Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07316


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Full Text
ANNO XXXII. N. 71.
MURTA FEIRA 20 DE MAMO DE 8S!
Por 5 mezes adiantados -t-jjOOO.
Poi 3 mesa vencidos 4fi500.
Por auno adianlado I5,s00V
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE

ENC ARREGADOS DA SL'IISCRIPtl.VO' NO NORTE.
Parahiba, o 8t. flervaiio Y. da Natividade ; Natal, o 8r. Joa-
qun) 1. Pereira Jnior; Aracaty. o Sr. A. de Lemoi Braga ;
Cear, oSr.J. Jote daOlireira ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
quet Rodrigue ; Piaulir, o Sr. Domingo! Herculano A. Pessoa
Cearaote; Para, o Sr. Juliano J. Kamoi; Amaionii, o Sr. Jero-
n;m dt Coitt.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : lodoi 01 dina.
Caruaru .Bonito a Garinhun: noidi.n 1 15.
Villa-Bella, Boa-Vista. Exu' e Ourieurj : a 13 38,
Goianna e Parahiba : tegundas e leitai-feirai.
Victoria Natal l na quinlai-feirai.
I AUDIENCIAS DOS TRIBirXAES DA CAPITAL.
{'tribunal doeommercio : quartaie labbadot.
(Relacio! tercas-feirai eaabbadoi,
iFazenda : quartaseaabbadoiai 10 horai.
Wuizo docommercio:iegundaaailO horas e quintas ao melo-dia.
lJuizo deorphaoa: segunda! e quintas as 10 horas.
Primeira tira docivcl: aegunda e sextai ao meio-dia.
Igeguada vara da eivel! quariaaeiabbados ao meio-dia.
HPIlKMI.UIDF.s DO MEZ DE MARCO.
8 La nma as*6 horas, 19 minutos, 40 segundos da larde.
1S Quarto crearenle aos 18 minutos e S segundos da tarde.
21 La chela a 1 hora, Sominutose 48 segundos da tarde.
39 Ouarlo minguaote aos 13 minutos e 48 segundosda larde.
I'IIKVM.MI l>l mi.11 .
Primeira as 8 horas .10 minutos da tarde.
Segunda as H horas ejl minutos da mantisa.
IDAS DA SEMANA.
17 Segunda. S. Patricio b. ap. da Irlandia ; S. Gcrtrudes v.
18 TerCI. S. liabriel orcanjo : S. Narcizo IK* m.
19 Quorta. S. Jus Ks|iosu da SS. Virgem Mu de I)eos.
20 (Juinla de Eiidoeiu;os S. Martinbo Dumiense are.
21 Sena da Paiio S. Itenlo ad.: -r do meio dia em diante.
22 Sabbado da Alleluia Ss. Ilazilissa -Vate ao meio dia.
23 Domingo. Paschoa da Rcssurreicoo. S. Vicluriano.
ENCVRRECADOS DA MltS-ltUH :..*> no sil.
Adaguas, o Sr. Uaudino Falcao Diaa ; Baha, o Sr. D.
Bio da Janeiro,ogr. Joto Pertira Martina.
i.m i'i;n\\Miii < <>-
O proprittario do DIARIO Manocl Fieueiroa da fina, na ate
livraria Praea da Independencia na. 8.
v
PARTE DFFICIAL
QOVERNO DA PROVINCIA.
EzpadleMe o da 18 de Bureo.
Circular.Aos Eiras, presidentes das provincias
do sal.Tenlm a honra de participar a V. Exe. que
esta provincia gola de perfeita tranqullidade.
A epidemia reinante apenas ha declinado ennside-
ravelmente em alquil* lugares, mas vai-se deseuvol-
vendo com iuteosidade em mnitos outros. Ncsta ea-
pilal a cifra dos morios he avahada em 2.777,e o sen
numero diario h .vendo oseillado enlre 100 e 1211
desde o !. de marro, lem felizmente decrescido, e
hontero apresentou ama difirenos de 61 para me-
nos, em relajo ao termo mximo.
OlicioAo Exm. marechal commandanle das ar-
mas, recoraineudando a expedirn de suas unten-,
pira que sejam recebidose tratados no hospital re-
gimental do Hospicio, os Africanos livres, qoe
adiando se ao servido do arsenal de guerra, forem
aeeommetlldos da epidemia reinante, e no hospital
da Soledade, o Africano lamliem livre, Marlioho,
que soffre inflammacAo chrouica no apparellio di-
gestivo. Communicou-se ao director do referido
arsenal.
DitoAo mesmo, para mandar receber a bordo do
vapor San Saltador, alra de seren tratados no hos-
pital regimental, visto acharen, se doenles, os re-
crulai Pedro Marinho da Silva, Kaymondo Jus de
Sooza e Firmo Ferreir* da Moraes, ele viudo do
Maranhao, e aquelles do Cear. Ofliciou-se nesle
sentido ao agente da compauhia dos paquetes a va-
po.r-
Dito Ao Exm. director geral interino da ins-
trurr.to publica, dizendo qoe em vista das ra/es por
S. Ezr. presentada-, com as quaes se conformara o
inspector da lliesouraria provincial, ouvindo o res-
pectivo procurador fiscal; compele aquella directo-
ra abonar as fallas justificadas do protestares de
insIraecSo primaria, quando ells excederem de Ires
dias.Uoramuiticou-se ao mencionado inspector.
Dito Ao commandanle da estarlo naval, inlei-
rand-o de haver ili.-igu.nl.. o Dr. juiz de direilo da
segunda vara crim desta cidade Alexaudre Bernar-
dino dos Keis e Silva, para servir de auditor no cnu-
sellio de guerra a que lem de responder o meslre da
escuna Lindvya. -Ulliciou-se ueste senlido ao refe-
rido juiz.
Uito Ao inspector da the-ouraria de fazeurfa,
manaan'iio que remella com urgencia ao director da
colonia militar de Pimeotciras, pela verba salubri-
dade publica uin cont de revi, para socrorro das
pessoas pobres accommellidas da epidemia reinante
na mesma colonia ; devendo essa quanlia ser entre-
gue ao primero sargento e-envau Joaquim Evaiislo
dos Sanios.Inleirou-se ao supradilo director.
I Mo Ao mesmo, commuuicando haver fallecido
no dia priraeiro do correnle o capitn reformado de
primeira linha Antonio Benedicto de Araujo-Per-
nambnco.
Dito Ao loesmo, transmillindo para o fim eon-
veniente, os avisos de letras sol ns. 39 e 10, na ini-
| quim de Caslro Mascsrenhas, que deve|ficar encarre-
| gado do hospital regimental da ra dos Pires, como
fui determinado em ordem do dia n. 2-2(> de 12 do
correnle.
./ose Joaquim Coelho.
EXTERIOR.
S. PETBRSBURBO.
2i do Janeiro.
O Motski Sbornik, jornal da marinha, refere
nestes termos a notavel navegado, por meio da qual
a frota russa do Ocano Pacifico escapou aos cruzei-
ros ingieres ;
q As-un que o almirante Savoiko, goveroador de
PetropawlowsWi, recebeu oidera de destruir as for-
tificarles desta cidade c de se recolher ao Amour,
tomou suas medidas de evacuarfto, fez separar o gel-
lo na baha de Avalscha e sabio ao mar em 17 de
abril, com i crvela Olirouzza, a fragala (i e tres navios de transporte, Doina,lrsysk llaikil.
Em principio a esquadra linha perto de (rezentos
passageiros, homens, rtulheres e enancas, lodos el-
los habitsnles de Vetropawlow-ki. Depois de ama
viagem penosa, fundearam a 13 de maio na baha
ne Caslries 51 graos, 27 minutos de lalilude norte
e o almirante cnllocoii seus navios alraz dos baucos
e arrecifes, de maneira a etilo poderem ser cercados
pelo iuimigo. A 20 de maio appareceratn Ires na-
vios inglezes, urna fragala, urna corveta e um bri-
gue ; a crvela approximando-se, lanccu alguns pro-
jeclis sobre om dos navios russus, mas logb depois
toda a esquadra poz-se ao largo.
Como o almiranle fosse avisado de que o cabo
l.asaretr, situado mais ao norte, na embocadura de
.Imuiir, nao eslava gcllado, aproveitou a partida
(his navios inglezes, de novo levanlou ancora, e de-
pois de perigOM viagem, eus navios locaram um
api'ts nutro, do I." a ti de junbo, o logar de seu des-
lino. Construir,un baleras nas margens, e algunas
semanas depoisjlodos os navios desrarregados foram
poslos a abrigo alraz dos arrecifes do Amour.
Durante a viagem da bahia de Caslries ao cabo
Laaren", encontraron! um navio americano, o Wil-
liams l'eim, com 130 Kussos da equipagem da Dia-
na, uanfrauada, como sabe-se. oas rostas do Japao,
e pouco depois de cbegaiem ao cabo Lasarefl o al-
miranle Savoiko reunio-se ao almiranle l'onlialine.
E-te se linha salvado de um modo ousado e nimio
engeiihoso. Depois do naufragio da Diana elle con-
portancia' de HV9S900, sacadas pela liesoura'ria de Va-1 ce,,e" iJa ,le Ule' onslruir por seus marinheiros
^
eoda da provincia do Kio Grande do Norte sobre a
desla e a favor de Carlos Joaquim Pinheiro de Vas-1
roncellns elimina/ Comes da Silva.Parlicipou-se
ao Exro. presdeme daquella provincia.
Dito Ao mesmo, para mandar entregar ao car-
gueiro Malheos Barbosa a niautia de .V- por conla
do frele de 10 ca val los ein que vao ser enviados lle-
neros alimenticios e oulros objectospara (arauhun*.
I'izeram-se as uecessarias communicares.
Hito Ao chefede polica, approvandn a nomea-
ras qua S. S?Ict de Manuel liztiario BeteTra para
servente da casa de delenran.
Dito Ao juiz relator da junta de juslica, trans-
millindo para ser relatado em sessao ra mesma un-
ta o processo verbal dos soldados Cosme Ferreua da
Silva Guilherme Anlonio Das, perlencentes ao
meio balalliau do Cear. Parlicipou-se ao presi-
dente daquella provincia.
DitoAo director do arsenal de guerra, recom-
niendando que promova a compra de 140 quinlaes
de ferro das qualidades mencionadas na relaco que
remelle, o qual he necessario ao arsenal de guerra.
Fizeram-se as uecessarias coinmunicaces.
DitoAo presidente da commis<,1o de hygiene
poblica, recomenendaudoque faca incluir na am-
liulanra qoe ultimamenle mandou enviar ao juiz
de direilo de tiaranliuus, i oncas de trtaro em-
tico.
DitoAo mesmo mandando apro.nptar rom ur-
gencia os medicamentos constantes da relcelo que
remelle, afim de serem enviados ao facultativo Ma-
noel >'unes da Costa em commissito no termo da K-
cada.Communicou-se a este.
DitoAos vereadores da cmara municipal do Re-
cife Manoel Joaquim do Kego e Albuqaerquee An-
tonio Jos de Oliveira, remetiendo para seu conhe-
cimcnlo o oDicio era que o cidndae JoAo da Costa
Villar offereceu por preco ra/oavel o seu gado do
serUo de Cariri, obrigando-se a manda-lp vir para
esta capital se assiin for conveniente.Tambera se
ramelteu o odelo em que o cidado JoAo Vieira da
Cunha oll'erece para o consamo desla capital algum
gado que possneem Carin de Fora.
HiloAo Dr. Sabino Olegario l.adgero Pinho,
dizendo que pode recolher a Ihesouraria de fazen.la
os lig rs. que, segando Smc. declarou, foram de
mais na queutia que se Ihe mandou pasar. I lili-
riou-se a respeilo a mencionada lliesouraria.
DiloAo juiz municipal de Nazarelh, approvan-
dn a deliberaran que Imiiiiii de mandar lalhar mais
ti bois para seren distribuidos com i pobreza era
alguraas povnares n'aquella comarca.
PortaraA'o agente da companhia das barcas de
vapor, mandando dar transporte para a Babia, como
patsageiro de estado, no vapor proceden le do norte,
ao acadmico de medicina Ernesto Feliciano da Sil-
va lavares.Igual mandando dar passagein ao aca-
dmico Antonio Jote Campello Jnior.
COMHANDO DAS ARMAS.
Quarlet (aaral do eoranaando da* armas do
Pamaaabaco aa cidade do Reclfa aaa 19 da
atarea da 1856.
ORDEM DO DIA N. 229.
O marechal ilcra'inpo commaudanle das armas de-
clara a goarnirao, que apresenloa-se bojeo
elrurgiflo lenle do corpooVc_saijd tk. Bngael Jo.i-
uma escuna. A empreza foi lio bata surcedida que
depois de d-'z semanas de um trabalhu aturado, a
que us Japouczes e seu governo ajadaram, ao me-
nos no preparo dos maleriaes, laes como as velas e
ootros accessorios, um navio da forra desojada licoa
promplo para uaveuar, e receben o noine do hhida,
do porto em que foi construido, fjnareiila homens
e 7 olliciaes fonnaram a equipasen! da escuna, qu
ebegoo ,c l'eiiiipanluoi'hi ensrie'.e maio .W'rni'iM
esla pr,ic.a abandonada, o almirante se deu pressa
era sabir da baha de Avalseba, sujeila i vigilancia
de umgraude numero de cruzeiros iumigos, alcan-
conselberos do tribunal superior de appellacjio; ler
iiiveslido a um militar de funcres ao mesmo lempo
judiciarias c administrativas, c ler nomeado a esle
mesmo mlilsr curador da Universidade Reel.
Em razAo desles fados e do exame que a commis-
80 fez do compnrlamento do ministro de llolslein,
a commissAo acha qoe esle ministro seguio um s\s-
tema que tende evidentemente a substituir a poli-
ca ju'lica, e a desmoralsar os funecionarios p-
blicos ; que assim o ministro de llolslein perdeo a
conlanra do paiz, e he necessario que a liiela fara
disto a declararlo explcita em urna meusagem ao
re, tendn por fim pedir que estes abusos sejam re-
mediados.
Alera disto, a commissao he de parecer que, al-
tendendo a qoe o ministro do llolslein violou a ron--
litnic.io promulgando diversas leis orgnicas, sem a
aulorisac,Ao da Diela, esera que ellas fossem motiva-
das por urna necessidade imperiosa, e altendendo a
que esle ministro fez execular immedialamente eslas
mesmas lei, elle deve ser acensado, e que o senbor
presdeme da Diela deve ser encarregado de por esla
medida em execucao.
Mr. o commissario do re disse que esla ultima ron-
rlus.m era inadmissivel.porque a proposirAo feita por
Mr. de Blome linha somante por objecto.que aDiela
dirigisse suas queixas do re contra o ministro; elle
recurduu qic Mr. de Blome, no dia segunile aquello
em quefizera esla proposito, quiz relira-la,mas que
fora impedido pelo presidente,que declarou que tenrio
nma coramissode exame sido encarregada da mocan,
era necessario qne esla segu'sse sens tramites.
Mr. de Blome:He bem verdade que primera-
mente apenas ped que se formulassc urna queixa
contra o ministro ; pnrem depois, quando na quali-
dade de membroda commissao qoe examinou minlia
prnposirao, eu liveronhecimenln de ludo que se pas-
sara, del minha adhesan plena e inleira a todas as
rom Itise- da commissao.
O prndenle :Procura-se fazer objecres contra
as conclusoes do relatorio ; porcm eu previno 4 as-
serablca quenAoha urna su que seja admissivel, por-
que a commissao linha o direilo de lirar consequeu-
cias segundo os fados e suas convicroes.
O relator:A commissAo obrou rom ron-ciencia.
Antes de apresenlar-vos o seu relatorio ella eslabe-
leceu eslas :i queslues. I. Ha lugar de formular urna
queixa contra o ministro ? 2. Ha motivos snllicien-
tes para acrusar o ministro'; :l. He justo, sob a re-
larau poltica, obrar contra o ministro? E estas:!
qaestoes a commissao resolveu aflirmalivameute,
Mr, Bargum (allou contra as conclusoes, e qualro
depulados as apiaran.
Ajdiscnssaoser.i conlinuada era dia marcado ulte-
riurraeute.
[Soucellifle de Ilambourg.)
Copenhague, :ll de Janeiro.
.'Pela (clegrapbia privada Isjolteet.
Coraerou no supremo tribunal de juslira o prores-
so dos ministros. O presidenle reservou-se o_direi-
lo de citar pessoalmenle os aecusadus.
A audiencia deve continuar amanhaa. >
Journal des Debis.)
con n aslreitn de l.a Pevrouse (entre as ilhas Saglia-
lina e Jesso. L'm navio inimigo esforrou-se em
orpreude-ln ama noile que elle passava i algamas
centellas de bracas ; ms o almirante escapando
perseguir,."!!! contra elle dirigida, continuou sua via-
gem para o norte, e reunio-se, como ja dissemo-,
no cabo de l.asarell ao resto da fiotilba do kamscha-
Ika. llalli, passado algum lempo, elle recclheu-se
au poslo de NicuUo (assim se chama o logar princi-
pal e bem l'nrlilicado desle territorio e ahi deixou
todo o material que a esquadra Irouxera de Pelro-
pawlowski. a
D1NAMAACA.
llselioe llolslein'i 30 de Janeiro.
Hoiilcm, logo ao amanhecer, urna numerosa mul-
lidao -e apinhava nas tribunas da sala das sess6es
da Diela de llolslein, lie que frente da or-
dem do dia da sessAo que se ia enmecar eslava o pa-
recer da commissao encarregada de examinar a mo-
cAo feila por M. o harAode Blome, o que diz respeilo
as queixas que|a Diela dirige ao rei contra o minis-
tro do ducado de llolslein, o cousellieiro privado M.
Scheel.
Este parecer, cuja Icilura foi oavida com religioso
silencio, conten em substancia o seguinle :
A commissao censura ao ministro de llolslein ler,
sem o con-entimento da Diela, e sem haver ur-
gente necessidade, acoiisclhsdu o rei a separar, em
diversas parles do ducado, a juslica da adminislra-
c,5o, e depois ler investido os funecionarios adminis-
trativos do direilo dejlgar correccionalmenle, ler
posto a administraran da Justina sob a inspecc3o de
om nublar ; le al'un de facilitar a circularlo das
novas moedas da mnnarchia integral, exigido a exe-
curAo de tres reglamentos expedido- nos auno de
I77, 1777 e I77S, os quaes erara nao so inapplica-
veis materia, mas linhato aiio furmalmenle revo-
gados em 17K8 e ler ,i esle respeilo tomado illicitas
medidas de polica, ler contra a expressa prohibir.lo
do supremo trijiunal de juslira feilo uomearoej e
ohvoroes na ordoip judiciaria jlefcassnselliado o
rei a destituir sem jnTr'mejifb e sem equidade a
Asearlas recebnlas das principaes cidades da VI-
lem'anba, de Vieuna, de Berllm, de Munich, de
Dresde, de Stnllgard c de Francfort, confirmam as
noticias que nos tinham Iransmiltido os despachos
telegraphicos. A aceitaran das con lices de|pz por
parte da Russia lem prodazido urna impresso ex-
traordinaria. Os gabinetes e povos da Alleiiianlia
moslram-se lano mais salisfeitos quanto esse resul-
tado dos esforros da Austria era menos esperado. A
satisfazlo he universal, e pode-se ver hoje quanto
a paz era desejada e qnanlo os povos do Allemanha
se ni [uietavam pelo prolongamento da guerra e pe-
los perigos a que por sua causa se achavam exposlos
lodos os Estados da Europa. Depois da primeira im-
pressAo, perguntava-se como se tinha operado urna
tao precipitada iiiudanra nas disposircs da corle de
S. Petersburgo, e que poderosa influencia ubtivera
lixar as liesitares do imperador Alexandre. Nussos
correspondentes dAo-nos, a esse respeilo, informa-
ces colhidas de boas fontes, e qae nos traus-
inillem com a reserva que um lal objeclo rc-
quer.
A miss.10 oilicio-a do baro de Seebach tinha prc-
paratlo favoravelmente o terreno em S. Petersbur-
go ; ninguem, de certo, era mais proprio do qae es-
te diplmala para fazer chegar a verdade aos ouvi-
dos do imperador Alexandre, e a esclarece-lo sobre
asverdadeiras inlencoas das potencias occidenlaes e
da confederarAo germnica bem como sobre os pe-
rigos a que se exporia a Russia se persislisse era re-
cusar s potencias alliadas as legitimas garantas
que ellaspediam. M. de Seebach he acreditado jun-
to ao governo fraucez na qualidade de ministro ple-
nipotenciario do re da Saxonia : elle nao ignorava
nadado qae se poderia ler dito a M. He Beusl, mi-
nistro dos negocius eslrangeiros do rei da S.-.xonia,
durante a sua recente estada em Paris. M. de See-
bach eslava tambem enearregado de proteger os
subditos russos e os seus iuteresses privados ; com
esle Ululo linha elle tratado com 0 gover no fraucez
sobre a troca dos prisioneiros de guerra ; o como
n'assa commissao elle desenvolveu mu i la prudencia
e habilidade, chegou a inspirar a todas as parles iu-
A iUGONUUA DAS ffl
Por Carlos Monselet.
SEGUNDA PARTE.
vi
Depois de quin/emezes de lulas encubertas encon
tramos a Filippe Bevle modestamente alojado em
um quinto andar no bairro novo e derente que ele-
va-se sobre a terreno do anlig parque de Vinlimille
a poneos passos da harreara de Cliclix. A miseria
ah subi com elle, mas a miseria irrrprehensivel,
jlva, impassivel, a miseria que nAo quer ser suspei-
tada, e para a qual a pollidez he mais urna elegancia.
Elle ja essitoii lodo* os recursos. Sua heranca
esl descontada desde mui'o lempo; emlim nao res-
la-lhen inguem aquem pii'sa dirigir-fe. Sen melhor
amigo, esse Leopoldo qae recehia suas confidenrias
amorosas, anda viajando ha seis malea ; para onde
escrever-lhe'! Tres cartas de Filippe ja licaram sem
resposla. .
Todava continua a frequentar as sociedades ; seu
falo anda he decente, suas bolas anda estao lustro-
sas; he por meio dos uiaiurc* sacrificios que perpe-
tua esse milagre.
L'raa larde de invern Filippe voll.ua para o seu
bairro depuis de haver dado alsons passos imitis.
Eram as horas le janlar.
Seu mo humor era aggravado pelo movimenlo e
pela alegra que enehiam Paris; a cada pass-} en-
eoulrava jovens servos vestidos de linho, como nas
tragedias de Saint Cyr e earregados de cheirosas vc-
lualhas. As casas de pasto tanr.svam chammas aira-
vez das vidrarjs hmidas; via-se por toda a parle
esfaimados que entravam com precipitarlo, ou far-
los qoe sahiatn com magestade, tendo as faces bri-
Ihantes como um tiro e os bei^os fendidos pelo pa-
lito ou pelo charuto.
Filippe franzio as sobrancelrns, e apressou o passo,
Nao ha nada que iguale a insolencia de Paris
quando jaula. He um despudor capaz de revoltar a
um plulos'iplio. Nos paizes romo a Franca onde to-
dos nAo comem, aquelles que comem deveriam ao
menos occullar-se; mas accontece^i contrario.
Janlam em casai por assim dizer de vdro, nos ter-
ceos, quasi na ra. A voz dos servos alravessa as
paredes. Vastos respiradores, dianledus quaes pas-
sam a miudo demonios brancos, Irahem os segredos
perfumados da despensa. Na altura da vista eslAo
() Vida Diario a. 68.
os vidros, onde os plienomenos mais saborosos da ve-
set.ic.i i oslculam-se entre a agua e as flores, onde
peixes prismticos deilados sobre sen leito de hervas
contemplan! de lado os orgulhosos faises, que pare-
cen sabir da rasa do dourador ; onde mysteriosos
liarnlinti'i- estn confundidos dcbaixo da folbagem
dos anana/e.. Esse espectculo sempre nos pareceu
IAo irnlanle c tAo iloloroso como o dos cambistas.
Tal era lambcm a opiniAo de Filippe Bevle.
Ficoii mais de um quarto de hora sem poder atra-
vessar u passeio publico que eslava entulhado de
carrnagens.
Nessas rarruasens s via-se semblantes alegres.
Esperando que se dissipasse essa obslruerao elle
entrn em nma livraria espleudidaraenle illuminada,
onde baria bellos volumes encaderuados e de lodas
as cures, lumou um e cabio sobre os C7a.sscos da
Mesa.
Filippe continuou seu caminho. Os Iheatros a-
briain as portas, e dclles sabia o murmurio dos ins-
Irumentos, quando se aliuara. Durante seis ou -ele
horas Pars ia pertencer au prarer, as arles, ao luxu.
Algumas mulheres sorriam a Filippe pastando junto
delle, mas echavam-Ute geralateala om ar mallo al-
oso, olbos mu dilatados. Muilos froquentadores do
club -au dar ni -ii.i lambcm, mas cun a man c rpi-
damente.
Esse movimenlo e essa alegra diminuirn! a pro-
teressadas urna igual eslima. Alm d'isso, nenhuma
pessoa tem mais direilo do que M. de Seobarb
confianca de M. de.Nesselrode. de quem lie gaaro, e
do imperador Alexandre, que o conhece desde a
idade de vinte anuos. M. de Seebach advogon a cau-
sa ila paz em S. Pelersburgo, e ahi alteudiam tanto
mais ao qae elle referia de Paris, de Dresde e de
Berlim quanto se Ihe reconhecia o profundo senli-
naenlo de ju-lira de qoe se achava possuido, e ode-
sejo de servir rom a mesma imparcialidade a cansa
da Russia, da potencias orcidenlaese da Allemanha.
M. de Seebach semeara pola ns a^aTTneus que se des-
euvolyerain em S. Petersburgo loco depois de sua
partida ; ese elle nao referia em Paris a solucAo IAo
desejada da questao da paz t da guerra, pode-se ao
menos allirmar que elle nao deixou de inlluir na
primeira resposta de M.de Nesselrode, cuja lingua-
gem conciliadora e carcter pacifico ja lizeraos co-
nhecer.
Em quanlo M. de Seebach Irabalhava em S. Pe-
tersburgo pelo reslabelecimenlo da paz, a rei da
Prussia enviava i Vieuna um oolcial superior ao
qnal confiara nma importante missao para o impe-
rador Francisco Jos. O coronel ManteuOel, di-
zem-nos os uossos correspondentes, era encarre-
gado :
De apre>enlar ao imperador urna caria autosra-
pha do rei ;
De certilicar-sc.sca Auslria cumpriria os seus ajus-
tes rom a Prussia no arl. I do tratado da allianea
nlfensiva e deflensiva assignado em Berlim a 20 de
abril de 1854, segundo o qnal a Auslria deve consi-
derar o lodo o aUque dirigido contra o< territorios
allr-maes e nao allemaes da Prussia como orna
o empreza hostil dirigida contra seu proprio lerri-
a torio a; se por consequencra poderia a Prussia
contar com aaccao eOicaz ,1a Austria para proteger
seas direitose iuteresses, ji atacados pela ameaca do
bloqueio de seus porlos ;
De pedirexplira^es acerca de um Mcmorandom
conveitciouadn no dia 2S de dezemhro entre os ga-
binetes de Par-, de Londres e de Vieuna, que li-
nha produzido justas apprelienses em Berlim, por-
que, segundo tuna das cliusulas d'esse Memorn-
dum, a Prussia devi.i ser excluida das negoriaces
fularasse hesilasse por mais lempo era conformar
sua polilica com a da Austria, se nao apoiasse fnr-
malmeutc em S. Peter.-burgo as ultimas proposlas da
Auslria, ese nao rompesse suas relarps diplomti-
cas com a Russia no mesmo dia cmque a Auslria rc-
tirasse seu representante ;
De fazer, sob urna forma conciliadora, repreten-
ares aogabincle austraco sobre o rigor dis eondi-
roes proposlas RarAia, e do declarar que, com
quanlo o ri Ihe nao queira aceitar a solidariedade,
nAo deixaria, todava, de insistir com o impera-
dor Alexandre no sentido do reslabelecimenlo da
paz.
Yo-se que a missao do coronel "" ilenflel levan-
lava numerosasc dillbeis quest loerade na-
lureza a causar algam embaraco ao gabneTe^ de
Vieuna. O coronel pedia respostas calesoricas, que
M.de Buol u.io se apressava emdar-lhe. Mas ati-
na), depois de reiteradas instancias, o enviado pru-
siano obleve explirares quasi completas. Eis aqu
como se exprime o nosso correspondente de Ber-
lim :
A Austria contrabira para com a' potencias oc-
cideutaes obrigacos milito mais importantes da que I
osuppiiuba o rei Frederico tiuilherme. Nao s pro-
metiera retirar o seu ministro no dia IX de Janeiro,
seo gabinete deS. Pelersburgo nao desse parle de
ler aceitado pura e simplcsinente as proposlas que
Ihe linha man lado fazer, mas que se preparava
tambera para concluir com a Franra e a I nglaterra
urna convencAo militar, que deveria ser poata por
obra n,i mez de abril. Tudo eslava preparado para
que a assigualura d'essa mnvenrAo aa seguisse logo
retirada do condu Valeulim M-t-rli i/\ de S. Ike-
lersburgo. E, pois, na primavera a Auslria dara s
potencias alliadas o concurso eTeclivo deseusexer-
cilns, faria una vantajosa diversa operando sobre
a fronleira da Galliria.
lambein nAo dssiraulava as ronsequencias de-
sastrosas da rain pan ha de 1853 para a Russia. Era
manifest que, se a ulistinac.io do imperador Alexan-
dre obrigar as potencias occidenlaes a dar a guerra
urna extenrao, que ellas desejavara evitar, guerra,
mudan lo de tbcalro, mudara lambem de fim e de
carcter. Em quanlo nao se tralava se nao da ques-
t.lo do Oriente, da iudependeacia da Turqua, da
influencia da Rassa no mar Negro, a cau-a da guer-
ra era limitada e poder-se,hia crer que baslava ven.
eer a Russia no mar Negro, arruinar seus eslabelci-
ciraentos militares e destruir Sebastopol.
Nessa raso a guerra poda ser desinleresssda da
parle das potencias occidenlaes; mas nAo o bavia
de ser, se a Russia perseverasse om 4ua resistencia
e pur conseguale em sua politiea iuvasora. Al
1 agora ato se tinha fallado no dcsmembramenlo do
imperio russo ; mas como evitar que se Iralc disso
ao enlraz em urna terceira campanha '.' As poten-
cias occidenlaes, que nao pertendiam ferir a integri-
dadeda Rnssia, seriam comludolobrigadas a invadir-
llie as provincias, a occitpa-las e dar-lhes urna nova
orgauisarao. Qaem pode avahar as consequeucias
que Ihe saguiriam, e dizer al onde ebeaariam as
transformarnos porque pactara a Europa pelo lado | Mais urna falta se declarou a^cira, que nao sen-
do Noria e do Oriente ? O desinleresse .las polencias.r,n '"
occidenlaes ha de ler ura
nos sao otirigados a adstri
, lambem muilo sensivel : he a falta do assucar reli-
ro termo, porque os gover- | na(|ii_ |)i.|a Beeeijdad de qi)e ,., se re,entem as re-
ringir-se a' opiniao publica, I (uaroe.s de pessoas que se empreguem uesse scr-
que os condemnaria provavelmenle, -e nlo i|ui/.es-
sem tirar vantagens de urna guerra sustentada a pre-
ro de tanlosansue o ile enormes sacrifirius. As po-
lencias occidenlaes, que alias podem exigir para si
mesmo urna lindemnisarao snllirienle, deverao exi
Si-la lambem para as potencias de sesunda ordam
que ajudarem-nas nao a stipporlrn peso da guerra o
parlilhareni os seus perigos.
oculos, que mora n'uma das mas da Rna Vista tri
aguas il.i varanda para a ra, e passa de urna raa
para nutra em menores. A polica deve melter na
easinha esse orate.
Senhores redactores da /'agina A-ul'i. ltn-
do boje li lo um artigo publicado por Vmes.. fallaa-
No bairro do Recite lie mais absoluta essa falta ha do sobre a ra das Larangeiras, onde enstiam daa-
dou diaa paraca. Era impossivel que ja nos come- casas que anda n.o tinham sido de-infertadas. lal-
ra-semos a sentir a perda de tantos bracos depois vez querendo Vmcs. tacharme de falla de aclividaoo
que o leirivel llagello accoinmelleu esta cidade, ou- | sobre as desinfecres empresadas na fraguaaaa de
ti'ora lAo lisongeira em seu oslado sanilano, e hoje ; qae sou enrarresado. julso do meu dever faze-los
o tlieatro da peste o como ronseqoencia delta a fome I scienies d. quanlo lia occorrido a esle respeilo: julgn
que igualmente nos % .< debellando. | que Vmcs. nao ignorarle que os in'nrcloras de qaar-
>ao parecc-uo-limito conveniente a mancira | leirAo lem o restricto dever de participar aos encar-
porqu" -.'o couilu/.idos ao cemitorio da Arraial os rrgadus da- dcsiufecres. daquellas cisas ani aae aiss
n A campanha de IRfi fara pois reb-nlar qnes- I cholencos que morrem na frejutzia da Poro da P-
nclla ; pois lem lu^ar semclbante Iranspurle por
meio de riua carrora, sendo ah ndislinclaineutc
lancadoa os cadveres e sem o menor recato vao as-
sim exposlos ,i acrAo do ar, e impregn.indo-o desses
miasmaspeslilenciaes que muilo se devem evitar
loes complicad i-si mas i temiveis que sern necessa-
riamenle re-olvidas conlra a Russia e a sua cusa.
Essasquestoes se leem tornado a ordem do dia des-
de que a guerra principiou. e lem sido o objeclo de
serias medilares dos gabineles da Europa. Afl'ir-
mava-se em Vieuna que a rrsl.iurar.lo da Polonia-
porcxcmplo, seria a consequencia necessaria da iu-
vaso das provincias polacas da Russia. Di/i.i-se
mesmo que se linha entrado em minuciosos dela-
llies acerca dos arraojos qne se haviam de seguir a
essa restaurarlo da l'oliuua. Os vencedores dispo-
riam, em virlu le do ilireilo de conquista qoe Ibes
assisliria, das provincias rusass ; a Austria contri-
boiriu pira isso eedend i a^liallicia, a IVussia entre-
gan lo o ducado de Posen. A Auslria seria indem-
nisada pela cess.lo dos principados da Moldavia e da
Valachia.
I.ogo que o rei da Prussia suubed'csles designios,
que alias nao cslavam ainda bem determinados,
couipi eli-ni leu que a execurAo era possivel.uma vez
que Austria se achava disposla a rooperar arliva-
meiite para a guerra. Nao coiivinham mais as hc-
sitares, nein da Iparle do imperador Alexandre,
neni .lesna parle. Di/.em que o rei apressou--e em
faser saber ao imperador Alexandre ludo o que se
|he commnnicara de Vieuna, que coinlirinvaa as in-
formacGes anteriormeulc recebidas, c Ihe aconselha-
va enm inslauria qaa acceilasse as proposires ila
Auslria sem reslrcr,iies, declarando que, qiianlu a
elle, nao Ihe era possivel expor a Prussia a (ao Icr-
riveis allernalivas, e que era obrigado a mudilirar
loa polilica em ordem a approxima-la .i daa poten-
cias occideutac-. Falla-se de Berlim em dual or-
las escripias u'esle senlido, urna au imperador Ale-
xandre, oulra ao grao-duque Constantino, ambas
concebidas ptn termos q.ue deviam produzir no im-
perador e em seu irimio una salular impraaHo.
IJizemmais que a mensasemdorei da Prussia rhegou
a S. Pelersburgo uxaclamenle quando se comerava a
esperar urna resposta pouro satisfactoria de M. de
Nesselrode a comnuinicr.cao do conde Eslerliazy, e i
ordem esle ministro para retirar-se no dia 18 de
S. Pelersburso com lodo o pessoal ila legac.o.sc nao
recebesse do gallineto ruara a acreilara i plena e
formal das proposires. As carias do rei da Prussia,
fazeudo coohecer os motivos que dirisiam a Auslria
explicaran! ao mesmo lempo o que bavia no pro-
ccdiinento dessa potencia de obscuro pan o gabine-
te de S. Peler-burgo. Us conselhos de II. de See-
bach reproduziram-se enlan ao espirito de M. Nes-
selrode e do imperador Alexandre. Todas es-as cir-
ciim-lai.cia- hbilmente aposentadas por M. de Nes-
selrode, produziraiu um benfico efieilo, lauto entre
os mais decididos partidarios da guerra romo nos
adversarios derlarados da paz ; e o imperador ad-
horta, com o consenliinenlo ananima do couselho
do imperio, s mesmas condires que linbaui sido
consideradas inacceitaveis poucos dias antes.
Suppoe-se que os preliminares da paz se rao assig*
nados brevemente em Vienna.
,s\ de Saeg
./ou/HoAdes Debis.!
pelo menos aqui recoinmcuda-se baslaule qua os
corpus sajan bem fechados nos atades e que estes
nao tenbam renda* por onde exbalem mo ebeiro.
O mesmo se deveria entender em qualqucr parle ;
lano mais quando a morlalidade uaquelle lagar nao
be l ni excessiva que os euterramentos nao possara
ser feitos segundo as formulas j eslabelecidas.
Na fregnezia da Boa-Visla e Recite deixou de
haver prodiaao dos enfermos, islo por occasiAo da
pesie, como pretextaran!, |iorem mis diremos que se
lia lempo em que se nao deveria dispensir seme-
ntante acto lie o presente, pjrque grande numero
de enfermos ha que esperara por esse alivia espiri-
tual e curpnral.
Coincidencia nolaret.Durante a crise actual
lem havido dous diasde 100 morios, dous de "
dous de Si, e dous tinalraenlc do 6H i
Maita atteni-ao '.Nao estando de accordo a
morlalidade com as obsprvar-'s dos mdicos, que
mais clnica evercemnesla cidade. e sendo para la-
mentar que o pnv.i viva sobresaltado sem se poder
uiisler os sens trebalhos, e nao qae sesmo* mi-, os
que .levemos procura-las; no entanlo aa e man a
lllm. Sr. Dr. Joc Joaquim de Souza medico encar-
regado das desinferres desta ridadej temas procura-
do os inrsnios senhores. e rocado-lhes para qae nas
participem daquellas casas dos -eu- quarteires asa
que se fazem uecessarias as de-inlecce. afira de
que com lempo se einpre^aem os meios ao acaso al-
cance, porcm a etceprao de alguns desses 'tanacas
e islo era pequeo numero nao temos recebido par-
ticipai ni alsuma. sendo a mor parle das casas dasin-
fecla.las por mintia indasarao ; sobre o qae diz res-
peilo a ra das Larangeiras, Iu Ires das, postro mais
ou menos, que passandn por la indacuei se havia al-
suma rasa em que fossem necessarios os meas Iraba-
llios, fui infurmado de que naqoella ra nao tinha
morrido pessoa atgama : porc-m Imje tendo la ida,
euipre-oei a de-iule. t"io nacas.! n. 21, e nAo r napes-
guei na outra por lar .lente-, no entanlo Vmes. sa-
rao o uso que Ibes aprouver de-t.i* liabas. Rerifa 17
de marro de 1836. Sou com atienta venerara., de
, Vmcs. obrigado e criado.tilias Vertir Gomralm
da Cunha.
Hoiilem as nove horas do da u in-perior Ama-
ro do Alerro, sappoudo que ura cadello, qoe havia
entrado na sua casa eslava daranadn, lanroi rna* da
um hacamarle e em vez d* curar o cadello dizem ha-
Ininar nina medida que o tr.inquillise, uu o desen- len a (i pessoas. conslando-nos estar qualro grava-
gane acerca de suas aprehenses sobre abusos | mente feridas. Pedimos qae o Sr. subdelegado sindi-
que se podem ler comuiettido nos enlerramculos j que de maneira esse faci, que nAo baja a menor des-
pedimos ao lllm. Sr. Dr. chele dojjpolicia urna pro- j culpa ao menos em *er demillido, processado e preso
videncia, c o deride respeilo para a indicarmos.Oue para se justificar no jury.
a lisia dos fallecimentos indique ra, numero Publicando os tactos que merecen] cansara
de rasa du fallecido, c quando a casa nao liver nu- { nao lemos ean vista fazer proslitos; assim cama nn
mero, com aquellas iudiraroes de sua locahdade. fa/einos especuladlo ila defeza de qaem se jalea of-
que se dAirao cocheiro do carro fnebre, quando tendido dos uossos escriptns, pois o nosso lim amca
lem de rbascar o ra.laver ; por esta forma cada be a ju-li<;a ; por certu nenhuma duvida lemos eaa
subdelegad.! liscalisa no seu districlo, cada inspector ', Iranstrerer a declararao d..s senhores ofliciaes da na-
no seu quartei.-Ao, e cada um particular onde sus- talbao de S-.ii Jos que secue :
peilar.Assim cessaro as desconlianras,porque lira O tenente-coronel coininamlante do segando ba-
ao alcance de Indos a sindicando. lalba.i da guarda nacional aqaarlelado sin Saa Fran-
Nao piulemos drizar de agradecer em norao risco.com os eapil.les das respectivas roropeahias ras-
dos pobres os esforcos com que o Sr. inspector Ma- pondera aos redactores da Pagina Aenl%a do Diario
noel Antonio Snnoes do Aii.iral Jnior lem cun- Idel'ernambii'.o de 1:1 dn correnle,qne quanls as pri-
prido os deveres de um enearregado de polici.i^e de ses de que iraiam Vmcs sAo ellas feilasda confor-
luunem caridoso. mi 11 le com a disciplina militar, qae deve ser sem
Elista ni estrada que vai ter ao Mansainbo pre respcita.la e maiilida. e que os abaixo assisiiadsas
urna pinguella feita de nma taboa com a larsu- lem bstanle amor pelo prximo e pela hamanidade,
ra de dous palmos e do/e de coinprimenlo, insten- para .1 areni o -levi.lo desronlii eallenderem aas gaar-
le ura respirador dos chafa-1 das nacionaes. que alrsant mol v o, justes em ra
favor. Ou mo a luesquinbez do sold eni qae falla
tada sobre os paraueilos i
ri/es prosima do muro ,1a Sr.-' viuva llercutauo.que
quera nao liver coragera nao atravesaa para o Man-
suintio, mxime estando a maro dieta pur licar
inlran/itavel o raminho de baixo, encostado a cerca
do A mor i ni com i a ."> palmos d'asua; a laboa esla
cabe nao cahe.e toma tal b.il.iucu que pur mais de urna
vez lem jogado com pessoas na cainboa, escapando
assim de morrerem afosadas principalmente na en-
diente por faze. all srand? correnle de encontr a
grade que ordinariamente est sempre com mullos
garranclius, alcm d.i que Ij -obre o muro ou cano,
formando assim urna altura do 12 palmos. Emlim
.'imitas familias d'abi teeul voltddo, e mesmo homens
ja acnstumades ; pois agora a laboa esla cada vez
peior e ainda peior licar se a cmara nao der
providencias.
Pede-se aos senderes enearregados da commis-
sao de beneficencia coraraercial da freguezia de San-
to Anlonio. que laocem suas vistas sobre una casa
a Pagina .leclaram para seu eouhccimenlo, qaa des-
se sold se nao ihsconts cousa alsuma, alm da im-
portanria .lo far.lamenlo. que he mallo .lisliaeU da
do sold e elapc, a qual he trecibida a caita debala-
Ib.lo para o novo fardamenlo, que o< suardas lem da
receber, enlregando-se todava essa impar!incia aas
que *e fardarem a sua rusta Qaanlo ao numero da
praras e atropello em que se ella acham pedimosaas
redactores dt Pagina que quando quizerem venham
ao qoartel evammar ,. wuw'au^4a.^ttat^jaganajs4aiii
te m servir que val designado no mappa dnaW
remedido ao qtiartel seneral.sendoo atropetln devtdo
a quantidade de doentes existentes, e at fallas im-
previstas que apparecein em consequencia de mailot
seren obrizados a acudir seas familias. Ovante
ao fado dos soldados dobrarem as guardas, islo ar-
conlece quando no dia antecedente algum guarda sa
encarrega por pasa a fazer o ser. ico em lanar
PERMABSIiaa.
que lem no becco do Rosario n.fi, que ah ha duas I oulro guarda, e no seguinle Uve cabe por estala,
PAGINA AVULSA.
Na Iravessa do Monlciro morava urna pela por
iiun' Pascua, viuva que, quando no uso de suas fa-
cilidades iiilelleclu.ie-, viva penas do seu trabalbo
com que se alimentas a e a dous lilhos menores, sem-
pre no inaior socegn possivel ; ltimamente por falla
talvezde raeios pecuniarios, devida cerlamenlr a do-
lorosa crise actual com que se maulivesse e a esses
infeli/c-, cahe em perleita alienarAo: a visinhanra
no lim Je alguns das poude entrar nes-e rouheci-
mento por occasiAo de ve-la maltratar com pancadas
os iiinoretites filhinhos, o que nunca succedera ante-
riormente, uvisaram, segundo se diz, ao inspector e
nada de providencias, conliuuando ella a surra-los
amarrados com curdas, sendo por diversas vezes soc-
corridos por pessoas da visinhanra que, alemurisau-
do-a, conseguiam abrauda-la. llalli mudou-se, pa-
ra onde nao sabemos e sem que, depois de haverem
dado qoe destino, ignoramos, lambem aos lilbinhos,
deixaram-ua licar sem abrigo, como se nAo hornea-
se caridade publica Entrelanlo que urna fami-
lia da ra Nova, moradora no sobrado de um andar
que lica entre os duus beccos, um de Sanio Amaro e
oulro ignoramos, esla agora soffrendo o marlyrio de
adiar-se essa alienada abrigada no corredor daquel-
la esrada, inrommodando cxeessivamenle aquella
lamilla e fazeudo dalli um deposito de inmundi-
cias.
Nao he possivel que por mais lempo permanera
essa mullicr em lal desamparo, por isso rugamos
quem compete queira chamar a si ora ll desmando
que offeudendu a moralidade publica afliige bas-
laule aquella familia que nao tcm obrigarao algu-
in.i ile sollrcr lal iucummudo.
mulheres pobres e enfermas qne muilo necessilam
de um socrorro da mesma commissao.
Olinda.Senhores redadores da Pagina Arul-
ia.Por mais que procure viver nas encclbas, por
mais precauces que lomo a meu respeilo, por mais
que faro emlim por evitar mixordia*. nao me posso
obtrantr ao estado lameulavel em que se acha esla prolecco da i'agmn Arulsa.
velha. pobre c decrepita cidade de Olinda ; c poslo Rodolphn Jo.io Barala de Almeida.
que Vmcs. tem por varias e repetidas vezes dito que nel r.immandante.
nao recebem correspondencias de Olinda. todava a I Haelaoo (Anaco da Costa Moreira. rpitas da 1
nuressidade obriga ; e como descubro em Vmcs. al- companhia.
suns desvelos pela hamanidade, vou por meio .testas Jos L. Monteiro da Franca, capitn da S
toscas liabas, e em nomo dos indigenlcs pedir-llies panhia.
que he perraitli.io em lodos os cornos, mesma de
primeira linha. Finalmente asseveramos aos redac-
tores da Pagina que os briosos guardas nacitnaai do
segundn balalhao leem nos tbaiins tssignados e nas
demtis ofliciaes do mesmo btltlhao esart garanta
de amisade. s-crorr., e prolecrio, e nao precitam da
lenente-ceec-
Ha quasi um quarto de hora. Do contrario a
vida seria....
Filippe Beyle deixou o pnrleiro continuar suas
coiisiilrraci.es philosophicas, leudo na man a aza de
per, e subi vivamente ao seu quinto andar pen-
sando nessa visita feminina.
A chave eslava na fechadura: elle julgou que ti-
nha o direilo de entrar sem bater.
Junto de urna vela que Ihe fura sem duvida dada
pelo porleiro eslava assenlada urna inulher vestida
de preto, e tendo a fronte oceulta enlre as man-.
i luviiidn e vendu a Filippe ella levantou-se ; mas
recibi logo desfallecida.
Mari anua '. exclamen elle lanrando-se para
ella.
Marianua nao pode resislir a sua einoran ; cahira
desmatada.
Depois de i.m -iln- prodigalisado os primeiroi soc-
corros Filippe coulrmplou-a allcntaineule. Era an-
da bella apesar da pallidez c dealguus signaes de f-
diga. Dous anuos llm tinham mesmo augmentado o
hrilliu e a iulelligencia de seu semblante.
Quando toruou a si. algumas lagrimas correram-
Ibo pelas faces, e ella conlemplou a pobre alrova em
que se achava.
Filippe romprelii'inleii-lbe o pensamento, pois dis-
se em toni meio jovial.
Ah nao he bella habilacao.... as qualro pa-
porrAo que elle, afaslou-se do p.sseio publico ; II- '[ redes, e movis que datara da Federaran do Campo
libara dcsapparecidu totalmente quando enlmu II,
rna Vinlimille.
Entao Filippe deu nm suspiro de alivio.
Chesando a' casa e no momento em que punha o
pe sbre n primeiro degrao da escada foi chamado
pelo porleiro. Foi cun a bocea cheia, e (razendo
na man urna aza de peni que esse subalterno sabio
para fallar-lhe,
Esse quadro augmenlou ainda mais o mo humor
re Filippe.
Que querl perguntnu com enfado.
Senlior, disse o porleiro, he para adverti-ln de
qae ha urna senhora eni seo aposento.
Que! urna senhora'.'
Sei o que Vmc. vm dizer-me : liolia-me recom-
mendado que nao confip.s.*e sua chave a ninguein....
E entao....
NAo fui eu, foi mi iiba mulher quem deu-a em
iniiib.i ausencia. Repreliendi-a vivamente; mas pa-
rece que essa senhora lean routas rnuilo importanles
a eommnnicar-lhe ; quena esperar a Vmc. ni mi-
nha ramara. Isso nos leri.a incominodado, pois jan-
lam hoje comnoscu algn amigos, gente boa e sera
ceremonia, llevemos disflrabir-nos da lempos em
lempos, nao he verdade, seaihor Filippe? do contra-
rio a vida...
E essa simli 'ra esl fpl muilo lempo na rnioha
aicova.
fl4 re
de Marle. Todava e-lou ccrlo de quo Beranger
adiara isto eicellente.
Assenlou-se sobre o leito e roiilinnuu :
Islo recorda-me a puca em que eu estudava
direilo. Todos dizem que he o bom lempo... Pois
bem, recomeco meu bom lempo. Para assemclhar-
me iuleiramenle a um estudanle sai falla-me um
tropheo de cachimbos sobre a rhamiuo, eum esque-
leto no fundo do armario. Seule-sc melhor, Ma-
rianna ?
Sim, obrigada.
Francamente eu nao esperava tornar a v-la,
mrmente nas circunstancias actuar-; porem seja
qual for o motivo que a traz a minha cosa, seja bem
vinda. Se eu lives.se sido advertido leria feito por
dissimular a insalliciencia deste lugar.
Entilo voss. vive aqui'! murmurou ella 'lenta-
mente.
Sim.
I.amento-o, Filippe.
Oh! Das Ires ou qualro pessoas que lem en-
trado aqu i e bem a meu pesar I voss he a unir
que nao me diz : o Ali! ei- quanlo halla para um
homem solteiro!... a Voss he de minha opini.io ;
nao he um domicilio hediondo)'
Mora aqui ha Ires mezes I ditse ella sem ou-
vi-lo.
Oh yoss o sabe"! Meu Dos, sim, tres me-
1 non am prestar al tenclto a ns lamenta veis reclamos dos
infelizes Olinden-es. Infeliz sorla he a nossa, senho-
res redactores, ludo nos IIagella. fome, pesie e al
-ede! e nao sbeme, aquem recorrer; porque os
ricos d'aqui, apenas epidemia coraerou a desenvol-
ver-te, 11-11.1111 de nina especulaban que Ibes nao he
estrauha ou orulla; imploramos, pois, a prolerrAo de
Vmcs. como dotadosde um coraran bcrofazejn / nos
nao deixcm marrar na abandono. E romo, aanbarea
redactorea, oo ha de ser desolada esta infeliz cidade
se nella Ma ha policia, nein ao menos cuidado Es-
t ludo entregue a Dos e a dita i morrem os dones,
iram as casas infectadas e abafadas, e querem que o
mal decrcsral I indo boje a venda comprar o bara-
llio para ceiar, deparci com urna rede em que se
carroaava cholencos para o cemiterio no meio da
ra, com na punbos alados ainda no pao, que quer
dizer islo'.' Sim, oslar serviudo de monde para pe-
sar genle i ou para ahi ser apreciado sen odor '.' eu
mo po so discorrer o lim para que....
l'ra phenomeno. Appareceu aqui um inslru-
menlo iutciramenlc eslranho para mim, us que se
jaclam de experienles, dizem ser um cairo fnebre,
quanto a mira ignnro-o completamente : nAo sei sr.
he carro ou crnica ; o caso be que o instrumento
he feio, cu] i aspecto be sufticiente para nns Irazcr a
lembranca o cholera! entretanto sempre leva o po-
bre ao lugar da sepultura. Senhores redactores, ja
me tinha esqaecido dizer-lhe, he hoje a primeira
ve/, quo ouso tostaras paginas do Diario de Pernam-
buco olTerecendo-lhes eslas toscas liobas para serem
inlroduzidas num can*iiiho da sua Pagina, com o
que muito penborirAo ao seu muito alfeic,oado. O
colono ol indense.
Admira a sem ceremonia com qae um Sr. de
es. Urna ruina, isso podejtcitecer a todos, isso
acouteceu-me. Perdi ludo, vend tud pouco a pou-
co, meas quadros, minha muhilia, minha huir ; es-
lou como o rei Rodrigues depois da batalha, sem urna
torre, sem nma laura !
E... voss padece disse M iri nina com aceril-
lo de vida curio-idude.
Filippe encarou-a rom espanto, a responden
brevemente :
Nao.
I'odavia, ha dous annos qne ludo Ihe sabe mal.
Do fado.
ila dous anuos que os aconlecimentos e os ho-
mens estao ligados con Ira voss .'
Sim, mas quem inormou-a...
Sei ludo o que Ihe respeila, Filippe.
Este levanlou-se, o disse mudando de lom :
Pois bem, se pretende gozar de mea obalunen-
to, lara-u a seu gesto. Veja : aqui mora a ruina,
a miseria. Ah! aflirnio-lhe qoe voss esla bem vin-
gada, nAo podia desdar mais, c chega muilo a lem-
po. Acabe, Ora, esiou cabido, nao lenha piedade,
eslousem defeza.
Nao vim insultar seu infortunio.
Ah esta em en direilo. ;>' .
Tao ponen vim lemlirar-llie suas iiijuslicas.
1- .iltan I., assim ella nao alstava os olbos de Fi-
lippe ; mas sen olbar era brando e compassivo ; se-
guia-lhe lodos ns gestos e esculava-lhe cora avidez
cada s\liaba.
F.ni.i.j, Marianna, para que veio"! pergunlou
elle.
Porque ainda o amo !
Esle grilo escapado do coraran foi soblimr.
-Filippe Beyle lornon-se sombro.
Ah 1 eoolinuou Marianna, certamentc voss
foi croe! e terrivel para comigo; nao poupou-me
nenhuma vergonha, nenhuma affronta ; foi peior
dn qoe meu pai e minha madiasta ; ninguem me
poderia fazer mais mal do que voss fez ; e so o
odio se medisse pela oleosa eu devia odia-lo espan-
tosamente. Mas...
Parou e cncarando-o exclamen com desespero .
Mas nAo posso nlo posso!
Elle n io disse nada ; previa o que chama-se ama
scena, e aguardava-a resiguado.
Marianna tornou :
i .inania- vezes vuss-'i me lom par ido n cnrar.lo'.'
Devia le-lo esmagado. porque dous anuos depois el-
le verle anda tangos por voss.
F.stou vencida, Filippe, conliuuou ell i caldndo
i-- Obrigado.
Joaquim Manricio Concalves Ruta, capila da .V
companhia.
Joaquim Bernardo des Res, lente commandan-
le interino da ti' cnnipaiiliia.
Andr tiuilherme Breckenfeld, commandanle in-
terino da S .
Gaheraes laa Pereira. capilaa da '.' companhia.
I'edro lerluliano da Cunha, capil.iu rommandan-
le da 2-1 companhia.
Jnaqaim de Albuquerque c Mello, raplas
mandante da I a companhia.
.Irc aoianh-ia.
comaca ikTboxito
11 de marro.
J que nao Icuho, mon cker,
Nesle lempo o qoe fazer.
Quero ao meims Ih'escrevcr.
I'ois di/en, qn'etlar ocioso
Nao asrada ao tal miroso.
11.1 o ego nao vai mal.
Salvo no verbo dinheiro.
Porque o meslre so/iiireiru
Me tem (Mana de ama vez
A bolsiuha em algide:.
Tanto mais quanlo nao ha
Nesla minha atgibeirnha
Aquella prompta moedinha,
Que o .ii'iihirerii' enroulrava.
Sempre que neccilava.
ijnesta hejo de la Asia,
He um hospede pesado,
E onde anda hospedado,
Sempre muilo caro casta.
Alm do que mailo astasla.
de joelhol. Toa lembranra prevale, cu. I.loi-re, mi-
nha vida e minha dedicararr! lomo a Irazer-te urna
e oulra.
Oh! Marianna, deixe-se de meniniecs, disse
Se assim o i-
elle tentando ievanta-'a.
Necessitai de urna escrava .'
ges, au serci pessua, serei cousa. Vivando cu per-
(n de ti, o mais pouco me importa. Nao lularei mais:
tu ordenars e eu obedecerei. Dcixa-me amar-lc ;
que mal le faz isso '.'
Querida amiga, disse Filippe, voss he ainda
romntica como danles. Quir recoraerar o que nao
se recomer. Soja sensata, irra !
Com as maua trmulas Mariauna replicnu-lhe :
Tudavia s infeliz, e-ls isolado. Em lacss-
tuares lodos procuram da ordinario apoiar-se em
nina ternura. A minha tem sido assaz experimen-
tada para que a ponha) em duvida.
Nao, de cario, e faco-lba juslica, Marianna.
Na minha memoria voss lera um lugar honroso e
eterno ; mas minha regra do conducta be nunca vol-
lar ; nao torno a ler um livro que delcitou-me, evi-
to cuidadosamente as veredas, em qae outr'ora per-
di-me com embriaguez; pois o livro pode preparar-
me um desengao e as veredas podem ler sido per-
turbadas pela admiuislrarao municipal. Tenho a
religiao e a poesa de minbas lembranras. Nao in-
sista mais, Marianna. Nossa historia pcrlence ao
tempe decorrido ; he um punhado de rinzas que
conservo prcciusamenle ; n..o lente aaprar sobre el-
las, pois na., so tnrnariain a accender, seriam dis-
persadas e eiun mais nada rcslaria.
Filippe! disse Marianna taimada em la-
grimas.
Nao.
Serei urna mulher nova para It : has de ver.
Mas cu serei sempre o mesmo homem. Com-
nietli faltas para com voss, nao quero conuiietler
outras. A vida nao deve consiimir-se em repeliccs.
Adro-, Marianna.
Adcos '.' repeli ella inquir.i.
Depois essa inquielaro converleu-sc em tima
emnrSo penivcl e silenciosa.
* Enlo he una rcsolurAo mai lirme'! pargan-
Inu ella.
Sim.
Nao queres mais... tornar a ver-me?
Para que! Veja que triste amante pOMO ser,
c que sloria meu amor lanr ir sobre una mullier !
Oh! Filippe, bes., isso"! Porcm nao -abes
que sou mu poderosa, scuao por mim ao menos por
oulras PoaW elevarle novanienlc, hasta que digas
nina palavra ; posso rralisar lodos os leus sentios, os
maiorcs e maisousados; falla leuho meio* cerlos.in-
fallivcis ; posso fazer Indo, sim ludo. Oh nao asi-
las oa hombros ; pot joro-la que is.i he verdade.
Dize-me smenle nma palavra do rocelo, a luda
lindara adquiriros as mais .illa- prolerres os ra-
minbus que le era.....bslinadaineiite fechados tarda
logo abarlas. Filippe podes tornar-te neo, ja que
he a riqueza que amas cima de ludo .'
Itasla, disse Filippe framente inlerrompen-
do-a ; voss delira, Marianua.
Nao, mas eu ia delirar..... mormurou ella.
Houve una revotaran sbita em sua phxsionomia
e era sua atlitudo. Sua fronle ergueucse, seu olbar
lornou-sc.mais fixo, e ella disse com voz firme :
Amiga ou iuimiga,quero enlrar de novo em la
vida !
lano peior para saa vonl.ide, responden Fi-
lippe com nelillercne i.
Reflecte bem ; be a ultima vez que ic sappli-
co, he o ultimo esforco que lenho para salvar-te.
Esforco intil !
Mas leu abandono... la pobreza '!
Meu abandono fai eu qucoliz, fui eu que u
quiz. Minha pobreza nao durar.
Dorara !
Filippe sorrio com ar de desafio.
Cuidado, Filippe disse Marianna tornndo-
se fra e severa ; cuidado posso hum:.har-le anda
mais ; posso fazer-lc desccr mais ura grao no nada
parisiense.
F.lle encarou-a cora espanto c disse meneando a I
cabera depois do um innmeulo de silencio :
Vessr padece, Marianua, c nao posso dcixar de
lamenta-la.
Nao me eres ?
Sempre fui incretlolo acerca do poder das mu-
lheres. Na.. Ibes recuso a resnliirAo ; mas falla-ilres
a perseveanra. L'm nada, um capucho bastan) pa-
ra de-via-la- dos designios melhor calculados ; sao
passaros que inlerrrmpeiii repentinamente o vilo, e
voltam segundo o vento, ou sgands a. circiimslan-
eiaa da paixagem. Os homens tem paiies, as mu-
lheres so lem lehres. Por rniiseguinle n.lo devem
ser consideradas ikmii mu perigosas ncm mu propi-
cias. Quanlo aos sens prqjectos, so lem e s podem
ler dnracio relativa, intermitiente. Assim somente
lleven! ser temidas romo arcllenles, e pelos mesnios
motivos s devem ser empreada como instrumen-
tos inmediatos. Tal he minha ibeoria.
Toa Iheora tcm sido mui desmentida estes
dous anuos.
Como eniac '!
Sabes quem he o autor de leos revena?
Ala he o acaso, disse Filippe.
Na.; sou eu'J disse Marianna.
Filippe deu alguns passos pela aicova sem parerct
ler nuvido.
Allirmo-le qae son eu (ornnu ella ; c vou
dar-le pravas. Fui ru que (eralumniri para impe-
dir-te deeoneeBuir o que quera-, fni por minha cau-
sa que madama I.... a mulher do ron-idlieirn, de-
nuncion-le ao marido.
Filippe deixou de passear.
Fui eu, continuou Marianua. que lancei Pan-
dora ao leu encontr, Pandora que escarneceu de
li, vendeu-le. devorou-le punco a puocu. de dia em
da.
introdn-
Que miscraval murmurou Filippe.
Fui eu que le lii fallar a audiencia do i
quando s acordaste ao meio-dia.
Marianna !
Fui eu que dei tea noroe s gazetas,
zndo-me na imprenta.
Oh disse Filippe impalhdeeendo.
Fui eu que dei urna copia de leus planos, e da
las memorias.
De veras'.' exrlamou elle agarrando-a palo
panho.
__Sou eu emlim qae lenho urdido rom paciencia
desde alguns mezes a lea sombra em que te agitas
sem esperanza e sem futuro. Sem e^ieranca e sem
filiare, ouves. Filippe ?
Mentes menles !
Ah iluvidas das malbcrcs. nestsseu pader.
V asora : s.lo as mulheres que !c b.o po*lo onda
Batas. Recusas-Ibes a persistencia : nao lenho per-
sistido "!
Eslas dolida tornou 1 tlip|ie lulando com saa
coleta ; e aba* o que ditas he extraordinario... be
urna rcvclacio..... Iu, auloia de miaba
romo
ruina !
Sim !
Mas leus meio
quaes .ao
Mariauna poz-se a rir ironicamenlc
Filippe .oltira-lbc o punho.
Ilcni vs que zomba-. e que meles di-a
elle. -
Repilo qoe ests debatxo do- |m-- das malhe-
res... debaixo de meits pos !
He falso! he impossivel I... I'ic-lrado pelas
mulheres .'...
Sim, sim e por mim !
Que !
E se nao jaula-le boje lot poique eu nVa
quiz !
Ah !
Foi um grito de ratva.
Filippe saltnu Mar o chicle que eslava em cima
da niesinba ecortn a rela de Mariauna.
Bsta ler o.n iiiovmeiiloron.opara lanrar-se sol-re
elle. ,
Sua cslalura parecen rrescer, seus nana duplica
ram-ae, a de hmidos que cslavam licaram o cas e
evtiaordinarianieiile luminoso-.
Mas sentare aa por um milagre de venia,le.
Deanrafada de li, Filippe .Ii da ha laa
condemnarao que arabas de esrrewr rom Iraca in-
delevel '
Sen olhar r seu sc-lo eram terrivet-.
Ilesceu o veo sobre a rosto e sabio.
F'ilippe Bevle lcou um in-lanlepensativo den**
ve-tio-.e para ir ao baile.
(< onfiMnar-.sr-aa.
MUTTDExDxT


DIARIO CE PMHMBUCO QUIHRU FEIRA O DE HURGO fl[ 56
A da /otee nao poda
Encontrar maior agente,
Oue pos*a lAo promplameulc
elc valle d'aroarguras
Destruir as crealuras.
Febres preas e amarellas
Os typhoide, o sarampo,
E as he.ngas deixnm o campo.
Corra m, corram, vao-se embora
Oue n.io silo inais nada agora.
Tornemos ao que conve
Pl a nao pasar por roa
ven),
pasar por massaule :
O Sr. .luden Errante
Continua a se arromar,
E nos promelte deiiar.
Se heni que uestes dous da-
Elle mu pouco se enraivou.
Porque mais vidas rapou ;
Esle biso he de lemer,
Sempre quaodo quer cliuve.
Com* ludo no presente
O morbus resume a si.
Nada le: i lio mais aqui
loe lhe possa por no bico,
lirgo portanlo aqui fico.
Coma pouco e el culera,
Sir compadre, bem me eulende.-..
Tudo faz mal e o(Tende
Na presente manilo ;
Olhe urna indigestan...! !
Aceite mu abraco mea.
t m abraco apertadioho.
Vhenro ao afilhadinlio.
Que mullo o de-eja ver.
Se for vivo Au retourner.
Ein N. II.S'enconlrnr
Por .iln os Sirs loglezes,
Diga qoc alm dos reveles,
Que sotlreram no Oriente,
Tomen) mais esla ao dente :
O -nnlreiru do Plmenlo
Dea c'as ventas na parede,
Depois que se vio na rede
Que lhe armou Napole.no
No arranjo da questao.
O Luizinho vai mostraudo
Que o Francez sempre he fr'ranccz
Para odiar o ic^" Inglez () .3
Que mandou pr'a .Sania Helena
O celebre hroe d' Yena.
() Palmerstcu.
13
As noticias de Bezerros chegadas houtem, sao me-
uos snlisfactorias, a epidemia all de domingo para
/.i lein querida voltar ao seu primeiro estado, bavi-
im mais cabidos e a morlalidade tiuha crescido em
relaco ao que eslava.
Sao tambem falaes as mudaocas de tempo para o
cholera-morbua porom aqoi mesmo depois de
urnas chavas parece que quiz recradescer ; mas con-
tinua felizmente a seguir o caminho da retirada. -
Pela delegada se tem enviado soccorros de dieta
para certos lugares e como alo de nlgum dinheiro,
lie provavel que uao em quanlia avultada, porque
aqui anda eiistem no hospital oilo ou uove doentes
sustentados de todo a cusa da polica, alm de des-
pezas que se fazero com o enfermeiro e nm servente.
Depois da morte do sempre lembrado Dr. Piohei-
ro, est cuidando do mesnio hospital, quanlo a cura
dos doentes, o cirurgiao reformado Vieira de Mello,
por pedido do delegado.
Chegou aqui om cargueiro, que adoecendo no ca-
minho do Kecife, l'oi recolhido a enfermara de Si.
Amaro de Jaboalilo, diz elle que all foi eicellenle-
menle tratado pelo medico e mais encarregadns da-
quella enfermara, eu pois, de c desle canlinho fe-
licilo acs empreados desse pi eslabelecimenlo pelo
modo porque desempeuham seus deveres em ama
poca em que tanto carecemos de realidades.
Agora temos nesla villa de certos das para c fu-
gueiras, de que Duran esquecer aquelles dias de
aperto e qaeimam-se as mesmai fugueras plvora
preparada com bastante porrao de eoxofre, fez-ie
urna subscripto para isso.
O cholera ja esta fraco, pode ser que assim saia
mais de pressa.
O correio que deveria estar no dia i ou 5 ( e que
sabio de la no primeiro desle mez) anda nao chegou,
ou adoeceu ou subi logo para ii.irui.hu..
Haiou boje um bello dia de invern, isto he, de
sol, mais ou menos a-sombrado de nuveus. O cho-
lera continua a melborar, not lugares onde ja andou
e (em anda feic,oes de aujo extormiuador nai para-
gena a que nao bavia visitado. No Verde esla elle
no seu auge, nao so na baila sociedade, como na
gente grada.
Falleceu Theodora Valonea, rendeira de um eoge-
nho, a mulher do Mello loulr'ara da Verlenle) do
engenho Verde, e o Sr. subdelegado oppleul em
ejercicio Jos dos Santos Souza, eo cidadao Manuel
Francisco de Amorro, bao feito lions servidos na-
- 1llSUe_/4islriclo!|iaMUiMc snhlrnm ante-linjllcmdesl wE soccorros de remedios, dietas, etc., etc.
A villa do Bonito vai bem, graras a Dos, mrce-
se urna vez por oulra. e ja os coveiros nndam enrian-
do agu ; que assim sempre nrcnnleca !
Na cadeia existem alguns bexiguentos, por fura os
ha tambem, porm nao muito vulgarisada, ou por
alguma poaea cautela, ou porque os miasmas cholo-
ricos dominando anda a alhmosphera, nao se dig-
param de ceder o campo a saa vizinha; sSo branco e
l se eutendem. Para o Couceiro, dizem ter morri-
do o Cnelano Alves, e muilos que com elle mora-
Tan). Caelano Alves eslava de certo por c fazendo
por viver, e passava por homem trabalhador, toda-
va eonservava naquellas mallas entre os seus certa
influencia, nao muilo proveilosa.
Do Verde copio o Ireio de um oflicio que vi do
delegado : No meo oflicio de 9 do corrale, men-
cione! a V. S. ler chegado o numero de morios a
llfc, agora al o prsenle II horas da noile; accres-
sento mais I i que prefazem a conta de lili, no en-
tretanto sempre quero acreditar queja declina o mal,
embora haj um numero accrescenlado de anecia-
dos, lulo apparecido casos fulminantes. So no dia (i
nao morreu uincuem, o< mais lem regulado de .1 a
(> diariamente, ha mais de um mez que temos aqui o
llagello, occorre-roe linalrr.enle communicar-lhe que
todos os monos lem sido promptamenle sepultados,
e isso fazem sem coacto alguma, voluntariamente,
etc., ele.
Delegara do dislriclo de Verde, t de marco,
ele, etc. i
Chegou hoje um portador com ofliros e cartas da
Lage raode, pedindo soccoiros, porque o cholera
esl all cora todo furor ; tem feito multas victimas
entrando nesse numero o inspector do lugar, que lo-
go no principio esleve aqu.
Enviou-ie remedios, bolachas e arroz, e ouvi di-
zer que se vai mandar outros soccorros, porque all
a pobreza he grande, e lem minia gente que morrera
de fome se nao aecudirem.
Tambem o delegado olliciou ao director da Colo-
nia de Pimenteiras, que dist de l.age Grande urnas
seis legoas, pedindo que mandasse o cirurgiao para
l.i a tratar le.-es infelixes. Esla villa ido solfreu
tanto como Caruani, porm nos seus povoados lem
sido moilo llagellada pela epidemia.
O II.....lo he um dos termos da provincia qae mais
ha sollrido ; mo chegamos felizmente ao triste esta-
do de Santo Anto. jn porque esla villa nao favorece
muito a pesie, j,i porque entre nos, grojas a Dos,
nao se deram essas circumslancias que tanto concor-
reram na Victoria para elevar a um numero lo
cressido a cifra de ua mortaudade porm temos
perdido muila gente.
E a morte ainda nao nos deixou!! temos tido
muita falla de mdicos, mas nao culpamos a S. Exc.
porque hemos visto osembaracos com que tem elle
lutado, para conscgui-los. Todava o Sr. presiden-
te nao se ha descuidado de ns.porque vai habilitan-
do a polica com dinheiro, bailantes remedise ali-
mentos de dieta. Esla molestia, meu charo, quando
quer matar nao se importa com medico, e a prova
esta nos lautos que ah morrem as barbas dus mais
aba nados gllenos. Na ilha de Flores a molestia
declina bstanle. Um Sr. Cordeiro.rendeiro do eu-
genho Pedra Firme he digno de encomios pelo modo
porque se cotiduzio muilo ; lem cuidado dos pobres.
O Sr. teoente-coronel Pedroza, digno subdelegado
daqnelle dislriclo, lem tido seus prejuizos, e foi afee-
lado do mal, felizmente esta salvo e vai faieudo o
que pode, lem dado esmolas, e creio que os Srs. de
engenho all (rataram de cada um soccorrer os seus
moradores, se isso realisarain sao dignos de elogios,
um sei eu que o tem feilo, he o Sr. Manoel Joaquim
Marques l.ins do engenho Solitario, oulr'or.i Dio-
8 O cabcdal dos ricos, a glora dos hroes, a mages-
lade dos res, ludo vem acabar u'um aquijaz
Toung.)
Penas que soffrer, bens para dcixar he lodo o in-
ventario rematar se n'am p em p.
dem.;
(as 10 horas da maullan.
I) cholera hoje aqu accominelleu a dous bem gra-
vemenle. O escrivao Assumpeao e Jos l.ins de Mal-
los, negociante.
Ai noticins de Grvala continuara a ser favora-
veis. All lem havidu sua caridade. entre todos se
lera distinaindo dous portugueze., um dosquaes lem
dado p .ra mais de um cont de rete. O 5r. Goneallo
rene.ralem tambem distribuido esmolas; porre
cm eral a caridade se lem desenvolvido mais nos
pobres! !
Ainda o dia Ib, as J horas da larde.
Horren o escrivao \ cenle Icrreira da Assumpeil,
empreado aqu muilo animo, e passou sempre "por
honrado. '
Maisama viuva e um hile, entregues a orplianda-
de .. Assuinpr,ao era bem |iai de familia,lem cm sua
compauhia i.arcnles e atildados pobres, a quera tam-
bera tu muila falla. \ epidemia parece quere
augmenlar aqu:. la se forara hoje 1 !
Vleos que ah esta o portador que esla leva.
lira Uezerrros esl tamhem recrusdescendo.
Se Dos quuer. Au returner.
Carta particular.
A adminitlrivao do rem.terio publico de l'ernam-
buco em eoiiia crreme rom o governo da protin-
ca, demonstrando como foram couinzia* 101 i
penos tallecidas, desde o dia 2!l de Janeiro at ao
dia 2!l de fecireiro fiado, mima* da epidemia
cholera morbus.
PAGOC.
Pagamento leito a qualro cocheiros de
carros fnebres, couforme as 976 guias
DOllC
i en
dem Mein aosempregadus docemilerio
conforme a folha, doeuincnlo u. '2.
dem idem aos coveiros e serventes, seus
jornaescomoa fulha, documento n. !!
Saldo rame do administrador a favor
do governo para o mez de mareo. .
Ucis
RECEBEL.
Kecebeuse do goveruo|por adi.inlainen-
to, enlregue ao adminislrador .
dem de 1112 guias de escravos pagas pe-
los seuhores, documento n. i. .
dem de -21 guias de pessoas livres que
pagaran), documento o. ~>.....
10:001 isOUO
1:3900000
2iO^KX)
11 S60|000
A admiiiitlrnnio do cern lefio publico entrega ao
oocernn da provincia os documentos seguintes.
'K7 guias fornecidas pela polica para a coudoceilo
de pes s ditas dilas idem dem do escravos de pessoas
pobre, documento n. B.
lil ditas ditas idem idem a pessoas que ajado no
caso de pagar a conducho, documento n. C.
IS ditas ditas idem idem de escravos para cobrar
dos nh-iie- do mesmos, documento n. 1).
1.12 ditas ditas idem dem que ja pagaran) ao admi-
nislrador, documento n. i.
21 ditas ditas idem idem de livres queja pagaran)
ao administrador, documeuto n. ."i.
U/li I oial das conduceAes pagas aos cocheiros.
:IS conduccoes foram feitas a expensas das familias
a quem perleuciara.
1011 Tolalidade dos fallecidos.
Ohservacao.
O governo da provincia de l'rn.unbuco.
forneceu..........10:000^100
Recebeo-.se de lti conduc-
efies a 10:000.....1:5003000
E tem mais a receber de Ifti
guias a 103000 .... 1:846)000
dem idem a receber de lil
guias a llr-..... S1OJ000
-------------1:010mKKI
Despendeu o governo da provincia com
o cemilerio publico uo mez de (eve-
reiro, ris. ........
5:9963000
Adminislrarao do cemilerio publico em Pernam-
bucoansl.'i de mareo de ia">li. O administrador,
Manoel l.uiz l'iraes.
Desinfecrei do dia I".
Ireguezia" da Boa Vista.
Ra do Aragao o.36, ca>n de Rulina Antones Fer-
rera, falleceu Capitulina, escrava.
Ra daConceicao n. :l. caa de Jos Miguel dos
Anjoa, falleceu Joao Ribeiro, pardo.
Ra da Conceic,o n. 211, casa de Wander, fran-
cez, falleceu Johulellel.
Ra do rtusario n. I, casi de Joao Norberlo do
Espirito Sanio, falleceu o mesino e Balbina Isabel
Mara da Conceic^lo.
Ra dos Pires n. 20. casa de Maria Jos Plnlieiro,
fallecen a mesraa e Paulina Norberla de Olivera e
Silva.
Ra da Sania Cruz n. .Vi, casa de Marianna Cor-
reia da Cusa, falleceu Paulino, prelo, lorro.
Aterro da Boa-Vista n. :l, casa de Antonia Flo-
rinda l'essoa de Mello, falleceu Filippe Nerv, pardo,
escravo.
Dito da dita n- 19, casa de Antonio Annes Jaco-
me Pires, fallecen Marcello. escravo.
Ra da Hatrii n. 21, casa de Leonor Mara dos
Sanlus Belmonl, falleceu Luiza, parda. Iivre.
Ra da Trerape n. 7. casa de Curios Frederico da
Silva Pinto, falleceu Maturino, pardo, livre.
Ra doAraglo n. 20, leja de Miniada llora, fal-
leceu Jos Rodrigues.
Freguczia de Sanio Antooio.
Roa do Mondo Novo n. 17, casa -le Senliorinha
Francisca Maria dos Prazeres, morreu I pesioa bran-
ca : desinfeclada por aviso policial.
Ra da Palma n. II. casa de Jos Francisco da
Cosa, morreu 1 preta ; desinfectada por aviso poli-
cial.
Blcco'do Padre n. 28, casa de Leonardo de \l-
roeida, morreu 1 prelo ; desinfectada por aviso po-
licial.
Ra das Larauoeiras n. 2i, casa de Sebastiana
Maria da Cunceicao, morrea I nardo ; desiufcclada
por aviso particular.
Roa da Prnia n. 'i. casa de Manuel l.uiz de Mel-
lo, nierrerain 2 prelos ; desinfeclada por aviso poli-
cial.
Dila da dila n. :)9. 1." andar, casa de Auna
Eduarda Alves Ferreira, morreu 1 prela ; desinfec-
tada por aviso policial.
Dita da dita n. :v.i. casa de Francisco Marlins de
Leraos, raorreram :( prelos e 1 pardo ; desinfectada
por aviso policial.
__jyiadjLiiili n. 51, a." andar.casa de Jos de Aze-
vedo dcTudriTiTTmorreu I prelo ; desinfectada por
aviso particular.
Dita da dita n. 51, i. andar, casa de Francisco
Jos Raposo, morrea o raesrao.
Roa das Trincheiras n. 16, casa de Mara Joaqui-
na do Vi-nm niu. morreo 1 pe-son branca e I par-
da ; desinfectada por aviso policial.
Dila das ditos n. 39, casa de Auna Maria do Rosa-
rio, morreu I parda : desinfectada por aviso parti-
cular.
Dila das dilas n. 2K. casa de Barbara Maria de S,
Pedro, morreu I prela ; desinfeclada por aviso po-
licial.
Rua Bella n. casa de Vicencia Ferreira Caval-
canli, morreu I preta ; desinfectada por aviso poli-
cial 2 vezes.
Observ sees.
Rua da Ptaia n. i7, nao desinfcclei esla casa, por
ler genle doenle. '
Rua das l.arangeiras n. 29, como cima esl de-
clarado.
Freguezi.i de San Jos.
Paleo do Terco n. I, casa de UmbeJioa Candida,
morreu Mana Jos, prvula ; desinfeclada por aviso
policial.
Rua de San Jos n. 50, casa de Jacinlha Maria do
Nascimenlo, morreu Marianna ; desinfectada por
aviso policial.
Pateo daRlbetra n. 25, casa de Maria Maudaleua,
morreu Joanna, escravs ; desinfectada por inda-
garlo.
I'raia de Sania Rila, sera numero, casa de Joao
Rom.",.,, morrea Lourenco Justo dosSanlos ; desin-
fectada por indacaco.
Dila de dila dila n. 103, casi de Francisco Tlie-
inoleo da Fonseci, morreu M-jia Joaquina da Con-
ceicao ; ilesinfectada por noi.i_- ..;"<>.
Rua do Korle, sem numero, casa de Jos Accinli,
morreo o me.mu ; desinfectla por indagarlo.
Rua Augusto n. 9, casa de Andr Avelino da Sil-
va, morreu Bibiana ; desinfectada por indaga-
ra o.
Dil i dita n. >, casa de Tertuliano, morreu Ruma-
mana Maria da Conccieao.
Freguezlado Rccife.
Rua da Gua, sem numero, cas > de Domingas Ma-
ria do Ro aviso policial.
Becco Largo n. 17, casa de Joanna Marcolina, fal-
leceu a mesma ; desinfeclada par aviso poli-
cial.
Roa do Pilar ii. 117, casa de Antonio Jos Ferrei-
ra, falleceu I pessoa ; desinfeclada por aviso parti-
cular.
Dila do dito n. 2, casa de Francisco Gomes de Fi-
gneiredo, morreu I escrava; desinfectada por aviso
policial.
Dila do dito n. H), casa de Joao Coelho do Rosa-
rio, morrea I mulher : desinfectada por indaga-
cao.
Travessa do Vigaro n. 29, casa de Jlo- Francisco
de Moraes ; desinfeclada por eautella, em raz.lu do
rauo balito que ethalava. A' pedido do inspector
Soares.
Becco do Noronha n. I. casa de l'mhelina Muria,
morreu a mesma ; desinfectada por aviso poli-
citl.
Kua da Cruz n. 5, casa de Francisco Xavier de
ohverir morreu 1 escravo ; desinfectada por pe-
dido do mesirio.
Rua da Senzala Velha n. I i. casa de Joao Jos
da Silva, morreu I escravo ; desinfectada a pe-
dido.
Dita da dita dita n. 102, casa d Leopoldina Ma
ra da Gloria, morreu a mesma ; desinfectada por
indagarlo.
Dila da dila dita n. Si, risa ito Maria Joaquina
de Carvalho Abroche, inurreu I escravo ; desinfec-
tado por aviso policial.
Desinfeccocs : Tolal do dia 17 iS casas ; sen-
do na fregue/.ia da Boa-Visto II, Santo Antonio 13,
S. Jos 8, Recite 11.
Total al o da ilc boje 183.
Recile 18 de mareo de 1836.Hits taco l.ircazeno
Furlado de Meiidoiua, eiicarresadn da conservadlo
e|dislribuirao dos agentes desinfectantes.
Recebemos carias do uosso correspondenlo do Bo-
nito, con) dala de 15 do correnle, aa quaes licam
publicadas em nutro limar. A epidemia contiuuava
a desappareeer nos lugares que fiiriim prinieira-
meuleacroiiiuiellidos, mas lera fciloeslraaos naquel-
les que agora \o sendo atacados: entre estes l-
timos, o/cnie era o iiiais lla^ellado, roja morlali-
lade jii suba a lili pessoas. mas siippuuliu.se que
j.i cuniueava a declinar. Em 1 ..)_' Grando tambera
eslava matando molla genle ; da villa se remetieran)
re':,r-!ios,ho|aehas, arroz, etc. etc. as nuliciasjde Gr-
vala conlinuavara a ser lavorave.
As noticias da Victoria com dala de 1s :innunciain
que de qnaudo em quando apparecia umjou ostro ra- \
so oaquella eidade.iaM uos arrabaldoa os rasos falaes
anida erain consideraveis.
As noliciis do II un Jardim cm dala de 17 sao
balenle lisongeira-. Depois dos estrago*, que o
mal li/.era naqiielli povoaeilo, tinha declinado cou-
sidcravelracnle. pois que os casos que ainda appare-
ciain erain raros, o estes provenieutos de rerahidas
por rallado dieta, O hospital na daln em que oso
escrevem tinha apenas (i doentes.
BtJLLBTIM DO CI10LERA-MORBUS.
Hospital da Boa-Vista, sabio curada 1 uiulcr e 1
hornera, morreu I hoinein e acham-se em Iralamen-
to II.
Hospital de Nossa Seuhora do Livramcnlo do da
15 a IS do correnle, entraran) 12, sslliram curados
11. inorreramH eotistem cm Iralamento 10.
Hospital de S. Jos, falleceram 2 e mUo em Ira-
lameuto 10.
Hospital do Carino, entraram 2 c fallecern) 2.
Illin. Sr.Pirlecipo a V. S. que eiilrar.ini lion-
lem a larde Gabriel Jos, e Antonio Lopes, pericl-
tenle- ao brigoe Cearensc ; Damin Amonio,Manoel
Delfino da Silva, Jos Marianuo, o Manoel Viegas,
pertencenlps ao vapor febcrihe ; e que entrara ho-
je Mauuellleuriqu do Res perlenrente a barca da es
cavar.lo ; e o prelo de nome Manoel, escravo dos her-
deiros de Norberlo Joaquim Jos Guedes, reraellido
pelo Dr. Ribeiro ; levo alta um, eiistem convalescendo
izesei,c fleam emlralimcnto dezesele.|
d lieos guarde a V. S. Hospital provisorio do ar-
senal de mirinlia IKde marfo de IK.")6.Illm. Sr.
Dr. Cosme de Si Pereira, presidente interino da
commissao de higiene publica.loaquim .lose .ti-
ees de .tlbui/ucripic, cirarcao do hospital.
Helarn das pessoa. que falleceram do cholera-mor-
bus e foram sepultadas no cemilerio publico das
(i horas da larde do da 17 as 0 da larde do
dia 18 de mareo de 1836.
I.irres.
Numero IS85Manoel de Jess da Silva, Pernam-
buco, :18 anuos, casado, branco, S. Jos, ourives,
era casa.
Idem 1886Antonia Maria da Cooceirao Teixeira,
Pernarahuco, 33 anuos, casada, parda, Boa-Vista,
em casa.
Idem 18S7Januario Josc dos Res, l'ernambuco,
inezes. pardo, Recife. em casa.
dem 1888Eduardo, l'ernambuco, li mezes, bran-
ca, S. los, em casa.
Idem 1KS9los Simplicio, l'ernambuco, 12 annos,
prelo. Boa-Vista, em casa.
Idem 1890Manoel, l'ernainlnico. 2 mezes, prelo,
S. Antonio, em casa.
dem IS91Francisco Soares, l'ernambuco, lian-
nos, solteiro, pardo, S. Jos, pescador, em casa.
dem IS;i2Joanna Maria da Conceicao, l'ernambu-
co, .15 anuos, casada, parda, Boa-Vista, en) casa.
Idem IK'J 1 francisca das Chagas, l'ernambuco, 1
mez. prela, Boa-Vista, em casa.
Idem 1S9 Emilia Candida Rosa da Magilhi.es,
l'ernambuco, lli anuos, rasada, parda, S.Antonio.
ni casa.
dem 1895Isabel Maviraiana da Silva, casada,
Afogados, em rasa.
Idem 1896Ctaoilina Eogeoia, l'ernambuco, 19 an-
nos, snlleira. prela, S. Jos, coslureira, em casa.
dem 1897Francisco Aulonm Pereira. I'emaiiinu-
Co, 18 anuos, solteiro, branco, S. Antonio, hospi-
tal do Livrainenlo.
Idem IS98Florn la Mari de Jess, l'ernambuco,
35 anuos, parda, Boa-Vista, em rasa.
Llera 1899Pedro Jos da Silva, l'ernambuco, 33
anuos, pardo, Boa-Vista, em casa.
dem 1900Luz. l'ernambuco, mezes, pardo, S.
Jos, em casa.
dem 1901Jos Joaquim de Sanla-Anna, l'ernam-
buco, :12 anuos, solteiro, pardo, S. Josu, artista,
e'i casa.
I Jem 1902Francelina Maria de Jess. I'ernambu-
cu, 21 annos, solleira', parda, S. Jos, em casa.
Idem 191)3Manoel Pereira, Pernarahuco. :10 annos.
solleiro, pardo, Boa-Visto, padeiro, hospital per-
luguez.
dem 1901 Joaquina Cachaen, frica, 32 anuos,
solteira. prela. S. Jos, em casa.
Idem 1905Maria Benedicto, l'ernambuco, 30 an-
uos, casada, prela, Boa-Visla, cm casa.
dem 1906 Maria Francisca daConceicao, l'ernam-
buco, 30 anuos, solleira, parda, S. Jos, hospital
de S. Jos.
dem 1907Maria Clemrnlina. l'ernambuco. 12 an-
uos, solleira, parda, S Jos, em casa.
dem 1908Patricio Antonio de Torres Bandeira,
Peroambnco, 52 annos, casado, par lo, Boa-Vista,
em casa,
Idem 1909(tosa, frica, SO anuos, sjlleira. prela,
S. Antonio, em casa.
Idem 1910Antonio Elias da Silva, Portugal, (ca-
sado, branco, S. Amonio, carpina, em casa.
Idem 1911Vrenle Alejandrino, l'ernambuco, 10
aunos, solleiro, pardo, S. Antonio, cascavel, em
casa.
dem 1912 /-icarias Jos Gonealves, l'ernambuco,
70 annos, viuvo, pardo, Boa-Vista, cozinheiro,
em rasa.
Idem 1913Theodora Maria da Conceicao, l'ernam-
buco, 18 anuos, solleira, prela, S. Antonio, cos-
lureira. hospital do l.ivrainenlo.
dem 1911 Jnauna Baptisla, Pernambuco, lili an-
uos, solteira, prela, S. Antonio, lavadeira, em
rasa.
dem 1013Joaquina Marin do Sacramento, l'er-
maabeco, 70 annos, solleira, branca, S. Jos, em
rasa.
Idem 1910Adelia de Barros, Vascoucellos Lourei-
ro, l'ernambuco, 20 airaos, casada, branca, Boa-
Vifta, em casa.
dem 1917 Mnlhildes Francisca, l'ernambuco, 15
annos. snltiera, preta, S. Jos, em casa.
dem 1918Francisca, do eiasciioento de Albuquor-
que, l'ernambuco, 50 anuos, branca, S. Jos, rin
casa.
dem 1919Joao Gomes d'Annunciac,ao, l'ernambu-
co, :17 anuos, casado, branco, S. Jos, em casa.
dem 1920Marianna Peixnlo Duarle, Pernambuco,
50 niiiios, casada, branca, Boa-Vista, em casa.
Idem 1921Maria dos Res, Pernambuco, 20 annos,
solleira, prela. S. Jos, em casa.
Idem 1922Eugenio de Jess, l'emauhuco, .50 an-
uos, solleiro, preto, S. Jos, cm caa.
Idem 1923Sebastian Aulouio .Nuiles, Pernambuco,
l anuos, viuvo, pardo, Santo-Antonio, hospital
do Livramenlo.
Idem 1921 Joanna Maria da Conceicao, Pernam-
buco, 15 annos, solleira, p.uda, Boa-Visla, em
casa.
Idem 1925Angela Alaria do Epirto-Santo, Per-
nambuco, IjQnios, solteira, parda, Boa-Vista, cm
casa.
dem 1920Maria Francisca Buarque, viuva, bran-
ca, Afolados, em casa.
Idem 1927Antonio Francisco, de8, l'ernambuco,
!2 annos, solleiro, pardo, S. Antonio, arlilices,
qoarlel de artifces.
dem 1928Jo-o Alves Beierea, l'ernambuco, 35
anuos, casado, pardo, Boa-Vista, canoeiro, hospi-
tal da Aurora.
dem 1929Susana, Pernambuco, 18 dias, branca,
Boa-Vista, em easa,
IJein 1930Olympia, l'ernambuco, i dias, parda,
Boa-Vista, em casa.
Idem 19.11Maria Isabel, Pernambuco, 8 anuo?,
parda, S. Jos, em cass.
dem 19:12Domingas Ferreira d'Assumpcao, Per-
nambuco, 77 minos, viuva, parda, S. Aulouio, cm
casa.
Idem 1933Maria Joaquina da Conreiran, frica,
60 anuos, solleira, prela, Boa-Vista, quilaudeira,
cm casa.
Ideln 19o' Jerouvraa Gomes da C-incei^.io, frica,
Idem 19:15Manuel Monteiro Pernambuco, 32 an-
nos, casado, pardo, Recife. rarpinlero, em casa.
dem 19.111Josepba Maria da Conreirao, Pernam-
buco, i anuos, viiivn, prela, Recife, em casa.
liscracos.
Numero 718 Margarida, Pernambuco, 19 annos,
solleira, prela, Boa-Vista, em casa.
Idem 719l.uiz, frica, 30 anuos, solleiro, preto, S.
Antonio, era casa.
Idem 720Luiza, frica, 38 anuos, solleira, preta,
S. Jos, hospital de S. Jos.
dem 721I'reula, Pernarahuco, 50 anuos, solleira,
prela, Recife.
dem 722Gabriel, frica, 30 anuos, solleiro, pre-
lo, Boa-Vista, padeiro, em casa.
dem 723 Jacinllm, frica. 30 anuos, solteiro pre-
to, S. Jos, hospiUI de S. Jos.
dem 721 Luiza, frica, 7 annos, prela, S.
Aulouio, em casa.
Idem 725Domingos. frica, 15 annos.solleiro, pre-
lo, S. Antonio, ganhador, em casa.
ldm 720Pedro, frica. 25 annos, solleiro, preto,
S. Auloniu, canoeiro, *m ca-a.
Mera 727Fcliciauuj, 8 mezes, parda, Recife, em
casa.
Idem 728M'qiiilina, l'ernambuco, 3(1 annos, sollei-
ra, o i., em casa.
Idem 729Riuno, frica, 2.5 anuos, solleiro, prelo,
S. Jos, pintor, em casa.
Ilesumo da moilalidade.
Morlalidade do dia 19al as (i horas da larde.50.
Iloioens 1.5mulliere 22prvulos 13.
Tolal da morlalidade ale odia 192696.
Ilomons I2l9i-mullieres 12iXprvulos 221.
Recife 19 de mareo de 1856.
A coramitso debygiene publica interina,
Drs. S Pereira, presidente.
firmo Xacicr, secretario.
/. Poggi, adjunclo.
an^^corm^r r?AtS I T P""*V"~ >" "bellos e pela barba ,
Os alK07.es clevara-n ao alio a rruz.de que se acba- I sua Phlilnomia, oulr'ora lio lmpida e gra-
va pendente o corpo sacratsimo, e de um so golpe
o lizcramcahir de rcpeole dentro da cova que lhe lia-
viam aberlo para a suslenlar.
Este niuviinenlo descompassads causn no filho
de Dos dores mais atrases. O corpo sanlissimo
bamualeou para um e uulro lado da cruz ; rasgaram-
se-lhe de novo os ps e as raaos ; a cabera do Sal-
vador coroada. como eslava, de agudissimos'espinhos,
locou por vezes no maJeiro, e o laagoa se lhe snliou
das fenda-. As costa em chagas pelos aeoules, re-
ceberam as larpas da cruz enc.oslando-se "nclla' por
nm movimento natural. O corado no meio de urna
palpitorao de morte, se conlrahia e ditlavu de um
modo evir.ioi dionriu. Era preciso ser Dos para so-
brevver a este momento de dor.
Elevado emliin sobre a cruz, elle nao descobria do
alio mus que enjerto de iDaior amargura e de mais
terrivel alindo. Cansa seu ollios j cobertos com
as nevoas da morle, e qoasi moribundo, c descobre
por entre o tumulto em que fervia o calvario, a inai
ciosa, lorna-se lvida e baca ; de snrla que, segundo
a propheca, Jess licou era eslado de nao ser culihe-
cido porque pcrJeu a figura humana I I idimus cum
et non eral aspectus.
Ora, a cabera e o cerebro silo as parles mais melin-
drosas do corpo humano : ah residen! todas as sen-
sac,oes mais delicadas. Quem poden couseguinle-
mente, ja nao digo exprimir, mas somanto imagi-
nar a dor atroz que essa coroar,ao barbara fez eipe-
rlmeotar a essa cabera adoravel, assim Iraspassada
ao ni,-uio lempo, em todas as suas partes, de urna
mull 1.11 de espinhos agudissimos '.'
Alm (lisio, a cabera he a parle do corpo que
lem mais inlima ligarlo cora o corarfio : ella lie a
a sede dos msculos, dos ervos, da- velas e das
arterias, que se ramifican) por todos os membros,
nnoeenlissima penetrada das mais vilenlasa^onias,! "e modo a"e m;"'i ''geiro ferimento que nella se
e de dores mais pungentes c acerbas. Desmatada faja produt alurdimeiitos, deliquios e apopleias.
com os olhos filos nells arquejaudo de dor. V ao
o aiiiistiiiiictii>i)--.
A I'AIWO' DE JESI SCHRISTO.
Prevelceeu em lim centra a innocencia o crime,
conlra a aniisnde o odio, enntra Dos o hornera:
tomaran) as trevas o lugar da luz; eis o justo, o in-
nocente acensado; o faoeinoroso livre ; jn o temido
presidente da Joda torecu era suas rnos a vara da
justiea ; j esfaimadossoldados da cohorte Pretoriaoa
aataiiam, pegam e agarrara o innocente Jess.
Chegado ao liolgghn o fillio de Dos, a turba
cruel e frentica dos algniea o despio, a no meio dos
malares e mais vivos improperios o nrremeeou sobre
a cruz. Eslendeu-lhe as mis iiiiioccnlis-iinas so-
bre o madeiro, eslendeu-lhe o- ps, e cora os ernvos
ponteagudos o prendae cruz. N.io he possivel
eomprehender a dores, os enleruei imenlos, os es-
pasmos que o Re lemplor do genero hiimnuo sollieu
neste linee Inesplicavcl. ,\ barbaridtde deslemar-
Ivrio lian se pode exprimir.
I.inin inai- be perfeila o delica la a orgauisaciio de
qoilipier pessoa, qosnlo mais se loruain scnslveis os
seus padeeimenlos. Joans Christo era o mais perfei-
to de lodo- os homeiis. era pela sua orgaiiisac..1o o
mais delicado, e o mais sensivel, c ns seus inarly-
rios se lhe lornaiaiu mais dolorosos eleniveis. as
mips c nos pes -e reonem as veias, > ervos e os
leu.loes, e e-la sorte de mNrlvrio correrla liara exci-
tar loda a sua sensibiliriade d'alma do Redemptor
Divino.
Quem podar medir devidamenle esla (cenada
verdaHeiro horror? A nalureza eslrcinere ainda mis-
ino em nina ronlemplarilo ligeira. A esto acto de
verdadeira haibaridade snccedcu oulro, que lalvez
o ciceda.
mesmo lempo o discpulo que o amava, embebido
ua mais funest agona. Sobre a munlaulia tudo era
lorluoso e horrivel. Blasfemias, mnldie s, doeslos,
sarcasmos e injurias, cunlra o ungido do" Senhor. A
algazarra dos soldados; o barulbo do povo.as armas
que lampejavara as raaos de seus iiiiraigos. e ludo
quaiito era capaz de abalar seu coracao relalbado de
acerbissimas dores. Esla srena o revolve era seu es-
pirito, augmenta a hnrribilidade da sua (Huelo.
Cheto de amias, elle sulla algumas palavras*sobre
a cruz; uraa sede ardeute o abraza a dissolver to-
llosos humen-: sitio,teuhnseileelle exclamava.
Seus algozes enlendem esta sede de oulro modo:
elles lhe subministrara fel e vinagre em urna espon-
ja, acceptam spnngiam impleril arito el poruit
nrundmi, el dabit ei bibere. O Salvador toca (en-
labios divinos nesle mixto cruel, e esla nova amar-
gura se rene aos seus padeeimenlos. Depois de
largos espero* de agona, elle entra em convulsoes
vivissimas; seu rosto e seus olhos parecem perdes
aquella- 'leni.l 11- amaloliiin, que h.ivinm conser-
vado em toda a longa serie de sua palillo. L'ma
anciedade de mo.ie" o agila em lodos os seus mem-
bms. limas rezas seus olhos se elevara para o co ;
miias vezes corren) loda a Ierra. Soa cabeija come-
en a tuover-se sein direcc,au, cube sobre o peilo ; er-
guc-s, e como que repousa sobre a cruz; escorrega
algumas vetes, e pende aeillaule de nm lado para
oulro. Seus labio- se enlrc-abrem, como que dese-
jain pronunciar ainda urna patarra; estremece mul-
las vezes; sola um arando gemido; sallani-lhe dos
labios e-tas palavrasCOfMMmaMfaUH c-.-Eslii com-
pleto o sacrificio; esl -atisfeito o furor dos algo-
zes ; esta curuprida a voutade do Eterno I'ai. Co-
summatum M.Est salisfeila a jusli(a divina ; es-
to desagoravado o Dos uffendido ; est.i paga a divi-
da deum valor grandioso. Consummalitm est;~esta
renlisada a ndempcjk) dos h unen-. As feridas que
meu corpo recebeu curaram as dos linmens ; o san-
gne que derraraei os purifica; o tralanieuto feroz e
brbaro com |que fui Io deshumanamente recebi-
do, os reconcilia rom meu pai celeste. Nada por-
tanlo rae resta; est todo completo; concluido, ler-
minada e ultimado: consummu/iim est.-Jcsus Chris-
to orada segunda vez ; meu pai, em vossas raaos eo-
coramendo o meu espirito. Pater in manus litas
comineado tpiritum meiim ; dito isto, inclina a ca-
beea e morre. El inclnalo capite tradedil spiri-
liim. Morreo o homem Dos!!!
Esle soui doloroso abala a nalureza. Cummovem-
s? os peohascos; rasga-se c divide-se em duas par-
leso veo do templo. Trevas obscurissimas tingem
os cos; surge de repente urna noile horribilissima.
Os raios retalhara os ares; quebram-se os rochedos;
abrem-se as sepulturas e espectros tenebrosos cor-
rem pelas ras de Jei u-al un, descida, salpicada com
u sangue do justo de Israel.
A nalureza se internece edespedara; os judeos
licam immoveis e insensiveis aos olhos' da juslira de
Dos. Lamentemos esla cegueira; mas cuiihura-
inos e choremos tambem a que se lem apoderado de
nos. Jess Christo foi atormentado atrozmente e
morto cruelmente; au foi para salisfazer apetites,
uo furor dos algozes. e nem a brutalidade da genla-
Iha preloriana ; porem sim, segundo afirma o mes-
mo Salvador; para reunir os humen-, e operar a sua
alvacao.-Mc esl sanguis mei oi'i tcstameiit.aui
pro mulls effundetur remissionem peccalorum.
A I'AIXAO1 DE CHRISTO.
Soneto.
0 fillio do grao rei, que a raouarcliia
Tem l nos cos, e quo de si procede.
Hoje, mudo e ubmisso a lavri.i cede
Do povo, que foi seu, que i morle o guia.
De Irevas, de pavor se vesle o dia,
luchado o mar, o seu limito excede,
Convulsa a Ierra, por mil boceas pede,
Vinganra de tjjo nova tyraiuiia.
Sacrilegi' r!.,l, que espanto ordenas '!
Qna hjl rror, que lgubre apparalu '.
(flfjni.as eu juiz leu Ueos coodemnas !
Ah casligai, Senhor, o mundo ingrato,
Caiam-lhc as maldieSea, rhovara-lhc as penas,
1 ambem eu morra, que tambero vos mato.
(Bocage.)

Re ligia o .
A coroaciio de espinhos.
i:gredimin, filim Sion, el cidete regem Salomo-
nem in diademale, quo coronacil illum mater sua,
in die desponsalionis illus, in die UelMir eoriit
ejas. (Canl. 3.)
Filhas de Siao, vinde e vede o rei Salomeo sob
o diadema de que sua mi o coroou no dia de seo
casamento, e no dia de alegra de seu cornean.
Que Salom.o, o re pacifico, linha sido urna
figura sxmbolicado verdadeiro principe da paz. Je-
ss Christo, he una verdade que nao padece duvi-
da, pois que o mesmo Jess Christo nos rcvelou :
ha aqui mais que Salomas ( Malh. 12 Logo, a
esposa sagrada dos cnticos, que convida as filhas de
\ Siao a contemplar Salnmo, cuja fronte sua inai
I Belhsaba cingio de um rico diadema, e a quem ella
' cercou de honras, nao he oulra cousa sen o a igreja
I verdadeira esposa do Filho de Dos, que convida as
; almas ehrlsUss e fiis a considerar Jess Christo,
seu rei e Senhor. coroado de espiuhos, saciado de
jgnoraiuia de opprobrio pela Sxnagoga, sua ma-
drasta cruel. Kijredimni, file Sion, etc.
Mas, como se explica chamar a esposa sagrada
um dia de nupcias e de alegra para o seu divino es-
poso, aquello que fui o de sun morle, de sua ignomi-
nia c de sua dor'.' He porquo elle expiou grandes cri-
mes, por meio dessas liuinilhacijcs, deesas allioutns e
desses padeeimenlos: he porque elle puricou oussas
almas celobaudo rom ellas suas nupcias espirituaes
no lempo, para as cousummar na cleriiidadc. E be
por esla razo que c-se dia, marcado por lanas ig-
nralas c tormento- para sua pessoa, he um dia de
jubilo e de deUcias para seu corarao. In die des-
ponsalionis i luis. Tudo quer dizer que o mvsle-
ii' de sua eoroaeo de espinhos foi nao someule un)
mvstorin de gloria para Jess Christo, romo ama-
nha veremos, mas (anibcm para nos, como varaos
ver boje, um mysterio de expiado, de beucao, de
grara e de salvarlo.
Coragem, pois, chistaos, lillios da verdadeira
Siao, lillios da igreja! Iransponemo-nos fra de nos
mesmos ; ponhamij^jto parte os pensnmeulos e ss
alluieoes prdUnas.-para no- elevannos ns eminen-
cias da fe. ; e nessa reaio ,le luz cunsidcremos o
grande mxsteno de uosso Salvador coroado de es-
piuhos, accumulado de ullrages pela siuagoga infiel,
por nossa salvarlo ; alim de que penelradoa de nm
sincero reconhccimeulo, e abaudoiiaiidu-uos siuce-
i,iinenie a elle, que lano sollieu por nos, seja este
din verdaderamente aquelle de nossas nupcias es-
pirituaes cora elle, coni-a tambem o da alenri.i e do
Iriumpliu de seu corarilo sobre nos. In ate despon-
saliauis llius, in die ttttUia cordis cjus.
O mao excmpln daquclles que comniui l.iin he
contagioso ; poique arrasla pela imilncao os que
Ibes obedeceni. Us soldados do pretorio se persua-
dirn) de que Plalos, seu presilento, nao linha
muilas vezes dado a Jess Christo o titulo de rei dos
Judeos, -eno por zumbara ; e isso foi bastante,
diz S. Chrisostomo, para que, nao cnuleutes de ba-
verein-uo llagclla.lo ccoberlo de chagas e de san-
gue, iusullassein por sua vez essa realeza que elles
criara chimerica, reveslindo-a de todas as insignias,
e cercandu-a por escarnen do todas as hornenageiis
de um rei. Elles o despejara segunda voz de seus
vestidos, fazem-no sentar ii'unia pedra pura figurar
um Himno, e comeram por affeclar era tomo dellc
os transportes aduladures de curlezo-, que se dis-
putara a honra do npproxiinar-se e de servir seu so-
berano. Coigrcjaiertint ad eum unicersam eo-
hortcin. Ah a crueldade nao foi nunca mais fc-
ciiiidn em artificios engenhoeos para cevar seu fu-
ror reg, do que na paisJO de Noiso Senhor Jess
Cbrlslo Elles eiilianeain eligitn galbos desse junco
mariidio, que cresre cm abundancia as margeos do
mar Vernielhu, e cojos espiobos sao longos, solidos,
e agudos : fazem delle um horrivel e ignominioso
diadema, mo, a mancira de Corda, mas cm forma
derbapelele, e ihecollocam sobre a cabera. Conclui-
dos estes preparativos,armam-se de baaisea nudosos,
cora que lhe eraran es-a corda com tal violencia, que
no me-m momento os espinhos lhe alravessain a pel-
lo, fendem u crneo e pendrara ale o cerebro Al-
guns mais compridos c ponleagodos lhe dilaceran) os
lecidos delicados da cabrea, afnndam-se na lesla,
(He apoolar-lhe no nariz, na bocea, as faces, as
' fonles e nos oovidos! O sanguo resalla de todas
(>i>iTt^i.)t)HA)eiiaa,
A dor, por tanto, dessa coroaeo cruel devia vibrar
em todo o corpo de Jess Christo, e ao mesmo tem-
po em lodo o seu espirito. Oh (cena de horror !
Depois de ler sido etleriormenle dilacerado pelos
aeoule- mais barbaros, o Salvador he ainda atormen-
tado al a medula .los ossos Ah 1 verilica-se tam-
bem d'uma maneira mais sensivel e mais perfeila a
celebre propheca : o Salvador devia tornar-se o ho-
mem da dor ; porque elle se havia tornada o homem
da nossa enfermidadee do nosso peccado : t'rum do-
lorum et setentn nfirmiatem. Mas elle nao he
someule o homem da dor mais immensa, mas ainda
o liomini da ignominia mais degradante, e da confu-
sao mais profunda.
Com effeilo, para um rei cuja dignidade real se
prucurava ridicularisar, por urna cora de espinhos,
era misler tambem um manto ignominioso e am
sceplro ridiculo. Assim, elles Ibe airara sobre os
hombros um trapo immundo, em lugar de manto
real, como prova da sua extrema miseria ; c por
sceptro, metiera-lhe lias milos estreitaraeule arro-
xadas una caima Kiiobil, alim de indicar, diz S.
Boavenlura, a vaidade de seu lilulu de rei, c a fra-
gilidade de seu poder, e alim tambera de lhe ex-
probrarem ao mesmo lempo a sua ambicao e a sua
impotencia. Em suraraa, para que as homenagens
e os tribuios que se costuraam reuder aos reis fos-
sem conformes para Jess Christo c oroa de que
sua fronte fora ornada, os soldados se grupam em
algazarra, e comeram por curvar os juelhos diante
delle, fingindo o adoraren) como urna falsa divinda-
de, por julgarem que assim o ridicolarisavam,
em consequencia de ler querido passar pelo veidd-
doiro Dos; depois, na torrente de risadas estrepi-
tosas e de gestos insulluosos, lhe fazenfreverencias
escarnecedoras, e o saudam com aneciada irona,
gritando : Dos le salve, rei dos Judeos. s l'.l ge-
ntilicio ante eum dicebant : aAce, re ludearum.s
Malh. Durante essa ceremonia ridicula, uns vo-
milavam sobre suas faces divinas escarrot immuu-
dos ; oulros descarregavam-lhe tremendas bofeta-
das ; aquelles lhe arrancara a barba ; estes o ferem
com dardos ou mesmo com os ps ; oalros emfim
lhe arrebatara a caima das mns, e servem-se delta
para revolver os espinhos da coroa pungente, e re-
novarem assim todas as dores, prolongando sua in-
lensidide !
Oh scena de compaixao e de horror ao mesmo
lempo! Oh innocencia cruelmente torturada! Oh
dignidade! Oh magesladedo filho do verdadeiro re
do universo indignamente chasqueado e calcado i
ps! E onde os covis de que sabiram essas beslas
Terozes? Em quo escola aprenderam ellas essas 13o
barbaras invencoes'!
Nao nos sorprendamos, porm, nos diz S. Chri-
sostomo, com esses netos de canibalismo inaudito.
Lucifer, que havia inspirado a esses entes crimino-
sos, de qaem seapossara, a crueldade com que fla-
gellaram o Seohor, inspirou tambem. nao s esses
novos artificios de refinada barbaria eom que o aleo
meularam e escarnecern), como igualnientea>esse
seulimento de horrivel prazer que experimentaran)
em presi-nc i de suas ignominias e de suas dores, e
que mostraran) ostensivamente, dansando em torno
delle como plireneticos e loucas. Assim, o demonio
nao fez cessar a nigellarao do Salvador, e nao cun-
te\e o- lir.ieo- los soldados, instrumento- cgos do
sua astucia cruel, se nao para reservar i Jesus-
Christo essa nova tortura, muilo mais ignominiosa e
atroz. O embusleiro se persuadia de que csse ex-
cesso de ignominia e de dor forrara Jess a mani-
festar o grande segredo que lhe era interdicto, isto
he, se Cbrislo era ou nao filho de Dos :segredo
qne o silencio e a resignarlo que o Salvador guar-
dn, durante os horrores da flngellar,ao, nao foi per-
millido ao espirito das Irevas couhecer. senao de-
pois da consumarlo do sacrificio.
Mas este segundo artificio, por mais brbaro que
fo.-e, nao leve melhor efleilu que o primeiro, no lo-
cante a lhe fazer conheccr o grande mxstcrio que a
sabedoria de Dos lhe quiz occultr. Jess Christo.
no meio do alTronloso tormento, nao nperou ue-
nhum dos prodigios de que era capaz o homem-
Deos; assim como nao deixou escapar o menor in-
dicio da impaciencia, que um simples mortal nao
podero evitar. Mas, segundo a bella expressao de
Tertuliano, elle conservou-se placido e tranquillo,
como quem se repassava das delicias do soflrimeuto.
Saginatus coluplate patienlUr; porquanlo essa co-
ra e esses altributos que o cobrem de tanta igno-
minia, precnchem os grandes nivsterios de sua mi-
sericordia para cointiosco; e esse dia, to funesto pa-
ra elle, lie o dia de soas nupcias espirituaes com a
nossa nalureza, o dia que accutnula seu coraeao de
delicias. I dele regem. etc.
Oh, exclama S. Alhanazio. se o demonio suspe-
lasse quanlo esses tormentos e esses opprobrios que
elle fez -uilror ao Salvador deviam ser uteis ao ge-
nero humano e falaes ao inferno, seguramente os
nao leria inspirado aos vis satclliles de sen furor e
barbaridade!
Procuremos boje aprofandar, pan uossa edilica-
co e utilidadr, esses nivsterios de Braca e do salva-
dlo que o Senhor operoo por suas Ignominias e por
suas penas, e que o demonio os nao coniprebendeii.
senao depois de realisados, como por vezes se lem
dito. E. para comee,ir pelos espiuhos e pendrar no
mvslerio delles, convm. diz Anlhiocheno. remon-
tar i ni.il he i i lerrivel, que Utos laurou sobre
Adao ilepois do percudo, dizeiido-lhe : a Ierra se-
ra nial lila para ti, e nao produzir scu,lo cantos e
espinhos. a Ora. essa mal-helo de que foi leri.la a
Ierra material e visivel, nao foi uni o veo c a fi-
gura de urna unldir.o anda mais lerrivel. com que
foi tambem fulminada a Ierra iuvisivel e espiritual
ilo coraran humano. Os cardos c os espinhos. de
que a (erra eomecoo desde esse momento a ser tris-
temente fecundada, ale foram seafo o symbolo c a
fecundarn ainda mais funesta do coraeo du ho-
mem, qoe, estril desde eolio de virtudes e de jusli-
ra, nao pm luz se nao vicios e paiies. se nao obras
iiiiile un injustas, capazesde traspassar o sein d'al-
ma com as spides do remorso.
Ora. Jess -Christo. posto que fosse revestido da
nossa carnee do nosso peccado; posto que subslitu-
isse a nos na rapoimbilidadt da culpa, nao pndia
todava carregar rom a realidade dessa nialdieo. de
que fallci. porque elle era essenrialmeiite santo,
justo, hemdilo, autor de toda a justiea. de loda a
santidade c de todas as heneaos. Elle, pois, tomou
a forma exterior c visivel; tomou a figura, isto be,
os espinhos maleriaes que feriara sua cabera, e es-
palharam o sollrimento por todo o seu corpo.
Assim pois, conelue Bede, a cora dolorosa. de
que o Senhor pormillio que fosse elegida sua fron-
te, designara nos*os peccados, ruja respnnsabilidade
elle assumio. e que. sernelhanles a espinhos agudissi-
mos. so a unic.i prodneflo que germina no terre-
no ingrato do nosso corago.
Mas Unios os mjsierio ile .Nosso Senhor fnram
ellicazes para nos. \ cabera de Jesus-C.hristo. se-
gundo S. Paulo, significa sua divindade. Por con-
sequencia, diz Theophilatc, consenlinilo que ella
fosse traspas-ada dos espinhos de nossas culpas. par
ilo inmensa dor e opprobrio, Jess a, destrato e
aiiiquiloii romo Dos, e por isso mesmo merecemos
que a triste lecundidede .1 mal se mudaste para DOS
cm urna feliz lecundidade ilo bem.
Abenroada aoja essa preciosa eora exclama Or-
genes. Nclla e por ella Jeu-Clirlo apagn a an-
lga maldigo. E assim, conforme diz um autor
protestante, que nao he seguramente suspeilo de
nosticismo, a nossa maldicao, que havia cumecado
pelos espinhos. acaben tambem pelos espinhos!
Malediclio in spinis cnit et m spinis desiit. O qoe
fez dizer a S. Jeronxmo que o barrete de ignominia
que nos esperava no inferno, ronvcrleu-se para luis
era un diadema ile glora, que romecamos a ter o
.In eilo de receber no reino T'araphrasc do pailre Ventura.)
Pinto de Campos.
Conlinuar-se-ha. I
Srs. redattores.Li em seu Diario de 17 o rela-
lorio dos exames procedidos us lio-pitaes provisorios
desta cidade pela commissao de hvgiene publica, e
ah dparei com uraa aecusarao fci'ta u quasi exline-
ta enfermara daCapunga, deque son director. D se esla parcial commissao, que nclla se achava oc-
cupando um dos leitos, ama mulher,que segundo as
infnrinneps qoe leve, alli eslava ha dous dias poda
ser inexacto) soa papeleta linha de ser escripia, e
disto era conclusao, que o trabadlo medico nao era
feito com a regolaridade que se devia esperar. Con-
cluso malhemalica, lao rgida e certa, consintam-
nos os graos) como he n,f diivel e certeira a razao da
illuslrissiraa commissio.
Nos agora devenios pedir aos dousscienlilicos mem-
bros a permisiSo de nos nhrir um claro para Ibes as-
segurarmos, que o Irabalbo medico d'uma enferiRa-
ria mu bem pode ler loda regularidade possivel sem
ns loo decantadas papeletas.
O que se devia conler as pepelets, mis eeemia-
mos em urna folha especial, que melhor preenchia
esle lm por offerecer mais espera a medicaces di-
versas, que um cholenco pude ler em poocas horas,
e por ser mais enmmodo para em casos de presss e
de urgenoa ahi Irancar-se essa variedade de remo-
dus, que muila vez o medico hecouslrangidoa pres-
crever.
Ns os percebemos: era necessario, qoe esses se-
nitores, para moslrarem sua pretendida imparciali-
dade, ao lado de alvas cores collocassem alguns lai-
vos negros, que os tirassem do silencio de pouco
sinceros.
O regente apresenlou-lhes a falla cima fallada,
e elles eniao nada murrauraran, e segando consta
uiostraram signaos de approvariio.
Sou, seuhores redactores, com toda a considera-
rlo,
Manoel Knedino do llego I alema.
18 de marjo de 18r>.
Sthnix t: urrfi>.
BUG1AS STEARICAS.
(Conlinuarao.
Submelleremos a urna revist mui gcral os diver-
sos producios da industria stearica que figuran) ua
Exposiro. Mas, para se poder apreciar os aper-
feiroaroeutos trazidos ao fabrico das bugias por al-
guns dos expolente- de qoe temos de fallar, he io-
dispensavel recordarmos aqui o processo pralico em
uso para o tratamenlo dos sebos e a prepararan das
bugias. N's odescreveremos em poucas palavras.
lutrodaz-se, n'unta vasta cuba aquenlada por urna
cireiilncan a vapor, o sebo que deve servir para .a
prepararlo do acido slcarico. guando a massa est
bem delida. derrama-se pouco a pouco cal viva dis-
solvida n'agua ; empregam-se II a 13 parles de cal
para 100 partes de sebo. Esla mistura sendo con-
servada em ehullicao por esparo de oilo horas, u se-
bo lica completamente saponisado pela cal, e ob-
lem-se um sabao de cal, isto he. urna mistura de
olalo, de stearalo e de margaralo de cal, a qual es-
friaudo se transforma em urna massa dura e solida.
Despegado da cuba a golpes de aluno, quebra-se
esle sabao calcreo em fragmentos de meia grossura,
e se clloca-o o'uma cuba de pao, que se aquenla
exleriormenle a vapor. Ajuula-se acido sulphnrico
dilatado, o qual, decompondo o sabao calcreo, for-
ma sulphalo de cal, e desembaraca os cidos gordo-
rentos. Esses acido se rcunem na superficie do ba-
nho ; os lava-se em agua pura para us desembararar
do acido sulphurico livre que os impregna, e os
derrama-se em pequeas caixas de folha de llandres
sobreposlas em lal ordem que baste derramar a ma-
teria derretida oas caixas superiores para que ella
se espalhc, por cscalas uniformes, as caixas infe-
riores. Os cidos gordurenlos esfriam nestas espe-
cies de formas, e conuelam-se era un) bolo solido.
Para se preparar o acijo slearico solido do acido
oleaginoso', essas arrodas de cidos gordurenlos lo
liradas da ameijoa depuis de seu completo resfria-
rnento, e os submette-se fre n accao da prensa, en-
volveudo-os em lecidos de laa, os cslendendo uns
por cima dos oulros, e os separaudo por meio de la-
minas de ferro. A maior parle do acido oleagineo
esca-se por esla presslo a fri exercida por una
forle prensa hxdraulica. Para o desligar das oltimas
porgues do acido liquido, o acido concreto he sub-
inetiido a urna seguuda pressao que se faz em secco-
Para esle lim, cobre-se-o cora um envoltorio de cri-
ma, e colloca-se-o em laminas de ferro ao redor das
qu.ie- circula um ambiente de vapor. Depois de al-
"gum lempo de pressao sufliciente, as'arroelas sao
despojadas de seu envoltorio. Ellas aprescnlam tn-
13o urna massa secca e friavel, que se compe de
acido stearico e margarico, islo he. da materia da
bugia chamada stearioa. Ella he jn bstanle alva
em consequencia da pureza do acido obUdo pela
operarao chunicn que acaba de ser descripln. Para
se lhe dar mais alvura e brillo, basta expo-la por
alguns dius acjaodj sereno e do orvalho. Desle
molo a materia adquire uraa grande braucura, ella
he nnmeili.llmenle depois coada era bugia. e eulre-
gue ao cominen i, .
Nao poJendo passar em revist lodos os fabrican-
les Trancezes que cnviarain seus producios a Expo-
siro universal, limilar-nos-hemos a dizer, de urna
maneira geral, que o fabrico do acido slearico be ex-
cellenlc em Franca, e sobre ludo cm Pars.
Entretanto (eremos de fallar especialmenle dos
producios de duas.manufacturas france/.is, porque
elles se prendera a um progresso importante recen-
lemcnte inlroduzido no fabrico dos cidos gdrdureu-
los, e que lera como resollado diminuir nolavel-
menle o preco da bugia stearica quando a baila do
prero actual das materias gordurentas permillir ao
consumidor gozar do beneficio desses novos pro-
cesaos.
O rS. de Milly, creador da industria stearica.
aprcsenlou-se na Exposiro universal rom nma|im-
purtanle melhorarao introduzida no processo actual
de saponisaran do sebo. J distemos era oulro lugar
gao. pura apoaisar o sebo por meio da cal he mis-
ler empregar 11 a 13 0|() de cal viva. Modificando
o modo operativo nesla parto do fabrico, o S.-.
de Mili) conseguio reduzir a i ou 5 ()|0 a quautida-
de de cal virgem necesaria para a saponisagao. Es-
se resultado he de urna grande importancia econ-
mica, nao s porque permute supprimir os dous ter-
cosdacal empregada dantos, mas lambem sobretu-
do porque a quantidade de acido sulphorico que he
misler empregar para depois sllurar a cal, arha-se
reduzida na mesma proporro. Eis em que consis-
te esle novo modo de saponisacao calcrea, ha pou-
co em uso na fabrica do Sr. de Millx .
Misturado com i ou 5 Oi) smenle de cal airgea
de ante mao dissoivida em ama pequea quaiiuiaT
de d'agua, oseboTiVcoi'-i-ade n'uma caldcira fecha-
da na qual faz-se chs r urna correnle de vapor
il'agua na tensao |de .1 gros de allimospliers.
Em consequencia do estado particular do ab.lo as-
sim formado, o qual he sera duxida un -(carato aci-
1 do, ou simplesmente pelo elleito da alia temperatu-
ra da materia, o (abajo calcreo he mais fluido, mais
rusivel, mais fcilmente amendoado pela ngua que
o que se obtera na operfcflo lal como de ordinario
se pralico, isto he, ar livre. Esla fluidez do sabao
calcreo permille derrama-lo diree'amcnle na cuba
oiule seacha o acido sulphurico destinado a deconi
po-lo. >:lo se he mais ohrtgado. como oiitra'ora. a
passar por essa tonga operaeo que consiste em dei-
xar estriar o sabao de cal, cm despegado da cuba a
golpes de cnxado, era dividi-la era fragmentos, e
Iranspnita-lo n cuba do acido sulphnrlro. II '-la
abrir o regislro da caldcira. onde se oper a saponi-
siirao. para fazer correr o sabao ralearen amendoa-
do e derretido ua cuba do acido onde deve ser de-
rouiposlo. Esla simplilirarao de Irabalbo junt a
economa dos 2|3 da quantidat de cal e de acido
sulphurico. permilte realisar no abrir.....na econo-
ma coii-ideravel. Pode-se considerar esla modifi-
caran do modo operativo como o mu, uotavel aper-
feicoamenlo que desde a origem desle fabrico fura
inlrodiuido na preparaeo dus cidos gordurenlos
por meio da saponisariio calcrea.
Se passarmos ao exame dos produeos da imluslria
slearirn expostos pelos Sis. Uoinier c Jaillon, assim
como pelos Srs. Poiial, acharemos oecasita de r.i-
zer conheccr aqui um modo nuvo de preparaeo das
bugias chew de inlcresse por diverso- Ututos, e que.
dillcriudo cssoicinlmi-iilc de anltgo processo pela
snponi.-arao calcrea, Irooxe al industria stearica re-
cluso- e um complemento da mais sita importancia.
Ouere.iios fallar do fabrico das bugias por meio da
dislilaiiio.
A saponisaeo das materias gordurentas pela cal.
da excellenles productos qunndo se opera eom ma-
terias puras ou pouco al' radas, como o sebo, por
cxemplo. Mas, independanle do sebo, que he caro,
existe om grande numero Je materias gordurentas
de origem animal ou esjetal, que podem forneeer
cidos gordurenlos congelados, proprios psra a illu-
miunean. Taes sao as Ifnhas alteradas, os leos de
peixe, os fulanos dos saos, oo as que provm das
I aguas gordurentas das cozichas e das casas de pasto;
as materias gordurentas que se eslrahem dos ile%-
engordursmenlos dos pannos, ele. ; lal he emSm es-
ta substancia semi-nlida que a frica fornece
grande abundancia, e que traz o nocas de ol d*
palmeir. Todos aaaj pro turtos qoe Jo debati
prero, no cammercio, te aa sobmeliesaesDas an pro-
cesso ordinario de sapomsacao pela cal, nao dariam
senao nimio mao- resultados; o oleo de palmetea
mesmo nao se podarin de maneira neaburaa trata
vanl.'ijosamenle pela sipanisar: calcrea. A dance-
berta de um processo especial pera o ira lamento
dessas materias gardorentas particalarea, e para saa
conversan em cidos gordorenlea, era pas de am,a
alia importancia para a industria stearica. He es-
te resultado que o emprego do processo nove ebai-
xo do nome de distilaro permute atlingir. Trata-
dos por esle meliloto, os productos os mi- altera-
dos, as gordftras as mais rancosas, os resedaes negraa
e impuros das fabricas, emfim n oleo de paiaaara.
foruecem cidos cogulados que salo
por suas qualidades, aquelles que d o i
(ido i snponisaro calcrea. Os Srs. Moiniar e Jau-
ln, e o< Srs. Poital. fabricantes da Villetle. perla
de Pars, fnram os primeiro na Europa a eiemtar
em ponto gran le a d i-i il ico dos eorpos gerdaren-
tos. O Sr. de Millx a explora igualmente baje.
Mas como as patentes de inrenrlo em Fr.iora eaUa
a ponto de cahir no dominio publico, lodos m ajoa-
sos fabricantes estnro em breva na livre |
processo, e por toda parle preparam-se a p-lo i
pralics. Mo sera por consegaiote sem inte
eapo-lo aqui com algomas partiriilaridades. Ceaste
a questao de prioridade na invenrau desle roelbede
fez nascer muilas iliscasses e lem levantado eon-
leslaroes de toda a nalureza. emprehenderenses ao
mesmo tempo, fixar, com loda imparrialidade ea
lilolos que nos parecem locar a cada om em sea
desenlien,-! e em sua applicaro pralira.
Para mais clareza.romeraremos por astabelecer em
que consiste ete methodo uovo.
Tralando-se os eorpos gordurenlos m na razio de
li a 1. 0|tl de seu peso com ando -ulpbarieo aaa>
Irsdo.e elevan lo-se com a aju.la do vapor, a I rapeta
lura do mixto, produz-se, pela acrae rhjmica de
acido sulphurico, o mesmo efleilo de -aimnisaraa eme
os lcalis produzem, reagiodo sobre as gardnraa.
O acido sulphorico pode portanlo provocar, per ai
s e sem o concurso de urna base, o desdobraaaeert.
de um corpo gordurento em glveerina e em acido
gordurenlo. Someule, rmquauu qoe, aa sapaatsa-
eao pelos lcalis, a glveerina lica livre o iaalleravel.
aqui ella he destruida.
Mas esla ultima circumstancia nao pode latan
obre o resallado do fabrico, porquanlo a glx cerina
as mauufacluras de cidos sordurentos, he m pro-
ducto sem imporlancia, ao menos al o proaonlo ; a
por isso ninguem se da ao Irabalbo de recaawe-se.
e todos a rcjeilam com as asnas que provean de aa-
l'uui-ar.io. onde ella se echa em estado de liasala
Cao. Assim, o emprego do ando snlphariee per-
mute saponisar as materias gordurentas sem recae-
rermos n urna base alcalina como a soda, a pelean.
oo cal.
A descoberla desta maravilbosa acras de acido
sulphorico sobre os eorpos gordurenlos, he devida
a um de nossos habis chymicus, o senhor Ireanx,
que u'uma memoria notavel publicada em
monslrou que a ac;o dos cidos poderosos saWe as
materias gordureulas, apreseola urna grnale enele-
gia com a dos lcalis.
Os acidus gordurenlos, que sao formados em can-
sequencia do Iralamento das materias rarduiinlas
pelo acido sulphurico congelado, slo negro* a casan
que carbonisados. E par isso sera impeal ni po-
icar esses pruduclos por qualquer operario can-
ica. Mas se os collocarmus em um alamMa
rili-
mi
sabmellermo-los n dislilla^o. temi o cuidado i
facilitar sua volalisarao, por urna crranle de vapor
dagua fervente que alravessc incesaanlemenle esta
massa,os cidos gordurentose volalisam perfeileaaao-
le, sracas a correte continua de vapor d'agaa que
renova conslaiilemente para elles oesparo ondepudoaa
reduzir-se em vapor. Obtem-se, pois, no recipiente
onde os productos da dislillnru vera condea-iar-ea a
congelar, cidos gordurenlo, oleagineo, steariuo,
ele ; os quaes sao sem cor e sera cheiro sensivel.
Este mi vtu de a cirros enmrenlos he ao" depois !.-
mettido pressao, como de ordinario, para aepara-
rem-se os productos liqnidot do acido gonlureulo
cmiaeado, e esle ultimo pode servir, como aquelle
que provm da saponisarao calcarla, a confeccaanar
bugias.
Tal he o novo processo para a preparara, des aci
dos gordurenlos que designamos debaxo do neme
de processo por dislihnio ou de preparmro per
rio secca. Tentemos agora investigara qaem de-
venios referir a desenliarla desle mclhodo.
He um fado bstanle notavel qoe o pm rosea da
preparaeo dos cidos sor Jrenlos, por meio da ds-
(ilarao, se ache mencionado, pelo menos em |^ttc
na caris patente lirada na Inglaterra era lrj",pc|oi
seuhores Che vi eu I e (av-l.ussar, para a prepara-
eo das bugias steariras. Dissemos que ese acia
(i em parle he mencionado, nessa ra la patala -
e na verdade, (iax-Lussac ahi assigoala a poosibili-
dnde de obler os ridos gordureolos por distitufae.
|K>rm elle nada diz do tratamenlo anterior 'pelo
acido sulphuricu. Entretanto he esta operario a hese
e o ponto de partida desse processo, porquanlo a
simples di-lilacao nao poden a fornacer re-altado al-
gum til sem a aejao anterior ilo acido fulphurito
que pe patentes os cidos gordurenlos.
O mrito de haver sido o primeiro, em desere-
ver um methodo de saponisarao pelo acido ulpba-
rieo, perlence ao industrial ingles Jorge liwiuae, o
qual expoz com minuciosidad, em ama rarta pa-
tent lirada cm maio de 1810. um procesas ramn-
lenle em tratar ai materias gordurentas pe acido
sulphurico, e em dislilar ao depois no vacuo, a
producto desla operara, por iticio de um appere-
Ihoseinelhanle ao ,le que nos servimos as rrRaa-
coes de assucar para evaporar as dissoloroe* asnea-
radas.
Masa necessidade de fazer e de conservar usa
vacuon'um vaso de dimenets considerares, Ira-
zia um tal obstculo u execuro desse rtrnreass. uuu
nao se pude conseguir po-lo era pmin a.
Ira oulro industrial inglez. o Sr. Varge Ciarte.
liaba da sua parte emprehen li lo tirar parlido, aura
as manufacturas, do facto cientfico detroherta acia
Sr. Presa) ; mas elle nao linha -curso na distrfj-
cjto. A d.iliculdade de extrahir 3 MNl p-tjjis eorpos gordure.v;,isi, tratlos pelo rido
sulphurico concentrad'o demora fazer rnralhar a leu
latir do Sr. Ciarte.
Esla importante questao, que l,u rnrrlada sevn
rcsoltaJo na Inglaterra, nevera ser feliz e rertela
meiilc re-olvida peja industria francesa.
Em 1811 o Sr. Duhrunfaut. a quem a< artes iu-
duslriaesdevem muilas niiovari. e aperreirai.men-
tosulei. aceitn urna rarta patente para a "di.lila-
r.o dos eorpos gor.lurenlos. EIJe obravn. romo l.ax -
Laasac, provocando a volnlilisarao dea ridos sorda-
rentos por urna rorrete de vapor que alraveaara as
materias distilailas. Ma. o Sr. Dotounaot. a.
mais que oSr. liax-l.ussac. se havia l.nthra.lo d.
fazer inlervir a acra anlermr de rido -slpl,,,,,,
por quanlo a purificaran dos oleo- era ohrrlud" ,i
objecloque elle livera em vis!... a quc.|0 nao es-
lava porlanlo mais adiantada que danto-. ~ --
O methodo que nos orcupa s, pndia e,lir rotu a
condirao de combinar e de fazer marchar coucur-
rentemente a saponisarao peto rido iilnhurico, a
a ilislila.-.. paje enlerme liario do vapor. Oral a
combinarao destes flajaj meios foi pela prime-ira ve
rezularmenlp posta em nralir.i por -lou- habis osa
nur.irlureiros da Villetle, os Srs. Moioiere Jaillou.
e os Srs. Poizal. Loao sobre elle* he qoe recabe lo-
do mrito de>ta importante arquisiro industrial
Cenxm todava lembrar. para fazer' justira a <-ada
um. que na Indalerra ama palenle. reila era IHI-J
pelos Sr. C.uilherme Qajja, Jones e Jorge Wissau.
rspecifirava cte emprego rombiiiado da iij aiis
ro sulpburica e da dislib, ma. nf> lrmrm
processo desi ripio nela palenle nao p. le -orlw rl-
feilo em Inglaterra. So dopots d re-altado Mido
nestas novas ..peraroes, por ajajajaj i,,|,ri.-anle. da
| Villetle, fui que a companhia nslesa ruidou em
, adopla-lo. Es.es processo eram ,-haaailo. a repse-
| sentar um papel da dtais alt importancia en In-
glaterra, pois que o oleo da palmeira, que nae pode
ser tratado pet snponisarao calcara, be e producto
quasi evclu.ivamenle explorado naquolte pas.
lie portanlo a Tranca qne tora a honra da dr*re-
berla scienlifica e da applirarao industrial do mc-
lhodo de di-lilaco pela prepararan dos ridos 8x-
d urentes.
Em pnuros aqnns, ella marchara par do enligo
proresso, e, em muilos casos, o substituir ram ven-
tajera. Nao seria m illerenleatMgttrar qne a ia-
MUTIL ADO
ILEGIVEL


DIARIO OE EMAlUCB QUANTA FEIM 20 OE MARCO I 18(6
A
duslria slearica, que deve sua creado ao genio asi-
entilico e maDufaclureiro da Frauda, Ihe deveu lam-
hm este importante aperleii.oamenlo. lim lauro de
villa os galeras da eiposicaio, sobre ai bugias ob-
lidas por meio da dis!ilac,o, pelos Srs. Moiuier e
Jailluu, pelo Srs. Poizate pelo Sr. Millx, basta para
mostrar que esscs producios rita de urna qualidade
pura.
N3o deiiaremos o ex.une dos productos da indus-
Iria slearica que perteneca Franca, sctn fallar-
mos de urna tenlaliva de simplificirao do processo
precedente propona pelo Sr. Fresnx, a qucm deve-
nios a importan! ubiervac^o scieuliflca, que servio
de ponto de partida ao processo de dislilacao dos
corpos gordurentos. O Sr. Fresny, reconlieceu que
se em vez de faier-se uso, para saponisar as banhas,
de acido sulpliurico concentrado que empretece, e
allera as malcras gordurentas, e determina urna
perda aseas notavel de producto, empregar-se acido
sulpliurico dilatado a agua, evita-se esla alterado c
pode-se escusarde distilar os productos. O proces-
so do Sr. Fresny est sendo presntenteme empre-
gado em pequea escala, na fabrica do Sr. de Millx
um modelo de seus productos figura na Expsito.
Todava nSo parece que este melhodo lenha fu-
turo.
Enlre os producios novos que a industria slearica
eupoz ao publico, por occasiao da Eiposijao, dis-
tingue- ainda o acido sebceo, acido gordurento,
"olido, que se obtem tratando o oleo de ricino pela
soda caustica fervente. O acido sebceo, cuja des"
coberta e apropriacio industrial be devidaao Sr. Ju-
lio Blouis, preparador dos cursos de cbvmica no
conservatorio das artes e oflicios, pode com muita
vantagem servir para .1 confer;.10 das bugias. em
razo de seu ponto elevado de [tute, tem que os
direilos de importarlo que pesam ainda sobre o oleo
de riciuo, toroam boje pouco econmico o eroprego
do acido sebceo, que nao pode vender-se por me-
nos de tres francos o kilogramma, esse producto pu-
de enlretaulo fazer de agora algam servido ao fa-
brico das bugias. O acido sebceo, misturado com
o acido slearico, que serve para confeccionar nossaj
bugias, augmenta-Ibes a durarlo e a elaridade, e da
um aspecto imitando a porcelana. Como rile em-
baraza a crislalisarao do acido stearico derramado
as formas pode-se misturar com vantagetu as ci-
dos molles e mui cristalisaveis que provetn da disli-
lacao ; I a OpO de acido sebceo juntos a estes
productos molles e fusiveis basti para os tornar Uo
doros como a cria. Esse novo producto (ambeni
pode substituir a cera, que os fabricantes sao obriga-
dos aempregar, nesle caso particular, para obstara
crislalisarao do acido stearico, e augmentar a consis-
tencia da bugia.
Urna outra circularn liga muito iuteresse a des-
coberta do acido sebceo. Tratado pela soda concen-
trada, o oleo de ricino fornece, ao mesmo lempo
que esse acido, um alcool novo, o afeoo caprglico.
Esse liquido he proprio para a illuminarao, e pode
substituir com vanlagem o oleo de schislo para as
lampadas, porquanto nao lem cheiro ; elle poda dis-
solver as rezinasque entram na composico dos ver-
nizes, e se applica, em urna palavra, a todos os usos
a que o alcool pode ser consagrado. A suppresso
dos diieitos de iaiporUc,ao que actualmente ferem
ricino, teria, pois, em resultado dotara
industria slearica de recursos novos. Como esta
qoeslo nao pode alem disto adiar obstculos bem
serios, nos confiamos que em breve verse-bao rea-
Usadas as nteis coiisequeucUs iuduatriaes que resul-
tan do bello Irabalho scieulifico de nosso modesto e
charo companheiro de esludos.
Se passarmos agora aos producios da industria
slearica, considerada enlre os oponentes estrailgci-
ros, chamaremos em primeira linha 1 Sociedad*
Priee, que goza em Inglaterra do monopolio do fa-
brico das bugias slearicas.
A Sociedaic Price be o eslabelecimento o maia
colixsal que existe no mundo para a prodacgAo das
bugias. Ella possueciuco fabricas e vastas plauta-
roes em Ceylao ; ella distriboe annualmenle a seus
accionistas um dividendo annual de inais de um mi-
Ihao.
lie exclusivamente pela dislilacao que os nossos
visinli.), de J^n.itiT- yrgj)--xin-b^p "i.ridos fliir--i

**
/

tdureulo. Os diversos leos de peixe, c M baulias
alteradas sao as nicas materias gordurentas que
abundam em Inglaterra, e a distilarao s permitle
operar com es-es productos.
Mas a dislilacao, quando nao se a execula com
muito cuidado, d bugias que rilo bem inferiores .is
oblidas pela sipnuisiiMi calcrea. Donde resulla
que a bugia slearica dos Inglezes be bem dilTereule
da uossa ; ella exala um |clieiro desssradavel pro-
veniente da impureza dos cidos gordurentos nblidos
pela dislilacao do oleo de palmeira. Aquelles de
nossos leilores, que ja loram i Inglaterra, poderam
convencer-se da verdade deste fado. A bugia slea-
rica que em F'ranija deixa pouco a desejar, nao be
em Inglaterra muit? superior a vela de sebo ; 11,m
se pode pega-la, sem que ella largue nas maos um
cheiro desagradavel eduravel. Na verdade, em
Inglaterra exislem bugias de urna pureza admira- I
vel, e que mesmo sao bem soperiores a lodas as nos-
sas : sao as bugias feilas da banba da balen (esper-
macele cujos modelos bstanle bellos podem-se
admirar na ExposicSo. Mas be esta una illumina-
co de luxo. Es-as bugias que sao muitas vezes tin-
tas com gamba/je, e trazem o nome de cera trans-
parente, se vendem por libra a 3 francos. Na In-
glaterra, a classe rica pode obler urna illuminarao
de bugia perfeita ; mas, como tolalmenle os pro-
ductos mais communs fallum, a classe pouco abasta-
da he, sobre esta ponto, muito meatos favorecida
que em Franca, onde, a mais pobre casa pede alu-
miar-se com o mesmo luxo que um mioistro ou um
corretor de cambio.
lia urna cathegorii de producios expostos pela
Socieiaie Price, que ofTerece um mui alto grao de
iuleresse, porque be lalvez detliuada a abrir um fu-
turo lodo novo i industria slearica : queremos fal-
lar dos acido* gordurentos, que seemprehendeu pre-
parar em Liverpool e em Londres, por meio da sa-
ponisacao pela agua. Algu'mas cousiderag.es llieo-
ricas v3o dar-nos cotila da natureza e dos meios
praliccs de.-le novo melhodo de tralameulo dos cor-
pos gordurenlis para tirar os productos destinados
illuminarao.
Oschimicos sabem que quamlo se submette um
elber composto da dupla influencia do calor c da
agua, decompe-se este etlier em alcool e em acido ;
o vapor de etlier actico, por exemplo, misturado
com o vapor d'agua, e sojeito n'iim tubo, una tem-
peratura convenientemente elevada, produz o al-
cool e o acido actico. Esta deenmposi^ao que o
calor provoca, tambom pode ser produzida pela ni-
ca accao do lempo.
O etlier actico, conservado muilos annos em pre-
senca de urna pequea quautidade d'agoa, altera-
se, loma-se acido, e entao se o examinarmos, acha-
remos que elle encerra alcool e.acido actico. Lo-
ro, os principios inmediatos que compoem os corpos
gordurenles naturaes, a tlearica, a olena, a mar-
garina, etc., considerados debaixo do ponto de vis-
la theorico, sao verdadeiros eideres composlos. As.
sim como o mostrou o Sr. Cbevreul, quasi no come-
en da chimica orgnica, o acido stearico e a glyce-
reptesentam os dous elementos desla especie
de elher, qiierconstilue a slearina. Mas, assim co-
mo os etherescompostos se lransformam em acido, sob a influenc do calor e d'agua, assim
timbeen os principios immediatos dos corpos gordu-
rento* podara Iransformar-se em cidos gordurentos,
em glycerioa pela nica acra o d'agua e do calrico.
Se submettennos, com effeilo aslearina, a oleiua
ou mais simplesmente um corpo gordurento natural,
como o sebo, i acc,ao do calor e d'agua, decumpo-
rao-lo em eh cerina e em acido gordurendo, em ou-
Iros termos saponisamo-lo. A cSo, que de ordinario se nao produz seno com a
acrio das bases alcalinas sobre as materias gonlu-
reulas, e que pode tambem ler origem pela inllueii-
rii dos cidos poderosos, pode ainda cuccluar-se pc-
lu.nica acro d'agua e de urna alta temperatura.
A a |i|>|icarao pralica destas vista elevadas da (he"
ria nAo escapou aos nossos cliimicos de boje. O se-
alior Dubrunlaul observara, appliiando seu processo
de dsliilatSo ja meucionado, quel)uandose faz pas-
.1:10" .1 340. Mas o emprego deslejmelliudo apresen-
lava muitos perigos para que fosse adoptado na in-
dustria. A pressao do .vapor levada a temperatura
de :til) he de tal sorle consideravel, que he para te-
mer o arrombamento dos lubos, e por conseguidle,
o incendio.
L'm cbimico belga, mui dislinclo, o Sr. Melsens,
reconheceu ltimamente que a addicao de urna pe-
quea quanlidade de acido na materia gordurenla a-
mendoad.i com agua, favorece singularmente a sapo-
nisacao da banba pelo calrico. 0 Sr. Melsens faz
uso de urna agua tonteado resquicios de um acido
poderoso, como o acido sulpliurico, ou quanlidudes
um pouco mais fortes de um acido fraco, tal como o
acido brico. Encerra-se esta mistura n'om ato-
clave, islo he n'um vaso metallico de superficies gros-
M extremamente resistente, e hermticamente' fe-
chado. Este aloclave seudo exposto a accao do ca-
lrico, o vapor formado 110 interior adquire a pressio
e a temperatura suflicienles para determinar a sapc-
nisacao do corpo sordureuto. Separa-se ao depoi-.
segundo o processo ordinario, o acido liquido dici-
do congelado.
Mas este melhodo nao he mais ortica que o pre-
cedente ; elle expie aos nie>mos inconvenientes co-
mo aos mesmos perigos, e dillicilmenle achar-se-lii*
um industrial que se atravesse a fazer Irabalhar un
aloclave que coulivesse vapor levado a pressao de
t ou \-> atmospheras.
O sabio director da SociciladePrice o Sr. Wilson,
obra de outra maueira para chegar ao mesmo resul-
tado. Elle colloca n'um vaso mctallico a materia
gordurenla amendoada pela agua ; sujeila essa mis-
tura a urna temperatura elevada e extralie os cidos
gordurentos por dislilacao, sevuudo o procesio or-
dinario deste ultimo melhodo. I'roilutosa assim ob-
lidos foram npresenlados na Exposirao; elles leem
(odas as qualidades exigidas pelo commercio. Mas
he lora de duvida que urna '...1 operarao nao be pra-
licavel de modo algum em poni grande. Para ob-
ler, pela aeran d'agua smente, a sapooisacan, que
deve preceder a volalilisaran dos cidos gordurentos,
he preciso altingir urna certa temperatura lila, e nao
exceder durante lodo curso da dislilacao. O proces-
so de urna semelhante operarao nos parece impos-
sivel; tambem esse procc-so nao seria, seguudo pen-
samos, jamis coroado de resollado.
Em resumo esla maneira de obter os cidos gor-
durentos pela nica accao (Tagua c do calor comlilue
urna brilbaute applicarao das llieorias modernas da
chimica orgnica. Ella he essencialnicnle nova, por
quanlo de pouco lempo graeas Exposicao univer-
sal, he que os industriaes do reslo'da Europa live-
ram conherimenlo della. Mas ella nao est ainda
senao em seus primeiros passos, de sorle que he im-
possivel prever os resultados, que ella podern dar
para o futuro. Se consesuirmos apartar os pericos
extremos a que ella expe, podara lalvez substituir
um dia os dous processos que eslao artualmente em
uso. Assim poder-se-hia simplificar singularmente
o manual operatorio, por quanto se produziria ao
mesmo lempo nao so a dislilacao do acido gorduren-
to como a sapooisarilo da materia. Porcm, mis o
repetimos, as n/essoes enormes, as quaes be mister
recorrer inspiram,com razo, serios receios aos fabri-
cantes, que seriam tentados a emprehender esse pro-
cesso ; c (al be o obstculo que lem deudo al ago-
ra o desenvolvimenlo deste interessaute melhodo.
Todavia, muilos experimentadores eslo ueste mo-
mento em obra, e a preparacao dos acido* -t luren-
los'pela ace^O de agua, qje mo existe ainda seno
em principio, he talvez chamada a lornar-se um da
o melhodo universal.
Keceiamos abosar da altenco do leilor, examinan-
do minnos menle os diversos producios do fabrico
das bugias stearicas, que foram ipretenUdo) ni Ex-
posirao pelos uniros fabricantes estrangriros. Na
Aliemanha, na Prussia, na Blgica, llespanha, Pie-
monte e na Italia, he sempre pela saponisacao cal-
carea, e excepcionalmenlc pela' dislilacao, que as
bugias slearicas s3o preparadas. Como nenhum en-
sillo ulil poderia resultar para nos da comparacao
des-.es diversos productos, dcixaremos esle cuidado
ao jury das recompensas olliciae-. O que nos im-
portava, eo que lomos empehendido fazer nesle ar-
Uy un aip ir vn MM Irilnrm 11 aliada arlr-q da
Moura Jos Joaquim Alves Jnior Jos Fran-
cisco Pedroso Jnior, negociante Americo Itrasi-
liense Cavalcanli de Alliuquerque, ncgooiaiile
Zacaras Kodricues de Sou/.a, propietario e capillo
de guarda nacional Antonio l.ourcnco de Albu-
querque t'.oelho, vereador Alexandre lle/errade
Albuqucrqne Barros, vereadorMauoel Rodrigues
dos Passos, negociante Aleuudre da Molla titi-
lo, alfere da guarda nacional Lucio Prudente
de Nanziazeno, cscrivo da subdelegacia do prime!-
ro districto.
Aquccimento c illunlinacao' por ba-
1 ato preco.
Kelaloriu sobre o gil hydragaaM pon e exlrahidn
d'agua, comparado com o gal de carvao de pedra
e o saz de lonrba por M. A. (iaudin chimico cal-
culista do gabinete das lungitude* do observatorio
de Pars.
se 10 cobertores de la e aulorisuu se para comprar
os medcamelos e oulro* objectoi por elle requisita-!
dos para soccorro dos cholencos da Boa-Visla, a seu
cargo.
Ao Sr. Ir. Jjaquim Elvirn de Muraos Carvalho,
forneceu-sc os medicamentos que pedio, para soc-
corro dos cholericos necessilados do seu conheci-
menlo.
Ao Sr. Antonio Jos (jomes do Corrcio, entreguu-
sc >eis cobertores de ligedlo, lea covadi.s baela, seis
leni-iies, e medicameiHo- para socenrro dos cholericos
pobres da fregtiezia do Poco da Pnnella.
Dos cholericos, que sabiram, foram soeenrridos no-
ve com Ires mil res cada um para as respectivas die-
tas.i)r. Hibeiro, medico do hospital.
ommeto.
i-KALA l)f> KECIFE 1! I>E MAKCOAS3
tlORAS DATARDE.
Oilaof.es olllciaes.
(..1 ti 11 1 snbrc Londres7 d. IMl i||v.
O nosso seculo he notavel pela successa.. das des-1 AHuear maacavadoiJtOO c 2*400 por arroba com
sacco.
l-'rcdcrico Hobiltiard, presidente.
/'. Borge*. secretario.
industria slearica, e os progressos novos que para o
futuro lite arito reservados.
Lou*s I'igucier.
{Preste.)
f$nblkac&e& apebito.*
ACADEMIA IMPERIAL DE MEDICINA.
Parts, SS de ulho de 1853.
O Secretario Perpetuo da Academia, ao Sr. l)r. J.
d'Aquino Fonseca, Presidente da Commisso de
11) -iiene Publica da Provioca de Pernamboco.
Illm. Sr. Collega.Em um relatorio, apresentado
na sessao de 17 de julho de 1835, a respeilo de di-
versos documenlos relalivos lepra, o Sr. Giberl,
relator, mencouou a Academia a memoria que vos
haveis dignado dedincir-llie
ir como um Irabalho vcrdadeiraraenlcoriginal e i or-
lo da observadlo clnica de um pralico instruido
e esclarceido
E a Academia, adoptando as concluses do relato-
rio, decidi :
I. Que uina carta de agradccinieulo vos fosse di-
rigida err. seu nome .
2. (Jue vossa memoria cerca da lepra fosse re-
medida ao vomite de publicarlo, encarregado da re-
Jacro do vnlume annual das memorias da Acade-
mia.
Itepulo-me muito feliz, honradsimo collega, por
ler de anuunciar-vos concluscs to favoraveis, e
pero-vos de acreitar a hoineiiageni de miaba mui
dislincla consideraran.
ubois.
Illm. Sr. Os abaixo assigiia los, testemunhas
oceulares dos servicos relevantes, que V. S. acaba
de prestar nesta cidade com o iles'.ac.-imeulo do seu
commando, nao podem ficnr abafados nos nossos co-
rares. V. S. acompanban'lo dia e imite ao nosso
digno delegado de polica o coronel Tiburlino Pinto
de Almeida cumpria com todo o zelo, energiae co-
ra-em ou s<>, ou acompanhado dws seus denodados
subordinados todas as ordens que Ihe eram dadas,
ou fosse para observar o esladn dos cemilerios, ou
para fai.ui.anliWri'aa,corpos insepullus, e fechados
dentro das casas desta^fflTm?7^u#-Jp*Se~niesino para
se dirigir a Cacimbas, onde primeramente appare-
ceu o lerrivel iniuiigo. que dcvaslou a aoaaa infeliz
cidade. V. S. como he conslante aludos mis, ainda
mesmo adoenlado como esleve percorria as ras des-
ta cidade para soccorrer aos afilelos. Em fim V.
S. deu provas evidentes nao s da sua curagem en-
carando os horrores e alllicces porque passamos,
mas tambem de hnmaiiidade. (lueira por tanto V.
S. aceitar os nossos cor.li.ies agradecimenlos ; que
para alo ficarem occullos nas sombras da honest-
dade, rogamosa V. S. a permissao de sua publici-
dade.
Dos guarde a V. S. por muilos annos. Cidade
da Victoria"!! da mareo de 1856. Illm. Sr. Jos
Antonio Pestaa, disnissimo lente e ccminandan-
te do destacamento de policia desla cidade.
JosCavalcauti l-'erraz de Azevedo, prcsi.lenle da
cmara Manoel Jos Pereira Borges, aubdeJegado
do prmeiro districloJoaquim Pedro do Rceo Br-
relo, juiz de paz do I districto Feliz Cavalcanli
de Alhuquerque Mello, esenvo de nrphaos interino
Jo3o Carlos Cavalcanli de Alhuquerque, alferc$
de guarda nacional Jnao Cavalcanli de Alhuquer-
que, escrivo da collecla cera Filippe Cavaleanti
de Alhuquerque, escrivo interino do rivel l-'ran-
cisco de Amurim Lima, alferes de guarda nacional
llermoaenes (ioncalves Lima, capitao de guarda
nacional Jo3oJos Ferrera, aagoeialo Jos
tiomesSilverio, negociaule Thoinaz da Aquino
Olivcira, negocianteJoiio de Freilas Pinto de
Sooza, negociante Filippe Antonio Rodrigues da
Cosa, negociante.loodc Moura Floreado, pro-
fessur publico Evaristo Velloso da Silveira
Miguel dos Anjns Alves Pra/eres, lenle da guar-
da nacional Leandro Gomia Sauliagn, negociante
Alexandre Jos de llollanda Civalcauli, alferes
cuberas devidas as -ciencias applicadas. O carvao
de pedra e o vapor se iiuem e rivalisam para Irans-
forinar as materias primas em productos apropiiailos
a todos os inisteres da vida, assim o preco descosto
dos objeclos manufaclurados de srande consumo e
de primeira necessidade, iiep.-n.le quasi sempre do
preco do carvao de pedra queimado.
Depois de ler monopolisado o aquecimenlo in-
dustrial, o carvao de pedra pela sua propria dislila-
cao. lem conquistado igualmente a illumiuacao in-
dustrial ; islo he, a illumiuacao mais pralicavcl e
econmica.
Masis que o vapor d'agua, este lilho ingrato,
vem disputar ao earvio do pedra o aquecimenlo e a
itluiniiarii, dando 1 lio um cunho de asseio e salu-
bridade descouhecidos al boje neslas duas upera-
coes essenciaes nas nossas babilares.
(I aquecimenlo por meio da lenha vai de dia em
Jia dimiuuindo em nossas graadea cidades por va
lo aquecimenlo por meio do carvao de pedra ;
quanlo a illunlinacao pelo yaz de cirvo de pedra,
reina boje r uno soberana, sem parecer temer rival
algum .- porem como ja diaaa em principio, nao ha
limites ao procresso, e a invenro que boje brilha,
empallidece iogo peraulc a imiovuro que lite suc-
cede.
!) aquecimenlo e a illuminarao liver.ini sempre
por base a combusiao do carbone e do hydrn^eiic
dando lusar, por isso mesmo, > um vapor hydro-
carbure vulgarineule chaiuado alcalro que, conden-
sando-se em partculas mui tenues, produziraiu o
ncxini popular: a nao ha foso sem fumara. Com
ludo cqueriinenlo por via de carvao de lenia ou de
pedra veio desmentir o proverbio, ainda se poda
dizer nao ha illuminaeo -em fumara; porem o que
carvao tinba leito para o aquecimenlo, ohydroge-
nevai fazer no inesino lempo para o acquecimenlo
e a illuminaeo arden lo por si s, islo he, sem car-
bone.
0 aquccimento por meio do rarxode pe-Ira pa-
rece seco aquecimenlo econmico por excellencia
para a grande industria; a maneira do aqueci-
menlo domestico, lambem elle lem um grande po-
der e un brillin nolavel ; peiem o proverbio citado
se Ihe applica com toda a sua forrea ; a fumara es-
capando das nossas casas pela chainiu, torna" a en-
Irar nella* pela pnrla, esla fumara de carvao de pe-
dra, que he um ajuntamentn de todas as combina-
eoes possiveis de bjdrogene e de carboue com cer-
ta dose de materias sulpburosas, vicia o ar das
grandes cidades em um grao extraordinario.
Sou levado a crcr que ella excrce grande influ-
encia 110 spleen dos ln^Jezes.
A fumara da lenha he menos activa sobre a uossa
reapiraelo, todavia durante a invern, quando o
lempo he sereno, che sobre faris ; he esla sua cer-
rarlo vermelha que penetra por lodas as partes, vo-
lt nos apposentus, vicia a respirarao e causa nauseas
e dores de cabera sensiveis.
Nos residuos da combusiao do carvao de pe'dra,
pondo de parle o alcalio e o carbono dividido,
ocha se o acido sulphuroso, o acido de carboue c o
acido carbnico ; mis residuos de combusblo da
lenha, nao se ada acido sulpliuruso ; o alcalro e o
carbone acham-se em inenur quantidade.inas o oxi-
do de carbone e acido actico sao muito mais abun-
panles.
O carvao de f.edra da lambem vapores de benzt-
ne, de paraphiue que sempre sao caraclerisados pe-
lo cheiro da propria fumaca. Leinhro-ine de ler si-
do atacado de spleen em Londres e de dores de ca-
bera pelas fumacasde Paris, aflecroes que liram seu
.arador da dill'ercnca de coiiiposicao das fumaras.
Os fosos alimentados pelo koke ou pelo carvao da
lenha nao fazera fumara, mas os vapores dcsles car-
vOesreagem enrgicamente sobre a nossa respirarlo
despren.le-se dokokebxdroscne sulphurado e acido
sulphuroso, e do carvilo de lenha, trrenles do oxi-
do de carbone.
A illuminaeo a ga/., extrahida do carvao de pe-
dra produz as mesillas emanarles nocivas que o
koke, tapono que a illuminaeo pelo saz hydroge-
|ne puro su produz aeua : por lano. qur n'gaz bv-
irogene sirva para aqueeer ou allumiar, o residuo
da sua combusto pode misturar-so com o ar, sem
que o olfacto nem 0 paito sejam de maneira alguma
afleclados.
Assun o gaz hxdrogcne puro lorua-se um ele
ment superioi de aquecimenlo e illuminaeo c
merecer cada vez mais esle lilulo se for econ-
mico.
lia muilos anuos que se reconheceu uo hydrogene
um grande poder de aquerer, mas o seu preco ele-
vado limilava o seu emprego experiencias de phv-
sica e de chimica. Pela miaba parle, queimei o b>-
drouene mais do que uinsuem ; maiidei construir
ha I i anuos, apparelbos para carbora-lo e queiina-
locom una ehainma brilbanie.c tambem para o fazer
alminar com platina ; porem nao linha processo e-
couomico para produzi-lo em ponto grande.
lloje o proble.na du aquecimenlo e illuminaeo
econmicos por meio do gaz hydrogene puro acha se
comple(amelilc es l\i lo.
Debaixo de um exterior brilbaute, a illuminarao
a gaz de carvao de pedra apreseula, quer na fabrica-
c.io, quer uo uso, urna nuillido re incoiiveoieiites
que desappareceru subsliluindo-lhe o gaz hxdro-
geuc puro.
A fabricarlo do gaz de carvao de pedra produz
urna quanlidade consideravel de alcalro, do at;uas
ammoniacaes, de composlos sulfurosos e le oxido de
carboue. Faca o que lizcr depois da puhlicarao,
lica sempre urna quanlidade as-az nolavel desses di-
versos producios que rorrocm cada vez mais os canos
.1 con :oi; 1. Esle gaz he infec e mui delelcrio
pelo seu oxido de carboue que liada pedo Ihe liiar ;
sem contar o hydrogene sulphurado, o sulphu de
carbone, a benzine, a paraphiue e a uaphlaliiie,
composlos totalmente veueno-os que consliluem em
grande parle o seu poder allumiador.
Por menor que seja a exlravsac;3o, o saz de car-
vao de pedra derrama por (oda parle o seumochei-
ro, c seus composlos sulphnrosos embaciam os me-
laes, as pinturas o oa estofos. Verdade he que nao
pule arder sem fumigar, de orna maneira invi-ivel,
nem por isso deixa de fazer fuiuaea do quando em
qoando, e com a conli negrece. O hydrogene sulphurado produz acido
sulphuroso que faz desappareccr as cores mais lixas.
Todo isso passa-se impunemente uo exterior, mas
uos ricos armazeuse nas hahilaees explendidas, he
11:11 verdadeiro llagcllu que ludo destroe.
Em resumo, parece-me que o aquecimeuln e illu-
minaraii pelo gaz hvdrogeue puro, realisam 110 mais
alio grao : Ecouomia na produrc.lo. cominodidade
no emprego, seguranza e salubriiiade comparaliva-
meule ao gaz de carvao de pedra. O momento pa-
rece-me portaulo ler chegado para o gove no fazer
exceular pelas companhias de saz de carvao do pe-
dra, a clausula dotcontrate* que as obrigan a pro-
porcionar a capital O progreso adquirido na fabri-
car-lodo gaz ; porque he exilenle que a prodcelo
do saz hxdrogeue be muito mais barata no que loca
o conxboatWol.a mAo d'obra e deapeaai ginea ; mais
salubre e menos explosivel na raaiuria dos casos :
pelo contrario, seria urna negaro de Justina eviden-
te. Esla medida seria lano mais opporluna, quan-
lo as proprias companhias, acbriam nella um aug-
mculo de beneficios produzidn pelo aquecimenlo,
pelo gazhxdroseue, lomado pela sua commodidade,
rapidez, aceio e economa uina precisan de todos os
instantes.
Por falta de poder cmprrgar a canalisaro actual
uo servieo do saz hxdrogcne, por causa de sua im-
perfeicao, lornar se-lua uecessario ler duas canalisa-
res, das quaes nina a antigl serviri para o gal
le illuminarao. produiido nas melbores condicoes ;
por exemplo, o gat hydrogene puro, misturado com
o saz de oleo de 1 ut> 1 ; e a oulra canaisieo a no-
va servira uuicaineiile paia 11 gaz hxdrogeue pu-
ro empresado 110 aquecimenlo c illuminarao, con-
forme a vontade dos assignaiiles ronsuinmnlores.
M. A, tiaudin, cbimico calcalUta do gabimti das
longitudes do nbservalurio de Paris.
Paris, l.'i de oovembro de IK.
CAMBIOS.
Sobro Londres, -Si A. por 13-
a P.iris, :iN rs. por f,
o Lisboa, SUpor 1IKI.
o Rio de Janeiro, ao par.
Acedes do Banco, 35 OO de premio.
Acones da compauhia tic Beberibe.
Acees da compauhia Pernambucana
.iCOIM
ao par.
veira, eq-jipasem i, carga couros c sal ; a C. C\-
raco da C. Moreira. I'assageiro, Manoel Ma-
chado.
Montevideo31 diaa, polaca lieapaobola Men-a-
geira, de 137 toneladas, mettre Jaime Millel,
equipagem II, em lastro ; a Vinva Amorim A-
lilho.
\avios sflAidos no mesmo dia.
Nen-BedfordGalera americana "Europa, meslre
Vinel, carga a mesma que Irouxe. Suspendeu do
lameiro.
iuamarLancha Feliz das Ondas, meslre Ber-
nardo Jos da Cosa, carsa varios gneros. I'assa-
geiros, o reverendo padre Loiz Francisco Teiieiri
de Souza, Tertuliano da lloeha Percado,Joao Cor-
ren de Mello Jnior, Late Pereira da Silveira.
Francisco Antonio da Silva. Antonio Carlos de
Azevedo, Manoel Vicente da Cuaba, Meuoel Her-
menegildo Carneiro da Cunha.
Portea do sulVapor brasileiro S. Salvador, com-
niandanteo l. lente Antonio Joaquim de San-
ta llarhara. Alem dos passageiros que sesuem
dos portos do norle, condoz mais de-la provincia :
Carolino Duarlc de Alhuquerque c _! esclavos,
Manoel Jos Machaifb, l-'rancisro Laudclmo da
Silva, Antonio de Paula Teixeira Um-. Manoel
Lilis de Araujo, Dr. Ernesto Feliciano da Silva
lavares, John (,)ranl, Antonio Moreira Pontea,
acadmico de medicina Antonio Jos (.ampollo
Jnior, II piaras de mariulia.
Sbitue.
O Illm. Sr. inspector da Ihcsotiraria provin-
cial, em cumpriinento da resoloro da juntada fa-
Jlilidadl Publica, M) porcenlode premio. I zonda, manda fazer publico, que no dia :t de abril
Indemnisadora.-sem vendas. |lruxl|)|0 ^^ a praJ
Ib-- mo de lcltras, de i a 15 por ()(.()
METAES.
duro.lineas bespanholas. ^Xj t SjoO!)
Mocitas de (i.;ilKI velhas .... |6|000
6$i00 novas .... |i -i-i,i
JsOOO....... IcIHHI
l'rata.Palaces brasileiros...... tfOOO
Pesos columuano-r.*'. aslXIO
u mexicanos....... 1:?8b0
AI.FANDECA.
Reudimenlo do dia I a 18. .
dem do dia I!)......
H'clliiJ.VII
11 :H72jK(iS
136:8171369
Desr.arregam no dia de marco.
Brisuediuamarquezerlhamei cadonas.
(jalera inglczahitogeneidem.
Briguc escuna americano.Slicarlf iriuba de Iriso,
tiale brasileiru(-'01 rei'o do Norlegneros do paz
IMPORTAR AO.
Calera ingleza Imogene, vinda de Liverpool, cou-
signada C. J. Astlex A; Compauhia, manil'eslou o
sesuiule '
11 caixas e t(l fardos fazendas de alsodo, S di-
tos e -2 caixas ditas de 13a, :l fardos cobertores, t cai-
xas cassas ; a Roslrou Booker & C.
V.) gigos, 1 caixael harnea luuea, t raixa obras
de selleiro. 70 dilas e JO fardos fazendas de algodo,
I Misa obras de selleiro, II fardos cobertores, 3 ditos
la/en,las de 13a ; a Fox Brothers.
."> caixas fazendas de alsodo, 1 dita dilas de la e
also 13o, > dilas tapetes ; a J. heller A; C.
: dilascouro de luslre, 5 dilas chapeos e bonetes
de p ilba. I i suts e 10 fardos fazendas de algodo;
a Isaac, Curio i\ C.
I caixa couro de luslre ; a J. R. da Silva.
."O ditas queijos, :i fardos panno para saceos, u
barris manleisa ; a Me. Calmoul AL
1, caixas fazendas de lindo, 10 dilas e ~> fardos di-
las de algodo ; a Adamson Howit A; C.
1)0 barricas machados, ditas ferrageus, 8 pares de
fules ; a Bren ler a Ulan li- ,\ C.
2 caixas fazendas de linho ; 'a Rabc Schamelt ,\
Compauhia.
20 fardos e 9 caixas fazendas de algodo, 2 dilas
carias para pisar, I dita bolees, 6 ditas couro de
luslre ; a N. 0. Bieber A; C.
i ditas lencos de alsodo, 2 dilas cha, :l ditas fa-
zendas de seda e algodo, 99 dilas e 168 fardos dilas
le algodo ; a II. liibso.i.
50 barris maulis. -2 caixas e :l lardos fazendas de
linho, (0 ditos e :!.! caixas ditas de algodo, i ditas
ditas de la, 10 ditas chapos de sol ; aJ. Crablree
\ Compauhia.
18 fardse III caixas faxen las da algo.lao, 6 dilas
e 1 fardo ditas de linho, 6 ditos algodo para saceos,
3 caixas couros, 50 harria manleisa, 13 barricas e
107 sisos louea ; a Johusloo Paler ii C.
611 fardos e "26 calas fazendas de algodo. I dilos
dilas de linho, S caixas cobre, I dita zinco, 7 ditas e
I fardo metal, I barrica pregas, I dita cerveja, H"2
dilascanella, 80 saceos pintante da ludia, 40 tone-
ladas carvao de pedra, I8S fexes c JIJO barras de
ferro, com 14 toneladas, |-2quinlMes, lvarroba c 15
libras ; a C. J.Astlev t\ C. r"
I lardo cobertores a Luir Vn ionio de Si-
queira.
t barrica bnuba. 1 carrosa. paroles com os
perlcnces para a mesma ; a 1). W. Bowmaou.
1 caixa luvas de algodo e meias desuda ; a 1-ei-
del Piulo A; C.
2 ditas machinas para plantar, I sacco semenies .
1 ti. Patchell.
I caixas objeclos de selleiro, S barricas ferrasem,
."> ditas dobradiras ; a E. II. Wyatl.
I caixa obras de selleiro. 3ditas fazendas de laa, I
dila e II barricas ferrageus, 0 fardos fazendas de li-
nho ; a J. llalli 1 ->.
5 caixas ditas de alsodilo ; a C. Abreu.
|K ditas ditas de dito, I dita cassa de seda, 3 di-
tas lencos de algodo ; a R. Brasa ,\ C.
dilas fazendas de algodo ; a J. Rjder Si l-em-
panhia.
Odilas dilas de dito ; a BrunniiC.
I dita ditas de dito, I dila dilas le 13a e algodo,
I dila dilas e bicos de seda, 2 dilas calcado, :! dilas
cisacas, colleles e calcas ; a Treraonl & C.
12 dilas liabas, 17 dilas e : fardos fazendas de al-
godo, -2 dilos ditas de la e algodo ; a Barroca &
Castro.
.1 barricas ferrageus, I dila fogareiros, 10 ditas fer-
ros de enaommar. 9 caixas lios, 1 dila e t barrica
droga, 180 fornos de ferro e I barrica com as gra-
dea, 81 laixas do ferro ; a S. P. Johnston & Cun-
panhia.
."> saceose I caixinha amostras ; a diversos.
22 sis-'- hlalas, 12 vnluines biscoilos, 12 queijos,
8 barris cerveja, I caixa conservas, 2 presuntos, I
selim e seus perlcnces.
Brisue escuna americano II'. II. Sluarl, vindo
de Nevv-Tork, consignado a Me Calmoul A; (,.. ma-
nil'eslou o seguidle :
1,350barricas Cariaba de trigo, :I0 ditas bolacha,
Itl dilas bauha de porco, 71 caixas grasa de lustre,
:tt!2 caixiuhas cha ; a urdem.
lliale nacional Crrelo do Norle, vindo do Ara-
caly, consiguado a Caetauo C. da Costa Moreira,
maiiilestou o seguinle :
7:11 couros salgados, iOOditos miudos, ll caixas
velas de carnauba, V) alqueires e :1|( de sal ; a or-
dem.
CONSULADO (JliKAI..
Reudimenlo do da 1 a 18 33:9619678
dem do dia 19....... I:556$772
para ser
arremalada a quem maisdr, a renda do sitio 11a es-
trada de Belem, avahada annualmenle em 170;.
A aiTcmalaeo sera feila por lempo de 2li me/.e-,
a contar do I. de nudo do concille anuo, ao fin de
junbo de I88.
E para couslar se mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bueo 13 de marco de 1856.O secretario,
A. F. d'Alinunci.lcn.
O Illm. Sr.inspcclnr da Ihesouraria provincial,
em cumpriinento da urdem do Etin. Sr. (-residente
da provincia de 29 do pasaado, manda ||(izer publi-
co que no dia II de abril prximo vindouro, peran-
le a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se ha
de arrematar a quem por menos li/.cr a obra do em-
pedramentu das areias do tuquia ( estrada da Vic-
toria, axaliada em 4:1159100 rs.
A arrematarlo sera feila na forma da lei provin-
cial n. ililt de I. de maio de I8">i. esob as clausulas
especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qua se propo/ercm a esla arrematarlo,
compareram na sala das sessocs da inesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, compctcnlcmenle
habilitadas.
E para constar se mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 12 de marro de I8(>. No impedimento do
secretario, o oflicial de secretaria, Miguel /(//oiiso
h'erreira,
Clausulas erpeciaet pino a arremalardo.
I." As obras dos reparos do empedrameulo das
areias do (iiqui farseao de ronfonnidade com o or-
cameulo approvado pela directora em couselho, e
I apresentado ao Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 4:1159100 rs.
2. < O arrematadle dar principio as obras no ra-
lo de 2 mena, e as concluir 110 de 8 ambos conta-
dos de coiiorniidadc com o arligo 31 da le provinci-
al n. 286.
11.a O pagamento da importancia da arremalaco
verificar-se-ha em duas preslacesiguaes, a primei-
ra quando esliver feila melado das obras, e a sesun-
da quando for leita a entrega definitiva.
i.1 Para ludo o mais que nao se adiar determina-
do nas presentes clausulas nem no orramenlo seguir-
se-ha o que dispe a lei provincial 11. 286.Con-
forme, no impedimento do secretario o oflicial dese-
crelaria. Miguel Affonso h'erreira.
O Illm, Sr. inspector da Ibcsousaria provin-
cial, em rompimiento da junta da fazenda, manda
fazer publico que no dia :l de abril prximo vindou-
ro, toI "...oiutolii n prai.o. pala -ei ai 1 eniaiaoa d
quem por meui iizci c obra do einpedramento, que
precisa fazer-se no aterro dos Afogados, pelo prero
de 9&OO0900O rs.
E para constar se maudou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
leiros para a -ua Iripoltctio naviagem que deste por-
to vai fazer ao dn lito tirando ,ln Sul ; nao >e duvi-
da dar autora soldadas do que as astabclecida para
aquelle porto : quem quizer eiilcnda-se com os res-
pectivos consignatarios Hallar & (lliveira, na ruada
Cadcia o. 12, ou com o capillo oa praca.
(e
44(ai compaiih; i
quetes ngle7esa
pa-
apor
No dia 22 ou
XI desle mez
espera se do
sl o vapor
Y'if/.romman-
danie Bridges,
o qual depois
da demora do
costume segui-
r para Sou-
Ihamplou locando nos porlos de S. Vicenle. Teneri-
fe. Madeira e Lisboa; para passageiros, Irata-se com
os asentes Adamson llowie <.V C, roa do l'rapiche n.
2. Os embrulhos que prelenderem mandar para
Southamploii devero estar na agencia 2 horas antes
de se fecharem as malas, e depois dessa hora nao se
recebera cnibrulho algum.
Para o ro de
Janeiro
salle COm brevidacle por ter 1 maioi- pat-
io da carga prompta, o bem condecido
lnigiie nacional FIRMA : para o rusto
da mesma. nassarreiros e escravos a (rete,
ESTRDA DE TRRO.
Mi ni 11 -i- da mu 1:1 iss.ui para a distribni-
cio das aci;'"ie$.
Os Sn.O E\m. conseliieii o JoM-lts-n-
to da Cunha Figueiredo.
Il.11.il 1 de Camalagibe.
Commendador Manoel Concalve d
Silva.
Commendador Luiz Como. Ferreua.
Alfredo ile Mornav.
Em conaaquencia das distancias em
pie moram algumas pessoas pie assigna-
ram acees da < ompanbia da Kslrada d<-
Ferro, e a dillieuldade de se adiar porta-
dores ueste leinjx) de epidemia, lica o
tempo que te marcou para se l.i/ci j en-
trada de nma libra ou res S.sSSS, pot
cada accao, transferido para o dia l de
abril, de|K)iS do qual a commisso encar-
regada da disl ribtucao das afines nao ro-
cebera' mais pedido.
I'recisa-sc de um sobrado em roas publicas,
sendo bom, com bastantescommudos, para uina fa-
milia : quem tiver dinja-se a roa das (araxes a. dH,
pnmeiro andar, qoe achara' com quem tratar.
O abaixo assieuado declara, que na* apaar*-
cendo a carteira, que no Diario de 18 e 19 do car-
renle fura annunciada que se perder dn sitio do To-
que, Boa-Visla e estrada de Jo.Vi de Barros, a qoal
he dos sisiiaes seguintes : j usada, de marroqa
para que lem excellen.es commooos i-^"-^^?^^
la-secoin os consigna'.aiiosNovacsiXC., na : nutra de j. um palarao brasileiro, orna rnoac
moada de
rilado Trapiche ll. ~>i, prmeiro andar, '''"'' "oU* de l"0. doas latirs, urna da 71 acesia
ou mm r, c nvt.r, n nrara I por Ma,,0l Carneiro de Frailas, j vencida, c oelra
011 enm o 1 ap.1.10 na pi ac. de ^ xila ^ Anlollio CorreJa PeMOt de Mtlt.
l'ara Lisboa, o mais breve possivel. leudo j Jnior, lambem vencida, e diversos pipis : qeeaa
parle da carsa prompta. o brlgue pnrlusuez Laxa a adiar dinja-se a ra do Livraaieiil n. Iri, im te-
//, de que ha capilo Caetano da Cosfa Martins : ti senerosamenle gratificado. Reate 19 de marca de
quem quizer carresar ou ir de passagem, dirija-se j IKti.Anlonio da Costa Mello Luna.
Secretaria da Ihesouraria provincia' de l'ernam-
buco 12 do marco de ISli.No impedimento do se-
cretario, o oflicial de secretaria Miguel Affonto
h'erreira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cuiuprimenl 1 da resolurao da juula da fa-
renda, manda fazer publico, que no dia :i do abril
prximo vindouro, vai novainenle a prosa, para ser
arrematada a quem por menos fi/er, ,1 obra dos re-
paros precisos casa da cmara e cadcia da cidade de
Olinda, pelo prero de 2: E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de'l'eroain-
buco, 12 de marro de 1836,No impedimento do
secretario, o oflicial de secretaria Miguel .If/onso
h'erreira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em rouipt iinenio da resolurao da junta da fazenda,
manda fazer publico, que vai novaueule a praca
para ser arremalada a quem pur menos li/er, a con-
servado permanente da estrada da Victoria, por
aos seus consignatarios Francisco Severiano Kabello
& l'ilho.
l'ara a>ltaliia
pretende sabir com muita brevidade, por ter parle
de seu carregamrnlo promplo, o veleiro e bem co-
ndecido palhabolu brasileiro Dous Amigo* ; para o
reslo de sen carregamenlo, Irata-se com o seu con-
sisnalario Anlonio Luiz de Oliveira Azevedo, ra
da Cruz 11. I. ou com o capillo a bordo.
l'ara o Kio de Jaueiro segu era poucos das a
escuna brasileira Linda ; para o resto .la carga Ira-
ta-se na ra do Vigario o. j, ou com o capitao ua
prara do commercio.
l'ara Lisboa, o mais breve possivel, lendoja
parte da carga prompta, a barca portugaeza ,/aria
Jos, de que he capillo Jo- Ferrera l.essa ; para o
reslo da carga ou passageiros, trata se com os seos
consignatario! Fraucisco Severiauo Kabello & Filho
Para o Rio de Janeiro
sabe com muila brevidade, por ler a maior parte de
seu carregamenlo promplo, o muito xeleiro patacho
brasileiro Alhenas ; para o reslo da mesma e escra-
vos a frele, para os quaes lem excellentes commodos,
Irata-se com o seu cousisnalario Antonio Luiz de
Oliveira AzeveJe, ru da Cruz n.-1, ou com o capi-
lo a bordo.
PORTO.
Seguir para a cidade do l'orto Ua breve quau-
lo seja possivel a veleira barca porlugueza Dnarle
II', forrada c eucavilliada de cubre ; lem alguma
carga prompta e recebe a queapparecer a frele : tra-
la-se com Hallar eV Oliveira. no seu cseriplorio da
ra da Cadeia do Kecife n. 12.
l'ara o Aracalv segu com brevidade o hiale
liucucicel; ainda recebe alguma carga ou paasagei
ros : trata-je com Martins i\- Innao, roa da Madre
de Duas n. 2.
ara o ftio de
Janeiro
teguequinta feira 20 do corren te o bri-
gue escuna MARA : s recebe passa-
geiros e escravos afrete, para os quaes
tem excellentes commodos, trata-se com
os consignatarios Novaes di C, na ra
do Trapiche n. ."Vi.
Ac.racu' g Ce&ra%
pii. e ir.iiK'n KraDciico JOsi Id STIVri lt- ij-; rece-
be carsa e passageiros: a Iral.ir com Gaelano C\ria-
co a C. AI., ao lado do Corpo Santo n. 25,
Mi ity.
O hiatc L.iiilaciio segu ncsles das ; para carga e
passaseiros, Irala-se com Caetauo Cxriaco da C. M.,
ao lado do Corpo Sanio o. 23.
Para Lisboa prelende sabir com a maior bre-
vidade o patacho porluguez /tapido ; quein no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se aos
consignatarios T. de Aquim Fonseca & Filho, na
ra ro Vigario n. 19, uu au capillo na prac,a.
Part o iii de Janeiro
sabe al o dia l-'i de abril prximo futuro o bersau-
lim brasileiro Despique dilleirtz, de primeira mar
cha, forrado e eucavilho de cobre, capilao Manoel
Marques Correia, por ler dous tercos da carsa prom-
pta ; para o resto, passageiros e escavus a frele, 1ra-
la-se cora o Sr. Mauoel Joaquim Hamos e Silva, no
seu escriplorio, ra da Cadeia do Kecife, ou com o
capitao na prac.a.
O asente Borja Cara leililo de um grande sitio
no logar -leu -tiln i lo l'.n uaiii -irn. COU1 uina upli-
ma casa de viveuda de pedra e cal, com '-i palmos
de frente, mullos commodos, teudo um sobradinho
au*lado, com quarlos para feilor e escravos, cochci-
ra, eslribaiia para li ravallos, graude cacimba com
tempo de Id meses, contar do I.- de abril do cor- I bomba de ferro, 2 lanues grandes coberlos, bas-
2818i30
UlVEllAS l'ROVIMCIAS.
Rendimento do dia 1 a 18 2:355J6!M
dem do dii l'J....... 1o();2T.")
MAPPA demonslraliro do mocimenlo do hospital
de eariilnite de Nossa Senhora do Llera-
4859969
DESPACHOS Oh: KXPOIM'ACAO PELA MESA
ItOCO.NSUlA DE6TA CIDADE NO IH \
19 IIF; IIARCO HK 1856.
StoekolmoBarca sueca Eli '. N- O. Bieber
Si Compauhia, SU saceos ass, janeo.
(ioihcmboursBrisue mslez aCrimaa, Me. Cal-
inoiil c\ llonip.iiibia, 1,700 couros sil-gados.
PorloBarca porlugueza Leal, Manoel Joaquim
llamos e Silva, 200 saceos a-surar mascavado.
I.iboaUpgue porlusuez ol.aiii II", Francisco Se-
veriano Rabellu & Filho, titiO saceos assucar bran-
ca e mascavado.
(jenovaBrigue porluguez eOinxum, Me. Calmont
A Companhia, 1,200 saceos assucar bronco c mas-
cavado.
FalniuulliBrisue ingles f. (. C .1. Asile] \
Companhia, 1,000 saceos assacsr masravadn.
MarselhaBarca fr'nceu Icuue Charles, N. O.
Bieber i\ Comp. libia, 1,300 saceos atSOCir masca-
vado.
liibrallar Itarra hanibursiieza Sopliia (eorse-
leu, N. O. Bieber ^S, Companhia, (00 sacros as-
sucar luanco. .'
Kio da Prala Brisue brasileiro Flix Desuno,
Isaac, Curio V Companhia, 136 barricas assucar
braiico o mascavado.
demBrisue ingle/. nAnnele, Vinva Amorim iV
Ibo, :l(l barr.-.i- a.-ucar branco c mascava lo.
meiHo da cidade do tltcile de '.I ao meio i PorloBarca porlusocza (Duarte IV, Anlonio Fer-
dia a 15 le marco a mein iwile de 1S",(.: nanles da Silva Beiris, III barris niel.
Sxporiacao .
g ,Siorkiilnio,barca sueca Elizabellm.de li tonela-
das, eoudiizio o seguiule :2,2211 saceos com lll,9.~>~
" i arrobas e 12 libras de assucar, 11,828 couros salga-
^ dos, 15,000 ponas de boi.
10 Ararais. Inale brasileiro aCapibaribe, de .10 lo-
7 nbulas, conduzio o seguinle :720 volumes seeros
------i eslranseiros, S barris e ll meios dilos com 75 arro-
MED1CAIIOS.MI
HOSPITAL.
Se.roa. M"nifiis Mtilticics 5
;t2 i.i i i
5 5
0
I
reule auno, e pelo- preces abaixo declarados :
I." trro. 2:057(000
2.- .....2:0'i7.^MH
:l.- i.....2:0."i7r000
.-......&V2CJ000
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
bnco, 12 de mareo de IRMi.No impedimcnlo rio se-
cretario, o oflicial da secretaria Miguel Af/onio
h'erreira.
&ecarK0c&.
17
de guarda nacional Alexandre (unc.alvcs de Mi-
sar sobre om corpo gordurento vapor de agua sobre \ randa David Alves I alcao Taques Isnaciu da
;
aquentada observa-se nesse corpo gordurento uina
nutiificacao particular. Em 18.j( um chimico ame-
ricano, o senhor Filgmau, achou o mfio de provo-
car, pela nica accao d'agua, a saponisacao dos cor-
pos gordurentos. Elle acceilou urna caria palele
na America, para applicacao da um processo, que
consiste em amendnar, islo he, em misturar intima-
mente, por urna agilacao convenieute, a materia
gordurenla com a agua, e introduzir esta mistura nos
tobos de farro, que te eipdem a i a tempera'' ra de
Silva Oliveira, inspector do prmeiro quarleirau
Manoel Antonio Moreira, inspector do quarleirao
de Cacimbas Jos Caetauo Marques, negociante
Angelo Borges Alves, alferes de suarda naciooal
Joaquim Severino de Lelo Souza, negociaule
Florencio de Souza Leao Manoel da Silva Couto
Manoel Tavares da Silva Couliuho Kesenera-
do Coelho Cavalcanli Cajarana Juliao Anlonio
(joocalves Lima, alferes de guarda nacional Jos
Maree -luo de Mello, boticario Jos Patricio de
('oteToaroei etptciaet.
Fallecen 1 meia hora depoi-. ; I urna hora depoi, ;
I Ires horas depois, | rjro boras depois, J Mishoraa
depois, :t oilo e meia llora depois ; i quolurze lio-
ras depois c I quarenla oilo huas depon da en-
trada.
OoaarMedaa geraes.
iodos estes enfermos aofriam do cholera, excepto
dous, que enlraram em estado de completa embria-
guez.
Foram soccorridos em suas casas, durante a se-
mana, oilenta e um cholericos, a saber.com receila e
medicamentos cincoenla a quatru, com receila me-
dicainenlos e roupa dezeseis, rom roopa OBXe, e
cum uina cama, 2 lences e 1 Irovesaeiro um. A-
lm destes soccorros inandaram-se oulros nos Ires
primeiios dias deque nao licou assenlo. pela urgen-
cia, com que foram pedidos, e grande allluencia de
pessoas, que visilaram o huspilal c cslorvaraui a
lomada dosapoutaineiitos precisos.
Ao Sr.Kuuo Jos Crrela de Almeida, enlregou-
bas e 15 libras de assucar, 12 barris niel, 2 dilos
bolacha.
Kio do Janeiro, hrigue esenca brasileiro aUariaa,
de Ibl toneladas, conduzio o sezoiote :1,100 -ar-
cos assocar, .d)0 coros enm rasca, 2il Barcas alsodo,
2-* meios de sola, s praneboe-. de amarello, 'ti pipas
agurdenle. 150 meios desoa.
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendiineiiln dodia I a IS 19:5199250
dem do dia 10....... :!:(i:t.?22 22:555a476
S^oip imcnt? Do J?4>j;t>.
Nacios entrados no din 10.
LiverpooliO dias, brisue insle/ Camills, de 107
toneladas, meslre I. D. Ilicnelt, equipagem 10,
carga fazendas c mais generas; a Johuslon Caler
i\ Companhia.
Aracal) 10 dias, hiale brasileiro nCorreio do Nor-
te, de 37 toneladas, meslre Juau Anlonio da Sil-
CONSELHU ADMINISTRATIVO.
0 conselho administrativo tem de comprar o se-
guinle :
Para o arsenal de guerra-
Perro insle/. em barras de I a :I|S de largara,
quintaos 50; dito dito de verga de val.....la, ditos
50 ; dito dito do dila i|iiadrado de *i|S de largura,
dilos 10.
Quera us quizer vender aprsente as suas pro-
postas, em caria fechada ua secretaria do con-
selbo .:s 10 horas do da 2X do crlente mez.
Secretaria do couselho administrativo para forue-
cimcnlo do arsenal de guerra 10 demarco de
1856.fenlo Jos Ijiineiiha Lins, coronel presiden-
te.llernordo Pereira do Carino Jnior, vogal e
secretario.
Coiniitissao de llyqieiiur publica.
Constando a commisso de llvgienne Publica, que
varias pessoas, outra que au as incumbidas por
ella, se lem empresado lambcn no servios da desin-
feceio desta cidade, exigiiido por elle a paga de lOJJ
por cada domicilio desinfectado, e como para nina
desiiifeceo salisMSer o lim que della se espera, seja
preciso que a quanlidade de cblorodesenvolvida sej*
mais que sutliciente para oceupar todo o espaco do
quarlo oo sala que s? quer desinfectar, deveudo este
talar fechado, e uelle permanecer por mais de 2 ho-
ras o appareho que desenvolver o chloro : o assoa-
Ibo ou chao devendo ser livado Com agua ehlorada
ou clilorurelada, e as paredes eaiadas rom boa cal
branca e bem caustica; e ludas estas condiees e ou-
tras mais anda nlo sendo restrictamente deaempe-
nhadas por laes desinfeelores na ta se deve esperar da
tlesiiilecra feila por elles. ,- para qu.1 o publico n.io
se Iluda, oceupando estes desinfectadores que cora
seus frascos e garrafas, apon.:-, desenvolvem aleninas
baforadas de chloro sem mais oulra cautela e des-
cance, pensando que o seu domicilio ii:a desla ma-
neira desinfectado, pudendo sem risco algum ser ha-
bitado, o que inlo be real; manda a comraissaO fazer
publica esla deelaraeao. Ileeifo 10 de mareo de
1856.Dr. Ignacio Firmo Xavier, secretario interi-
no da ciaiiin-sao de llygienne Publica.
O conselho de administrarlo naval contraa
par i as praeas dos navios armados, barca d esca-
vaeao, arsenal e enfermarla, o torneciinento por
lempo de lie- me/es, dos sesuiule- seeros : azcile
dure de Lisboa, dito dito ilo Me lili ii.iue,-. dito de
eairapalo, assnear branco, dilo relinaibi. arroz br.-in-
co do Maraohao, agurdenle branca de 20 graos.
hol.ii ha, hac.illiao, r.ileem srao. carne verde, dita
secca, farinlia de mandioca, leij.io luulalinbo, bui
cinho de Lisboa, vinagre de dila, velas de carnauba
I estearinas : pelo queeonvida-se aos que inleressa-
rem em dilo lornerimento a compareeeier as 12
boras do dia 20 do correle na sata de suas SIMOS,
rom as amostras e proposlas, derl arando os n I limo-
precos e quem o* fiadores. Sala das sessSes do con-
selho de adiniuislracao naxal em l'ernaiuliueo 10 de
mareo de 1856.O secretaria,
Christovta Santiago de (lliveira.
tantea aivoredos fruclileroi enlre os quaes se achara
laranseiras, parreira.s ele, o qual be foreiro. Os
Srs. pretendenles que quizercni algumas informa-
ees a sen respeito dirijam-se ao armazeni sito na
ra du Collegio u. 15 do senle annuuciaiile. O
mesmo agente oflerecc a importancia da correlagem
do leilao cima a commisso de beneficencia da Ire-
sue/.ia do Poco da Panilla, para esla distribuir aos
indigentes residentes na mesma freguezia.
O agente Borja, por autorisartio dos
socios da sala de dansa lo fallecido Anlo-
nio dos Santos Mira, lata' leilao dos mo-
vis existentes na dita sala de dansa, sita
na na do Queimado n. 46, prinieit'O au-
par, consistindo um reos lustres de
bronzede (i e S luzes. diversas arandelas
e candieiro, tima ponjao de cadeirusd
amarello. solas, COnSOHOS, liaii(|iiinlias,
tuna ptima mesa elstica, urna estante,
um rico cortinado adamascado, e oulros
muilos objeclos etc., que se acharao pa-
tentes na mesma saja, no dia do leilao:
segunda-feira 24 do correte, as II ho-
ras da mauliaa-
N
%U$*% S>ter-30>.
Precisa-se de um homcm para dis-
trihuidor deste DIARIO: na livraria ns.
0e8, da prara da Independencia.
O abaivo .'issicnado scnsivl e cordealtnciHe
R*md6Ga au* Srs. Manuel Vicir.* le Melle.
Maiint-I de Oliveira l.inirt, FratOctoo I.im'mIio.
Francisco Rodrigan Gcrdoxo de Barro, len-
te Fraucisro Ferrera le Alrautdra l!tn .
Jo-^ Alestndre dos Saatoa SiIyo c s-'u-i pres-
tm090S lillios Simplii'i.iii' Jusc lios Sanio
Silva e Anlonio Coriolann do* Sanios SilVO, c
-to* niiiis enhores cjo* nomoi um arn-io prtzer aqu oiuille. por ianora-lo*. o dovel-
lo, /eU e cari dad e com r\w* rodelaram o loilo
le dor do sen pai Jo3o Ka>mtiml.> llaminha.
al a hora do ten passamealo e inlmmar.in do
sen cadver ; pelo que recpliain o* mesmo* *e-
ohores e*le peqii'MU), porem sincero, le*lemu-
nlit. de SUS ^ralido.
Francisco Firmino Montero
Recita 1" de marco de 183
Qoem liver om vioUo em bom estado, que
queira vender, nao muito caro, aoooocio para ser
procurado.
Attenc,o.
Pradaa-sa de -Inu- a mamadores : na padwia
aleo l.i Boa-Viiln n. 66, qoe se ttti boaa orac-
aaa.
Paia sa ao reverendo Sr. igsrio da regaasia
ilo l'oro da l'auella, de baplisar doat m*uore< da 7 a
lsnnos que licaram por fullerimenln de na mil,
conhecida seralmenle por Zuza, o, qases laaaarcs
tem um a m.i.i que he caiieiro uu foi do Sr. bastava-
I ii^in no dia 16 do torrente o ne^ro Joaquim,
de ii anuos, pouco mais ou menos, crus-u, as as-
tatura, quebrado da erilha direita, caja quebradora
liemuilu miIuiiio->; Ic\ un raini-a erernala de Izada*
riscado de azul ; fusin para asa ridado : jacaa
I'i'-ar lexe-o ao oiIIi-.m da Concairlo. na Taasah-
neira, qua sei.i rccompenmido.
PreeJta-M'de um raixeiro paM lialcio de pasto-
ra, eque d- pador a >u,i conduela : na raa das Pi-
res n. 44.
Precsa-se de urna ama para casa da hoaea
A direcro di CUMI'AMIIA OE SE(,I.'RtlS
INEMMSAUORA convida aos jii luiaialH a
rpiiiiiromo em assembla ceral extraordinaria ao
dia _'! dn cnrrenle ao meio dia, na sala da associa-
r i'j i.'iniiii-rri.il Benefirenle. -lim de rrwlver sobra
os objeclns qoe lem de llie> sr prcsenle. Recile 19
le marro de IK"i(i. (>s direrlares da companhia.
' '"iO Ignacio de Me leiros Reo, JoSo da Silva oVc-
godaa. Alberl Korster llamn.
Raga aa a qualqoer pessoa moradora ns lasbv
ra, que aotoja roilumado a tirar lenha nas rae
maltas, que queira furnecer lenha qoe e|a boa, par
annn a urna padaria. entrega-la rnenle ao porto ato
Ponte Velha conforme se tratar, pn le dsrigsr-so a
padaria do p.ileo da Sania Crux 6, qaa achar.i
com quem tratar.
I'rei-i. ie de um boro trabalhador de massei-
ra : na padaria dn paleod. SanltCnaa n. (.
O individuo a qu ni hnnlrm M e aasoaca-
minliou um embrnlhn de dinheiro, pode antsadar-sa
com .lii.in K'rnandes Baptisla, na raa de Vigario a.
X\, para ser-lha eulregue.
Massa adamao-
tina.
I i.iiin-cii Piolo Utorio sanara, lira denles e chum-
ba Ciu a ver-*--*-'-- ------rfn-n-ti'1-- -.- *.
prenaa. "'"' 1af qn.ni. i 'luarecido
lelioje, que alem de petrificar em meum tm ra
miuulo, lica o denle com a mesma or natural a asa
perfeilo (.ido como que nunca livessa i uina, law-
bem applica venlo para esse fim apparrlho completo ; assim coaaa esa-
iro para tirar leile de peilo em senhoras qae mei-
tas vezes se torna iiastanle til pelo mal qoe caasa
a relenr;ilo do ine-ino ; lambem tem muito saparioras
limas para apartar us denlos, qoe vende por barata
prejo: pode ser procurado para estes lins, aa raa
e-l rcila do Rosario n. 2.
Uuein tiver .l:nm effeilo na icnJa de loraciro
da ra do Eiicaotmiieulo, luja u. .>. procare ale o
dia 22 de marro de MM, porcm he todo aquillo qae
foi entregue a Loearaaea Jnsliuiaoo : no caso qoe
nj.i apparera dono ale esle dia ser tendido lud,
para pagamento do prejoizo qoe o dilo dea ao casa.
No dia IS do rorrenle me/ lasio da eaaa ato sea
"nitor om mulato por nome Sarenno, qoe represen-
ta ler l1' anuo' de idade, estatura recolar, ches* da
corpo, bastante claro, sem b*rb... rosto com morcas
de bexigas ; levou camisa de baria, caira de alcudia
e um surrin de pclle de carneiro com alguma roopa
branca, lie nalur.,1 do Brejo de Arca, e foi escravo
do Sr. Manosl Francisco Alves (jama : roga-aa a
qualquer capilo de campo ou quem quer qaa seja
que dellc liver noticia, o lavoi de o reroeller a sea
senbor Loiz Josc da C.'-sla Amorim, ao Recile, roa
da Madre de Dos n. li. qoe alea das despeaos se
gratificara os portadores.
Paula i\ Sanios |ln prsenle fazom publico aa
seu devedor ilomiosos da Silva Cimpas, qae a nm-
-ui-iii pague, seno aos aiinuucianles as doas lettras
que Ibes aceilou em III de Janeiro do corrale aaao,
cada urna da quanlia.de ISIgMai sendo ama venci-
vel em IH de abril por ler sido socada ha Ires aseaos,
c a nulra cin I'.I de junlm por ter sido sacada ha esti-
ro niLv.es. xi.lo como dilas lellras perderaaa-ee no
dia 7 de fevereiro deste momo auno, da alfribeira
de seu caixeiro Mauoel de Souta Cordciro Sim6es
Jnior, quando do mesmo Sr. as receben, e satas da
assisn.idas pelos annuncianles cuino sacadorea : a aa
mesmo lempo declara a quem as tiver adiado, que
as leve em seu escriplorio da ra do Amorim a. tt,
que ser ratificado.
Pelo nresente protestamos denun-
ciar tle todas as pessoas que venderem li-
llu'ics de Soleras do Kio de Janeiro, do
da 20 do prximo me/, de abril em dianle
lauto pelas ras como em qualquer casa,
pois que nao adiamos juslo que para p-
dennos vender paguemos o oneroso im-
posto de l:2l)0.S()00 |>oi cada urna das
nossas lajas e touliamos nina li.nn .i na l!ie-
soiirai i.i ;ci,il. o In cmado Illm. Sr. Dr.
chele de policia, ao p.tsso que oiitrot a"
nossa sombra os vendam com o maior es-
cndalo infringindoassima lei, e tirando
nossos interesses pelos quaes pagamos o
referido imposto. Kecife 1R de manxi de
18,">6.Antonio Jos Rodi igucs de Souu
Jnior.
Altt lira,.
Ainda continua a estar fgida desde o da 17
do mez prximo pusado a escrava Joaquina, de aa-
| cao. com os siguaei negoinles : alia, erra, cara deo-
ICarnada, paraa*. arqueadas. |>oiica< vezes deixa o co-
I chimbo ; a qual Befara fusin em romponhia de um
soldado dn decimn balalliao por intme Manuel Joa-
quim d.i Silva, o qual be rri uln. muso, e alauma
causa relaxado -, a dila (aerara foi por mallos anun-
' captiva de nma senhora xiuva. moradora em Panel-
las de Mu ni la a qual senhora amd.i exista ao
1 inesnin lugar, c a esrraxa lem um lilho ahi forro :
porlanlu eede-se a loda- ns auluridades ii|in.,e- e
rapil.iesd camivo a captura desla c-n-rax... lex.ioda-a
I a rua da Ciarla, na Ro i-Vis|a. casa n. SI.
Precias aa di una criada paro serviro miento
de una casa de poaca f.milia : no p.leu do Carmo,
s dir.i.in n. :l |wr rima da Indica.
Urdem trceira
do Carino.
SftHaMi m*tm%.
O patacho brasileiro Astrca. surto no anrora-
douio d .i carga, lem ptecisio de mariulieiros brasi- l rija-'se a rua da (iraz u. o2, priiueiro aiiar.
na cobranfa. ; qin*m livor em seu pmler o rel'ori-
do mamo nunra raslilair ao abaixo assigiiaile resi-
dente no aterro da Ito.i-Vi.la terreirnaud.irr.lt
que se guardar aegredo a sercralilicado. Oulrn
sim adverle a qiialqurr devedor dn referido Sr. An-
tnuin Ferreira Laatosa, que nflo pugue lellr,-, alco-
ma deste senbor sem que o portador se mostr rom-
I" iriil. mi'iile li.ilnil.i.l.. por 'i.irnrarao ou endosso.
Antonio Lopes da Silva Barros.
Oflerece-se nina nma para casa de bomeni sol-
teiro : na rua Relia n. 2.
Antonio Moreira I'.me- uao se pudendo des-
pedir da Indos os seos amigos pela presleza de sua
viageni, o faz por meio do prsenle innaacio, olTe-
rc(endn sen diininuln preslimo ni Rabia.
Prccisa-se de urna cocioheira, forra aa escra-
va, para casa de poura familia : quem pretender di-
a secretario espara, portaulo. qu
dos so preslcm narawlaaai a MH habilus.
Procisa-se de una ama nn alcrrn da R.a-\ i*-
la u. (JI.
/-* O l'i. Ignacio I n nv \,iMtr routidj as |
w MHH que lic-cjarcm \iilar luMpilal. es- J
s^C itb.'lccido '<' ronvenlu ilo ('.armo, para fl)
w ei i'.emia reiiuiiU1. |>odrm fa/.t-lo a qal-
) ipiur hora dtS@S^^-^-sj^^^*
Vri'ci*a-se de um oniiini itlnnen.lraljillir>-1orr^
Je ma<*eira,que .-uharn li.il> i.nai oino qoe o<
sailtam, e lamltfiii ne rotii|>ra um e*rra*o : na na
1>irei(a u. -i-
MUTIL APO

ILEGIVEL


Terceira edico.
TRATilHKS H0ME0PATHIC0.
Preservativo e curativo
DO CHOLERAMORBUS.
PELOS DRS.
* -^Tiiovoarasc poderrurardesla enfermidadc, administrando* remedio!, mais cflicazes
" '" l'toa-la emquaulo strecorrcaomedico.ou mesmo paracura-laindapeudeule desle nos lugares
"*"TRAbZIDO EM PORTGBEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
,.... ,___onosoolosconlcmasindicares inais claras e precisas, o |ela sua simplese concisa evposi-
.Vai carne do lodas asintelligencia, naos., pelo que dil respe" meios curativos,roinnprin-
cipalmenie a.* preservativos que lemdado os mais salisfaclorios resultados em toda a parle em que
'"'^"doMralamVnto horaeopalhiro o nico que lem dado grandes resultados nocuralivn desta horu-
e'ofermidade. julgamosa proposito traduzir. estes dous Importantes opsculos em I nigua vernac-
velen
franco?.
." rara desl'arle facilitar a sua leilnra a quem ignore o
rVeode-se nicamente no Consultorio do traductor roa No ". 32, por 28000. Veadein-aetamben,
os medicamentos precisos e boticas de .12 tubos com um frasco .le l.nclura 13*, umad.ta de .111 tubos comr
vro e 2 frascos de tintura rs. 259000._______________________________________________
'.-
'
-.:- ..
1'KlillAS PRECIOSAS- j
S Ad-reoos de brilhanlcs. J
adiamantes e perolas, pul-
eeiras, allineles, brincos
ffi e roielas, botoes e anueis *
2 dedilTerenlessostosede <;
* diversas pedias de valor. *
s
f Comprara, tendera ou *
trocam prata, ouro, bri- '
? Ihanles.diamanlesepero- |j
* las. e outras quaesquer S
* oas de valor, a dinheiro V
'$ ou por obras.
3Kft3e8B$3fcSt*88S s
MOREIRA & DUARTE.
ILOJA M (MUYES
Rua do Cabuga' n. 7.
Uecebem por lo-
dos os va pares da Eu-
ropa as obras domis
moderno gosto, tan-
to (1
orno E PRATA-
Aderaros completos de
ouro, meiosdilos, pulcei-
ras, allineles. brincos e
roielas, conloes, trance-
lina, medallias, correntes
e enfeiles para relogin, o
oulros muitos objectos de
ouro.
Apparelhos completos, a
de prata, para cha, lian- *
dejas, salvas, caslicae, ..-.
rolheres de sopa e de cha, ;
e muitos outros objectos j
de prata.
>:;: ?. < .
Assoeiaeat Comnierctl
Beficente.
A ooinmiss.io uomeada pela Associai.ao Comnier-
cial Henchiente desla praca, com o lili de aoeeorref
as pessoas necessiladas e desvalidas da fregucua da
lloa-Visla, por occasiAo Ha epidemia reinanle, pre-
vine a quem estiver em taes circumslancias, de pro-
curar a Joao Malheus, rua da inalri/. n. IH; Manuel
I eixeira Bastos, rua da Alegra n. ~ ", Vicente Al-
ves de Souza Carvalbo, Estancia : desde as 7 horas-
da niaiih.ia s 9, c a tarde das i horas era diante :
em raso omento, porui, serio soccorridos prompla-
mente a qualquer hora. A commissao desojando
acedar na forma ite distribuir ossoccorros, roga cn-
carecidamenle a todas as pessoas mais conhecidas
dosla freguezia quetiverem perfeita (Ciencia do es-
tado de prccisio de qualquer familia, se dignan de
a informal' alim de rr com promplid.lo altendida.
Recito J.i de fevereiro de IKSti.Joan Malheus, Ma-
noel Teixeira Baslos, Vicente Alves de Sou/a Car-
valbo.
I illa de Harreiro* li/i> marro de 1856.
O abaiio attignado Taz acienle ao vitario Minoel
lerreira llorgesea lodos os meiubro* de sua familia,
que, com o auvilio de lieos BOU de saude com o seu
(Dio Jetlerson e mais pessoas da este. Adverle tam-
hem, que, em quanlo correr impresso este aviso, em-
boca esla dala, devem lodos licar tranqoiliaadof,
pois que qualquer agilacio que appareca em dispo-
sioao denossa facilidades^ ph\ sicas, muda-se do avi-
so. 1) lempo nao esto de iracas, exige mesmo que se
tomem estas cautelas : atrygienne publica' em saus
couselhos reroininenda que se evilem eveessos de
cuidado-, que sao nocivos, mxime em lempo epid-
mico.l'irmino Cucas de A/evedo Soaresliordo.
A cidermaria co consistorio da ir-
mandadedo Divino Espirito Sanio em
Sao-Francisco, ja' annunciada, acha-se
ovida do mais necessai io para recl>cr
venham a
Precisa-te de tuna ama secca, para
casa de pouca familia, no Atcrroda Boa-
nndo andar.
Vista n. f, sefli
gJgS?S2,5552'Si2ffg',2
iSl ft-a^^-r* ,M
' ~ ,

5 3*
U 3)
2 o -i
.- o e L
*- *> z z,'
Sg-g,
Si 1

Franra como
de Lisboa, as que aeveittlem por
pret?o commodo como eoslumam.
ESTRADA DE FERRO DE PERNAMBCO.
Banqeiros da Compakiiia em lonmuis.Srs. Ileywood, Kennards, C*.
BanqEIROS em l'ERNAMBUCO.O Banco de Pernainbuco.
Agentes no Rio de. JaneiroSr?. Nlau, MacGngor, & C*.
Agentes em Pernambuco.Srs. Rothc & Bidoular.
Agentes na Baha.Srs. S. S. Davenport& C".
pie
12,000 acees BSliO reservadas para o Brasil ile valor de C 20 011 rs. 1772777 cada topo.
Os que desejarem comprar aajoes d'csla Companliia poderao dirigir-sc na forma abaixo indieada
Commissao em Pernambuco em casa das Srs. Hotlie S liiloulac. O deposiio de tima libra es-
terlina ao cambio de 27 por 19000 mi rs. 8?888 por acr/10 deve ser alleriuado em Casa de um
dos Agenles da Companliia no Rio de Janeiro, na Babia, e em Pernambuco, que dar o competente
recibo.
A subscripcao fien abena ale o dia 20 de marco em IVruambiico.
Os senhores que ja lizerao pedidos para a acquisico de acees desla coinpanliia antes de sua pu-
blicacjao em Londres, devem lambem dirigir-se 1 Commissao o remelter aos Agentes a importancia
do deposito de 1, por conla de taes accoes dentro do prazo tixado para apfeSenttBjo de pedidos.
A urna Commissao nomeada pelo Presidente da Provincia de Pernambuco, de accordo com n
Concessionario o Sr. Alfredo de Mornay, ser conliado o trabalbo da dislribuie-ao das Acedes.
Se nao forem concedidas todas as AccOes pedidas, o dinheiro Jepositmlo ser levado em contapara
a primeira preslaco de duas libras esterlinas Rs. 17^770 cada Arcan.
0W1
aos sens irmaos desvalidos cjue
ser accommettidos do cholera : roga-se,
pois, .ios irmaosda i.iesma irmandade.on
a quem tenha conhecimentn de alguns
lestes, pailicipem ao it mao jtii/,, escri-
vio, ou thesoureiro, alim de que sejain
recolbidos pela mesa c tratados da me-
llioi-irma que for possivel.
Commissao de beneficencia da freguezia
de Santo Antonio.
A commissao abaixo assignada da fre-
guezia de S. Antonio encarregada por
parte da associacao commei-cial beneli-
centedesoccorrera pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas cpie precisaren.de soccor-
ros,qneiroenlendcr-sea qualquer bota
na rua Novan. 7, casa de Antonio An-
'jsio da Fonseca, na rua do Trapiclie n.
io, deTbomaz deFaria, e na mesmarua
n. 3tt,de Salustianode AquinoFerreira.
Pernambuco 25 de fevereiro de IS3(i.
Salustiano de A'ptino FeTeira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Tlicmaz de
Faria.
z s.
s
7 =
*
c"
o
o
5

8
S5
O
5
Aos seboros de engeilho.
Avisa-te aos senhores de engenho, que
paca facilitar 0 uso do arcano do l)r.
Stolle para piirilicacao de assticar : ven-
de-seao mesmo precode 5^000, cada la-
la de 10 libras.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundcao' d'Aurora em Santo
Amaro, c tambein no DEPOSITO na
1 na do Bruin logo na entrada, e defron-
1<; do Arsenal um grande bortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e cm ambos os logares
existem guindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao os mais commodos.
Novas joias.
tls ahaivo assignadoa, com loja de ourives na rua
do Cabagn. II, confronte ao pateo da matrize ru
Nova, fa/em puhlico, que estao receheudo continua-
damente milito ricas ohrasdeouro dos mclhoies sos-
lo., tanto para enliorm romo para honran* e meni-
nos ; os precoz continan! mesmo baratos, e passa-se
emitas com responsabilidade. especificando a quali-
dade do ouro de I i 011 18 quilates, licando assim
sujailosos mesmos por qualquer duvida.
Seraphim & Irmao.
,\t) BARATO!
Na rua do Crespo, loja o. I, vendem-se por lodo
o preco (alendas de primeira qualidade, para acabar
nio se olha a preco.
Qarapitanga.
Vende-se minio boin peixe secco earapilai
rua do ijuei mado, loja n. I i.
Oh que peehineha !!
arapitauga :
(Juerse alugir um escravo para servico de
casa: a Iralar na rui do Trapiche n. I(i, segundo
indar.
i*recisa-se alagar um criado para servir a um
liomein solteiro : a Iralar na rua do Uueimado, loja
11, 90.
O rlisla em daguerreolvpn do aterro da lloa-
\ isla n. I. lerceiro andar, avisa ao respeilavel pu-
hlico, que lem de Mgulr mallo brevemente para a
curte do Itio de Janeiro ; aquellas pessoas que qui
zerem possuir um perleito e tiel relalo do>em a pro- | cotiservalono de msica ;
Se nenhuma for concedida o dinheiro sera restituido poWlleiro al o litn de Abril, ao mais lardar. | veilar-se do pouco lempo que resta de sua oslada em
Os Meando e lerceiro ailares da casa 11. 1i da
rua do (Jucim*do foram desinfectados secundum r-
leni, por pessoa pralica em taes Irahalhos, por man-
dado do morador dos mesmos; lestemuiihas varias
pessoas, inclusive o respectivo Sr. inspector da dita
rua.
I're.-isa-se de urna ama de leilc sem filho c que
lenha hoin Icjle, promellc-se o boin Iralamento : a
Iralar na rua do Queimado 11. 14, primeiro andir.
0 delegado do primeiro districto
leste termo, la/, sciente aos proprietarios
e inquilmos das casas etu que telleceram
choleficos, e se acham lechadas, sem que
fossein desinfectadas convenientemente,
as mandem abrir paraserem desinfectadas
pelosencarregadosdesse servico, avisan-
do para sso ao respectivo inspector de
quarteiro. sob pena descrem ellas ar-
tombadas com assistencia de duas teste-
munhas, e procedei-se adesinl'eccao. De-
legada do primeiro districto do Recite aos
lo de marco tlr 1856.O delegado,
Francisco Bernardo deCnrvalho.
LOTERA 1)0 RIO DE JANEIRO.
Esperamos a' todo instante O vapor
LLISO-BRASILEIRO.oii NACIONAL con-
jl ductores das lisias da lotera quinta do
inda existe tim
A Companhia lem reservado fundos que OS Directores calculao ser sullicienies para o pagamento dos
juros aos accionistas desde o dia em que se elTeciuarem as praslajott, c esses juros serio os mesmos
que sao garantido* pelos governos Imperiale Provincial depois de abarlas as secejSes da Estrada
demanuiraque a impurlanria das entradas vencerao O juro de 7 por eunlo logo que eslas forem
realisadas.
Os dividendos sero pagos aos Accionistas no Brasil em casa dos Agentes da Companhia as cundes
do Rio de Janeiro, Bahia, e Pernambuco.
Cada prestac,ao nunca exceder de duas libras esterlinas Rs. 17877G, pur aecao, aliavcr.i um 111-
lervallo pelo menos de irez mezes entre as prcsiae.oes.
Os que perlenderem accOes deverao dirigir-se Commissao, c reineller aos Agentes da Companhia
em Pernambuco Srs. Rot'he & Bidoiilac, logo depois de enlregarcm a importanria do deposito, um
ijiulif ------Jn_~ '-------'""- -J:,Y'.. lMsoripto au<> ot Agentes da companhia [orneceroconjiinc-
, cora o compeicic recilto pelas quihltM. d,posilaiias.
Formularia para o pedido de Acco'es.
AU Senhores da Commissao encartegada da distribuicao das Acres da Companhia da
Estrada de Ferro entre o Recife e o Rio de Sao Francisco.
llavendo en entregado aos Agentes da Companhia reis
ao Crdito da mesma Companhia, pecu-lhes que me eoiteedaO as Accocs corrcspondenles aquella
prestco, e pela prsenle me obrigo acceilar aquello numero de AccOes ou as que me houverem
de ser concedidas ; e bem assim pagar as siibsequcntes pieslaces quando me forem e\i;;idas na
forma das Leis que regulo a Companhia, assignando-me por mim ou por met bstanle procura-
dor no Livro compleme Ja inscripc/io
ISMI.MIIItt
Nonio por extenso__________
Residencia por extenso_____
Profisso ou Occupaco____
Lugar de Negocio seo lcm_
I J. JANE, DENTISTA, S
0 conDa a residir ua rua Nova n. 19, primei- %
Sro andar. Q|
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEQPATHA.
EXTRA11IDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
poslo em ordem alphabetica, rom a descripclo
abreviada de lodas as molestias, a imcacao phvsio-
logica e Iherapcutica de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de tedio e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacan de todos
ot termos de medicina e cirurgia, e poslo ao alcauce
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO XORAES.
Os Srs. assignantes podeui mandar buscaros seu
tiemplares, assim como quem quier comprar.
PUBLICACAO' LiTTERARlA.
Repertorio jtii'idico.
Esta publicacao sera sem duvida de ulilidade aos
principiantes que se quierem dedicar ao exercicio
do toro, pois uella euconlrarao por ordem alphahc-
tica as principaes e mais frequenles occiirreucias ci-
vis, orphanologicas, commerciaes e ecclesiaslicas do
nosso foro, com as remisses das ordenante*, leis,
avisos e regulamenlos por que se rege o Hrasil, e
bem assim reso!uc,es dos l'raxislas anligos e mder-
iios em que se liruiam. Coutm semelhautemenle
as decisoes das quesloes sobre si/as, sellos, vclhose
novos direilos e decimas, sem o Irabalho de recorrer
* colleccao de nossas leis e aviso avulaos. Consta-
r de doui volme em oilavo, grande francez, e o
primeiro sahio luz et i venda por 89 oa loja de
ivrosn. I e 8 da praca da Independencia.
/i.i da Boa-Vista, na rua Velha n. -.;.
No paleo do Livramento sobrado da
esquina n. 1, da-te bolos de vendagetn a
80 rs. a pataca e ai mam-se bandejas de
bollos de todas as qualidades, por menos
do que em outra qualquer parte.
Trocam-se notas do Banco do Brasil
porsedulas: na rua do Trapiche n. 40,
segundo andar.
Precisa-te alugar dous pelos capti-
vos, dando-se o sustento, para trabahar
nesta tvpographia : na livraria ns. li e 8
da praca da Indepeendencia.
Candida Mara da Pai\o Bocha, pro-
fessora particular de insirucc.io primaria,
residente na rua Reciie, la/, sciente aos pais de suas alum-
nas, queacha-teaberta sua aula, naqual
contina a entinar as materias do costu-
me, e admitte pensionistas, incio pen-
sionistas e externas, por piceos ra/.oa-
veis.
LOTERA da provincia.
O lllin. Sr. thesoureiro manda la/.er
publico, que se acham a venda na thrsou-
raria das louterias, das !' horas as .1 da
larde, os bilhetes da segunda parle da
piiincii a lotera da matriz, de San-Jose
desla cidade, cujas rodas au 2!l do concille me/.. Tbcsourai ia das lo-
teras ." de mano de IS.'ili. O cscri-
vo, Antonio .lose Duarle.
PARA LUTO.
Apronta-se dentro em ~> dias vestuarios
completos de met in por mdico preco,
na rua Nova n. 52.
CASA IKiS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para amamcutar criancas na
casa dos evposlos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, leudo as hahililacoes necessarias, ilirja-se a
mesma, no paleo do Parai/.o, que ah achara com
quem tratar.
Na fabrica Iranceza de calcado, no aterro
da Boa-Vista n. 52,
admille-sc aprendi/es rom prclereucia orphos: as pessoa que liverem
meninos ueste caso, sirvam-se dirigir i fabrica ocl-
ua referida para lomar couhecimeiito das condicoes
elavrar o com[>ctenlc coulpaclo,
Ateiitjo.
AlntU-*e o segundo andar do sobrado da rua do
Jardim n. 71, con haslanle commodo para grande
familia, e bastante fresco : os pretendenles procu-
rcm no paleo do Carino n. '.1, primeiro andar.
penhu-
Pernamhuco. A ualena e nflicina estar alwrla da
tf horas da inauhaa as i d.i larde, leja qua! for o
lempo.
MODAS l-KA.NCE/AS.
Hdame Uillocheao lluessard lem a honra de par-
ticipar as senhoras suas l'regue/as, que pelos iillimos
navios franrezc tcm rccebido um lido sorliinenio
de vestidos de bluude bordados cun as mantas ir-
mas para casamento, ricas capellas de llores dr a-
rangein com os eaixoa para cnleilar o veslido, col-
larinhos e maneas de bien dntele c de camhraia
bordada, ricos enlVites para cabera, chapeos para se-
nbora, lilas de velludo prelo de lodas as larguras,
Saines o trancas pretas, maolas de bico pelo, lnvas
ilo mol- prcfai, II:-..- a n,,r I..-IH-. ICH..OS lie CMUf
toaia de linho e mais fa/^ndas da uosio e barato : lia
sua toja n. I, no aterro da Hoa-Yisla.
Convidare ao respeitavel publico a examinar
os retratos de dacucreolypo e clectrolvpo lirados
pelo artista do aterro da llua-Visla n. I, lerceiro an-
dar, e que se acham em expo-icio publica na rua
do Colleaio, arma/eui de leiles do Sr. Marcolino.na
rua da Cadeia de Santo Antonio, no caf dos arco,
e na rua eslreila do Kosaiio n. 17, loja de bilhetes.
Precisa-te de urna ama de leile para
crear um menino de poneos mezes, oqual
he multo manso,e paga-te bem, agradan-
do ; no Atei ro da Boa-Vista n. 2<, segun-
do andar, e gratilica-se bem a quem li-
rer noticia de alguma amae a levar a'
casa cima.
Alusa-se o primeiro andar do sobrado da rua
llireila O. !. calado c pinlado de novo ; quem o prc-
teuder, dirija-se a rua do Kosario da lloa-Visla 0.14.
petpieuo numero de bilhetes as loiatda
Praca da Independencia. Os premios ate
i:000.s000serao pagos a' dislri buiro das
lisias.
Alaga-se um sitio na estrada dos Alllictos, em
frenle da casa do Sr. leiienlc coronel llarala, o qu?l
loin muilai frucleira- de diversas qualidade), urna
ptima cas.i de vivenda com muitos commodos, salas
torrada e piuladas, ele. eosinha, estribarla e co-
cheara lora ile cisa. (H preteluiente- dirijam-se a
rua do Trapiche o. S, esquiia da prara do Corpo
Sanio. .
Precisa-*-,1 o Irabalhadore* de maceira, paaa-
.o L i l.i Oo lar^o da >.uii. ij*uz, juirioa roa do Rosario.
Precisa-se de Irabalhadore que sejam ca-
noeiros, torro-, ou escravos ; paga-se bem : em San
(ioncalo, rua do Jasmini, casa de frente amarada.
Precisa-se de um caixeiro que lenha pralica de
taberna : lias Cinco Pentas n. ',13.
Precisa-se de alugar una ama de leile: na
praej da Independencia n. :tli e :W.
bugio no ilia 11 do correle um prelo velho
chamado Cvpriauo, idade 60 e tantos annos. alto,
cara opada, alguma cousa corcorvulo, barriga gran-
de, levuu cal^a de algodao bramo rosso, camisa do
mesmo panno, jaqueK de chila preta com um cor-
do brando, o qoai ji foi visto no Poco da Panelle :
roga-se a quem o pegar leve a rua llfreila n. 69.
OOeiece-se urna ama para lazer o servico in-
terno de casa de homem solteiro : quem se quizer
ulilisar, dirija-se io becco do Padre, lohrado ciu-
zenlo.
Precisa-se de um criado para lima casa : a Ira-
lar na rua Direita n. DI, primen o andar.
Fugio do CDuenho tjuiaomho, no dia -Ji de fe-
| vereiro pionimo passado, um moleque que represcu-
Vende-e casemira prela muilo fina, pelo h.iralis-
sirao preco de .">5 o corle de calca : na rua do Cres-
po n. .">.
Chapeos de sol de Mda a SgOOO.
Na rui do Crespo, loia n. '>, vendem-se chapen de
sol de eda de muilo boa qualidade, pelo muso pre-
co de ">5 cada um.
AGENCIA
Da Fundcao Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nesfe estabelecimcnto continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moradas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
c coado, de todos os lamaubos, para
dito.
Farelo novo de
LISBOA A 4.500 RS.
No armazcm de lasso Irni.tos, uo becco do (,ou-
calves.
Quem qui/.er comprar um cauro
americano de quatr rodas, com assentos
para duas pessoas, leudo arreios ecavallo
muitoardigo.: dirija-se a rua do Trapi-
che ii. 'lO, segundo andar.
Earinlia de mandioca.
No a r na/1, o i do Sr. A. Aunes J arome Pires ven-
de-se superior farinha te mandioca em saceos gran-
des ; para porcoe Irala-aa com Manoel Alves Cuer*
ra, na rua do trapiche u. 11.
Cousas finas ede
bons gostos
NA LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se ricos leques com ploma, bolot, e
espelho a _'~. luvasde pellica de Jouvin o melhor
que piirle haver 1&80I) o par, ditas de seda ama-
relias e brancas para homem e senhora IfSW, di-
tas de lorcal prela e com bordados de core a 800
rs. e IjtO, ditas de fio de Escocia branca e de lo-
das as cores para homem c senhora a Mm rs., ditas
para meninos e meninas muilo boa fazenda a :i-Jti,
lencitihos de relroz de todas as core a 18, (oucas de
Isa para senhora a 610. penle de lartarusa para
alar cabello, fazenda muilo superior a ."ij, dilosde
alisar lambem de tartaruga a llj, dito de verdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando muilo ao de
tartaruga a l?J80, ditos de alisar de bfalo, fazen-
da maito superior a :I20 e 300 rs., linda meias de
seda pintadas para criancas de 1 o :l auno a lKOO
olpar, ditas de lio de Escocia lambem de bonitas
cores para criancas de 1 a 10 annos a 330 o par. cs-
peino para parede com eicellenlcs vidro a 500,
700, 1/e 15-200, loocadoras com pes a tfSM, filas
ile velludo de todas as cores a 160 e 240 a vara, es-
eovas linas para denles a 100 rs., iinistima a 300
rs., dilas finissimas com cabo de marfim a 1>, tran-
cas Je seda de lodas as ores e largoras a .'120, 100 e
.VIO rs. a vara, sapalinhos de laa para crianzas de
bonitos padree* "210 e :t20, aderecos pretos para I
luto com brincos e allineles a 15, loucas prela de
seda para enancas a 18, Iravessa da que se asara
para segurar cabello a I;, pislolinhas de metal para
criancas a -200 rs., galheleira para BteKa e vinagre
a 25200, bandejas muilo finas e de lodos o lama-
nhos de 18, 28, 38 e i?, meias brancas fina para
senhora a 210 e 320 o par, dilas prelas muilo boas
a 100 rs., rica caixas para rape com riquissimas es-
tampas a 35 c 8300, meias de -eda de' core. |>ara
homem a liiO, charoteiras muito finas a 28, castOes
para bengalas a 40 r., pastas para guardar papis
a 800 rs., oculos de armacAo de a^o praleados e dou-
radosa (lll, 1?* e 1,)J|MI, tunelas com aro de bfalo
e lartaroga a 300 rs. e 1;, superiores e riess henca-
liuhas a 8, e a 300 rs. mai ordinarias, chicotes pa-
ra cavallo pequeos e grande, faieuda muito supe-
rior a 640, 806, I*. 15-200.18300 e 28. atacadora de
cornalina p.ira casaca a 3-20, |>enle muito finos para
suifsa a 300, escovas fina para cabello a (>10, dita
para casaca a 640, capachos pintados para ala a
tilt), meias brancas e cruas para homem, fazenda
superior a 1t>0, 200 e 210 o par, camisa de meia
muito finas a 1.- e 1?-200, lovas brancas encorpadis
proprias para montana a 240 o par, meia de core
para senhora muilo forles a 220 o par, ricas aboioa-
duras ile madreperola e de oulra muita qualidade
e goslos para rllele- e palitos a 300 r., fivela deg-
radas para calcas colleles a 120, ricas filas finas
lavradas e de todas as largara, bien finissimo de
bonito padres e todas as larguras, rica franja
brancas e de core para camas de noiva, lesoori-
nhaspararoslura o mais fino qae se pode encontrar.
Almde ludo islooulras muilissima cousa muilo I
proprias para a fesla, e que ludo se vende por pre-
O que fas admirar, como todos o fragete ja a- '
bem: na rua do Queimado, no quatro cantos, na .
bem conhecida loja de miudezas da Boa l-'ama
n. 33.
NICO DEPOSITO.
Yende-se arua dentifricr do Dr. Fier-
re, nica para lunp.u os denles c dar p-
timo palada : em casa do. Srs. J. Soum
Relogios
ing ezes de (la-
tente,
M melhore, ,'IDrieado em Inglaterra : o eaaa da
llenrv i,ibnn. rua da (^deia do Retila a. 32.
uelogios de ouro
inglezes
de p.,lente, de -alinete e de vidro :
ra-a de Augusto C. de Abreu, na rga da CatSia te
K-cife n. 48, primeira andar.
Cartas france-
zas.
Veiidein-e uperiores caria trancis para I-
larcle a MI rs. o baralbn : na rga te Qg i
loja de miuderas da Boa I aga g. XI.
Na fabrica dr.sabio da rga Imperial
muilo nova e uperior madeira de pimvo i
rhe de 1 i pe> da roniprido, 't pollegada de lare -
ra e 3 de grossora, a :*? a duna.
i afra.
Vate es orna hgrra de Ierro fula na Ierra, i
11 pullo; la. de aliara : na roa do Brum,
a fundn.ao do Sr. Ilouminn. lado dtreilo,
lelbeirc. a fallar com Antonio Jw Piaalig.
>arcas eom faniilia.
Veiidem-se sacca con farinha e iMlh r aa rga
da Cadeia n. 23, loja.
Acbam-se expostos a venda irlofjrn
de ouro esmaltados muito lindos para as
senhoras de liora gotto, chegados pelo
ultimo navio de Franca, e por prero
milito commodo: na roa da Cruz n.
', primeiro andar.
Vendem-se licores de Absvntke
kirsch, em caixas de 11 garrafa cada
urna, ltimamente chegado de Franra, c
por barato preco : na rua da Cruz n.
2(i. primeiro andar.
A3$500 Saldo Ass
(
ae.
Precisa-sc de 2iKlSH)il reH a juros sob
res de ouro : quem quizer dar aniiuncie.
Assoeiacfio Commercia 1
Beneficente.
A commissao eucarregada pela Asociai;ao (jim-
mercial Beneliceule para distribuir soccorros s clas-
ses oecessitadas do bairro do Recite. a/, saber
Precisa-se de nina ama que tenha bom leile e ia ler Iti aunas, criuulo, de nome Joaquim, tem a
nao lenha lillios, para criar um menino de 13 dias ; cnr e, prela, rosto comprido, pernal linas, levou
nao precisa uuc lave neir engoniine para o mesmo : camisa de bala encarnada e oulra de algodao azul,
rua Hireila u. lili,
Passa portes.
quem se achar nessas circumslancias, qne pode pro- S os dias.
Tiram-se passaportes, despacbam-se escravos e
correm-se folhas ; para esle fim, procure-se na rua
doQoeiraado n. 23, loja de miudezas do Sr. Joa-
quim Monleiro da Cruz.
Precisa-se alugar um prelo escravo para servir
em una caa de homem solteiro, r que seja fiel : a
tratar na rua du Oueuuado, loja n. 20.
S COLUTORIO MUTA- i
nuco %
9 UA COMARCA DO CABO.
Ao engenho Marlapngipe
55 (Gratis para oa pobres.)
9 Manuel de Siqneira Cavalcanli, professor C
0 honieopalha, coiiliuna a dar consultas todos JJ
Oo-
No armazem da rua da Madre de Uoos n. 2-2, ven-
dem-se sarrafoes com cognac verdadeiro, por preco
ra/oavol.
Vende-se um arreio novo para ca-
briolet, muilo borne barato: na rua da
Cruz n. (i, primeiro ai dar
fkn rolad mam-
i-Vende-se esta excellente pitada, l-
timamente clicgada de I"ranea e por com-
modo preco: na rua da Cruzn. 20,pri-
meiro andar.
Meias pretas pa-|
ra padres.
Vendem-se superiores mala de laia para padres,
pelo baiatissimn preco de IfStHI o par. dilas de al-
godao pretas ,i (ilo o par : na rua do Queimado,loja
de miudezas da Boa Fama n. 3.,.
SaldoAss
curar a qualquer de seds "nemliro- em suas residen-
cias abaivo designadas a qualquer hora. A coinmi-
s,iu eslando disposla a m!o se poupar a quaesquer es-
torcos para bem descmpeiihar a misao que Ihe foi
conliada, roga as pessoas que liverem couliecimento
de que qualquer pessoa em suas vi-inhancas se acha
no caso de precisar de sorrorro, mas que por qual-
qaer circumslancia nio o possa solicilar, queiram ler Djreila
a houdade de lisia Ib'o indicar, al'nn de prompta-
mente seren ministrados o necessarios auxilin,.
Antonio Alves Barbosa, roa ilo Apollo n. .11).
JosTeiteira Baslos, roa do Trapiche n. 17.
Joa" da Silva llegadas, rua ilo Vigario n. I.
*
-:,''^.-!>: ***/
!\Ta loja das seis
portas.
Em frente do Lirramcnlo.
Kiscados pretos para lulo a meia palaca, meias
pelas de algodao a palaca o par, chales de cadoce
proprios para andar em casa a duas patacas cada um,
chilas escuras de una segura a meia palaca o eova-
do, o outras muita fazeudas por preco commodo,
Philip I r.m ,. I rolira-se para tora do imperio.
AKUEM'AMENTO.
A loja c iriiia/em da casa n. 33 da rua da Cadeia
do lltcife junto ao arco da Gonceielo, ac.ha-se vlesoc-
cupada, e airenda-se para qualquer eslubelecimeulo
em ponto grande, pala o qual lem commodos sulli-
cienles : os prcteiuleiilts eulender-se-hao com Joao
Ne[ioinuceno Barroso, no segundo andar da casa n.
37, ua mesma rua.
Na casa da residencia do llr. I.oureiro, na rua
da Saudade, defrouledo Hospicio, precisa-se de una
ama do leile, forra, que nao traga comsigo o filho,
que liver, de pcilo.
Para o servico do HOSPITAL DE
NOSSA SENHORA' DO LIVRAMENTO,
precisa-se de dous mdicos: a tratar na
rua Nova n. til!.
No hospicio da Penda e no conven-
to do Carmo desta cidade, estao colloca-
das duas caixinbas para aellas serem de-
positadas as csmolas, destinadas ao HOS-
PITAL DE NOSSA SENUOHA 1)0 l.l-
VKAMENTO.
31 O abano assiznado, morador na rila do Ara-
gao n. ti, ai hando-.e batanle molesto, e deaejando
realisar seus dbitos eom aeoa credores, apesar que
nada julga dever alom dos que allega em seu testa-
mento, rosa-Inca que no praxo de '.i dias se Ihe apre-
-entem,alim de que com vida se realisem osmenios.
prancisro Nerines.
Aluga-se a loja do sobrado, silo uo largo do
Paraizo n. 21;, propria para c.ocheira ou outro qual-
quer eslabelccimenlo quem pretender, dirija-se ao
primeiro andar da mesma casa.
Precisa-se de om forneiro ; na padaria da rua
n. 69.
Prerisa-se le una ama secca para cuidar do
Iralameulo de ulna enanca de 2 anuos : quem se
qui/.er prestar, appareca no pateo do Carmo. mbrado
u. y, que sera bem pago.
I I
V (jlEM ISTERESSAR !!!
0 lllm. Sr.....que prometleu ao abai-
assignado tratar de lestiluir-lde ariuel-
e ral(a lambem de algodao azul : quem o apprehen-
der, leve-o ao mencionado engenho, ou a rua de
Apollo o. 2 B.
- 0 thesoureiro da irmandade doSe-
nbor Bou Jess dos Passos, da matriz do
Corpo Santo, pede por obsetpiio a todos
osirmiiosque tiverem capas da irmandade
em casa, lenltam a bondade de mnda-
las entregar.Jos Fernandes da Silva
Teixeira e Mello.
Perdeu-se urna carleira do sitio do toque al a
Boa-Villa, e estrada de loaode Barros, a qual linha
denlro urna leltra de Antonio da Cosa Mello I.una,
aceila por Manoel Carneiro de l'reilas da quanlia de
7?S, e outra ace'la por Antonio Correia Pessoa de
Mello Jnior da quaiitia de mi-: quem achar dila
carleira, dirija-se roa do l.ivraiueiilo n. Ib, que
era gralilicailo.
Precisa-se de um cai\ei"> para laherna, de Ii
a lli anuos, preferc e porluguez mesmo destes che-
gados ha pouco, que de coiiheciiuenlo de sua con-
ducta : na rua llireila n. 27. -
Alugase o segundo andar'do sobrado n. 211 da
ura do Ainoiim : trata se na rua Bella n. 3.
Si ARES,
com fabrica de larlarugoeiro na rua das Irincheiras
n. I, piiiiicipa ao respeitavel publico e prneipal-
meine aos seus freguezes, que recebeu pelo ultimo
navio de franca um rico sorlimeiilo de peotes de
tartaruga para a^^jjielto, fazenda muilo superior
e limito wriacbjPFB'-, a-sim como lambem ricos
pellica, de massa tambein para alar cabello lingindo
arlaras*, muilo bou peines de alisar cabello, de
tartaruga, assim romo marral'a para menina, ludo
por menos prec,o do que em oulra qualquer parle.
(SOtttprfli
A bordo da escuna Jos vende-se sal ilo Assu',
ou a Iralar com Antonio de Almeida lomes, na rua
do Trapiche n. lli, segundo a.
SEMENTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se a venda na
rua da Cruz do Recite n. U2, taberna de Antonio
Francisco Merlina a -emiinles sement de hortali-
ce, coma sejam : ervilhas loria, genoveza, e de An-
gola, feijao earrapalo. rovo, pintacilgo, e amarello,
alface repolhinla e allrm.ia, salsa, lmales grandes,
rbanos, rab.iueles braucos e encarnados, nabos ro-
lo e bronco, senoiras brancas e amarellas, couves
Iriiichuda, lombarda, e saboia, sebola de Setubal,
segurelha, coentro de louceira, repolbn c pimpinela,
e urna grande porcao de dicrcules sement, das
mais bonitas llore* pira jardn*.
Vendem-se saccas de feijao mulaliiiho muilo
novo, vela de carnauua de composicAo da melhor
fabrica do Araraly, pelles de cabra, esleirs de Ot-
ilia de carnauba muilo boas, ludo porpreeo commo-
do, assim como saccas grandes com millio a :l?W)0 :
na ruado Vigario u. 3.
\'ende-se um terreno proprio com duas casas
de lalpa bem conslroidas, no caminbo novo da So-
ledad*, que val ao Manuuinho : a Iralar eom lu/
Comes de Azevc lo na mesma.
Na travessa da Gongregacao, loja
de cncadernacao, vende-se em muito
bom eslado'as seguintesobias dedireito :
LizTeixeira, Ferreira Boiges.Gouva Pin-
to,, Ordenaei'ies do leino, Delvencourl,
Itonlax Dati, Diccionario de Econotnia
Poltica, par Maltus.Joao Baptista Sav,
Mello Frene, Cdigo Criminal, Constitui-
ro do Imperio, Couto, ltogron, Carlas de
um americano do Norte, Comentario de
rilanj'ieie, lxc;;ulamento Militar.
Vende-se cal de Lisboa ullimamenlecbecada, a- |
lim como polassa da Bussia rerdadsira : na praca do
Corpo Sanio n. II.
Vendem-se em casa de S. P. Jobns"
Ion & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sel litis ingleses.
Relogios patenteinrjlez.
Chicotes ele carro e de montara.
Candieirose casticaes bron/.eados.
Lon asinjjlc/.as.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Bairis ile graxa n. 07.
Vinho Cheriv em barris.
Camas de ferro.
Cobertotcs de alfod.io.
Vendem-se cobertores de alaodao sem pello a l,
panno azul lino para farda a 25<00 o ruvado : ua
ru do (.lueimado n. 3.
UO! IIIACAO'.
O arremalanlc da loja de miudezas da roa dos
Quarleis u. 21, querendo acabar as miudezas que
evislem. vende barato a fim de liquidar ero perda
<1c cnp".----------------- -
l'ranja com botlas ara cortinados, peca 1)000
Papel paulado, resma, (de peo) '1?000
Hilo de peso, resma 30700
Lia de corej para bordar, libra 7l Penles de bototo para alisar, duzia ilOOOO
Fivela .lourad.is para calca, urna 100
I tjroza de obreias muilo lina (iJOOO
l.enciis ile seda linos, ricos padroes 1&V10
Caivade lindas de marca 21(1
Meias para senhora por 210
Venlesde miaran para segurar cabello 1300(1
(rozas de canela finas para pennas 25U011
Hilas de boldes finos para casaca 2S00U
Meias prelas para senboia, duzia :IS2(H1
lillas ditas para homem SHH
Lacre encamado muilo fino, libra IfKOT
Papel de cores, maco de 20 quadernos Wlf
llu/.ia de rolteles T2C
Espelhosde lodos ns nmeros, duzia 4QM
l.inhasde novellos grandes para bordar IsttOO
Biras filas escocezas e de sarja, lavradas,
larga ; NO
Meia cruas sem costura para humem :lj:l00
Dilas de seda n. 2, peca mi
Trancas de seda branca, vara 100
Caita* de rait, duzia Inki
l'era- de filas de eos :<00
l.apis finos, Rroza 2&00
Cordao para vestido, libra 13200
Toacas de blonde para menino 1C200
Chiquitos de merino bordados para menino IlUOO
e oulros muitos artigos que se turuam recommenda-
vei por suas boas qualidades, e que nito e duvidara
dar um pouquiuho mais barato a aqueltc eiihor lo-
gisla, qoe queira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeira mAo.
Vndese a bordo do palhahole Adetatde. a a
Iralar com Antonia de Almeida lioaiei, aa rae da
Trapiche n. Ib, segundo andar.
Vendem se na errara da rga da Prata a. I.V,
prancb.ie. de pinbo eom t' pe*. aarta*,
e (amliem se vendem na mesma serrana i
dras de filiar.
Buida.
\ rii mi pe< 4 a lotera di provihcia.
Acham-se a venda o* bilketet da e-
unda parte da primeira lotera da ma-
triz de San-Jote, cuja e\ti aecao be no dia
il do corrente. Em consci|uencia da
mudanca de plano os prero dos notaos
bilhetes e cautelas sao oa ..haivi notados.
papando-se os primei ros premios seta o
discontodosH por centodo im|iosto (>eral-
Ifillicle inteilO -\vX0o .".:04Wf.<000
atet bilhete " xioo 2::w>sonn
Tercos simo 1 : t; Quartos IS-VM 1 :A"0$ itavos 7(i0 ti2."ijonn
Decimos 6Vfl .*OOjrOlrTI
Vigsimos 7,iO -J.-.O.vIrOO
Os cautelistas, Oliven a Jnior A C-
Compra-sc um cjlindro ou engeobo de liba-
las.... letrinhas.....de.....e cine ate boje i Ibar em massa de fazer bolachinba, nuvo ou usado,
ainda nao cumprio tal prometimento !!! !'" '"'" ''W^^^STumZkVlS.
i I >,,,lder, pode dirigir-se,i rua larga uo nosano u. IM,
I'rccisa-se de urna ama eserav
o servico de una casa eslraugeira
para fr.zer lodo
; ua rua .Nova
e creio(que se nao lemibra mais
Pergunta-se,sequer S. S. qne se publique
todo o iicgociosinboa respeito .' !! Ou en-
tao neste casocomparcca, pie se lliede-
seja fallar mesmo para o convencer, tpie
ha outras publicas formas!!!... Ese a na-
da do queGcu e\posto, quizer aiimiir S.
S. ento vera' osen nome por extenso
em typo itlico ;e enigma decifrado
para o puhlico liem o ajuizar !...
.1. O. C. iMaciel Monteiro.
umi i rwmn tara
QUEM COMPETIR 5!!
Pergunta-te ao Sr. I'.. V. P., quando
3ttr pagar aquellas rendas, que ha mais
e dous anuos deve a quem S. S. nao ig-
nora '.' S. S. tem bens, e segundo diz,
com tpte pagar, e licar-lhe muita sobra ;
mas nein tem pago, e parece cpie iicm
tenciona pagar c este procedimento de
S. S-podera' ser admissivel '.' Oueieta'
S. S. porvenlurasalisluzcr essa sua obr-
gacao, depois que cenar a epidemia t!
Pergunta-se ainda se S. S-quer ler o pra-
zcr de ver o sen nome eslendido uesle jor-
nal K assevcra-lhe, que otara'eslendcr
em 1\ |io itlico, e apuntado pelo indica-
dor da competente maozinha com a his-
toria dote lergi versado e demorado paga-
mento.O credor das taes rendas.
I linuiaz Payue, subdito britnico, com sua a-
iiiilu, relira-se para a Europa.
pode dirigir-
que achara com quem tratar.
Compra-sc um espanador lodo branca, guarne-
cido de velludo bordado, cabo de Jacaranda, e que
nao teja minio grande : na rua do Collegio u. i.
Compram-se garrafas va-ias para l.e-rov a llkl
rs.: ua rua do t.lucunado n. bi.
Compra-se un relogio de ouro horisontal, fen-
le de vidro ou roberlo, que seja moderno, e que o
seu preco nao exceda de 103 a ,jOc : na ma de San-
io Amaro, taberna da quina n.H.
Compram-sc olas do Banco doBra
sil: na ruado ltapiche-Noyo n. 10, se-
gundo andar.
rcmias de
ema.
le em
VolhinhaM
PARA 0 CORRENTE ANUO.
Follunhas de algibeira contendo o al-
manak administrativo, mercantil c iu-
dustrialdesta provincia, tabella dotdirei-
lOS parochiaes, resumo dos iti.posto ge-
raes, provinciacs c municipaes, extracto
dcalgumas posturas, providencias sobre
incendios, entrudo, mascaras, icmitci io,
tabella de leriados. resumo dos rcndi-
mentos e exportacao da provincia, por
500 rs.cada urna; ditasde porta a 160;
dilas ecclesiaslicasou de pache, com a ce-
sa ileS. Tilo a (l" rtiis : na livraria n. 6
e 8, da praca da Independencia.
Velas estearinas, pedrasdemar-
morc para me.-.is, papel de peso
inglez, papel de cmhrullio, oleo
de linli,ir,i em botija, chicotes
para cari-o, pianos de armario,
lona e brim de v ella. cemento ro-
mano, armamento de todas as
(pi.iliil.idcs. cabos de linho ede
manilba, pi\e da Suecia, cham-
pagne e inho* linos do Kenho :
vendem-se no armazem de C. J.
Astlev A C, iiia da Cadeia n. 21,
IIOLLOWAV
YSTEMA MEDICO
iA &.
Vendem-se milito boa; prunas
da Cadeia do Recite n. .77.
Vende-se acn em omtelas de um quintal, por
preco muilo commodo : no armazem deMc.Cal-
mont A Companhia,praca do Corpo Sanio n. 11.
Vende-se na praca da Independencia n. :lli c
:1N, papelo n. 15, MI, 30, le 30.
Vendem-se na rua da Madrc-de-lleos n. 2,
saccas de alqueire de superior farinha de mandioca
a (i^OOll rs. a sacca.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos para caca, e muito em conla:
na rua da Cruz n. 't, primeiro andar.
Vendem se sacca i ora muilo bom milho : no
caes da allandega, armazem de .1. J. Pe eir de
Mello.
Na va llias .1 contento.
Na' roa da Cadeia do Reciten. 48, primeiro an-
dar, eacriplorio de Angosto C. de Abreu, conti-
iiii.iui se a vender a 8KHMI o par (preco livo, as ja
bem conhecidas e afamadas navalha. de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ov.iosn ao
de Londres, as quaes alcm de doraren] extraordina-
riamente. Dio seseiitcm no rosto na accao d corlar;
veudem-se com a condie.io de, nao agradando, po-
derem oscompradoresdevolve-lasal 15 diasdepoi
da compra restiluindo-se o importe.
RELOGIOS
Cobertw v deseobertos,pe*
(hoiios era:(les,ilc ou-
ro, patente inglez.
Veadcm-s* no escriplorio de Soulhall Mello; \
Companhia, na rua da Cadeia do llecife n. 'Mi, os
mais superiores relogios coberlo e desroberlos, pe-
queos e grandes, de ouro. patente ngle, de um
dos melhores fabricantes de Liverpool, viudos peto
ullimo paquele inglcx.
Couros de cabra.
Vende-se um resto de couros de cabra, moilo gran-
des e bous : na rua da Cadeia do Recife n. 57.
PARA OS SENHOKES ESTUDANTES.
Vendem-se na livraria ns. (ie 8 da pra-
ca da Independencia, os seguintes livros
para as aulas preparatorias ; em francez :
Paul et Virginie, Telemaque. em inglez
Historia ol Rome, Thompson: por or-
eos commodos.
O .">'.) A,
ronlronle ao Kosaiio de Sanio Antonio, recebeu cai-
tas com hiscoito muilo proprios para couvalescen;a,
por presos commodos.
r\R\ A.SEliiiSAm.
Vende-se na livraria ns. G e 8 da praca
da Independencia, Manual da Missa c llo-
ras Mariannat, por piceos commodos.
CURTES HK CASSA PARA OL'EII ESTA" lE
LUTO.
Vemlem-se corles de cassa prela muito miuda,
por diminuto preco de -2s o corle, ditos de cassa chi-
ta de bom uosio a ?, dito a i?10, padroes france-
zes, alpaca de seda de quadros de todos a qt'alida-
des a 7(l rs. o covado, laa para vestido lambem de
quadros a iSO o covado ; toda eslas fazeudas ven-
dem-se ua rua do Crespo n. Ii.
Vendem-secaixinhascom teios mui-
to lindos, para jogos diversos e por mili-
to barato preco : na rua da Criy. n. 2(i,
primeiro andar.
Cognac verdadeiro.
Vende-se cognac superiorem garrafas : na rua da
Cruz n. 13.
\ende-seum cabriole! lodo piulado e forrado
de novo, com arreos, he haslanle leve, segure e bo-
nito: para ver, na rua do Hospicio, esqoina dol'a-
marao, loja do Sr. Candido pintor de carro, e a
Iralar. na roa doCnllcgio n. 21, primeiro andar.
Superior farinha de Sania Calhai ina ; vende-
se em saccas: no armazem de Paula Lupes, na c
radiaba da airandega.
Vende-se por 'id rs. o tratamiento da
cholera-morbus: na livraria n. (i e 8, da
praca da Independencia.
Tai xa- para engenho-.
Na fundicao' de ferro de D. W
Bowmann na rua do Brum, paitan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tacas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
pi eco commodo e com proraptidao' :
cmbai'cam-se ou caircgnm-se em cano
sem despeza ao comprador.
Vende-so um piano de Jacaranda, umhercinhn,
um loucador, ludo por preco commodo por seu dono
se retirar para fra na rua do Cabug, toja do Sr.
(iuiraaries se dir quem vende os ditos objectos ; o
laura.loe lem lodos os seus videos de cheiro.
Moinhos de vento
omhombasderepujopara r egarhorlas o haia,
de.-api m n ,i fu n,l i'.; a i'i de D. W Bowman : na rua
do Brum ns. 6, Se 10.
IM.IENTO HOLLOWAY.
Milharesde individaocde lodas a. nac.-*.
leslemiilibara. Miiiidc>ileleremedio lacoaipaiI
epruvarem ca.....ccc.s.ino,que. pelo >o age delle
lizeram, lem seu corpo e nman inlciraiaaml*
sdos, depois dr haver empiegado igg|j|geg| ggann
Iralameulo. Oda pes-oa pod--la igawgeir
d e.-a curas ma ra v i Diosa pela le lar a do pui*r '
que Ih'a relalam lodo os da ha nmilr aage; c
maior parle della vio Uo sorprendente
rain os mdicos mais celebres, (.taagla
cobrar ain rom esle soberano remeta gg> de
braco e pernas, depoi de ler perniaacrito trnmr
lempo nos hospilaes, onJe de om MiNier a aaap'ia-
e.io Helia, ni muita-, que havendndeivaaV
as\ lo de padeciiucnlo, para e ntg >l
essa operacSo dotorosa, lor.im t graslao
mente, medanle o uso dee precioso remedie. Al-
guma da I ae- pessoa. aa efgso de sea nrgglirc-
menlo. derlararam ele nullatfo IseaeSco tiagle
do lord rorregedor, e oulros nii;i.lr.do. ata t
mai-aui. oh, arein-na allirmaliva.
>inguem desesperarla do Miado de saa aaajdef*-
livesse baslante ronlianra para ensatarele lilil
coiislanlemeiilr. tecuindo algum lempo o rrala-
meuloque necc-sita-se a naiortzado mal. raje it
ullaito seria provar incoeleslavelmenle : lo lg*>
cara !
0 a y ii en tu he til gtiparira7r>frf o
teyniMle earot.
v
Alporias.
Caimbid.
Callos.
Ctactut.
Cariada ras.
I'res de cabera.
das cosas.
dos membro:
Eu tenuidades da
_ em ".eral.
Eiilermidadc do anas
Empees escorbticas
I i-i'il f. no abdomen.
1- r i.iitl.itl.- ou falla dr .
lor as evlrcmid
I neir.i.
(iengivas escaldadas
cdt
ca-
ades.
maln/.
lepra.
Male Ja. pernal.
do-peilo.
de flha*.
Mordedura ajerty..
Piradar. de ,,*,
.almors.
(otiaiadrla-.
>ania.
Sparacof. ptrida.
India, cmaiialajarf par-
le que M-ja.
Ti r mr denervm.
I Ierra na bocea.
do usado.
daiarlirglarnr.
Veas trridas, oo moda-
da- na peina-.
2S*-\
Itichacors.
Iiillainiuac.io do liga ()
da be\i[.a.'
Veiide-seesleungim-,,0 o eslalaelecimeato aaaaj
de Londres,n. -H.i-|raa,e na toja de linio oako-
licarios, drognilaeoulra (.a eor*rrei;aoWoa
sua venda em loda a America do Sal, llasaoa a
llcspaiiha.
\endc-se aSlMI triscada lioeelmha.canlrm ama
Mtree*g em poytU::arz para eiplicar awdo de
larer uso desle uiigaenlo.
I deposito sciatl he em casa doSr. Soum. |maf-
maceulico, na rua da Cre n. tt, em Prroan -
buen.
f&bttnn* fti#i.
Conlinfia andar focida a prela Marrana, rn-
onla, idade de -JS a 'M) aono. .oaro n.ai o^amama
com o -uaos -eguinle : falta de lente na frenle
una das orelhas rascada provenirnlr do> bnacn
quem a pecar leve-a a rua ilo llrnm, arma/em d
assuear n. \% qoe ser bem gratificado.
FE-'N. : fVP HU. F. DB FARU. IK
MUTir7vIT
ILEGIVEL


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