Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07322


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Full Text
ANUO XXXII. N. 77.
i***-
Por 3 mezcs adiantados -i.^OOO.
Por o rilezcs vencidos (500.
S..BI.AD0 29 DE IUP DE .856.
Por anno adiantado 15^000.
Porte franco para o subscriptor.
1
,.
DIARIO DE
ENCARREGADOS DA SUBSCRIFgAO' No NORTE.
Parahlba, o 8r. Garruiio T. dt Natiid.tde ; Naul, 8r. Joi-
uim I. Pereira Jnior ; Araoily, o Sr. A. da I.emoi Braga ;
tari, ogr.J. Joie diOliveira Maranhao, o Sr. Jonquiru Mar-
quai Rodrigue! ; Piauhj, o Sr. Domingos Herculano A. Pestoa
OarenM; Para, o Sr. Juiliano J. Kamoi; Amiionu, Sr.Jero-
nyme da Coda.
PARTIDA DOS CORRE10S.
Olinda : lodoi 01 dial.
Caraira',Bonito a Garanhum : noi diai 1 a 15.
Villa-Bella, Boa-Visla, Km' Ourieury : a 13 a 38,
Goianoat Parahiba : legundasa lextii-feirai.
Victoria a Nalal : niiquinui-feiru.
AUDIENCIAS DOS THIIIL'N.XES DA CAPITAL.
Tribunal do eommercio: quarumabbadoi.
Relacao lercas-lcirn e labbadot.
Ka; en da : qua ras e ubbiiloi ai 10 hura j.
Juizo do eommercio:aeguoda ai 10 horai a quintal ao meiu-dti.
Juno deorphaoi: Mtundan a quintal ai 10 horai.
Primcira Tara do civil: aecunda mu ao meio-dia.
Segunda vara da civil: quarln isabbidos ao meio-dia.
KPIIEMERIDF.S DO Mi;/ DE MARCO.
f Loa nova as 6 horai, 19 minutos, 40 segundos di larde.
II Quarto crcente aoi 18 minutoi 48 segundo! da Urde.
M Luacheiaa 1 hora,85 minutos e 4 segundos da tarde.
18 Ouirto minguanleaoslS minutos a 48iegundoidi Urde.
_. PHKAMAIt DE HOJfc.
f'rimtiraaiio hora e B4 minulosda Urde.
Segundis 11 boras a 18 minutoida manhaa.
te
PARTE OPFICI AL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente o da 27 de marco.
Ollicio Ao Eim. presidente da It.iliia.liati-
lo-se lalU nesla capital de alguma* substancias des-
infectantes, segando rae declarou o presiilenle di
coramissao de hvgiene pablica, em ollicio de i do
currante, rogo encarecidamente a V. Etc. se digna
le expedir sua* ordens para que c.m a maior hre-
vulade posuvel me ejam remetilas dez arroba*
de perxido de manganesa, -."l ditas da acido sulf-
rico d eommercio. viudo esle em frascos de oito
libras bem acondicionado, e aqaalle em barricas
de duas arrobas, alim de que eu posea satisfazer os
traqueales pedidos que tcolio de semelhanlds subs-
tancias para o lugares em qne vai lavrando a epi
demia.
Dito Ao Eim. marcclial commandanle das ar-
mas duendo qne pela leilura do vita que remel-
la por copia, licara' S. Etc. iuleirado de que oi in-
defendo o requerimenlo em que Frankliu Francis-
co Brrelo, prara d* compaolna do artfices, solici-
ta liceoca para esludar o corso da arma de abata-
r|a na escola militar da corle.
Dilo Ao inesrao, traasmitlindn por copia o a-
v)so da repazcan da guerra de -.11 de lev timo, no qual se declara haver-se expedido ordetn
para vir para esta proviocia a rennir-se ao respec-
tivo corpo, o major do 9, balalbao de infanlaria,
I.uiz Jo hia.
Dilo A* mesmo, remetiendo por copia o viso
da repartirlo da guerra de 10 do correte, do qual
consta que fui indeferidn o requerimenlo em que o
capilo do 2. balalbao de infamara, Manoel da Cu-
nta Wauderley Uns. padio ser condecorado com .,
medalha do Estado Oriental do Uruguay, por isso
que ueiihinua parle tomn na dita eampaiiha.
Hilo Ao piiesino, enviando por copia o aviso
de II do correte, no qual o Exm. Sr. ministro da
guerrafeommunica que expedio ordein para vir com
guia de passagem para um dos corpos em guarnirlo
nesti provincia, o cabo de esquadra do 1:1. bata-
lltao de iufanlaria, Autooio Nunes Cambraia.
Dilo Ao mesmo, para reconunendar .:o len-
la coronel commandanle da Turuleta do Brum, que
sem demora pa.se recibo ao almoxarife do arsenal
de guerra das cincoenla arrobas de pulvnra groa
qne pelo conselho adminislralivo foram compradas
em dias do anno prximo passado para o consumo
aquella fortaleza, exigiado o mesmo lenle coro-
nel o recibo que prestou ao vogal do conselho An-
tonio lime* Leal, oa occasiao de receber a mencio-
nada plvora. Communicou-se ao direclor do re-
ferido arsenal.
Uilo Ao mesmo, recommendando a expedido
da mas orden* para que o lenente reformado Lo.il
Jeroi.vmo Ignacio dos Sanios pague na recebe loria
da reudaa internas, vista da ola que remelle
por copia, a importancia dos emolumentos qoc esta
a dever, pelo aviso que lambem remelle por copia
de 12 do corrale, approvando a nomearo do mes-
mo lenente) para dirigir a inauul icliiraclo de far-
dameuto, cym a denominarlo de agente, vencen-
do 1#6(X) ri. diarios. Fizeram-se as necessarias
commuuica>coes a respeilo.
Uilo A.o mesmo, para mandar substituir o ca-
dete, que actualmente commanda o deslacameulo
da villa de Pao-d'Alho.
DiloAo inspector da thesouraria de lateada,
recommenda ndo que mande eolregar ao presidente
interino da c oramisaao de hsgiene publica mai* dous
coritos de re is,vislo nchar-se quasi esgol.ida a quan-
Ii>-^ft404) iMkWl illBiiu filil-'
missao, visto continuaren) ?.a despezas com a desin -
feccao.
Dilo Ao mesmo, comrjnanicando, que legando
consto u da parltciparao da' secretaria do ministerio
do imperio de ", de fevereiro allimu, fra nomeado
Ismael Amavel Gomes da Silva para o lugar de ofti-
ial papelista da administrarlo do correio desta ci-
dade.Coramuoicou-se mj respectivo adminislrador.
llo Ao mesmo, reo/ommendando a expedirlo
de anas ordene, para que na recebedoria de Nada*
internas se ja. arrecadada a importancia dos dir tus e
emolumentos, qoe segundo a nota que remelle por
copia, esl a dever o capilao da extiiicla secunda li-
nha Manoel Figueiroa le Faria, por ler sido refor-
mado no posto de major por decreto de 21 de feve-
reiro ultimo.Communicou-se ao reformado.
Dilo Ao mesmo, transmitlindo por copia o avi-
so da repartilo da juslira de II do rorrele, em que
o Eim. mioislro participa que para a* despezas no
futuro exerciciu com o serviro daquella reparlirdo,
expedir ordein em 21 de Janeiro ultimo, para pdr-
se a disposirio da presidencia uaquella thesouraria a
qnaolia de 179:2705, que sera applicada em tal ser-
vio.) e oa cooformidade da de-monslrarao que lam-
bem remalle por copia.
Dilo -Ao mesmo, Iransmillinlo M reanles d...
venrimentos que perceberam desde o dia !1 ate 22 do
correte, os individuos empregadosna cuuducrao da
pessoas accommellidas da epidemia para os hospilaes
da ra da Aurora e Capunga, e recoinmendaudo que
-depuw de tomadas as coalas do subdelegado da Boa
Villa, oeduziodo-se os i003 que elle ja recebeu, fa-
ca adianl ar-lhe mais igual quanlia para ir orcorren-
li'as tac s despezas, conforuie requisilou o chefe de
polica. Commonicou-se a este.
Dio Ao mesmo, utleiraudu-o do haver o iuiz
da direilo de Goianoa. Dr. Policarpo Lopes de Late
participado qae no dia l'J do correle fra icommel-
lido da epidemia reinante, achando-se em eslado de
pao poder seguir para aquella comarca, afim do en-
/Irar no exercicio do seu cargo.
DiloAo cliefe de polica, declarando que a the-
souraria de Uzeada lem ordem para pacar ao phar-
maceotico Ignacio Jos do Cauto i importancia das
receiUs qne S. S. remellen.
Dito Ao presidente do conselho administrativo,
mandando que prnmova iiidependcole de annunxios,
a compra dos medicamentos e mais objeclos mencio-
nados na reanlo qoe remelle,, os quae* do uecessa-
rio* ao arsenal do guerra para salisfazer um pedida
da botica do hospilil regiinental desla provincia.
F'izeram-se as necessarias commuoicares.
Dilo Ao mesmo, enviando por copia o aviso de
13 do correnle, no qual o Eim. Sr. ministro da
guerra, nao s approva a deliberarao que a presi-
dencia tomn de mandar comprar numero de co-
vados de panno necessariu para completar o farda-
menlo dos balalhoes 8-, 9- e 10- de infanlaria, mas
lambem declara o motivo porque nao foi o referido
panno comprado pelo arsenal de guerra da corle.
ifo Ao liiesoureiro da commi-s.io central de
beneficencia, approvando a* insIrucrOes dudas por S.
S. aos ene,irrogados da enfermara estabelecida ua
Capnnga para a exlincco del la.
DiU)Ao inspector do arsenal de marinlia, para
informar com urgencia, le naquelle arseoal ha um
ermazem em que posiam ser guardados os objeclos
que forem sen lo dispensados dos hospilaes estabele-
cidos para Iralameolo das pessoas indigentes.
Dito Ao juiz de direito de Goianoa, dizendo
que guardada a precisa economa, proponha S. me,
de cuuimum accordo com a commissau benelicenle
daqueMa cidade a gratificarlo que se deva dar ao
curioso1 Tiburcio Valeriano I erreira de Mello por S.
me. marhdado a povoai;ao de Cruaogy, jiim de se cu-
carregar. do Ira lamento das pessoas pobres accommel-
lidas da'epidemia reinante,
DiloAo presidente da commissao de hvgene
Jiulilicaxracumiiieiidaiidu que mande fornecer ao
sbdefgdo de Muribeca, os medicameiilos cons-
lantei da relac.to que remelle.Cominunicuu-seau
referido Joaeff3JJ,
DiloAo Hspectord*aSliesouraria provincial, o-
leirando-o de haver, em vista de sua informarao,
elevado a {00 rs. a coular do dia S dcsle me;', a
diaria toDcedida para susleulo dos presos pobres da
casa dedelenro, devendo esla providencia somente
lar lug, mquaulo durarem os edeilos da epidemia
-l'.o nmuniroii-sc ao chefe de polica. '
Ao mesmo, dizeodo qoe deve Smc. mandar
em prara, as obras de cooservarao das es-
sul, norte a Pao d'Alho, vislo n3o lerem
do licitantes a ellas.
. Ao mesmo, remettendo para o fim conve-
nienle, i curtidlo de bito do padre Marcellino da
osla, prole-sor publico de inslrucpao primaria na
povoaejo de Bom-Jardim.
IDil _Ao commandanle do corpo de polica, de-
larano'o que pode me. passar escusa ao soldado
Jaquel .o corpo. Aijlonio de Albuquerque Mello,
vislo lij0 poder elle- coiilniuur o servico pelas mo-
lestia* v|ue solTrc.
Dito-_,\o delegado de Olinda, dizendo que nao
o verba| como por cscriplo, lem autorisado a Smc.
> para fa,er a despeza indispensavel com o cnlerra-
Imenlo e soccorro doi cholencos necessilados; c
portan (0 nao deve Smc. hesitar em cumprr as re-
commi,lll|.,qi's da presidencia guardaudo a possi-
ivel ec nomia a mandando as cotilas para screm sa-
tisfei a
DAS da semana.
24 Segunda. 1. OH, Festa da insliluicao do SS. Sacramento.
25 Terca. .;. 2. Oit. Annunciacao da Sanlissitua Virgem Mal de II
26 Ouaru. Ss. Lndgerio e Braulio ab.
SI Quima. S. Roberto b. ; Ss. Fileto e Lydia mm.
28 SeiU. Ss, Prisco, Maleo e Pastor mm.
211 Sabbado. S. Bertholdo b.; Ss. Joas, Barachisio mm.
30 Domingo s. Joao Climaco ; S. Clinio,
EBICABRECAIMrS DA M UM IIIP AO KO SIL.
Alagoai, o Sr. < laudioo Falcao Dial; Babia, a ir. D. BJoaaal
Rio di Janeiro, oSr. Joio PiniriMirtiai.
|'m l'KH\AAllll O.
O proprlatirio do DIARIO Mnoel Figneirea de Fim, ni mi
linaria Prici di Independencia ni I, 8.
recibo por elle passada, afim de que opportuna-
meole far.a o conveniente descanto.l'ex-se a res-
peitu o necessario expediente.
DiloAo delegado interino de Santo-Anlao.dizen-
do que muilo agradou a presidencia a dscripr,ao qne
S. me. fez do eslaclo sanitario daquella cidade* e que
approva a deliberaran que lomou, de mandar ces-
sar com ossocoorros prestados por coota do gove'rno,
ciimprindu que g. me. remella urna conta minuciosa
da* despezas que ha feilo.
DiloA' Francisco de |Panla Cavalcanli de Albu-
querqnc, comuionicando haver o Exm. Sr. ministro
do imperio declara lo por aviso de 23 de fevereiro
ullimo, que compre que S. me. prnve : que expen-
den no reciuerimenio pediudo para fazer exame de
suflicienru na faculdadt de medicina da Babia.
DiloAo Dr. Silvio Tarqoinio Villas-Boas, di-
zendo qoe muilo eslima que S. me. ja se aclis com
forras para continuar no* trabadlos mdicos do djs-
Iriclo que fura incumbido aos seos cuidados, e que
acaba de expedir ordem a thesouraria de laienda
para pagar a Joao Soum & C. o importe dos desin-
fectantes constante da relaro que S. me. remetleu.
DiloAo presidente da commissao beneficenle de
"snarass, approvando a deliberac/io que S. me. lo-
mou de nuil I ir talhar 2 bois. 1 em Tabalinga c ou
Iro em Pasmado,afim delserem soccorridas as pessoas
pobres daquelles lugares.
DiloA commissao benelicenle dos Afogados.
Cerlo iio cuiten lo dn ollicio que Vmc*. me dingiram
hoiilcm, lenho a dizer em resposla, que approvo a
deliberarlo que lomou ana commissao de dar por
exlinetos os hospilaes eslabolccidos nessa freguezia.
visto os nao julgar mais precisos, conservando porcm
a botica c eufenneiros em certas localidades com or-
denados e meins necessarios para irem soccorrendo
alguus infelizes que forem sendo accommeltidos al
que de lodo dessapparera a epidemia, e espero que
pela nova forma porque Vincs. v.io soccorrer as pes-
soas desvalidas da inesma freguezia, conlinuem a dar
prnvas de sua pliilantropia e caridade.
DiloAJcamara municipal dollerife, ioleirando-a
de haver em vista de sua informarao. deferido favo
ravelineiite o requcnmeulo em que Kothe A: Bnloti-
lac. agentes daaaompaiihia da estrada de ferro desla
provincia, pedeui automacin para a mesma eoropa-
nhia usar temporariamente do terreno do anligo ma-
11 lomo e que ora se acha devoluto.
PortaraAu agcnle da compauliia das barcas de
vapor, mandando dar passagem para a Baha por
conla do goveruo, no vapor que se opera do norlc,
a Pulicarpo Pereira, que leve baila do serviro do
exercilo.l'articipoii-se ao marechal commandanle
das armas.
DitaAo mesmo, para mandar transportar para
a Babia como passageiro de eslado no vapor que
se espera do mirle > arademico Manoel Ene-
dioodo ltgo Valeura, c, no caso de nao haver
vaga, por conla do governo.
COIYJ.MANDO DAS ARMAS.
Quartel (eneral do conamando das armas de
Pernambuco na cidade do Reclfa em 28 de
sarco de 1856.
ORDEM DO DIA N. 23:>.
0 marechal de campo commaudanle das armas
faz publico para conhecimenlo da guarnirlo, que o
governo de S. M. o Imperador, lionve por bem in-
deferir o requerimenlo do Sr. capilludo 2> bala-
Ihao de infanlaria Manoel da Cunha Wauderley
l.ins, pediudo ser condecorado rom a medalha da
campanil i do Estado Oriental do Iruguav ; por iso'
que oeiihuma parte lomou em dita cimpanha, si-
giiinlo foi declarado em aviso do ministerio da guer-
Hi de II) do and.nile mez ; e que o mesnvi governo,
nFRiWrT'ioi servido IflJelIrlP iTTqiIerimenro'Io sol 1
dado da companhia deartilices desla provincia l'ran,
klin Francisco Brrelo, em o qual soliciluo permis-
la para sludar o curso d'arma de infamara na es-
cola militar; da corte.
Jote Joaquim Coellio.
EXTERIOR.
reiuaul
Dilo
conlini
(radas
appare
I Dilo .
D
del
lr
P<
rr\to delegado do l.imoeirn, approvando a
s,bii que Smc. lomou de ndianUr ao Dr.
alale P.uila Cavalcanli de Albuquerqae
,t Ce seus vencimenlos, a quanlia de 2IN),
.etfi que enviou a thesouraria de fazenda o
l
Montevideo, ."> de marco de ISVi.
Cliegou finalmenle, ejn li vai caminho do passa-
do, o dia I. de mareo de 18"*, aguardado com lan-
a anxiedade e uleresse, uhjecln de (aulas appre-
heoses e esperauras, em que se filavam alenlos'to-
dos os olhos do eslado Oneni.il do Uroguav.
Esl finalcenle prcenchido a mais importante
precedo ron-liluciunal da repblica: he seo presi-
dente legal o Sr. Gabriel A. Pereira ; a tranquilli-
dade publica nem de leve foi perturbada ; reina a
ordem por loda a parle; e bem pode boje dizer-se
com o principe dos poetas portuguezes :
Depois de procellosa tempestada,
Nocturna sombra, sibilante vento -f
Traz a manhaa serena claridade,
Esperanra de porto c salvamento, u
Ardoa sem duvida, mas nao menos gloriosa he a
UTefa que lem a desempenbar a cidadao a quem o
voto nacional araba de chamar para oernpar a pr-
meira magistratura do paiz. tas melindrosas e apu-
radas circomstamia* em que esle se acha, e a que
chegou por elfeito do aturado embale da vaga revo-
lucionaria com que lu i, por assim dizer, desde sua
emanciparan polilica '
tala que, as amargas e duras provaroes do passa"
do, c o quadro triste do prsenle, impriman) ni) es-
pirito publico a coosciencia do dever que coire,
agora mais do que nunra, a cada um OrirnUl de
presliir-sc sincero e desinteressadamenlc para a
grande obra da regeneraran da palria I'raza ao eco
qoe o? partidos polticos, que houlein na arena pe-
lejavam encarnirados pelo Iriumpho de sua causa,
naje, que o combale acabou, se deem as toaos fra-
teii.....- tt unidos se esforcem por organisar o paiz,
plantan lo e laxeodo nelle arraigar a paz, a juslira, a
moral, a economa e o Irabalho, cundires impres-
cindivei* de loda a sociedade normal.
O cidadao quo foi eleilo presidente do Eslado Ori-
ental, segundo no* informam. a urna probidade
nao contestada rene pralira dos negocios, iotelli-
gencia esclarecida, c recuuhecido patriotismo ; ac-
crescendo que he um dos mais abaslados propie-
tario* desta capital. Conla, poi*. as qualida-
des precisas para prestar valioso! serviros a repo-
blica nos qualro annos de sua administracAu ; assim
Ihe nao falle o concurso leal e sincero de seos con-
cidadaos; assim estes de urna vez para semprc se
coiivenram de que a ordem, o respeilo a' aulnrida-
de lega luiente constituida, e a obdiencia a lei, sdu
os meios nicos de levar o seu paiz a' M rula-
da !
A transcedenle importancia do acoolecimenlo de
que acabamos de rallar exiga que comer,assemos
pela commiiniracao delle a nossa rnrrespondeucia
desle mez; pois que sem duvida os leitores do Jor-
nal do Commerrio antes de lado quereriam ser in-
formados do desenlace da grande qucst.lo presiden-
cial ; e com lano mais rallo quanlo nos compro-
metinos a dar-lhes conla por esle paquete dos
fados consomadus a semelhanle respeilo.
Fica assim prtanlo salisfeita a parle principal da
no**a proinessa; e pelo que loca aos diversos epi-
sodios que precedern] ao aclo solemne da eleirao,
irao os leitores lendo delles eonheclmento a' pro-
por^ao que os frmos desliando na ordem chrono-
logica que adoplamo* neslas narrares mensaes.
, Terminamos a ultima correspondencia dizendo
que nos achavamos na formosa poca do velho en-
trado, aqui celebrado anida em larga escala segun-
do o anligo riluario porluguez. Escreviamos miau
no primeiro dos Ires dias consagrados a essa loucn-
ra, e apenas demos uina Traca idea das propor-
rftes gigantescas que ella loma nesla cidade, e de
que lomo* leslcmiiuha. Gonvem por isso vollar ao ai-
siimpln ; o que servir para dislrahir por alguns mo-
mentos a aliene.io dos leilore* das serias qucslcs
polticas, admioistralivas e linanceiras com que de
ordinario ais alormenlamos.
F.fieclivamenle o carnaval em Monlevidco lorooo-
*e uolavel esle anno; asseguram mesmo os velhos
chronislas da ierra que desde muilo lempo nao viam
lauto enlhusasmo, tanto fervor, tanta aclividade
nos dilellantit de*se divertimenlo !
As ras priucpaes da cidade, os suburbios e as
bellas chcaras do Migoclele foram o Ihealro da -ce-
nas curiosissimas e extravagantes!
Levaiitaram-se, como qua por encanto, forlalezas
nexpugnavei* como Sepaslopol.e batiras flucluau-
les, que mpiinham verdadeiro respeilo E suecc-
diam-se urnas aps unirs as sortidas, os combales
parciaes, e os assallos geraes por entre os brados de
prazer e os alaridos da mullidlo, cuja efiervesrencia
os jorros de agua que incessanlemenle cahiam nao
linham o pdenle acalmar !
Chuviam o* ovos de loda a casia, as enormes bom-
bas de papel, os baldes, as bacas, e as tinas cheias
de agua a cidade emfim quasi que exclusivamente
se compuuha de loucos '. No meio porcm de lodas
essas sceuas, cada qual mais extravagante e original,
eraagradavel observar o lindo panorama que ao
por do sol, louc i antes de ouvir-se o sigoal para a
re--.ii, ia das hostilidades, desenhavam as soleas das
casas, onde e grupavam lodos os seus moradores I
A companhia dramtica hespauhola, nica que ac.
lualmenle representa no Ihealro da capital, lomou
lamben* grande parle na celebrarlo do carnaval.
Emcada um dos Ires dias percorrea a p, caval-
lo e em carros larde as ras da cidade, veslindn-se
e mascarando-se exquisitamente. N'um dos passeios
iam alsuns dos artores em urna carrora, que linha
por Ululo casa de tnucos.
Chegou a lal poni o devaneio, lomou (al elasti-
cidade o diverlimento. que desperlou em um dos
nossos mais dislinclos jovens ofiiciacs de marinha
aqui estacionados urna li nbranca, que foi acolla-
da com as maiores demon-traeSai de euthusiasimo e
de alegra,
0 bravo capilao-leoente da nossa armada Fran-
cisco Cordeiro Torres e Alvim, commandanle da
crvela Imperial Marinheiro, aqui muilo cooheci-
do e geralmcole e-tunado de todos pelas excellenles
qualidades que o dislinguem, apresentoo-se na ler-
ra-feira de enlrudr/crozatido as ras da cidade
frcole da bomba de apagar inrendius, que de bordo
do seu navio desembarcara, acompauhado de varios
camaradas seus c de grande numero de curiosos.
O corajoso commandanle com o esguicho da bom-
ba na mito olTereria combale franco e leal por onde
passava, aguenlando a pe quedo toda a metralha
d'agoa qoe das soleas e j.ioellas Ihe lancavam Nao
ic descreve a alegra, o plianalismo que produzio a
idea, que realmente foi feliz ; vislo que s assim se-
ria possivcl conseguir fazer chegar a agua a 1,1o gran-
de altura !
Ilouve l.iiiulein bailes malcarados no Ihealro, que
nos allirm.uii ler sido muilo concorridos. Uestes na-
da podemos contar porque nao nos foi possivel as-
sislir a elles.
Assim se passmi a memoravel fesla do carnaval
em Montevideo Nao hoava felizmente desordem
neajt occurreocii alguma* desagradavel que no*
conste ; mas Dcos sabe quanlas eufermidades bao
de resallar anda desse brinquedo qne, ciinipre
diz-lo, a civilisarao e a boa hygiene repollem !
~J>efttmaip*vm-m imeu vau-bsam, ttet
vamos, pois que assim he preciso, a tratar de nego-
cios serios.
temos em primeiro lugar urna noticia de subida
importancia a communicar aos leitores, para a qual
chamamos desde j alienlo (do governo imperial,
a principalmente a do nubre Sr. ministro da fazen-
da, que sem duvida lem de ver-se ein apuros.
Eslava tolva S. Exc. convencido, como natural
he que eslivesse o ministerio lodo, e mesmo qoal-
quer particular que observa a marcha dos negocios
pblicos do nosso paiz, de que o Eslado Oriental,
era devedor ao Brasil pelo meos da snmma de
1,710-011 palacoes, produelo dos doos subsidio* dos
tratado celebrados enlre o imperio e a repblica,
Viviam punan lodos ua mais infeliz das illnsoes,
engauavam-se redondamente O Estado Oriental
nao he devedor, pelo contrario he credor ao Brasil;
e nSo ah de qualqucr bagatela, mas da espantosa
quanlia digna de figurar nos lliesouros de Monle-
Chrislo, de lili, 137,1 H) pesos !...
E ndo pense alguein qne he esle um algarismn
imaginario, tomado a esmo ou a capricho Nao ;
he o resultado de urna conta minuciosa que foi pu-
blicada no peridico .Vacionai de 8 do mez passado.
Julgamos 13o curiosa e inleressaute essa conta,
que nao nos podemos lurlar ao desejo de oflerece-
la a' couieraplarao dos leitores, tradoziodo-i e
Iranscrevendo-a integralmente uesla corresponden-
cia :
O Brasil deve ao Eslado Oriental do l'rugnay, a
saber :
130,000 pesos que Iba emprestan o
consulado de Montevideo em priu-
cipios de 1829 para o embarque de
suas Iropa*, e o* juros accumulados
de ", ao anno .......
Gaslos da guerra da independencia qoe
nos forraran) a fazcr-lhe, calculados
baixamenlc.........
Valor de 10,000 cavallos que enlregou
o general Oribe em 18111 para o ser-
vico do exercilo imperial, a 8 pala-
coes ...........
Valor de um milho de caberas de ga-
do vaceum, alem dos cavallos, que
levou comsigo a' sua volla o exercilo
auxiliador na campanha de 18I-?,
na razio de um peso forte, preco da-
quella poca ........
Valor des mili mes de raberas o original
nAo diz de a,ue) liradas do paiz nos
annos de 1817 a 1820 pelo exercilo
denominado pacificador, a 10 pesos
cada ama, conforme cutao valiam. .
Valor de cem mil caberas de gado quo
lirou o bario de Jacuby em suas io-
vases denominadas Californias,
adoze pesos cada urna.....
Valor de vinle mil cahecas)que lirou o
iii'.'-iiin baranda Estancia (de Albano,
em Sania l.uzia, ao retirar-se o exer-
cilo interventor un 1812, a dozc
pesos cada urna .......
Valor das misses e campos neutros,
por coja pnsse dava o governo im-
peal em 1815 (res mil conlos de res.
Valor do* terrenos entre as ponas do
Kio Negro e o Jaguarao, cedi-
dos pelo tratado de 1851, calculados
em 50 leguas quadradas, a 3,000 pe-
sos.............
Valor da navegarao da l.aga Mcrim
e do rio Jaguarao, calculado em .
Valor dos dircilos de qualro milhoes
le caberas de gado vaceum, que se
calcula serao exportados nos 10 an-
uos que lem de durar o tratado de
eommercio de 1851, a um palacio.
01,170
3,000,000
tlb.OOO
1,200,000
80,000,000
1,2011,000
210,000
1,800,000
1,500,000
100,000,000
neficios do que quaeiqoer oulros eslrangeiros, pois
qae se Ibes permute lerem eteraioi sob urna '/ualifi-
canw engaosa. Entretanto qae no Brasil os Orien-
laes .o tundidos romo escrotos, sao assassinados,
o remirados para a guar nacional, exercilo e
marinha, sem i/ite se faca ras algum das reclama-
eBu de nossos agentes, n
E que resta fazer, depois de ler eslas e oulras bel-
lezas, senao anda urna vez exclamari;i toila com-
me on crtl Vhisioire !
No da II do passado, pelel II horas da no i le,
embarcou na ponte de ferro dista cidade para burdo
do vapor de guerra nacinnai-fiamau, o Sr. viscon-
de de Abaele, e n seu secrelairio o Sr. Ilr. Ihoniaz
Furtuualo de Brilo. S. Exc. foi acompanhado al ao
embarque pelo miuistro o Sr, Amaral, pelo seu se-
cretario o Sr. Borges, pelo c sul geral c Sr. Pec,a-
nlia, pelo Dr. Feilal, chefe dasaude, que agorase
relira para a corle no Camilla, e por grande nume-
ro de Brasileiros aqui residente-. O digno com-
mindaiile da nossa divisan naval, o Sr. capilao de
mar c guerra Joaquim Kayrado de I. uare acom-
pauhou a S. Etc. at borda do vapor. A' I hora
da madrugada largou o l vi mi desle porlo com des-
uno, como se sabe, a' Bajada, no Paran' oude lem
o iiobio- visconde urna missao especiel do nosso go-
verno a desempenbar.
Pelo Ypiranga, dalli vindp.no dia 2 do correnle,
livemos noticia de haver |S. Exc. chagolla com feliz
viagem a 15do passado, desembarcando nesse mes-
mo dia.
Atada a bordo receben o Sr. visconde a visita do
harau de Graly, otlicial-maiorda secretaria das rcla-
res exteriores, que da parle do vice-presideule o ia
cumprimentar.
No dia 22 leve lugar comaljiolemiiidadesdoeslv-
lo a apresenlacaio nHin.il de S. Exc. O general L'r-
quiza, posto que aiuda nao se acba-se no exercicio
do poder eterulivo, comparecen quellc aclo, leudo
para e>-e fim feito a extraordinaria viagem de 50le-
guas em um dia. Sii depois de haver o Sr. viscon-
de pronunciado o seu discurso he que soubc que o
general se achata prsenle.
Seuiim.i. que nos nao viesse as maos o jornal que
do Paran uos foi rrmeltido, em que se acha trans-
cripto o discurso do Sr. visconde, c no qual se di
conla minuciosa da recepto oflicial de S. |Exc. Na-
da pois podemos accrescentar por agora a esle res-
peilo, senao que no mesmo dii 22 leve lugar urna
conferencia do Sr. visconde com o ?r. Gulerrcs, ple-
nipotenciario da ConlederaroArgentina. Nao irans-
pirava porem anda consa alguma, quer a cerca des-
sa conferencia, quer do etilo que provavelmeule le-
ra' a missao especial.
As nagodarjoW diplomticas, em quanlo penden-
(cs, sao verdadeiros myslcrios, que con-liliiem mate-
ria de l, e que uu podem razoavelmeute ser in-
vestigados. Esperamos porlaulo.
Dissemos na correspondencia anterior, que alem
dos Ires candidatos .i presidencia esentados pela
Vofiio em 20 do panado lambe a lia va na ran-
mqae, e vice-presideoles, 1. o Sr. D. Narciso II.
Tenorio, e 2." o Sr. D. Eugenio Fernandez.
A reunan de deputados quo leve lugar em casa do
general Flores, ena qual definitivamente se assentou
Keanida em seu quarlel a guarda nacional de in-
famara da capital, sahio, depois de formada em
columna, com una banda de msica a frenle e Ir
peras de arlilharia, em direcco praca do Arto-
na eleicao do Sr. G. A. Pereira para presidente da la, onde se encorporou ,s duas companhias da U-
'',00,000
Sorami.
I9,.I7,I70
Os engenhosos autores desla feliz desrobcrli, que se
assignam l ns Orientales, fazcm preceder cacompa-
uhar a sua conla cerebrna do rellexoes nao menos as-
sisadas e exactas. Meceiando despertar a snsceplbi-
lulade dos leilore*, e lemendo mesmo perder a calma
e a mnderacan que datemos guardar no desempenlin
desla larefa, dexaremos em silencio a maior parle
de laes ratlexoee, limitando-nos a dar como cchalil-
lon o seguinte paragrapho do artigo a qne nos rete,
rimos
a Em nosso paiz gozatn os Brasileiros de mais be-
didalura do general Cesar Dias, que excrcia o car-o
de encarregailo de negocios da repblica em Bue-
uos-Ayres; dissemos mais que era esle o candidato
do partido conservador, derrotado em 25 de novera-
bro, c de oulra fracrJo do partido colorado em np-
po-ic ni ao governo de colao; accreserntandn que cr-
culavam boatos sobre disposires para auxiliar tal
candidalura com as armas.
Eflectivaraenle depois da sabida do Camilla a can-
didalura do general foi tomando maiores proporres;
e dentro de pouros dias, licnu fora de loda a duvida
nii j sii a sua existencia, como anda a fonle de que
emanava.
O general que, como lambem dissemos no arligo
anterior, regressara; para Buenos-Atres Jno dia 31
do mez lindo, aqui chegou de volla no da (> do cor-
renle, depois de haver feito as saas despedidas ao go-
verno daquella repblica, aposentando a carta re-
vocatoria que punha termo missao de encarregado
de negocios qae all desempenhava.
Depois de inslallado nesla capital, a proposlo de
urna reuuiao de deputados que leve lugar em casa
lo general Flores, dirigi o general Cesar Dias re-
dacrjo do Comercio del Vala urna caria, na qual
con telando asserres que Ihe constata haverem sido
proferidas a seu respeilo na dita reuniao, declarou
elle proprio nao s que era 'candidato, como que a
a sua candidatura exprima a volitada de seus conci-
dadaos, pois que fora do poder e ausente do paiz,
nao linha podido impo-la nem negocia-la, segundo
so cosluma dizer na lingiiagem diplomtica.
Km seguida no dia 13 do passado o peridico Na-
cional, que foi dos primeiros a adoptar e a procla-
mar enlbusi.isi.il menle a candiditiira do general,
publicou o programma escriplo desle. Nao nos fa-
rcinos cargo de extractar se quer essa pera, nem
mesmo as que foram por oulros candidatos posterior-
mente publicadas.
Sabem os elcilores, sabe-o qualqucr, que laes pro-
grammas em Ihese nao lem, nao podem ler significa-
c.m alguma, assemclhindo-se lodos uns aos uulros.
A obediencia i lei, a juslira, a Imparcialidade, a eco-
noma e as promessas de grandes inelhoramenloi
moraes e maleriacs, foram sempre o pedestal desse
edificio de palavras, que d i II ni luiente enconlrar bo-
je qoem o segure ou|garanla conlra as vicissiludes do
lempo !...
Fizemos pois menco do programma do general
Cesar Uias uuicameute pira provar a verdade de sua
candidatura. ~ .
A par desta verdade vagavam c diariamente crc*-
ciam os boatos de que os partidarios do general pre-
lendiani, para realisar a eleicao do seu candidato,
recorrer a todos os meios, inclusive o das armas, no
que seriam auxiliados por Buenos-Ayres.
Ao que parece.[em vista desle eslado de cousa*, o
geueral Flores, commandanle da* armas, olliciou ao
governo manifestando a necessidade qoe bata de
lomar medidas de premura > para manter a ordem
publicada capital; e pedindo aulorisacSo para reunir
urna pequea divisan de 300 a 100 borneas com que
pdeme acudir a qualquer ponto onde fosse aniea-
;ado osocego publico.
O goveruo anuuiudo requisirao do geoeral, et-
pedio nesse sentido as suas ordens, nao porem sem
declarar nellas que esperava que essa forca s lites-
se o desliiio indicado.
Esle fado deu lugar a que fosse chamado, por in-
dicaro do rcpresenlDilc Jlagarinos, a preseura da
commissao pertnaiieote, o ministro da guerra para
dar as contenientes explicaces.
S. Exc. limilou esla* a apresentajao do ollicio do
commandanle das armas de que acabamos de fallar;
e a commissao rcsolveu afioal, que se diese publici-
dade ao dilo ollicio e cada mais.
As forras requisitadas pelo general Flores, de
prompio foram reuuidas e se mandaratn portar em
diversos ponto*das immediaces da capilal; Inrnan-
do-se evidentobor^estas e oulras medidas adupla-
las, que o governo eslava disposlo a oppr-se lirme-
mcole a qualquer tentativa de desordem.
No dia II do passado leve lugar a primeira sessao
preparatoria das cmaras.
Na icasao do dia 13 lomou issenlo no senado o Sr.
D. I.uiz Lamas, eleilo pela capilal.
Nesse mesmo dia procedeu-se em ambas as rama-
ras u elei.ao dos respectivo- presidentes e vice-pre-
- denle- saliindo eleilo : presidente da du senado
D. Jos Maria Pl, senador por Maldonado evice
presidente, 1." o Sr. I). Apolinirio Gayoso, e 2. I).
Joan P. Kamirez. Foram eleitos, presidente da c-
mara dos representantes 0 Sr. D. Jos Gabriel l'alo-
repuhlica, nao occasiouou lo smenle a reclamaran
do general Cesar Dias, de que cima tallamos, deu
lambem motivo a que o Sr. Florentino Castellanos
viesse a mprensa.
No peridico Mercurio Iruguaya de l foi publi-
cada a rarta que sua relacrao dirigi o Sr. Castel-
lanos acerca da proposinlo que o mesmo peridico
assegurava haver sido proferida naqnella reuniao pe-
lo proprio general Flores, islo he, que a candidalura
do Sr. Castellanos presidencia aera urna imposirao
dn Brasil em alliaora com Urquiza, sendo qoe para
esse fim seguia dentro de alguns dias para -o Para-
n urna alta personagera.
O Sr. Castellanos, repellindo semelhanle insinua-
rlo quejulgava ollensiva de sen carcter, declara
solemnemente que uenlium ministra do imperio Ihe
escreveu ou fallou a lal respeilo ; c bem assim que
do general Urquiza jamis recebeu urna letra sobre
esse ou qualquer oulro objeclo, pois que nunca leve
com elle rclares.
F. pelo que loca a sua randidalora limilou-sc o
Sr. Castellanos a repetir as palavras que dissera a
dous amigos sens e dn general Flores, por occasiao
de Ihe nflerecerem os seus voto* e os de alguns ou-
lros. F.ssas palavras sao : Em prrscnra de urna
eleicao, hesilaria. Ante urna necessidade superior
c impresciudivel, he provatel que o cidadao nao se
fara esperar.
lleixando a cada um dos leitores o ajuizar desla
carta como melhor lhe|parecer, a nica conclusAu
que de lia tiraremos, he que o Sr. Castellanos, embo-
ra convencido de loda a evlensao do sacrificio de
oceupar a radeira da presidencia do eslado, tilo se
recusarla com ludo ao reclamo de seus concidadaos.
Ficou pois lambem lora do duvida a confissao de
sua candidatura, posto que engenhosa e modesta-
mente feita.
No dia 15 leve lugar a arlo solemne da aberlura
da assemblea geral pelo presidente do senado no ex-
ercicio da presidencia da repblica o Sr. I). Manoel
Basilio Buslamaole.
S. Exc, re,-upan lo a direila do presidente da as-
semblea, pronuncien, tisivclmciitc commovido, as
teguinlespalavrai :
i Honrados senadores e representantes. Con-
gralulo-me de ver o paiz em paz, e lelicilo-mc por
descer da presidencia deixando-o tranquillo. Os
mus coneidadaos elevaram-me presidencia ; se
nao live a fortuna de laz-lo Mil, segu i senda qdfe
a le me (rarava.
ii Honrados senadores e representantes, permillir-
me-heis recummendar-vos que daa?leicau do1.de
marro depende (a salanlo desla patria, Ido dilace-
rada pelas roiivulsocs polticas ; c se ltenles a feli-
cidade de eleger um cidadao que rena as qualida-
dcs que aquella missao requer, lereis feito um bem
ni.io. Formando depois em ordem de parada, o ge-
neral Flores passoa-llie revista e dirigiu-lhe ama
allocorao, dando vivas patria, a goaida nacional
e anio dos Orienta**. Em seguida encaminha-
ram-se a prara di Constituir, onde fizeram alto,
conlinuaiido depois em sen passeio nililar por di-
versas ras da cidade, e sahindo pela de llue-
nos-Agres ale a altura da esqu da bolica do In-
dio. Dahi as companhias da b'i .'ouiar.ini a di-
recrao daquella villa e as da cidade le seirs res-
pectivos quarteis.
Ao reliraiem-se alguns guardas nacionaes do-
que haviam formado ua parada de que acabamos
de fallar, deu-se um fado lamenlavel, cujas cou-
sequencias poderam ler gravemente compromet-
lido a ordem publica, sobreludo na qua Ira melin-
drosa em que sa achava o paiz.
Un dos ditos guardas, I.uiz Aguilar, ao passar
pelas immediares do lugar druomnado Plvora,
descarregando a espingarda que levava, mtlou ins-
tantneamente um menino italiano de II anno< de
idade, de nome Francisco Mend.ira.
Para logo circularan! mil diversas e contradicto-
rias versoes sobre a naltire/.a deste homicidio: asse-
verivam uns que o perpetrador, carrrlilhero de
prolissao, de caso pensado fizara foso, dizendo;
ova matr ese eslrangeiro ; oulros llrmavam que
ao descarregar elle a arma, passava por acaso o
menino; e oulros, por ullimo, qae > espingarda
disparara accidentalmente.
Como quer que seja, os Italianos, compatriotas do
assassinado, queiallribuiam lalvez a oulras causas e
a outros 'antecedentes a conduela da guarda nacio-
ii.I. observando que nao se proceda por parle da
aulorda.lc i prisio do delnqueme, drigram-se cm
peqoeno numero casa de U. Jos Maniera, devela-
do defensor dos direilos de seus concidadaos, e Ihe
pedram que os eocamnhasse as diligencias neces-
sarias afim de ubler a prisao e o castigo do crimi-
noso.
O advogado formolou-lhes orna breve pelicao au
cnsul sardo, e aconselhoii-os que recorressem lam-
bem ao Sr. cummandante das armas, vislo ser o de-
lnqueme um de seus soldados. Fez mai, mandn
iinmedialamenle por seu genro prevenir o seera!
llores do que se passava, e o immenso desgosto qae
semelhanle laclo produzira na populacao italiana
de Monletido ; e ero. seguida procaroa elie proprio
ao ceneral para o mesmo lim.
Nem o Sr. Massera, nem seu genro rooseguiram
fallar com o Sr. Flores, c tullan.lu aquella easa
du cnsul sardo, enconlrou all reunido urn nume-
roso concurso que exiga a prisao e o castigo do pre-
so pposlo reo. Debaldc procurou o advogado con-
vencer a mullidlo de qoe nao s nao eram aquellos
ao paiz.
a As sessoes do segundo perodo legislativo eslao
aberlas.
O presidente do senado respondeu :
A honrada assemblea geral a qne lenho a honra
de presidir, agradece allmente os serviros que ha-
veisjpreslado.
Em seguida leu o Sr. ministril do governo e rela-
ces exteriores, a meusagem doesltlo do poder exe-
rulivo.
Deixamos de Iraoscreve-la nesla correspondencia,
ndo s porque he milito extensa, como mesmo porque
mo contera materia, por assim dizei, nova. He a
historia dos fados mais nolaveis que lveram lugar
durante a presidencia do Sr. Buslamanle ;he a pin-
tura da triste siliiac.ln poltica, administrativa e fi-
nauceira da repblica. De urna e oulra ja foram os
leitores sem duvida opporlunamcnle informados por
nnssas correspondencias, e pelos arligos dos jornacs
desla cidade abi traduzidos c publicados.
Nao se lendo suscitado .'duvida no senado, como
alias se esperava, e o dissemos no arligo anterior, so-
bre a inlelligcucia da ronslituicao na parte relativa
substituirn do presidente da repblica pelo presi-
dente do senado, no caso que se dava de urna nova
eleirao, dcsle apenas 15 dias anlcs da eleirao,'a qae
devia proceder-se, daquclle logo depois do acto lia a-
berlura da assemblea geral, de que acabamos de dar
coala, dirigin-se o uovo presidente do senado, o Sr.
J. II. Pa a casa do governo, acompanhado pelos a-
judanles de ordens do presiilenle da repblica para
empossar-sc interinamente da presidencia do eslado
conforme a liltcral disposirdo da lei fundamental.
O novo presiilenle interino conservou o ministerio
do seu antecessor, e porlaolo ficou entendido que
conlinuava a polilica que encontrara.
o ullimo decreto que expeli o Sr. Manoel Basilio
de Bruslamanle foi o da nomcarao do Si. D. Basilio
A. Pinito para cnsul geral da repblica no eslado
de Buenos-Atres em substituirlo do general I). Ce-
sar Dias ; he datado de I i do mez fiado e veio luz
publica nos jornacs de 15.
Em quanlo eslas cousas se passavim, descnvoltia-
se, crescia e aoimava-se cada vez mais, a grande
quesillo eleiloral. Os peridicos surgiam uns aps
oulros, e no dia 15 ja ronlavam nao menos de nove.
A proposito dessa invado de publicistas na impren-
sa, escreve o Comercio del fl'tata o seguinle :
l'm paiz que nao lem jornaes, he como um ho-
rnea) que nao lem olhos, nem bocea, nem nariz, nem
ouvidos, dizia nm republicano feroz ; c um povo de
25,000;ilmas que conta dez peridicos, he qual urna
escola inteira de meninos recitando em altas tozes a
doolrina christaa, relorquia-llie um velho ja algom
lano desengaado dos governos democratices.
Os partidistas da candidatura do general Cesar
Dias, sentindo a faltaque uecessariameule haviam de
fazer-lhes os tres votos cora que conlavam .dos de-
putados exilados em Buenos-A tres, e prohibidos de
Millar ao paiz, trataran) de promover ua cmara a
apresenlarao de urna indicaran para que fossem cha-
mados ao seio I da.
Islo deu lugar a que se (ornasse tumultuosa a ses-
sao do dia 20, em qoe essa indicelo devia ser dis-
cutida e volada. As galeras inlerromperam mais de
urna vez o orador que procarava sustentar a medida
pruposla ; e indispensavel foi levanlir-se a scsso !
Nao assislmos a esla oceurrencia, referindo-a a-
penas para nao deixar de consignar todos os fados
relativos eleicao com quo se ocruparim os jor-
nacs.
Diz o Comercio del Vala de 21 do passado, que
em virtude de ordem do governo haviam sido des-
terrados na manlida antecedente para Sania l.uzia
o capilo I). Augel Pigurini, e seus dous rompa-
nheiros Segui c Fiorilo perlenccnles ao corpo de
olliciaes da auliga legiao italiana, com recomen-
darlo expressa as autoridades daquelle dislrirlo pa-
ra vigia-los cdhslanlemente, lambem fui dester-
rado 1). Antonio Zorrilla, que seguio para Bue-
nos-Atres no paquete Mcnat.
Estas medidas nos pareceram a confirmaeao olli-
rial do boalo que desde o apparecimento da can-
didatura do general Cesar Dias cirrulava arerrada
parle armadaque uella lencionavara lomar alguns
Italianos aqui residente*.
No domingo ^2ii pela mandan late lugar mi. pas-
elo mililar. dirigido pelo commaudanle da-, armas
o -cneial Fhires, que deu lugar a ditersas mler-
prelires maliciosss por parle da Inpposicau ; mas
que realmente, aoque parece, nao linha lim algum
poltico
os meios de alcancar julica, como que semilbaBtxrl orienlal, disse o seguinl*
MRBctl !!c'iTT.A:A^liTTlJo,!!|^u^le,
podiam ter, expondo-os alem disso a seren melra-
lliados na ra pela forra publica.
A cxcilanlu dus reunidos foi superior as judiriosas
rellexoes do Si. Massera, c o raolim cootinuoo. Nes-
las circumslancias apreseutou-sco chefe de polica,
e intimo* a rcunio que se dissolvesse, amcacando-a
de faz-lo pela farra. Nem as vozes da radie, nem
as antearas dn emprego da violencia conseguirn) o
lira desejado : o ajuntamenlo persisti. Coraparc-
ceu lambem o presdeme da cmara dos represen-
tantes I). Jos G. Palomcqne, e nao foi mais el/
em suas tentativas do que o chele de polica.
Em laes ciirumstancias, desejando o Sr. Capurro.
cnsul sardo, evitar todo o coulliclo e tomar de ac-
cordo com os seus collegas e com o governo as me-
didas contenieulcs, dirigi se casa dos Srs. encar-
regados de negocios da Franra e da Inglaterra, c
bem assim do Sr. ministro do governo e reanles
etleriores. Esle declaroo-lhe que as ajloridadcs' do
paiz ronheciam os seus devers, e nao podiam ser
coinpcllidas a prcenrhe-loi por roco de assuadas
populares ; que empregasse o Sr. cnsul as medidas
necessarias afim de.quc a reuniao se dissolvesse, e
uao fosse a ordem publica alterad*, deixando o mais
ao governo do paiz ; e que no caso de continuar *
ajunlamenlo, ver-se-hia a auloridade na obriganlo de
fazer uso da forra, pois que o escndalo era grave.
O cnsul, manifestando o petar que Ihe ciasava
semelhanle successo, erari>u que faria quanlo pu-
desse, e que esperava que a auturidade por sua par-
le fi/.esse lambem quantu della dependesse para con-
seguimento do objeclo que ambos desrjavam.
0 governo, cm vista do exposto pelo cnsul, jol-
gou conveniente, como medida de seguranza publi-
ca, por disposicao do ministerio da guerra a repar-
linio da polica, e nesle sentido expedio um decreto.
O ministro da guerra dea logo ordem para que a
polica obedecesse ao commandanle das armas ; or-
denando a esle que sem demora, por bem ou pela
lorca, fizesse dissolver os ajuntaraentos qoe obs-
truan! as immediarocs da resideucia do cnsul sar-
do recommendaudo-llfe oulrosim a maior circums-
pecro c um ler.ir'ln no emprego da* medidas que
cnlendesse necessario lomar, sem embargo de que
cm lodo o caso a responsabilidade das ilaajjli.il que
ainc.iravam pesara inteira sobre os autores desses
ajunlameutos.
Em quanto o commandanle das armas iiji.ua de
reunir na praca da Constiltticiio alguma forra de
infanlaria e de cavallaria, o cnsul e Ivarias ou-
lras pessoas, enlre as quaes o Sr, Massera, procu-
raran! persuadir os seus cumpalriotas d* convenien-
cia de dissolter-se e retirarse promptaraeole a sua*
casas, deixando ao cuidado delle cnsul o agenciar
da autoridade do paiz o qne fosse justo e rasoavel.
0 ajunlamenlo com elTeilo dispersou-se enllo, e ao
chegar o Sr. commandanle das armas, com a forja
que o acompanhava enconlrou felizmente ludo aca-
bado !
Nao lendo sido leslemunha de nenbama das oc-
currencias que acabamos de narrar, convera sempre
dizer que foi a Comercio del Vala a lonte donde a*
houvcmos ; islo ndo obstante estarme* couvencido
de sua exaelidao. lano mais qaanlo ningacm a con-
testad.
Fcil he de calcular pois a impressan qoc no es-
pirilo publico causn um lal -ucce-sn pnoea* dias
antes do designado para a eleicao do presidente, e
no momenlo mesmo em que por assim dizer se dava
como certa a existencia de urna tentativa revolucio-
naria, na qual principalmente devia figurar a iiopn-
lanlo italiana !
Tomo* adoplado por norma nesle nosso Irabalho
nao emiltir juizo proprio sobre os ncoiilecimentos
que registramos ; mas, como exceprao, seja-nos des-
la tez permiltido observar que altamente irregular
e rcprovavel nos parecen a conduela dos Italianos
no caso de que se traa. Alem de que a circum-tan-
cia de ser u assassinado nina enanca dtil a rrer qile o laclo tai mais filho do acaso do
que intencional, accresre que nao he por meio de
assuadas e ajiinlamenlos armados e lumullu sos que,
snhreludo cm um paiz cslraugeiro, se rec ama cm
b\ polhcsc alguma a repararlo de offeosns, >u se pe-
de juslira!
O "memo oriental porlaulo, seguudn no-lo modo
le ver, proredeu romo (ligia a -na digni lado e a
do I-i ido lomando a atlilude enereica nai lomou
com a qual sem duvida conseguio evitar i Kgrar* i
incalculaveis 1
Nao lendo sido felizmente alterada a ordem pu-
blica com esse successo, continuo apenas o /en .-i
opus eleiloral : o* jornaes Iranscrevendo diariaawa-
(e os programmas de sens candidatos, ptoearand*
por em revelo as preciosas qualidades de rada um
delles ; os cabalistas influentes augmentando de ac-
lividade e de diligencia i proporrao que sa avisiarti-
va o grande dia ; a popularan loda em orna palavra
cada vez mais curiosa e ntereatada no resaludo da
eleirao !
No dia 27 pela manila* auunnciavam os peridi-
cos que na tarde desse dia o Sr. Falomcqoe. presi-
dente da cmara dos repreienUnles, oflerecia aos
seus collegas um jamar no hotel de Varis. Nao o
diziam entio, he verdade, os jornias, roa* pan logo
o disseram seus leitores, que se janlar linba par
objeclo exclusivo harmoniar a votaejo di cmara
para ol.de marco.
F.-cusado he dizermos lambem que nao lomos
convidado, e ronseguinlemenle qoe nao assislima*
ao bauqiiele. O qae vamos a este respeilo contar he
colindo do .Virional, a rujo redactor, bem romo am
das demais folhas da capilal, cnobe a honra de a*B
convile.
O biuquele parlimeolario linha com effeit* per
lili) unifonnisar o pensamenlo dos representante da
narao no voto que deviam dar no I. de.marco.
Foi o proprio Sr. Palomcqoe qaeoa o decUroa
aos seus convidados, declarando outrodV poder *-
segorar-ihes em sua consciencia qae i cau.lid.lura
do Sr. Gabriel Pereira era a que prevaleca n.
Minora do* membros da cmara ; desejando par lo-
so conhecer a opimao de lodos os *oohores represen
laules sobre o apoto e acolhimenlo qoe prestaran*
ao candidato eleilo, aindi quando esle oa loa** a
que houvesse merecido o seo vol. Igual laterpel-
lac.lo dirigi a cada om dos rededores prsenle, a
concluio manifestando quinto Ihe seria eral* que,
depois do I. de marro, se encontriuem lodosas
mesmo terreno, islo he, ostentando i ailoridade
legalmenle constituida, e fugindo de qualquer oppa-
sirao stslematica ao eleilo.
Posta a idea em discossao, quasi qoe iinroediata-
raenle fui aceita. Dixemosquasiporque apenas
o redactor do \acional, esforrado campeas prapag-
nador di candidalura do general Cezar Dias. i
orgao da opimao publicadeclarou que o i
ruesidenciil poder-ie-hia conciliar convenie
le adoplaudo a representarlo nacional om
candidato, que nem fosse o Sr. Pereira, nem a Ba-
era!. E em seguid* ollcreceu o> uiinn das Srs.
Marlinez e Castellanos.
A di-ro-.io rniin lornou-K .mimidi, mas a lila*
foi vencid a idea do redactor do \trionat, preva-
lecendo a candidalura do S*. Gabriel Pereira. Ha
meio do janlar c ja ao cahir da noile a banda da
msica da guarda nacional foi locar porta do ho-
tel.
Terminado o banquete com a leitora de as ver-
sos do redactor da tepuUica, o alanos viva* fervo-
rlos, lomou o redactor do Sartonal lindan |
Senhji c : prapeabe
-'" M'"^^o^lTl^?rpM!t7nTo*^la",
representarlo nacional levante bem alio rsli liaa-
deira no I. de marjo ; e como debaitn de sua som-
bra cabera lodo* os bous lilhos da palria, prepon*
lambem urna saade io general I). Cana* D* !...
Asaim se cooclaio a festa, propondo o presdeme
da mesa o Sr. Palomcqoe qoe se desse om pasteie
com a bandeira nacional. A idea foi aceita ; o *-
bio a comiliva lo som do btmno orienlal. aeoaipa-
uhada do numeroso concurso qoe se achava as par-
las do hotel.
A reuniao dirigi ** pe* r ia de / inte e dmeo t
Main, e devia lomar pela do Itiwou. O redador
do Nacional por.m lembroo-se, logo uo -ahir. de ir
li.r o general Cezar Dus do astlo em qae se acha-
va na leganlo de Despatilla.
Compre aqui observar que o general desde algia-
das, era vista da atlilude enrgica que o gotero
lomou, sobretodo depois do fado do ajoolaneale
dos Italianos que a voz publica ligava a najj candi-
datura, recato** de alguma violenrii no texMne.
cnlendcu conveniente abrigar-se oa lesanlo hepa-
nliola, onde eirerlivamente eslava anida na noite da
que traamos.
Os desejos do redactor do \acim>al foram emfim
salsfeilos, depois de oblido o consenlimcnlo do en-
verno, para o qual conenrreu lambem o gcner.il
Flores ; c o Sr. Cezar Dias rccnlhcu pelas II
horas e meia da noile a sua residencia, arempa-
nbado pelos seos amigos e pelo ministro de Des-
patilla.
Os dias scguinlesis e 29 passanm sem occarren-
cia alguma nolatcl ; apenas na noile do ultime hon-
vc urna nova reuniao dos membros do corpo legisla-
tivo em raa do general Flores. Er* porcm furioso
observar o aspecto geral da cidade ; nrnca de certa
era caso algum podia ler mais cabida applkarao
verso de Virgilio Conticucrc omnei, intentigme
ora tenebaut. Eslav* ludo raudo e quedo; aaaar-
davam lodos anciosos o grande acontccimenl*,
desde tanlo lempo esperado dia por di*, hora aer
hora .'
Itaioa emlim o I." de marco ; reuoiram-se *s c-
maras, e s duas horas c uro quarto di Urde o repi-
que dos sinos das igrejai, as silvas de arlilharia. *
o movimenlo geral que para logo se manifest! na
cidade, annanciaramque eslava eleilo o cidadao qoe
devia presidir ao* deslinos da repblica por qaalra
annos.'
Poucos momentos depois sabiam lodos qae este n-
dadio era o Sr. Gabriel A. Pereira, qae oMivera 21
voloi, lendo o Sr. Castellanos obtido 7, o Sr. Mar-
tnez 1, eoSr. Ellanri 1.
Nao se achando na capilal o prndenle eleilo, m 1
horas da larde urna commissao nomeada pela aacm-
blca geral labio a buscado oa chicara em que esla-
va ; e as i presin S. Exc. o solemne juramento da
eslvlo. Nessa occasiao foi proclamada a eleirao da
Sr. Gabriel Pereira cim as demonlrares do maior
enlhusiasrao pelo povo reunido na rasa da represen-
tarlo nacional. A' noile houve espectculo, lumina-
rias, e urna banda de musir percorreu as principies
ras da cidade, acompanhada de um numeroso con-
curso, que vicloriava o cidadao eleilo, c a ligados
generaes Oribe c Flores.
O presiilenle interino da repblica, ao deacer da
cadeira.etpcdio o seguinte decreto, refrendado por
lodos os scui ministros :
i.lucrcndo o goterno mostrar amia nina tez o
sincero dosejo qae o anima pelo esqocrimenlo dos
erros passados, e pela um.i, franca e leal de lodos o
Orientaos, o presidente do senado no exercicio do
poder exerulivo resolte e decreta :
Arl, I. Todos os ridaddos qae por motivos po-
lticos se achura tsenles da repblica *** lotorisa-
dosa poder Inminente vollar a ella.
Arl. 2 Fica rctogadn decreto de II de Janei-
ro ullimo na parle em que imped* a volla ao paiz
dos deputados Dr. .lose Mana Munhoz, D. Fernan-
do turres, c D. Eduardo Bertrn ; ujeilns estes to-
dava au que resolver a rcs|'ecliva ramera.
Art. 3. Commiiniipic-sc, ctr.
Bem que se nao panajnj |~'t em duv ida os -aati-
mentos gencro-os que dictaran) esta medida, rorntu-
do melhor lora lalvez que parli-c ella do novo pre-
sdeme, que enrasara assim o >eu goveruo por
um aclo de pnlilra conciliatoria. Nuwuem dei
xa porem de anedilai qua Baria .-ji j |mmn-
ra esoliirlo de S. Ktc. sa i .u.iu encontn-a lo-
mada.
O novo presidente ji nomeoii don* mnuslro-. e,
segundo nos inloimam, com geral areiu.ao. La
MTTETDtT



DIARIO DE PIAAIUCO SABBftOO 29 01 MARCO iE IS.fi
carregou ao cidadao Josc Ellauri, e da da fazenda lo Sr. 1*.
Doroteo (iircia. O primeiro, homem de repulacAu
estahelecida, antigo servidor do Estado, com conhe-
r.imentos praliros de diplomacia, lendo exercido o
cargo de ministro em Parii, offerece de si sobejas ga-
ranlias ; e porsem duvida qoe nao menos as ofiere-
ce na pasta da fazenda o segando, pelos ediles
que ota de homem entendido em materias li-
nanceiras c econmicas, e de Minada probid-
de. Taes tAo pelo menos as opinies a retpei-
p dellcs cmillldas por loda a imprensa desla ci-
dade.
Consla-nes que o novo presidente nao pretende
prccnclier a paatl da suerra e marinlia, por conside-
ra-la desuerearia as actuaos circunstancias, e
mais nos consta que lenciona S. Eic. renunciar
a favor do hospital de Caridade o subsidio an-
imal de 6,000 pesos que Ibe volara u corpo legis-
lalivo.
Sob bem lisongciros auspicios cslra pois o Sr. (i.
A. Pcreira a sua administrarlo ; bem fasueiras e-
penecas com ella se abrem ao Estado Oriental !
Oueira heos, repetiremos, que Ibe uilo falle o apoio
e o auxilio desioteressado e leal dos seos concida-
daos ; o eco permita que essas esperanzas se reali -
tan]
A' iillima\hora.
Acabavamns de escrever estas linhas quandoa oh-
sequiosidade de um amigo nosproporcionou occasiao
le ter por alguns momentos o jornal em que se ach
* noticia do recebiinento officirl do Sr. visconde, e
os discursos nessa solemnidade pronunciados por S.
Exc. e pelo ice-presidente di ConfederacTio Argen-
tina no ejercicio do poder execulivo.
Sao a nosso ver de tanta importancia e alcance es-
sas duas pec,rs diplomticas, sobretodo a segunda,
qoe nos apressamos em olTerece-las i conside-
rado dos leitores, bem como a narrarao do rece-
bimenlo oflicial do Sr. viscoode, que precede a pu-
blicarlo dellas do jornal a que nos referimos.
llonlciii a t llorada tarde o Exm. Sr. vice-pre-
sidenla da ron telera rao no eierririo do poder exe-
cutivo recebeu em audiencia publica a S. Exc. o Sr.
visconde de Abaet, enviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario de S. M. o Imperador do
Brasil, em missao especial junto do governo do Con-
federado Argentina.
o O ofllcial-maior do ministerio das retornes ex-
teriores eum ajudanle d'ordens do governo foram
buscar a S. Exc. o Sr. visconde de Abaet e o acom-
panharam ao palacio do governo.
Inliodoaido na ala da recepcao, ondeo espera-
va o Exm. ir. vice-pfesidente com o sea ministros
de estado, itSrs. senadores e deputados ao eon-
gresao federal presentes na capital, e os emprentados
da administrarlo, o Exm. Sr. visconde de Abiete,
acompanhado do Sr. secretario da legado imperial,
enlrcgou a S. Exc. o Sr. vice-presidenle as creden-
ciaes doscu soberano, pronunciando o seguiute dis-
curso, emqoanlo nma salva de vinte e um tiros an-
nunciava a recepto de S. Exc.:
Exm. Sr.Tenho a honra de deposllor as
maosde V. Exc. a carta credencial pela qual S. M.
o Imperador, meujaaguslo soberano, ha por bem
acreditar-me no carcter do enviado extraordinario
e ministro plenipotenciario em mislo especial jun-
to da Confederarlo Argentina.
Considero-me reliz, por haver sido encarregado
desla missao. Ella lem por objerto estreilar os lagos
de ami/.ade que j,i existem entre o imperio e a con-
fcderaeao, desenvolveudo suasrelacescommcrciaet,
catlendendo a outros inleresses de nAo menor im-
portancia para ambos as naces.
n Nao he meuos satisfactorio para raim o desem-
. penhar nesla occasiao um dever que me foi espe-
cialmente recommendadn.
a Cun pro este dever expresando a V. Exc. os
votos que faz o meu augusto soberano pela paz e
prosperidade da naca argentina ; e os senlimenlos
da alta estima e consideraran que professa a seu
Ilustre chele, cujo nome esta ligado a um dos lacios
de mais grata recordarlo para o meu augusto so-
berano.
dos do Rio da Prala da guerra e da lyraonia que de
dou na Turqnia a divisao d o
Denota de pronunciado este discurso, S. Exc. o
Sr. ministro plenipotenciario de S. II. I. se reti-
ro, acompanhado como ,i sua entrada, receben-
do da guarda do palacio do goveroo as honra.-, llo-
vidas.
!>o da sesuinteai e-mque leve lugar esta solero-
nid.ide tomou o general l'rquica posse do governo
da roiifederac,ao, nao o leudo feito no autoccilente
por haver chegailo capital poncas horas mies da
fiada para "a recepcau do Sr. visconde.
{Jornal do Commercio do Rio.)
O DOUS PLENIPOTENCIARIOS RUMOS.
Dlinilivamenle, segundo anuunciou o Manileur,
o ronde Orloff a o bario de llrunnw banda ser
os representantes di Russia as conferencias, que se
vflo alirir em Paris. De cerlo eslimareis que eu
vnscnmmiinique nesta occatiAu algumas notas bio-
graphicas sobre estesdous eminentes estadistas, cilios
Boma se acbam envolvidos as mais importante,
transacees polticas da nnssa poca.
O conde Orlofl ajinlanle de campo serneral, ge-
neral de ravallaria, eommamlanle da casa militar do
imperador, e membro do ronselbo do imperio, per-
tence a nina das mais Ilustres familias do seu paiz.
lem 7tt anuos, mas est gil e bem conservado.
Tomou parle em quasi todas as guerras, que assig-
nalaram o comeen do nosso nenio,
Eerido peln primeira vez em Austerlitr. receben
sele feridas no campo de lloroilino, e foi ahi Hornea-
do ajudaiile de campo do imperador Alexandre I.
Em 1825 era general, e ncsia qualidade cumman-
dava o resimearto da guarda a cavallo, que a 11 de
dezembro foi o primeiro que correu a comprimir a
revolta. O conde OrlolTdeu nesta oreasiAo provas
de valor e de dedicaran sein limites, e he deste mo-
mento que dala a sua intimidad com o imperador
Nicolao I, de quem era amigo e um dos principa e
conselheiro-.
Em ISJS com
caradora* a r
Brn IW o nomeado plenipotenciario, e assig-
nou com iidrinoplc, com o marechal Diebilrk e
com o conde I i Heneo Pahlen, o tratado de Andri-
nople.
Ilepois da paz esleve algum lempo em Conslanti-
uopla como embaixador. Chamado depois pelo im-
perador acompanbou-o em quasi todas as suas via-
gens.
Depoil foi mandiidoa llollanda e a Londres, apn-
de se concluiram os negocios da Blgica. No anno
de 1833 acbod-sc a frente da expedirn, que salvou
Constanliiiopla do exordio victorioso de Ibrahim-
Parh, e assisnnu o tratado iTllunkiar-Skelessi: de-
pois de IS."> snbstituio o conde de llcnrheudorfl,
que un ti era, como eche da|terceira leerlo da rhan-
cellaria particular do imperador e da gendarmera
do imperio, cojos coronis que estn repartidos por
lodos os aoverno", leem a inspcrrAo sobre toda a
administrarn geral do paiz.
Este lugar, inteiramente de confianra, dava ao
conde de OrlotT livre arcesso rom o imperador a lo-
das as horas do dia, c o direilo de Ihe fallar do ludo
e de lodos.
Com ratfo se nota que asduaspes'onsque deseni-
penharam eslas importantes funrres no reinado de
Nicolao I, o comiede llenrkeudorll e o conde Orlofl',
eram homens estimados e conhecidos pela sua leil-
dade, espirito justo c moderado.
O conde OrlolV anda boje dcseinpenha esta
funrcei.
Nao possodar-vos urna prova mais exacta da esli-
ma do imperador Alexandre II, por este anliso ser-
vidor do que reprodu/.indo textualmente a carta que
Ihe envinti no dia em que o conde cnmplelava ">0an-
nos de servico.
Conde Alexis Feodorovvitch. Moje complelais
o qtiinquasesimo anno de serviro qoe votantes ao
re e a patria.
Com a maior satlsfaceao me record boje dos ser-
vicos, com que lendes assignalado a vossa longa car-
reira.
oNas principaes guerras do reinado do imperador
Alexandre I, assim como as de IS2S, dislingusle-
vot por urna roragem e valenlia excmplares, como
allestam as seto feridas que recebestes no campo de
balallia de Borodino. Depois a frente do resimen-
Eslou iulimamenle convencido, diz elle, que o so-
vemo da ranilla nao consentir,! jamis em condires
de paz vergonhoui para a honra do paiz.
Lord Pnliy :Nao tenho a menor inlcue.io do me
oppor a que se responda ao discurso da rainlia nos
termos ii-u,ie ; eu o considero antes como obra dos
ministros. Scui exigir que elle se Uzease nolavcl
pela elegancia do etlylo, eu eaperava ao menos qua
fosse couceliido em termo* inlrlligivets. Temos um
imperio indio e poeaessOea coloniaes que, aegundo
creio, mcreciam una meni;ao no discurso do llirono.
I'aiiiheiii n.m vejo indicada ueiiliiiiua das medidas
que se pretende submetter atlcnraodopaiz. Uuan-
to s manifestarles de reconhecim'entn para com os
noaioa alliados e axercito, anda uo ouvi fallar em
termos inenoa expressivos da constancia exlraordina-
ria, dos heroicos esforros e dos resultados inralcu-
laveis que se obteve. Se livessein dexado fallar o
corarao da rainba, nao leria ella de certo exprimido
a sua gratidiio em termos ta*o fros e to pouco be-
nignos. Compraz-me de que, dispondo-se para a
paz, contiuueni os preparativos da guerra. Ma<,
poslo que eu tenba ranbas desconfiancas do silio de
onde aabiran as proposii;6es de paz, nao poso toda-
va censurar o governo por te-las admillido. Pare-
ce-me que os alliados ee diriseui Kussia por in-
termedio da Austria, entretanto que fora melbor que
a Austria se dirigiste a elles em favor da Russia.
Nota-se duas graves oinissoes no discurso do lliro-
no : a Sardeuha, nossa enrgica alliada, foi comple-
tamente esquecida ; quaulo Turqua, a quem mais
parlicularmenlc inleressa a guerra, nao se fez della
a mais iigeira incne.io.
AUunids palavras desvmpallua a cada una des-
sas najiies leria sido urna prova da considerac,ao que
merecem e um estimulo e aniniaean para ellas. Nao
me admiro de que se nao falle do negocio de Kars,
mas eslou eerlo de que o governo desmeutira o boa-
to que lem corrido de que nao empregara a alten-
cao deviila a fronleira asttica com o recelo de pare-
cer que preferaos inleresses particulares da Ingla-
terra. Uma tal suppo-ro lie iiirompativcl com c
carcter de nessa alliada, c dobradamonte vergonho-
se be o provoca-la. Conservar semelbanlc suspeila
era pouco honroso para a nossa gloriosa alliada, de
quem nao posso deixar de fazer os maores elogios
sempre que me cabe fallar a setl tespeito.
Repetirei aiuda : Kars foi vergonhosamente aban-
donada ; mas nao posso crer que essa falla seja com
razo atlribuida a lord Slrallord de Redclifle. Es-
pero entretanto que os documentos relativos a csse
desastroso aconlecinienlo serao apresentados mesa.
Estimo que nao lenli un estriado os preparativos da
guerra e espero que alo baja raipenifio de hostilida-
des durante o curso das urgociares.
Depois de ter manilesiado a sua satisfar pelo
tratado com a Suecia, o uobre lord nota no discurso
do llirouo uma omissao absoluta cerca de nossas le-
lacoes com a America. Estou persuadido, diz elle,
que nao rhegaremos a um rompimento comesse paiz,
e que depois de examinado u negocio com madre-
la, ludo se arranjar de um modo salisfalorio. Creio,
purem, que algumas palavras conciliadoras, consig-
nadas no discurso, produzinam um elleilu salutar.
Eslou xcsolvido a nao f.izer objecijOes ao rolo de
graras, e concorrerei a sustentar a poltica geial, a
qual, nem eu lien os meus amigos Taremos a menor
opposirao de partido. O nobre lord termina, expri-
miudo o dese|0 de ver bem examinado e de um mo-
do salisfalotio o precedente que acaba de dar-se da
creaeiio de um paralo vitalicio, e que alTecla lao de
perlo a cmara dos lords.
A>rd (tarendoit :O meu nobre amigo dirigi
ao governo de S. M. mullas intcrpellaees sobre o
discurso do llirono. Desejo responder-lhe promp-
I.menle, e comecarei pela queslo de que fatlou em
ultimo lugar, islo be, o estado de nossa* relaroes com
Os Estados-Tnidos da America. Posso assegurar que
concordo absolutamente rom o modo por que o meu
nobre amigo encara a solueao de um dos pontos de
litigio entre os dous soveruos.
Nao lia ah a menor duvida que oppor ao sentido
ordinario c simples das obrigares do Iralado de
Clavton-itiilwer, e he comludo sobre a interpretaban
desse Iralado que se suscilou urna duvida. Inia cor-
respondencia em tal caso era intil, por isso eu pro-
puz immedialamenle que se sahmettesse o negocio
a decisao de uma lerceira potencia escolhida por am-
bas as paites. Esta proposla anda nao foi aceita.
Kcnovei-a agora, e eslou persuadido que. exami-
nando de novo o uegocio, o goveruo dos Eslados-
I linio- concordara nella.
A respeiio do oulro ponto a que meu amigo fez
allu-ao. o rccrulamcnlo nos Eslados-L'nidos, suppO'
nhn que o meu nobre amigo nao adiara razuavel
que, em um discurso do throno, S. M. particulari-
sasse lodos os motivos de nesavenra, c creio me-mo
que um (al precedimculo em nada contribuira para
urna solueao amigaval. lie queslao que nao poda
ser ventilada leno depijis que o governo eslivesse
Jaiunido des necessarios documentos para apresenta-
los i ela casa, e pois, que a correspondencia a esse
respeito anda continua, juluou-se improficuo dar
eonla della no estado em que se aclia, visto como
uCo era possivel chegar a uenhunia couclusao satis-
factoria.
Os ltimos pedidos do governo dos Estados-Uni-
dos foram feos ha dous das, e fora intil para o
paiz o reproduzi-los presentemente. Logo que re-
anlos annos os flagellava. Qoe seja a record a e,io de
tao glorioso successo propicia ao xito de mnha_ lo da guarda cavallo.jnereccsles mijito da patria | benloo a guerra os subditos hrilannicos e mirlos es
" dando provas de extrema dedieaao nos{<<*_""u i'i'ram
gusta.
Meu pai rhamou-vos para jonto de si, e apreci-
ando a firmeza do vossocarcter ea reelijan da \as-
sa alma, lornou-vos uns dos principaes eucutores
dos seus grandes pensamentos e dos seus projectos,
encarregando-vos conslanlemenle negocios de olla
importancia, e cunliando-vos a vigilancia suprema
da ordem c da tranquillidade do imperio.
Desempernando estas funreue- sempre conforme
as suas vistas e inteur6es, juslilicasles a conlianfa,
sem limites, que elle tinhacm vos, e pelo talento
de que dctcs provas as dilleVenle mtsses diplo-
mticas que vos euearresou, nmlribuisles multo pa-
ra a gloria e poder da Russia. \
Mas independenlemenle da sua considerarao pe-
los vossos serviros militares, meu pai amava-vos sin-
ceramente e com lodo o ardor le franqueza de sua
elevada aluja. Elle va em vos nao m um servidor
fiel, mas om amigo de sus fam lia, do que vos deu
provas nomeando-vos para me
iiiinlias viagens.
o Foi debaixo das vossas vistan
me guou na escolha daquellaaque faz boje a venia
raen consolaeao dos meus das. Estes senlimenlos
de meu pai sempre loram iusacianeis.
a Os fins que ella e prope symbolisam, par
do pcnsamenlo poltico riaqaelle grande fado, a ci-
vilisaeo e o progressn. Para conseguir estes fins cm-
pregarei por miuha parte os raeios queestiverem ao
alcance de minlia inteligencia e do. mea zelo. pro-
curando unir a confianca com que me oistingue o
governo de mi-u augusto soberano as svmpa-
thias da nacao argentina e a benevolencia do seu
governo.
O Exm. Sr. vice-prcsldenle respoodeu nos se-
gointes termos :
a Exm. Sr.Com especial agrado e profunda
considerarao reeie o governo argentino a cariada
S. M o Imperador iiin-titiieional do Brasil, pela
qual acredila a V. Ec. seu ministro plenipotencia-
rio em missao espjynal junto ibi governo da Confe-
dera cao Argentina.
a Os antecedentes tao gloriosos como duradouros
que ligam esle governo rom odeS. M. Imperial,
nao menos que o couliecimenlo do caracler alta-
mente nobre c moral do monarcha que occapa o
llirono do Brasil, sao a garanta mais segara nao s do interesse com que sera acolhida a missao en-
earragada a V. Exc, como do suc:esso que deve
curoa-la.
o Nao foi menos feliz a escolha que o governo de
S. M. I. fez da pessoa do V. Exc. para desempe-
nhar tao alio encargo, no qual a madura experi-
encia c as transcendentes luzes do homem de
Estado devem assegurar a prudencia do nego-
ciador.
ii O filustre 'hele da Con federaran Argentina
aprecia como ama distinccSo honrosa a lisongeire
reminiscencia que merece a 5. M. I., e recorda a al-
lianca de 18-">l rom ardentes emoroes de grdtidao e
de prazer.
o Por effeilo daquella notavel transaccao eminen-
temente americana, os soldados brasileiros peleja-
ram cm campanba gleriosa ao lado dos soldados ar-
gentinos e orientaos, com igual denodo e valor, pela
liberdade, e pelos grandei principios sociaes. Em
Monte-Caseros licaram lodas as regioes do Rio da
Prala livres de uma alTronlosa lyrannia, e as na-
riies visinhas de uma amoara consiente c perturba-
dora.
a Em vista desle antecedente de immoral memo-
ria fcil e agradavel sera a V. Exc. persuadir-sa de
queo governo da Confederaran Argentina abriga es-
tas disposir,3es tSas e tranquillas para entrar em
qualquer iiegoeiae.io com um governo, que para fin
tao altos e desinleressados leve o concurso da pro
vidente magna ni midade do monarcha, da dislincta
intelligenca dos seus homens de Estado, do poder
e do valor da nacao brasilcira, com opporlOnidade,
com vigor, e com rara fidelidade.
Assim pois ludo concorre para fazer esperar que
as negociaroes encarregadas a V. Exc. I'ortilicar.io
as boas c amigaveis relaces entre ambos os povos
e governos, adoptando uma poltica que, apartndo-
se das preoecuparoes de nacionalidade e dosreceios
e desconfianeas infundadas que arrastran! comsigo,
se dislinca pela honradez de Mas intenciJea e pela
l"ia fp e lealdadt de sua i xecusiio
' Pela adoprao de nina polilica que contribu a
ati.inrnr i ettlbilidade dos ovarnos, e propenda a
assegurar aea povos as iosliluices que se Ibea tem
dado as respectivas narci os seus limites, <.-ua i ai
legridade, a Indas as vantagens da avegarao e,do
eommercio. (Jue se distinga pela adope.o de urna
poltica emfim, que se necessilar de algn esforz
de ambos ns povos c governos, eja para unirem-se
corpo a corpo com o nico fim de manlcr a justiea
internacional reconherendo a todos o que Ibes per-
tence, e defendendn o que cada um com bom direi-
to deve fazer reennhecer por tcu.
" A juslira c bondade caraderisliras deS.M. L,
a- instilueoes livres do Brasil cm que lao grande in-
tervenidlo lem a opiuiao publica de um povo nume-
roso e Ilustrado, assim romo a iudolo pacifica das
lormasconslitaeionacsda Repblica Argentina, e as
uei cssidades palpitantes de paz dea povos que a
rumpiiem, rennem-se simultneamente para excluir
dessat ucgociaeijes o rerurso aos mcios violentos, a
menos que nao sejam iiicvilaveis. Em lodo o caso
porcm, c por uma disposirao normal, a razan, o
conselho c a prudencia, desenvolvidas em negocia-
roes unidas c perseverantes, devem lisongeir-nos
rom resollado! mais cerlos, saudaveis e benficos,
ass.gnalados por urna gloria que o lempo nao apa-
gara, e que er augm-ntada pelas heneaos da pos-
tcnJade. u
acompanliardes as
que o meu coradlo
Na sua ultima hora, em um ultimo e sapremo
entretenimenlo comigo, reeommindou-me .que vos
agradecesse como a um amigo fu* e dedicado. Eu
salisz a sua vontade na ,Jf1 enra de lodo o conse-
lho do imperio, e boje dcsempcnlto o dever de um
verdadeiro rcconliecimcnlo pclosl vossos eminentes
serviros ao throno e a patria, daado-vos o meu re-
trato e o de meu pai. ornados de diamantes, para os
usardes como habito de Santo Andrc. E com os
nossos retratos reunidos sobre o yosso peilo, pos-
sam os vossos senlimenlos por demais confiindir-se
nosvnsso coraeao.com aquelles qu* liohes por meu
pai, bemfeitor de nos todos.
ir E a pbrasc usada : vosso blTeiroado para
sempre, ajuntava o imperador Alexandre : c vos-
so amigo do corceo.
He pois esto o personagem, que o imperador Ale-
xandre acaba de e as conferencias de Pars. Elle de corlo u3o poda
dar maior prova da sua sinceridade e\lcaldade.
O bario de Brunovv actual eoBMlburo privado,
be oriundo de uma nobre familia da\Courlandia.
Ha perlo de quareola annos qac serve na carreira
diplomtica, aonde tem adquirido rcpnlarao eu-
ropea. \
Esleve com o conde Orlofl as negociarnos de
Aodrinople. Acompanhou-o depois a Couslaulino-
pla como conselheiro da cmbaixada, depoisV a llol-
lauda e a Inglaterra ; c em 1K:IJ oulra vez a Cons-
lanlinopla. \
Estes dous estadistas ha Irinla annos que traln-
lbam juntos, vao anda reunir-se uma vez uasi pr-
ximas negociacoes, dao espenmras pela babilidade
do que lem dado pruvas de upi prximo restabele-
cimento da paz. Vullaudo da Turqua, cm 1833,
o barao Bruuow licou addido ao minislerio[ dot
negocios eslrangeiroa romo redactor prinripal.
Acoinpaiil'na depois o conde de Ne*>elrnde a DMitoa
conitressi"- e conferencias diplomticas.
Estevi: om anuo ministro em Stntlsarl. e depois
foi enviado tm DlfSSSo extraordinaria a Londres,
aonde assignou ns tratr.dos do ISlOvde 1HI. All
seconservou como enviado exlraordiunrio e plenipo-
tenciario al a ruptura das lelaecs entre a Ingla-
terra e a Russia. Desle o outono do anno passa-
do o barita de Broaowrl ministro junio Confe-
derar.io germnica.
( condefrloff, como vos anniinciei peln telegra-
pho, vai bojede S. Pelcrsliur^o pirase dirigir a
Paris. Deve l eslar a 15 oo a 1(1 delc mcz. O
conde Orloff ha de precdelo alguns dias.
1 har.io de Bonrqneney ja sabio de Vienna para
Paris; o conde de lluol all estar dentro depou-
ros das ; lord Clarendnn deve estar a 17 e Alli-Pa-
elia' lalvex a IS. Assim a 21 devem adiarse re-
unidos lodosos representantes das potencias qoe de-
vem turnar parle as conferencias.
/. Sord. i
(./ rVf0.v
mo e a taa razo do povo inglez approvarAo a deli-
bcrarao que o governo lomou.
A primeira proposta da Austria foi de apresentar
a Rusa estas candi cues ab sua propria respousabi-
tidade; mas mis Ihe observamos que seria intil en-
va-las tem a sanrrao dos alliadot. Seja-me iierml-
lido declarar que nao houve a menor intnco det-
dcubosa deixaudo de fallar-e da Srdeuha e da Tur-
qua no disenrso da rainha. Reconbecemos solem-
nemente a nobreza e a corascm com que tem ellas
di'-einprobado os seus eomprnini-sns; parecea-not
comtudo bastante que S. M. declarasse que de accor-
do com seus alliados, acceilra a inediae.io austraca
junio ao imperador da Russia.
Entretanto a Austria quiz tomar parle activa no
negocio c coinprometleu-se a romper as suas relaces
diplomticas con a Russia, no caso que at eondic/tea
fossem regeitadat, e de conminar subsequeiilemeule
rom os alliados tobre os meios de obrigar a Russia.
Essas riiudirnes foram apresentadas pelo ministro
auslriaco em San Pelertburso ; elledevia exigir urna
resposta calhegorica,tim ou nao. O ministro era
nesle caso simplcsmeole o portador de urna nota di-
plomtica. Era-lhe defezo entrar na discu-s,lo do
couteudo, e nem poda, sob qualquer pretexto, ad-
mtlir modilicaeiies ou contra posiees.
A resposta da Russia foi trausmillida directamente
a Vicua; nao eslava nos termos exigidos pela Aus-
tria, porqiiiiiin continha algumas moditeariies im-
portantes. Em cooseqUencia disso o uoverno aus-
traco i'uiiiinuiiicoii ao ininitlrn rano em Vienna qae,
amenos que Ihe nao fosse dada dentro de certo prazo
urna resposta calhegorica, o ministro auslriaco. com
loda a lenarao em San Pelersburgo, recebe* la ordem
ile rclirar-se, e que Ihe seriam lambem, e a loda a
IciMcao ni-.a em Vienna, remellidos ot passaporles.
O principe l,oil-, liakoll parlicipoii mime latamente
aoseu governo, e m confnenla uma aceitaran pura
e simples foi trausmillida a Vienna pelo lelegrapho.
Ot despachos que a continliam ebegaram a Vienna
a -'1 de Janeiro, o qae ella conleni de substancial
foiante-hontem cominunicado ao governo de S. M.,
e o plano que se prope a adoptar he o seguiute:os
representantes dos alliadot devem dar a sua adhesao
as coudcoes que foram aceitas pela Russia ; que te
conclua um armisticio e que logo em seguida se de-
leriiiiuciu as clausulas do Iralado.
Posto que nao me estenda mais sobre as condic-
'.'' e duraran do armisticio, e que me nao pareca
conveniente discutidlo por ora, devo todava appro-
irilar esta occasiao para declarar que a iniiba npi-
nilo esta em perfeila htrmoua com a do nobre con-
de que se senla do oulro lado da cmara; islo be,
que o armisticio deverer da mais curta duraran pos
sivet.
Expondo-vos o estado em quese acbam os uegocios,
nao quero negar que o seu resultado be objecto mul-
lo duvidoso c de graudc ancedade. lie impossivel
negar que se duvida da sinceridade da Russia na ac-
rcitarao das condiees. A solTresuidao com que ella
as aceitou he motivo demais para augmentar a du-
vida, o o seu procedimealo no anno pastado, depois
de iini i areUr i i pura e simples, como agora, forti-
fica anda as su,pellas.
1 ulo o que se pode esperar be que a Russia pro-
ceda com sinceridade, e quautu a tuim creio que o
imperador Alexandre deu prova de uma grande cura-
geni moral, aceitando n continenti condie,6es que
se sabe seren desagradaveis au partido da guerra na
Russia. Cont que elle continuara a mostrar a mes-
ma coragem, e que, sem procurar rodeios e subter-
fugios nao se afastar da lellra e do espirito dessat
condiees. Se assim proceder, poderemos altiugir o
lim da guerra, que be urna paz segura e honrosa.
Por uma paz honrosa, enlendo eu honrosa para lo-
das as parles, purquanlo urna paz que fuste vergo-
uhosa para a Russia nao seria segura. Quanlo a mnn,
se a Russia aceitou condiees que Ihe nao trazem
desdouro, convera que saiba e deve saber que a po-
lilica aggressiva qae se Ibea tintino he a causa da irri-
laran em ipie se acba a Europa, o que poder.i deter-
minar alguma resistencia.
He debaixo desle ponto de vista que se Ibe tem
exigido garantas para i manulenrao da independen-
cia do imperio ottomano, garanta- que ella consen-
tio em dar. Se nao ha, pois, nem deshonra, nem in-
famia par a Russia em aceitar essas condires, lia
ve-la-bia siimenle se ella se esquivasse de as cum-
prir. (Bem!)
Milordt, lem-se posto muilo em duvida a nossa sin-
ceridade nestas negociaees. Vos devet provavelmeu-
le saber que no continente da Europa se uos aecusa
de falla de sinceridade na aceitado dessas condiees.
Itz-se que. posto que as tivessemos aceito, he nossa
inlonco continuar a guerra, uuicamenle porque, nos
conven prolonga-la, n,io com um fim determinado,
mas na esperanra de que ufna nova rampanlia nos
acarralara maior gloria militar, o que consideramos
como una recompensa de nossos sacrificios. Se fallo
nesses boalos be porque elles lem sido muiloespalha-
dos e acreditados, e tambera porque desejo em nome
do governo da rainba, dar-Ibes o|mais solemne des-
mentido. (Applausos.)
Comquanlo uao nos seja desconhecidu o senlimcn-
lo que anima a nacao, poslo que se posta lastimar
que os enormes preparativos que temos feilo (prepa-
rativos sem exemplo era nossos animes' nao vcnliam
a ser emprega e que nAo sirvam anda desla vez
a realeara fau litar e martima da Inglaterra, to-
dava neo iluv uc. drsapnarerarn ludas Ussu- sils-
INGIa ATERRA.
CMARA DOS LORDS.
/'// ra MMdo le :tl de Janeiro.
(I ronde d'.lhingdon continua :Depois de apoiar
a iudicarao, passa rpidamente em revieta os pro-
gressot da ultima companha, confrontando a tilua-
r3o dos Bustos com a das potencias occidentaes.
repelidas supplicas ao governo inglez para oblerem
a permssao de alislar-sc no excrcilo do Oriente,
Considerarnos polticas eram causa de mullos detses
pedidos, e os outros eram sucueridos por motivos
ditercutes. Em conseqiiencia disso ordenou-sc ao
governador da Nova-Escossa que^visse, se podiam
ser recebidus cm llalifax os habilanles dot Estados-
l'nidos que desejavam alistar-so no servico do exer-
cito inglez.
Eisas niilens foram dirigidas a M. Cramplon, e te
lie fez saber que, comquanlo o governo desejasse
olitcr recrulas, todava nao quera violar de modo
algum a le municipal dos Eslados-I'nidos. Pouco
depois um agente abri um escriptori^ de agencia,
e sobre as rerlamaroes que esse fado molivuu, M.
de Clirampton declarou publicamente que o gover-
no briiiiiinico nao rccrularia, nem faria levas nos
Estados luidos, citando parle disto a M Marrv, os-
le se declarou salisfeilo.
Pagou-se a pa'sagem daqnelles que queriam ir ao
f.juada para alislar-se, c ojuiz Kane adinitlio como
principio que pagar a passagem de homens para um
porlu cslranueiro, embora losse para alisla-los de-
pois, em nada violava a le internacional. Usscs in-
dividuos, cuja passagem se pagou, parliram como
voluntarios, c em sua chegada aquelle paiz nao fo-
ram obrigados a servido britanuieo, e anlcs uma
grande parte delles preferio empreuar-se no Ca-
nad.
Tem havdo uma correspondencia bem pouco ami-
gavel cnlre os dous governos ; mas os faclus de que
se Irala silo antigos, c o governo Inglez tem desde o
principio se alistlo do violar a le dos Bttados-'oi-
dtis. Parece, pois, que o desacord que exisle se
limita a cousas pastadas, e nao he de crer que as
duas nac,oes, como muilo bem observou o nobre
cunde, lao eslreitameute libadas pela unidade de in-
leresses, nao possam resolver protnpla e amigavel-
nienle uma queslao como essa.
Quinto ao proceder de M. Cramplon, estamos
completamente salisfeilos, pois eslou convencido que
elle, nem com inlenriio, nem sem inlencAo. nem ar-
riilentalmenlc violn de leve siquer as leis dus
Estados-I nidot ; assim persuado-me. que a queslao
terminar de um modo atisfaclorio. Nao me parece
comtudo que se pndrna apressar um tal resultado
com a mearan desse negocio no discurso da crfra,
c sentira muilo que os nossos amigos americanos
encherizassem na omissao dessas etreumstaucias uma
prova de desprezo ou de desdem.
Milordt. he desuecessario declarar-vos que deplo-
ro, com o nobre conde, a tomada de Kars, e a perd
iinmensa que soffremos ; esle senlimenlo be geral :
ludo o que posso dizer a esse respeito he, que serAo
presentes ao parlamento lodos os documentos qae
tpin rehie.io com esse objeclo, desde qaeo guvernn
enviou u coronel Williams ale a mais recente rme.
Oque detejo be que vos ab-tenliais de formar um
juizo aulecipado, c que a vossa decisilo seja o resul-
tado do maduro exaiuc de todos esset ducuinenlus.
O nobre conde falln dos rumores rpie se lem ce-
ralmcnte espalliado sotire a opinii)atlribuida ao go-
verno fraucez, ou uarao france/a, relativamente a'
recusa de auxilio a' hais. Sem querer iiear que
a imprem franceza lenha emilldo a idea deque a
guerra feila na Asa Menor ii.in he proveilou senao
para a Inglaterra, e que he um sacrificio intil do
sangiie e dos Ibesouros da Tranca, possn todava des-
mentir formalmente a quem quer que atlrihua esta
opiuiao ao imperador dos Trance/es, ou ao seu go-
verno. Muilo bem milito bem .')
diianio as negociaees de paz, viiscomprelicnde-
reis facilmeule que seria indiscrieao de inhiba par-
te, as circumslanciat acliiaes, dr-vos explica^es
mais ampias do que eslou entorilado, e como o dis-
curso da rainha indcnu a marcha seguida, creio que
sera' .le-necessario acrescenlar que |o governo, con-
fiado no concurso do parlamento e do povo inste/.
tem oua e se prepara par. fa/.er a guerra rom uirios
mais poderosos do que aqoeltes de que ditpunln al
aqu.
O governo da rainha nao repugnnu jamis ein dar
oovidoi a propostas de paz, e esta' disposto inesmo a
por lira guerra de um modo honroso. A' Tran-
ca nao cnivmha cerlaraeulc ir pedir paz a' Russia,
a r propria Russia creio que se devora' relevar os
preeonceilos que a impediam de no-la pedir. A
Austria, porera, eslava no caso de servir de media-
nena, e escolheu para esse fim uma occasiao excel-
lenle, que foi na approvininc.io do invern, lempo
em quo as hostilidades Icriam forcoumenle de in-
terromper-se.
A Austria limilou-se a ofierpeer a sua mediarlo .
quiz saber simnlesmenlc quaes eram as ronifirej
sob as quaes os alliadot eontenliriam na paz para
aprcsenla-las ao gabinete de S. Pelersburgo. He
preciso Tazer jnica ao gabinete aiist/iaro, que rero-
nhereii a neoenidade de fnncularein-so as rondices
de um moda claro o preti euridade e confuito que lioham tornado imprafieam
os esforros iliplomaliros do anuo instado e oblcr um
resultado feliz das RcgociirAei. Era imposaivel que
O governo de S. AL, compenetrado do senlimenlo
dos seos devens, se negaste a entrar cm ajustes e
recusaste os oflerecimenlos da Austria.
Comquanlo eslivesse convencido de que urna un-
ir campanba augmentarla a gloria militar da In-
glaterra, e daria em resultado um tratado mais com-
pleto, taes esperanzas seriam repreheusiveis se ellas
no Icvasscnia continuar a guerra, qiiandnseuos of-
ferece occasiao de lermiua-la, attinsindo o alvo a que
nos propozenios ao encelar as hostilidades, e, com-
quanlo a Inglaterra se ade boje animada do desejo
de continuar a guerra, eslou cerlo que ojaizocal
Dizem, por boceas pequeas, que a carne que
lem oo bairro de S. Antonio, para algumas casas be
acompinbada de um saquinho de chumbo de mom-
ean Ora. ora, ora... que raruada '
Serinhacm.-O Sr. vigario nao contente dse
ter prestado rom toda as veras no desempenho dos
seut deveres durante o flaijclln, que aquella villa e
seus contornos tem assolado, trata de seu bobioho
de fazer nm ceiniterio para o enlerr.imeuln dot cho-
lencos. Dos proleja por muitos anuo, a preciosa
existencia de lao digno pastor.
Dizem que quince graos de pedra hume dissol-
vida em um cupo d'agua com assucar lie incoulesla-
vel remedio salutar para as diarrhas cholencas.
Consla-nos que as guardas ( de pedra e cal) II
acbam em pessimo estado de aceio, ora parece-nos
que nao ha nada peior para limpeza do que a nor-
i-aria.
Nao podemos lambem esquteer de mencionar
os nomes dot Srs. padres branles. Llvssese Cyrillo
romo sacerdolet de milito pretlimo, e que toda fre-
i;aezia da lloa-Vista ha presenciado o modo dili-
gente cora qae se preslim I qualquer chamado :
tguaes honras merece o Sr. padre coadiuclorda mes-
ma fregne/.i,!.
Sr. Ilical de S. Jos, querem por forra que
Smc. nao saibi, que as Cinco-Ponas n'um'a casa
junto a padaria do vende-se garapo de pri-
meira sorle, e nos que sahemot que S. me. mo he
de oarrigadas vamos Ihe lembrando sempre a ver se
pecam as bixat...
Sr. Dr. chrfe de polica, dizem, queo preludio
Manuel tem saudades de uns seus comparras, que
andam venciendo edn por pnraada de chairo,' islo he,
horriveit tisanas por medicamentos. Espanta o ci-
nismo desses imbeceis cstupidarres Tomam o pul-
so ao doente, maudam piir a lingoa fra, puxam as
palpebras, dao pancadas no venlre, e afinal senten-
cian o (lenle uma Infarto de elernidade de cemi-
Icrio, untura de carro fnebre, epediluvio de boa
Ierra aromalsada por cravos de defuntos '....
Pede-se ao inspector da Capnnga-Nova, que
mande remover de uma carimba em forma de poco
um foco de inmundicias, que exisle no quintal de
cerlo sapaleiro que S. rae. nao ignora.
Kntans'.' Sabe ou nao sabe a relarao dat pes-
soas que concorreram para a procissao ".'" Faz-se on
nao fac-te ella como promelleu '! Abra os olhos se-
nhor Monge !
Modo de curar o cholera por um rliarlal.io/.io !
Leva-se ao fogo nina chapa de ferro, e depois de es-
lar em braza cliiinpa-se rom ella frescamente as
costas do doente. e depois manda-se eonvalescer no
cemilerio dot Afosados pobre Paulina:....
Com u favor de Dos, e de quera nos quizer
ajudar nos leremos lempo,, sinlui Joaozinba. de
cuidar nos inspectores malandros, e no futuro forno
dat Larangeiras, o qual temos fe,que nao se lera, por
que se nos atienden, principalmente tendo a fregue-
zia de S. Antonio um fiscal lao pichoso no cumpri-
menlo dos seus deveres.
He preciso que a polica obste as carreirat l
cavallo por dentro da cidade.
Falla-s no eueerramenlo do hospital do L-
menlo, e quasi que podemos a,-evenir ser cerlo.
Como lie Iprovavcl que os seas gerentes tenham de
prestar suas conlas nada diremos, mesmo por ser um
ettabelecimciilo particular.
Tem causado dolorosa sensar.lo no povo as pe-
ras ofliciaes das autoridades de Baneiros : por ellas
poit obraran! em nosso modo de pensar ajuizadameu-
le, resta ouvir ao Sr. Jos Victorino para fazermos o
nosso juizo.
He muilo malfeito, he mesmo indecoroso a uma
familia honesta estar altercando em allat vozes com
oulra sua vizinha, a ponto de os passeianles pararen
para ouvr as Indainha* de parte a parle: deivem
essas colisas para as Cnrdolinas, as Mequelinat etc.
Ipyw.a. Temos cartas daquelle lugar, e sa-
bemos o quaulo tem soccorrido caridosamente os seus
moradores e vizinhos ossenhores dos enseohos Mer-
cez. Guerra. Pindubi, Sacco, (jaipi. Justar, San-
Paulo, Aralangi, e outros que a escrever seria uma
carta de nomes. Quasi que a esforros de homens tao
liorna nos e hiMicceules se deve a epidemia por estes
engenhos nao ler eeifado horrivelmente, romo em
muitos tusares. A Providencia ns proteja.
As esmolas distribuidas pela senhora do enge-
nbo llasiangana pelos seus moradores, tem sido o
auxilio dos hahilantes em redor de seu ensenho.
Oulro lano tizessem alguns senhores de ensenho
do norte da provincia... lalvez que nAo fossem tao
cruelmente punidos em sua rolara.
Sabemos por fonle |limpa que o Sr. coronel
Jos Pedro se ada perfeilamentc rcslabelecido do
incommodo qac leve, e que os seus prejuizos em
relacSo aos de muitos proprielarios foram diminuios.
Alesramo-nos com esta nova.
Senhores redactores da Pagina ./' ul mo Vmcs. se han encarresado da prnvidencial e ar-
dna larefa de revelar ao publico todos os abusos e
infracees de leis, resulameutos c posturas, que por
ventura se deem nesta cidade. e ale cm toda a pro-
vincia, partoi-ipn ibes que na ra das Laraugeiras
se pretende abrir uma padaria, em uma casa, que
antigamente levo um estabelecimenlo desla ordem.
N3o sao suspeila', be uma realidade oque Ibes de-
nuncio, pois que lenlio visto entrar militas barricas
de farinba de trit;o para a tal casa. Oulr'ora houve
um estabelecimenlo desla especie ueste mesmo lu-
Agora perguntamosa Illma.. e con que se cura o
cholera, Illma. Sra. '.'
Ora essa be boa !...
Com o Untan, que nao cusa dinheiro....
tjue querem esses matulos ser di sent'.'!...
Qnereinser curados com camphora, gnltasde lu-
dano, sinapismos e oulros remedios rarissunos na
quadra actual, cusa da cmara...
Limito nelles, que nao cusa peruniam, c mesmo
se deixa ver a toda luz. que quaudo a Illma. no-
meou a commissao para curar os pobres de Pedras
de Fogo, e u3o Ihe diz nad a respeito de medica-
mentos, nem mesmo diz a commissao, que exija e
que julgar misler, esta suh-entendi.lo que era uma
commissao de liman, e como os limes ettejam an-
da niuito verdes e nao deitem sueco, a cominittAo
esl na couxa.
O Sr. Dr. I.ins.juiz muliicipal interino, rnmman-
dante do batalhao de suarda nacional e membro da
rommistjln do limao. contta-noa, que esta no seu en-
geoho tratando cuidadosamente dos limoeiros. pois
pretend quando se acabara epidemia, entrar por
esla novoarao com uns poucos de carros earresados
de limao, Dos o traga j, pois he -iqi.al de ealarmo. confesar, que o er.me. qae em lempos
livres do Cholera. !* se .,.su,l.v. Assim be que querem sanbar a palma 13o Tal- quenciat da vingaora parlicuUr,
lada, dessa maneira n'etl pas poisihte. S se for al- po-le dormir tranquillo no regar a
fim, que a nalureza de toa un-sao Ibe lanpo/.itli hr.
a existencia da mesma tociedade e a manuleoc 4 a
ordem publica, adoptmi romo bases prm ip ir- para
realisarao de seu pensameiilo. a prolercao paMxa
a aegurauca de nessoa. a prolecrao pabtida a ege-
randa de prnpriMade, leudo rom razan, coiim. Iiqei-
do e averiguado, que unu ve/ pmleii l..s effiej/nien-
la estes dous direili, romprelieii>ivn- tros, a ordem social nada lena a recetar por na ra-
servarao.
Sob a dominio desle pentaaMnlo, laram alakete-
cidas as leis penan, e, em virlue tte "i.i, di-po-i
tct.'licou o ridadAo conhecendo quaes arrne pa-
nivejs conilemnaveite quaes as peoasrmniMimadaa *
infr.n. io los piereitosaociaes.-rudoqoe por esta lat-
ina .cromi o legislador a mais trsura saraniia e a aun
solida base a conservar,* da oruam pablica aa wn-
dade. E.em verdade.se aperar dista as imv huma
as muilat vezes vem roavencer.oat da qae a ala
deve coutar sempre com c*ga obedieacia aaa prerea-
los legaes; te a taciadade, ai tambre das le- priiu,
nao pnde julgar-se inteiramente a abrigo d* aasre%-
oes di parte de seus memHros; todava, lorrj ae
suma palma bem velha, que ja nao sirva, e nem va-
llia trezentos c vinle, sto be que os trezentos e vio-
la nao a queiram mail.
Tina victima do cholera, digna de nossat sauda-
des... () Levita do Senhor... O Rvm padre Frances-
co Rodrisucs Machado, digno cuadjuctor desla fre-
guezia, sendo atacado do cholera, achava-se ja a p,
eis que entra um cholenco em o quarlo onde eslava
o nosso amigo, pedindo-lhe soccorro com gritos ex-
traordinarios, por se adiar afleclado do cerebro, fo
tal o choque soffrido pelo nosso amigo, que depois
de duas horas saecumbio.
Esle ministro de Jess Chrislo. nAo obstante a avanzada idade, nunca se poU|iou a distribuir o p m
da vida a aquelles que o procuravam. atravessandu
as serras mais ingremes desla fregue/.ia, no rigor de
lodo o invern, la ia como mnislro de Dos encora-
jar a seu irmau na ultima hora desla vida transito-
ria, com as palavras de amor e perdao, sabidas da
bocea do Divino-Meslre. que a morle he o principio
da vida, despertando toda a confianca ao mori-
bundo.
A Ierra seja leve ao Levita do Senhor.
Nao lemos tido notiejas exartas de Cruansv c Tim-
balia, apenas livemos rertefn da morte do muso
amigo padre T'ranriseo Rodrisues Machado, coad-
juctor desla freguezia, porcm as noticias que correm
por aqu de'ses dous losares, lAo ba'lantc tristes.
vallia a verdade.
Ntctuilm carel lege.
Que bello lempo ad chinandum. ad furlandiim,
el nforcandum, pauperlatem.'...
Fallando a bolacha na casa onde se cutlama a ta-
zer, urna alma pora e mailn candida, provena
ensejo. manda vender por uma prel a Sil rs. rada
bolacha....
Foi roubada uma vendla de um pobre rapaz, um
dia desla semana, que por nao acharen! mais alsu-
m cou d'agua em vez de vinagre por HKlrt. o que faz.
Vende-te em certa baiuca, elixir anie-cbolerico
por lodo preco, segundo a necessidade do individuo.
Na mesma casa ha tintura de campbor.i muilo su-
perior a de llahnemann, a RgOOO, preco fizo...
Kmqoanlo venta agua na vela, quanlo mait agua
botarem. tanto mais depressa tero de checar ao rei-
no,de Proserpina....
L estilo as coras de bano em pasa de lanta ca-
ridade, humanidad e pbiUutrupia.
As nossas autoridades civil e ecclesiaslica eslao no
seu posto de honra. Dos as conserve.
Os gneros do primeira neressiddlle eslao por alto
indiflerentismo d'um poder qae u partan-ao cama fa-
tal a tociedade. de quem he prolertar e gardo.
Diqui, pois. j vedes, qae diriginda-se lado a s*a-
peulio dojpoder mcial a punir e evitar os ertajsa,aajar
estas se reliram at pessoat, quer prapnaaade.a ea-
sittindo a snencia do direilo criminal im asteda dx
kis peines e na forma de sua pplicacj., am aaana-
lliante ettodn inleressa etsencialmeale seriedad,
v islo que lende coiiserrario e aperfeiraaminla *
tuat bases. E, com erTeilo, tenbores, nada aaTataa|l
de mais nobre. de mais mase-loso, e, diret aunan,
de mais aoguslo do qoe o estado de urna arlara.
que franqueando-nos a raminhe para a conherimea-
lo e apreciaro das leis penses, nao ao nos asrtarHa
a instituir nm justo exsme e ama impareial rompe
rara-, entre at acri'iet do eidadAa a aquellas leas, pm-
rem aluda nos habilita militas ver- a Mnatr a ca-
rcter de julaadoret, em rnjat allnbaicn*<
eomprehendido o upremo e lemvel direitei
p les!
Nao era paranlo, em rouila raza* qae am illaw-
tre etrriptor, apreciando a sciencii da legHlsraei, at-
zia que de todas quintas eoottilaem a dsamia >
espirito humano, he ella, sem ronlradiritn, a pri-
meira e a mais neeesana am horneas; qeer raaaa
lundamenlo das -onedade-, quer como bte 4a pret-
peridade publica e felicidade dos ieativridaat qae a
corapem.
Nao fot amia, wm o renlo da mai< para eHa-
cera convicrao, que n nclito cidadao de torrar*.
Iraieoeirameiilc immolado |>elo punhal as-a'amo da
auarchia romana, asseverou au mande luterana, em
seu famoso tratado do direitn penal, que este direi-
lo he o miis importante da tciencia la leis, h
considere ol at rellenes moraes. na> omaiatere
soh a relaroes polilicat.
De lodos ot beneficio que a Provideac* conceden
ao homem neste mando, liem como, da todas a i ad-
ir- que foi dado ao mesmo homem obter a gatar na
socie.lade, a vida, inrontestavelmeale, ligara ea pri-
meiro lusar.
V privaran .l'iim-emclhaule bem. ottoAViar
phvticos ou moraes que qualquer individoo nracara
se njostamenle I ootro, no intaitede impedir-Um a
pacifico e livre gozo desse beneficio,
um crime. quer em relaro a moral, lettdo par I
se o precrito divino e por cantesamle a eaes-iea
quer ern re ario a sociedade, lende por bese e i
publica e por ronsequencia o lesilimo laleresse la
mesma sociedade. a
Penetrados desla suprema vardade e raeahaaaa
peilat contra a notsa boa fe, logo que setouberque
apezar de lodos os esforcos e sacrificios, nt nos con-
servamos fiis as condcees por nos precedentemen-
te aeccitas.
Mas se tentarem frustrar condiroes que estamos no
caso de exigir, o que ja adoptamos, oh entilo eu
creio que n povo iuslez se erguera como um sii li i-
mem (applausns); nao baver sacrificios que Ihe pa-
renla grandes para continuar a suena,c eul.io as con-
diees senlo muilo diflerenles das que o governo da
rainha aceitou e a que se conserva fiel. (Applausos.)
L'ma outra considerarlo me levou a tratar desses
boalos, e espero que se nao enxergara a menor pre-
surapcAo da minha paite, posto que ella seja de urna
nalureza loda pessoal.
A rainha dignou-se manifeslar o desejo que linha
de que eu fosse a Paris na qualidade de negociador
cm seu nome. Muilo bem!) Posto que desejasse de-
clinar de mjn uma tal honra, poslo qae eu deva, em
conscicncia, desconfiar de minha capacidade para
entrar em negociantes qoe romprehemlem tantas
quesloes embaracosas e complicadas, julguei todava
do meu dever cumprir as ordens de S. M. e piir
sua disposicAo loda a somina de experiencia que me
foi dado adqnerir nas qucsles antecedentemente
disentidas.
Entretanto, os meus cotihecimenlos especiaos e ot
nlensserviros lornar-se-hiam complelameule iuuteis,
se cliesassem a su|ipor que eu emprebendera ou a-
ccilara esta inissAo com oulro fim qne nao o de en-
caminbar os negocios para um exiln feliz. vMuilo
bem I Obrando em nome do meu soverno, eu ence-
lare." as negociaees com om ardeule desejo de obter
a pa'z, c relirar-me hei cheio de senlimenlo quando
esliver convencido de que he impoiivel a paz por
cansa de condiees inceppaliveis com a honra e d-
dale do meu paiz.
Milords, eu creio que posso declarar aqui, sera nf-
fender as formulas ofliciaes, que os sentimentns do
governo da rainha o completamente partilbadot
pelo imperador dos Francezes. | Muilo bem! Nao
lia exageracao de rainha parte em allirmar que o
discernimento, a firmeza, a moderacan e a conduela
honrosa e regular do imperador dos Francezes esla
cima de lodo o elosio.
O imperador dos Francezes deseja a paz, mas elle
nAo lara ama paz que seja incompalivel rom adigni-
dade e honra da Franca. Bem como o governo da
rainha, elle quer iuo os preparativos marilimose
militares conlinuem sera inlerroprao, afim de que os
dous paizes se achcm complelameule preparados pa-
ra a guerra logo que as uegociariies de paz lurem
frustradas. (Ap|ilausos.)
Lord f.ramille responde ao cundo Derby sobro a
aecusacao por elle fcita ao governo de ter oomeado
para o parialo a um doulo magistrado.
Lord Campbell diz que a queslao he muilo im-
portante eque lodos os membros da cmara dos pa-
res deviaiii lomar parte uella. Diz que desejaria
saber se as conccsscs de pariato por uma vida sao
legaes, e se ellas poiJ"|n_ser feilas sem aulorisacao do
parlamento. _^>
[Jornal des Dehats. i
PER1AVBUCQ.
PAGINA AVULSA.
Vas (BTWs. r*'l(i n
<.ue existem aguas eslagnadas na estrada de
JoAo de Barros, niuguem o poder contestar ; por
tanto he sem fundamento a evasiva, que da alguem
de que ellas sempre exi'tiram. Nao queremos sa-
ber se sempre e.i itlirum, o que queremos be que te
remova a que exisle por ser muilo prejudicial a lau-
da publica, e assim continuaremos a pedir a remo-
co desse fnen de infecenes, e
Nem se arrufe.
Nem se amue,
Nem se babe,
K se basbaque....,
quera suppnzer qiieno estamos em nosso direilo ou..
lor...ga...dii... pelas leis do nosso paiz.
No da >{ do correle foi accommeitido de uma
forlc cholcrina o preslimoso Sr. Dr, Villat-lloat,
medico do l.-dhlricto da Ireguezia da lloa-Vista ;
esse infeliz successo foi geralmenle sentido, e se bciu
que S. S. te ade sem periso actualmente, cora lu-
do os hab,lames deste dislriclo aspirara vc-lo perfei-
tamenle reslabelecido.
Sr. inspector Paraico, vocemee espi sempre
para aquella casa, qoe lem dculro quem grita al a
meia noite. Sr. Paraizo, veja que quera Irabalfaa
para ir a vocemeci- nao te perde neste mundo, e as-
sim vocemeci) chame ao seu reino,'aiuda que seja
cora o renha a misa quem nao deixar dormir quem
lem tonillo !
Conta-nos que o inspector aaa|entno, da ra
do Aleerim lem-se portado bem na actualidad, nao
lera raigo para n contrario, qaaiulo he inspector do
gar, mas, em consequencia da prohibirn da cmara
municipal, acabou-se ; a casa passou a servir de ha-
Int ir., ordinaria, e consegninlemente deslruio-sc
ludo quantn era necessario para esse misler. Entre-
tanto, o espirito de ganho que a nada atiende, recor-
rendo ao anligo uso que leve essa casa, pretende
boje, contra at diapeaifOBl da mnnicipalidade, revi-
ver nma pralica contraria i taluhridade publica e
ns posturas da cmara municipal. Astiro, rogo a
Vmcs. que por seu legitimo intermedio fac,am com
que o fiscal desla freguezia de Sanio Antonio se op-
ponha que se infrinja de uma Manir tao escan-
dalosa as prcschpces di corporar,ao de que elle de-
ve ser o mais vigilanle observador e mantenedor.
Um morador da mesma roa.
Ale amanh'ia.
COMARCA DE GOIANNA.
I tamb J( de marco.
Meu amigo, sao lanos os nossos" trabalhos multi-
plicados pela epidemia reinante, que uos tem inpos-
tibiliadn interamrntcde escrevermos-lhe; porm
esla noite, que vai correndo sem que nos batam a
porta, vamos aproveitando-a.
O estado a que nos vai r'duzindo o cholera, he
bastante deploravel. muitos lugares desla freguezia
lera solrido consideravclinenlc; Carlee, Agua-Tor-
ta, tiurarema, Sacco. Cmara c Oratorio, leem sido
bem cei fados.
A povoac.io de Pedras de Fogo (em sido menos
llasellada. porm assim mesmo. de 12 de fevereiro
al a dala delta, tem-se enterrado no cemilerio da
pnvoacn -JOI pessoas, contando com a morlnlidade
daquelles bisares deque Ihe fallamos, ito he, s no
termo de Itanih o cholera ha feilo hUK) victimas,
pelo menos.
Os discutios qne mais lem solrido sao : Cacho-
eira, Pruii. S. Sebastian e Olbo d'Agua, Meirim
tambera j principia a soffrer, e Lazes.
A nossa casa de caridade que lauto nos custou
vai muilo mal, por falla de quem medique, nao
obstante lerraos no Diario, o ofllciodo Sr. presiden-
te, mandando ao Sr. Dr. juiz de direito contratar
pessoa curiosa para curar na casa de caridade ; al o
prsenle nada vez nada he nada, e lirada a prova na-
da, nada... o
A respeito das badas bem mal estaara ot pobres,
le a casa nao livesse lencnes, que uetas.... Estamos
cantando
Ellas de la vieram,
Aiuda c nao ebegaram ;
No ineio do camiuho
Os Francezes tomaran.
A direce.io tem-se visto partida de dr, por se ver
abandonada ; os fundns da rasa mal leem chegada
para pasar a um hornera e urna ruulher, para ajudar
a bem morrer, ja que nao ha quem ajude a viver.
pagar a una coinpauhia de carresadores e ceveirot,
serviro esle que se lera feilo regular, e tnonlar a en-
lermai ia. como se mnntou, pelo que uno be possi-
vel, e mesmo nao ha fundos para pasar a um medi-
en, cirurgiAo ou burro de rabellcira que boje sao os
mais caros que mdicos, para curar ot pobres do
cnles da casa de caridade. *
'.iiiin lo assim nos vemos, nAo podemos deivar de
tachar os Srs. governadores de Coiauna de egoislas,
e mesmo faltos de caridade, alo ha os Srs. r. l'ir-
inino. Silva, lavares, c dous acadmicos, os Srs. Pe-
dro Cczar e Andradu; uem ao menos se nos man-
dn o Sr. Pedro Cezar fazer uma vizila a esta po-
voarao. ver a ra
aproveiliriimos, bastara o Sr. Pedro Cezar pastar
uns oilo dias por aqu para iniciar alguna rapazes na
apphcar.m dos remedios : desla sorle ficariamosmiiis
conlenles. porque mais val fanhoso que sem nariz.
O Sr. Pedro Cesar em poucos dias em Gotaana
habililoo alguns rapaces, que boje alguna esto ora
engenhos de-ta frs;oezia applicando remedios, e bem
nnrivelmente. V'ejam. qne quem romo ante en-
sa'ga....
Nffo doviilamas qoe S. S. lenlia prodicalisado a
.....al algum beneficios para ou-
rodear de todas as possiveis garantas o dogma da
seguran;* individual, lodosos legislada**, som 01-
cepe.io d'um >n, de-de o Gcvpcia e o Heareu mi os
de nosaot das, leem procurado crear |naae. aanis
oa menos severas, e regra- fizas para a taa appla
raco, contra os infadores daquelle d. sma. easa ra-
zo persuadidos de que eflicacia e jalirs da pee
producen! necetsariamenle o detaasrav da O !-
tendida e a provcncAo de novas nlracrvsat. A r-
priedade material nao Ihe- mrrecru maasrat canea-
dos : as fortunas particulares foram itaalateate r*"- "
legidas e ot cdigos penses etlendcram sua podoreM
-aiiceo a lodos ot acto infractores da rearas adap-
ladat pan a talva guarda dat deu mais prerrasaa di-
reilot de que posta cucar lodo o mimbre de qual-
quer -ociedade.
Ate aqu, -euliore-.o poder social hivia feda bat-
anle, porrmainda Ihe re-lava muito a larer.para nm
plemento de sus srandeobrs. A inraeraa dsaaz
direilos; de que acal de fallar-vas, e d'aallai in-
hrcules ao homem social, qae a pnncipie.era ana-
lula, conlcndn asumas o.lo qaando nellas apenas Lijada como um mal particular par >U samMa a
se dev.ao consentir res a qualro Esta reun.Ao da rep,racao e resultadosda v,.,..r, S. i-Tme-
I,...,., i- 1.1,1 I,'., ,,., 1.1., fn..,.ln .1- nmm MM ... .^. I ". -..
ime. O po-
der social, cm desempenhe de taz minan pratadara,
cine .-o o por ron le-lar os oltefidido. o dtraHa ac
retribuir o mal pelo mal, a ltala dr iasaara qve
enio constitua s base do diretle d-s paair. o par
ama consequencia eminentemente locic a dessa raale-
lar.io, patsou a sociedade a enmaderar -sr, ella mes-
ma. ollenlida na pessaa de seus memh ras raen di-
preco, carne a Ifi, 18 e -Jt patacas, farinha a :\2; so
frade pode viver nesle lempo.
A fera de gado esta' redocida a mais simples ex-
press-lo, e atsum que vem he por prero extraordi-
nario.
tt cholera ja nos corlcjou, porm de leve, e Dos
nos livre qae elle nos ajierle a m.lo, fatendo-nos
um enrtejo formal, nao quero srarat com tal judeu.
Meu amigo, toda a Iranquillidade Ibe detejo, se
Dos quizer re aproveilaudo as vagas que liver.
O seu amigo velbo
i Carla particular.
Illm. e Exm. Sr. A commissjo de hvgieaa pu-
blica vi/iloii sabbado alarde, lodo correle, a ra-
sa de delenc,ao e acbou-a cora todo o atseio deseja-
vcl, e ludo em muilo boa ordem.
Passando a examinar as enfermaras vio que mui-
tos doenles se achavam reunidos cm uma s cel-
l-iite, .
... I sv-l""" as-1 nu ii -iiiisMvi- um a nifiii a i't ai
pessoasera um quarlo torrado, ede pequea capac- vaila ,,ela tociedade a calhecoria dec
dade, fcilmente corrompe o ar que nelle exttle. do -
que por muilas vezes provem nao mi a trantmistAo
de varias molestias, que sem esla circumslancia nao
serian (ransmissiveis.como o descnvolvimenlo de oa-
1ra-, a desynlheria esta no primeiro raso.'a febre
lypboidee a gangrena podrido do llotpitali etlio
no legando.
Ftaminnn J imh-m "- > '"''oto- af|,'i;-|i..... -
gua e a cozinha, e ludo eslava limpo. Na* outras
relalas onde exittiam collocadat ofiicinat, a com-
missao vio que havia limpesa e que eslavain tm-
cheiro qaando te Ot abra, nAo porque e-live-em
sujos, mas sim, segando parecen a cominis-Au, por
falla de grande ventilaran dos canees conductores.
A commissao nlo pode fazer melhur exaroe sobre
esta parle do edificio, porque faltava quem Ibe ex-
plicaste a maneira porque furam elles dispotlos. es-
pera porem faze-lo em orca-iu mait opporlum.
lie portanlo a commissao de parecer, que uo se
cousinla lanos doenles em uma
reno oo exisir,
CAo da offenst.
Assim, o poder publ ico, investido das drette* e
recursos da tociedade. qae representa a preircr.
protector dos direitos de cada um dot mam broa com-
ponentes da sociedade. c rnasluie--*. par osla
forma, a garanta f iva e pelpavel da ordem paMiea.
reducindo a prereilot e*cr'pl" oas vanladas para
ser bem comprehenddo e melbor obedecido.
O poder social rontezoio realisar tea grande em-
I penlio e e-sa i ('alisar., ,, pode deixar de ser alba
I da como o mait |bnlhinte t riumplm da razio, re
en, dito ettabelecimenlo se carera dne.rsT m." !-"? **' qUB lc2" ?S itW'm ^
I ostias contagiosa
Dos suarde a V. Exc. Sala dasses-esda com-
missao de hvgiene publica, -JO de marro de IS*.
Illm. e Exm. Sr. conselheiro Dr. Jos Benlo da
Cuoha e Figueiredo, presidente da provincia.Dr.
Cosme de Sa Pereira, presidente da cnmmissAi. le
hvgiene publica.Dr. Ignacio Firmo Xavier,tecre-
lario.Dr. JoAo Josc Inuocencio Poggi, adjuncln.
Discurso pronunciada \pelo Sr. Dr. Joo Josc. h'er-
reir de Aguiar, por occasiao le lomar posse da
adeira de direito criminal\da faruldade de Direi-
lo, no dia ~>\ de marro.
Senhores.Quando.lia vinte c Iret annos U decor-
ridos, do alio desla mesma radeira em que agora
me vedes assentado, foi-me conferido o premio que
procurei obter por cinco anuos de aturado e-ludo na
Academia de Olinda, bem arredada eslava enlau de
mjiu pensaraenlo a idea de que um dia seria chima- .-
do 11 occuparcsla mesma cadeira.e que no lim de am i le de oulro lado com loda a forra de sea cermr.
Ido longo o-paro de lempo a confianra imperial nel- fallando ambos a tcieacU pralica do agricultor,
la rae collor in.i.inciimbn lo-me a honrosa missao de He verdade que o legislador, declarando as ecrcs
instruir uma grande poreao da mocidade brasileira e eomissies que em retaran a moral e s ordem pohli-
dc averiguar rom ella as grandes e Importante'ques-; ca, devem assumir a'responsabilidaile Je mmc e
toes que se acbam usadas ao esludo da Iheoria e ap. eomminamlo-lhes penas cnrrespondeale-. lem e-la-
plirar.i > dat leis penaes, que to profundamente in- belecido o> elementos do din it" criminal piiiim
leressam a sociedade. I lambem be ineonlel.ivel qoe eseapaada a taa o-
t.onsuinido (Ao srande numero de anuos uo det- pbera a rapilularao de lodos os artes qoe rn nm
empenho de funcrajet muitas renal desenconlradas. eelar na ordem de ser locados de saarrM penal, e
ja deixaudo a jurisdir.io de juiz para reger a banca i nao pudendo por si mesmo aprrciar o eran, maior
de advogado, ja abandonando a cadeira de adminit-1 ou menor, de malla le que po-sa ler presidido *
trador para oceupar a de legislador, porm sempre delicio, uem mesmo os felos acceasoriot que.
envolvido nas lucias polticas de nosso paiz, exise a muilat vezes, tornao mais on menos odioso a fas-la
lealdadc. senhores, que vos confet'e quc.se duranle principal, deixou por esla forma
le que precisa vara para re .-nlaritar as leis |__
foi .elle que na-erram essr t codisos qae o r'ladu
r a philosophia se leem cnca recade de sperforraar ;
foi delle que pailiram essas formulas oarnalidarat
da lid execucAn dos preceilo sociaes; M elle.
emfim. que lirm os ongem I juslira i
cuja sombra a inuocenria, mullas a
mente trajada com os andrajos u'o crime. eaeaalra
decidida proleccAn e em coja i i&idez deaiapara a
delicio de adiar abrigo c irnmci ecia'-' acile.
Mas, senhores, de que servira esvvs pratiaearias
creadas pelo legislador :'em que aprnvi-ilanam laalat
cuidados despendidos em prolecrao da honra, vida o
propriedade do rnlad.io" qoe vantasc >t nadera a
tociedade colher de lodo este celo, de I oda essa to-
licilude, de lodos esses esforros do pode r sacia!, se
o estado das leis penaet e o da forma de as
carao nao vi este tornar rffcrtiva a eiecevoa
med la-1 Seria o mesmo que um campo, d'um
lado rom todo o poder de soa lerendidade, a i
tros logareejos da eomarca.mennspara Pedrasde lo-! "'*ei l qualquer ndividoo qoe prowatee^OM aquel-
so eseus ariahaldes, do que nao lindemos ser ron- "mo dos conhecimenlo. humanos, quo a sua sci-
ii malo. I enca be, ja nao diiei detnecetsaria.porem de rosal-
He verdade que quem lem a barriga cheia, deila- l;l,,"s mediocres para a sociedade. e veris esse in-
so a dormir, c quando BCOrda ludo Ihe rheira a dividuo, ligando-se em eslreilo amplevo a sua fillia
"'al- querida, 'fazer-lhe Completa defeca, lecer-llie os
Maneira de curar o cholera, miraculosanicnle des-1 mais subidos encomios, demonstrar com roma e te-
coberla pela Illm'. cmara de Coianna. i nacidade a toa utilidade e indeclinavel necessidade
"' toa ouines, alleudile, el ndete! e concluir, no fim de urna lula heroica, que he ella
Illm. Sr.- Achando-iins ameacados da epide- l""'1 d,s condiroes indispensaveis a vida da socieda-
esse extenso periodo de minha vida nao ilesprezri
absolutamente o cstudo do direilo criminal, te nao
cerrei meu espirito ao exame o aprcciar.lo deesas
novas Ihroriasqiie, nos ltimos lempos, lana realce
e detenvolvimento tccio procorade a esta parte da
jurisprudencia, ao menot nao Ihet appliquei lodo n
cuidado e esmero precisos para que esteja conscien-
temente persuadido ds que desempenharei nltfac-
toriamente n melindroso sacerdocio de que me vejo
revestida. Nunca aspirei ao alio magisterio, e nitlo,
ao menos, enconlrarei alguma dcsculpa.
Entretanto,' uma vez aceita a mistan, quer pare-
cer-meque a eonseleaela do dever e o ardente deso-
jo de justificar a alta conlianra com que fui honra-
do, me crcarAo forras, se nao para disputar a glo-
ria de que 'e acercara os nomos do< demais profes-
sores desla T'aculdade ; ao menos para concorrer com
um mudeslo contingente em prol da consolidado
do crdito scienlilico deste estalieleciraenln, bem co-
mo em proveito daqnelles que, cora animo c incera
iiiienr i" dr utilitarem osen lempo, o quicerom fre-
qucnlar. E.poit, que devo cumprir, conforme mi-
uhas Tracas forras o empenho que cnnlrahi. julgo justar imparr.al .."mi M.
convenleote antes da dar comea-o ,,o desenvolvimen- | Kr.,n te eSa dado 'earjonaai SbSS re^T-
o da materia que ten, de lacer objeclnde nossos es- lados que deccorrem do cdo iod?XZr
Indo, no anno lectivo, orcupar por alguns momentos mas anida a.aimsenhore, bem poara eTer.aohlTnem
as vossas a.tencoes cora a ,prec.-ra,. da ulilidade e favor dc-ta .ciencia.nem ,*.r mler fl m
necessidade dn direito rnininal.
Se be orna verdade, senhores. que na ha adeuda
nutd, tambora nlo he menos verdade, que todas
ella, tocadas do deaculpavel ecosmo daqnelles qi>
as prole..mi. reri niiain em ten f ivor o lilnl,, de
preferencia, como mais necessarios o mais uleis no
cenco hun.....o c a sociedade civil om particular.
am vario qne *-
mente pode ser enchido pela mait escrupulosa obser
vancia dea regras etlabdecidss r adoptadas pesa
sceuria do direito criminal. I'ln potla. ja vedes
que enllocar, com jatlira, qualquer acra na amas
tao leprova la pela lei no circulo da criminalidade,
Irarado pelo legislador, allribuir-lho a pena derro-
tada, proceder de maneira qac (OBI pena sepa a me-
recida, gaardada a teveridade de que he t
iBloafJaa manifeslameiile perverta do
respeilada a indulgencia aellas ao crime una intea-
cioual, sAo luorroc. qae, ansian podrraaaserda-
semprubadat absolatatnrnlr -cm a aoxilio o ranhe-
i linelo das regras do direito criminal, oa a reriea
'""ni grato risco da hiinianidade r da juslira.
Eit, ao meu ver, a grande larefa e a ia|iims
vanlasein di -ciencia que m prnpomo rstrnaar :
eis, segundo me parece, a missao mais
parte da jurisprudencia ; eit o Ululo mait valia
mais honorfico rom que o direito criminal se
apresentar .i sociedade e redamar em sea favor at
loros de til, necessario e indispentavel.
O cnnhecimenlo dat leis penaes ea pralica de -sa
lugares onde lera srassado, esla cmara, alera das
medidas preventivas qoe tomou em cs o dala, nnmcou V. S., o reverendo vigario An-
ii ionio Kuiino Scveriano da Cnnba, o padre Anto-
" nio (eneroso Itau teira, o lenenta-coronel Mara-
" un llamos de Mondonra, ojuicde pac Manuel Jo
o su Pinza Lima, o rapilo Francisco Antonio da
hu r.i.ao para o rmnrjio, qaaiuiu He insncc or do es. srli .', ..........., --
tuna roa, que dizem habitar umt boa dote 'do bello fSuTS: ". ", STSS 2 d, *'""'
sexo, perfeilaraenlc bello, o demais a ra he de '. 'lgZl }' '"*" '"; ; Trte li*c Jnnqti.m
aleerim, *""elro tiuedet tiondim, para em romuns-o
O Sr. subdelegado dos Afosados -indique de
uns relmenlos bavidos uo da J'l na Estradn-Nova,
por Domingo* de tal era T'elix de qual, que nAo foi
se nao tal e qual.
Ai,..! que chirinola requintada ha na ra Au-
gusta !
Continua, segundo nos informara, o jogo em
grande escala na Capunga.
Os senhores que se ajuntam na taberna da ra
ua.....I'c'o amor de Dos nao facam mait islo... be
hlo...! feio !
< soccorrercra c ministraren) remedios as pessoas
< pobres dessa povoacao, que forera acconnnellnlas
a da epidemia, no ca o lambem a popolacao. para qne mo se deixe aler-
" rspelo nidio.
o Epera de sua philantropia e da dos mais no-
i meados, que desempeubarao semdbanlc coramit-
tiln com loila a aelividade e zelo.
" Dos suarde a V. S.Paco da enmara miinici-
pal de (joianna. em sessao extraordinaria de I de
ii fevereiro de S.jli.
a Illm. Sr. r. Joaquim Francisco Civalciuii Lins.
ludo islo esla era regia, porque, sendo a tdes-
ca creacjlo do hoiueni e devendo-Ihe loda a sua im-
porlaucia c imperio, e, por urna justa redproeida-
dc, devendn o homem ii scicneia lodo o brillm c con-
sideraran que Ihe resultara do derrimsmeata de luz
r de verdades que elle soube conquista, forra de
eiludo, nao he de admirar, como ja vos disse.*,me
mesmo na confronlaca,. c aprcc.aeao dos dinerenles
ramos dos conhecimenlos humanos, o egosmo leiilc. embora despido de quanlo lean de rude e de
selvagcm.
Nas pnuoas palavras que acabo de proferir, nalu-
A sciencia aea leis paanas i.m v-
idanienlaes que resulta ds ala,,;, ,
da sneie.l.ide e de seas mais vliles inleri
tmenle e limitatsem ai e tic,,, daqnel'r-qas-a
prefessam. i'm toeataaMMetrabaHM nos lev.tia .
na ao simple* ronheriineiit \-- nrc-eilos -,,""
porem -,n nos habituara. p, eerlo. ainflam,,1'a-'
vi.lam.-nle a taa ju.li.a e suida Ih^na-.', .,, -T.
vemencia e utilidad.- em relar.,,,., mr,| amJ^~
rollos sacian*. V aataaala J.^ i. ..-----.
ripies fui
hornera, orno ente ra-oavel e de suas rrlaci,M
cuma sociedade de que tac parle. O
tullo, diz hant. nos pesiara bem entinar
o direilo, i'lo he. o que em om rriln ti
um cerlo tenipn as leis preserevem on presi
mas, si o que essas leis prcscrevrm he j
criterio universal, por mrin do qual se pe
ao conhecimento do justo e do injusto,
elle nAo po lera saber, te. deprecando ot pa
empiriros. nAo vai procurar a fonle dos ares racio-
cinios na razio pora, tomo nice fandamril|v #.
loda a lesislarao positiva posaitel.c
Por tanto, ilesriinberrr a rxl-n-Aoealcaw ,|r.,,
relaces. despreiar os lucidos Ar t une. da r^,,,,, ,
averisuacao dot dias-iu,. e nbrisariHt que ilisiadla -
rnalllo, seria abandonar a rame das rau^s rtli -
denles dos crimes p por rouseqnencia jazet rm vn.
Iiinlaria isnorancia acerca dos fon.lamenios^, ,H, .
tira das penas: seria desrnnber a r\i>tencu n an
principio superior qoe elabelere ardem e aanla
.lmenlo td^iLa^i?....."."'-' "*i'"""'"'.....a-, de no esliido do direilo positivo, para aduMliir .i
b.cerC,ao ra.u" nm i^!"^X!^r"" ', !--* *- -" S ****"
irisraa-
teeseja
r e em
vrrava;
. e a
rhegar
aqo*
nripar*
de cm mira aZV" c"",n,' ,a",C1""- *'" coja ar plicarao caprichosa des.roiri, *. "order"-^,
im a mai, profunilaconv.ee..,. de que o, rana sonedle a con. ella a forC. e dm 53!.
proprio poder ocial. Asi n4i -
direilo criminal, sendo urna daqudlu s'c.eucias; que esm'ieataan niLl
VtV;.1**"* e P." alcauce.maisi,eres- | re,lo SLJJ 'ptdm. toda a so, ,mno
U,maautee?e ilvra"0' h! ,P;" 'l"y'"U- ?""" '- ''"app'a'recen'a";; c'arad
tas a nica, talvez, em a qml n.lo te podem admil- '
lir sociedade e ordem postiveit.
O poder social, senhores, legitima delegaran da
luciedade, uo justo empenho de altingir ao srande
de ajtal
de ulihdade que Ibe imprimen! seut ben
sollados para com a tociedade, te unu ve
zado o ettuJo de taa philotoph.a,ela ala v
seu poder c com tua luz, facilitar a irrd. ti
na e
'' e
rr-
re-

Wrr
ILEGIVEL


I
t
rri'l.ir.lo da le escripia armonisar as regras esta
belecidas para a applirarao da mrona le.
N4o bula qua o legislador, provendo a seguran-
za e bem star da sociedade, diliua asacroese
omissoes puniris c coinmine penas ioiracrio'de
mus preceitos. isln nao passaria do legilimo"'eier
ciclo d.m dircito; mas. guardar slricta justicaa
proporco oas penas, nao he s um direilo, he rute.
ro.oderer que no peder, eerlanienle, ser bem
deseropsohado sem o all.cat auxilia da philosophia
M coufeccao da, leis penaos e cm suaanpffio"
a?1^1^'. Pre o magistrado ?P to-
gg.'-*!? de *- principal, a desproporcf,,,
deirm? d *" 'e>at* e--ade de."erimea. a
nahSSS 6 ?fU' Rril0S co,na nlenaidide da cul-
52riSLm '' mfim. o'hi(rioea iniquida-
sa. das rama e d.clames da rerd.deira jusli. a.
lempo houve ( felisroenle para a human'idade
M *. v ,"> em que os legisladores,
deslumhrados pelo dogo,, fa| (le que a SOciedade
era nerdeira neceasaria, do idirelln de ringanca que
cnlao a* allnbuia .ios oOendido, e anda mas, do-
minados pelo principio de juslic.i absoluta, regula-
ran]i a sanelo panal, ou pela estensao do mal in-
dividual rnenle, ou pelo ceg rigor daquelle prin-
cipio, em attenrao ao nal social, eaqaeeidos de
que embora a iu.nr.. absoluta e a social leridana
SS'if.J 5 "30 e.,isc ,,ue e,,a s("Ja "milada
pelas necessid-des da ordem e pela impertoirao dos
neios d aceito. Nesse lempo e sob influencia d'um
1.11 pr.ocipio, era impossivel que a razao fosse ou-
rida e que a philosophia podes* derramar claran
raUu [aZ y*-1** d* Pcnalidade, e dan"
prnv.eram esses cdigos eosangucnlados. que .inda
Z "",,'?n"terde ,error os espirito? ,ais io
trepido, d ah essa prodigalidade de leis duras e
cruesque, ou hcavam sem cmcuc-Jo pelo horror
J"6'n,P,r,i,vam *os .lores, com desmoral.sa-
m^0deriqU.e>,,'lecre,i,va' "n am ejecutadas
T.PS" C da raza e da j"slira.
Aluda nao sao passados muitos anns.senliores.cas
propriasnac,6esque se achara hoje testado movi-
menlo civihsador do mundo, sofiriao as conequcn-
ciai de (ao deploravel erro. A pena capital baratca-
.. eeusc,>d,g maior parle dos crimes, as pe-
nas atilictivas e inramaiiles empregadas sem medida
nem disceruimenio, esse requiule de barbaridnde
svmbolisado pelas penas do rogo, da mutilado, do
esquarlejaraento, do acoute, da reare de'ferro ;
a rorma anda mais barbara do processo: essas tor-
turas occup.ndo o logar de piovas judiciaes, esse
segredo inquisitorial que deiiava o indiciado rabia
de defeza e mallas venes, entregue aos falsos depoi-
ruemos de seus reais raucorosos Iniaigoa, essa de-
negarlo formal d'um conseldeirn, d'um assisiente
d um defeosor, ludo isto exprima que, on o poder
social, queemnossos das com o soccorro da philo-
sophia do direilo lano se lem elevado altura de
sua v.rdadeira raissao, debalia-se entilo entelado
as deploraveis coosequeucias dum principio erro-
neo, ou queentrava ua lucia com a mesma cegnei-
ra e com as mesraas paixes que se propunha punir
nos mrraclores de seas preceilo., sendo que apenas
Ihe era dado triumphar pelo apoio e com os recursos
SZ lla de "" d'sPun|"-
Foi indagando com criterio as reslacoes dos indi-
viduos entre si e desles com a sociedade. seas uirci-
los e obrigarSes; foi estabelecendo urna justa com-
parado entre as acroes puniveis desses individuos e
o mal que dcllas poderia resultar i moral e a socie-
dade; ro computando em scu melindroso calculo
o maior ou menor grao de perversidade que se acha-
va ligada a intensan do delinqueolc, que os legisla-
dores modernos, ericiudo era dogma a juslica da pe-
na, poderam proporciona-la a nalureza e g'ravidadc
do delicio, esladelecer urna medida sustentada pela
razao, justificar aos olhosde tojlos a santidade de tea
hm, e por ultimo, arredar o odioso de qae so viam
rodeados a necessidade da pena c o grande interesse
da repressao dos crimes.
satisfaloria, all apenas hariam doentes em conrales-
**t*i e senlia-se Talla de gneros alimenticios.
Qaanlo a llamb rcteriino-iios a carta do uoso
correspondente, que lica transcripta cm oulro lu-
gar.
BULLETIU 1)0 CHOLBRA-MORBUS.
Partiripare* dot hospttaes.
Um parlioipatoM hoje recebidas pore;la com-
mssao, consta eiulirem no hospital do Carino !1 do-
enies, da na da Aurora 10, lendo fallecido una mu-
Ider, do arsenal de marinha I >, di N. S. do l.ivra-
menlo ->.
Ilesumo da mortalidade.
Morlalidadc do dia JK al is 6 doras da tardeIti.
Ilomens .1 niiildcres III prvulos.').
Total da morlalidadc ale hoje :2K 3,014.
Ilomens lillH mulheres 1118 prvulos -281).
Herir :W de marco de 1836.
A commissui ded>giene publica interina,
Drs. .su l'errira, presideule.
tirina Xavier, secretario.
/. I'oggi, adjonrlo.
DIAWIO 5t PHIIUBUCO SIBBIDfl 29 DE mtf l ISS6
<>"imtmm.itih>?.
memos. Em lugar ile seguir por Ierra o grande ea- Coneordamoi
minho da bisloria, va as regios das alluras, e rat
admirar aqui o valor do principe, alli a sua maa-
naniniidade, alcm sua hondada cm oulra parlo sua
vivacidade ; dapoia sua penetrarlo
que aaain sej ; purera, alem de que
estamos convencidos de que so devem prevalecer
aquelles precedentes que liverem urna ratio de ser,
rosponderemos aquelles que islo alUgam, que essa
via, segu a inesmo Irllho queseguio o hroe ; mas
lodos os eapacoa que esle percorreu desappareeem
aos vossosodos, guadoos atravessais. Ksse vo ser-
ve llossuct para distralitr-vos ao passardespor l.rnt
cujos muros elle nos nao coddnzira so 11,1o depois
de ler Tallado dos erros de Conde.
Bossuel linda uiu grande escollio a evitar no
elogio de um principe que bavia ITionlado a aulo-
ridade de sen re, na sua propria capital c na sua
corle; que liolia Imptiohado armas contra a Franca
e.ib-coimnaudado exercilos inimigoa.
Elle Iratou ese punto delicailissimo com teda a
arte quo se poda esperar de sen talento, c com a
franque/.a digna de scu carcter. Recorda com ama
pal.ivra os serviros que o principe presin a regente
depois explica seus desvos pela injusta violencia que
com elle se pralieoo e repelo dianlc dos altarea,
laatemnnbaa de sua boa f. as propnas pakmaa de
seu amigo : direi que nrlla rnlrei mofa innocente que todo* os
numen*, a della tttki moil culpado gne lodo' elle:
Itossuel nao disimula
l.ogo que as penas form justas, isto be, loga que
deivaodo do ser reguladas por um principio apaiio-
nado, a sua medida e proporcilo foram guardadas
em relajo as ac51.es que coavinha punir, o exern-
lor mo senlio mais os remorsos resultantes da dolo-
rosa trela de sua applicar.lo, a coiiscencia publi-
ca, juna inexoravel dos erros do legislador, nao le-
va mus o direilo de revollarne contra o abuzo que
o poder social razia da suprema faculdade de que se
achara investido; c o proprio delinqnenle.ligado pe-
la conaciencia do justo ao sentimeiito de rasoavel
obediencia, corvou-se mudo a resignado, a cone-
quencias inevilaveis de seu chine. Foi porlanto a
pnilosophia do direilo, que determinando melhor o
Um das penas, sua medida e graos de culpabilidade
provocou essa reforma da legUlafao penal, que co-
medn felizmente em nossos dias, e acabar se-u-
ramenle por seu mais completo aperreicoamenlo.
A abolH;So da tortura, cujas dores ne'm ao menos
daiiara ao acensado a triste coragem de proclamar
sua innocencia, quando inesmo dola consciente-
raeule penetrado : a condemnar.lo formal dessas pe-
nas qoe mais servam para atlcs'tar loxo de Ivrannia
e o ceg dominio da barhardade, do que para obler
om.islenue beneficio sociedade; a proscriprao
da coofiscarao de bens, que, sem quasi ferir o cul-
pado, la amagar cegamente lanas caberas innocen-
les4_o__rjri_ncjio luminoso e santo da i'iersoiialiila-
de das pnas*(fa lyrannia deslas. quando nao re-
clamadas por justificada necessidade; a publicdade,
emfi-m, dos dbales e dos julgamenlos, como garanta
de man acert e imparcialidadc na adminisliac.lo da
juslica criminal, sao oulros Untos beneficios, sao
oalras lanas Malagana que o esludo da philosophia
do direilo reio (razer, por intermedio dos legislado-
ras modernos, jurisprudencia criminal alegar a
gerajao prsenle.
Feli/.meute, pwa nos, ape/.ar de ligados por tres
seculos h urna Mega que desconhecia absololamenle
em sua legislarlo penal os verdalelros principios da
ciencia criminal, a Providencia permiltia, que logo
depois de constituidos em nargo independeiite. a sa-
bedoria de nossos legislador lihertasse da deplo-
ravel pressao dos ensangueutados dictames do li-
vrodas ordenares e arredassepara louge de nos esse
cdigo rerrenho, iucompalivcl com as idos,coslumcs
e ndole d'um povo anda novo,que aspirava a crear
para si um iuturo, contra o qual nao fos>e um da
obrigado a lutar com .1 energa do desespero. As>e-
Ihas leis, dictadas e reanudas por um poder absolu-
to, nao podiam.em verdad, encontrar apoio e gua-
rida em urea nacao que baria proclamado os prin-
cipios mais liberaos no pacto fundamental a cuja
sombra se abrigara.
E, com eSeito, senhorcs,se a axcelleRcia d'um c-
digo penal poda ser bem avaliada e ajireciada pela
juslira de snas dlsposires, pela clareza c precisao
do seas preceilos, pela moderarao c propor;ao de
suas penas, pelas garautias de que procura rodear a
innocencia e pelo escrpulo cora que exige a prova
do crme, pana que possa tor lugar a punido; roreja
heconresar que o cdigo pcual br.isjlciro be um
dos (rabalhos mais completo e o esforc mais subli-
me da intelligenca humana. Tanto" he verdade
qoe, conforme o pensamenlo de um celebre crimi-
iialisla, p pode existir um bom svstema penal sob
a influencia de um governo livre, 'visto que ha tal
afinldade entre os progresos das in.tiluicoes poli-
ticas e das leiscriminaes que, alcm de operar o seu
mutuo apcrleiroameula, l.iz com que eslas sejam a
conseqaencia quasi immediata daquellas. Mil gra-
ras, mil lio'iriu-,ios nossos legiladoraa,qa 13o bem
compreheaderam e 1.1o bem desempeuharam a sua
nohre missao!
NJo admira, portante, me essa bella producrao
de nossa legislatura, tendo'y.ajravessado "1 anuos
de existencia c de execur.io enlrTMli^ia produz-
do os mais (clizes resollados para a iiaTa^lafhJeriha,
inesmo, conquistado o assenlimento e"encorm>!nTe>
homens muito eminentes na ciencia do direilo cri-
minal. Deixo, entretanto, de insistir oeste poni,
ja porque o nao permute aacanhada esphera de um
curto discurso e ja porque, durante o auno lectivo e
medanle a anal) se que houvennus de fazer dasdis-
posijes de nosso cdigo, lereis de reconhecer essa
verdade e de conressa-la,.arrasladospela intima con-
vierio.
Aventuradas estas socciulas reflexocs, uo intuito
de fazer-vos sentir, posto que perfuncloiiamciilc, a
necessidade e conveniruna do estado do direilo cri-
minal, quer ^ra relacao a humanidade em geral,
qurr em relaVao a cada sociedade em parlicular.per-
milli que, como mestre, como amigo e como com-
patriota, ros lembce que, seguindu ama carreira pe-
la qual lereis unTirn de chegar a gerencia dos mais
importantes negocios de nossa patria e ao exercico
das augustas funecoes de legislador e de juix, e cm
qualquer desles doos caracteres devendo, ou dilar a
Ici penal aos rossos coucidadaos, ou applica-la por
bem da ordem publica e interesse da sociedade, de
quem seris guardas, he indispensavel, senhores,
que dede agora, olilizeis o lempo e o vigor da ra-
zao que vos proporciona o inapreciavel favor dos
poneos annos aproxcileis os beneficios de urna ida-
de que nao lem de rollar mais. As ciencias posi-
tivas sao um pouco ridas e nao se adquicm sem
mullo esforco e aturado estudo.
- "Eiraj.cerloj de qoe Do encontrareis escriplos cm
o nocdigo penal na luminosos principios que re-
cul-'im e dominam .1 juris|ircidviii-i criminal de ao-
s;a poca ; n9o ; paruat, nao perraes de visla, por
iso mesmo que a medila(a^e o esludo se inruinbi-
rio da prorar-ros que aqije||es prinripios se aedam
consagrados no espirito de as difpwiieSaa e com-
predendidos na esseucia de Wus preceilos. Assim.
j vM da sciincia que vos propoiides cultivar, o porvir de
nossa patria e o vosso'p/r.prio interesse, reclaman)
do vossa parte medilarao e estudo.
Senliores, nao tendo o dearaneeirtienlo de sappor
que srao falisracloriamenle cumprdos por mira os
arduos dererrs annexos cadeira que oceupo : nao;
a lanl, me nao levam o amor proprio e o perloito
eonhe-imento qua lendo de mim reesm" : sou novo
no magisterio, e hasta, l'orcm. acreditai que apre-
ciando bem a respousabilidade que obre mim pesa,
nao pupare eiTorr is, no pouparci vigilias para fd-
zer-r* chegar ao pussirel coiiheciim-nlo da ciencia
de qo uos vamos ocropar. Sarei reliz, se n'um sa-
melbaiteemBenho. bir secundado por vossa seria
applitacao e repatar-me-hci sobejaraenle recom-
peusao, se poder concorrer para a solida inslrucr.iu
daqur.les, a cujas in.io o lempo vindouro lera'de
conllal os destinos e a sorle lulura da narao brai-
leira.'
rio be tycmmnbnco.
recebemos noticias de varias localidades da co-
m?ra de Goianna.como sejam Pedras de Fogo.Ou-
ai e I tamb ; em Pedras de fogo o mal ia
c ;rande diminuidlo, fallecendo nnicamente urna
I id no dia Ji, ultima dala que (eraos daquelle
r. Ai noticias de Cruangi eram igualmente
Ja nao he diminuto o numero das virlimas que o
cholera lem sacrificado uesta provincia, nesde ola-
la! momento de sua appanro.
O qaadro morluario que lodos os das observamos,
o prova exliuberanleineiite,e anda mais be para las- |leP"ls deatajosUPcaciie
limar que no catalogo de lAo lerriveis devaslaroes, "ea'iuma das tallas ou dos erros do -rancie Conde ;
ligurassem nao pooeai vez.es os mimes do pessoas re- e"e 'eva '"esmo scu nobre ardimento a mostra-lo.
commendaveis por lodos os litlos, c dignas de lodo a,lle "i. com)alendo as tropos do mesmo rei.drn-
o aprero e estima. j tro dos muros da cidade real; mas cobro do lana
lina dessas era, sem dnvida. o Kvm. Marrelliim lil""'' e"n grande allenlado. que a rebelda do puli-
da Costa, prolessor publico de nslruccao primaria na 'Pe (lcsaPParerr na imuiensid.de dos prodigios de
povoacAo do Bom Jardim. Oriundo de tima familia
pobre, porem honrada, esse sacerdule, cuja morte
lamenlamos hoje, hara recehido urea educarao acu-
rada, que muito conlribuio para grangear-lie o ex-
se.u valor. Por ama daslra invers,1o dos aconler-
menlos, nao be se nao anos esse dia desastroso que
elle enlloca a victoria de l.eus, nome agradatel
trama. Itossuel ehega alt lisongear a vaidade do
relenle couceilo de que elle sereprego/.ju. |)iStin. | fei. lazendo que se elle encha de orgulbo com ..
guiudo-se bem cedo pela sua coustaiile applicarAo "'d* um principe que ouoe guardar sua gerar-
nos cstudos que cursara, elle pdc obler entre os sus i'A'" "a r""' ''' Fram-a sobre a rasa d'juslria,
condiscpulos, esse norae respeilavel que jamis des- """"' "" Uruchellas. Emlim. para romplntar a
inentio pelo seu prucodireenlo. A milla* qoa lago WIPI*S< a tdoa M erro enjoa vestigios a historia
depois contrahio da preceptor da iiiondade, concor- P,'erta oonaeroar, elle musir ama grande eietima
reu anda mais para augmenlar-lde o crdito ; pois
que saliendo preencher a risca as arduas funccOes
do magisterio, toroara-se particularmente dislincto
pelo zelo e dedicar.,o com que o excrcia. Foi nesse
periodo que elle bracea por rocac.ft.0 propria o es-
lado ecclesiaslico, leudo ja truido por algum lempo
as suavidades da vida conjugal, da qual M pode di-
zer que foi um perTeilo modelo pela regolaridade
com i|ue a manleve. I.ma phaso iuteiramenle nova
se Ibe abri desde enl.io, e aquello que ha pouco era
esposo c se constituir pai, eslava ligado pelo voto
do sacerdocio a mais elevada e imprtanla de todas
as nnssoes. (.abiam-lhe, por lano, deveres mais
sublime', e o Rvm. Uarcellioo, enllocado entilo na
dupla posicao de sacerdote e mostr, uao se esque-
ceu um so momento das grandiovaa obiiear.es do seu
ministerio, antes rada voz conquist.iva ms as s\m-
pallnas, o rcspeilo c .1 oonsiderarao de lodos com
quem vivia.
Os habilantes da povoarao do llom Jardn) anda
poderao altcslar com quanla circumspecclo, digm-
d.ide e intelligenca, esse ministro do Sehr sonbe
deseinpenbar serapre os seus deveres, uniudu a regu-
landade dos coslumes 11 oulras qnali lades que o la-
tan) suminamenle aprociavel.
Enirelauto o dagello que ja se liana eslcnddo por
mullos lugarejos desla provincia, chesou na sua mar-
cha ruinosa aquella romarca, e no momento mesmo
em que esse nosso amigo pareca respirar cm lodo o
vigor de una exigencia clieia de esperanzas, a mor-
te veio descarregarldc o lerrivel golpe, e elle suc-
cumbio sob o impulso desse Dagello deraslador. A
Providencia que vela sobro o destino do lodos, ja Ibe
hara mareado o termo da existencia, que elle quasi
prevemra por um desses presenlimentoa que so a
religiao pode sugerir ao espirito do que sollre. An-
da nossa quadra alllictiva e que tanto lem de espan-
tosa para todos que a n.lo esperara tranquillos era
sua cunscicncia, rile soube apresentar-se como um
verdadeiro cdrislao. e ligando a rcsi^narao mais he-
roica ao maior desapego da vida, a maior firmeza de
carcter a pacieuoia e piedade, fechoii os olbos a
luz nesle mundo para abn-los na Etcruidade, junio
daquelle de que sempre lora l,io zeloso disc-
pulo.
Satisfaz-nos ao menos, ao commemorar o passa-
menlo deslc nosso amigo, o poder asseverar que ello
morrea como devia inorrcr, alcnlado 110 Icilo da en-
rermidade pelos senlimenlos mais puros da raligigo,
e que urna familia rrapeiUrel rainislrou-lhe lodos os
soccorros, levando-o para a sua propria casa, e Ira-
lando-o como maior carinho c destello. Essa faini-
lia. da qual boje ligura como chele a Exma. Sra. I).
Jeronyma Uarbosa de Albuquerquc, viuva doSr.
Manoel domes da Cunha, merece por esle lado todo
o uosso agraderimcito.e como amigo do illuslre fina-
do seremos sempre incansarel em proclamar os im-
pagaveis obsequias que se diguaram prestar-lhe.
Iloje quo so resla do Kvm. Marcellmo a lembran-
{a que nao morre, a Icmbranra dos seus acto vir-
tuosos, e a saudade perpetua que Ibe cuntasram sua f. v.10 apparcrrr
sunsirriiada familia sen rMremuo. njjaafc ni- Jjrdade que. na
mos a nossa voz sincera a esse concert unnime do mliie euimiilas
senlimenlos, e vimoj derramar ama lagrima sobre a
sua campa. a
ELOQUEMUIA SAGHAIIA.
Ilossuel e o grande Cond.
(foii/iriiiaro do numero antecedente.)
Hossuet corre com lodos os amigos e admiradores
de Conde a Kacroi, i Friburgo, a Nordliuque.
Leu, a todos cases campos, em que o principe, de-
scnvolvcndo, segando as circuiuslanoias, as mais
einiueiiles qualidades de espirito o de coraran, as-
sombra os olbos e arrebata as acclamac,.'ie'..Mas,
dir-se-ha, ellescabiram na mais profundeza Irisieza
quando o virem no mosmo momenlo despojado pela
marte dos lourosque Ihcennastram a fanle augusla.
Nao, Bossuel previne as amarguras ilessa triste
peripecia : rene cm um so faidie os Iropheos c mo-
numentos de todos os autigos triiiinphadores, e com
m3o poderosa os dcspcdai.a c os reduz p. Depois
loma pelo braro os amigos do Ilustre morto, cons-
ternados por liim t revolaran t.10 inesperada,- e os
condal a Caolly, mide Ibes mostra Conde aspiran-
do mais iiubros conquistas, Irabalhando por con-
servar a cora iramortal que havia adquirido, e mo
deivando a Ierra, se nao para ir (recebe-io do |)eo
misericordioso c remunerador.
Acharis ncslc plano ludo disposlo para nutrir o
interesse, parecendn que a orador nao liuha oulras
vistas e oulro cuidado se nao ete. Precedido por
Ciro por Alejandro, que ambos foram aununcia-
dos pela voz dos orculos, Conde vem igualar suas
laeanha* pelas maravilhas de sua vida. Com a fas-
ca nos olhos e o rain as ralos, elle corre no meio
das auras de repelidos Iriunipbos, arralando por to-
da a parle consigo a victoria encadeada ; e depois de
encher o mundo do eslrondo desusa viclorits, rolla
a repoosar em Chanlillv sobre um monlao de Iro-
pheos, conversando com seus amigos, leudo as san-
ias escripturas, ensillando i seus domsticos a ver-
dadeira religiao, nao falcado menos as delirias que
a gloria de Ioda a sua familia, e esperando cora pie-
dosa resignadlo, com a mois lerna conliaiira, essa
morte que elle lanas vezes alVronlou as aza's da in-
trepidez e da audacia !
O inlcresse nasce sobreludo da varedade, c a va-
riedade do contraste. O discurso inteiro uao apr-
senla 60 nao um ; elle se cumpoe do dous quadros ;
n um se percebe Cundo, airares da poeira e do fu-
mo, deslruindo exercilns c desmoronando redados e
mu-filias ; n'uulro, re-lo-heis era scu pomar de
verduras e de Dores passeiando com seus amigos, ao
ruido das aguas que sallilam, e meditando nos ns-
tenos da elernidade.
Quo marcha mai natural ? O orador mo faz se
n.lo seguir as pocas da historia,o desenvolver as re-
Dexes que ella suggerc : o nada .la gloria, c o ina-
preciavel valor das virtudes ciViseTfS
Estas duas considerarnos ciurah em urna s pro-
positan : o homem nao lie riada sem lomar o
partido do reo : e a vida inteira se ro luz a um con-
trasteo mnviinento e o repouso. Podo haver maior
simplicidade?
Entremos agola no na.ne do cada parte separada.
lie aqui que vamos encontrar todas as dilllcul lades
do assumplo. A maior, lalrez.'nascia para o orador
da grandeza, d'abeadaacla e.lu esplendor danaale-
ria.Do herosmo, da gloria das conquistas! E
sobreludo as conquistas, o herosmo e a gloria de
um Conde! Que maior complexo de bellezas.' .Mas
sempre batalbea, sempre victorias, isto acaba por
fatigar a altencao. como diz madama harier ; por
que he isto o que acontece com a Miada de Homero.
Homero porem em suasdisciipc/ios lo cmbalos, s
vezes um pooco evlensas, lem o cuidado de inter-
reeia-las con. urna m..!lid.,o da episodios agradare!, .: Sn, redurtore,. Emiueulemonlo respaila lores
mas o poeta inventa, e o orador narra. Era misler I da opiniia publica o daquelles de quem somos ron-
pola que Hossuet, privado .leste recurso, prucurasse isi.leradui como subalternos, au pndrmos deixar de
oulro meio de quebrar o .0 d, monotona em suas mear algnmaa linbns em jusUii, ario do proeedimen-
narrace.. O que fez elle i" En, lagar de e-rrever ;,., que. con,,. cr*.,ile,ros o .alafatos! livms no
arsenal de marinha, aliiu de que o publico possa de-
vi.lmeme avadar as razoes da nosso proceder.
Accordes oinimenlH em una resolurao aban-
doiiamos lodos o arsenal de marinha, sol lo que a
SM Tomos lov.1d.1s pelos diminutos sala.ios rom que
al aqui eram recompensados os Iraballioa qae pros,
lavamos no inesmo arsenal.
Com elfello, eipantoia he a diflerenca qoe exista
entre os salarios que os operarios calafates c cara-
pialeiros pagara os particulares, c os que u arsenal
e aurificando so bem publico, c esquorendo de si.
no tratado dos Puiicos, para so se lembrar de seus
amigos, Eiiblo Hossuet uo teme mais apresenUr a
l.uiz XIV, e i Franca, no grande Conde, um prin-
cipe completo, e rom um nao sei que de ptrfeiriin
que a desgrara a junta s grandes rirtudei. n
Nao era inislcr menos destreza, nem menos ron-
vcniencia no panpgerista, que linda de louvar opri-
meirn hroe de seu seculo dianle de um monareba.
nao s.i conquistador e glorioso, mas rxcessivamento
cioso da gloria das conquistas. O orador respeila
mol hbilmente a luaceptibilidada do rei, sem nada
diminuir ao hrilho das victorias de Conde : ao con-
trario, qaanlo mais elevado esle se mostra, tanto
mais se engrandece l.uiz \IV ; de modo que apr-
senla o soberano e o subdito confundidos na subli-
mi.lade do genio, deivando indecisa a preferencia,
sem molestar o amor proprio do primeiro. O n-
domare! valor do prineipe lite lie dado por Dos pa-
ra deffender a minoridade. de um rei de ,/ualrn an-
uos. Dei.rai-o erttttr, esse re querido do ero : su-
perior aos seus romo na eslranhos, elle saliera, ora
aproreitar-se. ora desfa:er-sc de sem mais famosos
copioes. Todava Bussuet evita dar-Ibe csa vn-
tagem sobre o seu heme, e prefere antea deixar a
passaqem do llheno, o prodigio do seu secuto., do
que expor-se a diminuir a gloria de Conde, ou a fe-
rir nurorarao o monarcha tempestuoso.
A ganda parte nao oDerrccdillioulda.les propia-
mente ditas; mis he despida de abundancia gran-
deza, a Ponde em nutro qualquer homem o que.
Bossuel vai louvar em Conde, quo nada encontrareis
de nnlavel e do extraordinario. S.lo as virtudes, os
sentimenlos.as acccsc a motle de um simples cdris-
lao; mas ludo lie grande nos grandes dmeos! E
quanlo mais elles se aproximan) da muttidao no pro-
ccdiinenln ordinario da vida, lano mais admirareis
se ostentan) porqae lodos aprecian) o sicrificio que
ellos r.i/.em. em descorde sua alta posico, para se
confsadirem com o rosto dos homens. Assim Bos-
suel naodcixa perder de vista um so instante a ele-
vada situar.lo do hroe: elle o raz parecer grande
quando se humilha, e rontiuuamone faz qoeosraios
de sua gloria reDirlam sobre Indas as aecOea do
chriaUo '!
Mas essas acr.ies. onde oslan ellas '.' (,)ual o seu
numero .' IJual a sua im|inrtaucia '! Percorrci a vi-
dadeC.....lo, conlemplai o no seu retiro, c saliereis
qu9o raras .lo ellas. Ueinorai-ros sobre as mais
e lilicaiile ; euminai-ai com Ioda a attenr.io ; com
lodo o lutefesse c zelo .le um panegirista, e com-
prehendereis imme lialamente que abondancia de
materia ellas nD'ererrm Tratase, todava, de esta-
bclecer catre o hroe e o dtrislao um paralello, nao
digo snmenlo supportavel, porque isto seria pouco ;
mas um paralello capaz de crljpsir e de anniquillar
os mais alio leilos, anteodom ineatimarel da pie-
dade. He verdade, como ja o dixemos, que cou.as
caducas e terronas, viciadas-era sua base e conven-
cidas de raidade mas qne teem a Dos por objec-
- cun um grande valor ; lie anula
peasoa do principe, ellas sao 1 ica-
e4rtsinlin;!ria guerreira.
Mas emlim, o que ha nisso que sirva deapoio ao elo-
gio dn piedade, c quo precnrlia lodo o esparo dossa
parle da oraran 'unebre ? As praliras coraiiiuns da
vida cbrisla, como diz o proprio panegirista, euada
mais. Conde corapoz a sua cousciencia antes de ser
advertido pela enfermidade : lia as sanias neripta-
ras ; lomara lodo o cuidado pola salvacao de seus
domsticos; odilicava seus filio com suas lircse
exemplus ; receben nal ellusocs da piedade os sacra-
mentos da igreja', e morrou nos soiilimcnlos de con-
fianca c de resignarlo. Eis-aqui ludo. Isto era
bstanle para sua salvaran ; mas nao para scu elo-
gio. Era. todava, sullicicnlc para a graude ima-
ginaran de Bossuel, que fertilisou a cstorilidade do
assumplo com a narraran das nobres oceupares do
principe, com a pintara de sua alma, com a" recor-
daran de suas palarras, com os dolalbes entrrnece-
doresde sua morir, e com as diggressoes felizes que
tecorriam de cada urna dtssaa circureslancias. Con-
vem couheccr o valor que da a todas essas cousas a
memoria daquelle que se deplora : conrea) saber
que partido Bossuel sempre soube tirar disso cm
todas as suas oraees fnebres ; quanto os acentos
de sua ro Ma Deliris e tocantes ; quanlo perru-
na elle derrama as materias mais ridas, para ima-
ginar o erfeito que devia producir a pintura da vida
familiar de seu amigo, descrevendo seus ulliraos
unanles, c repetindo suas ultimas patarras.
Durante esse periodo pouco vivaz e animado, o
auditoria almeija respirar em paz ; anhela mesmo
repoosar um pouco das ladigas que lli deixa o es-
troodo das armas c a mnviinento rapi lo de (aillos
objectos que deslumhrara ; enlo escuta com deli-
ciosa complacencia o doce murmurio da solidau, e
deixa correr sua ritta placida e serena sobre as va-
riadas corps que matisam as bellas paisageiu de
Chanlillj com ludo, por essas pinturas locantes, .1
orador- COIOmot c doccmenle a sua alma; eulcrnc-
co-a pouco a pouco, dispondo-a par., as lagrinusj:
depois, em sua incoinparavel perniariu, adre da im-
proviso as lonlcs profundas do paldptico e as on-
das de sua eloquencia arrebatan) o auditorio !
Icmos visto que o discurso inteiro n.io se rompo
se n.lo .le quadros o de contralle. .1 Depois das no-
bres heiilac,es du exordio, e da magestosa abertura
desle grande drama, os campas da guerra se palen-
leiam sbitamente aos vossos olbos apparecem era
seguida os jardim de Chanlitlx, c os exercitoa mano-
brando no campo de batalba": depois elle voscon-
duz ao interior do palacio de Conde ; nioslra-vns o
principe sobro o seu leito de morte ; n'um abrir e
fechar dolhos arhai-vos diaule .le sou magnilice
mausoleo e do brilhanta corteja de tedaiaa ordem do
estado, dos redos soldados do bcx.ie, c dos seu; anli-
gos amigos, que veeir. derramar lagrimas e ben.'aos
sobre as nozas do grande capilSo.
Qoio magesloso be o espectculo que llossoct nos
oD-rorr.iiiostrauln-so intimidado diaule da sombra
veneranda do Conde Elle parece osqueccr-se de si
mesmo,etqaece toda a sua gloria e lodos os seiis
Iriumphos passadoi. A mais nobre modestia se pa-
tntela em sua phisionomil e era sua linguageiii; e
se falla de si, be Apara manilcslar os receios em
que se acha de nao poder r irresponder grandeza do
assumplo de que se vai OCCOpar. lie neressario que
l.uiz, o grande, u chame para \ir animar lodo esse
apparelho fnebre, e .1 elle lem nocessidado de ox-
citar-se e de aforear-ie para salisfazer, como pudor.
.0 reconbocimcnln e cspectarAo publica.
I'imo de Campos.
Coiitinwtr-sr-ha.)
raais sensi-
vei no lempo presente, cm que quasi todas as pro-
dss.ies ha.i mais ou menos conseguido augmento em
seus salarios, quauto menor se lem (ornado o nume-
ro dos carapinteiros, porque, como lodos sabem, a
epidemia ha feilo muitas victimas entre estes.
(raudo he a necessidade que lem os particulares
de rarapinlciros c calafates, sendo que dahi resulta-
ran immensas vanlageus para aquelles que trabalha-
rem Lirado arsenal, no enlretauloque. o pobre ope-
ra, io que Irabalhar dentro delle continuar com o
diminuta salario a salisfazer as necessidades que em
virlude da pora em que vivemos, se bao sensivel-
menle augmentado. Por diversas vezes lemos em-
prega.lo os meios sullicienle para oblemos esse
augmento de que ora nos oceupamos. porem lemos
visto inalograrem-se as nossasesperamas, pelo que
lomamos a deliberara., de abandouar o arsenal de
marinha, o procurar nos eslaleiros particulares o
Iraballio que tanto abunda. Nao fazemos timbre
em nao Irabalhar dentro do arsenal, porque para is-
0 nao temos oulros motivos ; augmeiitem-se os sa-
larios, e ii.'h promplamcnte*iremos prestar os nossos
serviros, porem 10 o Taremos emquanto as cousas
nuil 1 miaren, no pe era que se acham ; assim obran-
do, julgamos que nada mais fazemos do que usar de
um direilo que nos garante o pacto fundamcatal du
estado.
Cura a publicacau deslas linhas, Srs. redactore,
Ibes ficarao suinraamentegralos
O* Operarios.
85 harria sardinhas, 13 dilos vinhos, :ln dilos e l>
pipas vinagre, l,l!)(l molhos cebolas,7(l pipas razias,
lili Teixes aduollas e arcos para pipa e barril ; ao
rimsignalarios.
1 enibrullios, sapalo, o msicas ; a Antonio A. da
rnnseca.
I dito conservas de Truclas era frateei ; a Vicente
Alvos Soexa Carvalho.
I dito ilinlieiro 0111 ouro ; ao capillo.
.. UNSUI.AIiU (iEBAI..
Keiidimenlodo da I a27 .
dem do dia s.......
3.-234*347
38K>jOi
Kend
dem
I1VBR8AS PKOVIiSCIAS.
memo do dia | a 27 2:927*69.
'lo dia -J8 3031940
^tt&licocScS apebibo*
MAl'P.i demon'lrativo do mocimenlo do hospital
de caridae de Xossa Senhora do Livra-
ment da ridade dn Reci/e ie'l a meia
noitea meia imite de i\ de marco ie I8"i.
O mi Seros. 5 ej sj 3 10 S 5 ."> 0 i . s <
Ilomens Mulhcres Total. 0 3 II (1 1 1
s 0 8
Observa/oes gerae*
lodos us cinco cholencos que ihiram foram soc-
corridos com :!- cada um para as respeclivas dietas.
roram socorridos em suas casas, durante esse es-
paro de lempo cinco choleros, a saber : com receita
e medicamentos qnalro. rom roapa smcnle I. Ao
.Sr. Joaqiinu Francisco Esleves Cirneme, forneceu-
se os medicamentos que pedio para soccorro dos cho-
lencos necessiludos da freguezia da Varzea.Dr /
lidomo de Mello Acvioli, medico era serviro.
r de eserever
um bollelim do eran.le exercilo, mise qulenles
lonsa historia de Pharcalia, sen .l.srursn nao be se
nao um rantirn de (riuinpho ; pois que nao se limi-
lou a exposi^ao das conquistas do piincipe ; fez real-
zar era ludas as aeros de Conde as grandes quali-
dades de espirito o de ror.ir.in qu o elevaran, l.io
alio cima dos uniros bonicos. >*ntarei sera, duvida
que essa divisan, lio coimnum na apparencia, lem
immcn-as vantageu;. Prmeiramenle he nina Tonlc
de varieda.le porque, depon) de ler mostrado o va-
lor, e .....Iro'dd5 uu, Principe, o panegirista he pag. aquelles que se achara em idnticas circum.i
naluralmente roiiduznl.) dos ensangi.ei.lados campos ras Os ofliciaea de nrimeira clasie que. Irabalhail.
de balalha a solidan pacifica de Chanllllj. onde l.uiz do nos estaleiros particulares ganham -Vid. quando
de Uourbon deseiivolve a a seu bel prazer a honda- chamados para oj.ervico do arsenal, lmenle perce-
ue oe seu coranlo. (.llegareis depois as suas quali-; bem a quanlia de larjOO: os ollici.ies de segunda
dades de espirito ; e da calma do silencio entrareis classe ganham lora do arsenal 23000, lio eulietai,.
no amallo dos campos. \ ede. por consegninle, lo que, quando Irabalham dentro, lmenle fa/em
como oobjerlo ie m.....plica ese engrandece Anda 1*440 aos de lerreira cla-se. pagam os parliculares
ha pouco nao apreciareis em Conde se nao o hroe 13600, no entretanto que o arsenal s quer paear 1
guerreiru; mas Bossuel vo-lo mostra agora cheio de quantia de '.ICO rcis E qual sor.i a razan de n
lobas as pcrreici.es de homem completo, nao sn em enorme dille-renca entre oa salario, de operarlo* qae
----- --------- --!, >. (i,i iillill i< > 1.11 1 j- ||i|
rrlacaa ao espirito, como ao coraran: re-lo-lieis se acham em idnticas eircnmslancias 1 Ser or
emlim ramo o grande l.eroe da humanidade. acata a maior somma de garanlias do .111c go/am
Nloraeiet. porem. qne o radar tarnand-ie de|aqnellei quo Mooccupadee no arsenal t Julgamos
improviso frianienle melhodico, para celebrar a glo- j que nao. porque, se o, operarios quo Irabalham nos
na do glande Conde, iiuboque ah a Irombela heroi- j eslaleirns particulares n,1o gozara de lautas "aran
ca, e queJoman lo o eompasso e o csinsel enm urna [ lias, fambem he corlo quo sobro os oulros pesa
mo meajj e orcumscreva a exlensan de cada suh- maior nnus, c bao sem querermos fallar 110 rigor o
dirisAo, ecom a oulra corto implacavelmeiile as severidade que se d nos arsenal, mide o pobre ar
partes da historia que sobrepujan). Mui lunae do lista nem ao menos (era a lidcrdado deiralmorir
inrenlor da orarao runebreiim arbitrio 1.1o triste e no seio de sua familia, no entretanto que. logo anios
desesperado. Nao ; elle nao vai assim corlando c de cis horas deve eslar promplo para acudir ao nh-
golpeaodo a vida, truncando e dispersando lodos os meiro loque da fatal sinela TalreJ nosdigam que
fac(o; nenhuma dcsordein ha uo seu plano ; ne- seiriprc foi coslume pagar-se aos opersrios que ser-
nhom emhararo se Ihe ola ; o que se observa ahi vem ao governo menor quanlii do que receben) a-
he, urna serie nlo iolerrompida de rpidos mor-1 quelles que truhalbam no< e-i.loiros particulares
CCRATITO DO CHOLBRA-MORBUS. Poli
MEIO OO VINAGRE COM Al.HOS.
No dia ..l de levereiru prximo passado fui ac-
conimcllido por csc Dagello com os eeuinlcs swop-
loreas : mor Trio por todo o corpo, fraqueza e" res-
frian.eiitu de estomago, grande il.'.r de Corarlo, t,ln.
tices do cohecu. verligens e romiloa.
Lego que assim me sent, rui para a rama : atei
un lenco na cabeca, cobri bem o corpo.lomei duas
.unieres de vinagre cun alhus,(que ha dias eslava de
inlusao) esTreguei o vcnlrc, estomago c peilo, coro
um pouco queme; c como appareceu algum calor e
um pouco desuor, lomci mais duas colheres, e liz
mais urna esfregarao com o mesmo vinagre queole
depois do que cobri tambera a cabera, mande) pr
mais cobertores em rima dus que ja liaba e por bas-
tante logo no quarto, rom o que appareceu um ca-
far geral e coptosissimo suur, desapparecendo lam-
ben) os iiicomreodos ; una hora depois eslava livre
.le ludo, mudci as roupas, e adormec como que
raejulguei salvo.
Um da nao lomei alimento algrtm, no oulro dia
lome) purgante do oleo ricino por bebida ordinaria,
em ala das cha de grelos de larangeira c de
macella.e por alimentos caldo de Balitaba, cama de
arroz, cafa prrto e bolaitaha ingleza.
Vio viole e dous .lias sem a menor novidade.
(I tosido curativoappliquei a urna minha cscrava,
e a duas mulhercs livrcs que lamben) eslo sem
novidade.
Os pediluvios muilo quentes, crharope de grelos
de larangeira com genchia esla bem quenlo, (cubo
apphcado a cincuenta e cinco pessoas, algumas cora
diarrha nova c oulras core diflercnles sMiiptomas
de .Indomia, que eslo salvas da pesie. "
Villa de Siriiili,lein|l(i de marro de 1836.
Jos Francisco da Lapa.
Carta do Ilustre director ata escola nor-
mal de Lisbon. *"
O MBTUODO CABTimo TM MPUANTE.
Lisboa ."> de marea de isr><;.
lllm. Sr. Francisco de Prcilas C.imboa O Cdiz
deinorou-se aqui Ircs dias depois de chegar do Ha-
vre. Lina boa nova : quero que a saiba antes de a
ler no Diario de l'ernambuco. lustaurou-se no 1.
do correte a atiociac^lo promotora da educarao po-
pular. O presidente efieclivo he o nosso amigo d
Lxra. conselhoiro Antonio Feliciano de Castilho. Os
presidentes honorarios sao o marechal Saldanha c o
ministro do reHo Rodriga da l'onseca Magalhlea.
>ou um dos dous secrelarios. V. S. pertcnce-nos,
como portuguez, como dedicadssinio illuslrarao
popular, e como ludo, nao he assim '.' Premiar a a'p-
phcarao, rnorigeraeio o appraveitamenlo dos ainra-
nos ; premiar os raforeca dos bous profassores ; pro-
mover por premise concursos que se escrevam bou
livros, nao s.i para compendios, mas para a leitora
insIrucliTu do poro, tratar de (ornar as escolas con-
vidatiras pela esculla de me'.bodos e modos de en-
sillo, e propagar nalmeiile por lodos os modos a
e.lucacao moral, iiilellerlual, e a possivel educarao
physica das classes pobres ou menos remediadas. is
o plano desta nossa associar5o, que vai laucar raizes
por Ioda a parle onde baja um rorarao porluguez. e
lo dedicado por estas cusas como en me prezo ser
de V. S. amicissimo e obrigadissimo serr.
Lu/ l-ilippe l.eile.
ommerrio.
fa/000
ao par.
CAMBIOS.
Sobre Londres. >' d. por l.
Pars, !!i.S rs. por f,
.< Lisboa. .IJpor 100.
.' Kio de Janeiro, ao parT
Acres do Banco, 33 l>|0 de premio.
Acones da corapaubia do Bebenbe.
Acedes da oorapaiihia Pernarabucana
k >< L'lilidadc Publica, :|0 porrentode premio!
o .. liidcinuisadora.sem rendas.
Iliscontodc lellras, de 1->a 15 por 0].o
, ?TABS.
Ouro.Onras hespanholas. .
Moedas de li^itMI relhas
69400 novas
i?000. .
Prata.Palacues braaileiros. .
Pesos columuarios. .
u )iiexicanus. .
88 aspoo
16)000
Il-^KIO
s-aw
. -2J000
-XH*)
I.:*.)()
Al.l'AMIEC.A.
lien.lmenlo do dia I a S. .
I.iem ido dia s......
IV.I.'OOjii;;!
11 aOoJh
170:8161391
Ocscarregam no dia .l de nutren.
Ilriguo bamburguezIlerlhamcrcadona.
Barca inglezaImngentdem.
Brigue belgaCharles /logiervWm.
1MPORTACAO .
Briguc escuna nacional llapito, rindo dn Kio de
Janeiro, consignado a Caotano C. da Cosa Moreira :
inanilestou o seguale :
ll.OO alqueires farinha, 50 latas fumo, 10 rolos
dilo, (i barricas farinha, I dita cafa ; ao Consigna,
tarto.
Patacho nocional Conslanra, viudo de Lisboa
consignado a B islos $ Lem is, maiiifaslou o se-
guiule :
'l harri9,|azeile; a Francisco S. Babelfa & Pi-
lilo.
I ditofazes .rouro, i farda paa-campaeh, 1 rai-
xnle produrtiH clnmicos, I caixole drogas ; a Jos
Alexandrc Bibeiro.
I caixole enm sapalo, f caix.lo man : a P Iaa
Lame.
I caixole velas, | caixa loara, .1 votamos radei-
ras. I dilo tmiiboreles, 1 dito liaslidorcs, I dilo ta-
boinhas, | dito oleados. 2 libras de rapo, 7 bitas
conservas, i gaiolas com lil canarios, > ditas enm 2
coxixiis; a Jos Trixeira Ba-los.
II barril toacioho ; .1 Francisco A Ivs de Pinho.
tu saceos lalilre, lu) canaatras batatal, 1,02(1 mo-
Ihns.le ceblas; a llamingos .loso Ferien a uiraa-
rlea.
: caixole-) drogas, I dilo agua medicinal, a dilos
mana, I fardo pan campeche, :l dilos malvas e lio,
10 barris cimento, I barril sal amargo, > ditos al-
ala lo, Pililos sulfato de soda ; a Antonio l.uiz
d'Olireira Azeredo.
I barrica e I raizte drogas : a E. F. Banks.
1 caixole impressos ; a Miguel Jote Aires.
o" caixotes vidros razios, I dilo drogas mediciuaes
2 fardo- com (lilas, I dilo cola. "> barris salitre ; a
II. Francisco deSouza.
I oaixao velas de cera ; a ('..ivalbo & Irinao.
1 liarril vinho; a Jas Joaquim J|. de Castro.
1! ditaa dita ; 1 Luiz Antonio de Siquelra.
I dito .lito ; a Palmeira c\ Btllrio.
1 dilo dito ; a Vicente A Ivs de Souza Car-
valho.
Ii'il canastros hlalas, II surrr.es aloisia ; a Ma-
nuel dn Begn Lima.
:l cinbrulhos; a liuilhcrine da Silva liuima-
riea,
Jii barril a/cito. 20 dilos banha de pareo; a An-
tonio d'Alnieida Comes c C.
VJ ditos sardinhas ; a Jo*6 .Marcelino da llosa.
i'i barris azeile, il) ditos louciiibn. .VI ditos man-
triga .le porco, 2o dilos carada, lo dilos alpiste, lo
pipaa \iiugrc ; a Joo da Silva llegadas.
11 caixotes cera em velas, barucas ditas em gru-
me ; a Manuel Joaquim Hamos a Silva.
::2:i1So:!i
DESPACHOS DE BXFORTACA.0 PELA MESA
UO CONSULADO DESTA CIDADE NO DI*.
S DE MARCO l)E 1836.
I.uboaBrigue porluguez ..l.aia lis, Francisco Se-
vehano Rabello 4 Filhn, 310 lceos assucar bran-
ca o 500 ditos .lito mascarada, i:t pipas e 7 meiai
ditas mol.
LisboaItarca porlugue/a nMaria .los. Francisco
Sevoriano II. cV Filho. 600 saceos assucar branca
e 100 dns d.lo mascarada.
Lisboa--Patacho poiluguez (Rapidon, 1. de Aquino
l'onseca c\ Filho, 110saceos asaueat branro c l'.*>
dilos dito masrav.il...
Buenos-Ayres por MontevideoPolaca despatillla
"iboreza, Amorira Irm.ins & Cnmpanhia, :l.it)
barricas assocar mascavado.
PortoBarca porliigueza Lalo, Manoel Joaquim
Ramos e Silva, 5(> sarcas algodao.
LiverpoolKar.-.1 ingleza ..Laura, Isaac, Curio r).
_ Companhia, isi molhos de piassaba.
jibrallar Barra hamhurgueza Sophia (ieorge-
Icb, N. O. Bicher ^ Companhia, OO sacros as-
sucar hranco.
Ilucnos-Ayres pur MonlovidoBrigae iaglez nAa-
nel. Viuva Amohina Filho, 107 barricas assucar
brauco.
Exporta-no'.
Cennva, briguc porluguez Oinvuin, de 117:2 lo-
neladas, conduzio o seguale : i,(HKI saceos com
0,000 arrobas de assucar.
Canal pela Parahiba, brigue inglez Runo, de
353 toneladas, conduzio o seguale : 100 tonela-
das de lastro.
CIINSI.I.ADO PROVINCIAL.
Reiidimento dodia 1 a 7 27:935)621
dem do da 8....... 1:963(652
Cdegara cm Lisboa no dia 1" de maio, demora 12
a 1\ .lila-.
Sahira de Lisboa no da 1 de maio.
Cbegara ao Havre no dial, de maio.
Pora frete e passagem dinjam-se a rasa dos con-
signalarios L. I,emule Feron \ C. em Peroamboco.
Ao Para
Scjjlic oestes (lias O palliultolo nacional
rVDELAIDE, capito Antonio Fenandcs
Loureiro Jorge, si'i pode receber algumas
mitidezas: trata-tc com o consignatario
Antonio de Alenla (ornes, na ra do
Trapiche n. 16, segundo andar. Decln-
ra-scaquem interessar que vai de prati-
a> o mesmo capitio.
[leal
companiiia
quetes iu^lc/csa
de pa-
vanor.
Iinh'q""" '"' f,kul"d0 '"""'iHn letal da
A respnsla a eslas pergunlas he necea, par,
poder julgar-sc da nalureza da eropreza nos san r
sollados econmicos; encoque espera d. t-JZ
sionario privilegiado. ' m acciimi'tt indeciso.
Attencao.
J9:8S0j73
%&0t>inimt0 bopovto.
Xarios murado no dia iK.
Santos -a; dias, barra brasileira olmperalriz do
llrasil, de .Vi loncladas, capitn .Narciso Jos de
Sant'Anna, e.piipagem lo, era ltiro ; a Amorim
IrmSos.
MontevideoTi dias. polaca hespanhola Angela,
eli toneladas, capil.io Jlo llaplisla Suri eqaipagcm 11, cm laslro; a Viura Amorim &
r'ilhn.
Marselhai I dias, barca franceza aCotingniba, de
17:1 toneladas, capillo Uistral, eqnipagem II, cm
lastro j a Scbramm Wbalely ,\; Companhia.
Ierra Novalidias, brigue inglea lEllza, de 2:11
loneladas, capit.lu James Lucas, equipa^era 1:1,
cargt .1,100 barricas rom bacalho ; a Scbramm
Whalelj Companhia.
Kio de Janeiro18 .lias, brigue escuna brasileiro
Rpido, de li7 (onelalas. capil.io Francisco Je-
6 (lonralves. eqaipagcm 10,carga l'arinhademan-
.llora ; a C. C. da C. Moreira.
dem18 dias, barra porlogneaa Prograuista, .le
2l:t toneladas capillo Paulo Antonio da Racha,
eqnipagem 1:1, cm lastro ; a lliomaz de Aquinn
ronseca c\: Filho.
dem16 din, brigue brasileiro uarnn, de 931
tuirla.la, capillo Cielo Marcelino Comes da Sil-
va, equipagem II, carga varios genero ; a Jos
Joaquim Das Fen.andes.
Lisboa:\1 das, patacho brasileiro Constancia, de
20! toneladas, cepita.) Jos Joaquim Pereira, equi-
pagem 12, era laslro c alguns gneros; a Basto
& Lemos. Passageiro. Antonio Silvestre Xavier
de Souz.t.
Parahibai dias, hiato brasileiro eCoaceielto de Ma-
rin, de 27 loneladas, mostr Severino da Costa e
Silva, equipagem i. carga loros de mangue ; a
Paulo Jos Haptista. Passageiro, L. Peregrino
H.indeira de Mello.
Boeiios-Avrcsfts dia--, brigae Ingle ipatrizan, de
293 toneladas, capilao Andrs Sansgler, cqoipa-
gem II, em lastro ; a Me. Calman! & Companhia.
-Vacias sabidos ho mesmo dia.
Haoriclas pelos porloa do selPatacho baJIandu
Maane, capitn K. P. Tyehbes. era lastro.
New-lorkPatacho americano Warrer Uoddard,
capilao T. A. Norgrave, carga coaros.
Weslindies Brigue inglez aElixabetb, cnpitAo C.
Men, cm laslro. Suspenden do lameiro.
PescaBarca americana oR. L. Banlonn, rpita..
I.ucci Mauca, carga a mesmo que Iroaxe. Suspen-
deu do lameiro. *
Slomingt.uiPalbabnte amciicano i/eboa, capilla
Jorge Siseen, carga a mesma que irouxc das libas
de Falkland. Suspenden do lameiro.
la Europa
um dos vapores
desla compa-
nhia n qual
depois da de-
mura do coslu-
me -eguirn pa-
ra o til: para
passageiros. ele, trata-se com os ajenies Adamsou
llowie & C, roa do Trapiche-Novo n. ii.
Para o ro de
Janeiro
sabe com brevidade por ler a maior rjajv.
te da carga pioinpta, o licm conliccido
brigue nacional FIRMA : para o resto
da mesma, paSSageirOS e esclavos a i'tetc,
para que lem e\cellntes commodos, tra-
ta-secom os consigna tai ios Novata & C., na
ruado Trapiche n. ."H, primeiro andar,
on com o capilao na praca.
POKTO.
Seguir para a cidade do Porlo tao brava quan-
lo eja possivel a veleira barca porlusueza Oiir'r
//', forrada e cncavllbada de robre ; tem algoma
carga prompta e recebe a queapparecer a frele : Ira-
ta-se com Bailar ,\ (lliveira, no scu esrriptorio '
ra da Cadeia do llccile n. 12.
Aluga-sc por preco muito commodo o
se<;iiiiao andar do sobrado da ra do
Amorim n. i'.t, com commodos para fa-
milia : lrala-sc na na Bella n. 5.
RAO" SE OLIIA A PHECO.
Precisase de nina ama deleita: quem preleo-ler
dirija-se a ra doNogueira n. 15, ou a tvpocrapriia
do lArrral. --------
l>atim de um ou d..a Irabalhadore de a-.-
snra : quem esliver neslas nrrumstancias, prate di-
ngir-se a padana da ra torna dn Rosario n. 18.
I). Aoluni Florencia dos Praaares, riera di
tinado Carlos Aegaslo de Araajo eonstitne por sao
No Iba des; I b,5,,Dle Procurador ao Sr. Antonio Moreira de Ma-
te mez *mn-\E3* "' yam m P da
Para o Rio de
Janeiro
com o capitio na
de Janeiro
o fim da corrale semana
segu na presente semana a veleira escu-
na LINDA : para o resto da carga, passa-
geiros e escravos a frete, trata-te na ra
do Vigario n. .">, ou
prac/i do Comineccio
i^ara o llio
sabe imprclerivelmcnte al.
o releiro bem conheeido patacho brasileiro Alhe-
nas ; para o reslo de seu c.irrrsamcnlo c escravos,
trata" enm o seu consignatario Antonio l.uiz de
Oliveira Azevc.lo, ruada Cruz n. I, ou eum o capi-
llo a bordo.
' ;ir,i a Bahitt
s ibe imprelerirelmenle ate o fim da crranle semana
o releiro c bem conheeido palhabote brasileiro Dous
tmigos, o qual ja lem dous lerros de seu aarresa-
inenlo piomplo : Irala-se cora o seu cousiznilario
Antonio Luiz de Olireira Azevedo, ra da Cruz a.
1, ou cora o capilao a bordo.
ACARACl".
Scsue ncslrs dias o lualc Corren do Sorll, mes-
Ire e pralico Jalo Aniaos da Silveira ; para o reslo
da carga e passageiros, trala-se com Caclano Cvria-
coda C. M., ao lado do Corp.. Santo n. 2.1.
PARA'.
Scsue com milita brevidade npalhabole Sobra/en-
te, capilao e pralice Francisco Jos da Silva Ralis ;
inda recebe miudezas e pa-sa^eiros: a tratar enm
Caclano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo
Companhia brasileira
paquetes ; vapor.
(1
c
<*Mae*.
O lllm. Sr. inspector da Ibesoararla de fazenda
manda Tazer publico, para coiihccimenln dos nteres-
sados. as disposiroes abaivo transcriptas, afim de
que euham a mais rompida esecucao. Secretaria
da thesouraria de lazcoda de Pernainburo em lil de
marro de 1S.1I. O ollicial maior, limilio \acier
Sohreira de Mello.
Copia. Circular n. 2. O maraal de Paran,
presidente do tribunal do Ihesenro nacional, reenm-
menda aos inspectores das thesouraria de fazenda,
qnedcem a maior publicidade possivel a disposirilo
do artigo II da lei o. 810 de IS de selembro do an-
uo prximo passado, que manda que a compra e ren-
da dos bens de raiz, cujo ralor ciceder de 2IIO>, seja
ech-brada por escriplura publica, s.'.b pena de nulli-
da.le; ordenando oulro sin. aos .befesdas eslaees
arrecadadoras da renda nos diversos termos toradas
capitaes das provincias, que o mesma Tacam nos seus
respectivos districtos, por meio de edilaes publicados
nos peridicos mide os houver, e allidos nos luga-
res mais polticos. Tbesouro nacional em 22 de Ja-
neiro de (836. Mrquez de Paran.Conforme,
Jos Severino da Kocha. Arl. II da lei n. 81(1 de
I") de setembro de 1855, a que se rererc a circular
supra.
A enmpra e venda dea bens de raiz, cujo valor
exceder deOOS, ser feila por esenptura publica,
sob pena de nullidadc
lisia conformeniiio Xavier Sohreira de Mello.
O rapor
/i/iyierfidor,
c om m a n-
danlc o pri-
meiro l-
ente Tor-
rczSo, es-
pera-sc dos
portel do
iiorlc cm III
docoirrnle
om segui-
menlo para
os de Maeeid. Babia e Rio, para onde se recebe a
frele dinheiros, passageiros e encommendas, na
agencia, ra do Trapiche n. 10, seguado andar.
*. B.Os rolumes sujeilos a despacho, e por lal
classificadnscarg. so podem ser engajados no
' la ebegada do vapor.
Precisa-se de um foroeiru e de om amasador
na padaria da ra llireila n. .
Furlaram do sitio do Collegio da (aaccire, em
Cruz de Almas, um cavalb. rastaaho de meia marca.
sem sigaal hranco ; pede-se as anloridades o apr-r-
beudam, e a qualquer pessoa a qaem te remunerar.,
cenerosamente. Hilo cavalb. (em .nal de pisadera
sobre o espinharo junto anca.
Contina a eslar fagido o negro Joaejeim, de
narao, idade 10 annos, gordo, de boa altara e que-
brado da verilha esquerda, com zrande rtame ei-
trrnamente, fagido do collegio de Conreica* ;
camisa e ceroola de algodao riscado de azul: a i
o cooduzir alli se pagar generosamente.
A peso.! que annuocioa ler ama carta para
entregara Victor Antonio do Sacrameato Pun. |i
nia-se a roa do Rangel n. 12.
Na ra do Encantamento a. 76 A, bhnU se
desoja fallar com o Sr. Francisco da Costa, riada ha
ooucos metes da villa de Chara, em Porta!, para
esla cidade. *^
I m moco porluzaez, deseand arrumarse em
algum escnplorlo de toja de torragens, e qae lem
conhecimento nao so de ferrageus como lambem de
escripturlcSo por partidas simples, o qaal se acha
empregado : quem de seo presumo preetsar. lar* a
raror annunciar na Ispograpliia desla joraal cem
as loiciaes A. A.
Quero perdeu um papagaio, pnde precara-lo
na roa do Encantamento n. 76 A, qoe dando os sig-
naos cerlos Ihe sera entregue.
F.vadio-se ha 1.1 dias, pouro maisoo i
dl.l
O briguc brasileiro Ixao engaja para sua ria-
gem desle porlo ao.do Rio Crandc do Sul, mariahei-
ros iidcionacs, medanle mesmo soldadas rolladas ;
lrata--e com ocapitflo, oa na e'Criptorio da ruada
Cruz n. '.l, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro sabe cora Infla a brevi-
dade, por ler parle da carga prompta, o patacho Flor
da llahia, capilao Damin da Costa Rosa : quem
j quizer rarregar o resto. en(cnda-se com o reasigna-
lario Manoel Alvcs Jucrr.i, na ra do Trapiche
u. II.
A escuna LINDA precisa contratar
marinlieiros brasileiros, para a ai
S>cc(acacac.
Cor reio geral.
Relaclo das carias seguras^exislentes na adminis-
liacao do correio desla cidade, para os senhores
abaixo declarados :
Anloniu Gonralves Ferreira, lenlo Jns da Cos-
a, CaelanO de Castro, Felisberlo Jcroinmo Coelbo,
Jo.io Antonio da Piedade, Jnscpha Joaquina de Vas-
concellos, Jos l.ouren;o daCraz, Joso Joaquim Ti-
berio, Joso da Silva Reis, Leandro Carlos de So, Ma-
ra d'Assumprao, Manoel Domingos .humano, Ma-
noel Jos Itibeiru Cavalcaoti Lima, .Manoel I boma/
dos Sanios, Pedro de Alcntara lana Abren e Lioia.
Directora (eral da nslruccao publica da
provincia.
Pola respecliva secretaria se faz publico, que o
examc dos concurrentes inscriptos Is cadeiras vagas
ja auiiuiiciadas lera principio uo dia lcrca-feira, 1."
de abril vindouro, na sala dos exames do (iyinnasio
Provincial, pelas 10 huras do dilo dia ; versando o
dilo oxamc n.lo sn sobre as materias do entino res-
perlivo, se nfui lambem sobre o tystem pralico, c
melhndo de entine, nos (erraos do arl. '.l da lei pro-
vincial n. IKi'.l de l de maio do auno que espirou.
E para constar se man.lou publicar o prsenle. Se-
cretaria da directora geral T, de marro de IKVi.O
secretario, Francisco Pereira Freir.
O balalh.io de infantera n. In de |. linlia,
lendo de conlrilar o fornecJmenlo de primeira qaa-
lidade, para o rancho das praras do batalba*, a con-
tar do l. de abril a :lll de jiinbo futuros, coavida os
liclaiiles a dirigirem suas propostas i secretaria do
bulalhao ato o da 30do mrente, pois qae as 10 ho-
ras do dia III lem ellas do serem abenas peto coose-
Iho : os gneros sao, paes de (i e i onras, assucar,
cafr, carne verde, dita secca, bacalho, toucii.bo,
a/eile, vinagre, fcij.lo. arroz, farinha de mandioca,
sal, Iciilu. Quarlel na cidade do Recito em l'er-
nambuco 27 de marro .Ir 1866.liuilliermc dos San-
tos Sazes Cadel, alteres secretario.
que ora vai (azerao Rio de Janeiro.
!
%mM.
tUpoZ martimo-:-.
COMPAA FIUMO-AIFKKWA.
Serviro regular ti Havre ao Itio
Llxbon, santa cm/. le Tenerife,
(.'oree, l'ci'iiaiubnco c llnhia.
I'or vapores novos de 2.000 1
Meladas e fui <
I vapor Cadi: que deve chegar w\ Rio de Janei-
dia 2!l de marco rorrcnlc, regressar.i para o
dia S do me/, de ab;il, rom
O agente Rorja fara lelioemsou armazem na
ra do Collegio n. 1.1, dc una eiccllenle mobila de
Jacaranda de goslo ino.leriiissirao e diversos utenci-
lios de casa, ele. etr., ,fe una pessoa que relira-se
da .rovincia, assim como de oulros minios objectos
disientes no armazem, como bem um grande e com-
pleto sorlimenlos de obras de msreinerja novas e
usadas, vanas obras de ouro e prala, relogios nara
algibeira, vasos e enfeiles de porcellana para sala,
opnmos apparelbos de porcellana para sobre mesa,
ricos marmores para consol c mesa de meio de sala,
de dillcrcnles goslos os mais moderan possireis, di-
rersas qumquilharis francezas, ele, as quaes se -
chara., palales no referido arniazem no dia do lei-
il. qnarta-reira 2 de rbr.l ,|0 correle anno as II
horas da monlia.i.
0 agente Oliveira lar leilao. por despacho do
fcim. ST. f)r. juiz especial do commercio, exarado
em rcquerimeiitodos curedores liscaes da massa fal-
lida de Joaquim Jos de Parias Machado, de cerra
21.) saceos com milho,toles a rootade dos licilanlcs
ou dos preleadenles) que cora anticipadlo padara
examinar o seu estado, no armazem do Cunha : se-
gundo-rcira, :t1 do correnle, ao meio dia em poni,
no indicado armazem, dcironlc da igreja de S. Fr.
Pedro (ouralve.
Nasrimenlo c< Lemos farao leilAo, por inler-
vencao do senle Roberts. e por coula e risco de
quera pertcncer, de cerca de <0 pipas venias, no es-
lado em que se acham. no armazem junto ao trapi-
che du Cuuli.i, no Forte do Mallos : segunda-feira,
II do rorrenic, as II horas da mandila.
I.asserrc A Tissel Frercs toran leilo. por in-
torvencao dn agente Oliveira, de cerca .10 barril de
raanleiga rranceza, e 2(MI barricas de hacalh.io, que
acabam de desembarrar de bordo do navio Cante
Itoger : lerra-toira, I.- de abril, as 10 bora< da ma-
nhSa, no armazem do Sr. Anuos Jacoiue, derronle
da arcada da airaudesa.
?fi'tei)'} ^it>eri^o.
I.cinhrninos ,.s illostres eommisi&ei .le beacll-
cencia.do Commercio, central, mi a qualquer peoa
caritativa, que, se quizere.n praUear urna verdadeira
obra do mi-.ncordia. que muilo agradarel sera im
olios de lieos, bajara de, lirtoir-so ., roa Imperial. ,.
asa do Sr. (oimSo, lSe *> pfCIIIIOS IllitlOI'CS (l
prelo Jna... cooberido por JoAo Snrdioho. de narao
Cosa, idade para cima de .10 annos. bonita filara,
bem rheio dn rorpo, sempre moito alegre e dasem-
hararado no andar, dizcm que anda la para as ban-
das dos Alosados ou om algum sitw para a Embir-
beira i quem o appreheuder, queira levj-lo em Saa-
lo Amaro, segaimenlo da ra da Aurora, casa de
Manoel Custodio Peiiolo Solres, ounaiprara.to
cornmercio a qualquer hora. ,
O Sr. I tened irlo de Rarros Va-ronrelle* y, eaea
pareceu na casa n. 2:1 da ra Nora, para receber alli
urna caria que bavia.diricida para elle.
RECTIFICA, AO.
I.endo em om dos Harneros do l'ti:, queeenstava
de cartas Balaba*, haver apparecido a epidemia na
freguezia da Luz. e que haviam sucumbido 12 pes-
soas, dero declarar que as minhas cartas naqoella
dala releri..m-se sn a poroarlo, onda felizmeele
aquclle numero nlo toi elerado ; porem qeaate a
geral da rreguczia, lalrez lenham sucumbido man
de 300 pessoas. Por esla occasiao leuho a satisfagan
de dizer, que o mal lem declinado meitr., principal-
mente nos lasares qoe primeiro foram aceemaaelli-
dos, onde poucos casos apparecem. Roso-Ibes, Srs.
redactores, a inserrao deslas linhas. Sea tea-Jante
leilorManoel Lucas de Araojo Pmheiro.
Aluga-se um moleqoe de idade de 12 anno.
forro, de quem se afianra rondarla, para e servir.,
de rasa e roa : na ra Nora n. 12.
Precisa-se alugar urna casa terrea ne solirado
quelenha bastantes commodos para urna grande fa-
milia, c que eja rresr... pretore-se primeiro anear':
a pessoa que lirer annuneie por esle jornal, em *-
ri|a-sc a ra da Peiiha. sobrade o. '.). Prerine-se tusa
n.lo se quer casa que leoha morrido cholencos.
Precisa-se atusar uoia prela captiva ea nBBnl
forra, mas que calenda de criolla e eognmmado : a
pessoa que liv^r, dirjase a roa da Penha. obrado
a. 0, ou aunribeiea sua morada para ser nrocarada.
O Sr. A.olpho Caralcanti de Olireira MariH
lenha a bou la I" de annonciar sua morada, oa diri-
gir-sc ao esrriptorio do abaiio asignado, na roa da
Cadeia do Becile n. 16, que se Ihe precisa fallar por
paito dn Sr. Antonio Augusto Maeiel, hoje residen-
te em llsrreiros.J, J. de Miranda.
Alnas-te a indar do sobrado do larga da As-
scmblca n. fi, annde mora Vicenta Ferretea da Cos-
a ; esla casa lem :t salas e 7 qaarttM, boa -suena,
eicclleute risla de mar, ella se acha no me.lwr es-
tado de aceio : quem a pretender, dirija-se *o ar-
mazem de dilo Costa, ni ra da Madre de I tees.
Precisa-se de um eoiioheiro forro a captivo.
qi)e saiba razer a soa obrigarlo, para au caa de
|u-!> : no Forle do Mallos, rea de Codernii a. 9.
Vicente Ferreira da Costa, subdito pnrla(*ez
e comraerciaiile esbihelecido nesta cidade, rai a Por-
tugal afim de tratar de sua saude, lerando em sua
compaohia seus dues lilhos menores : em soa sane
ca dr;xa encarresado de soa casa eoemercial a sea
anteado Joaquim 1 ilippe da Costa, e em falta desle
a Joao Martins de Barros, aos quaet ootorgou plenos
poderes para a gestan de lodos o seos iiecaeiet.
Precisa-e ilugir urna rasa de sobrado qoe le-
nha s.illiriciilcs commodos para urna familia nao pe-
quena, e que seja fresco : prefere-se primeiro oa se-
guado andar, e qaanlo a -itoarlo, qoe sejem qual-
quer dis ras mais ceulr.iea desle bairro : qnem li-
xer annuncie.
Pede-se ao Sr. Beuclirlo de Barros Vasconrel-
los o faror de apparecer na ca- n. 2:1 da rea >ra,
segundo andar, a negocia qae Ihe diz repeilo.
Precisa-se de urna ama para roriiikar : na roa
do Irire n. 1.1, terceiro andar.
Prcrisa-se de um moleque para comprar e fa-
zer o semen de casa : na ra do Terres a. ti, ter-
ceiro aodar.
Precisa-se de ama boa ama de leite, farra oa
cscrava. que seja carinhosa, e sadia : ua raa Impe-
rial u. 3. ^^
Precisa-se de dous amassadores de masseira,
pagase hem : na padaria da rna eslreita do Rasarlo.
Inverna do Oucimado, deposito n. 2.
AOS DEVEDORES HE N. I.AI.AVLT.
Arisa-M aos senhores qae devem a case do falle-
cido Gadaull, que ha|am de salisfazer os seus debitas
na toja da ra Nova n. II, por todo o mez viodoaro
de abril, para evitaren, por quanliai lio ndieutas
saluda de -rus nomes ueste Mario na relarae ene e
consulado rranrez lem de publicar, na reprema-
tanle de herdeiros ausentes, subditas de sea n.irao.
Qaem precisar de um rapaz brasileira qu sa-
be ler e eserever, para raiierro, annuncie sua ato-
rada.
Aluga-sc o silio qae toi do fallecido llamingos
Jos Ramos, na Magdalena : os preleadeates, dir-
jam-se ao mesmo sitio ou ao Arscaii de Mirinha,
a fallar com Migad Paulo de Seuza Rangel.
Precisa-se de s amear,adores e qaalro fornei-
ros, paga-se aos amassadores l rs.. e aos ter-
neiro S^XHI : a tratar no largo das Cinco Paulas.
O Sr. Ir. S. B. mande remir ai saai ietlraa,
ja vencidas ha mais de 10 mezes.do contrare se pa-
bbeara por eilenso o nome e o negocio.
Na ra lirga do Bosario n. 2 egande indar,
casi de hnmcm solleiro, preri.i-se de urna ama livre
ou escrara.
Dcseja-sc muilo fallar com a Sra. I. Kirtmna
Joaquina de Aguiar, nava dol.- tstenle Joaquim
Jo.- de Aguiar, morto no Ma.anh.lo em 1RT9 mi |tl,
a hendido ria mesma senhora : no Paneio Pabliro
toja a. II.
Ileseja-M fallar cora o Sr. Manoel Jeae da Sil-
va Freir de Andrade, a negocio qoe Ibe interesa* ;
queiri annonciar a sai morada oa dirigirse a raa
do Vigario n. 23, primeiro andar.
Precisa-se alagar urna prela forra en earrava,
para u servico de ama casa de poaca familia : a Ira-
lar no l.irramenlo, toja n. .11.
Precisa-se de ama escrara para alagar, que sai -
ba colindar, angommar e easabaar. para ama rasa
de familia, que seja lid e na beba, aflianra-se o
bom tratamenlo quera quizer dirija-H a rasa im-
mediata que fira pegada qnailel do llatpfc-io.
LOTERA da provincia.
Satbbfliki 9f dn corren
(o'-10 hora- dn m:iiihfl i
lie a extractlo j.i wgiiii
da parte ia pritoeira lote-
ra escalas sc-
a Babia uiildia 12 de abril, dcni.u.i 21
ro no
Havre i
guinlcs :
Cbegari
horas.
Sahira da llahia no dia 1:1 de abril.
Chcgar eml'ernainhiico no dia I i de abril, de-
mora (>a l-J .lila.
Saldr de Pernamluirn no dia 1.1 de abril.
Chegar.. a Cnic no .lia 1 de abril, demora \1 ,\
IS ditas.
Sahira de Uou no .lia >\ de abril
Obelara a Sania Cruz no dia 11 de abril, demora
6 a 11 ditas.
Sahira de Sania Cruz no dia T, de abril.
lado esquerdo. .piarla casinha. Ahi rncoolrario em
cima .la cuna nina pobrraiaa, mas honrada, viuva
de um empregado publico, atacada da epidemia, de
mue Isabel, mais condecida por Kelliiiha, um lilbo
de \1 anuos quasi aleijado. de mue Cuallierlo, r
nina lilba qae parece ler l.i annos, donzell? c de
nina conduela eumplar. que Irabalba constanlemen-
le dia e ooita em coser, ensalmar e ensommar para
sustentar os dous doenles. Mas .. produrin desse
Irahallm improbo he asss inesquinho para ocrorrer
as mais urgentes prreises dessa niiseravel familia.
(le ,"i(||l (Miitlld-s 1,'1"''1 l'l'rsi"firi os verd.ideirns pnbres do Kvaoge-
llio, por quanlo nao he a miseria srdida pioveuien-
tc da preguira, detalla ou derassidSo, que l.i se vi
mas a pobreza extrema, que apear dn Irabalho as'-
siduo de urna menina, n.lo permute neala quadra
calamitosa sepprir as matares necessidadei. I na
eamola, peloamoi de Dees, para esta familia infelii'
HESBJA-SE SABER O SEGUllSTB:
Oual he o orramenlo total do rusto
estrada ile ferro de Pernamhurof
primitivo da
Oual ho capital nrressaiio para a acquisicao dos
apparelhos. locomotores, geos, diligencias' ele *
Sobre que quanlia total o governo geral e o -oxer-
no provincial garanten) o juro de 7 ", ao ann.. '
Era que qoanlil annaal sAo calculadas as dep.vas
de movimeiito de toda a especie, bem como : trac-
Cao, combuslivel, reparac.lo, conserva. .1.. da linha
frrea, admiuislratao, pessoal, ele, elc 1
50,000 rs. ou ntissiiK ran-
tclas, sao pajios cm nosso
escriptorio, apHMMi saliir
a lista geral, e m e me-
nos, ua luja da nm do Ro-
sario estreitii a. 17.Os
cautelistas, Olireira fav>
uior & *".
PraCMi-M !<' .tl-UM- .lin!itllore* Imi||>, |id)^-ta
in'iu. e o orvirn he rotular, c un eMT.*\o (mi .t ttf-
M<;n oi le fMia
<|iipm ijin/ei ni pallara do |Mteo roa do KoN.irio n. Vi.
Bel las artes.
Sonta liis, deseolusta. continua a lomar hr.'^s
de desenlio e piulara, quer a aguada on a oleo, 'em
sua casa, ra Direita n. til, oa na de particolare.
(I mesmo contraa cora qualquer dos senhores eate-
ulieiros que se interesse de seus prestimos para sea
ajudaulc.
ILEGIVEL


DIARIO OE PIRMIUCO SIBBIDQ 29 BE MM0 OE 1856
"
Tercera (dicao.
TRATAIEITO HOHEOPITHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MRBUS.
PELOS DRS.
-*. nWnYrsJn& --: ,-^k. .
,l,sliuceaoaonovopir.T*epo.lorcorardeslaenreniiidade, administranduos remedio mais eflicazes
paraaUlbi-U,emquanlosereeorrtaoiiedico,ouinesmoparacura-laiudpeiideiileilcslenioslusare
emq ikuido em portugez pelo dr. p. a. lobo moscozo.
Estes doos opsculos conim as indisaroes mais clarase precisas, c pela sua simples e concisa exposi-
r.lo eslaoalcance de lodas asinlelligeiicias.nioso pelo que diz respeilo aos meioscuralivos.comoprin-
cipalmente aos preservativos que lemdado os raais satisfactorios resultados cm toda a parle em que
siles tcm sido poslos cm pralic.
Sendo o tralamenlo homeopata o unicoque tein dado -rande-resiilladosnocurativo desla horu-
veleoferroidade. oigamos a proposito tradutirrestes dons mporlaalea opsculos em Iingua vernaci-
la para dest'arte facilitar a sua leilnra a quem ignoic o francci.
' Vende-se nicamente no Consultorio do iradudor, ra Pxov 11..VJ, por 2:000. Vendcm-se lambem
os medicamentos precisos e boticas de 12 tubos com uin frasco de lindura 13*, umadila de :i(l tubos romr
vro e 2 frascos de tintura rs. 25)000.
KeS-Sj-Hi. :
ramas preciosas-
Aderecot de brillianles, *
diamantes e perolas. pul- &
ceiras, allineles, brincos
e rozetas, boles e anneis *
de diflereutes goslos e de
diversas pedras de valor. *
sj .
8 Compran), vendem ou
j Irocam prata, ouro, bri- Sj
.?: Ihantes.diamanlesepero- *j
ffi las, e outras quaesquer &
} joiasde valor, a dinheiro j,
? uu por obras.
MOREIRA i DARTE.
loja ni otmvES
Ra do Cabuga n. 7.
Recebis! por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras domis
moderno gosto, tan-
to de Franca como
(URO K PRATA- i
V
^ Aderccos completos de
ouro, meiosditos, pulcei- :
* ras, allineles, brincos e <
:. rozetas, conloes, trance- |
lins, medallias, correles
e enfeites para reluci, e *
', outros muitos objeclos de ^
: ouro.
Apparclhos completos, *
i- de prata, para cha, bao- J
dejas, salvas, casticaes, 4.
> colheres desopaedech, <.
X Miles eutrus objeclos ?
de prata.
: ? ??.*'$? de Lisboa, as que aevendem por
pre$o eouimodo romo eos tu mam.
ESTRADA DE FERRO DE PERNAMBCO.
Banqdeiros da Companhia em londbbs.Srs. Heywood, kennards, & O.
Banqdeiros em Pehnambico.O Banco de Pernambuco.
genos no Rio de. JaneiroSrs. Mana, MaeGregor, & C
Agentes km Pbrnambuco.Srs. Roihe&*3idou.lac.
Agentes na Baha.Srs. S. S. Davenport & C*.
12,000 ar-ces estao resenadas para o Brasil de valor de t 20 ou rs. 1 T7?777 cada arrio.
Os que desejarem comprar acedes d'esta Companhia podero dirigir-se na forma abaixo indicada
Commissao em Pernambuco em casa das Srs. Rollie di Bidoulac. O deposito de urna libra es-
terlina ao cambio de 27 por 18000 ou rs. 8?888 por accao deve sor aflectuado em Casado um
dos Agentes da Companhia no Rio de Janeiro, na Bahia, e em Pernambuco, que dardo competente
recibo.
A subscripcao fica abena at o dia 20 de marco em Pernambuco.
Os senhores'que ja fizerao pedidos para a acquisicao de accoes desta companhia antes de sua pu-
blicac,ao em Londres, devem tambe-m dirigir-so Commissao e remetter aos Agentes a importancia
do deposito de 1, porconla de taes acedes dentro do prazo fixado para a apresentar,,io de pedidos.
A urna Commissao nomeada pelo Presidente da Provincia de Pernambuco, de accordo com o
Concessionario o Sr. Alfredo de MornaV, ser confiado o trabalho da distribuido das Accoes.
Se nao forem concedidas todas as Acces pedidas, o dinheiro depositado ser levado em contapara
a primeira prestarlo de duas libras esterlinas Rs. 17577G por cada Accao.
Se nenbuma lor concedida o dinheiro ser restituido por, intoiro at o fim de Abril, ao mais tardar.
A Companhia lem reservado fundos que os Directores calculo ser sufficientes para o pagamento dos
juros aos accionistas desde odia em que.se eflectuarem as presta^oes, e csses juros sero os indinos
nue sao garantidos pelos governos Imperial e Provincial depois de abenas as seccoes da Estrada
demaneiraque a importancia das entradas vencero 0 juro de 7 por rento logo que oslas forem
realisadas.
Os dividendos sero pagos aos Accionistas no Brazil cm casa dos Agentes da Companhia as ridades
do Rio de Janeiro, Bahia, e Pernambuco.
Cada prestacao nunca exceder de duas libras esterlinas Rs. 17*776, por arc-o, ehaver um in-
kirvallo pelo menos de trez mezes entre as prestarles.
Os quo pertenderem accoes devero dirigir-se Commissao, e remetter aos Agentes da Companhia
em Pernambuco Srs. Bothe & Ridoulac, logo depois de entrogarcm a imporlanria do deposito, um
pedido segundo o formulario abaixo transcripto que os Agentes da companhia forneceroconjunc-
tamente com o competente recibo pelas quantias depositadas.
Formularia para o pedido de Acco's.
Aot Senhoret da Commissao enearregada da distribuicao das Acides da Companhia da
Estrada de Ferro entre o Recife e o Rio de Sao Francisco.
Havendo eu entregado aos Agentes da Companhia rejs
ao Crdito da mesma Companhia, peco-Ibes que me concedi as Accoes correspondentes aquella
prestacao, e pela presente me obrigo acceitar aquelle numero de Aceres ou as que ne houverem
1I0 ser concedidas ; e liem assim pagar as subsequentes presia^oes quando rae forem exigidas na
forma das Leis que regulo a Companhia, assignando-rae por mim ou por meu bastarde procura-
dor no Livro competente da inscripeo.
ftSSICNATCRA.
Nome por extenso
Residencia por extenso __
ProGssao ou Occupaco
Lugar de Negocio seo te m_
AssOciacLo Cominerclia
Befcnte.
A commissao nomeada pela Assoriacao Commrr-
cial Itenelicenle desla pnce, com o lim de toccorrer
as pessoas neressitadas e desvalidas da treguczia da
Boa-Vista, por occasi.lo da epidemia reinante, pre-
vine a qiiem esliver em lacs circumslanrias, ilc pro-
curar a Joto Matheus, ra da matriz 11. IX Manoel
Teiieira Bastos, ra da Alegra n. 7 ; Vrenle Al-
ves de Soma Carvalho, F.slaucia : desde as 7 horas
da manliAa is'J. e a larde das i horas cm diante:
em caso urgente, porcm, sero soccorridosproropta-
incnlc qualquer hora. A commissao desojando
acertar na forma de distribuir os soccorros, roga en-
carecidamente a todas a pessoas mais condecidas
desla freguezia que tiverem perfeila sriencia do es-
lado de precisao de qualquer familia, se dignen) de
a informar ..lim de ser com promplidAo Hendida.
Becife i." de fevereiro de ISbti.Joo Malheus, Ma-
noel l'eiieira Bastos, Vicente Alves de Souza Car-
valho.
/ illa de llarreiros ti de murro de IH.Vi.
I> abaixo assisnado fa/, sciente ao vicario Manoel
l'erreira llorpese a lodos os membros de sua familia,
que, com o auxilio de Iteos coza de saude com o seu
lilho Jellerson e mais pessoas da casa. Advertc lam-
bem, que, em quanto correr impresso este aviso, em-
hora esta data, devem todos licar Irauquilisados,
pois que qualquer asitacAo que appareca em dispo-
sicao denossa* faruldades plivsicas, muda-se de avi-
so. O lempo nao *'[., de cracas, elige mesmo que-se
tomem estas cautelas : a bygieone publica em seus
conselhos recommenda que se evilem excelsos de
cuidados, qua sao nocivos, mxime em lempo epid-
mico.Firmino Lucas de Azevedo Soarettiordo.
A ci.fcrmaria do consistorio da ir-
mandade do Divino Espirito Santo em
Sao-Francisco, ja' annunciada, acba-stl
prvida do mais necessatio para rceber
aos teas irmaos desvalidos que venhama
ser accommettidos do cholera : rojja-se,
pois, aos irmSosda mcs%ia irmandade.ou
a quera tenha conhecimento de algum
destes, participem ao irmo juiz, escri-
vao, on thetourciro, afim de que sejam
recolliidos pela mesa c tratados da me-
Ihorfrma que for possivel.
Commissao de beneficencia da
de Santo Antonio.
freguezia
. da fre-
A comminSo abaixo anigna<
guezia de S. Antonio enearregada por
parte da associaeao commercial beneli-
cenledesoceorrera pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas que precisarem de soccor-
ros, queirSo entender-te a qualquer hora
na ra Novan. 7, casa de Antonio An-
fjusto da Fonseca, na ra do Trapiche n.
0, de Tboma/. de Faria, e na mesma ra
n, 56,deSalustianode AquinoFerreira.
Pernambuco 25 de fevereiro de ISfi.
Saluttiano de Aquino Ferreira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Tbomaz de
Faria.
No aterro da Boa Vista
n 55,
precisa-se de um hom ollici.il detorneiro, que enfeu-
da pcrfeilamenle de sua arte.
Pelo presente protestamos denun-
ciar de lodasas pessoas que venderem bi-
llieles de loteras do Rio de Janeiro, do
da 20 do prximo me/, de abril em diante
tanto pelas roas como em qualquer casa,
pois que nao adiamos justo que para p-
dennos vender paguemos o oneroso im-
posto de 1:200$000 por cada urna das
nossas lojase tenliamos urna lianra na liie-
souraria {eral, e licencado lllm. Sr. Dr.
chele de polica, ao pasto que outros a'
nossa sombra os vendam com o maior es-
cndalo ii'frinjjindo assim a lei, c tirando
nossos interestet pelos quaes pagamos o
referido imposto. Recife 1S de marco de
1856.Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior.
l'recisa-se de alujar urna ama de Icilc: na
prara da Independencia n. 3(i c lis.
AluRa-se o segundo andar .lo sobrado n. '20 d,i
ura do Aiuorim : Irata-se na ra Bella n. 5.
Massa adaman-
tina
9S#>^aMf9ttai
J. JANE, RENTISTA,
4. J.i.iL, nrmim\, *
0 contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
0 ro andar. a>
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTBAHIDO DE RLOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabelica, rom a descripcio
abreviada de todas asmoleslias, a indicarlo phvsio-
logica e therapeutica de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de aejAo e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacao de todos
os termos de medicina e cirurgia, e post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. .1. DE MELLO NORAES.
Os Srs. assiguautes podem mandar buscaros seu
exeraplares, assim como quem quizer eomprar.
PUBLICACAO' L1TTERARIA.
Repertorio jurdico.
K-ta publicacao sera sem duvida de ulilidade aos
principiantes que se quizerem dedicar ao eicrcicio
do foro, pois nella encontraran por ordem alphabc-
tica as principaes e mais frequenles oceurreucias ci-
vis, orphanologica, commerciaes e ecclesiasliras do
nosso foro, com as remissoes das ordenacoes, leis,
avisos e reglamentos por que se rege o'Brasil, e
bein assim resoluces dos Praiistas antigos e moder-
nos em que se firmam. Conlm semeihautemente
as deeisoes das questOes sobre sizas, sellos, velhose
novos direitos e decimas, sem o trabalho de recorrer
collecrao de nossas. leis e avisos avulsos. Consta-
r de dou volumes em oitavo, grande fraocez, eo
primeiro sahio luz est i venda por 8s na loja de
vrosn. 6 e 8 da prac.a da Independencia,
zia da Boa-Vista, na ra Velha n. 42.
Trocam-se notas do Banco do Brasil
porsedulas: na ra do Trapiche n. 40,
segundo andar.
Precisa-se alugar dous prctos capti-
vos, dando-se o sustento, para t ra bal liar
nesta typographia : na livraria ns. Ge 8
dapraca da Indepeendencia.
Candida Maria da Paixao Rocha, pro-
fessora particular de instruccao primaria,
residente na ra do Vigario do bairro do
Recife, faz sciente aos pais de suas alum-
nat,queacha-seaberta sua aula, naqual
contina a entinar as materias do costu-
me, e admitte pensionistas, meio pen-
sionistas e externas, por piceos razoa-
veis.
LOTERA da provincia.
O lllm. Sr. thesoureiro manda fa/.cr
publico, (|ue se acliam a venda na thesou-
raria das louterias, das ) horas as 5 da
tarde, os hilhetes da segunda parte da
primeit'a loteria da matriz de San-Jote
desta cidade, cujas rodas andam no dia
29 do corren le mez. Tbesouratia das lo-
teras 5 de marco de 1856. O escri-
vao, Antonio Jos Duarte.
PARA LUTO.
Apronta-se dentro cm 5 das vestuarios
completos de merino por mdico preco,
na ra Nova n. 52.
Convida-se ao respcitavel publico a examinar
os retratos de dagucrreolypo e electrotvpo lirados
pelo artista do aterro da Boa-Vista n. ierceiro an-
dar,e que se icham em eiposicAo publica na ra
do Collegio, armazem ile leudes do Sr. Marcolino.na
ra da Cadeia de Santo Antonio, no cafe des arcos,
c.na ra estreita do Rosario n. 17, toja de bilheles.
CASA DOS EXOST
Precisa-se de amas para amamenlar criancas na
casa dos expostos : a pessoa que a 1-.1 se quera de-
dicar, lendoas lialulilaciies necessarla-, dirija-se a
mesma, no paleo do l'araiio, que a|ii achara com
quem tratar.
Associaeao Coinniercial
lieneliceiit.
A rnmmissau enearregada. pela Aisociar.lo Com-
mercial Itenelicenle para distribuir se rorros sclas-
ses necessiladas do bairro do Hecif;, faz saber a
quem se adiar nessas cirrumslaucias que pode pro-
curar a qualquer de seus membros em suas residen-
cias abaixo designadas a qualquer hora. A coinmis-
s,1o estando disposla a nio se.poupar 1 quaesquer es-
forros para bem desempenhar a miisSo que Ihe oi
confiada, raga as pessoas que livefem conhecimento
de que qualquer pessoa em suas visiiihan;as se acha
no caso de precisar de soccorro, mas que por qual-
quer circunstanciann o possa solicilnr, queiram Icr
a bondade de assim Ih'o indicar, atiin de prompta-
menleserem ministrados os necessarios auxilios
Antonio Alves Barbosa, ra de Apollo n. .111.
JoscTeixeira Bastos, ra do Trapiche n. 17.
Joao da-Silva Begadas, ra do Vigario n. .
ARRENDAMENTO.]
A loja e armazem da rasa n. 55 da ra da Cadeia
do Becife junio ao aren da ConceicSo, acha-se desoc-
cupada, c arreuda-se para qualquer estabelecimento
em ponto grande, para o qual lem commodos sufli-
cienles : os prelendenles enlender-se-hao com Joilo
Nepomuceno Barroso, no segundo andar da casa n.
57, na mesma ra.
Na casa da residencia do Dr. I.oureiro, na ra
da Saudade, defronle do Hospicio, precisa-se de urna
ama de leite, forra, que nao Iraga consigo o lilho,
que tiver, de peilo.
Quer-sc alugar um escravo para servico de
casa: a tratar na ra do Trapiche n. 16, scg'undo
andar.
LOTERA DA PROVINCIA.
Os btlhetes ecautelas do cautelista An-
tonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
nao estao sujeitos ao descont dos 8 por
centodo imposto da lei. os quaes se acham
a venda as tojas da prara da Indepen-
dencia ns. 4, 15, 15 e40, ruaDireita n.
13, rna da Praia n. 50, ra do Crespo
n. 5 e do Ltvramento n. 50.
As rodas andam no dia 2) do presen-
te : os premios sao pagos logo que sa-
bir a lista eral.
Bilheles 5jpD0 Recebe por iuteiro 5:000)000
2:500*000
1:666)666
1^50)000
0 IKMMWMW
500)000
1 250)000
O referido cautelista declara que s
paga nos seus bilheles inteiros vendidos
os 8 por cento como tein annunciado-
Precisase de urna ama para casa de 2 pessoas
de familia, que seja capaz, para todo o serviro in-
terno: na ra Augusta, sobrado n. 3.
Offcrecc-se um rapaz com pralica para qual-
quer casa de cummercio sejacslrangeiraou brasilci-
ra, da liador por sua conduela : quem precisar an-
noncic.
Prccisa-se (lugar l e>rravos, pagande-M Spt
mensacs, e d-sc o >u>lrnto : na padaria da ra Im-
perial, detroute da fabrica de sabao 11. 17:1.
Aluga-se um primeiro ou segundo andar de
urna rasa que seja grande, nal ras -inmoles : Uo|.
legio, larga do Bosario, S. Pranciscn. Aterro ou
l.tueimado : quem liver auiiuucie para ser procu-
rado.
Precisa-se de amasadores que entendam e se-
jam diligentes, pagando-sc 30) mensacs,
Precisc-se de alugar um prelo ou prelaou mo-
Icque para o servido de casa de pouca familia e lam-
bem se precisa de um criado : a tratar na ra Direi-
'/ n. 91, primeiro audar,
.Mein *KK)
lerdos 2B00
Ouarlos 1">00
Quintos 1:!0O
Oitavos 760 >i
Decimos 640 0
Vigsimos 390
O lllm. Sr. regedor interino do tiymnasio man-
da convidar aos pais ou correspondentes dos alum-
nos internos, meio pensionislas e externos, para, nn
prazo de 8 dia, enlrarem com o quarlel adianlado,
quo lem de principiar no t.- de abril prximo vin-
dohro. Secretaria do Cymnaslo -J do marro de
1856.O secretario, A. A. Cabral,
O professor de malhemalica do (iwnnasio
Proviucial pretende abrir 110 I- de abril do correte
anno um curso de geomelria, os cstudanles que o
quizerem frequenlar podem dirigir-se a casa de sua
resideucia na ra Direita 11. 78, para se inscreverein
de manlia das as 9 horas, c a larde a qualquer
hora.
Aluga-se urna casa as principan mas desla
cidade : quem liver c antier alugar dirija-se g esla
Ijpographia que se dir quem a quer.
A commissao da cunara municipal
lara'expor a venda carne sulliciciite para
o consumo da capital, nos dias ti. 28 c
5u to crrante, pt'lo praco de 200 1 s. a
libra, c declara que os latos qne se nao
venderem serao distribuidos pela pobre-
za nos dias de matanca, as 2 horas da
tarde, no lugar do maladouro.
A viuva de Francisco Jos da Costa Campcllo
convida aos credores de Mu fallecido marido, para
no prazo de 8 dias apresenlarem suas coutas ou do-
cumentos, pelos quaes se julguein credores do mes-
mo fallecido : na roa Imperial, segunda rasa depois
da fabrica desahito.
Quem precisar de um homem ja de idade, c
que se alianza sua conduela, para lomar coma de
algum sitio, ou mesmo para criado de alguma casa
eslrangeira, siimenle pelo comer e vestir, dirija-se a
esquina da ra do Encanlameulo, taberna 11. 10, a
fallar com Manoel Jos de Oliveira.
Lotera (la matriz do S.
Jos.
Sabbado 29 de marco, be o indubita-
vcl anda met lo da rele ida loteria, pelas
10 horas dajianhaa, no espacoso salao
da ra da Praia'n. 27. Os ineus bilheles
e cautelas cstao expostos a venda nos lu-
gares ja" conhecidosdo respcitavel publi-
co.O cautcftsLa, Saluttiano de Aquino
Ferreira.
Aluga-fa o armazem da ra da Mocda n. :tl: a
Iralar na ra do Qaafnado n. 28, Ierceiro andar.
c" Deseja-sc saber a morada do Sr. Viclor Anto-
nio do Sacramento Pessoa para se Ihe entregar urna
caria.
O dono de um piano que exilie na ra da Ca-
deia do Becife 11. t, primeiro andar, desde 10 de
oulubro proiimo passado, tenha a bondade de o
mandar hrar e pagar o aluguel de 7 mensaes, vislo
que o inclino nao paga casa para quem quer Icr la
depositados seus alcaides.
gSK?:H-Sev5itl*
.i O Ur. Pi Aducci. medico operador italia- S
no. nomeado pelo Exm. Sr. presidenle da S
f provincia, para prestar os seus serviros me- .:{
@ dicos aus doentesdo cholera 110 hospital da y
3tt ra da Aurora c ao i" districlo. previne ,w t
S publico que tcm fitado sua residencia no di- yj,
96 to hospital, onde pode sei procurado. jj
Arrenda-se uu *ende-se um silio com ca>a de
viveuda, haixa para capim, viveiros e diversos arvo-
redos. urna olaria bem montada com barro para toda
obra : na ra do Queimado 11. 10 se dir o lugar e
com quem se Irata.
i
I

Manoel Cassiano de Oliveira Ledo, aulo-
ri-iiiln para ensillar particularmente, abrir ,4.
um curso de Urainmalira .Nacional emu '*>J
Arilhmelica no 1" de abril, das'.) as tu ho- (JJ
ras da manhaa : na ra do Collegio n. 15, JJ
primeiro andar. (J^
Lava-se e engomma-se por preco
commodoc da'-se ahnocos c janlaes com
muito aceioe promptidao : na ruado Li-
vramento sobrado 11. 1.
Na travessa da Congrcgacao, loja
de encadernacao, continua-se a vender
muitas das obras de direitos ja' annuncia-
das por este DIARIO, como tmbeos ou-
tras muitas no s de direito como de ma-
terias diversas, na mesma casa vendem-se
algumas obras latinas, proprias para os
queestudam esta lingua : todas as obras
estao enusui P bom estado, e por ellas
laz-se todo o negocio, porcm a dinheiro.
(Somprau
Folhiuhas
PARA 0 CORRENTE ANNO.
I'ollimlias de algibeira conlendo o al-
manak administrativo, mercantil e in-
dustrial desla provincia, tabella dotdirei-
los paroebiacs, resumo dos impottot ge-
raes, provinciacs e municipaes. extracto
dealgumas posliuas, providencias sobre
incendios, entrudo, mascaras, t emiterio,
tabella de (criados, resumo dos rendi-
mentos c csportacBo da provincia, por
500 fs. cada urna; ditas de porta a 160;
lilas ecclesiaslicasou de padre, com a te-
sa de S. 'filo a 100 rc'is: na livraria n. (i
e 8, da pi ara da Independencia.
Chapeos de sol de seda a 5)000.
Na ra do Crespo, loja 11. 5, vendem-se chapeos de
sol de seda de mullo boa qualidade, pelo bauo pre-
co de .">3 cada um.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Ruada
Senzala nova n. 42.
Neste cstabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimentode moen-
das e mcias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixat de ferro batido
e coado, de todosos lamauhos, para
dito.
Quem quizer comprar um cairo
americano de quatro rodas, com astentos
para duas pessoas, temi arreios ccavallo
muitoard.go: dirija-se a ra do Trapi-
chen. 10, segundo andar.
rarinha de mandioca.
No armazn, do Sr. A. Annes Jarome Pires ven-
de-se superior rarinha de mandioca em saceos eran.
des ; para poreOu Irata-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Irapichc 11. Si.
Moinhos de vento
omhombasderepuio para regar borlas ebaua,
decapim.nafundicaodeD. W. Bowman:uama
doBrum ns. 6, Se 10.
PARA OS SENHORES ESTLDANTES.
Vendem-se na livraria ns. (ic 8 da pia-
ra da Independencia, os scgiiintes livros
para as aulas preparatorias ; em francez :
Paul el Virginio, Telemaque. em nglez ;
Historia ofRome, Thompson: por pic-
eos commodos.
Francisco Pinto Ozorio sangra, lira denles e chum-
ba com a verdadeira massa adamantina ; esta nova
preparacao superior a todas quanlas lem apparecido
ate hoje, que alm de petrificar em menos de um
minuto. Pica o dente com a mesma cor natural e em
perfeilo estado como que nunca tivesse ruina, 1,1111-
bem applica ventosas pela allracc.io do ar, tendo
para esse lim apparelho completo ; assim romo ou-
1ro para lirar leite de peilo cm senhoras que mui-
las vezes se torna bastante til pelo mal que causa
a releinj.nl do mesmo ; tamben) tein muito superiores
limas para aparlar os denles, que vende por barato
preco: pode ser procurado para estes lins, na ra
eslreila do Kosario o. 2.
Aviso-se aos devedores do imposto de decimas
das freguezias do Bacila, Santo Antonio, S. Jos,
Afogados e Boa-Vista, e do imposto de i por cenlo,
ludo do anno financeiro de 18.1418j, que as rela-
lues de seus dbitos ja se acliam em juizo, onde se
Ibes concede o prazo de 15 dias para pagamento ez-
pontaneo, com guia do procurador fiscal, que pode-
ro procurar na residencia do mesmo, na ra Nova
n. 44, segundo andar.( procurador fiscal,
Cvpnauo I-uncin Cuedes Alcoforado.
A aula denominada Sania Rosa, que existia na
ra Augusta, para o ensino de meninas, pelas lilhas
lio Iirmino ,1. I d,i Ito-a. mudou-se para a ra do
Vigario, segundo andar da casa do Sr. Thomaz de
Aquino Fonseca c\- Filho por cima de seu escriptorio,
aonde recbenlo as ineniuas que seus pais Ih'as qui-
zerem confiar para ensillar o quesahem, c vem a ser
o seguiole :
1." ensinarao a ler, escrever, contar, ele.
2." coser chao, labyrinlho. cacund, bordar de sus-
lo o acolcbnado, marcar de todas as qualidades.
.')." tapete, lapecaiia, matiz, miranga e ouro, etc.;
e lambem se fax qualquer destes' objeclos a feilio
por prcros razoaveis. A aula principiou 110 dia I.
de fevereiro.
Precisa-se de urna ama : na ra Bella n. 20.
tftISM
M CONSULTORIO HOMO g
I mineo. I
Ra das Cruzes n 28.
Continua-se a veuder os mais acreditados
medicamentos dos Srs. Castellao e Weber, ,.*.
em Untura* eem glbulos, carteiras de to-
dos os lmannos muito em eonla.
tubos avulsos a "1(111, mu e 1-ihiii.
1 onca de Untara......5000
Tubos c frascos vazios, roldas de corlica
para tubos, e ludo quanto he uccessariu pa-
ra o uso da homiropalhia.
m
PEDIDO.
As pessoas que deram imagens para se encarnar
a Joilo Baptista Correiu ;ja fallecido,! pede-se quei-
ram ir busca-las na ra das l.arangeiras n. 24, no
prazo de Lidias.
Precisa-se de doos Irabalhadorcs.sendo um para
Irabalhar com urna canoa c oulro para o servico de
um sitio: na cocheira do largo do arsenal de mari-
uha, a qualquer hora.
Precisa-se de urna ama para casa do liomeiu
snlteiro : no aterro da Boa-Vista n. 60.
O abaixo assiguado, aoligo pbarmacculico, at-
Icndendo a que esto hoje a (esla da salubtidade pu-
blica mdicos dislinclos por seu caraclerle illustra-
c.ao, como os Srs. Drs. Si Pereira, Firmo e Poggc, c
conhecendo que a epidemia reinante vai desenvol-
vcinlii um carcter assustador de sorte que muitas
pessoas fogem daquellas casas onde infelizmente
lem fallecido algum cholenco, faz icienle a essas
pessoas que queiram desenredar as suas casas con-
veiiieuleraeule, para que se dirijam ao abaixo assia-
uado, morador na rna Direita n. HX, segundo audar,
onde o encontrado com os reageules e apparelhos
necessarios para as fumigantes chloricas. Fumiga-
ces gujlouiaiasou de CytondeMorveau, ou hv-
gicuicos, e bem assim as rumigaees nilricas ou de
Smilh : com as primeiras de cada porcao que lizer,
desenredara um espaco de :)i0 ps cbicos e com as
segundas 10 ; quaulo ao mais lem seguido a opiuiao
dos melhores #111 ores menos quanto aos movis, por-
que nesses usa de um raganla dilfercnle que os nao
prejudica. e anles os torna mais lustrosos. Muilas
liessoas, [endo vislo continuar a mortalidade em suas
casas, nao obstante asfumigaces feitas com alca-
Irao, lireu, salitre, cnxufre ele, sem rrsulladn al-
gum, se tcm dirigido ao abaixo assiguado, e depois
de ciimpriicm a risca o que elle Ibes ha prescriplo
lecm vislo com prazer cessarcm os casos falaes, e os
doeulcs mclliorarcm iiiconlincntc.
Jos da Kocha Paranhos.
GRATIFICACAO'.
(iralifica-se com 10 rs. u-qucni inculcar nina ama
de leile de boa conducta : uarua da Cruz n. S, se-
gundo andar.
Precisase de ura amassador :na ra da Senzala
Velha u.'J. .
Compra-se um escravo prelo ou pardo, que se-
ja perfeilo bulieiro : na ra do Hospicio n. ;t, so-
brado.
Compra-se um boi de carraca : na cocheira do
largo do Arsenal deMarinha, a qualquer hora.
Compram-se notas do Raneo do lira-
sil: na ruado Trapiche-Novo n. U), se-
gundo andar.
Comprase efleclivamenle, lal.lo, bronze e cobre
vclho : 110 deposito da fuidicao da Aurora, na ra
do Hrum. logo na entrada n. J8,c na mesma fundi-
cao, em Santo Amaro.
Compra-se um guarda louca que
esteja em hom estado : no primeiro andar
desta typographinse dir' quem compra.
Coiupra-se una escrava de meia idade, que
sania co/iohar o diario de urna casa e engommar :
ua ra do fcucantamenlo n. :t, armazem. Na mesma
casa tambera aluga-se nina ama.
25eitfc tu-.
Vcnde-se prala brasileira cm moeda de lo t-
^5 ao cambio de 1 : ua ra do Bi um, armazem de
.i..iii>.i > .11.'
izesn
inlfi
assucar 11. -M,
-Na ra das Cruzasp. i>, vende-se urna crioula
(le Ji ,inn,, que cozqfe lava de sabao c faz lo lo o
servico de casa, c IcnVjRncipio do engommar.
Cassas framez. Tinas a 210 o covado.
Na ra do Crespo n. 5, veudem-su easnas franca
zas linas a 2l0 o covado.
Vende-se na fundicao de ferro de 1). W. Bow-
man, na ra do Brum passaudo o chafariz, urna car-
roi;a ingleza de duas rodas, nova, forlc e leve.
Na ra do Encantamento n. 76 A, vendem-se
us segrales livros : o Feliz Indi-pendcnle, Couduc-
?ide urna acnliura chrislAa, lloras Mariaunas, o
Uinslao Devoto, Cernidos da Mii de Dos, e inclho-
do para a oracao menlal.
Vcnde-sc farinha de S. Malheus, por preco
commodo, c juntamente saccas com milho ua ra
do Kangel 11. 32, ou passando o boceo do Carcereiro
Vende-se una farda nova para ollicial da guar-
da nacional : na ra Nova, loja n. I.
Para luto.
Corles de vestido de cassa prela rom 7 varas cada
um, de bouilos padrea* a -2j000 : veude-se na ra
do Crespo, loja da esquina que volta para a rna da
Cadeia. *
Vendera-se iaboasque servirn! de pratelcir.is
de taberna c suas^fiaHTtTJes, de louro e novas : as-
sim como .> caixes que serviram de amostras c
exislem na lujado sobrado de 1 andares, virando a'
ra do Aragao para o paleo da Santa Cruz, lado cs-
querdo, que se entrega pur qualquer preco para
(lesoccupar a loja os prelendenles l.illem na ra das
Cruzes 11. U.
No armazem de Novaos A C. ra da
Madre de Dos n. 12, vende-se farinha de
mandioca em saccas, de superior qualida-
de, por preco commodo.
Na ultima casa da ra dos Guarara-
pet, ao lado esqueido, ha para vender
doce secco de caj, quer em libras 011 em
booetat, bemeomo gelea de arara' em la-
tas, a contento dos compradores.
Charolo- vrelas.
Je Itr.i 11 .!. S. Flix por preco
commodo : vendem-se ua ra do Vigario 11. 23 pri-
meiro audar.
Farinha de trigo.
Jos It. da Foncera Jnior, na ra do Vigario 11.
'23, lem a venda de superior qualidade de U.1II11110-
re a preco commodo.
r Vende-se urna flauta de bomba e qualro cha-
na ra do Queimado n. 63.
Vende-se orna canoa aberla qne carrega ,'itKl
lijlos, propria para olaria para a conduccio de bar-
ro lambem se negocia a Iroco de lijollo : quem pre-
tender appareca ua ra da Aurora, passando a fuu-
dc,lo primeira taberna.
IA1UNIIA DE TRIGO.
No beceo do tioncalves.armazem de Jos Duar-
te das Neves, acha-sea venda um bom sorlimcn-
lo das melhores farinhas do mercado.
Milho novo.
Venda-so a tyOO ,acca de milho : na roa da
Cadeia do Kecifc n. :l.
Camisolas de pura laa para pelos.
Vendem-se no escriplorio de Antonia Lata de Oli-
veira Azevedo, ra da Cruz u. I.
Guaran'.
\ ende-c guaran, as libras que 0 comprador qui-
zer comprar, por proco commodo : na ra da Cadeia
do lenlo n. 17, loja de miudezas.
Vende-se urna porcao de gado, vacc.is, ele.
no sitio do capilao Barros, na e'lrada dos Alllictos
ou uo collegio da Couceic.ioua Tamarineira.
Veidadriros
uno 1,1 : y
ineiro audar.
Na fabrica de sabao da ra Imperial se vende
muito nova e uperior madeira de pinho em pran-
rliueide I i pes do comprido. 9 pollegadas de largu-
ra e .1 de grossura, a 30) a duzia.
Meias pretas pa-
ra padres.
>endem-sc superiores mcias de laia para padres,
pelo baratsimo preco de 19800a par. dilasdeal-
godao prelas .1 lito o par : na ra do Queimado,loja
de miudezas da Boa Fama n. X,.
Sal do Ass
A bordo da escuna Jos vende-se sal do Asea',
ou a tralar com Antonio de Alineid.i Comes, na ra
do Trapiche n. lt, segundo a.
SEME.NTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se a venda na
ruada Croz do Recife n. (i-2, taberna de Antenio
Francisco Marlins as scguinl?s ementesde horlali-
cu-, e,un,1 sejam : ervillias,li-rla, senoveza, e de An-
ela, feijao carrapalo, rxo, pintacilgo, c amarello,
alfacerepolhuda e allrmaa, salsa, tomates grandes,
rbanos, rabaneles bramos sucarnados, nabos ro-
to e hranco, senoiras braner e amarellas, couves
Iriucbuda, lombarda, esahoie, scbola de Selubal,
segurelha, coenlro de looceira repolho c pimpinela,
c urna grande porcao de diflerentes semenles, da'
mais bonitas flores parnjardius.
V,... .1 s
-(Union ne ciiora.
Vende-se um resto de couros de cabra, muilo gran-
des e bons : ua ra da Cadeia do Recife n. 57.
5 SHES235S83 ^^cSBSi^m^:-:
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vcnde-se um completo srtimento
de fazendas, finas e grostat, por
precos mais baixot do que em Oti-
lia qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : eslij, estahelecimento
ahrio-se de comhinacao com a
maior parte dns casas commerciaes
ingle/.as, Irance/.as, allemas c suis-
sas, para vender fa/.endas mais em
COnta do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualqjicr ; o
proprietano deste importante es-
tahelecimento convida a'todos os
seus patricios, cao puhlico cm ge-
ral, para que Mu 11,1111 (;' bem dos
seus interestet) comprar fa/.endas
S baratas, no armazem da ra do
gj Collegio n. '2, de
g Antonio Lu/, dos Sanios & Itolim.
35Sr^' :aai he -:m. 3!K?aFsajEs>:
Vende 111-se livros para o I,-, ." e 9.' annos da
facililla.le de Direiln, assim como livros para lodos
os preparatorios, por precos baratos : no Ierceiro an-
dar da casa da esquina da ra do Rosario, defronle
da igreja, a vollar para a ra do (Jueimado.
Vende-se um cabriole! cm bom uso, com nm
dos melhores ravallo?, por (er o dono de rctirar-se:
na r 1.1 do Aragao u. i'2.
VELAS E CERA DE CARNAUBA.
Vcndem-se velas de cera de carnauba, em caitas,
muilo superiores : na rna da Curia do Recife n.57.
Vende-se urna dislilacao bem montada, com
lodos os seus pertences, cxislenle ua ra do Rangel
n. ,">i : a Iralar na ra do Crespo, quina da ra das
Cruzes n. Ib, loja.
Vende-se a loja de calcado da ra do Livra-
menlo 11. .13, com poucos fundos, a dinheiro ou a
prazo, dando o comprador garanta as lellras : a tra-
tar .1.1 mesma loja.
No primeiro armazem de farinha de Irigo, no
becco do Goncalves, veude-se a mais acreditada fa-
rinha em meias barricas, desembarcada em i'i do
correle.
'Em casa dellenrv Brunn & C, ra da
l'UZ n. 10, vendem-se:
Lonasc brins da Rusta.
Instrumentos poia msica.
Espelhoscom moldura.
Iilnhiis para ardins.
ndeiras e solas para jardim.
Oleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Huilln.1 lacea.
Farinha de mandioca.
Na ru.i ila aladre de Dees n. J, vcnde-se superior
farinha de mandioca, em saccas de alqueirc velho, e
Ires analtas c meia a lr e 59500.
\ elas de cora de car
nanita.
Na ra do Queimado n. 69, loja de ferragens, vcn-
dem-se velas de rera de carnauba, cm caivas de W
a W libras, por dimiuuto preco : quem precisar
aproveile .1 occa-iao.
Taixas pata engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W
llowmann, na rila do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sor!ment de taixat de ferio
fundido e balido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
emharcam-sc OU carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vemle-se por 40 rs. o tratamento da
chole a-morbus : na livrria 11. (i e 8, da
piara da Independencia.
Cousas finas ede
bons gostos
NA LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se ricos leques com plomas, bulla, e
espelho a -2~. luyas de pellica de Jouviu o melhor
que pode haver 19800 o par, dilas de soda ama-
relias e brancas para homem e senhora a Ir-""1, di-
tas de lorcal prelas e com burdados de cores a 800
rs. e I9-JII, dilas de lio de Escocia brancas e de to-
das as cores para homem c senhora a ,'i(IO rs., dilas
para meninos e meninas muilo boa fazenda a 320,
Icncinhos de relroz de todas as cores a 15, bracas de
laa para senhora a bit), peolet da tartaruga para
atar cabello, fazenda muilo superior a .'i, ditos de
alisar lambem de tartaruga a :i?, ditos de verdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando muito aos de
1,11:,-ro-,1 a I -J1-'. ditos de alisar de bfalo, fazen-
da muilo superior a :ua e ,"iOO rs., lindas meias de
seda piuladas para crianzas de 1 a 3 airaos a I9HOO
olpar, dilas de lio de Escocia lambem de bonilas
cores para criai.cas de I a 10 anuos a .120 o par. s-
pelhos para parada com eicellentcs vidros a OO,
700, 1/e ls00, loucadorescom pes a IjsjOO, filas
de velludo de lodas as cores a 160 e 2i0 a vara, ns-
covas linas para denles a 100 rs., e linissimas a jOO
rs., dilas linissimas com cabo de marlim a 1;, Irn-
Cas de seda de lodas as cores e larguras a 320, 400 e
>00 rs. a vara, sapatinhos de laa para enancas de
bonitos padroes a 240 c 320, aderemos prelos para
luto com brincos e allineles a 13, toucas prelas de
seda para criancas a 1-, travessas das que se osam
para segurar cabello a Ib, pislolinhasde metal para '
criancas a 200 rs., galheteiras para azeile e vinagre
a 25200, bandejas mnilo finas e de todos os laraa-
nhos de 1?, 2?, 35 e 15, meias brancas finas para
senhora a 2it) e 320 o par, ditas prelas muilo boas
a 400 rs., ricas caitas para rape com nquissimas es-
tampas a 35 c 25.VHI, meias de seda de cores para
homem a I0, charuteiras muito finas a 29, casinos
para bengalas a 40 rs., paslas para guardar papis
a 800 rs., oculos de armacao de ar;o praleadns e dou-
radosa i.h. I- e O200, lunetas com aro de hualo
e tartaruga a OO rs. e I -, superiores e ricas beuza-
liuhas a 25. c a ">MI rs. mais ordinarias, chicotes pa-
ra cavado pequeos c srandes, fazenda muilo supe-
rior a 640, 00.15, 18200, tgOO e 25. atacadores ds
cornalina para casaca a 320, penles muito finos para
suissa a 500, escovas finas para cabello a lito, dilas
para casaca a biO, capachos pintados para sala a
liiO, meias brancas < cruas. para homem, fazenda
superior a !'<'. 200 e 210 o par, camisas de meia
muilo finas a la e 15200, luvas brancas encorpadas
proprias para montana a 240 o par, meias de cores
para senhora muilo forlc- a 220 o par, ricas ahuma-
dura-de madrepernla edeoulras muitas qualidades
e Rostos para rolletes e palitos a ,"iOO rs., fivelas don-
radas para calcas colleles a 120, ricas filas linas
lavradas e de lodas as larguras, bicos finissimoi do
bonitos padroes e lodas as largoras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, tesouri-
nhas para costura o mais lino que se pode encontrar.
A lem de ludo 1 -lo 011 Iras muilitsimascousas mnito
proprias para a fesla, e que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, como todos os fregnezes ja sa-
bem : na ra do Oueimado, nos qualro cantos, na
bem conbecida loja de miudezas da Boa fama
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ullimameulechegada, as-
sim como potassa da Itussiaverdadsira : na prara do
Corpo Santo n. II.
Vendem-se em casa de S. P. Johns"
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezet.
Relorrios patente inijlez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Lon atinglezat.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de grasa n. 97.
VinhoClierry em barris.
Camas de ferro.
UQUIDACAty.
** arrematante da loja de miudezas da ra dos
Quarleis n. i, quereudo acabar as miudezas que
esistem, vende barato afim de liquidar sem perda
de lempo.
franja combolotas ara cortinados, peja
Papel paulado, resma, (de peto)
Dilo de peso, resma
Ua de cores para bordar, libra
I eules de bfalo para alisar, duzia
rivelasdouradas para calca, urna
tirona. ---
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Ainoi.i cm Santo
Amaro, e lambem no DEPOSITO im
ua do Brum logo na entrada, rlefroti-
te do Arsenal re Maiinlia lia' icmmt:
um glande soiiimento de tan has tanto
de fabrica nacional como cstrangrim,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
c\istem guindastes, para carregar ca-
noas, ou carro livrcs de SssssJMBB. O
precos sao os mais commodos.
C. STARR es C.
respeilosamenle aonuncian qne no seu MOtsssi --
abclecimeiilo em Sanio Aasaro.ronliaaaaa .. faaawas
com a maior perfeirao e promptidao, luda a aaaaaa-,
de de machinismo para o uso da agtknllnra, na-
% 1 -.le.to e manufactura: e qne para mam rasnanavaa
de seus numerosos freguezes e do publica es feral,
lecm aberlo em um dos grandes arminai da Sr.
Mesquita na roa do Brom, airas da arsenal da tna-
rinha
DEPOSITO HK M U MINAS
eunslruidas no dilo seo eslabclecimenle.
All acharan os compradores um completo serti-
menln de moendas de ranna, com ludes o aacsstera-
menlos algunsdelles novos e originaes- de ejae a
experiencia de niuilo- annos tem mostrad- a I
sidade. Machinas de vapor de baisa a alta -.
taixas de lodo lamanho, tanto batidas cena fn
daa, carros de mao e ditos para ronduzir fot-mea de
assucar, machinas para moer mandioca, preniet pe-
ra dilo. Tornos de ferro balido para ferina, aradea ee
ferro da mais approvada couslruccao, fondee pera
alambiques, envos e norias pera fornalnas. a 1
infinidade de obras de ferro, qne sena ent "
enumerar. .No mesmo deposito ettsle nasa
inlelli-eiiie e habilitada para recebe ledas as en-
commendas, ele, ele, que os annoncianles censan -
do com a rapacidad? de suas ofticinas e ntaeiV-enesase,
e pericia de sans efliciaes, se comprun'Ilesa a faner
execular, com a maior presteza, perfescae. e asarla
c.ni|,o iniciado coin os rundido-mi dc>eiihm,e inslrnc-
cAes que Ibes forem I,,mecida-.
VsTtM.V MEUICO E HOLL WAV

Isnoo
3fM0
2?700
7tM|
too
-
Lencos de seda linos, ricos padroes i.-.vki
Caisa de lindas de marca -U0
Meias para senhora por -2i0
Pentesde tartaruga para segurar cabello ijOOO
(rozas de ranetas Tinas para peonas 29000
Hila de holocs finos para casaca 29000
Meias pretas para senhora, duzia :i-JII0
Dilas ditas para homem -i^KOO
Lacre encarnado muilo Tino, libra i.-snu
Papel decores, maco de 20quadernos 00
Duzia de colteles 700
Espedios de lodos os numero-, duzia 29500
Linhasde novellos grandes para bordar IjfiOO
nicas filas cscocezas e de sarja, lavradas,
'" 900
Meias cruas sem costura para homem 33*10
Unas de seda n. 2, peca :wo
Trancas de seda hrauc, vara loo
Caixas de raiz, duzia |j,ii
Pecas de filas de eos :mki
l.apis finos, groza J;:iii
CordiTb para vestido, libra IrJno
looeas de Id.mi,le para menino 1 Chiquitos de merino bordados para menino 15000
e outros mullos arligos que se toruam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nao se duvidara
dar um pouquinho mais barato a aquelle senhor he
gisla, que quera a dinheiro comprar mais baralo
do que se compra em primeira mSo.
Curtes de cassa paraQUEM esta'M
v a IL1<)-
vendem-se corles de cassa prela muilo miada,
por diminuto preco de 2 o corle, ditos de cassa du-
la de bom goslo a 2?, ditos a >IO0, padroes Trance-
zes, alpaca de seda de quadros de todas as qualida-
de- a 720 rs. o covado, laa para veslido lambem de
quadros 1 |S0 o covado ; lodas eslas fazendas ven-
dem-se na ra do Graspo n. (i.
femias de etna,
Vendm-se muilo boas pennas de rma : na ra
da Cadeia do Recita n. 37.
Cognac verdadeiro.
\ende-se cognac superior em crralas : na ra da
Cruz 11. 13.
Yonilc-seum cabriolel lodo piulado e Torrado
de novo, com arreios, he bstanla leve, seguro e bo-
uilo: para ver, na ra do Hospicio, esquina do Ca-
ntaran, loja do Sr. Candido pinlor de carros\ e a
Iralar. ua roa do Collegio n. 21, primeiro anda..
Relogios
ingezes depa-
ente,
os melhores Tahricados em Inglaterra : em casa de
llenry tiibson : ra da Cadeia do Recife n. 52.
Vende-se urna prela boa coziuhcira eeogom-
madeira : na ra Direila u. lili.
Cartas france-
zas.
Vendem-se superiores carias Trancez.is para vol-
larele a SOOrs.0 haralho : na ra do Queimado,
loja de miudezas da Roa Tama n. 33.
Acliam-sc expostos a venda rclofjios
de ouro esmaltados muilo lindos para as
senhoras de lom (osto, chegados pelo
ultimo navio de Frailea, e por preco
muito commodo: na ra da Cruz n.
<, primeiro andar.
Farinha de mandioca.
Vende-se a mais superior familia de mandioca, em
saccas de alqueire, medida velha : na ra da Cruz,
escriplorio de Antonio l.uiz de Oliveira Azevedo.
Meias de la curtas c
compridas.
Vende Antonio l.uiz de Oliveira Azevedo, uo seu
escriplorio, ra da Cruz n. t.
AO BARATO!
Na ra do Crespo, loja n. I, vcndem-se por lodo
o preco fazendas do primeira qualidade, para acabar
no se olha a prego.
Vendem-se licores de Abtynthe c
Kirsch, em caixas de 12 garrafas cada
urna, ltimamente cliegado de SBanra, c
por barato preco : na ra da^itiz 11.
20, primeiro andar.
AHADOS DE FERRO.
Na lundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro aclia-se para vender ara
dos de, ferro de ariov qualidade.
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milliarp-ile indiMduo-de lodas as nace
le-lcinii 11 liaras virtudesdesleremedio incoaiperavel
e provarem raso neressario, que. pelo aso anadese
lizeram, lem seu corpo e membros mleiranirnli
saos, depois de haver empreado mniilnarale
tralameiilos. Cada pessoa poder-se-ba reemneei
dessas curas maravilhntat pela Irilara dos peiioesre
que Ih'as relalam lodos os das ha melles annes; c
maior parle dellas o i.m sorpreodenles a adsai
rain os mdicos mais celebres. nanlas posees re-
cobraran) rom este soberano remedie o neo de ene
bracos e pernas. depois de ler permanecido lene*
lempo nos hospitaes, onde deviam soflrer a aeseassa-
Caal Dellas ha muMas, qne havendo deisade esees
asvlo de padecimcnlo, para -e nao selimiUem a
essa operaran doloroso, lor.im (aradas cesaaerla-
mente. medanle o eso desse precioso remedie. Al-
gumas das laes pessoas, na efnso de sen i atinen ci
inenin, decararam esles resallados benences dianse
do lord corregedor, e oulro magislrados, ansa it
mais autenticaren! sua aflirnsaliva.
Maga em desesperara do eslededessta sanee es-
livesse bstanle rontiaiira pare ensaiaresle reeaase
conslanlemente, seguindo algnm lempo e Irela-
meuloque necc-.ila-se a iialurcza de mal. cafe re-
ulladuseria provar incoeteslaveraaenle : Ijste Ind
cura !
O ungento he til mair parttruUrmtmlt nos
segumtcs canoa.
Alporcas. malnz.
Cainibras. I.epra.
^Uos. Males das pernea.
Canceres. aosaeiles.
.orladura-. de olhea.
Dores de cabera. Mordeduras derepli-,
das cosas. Picadura de aneaqnile.
dos membros. Pelroes.
Eufermidades da culis Oneimedelas.
em gcral. sarna.
Eufermidades do anas. >upurac,.es pnrrtdas.
Erupcues escorboliras. I iiiha. emqualqnrr fee-
I islulas no abdomen. le que -ra.
Inaldadc ou Talla da ca- Tremor de ervos.
lor as eilremidades. I leers nal
sano.
easwlirnlarne.
v cas torcidas, en 1
da> as nemas.
Gengivas escaldadas.
lnchac,oes.
Inllainniae.io do ligado.
da besiga.
Vende-se este ungento no eslabeletimenle'aea
de l.undre-.o. 21 i. .sirona.e na loja de lodos asae-
licarios, droguistaseoulras pessoas mrirr 1 nadasdn
sua venda em toda a America de Sal, llavaaa t
Ilespanha.
Vende-se iWIII r.-i, cada|lx.relinha.conlem nma
insirurCao em porluseez pera evplirar e
fazer uso desle unguenlo.
O deposito geral he em casa do Sr. Son
maceulico, na rna da Crui n. 22. em
buco.
O~'00 fufltDoc.
ea-
No dia "i de Tevereiro prnvimo
dio-se ua casa do abaixo aasignade a
escravo do Sr. Dioso Seares de Albos, __
prietano do engeuho l'oen, Treaaeua da* Caz *
signaes sao os segoiules : 1". annes de sanan, car
prela, rosta besigoso, alio, r Titanes, lea* nsa de-
Teilo em um dos Ihos, nariz chale, fillaaa-tna at-
guns denle na frtr.le, pes grandes, n ee dedos gran-
des destes torios pera dentro. Este escravo, aterrado
com a idea daqnellat viclimas qne e cholera fiaesa
naquelle eiigeuhv, Tocio dalli em demanda de Hert-
1 e : nesla \ia:em I01 accommeiti lo da naateetta rav
nanle, da qual lm tratado na rassasem da Magdale-
na, no correr de dous dias que alu eslava ; donen
do que apparereu na casa do aneivn assignade, d*en-
de fugio. Juica va o ab.uxo assicnade qee diu escra-
vo livesse ido para o engenho ; no entretena, sa-
liendo que ale 22 do correnle n.'m era rhegaae. neta
delle havia noticia no ieIrru., engenho, o enarse as-
siguado roga a auloridades poln-iaes e renal asi de
cani|io a apprrhcnsto do referido escravo, ano neste
riso o apresenlaiao ao senhor n* sen engenno. en eo
abaixo as-miado, em >aa loja na rna de 1'iaagi a.
3, aonde ser.\o recompensados generosamente.
Manoel Antonio .encalve..
lscravo fuido.
Desappaieceu do Rio de Janeiro, da
casa do Sr. Flix A111 unos Moivira, o-
cravo Joao, ci mulo, natural do Mara-
nhao, com o* tignaes seguintct: idade
iO annos, poueo mais 011 menos, cor pre-
la, rosto comprido, nariz, regular, cabel-
los naluraes, ollios prcto*. Isarha cerra-
da, altura cinco pes e dita pollegadas,
consta andar emltai-cadodc rn.nmlicii-o, c
iiilitula-scier forro, econsta pie apreaen-
ta carta falsa de a liorna : ipiem oappn-
hender ou der noticias cerias. pode ir a
ra do Trapiche n. i. primeiro anda.
escriptorio de Novaes i C, que iwheta
a {rralilicaciodc I .'illsilllll.
Xo dia 17 do cor rente mez Ingin do abano as-
signado urna escrava erionla, por nome Mar rida
que reprsenla ler 10annes de idade. de mlalera mi
guiar, arhava-se em convalesrenc,a de eme grave
enlermidade qne leve ; levou nma Ironxa de reean
della, e cousla qne esli acou.ada : anasn a tirar
pagara perdas e damnes.
Francisco de Paula tjrnesre Leae.
No dia I ."> do rorrele mez Ingie da casa da sen
'iihu um mualo por nome Saverino, qn* r^toMas -
la (er 20 annos de idade, eslalara regula/, rheio de
corpo, baslanle claro, sem barb*. roslo .^, marra-
de boxitas; levou camisa d* baria, calca da ataod W
e om surrlo de pellr d. cerneiro com a'lgom, roar-a
branca, he iaior.,1 do Brejo de Arca, a fei escrava
doSr. Manoel Francisco Alves Lama : reta-so a
qualquer capilao de campo 00 quem quer ioe seta
que delle liver noticia, n Tavnr de o rraW<. a sem
senhor l.oiz Jos da Cosa Aisorim. no Recife, rna
da Madre ile Dos n. 2",, taae alem dai despea se
gratiheara os portadores.
t
Attent;ao.
Anda continua a estar fgida desda odia IT
do mez prximo p:issado a escrava Joaquina, de ne-
cio, com os -i-u,ie. srgninles : alta, secca. cera des-
carnada, pernas arqoeadas, poucas vetes deata e ca^
chimbo ; a qoal negra fogin en, companhia da nm
soldado do dcimo balalhao pV nome Van -el Joa -
quim da silva, o qu>l he crinlo, moco, a anjear 1
cousa relaiad,.; a dita escrava foi por meilrsanno-
capliva de urna senhora viuva, moradora ra Pend-
a- de Miranda, a qual senhora linda entsse ae
mesmo lugar, c a escrava lem um lilho al- forre :
porlanlo pede-se a lodas as anloridades no vciaes e
capitAes de campo a captura desla escrava. h aade-a
a ra da Gloria, na Boa-Visia, casa n. M.
Conlmiia andar Tucida a prela Herencia, ert-
oula, idade de 2S a :l annos poueo asis oenaanes
com os signaes#eguinles : falla de denles ae Trente
urna das orelhas rasgada proveniente dos nrii
quem a pegar leve-a a ra do llrum, srntaie d
assucar n. 12, que ser bem gratificado.
PERiN.: TVP. DB U. F. DE FARU.
MUTIOsT^
ILEGIVEL


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