Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07321


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Full Text
ANNO XXXII.4L 76.
*
SEMA FEIKA 28 E 1A1P DE .836.
Por 3 mezes adiantados IfOOO,
Pop 3 noes vencidos 4^500.
Por auno adiantado 15j00O.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE
ErfCARREGADOS DA SLHSCRIPCAO' NO NORTE.
Parahibe, o Br. Gar,iiio Y. da Natividad! ; Natal, 8r. Joa-
Suun I. l'erelra Jnior; Aracalr, o Sr. A. de Lemoi Braga ;
lu, oSr. J. Jote deOlivera ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
que! Rodrigues; Pi'auhy, o Sr. Domneos Herculano A. Pessoa
Clrense; Para, o 8r. Juiliano J. Kamoi; Amaionn, o Br. Jero-
nyme da Coala.
r
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda lodoi o dina.
Caruaru Bonita Garanhun: noi diai 1*15.
Villa-Bella, Boa-Vista. F.iu" Ourieury : a 13i18,
(omina e Parahiba : segundas a leitii-feirai.
Victoria Natal : tai quintai-feirai.
AUDIENCIAS DOS TRIBDNAE8 DA CAPITAL.
Tribunal doeommercio : quartaaa aabbadoa.
Relaco lercai-feire aabbadoa,
Fazenda : qua ras a aabbadoa as 10 horas.
Juizo do commercio: segunda ai 10 horaa e quintas ao meio-dia.
Juizo deorphaoa : segundas a quintaa aa 10 horas.
Primaira vara do cirel : segundo Kitai ao meio-dia.
Segunda Tara da cit! : quarlaaeaabbadoa ao meio-dia.
EPUEMEBiDES DO HEZ DE MARCO.
( Los ora ai 6 horas, 19 minutos, 40 segundos da tarde.
II Quartocreacente aoi 18 minutte48 segundos da larde.
II Luarheiaa 1 hora, aaminuto.se 48 segundos da tarde.
19 Ouarto mmguanteaos 13 minutse 48segundosda tarde.
. PREAMAB DKIIOJb.
PrimeiraaslO horas a 3o mirtillos da Urde.
Segunda as pg horas a 16 minutos da manhaa.
*
1
PARTE OPPICIAL
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do da de fecereiro.
V alfandega, comrounicando que o tribunal do
ihesouro indeferio o requerimento dos negociantes
Wahncau e Sibet, pedindo restilaicao dos direitos
que pagaram por orna porreo de caitas de vidros des-
pachadas a bordo, que foram eiicoulradas avariadas
em consequencia de um iuceudio que all occorrra,
e qae, verificadas as averias, se procedesse ti arre-
mataran e se cobrassera os respectivos direitos sobre
o prejo que obtivessem ; visto que, depois de [des-
pachadas as mercaduras a bordo, a pedido de seus
dono-, por conta destes correr as avadas e damnos
que possam sobrevr-lhei, acrescendo mais nao
,erem as de que se trata do numero daqueltas qoe a
alfandega exige que sejam despachadas a bordo,
antes o foram requisito dos ditos negociantes e
por conveniencia de seos proprios inleresses.
A" thesouraria de Santa Catharina.O marque/
de Paran, presidente do tribunal do thesouro na-
cional, respondendo ao oflicio do Sr. inspector da
Ihesonrari de Santa Catharina, em que commuuica
tarem sido adjundicadas fazenda nacional em
pagamento de foros de marinha, de que lhe> eram
deteriores a ejecutada Rernardiua Rila da CooceicSo
e mais herdeiros da fallecida Joaquina Rita da Con-
ceirJo, 8 bracas de trras na villa de S. Jos, no lu-
gar denominado I'raia Comprida, que foram pos-
tas em praca tum u abatimeulo da adjudicar m, de-
pois de citada, na ausencia de oulros herdeiros, a
primeira execolada para as remir, -em que compa-
recessem Mocadores, declara ao momo Sr. inspector
qtiese os termos da execucao correram, como pare-
ce de seu dito oflicio, com os diversos herdeiros,
indispensavel era a eitac-ao de todos para a rernissao
dos bens penhorados, e em tal caso deve promover
essa diligencia para seren os inesmus bens diva-
mente levados [iraca fcando aulorisado a proceder
na forma de eslvlo a respeilo dos Bens adjudicados
^Jotiqjjoe receber esta ordem, ou depois de feila a
mencionada diligencia, se verificar-se a hvpothese fi-
gurada.
26
O marque/, de Paran, presidenta do trihun.il do
Ihesouro nacional, declara que, na conformidade da
duposiC/lo du art. 5. S". do regulamento de 10 de
julho de 1831) cstAo isentos do sello os precatorios
do levautamento de dinheiro de auseules expedidos
a favor da faienda pira pagamento dos direilos devi-
dos das heranras e legados.
28
A' alfandega. Em resposla ao seu oflicio de 1.
docorrente, pelo qual V. S., daodo-me conla das
cautelas e providencias que tomou para effecluar a
apprehenso dos brilhanles que se Ihe denunciou
terem de ser subtrahid os aos respectivos direilos por
occasiao da partida para a Europa do paqnete in-
glez Tamar, expito nao s as razoes por que emen-
de que tienda competencia da alfandega
jUj0t.qnprehEjBV** ehar .pj.iin osobjee
a direitos de exportarlo, visto a qualidde de che-
fe de fiscilisar-ao do porto, que Iheconfere o art. 32
do regulamento de 22 de junho de ls:li, com a con-
vieco que lem de que ao guarda-mr e[a outros
empregados da alfandega assiste n direito de cora-
parlirem o producto da mencionada apprehenso,
declaro a V. S.: 1.', qoe o administrador da mesa
do consulado era competente para mandar tffectuar
por qualquer empregadu seu a apprehenso de que
se trata, vistas as dsposic.Oes dos art. 17! e 198 do
regolaraeulo de 30 de roaio de 183 do thesouro n. 89 de 3 de outubro ds I8H, n. is de
26 de fevereiro, e o. 131 de 12 de maio de 1819 ;
2.*, que .linda quando nesle caso a apprehenso tos-
se ellecluda smenle por empregados da alfandega,
deviam estes levar ao referido administrador o ob-
jecto apprehendido, na forma da primeira dispusi-
rlo da citada ordem n. 18 de 2( de fevereiro ; c 3.,
que, estando dependente ojulgamenlo do consula-
do o processn da apprehenso ero queslao, devem
os empregados da alfandega, que se julgarem com
direito a' partillia do seu producto, faze-lo valer
perante a autoridade competente, qne he o sobre-
dito administrador.
DAS DA SEMANA.
24 Segunda. 1. Oit. Fesla da insliluicio do S9. Sacramento.
25 Terca, vji % Oit. A.....iniiii.in da Santissima Virgem Mai de D.
26 Quarla. Ss. Lndgerio e Braulio ab.
37 Quinta. S. Roberto b. ; Si. Fileto e Ljdia mm.
28 Sexta. Ss, Prisco, Maleo e Pastor mm.
29 Sabbado. S. Berlholdo b.: Ss. Joas, Baracbisio mm.
30 Domingo S. Joao Climaco ; S. Cliuio,
ENCABALGADOS DA SI Im:r|P:A NO MaV
Alagoai, o Sr. Claudino Faleao Diae I labia, Sr. D. Duorel
Bio d* Janeiro, oSr. Joao Pereira Miriam.
EM Phlt.VAMItl < O.
O proprielario do DIARIO Manoel Figueiraa
jlivraria Pisca da Independencia ni. I a 8.
de rana, aa msj
dispensado dojeargo de chefe da repartirlo provin-
cial, salvo se preferir coulinuar no exercicio deste
emprego, desislindo daquelle.
A' thesouraria de S. Paulo, mandando suspen-
der o 3. escriplurario da mes'ma, Jos l'ereira Pinto
pelo lempo de un mex, por continuar a portar-se
com falla de assiduidadc e applicacAo no cumpri-
mento de seus deveres, advertindo-o de que se nao
f<>r bastante esta medida, informara apportunameute
ao Ihesnuro qual o resultado della, par serem ado-
ptadas outras mais enrgicas, se assim for neces-
sario.
-V mesilla.O'marque* de Paran, presidente
do tribunal do Ihesouro nacional, sabendo que o
serviro na thesouraria de faxenda] daprovincia de
S. Paulo comer s 8 horas da manhaa e-lor mina as
2 da tarde, contra o que expressamente dispon o
decreto de 22 de uovembro de 1851, ordena ao Sr.
inspector da mesma thesouraria que faca immedia'
lamente cessar semelhante abuso, e observe o pre-
ceilo do art. 19 do referido decreto, fazendo come-
car o serviro as 9 horas da manhaa e terminar as 3
da larde.
A de que latida com
jmsj. irr"'a,""nB%~*
se-
marc-
29
A'presidencia de S. Paulo.lllm. e Exm. Sr.
Nao sendo conveniente .. boa marcha do serviro pu-
blico que as provincias onde nao ha deficiencia de
pessoal habilitado para os empregos das respectivas
Ihessuraras proviociaes, e onde os trabalhos tanto
destas como das Ihesourarias de fazenda nao sao em
diminuta escala, se permuta que os empregados de
urna aecumulem empregos de nutra repartirlo, ja
porque o desempenho dos respectivos trabalhos se
prejudica mutuamente, com especialidade quando
ellas se acham em edificios difl'erentes, como acon-
tece nessa provincia, e ja porque negocios exislem
muitas vezei entre ambas as repartidles, ruja solu-
'.u alTecta inleresses reciprocos, tanto que ja rdeos
deste ministerio deelararam.que o procurador fiscal
da thesouraria dessa provincia e o cartorario da de
Minas (eraes nao podiara aecuroular igoaes empre-
gos na reparlir.vi provincial .leu lio por conven i en le
que V. Exc. d as suas providencias para que o ins-
pector di thesouraria de fazenda dessa provincia seja
A MACMARIA DAS MIJLIIERES.
Por Carlos Monselet.
SEGUNDA PARTE.
VIII
Contra-minas.
Filippe vollra do baile mais tarde do que coslu-
mava.
Pelas onze horas da manhaa dorma anda meio
vestido sobre a cama, quando accordou sobresanado
por um loque de snela.
I.evanlou-se e foi abrir.
He ao seuhor Fillppe Beylc que lenho a honra
Jf eaMi;'_^J pergunlou por rormalidade aquellc que
vinha vtnMeJp-
Sim, aedJjojv-.
Son o conde de Insrande.
Kilippe quede sua parte o reconhecera, saudou-o
e olTereceu-lhe um assenlo.
Senhor, disse o conde sorrindo, somos perse-
guidos pelo mesmo meirinhn.
lie honra para mm, senhor conde, respondeu
l''ilippe em tom cortez.
llootem em um raa(;o de aulos dirigidos a mim
achn ama peca que se refere a vossa senhoria. Con-
fesso que smenle reconheei o erro depois de a ler
lido em parle. Nao quiz confiar a oulrem o cuidado
de entregar-lba. Ei-la.
Eslou confuso, senhor, pela delicadeza He tal
nrocedimento.
Nao ha de que agradecer-me; porque vossa se-
ulioria eslava exposto a fazer outro tanto em meo
ligar. Eu he que julgo-me feliz, porque nossa ceta-
rounidade de inforlunio depara-me urna occasiao de
poder servi-lo.
Nossa cummunii ade, senhoi conde, disse Kilip-
pe Parece-me que a polidez Je vossa excellencia
vai mui longe. Nossas situa;6es nao podem ser com-
paradas. He verdade que meus modestos teres desap-
pareccram na. tormentas de alguns dias mo; po-
rm a riqueza de vossa exrelleucia he mu solida, e
nao teme urna tempestado passageira.
Eoeana-se, senhor, tornon o ronde de Ingran-
da rom nm rcenlo que trahia antes amarcura ilo que
l-esar ; lenho dissipado soiniin enormes nesles util-
mos annos. I'allam uns mil luizes para meus beus
serem inleiramente absorvidos.
O conde dizia a verdade, e essa confissao de sua
() Vid Diario o. 71.
GOVEHNO DAPROVINCIA.
Espediente do da 26 de aaarco.
OflicioAo Exm. comniandante superior da guar-
da nacional do municipio do Recifc, aulorisandu-o a
dispensar o 2.- halalhao de inlantaria qae se acha
aquarlellado, fazendn-o substituir por outro bala-
Ihao da mesma guarda nacional.Parlicipou-se ao
marerhat commandaiile das armas.
DlloAo director gcral interino da instrucrao
pohlira, inleirando-o. de liaver designado os pro-
fessores padre Vicente Ferreira de Siqueira Vare-
jao, Joaquim Antonio de Caslro Nones e professora
Maria Clemchlinade Figueiredo, para examinarem
no OMicurso a que se lem de proceder para o precn-
cbimenlodns radeiras de um e outro sexo : deven-
do esse arlo ter lugar na taja do (vmuasio Provin-
cial, por S. Exc. indicada.^-Ofliciou-se a respeilo
ao resednr d'aquelle eslaheleeiiiieulo.
DiloAo Exm. mareehal cominandaiilc das ar-
mas, inleirando-o de haver expedido ordem no ins
peclor da thesouraria de fazenda. par* que, vista
das relaees que S. Exc. remclteii, mande indem-
nisar o 2." halalhao de aflatara, da quanlia de
I US rs. que se despenden com a inlinm n-.o no ce-
miterio publico, das praras que f illoc-raai de .M de
selembro a 21 de nnvembro do anno passado, e de
10 de Janeiro a 12 de marro deste anuo.
DiloAo mesmo, recommendandn que mande
apresenlar auExm. mareehal Amonio Correa Seara,
inspector do I." districlo militar, o lenle do 9."
batalhao de inhalarla, Leopoldinn da Silva Azeve-
do, alim de servir de ajudanlc de ordens ao referido
mareehal, visto ler fallecido o lenle reformado,
J.'s Xavier Perora de Brito, que exereia
melhanle lugar.Communicou-se ao lito
chai.
DiloAo mesmo, para mandar jpromplar com
urgencia 1 cargas de bolachas e urna de arroz, alim
de serem remetlidos ao vigario da fregoezia do Rom
JardimTambe* mandou-sc entregar ao mencio-
nado visan, a quanlia da 1003000 rs., para soccor-
ro das pessoas |iobres accummellidas da epidemia rei-
uaule.
DiloAo mesmo. declarando haver terminado ao
dia 22. do rorrenl a rommissauein que r
Pereira d< ..... _____
pagar oque se Ihe eslivera dever de seus vencimen-
tos a raza de 1:3001000 rs.meusaes, a conlar do dia
31 de Janeiro desle anno, descontando-se nessa occa-
siao o queja tiver elle recebido.
DiloAo mesmo, (ransmillindo para seu conheci-
mento, copia nao s do aviso do ministerio do impe-
rio de 27 de fevereiro ultimo, mas tambem do de-
creto n. 1727 de 20 do cilado mez, pelo qual se pro-
videncia sobre a divisao e venda dos bilheles de lo-
teras.Iguaes copias loram remedidas ao chefe de
polica e ao Ihesoareiro.das loteras.
DiloAo mesmo, remellen lo por copia o aviso da
repartirao da juslica de 3 do crrente, em que se
rominunica haver-se solicitado do ministerio da fa-
zenda a expedirao das convenientes ordens, para que
naque Ha thesouraria seja posta a disposirao da pre-
sidencia a quanlia de 1:2003000 rs., para diversos
reparos do edificio e movis do tribunal da relacao.
Participou-se ao respectivo presidente.
DiloAo director do arsenal de guerra,- dzendo
que vislo nao poder permanecer naquellearsenal por
Talla de commodo apropriado o africano livre de li-
me Joaquim,que all se acha maniteslarrenle doudo,
mande S. S. remove-lo para o arsenal de marinha a
cujo inspector se ollcia a respeilo.Fez-se o ofli-
cio de que se trata.
DitoAo chefe de polica, devolvcndo as coulas
das despezas feitas com o sustento dos presos da ca-
deia de Nazarelh nos mezes de outubro a dezembro
du anuo prximo passado, afimde serem reformadas,
conforme indica o inspector da Ihesouraha provin-
cial na infurmarao que remelle por copia.
DiloAojuizdedireilode oianna, inleirando-o
de haver expedido ordem a commissao de hygiene
publica,alim de remetler para aquella comarca urna
ambulancia reforjada, cumprindo que Vine, enve
para l'imbauba e Paula de Pedras os medicamentos
que forem necessarius.Ofliciou-se ao referido pre-
sidrnie.
DitoAo mesmo, devolveodo n seu oflicio de 2'
do corren te para qoe Smc. nao su remella o oulr0
a que elle se refere, mas lamhem declare o irome
do individuo a quern incumbir o traame! das
pessoas pobre de Ouangy acrommetlidas da epide-
mia reinan le alim de poder este ser pago do que se
Ihe esliver a dever pur semelhante commissao.
DiloAo director das obras publica .com mu mean-
do que de conformidade com as suas luformaroes
dadas acerca do requerimento do Dr. Filippe Lopes
Neto relativo a conslruccao de urna nova rampa em
substituidlo as qae exislem no caes do Ramos lan-
rou em dito requerimento u despacho seguinte:
Em vrsla das informares como requer, deveodo
o supplicnle mandar cunstruir a nova rampa com
pedra do mesmo modo que as demais existentes nes-
la cidede, e n lugar marcado na planta apresenlada
parte nos induz a dar explicar/es, que se tornam
indispensaveis.
Tendo lodasas vanlagens do nascimento, da ligara,
do espirilo, e da riqueza dons iuapreciaveis qae se
acham cada vez menos reunido, sobren mesma cabe-
ra) o conde Lab 11 enreme de lngrande, amado da
Restaurarlo pelos serviros qoe prestaran) seu pai e
seu iva, querido de Carlos X pelas suas oaneiras
elegantes e pelo seu amor da caca, lemid de l.uiz
Filippe como urna das principaes caberas de um par-
tido anda formidavel, o conde de fngrande nunra
snubera ou nunca quzera aproveitar sua posirao sb
nenlium resimen.
Podia chegar a ludo ; mas nem ao menos poz-se
caminho.
Era philosophia, convicres polticas ou desdem
de urna sociedade perturbada e pouco escrupulosa?
Era cousa incln o .10 mesmu lempo peior : era
indolencia e sensualidade.
No cortejo das fadas, convocadas para a fesla do
seu nascimenl smenle urna fura esquecda, e che-
gara depois de todas para lanear a recemnasrido sua
predicrAo Innesla e deleitosa. Nao era urna fada
carrancuda de nlhos cinzentos, nariz aquilino, e ves-
tido cor de fnllia secca ; era pelo conlrario urna fada
soberanamente joven e garrida, bem ataviada, tra-
zendo coroa de cabellos luzidos e sobre elles oulra
coroa de diamantes misturados com pedacinhos de
feno e llores pobres, lira a fada do l'razer, a fada
ma, aquella que debita e que paralysa, que embria-
ga e que mala.
f.om-emelliaiiiem idrinha. qual podia ser o des-
tino do conde l.uiz llenriquede lngrande".' I.m ro-
manee, como de Cacto foi; mas um romance dividi-
do em tres partes bem dslinctas. A primeii a que
passa-se durante o imperio he a mais deliciosa e a
mais negligenle, he o romance da juvenlade. (I con-
de de lngrande educado na emigrarlo era a maravi-
llia dos saines allemiles e inglezes, nos quaes exerceu
suas primea* destruirles. Coblenlz, Nureraberg,
e Londres ilecrelaram-lhe unnimemente a heranra
des Lauraguais e dos Frousac. Assim dos de/ nio
aos trinta anuos elle foi 15o feliz quanto se pde ser,
ae he que a falicidade consiste em ver successiva-
inenle passados em lorno de seu pescoc.0 os mais bel-
los br icos femininos da Europa.
No segundo periodo, islo he, no da idade madura
reunirain-se as delirias arrazoadas e os priineiros
ilesenganos. Knlrandn em Paria alraz da rarruagem
dos Rourlions o ronde de lngrande na devia sahir
mais dessa f'.apua infernal; india temperou-se romo
o .o.o no fogo. I.ancou-se penlidamenle as elegan-
cias heroicas e oas te-la- inlerrorapidas nutr'ora pela
conMn-ac.1 dos Estados tleraes ; e se no dizer do pro-
prio l.uiz XVIII a famosa brotara de Chateaubriand
sobre Bunaparte deu um xercito causa mouarchi-
pel director das obras publicas, sob cuja direcrao
deve ser exerulada a mencionada rampa.
DitoAo Dr. Candido Joaquim de Souza, decla-
rando que quando nao for mais necessaria a sua pre-
senta na ciliada da Victoria, deve Smc. visitar os
ponto- desse termo que se acharem accoromellidos
da epidemia reinante,
DitoAo acadmico Manoel Francisco Teixeira,
recommeudando que parla quanlo antes para o ter-
mo da Etcada, alim de que eutendendo-sc com o
respectivo delegad, preste alli os seus servidos m-
dicos em substituidlo |ao acadmico Manoel unes
da Costa. Communicou-se ao delegado d'aquelle
lermo.
Portara.A agente da corapaohia das barcas de
vapor, para mandar dar passagem para a corte por
conla do governo no vapor que se espera du norle.ao
commissario extraordinario da armada i,aspar Jos
de Miranda e escrivao Januari Francisco da Costa,
que vio preslar suas contas. Commoaicou-se ao
commandaiite da estac,1o naval.
DilaNomeand, de conformidade com a propos-
la do procurador fiscal da thesouraria provincial, a
Joao FirminoCorreia de Araujo para o lugar vago de
solicitador da fazenda provincial.Fixeram-se as ne-
cessarias communicaQes.
a ej 1 i
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel general do commando dai armas da
FerssasabBco aa cridada do Reelfe eaa 27 da
arco de 1856.
ORDEM DO DIA N. 23*.
O mareehal de campo commaudante das armas,
em execurao da deliberaran da presidencia, coromu-
nicada em ollicio il hontem datado,determina que o
Sr. lente do !!.- halalb l de infantaria, Leopoldi-
no da Silva Azevedu. se aprsente ao Exm. Sr. ma-
reehal de campo Antonio Correa Seara, inspector das
tropas do !. districlo militar, afim de servir de seu
ajudanle de ordens, vislo ler fallecido o Sr. tenenlc
reformado Jos Xavier Pereira de Brito, qoe tal
emprego exercia.
0 mesmo mareehal de campo faz cerlo que o go-
verno de S. M. o imperador bouve por bem, por
aviso do minislerio da guerra de 8 do audanle mez.
conceder dispensa do serviro para concluir ocurso
da respectiva arma na escola il'applirarao do exer-
cilo, aeSr. alferes dolo.- halalhao de* abatira,
Jos da tamil i Moreira Alves.
Jote Joaquim Coelho.
EXTERIOR.
O lecho dn Monte Bronco, jornal conservador da
Sabo\a diz, que rima1 vasla conspirara revoluciona-
ria se trama sobre toda a Dalia, e que so esperam
pela c.impaiiha de 1836 para pegaren) em armas ;
elle explica assim a allilude c linguagem do partido
revolucionario, depois que se coraerou a tratar da
pa/..
O que ha de positivo he que conlinuam os alista-
meatos para a legiao anglo-italiaii.i, mas sao prefe-
rido os oiliciar, que estiveram ao serviro da Aus-
tria, que lenham oblido baixa, pois querem evitar
umi segunda edir^o do negocio do coronel Tnrr.
Pars, 20 de fevereiro.
Achamo-nos em resperas da abertura das confe-
rencias que querer, lo p& ,,<, trar.io urna paz du-
adoura.
'rmos. enlrelnnlo. con- os dillerenles relo, da
prala^oulica, parlicularmenle os da Inglaterra,
e os de Franca discorrem com calor mais ou menos
concentrado, sobre as dilliculdades em que os pleni-
potenciarios lati de trupcear, ou lalvez cahir antes
dechegarem ao desejado fim.
A coudirao quinta he a queda materia para a po-
lmica desses diarios.
Os alarmistas eos que desejam a couluuacao da
guerra rreem que has era debates inuito acalorados
sobre as proposires que as potencias occidentaes
va trazer ao congresso, conforme o direito que para
este fim se reservar.im.
Para destruir o efieito desla Uo sinistra prophecia
hasla considerar que a Austria Dio pode resolver-se
a propor uro uln'marum a Russia, -em ler d'ante-
m.io recebido a communicarao das novas con lie es,
que as potencias adiadas (nham lenrao de impor ao
gabinete de S. Pelersburgo ; e que o imperador
Alexandrc, por sua parle, nao leria aceitado pura e
simplesmenle o ultimtum do conde de Eslerhazy,
com a reserva estipulada de um quinto ponto (ou
quinta con lirio se ao mesmo lempo nao he (ves-
se dilo a Austria------a Toes e taes sao as inlenees
da Franca e da Inglaterra relativamente ao artigo
supptemenlario ; e assim postas, assim appro-
vadas pur Alexandre. Oue imprudencia Uo solem-
ne nao seria da parle do governo de Vicua, se,
aceitando o papel de mediador, nao houvesse toma-
do anteeipadamenlc pleno couheciiucnlo do pro-
gramla das exigencias a quo aspirara a Gran Bre-
lauha e seus adiados!...
(Jualquer expresso vaga, a menor incerteza sobre
a conleslarao do quinto ponto, era deixar a porla
abcrla para lodo a genero de dilliculdades ; por lal
forma que sem prejudicar o accordo unnime sobre
os quairo pontos phmordiaes, o quinto eslava alli
para por si s deslrui-lo lodo.
Oue roiiipiiimi.su enlio lao grave para a Austria,
que papel he o sea (ao ridiculo !.....
Porm nao ; a habilidade e a prudencia do gab i-
nele de Vieuna nos poupam o trabadlo de suppo-lo
capaz de um procedimculo lAo leviano como incon-
siderado.
He pois fura de duvida que a Austria, quando
pedio o programma de suas condiroes a Franca c
ca, as proezas galantes do conde de lngrande deram-
llie cerlamenle urna corte iuteira. Mas como elle
nao pedia nada, deixaram-no dissipar sua rique-
za. S depois que devorou-a foi que casou-ae.
I ma zombaria da surte unio-o a urna mulher aus-
tera, e sobre maneira ambiciosa.
A condessa de lngrande esperara dirigir o marido
para as espheras do poder, que lano a deslumhra-
vam e allrahiam ; sua esperanza cahio dianle da for-
ra de inercia desse patricio ocioso, nascido par res-
pirar flores e applaudir as piroclas das raparigas de
thealro. Filha de um Carabas riquissimo, ella vio
seu dote tomar em pouco lempo o caminho dos bas-
tidores, das lojas de joias. dos pavilhoes mobilhados
e das ceias eslroudosas. Com o nome de sen marido,
com o seu misturara m-se nomes de prostituas cele-
bres, de aclrizes. Sua confusa foi grande, e como nao
existiam mais suas illuses, ella nao liesilou provocar
una .eparaeao: rliruu-sc para urna provincia, on-
de o contrato de seu casamento reservava-lhe o gozo
de urna parle coiisideravcl de seus bens.
Apezar de sua frivolidade e de seus amores o con-
de sentio-se profundamente ferido. Fssa retirada
altiva e repentina depois de um anno de vida conju-
gal veio a ser nelle o principio de um rancor de que
nunca se julgra capaz. Tinha pnuca sympallua a
mulher, mas quizera que ella tivesse tentado altra-
hi-lo a si; via com razao milita secura c altivez nes-
sa resolurao; assim foi perdida a orgulhosa I-ao de
sua retirada. Fura de sua vista elle abandoou-se
sem recato as suas phaulasias, a meunr das quaes li-
ada a importancia de urna fesla de principe ; espe-
rava pelo seu despeilo que o rumor dcllas iria perse-
guir a mulher i.o meio de seus carpes solitarios.
Nesses diverliineulos o conde de lugrande perdeu
um ponco de sna nobreza e muilo de sui riqueza.
Ouando se fallava delle, nao era a idea de um gran-
de lidalgo que se dispertava logo, mas a de um dan-
di/. Ora, a revoluc/io de julho que creou dandqs de
loda a classe confundi de proposito o conde de ln-
grande com esses novos escolhidos da horguezia e do
commercio. Dahi resultou que depois de algum lem-
po e por una degradara inseusivel o lidalgo, o dan-
di/, era simplesmenle um senhor. Pela sua perspi-
cacia elle foi o primeiro que perrebeu isso, mas nao
sendo quanlo seria de suppor : seu rancor conjugal
ganhava com essa transformar;!, a qual elle mesmo
ciagerou em muitas occasies, deixando collocar sea
nome i frente de emprezas ndusfriae*. e fazendn l.
gurarem ens l mlns em ronselhos de vigilancia an
lado dos i .alucio i dos l'ronsseminard do aovo 50.
verno.
Essas malicias alcancaram o alvo ; a vaidade de
madama de lngrande verteu sangue por essas lridas
escandalosas; porm ella calou-se porque sabia que
o futuro Ihe preparava larga desforra. Em moilas
Inglaterra, lirn largas informares sobre o conleu-
do do quinto ponltu que a approvou, como conse-
quencia igual, que a Kussia conhacea esse conleudo
por sua vez, e que o aceden.
Discorrer contra isto seria negar a sagacidide dos
governos que vaa apresentar-se pelo orgau de ses
plenipotenciarios, dianle dos representantes das po-
lencias occidenlacs.
Nem ainda da parle da Inglilerra he de temer
urna sorpreza sobre este assumpto ; he ella bastante
real pa: a se suppor que ella slia nos ltimos mo-
mentos com prctcnc/ies e obstecolos imprevistos.
A diplomacia hrilannica ama nP1 Iia i 1 i ric urna
linguagem nao muilo conciliadora as conferencias.
Os inglezes eslo, a estas hora*, mui pouco pagos
e satisfeitos com os resultados obtidos no Oriente.
(ranliaram na prxima campanba para despregar no
Bltico as suas bandeiras com maior esplendor do
que na Crimea, onde pouco mi nada lizeram. Li-
sonjearam-se com a immediata destroir.lo de Crons-
ladt, com a da eiquadra russa do norte, com a cer-
leza de tirar ao czar a linlandi, e com isso, e com
a insorreirao geral da Polonia, obre a victoria, esse
prestigio, essa influencia que acompaiiha sempre o
braca do vencedor.
Para os homens graves, pan os humen, sisados,
essas espera uras eram urna pira cbimera, e esses
furmidaveis armameutos mar i limos da I irn Brela-
nha le i un servido, quando muilo. para provar de
novo a impotencia do Occidente contra as possessoes
septemlriouaes do czar......
Seja o que for, a paz colloca a Inglaterra na nc-
eessidade de renunciar os seus planos de rehabilita-
i'io, e de gemer debaixo do peso, da -Ierro! i moral
que ella soll'reu em Sebastopol. E islo hasla para
desculpar o man humor da najao ingina, que lhe
ha de custar a habililar-sc ao papel de segunda or-
dem nos negocios europeus.
la ah-ni desta, oulra razao para que desconten-
tamente dos inglezes paraca mais sensivcl. c he que
a Austria sube em iuluencia na proporra que a
Inglaterra desee.
A primeira, leudo maulide i sua neulralidade,
entre os Estados belligeranles, por meio de urna
conducta sohrcmaneira hbil e prudente, -alie por
fim resolvendo a qaeslao da paz.
Debaixo do ponto de vista mais geral da publica
europea, esse resudado da mu maravilhoso realce
sua influencia ; porm, examinada a questa, alien-
deudo ao inlercsse particular dos Estados allemacs,
esse resudado grangeia ao imperio austraco una
posrao nova, ea pos a salvo de graves riscos e sem
conla.
E, com elTeilo, he ionegavel que desde o desmoro-
natnento de I88 para ca', o poder imperial de Vi-
euna liuha que combaler contra a Russia, que as-
pirava a afasla-la quanlo fosse possivel do|Dauiibio ;
contra a Italia, cada dia mais disposla a sublevar-se,
e contra a Prussia, finalmente, cuja prc ponderanca
na Allein.inlia tambem mentando. Pois esses Ires elcm s qi\e simolta-
neamenle amearavam a polcia austraca" Ban
neutralisados hoje com o Iriumpho moral que acaba
de alraurar o gabinete de Vienna.
n A oppresso do protectorado russo nos princi-
pados moldavo valachios ; as esperances da Italia
deferidas para lempos mais opporlunos ; em urna
palavra, o solamente da Prussia, posla fura das ne-
gociaroes, e que de certo vai perder muilo na con-,
siderarao dos Estados allemaes, laes sao as inespe-
radas circomstancias, a que a Austria devcia' a con-
vdi tac.. da sua autoridade, e o ler pelo menos af-
fastado o perigo qae com tanta razao temia ; a con-
quista de urna preponderancia, uro rival na Altana*
nha, c por conseguinte, o augmento do seu prestigio
poltico.
m Nao ha a mais pequea razao para pensar que
o imperador Nicolao tivesse em vista este resultado,
preven,] una guerra contra a Inglaterra.
A coiisaromada habilidade, e profunda sagacidade
do imperador Napoleao III, levam para muilo longe
da sna mente a idea de um rompimento cora a tiran
Bretanha.
Salre perfeitamenle que grao de torca e de poder
d a Franra a allianra ingle/a, e nem se quer Ihe
passara' pela imaginar.. o simples desojo de a que-
brar.
Mas nao esta' na sua mito mudar o carcter dai
circunstancias pro.luzido pela marcha dos succes-
sos ; e se o destecho desses successos vier a ser mais
vautajoso para a Austria do que para a Inglaterra,
nao deve nem pude renunciar aos beneficios da paz
por considerara com o orgulho hnmilhado dos ha-
bilanles do Londres.
lie incontestarcl que na actualidade a Russia
moslra grande sympalhia e considerar io pela Fran-
ra.
A guerra do Oriente em lugar de fazer nascer ir-
rilarao entre estas naries, servio, pelo contrario,
para as tornar mais sympalhicas, de-cu!.rin lo urna
na oulra rasgos e qualidades de afiuidade de car-
cter, ao passo que entre russos e inglezes nasceu a
mais profunda aolipathia.
He este um fado reconhecido por todo o mundo.
He porm colpa da Franca que os seus proprios
inimigos chegUeru a estima-la, c que esles Ihe eslen-
dain urna 111.10 amiga, na occasiao em que a Ingla-
terra desojara a continuacao da guer.-a?
Em resumo de ludo islo, deve dizer-se que nao
apparecem svniptomas pelos quaes possa prever obs-
tculos para a paz, e s certas peunas assusladas e
tmidas se recrciam em fazer diminuir a credulida-
de publica.
Em quanto ao governo inslez, de cerlo que nao
abriga senliineiilns, dos quaes se ufana parte da sua
narao, a respeilo do desenlace que se prepara.
Se succedesse o contrario poderia di/.er-sc-lhe :
Continua tu s a guerra,purque he condirao de
ludas as allianras que urna das duas parles rontri-
lienles oblenlia sempre do resultado final maiores
vanlagens do que a oulra.
\La Ksperan:a.)
Correspondencia* particulares da Santo.
Ilerlin 10 de Tevereiro
Bm quanto a posiro da Prussia relativamente
ronferencia de l'aris, ficoude cerlo esclarecida de-
pois da publicaran dos despachos de 20 e de 2(i do
mez passado, e do 3 do mez acial.
O conde de Buolno primeiro despacho moslra es-
peranzas de que a Prussia vira alomar parle lias
conferencias, elle promelte p'ropr um couvile das
tres potencias, e faz finalmente saber que um lal
comit ha de adiar opposirao em Londres e em Pa-
rs, no caso do uosso gabinete leimar em nao se pren-
der por alguma obrigarao.
Mr. de .Manleuflel, pelo contrario, roostra a posi-
gao que a l'rissia lomou, apoderando-se da tenden-
cia federal sobre o fumlameulo da paz, e oppoc s
uolilicares do conde de Buol a firme declaroc.io de
que cada passo semelhante ao de um couvile para as
conferencias de l'aris. nao he muilo proprio da con-
lianra com que a Prussia deve esperar pela avaliarao
da sua conduela e posirao.
Se a|ignoraucia desles'ilespachos pode demonstrar a
illuso em que a imprensa cslrangeira se acha, di-
zendo que a Prussia espera com toda .a tranquillida-
de que se desigue a sua posirao lias conferencias de
Paris.
Se o convite que se deve fazer a Prussia, depende
de um protocolo particular, se a appropria.rao das
Com consenlimeulo do rei d-se a 27 de fevereiro
outro baile de subscripto.
Os nossos Ihealrns lem apresenlado muitas peras
novas, e tem sido honrados rom a presenr de S. M.
e real familia.
A opera real tornon a dar-nos o bailado o Cor-
sario que be (irado de um poema de lord BaytM.
Todos os oulros leera dado representaras em bene-
ficio do Institu para sorrorrer os artistas pobres.
Estas represenlares lecm produzido avalladas som-
mas.
O Sr. intendente dos Ihealros promelleu dar lo-
dos os annos urna rcprescntar.au em beneficio do
Instituto,: rompromettendo-se a que ella produza
pelo menos mil escudos.
Frandorl, 20 de fevereiro.
As conferencias de paz abrir-se-bo sem o c jn-
curso da Diela Germnica, pois que esta nao rece-
heu do governo austraco senao a communicarao das
eslipularoes concertadas eulre as Ires patencias e a
Russi. sem que (osse convidada a participar das con-
ferencia!.
A Prussia tambem nao foi convidada ale ageri ;
mas deve ronsolar-se a esse respeilo, porque o con-
gresso para o qual se dirige a poltica das Tulherias
nao pode licar completo sem o concurso de urna po-
tencia que ero outra poca assistio i redaegao do ac-
to de Vieuna, que (em servido al hoje de base do
direito europeo.
Nao he permitldo duvidar que a paz daba de se
concluir muilo prximamente, porque a Franca ou
anles o imperador Napoleao, quer chegar o mais de-
pressa. possivel ao fim desle congresso, qi e deve es-
labelecer a familia Bonaparle, como familia de prin-
cipes europeos. '
A Austria, da -na parte, nao se oppor, mas pedi-
r que em rompensarao, o gabinete dai Tulherias
interprete de urna maneira assaz favoravil as cinco
| proposlas, esohre ludo a quinta, alim de! collocar a
Russia em estado de acceilar a paz assim luirmulada.
Resta a Inglaterra que lalvez se nao decida 1.1o f-
cilmente a adherir a urna paz, cujo fim essencial he
o restabelecimcnto da familia Bonaparle. Assim
seria possivel que esla poleneia quizesse oppot algu-
proposlasda Austria, apresenlada a Dieta Cermaui- j mes 'ubicuidades a um prompto arranjo
Iransacees finauceiras, em que o conde invoroii in-
directamente seu concurso, ella nostrou-se implaca-
vel. O marido ficou convenc*)de que inda devia
esperar da mulher.
No momento em que tentamos esborar essa pby-
sionoiiiia. cujos (raros vo (ornar-sc mais sombros
daqui em dianle, o conde de lngrande cultura no
lerceiro periodo do romance de sua vida : a velhice.
Da opera, cadiuho mgico, em que fundir mais de
dous milhoes, esse hoinem de ardores eternos desce-
ra aos llicatros de passeio publico, aos meuores, aos
mais lougiiiquos, c successivameule um pouco por
luda a parle.
Essa exisleucia, esse contado quotidiano, com o
Paris vicioso, aneciado e excitado, nao o havia ainda
aos sessenla anuos abalido, nem euervado. Tinha a
consciencia de suas fraquezas, misturada com a re-
solurao do .tenle que senle-se condemnado, com o
obstinado delirio do jugador, com a capacidade pica
do goloso que pede uo ledo da morle um reslo de
eslorjo.
A's vezes sobre os sofas, em que volvia-sc sua ve-
lhice indomavel e florida urna rellevao torna-lhe som-
bro o odiar ; mas era logo repellida. De mais uin-
guein inelhor do que elle sabia salvar torea de de-
licadeza e de inledigcncia os lados ridiculos de seu
aiiacru.nl.-ni tardo.
Foi sobre esse declivio cortado por freqbenles tem-
pestades que ello cucontrou a madamesella Pandora-
J procuramos exprimir esse amor, e faze-lo com-
prchender.
Eolio o cunde adorna mais do que nanea essa ra-
pariga, apezar das iunumeraveis canveladas que
ella dava era seu contrato soire papel licre, como se
diz em eslvlo commercial.
Todava n meio de seu amor conservava sempre
urna iiHpnclar.iu e um remorso.
Essa inquielarao dalava de sua partida para a
llespanha e da costa mysterosa, que comprara a
camarista de Pandora.
Esse remorso dava a sha volla, quando ahrindo
urna gazcla lera com graudissima surpreza a narra-
rao do furto ledo em casa de Filippe lte\|.
Al essa leitura o conde nao podera resolver-se a
lomar em serio essa carta anonyraa, e sohrctudu a
ordem dada a I'andera : de arruinar a Mr. Filippe
Beyle no prazo de tres mezes.
Julgava ser zombaria ; mas estremecen vendo um
leal., ir .o 1:1o lerrivel e l.n. puntual.
Dnas ideas desprenderain-se uiiiie.lialainciile da
novel sombra de un-, meditacoes. A primeira era
que Pandora ponencia a una assiieiar mame. A
segunda, que elle era complico de Pandora pelo si
lelo que guardara antes e depois do laclo de vinle
e seis de outubro.
Se sua riqueza o perroiltisse teria iademnisado se-
ca, au he urna garanta sutlicienle em quanlo ao
que diz respeilo a cooperario da Prussia na sua qua-
lidde de grande poleneia, mis vemos nisto um argu-
mento Trizante para confirmar o fado de que esla
apropriaro s atcela inleresse germnico, c que
por islo se evitou at mesmo a apparencia de urna li-
ga cao com a Prussia as conferencias, seguindo ella
o cantaba designado pelas potencias do Occidente.
Como fbula ridicula devo mencionar o boato que
corre, de que a Prussia, se nao lomar parte as con-
ferencias, ha-de enviar a Paris agentes idiplomalicos
para as vigiaren!, e entre elles Mr. dellismarks.
Osesclarecunentos que esperamos a respeilo das
ocgociar/ies que ueste un.ment se eslao fazendo em
Francfort sobre o Mein, apresentaram esta combina-
ra o como mudo ilesa- Ira da.
y\t< c"m7i77meT? Tugar"* Termo Tas Tsrrjrf*
depende do esclarecimento do quinto ponto sobre o
qual a commissao poltica da coufedaracao, ainda
n,lo receben urna explicarlo satisfactoria.
A vaidade franceza cedeu finalmente em nao Ho-
rnear a assembla de diplmalas que se deve abrir
esla semaua, um congresso nem no sentido moderno,
nem naquelle com que sao deaignadas as assemblas
de nunarchas, nem no sentido auligo, que oslendia
eslenome s assemblas de pWnipoleaciarios, mas
que tiiiham a mais lata liberdadr, em quanlo que
em Paris os plenipotenciarios da Franca, da Ingla-
lerra, da Austria, da Sardenha, da Turqua e da
Russia, s tem pouca liberdade para operaren).
Em quanto ao fundamento de um novo direito eu-
ropeu, que os jorualislas francezes aiinuuciaram co-
mo resultado das conlereucias de Paris, nao he pos-
sivel, nem nunca o sera, porque a Prnssia e a Alle-
raanha Dio sao representadas alli, e um novo direilo
europiu sem parliciparao da Prussia e da Alleuia-
ha he cousa impossivel.
l'ortanto as conferencias de Pars uao lerao outro
resultado senao o de concluirem um tratado de paz
eulrc a Prussia e as potencias do Occidente.
Apcsar de assim limitada, todava Jie mudo im-
portante a trela das conferencias. Estamos conven-
cidos de que a Prussia e a Allemanlia ponco per-
dem por n lomare ni parlehia conclasao da paz, vis-
to que as coadicoes della ja de anlemao estavam mar-
cadas.
Nao temos a menor razio para desconfiar da con-
clasao da paz, porque a nica poleneia que moslra
niln desojar muilo, he a Inglaterra, lem a soa desio-
lelligencia com os |EstaJos-liiidos, a qual faz com
que nao se possa mostrar mudo exigente.
Hoje as II horas da manh.la devia reunir-seno
raslell real um conselhode ministros presidido por
S. M. o rei.
Dentro em pouco a corte rleixara Berln, anude
reside someute no tempe do carnaval, e vai residir
no caslello de Charlolebourz.
S. A. II a grao duqueza de Mechlembourg parti
hontem de Berlin para New Slrelz.
Seguio-a passadas poucas horas, o grao duque) de
Mechlembourg.
Mas deve suppor-sc que o imperador Napoleao
osla previnido para -emol, inte eventual da le. c que
lem lomado as precaujes para impedir que se ma-
logrem os seus planos dianle da poltica ingleza.
Perianto, chegar-se-ha sem nenhuma duvida, a
um Iralado de paz, porque a Russia sera condescen-
denle, mas em lalo caso resta sempre a duvida de
que se chegue a paz, islo he, a urna paz duravel.
A Russia dar' a sua mao a' Franja ; mis jamis
a" familia Bonaparle, porque a Rasan se apoia so-
bre os principios da conservara e da legitimid.ide ;
nunca se identificara' com I poltica, que reconhece
de um lado os fados consumados, e do oulro, os Ira-
lados ; de mu lado a usurparan e do oulro o di-
reito.
E na verdade quesera felo da politica europea,
crelamento a Filippe Bey le. Lamenlava de lodo o
sen corarao esse mancebo de cuja invalidado passa-
geira esquecia-se, e visla de sua desgrara arrepeu-
dia-se do juizo severo que oulr'ora (izera delle.
Esse cuidado couslanle fez-lhe procurar meios de
compensar Abalada pur esse escropulo de honra
sua cabecil Irabalhoo pela primeira vez, e como acon-
tece ordinariamente as pessoas indolentes que procu-
ran! lomar urna decisao, elle ficou surpreso por des-
cobrir em seu cerebro thesouros de nvencao, minas
vigens de diplomacia. Explorou com ncxprimivel
coulenlamoiilo esses dominios doscouhecidos de sua
inlelligencia, c organisou emlim um plano que satis-
fazeudo seus designios de reslduirao, ahrarava ao
mesmo lempo seus proprios inleresses, e viugava-o
definitivamente da condessa sua mulher.
Esse plano, a cujo desenvolvimonto o leilor vai as-
sislr, repousava todo sobre l-'ilippe Beyle. Por isso
durante seis mezes o conde de lngrande applicou-se
a espreitar de longe a Filippe, a esloda-lo, e a inda-
gar sua existencia dia por da.
Depois apresentou-se urna manhaa em soa casa
sob o prctoxlo que j dissemos.
Agora continuemos a conversaran comorada cnlre
esses dous homens.
Depois de confessar a perda de sua riqueza o ron-
de laucara como phrase incidente que nao Ihe resta,
va mais do que uns mil limes.
Mil luizes, senhor conde disse Filippe ; com
lal -omina pode aindn um liomcni rcslahelecer-se.
Duvido.
Eu quizera poder provar isso por mim mesmo.
Oh! nada lie mais fcil tornon conde ale-
gre de ve-lo preslar-se tao protnptaniontc aos seus
projectos.
Qoe quer dizer vossa excellencia '.'
O acaso nao melera medido intilmente na con-
fidencial de seu emhararo. Pensei em vnssa senho-
i.i para nina negociaran da mais alia importancia.
O senhor lem energa e finura, duas qualidades que
de ordinario se excluem ; he o homem de que pre-
ciso.
Posto que compreheuda imperfcilamenle suas
prlavras, senhor conde, julgo-mo feliz por ler podi-
do merecer seu inlorose.
Mais anda, minha cnnfianr.i.
Piao coinprehendo mais.
Vou explirar-me.
Filippe applicnii maior allenrao.
Kulomto ibis negnriiK, Mr. Bevle '
\lgnni lanl, senlinr ronde.
- Pndp peuelrai w\ dedal dos meus Files sao
mui complicados, e laido por esse inoli\n romo por
mudos outros nao quero dirigir-me aos homens de
lei. Vossa senhoria nao pode imaginar a repugnan-
cia quas inven. \el que me infunden! esses censores
em favor dos fados conminados pela revolarlo".'
Talvezque a Russia influida pela torca das cir-
cumslaucias, adhira de momento a urna roncessao
qoe se fac a favor da paz geral. a- familia Bona-
parle, que em quanto a signlicarao historie! c dy-
nastica nao existe seuan na pessoa a Russia nunca acceitara' a poltica desta concessa.
como sua.
O conde OrlolT que ebegou no dia 18 a Berlin, e
que foi recebido uo da l!l pelo rei, lera' dado a este
respeilo as seguranras positivas, a ao mesmo lempo
faria observar a' Prussia quanlo conven conservar-se
afaslada durante as conferencias da paz, sem perigo
para os seus inleresses entre as partes belligeranles e
adiadas.
Anles pelo conlrario seria para recetar a parlici-
parao as conferencias por nao ser til exclusiva-
mente senao ao prujeclo francez.
0 conde Oriol! deve deixar hoje a capital da Prus-
sia alim de se dirigir directamente a l'aris. onde os
oulros plenipotenciarios ja se acham reunidos nesle
momelo.
Em quanlo aa conveniencias mutuas de que se
tralara'sem duvida em Paris, rogo-vos. de nio as
collocar na conta de um concert europeu que sald-
ra das conferencias, mas somente sobre a conla des-
ta misttm tcene lhca(fal, que caraclerisa toda esla
poca de que estamos em vespera de sabir, pelas cuu-
fereneias de Vienna, que nao sao senao o epilogo do
draros, qae coroerou pela cnlrada dos Itussos nos
principados dauubiauos, e lerminou pela tomada
dos fortes dosul de Sebastopol.
^A -Nar:).)
blicar-se um firman, concebido nos termos os aaaas
solemnes, e todava sem que ningoem Ihe obedera,
porque lodos os fuoccionarios pblicos do importo
s.il.em que nao foi publicada para aa Ihe obedecer.
A situaro dos chrisiaos, i sai sabroissao os ea"
prchos^e a ivareza dos seos goveroantes, I sai on-
dea e desesperada siluacao, perante Iribanaes que
nao admittem a sua evidencia e o inveterado odio
de que sao viclimis,|qoe faz com qae se tornera am
dos principiaos instrumentos de qae a Kussia teso
laucado mo. foram ha pooco larga e proficuamente
descriplas.
lie porlaoto bem natural i nossa satisfacan u so-
tirraos qae os representantes europeos, junto Por-
la. tratara com grande empeoho da talara organita-
c.i di Turqua, e que o quinto poato das propot-
c.ies austracas est a ponto de ser transformad
n'uma cunvencao para a receoslruccao do estado so-
cial do imperio turco.
Diz o nosso correspondente, e lodos devore, coorm -
dar, qae os embiixidores lem podidojnais do qae e-
peram alcauracl-eguindo a riscal antiga diptoraacia.
de pedir moilo para alcanrar ponco. A fallar a ver-
dade, as reformas que elles propoem, envolver e hio
de produzir urna revolucao completa nos oses e pre-
conceitoa que exislem ha mais de rail annos.
Os homens de eslido oltomino erao diflirilmeale
levados a roroprehender que os subditos massaima-
nos sejam considerados iguies aos intiei-. o qoe era
siquer po lera apreciar o proprio Ravah das provio-
cias. que tanlo lem sido opprimiao.
O principio geral de igualdide. entre subditos
mussulmanos e nao muulmauu-, ser provavel-
iiicnte posto em pralica o nns pantos em que ho-iver
alguma autoridade europea que inspire temor i .-.
e confianza a outro..
No estado em que aclaalmeote se achias as popa-
lares do Oriente lia poucas esperanris de qae asa
Mussulman ou um Rayah, as provincias as auis
remotas, faram juslira aos que nao perleaeerena i
sua religin, ou qae qualquer iribunal mixto possa
concordar em qualquer queslao em qae so acha en-
volvido o fanatismo dos seus membros ; mis. como
lemas vislo mudas retomas, e i visla da inflaencii
los residentes europeos qae cada dia aegmeala, be
de esperar que uenlro em pouco os \njanles asss-
lam ao espertarulo pouco rnoimam de im radi a
um hispo reun los em conselho, nao para opprimi-
rem e rnubarem os fiei. mas com o fiai 4e aplauar
os obstculos, moderiudo preronceilos qae lio pro-
fundamente esta arraigados, de modo qae se possa
alcanrar algum cousa que se approxiaaa 4a jaa-
tra.
Fm principio igualmente imnorltnle, e.a ovar,
fcil para ser levado a evef urao. he i nnsaierio dos
rlirisijos pira os cargos civis e militares. Corno os
nove decimos dos fuirrionarios torcos sdo^ctoal-
menle reconheei rs mnos servidores do estado, la-
vando a corruprao alen, de todos oa limites, seado
complelameute deslitoidos dos finis simples rssdi-
mentos de instracro, he impossivel qoe qualqoer
reforma nao seja para melhor. (>i chrslwa, aaj
ar
Le-se no Tima:
A nosso ver o carcter dos turcos he susceptivo!
Je dobrez, o que explica o motivo porque um Mus-
sulmauo, apezar da sua natural digudade qae lem
causado lauta admiracao, e apezar dos nobres senti-
menlos que palenlea, parle para Erzeroum ou Alep-
po sem urna piaslra, e*mediaote am insignificante
salario, vollando dentro de 3 ou i annos com urna
riqueza consideravel.
He por isso que, sem nos admirar ni., vemos pu-
olliciosos. Sera mister entrar, com ellos em certas
particularidades, das quaes minha dignidade diflicil-
menle sahiria intacto. Nao o quero; oa minha idade
ninguem gosla de corar dianle de oulrem ; ja basta
meu espedu.. quando eslou s. Um amigo, joven,
porque ser mais indlgeme, dedicado como am li-
dio..., ou como um genr ..... pode melhor do que
ninguem ajudar-me i comprehender asituaeao em
que roe acho.
E foi sobre min qae o senhor conde laoroa
is vislas ; elisio Filippe espantado pelo qoe acaba'va
de ouvir.
Sim, meo joven amigo.
Maso qoe he que me grangea tamanha eslima.
Eslou l.1o admirado quanto ufano.
Explicam-seassympalhias, Mr. Beyle 1 e vos-
sa senhoria contava 13o pouco rom o apoto da socie-
dade depois do desastre que soflreu o anno passado '
Nesse caso sena mais sceptico na idade de rtela an-
nos do que eu teria o direilo de ser aos sessenla. Se
quer absolutamente um motivo para a amizade qae
lhe conceb, ssiba que retornes mu intimas uiijrara-
me oulr'ora ao seu lio materno durante a primeira
Restauraran. Isso devia bastar-me, sena para pro-
teger o sobrinho, ao menos para acudir-lhe avista
de urna desgrara immincule.
Oh! senhor ronde, vossa Exc. onganou-se
sobro minha pergiiula, oxelamou Filippe.
Aceite pois a mao que lhe he lale ridirimen-
te ollerecida.
0 mancebo upertou com cITusfio a mao do conde
do lngrande. e disse :
Eslou us suas ordeus.
Sem reslncrao '.'
Sim.
Bem. Knlao seu primeiro dever ser de rece-
bar osles cera luizes que lhe ~,io indispeasaveis, lor-
noii o conde tirando um rolo da algiboira.
Senhor... rniuerou Filippe, o qual nao pode
livrar-se de um vivo rubor.
Seu lio rmpreslava-me dinheiro militas vezes,
deu-se pressa o conde em aeerescentar.
Filippe sorro e disse :
Vossa excedencia lem nianeiras espirilaosas e
nobres de preslar servico que penhoram mais do que
n mesmo servir'. Acedo e agradero-lhe.
.Mudo bem !
Mas o Sr. conde linha-me fallado de urna ne-
gociaran...
Eu ia chegar a olla. Sem duvida vossa seaho-
ria nao ignora .pie ha separaran de heucleiilre mim
e I condena de Insrande *
1 ilippe lloyle respomleii 1,,/eiid una inrlitia.-.io
le rabera.
. N* poca em que foi pronunciada essa separa-
rn, fazom qun7e annos, a condessa peasuia lano
qaai lor a .-8l conolci motti. lem neSes el I n
aunos empregado lodos os esforros par educar e
uslruir os seus lilhos, de sorle qoe se lem levantado
umi nov gerar.io educada as cepilles europeas,
dolada dos necessarios conheeimenlos par o bom
desempenho dos mais altos cargos. Por meio de ama
prudente solecro, nao duvidamos qae se podera en-
contrar um numero sofliciente de habis fuoceiossa-
rios capaxes de administraren com proveito pobliro
os negocios do imperio. Se todava i Porta for en-
tregue a si mesma nesta tirela, podemos aaseverar
que uenhum desles equos empregados sera escoiha-
do. Os coiiselheiros do ud.i,, aj rederao forra das
enrgicas represenlares dos adiados.
A Franra e a Inglalerra .leserao considerar
concluida a sua nobre tarefa qu.ndo o (iiaoor for
adnitlido para os nais baixos empregos. e qoiadoo
mu-su! mimo for excluido dos cargos lucrativos e hon-
rosos, a que danles se elevas a por meio da intriga
e da dillamac.o. Pelo que diz respeilo a reforma
militar, conliamos que os adiado* a nAo perderlo de
vista, he a nosso ver um ponto importante, em qae
deverao ser inflexiveis at consesairem eslabelerer
um principio completamente baseado efa novas for-
mas.
Em a nova reorcanisarao do imperio seria para
desejar que os encargos e os privilegios tossem igaal-
menlc repartidos por todos.
Na sessao da cmara dos conimun- de S de feve-
reiro, M. Dunoe. pergunlou se o armisticio liaba si-
do ciinveneioiiaJo e se devii eslenJer-se s oper.ir.
marilimis e a Asia.
Lord Palmcrston declaroa qoe a combinarlo feila
cora a Franra, en que os preliminares de pe se-
riara negociados e assignados previamente, e qae a
armisticio viril depois. Os preliminares ainda avia
eslflo assignados, e at que o esteam. nio se pode
tratar da queslao do armisticio.
Le-se na tiazeta dos Postat de Francfort, qae a*
dia 3 recebera M. de Bruno, ministro do czar jsso-
(0 da Dieta germnica, os poderes pira representar a
Russia no congresso de Pars.
A nova ordem instituid! pel rainha de Inglater-
ra, deuomina-se di Bravura.
era vtores como em liens de raz, he assm qoe so
diz ? interrompeu-se o conde rinda; umi rtaafta
tres vetes igual minha. Desde eolio ella lem vi-
vido sempre modestamente, despendeodo ipenas',a
terca pirte de suas rendas. Ea nio espernva meos
de seu juizo. Agora....
Agora"! repeli Filippe.
Ah! i missiao he espiohosi, e exige toda i toa
habilidade '. Agora antes de pedir dinheiro a bolsos
estranlias. quero saber se a de minha raolher esta ir-
revogavelmenle fechada para mim. Tenho iheoluta
neoessidide da cem mM escudos.
Assim o creio, disse Filippe.
Por conseguale eslihcleci com ,i maior cUre-
zi que pude minhi silaar.lo ueste papel, o qual vos-
sa senhorria lhe apresenlar de minha parle.
Eu '!
Sim, senhor.
A" seuhora coudessa .'
A ella s Klle lhe servir de introdncro a de
procurarao.
I chipe rellelia.
Em que mida .' pergunlou-lhc o .nade.
Cuido as dilliculdades sem numero desse pa>-
so, cuido sobre ludo no pouco crdito qoe lenho
para com a senhora condessa.
Vossa seuhoria frequenla i all sociedade ; nio
be mais decenteenvi.r-lbe um homem amimdo qoe
um notorio, ou um prenle indiscreto, inleressadn '
lio precisamente obre su.i fall de carcter oflinal
que fundo a mor parle de minhas esperanr.
Nao tome minhas duvidas por heslarc-, res-
ponden logo Filippe, seja come for apptiraret Indo o
meu zclo essa embaivada.
Nao lhe pero mais do que isso... |>r ora... \mh
era, Minha mulher esla em Paris lia mos di.*, r
oi-copa como rostumi cu patorio da ra de Saint
I lorei.lin.
(I conde levanlou-se, c lilippc Beyle lezalri.
lauto.
He juslainenle .unanhai seu dia de recern ao.
ac, re.cenluu o ronde.
Knlao aman!.... lere a honra deapresentar-me
em rasa de madama de lngrande.
Ale brevemente, mon joven amigo. Poderemos
ver-nos no Club : vou l.i quas todas as nuiles.
No Club, pois bem. disse I illippe reconduiin-
do-i>.
(.toando o rnude passav i porta, vrio-lhe urna re-
llevao. i- elle aro e.renlo.i >nllaudn->r para Filip|
Beyle:
\b se pr .ir.iso i-nrouirar minha lidia... un
nli.i tiln \melia... di a-lbepense sempre urda, lie
una eircllenle iiieuua. Algum dia r.uduie. em
rasa-ll.
' onimar-s'-*!.
vUTILADO


DIARIO DE PMM.M.U SEXTA FEIB* 28 DE MARCO ;A \i:%
<
Na Moldavia fazem-te imporlantes reformas ; an-
da ba pouco foi abolida a escravidAo nesle principa,
do ; agora participan) que foi apnullada a censura,
e que se esla confeccionando um projeclo de lei so-
bre a imprensa.
Participan) de Vieuna i G'a;eia de Colonia :
Aflirma.se de um modo positivo que o imperador
Aleundrc II. acompanhado por todos os grAo-du-
ques, o dirigir' no meado de abril, de S. Pelers-
burgo a Vartovia, para ser coroado no principio de
roaio. Espera-te que daqui ale la a pal estar con-
cluida, e entilo o imperador de todas as Kussias se
dirigir- a Pars coro urna grande comitiva para visi-
tar o imperador NapoleAo.
As noticias de S. I'etersburgo sao conformes em
alliani.ar as boas disposiees do gabinete russo, pura
garaniir a paz. K"" circuios polticos desla capital
consideram-sc as propnstas quedevem servir de base
aos preliminares, como muito mais areitaveisque ao
principio pareciam. Cora raras excepciies, entre as
quaes se enumera o principe Meuschikoll, todos os
liomens inlluenles .in da opiniAo do czar c do grAo-
dnque Constantino. O principe Miguel ('orlschakoll,
o -general en ebefe do eicrcilo da Crimea, dccla-
rou-se (ambeiu por orna tolueno pacifica.
O bar.io de Prokesch acompanlia o con ie Buol a
Paris, alim de o substituir as conferencias, se ne-
cessario for.
Emquanto a participadlo! ila l'russia as con-
ferencias atada nada ha resolvido delinilvsmnle.
O Moruina Chronicle publica o protocolo as-
signado nn dia l. em Vicua, cujo theor lie o se-
guiule :
n Em consequencia da aceitado pelas suas res-
pectivas corles, das cinco proposlas conlida no do-
cumento a este junto, com o titulo dePreliminares
de pazos abaixo assignados, depoii de o terem ru-
bricado, conforme a aiilorisarau que para isso rece-
.beran), aecordaram que os seus governos nomearao
cada um delles, plenipotenciarios, os quaes munidos
dos necessarios plenos poderes para proceder i as-
siguatura dos preliminares formaei de paz, conclni-
r.m um armisticio e um tratado de paz definitivo.
Os ditos plenipotenciarios deverAo reuuir-se em Pa-
rs, no prazo de tres semauas, a contar de boje, ou
ni 11 cedo se for possivel.
A Cazeta de Londres publica o resumo da rereita
e da despeza publica, durante u auno de 1855. As
receitas foraro de 63 rnilboes e meo, e as despezas
84 raillies e meio, havendo porlanlo um dficit de
21 milhOes de libras.
sem d'acrordo, poderiam convidar o resto da Kuropa
a juutar-se a ellas pura llie prestar o scu apoio.
Algumas rousas fizeram j,i nesle sentido os dous
governos, quaudo promelleram Hespanlu de a
auxiliaren! para proteger a Cuba conlra as empo-
zas dos llibusteiros.
Masas talrigaa proseguidas na Americ.i central
pelos agentes dos Estados luidos, e sobre ludo a
recente expcdirAo de Walker conlra Nicaragua,
para cuja sustentado um navio de guerra dos Esta-
dos I nidos estaciouou em S. Joao, uavio cuja Iripu-
lacAo foi empregada em dispersar um Corpa dos
iuiragos de Walker, sao actos de lal maneira con-
trarios aos principios reeonheridos como regra de
conduela enlre as nares europeas, que be conve-
niente e necessario recorrer as consideradles que
serviram de regra a respeito de Cuba, e entende-
rem-se sobre a marcha que deve seguir-sc para re-
primir esla politica aggressiva no Occidente, por toda
a paite onde ella se aprsenle, da mesma maneira
que sejulgou dever suspender a marcha aggressiva
paiz '.' Oue indhorameutos mnraes ou materiaes se
realisaram'.' ,
Nada,senAo vergonha, miseria e npprobrio para
os dous contendores. S. e I.
O Porluguez.
STSRIQS.
RIO DE JANEIRO.
A nova provincia do Cralu.
A idea da crearan de nina nova provincia na co-
marca do Cralo he una idea antiga, ja discutida no
senado, c que boje comeca a reviver e a tomar algom
vulio.
Os babilautes daquellc lugar, desojando ver rea-
lisadn esse projecto de um dos seus patricios, o Sr.
senador Aleurar. acabam de crear um jornal, o Ara-
rlpe, destinado exclusivamente a sustentar essa cau-
sa justa, que nos propomos defender com os nossos
fracos e pequeos recursos.
Embora a primeira vista essas ideas de divisAo de
A polica nao deve de sorle alguma tolerar esses
Ititiceiros, que se intitulara era curiosos eurandei-
ros, que a seu talante v3o enviando por sua conla e
risco. Ila, |......ni, animaes que nem rincbar labem,
c que em receitar escarda ps, chas de marcella
burra/jes, para as cltolorinas. I'm conhecemos mis,
que se apartaran muito rom elle anda a qualro...
Desejariainoisaber: ,nAo fazendn mal
1. Quem loi o incumbido de distribuir pelos po-
bres de Olinda um cooto de res, que o Sr. fjeorge
P. deu para os pobres.
i." Em que foi empregada essa qiiaiilia.
:l. Se csse dinheiro anula resta, ou ja se acabou.
Nao seremos Uo ousaJos, que possamos destruir
os documentos honrosos,que a favor de Jos di Haya
forueceram pessoas IAo circunspectas em Olinda, c
nem contestarnos esses servidos, porque os ignnrava
mosromplelamente ; oque, porem .dissemosporou-
vir de urna pessoa que por seu carcter c sisudez,
moradora em Olinda, um dos que responderam do-
da Kussia no Oriente, lie funesto paz e is rea- proviocUl parecam quesloes de interesse local, lie
roes de boa amizade que existen! de um lado, sin-
ceramente impellidas al ao escrpulo no desejo de
nao cnnimetler offensa alguma, em quanto que da
oulra existen, vistas coutrarias, e priucipios inlei-
ramcnlc oppostos.
Em quanto esla disposirAo aggressiva nAo for
reprimida, a paz sera una situarlo peior do que
a guerra, todas as coucesses, feilas para conservar
a paz. promovern urna nova injuria ; qualquer no-
vo passo dado ueste seutido lomar mais diflicii
urna resistencia que larde, ou cedo se lomar inc-
vilavel.
Diremos, pois, que presentemente he indispensa-
vel que a Franca e a Inglaterra se enlendem para
fazer nina declararlo, c tomar mais particularmente
medidas contra esta expedidlo de llibusleiros.
cumeiitalmeuleao Sr. da Jos da Majafoi que al- grimas !
governo : e peder '.' Qoeao sabe Se for o lempo o
nico remedio, ai de nos.'
Adeos, ineu bom e prestante amigo! Ale ao
depois se vvennos.
O Iris.
Curia particular.
VILLA DE IGUARASSIT.
21 de mam.
Esle lugar esleve por t.~> das em om estado lasli-
mavel; o numero dos morios exceda de vinte por
dia, o que he espantoso em um logar tao peque-
o.
Morreu no dia IS o Sr. Dclmro Comes Pereira,
o incansavcl em promover o alivio aos alllictos, a-
quellc que nao sabia se negar a pedido alguna, mor-
reu o joven diligente, compasivo ; aiinal morreu o
braco direilo da todedade beneticente, aquelle que
levava remedio i casa dos doenles, e a emola a dos
uecessitados! Nesse dia anda accordoo ebeio de vi-
da e vigor, e poucas horas depois eslava no remite-
no, feilo debaixo de suas vistas c direcc,Ao NAo
hnuve urna su pessoa que nao senlisse a morle do Sr.
Dclmro, e a minios vi eu derramar copiosas la-
l.e-se no Times de 4 de fevereiro o seguinte :
Segando o theor das ultima- noticias viudas dos
Eslados-Lnidos, be evideute que o presidente nao
esta' menos envolvido em um dos partidos qoe divi-
dem presentemente a cmara, do que o mais simples
empregado da M cmara dos commuus, e qoe
fatigado de discusses, foi obrigado a dar aos seus
amigos toda a assistencia que podiam esperar de um
aclo que infinitamente comprimira a Inglaterra.
Esperamos todos .os das a noticia que nos ha de
annunciar que o nosso ministro em Washington re-
Vebeu os seus passaporles, e que esta' de caininbo
para Inglaterra. Isto deve naturalmente obrigar-
uos a fazer um igual aviso ao ministro americano, e
Mrs. Cramplon e Buchanaa, dous persouagens nof-
fensivos que represenlam os seus governos, um em
Washington, u outro em Londres, enconlrar-se-liAo
provavelmeute no Atlntico. Felizmente nao he
delles que depeudem as relares enlre os dous
paizes.
Sabemos pela experiencia que temos das cousas
da Europa, que he possivel|em dous estados marchar
iudo IAo hein como se houvessein rcprescnlantes di-
plomticos. I'm governo pode semprc encontrar um
meio dse communicar, seassim o deseja, com qual-
quer oulro governo. O que Ulvez pode resultar
desla desintelligencia, he qoe, durante algum lempo,
ten mos nlre nos mais Inglezes e menos um Ame-
ricano.
Preferiramos de cerlo o contrario. Mas como a
Inglaterra tem dado sufticicnles usticares para sa-
tisfazte dez imperios da Europa, he-nos impossivel
iilmillir que seja respon'savel pelo rompimento entre
ot dons paizes. Ha povos com os quaes se nao pode
queslinnar, e oulros ha com que acontece o contra-
rio. Se os Estados-1uides se recosarem a Irauquil-
isar-se em proucuca das salisfaroes que llie tcem si-
do dadas, heecessaro^esTigrIc^"^e5trtrlT1"m^a^7e"ir
LISBOA 18 DE FEVEREIRO.
O exndalo de S. fenlo.
A scena que leve lugar antes ile houlein na cma-
ra dos para*, nao pode deixar de fazer impressao uo
animo do joven monarcha.
Quaudo os ministros da coroa ouvcm impassiveis a
uarrac,ao das suas torpezas, estampada nos jornaes,
e lida na primeira casa do parlamento, qoe poder
soppr-se do brio. da honra, da dignidade e do de
coro desses ministros'.'
He preciso avahar os fados com imparcialidade ;
c nao veaharo os iufluenles do da chamar riaorc<
de eslijlo as mais directas c mais positivas aecu-
saees.
O duque de Saldanha. inlerpellado pelo conde de
iliomar, acerca das palavras que escrevera conlra o
chefe do gabinete de ISde junho, contra os seus col-
legas no ministerio e contra as maiorias qoe o apoa-
ram, eiiteiideu dever illibar a honra dos minislros)
collegas do conde de Thomar, e a das maiorias que
os sustentaran), deixando apenas subsistir a terrivel
accusacAo que fizera ao seu adversario.
Aqu, forra he confessar, eeawe/N a deslealdade
do duque, e nao falla que'm allrihua a giria ao con-
selho do Sr. Rodrigo.
Os fados, porem, desmentem as Iracas do velho
malicioso ou do seu consclheiro. c o prosramina do
marerhal ahi esla para alte-lar a soa posilanimidade
actual.
Srripla nianenl.
A consequencia da resposla dn duque foi pois um
pugilato repugnante de srdidas invectivas entre os
dous grandes athlolas da corrupcao.
I'udo quanto pode imaginar-se de rasleiro, de
allrouloso. de ignobil e de bailo foi dilo pelos Srs.
duque de Saldanha e ronde de l'homar u'aqoolla
inemuravel sessAo. em que o svslcma represeulaiivo
foi altamente desconsiderado por hnuiens, ruja po-
sirao elevada devia fazer os seus mais zelosos c mais
solcitos mantenedores.
O marechal Saldanha disse ao comiede l'homar
que a iinprensa o aecusara de concussionario ; lem-
brou-lhe a poca em que elle exiga os seus ordena,
dos pagos em da para poder viver, e fatendo-lbe
notar que depois dissu nAo livera heranras conheci-
da. era sabido de lodos que o Sr. conde levantara
palacios, fa/.ia snlas de baile, e pemil quintase
raslellos. Por esla occasian o duque fez o elosio do
Sr. Rodrigo da |l-"on$eci, preparando, comodisseo
Sr. conde da Taipa, a canomsacao do miuistro do
thegoria de povos.
Podemos dizer bem alio, e com a manir sincerda.
de, qne temos a mais intima convicrao de que'em
toda Inglaterra nao ha om nico homem razoavel
que deseje ver os Estados-Luidos insultados, ou de-
primidos aos olhos do mundo, al ao ponto de seren
forrados a suhsexever a um acto qualquer. pelo qual
se avillanara a si mesmos. Comprehende-se que a
vergonha recibira sobre aquello- que Ih'o hooves-
sem imposto, oque c nos os lives elle, teria havido na exigencias do nosso orgulho,
alguma consa Je iuqualifiravcl.
Temos apresenlado justilicares que nao have ia
de certo poteocia alguma humana, que livessc piuli-
do arrancar-no-las s' forrea. Mas ha limites, qoe ne-
nhuina consiilerar.lo deve fazer-nos exceder, porque
lie do dever de lodos os estados, assim como de lodo
o individuo, manler a sua propria dignidade, que
effectivamenle conslitue a sua existencia moral.
Se o governo inglez pergunlar a' narao se quer
offerecer ao governo dos Eslados-L nidos urna salis-
faro mais ampia do que aquella qoe oflerece um
homem a qualquer oulro, obtera' urna resposla tao
enrgica e IAo unnime, como aquella que deu o po-
vo, quaudo ltimamente se I lie perguntou se quera
pcrmiltir a' Rusia que aniquilasse o nosso alliado
no Oriente, lie muito de recear que o poderoso
imperio, que acaba de ser trazido a razAo no velho
mundo, interprete falsamente a repugnancia das po-
tencias occidenlaei, a fazer a guerra. Tem-not mes-
mo aecusado de sustentar esla Halo, He pois ne-
cessario convencc-lo desle erro. Conhecemos per-
foilamenle, uinguem o sabe melltor do que mu, o
perigos, es difliculdades e as immeusas perdas que
resullam de urna guerra, como aquella, em que una
clMM de phanalicos republicanos pretend envol-
ver-nos*
Sabemos que nos he necessario suspender desde lo-
go toda a actividade dos mais importantes ramos do
nosso commercio e das nossas manufacturas, e que
os nossos negociantes encontraran um inimigo, as-
sim como um rival, em todas as parles do mundo.
Sabemos que temos a tratar com um inimigo que
herdou o nosso audacioso espirito da empreza, sem
tomar sobre si o pesado fardo de urna divida nacio-
nal. NAo esqoeceremos a promptidAo com que os
Eitados-L'nidos levantaran) os exercitos com que
sabjugaram o Mxico, o llie arrancaran) todas as
suas provincias. Sabemos tarabem que-JD.tKN) sol-
dados de singue europeu, c sobretodo de sangue in-
glez, nao sAo para desprezar. Nao seria possivel
lisonjear-nos de que solTreramos menos do qne fa-
riamos sollrer.
Cumiado, estamos convencidos que, apezar das
probabilidades que se apresentam, o pDvo inglez
quererin antes romper guerra inmediatamente,
que sujeitar-se a um descre.Mo nacional.
Preferira ver as suas manufacturas fechadas, as
suas machinas corroer-se de ferru&em, e os seus
navios perecer nos portoa, do que exigir do governo
',ue fiz*1*-''. a una potencia estrangeira qualquer,
nma jostlncacSa mais hnniillianle dn que exigiMem
'scirrnmstancias.
0 Americana devem pois contar com orna resis-
tencia tenaz, se a issd nos furcartin. Que calculen)
que lht piidcTa' cuslar, antes de lomar qualquer
medida falal. porque do cnntraiio farao esse cjlculo
errado, ao cabo de doul ou tres annos. O povo iu- ,
glez decide-se lentmenle a fazer a guerra, mas he
indi mais lento cm lazer a paz, nem quer jamis'
fazc-la quando sej-i deshonrosa.
Jornal do Commcriiode Lisboa.
Chegou a replica ao ronde de l'homar, e agora o
u Por rala vez que 1 imprensa me chama a mim
ladran, he V. ;Exc. dez vezes mimoseado com o
me-mo cpilhelo n Disse o conde de Thomar ao du-
que de Saldanha.
E depois Irouxe-lhe memoria o retrato ; e de-
pois as luvas pela arremalacAo das sete casas ; e de-
pois os castellos de Cintra; e depois o rapto c a ex-
patriarlo de urna senhora ; e depois todos os oulros
escndalos, que leen) manchado esla silo.u.Ao, e que
impossibililaiii os ministros della de laucar a pedra
a quem quer que seja.
Velo depois a discussao o Sr. Rodrigo ; e o conde
de Thomar, inexoravel com os seus adversarios, leu
ao ministro do reino o seguinte trecho, que ainda
ha dia appareceu publicado n'um jornal de Lisboa:
o Sainamos tamben), que havendo mis acensado
de dia a dia por mais de ums vez o Sr. Rodrigo da
Pontee! dos crirnese infamias de desertor, concus-
sionario, c Iraficanto de bullas, espido e sacrilego,
nunca por is Sja dito de passagero, queoSr. Rodrigo respon-
dendo, e.mollendo bulla o que dissera o coude de
Thomar, repeli cnicamente os epithelos com que
o injuriarain, exceptuando com ludo o de espiAo de
polica. Parece com efleilr., que esta be a borbu-
lha que mais iucominoda o ministro do reino.
listasscenas miseraveis, dizemos nos, nAo poden)
deixar de produzir urna scnsarAo forte no auiroo e
na inlelligencia esclarecida do seulior D. Pedro V.
c os ministros, que frente a trente, e sem corar de
pjo, ouvem convicios c injurias desla ordem, des-
cnisiderain e enlraqueccm o presligio da COToa,
cujos conselheiros sto.
I ni reinado laosympalhicoc IAo esperanroso, nao
pode continuar a ser manchado |>or caracteres gastos
e corrompidos, como estes. O svsleraa representa-
tivo ultrajado exige nina reparamc.ucAo solemne
exemplo ellicaz.
Nao haveri nesle paiz : .is liomens honcslos e in-
le'.ligenles, que liunrem as cadeiras de ministros,
que bonrem o povo, que honren) o parlamento, que
honrem o monarcha?
S. e I .
impossivel eonleslar a vanlaaem que de urna boa di-
visan administrativa resalla para o governo do paiz.
e sobretodo o accrescimo de rendas, o augmento de
produccao que tras crearan de urna provincia qoe
se acha em condiees IAo favoraveis como a que se
projecla na comarcado Cralo.
I ma das coosas que mais receia o governo, quan-
do se Irata de crear urna nova provincia, he o aug-
mento de despeza proveniente da sua organis'acAo ad-
ministrativa : mas este temor nao pode existir a res-
peito dn Cralo, cuja renda actual, junta a dos muni-
cipios que llie devem ser mnexos, lio superior a de
militas provincias ja creadas.
Anles de entrar cm qua'quer desenvolvimenlo,
desejamos, para dar aos nossos lcitores urna idea jus-
ta das vanlagensque ollerecc i creac.ao da nova pro-
vincia, reproduzir alguns documentos que exislcm uo
aeuadu a esle respeito.
O projeclo de que na pouco fallamos fui apresen-
lado no senado pelo Sr. senador Menear cm ll de
agosto de ls:l!), c ilepois de requisitados lodos os es-
rlarcciinentos do governo a respeito, enviou-se as
niiiimissiiesde cousliluirao e de eslalistica.
O parecer da primeira cominis-ao, no qual esto
assiguados nomes que merecem nimio peso, como
sejam os do visconde de S. Leopoldo, marquez de
Paranagua e Bernardo Pereira de Vasronccllos, he o
seguinte:
A commissao de consliluieao examinnu o projec-
lo apresenlado pelo nobre senador Alencar. no qual
propOe desmembrar da extensa provincia do Cetra
urna oulra provincia com o titulo de Cariri .Voto,
cuja capilal seja a villa do Cralo. NAo encontra a
commissao disposirao alguma na constituidlo que se
opponha a essa medida, mas antes no artigo titu-
lo I, he expressa a faculdade para scmelhantes sub-
divisoes, quando assim o pera o bem do estado. Ora,
que ella seja conveniente, suppe-se, ja pela razao
geral de que semelhanles dislriclos por mui longin-
quos escapara a acrAo e a vigilancia do administra-
dor, e da parte dos governado mais se Ibes difli-
cullam os recursos ; ja em especial, porque a idea
dessa subdivisao tem a sea favor a experiencia c os
conhecimcnlos praticns do nobre senador que acaba
de presidir aquella provincia : todava, nao lendo a
tommissAo bases sullicienlcs para por si so julgar da
conveniencia c proporees da regularao dos limites
aqu traradns c assignalados, enlendo que deve ser
ouvida a commissao de estilstica, que se encerra
na de rnlonisar.lo c calhechese. Paro do senado, l!l
de agosto de IKII'.I.f iscondede S. Leopoldo.Mr-
quez de l'arnnaguii___l'ascoifellos.
Itproduziremos ainda alguns [rechos do parecer
da commissao de eslalistica, e sao bstanle iuleres-
santes. por conleieiu a exacta apreciaran do eslado
da comarca do Cralo c das suas proporres a ser ele-
vada a provincia.
i Procurou a commissAo com lodo o cuidado in-
formar-se do eslado e circumslancias da provincia do
Cear c de suas limilropbes, avisla dos mappas, in-
formaret. etcriploa existentes c particularmente
de urna memoria feila pelo desembargador Velloso,
em 1819, subre a crearao dos bispados no Brasil, e
a qual juntou mappas da popularAo de todas as co-
marcas do imperio, fundados cm oulros, enviados
pelo ouvidores ao desembargo do paro em dilfe/entes
datas : e pelo exame feilo se convenceu l commissao
da utilidade n necessidado da crearao dn provincia
do Cariri Suco, e dedozio as seguintcs observa-
res.
ii I. Ouca provincia do Celta, depois de desmem-
brada a parle indicada para a nuva provincia, ainda
conserva urna exIencAo de mais de Sil leguas de L. a
O- c demais de 0 de N. a 8. cura a popularAo de
lOa Hit) mil !i ilutante*, c com pequea diflcrenca
de renda,lauto geral, por consistir na maior parle
em renda das ailaudegas da Fortaleza e Aracaly, por
onde continuaran a pasur os gneros de imporlarao
c exportarAo da nova provincia,como da provin-
cial, porque, sendo sabido nAo avullar a dos lugares
remolos da capilal, por falla da accao do governo,
qnalquer pequea dillercuca licar compensada com
a cessarao da despeza provincial n'essa parte des-
membrada e que lilil I cxigUse maior para susten-
taran ila ordem e Iranquillidade publica.
i 1. One a nova provincia do Cariri \oro, ciea-
da com as povoares desigoadas no projeclo, licar
limitad! a nina exlenrAo de I3I a 130 leguas de N. a
S. e de SO a liO de L. a O., com popularAo de mais
le I i'i mil halni.inle- e rom renda sullicienle para
suas despeza, maiormeute se a airecadajao das ren-
das se estabalecer com os olliciaes necessarios para
desenipenliarera urna escriplurarAo simples c appa-
ratosa; tendo inleriuiinieulc por rapilal u Cralu, lica
o governo na proximidad! do centro da provincia e
mais perlo das povoares que se arliam na divisa das
oulra- provincias, u
Ora, por esles dous pareceres podemos fazer urna
idea do desenvolvimenlo que deven 1er (ido desde
IS39 os dislriclos desuados a crearao da nova pro-
vincia : senaquclla poca o senado jnlgiviosta crea-
rao ulil e necessario. actualmente as ventasen) bao
de achar-se na proporrao do cresciniento de popu-
iarAo, de renda e de industria, que se observa na-
quellcs lugares.
Para um primeirn artigo, basta : em seguida exa-
minaremos as vinttgim admiiiislralivas que o go-
verno colher, levando a clleilo i snbdivisAo projer-
tada, c approvada no senado em primeira discus-
sao.
Diarlo do /lio de Janeiro.)
gera distribua pelos doenles em Olinda dietas de
carne do Cear com arroz. O Sr. Dr. Sabino Ole-
gario l.udgero Pinito presente ctava nessa occasiAo.
O I.....\... nAo he pessoa moradora em Olinda.
He fallecido em OlindauSr ronego Xavier, da
epidemia reinante complicada com antigos pade-
cimentos.
Asseveramos anda que I.....\... nao he o Sr.
Lopes de Almeda.
Mais um lilhndc Esculapio.Chegou ha pune0
da Babia oSr. Dr. Aducci. medico italiano, a lira de
coadjuvar-nos notratamentodo cholera, epelo Exm.
Sr. presidente im empregado no hospital da ra da
Aurora, onde esla residindo. Consla-nos que esle
Dr. assistio em 1835 a epidemia em Roma, em 1SH
e Isi'.i em Venen c Palestina, e em Is Vi em Santo
Amaro da Balda, l.srangeiras, Maroim e Aracaju em
Sergipe; porlanlo he de esperar que a longo espe-
riencia que por aquellos lugares adquiri, seja mui
aproveilavel para nosso estado.
lie iimanluia.
A trra lite seja leve.
No dia I!) fallectu o Sr. labelliao Adolpho Mauoel
Camellu de Mello e Araujo, deixando doze lilhos,
sendo : selle mora-, tres meninas, e dous meninos
na de-grao i Basta dizer-lhe isto, para Vmc. fa-
zer idea de quanto foi chorada a morle do Sr. Adol-
pho,
HEPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 26 de marro.
I Um. e V,mu. Sr.Levo ao conhecimenlo de\.
Exr. que das dillerentes parlicipac/>es hoolem e
boje recebidas ncsla reparticAo, coosla que se de-
ram. as seguinles ocenrrencias :
l-'ora preso : pela subdelegacia da fregoezia de
S. Jos, o preto escravo Antonio, por fogido.
Por nflicio desta dala refere o delegado do pri-
meirodistricto desta termo, que no dia *Jt do cor-
rele, as duas horas da larde na fregoezia do Reci-
fe foram ferldas s pardas Matia lanza, e Mara
Joaquina por Domiugos Lopes dos Pasaos, que con-
seguio evadir-se, e que teudo-se procedido |a com-
petente vesloria declararan) os facultativos que os fe-
imenlos da primeira eram graves da segunda le-
ves ; sobre este laclo ficava o respectivo subdelegado
iuslauraudo o competente summario e se estao etn-
preaaudo ia mais activas diligencias para a prisao
do criminoso.
Dos guarde a V. Exc. Secrelaria da polica de
Pernamboco -2 de marro de IK-Vi.Illm. e Exm.
Sr. o oi-ellooro Jos lenlo da Canha e Ktgueiredo,
presidente da provincia.chele de polica, /.uiz
Carlos de Poica Teireira.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Ex
Santo Aaloma 9,
do na freguctia da Boa-Vista ',
S. Jos ... lenle gil.
1 utal at o da de hoje WlI.
Kecife -Jll de marro de ItOri.i.wtaro liznamm
tunado de Uendonra, encarrecado da cwnerverla
e distributcAo dos a2enle* de-antn late
tregiie/ia da Bm-VisU.
Roa dos Pires, n. Mi, rasa de Mauoel Jaaqmni Gn>
neiro Leal, morreu Josefa, escrava.
Cpunga, ra da a mitad, casa sea nnim. sin
Esle van Jos de Barros, morree o I.
Dita, sino de Vicente Antonio do K-prih. -.
morreu Miquelina, escrava.
Dita, ra dos Deoses, stm nomero, cm d'Al _
Jos Pereira Bastos, morrea HerentasM. escrav*.
Dita, ra dos Deoses, sem nunm, asa de An-
tonio Oueiroz I rreira, morrea Junas Marta da
Conceir.io.
Dita, roa dos Deoses, sem oasnero, rasa 4 Ha-
noel de >ouza, morreu Victorino, Clandina. braara.
c Capilolina, escrava ; esta cata nao se desinfecto
por ter mis tres pessoas doenles.
Dita, ra dos Deoses, casa sem nantera, de Icaei
Mara Ramos de Olunra, marren Irania ImMtna
das Virgens, parda.
Hospital da Capauga, esta casa que serva de Hao-
pilal. foi por mira desinfectada, a pedida da) las-
\^J^VSS\\SR'^SS ?^%Z2W'~+>- K.de^S.pnrit, fallece. L.iai-ed.
Exc. que das differentes parliciparoes hoje rerebidas I JL ^o bisar
nesla reparlico consta que se deram as seguinles E,|r.1(la do,"Amiclos, sera namero. rasa de i-
occurreiic.es : qu.m Portoguei. fallereu o rnesmo. e Jeoetisln Tnl,
roram presos : pela subdelegara da frezuezia do jj \n,,a parda
PERMAiaaCQ.
COMARCA Dt GOIANNA.
Jii de marro.
Dccorreram IS das depois da ultima missiva,
que Uve a distincla de llie endererar, e que Vmc.
por suuiina bondaJc deram a puliliculade. Muilo
de pensado deixci decorrer este lempo para ver-se
quando llie escrevesse nvmeiile teria alguma
boa nuva para noliciar-lhe. Mas que terrivel de-
rppeao minlia Bem longe de llie poder dizerj
respiramos, ao con.rario forca he coufessar que a
reinante anda nos esmaga com seu sceplro de
ferro, inda6a(e terror sobre horror no pensa-
ment'.
Como llie disse, a mnrtalidadc al o dia 2 de
marro chegou ao mximo de 111 pessoas ; mas de-
pois desse dia o ma foi rerrudescendo gradualmen-
te al o numero de t7, desrendo depois a i, 117, e
por alguns das lera chegado a :10, ou passado de
110 pouco.
Agora, II lloras da noile, j.i se contam I, e he
provavcl que al a roeia noito chegucin|a 30,00 pou-
co menos.
Desta eslalistica lalve alguein queira inferir, que
vamos melhor, ou que pclu ineuos leinos bem fun-
dadas esperanras de melhorar, mas eu a lal respeito
sou um pouco descrido ; porque tenhn observado que
csse llagcllo he sobre modo caprichoso ; ora deeres-
cc, ou lerrudesre, e algumas vezesquasi que desap-
parece ; porem de rcpcnls apresenla-se com maior
sanha c luinr.
E assim nao sei quando podereuios dizer, gracas
Dos, ja respiramos livreuieule !
Em minha raissivj passada Iracei algumas liuhas.
as quaes Ibes dava conla da conduela dos mdicos
rncarregados aqui do curativo da pobreza ; mas
Vine, nao se ilignou da-Us a publcidade, lalvez
porque ellas llie lomassem grande exIensAo do jor-
nal ; o por isso agora Ihc rojo que nao deixe de
publicar o.que passo i dizer o respeito desses senho-
res; porquanlo o meu desejo he fazer juslira, dan-
do a Dos o que he de lieos, e a Cesar o que he de
Cesar,'e faro inesiiio timbre em dizer e proclamar o
bem, que vejo raeus desalTectos c iuimigospralicar.
Em algum lempg ajustaremos contas. mas nao
agora nesta quadra de miserias, em que he loucura
desprezar qualquer concurso e apoio, por menor qne
seja ; porque as forens do inimigo que nos profliga
san gigantescas e ilc-eommuiiaes.
He certo e luda oslaridade se levanta para altes-
lar que o Sr. Dr. l-'irmino, cncarregado do curativo
da pobreza, tem feilo o que humanamente he possi-
vel fazer-se para occorrer as precses de lodos os
alleclados do mal reinante ; e he maravilha que ja
nAo tcnhanD suecumhido ao peso de tanto trabadlo
dia e mol', Eu reputo isso um acto providen-
cial ; por le f He adoecesse apparereria o desa-
nimo, c orne mu tristes consequeucias.
O Sr. Silva, cirurgiAu da comarca, lambem se tem
prestado muilo.
O distinelo acadmico Sr. Albuquerque, logo que
rliegou foi cncarregado especialmente do hospital,
e sua presenr tem inelhorado muito o rgimen da
casa e tratamenlo dos doenle*. e esse Sr. se (era
mostrado digno da commissao de que foi encane-
cido.
O enlcrramenlo dos cholenco tem sido feilo com
ordem, e a lempo : porque existe urna compauhia
de engajados s para esse lim, vencendo cada um
rs. diarios ; mas j foi preciso elevar esse jornal
a fo rs. diarios, depois que surcuir.biram muilos
delles nos-e mister ; o que se allnbuio aos cadve-
res de dous cholencos mal sepullados em duas cala-
cumbas feitas uo cemilerio, que por eslarem inda
frescas deixavam exhalar grande roo cheiro. O
cerlo he que os pedreiros e serventes que trabalba-
ram nellas niorreram lodos ; e estas cousas produzi-
ram reclama^oes dos mdicos e do povo, que obri-
garara o Sr. delegado, e juiz de direito interino, a
pessoalineute assislircm o carregamenlo da lenha,
para scremqueimadas as catacumbas.
N,1o temos tido o prazer de ver na ra ou na sre-
ja o nosso vigario. O povo pergunla por elle, e uin-
guem sabe dizer se esla doenteoo nAo, mas a cren-
ra geral he que nAo eshi doenle, e sim muito ame-
drontado pelos estragos da epidemia.
Esperamos ve-lo na procissAo de Passos, ou nos
aclos da meia semana santa, que aqui se faz, mas
nada ; e creio que si'i leremos esse prazer quando a
epidemia desapparecer no lodo.
NAo queremos con isso fazer una censura ao nosso
vigario: lastimamos sem que hajam motivos too lor-
ese invisiveis, que nos pnvem de sua presenca nos
actos religiosos c na commissao de beneficencia, de
que be muito digno membro, e onde o seu voto lera
muilo peso.
Nao lia duvida que o nosso vigario he um dos pa-
rochos Ilustrados de nossa provincia ; e por isso
nAo pode ignorar este .frismobonus paslor (lal
animam suam pro otttibtu suisporlanlo se pes-
soalmenle nao lem pensado suas ovelhas, be por llie
assistirem motivos impedienles mui poderosos ; e
sendo assim lem toda razao ; porqueai impo.si-
bilia nenio Icnetur.
O Sr. Tavura Indgena, que aqu cura liomenpa-
thicamente nos asseveri que lem tirado muilo bom
resultado com esse tratamenlo.
He cello que esse Sr. tem se prestado muilo po-
breza, e sabemos que um grande numero de pessoas
se tem tratado com elle e com alguns socios da socie-
dade liomeopalhica heiieficenle, que elle iuslallou.
mas lodos recebeui delle as inslrucrdes. O mesmo
Sr. Tavora nos assevera que oiislcm mesmo dentro
da cidade vinte e lautos orpbAos iolciramenle ao
desamparo, por lercui perdido pai e mai; assim
lambem minia familias honestas sob a terrivel
pressAo da maior miseria.
dos pas de familia Todos de soa casa ficAo do-
enles e alguns em lilao eslado.
Ha dous das, que a epidemia parece r lomando
um carcter mais benigno, pois a inortalidade desceu
a dez e doze.
O Exm. presidente mandou dar a soriedade
Beneliceule a quanlia de '.'i- para as despezas a
seu cargo, e delenninou que fosse dado de esmola
eos desvalidos o que se apurasse dos bois que a po-
lica aqui deixou licar da boiada do governo ; o que
tem sido rompridn i n-ca.
Esle beneficio he acceilo pela pobreza com os
bracos levantados, e agradecido de corarAo.
Honra S.' Exr.
__)_
Morreu o Sr. advogado Manuel I r.incisco Cesar,
prolcssor de primeira- lettras da villa,
Dos receba sua alma !
Algumas curas em casos desespeados lem sido
operadas por agua Ira Nao duvido; porque na
Europa mesmo se lanrou rnAo da agua fra no In-
trnenlo, do cholera.
Morreu o Sr. capilAn Sebasliao Antonio de Mello
Albuquerque senhor do eugeiiho Pilombeira ; era
estimado por suas escelleutes qualidades.
A epidemia declina insensivelmente, pois ainda
coniinu i a morrer bstanle gente.
Reccio que Iguarass fique despovoada.
Morreu o ex-escrivo deorphaos Joaqaini Irn-
cisco do Reg.
O recolbimenlo das freirs tem enviado para o
cemilerio, sele pessoas.
Foram sepultados honlem no cemilerio perlo de
tl cadveres, sendo alguns de Tablinga e dos Mar-
cos, ende a epidemia tem feilo estragos considera-
reis.
Morreu a senhora do Sr. Alcisndrino Jos do
Amaral.
O Sr. Xavier Das perdeo lodos os escravos, a-
penas lhe rou una raulaliuha o mesmo quasi que
succedeu com o Sr. capilAo Chagas.
Devo fazer menso da irmandade de Nossa Se-
nhora do l.ivrauento, que de lautas que existen) na
villa, he a nica que se lem prestado a carregar pa-
ro o cemilerio seus irmAos, e rnuitas outras pessoas,
qne nao perlencem contraria.
Da commissao de beneficencia apenas andam de
p o Dr. Adelino, o Sr. Amaral, acabrunbado por
mil dissabores, e o Sr. capilo Chagas. Dos mais,
Ires morreram. alguns cslAo doenles, e um rctirou-
se para o Reciie,
Dos o livre do cholera,
dem.
quiseAo do respectivo censal. MeMo |.ortuM
Pela subdelegacia da freguez.a de Santo Antonio. c.,mlIlhn llovo dl s,,,,^,!,, ^,
a preta escrava Josepha, a reqiierimenloda senhora
E pelo iiii/o de paz da freguezia ;do Recife, lo-.
Antonio Soares Rosas, por haver faitadn cora o de-
ver de fiel depositario.
Dos guarde a V. Exr. Secrelaria da polica de
Pejnambuco '17 de marro de IH"ti.Illm. e Exm.
Sr. consclheiro Jos Benlo da Cunba e Figaeiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica, /.u>';
Carlos de Paica Tei.reira.
casi de
le-
Desinfccc<>e.< do dia l'.ldje marro.
Oinrlu-o.
I'reguezia do Recife.
Isnez Mara da t.nnreirAo. morrea a
Ra dos Pirts sobrado, stm numera, cosa
nenie-coronel Joao \ aleulim Villeti morral
sa, escrava.
Freguezia de Santo Antonio.
ller.-o do Falcao. n. I, casa d* Aaselica Mora
Momea, morreu om menino preto : deiinficliaa
por aviso parlicalar.
Ra do Livramentn, n. 2.. primeira andar, casa
de Jos Joaqutm de Oliveira da Silv, auriga si
mullier preta ; desinfectada por aviso policial.
Ra Direita, n. i I, secundo andar, casa da Sal
i no Antonio da Silva Gralinho, morrea aooa ma-
l ti da Cruz u. >~ casa de Joao da Silva larias, Il*JJt branca ; desinfectada segnnda vea por avi.
morreo 1 lllio e I escravo ; desinfectada por pedido policial.
do raesmo. Ra da Praia, a. 33, luja, ca Pracado Commercio n. 17, casa de Placdu Anlo- Josc Haposo, morree urna roulher preta ;
nio da Silva Santos, morreu I ecrava -. desinfecta- lectada por aviso parlicalar.
da a pedido. l>bservar,e*.
Ra dos luararapcs, sem numere, casa de Joa-i Ra do l.ivramento, n. 2. primeira andar ; com
quii Seve. morreram i pessoas; desinfectada por quanto ja fosse desinfectada pelo Si. Dr. filan;,
indagarlo. rom ludo como o morador me podase sjae a ilessa-
Rua da Senzala Velba n. 11, rasa de Angela da feclasse de novo, por isso a lesmferiei.
Cuta, morreu a mesma ; desiofeclada por indaga- Becco do KalcAo, n. II. nao se desinfectan par
rio. i haver doenles.
Trillan da Fundiron. 1, casa de Joo Soares, Kua do Cano n. li. romo cima. nAo |a dusnter-
morreu o mesmo; desinfectada por aviso poli-i lei.
cial. N. B. Nao houveram boje mais lesniferr-es or
Ra do Pilar n. 10, rasa de Joao Coellio do Ro- falla de parlirirr,Ao.
-ano, morreu! mullo r : desinfectada 2 vezes |>or Freaaezia do Recife.
indagaran. I Becco_ dos Porios, n. 9, cas* de Rosa Mara da
Ra do Vigario n. 17, casa de Antonio Leal de : Concejcii, morreu a mesma ; desiafoclasa aor a-
Barros ; desinfeclada por terem sido atacadas varias' viso policial.
pessoas da epidemia. Ra dos (iuararapes, n. H, rasa de Leandro Jase
Observaroes. Rilietro, morreu ama fillia e nm escravo ; desiafer-
Rua dos Guararapes, ser numero, casa cm que lada terceira vez por aviso policial, tendo manila
morreram i pessoas, c que estere sera ser desinfecta- 7 pessoa*.
da por alguns das, visto achar-se fechada, ala obs- Ra do Farol, sem nomero. casa de Franrtseo
lante ter eu pedido por vezes as chaves ; foi ultima- Flix da Cunba, morreo a mit do 1 ; desl-
mente desinfectada por -J horas de Irabalho na pre- feclada por aviso policial.
senca do Sr. Salusttano de A. I- ei reir, subdelega- j Ra do Codorniz, sem numero, casa de Loorearo
do ;" eslava immunda e ebeia de roupaa dos morios, Justiniano, morreu om sobrinho ; desafectada nos;
Le-se no Mornimj Pott dr !:! de fevereiro:
O governo dos Eslado luidos he urna anotn.ilia
da nossa epjca. (atnsiderando segundo o ponto de
.vi'.ta das nems opinin europeas, mal se pode di-
xer que sept mu giverno
17
C.\ ELA- M.VS 1-ADAS HA.
leve boje lugar na cmara alia, n espectculo es-
candaloso annunciado hatauln lempo pelos amigos
dos beneficiados.
Dous peixeiros da Riheira Nova, disputando em
termos asquerosos sobre o preco de nma lainha ; du-
as rrgaleiras da pr.ira da Figueira injurandn-se re-
ciprocamente a proposito da perTeicAo das suas bor-
t ilu; i, nao l'.iriain figura mais triste nem mais in-
decorosa, do que a que apresentararn boje no parla-
mento hereditario os Srs. duque de Saldanha e con-
de de Thomar.
Tu s l.idriio. Ladrao t'-s Iu. Tu s concussio-
naiio. Concusionirio a ti. Tn l delipldidor dos
dinheiros poLItros. Delapidadnr dos diuheiros pu-
Miens, es m. Tu dsie urna coiuroeinta por um
cale, lie. E Iu trataste f i/ct um rapto de nma her-
deira menor, para com a sua fortuna saciar a
sede de miro que le abraza. Tu levinlasla pala-
cios. I". Iu levantaste casleleles ere Cintra. A im-
precisa e a voz publica disscran que os peculalos
e os roanos linliim locupletado a la burra. E con-
lra li a voz publica e a imprem gritaran), ditendo
que linhas lanzado as mos s pedias preciosas de
um retrato. Iu atraicoaste os leus rollegas e fallas-
te a la palavra de honra fazendo no Porlo a revo-
luc.io de ISil. E tu acouselliaste-ine que alrairo-
asae os mcus amigos e collegas no ministerio, pon-
il.i-os fra c fazendo la entrar a li.
I n e revolucionario. Revolucionario es Iu. fu
PAGINA AVULSA.
Sabemos queec Sr. tem algumas vezes pedido
. ras loj
lofelize
pelas lujas al
que esse sr. lem
aWJWnaKS r
ara repartir cora esses
Conste-nos, que o Sr. vigario de S. Jos sindi-
csudo a casa, que apuntamos na ra Direita, onde
echavam-sealguna pagAos,encontrara elleo o scucoad-
jutor o que justamente dissemus, e que iam ser bap-
(isados.
IIpoder da cir/if/c.-De oianni temos a seguin-
te noticia, que nosapressamos a d-la para mostrar,
que so do Dos parlen) as calamidades, que em pre-
mio dos nossos peccados nos aeoitam.
a A epidemia lem ido por toda parle, mono a
o Carrapalciras, onde era una casa de palha faz vi-
da santa O vjrlaosissimo padre Antonio dos Reis
ir Sahhna, unido, ornamentos duelen brasileiro,
o homem de vastiM eondecunenloi. Aili vive esso
sanio nomim, cerrado .le pobres agriculloies; ce"
i labra o sanio sacrificio e:n um oratorio, que lem,
o vive quasi sempre con) o livro na ni.io, e nao ha
o quem nossa lira-lu dessa vida: tem desprezado
.i grandes inleresses, c nada pussue. No lempo em
a que Carrapaleias so era habtala por assassinos,
n foi quaudo o padre Saloma para la foi; o seu exem-
ii po, os seus conselhos li/.eram com que muilos as-
ii I--1H rcforinasscui seus costumes, tornan ' ve quem Ibo dirigisso o inennr iiisullu. a
Porque o distribuidor d'agua nao distnhuc nos
Imparte, no interesse eeral, o para a pan da Cu- calumniador. Calumniador s tu. Tu mentes.
ropa, que I mo as nsces que della la/ ni palle, i-o-
mo todos os Estados qne lem um governo represen-
tativo e responsavel pelos actos dos seus subditos,
tenham nina opiniio eomnium i definida sobre a
maneira por-pie deram obrar e comporlar-se cm
reanlo a o ni governo que o,i i he um governo enee-
livo.
\ Ii.'i.i i a Inglaterra estao prr enlemenlc era
nina bituaiio lal. a respeitn una a oulra, e relativa-
mente lo reslo da Europa, que piulein tomar o pn-
meiro lugar para examinar e-la quer11". Se. obras.
Henil Iu.
. Li- .tu siininia e na sua esaencia, o conlheudo da5
orar los luis gigantes adversarios.
Quer dizer, que tildo o que pode imaginar-se de
m u- obsceno, de mais rasleiro e de mais indigno do
decoio e da decencia parlamentar, loi nesla deplo-
i d si iAu eado alravez dos labios do hroe da Pra-
ra Nova cdo trnsfuga do l.obios.
t.ttin lurruuja paiz .' i.nie lucron a lilierdade'
Ouc illuslrar.io prove daquelle ignobil pugilalo
de invectivas'.' Que instiluirAa ulil se curaizou uo
Mil luuvores ao Sr. Tavora 1
Consla-nos que o Sr. Dr. Brandan, depolado a
assembta geral, mandou 10 camas com colxes e
Iravessciros, c cera mil rcis para se distribuir enm a
pobreza ; cujo soecorro o Sr. comnieudador JoAo
Joaquim entregou ao Sr. Dr. l'trmiiio, para distri-
buir rom as pessoas que elle achasse mais neressita-
das. Essa olferta revela que para O Sr. Dr. Brandan
nao he iiidilfeieiilc a desgraca, que pesa sobre sua
lena natal. Honra Ihefeeam.
Nada mais se diz a respeilo dos estragos da epi-
demia, em Nossa Senhora do O, na Lapa, c em ou-
lros povoados ; porque a inortalidade ahi foi tAo
grande, que quasi niiigiiein mais resta para apas-
ceniar a voracidad! da pesie ; c os qoe esraparam
fugiraiii para nutras paragens.
Em Pedras de Fogo o mal recrudesceu, c a nior-
lalidadn agora corre parellies rom o desta cidade;
mas or. lente coronel Marianiui su bdelegadii, ain-
da esta na estacada, posto queja bem abalado,porem
confiamos, que nAo abandonara sen posto de honra.
O Sr. juiz de direim Interino tem envidado ludo
alim de mandar para l algum pratiru; mas ale
agora nada lem conseguido.
A despeito dos horrores da epidemia anda acodo
farinha e lenha ao mercada, c sempre temos tido
peixc e carne.
As vendas eslavam exhnurida, mas agora rliega-
rara alguns carregamenlos dos gneros mais procu-
rados ; mesmo para as boticas vao chegando alguns
remedios.
I.inlim. meu amigo, he verdade que a epidemia
nos lem aperlado com sua man de ferro ; mas nos
os habitantes da cidade de (ioianna, e seus airabal-
beccos de Jo3o Francisco c Quiabo'.' falvcz, que os i "les nao temos sido dos mais nfelizes ; porque, gra-
pobres dalli lenhain privilegio de papagaios: e 11c-
Visla be iiem pouco lemlirada !
Antas de hontem 2i'< na freguezia dn Recife,
Domingos Lopes do Passos ferio as pardas Maria
l.uza e .Alaria Joaquina. Iminedialameute o Sr.
Salusliaiiu, subdelegado supplenle, apresentou-sc no
lugar do allantada para fazer a vesloria.
\pesar das activas diligencias da polica ainda nao
se puiide capturar o criminoso.
por dados eslalisliros, e pelo grande iiumrru de I
ras ao governo da provincia, a' nossa dislincla cma-
ra inaucipal c aos senhores delegado, e juiz de di-
reilo in le ino. fomos solftivelraenle aquinhoadas nes-
la triste i desesperada conjunclura.
Aj oulro tanto podessem dizer os li luanle
das nutras paragens da comarca !
l'..o, pela mor parle lem morrido quasi a min-
gua, porque a distancia de suas moradas, e mesmo
a cscaccz dos socorros os poz fora do alcance de
qualquer beneficio. He verdade que lodos quevie
ram a cidade foram bem ou mal servidos. Mesmo
desla foi pequeo o numero.
As fabricas dos engeuhos ainda van sendo dizinia-
COMARCA DE NAZARETH.
-'-i de marro.
As niinlia apnrehensoes acerca da recrudcsceu-
ca da epidemia nao foram infundadas ; ellas tor-
naram-se desgracadamenle reaes do dia 17 para ca.
pois que muita pessoas lera sido accomnellidas, e
o obituario diario de i e 5 que ento era. passuu
para 8 a III.
Conta-sc no numero das victimas o negociante
Rodolpbo Coulinho. e o velho advogado Molla Sil
veira, que era pouras horas decidiram-sc !
Com esle laclo reappareceu o desanimo geral, so-
bre modo naquelles que escaparan) de serem feridos
no primeiro c,urdale.
I'elizmenle, porm, o carcter da recrudescencia
nao ha tomado grandes procressoes; porquauto nao
lem excedido desse numero, e al mesmo paree*que
ja quer amainar de hontem para hoje.
Dos queira que continu assim, e seja esta a sua
ultima despedida.
O computo dos culerramenlos no cemilerio des
cidade al a presente tal, rhega a cifra de 16)
seudo: lit luunens, 2><2 niulliere-, i!l prvulos e Tfi
escravos.
As noticias dos arredores e povoacocs do interior
da comarca, van sendo mais favoraveis.
Nesses lugares o que lavra com intensidade he a
miseria, e a fome pela falla de gneros alimen-
ticios.
A careslia he fabulosa nos lugares em que os ha,
lornando-se digna de lastima a povoarAo da Vicen-
cia, para onde o Dr. delegado fez enviar dos poucos
gneros que dabi vieram. urna porrao ao digno juiz
de paz, o capilAo Jos Cabra I. de que lhe fallei na
minha passada. e mais aulorisarAo para fazer lalhar
2 bois em das interpolado-, a serero distribuidos
com a pobreza.
Com pesar lhe noticio o passamento do presumo-
so lente coronel Herculano Bandeira de Mello.
Tendo elle viudo com sua familia emigrado para
esta cidade, em consequeucia do apparecimento da
epidemia no engenhu de sua residencia, com es-
pantoso furor, fazendo em dous dias 18 victimas dos
seus moradores e O escravos, e quasi toda a fabrica
accommeltida. foi na mesma noile do dia lli, era
que elle aqui chegou. fortemenlcaccommellido", com
todos os s\ diploma perigosos.
Os recursos da medicina, o a dedicaco dos m-
dicos assistenles foram inipoteules,a solicitude e
vigilias dos amigos foram mallogradas.vendo-o ex-
pirar cm seus bracos ao cabo de 11 dias de soffri-
raeulos!
A estrcilcza de urna correspondencia nao permu-
te fazer a apologa desle distinelo e honrado ci-
dadlo.
Sua devoran e servicos prestados em a presente c
IAo lastimosa quadra, sAo mais que paleles por toda
a comarca, como ja mais de urna vez tive occasiao de
dizer-lhe.
Deixou sua esposa e um lilho de 7 annos, mergu-
Ihados as pungentes sombras da saudade e dr, os
amigos carpilo a perda de um bom amigo, e os mo-
radores da viziiihaiira chorando a irreparavel perda
de um pai como lhe chamavam.
Morreu fazendo beneficios a liumanidade desvali-
da ; porquanlo ainda na vesnora do dia era que foi
accommellido fez remessa de 1OO5OOO rs. a com-
missAo de beneficencia de Iguarass, onde linha seu
nascimento. *
Dos queira dar-lhc o reino da gloria, e a Ierra
lhe seja leve.
Ja que csloii na descripran dos morios, noticio-llie
mais o fallecimenlo do Dr. .lose Pacheco de Moraes.
de Papicii c Francisco do Reg Barros Pessoa. pro-
prielario do emietihu Cancilla. Ambos eran) mui-
lo mocos, e dedica)am-se a agricultura.
No inluilo de esclarecer um equivoco, que a ma-
ledicencia pode suggerir, apresso-me em declarar
que um dus tpicos da missiva do collega \. de 17
do correte, quando trata alleaoricameiite da com-
ponba de desinfectante*, conforme disse na inhiba
anterior, n.u se entende por cerlo com a que fra
oflicialmente creada.
V. na intenrAo de qne o nobre collega aceitar es-
la minha ralilicacAn, a faro, inlercedendo mais de
sua bondade e decana de seus eslv los correspnnden-
ciaes. seja mais trizante lias suas alluses. para nAo
dar lugar a ms interpretadles.
O mundo, meu charo,est cheio de malvolo.o de
cada expressao mal entendida pode surdir um ellei-
to rnuitas vezes contra a iulenrAo de quem a pro-
fere.
Isto servir por sem duvid para fazer desappare-
cer qualquer supposta ollen-u de susceptibilidades.
Supponho que concordara romigo.
Hoje houve urna feira com bastante concurrencia
de povo e gneros.
. Malaram-se 50 bois, talhando-se a carne a -Jll pa-
tacas at ao meio da, e dalli em diaule a S e 10.
Informam-me que alguns senhores de ciiendo dos
que licar; m com e 2 escravos.acharam-se noacnu-
gue talhaiulo laniliem cirni.
Jaque nAo podem maneara irgriculliira eto
apuriido o gado enm seiei proprios olhos.
Ksle mundo lie as.im iiirs'ino. Dos os queira
amparar.
A morlalidadcde boje loi do ...
Nao loi possivel partir boje o crrelo pira esta n- !
da lo, preievi.iudo ser dia de Testa, em que nAo se
viaja. Pretende sabir araanliAa, pelo que sempre
quero acrcscenlar as milicias de boje.
Aqui chegarain dous me Ino que vieram substi-
tuir ao Sr. Svinphioiiio e cstudante llermino na
ronimissAo de medicar os enfermos indigentes.
Ainda nao os vi. mas consla-me que se acham
hospedados em casa dn Dr. Moscoso, delegado de po-
lica.
l'oi por cerlo muilo boa a leralwanca de S. Exc.
era etl'ecliiar essa siibsliluican, pois que achuvam-so
os dous irmues suminanieule extenuado c faligados
da lula, porque passanios.
Por esla uccasi.lo pennitla-ine cm nomo dos ha-
bitantes, dirigir-Ibes algumas expresses de elogio
pela dedicacAo e bous servicos mdicos, que presla-
ram em lao tormentosa erial.
as quaes, depois de bomfadas pelos desinfectantes,
foram em carroca* couduzidas para serem qaeima-
das no caes de Apollo.
Iguaes deslinos se tem dado as roupas c cnlxoes
dos cholencos morios as casas do becco das Miudi-
nhas e Senzala Velha.
ao.
rreguezia da Boa>Vista.
Soledade n. \2, casa de Manuel Borges de Men-
donca. morreram, Simau c Joaquina, escravos.
Hingainho n. 5, cjsa de Jos Rodrigues dos San-
tos, morrea LenpoldaThereza de Jess, parda.
Ra do 'lamba, sem numero, casa de Pedro t,on-
ealves de Santa Anua, morreu Fernando, es-
cravo.
Becco do Veras, rasa de Joao Matheus esta rasa
foi por mim desinfeclada quando inorrcu Auna Ma-
ria da CnuceirAo, e agora pela segunda vez, por or-
den) policial e pedido dn proprielario.
Ponte Velha u. 6, casa de Antonio Joao Bruno,
falleceu o mesmo e.sua mullier Adriana Pires, am-
bos, prelos, da Costa.
Dita dita 11 9, casa de Joaquim Jos Leoncio,
morreu Maria Francisca l'errcira, parda.
Hospicio, sobrado sem numero, de Manoel Men-
des da Cunba Azevedo ; nesta casa foi atacado do
cholera um criado, que foi depois recolhido ao Hos-
pital Portuguez, o foi por mimdesinleclada ped
do da familia.
Freguezia de Santo Antonio.
Ra do Lino n. lii. casa de Joao Paulo \a\ier de
Paula, morreu I mullier branca ; desinfeclada re-
n do Dr. Souza. .. -..x,-.
la, ignoro
Ra do Foso h. 9, casa de 1,enero-a Manada
ConceicAo, morreu I mullier, parda ; desinfectada
por indagaro.
Ra de San Francisco n. SI, casa deJnsrpha Ri-
heiro Borges; morreu I preto ; desiofeclada por
aviso policial.
Ra do Calabouro n. 2. casa de l'hereza Maria de
Jesos, morreram 1 liomens, pardos ; desinfeclada
por indagacao.
Ra da Praia n. SO, casa abandonada, morreu o
morador ; desinfectada por aviso policial.
Ra do Senhor Bom Jess 11. 7, casa de Joanna
Francisca, morreu I mullier. preta ; desinfectada
por aviso particular.
Ra das Exposlas n. jo casa de Candida Fran-
cisca de Mesquila, morreu I mullier, prela ; desin-
fectada por indagaoiu.
Ra do Queiraado o. 13, I. andar, casa de Jos
Joaqnira Jorge, morreu I mulher, prela ; desinfec-
lada por aviso particular.
Observaroes.
No Diario de JO do correte, no bullelnn da di-
sinferrAo da freguezia de Sanio Anlunio, acha-se o
Sr. Francisco Jos Raposo como morlo, porm foi
engao meu, sendo o morto na casa do mesmo Sr. 1
escravo.
Ra das Trincheiras n. til, fui chamado para a
desinfectac,ao desla casa pela segunda vez, por ter
nelia morrido I escravo do morador, a qual, com-
quanlo ja a livesse desinfectado, queria de novo
proceder a desinfecto, a qual nao leve lugar por
haverem doenles.
Kua das Expostas n. lli, 1." andar, querendo de-
sinfectar esta casa a requisirAo do Sr. Dr. Souza.
o dono nAo quiz, allegando te-la ja desinfec-
tado.
Ra das l.araiigeiras u. 2'i, nao so desinieclou
por Icr lenle-,
Freguezi.) de San Jnsc.
Camboa Imperial, sem numero, casa de Isabel Ma-
ra da (1 un ciclo, morreo a mesma ; desinfectada
por indagaca.i.
Dita dita n. 111, casa de Jos Francisco, morreu
o mesmo ; desinfectada pnr iuda&acio.
Largo do Forte n. 13, casa de Josc Vcrissimo dos
Anjos, morreu Maria l'hereza de Jess ; desinfecta-
da por aviso do Sr. Dr. Souza.
Ra do Jar lim n. 50, casa de AntonioCardoso da
Confia, rrorreu Izaias Baptista Fernando IVopheta ;
desinfeclada por aviso particular.
Tratesta -de San Jos n. 33, rasa de Antonio Sa-
rn a morreu Olimpio Manuel Monten o ; desinfec-
da por aviso particular.
Observarn.
NAo desinfeclei a casa do becco da Ramella. a re-
quisicAn doSr. Dr, Souza, por causa do morador se
haver opposlo.
Kroie/ia lo lenle
Ra dos.tiuararapesn. 30, Casi de Domingos .lose
Pereira da C.osla, morreu I escravo ; desinfeclada
por aviso policial.
Dila dos dilps 11. (i.l, rasa de Joaoomrs da Costa,
morreram 11 pessoas, a mullier e o sagra do me.1110,
e I homem.
Dita idos ditos 11. ti, casa de Antonio Alve- Bar-
bota, morreu I escravo ; desinfectada 2 vezes por
aviso policial.
Hitados dilosn. l, casa de tionealves & Res,
morreu I escravo ; desinfeclada por indagarjo, va- j
lo estar esta casa abandonada.
Largo do Pilar 11. I. casa de Vieira Manoel Mon-
leiro, morreu a sogra do mesmo ; desinfeclada se-
gunda vez por sviso policial.
Kua do Pilar 11.101. casa de Manoel Josa Aires
da Costa, morreu o mesmo ; desinfectada por inda-
KlCflO.
Dila do dito 11. |->,., C'Mde Firniini Antonio la
Silva, morreo I homem ; desinfeclada por aviso po-
licial.
Dila do dilo 11. -J.7. casa da viuva de Antonio Ve
nancio, morreu umairmaa; desinfectada por aviso
policial.
Ra da Cruz n. lili, casa de Forlnnats Lardoso de
Couvea, morreu I prela ; desinfectada segunda vez
por aviso policial.
indagarlo.
Ra da Moeda, n. i, nasa de Joaquim \atoswo
Ribeiro. morreu o mc-mo ; nAo foi dmnfeeteda
por se terem opposln por ja a haverem daiiafarlada.
Dila, 11. 7, casa de Manuel Casada \>res, faR-
ceu urna escrava e urna mulher ; desinfectada par
aviso policial.
Total das ilesiulecroe do da _'l. jn ca*. sonda
na freguezia da Boa Vista III, Santo Antonia 4, a Be-
rife ti, fallando a parltnpm.ao da S. Je
honlem nAo Irahalhoa por nao ler srvenlas.
total al o dia de buje MR,
Recife J de marro de IS"*.(.'aitara /Jl:
no Furtado de Meninva, encatresooo ,1a 1
varAo e dislribuirio dos agentes
otario de ^ernambuco.
Houlein recebemos apenas noticias do Rie Far-
moso e Limoeiro, as quaes dao as coasas na aooa
estado naquellas duas comarcas.
6^ilifanj~-
lli I.I.EIIM DO CIIOLERA-MORB1 S.
Participarle' dos Aosattao.
i'.onimuiucaroes hoje recebidas. Hospital chais
rico do arsenal de marinha. exislesn H aoentes.
Hospital da roa da Aurora, II daaMas, mar-
reram 2. 1 homem e 1 mulher.
Hospital do Livramenlo. 2 doenle.
II -oa Ido Carmo, 9 doenles.
'as pessoas que fajleceram do chotera-nn*-
> t\salatda. 00
da 22 do marro de IK.se>.
lirrtt.
Numero 2>*i2Maria Amelia Buaraac. Pi
co, 2\ annos, solleira, branca. Santo Al
leo do Livramenlo n. JB.
dem 2i't>3 Francisca Maria. Pemambara, M an-
nos, solleira, parda, Boa-Vista, ras da Aseara
n. 30.
I Ifiii "dClara Maria Correa, Pernan
annos, solleira. parda. Boa-Viia, ra da |
su, n. 93.
dem M5 Paulina Maria do bspirila Saalo. Pnr-
uambaco, 10 annos, solleira. parda, Roa-Vista, U-
vadeira, Soledade, raa das Simphas a.
dem dUtitiPaula Maria da Cooreictto. Pnqimb-
co, > annos. solleira, prela, Recife. baeco da Ca-
cimba n. 8.
dem -21167Francisco Cesarin. I'art. 32 annos. ol-
teiro, pardo. Roa Vista, militar, hospital das Pi-
res,
dem _in.s Angelo Costndio. Rabia, Vt anno.. oal-
leiro. pardo. Boa-Vista, militar, liosos!al reg
inenlal.
Idera 2IHi9Catharina. I'crn imloico. TU annos. pee-
la, Santo Antonio, eoslareira, Iravessa do Entes-
tos n. 21.
dem 207(1Maria. IVrnambam. K me/es, braara.
S. Josc, Cinro Ponas a. .'iK.
dem 2071Maria da Enramarlo. I'ernambetro. Vt
auno, solleira. parda. Sanio Antonio, rosto
ra de Dorias 11. 70.
dem 2072l.ourenra Pereira da Silva. Pe
co. 18 annos, viavt. branca. Santa Antaara, ee~
tureira. becro do Rosario n. 7.
dem 2i)7.1Marrellina, Pernamboco. rjinnn, sel
teira, parda, S. Jos, ma do Alerrim n.
dem 2071Flix Josc da Rocha. Pemambara. 2-
annos. casado, braoro. S. Jos,', ras A acost a.-
lden) 207.1Josc Maria Abrs, llespanaa. W asme.
- lleiro, bronco, Boa-Vista, caiseira, morador ao
Manguinho, a expensas de JoAo Anlottsa Cirata-
teini.
dem 2H7iManoel Francisco de IMveira. I'rmsm
buco, M annos, miivo, preto, S. Josc. pescador,
ra Imperial n. 79.
dem 2077JoAo Faustino Justa, Rio .raadcda
Norte, US anuos, viavo. branco. Recife. bosotUl
provisorio do arsenal de marinha.
Iden> 2078Manoel, 11 annos. pardo. Recife,
do Noi.oili 1 n.
dem 21179l.uiz Moller. Catholiro. 21 anno,
leiro, branco, Recife, frrreira, ras das Ir
pes, lenda de ferreirn de dmliana llargar.
dem 2080lanza Benedicta, IVrnamharn. Mtaa-
nos, soitein, prela, Santo Antonio, casta
becco do Rosario it. .",.
dem 2081 Miguel Coelhn de Mello. I-eran
19 annos. olteiro, branco. Baa-Vrata. aa Mu do
Retiro, I, Uceen no Chora Menino,
dem 2W2Bebiana dos l'rareres. I'emamhara, .'
annos. solleira. prela. Santo Antonio, costaren,
hospital do I is ramelo.
dem -20S3Frliria. frica. .15 aaajan, preta, P.ia-
Vista, cotlesio das orpbAas, onde eslava ser.in-
do.
dem 2ie*IMaria. Pernamboco, i mere, r^rda.
Boa-Vi dem 208",Se veri na Maria, Prrnambaco. a att-
nos. solleira. prela, Itoa-Vi-tt. ma do Ar.igo
n. 2S.
dem Ji'-intendida Mana daConceirao. reraam-
huco, .Vi aun .s, solleira, parda, Boa-X i.|, lava-
deira, hospital da Aurora.
dem 2l>7Augusto, Pernaniburo. .' dias. brinco.
Ro-Vista, Caponga nova, rasa de Antonio J.,cin-
llio t'.ezar.
dem JPHVnnaCosma de Araujo l'emaabaco.
7:1 annos. viava, parda. S. Jase, ma da Calcada
r. 2.
Ideas 2118*Jnao Rs-lis;.; Terein Jtf, Peroro
anea, ."2 nm.w. viava, paido-^r4irVe Cjllcrea no
hospital de S. Jase, asaati Candar m ra de Na-
gueira.
dem 2090Brasida Francisca Cavalranti. rasada.
Afanan mulher que M dorapito I irmino rheo-
t oi'o do ('.amara Sinliogo.
gucllas slbc-se, que desde o principio da epidemia ^'s, nao com lana forra romoem principio : porem
ale a prsenle dala o cholencos, iuc morreram en
rliugaraui nos bospilaes para mais ,le 11 mil gal rafas
de viuho dn porlo! Salvo o engao.
anula se nao sabe qual ser o paradeiro. ti cerlo he
qne mullos engenhos ja nAo podem mais rodar por
falla de braco, livres ou esclavos. O que sera de
nossa agricultura 1 E quem remediara o mal'.' O
Becco da Cacimba n..',, casa de Antonio Ribeiro
da Silva, morreu 1 enanca ; desinfectad! por inda-
gario.
Becco da dita 11. i, casa de Joao lenlo .lose de
Medeiros, morreu o misma deoinfectldi por inda-
garan.
Becco do Azeilc de Peivo 11. 17, casa de Manoel
Jos Cahral, morreram 2 escravas: desinfectada por
aviso policial.
Madre de
dem 2091 Amia Reginalda Mandria Cantawsth.
1'ernauih ico. 2i annos. solleira. branra, r>snlo
Auloiiio, proessora, palco do hospital do Porat-
zo 11. 17.
dem 2092Carolina Maria da Conrcirn. IVraotn-
buco, 10 annos. solleira, branca, S jo-x-. Iravesa
do Lima 11. II.
dem 20911.loanna Mana da l.onceirAc 20 aanos.
soliera, parda, S.Tlo-e, morava n raa 1
sumnro e fallercu 110 hospital deS. iasr.
da *a-
li 1 1 da Madre de Dos n. l. rasa de I rbana
tinnealve.s Lima, morreu a mesma, I sebriulio e I ',Jcnl 2091Man.K-l Paulo. Prrnamhare. 2
escravo ; desinfeclada a requisieio do Illm. Sr. Dr. pardj, S. Jos, largo das Canco Pona.
Jos Joaquim de Souza. 1*8.
ObsTvac.o 1 dem 20;ijIrandsco i,omcs|la>t:hai:a. Pernani-
1 1 >'''' .. I"""- l0 annS''Uvo, parJb, Boa-Vista, pedrei-
A casa da Madre-de-Dos, so pode boje 20. ser ro, Capunga Velba.
desinfectada, por occasiAo da inerte da moradora, 1
porque eu o primeiro dia da minha ida por partid-' /mro,.
Recebara, porlanlo, os volos de nosso reconheci- ; parAo.de havarcm morrido cholenco, essa tenhira Numero 7."iiJoao. Pernambuco. M innn.
menlo e sincera estime.
Dan-me agora a noticia de haver fallecido o pro-
prielario do eiigenhn Jussra, da serra d'Agua-A znl
Jos Correia de Olivcira Jnior, subdelegado do ler-
ceiro dislriclo, e coronel chefe do estado-raaior da
guarda nacional.
NAo asseguro a veracidade dessa uolicia. porque
nao veio por fnulc diicrla.
A mor I alid.ide de hoje aiuda loi de '>.
'Jdem.'
boje fallecida; se roe liana de algum modo opposlo, prelo. S. Antonio, cariiieeirn, largo da Matriz na-
por ter oulro doenle era casa, e por allegar que en- mero S.
sinava meninas, que e-tavam na sala. Nessa ocea-' dem 7.V>Razilia. Pernamburn, ili annos. sotieira,
siao o Sr. Dr. Souza eslava prsenle, porque me prela, S. Jos, Praia de > Riltn. 9.
acompanhou, e nao pide deixar de reparar -eme-1 dem 1 Vi\*u. pernambuco, 10 annos. sallesra,
Ihanlc proceder, fazendo ver a essa moradora, que I preto. S. Jo. ma do Nosooira 17.
vida das suas discipulas corria narajjo. NAo se em- dem 7">7 Ihereza, frica, luannos, solleira. pea
hararou ella rom este prudente cousellio, para de- la, S. Antonio, ma do Raasel n. 19.
pois de dias vir morrer. dem 7et-l.uiza, Pernambuco, tl annos. solletra.
Desinfecjoes: Total do dia 20 i I casas; sen-1 parda, Boa-Vista, sitio do Cajeeiro.
VSUT" ADO
ILEGIVEL



PIMO fe PIKMIBUCO SEXTO MU 28 DE RMAQO DE IIS6
dem 759Antonio. frica, 25 annos, prelo, He.-it'e,
pr.ir.i do Corpo Sanio n. 6.
dem 760Ignacia, Kio de Janeiro, 2a annos, sol-
teira, parda, Boa-Vista, ra da Soledade, nume-
ro 52.
dem 761Mara. I'ernamlmcn, || annos, solteira
parda. Ba Visto. Capunga Vellia.
dem 762Ludgero, Pernambuco, 1 annos, pardo,
Bi>.i-\ isla. Corredor do Hispo.
dem 76:1Bonifacio, Pernambuco, 31 annos, casa-
do, prelo, Sauto Antonio, ganhador, ra Nora
n. 17.
dem da mortalidade da? pessoas que fallecern) da
cholera-morbos, das 6 hora* da tarde do dia22 as
6 horas da Urde do da 2.1 de marco de 1856.
i Imtcs.
Numero 2096Mara do IV do Sacramento. Per-
nambuco, 15 annos, solteira, parda, S. lote, roa
de S. Jos n. 1:1.
dem-207(uilliermina Mara dos Prazeres, IS
aunos, solteira, preta, S. Jos, ra dos Pescadores
o. 18.
dem 9088 Ignacia Mara da CouceicAo, solteira,
tengommadeira, ra do Pharol n.
dem 2099ttuilherme Quintino de JAvellar, Por-
tugal, 25 aunos, solteiro. hrauco. martimo, Boa-
Visia, hospital portugus.
dem 2100Aom. Pernambuco, 11 metes, branca.
Boa-Vista, ra do AragAo n. 13.
dem 2101Amia Francisca de S. Jos, Pernambu-
co, 50annos, solteira, branca, Boa-Vista, ra da
Caia d'Agua n. 50.
dem 2102Manoel Frade, Pernambuco, 50 annos.
solleiro, prelo, S. Antonio, hospital do l.ivra-
menlo.
dem 2103Rosa Francisca de Almeida, 75 annos,
viuvi, branca, Boa-Vista, ra da tloria n. 21.
dem 2101Carlota Carneiro da Silva. Pernambu-
co, 31 annos, viuva, parda, S. Jos, ra Angada
n. 47.
dem2105Justina Maria da Concedi, Pernam-
buco, 17 annos, casada, preta, S. Jos, ra Au-
gusta.
dem 2106Joaqun) Manoel Franco, Pernambuco,
95 annos, casado, pardo, curpina, S. Antonio, rua
das Crozes u. 18.
dem 2107Candida Mara de Conceico, II annos,
solteira, Recife, rua lo Pilar n. 30."
dem 2108Maria das llores, Peruamboco, 60 an-
nos, viuva. parda, S. Jos, rua da Calcada n. 51.
dem 2109Anua Mara, Pernambuco," 50 annos,
solteira, preta, coslureira, Boa-Vista, rua Velba
n. 92.
dem 2110Candida Cesar de Menezes, Pernam-
buco, 8 metes, branca, S. Jos, rua de S. Jos
n. 40,
dem 2111Antonia Mara Ferraba, Porobal, 35
annos, solteira, Recife, hospital provisorio do ar-
senal de marinha.
dem 2112Mirgarida Coellio do Espirito Santo,
Pernambuco, 52 anuos, solteira, parda, Boa-Vis-
ta, praca da Moa-Vista n. 7.
dem 2113Clemeolina Maria .Nepomucena, Per-
nambuco, i anuos, parda, Boa-Vista, rua de S.
l uincalo n. -Jl,
dem 2114Antonio da Costa Torres, Pernambuco,
20 annos, solteiro, branco, S. Anlouio, Caraboa du
Carmo o. 25.
dem 2115Manoel Ignacio da Conceico, Pernam-
buco, 42 annos, solleiro, pardo, marcineiro, S.
Jos, rua do Jardim n. 25.
dem 2116Benedicto Antonio da Silva, Macei.
20 annos, solleiro, preto, pedreiru, S. Antonio,
pateo do Carmo n. 5.
dem 2117Vicencia Maria das Dores, Parahiba,
40 annos, viuva, parda, S. Jos, bravea de S.
Jos n.37.
dem 2118Manoel d'AssampcAo. Pernambuco, 25
annos, solteiro. branco, cabo de polica, S. An-
tonio, tu da Concordia.
dem 2119Severina Marta do Patrocinio, Per-
. namboco, 49 annos, casada, branca, coslureira, S.
Jos, rua do Jardim n.7.
/.'raros.
Numero 7l Joanna, frica, 60 annos, solteira,
preta, "eMtuheira.S. Antonio, Camboa do Carmo
n. 25.
dem 765Francisca. Pernambuco, 26 annos, viu-
va, preta, S. Antonio, rua da Santo Amaro n. 6.
dem 766(jlorina, frica, 70 annos, solteira, pre-
ta, Boa-Vista, ruada Hospicio n. 15.
dem 767Kosa, frica, 40 anuos, solteira, prcla,
Boa-Vista, Capunga Velha.
dem 768Benedicta. frica, 66 annos, solteira,
preta, S. Antonio, rua larga do Bosario n. 18.
dem 769Joaquim, frica, 4-5 annos, solleiro, pre
to, S Jos, rua Augusta.
dem uO-*Maria, Pernambuco, 5 dias, preta, S.
Antonio, rua Bella n. 28.
Resumo da mortalidade.
Mortalidade do dia 27 at s 6 horas da larde5.
Ilomens 8mulheres 12 prvulos 5.
Total da mortalidade al boje 27 2,998.
Homena 1313 mulheres 11(18 prvulos 27
Kecife 27 de marco de 1856.
Acommissao dehygiene publica interina,
Drs. i Pereira, presidente.
firmo Xacier. secretario.
/. Poggi, adjoncls.
ELOCUENCIA SACHADA.
do joven duque d'Eughien. Esse cnthusiasmo aus-
tenlado no espaco de vinte aunos.por.....coniinercm
habitual com o priuc.pe que o creara, sobrevivera
ao progresso dos annos, e conservara lodo o na vi-
gor primitivo. A morle recente do grande Conde
desperlou todas as rccordaces de seus primeiros
dias ; e todas as oxea repelan os canucos das vic-
torias e dos triumpbos assignaladosque haviao ro-
berlo sua brilhanle carreira. O inovimenlo rpido
das patarras de Bossuel. o lampejo dasimagens. o
fogo que bnlha atreves da poein e da fumara que
anuveao o campo de batalha, a ordem ao meio da
desordem, a seremdade presidindo a tempeslade.
ludo isso se torna a pialara viva c animada d'acti-
vidadc, da irapeliiosidade, do genio guerreiro do
grande Conde... v-se que Bossuet depois do pro-
palo Conde, era o muco que aprender a fallar de
suas campanhas e de suas victorias.
Nao he licito pensar que elle ruminou longo lem-
po o plano que devia adoptar; vio logo que o
elogio de un principe que se moslroa vencedor des-
de que appareccu no mundo, devia cometer pela
historia de suas victoria. ; c desde esse momento
ale na morle, a vida de Conde so divide fin dnn
pocas 1,1o dislinctas. que he impossivel confund-
las : na primeira ha urna aglacA.i perpetua ; na se-
gunda um pcrfeilo repouso ;a principio o Irinmpho
da gloria ; depois o reinado das virtudes pacifica..
Quando se percorre essas duas pocas, a relenlo
que surge de primeiro, e se me nao ensao, a iin-
pressAo que resla he a seguintc : a simplicidade ( e
por essa palavra entendo o amor do rcliro, c do
campo, o goslo d'ami/.ade, as afleices da familia e
o abandono do corarlo a simplicidade, quadra
mui bem a um grande homem! Parece puis que
esla he a moral mais nalur.il que resulla do com-
plexo da vida, e por conseguinte aquella que deve
romprehender todas as parles do elogio, e tornar-se
o fundamento de loda a orejan fnebre. Mas, a
primeira vista d'olhos, nm panegirista chrislAo deve
acli,ir-sc muito embarazado quando nAo lem sobre
que discorrer, se nao nina moral pagan; j he Uto
um titulo bastante de reprovac,Ao. Depois, se len-
la-se iiali.ilh.ir segundo este plano, percebe-se logo
que uAo ha lugar de desinvolver o quando das vic-
torias de Conde, por que uno he necessario seguir
o hroe em ludas as suas facanh.is, para que se sin-
t.i prazer de conlempla-lo em seu reliro. He til
que ellas sejam conbecidas, he verdade; mas O de-
signio de produzir maior efTeito por um contraste
mais notavcl, nao he um motivo assas grave, assas
plausivel; emlim, nao ollerece urna razAo siiflict-
enle para lecer a historia do hroe. Convcm pois
buscar em nutra parle o fundamento do elogio, e
busca-lo, como enige o genero, no dominio das ideas
religiosas.
E qual deveria ser o pensamenlo inspirado pela
morte de Conde a urna alma rhrislaii, que v lodo
com os ollios da fe? A gloria do mundo passa como
a sombra de todas as (acaches que pulullam as pa-
ginas da historia, nada mais resla ao principe que
appareceo dianle de Dos, se nao o solido mrito
de haver proferido as virtudes evanglicas, c de ter
acabado no sculo do Scnhor; por que emlim a pie-
dade constitue o lodo do homem. Nio no* Iluda-1
moa : por pouco deslcmbrante que seja es-a moral,
he ella verdaderamente de sarama importancia,!
pelas graves miditaooes que suscita sobre o nuda da
Heos suarda a Vmr, Palacio do governo em Ma-
cei 6 de marco de 1856.Antonio l'oellio di' S e
ttlnit/uerquc.Sr. Joaquim Bernardo de Men-
d onca.
Commercio.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 d. por la,
te Pars, 318 rs. por r,
Lisboa, 92por ItKI.
Ido de Janeiro, ao par.
Acres do Banco, 3.5 ll|(l de premio.
A cees da companhia de Beheiibe.
Acces da companhia Pernambaeana
ii I lilulade Publica, : porcenlode premio,
a ii liidemiiisadora.sem vendas.
Disconlo de lellras, de 12 a 15 por 0|.()
HBTAES.
Ouro.Oncas hespanholas. 2891
llodas de 651011 velhas ....
11 11 lia 100 novas ....
11 IjOOO.......
Prata.Palaces brasileiros.....'.
Pesos coliimnarios......
1 mexicanos.......
ai.famiei;a.
Bendimento dodia I a 26. .
I le.[i 11. dia 27. .
I I2:36l>}767
16:642a702
nos peridicos onde os boiiver, e afiliados nos luga-
res mais pblicos. Tbesouro nacional em 22 de Ja-
neiro de 18,56. Marque: de Paran.--Conformo,
JosSevenuo da Bocha. Arl. II da Ici n. 810 de
15 de setembro de 1855, a que se reere a circular
supra.
a A compra e venda dos bens de raz, cujo valor
exceder de 2003, ser feita por escriptura pblica,
sob pena de oullidade
Est conformeFmilin Xaeter Sobretra de Mello.
Pelo presente sao convidado os donos'ou con-
signatarios das mercaduras abano designadas, e ex-
istentes no anr.azem iiiiinaro'.l aleni do prazo mar-
cado pelo regolamento de 22 de janho de 1836, a
virem despacha-las no prazo de 3 dias, lindo o qual
serio arrematadas em basta publica de conformidade
com o referido regolamento.
Marca estrella 2 caixas com peine viudas pela
barca por logaeta "ralid.io entrada em 17 de iu-
nho do 1851. a ordem.
Marra K 19 garramo! comervilhas, viudas pelo
brigue liamburgue/... Ilenrich & liuslavo entrado
em 2,1 du jiilbo de I&'m, a Babe Scluuellau & C0111-
p.iuhia.
Marca C. M. O3 ciiihrulhos com 12 latas com
2b(MM) i peixe, viudas pela barca ingle/a u Serapbiiia, era
13860 I 29 de Janeiro de 1855, ao capilao Orr.
Alfamlega de Pernambuco 27 de marco de 1856.
1) inspector
liento Jos t'ernandes Barros.
549000
ao par
28*500
IfijSKMI
16NMH)
29OOO
Para o nio di1
Janeiro
Aluga-se o sitio que loi do fallerido Domingos I
Jos. Bamos. na Magdalena : os prelcndentes, diri-
jain-se ao mesmo sitio 011 ao Arsen>f de Marinha,
a fallar com Miguel Paulo do Souza Bangel.
Precisa-se de K ameacadnres e quatro fornei-
ros, paga-so aos amassadores 60jitKIOrs.. c aoa for-
neiros 809000 : a tratar no largo das Cinco Ponas.
lallC fOiti lirevtdaclc por ter a maior par- :. ,~ Sr- Dr. S. It. mande remir as suas lellras,
te da carga prompta, o |,Cm conhecido ^^^^..'^^}^!!^V'^_^mttmVm-
brigue nacional FillMA : pua o resto
da mcsiiia, passageirot e escravoi a frete,
para tpic lem excellentet commodos, ira-
La-secom os coAignatat iosNovaes&C, na
ruado Trapiche n. 3V, primeiro andar,
011 com ocapitao na prara.
PORTO.
159:0099469
vida, .obre a fulilidde da gloria, e pela mxsteriosa I,lila fe"'1?"1^. "> lardos
prespeclva que desdobra alem da nuite do'lumulo. Iu" ^a*'' '"
Sob esla relacAo, ludo he grande ; ludo he bello e
sublime para aquello que chora sobre cinzas frias e
grandezas que se esvaeceram. Quantn lhe nao he
consolador o ler que repensar suas vistas sobre un
futuro indefenido, e ah encontrar na fruiccao de
urna felicidade ioaltaravel o objecto querido de
uas lagrimas e de 1011 anTeijoM Oque deve em-
lim, lixar as incertezas do panegirista be o adiar
Detcarregam no dia 28 de marco.
Brigue bamburgiiezBtnhamercaduras.
Barca fraucezaCont lt>*qcridem.
Barca iugleza Brigue hespanholCnrcmome.'ropipas e barricas
vasias.
Barca hrasileiraIptjucapipas vasias c alpisla.
IMPORTACAO
Brigue inglez Camilla, viudo de Liverpool, con-
signado .1 Joliiisluu Paler \ Companhia, maniftslou
0 seguinte :
10caixase ti fardos fazeodas de ilgodSo ; a lio--
trou Bookcr ^\ i],
S c.iixas dilas de dito ; a liibson.
1 ditas ditas de dito ; 1 \. C. de Abren.
1 dita c 3 fardos ditas de dito ; a Bruna ^ Com-
panhia.
2 caixas c 2 fardos ditas de dilo ; a I., Curio &
Companhia.
8 caixas e 26 fardos ditas de dilo. I caixa dilas de
laa e algodao, 2 ditas dilasde lilil e aluodao, 12 di-
tas novellos de algodao ; a Barroca & Castro.
I caixa Maro de lustre, :i ditas dito preparado ; a
,1. B. daeiilva.
I barrica drogas, ditas perteuces para Indica : a
B. F. de Souza.
li ditas ferragens; a J. Ilalliday.
ditas perlences para botica ; a A. Piulo.
1 dita ferragens ; a Brender a Brindis.
2 dilas ditas ; a E. II. Wyall.
I dila sanchos dohradicas, I caixa doce. UMIcha-
pas para fogio, 2 barricas lampos para as momas, I
&cclarac3ei?.
lazendasde algodao ; a Pa-
Pela subdelegara de Sauto Antonio se faz pu-
blico, que lora eucoutrada na ponte da Boa-Villa
11111,1 enanca branca, de tenra idade, sem que laiba
dizer a familia a qu perleuce ; sua familia poli
Comparece nesta subdelegara para lhe ser entregue,
011 rin casa do Sr. inspeclor Torres tialindo. ruadas
I'lores 11, 1.5, que lendo-o encontrado perdido, paler-
11,denle o acolheu uo seio de sua familia. Subde-
legacia de Sanio Antonio 21 de marco de 1856.__o
subdelegado, J. C. pouradu.
leudo o '.I.- Ii.ii.iMi.'iu de infanlaria de contra-
tar os geueros alimenticios proprios para as dietas
das pracas em curativo 110 hospital da Soledade du-
rante o trimestre a dacorrer do I." de abril ao lim de
jiinlio do auno vigente, o couselhu econmico do
inesmo balaihio convida aos jotbores negocianles
para que 110 da 28 do raez audaoie comparecam na
respectiva secretaria pelas 10 horas da manla, mu-
nidos de suas proposlas ; adverliudo->c, porm, que
aquelle senlior negociante qne coulratar u lomen-
ment, apreeentara ao consellio um fiador idneo, se-
gundo o disposto na ordem do dia do quarlcl gene-
ral de ISdc duzembro de 1852 sob 11. 14. Os gneros
preciso so os seguiules : aletria, issucar retinado,
nolaehinhi de aramia, oda iugleza, bitcoito doce,
bolacha grande, carne verde, cha da ludia, caf mui-
do, velas de carnauba, ditas de cera, inanleiga iugle-
za, dila franceza, doce de goiaba, feriaba de man-
dioca, dita do remo. feijAo,marnieIada, arroz, roscas,
loucinhode Lisboa, viulio do Porlo, azcito doce, vi-
nagre de Lisboa, sal, leulia, papel paulado, dilo al-
niaco, dilo de peso, franges, Icite, Unta preta, ovos
e paes, e cujos generes devcrAo ser dos de inelbor
qualidade do mercado. (Juarlel na Soledade > de
narco de 1856. Joaquim Cardos dos Saulos, al-
1 dilo cobertores de lAa, 2 caixas fazendas de algo- feres.
dAo e lAa ; a J. keller ca C. Teudo o '.>. balalhao de infautaria de contrata
5 barril manleiga, 1 ditos qneyos, lo ditos c 7 oi gneros aliincnticios para foruecimenlo das praca
Seguiru para acidado do Porlo tan breve quan-
tn seja possivel a veleira barca portugue/.a Duarte
II forrada e encavilhada de cobre ; lem alguma
carga prompta e recebe a que apparecer a frele : Ira-
la->e cun Bailar o\ (Hiveira, 110 seu etcriplorio da
rua da Cadeia do Becile n. 12.
Para o Rio de
Janeiro
segu na presente semana a veleira Cbeu-
na LINDA : para o resto da caiga, pasta*
feiros e eseravos a frete, Irata-se na rua
do Vigario n. 5, mi com o capilao na
tirara do Commercio.
Para o (^
J.
atieiro
sabe iinprelerivclmcnle ale o lim da correule semana
o velciro e bem conhecido patacho brasileiro Alhe-
na* ; para o resto de seu carregamento e escravos.
trala-se com o sen consignatario Antonio Luiz de
Oliveira Azevcdo, ruada Cruz 11. I, ou com o capi-
lao a bordo.
: ara a Balita
sabe nnprctcrivelinenle ale o lim da correnle semana
o veleiro e bem conhecido palhabole brasileiro Don*
Amigos, o qual ja lem dous tercos de seu carrega-
mento piomplo : trata-sc com o seu consignatario
Antonio Luix de Oliveira Azevedo, rua da Cruz 11.
I, un com o capilAo a bordo.
ACABACI .
Sei;uc uestes dias.o hiato Corrcio do \o>te, me>-
tre e pralico Joao Aniones da Silveira : para o resto
da carga e pmagelros, trala-se com Cjclano Cvna-
co da C. M., ao lado do Corpo Sanio 11. 25.
PARA'.
Segu com milita brevidade o palhabole SolirmUn-
te, capilao O praCO Francisco Jos da Silva Bats;
anda recebe niiudezas e pasaageiros: a tratar com
Caelano Cvriaco da C. M..
u. 25.
caixas encommendas niiudas ; a S. C. Kolierls
II fardos fazendas de algodao ; a J. Crablrec c\
Companhia.
10 canas dillerenles cuusas, 25 cestos batatas, 1
barril vinbo ; a (i. >'csbet.
elle esta base sobre que possa' palentear todas as ri- I ''fardos fazendas de linho, dilos e 17 caixas di-
quezas do eloaio. yual he de feito, o m?io mais las ^a algodAo, 1 dila ditas de stda c algod.lo ; a Fox
natural de elevar a piedade cima das qualid.ides i Itroltiers.
que conslituem o hroe'.' Plie sera cstabelecer nlre '"'. ^',as n',as ''
ellas a compararlo, apresentando, de um lado, o I panlia.

llecapitulario de diversos juizo* analyticot sobre
a oraran fnebre de fossuet, pregada as exe-
quias do principe de Conde.
a Vamos ouvir, pela ultima vez, a voz do grande
bispode Meaux gemer sobre a cpula dos tmulos.
lie por urna obra immortal que elle pe lermo sua
carreira oratoria. Depois do grande Conde, ninguem
mais podena aspirar honra de ser decantado por
lAo eminente orador.
Nao foram, porm, nem o respeilo, ncm o reco-
nhecimento, nem as deferencias para cmn a gerar-
chia e a desgrana, que conduiiram Bossuet ante o
mausoleo do grandeCuudc; mas sim um senlimen-
to mais poderoso e mullo mais elevado. O grande
Conde havaiido sempre u hero e querido de seu cora-
c,io e de soa imagioacAo.
Esse principe, anda bem moco, comprehendera
por urna inluicao prophetica o joven Bossuet. Esses
dous vultos eram lAo conformes na elevacu do ge-
nio, na altivez de carcter, e nessa especie de do-
minac.io que exerciam sobre a opinia publica, que
i distancia dasgerarchias e das condiees desappare-
cia para se nao perceber nelles, se n.io os dous ho-
ineiis mais extraordinarios que se encontraran) no
bello seculo em que viveram. (I reconheciinento
havia a principio ligado Bossuet ao grande Conde.que
je havia sempre declarado seu protector; ma9 a ami-
zade os unir por vnculos anda mais tacantes; e
vio-se cstabelecer entre cites urna intimidade tal de
que nAo ha exeraplu entre os principes e simples par-
ticulares. A vida inleirade Bossuel foi urna longa sua
eterna dedicacao aos interesses desse priucipe e de
casa ; e esse interesse sobreviveu aquelle que o ha-
via motivado... A triste honra de pionunciar a sua
nraco fnebre devia, pois, pertencer a Bossuet, por
ttulos anda mais charos e mais sagrados, que os da
superioridade do genio c do talento.
Esta oracao fnebre excita anda, depois de um
seculo, a admirac.lo de quantos a leen, lie a pri-
meira licAo de eloquencia franceza, porque se des-
afa e as disposicOes naluraes das geraeoes na.cen-
' les. Ella grava-se na memoria de lodos os jovens,
cujos ouvidos se faz sensivel a >ua harmona ; faz
pulsar esses temos coracoes de una emoc.io (Ao viva,
como nanea senliram; faz emlim correr as primei-
ras lagrimas que o poder do genio abe arrancar s
almas sensiveis. Qualquer que seja a idade em que
se viva ; qualquer que seja a gloria que se baja ad-
quirido na carreira das armas, das lellras, da magis-
tratura, do foro c da eluquencia sagrada, recorda-
se com doce complacencia o enlbusiasmo que se sen-
tio nos verdes annos, ao ler-se pela primeira veza
oracAo fnebre do grande Conde.
Tudo o que a religiAo eucerra de mais augusto e
sagrado, a historia de mais assambroso, a eluquencia
de mais nobre, sublime, a poesa de mais sensi-
vel e locante, encontra-.se reunido ne composicAo, q ae seja licito dizedo, be obia anda
mais do coracAo de Bossuel, do que do seu genio.
Mas o que se nAo deveria esperar do novo Tertu-
liano, vindo depois das mais brilbanles conquistas
oratorias no genero que havia creado para si, e 110
qual foi iumilavel. depositar lodos os seus louros,
todas as suas grinaldas sobre o tomillo do hroe, de
quem elle nao havia sido menos admiradorque amigo,
lhe consagrar os accentos fugitivos de sua voz, e os
ltimos esforcos de seu genio'.' Havia precedente-
mente erigido mageslosos monumentos sobre as cin-
zas de muilai personagens celehres; mas nao havia
a inda deparado ae au na flba de llenrique IV mu
carcter heroico e acosM memoraveis, e, al esse da
tmlia sido sempre forjado a fecundar com soa ima-
ginario as eulraiias do objecto, para delle tirar os
malenaes necessariosa solidez do edificio, e capazes
le se prestaren) vastas diraencOes. Muas vezes
tierna distancia em que vivera dos persunagens
eojas acijcies liuha de celebrar, on o pouco iileressc
que lhe havnMP inspirado. nAo deixavam oulro ad-
miniculo ao sen lairtTfr'.que a (irme rontade de mar-
car caa um da seos paltws de um feito nolavel, c
de corresponder diguamente^i expeclacaj que a sua
eluquencia havia creado ein torno de si. Mas boje
he a Europa at'.eula e a Franca em luto que esperan!
ver que cora vai elle depr na urna funeraria de
Conde, depois de haver enlreterido oulras lAo liri-
Ihanles para honrar cinzas menos illuslrcs.
He Bossuet annunciando o lermo de seus magn-
ficos discursos, e fechando por um Iriuinpho estron-
deso urna carreira .iberia com lano bnlho e percor-
rida com lana gloria ; lie o genio inesmo da oricSo
fnebre,alentado pelas ternuras d'amisade.que vem
desenvolver, oslenlar todo o seu poder para cantar
o hymno de gloria sobre a sepultura a que vai des-
ear e abysmar-se para sempre; be emlim o objecto
de seu supremo esforco.a phisiunn.oia respeitavel de
Conde, o hroe de seu seculo,c a admiracAo do uni-
verso ; seu grande -aracler, sua alma elevada, seus
rpidos e vastos pe lamentos, us hrilliantes Iraba-
llios.e suasinuumeraveisviclori'as; e depois sua sim-
plicidade de grande homem. seu nobre repouso em
Cbanlylly, sua veneravel piedade, e as particulari-
dades intereceduras de sua morle verdaderamente
chrisiaa. Qoe objeclos, qae comnromissos, e que
vastos motivos de expeclacAo! Mas, para contar o
nevo Achules, exisslia um novo Homero.
Bossuet, diz um de seus brilbanles historiadores,
j curvado sob o peso de seus Irabalhos e fadigas,
parece respirar urr, ardor guerreiro*; nada he com-
piravel ao calor e vivacidade que anmAo seos dis-
cursos. Ve-se que elle anula trasborda nesse en-
thuiiaamoaoe em soa mocidade parlilliara cun luda
a l'ranr, transportada de admiracAo pelas victorias
retrato do heme mais completo, a de oulro, o do
christAo simples e fiel'.' Esle mclhn.lu n.lo pode ser
su*peilo; 111,1. sera possivel segoi-lo, sem compro-
mellcr ao mesmo lempo Iriumplio da verdad; que
se quer eslabcllecer, e o racceno do elogio construi-
do segundo esle plano '.' (Jual 0 modo de estabcLccer,
em vantagem da piedade, na pessoa do principe,
um parallelo entre o hroe e o christAo'.' Nao sera
evidente que os raius deslumbrantes da gloriado
Iriuinphador fari.io empalidicet sobre sua fronle a
aureola de santidade, cun que o panegirista se es- >- 1'- *
forcasse iuulilineiile depois para CorOa-lo* Spm du- '* fardos e 113 caixas fazendas de algodao. :1 lar-
vida : mas longe de Bossuel urna senda lo irregu- ', 'lo, I"';is 'I" '> '" nlgodSo, III ditos dilas de linlio, !l
lar ; elle comer, nAo digo por allenuar, mas por Iwieai cutilaria, 22 ditas enxadas, i7 ditas ferra-
destruir radicalmente, a gloria humana, antes de I -'""- 5 ditas grax*. I caixa tinta, i ditas perlenees
razer brilbar o dom da piedade. Esla marcha nAo l)ara cllciro, SO feixcs pas de ferro, 10barricas do-
be contradictoria se nao aos ollios da irrellexao, ''radicas, I cesto conserva, lllll barris manleiga, 15
como mu bem diz La llarpe ; por que.quanlu mais '"nbulas carvu ; a Juliuslnii Paler |\ Compa-
se eleva a sloria, lano mais terrivel he a sua que- i "llia:
da ; e quaulo mais derloravel ella for. tanto mio- Brieue inclez Jane Charek, vindo de Liverpool,
res serao as ra.zes de eslimar aquelle que soube consignado a Me. Calmonl & C, mauifesloa o se-
(riiimphar na lucia das paixos, c que nAo soube Re'nte :
50 toneladas carvan de pedra, 30ditas, 15 quiu-
laetttl titira ferro, '166 barris plvora, i ditos lio
de algodAo, 50 pecas do rabo, 50 saceos pimenla, 21
barris oleo de linliaca, 2 cestos, 11 barricas e 130 ai-
sollicieulE^ jiam_e.x"or as faembas doliero- de looca, 61 lardos fazendas de algodao ; aos con-
1 eWaaaaBaaaaaaaaaaaaBaa*"
ii,/.- ...., ... r!^^Rr^ II cix.k linlia .le aliyidao : a J. Ilallidav.
Este plano satisfaz ludo, e satisfaz tan completa-! dila fazendas de laa. S fardos ditas de aigo-
menle, que tem-se lugar de crer qualquer que seja *i 1-" Uixas de ferro ; a Fox Brothers & Compa-
o seu objecto, que elle foi inventado no nico intu- "bia.
to de o fazer prevalecer. i 29 caixas e ,,| fardos fa/.endasde alodao ; a Pa-
t) que tar o orador que bumilba as grandezas e a '0I1 Nash vV (;. .
gloria diante da piedade'.' Far ppaiecer o heriie 52 ditas e 11 fardos ditas de algodgo, 5 ditos dilas
arranchadas duraule o trimestre a decorrer do I.' de
abril ao lim de junlio do anuo vigeule, o conselho
econmico do mesmo balalliAu convida aos senhores
negociantes para que no da 28 do mez audante com-
liarecaui na secretaria respectiva pelas 10 lloras da
mauaa, munidos de suas proposlas ; adverlindo-se,
porm, que aquelle senbor negociante que contratar
o furnecimenlo, aprcseulara ao conselho um fiador
i' algodao : a J. Bvdcr & Com- idneo, segundo o disposto na ordem do dia do quars
tel general de IN de dezerobro de 1852 sob n. O-
ditas de dilo -. a llosas Brasa \ Confpa-
dila
obia.
ditas c 2i fardas dilas de dito, 6 ditos ditas de
laa. t dito dilas de hubo. 2 caixas perteuces para es-
eriptorio ; a Adamson llowie $ ('..
1 dita miodeat, 100 barricas smla. S dilas e 1:1 gi-
gos louca ; a o'rdem.
30 caixas lio de algodao, 5 barricas dtuerentcs
cousas. 1 dita dr.cas, 106 feixc-, 25o barras e S cha-
pas, com 176 quintaes c 3 amibas de ferro; a
viver se nao
para o eco. Eis aqu o que explica
ro as accoes mais obscuras, urna vez que leunAo
s por objecto, podem sustentar a compararlo
dos mais altos felos. Assim. de um lado, razAo
como o mais completo, e o mais celebre do seu
culo ; despedacara os seus implico-, rooslraudo-us
dispersos sobre as ondas dos tempes, carcomidos pe-
la ferruacmdas idades, e, do meio dessas ruinas, fa-
ro surgir o mesmo heriie, indo receber da mAo de
Dos, pelas aeces mais obscuras de sua vida, a co-
nia de justica reservada aos que o amam. Tal fui o
plano de Bossuel. ,
Elle se esforca por celebrar o minie glorioso de
Conde ; no lo piula desenvolveudo sua grande alma
nos campos da guerra, e fazendo brilbar, por seu
turno, subra ns dillerenles thealros de suas facanhas,
ora os incrives recursos de seu genio, ora as'admi-
raveis qualidades do seu curasao : depois. para que
nada falle ao sen elogio, se apraz em mustrar-uos
esse hrilhanle vencedor no seu reliro em Chanlyl-
ly, edilic'indosua familia com seus en(reteuiinetos
e exemplos, c preparanlo-se, |iela simplicidade de
sua f, como os anligos palriarchas, a se juntar com
o Dos de seus pais. Mas. para dar relevo mais hri-
lhanle a essa pintura, elle circunda, primeramente o
seu here da gloria guerreira, alim de fazer resal-
tar o seu hnlbo sobre suas modestas virtudes ; e pa-
ra realrar as praticas communs da vida clirislaa, as
mostra sobrevivendo, pela recompensa, gloria do
mundo, que, depoU de haver deslumhrado os olbus,
como esses fosos errantes da noite, vai ahysmar-sc
com elles na pocira dos sepulcros.
Esle plano. Iracado nicamente para o elogio, nao
seria tambem o de Bossuet'.'
Assim, o plano mais favoravel ,1 moral parece in-
ventado para fazer brilbar o eloaio ; o plano mais
favoravel ao elogio parece inventado para fazervaler
a moral. Dahi se segu que nao ha una sii poca,
um so lacio importante que nao leuda a lomar mais
saliente a verdade que o orador quer fazer sentir ; e
reciprocamente nAo lia um so meio, una s prova
dessa verdade, que nAo sirva a sustentar o elogio.
Sesue-se anda, sem nada esquecer de nolavel na
de ludio. 3 ditos ditas de lAa. 2 caixas ditas de 1,'ia e
seda, 1.5 dilas chapeos de sol ; a Soullial Mellor &
Companhia.
36 dilase 7 fardos ditas de dito, 6 fardos lona ; a
Adamson Howe c\ C.
1 caixa fazendas de llgodo ; a J. Keller & Com-
panhia.
2 fardos ditas de dito ; a Johnston Paler 1 Com-
panhia.
Brigue nacional Ipojtua, vindo do Rio de Janei-
ro, consignado a llililur o, Oliveira, manifcstou o
seguinle :
3 caixas fazendas ; a Momsen & Visases.
12 dilas rap, ilKI ditas saliAo, 30 latas fumo. 10
c.iixes chapeos. I caixinha couros, 2!) barricas al-
geueros precisos sao os seguiules : arroz pilado, ass
suct, bacalhau, carne verde, dila secca, cal mui-
du, dito em grAo, azeite doce, manleiga fruncen-
tiiucinbo, farinha de mandioca, leijao, vinagre, sal,
teniia, viniio tinto e pies, e cejos gneros devera,
ser de boa qualidade. IJuartil na Soledade 22 do
marco de 1S56.Itavmundo Nonato da Silva, alferee
agente.
^?;i5tS-:a3 COSTURAS DO ABSENAI. DE liLEBKA. ,J
3) De ordem do lllm. Sr. leneiilc-coroiiei j
> director se faz publico, que 110 dia 28 do cor- 3
33 rente, ao ineiu-dia. se pagam 110 mesmo ar- >
,-0 seual os bilbetes seguiites. de corles de ns. yj
^ 13 a 15. e!i.5; de fetlios de ns. 63, 65. 06,
@ SI.II2, 95, 118, 110. 127. 131, 138c 162; #
ijjP e de cortes c felios de roupas para hospi- g*
|^ laes, de ns. 68, de 70 a 72, 7, 77, 78.81, c.
5 81, 86, 88, 8!l, 01. 93, O, 12, de lila ! S 150, 152, e de 134 a 156.
i{ Dutrosim. que us Srs. .Manuel Antonio da
jg Cunha Allaliv de. Anlouio Francisco de Pau-
Q la, Maria Isabel da i.ouccicao, Jos Fraucis-
g cu de (Hiveira Begio. Francisco lavares de
jg Mello da Silva Jnior, .Manoel do Nascimen-
h i" 1: Leocadia Mana da Conceico. devem
^ sem perda de lempo dirigir-se tbesou- S(
^ sooreiro da tliesuurari geral, Vbcrem ?;
m u i.,.-.'..ip.si--,s-w-i.-^-. 1., ..JLv1.t,
-; cujo pagamente ja foram chamados enr lem- .'.
fjj) po coiupelcnle, Q
3 Arsenal de guerra 27 de marro de 1856. @
5;, t) cscriplurario interino, Antonio Francisco Q
^ de Souza Maga/hites Jnior. vt.
lado du Corpo Santo
irasileira do
Com panilla
paquetes a vai)or
bucara' por extenso o nome e o negocio.
I'omniateau, aterro da
->oa Vista 16,
lem a honra de participar as pessoas que lhe licim
devendo, que elle se acha na ueressidade de por os
seus uomes no Diario, pois nao quizeram responder
aos annuncios de 27 de feverciro al 3 de marco. Na
mesma rasa vende-sc vinlio francez de primeira qua-
lidade, em liarris.
O ahaixo assignado, lendo perdido o meio bi-
Ihetc n. 2301 da lotera dcsla provincia que lem de
correr no dia 20 do correnle, assinn.ido pelo caule-
lisla Antonio da Silva Guim.ir.ies, roga
LOTERA da provincia.
Sabbailo 29 do corren
te,as 10 horas da maiilifta,
he a extraccao da seirun.
da parte da primeira lote-
ra da matriz de S .lo-
s: os premios maiores de
50,000 rs. em nossAS cau-
telas, sao pagos em nosso
escrjptorio, apenas sahir
a lista 4 era I, e olTTIc me-
ao mesmo nos, na loia da rua do Ho-
senhor > lavor de nao pagar o dilo bilhele a oulro ..
que nao seja seu proprio dono. Stl'IO eStrtlta II 17. US
Joaquim Izidoro da Silva. ,. .. .
Na rua larga do Rosario D. 31, segundo andar, ', CU III CiSl il S tMlirClfl ofW*
casa de hemem solleiro, precisa-se de urna ama livre i q g-,
ouescrava. IllOt' C !.
Deseja-se muito fallar com a Sra. D. Firmina I .
Joaquina de Aginar, viuva del.' lente Joaquim' ^O padre Francisco Pet\olO turtc
Jos de Agolar, morto no Ma.anhao em 1839 ou 10,! nitidou a Ma residencia para a rua Vcllia
a benebrio da mesma senhora : no Passeio Publico, : i* .
toja n. 11. j sobrado de um andar, Ironteiro ao beceo
.No dia 25 de fevereiro prximo pasado, eva-'(lo Veras.
dio-se ua casa do abaixo assignado o preto Koino, I
escravo do Sr. Diogo Soares de Aihuquerque, pro-I A COmmiSSaO da cmara municipal
VZ'^"nJn0 n="l''' l'"co freuuez.a da luz ; os ] lal..,- ,.xpo,. a venda ca|-ne tll|Hcente para
signaes sao os segointes : i.j anuos do idade, cor I ,. a
preta, rosta bexigoso, alio, espadando, lem um de- i ronsumo da capital, nos das 2b, 28 e
feito em um dos olhos, nariz chalo, faltam-lhe al-1 00 do correnle, pelo preco de 00 IV a
gnus denles na frente, nes grandes, c os dedos uran- t;i j i i *.
des des.es .ortos pera dentro. Esle escravo, aterrado l,,),i- C decl:,,a V* ,atoS lnC ,na
com a idea daquellas victimas que o cholera luera | vendeYem SCiao distribuidos pela pobre-
naqnelleenge.iho, rogiodall.em demanda do Rec-/.a nos dias de matanca, as 2 hora da
te; iicsla viagem foi accommellido da molestia re- j i \
naule, da qual Tai tratado ni Passagem da Mndale- U"'"t'1 no "'(I31 do matadouro.
na, no correr do dous dia* que all esteve ; depois
do que appareccu na casa do abaivo assignado, d'on-
dc fugio. Julgava o abaixo assignado que dito escra-
vo livesse uto para o eugenho ; no enlrelaulo, sa-
liendo que al 22 do correnle uao era chegado, nem
delle havia noticia no referido engenhu, u abaixo as-
signado roga as autoridades polciaes e capilaes de
campo a apprebcnsAo do referido escravo, que neslc
caso o apresenlarfiu ao senbor no seu engentan, ou ao
aliaivo assignado, em sua toja na rua do Cabaga n.
I, aonde serao recompensados generosamente.
Manoel Amonio lioncalves.
os de Macri. Babia e Rio, para onde
Irelc dinbeiros, passageiros c encommendas, na I
agencia, ruado Trapiche n. iu, segando andar.
N. U-vis volumes sujeilos a despacho, c por lal!
classilicadnscarga. sn podem ser engajados no j
dia da rhegada do vapor.
Esclavo fn Desappateccii do Rio de Janeiro, da
casa do Sr. Flix Antunes Moreira, o es-
cravo Joan, crionlo, natural do Mara-
nhao. com os tirjnaes seguintes : idade
tl annos. pouco mais ou menos, cor pre-
ta, rosto coniprido. nariz regalar, cabel-
los natniaes. olhos pretos, barba cerra-
da, altura cinco pes e duas pollegadas,
imperador, jconsta andar einbarcadodemaiinlieiio, e
da'u. nr'i- i ''^''"'"-^ser lorio, econsta (pie apresen-
meiro le- I 'a 'arfa lalsa de alloma : quem O apnre-
ender ou der noticias certas, pode ir a
rua i|o Trapiche n. 34, primeiro andar,
escriptorio de Novaes & C., pie recebera'
a gratilicacao de loOSOOO.
fjj ) Dr Pi Adncri. medico operador ilalia- 9
vi) no, nomeado pelo Kxui. Sr. predidenle da ;..:
3$ provincia, para prestar os seu> seivicos me- vj
@ dlcosaosdoentesdo (bolera no hospital *l^ $
R5 rua da Aurom o ao 1 distrirto. previne ao Q
S9 publico que lem Osado sua residencia uo di- je
59 tu hiispilal. onde pude ser procurado. jj
O brigue brasileiro /.ci engaja para sua va- '''::''"<^6-^-V;-*^i?;
geni de-te porto ao do Ido tirando do Sol, marinliei-j O Sr. Manoel Augusto de l'tgueire-
Precisa-se de urna ama para todo servan de
nina casa de dous boinena solteiros, torra en escrava
quem pretender, dinja-se a praca da lodepeudeuna
us. lile 21.
Precisase de algons omassadores boas, paga-se
bem, e o trrico he regular, a escravo paia ser-
vico ordinario de pastara, e admi!le-e a aprender
quem quizer : na paitara do paleo da Santa Croa, a
rua do Rosario n. 53.
Bellas artes.
ros naeionaes, mediante mesmo soldadas avalladas ;
trala-se com o capilAo, ou no escriploriu da rua da
Cruz n. i'.l, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro salle com toda a brevi-
dade, por ler parle da carga prompta, o patacho Flor
da /i'inia, capillo (aunan da Osla Rosa : quem
quizer carregar u resto, cutenJa-se com o consigna-
tario Manoel Alvos Guerra, na rua do Trapiche
n. II.
&ctt5e*.
Directora geral da instcuccSo publica da
provincia.
Pela respectiva secretaria se taz publico, que o
examc dos concurrentes inscriptos a- cadeiras vacas
ja aniiuuciadas lera principio no dia terca-feira. I."
de abril vindouro, na sala dos exames do tivmnasio
Provincial, pelas 10 horas do dilo da ; versando o
dilo exame uAo sn sobre as materias do entino res-
pectivo, se nao tambem sobre o syslema pralico, c
metilo Iu de ensino, nos termos do art. 1! da lei pro-
vincial 0.369 de I i de maio do anuo que espiran.
E para constar se manduu publicar o presente. Se-
cretaria da directora geral 27 de marco de 1856.U
pista, 12 meias dilas potases, 20! sascas farinha de l secretario, Francisco Pereira Freir.
mandioca, i7 pipa', (i meias dilas, 550 barris c 166
volumes com ditos va/ios e abatidos ; a ordem.
Barraca nacional .san Josc Diligente, viuda de
Alagos, consignada a Jos Joaquim da Costa, man-
festou o seguintc :
2 gigos com I2H diiziasde ljelas; a Antonio Luiz
de Oliveira Azevedo.
1,300 couros salgadas; a ordem.
CONSULADO tfEKAI.,
Rcndimcnto do da I a 26. 34:1981630
dem do dia 27....... I:6I74U8
35:8169078
IVER5AS PROVINCIAS.
Rcni'.menlo do dia 1a 26 .
dem do dia 27.......
O balalhao de infautaria u. lo de 1.a liona,
lendo de contratar o foruecimenlo de primeira qua-
lidadc. para 0 rancho das pracas do balalhao, a con-
tar do I.- de abril a 30 de jiinlio futuros, convidaos
licitantes a dirigirem suas proposlas secretaria do
lialalhao al o iba 30do roirenle, pois que as 10 ho-
ras do dia :tl lem ellas de serem abertas pelo conse-
lho : os gneros sao, paes de (i e 1 oncas, essacar,
cale, carne verde, dita secca, hacalho, lonciiiho.
izeile, vinagre, fejao. arroz, farinha de mandioca,
sal, lenlia. Quarlel na f ida le do Recife em Per-
namburo 27 de marco de IS5I.(julhcrine dos Sau-
los Sites Cadel, alferes secretario.
2:6029752
32*f9)2
2:9278691
DESPACHOS DE EXPORTACAO PELA MESA
DOCONStUDO DESTA CIUADE NO DIA
27 DE MARCO DE 1856.
vida do principe, e sem nada de inuliljicrrescenlai- .hrallar -Barca hamburgueza Sophia (icorue-
so ao dcsei.volvimento da pronos.cAo moral que .,., N. ,,. Bie|)r & Companhia, 300 saceos as-
essa proposicAo comprelie tale lodo o elogio, e que, socar branco
sem carregar o elogio de episodios estroohos, c sem Now-VorkBrigue escuna .. II. Slwart, Me. Cal-
encerrar a proposito moral em um espaco mui es-
Ireilo, o elogio nAo lem menos exlensfio que inslrur-
mont iV Conipanliia. 1,700 saceos assucar masca-
vado.
cAo. Segue-se, finalmente, que a licao. baseada iu- Bne.ws-Ayres por Montevideo-Brigue brasileiro
toramente no exemplo, se torna mais sensivel. e lia I Felil Deslino.i, Isaac, Curio .V Companhia. 51
mais rapi lez na narracao, pois que a historia nAo barricas dem
be nunca ieterronipida. LisboaPalacbo'po.luguez Rpido, Isaac, Curio
tsquecamos, porem, lodas estas vanlagens ; nao, 4 Companhia, SI barris de 5." mal.
demos nenlium valor, nem ao senl.-ento relisioso Porto-Barca portagoeu elluarte IV, Bailar t\
que o orador quer inspirar, Mr loria do heme 1 Oliveira, 32 barris e I quarlola mel.
qne elle quer celebrar ; .magn e elle ...iu cui-
da se nAo de mitigar a dor do se iditorio ; einda
assim o plano be o inelbor. He ster entrar nos
sentimenlos daquelles que se quer consolar, para os
ronduzir depois gradualmente outros peusamenlus.
Ora, o primeiro scntimeulo que faz orotar em nos o
da saudade, bcoseiitimoilo de admiracAo pelo ob-
jecto perdido: na impossiliildadcem que se esta',
de possuir-se o original adorado, nucr-se, pelo me-
nos, contemplar seu retrato, c, para desenha-lo en-
lAo a' vonlade do amor que exalta tu las as faculda-
dcs d'alma, o orador esmera-se em colher uo curso
de sua vida todos os traeos que sirvam a' embellecer
a imagem que se quer abracar de novo.' Assim, na
historia de um here, vai-se direito aos grandes acon-
teciinent'is, com os quacs assigualuu suas virtudes
econstruioo edificio de sua gloria.
Pinto de Campos.
Conliuuar-se-ha.
^\ib[\c-tcVii-:> r j>ct){l0.
MAl'l'A iemowlralico atotnorlmenlo to ho*iial
de caridate de Sossa Senhora d> lAcra-
ment la itdaJe. 1I0 len/e de'Ha meta
noite a meia imite de l de marco Je 1856,
0 tfjasss Seros. y: ? - es V V
c *^ - -"?~. a ^ 1-
^ H c Y %J
'Jx " ll-mions 8 1 1 1 i
Mulheres h n 0 1 :\

5 Total. \2 1 1 2 111
Obsercafoet etpetlaet.
Falleceo um \ l|2 horas depois, c oulro 17 1|2
horas depois da entrada.
Obsercacott gente.
Koram soccorridos em suas casas, durante esle es-
paco tres cholencos com receila e medicamentos. O
cholenco que saino foi soccorrdo com :!>.Dr Po-
cidanio de Mello Accioli, medico em servico.
Bnenes-Ayres por MontevideoItriauc inslez An-
nelii. Viuva Amorim c\ t'illlo, 20 barricas assucar
mascavado.
Exporlacao .
Nevv-\ork, palirbo americano Warren (iod-
dardn, de 2Sti toneladas, condiizio o seguintc :
13,301 coaros de boi seceos, 1,lll:l ditos de cavallo,
2,125 |iclles de phoca, 15 fardos de cabello, 10 ditos
de lAa, 9,600 ossos, 2 ancoras, 210 bracos de corren-
tcs. 7 liarris cobre.
Marselha, barca franceza irRaracliois, conduzioo
seguinle :3,S05 saceos com 19,025 arrobas de as-
sucar.
CONSULADO PROVINCIAL.
Reiidiinenlododia I a 26 26::!99j866
dem do da 27....... 1:5255755
27:9255621
^Sl>i>tutcfi '00 porto.
Satlo entrad" no Rio de Janeiro12 dias. brigue inglez ElizabsUl,
de251 Iniciadas, capilAo Charles Alien, equipa-
gem 12, em lastro ; a Me. Calmonl & Companhia.
Navio* sahido< na mesmo dia.
Rio liranJe do SutPatacho brasileiro u.tstrea.,
capitio Joao Ignacio l'errcira, carga assucar e
agurdenle. Passageiros, J0S0 leixeira do Res e
sua familia.
MarselhaBarca francezaJenne Charles, capilao
Usloision, carga assucar.
MIHMIIV irvm:o\meri(\\\.
Servlco regular lo Havre 10 Itlo
iiv, Janeiro, eoai as esealju le
Llxboa. santa Crnz de Tenerife
(oree. Pcvnaiubneo ti (tabla,
l'ov vapore nevos de 2.OO0 to*
meladas < fot cade 5O0 cavallos.
O vapor Caili: que deve chegar no Rio de Janei-
ro 110 da 29 de marco crlente, regrcssar.i para o
Havre no dia s do mez de abril, com as escalas se-
guiules :
Chegar a Babia nofdia 12 de abril, demora 21
horas.
Sal.ira da Babia no dia 13 de abril.
Chegar em Pernambuco 110 da II de abril, de-
mora 6 a 12 dilas.
Saldr de Pernambuco no dia 15 de abril.
Chegar a Uou no dia 23 de abril, demora 12 a
21 ditas. .
Sahira de tiotra no dia 21 de abril.
t;iie^ara a Santa Cruz no dia 27 de abril, demora
ti 12 ditas.
Salida de Santa Cruz no dia 27 de abril.
Chegar em Lisboa 110 dia I" de maio, demora 12
a 2i ditas.
Sahira do Lisboa no da 2 de maio.
Chegar ao Havre 110 diali de maio.
Pora frete e passagem dinjain-se a casa dos con-
signatarios!., '.aconte Fcrot &C. em Pernanibuco.
Ao Para
Scj'tic uestes dias o palhabole nacional
ADELAIDE, capito Antonio Pernandet
Lonreiro Jorge, s pode receber algumas
Djiudezat: trata-sc com consignatario
Anlouio de Al
Trapiche n. I ti, segundo andar. Decla-
ra-sc a quem interessarquevaide plati-
co o mesmo capilao.
pin o Sr. .Manoel Jos da Sil -
a negocio que lhe interessa ;
O agente Borja far leilao em seu armazem na
rua do Collegio n. 15, de urna excellente mobilia de
Jacaranda de ^oslo inodernissiiuo e diversos ntenci-
lios de casa, etc. etc., de urna pessoe que relira-se
da iirovincia a*sim enm i'e oniros mullos oliiectus
existentes no armazem, como bem um grande e'com-
pleto sorlimeiitos de obras de inarcincria novas c
usadas, varias obras de ouro c prata, relogios para
algilieira, vasos c enfeiles de porcellana para sala,
ptimos apparcllios de porcellana para sobre mesa,
ricos marmores para ceusolo c mesa de mciode sala,
de dillerenles goslo* os mais modernos possiveis, di-
versas quinquilleras francezas, ele, as quacs se -
charao patentes no referido arma/.ein no dia do Ici-
lAo, quarla-feira 2 de abril ato crrenle auno as II
horas da muiiliAa.
O agente Oliveira fara leilao, por despacho do
Lxm. Sr. Ur. juiz especial do commercio, exarado
em requerimeulo dos curedores fiscaes da massa fal-
lida de Joaquim Jos de I-anas Machado, de cerca
215 saceos com milbo lotes a vonlade dos licitantes
ou dos prelendenles que com anlicipacAo peder
examinar o seu estado, no armazem do Cunta : se-
gund.i-fcira, 31 do crreme, ao meio dia em ponto,
do indicado armazem, detronte da igreia de S. Fr.
Pedro tionralves.
do, queira dirigir-te a rita do Cabuga'
ti- IC. alttn de concluir O nenoeio inie
bem sabe.
Desojase fallar
va l'rcire de Andrad
queira annunciar a sua morada 011 dirigir-se
do Vinario n. 23, primeiro andar.
Precisa-se nlagar urna preta forra ou escrava,
para o servico de una casa de pouca familia : a Ira-
lar 110 l.ivramenlo, toja n. 35.
Precisa-se de urna escrava para alugar, que sai-
ha rozinhar, aasommar e ensaboar, para um casa
do familia, que seja liel e nao beba, allianca-se o
bom trataiucnto : quem quizer dirija-se a casa im-
mediata que tica peuda o quarlel do Hospicio.
&St. ^"AT'Jjwj: fi.;.'i.'rg>.Cjv?.:'-Vj!hasiiln.HAivy
lemicas principalmente por ornees, nAo me posso
todava dispensar da dizer a I-urna rousa. acerca do
nina carta escripia pelo Sr. Barttiolouieu francisco
de Souza ao Sr. J. Ilrazilino da Silva, em 20 de fe-
vereiro p. p., c por esle respondida e publicada no
Diario de Pernambuco n. 65, cm
^h30 &t>er00*.
Lembra.nos os Ilustres roin.nissoes de beneli-
cencia, do commercio, central, ou a qualquer pessoa
caritativa, que. sa quizerein pralirar urna vcrdadcira
obra de misericordia qne muito agradavel sera aos
olbus de Dos, liajam do diri-ir-se 1 rua Imperial,
adianto do caes em trente da casa do Sr. Oasmio,
lado esquerdo, quarla casioha. Ah enconlrarao em
cuna da cama urna polirissima. mas li 1111,1 la, viuva
te um empreado publico, atacada da epidemia, de
nome Isabel, maisconbecida |ior Bellinba, um tlbo
de 12 anuos quasi aleija.lo. de nome liualberlo, e
una Billa que parece ter 16 anuos, douzella e de
urna conduca extmplar. que (cahalha consantemeii.
le da c noite em coser, ensaboar e engommar para
sustentar os dous doentes. Mas o pro lucio desse
traballio improbo lie assas mcsquiiilio para occorrer
as maisurgeutes precises dessi mseravel familia,
a qual personiOca os verdadeiros uibrcs do Evange-
Ibo, por f 111.(1.1 nao he a miseria srdida provenien-
te da preuuica, deleixn ou ilcvassidAo, que ah se vr,
masa pobreza extrema, que ape-ar do Irabaliio as-
siduo de una menina, nao permiti ne Souza Keis, desenhista, contina a laesar liv*-
de desenlio e pintura, quer a agnado ou a oleo, ees
sua casa, rua Direita n. 61, on na de parlicolarrs.
O mesmo contrata com qualquer dos senhores ense-
uheros que se interesse de seos prestimos para sen
ajadante.
A viuva de I rancisco Josc da Costa Cianpello
convida aos rredores de seu fallecido mondo, pera
no prazo de H dias apresenlarem saa> coatas 1 do-
cumentos, pelos quaes se julgocm crodoros do asee-
mu fallecido : na rua Imperial, segunda casa depois
da fabrica de salido.
(Juem liver e quizer vender urna zramroatiea
italiana por Anlouio Prefumo. snnuncie para ser
procurado.
Oueni precisar de um hornero ja do idade, e
que se aliauca sua conducta, para tomar coarta do
algum sitio, ou mesmo para criado de algasna casa
estranseira, smente pelo comer e rostir, dinjo-oa a
esquina da rua do Encantamento, taberna a. 10, a
tallar com Manoel Josc de Oliveira.
Lotera ta matriz de S.
Jos.
Sabbado 29 de mareo, lie o indubita-
vel andamento da referida lotera, pelas
ID horas da mantona, no espaeoso sal.to
da rita da Praia n. 27. Os meiis hillictes
e cautelas esto e\|x>stos a venda nos lu-
gai-us ja' eonheeidos do resjx'ilavel publi-
co.O cauteossta, Salnsliano de .Vquino
Ferreia.
risado [iar eusioar parlirularmenle. abrir.,
um curso de C-rammatica Nacional coas
Arithmetca no I" de abril, das '.I as 10 ho-
ras da inaiili i,<: na rua do Collegio m. 15.
primeiro audar.
A ln.a-e o armazem da roa da Mooda a. SI: a
tratar na rua do i .laciniado n. 28, lerceiro aodar.
Deseja-se saber a morada do Sr. Vctor Anto-
nio do San amento Pessoa para se lhe entrezar urna
carta.
Precisa-se de um amassador :na ros da Senzala
Vellian.tr,. <
O unuo ae nm piano que exilie na imV de .i .lo Becile ii. 12, primeiro andar, desde 10 de
outubro pr.nuno passado. lenha a bandado de
mandar tirar e pagar o aluguel de 2? ineasaes. visto
que o inclino nao paga casa para quem quer ler la
depositados seus alcaides.
por(u:uez qoe se acha empreado
no commercio e tem bastante pratica de escriptora-
{00, tanto por partidas dobradaa como imples.
deseja sahir da casa onde cl.i arrumado, paro
se i-mpezar em algum escriptorio, pos>isso qualquer
negociante que se queira utillsar de seos servidos,
lenha a bondade de deixar carta fechada nesta Ivno-
graphia. com as iniciaos C. H.
Manoel da l'onsera de Araajo Lima deita do
ser caiieiro da preusa de Josc Carlos de Souza Lobo
1
que o mesmo Sr. I i ,..
>ouza para se disculpar das accusai;oes que llie fa- '
zem dos excessivos prei.os porque l'urneceu os medi-
cameotos de sua botica para as ambulancias do go-
verno, pared; que quer laucar sobre mim o odioso
quaulo ao prcro da macolla, como se fossceu n phar-
iraceulico que lhe fez es.a accusacAo. quando nao
se dando entre mim e esse senlior prevencAo ou in-
disposicAo alguma, n-in um motivo liuha para assim
o maltratar c chama-lo ao terreno publico para que
ello se justificaste; mss como o Sr. Souza parece
querer saber a razo porque vendi macella a 3(8*0 i
rs. a libra, em duas vezes que lorneci mMicamenlos has l.r.seir',1 u. .ir "Sf "' ro"d'-
para o governo, en salisfaro a sua cuciosidade e o ''"sile.ras. 1 para piano, mesmo eos
publico nsal. attendeudo as rate. ,m nsra L TZSZl "*""*? 5* "*!*
me assistiram. tomara na devida cSdar.^.IJZPgfe?-**g mea proeedimenlo. aando cm ti de fevereiro do )li P P""' y" "'*enos arxro-
-...-......-_......". .. ... rodos, urna otaria bem montada com barro para loda
correnle anuo me mandn o lllm. Sr. inspector do
arsenal de marinha preparar urna ambulancia, rete
incluido no pedido urna libra de macella, que na
minli i botica u-lo havia, _e na i ptenlo adiar err.
oulras, mandei por mcu caixeiro a bol ira do Sr.
Bartholoiiieo !'. de Souza, comprar dita libra de ma-
olir.i: na rua do Queimado n. W se dir o losar o
com quem se trata.
Publica-se actualmente em Lisboa um jornal
denominado ./ Patria, era grande formato a seate-
llianc.i do Tintes em Inglaterra, e da Prest eos
fazendo esla resposta, mandei por incu titilo Joao
compra-la mesma botica c lira o mesase successo.
Entdu vendo que n.io poda api ampiar a ambulancia
como se me pedia,uzei da estrategia de mandar com-
prar por diversas pessoas do povo e mesmo "por al-
gumas do mcu conlicmcnlo em pequeas] porroes
dequarlas, meias quartas c al vinlens, assim pode
colher a porejlo de macella que chegasse para urna
libra,a qual me cuslou :t-S(l rs., porque mandando
comprar pelos Srs. .lose Dias Sonto, Elias Goaeattos
Pereira da Cunta, e tutano tioncalvcs Pereira da
Cunha, as quartas, estas foram vendidas por '.'lili rs.
cada una e a libra 33810 rs.! Disso nao me ad-
mirci, ni i s,i porque a qui Ira era favoravel, como
porque, quemtc.u o que he sen vcule-o pelo preco
que quer, assim aclic qneni Ih'o compre. I ive mi-
tra ordem do mesmo lllm. Sr. inspector em IS de
fevereiro desle anuo, para apromptar oulra ambu-
calamilosa supprir as maiores necessidades. lina I'ncia o nesse pedido vi.da incluido meia libra de
es.noi.i. pelo amor de Deus. para esla familia iufel....
-r as tojas da casa do Sr. coronel Salgueiro. rua
dos Marlyrios, junio da igreja. exislem Ires nrphAas,
netas de Francisca Antonia Benedicta, mutber sexa-
genaria, que no tcm meias de sustentar aquellas or-
phaas ; nessa mesma casa existen! mais necessilados:
loga se a romnii-sAo co.n.nerci.d da freguezia queira
laucar suas vistas para dita casa, visto que a commis-
sJo paruiliial ja por vezes le distribuido soceorros
para d.la osa, romo sabe um vi-iuho.
Vicente l'erreiri da Costa, subdilo porlaluez
e commercisute e.tabelccido nesta eidade, vai a Por-
tUBal alim de tratar do sua saude. levando em sua
companhia seus dous lilbos menores: cm sua ausen-
cia deixa encarregado de sua casa coromercial a seu
enteado Joaquim Filippe da Cosa, e em falta deste
a Joao Marlius de Barros, aos quacsoutorgou plenos
poderes para a gestao de todos os seus negocios.
Precisa-se singar nina rosa de -obrado que te-
nln suulciantea commodos para urna familia n.io pe-
quena, o que srji fresco : preferc-so primeiro ou se-
gundo andar, e quaulo a siluacu, que sejaeni qual-
quer d is ras mais contraes deste bairro: quem ti-
ver annuncie.
Pede-se ao Sr. Benedicto de Barros Vasconce-
los o lavor de apparecer na casa n. 21 da rua Nova,
segundo andar, a negocio que lhe diz respeilo.
Precisa-se de urna ama para rozinhar : na rua
do torres ii. 5, lerceiro andar.
Precisa-se de um moleque para comprar e fa-
zer o servico de casa : i.a rua do Torreen. 15, ler-
ceiro andar.
Pncisr.se de una boa ama de leite, forra ou
1&$itac$.
Acensando a rerepcAo do seu alucio de 13 do mez
p. p. era que Vmc. pede exonerarAo do cargo de
inspector do algodao desla capital, lenlio ein respos-
ta a dizer-lhe que a aceilei, concedendo-llie a de-
miss.Vi solicitada por portarla de 16 do mesmii mez.
,-mio que n mi i estado de -na saude o impossihili-
lasse de continuar no exercicio daqoelle emprego,
cujas fiinccies compraz-me em declara-lo, foram
sempre desempeuhadas por Vmc. com probidade,
zelo o inlelligeucia.
O lllm.Sr. inspcitorda tbrsouraria de fazenda
manda la/.er publico, para ronhcciinenlo dos interes-
sados. as disposicocs abaixo transcriptas, afun de
qoe ienhan a mais complots execucao. Secretaria
da Ihesoorarls de fazenda de Pernambuco em l!l de
marco de IS56. O ollicial maior, lnilio Xavier
Sonreir de Mello.
Copia. Circular n. 2. O marquez de Paran
presdanle do tribunal do Ibescurn nacional, recom-
menda aos inspectores das Ihcsourarias de fazenda
que le iu a maior publicidade pos-ivel ; disposicAo
do arligo 11 da Ici u. 810 de 15 do setembro do au-
no prximo passado, que manda que a compra e ven-
da dos bens de raiz, cujo valor exceder de 2110."!, seja
celebrada por escriptnra publica, sob pena de imlli-
dade; ordenando oulro sim aos .befesdaseetacoea
arrecadadoras da renda nos diversos termos fiira das
capilaes das, provincias, qae o mesmo facam nos seus
respectivos dislriclos, por meio de edilaes publicados
Rea
i companhia de pa-
quetes in^ie/ea vapur.
No lim des-
te mez espera-
se da Europa
um dosvanores
desta compa-
nhia. o qual
depois da de-
innra do cost-
me seguir pa-
ra o sol: para
passageiros. etc. Irsta-se com os agentes Adamson
llowie C, rua do trapiche-Novo n. 2.
macella
Ora eu queja liuha passado pelo desguato de na
botica do Sr Barlbolome i I. de Souza nAo o ven-
der macella a meu raixeirn e ncm a mcu tiln, es-
pecnlei com a compra e empregando os meamos
meios, oblive os mesmos resultados, com o que pude
promplilicar as duas ambulancias, sem que Ibes fal-
la-secousa alguma. vis, Srs. redactores, como c
porque forma vend ao governo mjcella a 12 pataca-
a libra! '
Agora resp inda-rae o Sr. S laza, se comprando cu
asslra macella cm sua botica e por pessoas que me-
recem conceilo c que est.io iiromptas a isso mesmo
allirmar quando Ibes seja necessario. podia veii-
de-la por menos do que a comprara? A resposta
lie obvia. I enho assnn mostrado a maneira a mais
sincera |iorque ohrci. cito rcspcitavcl publico espero
a merecida justica.
Julgo que leoho bem satisleite ao Sr. Bartholo-
mcii I', de Sonta, a quem desojo negocios tan lucra-
tivos como os que presentemente lem feilo, ao me-
nos na macella,como me illirma oSr. Domingos Al-
ves Malinos em una carta, que me responden.
Dignem-se, Srs. redactores, dar publicidade a
estas linlias com o qae muito abrigarla o sen cons-
tante leilor e assgnante
/.ni: Pedro das \eies.
Sua casa 17 de marco de 1856.
I M I BACO TKSTKMIMI DE MINIU URA-
TIDAO' AO II.I.M. SR. DU. COSME DE SV
PEREIRA.
... II rn... ,. i r.icisii-seue una noa aaia ,ir leile, turra un
meiii.i l.ornes, na ruado escrava, que seja carinhosa, e sadia : ., rua Impe-
ri.il n. Lt.
Dirigido ao lUm. Sr. mdenle t ao rttneiUutX i r ,es,e,ho de minha gr.,t, l-o. enlao perdo
lista prova. senlnres, que 'abaixo se tr.n.creve, o^Sna '"^ '"""' >C"'""C"
he tilha smente de um puro agradeciinento que di- : ,,. Sr;h;. ,.,, ,,p S! p
rijo a voseas sinceras allencoes pelo que lem mere- (|lc UI11 j-,,
cido o lllm. Sr. Dr. Dimingos da Cunha Jnior, a
iiuem S. Exc. hem csrollieu para muidar ama-
t'rizda Vanes tratar do, enfermos accommetl.dos I"
pela epidemia reinante, onde se achrala qansi a ni-,, im
lunar seus das .loaquim I-raiiciscn do l.iv.-anicn o e i\0i i ...,,. i., i. 11,.. ;... ,
oeiioi-,ia Mini.ii e do ,\ i-si no, lie ao vosso/co
sua consorte, o mais pessoas da mesma casa. Anua ,,. .,,.,,,,;,,,, """'"- *M1 '
, t-, i, i ,- ,, ,. .. a vo->,i iiocitidade, ios xossos grandes conbeciiueiitos
Joaquina da Silva, Delpliina Coeliio do I-.siiin o >an-I .,.:... H ,i,, .. r. ... i i
o pratica de-.iiv.u aos enfermos das horrendas gar-
| ras da morte. que eu devo a conservado de minha
existencia de urna folha polilic. como A Patria, i
ser na imprrna o orado decidido dos verdadeiros in-
teresses dos Porluguezes residentes em Portugal e oo
Brasil, sem tomar as cores publicas dos partidos, qae
de ordinario Iransviam as melliore- intenceo o at-
turpam os mais justos designios, i m jornal coas a
independencia de opiniao, que aeompanha lodo at-
senvolvimentv moral da Europa inleirs, toma so
prumpto e exacto aoliciador de lodos os raovirrenlo-
commcrciaas das primeiras pracas do mundo, dos
aejos principaes urcorridos no interior ou exterior
de Portugal com rrlacao aos mais momcnlosos inte-
resses da sua populadlo, alcm de ser nm registro
permanente dos actos administrativos, da repinen
iac.i.i nacional e dos liibunacs durante a nova poca
de regeneradlo que surge naquella tetra elasssea da
liberdade c herosmo sob o reinado do Sr. II. Podro
V nao pude deixar de ser considerado da maior ios-
port.incia possivel, principalmente aos l'ortusuezc-
culliosiastas do sea p.iiz, e por isso he de esperar qaa
loitos concn .un para essa empreza, a qual pora ple-
na io.ihsacao do sea vasto programuM de liberdede
e nvili-ac.io tem de despender nio pequeo capital.
Em cada anuo se publicaran com toda regularida-
de possivel dous volumes de 300 paginas, ronlendo
no folhetim romances Iraduzidos e autuns orizinaes,
e inditos. No primeira sano se dar aos senhores
assignaotcs tima obra anda indita em 2 volamos sob
tituloA perspectiva do reinado o Sr. D. Pedro V,
ou o liorlsoutc poltico em i'ortucal, o no secando
comecar (pelo sjslema de folhetim compaginado a
publicarlo de um diccionario de tingue vrrnKula, o
mais correcto, o interessanle dos que ot hoie pos-
suimos.
. l Patria sera remettda a todos os seas collegas
do jornaiisino, e gabinete de leitora', aguardando da-
quelles a precisa reciprocidade.
A redaccAo da Patria se obriga nAo o s publicar
gratuitamente os annuncios de interesse particular
dos seus suliscriptores, como se incumlie de promo-
ver a consecuc.Ao de quaesqner esclarecimento- do
estado de negocios oa da existencia de pessoas qoa
Ibes alfeclem cm algn- dos ponto- de Portugal, me-
diante o previo pagamento das dc-pezas ndispeosa-
vci.
A rrgiilarnlade com qae se arlia nmnlada a em-
preza desee jornal lie a mais solida garanta da sua
prumpta entrega, ao ch-g.ir os navios precedentes
de Portugal.
Isybsrrcve-sc pira es-e bem i uiepituado e impr-
tame jornal na livrari i ns. I. S da prara da lude-
a graliilao
ic um doce scnlimentu d'alma, que nos torna since-
ramente agradecidos pelo bem que recebemos, sen
I duvidii deve ella ler seus graos, suas rellenes, o que
"(senda exacto me julgo enllocado para comvosco no
i a ni-1 ,r30 m.,;s elevado d
AraeatVo
Segu no lim da presente semana o hiato tmen-
rirrl, anda recebe alguma carga Irata-se na rua
da Madre de Dcos n. 2.
Para Lisboa pretende sabir com a maior bre-
vidade o patacho porlnguez llapido ; quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de pas-agem, dirija-se aos
consignatarios T. de Aquino Vonseca i\ l'ilbo, na
rua do Vigario D. 10, ou ao capilAo ua praca.
Nao lenhe mu vista oflender a rossa reconhecida
modestia, nem rmpresUr-VOS qualidades que as nAo pendencia^ Josc Nogileira de Niuza, ras do Crespo.
po-suai. ; e se por ventura a os*a luscoptibili to.le 'lrc0 ,,e >anlo Antonio ; e M hotel inglez.
se mague com as expresados de um sinee- Na travesea H.i Congregasrio, loj.i
ii-me de encadernacao, continuare ,i vemlet
to que ,.
muitas das oimudediresios |,i .iniiuixi.i-
das por este DIAKIO, como lamhem Oti-
lias umitas n.io sai de direito romo .le ma-
terias diversas, na mesma casa vendern-se
algumas obras latinas, proprias para <>s
<|ttf cstiidam esla lingua : todas as ninas
estio em inttito hom eetaoto, por ellas
la/.-se lodo o negocio, porcia dinlietro.
I.;ix,i-se e engomma-ue por prerjo
mente pela epidemia reinante, v* me eomtin.dne da'-se almense tunlaes com
-alMistcs e a varias pessoas de mulla lamitia que me i-' j -
s.io sobremaoeira charas. Recebe!, porlanto, esU mu,to aeeioe pi..mpti fraca manifesta.;ao de minhi gralidaj, e desta fami-1 \ laiiienlo siiluadi' n. I.
lia a quem lenries conservado a vida de son chele. Abiga-se um sitio qae lenha planta de rapim.
A nolireza de vossa alma mais se eleva pelo deshilo-1 trocieras e lugar para paslagem de ti vareas as pos-
ouiqueexerreisa vossa nobre prolissao. re- | soas que Uvereni um sitio com as condiroes a. im.i.
vezes a devida recompensa de i dirijain-se a rua do Oueinndo u. 6, primeiro andar.
nio acaliastes de pralirar para ou aunum icm por c-le jornal,
na toja US rua Aova n. ti, por ludo o mez vindouro I rommigo. Dcos conserve a vossa preciosa e mil ex- I A pessoa que -o quizer encaiiegar de rozinhar
de abril, para evitaron., por quininas t.io ridiculas, lencia. Oueiram, Srs. redactores, publicar estas os- I c.n sua cas para 5
tu e oulro-, que para n.io vos enfadar deixo de uo-
mea-Ion^"f'^'H";Uj,;"fJirJllle^.fvi.len j< por duas vezes seriamente .-imeacada.
te Sr. Dr., se se leslciniinhar aquillo que lbe be na- ,,,.....i,. ,... '
* L Idt ,I' j .. ( .I v. t |
turalineiite agracaido. e serla capaz de merecer a
greca de \. Exc.1. II. C.
Precisa-se de duus amassadores de masseira
paga-sc bem : na padaria da rua eslrela do Bosario]
trave-sa do Oueiinado, deposilo n. 2.
AOS DEVEDORES DE N. GAIIAI IX
Avise-se aos senhores que devem a casa do falle- niiiu imulo militas
cidol'.iidaull, que liajam de -ali-la/er ns seus dbitos \...... iidnlln-, como
: sabida de seus nomes ueste Diario na relacao que o
' consulado francez tem de publicar., como represen-
tante de herdeiros ausentes, subditos de soa n.icao.
i.lucn. precisar de um rapaz brasileiro que sa-
be ler e cscrever, para caixeiro, annuncie sua mo-
rada.
ca
i pessoas, xa ao l'a-eio PnMice.
Iinlias, para que a mana graudao seja publica. leja n. II. para tratar.
e mais esta vez seja o mrito apreciado. Recife 21 | Aluga-se um terreno murado com telheiro den-
de marco de 1S5(>.Josc Dias da Silva. lio, o qual terreno encosta junto selle barraca-.
Aluga-se una casa mis principaes rUSJ desla visto que he no tira do Passeio Publico de-la eidade :
eidade : quem tiver c quizer alugar dirija-se acslalquem pretender dirija-se a loia n. fl, no Paeo
t\ pographiJ qoe se dir quem a quer. | Publico.
ILEGIVEL


OllRIO OE rlRMIUCO SEXTA FIRI 28 OE Mgo DE 1856
Terceto edi^ao.
TRATA1EHT0 HOMOPATEICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS
1*1.-^*. *. eZSMH: JEJ .Ti%.IlHR,
ii 1111.lrur5.lo aopovoparase podercurardesta enfermidade, administrndoos remedios inais eflicaz.es
paraalalha-la.emquanto serecorreaomedico,ou mesmo para cura-1 ai udapeudenledesles nos lugares
em que nao os lia.
TRADUZUX) EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous opsculos contenas indieacoes mais clara* e precisas, e pela sua simples e concita exposi
jilo eil.iao alcance de todas asiulelligcncias, nios pelo que di/, respeito aos meios curativos,como prin-
cipalmente aos preservativos que tcm dado os mais salisfactoriosrcsullados em toda aparte em que
elle- tem ido postoa era pratica.
Sendo o Iratamenluhomeopattiicoo uniroque tem dado grandcsresulldosnocoralivo desta lioru-
velenfermidade, julgamosa proposito Iraduzir restes dona importantes opsculos em lingua vernaci-
la, para dentarle facilitar a sua leilnra a quem iguote o (raneas. _
Vende-se nicamente no Consultoriodo traductor, ra Nov n.52, por 21000. Vendem-se tamliem
os medicamentos precisos c boticas de 12 lubos cotu um frasco de lindura Vis, umadila de :io tubos conir
vro e 9 frascos de tintura rs. 25-3000.
W PEORAS PRECIOSAS- 1
*:
:
Aderemos de brilliaotea,
^ diamanTes e perolas, pul-
* ceir.is. allinetes, brincos ij
*j e rozetas, botes e aunis *
2 de difTerentes costos e de 3
M diversas podras de valor. *
* 3
Compram, vendem ou *>
^ trocam prala, ouro, bri-
* Ihantes.diamanlesepero- j$
* las, e oulras quaesquer
* joias de valor, a dinheiro ]
* ou por obras. <'
st3t3t*ei3r!S i***** S Ss.
MORERA DARTE.
Ifi.lt DE 0IR1YES
Ra do Cabuga' n. 7.
Receben? por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franca como
t
:;:,.:-.--.:. 3
'...--.. --....ir..;
A Ol UO E PltATA-
S>i ___ A
^ Aderemos complelos de
i ouro, meios ditos, puleci- ;\
* ras, allinetes. brincos e
% rozelas, conloes, trance- I
>, lins, medallias, correles
W eenfeites para relocio, e *
.':, outros muitos objectos de ..
i] ouro. V>
! Apparelhos completos, <
S de prala, para cha, ban- J
>. dejas, salvas, casliraes,
<* cullieres desopa edecha, n
Sj e muitos oulros objeclos
<. de prala.
- o *!> de Lisboa, as que aevendem por
preco eommodo eomo eoslumam.
ESTRADA DE FERRO DE PERNAMBCO.
Basqeiros da CompaNHU em londrbs.Srs. Heywood", kennards, & C*.
Banqueiros eh Pernambuco.O Banco de Pernamhuco.
Agentes no Rio de. JaneiroSr?. Mau, MacGregor, & C".
Agentes bm Pernambuco.Srs. Rothe & Bidoulae.
Agentes na Baha.Srs. S. S. Davcnport & C*.
12,000 actjoes eslao reservadas para o Brasil de valor de t 20 on rs. 177>777 cada aceao.
Os que desejarem comprar arcoes d'esta Companliia podero dirigir-se na forma abaixo indicada
Commisso em Pernambuco em casa das Srs. Rothe & Bidoulac. O deposito de urna libra es-
terlina ao cambio de 27 por 18000 ou rs. 85888 por accao deve ser ailcluado cm Casa de um
dos Agentes da Companhia no Rio de Janeiro, na Babia, c em Pernambuco, que dar o competente
recibo.
A subscripcao ftca aberla al o dia 20 de margo em Pernambuco.
Os senhores que ja flzerao pedidos para a acquisicao de aeces desla companbia antes de sita pu-
blicarlo em Londres, devem tambem dirigir-se Commisso e remetler aos Agentes a importancia
do deposito de 1, pnr conta de taes accoes dentro do prazo fixadii para a apresentaco de podidos.
A urna Commisso nomeada pelo Presidente da Provincia de Pernambuco, de accordo com o
Concessionario o Sr. Alfredo de .VJornay, ser confiado o trabalho da dislribuigao das Aeces.
Se nao forem concedidas todas as Accoes pedidas, o dinheiro depositdo ser levado em conta para
a primeira preslarao de duas libras esterlinas Rs. 17577G por cada Accao.
Senenhuma for concedida o dinheiro ser restituido por inteiro at o fin de Abril, ao mais tardar.
A Companhia tem reservado fundos que os Directores calculo ser suflicicntes para o pagamento dos
juros aos accionistas desde o dia em que se effectuarem as prestares, o csses juros serao os meamos
que sao garantidos pelos governos Imperial e Provincial depois de abertas as secees da Estrada
do maneira que a importancia das entradas vencerao o juro de 7 por cenlo logo que estas forem
realisadas.
Os dividendos serao [fagos aos Accionistas no Brazil cm casa dos Agentes da Companhia as cidades
do Rio de Janeiro, Bahia, e Pernamhuco.
Cada prestacao nunca exceder de duas libras esterlinas Rs. 17>776, por accao, ehaver tim in-
lervallo pelo menos de irez mezes entre as presiagoes.
Os que perlenderem accoes deverao dirigir-se Commisso, e remoller aos Agentes da Companhia
em Pernambuco Srs. Rothe & Ridoulac, logo depois de enlregarem a imporlanria do deposito, um
pedido segundo o formulario abaixo transcripto que os Agentes da companhia forneceraoconjunc-
tamente com o competente recibo pelas quantias depostalas.
oFormularia para o pedido de Acco'es.
Aos Senhores da Commisso encarregada da dislribuicao das Accoes da Companhia da
Estrada de Ferro entre o Reeife e o Rio de Sao Francisco.
Havendo eu entregado aos Agentes da Companhia reis
ao Crdito da mesma Companhia, peco-lhes que me concedao as Accoes correspondentes aquella
prestacao, o pela presente me obrigo acceitar aquelle numero de Acfoes ou as que me liouverem
de ser concedidas ; e bem assim pagar as subsequentes preslacoes quando me forem exigidas na
forma das Leis que regulo a Companhia, assignando-me por mim ou por meu bastante procura-
dor no Livro competente da inscripc.ao.
SIGNATURA.
Nome por extenso
Residencia por extenso ___
Profissao ou Occupacao
Lugar de Negocio seo tem _
93999m9?9teC
t J. JANE, DENTISTA, 2
IB contina a residir na ra Nova o. 19, primei- (
% ro andar. fj
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
poslo em ordem alphahelica, com a descripeo
abreviada de todas as molestias, a indicacio phvsio-
logica e tberapeutica de todos os medicamentos ho-
meopathicos, seu lempo de accao e concordancia,
seguido de uro diccionario da significarlo de todos
oa termos de medicina e cirurgia, c posto ao alcance
das peasoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO 1I0RAES.
Os Srs. assignanles podem mandar buscaros seu
exemplares, assim como quem quizer comprar.
PUBL1CACAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
K-l pnblicacjo aera sem duvida de nlilidadc aos
principiantes que se quizerem dedicar ao exercicio
do foro, pois uella enconlrarSo por ordem alphabc-
lica as priocipaes e mais frequenles oceurrencias ci-
via, orphanologieai, eommerciaet e ecclesiasticas do
nosso foro, com as remissOes das ordenacOes, leis,
avisos e re^olamentos por qoe ae rege o Brasil, e
bem assim resolucoes dos Praxislas amigos a moder-
nos em que se firmam. Conlm semelbaulemenle
as deeisoesdasqaesloes sobre sizas, sellos, vellise
novos direitos e decimas, sem o trabalho de recorrer
collecro de nossas leis e avisos .1 vulsos. Consta-
r dedoua volumesem oilavo, grande fraocez, eo
primeiro sabio luz eat i venda por 83 na loja de
ivros n. 6 e 8 da prara da Independencia,
zia da Boa-Vista, na ra Velha n. 42.
Trocam-se notas do Banco do Brasil
porsedulas: na ra do Trapiche n. 40,
segundo andar.
Precsa-se alagar dous pretos capti-
vos, dando-se o sustento, para trabalhar
nesta typographia : na livraria ns. lie 8
daptaca da Indcpecndcncia.
Candida-Maria da Paixao Rocha, pro-
'cssora particular de instruceo primarla,
residente na ra do Vigario do Lairro do
Reeife, faz sciente aos pais de suas alum-
nas, cjue aclia-scabcrta sua aula, naqual
contina a enslnar as materias do costu-
me, e admitte pensionistas, mcio pen-
sionistas e externas, por preros razoa-
vcls.
LOTERA da provincia.
O lllm. Sr. Ihcsoureiro manda fazer
publico, <|ue se acliam a venda na lliesou-
rai'ia das louterias, das horas as ."> da
tarde, os hilhetes da segunda parte da
primen a lotera da matriz de San-Jose
desta cdade, cujas rodas andam no da
29 doeorrente mez. Thesouraria das lo-
teras ."> de maivo de 18.">. O escri-
vao, Antonio Josc Duarte.
PARA LUTO.
Apronta-se dentro em 7> dias vestuarios
completos de merino por mdico prero,
na ra Nova n. 52.
Convida-se so respeitavcl publico a examinar
os retrates de dasuerreotypo e electrolypo tirados
pelo artista do alerro da Uoa-Vista o. 4, terceiro an-
dar, eque se acham em etposicao publica na ra
do CoIIcro, arraazem de leiloes do Sr. Marcolino.na
ra da Cadeia de Saulo Aoiouio, no cafe dos arcos,
e na roa estreiu do Rosario u. 17, loja de bilbetes.
CASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para amamenlar criancas na
casa dos exposlos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, tendo as habilitarnos necessarias, dirija-se a
mesma, no palco do Paraizo, que ah achara cora
quem tratar.
Associacao Commercial
Beneficente.
A commisso encarregada pela Associacao Com-
mercial Beneficente para distribuir soccorros sclas-
ses necPssitadas do bairro do Becife, faz saber a
quem se adiar uessas circunstancias, que pude pro-
curar a qualqucr de seus membros em suas residen-
cias abaixo designadas a qualqucr hora. A rmniiii--
s3o estando disposta a nao se poupar a quaesquer es-
forcos para bem desempenbi. a ini.sao que Ibe oi
confiada, roga as pessoas que tiverem conliecimenlo
de que qualquer pessoa em suas visinhan;as se acha
no caso de precisar de soccorro, mas que por qual-
qnerrircumslanciann opossa solicitar, qneiram ter
a bon.la Je de assim Ib'o indicar, afim de prompla-
toenteserem miuistrados os necessarios auxilios.
Antonio Alvcs Barbosa, ra de Apollo n. 110.
JoscTeixeira Bastos, ra do Trapiche n. 17.
Jo.ni da Silva Regadas, ra do Vigario n. 4.
ABREM1AMENTO.
A loja c armizem da casa n. 55 da na da Cadeia
do Becife junio ao arco da Conceico, acha-se desoc-
cupada, e arrerrda-se para qualquer estbelecimeuto
em pouto grande, para o qual lem comniodos sulli-
cienles : os preteudenles enlender-se-hao com JoAo
Nepomuceno Barroso, 110 sczuudo andar da casa n.
Associago Gommerclia
Beficente.
A commisso uomcada pela Assoriai.iio Commer-
cial Beneficente desla prac,a, com o lim de soccorrer
as pessoas neccssiladas e desvalidas da frcguciia da
Boa-Vista, por occasiaoda epidemia reinante, pre-
vine a qncui estiver cm lacs circunstancias, de pro-
curar a Joio Malheus, ra da matriz n. IS; Manoel
leixeira Bastos, ra da Alegra 11. 7 ; Vicente Al-
ves de Souza Carvalho, Estancia : desde as 7 horas
da mandila s 9, e a larde das i horas cm dianle :
em raso urgente, porcin. serio soccorridos prompta-
mente a qualquer dora. A commisso desojando
acertar na forma de distribuir os soccorros. roga en-
carecidamente a todas as pessoas mais conheridas
desta freguezia que tiverem perfcila sciencia do es-
tado de precisilo de qualqucr familia, sedignemde
a informar alim de ser com promptidao attendida.
Reeife -J."> de fevereiro de ISSt.Joao Malheus, Ma-
noel leixeira Bastos, Vicente Alves de Sooza Car-
valho.
/ illa de Barreiros i> de marro de. IK"i(>.
O abaixo assignado faz sciente ao viuario Manoel
l'erreira Borgesea lodos os membros de sua familia,
que, com o auxilio de Dos goza de saude com o seu
lilho Jellerson e mais pessoas da casa. Adverle lam-
ben), que, cm quanto correr iropresso este aviso, em-
dora esla dala, devem lodos fcar trauquilisados,
pois que qualquer agitara que apparera cm dispo-
siro de nossas faculdades pbysicas, muda-se de vi-
so. O lempo nao esla de gracas, exige mesmo que se
tomem estas cautelas : a liygicnne publica cm seus
conselhos recommenda que se eviten) excessos de
cuidados, que sao nocivos, mxime em lempo epid-
mico.Y ii mino Lucas de Azevedo Soarcs (iordo.
A ei'fermaria do consistorio da ir-
mandade do Divino Espirito Santo cm
Sao-Francisco, ja' annunciada, acha-se
provida do mais necessailo para rceber
aos seus rmos desvalidos que venhama
ser accommettidos do cholera : roga-se,
pois, aos irinaosda mesma irmandade.ou
a quem tenha conhecimento de alguna
antes, participen] ao irmao juiz, escri-
vao, ou ihesoureiro, alim de que sejam
recolhidos pela mesa e tratados da me-
Ihortrmaque for possivcl.
Commisso de beneficencia da freguezia
de Santo Antonio.
A tommissaoabaixoassignada da fre-
guezia de S. Antonio encarregada por
parte da associaro commercial benefi-
cente de soccorrer a pobreza; avisa as pes-
soas desvalidas que precisaremde soccor-
ros, queirSoentender-tea qualquer hora
na ra Novan. 7, casa de Antonio Au-
gusto da Fonseca, na ra do Trapiche n.
iO, de Thomaz de Paria, c na mesma ra
n. ol, de Salusttano de Aqnino Ferrcira.
Pernambuco 25 de fevereiro de 1K3.
Salustiano de Aqulno Ferreira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Thomaz de
Falla.
No aterro da Boa Vista
11. 55,
precisa-se de um bom ollicial detornciro, que cnlcn-
da perfeilainenle de sua arte.
Pelo presente protestamos denun-
ciar de lodasas pessoas que venderem hi-
lhetes de lolcrias do Rio de Janeiro, do
dia 20 do prximo mez de abril em liante
tanto pelas ras como em qualquer casa,
pois que nao adiamos justo que para p-
dennos vender paguemos o oneroso im-
posto de 1:200.S'0()0 por cada tuna das
nossas lojas e teiiltamos tima lianca na the-
souraria geral, e licencado lllm. Sr. Dr.
chele de polica, ao passo que outros a"
nossa sombra os vendam com o malor es-
cndalo ipfringindp assim a lei, e tirando
nossos inleresses pelos quaes pagamos o
referido imposto. Reeife 18 de marco de
I Sfi.Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior.
ESTRADA DE FERRO.
aaBSufiSt .i1 Cx9nHnut8wR7 |7aYu .i" uiVu loui-
cao das accoes.
Os Srs.O E\ra. conselheiro Jos Ren-
to da Cunha Figueiredo.
Barao de Camaiagibe.
Commcndndor Manoel Goncalves da
Silva.
CommendadorLuiz Gomes Ferreira.
Alfredo de Mornay.
Em consei(11 enca, das distancias em
quemoram algumaS pessoas que assigna-
ram accOeS da companhia da Estrada de
Ferro, e adlillculdadc de seaelmr porta-
dores neste tempo de epidemia, lica o
tempo (pese marcou para se fazer a en-
trada de nina libra ou res S.S'SSS, poi-
cada accao, transferido para o dia i de
abril, depois do qual a commisso encar-
regada da distribuirfio das accoes nao re-
cebera' mais pedidos.
Precisa-se de alocar urna ama de Icite: na
prara da Independencia n. :l(i c 3S.
Aluga-se o segundo andar do .obrado 11. Jl da
ura do Amorim : tratase na ra Bella n. 5.
Roga-se a pessoa que encontrar a preta l-'eli-
cidade com os signaesseguinles: falla de dous den-
tes na frente, estatura regular, idade :>' annos, he
muilo alegre ; leva-la ao paleo do Carmo em casa
de seu senhor Francisco Bordes l.eal, qae alem tas
despe/as se recompensar generosamente.
Domingos Pinto Ferreira retira-se para Por-
tugal.
Avsa-se ao lilho de Maria d'Assumprao, que
fallecen do cholera na casa da ra da Senzala Nova
n. 10,o qual chama-se Francisco, be tanoeiro, e di-
zem morar no engendo Cagafugo. lermo da Eseada
qoe venda quanlo anles lomar conta de urna menina
sua filda de nome Joanna, e do* movis que deixou
sua mai na mesma casa onde fallcceu.
Aluga-so um primeiro 011 segundo andar de
urna casa que seja grande, as roas seguinles : Col-
legio, larga do Rosario, S. Francisco, Alerro 011
t lueiniailo : quem liver aninincie para ser procu-
rado.
HOSPITAL PORTGEZ DE
BENEFICENCIA,
(.lucm liver rontas activas com o hospital, queira
apresenla-las al o fim do frrenle mez.O secreta-
rio, M. F. de Souza Barbosa.
Precisa-se de amaisadores que enlendam e se-
jam diligentes, pagndole 'I0> mensaes.
O professor de malbemalira. do (ismnasio
Provincial pretende abrir no I- de abril do crrente
atino umenrso de geometra, os esludantes que o
quizerem (requentar podem dirigir-se a casa de' sua
residencia na na Direilan. TS, parase inscreverem
de mandaa das ti as 9 horas, c a larde a qualquer
dora.
C-RATIFICACAO'.
Gratificare com 105 rs. aquem iucnlrar urna ama
de leile de boa conducta : na ra da Cruz 11. 18, se-
gundo andar.
O abaixo assignado faz vea ao respeilavel pu-
blico que o Sr. Agostiubo da Silva Torres deitou de
ser seu caixeiro desde o di i\ do corrente mez.
Francisco Jo' da Costa Kibeiro.
Roga-se aoSr. M. R. N. queira ler a bondade
desatisfazer urna dimiuula quanlia que deve na ra
da Senzala Velha ii.-H.priniPiro andar.senao lera o
desprazer de ver sea Dome por extenso DMta felda.
t) lllm. Sr. regador interino do Cymnasio man-
da convidar aos pas ou correspondentes dos alum-
nos internos, meio |iensionistas e externos, para, no
prazo de S dias, entrarem com o quartel adianlado,
que tem de principiar no I." de abril prximo vin-
doftro. SecreUria do liymnasio -\ de marca de
1836.O secretario, A. tabral,
iiu)iiu:iii\ i.
A qualquer horadu dia ou noitc aclia-sc urna pes-
soa habituada a curar pelo systema homeopalliico, e
e^l prompla a prestar seus serviros em prol da Iiti
mnnidade. O mesmo cou!rala com qualquer senhor
de ensenlio nu pessoa interessada de seu prestimos
para fura O abaixoassi&naifo faz vera seus fresue/.es.que
mudou o seu esiaheiecimenlo de rharu'os para a na
da I.incela n. 3.Jos AlTonsu de Azevedo Campus.
Precisa-se aluRar urna aena forra ou captiva,
para o serviro de uina casa de pouca familia : u >
C.uellios, sobrado junio ao hospital novo.
Precisa-se de urna ama para comprar eeozi-
nhar para casa de homeni solteiro : na ra da Praia
D. i.
f&ompta
Compra-se urna cadeira da Babia, rom pouco
uso, assim como urna lipnia : ua ra do Crespo n.
3, loja de portas.
Compra-se um boi de carrora : na corbeira do
largo do Arsenal deMarinba, a qualquer hora.
Compram-se notas do Banco do Bra-
sil: na ruado Trapiche-Novo n. 40, se-
nado andar.
Comprase eflectivamentc.lalao, bronze e cobre
veldo : no deposito da fundirao da Aurora, na lili
do Bruin. logo na entrada n. S,c na mesma fundi-
Cflo, em Santo Amaro.
Compra-se urna escrava de 32 a :0 annos, boa
figura, que saiba coser, lavar e engommar, prefere-
se com lilhi de j a 10 annos : a rallar no escriptorio
de Francisco Severiano Rabcllo \ lilho, largo da
Assemblca Provincial.
Compra-se um guarda louca esteja em bom estado : no primeiro andar
desta typographinse dir' Compra-se urna escrava de ineia idade, que
saiba coziudar o diario de urna casa e enuommar :
na ra do Encantamento u. 3, armazem. Na mesma
casa tambem aluga-se urna ama.
.Jnitas,
ffolhinhas
PARA 0 CORRENTE ANNO.
Folhinhas de algibeira conlendo O al-
manak administrativo, mercantil e in-
dustrial desta provincia, tabella dosdirei-
tosparoclilaes, resumo dos iir.|ioslos ge-
raes, provinciaes e mttniclpaes, extracto
dealrjumas posturas, providencias sobre
incendios, cntrudo, mascaras, cemiterio,
tabella de feriados, resumo dos rendi-
mentos e exportarlo da provincia, por
500 rs. cada urna; ditas de porta a ICO;
ditas ecclesiasticasou de padre, com a re-
sadeS. Tilo a iO() res: na livraria n. 6
e 8, dapraca da Independencia.
Chapeos de sol de seda a SJ00O.
Na ni., do Crespo, loja D. 5, vendem-se chapeos de
sol de seda de milito boa qualidadc, pelo bauo pre-
so de ">o cada um.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. ]
Senzala nova n. 42.
Neste cstabeleclmento continua a ha-
ver um completo sorlimentode moco-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de foro batido
e coado, de todosos tamaulios,
dito.
Quem quizer comprar um carro
americano de quatro rodas, com assentos
para duas pessoas, tendo arreos e cavallo
muitoardigo: dlrija-se a ra do Trapi-
chen. iO, segundo andar.
I'arinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Annes Jarome Pires ven-
dc-se superior familia de mandioca em saceos gran-
des ; para porepaa irata se com Manoel .Vives Guer-
ra, na ra do 1 rapiede n. ', i.
para
Moinhos de vento
omhombasderepuiopararcgarhortase baila
aer.apim,narundic.adeD. W. Bowman: ama'
do Brum ns. 6, 8e 10.
PABA OS SENHORES ESTLDANTES.
Vendem-se na livraria ns. lie 8 da pre-
ga da Independencia, os seguintes livros
para as aulas preparatorias ; em trances :
Paul el Virginio, Telemaque em ingles ;
Historia ol Rome, Thompson: poi-
cos com modos.
pie-
LutO.
w, na mesma roa.
Na casa da residencia do l'r. I.oureiro, na ra
da Saudade, defrnnledo Hospicio, precisa-se de urna
ama de leile, forra, que nao traga comsigo o filho,
que liver, de peito.
Passaportes.
Tiram-se passaportes, despacbam-sc cscravos e
correm-se l'olhas ; para este lim, prncure-sc na roa
do Queimado n. %',, loja de miudezas do Sr. Joa-
qoim Monleiro da Cruz.
Precisa-ae de nm forneiro ; na padaria da ra
Uireila n. C9.
Quer-sc alugir um escravo para servico de
casa: a tratar na ra do Trapiche n. 1, segundo
andar.
LOTERA DA PROVINCIA.
Os hilhetes e cautelas do cautelista An-
tonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
nao estao sujeitos ao descont dos 8 por
centodo imposto da lei. os rptaesse acham
a venda as lojas da praca da Indepen-
dencia ns. 4, 15, I") e40, ra Direita n.
15, i na da Prala n. SO, roa do Crespo
n. 5 e do Livramento n. 50.
As rodas andam no dia 29 do presen-
te : os premios sao pagos logo que sa-
bir a lisia 'eral.
Recebe por inteiro
Bildeles
Meios
Tercos
Cuartos
IJuintos
(litavos
Decimos
Vigsimos
O referido
."Ol
JSlHdl
joo
I">0ll
trino
7fi0
tHO
330
5:0001000
3001000
1:6669666
I :-J.VWHI0
1:0009000
KiSOOO
5009000
25O9000
paga nos seus
cautelista declara que s
hilhetes intelros vendidos
os 8 por centocomo tem annunciado
Precisa-se de una ama de leile, pagando-se
muilo liem : na ra estrella do Rosario n. 35, casa
do desembargadnr Rabello.
Precisa-se de um caixeiro para taberna ; no
pateo ilo Terc,o n. II.
Precisa-se de urna ama para casa de 2 pessoas
de lamida, que seja capaz, para todo o serviro in-
terno : na ra Augusta, sobrado n. II.
OITerece-se um rapaz com pratica para qual-
quer casa de commercio sejaeslrangeira ou ibrasilei-
ra, d fiador por sua couducla : quem precisar au-
nuncie.
Massa adaman-
tina.
Francisco Pinto Ozorio sangra, lira denles e chum-
ba com a verdadeira massa adamantina ; esla nova
prepararfio superior a todas quantas tcm apparecido
al boje, que alem de petrificar em menos de um
ni i nulo, tica o denle com a mesma cor natural e em
perfeito estado como que nunca livesse ruina, tam-
bem applica ventosas pela allraccio do ar. tendo
para esse lim apparelho completo ; assim como mi-
tro para lirar leile de peito em senhoras que mui-
las vetM se torna bastante til pelo mal que causa
a relenrilo do mesmo ; tambem tem muito superipres
limas para apartar os denles, que vende por barato
preco: pode ser procurado para estes lins, na ra
cslreila do Rosario w.l.
Avi das freguezias do Reeife, Santo Antonio, S. Jos,
A togados e Boa-Vista, e do imposto de '* por cenlo,
ludo do anno financeiro de IR~>i18., que as rob-
ines de seis dbitos ja se acham em juizo, onde se
Ibes concede o prazo de t dias para pagamento ex-
pontaneo, com guia do procurador fiscal, qoe poda-
rao procurar na residencia d" mesmo, na ra Nova
n. 'i'i, segundo andar.ti procurador fiscal,
Cipriano Fcnclon C-uedcs Alcoforado.
A aula denominada Santa Rosa, que existia na
ra Augusta, para o cnsino de meniuas, pelas lillias
de Firmino J. F. da Rosa, mudou-se para a ra do
Vigario, segundo andar da casa do Sr. Thomaz de
Aquino Fonseca i\ lilho por cima de seu escriptorio,
aonde recebero as meninas que seus pais Ih'as qui-
zerem confiar para ensinar o quesahem, o vem a ser
o seguinte :
1. eiisinario a ler, escrever, coular, etc.
>. coser chao, lab\rinlho. cacundi-, bordar de sus-
to e acolchoado, marcar de todas as qualidades.
3. tapete, tapetara, matiz, micanga c ouro, ele;
e tambem se por preces razoaveis. A aula pciucipiou no dial.-
de fevereiro.
Precisa-se (lugar 4 escravos, pagando-se SH9
mensaes, e d-se o sustento : na padaria da roa Im-
perial, defronle da fabrica de sabao n. 173.
Precisa-se de 3 ofliciaes da charuleiro : na ra
da l.ingneta n. 3.
O arlisla cm daguerreoljpo do alerro da Boa-
Vista n. 4, terceiro andar, avisa ao respeilavel po-
blico, que lem de seguir muilo brevemente para a
corle do Rio de Janeiro ; aquellas pessoas que qui-
zerem possuir um perfeito c fiel retrato devem apro-
veitar-se do pouco lempo queresla de sua estada em
Pernambuco. A galera c ollicina estar aberla daa
ti horas da maiiba as i da larde, seja qual for o
tempo.
Precisa-se de urna ama : na ra Bella n. 20.
Preeiae-aa de alugar um prelo^u preta ou mo-
Icque para o servico de casa de pouca familia e lam-
ben! se precisa de um criado : a tratar na ra Direi-
ta n.'JI, primeiro andar,
PEDIDO.
As pessoas que deram imagens para se encarnar
a Joan Baplisla Correia (ja fallecido.: pede-se quei-
ram ir busca-las na ruadas l.arangeiras n. -J, no
prazo de 1 "> dias.
Precisa-se de dous Iradalhadores.sendo um para
Irabaldar rom urna canoa e oulro para o servico de
nm sitio: na corbeira do largo do arsenal de raari-
ulia, a qualquer hora.
Prerisa-sc de urna ama para comprar e cozi-
nliar : a tratar na ra Direita n. 106.
Precisa-se de urna ama para casa de liomem
solteiro : no aterro da Boa-Vista n. 60.
Vende-se familia de S. Matdeui, por preco
eommodo, e juntamente saccas com milho : na ra
do Raiigel u. .">2, ou passando o becco do Carcereiro.
Vende-se una farda nova para oflicial da guar-
da nacional : na ra .Nova, loja u. I.
Vende-se ou arrenda-se um sitio na estrada do
Espinheiro, com casa de vivenda,; baixa de capim
para .1 e i cavados, cocheira feila,estribara e senza-
la principiada : quem o preteuder, dirija-se a Itda
do Retiro, a fallar com seu proprietariu Fraucisco
de Carvaldo Paes de Andrade.
Para
Corle* de vestido de cassa preta com 7 varas cada
um, de bonitos padres a roon : veude-se oa ra
do Crespo, loja da esquina que voila para a ra da
Cadeia.
Vendem-se taboas que serviram de praleleiras
de taberna c suas guarnices, de louro e novas ; as-
sim como 2 caixoes que serviram de amostras, e
existem ua loja do sobrado de andares, virando a'
ra do Angla para o pateo da Sauta Cruz, lado es-
querdo, que se entrega por qualquer preco para
desoecupar a loja : os pretendemos l.illeui na ra dat
I .i u/es ll. '.I.
No armazem deNovacsiV. C. rita da
Madre de Dos n. I i, vende-se I'arinha de
mandioca em saccas, de superior qualida-
de, pot preco eommodo.
Na ultima casa da ra dos Guarara-
pes, ao lado esuuerdo, ha para vender
docesecco decaj, quer em libras ou em
bocetas, bemeomo {elea de arara' em la-
tas, a contento dos compradores.
Charutos varetas.
Veidadciros de Brando S. Flix por preco
eommodo : vendem-se na ra do Vigario n. 23, pri-
meiro andar.
Farinba de higo.
Jos B. da Fonceca Jnior, na rua do Vigario n.
33, tem a venda de superior qualidade de Ballimo-
re a preco eommodo.
Velas estearinas, pedrasdemar- jg
more para mesas, papel de peso 9
ingle/., papel de embrulho, oleo v)
de linhaca em botijas, chicotes (^
para carro, pianos de armario, )
lona ebrimde vella, cemento ro- fj
mano, aripamento de todas as
quadadej^Mabos de linho e de
in.iiiiltiTi, pxe da Suecia, cham-
pagne e vtnhos linos do Itenho :
vendem-se no armazem de C. J.
Astlev cV C-, rua da Cadeia n. 21.
9
.Na fabrica de sahao da rua Imperial se vende
muito nova o *ui>erinr inadeira de pinho em prau-
eboeade 11 pea de comprldo, 9 pollegadas de largu-
ra e 3 de grossora, a 308 a duzia.
Mcas pretas pa-
ra padres.
\ endem-se superiores meia de laia para padres,
pelobaralissimn preco de 1?80Oo par, ditasdeal-
godan prelas .i 640 o par : na rua do Queimado,loja
de miudezas da Boa Fama n. 3.
Sal do Ass
A bordo d,i escuna Jos vende-se sal do Assu',
ou a tratar rom Antonio de Almeida Comes, na roa
do Trapiche n. 16, segundo a.
SEMENTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se a venda na
ruada Cruz do Reeife n. 62, taberna de Antonio
Francisco Marlins as sei:uint?s semenles de bortali-
ces, coma sejam : ervilbasl<>rta, genoveza, e de An-
gola, feijao carrapalo, rxo, pintacilgo, e amarello,
alfacerepolhoda e allermla, salsa, tomates grandes,
rbanos, rali.metes brancos nieai nados, nabos ro-
zo e branco, senoiras braucer e amarellas, cooves
trinchuda, lombarda, esahoii, sebola de Selubal,
segurelha, coentro de looccira repolhoe pimpiftla,
e urna grande porrao de dilterenles sementea, da*
mais bonitas florea parajardins.
Vendem-se saccas de fejo mnlalioho muid
novo, velas de carnauua de composicao da melln
latinea do Aracaly, pelles de cabra, esleirs de pa-
Iha de carnauba muilo boas, ludo por preco eommo-
do, assim como saccas grandes com milho a 35800 :
na ruado Vigario n. 5.
Couros de cabra.
Vende-se mresln de courosde cabra, mnilogran-
des e bous : na rua da Cadeia do Reeife ti. 57.
IEGHANISHO PARA EH6E-
110.
NA FUNDICAO DE FEHKO DO ENGE-
NHEIHO* DAVID W. BOWNIAN, ,sA
RUA DO BRUM, PASSANDO O oIA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorinnento dos seguintes ob-
jectos demecbanismosproprios para em.enhos, a sa-
ber : moendas e.meias moendas da mais moderna
conslruccao ; taixas de ferro fundido c balido, de
superior qualidade e de lodosos tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou auiuiaes, de (odas as propor-
Cocs ; crivos c boceas de fornalbae registros de bo-
eiro, aguilhoes, breases, parafusos ecavilhOes, moi-
uho de mandioca, ele, ele.
NA MESMA FUNDICAO.
e executam (odas as encommendas com a superior
ridade j condecida, ccom a devida prestezae com-
modidade em preco.
Vendem-se livros para o 1,-, >. e3.- annos da
Faculdade de Dircito, asim como livros par. todos
os preparatorios, por preros baratos : no terceiro an-
dar da casa da esquina da rua do Rosario, defronte
da igreja, a vollar para a rua do Queimado.
Veude-se um cabriole! em bom Oso. com um
dos mclliores cavados, por (er o dono de rctirar-se :
na rua do AragAo n. 12.
Vende-se a t dorna da rua do Mondego n. I i:l;
a tratar nc mesma taberna.
VELAS OE CERA HE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba, em caixas,
muilo superiores : na rua da Cadeia do Kecifc n.T.
Vende-se urna dislilaeao bem motilada, com
todosos seus perlences, disiente na ruado Rangel
n. .'>l : a tratar na rua do Crespo, quina da rua das
Cruzes n. Iti, loja.
Vende-se a lahcrua da esquina da rua da l.in-
gneta n. 5, bem afreguezada para a terr.i c para o
mar ; o motivo por que se vende se dir.
Vende-se a loja de calcado da rua do l.ivra-
mento n. 33, com poneos fundos, a dinheiro ou a
prazo, dando o comprador garanda as lellras : a tra-
tar na mesma luja.
Vendem-se tres vaccas de leile, crionlas, do
pasto, paridas de pouco, dando bastante leile : ven-
dem-sc por nao se poder ler : as Barrciras n. se
dir quem vende.
No primeiro armazem de tari nba de trigo, no
becco do loncalvcs, vende-se a mais acreditada fa-
rinba em mcias barricas, desembarcada em l'.l do
correte.
Cousas Anas ede
bons gostos
NA LOJA DA BOA FAIA.
Vendem-se ricos leques com plumas, dolla, e
espelho a 2?. 'uvas de pellica de Jouvin o melhor
que pode baver I3IOO o par, dila de seda ama-
relias e brancas para bomem esenhora a 15280, di-
tas de lorral pretas e com bordados de cores a 800
rs. e 19900, ditas de lio de Escocia brancas e de le-
das as cores para homem e senbora a 500 rs., ditas
para meninos e meninas muito boa fazenda a 320,
lencinhos de retroz de todas as cores a 18, Inucas de
lia para aenhora a 60, pentes de tartaruga para
alar cabello, fazenda muilo superior a ."i, ditos de
alisar tambem de tartaruga a 38, ditos de verdadei-
ro bfalo para alar rabello imitando mnilo aos de
tartaruga a 18280, ditos de alisar debtalo, laien-
da mudo superior a 320 e OO, rs., lindas mcias de
seda pintadas para criancas de 1 a 3 annos a 18800
"ll ar, ditas de lio de Escocia tambem de bonitas
cores para criancas de 1 a 10 annos a 320 o par, es-
pedios para parede com excedentes vidros a TiOO,
700, 1/e 18200, toucadorescom ps a 18">00, lilas
de velludo de todas as cores a 160 e 210 a vara, es-
covas Tinas para denles a 100 rs., e finissimas a .i00
rs., ditas finissimas com cabo de mar lim a !.-, tran-
cas de seda de todas as-cores e larguras a 320, 400 e
500 rs. a vara, sapatinhos de Ua para criancas de
bonitos padroes a 210 e 320, adereces pretos para
luto com brincos e allinetes a 18, loucas prelas de
seda para criancas a 18, Iravessas das que se usam
para segurarcab'ello a 18, pistoliobas de melal para
criancas a 200 rs., galheleiras para azeile e vinagre
a 2-82O0, bandejas muito fnas e de todos os tama-
nhos de 18, 28, 38 e 48, meias brancas fnas para
senhora a 210 e 320 o par, ditas pretas muilo boas
a 400 rs., ricas raias para rape com riquissimas es-
lampas a 38 e 2SO0, meias de seda de cores para
bomem a 640, charuleiras muilo fnas a 28, castes
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., oculos de armacJo de ac prateados e dou-
radosa 610, 18 e 1j200, lunetas com aro de bfalo
e tartaruga a .'00 rs. e 18, superiores e ricas beoga-
liuhas a 2?, e a >'*> rs. mais ordinarias, chicotes pa-
ra cavallo pequeos e grandes, fazenda muilo supe-
rior a 040, 800, I, 19300,18300 e 28, atacadores da
cornalina para casaca a 320, pentes muilo tinos para
suissa a 300, esrovas linas para cabello a 610, ditas
para casaca a <>10. capachos pintados para sala a
lili), meias brancas e cruas para bomem, fazenda
superior a 160, 200 e240 o par, camisas de meia
muilo finas a 18 e 1s200, luvas brancas eucorpadas
proprias para montana a 240 o par, meias de cores
para senbora muito fortes a 220 o par, ricas abotoa-
durasde madrcpcrola ede oulras muilas qualidades
e gostos para colletes e palitos a 300 rs., fi velas doa-
raida para calcas cuteles a 120, ricas filas finas
lavradas e de (odas as larguras, bicos finissimos de
bonitos padroes e todas as largaras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, tesouri-
uhas para costura o mais fino que se pode encontrar.
Alem de ludo islo oulras muilissimas cousas muito
proprias para a festa, e que ludo se vende por pre-
Co que faz admirar, como lodos os freguezesj sa-
ben] : na rua do Queimado, nos quatro cantos, na
bem condecida loja de miudezas da Boa Fama
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ultimamenlechegada, as-
sim como potassa da Russiaverdadaira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
Vendem-se em casa de S. P.Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sel lins ingleses.
Relogios patente ingles.
Chicotes decano e de montara.
Candicirose casticaes bronceados.
Lon atnglezat.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barr* de grasa n. 97.
Vinho Cheri y em barril.
Camas de ferro.
Cobertores de .il;;n.
Vendem-se cobertores de algodfto sem pello a 18,
panno azul fino para farda a 256OO o covado : na
rua do Queimado n. 3.
LIQUIDACAO'.
O arrematante da loja de miudezas da roa dos
Uuarleisn. 21, qnereudo acabar as miudezas oae
existem, vende barato alim de liquidar aem perW
de lempo.
Franja combolotas ara cortinados, pee
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nnicodeposiIncontinua a aer na kalira de SUr
tholomeu Francisco de Soata. roa tarjado Rata
rio n. 3b ; garrafas grandes oejNl e pe^araail
IMPRTAME PARA 0 PliLICI
Para cura de ipMisica em lodoa <* diDereaata
graos, quer motivada por constiparles, lasae, eaBee
ma, pleuriz. escarros da sangue, dr de eirtada a
peito, palpitado oo corara, coqueluche-. hroM-lirt-
dr nagarganta.e lodasaa eaolettiasdo* orea pal-
monarea.
REMEDIO IMCOMPARVEL
PLELAS HOLLOWAY
Este iiiesiimavelespccifico, cowposlo inlcwioaea-
te de hervas meditiiiaes.Dao conlem mercara, a*
algaraa nutra sobstaucia dele* Ierra. BeBigaa a aaaw
teura infancia, e a rnmpleii.ao aaaie delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar a bmI
na rumplei'.ao mais robusta ; ha .iileiraaaea4e ie*-
cente em auas operarnes e efleilus : pon bajara e re-
move as iloeiiras de qualquer especie e cra, ajar
mais autigas e tenates qae aejaaa.
Eotre milbares de pessoas coradas cae ceta re-
medio, muilas que ja e*la\am as parlas 4a marte,
preservando em sea aso, conseguirn recaaaar *
saude e roreas, depois de liaver taaUds iaolilaseaia
lodos os outros remedios.
As mais afOictas nao devem rnlregar-se a i
iiieu ; facam um competente ensaio
etleitos desla assomlirosa medicina, e prestes rece-
perarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em lomar esle i
qualqoer dasseguinlesenfermidadts :
Accideotesepilepticos,
Alporcas.
Impelas.
Arelas mal d' .
Asthma.
Clicas.
Convuls-ics.
Debilidade ou eilenua-
cao.
Debilidade ou falla de
forras para qualqucr
cousa.
Resinleria.
Ilor de iMi-anla.
de barriga.
nos mis.
Dureza no ventre.
Eufermidadesno ligado.
i venreas.
Emaqueca.
Ervsipela.
Febres biliosas.
inlermillenles.
9000
38HO0
25700
TjlOO
:iIKKI
100
l8000
18300
240
210
8000
28000
28000
.18200
28N00
13800
600
720
28300
18600
Febre (oda especie.
(.ola.
Ilemorrhoidas.
H}dropisia.
Ictericia.
Indigeslnes.
Intlaiasnars^s.
Irrrgalardada daaarsts-
truacao.
i.ombrigas de I "da es pe-
ne.
Mal-de-pedra.
Manchas aa calis.
Obstrocraa de vealre.
I'htisicaea
pulmonar.
Hetencaad'a .
Klieuniali S] mptomas secaadariut.
1 eiiiores.
I ir o doloroso.
Cceras.
Veneren Tal.
MOENDAS SUPERIOR.
Na fundicao de C. Slarr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
rnodcllo e construccao muito superiore.
Vendem-se sellinscom per-
tences, patente ingle/, e da
melhor qualidade que lem
vindo a este mercado: no
armazem dr Adamson llowie
& C, rua do Trapiche n. te.
Vcnde-se urna llaula de bomba e qualro cha-
ves : na rua do Oociniado n. 63.
Vende-se orna canoa aberla que carrega 300
lijlos, prapria pnraolaria para a ronducnio de bar-
ro tambem se negocia a troco de lijollo : quem pre-
tender oppareca na rua da Aurora, passando a fun-
ilicao primeira taberna.
FARIMIA DE TRICO.
No becco do Gonralves.armazem de Jos Duar-
te das Neves, acha-se a venda um bom sorlimen-
lo das melhores lanudas do mercado.
Milho novo.
Vcnde-se a :18200 a sacca de mi fe : na rna da
Cadeia do Reeife u. 3,
Camisolas de pitra laa para pretos.
Vendem-se no escriptorio de Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo, rua da Cruz n. 1.
Guaran'.
Veode-se guaran, as libras que o comprador qui-
zer comprar, por preco roininodo : na ruada Cadeia
do Reciten. 17, loja do miudezas.
Vende-se cal de Lisboa para caiare de:.infectar
casas, a retalho. por preco eommodo : na rui da
Senzala Nova n. 1.
Vende-se urna porcao de gado, vaccas, ele. :
no sitio do capito Barros, na e-lra la dos Mdelos,
ou uo collegio da Couccie.lo na Tamariueira.
Farinha de inandioca.
Na rua da Madre de Dos n. 2, vcnde-se superior
farinha de mandioca, era saccas de alqueire velho, e
(res quarlase meia a 61 c 3SJ00.
Cobertores de algodao i
800 rs.
Vendein-se coberlorcs de algodio srande^ a S(M)
rs., panno a/ul lino para tarda a j-mio o covado :
na rua do Oueimado n. 5a
\ elas de cera de car
nanba*
Na rna do ijuoimado n. 6fl, loja de ferragens, ven-
dem-se velas de cera de carnauba, cm cai\as le 10
a 60 libras, por diminuto preco : quem precisar
api emule .1 occasiao.
Taixas para
Na fundicao' de
Bowmann na rua
do o chafar i/.
engenhos.
ferro de D. W
do Brum.passan-
continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferro
tundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, atquaes acham-se a venda, por
preco eommodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-sc cm carro
sem despe/.a ao comprador.
Vende-se por 10 rs. o tratamento da
cliolera-mo rlins : na livrr a n. (i o 8, da
praeada
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com Tarinha e milho : na rua
d Cadeia n. 2.1, loja.
Vcnde-se uma>prela boa cozltihcira e engotn-
madcna : ua rua Direita u. 66.
Laa ae cores para bordar, libra
Pentes de bfalo para alisar, duzia
Fivelas douradas para cale, urna
jroza de obreias muito finas
Lencos de seda linos, ricos padroes
Caiga de lindas de marca
Meias para senhora por
Pentes de tartaruga para segorar cabello
(rozas de canelas finas para pennas
Ditas de botes finos para casaca
Meias pretas para senhora, duzia
Ditas ditas para homem
Lacre encarnado muilo fino, libra
Papel de cores, maco de 20 quadernos
Duifia decolveles
Espelbosde lodosos nmeros,duzia
Linhasde novellos grandes para bordar
Ricas lilas escocezas e de sarja, lavradas,
largas 900
Meias croas sem costura para homem WM*)
Ditas de seda n. 2, peca 380
Trancas de seda branca, vara 00
Caias de raiz, duzia 18600
Pecas de lila-de eos 300
Lapis finos, groza .;', Cordao para vestido, libra 18200
Toacas de blonde para menino 1C200
Chiquitos de merino bordados para menino 18OO0
e outros muitos artigos que se tornara recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que n.lo se duvidara
dar ora pouquinho mais barato a aquello senhor le-
gisla, qoe queira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeira inflo.
Cortes de cassa parajlem est.v de
LUTO.
Vendem-se corles de cassa prela muilo miuda,
por iiiininulo preco de 28 o corle, ditos de cassachi-
la de bom gosto a 25, ditos a 2?i00, padroes france-
zes, al_paca deseda de quadros de todas as qcalida-
dcs a 720 rs. o covado, Ua para vestido tambem de
quadros a 1K0 o covado ; todas eslas lateadas ven-
dem-se na roa do Crespo n. 6.
lacinias ce ema.
Vendem-se muito boas pennas de ema : na roa
da Cadeia do Reeife 11. 37.
Cognac verdadeiro.
Vcnde-se cognac saperior em garrafas : na rua da
Cruz n. 13.
Vende-se um cabriole! lodo pintado e forrado
de novo, com arreios, he bastante leve, segoro e bo-
nito: para ver, na rua do Hospicio, esquina doCa-
marflo, loja do Sr. Candado (pialar de carros e a
tratar, na rua do Collegio n. 21, primeiro andar.
R ^logios
ing (les de pa-
tente,
os melhores fabricados Inglaterra: em casa de
llcnrv (iibson, rou da Calcia do Recite o. 32.
Em casa (fuslitairv KrunuiSi C.. na
rua da Cruz n. !<, ha para vender um
grande sortimento de ouro do melhor
goslo, assim como relojios de ouro de pa-
tente.
Vendem-se dous pianos fortes deja-
caranda", ronstrurcao vertical e com to-
dos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Hambur-
fn : na rua da Cadeia v arma/.em 11. 8.
Cartas france-
zas.
Veudem-se superiores carias fraucez.is para vnl-
larcle a 300 rs. o baralliu : na rua do tlueitnado,
loja de miudezas da Boa tama n. 33.
Acham-se c\postos a venda relofjios
de ouro esmaltados muito lindos para as
senhoras de bom (josto, chegados pelo
ultimo navio de Franca, e por preco
muito eommodo: na rua da Cruz ti.
2li, primeiro andar.
Vendem-se eslas plalas no etlabelecraaeale
de Londres, n. 21. tiran*, e na loja de lodmT aa
boticarios, droguistase oulras pe-soas encarrrgadaa
de sua venda em teda a America do Sal, tiavaaa e
lli-spanlu.
Vende-se as bocelinhaa a (MSI rs. Cada ama Ma
conlem urna inslroccflo em porlafuez para eiattrar
o modo de se usar delas plalas.
(I deposito geral he em eaaa do Sr. Saaaa f*tM-
maceatico, na rua da Cruz a. 22, em reraaa
buco.
VARABAS E GRADES.
I m lindo e variado sorlimeale de medello* para
% aramias e gradaras de gaalo maderaiaaiaaa :
fundicao da Aurora, ero Sanie A maro aa deaaat
lo da mesma. na rua do Broai.
RELOGIOS
Coliertos t deseo be rt os,pe-
qnenosegrandes,de ou-
ro, patente in^le/..
_ Vendem-se do escriptorio de Soalhall Mellar 4
Companhia, na rua da Cadeia do Recita a. K. aa
mais tupe -relios coberlm a d)
quenos e grandes, de ouro. pal
dos melhores fabricantes de l.i
ultimo paquete ingle*.
Aovas j rijas.
Os abaixo assignados. com loja ,,, _,;, _,
do Cabaga 11. II, confronte ao paler im4! ra.
Nova, fazem publico, qae raan rerej^^ ^
damenle muito ricas obras de oaro dC^Tii,--
tos, tanto para senhoras romo para l,^,,,-
nos ; w precos continuam mesmo bar,(

enla ilei.
serpool, vil
conlas com responsabilidarie, esperilH^J
dade do ooro de II ou 18 quilates, f"^,", j
sujeitos os mesmos por qualqaer davida
Seraphim j' |,mtt
A BARATO! -'
Na rua do Crespo, laja aja w -
o preco fazenda de primeira qua cUd tura
nJo se olha a preco. 'y
(f 5crai>og iunto$.
Farinha de mandioca.
Vende-se a mais superior farinha de mandioca, em
saccas de alqueire, medida velha : na rua da Cruz,
escriptorio da Antonio l.niz de Olrvetra Azi-vedo.
Meias de laa curtas e
com pr i das.
Vende Antonio Lab de Oliveira Azevedo, no seu
cscriplorio, rua da Cruz o. 1.
No dia 17 do corrale mr z raa da atiaiie aa-
signado urna escrava erioula, p. ^ > Mal anida
que reprsenla ter 10 annos deidvh ^ ttUtmt ral
nuil -.'liii'i >a bhb---- a------------ >
guiar, pchava-e em convalescea .
a de a
enfermidade qoe leve ; levoa orna \nmn
della, e consta qoe est amulada
pagara perdas e dainos.
Francisco de Paula Carwe Late.
a Irra.
t agio da fabrica da caldeireira da rea 1
n. 28, o prelo Miguel, de i.arao. represa ata ler
annos, levou correle no pr, a qaal rosvanaa
por baiio da calca, he oflicial de laleeiro a
doSr. Manoel Joaquim Caroeire Leal, 1
rua dos Pire-: roga-se a qaem o pegar, eaitja aa a
mesma fabrica, ou a sea senhor qoe aera rtraaaaaa
sado.
Kogiram da Barra de Naluba, da praaiaela da
P,iraIn 1 a do Norte, no dia 211 da corrala mez, 3 e--
crivos, o qoaes tem oa sicnaes eiuintes : l.eiz.
er ionio, rnr preta, idade :I1 annos. alia, seres da car-
po, olhos busalhados, cabera comprida, nanea Sor-
ba, pe- regulares com dedos cortos, e ea*a 1
vessado : Ko-n.to, rrioulo, cr fula, rdatfa > 1
estatura regalar, cheio do eorpo, e cosa tal
chicle : e 1,onerosa, muala laioea, cabella
nhos, idade Iti a 18 annos, baja, e corpa
Esla muala he escrava da Joio lUraaea da tioaa e
Silva, morador em Barra de Naluba, e a, dea* es-
era vo- s.01 de Pedro Francisco Pareira, aaoraooreo
Covoes da mesma freguezia : roga-e aa aa
policiaes e rapitaea de campo a captara deaaea 1
vos, e se recompensar generosamente a aa
Iregar a seus senhores, oa nesta praca a Sr. 1
Manuel de Assnmpclo e Santiago.
r ugin no dia 16 do corrale o negra Ja
de 10 innos, poueo mais na menea, croase,
tatura, qoebradu da verilha direita, caja i_
he muito volomose; levou camisa eeernela del
riscado de azul; fugio para ceta ridada : qneej a
pegar leve-o ao collegio da Conceirlo. mt Taaaarl
neira, que sera recompensado.
No dia 13 do rorrele mez lagio da rasa da sea
senhor nm mualo por nome Sarenno. qae uiwaaiaa
la ter 2(1 annos de idade, estelara recalar, rhei do
corpo, bastante claro, sem b.rb... rusto com raarca-
de bezigas ; levou camisa de baria, rale* de alcudia
e um avila de pelle de carneiro cora algama
branca, he ualur.,1 do Brejo de Are-a, e fea <
do Sr. Manoel Francisco Alvea Cama :
qualquer capillo de campo 00 quem quer qaa 1
que delle liver noticia, o favoi de o remellar_
seohor Coiz Jos da (.osla Amorim, no Rerife. rna
da Madre de Heos n. "1, qoe alem toes despeus se
gratificara os portadores,,\/ '
At tilica o.
Anda continua a 1 -lar fgida desda o daa 17
do mez proiimo paseado a escrava Joaeaiaa, de ae-
e.io, rom os -i-n,ic sega mies : alia, seeea, cara daa-
rarnada. nemas arquead >-, poueas vetea lena o ra-
chimbo ; a qoal negra fugio em companhia do 001
toldado do dcimo batalbao por nome Manat Ja#-
quim da Silva, o qual he crioolo, moro, a <
cousa relavado ; a dila "escrava fui por mallos 1
captiva de una senhora Mina, moradora 1
las de Miranda, a qual senhora anda avate a
mesmo lugar, e a escrava lem um tilbo ata forra :
porlanlo pede-se a todas ai aotnridasles rwHciaa* o
eapit.ie ile campo a captura desla escrava, levando a
a rua da Clona, na U0.1-Vil,i, casa n. 91-
Fogio no dia 1 do correUe um prelo vollia
chamado Cvpriano,. idade (Ule tantos aaaaa. alie,
cara opada, alguma cousa roreorvade, barriga gran-
de, levou calca de algodo branco gromo, camisa do
memo panno, jaqueta de chita prela com ana cor-
dao branco, o qual ja foi visto no rC na PaoeBe :
roga-se a quem o pegar leve a roa Uireila n. *.
Continua andar fogida a preta Meronria, rri.
oula, idade da ^K a V> annos, pouco mar* Mtaoaea
com os signara "guinles : falla de denles aa frente
urna das orelbas rasgada proveniente dos brinca*
quem a pegar leve-a a rna do Bram, armazem d
assucar o. 12, qoe ser bem gratificado.
Rm, : TYP. B M. F. DE FAMU. 1S*i
^DD"
ILEGIVEL


Full Text
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