Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07320


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Full Text
\
ANKO II1IL r. 7;.
*
Por 3 mc/.es adiantados #000.
Por > mezes vencidos #500.
01 IM\ FEIRA 27 l)E 1.41(0 DE IfSf.
i iiWii i
Por auno adianlado 1'iJOOO.
Porlc franco para o suhsu iptoi.
DIARIO DE
BNC VRREGADOS DA SUBSCRIPr.VO' NO KORTEi
Parah Ib*, o Sr. Gsrvaiio V. dt Nalividade ; Natal, 8r. Joa-
quim 1. Perelra Jnior; Aracaty, o Sr. A. da Lemoi Bnm ;
Oari, o Sr.J. Jos deOlivsira ; Maraoho, o Sr. Joaquim Mar-
quu Rod itaw ; Plauhy, o Sr. Domngoi Herculano A. Peoa
CcarenM,' Para, o Sr. Juiliano i. Karnoi; Amazona!, o 8r.Jero-
njmoda Corta.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda .' todoi oa dial.
Caruaru .Bonito Garanhunl: noidiail < 15.
Villa-Bella, Boa-Vista. Eiu' Ouriearj : a 13 28,
Goiannae Parahiba: legundaa leitai-feirai.
Victoria Natal : nai quiniai-feirai.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES HA CAPITAL.
Tribunal do commercio : quartaie labbadoi.
Retaca., lercai-feiroi isbbadoi,
Fazenda : quartai labbadm ai 10 horn.
Juizo do commercio: legunda ai 10 horai e quintal ao meio-dia.
Juizo deorphoi: legunda e quintal ai 10 borai.
Primeira vara doeivel: legunda leitai ao meio-dia.
[Segunda tara da cital : quartai labbadoa ao meio-dii.
dUEMERIDES DO UEZ DE MARCO.
t Loa*wi ai A borai,19minotoi, 40 segundos da tarde.
1S Quartocreicente aoi 18 minutoieaj8 segundoi da tarde.
11 Luacheiaa 1 hora, 85minutse 48 segundoi da tarde.
18 Oua'to minguautraoi 13 minutte -INiegundoida tarde.
PRRAMAR lil. lio.II..
Primelai ai 8 borai 30 minutoida tarde.
Bagundi as K horas a 54 minutoida manbaa.
DAS DA SEMANA.
"4 Segunda. 1. Oit. FcMI da nsliluic.iodoSS. Sacramento
15 Terca. >J< 2. Oit. Annun iaij*o da Santissima Virgem Mil de H.
'2'i Ouarla. Ss. Lndgerio e Braulio ah.
37 Ouinta. S. Roberto b. Ss. Flelo e Ljdia mm.
"8 Sella. Ss, Prisco, Maleo e Pastor mm.
29 Sabbado. S. Berlholdo b.. Ss. Joas, Bararhisio nfm.
30 Domingo S. Joao Climaco ; S. Llinio,
i;\< Mllli:<.\IMtS DA si |si i'.ll'i \ Mi MI..
Alagoai, o Sr. I'.laudino Faleao Diaa : Babia, Sr. D. Daprai
Rio da Janeiro,oBr. Joo PereiraMartim.
i.m HIHMUJimn
O propriturlo do DIARIO Manoel Figuairoa 4a Fina, a km
linaria Praca d Independencia ni 6 < 8.
PAUTE DPFICIAL
MINISTERIO DaJI'STICA
Ministerio do! negocios da juslica.Rio de Janei-
ro, em 21 de fevereiro de 18.">6.Illm. e Exm. Sr.
Recelii o aviso de V. Etc. datado de 5 do cor-
rete mez, sob o qual me ir.ui-mitlio por copia una
noli da legaco de S. M. o re da Prussia, em a
qual coinmuoica que o minislro da juslica de sen
paiz, teodo lido com allencAo o qne eipuz no ulti-
mo relatorio apresentado assemblea uit.iI legislati-
va sobre os casamento! mixtos e evanglico* no Hra-
jil, entendeu que ou repulava illesae* toe* artos,
liaieaiido-me sobre urna lei especial do imperio,
sendo que segundo o direito cannico, a greja Ca-
tliolica respeila esses casamento*, e'conclue pedindo
urna copia da dita lei, ou que se declare, no caso
della nao existir, qaaes as dispnsices legaes d'onde
deduzi a illegalidade din casamento!, tanto protes-
tantes, como mixto*.
Em resposta e salisfacan i referida ola cum-
pre-me significar a V. Exc. protestando contra o
sentido que o minislro da ju-iira de S. M. o rei da
Prussia induziu du meu relaloriu. que neiiliuma ex-
pressao nelle ha contra a lesalidtde dos casamenlos
evanglicos ou millos. Olanlo aos evanglicos, liz
sentir nene relatorio a necessidade de se determinar
a prova da ua existencia, assim como o registro il
laes casamenlos, como lano ronvein mm direilos
civis dos esposos c descontentes.
A respeito dos mixtos, ponrterei as difliculdades
que se davAo para que se ellesrealisassem pela parle
.calholica, sendo que assim, e so celebrados pela
parte protestante, uo havia vinculo reciproco, esses
casamenlos estavao reduzidos a concubinatos, sem
consequencias legitimas, privados os esposos eos li-
Ihos dos seus direitos civis. Nao me refer pois
illegalidade, senAo a prova dos casamenlos evmige-
licos ; nao me refer illegalidade dos casameulos
mixtos, sen.io s difliculdades da sua realisacAo.
l'ropu:, para evitar esse eslado de coosas, que
tinto prejudica oa interessei^da emigraeao, a* rela-
cnes do imperio, a ordem das familia*, e os direitos
civis que a cnislituie.Ki garante, as medidas legisla-
tivas que no niesino relatorio se conten), as quaes
esporo ver realizadas em pouco lempo.
Releva purm explicar ao Sr. ministro da juslica
deS. M. o rei da Prussia, que actualmente o* caa-
ineutos mixtos, sendo realisados entre nos pela in-
lervenrao di uri'j.i calholica, sao equiparados aos
mesillas elfeiloi
casamenlos catliulicos, e tem
civis.
(luanto porcm aos evanglicos, a legislaco nul
deste imperio que ainda lie boje a mesma que rc.ii
antes da constituidlo, que consagra lolermcia re-
ligiosa, n.io os coinpreliende, se nao os cxclue.
Kemelto inclusa a V. Exc, ror copia, a Ord. liv.
Io til. 46 principio e g U que regula a materia ; em
vista della, e para que se d o rgimen da commn-
nh o cajamenlo seja conforme ao cullo callioco.
Assim que, e visto como nao lie applicavel a dita
lei aos casamento! evanglico*, a con*equ?ncia lie
Une elle* so podem actualmente ser rcgulsdos pelos
contractos celebrados entre as parles cootralientcs,
porque a dita ordenaran em todo o caso salva enea
coDiraclo!. Oque teoho a honra de levar aaco-
nheciroenlo de V. Exc. para o transiniltir lega-
cao de S. M. o rei da Prussia.
Prevaleco-me da occasiSo para renovar os meus
protestos de eslima o considerarse a V. Exc., a
quem leo* snarde.lo'.e Thomaz Saburo de Arau-
jo.Sr. Jos Mara da Silva Paranhos.
Copia da ord. liv. i (i!, iti principio e 5 1" a que
, se refere o aviso dcsta data.
fo|iM8Sxiii//i'i' O*n>f3U''itiliS tvn'.
ii Todos os casamento! feitos cm nossos reinos e
senhorios se enleudem serem feitos por carta de aine-
lade salvo, quando enlre as parles oulra cousa for
accordada e contraclada, porque enlao se guardar
o qne entre elles for ranlraclado.
E quando o marido c mulher forem casados por
paiavras de prsenle a porta da igrejl, ou por li-
cen^a do prelado fora della, havendu copula camal,
serio meeiros em seus bcni e hiendas. E polo
que elles queiro provar, e provem que foram rece
Indos por paiavras de presente, eque liveram copu-
la, se nao provarem que foram recebidos a porta da
igreja ou fora della com Retara do prelado, nao se
rao meeiros. n
Secretaria de eslado dos negocios da juslica, em
21 de fevereiro de IHti.losino do Sasrimeiilo
Sitia.
concluir o curso da respectiva arma na escola de ap-
plirarao dn exercito, ao alteres do 10 batalhao de
infanta?ia Jos di Cunha Moreira Alves.t'.ommu-
nicou-se a thesouraria de fazenda.
hiloAo mesmo, remetiendo copia do aviso da
rcpartieAo da guerra de 13 do crranle, no qual se
manda considerar como praras do M batalhAo de
artilharia a pe, o cabo de esquadra Joaquim Anto-
nio Muniz It.irrelo e o soldado francisco Antonio,
ambos do '2 da mesma arma, que se aiiiam em di-
ligencia nesta provincia.
DitoAo mesmo. rerommendando a expedicao
desusa ardeos, para que o coronel Jos Mana Ilde-
fonso Jacuni" da Veles Pesaos e lente Jos,* Igna-
cio de Medeiro* Kegn Monteiro, ae apresentem ao
coronel presidente do conselho adminis.ralivo, para
proseguirem nos ex unes sobre o eslado do arsenal
de guerra.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda,
mandando entregar ao esludante do ti auno de me-
dicina James Gomes Robinson.que parle em coromis-
*8o para Iguarass, a quanlia de ilDOjOOO rs. por
conla de seus veucimenlos. -Igoal quanlia mandou-
se dar ao l)r. Firmino Jos Doria, que parle em com-
mis*ao para o l.iinoeiro.
DiloAo inspector do arsenal de marinlia, trans-
milliuilo por copia o aviso de 7 du corrente, no qual
o Exm. Sr. minislro da marinlia determina que
das galas existentes naquelle arsenal, se forneca
urna medanle a competente iudemnisarao, ao ge-
rente da rompauhia brasileira de paquetes, para a
amarrarn dos inesmos paquete^.
Diloo juiz municipal e delegado de Nazarelh,
inleirando-o de haver expedido ordem, ii,1u si a
thesouraria de fa/.enda para mandar entregar a Smc.
duas saccas de arroz e quatro de bolachas, mas lam-
ben) a commissao da hygiene publica, aliiu de re-
metler-lhe os desinfectantes que ella julgar neces-
saros.Kez-se o necessario expediente.
DiloA commissAo benelicenle da freguezia da
Boa-Visla.Acenso a receprAo do officio datado de
honlem, em que Vmcs. parlicipando-me haver sido
exlinrto. com previa approvafao iniulia, o hospital
provisorio da Capunza. visto que o sen pequeo nu-
meru de doenlcs nao esl em relacAo com as cresci-
das despe/as que rom elle sa faz. consullam-me so-
bre o deslinolque cuinprir 4r-se aos ohjectose me-
dir.imenlos que o guveruo mandara fornecerao mes-
mo hospilal.
Em reapssta leudo a declarar, que os medicamen-
tos deverao ser entregues a commi**.ln de hygiene
publica : quanlo porcm sos utensilios, sera reco-
Ihidos ao arsenal de guerra aquelles que se podercm
aprnveilar, depoil de desinfectados sob a direce.lo do
Dr. Jos Joaquim de Souza, a quem nesta data ofli-
co a semelliante respeilo.Fez o ollicio de que se
(rala.
-24
UflieioAo presidente da commiisao de hy ciee
publica, dizendo que porte foroeceros desinfectantes
que julgar narmirlos para a cidade de Olinda, cujo
delegado os dexei mandar receber e conduzr.
Ofllciou-se a este.
DitoAo iloulnr l'io Aduci.inleiranduo de o haver
designado para prestar lerticoa mdicos na hospi-
lal da ni i da Aurora,e curaras pessuas pobres arcom-
inellldasda epidemia no 1 dislricto da Boa-vista, do
qual se acliava encarregado o doutor Silvio Taruui-
iii Villas-Boas.
da confederarlo, nos applaiimos se pensa- | reciprocas culpas, sii boas para eteniar desconfian-
meuto. I ?as e cinmes que nAo conduzem a causa alguma astil
Entendemos enlAo, como agora, que a snluc.lo I ou nobre. Ess syslema de violenta! aecusac,ies, de
immediala e completa do problema nacional nAo era grosseiros alaques.de personalidades indignas de ho-
po*svel por motivos quo lodos conhecem, o que ; meus eolios, lie o velho s>tema a que deven estas
sucrinlamente vamos indicar com iolelra fran- repblicas a! suas miserias passada e o seu descr-
dito no exterior. Comecemos por sr cullo! se que-
q ueza.
A provincia, ou o Eslado. se ae quer. de Buenos-
remos ler cmlisados. e sejaraos justos se queremos
Ayres, nao se atreve, na actualidade, nem a romper i usar de nossa liberrtade c nao prifana-la. A paz
lelinilivamenle os lac* que o liaain as demais pro- i rom as provincias IrmlM he grante dever de lodos
vincia* da confederarSo, nem a encorporar-sc-llie- i os lioinens d bein, a gmuda necesdade da patria :
reconheceudo a sea eonttitoi(So e obedecendo as au- ^ paz nao conduza a uuiao itidispsnsavel para que
loridades que ella lem creado. Nao se quer que dCscanceem base firme o grande nomnenlo daci-
Buenos-Ajres seja urna provimia sujeita a lei e au-; viliMco argentina, levantado sob-s as ruinas de
lorirtade geral, nem lao pouco se quer que seja om Caseros.
Estado para sempre indepeiidente e desligado da
unida le nacional. A posie/io actnal desla parte
da repblica he considerada como transitoria c tem-
poral.
Sera i*to lgico, poltico,Ijuslo, racional? Dizemos
que nao. I.imilamo-nos a recunhecer e mencionar o
fado. Mas ha nutra quedan a resolver : qual he o
mein mais ellicaz para conseguir que esla situaran
indecisa de um paiz, que nAo quer ser provincia /to-
le, que n,io quer ser estado Matara, acabe quauto
antes para preparar a solucao definitiva do letigio
penden le'.'
Se bem cumpreliPinlemns a ititencao do governo
do Paran, pelos documentos que publicou. quer el-
le que se o/allie ludo. Ol ajustes parciaes, diz el-
le, longe de encaminh.irem ao lim que lodos temos
em vista, nos desvian) delle. Os tratados com esse go-
verno importan) da nossa parle o reconliecimentn
A paz em toda a repblica ser i norte de nossos
perseverantes esforcos ; e como ella s se mantm e
asseaura com a moderacAo, continuiremns a ser mo-
derados.ainda que nos exponliamosa desagradar aos
partidos exallidns em urna e oulra parle .l< repu-
blici.
lia ja innili lempo que entramos nn uso da razao;
e pAra saber romo liavemos de peniir e proceder ci-
tamos habilitados a u.io rnixullar eo.io a una mi
amiga, a nossa consriencia.
I-I Orden.
Jornal do Commerrio it Rio.
Ireitosdo Sund esquadras que poderiam em pouco I dos, conslituidos em repblica, dissolveram a soa
lempo operar um desembarque em qualquer ponto uniAo polilica c coustiluiram-se em estados in-
da Inglaterra, da llollan'da, ou al mesmo da Fran-1 dependentes e solados. A popular.lo ne lodos
a. A Europa toda esta' porlaulo mui iolere-sada he de cerra de um milhao de individuos. A
na queslao das ilhas de Aland.
Em ultimo lugar, o Journal det Detall faz pru-
por pelos sous correspondentes de Vienna e de Ber-
ilo], urna terrena diiVuld i le, ei-la aqui :
Comn uAo cessamos de o fazer notar, ha mai* de
um auno, tcm-se constantemente olvidado, as ga-
rantas de fallar da Azia. Os Rasaos cnnlam apro-
duodecima parle perlenre s rara branca, quatro
duodcimos compne-se de meslieoi. e o reslo de
Indios.
A acquisiro da California pelos EsUdos-Lnido*
cm ISS, l descoberla das immensas riquezas mine-
raes deste paiz. a ofganiesgSo polilica e o desenvol-
viuienln social, que se seguirn!, originaran) a idea
veilar-sc desla eirrumslancia.Nao esleve na nn-sa de rcolvar o grande problema da passagem de um
Abaixu segu o artigo do Sitis, em resposta a
do Journal de' Debis, e que o Momlcur Irans-
creveu, causando este facto graode sensarao em
Pars,
lia jumaos que se considerara
de um Estado independente em favor de urna pro- congresso, e que propoem e rea
GOHHANOO DAS ARMAS.
Qnsriel sjeaeral do comoaada das armas da
Feraambnco na cidade
arto de 1856.
vincia. Tal recoubecimenlo de direitos que a essa
provincia nao competem longe de preparar as cou-
sas para a reronslriiceo da nacionalipade, podem
pelo contrario contribuir para consolidar a separa*-
eAn. I'1- un os Buenos-A\renses se desejam ou nAo
fazir parte da nacan ; digan) quaes sAn os obstculo*
que achain na cnnstiluiran para declara-la lei de
toda a repblica. Aplanada essa difliculdade, ludas
as outras licam de farlo vencidas. Comecemos por
ser urna s naeao, he esse o nico meio serio e ef-
ficaz de resguardar e fomentar os inleresscs com-
muns.
A esses argumenlos que, he juslo confessar,
tem todas ai apparencias do direilo a seu favor,
poderia responder o governo de Buenns-Axres o se-
guiule :
o Nada seria mais racioual du que r.omet;ar pelo
principio, do que confiar a um su governo a direc-
eao dos inleresses gerae*. e reunir toda a repblica
sob a mesma lei e autordade. Mas esse principio,
essa encorporaeo immediata ele Buenos-Ayres
confederae,Ao he precisamente adillieuMade boje in-
vencivel, o n sordio da discuisao. O giwerno nAo
pode contradizer aberlamenle a opioif) 4Hftflica, nao
. pode violenla-la. Nodia em que o iuleutssac deixa-
riade ser governo. Entretanto os ajustes parciaes
aobre os ponlos em que importa obrar de accordo,
i 5T?p
ORDEM DO DA W. 332,
- -Othoreehat rie campo rfjrrjffifia-nie das armas; CT) *" pe0i" At eompromeller seriamente o, ,r,te>ses
vi-ta do ollicio da presidencia com dala de 19 do cor- futuros, louge de nos desviaren) mais donosso Bra, nos
rente,convida a lodosos senhores ofliciaes da primei- .-.-
ra classe de exercito, e reformados desta guarnicao
para comparecerem amaubaa no palacio do governo
a meia hora ao depois de meio dia, a lim de assislir
cortejo a augusta efigie deS. M. o Imperador por ser
esse dia do anuiversariodo juramento da oon-lilui-
ran do imperio, e ordena que urna guarda de honra
i
MINISTERIO DA GUERRA.
Inftruefoes para o procetso da entrega e rrrefti-
menlode coilurai manufacturada* /orado arse-
nal de guerra e o respectivo paijaniento.
I. Quando no arsenal de guerra se enlregarem pe-
ras de equipamenlo e fardamenlo, para *erem ma-
nufacturadas fura delle, o escriv.lo das oflicinas da-
r a* pessoas que di qual se declare o numero de pecas que se Ihe ron-
lian, loa qualidade e o coslu total da obra.
.- '. As referidas pessoas, depois de concluirem o
trahalho de que se hnuverem incumbido, enlrega-
ro essa nota ao mestre da ollicinaconjunclamenle
com as peras promptas.
:!." O mestre da ollicina, depois de verificada a
exaclidao da entrega, escrever na nota o seguinte :
RecebiF. e a devolver a parle, a qual a eolre-
gar ao e-crivau pa obler a competeule ordem dt
pagamento.
4o. O escrivo das officinis, visla to recibo do
mestre, extrahira de um livro de talAo que devera
aer aberlo, numerado, rubricado e encerrado pelo
director du arsenal) um conhccimenlo assim conce-
bido :Pude pagar-se nn Ihesourn nacional a quan-
lia de.. Rs. 9) importancia de tantas... (camisas,
calcas, frdelas, ele que ntanufacluruu o Sr. 'ou
Sra...
a Arsenal do guerra.... de.... de 1S...
" O escrivAo das ollicioas,
o F.
."y. O referido e*criv3o na me*ma necasiao em
que encher u conliecimenlo.laucara lainbem no lilao
ii nome da pessoa, a naloreza. o numero das peras
manufacturadas especliva importancia,'guartlan-
ilo para soa resalva a nota aeiignada pelomeslre da
ollicina.
6. Os sobredilos conhecimenlos serao em acto
luccessivo remedidos pelo cscrivao ao vice director
para por-the o sen visto, e depois disso entregues a
parle para serem pagos nn Ihesouro nacional, onde
poilera esla apresenlar-se inmediatamente e recla-
mar o pagamento.
7. No primeiro dia de cada semana serao envia-
dos ;i conladoria geral da guerra os litros de labio e
as notas existentes no arsenal, atim de que essa re-
partirn verifique a exactidAn dos clculos feilos pelo
escrivAo, e possa fazer o respectivo processo, escrip-
luraeao e elassificacAo.
S'. No principio de cada mez a conladoria geral
da guerra organisar urna relaran na rnnformiilade
do modelo junio, a qual transmit ira directora ge-
ral deconlabilirtade.
9. O escrivAo das odicinas ser responsavel pelos
erros de calculo que apreienlarem os conhecimenlos
e obrigado a iodemnisar a fazenda nacional das dif-
ferencas que frem encontrada*, quer pela dita
contadura geral. quer por occasiAu dos exames fei-
los no 2' conladoria do Ihesouro, proeedetido-se
contra o referido escrivAo na forma da lei, se nao
jjtor.essa mdemnisie.io nu principio do mez segiiiu-
-.^- -le nqnenSem que fr inlimado.
Modelo.RelacAo dos conhecimenlos de cosluias
pastados pelo escrivo das oflicinas do arsenal de
. guerra da corte, durante o mez p. p. eque se
acbam processados e classilicados por esta conla-
doria geral al esla data.
I M, j
-. -//. s
I A. J, Costa Ferreira 7!l0 7 Fardamenlo.
2 Frederico dos Reis IOjIMIO 7 F-quipamenlo
3 Fraocisca B. Jess H|BM 8 Resepa para
leltoa.
Secrelar do rilado dos negocios da coerra, em
1 de fevereiro de 1856.Libanio Augusto da Cu-
nha Mattos.
OOVERNO SA PROVINCIA.
r O presdenle da provincia atlndendo a continua-
rlo do mao eslado sanitario da i.ie-m<. resolve, em
virlude da aulorisacao que Ihe confere u S 2- artigo
2i da lei de 1-2 de agoslo de tx:l, addiar a abertura
da assembla legislativa provincial para o tlia '21 de
abril prximo vindouro. Palacio do governo de
Pernambuco 26 de oiarro de 1"i6.
Jo' Bu, o da\Cunha e Figueiredo.
do 2. balalbao de infamara de I. Iinlia em grande
uniforme se acbe postada ao meio da.
Declara o mesmo raarecbal decampo commandan-
le das armas.que por decreto de :t communicado em
aviso da repartirlo da guerra de 3, ludo deste mez,
liouve por bem S. M. o Imperador conceder refor-
ma na forma da lei ao Sr. coronel do 9, balalbao de
ni ..iitaiia l.uiz Antonio Fav.lla, que se achava com
licenea na corte.
Jos Joaquim Coelho.
26
ORDEM DO DIA N. 233.
O mareclial de campo commandanle das armas,
faz publico para sciencia di guarnieAo e necessario
elfeilo, que nesta data contradirn) novoengajamen-
lo por mais seis annos nos termos do reglamenlo
de I i de dezembro de INV2. e aviso de 19 de agosto
de 1K.'>:I precedendu iu.pecrAo de saude, os Srs. 1"
cadele 2 sargento da & cumpanbia du 9a batalhao
de infanlaria ilenrique Carneiru de Almeida, e 2"
cadele 2*sargento da 7a rompauhia do Iva batalhao
da me*tna arma Leopoldo da Rocha .Moreira, ns
quaes por sobre os venrimenlos que por lei Ibes
compelirem perceberaoo premio de WIOS, rada um,
pago na forma disposla no arligo 3 do decreto n.
1101 de 10 de junbude IS">i, e concluido o enga-
jamenlo urna dala de Ierra de 22.JOO bracas quadra-
das : desertando ,erAo tidos como recrutado*, perde-
r.io as vantagens do premio Je aquellas que Uve.
rem direilo. desconlar-se-lbe-ha no lempo do ensa-
jamentoodc prisao em virtude de senlenca, aver-
bando-se esle desroulo, e a perda das vantagens no
respectivo titulo como he por lei'determinado.
Jos Joai/uim Coelho
ADDICIONAL A DEN. 233.
O mareclial decampo comma-idanle tas armas,
noraea aos Srs. olliciaes abaixo Horneados para a
cuminis-An, que lem de examinar os Srs. ofliciaes,
cadetes e sargentos tos corpos de infanlaria do exer-
cilo aqui existentes, as materias classificadas um
arli. 2S e 29 doregulameuto de '.I de marco de
l_8.il.
Coronel Trajano Cesar Burlamaque.
lente coronel Juaquim llotlrigiiesCoelho Kelv.
Major Fernando Machadn de Azevedo.
OSr. ro mi'i M nmei Muniz lavares, sera o pre-
sidente da commissAo, e regulara os seus Irabalhoa
por forma que eslejam concluijos o mais breve
possivel.
Jos .1 '!/""" CoetlO.
EXTERIOR,
appruiimamdelle.ecslabelecem vinculos que podem
ireslreitaudo as nossas relacoes amigaveis de tal ma-
neira, que afinal se turnan frateinaes e ponhain
termo delinilivu c radical a separaeAo momeula-
nea.
o Se em vez de obrar assim fazemos uso subida-
mente da soberana interior nos assumplns em que
(Ao necessario he o accordo para bem do fuluro ; se
nos coulradizemos em vez de associar-nos, o resultado
dessa conducta contradictoria sera' um isolaniento
anda maior, que fomentara' os ciumes, as desconli-
ancas e os raucores. Ajustemos alguma couia para
o membros do
com o mais
diplomticas
e numero, e
pequeo defei-
o papel de ple-
e general antes
seas dilll-
laBks por elle
idiplomalicos d o
tle ler as mes-
ie>. O redactor
loa* pi.'iMH'.. ao
platico pelo con-
fdade sem igual
m ilten\ el sangue fri as iliflicul
as mais complicada
O Journal des Dehats entra
perdoar-lbe-hiamos tle boa vonta
lo que o leva a querer deserap
nipolcnciariu comn desempeuliou
durante e tlepois do sitio de Seba:
culdade,* que enumera fossem
ii'nin sentido nacional. Porcm os
Journal des Debis estn bem loas
mas tendencias que n* seus gene)
militar lomara aos Russos (odas a|
loque de caixa. O redactor dip|
trario, Ibes concede, com urna liu)
ludo o que Ibes apraz pedir.
Por exemplo. o honrado Mr. d" Sac\ pen*a que
o arl. 3. do ultimtum ,-iii-lrnco dnr.i logara gra-
ves embararus. Esle arligo herajlivo
sarao do mar-Negro. Esl.i concentlu* neslcs ter-
mos :
o Esle mar ser livre pira os navios mercantes, e
fechado as inarinhasmijilares ; poraonsi'guinle, mi
se pollera ah construir nem conservar irsenaes mi-
litares maritimos D
Seguuiln o jornal au qoa! respoatlemoi. Mr. Nos-
sclrode. rliando que esle arligo, rujo \sendo lie
sem embargo, lao rlaro como a loMfc> di#? careca
de preti.o nn dava lugar ao equivoco, 'pu/onoze-
ra una emenda concebida nestes lermns : Nao se
puliera construir nem comervar arsenaes marilimos
sobre as praias do mar Negro. Mr. de Nesselro-
de tinha sem dnvda em visla os arsenaes de Nico-
laiell ; mas Mr. de Buol que nsso lamhem pensa-
ra, nAo quiz mudar nem urna syllaba redacrAo
aii-inai a. e he sob a primitiva formula : E*te mar
man obstar a ito,e como nao se pensou nesle
poni ISo imprtanle, estarte dispostos a por um
preeo mui elevado a ludo o que disser Respeilo a
Azia. He lodavia mui evidente que, se a queslAo
aziatica nAo fosse rcolvid>, nada de feilo baveria.
Apezar de que oAo se leuha fallado de urna ga-
ranta azialica, nao se segu que esta garanta nao
seja alisolulamente neceisaria. Ignoramos o preco
pelo qual os Russos cbniinuar.lo a entrar em accor-
tln. a respeilo tas suas frnnleiras tran*caiicasiaiias.
mas se o prer j fosse mui subido, a opiniao publica
O n in ai rellana.
Ligamos, tle reslo. urna mediocre imporlam-ia a
estas difliculdades particulares. Cremos que os
r.orrespoudenles de Vienna e de Her un. tos quaes
eniimernm com tanta complacencia os escrpulos
diplomticos, s teem um Un em visla ao moslra-
rem-se lAo bem informados ; querem desviar a at-
temao at(rabindn-a sobre pontos psrliculares e de
poura inonia para fazer perder de visla a opioido o
que esla deve sobreludo seriamente considerar, isto
he, o arl. S do ultimtum, e ludo o que elle
contera.
He abi, elleclivamente, que existen) as dillicol-
dades virluies, as que dizcm respeilo as nacionali-
dades, as reparaces. an equilibrio europeu ; all esla
o qne be miler considerar.
Augmentando demasiado as difliculdades relativas
ao Rus e a llomarsund. illmlir-se-bia fcilmente a
opiniao publica, fazentlo Ihe cunsiderar como gran-
des victorias as mentir*, as mais naluiaes tonceafoet
des Russo*. lie pola do uosso dever frustrar esta
t aclira.
t.inaiiiii a Dos, su poileremos considerar como vair
(agens serias, reaes. e iucontcslaveis, aquellas que
salisfizerem plena e complelameiile o lim da guerra
que s foi eiiipreliiMi lilla e sustentada para salvar o
imperio otlomaiio.
Disse-sc c repetin-se por toda a parte, as regies
leulmlj. | ofliciaes, que se Irnlava de eslabelecer na Europa
para oulro Ocano, alravez do islbino de Panam. Be-
ta questAo foi esludada por 330 anuos, sem que se
Ihe ai ln.-e a soluco pralica ; mas a queslao uli)
para o mundo inteiro, era essencial para os Esla-
dos-Unidos, em consequencia das difliculdades que
ha em cliegar a California pelo interior.
Os Estados-Unidos liuliam svmpatbisado rom os
Estados da America llespanhola. Por occasiao das
revoluces linham-lbe coucelido tratados de com-
mertio milito |favoraveii. Km 1X2:1 o presidente
Mr. Monroe linda dilo :
o O continente! americanos, graeal a cundicao li-
-i vre e Independente qoc tem sabido lomar e coii-
servar, nao podem mais ser considerados pelo*
.i Estados europeu*, enmu prnpnos para fundar co-
it lonias ii
Mas ns E-lados luido- tiiiham, de oulra parle,
conslantemeiile recusado, ipe/ar dos instantes e rei-
terados convites, envolverem-se nos negocios polti-
cos desses hstadn*.
"ijuanda se Iratou de corlar a passagem a Iravz
do islhmo, apresentaram-se Ires projeclos de cami-
nbos ; o piimeiro pelo Icbuanlepec no Mxico, o
segundo por S. JoJo e o lago de Nicaragua, compre-
be n lido no K-l.idi. de Nicaragua, olerceiropor t'.ba-
gres na Nova Granada.
Os tidadAns e n govemn dos Eslados l nidos pro-
curaran) alcincir a Corle de todas eslas vias de com-
niurrlcaeAo.
Em l de marro tic 1849 o Eslado de Nicaragua
rnncluin um Iralatlo com os E*lailns-l'nido*. parJ
Ihe conceder o direiln exclusivo de constituir um ca-
nal, ou caminbo tle ferro, de um ao ootro 'ocano,
alravez do rio tle S. JoAo e o lago de Nicarasua.
Em 21 de junbo de IRSO. Nicaragua submelleu
aos Eslados-Luidos um prujeclo de tratado, tonten-
do consideraveis vantagens para a execuc.au tiesta
empreza, com a cnndir.io de que garanliriain a so-
berana dn Eslado de Nicaragua. A 10 de seleinbio
do mesmo anuo, o tratado entre o E*lado tic .Nira-
um equilibrio iuatacavel, e que era urgente obstar 1 ragua e os Eslados-Luidos foi revisto, e um novo
para o futuro, a qualquer inva-.lo ta Rsala, Pe-
dimos poisque ilini de concluir a paz, se siga es-
tm lmenle u programma da guerra.
Quanlo as difliculdades propostas pelos correspon-
dentes do Journal des Dehats, lorroso be repeli-lu
desviariam, do verdadeiru raniinho, lodo aquello
que a ellas desse demasiadamenle ouvidos. Su vol-
laremos a tratar 'Icllas quaudo for absolutaincule
preciso, che sobre ludo as dillicultlad.'ujil.. jilicaya-se pela iiiler.veric.io '. i..r.ir...jJtm ^g^-
"i, que o Stele tratara de explicar.
As primeiras podem ser diplomaliras ; esla*
realmente polticas.
I.e-se no Morning l'ost.
A perspectiva das hoslilidstles ruma Amerira
nada lem de serio, e nenliuina imporlanria leria
ser livre para os navios mercantes e fechado as ma- | se o publico tos dous lados do Atlntico, se despiste
rinbas militares ; por conseguinlo n3o se podera abi
construir nem conservar arsenaes militares marili-
mos ~ be, dizemos nos sob esta formula, que o arl.
3. ser apresentado perantea conferencia.
Ora, assevera o Journal des Debis, os Torcos,
fundando-se sobre esle texto lAn claro e lao preciso
que seja mais fcil e se realise maii depressa o ajuste
total, a I da interdicrao absoluta do mar Negro as marinhas
Desle modo tamhem nos discorremos ; e os Ar- militare*. vAo pedir que os arsenaes de Nicolaielf e
geulinos, que sympathisam mais com as provincias l os seus eslaleiros militares marilimos sejam trans-
EsujMdletMe 4o dia 33 da aaarco.
(inicio Ao Exm. marechal commandanle das
armas, transmitlindo por copia u aviso da reparticao
da guerra de 8 do corrente, do qual cumia quena
\ mesma dala se concedeu dispensa do servico, para
A NEI.0CIAC..0 DO PARAN'.
Buenos-Ayres, 9 de fevereiro de 1836.
A negociarAo confiada ao Sr. I). Juan B. Pena
foi mallograda. O negociador regressou a esta cida-
de, e o publico condece ja as instrucc,oes que levou
e os protocollos das conferencias havidas com os
commissarios do governo nacional, segundo o que
publicou o diario ollicial do Paran.
1- a I Ir mo- deslo assumplo. o mais grave de qusn-
los podem oceupar a atlencAo do paiz, com a calma,
moderacao c espirito de ronciliarAn qoe sempre ani-
mou nossas paiavras quando tratamos de queslAo ua-
cional.
Alheio as lulas que se seguiram na repblica i
queda de Rosas, e levaran) os noVOt partidos au
campo da batalba ; e deivando a apreciarlo da his-
toria o jiiizoilaquelles dolorosos aconlecimenlos, que
deram em resiillado a diviso da patria em dous
lisiado*, procuramos sempre tratar sem paixAo, com
independencia e imp.irci.ili la le, essa delicada ques-
lao ; e entendemos que as tratlires do passado, e as
esperanrasduporvir, n.ln menos que os inleresses
presentes to pai. mpunham a lutosos Argentinos
o dever de ser Argentino*, e nlo porteiibos nem
pruviociauos.
He preciso olhar a que*IAo desle ponto de visla,
se quizermos comprebende-la bem e resulve-la ro-
mo conven ao inlercsse geral e ao deniro do paiz.
Os que nao vem na conlederaeAo senao um homem
e consullam sa averstto que elle Ibes inspira ; os
que, dominados mais por odios pessoaes do que pelo
patriotismo, daquillu que be assumplo nacional ques-
les de ni lu liio*. de circulse de mesqoinho! in-
lercs*cs, > conseguirAo com o desafogo irrellcctido
tle suas paixes levantar mais alto n obstculo que
nos separa das provincias irmAas, e fomentar a dis-
cordia que Linio convem extinguir.
i .nand o minislrn do goverun desle F'slado fez
conherers cmaras a sua inleiir.in de enviar ao P.i-
,an.t um negociador com nilrucc/ies que o autori-
~iv.mii a celebrar ajusles parciaes com o governo
confederadas do que com Bueuos-Axrei. sabem que
discorrendo assim Me adulamos nenhuma preocco-
pacAolocal, neulium fanatismo intolerante e exclu-
sivo. Sabem que fazemos juslica s inlenrSes dos
humen- que governam no Paran, e estamos mui
longe de "lien ler pelo ultraje os que lem e mereceiu
as sympalbias a o respeilo da maior parle dos Ar-
gentinos de Ireze provincias irmaas.
Dizendo que eisas provincias vAo em progresso, c
que leen garantidos seus direitos o liberdades, allir-
raiii] o que esla ao alcaoce de quem quer ver. Os
que Iralam o presidente da Confederaco Argentina
da mesma maueira que a Oribe, os que o chamam
vndalo ecaulillio.insullam ao mesmo lempo o bom
-en- i de Indas as provincias que Ihe prestam urna
adbesAo voluntaria e patritica ; tais calumnias
s spi boas para tornar a paz impnssivel nesle paiz, e
levara iinprcnsa na vanguarda das guerras falrici-
' 1 ii- e sanguinolenta*.
A e-a- paixes incendiarias e insensatas, lilbas
mais de um orgulho temerario do que de um patrio-
tismo illuslrado, oppozeinos nos a liuguagem quo
convm a paz, ordem e aos principio- moraes e
conservadores que profeisamos.
Sempre livcmos em vista o gratule nleresse da
palria, e trabalhraos nos limites da! nossas forr-ai
para desvia-la do abysmo em que pode suecumbir
para sempre a uuidade nacional, e com ella a! ins-
tuices liberar-.
Sentimos profundamente que a negociaeau confia-
da a acreditada houradez do Sr. Pcua, livease bur-
lado as nossas esperaueas ; mas uo culpamos a mu-
guen), t
Cessou a negociadlo, mas nAo cessoo o tratado de
paz que nos liga s proviucias irmaas. O cooveoio
de dezembro nao importa urna discussAo, mas sim o
!eu imperio permanente para evitar a guerra civil e
a li.nli.ni!.
O nosso dever ser discutir cem vezes, mas discu-
tir sempre. Julgamos que o lempo ajudado pelos
eslorros pacificadores dos bem intencionados fara
possivel o que boje nAo pode alcanrar-se. O lampo,
ja le leindilo, be o primeiro ministro da providen-
cia, be Dos nAo decrelou, como nAo tememos, que
os Argentinos sejam iufieis s glurias passadas da pa-
lria, ello nos uuira debaixu da mesma bandeira, pe-
la mo do seu piimeiro ministro.
Os que exploram os raucores dos partidos e a sua
cga credulidade, os que acabain tic suecumbir cm
sua ultima tentativa criminosa, linliam empenbo em
persuadir-nos que conspiravam contra as nossas leis
apoiadoj pelas autoridades da confederaran. Demos
firme desmentido a essa asserro. c o lesleiuunhodo
nosso negociador no Paran esl comprovado pelos
papis lomados aos que acabam de suecumbir em
sua temeraria empreza.
O Sr. D. Juan B. Pena retirou-se do l'arana' tra-
zentlo as svmpathias respeitosas dos mesmos a quem
nao pude fazer accilar as propostas deque era por-
tador. Ha quem crea que mais Ihe loriara valido as
olTensas desses homens do que os seus elogios. ,A in-
tolerancia do odio cega at esse ponto os homens de
partido I
Felicilamo-nos de que se lizesse juslica reclidao
ilec.onsciencia e ao palriolien esforro de um homem'
de liein. Posto que seja preciso perseverar no propo-
sito de ajoslar por incios pacficos dillercnca! que a
discordia augmentara e converteria em guerra, por-
que razAo nos nao comprazeremos tle que baja entre
mis homens respelados em toda a repblica pela
elevarn do sen eararler, Ano lie o Sr. Culleu, go-
vernailur de Santa F '.'
Parece-no*, poii, que a negociaran mallograda nao
devela ser iln'in.1 de apaixonadis recrimiuarts, de
portados para oulro punto.
A nosso ver, lefia evidentemente por si o direilo
e a razao. NcolaicIT he para elles lao umeacadnr
como Sebastopol e onde exislem, alem disso. esla-
leiros que alimentaran exclusivamente a grande
ni.irmlia militar russa do mar Negro.
Mas o Journal des Debis nao peina assim. Para
elle, Nicolaiefl nao he o mar Negro ; esla' alteado
entre Ierras a algumas leguas de distancia, sobre rr
Bus. Por consegunte nAo esla incluido no arl. 3.
Julgamos desneressario demonstrar o quanlo lie
falsa essa argomenlacAo. Mr. de Buol, recusando,
segundo aflirma o Journal des Debis, admillir a
emenda redigida por Mr. de Nessi-lm.tr resolveu de
antemAo a pretendida difliculdade no sentido con-
trario. NAo se trata soinenle de franquear as praias
do mar Negro, he o proprio mar Negro que quere-
mos emancipar, e he subretudo o imperio otlomano
que queremos por ao abrigo de qualquer ataque.
Ora, para fechar o mar Negro ai marinhas milila-
i, he evidente que a primeira cousa que se tlese
fazer be fechar o Bug. Se o Bug ficar iberio, be
illusorio o principio do eocerramenlo do mar
Negro.
Supponhamos que por meio de um traalo se es-
lipulasse o seu encerramento : quem, no mundo,
poderia garantir ellectivamenl esle eucerramcnlo
se ixcolaiefl exististe ainda fero amearador rom
todos os seus arsenaes, e os seus estaleiros ? Em ve/,
de navios de grande lotacAo, conslruir-se-h.lo em-
barcaces ligeiras que compeiisl^a* P'l numero o
que Ibes Ibes faltar em dimensei. Ae expedirnos
de Sinope saliiram do Bug c de Nicolaiefl', em vez
de iliirem de Sebastopol : eis a nica dille-
renta.
Julgamos pois que os argumenlos do Journal des
Debis, ainda mesmo apresenladoi pelos plenipo-
tenciarias Brunnow e Orlofl sero rejeilados pelo
bom senso'de lodos. Emquanlo o Bug ficar livre
e abertoe Nicolaielf existir com os seus arsenaes c
eslalcirns, nlo haver garantas e ainda menos se-
uranea Islo he summamenle evidente !
O Journal des Dabais tambera prope oulra dif-
ficuldade nao menos grave, e resolve-a igualmente
pouco mais ou menos no sentido das vistas russas.
Bcferiino-rios a Bomarsund, onde, segundo dil o
referijo jornal, nAo havia precedentemente senao
quarleii defendidos por forlifitaccs de que fcil-
mente nos apoderamos. Acaso tinbam os Bussos o
direito de constroitcm esses quarteis e oulras obras
mililares'.' liuham elles o direilo de fazerem das
ilhas de Aland, um novo liibrallar. servindo-nos da
exprsala dos. documentos ofliciaes publicados so-
bre a lomada de Bomartund'.' Aada que este he um
ponto de letigio mui controverao, o Journal des
Debis, que esladou o traclado de Fredericcks-
hamm, responde aflirmalivamente.
Todava os seus correspondentes de Vienna c de
Berln, consenlem em admillir que em allenrao,
nAo a Inglaterra, mas Suecia, a Russia nao se
mostrar intralavel sobre esle ponto. Se a Russia
assim lizer, pondo mis tle parle as consideraees a
que ella tiver allendido, julgamos qoe obrara rom
juizo ; porque a quoslo da posta e da forUfieacJto
das libas de Aland, nao interr.ssa smente Suecia
e a Inglaterra, internan tamhem Borona toda.
Senhora dcslas ilhas, mandando abi construir arse-
naes, eslaleirii*. um (iibrallar, a Russia nans do-
minara a Suecia e ns eslreitns do Sund, lian *" li-
caria senhora absoluta e ncnnlotavel du Bellico,
mas lamben anaaearia lodn connareio europeo
nesse mar ; nao estara longe o dia em que poderia
mpni Un! a lei que bem Ihe aproiivessc.
Finalmente, ella leria a punca distancia dos es-
do espirito tle partido c de preconceilos para exa-
minar, a queslao com placidez e equidade. Ouaes-
quer que sejam os senlimenlos que nesle momento
predominen! nos dous paizes, lulo podem dimanar
seando conliecimenlo imperfeilu dos facloi por
uns, e de urna apreciadlo errnea desses mesmos
fados pelos oulros.
Nao existe a ratsui belli. NAo ha nata, abso-
lutamente nada que possa justificar que se recorra
as armas ta parle de duas grandes potencias, romo
sao a Inglaterra e a America. (Juauto mais se exa-
mina a queslAo americana, mais se reconbece que
s procede tle paixes individuaes.
A dignidade americana considera-se olfendida :
bouve expliraees bascadas no prejuizo involuntario
que se cantare. Semelhanle explicaran em qual-
quer oulra circunstancia leria sido logo bemac-
ceila, e ludo se acabara.
A Bussi.i acceitandu os preliminares de paz, dea
urna nova face as cousas.
yu.i'ido sahiram de Waslhinglcn asullimas noti-
cias, anda ahi nAo eram rnnhecidos esles suceesso.
Agora ja abi o devem saber c provavelmeute con-
tribuir bstanle para abramlar o lom arrogante,
cmpreado lia um mez.
A (entalova para arremessar este paiz a urna guer-
ra rom a Inglaterra nao poda vr mais fra de pro-
posito para a America, e em circunstancias mais
favoraveis para a Inglalerra. O nosso espirito gucr-
reiro accordou, e achamo-nos mais habilitados no
caso de guerra com a America que noutra qualquer
poca desle nenio. Nada temos que re ciar.
l'orem, pos-unido lodosos meio-de fazer a guer-
ra, urna parte ta popular, ingle/1 lem a maior re-
pugnancia por ella. O povo inglez cumprehende
que a causa da pendencia lie ftil. A Inglaterra
pode eniprebeniler nina guerra para su-lenl.ir um
principio, mas nAo por urna causa insignificante,
i.lualqucr arinque seja ledenle i:i guerra, sn pode
provir de NVsshiuglon. us aguardaremos tranquil-
los ; dando a ellervescenria tos americanos, o lem-
po de serenar e de relleclir.
-----------x_
ijuestiio da Inglaterra com os estados ruidos.
A desiutelligencia que boje existe enlre o-. Fila-
dos Unidos da America ea Inglalerra, raminha para
urna solurao prxima, arranjo amigavel ou ruptura.
Em ambos os casos be inleressanlc, recorda os pre-
cedentes desle negocio, cuja principal dilliculdado
depende da posirAn relativa da (irao-Brelanba e da
America, em relarao a America central. A viola-,
{|o tas leis da neulralidadc nos alislamentos, foi
apenas o prelexlo; o negocio de Nicaragua he a
causa principal do conflicto.
Fallando geographicamenle, 'a Americ cenlral
esl rilnada sobre o islhmo, que separa, ou que une
os dous continentes do norte e do sol da America ;
eslende-se da fronleira meridional do Mxico fron-
leira septentrional da Nova i .ranada, c do mar dos
t'.araibas s margens do Ocano Pacifico.
Politicamente fallando, a Amerira cenlral com
pe-se dos Eslados ludependcnles de dualcmala, S.
Salvador, Honduras, Nicaragua e Costa Bica. Esles
Estados nao r.oruprelieinlero Belisa, ou o Honduras
liril.iiiiin o. lien) a costa do Mosquiln. A America
central foi descoberla por ChnslovAo Cnlombo, que
eslava ao servico da llespanba, c que em Virtude
das leis liespanholas lomou posse do territorio, em
nome do ~eii si.berauo, e o aunexoii ao seu reino.
O papa linda, por una especie de concrdala pre-
via, concedido a Portugal a posse de todas as re-
gines, qucdescoluisse a le*le tos Acora, c llespa-
nba, lujas as que deacobrlsK a ueste, nao suspei-
t.iii.lt> que. emquanlo assim dispuub.i tos bens de
onlrem, preparava para as duas nace* guerras e
conflictos inlcrrcuaveis.
lila parle dn stbmn foi rnui|uislada, cnlonisada,
e oeeupada pela llespiuha em I.Vi"i, e velo a ser al-
gnm lempo depoil o reino de Guatemala, Pelo cor-
i ei tlns lempos, esto provincia sacudi n |ng hespa-
iilitl. e veio a ser em 1821 nina repblica federal
independente, nb 0 nome tle repblica da America
cenlral. F.m |K)9, ui cinco eslados cima cita-
IUd
tratado proposlo ao gabinete de Washington. Nesle
projerlo eslava eslipuhdn que a passagem seria aber-
la com conrtiees igoaes a todos o* Eslados c a todas
as naecs que lomariam parle as estipulaees ne-
nessariu para ublcr a eren;o, a segurauca e a ni.i-
nutencAo.
Os Eliados-liaidos, tTepoisde corlas hcsilaees, re-
cu-arain siibscrever a osle tratado. A queslAo com
cini da Amrica centran
Kinquaoto a llespanba consrvala os seus direi-
tos tle dominio nestes continentes e illias adjicenlcs,
excluiam zelosamenle as naces eslrangeiras de to-
das as relares de rommercio com estas colunias.\
Tinda-se pois urganisado um commerro de ronira-
bando, cm urna muilo valla ecala, enlre esta colo-
nias e as colonias brlannica*. O governo inalez
protega aberlamenle estes contrabandistas. Rom-
peram-sc as hostilidades ; tlepois tas guerras que se
deseiivulveram e duraram al 1821, atiraa-ltrclanha
fundoo um estabelecimenln i-tnibecidu pelo nuine tle
Belze ou Honduras britannico. situado no lepar!,i-
meuln ou intendencia do Vucalan ; eslabeleceu lam-
liem una "i'sessao na rosta de Mosquito que fazia
parle to litoral to mar Caraiba. A existencia, o
titulo, a exIensAn desla possessao eram ardenle-
menle rombaldos pelos Estados da America cen"
Iral. *
No dia H ile selembro de IxiT o cnsul de Ingla-
lerra dirigi una nota 'aos E-tados de Nicaragua e
das Honduras, declarando que o sen governo Imein-
jaava ni nter a prolerrAo relativa as rostas de Mos-
quito, desde o rabo das Honduras al o rio de >
Joo, qoa licava lamben) romprehendido.
Nodia S de fevereiro de 1N8, seis din sement
depois da assiguatura do tratado de Cuadelupe Hi-
dalgo, que annexava a*Califoriiia aos Eslartns-I'ni-
dos, dous navios de guerra iuclczes cnlraram em S.
Joao, e expulsaran! as autoridades de Nicaragua-
Quatro das depois os mesmos navios se apnssaram
de Serapagui, nis margens do rio. O Nicaragua
succombio. mas prolcslou em I" de marro de IKiK
ronlra esla violaran do sen lerrilorio. A lli tle ou-
tubrn tle 1SP.I, um navio inglez se apuderou da ilba
de Tigre, nu Pacifico, tilia perlencenle a Nicara-
gua.
Durante esle lempo a tirSa-Bretanaa linda fre-
quentes disputas com o Honduras, acerca da ilba de
Rualan, que poda, com o eslabelecimenlo de algu-
mas fortilicares pouco'dispcniliosas, tlominar lodas
as passagens que so pofleanra rslabelccer enlre 0|
dous Oranos, pela America central. O estado da
Corle-Hica, que eslava era desiutelligencia com u
Niceragna, a respeito 11 fronleira tle S. Jlo, favo-
recia as iiva*es da l.r.ia-Hrctanli.i. (I Honduras,
os IM* le- de (iuateinala e de Nicaragua invocaram
o soccorro tos Estados-Luidos pira resistir a! ag-
gresst'Ks de que eram amoscados.
Foi ueslas circumslancas que se uegocioo e con-
clu" ti al.ulo de 1830, conhecidu com o nome de
tratado Balirer Clagtonoa da America central.
Esle trabado feito por lord Palmerstnn e Mr. Kives.
minislrn da America em Paris, nao foi re-peilado, e
da sua ruptura resulloa a queilao que ueste momen-
to se agita.
[Jornal do Commercio de Lisboa
CORRESPOXDE.V.IAS lu DIARIO DE
PKRNA.MIttLO.
Lisboa 9 de fevereiro.
Comerarci por dizer alguma rousa a respeilo tos
Irabalbos pailamenlares, pois que ueste momento
be a [canea que mais prende as alten, n-'s, nao
I .i II liu!. i as impostas que o ionles apresenloa
por quanlo esse negocio he a queslao vlal do nosso
pala,
A cmara dos diputados lem discutido algumas
leis impelanle, que ilizein re-pello au I llramar, e
foi um espectculo novo o ver o corpo legislalivo
Iralar aquelles assumptos. Ale aqui. forja he enn-
fessa-lo, nin n.'in oiivia (aliar na- provincias I llra-
marinai anbia-n que exislfam nicamente quando
se Iretava de Doear governadores.
Finir a* leis que passaram ha una sobre eicravos,
organisando juntas protectoras para velarem por
aquelles infelizes c provcmlo o modo de se ir obten-
do a liherdatle, que he disna tle todo o elni:io.
A cmara tos pares tem discutido largamente,
mas ten o menor provalo. I respnsla ao discurso da
enroa.
N.ln lem tallado recriminaee*, e diris mais, es-
cndalos. Cauta dn ver esperdirar um lempo pre-
cioso em discutir o que esta discutido, e em anteci-
par as durussoes de assiimplns que deven ser trata-
dos com lodn u vagar, e muito mediladus.
O conde tle Ultimar eo marqnezde Vallada lem si-
dn os hroes daqoella peleja, o primeiro repetiado
o que lem lito nos auims anteriores e fazendo urna
grilaria infernal : o segundu rheio de peilanlisum
apreseul.uido doulrinas exlravauaules, moslrando ic-
celm puciise praticando loda a qaalidide de incno-
veuiencias qoe he possivel pralicar.
Na qfieslAo do I'adroado do Oriente, a qoe na fat-
a do trlioii" seallnde.discorreu perfelamente n vis-
ronde de Ourem, acatando Roma, roas pronnnriaa-
do-se contra as soas demasas e la/en lo ver es es-
cndalo! que a propaganda lem pralirado na India
com grave detrimento dos nossos direito.
O Patriarcha teolou responder ao viieonde. raa
foi inlel/ e provoii mais urna vez as su lenrteorus
ullramonlanas.
Mas a que cunduzcm aquelles dbales ". le re-
sultado se culbe tlaquellas acaloradas ditcasae- '
nei.lium. A qoestao du Ladro i lo ha de ser tratada
largamente quando a concordata vier a cantara. A
lei dos cereae*. obre que tanto se fallo* bu de ser
tratada com todo a desenvolvimeolo quanlo fnr ar-
casiAo de disculi-la, e a lodos os assumptos qoe
iraiini, lia de acontecer o mesmo. Para que lie
cnlAo aquella diaCUaUta Perda de lempo e nada
mais. A cmara dns pare! qoe deve ier corpo conser-
vador esl sendo inleiramente o contraria.
Ja Ihe lallei no convenio tle Londres que Fsu-
les Irouxe an parlamento. Acora dir-lhe-liei que
depois de ter apresentado aquelle convenio, pedio
urna reunan ministerial e qoe abi .leenvolveu to-
llo o seu plano linauceiro.
A expo.ic/io que fez iie-*i reunm. foi a lmir ,, el
de clare/.i e se nao convencen lodos de ler feilo
mellinr que poda, convenceu an meao< da neeessi-
dade que davia tle tratar dos assumptov de que o
ministril Iralnu.
Depois da paella reunan passaram-se algan das
ns cspcclativa e llnnliin aprr te au parlamento as propostas precedidas de um nnmenso relatorio sobre o nal
ea lallarei rpidamente.
O goverui entendeu que nAo poda governar, sen
Irahir a sua mi*-,io. se nAo Iratasse seriamente do
desenvolvimcnla do paiz : e para islo a primeira
condirAo era a tas e-Irada* e caminlios de ferro.
Ma* pua dotar n paiz com nm bom sxslema de via-
lnliila.de eram precisos grandes capilar-,. Pedi-los
i i ini[ i-i -i i i.iipossiYel,porque seria o mesmo qne
arruinar o paiz qaerendo alva-ln. Era poisjfor-
roso recorrer ao erudita. Em Portugal na n eu-
coulravam c.ipil.es sullicienles para levar a raba M
obras projecladas e eis-nus a!u na necessidade de re-
correr as pracaa eslranseiras.
Ora, a nao colacao dos nossos fundos no Moll,-
Ecbange fecbava-nos a prara de I.-mires lornava
diflicilimo em emprestiimi um qualquer ostra prara.
Havia necessidade do abrir a praca de Londres
para isso forroso era tratar mm os bonrts-liotder.Tra-
lou-se. e o empreslimu cm Par* e Londres torne-
se fcil. Mas aquelle empreslimu, nao cr% bastan-
te para lodas as obras da que carecemos, e jalona-
se til tratar rom esaipanhias serias a renslrucraa
dos camohos de ferm de leile e de norte, e lano
oais ullidade havia cm tratar quanlo be certa qoe
tendo aquellas comp.inhias ntilido i linlu a Ironleira
trauce/a c traan I" de o',ler a de lle-p.^ia a tmn-
leira ,1e Porlugal, hAo de forrniamenla empealiar-
*e para que a zrante arteria europea nosso caminbo de leste.
Mas aquellas campanillas nao trataran] eoronno-
co, tendo ale-la de linhi embarazada, snjeita a
pie.li-e em mitra- inin, D'aqni a necewidade de
licar n gnverno com a linba ale Santarem para a
patsar s companbias rom quem contratase a cons-
trucrAo do c iminli. de ferro para lladajnz e para o
Parto.
Oiiaes eram o* rariui qoe uoverna linda para a-
possar-se da linda '.' Dous. ou re-rindir o contrata,
porque ,i i-omiMii'ii i nao linda saliafeiln as candi
cues, ou tratar rmn ella. O primeiro mr-o julgou-
se inconveliienle e pre|uiliriali>*imo : nplou-se pe-
lo segando.
A primeira eaeku a fazer era tratar mm rmnre-
lada que eslava cm ligilia com compa-
ndia. Essa iie^ociac.io lie a qae o mini-tr fe nu
Londres com Mm. Sboer. campraram-te-lbe as ac-
ms que linda, pa^aram-se-lhe a despean que ha-
vii feilo. romprnmelteodo-se elle a desistir de
quae-quer direitos. Todo tn importa ees TI*
tantos colitis, se^un.lo'.creo. Appirece mi dille
renca em favor de Mr. Slmer, mas he romo
pensacAo por ler elle lomado as inscripee a II,
quando ellas estavam por menoi.
N.lo Ihe direi ludo a qae se diz acerca das nega-
ciares porque be isso imposiixel. mas locarei cm
alguns pon'.-, apresenlandn urna ou nutra nbjec-
cAn tic mai* pesu.
O convenio de Londres lem umarnndir.to qne po-
der fazer naufragar o ministerio. Diz-e all que
ns bonds bolders lera direito a am rerla jura,
quando a no*sa receita igaalar a despeza. A isla ob-
jecta-se que os credorc cslrangeiros podem, cm
visla .1 lipidia ron.lii_.io, liscalisar as nossas lnanca-,
oppar-se a qualquer despera extraordinaria qoe pre-
leuilamns fazer, e emliar.i_.ir a administrara da
nossa l a/en la de mojo tal que se tornar imposn-
vel governar.
Se aquella cundirn nao he modificada, se nao
Ihe .lAo melhtii reda.~t.lo. nAo me admirarei une o
-overno seja derrolado na -aa primera.prei>*ista.
Oempreslimn be por emiss.ia bomis, e par tanln
nao se pode minar < jurn. Iv]uivj|r a nm vola
de rtinfiant;a dado ao enverno e t-sle votoa de eouaa-
,11)1,.) era materia de linancas e para ta grandn
soinmas he consa muilo seria. Nesle paute ha de
suscilar.se graode diicussao, mai creio que a aulo-
risacAo sera concedida.
Os meios de occorrer aos novo* encargos, qae re-
iollam pata o lliesnuro, he o ponto delirado da ques-
illo e nao^ei se seria liera escolbida a rpoca para
pedir ao paiz novos sacrificio--. Depois de um anua
de escassa colbeila, depois de um inverno'ricsraais-
simo que causn grandes perda* a agricultura, e
com amas eleimes seraes a porta he preciso roragem
para pedir augmento de imposto. Talvez rosne nae-
Ihir esperar mais alguna raezes. ver se su conclua
alguma linha frrea, se se fazia mais alguma estra-
da, e depois pedir ao paiz nm sacrificio, que Ihe se-
ria raenns dillcil, tendo mais embanca. Neste mo-
mento nAo a tem, porque nAo vio concluir oulra o-
bra que nAo rana a estrada de Coimhra.
11 encaren que reu|ta para I-la lo resal me
das diflerentes negociames em que lallei. ixio se inl-
gnii conveniente peii-ln i propnc la le territorial
exclasivamenlc, r um novo .v.teuii de impostas
foi nrcanido. I'ma grande parle to nnu rerahi-
r sobre ns industriaos, e justo he qae assim seja,
porque elles nAo concurran) como deveram, safan-
do de Indos os favores que re-ullim ilo-vtema pm-
leccionisla.
Orgauisa-se lamhem um impo tribiii(Au pessoal eque lara' com que mullos in-
dividuos que al aqui nan conrornam paia ai l-
pezas ,1o eslado vcudam a courorrer.
NAo mencionaiei Ma aproposlas de lei apre-
sentadas peln ministerio, porque pode ver ludo liso
no Diario do li nenio de doje, qne naluradnenle
receliera'
IIHUffia nrt dizcr-lhe que o enverno pe-le aole-
risaco para comprar as arenes da citmianhia Jn ra-
inuilio tle ferro de leste aos possuidurr- detlas no
Brasil pelo preco |ior que ,i vender, earanlindn o
juro ln capital tpie ,li*embn|sar.iul.
A lei dos cereaes em qae na nimba rorre|"Hileit
ca auleiior Ihe lallei lu declarada qae>l."w MU nn-
iiKlerial. A meu ver he um erra. \quellqae-
Ies quaudo se apreseutam lem-se pensado mai' e
wo~
ILEGIVEL


fazem-se passor on se cabe com ella*. Se o governo
quera asilar a quesillo, fazer calar os hons princi-
pios da scicncia econmica no etpirllo do publico
devia proceder de oulro modo ; devia fazer aprc-
seul ir a mediiU por um riepuladn da maioria,
devia fazer que a cmara tomasse eunheriincnlu ila
materia, que imnm urna comniftio de inqueri-
lo, 8 qnanrin hem discutida, hem avahada, apresen-
lar eni in a queslao ao parlamento.
(i Canil i Soulo-Maior esta' com elleilo horneado
ministro residente de Portugal em Copenhague.
Houxe na leganda-feira um grande concert mu-
sical em beneficio dos pescadores de Scluhal e Sei-
.\al. Koi promovido pelos O' Nils, e dizem-mc que
rentera um cont de ris. Assislirnm aquello con-
cert SS. MM. I. Pernada e I). Pedro V, e SS.
MM. o infante I). Luiz e a infanta O. Auna. Es-
leve todo o corpo diplomtico e toda a boa socieda-
cle de I.iibua. Cantaran) as Srns. O'Nils, a filha
mais velha dn ministro da Kussia (lime. Petersor,
a filha do conde de Farrolio I). Marianni), a baro-
iiczi de Santa Ouileria, a visrondessa ile Chamada
o Mme Alineida. Acabou a- urna hora, c t.ria sido
um diverlimento muilo agradavel se liouvera me-
llior riireccao. A casa, palacio de Palmella ao Ca-
Ihanz, nao se preslava a'quelle diverlimento e rte-
veriam ter escolhido ...otra casa.
S. Carlos esteve para fechar. Domingo houve all
urna desordena espantosa. O corpo de baile recusoo-
se dansar porque na.. Ihe pacavam. O publico in-
riignou-se, e fez tal alarido que nAo pode continuar
o espectculo. I)iiia-sc que a erapreza quebrava,
e eu supponho que fallida esta" ella ha muilo lem-
po, e que o governo devia ler tomado medidas para
que mis liomens arromados, e que nao lem que
perder, raroem com o publico da capital.
Do exterior nada de imprtame. At conferencia
para a paz derem ler comeado, e todos esperam
botn resultado de taes conferencias. Ninguem dtivi-
da da paz. A Inglaterra acaba de contrahir um em-
presumo de 15 nilhue* Mterlinof. A desintelligen-
cia com os Estados-luidos fez a principio descer os
tundo, mas o pnico passou, a ronliaiira renasce e
suppoe-se que a queslao terminara" pacificamente.
A Europa quer paz. A guerra passou da moda.
Napolciln oiageraudo-a, malon-a, e fez um grande
servic.0 a' hamanidade, que precisa da pal pira a-
perfeicoar-se, para alcanzar o lira que Dos Ihe
marcou.
de haver arlo rommercial; que < lettras de Ierra
celebradas en!re pessoas parlicnlares, e sobre objec-
lo nao mercantil sao destituidas do carcter de lit-
lo commerriars, on que nao lem a nalureza de
acloa mercanlis, para que depois se inferisse a
illegilimidade de seu proecs-n pelo juizo commer-
cial.
No eulaiilo, o autor do arliso, do laclo da insti-
tuirflo dos tribunaes do commcrcio par julgar e co-
nbecer das quesloes que se agilam entre os commer-
riaulcs tira a condoli .le que as ledras de Ierra
as circumslanrias e coiidic/.cs em que elle as des-
creve, nio podem gozar das prerogativa e inmu-
nidades piodiealisadus a cla*e dos negociantes
nem sao do dominio da legislarlo e do foro mer-
cantil.
III
Desenvutvendoo segundo fundampiito desla opi-
DIARIO U nmmu QUINTA FEIRA 27 DE RMACO E I56
cai disi a Icllras de Ierra sao introducidas no syro
commerci.il. e gozara de Indas as inmunidades e
isences com que o legislador rodcou as lettras de
cambio.
A ledra de Ierra passada ao portador on ordem
he um efleiio mercantil, que iiitroduz no gvro
da praca um valor que corre como um mcio circu-
lante.
Desde o moinenlo em que a latir de (erra, reves-
tida dcqualqucr deslas condiees, entra na circula-
ran commercial, he considerada como moeda, e nem
se indagan fonledonde cmanou, nem a transaran
que Ihe deu origem.
Tenham nu nao a qualidade de enminerciaes a
ppssoasquc nella figurara, spja 011 nao mercantil a
nlirgacao de que proveio, a lellra ile Ierra circulan-
do 110 mercado passa de mo em man romo um li-
tlo commercial, coran um valor monetario, cujoca-
tndotso, quando he pausada or-
LISBOA.
\ de marco.
O estado de Hespanha continua a dar serios cui-
dados aos amigos da ordem e da Iranquillidadc. He
verdade que ja"nao exislem em parle alguma do ler-
rilorio partidas armadas. Os repetidos fu/.ilamen-
lus tem inculido horror nal povoaces, de modo (|uc
osagenlesdo con Je de .Monlemolin| nao tem conse-
guido desde algum lempo bastear de novo a bandei-
ra do l'retendenle.
Oulros perigos I porem amcacam todos os dias a-
quellc maladado paiz. por una parle a parciali-
dade republicana trama contra a monarchia da rai-
nha, e fazouvir insolentes lirados no recinto mesmn
da assembla nacional. Por oulra parte o partido
niao, o autor do arliso desee confrontado do prin- ractor he a lranms.tbilidarie, e se Iransfere pela
cipio, que eslahelceeu com o texto da Ici. ,, rila em simples Iradicraa quando he passada no parlador.
prirnrim lugar o arl. IK do Ululo nico do cdigo, ou por meio d
qno diz : Serao reputadas eommcrriac* (odas tfjdem.
causas que derivaren, -le direilos e nbrigace, sojei. f Se a leltra de (erra na,, conliver os requisito, .
la.asdtsno.icoe.do cdigo commercial, comanlo cramenlaes que a tornara n,n titulo commercial pri-
que urna das partes seja commereianle. yHfsmln, ,,,, ,le, se ,, fr ^ nrMor_
ora, o cdigo coniagroualgoma. paginas ao Ira- ora>m, v.lenT .penas como simples crdito on
lado das lettras de camb.o ; fisou a rielinicao desses obrigacau civil. sera Iransferivel mediante
imporlantesorsaosdastransacy.es mercanlis. Iracou solemnidades exigidas em direilo par;
os seus caracteres riislinctvos, classilicou Is pessoas civis.
as
cessoes
que nellaseotencialmentedeviam usurare resulou
o modo de sna execucao.
No arl. iJ."> determinou que Icllras de Ierra sao
em ludo ijoaes 4 lettras de cambio, rom a unir
tifftrtnra de screin panadas e acedas na mesma
provincia, a
Assim, poli, os direilos e as obrigardes resultan-
tes da lellra de trra sao reguladas pelas normas
que o rodi.o eslal.eleceu para as lettras de cam-
bio, rcvrstem-sc do carcter do direilos nbriga-
ciiei mercanti-, e perlencem a jarisdii-eao commer-
cial.
O arl. II do regulameolo n. 7:17 do de oovem-
r.nlao ja mi podexa1 passar lo mo em mao como
moeda correte, nem ser transferida pelo ndOMO.
Para operar a etitiUt dussa obrigac^lo ou crdito cicif
sera' neressario previa i.olilicacao ao devedor, pena
de nulliilade.
Desliloida das formulas .|ue Iba davam a catego-
ra da ltalo mercantil e o privilegio do foro, o rrc-
dito neeewlUra' de ser re luzido a escriptura publi-
ca quando exceder a laxa da le, com a comi-
naeao de nao valer no excesso da quaiilia da orde-
naran.
Entreunto a cet3o ou transferencia da ledra de
brodc I8d exige siinullanean.enlc para determinar il"7'!? ***** e",re !" "'-ulares o dimanada
... u^ ira?.-.u'c^n n,i
a competencia dujuizo commercial, a no Inladc de i j .
1 maiitiau
commercial 1.0 acto e na pessna.
t) art. 80 do mesmo regnlamento, fazendo urna
derosacn na regra geral, especifica as questoes que
podem ser preressadasc julgadas no foro mercantil,
anda que nao utervenha pessoa commerriante. Os
qualro paragraphos desse arligo dispensan! a quali-
dade de commercial na pessoa, mas exige que o
acloem que se runda o letigio Icnha 1 natureza m?r-
raulil.
meriMiiIil. nio ncce-sila da for-
la notilicaeao ao deve l"r nem da prova
ica cscriplural. por m.us elevado que seja o
algarismo do
aiilhciilii
valor que ella representa.
VIII.
Ilepois evidente que a le commercial. conceden-
do as ledras de (erra garandas lio especiaes, desU-
cou-asda rlas*e das obrigares e valores mi', ele-
vou-as a" categora da litlos commcrciaes, deu-lbes
o carcter de valor monetario, c roveslio as da nalu-
Da episrapbe do cap, i, a que esta sujeilo oer-! "l,ri'''i" commercial, sem atleuder a' ori-
gemdondc ellas proredem, nem I natureza das pes
feriloarl. 20, se deprehenlo claramente que todas
as quesloes que elle branse lem a natureza mer-
cantil.
E nem era preciso que o legislador l/es declararlo em relac.io as ledras de lena, quando
no citado arl. \->'t do cdigo as tinha equipara:
do as lettras de cambio, e por consesui.tc Ibes
imprimir o carcter c a forea de ltalo mer-
cantil.
NAo achamoa pois razao no aulor do arliso qoando
nesa ai ledras de Ierra passadas cutre particulares
, soasque nellas liguram.
1 odas estas enneessoes, prodisalisadas as ledras de
I Ierra, sao novoi. incrementos rom ipie o legislador
favonaorommercio.distcnilenloo circulo das Iran-
saceoese creando mais um meio de promover a cir-
culadlo da moeda para desenvolvimcnlo das fon tes
de riqueza do imperio.
O. I.
Jornal da fommcrr.ua Uio.
amigamente denominadof.hrisliiio, e depois p0-|sobrc ohjeclos naocommerciaes, a qualidade de obri-
laco,volta suas vistas para Narvaes, e procura cha- 1 B**a mercantil, e por couscqucncia as garandas que
.
mar a si mais seqoazes, entrando em compromissos
( segundo se aOrma ) com os adherenles .le Car-
los VI.
Entretanto acaba de elTecluar-so urna reconcilia-
Sao [ao menos apparenle entre Espartero ebefe da
fraccao progressisla, e O'Uonnell, cabera da fraccao
moderada ou ^cawro. A rcconciliar/io dos ebe-
es nao foi comtodo acompanbada nem seguida da
fusao dos respectivos adherenles, osouics conlinuam
a guerrear-se: os do primeiro, desejosos de conservar
o maior quinhlo que desfructam na reparli^o das
conseqoencias legitimas da revulurilo dejnlho ; os
do segando, prevendo, que fcita a paz com a Kus-
sia, Napoleao rollan i sua alinelo para c dos Py.
reneos, e forcejara, porque cm llespanha prcvalcea
um BS/ilema menos revolucionariamente liberal. Fal-
la-se de novo cm recomposicao ministerial, sahindo
entre ootros o Sr. Escocura. Para ministro pleni-
potenciario junio doSr. I). Pedro V acha-se nomea-
do oSr. Corradi, queja foi ministro de estado, e he
progressisla jjos ssos.
' S rTitis celehrini-sH HC-45
primeira conferencia dos plenipotenciarios das nacocs
adiadas o da Russia. Presidio o conde de Walewiki,
ministro dosnegocios estrangeiros de Franja. To-
dos se obrigaram a guardar nviolarel legrado acerca
das negoeiacf.es. A primeira rosolucao que se tomou
foi, que se inverlesse a ordorn das proposlas, come-
cando-se desde logo por diacntir o :.." ponto, e por
ser aquelle que oflereceria mais dilliculdades. A
opiniao geral menos em Inglaterra, onde ha muitos
e grandes partidarios da guerra) he que a pericia,
l.oas inteneOes e zelo dos negociadores comseguirao
remover qualquer obstculo que se opponha con-
clusa., da paz. O imperador Alexandre a deaeja, c
adirma-se que est resignado a fazer, para oble-la,
grandes sacrilicos, inclusivamenle o de tornar Ni-
eolaielf porto raercaulo de commercio, c renun-
ciar a fortificar novamenlc Bomarsund. Parece que
a Kranc.a, e mesmo a Inglaterra desistem Jo direilo
que vigorosamente poderiam reclamar, de exigirn
indemnisaeao pelas despezas da guerra, contentan-
do-se com estipular o pagamento de alguns milhf.es
de piastras i Turqua, cojo Ihesourosc acba exhaus-
to. A Inglaterra acaba de contrahir um emprcsli-
rao de cinco milhf.es' de libras esterlinas a 'JO $ com
a poderosa casa Rothachild. .Vssegura-se que antes
do encerramenlo das cmaras contrabira oulro cru-
|ii eslimo de mais do dohro dessa quanda.
O imperador d'Austria (conforme as ultimas noti-
cias) resolveu conceder ama ampia amnista aos Lom-
bardos e Vcnezianos implicados na revoluto de IS e
'J. O decreto er publicado provavelmcnl por
occasiao do prximo bom successo da imperalriz.
PER&A1BUG0.
RIO DE JANEIRO.
L> de m.irro.
/Miras de lina.
I.
Sol. esta epigraphe publicou o Diario do Itio de
Janeiro, em data de 10 e 12 do correnle, dous arli-
gosde fundo tendentes a mostrar a incompelanca do
juizo commercial para tomar o.nhecimenlo da
questoes relativas a ledras de Ierra, em qae alo li-
guram partes commereianle-, quando nao tem por
objeclo Iransaccfies puramente mercanlis.
O autor desses artigos tacha de abusiva c MUgal a
praUca daMprocesan commcrcialmente esses Idil-
ios, aos quaes, no seu modo .le pensar^ o codiso ne-
gou o privilegio do foro concedido ao commercio
como urna liberalidade especial.
Os fundamentos de^sa opiniao sa0 :
1." A exeepciooalidade da legislado aercantil,
creada exclusivamente para favorecer a elasse dos
negociantes.
2." A exelusao das ledas de Ierra da jurisdceao
rommercial, expressanienle prereiluada no arl. IS
do titulo nico do cdigo, e no art. II, combinado
com o arl. 20 do regulamento n. 7:17 de 25 de no-
1 mil 1 n de 1830.
II.
A
las
|,p
plpri.la Ip das dansar. f,e-, a rapida
racM, a ineeaaanta repndnecjta ile arlus da mes-
nia nalnreaa sao oa caracteres dislinclivos do con-
luerrio.
Eia pois necessario que os actos coinmerciaes fos-
sem tambera sojeilos a um tribunal peculiar era que
os processM, livres das tricas o embarace* da chica-
da, e das formulas morosas e complicadas que pro-
crasliuain iiidelioidamenle a decisao das qoe-lfles
civi*, fossem sentenciados de plano e o mais ramnsl-
1 Mnenle po>sivel.
Foi por isso que os n lizes cultos, e epecialmen-
tt a Franca, por urna ordenara de 1363 estabele-
ceram juizes propriameni eommerclaes, e a nossa
iigi-ia...i. mereanlil naleve oulro lira deinslitui-
caomais que a proleccjlo an commercio.
llo posto ronclue o aulor do artigo depois de
haver pro luzido eslas 1 leas [indinamos desde i
allirmar que as ledras do Ierra, procedentes de
irans.cces parenlara entre pessoas nao eontmer-
cianles, Mo podem de forma alguma estar siijoihs
i legislaeao commercial, nem lem que ver com esse
foro.
Parece-nos qoe ama t al cameqoencii nao se con-
lemnas primicial, e que ha um defe.lo nlrinsero
nesla argumenlacao, pois que nella se envolve urna
lelicao de principios.
Fora misler qne. antes de tuj... 5e dcmonslrasse
que sem intervencSo de pessoa ruminercial nao po-
thes sao annesai.
Ignoramos qntl he a verdadeira baaa de seu ra-
ciocinio quando despo esses instrameiilos de opc-
racf.es mercanlis do sello caracteristieo e do va-
lor de aulliciiliciilade que a nossa legislaeao Ihes
confete.
Se o cdigo commercial e seu respectivo regala-
ment, deus ledras de cambio, embora celebrada,
ende particulares, a natureza de titulo commercial-
porque razan as ledras de Ierra, que cm nada Ibes
sao inferiores, nao gozarlo do mesmo privilegio
quando nio provem de una origem ou Iransaccao
exclusivamente mereanlil}
Oiiem o anlorisoii ae ferenca cnlrc as ledras de cambio e de Ierra, quan-
do o legislador determinou que fossem idnticos pa-
ra a competencia de juizo os cffeitos jurdicos de
urna c de onlra ?
Qoal he o molivojiisicotivo rte-tadstinccao con-
traria ledra e espirito do direilo "f
Vejamos se o podemos descohiir em urna analyae
dVflH-1-piTr-sarte-s fU cuc'iRMUneiadl da nsiatcw .lis Icllras de
cambn e de (erra.
IV.
Com o desenvolvimcnlo das ideas econmicas, o
commercio lem alargado as raias de sua esphera, po-
derosos agentes de permutacnes, nove* elementos de
circularan creados pelo progresso dasluzes vieran,
lomar mais rpido e completo ojoso do mechanis-
mo mercantil, que he urna das molas cssenciacs da
machina social.
A perfeicao dosxslema monetario be a hilla dos
progressos cornmerciaes de um paiz.
A prtta, moeda por excedencia, principal asente
das permutarla no berro do commercio illustrado,
nao poda representar valores muilo subidos ou e\-
cessivamenle diminutos sem que fosse rcduzida a
moedas neommodas pela sua grandeza, ou quasi im-
palpaveis pela sua pequenbez.
ti robre foi desuado a representar os valores a
que a prala nao poderia preslar-se sem descer a pro-
porrf.es quasi microscpicas e iulinesimaes ; o ou-
ro eonverten-se as moedas de grande valor, que
nao podiam ser cuuhadas cm prala sem se lornarem
ineompalivcis com a commodidade e farilidade de
Iran pode.
Mas o ouro. anda que tomasse menos incotnme
das as reines-as de riinhciro. todava n,)o obviara
de lodo 11 inrouveiiicnle, e nao l'azi.i desapparecer o
perigo do extravio.
Vcio ent.10 a moeda fiduciaria, que, destituida da
valor inliin-ein, gyrava sol, .1 nmlianca do governo,
e ollcrccia a facililade d- conJuerlo de lommas
consideraveil de um para oulro lugar.
Esla moeda porra nao (em o carcter distinclivo
de propriedade, por isso que he um titulo ao par-
lador, sem designadlo de pessoa, c Iransferivel pela
simples tradircao manual. Ella iiladifliculta a pos-
Htilidade do roubu 011 do descaminho.
V.
Para rapprt a lacuna que oaereciam loilas
as nutras moedas, veio a invencao da lellra de
cambio.
A ledra de cambio equivale i faculdadc concedi-
da ao negociante de ter em sua casa una chapa para
MOhar todas as moedas, e dar a um fragmento de
papel o valor que quizer, quando Ihe for necessario
elleriuai a remesa de dinheiro de urna para oulra
praca.
Foi pois a necessidade primordial do transporte de
valorea atravez das distancias que separan u ma de
oulra praca commercial. a occasiao e a motivo do
descohrimeulo das ledras de cambio.
llo,por isso que quando em Franca se chega ao
cnuhecimeuto de qae urna lellra de cambio nio be
destinada aesse fim, oart. 112 do cdigo commer-
cial a fulmina com a pena da destituirlo de seus
privilegios, e tica ella reduzida a urna simples pro-
meta ou olirigacSo civil.
Os anoticisias de Paris, para Iludir a lei que pu-
ne as suas onzenas, fazemosseus llevadores passar
ledras datadas em Versaille. 011 Saint Cloud, onde
nao he dlicil provar a presenca dos sacadores na
.'pora do s.qiie.
M.v. quando h previ qne sp abnwmi da ledra, re-
earrendo a rllaoin casos nao exigido] palaa neressi-
dades mercaiitis, a sanrcao penal do art 112 lie a
ponilo desse acto simulado.
VI.
A ledra de cambio, conforme .1 define l'errcira
liorges. he una caria revestida das formas prescrip-
las pela l, pelaqml >im.i pessoa manda. 011 pede
a nuira iW'/gir /iYtso do eu, qote pague a oulra
pessoa ou a troca ou con-ideraco d'outra somma, 011 de mn Bfll-
for que receben, s confesaa lar receido, ou fiou,
lanciiudo o em conta.
A' vista do que temos etnsHte pod eme* dizer con
PAGINA AVULSA.
BffiSS ffi^A 2
AO REDEMPTOR.
Proslrados aos vnssos pes
Aqui nos leudes. Jess,
Itiiscamos da pestealuigo
Hi'li um da vossa cruz.
Foi neste santo madeiro
Oue nos reniisles, Scnlior,
Por elle, pola, vos rogamos.
Pondc lenno nossa dor.
Vossa cholera, bom Dees,
Criminosos provocamos,
.Mas vossa misericordia
Humildemente imploramos.
Como lilln.s rebellados
Merecemos pnica,
Mas, Senhnr, por vusso amor
v os supplicamos perdao.
Pelo suor, quH vertesles
as agonas do hurto.
Conlra a peste a vossa cruz
Un salva$ta s,ej?. 3 poito.
Por csse calix amargo.
Na cruz esgolado a tragos,
F'azei cessar, bom Jess,
Da peste os crucis estragos.
Perdao, perdao, bom Jess,
Por vossa morle e paixo,
-Misericordia, Senhor,
Pela cruz da redempsan.
I'or um chriit&o.
--Con-la-nos por carias do pessoas fidedigna'.que as
1 leguas em derredor de Iguarass perece-ie -em urna
palavra de consol, ou exhortarlo espiritual, haven-
do na villa sacerdote-, que hem se deveriam prestar
a esses misleres. quo Mes He inherentes em oulras
crisc-, quatito mais na aelual.que seda sracas a Dos
ouvir na hora ultima pela bocea de um padre/na
ra romligo '
Se urasarerdole, qne he a luz do mundo nao quer
acodr aos reclamos de um moribundo, que Ihe pede
luz para sua alma atribulada muilas vezes, quem,
quera mais abrigado do que elle a preslar-se'.' A po-
lica lalvez. Nem lano horror as occasioes, que
Dos proporciona para o desempenho satislaclorio do
clero.
Sabemos por compensaran, que o Sr. delegado
de Iguaraasu (cm sabido cumprir nao m com os de-
veres a seu cargo, como com os de homem compatfj-
vo, que nao (ralica com as calamidades.
-Pedimos .1 urna senh.ira. que -iippomos filha fa-
milia, naozoinbe lao ra-quilliaiiieiitc com as pessoas,
qtte panam por ..... roa: nllie, moca, assim perde
toda poesia, fica feia. e piide hem "ser. que entre
a, que S. Exe. lao acerbamente cacua seia o
rcaervado do ten pedo....
Pelas relace. ubiluari.is niorre agora mais gen-
ledtneia noite para o dia. E-ia epidemia lem ca-
prichoa!...
OSr. subdelegado da Roa-Vista inutilisoii ,lons
dfas grande porfo de carne podre, que enronlroii
n um arougne e tem sido ella ha dias lao pessima
naquede bairro que admiara, como se pcnlia 110
mercado laes pndrura*.
Conlinuam os despejos em diversos lugares sem
serem os que a cmara apoulou para tal mister. A
praia de S. Francisco esta inmunda, e nem sabemos
corno os moradores daquellr. quarleirao supportam
um tal despejo fcilo com tal despejo!
A roa da Alegra junto aos fundos dos quintad
das ras \elha e da I,loria causa tedio ate por alu
pass.ir-se : chamamos a aiien.-io do corpo de Ribei-
rinhos para rsses lugares.
Diicm, que nao 10 desinfecta a celebra beceo do
I-undao porque nao ha portasnada mais fcil do
que se as requisilar, ou inolilisar osas casinholas
ondemorrera lana gente! (i.Sr. (iondim nos hade
fazer easa amla, rio contrario ah te aninbtrlo os"
filktoho* do animal feroz la das margeos On Oangcs
e... ai .los qno la bolarcm as cabeeis : aquillo esta
como um vis:o.
Nao podemos dciiar de aqu consignar algara**
lianas a respe.....lo mudo digo.. Si. padre Agwlinho,
capejl.lo das recibidas da Gloria. E-se sacerdo-
te, sxmholo da humildailr, cxemplar da hones-
lidade lem nesla infeliz quadra dado urna prova ro-
busta, que o espirito lorie pela consrienria. que o
corarlo puro pelas virtudes nao treme ante o aspecto
por mais medonho que seja das calamidades, quan-
do lem de cumprir deveres aconselhados pela boa
razao, e determinados por Dos. Nao cessaremos de
repetir, que o clero felizmente cm nossa Ierra ( aal-
vo as Honrosas e poucas excepres lem marchado
intrpido na estrada dos seus lio recommendaveis
direilos. Como oradores, procurai os reverendos pa-
dres meslres, fre Lino do Monte Carmello, o padre
Joan l.apislrano, e os veris inran<.ive- na tribuna
sagrada.animando estrpovo j exhausto de sollrimpn-
Ins, censurando riim energa asi malvolos e persegui-
dores da pobreza, pnraininliando einti...... nossni
11,11.......' BlUaao degro de paciencia e de resignaran,
e no entanlo esses liomens, lilhos da igreja, s espe-
rara recompensas d'aquelle, que Ihes lia dado animo
para saberem cumprir com os seus santos e sublimes
deveres.
Do. homem 10 aspirara juatiea.
Os Ipoineinos deven estar laUafeitoa com a es-
colha que fez o Imperador rio Sr. padre Firraino de
Figoeiredo par., .eU parodio. Esse sacerdote tem
amato abono os lelevanlinimoi aarvicoa prestados
na quadra actual. Pedimos a S. S. que se nio des-
cuide em Irabalhar para que a sede da fregnezia se-
ja mudada paia 1. (f. Afufara uaemUa natural-
mente atindela a lao justo qulo nlil empenhi.
O hospital da Vanea, segundo he comante, nao
esla bem:ido. de aorta quo um cholericn all nio be
guin<: essa casa lie um alcouce, onde se ajuntam es-
qoadroes, e .lepis que despejam o becco, licam as
industriosas n'un fatlatorio de immoralidades, e de-
pravarles, que .lien.le sensivelmenle a moralidade
publica.
Com o malar escndalo ha no Forte do Mallos,
no jogo da bolla uma casa de jogo.onde comparerem
para mais de vine jugadores de 15 anuos para cima,
e chega o furor 1 tal poni das iirlima<, que quando
perdem jogam >om as podras as Miraras, com as
cartas na rna, cK. A polica do Reeife "que n.lo he
peca espalhe essi gente !
Lamentamos dentro d'alma perda considera-
ves dos nossns agricultores. O Sr coronel Menea**
lera perdido 1( travos, c tem .lenles 80 c tantos !
Como tirara a nassa ja to mesquinha agricultura '.'
E quando Icrenus entre nos colonos? Que fazen-
leiro, ouagricutor querera depon de tanto/pre-
juizos alirar-sc 1 essa emprea Depois da peste o
menor in.i I -..', 'Vpohrpza.
Nao atf** os, porcm pessoa airada nos con-
lou. que otvlra .zer, qneoSr. eeronel Jos Pedro
das Lages s- acLjva em maa estado de saude pelos
enormps prtiuizns, qu.i solTrera.
Senborts redactores da /'agina .Imita.Po-
co-Ibes liecnea aera dizer que foram mal informados,
quanlo ao que es-reveram em sua l'aqina Acuita de
boj, com relereiria ao vapor Paran.
Esse vapor clugon doiol, d'onde era esperado, na
madrugada de ipaiiia-feira, e devia sahir para o nor-
te ne-se mesmo ta as cinco horas da larde; porque
alm de oulros Motivos, levava soccorros pura a Pa-
rabiba qno esli litando com duas mortferas epide-
mias, o cholera ; a febre amarella : a sabida, pois.
so fez aununciar ao correio e a praca, e o Exm. Sr.
presidenti- da provincia autorisou-a' na mesma con-
formidade, poraa conhecendn-se na larde desse mes-
mo dia, que o fo-necedor do carvlo nfio dtva o va-
por promplo, cono devia, Iransferio-se a s.hida pa-
ra odia aeguinta com novos anniincios e pardeipa-
Jlo ao correio. qte eulregoii as malas na sexta-feira
c nio na quinta. F'oi o que occorreu, enviando cu
esla reclilicaeao a Vincs., que eslou cario sera bem
recehida. conlanili com a recudan e jusliea co carc-
ter de Vmes. ( agente da corapauhia,*Thomaz de
Paria.29 de mareo de 1836.
Embora o l'aian eheaaaaa na madrugada 'de
quinla-reira, as -arta* so vicram a ser distribuidas
depois de 10 horaj do dia. teodo chegado ao correio
meia hora ane% nouc" mais ou menos. A ninguem
nenio ao Sr. coinnamlanle rio /'aran culpamos.
Oulro sin), nao deveria ter marclo a hora certa
da sabida do vapor, sem que elle esdvesse despacha-
do 1111 promplo, pira se nao dar a transferencia Ilu-
soria de haver salido un nutro da s^m inlcresse pu-
blico, e antes con atropello, o que m interesses par-
ticulares poricrian ler occasionado. Os soccorros pa-
ra a Paralaba c nas provincias do norte, era mais
uma razao pira sj lllo aderar a saluda rio vapor, por
que muitos particulares, que all lem interesses, fa-
milias e amigos linhain da manda-Ios, o qne nio -
zeram por esse motivo, e pnr haver o Sr. comman-
dantese recusad! a lato, alegando a pressa de largar.
<> Exm. Se presidente permilo a sabida, porque
rappox variriica as razf.es allegadas pelo Sr. com-
iiiandanle, mas a vista deslas e oulras lUusSe nao
d.ir.i cerl.inienlc mus permissOes taes. alim de que
nao fiquem aindi todos, ,- ,, sc costumi dizer, chu-
pando o dedo. No entanlo, se depois hniivc aviso
ou nao foi elle conheci.lo, ou foi felo quando a re-
parti^io do correio eslava fechada. Na lando os pa-
quetes regulan.le.Ir em suas sabidas, nao se saliendo
mesmo, qoal leo que cheg determinadamente ao
nosso porlo, nao e pode portante de anlemo ter lu-
do prevenido |H a-chegar e largar. i|e portanlo de
absoluta necussi ide alguma demora no porto, que
di- lempo suffici nte 11 pnpulacio -or informada de
sua chegada, ao.i immrrio, an gverno e .os particu-
lares prepararen as suas remessas, fecharem as suas
correspondencia etc., ele. para n que suppomns
que o governo ga ama subvenrln, a menos que
nao se diga, que lia he so para as comino iidades da
corte, como talvasjqueiram crcr.
i'i-l i-nos qne o cadver do fallecido virtuoso
. 11 Itcruardo Raimundo de Sorna ilaudeira in-
liiiniailo 110 quiuUI .la S, lora desent-rradn pelo
subdelegado a frente do povo, e transferido para o
eemilerio. i
Cmi-la-nos Igualmente que est uma calacum-
Im da igreja de Nossa Senhora do Amparo rebocada
de fresco, lie verdade qoe poda ser dealguem que
nao livesse mnrrino rio cholera, mas como rosna-se
era um enterro l'anlastico... emfim sao cousas ..
-m Ale l'H lii/ri 1.
rio interior da comarca se vio lornanrin mais lison-.ldem 3138Vicente,
Reir. Entre as pessoas fallecidas naquella ridade, do Colovello n. 20.
COM\tCA DO LIHOEIRO.
20 de m.ii 1;...
Chesou-nns ha pouco, por um almocreve viudo
dessa cidade,*a grata noticia de que bievc nos ser
restituido o nosso juiz municipal Dr. Nahor, qued'a-
qui sabio ha mais de mez,impedido pelo horrivel tur-
i.ilh.M do citolera, qoe enllo assolava este pobre lor-
rlo : Dos ilo-la traga sao e salvo para liein rio foro
desta villa, e descaneo do D. Magrigo de Nazareth,
que teve a bondade de so mostrar to sollicito pelas
cousaado nlossojuiz.
A Cmara) municipal ricsla villa esta 1 literal mente
exdncta. /Existe apenas cm nomc; e de fado s seu presidente f*raucisco Antonio da Costa Cabral he
o nico niembro dispnnivcl ; n nao tem podido reu-
nir-nem om soppleiile, leudo convocado ate os de
11111 voto. O paco do suas sessoes, que servio de hos-
pital dos choleriros.esl em estado de nio poder ser-
vir sem grandes reparos, que exigem despezas consl-
deraveis, principalmente para os cofres da cmara,
que esiao phlisicos. Ora esse edificio alem daquelle
mister servia tambera para as sessoes do jury; tinha a
prizao no pavimento inferior, onde tambera existe
uma casa de guarda.
Actualmente Indo est inotilisado; e s. com lem-
po e dinheiro se pariera' restaurar. A imite passada
o Rvni. vigario a instancia do medico Dr. Paula Ca-
valcanti de Albuqucrque Mello fez sabir uma precs-
alo que se intitulou de penitencia. I.ouvamoso ze-
lo e pieriade do Rvm. parodio ; e nunca nos sahira
da peona uma s expressao que reprove um aclo rie
piedadc religiosa. Como porem esse acto foi feilo a
instancia do medico, nao posso resistir ao desejo rie
emitlir uma reflexao. O Sr. Paula Cavalcanli de
xlbuquerque e Mello, a quem o Dr. juiz rieriireito
lauto cuslou convencer para que fosse ao Bom-Jar-
riim no dia 13 socorrer aos enfermos daquella fre-
guezia. porque nao quiz la demorar- mais de I
lloras '.' seria porque I ulo existissem enfermos que
precisassem de seus serviros ? O Sr. Paula Cavalcan-
li, que vottaudo no n.i'-in dia, prometteu ao viga-
rio daquella freguezia tornar no da 10, porque
razao ulo foi cumprir a sua proraessa ? porque nio
foi aecudir aquelles -eus rian, que gemiain, que
sntTriain, a que morriam ? Nio seria maisagradavel
a Dos esse acto de candado, se nio de dever do me-
dico, do que promover actos de aparato, procis-
oes Si t E o que h 1 cm turio isso de mais exqui-
sito be que ao passo que do peniteucia.que suppe a conlinuacao do llagello,
preparava-se lambem um Te-Dcum para i dias de-
pois em accfio de grecas pela exdocc.10 de mal Is-
so cbeira-nos calnuri-mo. Esse Diario tem dito
tanto em louvor dos awhorea de Bom Jardim, que
nada .levo acresccnlar ;
( nosso juiz .le direilo, Dr. Arag-io e Mello vai
se reslabeeceuJo. E por fallar nesse noine, nao
.levo omitlir oulro igual que aqu temos. O pro-
fessor publico .1. T, de V. Aragao, que merece da
propulacao desta villa muda gralidle, porque desde
o principio ria epidemia, e na crise mais Irahalhoaa
e arriscada, era incansavel cm aecudir aos que pa-
!.'. 1.1111. nole e dia se achava prompto para ir a ca-
sa do rico c a cabana do pobre levar e applicar um
pursanle, um sinapismo, uma rise bomeopalhica ;
esse hume 111 que loi um dos pouco* que aqui arros-
1,iran a p firme o llagello,foi alual lambem accom-
mettido. Ilontem ainan'.eceu locado, porem benig-
namente.
Ja' o julgo Ifvre de perigo. I'or noticias chegadas
lioutein a larde deUoin Jardim,sabemos que fallece-
r 110 seu engenbo Amparo o Sr. Feliciano Jaaquim
de Aguiar, nosso cx-delegado. homem rie virludes,
c estimado do toda a comarcano seu engeulio
Monte Alegre, Joaquim Jos de Aguiar, cm sea
sido capillo 1'jfaaT* de-, Soata It. Nesta villa
fallecen llojSTf lente Mauo.l Ramos Jnior, que
trudo sido accommetlido no principio da epidemia
finalmente macerado deu fim a seus das. Unjo u
nosso delegado Cantillo dislribuio gneros alimenti-
cios com a pobreza, e nio he de boje que temos vi-lo
esle pioceriiniento doSr. Cimillo. A sua porta desde
as 'i da manilla ale as (ida larde, ulo se vr scnlo elle
e sua senhora dividiudo os soccorros com a pobreza,
mostrando sempre um coraclo humano, honra seja
fe ila a este senhor; eos conserve a sua vida.
[Curia particular.)
Pardettut que a a ledra de cambio he an mesmo ".''m"l:"'i "''"' l"e".n''" que um pnglo! Bem sabe-
lempo urna ciii;rcnf,~io rommercial e u
crdito, o
mea que.. Sr. vigario, se soubesse deseas rnusas.leria
11.1 motila de ; providenciado.
A ledra de cambio ho pois o mais enrgico o cum-
ple!., intermediario das Iransacrrtea mercanlis, c a
ultima expressao de pcrfcrtibilidade.lo systema mn-
netario.
Vil.
Calvara de 16 de Janeiro de 170! fez cxlensi-
vas as ledras de Ierra, sin he, aquellas que sao
sacadas c aceitas na mesma praca todas
randas o privilegios concedidos s ledras
bio.
as ga-
le cam-
Com que, similores de cario sobrado da ra
Augusta,r-a lamida que mora cnufruntc a sua ca-a
be /.. i/uah/wc tic rA aquella palha. para Ss.
Mes. de-pe iirem se devidraraa qnaea huecas de en-
lerineirn. de bi-pilae- cbolerleoa ? Ora, mena aun
giiinbo-, nem tanto riespuriormodns in relias.
Amia cum ,1 maior sem -ceremonia uma preta
don.la pelo paleo da Pcnha totalmente em estado de
nudez.
Consla-nos que ha na ra rio l.ivramenlo um
pequeo especie de urso que cosiuina receher suas
remessas do......ira adevinhem por favor, p se accr-
larem Ihes daremos uma tri/ala perjura.....
O a.l. ',23 do nosso cdigo commercial confirmen I uSS^S^tJl^SH *" Sf' ^ *SUV
j- --...-.. ,. "M to .1.1 i'i-t-\ 1-.1 1 para 1111,1 rasa n,i ra \ e lia mn p
essa dispostcao da legislarlo audga, e emeonsequen-1 se Irabalbi dia e noite em m^fiauraT>W
diario be ^crttombwco
Por portnria de -H\ beina'idiar a al>priura na l de Hiiii pi,i\iniii fulmo, em tiiii^t>i|iipnr,:i dt)
t'oiiiJMit.ir o 1 a i La oslado raHitavffi da nrotiafia.
Recebemos noticias da Bom Jardim. rom data de
21 do crrenle. Na povnarlo a mal eslava quasi ex-
tincto, appareceudo de quainlo em quuido um ou
oolro caso, o no bospilal eiialiam lmente tres .len-
les. Entretanto no lugu de Qnaimailm a de Alagoa
da 0115a eslava fazendo grandes estragos. Calcula-
se a mortaldade mais de m| |leSj:.Si entre as q u^s se conlam o
professur de primelrai lelras padre Mareellino da Cos-
a, o coronel llenrique Pereira de l.ucena, n major
Chrislovln Olegario (ioncalves (iuerra. Jnjo Pereira
de Qoeiroa senhor de engenbo de Tabocas. Joaquim
Pire* de MouraVarei.il. senhor do aosanho lincea fu-
ala. Francisco Quirino Piulo senhor rio engenho
Ruin, Francisco de Suiza Barbla senhor rio en-
genho Figucira, Joaquim Jon- de Aguiar, senhor do
engenbo Monte Aleare, Feliciano Joaquim de A-
suar senhor do engenbo Amparo, o rico fazendeiro
Pedro deSou/.a Hnlwi, inclusive mulheres c filiaos
da mor parta dos ndivi dios cima declarado*, m-
sullaiiilu que mollas lazeiilas e propriedade fien-
ram abandonadas por nao haver ra.us meiuhro al-
gum das respectivas ramillas que as administre. Ha
engenhoa naquella freguezia que ficaram apenas
com dous p tres estrave*, o pstes dos mais velhoa.
As noticias de Nazarelh rhegain a 2:1 rio enrrente.
A epidemia naquella culada lia va lomado maior vi-
gor, e o obituario ordinaria que era.de 1 a ."> victi-
mas, clevoii-se Diurnamente a S e a 10. Em cone-
qoencia desta inudanc.i roappareeeo o desanimo ge-
ral ; felizmente esse novo aspecto qne'o mal lomou
parece ser de curia durarlo, peal que nio (em aug-
mentado. As noticias dos arredores c das povoares
.....I"!
conla-sp o dedicado e digno tenante-coronel llercu-
lano Handeira de Mello, o qu.,| a,|a ni, ,|ia era que
ralleceu havia remedido a quanlia rie l(KI?IIOI) rs. a
commissao benclicente de Iguarass, logar do seu
nasrimenlo.
As utiras rie Goianna que cbegain a 20, lio mu
tristes. Desde o da 2 ale a dala em que nos escre-
vem, a morlalidadc se elevara de 1:1 a 17 pessoas
diariamente, e aflnal fluctuava entre 37 e 30. Quan-
lo as occorrencias dos arrabaldes. riz a nossa cor-
responricncia que publicaremos era nutro numero,
nada mais se conta a respeilo dos estragos da epide-
mia em Nossa Senhora do ()', na l.apa, e em oulros
povoados, porque a miirtalidade ah foi lio grande,
que quasi muguen) mais resta para nutrir a pesie, e
os que esraparam fugiram para outras paragens.
Em Pedros rie l'ogo o mal tomou mais vigor, o os
estragos slo iguacs aos que tem lugar na cidade de
tioianna.
I)e [gurami livemoi noticias.le 2i da correnle, e
o mal nonliniiava a fazer craeis devastatf.es, tendo
raorlo varias pessoas do lugar, que dedicvan, as seos
esforeos as pessoas riesv.didas, entre os qnaea se con-
tavam Delmiru tiomes Pereira, raeinbro ria rominis-
sao bcueficente, o que rnaiores servidos tinha pres-
la.lo, o tabllalo Adolpbo Manoel Camello Lina, ad-
vogado Manoel Francisco Cesar, o Sr.'do engenho
I'ilombeira Salosliano Antonio de Mello Albuquer-
que, havenrio o eemilerio recebido no referido dia
20 cadveres.
111 I.I.ETIM DO CIIOI.ERA-MORBLS.
Participarse >io< kotpiUet.
Communicatcs boje recebidas.Hospital do Car-
mu receben urna miilber e leve alta un.
Hospital da ra ria Aurora, acham-se 12 doenles,
sahiram i homem e I mulher, e enlraram .1.
Hospital cholenco arsenal de marinha, morreram
2, rra recolliido I, aahiram e exislem X doenles.
Hospital do l.ivramcuto, sahiram i mulheres r 2
homcus, exislpm 2 em tralamcnto.
Relaro las pessoas que falleceram do cholera- mor-
bus o foram sepultadas no eemilerio publico das
6 horas da larde rio dia 19 as 6 da (arde do
dia 20 de marc,o de 18 to.
/.irret.
Numero tKI Mara Thereza da Jesui, -1 anuos,
casada, branca, S. Jos, Fortaleza das (ancos-
l'ontas.
dem l'.ISiI.enpoll. I'liereza de .lesos, Pernambu-
co, 2ti anuos, solteira, prcla, Boa-Vista, Mangui-
nho, ra Real u. .">
dem IOS IMana iheudor.i da Concecao. I'eruam-
buco, :l"> anuos, casarla, preta, Reeife, rna do
Pillar.
dem tOSIMaria, frica, 10 anuos, solleira,preta,
S. Jos, ra rio Ouro.
dem l'.WiIgnacia Mana da Aruiunciac.au, Parala-
ba, f0 aniios, solteira, preta, S. Antonio, hospi-
tal do l.ivramenlo.
dem 1986 Anua Rila, Pernamburo, V) ranos,
viuva, parda, Recite, hospital provisorio de ma-
rinha.
dem I0S7foaquin Firmo do Paraizo, Pernambu-
ro. i2 anuos, rasado, prelo, S. Antonio, cstivador.
Mundo Novo n. -V
dem l'.ISHAntonio l-'cruandes ria Oi-la Avellar,
Pernambuco, 38 anuos, casado, bronco, S. Jos,
einpregadn publico, ra de S. Jos.
dem 1989Valdevino Manoel dos Anjns, Pernam-
buco, 22 anuos, sideiro, braneo, S. Amonio, m-
sico, beceo do Calaboiicn.
dem 1000Izaias Kaplis'ta Fernandes Profeta, Per--
namhuco, 07 annos, pardo, S. Jos, msico, ra
Jardim lado rio popule n. t(>.
dem 1991Jow Franciieo de Oliveira, Portugal.:)
annns, solteiro, liranco, S. Jos, sigarreiro, ra
Imperial.
dem 1002Isabel Manteiro, Ceara ,'>S annos, sol-
teira, parda, Herir, paleo do Pillar n. i.
dem 1:10:1Isncz alaria da Conceicao. Pernambuco,
13 annos, solteira, branca, Boa-Vista, ra da Es-
peranza.
dem 1991Miguel, frica, 61 annos. prptn, S.
Antonio, servente, hospital da Ordem Terceira de
S. Francisco.
dem lOO.'iAngela Caelana da Costa, Pernambuco,
19 anuos, solteira, parda, S. Jos, ra Imperial.
dem lOOfiOlympin Manoel Monleirn, Pernambu-
co, 21 anuos, sollciro, pardo, S. Jos, funilciro,
travessa de S. Jos n. 33.
Iricm 10117Ernesto Lopes (mimarle., Pernambu-
co, 12 annns, sodeiro, braneo. Boa-Vista, ra do
Hospicio.
ldein 1998Juvencio, Pernambuco, 12 annos, sol-
teira, S. Jos, travessa rie S. Jote.
dem 1900Cosma Ferreira. Pernambuco, 38 annos,
solteira, preta, S. Antonio, coslurera, ra de S.
Thereza n. II.
dem 2000Maria ria Concedi. Pernambuco, 21
annos, solteira, parda, S. Antonio, beceo do Rosa-
rio n. 0.
dem 2001Maria Filippa da Trio lude, Per na mim-
en 2S annos, solteira, parda, Recite, ra do Pillar
n. (2.
dem 2002Joaquina, frica, illannos, preta, Boa-
Vista, rna da Soledade n. 12.
dem 200:1Josepha Maria ria Conceicao, Pcrn.m-
huco, 3"> annos, casada, parda, Recite, ra dos
(iiiaraiap-. n. :lti
dem 2001Jlo Jos Rodrigues de Miranda, Per-
nambuco, :)i annns, casado, pardo, Reeife, rema-
dor, ra rio Pillar n. 12:1.
dem 2005Jos Maria Ferreira, Portugal, IK an-
uos, solteiro, braneo, Boa-Visla, hospital porlu-
guez.
dem 2000Isabel. frica, i", annos. solteira, preta,
S. Antonio, quitandeira, ra do i.iueuin in n. 13.
dem 2007Filippu de Santiago dos Passos. Pernam-
buco, 21 anuos, solteiro. prelo, Boa-Visla, carpin-
tero, hospital da Aurora.
dem 2008Maria rio Rosario, Pernambuco, .'ti an-
nos. solteira, preta, Reeife, hospital provisorio rie
marinha,
dem 2000Manuela Maria da Couceirlo, Pernam-
buco, 2") anuos, solteiro, preta, Boa-Vista, Soleda-
de ra das Ninfa-.
dem 2010Joanut .Vives do Oliveira, 10 aunos, sol-
teira, parda, Recite, becco da Cacimba n. 3.
dem 2011tierlrodcs Mara da Concedi, Pernam-
buco, 70annos, preta, S. Jos, ra do Ouro, nu-
mero 11.
dem 2012Jlo Raptisla Alves l.una, Pernambu-
co, 70 annos, casado, pardo, S. Antonio, ra da
Praia n. .VI. ij
dem 201:1Luiz Francisco. Pernambuco, 2 mezes,
pardo, S. Jas, roa da Praia dos Pescadores.
dem 2011Joaquim Francisco das Chagas, Per-
nambuco, 23 annos, sodeiro, prelo, S. Antonio,
ranoeiro.
dem 20l.">Jos Severino, Pernambuco, 2ti annos.
casado, pardo, S. Antonio, agricultor, hospital do
l.ivraineulo.
dem 20lliLeocadia Mari i da Conceicao, ( annos,
solteira, parda, Reeife, ra dos uararapes nu-
mero 8.
dem 2017Maria Francisca Ferreira, Pernambuco,
2t anuos, casada, parda, Boa-Vista, Poute-Velha
n. 9.
dem 20ISLina Marcelina, Pernarobucn, 17ranea,
viuva. prela. S. Jos, ra Augusta n. 00.
dem 2010Thereza rie Jess, Pernambuco, :12 an-
uos, solteira, preta, S. Jos, la Jo Noguaira nu-
mero 13.
dem 21120Maria Jos ria Conceielo, Pernanibuco,
o annos, viuva, parda, S. Jos, ra Augusta.
Irieui202lMaria Rosa, Pernambuco, 00 anuos,
solteira, preta, S. Jos, ra das Aguas-Verdes nu-
mero 15.
dem 2022 Mariauna, 1:1 amos, solteira, prcla,
Boa-Vista, ra dos Pires n. 2i.
dem 2023Lzaro Jos Correa, (2 anuos, prelo,
Bua-Visla, ra do Momlego u. 37.
Iriem 2021Joo, Pernambuco, 1 mez, pardo, S.
Antonio, Camboa .lo Carme n. -23.
dem 2025Janearlo, Pernambuco, ti mezes, pardo,
Boa-Vista, ra de Jlo Fernandes Vicira, n. 17,
/iteraros.
Numero 73(1Julo, frica, ti) annos, sodeiro, pre-
lo, Boa-Vista, servieo, Ctpunga, em casa.
|dem 737 40-. Pernambuco, 7 meces, prelo, S.
Anlouio. rna largado Rosario n. 44.
dem 738Antonio, frica, 50 anuos, sodeiro, pe-
lo, lenle, roa dos liuararapes n. 30.
dem 730 Alexandrina, Pcrnambuen, 3t anuos,
solleira prel.i, S. Antonio, Bom-Jesus das Criou-
las n. 7.
dem 70Rosa, frica, O anuos, solteira, preta,
Boa-Vista, ra .los Pires.
dem 711Alexandre, frica, 0 annos, prcto, S.
Antonio, ganbador. em rasa.
dem 742Hmoel .vrica, i" anuos, solteiro, prelu,
Recite, ra dos liuararapes n. ti.
dem 7.V1Pedro, frica, 30 anuos, solteiro, preto,
Reeife, ra da Cruz 11, tul.
Idem7ttMara Rita, Pernambuco, 3 dial, preta,
Rpeife, 1 na da Cruz u. :!(i.
Mein .la mortaliriada das pessna- que fallecern) do
cholera-morbos, .ta-ii horas ti lloras da larde rio da 21 rie marco rie 18t>.
ICI ''.
Numero 2126Maria Malina do Sacramento, Per-
nambuco. 21 anuos, viuva, parda, Keeife, becco
do Porto, sobrado n. 0.
dem 2127Victoriano, Pernambuco, 42 annos, sol-
teiro, pardo, Boa-Villa, aapaleiro, hospital da Au-
rora.
Mein 2128Julia Albina, Pernambuco, I anuos,
S. Jos, rita rio Jardim 11. 22.
dem 21-20Delphina Mana dos Prazeres, Pernam-
buco, ,">2 anuos, paula, Reeife, ra do PI1.110I
n.
Iriem 2130Carlos Augusto de Araujo, Pernambu-
co, 4l anuo*, enserio, braneo, S. Jos, ra Impe-
rial n.
dem 2131Maria, frica, 56 a.....is, prela, S. Jo-
s. Cinao Puntas n. lio.
dem 2132Miguel Archanjo, Pernambuco, 32 an-
nos, viiixo, pardo, Boa-Visla, sapateiro, hospital
porluguez.
dem 2133Francisco de Paula Marlius. Pernam-
buco, til annos, vinvo. pardo. Santo Antonio, car-
pinleirn, ios de Hurlas 11. X.
Ideni2l.)il'ibnrcio, Peruambnco, 7 anuos, par-
do, Santo Antonio, ra da Florentina n. 20.
dem 213.1 Basilio Quaresma Trrelo Jnior,
Torre.
Mem 2130Florinda Alexandrina rio Sacramento,
Parahiba, 12 anuos, solteira, branca, Santo An-
tonio, costureira, rna Direita, 11. 13, segunrio an-
dar.
Mein 2137Delphina Benedicta ria Silva, Pernam-
bucu, 20 annns, sulleJra, prela, S. Jos, cuslureira,
rna do A leer un n.
, i anuos, prelo, Boa-Vista, ra
senciarin a maneira diCoa e caridou. rana,WVH,
moslra.lo um n.nr;o qne por tradirras. onvia fallar em
araniem naa cu.dad. bea,firo eriwlWr,0,_
cuidadoso po,qoe |*etencici o modo dc.,,1 lad. ,
gg|?-"j! f"m ertilJo.,,. ^ BaftatS
de ,*.soas manulenrfK.s e ,i nalra. ltmmmmm
de que na calamitos, quadra nerewila o sol,! ,r. nM-
BAJ2S*:p""'"' ro, >""'-
Icira homeopathiea appt.c.va aiaes mamt1*4ma
cora le. idade que pode r<*t,t.,r u>IMl ^ ,Mm m
m.nha freguez.a. Uri.at.vn. saHm, por q.e Z
seos pobres porem honestos rradiaaeat aZ
lava com aalailaiaai, comprando itMewd.o.
e ja manria^do pelo seu e.rra\o d.nhe.ros, :Mlm |
leslemunha.
Nesla situarlo me arhei.senhorea redarle*. ^. ,-
do ainda rie cama vejo duas de mem laanr ritirha.
lilhos cahircm sobre meu ledo fprid.x cata a aaaHa
do heras rio I auges, eu fallo rie forras man del cha-
mal este moen ria quem falla aa occaMan esa qac ?*--
.ixa pela mmha porta, tomou a si cale trabaIha r.u..
tanta bon.larie, que em poneos dia* vi re-l ,1 -l^r,*.,.
as meninas de meu- olho*.
Ete moco rie qorm fallo he eSr. Jos E a-aayiw
de Amorim Lima ; he esle quem a cae b arralara
com os nrvalhos, he este lidio rie Orea, ve rOaaVim
namhuco, .".0 annns, solteira, parda, Bna-Visla, I rlirsllo, que em lenra idadp, r sem a aaenar inlero-
mendiga, hospital da Aurora. |-e lanos rasgos de can lade lem mostrad*.
Iriem 21 IttBenedicto Alves dn Rosario. I'ernam-' Ai rie im* senlo fossem estes, avista de Usi |
buco. 30 auno?, casado, preto, Boa-Vista, sapa- aa numero de profesmres.
leiro, hospital da ra .1.1 Aurora. Sirvam-se -enhorrs redarlnrr, por banda le, ibop-
Idcm 21 iOJoaquim. Pernambuco, I annns. bran- | rir no eu runreiluado jornal estas duas liadas Mhaa
co, Boa-Vista, hospital .le Manoel Mande*. ria verdade e gralidlo. duque mullo atradenrra
dem 2139Urania Maria das Virscns, Pernamba-
co, i.j anuos, viuva, branca, S. Jos, ra do Ooro
n. t'..
dem 2110Joaiiua Maria da Feslividarie Pernam-
buco, 22 annos, casada, branca.S. Jos, rna do No-
gueira 11. 10.
Iriem 2111 Antonio Jos.-Firmo, Pernambuco. 25
annos, solteiro, pardo, S. Jos, armador, ra Au-
gusla n.
Iriem '2112Maria da Penba, 08 annos, parda, Boa-
Vista, estrada de Jlo de Barros, na quina do Es-
pinheiro.
dem 2113Hila Calharina Maria do Rosario, 75
anuos, solteira, preta, Reeife, Iravessa .los (uara-
rapea n. 2.
dem 2111 Porfirio Antonio da Silva, Pernambu-
co, 10 anuos, solteim, pardo, Bna-Visla, militar,
hospital regiment!.
dem 2115Mathias das ('.bagas, Pernamboco. 10
annos, solteiro, pardo, Sanio Antonio, bospilal rio
l.ivramenlo.
dem 21(6Coama Damiana, Pernambuco, 2 an-
nos, parda, S. Jos.Nao diz a roa.
dem 2117Auna Joaquina do Saeramenlo. Per-
Mera 2150Anua CnnsUucia ria Jess, Pernambu-
co, 20 anuos, casada, branca, S. Jos, ra rie S.
Jos n. 10.
dem 2151Alberto. Pernambuco. 3 annos, pardo.
Boa-Vista, ra de Jalo Fernandes Vieira. con-
fronte ao'sitio dos leots, casa de Jos A meneo
Santos l-'orle.
dem 2152 Franrelina rio E-priln-Sanlo. Maman-
guape. 17 anuos, solleira, parda, Reofe, ra do
Pharnl.
dem 2153Alexandre Jos Pereira, Pernambuco.
2i annns. sodeiro, braneo, S. Jos, vinleiro, ra
de Aguas-Verdes n. 37.
dem 2151 Jos Alves de Souza Kaugel, Pernam-
boco, 52annos, viuvo, brancu. Afugados. lugar da
Magdalena.
Mem 2155Francisco rio Reso Barros Pessoa. vinrio
de Nazareth.
Mein 2I5HAthauazio, l'ernamburn, I anuo, preto,
S. Jos, sitlu do Lobato.
I'lem 2157Ignacio Ferreira .1c l.o'xola. Pernam-
buco, til) annos, viuvo. prelo. II ia-Visla,pcrireiro,
ra das Nxmphas, defronle da viuva llerciilano.
dem 2158Joao, Pernambuco, 10 annos, S. Anto-
nio, herr da Bomba n. 2.
dem 2159Innocencia, Pernambuco, Malinos, par-
do, S. Jos, ra Augusla n. 17.
dem 2160Claudini Maria dos Aojos. Pernambu-
co, 00 annos. snlleira, branca. S. Antonio, costu-
reira, hospital do l.ivramenlo.
dem 2l(ilRila Toninha Pascoal de Santa, Per-
nambuco, 36 annns, viuva, branca. S. Jos.
/itrracot.
Numero 743Laurcntuin, Pernambuco, IS mezes.
prelo, S. Antonio, ra de S. Thereza n. 50.
dem746 -Luiza, Pernambuco, 27 anuos, solleira.
preta, S. Antonio. Iravessa ria culeia-nova.
Mein 717Ambrozio, Pernamboco, 2 annos. prelo,
Roa-Vista, roa Real n. 2.
dem 718Josepha, frica. 00anuos, prela, Boa-
Visla. ra Real n. 2.
dem 749Maria Rila, Pernamhurn, 15 annos, snl-
leira. prela, S. Antonio, ra da Praia n. 33.
dem 750L'mbelina, frica. 50 annns, soKera.
prela. Bna-Visla. ra ria Aurora n. 20.
Iriem 751Calharina, Pernamboco, :MI annos, sol-
leira, prela. Boa-Viaja, ra Real n. (i.
dem 752 Rosa, frica, 50 anuos, solleira, pela,
S. Jos, hospilal de S. Jes.
dem 753Josepha. Pernambuco. 7 annos, solteira,
preta, Boa-Vista, ra dos Pires.
Retumo da mortaldade.
Morlalidade do dia 20 alo as (i horas da larde22.
liomens 8 mulheres 0 prvulos 5.
Total da morlalidadc alo boje 26 2,073.
liomens 1305 mulheres 1396 prvulos 272.
Reeife 20 de marco de 1856.
A commissao dehxgiene publica interina,
" Drs. S Pereira, presidente.
i-irmo Xacier, secretario.
/. Pogqi, arijunclo.
xTninliPiiui^vT.
fhrittocam Sanlinfo do
S. Jos 22 de marco de IK5(.
igradercr.i
esrnMca/o.
O Liberal Pernambucano e o Sr. con-
sL'lheiro Jos Thomaz Nabuco de
Aran jo.
Soba prsenle epigraphe publicamos, no Diario
de ti e 28 de Janeiro do correnle anno, dous com-
municados, nos quaesriemonslramos a ma vonUde
do Liberal para com o Sr. Nabuco.
Ao primeiro rfignou-se responder o Liberal; mas
oulro tanto nao mereeeu o segundo, talvcz por en-
tenderem os redactores de dito jornal que se rebai-
xavam continuando jima disrussflo quo havian pro-
curado, e-^uecendo-se elie. que iiiniiin manifesM-
do desejos de toda discussao a respeilo do ment do
Sr. Nabuco.
Depois de muilo eaperar por uma ranala rio Li-
beral ao nosso segundo comtnnnicario, perdemos a
esperanca de consegui-la, motivo que nos fazia per-
suadir nao querer o Liheral continuar na discussao
que havia encelado ; mas estam s agora convenci-
dos dn contrario, visto como acabamos de ler, no n.
1031 rie semelhaute jornal, um artigo sob a epigra-
phe as orlen- Jo Sr. Nabuco, que he a conli-
iiuaeao do que disso o /.beral, que da' mostras de
querer continuar a disco-san interrumpida.
Tendo muito em lembranca a obrigaclo que con-
Irabimos, he dever nosso nao rieixar passar desaper-
cebirio o pmce lmenla do Libiral, que esqnecendo-
se da oiisem ria discussao ultima entre elle e o Pal-,
quer fazer acreditar que o Sr. Nabuco foi causa de
semelhaute discussao, enlendendo que assim fara"
esle Sr. perder na opiniao publica o concedo em que
bem merecidamente be tirio.
0 motivo, sol OCOMJa, que aprsenla o Liberal,
para provar que o Sr. Nabuco fui a causa da discus-'
sao cima referida, he a guerra declarada, as preten-
res elcitoraes de S. Kxc, rom a publicarlo dos ar-
dgos que foram origem do apparerimenlo dos com-
miinicados que escrevemos c uppareccram as pagi-
nas dos ns. Ia|/)i ir. i referidos.
Podemos ailiai.r ir, sob palavra, que foi mal in-
formado o Liberal, pois temos preval para conven-
ce-lo da verdade do que vimos rie tlizer.
O Sr. Nabuco, filho da impreusa, acoslumalo a
vencer com a opioiao, jamis procurara' o eraprego
rie meios, que nao aquelles de cejo* resultados se
.leve gloriar quem rielles se aproveita.
Nio he crivel, he uma invenjao de mo gosto, que
(I DII.NO DR. ANTONIO MOREII!*. Ilfc
SA.MPAIO.
(Is enromios qae se prestara ao merila *> tribartm
devidus a verdade e ulo cui-liiunn a ei|ireaaaa a
xil lisonja.Viun mique laburre.
E, pas, nesla lastimosa cris, emqae rrianatlilain
de toda parta a aralnrao, avareza, a egotune lerata-
sc digno ria raais honrosa mearan -quede in lada-i
que onlriM sentimenlo nutre, acoe heroico pratKa.
e nao vive essa vida torpe e infame
O -cultor Dr. Anlo.no More.ra Saaapaio. Hi.timl.
medico rio um dos diatrirtos da (resuena de >an-l r-i
Pedro (ioncalves, lem -e tornado cr.-iur dar- mais
subidos elogios pela maneira prometa a eheia d de-
dicaban c ile-iiiierpss com que ve ha amtada ama
procurar descanso alfam, a cada Imada alia a da
noile.em que o chaman para octerrer r laaan.i
ro> .nfel.zes a-saliai,.- .1., epidemia reinante, aae ra-
sidem nao w'. naqnelle disinrio Ude da aa*r**Me
para que foi nomeado, [como para as de naa dn vi-
zinhaii^a.
O Sr. Dr. Sampain possae um espritn uo carita-
tivo, maneiras to alareis, qar da alean* naf.u___
temos nuvido dizer qoe a sua (iresenca t anta elle-
trar-lhes de ordinario a certeza He saltarla pala ef-
licaz tratamenlo muia. vezes friio par rer nMaa, a
par do balsamo ronsolador qne derrama par eaae aa-
lavras ; que inspirara sempre csprraacas de rerane-
rarem a saude perdida, a a maior mnfianra paaaveL
O seu zelo he sem limiles a .n-lade que deaMa-
Ira. nio lem piulido.
Avista desta liel exn.Kcao nao Irarada por algaaa
amigo dn Mil.. Sr. Dr. Sampaeo. a abra da eat-
cninmenda, mas -un lillia ,le pura ronvici i, de ajina
Icstemunha occnlar de.se aras acto* rm-nlww.a
obvio que se deve pre-lar p.eila a verdade. n trrba-
lar-lhe sincera sralidao, nao para qae elle se I mal
de i arla le inspirada rie nrriinarto pelos elogia-. w<
para que nao passe ilesappcrcebda a -ea ni*a b*
oulros seus companb/iros a prorurem mular em
idnticas circumtlancias maxirae qaaadacaalra ejles
se ergoe de presente ama releuma imraen-a
Finalisando esla fiel ex|mairlo. rntdetnaa mil en-
comios ao senhor Dr. Antonia Moreira de Sarnaas,,
peloi relevantes servidos qae ha prestado acata or-
viucia. cutre cajos liablanles ficara seo nenas avaa-
pre lembrado c grava lo cm indeteveii c;raaana.
A' SVNTA IIOMEOPATIHA.
O sceplicismn. a irreotlu;ao nos conduela aa i
das rezes a resudados fatae* Aea ca
quem duvijasse da proliciencia rio lia elelnra |
marino, do dagoerreolxpo. ria efflearia 'r aail
Ca-lilho e rie oulras muilas desrnbertas qaa o mn-
gresso nos val aprenlaado. lamben ea .! H.va
da virlode ria homenpalhia ; ni a vi-u .la prova-
daquelles, eu lambem quiz cerlilicar-m. da palcn
ricsla. A impotencia do mem. de qmt rtispeeat
seguidores dos diversos sxslemas meriiCM em moles-
tia- idnticas, nada prova em abano aa aaaa
desses >-lema-.
De-de principios rie Mal ate 1827 fai viclien* da
uma .lisenlcria que nao ceden aoa esforeos dea ara
meirot mdicos desta capital, como .. tinada lar.il,.
mes, ele. etc. viudo, como por enraalo. a lie* aav-
l. llmente curado com um simples miagaa de nasa
ma cuziiiharia na inlu-ao de cabreas .le panoalax a
que me foi ensaado pelo aulor Vana-fmra. '
Sal ma nossa eacrava padeca de ama draealeria
chronira, loi por minio lempo medicada pela *.-
tinelo Dr. Arbok. sem resultado algara fatoravel
agora foi violentarrnte atacada jl-ai-terriTcl km
c...n niui.a .htlencia '. e-ra-eguerioda, a, me...
adnpathicos qoe hoje esto cm vosa, ale eaemeeeai
da o meu decantado minea* de gomroa ,-m cabrr*^
de pipoulas; porem inrruetuosamenie. Kntla lea
brei-me do qae diz La Bronicre / a h> medre,,,
ett 'elui i/hi a de, remede, ep-r,/,,,*,, ,-j
manque, ,/mi permel a reur qmi ra nml a> aaerir
mi malade. Chamri o lllm. Si. lar. alaaaat*. a
qual a maneira de Movses tocanrio rom aa vara a
rochado, ou as aguas do mar VermHho. fea rata a
milagrosa h tmeopalbia o qae i mi, ,-n.ia a ca
cuir pelos me.... aliopaihijns i n, maravilha '
qualro pingos,l'agua Jimpida -em ojor, u-ir
supriram as cataplasmas, o, iat|anlaj. van
nos. as inluji.es, as gommas. o ludano, n. aaap --
mos, os elixires, as fomentar.^. t va roinentada, emplastada, queimada eopp,i,|, t
infeliz enferma! Cabio, no da 11 rio antale mi.
nha mulher, atacada .la epidemia reinante, kfjf-
Ihe .lis-e, o morrer n.lo he naria. o .mlrer he al -ama
Masa ; das duas medicinas e laca souVer. O seo sceplicis.no p.ra rom o mediada
LaatHaa tnavia lamppaiaulla rom as pravas in*tet
Ihe que rize-sein.es segandi experiencia roa. a fc.
incopalbia. asent.> a., meu p-liria, veto ,. ||(rn j,
Dr. Moscou., e nporn.i o mesmo milagrr' tV-n-m
estando mii.ha malher j.i boa de pe, ***r*a*n taa-
gar-secom um prelo, e recahio fjaatnaaaajjallena
mole-ta ; tornei a chamar o lllm. Dr., p casn de/
oo doze glbulos do I i'manho de -etnentinha*. ^
saa esta |ir(eii im-oi- h .a. e exrlama r unta
homcopalhia I O'prestimos* Sr. Dr. Mosease A"
vista distu, eu me resolvera a comprar lambem ama
carleira homeopathiea a os competentes livras, ea
n.lo acre.l.taase n > antict adagio A espada c a
anel. sesonlo a man mil* estiver. E de MI*.
o Sr. Nabuco se irritasse com a leilura dos escriptes qualquer qne seja a mediana quero-a appjica la
do Libtral, e menos crivel he anda o dizer-sc qae ls liomens da scienria. porque se elles vio sasrciHt-
ordenara S. Exc. a exlincciio rio /.iberal ; porque j vaia de errar, quanto mais os qae forem lego- a*
como dissemos, u Sr. Nabuco s.i quer vencer com o I materia. Felizmenle ahaixo rie Deas he ao'tllm.
empregoria discus-ao franca e honesta, e naa preci-
sa servir-se de meios que desacreditara e nao podem
dar vencimento de causa senao a aquelles cojas po-
sices depeudem ria auscucia de toda a discas-ao
que pofsa ser eulretida.
O informante do Liberal precisava crear uma
agencia, nao trepida para dar uma informarlo com-
pela, e lodo linura declara que a exlincc.lo de /.ibe-
ral fora ordenada ao Sr. Jos liento, a que convocou
um pan.ltmonio em o qual se Iratou do meio de le-
var a eITcilo aquelle plano. O informante est na
caso de gozar do que dispc o S 26 do arl. 170 da
Consl.
Dissemos ha pouco que o Sr. Nabuco, para ven-
cer, nao precisava empregar meios menos legtimos
e que acostumado a I ai ir e vencer,n.to r .-ruara ante
uma oppnsicao pessoal e intempestiva, s porque
essa uppnsic.in tem por lim gnerrea-lo na prxima
lula eleitoral ; agera/ .lirem.s que nio he o faVaati
ralo quem decide da opiniao pulido, e a prova he
o ler sido o Sr. Nabnru eleito por mais'dc uma vez,
sera embargo ria guerra que a oppnsicao Ihe ha feilo
sera embargo .los meios que a inveja suggere.
A' algucm inleressa lornar-sc o alvo .la calumnia,
nio obstante calumniar ; a alguein inleressa alias-
lar a quem quer que supponha ollusrar-lhe o men-
t, para lornar-sc necessario e ver se assim (nnsegue
ser escolhido ; a algucm interina inverter a Bracea
rios tactos para, inculcando-sc raarltr. merecers
honras rio capitolio ; a alguem, finalmente, inle-
ressa fazer desapparecer toda diacoaslo franca e lm-
nesla, nao esqueceudo de recl.mar contra os des-
vos da impreusa.
He por demais lino o liberal adrihuiido a um
lerceiro aquillo de quo f. causa ; mas issn nao uns
inleressa, o que nos inleressi he que o liberal res-
.Sr. Dr. Moscozo e a santa homenpalhia que -,.
vedar -la preciosa vi.la de mmha mulher, e da ren-
servacao dos dias da nossa r-cra va. Hcronhoca aat-
rcm. que uma panacea universal he aa iwpA.'ix.t
r qu- pelo .jsiPmr% .meopathico nao i deve ara-
prezar o qoe ha de b-tm no de mais .-i-m.., m.-
romo lo los ana fahvei-. prorurarri -mpre das ma-
les o menor. Ilueiraro. Sis. rHaclorcs.yesealpar a
mal liacado riestas nWama, pmqac qmi non i
nema dar potett.
Suu seu constante leilor
Praneitr., de hreitat Lamina.
2. de marco de I8j6.
I.r, redactares.O desejo de rcslabelecer a ver-
dade de alguns fados que se i,m dado allimameal-
aesla decadente e sempre esqueci.la (Minia, abn-
gam-me a sabir .lo silencia rm qne Ic.h.. vivti-
e a (Vacar estas mal almilas aria- tinha-, por
que estn convencido de que as-mi pracedenda pres-
to algum servieo ao pequeo lorrlo em aae ha-
hilo.
Tem Vnirs. constanlemenlp franqueada as aaas
columnas a aipirllcs que eaaaa eu loman Marearas
hombros a larefa de aeteetar Un* os aranleria*ealt.s
mais oa menos importantes n.te se t.lo .ncrrdcnlu
nos diverso, lug.res lliccllados pela epidemia, por
isso baseando-me naaaaa seos honrosos prece-
dente!, espero que Vmcs. nao se negaran dar a
luz da publici.lade esta- lucirs, porcm, sinceras
linbas.
Nu da IS do correnle mez. publicaran Yaara. al-
guma. noticias que nesla ridade nhiixeram a respei-
lo dos aronlecimeulos que aqu Hveram leaar asi
da 16; noticias C-las cuja publicara dea origem
ponda ao rommunicado que publicamos no Diart. I a" M'pa'ecimenlo, cm suas columna-, d uma .arrea-
de 2St,le Janeiro do correnle inno. i iS**"** "" *' P* K'l"dar de d.la em
Promedeuios ao/JtVrof oaabjanea.....earederetnaa ;""'' 'emo neata rorres|vnn leaeM se adubeiup,
queguardaiemiisiolasasenineni.....-.as ele. taramos se,;m',........aaalaaa.deejaa^ aafa. te ajaTiin>>-
.pippsla.....i promplo-! ir roitlinuar na riisc.issao "''"I*"-*'*1 '"" 1"* ""'arre raaaoaajbja m |M>M.
aeereartaprelencaoeleitor.il dor. lbaro aa I [*"/ *****.** *** eM'M.aaiaa | *,, ,, mn
realisar) que nAo sera esqupcido pelos Pernaiiiliura-
peileilu
que por aqu vai, lechin.l.. aaaia
nos, que tem conipreheudeui a ma' voula.le a
sa dessa ma' voula.le do /.iberal.
/:. S.
acree^oitjeitcitti*
.._., toda a reiponsahilid.i.ie sobre aaarllra eme a
"' recarean.
Sem quere. entrar na apreciara., das rautas qae
ileraui orig-ni .... abandona docrmilerio p-la Sr.
Dr. Lobo, e in.tis pessois nelle emprecadas, par naa
que lende-ae adcntanienle a o re.p.iii.leacia do H>-
passi.lurda feria em (llin.la, te se qae ellas la aa
me-inas, que. segundo as noticias que por aeai eo-
Iheram Vmcs. foram ataiajnalada no sea Otarte do
da IS do earrente, emUira o nataaaa rarre le as trulla traalo a seu gosto ; sem querer entrar,
diga, nesla apreciacau, -...nenie me ncroparri de.
fados que se deraan par oc.as.Ao da mliamacaa
dos o.daverrs.pnr que be ah j...lamente qae a re-
p.ssarior de fe.la pin Olmda m- ,n ..:, mlr,ramale
albeio dos acontecimenlos, a*Mta qae aa apreca)
leslemunba ocular.
Dizo dito c.rresi-on.lente que senda abandonada
a eemilerio pelo K| Lobo, e mais iral.alh.doie-. na
rila Id oo correnle>l.s II hura, da manhla. cala
sen lo pussnel eiicoiitrar-e pessoas qae >e qaireoao*
i en.-arreg.ir da inhuma,-.,,, Jo, calaverea, at dari-
Eira au cetiDlerio .. -ubleleal. acompaahad* da
alguns cidada.ts, entre ns qoae* se achava a Sr. La-
pes, lidio, e de mais 1'. calcetas qne Ihe reden a dat-
no enraman.lame do quarlo blalh.in de arlilharia.
com os quaes nrocedeu .. mesmo -ulidrlrcade aa en-
Senlmres redactara.A caridade. e-la virlude, Icrraueulo dof cadveres, e i-*. sem qae fosse aaaa-
que Dos mais reconhece, e procurada ruin afn na ter .. auxilio da bolsa particular !
Scnhore redactarte. Quando n- ubianies .te
Rebenhe julgnvam que o cholera que tantas victimas
ha feilo, declinava e declinava grandemente, he com
pavor que elles Imje ob-ervam qnp uestes tres all-
mus dias a mortaldade ha subido coasideravrlmente
avistado ji mesqoinho numero de peaaoaa alli esia-
tenlea; aainda mais lehorrorium por se acharem
sera os precisos ) .-cursos p prolecrio que at enlii
enconlravam a qualquer bon do .lia e da uoile em
ligninas almas verria.leiramenle caridnsas que cuma
maior dedicacao baviam lomado sobre seos hambrea
lao pesado servieo ; por quanto j mo existe o hos-
pilal, nico recurso que havia no lugar, mandilo por
alguna cidadlos migo, da hunianidadc, e nem quera
st-queira subearregar de lao ardua p pesada larefa.
So de Dos, pois, deven) os Bebiribenses esperar
lenitivos a seus males.
fot decrepito habitante
i
sociedade he riigna de lodos os encimo- quandu ella
parle do piobo, do rico, do sabio ; mas se parle rie
qoern caridade linda precisa he virlude, he Dos, he
ludo.
Na freguezia de S. Jos, meu domicilio tcnlio pre-
Cusa a crcr o como se atreven o Hrpassarier de
fe-1 a a tracar estas hullas que deviam aer publicada*
no seu acreditado Diana, quanda loto, par eqai a*.
bem, que informando o Sr. Dr. Loba au Sr lateara
lillin do estado em que deixava o eemilerio, a -iann
WUT1L ADO
ILEGIVEL



Sr. Lopes |Kira all se dirigir urna hora da larde
do menciotiado da lli.e vendo que anda se achavam
insepultos os cadveres, fura a subdelegado pedir.
lhe deas as providencia que estajeen as circumslan-
cias,ao que respondeu o subdelegado que uaosie im
porlav.1 com o cemilerio. porqae para sin (nha ra-
oes (I c que M o Sr. Lopes quera providencias se
dir.gisse seu pal, que como memoro da commisso
da cmara municipal talvez podesse satifaze-lo Sa-
ben, tambem lodos qae dingmdo-e o Sr. Lopes i
casa do Sr. lenle coronel l\.ssos,e eslando osle do-
ente.lhe appareceu o major Antunes.o qual dizendo-
se.ulorisado pelo Dr. Manoel Joaquina para dar as
providencia necessarias ao cemilerio, auiori mesmo Sr. Lope para que procurasse peMOU que
DUglO g PimiUCO jjjjjITl FEIRA 27 D MARCO M I8S6
no de vivor no becco do Sumido, do nao se prestar I O povoado da ponto dos Carvalhos, quo por pou-
a viziiarosdoenios, do loraar-lhes o pulso com aro sadio parecia oliWer lolTrival pasto a epide-
bengala 011 chapeo do sol ele ele. : nao acero-; mia, foi poupado at hoje, pois s morreram all
s aecusacaes, porem o cario he duas pessoas que vieram do fura j com a molestia
se eoearregassem de enterrar os cadveres, que elle
pagana M dspezas, o que sendo entendido do Sr.
Lopes qne logo tralou de ver pessoas que se preslas-
sem a lal servico o que coosegoiocontratando seis Ira
balhadores poli, qnanlia de 28000 rs.. cail.i una
Arompanhado dessas pewoa-, dirgio-se o Sr. Lope,
ao cemilerio e abi procedeu a inhnmaco dos eada-
veres. Quando j se achava feilo melado do servi-
So appareceram 0 guardas nacionaes acompanhados
de tres negros qoa diziam vinham ajodar ao enler-
ramenlo dos cadveres, o Sr. Lopes porem despedio-
os dizendo-lhes queja liaba geule safflcieate, sendo
a nolar que dos tres pretos que acomp-Mihavam os
guardas nacionaes um j se havia evadido !
O Iraballio da inhumlo dos cadveres duron at
(i horas conseguindo-se sepultar :i| corpos que Ma-
ma e\postos aoar, alguns com pouca Ierra que an-
da se deixava ver parle do corpo, sendo que alm
deste servico se lancou algumas carnadas de arcia por
sobre um vajado em que se achavam sepultados
mullos cadaves os quaes poslo que ja se achassem co-
berlos de Ierra todava deilavam ptridas exlialacocs
pelas leudas que ehriram-se na area que os cobria.
Somente a larde quando nada mais reslava a fazer
se nao o sepullar-sedous cadveres chegados de fres-
co, foi que appareceram o subdelegado e o acadmi-
co Rocha Basles e mais ninguem I Depois de feilo
oto o servico o Sr. Lopes eotregou aos (raba-
lliadores um bilhele para o Sr. major Anlunes no
qual lhe particpava o acontecido e diier-lhe que po-
da pagar aos portadores a importancia dos seos ser-
vicos que tinhain sido por elle justos pela qiianlia de
2JI100 rs. cada um, avista da putrefacto em que se
achavam os corpos, mas nao foi possivel encontrar-
se o Sr. Aniones, pois que este j havia partido para
o engenho do Dr. Manoel Joaquim, o que deu lugar
a que os Iraballiadores sedirigissem para o Varadou-
ro, eahi oilo encontrando mais o Sr. Lopes que ha-
ra partido para a Rerif/e, apresentaram ao lente
Nunca de Paula o bilhele do Sr. Lopes, entilo o l-
enle Paula como amigo dos senhores Lopes, fez pa-
gamento, o declarando que o fazia por conta do Sr.
Joaquim Lopes de Almeida. Eis tal qual se passou
a historia rta falla de inliumaoan dos cadveres 1 I
Por esta occasiao nao podemos deixar de fazer nl-
gomas reflexoesa respeito, do modo porque seeipri-
me o correspondente quando falla da falta de medi-
camentos para os pobres, porqnanln havendo aseve-
rado que o Sr. Joaquim Lopes de \lmeida ofTerecera
aos pobres os medicamentos que Ihes fossem necessa-
rios, concille dizendo que nao he a polica de Olin-
da que illude as vistas do goveruo. Concordamos
com que nesse poni nao seja a eipectaliva do go-
verno Iludida pela polica de Olinda, porem como
parece deduzir-se das palavras Oo correspondente,
que semelhanle allusito parle do Sr. Lopes, diremos
que se islo foi o que leve em vista o correspondente
foi elle infeliz no seo. intento, porque nesla ci lade
todos sabem que o Sr. Lopes de Almeida siitorisou
as dnas boticas que aqu exislem a darem lodosos
medicamentos qne precisassem os pobres, urna vez
que estes trouxeaseni receila* passadas pelos senho-
res Drt, Moraes, Ferreira e Rozendo.
Seme.hanle allusao, pois, aliraila a um cavalleiro
que como o Sr. Lopes de Almeida se ha portado
philantropicamente na poca calamitosas em que nos
ochamos, se revela mi fe e desejo de deoigrir ao me-
nos indica que aquellos que assim procedem vivem
ua mais completa ignorancia dos fados que por aqu
se dio,; cerdada he que o correspondente leve a
lra as cousas e as pessoas de Diinda, pelo que se deve
de alguma sorle desculpa-lo pelo quanlo andn erra-
damente. Dii mais o correspondente que nao obs-
tante haver em Olinda urna pobreza franciscana lem
com ludo apparecido almas caridosas que ho suecur-
rido a pobreza ; concordamos que assim seja, nein
nos allrevenamos a negar factos qoe Ao manifestos
a todos ; se assim nao fra, Olinda seria composla
somente de pobres e cgoislas, felizmente porm as-
aim nao soccede ; o que uo consentiremos he que se
neguem factos mais claros do que a luz meridiana, o
qoe nao toleramos he que se, adulteren) os aconten -
mantos em prejuizo de un. e em beneficios de oolros
porque vivemos convencidos de que se devem empre-
gar lodo o exforcos para que se u.lo realisc o ada-
gio de quea mundo recompensa mais vezes as ap-
parencias do merilo do qne o proprio merilo.
Com a publicarlo deslas linlias, senhores redacto-
res, Ihes licara summamenle grato,
O tnimigo da calumnia.
Olinda 23de marro de 1830.
i'cAo n. 18 de'7
u ClmUi ii'ii te
Barreirot, sol a epigraphe de Muilo he capaz a
adularao ,em o qual o seu autor menlio infame-
' mente, e iusollou nao s a< aotoridades policiaes do
lerino, mas tambem a elasse abastada e outras pes-
soas, que tem com seus servicos e accoes de benefi-
cencia concorrido, por amor do prozimo, para a ex-
tincr.V) do cholera ueste municipio, e com quanlo
nao me compila responder cabalmente a esse misera-
vel inslrumenlo da debandada pandilha do judeu er-
rante, lodavia, amigo como suu das dilss autorida-
des, apressadamenle faro eslas linhas, protestando
contra a vallera de ao cobarde correspondente, a
quem couvido para, largando a capa do annimo,
entrar em seria discussAo de laai falsidades, pois
qne todas as suas proposicocs, sem exceptu de urna
Sii, sito o pro ludo da mais requintada maledicencia,
e vontade de mentir sem outro proveito que n de
salpicar com a peslileola baba da inveja aquelles,
que nao se parecendo com o Sr. Cholenco, lem cum-
prido um dever congenilo a lodo o homem, mitigan-
do as dores de seus semelhaules.
Queiram porlanlo, senhores redactores, inserir es-
te simples protesto, licaudo a resposla por conla do
Argos Barreirense kque o tal nigromante Cholerico
sabe perfeilamenle quem he e mais das autoridades
que por elle foram calumniadas, cerlo o Sr. feiU'H-
ro que ser pulvcrisado em todas as suas euuncia-
eoes.se deichar o anonimo.ou (ido por calumniador e
mentiroso, se o nao fizer. Por o qul favor muilo
lera que agradecer-Ihes o sea constante leilor e as-
signante,
Lourenro Accllin" de ,1tbuiucrnnc Mello.
Barreiros 22 de marco de 1856.
P. S. Cooscio de qae o tal Choltrico nao ousar
levantar a mascara, declaro que nao responderei a
nenhum embuste qoe apparecer sem que se mostr
de vizeira levantada o seu autor.
Uin raco tesfcmunho de minli.i gratido
ro [Um. Sr. Dr. Cosme de Sa' Peteira.
NSo tenho em vista offender a vossa rcconhccida
modestia, tiem empreslar-vos qualidadesqoe as n,1o
po for lal que se mage com as expresses de um sinec-
rl teslemonho de minha gralidao, entilo perdoai-me
em alteucilo a forca e a pureza do senlimento qu
me domina.
Illm. Sr. Dr. Cosme de S t'ereira, se a gralidao
he um duce senlimento d'alma, que noi lorna einca-
ramenle agradecidos pelo bem que recebemos, sem
duvida deve ella ler seus graos, suas relaees, o que
sendo exacto me juico collocado para corovosco no
grao mais elevado de nina -ral id v. eterna.
Depois da vontade do Allissimo, he ao vosso zelo,
a vossa docilidade, aos vossos grandes conhecimenlos
e pratica de salvar aos enfermas das horrendas gar-
ras da unirte, que eu devo a conservadlo de minha
existencia ja por duas vezes seriamente ameagada.
Atacado gravemente pela epidemia reinante, vos me
salvasles e a varias pessaasde minha familia que me
silo sobremaneira charas. Reccbci, portanto, esla
Traca mauifestai;Ao de minha gralidao, e de-la fami-
lia a quem tennes conservado a vida de seu chefe.
A nohreza de vossa alma mais se eleva pelo desinte-
resse com que exerceis a vossa nobre profisso, re-
nunciando minias vezes a devida recompons de
vossos Irabalhos, como acabastes do praticar para
commigo. Dos conserve a vossa preciosa e til exis-
tencia. Queiram, Srs. redactores, publicar estas tos-
cas linhas, para qae a minha gralidao seja publica,
e mais esta vez seja o mrito apreciado. Rccife 21
de marco de 186.Jos Das da Silva.
Rio Formo 17 de marco.
A epidemia tem continuado na cidade, ora mais
-^^^-^l^aaos, porem sem essa violencia com qne ac-
eometleu Victoria,l.imooiro e otaros pomos da pro-
vincia. O numero Jos morios era Imnlem de 112.
O juiz de direito Jos Filippe pouco se lem im-
portado com a epidemia, nao sahede casa, o lem-
se portado com tao adtniravel economa na distri-
buicao dos soccorros mandados pelo governo, que
pouco deve ler dispendido at hoje. Em vez de
procurar os necessilados agttarJa-osem casa, e di-
zem-me que para obter urna esmola de 28 rs. lia
preciso allestado do vigario devidamenle sellado e
reconhecido, felizmente c evistem muitas almas
caridosas que procuram supprir a falla da carida-
deoflicial.
O delegado Theodorinho tem su prestado, porem
nao leve a habiltdade de organisar o servico sanita-
rio do hospital, onde talla ludo.al o medico que l
poucas vezes vai, e lem servjdo atea gora de an-
tecamaia ao cemilerio, pois asseguram-rae que at
hoje lodos os qua l entraram saliiram com passa-
porte para a eternidade.
tom razio ou sem ella, ha aqui um clamor gc-
ral contra o medico pago pelo governo : aecusam-
que ha sido lao pouco feliz as suas curas que nin-
gnem mais o chama, ao passo quo Saturnino c .lo-
s Mara lem salvado grande numero de aUicnJos
rom arucira.mossambe contrashervas, e I). Calha-
rina de Castro Aranjo com a honienpalhia, os ci-
rurgies Ijwo e Madoel Casiano Wn sido tambem
mais felizos quo o Dr. do governo.
O vigario o mais padres da eidide, tem-so por-
tado bem eaeeudido aos moribundos em lodosos
ngulos da freguezia. () major Vital, o promotor
e oulros muilos cidados, sao tambem credores de
elogios pela aclividade o carida.le que lem desenvol
vido na orise actual.
as barreiras de Cindahy onde hoitve grande
morlandado o me/, passado, as rjousas tm mellio-
rado muilo ; o lodos os que escaparan) curaram-se
com hervas c rascas de paos
Na praia dos Carneiros tem sido alacadas cento o
lanas pessoas, porem sd morreram S, muilo devem
M habitantes desse lugar ao Hcnrique o ao major
Diniz, que tem soecorrido aos doentes com viveros
c medicamentos ele., das suas proprias casas.
>o Guadalupe o Gamela lem havidomuilos doen-
tes, porem s houve um caso fatal, alti tambem lie
O Diniz que accode e por pouco ao ha sido vic-
tima da sua philantropia : tanto no Gamela, co-
mo na Pcdra, onde j morreram 3 ou 4 doentes
nao se fez sentir linda a aeco da autoridade, c es-
t ludo entregue a cahdade particular.
Esquecia-me de dizer-llte que lodos os gneros
de primeira oecessidade lem subido a preeus ex-
traordinarios, j se pedio duas patacas por urna li-
bra do bolacha, e ha das que nao vejo carne
fresca.
As noticias de Agua Preta e de Bafreiros sao
sempro tristes, escrevem-me do Agua Preta est
erma a nossa infeliz villa, nao tivemos soccorro
das autoridades que sai iratavam de se per a salvo
o delegado mctlido no seu ciigenho do Itiaxo da Pe-
dra nao nos ha valido em nada, e to grande medo
tem da molestia que manda passar na bocea da
fornalha, todas as cartas ou oflicios que lhe sao
dirigidos. ...
Acabo de reeelicr unta caria de Barreiros que no-
tina-me um raso mais escandaloso, o que nao he
nada menos que um verdadeiro assassinato da po-
breza, diz com effeito o met correspondente de
Barreiros, que che-gando alli o caixeiro Jos Vic-
torino com os vveres, medicamentos, e dinheiros
generosamente mandados pelo Paichelt, para aecu-
dir-nos, as autoridades do lugar insufladas pelo
bem conhecido Lourenco Avelino, prohihiram-llie
que disiribnissc ditos soccorros [icio pavo, pretex-
to de seren mandados com linssinistros por um cs-
trangeiro, o obrigaram elle a relirar-so com ludo.
Nao sci como qualificar semelhante procedimento
quando hitamos com a peste e a fome ao mesmo
lempo.
Como a barcara ainda o saino ;.bro a minha
carta para dar-lhe duas noticias. Menezes j per-
dea ;">0 cscravos e fundcou hontcm a noite em Ta-
mandar urna bareaca viuda do Macei com dous
mdicos e urna purjao de vveres enviados por nosso
patricio Catonh para aecudir-nos.
Praia de Tamandar 10 demarco.
Ilontem a noile fundcou nesta praia urna liarca-
ca vinda de Macein.lrazendo a seu bordo dous mdi-
cos ealguns soldados de polica mandados pelo Exm.
presidente das Alagoas, com riveras e medicamentos
para os nossos visinlios do liio Formoso que muito
devem agradecer semelhante retnessa to necessaria
na quadra actual. Por l j morreram uns duzen-
los, na ribeira de Una e visisinhancas, a morlali-
dade nao ha sido menor, e se a nossa praia ha sido
mar. poupada, l para o Abrcu a epidemia ha feilo
muilos estragos econiam-se 40 victimas- do Pao a
pique S. Jos da Coroa Grande, (menos de mata
legua).
C em Tamandar s tivemos al agora 5 casos
falaes, e todos em pessoas que vinham de Barreiros
i' do Huiiff, ustills lem-csi-
^ idoncias e aos soccorros qu>
Uus [iulu administrador h obra do Arequinda .loaoc
(I) O Repataador de fesla em Oliikda tratando Has
raides porque o Dr. Lobo aban tonara o cemilerio.
falla de reflexes eitemporaneas que a respeilo da le-
gilimidade da interferencia da polica no cemilerio
lizera um dos raembroi da commissAo nomeida pela
eamara muoicipal, talve que estas considera roes ou
reiiexoes fossem as ratees a que Iludi o subdele-
gado.
Chrysostomo de Oliveira, que a fallado mdicos, de'
ambulancia e de autoridade policial, applica aos lo-
antes, pediluvios, macella, cha de laranjclras e os
cozitnenios de arueira e friccoes do mossamb, que
muitas curas tem operado nesla comarca onde nos
foram irazdos pelos engunlieiros da coinpanliia, e
quando morrem os manda enterrar num cemilerio
improvisado que organisou a expensa sua c do nos-
so amigo Eduardo.
J lem cinco corpos enterrados no dilo cemilerio
c nao ha sido sem alguma reluctancia da popula-
cao, por nao se achar ainda o lugar liento, apenar
de se ter ofliciado para osse fin ao nosso vigario,
que nem se dignou ainda faxer-nos osla esmula,
nem quiz aulorisar o nosso capello padre Jos, a
enze-lo cm seu lugar.
Soltremos muita falla de gneros alimenticios,
nao ha urna bolacha as vondas.afarinha lemoscil-
lado de G40 a 9G0, e o nico alitncntu que se nos
offerecehe o triste bacalho, pois o pcixe lie pouco
para os atravessadores do Rio Formoso c poriado-
res dos senhores de engenho.
Enfermara, ambulancia, soccorros do governo,
nada dsio por c existe, entretanto nao temos aqui
menos de 1,500 a 2,000 habitantes, porem nao
causar admiracao a quem souber que nem inspec-
tor de quarleiro temos. A aclividadeauli-chole-
rica das autoridades, limita-se as caberas de co-
marca, ao menos assim parece.
Barra de Serinhacm 19 de marro.
Mclhorou alguma cousa o nosso estado sanitario
desde que lhe dirig a minlij ultima, o numero dos
morios nao passou de 14 e a mor parlo dos doen-
tes esto em convalescenca.
Na villa,a despeilodos esforcos do delegado Por-
tclla que lem desenvolvido muita aclividade, o
algarismo dos morios j passa de 30, porem
ludo sso nada he a vista da morlalidade nos enge-
nhos.disseram-me ainda agora que llosario do An-
tonio Germano j linda 18 cscravos de mcnos.cTra-
piede inteirou lioje 50! Menezes ja so ada in-
leiramenicc5tnorecido,eslc cenlrcgou ocominan-
do ao Honorio, que depois de nos ter aecudido com
muita dedicarn, vai salvar os restos da fabrica,
anda honlem a maioi talvez da provincia. L'ra-
piclie.essc hoje foco da epidemia, nada valein alli n
paregorico, o strognof.nemas icfes hosbacaas ou
rampboradas, e s resta a experimentar o preserva-
tivo da arueira, que dizem ter produzido muito
bons resultados em Salgado. Disse-me boje 0 Ho-
norio que de amanha cm dianle ia emprega-lo.
Veremos l
Em Bom Jardim cahiram esta semana tres pes-
soas, e urna bem mal, porem todas licaram boas com
as friccoos c bebidas de dervas c do mato, o mes-
mo tem se dado l para Sibini, Genipapo, e Ilha do
Alvaro.
Na ponta de Sarambi. o Marecahype o Oiieiros
poucos lm sido os atacados, porem j hoitveram ca-
sos falaes, o ainda estes dias pouco faltou que nao
bouvesse singue derramado por causa de um cada-
ver de cholerico,que queriam enterrar a forra na Da-
pella de Marwadype.
I.in Pinto de t .alliiilu- at hoje.s morreram 4
pessoas do cholera, sendo dous eanociros, um ra-
paz que (ora ao Recit vender urna larlaruga, e
mais oulro cujo ollico nao me record. Naqucllas
praias seria mui conveniente que se lizesse um ce-
milerio, pois enterram-sc os christos, nos malos e
mangues, como se fossem cachorros, o que nao he
pequeo desconsol para a populaco j tao ame-
dronlada. O mais lica para oulra occasiao.
Villa do Cabo 21 de marro.
Estamos na villa com urna recrudescencia da
molestia ao menos c em baixo,e poucas sao as casas
dasruasd'AguaKLivramentoquc naoteuhamdoen-
tes ou defunlos, do lado da praia as cousas lm tne-
Ihorado, porem l para o centro da freguezia appa-
recem grandes estragos.
Tabalpga no dia l, j conlava 34 morios,
sendo 32 escravos, e urna fdlia do adininisirador.
Supponbo quo a freguezia nao tem dado menos pe
700 a 800 morios.
As fabricas foram que mais solTreram, o poucos
sao os senhores de engonho, que como os de Juris-
saca e Fabio ainda uo perderam escravos, ou sn
perderam umaou dous, como os de Barbalbo e de
Trapiche : o engenho Velho perdeu uns 20 ; S-
Joo uns 10 ; Junqueira oulro tanto, o engenho
Novo outro tanto; Martapagipo, Arando,1-iberdade,
e Sedro soQreram peritas sensivois. etc. etc.
lescnvolvida. Ouanto a nenie do lugar, lodosos
atacados lom so salvado rom as hervas, rasca e o es-
pirito de campliora, applicados por curiosos quo at
doje tem tirado mui bons resultados de semelhanle
medicaro. Nao levo lana felicdade o Arcado,
onde morreram cm poucos dias urnas 30 pessoas,
islo he, a melado da populaco do lugar, pela miir
parle por falla de soccorros. '
O cominendador Luiz Comes Ferreira, man-
dn ao lildo quede teiienle-coroiiel do l. dalallio
do Cabo,urna porco de cobertores o barias para se-
ren distribuidos pela pobreza, oque osle vai fazen-
do, arcrcsccnlando pela sua parlo viveros e medi-
camentos.
O Barra Grande, Joo do liego, e outros mui-
los, lm-se prestado muilo lambctn para os podres,
que sem isto nao existiram mais, pois a caridade
ollicial nao consta ler saludo do estrello circulo da
villa: as nossas autoridades, as quaes j vi com
espanto elogiadas por um meo collcga, nao tm
apparecido em lugar algum onde grassa a epide-
mia, ojiiiz de direito, delegado e vigario, desde 0
principio da molestia, quo perderam a saude, e
mal podem andar ao redor da casa.
O Mato/o nao sade para fiira da villa nem a c-
cete, a prelexio do dospual.onde nao ha docnle, en-
tretanto dizem que foi engajado para toda a fregue-
zia a 5003 rs. por mez : e parece que nao era cus-
toso ir ao Arcado,distante apenas meia legua quan-
do alli a epidemia ceifava tantas victimas, a falla
do medicamentos e soccorros. Em summa s se
houve redamaeSes contra as autoridades. O que
he do ilinheiro da subscripro lirada para arendir
aos necessilados ? O que he da beata mandada
pelo governo .' da ambulancia '.' Tero sido consumidos pelos
nicos quaVo doentes que entraram no hospital ?
Como de que os corpos sao lao mal enterrados no
cemilerio que a noite espaldam extraordinario fedor
na estrada c i isindanca ? S nao se falla na coad-
jutor o padre Caetano, quo na vordade da sido in-
ca nsa vel, e do noi le c de dia encontra-se pelas es
iradas, indo por todos os centros da froguezia mi-
nistrar os soccorros da religio s suas infeli/.es
ovclbas.
Muitas cousas ainda pieria djzer-lhc, porem
chamam-tnc para ir ver um doente que lodos jul-
gavam mono, c dizom-tne aedar-sc muilo mcldor
depois d'umas dses dotnopatliieas que Idc lem da-
do Cinco Cosa, quero ver so os ovindos de aranda
nao foram ajudados por sinapismos clysicres, e tin-
turas, ou mesmo por algum strogonof.
Al oulra vez.
i occasiao, e que
i lamia, que devem seguir para fin da capital, como
I oeeorroi pblicos ; e tambem allender a qoaesquer
reqosicics que forein felas a k-io da salobridaile
j pub'ica, sendo certa qoe a rommijio de compras no-
meada pela thaaouraria nao he IX competente, como
a de hygienc, |iar,i dar conta de lemellianlc servicn,
que allis pode ser desempenhadu petos mcmbros'da
mesma commssrio, allernaudo-se enlre si.
lie verdade que os membros da enmmissao lem
de-carregar com trabalho maor, fra do commum;
mas he por is.-o mesmo qu ella Irm dircilo a ser al-
lendida lias requisices que BlOTpara o fim de acu-
dir promplameuie as ncceasidadcid
caln prompto a salisfazer.
Nesla rnnforinidide passo a expedir as necesarias
eoinmuniracoes o Ihesonraria da faienda para que
m ai ln por a disposieao da coinmbsiio os me licamen-
lOJ que se aeham o i alfandega, ocis qUo vierein re-
meltidos pele governo geral, ou.-ouiprad >- por nr-
dem da presidencia ; e espero Le a commis.an me
avise da Imra. cm que >e acha Iflnhlada a eiimprir
n que vcnlio de determinar.
Dos guarde a ; Vine. Palacio (o governo de per-
uambuco, 16 de levcreiro de iS">i._J0,c ftetilo da
CUnhae Figucireda.Sr. presidjnle da eommisso
de hvgiene publica.
A commisso beneficente de lleieribe leudo linali-
sado a su* missiio, vem pabliear is ttespetas por ella
pagas a expensas do prniluclo da segunda subscripro
lirada para este lim.como consta darelacao janta.li-
cando a cargo domambro da mesnaconimissao o Sr.
capitao Francisco Martina dea Aojos Paula, publicar
a importancia da primeira subsiripcaX com a .pial
se montn o hospital da referita povoacilo c se
maniere al o dia til do correle
Ketarao das pessoas que contrili'aram para a se"un-
da suhscripco
0< Srs.llenriuue liibeoO..... .VlglNIO
Anlonio Jos de Siqueirn. 503000
Jorga.........2ti?iM)0
Consol inglez.......20j0un
Antonio l'elix dos Sanios. 2tt5(XKI
t&ttbtkac0e$ npeb'&o.
i'"'- i i
llesi>c/as pa.
(am o alu.uel da canda nara coAacilo ilos
cadveres
Com o enfermeiro .
'aun 1 Irabalhadores
doentes .
ueno di
para condicrao dos
129000
330300
1639300
M.ll'l'.l demonulralteo d mor menlo do ho'pital
de caridade de .Vossa Senhora do Mera-
ment da cidade do Ittcife de 2u a meia
noite a meia noile de21 demarco ie I8jb'.
o?.
-> f.
sa-
a
Sexos.
Ilometis
Mulhcrc
Total.
5
a
2 s
j =

-*

!l -)
4 >
13 i

12
OEMISSAO' DIPLOMTICA.
0 governo acaba de lomar uina resolucao enrgi-
ca, e lal eamo desojramos que fossem todas.
Demiltio redondamente o iuhso encarregadodc ne-
gocios na corlo do Hio de Janeiro, o cavalleiro Co-
mes de Oliveira, pela inepcia com que se houve na
deportadlo dos subditos portuguezes do Para.
Conslanos que esla resolucjlo fra Inmida pelo Sr.
ministro do reino, de accordo com o dos eslrangeiro-.
Bem bajan.
Oala qua cnlrem no bom camiiiho. O nosso cor-
po diplomtico e consular, precisa de urna limpe/.a
radical, tareera e K >ma, engrandeceram-ae muitas
vezes mais pela pericia dos seus enviados, do que
pela valenta das suas armas. No Porlugal amigo
tambem ha bons exemplus lisio.
(Juem ira para Ramal Sempre queremos ver quem
escolhem para lao importante missto.
VENDILUAU' DECENTE BRANCA.
Chegou boje no vapor /). Pedro //, o capillo da
Incgnito, rcilx Jos Jorge, preso em Cabo Verde,
por icr fusido do porlo de Vigo, com urna carrrqa-
co de colonos engaados pela cubica de semelhan-
les Iralicanles.
He bem sabida c-ta odiosa historia, ma* se virmos
incuria no julgameiilo, avivaremos a lembraiiei
delta.
I Valria.)
mmmtm
Illm. c Exm. Sr.A commisso de liygieuo pu-
blica, tomando cm a devida considerar o o olliclo de
V. Ese., d.itado de liontem. em o qoal Jiz V. Exc.
ue julga convcoienl- que oin dos seos membros va
uttfrsiiaauftiraiC *** iiX.laaiituWiiss,
Obtercacvt* ttpecUut.
tallecen um :?> I|2 horas depois, e oulro i" 1|2
doras depois da entrada.
Oluercacuti qerut.
Foram soccorridos ein suas caaas, durante este es-
paco tres rliolericos, a saber: cora rereita e medica-
mentos 2, com rereila, niedicaiiieetos e roupa I. To-
dos os :t cbolericos que saliiraui foram soccorridos
com 39cada um para as respectiva dictas.Itibeiro,
medico cm servico.
iommctdo.
CAMBIOS.
Sobre Londres. 27 d..por 13.
( Pars, 38 rs. por f,
Lisboa, OJpor 100.
Itio de Janeiro, ao. par.
Ac{Oea do Banco, 33 0|Ode premio.
Acc/ies da compauhia do Beberibe. .VistXH)
Acroes da compauhia Pernamhocana ao par.
(i l'lilidadc Publico, :tl) por cento de premio.
a linlciniiisadora.sem vendas.
Disconlo de Ir liras, de 12 a l.'i por 0|-0
METAE8.
Ouro.Onras hespanludas. ,
Moedas de (ijlltl velhas
6914M) novas ,
i;(HK). ,
Praia.Pataeei brasileiros. .
Pesos columnaros. ,
ii mexicano^. .
289 a 2K9500
. I69UU0
. UWUK)
. !r<00
. 2-3000
. acouo
. lSti
e propr ai medidas ledenle* .n inelhoramenlo da-
quella populacilo, passa a aprcscnlar a V. Exc. as
seguinles reflexes:
Loso que conslou commisso (pie em rrain do
anio passado reinara epidmicamente no Para uina
moleslia, cuidan de faxeraerioesludo dos seus sv mp-
lliomas, inarrlii o Iratamcnl.....quo de feilo" leve
lugar, servindo-llie dbase as cominunicacoes ofli-
ciaes da commisso de hygene daquella provincias
desla. jenla central, e o quanlo se achava a lal
respeilo c.criplo em jornaes d.i mesina provincia, e
entilo concluio ser o cbolera-morbus com que infeliz-
mente lulava aquella populacho : este seu juizo foi
corrobralo pelo leslemunho dos mdicos das un-
irs provincias, por onde essa aflcccaoha feito aran-
de* estrados. Esta cummissao, extremamente cuida-
dosa em fazer de sua parle o quanlo lhe era possi-
vel, para que nao fo*semi>s assaltados por esse il i-
gello, nio poje einliui evitar, porque a tanto lhe
nao chegavam as suas larcas, que gradualmente se
fosse eslenilenilo este mal por dillcrenlcs pontos do
centro desta provincia, e qae, depois de ler chega.to
ale Sanio Anio, apparecesse nesla cidade. Irazido
por pessoas que diqiiolle lugar saliuin, e onde ja vai
exercendo o seu pernicioso poder.
Em Sanio Anlo a epidemia principlo fazen lo
bstanles victimas, cm consequcncia da mu posicfio
topograpbica daquella cidade, da disposic,ao de suas
casas, da agglomcracao do individuos pels maior
parle necessilados, da falla d'.'goa potavel,sendo pes-
sima a que bebiain, tornando-.o ainda mais funes-
tos os seus cuellos, porque, alin dessas circuuis-
lancias especiaes, accreacia que os alTectados nao ti-
nham pessoas lubililadas que a lempo os medicasse,
eos que ainda esla vara livr-sdo Dagello pouco a pou-
co se enlraqueciaui 4 falla de substancias alimenticias
convenientes ao seu sustento.
A' persistencia de ludo islo veio junlar-se novo ele-
mento nao menos deslruidor e mortfero as exha-
l.icnes niepliilc-is procedentes do grande numero de
cadveres insepultos c em pulrcfarco.e d'oalroamal
inhumados, e em localidado que favoreca a arelo
dessas ellluvios sobre a eidade, onde se achavam os
doenles, que.sob lao delelenas influencias, em pou-
cas horas fallecan!, tomando cnt;lo a epidemia o
aspecto o mois medonho possivel; eonverlendosc
desla sorle aquella infeliz cidade em qual outro ma-
ladoarO,onde as Irisles Victimai inda boje v.lo trocir
a vida pela niorte C uiscia a coinmis.-a de bvgieoe
publica.por pecas olliciaes de diflemites auloridades,
e por iiiforinares da diversos mdicos, que lem ido
a Sanio AnliiO, n.to B da oalurezi do mal. como da
pessima localidado daquella cida le, e com aquella
prudencia que o seu zelo lhe seggrrio de aecorJo
com o quanlo a seieneia recommenda, Icmbrou a
V. Exc. em seu ofllcio de 2'i do me/, passado qae,
dando-sc tao desfavoraveis eleinenlos, era de urgen-
te necessidade que se lizesaa a ooiigcacau daquella
populaco para luiare mais altos a hm aituaiioa
dciilro da mesilla comarca. Disto |ior corlo lirariam
iminensas vantagens os seus habitantes visto que se-
rian) suhlrahidos que le foro do in'erco, acliau-
do-se enllocados em urna alhmosph< ra mais pura,
onde os all'eclados inelliorariain, e lente ellos coma
os nao atacados, mi apparentemenle bous, deixariam
de sorver a longos tragos o mmliforo veneno, ijuc
alli exisle, e laivez se consegaissa a exlinccao do
nial, obslando-se a que os fugitivos sahis-jm do.ori-
enlados, e fossem cahindo por oude passa-s-m, pe-
recendo falla de soccorros, serviudo de vebicolo
a lraiisini*s,lo da epidemia, c Conlamioando os lu-
gares inda nao accoinriK tintas, como de.sgiacaiiicnte
ha succedido.
Infclizmenle esla meJi-la apreaenlada pela com-
inissao de hy^ioiie ainda nAo bu einnregada, a, por
mais que setenhi procirado atleiuiar os horrorosos
efleilos da epidemia uaquella cidade. nada se tem
conseguido, entretanto que imprbalas lem sido a
enragem, dedicaran e caridade 'los muilos (pie se
bao feilo victimas, por piuin inereni causas i;o des
truidoras, ipie de ludo comliam 1*0 pie a coiuinis-
'w de hvgiene publica acaba de expender concluir
V. Exc. que suas rellexoes >e nao devom allri-
buir falla de disposicio de sua parle para fazer
sacrificios a bem de seus lemelhaote-, mas smi ii
conviccaoem que esl* de que. a villa d. ualureza do
mal,o cholera-morbos, qoe em Sanio Anlio esta
grassaudo to horrivelmcnle, do concurso de cir-
cumslancias loeaes j bem saludadas t recunhecidas
pelos seus (errtveis elfeilos, nada raais convem fa-
zer, como medida de verdadeira salvac.lo, do que o
abandono daquella cidade, nao conviudo jamis que
se augmente por qualquer forma ou razio o nume-
ro de victimas, poupando-se dest'arte volas lao pre-
ciosas de pes-oas que de lano devem servir sua pa-
tria e as Mas familias, a despeHo do quanlo a seien-
eia to clara e decididamente lem acouselhado cm
idnticas circuinstancias.
Se, porm, os habitantes daquella cidade se obsti-
naren! emlpermanecer debaixo de liio nocivas condi-
coes, uilo lerflo de so queixar de V. Exc., e nem tilo
pouco da coininisso de hygienc, que lano ha feito
a bem desla provincia, mesmo quando o cholera-
morbos aioda iiiio lavrava nesle imperio.
Dos guarde V. Exc. Sala da eommisso em ses-
d extraordinaria, 12 de fevereiru de 1S.">6.Illm. a
Exm. Sr. conselheiro Jos Benlo da Cu'iha e Figuei-
In-edo, presidenta da provincia.Dr. Joaquim de
.tqnino Eoltica, presidente da commisso.Dr. Ale-
.landre We Souza Pereira do ('armo, secretario da
commisso.
Sem desoanhecer os servicos que a eommieslo de
hygiene lem prestada, e que sou o primeira a reco-
nheccr, nao posto de modo algum dispensa-la de en-
carregar-se de mandar preparar, comprar e acondi-
cionar lodos os medicameulos qae enlro as ambu-
':.' ALFANDECA.
ReiidTroento do dia I a 24. .
Idam jdo dia2(>........
procos do caf do Brasil eslo muilo mais suslen-
iados.
Assocar As rehnarias leem comprado para
bastar as precises da seu consumo, o que prov qae
o deposilo he insignilicanle; espera-se pois pela ven-
da da sociedade (lo comuiercio que est lixada para
13 de mareo '56,271 teisoa de Java,. Presentemen-
te o artigo esla de flor 2!l a :il pelo mascavado do
Brasil, e de illl a :lis pelo branca dilo.
Antuerpia 2 de fevereiru.
Cafe Sob a influencia das noticias favnraveis
viudas do Kio manifeslou se por algum lampo um
pouco de animaran, e as transarcs do caf do Bra-
sil Icriain alcancado um algarismo imporlaute a nao
ser a grande lenaen'ade (bis poasnldores que regeila-
ram muilos aflerecimenlCS feilos por grandes parli-
das. A procura para exporlacao cnnservou-se cal-
ina e cm ultima lugar o consumo acbou com que se
alimentar n::s diversas vendas publicas que liveram
lugar, por causa de avarias. Ven las. anugavelmen-
le (..VIO sacras da Brasil, em leilao, por causo de a-
varia,4,200 saccas do Brasil viudas pelos Mise e
flecan a proco de .MI a 02 l|2cenl. ; I.IS1I saccas de
Sanios, pelo t'aciet de 4.S I|2a Ol ||2. Amanilla,
2T> de fevereire, lem de ser vendidas 143 saccas da
Babia, avnriadas. A colacao em irma/em he : o do
Brasil bailo ordinario de 23 a \ 1(2 cent., ordina-
rio a bom ordinario de 2~> a 2 2li l|2 a 27 l|2, verde bello de 28 1(2 a :iilcenl. por
l|2 kilogramma. Depsitos em primeira o segunda
maos S|,.,tni sacras 31,000 do Brasil conl-a i i,(MU)
22.001) do Brasil' cm igual poca dn anuo pas-
sado.
As-urar brillo.As'negociaces fcarain em urna
eslagnnco quasi completa. O artigo esla firme, lo-
davia em prsenos da melhorarao que se manifes-
I(ki uestes ollunos das, no mercado de Londres, he
provavel que lenhanios de assignalar umi animaco
as lranaac(Oes aqui na pracs. Nada se fez quanlo
an do Brasil.
Marselha 21 de levereiro.
(.alo.Nada seno a opinio favoravcl ao artigo ;
o mercado nSo he animado. As IransacrAes limita-
ram-se a 4,000 saccas do Bio de Janeiro de fr. .Vi a
02 disponiveis, c ."00 saccas a entregar a 05 fr. por
50 kilos, (armaieaado .
Assncar bruto. E-ta mercadoria do eslrangeiro
he rara na praca, e alcm disao abandnala.
Trieste 21 de fevereiru.
Caf.Apezar de uina pequea reanimarlo sobre
venda em consequencia das noticias recebidas do Bio
em dala de I de Janeiro, u mercado permaneceu na
mais grande calma. Aponlam-se as vendas seguin-
tes do caf do Brasil : 700 saccas do Rio de flor 30 a
331|S, ISO dito de fl. 28 a 33 o quintal e 700 dilo
por preco reservado.
Assncar bruto.Neuhuma Iraiisacro ; recebe-
ram-sc S,mM) saceos de IVrnainbuco, sendo melade
por Marselha.
fundos pblicos.
I'aris 25 de fevereiro.3 OrO fr. 73.S.5
4112 Ojo 96 JO
Londres 25 de fevereiru.
Colisoli.ladnsavisla.de 01 l|S a 91 11%.
A cotila, de !>l 1(2 a !ll l|S.
Ilrasilian-crip. 5 (l|o 101 a 103.
9Ho>iitcii) oo xuvr).
:< Anvers50 dias, hrigne belga cCharles Rozier, de
ISO toneladas, capitn .1. Mollcr, equipagem 8,
carga ferragens ; a Rotbe Bidoular.
Bio de Janeiro00 dias, pescando, leudo sahidn de
Nen-ltedford ha 22 me/es, barca americana olt.
L. llar.Ion, de 200 toneladas, capitn Luce Man-
en, equipagem 2, carga azeite de peixe. Veio
refrescar e segu para New-Bedford.
Rio de Janeiro31 dias. barca brasileira alpojucan,
[*? de 275 toneladas, capitao Manoel Luiz dos San-
tos, equipagem 17, carga pipas vasias c alguns g-
neros ; a Bailar iV. Oliveira.
.Vario sahido no mesmo dia.
BabiaEscuna ingleza rlela, capililo John Vicen-
te, carga a mesma que Irouxe de Jersey. Suspen-
den do lameirflo.
Mtae&a
Antonio de Almeida (lomes, na ruado
Trapiche n. K, sc(;iindo andar. Decla-
ra-sc i quem interessar que a de prali-
cu o mesmo capitao.
Real comp;niliia do pa-
quetes iniihi'i a vapor
No lim des-
le mez espera-
se da Europa
um dos vapores
desla compa-
iiln.i. a qual
depois da de-
mora do cosi-
me seguir pa-
ra o Mil: para
passageiros. ele, lrala-se cornos agentes Adamson
llowie & C, ra do Trapiche-Novo ti. 12.
Ara aty.
Segu no Hm da presente semana o hiale /liten-
niel ainda recebe" alguma carga Irala-sc na ra
da Madre de Dos n. 2.
Para o ro de
Janeiro
e9%*a"
Lotera da m;itnz de S.
Jetea
Sabbado i'i de mateo, lie o indtibia-
vel andamento da referida lolcria, pHus
1(1 limas da manala, no estiaroso salao
da rila da Praia n. 27. Os mous billielex
e cautela! liio expostos a venda nos las
garas ja' onliecidosdo n-spi-iiavcl puUi-
<:oO (.iulc*isla, Salnstiano de Aquino
Ferrara.
m
'?/ Manoil Casaiaae de Oliveira Ledo, oto -
za risada para enalaaf parlicalarroeale, abrir
W um curso de Crammalica Nacional cn
(A Arilhmrlica no I" de abril, das 9as 10 ho-
^ ras da manhaa : na ra do Collegio a. 15.
V primeiro andar.
Os Sis. Alvaro Nstor de Albii<|iier-
qtie e Mello e emosthenes Jellerson da
Silvcira Lobo, leem eartas vindas da Pa-
rahiba: na livraria na. Se 8, da
da lnde|>enrleneia.
ate\(;a(i.
O Dr. IChildencn Rodrigues dn Santo,
S Franca e l.eile participa aos moradores do 3-
districlo oa freguezia de S. Antonio, qoe M
i incumbido pelo Exm. Sr. presidente da pro-
pia

sahe com brcvtdade por ter a maior par-
te da carga piompta, O Ijcm conhecido
brigiie nacional FIRMA : para o resto
da mesma, passafeiros c esclavos a fete, [ vincia de Iralar dos pobres qoe enfermarem
_ ... ii ___ i_. ..... SC Ja epidemia remante, e como nao lenha sido
para rpie tem excetlcntes rommouos, ta- >
ta-secom os consignatarios NovaesxV C., na
ruado Trapiche n. ~>i, primeiro andar,
on com o capitao na praea.
PORTO.
Seguir para a cidade do Porlo lao breve quan
(o seja possivel a veleira barca porlogueza Dnarle
IV, forrada e encavilhada de cobre ; lem alguma
carga prompla c recebe a qoe apparecer a frele: lra-
la-se com Bailar i\; Oliveira, no seu esrriplorio da
ra da Cadeia do Becife n. 12.
Para o Rio de
Janeiro
Segu na presente semana a veleira escu-
na LINDA : para o resto da carga, passa-
geiros e escravos a lietc, trata-te na nu
ilo Vigario n. ou com o capitao na
praea do Commercio.
Para Lisboa prelende sabir com a maior bre-
vidade o patacho porluguez /lapido ; quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se aos
consignatarios X. de Aquino l'ouscca (.X; Filho, oa
ra do Vigario n. ID, oa ao capillo na praca.
Para o Hit) le .Janeiro
sabe impreterivclmenle ate o lim da rorrele semana
o veleirn e bem conhecido patacho hrasileiro Alhe-
nas ; para o resto de seu carregamcnlo c escravos.
lrala-se com o seu consignatario Antonio Luiz de
Oliveira Azevcdo, ruada Cruz n. I, ou com o capi-
tao a bordo.
i
5
ara a 15ahia
l:t0:1oi>38|f,
12:2298051
+f3trr$TTr7_
Oe Briguc hamburguezBerlhamercailorias.
Barca ingleza/motjenedem.
Barca ingle/a Scrthcston bacalho.
IMPORTAR AO.
Palncbo ueco'/dun, viudo de Siockholnio, con-
signado a N. O. Bieber & C, mauifeslou o se-
guinie:
, :il:l diizias de (aluasdo pinho, loo barricas alca-
tr.io ; aos consignatarios.
Polaca liespanliola Ckrononulro, vinda de Monte-
video, consignada a Ainoriin A; trinio-, mantreslou
o aesumle:
55 pipas e 151 barricas vazias. 1 caixa bichas, 0
toneladas do pedra ; aos mesmos.
Patache nacional Flor da Baha, viudo do Rio
deJaueiro, consignado a M. Alvos Guerra, mauifes
ton o seguinle :
2 eaisftes chapeos ; a M. Alves C(ierra.
150 barricas familia, 50 vnluines barricas vazias,
ls pipas e 10 barril vinagre, 10 pipas grasa, 10 di-
tas, .Vil harneas, ti fardos. 21 surrSes, 3 roame*, 15
marquilos sebo, 200 caixas sabao, 5 (lilas rape, 2i
rolos fumo, :U) saccas caf, \ caisOfS chapeos ; a
orden.
;.ON'SI.ADO liEHAL.
Rcndimentn do da 1 a 21 31:312*387
dem do dia 20....... 2:KS02i:|
O Illm.Sr. inspector da thrsouraria de fazenda
manda fazer publico, para conhccimcnlo dos Interca-
lados, as disposiees abaixo transcriptas, alim de
que ienhain a mais completa exccui;.lo. Secretaria
da ihcsouiaria de fazenda de Pernambuco em l'.l de
marco de 1850. O ollicial maior, /-'.milio Xaticr
Sonreir de Mello.
Copia. Circular n. 2. O marquez de Paran,
presidcnlc do tribunal dn Ibesenro nacional, recom-
menda aos inspectores das Ihesourarias de fazenda,
que deem a maior poblicidade possivel a disposicilo
do arligo II da Ici u. Sil) de 15 de selembro do an-
uo prximo passado, que manda que a compra c ven-
da dos hens de riz, cuja valor exceder de 2011?, seja
celebrada por escriplura publica, sob pena de nulli-
dade; ordenando oulro sini aos checs das eslaees
arrecadadoras da renda nos diversos Icrmos fra das
capitaes das provincias, que o mesmo 1'ac.am nos seus
respectivos dislriclos, por mein de edilaes publicados
nos peridicos onde os liouver, e aflixados nos lug-
res mais polticos, 'thesouro nacional em 22 de Ja-
neiro de IS50. Marquez de Paran.Conforme.
JnscSevcrtno da Rocha. Arl. II da loi n. S0 de
15 de selembro de 1855, a que se refere a circular
supra.
- A compra e venda dos hens de raz, cujo valor
exceder de 2011?, ser feila por eacnptura publica,
sb pena de nullidade
Est conformehmilio Xader Subreira de Mello.
sabe imprclerivelmcnle ale o fina da correnlc semana
o veleirn c bem conhecido palhabole hrasileiro Dous
Amigos, o qual ja lem dous tercos de seu carrega-
nienlo piomplo : lrala-se com o seu consienlario
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, ra da Cruz n.
1, ou como capililo a bordo.
ACARACL"'.
Segu uestes dias o hiale Crrelo do .\orle, mes-
tre e pratico Joiln Anlunes da Silvcira ; para o resto
da carga e passageiros, lrala-se com Caclano Caria-
co da C. M., ao lado do Corpo Sanio u. 25.
PARA'.
Segu com muita hrevidade 0 palhabole Soliralen-
se, capilo e pratico francisco Jos da Silva Ralis ;
ainda recebe miodeza* e passageiros: a Iralar com
Caetano Cjriac da C. M., ao lado do Corpo Sanio
n. 25.
Para o Pala com escala pelo Maranho, o her-
ganlim hrasileiro Desiique de Beiris, capitao Ma-
noel Marques Coffeia, forrado e eneavilliado de co-
bre, de primeira marcha, segu com a maior hrevi-
dade possivel, por ter parle da carga prompla ; para
o reslo da caua e passugeims, trata-se no escriplorio
do Sr. Manon Joaquim Ramos e Silva, ou com o
capilao na praca.
:i:i;ixsti:!o
IVEHSAS PROVINCIAS.
Kcudimeiilo do dia I a 2 .
dem do dia ,26.......
2:1839969
I l7S:i
2:002*752
DESPACHOS DE EXPORl ACAO PELA ME->A
DOCO.NSlilADl DESTA CIDADE .NO DIA
22 DE MARCO DE 1850.
CanalBrigtie ingle/. Sir James Rossn, James Ry-
der & l^ompanhia, 400 saceos assocar mascavado.
Itueaos-Ayres por Montevideo-Briguc hrasileiro
(Feliz Destinos, Isaac, Curio & Compauhia, 70
barriquinhas dem.
MarselhaBrigue rencez nJcune Charles", N. O.
Bieber \ Companhta, 00 sarcos assncar masca-
vado.
PortoBarca porlugiieza cDuarte IV, Amorim lr-
mitos A; Compauhia, 50 barril de 5.' mel.
demBarca porlugaeza sUarte IV, Antonio Fer-
nn les da Silva. I barricas assocar branco e 2 ditas
dilo mascavado
(innovaBriguc portnguei aOinvuin, Me. dilraonl
A; Compauhia, 2')t) saceos assocar branco c 200
ditos dilo usca va to.
(iibrallar Barca hamhurgiieii Sophia (corge-
teo, H. O. Bieber & Companbia, 000 sacros as-
socar branco. .'
LisboaBrigue porluguez 'l.aiTI, francisco Sc-
veriano Rabelln A; Filho, "s topas mel.
demBrigue poiluguez Rpido, Manoel Joa-
quim Ramos e Silva, 20 ciscos niel, :ill saceos
assncar branco c 10 ditos dilo mascavado, diversos
carregadores.
MarstlhaIJarca franreza nBiiachoisii, Lasserre
Fiate-frers, 2,ltHl saceos assocar mascavado.
xportacao'.
Marselha, barca franceza Jenn Charles, do 2SO
loneladaf, condnzio oseguiule : i,5(0 saceos com
22.N0O arrobas de assucar.
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendiineuln dodia I a 2 .... 2i:.lito7S(i
Ilem (lo dia 20........ 2:O5:l;080
p6(TnTrrTiTltTTr-^^
j)a,|Uctcs a vapor.
^cctra.coci.'.
Pela subdelegada de Santo Antonio se faz pu-
blico, que fura encontrada na ponte da Boa-Vista
orna eriaoca branca, de tenra i-ladc, sem que saiba
dizer a familia a que perlcncc ; sua familia pois
compareca nesla subdclegacli para lhe ser entregue,
ou em casa do Sr. inspector Torres (alindo, ra das
Flores n. 15, que lendo-o eucnnlrado perdido, paler-
nalmenle o arnlheu uo seio de sua familia. Subdc
legaca de Santo Antonio 21 de marco de 1850. O
subdelegado, .1. G. Doorado.
Temi o 0.' balalhiio de infantera de ronlra-
tar os gneros alimenticios prnprios para as .lelas
os de Macei. Babia c. Rio, para oudo
frele dinheiros, passageiros e encoinmeudas,
agencia, ra do Trapicha n. 10, segundo andar.
K, B.Os volumes sujeilos a despacho, e por lal
dasiificadojcarga. so podem ser engajados no
dia da chegada do vapor.
O brigue hrasileiro /.e'io engaja para sua via-
gem deste porlo ao do Rio (rande do Sul, marinhei-
ros nacionaes, medanle mesmo soldadas avoltadas ;
das pravas em curativo no hospital da Soledade do- lrala-'e com o capililo, oa no escriplorio da ruada
2l::l!M;Ki;i
REVISTA COMMF.RCIAI. BOS PRINCIPA ES
MERCADOS DA EUROPA, PELO \ vi'OR
KRANCEZ (Mil/ PARTID!) Dn HAVRE \ -o
DE FEVEREIRU.
Ilamburgo 2-1 de fevereiro.
Caf As ullnnas noticias do Itio de Janeiro i ai
lluiram favoravelmente sobre o arligo. e principal-
manta solire o real ordinario do Brasil. Pouco ha
un primeira man, mas cm segunda ha alguns ahas-
lecimenlos; houve urna alca de t|l( a 1|Kscb. Ava-
liainos as vendas depois do .liajem 11,000 sacras
do Brasil de i a 5 t|2 sch. 500 se S. Domingos de
5 l|IO a 5 :l|8, 10,000 de l.a-Gua\ara de :7|S a 7
sch. O real ordinario do Brasil he colado mui (ir-
me a 1 :i|5 sch: e a i I3|I6,dilo bom ordinario de
5 a 5 1|'i, lino ordinario de 5o|S a 5 1(2 sch.
Assucar A procura do brillo he insignilican-
le, c com quanlo os presos livessem haixado, apenas
venderam-se 100 caixas do mascavado e hranrn da
Bahia, o mascavado de IS :t|1 a 20 e o branco de 21
a 2:1 I|H marco bauen por 100 libras. A compra
do llavaui limilou so algumas centenas de caixas
por precos mui fracos.
(lacao Alem da impoilaco dn da sorle Guaya-
quil que foi vendido 5 sch. venderam-se 5(1 sac-
eos da Babia a t l|8sch. Reslan anda ni praca
algumas bigalellas do caco do Para, c de Caracas ;
mas falblo as nutras especies.
Amslerd im 2 de fevereiro.
Caf A proximidade das vendas da sociedade
de commercio [a 31 demarco 107,302 sacras, e a 'I
de abril 225,0911 e a vacillacilo do movinicnlo mo-
netario no mercado lizeram haixar o bom ordinario
de .lava a 32 cntimos. Venderam-se mui boas par-
lidas do Brasil por precos reduzilos formando um
prei;o de 25 3|4 cntimos esverdeado. Todavia com
as ultimas uolicias em dala de 11 de |aueiro os
i .niir o trimestre a decorrer do I.' de abril ao lim de
junhu dn auno vigenle, o conselbo econmico do
mesmo hntalho convida aos senhores negociantes
para que no dia 28 do me/ andante compareran) oa
respectiva secretaria pelas 10 horas da manhSa, mu-
nidos de suas proposlas ; adverlindo-se, porm, que
aquelle sonlon uegociaule quo ronlralar o foroeci-
mento, apreseutara an conselbo un Ifador idneo, se-
gundo o dis[ioslo na nrdern do dia do quarlel gene-
ral de isde de/.emhru de Ls52 s di n. W. Os gneros
precisos sao os seguinles : alelria. assucar refinado,
holachiiiha de aramia, .iita inglc/a. lo-coilo doce,
bolacha grande, carne verde, cha d.i ln lia, caf mol-
do, velas de carnauba, dilas de cera, manteiga ingle-
za, dita franreza, doce de guiaba, lariulia de man-
dioca, dila do reino, fcija ),niarinid,ida, arroz, roscas,
loocinhode Lisboa, vinho do Porlo, a/eite doce, vi-
nagre de Lisboa, sal, lenha, papel pautado, dilo al-
niaco, dito de peso, frangos, Ictle, tinta prela, ovos
e pes, e cojos geueros deverilo ser dos de nielhor
qnalidadc do mercada. (Juarlel na Soledade 22 de
marco de 1836. Joaquim Cantoso dos Sanios, al-
teres.
Ten lo o 9." balalhiio de infantera de contratar
os gneros alimenticios para fornecimeulo das pracas
arranchadas durante o trimestre a decorrer do I.' de
abril an lim de jiinho do auno vigenle, o ronsrlho
econmico do mesmo halalhao convida aos senhores
negociantes paraque no da 28 do me/, andante com-
parei;am ni secretaria respecliva pelas 10 horas da
manhaa, munidos de suas propostas ; ndvertindo-so,
porem. (pie aquelle senhor negociante que contratar
o fornecimenlo, apreseutara ao conselbo um Hedor
idneo, segundo o dunoslo na ordem do dia do quars
le general de 18 de dezembro de 1852 sob n. 51. O-
gneros precisos silo os seguinles : arroz pilado, ass
sucit, bacalho, carne verde, dila secca, caf mui-
do, dilo cm grao, azeile doce, manteiga frnncesa-
louciuho. familia de mandioca. fejAo, vinagre, sal,
lenha, vinho tinto o pes, c cojos gneros devera,
ser de boa qoalidade. Quarlel na Soledade 22 do
marco de 1856.Raymundo Nonato da Silva, alferec
agente.
Cruz n. i'J, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro sabe com loda a hrevi-
dade, por ter parle da carga prompla. o patacho Flor
da Bahia, capililo Damin da Costa Rosa : quem
quizer carregar o reslo. cuten la-se com o consigna-
tario Manoel Alves Guerra, na ra do Trapiche
n. 14.
&dl5c3.
;t<>iv0'5 m*iim.
COMI'VMIIV FKVM10-VMEIUCWV.
Servico regula-t* lo Havre ao Rio
le Janeiro* coin ns e-.cjil< le
Lisboa, Santa Cruz le Tcsiierife,
Laoii, l'eruaiiibiico c J.iliia.
1'or'vaporeH uovos ilc 3.000 (>
ticl.nlus c l"on;i de ."oo envallos.
0 vapor Cdiz que deve chegar no Bio de Janei-
ro no dia 20 de marco correle, regrosar para o
Havre no dia 8 do me'- de abril, com as escalas se-
guinles:
1 .bogara a Babia nofdia \-2 de abril, demora 21
horas.
S dura da Bahia no dia 13 de abril.
Cbegar em Pernambuco no dia l'i de abril, de-
mora 0 a I _' ditas.
Saldr de Pernambuco no di 15 de abril.
Chegar.i a liou uo da 21 de abril, demora 12 a
2 (lilas.
Sahira de Gou no dia H de abril
Chegara a Sania Cruz no dia 27 de abril, demora
0 a 12 ditas.
Sahira de Sania Cruz no dia 27 de abril.
Chegara em Lisboa no dia I" de maio, demora 12
a 21 Ojias.
Sahira do Lisboa no dia 2 de maio.
Chegara ao Havre no diali do maio.
Para fretc e passagem dirijam-sc a ca-a dos con-
signatarios L. I.eronlf Feron k\ ('.. ein Pornaitibaco.
A o Par
Scj'ttc uestes dias o palliabolc nacional
A 1)1.1,A11il,. capitSo Antonio Kernandes
Loureiro Jor;e, s pode receber algumas
miudezas: trata-sc com o consignalano
Osgenle lljrja ara leilao le um grande silio
no Inijar denominado Paruameirim, com una pti-
ma casa devivenda de pedra ecal, rom 01 palmos
de frente, SBuitos commodos, lendo um sohradinho
ao lado, com quarlos para feilor e escravos, cochei-
ra, eslribaria para 0 cav.allos, grande cacimba com
bomba de ferro, 2 lauques grandes cohcrlos, bas-
lanles aivoredos frurlileros enlre os qoaes se aeham
larangeiras, parreirna ele, o qual he foreiro. Os
Srs. pretendentes que quizerem Igumas informa-
es a seu respeilo dirijam-sc ao armazem silo na
roa do Collcgio n. 15 dn agenle aiinunriaiile. O
mesmo agente offerece a importancia da corretaKem
do leilao cima a commisso de beneficencia da Ir-
guezia do Poco da Panella, para esla distribuir aos
indigentes residentes na mesma freguezia : quinla-
fcija 27 do carrele, as 11 horas da mandila.
8M$03 ;^cri>5.
O padre Francisco IVixoto Duarte
mndoii a na residencia para aruaVcllia,
sobrado de um andar, i'ronteiro ao becco
do Veras.
A commisso da cmara municipal
ara' e\por a venda carne sufliciente para
ocoiisinno da capital, nos dias 6, 2S e
!U do corrente, pelo preco de OU rs. a
libra, e declara que os latos que se nao
venderem serao distribuidos pela pobre-
za nos dias de matanca, as 2 horas da
tarde, no lugar do matadouro.
I'recisa-se de urna ama para lodo servido de
una casa de dous liomens solteiros, forra ou esrrava:
quem pretender, dirija-se a praca da Independencia i
ns. l'.l K i|.
Precisa sede alguns auiassadorca bous, paga-se
bem, e o servico he regular, e um escravn para o ser-1
vico ordinario de padaria, e aduulle-se a aprender I
quem ipiizer : na podarla do paleo da Sania Cruz, e
ra do Rosario n. 35.
BCIlaS I'ICS. rrecleiras e logar para pa-hgem de fi vareas : as pe-
Sousa Rcis, deseuhista, contina a lomar lices I oa Que livereaa usa sitio rom as cnruix-oes .inu.
de desenlio epintura, quer a aguada nu a oleo, "em dirijam-sc a roa do tjueini do n. 0, primeiro andar.
soa ca-a, ra Direila n. li, nu na de particulares. ou annunciein por esle jornal.
i (I mesmo cntrala com qualquer dos senhores enge- A f
nheiros qne se inleresse de seos presllmoa para seu| AIK'llOlO.
ajndaiite. i Os abaixo assignados, leudo pedido demissao de
A viuva de Francisco Jos da Cosa (".ampollo ii.speclores de quarleiro de Pora de Perlas, derla-
eonvida aos credores de sea fallecido uiariiio. para rain ans desvalidos moradores uaquelle lugar, qoe
no praza de S dias apresenlarem sus cuntas nu do- j continan a preslar se como daoles a loda c qual-
cumenlos. pelos quaes se jiilgucm credores do mes- : qaw hora da noile.Jnse liidoro Pereira dos Reis,
mu fallecido : na ra Imperial, segunda casa depois Joaquim Bitin Tull.- I, Dinia
da rabriea desabito. O Sr. Tibarcio Valeriano Baplisla venha oa
No dia 17 do rnrrenle mez fugio do abaixo as- mande pesaos que sua- \ere> Caes, aju signado uina escrava rrioula, por mime Marganda, '
que reprsenla ler 10 anuos de idade, de estatura re-
gular, Hchava-se em convalescenca de uina grave
enfermidade que leve ; levou nina Irouxa de roupa
della. p consta que esl* acolitada : quem a tircr, nSoqoer
pagara peritas e dainos. que deisf
Francis#o de Paula t^arueiro Leo.
yucni liver e quizer vender urna granunalica
9 possivel encontrar urna casa nesle bairro, ea-
8 ti morando provisoriamente no Hotel neje*,
onde pode ser procurado a toda e qualqaer
a) hora. t$
83!;IS!-IMHJ^M>
Aloga-se o armazem da i ua da Moeda a. 31: a
iMi.ii na roa do '.loeiinado n. -JH, lerceiro aadar.
Deseja-se saber a morada do Sr. Vklor Ante
nio do Sacramento I'essoa para se lhe entregar ama
caria.
Precisase de um amassador .na rea da Senzala
Velha n. 91.
O dono de um piano que exilie na ras da Ca-
deia do Recite o. 12, primeiro andar, desde 10 de
oulubro proiimo passado, lenha a hondada de n
mandar tirar e pagar o aluguel de 39 meaaiei, rala
que o inclino nao paga casa para quem qacr ter la
depositados seus alcaides.
Im moc,o porluguez qae se acha emprenadu
no commercio e tem bstanla pratica de e-criptora-
co. lano por partidas dobradas romo imples,
deseja sabir da casa onde esla arrumada, para
se empregar em algum escriplorio, por tao qoalqaer
negociante que se qurira ulilUar de saos servico-,
lenha a bondade de deiiar caria fechada siesta Ivpo-
graphla. com as imciaes C. R.
Manoel -la Fonseca de Araajo Lima deixa de
ser caixeiro da prensa de Jos Cirios de Souza Lobo
cVC.
A Besana que litar alguma colleccio de modi-
nhas hrasileiras, que sirva para piano, mesmo em
lucio uso, qoeira annunciar |rar esta follia.
Arreada ae oa vende-se um sitio cota ca-a da
v iveml.i, baixa para capim, viveiros e diversos arvo-
redos, uina otaria bem montada com barra para toda
obra : na ra do i lueiraado n. I'J se dir e lagar e
com quem se (rala.
505 de gratificara*,
a quem descolo ir o autor do rme de borraresa as
porlas des eslabelecimenlos (Ja rna do l.ivrameelo :
na mesma ra n. 29.
Aluga-se urna caa as principaes raas desla
eidade : quem liver c quizer alagar dirija-se a esta
(v pograplua que se dir quem a quer.
Publira-se actualmente em Lisboa un jemal
denominado A Patria, em (rande formal a seme-
Illanca do Times em Inglaterra, e da Presto eaa
Franca quanlo aos principios poltico., lie eviiloa-
le a grande utilil.de. e inderlinevel necessidade a
exislenria de urna follia poltica como A Patria, par
ser na imprrn-a o orgAo decidido dos verdadeira in-
teresses dos 1'. rluguezrs residentes em Porlugal e a
Brasil, sem tomar as cores polticas dos partidos, qoe
de ordinario Iransviam as mrlhoie inlenfeee e de-
lurpam ns mais justos designios. I m jornal ceas a
independencia de npuiiito, qoe arompanha lodo de-
senvolviincnlo moral da Europa inleira, loraa-s
pmmpto e exarlo noliciador de todos os movaaaenlos
commerciaas das primeiras pracas do mundo, dea
fados principaes orcorridus no'inlerier oa exiermr
de Portugal com rrlacao ans mais momela* inle-
resses da sua i.....ulac.i >. alm de ser um regislro
permanente dos actos administrativo*, da ra pierna
laco nacional e dos Iribunacs durable a nova epora
de regcncrac.au que surge naquella trra elatssea de
liberdad e herosmo sob o reinado do Sr. II. Podra
V nao pode deixar de ser considerado da maior im-
portancia possivel, principalmente ao* Partocneces
rtltllUiJarListln im pair, t pnr igojiede n|>ir.7T ajan
lodos ronrorram para c**a einprez | qBai atta ple-
na reab- icao do >eu vasa procramiaa de liberdade
e civili.ar.ii. tem de despender nao pequeo capital.
Em cada auno se publicaran com toda rrgularida-
de possivel dous volumes de VKI paginas, coalendo
uo folhelim romances Iraduzidos r algn* originar*,
e inditos. .No primeiro auno se dar aos enhorca
assignanics nina obra anda inedila era 2 volomes sob)
tituloA perspectiva do reinado do Sr. I. Pedro V,
ou o hoiisoiilc poltico em Porlugal. e no aecand
enmelara (pelo svslem i de folhetim compaginado
publicarao de un diccioiiario da lin&ua vrrnacala, o
mais rotrecto, e interessanlc dos que ale boje pos-
suimos.
A Patria sera remellida a lodos os seus rolleza*
do jornalismo, c calimete de leilura, aguardando da-
quelles a precisa reciprocidade.
A redacc.io da Patria se obriga nilo s a publicar
graluilamente os annuncios de inlere*ae parlicolar
dos seus subscriptores, como se incumbe de proeae-
ver a eoBSeeaeSja de quaesquer csclarecimenlas da
estado de negocios ou da existencia de pesaoaa qae
Ibes alTi'cteni cm alguns dos pontos de Portugal, aae-
diante o previo pagamento das despezas in lispeasa-
veis.
A regolaridade com qae se acha montada a em-
preza desse jornal he a mais solida garanta da ana
prompla entrega, ao chegar os navios precedentes
de Porlugal.
Sbsrrcve-se para esse bem conminado c impor-
laute jornal na livraria ns. fi e H da praca da Inde-
pendencia ; .lo-.- Nogucira de Souza, rna*do Crespo,
arco de Santo Aulonio ; e no hotel inglez.
Na travessa da Coiifjri'pacao, loj.i
de eneadernacao, continua-se a vender
muitas das brasele direitos ja annuncia-
das por este III \KIO, como tambem ou-
tras muitas nao so de direito como de ma-
terias diversas, na mesma casa vendt-m-sc
algumai obras latinas, proprias paraos
queesliidain esla linr;iia : todas as obras
estao cm minio bom eslado, e por ellas
az-se todo o negocio, porem a dinbeiro.
Lava-se e engonima-se por preco
commodoeda'-sc a I mocse janlae* com
muito aceioe prnmptidao : na ra do l.i-
vramento solnado n. I.
O abaixo assignado faz ver an respeilavH pu-
blico que o Sr. Agoslinho da Silva Torrea deitoa do
ser seu caixeiro desde o dia 21 do corrente mez.
Francisca Jad da osla Ribnro.
Roga-se aoSr. M. R. V qneira lera hondada
de salisfazer urna diminuta quanlia qoe deve na ra
da Senzala Velha n. I (.'.primeiro ndar,sen*o lera o
desprazer de ver seu nnme por exlenso nesla felha.
O Illm. Sr. reg dor inlerina dn Cymnasio man-
da convidar aos pas ou correspondemos dos alsa-
nos internos, meto pensionistas e externos, para, eaa
prazo de 8 dias, entraren) com o quarlel adianlado,
que tem de principiar no 1.* de abril prximo via-
dofiro. Secretaria do Cvmnasio 21 de marca de
185b.O secretario. A. A. Cabral,
liUilIHFIW S4.
A qualquer hora dn dia ou noile arha-se urna pe
soa hahililada a curar pelo svslema hnmeopalbiro, a
est prompla a preslar seus servicos cm prol da ho-
ni un la :. O mesmo coutrata com qualquer senhor
de engenho ou pe>-oa inlercssada de seus prestirnos
para fra da cidade. *
O abaixo assignado faz ver a seus fregoezes.que
mudnu o seu eslabeiecimenlo de charu'os para a rna
da I.incela n. :t.Joc Allousn de Areveda Camp*
Precia* ia atoaar aaaa ama torra nu captiva.
para o -ervico de urna ca*a de |iuca familia : n-i
Cnelho-, sobrado junio ao ho-pilal novo.
IVecisi-se de una ama para comprar eeezi-
uhar para casa de homem solleiro : na ra da Praia
n. 'i.
Aluga-sc um :ilio que lenha plaa de capim.
frecleiras o I
italiana por Antonio l'refuino, annuncie para ser
procurado.
Ourm precisa! de um hnmem ja de idade, c
que se alianri sua conduela, para lomar coala de
algum siijn, nu mesmo para criado de alguma casa
eslrangcira, lmenle pelo comer e vestir, dirija-se a
esquina da ra do Encantamento, taberna n. 10, a
fallar com Manoel Jos de Oliveira.
(a com o abaixo assignado. por quanlu o mesmo nao
faz a sua ultima preslaea* sem que o inc*mo Sr. Ti-
burcio com elle se rntenda, e que nSa se obriga pe*
juros de sua ultima Icltra. por quanlo o momo Sr.
incluir suas reatas a rjala dea documento*
em poder de abarse assignado. F.ngrnhe
Capiaaa 7 de marco de isa,.
I i.uicisro da Bocha Wanderlev.
A pessoa que se qui/er enrariegar de cozmhar
cm sua casa para 5 neaaoaa, va ao Passeio Publico,
|o|,i n. II. para Iralar.
Aluga-se um terreno murado com telheiroden-
Iro, o qual terreno encesta junto a elle bareaca*,
visto que he no lim i\ P*seio Publico deafa cidade :
quem pretender dirija-se a laja n. II. no Passeio
Publico.


~
mr
ILEGIVEL


mRO O riRRAlUCO QUINTA FURA 27 ni MA*0 o 1856
Terceira edi^o.
TRATAHE1T0 HOIEOPATHICO.
Preservativo e curativo
00 CHQLERA-MORBUS,
PELOS DRS.
ii inslrurr.to aopovuparase podercurardesla enfermidade, administrndoos remedios mail ellicazes
paraalalha-la.emquanlo si'recurraoinedico,ou mesmo paracura-laiiidapendenledeslet nos lugares
eni que nao os ha.
TRADUZ1IH) EH POUTUf.UEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Esles doos opsculos conten as indicarnos mais claras e precisas, e pela MI simples e concisa expsi-
to eslnao alcance cipalmente as preservativos que trmdado os mais salisfaclorios resultados em toda a parle eni que
elles tem sido poslos cm pralica.
Sendo o Iralamenlo hoineopathiro o nico que lem dado grandcsresulladosnocuralivo desla linru-
velenfermidade, julsamosa proposito Iraduzir restes dous imprtanles opsculos em liugua vernari-
la, para desearle f.icililar a sua leilura a quem ignore 0 francs.
Vende-sa nicamente no Consultorio do tradnctor, roa .Nov ii.32, por 2NHHI. Vendem-se lamben
os medicamentos precisse boticas de 12 lulioscnin um frasco de lindura 15;, umatlita de :tll tubos conir
vro c 2 frascos de tintura rs. SSafJOO.
n-H-H- :-i->SB!Kt.'e-~'ftv..
tt PEORAS PRECIOSAS
|S Aderemos de brilhanles, *j
diamantes e perolas, pul- ..
m ceiras. allinetes, brincos >
$ e rozlas, holes e aunis *
2 de difTerenles poslos e de ,.
> diversas pedras de valor. *
m S
j ~ ,'
j* Compram, vendem ou H
(2 trocam prala, ouro. bri- *
$ Ihanles.diamanlesenero-
|j las, e nutras quaesquer B
J; joias de valor, a dinlieirn 9
a; uu por obras.
**.* ffi S $ ,<- v Si s> < ><'>..' > .
MOREIR & DUARTE.
I0H l)F 0IR1VES

Ra do Cabuga' n. 7.
Kecebem por to-
dososvajfbresda Eu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
to
.:..:r..::
OURO i; IMIATA-
Aderecos completos de
ouro, meios ditos, polcci-
ras, allineles. brincos e >
rozelas, cordes, trance- 5
lins, medallias, correles ...
e enfeites para rclugio. c ?
oulros muilos objeclos de |
ouro. ^
Apparellios completos, j
de prata, para cha, han- .'
dejas, salvas, caslicaes, >.
colheres de sopa edecha, --
e muitns oulros objeclos
de prala.
:: :; V $ ?<**: > : -':
de Franca como
de Lisboa, as que aevendem por
pre^o eouimodo como eostumam.
ESTRADA DE FERRO DE PERNAH6G0.
BaHQDBBOt da Compamiia em Londres.Srs. llevwood, kcnnanl*. & C.
Banqueibos em Pernambtco.O Banco de Pernambuco.
Agentes no Rio de. JaneiroSrs. Mau, MacGregor, & C*.
Agentes km Pernambuco.Srs. Roihe & Bidoulac
Agentes na Baha.Srs. S. S. Davcnpori&C.
12,000 accoes esio reservadas para o Brasil de valor de C "20 ou rs. I T7?777 cada arco.
Os que desejarem comprar acroes d'esta Companhia poderao dirigir-se na forma abaixo indicada
Commissao cm Pernambuco em casa das Srs. Roiho & Bidoulac. O deposilo de urna libra es-
terlina ao cambio de 27 por 18000 ou rs. 8C888 por aerjo deve ser aluetuado em Casado um
dos Agenles da Companhia no Rio de Janeiro, na Bahia, e em Pernambuco, que dar o compleme
recibo.
A subscripeao fica eberta al o dia 20.de marco em Pernambuco.
Os senhores que j fizerao pedidos para a acquisiciio de aeros desla companhia. antes de sua pu-
blicado em Londres, devem tamlem dirigir-se Commissao e remetter aos Agantes a importancia
do deposito de* 1, por conla de taes acones dentro do prazo (hado para a apresentarao de podidos.
A urna Commissao nomeada pelo Presidenle da Provincia de Pernambuco, de accordo com o
Concesionario o Sr. Alfredo de Mnrnay, ser conliado o trabalbo da dislribuicao das Accoes.
Se nao forcm concedidas todas as Acedes pedidas, o dinbeiro depositado ser levado em conla para
a primeira prestacao fie duas libras esterlinas Rs. 17?77(> por cada Acro.
Senenhuma for concedida o dinbeiro ser restituido por inleiro al o fim di'Abril, ao mais lardar.
A Companhia tem reservado fundos que os Directores ralriilaoser sufflciente? para o pagamento dos
juros aos accionistas desde odia em que se effcriuarem as prestarles, 8 esses juros scro os niesmos
jue sao garantidos pelos govetnos Imperial c Provincial tiepois de abortas as seccoes da Estrada
de maneira que a importancia das entradas venceriiooju.ro de 7 por rento logo que estas forem
realisadas.
Os dividendos sero pagos aos Accionistas no Braz.il cm casa dos Agenles da Companhia as ridades
do Rio'de Janeiro, Bahia, e Pernambuco.
Cada prestacao nunca exceder de duas libras esterlinas Rs. 17877G, por acjsio, eliavcr um in-
tervallo pelo menos de trez roezes entre as prestacoes.
Os qne perlcnderem accoes devero dirigir-se Commissao, e romelior aos Agentes da Companhia
em Pernambuco Srs. Rolhe & Bidoulac, loso depois de cnlregarem a imporlanria do deposilo, um
pedido segundo o formulario abaixo transcripto que os Agentes da companhia orneceriioconjunc-
tamente com o compleme recibo pelas quantias depositadas. *>
Associac&o Commerclia
Beficente.
A coininiss.io nomeada pela Auoeiarao Coinmer-
eial Reiieticciite desta praca, rom o lim de soccorror
as pessoas necessitadas e desvalidas da uregoeiia (ll
lloa-Visla, por occasian da epidemia reinanle, pre-
vine a quem estiver em laes circuroslanrias, de pro-
curar a Joao Malheus, ra da matriz, n. IK; Mauoel
I eixeira Bastos, ra da Alegra n. 7; Vicente Ai-
res de Sonta C.arvalho, Balancia : desde as 7 horas
da niHidiaa s *.). e a larde das i horas cm dianle :
em casoursenle, porciit, seriosoccorridos prompta*
mente a qualquer hora. A coinmis-ao desejanoo
acerliir na forma de distribuir os soccorros, roijt en-
carecidamente a lodas nt ptiHN mais eonheeidas
ilesla l'resnezia que livereni perfeila sciencu itn es-
lado de precisao de qualquer f.imilia, sedisnemde
a informar afim de ser rom promplidao allcndida.
Becife J'i de fevereiro de ISSli.Joan Malhens, Ma-
nuel Teiteira Bastos, Vicente Alves de Sonta (".ar-
valho.
i illa tlr Barreiroi (i e murro ilr IR1C.
0 abaixo assiunado faz scientc ao visarin Manoel
lerreira Borjsesea lodos os inembros de sua familia,
que, com o auxilio de l>eos cota de saude cun o sen
lilli*> Jellerson c mais pessoas da rasa. Adverle lam-
hem, que, em quanlo correr impressu esle aviso, em-
bora esla dala, devem lodos lirar tranqnitiakdoi,
pois qoe qualquer agilaejl* que appareca em dispo- rado.
sirao denostas faculdades phvsicas, nrada-se de vi-1
so. O lempo nao esla de cracks, exise mesmo que se
lomem estas cautelas : a liycieune publica cm seos !
eonselhos recommenda que se evilem eveessos de
cuidados, que silo nocivos, mxime em lempo epid-
mico.i'irmino Lucas de Atevdo Soarcsl,ordo.
No dia 20 de corrente desencaminliou*se da ra
do Crespo um qua-to preto, terrado aiuda de fresco
na anca do lado dreilo, lem una mito branca, e a
rabera estaquead*, enndu/ia dous cassiis com va-
rios objeclos de nolhados : quem delle iler noticia
na ra do Crespo luja da esquina que vira para a
ra da Cadeia, o uo en^enho S. Francisco da Var-
tea. sera rerom|xnsado.
Precisa se alagar um preto escravo para servir
em urna rasa de homem solleiro, e que seja fiel : a
tratar na ra do Ootimado, loja n. 20.
Offereee-se un rapaz porlngnet para caixeiro
de liberna ou ouLo qualquer esl ibelecinienln, para
lomar conla por bataneo ou sem elle, para o que lem
bastante pralica quem de sen presumo se quiter i
ulilisar, dirija-se a praca da Independencia n,:U.
que achara com qiem Ixalar.
Domingos finio Fcrreira relira-se para Por-
tugal.
Avisa-seaoc lio de Mara d'Assumpcao. que
fallecen do choler;. na casa da ra da Sen/ala Nova
n. 10,0 qual cliairja-se Francisco, he tanoeiro. e di-
cen* morar no eng;nbo Caaafco. termo da Escada,
que venha quanlo antes lomar conla de una menina
sua filhade nomo Joanna, a dos movis que deixou
sus mili na mesmi cosa onde tallecen.
Alu^a-se uin primeiro ou secundo andar de
urna casa que seja grande, na* ras seaumtes : Col-
legio, larga do losarlo, S. Francisco, Aterro ou
Qcimado : quem tiver aanuueie para ser proco-
Novas joias.
(Is abaixo assignadot, com loja de ourives 11a ra
do Chuil 11. II, conlrnnle ao paleo da malri/. c ra
Nova, fa/cm publico, qoe esli rerebeudo conlinua-
dainculc moilo ricas obras de ouro dos melhoies cos-
tos, tanto para scnboras romo para homens e meni-
nos ; es precos couliniiam mesmo baratos, e passa-se
conlas com respunabilidade, especule indo a quali-
dade 1I0 ouro de l ou IK quilates, licando assjm
suieilosos mesinos por qualquer duvida.
Seraphim & Irmio.
AOT BARATO I
Na ra do Crespo, loja n. 1, vendem-se por todo
o preco rateadas de primeira qualidade, para acabar
n.10 se olba a preeo.
ficfjiip/ia
A ei'fermara do consistorio da r>
mandade lo Divino Espirito Santo era
Sao-Francisco, ja' annunciada, acha-te
provida do mais necessat o para rceber
aos sens irmaos desvalidos (pie venhama
ser accommettidos do cholera : roga-se,
pois, aos irmaos da mesma irraandade,oii
a quem tenlia conhecimento de alguns
dcstes, participcm ao irmiio juiz, escri-
vio, 011 Ihetoureiro, atim de pie sejam
recolliidos pela mesa e tratados da me-
lliorlrma pie for possivel.
Commissao de henclieencia de Santo Antonio.
A commisto abaixo assigoada da fre-
guezia de S. Antonio encarregada por
parte da associacao commercial beneii-
centedesoccorrera pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas tpic precisaremde soccor-
ros.pieiriioeiilendcr-sea qualquer hora
na na Novan. 7, casa'de Antonio Au-
gusto da Ponseca, na ra do Trapiche n.
'i0, de Thomaz de Faria, e na mesma ra
n. oG, de Salustiano de Aquino Ferrcira.
Pernambuco 25 de fevereiro de ISli.
Salustiano de Aipiino l'erreira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Tlicmaz de
Faria.
l'reeisa-se de orna ama de leile sem lilho o que
lenha hom leile, promelle-sc o hom Iralamenlo : a
tratar na ra do Qucimado n. I i, primeiro andar.'
No aterro da Ba Vis'
;i
n o5,
..- formularia para o pedido^ae Accoes.
Aos Senhores da Commissao encarregada da dislribuicao das Accoes da Companhia da
Estrada de Ferro entre o Recife e o Rio de Sao Francisco.
Havendo eu entregado aos Agenles da Companhia reis
ao Crdito da mesma Companhia, peco-lhes que me conccdo as Accoes correspondentes aquella
[ire.-1.1eao. e pela presente me obrigo acceitar aquello numero de Aceites ou as que me houverem
de ser concedidas; e bem assim pagar as fuhsequenles presla^.oes quando me forem exigidas na
forma das Lcis que regalio a Companhia, assignando-me por mim ou por met bstanle procura-
dor no Livro compleme da inscrirujiio.
A001C1VATOB*.
Nome por cxiemso
precisa-se ile um hom otlicial delorneiro, que enlcn-
da perfeilamenle de -o," arte.
Pelo presente protestamos denun-
ciar ile lodas as pessoas que venderem li-
llietes de loteras do Rio de Janeiro, do
da 20 do prximo me/, de abril em (liante
tanto pelas mas como em qualquer casa,
pois que 1110 adiamos justo que para p-
dennos vender paguemos o oneroso im-
posto de I iSOOJOOO por cada nina tas
nossas lojase tenhamos nina lianca na lie-
souraria eral, e lireni'ado lllm. Sr. I)r.
chele de polica, ao pasto que oulros a'
nossa sombra os vendam con) o maior es-
cndalo ofringindoassim a lei, etirando
noSSOS interesses pelos quaes pagamos o
referido imposto.- Kecil'e 1S de marco de
18"i(i.Antonio Jos Rodrigues de Souza
HOSPITAL PORTGEZ DE
BENEFICENCIA.
IJucm liver colitis activas com u hospital, queira
aprwenia-las al o lim do corrate raes.O secreta-
rio, Al. Y. de Soun Barbosa.
l'recisa-se de amassadores que entendam e se_
jamdiligentes, pagindo-se 309 meusaes.
O professor de malhemalicas do Cyinnasio
Provincial pretend abrir 110 I' de abril do crrente
auno um curso de jeometria, os c-tudaoles que o
quitereui lrei]ueol.r podern dinsir-se a casa de sua
residencia na ra bireita 11. H, para se iuscrevercm
de manhaa das (i as '1 horas, 01 (arde a qualquer
hora.
Ghi*ynr.Ac.\o'.
(ralilira-se com '0?rs. aqueni incubar urna .1111.1
de leile de boa conduela : na ra da Cruz. 11. H. se-
gundo andar.
I'ede-se a [Un." cmara municipal que baja
de lanear as -11.1- vistas para nina ansa da ra das
l.arahceiras, que s( vai preparar para neila butar-se
urna padaria, pois sendo prohibido as nadaras den-
tro da rid.ide mo sii como he possivel que se con-
sinla o abrimenlo de nutras, igual pedido se faz aos
Sr.s ledaclores da i'agiita Avut*a.
IllVereee-s.-um rapaz com pralica para qual-
quer casade commercio Hjaestraogeiraou brasilei-
ra. d.i dador por sua conduela : quem precisar an-
iiuucie.
IWvga-se a presos que encnnlrar a prela l;eli-
cidade com os sigues seguales : falla de dous den-
les na frente, estatura regular, idadp :>l> anuos, be
inuilo alegre ; leva-la ao paleo do Carino cm casa
de sen senlior l'raocisro Itorges l.eol, que alem das
despetas se recompensara geuerosamei.le.
Precisa-se de tima ama para rasa de homem
solleiro : no alerro da Boa-Vista n. 60.
Precisase de urna ama para ca-a de i pessoas
de familia, que seja capaz, para lodo o servieo in-
terno: na ra Augusta, sobrado n. .'!.
Precisa-se de dous Irabalbadures,sendo um para
Irab.ilbar com urna canoa e 011I1 o para o servieo de
um silio: iiaiocbeira do largo do arsenal de niari-
uha, a qualquer hora.
Precisa-se de urna ama para comprar c roti-
nhar : a tratar na roa ireila 11. KMi.
PEDIDO.
As pessoas que deram imagens para se encarnar
a Joo llaplisla Correi 1 ja fallecido pede-te quei-
ram ir busca-las na roa das l.arangeiras n. ->'i, no
prazo ele Lidias.
Precjst-M de urna ama : na roa Bella 11. JO.
AO PUBLICO.
Como lenha presenciado as maneiras acarilativas
com que se presta a soccorrer a peineta dneu qn.ir-
leirau o Sr. Manoel Antoitio Sinies do Amaial Jn-
nior, coino encarregado ila polici.i e coma particular,
por isso faltariaa um dever sagrado senAo palenteass^
ao publico o< servidos prestados por esle tldadae ca-
ritativo e preslaule que nao se poupa a. qualquer
hora da uoile (mesmo docnte como se ada) a pres-
tar-se a qualquer pessoa accommellida da epidemia
leinanlc l'ui pobre.
Preeitsj-M de alugar um prelo ou prela 011 mo-
Icque para 11 servido de casa de punca familia e lam-
ben se precisa do um criado : a tratar na ra irei-
la n. 91, primeiro ambir,
O ahaiso as-ignado Irantida do dor pela morle
de sua presada esposa I). Joaquina Alaria do Espirito
Santo, nao po lendo pessoalmente dirigir se a (odas
as pessoas queii obsequiaran! no enterro da mesma.
ina, pelo b.iralis-
: na ra do Crcs-
Ol quo pee hincha !!
Vende-seeasemira prela muii
simo preco de .'1? o corle de cal
po 11. .'.
Chapeos de sol de seda a 5)000.
>a ra do Crespo, loja n. 5, vendem-se chapeos de
sol ile seda de multo boa qualidade, pelo bailo pre-
co de ."15 cada um.
Cousas finase de
bons gostos
NA LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se ricos leques com plomas, bulla, e
espelhu a -?. luvas de pellica de Jouvin o melhor
que p.ide ha** a tjjrKH) o par, dilas de seda ama-
relias e brancas para homem e seuhora a I~-'mi. di-
tas de lorcal prelas e com bordados de cores a 800
rs. e IJtO, dilas de lio de Esencia brancas e de to-
das as cws para homem o senhora a 500 rs., dilas
para meuinos e meninas minio boa faienda a 320,
lencinhos de retro/, de todas as cores a 19, toacas de
la-i para senhora a 610, pentes de tartaruga para
alar cabello, fatenda muito superior a 't, ditos de
alisar lambrm de larlaruga a :i5, ditos de verdadei-
ro hualo para alar cabello imilando muito aos de
larlaruga a LrJtKI, ditos de alisar de hualo, faien-
da minio superior a :UHe 500 rs., lindas meias de
seda piuladas para rriancas de 1 a :t annos a IjSOO
olpar, dilas de lio de Escocia lamhem de bonitas
cores para rriai.cas de 1 a 10 annos a 320 o par. s-
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimentode moen-
das e meias moendas para ennenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
(,)uein quizer comprar um carro
americano de quatro rodas, com assenlos
para duas pessoas, tendoarreios e cavado
muitoardigo: dirija-se a ra do Trapi-
chen. iO, segundo andar.
larinlia ele mandioca.
No armazem do Sr. A. Aunes Jacome pires ven-
de-se superior familia de mandioca em saceos gran-
des ; para pnreoes iralase com Manoel Alves liuer-
ra. na ra do trapiche 11. i.
Moinhos de vento
nmhombasdcrepuiopara regar borlas e baija,
decapim.nafundicade D. W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6, 8 e 10.
PARA OS SENHORES ESTUDANTES.
Vendcm-stfna livrarians. (ie8 da pra-
;a da Independencia, os seguintes livros
para as aulas preparatorias ; em francez :
Paul et Virginie, Telemaquc era inglez ;
HistoriaofRome, Thompson: por pic-
eos cominodos.
.N'avalh.is i cuntellt:>.
Na ra da Cadeia dn Kecife 11. is. primeiro .111-
lar, escriptorio de AaBnslo C. de Abreu. conli-
nuam-se a vender a 89OOO o par 'preco flio, as j
bem eonheeidas e afamadas navalhas de barita feilas
pelo hbil rubricante que foi premiado na ei,iosirio
de Londres, as quaes alem de durarem eslraordiua-
riamcnle, iiaosesenlem nnroslo na accao d collar;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, po-
derem oscoir.pradoresdevolie-lasalc 15 diasdepois
da compra resliluindo-se o importe.
Na fabrica de sabo da ra Imperial se vende
muilo nova e superior madeira de pinho em pran-
ehoes ile l pos de romprido, 9 pnllegadas de largu-
ra c 3 de grossura, a :10S a dalia.
Meias prelas pa-
ra padres.
Vendem-se superiores nuias de laia para padres,
pelo baralissiuio preeo de IjHOO o par, dilas de al-
sodilfl prelas ,1 (iio o par : na r-ia do Queimado.loja
deiniudczas da Boa Kama n. 3...
Sal do A.SS
A bordo da escuna cjasda vende-se sal do A*su',
lanca mao '.isle mijo para" agradecer a irmadade ou a ,ta,i,r cl"" Antonio de Almei.la (lomes, na ra
do Divino Espir?xaiilo da igreja do Collegio pelo I do Trapiche n. It. segundo a
ARADOS I)t FEKKO.
Na lundicao de C. Starr. & C. m
Santo Amaro acha-sc para vender ara
dos c1'; feno de aiir-qualidade.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora cm Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO im
roa do Brum logo na entrada, a defron-
te do Arsenal de Maiinha ha' einprc
um grande sortimento de tairlias tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pctiiH-nas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existeui guindaste, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao os mais commodos.
Vendem-se licores de Al>s\ ntlie e
Kirsch, em ca vas de I garrafas rada
ltimamente chegadode Franca, c
urna
pelhos'para imreile com eicellenles vidros'a .'>00, por barato reCO : na ra da ClUZ n.
"IK), if 1 Ib-200, loucadores com pes a 1*300, litas '... _,.; r '
le \elludodelodass cores a 160e3*0S vara, es- -" pumeno anual.
eovas linas para denles a 100 rs., e hnissimas a jOO
rs., dilas linissimasrnin cabo de m.irlim a Is, tran-
cas de seda de lodas as-cores e larguras a 320, 100 e
>U0 rs. a vara, sapalinhos de laa para crianzas de
bonitos padroes a 210 e 320, aderecos pretos para
lulo com brincos e allineles a I?, loucas prelas de
seda para rriancas a t, Iravessas dasqueseusam
para segurar cabello a I;, pislolinhas de metal para
criancas a 200 rs., galheleiras para atcite e vinagre j
a 22UO, bandejas muilo finas e de lodos os lama- 1
nhos de 15, 2?, 35 e 13, meias brancas linas para
senhora a 210 e 320 o par, ditas prelas muilo boas
a 400 rs., ricas raizas para rape com nquissimas es-
lampas a 33 e 23300, meias de seda de cores para
homem a (>IU, rharuteiras muilo linas a 23, castoes
para bengalas a 10 rs., pastas para guardar papis
HOO rs., oculos de arinae.io de aro praleados e dou-
radosa GiO, 13 e 1*200, lunetas com aro de bfalo
c larlaruga a 300 rs. e 13. superiores e ricas benga-
liubas a 2>. e a ">0O rs. mais ordinarias, chicles pa-
la cavallo pequeos e grandes, fazenda muito supe-
rior a BIO, ISO", la, I92UO, t500 e 23, atacadores de
cornalina para casaca s 320, penles muilo finos para
suissa a ,">UU, escovas finas para cabello a 610, dilas
para casaca a tiiO, capachos pintados para sala a
lilO, meias brancas e ernas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 2in o par, camisas de meia
muilo linas a 1 e 13200, luvas brancas encorpadas
proprias para montana a 210 o par, meias de cores
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas ahelea-
do ras de madreperola e de oulras militas qualidades
e gastos para rlleles e palitos a 300 rs., livelas don-
radas para calcas t colleles a 120. ricas filas finas
lavradas e de todas as larguras, bicos liuissimos ds
bonitos padroes e todas as largaras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, (esouri-
nhas para costura o mais lino qoe se pode encontrar.
Almde ludo islo oulras muitissimas cousas moilo
proprias para a testa, e que tudo se vende por pre-
co que fat admirar, como lodos os freguezes ja sa-
ben): na rna do Queimado, nos quatro cantos, na ic
bem conhecida loja de miudezas da Boa Fama
n. 33.
I Alporcas.
[ Cambras,
! Callo,.
I Canceres.
Vende-se cal de l.isbjMltimamenlechegada.as- Corladuras.
sirn como potassa da Huaelaverdadsira : na praca do
Corpo Sanio 11. II.
YSTEMA MEDICO DE HOLLOWAV
A3$500
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins ingle/es.
Relojpos patente ingles-
Chicotes de carro e de montana.
Candieirose casticaes bronceados.
Lon atinglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris degraxa n. 97.
VinhoClierrv em barris.
Camas de ferro.
Cobertoies de algodao.
Nendem-se coberlores de algodao sem pello a 13,
panno azul fino para farda a 23li00 0 envido : na
ra do (.Indinado n. 3.
.QUIDACAO/.
O arremalanle da loja de mindezas da ra dos
Qaarleis n. 2, quereudv acabar as miudezas que
eslslem. vende baralo afim de liqoidar sem perd
UNGENTO HOLLOWAV.
Miiharesde individaosde todas as u(iie> .
leslemunliaras virtodesdesleremedio inisaa|i'ainil
epruvarem caso necessano, que. pelo uso qoe afeite
liceram, lem sea corpo e memores inteirammu
-.res, depois dehaver empregadoinolilmenle *r
Iralamenlos. Cada pessoa podrt-se-ba con
dessas curas maravilhous pela leilora dos
que Ibas relaiam lodos os das ha muilos anews; c
maior parte dellas sao (So sorprendentes q* astan-
ram os mdicos mais celebres, juanlas punai r-
cubraram rom esle soberano remedio v aso Se tana
bracos e pernas, depois de ler pwmaaecida bsaga
lempo nos hospilaes, onde devian toflrer a eaefla
{o < Uellas ha muilas, que havendo deixaata esas
asvlus depadecimeolo, para se no mbmaMasis a
essa operarao dulorosa, inram taradas usas I el 1-
inenlc, medanle o aso desse precioso remedio. Al-
gumas das (acs pessoas, na elosao de sea rereaberi-
menlo, declararan! esles resultados benences atante
do lord corregedor. e oulros magistrados, anea
iiiai-.iolcni,rareni sua altirmalivs.
.Niugueni desesperara do estad de sua sande ea-
li\es,e bstanle loiilmii.a para rn>aiaresle usaedm
coiisldiiirniente, seguindu algum lempa Irala-
nieiiioque uecessitasse a naturna da mal, enja re-
do seria provar iiicoaleslavelatente : Une lad
0 jueno he wtti maiiparlirmltrmfmlt no
ffyHiMIri eatoi.
matriz.
Lepra.
Males das pernas.
do-pe 1I0.
de dbw.
Mrdrdatas derepli.
I'nadura d* inssssmilt.
fulmi'-es.
Uueiniadclas.
Sarna.
Supara^es parttjda*.
liliha, emqnalejaWpal-
le qne seja.
Ttetnot de siervos.
I leers na bocea.
do usado.
datarlN-oUs-Aes.
Veias trridas, asi 1
das as pernas.
Resideticia por extenso ____
Profisso ou Occupaciio
Lugar de Negocio seo tem.
ead943:??

% contina a residir na ra Nova 11. 19, primei- Q
% ro andar. ($
REPERTORIO DO MEDICO
HODHEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RLOFF E BOEN-
NINGHAL'SEN E OUTItOS,
posto em ordem alphabelica, com a descrip^o
abreviada de lodas as molestias, a indicacao phvsio-
logica e Iherapeulica de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de achilo e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacao de lodos
os termos de medicina e cinirgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO PRAES.
Os Srs. issignanles podem ninndar buscaros seu
vcmplares, assim como quem quizer comprar.
PUBLICACAO- LITTERAKIA.
Repertorio jurdico.
Esta poblicac.io ser sem duvida de ulilidade aos
principiantes que.se quizerem dedicar ao excririo
do foro, pois unlla encontraran por ordem alphabe-
lica as principaese mais frequenles oceurrencias ci-
vis, orphanologicas, commerciaes e eclesisticas do
nosso foro, com as remissoes das ordenaees, leis,
avisos e rcgulamenlos por qoe se rege o Brasil, e
bem assim resoluces dos Praiislas antigos e moder-
nos em que se lirmam. Contcm semelhaulemenle
as decisfies das quesloes sobre sizas, sellos, velhos e
novos direitos e decimas, sem o (rabalho de recorrer
i collcceao de nossas leis e avisos nvnlsos. Consla-
r de dous volnmesem oilavo, grande francez, eo
primeiro sihio Inz e esta venda por 89 na loja de
ivrosn. 6 e 8 da priQa da Independencia,
zia da Boa-Vista, na ra Velha n. A2.
No pateo do Livramento 'sobrado da
csfjuina n. 1, da-se bolos de vendagem a
80 n, a pataca e armam-se bandejas de
bollos de todas as qualidades, por menos
do Trocam-se notas do Banco do Brasil
por sdalas: na rna do Trapiche n. VO,
segundo andar.
Precisa-se alugar dous pelos capti-
vos, dando-se o sustento, para trabalnar
nesta t\ pographia : na livraria ns. tic 8
da piara da Indepeendcncia.
Candida Maria da Paixao Rocha, pro-
iessora particular de instt uccao primaria,
residente na ra do Vigario do bairro do
Recife, laz sciente aos pais de stias aluni-
nas, queacha-seaberta sua aula, naqual
contina a ensinar as materias do costu-
me, e admitte pensionistas, mcio pen-
sionistas e externas, por precos ra/.oa-
veis.
LOTERA DA PROVINCIA.
O lllm. Sr. thesoureiro manda fa/.er
publico, qas se Hcham a venda na thesou-
raria das louterias, das horas as Ti da
tarde, os hillieles da segunda parle
primeiia lotera da matriz di
desta cidade, cujas rodas
2!) do corrente me/.. Thesourai ia'das lo-
teras ."1 de marro de IS.Mi. O cscr'i-
vao, Antonio .lose Dtiarte.
PARA LUTO
Apronta-se dentro em 5 chas vestuarios
completos de merino por mdico preco,
na ra Nova n. 52.
CASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para amamenlar enancas na
casa dos et poslos : a pessoa que a isso se. queira de-
dicar, leudo as hahililaces necessarias, dirija-se a
mesma, no paleo do l'araizo, que ahi achara com
quem Iralar.
Na fabrica tranceza de calcado, no aterro
da Boa-Vista n. 52,
3ilmitle.se apreudizes de 10 a Hialinos de idade,
com preferencia orphaos: as pessoas que livereto
meninos nesle caso, sirvam-se ditigir fabrica ci-
ma referida para tomar conhecimento das condiroes
e lavrar o compleme conlraclo.
Associacao Coiniuertfial
Beneiceiitf
Acommiss.lo enearresada pela Aisoeia^Io Com-
mercial Uenclicciilepira distribuir socronos sclai-
ses necessiladas do bairro do Kecife, faz sabir a
quem se adiar nessas circunstancias, qne pode pro-
curar a qualquer de seus memhros em snas residen-
cias abaixo designadas a qualquer hora. A commis-
sao estando disposta a nao se poupar a quaesquer es-
tarces para bem desempenhar a missao que Ihe foi
confiada, roga as pessoas que liverein couhecimenlo
de que qualquer pessoa em suas visinhanc,as se acba
no caso de precisar de sorrorro, mas que por qual-
quer circunstancia nao o posea solicitar, queiratn leu
a lmela.le de assim Ih'o indicar, afim de prompla-
menle seren ministrados os neressarios auxilios.
Anlnnio Alves Barbosa, ra de Apollo n. 30.
JosTeiieirs llaslos, roa do Trapiche n. 17.
.le 10 da Silva llegadas, ra do Vigario n. 4.
ARKEMIAMENTO.
A loja e armizem da casa n. 55 da ra da Cadeia
do Kecife junio .10 arco da Conceicao, acha-se desoc-
copada, e arrenda-se para qualquer eslabelecimenlo
em ponto grande, para o qual lem commodos sufii-
cienles : os prctendenles enlender-se-hito' com JoSo
Nepomuceno Barroso, no segundo andar da casa n.
57, na mesma ra.
Na casa da residencia do l)r. I.ourciro, na ra
da Saudade, defronledo Hospicio, precisa-se de ums
ama de leile, forra, que nao traga comsigo o filho,
que liver, de peito.
Passa portes.
Tiram-se passaportes. despacbam-se escravos e
correm-se folln- ; para este fim, procure-se na ra
do Queimado u. "J'., laja de miudezas dn Sr. Joa-
quim Monteiro da Cruz.
Precisa-se de om forneirn ; na padaria da roa
lin ella n. (i'.l.
Qaer-se alugar um escravo para servieo de
casa: a tratar na rus do Trapiche n. Ili, segundo
andar.
LOTERA da provincia.
Osbilbetes ecautelas docautelista An-
tonio Jos Rodrigues de Sotr/.a Jnior,
nao estio siijcitos ao descont dos S por
cento do imposto da lei. os quaes se acham
a venda as lojas ca prara da Indepen-
dencia ns. 1. 13, I "i e 40, ra Di re ta n.
13,1 na da Praia n. 50, ra do Crespo
n. 5 e 1I0 Lmamenlo n. 30.
As rodas andam no dia 20 do presen-
te : os premios sao pagos logo (pie sa-
hir a lisia geral.
Itecehe por inleiro
ESTRADA DE FERRO.
Membios da commissao para a distribui-
cao das acc/ies.
Os Srs.O E\m. conselheiro.lose lien-
to da Cunlia Figueiredo. v
Bai "10 de Camaragibe.
Coinmendador Manoel (ioncalves da
Silva.
Comtnendador Ltt7, Gomes Ferrara.
Alfredo de Mornav.
Em consequencia das distancias em
quemoram algumas pessoas que assigna-
ram accoes da companhia da Estrada de
Ferro, e adilliculdadc de seachar porta-
dores neste teinpo de epidemia, lica o
lempo quese marcou para se fa/.er en-
trada de tuna libra ou res 8.S8SH, poi-
cada accao, transferido para o dia \ de
abril, depois do qual a commissao encar-
regada da distribuieao das accoes ntio re-
cebera' mais pedidos.
Precisa-sede alugar una ama de leile: na
prae,a da Independencia 11. lili c IIK.
Aluga-se o segundo andar do sobrado 11. _".l 1I.1
ara do Amorim : Irala-sc na ra Bella 11. <.
Massa adaman-
' tina.
Francisco Pinto Ozono sangra, lira (lentes e chum-
ba com a vtrriadeira mam adamanlina ; ela nova
prepararao superior a todas qtianlas lem apparecido
afCjU%ta tK%%* M pBCSVi^ *0 Kvmd. Sr. padre
inentre provincial do Carmo eaox seus renciosos ; ao
Kvmd, Sr. p*dre mostr zuardirto >\ S. I;rancisrn e
seos reliciosos; ao Kvnvt. Sr. padre meatre Fr. An-
tonio i| Dures Tartaruua ; 10 Sr. Manoel Fernan-
d"S Utieiro, e ao Sr. Joilo Francisco de !>ODM Xa-
vier. A estes com especialidade o a Indos os tnais
cujos nomes nrio me he possivel mencionar, confessa
a m*U sincera gratidio e ollerecu em lodas as oc-
casies seus Traeos servicos. yaej
Theodoro Jos lavares.
vRecife (i '!c marco de IH.V>.
($ompta.
Compra-se urna cadeira da Babia, com pouco
uso, assim como urna lipnia : ua rna do Crespn.
;1, loja de i portas.
t^ompra-se um bei de carroca : na coebeira do
lai-n dn Arsenal deMerinba, a qualipier hura. j&
Cotnpram-se notas do Banco do Bra-
sil: na ruado Trapiche-Nos o n. \0, se-
gundo andar.
Compra se elTeclivamenle. latan, bronse e robre
vclho : 110 de|iosilo da fundicAo da Aurora, na ra
doUroin. lugo na entrada n. -JM.c na mesma fundi-
cao, em Santo Amaro.
______SEMENTES.
Sao cliesadas de Lisboa, e acliam-se venda na
ruada Crai do Kecife n. tij. taberua de Anlonio
Franciscollarllos as seanintes semenlesde Imriali-
ces, coma sejam : ervillms t, ta, senover.a, e de An-
gola, fei|io carrapalo. roso, pintacilgo, e amarello,
alface repolliuda e alirroja, alsa, lmales grandes,
rbanos, rabanales brancos e encarnados, nabos rd-
10 e branen, senoiras lir.inc.r e amarellas, couves
Irinrbiida, lombarda, esaboii, Sellla de Selubal,
sccurellia. coenlro de louceiti repolbo e pimpinela,
e urna grande porreo de dillerenles semenles, das
mais bonitas llores parajardins.
Vendem-se saccas de letjSO mnlalinbo muilo
novo, velas de carnauna de composicao da melbur
fabrica do Araralv. pelles de cabra, esleirs de pa-
tita de carnauba muito boas, lodo por preto rommo-
do, assim como saccas grandes com milho a :tl800 :
na ruado Vigario n. 5.
cortinados, peja
de neto)___.______
laooo
aun
agentas.
Vendem-se sellins com per-
tences, patente ingle/, e da
melhor qualidade que tem
vindo a este mercado: no
armazem dr AdamsonUowie
& C, ra do Trapiche n. 42.
Vende-se urna flaula de bomba e qualro cha-
ves : na ra do (Joeimadu u. 63.
Vende-se una canoa eberta que carrega JUXI
lijlos, pr.ipria pataolaria para a couduccao de bar-
ro lambem se negocia a troco de lijollo : quem pre-
O
ale boje, que alm de peltibcar em menos de um hender appareca na rna da Aurora, passando a fuu-
minuto, lica o denle com a mesma cur naltiral e em
llilbeles .'DKSOO
Meios i}!HKI
Tercos -JjlHKI
da Quarlos ISTiO
San-Jos ft|Di? "^5
(lilavos il,(l
andam no da iiecimos i,',u
320
lleciuios
Vigsimos
O referido
paga nos seus
3:0001000
3001000
1:6689666
l:23OS000
l:IIUOgO00
6239000
3009006
2.309000
deela
c.iiililisl.i declara (pie so
billietes inteiros vendidos
os S por cento como tem annunciado.
I'recisa-se de nina ama de leile, pagando-se
muilo bem : na ra eslreib
do desembargadnr Kabello.
Precisa-se de um caitciro
paleo do Terco u. II.
do Rosario n. 35, casa
i' 11 d laberoa ; no
dir.it primeira laberna.
Vendem-se litros para o I,-, J." e3." anuos da
l'aculdade de Uireili), assim como livros para lodos
os preparalorios, por preco* baratos : 11 teiceiro an-
dar da casa da esquina da ra do Rosario, defronte
da igreja, a voltar para a ra du Queimado.
Vende-se um cabnolel cm boin uso. com um
dos melliures ravallui, por ler o dono de rclirar-se :
na na do AragSo n. 12.
Vende-se a taberna ds rna do Mondego 11. I43
a Iralar ne mesma liberna.
VELAS IJJvXEKA HE CARNAUBA.
Vendem-se yelas'lB,*:'a de carnauba, em caitas,
muilii superiores : na ra da Cadeia do Kecife 0.37.
Vende-se urna dislilacAo bem montada, com
lodosos seus perlerres, cxislcnle na ra do Kansel
n. 54 a Iralar na ra do Crespo, quina da ra das
Crines n. Iti, loja.
Vende-se a taberna da esquina da ra di l.in-
goelaa.5, bem alregueadd para a ierra e para o
mar ; o molivo poi que se vende se dir. 3
Vende-se a loja de calcado da rna do Livra-
mento n. 33, com poneos fundos, a dinbeiro ou a
prazo, dando o comprador garanta as ledras : a Ira-
lar .i.i mesma loja.
Vende-se a loja da ra Direila 11. 13, muito
propria para loja d; barbeiro, ou mesmo para quem
queira negociar com lullieles ou outro qualquer es-
tabeleciinenlo que nuo seja de grandes fondos, estan-
do esla casa com lodo o aceio possivel ; faz-se lodo
necocio : os pretenilcnles podem cntender-sc com o
dono da ine-ina loja.
Vendem se trts voceas de leile, erionljss, do
palo, paridas de pouco, dando bastante leite : ven-
dem-se por n.lo se poder ler : as llarrciras n. I, se
dir quem vende.
No primeiro armazem de familia de Irigo, no
becco do tionjalves, vende-se a mais acreditada la-
rinba em meias barricas, desembarrada em til do
coirenle.
FARIKIIA DE TRICO.
No becco do GMiralves,armazem de Jos linar-
ia das Neves, aclis-se a venda um boui snrliuicn-
lo das melliures familias do mercado.
Milho novo.
Vende-se a 39200 a sacca de milbo : nr. ra da
Cadeia do Kecife 11. 3.
Camisolas de pura laa para pretos.
Veadem-ee no escriptorio de Anlonio l.oiz de Oli-
veira Azevedo, ra da Cruz n. I.
Guaran'.
Vende-se guaran, as libras que o comprador qui-
zer comprar, pnr preco commodo : na ruada Cadeia
do Kecife u. 17, loja de miudezas.
Vende -so nina armaran com alsons gneros,
i no alerro dos Afolados, propria para qualquer prin-
- Precrta-te alugar i escravns, pasando-se SUS I clpianle : a tratar na roa da Cadeia da Sanio Anto-
perfeilo estado como que iiouca livesse ruina, lam-
ben! applica ventosas pela allraccao do ar, leudo
para esse lim apparelho cmplelo ; assim romo 011-
Iro para lirar leile de peifo em senhoras que mili-
tas vetea se loma bstanle ulil pelo mal que causa
a rcleiic.io do mesmo ; lambem lem muilo superiores
limas para apartar ns denles, que vende por barato
preco: pode ser procurado pare esles lins, na ra
estrella do Rosario n.2.
Avis.i-se aos devedores do imposto de dcimas
das freguezias do Kecife, Sanio Antonio, S. Jos,
Afosados e Boa-Vista, e do imposto de por oenlo,
ludo do anuo linanceiro de fN."ii 1855, que as rela-
lucs de seus dbitos ja se acbam em juizo. onde se
Ihes concede o nrazo de 15 das para pagamento es-
pontaneo, com guia do procurador lisral, que pode-
rao procurar na residencia dn mesmo, na rna Nova
n. H, segundo andar.O procurador lisral,
C> pinino tenelnn liuedes Alroforado.
A aula denominada Sania Rosa, que exislia na
ra Augusla. para o entino de meninas, pelas lilbas
de lirmiuo J. F. da llosa, mudou-se para a ra do
Vigario. segundo andar da casa do Sr. Thomaz de
Aquino Fonseca Filho por cima de seu escriptorio,
Sonda receberao as meninas que seus pais Ib'as qui-
zerem runfiar para ensinar o quesabem, e vcui a ser
o seguale :
I.1* ensinarao a ler, escrever, contar, ele.
2. coser chao, labyrintho. cacundr, bordar de sus-
to o acolchoado, marcar de lodas as qualidades.
3. (apele, lapecaria, matiz, micanga c ouro, ele;
e lambem se faz qualquer destes objeclos a feilio
por presos razoaveis. A aula principiou uo dia I.-
de fevereiro.
Precisa-se de urna ama forra on capliva para
o servieo de urna casa de pouca familia, pagndo-
se bem se for do agrado : atralar na ra do Apollo
armazem de assucar n. 13.
O llr. I'io Aducci, medico opprador, italiano,
leudo cliegado nesla capital em commissao do cover-
un para Italar os docnles do cholera, participa ao
respeilavel publico, que se acha prompio a todos os
pedidos, lano de dia como de noite. II seu folhelo
sobre o Iralamenlo do cholera, impresso na II tina,
se acha n venda na sua morada. A sua esperialidade
he parios, doencas dos olhos e vas oorinorias, e para
eslas ultimas posaos; ferros lolalmente novo para
sanar todos as rcslringimenlosde urelra. A sua mo-
rada provisoria be no hotel inglez, ra do Trapiche,
I'recisa-se de um homem porluguez q(fe enlen-
da perfeilamenle de ceifar e vender capim de plan-
la, e mesmo se alugam alguns escravos mensalmen-
le, que saibam do servieo de campo, alim de Iralar
de um silio a plantado de eaplm, on lugar da Mag-
dalena jiiiiIii a estrada nova, que vai pura o Carhnn-
ga : a fallar na rna do Hospicio n. ai, Boa-Villa.
Velas estearinas, pedrasdemar-
0 more para mesas, papel de peso
99 ingle/., papel de embrulho, oleo
) de linhaca em botijas, chicotes
fj% para carro, pianos de armario,
t' lona e brim de vella, cemento ro-
/a mano, armamento de todas as
2? qualidades, cabos de linho e de S
r'manilha, pi\e da Suecia, cham- V
w pague e vmlios linos do Ucnho : "
w vendem-se no armazem de C. J. w
1$) Astlev v\ C, ra da Cadeia n. i\. (A
MOENDAS SUPERIOR.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
rnodello e construccao muito superiore.
Aos sellares de eiiirenlio.
Avisa-sc aos senhores de engenho, que
para facilitar o uso do arcano do Dr.
Stolle para purilicacao de assucar: ven-
de-se ao mesmo preco de ri.sOOO, cada la-
ta de 10 libras.
POTASSA E CAL VIRGEI.
No antlgo c ja' bem conhecido deposi-
to da ra a Cadeia do Kecife, escriptorio
n. 12, ha oara vender muilo superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
c calvirgem de Lisboa em pedra, tudo a
piceos muito (a vor a veis, com os quaes li-
caro os compradores satisleitos.
Familia di n:aiidi Na rna da Madre de Dees n. -2, vende-se superior
farinha de mandioca, em saccas de alqueirc velho, e
Ires quailase meia a (i; e 393U0.
ti li'odilo
Hilo de peso, resma 29700
l.ia de cores para bordar, libra 73000
l'enlesde bfalo para alisar, duzia ;iO0l'
l'ivelasdooradas para calca, urna 100
tiroza de obreias muilo linas KJOtMl
Lencos de seda linos, ricos padroes 19500
Caisa de linhaa de marca 210
Meias para senhora por 210
Pentesde larlaruga para segurar cabello istlOO
tirnzas de canelas finas para pennas 29000
Dilas de boles finos para casaca 29000
Meias pretas para senhoia, duzia 39200
Hilas ditas pira homem 2JH00
Lacre encarnado muilo lino, libra 19800
Papel de cores, maco de 20 quadernos H00
Duzia de colxeles 720
Espelhosde lodos os nmeros, duzia 29300
l.inhasde novellns grandes para bordar ltiOO
Ricas fitas escocezas e de sarja, lavradas,
larcas 900
Meias cruas sem costara para homem 3S3O0
Dilas de seda n. 2, peca 380
Trancas de seda hranr, vara 100
Caitas de raiz, duzia 19600
Pecas de filas de cs 300
l.apis finos, groza 29500
Cordilo para vestido, lihra 19200
Toocas de blonde para menino 1C200
Chiquitos de merino bordados para menino 15O00
e oulros muilos arligos que se lornam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nilo se duvidara
dar um pouquinho mais baralo a aquello senhor lo-
gisla, que queira a dinbeiro comprar mais baralo
do que se compra em primeira mito.
cortes de cassa para. qi;em esta' de
lito.
\ endem-se corles de cassa prela muilo miuda,
por diminuto preco de 23 o corte, dilos de cassa chi-
ta de hom goslo a 2, dilos a 2>100, padt.es france-
zes, al_paca de seda de quadros de todas as qcalida-
des a 72(1 rs. o covado, laa para calido lambem de
qoadros a 1K0 o covado ; lodas eslas fazendas ven-
dem-se na roa do Crespo n. .
Dores de rabera.
das cosas.
dos membros.
Eiilerinidades da culis
em geral.
Eiileriindades do anas.
Empees escorhuliras.
Kislulas 110 abdomen.
Frialdade 011 falla .1, ,,.
lor as e.lremidades.
Krieiras.
(jeogivas escaldadas.
IncliarOes.
Iiillainmacao do ligado.
~ da lii'vi.a.
Vende-se esle ungento no eslabelecimeote getat
de l.oiidrcs.n. 21l,.S/raaa.e na loja de lodos as Bo-
ticarios, droguistas e oulras pessoas cncarreffatl** 4a
sua venda em loda a Asaenra do >ul. Hitiai c
llespauba.
Vende-se a Son res cada|boreliiiba.rnnlrtn mu
inslruccan era purlu.-uez para evplirar o aaodo do
fazer uso desle ungento.
O deposdo geral he em rasa do Sr. Sonsa, pkar-
macculico, na rna da Cruz n. 22. esa Pernam-
buco.
Em casa deilenrv Brunn A: C. ra da
Cruz n. lo, vendem-se:
Loriase ln ns A* Kussi.
Instrumentos poia musir.
Espelhoscom moldura.
11 IiiIh.is para jardins.
pdeiras e sofa's para jardim.
Oleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
Em casa de N. O. BieUr sV C, Mi
da Cruz. n. 4, vende-se:
Vinho de Madeira em l|ic I |H Iwrri.
Vinagre branco.
Tinta em oleo.
Lonas.
Itrios da Russia.
Papel de embrulho.
Saceos de estopa.
Cemento.
Por commodos precos.
Cguros de cahra.
Vndese um resto de romos dr cabra. Manila eran-
de* e bons : ns roa da Cadeia do Kecife n. 57.
de
a
mriisai's, e da-se o sustento : na padaria da rna Im-
perial, defronle da fabrica de sabo 11. 17:1.
Ollerece-se urna ama para casa de Imuiem sol-
leiro para o servieo de portas denlrn, ou para Ira-
lar de menino, a qual afiance sua conduela : alraz
da matriz da Boa-Vista n. 31.
I'recisa-se de 3 olliciaes de chaniteirn : na ra
da l.inguel.i 11. 3.
2, laberna de Jos Pedro Marques da Silva.
o mesmo avisa todo* os snnhores que liveram con-
las com o tallecido Joto l-'rancisco de Oliveira, que
as aprcsenleiu aleo dia :lo do correle inezao mesmo
senhor cima.
Vndese cal de Lisboa para raiare desinfeclar
casas, a retalho, por preco commodo : na rui da
Senzala Nova 11. i.
Cobertores
800 rs.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a MKI
rs., panno a/ul lino para larda a JsiOO o covado :
na ra do Ijueimado n. 3.
v'elas de cera de car
n iiiha.
.Na rna do Queimado n. *0, luja de ferragons, veti-
dern-se velas de cera de carnauba, cm caitas de 10
a til) libras, por diminua preco : quem precisar
aproveile a occasiAo.
engenhos.
ferro de 0. W
Taixas para
Na fundicao' de
Bowmann na ra do Brum, pastan-
do o chafariz, continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
(tUlddo e batido de "i a 8 palmos de
boca, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se 011 carregamSe em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se por O rs. n Iral amento da
ma : na ra
-Ymias de ema.
Vendem-se muilo boaJ penoas de t
da t;adeia do Recife 11. 37.
Cognac verdadeiro.
\ ende-se cognac superior em garrafas : na ra da
Cruz 11. 13.
\ ende-se um cabriole! lodo piulado e forrado
de novo, com arreos, be bastante leve, seguro o bo-
nilii: para ver, na ra do Hospicio, esquina do Ca-
n u ,., loja do Sr. Candido [pintor de carros), e a
Iralar, na roa do Collegio o. 21, primeiro andar.
.elogios
ing c/es de pa-
tente,
os mellior.?* faWcados cm Inglaterra : em easa de
Honr\ (ibson< ra daJCadcia do Recife u. ~r*.
Relogias de ouro
inglezes
de pntcnle, de sahnnele e de vidro : vendem-se em
casa de Augusto C. de Abren, na ra da Cadeia do
Recife 11. IX, primeiro andar.
Cartas france-
zas.
Vendem- tarele a VH) rs. o barallm : na ra do tlueimado,
luja de miodetas da Roa l'ama n. 33.
Acham-se expostos a venda relogios
ouro esmaltados muito lindos para as
10111 gosto, chegados pelo
de Franca, e por preco
ra da Cruz, li-
li c
lamilla
s. da
ciioiera-mo rlnis: na iivn
piarada
.Saccas com i'
Vendem-se saccas com farinha e milho : na roa
da Cadeia 11. 23, loja.
Vende-so nina tirela boa coiuheira
mal/lia : ua ra Direila 11. 66.
e ougom -
(I,
senhoras
1
le
11.11111 navio
muito commodo: na
2li, primeiro andar.
Farinha de mandioca.
Veinte-sea mais superior farinha de mandioc
'oc crato0 fugftoS.
Fogio da fabrica de caldeireiro da nsa do I
n. 2K, o prelo Miguel, de rucao, iipiaasnli bar 3"
annos, levnu corrente no pe. a qaal rosltanu
por lia no da ralrj. he oOieial de laloeiro e
doSr. M>noel Joaquim Carneiro Leal, morador tu
ra dos Pires: roga-se a qoem o pegar, dirija-se a
mesma fabrica, ou a seu senhor qne sera rtrssapan
sado.
l'osiram da Harta de Nalulu, da provincia 4a
Parabiha do Norte, 110 dia 311 do rorrele mea. 3 e~
travos, os quaen lem os sisnaes seguale- : au.
ctiouln, cor pela, idade 31 annos. alio, secco -tacar-
po, olhos hnsalbados, cabera romprida, nanea bar-
ln, pes regulares com dedos curios, e pisa mei asra-
vessado : R0-11S0, crinlo, cor lula, idade 231
estatura regular, rheio du corno, e rostas lall
chicle : e lieneroia, mulata laidea, cabellos ce
nhos, idade Ili IH annos, bata, e corpo roa
Esla muala he escrava de Jota R>rb*sa de tasase
Silva, morador em Itarra de Naturia, e 1
eras ns silo de Pedro Francisco Pereira,
Covoes da mesma fregu lia : roga-se a OSJf idade 1
policiaes erapilaesde campo a captara de
vos, e se recompnsala seoerosamenie a (_
IregW < seus senhores, 011 nesla praca asi Sr. alfi
Manuel de .\siimpr.in e Saal>ago.
Fugio 110 dia 16 do corrente o negro Jo
de 30 1 ti nos. pouco mais 00 menos, arooao,
laiura. quebrado da verilha direila, coja sj nene adata
he muilo vnlomosa; levou camisa eceroola deslassils
1 israd.i de aiul; iiigm para esia cidade : otsesa
pegar leve-o ao collegio da Concedi, na Tasaari-
neirs, que ser recompensado.
No dia 13 do correle mcilogio da casa de sea
senhor um mualo por nome Sat erino. qne represen
la ler 20 annos de idade, estelara resalar, ihsia na
corpa, bstanle cl.ro, sem b.rb... rosto rom 1
de hcvig i.; levou camisa de bada, calca de 1
e um siirrao de pelle de carneiro rom algaana
branca, he natural do Hrejo de Atea, e W eserava
do Sr. Manoel Francisco Alves (ama : roga-se a
qualquer capitn de campo ou quem quer *])(.*cja
que delle liver noticia, o favni de o rentetter a sea
senlior l.oiz Jos da Cosa Amorim, no Recife, rna
da Madre de lieos n. 23, qaa alem das despesas so
gratificara os | orladores.
tttenco.
Ainda conlinna a estar fusida desde odia 17
do mrz protimo pausado a escrava Jaaejoioa. de na-
1.1", curo os siunaes segoinles : alta, serca, cara das-
ramada, pernos arqueadas, poncas vetes detta a ra-
cliimbu ; a qual nrgta futi em companhia de ana
toldado do dcimo halalhilo por nome Manoel Jaa-
ipiim da Silva, o qual he rri.-ulo, moco, e algasaa
cousa relatadp : a dila escrava foi por mail asma*
capliva de una senhora viuva, moradora em Panal
las de Miranda, a qual senhora ainda aaists a*
mesmo hitar, e a escrava lem um filho ah farra :
portante prde-se a lodas ns autoridades policiaes e
cipitaes de campo a captura desla escrava. leva
a ra da liloria, na Roa-Visla, casa r '
ti.
Fogio no dia '. I do correle um prelo veiho
chamado Cj ptianu* idade (al l tantos annos. alia.
cara op;-da, alguma rousa rorcorvsdo, barriga greo-
I de, levou calca de algodao branco grosso, camba da
em 1 mesaos panno, jaqnela de chila prela casa car-
sarias de alqueire, medida velha : na ra da Cruz, I dan branco, n qual ja foi vislo no Poro da 1'aniUt .
escripteria de Antonio Lab de (i'iveir.i Airvedo.
Meias de la*curtas e
compridas.
Vende Anlnnio l.uiz de Oliveira ^ffvedo, no seu
escriptorio, ra da Crux n. t.
Vende-se una porcSo de gado, vaccas. ele. :
no silio do capito R.irros, na entrada dos Allliclos,
ou 110 collegio da ouceic.uouaTamarineira.
roga-se a quem o pegar leve a ra ireila a. tS.
Contina andar futida a prela Mereneia, rri-
onla, idade de 28 a :*) annos, ponen mais enstanos
com os signaesaiegiiintes : falla de denles na frente
urna das orelhas rasgada prntenieale das Israacas
quem a petar leve-a a ra do Rram, laaatesa d
assucar n. 12, que ser bem gralificado.
l'ERN. : TVP. I)B II. F. Hb FARU. Icb

\
MUTIO^D"
ILEGIVEL


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