Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07315


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Full Text
ANNO XXXII. N. 70.
Por 5 nuv.es achantados i.sOOl).
Por 5 mc/.cs vencidos 4#500.
01 UU. FE1RA .!> DE MARCO DE 4856.
Por auno adiantado l&'OOO.
Porte franco para o subscriptor.
s
' ENC ARRECIDOS DA Sl'BSCRIFCAO' NO NORTE-
Parahiba, o Br. fiervaiio T. da Natividad ; Naul, Sr. Joa-
quim I. I'erelra Juaior; Aracaty, o Sr. A. de Lemos Braga ;
Cear, o8r. J. Injj daOlivera ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
Iuea Rodrigues ; Piauhj, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
saraos*; Par, o Sr. Juliano J. Kamoi; Amatoria!, o Sr. Jero-
? vm da Coala.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda ; todoi oa dial.
Caruaru .Bonito a Garanhum : noidiail IB.
Villa-Bella, Boa-Vista, Km' a Ouricury : a 13 a 38,
Goianna e Paralaba : iegundas a sexlai-ferai.
Victoria Natal : naj quinlai-feirai.
AUDIENCIAS DOS TRIBLNAES DA CAPITAL.
Tribunal doeommercio : quarlaae labbadoi.
Relatan tercas-feirai a aabbadoa,
Fazenda : quartas e sabbadoi ai 10 horas.
Juizo do eommercio: segundea ai 10 horas a quintasao meio-dia
Juizo deorphaos: secundas a quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel: segundu a seilas ao meio-dia.
JBegunda vara da eival; quarlai e sabbadoi ao meio-dia.
EMiKMEMPESDO Mi:/. DEMARCO.
,6 Loa ora as 6 horas, 19 minutos, 40 segundos da Urde.
18 Quartocrescente aos 18 minutos tiS segundos da urde.
31 Luacheiaa 1 hora, Sominutos e 48segundosda tarde.
S8 Ouartu minguaoteaos 13 minutse Ssegundosda Urde.
I'REAMAR DE MOJE.
Primeira as .i horas e 42 minutos da Urde.
Segunda as 4 horas a 6 minutos da manha.
DAS da semana.
17 Segunda. S. Patricio b. ap. da Irlandia : S. Gcrlrudes v.
18 1'erc.a. S. Gabriel arcanjo ; S. Narcizo are. m.
19 Qusrta. S. Jos l spos da SS. Virgen) Mi de lieos.
20 Quinta de EudoencasS. Martinho Dumicnse are.
21 Scita da 1'aiiao S. liento ad.; :- do meio dia em diante.
22 Sabbado da Alleluia Be. Bo/ilissa >>at ao meio dia.
23 Domingo. Paschoa da Ressurrcicao. S. Victuriano.
l.MAiiHi i.Mxis da si in<;uiih-.aO no mi
Alagoas, o Sr. Claudico Falcao Diaa ; Baha, o Ir. D.
Rio da Janeiro, o Sr. Joao I'e reir Miriam.
EM Phlt.VXMtlICO.
O propriaurio do MARIO Manoel Figueiroa da Paria,
linaria l'raca di Independencia ni. t e 8.
PARTE OPFICIAL
OVOVERNO DA PROVINCIA.
Expedieut* 4o da 17 te Barco.
Ollicio Ao Eira, c.mmaudanle das arma,
transmiltindo por copia o nfticio em que o delegado
do lermo de Goianna declara o molivo porque nao
se lem rncolhido a esl capital o capao Manoel
Antonio de Oliveira Bastos.
Dito ,Vo Exal, conselheiro presidente d,i rela-
rao, inleirando-o de ha ver ojuiz manicipal e de or-
phaos de Na/arelh, participado que (endo Tallecido
o ta bellido e escrivJo do civel, crime e privativo das
evecares Jos Hara Brajner de Souza Rangel, no-
meara para exercer interinamente seinelhanle lu-
gar, o escrivao de pal e da subdelegada daquella
cidade, h'ranckliu Alves de Souza Pava.
Dito Ao mesmo, coiiiinuiiicaiido que o juii de
direilo do Pao d'Alho. participara que fallecer o >.
tabelluo do publico judicial e olas,escriv,io do cri-
me e civel, do registro geral das hypolhecas, priva-
tivo do jury e correices tlenrique Jos Brav ner de
SMH Rangel, e que oomeara intertnamenleao lllho
do fallecido para escrivao do jurv e correirao.Ap-
prevon-se a uurnoarao.
Dito Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
i ecomrnendando que entregue ao juiz municipal de
Iguarast, ou a pessoa por elle autorizada, a quan-
tta de ilOU&OOO rs. para occorrer no pagamento das
despezas com o Iralameoto das pessoas pobres ac-
commeltidaa da epidemia reinante naquelle termo.
Communicou-se ao sopraditn juiz.
Dito Ao mesmo, dizendo que pela leilora do
aviso do ministerio do imperio, constante da copia
que remelle, conheeer S. S. que n goveruo impe-
rial (con inteirado de haver a presidencia aulorisa-
do at a quantia de 30:0003 rs., para o pagamento
das despezas ja feilas, e as que se forem fazendo
com a pre-lac.io de soccorros a popularlo, por moli-
vo da epidemia reinaule.
Dito Ao mesmo. aulor sua informacao. a comprar no mercada, pelo menos
preco qae poder obler, cincoenla peras de baela,
alim de serem enviadas ao Exm. presidente do Cea-
ra, do primeiro vapor que passar para o norte.Par-
licipou-se ao reTerido presidente.
Dilo Ao mesmo, dizendo que trate de pagar,
conforme S. S. propoe, com bilbetes do banco desla
provincia, mediante o competente rebate, se elle o
nao querer dispensar, a letra de 00:0005 rs., a
veqcer-se em favor da directora do mesmo banco,
visto existir em cofre, aegundo S. S. declarou. ape-
llas a quantia de :ln a 40 conloa de rei,
DiloAo director do arsenal de guerra, auloiisan-
do-o, vista de aua miormuoao. a mandar entregar
a Pedro Nolasco da Silva Pereira Ha Cunha o menor
Severino, seu fiiho, que se aclia alistado na com pa-
nhia de apreudizes d'aquelle arsenal; urna vez
que o' mencionarlo Cunta indemtiise a caixa da
mesma companhia das despezas feilas com o dilo
menor.
DiloAo director das obras publicas, approvando
a deliberaran que lomou de mandar odmiliir. smen-
te para as obras cargo d'aquella repartirn nesla
cidade, serventes eom o jornal de720 rs., visto nao
Ihe ler sido possivel oble-los por lU rs.
DitoAo mesmo, dizen lo que pode aceitar o of-
ferecimenlu que fez Vicente Ferreira da Cosa Mi-
. randa, para execolar por empreitada, e medanle a
quantia da l:-t.y rs., os raparos de 300 brasas de
erapedramooto na estrada do Sul.Coinmunicou-sc
i Ihesouraria provincial.
periodo mundo, linha dilo Machiavel, perlence ao
liomem lletigmalico.
Esse hornera, que he ao mesmo lempo do dcimo
oilavo e do dcimo nono seculos, (jugador, padre,
celibalario por estado casado por vocac.ao, comfessor
orador, realista, republicano, cidado, principe, ca-
marista, ser mltiplo, contradictorio, fluclaaole, im-
cuinprehensivel, moldado de um barro especial, pre-
destinado desde os pos al a pona dos cabellos\^adnV
sonilicava maravilliosameule, lauto no ce*fr*/io
no espirito.a ciencia da diplomacia, se lie qu a di-
plomacia se pode chamar urna -ciencia.
l'uico poder iuabalavel durante quarenla annos
no meio dos oulros poderes, que se desabavam um
por um, elle conservou consecutivamente a pasla
da repblica, a do consolado, a do imperio, a da pri-
meira restaurarlo, a da segunda reslaurarSo, e em
lim a da revoluto dejulho. Destruyo accummula-
do de qualro ou cinco muudos, e coberlo de suas al-
luviOeselle Irazia orgulhoso pendenlc do peilo as
honras, e condernrac,es de todos os goveruos, e de
todos os regimens como oulras lanas iucruslares, e
dclrilos de todas as idades e diluvios da poltica.
.Morrea todava ; nesse dia um velho veio fechar
inisleros.miente aquella mito ja fria.que linha assig-
nado tantas ahdicacet.c prestado tantos juramen-
tos. Esse velho era I.uiz lilippe. A caheceira da
cama do moribundo, elle encarou por um instante
e em silencie essa figura lAo petrificada na raorte
quaulu linha sido na vida, para sorprender urna
ultima lic.au de sabedoria alravez o rrepusrulo
de agona.
I) mestre conheceu o discpulo ; elle lentou fal-
lar. A morte Ihe embargue a voz. Mas at o ul-
timo momento elle fez de misterioso. Legou urna
historia de sua vida a posteridade, e para que ella
podesse com mais seguranza elaagar au seu fim, elle
a fechou cumo um despacho. Su a prxima gera-
rao podera rasgar-lhe o sellu.
Talleyraad fui a ultima palavra, o con.'ummaliim
est da diplomacia. Depoisdelle he ner.essario lirar
a escala. Depois que elle deixou o jogo nao ha
mais um jogador, que o lvesse igualado. Meller-
nirh morre ala-lado. Ncsselrode sollre prsenle-
mente urna sorle adversa. A Europa lainbrui pela
sua parle, depois de qualro anuos de padecimento,
comer duvdar da tlieologia dos seus dipl-
malas.
Entretallo ha a necessidade de diplmalas, assim
como ha necessidade de soldados ; diplmalas para
impedir a guerra,esoldados para fazc-ld,quaiidunao
se pode impedir. Ouando os diplmalas nao lecm suf.
ficicntcsagacidade.os soldados preeuchem essa falla,
e quaiida os soldados leem cumprido sua mssao,
os diplmalas reparara os damuos. Ma, se os e\er-
ciles uestes ullimus lempos leem miuufesladn sufli-
cicnlemeutc o seu poder, pode-se di/.rr oulro lano
das chancellaras ?
Como rcbunla nina qocslao entre um padre
JUIZ.
DitoAo juizde diraito de Garanhum, inteiran-
do-o de haver expedido ordem para ihe serem en-
viadas cora urgencia ti cargas do bolachas, ditas
de arroz, urna de sal, e urna ambulancia para soc-
r. rrro das pestuas pobresaccommellidas d epidemia
reinante ; sendo esses objeclos en treguas au car-
gueiro .M.llieos Barbosa, vinJo da freguezia de
S. Bento.Fez-ie a respeito o necessario expe-
diente.
DitoAo juiz municipal de Igoarass, appro-
vando a deliberaban lomada pelo respectivo subde-
legado, demandar talhar naquella villa seis buis dos
* que vmli un da comarca de tioianna para esla capi-
tal ; cumprindo que o produelo dos referidos bois
saja applicado em beneficio das pessoas pobres
d^lli, que forero accommellidas da epidemia rei-
nante.
DitoAoprovedorda sao lo. remetiendo a conla
do que se desp miI-mi com os acrescimo* feilos na
casa que servio de Lazareto da ilh.i do Pina, para
ser apresentada a respectiva proprielaria na occa-
siaodeaolregar-lhe Smc. as chaves da dita casa,
afim de que ella leva em conta essa despeza na im-
portancia de1:O4.'i90-2rs.
DitoAo vereador da cmara municipal do Rc-
cfe, Manoel Joapoim do Kego e Albuquerqtie, re-
* metiendo para seu couhecimenlo copias, nao s de
um uinciodo juiz ,io direil i interinu da Goianna,
mas lamh.'m da eonla de 93 bois que elle comprara
para o consumo desla cidade na importancia de
i:686g000rs.
ilo^Ao procurador fiscalda'lhesouraria provin-
cial, dizendo que indique d'enlre os cidadaos por
Smc. proposlos para o lugar de solicitador dos fei-
los da fazenda provincial, o que julgar mais apio pa-
ra hem preencher semelhaulu lugar.
DiloAo subdelegado de Goiauninha,Pelo par-
ticular Jos Ignacio Hibeiro Boma, remeltn-lhe a
qnantia de 200/ rs. para soccorros dos pobres.e urna
porr.io de desiofeclaoles requisitados por Smc. para
ilesinrociar a povoarSo de Nosa Sennora do O'.
,N esla data ollieio ao joiz de direito interino da co-
marca, para Xazer presidir a desinfecrao por um
dos facultativos que se acham n'aqaella cidade.
DitoAo juiz de paz da freguezia da I.uz, dizen-
do que considera nomeada a commissao benelicenle
daquella freguezia pela forma mencionada em seu
ollicio de 10 do correute, podendo porem fazer parte
da nteima commissao as pessoas capazes que na qua-
dra actual quizeram prestar os seus servaos em fa-
vor das pessoas pobres accommellidas da epidemia
reinante.
. DitoA junta de qualificarao da freguezia de S.
Fre Pedro Goncalves, aecusaudo recebida a lisia dos
cidadaos qualificados roanles naquella freguezia.
DiloA' cmara municipal do Rerife, aecusaudo
recebida acia da apuraran geral dos volos para
memhros da assemblca legislativa provincial.
DiloA' cmara municipal da E qae eom as copias que remelle dos pareceres do ins-
pector e contador da Ihesouraria provincial, respon-
de ao officio em que aquella cmara consulla sobre
resatMideiiTiiiiiiiiE. A'cerca dcsla resposta a Rus-
sia rigMRr a Couslantinopla, nao se sabe que nova
interpretarao de seu ultimo tratado de protectorado.
Como o sullao recusa aceitar um commenlarin apre-
sentadu de chapeo na caliera, e de espada .Ic-cin-
bainhada, o imperador Nicolao lanra de repenle um
exercilo sobre o Danubio.
Com a noticia dcsta invasao, a I ranea da a m3o
a Inglaterra. Asduas naques alliadas pela primeira
vez enviara squaJras ao Bosphoro. As eiplicaces
cimirram de pi'.rle a parlo pela bocea dos canhes.
E la soleiniiemeuld, em face da Europa a Russia
protesta e jurasob sua palavra de honra, que sempre
e emqualquer circumstancia ella respeilara por om
lal preco o territorio da Turqua. A Franca pe
sua parte, fez a mesma decUraco justamente com
a Inglaterra e a Franca com a Inglaterra, ou a In-
glaterra cora a Franca podalo muitu bem ser acre-
ditadas pela diplomacia.
Nao ha mais do que urna quesi.o de poderes, dil-
le, entre mis, Oriente e mis Occidente, nina quesiao
de palavras, que se pode decidir por arbitros em
menos de vinle mi nulos Os diplmalas lomAo
pcnn ,. elucubrara, escrevem, enviara, e reenviam
infinitas olas, contra olas, memomiidiini. nfi-
matiini, ultimali/simum, e a forra de despachos, de
discusses e dslincrOes, de repntares, de replicas,
de duplicas, de Ireplicas, alrapalham lano a que
l.lo, que a Bussia acaba por declarar que a Europa
deve para o futuro passar a fio de espada grande
quaiilidade de hnmens por causa de interprclarOes
de pontos e virgulas, a por ou a tirar nos escriplos
assigiudos e cuntrassignados outr'ora era kainardji,
ou l'nkiar Skelessi.
Mas p,,ra Irnlai fortuna, com urna tal extrava-
gancia, a Kussia confiada nos aconlecimentos, sup-
punh.-i quu a Franja nao faria allianea eom a Ingla-
terra '.' Certamen! Ella noria consultado a di-
plomacia. Ora, he de publlvnotoriedade, que ella
possue a mclbor e a mais bem combinada diploma-
cia da l\iiropa. Essa diplomacia, occnlla, patente,
official, olciosa, debaixo de todas as formas, sub to-
dos os dJsfarcejJle-capole, de maulco ludo"sabia,va
ludo, se inlroduzia por toda a parte, lioha um pe
em cada anle-eamara, um ouvido em cada salao,
e linha decidido sob a f de-unia.Velha viuva esque-
cida em Pars desde o lempo da nvasao com tuda
a sua sciencia e aoloridade, que jamis a Franja e
Inglaterra raunram sens estandartes.
O erro era grosseiro sem dovida para urna diplo-
o modo porque dever eflectuar o pagamento dos seos macia 13o bem Iracada : nao importa a Kussia sus-
empregados pelo servir que elles preslaram no an- lenta a aposta, e em consequencia desea erru dplo-
no anterior aquello em que fura promulgada a lei raaiico, dous exercilos de cem mil homens cada um
. JI, a que se refere a mesma cmara. | comtram ae oyo ao que iljada l(rrve| m
,._ i- c .- .- uma batalha de um anno inleiro, de noile
lllm. eE.xm.sr.No da i do correle receb pelo
delegado do l.imoeiro 7 cargas com medicamentos
arrz, bolachas, ele. etc., e vou lhc dando o eonve-
nienie destino. Tenho a saliafarao de participara
V. Exc, que a epidemia continua a declinar eonsi-
deravelmenle em lodo o Bonito.
Dos goarde a V. Exc. Bonito 10 de marro de
'856^Ulm. e Exm. Sr. conselheiro Jos Benln da
inae FigWiredo, dignissmo presdeme du l'er-
nimfnirn ajfm __A(jTifTfn Caralcanle de Albu-
'/margue, juiz monicipallSulsArgado.
EXTEMOR.
A DIPLOMACIA.
Havia em outro lempo nma sciencia, chamada
diplomacia; sciencia de uma profunde/. iguala
cabala. Querfl se nao lembra do seu ultimo repre-
sentante Era cxo de nascimenlo, mas laes arles
fez, que chegou a corrigir o defeilo da nalureza.
Andava de cabera" erguida sobre uma enorme grva-
la como que para observar Imlo o que se passava na
Europa, e o nariz sempre levantado para farejar al-
gom aconlecimenlo no esparo.
Evidentemente, o homem linha naquella cabeca
os deslios do mundo, porquanto lodos os das de
roanhia, logo que se levaniava, fazia-a penlear, fri-
zar, perfumar, empoar publica e solemnemenie, de
portas abertas em presenta de seuAobditos e clien-
tes. Seo toilete era orna ceremonia religiosa, uma
devocAo particular s por elle usada. O cabellci-
reiro era o sacerdote c elle o idolj. y, a, como a
maaestada do dolo leude sempre a guardar -ua
impeiielrabilidade e habitual silencio, conservava
elle emqualquer circumstancia, uma mascara im-
patsivel, a quando se oflerecia occasi.lo de fallar,
fazia-o sempre por monosyllaboi*: Cada palavra
qua Ihe labiados labios era uma senteuca. O im"
de dia,
em cima da Ierra, debaixo da Ierra, nos charcos en-
tre nevas, clima-, e epidemias, e quando elles nu-
lam e quando morrem assim, hornera por homem,
companhia por companhia, durante mezes e mezes
pela intemperie das estates, e todos os ardiz da
estrategia, os diplmalas da Europa, requinlaudo em
escrpulos querem abrir um parcnllieses enlrc duas
canliouadas e renovar as negociar/tes. Reunem um
congresso em Vienna ; discutem sobre novas des-
pezas, e depois de ler Iralado dos pontos decorados,
nao sci quaulos das elles deixam de novo ao acaso
a solurao da paz, e levantam a sessao.
Corre o sangne de novo ; Sebastopol dcsapparece
do mappa como por uma eruprao volcnica : A Rus-
sia, cabida emlim de sua illusao, conscnle em nego-
ciar. Nrgo'riemos pois ; nada ha mellior. E quera
pulen a preferir a guerra i paz sem uma absoluta
necessidade'.' Mas, vislo como ale bujeos dipl-
malas de pross.o leem dado mais ou menos prova
de sua impotencia, demos oulros passos que nao se-
jam os do passadu. Nada de reticencias, nada de
circuinloriirfi ,. nuin do obscuridades, nem du pala-
vras ambiguas. As quesles confusas, confusamen-
te eslabellccidas uteruisain as discusses, e as dis-
cusses elcrnisadas Irazcra a pus de si as bayo-
netas.
A' nnliga diplomacia pedante, misteriosa, surrn-
teira, meticulosa, verdadeira escolstica, verdadei-
ra ~uper-lir,io da poltica, substiluamus de hnje em
diaule a diplomacia clara sem subterfugios e equ-
vocos. A Frasea den um exemplo deste progresso,
appellaudo para a upinao. A opiniao publica sera
pois daqui em diaule o primeiro diplmala da Eu-
ropa. Etse diplmala ja lem sullicienles ttulos a
sua a,lmis.au no prximo congresso.
A franqueza deve completar as relasoes polti-
cas, a mesma revnlurao que o prero lixo as rea-1
{Oes mercantis. Do que serve querer embarar a
qualro ou cinco desses lilas-vermelhas que tomam
parte tas conferencias'.' Em ultima an.ilv-e ti se
cousegue euganara qoem muilo de proposito se
quer duixar illodir. Porque razao a America resol-
ve em duas peunadas viole difticuldades, para cada
uma das quaes preciosa a Europa do mesmo lempo
e muilas ve/es de maior esforro '.' He porque a
America val direilo ao seu fim, he que ella di/, o
que quer e quer o que diz e loma sempre o seu povu
por leslemooba. (.luando ha algoma difliculdaile a
resolver, ella enva para termina-la o primeiro ho-
mem que Um apparece, um advogado, um fabrican-
te, um juiz de cautao sem precedentes, sem conde-
corares, sera bordadoras e sem pretendes espe-
cialmente a inoslrar-se hbil. Esse diplmala im-
provisado ouve a opiuiao publica anlus de partir e
como lem alraz de|si um povo inleiro para Ihe apniar
as negociacajes, vai e arranja lodo cheio de con-
lianra.
A linha recia he n,1o smente uma economa de
lempo, como lambem a mellior diplomacia. Anli-
-menle para beijar os sapalos do papa, era ueces-
sario ahorda-lode lado ; boje he de frente e j papa
tica assim laosalisfeilo como o visitante. Se qoe-
reis fazer a paz, fazei-a promplamenle, e para fa-
ze-la promplamenle manilo.tai vossas inlences
rom pren.au; u clareza. O lempo da poltica cavi-
losa ja l vai ; chegou o seclo da poblicidade. .Nao
ha mais myslerios de Estado. O myslcrio do Esta-
do he n direilo, e o direilo adquire tanlo mais po-
der quaulo mais elle se turna publico.
I.ugenc I'ellelan.
; Presse. )
TEMOR.
CORRESPONDENCIA DQ DIARIO DE
PEHNAMBUCO
MARANHAO'.
S. Lu/ (i de marro.
II Ire dias que para ahi parti o Tocantins, ese
bem que por este tenha enviado a Vmc. uma eslcii-
sa inissiva,quero aproveilar o A'. Sallador que di-
zem seguir hoje.afim de Irazeremdia o meuregislrn.
D'puisdellie ler escripto a minha passada he que
soube, que a bordo do i". Salvador viera o l)r. Se-
bastian Jos da Silva Braga, digno juizde direilo do
Turyassii o qual linha seguido para o Amazouas na
qualidade de chefe de polica, secundo ja Iba com-
muniquei.
No da do correute aqoi chegou a Laura ; e a
companhia do llamn la se acha de quarentena na
l'onta da Area, a qual se lindar a 11.
O vapor Rio Segro, da carreira do Amazonas,
aqu aponlou honlem, afim de concertar.
f No dia 1 lomou pana do lugar de presidente
,i ronselho administrativo o Exm. barao do Tury-
dSMi, censando a serventia iuterina du lenle coro-
nel Ferreira.
.V 4 enlrou no exerciciu de chefe du polica da
provincia o Dr. Antonio Marcellino Nunes Roncal-
ves ; o no de juiz de direito da primeira vara da
capital o Dr. Viriato, que exercia aquelle cargo.
Parece que temos uma garanta de ordem e seguran-
za na polica do Dr. Antonio Marcellino.
Da corte vollara o famoso Jacaranda no vapor
Toeantim, o qual para all fora remelllo como
miasma delelerio, que muilo poda aguardar o cho-
lera se viesse a Bosta provincia, porem, nao sei por
que influxo do desliuo, aqu temus de novo o Judeu
Errante !
Por ust.s dias esperamos o Sr. Visconde de Saint-
Amand, engenheiro civil, ao servido da provincia,
que fui mandado explorar o rio Mearim. Se hem
qae seja este o primeiro trabalho do Sr. Saint
Amand,com lulo parece que nao pecco por indis-
creto, se afidifrar o seo boro resultado ; pois que
o Sr; Saint Amand foi engajado no Rio de Janeiro
como engenheiro perito pelo Sr. Caudido Mendes, o
qual se empenhando forlemente pela prosperidade
de sua provincia, nao havia de claudicar nessa. es-
culla. Entretanto Mr. Oxide de ftr\* sabio ao en-
contr do Sr. Saint Amaud, censurando nos jornaes
os Irabalhos dessc^senhnr, de que linda nao leve elle
conheclineuto, nicamente em visla das carias do
Sr. Saint Amaud aos seas amigos, em que dando
a ruteir i de sua viage n, admira a belleza natural do
uosso pajz. Isto servio de tlie ni ao Mr. O.njde
de fer, que disse cm urna correspondencia que nao
queramos poesas; queramos isto. .iquilla, etc. J
se vio um tal despeito '.'!... Mr. Oxydt, rom pou-
ter entender do riscado, porem vede que o Sr.
Saint Ani.iii.l esl ganii.in lo gas, e que vos eslais nesse ocio rpnucentable, caval-
gando gurdo becephalo-, arranhando vossos arligos de
gazelas ; e de quando em vez fazendo adiados de
ocre na'lama das praias. Nao lendes patriotismo
e sa'icr para avahar de ludo e por tanto calai-v os
Ha lempos li no Obieroador que o numer .to-
tal dos colonos iutrotiuzidos na provincia ja sobe a
887. Esperamos que o Sr. Cruz Machado nao dei-
xar marchar s,a flor de esperanca, regada com
tanto mimo pelo seu cultivador, que horren sem
poder respirar a gralo perfame de toas folhas Des-
cansa napazdo tmulo o Dr. [Olimpio Machado, e
5abe lieossolalli nao jazera as ideas que Ihe reflaiam
a menle, Maranhao ; sabe Dos se a ultima golta
que orvalhasse o seu jardim de espcranr'as, nao foi o
seu derra leiro bosquejo !... A colonisacao uo Mara-
nhao nao he olimpiada, como se ja lem dilo de ou-
lras iusliluicries: nao ; he uma necessidade real
urgente. Se o pi aiylo de orphaos de SanlaTherc-
za se tem dilo ser Olimpiada. r.esse o arrojo
qua nto a colonisacao !
A epidemia reinante na capital diarrheas'de sangue
lem invadido o interior da provincia de sorle que ja
se lem desenvolvido cm Vianna, GuimarAes.Cod a
Icalii; pontos estes distantes da capital inteiramen-
le opposlos uns aos oulros.
Foi concedipa a empreza do encanamenlo das anua.
do rio Ail ao Sr. Kaymundn de Brilo Gomes de
Souza. Al vermos isso, temos dias a contar...
lien leu a alfandega l:586|W3 e a eollecloria da
capital 77.18013 reia.
Adeos.
porque me fallecem tlenlos, goslo c lempo para
seiuelhaules composires. O quo me acouselha pois
a prudencia que deva fazer nos estreilos limites
dados a um correspondente em pretendes Deixar
o idealismo e vollar ao positivismo. Pois assim se
fara.
Vamos a realidade, que presentemente he bem
triste...
Realisuu-se a eulrada da peste nesla provincia, o
porto do Acaraci be o poulo aneciadoa escuna
Kmularo, procedente desse porto loi o vchicolo o o
aleivoso raeslre da dita escuna foi o autor de lodo
esse mal !
A commissao sanitaria pedio providencias a presi-
dencia, e S. Exc. o Sr. Paas Brrelo, com a energa
e actividade que Ihe sao proprias, immedialamenle
remellen para all medico, diuheiro e mais soccorros
necessarios em laes e lao aparadas cirrumstau-
cias.
0 navio uo fez quarentena, o meslrc e oa passa-
ciros desembarcaram di/.endo aleivosamcnte que em
l'ernarabuco nao existia a epidemia, e qae j.i tinbam
feilo quarentena no porlo desla capital; porem de-
pois de eslarcmem Ierra, manifeslou-se a falsidade,
cahindn logo um passageiro enfermo. Soube-se al
que o lal mestre da Kmularao havia mandado di-
zer 'de Pernambucv ao sen raxeiro t\\ie preparas-
se limes, que elle levava a pesie para aquelle
porlo.
Sendo verdadeira esla circumstancia muitu dc-
sejo liiilia esle senhor de fazer mal ao lugar de
soa residencia, e aos habitantes d'aquella Incali-
da,le i
Esla capital conserva-se isenta do mal, todava o
sen estado sanitario he mao, porque continuara as
diarrliasfe febres gstricas etc.
No dia !) do correle appareceu sobre as aguas
desle porlo o vapor inglez Sharpshooter; mas In-
diada ao norte da ponta de Mucaripc,no dia sc-
guinte fez exercicio de fogo, e honlem fez-se aos
mares. Ignoramos a que se dirige c qoaes suas in-
lences hostis, vislo qne deuo panno de amostra de
suas armas.
Chegou lioe ao meio dia dos porlos do sul o vapor
Imperador, porem al este momento em que ion
ubrigado a manddr pr esta no correio, anda isuo-
ram-se as noticias que nos trooxc desses porlos, e
principalmeute qual o estado sanitario d'essa pro-
vincia, e o grao deintcnsidade, que possa ler loma-
du a i'pidumii nessa capital.
Pulas noticias viudas do Ararac, o estado dessa
cidade era assusladur. Dos queira que laes noticias
nao se raaliaam, e quo a Providencia se compadeca
de seus iofcli/es habilantrs.
Iteiidimento da alfandega do mez pastado.
Importaran ........ :K09>V)SO
Despacho martimo...... 131974o
Exportaro.........^ 3;.")7S."?t)7
Interior.........I._ l:SI78VI
CEARA'.
Fortaleza 12 de marro.
Bem difficil he por certo a psito de um corres-
pondente de provincia em uma Ierra como o Cear,
mide o lempo se escoa, snecedendo-se os dias uns
aos oulros em completa monotona. A excepran de
una ou unir joven que espande a voz e fere os ares
com hannoniosos cantos acompanh.idos das vozes de-
liciosas do seo piano ; de orna cavatina ou um do-
blado qoe alguma msica militar unsaia em seu
quarlel; do som do bronze que Iroa no relogio da
malriz de hora em hora, marcaodo o c-pa c para nos
advertir de quanlo foge repentino o lempo para os
velhos, a se moslra lar,lio para os moros ; ludo o
mais he silencio, nem mtsrao os sons das brizas, es-
sa msica da nalureza nos vem agora Irazer suas
olas souoras e banhar-uos com o fresco de sua ara-
gem. '<
No meio desla nalureza calida como a zona cm
que h ilutamos o que he que su hade dter, o que se
hade oscrever 1 Seria romance, descreyendo algn, amantes apaixonadus,
que por -hi andim evaporando as almas embriagadas
as doces affeices que sublilisam sua paixu devo-
rado '.' Mas esta trela por curio uau me perleoce.
porque ha rasas onde exislem uns poucus de duentes'. estragos, agora mesmo coula-mu meu amigo, o Sr. I
c um s escravo, que sahindo a ra em procura de
coiisa- indispensaveis he retardado em prejuizo da-
quefles-
O mesmo acontece com a ano para os hospilaes.
Que se obriguem as prelas que costiimam vender
agua, pagando-se-lhcs depois bem, admilln; mas
que se nbrigue a um escravo de familia, que vai lo-
mar agua para duentes a demorar-so ale (arde dando
agua as enfermaras, nao lulero ; e demais o que
fa/.em ns cundemiiados a gales?
S. Exc.arh.i-.e restaholecido de suiisncommudo ,
com o que muitu noa alegramos. Merece elle nosso
inleresse, pelas acertadas e zelosas provideucias, que
lera toma lo.
Escapsva-me contar lhc uma historia fnebre;
mas que poda aproveilar a alguem.
O meu infeliz amigo, lenle reformado, Asis de'
Mello, foi a essa provincia a seu negocio, e ficou lao
dedicado ao syslema homeopalhico, que compruu
umacarleira de bom calibre, com trplice balera tubos alentado, de cuprum, veralrum, iperacaanha,
arsenicum, el reliqua similia sinitli/ius curanlur.
Begressou armado rnntra o cholera c em sua rense,
rulen,leu ao p da letra, u.lo foi iniciado, os preven-
tivos que suppoe serem da molestia, quando sao....
ora sei cu la do que sao.
Comerou o pobre hornera Mas a receilar aos des-
validos, como a lomar cuprum e reralrum, rera-
Irum e cuprum por esparo de um mez, nao sei se
com as formalidades escripias na olliinka. Apre-
aentou-se-lhe uma desiuleria, que elie eiilcndeu cho-
lenca, ipecacuaiiha, arsenirum, photphorus, e adv-
senleria continuando. Chama um homi'opallia, e
esle declara que elle lem um cholera ficticio do
oso dos preventivos. Ficticio oa nao, den alma ao
Creador na noile do dia l do corrale, duixando
uma familia inroosolavel e saudosos seus amigos.
Tambera nao he menos exacto que o nosso amigo
morreu quenle, sem o menor signal de cholenco, a
nao ser a dvsenleria.
Agora digam os unten lulos o que tifa) us prevenli-
vus,deque servem, se podem lazer cholera ficticia
que mata real.
As noticias do interior sao ms c potlco mais oo
menos as mesmas que Ihe dei era minha ulliraa.
Naluha. quasi arrazada por um diluvio que arras-
lou enormes pedras do cimo dos montes sobre as ca-
sas, foi destruida pela pste em cinco dias. Foi
mai severamente punida que Ninive. E nJu que-
rem acredilar que derrainou-sc um dos clices do
A|>ocalvpsc!.' '.
au quero augmenlar a allliccau aoainicto; mas
Naluha linha lanrado a barra alcm da meta.
Parecc-me que a epidemia tem diminuidu ua
mangeos do rio Parahiba, porque as rerlamares de
la cessaram; nao sei porcni oora oxaclidAo. Em Ma-
manguape continua a mortalidadc enm forra.
Du interior nada me consta, porque as comiuuiii-
caees eslo intcrrompidas.
Nada mais ha que inercia mencao. Saude, saude,
c mais saude Ihe desejo, assim como a lodos sera lirar
en esquecido.
Somiii-i.
lll::i,17'in
Hxporlarao para /ora d imperio.
Al.nl"., ....
AsMear masca vado
Cabello e dina, .
Caf.....
Couros ....
Gomma elstica .
Madcira ....
30:253^980
8:0:iiU0
37*500
J:O96i0
3:097J100
257/300
2329840
So rama
7l:j7-fe40
BIO GRANDE DO NORTE.
Natal 11 de marro de 1856.
O deploravel estado dessa bella e heroica cidade,
e e que sollre a Parahyba, nos (em poslo na mais
triste siluac.ao,oaos por do intimo do coradlo sentir-
mas os -o 11 rimen (os de nossosirmaos, como porque
vemos que o mal,lito viajante com largos passos se
vem av i.mliando de nos, que al esla dala, gracas a
boiidade Divina anula estamos livres desse importu-
no hospede!
Dos teuha piedade de nos, mas, meu amigo, eu
creio que seremos muilo breve visitados, porque o
mal ja est mailo perlo : e o que nao teremos de sof-
frer fallos de recursos como estamos?
A fome esla enlre n, porque os vveres lem su-
bido o um preco espantoso, e ha falla driles couslau-
lemeiile uo mercado, temos um s medien, e moco
e-to,lauto do5 anuo, uma s botica, e esta mesma
mal provida ; pelo que S. Exc. o Sr. Passos se lem
vislo forrado a lanrar mao dos improvisados Im
mcopalbas que aqu ha, e os lem distribuido pelas
villas aoude se presume que primeiro appareca, a
epidemia: s Dos no pude valer !
O digno vigaro desla freguezia tem sido iucansa-
vel em preces, procisses de penitencia, ele. Dos
queira que nossos rogos sejam atlendidus.
Tem apparecido aqu as diarrheas, mas nao lem
feto victimas.
Tivemos honlem a procissao do Sr. Bom Jess dos
Passos, que foi bastante concorrdi. Pregou o pa-
dre Joo Carlos de Souza Caldas qae muilo sntisfez,
se nao na exposirao, ua propriedade do papel esleve
sublime.
O mez de fe ver i ro do qual anda Ihe nao dei con-
la em minha epstola,foi ferlil em espancameutos, ti-
vemos s na capital 3 caberas quebradas, os autores
purera desses crimes esiao presos e processados.
Ira golpe muilo sensivel para mim acaba de me
ser uoliciado.e por isso permita quu aqu lindo esla.
Dos o li vi o e a todos de terrivel cholera.
PARAHIBA
17 de marco de 185ti.
Que anda eslou vivo ueste momento posso asse-
verar-lhe; mas se eslarei daqui r linuco s Dos o
sabe e quera iicar. He essa uma da importanies
uolicias que Ihe posso dar ; imprtanle para mim,
bem entendido, o como sou eu quera Ihe escrevo,
vou-me regulando ca pelo qoe pens, ficando livre a
quem quizer pensar como Ihe approuver.
Continua o quadro lamentoso que em minha ulti-
ma Ihe descrevi, smeutecom a dlferenra para peior,
de se ler elevado a mortaiidade diaria a i-! victimas,
e com symptomas de subir a mais ; assim como de
se ir aogmentando a escacez de ludo, e o dusejo do
ganho ir invadindo a quem promedia conteular-se
cora cerlo preso pelos sens geoeros.
S ahi acham crescida a mortaiidade diaria, orean-
do ella a cem, e procurara a explicarao, que est na
ni,ilunida le da epidemia, cm caixes de pedras e ou-
lras eslravagaucias, oque diremos mis que nao le-
mos o quinto da populacan dessa cidade com iJ. nao
de pedra ou madeira, mas sim de carne humana '.'
Nao tallara os recursos, nao fallara mdicos, nao
fallara soccorros, nao falla caridado, nao falta cora-
gein; e o Judeu maldito ceifa cruelmente, nao s
as rlaases indigentes; mas as abastadas e ricas, nao
s u'aquellcs de ama vida menos regular, mas ho-
mens conservados e prudentes, don/ellas de uma
educirn acurada e vida reuularissima.
He caprichuso o infernal Judeo !! Tenho em mi-
nti vizinhanra um vulhu de nvenla e tantos annos,
alquebradn de forras, o qae se achata de cama ha
lempos, de enfermidado e talvez de fraque/a da
idade, fui elle visitado do cholera e esl salvo. Nao
digo isso porque desislime seu restabclecimcnlu,
porque bu um cidadao respeilavel o probo ; mas pa-
ra muslrar-lliu que individuos vigorosos e robustos
succunifiem cm poucas horas ou minlos, um nona-
genario resiste a seus impulsos quando Dos quer.
Confiero aqu alguns sacerdotes de Hacho brasilel-
ro, que s se embriagaran) uma vez al boje, e que
tem actualmente carregado a mao nas dses; pois
hem, nm dellos teve um ataque fulminaule, c era
Ires dias eslava novamenlc no exercicio de suas func-
res, os uniros anda navegam a todo o panno enlre
tormenta. E creara la era medicina, cautelas,
prevences, reservas, bvgienc e quanlo desaforo se
lera inventado para aggravarilo de nossos niales.
Quando Dcos quer agua fra he remedio. Daqoi a
sulebridade da homeopalhia; porque eu, conscien-
ciosamenle fallando, nao creio em nenhuma dcllas.
A resignado e coragem coulinua, c creu que nos
iu desampararan; mas o servico ja vei-sc tornando
difllcll, porque he grande o uumero dos doenlcs, t-
cada um individuo tem em sua rasa a quem occor-
rer, e nao pode dslrahir-so em orriipares IVua de
casa.
Os enlcrramunlos ja v,io sendo dilliceis, u a puli-
ra lera lanrado mao do e- ravo. para esse lira, culis-
traugeado-os. Nsso devia haver alguma alleurao;
Alves Jnior, que fora accomineltido e eslava grave-
mente doentc, o dislinclo e Ilustrado .medico Dr.
Jacinlho Pinto Pacs da Silva. Oh isso por sem da-
vida he cruel golpe para a cansa da bumanidade,
da qual he S. S. um dedicado defeusor. l'azemos
volos pelo seu restabelecimento.
O engenho Nuvo do coronel Dr. Jacinlho Paes
de Mundonra, esla sendo dzimadu pelo cholera,
al adata desta I1.) existencias tem sido inmoladas,
a saber ; S livres e II escravos.
Con-la-me que S. S. tem alcauc,lo vanlagens com
a applicacao ,le acn., snlf.
Que mais posso acrescentar, meu charo senhor .'
Esta' aquartcladn um destacamento de 25 pracas
da guarda nacional, cummandado pelo Sr. lenle
A/ovo,lo Jnior. Muiln ha cuslado a esle senhor
conservado, lano mais depuis que o cholera tem
di/imado algumas prora-,
Adeos, meu chero senhor, falla-me o aoimo para
proseguir, tinto que vejo, o quadro que observo,
o sosto que infrie aos pulmoes de lodos, o mlico
(iie acalla de passar acompanhad de alguns amigos
da liumaiiidade, a reda morluaria ennduzindo cada-
veres para o cemilero, a morte de mais um que
ueste instante exprnu, a milicia de oulros qae talla
para entregar a alma ao Creador, ludo islo repeti-
do e em dimenses gigantescas, he para assuslor ;
e de tacto eslou assuslado. c lano mais sendo doen-
le do nervoso, sujeiln s impresses...
N3o mais : se Dos uie dfr da, .0 ainda me for
concedido vivur na plialauge dos vvenles, coutiuua-
rui a escrcver-lhe, e lielmenlc narrare! o que for
vuudo.
Foi atacado e esla' gravemuule alleclado o Dr.
Manuel iNuiics Babieuse, aluda mais esle golpe,
leude piedade de nos, oh meu Dos. Esla as por-
tas da morte.
De bouleiu pira buje, 5 horas da larde, u nume-
ro de victimas passa de It onze ... Ond ira parar'.'
Aleo, dispouha do seu dedicado
O Cosmopolita.
P. S. Esla ludo esmorecido ; os casos Tae suecc-
deudo com espantosa rapidez, lia mais de tai ,1o-
enles, e ueste numero muitu. gravumente.
PERMAMBSCO.
Consla-nos tambem que na torre, rulada*
que mais se tem prestado com bumanidade en soc-
corro dos pobres, be o Sr. Joo Carneiro Rourigues
Campello.
Dcnlre os muitos qu* bem dizem osdiaa pre-
ciosos do Sr. Dr. Prxedes Pitan, u ndad.v, Silva-
no Manoel da Silva, rende mil gracas ao Altissiata
por ler eucoutrado no mui activo Dr. Pitaata,
salvador, abaixo de Dos de seos dias, e dos d sua
familia.
Informao-nos <\ honlem as 10 horas da aaaaaal,
mandn um lilho do cnsul americano, esbordoar a
ccele a um miseravel pardo,q' pasloreava iniinc-
ras.sendn q' esl esbordoamento teve lunar na estrada
real do Manguinbo, perante muilas pessoas; a coso
quer que uma pessoa de considerasen estranhaose
nessa occasiao tan criminoso proceder, replico* o
lilho do cnsul, que n,io si mandava espaucar a esa*
homem. como a quem por elle tomasse as dores.
Fui autor do espauramenlu, um porloguez fetordu
sitio em que mora o consol.
Dizem maisq' esle muso filho do Sr. consol; cebar-
doou impu nenenle em o anno pastado a um suarda
do consalado, por ocrasiao de om embarque : e, ka
um mez pourn maisou menos, mandou esbordoar m
mesma estrada do Mamminho a um pobre portugus,
q'la foi ajuslar caulas sobre salarios. Podem alie-lar
sobre o procedimento desse moco, e do feMaroa
moradores da visiuhanca, que boje anisnos clanu-
vam contra as insolencias por elles pralicadas.
Onde estamos'.' Onde !....
Honlem sabio a roslumada procissao do --
nlmr aos enfermos da freguezia de Santo Antonio ;
e, nao ululante a siluardo, leve um vofinvel acooe-
panbamenlo.
Espauhoo-se honlem o beato deque se linhaiu
encontrado guias falsas acerca de enterraneolos. Por
ora nao podemos asseverar coosa alguma a este res-
peilo.porque a polica anda nao concluio as suas ave-
riguasoes sobre esle negocio.
O negocio vai oscillando na casa dos 60.
.II' mnaiihiiu (te nao Marrar).
ALAGOAS.
Villa du Passo 7 de marco. ,
Charissimo senhor.A morte, o lulo, a orphan-
dadu pairaran! por sobre esla villa O cholera em
lim poosou nesta trro, seu alfange sanguisedcnlo
muve-se, a ceifa de vidas est cm seu pleuo movi-
menlu !
No he mais uma nieara, um plianlasioa, he a
realidade burrivel, tremenda e pavorosa !
0 maldito illudia-uos reservava-uos para a ulli-
raa, ede fuilo chegou !
Foi no dia 22 do passado que se deram os primei-
ro- casos mortuorio. ; e desde entao vai a liuniaiii-
dade sendo dizimada, -cnao com aquella ferocidada
de uulrai localidades, mas com um camlnhar pausa,
do, seguro, forte e infallivel !
O hospital esla etlcctivamcnte apinhado de ac-
coramettidos, nao ha lempo para acudir a lodos. O
Di. Kaiuio l'alnieirim de Bulhes, medico enviado
porS. Exr. nao descansa, heinransavel ua applcaro
dos meios de profligar a iulensidado de iiujsos sof-
frimenlos. Nao trepidando sempre que seus e Sos sao precisos a qualquer hora do dia ou da noile,
ei-lo ahi vai acudindo pressuroso aoalfliclo. I.utan-
do ni immensas difliculdades, nao deparando, cm
rnleruieiro, boticarios e oulros auxiliares precisos,
embora laes obstculos, elle segu avante na inissao
humanitaria. Foi uma valiosa acquisirao para esla
villa.Em nomc da liupianidadc sullredora agradece-
mos a S.Exc. o Sr. presidente da provincia o pro-..
taute auxilio que enviou-iios, na pessoa do Dr, Ru-
lilio, que lis bcllamenle tem sabido comprehender
a rai.-aa de qua o encarregara S. Exc.
Al a dala desla san <>H as victimas ceifadas pelo
cholera, regulando a mortaiidade de 5 a (i diaria-
mente. Ncslc numero nao vio incluidas 18 vidas
roubadis nos lugares Barra c Ribeira de Santo An-
tonio Grande e oulros lugares, parles iulegrantes
desle municipio.
A ceifa prosegue em seu movimento, o desanimo
debuxa-se em lodos os semblantes, quera no cont-
presso pelo lerror I
Oh '. meu charo senhor, se Dos nao nos enviar
o roco de sua bondade, se nao suspender a iulen-
sidade de nossos males, que ser-de mis I Muito ha-
vemos odi'ii hdo a Dos, para que du alio dessa
inin-ao celestial, destechaste sobre mis o raio de
soa justa maidiclo! Muilo enorme sao os nossos
peccados!
llc-ta-iio- no mei i da lerrivel provarao, que nos
acurva. orna cousolaco, que vem a ser os esfurros
prodigalisados por lodos para arredar de sobre eslas
plagas o maldito e tremendo flagello.
O cirnrgiao-mr Mauoel Nunes Bahiense, secun-
dando os e.forco do Dr. Rutilio, valiosos serviros
lem prestado a' rauso da bumanidade. O capitao
Apnliuario munido da inseparavel carleira hoineo-
palhica segoe avaulc prodigalisando soccorros a'
humanidade altlicla. O padre Delfino, ja exerecn-
do suas funcres sacerdotaes, ja auxiliado da car-
leira, lem, como o capillo Apolioariu, salvado nu-
merosas existencias. Emlim, lodos comprehuu leu-
do o lerrivel da siluarao nao trepidara, sempre quu
he preciso acudir aos brados da triste c compres-a
homauidade.
A commissao do soccorros, presidida pelo nosso
Dr. juiz de direilo da comarca, marcha na senda
humanitaria, preenchendo a divina raissa"o da can-
dado. Finir os seos memhros muilo se ha prestado
o capilao Gouva, honra Ihe seja feila.
Ao comilona punco falla para Iicar promplo, de"
vido islo aos esfurros dos encarregados.
Os gneros de primeira inluiciu e-lio carissimos.
Galinhaa a 29 rs., e mesmo sao raras, emlim ludo
he horrivel. Valha-nos a Misericordia divina.
Entre as victimas im dada, duas desaliaran) nos-
sa sensiliilidade, alerraram-nos sobre maneira, e
comnosco lodos os habitantes desta villa. Sim, a
morte dos nossos amigos, os Srs. Antonio Jos da
Silva Magalhaes, e Jos dos Alijos litis Cardoso,
foram os dous lacios que nos chamaran a compre-
hender o modonho da crse.
II Sr. Magalhaes, eulliusiasta da lionicopalhia.
era ello a quera a huuiaudade mais recorra, con-
liaiidu na sua iii(elligein:ia o de licacao. Sua dioi-
ca era numero-a. muilas exisluucias salvuu, sua
PAGINA AVULSA.
SONETO*.
Al quando, meu Daos, a iniqoidadu
(usara insultar vossa clemencia ".'
Ale onde dos homeus a insolencia
Proseguir ovante ua maldade !
Tal he, senhor, l qui vossa bondade,
Oue a duspeilo da nossa renitencia.
Vs uau su nos sollrcis com |ia,-iencia,
Scnao que pardoais-noa cora piedade.
lana oliensa punida urna vez seja ;
O hoiiiuiu fulminai uu -eu percado :
Oue sois Dos de juslira o mundo veja:
Mas ali em que lugar ser lanrado
Yosso raio, Senhor, em que nao eslej.i
O taugoe de Jess Crucificado ?
Depois de Jesos Chrislo nao ha devoso, coran
a de Maria Santissima, cujo piedoso curasao lem
iiiellavel ternura pelos percadores. (Ulerennos a
almas devotas o seguales caulicos ao corarao de
Maria :
Em qualquer Inliulacao
Na mais cruel agona,
Oh quanlo valer-nos pudo
O corarao de Maria !
He mais puro que as estrellas,
Mais claro, qae o claro dia,
He foule de grasas cheia
O curasao de Maria.
Oual sol, que as sombras da uoite
Do triste glubo desvia,
Assim nos dissipa us males
O corarao de Maria.
Nas cadeias do pecrado
Todo o mundo gemci id.
"en., as Oespr laca-.o
O corarao de Maria.
Das garras do negro monslro
Ninguein lim se veri,
Se dellas nos nao lirasse
O corarao de Mana.
Quando Dos forraou o homem,
Prevendo o que elle seria
iieslinou-lhe para amparo
O curasao de Maria.
He das grasas o Ihesonro
Para nos de mor valia,
He da Trindade Sacraria
O c cacao de Mara.
Encerra os grandes ravsteiius,
Tem dus dous a prinia/ia,
He um mar lodo de gracas
O corarao de Maria.
O Divino Redemplor
Ja na ultima agona,
Deiiou-nos para remedio
O corarao de Man.
Nao quiz licasseraos orphaos
Vislo que aos ecos se parta,'
Deu-nos Hli, deu-nos cm summa
O corarao de Mara.
Entre o Filho, c a Vire,cin Mi
Iai-ic tal t)inpalhia,
Oue s he christao quem ama
O uorarao de Maria.
O' viis todos que soffreis
(Jualquer mortal agona,
Uu,, ai. e seris contentes,
O corarao de Maria.
{Exlr. do Calholico.)
Na ra Direila, na esquina q' bola lambem para,a
Iravessa de S. Pedro, ha uma sucia de lamanqueiros
q' iusutentes, como os maisdelles sao,le sem respeito
ao lempo qnaresmal e aquadra|de|miseria e de allic-
coes em que estamos, cosluinain de vez em quando
a lurdir os oovidos daquelles visinhoscom um vio-
lan desaliado e juntamente uma llaula ronqueaba,
acompanhaudo unas vozes como que viudas d'ootro
muudo, que fazem a qualquer vvenle correr. Na>
he islo su que ha enlre aquella sucia de bom. Pte-
se com dismanies romo su tpor all uo ha-
jaro lambem rauitas familias honestas: alera dis-
to, reuucn adjuntos para proinoverum alturcares e
harullios cuino ia-so dando cm una das noilus dos
dias irausaclos: e oulras cousas u oulras cousas.
E o Sr. inspector da referida ra nao sabe de na-
da dislo para ir c.mirado esses homenziiihiis !
Pede-se-nns a publicasao seguidle :
MAIS UM Cl RANDE1RO.
Araba de apparecer ulliniamcnle um cerlo indivi-
duo, logisla, morador na ruado l.ivraiuenlo, curan-
do o cbolera-murbiis, cun remedio de sua invenr.lo,
c segundo noeconsla iinraensas sgojsa victimas
que lem feilo lima joven do IS anuos, moradora
Hd ra da l'iaia, lundo ndo accommcllida da mo-
lesa reinante, fui-lhe niinislradu por esse rharla-
i.io. o lal elixir, o qual instantneamente lhc pro
duzio lal iiiilaiiun icio no vciitrc, iiiiu apezar dus rui-
lerados esfbreos do um dos mediros mais illuslradus
testa ridade, supp<>e-se nao escapar Parece unpos-
raorle foi um medonho calaclisma pata a classe sivel quu n'unt pail civilisado'su consinla que lio-
snflrcdora ; tanto se esmerava, tantas precauces mens verdadeiramenle buses, andem por ah appli
hygienieaa, tantos preventivos, vein o cholera c zom-
bou de tudu F'ui islo uma lacuna que dillicil-
raenle sera preenchida.
Ah meu charu amigo, nao posso proseguir, f.il-
la-me o animo, nao tenho a resignaran para enca-
rar a siluarao.
Fslou com a peana na man. mas sem Mimo para
escrevur...
As apprehentes lerriveis, ns helos que van por
ah, as noticias aterradoras, lodo i-sie pavoroso eon-
jiinlu, como que mu iinpedeui du proaaguir.a. ler-
rivel posirao !
Em Porlo Calvo vai o chuleta causaudu lernviis
cando ao povo remedios, cuja coraposisao, sendo,
cono he, inspirada pela ignorancia maiscrassa, bao
de, por sem duvida, ser nocivos e al fataes aquellcs
que leem a desgraee do loma-Ios. Pedmos, pois, a
poliria que acabe de uma vez com essa horda de
pbariseus,quu, apar,lo lilho du Ganges vau povoan-
du u ceraiterio!
O Sr. Gondiui assevera quo a casa da ra da
Cnnceirao loi proniplainenle desiufeclada, e que
nao Ihe consta haver morrillo alguem no Fundan.
Os serviros prestados na quadra actual, ua fre-
giie/ia du S. Jos, pelos Rvds. Manuel Adriano de
Alhuinierqtie f Mello e Albino de Carv albo l.es.a.
a hura dtis almas dos accunimellidos da epidemia rei-
nante, que procurara o soccorros espiriluaus, sao
dignos du ineucio e de louvor.
COMARCA DE NAZARETH
17 de marro.
A epidemia por aqui pode considerar-te como ei-
lincla; todava, ainda apparerem alsum casos, hu
verdade que poucos. Oolro tanto, porem. scnao po-
de dizer de alguns lujare ah por fura, onde uac
consla, vai fa/.ond a i ii la grandes estragos.
Coulam que cerlo moro, desset qae leem presta-
do aqui grandes sertiro<. qua serviros talvez qu*
uSo menos de dez e-trjam boje no cemilero por sua
conta e riten, creara uma companhia de deuadeela-
darc>, e. cm nome da raridadc, dirigira-te an en-
genho Junco no louvavel empenho de de-infeclar
all um par de rAiulus de ruis, deixad* pelo propiie-
lario do engenho : mas infelizmente nao pode ler
Io.mi a dcinlecca desojada, por opposirao da fa-
milia : ha genlu muilo descouheciila por esle mun-
do de meo Dcos, gcnlc que nao aceita o beneficio,
que se Ihe quer fazer!
Contara, que oulras desinfecres se leem operado
felizmeule.
Grandes beneficios Iroiixe o cholera ao mundo!,
Homens, a quem se uan condeca vocaso aleruaaa,
tnriiaram-se mdicos famosos, eyirrxluram grandes
serviros aos affliclos ; isso rertamcnle foi um hem.
Oulros. cujo espirito de randaje era uileiramenta
desconjiecido, ficaram lidos e havidos por amigos da
humanidade, a quem nimio se preslaram : aleja le-
mos aqui pai da pobreza ; veja qnanlas vanlaieut!
Os gneros gozara ainda de prero subido.
Ale mais. \ '
Carla ptrticulmr.)
HE?ARTli?AO DA POLICA.
,Parle do dia IS de marro.
Illm. e Exm. Sr.Lava ao coohccimenlo de V.
Exc. que das dillerenles participarles boje reca-
lo la- nesta repartirn, consla que te dar a *e-
guinle urourrenria :
Foram presos: pela subelegacia da Ire^uezia do
Recife, os pardos escravos Olimpia e Esteva*, par
briza.
He,, guarde a V. Exc. Secretaria da polica da
Pernambuco IS He marro de 1836.Ulan, e Exm.
Sr. conselheiro Jos lenlo da Cauha e I igoeire**,
presideule da provincia.O chefe de |>olicia, I.uiz
Carlos de Palea Teixeira.
Desinfecte* do dia IS,
Freguezia da Boa-Visla.
Roa do Aragao o. 96, casa de D. Hulioa Anlunet
I erreira, i.illereu Caelano l.i-iz Ferreira, filho da
mesma.
Ra da Malriz n. SR, casa de Marcellina Maria,
fallecen Anua Maria, m.ii da mesma.
Coclhos, ra dojasmim n. 1, casado Rozendo Fer-
reira da Silva, tallecern! > pessoas.
Ra do Mondego n. 1(>, ra-a de F'ranriscn de As-
sis Avellar, falleceu Justina Mana da Curricn.
Travessa da Ribeira n. t, casa de Joaquim Bole-
llio. falleceu Maria, liih.i do mesmo.
Ra da Conceicio u. ~r, casa de Leopoldo Coelho
da Silva, falleceram, l.uiza Coelho da Silva e Deo-
11ii la da Cosa Mouleiro.
Roa daConceitao n. IS, casa.de Francisco Finui-
iio Ferreira, falleceu Joanna Baplisla, preta, li-
vre.
Estancia, sem uumero, casa de Carolina Maria,
falleceram, Luiza, escrava, e alaria l.uiza. parda,
livre.
Estrada Nova do Manguinho. sitio de I). Antonia
Frauca Cadaval, falleceu Antonio Amaro, faitor da
mesma.
Aterro da Boa-Vista n. :!:!, casa de Jos Antonio
Guedes, falleceu Antonio Joo de Dos, pardo.
1- re.iie/ia de Sanio Antonio.
Becco do Calcio o. 1, casa ,le Isabel, morreram 2
prelas ; desiufeclada por aviso policial.
Ra do I.ivmnenlo n. 23,1." andar, casa de Ca-
rolina Mana Amalia, morreu I preta ; desinfectada
por aviso policial.
Dila do dilo n. 23, casa de Rila de Caasia Vietra
Cavalcaoi, morreu I parda el preta ; daaintmtadi
por aviso policial.
Ra do dito n. 29,1.* andar, eaaa de Manoel Tha-
maz de Parias, morreu i parda ; desinfectada par
aviso policial.
Dila do dito n. 32,1.- andar, can da Francisco do
Prado, morreram 3 pretos ; desinfectada por avno
policial.
Becco do Segredo, defronte da rasa dedelenrao,
casa de Francisco Pereira da Silva Santos, morreram
3 pardos; desinfectada por indaaacio.
Hua Direila n. i i, cato de Francisco Carueira,
morreu 1 pardo e I parda ; desinfectada por mda-
gac3o.
Roa de Sania Thtreza n. o, casa de Saohorinha
Clemeulina Pessoa, morreu I parda ; desinfectada
por aviso policial.
Ra do Sul u. I, casa de Elias llaph-la da Silva,
morreu 1 pela ; desinfectada por indagara*.
Praiada Cadeia Nova, sem numen*, cata de Ma-
ria Viceuria do Espirito Sanio, morreu 1 parda c 1
parda ; desiufeclada por indagaran.
(Misen ac,es.
liua Direila u. el, fui chamarlo por aviso particu-
lar para a du-,iufecrau desla, porem, como echaste
lechada, n.o a de-inle, le.
Ilua do l.ivrameulo n. 20, por aviso policial fai
chamado para a desiuferr.io, e como cima, nao a
desinfecta.
Travessa de San Pedro o. S, foi chamada por avi-
so policial tiara a desinfeccao, e como ochaste a cata
fechada, n.io a desinferlei.
Dita duililon. i, ludo do inetmn linar cima.
Dita do dito ii. I, do me-iuo llimr acuna.
Itua du I ivramenlo n. -js, i." andar, fui chamado
para a desinfecrao desta casa, eco......Ion,, allr-
gaan que a duba ja'doiufccladopelo mkllio-lo d* Sr.
I'aranhos, nao quiz que cu a desinfectaste, por isto
nao a dcsinfeclci.
Freguezia de San Jase.
Ra Aususia n. NO, eaaa de Francisca Maria da
Carino, murreu a mesma.
Dila dita, sem numero, casa de Marianna Caroei-
ro, morreu a mesma.
Ra du Duro, nana numero, cia abandonada ha 8
dias, morreu Manuel da Costa.
Dita do dilo. sem numero, rasa de Bernardina de
Liana, morreu a naaaaa e aaaia i paseana,
Travessa da ra Imperial n> i, rasa de Conslau-
ria Mara, ranrreu a niriua.
Dila dita u. 13, casa de Fraurisca llomanade San-
la Anua, morrea a niaaaaa e ooira issoa.
Cinco Punas ii. 1:11, raoa du Candida la da roa-
sen, morreram 2 escravos.
Itua dos Pescadores n. Id, ra.i dr j**e l.iuo ler-
reira, morreu Aulouiu Joaquim du San-xa.

RUTILADO


DIARIO CE PEMUIBUCO QUORT* Fgjj 19 DE MARCO E 1156
1 > 11.1 dos ditos n. casa morteu a mesma e 2 pessoas.
Hua da AssumpoAu n. 10, casa de Joanua Maiil
do l.ivramciito, uiorreu Alexandre Latina.
Ra Imperial 11. SS, casa do Manuel de S>uza.
moircu o mesmo.
Dita dita D. J64, casa de Andru da Casta Moiilei-
ro. morreu Marcos Jos da AssumpcAo.
Itila dita u. Jli-J, casa de Alexaudrina Maria da
ConceicAo, morreu a niesma e Mara Francisca da
Conceicao.
Hila dila, sem numero, casa do luden Marques,
morreu o mesmo.
Dila dita B.256, casa de i.ni/ Maicello llorencio
do Espirito Sanio, morreu o meemo.
Frefiuetia da Kecife.
Ra daSeuiala Velha n. *ll, casa de Jos Auto-
no Kernundes l'radique, morrcram 2 escravos ; de-
Miifcclada por indagaeSo.
Rui da dila Nova, scm numero, casa de l*edro
Le.lo do llrilo, morreu a mai do mesmo ; desinfec-
tada por pedido.
Kua dos Guararapes n. S, casa de Leandro Jo-
lliheiio, morreram :l pessoas e I inullier ; desiufee-'
lada por aviso policial.
Kua do filar u. MI, casa de Manoel Francisco d.i
Rocha, morreu 1 mullier e-J enancas ; desiufecta-
da por avisu policial.
Ra do Perol, sem numero, casa de A^oslinlio
Francisco ; desinfectada por indagante. Morreu I
hornero I crianza.
Ra da Cadeia, sem numero, casa de Joo lon-
dey, morreo I escrava ; desinfectada por aviso po-
licial.
Ra do llrum, sem numero, casa de Joaquim Mar-
que de Santiago, morreu I lilho do mesmo ; de-
sinfectada por pedido.
DetbtftCftt do dia 1 ti.
Freguezia da Boa-Visla.
Ra da Aurora u. ">(>, casa de Vicente Mendes
Wanderley. falleceu Rogero, escravo.
Rua da Mangeira n. o, casa de Antonio (lomes
I'essoa, falleceram, Jos e l'ossidonia, escravos.
Rua do Jasmim, sem numero, casa de Lniz Jos'
de Franca Monleiro. falleceu Anua Correia, parda.
Dila do dito n. 3, casa de Francisco Jos' Barbo-
sa, falleceu Francisca Maria do Carino.
Aterro da Boa-Vista n. j, casa de I). Clara Mi-
rada Molla Real, falleceu Albino, escravo.
Rua do Mondego. sem numero, casa do llr. Fran-
cisco de Paula Itaptisla ; mandailo pelo llr.
Rua dos Coelhos n. .*>, eesade Francisco Jos' de
Veras, falleceu Anua Maria de Veras e (Juilliermina
de Veras.
Rua do Rosario n. 50, casa de Caelano l'erera de
Coulo, falleceu l'ossidonia Maria da Conceicao.
Rua da Soledade, sem numero, casa de Manoel
l'ercgriuoda Silva, falleceu Maria Molla do Nasci-
meulo.
Rua da Conceicao n. I, rasa de Maria Cactana do
Espirito Sanio, fallecen Ignez de Castro Ferreira
Monteird.
Freguezia de Santo Antonio.
Rua do llortas n. .Vi, casa de Francisco de l'auta
Martios, morreu I parda ; desiufeelada por avisu
particular.
Palee de S. Pedro n. 3, casa de Fraiiefeii.no de
Souza Teixe, morreu I pessoa branca; desinfectada
por aviso policial.
Rua do l.ivramenlo n. 1,2 andar, raa de Ignez
zia grandes estragos ; entretanto os gneros alunen
lirios se eonservavam por dio prera.
\ epidemia in fazemln grandes eslragng ein l'i-
menlciras. Aid o din 7 do crtenle, dala em que
chegam as noticias qae recebemos daquella liicali-
dade, ja linliam morri lo IJi pessoas.
As noticias da Eseada ennlnuam a sor lisongoiras.
A epideini.i coniinu.iva a decrescer naquelle lugar.
Apena- no da 15 se derarn U casos falaes.
O mal em Olinda anda se conserva no mesmo
grao de inli'usidade, regalando a mortalidade diaria
de II a Jll pessoas; e no Rio Hace perleucente
aquelle lermo, e en. lodos os logaras adjurantes a
beira mar. os estragas bao sido ennsideraveis.
Ilamaraca' lamhein ha snllri lo ba-lanle, e al a
dala de IS do correle ja se linbain sepultado !Mi
cadveres.
Na ptvoacao de Goianninha, pertencenle a' co-
marca de (ioianna liubaui sido aceommettidas 123
pessoss, dasquaca haviara munido 21. Consta que
a povoacAo de Nossa Senbora do II' osla1 em aban-
dono, exisliiulo em alguma* das respectivas casas
cadveres insepultos o em pulrcfaccAo.
111 'I.I.E'I'IM DO CHULERA-1IORBI S.
11- -; :i ,l de S. Jos, existen) S doeutes em Irala-
menlo, c morreiam 2 mulliercse I liomem.
Hospital do Carino, c\s|eni |."> docnles cm Irala-
menlo, fallecen I.
Hospital da rua da Aurora, enlrou I, sabio
curado I, morreu I c existen) em Iralamenlo II.
Fui rcmellido a esta conimis-.'io, pelo Si. I Ir. Joa-
quim Antonio Alfas Ribeiro, um mappa demonslra-
livo dos inovimenlos ilo hospital de caridade de N. S.
do l.ivramenlo, do dia'.) a l ile marco crrenle.
Desle mappa consta, l entra los, I i curados, mor-
reram l e aciam-se em Iralamenlo 17.
Illms. Srs.Participo a Vv. Ss. que fallecen boje
n'esl;; enfermara da Capunga. urna hora depois da
entrada, o pardo Manoel Francisco lleudes. Esla-
va lgido e o poder da morle ja ia milito para di-
ante para se alcaiicar victoria rom os ineos recom-
mendadus pela tberapbeulica.
Os pobres, rades c ignorantes, so bnscam o leilo
da caridade quando a mesma caridade lie sem elli-
cacia. Franzidos pela dor da morle lomen) a resolu-
cin ultima quando S6Q9 males (cm ultrapassado as
barreirasda vida. Eolregam-se anles ao* curandei-
ros e o hoincn* inexpericntes, quo aquellos (|oe
con) niais aceito os poden.un conducir ao c.minlni
da vi.la. Rebeldes aborrecen! a gralidao, nica moe-
da, com que leriam de recompensar aos seus licm-
feilores. Sao estas as diflictlldades em que nos bicha-
mos.
A Providencia existe c ainda nAo oigamospre-
cariasas cireu-uslaucias d'esle dislriclo. Eslra-
nhando apenas alguns casos do lypho, quer como
molestia priinili.a, quer conseculiva aos ataques do
cholera.
Capunga l(i de marco de 1856.
Dos guarde a Vv. Ss.Illms. Sis. da ci>mmisiio
de hvgieue publica.Manuel linedmo do fego I u-Jj
leiirtt, loulor ila eofermaria ila Caponga.
lilin. Sr.Participo a V. S. que fdlcceu bunlein
a iii.ite a prela forra de nome Victoria Maria d'As-
sumpcao, mainr de 70 anuos, entrada no da antece-
dente, e boje pela inanhaa llene.lelo prelo larro de
oacflo, entrado bonlem ; entraran) na mcsina uoite
Alexandre Rodrigues dos Res, lilho de Valenle Ro-
lden! IsslI loriud.i Ferreira da Cosa, l'eruambu-
eo, 6 aun.-, branca, Sanio Antonio, em casa.
dem IN*-Malurino, Pernambuco, jannos, sol
leiro, pardo, Boa-Visla, em c isa.
dem IN.S1Auna Mana, Pernambuco, lili anuos,
vinva. parda, Rccife, em casa.
dem 1881 Leopoldina Alaria da (II ria, Rio tiran-
de, :'i nnos, solleira, |>arda, llecife, cm casa.
Huracos.
Numero 707Jos, frica, 33 anuos, solleiro, Reci-
te, ein casa.
dem 7ilSCipilnliua, Pernambuco, 20 anuos, sol-
leira. Boa-Vista, em casa.
dem 7*11l.uiza. frica, sn annos, solleira, Santo
Antonio, em casa.
IJem 7hlJuanna, frica, MI anuos, solteira, S.
Jo-e, ein casa.
dem 711Josepha, Afica, 18anuos, solleira, Rc-
ciTe, om casa.
dem 712CUudino, frica, SOannos, solleiro, S.
Jos, em casa.
dem "13Je.io, frica, lid annos, solleiro, Recite,
em casa.
I leui 71 Mai celia, frica. 60 anuos, solleira, Boa-
Vista, em casa.
dem 7I.">Tobas, Pernambuco,23anuos, solleiro,
Rccife, em casa.
dem 71bFrancisco, Arica, lili anuos, -nlloiro,
Recite, em cas.
dem 717Joanua, Pernambuco, K anuos, S. Jos,
em casa.
fesumo d Mortalidade do dia is al asG horas da lardeG3.
Ilomeus 22mulheres ;lprvulos lo.
I'olal da mortalidade ale o da 182UI0.
Ilomeus lilimulheres \22liprvulos '210.
Recite IS de marco de 1836.
A comimss.io de hvgieue publica interina,
Urs. .su Percira, presidente.
/ rnio .Varfer, secrclaro.
/. Poggi, adjuncle.
a.
m__. ... .' .lH'\'nni i: ii" i i_ ti i"- ii i mi i ti < .iirm- i\ i-
Mana de Mira, morreu I prelo ; desinfectada por .irigues dos R.-i,, natural do Arae.lv, pardo, idade
vis nnlirinl I ... '. ._
aviso policial.
Kua do Livrameuto n. 39, casa de Alexaudrina
I -JO anuos, solleiro, condolido pelo inspector do 17
-1 quarleirao, e lUph.iel,escravo ilo l)r. Polvcarpo l.o-
tduvirges do Souza Rangel, morreu 1 prela ; desin-IM
feclada por aviso particular.
Paleo de S. Pedro n. I:), casa de Maria Isaac de
Locio, morreu 1 preta ; desinleclada por aviso par-
ticular.
Becco da Viraran n. 25, casa de Anua Alexandri-
na de Barros Cavalcauli, morreu urna pessoa branca
e um pardo ; desinfectada por aviso policial.
Rua Direila n. 55, casa de Aflonso de Albuqucr-
qne Mello, morreu I pardo; desinfeclada por aviso
policial.
Rua Nova ti. 17, casa de llr. Loureneo Francisco
de Almeida Catanhu, morreram 2 pessoas brancas ;
desinfectado por aviso policial.
Rua das Aguas-Verdes n. 7, casa de Solio Maria
de Mello, morreu I preta,
Rua da Roda, n. ti, casa de l.m/ Francisco Xa-
vier Pires, morreu I parda; desnivelada por aviso
policial.
Raa Direila n. 61, casa de Carolina Clara deMen-
d.iiiri Muniz lavares, morreu 1 prela ; desinfectada
por aviso particular.
Rua da Penha n. 21, casa de Euzebio Pinto, mor-
reu I prelo ; desinfectada por aviso particular.
Obserrares.
Paleo de S. Pedro n. 7," fui a esla casa e mo a
desiufectei por ter doentes.
Rua de Aguas-Verdes n. :ll, como cima fica dilo
nao a desinfeclei.
Rua de Aguas-Verdes n. ii, como assim fica
dilo.
Rua do Queimado n. IS, -2 andar; como assim lica
dilo nao a ilesinfectei.
Paleo de S. Pedro n. II, fui a esta rasa e au a
desinfecte! por eslar fechada.
Pateo de S. Pedro n. :I0, fui a esla casa e ja esla-
~ Va desinfectada.
Roa de Aguas-Verdes u. 10, fui a esla casa e ja
eslava desinleclada.
Rua de Aguas-Verdes n. 1:1, fui a esla casa e ja
eslava desinfectada.
Rua de Aguas-Verdes n. II, fui chamado para a
desinfecto dest.i caca e acbei-a fechad. -
Rua Direila n. 25, 2andar, fui chamado para a '-
sinferean desta casa e achei-a fechada.
Rua Direila u. 30, ful a ela casa eja eslava de-
sinfectada.
Rua Direila n. 31, como assim lica dito.
Hua Direila n. 'Ib, 1 e 2 andar fui a asas casas e
ja eslavam desinfectadas.
Roa Direila n. 63, como assim Tica dito.
Frcguezia de S. Jos-
Roa das Aguas-Verdes n. i, fregue/.ia de Santo
Anlouio casa .ibandonada ha S das morreu Antonia
Rosa ; desinfeclada por avisu policial.
Roa das Aguas-Verdes, freguezia de Sanio Anto-
nio, casa de Mara l.ibania de Miranda morreu Lui-
sa Mara da Conceicao.
Rua do Pudro F'lorianu n. l, casa de F'ilippe Pe-
reii.i Nerx, morreu o mesmo; desinfeclada pur aviso
policial. "
Rua do Padre Floriaoo n. I casa de Cosme Pedro
DamiAc, morreu I'rancisco.
Travessa do Serigado n. 7, casa de Jos Antonio
Ramos, morreu Maria.
Travessa do Serigado fe, .">, casa de Joaquim, mor-
reu Clara ue tal.
Travessa de S. Jos n. 27 casa de Francisca Maria
da Mcrcs, morreu Lmirenea de lal.
Paleo de S. Jos n. 13, casa de Ignacio Mendes,
morreu n mesmo.
Rua da Assumpeau n. Ii, casa de Manoel (iomes,
morreu Ignaeia ; desinfeclada por aviso particu-
lar.
Rua da Assumpco n. 1K, casa de l.uiz Eustaquio,
morreu o mesmo ; desinfeclada por aviso particu-
lar.
Rua Augusta n. (12, casa de l.uiz de Souza llan-
deira, morreu Anglica de lal.
Rua Imperial n. 29, casa de Antonio Jos dos San-
tos, morreu I escravo;desinfectada por aviso particu-
lar.
Rua Imperial n. 23, casa de Manoel Jos da As-
sumpeau, morreu Francisca dasCliagas; desinfectada
por aviso particular.
Becco do Dique n. 1. casa de Antonio do lal, mor-
reu Auna de lal; desiufeelada por iudagaco.
Rua Augusta n. 1, casa de Filippe de Santiago,
morreu Idalina de Albuquerque ; desinfectada por
udagarAo.
Rua Aurosla n. 26, casa de Ezequiel da Silva,
morreu Maria de tal, desinfectada por aviso poli-
cial.
Rua do Caldeireiro n. '.W, casa do Aivero Alejan-
drino, morreu Faustiua escrava ; desinfectada |>or
indagaco.
Rua da Palma n. 15, casa de Francisco de Soyza
Mallos, morreu o mesmo e a mulher.
Rua do Jardim n.|l, casa de Pedro Marcelino
Ribeiro de Souza, morreu Aulonio dos Prazeres;
desinfectada por aviso pulicial.
l'regnezia do Recife.
Rua da Cadeia n. 11, casa de Manoel Joaquim de
Oliveira, morreu 1 escravo; desinfectada por aviso
policial.
Becco do Azcile do Peine fe. I, casa de Maria Ma-
ranhao, morreu a mesma ; desinleclada por indaga-
do.
lina do Amorim, sem numero, casa de Alves &
Lopes, morreu I escrava, desinfeclada por aviso po-
licial.
Rua do Pilar n. 13, casa de Jos Francisco de
Oliveira, morreu u loesmu.
Rua do Pilar n. 15, casa de Joio Jos Joaquim de
S. Anua, morrea 1 escrava e I enanca; desinfectada
para aviso policial.
Raa do Farol n. 2, casa de Auna Francisca da
Penha, morreu o mesma ; desinfeclada por aviso po-
licial.
Rua do Occidente, scm numero, casa de Candida
Ednvirges dos Piases, morreu a mesma; desinfectada
por pedido,
Rua do iuin, sem numero, casa de Angela da
Conceicao, morreu a mesma e mais oulra pessoa ;
desinfeclada |ior indagaeao.
Rua da Cadeia o. 51, casa de Anlnnio llolclho
Piulo de Mesquila, morreu I esrravo; desinfectada
por aviso policial.
Ilesinfeccoes:Total do dia 15 elb!I2 casas ; sen-
do na freguezia da Boa-Visla 20. Sanio Aulonio 22,
S. Jos 31, Recife 46.
Total at o da de boje 140.
Recife 16 demarro de Ib56.(iustaio UztUZeHO
h'urluilo de Mendonrn, emarregado da conservarlo
e disliibuie.lo dos agentes desinfectantes
SMario fcc 'pernambuco.
Pelo vapor .s'. SnOnilnr recebemos jornaes do Ma-
ranhao, do Ceara e da Parabvba, com dalas o- pii
meirosde S, os segundos de 7 e os nllimos de 15 do
corrate.
Has carias dos nossos correspondentes do Mafa-
nliao, Ceara e Natal ver:., os leilores tuflo o que
na nestas prov lucias.
pes Lean, reinetlido pelo Mi. Ribeiro ; assim como
enlrou h"jc o africano livre cm deposito de nome
Tiburcio, o Julio do Carmo, crioulo. maior ile lis
anuos, natural desta provincia, couluzido |iclo ins-
pector do .7." quarleirao.
Tixeram alia dez horneas e urna mulher.
Passaram para a enfermara dos convalc-cenles
seis.
Fic.iin existindo viute e seis.
Dos guarde a V. S. Hospital provisorio do ar-
senal de marinhi 17de margo de 1856.lllm. Sr.
I)r. Cosme de S Pereira. presidente interino da
cominisso de bygieue |>obtica./o'-i'/ttim Jos .11-
res dr .tlliuuHcrauc, cirursiau do huspiUl.
Relaco das pessoas que falleceram dn cholcra-mor-
bus e foram sepultadas no cemileno publico das
6 horas da tarde do dia 1 as 16 ila larde do
da 17 de mareo de 1876.
l.icres.
Numero 1828Maria, Pernambuco, um mez, bran-
ca, S. Jos, em rasa.
dem IS211Joaquina Maria do Rosario, frica, 60
anuos, prela, S. Jos, na casa de correceao.
dem 1S30Maria das Virgens do Espirito Sanio,
Baha, 21 annoj, solleira, parda, Boa-Vista, jem
casa.
dem IS31Jos Altea de Souza, Pernambuco, 20
annos, solleiro, pardo, S. Jos, hospital de S.
Jos.
dem 1S32l'lieodora Maria da Conreino, l'er-
namhuro, XO annos, solteira, prela, Sanio Anto-
nio, em casa.
dem 1S33Tbereza Honorata de Jess, Pernam-
buco, IS unnos, solleira, parda, S. Jos, em
casa.
dem IS'tiJosepha Morcara da Silva, Pernambu-
co, 26 annos, solteira, prela, Sanio Aulonio, cos-
lureirs, em casa.
dem 1833Leouuria, Pernambuco, .Sannos, parda,
S. Jos, em casa.
dem 1836i'hcrcza Maria de Jess, Pernambuco,
1 me/.cs, branca, S. Jos, ein casa.
dem 1837Francisca Maria, Pernambuco. 122 an-
uos, vinva, prela, S. Jos, em casa.
dem 18:18Isabel, Pernambuco, 2 annu-, branca,
Boa-Visla, cm casa.
dem 1839Francisca Andreza 'de Oliveira, Per-
nambuco, 20 anuos, solleira, branca, Recife, em
casa.
dem 184(1Victoria Maria da Assumpeao, 70 an-
uos, prela, Recife, hospilal provisorio do ,ir-nuI
de mariuha.
dem ISilAmelia Sevcriua de Araujo Aguiar,
Pernambuco, 15 annos, solleira, Roa Vista, em
casa.
dem ISUJoanua Marcoliua de Mello, Pernam-
boco, 10 anuos, prela, Recife, cm casa.
dem 1S3Julio, Pernambuco, 8 annos, branoo,
Boa-Visla, cm casa.
dem 1811 Jo-c Norberlo, Pernambuco, 2b anuos,
solleiro, prelo, Sanio Antonio, hospital do Livra-
mcnlo.
dem 1815Manoel Francisco Mendos, Pernambu-
co. 56 annos. casado, pardo, Boa-Vista, srvenle,
hospital da Capunga.
dem 1816l.uiz Jos de Mello, Portugal, 35 an-
nos, casado, Inanro, Boa-Vista, carroeciro, cm
casa.
dem I87Manoel, Pernambuco, s meaos, Boa-
Visla, em caa.
Ideui IS'iSJoaquim Josatila Silva, 3 anuos, pardo,
Boa-Visla, em.casa.
dem IXi'.lAntonio Joaquim (ionealvcs de Moracs.
Pernambuco, 52annos, casado, branco, Santo An-
tonio, negocio, em casa,
dem 18.70Charles Jeaniellel, Suissa, 30 anuos,
solleiro, brinco, Boa-Vista, pintoi, ein casa,
dem 1S71 Josephina Mana da Conceicao, Per-
u imbueo, 18 anuos, solleira, parda, Boa-Vista,
ein casa,
dem 1852Viclorna Claudios, Portugal, 23 an-
uos, casada, branca, Boa-Vista, em casa,
dem 1833Jus Lucas de Itrilo, Pcrnambuca, :Ul
annos, solleiro, pardo, Boa-Visla, militar, hospi-
tal reguneulal.
dem 1851Aleandra Maria, Peiuambuco, soltei-
ra, preta, Santo Antonio, linlurcira, em casa,
dem 1855Malaquias annos, soUeiro, prelo, Boa-Visla, hospital da Au-
rura.
dem 18.76Maria dos Prazeres, Pernambeco, 7
anuos, parda, S. Jos, em casa.
dem 1857Josepha Maria da Conceicao, Pernam-
buco, 6 anuos, Santo Antonio, em casa,
dem 1878Anua Maria da Conceicao, Pernambu-
co, 50 annos. vinva, Sanio Antonio, costoreira.em
casa. |
Hdem 18'JLuiz Felizardo Saturnino Sonto, Per-
nambuco, It anno, pardo, Santo Antonio, pa-
II- -ii ii. em casal
dem 1860Florencia tiermana de Auvedo, Per-
nambuco, 60 annos, casada, prela, S. Jos, lava-
deira, em cas,
dem 18(11Maria Jos da Conceicao, Pernambu-
co, 3 anuos, parda, Santo Antonio, em casa,
dem 18112Jos Maria Campos, Pernambuco, li
anuos, solleiro, pardo, Santo Antonio, hospital do
Livraincnlo.
dem 1863Barbara Isabel Maria da Conceic.10,
Pernambuco, 26 anuos, solteira, preta, Boa-Visla,
costaren-a, em casa.
dem 1861l.uiza Guntaga, Pernambuco, 60 an-
uos, parda, Boa-Vista, costrele, em casa.
dem 1865Manuel Aulonio do Nascimento, Per-
nambuco. 3(1 anuos, branco, llecife. cm casa.
dem 18(16Benedicto, i > anuos, solleiro, prelo,
Recite, hospital provisorio do arsenal de man-
tilla,
dem 1867l.oureiu.a Jusliniamu de Almeida, Per-
nambuco, .72 anuos, viuva, prela, Recife, em
eas.i.
dem 18(18Jos de Souza Fortuna. Pernambuco,
75 anuos, VUVO, parda, Santo Anlnnio, alfaiale,
em casa.
dem ISn'.lMaria Blbianua da Conceicao, Pernam-
buco, 17 anuos, solleira, parda, S. Jo-e. em casa.
dem 1870Leopoldina l.uiza de Franca, Pernam-
buco. 32 anuo-, casada, parda. S. Jos, em casa.
dem 1871Jos Rodrigius, Peinaiubuco, 1 annos,
pela, Boa-Vista, em casa.
dem 1872Jo-e l.uiz de Franca, Magoas, 10 an-
uos, solleiro. pardo, S. Jos, ein cas*.
dem 1873l.uiza .Mana da Conceicao, Pernaiuhu -
co. bu anuos, enastilo, panto, S. Jos, cm casa.
dem 1871Manoel Aprimo de Albuquerque. per-
nambuco, 21 aonos, solte.ro. br.iuru. Santo An-
tonio, domador, emeasa.
dem IXTftSevcriua Maria, PcrnainbiKo, lian-
nos, solteira, parda, Boa-Visl.i, ein casa.
Religiao .
A FLAi.EI.LAi;.AO.
I' ripilc el m in lurale hor nt corpa* rneum >/itoit
pro cohis frougetur.
(". oilinuac.l i do n. anlceedcnle.
Aquelle quo lio a boudada por osseocia, ainda
o repetimos, lio llagellado rumo nm inalfeiloi lie
o liomem culpado que merecen o castigo, c lie o in-
nonnlissimo Jess quem o soffre !
Ali .' accresMtila S. Cypriaoo, o que seriamos
ims, desgranados humanos, sem esse tormento do
io de lieos ? As nossas dragas eram tao invete-
radas, to corrompidas, tao cangrenadas, que nao
poderiam ser curadas, se nao pelo balsamo pre-
cioso do satigue ijue Jess Quisto derramou das
inmensas ehagas que cobrirarn sen corpo, por-
qtianto a carne de Jesushe pura e sem mancha, lie
pereilaiiientesubniellija ao espirito, rapassada das
gracasdo Espirito Sanio, de que lie obra, he sania,
o sanlicante, e, par sua unio inlinila e substan-
cial com o verbo de Dos, he igualmente divina,
verdadeiro e augusto sancluaiio da .livimlado so-
bre a tetra, essa carne oiorifera mereca adurarao o
homenagens, o nao azorragues c casiigos'.
Mas, ao contrario, nossa carne be urna podrido
pioduzida pelo neceado ; lie impura, desordenada,
e rebelde ao espirito ; corrompida, ella he tambero
a fonte de In ja a corrupcao ; pois que del la derivain
todas as obras que S. Paulo chama obras car-
naes,e que be pelo continuo cuidado que temos
f^Su1
Recebemos
a caria do uosso cnrrespondcnle de
Nazarelh com dala de 17 d crreme. ,,o. (ca pu-
blicada em oulro lugar. Temos a salisfacao .le an-
nunciar que a epidemia naquella cidade se ocha ex-
lincta ; mas cm alguuj pontos da comarca ainda fa-
e evitar-lhe toda a moililicaoao, de proporcionar-
llie lodos os prazeres, se orna-la de iodos os cn-
feiles, de nulri-la no regao da voluptuosidade, da
mollina e do lu\o, que os liomens ultrajan) a Daos,
por vicise por excessos sem numero : alm disto,
di/ o propbeta, todos'os casiigos, todas as desgra-
nas devem ser o attrjbulo Ja earno do bomcm pec-
cador. Mulla (lagella peeatorit.'
One fez pois o Redemptor para espiar as desor-
dens innumeraveis da que nossa carne se tornou
culpada, c para od'erecer a Dos a salisfacao que
llie era devida Elle, por um aclo de voluntarieda-
de, humilhou-se as rondiries em que siimenle mis
deviamos ser constituidos ; consono em ser llagel-
lado polos barbaros ministros de satanaz, ponue
quiz evitar que nos mesmos fossemos elernamenle
llagellados pelos dragues infernaos, quiz que sua
carne innocente c pura conlrahisse a divida da nos-
sa carne manchada do erimes ; o por isso nos nao
devenios espaldar, di/. S. AgOSlinho, que os mar-
tyrios do Salvador ossem inealculaveis, pois que
os llagellos que merece a carne do bomcm pecca-
dor sao minutos.
Assim, depois de urna tao grande expiarlo, ao
temos neeessidade, so nao deutilisatmo-nos do seu
mrito por meio de urna sincera penitencia. Com
isio s, com pequeas expiaees voluntarias, nos
daremos ju&lica divina a salisfacao que llie he de-
vida, por lodas as nossas sensualidades. Se pra-
ticarmos desse modo, nao seremos mais subinetlidos
a dagellacao de salanaz ; ainda mais di/., S. Jerony-
mo, seremos I i v ros da neeessidade funesta, cm que
os nossos desregramentos nos bao collocado du sof-
frer durante a vida os llagellos toinporaes ; e de-
pois dola os tormentos elernados soprados pela ira
de Dos.
Eis-jqui pois realisada esla-consoladora proplte-
cia de David : o .Mossias far de seu corpo a
nossa muralba invenrivcl, c fundara a esperanza do
nosso soteorro sob as azas de sua protuefao. Ah!
quem me dora o poder abrigar-me a sombra das
carnes dilaceradas do ineu Salvador I. oslara eu
seguro rotura os castigos divinos, de que
as minhas fallas sao merecedoras : protegido por
essa sombra ahilar, nao desesperara mais da n-
una reconciliacao c do met perdau, c viveril tran-
uillo, como o lerno passarinbo sob as azas da
ternura maternal. O' corpo precioso corpo sa-
grado de met Dos, vos fosles verdadoiranumlo in-
molado por nossa salvaco f/oc e.it eorpuf incunt,
quod pro nobix frangetur.
Mas lodos os mysierios de Jess Chrisle nao f-
ram somonte urna expiaeao ; foram tambum um
remedio, porquaulo, diz S. Lefio, ao passo quo o
Salvador lomava sobre si as eiifermid.ules c as clta-
gas da nossa carne, elle se preparava para cura-las
em mis, cominunicando-nus a virlude e a santida-
dodasua. Assim, nos parlicipamos jielo mysle-
rio da llagellaco a pureza da carne iminaculada do
ledemplor; pois que elle sollreu, cm sua dolorosa
e acerba oxecu^o, as penas devidas as nossas mi-
serias c culpas; e be precisamente poique sua car-
ne divina, foi dilacerada, cuino se estivesse infec-
cionada do peccado, que nos obtivemos a grana de
poder domar a nossa, de reprimo suas incUnacoes
seusuacs, e de converte-la em urna carne original,
santa c divina. Por conseguinle o espirito de pu-
reza, dp virgindade, c de canditra, que, com gran-
de assombro de lodos os (enlioi, se tornou tao coin-
mum e lio espalhadu smlodas as dados, cm todos
os sexos e em lodas as condiees, logo que o cliris-
ttanismo foi estabelecido no mundo ; esso espirito,
digo en, de castillado quo reina ainda entre as na-
coes ratliolicas, he o fruclo o a grana Ja dagellacao
de .lesus Chinto.
b flagcllaco ol sublime nnslerio invslerio
inapottanlo e divino .lesus, cm sua misericordia
nos deixou um monumento magnifico o duravcl
desso mysterio, nao somenu; legando-nos a colum-
na cm quo foi alado, para ser Dagellado, o que se
conserva ainda na igreja de S' l'.raxedes em Roma,
para onde foi transplanlada do .feusalem, mas
lambcn e muito principalmente, instiluindo o ino-
favel Sacramento da Eucbarislia. Em verdade.
quando no dia da institiiinao desse sacramonto au-
gusto elle pronunciou oslas palavras : acc'p't el
mandcale : hoc est eivm corpus meum, quod
pro vobis frangetur. I loe facitc in meam com-
mctnoralionem, nos indicou elarameiilo, que a
l-.ucliaiistia, monumento magnifico o precioso da
paivio e da morle do Redemptor, lie do una ma-
nuira particular nina recordaeaO inielevel da cruel
lla:-',ellan.io, ipte elle so ff re 11 por nos. Di/ que esse
augusto sacramento be publicamenle uxposlo ao
nosso amor e adoraces; sempreque ns o ofTere-
emos a Dos no sacrificio do altar, e quo o rece-
bemos na santa rommuiiliao, devemos pensar que
Jess ChrislO us diz: allcmlei bem oque
iones, oque ofTorocois, o que commungais, he o
meu corpo, o mesmo que foi cruelmente realliado
l.emos no livro du Job que quando Dos, para
experimental a virlude e acresconlar o mrito desle
santo liomem, permittio que salanaz o cobrisso des-
de a planta dus psale o vrtice da cabera de una
chaga medonha e borrivol (Job 2) sua propria
mullier se tornou cruel para com elle, e seus mes-
mos amigos olbaram-no com tal avorsao o ledio,
que o expelliram de seu seio como um execrado o
punido de Dos, por suas iniquidades Ora, eis-
aqui, diz S. Gregorio, nina bellissimo figura de
Jess Chrisio ; por quanio, cruelmente llagcliado o
coberto de nina chaga dolorosa, que I he lomava lo-
do o corpo, elle foi menospre/ado pela synagoga,
suc amiga esposa, e abandonado pelos seus mes-
mos apostlos, seus ntimos amigos, romo que ins-
pirando horror ao reo e a letra, aos liomens e a
Dos
Mas pmii-o importa que Dos nao revellasso aos
amigos de Job a iucomparavel sanlidado desse pa-
triarrlia, e Ibes mo llzesso conbei'er, que ellos nao
poderio reeonciliar-so.com Deis se niio polo moro-
cimento das oraces e dos sanrilinios desse liomem
a quem liaviam volado lamanlio dosprezo. ^ao
be que as oran ios e sacrificios de Job podessciu sor
por si mesmos a ellinacia de reconciliar o liomem
com Dos; ns lie que as oraces e os sacrificios
de Job Gguravam a oranaoc sacrilirio de .lesus
Chrislo, porque sn elle eommunicava sua forna
sua virlude s antigs oracoes e aos amigos sanrili-
nios.
O que lizeram poroin os amigos de Job depois
de lerem reconhecido sen mrito e sua virlude '!
\ ieramentre^ai-se llie romo sous servos e seus disc-
pulos, oHorccendo-lbe cada um um Mal de orellia de
ouro, c umeordeiro. Por esse anel deorelba, diz
S. Gregorio, q izcram olles significar que Iba pres-
tariam sempre onvidos doceis s suas instruci;es, o
quizeram notar oe'a_olTrenila do carneiro. que ellcs
nao sacrificaran] mis, se nao pelas mos do mesmo
Job, o que se associariam seus sacrilleios. Den-
runl ci unusqwsque ovem imam, el inaurem
imam.
Eis aqui o que devemos taiuliem [azems que,
esclarecidos pelas luzos da revelaeao divina, lentos
aprendido que .lesus bristo, Croberlo de cliagas, c
convenido, por sua dagellacao no liomem das do-
res, he o lilho mesmo amado de Dos e o Salvador
dos liomens, e que hesomeiic por sua iniervcncao
que podemos esperar nossa reconciliacao e nossa
salvaco. Sim ; Ilio devemos offerecer um rordei-
rnlio, islo be, nossa carne purificada e isemla de
toda a mancha, a lim do que elle a assoric ao sacri-
ficio que fez da sua ;c islo confurme o que nos
prescreve S. Paulo, di/.cndo-nos I en vos conjuro,
meiis irmaos, a oflerecer vosso corpo Dos como
urna hostia viva, santa c agradavel seus ollios.
Obsecro vos ut exhibeulis corpora verstra /tosi-
amviventcmsanclam, Dcoplaccnlem. (Ron,
12 ) E do feito, nos nos nao podemos associar ao
sacrificio do verdadeiro Job, que be Jess Christo.
senao reproduzinde no nossa corpo alguma cousa
da purc/.a iminaculada c da sauclidade da sua.
Ora, para oblar essa preciosa vaniagom, diz a-
inda S. Paulo, devemos sempre conservar o nosso
corpo na santa mollificarlo chcislaa, pois que lie este
o meio de imitar e do fazer rcproduzir em mis mes-
mos a vida pneteme e pura de Jess Chrislo. Ses-
per morlifeationem Jess in corporc noslro cir-
cumferentes &. (Corinth, 4) Mas, por urna con-
sequencia necessana, devenios tambera, em segun-
do lugar, offerecer ao verdadeiro Job rom orordei-
rinho o aparelho de nossos ouvidos ; islo be.nosde-
vemos moslrar ouvinles doris e execulores liis
das inslrijocs eloquonles, que dimanao desso corpo
mortificado, desse sanguc espargido, o dessas cliagas
dolorosas '. ellas nos atteslam em sua nguagem
muda, diz S. Agoslinbu, que o Dos Padre, que
nao isemla seu hllio nico e consubelancial de um
traclamenlo to brbaro, nao sentar por corlo
seus fillios adoptivos da loi da disciplina, fl que se
o fillio de Dos, pasto que sem peccado, nao foi
exempto dofdores, nuulium dentro niis podor se tor-
nar filho de Dos sem solTrer os llagellos do sua
colera poi que somos todos rarregados de erimes
e de miserias^ i Essas cliagas nos exprobo lambcm
esso reliiiameiuo delicado, esse cuidado permanente
e profano que tomamos com o nosso corpo ; clles
nosrepelem conliniiamenlc a Jura c ulil adverten-
cia que nos lio feila pelo Evangelho ; que aquello
que ho idolatra de sua propria carne, que a popa,
que a lisonjea, que enche-a de caricias, durante a
vida presente, a odia realmente, porque llio prepa-
ra a mais piofundn ignominia, o as dores eternas
na vida futura. Qui odil aniwam suam in hoc
inunde, in vitam eternam cuslodit eam.
Ah nao nos iludamos ; nao se entra no reino
do Dos sem a divisa preciosa, sem as vestes di-
vinas que nosassemelham ao lilbodeDeosIlagcllado
[icio liomem. Essa semelhanna forma os thesouros
dos predeslinados ; he a carta de seguro dos esco-
lliidos. As almas que saliera de rorpos mui deli-
cados nutridos com muito asseio, cobertos de grande
luxo desses r.orpos iniarios quo nunca scni'tram a
menor sombra de mortificarn; ossasalmas(i') dor I)
nao sero admitlidas no palacio daqucllc, que to-
ilijs os sanios, e os escollados de lodas as idades, e
de lodas as eondinoes conquistaram pela iromolano
de seu corpo.
Nao mostremos pois tanta osqtiivanna para rom
a morlicacao corporal ; porque ella he a fon te da
liumildadc. o mcdianelra da oraran, a guarda do
|iudor, a prova da coutriojao, a disposiijo para o
arrepciidiincnlo e para o perdi, a veste de Jess
Chrislo, a cifra dos escolbi Jos, e a escolla Ja salva-
co eterna. Apressemos-nos pela pralica da pe-
nitencia, a imprimir om nosso corpo, como acon-
selha o mesmo apostlo S. l'auln, algumascicalrizes
das rhagas do nosso divino Jess. Ego aulem
sligmata DomtniJesu in corporc porto ; porque
se solfrermos rom elle, Iriuinpharcmos e nos rego-
raremos um dia elernamenle rom elle. .Si com-
palimurel conregnabimus el conglorifcabimur
Assim seja.
( Paraphrasedo Padre Ventura.
Pinlo de Campos.
'lfltl'Ultl.
(MmY^i) iiDniait.
par
dem IS7CFrancisca, Pernambuc
da. Sudo Antonio, cm casa.
Idein In77Juanna Maiia do K-piilo Santo, Per
nainbueo, Itil anuos, solicita, parda, S. Joe, rus-
loreira, em casa.
dem IsTsAnua, Pernambuco, l->anuos, solteira,
prela, Boa-Vista, costoreira, em casa,
dem 1870Estevli Jos de Barros, Pernambuco,
10 anuos, casado, pardo, Boa-Vista, alfaiale, em
casa.
dem ISSO -Antonio Martina Horein,'Portugal,
Ib a.....is, solleiro, branco, Boa-Visla, padeiro,
eui casa.
do acontas por vosso amor!
Aproximemo.uns pois multas ve/os desse inefa
vol uivslerio ; adoromo-lo na maior efiusao do no-
vo rospeilo, rccebamo-lo rom o mais piedoso reco-
nliocimonlo c rom o mais puro atcelo, como a re-
cordacao viva o locante da llagollano do nosso que-
rido Jess, e adoremo-lo anda eonsequenlemenic
como o penhor da proiennao divina que nos dof-
fende, da esperanca que nos reanima, da satisfa-
c8o que nos reconcilia, da graca que nos purifica,
da virlude quo no-conforta, o da persoveranea que
nos noroa. Scapulis sivs olnnnbravit tib, et tub
pens ejus spcraOis,
S. LOURENEO DA MAITA.
Son forrado a di/.er alguma cousa a rospeilo
do cefrado de una carta escripia desta freguezia o
publicada no Liberal Pernambucano de quinta
feira 13 do corren le; e o farei somenlc sobre o
quediz res(ioiisN_destino dadosJuas ambulan-
cias que por urdem Jo governo o iiiinha requisi-
ro me foram remclliJas, oque diz assim.. Vic-
iara para aqu ditas pequeas ambulancias bran-
do urna em casa do vigario, que nada uniendo de
medicina, nao abe dar os remedios que sao pro-
prios e estos mesmos, se acabaram ; oulra ambu-
lancia foi para Caiar ; o dessa nada soi bem Ja
primeva, esi bem rlaro o Jeslmo que se llie Jeu,
e que foi scm duvida ncnbuma o mais acertado
que poda ser; porque, morando o vigario ao p
da enfermara ; oOorecendo-se para se encarregai
desses serviros; e sendo elle, poi son zelo e por
lodas as razos o mais apto para esse tiaballio,
como inuito bem deve saber o Sr. correspondente ;
be evidente quo mcllmr diroccao nao poda ter essa
ambulancia.
Agora, qnanto que veio para Caiar, dirci que
grande parle d'ella foi remellida, no mesmo dia
om quo cbegoii do recife ao Sr. Francisco llulino
Correia du Caslro, pessoa do muito roureilo, a
quem eucarregiiei a do iralamenlo dos enfermos
do 2. dislriclo, por nao so adiar presente o res-
pectivo subdelegado; parle do alguns medicamentos
ao mesmo Sr. vigario ; o o resto foi ltimamente
enviado ao dito Sr. Rufino como alguns Jesiufer-
lanies aos quaes arompanbott tima porfi de alca-
trio de miiilia propriedade.
Tcnho dadoroutado JesiinoJas Juas ambulan-
cia Jo governo : e, forte cm rainha conscieiicia,
o banquillo quanlo no ciimprimeiilo Jos meus de-
veres, aliro na cara do Sr. corresponden le a lama
podre quo sobre mini quiz laucar, assevorando-lhe
que milito antes da invasu Ja epidemia, j un
eslava prvido Je iiieilinamnnlos em quanliiladc
mais quo sufficienio para curar, nao s iodos os
meus moradores, como os da povoano o oulros
lugares que por inim foram sonnnrrnlos anles que
chegassera os remedios do governo, romo l>eni
saho o Sr. correspondenle.
Nao digo urna palavra a respailo Jo mais que
conten o lal extracto dessa caria por domis as-
queroza somos lujos Je S. LourenoOa
Engonlm Calar I (i de marro do 1856.
l.uiz francisco de Barros liego.
O SECULO DEZENOVE.
Peridico religioso e Iliterario publicado em
Lisboa, por D. Jos de Almeida e Iiencas-
ire.
INTRODUCCAO.
Quando se entra n'ora jardim de planuejto rqus-
sima o mimosa, c sobre o qual he lao preciso que
chovam a vigilancia e o anmr dojardinelro, romo as
pillas crvslaliuas do orvalho da manbaa, o animo d0
paciente perfumado pelo incens daqucllc llorido
tem[do, aspira com anria c para. Alimentado e cir-
cumdado do vi^or inlaulil daquellc* perfumes vivos
e delicados, launa um olbar quasi vago por cima de
toda aquella mimosa vegelai;ao. E depois por sup-
lico que Milu sillo, por muito lundada que Iculia
no coranlo a rai/ da impiedade, he impossivel que
se llie Dflo eleve d'alma naquelle momenlo de deli-
cias, um scnlimenlo quasi semelhanle ao |>erlume
daqucllas llores, c que issim como esse perfume nao
suba os desraos do Ihruno de Dos, convertido cm
oraeao e accao de sraras.
lie verdade que dahi a um instante essa especie
de remen sn da rula orsulhosa, alimentada fura da
almosphera pura c serena da reli^io, viudo eno-
dar-lhe o nuvulo com o sabor ardcnle das paixes
tempestuosas, ou soprar-lhe a cin/i dn fugo da sn-
berba humana, pode dircr-lhe :
.i liomem de rallo c de sciencia, usa melhor do
que podes e do que aprendesle ; nao reliras u nio-
>uem o que deves a Ii. Esses pedamos de Ierra ali~
uliados e accidenladns para Dcanlarem os olhos san
o fruclo do Irabalho humapo. Esses clices delica-
dos c de cores variadas e ricas, feilos para enl'eiti-
c.irem a vista e perfumaren! a vida fosle lu quem
os collncasle all. Esses caulores de riquissima plu-
mauem, escripluradoa pela ualure/a para recrearem
o ouvido, sao tirescute da creado, sao dadiva da
urande alma do universo, da qual lu es causa e el-
feilo ao mesmo lempo, liomem, o que nao he leu,
be leilo por li. Se leus ventado Ue louvar algucm,
louva-le ; de ersuer um bymno infinito e cierno,
exltale pelo que ves, pelo que ouves, ou pelo que
scnles, porque esse louvor c esse hyiuno perleu-
cem-le.
A soberba pode dier-lhc islo c ainda mais. Po-
de Ira/er-lhe memoria naquelle recinto mi-
moso c perfumado aquellas oulras llores de morle,
que consumen! a vida quauto mais a encaulam, que
embullara essa mesma vida n'iini sonho conslaule de
prazeres frvidos, e que lanram depois s golfada
para dentro do coracao fe I e vina,rc, que silo os es-
pinhos daquellas llores.
E quem ha na vida que, ao menos urna ve/ cm
souhoj, porque ua Ierra quasi ludo he sonho, nao
lenha sentido rasarcni-se-lhe as carnes ao conlelo
do spide venenoso que se esconde as cores, no
perfume e nos clices elegantes daquella luxuosa
vegcls^ao !
Felizes daquelles que nunca ahriram o livro da
propria experiencia, escriplo quasi sempre desde o
titulo at ao ndice com o sangue do corecao.
I'eli/.cs delles, porque se o corpo anda Icnrn lhes
vai parar ao sepulcro com as gallas, com que a pu.
reza enfeila as virsens; melhor capella e mais
cle-anlc palmito lhes adorna a mocidade d'alma,
que se aprsenla sem nodoa. sem dor c sem cicatriz
na presenta daquelle, que rccrula de vez em quan-
do na idade da innocencia humana mais urna voz
para os seus coros, e mais um afejo para o seu
throno.
Viajante neste carecre de provao es chamado Ier-
ra, o jardim de riqusima vesetacao he o secuto em
que vives aizora ; as llores odorferas e raras, que
precisara da vigilancia c amor do jardiueiro para
desabrocharan em'Inda apompa e frescor de sua
natureza rica e suave, sao do genero daquellas que
o vento suao do seculo W'lll. creslou c fez tomba
esmorecidas [de cor e desalentadas de vida ; o lio-
mem que visita esse jordim lie o liomem que ainda
se lembra de ler visto subir aos alteres da divindade
o vicio hediondo mascarado do dolo, lie o liomem
que pode anda apauhar do meio da orgia em q'ie
foi proclamada a deosa ida razo, alguns dos fan -
pos, com que se cubra a pobre louca, mora as por-
tas de um bolequim da Italia, e que prelendeu cu-
brir com files urna parle da sciencia linda incrdula
,|0 alguns periodos desle seculo. E se llie sorprcu-
desles um monienilo de adorando ao laucar os olhos
por sobre as llores chrislaas desle seculo, foi por
que ao contado desle perfume nao ha airas que re-
sista.
Nao ha.
Nem precisamos da gralidao do hnmem para o de-
monstar.
Hasta que elle lance os olhos um momenlo siquer
para a marcha da familia humana ha dezeOovo se"
culos, que confronte a civiUsacito do Capitolio com
a do Calvario, n'um olhar rapidissimo, n'uma ana-
lyse a correr; basla que perecba ovullodalola
mcmoravel do principio chrislo contra o polvlheis-
mo, dos cmbales d greja contra loda a especie de
sophsma, desde que a cruz se levantou sobre o Gol-
golha al a hora em que cscrevenios estas palavras ;
basls islo para que se persuada scm Irabalho que o
perfume daquellas llores, semeadas e regadas com o
sanguc dn .Insto, passando alravez do tu filo de lo-
das ,as heresia, seilas e svstemas de philosophia in-
crdula, he um perfume que chega at o intimo d'al-
ma. aiuda que a podridla e a gangrena llie queiram
impedir a entrada.
Subamos um pouco al a primeira plaalo dei-
sas llores, examiuemos esses campos variados e ri-
quissimos onde cabiram as primeiras sement.', re-
gadas tao abundantemente rom o sangue innocente ;
e fundemos com a historia dcllas o edificio cbrisliio
do scalo XIX-
Preside urna idea bem simples a esla fundaco :
lie lomar o cnicitixo as mos, balcr na campa
dos seculos que foram, reanimar o p das sociedades
elclas, interroga-las c inlerroga-los pcranle esle
Juiz de vives e de morios, fazer con: a verdade do
tmulo o inventario da beranca que tegaram ao se-
culo em que vivemos, examinar e avallar essa he-
rama, junla-la aos cabedats adquiridos, dar ao
capital reunido a circulaco que llie he devida, en-
xugar o suor da fadiga extrema, que impoe urna la-
refadeita importancia, pedir o auxilio de Dos e a
beuevolencii dos liomens, e avante.
Entremos a correr par sobre a superficie da vida
desla meinor.ivcl familia humana.
As trevas sao profundas, o fachu da historia d
apenas um clar.'iu basKi c afumado, mas ah leudes
a columna de nuvem e a columna de luz. lina con-
duzindo os li I los d'lsracl ate a Ierra da promesas, a
outra coilduzn.lo o mundo ale o dia em que o alijo
chamar a humauidade ajuizo.
Deitemos repousar cm seu lurnulo a soriedade
dos lymbolOSi e penetremos na das realidades.
Hepare bem na columna de luz que se ergue no
alto do Calvario para alumiar as geracoes.
Vedes esses chrislaos vestidos de branco ao lado da
pompas do imperio, caminhando por cnlre o vicio
sera se maucharem, limpa a consciencia, vestida do
maulo candido da virlude '.'
l'ois bem la ao longo, na cidade das torpezas, mo-
derna Babilonia d'enUlo, esta o imperio e esla Ti-
berio, Caligula, Claudio, Ncro, (alba, Vilellio e Do-
mii'iano.
Vedes aquellos olios de eolio arqueado, com a
bailesa nos olhos, o avillamenlo na fronte, a lisonja
nos labios c a raiv.i c a impotencia no coracao'.'
Sao os senadores desse imperio,
guereis -aher qual he a exlciisan dcllc '.'
Cnnlai sgtceeulas leguas de norte a sul e mil de
lslo a oeste.
Entre escravos r liomens li\res ha perlo de ccnlo e
vinle milhues de habilanlcs.
E desde Augusto al Hoiniciauo tinhain-se senta-
do un throno dos Otares um hypocrila, um infame.
um doudo, um imbcil, nm monslrn e um Iv ramio,
Tiberio a laucar ) liiiin.inulado n'um charco de des-
prezo c de lama, n'uma voragem que precisa lam-
bem do seu cadver pulrido, e quo aiuda ficar com
fume.
Caligula a nt.inda nrdem a seu sngrn que so nm-
lassc, a laucar as feas os gladiadores velhos e enfer-
mos, e na billa de-des os proprios espectadores.
A combater no circo como um alela, obricando
os pas, depois de assistirein ao supplicio de seus pro-
prios filhos, a afogar os inslinclos do corarn no vi-
nbii desuas adegos; a nomear cnsul o seu caval-
lo. e a pi ao mesmo lempn o seu nome cnlre di-
viulades dn imperio, na lisia dos incestuosos, c dos
traficantes de prosliluicao.
Claudio he um imbcil.
Keparai agora um pouco a ver o que era um se-
nbor do uiundo, lendu pur nico principio religioso
o poly lesmo.
Vede-o de noile as ras de Huma, dislarcado
em manijo as tabernas, nos lupanares, ruubaudo
as lojas, accouimcltendo e assassinando es que fefeS*
savam.
He um bom conieco !
lias un) tal imperador be diguo de lal imperio'.'
Na ponle Milvio, em Uaias, c cm Hostia cslio ar-
mados pavilhoes riquissimos, adoruadus com le" o
luxu do Oriente e com toda agrande/a do Occi-
dente.
(Is perfumes d'Arabia rrsrendem naquclles apo-
sentos, disposlos quasi ein alas na passagem de
Catar.
Os risos c as grecas volleam nos labios e nn rollo
das donas daquelles templos de prazer. Brilham-
Ihes nos olhos os desejos e o fugo das paixes scm
l'reio. ,
ero passa.
O vicio e a desvergouba dispulam a honra de al-
l ihircm ii lilil- de Agripina.
l'cnsaes que sejam as desccndcnles das l.as, e As-
pasias, m Marcos |do lempot N.o sao as coriezaas.
sao as descendentes de Lucrecia, sao as matronas
romanas.
Correi agora de lodo a cortina ao quadro da vida
desse moustro, se nao qaizerdes ver os esforeos de
Agripina recorrendo a mais monstruosa impudencia,
de que a historia se lembra, para recuperar o poder
que lhc he arrancado pelo preceptor de seu lilho.
E dcixai depois que o parricida discuta a ventada
asimperfeicies, ou os encantos do cadver milenio.
Se o remorso llie punge a vida, se llie penduram
o pescoco das estatuas o simalacro do supplicio dos
-'cidas, descanjai que a philosophia da poca se
e:. egaTii de o jusrar pcranle o mundo e ale
de Mil. lecer elogio. Tomai ola enlrelanlo que o gran-
de Sneca,una das primeiras capacidades do lempo,o
plulosopho eximio, loi quem justilicou o parricida, e
llie fez o elogio.
He verdade que ro nao se esqueceu de o re"
compensar dignamente.
Porque pouco depois de receber as accocs de gra-
cas e as commemoracOes anuuaes por este cito illin
Ir, que llie decrclava o senado por consellio de Se
eca, pouco depois de receber o mesmo Iralamenlo
por oulro segundo decreto do senado em consequen-
cia do assassimo de Octavia, cicculada por adultera,
poslo que as provas a declarasscm innocente, -Ncro
conceda a seu raoslre o genero de morle, que mais
llie agradasse, o que nem a sua propria ni.ii, nem a
sua esposa linha concedido.
Saltemos de Indo a cortina sobre essa figura mons-
truosa.
Ueixemos o cocharro, o hislrao. o tmnino, o en-
venenador, o ncciidiaiio. oparricida cravar o pu-
nhal no peilo para escapar as gemonias.
Ileixemo-lo erguer a primeira perseguicao contra
a !_tc.i para desculpar o incendio de Unma.
I'assemos tamben) a correr por sobre a indoleute
crueMadc de (alba, por sobre Olbao, ajoclhado no
meio de Koma a pedir o imperio com as Batea pos-
las, rodeado de vinle e tres desertores, finalmente
por sobre as orgias de Vilellio, e lancemos um olbar
rpido sobre os coslumes e philosophia dessa poca
memoravcl.queaquelleschrisiaos vestidos de brauco
viuham substituir.
Para darmos urna idea geral dos coslumes c phi-
lophia da poca traoscrevamos ueste lugar alguns
dos trechos mais cloqueles, que encontramos n'ure
historiador, que soube csluJar a autiguidade como
poucos.
n O astucioso Augusto linha tido por successor
Tiberio, escoria amassad) com sangue, cercado de
espioes e de infamias, deleitando-so na carnificina, c
disfarcando com denominac,oes antigs as atrocida-
des do momento. A tiberio succede um mancebo
possuido de um loucura furiosa, a esle um estpi-
do sanguinario, embados por libertos e pela esco-
ria das mulheres, l-'iualmcnletum mancebo, discpu-
lo do philosopho da maior repulac.io, alcanza o im-
perio na flor da idade.
t Jalgavam-no desuado para curar as leridaa dos
precedentes reinados e pelo contrario, reunindo os
vicios de lodos os seos predecessores, leva ainda mais
lo ;e a depravacao e a atrocidade.
Faz publicamente gala das infamias que Tiberio
ocrullava nos rochedos de Caprca, emprega tranca-
menle o veneno, incendeia, mala mesl^assasfrlsa t
mai, e a cada nova barbaridade. poVO, cavalleros e
senaderes, decrelam-lbe novas acres de gracas.
Como he que liorna linha chegdo a descer
baxo'.'
ucam ainda o mesmo historiador.
o Se a unidada da forca abracava n'um circulo de
ferro as provincias do imperio, afrooxava no inte-
rior lodos os iaOS e resullava dahi um egosmo uni-
versal.
Concenlrando-sc cada um cm si proprio, descon-
fiava do seu visinho c ninguem liavia concorde sobre
qualquer principio que fnsse, em materia potitict,
moral ou religiosa.
a Oseando, n5o obstante a sua nullidade, retira-
va desdenbosamcnle de sobre o povo a sua rnAo pro-
tectora ; os prelorianos queran) lyrannisar, c com
lano que tivessein o meio de faz-lo. Ibes dossesB
augmento de sold e ulivassem o servino, pouco
Ibes importava o misler de assassinos que llie era
distribuido. A plebe, que odiava os palricios c dan-
confiava delles, via com prazer o seu tribuno o im-
perador) proceder rigorosamente contra os descen-
dentes daquelles, cajos pas a havam subjugado c
morlo de fome. S exterior tanto gregos, como
-auleies uao liiihaui a meuor svmpalhia indos ro-
manos.
o Estes pagavam-lhcs na mesma moeda. porque
nAo linham a menor compaitae pela Germania op-
prmida, entregue as canilicinas c eoneatiSei.
o A. patria 1 Que inleresse poda inspirar a que
se cslendia do Elba ale o Niger".'
o A philosophia l'allava-lhc a harmonia e a ef-
licacia.
Era um exereicio de escola, do qual o mais su-
blime resultado consittia em saber malar-se e em
desamparar seus irmos s dessracas em que se feto
liavia lomado parle.
O suicidio era pois u resultado do mais reniou la-
do vilo fla philosophia do lempo, e a liberdade
so se entenda, quando se podesse medir pelo fer -
vor dos dezejos.
Seueca cxullavaVjior.se ler desenganado do bel-
lo sonho da mmorlalidade da alma.
(ue quadro porem podan) olleiecer a philoso-
phia eoscoslumes quando a religiao era o pul)-
Iheismo '.'
ii Assim como a philosophia, continua ainda o
illuslre historiador, se linha transformada n'um
excrcicin de chicaua, n'um meio de lucro para o-
cvnicos e epicreos, n'uin diverlimcnlo de ras pa-
ra o povo, a religiao careca de dogmas.
No sancluariu de Vcsla e de libra toda adeica-
rSo das paixes humanas oblinba dos sacerdotes sa-
crificios o festas. n
.. Nao acrcdilavam na providencia, mas na falali-
dade, rujo inllexvel rigor nava a uns a coragem
de se malarem, e inspirava a oulrus o iiezejo in-
quieto de sondar oporvir. .
Junlai a esle rapidissimo esboco lo.las as ron-
sequencias imaginaveis da philosophia deJEpicuro,
.i piosliluinAo dos dois sexos, a cscrnvidao, o infan
lecidio, osjlalsos prophelas, os heresiarcas Suno
Mago, Cerinlho, llvminen Philelo, Nicnlau, a pri-
meira perseguirte da igreja, ordenada do mundo,
oschrislans acensados por este fado de iuimigos da
causa publica, que era o imperio, e o imperio ere
o mundo, o Icreis urna i.leia vaga da lula gigante
quoaqnelles primitivos ehrisMos iam sustentar no
primeiro secuto da igreja em nome da Cruz, de Ke-
dempcAo, da civllisa(3o universal c da humauidade
escrava.
Segundo secuto he um algez de rosto sanguneo.
olhos a arder, eutello na mo, semeando indislinc-
t.imcnle a morle a liomens, mulheres, criancas, ve-
lhos a enfermos.
As paredes dos amphilealios retinan com os
alvos do povoas feras, as toras.
A rea do circo esl ensopada em sangue.
Os aceites, a attensAo dos membrns, o trro, o
fogo, iodos os instrumentos de tortura n.io bastan
Ja-
Invenlam-se outros. Apurara se c concertam-se
os usados, e ludo he pouco.
A tortura, que servia para fazer comfessar a ver-
dade, he empregada contra u; chrislos para os o-
brigar a mentir.
Ir,in.gridem-se as li-is, os feBsBfe, os cmlosnes ol._
servados conlia os oulros acensados, e os chrislac
sio enlregues a Inbuiue- e jui/c atbilrarn.-.
Alem de-la goma, que os discpulos da l-ruz
leem de susleular contra os seguidores de Bar ho.
e de \ cnus, o chrisliani-mo lem anida a (omhale
iuimigos, que limbein se appellidam rhritUov qae
prelciidem desacreditar urna rcligiaonova cnsn toda
a especie de monstruosidades.
Os camislas, que glorilicavam o .rime de (jib,
Elxai, falso propbeta jodeu, Salurnuio, qurroa-
demnava o matrimonio, e a reprodurran da espe-
cie humana, como ama invencao de Salasiar. ...
Milleiiaiius. Itd-ille le-, a seila dos l.oosliroo. Cor-
[incale-, Epiphanio, os Admitas, Vah-olina, Cor-
dn, .Morrin, I Inodoro, lleraeeaa, o. 1 >p,i(a-,
Marco e Ciilolmo. Luciano, T.K-iano, Rordesana.
Montano, l'risra, Maximilla, asarla dos \|.._..
Ilermogencs, Apelles, l'iavia-, chefa das Palnpa-
iaiios. Seleunus, llermias, \ritmas, ssaeaas, he-
re-iarca-, ou chefe de seilas, leudo todas rile
maior ou menor importancia no |movime*t
religioso desle secuto, c sendo lalvez nm Iwia-
culu ainda maior do qae o prnprin paganissa pa-
ra o Iriumphn delinitivo ila Ou/.
No teireirna voz fnrmiilavel da l'n.vi tema qnf
nao esquecc nunca de p- e-e
Iireceilo, deinonslrou clarainenta qoe Ierra uan
era um lugar de presar, eiisimia-lhe mai- da qna
em lempo algum que a igreja de Jesos Uxi-la nu-
la me-ma Ierra he primeiro que ludo isreja mili-
laute.
i .../.ii i--e de urna paz longa desda a porsegui-
e.iode Severo ale Julio Maximino. Ergaarasu >
templos ao nome de Jess Christo. a persrgairae de
Maximino nao fui tonca, e os chriaUns proetsasn
ainda de oulro baplismo de sangae na perseesMcaa,
ordenada por llecius, ama das mais sananinolenla.
que alararain a isrrji. para rreomporem a aalica
pureza de coslumes e aquella severidad* de dnei-
plina. que se ia relavando, relaxaraa, ronlra a
qual o eloqueoleCvpriatin lastsjfeva ,,- raas da ai-
enrgica cloqucncia chrisla. que desde os apstolas
linha apparecido, no dizer de l.aclancio.
Nao se pense porem que as here-ae* cessaraei Bas-
le secuto. A igreja leve a i ombaler al asa daa saaa
mamios espleudore. leve a triste neressidado de
combalcr o proprio Tertuliano, rai lamhesa naste
secuto que apparecen o primeiro anh-pap,. ^em
dos heresiarcas Julio Cassiano. Agrippiaa. I benda-
lO, Noelus, Valerias, l'rivslu-, Navalo. .N..aciana,
e a celebre seila dos Arabss, contra a qual fas con-
vocado um concilio, lleulle de ll.sire, AqaaaiaaMs,
Sabellio. Paulo de Samosale, Manes e llietat.
Tres seculos de balalhas campees dadas pela reh-
giao contra a idolalna. pcls Inmnl lade contra a ar-
gulho, pela caridade conlra o egosmo, pe. parito
contra a materia levaram a Cruz, lailiamal) de
morle a ser o remate dos diademas de imperio.
Neste camnhar de (rcenlos anuos da eivdisacaa
do espirito, o grande ejercito da Cruz peosande osa
pouco o estandarte da cmlrsarJo unirrrsal sabr a
diadema de Constantino tez alto para refolgar na
quarlo scalo.
Descanca por um inslanlr. Mas Jalian. rse.
arranca dn diadema imperial a Cruz ; a lata cenu....
de novo nos arraiaes do mondo. Trava-se a e inte
com o espirito. Na perseguino, qae lem por nm
fazer desappareccr da Ierra mais alzas sesoidere*
da idea rhnstaa, os discpulos de Je-us Cl.n.to ear-
vasa a cabeca e ogererem em (rinmphn o sanas da-
veias ; no rombal de idea conlra idea, de doatrma
doulrina, de cmhsarao a civilisafia. o
rao ergne-se de lodos os anelos dn imperio
lo, firme, elerno. ioabalavel. e vence o apaslaU.
(le nr.pifita qae asheresias de Honaii.. de Arta,
dos Circumcelli.ies, de \idio. dus Oaartodcestaa-
nos, de Acacio, de Aclius, d Macedonios. de Esma-
mius, de A poi liuario, dos Collv rannos, de Friseil-
hano, d Joviniano, dos Missahana- fnrniem casan
um esquadiao cerrado, ama reserva tenaz na reta-
guarda da irona do apstala cornado ; U est a sal
da verdade no alio do calvan... que far clamar ao
proprio Juliano na agona derradeira de monhoado
o formidavel .. Vincisti Nazarena! n eriln .pre-
rae, cajo dso licou a hradar aerar... e aas se-
clos o que valirTveirdade" ate rlretarao de
afiostala.
O vulto do imperio i alie em peilarm. IhvssVIo a
soblividido no quarlo seculo.arraslra por toda a par-
le urna vida que se esvae.
.Marico, Altilt, i,enserien e (Moaern rassjam a
pin pura imperial ccohrem-sc cam os retalhas della.
(imperio he presa de barbaros. Itominam da usa
a oulro ngulo do mando civilizado a reredade. o
egosmo, o malerialismo. A idolatra Ir.lava ainda
de conservar o resto.
Compre que as lucirs dn rhristiani.mo e aper
lem, se unam mais asnaana a peleja acadiram tni,
iuimigos.
A igreja no quinto seculo lem de nflerocer halatha
por urna parle as uuvens dos lunbarm invasnres, par
oulra ao resto da idolatra romana, ab-m dito a Va-
per-ticao c relaian.in de disiiplina que naseesa da
seu proprio gremio, mais de perlo anda a doas aa-
li-papas, c aos hereiarchas \ ig,u,,c, p,|,eM,, ,
Celcolas, Ole-liu. Juliano, Notorio. Eulvehes. Pe-
dro I- mili.n e Xenaias.
Bala lateralmente cercada de adversarios.
Mas as lucirs uueni-s. o elemento barbara eivi-
lisa-se, as heresias caliera : a relsxarao, a i
vanra da disciplina, as super.tin.. c a idotalria ra-
jam-se aos [>s de Agoslinho, Jeronymn, Kpiphtnu
c Chrisostonio : e o imperio dividido, retalhado e
morlo, vai dar baso e oriuem ao estallos mnieaii
fundados pelos povos invasores, que a civiIim.*o
chrislAa aeiceai.i.
Paremos agora um pouco ao pe da Crnz, porahe a
camiuho foi tongo, c cumpre lomar o folego para sa-
bir um i-nuco mais alio a ver o estandarte da redesn-
pc.lo e civihsacao oiiiver-.il liemolan.la sobre as ni-
Soes.
A un.lado romana des/ez-se, a variedade da -
ciedade barbara vcio subslilui-la. mas compre rae a
harmona sujeilc essa variedade, ou a soriedade ha-
mana dissolve-se.
I'i orurai : onde quizerdes, que a nao cncenh.ii
senao sob a baudeira da Cruz.
Esse pendao uuivers.il eslava de feilo hasleada asa
quatro seculos.
Centenares de peraees expraram e consumirn
a vida ajudando a Icvanla-lo dn plebeo ale a palri-
cio, du cliente ale o srnhor. do- proletario ale a mi-
llonario, do escravo ale o Cczar.
Erguido ja : collocado em tamanlia altura que ha-
lava ler vista para fe conheccrcm. os ptsssa invasores
comee iram a passar pnr'junlo dellc para o exami-
nar, in de mais porto.
Elleclivameiile sueros, alanos, horguinhes. tran-
cos, vndalo, lidos, saxonins, lumbardm. berub -.
visigo,los c ostrogodos passaram em revista par man-
to desse magnifico estandarte, mas dentro em der
seculos junclamente com a soriedade romana, ae
era a vencida, e-iavam convertida ein (raneare..
hespanhoes, sueco, inglczes. ras-os. allcsnas. pata-
cos, dinamarquczcs, hollandezcs. Iiiingcros, lupali
lilanos, porluguezes, bohemios e sai-sos. hfeaj be
cbril.ios.
I-o este o Irabalho .la idade media, em qae a igre-
ja fez quasi ludo, porque ou petes eslava feila asa
harmona com arivilisacao rhnl.ia.n e asta reste
va de aprovc.ii.ivrl da ocie'Ji ramana linha seda
cm grande pai le destrnido pela soriedade invasor .
Oualilieai como qOizcrdes esse grande periodo d
historia ; mas a philosophia mais adianlada. a qae
marcha segara a par do desenvolvimentn progresi-
vo do hnmem cm harmonia com a idea chli-la, ha
de rhamar-lhe perunlo de grandeza.
Ua mistura, lia ci uluvio de elemento-.
As in-lilujces pauas raminham a par da inMilai-
res chrisl.is, a variedade do carcter dos diderenles
pavos apre-enta-sc em loda a su nudez. levota-*c
a calhedral golhic.i a par do moiiarocnln crega, e as
Irllr.i- segiieni a mesma variedade re seaera. de
gastos, de aspiranoes e aH de leu. ni...
Apiopicdade feudataria ligura apar da vana-
dissima propriedade romana. C.uifun,le-se o direi-
In dos invasor<- rom o direilo loinann e rosa fe di-
reilo crclesiaslico. |)Jo-sc as niaos o ri gleba e
a eneras, o, inaHiam tambera a par a libardade +>
Obra, i da. cfliiinuna-, e a arredolal. IM a
opulencia e a grandeza a par de -nriedJde- de lio-
mens que nem querem chamar sua a Istia de pao,
que pedemta caridade.
lodos na poderes trahalham por estal>elecet-e no
meio de nina lucia permanente. Sarrrdcni-se i-
miillaueameitle a desInhuicAo e a editica^ao. a pea
e a guerra, a ilfsordem e a harmona, a impiedade
e a lanalimo, ii heresia e oiloema.
Mas do meio de loda esla nuuluso de
/
/
x
MUTIL ADO
ILEGIVEL


1
Wv
do seio de (oda esta lucia, o christanUmo faz nas-
cera harmona em ondas dclu edecnsino, qae,
derramadas sobre esla prodigiosa soperahuudancia
de vida, obram verdadeiros milagres.
O brbaro do olhos em braza, nao lendo por c-
digo seno os iuslinctos de sangue o malaoca, olle-
rec.e j espontneamente a sua propria vida para
amparar, soccorrer e defTender a vida dos outros.
O chrisliaoismo ja fez|doselvagem um hroe.A
cavallaria surge.
O brbaro sem lei, nem choca, que se lauca so-
bre o raeio da da Europa para assolar, talar, des-
truirn Tunda edificios que so ereuem al as nuvens
para otlcrccer dentro da calhcdral magestosa um
incens que ha de penetrar cssas masmas nu-
vens.
A (irchitectura levanla-sc.
E he do meio da lucia, da guerra incesante de
todos os das, de todas as horas, de todos os linimen-
tos, de todas as ideias, de lodas as cicncas, de lodos
os poderes que ludo isto se nrsanisa.
Emliora o descernirme do brbaro, liaran, ou se-
nhor levanta os pavos de seus dominios para se cm-
IHjssar dos dominios do seu visiuho ; erga a ambi-
cio a voz lao alto que o seu echo va parar aos ou-
vidos do miuislro de um Ueos de pas, que den-
tro em pouco as portas desse mesino caslello onde os
iustiuclos de sangue rogiam o lemoroso a avante
ouvirse-ha a Boa Nova, farao echo nos coraees
desses homeus, vestidos de ferro, as palavras do mi-
nistro do Sonhor bradando Gloria a Dos as al-
buras e na (erra paz aos homcuslde boa vontade.
A Keligio domina.
Quando a barbaria indmita se lauc,cva de-enlre.i.
da indistinclamcnle sobre lodos os edificios ou
instituires myriadas de homens escapando ao
ferro profundamente trisles porque presenrea-
vam o desabar de una civilisacao que ipeuf de
errada uo seu principio liaba uo culretantooccupadu
o mundo com a sua grandeza e com a magnificencia
das suas obras : myriadas de homens disemos,
lendo por uuica e ultima consolaran do espirito o
verbo salutar da reseneracao christaa retiravam-sc
foragidos para as solidoes da Thebaida, ou para os
cerros do Lbano.
Os productos mmalenaes dessa civilisarao gigan-
ta uo exterior teria de cerlo perecido as raaos dos
barbaros se a previdencia daquclles homens que
lugiam do mundo os nao livcssem defendido da fu-
ria selvtica.
Os monges foram os archivos dos grandes monu-
mentos luteranos que o seculo 15* e 17 lancaram a
circalacao da inlelligencia.
A sciencia enthesoura-se.
Se as coras de ferro fazeru pezar as dinastas de-
masiadamente sobre a fraqueza dos povos l esta
0 bculo e a libara para levantar e equilibrar o peso.
Se as coroas de ouro so fundidas tamliem i cusa
das vexacoesdos povos la esta lambem anda a voz dus
bispos e a do pontfice para se erguer contra a domi-
uacao.que vosa em lugar do goveruo que dirige.
A juslira sastenla-se.
Essa imraeusa cougregarao de ministros de um
Dos de juslica de paz, de urdcni derrama-se
por toda a parte.
Nos burga-, as communas as cidades nos
despavoados as aldeas, nos cerros nos tem-
plos nos palacios, nos castellos.
A sociedade barbara, anda queja um pouco aflei-
coada pelo Chrislianismo exista tambem por tuda
a parle mas conservaudo as profundas distiucoes
de rara-, de coslumes ,* de nacionalidades de lcis,
de 'usos e de aspirarles.
O trabalho do Chrislianismo era polir lodas as
are-tas rudes e speras deste. elementos.
A Providencia que faz surgir as vezes a salvaran
dos estados, dos povos e dos individuos das crises e
couvulse9 mais desesperadas suscita o Oriente
contra o Occideute.
Mais tres seculos de umalula gigante vao oceupar
o mondo.
A Asia, frica e Europa eslao cmptnhadas na
lucia.
O sangue comer a correr na Asa occidental e
vai lanciir-ae ao Occeano no extremo occidente da
Europa..
O impftrTti godo voa eTU"i>dacos esm.igado na
lucia,
O Oriente com as fauces abarlas quer sorver o
Occipenlec traga exercitos sobre excrcilos.
Eucontram-sc por toda a parte o alfauge e o fiau-
kisque, a cimitarra e a espada, a acha d'annas e a
flexa.
O Isln ameaca a Cruz.
Sao duas immensas balalhas primitivas que lem
por campo n mundo conhecido por ohjeclo duas
c'mlisacei, por fin duas religles, por aposlolos
(regona 7., S. Beruirdo, por cainpies Godofredo,
Ricardo, lMielipe Augusto, S. Luiz, llenrique -l." e
a ferocidade rabe.
Ja nao sao exercitos contra excrcilos, marchara
povos contra povos a conquista do mundo.
O clero nos palacios, uos ca-lelos, as cida les, as
povoacaes do campo he o arautu da cruz.
liildebrando ergue em nome della e da civilisarao
universal aquella voz lurmidavel que rclumbou de
um a ontro ngulo da civilisarao europea.
Era urna voz de f, cnconlrou mu numen-o echo
no coracao dos povos.
I)csfazem-se as rivalidades dos senhorios, desap-
parecem asdistincroes de rifa, confundemso as na-
cionalidades. Koma harinonisa ludo em nomo da
cruz, e o priraeiro grande producto deslc aconteci-
raeulo memoravel he a passagem da uuidade da idea
chriilaa, a idea social em nome do gran le principio.
O chriitianismo vencen.
A iudependencia, a liberdade, o renascimento do
direilo publico, particular, a industria, o commercio
as artes, e as sciencias adquirem um grande vo.
O chrislianismo nao he s nos concilios, no dog-
ma, na moral, as aspiraroes e ronsclhos do pon-
tificado que protege o homem, o chrislianismo in-
troduz-senos conselhos dos rcis, dos nobles, do5
povos e preside al a fundara > das naces.
Temos o exeirplo em [casa, basta olhar para a
bandeira e cdigo fundamental dos portuguezes.
I.evinle-se embora a amliico, o orgulho, a so-
berba e a injuslica dos forles para opprimir os fra-
cos ; la est a igreja que lhes abre os scus asylos, la
eslao essesraesmos grandes da Ierra, que, a imitarao
da igreja, criam Umbcm outros asvlos para darem
proleccao a fraquez:, ao infortunio, aos perseguidos
e desorara.
Acibarara as vas romanas', mas 1 est a cruz as
estradas, vellas, desertos, crvindo de marco iliuc-
raro a sociedade christaa.
As ras das cidades silo escuras e tortuosas, a vc-
Ihice, o receio dos tmidos nao pode alravcssa-las
de noilc, pois nem disto se esqueceu o chrislia-
nismo.
As lampadas piedosas erguidas em face dos nichos
satisfazom ao me.mo lempo a crenra, a devucao, en-
terteem a orarilo e esclarecera as llevas, e at vao
deilar por Ierra os mais iustiuclos do roubo, ou d0
assassino que as enconlra.
Falla-sc nos duellos judieiariM, as provas de fu-
go, nos encantamentos, como prova da ignorancia
da poca, e Luilprando e Agbarbo, um cinglado a
' coroa, nutro empunhamlo o bculo slgmalisavam
laes usos, que provinham da barbaria.
Jgilra e Salisbury ensinavam o lyslema de Co-
pernico e laHavam da existencia dos antpoda! ; os
poderes, as-ira coino*alsua origem m lavara emilis-
cussao, a orgaiiisararj civil leve enlao a sua base e
nao houve principio, syslema, seiU, philosophia.
que nao fosse ventilada.
A vida sobrava para ludo e o principio regalador
do chrislianisrao ludo harraonisavaeludo fecundava,
Mas que sublimes e maravilhosus sio os designios
da I'.-ovidencia!
Esse periodo de Irabalhos e do prodigios, chamado
idade media, em que a igreja organisara e salvara
por muilas vezes a sociedade europea a dissolver-sc,
fecha por urna lucta eoearoicada e tenaz, que lera
durado il os nossos dias; lucia em que a igreja en-
Iholica perde milhes e railhes de filhos!
( Esse periodo de Irabalhos e da prodigios, (llama-
do edade media, em que a igreja orgaoisara e salva-
ra por muitas vezas a sociedade earoba a dissolver-
se, fecha por urna luda iacaraierda e lanaz, que
t.-ra durado at os nonos C as ; lacla era que e i-
greja catholica perde milhoes e railhes de lilaos !
Oh providencia, providencia, como eu le adoro
e como eu le admiro na humtld.do da minha inlel-
ligencia
Uaimundo de Ulli, Joao de Viclef, Joao los,
Jeronv rao de Praga fazem apparecer l.ulhero c Cal-
vino.
Todos sabem o que querem dizer esles nomes !
Sabe-o a Allemanlia. a Frasea e a luglalerra ma-
ii do que niaguera. ,
^
:)eplora-o igreja Catb>lea, c nao sei se no ama-
da conscicncia das seila\di reforma, a saudade
o Minlo.
pileras da lucia c da calhcque-ol alargain-so.
culos fti, 17, IS na Europa estajo para a civi-
o os tres
civili-
la
joein Illa
Deplora-a igreja catn']
fio
de voltarcra a sublime uufdadei religiosa se i
lem folio sentir por mais do ui\ia vez.
Deiscmns esse assumplo para hn,gar competente.
No enlrelai.to t medida que a hV-resia e o mande
scisraa esleodiam a sua iiillucncia phruiciosa, raa-
nera que a arvore venenosa ia cresc'.ado e brotan-
do reiiuvns. a Cruz, que so aivorava Vin triuiuphu
sobre a cidade de Constaotioo, lie derribada pelo
Islam. \
A igreja v-se bloqueada ao mesmo lempo pelo
nade scisraa, pelas hernias e por Mali'omel i.-
Mas a- portas do inferno nao bao de prevalecer
coulra a esposa de Jess Clirislo. !
Andera embora revollus os mares, -eini'-e a heresia
escollios c crirses uo caminln. da barca do Jess Cliris-
to ; a barca lem "hora [ululo ; era qiianlil a lempes-
t.ide acalma na Europa, em quaulo a Marta do es-
pirito e do braro so organi-a, eslala, lak voar era
pedarns muilas iiisliluires uo rcionlra' maldito de
cembatalhas, a barca de S. Pedro canaioha nn (|.
ceauo ao sol|esplendido da fu era roinr.aiiliia .le Va--
co da tuina demandando as costas d'Africa. e do-
brando o cabo das tormenta- ; e cora Pe Cabial, (Jirislovo Culuraboa tancar o ^erho subli-
me do crucificado as variailas e mmenlas reinos
do Novo Mundo.
As espl
Os sec
lisac-io chrisla uas lucias do espirito,
seclos das cruzadas esliveram para a i
sarao uas lucias do territorio.
O trabalho pordiuiuso destes tres se<
signilicava para osqjevcein as cousas
de vista donde se possaiu dominar u-
tos se a Cruz ha de ellerliv amonio d i
vos, ou se lito' de ser os seus adversa
deem.
O absurdo das douli mas contrarias prova-se cora
a historia na ui;lo. Nao venha o materialisnw di-
/ei -ra,. que em tal poca, Bao so sabe qual ; os prc-
couisadores da materia ubi arara maravilhas.
Alirain a historia do muii lo, consol lem a historia
da civiliaeai do espirito nos dias do eco muior pro-
greo, i|ue la tilo de encontrar una cruz.
Muilas veaesem lela he verJada comosprinci
pios opposlos, mas desceiao fundo da cnulrovcrsii
e veris que os se anidares evangelbo sao os que dio
a inao aos seu- pruprios adversarios para os liiareui
o abysino de obscuri lade, donde nunca veran]
aose os seus adversario, Ibe nao moslrasscn
luz.
A palavra chela de balsamo do Clinstianisiiin lem
sso com-igu, perfuma aquellas que a lycam, embora
sejara seus adversarios.
E era preciso que assiui fosso n'uma rcligi.io, que
ra o! i orar pelos pruprios adversarios.
Doixae no entretanto a eathequesa ehrlsta per-
rorer as cosas d'Africa, a Asia, penetrando al na
China, a America e a Oceania, deixai que na lacla
europea o trigo se separe do jnio.
Dafne que a un lade da igreja soja contestada
al o da em que a providencia lenlia resnlvido em
seu insondaveis designios a realisacio de um s
reliando e de um spaslor, que esse da ha le clis-
ar.
Hadeebegar.
Os alhglela- lcvanlain- combaten! a Cruz vio de vencida. A l.ulhero suc-
cede Itossuct.
O seclo IS.- descerni possilga immanda do
materialismolperdeu de vista a Cruz. A dormeceu-
no meio da orgia c quando accordou linha urna
ideia vaga do Chrislianismo. Levanloo-ac da po-
cilga c dcsperlou do sonho, coran a ideia se Ibe
[Ornasse mais distineta, as reminiscencias de Vol-
(aire lizeram-uo buscar na sciencia ncsquccimenloda
religiao. Cultivou a silencia, mas a medida que
corra a coi lina aos seus Valerios seutla anecessida-
de de levantar os oUios do chao, l.cvautou-os um da
de lodo, e quando ousoa litar a vista nn horisonle
sublimo da humanidade vio Chateaubriand lendo
n'uma das raaos o Cenia do Chrislianismo. e na
oulra os Martyrtt a apontar-lhe para a Croz, que
ja linha por escabello do sen llirono a scienciai;
arlo do serulu 19.' ""- ^*|
A Voiiairc sueeede Chateanbriand.
Genio do seculo 19.' en te saudo !
He huincnageni de verdade e sincera como as que
osito.
E nao be liomcnagem s.
Na -audarao a um tmulo Ilustre, onde a Cnlz
guarda as eo/as de um des -eus aposlolos, a grali-
do pude dcsfolhar algumas llores, que nao vao mal
Sobre equelle tmulo !
A crenra, uestes lempos abalados pela latida dos
seculas anteriores, he um manjar divino que a tira
i;i offerece ao coraro do homem por modos difle-
rcules.
l'ns leeni a forluna de nao perdercm a que os
alinieulou |com o lene da infancia, oulrns leen a
desgrana de a perderem as tempestades do espirito
e do coraran.
Aquellos a quera a (rara oflcrcccu a crenra, ese
neelar divino, que sabe rurar as cbagas dos espiabas
da vida; aquellos a quera a Crara nllercceu a cren-
ra n'ura vaso de ouro, c despedararara depois o
calix onde ella Ibe foi ollcrecida, se nao sao iinpius,
sao iugraloSa
Minio- ha lalvez nesle seculo, que, heimlizendo a
Graca pelo favor divino da crenra, nao deviam roin-
ludo despedarar o vaso onde a belreram, e lize-
rain-no.
Nao perlciicemns o classe desses ingratos.
Nem a religiao precisa dclles para ser grande.
Assim como das verlenles da Crol manara ocea-
uos de misericordia e candada, tambera roirem
ros caudalosos de generoiidade e de gralidao que
fecundara ai relares do homem cnlre -i.
Dizeinos isto porque miiilos dos esenploras deste
seculo, que dormiriain de corto na oh-eoridade, se a
musa christaa de Saint-Malo os nao livesse levanta-
do al a conccprAo das glorias da Cruz, parece
que fazem boje gala da ingralidan com que prclen-
dein dc-rnnlicrer os servidos daquellc grande dis-
cpulo do cvaugel lio. 'ii
Essas flores christasraras c de riquissiino perfume
sobre as quaes clioveram o cuidado, o amor c a vi-
gilancia do jardinciro fui elle quera ns plantnu era
grande parle, quemas regou coma magnifica dootri-
na de seos adiniraver*-xscriptos, cwfrr~ seiva (hn-
danle desua apostlica ^filffflTar calheqiiese.
Era Franca lodo- sabem 9 que elle fe'.
E (piando as doutriuas pbilo-opluras do tbemlo 19
penelraram us Alpes e os Pyreneo-, sempre quize-
rainn. perguntar aos pensadores de Boje, que resol-
lados poderiara dar, se por loda a liarte mo cncon-
Irassem quasi a mesmo lempo os Marlyres c o lie
iiio do Cliri-lianismn.
Se ellas ainda boje Iccm o poder fl a inllueiieia
que lodos lus Ihe conhecemos, o que seria se a mn-
cidade se nao arma-sc cora aquellosdou- escudos de
(inissiina lera|iera para aparar us golpes do materia-
lismo !
Kepousarcmos agora por um pouco desla viagem
precipitada alravez dos seculo- cni que .penas ti-
vemus lempo de os acordar.
Chegados ao ultimo auno da existencia do'seculo
IS encoiilramns o (jenioido Chri-liauisrao a fechar-
llie a rampa.
Podemos dizer ousadameule que apesar de Ma-
horacl, da reforma e de Voltairc, eiilrainus oulra
vez nu serillo 10 comoOucilixo na ioo.
O Crucilixo fecha a rampa do seculo IS, o Cru-
cilxo abre a porta do seculo l'.t.
(OSecuto Dezeuote.)
tUBIO DE gMWg jjMRTj FgM 19 Q MjgQ | 18,6
^lftficttepeS p&lbo.
Ame collegae amigo Jote i.iuwio de Mtdraie
Lima, de Siiznrclli.
Nazarelh, k ha mullos dias de-pido de las ve-tes
festivas choras a perda de leus Tlenles e patriotasci-
dadaos. rujas vidas lecra sido ceifad is pelo lerrivcl
rholera sempre fatal nn sui marcha '.'. Moje, porcia
tu qual uma mal extremoss pan com todos os -eu- fi-
Ihos, mas que lem tira nao -ci que, de mais dedica-
r.io por um d'eulrc lodos, Mi roberto de luto s lia-
amargo pranto, e ests ioconsolavel com a morle de
leu mais digno entre os leus dignos filhos. () silen-
cio, mas mu silencio acoinpanhado de tristeza, lie a
mais solemne prova que se pode dar de um seoli-
menlo profundo, c tu, Nazarelh, leus provado
bastante o quanlo has sentido a morle de leu digno
titilo, do coronel Jos Porfirio Cobo de Andrade Li-
ma. !! Ilomcns de bein.de Nazireth. eidadaos hon-
rados, eu cora quanlo nascido em nutra provincia,
que ralo a vossa, com ludo ligado a vos pelos loros
de amizade, siuto lauto quauto vos a perdt de vusso
preslimoso irmiu.
Vi'is mais do que en conhecisis as virtudes do co-
rouel Porfirio, e portantoiescusado he eu queter
piutar-vos a falla que elle vos faz.
Nazarenos, consol ,-VlJSi 0 just ,,)i!;1 premio lie
suas virludc-. Dos he de infinita bomlade.
Nao Mu so oeidadao preslimoso, o patriota deno-
dado qoo Naurelb perdeu nao. Bom esposo, ex-
rcllenlc pat de familia, caridixo para com os pobres,
n amigo sincero j nao existe !!
E vos, meu especial amico e collega Jos lu-
uacio de Andrida Mina, que perdeste voseo un
anida 130 moro, peidoai-ine so renov a VOS* i dor
to proluudi.
Vos sois ehri-lio, o roma lal deveis vos leinbrar
que JeusJlinsio nlo esquece quelles que fazem o
bera na lena, aquslles que liber.iliiicnle do do seu
pao ao pobres uecessilados, quelles que seconstU
liiein o pii do desval los orphaos, quelles que sao
bous espo-os e bous pas de familia, quelles qe
em nn a lieos .. a patria, que sao na obrase de......a
sania biblia o- queoxercem a verdadeira raridade.
Devois pois vos consalar c Iralar de imitar ao voseo
tai, o que eu espero, visto as qualidades que voa
possais anida na llor de vossa idade.
Keeife IS de marro de 18511.
Deoiiiuln Meiutet da Silva Moura.
EPICEDIO.
A' morle do Illm. Sr. coronelJos
Po.firio Lobo d Andrade Lima
proprictaiio do cagenhoAlcapai-
iajffeiecido aoseu saudoso filho
meu amigo, o acadmicoJos Ig-
nacio d'Andrade Lima.
Morrea sem eer o que almejaca lano...
Regenerada tuapatria um da...
fiase le toiot sea maior euautto .'
(Muniz llarrclo.)
Cedro gigints, que apuntando os asiros,
Rogara as nuvens, curaran lo o ico,
iiuciii le eeil'ou a cpula altaueira,
Ojo elevava-se com um coracheo '.'
\r. ahitan, que n i. livres vdos
0 -"M'ivi serena peinar,
e 3Jue ni i. potente uerceoa-te a- asas .'
Ouo mi fui essa que te fez bailar '.'
Piloto uu-ado, que soriindo us muros
Do mar em furia, governava a nao,
.lucra le lez esquecer o anligo rumu .'
Despedaear o lenbo coulra o vao f
Sobarbo rio, que alravez dos camp >-
O solo amenisava em sen correr,
Quem fez parar-la o impetuoso curso .'
las margeos (trentes fenecer .'
Cida lio preslimoso, lilhoamado,
Esposo lomo, desvelado pai,
Leal iiui-'o,i|ueui imiudou-le ao inundo
Soltar o extremo adeos, o extremo ai'.'
Ouem fui '.'... A la vita preciosa
lira chara ao pan c chara aos leus ,
Mas boj li so rmnpriu a 1 u da surte ..
CodoUo celo! l'ilve/. nao, meu Dos !
Ninsuem o sabeqae oslo manda lio ceg:
Nem pude ler no livru q Senliar:
No rosto de um tinado le somonte
.V morle que o rebina em seu pallor !
Egregio coraran, que voz da patria
Bxultava no pello a reviver,
Itesii embora o nome lio querido,
Corarn, ja uo podes mais bater !
CedroaUante :nanea sombra tu a
Abrigaste a malda le, o eruna,nao :
Aguja -uMIiine :nanea as tuas a/.i-
Bafejoacorrompida vira co.
Pillo oosado :nunca cm mar infecto.
Por ti guiada, la u.iu arfou ;
Soberho rio -la Ij inpha clara
Nociva plaula nunca fecuudou.
l-'ui de haroe toa vida, hroe leu paito,
On le um i idea nobre germinou ..
E, qu ni lo ella em colosso e tomara,
A mirle. neviUvel, l'.i roubou !
Extingnio-se!..'.mai re,la o......> illu-tt o
Cuja -ni la le aliaga os c irarOe* :
II unenisorriasao sorrir dj patria.
Allligias-le emanas allliccocs.
Egregio coraran, que a voz da patria
Exuliav.i no pello a lev i ver,
llese embola o nome lao querido,
Corarao, j n.lo pule- un- bater
Porm qa'imporlat...Lii no reo descanrs
leu esp'nlo qae au co e rcmonlou ;
Sen involucro son a lonsa gaarda,
Tuaalma radiosa o co guardn.
Recite Ib de marco1856.
J. Cor Mano de S. I..
Aiuil i de rama vou responder a sua commuiiira-
ciu de l.'> do coi rente, dizendo-lhe que osla subde-
legada aponr de ler reqoistlado ao governo j por
si, Ji por HtermesfiV -4- deteRtlTO ,,, cr)1 c :,0
desde o cuiueeo do aparcciiiicntu da pe-lo. que dos-
gracadanieiile nos a-isle, lodos os socrorros ojo S
de medieamenloe, como de vveres para acudir a
pobreza, ale este momento, uo sei porque lalali la-
de, ainda ella nada lem rerehnlo, apezar de ler-se
as tullas a sua reiucssa !
Esta subdelegacia compenetrada de seus devores
uenhum esforc i lem poapado para minorar os sollri-
nienlos do povo na crise desairla em que nos acha-
taos, distriboi lo alguns medicamentos e mesmo d-
nbehro, ele, seu proprio e nao do goveruo, que nada
lera felo por aqu! c be de eslr.inhrqiic genle rustica
c sera eonhecimcnlo exacto das cousas se dirija so-
mente pelos sentidos dando grande peso e aulurida-
de a ditos vagos, pois sera o menor fundamento e
al com ingmlidao -c abalaneam a (azor excepres
injustas a esta subdelegacia que uenhuraa colpa
lera.
Entretanto pode Vine, mandar receber um poaeo
de arroz o bolachas para distribuir com os doenlee,
socrorros estes havidos da caridade dos particulares
o nao do governo.
Dos guarde a Vine. Subdelegacia do &> dislriclo
de Ipojoca, 17 de marro de 1836.Isidoro Camello
Pettoa de Hlqueira Cavatcaali, subdelegado do 9
dislriclo.Sr. inspector de qiiarleiro da Contado
Sarraiuby, francisco da- Cbagas Villa-Nova.
reanaai
ARSENAL DE MAHlNll.x.
Hospital provisorio para cholencos na rregqexia do
Herifc em um dos edificios do arsenal de mari-
nha.
I'cm esle hospital : eulermarias, inclusive urna
de eouvaleseentes, com (U camas bcui dispostas, U-
tendo-se mu prompto o servir de Iralamento aos
docnles, c havend aellas um regola! nseio ; per-
lenceneo ao mesmo hos|iital ou enfermaras uma sa-
la onde pcruiaiiect-m nseuferineirose objeelos do sei-
viro diario, a de momento; oulra, de deposito de
medicamentos, roupus, e ulensis ; uma saleta, para
o receiluario do facullalivo. estada deste, e onde he
feita a eseripliiraro ; uma sala grande, de deposito
de cadveres, e um quarto grande, ou -alla, de de-
posito de ohjeclo. seicm desinfectados.
He dirigida pelo i irurgio director da cnfeimaria
de marinba Joaquim Jos Alvos de Albuqucrqiie,
leudo (i enferraeiros, I cozinboiro e ID servente-!
esles africanos livres em tervleo do mencionado ar-
senal do iiiariuli i. altm de um individuo cncarrega-
do da rscripluraro como amaiiueu-c, e incumbido
ao mesmo lempo da comprado gneros e outros ob-
jeelos ncressarios, sendo o nomes dotes, dos enfer-
raeiros, e servente-, us soguinles:
Enr irrogado da esrripluracio c das compras.__
Gamillo de l.ellis Peixoto.
Enl'eruieiros.
Antonio Jos Peslana, Jos Joaquim Imbelino de
Miranda .luniur, M inoel Ignacio de Medeiros. Fran-
cisco da Cruz Sonto. Joo leneira dosReis, Joo
Antonio Callislo.
Co/inhero.
Lino Joso da Silva.
Srvenles.
Manocl, Joaquim, Mallieus. Ilaphael, Joio3, Ru-
ano, Anuncio,/.eferina, Perpetua e Uargarida.
Pelo que respeila aos Hieeorrosespirilueea sao mi-
nislradnscmn promptidao pelo reverendo parodio o
ln;"- **.....dolos la freguezia, quando delles precisara
os .lenles.
Em vista desla exposiran Bol sobre lal eslabeleei-
meuto, creado providentemente em beneficio da in-
digencia accoininelM la do cholera, iiingurra certa
mente dir em boa f (po deixa do prestar-se com
olilidade a lao importante lira, e nem estar anma-
lo oa irregularmeiila montado.
Ato odia 18 do correle marcti enlraram nesse
hospital 19.) doente- dos quis sahiram curados 73
fallecoram 88, e exstem :;i, dentro esles :! grave-
menteenfermos, r It; era couvalesccnra,
lie esle oseo movimeulo cora exaeco desde que
lunccuoa al essa dala.
0 ujfrtercf.f>,
CAUBIOS.
Sobre Londres-, -r a -2~ ', d. porta.
Pars, :in rs. por f,
Msboa, 92por lint.
Itio de Janeiro, ao par.
Aeees do Raneo, :!."> ii,ii de premio.
Ycciies da compaohia de Reberibe. .
Arenes da ronipaiilna Pernambncaua
." e I lilidaile Publico. .1(1 porcantod
Endemnisadora.-em vendas,
li-eonlo de latirs, de I -1 i I por (h.ii
METAES.
Muro.lluras hespanholas. .
Mneilas de (.-',(|i| velh.i-
ii->i(iti novas
-u:i(l. .
Prala.I alacoes brasileiros. .
Pesos columna! ios. .
ntesicaiios. ,
."lisMMIII
ao par.
pieraio.
_'-- JK-Mlll
. IligUtIO
. HHKI)
. '.I-IHKI
2901)0
. :.?. H ii i
l>Stitl
>ALFANDEUA.
Kendimenlo dndia | a 17. .
dem do dia Is......
199:9M9>
ll: IU:9i4a.iOI
DetcarTeqam hoie I!) de murro.
Ilrigue diaanarqoez0 Ilngue francezllelemmanleuM
Urigue eicuna americanostuartlariuha do trigo
IMPORTACAO
Vapor nacional San Saloador, vindo dos porlos
do norte, consignado a agencia, manifeaton o sc-
gaate :
I caixo plaas; a francisco Comes de Oli-
vera.
I embrulho iguora-so; a Jos C.landrino de
souza.
I eueapado dito ; a llenrique Uibson.
-' saceos dito ; ao Dr. Jos' J. I'errcira de
Anular.
Barca Graneen Cont llui/er, viuda do Havre
consignada a J. R. I.a-serre tV lisscl, maii.feslou o
seguale :
8 barr) e caixas drogas a J. Soum Corapa-
J.i barricas liaralha'o, I caiva arreios. >u dilase
I fardoqoeijos.au) barra a 210 maios ditos man-
lei^a ; aus consignatarios
< 30 ditos e 30 rucios ditos dita; a V. A da Silva
Carvalho,
^;> dilos e 80 meios ditos dita; a S. Wlialulv
v\ Compaubia.
V) ditos e MI meios ditos dita; a Tasso A |r-
uio.
:l caixas ehape'os de sol dealgodao, | dita dilos de
raiita, 1 dita instrumentos, I dita polios de porco, I
I dita drogas, 2 ditas papel e vidrns, o (ll[js Cil|,.|,
i-tilas chapeos, ppele llore-. I dita rhape'o's de
meninos, t dita objectos para ehape'os de -ol, I dila
Jieas c grvalas, I dita papel c cre.lu para desenlio,
-' anas marcearla ; a l. Deder c.
I dita ehape'os ; a M. J. Carneiro.
I dita e-J meias pipas vinho ; a E. I.einont.
Jil dilas ubsinlllO c barricas queijos ; a 1\ Cou-
lon.
I eaixa objeelos de toilete ; a J. de llanos Bar-
reto.
1 dita veludos, 1 dilas lecidos de linh c aloodao,
7 dilas dilos de seda o algoJo ; a C. J. Asllev A
Companhia. ,
1 dila lecidos de algodo, 1 dita dilos de seda. I
dila ditos de dila e algodo, '.l volumes mubilia ; a
Srhafeitliii ,\ C.
'< caixas lecidos de algodls e modas ; Is dilat
ehape'os, modas o lecidos, 2 ditas vidros, I dita ios-
Iromeutos, :l ditas boloas deasso.S ditas cartas de
jogar, 1 dila peonas de metal, editas vidros c per-
fumaras. -2 fardos com X caixas vinho, 2 ditas c 2
barris drogas ; a ordcin.
2 caixas espadas ; a I). Alves lialheus.
i dilas chapeos e objeelos para dilos ; a Clirislia-
ni I reres.
I dila brinqaedos ; a C. Ilelenol A; C.
I dita venexiana, 1 dita sclini da China ; a Ma-
nocl Joaquim Ramos c Silva.
H) ce-tos champagne ; a Paln Nash $ <;.
I caixas ehape'os, t ditas barras e modas, 8 dilas
chapese mereearis, 2 dilas calcado, 1 ditas leci-
dos de la e litas, ."i ditas conreinara e lecidos de li-
ndo e algodo ; a Borle Souza & C.
1 dita escomilba, 12 dilastocidos de algodo. i di-
tas dilos de algodo c la, ~> dilas ditos ditos, linas,
etc., i, ditas ditos de seda e algoJao ; a J. Kcller .V
Compaohia.
II) ditas dilosde algodio, dilas fitas de seda. 1
dila lecidos de linho, .". dilas agulhas, Golletes, se-
lla, ele, 21 volumes lecidos de la, algodio, seda,
lila-, ele. ele. til) barris e 90 meios ditos monleiga ;
a II. Union o. (..
23 ditos e 27 meios ditos dita ; a 1'ox Frene.
21 dilos e 23 meios ditos dila, 2 calan seda, i di-
tas chapeos, I dila dilos de sol, I dita objectos para
cbapeleiro, I dita lecidos de linho, algodo e seda ;
a Isaac, Curio ,fc C.
16 dilas ditos de algodio I dila mercearia, 1 dila
bonetes, 1_ dila bijouleria falsa, 2 ditas lecidos de
seda, algodo e laa, 2 dilas conro envernizado, I bar-
ril rame de lato ; a Tirara Morasen c\ Viuassa.
2 caixas hiendas de algodo, 1 dita Utas deseda,
I dila modas, lo ditas carnoiras, leeidos de abodo
e seda, 1 dila seda, ditas dita o calcado, lOOb.irns
e KM meio- ditos manleiga ; a N. O." Biebery-'Com-
panhia.
I caixa modas; a Raesnrd Millecbeaa.
1 dita calcado, 1 barril vinho, 2") ditos e 23 mojo-
ditos manleiga ; J. Paler &C.
I caixa figuras de gesso ; a C. Araslcr.
i dilas vidros e papis ; a A. Kobort.
1 dita filas ; a Cals l-'reres.
2 ditas vidros ; a Barrellier.
1 dila livros; a 1.1\ des Sanios & C
"> dilas piano ; a Vignes Avne.
2 ditas, I fardo, calcado coraros ; a Dcinesse l.e
clerc.
2"> volumes, bonetes, butra, cartas para jogar, mar-
ceara, rtc.: a l.ellellicr & C.
2 ditos, uierciarias ; a Saunier 6 l-'spillv.
2 caixas chapeos, I dila m-truraenlos de uiatlie-
iuathica,7 ditas vidros, 3diUs calcado, i dita fin-
ias. I dila, merciaria, I dita uleo de ricino, 7 ditas
e i barricas drogas ; a L. I.econle l'eron e 2 caixas
chapos e porcelava ; a I. II. Coelhu.
2 barris 33 caixas perfumarlas o mcrciarias ; a
r. Pinto A; C.
I caixa piano. 67ditas inerriwias, 2 barris ra-
me de lato ; a J. P. A huir A; '
3cains chapese lecidos ditlgodao ;Siqneira
, Poieira.
I caixa livros ; a Miguel .los Alvos.
1 caixa instrumentos, 2 ditas com pndulas ; a J.
ermann.
6 dilas lecidos de linho, ditas de seda e chales de
la. 2ditos lecidos d'algoJao e linho, .1 ditas chales
de lia, 3 ditas chapeas e lecidos de algodo, I dita
eouros, 1 dita objectos para chapos, I dita sedas, 2
dilas pianos,:! ditas chapeos ; a I". Souvaiie v C.
7 caixaspannoi de mesa, roupa e calcado,; ditas
chapeos de soda e calculo, :t dilas meias", calrados e
mereearis, :l ditas lecidos do algodo c seda ; a I..
Antonio de .-iqueira.
Hiato nacional iVoro K'peranra, viudo da Parahi-
ha, consignado a Jos Joaquim l'eruandcs inaiii-
fe-loii u seguiute ;
1,200 couros seceos ; a N. I), llieber ix C.
;,l)NSUI.AliU dl-.K vi..
Kendimenlo do da 1 a 17 20:.V>|:| i
Ideio do dia 18....... :!::1hii-:k7
ZR'imetttoboptt.
.saeio entrado no dia 1H.
Para e parias inlermedios19din e 10 horas, va-
por, brasileiro eS. Salvador, commandanle o pai-
meiro lenle Antonio Joaquim de Ssnla Barba-
ra. Passageiros para e-la provincia, Francisco
Jos de Maraes e Silva r i criado, Augusto Wang-
inan, l.uiz fiel. Soguera p,a u sul, Dr. Avies
de Olvera Barros, |r. Jos de Jess Passos, -iz-
lo, lo.iquim de nlivrir., Jos Ramos, Plarido de
Araujo, Francisco Joaquim Rodrigues, pracas
do exercilo, 9 rccrulas, I desertor, esclavos a
entregar.
rVrtcto saltillo mismo dia.
ColinguibaHlale brasileiro Sergipano, mesire
Eenrquo Jos \ieira da Silva, carga bacalho,
r''".....le i'o ira c mais gneros. Passageiro, ll\-
pohlo da Silva.
(yoitiic-::.
236ia678
ilVEKSAS PKOV1NCIAS.
Kendimenlo do dia I a 17 2:2733602
dem do ilu Is....... 811892
2:353t694
DESPACHOS DE EXPORTACAO PE.A MEs.v
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
IS DE HARCO DE isdi.
Bucuiis-Avrespor MontevideoPalacho inglez An-
nel, Viuva Ainorim \ Filho, :l">U barricas assu-
car branco e mascavado.
FalmonlhBrigue inglez I. O.a, C. .1. Astley &
Companhia, (il)O saceos ,>socar mascavado.
Genovatingue portognez eOmyuma,'Hc. Calmont
,\ Companhia, 1,200 saceos assacar maieavado.
UolhembourgBrigoe inglez Crimea, Me. Cal-
mont fi Companhia, '.HS saceos assucar branco
e mascavado.
I.sh iaPatacho porlugupz Rpidos, Novaos A;
Compaohia, 31 barris com mol.
demPatacho porluguez Kapido, Isaac. Curio ..v,
Companhia, '.12 rseos tnel.
Mar-elliaBarra frenceza Jeuno Charles, N. O.
Bieber ov Companhia, I,.Vio saceos assnear masca-
vado.
PonoBarra porlngueu Lala, Manuel Joaquim
Hamos c Silva, litKI saceos a-sucar branco.
demBarca portuguesa Leis, Barroca A; Castro,
ll saceos c Iti) barricas assucar naneo.
Exportacao .
\s-n'. lancha brasileira Feliz das (In.laso, de 29
toneladas, condazio o seguale : i volumes gne-
ros eslrangeiros.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 17 |6:893J336
dem do da IS....... 2:6233711
O Illm. Sr. iuspeelor da Ihcsooraria provin-
cial, cm cumprimento da resolorao da junta da fa-
zenda. manda fazor publico, que no dia .1 de abril
prximo vindouin vai iiovainenle a praca para ser
arrematada a quera raais der, a renda do silio na es-
rada de Belcm, avallada animalmente em I70-.
A arrematarlo sera feila por lempo de 28 mezes,
a contar do I. de mato do corrale anuo, ao tira de
juuho de IS.7S.
E para constar se mandn aullar o prsenle e pu
i blirar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernam-
buco 13 de marro de ISIi___(Jasecrclario,
A. I*'. 'I'Aiinuiioi.io.oi.
O Illm. Sr.in-pcctor da Ihesouraria provincial,
cm cumprimento da ordem do Exnt. Sr. | residente
j da provincia de 29 do passado. manda l|tizer publi-
co que no dia3 de abril prximo viodonro, peran-
1 le a junta da faada da mesilla Ihesouraria, -e ha
de arrematar a quera por menos li/.er a obra do era-
| pedramenlo das areias do Ciquia ( estrada da Vic-
loria, ) avahada em 1:11.V-liM) rs.
A arrcmalaro sera feila na forma da lei provin-
cial u. 343 de 13 de maio de 1834,esob as clausulas
cspeciaesabaixo copiadas.
As peanas que se propozeren a esta arremataran,
j coinpareeam na sala da- sessuea da incsina junta uo
dia cima declarado pelo meio dia, coiupelcnlemanle
habilitadas.
ii para constar se maudou allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Uiesouraria provincial de Periiani-
buco 12 de marco de 1836. No impedimento do
secretario, o ofcial de soriclaria, Miyml Af/onto
l'crreira,
('lansulas especiara para a arrematarlo.
L" As obras dos reparos Jo empedraraenlo das
areias do GiqtUa farsean de conforinidade cora o or-
eamenlo approvado pela directora era cousclho. e
apresenlado ao Exin. Sr. presidente da provincia na
importancia de 4:1139100 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 2 mezes, e as concluir uu de S ambos conta-
do- de ranfermidade cora o artigo :l da lei provinci-
al u. 286.
3.a O pagamento da importancia da arrenialacao
verilicar-se-ha cui duas proslaeesiguaes, a primei-l
ra quando esliver feita inelade das obras, e a segun-
da quando for feila a entrega dcliiiiliva.
i.' Para ludo o raais que uo se adiar determina-
do lias presentes clausuliis era no .ircameiilo segiiir-
se-ha o que dispoe a lei. provincial n. 2Sli.Con-
forme, nn impedimento du secretario o ullicial desc-
ontara, Miguel Allomo l-erreira.
O Illm. Sr. inspector da Ibesousarla provin-
cial, em comprmanlo da junta da fazenda, manda
fazer publico que no dia : de abril prximo viodon-
ro, vainovameute a praca, para sei arrematada a
quera por menos lizer a obra do cinpcdramciitn, que
piecisa fazer se no aletro dos Afogados, pelo |!recu
de 25:000*000 r-.
E para constar se mandn allivar u prescule c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincia] de Peruam-
buco 12 de marco de 1836.No impedimento do se-
cretario, o ullicial de secretaria Miguel Alfonso
Fcrreira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimento da resoluro da juula da fa-
renda, manda fazer publico, que no dia .1 de abril
prximo vindouro, vai novamenle a pr-ca, para ser
arrematada a quera por menos fizer, a obra dos re-
paros precisos a casa da cmara e cadeia da cidade de
Olinda, pelo prero de 2:640f000 rs.
E para conslar se m,nidou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
boco, 12 de marro de lS-Vi.No inipcdimcuto do
secrelario, o ofiicial de secretaria Miguel Af/onso
Ferrtira.
O Illm. Sr. iuspeelor da Ihesouraria provincial
emruinprimenloda resoluro da junta da fazenda,
manda fazer publico, que vai novamenle a praca
para ser arrematada a quera por menos fizer, a con-
servarn permaiieute da estrada da Victoria, por
lempo de III mezes, contal do I.- de abril do cr-
renle anuo, e pelos precos aballo declarados :
la-secom os consignalai os Novada C, na
ruado Trapiche n. ."i, primeiroandar,
ou com ocapito un prara.
Para Lisboa, o mais breve pos-ivel, leudo ja
parle da cama proiupta. o brigue porlognex IMa
//.deque, he capilo Caetano da Coala Martina:
quem quiz :t rarregar ou ir (ie passagem, dirija-e
aos seus consignatarios Francisco Scveriauo Babclln
d Filho.
Pilla a If.ilna
pretende sabir cora uiuita brevidade, por ter parle
de seu carngamenlo prompto. o veleiro a bem co-
nhecido palbabole brasilain Dous Amigo* ; para o
resto de sencarregamento, Irala-se comoseucon-
signalario Antonio l.uiz de Oliveira Azevedo, ra
da Cruz u. 1, ou rom o capitn a bordo.
Para o Itio de Janeiro segu em poucos dias a
escuna brasileira /.nula ; para o resta da rarg Ira-
la-se na ra do Vigario n. 5, nu com o capilo na
prara do coiiiinereiu.
Para Lisboa, o mus breve pnssivel, tendo j
parlada carga prompta, a barca porlu^ueza Mana
lose, de que he capilo Jo< l'crreira Lessa ; para o
resto da carga nu passageiros, Irala-se com o-scus
nnsjgualarioi francisco Severiano Rabello ii Filho
i.Mioin tiver algum elleito na leuda da ferreroi
da ra do Encantamento, leja n. 5, procuro al o
dia 22 de marro de IH.il, porcm he ludoaqaillo joa
foi eulregue a l.oureuro Juslioiaoo ; nn caso que
nao apparera dono ale esta dia sera vendido lodo
para pasamento dn prejoizn qtle o dito dea na casa.
O Sr. .I.iiiii.nn, Antonio da Costa Leal, q
morn na cidade de Olinda, ra dn Mangueira* ou
Boa-lira, queira mandil buscar uma cana viada de
lora, na livrana da piara da Indepcndenria, boje,
alias se ilari u quem a Imuxe para enlrecar a quera
a maudou.
iii.-r,.,,...,. iima senhora wlloira qae ajo lasa
pai nem mi para servir de rumpxnhii a nasa senho-
ra viuva que Mo lenlia babas, e preslaads-iba al-
gum serviro uo |Kir diuheiro, e nem precisa dar-lba
de vestir : quem i|uizer anuuucic sua morada.
Piei i-a-se de uma ama lenba bom hule, prometiese o bom Injonalo : a
Iralar na ra do (luciraado n. 14, primare andar.
" ''''"'(lodo primeiro diaictn
deste ternto, li/si icnlc aos pinju-icianos
e ii)(|uilinos las rasas cm rpie lalleocram
cholciitos, c H m liam fccliadax, acm que
lossem Icsini-ctailas convi-iiit-niemenlu,
as tuandem alitii^iarasfiomdesinfccUdaa
Panto Riode Janeiro 'pelosenearre{;adosde serviro, avisan-
sabe cora mulla brevidade, por ler a maor parle de ao Pa,'a ,ss<> "O respectivo inspei-tor de
i.c." f;!."!^.01"0 Pr"ml''t ,nu'.10 >cleiro patacho! (juarlcirao. sol |ena flcscrem das ar-
brasileiro Alhenas ; para O resto da niesma e cscra-
vns a frele, para os quaes lem excelleules commodns,
Irata-se com o seu COusiguatario Antonio Luiz de
Oliveira AzcveJo, rus da Cruz n. I, uu rom o capi-
lo ,i bordo.
PORTO.
Seguir para a cidade do Porto lao breve quau-
lo -eja possivel a veleira barca porlugueza Duarle
II', forrada e eucavilhada de cobre ; lem algoma
carga prompta e recebe a que apparecer a frele : Ira-
ta-se com tallar i\ Oliveira, no seu csrriptorio da
ra da Cadeia do Keeife n. 12.
Para o Aracalv seaue com brevidade o hiate
luceuceel ; anida recebe algoma carga ou passagei-
ros : Irala-se cora Martina Irrao, ra da Madre
de Dos ii. 2.
Para o Rio de
Janeiro
segucquintafeb'a20 do crrante o bri-
gue escuna '.!Alsl.V : t recebe passa-
geiros C esclavos alele, pan; os quaes
lem excelleules cominodos, Irata-se com
os consignatarios Novaes & C, na ra
do Trapicbe n. ."i-.
Ac iracu' e Ceara'.
seguc rom brevidade o palhahole Sanateme, ca-
pil' e pralco Francisco Jos da Silva Ralis; rece-
be carga c passageiros : a tratar cora Caetano Cvria-
co da C. M., ao lado do Corpo Santo n. 2>.
\iacaty.
O ltate Exalaeao segu uestes dias ; para carga e
passageiros. Irala-se com Caetano Cyriaco da C. M.,
ao lado do Corpo Sanio n. 2"i.
Pan Lisboa pretende sabir com a maior bie-
vidade o patacho pailtigoez lapido ; queiu no mes-
mu qui/.er carregar ou ir do passagem, diriii-se aos
consigoatarios T. de Aquiuo Fonseca A; Flbo, na
roa do Vigario ti. 19, ou ao capilo na prara.
fi3cv.
LEILA DE BENEFICENCIA.
Mareoliuo de Borj.i Geralds,ageiile de lelloes com
arinazem ua ra du Collegiu n. 15, otTerece-se para
ellcrliiar um ou mais leilocs, em heneticio das po-
sn Decesslladai. lodo c qualquer individuo que
qui/.er concorrer com objeelos pan laes leiloes, pra-
licaudo assim um aclo de caridade, pode dirigir-se
ao agente mencionado, que olTercce o producto de
seu liabalho, a coraraisso que pagara os comprado-
res, para soccorro dos que, na poca actual, delle
precisaren. E como quer que exisla uma commis-
-ao central de beneficencia, esta ser scientilicada do
dia do leilao, para comparecer, quereudo, e receber
o producto que baja de ser apurado. O agente ci-
ma mencionado espera ser alleudido, e se persuade
que aqiopulxvio desla cidade dar uma prova robus-
la do sentimental eariuosos i|ue a domtuam. O dia
sera auiiuuciado previamente.
-datos ^ii>eci^r
l.- terco.
i.-
2:().i7-IKH)
'SiOToXJOO
2:(1..7->()H)
W0j)00fJ
K para conslar se maudou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bnco, 12 de marro de 1856.No impedimento do se-
cretario, o ullicial da secretaria .Miouel AffOHtO
I'errcira.
C<
ia:5l9*2J0
CEARA'.
lo de mareo.
PKECOS COKKE.Nl'ES DOS GNEROS
EXPORTACAO.
Agurdente cachaca, pipa......
.\ls*iilu em pluma........
era carn..........
Arroz pilado...........
ii om casca..........
Aceite de earrapatu, caada. I?j.mi
Assacar branco em rama arroba. :i^2(HI
refinado, arroba.......
mascavado, arroba. 2)000
R irradia bruta (ou gomma elstica). .
Cabellas de boi OU cavallo, arroba. .
Calo pilado [trmetra -orlo. ...
Dito dito do segunJa sorle s ...
C irrapatu, alqueuo.........
C i ii se cea ou salgada, arroba. :.200
Cera do abellia, arroba.......
o do carnauba, arroba. 7;_'l)
Cocos pora roiner. ceulo.......
le lid migados, arroba. .13200
Ii:'. rarneiro ou cabra corli-
dos, rento........25900
Hoce t\v qualquer qualidade, arroba. .
I'ariulia de mandioca, alqueire. 3.7200
Fepiu, alqueire...... 6a0U0
Uomina de mandioca, alqueire ....
o de aramia, libra.......
Madera-Angico, oncalo Alves, Juca e
Itahuge, arroba....... 200
K Corarn do negro, arroba .
o Tatajuba- arroba .
Vilele. arroba .
o Pao d'arro em linha. uma .
Cedro om chaproes, du/ia. J-c-oiki
ilel de engeobo, canada......'l(o
Mol de turo caada........
tlilliQ, alqueire..........
Queijos", libra..........
Sal, alqueire...........
Sebo fundido, arroba........
( era rama, arroba........
Sola de vaqueta era meio-, um. 2-1100
Toucinho, .irrnba.......39 00
METAES.
OuioDuras hespanholas......
Moedasde (i-ioo velhas ....
o de loiMI novas.....
u de iJOOO .......
PralaPalacnes brasileiros.....,
Pesos columuarios. .-,...
mexicanos. ... ....
iC'vm/nei'cidL)
DE
709000
.'i-jnii
|-_Nll
2560
:,- 1 m
Istiou
HtblHI
1-SIII
29100
l'KIKI
I92OO
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C.-MJO
09000
I1S0
.79150
30|000
9
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78000
99OOOi
260
loo 1
loo
.'til' I
00
I09000
:0-Oil;>
ISO
:12o
;i?2oo
210
iriso
K9000
5-slN)0l
2-2O:
ISlNJO
209200
Ili-'.KKI
IG9000
9000
issoo
I 920
ICSOUi
orreio i> O vapor S. Salvador receber as malas para os
Porlos el ti sul boje ao meio dia ; as cartas ser.10 irrc-
bidas com porte simple ale aquella hora, cora o
duplo ate mcia hora depois ; osjornso al as II
horas.
Companhia pernambii
cana.
No dia IS do correte marro reunindo-se sob a
presidencia do Exm. Sr. Barl da Boa-Vista, a as-
semblca geral dos accionistas da companhia pernam-
bacana, de vapores eosleiros, a direecao lea um re-
lalono era qoo, nlo obstante a perda "do vapor Mar
i/ue: de Olinda, apresenlon um qoadro mu lisongei-
ro da cempanhia. Em seguida, depois de uma dis-
cussao em quo tomaram parte os Urs. Alcoforado,
Sonsa Carvalho c .Marques de Amoriin, procedcu--e
as eleiroe, segundo os eslalutos, e foi eleito pres-
deme o Exm. Barao da Boa-Vista, secretarios o<
Dn. Luiz de Carvalho Paes de Au Irado c Antonio
Alves de Soaza Carvalho, directores Amonio Mar-
ques de Ainoiiui. ||. Svvifl, Joao Pinto de Lomes
lunior, Miauel Bryan e George Palelult, e mem
broa da commiasaii de exame Frederico Guimaraes,
Jobo Roberls e Frederico Robiliard,
''i ti # >}!ZaHi>io-:
it*al coiDpanhsa de pa-
(U-'K'S

B
ic/es a vapor
4^
ac's*'
No dia 22 ou
2'i deste mez
espera se do
sul o vapor
V'iiV.coiiiman.
danto Bridgcs,
o qual depois
(la demora do
rosluiue s "ai-
ra para Sou-
(haniploii locando nos porlos de S. Vicente, teucri-
fe, Madeira c Lisboa; |iara passageiros, Irata-s......m
os ag'iiles Adamsou llosrie & C, roa da trapiche n.
12. Os einbrulliosquo prrlelldoreni mandar para
Soulhampton devero estar na agencia 2 hora- antes
de se rocharen! as malas, c depois dessa hora nao se
receber embrulho algum,
O patacho brasileiro Asir; surto no ancora-
domo da carga, lem precisan de marinhoirns brasi-
leiro- para a sua (ripolarao na viasem que desle poi -
io v.n fazer ao do Rio Grande do Sul : nao .e .luvi-
di dar matares -oda.las do que as e-l.ilicleoida. para
aquello poito: quem qnizer culenda-se com osres-
pectayosriinsignalarins Bailar & Oliveira, na ra da
Cadeia n. 12. ou com o capilo na prara.
Para o ro de
I'i'lo presente protestamos denun-
ciar de lodosas possoosque vendern lii-
llieles de loteras do Itio de Janeiro, do
dio -20 do prximo mez de abril em dianle
tonto pelos ras como em qualquer casa,
pois que nao adiamos justo que para p-
dennos vender paguemos o oneroso im-
posto de 1:20.s0() por cada uma das
nossos lujase teuliotnos tuna llanca ua Ihe-
souraria geral, e licenradolllm. Sr. Dr.
clielede policio, ao posso pie outros a'
nOSSa sombra os veudaiu com o maior es-
cndalo iiilrinjjiido assim a lei, e tirando
uossot interesses pelos quaes pagamos o
referido imposto. Recite 18 de marco de
ISti.Antonio Jos Rodrigues de Souza
Jnior.
I'ede-se ao Sr. Martoel Gomes Leal
une naja de apparecer na travesa da Ma-
dre Dos n. IS, a Iralar de um negocio
que Ihe di/.' respeilo.Joaquim da Silva
Lopes.
Attcnyao.
Ainda contina a estar fusida desde o dia 17
do mez prximo passado a eserava Joaquina, de na-
eao. com os rigoaes^eguiules : alia, secca, cara des-
carnada, pernas arqueadas, poueaa vezes dttxa o ca-
chimbo ; a qual nenra fugio sm companhia de um
toldado do dcimo batalhlo por uoinc Manuel Joa-
quim da Silva, o qual he cri lo, moca, e alzuma
cousa relajado; a dila eserava foi por "minios anuos
capliva de nina senhora viuva, moradora em Panel-
las de Miranda, a qual senhora ainda existe no
mesmo lu^ar, c a eserava lem um filho ah forro :
portanlo pede-se a Indas as autoridades poln.es e
capidles de campo a captura desla eserava. Icvando-a
a ra da Gloria, na Boa-Vista, casa n. 91.
Agradece-se qoellecavalleiroaristcrata, que
j i licaroa cuino farde cm uma iuteretsemle tarca que
se representou nos ltimos dias do auno protimo
passado, na povoacao de Beberibe, a sua o/feiosida-
de em denunciar o seu visinbo : S. S. parree que
quer continuar aqu a rcpresenlacao que all leve
principio ; otas decan te-Iba qae nlueeti-oe prom-
pto a entrar em lira com lal prologani^la.
0 isludaiile demnrrala.
Preeisa-se dt una criada paran serviro iuleruo
de om,i rasa de pouca familia : uo pateo d"o Carrao,
sobrado n. .'. por eiina '\,\ b ilica.
OSeroce-se um homem para fomeiro, o qual
lem pratiea : quem precisar, dirija-so a roa do C-
huil, loja n. 2, que achara cora quera Iralar.
l'rerisa-se na villa do Cabo de uma ama para
o serviro interno de urna casa de pequea familia-:
quera quizer apparera na ra da Madre de Dos
n. 32.
Thomaz Jase Ana-lacio da Costa rmenle! ad-
verle ao respeltavel publico, que negacin lodas as
l'-'lras do ssu finado mano Manocl Andr Avelino da
Costa, qne ae acama em peder de Sr. Rabea Sen-
mclteau & Compaubia ; espera na bandada dos mea-
mos endures que eompareram com osen debito para
riscar-se do livro os scus nemes : na praca da San-
ia Cruz n. II.
rom badas com assislencia de duas U-stc-
munbas, c prodei -se adcsinfccro. Dc-
legacia do primeiro dislriclo do Recife aos
15 de marco de 1856.O delegado,
Francisco Bernardo de Carvalho.
LOTKRIA 1)0 RIO DE JANEIRO.
Esperamos a" lodo instante o vapor
Ll SO-BRASILEIROou NACIONAL con-
ductores das lisias da lotera quinta do
conservatorio de msica ; ainda existe um
pequeo numero debilteles as loiaada
l'racada Independencia. O premios ale
i:000.s00scro pagos a" distribuiro das
lisias.
A HH li^TERESSAR 111
O '"i- Sr.....que prometteu ao abai-
\o assignado tratar de rcstiluir-lbe aquel-
las.... lelrinhas.....de.....c que ale boje
anda nao cum|)iio tal prometimento !!!
e creio(que se nao lemhra mais)!!...
IVrgunto-scsequer S. S. que se publique
todo o iicgociosinbo a respeito 1 I Ou en-
tao nesle caso comparca, que se Ibcdc-
sejo tallar; mesmo para o convencer, que
lio outias publicas ormas !!!... E se a na-
da do pie lien exposto, 'quizer annuir S.
S. entiio vera' o seu nome por extenso
em typo itlico ; e o enigma decifrado
para o publico bem o ajuizar !....
J. O. C. Maeicl Montciro.
imm o mmn taia
OLEM COMPETIR'!-'
Pergunla-se ao Sr. E. P. P., quando
quer pagar aquellas rendas, que ha mais
de dous anuos deve a quem S. S. nao ig-
nora ? S. S. tem liens, e segundo diz,
com que pagar, e icar-lhc inuita sobra ;
utas nem tem pago, e parece que nem
tenciona pagar e este procedimento de
S. S- podera ser admissivcl ? Quesera'
S. S. porvenlura satasaeer essa sua obri-
gaeao, depois que eessar a epidemia?!!!
I'ergunta-se ainda se S. S- quer ler o pra-
i- de ver o seu nome cstendido nesle jor-
E osseyera-lhe, que o tora" estcndci
nal
aoeiro
Sabe COm brevidade por ter o maior par-
fga prompto, o bem conhecido
te do car.
igue nacional FIRMA : poro o resto
i mesma, passageiros e escravos a (rete,
ii Sei'ceira
s-ecretario da vertcr.ivel ordem lerceira de N.S.
do Monte do Carino, por autorisa-io da mesi re;e-
dora, convida a lodos os eharissimos rmloa cm sc-
rat, para assMlrem aos aelos da semana santa, que
tem de seren celebrados no convento d- nossos reli-
eiososcarmelitas; c com cjim mailo locante* dilos
arios, o mesmo secretan, esperi, portaalo, que lo-
dos preslem paran:.....adi re sen- hbitos.
Na rea eslreil i do Knsarii n. IH'. primeiro an-
dar precisa so de .....r,lo quem tiver as quali-
dades ncressarras ahi apparera.
Preeisa-se deuma ama: ao aterro da Boa-Vis-
ta n. no.
Deseja-se aluear m silio perto deata praca, ou
de ama leaos do distancia, qae lenhl planta d'e ca-
pim, rr.u leiras o cumm did.de para .1 a (i vaccas de
leile quem este livor, dinjt-se a ru i do Quelmado
n. fi, primeiro andar, ira anuuncie por es"c jornal.
(i?) "' Igneo firmo \avior convida ia (*
* pesso.is i|e desejarem visilar o llospiUI, es- w
t^J labelecnlo no convento do l'.arino. para '4b
y*. Iralamento das pessoas sccommettidas da L
J> epidemia reinaulc, podem lan-lo a qual- w
) quer hora do dia o da noile. #|
i'recisa-s- de um fornciro idouM.lrabalhadorea
de mjsseira.que s.ubam Irahilharou mesmo que n;lo
saibam, e lambem se compra um escravo : ua roa
Uireila n. 21.
ti- sesundo e lercciro andares da casa n. II da
roa do Quelmado foram desinfectados sertiitJnm lr-
ico,, por pesio, pralica em laes Irabalhos, por man-
dado do morador dos me-mos; testcinunhas varias
em Ivpo itlico, e apoiitado |ielo indica-
dor da competente mimiitaVa com a his-
toria desse lergiversadoe demorado paga-
mento.O credor das laes rendas.
Alusa-se nin silio na estrada do .Unirlos, em
frente da casa du Sr. lenle coronel Karata, o qncl
lem muilas fruncirs de diversas qualidades, urna
ptima casa de vivendn rom mnios carunodcs.salas
rorradas e pintadas, etc.. coiiohi. eslriliana e ro-
cheira fora de casa. Os preter.denles diriiam-sa a
ra do Trapiche n. is, esquina da praca do Corno
Sanio. r^
l'recisa-se de Irslialhadores de maccira, pasa-
se bem e o serviro lie resillar e moderado: na nada-
ra do largo da Santa Orar, junio a roa do Rosario.
Trecisa-se de IrahalhadorVs qae scjasa ea-
nociros, forros ou escravos ; pasa-se bem : em San
tunease, ra do Jasimm, casa de trente amarella.
l'rerisa-se de um caiieiro que lenha prstica da
taberua : as Cinco Ponas n. 0:1.
Prccisa-se de um caiieiro para uma I ibas ai -
a Iralar na roa Nova, esquina da dn lL nnmciro
andar.
Thomaz Pavne, subdito britnico, casa sua fa-
milia, relira-se para a Eurnpa.
Precisa-se de alupar uma an.
prara da Independencia n. :16 e 38.
ama de leile: ua
Fogionodia II do correnle um prelo vatho
chamado r.vpnanu, idade (ai c lanos anuos, alie
cara op?da, alguraa cousa corcorvado, barrial eran-
do, levou cal(;a de algodo branco srosso, camisa do
mesmo panno, jaquela de rhiu prela coa um cor-
dao branco, o qual j foi vislo no Poco da Panellc :
roga-se a quem o pegar leve a roa DireiU n. 69.
OOerece-se uma ama para farer o serviro in-
terno de casa de liomcm solteiro : qaem se quitar
ulilisar, dinja-sc io neceo do Padre, sobrado ciu-
enlo.
paro que letu excellentes commodos. Ira- j Ef0"'illdusivc PMlWo Sr. inspector da dila
Precisa-se de um criado para uma casa: a Ira-
lar na ra Dircita n. H, primeiro andar.
Kusio do ensenho Ouiaombo. no dia -2i de fo-
verciro pronimo passado, um moleque que represen-
la ler Iti anuos, rrnulo, de nome Josqoim, lem a
cor bem prela, rosto compeido. pernas finas, levo*
camisa de liada encimada e oulra de algodio azul,
e calca lambem de algodo atol : quem o apprehen-
der .leve o ao mencionado engenho, ou a rsft de
Apollo n. 2 B. '
Cals Aine vai pira trama.
Otliesoureiroda irmandade doSe-
nbor Rom Jess dos Passos, da malrir.do
Corpo Sanio, pede por obsequio a lodos
osumoosque tiveremcaiws da irmandade
em casa, teuliom a Irandade de marda-
las niregar.Jos.- Fcrnandcs da Silva
Tcixeira e Mello.
Precisa-se de uma ama eserava para fiaer lado
"ti? d u"" "M """i ; na roa Nova
Perdeu-se ama carteira do silio do Toque al a
Boa-\ isla, e estrada de Jlo de Barros, a qaal linha
dentro uma lelln de Antonio da Costa Mello l.aaa.
aceita por Hanoel Carneiro de Frenas da qaanlia da
. 08;, e oolra ace-ti por Antonio Correia ranal de
Mello Jnior da quantia de Os.: quem irhar dila
carleira, dinja-sc a roa do l.ivramealo o. IB, qae
sera gratificado.
O abaixo assignado. professnr parficalar d<4ns-
IroccSo elemenlar. aulonudo pelo gnvrrno, fai tei-
enle as pais de seus alumnos, que eraras a Provi-
dencia Divina, e aos cuntidos mdicos qae atlenrio-
sameule foram enipregados pelo Illm. >r. IH-. Ca-
r.dino. ji riaaaaaia o nielhnramcoln de sua senhora.
que peraeeasaeale foi alarida dn cholera ; e par ini
que no dia 31 do rorrete me/ rontinoim os Iraha-
Ihos de sua aula, ua ra do Hospicio, casa n. 17.
Sena Tallar a um dever, c nao sentir os efleilos de
uma gralid.io sincera, pura domar de agradecer ao
ditoSr. Dr.Carolino tanta alienlo no curativo acer-
tado que fe eac pesso que lie 13o chara ao aluna
assignado : porlimo, aceite esle Sr. o seu rnoiilic-
Cimenlo. e eraia que jamis se ricarHo di mrmorla
lio preslunosos serviros, na convicrj,. de qoe colhe-
i.m lodos t.i. bom resallada se nseseas > iriin,t..de
de a loiiipo recorra o. etevadee e ioirlli.-coic- ser-
vico daquello. que na mente condu, a minrira de
applicar os remedio-, nos l.,b,oS ,! amma-
dor.Andr Alves da Fonseca Jnior.
fl SARES,
com fabrica de tartarugueiro na ra das I riurlieiras
a. I, partiripa ao rei|IUSIasel publico e principal-
iiicuie aus scus fregurtes, que rcrebeu pelo ultimo
navio de I ranea um neo sorlim-nlo de peales da
tartaruga pira itar cabed j, fazenda muio openor
e inuito variados gusto., a-sini romo lambem nem
peales de aaassa lamben! para atar cabello linginde
larlaroga, minio I......peine- de alisar cabello, de
tartaruga, sasisa como iiiarialas para menina. Inda
|Hir menos p/ejo do que em oulra qualquei parle.
Alosa se o sesundo andar lo -ola, 1. n. SJ dj
ur.i do Aniiiiini : Irala se na ra Relia n. k.
U abaivo .i-iunado. morador ni ra do Ara-
ao ii. (i. aehando-so haslanlo molesto, e desejando
rnlisar scus dehilos rom scus rredores, apesar qae
nada julsa dever al. m dos que allega cm seo teta-
inenlo, roga-lhes que no praio de :1 dias -e Ihe ipre-
sentcm.alim de que com vidaserealisem osmesmos.
Francisco Nermes.
Precisa-se de um eaisatre paia liberna, de II
a lii anuos, prefere se porlug.ie/ mesmo desle che-
gados ha pouco, que de ramhei .nenio de la con-
duela : na ra IMrca u. iJ
ILEGIVEL


/

9 .i"'- I(| .
i
'
Tc^ceira edi^o.
JltAMfflTl
DIARIO O n?,%ASttt QUaT FElM 19 91 MtKCO OE .856
TRiAMEHTO HOMOPATHIC.
Preservativo e curativo
/ DO CHOLtR&irtURuU,
/ PELOS DRS.
i n-t** a matpSi w .^,
ouiiistrucc.ioauu paraalalha-la.e,dnquaulo serecorrcaomedico.ou uiesmoparacura-laiiidapendenlcdesleMios lugares
em que nao ovsna.
TKAlDUZIIiO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes *ous opsculos conten as inriuaoes mais claras c precisas, c pela sua simples c concisa expsi-
to ealaat* alcance de ludas as inlelligcnoias, nao so pelo que diz respailo aos meios curaliv,,romo i'riu-
cipalmeirile aos prcservalivus que (cuidado os mais satisfactorios resultados em (oda a parle emana
elles lean sido posios ciu pralica. '
Sarillo o Iralanienlo liomeopalhiro o nico que lem dado grandes resullados no curativo desla horu-
rTlV'l,'t^,' ",7a,",osa l'rol,,,s,,, -raduzir restes dous iniporlaules opsculos era liugua vernaci-
la/para desl arle lacililar a sua leilura a quem ignota franco*.
/ Veude-se uuicaraenlc no Consultorio do traductor, ra Noy b.52, P,.r 25000. Vendern-ee lamben
/os medicamentos precisos c boticas de 12 lubos coiu ura frasco de lindura 15, utnadila de 30 lubos corar
vro e 2 frascos de tintura rs. 233)000.
PEORAS
m
PRECIOSAS-
:
*
Adoreros de brilhanles,
diamantes e perolas, pul-
cciras, alunte*, brincos
e ruzelas, bules e aunis
de .lu. [ luir- gostoe pile
diversas pedras de valor.
i
Compram, vendero ou X
Irocam prala, ouro, bri-
+ llianles,diamntese pero- >
* las, e oolras quaesquer *S
* joias do valor, a dinheiro *
ari ou por obras.
MOREIRA & DARTE.
Hoja iib ihh\fs
Ra do Cabuga' n. 7.
Recebe.ii por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras domis
moderno grato, tan-
to ile Franca como

OURO i: I'HAT.V
Aderados completos de
- ouro, meios ditos, puleci-
ras, allinetes, brincos e
roletas, conloes, trance-
lilis, mcdallias, correles
jj e enfeites para reluci, c
outros mullos objeclus de
.- ouro.
Apparelhus completos,
i de prata, para cha, ban-
:' dejas, salvas, casticaes,
; culheres de sopa edechn,
.'' e mullos uulros objectos
do prala.
! v : .';' -r .; .;. *..;_
de Lisboa, as que aevcmlem por
prego eommodo como costumain.
ESTRADA DE FERROIeIERNAMBCO.

BaNQDEIROS DA CoMPAHIUA EM LONDRES.Srs. Heywood, Kennards, & C.
Banqkeiros em Pernamlco.O Banco de Pernainbuco.
Agentes no Bio de. JaneiroSi?. Man, MacGregor, & t>.
Agentes em Pkrnambuco.Srs. Roihe & Bidonlar.
Agentes ka Baha.Srs. S. S. Davunpon & C*.
12,000 accoes eslao reservadas para o Brasil de valor do t 20 ou rs. 1T7J777 cada accao.
Os que desejirem comprar acedes d'esla Compatiliia podero dirigir-so na foro abaixo indicada
aCommissao em Pernambuco em casa das Srs. Bothe4 Bidoulac. O deposito de urna libia es-
terlina ao cambio de 27 por 1000 ou rs. 8888 por arrio deve ser aflcriiia.lo en. Casado um
dos Agontes da Coinpanhia no Rio de Janeiro, na Bahia, c em Pernambuco, que dar o
recibo.
compleme
A subscripcao fica aberla ateo dia 20 de marco em Pernambuco.
Os senhores que ja lizerao pedidos para a acquisico de anOos desla companhia antes de sua pu-
bltcacao cm Londres, devem lambem dirigir-se i Commissao" o remettor aos Agentes a imnoriincia
do deposite dei 1, por conla de taes accoes denlro do praz.o lixade para a a presen lacio de podidos.
A urna Commissao nomeada pelo Presidente da Provincia de Pernambuco, de'acrordo rom u
Concessionano o Sr. Alfredo da Mornay, ser conliado o trabalbo da disiribui.-io das Aeces.
he nao forom concedidas todas as Arcos pedidas, o dinheiro depositado ser levado em conla para
a primeira prcslagao de duas libras esterlinas lis. 17J?"7G por cada Arrio.
Se nonhuma i'or concedida o dinheiro ser restituido por inteiro al o' lim de Abril, ao mais lardar.
A Companhia lem reservado fundos que os Direetorea raln.laoser suficientes para o pasamento dos
juros aos accionistas desde o da em que se elierluarem as prestante, c osses juros seo os meamos
que sao garantidos pelos govcinos Impcriol e Provincial depois de abenas as seccoes da Estrada
demaneiraque a imporianr.a das oniradas venrerio o juro de 7 por rente logo que estas forem
realisadas.
Os dividendos serio pagos aos Accionistas no Brazil era casa dos Agentes da Companhia nasridades
do Biode Janeiro, Babia, e Pernambuco.
Cada preslacio nunca exceder de duas libras esterlinas Rs. 1777G, por arrio, e liaver um in-
lervallo pelo menos de trez mezes entre as presiaroes.
Os quo perienderem accOes dovero dirigirte Commissao, c remelier aos Agentes da Companhia
cm Pernambuco Srs. Roihe & B.doulac, logo depois de entregaren) a importaoria do .Iciiosiio, um
pedido segundo o formulario abaixo transcripto que os Agentes da companhia fornererioroiiiunc-
tamento coni o compleme recibo pelas quan lias depositadas.
Formularia para o pedido de Acco'es.
Aot Senhores da Commissao encartegada da dislribuico das Acates da Companhia da
Estrada de Ferro entre o Recife e o Rio de Sao Francisco.
Havcndo eu entregado aos Agentes da Companhia res
ao Credilo da mesma Companhia, pero-lhcs que me conredo as Acedes correspondemos aquella
prestaco, e pela presente me obrigo acceilar aquello numero de Acroes ou as que me bouverem
de sor concedidas ; e beni assim apagar as subsequenles preslaccs quando ino forem exigidas nj
forma das Lcis que repuli a Companhia, assignando-ino por mim ou por meu losuinte procura-
dor no Livro competente Ja inscripc,io.
\SHIt.WI! m.
No me por exienso
Residencia por extenso_________
Profsso ou Occupacio_________
Lugar de Negocio seo lem_____
? J. JANE, DENTISTA, 8
contina a residir oa ra Nova u. 19, primei- ft
ej) ro andar.
r^
U
tTOL
DO MEDtf
HONIEPiaTHA.
EXTRAIIIO DE KUOFP E BOEN-
NINGUAUSEN E OUTROS,
c posto em ordem alnhabetiea, eom a dcscripcao
abreviada de ledas as molestias, a indica logica e llierapeulica de todos os medicamentos lio-
MOpataires, scu teni|.o de accao e coiicordanria.
seguido de um dicciuuario da sjsinlicacao de lodos
os termos Me medicina e eirurgia, t post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DJl. A. J. DE MELLO M08AES.
Os Srs. assignanles podem mandar buscaros seu
leinplares, assim como quem quizer comprar.
PUBLICACAO' LITTEKAHIA.
Repertorio jurdico.
E^li puhlii .ir.i.i sera sem duvida de ulilidaJe aos
principiaoles que se quizerem dedicar ao ezereicio
do foro, pois uella eucoiilrarao por ordem alnhabe-
tiea as principaes e oais frequenlcs oceurrencas ci-
vis, orphanologicas, commerciaes e ecclesiasliras do
nosso foro, com as remisses das ordeuaroes, leis,
avisos e replantelos por qoe se rege o' Brasil, e
bem assim resuluces dos Praiislas anligos e moder-
nos em que so firmam. Contm semelhaiitemenlo
s decises das questoes sobre sias, sellos, albos a
novos direitos e decimas, sem o trabalbo de recurrer
colleccao de nossas leis e aviso avulsos. Consta-
ra de dout volume em oilavo, grande fraucez, eo
primeiro sabio a luz esla venda por Sfl na loia de
ivrosn. ti e Kda praca da Independencia,
zia da Boa-Vista, na ra Velba n. 42.
No pateo do Livramento Sobrado da
esquina n. 1, da-se bolos de vendagem a
80 rs. a pataca e armam-sc bandejas de
IjoIIos de todas asqualidades, por menos
do pie em outra qualquer parte.
Tiocam-se notas do Banco do Brasil
porsedulas: na ma do Trapiche n. i,
segundo andar.
Precisa-se aiugar dous ptetos capti-
vos, dando-se o sustento, para traballiar
nesta typographia: na liviana us. (ie8
da piara da Indepeendencia.
Candida Hara da Pai\ao Rocha, pro-
fessora particular de instruccSo primaria,
residente na ra do Vijario do bairro do
Recife, faz scienle aos pas de suas altiin-
nas, queacha-seaborta sua nula, uaqual
contina a ensillar as materias do cost-
me, e admitte pensionistas, meio pen-
sionistas e externas, por piceos razoa-
veis.
LOTERA da provincia.
O lllm. Sr. tliesoureiro manda la/.cr
publico, que se acham a venda na thesou-
raria das louteiias, das horas as o da
tarde, os bilbetes da secunda.paite da
primen a lotera da matriz
desta eidade, cujas rodas andan) no
29 Jocorrente mez. Thesouraria das ujjv
terias de mano de IS.'j. O esen-
vao, Antonio Joto Duarte.
PARA LUTO.
Apronta-se dentro em T> dias vestuarios
completos de merino por mdico pi ero,
na rita Nova n, 52.
San-Jose
'ia
CA.SA UOS EXl'OSTOS.
Precisa-se de amas para aiiiainenljr eriancaa na
casa dos cvposlos : a pastas qoe a isso se queira de-
dicar, leudo as liabilUarws ucci-s.ari.is, ilirija-se a
nesiiia. no pateo do ParailO, que abi achara cura
quem tratar.
Na fabrica tranceza de calcado, no aterro
da Boa-Vista n. 52,
admilte-sc aprendizes de 10 a 16 anuos de idade,
com preferencia orphAos: as pessoas que liverem
meuinos ueste raso, sirvamse dirigir a fabrica ci-
ma referida para tomar coiilieciineulu das condicoes
elavrar o corapelente roulraclo.
At ., ao.
Alniu-se_o segundo.andar do sobrado da rua do
Jardim n.TI, com bastante comiuodo para grande
lamilla, e bastante freso : us preleudenles oroca-
icm uo paleo do Carino n.!, pruueiro andar.
Precisa-se de 900(000 ri, a juro* sob peana-
rea ile uuro : quem quizer dar aniiuucie.
ssoc.acjo Cutiiiiiei't'in 1
Beneieete
A commissao enearregada pela Atsociarao Com-
inercial Kcnclicenlepara distribuir soccorrs iscla*-
ses necessiladas do bairro do Kecire, faz saber a
quem se adiar nessas circuinslaucias, que pude pro-
curar a qualquer de seus membrus em suas residen-
cias abaixo designadas a qnalqi 'jr hora. A commis-
sao estando disposla a nao se poopar a quaesquer es-
forcos para bem desempcn.'iar a miaste que llie foi
confiada, roga as pessoas que liverem coiiliecimenlo
de que qualquer pessoa em suas visinhancas se ada
no caso ile precisar de soccorro, mas que por qual-
quer circunstancia nao npossa solicilar, queiram ter
a lunilla.ir de assim Ih'o indicar, alim de prompta-
meule seren ministrados os necessariosauxilios,
Autonio Alves Barbosa, rua de Apollo n. .10.
JosTeiieira Bastos, rua do Trapiche n. 17."
Joao da Silva Kegadas, rua do Vinario u. i.'
D-se 008 a quem dr por garanta una prela
que saiba cozinhar odiarlo de urna casa, ficandu ella
fazendo os serviros pelos juros ao lempo que se con-
veucionar: a tratar na praca da Independencia
n. 3.
i\a loja das seis
portas.
Em fenle do lAvramento.
Itiscados prclos para lulo a meia palaca, nieias
pretas do algodao a palaca o par, diales de cadoce
proprios (.ara andar em casa a duas patacas cada un,
editas escoras de tinta segura a meia palaca o cova-
do, o oulras Bailas fa/.endas por preco eommodo.
I'liilip l-'raukel relira-se para fura do imperio.
AltltliNhAMENTO.
A loja c armazcm da casa n. 55 da ma da Cadeia
do lln-ile iiinr.i ao arco da Conceu.ao, .iclia-sc desoc-
cupada, c arremla-so pira qualqaer eslblicleciincnlo
em ponto grande, para o qual lera cuuimodos sulli-
cicules : os pieleudenlts entendcr-se-liao com Joao
Vponiureno Barroso, no segundo andar da casa n.
57, na mesma rua.
Na casa da residencia do llr. Ixiureiro, na rua
da Saudade, defiunledu Hospicio, precisa-so de urna
ama de leile, forra, que nao traga consigo o Gibo,
que liver, de peild.
Oucui livor um andar ou casa terrea com eolio
no luirrn da Boa-Visla, nao sendo no Hierro, para
aiugar, annuncie para ser prucurado ; paga-se sem-
preadianlado.
Para o servieo do HOSPITAL DE
NOSSA SENHORA 1)0 LIVRAMENTO,
precisa-se de dous mdicos: a tratar na
rua Nova n. G9.
No hospicio da Ponha e no ronven-
todoCarmn desta eidade, esto rolloca-
das duas caixinlias para nelias seren de-
|Mitadasas esmolas, destinadas ao HOS-
PITAL DE NOSSA SENHORA DO LI-
VRAMENTO.
A.s&OCa$iu Com murcia I
Beficente.
A commissao nomeada pela AssoriaiAo Commer-
Cial Beuelicenle desla praca, com o lim" de soccorrer
as pessoas necessiladas e desvalidas da frcgnczia da
Boa- isla, por oceasUo da epidemia reinante, pre-
vine a quem esliver era taes eircum.launas, de pro-
curar a Joao Malbcus, rua da malriz n. IK; Manuel
Icneu.i Bastos, rua da Alegra n. 7 ; Vicente Al-
ves de Souza (.arvalho. Rstaneia I desde as 7 horas
da 111.1i1l1.ia as !l. c a tarde das i horas em (liante:
em caso ursente. pornu, serio soccorridos prompla-
ineiile a qualquer hora. A commissao desojando
aceitar na forma de distribuir os soccorrs, roga en-
carecidamente a todas a, pessoas .mais condecidas
desla Ireguezia que liverem percila sciencia do os-
lado de prcciso de qualquer familia, sediguemde
a informar alim do ser com prouiplidaj allendida.
Recife S.I de fovereiro de I8S6.Joao Mallieus, Ma-
noel leneira Bastos, Vicente Alves de Souza Car-
Taino.
Precisa-se de nma ama forra 011 captiva para
lodo o servieo de nina .asa de pequea ramilla ; na
lua de cera da rua do Livramento n. :ili,
O aliaixo issignado deivou dosercaixeirndo
>r. Francisco lavaros Correid desden da l.i de mar-
co..Manoel de Souza Sa.
Francisco Pires Machado Porlella v.d Eu-
ropa.
llorii.nl 1 un Pacheco da Silva
Hio tirando do Sul.
retira-so para o
I illa de llarreirot II tlr marro de 1 .">.
(I aliaivo assignado faz scienle a vicario Manoel
l-erreira Borgesea lodos os memliros de sua familia,
que, com o auvilio da Dos goza de saude rom o sen
I1II10 .lellerson e raai "pessoas da casa. Adverle lam-
liein, quo, em quaulo correr unpresso este aviso, em-
hora esta dala, devem lodos licar Imnqailisadot,
pois que qualquer agilacao que appareca em dispo-
sirao deuossai faculdades phvsicas, muda-se de vi-
so. O lempo nao esta de grars, exige niesmo que se
lomem estas cautelas : a hvgieiinc publica em seus
conselhos recommeuda que se cvileni eveessos de
cuidado-, quo sao nocivo*, mxime em lempo epid-
mico.l'irmino Lucas de A/.evedo Soarostiordo.
A ei'fermaria do consistoi io da ir-
inandade do Divino Espirito Sanio em
Sao-Francisco, ja' annunciada, acha-se
provida dd mais neeessat io para rcehei
aos seus irmaos desvalidos que venltama
ser aocommettidos do cholera : roga-se,
us, aos irmuosda mesma irmandade,ou
a quem tenlia cooliecimento de alguns
(lestes, participem ao irmao jui/., escri-
vao, ou thesoureiro, alim de que sejam
recolbidos pela mesa e halados da me-
Ihorlrmaque for possivet.
Gommissad de beneficencia da freguezia
de Sanio Antonio.
A commissao abai\o assijjnada da fre-
rjuezia de S. Antonio enearregada por
parle da associacao eommeicial beneli-
een le de soccorrer a pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas (pie precisaremde soccor-
rs, queiraoentender-se a qualquer hora
na rua Novan. 7, casa de Antonio Au-
gusto da Ponseca, na rua do Trapiche n.
V0, (le Thoma/. de l'aiia, e na mesma rua
n, ~ili,d(-Saliisliauode Aquino Ferroira.
Pernambuco 25 defeverciro de 1856.
Salustiano de Aquino Ferreira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Tliomaz de
Paria.
Precisa-sede urna ama secca, para
casa de pouca familia, no Atcrroda Boa-
Vista n. 2(i, secundo andar.
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o


Agencia de passaporte c follta corrida.
I.I.iii.Imiii do llego Lima tira paanporle para fura
do imperio, e lollu corrida, por proco eommodo e
presteza : na rua da Prnia, prfmeiro andar n. .'l.
Aluga-sc a loja (lo sobrado, silo no largo do
Paraizo n. -"i, propria para cocheira ou onlro qual-
quer eslabelerimenlo : qoem pretender, dirjanse ao
I 11 inri i o andar da mesma casa.
nilLICACAfISCICMIFI.
Oiicrse aiugar um esrravo para scivicn de
casa: a tratar na rua do Trapiche n. IC, segundo
andar.
Precisa-ie
liumem solleiro:
n. I).
aiugar um criado para servir a um
a Iralar na rua do (Jueimado, luja
o artista cm daguerrcolvpo do aterro da Boa-
Vista n. lerceiroandar, avisa ao respeitavel pu-
blico, que lem de sesuir minio brevemente para a
corte do Rio de Janeiro ; aquellas pessoas que qui-
zcrein possuir um perfeilo e lid retrato devem apro-
vcitai-.-( do pouco lempo que resla de sua estada era
Pernamliuco. A galeria e ollicina estar alierla das
i) horas da manida as i da lardo, seja qual for o
lempo.
Aluga-sc urna carrera propria para conduzir
agoa por eslar preparada com pipa : quem a preten-
der, dirija-se a rua de Hurtas n. :1X, das ti as II hu-
as da manliaa, c das :! as 3 da larde.
MODAS l'RANCIi/.AS.
Madainc Millochean Bnessard lem a honra de par-
ticipar a. seuhoras suas freguezas, que pelos ltimos
navios franceses lem recebldo um lido sorlimenle
de vestidos de blondo bordados com as maulas ir-
maaspaia casamento, ricas apellas de llores de a-
rangrira com os caixos para euleitar o vestido, col-
larinbiis e mangas lo hico di-ulele e de cambraia
bordada, ricos cnf.ites para caliera, chapeos para se-
nhora, litas de velludo prelo de todas as larg.....~,
galoes o trancas pretas, mantas de bico prcto, tuvas
do malla pretas, lisas o bordadas, lencos de cam-
braia de ludio e mais fazenilas de eoslo e barato : na
sua loja u. I, noalcrro da Boa-Vista.
Precisa-se de um caixeiro para Hiberna, brasi-
leiro ou eslrangeiro, aimla mesmo que nao (enlia
pratira, e que di- rouhccinieiilo de sua conduela : na
litara da Boa-Vista n. |-J.
O abaixo assignado, participa ao respeitavel
corpo de commcrriii e ao publico em geral, que os
Srs. Jos Antonio Bodrigues Canuto e Jovino de
Souza lien deuaram de ser seus cavros desde o
dia l do correte. Recife l.'i de marco de IK."i<.
J. Falque.
Florencio Marlins da Silva Borges relira-se
liara a Kurjpa a Iralardesua saude, c ileiva porseUS
bstanles procuradores, era primeiro lugar o Sr.
Joao Jos Lopes da Silva, em segundo o Sr. Jos
Antonio Ferreira, e em lerceiro o Sr. Domiugos
Beruardino da Cunha.
Iinlieliiia do Espirito Sanio tiuimaraes, viuva
de Agoslinho lerreira Seurs tiuimaraes, por eus
bastantes procuradores Domingos Jos Ferreira tiui-
maraes, Candido Alberto Sodrc da Uotta, convida
aos ci i. luir- de sru fallecido marido, alim de com-
parecerom no dia 18 do correle, as 10 lloras da ma-
nhaa, no escriplorio da Sr. Candido AlbeitoSodr
da Molla, c deliberarein como julgarem conveniente
a seus iuteresses, sobre a liquidarao dos bens que
existen! para pagamento de seos dbitos.
A prela .Augola) por nonie Maria l.uiza. que
dosde dezeuibro do anuo prximo paseado, cosluina
ilianaraenle ir vonder agua no Recife e ollar para o
Monlcirn a noile. a qual deivou de vir desda a noile
de Ll do crlenle ; quera della livor milicia queira
mu ociar por osle Diario ou participar a Francisco
Manuel da Cunha Medeiros, ou mesmo na loja do
Sr. Manuel l.uiz tioiicalves, na rua da Cadeia do
Recife ; a referida prela lem os signaos seguidles :
baila, bastante grussa, cor fula, pos apalbelados, Ira-
zia na rabeca um pequeo cailo com alguns gne-
ros eomcslivcisemoccasino da volla, vestido de zuar-
le azul ja velbo.
Convida-se ao respeitavel publico aexaminar
os retratos de dogaemotypo e cleclrotvpo lirados
pelo artista do aterro da Boa-Vista n. \, lerceiro an-
dar, e que so acham cm exposifao pobliea na rua
do Collesio. armazcm de leilOCJ uo sr. Marrolino.na
roa da Cadeia de Santo AnUiuio, no caf dos arcos
e na rua estrella do Rosario n. 17, loja de billwtes,
Precisa-sede tima ama de leite para
crear um menino de poneos mezes, oqual
he muito manso,e paga-se bem, agradan-
do ; no Aterro da Boa-Vista n. 2(i, segun-
do andar, e gratilica-se bem a quem (i-
ver noticia de alguma ama e a levar a'
casa cima.
Aluga-5e o primeiro andar do sobrado da rua
llireila n.!), caiado e pintado de novo ; quem o pre-
tender, dirija-se a roa do Rosario da Boa-Vista n.l.
O Sr. RomSo Antonio da Silva Alcntara dei-
xou de ser administrador do armazem de Carvalho
v Companhia, uo caos de Apollo, do qual licam en-
carregadus Carvalho iV Quinaran.
Precisa-se de una ama quo lenlia bom leile e
nao teulia lilhos, para criar um menino de IS dias ;
nao prensa que lava neir engumme para o mesmo :
na rua llireila n. til;,
assa portes.
Tiraiu-
eorrem-se I
passaporles, despaeham-se escravos e
Illas ; para este um, procuie-se na lila
''"'-,l"'......do.-,, loja de nuudezas do Si. Joa-
quim Mouleiro da Cruz.
f K0.0N8ULT0I.I0II0M(E0
2 PATIIIGO. 1
Rua das Cruzes n 28. W
Conliniia-se a vender os mais acrelilailos 0
medicamentos dos Srs. Castellao e Weber, -,?
iuluras e era gleboloi, i arleiras de lo- ^'
Acham-.p no prelo as I.NSTIITICOKS HE III-
RBITO PUBLICO ECCLESIASTICO pelo Dr. Joa-
quim Villela de'Castro lavares, lente da Faruldade
de Direilo desla ciliado ; e por estes dias era distra-
do pelos Srs. subscriptores o primeiro roame d'esla
interessenle obra, para imprcssSo da qual os editores
se nao lom polipario sacrificio algum, leudo so-
mente em mira presenta-la ao publico nitidae **-
seadainenle impressa, em lionsivpo- e ptimo papel.
Esse volme, pois routendo de 320 a :i(o pagi-
nas, em elegante formato, arhar-sr-ba a venda do
da til ile fevereiro em diante, na livraria dos edi-
lores. Ricardo de Freilai &.C. esquina do Collegio
n. 20, ao preco de tiyKKI rcis, para M nao assignan-
trs e ahi, bem como em iniln das pessoas que se en-
rarregaram de agenciar assignatur.is, sera distribui-
do nos Srs. subscriptores, mediante a entrega da
primeira prestacAo de sua assign dura [afJOO reis; e
licando asegunda e iillinia pieslacan de igual quan-
lia, para ser aua na occasio da entrega do sequn-
da roame, queja se ada uo prelo; recebendo an-
da c-le anuo o lerceiro e ultimo roame sem raaisre-
Irihuirao alguma.
Aipiellessenhores que quizerem ainda snbserevef
pdenlo fate-lo nesla provincia na livraria dos edi-
tores c era casa das pessoas enrarregadas da subs-
cripcao, c era oulras provincias era casa dos respec-
tivos agentes, al a publicaran do segundo volume ;
por quanlo des-a data em diante a obra lmenle se
vender por 159000 reis o exemplar.
l.m faceras enormes desposas que sao obrigado a
lazer rom a presente iinpress.'in. nao podera os edi-
tores deivar de exigir dos Srs. subscriptores (sem
exceprilo a immediata entrega *dc sua respectiva
prestaran loro que Ibes seja apreseiltado 0 primeiro
volume; porque do contrario, ver-se-liain na ne-
cesjidade de suspender por ora a impresso dos
iieardo di i'reilas .\- C.
Prccisa-se do um [orneiro ; na padaria da rua
llireila n. 69. l '
Precisa-se de ama ama secca para esildar do
Iralamenlo de nina enanca dr Sannos: quem se
quizer prestar, appareca no paleo do Carino, sobrado
li. '.I, que sera bem pago.
C. SXAUK &C.
rcspeilosaniente aniiuiician que no seu extenso es-
abelecimeulo era Sanio Amaro,ronliiiii.ini .i fabricar
eom If niaior perfeirio e prompIldaO, loda a qual
de ile inachiuismo para o uso da asricoltnra, na-
Mrar.io c manufactura; e que para maior com.....lo
de seus numerosos lrcguez.es c do publico em goral,
lecm abarle cm um dos grandes rmaseos no Sr.
Mc-quita na rua do liiuin. atraz do arsenal de nia-
ruilia r
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seo eslabelccuneulo.
All acharan os compradores um coraplelo sorti-
ineulo de uioendas de canoa, com todos os melbora-
incntos (alguns delles uovos o originaos) de que a
experiencia de niuilos anuos ton mostrado a ueces-
siriade. Machinas de vapor de baixa o alia pressao,
laixaa de ludo lamanho, tanto batidas cuino fiiudi-
das, carros de ino e ditos para conduzir turmas da
assucar, machinas para muer mandioca, prensas pa-
ra clil, fuios do ferro balido para faiinlia, arados de
Torro da mais approvada couslruccao,
alambiques, envos c perlas para fornalliasT
inlinidade de obras de ferro que seria eiifadonho
enumerar. No mesmo deposito existe nina pessoa
iiilclligenlc o habilitada para receber Indas as eu-
coniinendas, ele, ele, que os auuuuciautes contan-
do com a capacidadode suas olliciuas e iiiachiiiisuio,
e pericia de seus ofliciaes, se comprometiera a fazer
execular, com a maior presteza, perfeicAo, e exacta
coiil'onnidade cora os modelos ou descuios.e instruc-
res que Ibes forera fornecidas.
O abaixo assignado, anligo pbarmaceutico, at-
(endendo a que eslao boje a testa da sslubfldade pu-
blica mdicos distinctos por seu car.icierle illustia-
|cAo, como os Srs. Drs. S.i Poreira, Fumo e Pogge, e
coiibecendo quo a epidemia leiuaulc ai desenvul-
veiulo ura carador as-oslador de surte que minias
pessoas logein daquellas casas onde infelizmente
lem lallecidu algum cbolcrico, faz icieole a essas
pessoas que queiram deseufeclar as suas casas con-
Yenienleraenle, para que se dirijaui ao abaixo BSiis-
uado, morador na rua llireila u. H8, segundo andar,
onde o encontraran rom os reagenlcs e apparelhos
neCfSSSrioa para as lumigaroes cbloricas. Pomiga-
coes guyluniauas ou de Gyton de lorvcau, ou by-
Kieuicus, e bem assim as romigacoes nitricas ou de
Siuith: cora as primeiras de cada porrao que zer,
desciileclara um espaco de it pos cbicos e com as
segundas 10 ; i|uau(o ao mais lem seguido a upimao
dos melbores autores menos quaulo aos movis, por-
que nesses usa de um reagente dillercnte que os n.io
prejudica, o antes os turna mais lustrosos. .Militas
pessoas, leudo visto coutinuar a uiorlalidado cm suas
casas, nao. obstante asfumigaces follas com alca-
Irju, breu, salitre, riixofre ele, sera resultado al-
gum, so lem dil irido^tr-wbaixo assignado, c depois
de ciimpriieiu a risca o que elle Ibes lia prescriplo
lecm visto com prazer cessarem os casos lalaes, e os
doenlcs niellior.iroin incbilineiile.
Jo)c da Rocha Prannos.
Vende-sc azeile de carrapalo a 31560 a caada,
milhii novo a 39-500 u llojueire, medida vclha : na
rua da Cuia n. 64, armazem, das S huras du dia as
i da tarde.
Camisolas de
laa.
Vendem-se camisolas de laa, proprias para escra-
vos, roberlnres de dous pellos mili grandes e pro-
prios para fazer suar : na rua do Queiuiado era fren-
te do berro da CoogragirSe n. iO.
PARA 0 GORRENTE AUNO.
Follunhas do algibera contendo o al-
m.inak administrativo, mercantil e in-
dustrial desla provincia, tabella dosdiiei-
tos parochiacs, resumo dos impostes ge
raes, provinciaes e municipacs, extracto
dealgumas posturas, providencias sobre
incendios, enliiido, mascaras, cemiterio,
tabella de feriados, resumo dos condi-
mentos e exportacao da provincia, por
>00 rs-cada urna; ditas de porta a IliO;
ditas ecclesiasticasou de padre, com are-
SadeS. Tilo a V00 rois: na livraria n. 6
e 8, da praca da Independencia.
ovas joias.
Os abaixo assignados, com loja de ourives na rila
rio Cabuga n. II, confronte ao pateo da malriz e rua
Nova, fa/cni publico, que eslao recebendo continua-
damente minio ricas obras de ouro dos melbores Sos-
Ios, lauto pai a seuhoras romo para lioineus e meni-
nos ; os procos continuara mesmo baratos, e passa-se
cuntas com re-pon-abilidade, especificando a quali-
dede do ouro de || ou IS quilates, ficandu assim
siijeitosos meamos por ipialquer duvida.
Scraplnin c\ Irmao.
AO BARATO!
Na rua do Crespo, loja n. 1. vendem-se por Indo
o preco (azendas de primeira qualidadc, para acabar
uto se nllia a precn.
Cara pila nga.
Vcnde-sf niuitn hum pei\c ecco 'carapili*iig>i
na rua Hu Qucimado, luja n I .
)!i
11
ijuc pccuiiiclia
\ ende-se casprnira preta mnilo lina, pelo barat-
simo proco de .">; o corle de calca : na ru.i do Cres-
po n. 5,
Chapees de sol do seda a .VjOOO.
Na ru.. do Crespo, loja n. .", vendem-se chapeos de
sol de cria de mnilo boa qualidade, pelo baixn pre-
co de .">; rada um.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Rua da
Scnzala nova n. 42.
Neste cstabelccimento continua a ha-
ver um completo sortimentode moen-
las c meias moendas pata engenho, ma-
chinas de vapor, c tatxas de ferro balido
e coado, de lodosos tamaubos, para
dito.
Farelo novo de
LISBOA A 4.500 RS.
No armazem de lasso Irmaos,
calves.
no becco do tiou-
Quem quizer comprar um carro
americano dequatro rodas, com asientos
pata duas pessoas, leudo aneios ecavallo
muitoardigo: dirija-sc a rua do Trapi-
chen. 40, segundo andar.
I'aiinha de mandioca.
NoarinazcmduSr. A. Aunes Jacome Pires ven-
de-so superior familia de mandioca em saceos gran-
des ; para percoes Halase com Manoel Alves Guer-
ra, ua rua do frapiebe n. I i.
No armazem da rua da Madre de Dous n. 2, ven-
dem-se garralT.es cun cognac verdadeiro, por tireco
i .1 / :n -
\ ende-se um
briolet, muito bom
Cruz n. 2(i, primeiro and
RAPE ROLAD FKAMEZ.
Vende-se esta excellente pitada, ul-
timamentechcgada de Tranca e por eom-
modo preco: na rua '
meiro andar.
atieio novo para ca-
e barato: na rua da
O andar.
da Cruz D..SV, pri-
ompv*i
Compra-sc ura cjlindro ou engenho de traba-
lliar era masca de fazer bulacbnlia, novo ou usado,
que lie para ir para o mullo : quem o livor c quizer
vender, pode dirigir-tea rua larga do Rosario n. is,
que achara com quera tratar.
Compra-se um espadador lodo branco, guarne-
cido de velludo bordado, cabo de jacarando, c que
nau seja inuilu grande : na roa du Collegio u. .
Compra-se um sepe para corlar carne : na rua
larga du llosarin n, j.
Compra-sc biccos c rendas da Ierra : no largo
do Coipo Saulo n. l;l.
Compram-se garrafas vssias para l.e-ro\ a Itl
rs.: na rua do Oueimadu u. til.
Compra-so um relogio deoum horisonlal, fen-
le de vidro ou coberio, que seja moderno, e que o
seu proco na., exceda de lllj a Oo : na rua de San-
to Amaro, laberna da quina n. S.
Compram-se notas do Banco do bra-
sil : na ruado Trapiche-Novo n. 40, se-
gundo andar.
\ ende-se salsa parrilha nova e de moiln boa
qualidade, sendo os rolo, lino-, cl.egada ullimamen-
te do I ara, e por proco eommodo : quem qoizer po-
dera dirigirse au armazem de l.uiz Jos da Cosa
Ainorim & Companhia. defr.....e da igreja da Madre
do Dos, ou a rua da Cruz n. 3, escripluriu.
Meias pretas pa-
ra padres.
Vendem-se superiores meias de lata para padres,
pelo baralissiinn preco de I9SIKI o par, dilasdeal-
goolo preas a bil 0 pr : ua rua do Oueimsdo.loia
do nuudezas da Boa Fama n. 3;,.
SaldoAss
A bordo da escuna Jos* vende-so sal do Asu\
011 a Halar com Antonio de Alineida Comes, na rua
do Trapiche n, 16, segundo a.
SUMKNIES.
Sao ebegadas de Lisboa, e acbain-se ,i venda na
roa da Croa do Recite n. (i, taberna de Antonio
Francisco Marlins as seruintes semenles de horlali-
ces, coma sejam : ervilbas torta, genoveza, e de Ali-
sla, feijio carrapalo, rovo, piulacilgo, e amarclln,
altare repolliuda e alleinaa, salsa, lmales glandes,
rbanos, rab nieles bramos e encarnados, nabos ro-
so e branco, senoiras brancas e amarellas, couves
irinchnda, lombarda, esaboia, sebola de Setubal,
segurolha, cuenlro de luuccira, repulho c pimpinela,'
e urna grande porrjo de dTereoles semenles, das
mais bouilas lluros par.ijardius.
vendem-se sacras de feijao molalinho mnilo
novo, velas de carnauba de oomposirao da melhor
fabrica do Aracalj, pellos de cabra." esleirs de pe-
ina de carnauba mullo boas, ludo por preco eommo-
do, assim como saccas grandes com milha :l.>SO0 :
na ruado Vigario n. .">.
Veude-se um terreno proprie cora duas casas
de laip.i bem construidas, no camiuho novo da So-
ledade, .po rai ao Maogninho : a tratar com l.uiz
milie- ilo Azevclo na mesma.
Ycnde-se a laberna da quina da rua da l.in-
goela n. .">, de :t portas, bem afreguezada para a Ier-
ra, de poneos landos, para pagameulo dos credores;:
quera pretender, dirija-se a mesma cm frente.
Cousas Anas ede
boMs gostos
NA LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se ricos leques com plomas, bolola, e
espclbo a r,, luvasde pellica de Jouvin e melhor
que pode h. iver a IgKOO o par, ditas de seda ama-
rellas e lira oras para homem e senhora a 11)280, di-
las de torc al pretas e rom bordados de rores a 800
rs. c 1 -2111 ditas de lio de Esencia branca, e de le-
das as coro ; para liomeui e senhora a "00 rs., ditas
para nieuii ios e meninas muilo boa fazenda a :t0,
leorinhos 1 le relroz de lorias as cores a 19, Inucas de
ISa para se nhora a 6(0, peuies de larlaru&a para
alar cabell o, fazenda muito superior a 59, ditos de
alisar lam bem de tartaruga a .19, ditos de verdadei-
ro bfalo 1 ..ira atar cabello imitando muilo aos de
tartaruga i 1 1 -2--.11, ditos de alisar de bfalo, fazen-
da muilo s uperior a 320 e 500 rs., lindas meias de
seda pintai ias para enancas de 1 a II anuos a I9NOI)
olpar, ditas de lio de Escocia tambera de bonitas
cores para 1 :raiiras de 1 a 10 anuos a 320 o par. es-
pelhos par? parede com encllenle- vidros a 500,
700, if e 1 5-2OO, toocadores com pos a l ~".(mi. filas
de velludo de lorias as cores a IfiO c 240 a vara, es-
covas finas para denles a 100 rs., e finsimas a .Vio
rs., ditas lii ussimas'com cabo de rnarlim a 1?, tran-
cas de seda de todas a- cores e larguras a .120, 400 e
500 rs. a vai '. sapalinhos de laa para crianzas de
bonitos parir oes a 2it) e 320, aderecos prelos para
lulo com brii icos e allinetes a 1s, topeas pretas de
seda para cr laucas a 19, travessas das que se usam
para segu cabello a I3, pislolinhas de metal para
chancas ) rs., galheleiras para azeile e vinagre
a 2flSr dejas muilo linas e de todos os lama-
nho' >, 3? e (9, meias brancas finas para
se- e 320 o par, ditas pretas muilo boas
a ll caitas para rape com riquissimases-
I 29501), metas de seda de cores para
i cliaruteiras muito finas a 29, casles
par... a 10 rs., pastas para guardar papis
aXOOrs.. sde armaro deaco praleados e dnu-
rados.i li-i,, c Ia200, lunetas com aro de bfalo
e tartaruga a VKl rs. e I9,' superiores e ricas benga-
liubas a -J. e a .100 rs. mais ordinarias, chicotes pa-
ra cavado 1 ei |uo.....e graudes, fazenda muilo supe-
rior a 610, M "0, 19. 19200, loOO e 29, atacadores de
cornalina paira casaca a 320, peoles muilo linos para
suissa a 500, e scova finas para cabello a 640, riilas
para casaca a [640, capachos pintados para sala a
tilO, meias hr ancas e ernas para homom, fazenda
superior a I6C'< 200 aS40 o par, camisas de meia
muito linas a 1? e 19200, luvas brancas eucorpadas
proprias para montana a 240 o par, meias de cores
para senhora i.'iuilo fortes a 220 o par, ricas ahuma-
duras de madre pcrola e de oulras minia- qualidades
e goslos para co Heles e palitos a 500 n., fivelas dou-
radas para cale as c colleles a 120, ricas filas linas
lavradaa c de loc'as as largura*, Heos linissimos rie
bonitos padres e lodas as larguras, ricas franjas
brancas edo core para caraos de noivas, lesouri-
nhas para costura o mais fino que se mide encontrar.
Almrie ludo isl 0 nutras muitissimas coosas muito
proprias para a fesla, e que ludo se vende por pre-
co que faz admin'r, como todos os freguezes Ja sa-
bem : na rua do Q ucimado, no-- quatro eautos, na
bem condecida loja de nuudezas da Boa Fama
n. 33.
Saldo Ass
Vende-se a bordo do palbalmie
tratar com Antonio de Almeida
Trapiche n. 1*>, segundo andar
s^nnes, na me e>
III
i .3 $500
-1
Vcndc-secal de l.i'boaultimamenlechegada. as-
sim como polassa da l'iussiaverdadsira : na praca do
Corpo Sanio 11. II..
Vendem-se cm casa de S. P. Jolina"
ton & C., na rua de Scnzala Nova n. 42.
Sellins inglezed.
Relofjios patentenglez.
Chicotes de tarro e de montara.
Candteirose casticaes bronceados.
Lon atingieras-
Fio de sapateiro.
Vaquetas do lustre para carro.
Barrisde graxa n. 97.
Vinlio Clierrv em harris.
Camas de ferro.
Coheitoies de aigodao.
Vendem-se cobertores de slgodSe sera pello a I9,
panno azol lino para farda a 2?(i00 o covado : na
rua do ijueimado n. 5.
L1QUIDACAO'.
O arrematante da loja de miudezas da rua dos
Qnarleis n. 24, qaerende acabar as miudezas que
e islem, vende barato afim de liqoidar sem perda
' tc.mp
NICO DEPOSITO.
Vende-sc agua dentifriec do Dr >,
re, nica para limpar os denles sj dar orJ
timo paladar: em casa dos Srs. J. Sonni
' (al.
Relo^ios
ezes de pa -
tente,
M melbore- fabricados em Inglalerra S cm ssssnaSsi
llenrv i.ibsoii. rua da CsassS do Recife a. 4*^
uelogios de ouro
inglezes
de pateada, de sanonele e de vidro \ vende -Ism
Cartas france-
zas.
pqa de miudezas da Boa l-'aniii n. 33."
Cbolas de Lis-
boa.
l.i ehegaram SS reboles de MstSBJ. e Tcndosi a
armazem de Joo Marl.ns de Barro,, SMOSM 4.
Madre de Dos n. 21. ^^ w
Em casa delleniv Biumi AC.roa da
Ci-ib n. 10, vender-sc:
Limase brins da Russia.
Instrumentos poia msica.
Espclhoscom moldura,
(ilolws para jardins.
ideiras e Sotas para jmm.
Uleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.I
A C, rua
Jranja com bololas ara corlinados, peje
l'pel paulado, resma, rde peso)
Dito rie peso, resma
'-fla de cores para bordar, libra
I entes de bfalo para alisar, duzia
Fivelas douradas para calca, urna
droza de obreias muito fin'as
Uncos de seda linos, ricos padroes
Caita de linhas de marca
Meias para senhora por
lVntesrie tari iruga para segurar cabello
(rozas de canelas finas para pennas
hilas de botaos finos para casaca
Meias pretas para senboia, dozia
Ditas (lilas para bomrm
Lacre encarnado muilo fino, libra
Papel de cores, maco de 20 quadernos
Dnzia de cnUeles
Espellioscle lodos o5 nmeros, duzia
Linhasde novellos grandes para bordar
Ricas filas esencezas e de sarja, lavradas,
largas .
Meias rruas sem rostur para bomem
lillas de seria n.2, pecS
Trancas de seda branca, vara
Caltas de raiz, duzia
Pojas de lilas de cus
l.apis finos, groza
Corda para veslbln, libra
Tooeas de blondo para menino
Chiquitos de merino bordados para menino
c oulros muilos arligos que se lurnam recommenda-
veis pur suas boas qualidades, e que nao se duvidara
dar um pouquinho mais barato a aquello senbor le-
gisla, que queira a dinheiro comprar mais b
do que se compra em primeira mao.
Con ros de cabra.
Vende-se um reslo rie cuuros de cabra, mnilo gran-
des e bous : ua rua da Cadeia do Itecife n. 57.
TAHA OS SENHORES ESTUCANTES.
Vendem-se na livraria ns. ca da Independencia, os seguintes livros
para as aulas preparatorias ; em flanee/.:
Paul et Virginio, Telemaque. em ingles :
Historia ol Kome, Thompson
(.os eommodos. ..
tango
3(800
23700
7*000
31000
100
licin
19506
240
240
i^mo
2.-000
2WMW
:tc200
3H00
imoo
00
720
29300
19600
'.100
;ts:ioo
sil
ilHI
I si a si
300
25500
15200
14200
151HX)
barato
ley.
>or pre-
Km casa de H. O. Biebet
da Cruz n. 4, vende-te :
Vtnlio de Madcira etn lil c liH Urriy.
Vinagre branco.
Tinta em oleo.
Lonas.
Brins da Kussia.
Papel de embrtilho.
Saceos de estopa.
Cemento.
Por coanmodos piceos.
ABADOS DE FEKRO.
Na undirao' de C. StaiT. A C. cm
Sanio Amaro acha-se para vtiider ara:
dos d-ferro de "-/ti. qualidade.
POTASSA CAL YIRGEI.
No antigo c ja' bem conbccido deposi-
to da rua da Cadeia do Recife, cscriptorto
1-, bs para vender muilo suoeror
fWsftsa-da HussT3Tta co Kio & Janeiro
c cal virgen de Lisboa era pedra, ludo -
prcros muito la voraveis, con OS quav* -
caro os compradores satisleitos.
Vendem-se dous pianos fortes de ia-
caruiida', consti ucc,ao vertical e con to-
dos os melhoramentos mais moderno,
tendo viudo noultimo navio de llambur-
go : na rua da Cadeia, armazem n. 8.
IECBAIIS10 PARA EH6E
.
NA rlNICAO DE FERRO IX) ENCE-
MIKIKO DAVID W. BOVV.MAX. RUA DO BRLM, PASSAXDO O oHA-
FARIZ.
ha sem pee um grande sor ment, dos secninle* e*-
jectos de mrcbanismos proprios para eui.enhos. a sa-
ber : moendas c meias moendas da mais madiini
couslruccao ; lanas de ferro fandido e hatio, de
supenor qualidade e de lodosos lmannos ; radas
dentadas para agua on animaes. de lodas as praran--
roes ; crivos e boceas de fornalhae reentra, de -
etro, aguilhoes, bronses, parafuso* ec.ivilhes, m-
uho de mandioca, ele, ele.
XA MESMA Fl.NDICAO.
ie eiecutam todas as enrommeodas con a
nriarie ja ronheciJa, ecom a devida presteza e
modidade em preco.
REMEDIO IMCOMPARVEL.
O 9 A.
confronte ao Rosario de Santo Antonio, recebeu cai-
- com luscoitos muito proprios para convalesceiica,
procos eommodos.
vas
porp
Xa travessa
encadernaeao,
Con;:
bom estado as scguinlusobras
8eni>a.

i
8
dos os lmannos mnilo era cunta.
Tubos avulsos a 300, H00 c I5IKHI.
I nuca de tintura......-_'-O00
irt; lubos c liaseis v.i/ios, rollus de crlira
3 p.-.ra tubos, t ludo quanlo he necessariu pa-
V.' '> o uso da li..........pallna. vT,
I'recisn-se aiugar um prelo escravo par servir
em una casa de hornera sulleiru, e que seja liel : a
Iralar ua rua du Qoeimsdo, luja n. 20.
\ eiidem-se na serrara da ma da l'raia 11. 15,
prauclioes de piiho com lli pos, ja'serrados a 5 lios,
e lambem se vendcni na mesma serrarla ptimas pe-
dras de tillar.
Cobertores
v A 300 RS.
endem-se cobertores de algndSo mnilo encorpa-
dos: na rua de Qneimado n. 10 em frente do berro
da l.ongregac.'io.
aieta.
Vende-se haela 1 rei.n,,, a ,-(, 0 Mvaj0 e
oui peca a OSO : ua rua do Crespo 11. It.
onia.
; prunas de ema
ua U)iigregae5o, loja
vende-se em muilo
dediieito :
LizTci.veira, Ferreira Boiges.Gouva Piu-
lo,, Urdcnaeoes do Koino, Delvencourt,
Rottlav Dati, Diccionario de Econoinia
Poltica, par Mallos,Joo Baptista Sav,
Mello Freiie. Cdigo Criminal, Constitui-
ro do Imperio, Couto, Rogrou, Castas de
um americano do Norte, Comentario de
l'ilanjjiere, Regtilamenlo Militar.
Pennas io
Vendem-se mnilo boa
da Cadeia do Kecile n. 57
Vendem-se sacias com 2, 3 e arrobas de su-
perior gomma de aramia : a tratar ua rua do lirum,
arma/era n. 22.
Vende-se ac em cunlielss de um quintal, por
preco muilo eommodo : no armazem de.Mr. Cal-
mo ni A Companhia,praca do Corpo Santo n. It.
Vende-se na praca da independencia n. 36 e
38, papelao n. 15, 20, 30, ale 50.
Vcndem-se na rua da Marire-du-Deos 11. 2,
saccas rie alqueirc de superior familia de mandioca
a U3OIIO r.s. a saeca.
Veiideiii-seespingardas francezasde
dous canos para rara, e muito em conla:
na rua da Cruz n. 2, primeiro andar.
vendom-se saccas com muilo bom niilho : no
raes da al laude-., armazem de J. J. l'ereira de
Helio.
v PA1A A SEIASA SAMA.
Venuc-se na livraria ns. G e 8 da piara
da ludependtmdaTManual da Mista e Ho-
ras Mariannas. por procos eommodos.
CORTES DE CASSA PARA QUE1I ESTA' DE
l.l'K).
\endem-se orles de cassa prela muilo miuda,
por di.ninutn preco de 25 o corte, ditos .le cassa chi-
ta do bom goslo a 23, ditos a 2500. padres franre-
zes, alpaca de seda de qoadros de lodas as qcalida-
desa;20rs. o covado, laa para vestido l.imbem de
quadros a ISO o covado ; lodas estas blenda ven-
dem-ae na rua do Crespo 11. .
Vendem-se caixinhas com lentos mui-
lo lindos, para jogos diversos e por mili-
to barato preco : rama da Qm n. '20,
primeiro andar.
Cognac verdadeiro.
Vende-se cognac superior em crralas: na rua da
Cruz 11. 13.
\ ende-se um cabriole! lorio piulado e forrado
de novo, com arreos, be bastante leve, sesoro e ho-
nito: para ver, na roa do Hospicio, csqoiua deCa-
marlo, loja do Sr. Candido pintor do rarrosl, e a
Iralar, na rua do Collegio n. 21, primeiro andar.
.Superior familia rie Sania Cithai ina ; vnde-
se em saccas: no armazem de Paula l.opcs, na es-
cadinha da allandega.
Vende-se por o rs. o tratamento da
cliolei.i-moihus: na livraria n. (i e 8, da
piara da Independencia.
Taixas pura engenho-.
Na fundicao' de ferro de D. W
Bowinann, na rua do Brum,passan-
do o cliafariz continua havor mu
PlLULAS IIOLLOWAV
Esle iiiestimavelespecifico, romposlo inleira
le de hervas medicinaes, nao conlem merrine, nesa
Siguana outra substancia deleelerea. Benigno a au
leura inl.iiiri.1. e a rompleicao mais delirada, he
igualmente pruiuuto e seguro para desarraigar o mal
ua rumpleicao mais robusta ; he inieirasnenle !-
cente em soas oper.ic.it e efleilos ; pois basca e ro-
move as doenca de qualquer especie e creo, per
mais antigs e lease que sejam.
Entre militares de pessoas curadas coa esle re-
medio, militas que ja estavara as portas da marte,
preservando em seu uso, conseanirasa rr< obrar a
mu Je c Torcas, depois de haver tentado ioelila
lodos os oulros remedios.
As i.....- ai Hiela- nao devem enlregar->e a i
racao ; facam um competente ensaio dos entrares
elloilos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
pera rao o beneficio da saude.
.Nao se perca lempo em tomar este remedie para
qualquer da sfguintesenfermidades:
completo soiliinento de taixas de ferro
fundido e batido de a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
com promptidao* :
carregam-se em carro
sem despeza ao comprad
preco eommodo e
embarrain-se ou
ao comprai
!or
Vende-sc um piano de Jacaranda, umbercinbo.
um loncador, ludo por preco eoiniiiodo por seu dono
se retirar para fura na na do Cabuga, loja do Sr.
tiuimai.ies se dir quera vende o ditos ohjectos ; o
loncador lera torio* os seus vricos de ebeiro.
Ycciiloiiti'M'i'ilepllco.
-Vlporras.
Ampolas.
Arcia mald';.
Aslhma.
Clicas.
Convulsoos.
Debilid.idc ou evlrnua-
c.io.
Dcblidadc ou falla de
lorca para qualquer
censo.
Besiatera.
Dor de jtarganla.
i' rie barriga.
o nos rius.
Dureza no veulre.
Enlermidade no ligado.
>cuerea*.
Enxaqueca.
Ervsipela.
lebre biliosa.
iiilermiltenle.
lebre loda es|cic.
iota.
I lmur i Imilla.
Ilvdropisia.
Ictericia.
Imlisesliie*.
lnllamin.ic.n*
Irrcgularidade dai
Iruarao.
I.ombnga de l.-Jat-pc-
cie.
Mal -de-|>rdra.
Mam lia- na culis.
llbsIruccAo de ven Ir.
I'htisiraou consum au
pulmonar.
ReSeaajte d'outina.
Hbruiiialismo.
Sj T'omas secaadarioa.
I emores.
tico doloroso.
I Ierras.
Vcu.rii. -pal.

-
1
0
V
VeSMSem-se rt.i* pilulas uo eslabelecimenlo prra|
de Landres, u. 244, sirand, e na toja de InOW es
li'ilicario, drgatelase aullas pessoaenrarregadas
.lesua vendo em toda a America do Sol, llavaata o
Despalilla.
\ ende-sc as bocelinhas a 800 rs. Cada urna della
contera una itistrurcao em pm tugue/ para esplKar
o modo de se usar desla |ulula-.
O deposito geral he em casa do Sr. Soam r*ar-
maceulico, na rua uja Cruz u. 22, cm Fnna
buco.
($-&o uf\ii>o>.\
..0111111113 andar fgida a prela Merenri-, ri-
oiil.i, idade de 2H a 'tu auno-, pouco n,ai< uumm.
com os *ignae *eeuinle* : lalla de denle* na frente
. i Oma da oielba* rasgada proveniente dos hunco*
Alomnos de vento lejoasnapefarleve-aaraja du liium, armazem d
omhombasdcrepuiopara regar borlas e haua, I assneat n. 12, que cr bem gralilicado.
decapini .nafuralicade l). W Buwmau: uarua I ________________-___________________________
do lirum us. (i, be 10. I ptit.N. .- 1VP. DB m. F. UK KAKI A. l&t-
A
MUTIL AD^
ILEGIVEL


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