Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07330


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Full Text
ANNO XXXII. N. 8,;.


Por 3 meses adiantados i$000.
Por o meses vencidos 4500.
. *^
TERCA FEIIA X DE ABRIL DE IS.'ili.
Por armo adiantndo I5jjOOO.
Porte franco para o subscriploi.
BUCO
EiVCARREGADOS DA SIRSCRIPCAO' NO NORTE.
Parihlbt, Sr. &smuo T. dt Natividad* ; Natal, t ir. J 01-
Juira 1. Pirsln Jnior; Aracaij, o 8r. A. dt Lamo* Braia ;
(ari, or. J. Jo) ds Olirura ; Maranhao, o 8r. Joaquim Mar-
qu rlodrigua* Piauhj, o 8r. Domingoi Herculano A. I't.ioi
C**r*ns*.- Para, Si. Jusiltno J. lUmoi; Amtionii, Si. Jaro-
ara da Coiu.
PARTIDA DOS COR REOS.
Olindi | lodoi o dial.
Caru.i ru,Bonito a Garanhun: noi dlai 1 15.
Tilla-Bella, Boa-Viita, Kiu' Ourieury : a 13 18,
("launa a Pira nina : segundas icitai- ferai.
Victoria a Natal : aai quinui-fiira.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommirclo : quarlin labbadoi.
Relaco Wreai-feirss labbadoi,
Fazenda : quartai a labbadoi ai 10 horai,
Juizo do eommercio:legundaai 10 horai a quintil aa meio-dia.
Juno daphaoi: Mguoda a quintal ai 10 horas.
Pritnaira vara do dril: legundia a hiui ao meio-dia.
Segunda rata da eril quartn i labbadoi aa meio-dia.
EPIIEMERIDES DO HEZ DK ABRIL,
S Loa nota ai4 horai.ls minutm, 4H tegundoi da manhaa.
!I Quarlocracenw ai 3 horas, 27 minutla 48 tegundoida m.
SO Luacbeiaai 6 horas, Bmiouloie 48iegundoida manhaa
17 Quarto minguanteai 8 horai,7minutle 48legundoids lar.
L l'RKAMAII DE nOJE.
Primal ra ni hona a 42 minutoida manhaa.
Segunda as 8 horat a 6 minutoida tarde.
DAS da semana.
7 Segunda. S. Epifanio b.; Si. Rufino c Pelcuzio presb. mm.
8 Terca. S. Amanrio b. ; Ss. Edizio, Maiima.e Miru mm.
!) Quarta. S. Demetrio m. ; Ss. Acacio Hugo lili.
10 Quinta. S. Kzequiel profeta ; Ss. Tcrancio, Pompeo e Apollonio
11 Seita. S. I.eao Magno p. doutor da igreja ; S. Antipas m.
12 Sabbado. Ss. Vctor c Vcssia mm. S, Constantino b.
13 Domingo 3. depois de Pascoa. Patrocinio de S. Jos.
HfCAMtEGADOK D\ Sllts Hips \<> vimi
Aiagoai, o Sr. i laudino Falca* Din Babia, *. ?. I
Ria da Janano, ogr. Joo Psraira Karini.
i.m ma \miii i >i.
0 proprliurlo do DIARIO Menoel Fitjawir** al* Parla.
Ilfraria Fraca da Iodepeodancia di. $ a 8.
PARTE OFFICIL
OOVERNO DA PROVINCIA,
Epedlent* do da .", da abril.
OflieioAo Exm. mareehal commandanlo dan ar-
ma, transmillindo por copia o aviso circular dare-
partieo da guerra de l."> de marco ultimo, dando
providencias,nSo s sobre o modo de contarle o tem-'
po de servido aos individuos, que de conformidade
com o disposlo no alvar le 1H de marco de 1757, e
na provisao de 3 de noverabro de t72K,slistarem-se
dos Corpus do eiercito, mas tamhein sobre o abono
da cralirrcacCo especial que compele a essas pra;js
como voluntarios.Igual copia remelleu-se a Ihe-
soararia de fazenda. .
HiloAawiiajao, dizendo que visto arhar-se o le- !
nenia rraucuee lUatWI de Mello Rego.nas circums-
i.nicias da ser atlendido uo que pede no requerimen-
lo que devolve, pode S. Exc. expedir -u.i- ordena,
par ser elle addido companhia fixa de cavallaria.
KiloAi> ine-mii, autorisaudo-o a mandar por em
liberdade,visto ter sido julgado incapaz do servico, o
i emita Joo de Dos Eufrazio.
DitoAo inspector da Ihesuuraria de duenda,
Iransmiltindo para os convenienles exame, copia
da acia do consellio administrativo datada de 17 de
marro ultimo.
DtloAo mesmo, recommendando a expedirlo de
suas ordens, para que na alian.lesa desla cidade, se
consinta no despacho, isento de diieitos, dos objer-
tos constantes da copia que remelle, o* quaes vie- .
raro de Liverpool por encuininenri.i que fez a Ihesou
raria proviucial, para o sea expediente.Commuui-
cou-se a esta.
DitoAo mesmo, desenvolvendo o requerimenlo
documentado, em que Manoel Comes da Silva Lou-
rosa, pede por aforamcutu o terreno llagado que fi- i
ca em conlinoacau ao em que se achjn edilicailas
ilua* propriedudes do supplicaule na ra da Praia '
de Sania Rila, alim de que proceda a respeilo,,dc
cnnforiuila.le com a infot marao do 2." lente An-
tonio Egidio da Silva, e do parecer do procurador
fiscal interino daquella llicsouraria, constantes da
copia que remelle.
DitoAo mesmo, anlorisando-o em vista rie sua
proposta a mandar abonar a cratilicaco inensal de
803*100 r. a Manoel Fernanda* da Cruz c Claiidino
da Silva Ferreira, em reinunerac/io los serviros que
leem prestado como mcmbrns da commissao'encar-
regada da compra e remessa ile soccorros para os
municipios de lord desla cidade.
DitoAo chele de polica, inleir.indo-o de liaver
autorizado a lliesouraria de fazetida a mandar pasar
de conformidade com os oflicios de S. S.a sob ns.
217 e 218,nao 'i a despeza fela pelo delegado do I.
districto desle termo, com o alagel de cavados para
acudir as necessidade* do servico durante a epidemia
reinante, roas tamben] os salario do enoarragado da
regencia da casa que serve de albergara aos mendi-
gos desla eidade.
DJlo Ao mesmo, declarando que Iransmiltira a
thesourarin proviucial para serem pasas, estando mis
termos legaes, as cotilas que S. S.-1 remellen das des-
rielas feilas com o sustento dos presos pobres nao s
da enfermarla da casa de rielencao, roas tambem das
cadeias do Scrinlnem e Caruar.
DitoAo inspector do arsenal de marinlia, appro-
vando o contrato que Smc. elTecluou com o mestre
dblate Sobralense para conduccao da plvora
nacional vinda da corte com destino as provincias do
Para e Amazonas, e remetiendo para 1er a conveni-
le direccao o nllicio em que solicita do Exm. presi-
deole dn Para a expediccao das convenienles ordens,
para ser paga all a importancia do Irete da referida
'plvora.fezjie o necessario expediente a re>pei(o.
DitoAoj'resma, para fazer examinar com bre-
vidada o que^nnlero as 12 pana- viudas da corle c a
que sa refere oQicio de Smc. de do correle.
DtloAo juiz de direito de Nazarclli, dltendoqtie
mu salisfalroria foi a noticia que Smc. deu de ir
epidemia naquella cidade marchando pura sua lo-
lal exlincr^o : que aprova a deliberaran que lomou
de|enviar o dpqlor Erneslo dos Sanios Machado, mu-
nido dos precisos medicamentos para algans punios
da comarca, onde cominuava a epidemia a devastar,
alim de prestar os seas soccorros mdicos :is pessoas
pobres qua all forem accoinmellidas ; c que espera
qne Smc. continu a desenvolver o zelo e dedicacAo
para minorar os sorimentos da r.lasse de mesma comarca.
;lo Aojuiz dos Africanos'livres, inteirando-o
de liaver o director do arsenal de guerra, participa-
do qae a Africana livre de nome Mauricia, dera a
lo/, no dia primeiro do correntc a urna manca de
cor preta e do sexo feminino. Kizeram-sc as ou(ra*
communicaroi".
Dilo Ao i uspeclnr da lliesouraria provincial,
para que a* vista do pedido que remelle, mande a-
diantar ao lliesoureiro pagador da repartirlo das
obras publicas a qiianlia de 11:1003 para continua-
rao das obras por administraran a cargo daquella
leparlir.io no crrente me/..Communicoii-scao res-
pectivo director.
Dito Ao Manto, (ransiiiiuiudo pan o fim con-
veniente copia da rclara > das despezas para o expe-
diente e asseio da repartiejao das obras publicas.
Dito Ao mesmo, au(ori recimcnlo que fez Mano-I Bezerra Cavalcanli de Al-
buqQerqoe, dando por fiador o teneiite-coronel l.uiz
l-'rancisco do Reg Barro, para fa/.er as obras do
empedramento de 500 brabas corrcnles no 15* lanco
da estrada de Pao d'Allio e de 1.000 bracas tambem
de empedramento nos 17* c IK* lanros da mesma es-
trada, sendo primeira com o abate de 2 por cenlo
no respectivo ornamento e a segunda com o de 1 por
cenlo.
Dilo A cmara municipal do Recite, remetien-
do em resposla ao seo ollicio de 2 do correte, copia
da informaran inini.lrada pelo inspector do arsenal
de mariulia, acerca do armazem que a mesma cma-
ra requisitou para servir de acnuiue publico.
Portaria Considerando sem efieito a nnmeacao
de Mainel de Albuquerque Cavalcanli para n puttn
de alteres da segunda companhia do batalhao n. :10
de infanlaria da suarda nacional da comarca le t,a-
ranhuns, por nao ter solicitando a respectiva 'tlenle
no pra/.o marcado, e nomeado para esse posto ao ci-
dadao Joaquim de Albuquerque Pessoa Cavalcanli.
Comrnuuirou-se commandantc superior.
Illin. e Fmii. Sr. Km
lindo, livo i honra de commi/nirar |>cs-oalnienlc
prximo
2^ le marfo
ubicar najaaoa
V. Exc. que. em virlude da sen-ivel declinatao da
epidemia reinante, acarbava de encerrar o hospital
de raridade, que, em 9 do mesmo mez, abrir no
conislorio da igreja de Nossa Senliora do l.ivramcn-
lo em lirneficio dos cliolericos indigentes.
Agora cabe-me a salislacao de rometter inclusos
a V. Exc. o mappa geral domovimenlo desse liospi-
i.il, a cola das despezas que rom elle! fu, e a lista
dos donativos que recebi antes e depois da sua ins-
lallacSo.
Deixei de incluir na mencionada ronla a impor-
tancia de triuta e setc camizolas de l.la recibidas rio
arsenal de suerra, por pcrtetircrem a lliesouraria
de fazenda que all as depositara, e ignorar o arse-
nal o prn;o respectivo. Como esle pasamento se
nao pode realisar logoealtenla a nalurcza do proces-
so a que est sujeito. reservei a quanlia de 829987
res em que avalle) as camizolas mencionadas,
alim de paga-las em occasiao opportuna, remetiendo
depois a V. Exc. o que riella sobrar.
Ha pnrlanlo, em favor do hospital em meo |>oiler,
tim saldo de 6:1538000 rcis, o qual com duas pecas
jardas lili l| esetentae Ires covados de baela,
sessenta c um cobertores de lia, viola c qiiatro len-
coes le briin c Irintl esele de alsodAo, olTerero em
nome do fundadores dn liospilal, para socenrro da
pobreza desvalida, e lica desde ja a disposicao de
V. Exc.
Permita V. Exc. que aproveite o ensejo para a-
gradecer a V. Exc. o eflicaz apoto que se riignou
dar-me nossa empreza espinhosa. e sem o qual nao
leria eo consesuido realisa-la'em menos de Iresblias,
quando o cholera sacrilicava m.iisde cem victimas
por dia nata cidade. Alem de franquear-me desde
principio lodo os valiosos recursos le que dispfle, V.
Exc. empresou no hospital di. l.ivranienlo, em vir-
lude le rcqui-irao mitiba, o Dr. I'ossidonio de Mel-
lo Accinli. que, sem outragralilicacao alem da con-
tratada rom o governo, preslou all importante ser-
vicos, rerommcnriatido scsempiepor sen zelo e pon-
lualidadc.
Com o Dr. Possidonio, serviram no hospital os
Drs. Maduro e Kibeiro, e o eslmlanle Joaquim da
Silva liiisman U Taculdade Medica la llahia, caria
um dos quars fazia um quarto le seis horas por dia,
liavendo assim sempre medico no hoapilal promploa
| ocrorrer as urgencias delle e das pessoas de fura que
' rprlamavam scus servidos professicnacs. I
O Dr. Dias remandes, a quem o lugar de medir)
po hospital de S. Jos impedia do servir todos oi
lia no do l.ivramento, dedicou a este as poucas mi-
sas que aquelle llie deixou ale a chcsala do Dr.
Posidonio, com a qual consegu regularisar os
quarlns.
ODr. Pereira da Car oa, impossibilitado por na
consideravel clinica de fazer quarlns em subslilui-
jao de seas collegas empregados no hnspilal, pres-
tnii-e graluilamenlea visita-lo nos primeiros dias, e
affereceu-sc para continuar suas visitas do mesmo
modo lodas as vete* que cu as considerasse neces-
saria.
Todos se hniivrram da mancira mais lonvavel,
no desempenlio de sua nnbres funecocs, sendo que
nenhum dos gralifirados, apezar de minhas repelidas
instancia*, eonsealia |em ajuslar-se comigo acerca
ila relribuiro pecuniaria qneIhat devia dar, e o e-
j ldante (.u-ino regeitnu-a, em beneficio -da pobre-
za alllirta, quando depois do encerramento lo hospi-
tal Icnlci remunerar scus servi;os prestados sempre
com inulto gusto no piarlo le meia noiic as seis ho-
ras la manhaa.
O Sr. Jos Podro da Neves. boticario do hospital,
merece larobcm honrosa meneo pelo infatigavelzelo
com que servio sempre. luico encarregadoda bo-
tica, desde o da 11 de marro, em rotxequencia da
molestia do Sr. Mano i Knmao de Carvallio, que o
ajudou al tallo, esse moco estimavel, oceupario
noitc e dia los sea deveres, leu constantemente
provasde urna dedicarlo humaiiiriadc qucuaoces-
sei de applaoriir e admirar.
A M400N4R1V DAS MI HIERES.
Por Carlos Monselet.
~
SEGUNDA PARTE.
IX
Abre-te Sesame.
l-ilippcrerehqii. segundo a promessa do conde,um
convite para o baile do palatio do Havre.
Era certamente grandissimo livor ; por qaanto os
saines do Havre s ahriam-se duas ou Ires vezes por
anuo a ama maltidao herldica.
Filippe leria podido licar mais espantado ; porcm
desde algn dias o espanto tornara-te nelle sensa-
cao embolada. A's realidades glaciaes linham suc-
cedido sem Iraniirao as magias radiosas ; as amraris
tinrstras, cojo echo nao zauia-llie mais aos ouvid,
aram substituidas pelo alegre coro dasesperanras sc-
melhanles as ligaras celestes, qaando precedem o
Carro da Aurora nn quadro de (ioide.
Er.im quasi onze horas qaando elle eulrou no pa-
lacio do Havre.
A primeira pessoa que vio com a rapidez de olliar,
que i as aguias riipulam aos amante, foi Amelia.
Esla tinha o divino veslnario branco das raparigas
que as envolve como em urna novem; o marmore
le sua espadua luzia debaixn da sirca ordenada pe-
la severidad* materna, os lyrios de ara* bracos hri-
Ihavain pela primaira vez. Sua cabera haioui.aria
com deseuibarae i motlrava em grnsas",tranias eits
cabellos da mais viva Cor negra. Calvez Amelia ig-
IfoTSSJe-?aa belleza; mas seu porte linlia a firmeza
de rara, qj.'juer um palacio para lliealro; era um
porte soberano (peis.heesse o adjeclivo que melhur
o pinta) sem faliar-lhe penhuma das graras de don-
zella, a molelia, a serenidad* e o sorriso.
A admiracao lornou a Filippe immorel durante
algunt instantes, t-.ra a segunda vez que a lilba do
conde de Ingrande enconlrava-o, mas por maneiras
mui differeotes: boje pela belleza, hontem pela -im-
plicidade.
Elle manobrou para enconlrar-se com Amelia.
Ella reconhecea-o logo que avislnu-o. Abaixon os
ilhos corou mais vivamente do que permilte urna
impressao de sorpreza.
No mesmo instante Filippe scnlio anles do que vio
ciliir sobre si e parar o olhar da coudessa.
Elle incliiiou-se prnl'iiudaraenle; mis madama
de lugrande nao repoudeu a' sua saudac^o.
Todava nao cessava de examina-lo.
L'ma inlencao tao injuriosamente manilas!a nao
pndi* escapar a hili|ipe.
Tambem no escapou a Amelia, na qual o rubor
cedeu repenliuameule o lugar a una palidez dolo-
rasa.
Irr.i! murmuroa Filippe mudando de rumo,
atio tenho a simpathia da mai.
A mullido era numerosa. A rada minuto elle
*r rarnnhecido por algnem que tnmava-lbe alfer-
tuuiampnle o hraro. Sen crediln lornou a subir
muito nessi noite.
Alravez do lumullo dn baile nao Ihe era possivel
seguir o pasaos de Amelia. De quando em quando
ella a vil moslrar-ie no vacuo aherio por urna qua-
f () Vida Otaria o. 81.
drilha, c depois desipparecer na onda volteante das
tato*,
Se o pai aalivesaa aqu quSo contente licaria !
dizia Filippe comsigo.
Dus horas pasaram-se nessa conlempla;ao in-
coiiimoda e minias vezes iulerrompida. Kile cuidou
em retirar-te. Alias desda algans momentos maria-
mesella de Ingrande subtrahia-se as suas |iesquizas;
elle suppoz queja tinha voltado.
Atravessando um pequeo corredor que unia o
sali principal as antecmaras, Filippe arhou-se
dianle riella.
A raparisa den um grilinho, mas parou.
I'oiica sent passava cilao.
Oh! senhor. liase ella a Filippe com arenlo
que locou-lhe o coracan, rogo-lhc que disrulpe mi- !
nha mai... Crea que ella nao > recunheceu.
Vossa excellencia he mil vezes boa, respnndeu
elle; a senliora coudessa nao necessita deju-lilica-
tao. De fado, quem sou eu ios seus'.ilhos'.' quem
sou aos de sua lilba'!
Estas ultimas palavras foram proferidas em lom
mais baixo e quasi trmulo.
Vossa smihoria he amigo de meu pai! lornou
Amelia, crguendo para elle um olhar brilhante, que
pareca convidi-lo a' altivez; e esloa certa de que
meu pai sabe empregar dignamente sua amisade.
Obrigado! exclamou Filippe transportado pe-
la nubreza da moca ; eslas palavrs me leriam cura-
do, se eu estivese ollendidu; ma de sua mai sotlre-
rci ludo sem queixar-me.
Soll'rer lalvez mais do que pensa, dias* ella
com timido sorriso.
Q*M importa respondeu Filippe; acaso nao
levo desde agora um remedio infallivel para lodos os
metis solTrimentos"!
Qual '.' persunlou ella inquieta.
A visao leste instante, e a lerobranra de sua
admiravcl solirilaile, disse Filippe Bevle.
A clicsada de algumispessoas separou-os.
O seio de Amelia erguera-se ultimas palavras do
mancebo.
Ella sentio quasi satisfazlo de poder deixa-!o. Mas
antes disto enviou-llie um dos odiares por ondeo
coracao lanca-se todo, e que tem o valor de urna
promesa.
Filippe vio-a afaslar-se sem poder dar um pao,
e semelhanle a um hoinem atacado de paralysia.
Tocarain-lhe com o cotovello, mas elle nao mo-
veu-se.
Fallaram-lhc. elle nao leve respmla.
Itepenlinameule (ornando a si sahio aprestado do
palacio de Havre, c coinecou a pe em Paria nina Ha
carreiras loara, delirantes, que lem dado lodos a-
quelles qoe alraurm nina feliridade muilo extraor-
dinaria, carreira sem alvo, sem cuidado da ras es-
cura e lodosas, e.oin discursos proferidosein voz alta,
rom aposlroplies as paredes, snrrisos as estrella, len-
do a 'abeca descoberta, o sanguc rpido como um
rio, o coracao palpitante ; earreiraque devora leguas,
bairro, barreiras. oa parando sbitamente para al-
mitlir una ronideracao, para discutir um obstculo
equecido, .lepois continuando mais frenticamente
do que nunca, rrpellida a>consirierac;ao e pulverisa-
do o obstculo, lando olliar victorioso, uesln thealrel,
toda a especie de grillnos de alegra, e o pe infali-
gavel romo um .lildeo Errante da feliridade !
Ja ra alio da quando elle vollou ao sen aposento
da rna de Vinlimille.
Filippe Bexle eslava decididamenle dcsencaulado.
Nascia para nova vida, ia nasrer para nnvos sent-
mentos. Pela intervencao; activa do conde de In-
grande recebeu outros convites|divcrios, que Ihe de-
( Sr. Antonio Jos Comes do Correio e qualro li-
llios seus, nenmbiram-se sratuil.iiiienle das enfer-
maras, as quaes, auxiliados pelos eufermeiros pa-
gos, prestaram servidos relevantes.
Huiro lano pede a justicia que diga da senliora
Maria Joaquina la Concn;,1o, eiiferineira gratuita
do hospital desde a sua ilnlallar.to.
0 Sr. Jos da 1-oncecaSilva, alem deencarregar-
se do fornecimento de ceno ohjcclos e da comida
dos enfermeiros, serventes etc., nos primeiros dia,
empresloii-me parte da casa da sua residencia, que
servio le corintia do hospital.
O Sr. Francisco Ribeiro Pires concorreu rom
leu- srvenle. gratuitos ale o encmamento do hos-
pital.
Cumpre-me tratar agora dos Hvm. prefeito da
Penha, guardin de S. Francisco e provincial do
Carino, caja valiosa cooperaran V. Exr. se dignou
solicitar em beneficio ilos cholericos medicados no
Livrameuto, e faco-o com a maor -aii-iarin por se
haverem loilos inleressado altamente pelo serviro
relisioso do bnspiUl, onde raras vezes se deixou de
ver um lelles, e maitas, se enrnnlraram lodos sem
acrordo ou ronvile previo.
OsKvm. Fr. Herculano, doCarmo, e padre Juan
Jos da Costa Kibeiro, coadjutor da freguezia de S.
Antonio, nao ce-aram de visitar aquella rasa de ca-
ridade, aecudindn aos cholenco quando convinlia,
um com a confisso, c o nutro com ella cSantissimo
Viatico.
liando asim por concluida a larefa de que me in-
cumb, reta-me declarar a V. Exc. que remelli de-
pois de convenientemente desinfectadas, as camas,
lonca le mais objeclos aproveitaveis do hospital
do l.ivrametilo para o grande bospil.il de Ca-
ridade. como consta dos recibos respectivos, os
quaes com os colonia e sele docnmenlns comproba-
torio da conta inclusa, voo depositar na lyposra.
phia rio Otario de l'er/iamhtirn, afim de serem fran-
queados a quem os quizer examinar.
Aproveito a occasiao para renovar meus protestos
de estima e consideraban a pessoa de V. Exc.
Dos guarde a V. Eic. Hecife ."i de abril de 1836.
Illin. e Exm. Sr. conselbeiro Dr. Jos Denlo la
Guilla e Figueiredo, disuissimu presidente da pro-
vincia. Dr. Filippe /.ope.< \elto.
Servindo-se Vmc. de rommunicar-mc lodo o
movimento do hospital inaugurado no consisto-
rio da igraja de Nr.ssa Senliora do l.ivramento, no
dia 9 dn mez prximo finito, sol os aospicios de pes-
soas caridosas, para serem nelle tratados os indivi-
duos pobres ccommrttidos da epidemia reinante,
acaba de p*ir a disposicao desla presidencia a quan-
lia de 6:1039000 rcis, que sobrara do c.oslein do
mesmo hospital, encerrado cm 2!l do referido mez
Cumpre-me siguilicar-llie o meu reconhecimenlo,
e tributar os devidos louvnres nao s a Vmc, que
lomou a seu cargo a direccao daqaelle pi cslabele-
cimenlo, como aos relisiosos das diversas ordens. e
a lodos os meonens e enfermeiros, qoe muito se dis-
tinguirn! pela solicilurie e desinleresse cora que
prestaram os scus valinos prvicos, dando por um
lado a mais evidente lestemiinho de sua philaulro-
pia, e por oulru cnadjuvando o governo na pesadis-
-iiii i larefa lesnecorrer a liiimanidailc le.svaliita.
Aceitando a generosa olTerla que Vine, faz em
mime dos fundadores do hospital, vou ofliciar
commissao central de beneficencia para receb-la, e
dar-lhe a applicaeao indicada no oflieio que Vmc.
me dirigi em ."i do corrente. O que tuda levarci ao
conhecimenln ilo governo imperial.
Dos guarde a Vmc. Palacio do governo de l'er-
nambuco, < de abril de, Is.'.ii.
/Ose lenlo da Ctinhft c Figueiredo
COMISANDO DAS ARMAS,
Qnartel genaral do cooamaodo da* artatat de
Fernambuco na cldada do Reclfa ata 7 da
abril de 1856.
ORDEN DO DIA N. 239.
O marcchal de campo commandanle das armas
faz puulico para conhccimenlo da guarnido desla
provincia, e de quem mais interessar nossa, o avi-
so circular do ministerio da Ruerra de l"> de marco
ultimo, abaixo transcripto, providenciando as s
sobre o modo de conlar-sc o tempo de servico aos
individuos que de conformidade com o danosla no
alvara de ll> de marc le I7.Y, e na provisto le .">
de novembro de I7IS" alislarem-sc nos corposdo
exercilo, mas (ambem acerca do abono da sratili-
cac.ni especial que Ibes compete como pracas volnu -
tarias.
Determina o mesmo marechal de campo, em vir-
lude de deliherarao do presidente exarada em of-
lieio de do corrente, cobrindo o requerimenlo do
Sr. teucnte do corpa de etado maior de l.fl classe.
Francisco Kaphael de Mello llego, que este Sr.
ollicial passe a servir romo addido na companhia
fixa de cavallaria, afim da adquirir inslrucran pra-
tica, e abiti(ar-sc no sentido do 5 2". do artigo K."
do regulameulo approvadn pelo decreto ti." 772 de
.11 de marco de 1851, continuando luda via no em-
prego provincial, que se acha exercendo, vislo como
rna a occaiao de lomar a ver Amelia. Todas as
vezes a moca pareca alesrar-se pela sua presenca ;
mas debaito da vista glacial da mai era obriead a
impor silencio ao seu coraran, e descer o veo das
pestaas sobre as chammas do seu olhar.
Ao passo que os cnrnntros de Filippe Bayle lor-
navam-sc um habito lerna para Amelia, casavam
importunaran e cuidado condesia. Ella a princi-
pio eslranbou, depois irritou-se por ver lodos os sa-
les, memo os mais aristocrticos e os mais purita-
nos, aculherem a esse mancebo, como se tivese a-
chado algom talismn dos enntos rabes. Sua sor-
preza e sua colera nao liveram limite-, quando em
um banquete dado pelo cnsul da Dinamarca, seu
prenle, ella vio collocado a seu lado, Mr. Filime
Bevle!
Poneos las lepois desse banquete o conde de In-
granrie rrcebia una caria concebida uestes termos
argentes:
r Meu charo c hom pai.
o Tenho absolula necessidade de ver a Vmc. Dis-
ta depender toda a minha ventura.
i' Amanha qaando minha mai rceolber-se sua
alcova, isto he. depois das dez horas da noile, venha.
Entre pela porta do jardim, o qual, como Vmc.
sabe, lem urna sabida paia a ra de Saint llonorc.
Nao toque a sinela ; bata. Thereza estara a espera.
Porque, charo pai, obriga-meo destino a recor-
rer a meios tao romntico, para v-lo a fallar-lhe'!
ii Al amanlna a noite; venha com Ihesoaros de
indulgencia para sua lilba respeitosa.Amelia.
O jardim e o vergel do palacio de Ingrande oceu-
pava vasta extenso de terreno.
A's dez horas e meia em poni o conde chesou a
porta indicada, e baleu sezundu a recommendacao
da titila.
Thereza abri logo, mas recuou exclamando com
sorpresa :
Ah o senhor conde nao vem siizinho !
De facto, alraz do conde baria urna sombra, nm
bomem.
Oh de certo, nao venlio siioho, responden o
conde, .luisas quena minha idade. e em semellian-
te noite posso andar pelas ras sem companhia'!
l-'.iilroii eguido pelo companheiro.
A porta do versel fechou-se sobre elle.
Agora, disse Thereza, vou avisar a senliora A-
melia.
Val e nao le demores; pois as nuiles do oiilnnn
sao fria, e cabe destas arvores una humidade peri-
sosa. Ah I qae pessiiuo dador de sernalas teria eu
sillo nos seculos passadns !
A camarista alastara-se rpidamente.
O conde de Ingrande vollou-se para o companhei-
ro e disse-lhe :
Meu charo, rcitero-lbc toda a minha sraldao
pela hondada que lova de acompanhar-ine al aqu.
I raucamente heileilicacao.
Nao, senhor conoie, he um dever para tnini.
Apenas vosa exrellencia aiinuiiciou-ino seujdesisiiio
ao sabir do club, nao hesitei.
Praza ao eco que sua senhoria seja recompen-
sado de seu herosmo! Mas receo muito que o eco
dalla noite nao nos conceda outra cousa senao um
lelliixo. A culpada ser essa louquinlia de Amelia.
Bofe! eis-aqui um luga basa erolhido para snas
ronlidenrias.
I ronde ergueu os olhos para as jauellss da casa
e exclamou
Ah meu Dos 1
O que, senhor ronde '?
Nao v urna luz no segundo andar?
No segundo andar, lim.
esle emprego exige a sna permaneucia neta ca-1
pilal.
.friso circular.
Rio de Janeiro, ininiterio dos nesocios ria guerra '
rra l.i de marro de ISti.IHm. e Exm. Sr.Au-1
lori rem-se nos rorpos do exercilo com prara de cadete
individuos to caso de o serem, que lenha.i rnmple- :
tado qoine anuos le idade ; e a pmvi-ao do con-
selho nllramarino de 5 de novembro de I72H a i
arenlarem-se volunlarios com a idade de 1 anuos, j
urna vez, que fenhao roboslez para o serviro da ar-1
mas; ach.mdo-se tambem eslalielecidu pororriensI
reiterada do governo imperial, que aos individuos
que assenlarem prara voluntariamente rom menos
de IS anuos de idade se uSo abone a graticacao es-
pecial marcada lias leis M vigor para os volunla-
rios ; o mesmo governo querendo harmnnisar a
coexistencia de taes disposices lem prejudicar o
servico militar, nem os individuos que ti elle se de-
dicaren! voluntariamente, asen(ando praca antes
dos de/.oito anuo de idade, delermiaaqiie estes pas-
seni a perceber a dita gratificaran especial, logo
quem completarem os refeririosj IS aonos, sob con-
dir.i.i porem de conlar-se dessa poca em diante n
prazo que datan servir como voluntario, sem rom-
Indo perrierem direito ao tempo de servido anterior
para outros elfeitos que nao abaixa ; o ficando-lhes
a facnldailc de resignar a graliftnjio especial, se
prellerirem que se Ihes cont o tempo da le para
lerem baila desde o da em qoe elTeclivamcnte as-
senlarem praca.
De qualquer deslas parlicularidades que necorrer,
se fara expresa menean nos asenlamentos de pra-
ra do individuo no livro melre do re*pectivo mrpo
atim de ohviarem-se duvidas que poisao apparecer
a lal rwpeite.
Dos guarde a V. Evc. Marques de CasiasSr.
presidente da provincia de Pernamburo. Jos
Joaquim Coellm.
EXTERIOR.
Em urna das ultimas sessoes da academia das sci-
enras, oSr. I.everrier apresentou um trahalho, fei-
lo no Observatorio pelo Sr. Liis, sobre a Icmpesla-
de no mar Negro cm novembro de IK.il, e eulrou a
este respeilo as particularidades seguintes.
Nao osl esquecida a tempeslade que, em I i de
uoverabro de iKi, causou tao numeroso sinistjos
no mar ^egro, e Irouic a [lerda da nao llenrique
i.". No mesmo dia, ou com um dia de inlervallo
segundo as localidades, borrascas arreheulavam na
parle oetc da Europa, sobre a Austria'a Algeria.
0 phenomeno pareca, pois, ter-se estenddo sobre
urna immensa superficie. Ksla circumlaucia nota-
vel attrahio a allencao do nusso illuslre collega, o
Sr. marcchal Vaillanl, ministro da guerra, que
disnou-se escrever-me convidando-me a emprehen-
der o esludo das ciicumstanrias em que se bavia
produzido o phenomeno, ealiancaiilu o seu con-
curso.
a Para poder corresponder as inlenres do mare-
chal, dirig urna circular aos astrnomos e meteoro-
logistas de todo os paize, rnsando-lhes de Irans-
millir-mc us esclarecimenlo,, que poderam ohter
sobre o estado da almosphera nos dias 12, 1:1, ti
15 e l lo novembro de ISl. A estes cinco dias
limitava o meu podido para uaa fatisar os nossos
correspondentes, e porque meu filo era obler pri-
meiras indicaces 'om ajuda das quaes seria pnssivcl
assentar um plano para nina discassao ulterior.
r Em resposla a esla circular, o Observatorio re-
ceben mais de duzenln e cincornla remessas de do-
turaenlos. Sinlo nSo poder aqu rilar a lisia com-
pletadas pessoas, que nos fizeram o obsequio de for-
uecer esclarecimenlos, e ser obrigado a lirailar-me
aos nomes dos que transmitliram ohscr vaces rela-
tivas a superficie inlei'a de um paiz : a saber na
Inslaterra, os capilaes James e tilasher ; na Blgi-
ca, o Sr. Qaetelet; na Hollanda, o Sr. Boys-Ballol;
na l'ru.-ia, o Sr. Dove; na Austria, o Sr. Krcil
na Suecia, o Sr. Aghardt, etc. Keccbi as observa-
roes das Indias por intermedio do secretario da so-
ciedade asialica, e as das nossas colonias pela nter-
venlo do Sr. Mestro, director das colonias no mi-
nisterio da m.imilla.
i Confiei a discassao de lodos esses documentos
ao chefe da seccao moleorologica do Observatorio,
o Sr. I.iais, e he de seu importantissimo trahalho
qne passo agora a dar conta :
< A simultaneidade dos tufoes a lele e oesto da
Europa havia, ao principio, feilo crer na rontinui-
dade do phenomeno. Mas a medida que foram os
esclarecimenlos chegaudo, reconheceu-se loso que
as borrascas da I-ranea e da Crimea eram dislnctas.
No centro da Europa, em Vienna, entre outros pai-
res, a almosphera era calma a I i de novembro, pos-
tu que na capital da Austria o vento (otse atada
bastante forte oa noile de 1:1 paral). A tempesla-
de que comeeara a 1 i em Pars, e chesou a seu roa-
He cousa terrivel!
Qua cousa terrivel acha niso, senhor conde.
Airas da cortina vi passar o perfil de minha
muiher.
Cu* idea!
Oh reconheci-a basto. Sera completamente
ridiculo que eu tivesse vindo inrielluxar-me debai-
xo das janellas de minha mulhrr. Crcin que eu li-
caria oito dias asasladn com Amelia... Veja como
larda ella em cliegar que lem a commnnicar-me'
Sua ventura, ah provavelmenle algiima meninice :
a mai Ihe lora dado alsum desgoslo... ou oulra cou-
sa. Bem! ja comero a (oir.
Seuhor conde I
IJu* ha
Ouro passos.
De veras'!
Alguma pessoa vem dsle Isdo, corre...
Corre'! he ella ; que iiiiptedeuria para ir de
encontr i arvores. OccuJIe-w all, meu charo,
airas daquella moula, e nao i a; i iienham movimen-
to. 1 m nada assusla as raparigas, e embora seja
de pouca importancia sem duvida o que esta (em de
contarme, nao convem qae ella julgue-se ouvida
por outreui alem rio pai.
O companheiro mvslerioso do conde de Inglande
obedeceu.
Era tempo.
O' meu pai quanlo Vmc. he boa por ter vin-
do! exclamou Amelia aprcsentando-lhe afronte pa-
ra beijar.
Confesso que sou assaz bom ; pois faz fri ca-
paz de desalentar a um paladino; admiro que nao
me tenhas convidado a saltar o muro.
Descalpe-me, mea pai; o que tenho a dizer-
llie exige lanas precauroes!
De veras"! I'ois bem, cnteouco.
Primeramente, disse Amelia apoando-sc ao
braco do conde, he mi-ler qae Vmc. toaba que cs-
lou informada da dillieuldade cm que Vmc. se
acha.
Une! sabes...
O acaso fez-mc sabor ludo.
O acaso si!
Oh sim juro-lhe. Fechada cm um gallineta
onvi a conversarlo de minha mai com... o homem
enviado por Vmc...
Que mais?
Sci, conliniiou Amelia, f|ae Vmc. nao he tao
feliz quanlo devia ser; sei que necessila de traan-
la* mil francos. ,
Ah sim, minha lilba:
Releva que Vmc. os lenha, meu pai! releva
que ns teuli i quanlo antes!
He lalnhem o nicu desejo. mas porque mein'!
Imasinei um plano, disse a mora.
T'i, Amelia ?
Sim, meu pai.
Inleressa-mc prodigiosamente. Vejamos leu
plano.
Prometla-me primekaznenle nao reprehen-
der-me...
Prometi.
E nao zumbar de inini.
Tambem le promeltn-, mas o plano !
Ki-io : Sthe, meu pai, o mellinr que pode la-
zer, para sabir da ililliriildade em que esta, para ser
mleii miente diloso'
He !...
He casar-me sem demora.
Casar-le, minha lilha'.'... A|iproximemo-nos
desla monta, aqui estaremos maii abrigados da ne-
ximo em Franca c Inglaterra durante os das 15 e'
Ki, nao se ligava, pois, de urna maneira continua a
que oalno furiosa sobro a Crimea pela manhaa rio i
lia 14.
Recorrendo-se ao lodo dos documentos, v-se i
que as duas frmenlas nao ticaram estacionarias,
mas liveram um movimento de translacao do oeste i
a leste. Assim a tempeslade, qne no dia li soprou I
no mar Negro, fra sentida, fracameule he vrrdj- j
de, em liain;i no dia 11, mais fnrtnmente na Aus- '
tria de l-J a 1-1, na Trausylvania a 13, e havia em- |
lim. augmentando sempre de intetisidade, alcan;arto |
a Crimea. Dahi vemos i phenomeno se transferir
para o Caocaso.
Nao se deve conlandir a marcha da tempeslade
com a do vento. A direccao do vento foi determi-
nada as eslaces meteorolgicas, ora com ajuda das
veleta, ora pelo correr das nuvens. As riirecooes
assim oblidas foram quasi sempre differenles ; mss
nem urna, nem oulras parecem ter relace- direc-
tas, ou pilo menos que se possam recouhecer por
nono dos documentos, com o sentido ria marcha da
tem pestade.
< Passetnos s indicaces forneridas pelas ohser-
vaces baromtricas.
(i Sabe-te que n'um mesmo lagar o harnmelro os-
rilla conliuuaiiienle ; esses inovimeiilos depeiideu-
do da mudanra ds nin-sas da ar, re-ull.i dahi que
devem existir na almosphera especies de nula- oo
vagas caraclcrisailas por um mximo haromelriro. e
gozando necessariamente de um movimento de traos-
la^au. As observantes coulirmaram a exislencia des-
sas ondas, e moslraram que ellas geralmenlo leem
immensas longuras. Ora. o Sr. I.iais pdd* recinhe-
cer c seguir muilas ondas desta especie, que em no-
vembro .le IK"t alravcs*aram a Kuropa le oesle a
leste. Hcumos graphico, execulados sobre cartas
que tenho a bonra de apresentar academia, mos-
Irao claramente a marcha do phenomeno. He em
alsumas dessas cartas que veio, afinal, resumir-se o
maco ilos docomenlns. Este excmplo provar as
peoa que espaolo-se da multiplicidade lo- male-
riaes inelenrolosicos que, por ama boa representa-
;5o graphica, elles se rcriuzem a urna forma, que
permute tirar cuncluscs n'um s e rpido olhar.
Em geral as vagas almospluricas nao ando so-
ladas. (I inlervallo entre as duas vasas consecuti-
vas forma necessariameiile um vao. l-'oi urna des-
sas depres-es que pas*ou sobre o mar Negro a 1i
de novembro de 1S."i na occasiao do lufao. Assis
fraca no comeco, ella atravesara a llespanbaea
Franca nos dias lo e II de novembro ; a 12, ella
havia chegario as provincias danubianas, c a 1 i, ao
lempo do primeiro lufao mencionado no rclatorin
do commandaute do l'lttliio, comecava alcancara
Crimea. Em todo o seu curso, ella nao cessou de
crcsccr, e foi companharia e seguida inmediata-
mente rie lufucs.
< A vasa que preceda esla depressao era peque-
a, e passava a 1J no Caucaso. A vasa que a segua
era, ao contrario, enorme e se achava na mesma
data sobre as costas iccidentaes da Franca. He esla
vaga ultima, que os esclarecimenlos recolhidot pelo
Observatorio permittiram seguir rom exactidao.
A 12 de novembro, ao meiotlin, .o rosto da on-
da passava sobre a cosa oriental da Inglaterra, que
ella cortava no 55. parallelo ; lepois ella se diriga
a sudoeste. Na longitud* do (>. grao ella lobrava-
se ao sul a cortar o canal de Bristol c a pona de
Cornouaille. alravessava a Mancha c a Brelauha, e
passava na foz do Loira, donde se diriga em linba
recta para Narhonna. Ella alravessava ao depois o
Mediterrneo, e chegava sobre as costas da AlgeTia ;
que ella cortava por um grao de loncilude oesle.
Em toda esla linha, a pres-.lo baromtrica, rcduzida
ao nivel do mar, aproxmava de 7711 milliinlros. e
exceda mesmo este limite em alguns pontos.
Mais tarde doze horas, a onda se desenvolva so-
bre as costas da Hollanda e da Belsica, passando a
les'.c de /.uvderzee, sa diriga sobre l.ille, passava
um pouco a leste de Par e de l.yo, e eulrava no
.Mediterrneo perlo da foz do Bliodano.
A 1:1 de novembro, a meio-dia, os esclarecimen-
los nos permillm seguir a onda a partir da entrada
do golfo de Finlandia, donde ella se dirigia para a
cosas sudueste da Suecia junio a ilha d'Oljnd ; ao
depois ella passava perto da ilha de Kugen, e pouco
logo a oesle de llerlim o de Dresdc. Dahi, ella vol-
lava para leste e vinha corlar o 5." parallelo a 1:1
graos de longilude lesle. Depois ella se dirigia no-
varaeule para o sul a encontrar os Alpes, sobre os
quaes se redobrava seguinrio em parle scus contor-
nos. Emfim ella enlrava, as fronteiras la Franca,
roa. Enlao dizias, Amelia, que em la opimao o
inelhor mpio de arraojar lodo era...
Casar-me, sim, mea pai.
Mas que relami ha entre teu casamento e
meus negocios?
Que! Vmr. nao comprehende!
Absolutamente nao, respondeu o conde.
Vou explicar-lhe. Oh sou mais relleclida do
que minha mai quer dizer.
Assim o creio.
Apezar da repugnancia que tenho as cifra, in-
lerroguei minha boa lia da Pressisuy e sube lella
que linha um dol pessoal de quindenios mil francos.
Oiiinhenlos mil francos que le vem de tea lio,
o fallecido meu irmjo ; sim, minha (ilha, a cifra he
mulo exacta. F^xcellenlc marqueza !
He muito... he de mais para inim. Tenho gos-
los simples; minha ni a lem-me habituado a isto
desde muito lempo.
A que vem isso'!
Amelia hesilou um pouco p depois disse :
A islo, meu pai: tome meu dote, e cae-me
segundo minha vonlade.
O conde tez nm movimento e aperlou sombra
as maas da lilha.
Essa ollera que nao espera va fez-lhe sentir mus
vivamente as accnaces de sua conscienra. O de-
veres de pai de familia appareroram-lhe enlao em
loda a sna sanlidade, e elle nada acliou para oppur-
llie sean a inulilidade le sua vida. Foi lanto mais
tocado pelo sacrificio de Amelia, porque esse sacri-
ficio absolvia-o em parle de nina premeditaban cul-
pada.
Ol! disse com siso, a innocencia he ainda mais
forte do que a diplomacia.
O pai e a fllha calaram-su durante algaos segun-
dos. Sua anwcio impedio-lhes de ouvir o rumor
de urna janella que abria-se uo primeira andar.
Ah velhaquiiha, lornou elle dissimolando
sua emocao. Machiavel de Icncinho ao pescoro, sao
essas tuas iivences'!
Vmc. prometleu nao reprehender-me, meu
pai.
Sim; mss nao promelli ratificar tuas lou-
curas.
laiocOras'!
Ou sonlios. se assim le agrada mais.
Fallei seriamente, meu pai, disse Amelia rom
tristeza.
Bem o sci, minha lilha. leu |irojccto procede
de bom coracao, mas... he irrealisavcl.
Irrealisavcl Porque i
Porque iienhun marido renanciar.i ao leu
dote.
Vmc. ensana-se, meu pai.
(I conde lo Ingrande ineneuu a caliera, c disc :
Conbeco a nnbrcza actual ; he pobre c lano
mais elisenle.
Mas nao he entre a nehreza que liz minha c-
colha, respondeu Amelia.
Isso he srave, minha lilha. lenins mu nome e
um titulo que ohrisani.
\ que, meu pai'!
A eondesaa nao deve lcrleixado de instruir-te
a esse respeilo.
Aquelle sobre quem l.iiuoi a vista, frequente
a nielbor soredade.
-- Isto ja be alguma roma.
lie moco...
Esta vislo I disse o conde rindo.
He grande, altivo a corajoso. Seu olhar mani-
fesla a superioridaric de sua alma, e a dislinccao de
seu espirito.
em o Mediterrneo, onde cessamos de a poder se-
guir.
Assim, ao passo que no rcnlro a onda havia. em
vinler quatrn horas, avancaclo desde as costas da
llrelanha al Bcrlim, no sul, ella atravessira o
valle do Khodano e viera parar sobre a cordilbeira
dos Alpes. Isto explica a anomala, que apresenlam
as observzres do valle do Rhodano, e que notamos
logo nos esclare, menlos que nos foram traninilli-
dos pelo uosso douto rollega o Sr. Gatearlo. O ba-
rmetro all lirn estacionario a 1:1 e a I i. em quan-
lo que em Pars elle naixava rapidamenle.
" A meia noile de 1:1, a onde acha-se ainda sobre
a cordilbeira dos Alpe. Ella (rampoz lodavia a por-
cau qae separa a Franca da Italia, e entra no Me-
diterrneo pelo fundo do golfo de Cenovs. Ao nor-
te, ella foi alem da embocadura do Oder.
A II de novembro, a omla pasa, a meio-dia,
um pouco a oesle de S. Peterdiourgo, e corre direc-
lameule para Danlzick. Dahi ella se rcdnbra para o
sul, e vai direito s cosa de Dalmacia, formando
lmente urna sinuosidade, que a leva um pouco
para oeste, e a approxima de Vienna. Ella atra-
vessa ornar Adritico, corta a costa da Italia no 1:1"
grao de longilude, e torna a entrar no Mediterrneo
|ielo ineio do golfo de Trenlo.
A partir rio meio-dia rie l ds novembro a por-
tan la .ni 11 que se achava no renlro da Europa ca-
minbava meuos veloz que as suas extremidades. Sua
forma representa ent.Vi a de urna Inperbole. A meio
dia de 15, o ramo sul desla curva undula ein torno
dos monlcs Crapak, alcanca Kronstadl, e se liri-
ge dahi para o liosphoro. A meio-dia de 111 ella Ja
tem Iranspatlo o mar Magro, Ns vemo-la no Ou-
ral perto de CathcrioemboiTS, donde ella se dirise
para Kalouga. Ahi, a f.lla de observaco.s, perdemos
o sen vestigio; mas ella leve le lobrar-se pura su-
lesle, pois a tornamos encontrar perto de Titlis.
- Fazendo nina sec;ao as ondas, segundo o 5.
parallelo, latitude da Crimea, vemos que ella en-
fraquecem-se alravessaodn o renlro da Europa, e
engrandecem novamenle approxmando-se lo mar
Negro. Assim, a 12, o mximo se elevava a 171
milliinlros as costas occidentaes da Franca (II; a
1:1, nos Alpes, elle nao he mais senao de 7ti7 mil-
limetros ; mas a onda decresce repentinamente como
urna vaga prestes a despedacar-se ; a II, o mxi-
mo desceu a 7(1-J millimetros ; a l.i, elle sobe a 7 inillimetros, e parece ainda augmentar a 16 na ap-
proximsc.lo rio (Caucaso. Oulra divisan no ll." pa-
rallelo m.i-ira igualmente que a onda se enfraque-
re no centro da Europa.
s A regiao central da Europa era mai frgida
que as parles de oeste c de leste. Debaixo de um
mesmo parallelo. a dillerenra entre osic e leste al-
cancava mesmo l'i grao?.
Depois de liaver deseripto a marcha scral da
onda, o Sr. Liis examina como operaram-se o
transportes dos mximos e mnimo sobre essa onda.
" A linha, diz elle, que -ep ira os ponto pelos
quaes o harnmelro sobe e aquelle pelos quaes des-
ee, nao lepende do valor absoluto da pratsao ; a
linha isobarontalrOi ao contrario, nao he definida
pelo movimento do horometre, mas sim nicamen-
te pelo seu valor absoluto. Aleta lestes Inus sys-
lemas de linhas, cunsiderainos um terceiro, que se
pode chamar linha'de transportes da< ondas, e qae
lepeurie ao mesmo tempo rio valor absoluto da pres-
sao c dos movimenlos do barmetro. Para definir
este systema de linhas, basta allender ss variacoes
de presses sobre o cume ri'uma onda. Se seguir-se
esse cume, obiervar-se-ha ama serie de augmenta
/ei e diminuidles da pressao. Essas difl'eren^as se
Iransporlam ao mesmo lempo que a onda. Se se reu-
nir por urna linha a serie dos pontos que oecupa
successivamenle um mesmo mximo oa um mesmo
inmuno, ter-seha o systema le linhas, que consi-
deramos, e que corta as ondas sob ngulos variavei.
o A respeito da onda de 12 de novembro existia
um mximo na Mancha. II mximo se havia trans-
portado a t:l de novembro, ao medio, para perto rie
I ir.'-.lo, e d'ahi pareca caniinliar para o Bo|ihora .
A respeito da mesma onJa, exista nm mnimo ao
sudoeste da Franca. Elle (rausporlou-se para per-
to de Vienna, passando ao norte dos Alpes, c d'ahi
pareca se dirigir para o Archipelago. Emfim
um mximo parece 1er acompanharin a onda sobre
o Mediterrneo. I m oulro mnimo exislia sem dn-
viria no norte, mas a ou la de 12 pode, falla rie ob-
servantes, ser prolonsada alem da costa oriental
da Inslaterra. Esse mnimo ches,ira a 1:1 perto da
(I) Todas essas presses sao trazidas ao nivel lo
mar.
illi i de i lland, aleancou as costas da Prowia na
circamvisinlianca de Danliirk, avanroo a late ale
ao 15a* grao de longitade. e d'ahi paca >alsse. A
onda pareca, pois, ter urna tendencia a earregar
para o mar Negro a Archipelasn. Inleiisaaoole a
falla complots de documentos respetl* da Tor-
qoia, c o peiiucno numero lo. da Kns-ia nseridt*-
nal remedidos ao observatorio nao permitiere pro-
lonsar esas linhas com evadidlo.
Assim, diz o Sr. Etais terminando, o venta
fraco acompanhava a onda atmopiierira ; aeaao
forte e a saraiva a depress.1. Provavelmenle a a<-
c.io sobre os vapore, produtida pelo re-fria*aenlo
devido a diminuir,, da preoao, na* he inlaira-
mcnle eslranha a este pheoaraenn. Pivle-se taoa-
bein allribuir aos vapores urna irrio sobra crtt-
cimento de inlentidade qae a depre.sa* soMraa pas-
sando sobre o mar Nesro. Emfim a ditjrroatra
de temperatura eolre o rontineale ocoano leve
tambem de exerrer urna influencia. Novo dora-
men!'--, abracando urna maior dorarlo de tanas**.
serio neressarins pira se poder determinar a influ-
encia particular de ca 11 urna deslas rao*s. Taat-
bem nos seriain precisa* as nbervar4i ds Aoacvira
lo Norle, as quaes nao chesaram todas, para aaber-
m. se a onda lev* nacimenlo no ocano oa as
cosas da Europa, ou se ja cxilia no novo conti-
nente.
A onda sempre manifelou uma tendencia la*'
uotavel a retroceder e a parar obre as mnalanha.
e clevacocs do solo. E por io levoa quasi viole o
qa.ilro boros a transpor os Mpea. Ilaveria STande
inleresseem Iracar um sramle numero de onda* at-
mnspheriras. Suas relaces com as aaperidado do
solo polem fazer arredilar que ellas leal esa cada
loraliriade formas predominantes. Seta dorio
mesmo he das linhas de Iransporle le mxima e
mnima. Tambem pode er que exisla anta eetta
prriodicidade na drecro das onda, sesaado .->-
lacio. Isto pareca ja resultar d alsumas imr.li
gai.oes do Sr. Morirle! sobre as >nds de jaabo.
Applirares pratirai d'uma grande alilidade r*ol-
tariam entao deste- esltidos. -
Em conclusio.
a As tempestades do mez de novembro da IH5I
fnrim produzida por vagas atmospherieas qae alra-
vessaram a Europa de oesle a leste.
s A vasa de ti de novembro robria toda a ton-
sura da l-'.uropa.
ii Ella aIravesou a Europa em quatrn dias ajoar.
i. A d,recri do meteoro o sua velocidad* aw
tem ratafia scral definida com a direcraoe a velo-
cid de do vento, assim como as ondas que se pro-
pasan) na superfi'ie de uma asas corrente ni* de-
pendem da direccao des asna.
ii Na resiao occujiada pelo come da vasa, a al-
mophcra era asss calma. As tempestades rorre-
p..n lem as depressoes.
.i A depressito posterior caason a tempeslade 4
dias 1 i, 15* ll> de novembro em Pars.
A ilepressiiii anterior, frac a m em ihraliar.
bislanle fraca a II em Malla, mais forte a IJ em
Vienna, mai. forte ainda a 12 e I I em Vianaa. Car-
tn e kronstadl, precipita-te emlio a 11 sabr o otor
Negro.
< Aqui eitabeleca aa urna seria de quesi.-e-:
. Donde vinham essas ondas? Onde a* proda-
zio o phenomeno que Ibes dea nasrimenlo.
i Sua Iran-lar io h* sempre independente la di-
reccao do venlo '! Sua volocidade de translaran ol-
ferece algama le em todas a> rondic.>es '
A accao dessas ondas nao produziria senao ama
o -illai-ao da almosphera, m Iranslaco, e a trans-
lacao do phenomeno -seria devida ao vento i
Como se v pelo que precede, apezar da in
sidade dos documenloe ja reunidos, nevos esciar -
c i meo las s3o necessaros. Impos-ivel mesma fia ale
asora fazer anda aso da observaron da I ada e das
ridonias. porque lallam no pontos ialeeineoaarsoa.
As observacees da America do Norle. da Ra-sia
meridional, da Siberia, da Tartaria da (.recia,
nem Indas chesaram. Posto que nutra-nos a of*-
rattga de chesarmos a enrher e--as tacanas, n i> qui-
zen.os deferir por tarso lempo le entreler a acade-
mia sobre os resultados a oblidos, para rolrar*M
A nossos correspondente* que os cM*lareriasealo<.
que elles nos transmitliram. nao foram laatet. o
II.s fazermos ver. antes le reclsn.ar-lbes oolro.
a necessidade de novos esclarecimenlos minorioaos
que se rcliram a um maior inlervallo le lent|*>.
.i Km presenca de phenomenos tao rvtrn-.. *
dianle da seneralidade des quaes desapparocem as
pequeas arcoes locaes, pode-sa sem duvid* estie-
rar que seja possivel suhmrlter a' analv-e aa priari-
E de tudo isso conclues que renunciara aoleu
lole ;
Estou certa de qae elle nao quercria dever sua
riqueza a oulrem scnSo a si mesmo, exclamou ella
com orsulho.
Oh eis o que me parece bem extraordinario.
lusa bem natural, mea pai.
Agora s te resta ileclarar-rae qoem he esse ho-
mem raro.
Amelia unio-se mais ao pai, c disse :
Vmc. o ronher?.
Eu conhe^o-o '!
Sim. He a Vmc. mesmo que (levo le-lo visto
pela primeira vez.
A inim disse o cumie rom fiugida simplici-
dade.
A Vmc, meu pai.
Chesueino-iios mais para esla moula : as ano-
res nos proteserao melbor contra o fri. A Ierra
aqui est gelada... Como chama-sc esse bomem que
amas... pois sem duvida o amas, nao he verdade '.'
Oh sim, meu pai, e nunca amarci senao a
elle.
leo qae dizem lorias as raparigas. Sea nome '.'
Vmc. anda nao adeviiihou-o, meu pai'!
Nao, procuro de baile...
lie Mr. Filippe Bejle.
Repentinamente agitou-se a moula, junto da qual
eslavam, e Filippe lancando-se fura veio quasi pros-
t iri- diante da donzella.
Nao se deve zombar dessas situaces, embora re-
cordem ceno- quadros de opera cmica. A nalure-
za em occasies supremas s tem duas maneiras de
exprimir-se.
Oh! senliora seria possivel '.... csclamou Fi-
lippe.
N.lo ponde di/.er mais.
Amelia asstistada e confusa occullou-sc nos bracos
do pai murmurando : *
Era enlao urna trairao'!...
Nao, minha lilha, aU'iriuo-le ; respondeu o
conde.
E arcrescenloa mentalmente :
Se a innocencia he mais forte do que a diplo-
macia, o acaso he ainda mai hbil do que a inno-
cencia.
Nessa momento ouvio-se no interior do palacio om
lumulto que chesou ate os onvidos das tres perso-
nagens.
Alsumas velas appareceram sobre o poial.
I fiereza chegiiu mu perturbada e disse :
Bclire-se sem demora, senhor conde, retire-se !
Que ha entao
A senliora condes-a nuno rumor, leve doscon-
fiaocas, icliamou a senliora Amelia, rhamou-me...
ii.io sube quo llio responderse... mas minha pertur-
baran pareceu-llie Buspaita, e ella all vem, veja !
Com efieito a luz de uma vela impedida polo eti-
lo illuminava a Irnule paluda da condessa, a qual
desoa lentamente os dagros da escaria.
lie verdade. disse o conde c.indo tranquilla.
O lerror apoderara-so de Filippe e de Amelia.
Oh sim, retire-se. meu pai !
Keliremo-nos.senhor conde, lisse Filippe.
Canhe a porlinha, disse I fiereza, eis aqui a
rhavr.
O runde n.io fazia um niovinienlo.
Em que cuida, iiipii pai por 'iinloii-llie (me-
lla em voz baixa, relire-se !
O conde sorrio.
Depressa depressa accrescentou I hezera :
lomea chave.
O conde doixiiu cahir a cliave recebeado-a da man
da camarista
Meu Dos disse ella, he corno se los* beito d*
proposito '
Aba**! aa e procarnu na aris.
Eairatasno a comlcssa adiantava-se escoltada por
dous servos.
Porres de rarpes, vollas de mas surgaa do r-
penle plunlaslicamenlc illumiuadas.
Ah disse Thereza, eis aqai chave; aiada h*
lempo,..
O ronde permaneca immovel- '
lome por aquella atenida Oh masqaer qae
a senliora condessa nos sorprenda!! exclaman .1
camarista no ause da ansiilia.
Justamente.
\melia e Filippe ticaram petrificado.
A conri.'ssa le I nsraiidc eslava apenas dez pa-M.s.
Parou liante desse gropo qae Ihe foi rieniianad >
lelos servos.
O conde foi o primeiro qoe decidio-s* a sabir da
sombra.
Approxime-se, senliora, approxinx-se dissa
elle saodando-a com reverencia, estantes aqai er,
companhia, ou anles... em familia.
O Sr. conde !... exclamoo ella.
O broquel de Pallas, famoso pelas sois nrnprie-
.ta.les mortaes Ihe leria causado menos oslo c pas-
mo do que essa apparicio a taes horas e ros lal
lugar.
Todava dirigio-se a elle como para rerlifirai -se
lesna idenlidade. Mas entao atisloa Amelia, e
quasi i mine.I ia I,i menta a Filippe Bevle.
A dignidade laltou-lhe pela primeira vez : ella
deu um grito terrivel.
Minha lilha! exclamou correndo a rila com ota
movimento de leoa.
Depois estremecen.
Minlia fllha aqu com...
Seu olhar litou-se carregado de um odio inrrive
sobre Filippe.
Vmc. anda Vmr. exrlamon ella ; ah! no
digno amiuo de meu marido !
Melhor anda, senhora lornou o rosarle er-
giicndo-se liante rio insulto.
Que quer dizer '!
Permilta-uie qoe apresenle-lhc, embora Ihe
possam parerer extraordinarios esle aaotnentn o esta
cirrumslsnria ma- leuhol.io poucas occttie I* vo-
la pcrmita-me que apresenle-lhe no senhor lilip-
pe Bevle i esposo qne destino a minha lilha.
Elle exclamou a condessa.
Elle mesmo, responden o ronde mantale.
. Esposo de Amelia !
Sim, senliora.
Nlllir.i !
Mli! minha mai exclamou \meha, roja dm
rompan em aaluaat.
Senhor ronde, di-, madama Ir Ingrande e--
leiiduiln o braro sobre a lilba. senhor... disse rila i
Filippe, estnu em minha raa !
Hetiramo-iio-. sciihora. dbaaj ronde meli-
nando-se.
Recoiuluza sm's senhores. Iharc/a. accresren-
lon ella.
Sim. senliora.
A mai e a lilha lesapparecoram m nevo lomiao-
a .1.1- vela- eSMoanto > ronde e I ilippeencamiiiha-
vim--e s apalpidella paisa poilinbs da rila dr
I Saint Honorr.
F!is um nesoci. de familia que lingeia-aae
'deliavpr dirigidii I .el I menle murmurios o coodo
| com sigo. foniiaaar-jr-Aa.

MUTDtxTJD"



hamo ?! kmuibuco teqi fura s di mri ii use


paes circumslancia* da IransmissAo. Mas antes de
alac:ir mathematicameule esle esludo, compre pri-
roeiramente conhecer hem as condeses do phrne-
nalo, e para isso multiplicar aioda as observares
ja i jo numerosas.
1 Cada um se perguola emlim, vendo esta Irans-
msso regular da tempestada de novembro, se a
presenta d'um lelegrapho elctrico entra yienna c a
Crimea nao teria podido servir para prefinir nossos
exercilose nonas esquadras. Sarjndote m Vito-
na que a teropeslade a tal hora taaHratra as coilas
da Franca, a tal hora I'aris, a tal hora Munich, e
sempre augmentando >ua intensidad*, alo te porie-
ria prever que ella ia alcanzar o mar Negro ? Nan
los dissimulamos que encon(rar-setaV-grandes
diilicnldades praticas pan chegar-se a resultados
desla importancia ; m.n poder-ae-ha de corlo che-
gar-se a vence-las. O Observatorio Irabalha nesta
queslao, e brevemente podcrei submetler a' aca-
demia as medidas que forera tomadas para laxa-la
ir avante. {Journal des Debis).
Acaba de publicar-se em Londres,um opsculo
com o Ululo : Depois.' Ii depoit'.' [lhal ne.rt.'
,lntnext?\ assignado por M. Richard Cobden. Es-
te opsculo devia ser concebido naturalmente em
sentido pacifico, poisque ftl. Cobden be, como se sa-
be, um dos ardentei propugnadores da pat. I.evan-
ta-se contra elle toda a imprensa de Londres e ale
mesmo a opniao publica da Inglaterra, que est ab-
solutamente inclinad para a guerra. As ideas de un
homem como II. Cobden seinprc uierecem ser co-
nhecida*. Ui nossos Icitores acharan em seguida as
conrluses do sen opsculo, sobre o da turamos algumas observaees. l'or em quanto
limilar-nos-hemos a dizer algumas palavras.
M. Cobden espera que a paz ha de vir da Alleroa-
nha, nAo por entilo de seu concurso armado, mas
uiiic.inienic pelas convences e actos que se tem as-
signado desde o principio da guerra. M. Cobden
inottia com efteilo.quc a Austria, a Dieta germni-
ca e a l'russia mesmo se teem pronunciado, al cor-
to ponto, coulra as usurpacoes da Kussia. Elle pede
a reun.10 de lodas estas convences em um tratado
geral ; infelizmente estas pana eocerram, como ain-
da lioutem tizemot observar, certas estipulares qne
se podem tornar contradictorias. Era virtude da
ronveurAo do -JO de abril, a Austria pode invocar o
auxilio da Prussia, se ella for atacada pela Kussia, t
a l'russia pode invocar o soccorro da Austria no ca-
so da que seja atacada pelas potencias occidentaes.
Supporoos tdmbem que a opioiao do autor obre a
importancia actual das potencias alleinAas, especial-
mente da Prussia nao he a mais geral. Cosamos
mais da conclusAo final de M. Cobden, em que elle
eiige para a paz a reducto proporcional de todas as
marinhas militares.
Kis aqui a couclusao do opsculo de M. Cob-
den:
(i Tem-se-me pergunlado muitas vezes o que eu
fazer um casus bellt da passasera do lialkau pelos
Kussos. e a'.I'rssia e aAllemanhn compromelteram-
se a defender a Austria, c.iso fosse atacada pela Kus-
sia. He ludo quanlo podemos desejar.
ii l'orerg, o que he anda mais importante (lean*
gamos ja: quando romperam as ultimas conferencias
de Vienna, a Austria se ullercreu a entrar ein um
Iriplire tratado com a Franco c a Inglaterra, com-
nroraetteodo-se positivamente o que at enlAo nao
liohi feito) a resistir i todos os ataques da Kussia
contra a Turqua para o futuro, e a todas as tentati-
va que o governo de S. Pelersburgo fizaste para
manter no mar-Negro urna frota exagerada; e foi
en duvida esta proposta, feila ao terminar-se as
nogociages que converteu II. Drouyn de l.huys e
lord John Kussell para o portillo da paz. Eis aqui,
poi, bem serios motivos para crer que, para o futu-
ro, pude-.o contar com I Allemanha para oppor
urna muralha a agsressio moscovita.
Eis ah para onde dirigira a poltica, se me a-
chasse na posirAu do goveruo c se partilhasse seus
roceios a cerca da seguranza da Europa. Eu prono.
furias que o estados ribeirinhus poderao ah manter.
A queslao coromercial a queslAo poltica parece
assimse conlundirem, e he um erro, porque ambas
ellas se resolvem por principios diflerentes, ambas
lendeni a interesses ditlincloi que se nao podum ligar
sem riscos.
A poltica deve exigir que a Kussia perca no mar
Negro esse poder iinlii.ir preponderanlp, sena.) ex-
clusivo, que rcbaixavu o imperio otlomano e pre-
parava o avillamento da Europa.
A suppressAo tolal da raariiiha militar na Kussia
no mar Ncsro he seguramente o melbor preserva-
tivo contra HM doplice perigo, e he milito para de-
seja' que a neutralidade prnposla se leve a elleilo.
Porm como ha serias apprehenses de que a Kus-
sia a maniera indubilavelmente emqnanlo nao se
vir a isso (oreada por um completo desfallecimcnto
de sua forra e resistencia, e como ludo anda depen-
de a este respeito das probabilidades e operages da
aporra, he conveniente desdeja reservar os gran-
des interesses que nao nato indssoluvelinenle liga-
dos a essas primeiras neeessidades. A liberdade do
raria reunir lodos esses rompromeliinentos pareiaes mar Negro, pelo contrario, a abertura das passagens
e fazer um su tratado, compreheDdendo a poltica e' QuevSo ter elle por entre n territorio do imperio
as resolurei de toda Allemanha. Talvez que ha- ; otlomano he um principio admittido ha mais de
ja algunia dillicoldade em convencer esses gnvernns meioseculo pelo commercio de lodas as Bagues, prin-
e pOVOS da realid.ide e Imminencia do perigo qoe cipio indepeudente da lula actual e dos grandes in-
tanlo nos assusta. teresses polticos que i ella se ligara, principio que
i At hoje creio que a raga leulonica anida nao n,ln depende nem da Kussia, mm da Turqua mes-
leve o menor receio de se ver atxorvida pela rara s- mo P"r noJB em queslAo, e que nao se poderla facil-
lava. Suas Iradirroes e experiencia Ihe fazem sup- niente separar de suasdiscussf.es.
por que o perigo est antes do lado da Franca do que
do lado da Russia. Snas fortalezas defensivas sao
sobre o Kheno e nao sobre o Niemen.
Appliqne-se,
porem. o nosso governo em fazer sentir a esse povn
Com elleilo, se o mar Negro em virtude das anu-
as leis do imperio otlomauo esteve sempre fachado
para a guerra as potencias que nao ,lo riheirnhas,
elle nao o he oara a paz ao commerrio de todos os
ruproes, que embalemos pelo equilibrio das poten-
cias ; mas nao me record de que se livesse tentado
urna so vez, por meio de negociares, estabelecer o
svstema europeu. Ora, se houvessem concluido um
pacto dos Estados da Europa tal como designara essas
palavres de equilibrio das potencias o lei interna-
cional, se houvcsscm organisado urna federaran, he
fcil de crer que isso leria sido obra da paz e nao o
esultado da guerra.
Na queslao que boje se venida a Inglaterra
entrn para a guerra com a idea de que o equili-
brio europeu eslava ameacado pela ambicio da
Kussia. O resto da Europa foi por ventura corisul-
fana. se. abslrahindo o passado, me visse desde ja lado alguma vez em lempo de paz e de ora modo
responsavel pela poltica do governo? Mao hallo otis sobre a cravidade desse perigo, e foi con-
utn so tostante ero responder a esta qoeaUo, e para yidado a tomar snas medidas com o lim de removt-
que a minha resposta seja mais obvia e pralica, eu | lo ? E se assim nao foi, o que nao poderemos nos
intelligrnte quanto sao verdadeiros e fuDilados os lfvos
nossos sustos c receios, e se Ihe parecerem rasoaveis,' A l>orla nanteve por muilo lempo seu direilo ex-
pode-se contar tanto com o patriotismo da Alterna- clusivo "le navegar nos eslreitos que a elle se diri-
nha como com o de todas as nagiies do mundo quan- 1 Bom e islo nao he sem fundamento, porque esses
do se traa de repellir urna invasao. | oaTiaHni Ihe pertencera visto que ella possuc as duas
i Mas nos (aliamos desta guerra romo de nma rai,r8el,s cuja passagem s.. se efTectua por sua or-
guerra que alTecla os interesses de toda a Europa, e dem" ,>ode-ae ver, pelos desenvolvimentos que em
ouvimosrepetirfrequenlemente plor-.se! de equilibrio ""''o lugar donan, eiaminamlo as regras do direito
das potencias e de lei internacional,como se livesse- i das '!e",es que lvam os direilus dos E-lados sobre
mos de observar escrupulosamente as ordens de algu- | < mares terriloriaes, que o imperio e todas as coli-
ma anloiidade constituida. isequencias que d'elle decorrem nao poderiam ser
Ha cerca de secuto e meio, com algoraas nter- conle!tl,dos Tl"nui. 1-" navegara geral nao
poderla pretender senao um direilo de passagem a
me enllocare! por ora momeDto e em Irypollieses, do
lugar e as circunstancias do governo actual, prestes
a assomir a responsabilidade de seu anterior proce-
dimento.
1. Eu procurara em primeiro logar e sobretodo
fazer sabir do territorio russo todos os soldados in-
glezes. A invasao da Kossia foi um erro c una le-
meridade, qoerse considere debaixo do pouto de vis-
ta poltico, quer militar; supponboquc seria um erro
adherir tambera a optabas daquelles que quizessem
hoje levar a guerra para oulio terreno. Presentemen-
te, o nosso exerrilo pode fazer urna retirada sem
perda, nem deshonra.
insistira em nbter da Russia promessas qoe servls-
sem de garanta para o futuro, sendo que a palavra
garanta para a execucao de um contrato ja por si
mesmo implica a idea de urna pessoa, cuja boa f he
duvidosa. Estamos hoje em guerra com a Kussia
por se ler ella recusado asignar, nat conferencias
de Vienna, certo pergaminho contendo a promessa
de nao manter no mar-Negro senao quatro neos de
linha c um numero proporcional de fragatas e na-
vios de transporte.
As condicoes ltimamente propostas a Kussia tem
o mesmo carcter: he sempre urna promesa que se
qaer arrancar a Rusia de nao fazer certas cousas em
suas proprias apuas e territorio. E com ludo o or-
gAo do primeiro ministro nos declara ao mesmo lem-
po, qoe a Rossia nao ett presa por escrupulo* de
terdade e principio que sao a lei das outras no-
nes. Se nos 'fosse preciso acreditar nesta I lamilla.
as promessas da Kussia nao valeriam o pergaminho
em que fossem escripias, e apezar disso a Russia as
repellir.! com mais persistencia do que a quaesquer
oolras exigencias qoe Ihe poderiamos faier.
ii He para nm grande imperio om ponto de hon-
ra o impedir a usurpacao de seus direitos e sobe-
rana em seu proprio territorio. A pequea Creca
pode submeller-se ao nllrage de um Pacifico, e obter
depois om triumpfio moral sobre urna dalia de nos-
sas naos de lnha, appellando pra os principios de
Justina ; mas urna potencia de priraeira ordem avil-
tar-se-hia, suhmeltendo-sr a urna humillaran daquel-
la nalureza sem que se Ihe nao tenham esgotado lo-
dos os recursos de acrAo e de resistencia.
para provocar urna lula rendida e longa do qoe se
a Inglaterra e a Franca quizessem obrigar a Ameri-
ca a assisnar um tratado pelo qual se obrigasse a re-
duzr a quatro nnos de linha somenle a sua marinha
militar no golpho do Merino; e todava a America
nao posiiie mais do que urna embarcado desse porle,
o he de presumir que o nao tenha para o uturo.
Nos lemns pois exigido enndees a qoe ninguem se
sugeita seuo quando toda a resistencia be impos-
sivel e em que todas as vanlagens eslao do lado do
inimigo. Eu renunciara a orna tal poltica.
Qual seria enlAo a minha linha de conduela'.'
:l. Voltaria a poltica que o nosso governo linha
adoptado no principio das negociacoes, agora qoe el-
le se vollou para a Allemanha e a Auslria, cerlo de
que silo as mais directamente nleressadas na solu-
cAo do negocio, e as nicas que podem empecer elli-
raimente a marcha da Russia para o lado do Occi-
dente. Com elleilo. sea Allemanha c a Austria a-
brirem camnho a Russia, em vAo nos esforrjremos
por lecha-lo. Ora, a geographia da Europa nao mu-
dou depois das primeiras negociacoes que liveraro lu-
gar em Vienna.
Se a Allemanha ea Auslria oceupavam urna DO-
(tete importante no principio das negocia.-r.es. boje
ellas osiao relalivamcnlemais poderosas, por isso qoe
os ..litros Eslados se loen enfraquecido pela guerra.
K se a guerra durassa mais nm ou dous a,,0s c a
Allemanha e a Auslria se consorvassem em paz. sua
preponderancia relativa na batanea europea seria
anda rouito mais consderavel.
He necessaro renunciar a esperanza do ver a
l'russia, a Auslria e a Allemanha do nosso lado nes-
ta goerra. Tem sido esse o noao erro ha 18 raeies
a esla parte. Kesde que os Rnos se reliraram das
margeus do Dantibio.que nos nos temos embalado na
creara Ilusoria de qoe esses paizes, cojos interesses
eslao de alguma sorle ligados esse rio, seg,.ir-nos-
hiara em nossa invasao da Crimea.
y-iando o duque de Newcaslle dirigi a lord Ra-
gln o celebre despacho de de junho de !.'>(, em
pie Ihe recommendava a rxpcdlcAo da Crimea nesles
termos:-i,\ ratirada do exerrilo rosso d'alem dol>a-
nulio, o a evacuar.io provavel dos Principados dflo
a guerra um novo carcter, e convem qoe, sem de-
mora, ele : nessa occasiao, repito, o duque de New-
caslle e todos os meml.ro* do gal.inele deviam saber
que essa retirada dos Kussos de Silstria e passagem
do Prnth eram medidas tomadas pelo governo da
Russia para salisfazer as representes da Austria,
c a datar de rallo como dina lord John Russell en
sen despacho dado em Vienna aos 18 de abril de
IK'.. nao podamos contar mais coma coa,|javacAo
da Auslria para a guerra.
Mas, com quanlo a Austria e a Allemanha se-
iiin bastante prudentes e e-ostas para nos nao que-
rer acompauhar na Crimea, onde parece quo nen-
hum interesse proprio as chama, nao he lodavia me-
nos cerlo que, para o que constitue o objecto directo
la guerra, a sua poltica te lem conservado absolu-
tamente a mesma que era quando o nosso governo
as convocou para assislir as primeiras conferencias.
La para o futuro he natural que ellas oecupem, no
terreno diplomtico, a mesma noticio que desejare-
mos v,--las tomar ao principio.
o A Auslria tem ora tratado com a Turqua, pelo
qual ,e comprometle a f.zer da invasao dos Prinri-
ptdos um ra Mli rlllra Ruia A yrUi,i;l ,
a Aostri.1 tambera eonvearumaram por um tratado

dizer do nosso governo, dos nossos homens polticos
e da diplomacia em geral ?
ii Pois bem ; suppondo anda urna vez que eu oc-
cupava o lugar do nosso governo, e que lomava ao
serio os receios qne se faz circular acerca dos peri-
gos que a Europa corre, ligando s palavras o seo
sentido genuino, Dio somenle eu chamara a Al-
lemanha, mas lambem todos os Estados grandes e
peqoenos lo continente para os fazer entrar em
urna iinio, que impedira qualquer arlo de hostili-
dade da parle do inimiso commum.
ii Ora, isto era obra da paz, e eis ah pois o que
eu faria ic fosse o governo e se parlilhasse suai vis-
las e responsabilidade. Se aconlecesse que as ou-
tras narftes da Europa, comparlilhando as minbas
apprehensi.es, se recusassem formar orna liga ou
confederaba coulra as invasoes da Russia, eu re-
eoncentrar-mc-hia em mim mesmo e examinara se
por acaso nao me leria eu extraviado em sustos
extggprados ou terrores pnicos.
n Por este meio nao me exporia, ao menos, re.
preseutr de t. Qoixote, Inlando pelas liberdades
da Europa, e obrara de um modo mais conforme o
,bem estar e prosperidade do paiz, cujos interesses
cumpfia-me mais especialmente zelir.
a Emlim. para nao iiicnrrer na censura de fazer
divagacoes, nao arriscara a vida de um Inglez,
nAo despendera um shelling siquer na alternativa
de alcanzar promesas pacificas da Russia, e,
tima vez tomada esla resolocjo, desappareeeriam
desde logo os obstculos paz. Mas, tem ligar im-
portancia alguma limitacAo exclusiva do numero
dos navios russos, nAo perdera de visla a queslao
eoropea no svsleraa das (oreas navaes. No liro da
guerra a Franca e a Inglaterra acbar-se-hao rom
ama marinha como nonca liveram, e podem dabi
resullarembiraros de outra ordem.
Esse armamento naval ja causou suspeilas aos E-
lados-l nidos e Ibes determiuou a augmentar sua
marinha. Se esse modo de pensar adquirir no-
vas forras na opniao publica da America, e se el-
la se quizer sujeilar a despezas, dentro de poneos
annos nao haver urna si. potencia no mundo que
possa rivalisar com a sua marinha. Daqui a menos
de vinle annos sua populac.io se tere elevado a 50
milhoes de individuos e a riqueza segu all nma
progressAo ascencional anda mais consderavel.
i< lie por ventura prudente que as narf.es do ve-
llio mundo, enllocadas em urna posicAo relativamen-
te tAo desvantajosa por causa de suas enormes di-
vidas c da necessidade de manter em aclividade
grandes exercilos, estejam a suscitar urna rivaldade
com as populaciies transatlnticas '.'
Para fazerjeessar essa provoearAo impoltica e
resguardar os interesses da paz e da prosperidade
da Europa, cu procurara meos de obter umar educ-
r3o geral dos estabelecimenlus martimos immedia-
tanienle que terminasse esla uoerra. Cila-se cons-
tantemente a Ru'tia como um obstculo a essa re-
duccio geral ; mas depois da experiencia da goerra
actual, a Rossia, incapaz de se tornar orna potencia
martima, seria a primeira a aceitar urna limitacao
honrosa de sua marinha em proporoes moderadas
c econmicas.
ii Ento, quando a paz estivesse reslabelecida, eu
convidara as potencias europea- a tomar por base,
lauto quanto fosse possivel.^um calculo approxima-
livo do poder naval dos Estados-Unidos.paiz que
possue o inaior numero de navios mercantes.
I Se a re-sarao da guerra podesse ser determna-
la por essa reducrao geral dos armamentos milita-
res da Europa do modo que acabei de indicar, sera
um grande beneficio para a posterdade ; e, no
meio dos erros que so lem reprodoxido nesles dous
ltimos anuos, a diplomacia poderla reivindicar os
furos ao respeito o reronherimeulo da humanidad.'
por es,c bnlhaute triumpho pacificamente alcan-
zado >.
./. Sefli -ir.
(/.a l'resse.)
A LIBERItAUE.DO MAR-NEGRO.
Seguimos com lodo o interesse quo se liga o urna
queslao que deve prodn/.ir como resaltado a paz ou
a guerra, os diversos incidente* das negoeiares ei-
las pela Allemanha a respeito da terreira garanta.
Poten de lodas as soluees prnposlas a esle fim pa-
ra sarantir a aeguranra futura do imperio ollomano
I lulo de limites. (I
Porem a Porta ha muilo lempo c principalmente
ha meio seculo a' esla parle renunciou os seus di-
reitos ohsolutos por urna serie de tratados sucress-
vamenle concluidos com todas as potencias, o que
he til e importante recordar actualmente. Note-
mos primeramente que a Kussia nao pode preten-
der a esle respeito o mrito da iniciativa, aiuda que
o seu tratado de kainardji tivesso sido o ponto de
partida da inaior parle dos tratados posteriormente
concluidos entre a Turqnia e as potencias marti-
ma. Anteriormente a Kussia, a ilollanda gozou da
liberdade Ho commerrio no mar-Negro cm virlude
do artigo r^.las rapitulacesque a Porta desde IliKtl
linha feito com ella. Salva esla excepc.lo. o mar-
Negro al a paz de kainardji -Jl de jullio de 1781'
foi reservado 1,1o somenle navegaran oltomana. E
os Kossos rnesmos nao obliveraiu, pelo artigo !l dos
tratados de Kelgrade, para o commcrcio declarado
livre enlre ellos e a Turqua, senao o direilo do em-
primar em suas Iransaccoes vasos turcos. O artigo 11
do tratado de kainardji eslipolou expressamentc
para a marinha commercial da Russia a livre pas-
sagem dos eslreitos para ir do mar Negro para o Me-
diterrneo e assim a volta pelos mesmos eslreitos
Esle direilo foi eiprcssamenle manlido pelo artigo
I. da couvenrao explicativa de CoiKtantinopla, da-
tada de lo de marro de I77'.l, c pelo artigo30 da
convenran de commcrcio de -\ de junho de 17S:l
que regulon, com toda a precisa, a forma dos na-
vios que a lus-ie podara empregar as passagens
e o peso da carga. He deslc direilo adquirido por
esles tratados, que a Rusia eslabeleceu cm 1 i de se-
lerabro de lMtt, nma regra geral e applicavel .i lo-
das as nacoes no artigo 7 do tratado d'Andrinopla.
Porm a Kussia que tanto se ha vangloriado de ter
estipulado em prol de toda a Europa por esta cele-
bre disposiclo do tratado d'Andrinopla, nao fez se-
nao servir aos interesses das posessoes qu'ella ti-
uha adquirido uo mar Negro, c a Europa a este res-
peito Mo Ihe dvc favor atg.i.n, porque muito antes
de 1829 lodas as grandes potencias martimas ha-
vam, como ella, oblido da Turqua a livre passa-
gem .lo- o. I re i los c a liberdade de commerrio no mar
Negro. Com elTeito, logo que esta nova va foi fran-
queada ao commerrio internacional, todos os Estados
martimos a procuraran!. A Austria foi a primeira
que a ohleve pelo artigo 7 das capitulaces de 21
de fevereiro de I78i. As oulras potencias que ja
d'ella gozavam, quer pela allianca cem a Porta, quer
cobrindo-se com o pavilh.lo russo, com facilidade
igualmente a obtveram : a Inglaterra, pelo acto de
M de antobro de 1799, renovado depois pcladispo-
sicao expressa do artigo do tratado de 3 de Janei-
ro do 180.) ; a Frasca, mais anliga adiada e a
mais favorecida pela Porta Oltomana, em virlode do
artigo 2 do tratado concluido com ella a "i de ju-
nho de IKO-2, para renovar as antigs capitulari.es ;
a Prussia, pela nota oltomana de !7dejulhode
IMtXi; a Dinamarca, pelo tratado de Ifl de iuiliil.ro
de 1HJ7 ; convenees estas, todas anteriores ao Ira-
lado d'Andrinopla.
E depois deste tratado, as nares martimas que
nao se serviam linda d'cssa passagem, nAo se lmi-
taram a aproveitar-se das disposicoes d'elle.
Sanearan seu direito em tratados particulares enm
a Porta, bem como os Eslados-I'nidos, pelo artigo
7 do tratado de 7 de maio de 18:10 ; a Toscana, pelo
arligo -Jdo tratado de I i de jin.lio de I8:li ; final-
mente a llelzica, pelo artigo 10 da convenci de :l
de asosto de 1839.
A iiaveaarao geral, pois, se deve alguma musa
a' Kussia he (ao. tomento o exemplo que esta poten-
cia Ihe deu.
Paranlo a liberdade de navegado commercial no
mar Negro foi garantida a' todas as nacoes |"elo di-
reito dos tratados, muilo antes que as lulas acluaes
appareressem e ndepen.lenlenieiile dos tratados
particulares a' Russia. A Porta, convem reconhecer,
procurou vender a' algumas nacoes o direilo de
pa as oulras e cuja concessao foi muitas vezes por ella
propria eslabelecida. como se v no prembulo de
sua nota de 1806, em proveilo da Prussia, sobre
principios os mais liberaes e elevados. (2J
Em seo Iralado de 1li de uulubro de 18:27 com a
Despalilla, e no da 28 de maio do mesmo auno
com a Suecia, a Porta impoz a' estas duas poleucias
um onus pela passagem. l-uiiiti.u-se para isso uas
vanlagens que ellas cnlheriam com o commercio-li-
yra no mar Negro, c na conveniencia que Ihe resul-
tara d'essas vanlagens creandoum aVreifo ile por-
tmgtmliva para cada embarcarlo corregida i.iOO
piastras ou nao carregada i'KI piastras' para a Soe-
cia, c segundo certas classfirares para as embar-
can.es hespaubolas, divididas em tres classes e com
o onus de 800, 400 e .100 piastras turcas segundo a
classe a' que pertencessem.
Mnetla tentativa de estabelecer nosestreilos om
direilo de portagem scmelbante a' do Sund nAo
comprehendeu nunca as outras potencias.
A livre passagem ll.es foi reconherida sem onlra
condicAu a nao ser as medidas de polica neressarias
para garantir a seguranrae os interesses do imperio.
IITERIQR.
Malriz de Camaragibe.
He ne-ie ultimo lugar anude o llagello mais furio-
so e airo/, se ha ostentado, bavendo da de allece-
rera mais de vinle pessoas, o que numa accouleceu
aqui, apezar de ler o triplo de popularao. O horror
tem tomado all formas gigantescas, a lerocidade da
pesie lem subido ao seu zenilh, a miseria he espanlo-
a!
Nao ha all um medico, apenas curiosos, que sem
nocoes da -ciencia de curar, vao como quera nao
quer a musa, matando a hiimaiiidade.
Cousta-me ler corrido pressuroso em auxilio da-
quelle lugar o llr. Afionso e sua familia, c que al-
guns bous resullados lem colhido.
Heos se compadera daquelles infelizes. enviando-
Ibes o lenitivo a lanos males.
Do lugar Morros de Camaragibe, vieran a rom
inis-.m de soccorros urgentes pedidos, por baver all
apparecido o cholera. De feito apreslaram-se lodos
os soccorros, seguindo para all acompanhados do a-
cademico Manoel da Silva KomAo, e do commer-
ciante portuguez liailherme Jorge da Molla, que
dedicado a causa da bumandade, graluilameulc se
olferecera a seguir, secundando assim os esforcosda
randa.!" publica. Louvores a esse portuguez que
olvidndoseos mais charos inleresses,preslou-seasoc-
correr aquelles infelizes habitantes da nac3o, onde
recebido orna generosa hospilalidade. Oxal
ha
a* elle se dirigem, he lAo indepeudente das quesloes I e Ribeira de Santo Antonio l.rande, Rarra, Morros c
acluaes, quanto o he da influencia da Russia. Nao
,e deve pois confundi-la com as qneslf.es occasiona-
das pela terreira garanta.
A liberdade do mar Negro nao pode ser posla em
qnesiao. Oue u mar Negro seja ou nAo neutral, co-
mo scenlendia uas conferencias de Vienna, uo como
se diz qne o propoe boje a Aoitria, o cerlo be que
a liberdade d'elle esta fora da questAo. Sem duvla
a neutralidade a garanleria anda mais, porm ella
he indepen.lente de soa proclamarao.
Em relacao a' questAo pela qual se agita boje to-
da a diplomacia europea, nos nAo temos tenclo de
fallar d'ella n'esla occasiao; porm est alcm das
nossas torcas odispensarmo-nos de rectificar um er-
ro que poderia arraslar para um mao camnho
aquelles que a disculem e a opniao publica da Eu-
ropa.
O Conslitucionel, em urna nolavel rorrespon-
denaia estrangeira, escripia pelo menos supposta de
Vienna, invocoo um precedente, enlre o qual esla-
beleco uina pcrfeila analoga com a solucAo que a
diplomacia austraca propoe a' corle da Rossia, a
saber, a solucao dada pela Inglaterra e os Estados-
luidos as quesloes que entre edas duas nacoes ap-
pareceram depoisda paz de I7fi:t relalivamente na-
vegado dos grandes lagos da America do Norte en-
tre as possesses da LTni3o e o Canad, dominio
da Inglaterra. 0 CoMtttMCionel pretende qoe a 10-
Iu.o dada estas controversias pelas duas grandes
potencias ri idntica i que a Auslria propoe hoje
a" Kussia, e que ellas ,i se obrigarAo reciproca-
meuie.i nao deixar qoe as suas bandeiras militares
appareccssem em nenham dos lagos que banbam os
dous Estados ribeirinhos. .. He, nos o repetimos,
um erro.
Aesljpiilaraoconcloida cm NVashinglou no met
de abril de 1817, e promulgada pelo presidente dos
Eslados-lndos i 8 de abril de 1818 (3), determina
pelo contrario, panucada um dos grandes lagos, o
numero e a forradas errtbarca5r.es armadas que ca-
da urna das duas narftes poder all conservar, pres-
crevendo para sempre o dcsarmamento de lodas as
oulras, e prohibindo que se construa ou que se con-
duia novos vasos. He precisamente, como se ve. o
systema qua a Rusia boje propfte. NAo be sem du-
vida urna razAo sudicenle para que elle seja acceito,
porque ha motivos poderosos contra a analoga que
se quer estabelecer entre as duas siluares ; porm
he perigoso, que por inadvertencia se suscite um ar-
gumento que pode transviar a opniao.
Em ultimo resultado, qualquer quo seja a solu-
C3o, nos nAo Itvcinos em visla senao extremar a dis-
tinecao necessaria entre dnas quesloes perfeitamentc
diflerentes e inilependcntes urna da oulra : a lber
dade commercial do mar Negro e sua neutralidade
publica. Livremenle franqueado a' navegacAo com-
mercial de todos os povos, couserve-se elle fechado
para a guerra i todas as marinhas militares nada
melhor ; porm nao confundamos o que deve ser
lAo dislincto.
L. II. Labiche.
Jdem.)
lidala dedicado ; sua falla he sobremaneira seusivel I Lemhranra. Pedimo- ao >r. -ati-trltatO 4a
a sua familia e numerosos amigos. | polica do Recile. que examine o qoi latn certa.
Agora mesmo sube que ja excedem de cenlo e tes. | fregoetes que se rruoem do trlheirn t:OKKESPO.\t)ENCI.\ DO DIARIO DE
PEKXAMItLCO.
ALAliOAS.
Villa do Passo -j:i de marco.
Apezar. meu charo senhor, de os nescios e in-
cautos, tomando 1 iiuvem por Juno e ndill eren les
n serie de males que porahivai, se persuadirem
estarmos em um mar de rosas, ou nesses deli-
ciosos oasis que depara o viajanle extenuado la
nesses desertos da Azia ; cu que ludo observo
por um binculo diverso e que encaro ludo pelo
lado prosaico, continuo sem receio de ser des-
mentido a aflirmar a Vine, que foi,br,e conlinua as-
susladora a critica posi^Ao desla infeliz villa do Tas-
so de Camaragibe.
Se como oulros, detpreKindo os solTrimenlos qne
por alu caminham cm vasta escala, apenas contem-
plasse como vvenles e com direilo existencia, meia
duzia de entes que povoam esses diminutos palmos
de Ierra reconhecidos como recinto da villa, por
certo que como elle- dira : O cholera correu, fugo,
voou, foi-seembo-a ; a humanidade camaragiben-
se livre e desembargada da influencia cholenca, es-
ta sol o dominio dos gozos, saboreando os deliciosos
pomos da cornucopia dosprazerese da abundancia ;
o .'iii.iu ranos., enioana hosanas jubilosos ao Crea-
dor. Mas nao, nAo sou insensato, nao desprezo os
sofinmeiilos de meus irroSos !
Nao, meu charo senhor, a humanidade lem urna
ileilinir.io ampia e vastsima, nao he circomscripla
a esse limitado crculo, a meia duzia de entes que
ostenlaude forcas hercleas, todava nao pode resis-
tir ao castigo providencial, e e-los como os nfimos
proletarios, povoaudo a vastdao sepulcral o cemi-
lerio.
Apenas desapparece da scena um dos laes senho-
res vulgarmente conhecidos por grvalas lavadas,
o suslo apodera-se dos menlecaptos e no apogeu do
terror, ei-los entoando o miserere mei Deus. secun-
dan! magnam. Entretanto olo, nove e dez que
diariamente caminham para a eternidade, n?o os
sorprende, nao admira, porque as victimas sao
miseraveis proletarios, a nfima al.jecr.ao do genero
humano !
O cholera ten amainado seus furores, lem dimi-
nuido de iiitcnsidade, lodo parece presagiar sua to-
esse exemplo livesse proslitos !
Esperavamos a cada momento receber noticias fa-
voraveis, quando um oflicio daqnelles senbores, veo
como que demonstrar- nos nma verdade, por de-
mais |H.r nos conhecida. Insensiveis aos sollri-
mentos que os acorva, desprezando os soccorros da
caridade publica, aqoelle povo regeitou os prestan-
tes soccorros ollerecdos, e no apogeu da ignorancia,
ousaram ameac,ar aquelles dous cidadaos que pres-
surosos voaram em seu auxilio.
O que fazer em tal caso! orna relirada sernos ler-
nveis accessorios bacamartaes, foi a resoluc.o loma-
da !! fado idntico ou pcior, se den na Barra de S.
Antonio Grande,onde o medico enviado por S. E\c,
soffreu asquerosos insultos de um povo brbaro egros-
sero, sendo ale amear,ada sua existencia I E que re-
vela,meu charo senbor.essc procedimenlo'.' Oue nao
os melhoramenlos materiaes, c lim os inelh,.mnen-
los moracs deviam ser os primeiros cuidados do go-
verno do estado. Estradas de ferro, pontes pensis,
vapores em grande escala, entretanto que o povo ve-
geta na ignorancia, uada comprehendendo, servin-
do apenas de instrumento das potestades e mais co-
lossos, que a seu talaule,servem-se do povo como.de
poderosas alavancas de sua susleutarAo. He preciso
que o povo vegete continuamente megulhado na is-
nora.icia; porque a assim podem sustentar-se na
copula social,esses|humens para qnem a humanidade
he um aggregado de replis, um conjuncto de escra-
vos I, Basla..
Na ribeira de S. Antonio, e Barra, o cholera lem
diminuid., de iutensidade.
Nesta villa, a morlalidade continua a regular dia-
riamente de ti a '.I victimas por dla.seodo os maiores
fornecedores os arredores ou circuitos.
A escravatura moilo ha solTrido, podendo-se af-
lir mar que mais de cenlo e oileula lem sido ceifados.
O majar Cavalcanli tem perdido vinle c cinco, Ma-
noel Xavier onze, capitAo ChrislovAo nove o assim
oulros. Maldita escravatura, tu s os cancro que de-
voras immensos cap laes, que melhorracnte seriara
applicados na mauul iclurara,. dos gneros exporta-
veis, e em oulros inelhoramenlos de palpitante ne-
cessidade A Providencia revela-se, e a cada mo-
mento esta patriaran lo quao injusto he esse meio
empregado no Brasil e oulros lugares anule o escra-
vo hoo in.lrutnon!o, a alavanca do fabrico e manu-
faclaracAo. Permita Dos, que a lelo aproveile, e
que sirva como de um aviso aos agricultores, dis-
periando-os do mortal letargo em qoe jazem. Ja he
lempo de abolrem esse deteslavel auxiliar, e quan-
do a civilstrao marcha a passos agigantados, si. o
Brasil estacionario, seguir essa terrivel rotinn, o
lr.il.alhi. por bracos escravos. Dos Ilumine aos nos-
sos agricultores.
O hospital, essa parto dos utopias de cerlos indi-
viduos,fundado nesla villa, constituido umsorvednu-
ro, vai absorvendo quantias.que seriam melhormeo-
te applicadas no soccorro de centenares de pessoas,
que por ah fallecen! a taita de recursos.
senla as vidas ceifadas em a povoacio da Malriz, e
que all est prestando os serviros de sua arte, o llr.
Pinito, assimeomo o alferes de polica Bisooro.
Acabo de ver urna relacao, na qual enconlrei o
numero exacto dos morios era lodo o municipio, ex-
cedendo de setecenlos e setenta !
Acaba de ebegar ao engeuho Caslanha liranilc do
raajor Cavalcanli. oil.omcopatha Marius Purt, con-
tratado por aquellc propietario para tratar dos (len-
les dos seus dous engenhos.
Emlim, resolveu a commissao de soccorros desta
villa, distribuir pelos pobres n arroz c bolacha que
ah exista, esperando pelas calendas gregas. Duas
acras com arroz, e urna dita de bolacha, foram pa-
ra a Malriz. Assim como resolveu acabar rom o tal
sorvedouroo hospital.Bem, caminhar assim.
O tempo esla toldado, parece que agglomeram-se
os combustiveiu para uraa tempeslade, oh anda
mais, meu Dos Adeos.
Estimo sua saude c prosperidades, e disponba do
CoanaaniifO,
P- S. Passam de duzenlos e ciucoeiila os escra-
vos fallecidos, ea ceifa.nelles continua.
:.
Novos casos vao apparecendo nao ja no povo e siro
em pessoas mais alias, o que asss ronvence-me que
uo (em iniuorado nossos sollrimenlos; e sim qoe
proseguem como anteriormente. NAo sei se islo sera
devido a apparicao da ebuva, que continua a brio-
dar-nes com seus morliferos arrufos. Rolle momen-
to l.i moiila a .avallo o Dr. Rulilio eoSr. (lou-
va, chamados a acudir ao Sr. Feliciano, supplcnle
do subdelegado desla villa.
As noticias continuara aterradoras ; a morle vai
devastando tudo. Dos se araerce de neo. Valha-
1.05 sua infinita Provideneit.
Consta-me oslaren gravemente affertadoso co-
ronel .1 a rinde. I'.es de Mendonca, Sr. do en-
geuho Carrilho, Manoel Xavier. Sr. do enueuho Ca-
honra, o rapilao Chrislovao, velho nelagtnarin, e
ssim oulros. Valha-nos slo, mm charo, nao lie 90
a pobreza quera soflre, o .bolera tambem toca aos
privilegiados da fortuna. Sirva esta lirao de unitivo
aos males que por demais arurvain a humanidade.
PERMAHBUCO.
Monleir.' na ra do l'lur.d.
Air ammh**-
zassAo extraordinarias, as inutilidades em vasta co-
pia, emlim.I.e o hospilal um (errivel coniuiniJor dos
donativos da caridade. Apenas all exislem tres e
quatro doentes, servindo apenas como urna ante-sa-
la, onde o doente vai preparar-te a seguir ao cemi-
lerio.
Quem nao quer que o doente expire em sua casa,
envia-o para o hospilal, e assim est livre de presen-
eear a morle do seu prenle, amigo oo escravo. Irra
com os laes mecos!
O Dr. Rulilio Palmerino de Budines, nico me-
dico que aqui temos, continua bem, preenchendo
sua mis.An; e se assim nAo laz, nAo he por culpa sua
e sim desses, que deveudo odagarem dos solTrimen-
los nada fazem, limilando-se porlanto a missAo do
Dr. Rulilio a um pequeo circulo.
Sei que S. S. presla-se de boa vontade; mas nao
sendo chamado, e nAo adeviuhando oque fazer?.
Muito I13 feito S. S., assim como o Dr. Cunha, que
por suas qttalidades distinctas c procedimenlo mori-
gerado, soube calar a estima e alTeirAo de qoantos
liveram a salisfacio de comuuiuica-lo. Me um dis-
lincto Bahiano oSr. Dr. I .-naci Joaquim da Cunha;
lal evtinccAo, eis-aqui as phrases pronunciadas por i essa retirada foi um golpe bem seusivel, lano mais,
PAGINA AVULSA.
Consta, que commissao da cmara eucarre-
gada do foruecimenlo de carnes verdes, tem-se visto
aba.bada coa tal encargo, principalmente depois
que as almas dos marchantes Carlos, e l.eouardo,
tallecidos ha pouens das do cholera, apparecer.tm a
umearniceiro, e Ihe zeram certas revelari.es, qoe
este passou-as logo ao conhecimento de um dos
raembros da comraisso, com quem nao se\abe por
que titulo tem estreitas ^relacoes. Dizem que as re-
vellari.es mnsisieii: primeiro, na tidelidade dos
agentes da commissAo em darem por menos a que
compram por mais : segundo, no cuidado t intelli-
gencia dos administradores da venda das carnes 11A0
dexando furlar bandas inleiras de bois ( como suce-
den uo da ito de marco 1 alem de sabe.'em dirigir
com lino quando a carne abunda nos acoogues. e
que he preciso pouco a pouco baixando o pi >.. al
que se venda toda sem grande prejoizn, que he infa-
livel: terceiro, na boa f dos caruiceiros para com
os administradores, a ponto de nonca acharem esles
falta de peso das carnes que vero dos matadouros,
sendo que podiam mas nao nsAo do seguinle es rala-
gemadividirem era podaros logo muito cedo toda
carne que teem de vender, esuhtrahirem um 1 cerla
porcAo, que Ibes conviesse, feito o que esperaran)
que chegasse um hasbaque ou papa-mamao. qu e
por ah andasse, pesaran) e.n presenca d'elle a car-
ne assim retalhada. faltando o tal pedaro, que lal-
vez pesasse mais de arroba, e o fariam convencer
deque comeffeilo houveengao na casa da balan;*,
por que o talsogeilo nao saberia das parle sque for-
uiao um todo, e eis conseguido o lim desejado se
qui/.essemj por meio dessa ratot.ice.
NAo lica si. nislo as revellares das almas, que
foram e vieram, dos fallecidos Carlos e Leonardo,
As despe- mas o lal carniceiro fallava lao baixo e com lauta
CMARA MTMCIPAI. IX MOFE.
SESSAIV EXTRAORDINARIA WWUI
DE lH-a.
1'residcnrmdo Sr. /.- e Cmni-tru-.
Prsenles os Srs. Reg, Olivein, Karata tl.a-
meiro. abrio-te a sestM, e ,h l.da e apprevada a
arta da antecedente.
Foi lido o segninte
EXPEDIENTE :
I m olbcio do Exin. presidente da proviaeia, na.
vidandn a cmara assislir an rottejo qne leve \n-
:ar honlem, annivertarin rt jnramenln 4a rnanti-
luijao do impeli no palacio do mesan,, gverae.
Inleirada.
Oolro do h-cil tuppleote da >. Antonio, mlatnam
do acerca da pelico de algons dono de etaheveri-
mentot da Praca di Independencia, qne 1 itjnajtuain
ser relevados das mullas qoe Ihe impar. litcjtl effor-
livo, por nao terem irriguli as testada* das aat co-
sas, allegando estarem iseolo- desla iwiga(ta petas
posturas, que raandtra fiztr a Impera e irrigaran
dos pateos e pracas publica* por coala 4a
plida Ir.Deflerio-se aos pelirianarins.
ronlra o Sr. Oliveira, fundado na steri-.,., d
no 11. t*, de 4 de jolbo de IH.VI.
Oulro do procurador, enviando o odie qsaa Ihe
diriuira o segundo lente enearresad da 1
le lerrenos de marinha. relativo ao da raa da Al
raa que o governo da provincia conceden
mente > municipal..I .de pira lograste*
ruja cerlidan da medicAo mandn a cmara ajaa eHo
solicilisse da ihesaoraria de faaenda, ano prora-
r.uido fazer, encontrara os embaraon noaatatatts do
dito ollicio. A 1 omnii-.io de edi6cas-*o.
Oolro do fiscal de S. Jos, participando toe atiesa-
do I carrnr.s para condurao d'asua aoepohraa, pela
quantia de Vnio rs. rada urna, < matsum terrele
para o ine-ino serviro. rom o jornal diario de mm rs.
Inleirada. c qne se commni.icasse ao |imidai
e contador.
Oulro do mesmo. informando sobre aeattrraada
Manoel tioncalves I erreira e Silva, e Maniel Fer-
reira Anlunes Villaca. qne das indagacAci 4 ejoe
proceden, soube qae sao os peticinanos ea 1
dores do terreno de qoe fazem me.....,.,, r o 1
ment qne j.inlaram a prova, do qual se ve
om coube NI e.. ool.o Ni palmos, pota 1
ra a cada nm na quantia de J>mi rs. corno iafrac-
lordoarl. 1 da poslora addicional de l.'i do norr.
de IH.V). I ndefferio-se a prelenrao dos lipplicf-
les, qoe pedan) ser relevados das mallas, oo <
menos fosse esla conectivamente imposta. ..IU
que eslava aiuda indeciso o terreno.
Oulro do coi.tador. para se lirarem do cofre o Id-
Iras que se vencen uo ultimo de cerrante. Oae
se lirassem no da di.
Oulro do administrador da mmpanlua da Ribcs-
riuhos. dando parle do serviro feito de 17 a t ile
correule. Que te publicasse.
Oulro do fiscal de S. Jos, declarando qoe na ta-
maa de 17 a 1 do rorrele, se mataraai para coa-
sumo desta capital, l re/e-. Ao archivo.
Mandon-se remetter t cornmistan de petieet. a
dos suardas inunicipaes, pedindo aa--n.cp.le doa atan
vcnciraeu'os.
Man.lou-se chamar snpplenles de vereastares. para
servirem no irapedimenloilosqne va, loa
na assemblea.
Despacharam-se as pctic..-- do Ansolno l-err
Cmara, Francisco J. da Silva, Joao Jo-r da Re
Joaquim de Oliveira Maia. Manuel ttooralvo* Ket-
reira e Silva, Sebasti Jos do Rezo Brrelo, o I
vanlou-se a sestao.
Eu Manoel Kerreira Arcioli, Merrlarta a eoere*i
Ilaro de Capibnribe, presidente.Rtfo r .Mtm-
querque,llego.Baral* a'.ilmeidn .inVttra.
tiameiro, Mello.
esse pegalbal de embusteiros : Ide, miseraveis ant-
podas da humanidade, ao cemiterio, ao sarcopha-
go-monstrn. indaga! do encarregado, o numero de
victimas ou cadveres que ah vao descansar para
sempre; e elle vos responder, oilo, nove, de/., eu-
terrei boje, e diariamente tem sido esse o numero
dos enterrado.. Penelrai nessas infectas e asquero-
sas choupanas, abrigo dessa rac,a vil e abjecta, a po-
breza e om quadro borrivel demonstrara qu.lo in-
justos sao os vossos calclos. Veris o luto, a mise-
ria, a orpbandade e emlim a morle brandindo seo
terrivel c sanguisedenfe alfauge, aniquilando c rstame de inaior quanlia.
Miseravel povo, para ti o vilipendio, o martvrio.
o calix amarguradoque liaveis de esgotar al as f-
zcs ; e para o rico, esse filho mimoso da fortuna, n
bolo da grandeza, os pros da abundancia, o potos
de venturas '. !
O disimilo, Ilustrado eincansavel administrador
da provincia, o Exra. Sr. Sa e Albiiquerque.cnndoi-
do dos nossos sollrimenlos, desejoso de salvar a bu- fado.
manida.le camaragihense. sollirilo pelo bem-e dos povos qoe Ihe furam confiados, corre, va pres-
suroso em uosso aaBjrtro, enviando-nos ns soccorros
de inluieao nesta- quadras de povoa.'Ao.
Mdicos, boticas, ambulanri.is, dinheirn e emlim
promessas de prosesuir nes-a marcha salvadora, lu-
do nos enviou S. Etc., pensando talvez que nesla
villa encontrasse quem, dando exccurAo a seus dese-
jos, concorresse para a plena realisaeAn de seas es-
forcos.
Engao manifest Deshumanidade sem par !
A causa humanitaria he encerrada 110 olvido, a
pobreza morre sob a pressao da fome e negligencia,
nAo divisa o menor recurso, ao passo que Indo ah
existe amonio,ido -em una applicarAo ulil e prove-
losa :
e o cq.....bro europeu. qual deve ser preferida e de- i *"* "T -*f ,,nh' lu'"-
.. IS:,n ,., nn.s :. Id...; i;.. ...
fendida como attingindn mellmr ao fim da guerra .'
Oual li a que ouerecc mais paobahilidades de pre-
valecer e conciliar todas as susceptibilidades o lodos
os inleresses .' Eis a queslAn que agila (oda a diplo-
macia olliciosa e olTicial d'Allemanha desile o mo-
men.o em que os rigores di. invern mpozeram nma
tresna forrada s operarOcs miniares ; porm, alu
agora, todos estes esforrns, parece-no, nAo serem snf-
ficienlespara chegar a resullados salislalnrios, e ca-
raclerisados de modo a nos fazer esperar a soturno
prxima das dilliruldades operadas pela Rossia na
Europa. L020 mais procuraremos em todas
Nao he pois a' Russia, diga ella o que disser, qoe
a Europa deve a liberdade do mar Negro, lie, sun,
a' seus propros tratados. Em Andrinopla hem co-
mo em Kainardji, a Russia eslipub.u em prol de
seus interesses. Ella fez mais, ,. he ura laclo que
so nao lem observado como seria para desejar. *
Kussia, n'etaa ramoso artigo 7 do tratado d'Andri-
nopla, preparou nm novo meio de sujeiro para a
I Turqua, um novo pretexto para ngerir-se em seus
necocios. Cora elTeilo, ella fez com que e Ihe con-'
cedesse o direilo de a-sesurar-se das garantas
l'esta plena liberdade de commercio e navegacAo no
mar Negro >,, e ia a Porta reconl.ereu nerante 9
disciissoes pagar o nosso Iribolo da informacr.es e de r
llizes. I'rc.enlmente limilar-linhemos x assigna-
lar uina confusao que a nosso ver fara perigar inte- I
resses que sr arhain envolvidos na dcutaao.
ipenalda Kussia o direilo dr rousidciar to-
ldo e qualquer allcnlado feilo ronlra esta liberdade
ic.imo um arlo de hoolilidade que aulorisa imme-
dalas represalias. ,. E rada vez a' mais se eslreila
Na'verdadc ha duas quesloes qne se nao devemeon-i ra a rede na qual a poltica dos Czars laiirava a
fundir, porque se urna se acha collocada ero difl- Lrsa l.lo desejada, c qualquer cosa seria motivo
culdades sem numero, e que provavelmenle se nao para invad-la !
revolverao a nao ser pela ronlinuaca e desenvol- Nos o repelimos, a liberdade do mar Negro, a l-
rimarte das oparncta militares, a onlra esl resol- berdade da navcgarAo commerrial nos estrello, que
vida ha raen, scalo em prol dos interesses que ella
delenilc. Segando nos parece, em lodas as propos-
coes qoe dizem respeito .1,1 objecto da tercera ga-,
ranfla, ronfonde-se duas eoosas iuleiramente di-',
,| Vid. na Imprenta de 12 de agosto de IKV, o
Sund.oll, III.
i;> oConsiderand... diz eic prembulo, que lodo
lindase independemos a liberdade do mar-Negro dti^intenrioa-!?" "" Cc""mert' ""rP "* wM*"
ea neutralidade do mar-Negro. 011 a redueco das Idosu.......
j.rosperar
loretcer os Fm.i-
nao estando exlinclo o flasello.
A homeopalhia abandonada por a maior parle de
seus sectarios, lem alcanrado ptimos resultados
manejada, pelo homeopatlia capilAo Jos Apollina-
rio de Varias. Doentes em o periodo alsido com to-
das as circumslancias aggravanles, restahelecem-se
apenas scnlcm a influencia das bem applicadas du-
ses de S. S.
Emfim, lem feilo curas vanlajosas, que assns exal-
l,im a sciencia de 11nl.-iii inn.e booram ao dslinclo
applicador. Louvores ao Sr. Apolliuario, quo com
f e perseveranea, carainha na tema humani-
taria.
O Rvm. padre Delriu, continua prcslando-se he-
roicamente, acinl.ii lo sempre que he chamado a ca-
sa do afilelo, a quem atino-. leva a consoladora
inllueiiri 1 da religAo. As dez huras, motilado mi
a pe, l rorre S. S. rboupana do pobre, ao hos-
pital, nao so com os soccorros da religAo, mas anda
com a carleira dos glbulos. Polgo de registrar este
Muitas vidas lera sido reliadas, a Talla de nm pu-
nhado de arroz, de orna bolacha, de urna quarla de
farinlia do reino, existindo intactas cinco sacras com
arroz e outras tantas de bolacha !
Oh meu Dos, compadece! -vosda infeliz huma-
nidade '
Temos tudo ; eulrelai.lo a humanidade perece
torturada pelas MperriiMH precisos, comprensa pelos
horrores da fome !
A caridade, meu charo senhor, ausenloii-se desla
infeliz localidade,cedendo sen benigno lugar a agio-
lagem. a impostura e 'a impiedad", une colligadas
pretendem redil/ir-no. a exnressAo mais simples, re-
alisando por sobre esta villa o locus Mt Troia
fui!.
Aqui don fim as minhas refJcxoes, nAo quero pro
fundar a materia, verdades ha que amargan) como
o fel, eu ja alguma musa disse, foi porque nao posso
conler-me, sempre que observo tratarse com des-
preso a causa da humanidade ; es-aqui por que
lano divagad, a qne perdoarj ; j.or lano entro na
malcra das milicias.
Exceden, de 70o xida, cclf.i.las pelo cxlrangu-
lador cholera, no municipio do Passo Me Camaragi-
be, endo diizenlasrquarenla na villa e setis circui-
tos, eo restante continenles fornecidos pelas Barra
(3! Vid.
esle tratado na \i.,,( Coliecro d"s
< :t!r
pag.
Tratadm. lom..'.. 2. parle, pag. l-.i:, e no Codian
ihplnmawo de 1. Elliol'a. pag. >v7.
O capilo t'.ouva, aiuda be o mesmo mrnil.ro da
commissAo, que limito se tem distinguido, a nada se
poupando, sempre que he preeiso.
Snlo oulro tanto nao poder dizer a respeito de ou-
lros. seria .'Hender o verdade, e qoeimar podre in-
cens afelios quejandos.
O commerrio nesta villa continua no fertel opti*.
O domingo he ju-lamenle o da do traqurjo commer-
cial, quando os similores malulos, e senbores de en-
genho nos empan/inam com suas exigencias. Quan-
do os gneros exislem amnntoados a espera do com-
prador, he quando os senbores de engenhos deixam
de comprar, mandando vir tudo directamente dessa
praca. Agora que ha pouco e que mal ebega para os
pobres habitantes, asora qne estamos sob a pretulo
da falla, he quando os meus senbores prelendein ar-
rancar-nos os miseraveis recursos, que ainda nos
restan)! Impos!
Matam-se apenas duas rc/.es, be nada para o con-
sumo, nao importa, l ven) urna exigencia, um pe-
dido do capillo fuao, do senhor do engaito tal. Mi-
seraveis!;Nao ha um senhor deengenho qoe se pres-
te a soccorrer-nos, qne eml.ora nao dando de 11a fa-
zenda, ao menos nao tente ronhar-nos essas pobres
mgalbas! EJdepoi* Iremein do castigo Anda lie
pouco, direi sempre.
Exceptuando o tenenle-coronel Bernardo, quo
espontneamente nllereceu lodo o gado que tosse pre-
ciso para o consumo do hospital, os oulros apenas
assisiiaram pequeas qnanlias, e islo mesmo zeram
por Ihes ser exigido pelo Dr. jola de direito da co-
marca, que presidio a cominiss.io aseneiadora. Em-
lim,ha senhores de engenhos que ha mais de um mez
nao irequoiii.ini osle lugar, recelosos de condiizirein
o cholera na ilgibeira do rllele, ou na pona do na-
riz. .Ii.ican que o cholera be a berign Ignoranlet!
Como nao be eilranho a Vne. o cholera, nao
guarda decoro ao rico, assim como an pobre, a lodos
chesa a sua sanguinosa e m utilera inflaencia. Com
eireitn, meu charo senhor, depois de um paderimen-
ln de q.iinze das falleceu um dos mais notaveis
desla villa, n tenenle-coronel Bernardo Antonio de
Men.locni, anexar dos grande-: rsforco-empresados
por dous il'iisir.ulos mdicos, os |)rs. Pinbo e Cu-
nha, pai de ramilia exemplar. excellente amso, par-
reserva ao vareador, que um rapaz cora ari; iu
juantitate. pode ouvir mal e.las palavras conclu-
denles.... pois se elle he marchante, como pode tro-
car bois magros pelos gordos do governo!... Que
almas!... essas seriao. dos cholencos que morreram
emperdenidos, e por comer ni Ierra'!
Algnero de lpojoca, oflicial brioso nao quer
cahir com os cobres para a msica do balalhao e ru-
lan apona o decreto 72J, que determina, que uAu
se obrgue aos olliciaes pagarem a msica ;ora, mor-
reu o Naves! O coramaiidanle nAo pode.e nem deve
obligar, que antes de organisada a msica os olli-
ciaes paguem, |mas logo que lodos combinarem,
logo que lodos assentarem cm se lazer fardamento
para a msica, suslcnta-la' &. aquclle que fusr
com o corpo falta a um contracto, e no nosso enten-
der cumpre ao commandante cbama-lo ao cumpri-
mento de seus deveres, c dos que voluntariamente
se obrigou. O Sr. commandante M. C. P. Falcao
nao merece censura alguma, quando lem de fazer
com que o crdito de seu hatalbAo nAo padec,a.
O Sr. Maia c.m fabrica de chapeos na praca
da Independencia, onde Irabalham sessenla e lanos
operarios, roonlou logoem principio da epidimia
ora hospital para os seus operarios, os quaes encon-
Iraramtndo tratamenlo.e zello. Os cnfermeirosleram
o Sr. Maia e seu senhorque nao recebiam r/rafi/i-
ca;of,,e nem porislo deixavam de bem comprehen-
der os deveres de raridosos en.fermeiros!
Consta-nos que na Trempe unta negra de na-
rao, escrava, moradora no sobrado n. ..depois de
insultar a nma mocj sua senhora' pelo simples fac-
i de a mandar fazer alguns serviros domsticos,
leve a ousada de cobrir rom pancadas, sem que
de tanta sent, que se agrupou na ra al.nem se
lembrasse de tuccorrer a infeliz moca, lirndo-a
das maos da terrivel negra, que poda affosa-la a
seu minino lo. Nao podemos deixar de censurar,
e responsabilisar ao inspector datae quarleirAo pela
publica desteja, e insolencia que sollrera es*a infe-
liz moc,a principalmente pelo exemplo terrivel, que
de alsuina sorte se sanccionoii na pessoa da nma se-
nhora.
Esle, e oulros conflictos bao de dar-sc sempre
qae os inspectores moraren) fura dos seus districtos.
Sr. Manoel Antonio da Silva, com taberna na
ra das Cruzes tem vendido os seus seeros por um
preco sempre raSoavcl, nAo se servindo da abun-
dancia, qoeMnha para especular com ella.
No dia l do passado na raa da Praia. estan-
do Sinfronio de tal, morador 1.0 eusenho Salsadi-
nho comprando carne foi acommetlid violenl.imen-
le pelo cholera, mas o muito preslimoso Sr. Pedro
Jos da Cosa, nAo consenlindo, que o doente leatfl
para o hospilal, levouo para sua rasa, onde depois
ileum aparado Iratamenlo, e dcsvellos o pode
o doente conseguir sua saude.
A assocaco commercial foi quem den ao Sr.
Ar.to.lio da Costa Rogo Monleiro, a quanlia de
IOtt-000 para ser distribuida pelos indcenles ; o
que distemos em contrario foi sem dovida trocadi-
Iho na compos.rAo.
Acham-se aterrando militas mas na fresue/ia
de S. .lose, e oulras ja aterradas; em breve leremos
de ver essa |.arte da ridade rivalitande cm os de
mais bairros.
Convem, que a lllm. cantara nbsle par meio
de alsum Irabalho.que asomares erondot enlrem pela
ra Ausasla, embarsan.lo desla surte .. transito pu-
blico, edeixando depois por muilo lempo casas ira-
ve-sias inlrausilaveis pelas lamas.
J poderemos dizer, que nao lemns d'enlrn
dos nossos muros o rao/era t hallemos liaixinho
'/ue rile nos pode ouvir!
Oque entrara depois do cholera em ordem do
dia .'
Acechamos as lembraneas do notto disliaclo
correspondente da Paradina, o da Capitel, agra-
deeemns-lhe muilo, c Ihe retribuimos rum anlenlc
desejospelo rcslabelecimento perfeito de sua saude.
e prorapto, haiiimento desse provincia do mon'lnt
gangetieo.
Consta-nos que a Sr.ajl. \nna Rosa lalcao.nro-
prielaria do cngenbo Massangaua, reraelteo .1 esmo-
la de 5ttJ para a pobreza desvalida desla ridade, as-
sim como o Sr. Joaquim de Santa Lelo, dono do eo-
genho Boa-Vista do Cabo, a de "dt. Estas quanliat
foram enviadas ao Sr. vicarir geral .leste l.ispado,
o qual as enviou a' rommiss.o central benefirenle
para dar-lhet o po e lonvavel destino, qne liveram
em vista aquellas duascaridosas pessos-
REPARTICAO DA POLICA
Secretaria da policia do Pernambnro 7 do abril
de MR,
lllm. e E\ui. Sr.Levo ao coohecineala de V.
Exr. que das dirlerentea partiripare aunlita a
hoje receblas nestfreparlirio, eoosU <]aw m atarata
as seguinles oceurreociat:
loraoi preso* : pola delogoeia do primeiro diatne-
lo deste termo, Antonio Francisco de Mello, par de-
sordem.
Pela snbdelegtcia da fregaezia do Recite, Joa-
quim Rufino de Ilollanda, Antonio I rasacisrn da*
Passos, Kelicidade Perpetua de Lima. Hemaidini
Jotliniant de Carralho, o* italiano* Sal valore I
e .loseph Robora, os nstete* Ebie Br.-u. la
Doubley. e Joseph Maura.s, todos por brisa, o 1
Sitnito Francisco I,erra, por etpoacaiaealo, a Vic-
torino Jos de Sonta, por demrdem.
Pela snbdelegacia da fregueiia de Santo Anta
a preta escrava Calhtrina, por desobediencia.
Pela snbdelegacia-da fregaezia de S. Joo,
to escravo Jos, por fngidn.
Pela subilelesaria di treguara da Roa-VMa.
Manoel Machado l.e.lo, por suspeilo de *er deoartor,
e O preto escravo Cv priann. para *er castigado.
E a requisirao .I., deposilarin geral, o preto aaera-
vo RornAo.
Dos guarde a V. Exr. lllm. e Km. Se.
cooselbeiro Jnai Benlo da l.onh* e 1'maaanl..
presidente da provincia.O chefe de patela, Ijmiz
Carlos de Patea Tdreira.
diario be ^ernambuco.
Recebemos noticias de Barreiro* com dala da I do
correle, que gar.
As dalas de Flores que rhegiai a -JM do |
nnunciam que o estado daqnella .ornare 1
va a ser -ati-l,dorio.
Em Alagoa do Monleiro, \ arrea e Riacho do
Bom Jesos, lugares pertencenles a' provincia da Fe-
rahiba, a epidemia linha rrapptrer.do; nat doa*
primeiros pontos apreseutava carcter benigno, ata
no ultimo, de enlre 21 pessoa- alaradt*. tinham fal-
lecido '..
Recebemos caria* do Paseo de 1 .unaragib. caas
dalas chocan a :K) do pistado, e liram publcalas
em oulro lugar. A morlalidade diaria deatro da villa,
e seos -uhurino. mais provino* regalava enlre f o *
pessoas. A epidemia ate aquella dala ia linha testo
7ii viclima* em lodo o moniripin. endo JUI ata oti-
la e-o restante na Barra e Ribeira d,e Santo Anloato
Grande, Morros e Matriz de Camar.isihe.
Bl I.I.ETIM IM> CIIOI.KRA-MitKRI I,
Ptrtiriparrt dos kmqnlaf.
Hospital provisorio do arsenal de manaka. II *>
entes.
Hospital da roa da Aurora, moireu nma nvalhei,
exislem -J homens, I u.ulher.
Hospital do Carino, 7 doente* cm ir..lir.cnl>.
Hospital de S. Jos R, I homens e i maltaeie-.
Helarn das pessoas que falleceram do rbotes-a aaor-
biis e foram epnltadastno remiten puMtro dat
fi horas da larde do dia i tita larda do
d... .". de abnlde IK"*.
Itrres.
Numero :t:t;tH Maria Felina Pessoa do Mello. Pev-
nambuen, 7ti annos, viuva, tirano. Roa-Viola, raa
da Snledade 11. 1.2.
dem 21WManoel da Costa Riheirn. l'ortacat.
auno*, rasado, hranro, S. Antonio iinailhadat.
roa das Flore* n. 21.
dem 2310Hosalina, Pernambnro. s meras, parda.
S. Antonio, rila eslreila do Rnario n. X
dem 2'lilAlexandre Antonio Soare. Pernanato
co. t>t) anuos, casado, pardo, Roa-Vi-la. pata* 4 .
Soledade p, t.
dem SMS Manoel Itemicic do* Sanio* 1,
Pernamhaco, III anuos, *olteiro, preto. S.
alfaite, ra ,1o Queimado n. IH. *^
Idrm S3I3 Anlouio Francisco *Ae*l*anla-Anaa. Pev-
namhiico, .". annos, pardo, S. Jo*', na de Dorias
n. 100. ^~
dem 2:'ll I raficelina de Je*a<. Pertiatabaro. >\
solteira. branca, Rerife, roa do Pillar n. 121.
dem SMSloanna. Pernamhnro. H mores, parda.
S. Antonio, berro do Carceireirn n. (i,
dem lili Rila Francisca de Paula. Petaantharo.
2!t annos, randa, parda. S. loa, roa de llorta
n. 1(10, lallereu no ho*piial de>. .looe.
dem 2:117Vicente Jo-o da P... I'orlasal 'al aaaaaa,
casado, branca, S, Antonio, Pnlurc.ro roa da V*i
n. 22.
dem-MIS .lo.lo. l'ernanilui. .. I mcres. Wanen.
largo do Ro*aii 11. '..
dem 2dt!le CapitAo Antonio I rauc-, o Xavier de
\ asronrcllos. Peruambuco, 71 annos, viavo, |araai
co, S-al.oore.il o. m frrsaeria .le S. I oareas.o tan
sua rasa.
AVcraros.
Numero SIU l,erlmdet, Pernambnro. aVajaaaaa,
prcla, Hoa-V|sla, Cidade-Mova em Santo-Amaro!
I lem s tlznora-se o i.ome. I'rrnan.b.iro. ts an-
uos, parda, Koa-Vi I lem da morlalidade das pessoas qoe fallrrrram ds
cholera-morbo*, das Ii horas da larde da dia .' as
I. horas da larde do da ti de abril de !*.".
/.irrcs.
Numero ifil) Cltu lina titilan* ana Pa.svo., pv.
namhnco, 10 annos. sollc..*, parda, ca*la*era
Roa-\ i*ta. hospital .t > Aurora.
Idiin2t".l Rulin. Mana do Natrintento. Po
MUTOf
ILEGIVEL


nambuco, 18 annos, solleira, S.Jos, prelo rua
do lluro, sem numero,
"dem 2352 Rosa Mara da ('.onecido, Africi, M)
annos, solleira. prela, Boa-Visla, sitio da capel-
U do Rosarinho.
dem 2353 Amia Joaquina, do Sacramento, III
annos, solteira, preta, Beeil'e.becco da Cacimba
u 8.
dem 2331 Anastacio Gomes Nogaeira, Pe n im-
hoco, 2R atinns, casada, prelo, pedreiro S. Jos
becco da Ramella, n. 7.
dem 21 Ti Auna Mara, Pernambuco, (Salinos,
preta, lavadaira, Boa-Vista, hospital da Aurora.
literatos.
Numero 831 Rosa, Peruambuco, K annos. par-
da, S. Antonio, roa do Livramento, n. 7, easa
Antonio Duarte de Oliveira.
dem 835 Domingas, frica. 70 auno', preta,
Boa-Vista, prn;a da Boa-Visla, n. 6, Ignacio
Jos do Couto.
dem 830 Silvna, I'ernambuco, i anuos, prela,
S. Antonio, ra un Ouoimadu. n. 6, casa I-
andir, Antonio (ornes IV'-- .i Jnior.
Resumo da mortalidade.
Mortalidade do dia 7 al s (> doras da larde12.
Momens 7 malhera i prvulo* I.
Total da mortalidade al boje 73,178.
Homens 1372 mulhercs II8',1 prvulo 317
Recito 7 de abril de IV.'..
A commissao dehvgiene publica interina,
Drs. Sa Perrira, presidente.
tirmo Xarier. secretario.
/. I'oggi, adjuncto.
genitores redactores.\ despeilo de ser opioiao
geral que injurias aoonimas se devem votar aodes-
Prezo, mormeule quando se est defendido por sua
reputacSu, e no reduelo da conscieocia, todava n.lo
j'odendo liabiluar-me anda com esse modo de pen-
ar e ruesmo pela minba posiro melindrosa de em-
pregado publico, que hi mister de maoler intacta a
sai torca moral, nao pusso solfrer que se me lan-
ceen certas impntares desairosas -ein que immedia -
'ament as convenga de calumniosas. |
A nomeaco para membro da commissao de bene-
(ceuciii, especialmente de Ihtsourciro dessa commis-
sao. nao era por cerlo das cousas mais agradaveis,
mas nao devendo furtar-rae a prestar os serviros
que esliveasera a meu alcance, leoho a consciencia de
haver cumprido rigorosamente os deveres de ho-
mem da bem. Nao eslive, Iporeiu, iscnto do ferino
dente da calumnia, porque ummeuinimigo que exis_
|C aqui ein i Haxda, e que nao be certamentc a hon-
ra de sua classe, julgou descoiisi,lerar-me nao sei se
por despeilo, por n.lo ler nellei depositarlo conliaura
em cerlo negocio para o qual m'a reclamava, escre-
,eudo correspondencias ob diversos titulos para o le-
cho Pernambucano, em as quae- usurando mais de
um individuo memordia de furto.
Julgaci conveniente chamar eutaoa rcsponsahili-
dade aquella folha, assim o II! *j" comparecendo o
espeelivo proprietario, me declarouem juizo que
aa correspondencias eram do bacharel Klidio Jansen
de Castro e Albuquerque, e que eslava aolorisado
pajUr autor deltas para declarar que as calumniosas
impoluroes nio eram a miin dirigidas ; deu-se um
(goto mais cobarde do que esse pobre bacharel '.' Col-
lado Arreganha os denles aquclles que o despre-
s.im, e quaudo Ihe batem com o pe, foge!
Srs. redactores, o que venho de dizer provo com "
documento caja Iranscriprao nbaixo Ibes pe^o. Veri
o publico quera he o bacharel Elidi Janten de Cas-
tro e Albuquerque, por esse padrao ajui/.em esse ca-
acter, e digan) se merece ou nao a animad) crs.in
e desprezo dos homens que se prezam.
Vejam o Exm. Sr. couselheiro presidente da pro-
vincia e os meus distinctos amigos tenenle-coroncl
Manoel Antonio dos l'assos e Silva, l)r. Mauoel Joa-
qOim Carneirc da Cunha e acadmico Rocha Bastos,
quem cobarde e injustameole lambem os ottendeu
oeseas correspondencias, se bem que de baldf, he pois
a baba paroueata desse cao hydrophobico ja mais
marear aua< solidas reputadles.
Kico aqui, Srs. redactores, asseverando a esse ba-
charel qne se continuar a mor der-me de furto, pu-
blicare! documentos que exuberantemente moslram
qual oconseilo de que gusa no-la cidade.
Sou com eslima de Vino, amigo obrigado../o'"
(lardoso de (Jueiro; Fonseca.
Olinda de abril de IcVHi.
I>iz JosC Cardoso de (Jueiros Fqnseca, que haveudo
"**----------^MSS^^kVJ,2. Pernambucano n. t'.i de I i de
mai ro uo*vorreDTi> anno um artigo com a deuomi-
cao de sociedade benelicente da cidade de Olinda,
da qual o aupplicante faz parle, e conteudo allutes
que sendo derigidas aosupplicanle Ihefazem iojuria
pela qual quer o sopplenle proceder criminalmenle,
requer a V. S. que mande notificar o impressor dos"
le peridico, para que venha a juizo dar as explica -
- coes que Ihe forem exigidas, sob as penas da le, de-
f clarando o neme do responsavst. ou apresentar o
autrographo para que seja notificado o responsave c
por tanto.
Pede a V. S. I Um. Sr. t)r. subdelegado Ihe delira
naforma requeridaK R. M.Jos Cardoso ijueiroz
Fonceca.
Como 'requer, sendo uotilicado o edilor para
uo dia 2 de abril comparecer na audiencia para o fin
requerido, as 10 horas da inanli 11. Subdelegado de
Santo Antonio 31 de marco de I85H.
* ('osla Dourado.
Certifico que notiliquei a Ignacio Bento l.ovola
para o conteudo na peticu retro, o referido he ver
dade, 1 de abril de 1866.O cscrivAo Francisco de
Barros Correia-
Aos dous dial do mea de abril do anuo do nasci-
m lo de Nosso Senhor Jess Christo de 1836, nesla
cidade do Kecifc de Pernambuco, em casa de resi-
dencia do subdelegado da freguezia de Santo An-
tonio, o Dt. Jos da Cosa Dourado, onde eu eacri-
vSodeseu cargo eslava ahi preseotc, o bacharel Jo-
s Cardoso de Queiroz l'unseca, o itnpressor do Helio
Pernambucano, Ignacio Bento de Lo jola, por este
foi declarado .que o correspondente de (Hiuda para
o Echo Pernambucano, a cojo numero se refere
sopplicanle sob o pseudnimo l.onguioho Olisdcnse'
he o l)r. Elidi Jasen, de Castro Albuquerque, assim
como tambem perlence ao mesmo autor o artigo do
mencionado licko sobre a epigrap'ho.Sociedade de
beneficencia da cidade de Olindae qne eslava autu-
risado a declarar pelo mesmo autor das correspon.
deucias.que ai alusoes all taitas nao se rctonam ao
? Dr. Joi Cardoso|dc Queiroz Fonseca, e para constar
mandou a r. subdelegado fazer o presente termo.
Eu Francisco de Barros Correia cscriv.lo que o es-
crevi.
Jos da Coala Dourado.Ignacio Bento de l.oyo-
la.Jos Cardozo de Queiroz Fonseca.
Srs, rtdacloret.lA cm seu Diario de sabbado,
mi correspondencia em que o seu autor, historian-
do us lacios mais salientes que se bao dado nes-
la Cidade depuil que por aqu apparcceu o cho-
lera contra o Sr. tenenle-coroncl l'assos ; sendo que
para melhor altingir o seu desidertum, o mesmo
correspondente reduzio a qualro os fados que ser-
Tem de base as aecusaees que contra o Sr. l'assos
te han suscitado.
Em refutarlo do segundo dos fados, que sao por
elle enumerado, diz o correspondente que o enler-
ramenl" doi cadveres sempre fora feiio com to-
da promptid.lo, e que rnenle no dia 16 do pr-
ximo passado mez, sendo a mortalidade muito cres-
cida, resolvern! oa Irabalhadores sepultar de una
si. vez vinle cadveres, trabalho esle que nao. foi
feilo com perfeicao, por isso que se prolongara at
as duas horas da larde, e como fossem essas horas
de descanro, resolveram os mesinos deiiar para lar-
de a cnnclusao do servico necessario, alim de que
ficassem complemameAlu sepultados os cadveres.
l'ermilla-nos porem o correspondente Ihe diga-
mus que nao sao exactas as inl'ormacoes que a res-
peilo desde tpico Ihe minislraram.
No da 16 do mez passado, os Irabalhadores 60-
carregados da inhuma.;ao dos cadveres abandona-
ram e emilcrio s 11 horas da manhaa, por isso
que, sendo contratados pelo Sr. Dr. Lobo, e nao
quereudo esle senhor continuar na direcrao do ce-
niilerio, resolveram elles imitar o procedimeiilo da-
quclle que at aquelle roomenio os dirigir ; esle
tacto he de lodos condecido nesla cidade, c foi elle
( que deu uri20,n nf.o s. a nao ser perfeilamenle co-
berlo de areiaedevidamenle socado o vallado c:n que
se havi.im sepultado muUos cadveres, assim como
amhem a Rearan insepuii0< ,>,.r m oitaa horas vinle
e lautos cadveres que pa.a o remilerio foram cou-
., dundos ale urna hora da larde, que foi quando ap-
pareceu o Sr. Lopes, niho, acumpauliado de alguna
Irabalhadores, os quaes para logo tralaram de pro-
ceder a inhumado dos corpos qoc eiaVam ciposlos
ao ar, assim tomo, cobriran, com ,lgUm carnada,
da .reta o valado a que cima nos referimos, sendo
da notar que depoi. d, cheg.da da, mencionadas
^ pesws, chegaram anda mais seta corpos.
Continuando, diz o correspondente, que o Sr. Lo-
pes filho e os Irabalhadores que ein virlude das or-
ilens emanadas da casa do leuenle-coronel Panol
Ihe foram prestadas, prorederam ao enterramenlo
de quatro cadveres, assim como, ao aperfeiroamen-
lo de sepulturas que precisavam ser socadas". An-
da aqui foi-o correspondente Iludido as informa-
les que colhcU, porquaulo, o Sr. Lopes filho e as
miis pessoas que parliram para o cemilerio, apenas
se divulgou noticia de que existan] mul.is cadve-
res insepultos, liveram de enterrar .11 cadveres,
que como dssemos cima, esjavam exposlos ao ar ;
c lauto he assim, que os Srs. subdelegado e acad-
mico Rocha Bastos, que chegnram minio depoi-.
anda presenciaram o cnterriimenlo de qualro cor-
pos, pelo que ja v o correspondente nao he possi-
vel qee se cnlerrassem somenle qualro corpos, como
quer. porquanlo, para que assim succedesse, era ne-
cessario que os Irabalhadores eslivessem parados
durante todo o lempo que medou entre a sua che-
gada, e a dos Srs. l'assos e Roajia Bastos.
Appellamos para estes senhores, porque sinceros
como sao, nao deixarao que se nos desrnnla. Elles
que digam as horas em que foram ao cemilerio, as-
sim como os corpos que anda acharara insepultos, e
enlo ver o correspondente que temos razo i.o
que allirmamos.
A" vista pois das ligeiras consideraees que cima
deivamos expendidas, veri o correspondente que so-
mente o desejo de rcslabelecer a ventada dos fados
nos obrigo'i a Iracar oslas lindas, e como parece-uos
que neo lu m oulro lim leve em vista o correspon-
dente, esperamos que nao cstraiihara o procedi-
raento do
i'tko Olindease.
Olinda 6 de iiLtril de 1856.
U1RI0 DE PEIMIUCB TUCI FElR 8 DE MAL II ItK
.Srs. redactores. >ao dispoi'do de raeios com
que poaM mostrar ao lllm. Sr. Dr, Francisco Bre-
nerodea de Andrade, e a sua Exm. familia a mi-
nh gratido pelo Iratamenlo que Ihe merec, quan-
do dirijindo-me a sua casa para dar-lhe psame
pelo passameulo de sua preada prima, e ollercrer-
Ide os meus fracos serviros, vislo achar-se elle e
sua digna esposa atacados da epidemia, fui arco-
metlido do mesmo mol, lauco mao de patcntear ao
publico, qne fui tratado, como melhor nao seria
por metal proprios pas, se exislissem : parece-mc,
que essa conusaao ludo diz, c apenas a ella accres-
centarei que o mo estado de saude do mesmo dou-
lor, e de sua digna consorte, no cuidado, que elles
liihao por seus charos lilhinhos, nao impediram
que por elles proprios me fossem dados os remedios,'
dinjiudo-me expresses bem signilcutvas de ata-
rease, que turnaran) pelo meu reslabelecimento, e
estima, em que me tiuh.o.
Com o que venho de palenlear, hqacra desen-
gaadas algumas pessoas.que so ellas sao capazes de
praticar as ace,es, que querem altrilmir a oulrem.
Desculpe-ine o meu padrinho. e amigo, contan-
do sempre com o meu eterno rerouhccimcuto,Fran-
cisco Xacier de Souza llamos.
Pao d'Albo 17 de marco de 18.56.
Srs. redactores.No dia 12 do mez passado falle-
ceu cm l horas.o meu querido irmao.do cholera-raor-
bus, sem dar-nos lempo a que charaassemos urna pes-
9oa,que nos soccorresse com alguus remedios.que fos-
,cm applicados a lempo, pois apenas lizemos os que
estiveram so nosso alcance com senapismos, escalda-
pes, ele, etc.
\ oltando eu do cemilerio, aonde fora levar os res-
tos morlaes do meu infeliz irmo fui accommellido
do mesmo mal, n.lo pudendo mais descer do carro
com meus proprios pes, e sim conduzdo petas pes-
soas que 11111.0 vinham. Miuha m3i deixando-
me entregue aos cuidados de miuha consorte e ma-
nas, procurou imraediaUmenlc o lllm. Sr. Dr. Joa-
qun) Elviro de Moraes Carvalho que acodio-nos, e
proporcionou-oos lodos os meios necessarics para
salvar-uos, dando-oos dinheiro para a compra de
medicamentos, e o mais que nccessitassemos.e rcsol-
veu que fosse chamado o illuslre acadmico o Sr.
Nery da Fonceca [hoja fallecido) o qual Iralou-me
com haslanle desvello, mas vendo o perigo em que
me achava, desenganou-me uo lim de di i-.
De novo recorr ao Sr. Dr. Carvalhinho, e elle
decedioquese chamasse o illuslre acadmico, o Sr.
Moraes Sarment.ambos os quaes jularain dillicul-
losa a miuha s.ilvacao, minha mi foi ler com o lllm.
Sr. Carvalho e o inteirou disto mesmo, c tamhcui."
lllm. Sr. Dr. Diodoro l'lpiauo Coelho Ca*fnoVi
ambos estes meus protectores resolveram que se
chamasse u lllm. Sr. Jus da Rocha Prannos: as-
sim u fez miuha ni.li, indo ve-lo, c esperando-o ale
10 horas da noile, quando se rcculhia fatigado do
seu irabalho.a lidar com docnles, denois de Ihe ha-
ver minha mi exposlo que os seus amigos exigiam
queviesse ver-rae- promptamenle accompanliou-a, e
examinando-mc disse, que os Ilustres acadmicos
liiiham loda a raz3o por lira tolal desengao, mas
que nao leudo elles applicado causlicos, poder-se-hia
agora tentar esse mcio para verse se poder ia obler re-
sultado lavoravcl, applcou-me immedialameule os
causlicos, daudo-me tambem mistura salina simples
parameligaraardeute s.-dequemedevoravaeo gran-
de calor interno que soffria: applacadas urna e oulra
cousa, e mesmo nao obstante a melhora tive tres
ataques, vendo-se minha mai Toreada a ir incouimo-
darno Sr. l'aranhos pela noile adianle,sem o mesmo
Sr. jamis recusar-se mandando umitas vezes era sua
casa buscar sal para azer a mistura salina. Resta
notar aqui que os remedios applicados pelo Sr. aca-
dmico Nery Toram com os que me deu o Sr. Dr.
Carvalhiuho, c outras receilas do mesmo Sr, pelo
socorro do goveroo, os custicos porem a mistura
salina, e oulros medicamentos foram dados pelo Sr.
Parauhos, quenada de iiiim quiz receber.
Sou por tanto muitissimo grato a lodos quanlus le
diguaram proleger-mo e especialmente ao Sr. l'ara-
nhos, porque oi a quem mais incumniodei. a quem
o Divino Espirito Santo illiiminoii por bem acertar
as suas applcac.cs.
Sou seu constante leitor.
Hecife 5 de Abril de 1856.
Dominaos: Candida \acicr Ftrreira.
dynamica, a que'de'hoje em daule devera a arle de
curar os mais brilhaules resullades.
Altendendo a que os prufessores searham frequen-
temcnlc mpossihililados de cumprir indicaees que
so com esles apparelhos podem strsalisl'eilas; e com
o lim de preencher to immenso vacuo, e curar a
humanidade enferma de aluns padecimonlos. que
lem ate agora resistido aos recursos therapruticos
conhecidos, formou-se um gabinete comcxcellenles
apparelhos para a applicarjo daquelle podcoso
alenle medico. Os professores, a cojo cargo se
ada o mesmo gabinete, declarara com franqueza
aos doenles as probabilidades do seu curativo, ap
pilcando os indicados meios a todos, sem distinccSo
de classe, cun Igual soheitude ezclo.
Diario do (lorerno de Lisboa..
WnMkfudrt aptbfo*.
Dedicatoria ao meu muito charo e finado amigo
Francisco Neru da Fonceca.
SONETO
Morreu qual astro, que caminhaovante,
Sobei bo palo espaco em quadra pura ;
Morreu quaudo nos bracos da ventura
O destino roubou-lhe a" luz brilhaiile.
Botada o Iludi, quando incesante
yvia a snecorrer a dcsveulura ;
E a sina que o trahio, a siria escura,
Ao pobre desvali que gerue criante.
Era amigo extremoso, amigo cerlo.
Das yriludes alnorma. o puro asenlo,
Victima triste do destino merlo.
Sobren leu curio e lgido aposenlo
O meu praulo sentido, ijoe boje verlo.
Scja a vera eipressAo de um scntimeuln.
Kecile 7 de abril de 18.56.
1-RAC-V DO RECIPE 7 DE ABRIL AS3
HORAS DA TARDE.
Cotac/ies ofllciaes.
Londres27 1|2 60 d|v.
Frederico fnbtliard, presidente.
/'. Borgis, secretario.
Cambio sobre
-ViOOO
ao par
_ CAMBIOS.
Sobre Londres. S d. por lj.
Paria, .lis rs. por f,
Lisboa. UJpor 100,
'< Rio de Janeiro, ao par.
Accies do Banco, 35 t|0 de premio.
Accoes da compauhia do llebeie.
-Vienes da compauhia Pernanibucaiia
< L'lilidadc Publica, 30 por enloda premio.
a ludeinnisadora.sem vendas.
Disconlo de ledras, de 12 a 1.5 por Oi.fi
HETAES.
(turoduras hespanhulas. .
Moedas de 6-jlliO velhas
a (oiOU novas
a 49000. ,
Prala.Patacoea brasileiros. .
Pesos columnarios. .
mexicanos.
289 a 289300
. HijtHKI
. Iii^rtno
. !>> . 23000
. SjOIK)
. l->800
ALFANOBOA.
Hendimento do dia I a 5 .
Idam do dia 7......
53:6658021
14:303^839
67:9681860
Oeicarregam hoje s de abril.
Barca ingleza/mor/enetaixas e ferro.
Ilrigue ingle/. /. Clekermerradorias.
Barca poiluguezafor do Porto barris de vlnho.
Patacho sueco-rldunalahoado.
Patacho brasileiroConstamasalitre
wONSULAIKJ tiERAL.
Reudimento do da 1 a 5 .
dem do dia 7 .... .
c vinagre
8:6949317
2:8I2;SI8
11:50"5035
BlVERSAS PROVINCIAS.
Hendimeulo do da 1 a 5 .
dem do dia 7 .
I K>589G66
839770
1:1449436
-^lllilit lilil.
ELECTR1CIDADE APPLICADA AO TRATA-
MENTO DAS E.MERMIDADES. '
A medicina, assim como as demais ciencias na-
turaes, lem feito. e eslo lodos os dias lazendo m-
meusus proaressos ha meo seclo a esta parle,
t.ullivam-se com esmero, e sem levantar mao lo-
dos os ramos que ella abrange, aconleceudo o mes-
mo as outras setnelas qne Ihe servem de auxiliares.
A rhimira, physica, botannica e mineraloga estao
contiiinadainenle enriquecendo a materia medica
e com os seus preciosos descobrimentos podo o fa-
cultativo boje comhater as doenras rebeldes, ames
de lodo o Iratamenlo.Nao sao' urna clara prova
desla ver.la le os 111,11,1. illin-,.. elidios que aclual-
menle se observara com o iodo e o cloroformio as
suas variadas frmase a.pplicaries'.' A cleclririda-
de. ronhecida seisceulos annos anles da viuda de Je-
sus-Chrislo, foi applicada com bom cxilo por mu
Ilustres professores. Com ella Poma, c Arnaud
ronse^uiram curar parlisis e ncvroses. A corea
(oi curada repelidas vezes. e al nos casos mais de-
sesperados por llaen. Tothcrgill. Waslon e Mas-
do II.
Estes resultados qua poderiam inultiplicar-.se
ale o iiiliini obtivcratn-sc com a eleclricidade
chamada esttica eleclricidade de lensSo ou
posleriormente com a de contacto | galvanumo
que, aillda que superior aquella, deixava com-
tudo, muilo que desejar para se poder applirar
vanlajosamenle e sem inconveniente ao curativo das
enfermdades. Mas que resollados to admirareis
nao esto boje dando a eleclricidade com os sem no-
vos modos de apprarlo ? .
E, de feito, cora os seus incriveis progreteW, e o
uso de apparelhos recenlcmcute inventados, desde
que Tarada) inlroduzio a eleclricidade de inducr.io,
e Duchesne de Boulogne conseguio localisa-la, pru-
vando que cada especie de elcctricidade tinha prn-
priedades particulares, pode hoje o homcm da arla
localisar-lhe a acr.lo, faze-la penetrar ale os orgos
mais profundos, sem locar nos trcids externos ;
obrar a seu arbitrio na contraclilidade e sensibllida-
de ; excitar na pella desde a simples cosega ate a
mais viva dor, sem desorganisar o lecido, cessaudo
instantneamente a dor, logo qoc se uparla o excita-
dor. Por meio da taradiearao se da a Intonaidade
qne se deseja a correte elctrica. A mo elctrica,
os excitadores da superficie compacta, a fusli|arao,a
escava, ecl-, sao oulros lautos instrumentas d va-
riada energa, c de dillerenle valor llierapeulico.
Por estes proeaaaoj e conforme o. excitadores esli-
verem hmidos ou seceos, se opera aonde e como
convem, cunsexuindo-se com elles curar um sem nu-
mero de padecraeulos com mais ou menos presteza.
As uevralgias, as hiperestesias, anestesias, citicas, e
dores rh'umalicas mais rebeldes ccdeui as vezes,
como por encanto, a este enero de medicamento.
Conspsoe-se com elle, ein algumas occasocs des-
tazer c resolver infartes e tumores ; emprega-se com
vantagem na amenorrea, c at na inl'eruiididade.
Por meio das recompusieses elctricas, feilas nos
oruos, produz a faradisarAo certas alleracoes hene-
hcas no organismo vivo. As parauses do moviineii-
todesapparecemeom freqnenr.ia, subraellendo-se a
eicilaeav taradica, assim como a do apparelho da
miriiia. etc. Estas |e outras atfecrftes podem ser cu-
radas com mais ou menos presteza, ou ser pelo me-
nos vanlajosamenle modificadas pela faradisar.ao :
acquisico preciosa e medicar.io verdadeiramenle

Eli'iriio do* elevlos e levlas |iie lem de
festejar Nosso Senhor dos Pastos da Con-
solanin, na capella de Nossa Senlipra
. dos Prazeres, no auno de 1857.
Provedor por eleico.
lllm. Sr.Manoel Iguaco de Oliveira Juuior.
Provedor por devoeo.
lllm. Sr.Francisco Jos Lopes.
Pn.vedora por eleiro.
Illma. e Exma. Sra.D. Mara lionralvcs da Silva
Percra.
Provedora por devoro.
Illma. e Euni. Sra.II. ('.andida "da Silva de Jess
Moraes.
lscrivo por eleiijo.
lllm. Sr.Frederico Antonio de" Andrade.
EscrivSe por devoeo.
Ulm.Sr.Jos Joaquim de Faria"Machado.
Escrva por eleiro.
Illma. c Exma. Sra.I). I.uzia Candida de Moraes.
Escriva por devoro.
Illma. e Exma. Sra.I). Candida I.uzia de Jess
Moraes.
Procurador goral.
lllm. Sr.lolo Jos de Carvalho Moraes Jnior.
Procurador,
lllm. Sr.Jo-e Caetano de Orvalhu.
Alordomos.
lllras. Srs.Francisco Piolo Ozorio.
o o Jos l'eixeira Leilc.
o Jos Joaquim de Lima Baro.
" Jorge Jaeomo 'lasso.
" l-'raneisco Cuedesde Araujo.
o Jos Jeronvmo da Silva.
a o Jos Francisco de Lima.
ii Joao Flix da Rosa.
* a l'olycarpo Jos l.avne.
o o Viccnle de Paula Oliveira \ llas-lluas.
o a Joao Alves liucrra.
. o Manoel Joaquim de l.emos.
a o Antonio F'rancisco Pereira.
o ii Ai Unir Fabiao de Meudonca.
.< o Jos Joaquim de Pinlio Mendonra.
o AnlonioJos R'idriguesdeSo.uza Jnior,
u a Antonio Aogusto Sanios Porto.
a Fclisberlo Ignacio de Oliveira.
o i' Joaqnim Jos Ramos,
o Francisco Jos Alves Cuimares.
Joao Broxado Soares Cuimares.
Joao de Castro liuinnres.
" o Frederico Fernando iimra.
I'rci Antonio da llainha dos Anjos, regente.
. aaa a a
ORDEII TERCEIRA DE S. FRANCISCO DO RE-
CIPE.
lllm. e Exm. Sr!Aolorisado pela rAesa reido-
ra d.i veneravel m lem lerccira do Seralico padre
S. Francisco desla cidade, Idilio a honra de f.izer
rhesar ao conhecimento de V. Exc. que o hospital
da mesma orden) se sella convenienteinenle prepa-
rado de quauto he necessario, c conla com dous fa-
cultativos, e prometle prestar todos os succorros,
alem do seus irmaos, a qualquer peawa que for ac-
.-ommellida da epidemia remante em todas as visi-
iihanras do mesmo hospital.
I Se nao fosse. Exm. Sr., os dimensoes do hospital
< |u,. ero-parle he oceupado ha anuos por alguns ir-
maos e irinas invlidos, e alem disto o grande nu-
mero de irmos que ronta a ordera. muitos dos
quaes sao extremamente pobres, de cerlo que con-
doida do solfrimenln publico a veneranda ordem 1er-
ceira de S. Francisco nao coarclaria seus soccorros,
quando seus desejos, e ate mesmo seu dever como fi-
Hi.-i do pan lairh i da caridade, a obrigam a compe-
uelrar-sc do senliinenlo geral. Apruvcito pois a
posieo de representante da mesma ordem para offe-
recer a V. Exc. esles recursos de que ella pode dis-
por a bem dos pobres.e espero que V. Exc. os aecei-
tar de boa xoiilade nosii pelos sentimenlos de ca-
ridade que lano o enolirecem, como por (cristo a
favor do publico em cujo bem V. Exc. lem expedido
as maissolulares, promptas e enrgicas providencias
que eram de esperar da Sabia administrarn de
V. Exc.
Dos guarde a V. Ese. por muitos annos. Consis-
torio da veneranda ordem lerceira de S. Francisco
da cidade do Recifc 22 de fevereiro de 1856.lllm.
e Exm. Sr. Jos Bento da Cunha e Figueiredo, dig-
nissmo conselheiro e presidente da proviucia.
Jote Marcellino da /lusa, ministro.
Aceito e a^radero o olterecimenlo que era ollicio
deslj data me faz Vmc. do hospital da ordem ler-
ceira de S. Francisco, para nelle sercm Iralados os
indigentes aneciados do cholera. He sohremaueira
digno de louvor o procedimenlo de Vine, lilho por
cerlo dos seotimenlos philanlroplcos que devem
adornar aquclles que fazem parle de Uo rcspeitavel
contarla.
Dos guarde a Vmc. Palacio do governo de Per-
nambuco 22 de fevereiro de 1856. J. II. da Cunha
c Figueiredo.Sr. Jos Marcellino daosa, minis-
tro da ordem lerceira de S. Francisco.
Illms. Srs.A commissao central de beneficencia
instaurada iiesla capital para prestar os soccorros i ai -
dispensaveis aos desvalidos que forem atacados da
epidemia que nfelizmcnle a km asfaltado, recorre
a bem conhecida philantropia de Vv. Ss. para que
se dienem coadjuva-la com aquella esmola que o seu
coraco Ibes dictar.
Recife 20de fevereiro de 1856.Illms. Srs. mi-
nistro e mais mesarlos da veneravel ordem ler-
ceira '.de S. Francisco-----Joo, hispo de Pernam-
buco. Monsenhor Francisco Munit Tarares.__
ariio de lloa-lisla.llariio de CapibaribcLuiz
Comes.Ferreira.
Illms. e Exms. Srs.A mesa da veneravel ordem ; uo prximo passado, que manda que a compra e ven-
lcrc*ira da pemleuria do scrapbico padre S. Fran-1 a dos heus de raiz, cujo valor exceder de 200a seja
cisco, vari depositar as raaos de Vv, Excs. a quantia I celebrada por escriolura publica, sob pena de noll-
males, alcan^aiulo em breves instantes e com a ra-
pidez do raio, distancias quasi inrriveis, e levando
a loda a parle a abundancia e prosneridade'.' Passoo
nunca pela ina^inarao de liullemberg os ellilos
estupendos da niprensa'.' Nao, e mil vezas Dio. A
Ierra produz, e o hoinem ulilisa os seus productos :
um he inventor, c o oulro o aperfeicoador ; porem
lauta gloria lem um como oulro.
O sujo hrilhanle,creado na enlranha da trra, nao
leria eslimacSn alsuma se a mo do homem o nao
limpasse.
O vaporea impren-j seriamde muito pouca uti-
li la,:,., se a hua do esludo os nao livesse anerfei-
coado. '
Do mesmo modo, pois, o invento do clepsidra dis-
menos fuer, a conservarn' permanente da estrada
do norte, avallada em l:20l>728.
A arrematarn sera feila por lempo de dez mezes,
a contar do I." de rnaio do correte auno.
F: para constar se mandou allivar o preseule e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsouraria provincial de I'ernam-
buco, 2 de abril de 1856. O secretario,
A. F. da Annunriaro.
O lllm. Sr. uspeclor da Ihcsouraria provin-
cial, em cumprimeiilu da ordem do Exm. Sr. presi-
denta da provincia, de 27 de marro iillimo, manda
fazer publico que uo dia 17 do corrente vai oova-
mcnie a piara para ser arrematada a quem por me-
perlou a* inlelligenciaa sabias que, esiud'ando' uc- 0i "'"' '' conserVilCiln permaucnle da estrada do
ecssivameule e com allinro, os nirlhoramentoa de sul' ,,i','i,^l, em 5:11105 rs.
que he rapaz, prudu/iram os varios instrumentas c
machinas de que hoje nos servimos para a exacta
medirao do lempo.
Duramos em concluso a se^uinle drscripr.io que
laz Vitruvioda clepsidraelcrioial :
i. Martava, diz elle, as horas por meio d'agoa,
que, passando vagaroeamoale por um huraro, que
eslava no tundo djp um vaso, e cahiudo if oulro vaso,
elevando-se iiisensivelmente, levanlava'ueste ultimo
um pedaco de cortira. Esta cortina eslava presa a
urna cadeia psaaada roda de um eixo, leudo n'ou-
tra exlrcmidade iimsaquiilio cheio de ara um pou-
co menos pesado do que a cortiea. A cadeia, abri-
gando a Rlraroeiio, que era muito novel, fazia
lambem dar vollas H Uma asulha ou mosmha, que
a ella eslava presa, e que marca va a hora n'um noa-
draule.
Fcil he conhecer quo pouco exacto devia ser a-
.luellerelogiu porrausa das variaroes da lempera-
lura.
( IHario do Corernoe Lisbua. i
A arremalai;o aer feila por lempo do seis mezes,
a contar do 1.- de muio do con ente anuo.
F; para constar se mandou aullara preseule e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsouraria provincial de I'ernam-
buco, 2 de abril de 1856. O secretario,
A, F. da Annumiaran.
&eriarac>?$.
C^omnserdo.
DESPACHOS DE EM'ORIACAO PELA MESA
DOCO.NSl LADO IIESTA CIDADE NO DIA
7 DE ABRIL DE 1856.
PortoBarra porlngneza Duarte IV, l.uii Manoel
Rodrigues Valenra, 32 saceos e 5 barricas assucar
hranco.
PortoBarra pnrliigucza Duarte IV, Luiz Manoel
Rodhsucs \alenra, 1 barril mel.
PortaBarca porlusueza Duarte IV, Antonio Jos
Arantes. 15 barril de 4.' mel.
MarselhaBrisuo francez Colberlo, N. O. Biebcr
& Compauhia. 1,600 saceos assucar mascavado.
lalmouthBrisue ingle Georee Robsou, 500 sac-
eos assucar mascavado. '
l.ihr.illarBrigoe sueco uAtaiidrt llaslo & Lemos,
6(K> saceos assucar hranco. '
(i ennaPolaca sarda oProteciooe, llaslo A; l.e-
mos, :WX) soceos assucar branco. c 300 ditos dito
mascavado.
HavreBarca franceza Cont Roger. Lsscrre &
lissct-lreres, .500 couros sainados.
Luanda por Mossamedes e ItcnguellaBarca portu-
iieza Progressilan. 20 pipas aauardenle.
Itiicnos-Ayres pur MontevideoPolaca hespanbola
nChronomelro*, Amorim Irmaos x Cumpanhia.
ISO barricas e 50 soceos assucar brauco.
Exportacao .
Rio de Janeiro, escuna brasileira Lindan, de 1.53
toneladas, cenduzio o seguiulc : -5 volumes fazen-
das, 2,200 meios do vaqueta, 03 meios de sola, 1(1
pipa espirito, 1.120 hexigas ^raxa, :(8:t uceas mi-
Iho, 3,190 saceos com 15,600 arrobas de assucar.
CONSULADO PROVINCIAL.
ttendimenlo dodia I a 5 .... 8:187581:1
dem do da 7....... 1:8909033
10:0785708
Wrtotfmmto do potto.
jacios saludos no dia 7.
Canal com escala pela ParalabaBrimie loglez l.e-
yante, capitao James avidaun, carga assucar.
Passaaeirus para a Parahiba. I.mz Leopardo Fran-
ca e Mello, lanaco Antonio dos Santos e Silva.
ParahibaVapor brasileiro Paran.., coramandan-
Ic Daniel Finitas Coelho, cun a mesma ccrga que
trouxe. Sesuiu do mosqueiro.
(SiMtitc^
O lllm.Sr. inspector da Ihcsouraria de fazenda
man la fazer publico, para conhecimento dos inleres-
sados, as disposices abaixo transcriptas, afim de
que ieiiham a mais completa evenir,,,,. Secretaria
da thesouiaria ile fazenda de Pernambuco em 10 de
marro de 1856. O ollicial matar, Fmilio Xavier
Sobreira de Mello.
Copia. Circular n. 2. O marquez de Paran,
presidente do tribunal do theseuro nacional, recoin-
inru la aos inspectores das Ihesoorartai de fa/cmla,
que dem a inaior publicidade possivcl a disposiro
I do arligo 11 da le n. S0 de 15 de selembro do an>
O lllm. Sr. uspeclor da Ihesouraria de fazen-
da manda fazer publico, que nos das !. 8 c 1.5 de
abril prximo futuro, estar.i em prara perantca mes-
ma Ihesouraria para ser arrematado a quero por
menos lizer e melhor vaiilagens em favor da fazen-
da ollereccr os serviros da capalaia da allandega
desla provincia, no trienio que lem de decorrer do
I.' de julho do corrente auno a .In do junhode 1850:
os preleiidenles comparcram a I hora da larde no
lugar do rostume, com seus liadores compelenlimen-
le habilitados. Secretaria da Ihcsouraria de hienda
de Pernamburo em 12 de fevereiro de 1856.O ol-
licial inaior, Kinili,. Xavier Sobreira de Mello.
O lllm. Sr. capitn do porto manda fazer cons-
tar a quem convier, que exislem em deposito no ar-
senal de marinha, apaohados indo pelo acua abaixo
"s seguiules objeclos : uma canoa grande aherla,
com dous beos, sob n. 12, propria para carregar
lijlos, uma dita de carrea, leilra k e u. 5!.....i
hole nao leudo miineraro e um prauebo, in.uleira
de amarello, os quaes serio entregues a quem mos-
trar que de direito Ibes perlence, e pagar quaesquer
despezas que para a arrecadaro se leoham fcilo.
Capitaoia do porto de Pernambuco M de marco de
1856.0 secretario,
Alcxandrc Rodrigues dos Alijos.
l'clajdelegacia do |. dislriclo deste lerm
Imam apprehendidos, e se acham no deposito geral,
o prelo M.uioel e parda Josepha aquelle que diz,
ser escravo de Pedro Francisco Pereira, e esla de
Joo Barbosa de tjocs, amitos moradores na povoa-
Cao de Natuba, proviucia da Paraluha do Norte ; os
quaes escr.ivos furladus all por Joaquim Jos e Joa-
quim Aolouiu da Silvcira, que por isso se acham re-
colhidos e presos ua casa de delenco para serem
prucurados. Us donos dos referidos e'scravos compa-
reesm nesla delegacia, para Ibes serem entregues,
viudo munidos de documentos lesaes. Delegaca do
1.- dislriclo do Recita aos 211 de marro de 1856.O
delegado, Francisco Bernardo de Carvaiho.
Wt&o* laritimo?.
de OItgUOO rs. para ser applicada em soccorros aos
dcsvalhdosque forem atacados da epidemia que in-
felizmente lem accommeltido esla capital. Sobre-
manera estregada de onerosas despezas, j no
seu hospital onde lem reculhido, alm de seus ir-
maos, a todas as pessoas que vo all buscar promp-
lo Iralamenlo que exige to lerrivel flagello, j le-
vando em casas de seus irmaos indigentes soccorros
pecuniarios, e mesmo distribuido duas vezes na se-
mana, gneros alimenlicius a lodos os pobres que
buscara nesle lempo a sua portara, a ordem lercei-
ra da pendencia de certa nao pode mostrar a Vv.
Excs. quauto se compadece da necessdade publica,
e ajudar com nsaior semina os pios desejos da nobre
commissao central de beneficencia. Vv. Exc. se
dignen aceitar essa quaulia. e com ella os votos da
ordem peta ssnla empreza de que Vv. Flxcs. sao dig-
nos encarregados.
Dos goardea Vv. Fac. por muitos annos. Con-
sistorio da veneravel ordem lerreira de S. Francisco
da cidade do Ratita, 10 de marco de 1856.Illms.
eExma. Srs. membros d.i commissao central de be-
neficencia.
Recebi do lllm. Sr. Bernardo Jos da Costa Va-
lenle, sindico da veneravel nrilcm lerceira de 8.
Francisco, a quantia de.lllOrtKKI rs. que a mesma or-
dem Merece a commissao central de beneficencia,
para ser applicada em soccorro aosdcsvalidusque fo-
rem atacados da epidemia reinante,
Recife 18 de marco de 1856.
i m: Gome ferreira,
I hesooreiro da commissao cenlral.
:
M'T>ilt>i/.
liar o prsenle e pu-
A CLEPSIDRA ai RELOGIO D'AGUA.
A clepsidra he o primeiro instromento qne ss des-
eobno para medir a duraro do lempo. Antas di
sua mveiirao que sobe i leeuloa mu remlos, o
curso do sol. da Illa O das estrellas, era agoia nica hoco, 2 de abril de 18' i
de que se servan. homeni para calcular o lempo Intonio Fcrcc
que nao eslava amia, r, agora, dividido e s,,h- "iimt; I,,re
dividido em horas, quarlos, minutas e segoodos.
I ... un invenr.io methodisooadmiravelmente o
tralmllio dos homens ; e eraras aquelle instrumento,
e m suas admiraveis appliearoes e maravilbosos re- reu'B val "vameiile praca para ser arrematado
quem por menos lirer, os empedrameotos dos I!.-.
- > -I.-, e 22.- lauros da esluda da Victoria, pe-
tos preros abano declarados, c o pagamento fci'o ein
apolices da divida publica.
10.- lauro por 5:1059100
20.- .. ,. 5:2149000
-I." .. 7:6725500
:C77?a50
dade; urdeuaudo outro sim aos cheles das eslaroes
arrecadadoras da renda nos diversos termos fura "das
capitaes das provincias, que o mesmo tacam us seus
respectivos dislriclo, poruieio de editaes ublicados
nos peridicos onde os houver, e allixados nos lusa
res mais pblicos. Thesuuro nacional em 22 de Ja-
neiro de 1836. Margue: de Paran.Contarme
JnsSevcnno da Rocha. Arl. II da tai n. Sin de
I. de selembro de 1855, a que se retare a circular
supra. ~
> A compra e venda dus beus de raiz, cujo valor
exceder de 2009, ser taita por escriptura publica,
sob pena de nullidadc
Bala contarmeFmilio \ailerSobreira de Mello.
Acamara municipal desla cidade, allendendii
a que a arrecadaro do imposto sobre os esladeleci-
menlos de commercio e industria lem sido feila rom
grande murosidade, em consequencia sem dnvida
dos elleitas da epidemia reinaide, resolve prorogar
ale o lim do crreme mez o prate para pagamento
do mesmo imposto, lindo o qual incorrerao os ora-
missos as penas eslabelecidas.
E para que ebegua a milicia de quem convier. se
mandou publicar u presente.
Paro da cmara municipal do Recita em scsso de
2 de abril .le 1850.Bario de Capibaribe, presiden-
te.Manoel Ferreira Accioli, secretario.
O lllm. Sr. inspector di Ihesouraria provin-
cial, cu. cuinprinienlo da ordem do E\m. gr. presi-
denta da provincia, de 27 de marro prximo lindo,
manda lazer publico que no da 17 do crreme val
uovameiilc a praca para ser arrematada, a quem por
menos lizer, a conservaran permanente da estrada
de l ao Albo, avahada ctr. i:00lHHK) rs.
A arrcmalac.io ser taita por lempo de seis me/es,
a contar do l.- de mam do crreme anuo.
t para constarse mandou all
binar pelo Diario.
aria da Ihesouraria provincial de 'ernarn-
O secretario,
reir Ja .Innuiirtn m.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria irovin-
cial, em cuinprimenlo da resolocu da junta da ta-
zeiid.i, manda lazer puhl.ro que no dia 17 du -
ti aaa a .
PORTO.
4 barra portugueza Duarte II', da ptima cons-
Iruccao, tarrada de cubre, e de excellente marcha,
seguir., imprclerivelmeute para a cidade do Porto a
21 do corrente, se as chuyas nao cmb.irf.carcm, por
lallar-lhe uuicamenle cerca de .10 a lioo'isaccos pa-
ra completar u seu cirregamento : quem na mesma
quizer carregar ou ir de passagem, para o que tem
agradaveis commodos, enlcnda-se com os consigna-
tarios Bailar i\ Oliveira, na ra da Cadeia do Recita,
escriplorio n. 12, ou cora o capillo Jos Joaquim
Bazilio.
Para o Rio|de Janeiro sabe com loda a brevi.
dade, por ter parle da carga prompla, o patacho Flor
da Baha, rapilo Damin da Cosa Rosa : quem
quizer carregar o resto. cn(cnda-sc cora o consigna-
tario Mauoel Alves duerra, na ra do Trapiche
o. I i.
Para a Babia segu em poucos dias, por ja ler
a inaior parle da rarsa prompla, a velcirae bem co-
uhecida arnpeira Ucranio ; para o resto da carca
Irala-se com seu consignatario Dumingus Alves Ma-
theus, ra da Cruz n. 51.
Para o Rio de
Janeiro
segu viagetn na prxima semana, por ja
ter dous terrjosdocarregamento, o brigue
nacional ADOLI'IIO: para o resto, pas-
sageiros e escravo* a liele, Irata-se narua
do Vigarion.5, oucoin o capiro Manoel
Pereira de Sa".
Para o ido de
Janeiro
Segu com toda brevidade por le gran-
de parte do cariegamenlo, 0 litigue na-
cional HEKCUr.CS : para o resto da car-
ga, passageirose esclavos a (rete, trata-se
com Novacs & C, na ra do Trapiche
n. 5i.
Para o Araralv sahe o Male Jumrn : i
quizer carresar, dirija-se a Marlins t\ Irmio, ra da
Madre d Dos n. 2.
Para o Mediterrneo frea-ea o brigoe francei
Frncst, forrado de cobre, c de Iota de 3,500 saceos
para tratar, com a viuva Amorim & Filho, ra d,
Cruz n. 15, ou rom o currelor Roberls na praca.
CEAR.V E MARAMIAO'.
^egue com brevidade o patacho Santal Cru: ; re-
cebe carga r passageiros : a tratar com Caetano Cv-
naco di (.. M., ao lado do Corpo Santo u. 25.
ACARAC1.'.
t> hiale F.ialaco sesue uestes dias : para u resto
da carga Irata-se ruin Caetano Cvriaco da C. M., ao
lado do Corpo Santo n. 25.
Para o Rio de Janeiro
segu em poneos dias o bem conhecido brigoe nacio-
nal /'nimio ; para o'resto de sen carregaoteoto, pas-
sasciros e escravos, para o que lem cxcclleules com-
modos. Irata-sc coro u consignatario Jos Joaquim
Dias remandes, roa da Cadeia do Recife.
a ra
o Rio de Janeiro
\ai seguir com brevidade por ler grande parlada
carga prompla, o brisue nacional Hidra ; para
resto, passageiros o eaeravos, para o que ullerccc
bous cohimodo, Irata-se com o consignatario Jos
Joaquim Dias l'crnandes, ra da Cadeia do Recife.
CUMPANHIA
RANGO-AIIRICANA.
Servico regular do Havre ao Rio de Ja-
neiro com as escalas de Lisboa e Santa-
Cruz de Teneriir, Goree, Pernambuco
eBabia, por vapores novos de -2,000
tonelladas e lona de 500 cavallos.
Prero das passageus
Par, de Peni.
Para o Havre .
Lisboa .. .
Cruz de lenenlf .
I i oree. .
I
Camarotes
de |a classe
mes
2' mesa*
Sing.
f l:MH)
11(1(1
liel.r.
f.050
SIKI
550
150
(Camarotes
le 2 classe
Sing.
lint
7
Dobr.
f. T5
I M
etc., os quaes se acharan patentes no mesmo arma-
zem, ese entregaras pelo matar proco nflereeido, em
consequencia de uao haver limite de pre;o algum :
quinta-taira 10 do correle, as n horas da nunhSa.
A commissao da cmara municipal tari nndr a
venda do da H do corrente em dianle, carne sulli-
cienle para o consumo (Ja cidade pelo prero de 15(1
res caita libra, fusilo por arroba ; e islo us lalhos
uovos, que a dita commis-ao mandou lazer na ri-
beira de S. lose, c nosseziiinles particulares.
Ra do Rangcl.
I -illio do Paz.
Dilodo Itcnediclo.
Dito da Pedro da Costa. *
Largo da Penlia.
Tallin de Albino.
Recite 7 de abril de 1856.
(i lllin. Sr. Ikesonreiro manda fazer publico,
que eslan exposlos a venda,das II horas as :> horas da
lardc.os Mneles da 2.a parle da .' lotera do liym- depositados em seo poder por ordena do Hrlocie.
easio l'ernambucano. na Ihcsouraria das loteras roa j desla l'reguczia algaas bens do finado J.~r Mana de
da Aurora n. 2(i, romo lambem na na do Crespo, I Vasconrellos Boorbon, no dia I do correla pelas II
taja des Srs. Amonio Luiz dos Sanios A. Rolim, ra i horas dodia desappareeeu a escrava de nome atona-
do Livramento botica do Sr. (.hagas, e ra de Auro-1 cia, de narAo, de idade 1(1 annos, pouco mais oa ae-
ra, loja de fnnilciro du Sr. Sebastio Marquesado nos. pelo que o aununciant* rosa a aoloridadoa po-
iciaes ua apprehensao, assim romo protesta
Aluca-se metade da nava boa casa na roa Ve-
Iba ; quem pretender, dinja-w i mesma roa, easa
u. 12. que ochara com quem tratar.
Na ra das Cinco Pontos n. 71 asiste sao car-
ta viada da vill,, de Cmaro' para a Sra. Marta
Flanease* do Amor Divino, a qoal carta veso aaaa-
dada de um mano da dita tenhora por nome Qwi-
no de tal.iutaa-se ser nexocio de grande iatoreaso da
dita tenhora por vir muilo recomrueodada.
t abaixo assisnado roga ao Sr. Jos de tal. par
alcuuho Pira, que declare se j recebeu es 158 da
aliaurada I inbclina Mara l.ins e Albaqaeraao, di-
nheiro este que ha muito JM novia dado ordem para
Ihe ser entregoe ; nao teja tallo de edneacao, Sr.
I'.r.i, Sr. Pira veja que pode encontrar om aniel
que. seja nelle fisgado c depois lirar-lhe as ramas.
Prsncisco Alves de Carvatae.
I'recisa-se de nm caiieiro para tibuoa, sus
tenh.i |i, anoos, pouco mais ou menos, anda' qne
tenha pouca pratira, qne d conhecimento a -ua eoa-
ducla : na hecco Larco, taberna que vira para a raa
da Senz.da Nova n. .Rl.
abaixo assiguado lar publiro, nao
Nascimento, que faz esquina para o aterro da Boa
Mata, cas rodas da supradil.i lotera andan) imprc-
lerivelmeute no da 12 do corrente mez.O eserivao,
Anlonio Jos Duarte.
Prccisa-se alujar no bairro casa terrea, que tenha ptamenos tres quarlos, que
esieja cm boto estado de naselo, c coju aluguet nao
exceda a 123 mensaes. Pasa-sc em quarteis adian-
tados. (Juera a livor procure o moradur dosobrado
n. II, primeiro aiid.ir do aterro da Una Vista, que
Ihe dir' quem a pretende.
O Dr. Jeronvmo Vitalia de Caslro lavares,
lenta da faculdadc de direito desla entalle, mudou a
sua residencia para o alerro da Boa Vista, sobrado
u. (i, primeiro audar, e continua com o seu escrip-
torio de advocarla na ra do Passeio, bairro de San-
io Antonio, andar tarreo u. 15. onde pode er con-
sultado, todos os dias nleis, ale a> :i horas da tarde.
Manoel lionralvcs da Silva remelle para o Rio
de Jaueiro o pardo de nome Honorato, por ordem
que leve de Joilo Mauricio de Barros Wanderley.
PUBLICADO' LITTERARIA. '
Repertorio jurdico.
Bsli publicarlo sera sem duvida de ulilidadc aos
principiantas que se quizerem dedicar ao exercicio
do Toro, pois oella enconlraro por orden) alplube-
lica as princlpaea e mais frequentes octnrrencias ci-
vis, orphauologicas, cummcrciaes e ecclesiasticas du
nussuliiru, com as remisses das ordenan.e-, tais,
avisos e reeulamenlus por que se rege o"Brasil, e
bem assim resoluces dos Praxistas anlisus e moder-
nos em que se lirmam. Cnntcih semelhaulementc
as decises das ajoestoos sobre sizas, sellos, velhos e
novos direitos c decimas, sem o trabalho de recorrer
a collecrao de uossas tais e avisos ovulsos. Cousla-
radedous volumes cm oilavo, zraude n mee/, eo
primeiro sabio a luz* esla i venda por H-s na taja de
livrosn.ii e S da praca do Independencia. Os se-
nhores subscriptores desla publicarao existentes em
lernambucu, podem procurar u "primeiro volume
na taja de livros cima mencionada : no Rio de Ja-
neiro, na livraria do Sr. Paula brilo. praca da
Constituirn; no Marauho. casa do Sr. Joaquim
Marques Rodrigues; o no Cear, casa do Sr. J. Jo-
s de Oliveira.
O abaixo assignad.. agradece cordealrrente
a todos os seus amigos, que houraram com
suas presencas na ordem lerceira do Carmo, au
luneral de sua presada esposa D. Irancisca
Eugenia de Frettas, e com especialidade aos
Illms. Srs. Francisco Jos da Silva, Luiz do
Reno, liscal ds freguezia da Po^o e Rozendo
Alves da Silva, pelas maneiras agradaveis com
que se prestaran) na morte da mesma.
,/ofr da Silca Saraira.
A pessoa que annuncioii querer comprar uma
rama franceza, dirija-se a contailarta da roa da
Cruz n. 17, quj achara com quem Iralari
lio chegado recenlemente a loja de
ferragens de Tbomaz Fernande da Cu-
nha, na ra da Cadeia do Recil j n. H,
pa's de Ierro de patente
propt
pai
armazent de assucar e aterios, a isSe co-
mo todas as ferramentas propias para
tanoeiros.
Precisa-se de tuna ama de leite (|iie
si ja sadia e tcnlia bom leite, para criar
un menino muito manso: uo aterro da
Boa-Vista n. 20, segundo andar, ou ho
Recife, ra do Torres n. I i, e proinelte-
segratificar satisfactoriamente a' pessoa
que der noticiar a levar a casa cima.
Scientificamos que o Sr. Jone Fran-
cisco de Souza Lima no pode qispor de
sua loja com mitidc/.as. na ra do Calin-
ga', sem que para isso tenha rj derido
consenso descusciedoies: e pan: este lim
se deve cnlender-iomosmesmos.; Reat
7 de abril de 1836.llioma/. Ft]rnandes
da Cunha.l-cidel Piatod C
m
i
Pechineha. |
I
i
Na confeitatia da rua da t
n. 17, pertencentea A. A. I'r
acha-sc tuna grande
ruz
rio,
de
potcat
excellente doce de caj seccoJ tao
alvo que pode-se ver i sol dq um
aoOUtro lado, pelo mdico pi'eco
de 721) res a primeira qJiaii-
dade c de lii res a segunda:
os senhores que quizerem flt/.er
suas encommendas devem chegar
quanto anles, pois vista a escs-
se/, desle artigo pouco durala' a
tal pechineha.
i
o
ullados, o lempo he hoje considerado romo um me-
tal precioso c como n riqueza mais eslimada.
Ds Egipcios stlrlbuem a sua invenjioa Mercurio;
e Plinto, o antis, a Scipirto Nasica, qua a publirou
no anno de Roma 395 c I8, antas da viuda de
t.hnsio. Xiiiumo concede esla honra a Eleribal,
malheinaliro de Alexandria. que viveu pouco depos
de Scipiflo Nasica, e quesera duvida mais o aperlei-
roou du que o invenluu.
leseo, no seu principio, abri o caminho aos ho-
iiicus de talento privilegindo para o elevar ao maior
grao de perleiCJlo, como succe.le no curso de todas
as cousas humanas. Pensou liara), por ventura,
que a applir.ie.li) do vapor viria a causar uma revo-
lu?3o comp'ela no mondo arlislico, coinmercial e
industrioso? Podia, acaso, imaginar que a sua vasta
applirar.'iu chegaria a subir munles, iulrodutir-se
nos suas proprias entrauhas, arrajlando immeiisos
O va]K>r Cdiz desta compauhia par-
tira' do Rio de Janeiro vo dia S do cr-
enle : para (tele e passagens, aos con-
signatarios L, Lecomte FeronA C., rua
da Cruz n. 211.
Para a Rabia sesue mprelerivolmcnlc no dia
II do corrento a beta conhecida garopcira crLivra-
riloi. ; para o resta da rarsa Irala-se com seo eon-
rJgnatario D. Alves Ualhens, rua da Cruz n. ,"ii.
Para O Rio Urande do Sol, com milita brevi-
dade sahe o bem condecido e veleiro palachu II wn
lesos, o qual ja lem parle de seu carrosamente
quem quizer no mesmo carresar. dirija-se a sen do-
no llarlholomeu l.uurenco. ou na rua da Madre de
Dos ii. '2.
Para a Rabia sesue em poneos dina o bem co-
nhecido hiale nacional Amelia.', o qual j.i lem par-
le de seu cancsameiilo promplo ; para o resto en-
lende-so com sen ronstaualario Anlonio l.uiz de
Oliveira Azevedo, rua da Cruz n. I.
ti luate nacional uAmelian precisa de mari-
nheiros brasileiros para a sua viagem li Rabia.
O berganlim nacional Despique de Beiris,
surta no porto da rarsa. lem precisan urgente de
marinheiros brasileiros para a sua Iripolarao na re-
cente viagem que vai fazer ao Para com escala pelo
Marauho ; o capitao e o respectivo consignatario
o Sr. Manoel Joaquim llamos e Silva, nao duvidam
pasar saldadas matares das que esla eslabelecidas
tlucm precisar de um raixeiro portuiguez para
taberna ou padaria, du que lem bastante pralica,
dirija-se a rua do l.ivrainenlc n. gt, taberna.
'loreucc Ajanaste* ilalnelles, tai sa c, roa do
trapiche u. II).
Foi desencamiiihado de dentro de meu bahs',
oslando en de caixeiro era rasa de meu es-| atrJo An-
tonio Joaqun) Salgado, uma retn ou rol sacado a
meu favor por Domingos de Azevedo Coi tiuho, da
qu-inlia de llh>, vencendo o premio de *, ao mez.
de cujo premio estou paso ate o .lia dt) do corrente
mez de abril; e para que pessoa alsuma Tfara Irao-
sac.;.o rom a mesma. faro esta declararo), visto que
ja liz scieale ao sacador. Recife ."> de abr de 1836.
Joilo Anlonio lioni;aIves.
OITerecp-sc um porluguez para tailo de ense-
bo, u prometle prestar bous serviros pi la mulla
pralica queja lem, e lambem dar conhccimeulo de
sua conducta : porlanto quem de seu presumo -e
quizer utilisar, dirija-se as lauco Ponas n, 71.
I.) carador de orpliilos e ausentas d*s bens do
finado Manuel Comes Moreira convida pelo presenta
a todos os credores do mesmo liuado, para'que com-
pareram no prazo de 13 dias acontar desti, alim de
que por si ou por sem procuradores jnsliliijuem cus
debito", visto que se vai proceder a inventario pelo
juiso de orpbaos e alsenles desla cidade nos Leus
que licaram pelo fallerimenlo do dito Morc|ra. o que
para conhecimei.lo dos iiilcressados tafo o prsenle
aonuncio. Cidade de Natarelh I.- de abrillde 1836
O curador nomeado,
Joaquim Theodoro de Albuquerque X aranh...
Necessila-se de duas pessoas para o sjrviro iu-
lerno de uma casa estrangeira, uma que lozihe c
usommee oulra que emenda de costura1: ua rua
Nova n. 17.
Precsate de um enfermeiro siiniciejilemcnta
Habilitado : na rua da Cruz n. 7, primeiro laudar.
Precisa-se de um caixeiro para armazdm de as-
sucar, que tenha boa Icllra : quem eslivr nestas
cirenmstandas, dirija-se a rua
dos meios lesacs rontra q.iem a liver aeoalada. fora
da I',mella 3 de abril de IK'iii.
Manrique de Miranda llcnriaaei.
Alngam-se prelos para o serviro de pedera,
anda mesmo nao entsmtando, senda liahalhadsios
pagan so bem : na rua Unen., n. H2.
Precisa-se de um pequeo de idade de li a I
annos. pnuen mais un menos, para caixeiro da (aber-
na, pretarindo-se dos chegados ha pouco do Perla oa
do mallo : na roa do Pilar n. '.<>.
James. Crabtree cV Companhia, oegociaates aa-
labelecidos nesla cidade, declaran) que ellos lase re-
tirado a procuraran que deram a Joaquim I aneara
Mendes (iuimares para robrar alsomas dividas de
sua casa ; prevenindo, porlanto, aos rsaesrlivaa de-
M'doi e-.ipie nao pasuein mais quaolia algaaao ae dito
Joaquim lerreira Mendes Ijuimarae.
Ollerecc-se i m homem de a aeeos para tastor
de sitio : na rua larsa do Rosario o. J>, sahrad*.
Precisa-se de um taitor para am sMm ka Ca-
punga : na rua da Cruz do Recita a. in. '
Aliisain-se duas escrava- para lodo a servida
de ama casa, pois lavam, coziaham, cosaoa e eesaai-
mam perfeilamenle : quem os pretender, dirja-aa a
estrada de Joao de Rarros, primeiro sobrada a es-
querda, passando o becco do Itoi, qoe achara cesa
quem tratar.
I'recisa-e de om pequeo para raixeiro da
uma p,ni..na nesta prara : a tratar na rua da "sais
la Velha n. "11. Na mesma cesa se praetaa de as
amassador.
O Sr. Antonio t .ornes de Piano, qee logia da
I ...lana da rua da Senzala Velha o. '.ii. toalla a ban-
dado de vir dar conta do po que veudia eos Fora de
Portas.
Anlonio Domioguea de Almenla Pocas taz car-
io.que no juizo municipal da primeira vara desla ci-
dade, eserivao Sanios, encaminha aerjo de libelh, a
Dominsos Uarreiros e sua mulher. para n hade
nollilirar o lestameoto tallo em 18*9 par Jos
faci Rodrisuei Chaves, peta qoal msliluio dito I
reros por seo herdeiro. seodo certa qne a inii
do annunciante be firmada em lestameoto feote par
dito Jos Bonifacio em 1853, pelo qaal
aqoelle que instituto por seo herdeiro aa i
do Domingos Barrenos, e com qaaolo este i
par do u11 in ,n testamento e da inteiir.io do
cianle, todava apressadamenle fez inventario da
mearan ds uma casa terrea na roa da Uertas, aaiis
bem que ronslilue a heranca, e pretende seja jatea-
do para o lira naturalmente de a diapor ; previas
porlanto, que uiuguem a compre por estar pandate
a lide e ser o annoncianle e nao Barreiras o herdei-
ro do finado Jos Bonifacio.
30,000 rs de uratilicaco
Fogio do eusenho Bom Jess de Ceba, o cabra
escravo, de nome Vicente, alto, espadando, peraaa
finas, rosto comprlo, sem barba, cabellaa cnidas
e crespos, de idade de 40 anoos, he disleder, toca
rabera e gaita, e he filho do serlo da Sorra da Mar-
luis : quem o apprehender e levar ao rotonda eo-
genho ou a caa do commeodador l.oiz Coates Fer-
reira, no Mnndego. recebrru a quantia ida
Aluga-so uma graude casa terrea cea
ua rua da Soledade : a tratar no Mansoiaba. sitia
de Neroniano Alves da Silva.
A Sra. I). Itelleua Mey preleode segair para
Inglaterra, levando em saa companhia -'I awaiaai
menores, e a Sra. D. Antonia Joseptiina da Paraso
e uma criada.
AO PIBIJCo.
U padre Thomaz de Santa Marianos de Josas lla-
salh.les, les.dmenta proxisonado para peder exercer
o macisterio dos eslu.los do primeiro grao, avisa a*
publico, que com brevidade abrir uo bairro da San-
io Anlonio a sua aula de primeira* lellias e taina,
aunexando-lhe um curso completo das linsua ilaha-
na e franceza, dinsidopelo Sr. Alberto Tallen*, seo
a expressa coiidr>> .de Iradnzir a tallar esta* idia-
inas no prazo de um anno lectivo. Nesta minan
aula haver.i lambem uma escola de msica vocal e
inslrumeiital, e um curso de contrapelo, o aja* an-
do prometle ter desempeohado coui inlesro aprnvei-
tamenlo dos alumnos. O prero he sOOO por cada
um dos corsos de linsoas latina, italiana, francesa a
tica vocal e instrumental ; continuando a ser os
preces da aula de pruneiras lellras os mesmos aaa
coslumava ter ; quaolo ao* alumnos qne desrjaresn
seguir o curso de conlranoiito, deverSe se euleader
na aula rom o respeclivo professor. A aola nao
Irabalhar.i noi dominsos. qoinlas-feiras a dias sanies
de suarda, romo lambem (echara no no dia de
.lezeml.ro. para abrir no da 7 de jaeeire. Os Sr*.
alumnos que desejarem se malricolar, devem taae-tn
quanlo antes na r,.-,i du annunciante, ao tarea da
Santa Cruz ii. ti, certos de qne a anta sera aberta
logo que houver IJ alomnos matriculados, o aja* sa
far.i -cenle pelo Diario. Os alomos sera* abriga-
dos a pasar sempre as mentalidades adiaaladas.
I.ouis Puech, avaul tail racqnisilisn da lestsu-
rant ranr.n.. a 1'iionncur de prevenir le* aosalean
de la bonne cuisiue, qu'ils Irouverool 'a lolas tes
heures du jiuir. de quui satistaire lean sools. les
eparalious faites a' son clablissemeal, sa silaaliaa
agreuble. les rounalssauces de sa profession el le de-
sir de satistaire les per-..unes qui lu feronl l'hoa-
ueur de visitar son elablisseroeut le foal sipwor
une n omine use rheiilelle. I.cs personne qm desi-
reronl taire dci coinmjiide-. soit en pilimili el
charrulerie sonl priesa de prevenir la vssWe. On
Iroavera dans le mme elablissemenl. vas, liqasaoii
el cunserves de loutes les quahle.
Piecisa-se de olliciaes de alfaialc
para loda obra : na na Nova, esquinal
da ponte.
LOTERA DA PROVINCIA.
O Inllieles e cautelas do cauli-lisl.i An-
tonio Jos'Rodrigues de Smi/.i .1 imlor n.m
estao sujeitos ao desronto dos H por cen-
to osto da lei, osquaia se aclum
a" venda as foja* da praca da Indepen-
dencia ns. I. ir, loe 10, na Dirdta n.
I~>, ruada l'raia n. 39, i ti.i dn Crcs|x n.
">, c na rua lo Livramento n. 50. A
rodas ainl.uii no dia 12 do piisrnlr
l)s premios sao |a;c loj^) tpie saliir a
lista geral.
Rilheles .'.-iSim recelic |wr mteiro
Meios s'.KIO .,
risarjiaai
2::>(Mljr|Mr
I :titi(i.stit.li
I :." I .llllllXlrfMI
li.".S)O0
"OO.*00O
2-".D.MMI
i.- lllr 7 --.'-"' i~w mww iininn gn gg esi.io esi.iiielecnlas
i. para constar -e mandou alhxar o presente ( nu-1 para aquelle porto : oa prctcnilenlesqiieiraiii enten-
blicar pelo Diaria.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, '2 de abril de ISVi. o secretario,
A. F. da Aununciarlo.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria pnvin-
Cial, em cumprimenlu da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, de "27 de marco prximo luirlo
manda fazer publico que no dia 17 do .correle vai
novaincuie a prara pata ser arrematada a quem por
der-se com o Sr. .Manoel Joaquim Kamns e Silva, no
sen escriplorki, ou com o capilao na prara
ZcfficS.
Oapento Hoi,a far.i Icililo em seu armasen!,
na rua de" ''"tosi n. I.,, de um orando e rompalo
sorlime,," .le obras de marcineria novas e usadas,
Je dMereules qual'dades, e oolrus muitos objeclos
Tercos -2*110(1 .,
(.litarlos lf&OO ..
Ouinlos l.s-200 ., .<
Oitr.vos 700 .c
Decimos OKI .<
Vigsimos rio ..
O referido cauteiista declara, pie so pa-
ga nos seus Itillielcs iiiteirits xendidos us
8 por cento, como lem annunciado.
Son/.a Jnior.
Piei isa-se de urna ama de leite .
na rua do Rangcl n. 36, ou na liviana n.
(i e S da praca da Independencia.
PERDA.
Cabio na m.iiih a do dia .". do rorrele mez. da
varanda do secundo audar da caa n. da raa da
Cadeia do lenle, do nescoco de uma rrianca. oaaa
volla de cordao de ouro nao muilo cr.o. tende ta-
liado uma Ci.nreir.i,. de om... ama lisa de dito, a-
I------- weaai m ouiu, ti
- a i.adea i o Kecile Ira .lili de liconfe enrasloa.la em ouro. ama macla
.. que adiar., com que .ralar. ,e ne ouro de IT.H.H. e um dente de cachorro en-
."."" a.["?j'i' A'.":0-| casloado em prala : rosase, porlanto. a peswa aae
Mes ob)ectos liver echada, ou lorem ollerccidas, que
sarepa
- O collesio das orpliaa
ra, precisa de uma rozinheira e uma serven e, liber-
ta ou captiva: no aterro da Boa-Visla, ca a n. 7S
deum su andar, a Iratar com o Ihesourei o J. K
hilarle.
Joaquim de Seabra, brasileiro, vai I E
Iratar de sua saude.
.No.lui.'i de marca prximo passadoBMtareceo
no engeuho llha .le stares da comarca do] Bonito,
procurando o sbnilo assisnado para o comprar, o es-
cravo que diz chamar-se Frantisco e que seu senhor
he oroinmand.inte superior Jos Correia. doensenho
latos da comarca dod.unoeiro, o qual rsrriivo veio
montado em um quartao que lambem diz ser do
mismo senhor, e que sabio de casa uo mez e oulu-
bro ou novemhro do auno passado : se seu euhor o
quizo, vender appreca no referido cnsenho bu man-
de pessoa que suas vezes tara para se tratar .jo apiste
ou receber seu escravo e o qnarlo, nao setaespoa-
s.ilulisainlo o abaixo assisnado pela fuea destino, que por acaso lome dito escravo. llha de
Mores I de abril de 18.16.
Manuel 'lomes .a Cunha Peiliosa.
I usio n.i n,nlr ,le i, do coironlc do
Santo Ito-a um escravo cabra, ilade :lc
lenha a bon.la.le de os man.b.r eniresar a snbredita
Casa, nu na loja defronle da raa da Madre de lie**.
que se rcrompeiKar.i gencro'amenta.
A. Sinsster, capilao do brigue inslz Parti-
rn, naa -' irs|.onsahilisa por ronta nenhoma que
sua tripulara,! contraa em tena.
Oeseja-se atusar nm prelo o urna prela para o
servico de urna ras de pouca taiiiilia, ou mesmo
uma ama : quem o liver. dlrija-sa a., iwleo do td-
legio n. I, segundo andar.
Alusam-se dous prrlos qne turan, uo serviro
de padaria, para qualquer rrlin.ir.'ni nu oulro noal-
quer eslalielecimeiiti.. rom raata que nao seja servara
de andar na rua por *e .inl.el.e.larein as vete*:
quem qiii/eralusa-li.< annunne para ser pracarada
por loda esta sem.uia. pois a pe-oa qne os alusa tea
de se retirar por tnd.i esla semana.
Alosa-se um -ohradinho pr Iraz do armarem
da rua de Apollo n. II. leudo eulrada pe,, bocea
conlisuo, pela quanlia de (nsi : a tralar na mraaa.
amorim, ; >t1 roa rto tasajta da Boa-Vi.la n. I di- ato
juros razoaveis. sobra peabe-
nscnhi
.dad. 30 annos, levando um cavilo pedrez.^pa I,,, ~ ZL"T ymS2
com canga ha, uma pequea Irouxacom ro+pade eTde 'u ou nr.ta J
le, be muilo ladino e capaz de Iludir qualqlier pes-' P-,
soa quereudo passar por forro : roga-se as autori.la-1 Precisa-se dt um p
._ piloto de carta : a nsssma qee
les poliriaes e capilaes de campo o apiirebendara ; sejutaar habilitada dirija-se a rua do 1 rapwhe a. M.
sendo no termo de Ipojoca, leva-ta ao referido en-
aenho Santa Bosa, e no Herir... Iravessa do tfoei-
mado n. 3, on ao eusenho Ouararapes, quetrecom-
pensaro geaerosaroeole.
MUTir7v:
K
ILEGIVEL
que echara com quem tralar.
Prccisa-se de nina ama de le*'* : qoem eiti-
ver nestas circomsiancia<, p'Je vir tratar na raa
lafg do Rosario n. 3i, leja de miudeui.



BUHO DE riMUHO TERCA FfilRA 8 BE ABRIL OE 1865
Terceira odicao.
TRiTilEITO H00P1TH1C0.
Preservativo e curativo
CHOLERA-MQRBUS.
PELOS DRS.
KM-: nEJ .
DO
e nisltur^.io aopovoparasepodercurardcstaenfermidade, administrndoos remedio inaia "ellicaies
paraatalha-la.emquaufo sereconeaomedico.ou raesraoparacura-laiudependeiiledeslet nos l ligares
em qna nao os ha. *
TRADUZIDO EM POUTUGUEZ PELO DR. J. A. LOBO MOSCOZO.
Estes doosoposculosconlmasindieares mais clarase precisas, c pela sua simples e concisa e.posi-
rtio eataao alcance de lodas asiulelligencias, nlos pelo que diz respeilo aos meioscuralivoi,como prin-
cipalmente -aus preservativos qae lemdado os mais salisfactoriosrcsollados em loda a parle em que
elles tem lido poslos em prallca.
Sendo o tratamentohomeopathicoo unicoque lem dado grandesresulladosuocuralivndesla horu-
velenfermidade, julcamosa proposito traduzirrestes dous imporlanles opsculos em Inicua vernaci-
la, para desl'arte facilitar a sua leilura a quem ignore o fraiicei.
Vende-sa nicamente no Consultoriodo IraduW, ra Nov n. 52, por 21000. Vendem-se (ambem
os medicamentos preciso e boticas de 12 lubos coru un frasco de tiuctura ISf, urna dita de :> tubos com
livro e 2 frascos de Untura rs. 259000.
5-s*--*v:-JBBBE PEDRAS PRECIOSAS-1
Aderaoi de brilbanles, jg
diamantes e pirlas, pul- j
cairas, alfoeles, brincos S
e rozelas, holes e anueis y
de diferentes costos e de .
\ diversas pedias de valor. *
S
"" i
Comprara, vendem ou 3
trocam prata, ooro, bri- $
Ihantes.diamantesepcro- *
S las, e oulras quaesquer *
Jj joiasde valor, a .lio lie ir o Sj
oa por obras.
maaeaasBtmtsKx meam
MOREIRA & DARTE.
i oa di orniVEs
Rua do Cabuga n. 7.
Recebeni por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franca como
ODRO E PRATA-
Adereoos completos ele g
ouro, meios ditos, pulcei- '.-
ras, alfincles, brincos e *
rozetas.'cordoes, trance-
lins, medalhas, correnles i<
e enfeites para relosio, c *
outros mullos objeclos de '
ooro.
Apparelhos completos,
de prala, para cha, ban- 5
dejas, salvas, caslicaes, j
colheres de sopa edeclin,
e muitos ouir.is ,. I .;.-i-1 o ~ ;.
de prata. .;
, .-..?...-.? 3f + .,. .,. $ f^
de Lisboa, asquaesse vendem por
pre*?o couimodo como costuniam.
AO PUBLICO.
No .H-m.izem de fazendas bata-
tas, i ua do Collegio n. 2,
vende-se tim completo sortimcnlo
de fazendas, linas e grotsas, nov
procos mais baxoS do rpie em ou-
tra qualquer parte tanto em por-
QOCS, como a relallio, aflianeando-
sc aos compradores un s pceo BJ
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacBo com a
maior parte das casas commerciaes
inglesas, francezas, allemSai e suis-
sas, para vender fazendas mais em
Canta do que se tem vendido, epor
isto oll'erecendo elle maiores van-
tagens doque ou tro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
ta belecimento convida a'todos os
seus patricios, c ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' hem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Precisa-se de urna lavadero : na
camba do Carmo n. ^18, primeiro an-
dar.
REMEDIO IMCOMPARVEL.
LOTERA DA PROVINCIA.
Olllm. Sr. thesoureiro das loterias man-
da fazer publico, que se acham a venda
os bilhetes da segunda parte da quarta
lotera do Gymnasio Pernambucano, cujas
rodas andam no dia 12 do andante mez ;
tambem manda fazer publico que tem
bastantes bilhetes a venda, na thesouraria
das loteras, das 9 as horas da tarde.
Thesouraria das loterias 31 de marco de
1856. O escrivo, Antonio Jos Du-
arte. /
lnstrucco moral e reli-
ffiosa.
Este compendio de historia sagrada, que
loi approvado para instruccao primaria,
tendo-se vendido antes da approvacio a
l$600rs., passa a ser vendido a lSUO :
na liviana ns. 6 e 8, da praca da Inde-
pendencia.
Precisa-se alugar um pequeo sitio
perto desta cidade, o qual ten ha lugar pa- i
ra guardar um cavallo c que nao seja
prximo a charco ou agua estagnada, e
te tiver casa assobradada melhor sera' :
na linaria ns. 6 e 8, da praca da Inde- [
pendencia.
ATTEKAO. X
fe Acha-so a venda na confeilaria da rua da ;-.c ;
9 Cruz, perlencente a A. A. torio excellente Jj \
4$ gela de varias qualidades, perfeitameiite *j
& acondicionada em latas de :l libras; goal- <$
fl$ mente moilo bom doce de calda sortido em }
9 pequeos barris, e todos os mais artigo! do jg
^ doceria, ludo confeccionado com o maior es- Lmero : epromplam-se enenmmendas para 0 :
dentro e fra do imperio, com loda aclivida- 9
de e limpea.
O Dr. Vicente Pereha do llego par-
ticipa aos seus amigos e constituintes,
que transfetio o seu escriptorio de advo-
gacia para a rua do Queimadon. i(, pri-
meiro andar, onde pode ser consultado
das 10 lioras da manhiia em diante.
Quer-se alugar um escravo para servicn de
caa: a tratar na rua do Trapiche d. 16, segundo
andar.
Commissao de beneficencia da freguezia
de Santo Antonio.
A commissao abai.vo assignada da fre-
guezia de S. Antonio encarregada por
parte da associacao commercial benefi-
centedesoccorrer a pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas cpie precisarem de soccor-
ros,queiraoentendcr-sea qualquer hora
na rua Novan. 7, casa de Antonio Au-
gusto da Fonseca, na rua do Trapiche n.
40, de Thomaz de Paria, e na mesma rua
n. 36, de Salustiano de Aquino Ferrara.
Pernambuco 25 de fevereiro de 1856.
Salustiano de Acpiino Ferreira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Thomaz de
Paria.
e998*988:S38
S J. JANE, DENTISTA, 2
9 conna a residir na rua Nova n. 19, primei- 9
9 ro andar. m
8 88 8 5 38 883S-9 9 t 8 88
Precisa-se alugar dous pretos capti-
vo, dando-se o sustento, para trabalhar
nesta typographia : na livraria ns. (Je 8
da praca da Indepeendencia.
Na casa da residencia do Dr. I.onreiro, na rua
da Saudade, defronledo Hospicio, precisa-se de urna
ama de le le. forra, que nao traga comsigo o filho,
que tiver, de peilo.
Associa^o Commercial
Beneicente.
A commissao cncarresada pela Asociacao Com-
mercisl Krneficenlepara distribuir soccorros isclas-
ses necessitadas do hairro do HeciTe, tn saber a
quem se adiar nessas circunstancias, que piule pro-
curar a qualquer de seus membros em suas residen-
cias abaiio designadas a qualquer hora. A commis-
sao estando disposta a nao se poupar a quaesquer es-
forcos para hem desempenhar a IM que llie foi
cniliada, roga as pessoas que tiverem conhecimenlo
de que qualquer pessoa cm suas visinhanc,as se ada
no caso de precisar de soccorro, mas que por qual-
quer circumstancianao o possa solicilar, qociram ler
a bondade de assim Ih'o indicar, afim de prompta-
menleserem ministrados os necessarios auxilios.
Antonio Alves Barbosa, rua de Apollo n. 'til.
Jos Teiteira Bastos, rua do Trapiche n. 17.
.1 nao da Silva Rezadas, rua do Vtgario n. i.
Massa adaman-
bandida Maria da Pai\3o Rocha, pro-
essora particular de instruccao primaria,
residente na rua do Vigario do bairro do
Recife, faz sciente aos pas de suas alum-
nas, que acha-seaberta sua aula, naqual
contina a.ensinar as materias do costu-
me, e admitte pensionistas, meio pen-
sionistas e externas, por precos razoa-
veis.
Trocam-se notas do Banco do Brasil
porsedulas: na rua do Trapiche n. 10,
segundo andar.
REPERTORIO DO IEDIC8
HOMEQPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEX-
NINGHASEN E OUTROS,
e posto em ordem alphabelica, com a descripcSo
abreviada de todas as molestias, a indica^ao phjsio-
logica e therapeotica de todos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de arr.in e concordancia,
seguido de um diccionario da signilica^ao de lodos
os termos de medicina e cirurgia, a posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MOR VES.
Os Srs. assicnanles podem mandar buscarosseu
templares, assim como quem quizar comprar.
CASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para amamantar crianzas na
casa dos expostos: a pessoa que a isso se queira de-
dicar, tendo as habilitaces oecessarias, dirija-se a
.mesma, no pateo do l'arai/.o, que ah achara com
quem tratar.
Os accionistas da compaohia vigilante de vapo-
res de reboque sao convidados para enlrarem com a
segunda preslaclo at o dia 15 do correle, no es-
criptorio de Heory Forster & Compaohia, na roa do
Trapiche p. 8.
Precisa-se de urna ama de leile sem filho, livre
ou cativa, certa de que ser bem tratada e bom pa-
ga : quem- quizer dirija-se a rua do Colleeio o. 10,
segundo andar.
Umbelina do Espirito Sanio Guimaraes por
eos bastantes procuradores Domingos Jos Ferreira
(uimaraes e Candido Alberto Sodrc da Molla, e de
combinacAo com todos os credores, previne os deve-
doresduseu finado marido goslinho Ferreira Sen-
ra (iuimataes, que a nica pessoa aulorisada para
receber suas dividas he o Sr. Jos Marlinsda Silva.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia : na rua do Encantamento n. 3.
ARRENDAMENTO.
A loja e armizem da casa n. 55 da rua da Cadeia
do Recife junto ao arco da Conceiro, aclia-se desoc-
cupada, e arrenda-se para qualquer eslabelecimanlo
em ponto grande, para o qual tem commodos sufli-
eientea : os preteodentes enlender-se-hno com Jo3o
Nepomuceno Barroso, no segundo andar da casa n.
57, na mesma rua.
Precisa-se alugar prelos, oa mesmo pessoas
livres, para trabalhar em armazem de assucar, pa-
ga-se bem : a tratar na loja da roa da Cadeia do
Recife n. f..
g A IIOMEOPATIIIA E 0 1
S CHOLERA. 1
nico tratamento preservativo C S
curativo do cholera-morbiis,
PEI.O DOl'TOR
Sabino Olegario Ludgei o Pinho
Segunda edicriio.
A benevolencia com que foi acolliiila pe- V/
lo publico a primeira i-dicro dcste opus- ^)
culo, esgotada no curio espaeo de dous me- 7
es nos induzio a reimpressa-
Costo de cada eteraplar......I|000
Carleiras completas para o trata-
ment do cholera e de moilas ou-
lras molestias, a........ .logooo
Helas carleiras........ 169000
Os medicamentos sao os melhores possiveis.
Consultorio central homeopathico, rua
de Santo Amaro (Mundo-Novo) n. 6.
tina.
s
Francisco Piolo Ozorio satura, lira denles e chum-
ba com a verdadeira massa adamantina ; esla nova
preparado superior a lodas qunnlas lem apparecido
al boje, que alcm de pelrilicar em menos de um
ininulo, fica o denle rom a mesma cor natural e em
perfeilo estado como que nunca livesse ruina, lam-
bem applica ventosas pela altracco do ar. tendo
para esse lim apparelho completo'; assim como ou-
Iro para tirar leile de peito em senhoras que mul-
tas vezes se torna bstanle til pelo mal que causa
a reicnr.il> do mesmo; lambem tem muito superiores
limas para apartar os denles, que vende por barato
preso: pode ser procurado para estes lins, na rua
cstreila do Rosario n.>.
Associacao Commerclia
Beficente.
A commissao uomeada pela Associarao Commer-
cial Beneicente desta prac.a, com o lim de soccorrer
as pessoas necessitadas e desvalidas da freguezia da
Boa-Vista, por occasiao Ha epidemia reinante, pre-
vine a quem esliver em laes circumstancias, de pro-
curar a Joao Matheus, rua da matriz n. 18; .Manuel
Teixeira Bastos, rua da Alegra n. 7 ; Vicente Al-
ves leSouza Carvalho, Estancia : desde as 7 horas
da manhaa s 9, e a larde das horas em diante :
em caso ursenle, porm, serio soccorridos prompla-
mente a qualquer hora. A commissao desejaudo
acertar na forma de distribuir es soccorros, roga en-
carecidamente a todas as pessoas mais contiendas
desta freguezia que tiverem perfejta sciencia do es-
tado de precisao de qualquer familia, se dignem de
a informar afim de ser cun promplidao attendida.
Recife 85 de fevereiro de 1856.Joao Matheus, Ha-
noel Teiieira Bastos, Vicente Alves de Souza Car-
valho.
Na travessa da Congregaco, loja
de encadernacao, continua-sc a vender
militas das obras de direitosja' annuncia-
das por este DIARIO, como tambem ou-
tras muitas nao s de direitocomo de ma-
terias diversas, na mesma casa vendem-se
algumas obras latinas, proprias para os
'queestudam esta lingual todas as obras
estiio em muito bom estado, c por ellas
az-setodo o negocio, porm a dinheiro.
Lava-se e engomma-se por preeo
commodoe da'-se almocose janlaes com
muito aceioe promptidao : na ruado I.i-
vramcnlo sobrado n. I.
Precisa-ie aluaar orna casa de sobrado quo le-
nlia sufiicientcs commodos para urna familia nao pe-
quena, e que seja fresco : prefere-se primeiro ou se-
gundo andar, c quaulo a Minaran, que seja em qual-
quer djs ras mais cenlraes deste bairro: quem ti-
ver annuncic.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, para
lodo >ei % ico de urna casa de pouca familia : na rua
da Moeda n. 2.
Precisa-se de serventes livres ou es-
cravos, paga-sebem : na fundilo da Au-
rora, em Santo-Amaro.

Rogo encarecidamente a lllma. Sra. D. Maria
Severina da Rocha l.ins c ao I lim. Sr. seo irmao
Jos l.uiz de Caldas Lins, moradores no Rio Formo-
so, disnem-se responder as carias que se Ihes lem
dirigido, sobre negocios de meu fallecido pai Jos
Anlonio Alves da Silva, cujos hensja fnram parli-
Ihados. Recite 3 de abril de 1836.
A.'P. da S. Lopes.
Esla abarla a antiga padaria da rua das l.aran-
zciras ii. cJK, c prompla a :,ervir o pnliliro com lo-
dos os gneros propno'. deslas casas, e de boa qoali-
dade ; ahi achara a gente menos favorecida da for-
tuna bolacha a Ires por dous, o que hoje be raro
encontrar, pao de meio dia para a tarde pelo mesmo
preeo, etc., etc. ; he mais um eslabelecimoiilo de
utilidade publica na quadra actual em que tanta
falla se tem sentido desle genero de absoluta neces-
sidade.
O bachnrel Francisco de Salles Alves Maciel
pode ser procurado no primeiro andar do sobrado n.
:!(> da rua estrella do Rosario, quasi quina da rua
das Trincheiras, onde lecciona em lalim, philosophia
e geometra.
PILULAS HOLLOWAY
Este inestimavelespecifico, composto inleiramcn-
le de hervasmedicinaes.nao conlem mercurio, nem
alguma outra substancia delerlerea. Benigno mais
lenra infancia, e a compleirao mais delicada, he
igualmente prompto c segare para desarraigar o mal
na compleirao mais robusta ; lie inteiramenle inno-
cente em suas operardes c ellitos ; pois busca e re-
move as doenc.as de qualquer especie c srao, por
mais anliaas e tenares que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com esle re-
medio, muilas que ja estavam as porlas da morle,
preservando em seu uso, consesuiram rerobrar i
saude e forra, depois de haver tentado iuiililmente
lodos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem enlregar-se a desespe-
raeao ; faeam m compelenle ensaio dos ellicazes
ell'eilosdesta assombrosa medicina, c prestes recn
peraraoo beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar esle remedio para
qualquer das seguinlesanfermidades:
iccideutcsepilepticos. Febre loda especie.
Alporcas. JJOU.
Ampola. Ileinorrboidas.
Arcias.mald' Hydroptaia.
Asthma. Ictericia.
Clicas. indigesles.
Convulsi'ies. Inllammares.
Debilidadc ou ejlenua- Irregulandade damens-
cjo. Iruaeao.
Dehilidade ou falta da l.omhrigas de todaespe-
foreas para- qualquer cic.
cotsa. Mal-de-pedra.
Dcsinteria. Manchas na cutis.
Dor de garganta. Obslrucrao de venlrc.
de barriga. I'blisicaou consuinprao
nos rins. pulmonar.
Dureza no venlrc. Itclen^ao d'ourina.
Eufermidadesno ligado. Itheiimalismo.
venreas. >> mploinas secundarios.
Entaqueca. Temores.
Er\sipela. licodoloroso.
Fcbres biliosas. Ulceras.
inlermillenles. Venreo (mal."
Vendem-se estas pilulas noestabelecimeulo gera|
de Londres, ii. "il i. Struiid, e na loja de lodos o*
boticarios, drocuislase oulras pessoaseurarregadas
dsua venda emtoda a America do Snl. Ilavana e
Despalilla.
Vendc-se asbocelinhas aSIKl rs. Cada urna dclla
conlem uinainstrucSoem portuguc/. para explicar
o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito geni he cm casa do Sr. Snum phar-
maecutico, na rua da Cruz n. fi!, cm Pernain
buco.
I'recisa-sc alugar urna ama livre ou escrava,
para o serviro de urna casa He pouca familia : a Ira-
lar no sobrado da roa de Apollo n. 6.
Aluga-se urna sala e om quarto do primeiro
andar do sobrado da rua de Apollo n. 6 : a tratar
no mesmo, oa no armazem da rua do Trapichen. 10.
No da :1 do correnle mez funio um escravo
rrioulo, por nome Severino ; foi escravo do Sr. An-
lonio Ricardo do Reg, reprsenla ler 511 annos de
idade, estatura regular, um pouco calvo, barba bran-
ca, levou cala e camisa de algodao brauco : quem o
apprehender leve-o a rua larga do Rosario n.:!:!. que
ser bem gratificado.
Precisa-se de um homem para feilor de enge-
nho, qued conhecimenlo de sua pessoa : na rua do
Collegio o. 1, primeiro andar.

No dia K, as II lioras, na sala da audiencia*,
depois de linda a do Sr. Dr. juiz de alsenles, se ha
de arrematar urna porfo de miudeza, urna rscrav
e mais objerlos, todo pertenceule a heranea j.cenle
da finada Delfina.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acbam-se a vendaos nov os bilhetes da
lotera 1* da matriz, da Pa|'ahibuna, pie
devia correr de 7 a 9 do corrente: os
premios ate k000,S'000is., serdo pagos
a'distribuidlo das listas.
Um amigo do Sr. Vicente da Cunba
Souto-Maior, vendo s agora os repelidos
annuncios queconlra ("lie tem (cito sabir
o Sr. Caetano Francisco de Barros Wan-
derlev, pede ao respeitavel publico c|ue
suspenda qualquer jtti/.o desavoravel
que possarn fa/.er do mesmo Sr. Souto-
Maior, ate tpie elle se justilique. .
Urna pessoa habilitada com longos
conhecimentospraticos do commerciocm
todos os seus ramos, sendo 'conselhado a
bem da sua saude, a fazer urna viagem
mais ou menos prolongada, quer a's re-
publicas do Prata ou do Pacilico, ou mes-
mo a Europa, se olierece ao commercio
desta praca para agenciar relaees com-
merciaes em qualquer das pracas desses
paiz.es, realisar quaesquer liquidaolcs
commerciaes amigaveis, ou de outra ipial-
quer naturexa: se houve cpiem queira
utilisar-se de tal convite, poder-sc-ha di-
rigir em carta fechada sob rs iniciaos
A. P. 0,ao escriptorio deste DIA-
RIO DE PERNAMBUCO, para se entrar
em ajusles.
LIQUIDADO.
Pommateau, aterro ila
Boa-Vista n. 16,
tem a honra de patlicipar as pessoas que desejam
comprar o seu eslabelecimenlo, rom armario, mobi-
lia, Icrr.uiieiil.is de seu oflicfo, e porrees de fazendas
como sejam, galoes para os carros, arreios para pa-
relhasde cvallos, lanlernas ricas e ordinarias, freios,
brides. chicolps de balcia, ditos eoberlos de tripa
para carros, velas para lanlernas, freios para sellis,
estribos, chicle, esporas, brida em palha e de cou-
ro, lesouras de lodos os tamaitos, facas para mesa,
navalbas, aliadores para as ditas, (err.nnrni.is para
dentista, limas para os denles, polvarinhos, rhum-
beiras, espoletas, fundas, colberes de metal, espon-
jas grossas, pello de camorra, nivel d'asua, e um
greade HirliaMalO de cacbimbos tumo, que lodas
estas fazendas sao frescas e de boa qualidadu ; i vis-
la do comprador se fara qualquer negocio.
Pommateau, aterro (la
Boa-Vista ti. H.
lem a honra de participar as pessoas que llic licam
devendo, que elle se aeha na necessidade re por os
seus nomes no Otario, pois nao quizeram responder
aos annuncios de 'SI de fevereiro al :i de marro.
Na mesma rasa veude-sc vinbo trance/, de pi mira a
qoalidade, em barrica.
I'recisa-se alugar um escravo : na padaria de-
tronle do chafan/ das Cinco l'onlas n. :!".
O comiaerclaote deslj piara Jos Francisco
los Sanios c Silva, por incommodos de saude Um de
relirar-se no primeiro vapor para a Europa, o que
faz publico ; licando o seu eslahelecime'lilo sob a
direccao do oulro socio Jos Nunes de PauHa.
l.uiz Manuel Rodrigues Valonea con1 *a fa-
milia vai Portugal.
Roubo.
O abaiXO assignado promelte gralili-
car generosamenle os Srs. relojoeiros,
ourives, inspectores de quatlehao ou
qualquer outra pessoa, que poder desco-
briro roulx) fcito em sua casa, na noite
do 1 do corrente, na travessa da Madre
de Dos, de um rlogio de ouro paten-
te suisso n. riv-t., de caixa coberta, sen-
do esta raza por baixo e olivada por ci-
ma, esmaltado de ambos os lados com
ivos de azul e branco, sobre o mesmo es-
malte tima corrente de ouro ingle/, (mas
nao das modernas) de elos miudinhos e
lapidados, com o encadeado muito uni-
do, e mais urna chave de .ouro de for-
mato grande e oitavada mas inutilisada
para dar corda por estar quebrada na
pona : por isso recommenda a pessoa
que algum destes objeclos descobrir, an-
nuncic para ser procurado, ou dirija-se
ao annimciante, na mi'sma travessa n. 18
para ser gratilicado.Joaquim Anlonio
oncalves da Rocha.
I). Anna Maria (ionralvcs llamo, viuva do
major Manoel l-rancisco Kamos. moradora na comar-
ca de Pao d'Alho, lem constituido por seu procura-
dor bstanle a seu genro Mauricio Francisco da la-
ma, o qual se ada revestido de plenos poderes para
Iralar de qualquer negocio tendele a -na casa, o
qual procurador peda er procurado na cidade do
Kecife, rua da Guia u. t, primeiro andar.
Empregam-se serventes e malhadores de fer-
rciro : na fundirn de ferro de l>. W. Ilowman, na
rua do llrum. pastando o cliafariz .
O arrematante dos impostosdas aferires, ms-
cales e boreleiras de roonicipio do llecife faz rerlo
que he rhegtda a poca de reverem as aferires j
feilas ; assim como de novo convida a virem ae-
rir os eslabelccimentosea grande quanlidade de me-
didas de rua que deinaram de afenr no lempo com-
petente, e al o prsenle nao o lenham feito ; tam-
bem lembra aos mscales e bnceteiras a lirarem as
suas lirenras, do contrario usara do meios da lei,
visto ser prejudlcado em seus inleresscs.
Pealo Jos (lomes, na qualidade de leslamcn-
leiro e inventarianle de loda a massa e Iransaccfies
do finado sen irmao Manoel Jos Comes Biaza, "laz
publico, que da dala do I." de abril em diante vai
loda a massa do negocio syrar debaixo da firma de
Paulo Jos Gomes ,\ Irmao, Joaqoim Gomes Uar-
le, e por isso se deverSo entender com os annuncian-
les, tanto credores como aeradores, na rua da Sen-
zala Velha n. '.W. padaria ; e para se nao chamaren
a ignorancia se faz o prsenle anuuncio,
A pessoa que annunclou a compra de urna ca-
ma fraureza com lastro de palha, pode mandar ver
urna de boa medeira de ainarello.bem empalhada, e
nova ainda por ler lido pouco uso : no aterro da
Boa-vista, loja de marcmeiro doSr. Barbosa.
Vcnde-sc em casa de S. P. Johns-
ton A C, rua da Senzala-Nova n. V2,
. 'Ilins inglczcs, chicles de carro c de
montara, candieiros e caslicaes bron/.ea-
dos, relogios patente ingles, barris de
gra\a n. "?, vinho Cheirv cm barris,
camas de (erro, lio de vela, chumbo de
municiio, arreios para carro, lonas in-
glias.
ompta$.
Compram-se > mulaliiibas ou crioulinhasde
Illa II annos, com principio de costura: na rua
estreita do Besarlo n. I'J, segundo aiidar.
Compra-se um baobeiro que esleja em bom es-
lado : quem o tiver annuncie.
Compra-se una cadeira de reburo em bom es
lado : na rua do Vigario, loja de pintura n. 10.
Compra-se diarios oujoruaes que sejam lim-
posalO rs. a libra: na rua cstreila do Kosario
a. I.
Compram-se notas do Raneo doRra-
sil: na ruado Trapiche-Novo n. 40, se-
gundo andar.
Compra-se um guarda lottca que
esteja em bom estado : no primeiro andar
desta Ivpographinse dir' quem compra.
Compra-se urna cama franceza de qualquer
madeira, rom lastro de palha, em bom uso, com lan-
o que seja bstanle larga : quem liver e queira ven-
der annuncie para ser procurado.
Compra-se unta esrrava de meia idade. que
saiba cozinhar o diario de urna rasa e lavar de sa-
bo : na rua do Encantamento n. :|.

Compra-se om cachorro quo seja esporto e de
rata : quem liver e quizer vender dirija-se a roa do
Sebo n. I.'l.
kni><;.
lolliiiifias
PARA 0 CORRENTE AUNO.
Folliinhas de algibeira contendo o al-
manak administrativo, mercantil e in-
dustrial desta provincia, tabella dosdirei-
tos parochiacs, resumo dos imposto* ge-
raes, provinciaes e municipaes. extracto
de algumas posturas, providencias sobre
incendios, enfeudo, mascaras, cemiterio,
tabella de feriados, resumo dos rendi-
mentos e exportacao da provincia, por
300 rs. cada urna; ditas de porta a lu'O;
ditas ccclcsiasticasou de padie, com a ro-
sa de S. Tito a 400 res: na livraria n. 6
e 8vda praca da Independencia.
Vende-se urna casa terrea na freguezia de S.
Jos, U na rua do Forte n. i : a Iralar na mesma.
'fijlos de marmore e obras de dito.
Vendem-se lijlos marmore de 10 e IS pollegadas,
quadrados, e mais obras de marmore, como (nmiilos,
urnas e eslatuas, por precos commodos: em casa de
Baslo iV l.emos, rua do Trapiche n. 17.
Vende-se Diccionario Ideolgico por Bergier,
Uireito Natural por Abreus (iraduzidn Dircilo Na-
tural por Ferrar, llislory of Bomo por Tbomaz Mo-
rd, Virar o Wakefield", o Paraizo Perdido por Jo-
husnu Milln, Pables de la Koataine, Epislobe Cice-
ronis, compendio de gengraphia por Gaullier, Su-
premaca do Papa por Moreno, llireilo Publico Ge-
ral por Dr. Aulran, Galena Pitoresca da Historia
de Portugal, por muito barato preeo : no sierro da
Boa Vista, loja de ourives n. 118.
Vendcm-se por preeo conimodoeaixitlios cnv.
draadrs para varandas, assim como porlas de diver-
sos lmannos : a Iralar na obra que se est fazendo
no lugar onde foi o lliealro de S. hranci.ro.
Vendem-sc duas lahernas sitas no Monleiro,
una na ponte e oulra confronte a S. Pantaleao|:
quem pretender dirija-se as ditas tabernas para
Iralar.
Vendc-se sag' superior om pornloe a relalho:
na rua das Cruzes n. 40.
Veude-se ama escrava perfcila engommadeira,
cozinheira c doceira : na rua do Collegio n. -3, fer-
rme andar.
Vende-jase
dous moleques, sendo um de idade de 1(1 anuos e
oulro de 6 : quem pretender, dirija-se a rua Uireila
do; Afosido n. 36, taberna, que achara com quem
tratar.
Na loja das seis
portas.
Em /'rente do Livramento.
Kiscado preto para lulo a meia pataca o covado,
lila nreta para saiai.manto, jaqnetas ou calcas adoos
lusles, chila escura, tinta segura a meia palera,
meias prclas para senhora a pataca o par, chales de
cor escures proprios para cas a cinco tusles, cami-
sas de eambraia bordadas pira senhora a cinco lus-
(oes, meias brancas para meninas a dozc vinlens.
Vendem-se eslatuas de Alabastro de l;loren;a :
na rua do Trapiche n. 19.
\ eude-sc ou aluga-sc um sitie no Monleiro,
bem plantado, com mu i las Irucieiras como sejam,
mangueiras, larangeiras, jsqneiras. oilicor, pitom-
heiras, sapiilizeiros, frurla-po, coqueiros, -J pos de
abacaiis. muila roja, macaveiras, batatas, ararula e
onlras mais frurtas, o sitio he lodo cercado e hem
forle, lem casa para urna familia grande e eslribaria
para I cavallos : quem o pretender comprar ou alu-
Bar, dirija-se a Pora de Porlas; rua do Pilar n. I .">,
Uberna.
No aterro da Boa-VbU n. 80, vende se choco-
late a ilKl rs., bolarhinlia quadrada americana a iOO
rs.. crvilhas a 120, cha prelo de l|2 libra e de l|i
em massiiilios a l?!l0, mararrilo e lalharim a K)
reis.
v eudem-se os livros segiiinles, e mais baratos
que em oulra qualquer parle : tbauvean, l.iz Tei-
xeira, Uigetlo, Uireito Publico Geral por Dr. Au-
tran, Pireilo Civil por Mello Preire, Uefeza do Chris-
fiain-i lo, /.ciler, e outros livros de preparatorios :
no lerceiro andar da casa da esquina da rua do Ko-
sario Jefronle da igreja, a voltar para a rua do Ouei-
mado.
Vcndc-se um relogio palenle susno rom sua
compelenlc correnle e chave, ludo de ouro : quem o
pretender, dirija-se a rua estrella do Rosario n. XI,
ou as Cinco Ponas n. 93.
Vende-se urna eserava crioola, mora, bonita
lisuri, cose, lava, engomma c eozinha o diario de
urna casa, por pre^o eoimnodo : na la da Senzala
Velh u. 130.
Ce va da de LLshoa.
Veide-se por 2>100 a arroba : na travessa da Ma-
de Ueos n. 5, armazem.
Ceblas de Lisboa.
As rebolas ja se vendem mais baratas, e continua-
se a vender na Iravessa da Madre de Ueos n. 21, ar-
mazem de Joo Marlins de llarro'.
AGENCIA
Da Fundir ao Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncslc estabelccimenlo contina A ha-
ver um completo sortimentode moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todosos tamauhos, para
dito.
Quem quizer comprar um carro
americano dequatro rodas, com Bsenlos
para duas pessoas, tendo arreios ecavall o
muitoardigo: dirija-se a rua do Trapi-
chen. O, segundo andar.
Farinba de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jacome Pire, ven -
de-se superior familia de mandioca em saceos gran-
des ; para poreoes iralase com Manoel Alves Guer-
ra, na rua do Trapiche n. 11.
Moinhos de vento
ombombasderepuzopararenarhortase haia,
decapim.nafundicadeU. W. Bowman narna
ao llrum ns. ti, K e 10.
PARA OS SENHORES ESTUDANTES.
Vendem-se na livraria ns. fie 8 da pia-
rada Independencia, os seguintes livros
para as aulas preparatorias ; em francez.:
Paul ct Virginio, Telemarpie em ingles ;
Historia of Romc, Thompson: por pro-
cos commodos.
Meias prelas pa-
ra padres.
Vendem-sc superiores mtias de laia para padres,
pelo haralissimo prero de 1)600 o par, dilas de al-
godao prelas a 640 o par : na rua do Quemdo,loja
de iniudezas da lloa Pama n. 3b."
SEMENTES.
Sao chezadas de Lisboa, e acham-se a venda na
rua da Cruz do Kecife n. li->, taberna de Anlonio
l-rancisco Marlins as sesuinls semenles de horlali-
ces, coma sejam : ervilhaslirta, senoveza, e aola, feijSo carrapaln. roso, pintacilgo, e amarello,
elfecerepolluda e allemila, salsa, tomates srandes,
rbanos, rahoneles brancos encarnados, nabos ro-
zo e branco, senoiras brancar e amarellas, couves
trinchuda, lombarda, esahoif, sebnla de Selubal,
segurelha, coenlro de lonceira repolho e pimpinela,
e urna Brande porrao de dillercnles sementes, das
mais booilas llores parnjardius.
Couros de cabra.
Vende-se um resto do couros de cabra, moito gran-
des e bnii.: na rua da Cadeia do Recife n. 37.
No armazem deNovacsA; C. rua da
Madre de Dos n. I 2, vende-se farinha de
mandioca em saccas.de superior qualida-
de, poi preeo comino do.
Taixas para engenhos.
Na fundirao' de ferro de D. W
Bowmann na rua do Brum.pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sorlimcnto de taixas de ferro
fundido e balido de ."5 a 8 palmos de
bocea, asqua.es acbam-se a venda, por
preeo commodo e com promptidao' t
embarcam-se ou carrejjain-sc cm carro
sem despe/.a ao comprador.
Cousas finas ede
. bous gostos *
HA LOJA DA BOA FAIA.
\endem-se ricos leques com pluma, bolota,e
espelbo a 2?. linas de pellica de Joinin o melhor
que pode haver a 1)600 o par, dilas de seda ama-
rellas c brancas para hoincm c senhora a IS80, di-
tas de lor^al prelas e com bordados de cores a 800
rs. e 1 mhm, ditas de lio de Escocia brancas e de lo-
das as cores para homem e senhora a Mk i rs., dilas
para meninos e meninas mnilo boa fazenda a 3:20,
lencinhos de relroz de todas as cores a 19, toucas de
la.i para senhora a liilt, peines de tartaruga para
alar cabello, fazenda muilo superior a .">9, ditos de
alisar lambem de larlarucra a .'!>, ditos de verdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando muilo aos de
(arlarusa a l-JM>, dilos de alisar de bfalo, fazen-
da muilo superior a ,'I'JO e >>O0 rs., lindas meias de
seda piuladas para crianzas de I a :l annos a Ijstlli
olpar, dilas de lio de Escocia lambem de bonitas
cores para criai.ras de 1 a 10 annos a 320 o par, es-
pedios para parede com eicelleulcs vidros a 500,
700, 1/e 1?0O, loucadorescom ps a 1*500, lilas
de velludo de lodas as cores a IH0 e -210 a vara, es-
eovas finas para denles a 100 rs., e lini-ima- a 500
rs., dilas linissimas com cabo de marlim a 1>, tran-
cas de seda de todas as cores e larcuras a 320, 400 e
500 rs. avara, sapalinhos de laa para criaucas de
bonitos padres a 340 c 320, aderecos prelos para
lulo comliiSticos e alunles a 1?, toucas prelas de
seda para rrianoas a If, travessas das que se osam
para segurar cabello a I.-, pislolinhas de metal para
chancas a 200 rs., galheteiras para azeite e vinagre
a -J-JUII, bandejas muilo finas e de lodos os lma-
nlo' de 15. 25, .15 c tS, meias brancas finas para
senhora a 210 e 320 o par, dilas prelas muito boas
a iin rs., ricas raizas para rape com riquissimas es-
lampas a :U e 21500,' meias de seda de cores para
homem a liiii, charuleiras muito linas a 29, casles
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., oculos de armar.io de aro pralcados e dou-
radosa 640, 15 e 1(900, lunetas rom aro de bfalo
e tartaruga a 500 rs. e 1?, superiores e ricas hensa-
liidia a 2?. e a 50(1 rs. mais ordinarias, chiet'es pa-
ra cavallo pequeos c grandes, fazenda muilo supe-
rior a KIO, 800, la, I--200, 19500 e 2?, atacadores de
cornalina para casaca a 3211, pcnles muilo linos para
suissa a 500, esrovas finas para cabello a (III), dilas
para casaca a 640, capachos pintados para sala a
(>(0, meias brancas e cruas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e2IO o par, camisas de meia
muito linas a 19 o 19200, luvas brancas eucorpadas
proprias para montarla a 211) o par, meias de cores
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas ahuma-
duras de madreperola ede oulras muitas qualidades
e goslos para rolletes e palitos a 500 rs., lucias don-
radas para calcas t colleles a 120, ricas fitas linas
lavradas e de lodas as larguras, bicos linissimos de
bolillos padrtee e todas as larguras, ricas franjas
brancas e de rores para camas de noivas, tesouri-
nlias para costura o mais lino que se pode encontrar.
Alcm de ludo isto oulras muitisimas cousas muilo
proprias para a fesla, o que ludo se vjende por pre-
eo que faz admirar, como todos os freguezes ja >a-
bem : na rua do Qiicimado, nos quatro cantos, oa
bem conhecida loja de mi i lo/a da Boa I ama
A3$500
Vende-secal de I.isboaullimameniechegada,as-
sim como potassa da Hussiavcrdadsira : naprarado
Corpo Santo a. II.
Pcmias de cma.
Vendem-se muilo boas pruna de eme : na roa
da Cadeia do Kecife u. 57.
Cognac ^erdadeiro.
Vcnde-sp cognac superior em garrafas: na roa da
Cruz ii. 13.
CORTES DE CASSA PARA QUEM BSTA* DE
LUTO.
Vendem-se corles de eassa preta muilo miuda,
por diminuto prero de 29 O corle, dilos de cassa chi-
ta de bom goslo a"2>. dilos a 39400, padroes franre-
z*s, alpaca de seda de quadros 4| lodas as qualida-
des a 720 rs. o covado, laa para veslido lambem de
quadros a ISO o covado ; lodas eslas fazendas ven-
dem-se na rua do Crespo n. (>.
Cartas france-
zas.
Vendem-se superiores carias trance/as para vol-
tanle a ">O0 re. > baralho : na rua do l.'ueimado,
loja de ininlezas lina l'am n. 33.
Livros (]lassicos
Vendem-se n seguinles livros para as aulas pre-
paratorias : llislory of Rome 39000, Thompson 25,
Paol et Virginia 2|000 ; na prata da Independencia
e8.
Bolachinhas linas para
,dia|
de evrelleule qualidade, rhegada ullimamenle de
Liverpool ; vendem-se em lalas e as libras : ua rua
do Collegio, taberna de Krancisro J?c l.eile.
Vlillio em sjnccas.
Vendem-se saccas com milho muilo novo, por ba-
rato proco : na rua de Santa Rila, taberna n. 5.
Vende-se por prero commodo urna armai;ao
nova de loja desmanchada, sendo a madeira de lon-
roeo bolcfto lodo de amarello1: a Iralar ua ruada
Madre de lieos n. 36."
Vende-se superior chocolate de Lisboa cm la-
las de 8 libras a :Mi(si, e ditas de I libras a 29000 :
na travessa da .Madre de Dos, armazem n. 5.
Sahir.tm liojo da al-
liindega riucjjos londrinos, piesunlos IB"
gle/.es, bolacliinas de soda e biscoilos de
diversas (jualidades, em latas grandes c
pequeas, conservas e mostarda, tildse
vende a precos razoaveis : na rua do Col-
legio, taberna de Francisco Jos Lcite.
Relogios
iug c/es de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra : tm casa de
llenry tiibson : roa da Cadeia do Recife n. 52.
LIQUIDACAO*.
O irremelanle da loja de miudezas da roa dos
Quarleis n. -J, quereudo acabar as miudezas que
enislem, vende baralo alim deliqaidar sem peda
de tempo.
franja com holnlas ara cortinados, pera -.KXI
l'apcl paulado, resma, (de peso) :i-shi
Dilo de peso, resma 2*700
Lia de cores para bordar, libra 70000
Ventesde bfalo para alisar, duzia 3000
Kivelas douradas para calca, urna 100
Croza de brelas muito finas i.nkio
Lencos de seda linos, ricos padroes 15500
Caixa de India de marca 240
Meias para senhora por 240
1*i-iii e .lo tartaruga para segurar cabello 19000
(rozas de ranetas finas para pennas 23000
Ditas de boles finos para casaca 25(100
Meias prelas para senhoia, duzia 35200
Ditas ditas para homem 25800
Lacre encarnado muilo fino, libra I58OO
Papel de cores, maco de 20 quadernos fiOO
Duzia de rlleles 720
Espelhosde lodosos nmeros,duzia 29500
ludia- do novelice grandes para bordar l-MUKi
Ricas lilas cscocezas e de sarja, lavradas,
largas 'ion
Meias cruas sem costura para homem :15:10o
Ditas de seda n. 2, pec.a 380
Trancas de seda branca, vara 400
Caizas de raiz, duzia I56OO
Pecas de filas de eos 300
Lapis finos, groza 29400
Conloo para veslido, libra 15200
I "ora de Mondo para menino IS2oo
Chiquitos de merino bordados para menino 19O00
e outros muitos rticos que selornam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que n.lo ie dovidara
dar om pouquinho mais baralo a aquello seuhor lo-
cista, que queira a dinheiro comprar mais barato
do nue se compra em primeira m.lo.
Cassas francezas finas
240 is. o covado.
Na rua do Crespn.5, vendem-secas-
sas francezas linas a 2M) rs. o covado.
Vende-se vinbo bom a 39000 rs. a caada e
iOOrs. a carrafa : na Travessa do Paraizo n. 18.
Vende-se acu' fino em pon;.lo c a relalho, por
preeo commodo : na rus da Cadeia n. 28, defrnote
da relaro.
Na val has a contento.
Na rua da Cadeia de Recife n. W, acionii a,
dar. escriptorio de Aueuslo C de AWee, r^
nuam-se a vender a M o per (preeo fita. > u
bem conhecidas e afamadas navalh.. de barba, fatu.
pelo hbil f.il.riraule que foi premiado M ri.mirai.
de Londres, as quaei. ,,|.m de doraren. Inililai
riameiile, naosesenlem no rosto na aeran de rartar
vendem-s. com a cndilo de, nao aarad.Mo. pJ
dercm oscompradoresdevolve-laset 15 diaieWei
daMmprare.lilaD-M0-,p0rtt. ^^
VARANDAS E GRADES.
I m lindo e variado aorlimenle de i*H>dell.s
,ra"'." I"""'" d W"ederi.w.^rZ.
(uiidirsn da Aurora, em sanio Aeaarv.e a* Su si
lo d.. mesma. na rua do Brum.
-Em casa de Henrv Brann* C. na
rua da Cruz. 11. 10, ha aneja, vender usa
jiande sorlimcnto de ouro do mcliH.i
{joslo, assim como 1 elogios de ouro de pa-
lenle. ^
Vendem-sr dous pianos foilrs de ja-
caranda", consti ucean vertical e caen to-
dos os melhoramcntos mais moderiios,
leudo vindo no ultimo navio de llaabur-
go : na rua da Cadeia, .1 rma/.cm n. 8
echahisio pul no-
no.
NA FUNDICAO DE FERRO DO E1W.E-
NHEIRO DAVID W. BOWMA.N. rlA
RUA DO BRL'M, PASSANDO O oHA-
FARIZ,
ha sempre nm grande snriiavenln nos
jectos de merliausmos proprios para 1
Iwr : moendas e meias mocadas da roa
ronslrorrao ; lanas de ferr fondada e
I superior qualidade e de lodos os taaual
I dentadas para acua oa animaos, de lodas as 1
roes ; crivns e boceas de foraalhae reswlrat de'ba-
eiro, agnilhoes, bronzes, parafatat ccarvilheea, eaet-
1 iiImc de mandioca, etc.. ele.
NA MESMA FINDICAO.
e'eseculam lodas as enoommendas eaen a laaei: J
ridade ja conhecida. e com e devida preaioao eee-
modidade em prejo.
Em casa dellcniy Brunn & C, rua da
Cruz n. 10, vendeni-se: #
Lonase brins da Russia.
Instrumentos pota msica.
Espellioscom moldure.
(lobos para jsrdins.
adeiras c solas para jardim.
Oleados pai-a mesa.
Vistes de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Auora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO rw
1 ta do Brum Iopo na entrada, e defi-on-
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um {jrande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeen,
batidas, fundidas, grandes, p>cauCTias,
raxas, e fundas ; e em ambos os logares
evistem guindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de drspeza. O
precos sao os mais commodos.
C. STARR & C.
Para luto.
Oirtes de vestido de cassa prela rom 7 varas rada
um, de bonitos padroes a 2JO0O : vendc-se ua rua
do Crespo, loja da esquina que volla para a rua da
Cadeia.
Sapa tos de borracha.
No'T'terro da Boa-Vista, detronte da boneca 11.
11, be checado um grande sorlimcnto de sapalos de
borracha muilo proprios para a esiarao prsenle, lan-
o para homem como para senhora, meninos e (re-
nias, assim como um novo e completo sorlimenlo
de raleados francezes, c de Naoles, de todas as qua-
lidades, e os bem ronhecidos espolea do Arecety,
para homem como para menino, esleirs, cera e ve-
las de carnauba, as melhores qoe de la tem viudo ;
assim como urna poreo de verde francez, ludo por
preeo muito commodo, a (roco de sedulas velha-.
Para vidracas.
Vendem-sc vidros a 5 a caita : na rua Nove n.
N, defrnute da igieja da Conceioilo dos Militares,
casa encarnada.
Vendem-se saceos crandes rom milho a 39800,
feijao mulalinho muilo novo, velas de carnauba da
melhor fabrica do Aracaly, esleirs dila. oleo de ri-
cino em garrafas de I l|2 libras, em lala de 37 li-
bras, garrafas a I9, e ludo mais por preeo commodo:
na rua do Vigario n. 5.
Ainda etistem alcuns cxemplares da Demons-
trarlo dos Arle, do Cod. Com. com referencia nao
s entre si, mas (ambem com os avisos, portaras e
reculamenlos respeilo ao mesmo Cod. E*ta obra he
mili iuteressaule a todos os cidadJos para os arios da
vida ceminercial. principalmente aos lllms. Srs. aca-
dmicos : vende-se lias lojas de livro do Sr. Ricar-
do Kreilas i\ Compaubia, rua do Collegio. e na do
Sr. Anlonio Domincues Ferreira, roa do Crespo, o
13000 cada evemplar.
Na California,
loja nova, na rua do Crespo, ao p do arco de Santo
Anlonio, vendem-se peras dsalgodAozinho com ave-
ria a 640, 19, 19280 e 191100. e limpas a 29. alpaca
prela lavrada, sem defeilo, de 5 palmos de larcora
a 200 rs. e a 210 rs. o covado, muilo boa para quem
esla de lulo, muilo boas meias prelas de akiolao
para seiihoia a ion rs dilas para homem a 2K0, ras-
sa.< piuladas francezas a 200 rs. o covado, cortes de
dilas de (i lp varas a 19600, chales escoeezes a .Vio,
madapolAo muilo bom a 29JOO, 29600, 39200, 33000,
39X00, I9, i;IOl> e 1)600, c inulto lino a 59 ; assim
como mallas mitras fazendas, ludo muro baralo, di-
nheiro a vista.
Milho em saccas.
Vendem-se saccas com milho, por barato prero :
na rua da Cadeia do Kecife, loja n. 23.
KK1.OCIOS eoberlos e descober(o, pequeos
e'grandes, de ooro e prata, patente inglez, de um
dos melhores fabricantes de Liverpool, viudos pelo
ultimo paquelcinclez : em rasa de Soolhall Mellor
Si Companhia, ua rua do Torres n. 38.
Vende-sc urna escrava de idade de ti annos,
crioula, bonita e sem vicios ; para ver e tratar, na
ruada Untao, casa aonde esleve a Ivpographia do
mesmo nome.
Vende-se superior cafe de primeira sorle do
Kio de Janeiro : na loja do i'asseio 1'uldioo 11. II, de
I 111111.111c.il... Kodricues Ferreira.
VENDE-SE
farinba de mandioca de muito superior
qualidade, por. ser muito nova e lina,
vendida por alqueire velho, viuda lti-
mamente de Sania Cal harina no patacho
ESPERANCA, (undeado ueste porto cm
frente do trapiche do algodao: a fallar
no mesmo patacho, ou na rua do Trapi-
che, com Jos Velloso Soarcs.
A 9JOO.
Vendem-se saceos com farinha de mandioca, che-
gada do Hio de Janeiro pelo bricue Damo, na
Iravessa da Madre de Heos, armazem 11. 15.
Veude-se urna armario que foi de taberna, de
madeira de pinho : na padaria u. 37 das Cinco l'on-
las defronledo chafariz.
Vende-se urna carroca com os sens perlences,
para cavallo, tudo em muilo hom eslado, e mais i
rodas lambem para carroca, e 2 dilas para cahriolel,
ambas novas : a Iralar na rua do Kangel n. 2l.
Vendc-se a refinaeilo'sila na rua dos (iuarara-
pesem lora de l'orlas n. I(>, perlcnrenle a Joaqui-
na Maria da Conccirao : a Iralar com a mesma, na
rua do Pilar n. 91, ou com Victorino Jos de Soo/a,
ud mesma relinaeao.
Vende-se muilo bom vinho a 3110 rs.. manlei-
ga intilexa intnlo boa a '.N>0, dila franceza a 720 : no
paleo do l'araizo, Liberna da l'.sli olla 11. 11.
Meias de lila.
Vendein-se meias da l.i.i de superior qualidade,
nanea vistas nesta provincia: na rua Nova 11. 12.
FARINHA DE SANTA CAlHARINA,
muito nova c de superior qualidade, a bordo do hrl-
Cue escuna lapidv, tundeado em lenle do arsenal
de guerra, vende-se por preeo commodo : a Iralar
com Caetano Cyrinco da O M., no largo do Corpo
Sanio n. 25.
Chitas prelas francezas, largas, a 280 rs. o co-
vado '. Da rua do Oueimado n. 9.
respeilosanienle annunciem qae no sea eileena 'e*-
alceleeimeiilo em Sanio Amaro.rominiiam a fabrxar
00 ni a maior perfeirSo e proniplido, ladaa ajaaidi
de de machiuismo para o usu da acnrallara, au>-
M'-ar.iy e manufactura: e qae para maior reamada
de seus numerosos frrcuezesedo pahlim esa (eral.
1 rom aberlo em um dos grande* armaren* Sr.
.Me.pula na ru do llrum, alrai da arsenal de eae-
rsnlia
OEPOSITO DE MACHINA!
construidas no dilo >cu esiabclccimeala.
All .cliarao o compradores om rompila rt-
menlo de moendas de ranna, rom Indos os nuiiii
menlos algunsdelles novos e ori^nue de ajan a
experiencia de mallos annos lem madrada 1
sidade. Machinas de vapor de baila e alia 1
leasae de lodo lamanlni. taolo lialnija
das. cirio de iimo e dilo- para eon.1"-> I
assucar, machinas para rnoI man
ra dito, (ornos de ferro balido paia larmvl
ferro da mais approvada roaslrac(a>. futnlaa
alambiques, envos e (Mirlas para fatnalhas, a 1
iiiliin.la.il- de obras de ferro, qae seria
enumerar. No mesmo deposito eiisle urna
inlellisenle e habilitada para rerrber lodas 1
commendas. ele. ele, que os annunciaale* c
do com a rapacidadede suas ollirinas e am-h*-_
e pericia de seos odiciaes, se comprametlem a (aier
eierular. com a maior presteza, perfeiria, a arla
conformidide rom os modelosou deseahos.e ia*(rr-
coes que Ihes forem forneridas.
MOENDAS SUPERIOR.
Na fundirn de C." Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todasde ferro, de un
rnodello econslrucco milito suneriorc.
ARADOS DE FERRO.
Na (nnclicio' de C. Starr. A C. -rn
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos d- ferro de ""ii<- qualidade.
MEIAS DE LAA CURTAS E
COMPRIDAS.
\ endem-se ineiaa corles e eomprida, de lee, ca-
misolas de l.ia, cobertores crandes de do as pellao.
dilos de algodao lisos, proprias pera eeeravet e )
rs., bal.i superior a 720 o cavada : na rae 1
mido em frente do becco da Car^refafea,
a Indica, a segunda loja n. *0.
Vendem-se barricas cora farinha de inca de
ja conhecida marra MMM, mallo aova, e da qaa-
dade igoal a de Trieste, rhecada acora 4e litaaia.
e por prero commodo : a fallar rara Bata A Lo-
mos, rua do Trapiche a. 17.
Fugio do encentro(Joiaornho, no dia -Ada aser-
r prozimo Dudo, om r.il de esrravas cota ae ce-
nar secuinles : o preto he maior de 10 aanas. fcai-
vo, rlirio rio corpo, lera marcas de beinjoe aa reata
e alcuns denles fallos, lie um pouco lala, da aafBo
Rebolo, e ralla n.lo muilo explicado ; a prela 1
senla le 1o annos, he lambeta de Ancda.
secco, cor prela, falla hem ; levaran bostoate <
pa, volido de chila e algodao azal, r a preta tm-
sa branca e de alcodo ./ni e tuu-la e dila de hara
encarnada : quem os apprehender leve-as aa mi ti
eneenlio, ou a roa de Apollo o. 2 H. qae eera re-
compensado.
Fugio no dia ::i de marro o piala Jada, frsa-
lo, de estatura hem alia, rara beiicme. lesa ataa
marca de caustico on qoeimadara debeito da paMe :
este escravo perlenreo en Sr. Manoel Milheiroa, o
depoi ao Sr. i,mralo J0.0 Adoo-o, eam reta
na roa da Concordia, e he rosiumulo a fater <
fgidas : qoem o apprehender leve-o a re
rua cima n. s, que se cralieara bea.
No principio do mea prxima ando ec*jp,__
ceu de casa de soa senhora, ae rae de Gloria n. S.
a esrrava I liere/a. da Coala, eom os aifaaee 1
les : representa ter 18 annos, ja lesa Segas* ral
brancos, allnra mediana, carpo recalar, labia
rior om pouco croso, olbos amarellaros, andan |
ta> sobre as mar.1.1. do rosto, anda qaen. __
lando e a falla ha muilo etrapelbeda. qae
ainda luir a I ; ietoD vestido de chila rota nm
ou saia de risradinho encarnado e pana* do CaaU
de lietrao miadas, axaes e brancas, he qeilieSiln.
venda na riheira de Sanio Antonio e Ireneve e
miiido |>ela rua da l'alma ou da Concordia, ante ae
presume ler alcom casebee ; roc-e. perSsede. n
autoridades puliciae. capilSes da ranpe, oa qaat-
quer pessoa que Iridia drlla noticia, o t**** de cap-
tura-la e leva-la a referida eass da rea da (ilarii.
onde se pasarn as despev* Ia* hoavereai de
bser.
Knaio no dia 21 de marjn um moleqae de IK
anuos, l'liil.idrlphn. fulo, espado SnaVSi deste
claros e salientes, e consta qae asila aa ras da*a
ridade : quem o ap|>rebcn rua da Aurora, na terceira casa depni da posteei-
nha, que sera recompensado.
No dia 13 do correnle merfogio da caa de ees
senbor nm mulato por nome Saverino, qae rrarneae
la ler 20 annos de idade. eslalora recular, reia da
corpo. bastante clara, sem brb-, rosto rom asarra-
de blicas ; levou camiM de baila, caira da alsadaa
e om earrto de |>elle ar rarneirn ram alcana raafsa
branra. he nalor.,1 do Brejo de rea, o l ewearva
do Sr. Manoel Krancisco Alves Lama : raea-ae e
qualquer capilo de campo ou quen quer qoe saja
que dclle liver noticia, o favor de n remellar a ees
senbor Loi* Jos da ".osla Amorim. aa Kecile. raa
da Madre de ISeaS n. 2"i, qoe alcm das desposas es
gratilirara os portadores.
t'onlima aodar faeida a piole Mliescie, ?-
nula, idade da 2 a 39 anoo. |-.aeo mais snw.
com os sigoaes secuinles : falla de dealeeae tala ,
urna d.s orelbas rascada proveniente da* bacae
quem a pecar leve-a a roa do Broas, ornaren
assucar n. 12, que ser hem grali"-
PEKN. : TYP. DI M. F. DB FAMA. S89
DATA INCORREA
MUTILADO
ILEGIVEL


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