Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07314


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Full Text
AUNO XXX1L N. 19.


Por o mezes adiantados ftfOOO.
Poi- ." meses vencidos 1*500.
IH!I \ Hll!\ IS UE MARIO lll 115$.
9
Por auno adianlado I5f000.
Porte franco para o subscripto' .
KM xIUlH. Alms ii \ Sl'IISCRIPCAO' NO XOHTK-
Panhibi, o Sr. Garvuio T. da Natividad* Natal, o Sr. Joa-
Suim I. l'erelra Juaior; Araoiiy. o Sr. A. de Leos Braga ;
eir, o8r. J. Jote daOlireira ; Maranho, o Sr. Joaquim Mar-
que* Rodrigues ; Piauhj, o Sr. Domingos Herculano A. Pestoi
Cea rente; Para, o Sr. Jusliano J. liamos; A me ion as. o Sr. Jero-
n y roo da Coala.
PARTIDA DOS CORIIEIOS.
Olinda : lodoi o dias.
Caruaru Bonito Garanhun: nos diai 1*15.
Villa-Bella, Boa-Vista. Kiu' a Ouricury : a 13 a 28,
Goianna e Parahiba : aegundas e leilas-feirai.
Victoria Natal : as quin tes-ft i ras.
AUDIENCIAS DOS TRIIH'XAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio : quartas* sabbados.
Relajeo : lereas-feirai e sabbados.
Kazenda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia
Juizo deorpbaoi : segundas a quintas as 10 boras.
I Prime ira vara do civil : segundas a seitas ao meio-dia.
{Segunda vara daeival' quartas sabbados ao meio-dia.
EPDEHERIDESDO MKZ DEMARCO.
6 Loa nova asfi horas, 19 minutos. M segundos da tarde.
18 Quarlocrescenle aos 18 minutos e W segundos da tarde.
21 La ebeia a 1 hora, SSmioulose 48srgiindojda urde.
29 Uuarto minguanteaos 13 minutse 48segundosda tarde.
PltEA.xIAP. DEIIO.IE.
Pnmeira as 3 horas a *- minutos da tarde.
Segundeas i horas a 6 minutos da manha.
DAS DA SEMANA.
17 Secunda. S. Patricio b. ap. da Irlandia : S. I.crlrudcs v.
18 Terca). S. liabirol arcanjo : S. Narcizo are. m.
1!) (.marta. S. Jos Esposo da SS. Virgeni HSi de Dos.
20 Ouinta de Endoencas S. Martinbo Uuiniense are.
21 Sena da Paiio S. lenlo ad. : ij do rneio dia em diatili'.
'-- Sabbado da Allrluia Ss. lla/ilissa -;- ni.- ao rneio dia.
23 Domingo. Paschoa da Reurrcc.ao. S. Vieluriano.
i:\ vrreMwos da si icm mi", ao no mi..
Alagoas, o Sr. ClauVino Falcao Dias ; Baha, o Sr. D. Duarel
Rio d* Janeiro,oSr. Joto Pereirt Martina.
EM PERNAMHI CO.
O proprietario do DIARIO Manoel Figuairoa da lana, na rara
livraria Praca da Independencia na 8.
PARTE QFPICIAL
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expediento o la 15 da marco.
OHlcioAoExm. marechal eommandanle das ar-
mas, dizendo que para poder resolver acerca do pa-
gameulo da forragem, que compele aos alferes l.uiz
Vicente Vianna, e Raimando Nonato da Silva, que
e-liveram destacados, o primeiro na comarca de
Uaranliuix, e o segando na do Breju, faz-sc ciflMI
rio que S. Etc. declare em quanlos dias deveriaip
elles regressir das ditas comarcas para esta capilal.
HiloAo mesmo, para mandar apreseutar com
urgencia ao vareador da cmara municipal desla ci-
dada, Manoel Joaquim do Reg e Albuquerqae, u m
soldado da cavallaria para levar olTicios povoaco
de Podras de Fisgo.Communicou-se ao menciona-
do vareador.
DitoAo inspeclor da thesouraria de Calenda, re-
coramendiudo que mande adianlar ao coronel Ma-
noel Muniz Tarares, mais um cont de ris para oc-
correr ao pagamento das despezas a fazer com o hos-
pital regimenlal dos cholencos.l'articipou-se ao
marechal eommandanle das armas.
DitoAo mesmo, mandando alionar a Joaquim
Jos de Alireo, encarregado da compra de geueros
para o fornecimenlo dos liospitaes eslabelecidos oes-
la cidade, a gralificacao mema! de 1009 a contar do
dia i de fevereiro ultimo.
DiloAo mesmo, communicando, alim de que se
faca o devido descont, que o juiz de direito da co-
marca de Uaraolions abonara ao acadmico l.uiz
Aurelio de Godoy e Vasconcellos. por coula dos ven-
lmenlo com que fora contratado, a quaulia de
303000 ris.
DiloAo mesmo, inteirando-o de liaver o juiz de
direilu ala comarca do l.iraoeiro, hacliarel Antonio
Manoel de Aragao e Mello, participado que no dia
12 do corren le reassurairaoexerciciode seu cargo.
Igual coinmuuicacAo se fez ao cousellieiro presiden-
te da retacan.
DitoAo mesmo, recommeoJando que mande
abonar ao|coaselho administrativo do patrimonio dos
orphaos, a quanlia da l:000s paraoccorrer uo paga-
Syuenlu das despezas que se lem feitocom o Irata-
menlo dos orphaos e orphaas que nos respectivos
cnllegios leem sido accommettidos da epidemia rei-
nante.Communicou-se ao presidente do referido
conselho.
DiloAo ebefe de polieia, declarando Laver ex-
pedido ordem a thesouraria provincial para ser pasa.
estando nos termos legaes, a conla que S. S. remel-
teu da despeza feila com o sustento dos presos po-
bres da cadeia de Flores, desde o primeiro de Ja-
neiro' al29 de fevereiro desle anno.
9 DiloAo director doarseual do gatera, para man-
dar alistar na companhia de aprendites daquelle
arsenal, depois de lavrado o compelenle termo,
os orplios meoores Luit Josc oncalves e Jote
mente por Vmc, como principal orgao da ni.....n
sociedade, e conseguinlcoiente esperava que, nao
smente as dietas, mas tambem o servico ordinario
da casa sanitaria, nao correriam por contajdos cofres
pblicos, ja miiitissimo sujicarregados com uniros
bospilaes, qac segundo i opiniao da commisso de
hygiene, devem ser rcduzidos, nao so pela gara] re-
pugnancia que, com razas) ou sem ella, mostrara os
enfermos em se recolherem aos poslos mdicos, co-
mo pelo manifest decrc-cimenln da epidemia tiesta
Capital.
Ora, leudo ja o governo feito nao^fequ^na despe-
za em montar a enfermara de^fue Vmc. se quer
mu generosamente tncarregar, parece que o mais
devera realisar a sociedade homeopalliica, para que
a sita caridade e philanlropia realcem de orna ma-
ueira digna dos maiores elogios.
Todavia, senio for possivnl i^Htciedadc homeopa-
Ibica beueceule satisfacer a minha especlaliva, es-
lou prnmplo a auxilia-la. como o permillircm as cir-
cumslanrias, ja riiut aperladas da thesouraria, com
lano que, se nao posa dizer que se fallou a po-
breza soflredora cora um meio que pode suavisa-la
no flasello que actualmente nos persigue.
hiloAo delegado de Santo Aniao, mandando
considerar exmelo, em vista das parles por Smc.
dirigidas acerca do estado sanitario d'aquella cida-
de, e do que iulormou o Dr. Jos Joailtiim de Soa-
sa, o hospital alli estahelecido, enviamlo Smc. urna
relacao dos utensilios que nelle existen', com decl-
raselo do estallo em que se achara ; e ecommen-
daudo que faja constar com urgencia aocidndao Jo-
s Alves Tenorio, que esla lin,ilii ra | tai com-
misso.
DiloAo subdelesadoda fresuc/ia de Sanio:Amaro
de Jaboatao.Recebi o ollicio de 15 do correnl e, em
que Vmc, cominuuicaiidu-me o estado sauitaxno
dessa fresuozia. e as providencias que lem lomadc'
flu de serem os cadveres promplainrnte sepulta-
dos nos cemilerios que se eslaheleceram em lerr-e-
nos cedidos por diversos proprietarios ; conclue pc-
dindo pertnissao para visitar, com o facultativo que
ahi se arda, os lugares da circonivisinhan;a, e pr es-
tar soccorros :i gente desvalida.Em resposta le dio
a declarar que pode Vmc. e o facultativo sahir em
para o fim indicado, urna vez que a ansenc a
de ambos nao laca graudc falta ua povoaco.
HiloAo major Antonio da Silva (iusmao, ac tu-
sando recebiilo u oflicio em que Smc. pede 10 afi i-
canus para e oceuparem no tarrico da illumiuacil o
poblica, e declarando cni resposta que, liada quau-
do os houvesse disponiveis, nao podia ser salis-
feila semelhante concessao, em vista do que ditpOrJ
a lei.
DiloAo cidadilo Ituliuo Jos Correa de Almeida.
Recebi o ollicio de 13 do crrente, em que Vmc. me
participa (or satisfeito a recommsiiJacao que Iho liz
de visitaros lugares denominados. Belni t Campo
liraude, hem como as suas imniodiacoes, e de pro-
por-taa as providencias t|ue se deveriam adoptar no
'" a""'[|c.T ,. uiiijeioia. k i,i matata !c-
vlai.ricio (;.wic.ihc-. iillios ilc Jliereza Cesara ele ,.
para mandar lavrar o termo de que sa 'trata ,
., TV___.. L. lembradas ; c muilo cslim.ire que o alferes refor-
inioAo presidente do conselh idmlniatralivo. ,. ,. .. ,, ...
nudo, Manoel d Assumpcao Santiago, e o cidadao
recommendanJo que iudependente de annuncios
promova a compra dos objeclos' mencioo?,dos na re-
lacao que remelle, os quacs sao precisos ao arsenal
de guerra.Kizeram-se as necessarias commuui-
eaelta.
DiloAo inspector do arsenal de nvarinha, para
mandar recolher ao respectivo hospital, alim de ser
alli tratado, o africano livie Marlinho, que ser en-
viado para o mesmo hospital, por parte do director
do arsenal de guerra.Communicou-se esle.
DiloAo mesmo, recomineudaiido (que dos ob-
jeclos viudo da corte no vapor Imperador, mande
fornecer ao eommandanle da estarSo nalval, {INI ca-
misas dejmeia de la, .">0 pares de meias de Lia o O
cobertores.Communicou-se ao referido comman-
daolt.
DitoAo presidente da commisso de higiene pu-
blica, para mandar apromplar com ur xncia urna
ambulancia, aflm de ser remellido ao juiz'de direito
do Caranhuus.Communicou-se t esle.
DiloAo mesmo, mandando aprompla'r com ur-
$eu{ia, os roedidgtneotos coostanles da reUa;Ao que
remelle, para serem enviados ao citurgiao Krancisco
Marciano de Araujo Lima, era cominissati uo l.i-
nioeiro.Inleirou-se ao referido cirorgiao.
DitoAo mesmo, remelteudo para proce'der eos
convenientes exames, as relac,es dos medica|menlos
vindos da corte e da provincia da Babia.
Wat"Ao mesmo, recommendando que ai]uelli
commisso nao s faja nos hospilaes provisorios,
maulidos coala do governo, a reduccao que j ulgar
coaveniente, visla do numero provavel dos d nen-
ies ; mas tambem conliuue a visitar frequentem ente
os referidee hospilaes, para qae elles se manlen,ham
sempre na niesraa regularidade.
DiloAo venador da cmara municipal Ma noel
Joaquim do Reg e Alboquerque, declarando ue
os 13 bois que 1 lie foram entregues por parlt a
Domingos Francisco de Sonza Leao, para serem
Miados ao povo, sao de custo de 50) cada um.
DitoAo Dr. Sabino Olegario l.odgero l'inho.-
Tenho prsenle o oflicio em que Vmc. me com'
nica adiar-te promplo o asylo destiuadojjojaijgpif;
lo de S. Francisco, para *tTmim recolhidos os
individuo* que forem alac*f10, pe|a epidemia, e que
prefenrem *er coradr pelo 9N em8 homeopathico ;
e me remelle ur 15ll de pessoas que. como en-
fermeiros, de^tji,, ser empregados nesse servico, ven-
ceudo^umg'aiam que Vmc. propoe.
i que, curnpre-rae responder |que, quando me
resolv a autilia-lo uessa obra de misericordia, con-
tava muito. nao s com a caridade pessoal dos roem-
bros da sociedade bomeopalhica beueflcenle, como
tambem. com o* seos capilaes offerecidos generosa-
'1 homCirlos l'erelli, coiitinuein a prestar com a
inesma caridade soccorros i pobreza, recbenlo de
Vine, a coailjuv.icflo que l..i generosamente ofle-
rece.
DiloAo presidente da tunta de qualilicarAo da
freguezia de S. Frci Pedro Concalves, aecusaudo
recebida a acta dos trabalhos a que proceder aquel-
la junla, alim de atlender as reclamares de que
Irala o arligo 1 da lei de l!l de agoslo dt
1816.
DiloA administraran dos estahelecirneolos de
caridade, para mandar receher uo grande hospital
que lli-.- jser.i apresenlada por parte do iuspec-
lor do arsenal de marioha. Communicou-se a
esle.
Ifi
OllicioAc presidente da commisso de'bjgiene
publica, recommendando que mande fornecer ao
delegado de Olinda, o, desinfctanos que forera ne-
cessarios. Communicou-se ao referido delegado.
DiloAo acadmico Leandro Carlos de Sa.Si-
ga Vmc. para a comarca He Pod'Alho, alim de
que, eulendendo-se como juiz de direilo e mais au-
toridad.-, com queni devera baimonisar, presle alli
os seus serviros mdicos, percebendo a gratilicaro
de 90f rs. por dia, a ronlar de :l do correle. Of-
liciou-se ueste sentido ao mencionadojuiz.
ERRATA.
.No expediente do governo do dial i, no ollicio
ao delegado do Limoeiro, onde diz Jeclarando que
nao se expedir ordem, deve ler-seque nao s se
expedir ordem ele.
PERIA&BSCO.
A MACOMRIA DAS MULHERES.
MONSELET.
SEGUNDA PAUTE.
vT .
O lia tinte e sei' de nulubro.
O oulono be a mais bella eslavo de Par, he a
.\
que melbur Ihe assenta.
A' cidade frivola e luxuosa\ basta essa cor paluda,
esse sol indolente que serve de pretexto aos ltimos
vestuarios brillianles. O co he de prala e de auil,
libr deliciosa : nao sha folln* as arvnres dos par-
ques, como no chao, em todas 9* veredas, onde enco-
bren) a poeira. He o momento em que o bosque de
Boulogoe, t colima de Sevrcs, .1 ilba de Dougiv.il
fazem ejforc.os desesperados para se conservarem na
ordem de oasis, e alcanram os effeitos mais prodigio-
sos e mais esplendidos. O Sena est liso e tranquil-
lo. as florestas ha urna coufusao geni, urna bala-
Iha de cores cinzenlas, amarellas, verdes, azues e
vermelhas. A natureza desenvolve toda a casqui-
lharia de ama mulberque declina, be a hora das se-
duccoes supremas e dos adoros irresisliveis, a hora
em qae a originalidade vera em soccorro da grara.
Nessa es lano de deleites os di;- comecam (arde e
acabara cedo, testas
diga, oem o peta
eonvm melhnr aos passeis mei* aletjres, meio sen-
timanlaes. Filippe Rey le e l'i'dora aproveilaram
uro desses dias agradaveis para sahircm de Pars
Um elegante coup conduzio-oslao meio dia a Au-
leuil, e depois a toda a parle, p Meodon, a Sainl-
() Vida Diario n. 67.
I deleites os di,s comecam larde e
is de curta darfrao, que nein a fa-
ar acompanhami. .Nenhum lempo
PAGINA AVULSA.
Fallereu no dia 16 do correnle uo engenho S.
' _i"" ^a^o Sr. Jos Therooreo Pereira
Uastos, morgado de^AISSpas, cjyilr do fallecido
coronel Joaquim Canato di .'. ;oei >.
Todas as vezes, que temos de aprcsenlar qual-
quer facto, que importe urna censura, o fazemoi'f
conslrangidos, mas um dever 13o sagrado, Ido re-
corcmendado, que lera o escrplor publico de ser
imparcial, nos impelle a que, pondo de parle a
importancia, prestigio, lorluua, e ludo mais que os
imbecis julgam como inmunidades do individuo,
o censuremos sempre que elle pralicar qualquer ac-
to, que estrja no dominio do publico, e qoe o lioni
Cloud, a Ville (l'Auvray. Ouando o sitio pareca-Ibes
bello, desciara da carruagero, e continuavam o pas-
seio a p. A moca apoiava-se ao braco de Filippe,
e camluhava levantando um pnuco a saia de seda
para livra-la dos raminhos seceos c negros que ja-
ziam no chao; fazia goslo ver-lhe a poula dos hor-
zeguins pisando alravez das folbas seceos.
Aconversacao nanea decahia enlre elles; um e
nutro tinham a idade, cm que a riqueza e viveza do
sangue enlretm urna successao de impressoes rpi-
das, dilosa idade, era que a palavra fleresce sobre os
labios, Irazendo comsigo sem esforco, a bondade, o
espirilo e a graca, como as perolas d agua cryslalina
conversavam sobre o que viam, e sobre o que ama-
vam ; suas ideas pareciam rir, bein como lata bocea.
Tal conversaeflo levada pelo vento e seinelbaule ao
mesmo vento, nao pode ser referida nem traduzida;
asscmelha-se s vozes incomprelieusiveis e aleares
qae correm na* parlicoes de opera cmica. S ha
urna idade, s ha um terapo para laes duelos. De-
pois esqiiecenio-nos desse idioma amoroso, que
alli s nao aprendemos, c notamos com sorpreza
que as palavras csgolam-se como as oulras cou-
-a. depois nao sabemos mais conversar rom as mu-
llieres, conleutamo-nos de ouvi-las; onlao ellas nos
causam mais admiraran do que deleite; encaram-
las sorrindo e leudo o espirito alravcssado por ideas
eslranhas....
Pandora nunca fra lo linda. Filippe de sua par-
le pensava DO momento pieseule, e o momeulo
prsenle era lodo de feliciilade. Parccia-lhe que a
villa humana s tinha um dia que era esse.
I.mi ir,un em casa do guarda do parque de Mar-
ly, pois os caprichos do passeio os tinham levado al
la. De lodos os parques reaes o de Marly he o mais
abandonado ; depois de liaver passadn por lo,las as
pompas e por todos os rumores voltoii quasi ao esta-
do inrulln. Suas bellas arvnres, que varas de forro
nao incln,un mais em arcadas, sua sala de espect-
culo, onde cresce densa relvra, sua fonle, em que mo-
Ibaram-se os ps de Mara Anloinele, e que desde
enlao corre gemendo na solido, seus bosques perdi-
dos, suas grandes avenidas que descera e soben), tu-
sen- i ojulgar contrario as leis e condices da so-
ciedade ou por outro qualquer raolivo contrario.
Ora, se por esle lado somos justos, pelo outro, pelo
lado dos abusos nao menos justos nos julgamos,muito
embira, a uossa opiniao, quer pro, quer contra, n.io
entre em linha de cotila ; mas nos iremos por dian-
le de micas claudicadas para nao ouvir latidos, de
olhos vendados para uao 1er disparates. No entre-
tanto temos sido por deraais promptos em rectificar
os enganos, ou.... as mas informaces.
Vamos ao caso.
l-omos a Olinda : o govcrno[alli. se nAo he illudido
ao meiios as suas rerommcndac.es sao esquecidas :
os pobres morrem aos punhados ao abandono: um
ou outro particular, o subdelegado e o medico que-
rem, e leem excellentes inlenroes, mas nao os aju-
dam, e lodos pdera ser eminentemente caritativos,
mas os pobres morrem a mingoa: fomos a'uma ca-
sa em que linha morrido um cholenco, e anda duas
horas depois a dona da casa linha dentro em um
quarlo trancado o cadver ; esta casa perlo do hos-
pital, esse hospital aberlo, e esla abertura correndo
muito fresc-i! Apellamos para o Sr. Irioo, e para
0 Sr. Dr. Sabino, que nessa occasiao se achava cm
Olinda visitando alguns pobres, e miuislraudolhes
me In amento gratuitamente.
OdignoSc. Dr.Manoel Joaquim Carneiro da Cu-
nta pediudo ao Sr. I>r. Lobo para se eucarregar da
admiuistracao do ceniiterio, este com benignidade
aceitou o pedido, mas nao adiando quem se quizesse
prestar a sepultar os cadveres; enlao o Sr. Dr. Ma-
noel Joaquim deu-lhe ordem para que ronlratasse,
reate pelo que losse, pessoas pira esse mi-ter. O Sr.
Dr. Lobo j a 11 o 11 ,i diversas pessoas contratadas a 2^)00
ris diarios, e la dar principio quando o Sr. corouel
Passos declarou que nao pagara mais de 800 rJii
K cada um do$ coceiros.Palavras nao eram ditas,
e lodos se retiraran!, e o proprio Sr. Dr. Lobo igual,
.nenie relirou-se, porque nao podia forrar a que se
tizesse um servico, redmente inlo iuvejavel, por
lao diminuto salario, llouve, porem, quem tocado
por Dos se resolveu a dar sepultura a vinlc e lanos
cadveres, alguna ja corruptos, que jaziam sobre o
campo do cemilerio; esle hornera hemfazejo e dia-
na de lana admiracao, como o merilissimo Sr. fre
lien-ulano, foi o lilho do Sr. Joaquim Lopes de
Almeida, que com suas proprias m.los, e por pessoas
engajadas a 38000 diarios de sua bolsa, cavou as se-
pulturas, e iuhumou os restos mortaes de tantos de
nossos irmaos morios pela pesie, pela fome, pela mal-
la I-. usura e impiedade !
Nao damos esta milicia por informaces de pes-
soas suspeitas, fomos minuciosamente ioformudos
por diversas pessoas de Olinda, e o facto toruoii-se
publico al aqui nesta capital. Nao fazemos censu-
ra alguina ao Sr. Passos, Dos nos livre, antes Ihe
1 diremos que S. S. fez muito bem, porque com di-
I nheiro nao se brinca, dinheiro s deve ser distribui-
do pelas eleices ; e agora, que he preciso que elle
' '-irnule f Ora essa he boa.
>aaitiieai"- '""<"-ni.de funla liintia. que um.jo-
. ,'TfraflJ^le .Cria aehi-se Ttt ^lrirrnTF
do pelos pobres dietas de carne do Ceara, e arroz.
Dos males o menor.
Desejariamos saber, Kse nisso nao vamos oflender
a alguem) em que unios para um cont de ris, que
odisliucloSr. Ceorge Palchell deu para ser distribui-
do pelos pobres em Olinda, pois be cousa que em
Olinda sse sabepor ouvir dizer.r-
O viveiro do Muniz, e o becco do Lima, estao
servindo de tipusifao i despojos de cholencos : ora
vamos: a quem compele premiar esses artefactos
a companhia de Ribeiriuhos, ou ao Sr. fiscal'.'
A poule de S. Amaro desde o lempo das t'ar-
dozas que esla sem urna estiva e as oulras com tnui-
las podres.
Consta-nos, que em urna taberna da rua'do Co-
dorniz ha constantemente jogo a dinheiroalli da po-
lica !
Pedimos ao Sr. fiscal do Recite que d sem ser
esperado urna busca na taberna da Roa-Vista, e
ver que cherume tem esses to.rinhos, estas man-
leiguiihas de macaco ct reliqua. ..mas v sem ser es-
perado !
Sinhi'i MiguezinliO, veja agora com a sabida do
Duarle tara i Europa tornea- como tempera essa
comida.
Ditem que em Pernamburo morrem mais mu-
flieres do que homens do cohiera, porque ha mui-
lasMarias das ConceiresMaras dos Amparos
Maras dos RosariosMarias dos PrazeresMarias
dos Sacramentos, eleAve Mara !
O Sr. ,l)r. Brandao acaba de amparar da mise-
ria a cinco orphaos de um seu amigo victima da epi-
demia ero Santo AnlAo. Logo que soube, que eram
fallecidos pai e m.i desses infelizes expedio um car-
ro para serem conduzidos para esla cidade, o que fei-
(o elle lomou um seu atildado, eos nutro foram re-
colhidos as casas de oulras pessoas condecidas, e
acham-se educando.
Esses orphaos a seu lempo saberao beijar os mos
de quem ossalvon da miseria.
Recomraeudamos agora mais que nunca as nos-
sas patricias geralmente a leilura do livro immorlal
do cooselheiro.Bastos A Virgem da Polonia.Este
lvro, que nao ha expresses para engrandece-lo por
sua originalidade, he um compendio das mais pie-
dosas lines, que urna mulher deve recelan n'uma
quadra como a actual qae luamos com urna epide-
mia, e qo i nos horrorisaraus de tanta falla de cari-
dade. Sejao a nossas dignas patricias vivas iraita-
ces de urna virgem anglica da Polonia. Da lei-
lura desse thesouro de virtudes poder-se-ha couse-
ur urna irmandade de irmaas de caridade.e assim
compenetrar-sc do seu espirilo, e do dever que te-
mos de soccorrer a quera morre commummeule ao
lo est desprezado, e mesmo desconhecido. Depois
que a natureza reivindicara da arte esse forte e mag-
nifico terreno, sao raras a* pessoas que ahi vio. fi-
mo accrescimo de melancola o aquedurlo eleva a
dous passos do parque sua massa triangular e som-
bra.
Era misler ser Filippe e Pandora para ler cuidado
nessas pobres sombras de Marly, onde |nao acba*sc
nenhuraa estatua, neuhuma podra; mas uude o sol e
o silencio triumphalmcnle estabelecidos conseguem
snpprir todas essaspoesias.
A imite que chega cedo no nuluuo sorprendeu-os,
emquanlo estavara a mesa junto de urna janella. Vie-
ra in luzes, lecharan.-se os postigos. Ent.io desappa-
receu loda a alegra. Com a noile o fri entrou ua
sala, c arrefeceu a jovialidade. Elles vollaram
promplameute para o coupr, e ah fecharam-se sem
mais phrases. O cocheiro recebeu a ordm de re-
conduzi-lo a loda a pressa. Foi como urna derrota.
De fado foi verdadeira derrota, a do cortejo c do
espirilo. Pandora euvolvera o pescoco com lenc.o e
einbucara-se uo chale. Responda smente por mo-
no)llahos aa palavras de Filippe, o qual debalde
procurava travar de novo a conversarao ; porra nao
cetsava de extmna-lo do canto da carruagem, don-
de sua linda cabe
para elle.
liavia na persisleucia desse olhar cerla expressao
de velhacaria c mesmo de criicldadc, que nao leria
escapado a um indiflerente.
Militas vezes tambem ella cousullou o relogio, que
una currente de ouro relinha-lhe a cinlura.
Filippe. resignra-se emlim philosophicamenle ao
iusipido desenlace de lao bello dia, dizendo comsiuo
que era a ordem habitual das cousas. Pela vidraca
da porlinhola procurava roconhecer o rarainho que
puncas horas antes percoriera. lado eslava necro
e triste. O venlo de iiovemhroilesforrava-se do sol,
e agilava as arvores cambadas, que haviam crido de
dia em armislicio ou esquecimenlo; o venlo despu-
java-as sem piedade, ora zombando e assoviandn,
ora bramindo e irrilaodo-se com as resistencias.
desamparo, faltaudo-lhe o mais grato dos medica-
mentosa r.onsolacao'.
Como geralmente dizem, que he devida a po-
lica a demora dos euterrainenlos. mis temos obser-
vado, que em algumas parles os inspectores sao
promptos em fornecerem as guias, maso que suc-
cede'.' (Juera anda ha dous dias an lava urna dessas
aves negras do Manguiuho para a Soledade, em pro-
cura do meninode urna casa, e paraphrateandn a
seguinlc aracola em voz altaJ lenho Ues demo-
nios e falla-me um. que nao me lembro CabangaSendo como lodos saliera a Cahan-
aa um lugar immuudo, que por duas rirrumslan-
cias particulares olTereceum larco campo de devas-
tai.es epidemia reinante, o pouco cuidado da*
autoridades, o deleiio mesmo que lem bavido d1
parle de quem quer que esla obrigado i vellar na
salubndade publica, tem dado lugar a qu m terco
da popular in daquelle logar lenba ja sui liido e
com cerleza suecumbir o reslo se acaso nao lo-
marem providencias adequadas para deslr r o foco
de infecrao a que est reduzida a Cabanga. Casas
de palha mal arejadas. pequeas, c infectas qoe
sao habitadas pur dez e doze pessoas pouco propen-
sas ao aceio, que se alimentan) da peiores substan-
cias, que nao leem o menor cajidado na sua saude,
seriara causas bastantes para se idesenvolver o cho-
lera em larga e-calla ; mas junte-te a isto, que lal-
vez nao baja urna s casa era que nao tenba falle-
cido alguem da epidemia reinante e ter-sc-ha che-
gado ao conhecimenlo do qua lem .produzido o ex-
traordinario morticinio do Aterro e Cabanga.
O encarregado de ambulancia, que alao dia oito
do correnle se havia prestado a acudir a todos que o
chaiuavam, foi pela 2' vez arcomettido do cholera,
leve am caso falal em casa, alera dcoutros motivos
que o fzerain arrefecer no empeuho era que eslava
de acudir aos seus semelbantes.seudo lalvez o maior.a
demora que se d no fornecimenlo dos mais iudis-
peusaveis medicameulos, visto como as receitas le-
vam tres e quatro dias para serem aviadas. Anda
cumprc ponderar, que a miseria extrema dos mora-
dores da Cabanga, lem certamenlt concorrido para
o mo estado em que se acha aquella geule : as
Ilustres commissoes de beneficencia que tantos
annuncios lem feilo olTerecendo-se para fomerer o
necessario aos iiuligeules, lalvez iguorein, que mui-
la genle morre alli se nao de fome, ao menos morre
por que so lem para comer pessimo bacalho ; lal-
vez ignoren) ou teuham calculado lao mal e suppo-
uliam, que nui i-libra de arroz c outra de bolacha,
seja sullicienle para sustentar urna familia debes
ja por nos expendidas, dirigi um oflicio a S. Exc.
Rvm. romo v-se no Diario de 1.1 do correnle ; e
este. n3o po leudo dallar de concordar em lorasoa-
vcl medida prohibi em todas as igrejas nilo s os sg-
naes como querquer dobre, mesmo em occasiao das
nrocisses.
Receba, pois, o Sr. Dr. os nossos agradecimenlos
em nome da populadlo aterrada por causa da urna
obslinacao que S. S. pande fcilmente vencer por
meio de urna reclamarau lao indiciosa quanto til.
Nao se pode negara proveilo que se deve tirar da
desinfeccao das casas, em que morrem pessoa cho-
lencas; temos visto que nessa os casos se nao re-
produzem tanto quano na que nao sao desinfec-
tadas. He para notar que esse servico lem sido bem
recular, especialmente ua freguezia do Recite, de
que mais conhccimetilos temos pelo que o Mingo
ranins; porem, infelizmente, os desejos de tal com-
misso nao podem ser plenamente salisleilos.por isso
que algumas pessoas, desconbereudo o beneficio
que dabi resulla, se neaam a aceila-lo, suslentsudo
nao ter morrido alguem em suas casas, qoandn sabe-
mos que algumas j tem perdido mais de Ires e con-
tara quatro e mais doenles!
Por isso iremos daqui por diantc indicando aos
encarregados desse service as casas anda nao desin-
fectadas para se Ibes intimar,em ultimo caso, o con-
sentiinentn, cujo resultado, redundando em benefi-
cio de lodos, nao deve estar adUbilum de rada um.
O tal padre ou uo tem medo da morte, ou esta pos-
suido, como eremos, do verdadeiro espirilo evang-
lico ; Dos o queira conservar.
De mais longe temos tambem tido noticias. No
engenho Agua Asul, d'Anlonio l.uiz Partir Palma,
nos esrrevem muilo cm abono desse trabar, que
est sendo auxiliado pelo pralico Serpa, que alli se
acha oceupado nao so em tratar da cscravalura desse
fazendeiro, senao tambem em prestar soccorros a po-
breza desvalida da vizinhanca. lutorinaram-iios
que elle linha feilo requisirao ao Dr. delegado, de
medicamentos, e que esle se dera pressa em satlsfa-
n la. lenho para mim, que se a maior parle dos
proprietarios da comarca iroilasse a elle as pre-
cauces preventivas, e na dedicaejo de curar dos en-
fermos, por outra, se tivessemoa muitos Derruanos
lian 1,'ira-, c Palmas a escala da rnorlalidade nao
tomara progresses lao horrorosas. Mas que quer ;
o mundo he mesmo assim : o Pnrluguez s compra
lecbadura depois que se v roubado, e nos somos
descendenles delles.
Tambem livemos noticias da povoaco Alliaoca.
alli ja morre punca genle ; porque tambem ha pou-
ca para morrer, a metade da povoaco fez passa-
gem cora passaporte pastado pela chancellara do
cholera. Dizem-me que o capilao Leandro Ce-
sar que alli tem feilo bous servicos, est escapo,
anda que livesse sido ferido. Na Vicenca, povoa-
co, e dos eiigenbos dos arredores tem morrido pa-
Indicaremos boje a casa do becco dosC-uararapes em ra mais de 5O0 pessoas. Ahi em sido um prodigio
l'ora de Portas,outr'ora do Vieira.qaeja tendo per-1*) devocao. mesmo para com os seus antgos ini-
dido Ires pessoas, iSm anda oatros tantos doente
A ella era quanto autes.
Algumas pessoas queixam-se do prejuizo que aca-
bara de ler pela unirle de algumas lavadeilas do Po-
jo e uniros lujare, que tinham em seu poder rou
pas para lavaren), e dellas nao ha noticia. Os subde-
legados desses lugares devem velar sobre isto, Uzen-
do um inventario da roupa que for encontrada as
casas dessas lavadeiras fallecidas, eaunuuciaodo-a
alim de que seus donos a reclamen). Seria mesmo
para desojar que procurassem saber o fim que levou
tanta roupa que tjalos desapparecida, porem, no
caso de ser encontrada, fazer-se a compelenle en-
trega.
As visitas domiciliarias, que anles do appareri-
incnlu da epidemia foram lembradas epralicadas; e
de que conseguimos o grande proveilo do desentu-
Iho de alguns quinlaes cheios d'aguas iromunilas c
at de materias esrrementicias, nao se deveriam de-
prezar agora na consistencia do mal. Ilespreznu-se
iuteiramente una das medidas hvgieniraslaosalutar,
pessoas durante urna semana ; o que he cerlo he, pelo que vemos os quinlaes de algumas casas conli-
que minia- requisicoes deixam de ser salisfeilas e os
que escapan) da molestia, morrem na convalesccnca.
Agora que todos saliera qual o eslado deploravel
dos moradores da Cabanga, permillam-nos de eml-*
lir a ie>-1 opiniao acerca dos mcios que nos pa-
recen! enait proficuos alim de por um i vez acabar-
secom o foco de infccc.lo que el*' na Cabanga,
livrando assim de urna marte cer moradores
fttaaaaortiTlli logar. as '
nuarcm a ser o receptculo de ludo quanlo be capaz
de promover dainos incalculaveis.
Se a falla de limpeza as ras da cidade, que
tem a grande vanlagem da venlilacao, considera-se
coinu perniciosa para a salobridadc, cm qualquer
lempo, ipio diremos desses pequeos quinlaes, den-
uiigos, o capilao Jos Cabral d'Oliveira Mello, ren-
deiro do enacnbo Vcrlcntes. Dnu-lbe assim noti-
licias individuadas, porque un ollicial dejuslica
chamado Reinaldo, c a quem o povo chama ins-
pector da alfaudega das bolachas e du arroz, me
presta iuformaces. Elle deve saber porque lam-
be por dentro. Tambem elle me conlou que lodas
as milicias, que licam referidas, sao couslantcs de
informaces ulnas otliciaes e oulras semi-olliciaes.
O que be ver Ja le he que o pobre delegado Dr.
Moscozo nao cessa de olliciar para loda a parte re-
commendaudo com todo o eucarecimenlo e instan-
cia lodas aquellas providencia, [que a occasiao re -
quer.
Nao 1,1/7 idea do numero inmenso de orphaos e
orphas, que ahi exisle derramado pelo campo en-
tregue a' aventura. He orcoso que logo que amai-
ne a tempestado lome o governo serias providen-
cias a esse reepeito. as aventuro rellexes oulras;
porque o assumpto requer medilacao e espaco, que
nao consenle a estreiteza le correspondencias de
noticia*. O quadro da miseria infelizmente lera va-
rias copias em dillerenles ponlos desla comarca.
Agora elle aprsenle a nudez, a fome e a morle ; e
dentro em poucos dias oll'erecer o espectculo da
prostituirlo e de cspeculacoes srdidas e horroro-
sas S de imagiua-lo eslremeco de birror No
incia de todo isto. em face de una licao lao severa
tro da cidade, aglomerados de ludo quanto he me- que nos deu a Providencia, nem memo aim, os
phillco, muito principalmente ua quadra actual que homens de ouro amoedado e chapiados cofres se
fiijim<..a-^,... ** iTinii'*.''!- -'\^___ I Icuihr^n de excarcer a caiida.te jni bem dos desva-
A desinfeccao pelos meios ordinarios, hcmpos-j Nao vacillareraos mesmo em dizer que se se ve- ''dos. Em to errado proposito ha* un pcccai/o e
rilirar minuciosamente o que vimos de dizer, mui- lamben) um calculo errado, que ninjuem pode me-
sivel em casas de palha ; isto posto o que cunvem ?
destruir essas casas fazendo rom que ns seus mora-
dores deixem aquelle lugar. Turnar-se-lia islo (ao
dispendioso que o governo nao possa laucar mo
desse meio'.' nao, porque todas as casas de palha
que exislem na Cabanga e Alerro, nao valem cerla-
raeule qaiuheulos mil reis, e com toda a facildade
pode o governo offerecer alojamenlo aos seus mora-
dores na liba do Nogueira, ou em outro qualquer
lugar onde cm (res dias se fabricarn por urna ba-
galella iguaes casas de palha. Esle meio que a
prudencia acousellia poder sem du. ida livrar da
morle a algumas centenas de nossos irniao, sendo
que he mais econmico de que mandarem-se desin-
fectar casas que dentro de Ires dias se arharao no
eslado em que daules eslavam, do que conlinua-
rem-se os meios al boje empregados, que tai pou-
cos resultados lem produzido em casas de palha.
Facto sobre ue rontem pensar.
O Sr. Carlos Falcao, tendo perdido no dia 7
do correte um seu escravo atacado de epidemia
reinante, depois de liaver esgolado lodos os meios
aconselhados pela medicina, vio edegado an perio-
do lgido um mitro seu escravo pardo de 7 auno
de idade, e como tambem se tornassem iroproficuos
lodos os mcios empregados para conseguir urna reac
rao, recorreu ao syslema hydropalhico, mandando
desembarazar o doente de Modas as coberturas e
pondo-o em um logar arejado, i ministrando-llie
quaula agua o doente quizesse beber : ellecliva-
mente depois de urna noile ile Irabdho em que o
doente bebeu viule quarliuhas il'agua, lodos os symp-
lomas cholencos tinham desapparecido, o calor vol-
tou gradualmente, sendo que o doente se acha livre
de pe i jo!! I
Consla-uos que o Sr. Dr. Ponles, quando na
direceo do hospital dos Pires, fizera duas experien-
cias quasi idnticas e conseguir salvar a dous cho-
lencos em pcrfeila algidez.
Do nosso correio ambulante cxlrahimos o se-
grate:
Com grandesalisfacAo vimos qae foram por lira al-
ien lulas as nossas reclamacOes contra os dobres, re-
piques e nitro signaes, tendentes a tranquillisar o
nosso eslado mor al,que lauto se ag' avava com a per-
tinacia de semelhante pralica.v empre reprovada
quando se be susceptivo!, n'uma crise, como esta,
excepcional, de cerlas preoecupac,es que muilo in-
fluera, ou para o progresso do mal, nos ja altela-
dos ou accommettimento dos que anda o nao fo-
ram..
O lllin. Sr. Dr. chele de polica, pejisando com-
uosco ser a pralica dos signaes, ua lastimosa quadra
actual, de grande inconvenienle.pelas mesmas razes
las cacimbas se encontraran piovidas de excremen- drar no meio de miseraveis.
los, tanto receiamos do dcleixo de cerlas casas E ; -^1"' ltimamente lem apparecido orna celebre
nao Mrio estes eoutros desmanchos a causa primer* fonle milagrosa hipara as bandas de Manutenga.
dial da pertinacia do mal que nos afllige'? I que serve para curar a quera j- leve e escapoo. e
Outra conclu-ao ninjuem tirar, raciocinando que qoe de nada preslou ao proprietario das trras ero
nos suburbios da cidade, ,ondo reina mais liberdade. 1ue e"'i es' situada, o qual perdeu loda a fabrica,
onde os edificios nao cslAo em relacao Uo mutua, a endoudeceu. Entretanto, he para admirar o rou-
como aqui, c por tanlo o ar que se respira be mais curso de povo que para l se eucamnha. A cada
livre, a epidemia, no lim de poucos dias, decabe i momento pussam por esla cidade caravanas, que
daquelle furorqoe cosluma a nslentar n'uin cerlo e para la se dirigen). Elc fado revela que o nosso
enlia-e a seu turno agitado, ioquieto. Repela na
imaainac ni esse passeiu quo cemecara to delicioso e
terminara lao penivel e vulgarmente. Sua razao
quera ver uisso os primeiros indicios de urna deca-
dencia amorosa. Essa idea abri a porla a umitas
uutras nao menos tristes, despertaran) lemliraiiras
dtada de Ires quarlos ^lM' fUlUr iule"^'io ll"nou r"res ,"*a,s
Filippe fumando abaiidonava-sc a essa dispnsirau
de espirito. amearadora|romo um presagio, irritan-
te e significativa cuino os tremolo* que proceden! as
exploses de indiestra.
Em cerlo momento sen olhar deixou de eslar dis-
Irahldo. Elle reparn que urna desordem mui visi-
vel reinara uu aposento. Vio a Ires passos de si una
poltroua cabida, um caslif.il debati da me-inha.
Sobre a cliamini' ludo eslava espalbatlo, confundido.
A principio mo leve outro peusamenlo senao o
de reprehender o servo.
Conliniiou o pame rom mais alleneao.
I ma descontianca o fez asseutar-se, depois ampal-
ldecer, e 'aiu;ar-se para a secretaria. Ksla acluva-
se arrombada.
Filippe inlerrugoa rpidamente a gaveta que con-
quasi delermiuado periodo, e aqui ao coulrario
fez o seu alojamenlo e nada de querer deixar-not.
Que miseria Os carr os fnebres causao lasti-
ma ; alguns esta'o quasi despidos daquelle pobre e
immuudo ornamento e deixao ver-se as liras de pi-
nito ; os pannos mortuarios estao em mi-errimo es-
lado. Meus senhores, reformen) laes carros que
fazem vergonba e causa masco ; suppumos que o lu-
cro deve cliegar para mais algumas despezas, visto
ser grande a rnorlalidade que sempre passa do nu-
mero cem.
0 negocio va oscillando na casa dos 60.
Ate amanhaa (se nao morrer .
COMARCA DE NAZARETU
1"> de marro.
Anda son vivo, e por isso posso dar-lhe noticias
da a comarca em referencia .i epidemia reinante
Nesle lugar donde Ihe cscrevo nesles ltimos dias,
grabas a fleos tejara, rendidas, vai o flagello em dc-
clinaraodc modo que o obituario diario regula de
a (i. O computo total da rnorlalidade al boje na
cidade he de 105. Nos arredores o mal aprsenla
povo, ja nao confiando mais na medicina, faz ap-
peUo pira a I 'n inda lo ; u tambera appello, porque
sanenle delta nos pode vir conforlo na desgraca.
I.ltimameolc, em dala de i do correnle, Ihe di-
rig nuil correspondencia, cujo portador morrra
em caminho, presumo que o cholera a intercepten.
pois que nao a vi transcripta em seu jornal.
Est agora era aclividade urna companhia de des-
infectadores. O digno delegado o Dr. Moscozo da
Veiga a creou e a lem posto era roda viva no in-
tuito de ver nao s cessar a epidemia aqui na cida-
de, senao tambem prevenir os estragos de alanma
recrudesceucia do cholera, quando quizer fazer a
sua ultima despedida.
Tenbo mais a noliciar-lhe que ja entrou cm ex-
ercicio da subdelegaci desla cidade o alferes Ca-
pislrano, delle esperamos a continuado dos boos
servicos que tem prestado. Esta nomeacao leve lu-
gar era cousequencia de ler |sido atacado de medo
o subdelegado Marliubo, que foi a refugiar-se in-
tacto nessa capilal.
luioiin iin-n- nesle momeulo que fallecer o
Maneco de Papcu e o major Amaro, proprietario
do engenho Folguedo.
Moje houve feira, matarara-sc uella ." bois,
face variada; ha dias cm non to ceifadas pela ; houvc S0-,.|Ve| Mpia de concurrentes, uaoollere-
morle 7, K victimas, oulros era que fazem despedi-
da da vida 10, 12. (.loando Ihe fallo de arredures,
he propiamente em referencia aos contornos mais
prximos da cidade. Na distancia de urna legua pa-
ra mais e para menos ha u que pasto a descrever.
No engenho .Morojo tem morrido mais de Is mo-
radores, e oulros tantos escrjvos. e o negocio pro-
met* pnijr.--.iH. pois quo foram estes os primearos
resultados di entrada do cholera. Nos enge-
nhos Terra-Nova, llarra, Cauavieira, e na pequeua
povoaco da leuda lem morrido 130 escravos, e
para mais de iOO moradores.
Nesles poutos muito tem valido a presera;) c de-
dicado do padre /.eferiuo d'Omellas, conhecido vul-
garmente pelo padre Zizi, o qual tem socconido
estes pobres infelizes, com as coosolaces da reli-
giao, com couselhos para seus Iratamcnto-, e al
com sacrificios de seus pequeos meios pecuuiarios.
linha loda a sua riqueza : a gaveta cslava||vasia, as
notas do banco tinham desapparecido.
Abri a bocea para gritar, mas fecliou-a logo pelo
.-turco de um oi n j amargo.
Ficou algnm lempo iiuinovel esperando que a se-
reuidade se reslabelecesse em -ua cabera.
O charuto que atiraru de repente ao chao queiraa-
va melanclicamente o tapete. F'lppe conlempla-
va-o sera saber o que vil; em fim pisou-o e foi
abyyy|rnella. Essa janella dava para um dos ca-
'VavarHaras parisieuses chamados citts. O ar de que
ello necessilava banboii-lde a fronte abundantemen-
te coberla de suor.
Fma das particularidades mais ineoneebiveii de
nossa natureza humana be o inslinrto de anlithese
e de coulraste que se manifesla repeuliiiainenl* em
nos as circumslanrias e as horas supremas. As-
O arco de L'Etoile appareceu invollo na nevoa.
Cm i,mo era Paris Filippe acompaubou a Pando-
ra al o seu domicilio, e como esla queixava-se da
fadiga, nao iusstio para sobir ao seu aposento. To-
davia quando deu-lhe boa noile, reparou que tre-
man) de urna maneira febril os dodos que ella e--
Icndeu-lhe.
Adeos! disse-lbe ella.
Nao, adeos, disse Filippe, ale brevemente.
Ella nao rcpplicou ; porem aperloa mais forte-
mente du que < n-tura na a niao de Filippe. -,
Dessas miudezas ua appnrencia insignificantes '1-
lippe havia de lerabrar-se depois e tirar dab' n-
cluses singulares. Nesse momeulo s vio* aet
maneira* ama queslo de uervos ou de capr
O mesmo coupc recondu/io^a)iiftUja(iaua(
Apenas ahi entrn lancod-se sobre o sof e en-
.,.. ',"* u ^ .. a t sim nina nessoa vi^ passarem no meio de urna calas-
l.ubasotlrido a...fluencia do humor de P| Jora,, ^ ,he bri |ia,c e aleares, outra vez
he
um eslribilho burlesco que perde-se nos labios de
um hoinein Ferido pela mais profunda dor. Os pro-
cessos ciiuiui.it'- lera revelado sobretudo nos itiaasi-
nos esses eslraobos e rpidos moineutos de allucina-
r;ao. Commovido raoi forleinenlc o cerebro percebe
mil visoes espontaneas ora monstruosas, ora simples-
raeote absurdas.
Em Filippe lleyle deu-se um caso muito pvlraor
elimino.
Debrucadu a janella e leudo a vista perdida em
um varuo prcto. sentio de repente cxtiuaoir-se em
si o senlimento do lurlo que pareca dever absorve-
lo exclusivaincule. Ahi como era um lagar Alumi-
nado pelos relampiRos lorooa a ver as pailagena da
leste de Ruch. a lloresla, e o la jamar cora -cu pal-
udo cinto de dunas. Tildo islo passou-lhe diaule
oa olhos, e detvaneceu-te no mesmo latanle dei-
vaudo-o eagO o como attouilu.
Ouando rtcobroii oexenicio de suas facilidades
locou a f tinpaiiih i para cliainar o servo.
O simples e grostelro semblante de um canipune;.
appareceu porta.
O eenbor chamou-me '!
ceudo geueros ; mas procurando compra-Ios.
A rnorlalidade de buje foi de 1.
AZarla particular.!
m. m
JABOAIAO-
16 de mar^o.
Reliro-mc para a Victoria, deixaudo 2 doenles no
hospital, e estes salvos de todo o per i ja.
Na poavocao, em consequencia das chuvas que ca-
hirara uo dia 12 a larde, anda mnrreram algumas
pessoas e cahiramoulras ; purera, ainda assim,pens
do mesmo modo que escievi no dnt 12, islo he, que a
epidemia na povoaco esla cxlincla. Entendemos,
e o raesroo enlendcm os correspondentes de oulris
localidades, que alauns casos da epidemia ja nao he
cousa de importancia.
rmo rezenhar urna celebredefeza que vem
Filippe eucarou-o lirmemenle, mas nao lendo ne-
nhuraa emocao nessa pbysionomia Irauquilla ergueu
os hombros.
O servo esperou.
Moje le ausentaste daqui, Joao'.' perguulou
Filippe.
Sim, senhor.
Por quanlo lempo .'
Toda a larde. Vine, deve lerabrar-se de que
huli i-uio dado hontem esa permisso.
He verdade. Sabes se alai'eni vein procurar-
me quando linhas sabido.'
O porleiro nao vio uingueui.
I'ilippe deu era silencio duas ou Ires vallas pela
sala ; quarta despedio o servo cora o gesto.
Tornara-te perfeitameute seuliordc a.
Eslou.roubado, disse elle, pois bem. I'acs I mi-
sas aeonlccem todos os dias o nao lia razao para al-
vorocar o bairro todo. Deraais eu be que son o
culpado ; ninjuein suarda ingenuamente em casa
sossenlae oilo ou selenla olas de mil traucos enlre
nina doria de grvalas e cartas de mulher. Sollro
o que merece. Agora quera roubou-ine*.' foi qual-
quer pessoa sem duvida, pois Joao uao pode ser sus-
peilo. Kesta-mc somente ir fazer minha decla-
racao ao cominiano de polica, como he costurae.
Tomivl ja o chapeo quando acrescenlou :
E se o acaso ou os sabujos da ra de Jerusalem
ajiidareiu-ine a adiar ornen dinheiro promello sus-
pender o mais bello collar de Jioltsel ao pescoco de
Pandora!
I'arou de repente.
Pandora Esle mime involuntariamente proiiun-
no seu Diariot de 17, a--uuada por um J*t*w-
taoense. \
Somos accosados de /nyraliH. de erroos levados
de paixes mesquinhas. Emquanlo ao l. tpico,de-
claramos, que nada devendo lo Sr. {'nncisco Anto-
nio, nenbuma ingralido commetlemot para cota
aquelle importante pcrsonagein : que paitoa* naa
nos levaram a aecusu-lo, visto qae so etigiaatn tjae
o Maganta F. Antonio, curoprisse os teas devrret,
como auloridade policial : deveres, qae nao etn-
prio, porquanlo ate essa hora. nu lem percorridn
sea districlu, nem us consta que providenciaste a
repcilo da epidemia. euterrameutos, lodas as providencias foraui lomada*
pela commisso beuelic.cutc e o novo ubJelegado .
e o que fica ao Sr. Noo 11 ler um horoeopallti pa-
ra tratir dos seus escravos t Sse foi es*a a qaalidi-
de apreciavel que Ihe depirou o seu panegirista,
porque alguns lavradores, como o Sr. Joao I ilguei-
ras, pajn viute mil reis pela dute que loe envin
0 Sr. Noo.
He probo oSr. F. Antonio, c porque o seu delen-
sor uao diz ao publico o que foi feito da harta qut
Ihe remelleu o governo.' He earldoto porque dea
1008000 rs., c boje mala gado para os pobres. Sim,
para poder alardear essa caridade qae nao lea tal
nome, e H) depois de ser bem losado pela imprenta.
Porque nao foi caridoso anles disn ? Ora, Sr. pane-
girista e defensor do delegado, pois cem mil re* pa-
ra um hornera lao rico be dinheiro Onda esla a
in,i-ii i ii i ni i l.i -le do Nono', quando elle nega coras,
como negou a um seu morador branco, honesto, de-
voto, fazendo com qoe o cadver viesse as carreirat
para a povoaco .
Sustentamos ainda, que o delegado ha um im mo-
ral, porque sua casa, que devia ser o modele de res-
peito a' re.lisi.in. a' moral, a's leis, he ao contrario,
ura exemplo de poliaaraia aos olhos do povo. O pri-
meiro quisiio para um empresado publico he a rs-
ped- e observancia a's leis do paiz; e como pode f-
ze-las observar quera he o primeiro a' inlriiiai-
las ?
Se a defeza a um individuo consiste em urna meia
columna du Diario, o delesado esta' deferindo : tn
porem, na refutarao de fados, na i e nao, porqae li-
cu em p a- accasaroet que fizemos a'qoellt mmt-
bois depoi de I raez de epidemia.
Em consequencia ja' de se ter rcstabelecido o Sr.
Amaro Feruaodes Dallro.foi exonerado do losar da
commisso que exercia interinamente o Sr. acadmi-
co Muraos, e rcimpossado aquelle senhor. O Sr. Ma-
raes, exerceu o cargo ua commisso beueflcenle por
e-p.u;o de I 112 me/., i-lo he. de levereiro a 16 de
marro.
Esla' dada a nimba demisso de correspondente,
salvo para alauma defeza que seja-me necaauria a
Vmc. colbera daqui em diaCre dis parles ofliciaas ai
noticias precisas.
Heliro-me para a Victoria, deiando a commi.ui
benelicenle, a subdelesaria, o facultativo Irabalhan-
do com toda a regularidade, e ptimamente preen-
1 chendo as viajas do governo e do povo.
fazer-1
nascer una dcsconfi-
ciado acabava de
auca.
lima descontianca ullrijinte, e odiosa, mas vero-
smil ; urna descontianca de que elle eorou. mas
quo loruou-o pensativo.
Cora etleito nao fora Pandoc quera Ihe s-nviara
essa secrelaria tuu brilhaule e lo bella, saiola niliid
que goardar* lao mal sens pa-sariudos ilourados,
prisiio frgil, a qual se poda suppor gOtUOf lalses e
chaves duplas.
COMARCADO BONITO
s de marco.
O cholera continua a' declinar nesle leuno. n...
lugares e povoado, onde ja' fez elle seas estragos.
porra, mala anda, onde vai apenas romerando. Da
villa lem ido soccorro de dieta e remedios pan ot
pontos oin que se fazem iiecessaros. lenho oavid*
dizer, qnc os sahdclegidos van mais ou menos com-
primi seas deveres, ans mais que oulros. O qaa
mo lem lia\ ido he, como ja' Ihe disse, demasiada
caridade, assim mesmo alguns deram em Beterrot e
Cravala', gado para os pobres, pauri quos irquut
amatit Jpiter. Nao faz-m a milsima parle do qae
devam.
Em Rezerros, Ierra de tanta fazendas de sido,
nao poda cada um dar o seu boisinho ? muilo beta,
mas diz-se que o tempo kc dr prrju :os, que nm
he possicel remir a todos, que anles recorrimos a
Dwt. que he su quem nos * menlos '. '. boa duvida I Enlretaulo, nenhum lem-
po he mais azado para actos de caridade. Demasia-
do e&oismo !
Pois em cerlos tusares, .fallo em geral prteisa-
vamqoeo governo aecudisse ? nao ; ha-lava qoese
reuuissem os rico, para quem um e dous coutos de
ris, dando o que podessecada um he nada, a tra-
(assem de ludo que necessario tost piraaminonr o*
males seus e dos pobres, n'uma quadra desla*. i.iue
seguissera ao meos os philantropicos exem|dos do*
Srs. H.ir.in de Ipojucu e Dr. Miooel Joaquim, da
Fragoso Porem, o que se lucra com it*n um no-
me, fama, que u.lo pasta de ama bulla de ir, na
phraM de Shakspeare'.' com eslat cousas nao te
manda ao acougue D o governo, a quem corre<-
obrigac.lo. egostas c irfll vezes CEOistis I O go-
verno lem tanta como os pirlicnlires, cada nm do
quaes im un arparte do grande todo,a tociedade.par*
cojo beneficio todos devem concorrer na srandes
crites. Comarcas, repito, onde exislem grande* pro-
prielarios, nao necessitavim di auxilio ilgota olli-
cial deva-se formar ama bolsa qoe podia montar
em alguns conlos de res, e com conlos de rcit ax-
se rauila cousa !
O governo licaria a-nn com mais largueza para
oulros muitos lagares, oode ha mais pobreta, oa par
outra, menos quem posta dar. Se ale houve nm
senhor de engenho que sa animan a pedir presi-
dencia ambulancia e baeta para soa fabrica O sen
Diario e o Vair cliamoo a isso de oosadia, e ea nao
sei se sera' mais algoma cousa.
A mortandade em tiravala' excede a' ion. era Re-
zerros lalvez ande por muilo mais ; a' vista do qoe
I be posso dizer, qoe so esle lermo n.io lem perdida
Filippe lenlou a principio repellir essa desconh-
aoca. mas nao o conseguio : sabia qae ludo aconte-
ce, que ludo be possivel. Conhecia os homens e as
mulhercs de seu seculo, e Uvera a imprudencia da
naoiteme-lostullicieotemeule. Naturalisado parisien-
se pela sua edocacao, pelos viciot.e pela -na ambn.ao
lauca desconfiara de Paris. cidade ininotaora qoe
corrompe a seut filhos com minio- mimos, ma*
que nao lem escrpulo de devora-1 o.
Km consequencia dessas novas reflex.-cs liliope
nao loi a casa do commissario de polica ; conlcn-
lou-se de maudar chamar um serralbeiro.
Este hornera depois de minucioso ame da serr-
taria allirmou que haxia somrute appareoria de ar-
rombainenlo; a fechadura eslava perfeilamente in-
tacta; o niivel fora sem duvida aberlo rom chave
lalsa.
Ludo iso nao estalielecia nenhuma prosa contra
Pandora ; mas aogmenlava raoilo as sos|eilas. Em
seu emharaco lilippe so vio urna cousa a fazer : ir
imediatamente a rasa della conlar-lhe ludo, obter-
var-lhe o srmblanle.e tirar detsa cnlievisla urna rc-
gra de conducta.
Cora esta intenco alraveoii rpidamente a di
lancia que o separava do domicilio de Pandora. >eu
e-paulo foi grande, quando I porleiro diMe-lhe que
ella sahira em carruajera ; n.io pudendo crer nesse
te-lemunho elle subi ao aposento. A camarista re-
petio-llie o que di.-era-lhe a porleiro : Pandora
taliira, mas em di/er onde ia.
Filippe nao deu-se ao Irahalho de intislir, lancoa
simplesmente urna nineda a ramarisla, a qual letn-
brou-se loso, mas confusamente de que nuvira tai
ama pronunciar o nuine de Opera Cmica.
Era ludo que Filippe quera saber.
Dirisio-se ao Iheatro indiciado lu.nulo com pre-
ocriipafcs de duas i*species. rom descoiilianra* de
duas natureza- Pandora lomavae paia elle Hiai
i(u que iinua a mulher enijuialira foinudavel.
1 um quanlo ja losse alta uoile elle rliegnn anle>
do lim da represenlarao. Occullo .. cunada da or-
diestra |i*rcorreu com a vista os camarotes, a gah
\
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


DIARIO fi PEMU1BUCO TEQl FEIP.A 18 DE MARCO [ 1156
\
*
/
meaos de 2,imhi habitantes, e isla v.ii a inais, porque
o negocio ai ma nao csla'cSncluido.
Nao ha duvida que liemos lutado com o verda-
deiro cholera asialico, porque lodos os svmplomas
desse lerrivel nial, e os mesmos pheomeuosque pre-
cedern] a sua enlrada em Franja, se deram entre
nos, segundo o que hei podido colher. Va i un
treozinho da historia
I Desde o mez de dezembro de IK3I, ale os priu-
cipios de abril de Ittl, reinou lamhem ama certa
epidemia nospeixes don vastos tanques das (erras do
Marais e do Marcoussls, nos lagos de Bavillo e de
Fontenav-les-Brises, nosriheirose valles de Dour-
dan e d'Arpajon. Kecordo-me que la' para Sania
Catharina ou Kio Grande, houve tanibem sin ata-
can*) esta daeni;j exclusivamente c; barbos. No
lou-se no principio da epidemia, que esle peiie or-
dinariamente mui vivo, e fuglmlo ao menor sussur-
ro, se ijontava em grande numero sobre as bordas
dos lagos l'ormavam grupos compactos cr a cabera
inellida no lodo, e all icava como ame jeido. e se
apanhava.fcilmente a' roto.
o Oulro faci nioi curioso,i|uc d .nodo ligam de.
vemos passar em silencio, he a cr -oolia vulgoniiir-
rinha; que atacou as callinhas nos ennseDios de Choitg
ede licrvtj (por esles lugares lamben)homeengran-
da escalla essa peste de ga'linha?, de formo que rom
diltlcutdadc se acha baja para os doenles". .A duen.
a parece ler alguma analoga cun o cholera. Es-
las aves cram accommeltidas de verligens, expeii-
mentavam dores abdumioacs, e em poucas horas ca-
liiam moras; sua pello quamlu se Ihe arrancavatn
as peonas pareca atol-escura uao se fez por ca ne-
nliuma observado a esse rcspeilo".
a Na historia desla epidemia,cumpre marcar o (ac-
to importante de que a maior parle dos iudividuos
atacados do cholera, se achavam ha dias ou semanas
debaiio da iotlueucia de um desarraujo de funches
digestivas (o mesrao se lera dado aqu n.lo em lodos
porque muilos estilo perfeitamcule bous e >,1o ataca-
dos, porm a regra he que, a molestia se anuuncia
por esses desarraojos. ;Exlrahido.)
Teuho notado boje os inconvenientes de nao ha-
vermos sido mais francos e fallado rom mais clare-
xa, logo que apparereram os primeiros casos; nao
deviamos estar com essas gastriles, colites, choleri-
na benigna, ele, ele.
Teria sido melhor que dissessemos: ponhamo-nos
em guarda, acautelmonos que o feroz inimiga das
popularnos se aproxima. Nao parece elle, mas essa
lerrivel molestia se appresenla de mil formas, as
suas primeiras iovasOes, e daqui a pouco eis o ini-
migo Uo perlo que somos obrigados a combal-lo
ferro fro.
Emendo que o governo ha sido sollicilo em soc-
correr os logares aneciados.
O governo apezar de dispr de muilos meios, lula
com serias diflicaldades,' umita cousa se nlo pode
comprar com dinhebo, e entre ellas principalmente
a vontade dos mdicos; he preciso nao vermos em lu-
do objecto de sinecura, he muilo bom fallar de fura,
porm eulloquetno-nos em cerlas posices as occa-
siet, como estas, e veremos o que oos cosa !
lia Iras dias chegaram aqu sele cargas com medi-
camentos, arroz e bolachas, que vieram por iuler-
medio do delegado do l.imoeiro.
Nesla villa houve alguma falla de arroz, bolachas,
e oulros gneros, porque as tabernas se nao encon-
Irava, porm felizmente j.i os ha venda.
A felra honlem foi boa, a familia deu al lli pa-
tacas, para a larde a -JO patacas por causa dos atra-
vesadores, nm dos quacs foi i cadeia para nao tor-
nar a vender a qnem comprou, comerou a pedir \\i
patacas, o que era o mesmo que i)ludir a poli-
ca.
Honlem cabio um prelo na feira ; a polica DMO-
doo-o logo para o hospital, e a naile foi-se para o
oulro mundo, eenterraram-se creio que 3.
Adeos, eslima'rei que o sir compadre c o que Ihe
diz respailo vi bem ; por aqu a maior fortuna que
pode ler um quisque que paisa, he bola-lo duro e
solido, porque he sigoal que se caminha com canto
em poupa. O mesmo Ihe desejo, e boje que la es-
li com o hospede, saflhlo quanlo he cloquale a
(al coutinha sahiodo por este modo. .
Na colonia de Pimenleiras, tambem vilo as cousas
bem.
Corre qoe fallecerini, o prestante commendador
'""NLeite, Francisco taita, dajurema. e Pedro
raes, ewmfnr.-------------
A comarca do Brejo vai pcrJendo pessoas bem
importantes! j |a se foi o Ur. Machado, moc.o que
ia n'uma (aoboa carreira.
Tambem corre que morreu um Ur. Machado, de
(aranhuns. Quem desta escapar lem muilo que
contar.
Adeosinho.
./u retonier.
dem.)
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSAO' EXTRAORDINARIA DE DE MARI O
DE ISt.
Presidencia do Sr. Bario de Cambur ihe.
Presentes os Srs. llego Oliveira, Cameiro, Mello,
e Barata, abrio-se a sessao, c foi lida c approvada
a acia da antecdeme.
I 01 lido o segoinle
EXPEDIENTE :
ous officios do Exm. presidente da provincia,
de i e 3 do corrcnle, remetiendo uaquelle copia do
que dirigir diversos Srs. de engenhos sobre a re-
messa de godo para consumo desta cidade ; e di
zendo que eonvinba que mandasse a cmara pre-
parar os meios necesarios para rereber qualquer
gado que ellos remellam, e neste, aecusandn a re-
cepto do que i mesma cmara Ihe dirigi aos 27
do mez findo, em reposta ao daquellc governo de
2, em que procurou saber noticia das providencias
que a cmara pretenden por em pratica acerca do
abaslecimenlo de carnes verdes.
Neste segundo.ollicio dizia S. Esc. que ninguem
ignorava que regular o consumo das carnes verdes
de modo que, nao se pondo restribo liherd.ule
de industria, se possa abastecer o mercado de. le
genero de primeira nacessidade por um preco ba-
rato, era queslao mui raejindrosa e de diflicil exe-
enjao ; mas que, do que agora se Iralava era acu-
dir de promplo graude falla, que vai apparecen-
do de carne verde,em razao de epidemia, que gras-
sa ao mesmo lempo as principaes feiras, que ali-
mcblam o mercado ; e para esle poni cbamava S.
Ele. a alle,ncjo da cmara, esperando que com a
maior urgencia pozesse ella em pralica os meios
convenientes para que possa haver gado necessario,
ao menos para ajudar o suprimento dos parlicula-
rea ; instituindo agentes, que vao compra-lo nos lu-
gares mais perto, para ser lalhado ao povo pelo pre-
so correnJeT-rpeU modo que jnlgtr mais pralicavel
eecouomico.
Parlicipava nnalmtabj S. Exc. todas as providen-
cias que ha dado para vir gado)., dirigindo-se ao
lobdelegado de Pedras de Fogo, e a juiz de direito
de tioianna, cojas resposlas remelteu por copia, e
conclua franqueando o diohero preciso, e o auxi-
lio da policio.
ra pergontando ao mesmo lempo a si mesmo que
phantasia extraordinaria, ou que motivo imperioso
podera conduzir Pandora a essu espectculo. A fa-
djga que manifestara poucas horas antes nao era en-
lao mais do que um pretexto Elle (embravase
tambem da pressa du sua despedido, e do tremor
de sua mAo prfida.
Eulrelanlo nao avislava-a em nenhuma parle :
mudou mullas vezes de lugar, eem lim vollou ao
primeiro posto ateas desapontado e cada vez mais
agitado ; pois se Pandora nao eslava na Opera C-
mica, onde poda estar?
A' sombra d3 porta da orcheslra elle eslava muilo
inquieto qoaudo chegoii-lhe .ios ouvidos una voz
que nao Ihe era possivel desconhecer, e que parlia
de um camarote qoe Ihe ficava prximo.
Essa voz dizia :
Aquella pera recreia-o muilo, charo conde'.'
Aquella pec.a que quer voss iizer 1 Repr-
senla- alguma peca > Desculpe minha dislraccao;
c.-lou absorto pela alegra de lomara ve-la.
Vosee he montono, tornou Pandora ; ha
orna hora que n.lo se esgota sobre esse tbema.
He porque voss cumprio tnmbem sua pala-
vra como urna fldalga, disse o conde.
Oh com lodos os scus cumprmenlus reata *e
ornara em lim injurioso. Em que acha admiravel
nmilia roniliicl.i .' Ku tinha-o rtineridn por tres me-
zcs em razao de motivos... pessoaes
Sim, pessoaes... siispirnu elle.
I'inlia-lbe dito : afaste-se de Paria, viaja do-
rante tres inezes.
Part, e viajei.
.,7iE '"l1:1 ^"^o'a'lo: Volle uo dia viola e
ei, e oulubro, v ao seu camarote la Opera Comi-
L',.n ,'?1^.t,1dP^nlar-meU essa noile.
%%?*'""'l'*i* "usa
Voae he adoravcl!
brlhante.P Be>le:lom3ra veslo.iriJ mai
Potloa em disrussAo dilos ollicio, foi a camal a
de accordo que se DODMHM urna commissao de dous
I dos seus niembros, para innimbr-se da completa
j execucao desla medida, recebendo o gado c fazen-
1 do-o lalbar, creando agenles para compra-lo, c eti-
lendendo->e com o governo da provincia, e mais au-
loridndes respeito de todas as oceurrencias que se
derem, e providencias que se. devam a loplar ele.
Foram (lomeados para a commissao os verea.lores
Antonio Jos de Oliveira e Manoel Joarfum do lle-
go e Albuquorqne, com a faculdade de servir-se
dos esclarermanlos de pessoas praicas neste ne"
gocio.Mandn se olliciar ao Exm. prcsidcnle da
provincia, dando scieticia disto, e pedindo expedis-
sc ordem a lliesouiaria de laceada para forneccr
ti commissao o dinheirt que ella rei|uisilar para
eslas operaees.
Oulro oflicio do S. Exr. respondendo com copia
da nformacjlu do director das obras publicas ao
desla cmara, de 1:1 de fevereiro ultimo, em que
represenlou sobra a neceasidade deterem calcadas
algumai mas da freguezia de Jos, oudc cslag-
nanixiguas pluviacs ; o que Informa o mesmo direc-
tor ja se nao lar fcilo, por se haver etgolado a quolc
para esle serviro.Inleirada.
Oulro di cmara municipal do Cato, reprcsenlan-
do ao Exm. presidente da provincia, contra o abuso
pralicado pelo arrematante do imposto de aferiroe*
deste municipio, em aferir ancoras ja aferidas ua-
quelle ; sobre u que mandn S. Exc. ouvir a rsla
cmara.Resolveu-se se respondesse a S. Exc. que
era bem firmada e de direito a reclamaeno da pelicio-
naria.mas que Dio sendo esla cmara a autoridade.ii
quem compele punir os abusos desla ordem, com-
mellido pelo arremalanle, que u,io he seu empre-
gados, deiiunciasse ella do proce lmenlo do afeildor
a aolorldade jadiciaria competente.
Oulro do ebefe de polica, iulormando sobre a pe-
licaoda Anselmo FerreiraCamara, dirigida ao Exm.
presidente da provinbia, e por S. Exc. a cmara,
requerndo o peticionario para ser conservado aber-
lo aos domingos a dias santificados o sen armazem
de feriaba de mandioca, allegando oslar elle com-
prebendido no numero daquelles a quem a postura
concede este privilegio.
A cmara concedeu a liccnca requerida, e man-
dn publicar editaos para se conservaren) abertos,
uos niesmos dias, aquello- cslabelecimenlos, onde se
vendem gneros alimenticios de primeira neces-
sidade.
Oulro do delegado do primeiro dislriclo dcslc ter-
mo, representando sobre a necessidade de fornecer a
cmara agua potavcl aos pobres desla cidade, por
Ihe constar que nao ha quem queira levar a casa
delles um balde d'agoa por menos de H0 rcis, c islo
com muila dillicoldade.
Resolveu-se qoe se ofliciasse cempanhia de Be-
beribo para Iranquear gratuitamente,durante a epi-
demia reinante, os scus cfaafariies, para delles re-
ceberem os liscaes agua em pipas, e di-lnbuirem
diariamenle pela pobreza somenle.Mandou-se or-
denar aos mesmos fiscaes conlralassem com toda a
brevidade carrocas com pipas para esle servir.
Oulro do subdelegado do Recife, remetiendo a
quanlia de 108 em que multara a Pedro Alain, pro-
prielariii da cocheirado larso do arsenal de mari-
nha. por infraceflo do rl. 11 do regnlamento poli-
cial de agoslo de 1855, combinado com o arl. 17 das
posturas de IKde jiilho do mesmo anuo ; e pedindo
mandasse a cmara pagar ao medico Joaquim An-
tonio Alvos Ribciro, a importancia de duas corridas
sanitarias, que fez per ordem superior, em deiem-
bro do anuo passado, as vendas e oulros eslabele-
cimenlosdaquella freguezia.Mandou-se remeller
o dinheiro ao procurador, e pagar ao medico.
Oulro da commissao do bygieoe interina, cora-
municando a sua nomeorao, e acliar-se em oxercicio
desde 2:1 de fevereiro ultimo.Inleirada, e man-
dou-se aecusar a recepo.au.
Oulro do procurador, pedindo esolarccimenlos
acerca da posse docapellao do cemilerio. e paga-
mento do seu ordenado ; assim como sobre quacs as
despezas daquelle estabelecinienlo, que se devem
considerar acrescidas ; c se o referido ordenado deve
ser comprefiendidona despezaordinaria.Mandou-
se responder de conformidade com as ordeus expe-
didas asemelhanlt respeito, dizendo-sc que pagasse
o ordenado do capelln da dala em que principiou
elle a o\ercer_friu^;ei-
Oulro do mesmo, remetiendo o balanco da recei-
la e despeza do mez de fevereiro ultimo.A' com-
missao de polica.
Oulro do administrador do cemilerio, pedindo
desse acamara ordem i que fossem pagos os orde-
nados do capelllo e sacrisiao, visto que sendo aprc-
scnladas ao procurador as foas dos ordenados dos
emprecado* do eslabelecimenlo, deixou elle de pa-
gar o daquelles.Mando'i-se responder que fica-
va expedida ordem ao procurador para este fim,
sendo que a duvidaque elle poz para nao ellecluar
logo o pagamento, foi por au haver na le do or-
ramento crdito consignado para esla despeza.
Foram Horneadas novas rommissi.es, que crnm
assim compottM : E lilicacao, Oliveira e Barala ;
saudc, tiameiro e Reg ;polica, Franca e (ia-
meiro.Petirues, Re2o, e Alboqiieique e Mello.
Rcsolvou-se que se ofliciasse ao Dr. diere de polica
para activar a condurao para o remttcrio dos cadve-
res de pessoas fallecidas da epidemia reinante, puis
que consta vai sondo ella demorada.
Reooroo-ee a aulorisarao dada ao ve reador pre-
sidente para ir (raudo do cofre o dinheiro preciso
para sorrurrer as despezas ordinaria'. Francisco Bo-
tellio de Andrade, requeren para Tazer a eslrada do
cemilerio pela inesma quantia de 5:400$ rcis, por-
que foi oreada ltimamente, e no esparo de 6 me-
zes; aoqne annuio a caman.- resolvendo se pedisse
aulorisarao ao Exm. presidente pera se despender o
qoe acresceu ao primeiro orcamento, expoode-te o
que deu lugar a nao se allecluarla primeira arrema-
tarlo.
Dcspncharan-scaspelires de Fraucisco Bolelho
de Andrade 2 ', de Felicia Hara Benedicla ("8 ),
de Jos Uonealves da Porciuncula, de Joaquim Al-
ves Batbeaa, de Manoel da Fonceca de Araujo Li-
ma, de Harta Dionizia da Paitlo, de Vicenle Aleu-
des Wanderley, e levanlnu-se a Klilitii
Eu Manoel Ferreira Aicioli, secretario a escrevi.
/,'orio de Capiboribe, prcsidenle.llego e Albu-
qnerque, lmala d'Mmcidii-.liego.OUreira.
Mello.
RevlsCio do jury do Recife.
10 de Janeiro.
Foram qiialilicados jurados os seguidles Srs ;
Alexandrc Rodrigue dos Anjos.
Anlonio Ignacio da Silva.
Antonio Marques,de Amorim.
Antonio I.eile de Pinho.
Anlonio Ignacio Ferreira.
Antonio tionralves Ferreira.
Anlonio Coelho de Mello.
Anlonio Joaquim de Souza Ribeiro.
Alexandre Jos da Rosa.
j Anlonio I.eile Pila Orligueira.
i Antonio Feruindes do Araojo.
I Antonio Mximo de Barros I.eile.
' Dr. Anlonio (ornes 'Cavares.
Anlonio Alvcs Barbosa.
Antonio Ansiisln .Macipl.
Dr. Antonio Bpaminonda de Mello.
Antonio l'rancisco Pereira.
Aulouio de Moura Itolim.
Anlonio l.uiz dos Sanios.
Dr. Alselo llenriques da Silva.
Anlonio Bernardo Quinleiro.
Anlonio (oncalves Pereira l.ima.
Dr. Alexandre de Souza Pereira do Carino.
Anlonio Jo< do Oliveira.
Dr. Anlonio de Assumprao Cabral.
Dr. Anlonio Annes Jaeome Pires.
Anlonio (nucalvcs dos Santos.
Dr. Antonio Ranscl do Torres Bandoira.
Antonio Joaquim ilc Mello.
Anlonio Pedro de Figuciredo.
Antonio Ricardo Aniones Viltaca.
Anlonio Vital de Oliveira.
Anlonio Alvos da Fonscca.
Anlonio Duailc de Oliveira liego.
Dr. Anlonio Vicente do Nascimenlo leitoa.
Antonio da Cosa Reg Monleiro.
Antonio Ignacio de Mcdoiros Reg.
Alfonso Jos de Oliveira.
Anlonio Augusto F'onseca.
Anselmo Jos Piulo de Souza.
Antonio Joaquim de Oliveira Baducm.
Antonio Nobre de Almeida.
Anlonio Rodrigues de Albuquerque.
Amaro Beuediclo de Souza.
lenle Antonio EarSnrMa-iMlva.
Angelo Cusloditt-dos Sanios.
Adelo Jos de Meodonc,a.
Antonio l.uiz do Amaral e Silva.
I'nionio Garlea de Pinho Borges.
Antonio Carnciro Machado Itios.
Antonio Gardoso de Mociroz Fonseca.
Anlonio Joso tomes do Correio.
Anlonio Feliciano Rodrigues Sele.
Amaro de Barros Correa.
Anlonio de Souza Rangel.
Anlonio Pires Ferreira.
Anlonio Jos de Maraes.
Antelo de Moraes Comes Ferreira.
Capilao An(onio Alves de Paiva.
Ilrigadciro Aleixo Jos de Oliveira.
Anlonio Mtiniz Pereira.
Anlonio Ferreira de Aiinunciacao.
Capilao Anlonio Jos de Souza Carueiro.
Alexandre Ameriro de Caldas Brandan.
Adelo Jos de Moraes.
Anlonio lionralves de .Moraes.
Antonio Caldas da Silva.
Agoslinho RodriguesCampello.
Anlonio Francisco de Paiva.
Tenente-coronel Antonio l.ins Caldas.
Antonio de Souza l.eOo.
Tenenle-coronel Antonio Pedro de Su Brrelo.
Antonio l>ae< de Mello Brrelo.
Antonio de Carvalho Soares Brando.
Antonio lleoriques de Miranda.
Amaro I ornando- Daltro.
Anlcnio Flix Pereira.
Anlonio Joaquim Anlunes.
Anlonio Rodrigues Campellu.
Antonio Joaquim do Santos.
Antonio BrondSo Malheiros.
Anlonio da Silva Fragoso.
Antonio Jos do Castro.
Antonio Augusto Bamlcira de Mello.
Antonio >orhct(o dos Santos.
Antonio Jos Rodrigues de Sou/.a Juuior.
Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro.
Amaro Gonralves dos Sanios.
Dr. Antonio Wilruvio Pinto Baodeira c Accioli de
Vasconcellos.
Anlonio Muuiz lavares.
Antonio Pereira de F'aria.
Aleiaudriuo Mximo Leal de Barros.
Anlonio ('.arneiro da Cunha.
Anlonio da Cosa Ribeiro e Mello.
Anlonio Jos da Coia Araujo.
Dr. Antonio Ferreira Martlus Ribeiro.
Antonio Maitins Satdanha;
Antonio Leal de Barros.
Dr. Aulouio Jos Alves Ferreira.
Dr. Anlonio Agripino XavierH'ereira de Iluto.
Adriano Xavier Pereira de Brito.
Ur. Antonio Maria de Faria -Neves.
Dr. Anlonio Alves de Souza Carvalho.
Dr. Antonio dos Santos de Siqueira Cavalcauli.
Alexandre Joaquim Sahro.
Alvaro Trujano de Albuquerque.
Alvaro Pereira de S.
Antonio Fraucisco Calara.
Anlonio Rufino de Andrade Lima.
Alvaro Auguslo de Almeida.
Anlonio Manuel Peieira Vianna.
Anlonio Jos Teixeira de Caslro.
Anlonio Jos de Almeida Ribeiro.
Antonio Chinaco Moreira Temporal.
Anlonio Bezena de Menczes.
Antonio Primo Soares.
Anlonio Pereira da Cmara Lima.
Antouio Alves de Miranda (juimaracs.
Antonio Seraphim da Silva.
Antonio Domingos Pinto.
Aprigio Jos Baptiila.
Alexandre Mauoel dos Passos.
Autouio Aureliano Lopes Coulinhu.
Antonio Francisco Dias.
Antonio l.uiz Pereira Baslns.
Agoslinho Jos dos Sanios.
Antonio Emigdio Ribeiro.
Anlonio de Souza Molla.
Alexandre Auguslo de Faria Avellar.
Anlonio (jomes Pessua.
Amaro Frankliu Barbosa.
Major Antonio Jos de Oliveira Fragala.
Dr. Auguslo Carueiro .Monleiro da Silva Sanios.
Andio Guilherme Brcuckenfeld.
Anlonio da Silva (juimaraes.
Aulouio Jos'Pereira.
Anlonio Ferreira da Costa Braga.
Anlonio Honorato de Carvalho.
Antonio Bezerra Cavalcauli de .ilbuquerque.
Aulouio Jos de Figueiredo.
Antonio Alves da Fouseca Jnior.
Anlonio da Cunha Soares Nobre.
Antonio Caldas da Silva.
Anlonio llenriques de .Miranda.
Anlonio Alves .Monleiro.
Abili Fernandos Trino de l.ourciro.
Major Antonio Conrado de Carvalho.
Anlonio Lourenc,o lavares.
i Conlimiiir-sc-ha.'
Recebemos noticias do Passo de Camaragibe com
Mas so elle nao podia ver Pandora via perreita-
mente o conde de Ingraude alegre, regenerado.
Dizer que a raiva cuchen o peilo de Filipnc fra
mu pouco.
Teve um asanle a idea de enlrar no camorole:
mas o ridiculo de tal acrao sallou-lhe logo aos olhos
e elle conlcve-se.
O conde era o mesmo homein que ella Ihe sacri-
ficara lrc mezes antes, sacrificio que o enternecer,
e que era apenas provisorii, como elle descubra nes-
se momento.
Essa luz dando-lhc Da visla por pouco o n3o fez
abri de rolera.
A'sim Pandora zombara delle durante Ires mc/.cs,
nao Ihe livera ncnlium amor, seguir raelliodica-
mente um programm trabado d'anles, calculara a
durac.au de sua unan, e marcaralhe or Icrmo o dia
vinle e seis de oulubro !
Ouem nao licaria ao menos exasperados bumi-
lliado'.'
Alem ilisln no mcio de sua agilarao Flippe Bevle
presenta que essa comedia devia lor una causa, de-
via ter iimatvo essa machinacAo cruelmente fra. Se
ella nao o amara para que o quizera? Laucado aira-
vez da< siipposires ello slremena a idea do furto
que se Ihe representava incessar.lemcnle ao espirito
Debnlde lenlava lobtfahir-saa essa importunarlo fa-
tal \iill indo a visla para o camarote, onde esla'va es-
sa miilhor mimosa c entenadas airas da nuvem da
seus cabellos qoe algumas limes mal siiMonlavam
ello va paasarem tmagens do tribunaese perlis de
magistrados, no vento harmonios de sua voz pare- (
cia-He reconbeeer o ranger de urna rechadura.
Elle reroiuu endnuderer a sabio do Ihoalro.
Em sua casa arliou urna rarla de Pandora escripia
e enviada por ella antes de ir Opera Cmica.
Era explcita :
A's nove horas da noile.
a Men charo Fi|jp;>e,
Oiiand voMOreeebef esla caria... oh! Iranquil-
lisese.nao eslare mora, portal nao o amarei mai.
o Voss lem muilo espinlo para eslranhar um
fado las simples, lao ordinario e ISo previsto.
a Posto que o lempo insle, c o cabelleireiro espe-
re-me na aoie-camara. releva que eu Ihe diga alen-
mas verdades, meu pobre Filippe.
" .Voss no me ama, nunca amou-me. Eu dis-
lrahi-o, irrilei-o, e isso bastou para que voss se eu-
ganasse.
Causar anlessonrimenlo do que enfado, eis osc-
gredo de nos oulras mulheres degradadas. Restam-
me tantos ;outros sogredos que posso eolregar-lhe
esse I
o Nosso enconlro foi um engao ; nao Invia ne-
nhuma sjmpalhia eulrc nos; somos demasiadamenle
semelbanlcs. Voss nao lem mais sensibilidade que
cu : a dor pode faze-lo gritar, nunca chorar. Sabe
conservar em loda a occasio a can-ciencia de sua
superiondade Assim poder.i em sua vida ter mui-
los amores, mas dcsalio-o a ler jamis amor.
i l m hornera como voss, Filippe, n3o he proprio
para urna mullier com cu ; por isso deixe-mc re-
lirar-me de seu cauinho.
Son o que se cosanla chamar um produelo pa-
risiense, nasrido, e cultivado na grande estufa do
vicio que eslende-se dos passeios pblicos ao bosque
de Roulogue. Como foi feila minha educarao nao
embro-inc mais, ou anles cslremero qu.indo lem-
lira-mc ; indS assevero-lhe que aprend ludo,sei ludo,
mesmo um puur do orlhogiapliia.
- Como quer voss que eu possa ama-lo, Fiiippo .'
Para ser suluugnda por vo-s fal(a-me a inocidade
do corar.io, e nao leudo a mocidade do espirilo para
enamorar-me de scus defcilos.
Sopponhamos que nossa uniao foi urna experi-
encia, urna lentaliva baldada, ella nao drixar por
isso de lor lulo em sua curta duraeao um deleite es-
pedal e real. I vemos muilo juizo para nao disi-
miilarmos de parte parte, e devemos a cesa politi-
c.i delicada, horas risonhas que valm (alvez maisdn
qoe horas abrazadoras, c prazercsqueassemelham-sc
muilo a felicnlado.
ii De quem dovemes queixar-nos. se nosso passeio
de .Mari, leve nma volta dillerenle da ida i Por
ve.....ra ,"l,0i os afleelos, lodos os caprichos nao sao
raats ou menos passeios de Mari, ?
dala de 7 do correle. Aquella villa que parecia
pnupada pela epidemia, porque era o nico lugar da
provincia das Alagoas que linha estado inclume por
muilo lempo, foi finalmente assallada no dia 11 do
passado. Ja mnrriam diariamente 6 pessoas, e o
numero total da mnrlsndade. al a dala em que nos
estrave o nosso correspondente, era de 08.
Recebemos oarla do nosso correspoudenle do Bo-
Idem 17,1Manoel Daado do Rosario, Pernam-
buco, 4(1 anuos, c sado, pardo, Recife, cm casa.
dem I7.>5Josu l'rancisco, Peruambuco, ."> mezes,
branco, Recife, em casa.
dem l7.Vi-Francisco-le Souza Mallo, Pernambu-
cn, 60annoi, casado, branco. S. Jos, em casa.
dem 1757Benta Joaquina da Penha, Peruambuco,
I anuos, casada, prela. S. Jos, em casa
Dito, que liea Iranscripla em oulro lugar, e da qual dem l7:.s'-A,,lonio Alexandre V. herme Per-
i.....v a mil' a o.,.!........ ,.,... i..m ........ -..- hs-, .. "-atunc ,........a lile, i ti
consta que a epidemia continua a decrescer uaqiiel-
la comarca, confirmaudo-sc dest'arle a nolicia que
demos honlem acerca daquellc lugar, pur ulcrme-
dio de Caruarii.
Tambem recebemos rarla de Nazarelh em dala
de 13 do crreme, que lira publicada em oulro lu-
gar. O mal continua a declinar naquella comarca
de urna mar ira coesideravel, de sorle que a morla-
lidadc diaria rcgulava de5 a ti pessoas ; co numero
(olal dos fallecidos subia a 103 ; entretanto nos ar-
redores os casos falaos ainda eram consideraveis.
Segundo a caria do nosso correspoudenle de Ja-
hoaiao de l(i do correle, consta que na povoarao,
em eonsequeneia das chavas que eahiram no di 12
a larde, ainda morreram algumas pessoas, e foram
acrommellidas oulras ; mas rom ludo, era incon-
leslavel que a epidemia na povnaoao eslava ex-
tiinla.
nambuco, 22 annos, solleiro, prelo, S. Joso, em
casa.
Iteraros.
i\umern(7tiBernardo, frica, :13 annos, solleiro,
prelo, Boa Viita, hospital da Aurora,
dem 77Joan, frica, 3 annos, solleiro, prelo,
Boa \ isla, em casa,
sol-
ddem (78Fernando. Peruambuco, 10 anuos
leiro, prelo, Roa Vista, em casa,
taem (79Jacinlho, Afnca, :|j aiinos, solleiro, pre-
lo, Minio Antonio, serrador, em casa,
dem 680 Delfiua, Peruambuco, 8 annos, sollcira,
prela, Recife, cm casa,
dem 681Aatonio, .rica, 50 annos, solleiro, pre-
lo, .Minio Amonio, em rasa.
dem 682Jos. 60 anuos, solleir, prelo, Recife,
, 'o",1 l',rVs?ri" 'lo "nal de marinba.
dem (.8.1-isabel, frica, 35 annos, sollcira. prela,
f***f tato Antonio, em casa.
I dem liSIRosa, frica Xi
Bl II.EHMDOCIIOI.ERA-MORBIS. Visla, ern casa.
llospal do Carmo, eonliiiuain os mesmos l em IJem!'H,~''"l"1' Pernamburo, 22anuos, solleira,
Ir.ilamonio. prela. Boa Visla, em casa.
Hospital de S. Jos, exislom '.I doenles. dos qnaes 1Je,n "^6Malheiis, frica, :10 anuos, solleiro, pre-
:t em couvalescenra, sabio curado I, e fallecern] 2. ,,,u' Kecife; emrasa.
Hospital da ruada Aurora existem 12 doenles '. uS,_Klla Helena, Peruambuco, 50 annos, sol-
e morreram 2. i leir;l' prela, Recife. em casa.
Illm. Sr.Participo a V. S. que fallecen honlem l,l"n "Albino, frica, 25 annos, solleiro, prelo,
as 6 horas da larde Francisco Amando Vieira, en- Boa .,l,,a' "" ,c,'sa-
Irado pela manh.ia, e boje pela manbaa Jos l.uiz de ,,aem Paiva, eulrado no dia antecdeme. Prdo, Boa \ isla, boleeiro, em casa.
Enlraram ua inesma larde, Antonia Maria Fcr- ldfm "9"Joaquim, frica, 28 annos, prelo, Boa
' isla, em casa.
dem 1813Maria Joaquina d'Auuunriaco, Per-
nambuco, :13 aunos, solleiro, branca, Boa-Vsta,
em casa.
dem I8lliBelrhinr, frica, i" anuos, solleiro,
prelo, Sanio Antonio, hospital do Carmo.
dem lst".Maria Cliudina Ramos, Peruambuco,
33 anuos, solleira. branca. Santo Antonio, hospi-
tal do l.ivramcnlo.
dem 1818Ignez de Caslro Ferreira Monleiro,
Peruambuco, II aimus, solleira, brauca. Boa-Vis-
ta, em casa.
dem 1819Vctor Comes Pereira. Ccar.i, 39 so-
cos, casado, pardo. Sanio Anlonio, ua cadeia.
dem 1829Romana Mara da Cooceicao. Per-
nambuen, 97 anuos, viuva, parda, S. Joso, em
casa.
dem 1821gueda Francisca, Pernambucp, I an-
uo, branca. S. Joso. em casa.
dem 1822Antonio do Espritu Sanio, Pernambu-
co, i I annos, solleiro, pardo, Boa-Vista, hospital
di Aurora.
dem 1821Loureuro Justo dos Sanio', Peruambu-
co, 10 annos, solleiro, prelo, S. Jos, em casa.
dem 1821Faustino da Costetelo, Pern.unbuco,
28 anuos, solleiro, pardo, Roa-Vista, hospital da
Aurora.
dem IS'23I inhelina Maria. Peruambuco, luan-
nos, branca, Recife, em casa,
annos, solleira, Roa dem 1826Victorino Comes da Silva, l'crnam-
buco, 70 annos, vuvo, predi, Boa-Vista, em
casa.
dem ls.:TPossidonia Maria da Couceicao, Per-
uambuco, 35 anuos, sollcira, parda. P-ua-Visla,
em casa.
reir, parda, solleira, idade :)."> anuos, lilha de Joto
Damasceun, natural do Pombal, condiuida'pelo ins-
pector do 16."quarleirao; Victoria Mara d'Assump-
co, crioula, viuva, maior de 70 anuos, fillia de Ber-
nardo Rodrigues, natural do Porto Calvo, cooduzi-
da pelo inspector do 17. quarleirflo ; e Joao Nepo-
moceno, pardo, filho de Manoel l'rancisco, natural
desla provincia, solleiro, maior de 60 anuos, condu-
cido peto referido inspector.; lodos gravemente en-
fermos.
Enlraram boje pela maninia Cernido, prelo de na-
rao.
dem 691 Cuilhermina, Peruambuco, 22 annos,
solleira, prela. Kcrifc.
dem da mortalidad!; das pessoas fallecidas do cho-
lera morbos das 6 horas da tarde do dia 13 as 6 da
larde do dia 16 de marro de 1836.
Licres.
Numero 1739Aulouio, :l annos, pardo, S. Jos,
em casa.
dem 1760Lulas, Perusuibuco, I nonos, prela,
Boa-Visla, em casa.
s,. r!,lZV 'l0S l,c,r,le1i.ro,de Nrl>"(o Joaquim Jo- i,|em |76tAntonia Joaquim de Sanla-Anna, Per-
seOuedes maior de .(.> annos, remedido pelo Dr. I
Ribeiro lenedilo prelo forro, de nacilo, maior de
13 ai
dro
solleiro, rondo >'eves, e o africano llvre cm deposito de
nonio niel.
live in alia urna mullier c um homem ; fui re-
mellla para o hospital de raridade por ordem da
presidencia, urna dnuda. que aqu exislis, e ficam
exislindo trinta e quatro. *
Dos guarde a V. S. Ilospilal provisorio do ar-
senal demarinha 16 de marro de 18.36.Illm. Sr.
Dr. Cosme de S Pereira, presidente interino da
commissao de nyghfaa publica.loaquim Jos Al-
ies de .llbuquerqm, cirurcJao du hoipilil.
Relaoodas pessosque allereram do cholera- mor-
hus e foram sepultadas oo cemilerio publico das
6 horas" da (arde do dia lias 6 da (arde do
da 13 Je marco de 1836.
" Lirres.
.Numero 1707Maria Antonia do Nascimenlo. Per-
uambuco, 60 anuos, solleira, brauca, lloa-Visla,
em casa.
dem 1708Angela Custodia, 96 anuos, solleira
prela, Recife, em casa.
dem 1709Maria do Carmo, Pernamhuc, 7 an-
uos, branca, Recife, em casa.
dem 1710Jos Vrenle S. Pedro, Peruambuco,
90 annos. viuvo, pardo, Recife, hospital proviso-
rio do arsenal de marinba.
dem 1711Marianno, Peruambuco, 1 mezes, par-
do, S. Jos, em casa.
dem 1712Maria Joaquina Mettdes da Cosa, Per-
uambuco, 10 anuos, viuva, preta, S. Jos, cm
casa.
dem 1713Joaquim Jos de Mello, Peruambuco,
Afogados, em casa.
dem 1711 Joanna Baplisla, frica, 30 annos,par-
da. Boa-Vista, em casa.
dem 1713Mateos Joso A|Vea, Pernambuco,| 26
annos. solleiro, pardo, Recife, calafate, em casa.
dem 1716Amia Mura do Rosario. Pernambucn,
32 anuos, solleira, prela, Boa-Visla, lavadeira,
em casa.
dem 1717Joanna do Nascimenlo Pessoa, 35 an-
uos, solleira, branca, Sanio Anlonio, em casa.
dem 1718Jos'Izidoro, Peruambuco, 15 aunos,
prelo, Sanio Anlonio, alfaale, em casa.
dem 1719Francisca Maria da Concciro, Pernam-
huco,_l auno, parda, S. Jos, em casa.
dem 1720Deulinda Cosa Monleiro, Peruambuco,
13 annos, solleira. parda, Boa-Visla, em casa.
dem 1,21Maria Mauoella do Nascimenlo, Per-
uambuco, 30 anuos, solleira, branca, Boa-Visla,
em caga. '
dem 1722 Vieira, Peruambuco, 29 annos,
solleiro, Boa-Visla, militar, hospital regi-
__^rnp"'! ____ i------
dem 1723Anlonio, Portugal, 60 annos, solleiro,
branco, Recife, em casa.
dem 1721 Joao de Alencar Machado, Pernambu-
co, 11 mezes, pardo, S. Jos, em casa.
dem 1725Joanna Florencia Albuquerqoe, Pcr-
nambuco, 36 annos, solleira, branca, Boa-Visla,
em casa.
dem 1726Joanna Rosa da Ressurreirao, Per-
uambuco, 30 anuos, viuva. branca, lloa-Visla, em
casa.
dem 1727Josepha, Periiamhuco. 12 annos, sol-
leira, parda. Sanio Anlonio, em casa.
dem 1728Victorino Pereira Brandan, Ptrnam-
buco, 27 annos, solleiro, pardo, Boa-Vista, alfaa-
le, hospital di Aurora.
dem 1729Catharina da Concciro, frica, 50 an-
nos, prela, Recife, em casa.
dem 1730Manoel uonealves de Almeida. Per-
nambuco, 31 aunos, casado, pardo, S. Antonio.
agricultor, Tallecido na cadeia.
dem 1731Francisca Clemencia, Peruambuco, 13
annos, parda, Recife, cm casa.
dem 1712Auna Joaquina de Vaz, Peruambuco,
60 annos, viuva, parda, Santo Antonio, em caa.
dem 173:1Justina, Pernambucn, 30 anuos, viuva,
preta, Boa-Visla, em casa.
dem 1731Maria Francisca, Peruambuco, 2t an-
uos, preta, Boa-Vista, cm casa.
dem 1735Jucela Nones da Rocha, Peruambuco,
25 annos, casad, prela, S. Jos, em casa.
dem 1736Jos Flix. Pernambuco, 36 annos,
solleiro, pelo, Sanio Anlonio, em casa.
dem 1737Jos Aiclunjj Rodrigues, Pernambuco,
.18 annos, solleiro, preto, Sanio Anlonio, cascavel.
em casa.
dem 1788Jos Francisco de Oliveira, Peruambu-
18 an
co, 18 anuos, solleiro, branco, Recife. em casa.
dem 1739Candida Ludovirges dos Passos. Per-
nambuco, 10 aunos, viuva, branca, Recife, em
casa.
dem 1710-tAnlonio Bernardina Coerra, Pernam-
boce.lO mewf, branco, Boa-Visla, em casa.
dem 1711Jos Feliciano da Silva, Portugal, 63
anuos, viuvo, branco, Boa-Visla. purleiro publico
do palacio do hispo.
dem 1712Antonio Amaro, Pernamburo, 10 an-
nos, casado, pardo, Boa-Visla, em casa.
dem 1713Severiua Maria da Conceicao, Pernam-
buco. 30 anuos, viuva, parda, S. Jos, em casa.
dem 1711Manoel de Dos, Pernambuco, 3 an-
uos, prelo. S. Jos, em casa.
dem 1745Francisca, Pernambuco, II mezes,
parda, S. Joso, em casa.
dem 1716l.uiz Marcelino Florencio do Espirilo
Sanio, Pernambuco. 10 annos, casado, prelo, S.
Jos, campia, em casa.
dem 1717Antonia Rila do Rosario, 58 annos,
viuva, prela, Recife, em casa.
dem 1718Mai -el Elias Correia, Pernambuco, 22
annos, ra>ailo Jkelo, S. Jos, em casa.
dem 1719 Lcobino Antonio dos Prazeres, Per-
iamliuro,~aannos, pardo, S. Jos, cm casa.
dem 1730Anglica, frica, 60 anuos, sollcira,
prela. Sanio Anlonio, em cisa.
dem 1731Joanna Juliana do Espirilo Sanio,
Pernambuco. 11 annos, sollcira, parda, S. Jos,
em casa.
dem 1732 Dalivo, Pernambuco, o aunos, Recife,
em casa,
dem 1753Francisca das Chagas, Pernambuco, 32
annos, solleira, parda, S. Jos, em casa.
nambuco. 30 anuos, solteiro, prelo, Boa-Visla, em
casa.
dem 1762Vicente Jos Pereira, Portugal, 16 an-
nos, casado, branco, Boa-Vista, hospital porlu-
guez.
dem 1763Manoel Teixeira Lopes, Pernambucn,
26 aunos. solteiro, preto, sapateiro, hospital da
Aurora.
dem 1761Joanna Mara d'AuDuociac,ao, Peroam-
buco, 36 anuos, solleira, parda, Boa-Visla, em
casa.
dem 1763Anna Maria do Carmo, Pernambuco,
Kianoos, parda, Boa-Visla, em casa.
dem 1766Secundiuo Prxedes Ferreira, Peruam-
buco, 10 annos, pardo, em casa.
dem 1767Vicloriua Maria das Dores, Peruam-
buco, 7 dias. branca, Boa-Visla, ern casa.
dem 1768Joao Baplisla Corsea, Pernambuco, 36
aunos, pardo, casado, Santo .Autouio, pintor,
cm casa.
dem 1769Ignacio Dias I.eile, Peruambuco, 10
annos, viuvo, pardo, S. Jos, serveulc, em
casa.
dem 1770Maria Congo, frica, 60 anuos, solleira,
prela. Sanio Antonio, em casa.
dem 1771 Nicario Jos d'Almeida,Peruambuco,8i
imos^viuvo, Sanio Anlonio, pescador, cm casa.
dem t,,2Mana Adelina das Dores.PernainbucOy'.'
U) annos, solli ir.. parda, Santo Autoiiio.ein cas^.
dem 1773Anua Fernandes Vieira, Peruambuco,
30 annos, solleira, parda, Sanio Anlonio, hospi-
tal do LivrameiKo.
dem 1771 Anaslacia Maria Francisca, 10 annos,
viuva^preta, Santo Aulouio, em casa.
dem 177.)Maria do Carmo, frica 10 annos, S.
Jos, em casa.
dem 1776Incgnita, Boa-Visla, hospital da Au-
rora.
dem 17.1Francisco Amando Vieira, frica, 36
anuos, solleiro, branco. Recite, hospital provisorio
de marinba.
dem 1778Lourenra l.aurculina do Sacramento,
Pernambuco, :>0 auuos, solleira, parda, S. Jos,
em casa.
dem 1779Claudina Maria dos Prazeres, Pernam-
buco, :|0 anuos, solleira, parda, Sanio Antonio,
era casa.
Idera 1780Angela Maria da Conceirao, Pernam-
buco, 11 annos, vio/a, parda, Recife, em casa.
dem 1781l.uiz, jl'ernambuco. 18 mezes, branco ,
Recife. em casa.
dem 1782Cuilhermina Felismina Veras, Per-
nambuco, 20 aunos, solleira, brauca, Boa-Vista,
em casa.
dem 1783Joanna. Pernamburo, S. Jos.em casa.
dem 1781Vernica Mara da Conceicao, Pernnm-
rora.
dem 1783Maria da Paz, Pernaraboco, 70 anuos .
prela, S. Jos, emrasa.
dem 1786Amao Meudcs da Silva, 11 annos, S .
.lose, em casa.
dem 1787Maria Marcelina,Pernambuco,3 anuos,,
parda, S. Jos, em casa.
dem 1788Jos Luiz de Paiva, Peruambuco, 60
lU'-racos.
Numero 692Sebasli.lo, frica, 15 annos, solleiro,
Boa-Vista, em casa.
dem 69.3Jorge, .rica, 60 annos, solleiro, Reci-
fe, em casa.
dem 691Rosa, frica, 13 anuos, solleira, Reci-
fe, em casa.
dem (TiAulonio, frica,35 annos, solleiro, San-
io Anlonio, em casa.
dem 696Joaquina, frica, 30 tunos, solleira,
Sanio Anlonio, em casa.
dem 697Ludgero, Pernambuco, 21 annos, sollei-
ro, Boa.Vsla, em casa.
dem 698Thereza, Pernambuco, i anuos,solleira,
Sanio Antonio, em casa.
dem 69!]Fausliua, frica, 10 anuos, S. Jos, em
rasa.
dem 700Manoel, frica. 33 annos, solteiro, San-
to Antonio, cm casa.
dem 701 Leoradi.it_Africa.36 auuos, solleira,San-
to Antonio, em^Ss.
dem 702JoamT Pernambuco, 53 aunos, Boa-
Vista, em casa. s
dem 703Nicolao, Pernambuco, II mezes, Santo
Autonio, em casa.
dem 701Josij, Pernambuco, 5t> annos, solleiro,
Sanio Antonio, em casa.
dem 705Tlusmislocles, frica, 3o'annos, solleiro.
Boa-\ isla, an casa.
dem 706Isabel, frica, 10 annos, casaJa, Boa-
isla, em casa.
I'lesumo da morlalidade.
Morlalidade 'Jodia 17 ate is6 horas da larde68.
Uomeiis 23mulheres 31prvulos ti.
lolal da morlalidade ale o da 172.377.
Homeosl 182mulheres 1193prvulos 200.
Recife l~ de marco de 1836.
A comn iis-So delvgieue publica interina,
Drs. ,Sa Pereira, presidente.
tirmo Xaiier, secretario.
/. Poggi, adjunclo.
j*.
lyommiuiiciiDo.
annos.viuvo, preto, Recife.hospital provisorio d e
marinha.
dem 1789Ventura Coulinho, Portugal, 25 an-
uos, solleiro, branco, Recife, caixeiro, em casa.
dem 1790Maria Jos l'inboiro, Peruambuco, 1.5
anuos, viuva, branca, Boa-Visla, em cawi.
dem 1791Francisca Maria do Carmo, Pernam-
buco, 16 annos, solleira, branca, Boa-Visla, em
casa.
dem 1792Luiz d'Almeida Calimbo, Pernambuco,
'" mezes, branco, Sanio Anlonio, cm casa.
15
ii Adeos, meu amigo; voss Iratou-me sempre
com muila gentileza, e sua lembraora me ser,iem-
prc agradavel. Eu quizera na de'ixa-lo lao cedo ;
mas que Ihe direi? so nao exislisse a inconstancia eu
a lena inventado. Procuremos jantes prcleslos a
isso, se assim Ihe apraz: sua chamin fumegava,
seu porleiro nao era aflate!, suas suissas lii.ham
crescido muilo.
" .N.lo pense mais em mira, seria lempo nial per-
dido, ou se pensar em inin imagine que foi visitado
este veraO por umn sodorinha, c que approximando
se inveino essa andorrana escapulio-sc.
teos.
" Pandorrt
1 leJez sua declsraco ijoitica ; mas nao des-
cob a deiconliauca que linha de Pandora.
( iraeiro acto da jatilca foi publicar immcdia-
lam c cm urna gazela da larde, o aconlecimenlu
deploravel de que acabava do ser victima senhor
filippe lleylc, (al ra, tal un mero. Seguin-seas
circumsliincias.
Filippe licou indignado i visla dessa nolicia ; por
que lomara todas as medidas para conservar o ano-
Idem 1793Angela de Jesua Soares da Silva, Per-
nambuco, 18 aimus, viuva, brauca, Sanio A nlo-
nio. hospital de S. Fraucisco.
dem 1791Jos Francisco da Conceicao, Pernam-
buco, 21 anuos, solteiro, prelo, Santo Anlonio,
soldado, hospital do l.ivramcnlo.
dem 1795I inbelina, Pernambuco, 19 Me zes,
_branca, Santo Antonio, em casa.
1796Maria, Peruambuco, l mezes, purdn, Sauto
Anlonio, em casa.
dem 1797Paulina Joso d'Oliveira e Silv a, Per-
nambuco, 19 annos, solleira, branca, Boa-Vista,
eroscasa.
dem 179SMaria Certrodesdo Nascimen.o, 10 an-
uos, parda, Recife, em casa.
dem 1799Anua Maria da Conceicao, 13 annos,
viuva, parda, Recife, em casa.
dem 1800 Luisa Hara do Rosario, Alina. 80 an-
nos, solleira.. pela, Recife, em casa.
dem 1801Antonia S. da Silva, Pernambuco, 18
anuos, solleira, prela, S. Jos, em casa.
dem 1802Lucinda Ignez da Silva, Peruambuco,
18 anuos, viuva, parda, Boa-Visla, em-casa.
dem 1803Tosedera Francisca dos Prazeres, Per-,
nambuco, 2 mezes, pela, Sanio Antonio, cm
casa.
dem 1805Bibiana, Pernambuco, 32 annos, prela,
S. Jos, em casa.
dem 1803Theodora Maria da Coucaijao, pej .
nambuco, 70 annos, viuva, parda, S. Jos, cm
casa.
dem 1806Maria do Rosario, frica, 60 annos,
sollcira, preta, Sanl Aalonio, em casa.
dem 1807Anglica Maria, Peruambuco, 32 an-
uos, solleira, prela, S. Jos, em casa.
dem 1808Jlo Pereira, Pernambuco, 1 auno,
branco, Boa-Visla, emeasa.
dem 1b09Antonia Rosas de Barros Silva, Per-
nambuco, 31 auuos, casada,parda, Sanio Aulouio,
cm casa.
dem 1810Jos Francisco Branco, Peruambuco,
70 auuos, casado, branco, Poro da Panella, em
casa. ^^-~
Idcm 1811Joaquina I mbeluta Neves, PuttiTiihii-
co, 6 anuos, parda, Recite, em casa.
dem 1812Jos Francisco d'Oliveira, 13 aunos
casado, branco, Recife, em casa,
dem 1813Pre^cilianu, Pernambuco, 5 mezes, par-
do, Boa-Visla, em casa.
dem IS|Joao Pacheco, Pernambuco, .Vannos,
casado, pardo, Sanio Aulonio, hospital do l.ivra-
mcnlo.
Nao tentou lutar com os fados. Sentiudo-sc mo-
mentneamente vencido curvoii a cabera, c dcixnu
passar o raio vento.
A polica poz em campo mua genle de ma cala-
dura, c mesmo alguusde boa caladura ; mandn va-
rejar as barreiras, c jogar os (elcgiaphos ; porm na-
da descobrio.
Forcoso foi a Filippe resgnar-se. Ouanln a diri-
gir-se a Pandora, o -l licitar-Ihe urna cxplrarAo, seu
orgulho nao Ih'o pcrniillio.
Inqiiielar-so por urna mullier Seus principios
eram inexhoraveis a esse rcspeilo.Na desgrana que o
feria elle lomete vio oni accidente c nao urna
lico.
lie de alcanoar novamcnle a fortuna, disse
elle, hei de peroorrer as estradas por onde ella
passa ; se be roisler temeridade hei de te-la, se bas-
ta a paciencia lamban hei de Ic-la. Ninguem lora
sido mais obstinado em procurar a boa occasio. At
o presente nao lenho feilo mais do que locar com os I l,m(
beicos as felicidades do inundo, agora quero beber
laca inteira. Para um homem de vontade nao ha
Religiao'.
A FLACELI.ACAO.
fc> -ipite el mandcale : hoc est torptU mcum quod
pro tobU fraiigilur.
Continuaran do n. antecedente.
David uos diz que quando o Salvador loi amala-
do rniumni. para ser Dalla alado, elle, apezar d*
ve rgonha indisivel que Ihe inspirava sua nudez,
foi o primeiro a abracar-se com o poste infame, alim
de alai receber da Bala dos humen a ingrata recom-
pCBsa de seu amor, e como que a pnnicao de os ha-
v cr amado Isaias accrescenla.que elle aderece seu
' sefpo immaculado aos ar,oules cora a inclina calma
e amor, com que bavia ollero .-i I i suas faces melin-
drosas as bofetadas e aos ullrages Job nos trans-
mute a particularidade de que. quando o Senber foi
atado columna, os espectadores romeraram a ran-
ger os denles, dardejandn-lhe olharos ferozes, como
quera se dispunha a laclar ia de suas inoriificaces
e castigos! Depuis accrescenta, que seus carrascos
alirarain-se sobre a victima rom o mesmo furor c sa-
nha com qu os ligres sedentes de tangas se l.iiiram
sobre o liudo cordeiro ; e que, i medida que o lla-
--ellavam, cresciam como gigantes, na ferca e bjapa-
luosidade com que descarregavam seus golpes.
Os instrumentos de que a principio' se serviram
para aromar o Salvador eram varas ; porque era
com ellas que os magislrados romanos coslumavam
f isligar os escravos. aolcs de decapita-los ; dahi o
uso de Irazerem os Helores feixes de varas, uo meio
dasquaes avaltava urna haxa. Ora, ao primeiros
gorpes que vibraram uo Senhor, diz-nos Isaias. seu
corpo innocente e delicado lornou-se crivadoade in-
mensas chagas, e de repente inchou cora as coolu-
soes : o que demonstra que os golpes ebuviam amiu-
dados sobre elle, e qne com igual inlcnsidade e fu-
ror Ihe feriara a cabeca, as espaduas, os bracos, as
penias, sem qae mesmo Ihe poupasscm as ilhargas e
o peilo Accresceula tambem o mesmo Prophcla,
que, sobesses golpes successivos, sua pello se rasga,
um saogue lvido resalla em espadaas das chagas;
que suas carues se descobrem at os ossos : de sorle
que no sagrado corpo do Idilio de Dos se nao v
urna s parle ala : em umaipalavra, desde os p aL.
a cabera nao sedivisava se nao urna efcaga immensa
e horrtVel! A planta peds usque ai lertkcm capili.
non est in en sanitat.
Ora, quem podera comprehender, ja nao digo ex-
plicar, os tormentos alrozes que experiraenlou a vi-
clima celeste nesse liornbilissiiuo supplicio, que foi
submeltido seu corpo sacrosanto '.' Ah foi eniao
que o nosso amavel Salvador se loruou verdadeira-
inenle o homem da dor, como Isaia o bavia prophe-
lisado : virum dolorum ; islo he, o humem marlv -
rindo e ronlundido em Indas as parles de seu corpo
som mancha ; o homem ahvsmado as profundrzas
da diir; o homem qoe reuni, ua forra d'amargora.
,odosos marlvrios;e por ronsequencia o homem
je urna dor sem medida, sem cxemplo, como sem
expressao. l'irum dolorum. Man est afolar letona'
dolor meus. O' meu querido Jess, quanto vos
cuslaram as miulias iniquidades! *
Mas, como se roucebe a parle nlercssadj e
atroz que os soldados de Plalos loraaram contra Je-
ss, vislo que elle- nao cram incitados nem pela
mesma inveja, nem pelo mesmo odio dos Judeos
Ser possivel que a humanidade baja produzi
monslros laes"!! Para explicar esle mxsierio de b
baria, uaico nos fastos da cruel la '
interpretes p lo que os Jdeos, conheceudo qoe
a inlcucao de teeNhipr Jeso Chritte em liber-
tarle, depois que fosse elle subme'.lido ao castigo,
quizeram, ao menos, ler o prazer de o ver expirar
sob os aennie-, uraa vez que uilo leriam a satisfacao
de o ver morret na cruz: para conseguirero.no,
corromperam com dinheiro os carrascos do prelo-
o, como saboroaram mais (arde os guardas do se-
pulcro, e comprometieran! essas almas venacs. f-
feilas ao laogue, a flagellar o Senhor de modo, e
com lal rigor, que o lizcssem expirar no castigo.
Mas nos au temos necessidade de recorrer ., mi
conjeclura, pera comprehender o ineipliravrl aav<-
lerio dessa rmeldade inaudita, pois que a roeMM K-
rnptora nos explica iso com muila rtarera. Pri-
meiramenle o Senhor. leudo dilo aos jadeos m M-
menlo em qae o nreoderam : i esta liara be a vota.
e tic o poder do interno ,. he evidente qoe raiva
dos demonios se janlou ao odio das bamini. para
lomar o castigo muilo mais erad. Em segando la-
gar, a llagellaeao, como te v dos Actos d*s Apela-
los, era entre os Romanos ama especie de loriara,
que se empregava para forrar os eolpados a eoades-
sir seus crimes.
Ora. o sagrado livro da sabedoria predio*, em
lermos mui claros, qae um dit ot deajenios ariam
aaa eaato o Redcmptor dess. loriara icaalateiiir
gnominiosa e cruel, afun de obrigar a mno,(e>lar
segredo de sua lili*rao divina, de qae Sataiwi, can
seu batanaos, eslava aoeioso de saber, da aaa aae-
ncira iiidubilavcl. CnilumeHa el tormmf inaar-
i oqntmus euui : si rere til ftUmt Oes.
Ora. assim como Lucifer foi qaeas aseara a f-
lalos o prnsamcoto atroz de fater castigar o SeaaMr.
da mesma sorle he elle quem agota excita es carra-
eos. quem rega-os de furor, qaena ddleasa apena a
os embriaga de colera, quem Ibes inspira a aatkani-
asmo brbaro c erad, quem Ibes aran as braca.
quem redobra suas torcas, e quem tema essa sad-
larao a maii ignominiosa e a mais airea qoe lr en-
lao se vira Lucifer se lisonjeara de-e naedo do -
(orquir da bocea de Jess Chrislo, pelo apprabria
e pela dor. o grande segredo qae ida paaVra ar-
rancar pelas (eolar-es da easaalidade, de ararau
e de mliirjn, t esperava qne essa di* a aata Igoe-
miuia, ama vez chegaodo < um exr>-so iaiepearta
vel pela humanidade do Salvador, Jasas tria tor-
rado ou a impaciencia ou i desesperarlo | o qae *>-
monstrai ia que elle era paramente homem ; oo c-
lao o arrastrara a operar alsam prodigio vtervat; e
que o faria reconbeeer como fillio le lieos, renro-
nie/io rl tormmto, rlr.
Islo poeto, as cirrumstaociai qae os l'ropaietaa as
,1'leiem a respeilo da flagellar.,., da Seohor, paf
mais borriveis que parecam, aada 1,-ern de iarn-
vel, nem de exagerado. E com effeito, i qne elre-
mo de barbaria, diz Origines, nao se devia esperar
da parte desse grupo de horneas vomitadas pato in-
ferno, a desses demonios de forma humana !
Mas o que pode a alucia da serpele informal cao-
Ira os conselhos da sabedoria de Dos'? Jeto- Chris-
lo. sob a inlensidade dos tormentos deasa flagdtoraa
prolongada, que por rerlo Ihe leria dada a asarle.
sea virlude diviaa nao hoavesse sasleatado adk a
debilidade da fraqueza hnmana neahurn aariaere
operou para sublrahir-se a taes pileriraeolas. naa
deixando escapar o menor indino de irapacisraaria.
Segando a expressao de Isaias. elle guardan acate
atolle de ignominia e de d.W acerbas e nimia a
a (rauqoillidade do mais innocente cerdeare, caja
lia he arrancada sem uiiluJade pelo Ierra de brba-
ro pastor. Desla maneira. dii S. I.eo. Hla tea ha-
qoear a orgulhosa preleori,, de l.acifer, de citar-
quir a Dos, por mdos tao indigoes, o miada a>
loa sabedoria ; de modo qae, segunda S. Paota, oa
pftaaVajaaS das Irevas n conbeceram e*ae gra
torio depois de sua consamms^io. Ja
batleu o demonio com as sua* propnas ar
vio-se da malignilade deve embosleire rm |
de sea proprio amor; pois qae Lacifer i
|.or sua iniquidade, para qae o Filba de litas,
fresse um supplicio, que se convence, para as (
dos humen*, cm maoanrial de operanra e de aaaU
vac.lo.
lie feilo, os mesmos Prophcla*. relajeado na ta-
llos os pormeaores dessa horrivel Irazadta. laaaaa-
ram-nos tambem o grande mx.terio .Irlla ; ranaca
do-nos qoe a Oagellacao do Salvador laaNolovadc
ubf para naa, quanlo de igaoroiaiosa para cHe.
Isaas, rasgando o veo que colma eaaa mvs
mosira-nos, atuve/ das naos vi.icci des i
m.lo- sacrilega* e barbaras, outra asco iaciaivd,
mao sagrada e beoelica, a mao do mesmo Daae, ajaja
fere e dilacera o corpo de sea proprio albo, aaajerte
de (odas as soas complaceaciat ; porque ello a rf
carrejado da raaldir.io, de qoa lo los as rt Matas 4
mundo o cercara, como de an veetieacale ; e e fea
(nrnar-se o homem das dores, potaat m la
._...... Ua o llUIr.eilt |-eccado.
'"" Z I, COTi'i"'c"~ -*-.
"" *e d.W T' """^ *""* "
e degnarmni, I. prca..*,,.
tao graml
1"
o reduzio zmrzz "" t: *
lo.exclam.V' I,,' "'"""t" +'
Salvador; ""'.'"'' Uo Pu" be. .acta .
minh.s vi*, ,T.m?n?" Col"r, d* th-.
um leproso:
filbo de Deo, elle
c unislra carne ji-
jelo de od,
mao do
para Dos, l.umilhada e lenta aria
-tmo todava, a.
I^inva^^'"'*!.
que oacab "."'" T**T? a0e -
dadeirame, *"" '"r',i',-" rqeza. ZZ *JII** -'lacera,-, a^, ^..
sao I obra,!"""';do* aar' "ck" -
cados. i V "<'?D? dolorwo ee.elaa
< p- Zl "u> ,oe ,tt,bt%
nossa, ; "2 --* P-nBe.;.
"'-e-MlaaV^x e"T "" M *** *-
nhT." L- j!*" ""*'*m '*
** C m'ios'!toc"Ud",m~ brntan-
dadedos Ut .'"" qUee- d"i' rpafai ditoft.
r.do ** S"n Wa"i0 dec'" d. me*,, u,,
vador,/' """ t '^^ "Ivaeaa.
/cm / na'u"te'"' * 'i, cq" or",n "~ <- -
so de sua barbaria, exclama S. Aaaaltabe
lambem mxsierio de ternura da parle da Dees
o dispor no exeesao de sua miserieerata A-
' le qoe he a boadade por essenda. be n.gcttad.
con Urt' m""e',or : l,e '"""' eolnado qae me-
nj o ca.ligo, e be o iooecoale Jeaos q-scoi e sef-
exce
mas
reci
btl
Cimlnmi.
Paraphrasa do padre X colara.
I'i'to a> fe
&0ttt*}&n*at njmo ; pedir, e lora-Iba promeltido. A nota des- 'l"a,ro ,ne,os '* enegor riqueza ; ha mil : Ha as
tinada i imprenta ora at redigida em suapreseuca. I -* lu a walaa, ha os trages elegantes, ha as in-
Como era que adiava-se lao claramente designado"', "njoas, ha a loliee, ha o espirito. Seria eu o unico
Bata incidente parecen tan singular polica, que 11"1"'"' ,irari:' Prov'"" ''e-te seculo \l\ lao condea-
ella exigi ila gazela explicarnos ; percorreu-se a im- c-'cn(lente ".' Soja qual for o obstculo que lenha de
destruir, ou o enle que lenha de supplantar, quero
nm lugar quemo forte e bello, e hei de te-lo. Ilei
do te-lo porque a persoveranra he nm insimlenlo
ln poderoso romo o cinzel dos lalhadores de mar-
mure ; Uto ha exemplo boje de que um hom.-m per-
aeveranleaiao lenha lido sua hora. Nio, as aspra-
le qoa leria servido so Ninguem cuidou em 11) ?CS col,lin"as' cMV* mmensas, os .lesejos |ier-
cousa. .'iu-,uem cumou em tai: i,.,MWi e que gjram sempre no mesmo circulo, ludo
l.ilinn eflv.,,, t.- ',,,n ",1" P'lc menllri lu,|o isso he salisfeito cedo on
n i' i ;'e "* P,,nlic,l|"le' que ex- larde : he ao mesmo lempo urua lei de falalidade e
punlia-o durante ipinnn das aos olhos da Franca e de logira. Tenhe apenas sillo rico duas ou Ires va-
nos es rangoirns rom as coros mais ilesfavoraveis an zes por sobresaltos, por occasioes ; quero e-ln conti-
soii ludiro. imhomem qua ileiva-se rouhar he um nuamenle. lenho sonbado lano a opulencia que
tolo, e que administraran, que gabinete pode emprc-1 jamis alguem me persuadir qne ella nao he mmha
sa"10-" I propriedade, minha lieranca. Sou ainda moco, a os
prensa, e nao achou-se a ola, inlerrogoii-se os Ira-
balhadores. |e Jollcs lusteuUram quclinbam im-
presso o que Ibes lora dado.
N0 -o iuteriogou as mulheres, ilobradoras, enca-
i'emailoras ele, cuja ollicina era contigua im-
preusa.
projerlos, as ideas, os Irahalhos, os prazeres que fer-
vera-rae na Cubeta lem de manifcslar-sc, c de reata-
sar-se. 1'erei lambem um lugar, lerei iiunlii hora I
Esla convierto servio para forlilica-lo as prova-
cnos, porode leve de passar, provares que nao eram
novas para elle, porem que se linham lomado me-
nos supportaveis e mais humilhaduras pela reinci-
dencia. Com clfeilo Filippe Bevle arhara-se mili-
tas vezes sem dinheiro; mas entilo linha vinle ou
Tinta e cinco anuos, e diante dessa Idade radiosa os
usurarios iucliuam-se como os Cuebros diaule do
sol. Assim nunca Ihe den, grande cuidado can con-
Irariedade, alias sempre rmtsagelra. Aos trinta an-
uos elle vio-sc toreado a perccbcrquc essa privar.lo,
mormenle quando he prolongada, consliluc nm'dos
malos pelos quacs a humanidade couserva maior
r.incor aos legisladores.
As dividas que sao lao facis aos mocos, e que os
escollan* como um coro embriagada, tornarn-ee se-
veras para com os homens maduros. Filippe cxp.
nessa circumslaucia
-enkores /.eatac/ore*.1*,|0 hoje em^ea ,
^ -rntmhuco a correspondencia da ma Jmbmlmn
se, em q.e ".'.11. ," raim d' "** ~ *
he agradavel. devo diz." "T*f" *mmtm
fui a JalKiatao. examinci lo,,. *2 TSl
ram indicad, pelo Sr. Fra- "
da Silva, entrando nes-o numero ui.
que me tpriseni.ira e soflri. de dores
cumprindo-me nao omillir qae or. Pertin
va nao se dignou de ir peuoalraeole mastrar-aaa
doenles de que me fallara, roaadaado-a tatrr
um pobre homem que me arompaobon a eavalla.
A minha visita e indagarnos nio se limitara ae
Hbil e ..usado elle vdloa-te para a iodaotria.
Trarou prnjeclos, e escreven memorias. Algain*.
de nas ideas ertm boas, aovas, e onlavelmeole de-
senvolvidas. I ilippe tdirigio-.r aos h.inqociro*. a
os emprehendoret; mis .inda ah eu mao genio
seguio-o : por loda a parle em que elle tacan aaa
plai.o oppunht-se-lhe mime li.ilau.enir nutro qurji-
nha as me.ma* ideas, os mesmos meios da eYeeV-sa-r*-
c muilts vezes o mesmo el>lo.
Depois de Ires ou qaalro derruas ,|f**a aatorr*.,
Filippe, que pergaatara a si mesmo. se o dcs4tao'
na.i realissva para elle s um dclolavel reala de la-
das, lemhrou-se vagamente de qoa ateitat vete da-
ranle a elaborarilo de suas memorias Iranharam-
vertoet de folhtlos, e niancbas imperce|>tircr.. I ata
vez achara dentro de um caderno um raMIo |
longo e lino, cabello qae ni poda perlenrer a
mullier.
Isso rausou-lhe profunda admirar.io.
Comparou esse fac(o coai muilos oulros mai por-
que aclia-se mais ris considerados ianlad.imenlr, mas ooc n uaiaaaa
promplamente dinheiro para a orgia do que para : reciam emanados de urna s.. vouladV mTrfta ,
a ambicao, mais para os prazeres do que para .as fonda. m-s-eraaca c
ompretal. O diuheiro nao quer ser lomado a
presumo severamente, assim como urna mullier nao
quer ser namorada com gratidade.
Kilo sollreu pois mais do que esperava c lambem
por mais lempo. Poderiamos occopar um.i resma
de papel com a narrarau di seus cforois o de suas
lontalivas; poderiamos seguido dos ministerios as
legaroes, da Bolsa ao passeio publico, da Opera aos
bailes nfliciaes e particulares ; poderiamos contar
suas sollicitaces apparenlemciilc lao desembaroca-
das, seus ardis disfarrados por ares extravagantes,
suas lisonjas sempre espirituosas, linba sobretodo
a arle preciosa de occullar aclividado fulminante de-
bnixo de urna indolencia de bom gosto, e de orna
leviandade moderada.
Tanlo lino, e Unas pfennres mereciam ler fe-
liz resultado: porem nao acontecen assim. F.m
qual ner lugtr qne Filippe apresenlava-ie a fnrluna
ji tinha partido, ou atada nao era chegada.
Filippe pergunlou a si mesmo, que iatereaae pe-
dia alguem ler cm impedir-lhe a paxeaem. Prara-
rou iulmigos e nio descubri. Vtlribuio entilo saja
iiiquiclarao e suas appreliensdes a deeoa6aora que
he Uo ntlural aos inlelizes ; porem a despella de*
ses raciocinios nao cor.tecnio afastar rompiclaatenla
a suspeita de uuucnniararao formada roalra elle.
Acompanha-lo-lirmns al o lim arta raiua qoo-
liiliaua, e cada cez jnai. visivrl Descreme* raen
elle de um em om os dogmas deu cauda marlia-
cante uae em Paris mais do que alsures perde-ae naa
Irevas e em lodara s insondaveis
Porque nao ? A. igamenle a romancista devia ae>
publico ama somu. de iniereme c de *> ropa I lu ro-
versivel i mor par Je ent beraei; bem
deve-lhe a verdadi lie um precie*.
!' oafianar-rHa..




MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
MUTIUA


SJIWO DE X E.HIIUCO TtRCI FEIM 18 D MiRfO I I8W
nllimo doenta : fui a Moreno,e lea ido al Tapera,
sea uuile m'o permitlisse e creio que nenhum. ma|
resaltara da faze-lo. Se ealive tm Moreno, foi por
que. eolreleodo relaces de araisade com o Sr. coro-
mendador Amonio de Suuza Leao, que sempre me
honra com toda a coutideracao, prefer all parar.
Minlia rolssa.. a Jaboalao se limilava a examinar os
doeules, queeram apoolados como soBrendo d#fAu-
lera-morbut : islo liz, leudo (ido o cuidado de lo-
mar o nome de cada um delles ; e te eslive em
Jaboalao, foi porque para islo me olTereci ao Exro.
pretideole da provincia.
Sou, seuhores redactores, com loda a considera-
do, ele. l)r. Joaquim d'Aguino Fonseca.
17 de marco de 1856.
. ca;i ah
Na liorrivel crise porque citamos passando, e em
que o cholera-morbus com seu cortejo de lulo vai
ceifando as nim vidas,lent;i-uos, ao inenos,|a con-
tolarao de presenciadnos nesla villa de Caruaru a
abnegarlo contancia (do lllm. Sr. teuente-coro-
nel delegado JuSo Vieira de Mello Silva em soc-
correr-nos.
Na verdade, he mister, permilam-nos a expressao,
ser mais que humano para ver expirar urna virluosa
consorte, Ires lhoi, tres irmJos e cinco cscravos, e
nao aaeeambir no meio de lo acerbas dores e
crueis agonas l'odc-se avahar s por esle breve
quadro de consleroacao qual uao deveri ser a do-
lorosa liluacao do Sr. Joao Vieira; a nos, que ojvimos
em tao aflliclivat circunstancias, nao podemos sullo-
car o brado de admiraciio involuntariamente par-
tido de nossa alma por proceder tao loovavel, e Ic-
vaudo-nos a palenlear por seu Diorto, Srs. redacto-
res, esse emineute seotimenlo do amor do prxi-
mo desenvolvido nesta quadra de egosmo por U
disiiocto cidadao, que resignado e sem proferir urna
s quei.vj, nao cessou de ]coutiuuar a socrorrer-nos !
E a f, que se um homein desses nos laltasse em
circomslancias lao calamitosas.nao sbeteos mesmo 0
quesera de nos, bastando que se o julgue pelo nuo
mero de morios que, n.1o obstante todos os tsforros,
mouta lalvcz .'man menos de duas mil pessoas.
Sao lambem dignos de especial menco pelo muilo
que presleram os Illms. Srs. Urs. juii de direilo o
Frauciieo M. de|Araujo Lima ; os quars reunidos an
Sr. Joao Vieira derao-nos exemplos vivoa da caridade
verdaderamente evanglica, que ludo faz pelo amor
de beo, e nao por essesjrespeitos; chamados huma-
Dos.
Recebam Uo disliuctos cidadaos neslas breves pa-
lavras a expressao da gralidao que seus actos plan-
taran) nos peilos sempre reconhecidos de teui con-
cidadSos.
F. de M.
SSrtviirSrtbc^.
O NATAL EM LONDRES.
Nesla poca do auno nao ae deve esperar da I li-
gia Ierra noticia algoma poltica; as intrigase as dis-
cusses adormecem, lodos sacodem as preocupares
poltica, internas e externas para se enlregarem ex-
clusivamente aos seus negocios de familia.
A propria guerra nao he mais que um murmurio
l*-*"renge, e que assim mesmo lodos procuram nao
/brir calafetando as portas e as jnnellas para que a
alegra do lar domestico nao seja perturbada.
A poca do Natal he a ultima recontara i das sa-
lurnaes do bohi lempo do merry od Ungland.
, A velha alegra ingleza.
Ah! mas eslas palavrns sao inleiramenle fallas de
sentido nesles lempos de sombra esplenelica melan-
cola, em que urna girgalhada faz agitar os passei-
aulet come um aconlecimeuto immenso.
Em verdade, tao bem raros os dias em qoe se po-
de, ou atreve a nr o pobre John Bull. que passa a
sua vida a fabricar laas e algoriScs destinados a con.
fecco desles horrorosos palelots tntameos, cuja im-
portacao devia ser para a Europa um casus helll,
como o he o opio para a China.
a Todo o aono entregue ao seu olicio, o homemedo
^povo nao conheee oulra di-tracrao senao as bebidas
espirituosas, que o embebedam urna vez em cada se-
mana, mas pelo esparo de vinte e qualro horas, a
dulas vinlee qualro. passa a priroeira na taberna a
a ultima as eslacoes de polica, 'passando pelos pra-
zeres do banhu e do socco inglez,nutro diverlimento
esseDcialroente britnico.
O Irabalho ineessanle, leimoso e immoderado, a
que a Inglaterra se da, he a consequencia do seu
amor acto ganho e a sua nfleicao ai rgidas Iradic-
ees do porilanismo.
Esta le he seguida com muilo maior observancia,
per isso mesmo qne nao foi sanecionada por le al-
guma do parlamento.
Mas o Natal he urna excepto desta le draconia-
na ; d Natal he de lempos mmemoriaes, consagrado
as fetlas, aos prareres, ao esquer ment dos negocios
e dos cuidados.
Ningnem se lembra de escapar a esle uso; o ec-
clesiaslicu mais rgido suspende na sua sala o agri-
co de amormijfe toe bongh, por baixo do qual lo-
da a rapariga que passa he obrigada a deixar-se bei-
jar; o magnala mais aristcrata d'Oxfqrd considera-
ra um crime nao se reunir ao cortejo da cabera de
javali, oBerecida a raiuha pelos caladores de con-
dado.
Os apostlos do protestantismo (enlaram luc .r
contra a conliuuarAo deslas pralicas, mistura do
cbrislianismo e do paganismo, mas lveram de desis-
tir diante da torga das tradiccoes, e pelo reeeio de
lercm de se coufestar vencidos ; porlanlo elle* mes-
mos consagraran! e legalisaram um cosime que se
loroou para a Inglaterra um dever social.
As feslas cotuecam em 5 de dezembro e acabara
no dia de Res, o qual he celebrado por um grande
banquete, em que o rci da festa se senla no throoo e
preside.
Oolr'ora o mez de dezembrufera a poca das mas-
caradas, a que hoje te d, o nome de momices, recor-
dado das grutescas procissOes paguas, que se fazarr,
no lempo, em que os res saxonlos da Noruega con-
quistaran] a Bretanha c impozeram o seu jugo, maj
leis e reltgio as tribus sclvagens, que a habita-
vam.
O carnaval, esse s se conltece cm Londres nos
bailes da mascaras. Este anno livemos dons, o de
Julen, emCovent (arden, e o de Smilh, em Drury-
Lane.
Durante loJo o mez de dezembro duas orcheslras
de msica passtiam pelas ras desde as oDze horas
da nuile ate ao nascer do sol, e exer.utam pecat fne-
bres e lamentosas. Estes msicos conhe,cidos pelo
Dome de icaifs leem o cargo de afugentarem com a
sua horrorosa msica as influencias malignas e os
Dialelicios ; para se pagarem disto liram urna contri-
buirlo dot pobre) habitantes.ios quaes nao deiiaram
dormir.
Tambera lie digna de notar-sc a siugularidade de
or na ultima quinieoa de dezembro a expsito dos
animaes gordos. .
Durante todos estes dias os acoucues apresenlam
ama bella vista, os quartos dos aoimaes cornados na
eiposirao veem-se alti cercados de flores, de doura-
suras e de bandeiras.
A festa d 25 de dezembro romera na vespera i
noile. Em cada familia, desde a mais rica al a
(Mis pobre, sospeude-se no tecto de cada sala, no
claro, um ramo do misteloe carregado de
troclas verdatlciras ou llogidai.
A familia traja o seu mellior falo, os lilhos ausen-
te! vem a festa, os prenles, mesmo os mais allasta-
dos, ato convidados; todos san admitlidos, mesmo as
pessoas, com quem ie cita indiflereule ; a nica cou-
dicAoimpoilt e mostrarem-so muito alegres c condu-
sirem todas as senhuras, mogas ou velhas, debaixo do
mitloloe aonde se ds o beijo do Natal.
Todos te submetlem a esta lei. as BMVaaftera* e
as mais feias, estas principalmente. A cada beijo
apauha-se urna fructa do misteloc,e a ceremonia con-
tinua al elle licar sem Iructt alguma.
He intil dizer que leem o cuidado de o carrega-
retn bem. Algomas vezes os beijoscontinan) mui-
lo lempo depois de acabada a fructa ; islo nao lem,
o menor inconveniente.
Quem nao lem ouvido fallar nos roas Hice fe no
plnmpudding do Natal, estes pralos para trioticos,
que com o loucinho do almoco e com as cnslellelas
de carneiro loruam a base do alimento quolidiano e
perpetuo de lodo o iuglez euidade o na dignidade do
eu estomago I No dia de Natal a parece islo em to-
cas as mesas. A raiuha no seu re5 caslello de Wla-
dior come oa linze comer deisepraaos, e o pobre
4Wm mais rniseravel empenha a sua ultima.... para
goiar desta doce e nnual voluptuosidade gastrouo-
io.
Demais, a verdada manda dizer)em lonvor dos |n-
glezes te ellas consideram como um dever consumir
grudtquuUdade de plwnpudiing t do roaatbeef
no dia de Natal, coosideram como um dever n.lo me-
uos sagrado arraoja-lo aquelles que u nao leem. O
clero pede para os pobres, e numerosas carregaroes
de plumpudding sao enviados a Crimea para osolli-
ciaes e para os soldados.
Mas o plumiiuddiitg e o roaslbetf nao constitui-
ran) um banquete completo, se uflo se lite reunisse
o pastel-sortido; agradavel composlo de carnes de
fricasse, batatas, amendoa e agurdente. O verda-
deiro minee-pie lie urna abominavcl comida !que
queima as goelas, e que torra o paladar; he um fru-
mento do Vesuvio feito em pastel; mas como he de
bom tom comc-lo, Iodos o comen).
He inulil dizerquese bebe em proporc,ao dcsle
incendio culiuario, e deve f.izer-se aos Inglezes a
Justina de dizer que umita- vezes beben) mais do que
comem.
No dia -coiule eslas liba(oes lraduzem-se em vas
de laclo, ecm rcbellues contra a polica, o os trbu-
naes corrccciouaes teeiu que fazer pelo espado de oi-
lo dias.
J.e Mod.)
{.l Nafdo.)
OAZES DELETREOS OU NOCIVOS 4 QUE
- ESTAO EXI'OSTOS OS ARTISTAS.
As cmanacoes da substancias de que os artistas
se servera, viciam de tal modo oar que clles res-
pirara, queso tornamcora frecuencia aorigeradas
suas enfermidades eat da raorte.
As substancias animaos que os cercara, laiiram
vapores nocivos e al os mesraos vegelaes Ibes da'm-
nam a saudc com as suas cxhalacocs. principal-
raenlo aos que trahalbamem minas, os uaesvivera
n urna atmosphera envenenada pelas emanar.es
metlicas, e falla da accao de luz, e do calor at-
mospherico.
Op que o ar leva vicia a atmospnefa coi cenas
offiemas, operando, jd meclianica j chylicaruente,
e lambem excitando a pella, cujos pvos obstrue,
tnlroduzindo-se nelles por meto da respiracao e ab-
sorpeao.
O d que forma nos moinhos, pasielarias, as
oflictnas de carpinleiros, pedreiros, lapidarios, col
xoeiros. e, geralmcnle, em;todos em que se fabrica
em linho, la, ou alginlao, parece que s obra me-
clianica c pliisiraraenle.
Mas o que se levanta nos ostahelecimentos em
que ha trabalhos em producios metlicos, especial-
mente nos que se oxidam, ou alieram fcilmente o
ar, como o cobre, arsnico, chumbo, ele., ou em
substancias orgnica mui activas, quando sao com-
primidas, como o tabaco, cantridas, belladonna,
acnito, etc.. obrara mui diversamente, pois que
almdesepegarumpelle,forn)aii nella urna crus-
ta, unindo-se com a agua da transpirarlo, que in-
tercepta, e a irrita,podando directamente occasionar
todas as molestias, assim agudas como chronicas, e
endirectamenio a maior parte das enfermidades in-
ternas.
Pelo seu contacto rom as nembranas, ou pirie
interna dos olltos, nariz, e bocea, chega a originar
opliialmias de diversos graos, e at a cegueira, i)-
llamacoes de garganta, nariz, e do polmo, cau-
sandor por vezes, a physica.
Prem, aonde este p causa maior estrago lie no
interior, aonde he levado pela respiraro e circula-
Sao. Os tremores metlicos, as clicas, aparalysia,
convulsOes, delirios, e al a morte costumam ser
accidentes mais terriveis.
Oroeio deovilar, era grande pane, lio dara
nosos effeilos, be cobrir a carjeja com ura veo de-
tule, ougaze, molhando-oa mittdo.
As operacos cltymicas pbarmaceuticas, e. em ge-
ral, todas as que sa praticam no fogo ; as fermen-
tacoes do vinho vinagre fermento subs-
tancias que apodrecen edos animaes, tanto no es-
lado de saude, como n 'e docnca, exhalam gazes
mu damnosos a quem ; acba a elles exposlo por
muito lempo.
Na propria ierra, c en algumas covas ha oina-
nares, e capas de gaz acido carbnico, que asphv-
xiam os animaes.
O lixo e estreos ; as lalrinas e pocos de agua
suja, exhalam gazes, que poden ser, e sao fre-
quentcmentc mui funestos.
Os artistas que nrane^raTc^siifbo, meicuro, e5-
lanho, cobre, arsnico, etc., eslao exposlos a colli-
cas, produzidas pelo metal, a irernuras, e a grande
numero de enfermidades, devidas a patlicuas m-
nimas, introduiidas no corpo pela respirarjao, sali-
va, e tambera pela absorpco culanea, que he bs-
tanle activa, como so prova pelo esforco que he ne-
cessario fazer para desoteupar a bexiga, que se sent
ao entrar no banho. *
Para evitar lao mos effeilos, como a respiracao
beque oflerece porta mais franca para as emana-
ces, imaginou-se mcllcr as ventas urnas esponjas
ensopadas era liquido, segundo a ualurcza dos cf-
fluvios que se hajam de rombater,
Tambem se pe, medanle ana alambres, a es-
ponja assim ensopada, mui prximo das ventas e
bocea. Esle methodo lem grandes vantagens, e
nao oflerece os inconvenientes do primeiro. Ima-
ginaran! tambera fazer com que os arlistas respi
lera, por meio de tubos, guisa de funis, ruja ca-
vidade conlenha as esponjas que se devum ensopar
na agua J)ara o p comrnum ; no acido u vinagre
para o p das substancias alcalinas, como a cal. e
utee-uersa, em agua de cal, para neulralisar a ac-
cao dos vapores cidos. ,
Paran o laborioso Mr. Darcet, a quera tanto
devem as seiencias e arles, inventou urna especio de
forno com a sua vlvula de seguranza, formando
um tubo que se abre na chamin, aonde aeelabo-
ram os melaes; o que rarefazendo o ar que conttn,
por meio do calor, o obriga a subir por este tubo,
substituindo o vacuo, que deixa, por ar puro. Dcsle
modo se consegue que os vapores roelalirosno en-
trera nos da atmosphera dos laboratorios, pelo pc-
rigode que os operarios o respirem.
>a memoria que sobre a arle de domar o bron-
zeeste sabio escreveu em Paris no anno de 1818,
poderao ver-se as particularidades do ullimo de laes
appavclhos, e as suas diversas applicaoes. Tal ap-
parelho lem, alm disso, a vanlagem de aproveilar
os vapores que se condensara n'ura ponto.
Km forma do tras de aranlia sahe dos subterr-
neos o das minas um vapor quo apenas posto em
contado com as luzes dos minciros se inllamma
com violenta oxplosao. He este o hydrogenio car-
bouisado. Em forma arredondada oiav^pnefca"
se aprsenla oulrc? rebeutf'proximo aos
Irabalhadores, os asptij iiilmediatainenle : he
|K>r isso que clles fogem com a maior pressa quan-
do observam que se aproxima o perigo. Chama-
se mofeta a um vapor espesso, quo se forma espe-
cialmente no vero, e se exhala ao abriros pocos,
de agua salobra, as mina cerradas por largo lempo
com enlulho, matando elle repentinamente o traba-
Ihador que o respira.
Conhcce-so a sua aproximarao por que as pes-
soas impallidecera, n so apagara as luzes ; e tam-
bera porque anda que froxo seja o vapor, causa
urna tosse pertinaz, e urna comchau ttsupor-
lavel.
A falla do luz, a butnidade constante, as emana-
5oes de aguas corruptas, as luzes dos candioiros,
lenha dos ionios, e os efluvios dos mesmus minci-
ros, sao outras tantas causas da enfermidade e
niorle para os infelizes operarios.
O meio de nos livrarmos dos terriveis elTeito)
desles gazes, he fazer que baixe ou se aproxime
pona recemaberta um su operario, que leve 0 rosto
coberto com um lenco molhado em agua, o urna luz
na ponta de um pao comprido, para accender os
^azes inllammavcis, econhecer se lia mofeta quan-
do se apaga a luz. Nesle ultimo caso basta de-
\a-la dissipar com a renovarao do ar por meio de
ventiladores.
Os mineiros estiio exposlos a cliagas periinazcs e
a pallidez, por falta de sangue.
Os fundidores de metaes,-cstanhadores, pinto-
res a oleo, inoodores do lintas.vidraceiros.calderei-
rose fabricantes de enxofre, andam exposlos a pa-
decer clicas, irernuras, paralysias, idiotismo, en-
tontecimenlos e outras enfermidades, que exigen
melhodos do curas particulares, que nao podemos
indicar ncsle artigo, mas que se podera evitar re-
correndo ao forno de M. Darcet.
Os curlidorcs, fabricantes de velas de cebo, os
corladores e lodos quanlos respirara molculas ani-
maes, eslao exposlos a rrupces cutneas, e a
inchaces.
Tomar alimentos saos o abundantes, beber bom vi-
nho, respirar um ar puro, banhar-se amiudada-
mento, ou (icio menos lavar com frequencia todo
o corpo j conservar tranquillo o animo, fazer exer-
cicio ao ar Ime, no campo," dcscatmar a noite, e
lar grande eeonoraia as perdas sem'inacs.
A observancia restricta desta regra, pode evitar-
Ibes muitosdos innumeraveis males que os hajam
dcameacar. ( Gaceta de Madrid. ]
( Diario do Govtrnode Lisboa.)
jpuftitcococs a t>e5iD)..
rs. redactores.~lh digno de lastima o car-
pir do seu correspondente do Jaboatao, aulor,.ou
autores da mtssiva exharada em seu Diario de 6
do correnlu censurando ao Exm. Sr, presidcnic,
por nao haver anda demitdo o delegado do se-
gundo dislncto Francisco Antonio Porcira da Silva,
como praticou com o subdelegado .los Francisco Pe-
roira da Silva diz o correspondente-o F.xm. presi-
dente aganhando as sympalhias dos habitantes deste
districto pelo benvolo acolhimenlo a coramisso be-
ncheonte, pola demissao do lio Casusa, vai ora'per-
dondo essa esuma pela renitencia em demillir o nos-
so-Francisco Amonio l'ereira da Silva.... ele. ele.
ele.
Miseravel, ou miseravois aduladores e imposto-
res, assassinastes mesmo as las repulac/jes, o de-
clarasics as luas'iniencOes : dizis vs, que o Exm.
presidente ia ganhando sympathias pelos factos ci-
ma ditos, lugo S. Ec. nao lioba antes daquelles
cssas sympathias, he islo urna verdade no quanlo
diz respailo a vis, a vossa familia, e aos do vossa
pandilha actual, (com alguma |excepi;ao) sabei pois,
que S. Exc. he, e sempre foi amigo intimo dos
homens honestos e briosos desta Ireguezia, c para
com estes, existe, o exisliro eslas sympathias, o
emquanlo para cora vosco sempre o odiasles, e
dislo S. Exc. est certissiuio \ sabei mais, (|ue a de-
missao dada ao subdelegado quealudis. nao foi ella
filha de vossas exigencias, por que S. Exc. mui
bem conheee aquelle subdelegado, cantes deveis li-
car certo, que aquella demissao, foi sim pela amia-
de que S. Exc. tcm ao domitiido, c disto eslou
muilo e muito certo. As sympathias que perdendo
vai-se, sao as do vosso imperio dos cem dias, por-
que a epidemia esta exlincla, uuquasi exlincta ne-
ta malfadada freguezia de Jaboatao, e realisando-sc
este mndalo do co, adeos trina rommissiio ,
adeos Pilatos de sutaina, adeos Nico, adeos Nro,
festa acabada msicos a p, e lerao Vv. Aa., E.xcs.
e Ss. de vollarem ao nada d*onde foram formados,
sendo que, vao rom as pandulhas bem cheias de
alcool canforado, e de carne cholenca, que pelis-
co 1 Diz mais o autor da missiva, que o Sr.
Francisco Amonio he herege, c'introductor de cos-
tumes arbicos e africanos :1o aulor, que assim diz,
talvez ainda proceda daquellas rac.as ( rniseravel,
que assim fallas sem olharcs para esses coslumes no
leu Pilatos de sutaina, segundo dizemj diz, rnisera-
vel calumniador, nao leras por ventura ido lamber
os pralos e pedires favores a aquelle herege Quem
sabe se o leras feito !
Srs. redactores,rogo a Vnics. de publicarem pelo
seu Diario estas mal iracadas linhas em desabafo,
por ver tanto mentira, lana impostura c tanta adu-
lacao de que ha latinado mao o correspoudenlc.de
Jaboatao aulor das missivas cholencas, e intrigan-
tes desta heroica freguezia, a qual espero em seu
padroeiro que breve a far entrar em seu estado
normal etc.
Emquanto a visita, e esmola de 88000, que foi
distribuida no sitio do Pico, islo merece rigorosa
quarentena, porque na povoacao ouc,o dizer, que
muita gente ha morrido mingo* por fome, c al-
ien quo tambera por | falla de medicando ele. cin-
coenla e tamos cholencos cnlraraiu para o hospital,
sahiram curados 30, requeira quera da verdade
quiier sabor ao porteiro do co, quo lerao por certi-
do quanlas victimas para all foram, sabidas do
phantasmagorico hospital.
Elle mesmo Nco
UMA LEMBRANCA.
l I)ia solemne Como pavoroso ulianiaiua de luz
surgiste d'entrc os tmulos, que negrejam cubrindo
a Ierra I
Ao fnebre claro mais urna pudra nobrio gela-
da triste involucro e um cisne despregando as
asas subia em vo sublime alem das nuvens ma-
viosos sons de coro anglico canlavam seu Irium-
pho Assis, cumprio-se la missao cora glorio-
sa cingea la fronte radiante. Predestinado de
l dessa cruz do (lolgaiha ressallou em leu peito
rdeme urna gta preciosa. Ministro do Cordeiro
Immaculado abraeou toda essa doutrina, que se
abiangecm urna s palavracaridade lidar, li-
dar, sem jamis cansar nessa obra grandiosa,foi o
ao passou ; c porque nar.
emprego de sua transir;.
pir! Povo saudoso, leu gemer contrista !
Quer Dos os gemidos, quando nos cosos anjos
cnloam hymnos de alegra ?
Assis, eu vejo ainda em leus labios de virgem
esse riso perenne, por entro o qual ouvia sempre
contricto o povo de Pao d'Alho o perdi de Dos 1
A candida pureza que respirava em leu semblan-
te, como urna viseo de boudade celeste fere ainda a
minha imaginando.
Anjo ou Visto, cumprio-se tua missao sobre a
trra, Pao d'Alho foi o seu Ihcalro glorioso.
Quando um povo inleiro agonisava Quando
esse corvo medonho dilatou suas ne.-rasazas, como
vasto o sereno docel por sobre esse horisonte, que
todo forma ainda descorado sudario ; quando sua
rouca voz se fez ouvir como sabida de mnienso
abysmo soaudo a hora derradeira, o cavalleiro de-
nodado anonado o pemlao de Quisto voava de li-
lcira era leira, e calmo e silencioso estendia a ben-
cao do co !
Seu braco era como Duvem ligeira, quo girava in-
cessanle para humidecer e batihar a cabena de um
povo escaldado pelo peonado as frescas aguas do
perdao de Dos.
Abrasado no sanio fogo da caridade allumiou a
hora derradeira de um povo inleiro, o o hruxulcar
dessa luz quando se apagou sobre a trra, deixou
o inmenso clarao de sua memoria nunca esque-
cida I !
Escolhido de Dos orai por mim.
UMA LAGRIMA
*olrc o l n .i, mIo de irancisro l.opilriro
Mititiz l al< ni ili ilii .ui.i i sii.i rin.i .i
n Exim. *ip. D. Rosa dr Lima Cordei-
ro, |Mir M. C. C. II
Vinde, candidas rosas, acuernas.
a Vinde roas saudades :
Orvalhai tristes lagrimas, as croas,
Que taio de a eanqn adornar por mim dis|iosll5
Em holocautto i victima da morle.
A. (iuM.'vi m.- Das.)
Tranquilla a ualurcza repoisava
Envolia em denso veo de noile escura,
Quando crebro gemido aos ccs voava,
Era o Irsle carpir d'uraa alma pura !
Tao joven, infeliz, cm flor ceifado,
Sua vida era um mar d'acerbas dores !
Ei-lo ludan ln alllictu, exasperado
Knlre as vascas da'uiorle e scus favores.
Do cholera foi vctima innocente :
Ali todo seu vver era um gemido...
Qoe penoso destino, lo pungente !
Do mundo, de s: mesmo aborrecido.....
I'olcnlados soberbos, orsiilhosos.
Sera arrimo a vrlude abandonaste,
\ uaj ao seu sepulcro lacrimosos.
Ah vede quanlos anuos Ihe mubaslcs !
lao lonse de sedt pas, lo mirencorio,
A vida Ihe fiij-io na flor da idade !
Mas, te o rada Ihe foi cruel, inglorio,*
Hoje ser,! feliz na elernidade.
Apenas nina irraia meiga, extremosa,
O moribundo pranto Ihe rnxogra,
K com voz sepulcral, lao mavosa,
A Jess Kedcmplor o cnrominendra.
Ah nao chores, irmla, um su instante,
Dea leus olhos extingue o lerno prauto,
l'ois na man-,io ceieslo fulgurante
Desse anjo tu leras um doce canto.
Kecile I.- de marco de 1856.
&0mmcrrii>.
CAMBIOS.
Sobre Londres, -r? a -27 \t d. por 1.
a Paris, 3SS rs. por f,
Lisboa, 9por 1(K).
Kio de Janeiro, ao par.
Lumpre neulralisar lao penuoosas causas de en-: Ac{oes do Banco, :l D|U de premio.
fertilidades, pela applicacao de cloruros de cal e Ae*s da eompaahia de Btbariba.
polassa, lancados no local das emanacoes.
Os artistas devem observar, quanto Ih'o permii-
liro seu estado e recursos, o seguate rgimen :
Accues da companhia Pernambucaua ao par.
lililidade Pnhlic.i, :)ll pi.rccnlo ile premio.
ic Indeintiisaclora. sem vendas.
Disconto de lettrai, de 12 a 15 por U|.q
HETAES.
Duro.limas hespanholas. .
Aloedas de GOiOO velhas
>> 6$tOU Dovas
Iiiitiii. .
Prala.1'alacOes brasileiros. .
Pesos columnaros. .
ii mexicanos. ,
IMALFANDEliA.
Uendimenln dodia t a 15,
dem jdo dia 17......
JSj a :s.-, . I6000
. 1(3 . ueooo
. JJOOl)
. ajooo
. lB(iO
9i:5S7frl6l
5:387o7ti1
!l9:9it)]
Oetcarregam hoje 18 ie marco.
Barca porlutjuezaMara Joso resto.
Bhguc dinamarqusBertbamercadorias.
Brigue escuna ninericauoSUrartfarinha de tri^u
IMPORTACAO.
Polaca sarda .luna, viuda de Ootinguiba, consi-
gnada a Bastos Lentos, manifesloit o scsuinle :
>M) couros salgados, com "JOll arrobas e8 libras,
l!tl:l saceos assucar branco, ^M)l dilo ditos masca-
vado : iirdcm.
Ilvale nacional Aurora, viudo doAracalv con-
sigriaito a Martina & Irmaos, utauifestou o seguidle:
300 chapeos de" pallia, 91H) esleirs, til cutiros
salgados, 2il75 couros curtidos miados, 359 caitas
com velas de carnauba, 1( fardos e 'I barricas com
sapalos, e (i:t alquetres de farinlia ; a ordem,
(iaropeira nacional /.irranto, viuda da Babia,
consignada a Domingos Alvcs Matheiis; mauifestou
o seguinte :
100 quindes de Ierro da Succia ; a .\tauocl \n-
iiini.i da Silva.
501) saceos com 1,150 alqueiresdo farinha de man-
dioca, 500 caiuahas com .VI:UUUcliarutos ; a or
dcm.
Hyale Nacional /..'a'Aaaciio, vindo do Aracatv,
consignado a Cactauo Cyrtaco da Costa Moreira,
inatiiltiiii o seguinte :
jlj alqueires, sal ; ao consignatario.
'.l caixas com 71 arrobas :MI libras de vcllas do
carnauba. 31 mullios, com (80 couros de cabra,
taceos com > alqueires de gumnia ; Jo.lo Fcrnan-
dcs Prente N'iauna. --
176 cooros silgado!, 10 ronlhos com 20 couros
de cabra, e 2 caixas com JO arrobas c 8 libras de
velas do carnauba ; ,i I). It. A. Si C .
!'> saceos com farinha de mandioca, I i dilos com
gomma, 6 caitas, vellas de carnauba, ti mollios
com 108 couros de cabra ; a oideui.
13 courosjsalgados; aLuizBorges de Siqucira.
'.19 couros salgados ; a I). II. AndradeAO
CONSULADO (JEBAL.
Kendimenlo do da tal.. 16:116^742
dem do dia 17....... M460569
Melado..........
Milho..........
Pedra de amolar ....
Tillrar.....
i) rcbolus. ....
Ponas de boi......
Piassava.........
Sola ou vaqueta.....
Sebo cm rama......
Pelles de carneiro ....
Salsa parrilba......
Lapioia.........
I nlias de boi......
Sana........*. .
Vinagre pipa ......
, caada
alqueire
unta

rento
mnlfio
incio
i)
nina

rento
8
Ti
5210
aVfOOO
9610
snoo
1800
1)000
8320
;.->00
60)00
1330
17-5000
39500
210
5120
305000
9Hot>imtnt0 bo pott0.[
-t):8l55l I
ilVEBSAS PKOVINOIAS.
Heudiinenlo do dia 1 a 15 .* -:15(i20
dem dovdia 17....... 117S"i82
2:273-5802
DESPACHOS DE EXPORtACAO PELA MESA
OCONSULADO DESTA CIDADE NO DlA
17 DE MABgO DE 1856.
GotliembnurgoBrigue intilez uCrimcan, Me. Cal-
moul o\: Companhia. 1,182 saceos assuear branco
e mascavado.
LisboaBrigue porluguez ul.aia lio, francisco Se-
vcriatio Babello & I'ilho, 600 saceos dem dem,
demBrigue porluguez ul.aia II, Antonio Fer-
nandes da Silva Beiris, 30 barricas idem nlqin.
PortoBarra porlugueza Leal, Manuel Joaquim
Ramos e Silva, 200 saceos assucar branco.
ibrallar Barca hamburgueza sSophia (icorge-
leo, N. O. Bicber & Companhia, 500 saceos as-
sinar branco.
FalmouthBrigue inglez ti. O., C. J. Asllcy.;
Companhia, 1,300 saceos assucar matcavado. ,
CaualBarca ingleza Sr James Ross, James' By-
der .v,- Companhia, 130 saceos assucar mascavado.
MarselhaBarca francos* Barachois, Lasscrre A;
Companhia, 1,000 saceos assucar mascavado.
MarselhaBarca trncala Jeune Charlo, N. O.
Iliebcr & Companhia, WMI saceos assucar masca-
vado.
GenovaBrigue porluguez Omyum. lie Calmnni
i\ Companhia, 1,200 saceos assucar mascavado.
Exportacao .
Cotinguiba, hiato hrasileiro i>Sergipanoii, de Si
toneladas, conduzo o seguinte :55 barris plvora,
20 toneladas carvilo de pedra, 5 quinlaes chumbo,
ISO barris liacalho, I dilo vinho, 3 caixas rap. 30
barricas farinha de trigo, 2 caixas doce de goialia.
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendlmeulo dodia 1 a 15 13:5r5S382l
dem do dia 17....... 3:3785l.">t
iVaeioa entrados no dia 17.
Ai.ir.ilvlidias, hiato brasticiro Etalai;3o, de 37
toucladas, incslrc Jos Joaquim Duarlc, equipa-
Sem .">, carga sat, couros e mus gneros ; a Cae-
tano C. da C. Moreira. Passageiro, o preto lvre
Francisco.
Ilhas Sandwich145 dias, galera americana Eu-
ropea, de 380 toneladas, uiestre Vinel, equipa-
gem 30, carga azeile de peixe ; ao capilo. Velo
refrescar esegue para New-licilfurd.
Acaraca'16 das, hiate hrasileiro (i^obralenseii, de
103 toneladas, mostr Francisco Josu da Silva Ra-
lis, cquip.igetn 8, carga sola e couros ; a Caetauo
Cyriaco da Costa Moreira. Pasageiros, Prxedes
Juviuiauo da Costa Correia, Antonio Correia de
Mesqtiita. Miguel Antonio de Miranda, Trajauo
Virialo de Medeiros.
Liverpool28 dias, brigue inglez Jane Clark, de
210 toneladas, capillo James Cl irk, equtpagem
10, carga fazendas e plvora : a Me. Calmonl &
Companhia.
(rutac^.
16:893-7536
PAUTA '>
dos prerns rorrcnle ilo atsucar, algoHo, e mais
generas do pai:, i/ue te despacham na mesa do
fonsulado de Pernamburo, na semana de 17
22 de.mano de 1856.
Assucar cm caixas branco 1. qualidade
" *> 2.'
mase.........
i bar. e SBC. branco.......
'i mascavado.....
refinado..........
\lgmlilo era pluma de l. qualidade
i> 2^
i) ii 3..'
caada
cm caroro......
Espirito de agurdenle .
Aguardcule cachara........ a
o de cann;........
resillada..........,
do reino........
Gonetea ............. caada
" ........... bolija
L'COr ..... .......... caada
............... garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
era casca...........
cauaild
t
nina
mu
ccnlo
t
milheiro
um
Azeile de mantona ......
a >i mcndobiin c de coco
de peixe .......
Cacao .............
Aves anuas,.......
" papagaios.......
Bolachas............
Biscuilo>............
Caf bom............
resstolho..........
com casca.........
muido...........
Carne secca ..........
Cocos com casca........
Charutos bons .........
ordinarios......
regala e primor .
Cera de carnauba .......
" em velas.........
Cobre novo mo d'obra ....
Couros to boi salgados......
" verdes...........
espitados.......
ilc oura.......-"
)' cabra cortidos .
Caachimho......., .
Esleirs de preperi.........urna
Dore de calda...........
ii uoiaba.......... n
ii BCCCO............ o
n jalea ,.........>
Estopa nacional.......... a>
eslrangcira, mo d'obra
Esptinadorcs grandes....
pequeos. .
Farinha de mandioca ....
>' milho......
n aramia ....
Fi'ijiu...........
Fumo bom .......
ordinario .....
era foliia bom, .
i ordinal io .
rcslollu.....
Ipocacuanha........
omnta..........
(jengibre..........
1.culi.i de adas grandes .
pequeuas.....
ji toros....... I
l'ianilias de amarello de 2 costados urna
louro.........
Costado de amarello de 35 a O p. de
c. e 2 Ji a 3 de I.....
de dito usuaes.......
t.'ostadiuho de dito........ .
Soalho de dito........... u
Ferro de dito...........
Costado de louro......... ,i
t.osla liiih.i de dilo........ ,
Soalho ile dito........... i.
Fono de dil............. u
ii redro..........
loros de lalajuba.........quintal
Varas ilc pnrreira.........duxii
a a .igiilliadas........ a
ii quiris...........,
F'ni obras rodas de sicupira para c. par
CXOS u a a a a
9
3
9
31300
2--2-V)
38810
5-500
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19000
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alqueire 35200
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39500
alqueire 88000
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58000
15O00
388000
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1500
29*00
5!KM)
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243(MK)
169000
309OOO
128000
S.5 69000
39500
89000
liNIIKI
:t.^2iKI
29000
39OOO
15280
1960o
I99-JO
1-5280
IIMKW)
209000
O lllm. Sr. iuspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da junta da la-
teada, manda fazer publico, que no dia 3 de abril
prximo vindouro vai novaiuenle ti prara para ser
arrematada a quem maisder, a renda do sitio na es-
Irada de liclcm, avahada annualmeule em I70J.
.\ atremalarao sera feila por lempo de 26 mezes,
a contar do I. de iu.nu do correte anno, ao lint de
juulio de 1858.
E para constar se mandn ahilar o prsenle e pu
binar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Peruam-
bueo 13 de marco de 1856.O secretario,
A. I'. d'Auuunciaco.
O lllm. Sr.inspector da Ihesouraria provincial,
cm cumpriineulo da orden) do Exm. Sr. rrcsidenle
da provincia de 2!) do passado, manda | fazer publi-
co que 110 dia 3 de abril prximo vindouru, peran-
te a junta da fazenda da mesma lliesourarid, se ha
de arrematar a quem por mcuos lizer a obra do em-
peilrtmcnlo das areias do tuquia ( eslrada da Vic-
toria, ) avahada cm 1:1155100 rs.
A arrematado sera feila na forma da le provin>
cial n. 33 de 15 de maio de 185*, esob as clausulas
especiaes abaixo copiadas.
-Vs pessoas qut se prnpnzercm a esta arremataoao,
comparcram na sala das sessocs da raesma junta uo
dia cima declarado pelo meio dia, competentemente
habilitadas.
E para ronslar se mandou allitaro presente e pu-
blicar pelo Olan'o.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
baco (2 de marco de 1856. No impedimento do
secretario, o ollicial de secrelaria, Miguel Alfonso
Ferreira.
Clausulas espemaet para a arrcmalarao.
I." As obras dos reparos do empedrameuto das
areias do Ijiquia farsean de coiifonnidade cora o or-
ramcolo ipprovado pela dirceloria em conselho, c
aprescnlado 10 Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 1:11.58100 rs.
i.'O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 2 mezes, e s concluir no de 8 ambos conta-
dos de 1' hihumillado Com o artigo 31 da lei provinci-
al 11. 286.
3. O pagamento da importancia da arremataran
vertficar-se-ha eu> duas prcslaresiguaes, a primei-
ra quando esliver feila metade das obras, e a tegun-
da quamlo tui l'.-ila a entrega deliutllva.
.-' Para ludo o mais que nao se achar determina-
do as presentes clausulas nem no or^ameulo seguir-
se-ha o que dispe a lei provincial 11. 286.Con-
forme, no impedimento do secretario o oflicial dese-
crelaria. Miguel Affonso Ferreira.
O lllm. Sr. inspector da thesoitsaria provin-
cial, em cumprimenlo da junla da fazenda, manda
fazer publico que no dia 3 de abril proiimo vindou-
ro, vai novaraenle a Ipraca, para ser arrematada a
quem por menos Hzcr a obra do einpcdramcoto, que
piecisa fazer so no aterro dos Alagados, pelo preco
de 25:0009000 rs.
E para constar se mandou aflisac o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincia1 de Pcrnara-
bnco 12 de marro de 1856.No impedimento do se-
cretario, o ollicial de secrelaria Miguel Affonso
Ferreira.
O lllm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial, cm cuitipriineulo da resoliirno da junta da fa-
reuda, manda fazer publico, que no dia 3 de abril
prximo vindouro. vai novatiicnle a pr.ra, para ser
arrematada a quem por menos lizer, a obra dos re-
paros precisos a .'asa da ramara e cadeia da cidade de
oiiuda, peto preco de 2:6(09000 rs.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provinrial tic Peruam*
buco, 12 de marco de 1856.No impedimento do
secretario, o ollicial de socretatia Miguel Affonso
Ferreira.
O lllm. Sr. inspector di Ihesouraria provincial
em 1 '.imprmenlo d.i resolurito da junta da fazenda,
manda fazer poblico, que vai novamcnle a prara
para ser arrematada a quera por menos lizer, a con-
servarlo permanente da estrada da Victoria, por
lempo de 10 raezes, contar do !.' de abril do cor-
rele anuo, e pelos procos abaixo declarados :
!. Ierro. 2:0575000
2.- 1 2:0579000
3.-.....24)579000
.- .....2:1208000
E para constar >e mandou alHtare prsenlo c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da llicsnuraria provincial tic Pcrnam-
bnco, 12 de marro de IS.",li.>'u impedimento do se-
cretario, o oflicial da secretaria Miguel Affonso
Ferreira.
--------------------------------j^**-
BISPAHO DE PEBNAMBUCC.
S. Fvc. Rvma. tencioitacoureder indulgencia ple-
11 ar 1 ti e dar a heiir.ni papal 110 prximo domingo de
Pasclioa, na igreja matriz do lioirro da Boa-Vista, no
tim da mis-a solemne que ha d principiar as0 ho-
ra. Os liis, pulanlo, que quizerem lucrar eslas
graras, devem dispur-se por meio da conlissilo e
sagrada rumniuiihitii ; ao que S. Etc. Kvm. os ex-
horta. Palacio da Soledadc 17 de marco de 1856.
O provisor, Francisco Jos lavares da (jama.
Aclia-se recolhido cm deposito um cavalto pre-
to com cangalha, que hoiilcm desde as nove horas
d" dia andava vagando pelas ras : quem for seu
dono comparcra tiesta subdelegada de Sanio Anto-
nio, que juslillcando Ihe ser entregueO subdele-
gado, Jos da Costa Dourado.
gCfrtSoS man tmo$._
Para Lisboa, o mais breve possivel', lando ja
parle da carga pmnipla. o brigue porlnguos l.aia
II, de que he capilao Cactauo da Cusa Martina:
quem quizer oargar ou ir de paaaagem, dirija-te
aos seus consignatarios Francisco Scveriauo Babello
e Folio.
Para o ido de
Janeiro
sali rom liievidadc por ler ti ntiioi- par-
te ta carga piompta, o bem cotilleado
brigue nacional FillMA : para o resto
da mesma, passageiro* e cscravos a frote,
para que lem eseellentes commodos, tra-
ia-suio))i os consignatai ios Novaes C, na
ruado TrapicJie o. 3*, primeiro andar,
ou eoni o capito na prara.
Para a Babia
pretende sabir com molla brevidade. por ter parte
de sen carregamento proinplo, o vetetro e hein co-
nhecidn palliabole brasiltiro DOMS Amigo ; psn o
resto de sen carregamento, trala-se com o .eu con-
signaltrio Antonio Luiz de Oliveira Azevetlo, ra
da Cruz n. 1, oa com o capitn a bordo.
Para o Bio de Janeiro segu cm poucot das a
escuna brasilcira Linda ; para o resto da carga tra-
la-se na ra do Vigario u. 5, ou com o capilao na
prara do comraercio.
Para Lisboa, o mais breve pnssivel, lendoj
parle da carga prompla, a barca porlugocza Mona
lose, de que he capilao Jos Ferreira Lrssa ; para o
re.tu da carga ou passageiros, lrala- consignatario! Francisco Severiano Kibellot Filho.
Para o Kio de Janeiro
sabe ruin umita brevidade, por ter a maior parte de
seu carregamento prompto, o muito \eleiro patacho
hrasileiro Alhenas; para o eslo da raesma e escra-
vos a frele, para os quacs lem excellentcs commodos,
Irala-se com o sen consignatario Antonio Luiz de
Oliveira AzeveJo, ra da Cruz ti. I, ou com o capi-
lao a bordo. o
PORTO.
Seguir para a cidade do Porlo lao breve quan-
lo seja possive a veleira barca porlugueza Duarte
II', forrada e encavilltada de cobre ; tem alguma
carga prompta e recebe a que apparecer a fete: Ira-
la-se com Bailar roa da Cadeia do Bccife n. 12.
Para o Aracatv segu com brevidade o hiate
Ini'eucirel; aiuJa recebe alguma carga ou passagei
ros : Irala-se rom Martins A; Irmo, ra da Madre
de l)oo5 n. 2.
Para o Rio de
Janeiro
seguequinta feira 20 do corren le o bri-
gue escuna MAMA : so recebe passa-
geiros e esclavos arele, part os quaes
teiu excellentcs commodos, trata-te com
os consignatarios Novaes & C, na ra
do Trapiche n. "ii.
Acriracu' e Ce Ara".
Segu com brevidade o palhabote Sobralense. ca-
pila.' e pralico Francisco Jos da Silva Balis; rece-
be carga e passageiros : a tratar com Caetano Cyria-
co da C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 2>.
Anieaty.
O hiate xaldr5o segu uestes dias ; para carga e
passageiros, trala-se cora Caetauo Cyriaco da C. M.,
ao lado do Corpo Santo n. 25.
Para Lisboa pretende sabir com a maior bre-
vidade o patacho porluguez liapido ; quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se aos
consignatarios T. de Aquiuo Fonseca & Filho, na
ra do Vigario n. I!', ou ao capilao na praca.
Ual companhia de pa-
quetes ingje/cs a vapor.
Pi dia 22 ou 2o" desle mez espera-se do sul o va-
>r l'oij, coiiimandaule Bridgcs, o qual depois da
:mora do coslumc seguir para Southampton lo-
cando nos portos de S. X'icente, Teuerife, Madeira e
Lisboa ; para passageiros, trata-se com os agentes
Adamson liouic \ Companhia, roa do Trapicho h.
12. Os embrulhos que pretenderen) mandar para
Southampton devero estar ua agencia 2 horas antes
de se lecharen! as malas, c depois dessa hora nao te
recebera cmbrulho algum.
por
demo
ca
eiloe$.
LEILA DE BENEFICENCIA.
Marcolino de Borja Geraldes,agenl6 de letlocs com
armaeem na ra do Collegio n. 15, ofTereee-se para
cllecluar un ou mais IcilOcs, em beneficio das pes-
soas ncecssiladas. Todo C qnalquer individuo que
quizer concorrer com objeclos para tacs leiloes, pra-
licaudo assim um acto de caridade, pode dirigir-se
ao agente mencionado, que olercce o producto de
seu Irabalho, ti eommissao que pagara os comprado-
res, para soccono dos que, na poca actual, delle
precisarem. E como quer que exista urna eommis-
sao central de beneficencia, esta ser scienlilicada do
dia do ledao, para comparecer, quereudo, e receber
o producto que baja de ser apurado. O agente ci-
ma mencionado espera ser attendido, e se persuade
que atpopulaco desta cidade dar urna prova robus-
la dot senlimenlos caridosos que a dominan). O dia
ser annunciado previamente.
WtM i>er&>3.
. O delegado do primeiro districto
deste termo, taz sciente aos proprietarios
e impiilitios das casas em <|ue lalleceram
cholencos, e se acham lechadas, sem que
ioaa.-iit acuiliietudus eonvenienteinente,
as mandan abrir parase)"em desinfectadas
pelos encarregados desse servico, avisan-
ao para isso ao respectivo inspector de
quarlcirao. sob pena deserem ellas ar-
rumbadas com assistencia de duas tcsle-
muiihas, e procedei-se adesinfecrfto. De-
legacia do primeiro districto do llecife aos
15 de marco de 183(i.O delegado,
Francisco Bernardo de Carvalho.
AVISO.
A eommissao da cmara municipal en-
carregada doforaecimento de carne vei-
de a esta cidade, apezar dos esforeos que
tetn leto nao tem podido i'azi'r compras
de gados, senao a preeos elevados, e por
isso declara que navera' carne no dia
truarta feira 19, sexta feira 21 e domingo
3 do corrente brnecida pela cmara
municipal, ao preco de 220 reis por cada
libra.
LOTERA 00 RIO DE JANEIRO.
Esperamos a' todo instante o vapor.
LUSO-BRASlLEIBO.ou NACIONAL con-
ductores das listas da lotera quinta do
conservatorio deiHusica ; ainda existe um
pequeo numero debiltete! as lojasda
Praca da Independencia. Os premios ate
l:000.s000serao pagos a' distribuicBo das
listas.
A QlEl IMERESSAR !! -f
O lllm. Sr.....que promettett ao abai-
xo assignado tratar de icstilttii-llie aquel-
las.... letnnlias.....de.....e que ate hoje
ainda nao cumprio tal prometimento !!!
e CTeioque se nao lembra mais)!!...
Pergunfet-sc.sequer S. S. que se publique
lodo otiegociosinhoa respeito? !! Ou en-
tao nesle caso comparera, que se Ihe de*
seja I.tiltil ; mesmopaiti o convencer, tpte
lia outras publicas formas!!!... Eseana-
dado que fica esposto, jquizer annuirS.
S. entao vera" o seu nome por estenso
em t\ po itlico ; e o enigma, decifrado
pata o publico bem o ajuizar i !...
J. O. C. Maciel Monteiro.
kwmm ot rKGiim para
l'eijjttnta-se ao Sr. E. P. P., ([liando
(tuer pagar a.tptellas rendas, quena mais
de dotts annosdeve a quem S. S. nao ig-
nora ? S. S. tem bens, e segundo diz,
com que pagar, e liear-lhe muita sobra ;
mas nem tem pa;o, e parece pie nem
lenciona pagar e esle procedimento de
S. S-podera' ser admissivel ".' Quesera'
S. S. porvcnttira saltsl'azer essa sua obri-
gaeao, depois que cessar a epidemia?!!!
Pergunta-se ainda se S. S. qyer tero pra-
zer de ver o seu nome eslendulo neste jor-
nal Eassevera-lhe, que ofara'estender
em t\ po itlico, e apontado pelo indica-
dor da competente mtozinlia com a his-
toria desse tergiversado e demorado paga-
mento.O credor das laes rendas.
los Mauricio de Macedn Wanderley avisa ao
respeitavel publico, que no dia 15 do crrenle mez,
no arraial da villa do Cabo, fotliso roubada una
trouxa que continlia atguns ohjcrtos, entre elles
una leltra de Ignacio Jos da Rocha, morador no
enjtenho AOlaa do lermo de Serinliaem da ipianlia
de HHi> e que ) '< acha vencida, perlencenle ao dito
antiuiieiaulo ; porlanlo o dilo Ignarin Jos da Hu-
cha a nao pague a oulro qnalquer sem ser o aniiun-
cianti. e nem pessoa alguma laca rom ella negocio.
i abaixo tissignado previne que iiinguem faca
neoocio le qnalquer batoroca que seja com Autonio
lose dos Santos, relativamente ti um inulalinho de
dada 12 annos, de nome Loureuco, sem que primei-
ro se eutenda com o aliaivo assignado, visto que o
mesmo mulaliiilio est vendido ao abaixo assignado
arecto fechado pela qnanha de .">()()> : fai-se o pre-
sente aniiiiuriii para que ningiiem se ctame a igno-
rancia, pois o abaixo assignado protesta beve-lo do
poder de quera liver feito qualquer negocio, ou
por ignorancia ou maliciosamente. Recife 17 de
marco de IRVi.Manuel Joaqnim l'eneira Releves.
Precisa-sc alugar um nreto e viro exltruo de urna casa : a tratar ua ruada Crut
Jo Recite u, U,
Coiiipanliia |)eniato!)ii
cana.
Os Srs. accionittas sao coDvidadot para a reaaian
da assembla gcral que deve ter lugar hoje a* ntem
dia ua sala da Assuri,n_.ia Comoiercial. alnn de elt-
ger-se a directo que deve tratar da intimi.
de novos vapores, e do fret^meolo do que provitu-
riamente deve preeucber as roudires do contrato
com o governo. Recife 18 de marro de 1836.
tloje 18 as 11 borat, na sala das audiencias, oa
lia de arrematar, depois de linda a do Sr. Dr. jair do
ausentes, o resto dos mov eis per ir ncenles a horaora
de Joaquiua Mara da Conceiclo.
A eommissao encarregada pela attociaclo coni-
mercial de soccorrer os indigentes atacado* da epido-
mia reiuante em Sau Jote, declara qne eiitlt desde
0 dia I do correte em poder do Sr. leoeale-coro-
nel Joiquim Lucio Monteiro da Franca alante di-
ulieiro, camisas o cobertores, o qoal sa protn a ds-
Iribuir a pedido da associario a soccorrer naqueUW
horas do da ou da noile em que a i aoiatitsla nao o
pode fazer, c por isso Daqoelte caso so drtiaoi ao
supradilo Sr. I rama cm nome da astociacSo coaa-
inercial.
Aluga-se um sitio na estrada dos AAlictas, esa
lenle da casa do Sr. Icneiile .-uioncl Barata, o noel
lem uiuilas frucleiras de diversas qualidade, anta
ptima casa de vivenda com muilos coraniodvt, salas
forradase piulada-, ele. coiiolia, estribara e co-
clicira fra de casa. O pretndanles dirijam-os
ra do Trapiche n. 18, esquina da praca do O
Sanio.
I'bilip Fraokel relira-te para lora da la
Precisa-te de Irtballiadorct de macrira, paga-
se bem e o servico he regular e moderado: na nada-
ra do largo da-Santa Cruz, junto a raa do Rotara.
Leilores, alguma cousa te lem dilo e ultinu-
uieute espalhad > que o pretinho ou prelio qoe cara-
va o cholera ou eliolerao, tiulia fallecida na casa da
delenrao, para onde fra tr.iucafiado pelas tusa kn-
bilidades de desoliedencia as autoridades, be verda-
de que Manuel da Costa, qoe o vulgacho intitulo*
1 )r., foi preso c recolhido a casa de deteneSe, aoado
enlruo com urna grande diarrhea de tret dias, foi
recolhido a' enferniaria da mesma cata, e qaereado
0 preludia lomar seus remedios, Ihe foi advertida
que nao Ihe -cria consentido tomar remedia algara.
senao aquellos que fotaem dtdos pela petaaa qoe Uo
distiuclamenle se lera de volado au curativo dot da-
les, o qual inmediatamente lli'.:,;ilicon os rentadlo*
oecessarios, e no lim de qualro horas Ik'a fes eaaaor,
ficando o mesmo pretinho salvo e livr* da ir dar eea
passeio pelo cemiterio em carnudo paga a deseaba-
i arado da muuici paliJade, estsndo seus oaalro dias
na dita enfermara, leve alta no dia 15, a vola go-
zar de seo e valiente fresco, aonde esleva llorido an
clula 2 ate as 2 l| boras da larde de hoja, bara
em que elle e seo preceptor Antonio Rav mando do
Miranda, que lambem se achava trancaado aa aaos-
missimo palacete, e pela mesmsstma causa, foram
de braco dado potlos em liberdade, e pelo qne a po-
li! tro fique -.ili-ud que a noticia etpalhada da im-
provisada morte do ligara figurativo a ptoM Ma-
nuel da i .osla be falst, c elle ah eslt viva tao ta-
ire o pobre povo para allrttar ae mesmo povo como
se tratara os detentas ea verdadeirt caridade en
gada para com os inesmos, de qne ella Ufe
lieu seu qninbo, sem Ihe ter precito gastar ato so
vinlem para se Ihe salvar a vida ; boa KcOo para
qdeiti nao fos>o pagao, que de certo nao pedira :
se quixer que cura vocc da sem mil reis
I'recisa-se de Irabalhadores qoe tejan ea-
nociros, forros ou ncraVos ; paga-se bem : ero Sao
GoOralo, roa do Jasmim, casa de frente muralla.
Pf arija Sa de um c.ilseiro qaa lonha pratka da
taberna : as Cinco Punta* n. 93.
Freeita-se de um caiteiro para unta taberna :
a tratar na ra Nova, esquinada do Sol, prWHlro
audar.
Thoai l'avne, sulidito britnico, cota toa fa-
milia, retira-se para a Europa.
Precisa aa de alugar orna ama de leile: aa
prac,a da Independencia n. :W e 38.
l'ugiii no dia 11 do correle tm prole volito
chamado C\piiano, idade 60 e tantea annos. alio,
cara opeda, alguma cousa corcorvado, barriga grao-
de, levou ralea de algodao branco zrotaS, camisa do
meimo panno, jaqurta de chita prela com nm car-
dio branco, o qual ja foi visto no Poro da Panams :
roga-se a quem o pegar leve a roa Ih'reiia a. ft>.
Precisa-se de um forueiio ; na pa lana da raa
lliretla n. 09.
Precisa-te de urna ama secca para raidar da
Iralanieoto de orna chanca de i aaaot: qoom aa
quizer prestar, appareca no" ,1.11-0 do Carrno, statado
o. 9, qoe sera bem pago.
Ollerece-se urna ama para fazer o trrico in-
terno de cata de humem solteiro : ntem to quizer
urilisar, dirija-se an beceo rio Padre, sobrada cn-
senlo.
Precisa-st de um criado para urna casa : a tra-
tar na ra Dircit 1 n. 91, primen o andar.
Fugio do engenho Muiavmho. no dia il de ro-
vereiro prximo passado, nm mnlenue qne reprsen-
la ter Ib anuos, crioulo, de nome Jueqaim, tem a
cr bem prela, rosto comprido. peritas finas, leven
camisa de biela encarnada e mitra do algodn aaal,
elca linlb,m .'o -.'..". t^n ful : quera O apprCb
der. leve-o ao mencionado engenho, oa a roa da
Apollo n. > B.
Cals Ainc vai pira Franca.
Precita te alugar om MR Oscravo para teir
em urna casa de homem solteiro, a qaa teja fin : a
tratar na ra do (tueimado, luja o. -JO.
I'erdeti-c urna carteira do tilia do Toan* ale a
Boa-Visla, e estrada de loSode Marros, a qaal liaba
dentro urna ledra de Antonio da Costa Mella Lana,
aceita por Maooel Carneiro de Licita* da tjaaalm do
TOPf, e ourra aceita por Antonio Correia Potasa da
Mello Jnior da quanlia de 60? : qaem ochar dila
rarleira. dirija-se a roa do l.ivrameoto n. 16, qne
sera gratificado.
O abaivo a.<-ignado, prnfrssior pnrnciilar dtfas-
trocrao elementar, aiitontado pelo gnvrrno, los sci-
ente aos pas de seus alumnot, qoe gra^at a Provi-
deneia Divina, e aos cuidados medico* qne atteacie-
sameute foram empresarios pelo lllm. Sr. Dr. Ca-
rolina. j> conseguio o melhnramento de sos teahora,
que perigosamente foi atacada do cholera ; e por au
que no dia Ji do correte mez ronlinaam os traba-
lhos de sua aula, na ra do Hospicio, caos n. 17.
Seria faltar a um dever, e nao stntir os eneilot de
tima gratidtlo tinrera, pjra detxar de arradecer aa
dito Sr. Dr. Carolino tanta altencJo no curativa acer-
tado qae fez err pessot que he ISo chara ao abaiio
assignado : porlsmu, aceite etle Sr. o ati recoabe-
cimento, e crea que jamis se rtcarSo da memoria
l.lo prestrnosos serviros, na couviccSo de qae calbe-
1 io lodos la.) lio ni resultado se liverem a felicidade
de a lempo recorrer aos elevados e intelliaenlet sor-
vicos daqaellc, qae na mente ronduz a maneira do
applicar os remedio, e nos labint o sorriso aomta-
dor.Andr Ais es da Foneca Jnior.
O abaixo assignado, morador na rfla do Ara-
-lo n. 6, achando-sc bastante molesto, e detejando
realisar seus rirbitns com seus ere dore*, a pesar ejoe
nada juica dever alm dot qoe allega em tan testa-
mento, rosa-Ibes que 110 prazo de 1 dias se Iba aprt-
sentero,slim de que com vidaaerealiaem os meamos.
Francisco Iterases.
O abaixo assignado deixoo dn ser cai\eiro da
Sr. Joao Falque desde o dia I j do correle, e aara-
dece ao mesmo senhnr e soa lllma tenhora a aom
11 alamento que rrrelieu durante dons anno* e tanto
que esleve em soa casa, e tente bastante a falta da
negocio, motivo etle porque den -se a taa saluda, po-
dendo o mesmo senhor contar com soa eterna grali-
dtlu. e seus diminutos serviros,
Jos Antonio Rodrigues Canela.
O abaixo assignado deixou de t/r caixeiro de
eoorubca da casa do Sr. Jo.lo Falque, e qeoiram o
me*mo senhor e a sua senliora recehor o sea reta-
nbeciinenlo pelo bom Iratameoto que levo esa OM
casa durante o lempo qne for sea caixeiro. pedeada
contar com seus sen iros ainda mesmo gratis.
Juvino de Soosa Reis.
Precisa-sc de um caixeiro para taboras, de II
a 16 anuos, prefere e portugus meseta ansies che-
gados ha i'ouco, que d conbecimenlo de toa con-
ducta : ua ra Direits a. -7. ,
Misericordia.
O senhor qoe moro em ora andar de ana sobrado
da ra do Livrtmcnlo tenha compatxo do tena vi-
sadlos, pois elles ja Ihe adverliram c ale o watt ate
tem conlinOado 00 mesmo, |". nao he potmvH eee
quem tenht escravos faca o quo a senhor faz.* poeto
de nao se poder eslar com as j'ielUs do fondo de
quiulal alienas em razan de toa devocao todas as
noiles, laucar do fundo do seu quintal tatos de ouri-
na un* so 110 seu coran nos oulros ; espero rom
esla leinbranca o senhor nao continuar. loto Ihe |
I m m-iuIiu.
SfAU,
cora fabrica de lartarucneiro na roa das lrincheira*
n. I, participa ao respeitavel publico e principal-
mente ao* seus freguezes, que receben pelo ultimo
navio de l'raira um rico sorlimenlo de ncnlet de
tartaruga para atar c.ilielb, fazenda mnilo superior
e muilo variados goslos, assim como lambem ricos
orn,.- de maatS lainhein para alar cabello tinginrio
lartarega, muito bous pesNea de alisar cabello, de
larlaroga, as*im como inarrafat para menina, ledo
por lOCnet preco do que em oulra qualqner parle.
Tend, fallecido no da lll do corrente. da epi-
drmia reinante, Manocl Loureuco Carneiro llonlei-
ro, cnnlircido vulg.imenle por Mannel rio* raiten"")
acrai S0 001 yodat do Sr. inspector de qnarteirao da
ra da Praia Antonio Manoel Pereira Vianna J-
nior algumas lellras. conlat e orden* qne davam ao
mesmo Manuel para>cobrar : a pe-soas nilere*das
hajam de as reclamar, ou procorar no poder do Sr.
inspector, ra da Praia. sobrado n. Cl, primeiro ae-
dar, das 6 as 9 horas da manMt, a das t as 6 da
tarde, provando o seu deslete. 9
PARA l.l TO.
AI 1 onla-se dentro em 5 dia vestuarios
completos ile inei no por mdico preco,
na ruta Nova 11. - Olliesoureiroda irinandade doSe-
nhor nV>mJess dos Passo, da malru.do
Corpo Santo, pede por oliseipuo a lodo*
os rmaosque tivereintapas da irinandatde
em casa, tenliatn a bondade de t" da-
las entregar.Jos Fernandes da Silva
Tei\era c Mello.
Precisa-*e de una ama esrraia para farer lodo
o servido de urna casa vslraugeirt : ua ra finva
D. 2.
MUTILT

ILEGIVEL


MjM ot nmmu TEC feiM is o mingo o 1856
Terceira edtyao.
TR1TAIEIT0 HOMOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MORBUS.
PELOS DRS.
011 inslrurco aopovoparasepodcrciirardeslaenferraidade, administrndoos remedio mais ellicazes
paraatalha-la.emquaiilo crecorreaoruedico,ou inesmo paracura-laiiidapcudeulcdcsle nos lugares
eiD que nao os ha.
TKADLZIDO EM POUTUCUEZ PELO l)R. I'. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dous oposculoscoiUcm as indiearoes mais clarases precisas, e pela sua simples e concisa e\posi-
cao eil.iao alcance de lodas asinlelligcilcias, naosci pelo que diz respcilo aos meios curativos,como prin-
cipalmeule aos preservativos que lenidad os mais salisfactoriosicsultados em toda a parle ein que
elle- lem ido postos cm pralica. .'
Sendo o iralanientohomeopeihico o unicoque lem dado grandcsresultadosnocuralivo desla horu-
velenfermida.le, julgamosa proposito Iraduzir restes dous importaules Opsculos em lingua veruaci-
la, para desl'arle facilitar a, sua leiHira a quem ignoic o franecz.
Vende-s nicamente no Consultorio do traductor, ra Mov n.32, por 2r000. Veodem-se lambem
os medicamentos precisos e boticas de 12 tubos enm um frasco de linrtura 1.3a, umadila de ;ill tubos couir
vro e 2 frascos de tu tira rs. 23;O00.
i-
RWSS- -
MOREIRA & DARTE.
:loj* de oirives
Ra do Cabuga' n. 7.
Recebem por to-
,J (1 os os vapores da Eu-
.. irocam prala, ouro, bri-
?: lhanles.diamantesepero- .
S las, e oulras quaesqoer !
$ joiasde Valor, a dinbeiro a
$ uu por obras. .>
-.<*?<-><>.<>:< > v -S-'o-k.
* l'KUHAS PRECIOSAS-
I
$ Aderemos de brilliaules, *
^ diamantes e perolas. pul- ',
ceiras, allinetes, brincos
* e rozetas, hotes e anueis J
^. de dflereules goslos e de
'* diversas pedras de valor. *
(H Itn
ru.vi \
1 Co
I Iroc
,:. Aderecos completos de
ouro, meios ditos, pulcci-
. ras, aHiiiete-. brincos e
rozetas, conloes, trance-
g lins, medalbas, correules
e enfeiles para relocio. c
.., oulros muitos objeclos de
ouro.
Apparellios completos,
$ de prata, para cha, ban-
dejas, salvas, casticaes,
ropa as braselo mais
moderno gosto, tan- |eofiwipaedeS
_, ,1 muitos oulros objeclos
lo de l<
ranea como
j *1p prata.
de Lisboa, as que aevendem por
preco eoinniodo como eostumam.
ESTRADA DE FERRO DE PERNAMBCO.
Bamqdebos da Companhia EM londrbs.Srs. Hcywood, Kennatds, & C*.
Banqueiros em PeUUMDOO.O Banco de Pernambuco.
Agentes no Rio de. JaneiroSr?. Mau, MacGregor, & Ca.
Agentes km Pernambuco.Srs. Rothe & Bidoular.
Agentes na Baha.Srs. S. S. 'Davenpon & C
12,000 acjcs esli reservadas para o Brasil de valor de C 20 ou rs. I77C777 cada accao.
Os que desejaretn comprar at^Oes d'esla Companhia poderao dirigir-so na forma abaho indicada
a Commissao em Pernambuco em casa das Srs. R010 & Bidoulac. O deposito de urna libra es-
terlina ao cambio de 27 por I00O ou rs. 8?888 por accao deve ser aflerluado em Casa de um
dos Agentes da Companhia no Rio de Janeiro, na Baha, c em PernamLuco, que dar o comptente
recibo.
A subscripcao lira iberia ateo dia 20 de nm-i em Pernambuco.
Os senhores que ja fizerao pedidos para a acquisu-ao de accCes desla companhia antes de sna pu-
blicac,ao cm Londres, devem tamlicm dirigir-se Commissao o reraetlcr aos Agentes a importancia
do deposito de 1, por cunta de taes arcoes dentro do prazo ffrade para a apresentacao de podidos.
A urna Commissao nomeada pelo Presidente da Provincia de Pernambuco, dc'accordo com o
Concessionario o Sr. Alfredo de Mornay, ser conliado o trabalho da dislribuicao das Aceces.
Se nao forem concedidas todas a- Arc/ics pedidas, o dinbeiro depositado ser levado cm contapara
a primeira prestado de duas libras esterlinas Rs. 17S77(> porcada Acco.
Senenhuma lbr concedida o dinbeiro ser resliluido por inteiro at o lim de Abril, ao mais lardar.
A Companhia tem reservado fundos que os Directores calculo sor suflicienies para o pagamento dos
juros aos accionistas desde o dia em que se effectuarcm as presiacoes, c esses juros serao os meamos
que sao garantidos pelos governos Imperial c Provincial depois de abortas as sucedes da Estrada
de maneira que a importancia das entradas vencero o juro de 7 por cerno logo que estas forem
retundas.
Os dividendos serao pagos aos Accionistas no
do Rio de Janeiro, Babia, e Pernambuco.
Cada prestacao nunca exceder de duas libras esterlinas Rs. 17JS77G, por ao;o, o bavera um in-
lervallo pelo menos do trez mezes entre as prestacoes.
Os que perlenderem accoes devero dirigir-se Commissao, o remoller aos Agentes da Companhia
cm Pernambuco Srs. Boihe & Bidoulac, logo depois de entregarem a "imporlanria do deposito, um
' pedido, segundo o formulario abaixo transcripto que os Agentes da companhia fornoccroconjuiic-
lameule com o competente recibo pelas quantias depositadas.
Bra/.il cm casa dos Agentes da Companhia as cidades

Formularia para o pedido de Acco'es.
Aos Senhores da Commissao encarregada da dislribuicao das Acedes da Companhia da
lirada de Ferro entre o Recife e o Rio de Sao Francisco.
Ilavoudo cu entregado aos Agentes da Companhia rPs
ao Crdito da mcsiea Companhia, pcco-lhes que me concedo as Accoes corresponden les Aquella
prestaejio, e pela presente me obrigo acceilar aquclle numero do Acedes ou as que me houvercm
do ser concedidas ;. e bem assim pagar as subsecuentes presiac/ies quando me forem exigidas na
forma das Lcis quo rejulao a Companhia, assignando-mo por mim ou por meu bstanlo procura-
dor no Livro competente da itiscrinro.
Norae por extenso__________
Residencia por extenso_____
J'rossu ou Occupacao
Lugar de Negocio se o leni_
IdiMI.MITItt
As-oci;u;ao Contincrcial
Befieente.
A commisaii nomeada pela Associai. Coinincr-
eial Itenclicenle desla prac,a, com o lim de sorcorter
as pessoas neccssiladas e desvalidas da freguciia ila
Hoj-Visla, por occasiao da epidemia reinante, pre-
v iiip i ipicm esliver cm laes circumslancias, de |iro-
riiiar a Joo Mathcus, na da matriz n. IS; .Mauoel
I civeira Bastos, ra da Alegra n. t; Vicente .Vi-
ves de Sou/.a C.arvalho. Kstancia : desde as 7 horas
da niHiiha s'.l. e a larde das i horas cm dianle :
em caso urgente, porcm, sero soccorridos prompla-
menlc a qualquer hora. A commissao desejaudo
acertar na forma de distribuir es soccorros, rog en-
carecidamente a lodas as pessoas mais contiendas
dcsta freguezia que tivereni perfeila sricncu do es-
tado de precisao de qualquer familia, se dignem de
a informar aliui de ser com promptido atlcndida.
Kecife "i de fevereiro de IN&(.Joo Malheus, Ma-
uoel Teiieira Baslos, Vicente Alvcs de Souza C.ar-
vallio.
No aterro da Roa-Vista, no primeiro andar da
casa n. 12, precisa-se de urna ama de leile.
I'recisa-se de una ama forra ou captiva para
lodo o servico de una casa de pequea familia ; na
loja de cera da ra do l.ivramento n. :tl>.
O bailo assiguado dei^ou descrcai*eiro do
Sr. francisco lavares C.orreia desde o dia 15 de mar-
co.Manoel de Souza S.i.
Francisco Pire) Machado l'orlella vai i Eu-
ropa.
Iternsrdiuo Pacheco da Silva relira-so paran
Itio tirando do Sul.
I'recisa-se de urna ama para comprar e cozi-
nhar o diario de urna casa de pouca famila, afianza-
se hom Iraiamenlo, c paua-se i-Js por mez ; quem
quizer dirija-se ao pateo do Caruio n. 7, primeiro
audar.
Ordem terceira de S.
Francisco.
I'recisa-se de urna mulher para ajudar no serviru
interno do hospital da inesma ordem ; a pessoa que
ae jalgar habilitada pode dirigirse a dito hospital,
que achara rom quem Iratar. No impedinirnto do
secretario, Tliomaz Jos da Costa e Sa.
I illa de Jlarreiros ti dr marro de ISVi.
Oabaixo assignado faz sciente ao vicario Mauoel
l'erreira Horgesea todos os membros de sua familia,
que, com o auiilio de Dos goza de saude com o scu
lilho Jell'ersou e mais pessoas da rasa. Adverle lam-
bem, que, em quanlo correr impresso este aviso, em-
bora esta dala, devem todos Mear tranquilisdos,
pois que qualquer agilacAu que appareea em dispo-
sico denossas faculdades phvsicas, muda-se de Ti-
lo, t) lempo nao esta de gracas, exige mesmo que se
lomem eslas oaulclas : a hygieune publica em seus
con.tilio- recommcuda que se evilem excessos de
cuidados, que sao nocivos, mxime em lempo epid-
mico. Firmino Lucas de Azevedo Soarestiordo.
A ei-f'ermaria do consistorio da ir-
inandade do Oiviuo Espirito Sunto em
Sao-Fianciscfi, ja' amiiinciada, acha-te
prvida do mais neccssaiio para rceber
aos seas irnaaosdesvalidos que venliama
ser accommettidos do cholera : roga-se,
pois, aos irmaosda laesma irmandace.ot
a quem tenfaa conhecimento de alguns
destes, participem ao irmao juiz, escri-
vio, ou tliesoureiro, alim de cjue sejam
recolliidos pela mesa e tratados da me-
Ihorlorma que for possivel.
Commissao de benelieencia da fn
de Santo Antonio.
A commissao abaixo assignada da fre-
guezia de S. Antonio encarregada por
parle da associacao commercial beneli-
ceiiledesoccorrcr a pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas qtieprecisaremde soccor-
ros, queiruo entend r-se a qualquer hora
na ra Nova n. 7, casa de Antonio Au-
gusto da Fonseca, na iua do Trapichen.
10, deThoinaz de Paria, e na mesilla ra
n. 36,de Salusbanode Aqnino l'erreira.
Pernambuco 25 de fevereiro de 1856.
Salustiano de Aqnino l'erreira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Tliomaz de
Faria.
Ouer-se alugir um escravo para servido de
casa: a Iratar na rus do Trapiche u. Iti, sesuudo
andar.
Aluga-se om pequeo sitio na estrada de Joao
de Barros, defronte do sobrado que foi do fallecido
cirurgiio Manoel Bernardino, com casa moderna,
que lem 2 salas, gabinete, i quarlos, cozinlni c co-
piar ton da parle do nascenle, cocheir e estribarla,
urna cacimba de excelleule agua potavel, e oulra
com bomba de repurho e tanque, militas arvores
Irucliferas, planlsclo de capim ele. : a Iratar na
ra eslreila do Itosario n. -J A.
Koga-sc ao Sr. Dr. Juaquim de Souza Beis a
bondade de dirigir-se a ra eslrcita do Bosari, so-
brado segundo andar n.'ij, que se Ihe deseja fallir.
I'recisa-se de urna ama que saiha cozinhar, pa-
ra urna casa de familia, que seja esta forri ou capti-
va : na ra da Aurora n. 30.
Passa portes.
Iiram-se passaportes, despacham-se esoraxos e
i'orrcm-se lolhas ; para esle lim, prucure-se na ra
do Ijueiinado h. 2.",, luja de miudezas de Sr. Joa-
qun! .Monleiro da Cruz.
= = B,SS?S2{PSgSPc,2'E
BsS.;;s?,,si*i&sasS
"f=2 =5=?5-2-- '-
ta'
3 n 2 ~ :
sri&= i
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B.&&B ir
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"- 5 a;
'gticzia
: I. JANE, DENTISTA, S
% conlinua a residir na ra Nova u. 19, primei- #
ro andar. &>
>* 9
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OLTROS,
c poslo em ordem alphabelica, com a descripeo
abreviada de lodas as molestias, a indicac.io plijsio-
logica e Iherapeulicade todos os medicamentos ho-
meopalhicos, seu lempo de accAo e concordancia,
seguido de um diccionario da siguilcac.ao de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e post ao alcance
das pessoas do.povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO I0IAES.
t)s Srs. assignaules podem mandar buscaros seu
eiemplares, assim como quem quizer comprar.
PUBUCACAO' LITTERABIA.
Repertorio jurdico.
Esli publicarlo sera sem duvida de ulilid.de aos
principiantes que se quizercm dedicar ao escrcicio
do foro, poisnella encontraran por ordem alphabe-
lica as principaes e mais frequenles oceurreucias ci-
vis, orphanologica, commerciaes e ecclesiaslicas do
nono foro, com as remissOes das ordenaces, leis,
avisos ere^alamentos por qae se rege o* Brasil, e
bem assim resolutoes dos Praiistas amigos e moder-
nos em que se firmara. Conten semelhautemente
as decis6es das questes sobre sizas, sellos, velhose
notos direilos e dcimas, sem o trabalho de recorrer
a colleceau de uossas leis e avisos avulsos. Consta-
ra de doua volumes em oitavo, grande fraucez, eo
primeiro sanio a luz a esl venda por 85 na loja de
ivrosn.fi e K da pni;a da Independencia,
zia da Boa-Vista, na ra Velha n. 42.
No pateo do Livramento sobrado da
esquina n. 1, da-se bolos de vendagein a
80 rs. a pataca e armam-se bandejas de
bollos de todas a qualidades, por menos
do que em outra qualquer parte.
Trocam-se notas do Banco do Brasil
porsedulas: na rita do Trapiche n. M),
.segundo andar.
Precisa-se alugar dous pelos capti-
vos, d.mdo-se o sustento, para trabalhar
nesta typographia : na linaria ns. lie 8
da praca da Indepeendencia.
Candida Mara da Paxo Rocha, pro-
iessora particular de nstruceao primaria,
residente na ra do Vigaro do bairro do
Recife, faz sciente aos pas de tuas alum-
nas, que acha-seaborta sua aula, naqal
contina a ensinar as materias do cost-
me, e admitte pensionistas, meto pen-
sionistas e externas, por piceos razoa-
veis.
LOTERA da provincia.
OJIlm. Sr. thesoureiro manda laz_
publico! (|ae se acham a venda na thesoit-
raria das'louterias, das !t horas as
tarde, os bilhebss da segunda parte da
primeia lotera da matriz de San-Jos
dcsta eidade, cujas rodas aiulain no da
2( do crtente mez. Tliesouraria das lo-
teras ."i de marro de 1856. O escri-
viio, Antonio Jos Duartc.
Precita M de urna ama para o servid iuleruo
ecilerno de urna casa de pouca familia ; prometie-
se bom tralamenlo, e paga-se bem : pielcrc-se es-
crava : no paleo de S. Pedro u. 3.
Francisco l'ereira de Medeiros retira-se para
Portugal.
CASA DOS EXPOS10S.
Precisa-sc de amas para amamejilar criancas na
casa dos en postos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, leudo as habilitaces necessarias, dirija-se a
mesma, no pleo do Paraizo, que ahi achara com
quem Iratar.
Na fabrica lranceza de calcado, ho alano
da Boa-Vista n. 52,
admille-se apreudizes de 10 a Iti annus de idade,
com preferencia orph.io-: as pessoas que liverera
meninos uesle caso, sirvam-se dirigir fabrica ci-
ma referida para lomar ronhecimeuto das condices
e lavrar o competente coulraclo.
ASSOCIACAO' COAIMERCIAI. BENEKICENTE.
A commissao nomeada por esta associacao para
distribuir soccorros na freguezia de S. Joa, faz sa-
ber as pessoas necessitadas e enfermas que precisa-
ren! ser soccorridas, que se Ibes podem dirigir in-
dependeute de certificados, porque como a coramis-
sile so dislribue os soccorros as proprias moradas
dos desvalidos, por si mesma so informara de suas
preciscs.I.uiz Jos da Cosa Amorim.Candido
Casemiro liuedes Alcoforado.Jos Jacome Taiso
Jnior.
o
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o 8 o,
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3 2.
II
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o
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i- D

Atteit(;3.o.
Alnga-se_o segundo andar do sobrado da ra do
Jardim n. 71, com baslaule rommodo para grande
familia, c baslanle fresco : os prclendentes procu-
ren! no pateo do Csrmo n. ti, primeiro andar.
Precisa-se de 20(>.^HI0 rois a joros sob penho-
res de ouro : quem quizer-dur anuuncie.|
Associacao Comiuerciul
Buneicente.
A commissao encarregada pela Associacao Com-
mercial Itenclicenle para distribuir soccorros sclas-
ses necessitadas do bairru do Kecife, faz saber a
quem se echar nessas cireumstancias, que rnrlr nr-
curar a qualquer de seus membros em soas resdeu-
eias abaixo designadas a qualquer hora. A coinmis-
SJo estando disposla a nao se poopar a quaesquer es-
forros para bem desempenhar a mi.sao que Ihe foi
confiada, roga as pessoas que tiverem conliecimenlo
de que qualquer pessoa em suas visnhanc.as se acha
no caso de precisar de soccorro, mas que "por qual-
quer circnmstaoeia nao opossa solicitar, queiram ler
a bondade de assim Ib'o indicar, alim de prompta-
menleserem ministrados o neressanos auxilios.
Anlonio Alves Barbosa, ra de Apollo n. :in.
JoscTeiteira Bastos, ra do Trapiche n. 17.
Joao da Silva Regadas, ra do Vigario n. 4.'
I).i-se 600 a quem dr por garanta urna prela
que saiba cozinhar o diario de urna casa, licando ella
fazendo os servidos pelos juros ao lempo que se con-
vencionar: a Iratar na praca da independencia
\a loja das seis
portas.
Em /'rente do Mvramento.
Kiscados prelos para luto a nieia pataca, meias
prelas de algodao a pataca n par, chales de caduco
proprios para andar em casa a duas patacas cada um,
chitas escaras de tinta segura a meia pataca o cova-
do, c oulras muitas fazendas por preco commodo.
Precisa-se alugar um criado para servir a um
liomem solleiro : a Iralar na ra do i lueiin.ido. loja
n. -JO.
ARRENKAMEMO.
A loja e armazom da casa n. .">.) da rua da Cadeia
do Kecife junio ao arco da Couceico, acha-se desoc-
cupada, c arrenda-se para qualquer eslabelecimeulo
em poulo grande, para o qual tem commodos sulli-
cienles : os prelendeules entender-se-liao com Joao
Nepomuceno Barroso, no segundo andar .la casa n.
Y7, na mesma rua.
Na casa da residencia do Dr. Loureiro, na rua
da Saudade, defronte do Hospicio, precisa-se de una
ama de leile, forra, que nao traga coinsigo o (illio,
que tive, de peito.
Ouein liver un andar ou casa larrea com letlo
uu bairro da Boa-Visla, nao sendo no Ierro, para
alugar. annuncic para ser procura lo ; paga-se sem-
pre adianlado.
Precisa-se de urna ama ; na rua Bella u. 2U.
Fugio ha lempos do eugenho novo de Muribe-
c.i o escravo Eugenio, fula, baslaule alio, caliera
redonda, com signal de urna terida n'uma pena.
consta que audava Irabalhando em couduzir saceos
de assucar para os armazeos, e qoe no sabbado ia ao
Pojo da Panella, e que ltimamente se encamiuliara
para a eidade de Olinda : roga-se pois a quem o ap-
prehender ou delle liver noticia, dirija-se a rua do
Collegio n. ij, ou ao mesmo eugenho que sera re-
compensado.
LOTERA DO RO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os novos billictes da
lotera 5* do conservatorio de msica, que
devia correr do dia s 8 do presente
mez: os premios ate 4:000$000 rs. sero
pajos a recepcSo das lisias, as quaei es-
peramos do dia l em diante.
Para o servico do HOSPITAL DE
NOSSA SE.MIORA 1)0 LIVRAMENTO,
precisa-se de dous mdicos: a tratar na
rua Nova n. 69.
No hospicio da Penha e no conven-
to do Carino desta eidade, csto colloca-
das duas cajxinlias pai-a nellas serem de-
positadas as esmolas, destinadas an HOS-
PITAL DE NOSSA SENHORA DO LI-
VRAMENTO.
MODAS FBANCE/AS.
Madame Millocheau Boessard lem a honra de par-
ticipar as senhoras suas freguezas, que pelos ltimos
navios francezes tem recebido um lido sortimenlo
devestidpsde blonde bordados com aa manas ir-
maas para casamenio, ricas capellas de flores de a-
rangeira com oscaixos para cuTeitar o vestido, col-
launlios c mangas de bico dntele e de cambraia
bor -icos enfeiles para cabera, chapeos para se-
ubc de Velludo prelo de todas as larguras,
galoes raneas pretas, mantas de bico prelo, luvas
de nialha pretaj, lisas e bordadas, leujos de cam-
braia de linho e mais fazendas de goslo e barato : na
sua loja n. I, no aterro da Boa-Visla.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, brasi-
lero ou cstrangeiro, aiuda mesmo que nao leiiba
pralica, e que do conhecimento de sua conducta : na
praca da Boa-Vista n. 12.
Odertce-ie um homem com bstanle pralica
para Iratar de cholencos por ser enfermciro ha viute
e tantos annos, e agora enfermeiro em um dos bo-
pilaes desta capital; para o matlo prcfciindo enge-
uho : quem deseo presumo se quizer utilisar, pro-
cure na rua da Concordia n. 15, que achara com
quem tratar.
O abaixo assiguado parlicipa ao respeilavel
corpo de commcrcio e ao publico em geral, qoe os
Srs. Jos Antouio Rodrigues Canulo e Jovioo da
Souza Ke-.s denaram de ser seus caiieiros desde o
da l.i do correnle. Kecife 15 de marco de 1856.
J. Falque.
OITcrecc-se um caixeiro para padaria, o qual
enlende desse negocio, e tainbeni de bilhar com per-
feiro : quem precisar dirija-sc ao l.ivramento n.
30, ou a rua eslreila do Rosario, deposilo do Sr.
fructuoso.
Florencio Martina da Silva Borges relira-se
para a Europa a tratar de sua saude, e deixa por seus
bastantes procuradores, em primeiro lugar o Sr.
Joo Jos Lopes da Silva, em segundo o Sr. Jos
Antonio Ferreira, e em lerceiro o Sr. Domingos
lleriiardino da Cunha.
I nibelina do Espirito Sanio l.uiniaraes, viova
de AgoatiDho l'erreira Seora Cuimares, por seus
bastantes procuradores Domingos Jos Ferreira Cui-
maries, Candido Alberto Sodr da Molla, convida
aos credores de seu fallecido marido, alim de com-
pareccrem no dia IS do correnle, as 10 horas da ma-
nba, no escriplorio do Sr. Candido Alberto Sodr
da Motta, e deliberaren! como julgarem conveniente
a seus interesses, sobre a liquidaco dos bens que
exislcm para pagamento ile seus dbitos.
Francisco d.i Silva Ribeiro, brasileiro, par.ili-
lico de ambas as pemas, relira-sc para Portugal dou-
de lie natural, levando em sua compaiihia para o tra-
tar, como criado, o prelo forro Joaquiui Jos.
I'recisa-se de um caixeiro para baldo de pada-
ria : na rua das Ccuzes u. 30.
Aluga-se o secundo andar do sobrado n. J9 da
ura do Amorim : (rata se na rua Bella n. 5.
Continua a eslar fgida desde o dia 15 de feve-
reiro a escrava de norae Joanna, de nacao Angola,
baixa, cor fula, psgrossos, tem um lasgilo em urna
orelha no lugar do brinco ; foi escrava no Brejo da
Madre de Dos de Jos C.orreia de Araujo : roga-se
a qualquer pessoa que>vir a dila escrava de a appre-
hender c leva-h a seu senhor, na roa do CJoeimado,
loja de ferragens n. 30, que ser seiierosanieulc re-
compensada.
Agencia de passaporte e foma corrida.
Claudino do Reg l.ima lira passaporte para fra
do imperio, e iolba corrida, por preco commodo e
presteza : na rua da Praia, primeiro andar n. 13.
Aluga-se a loja do sobrado, silo no largo do
1 araizo u. ;, propria para cocheir.i ou outro qual-
quer eslabelerimeiito : quem pretender, dirija-se ao
primeiro andar da mesma casa.
Precisa-sede tima ama seeca, para
casa de pouca familia, no Aterro da Roa-
Vista n. 8, segundo andar.
Precisa-se de tima ama de leile para
Cifarum menino de poneos mezes, oqual
he muito manso.e paga-se bem, agradan-
do ; no Aterro da Roa-Vista n. -28, segun-
do andar, e gratilica-se bem a quem ti-
ver noticia de alguma ama e a levar a"
casa acuna.
Convida-te ao respeilavel publico a examinar
os retratos de daguerreolypo e cleclrolypo lirados
pelo artista do aterro da Boa-Visla n. lerceiro au-
dar, c que se acham em exposicao publica na rua
do Collegio. armazem de leiles do hr. Marcolioo.na
rua da Cadeia de Santo Antonio, no caf dos arcos,
e ua rua estreita do Kosario n. 17, loja de bilhetes.
O arlislaemdaguerreoljpo do aterro da'u"-
\ isla n. a. lerceiro andar, avisa ao respeilavel pu-
blico, .que lem de seguir muito brevemente para a
corte do Kio de Janeiro ; aquellas pessoas que qui-
zercm possuir um perfeilo e fiel retrato devem apro-
veilar-se do pouco lempo que resla de sua estada em
Iemambuco.yV galera e ofllcina cslar aberla das
horas da meaba as i da larde, seja qual for o
lempo.
Aluga-se urna carroca propria para conduzir
agoa por eslar preparada com pipa : quem a preten-
der,dirija-se a rua de Moras n. 38, das ti as 9 ho-
las da maiibaa, c das 3 as 5 da tarde.
A prela Angolsi por nome Mara l.uiza, que
do-de dezeinbro do auno prximo passado. costuina
diariamente ir vonder agua no Kccie exultar para o
Moiitciro a noile, a qual deixou de vir desde a noile
de 13 do correnle ; quem della liver noticia queira
iinu nciar por esle Diario ou participar a Francisco
Manoel da Coulia Medeiros, ou mesmo na toja do
Sr. Manoel I.uiz Gonealves, na rua da Cadeia do
Recife ; a referida prela .lem os signaes seguidles :
baixa, bastante grossa, cr fula, ps aualhetados, (ra-
zia na cabera um pequeo caalo com alguns gne-
ros comestiveisem occasiao da volla, vestido de zuar-
le azul j velho.
No dia II de marco fusio urna prela criouli,
de nome Paulina, senJo de altura regular, reforra-
da de corpo, meia futa, alguma cousa gaga, leudo
urna marca de logo en) orna m3o, alguns pannos no
roslo ; levando vestido de cambraia branco de 3 ba-
bados bordado de azul, com chales de cambaia cor
de rosa j bastante velho : quem a appreheoder pude
entregar na praca da Boa-Vista, sobrado que foi do
Cusmao, lerceiro andar, ou no pateo da Penha, casa
o. 8.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da rua
Direita n. 9, raiido e pintado de novo; quem o pre-
tender, dirija-se a roa do Kosario da lloa-Vsta 0.14.
O Sr. Itimi.oi Anlonio da Silva Alcntara dei-
xou de ser administrador do armazem de Carvalho
A Companhia, no caes de Apollo, do qual ficen) en-
carregados Carvalho (uimarics.
Precisa-se de una ama que lenha bom leile e
nao Ionio, filiaos, para criar um menino de 15 dias ;
nao precisa que lave oen- engomme liara o mesmo :
ua rua Direita n. tu..
Camisolas de
laa.
Veoden-M camisolas de laa, proprias para cscra-
vos, cobertores de dous pellos mui grandes e pro-
prios para fazer suar : na rua do Oueimado em len-
te do l.e. co da Congregac.io n. 10.
ffolliiulias
PARA 0 GORRENTE AUNO.
Folhinhas de algibeira contendo o al-
manak administrativo, mercantil e in-
dustrial desta provincia, tabella dos direi-
los parodiiaes, resumo dos imposto* ge-
raes, provinciaes e muncipaes. extracto
dealgum.is posturas, providencias sobre
incendios, entrudo, mascaras, cemiterio,
tabella de leriados. resumo dos rendi-
mentos e exportacSo da provincia, por
")0 rs. cada urna; ditas de porta a 10;
ditas ecclesiasticasou de pacitc.com are-
sadeS. Tito a iOO res: nalivraria n. 6
e 8, da praca da Independencia.
Novas joias.
Os abaixo assignados, rom loja de ourives na rua
do Cabagu. II. confronte ao pateo da matrize rua
Nova, fazem publico, que estilo recebendo continua-
damente muito ricas nhrasdeouro dos melhores gos-
los, lano para senhoras como para homens e meni-
nos ; os precos continiiam inesmo baratos, e passa-se
coulas com respousabilidade, especificando a qoali-
dade do ouro de 11 ou 18 quilates, licando assim
suieitosos mesmos por qualquer duvida.
Scraphim & Ir ni....
AO BARATO!
Na rua do Crespo, loja n. 1, vendem-se por todo
o preco fazeudas de primeira qualidade, para acabar
nao se o I lia a preco.
Vende-seazeile de curapato ij'itiO a caa-
da, em porcao e a rclalho : na rua das Triniheiras,
casa n. ).
Carapitanga.
Vende-se muito bom peixe secco (carapitanga :
na rua do Oueimado, loja n I i.
Vende-.ie doce de caj' secco da melhor quali-
dade : na ruados Pires, casa ti. 25.
Oh
pcchii
icna
11
(Sompvfc
(>)iiipra-e um supo para corlar carne : na roa
larga do Kosario n. 5.
Compra-sebiccos e rendas da Ierra : no largo
do Corpo Sanio ll. 13.
Compram-se garrafas vasias para l.e-rov a IliO
rs.: ua rua do Oueimado n. 61.
Compra-se um relogio de ouro liorisonlal, fren-
te de vidro ou cuberlo, que seja moderno, e que o
seu -preco nlo exceda de I0f a SOM : na rua de San-
to Amaro, taberna da quina n. 8.
Compram-se notas do Banco do Bra-
sil: na ruado Trapiche-Novo n. 40, se-
gundo andar. ,
que
\ende-secasemira prela muito fiua, pelo b.iratis-
simo preco de 5| o corle de calca : na rua do Cres-
po u. .">.
Chapeos de sol de seda a .s~ihjo.
Na ni. do Crespo, loja n. ">. vendem-se chapeos de
sol de seda de muilo boa qualidade, pelo baixo pre-
so de ."i? cada um.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver do completo sortmentode moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taxas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Fardo novo de
LISBOA A 4,501) RS.
No armazem do lasso Irmao*, uo neceo do Gou-
calves.
Ouem quizer comprar um carro
americano de (| ua tro rodas, com assentos
para duas pessoas, tendo arrotos ecavallo
muito ardigo: dirija-se a rua do Trapi-
chen. VO, segundo andar.
Farinha de mandioca.
No armazem do Sr. A. Aunes Jacome Pires ven-
de-se superior farinha de mandioca em saceos gran-
des ; para porcSea traase com Mauoel Alves Guer-
ra, na rua do Trapiche n. 11.
C'og ac.
No armazem da rua da Madre de Deas n. 2, vb-
dem-se i^arra les com cognac verdadeiro, por preco
razoavel. "
Vende-se um arreio novo para ca-
briolet, muito borne barato: na rua da
Cruz n. 26, primeiro andar.
IAPE RIILAO FRANCEZ-
Vende-se esta excellente pitada, l-
timamente chegada de Franca e por com-
modo preco : na rua da Cruz n. 26, pri-
meiro andar.
Vende-se salsa parrilba nova e de muito boa
qualidade, sendo os rolos linos, chegada ullimameu-
te do Para, e por preco commodo : quem quizer po-
dera dirigir-se ao armazem de I.uiz Jos da Costa
Amorim <5i Companhia, defronte da igreja da Madre
de Dos, ou a rua da Cruz n. 3, escriplorio.
Meias pretas pa-
ra padres.
Vendem-se superiores maias de laia para padres,
pelobaratissimn preco de 1$00o par, ditasde al-
godao pretas a tiili o par : na rua do Queimado.lnja
de miudezas da Boa Fama n. 3l>.
Sal do Ass
e&a$.
Vendem-se saccas de leijio mulatiuho muilo
novo, vela de caroaaoa de composicao da melhor
labrica do Aracalv. palles de cabra,' esleirs de pe-
ina de carnauba muilo boas, ludo por prero rommo-
do, assim como saccas grandes com milho a 3.^1(10 :
ua ruado Vigario n. .">.
Vendem-se saccas com muito bom milho : no
caes da allandega, armazem de J. J. l'ereira de
Mello.
\ende-se um terreno pioprio com duas casis
de laipa bem construidas, no carainho novo da So-
ledades que vai ao Manguind : a Iratar com I.uiz
tioines de Azevedo na mesma.
V eude-se a taberna da quina da ra da l.in-
goela u. .i, de 3 portas, bem aTreguezada para a Ier-
ra, de poneos fundos, para pagameuto dos credores':
qoem prelender, dirija-se a mesma cm frente.
Na travessa da Congivgaeio, loja
de encadernacao, vende-se em muito
bom estado as seguintes obras dedireito :
LizTeixeira, l'erreiraBoiges.Gouva Tin-
to,, Ordenacoes (do Keino, Delvencourt,
Boulay Dat, Diccionario de Economa
Poltica, par Maltits,.loao Baptista Say,
Mello Freir, Cdigo Criminal, Constitni-
cao do Imperio, Couto, Kogrou, Cartas de
um americano do Norte, Comentario de
Filangiere, Hegulamento Militar.
Vende-se na praja da Independencia n. .'iti c
:i, papelo n. I.",, M), 30, al SO. |
Vendem-se na rua da Madre-de-Deos n. -.',
saccas de alqueire de superior farinha de mandioca
a ttfOO rs. a sacca.
Vendem-se na serrara da rua da Praia n. 13,
pranches de pinbo com Iti pee, ja' serrados a ."i fios,
e tambem se veudem na mesma serrara ptimas pe-
dras de tillar.
Cobertores
A 800 RS.
\endem-se cobertores de algodao maule eucorpa
dos ; ua rua do Oueimado n. 10 em frente do becco
ila Congregarlo.
Vende-se ac em cunhettsdc um quintal, por
preco muilo commodo : no armazem deMc.Cal-
inouliSi Companhia,prasa do Corpo Santn. 11.
A bordo da escuna ajeada vende-se sal do Assu',
ou a Iralar com Anlonio de Almeid.i Comes, na rua
do Trapiche n. It>, segundo a.
SEMEM'ES.
Sao chegadas de Lisboa, e acham-se a venda na
rua da Cre do Recife n. 02, taberna de Antonio
Francisco Marlins as seguintes sementes de horlali-
ces, coma sejam : ervilhas torta, genoveza, e de An-
gola, feijflo carrapato, rxo, pintacilgo, e amarello,
alface repolhuda e allemaa, salsa, tomates grandes,
rbanos, rabanetes brancos e encarnado-, nabos r-
xo e branco, senoiras brancas e amarellas, cooves
triucliuda, lombarda, esaboia, sebola de Setubal,
segurelha, coentro de louceira, repolho e pimpinela,
e urna grande porcao de diOerentes sementes, das
mais bouilas llores parajardius.
MOENDAS SUPERIOR.
Na fundicao de C. Starr & Companlii;
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferio, de um
rnodello econstrucrao muito superiore.
TINTAS E OLEO.
Vende-se tntasele oleo sortidas da me-
lhor qualidade que lem viudo a esta pia-
ra e por preco commodo : na casa de
Adamson llowie &C, rua do trapiche n.
12.
UIIMinS E GRADES.
I ii) 11 ii-io c vanado sorlinicnto de moiiellos para
varamlas e pradarias de goslo modernissimo : na
fiimiic/in da Aurora, em SaDlo Amaro,c no deposi-
lo da mesma. ua rua do lirum.
LOTERA da provincia.
Acham-se a venda os bilhetes da se-
gunda parte da primeira lotera da ma-
triz de San-Jose, ruja e\ti accao he no dia
2!t do correnle. Em consecuencia da
mudanca de plano os precos dos nossos
bilhetes e cautelas sao os abaixo notados,
pagando-te os "> primeiros premios sem o
discontodosS por rento do imposto gcral.
Bilhete inteiro "i.sSOii 5:000|000
Cousas finas ede
hons gostos
NA LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-sc ricos lerpies com plumas, bolota, e
espelho a -. luvas de pellica de Jouviu o melhnr
que pode haver a ISjMO o par, ditas de seda ama-
relias e brancas para homem e senhora a 1 -~_'M i. di-
tas de lorcal pretas e com bordados de cores a 800
re. c t -jimi. ditas de fio de Escocia brancas e de lo-
das as cores para homem e senhora a .'lOO rs., ditas
para meninos e meninas muito boa fazenda a :lO,
lencinhos de relroz de todas as cores a 15, tnucasde
1.1a para senhora a t.n, peotes de tarlarusa pare
alar cabello, fazenda muito superior a 3a, ditos de
alisar lambem de tarlarusa a :ic, dilos de verdadei-
ro bfalo para atar cabello imitando muilo aos de
tarlarusa a I -Jsn. dilos de alisar de bfalo, fazen-
da muilo superior a 320 e 300 rs., lindas meias de
seda piuladas para criancas de I a :t annos a I9KOO
olpar, ditas de lio de Escocia tambem de bonitas
cores para criancas de 1 a 10 annos a '.iiO o par. cs-
pelbos para parede com eicellenles vidros e 300,
TOO, \0 e IjiOO, toucadores com ps a 13300, litas
de velludo de todas as cores a I lio e Iti a vara, es-
covas finas para denles a 100 rs., e finissmas a 300
rs., ditas nissimascom cabo de in.irlim a 15, tran-
cas de seda de todas as-cores e largaras a .V20, 400 e
300 rs. avara, sapalinhos de lAa para enanca- de
bonitos padrf.es a til e :1J0, adereros prelos pare
luto com brincos e allinetes a 19, tincas prelas de
seda para criancas a 15, Iravessas dasqueseusam
para segurarcabello a \s, pistolinhas de metal para
criancas a -200 rs., galheteiras para azeile e vinagre
a -J.-jiiii. bandejas muilo finas e de todos 01 tama-
uhos de 15, -29, :i? p tC, meias brancas linas para
senhora a 210 e :I20 o par, ditas pretas. muito boas
a 400 rs., ricas caixas para rape com riquissimas es-
lampas a 3| e 2s300, meias de seda de cores para
homem a tito, cbaruleiras muito finas a 25, caslScs
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
aSOOrs., oiTilos de armac.io de ac pralcado- e dou-
radosa 1 m. I- e lr200, lunetas com aro de bfalo
e tartaruga a 300 rs. e 13, superiores e ricas benga-
lmhas a 9, e a 300 rs. mais ordinarias, chirotes pa-
ra.cavallii pequeos e srandes. fazenda multo supe-
rior a 610, soo, |5. Ip-jtHl, 15.300 e 25, atacadores de
cornalina para casaca a 1120, penles muilo finos para
suissa a 300, escovas finas para cabello a lito, ditas
para casaca a Lili, capachos pintados para sala a
litO, meias brancas e cruas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 210 o par. camisas de meia
muilo linas a 15 e 15200, luvas brancas encorpadas
proprias para montana a 240 o par, meias de cores
para senhora muito fortes a 390o par, ricas abotoa-
doras de madreperola e de oulras muilas qualidade*
e goslos para colleles e palitos a .300 rs., livelas don-
radas para calcas c colleles a 120, ricas fitas linas
lavradase de todas as larguras, bicos finissimos de
bonitos padrOes e todas as larguras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, te-uun-
n ha para costura o mais tino que se pode encontrar.
Almde ludo isto oulras muitissimas coasas muito
proprias para a testa, e que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, como lodosos fresuezes ja s-
belo : 11.1 rua do nucimado, uos quatro cantos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa I ama
A3500
Veodc-secal de l.isboaultimamentecliegada, as-
nn como potas-a da liu-sia vcriladsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellns ingleses.
Kelogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candierose casticaes bronceados.
Lon asnfjlezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barrisdegraxa n. 97.
VinhoClienv em garrs.
Camas le ferro. 0q
Cobertoic'* ie algodo.
X endem-se cobertores i algodao sem pello a 15,
panno azul fino para aita a 29600 o covad : ua
rua 1I0 ijueimado 11. 3.
LIQUIDACAO'.
l> arrematante da loja de miudezas da rua dos
yuarleisn. 2t, qoereudo acabar as miudezas que
evistem, vende barato alim de liquidar aera perda
de lempo.
Franja ora bolota- -aia cortinados, peca
1 apel paulado, resma, (de peto)
l'ilo de peso, resma
LM de cores para bordar, libra
I entes de bfalo para alisar, duzia
ti velas douradas para caira, urna
tiroza de obreias muito finas
Lencos de seda finos, ricos padres
Caixa de linbas do marca
Meias para senhora por
I vete, de tartaruga para segurar cabello
'rozas de canelas finas para pennas
Hilas deltoides finos para casaca
Meias prelas para senhora, duzia
Ditas ditas pera homem
Lacre encarnado muilo fino, libra
Papel de cores, maco de 20 quadernns
Duzia de col veles
Espedios de todos os nmeros, duzia
Liuhasde novellos grandes para bordar
Ricas files cscocezas e de sarja, lavradas,
largas
Meias cruas sem custura para liomem
Ditasde seda n.2, peca
Trancas de seda branca, vara ,
Caijas de raiz, duzia
Pejas de filas de eos t
Lapis finos, groza
Cordao para vestido, libra
toacas de bloude para menino
Chiquitos de merino bordados para menino
e oulros muilos arligos que se loruam recommenda-
veis por suas boas qualidedes, e que nao se duvidara
dar um pooquinho mais barato a aquello senhor le-
gisla, qoe queira a dinbeiro comprar mais barato
do que se compra em primeira mao.
Con ros de cabra.
Veudese nm reslo de couros de cabra, muilo gran-
des e bous : ua rua da Cadeia do Recite n. 37.
PARA OS SENHORES ESTUOANTES.
Vendem-sc na livraria ns. (ie 8 da pia-
ra da Independencia, os seguintes livros
para as aulas preparatorias ; em trancez:
Paul et Virginie, Telemaqiie. em inglez
Historia ofRome, Thompson: porgtre-
cos commodos.
O 39 A.
conlronle ao Rosario deSauto Antonio, receben cai-
xas com biscoilos muito proprios para couvalescenca,
por precos commodo.
, TIRA A SEMANA SAMA.
Vende-se na linaria n< e 8 da praca
da Independencia, A da Missa e Ho-
ras Manannas, po> precios commodos.
CORTES DE CASSA PARA QUEli ESI V DE
LITO.
\ endem-se corles de cassa preta muito miuda,
por diminuto preco de 25 o corte, ditos de cassa chi-
ta de bom goslo a 2;, dilos a -100, |iadres france-
zes, alpaca de seda dequadros de todas as qi-alida-
des a 720 rs. o covado, laa para vestido lambem de
quadros a fSO o covado ; todas eslas fazendas ven-
dem-se na rua do Crespo n. 6.
Vendem-se caivinhascom tentosinu-
10 lindos, para jogos diversos e por mili-
to barato preco : pama da Crrz n. 20,
primeiro andar.
Cognac verdadeiro.
Vende-se cognac saperior em garrafas : na rua da
l.ruz n. LL
Vende-se um cabriole! lodo piulado e forrado
de novo, com arreos, he baslaule leve, seguro e bo-
nito: para ver, na rua do Hospicio, esquina do Ca-'
marao, loja do Sr. Candido, pintor de carros1, en
Iralar. na rua do Collegio o. 21, primeiro andar.
Superior farinha de Santa Calharioa ; vende-
se cm saccas: no armazem de Paula Lopes, na es-
cadinha da alfandega.
Vende-se por Ht rs. o tzatamento da
ciiolera-morhus: na livraria n. (i e 8, da
piara da Independencia.
Vendem-se espingardas rancezas de
dous canos para caca, e muito em cotila:
na ruada Cruz n. 2, primeiro andar.
\ eude-se azeile de carrapato a 3)360 a caada,
milho novo a :1530o o alqueire. medida velha na
rua da l.uia n. 6'
da tarde.
Taixas para eneenho
Na fundicao de fen0 de D W
Rowmann na rua do Brum, ^ni
do o chafar.z conlinua bJcr um
completo sortimento de taixa, de fem
fund.do e bat.dode 3 a g r\mfM ^
bocea, asquaes achamic a vende, por
p, feo .commodo e com promptwW:
embaijam-se ou carregam-,e cm carro
sem despeza ao comprador.
- Vende-se um pttno de jac.raydi, .a. Irni.li,.
um loucador, todo por preco eomeaee* par nn di.,
se retirar para fra na rua do (.aboga lea dn Sr
t.oiinarae, d.ra quem vende o, dilM'*,,,, '-
loucador tem todos os seos vidros de rbeiro.
Saldo Ass
Vende sea bordo do palhaboie AOeteidea, a ,
tratar com Antonio de Alaieida Uases, ae rae e
Trapiche u- 16, segundo auilai.
NICO DEPOSITO.
Vende-se a(;ua dentifricr do Dr. fier-
re, nica para limpar osdentes e dar p-
timo paladar : em casa dos Srs. J. Soum
AC.
Relog'ios
inglezes de pa-
tente,
o- melhores fabricados em Inglaterra : -aa eaae de
llcnry (,ili-on, rea da Cadeia de Recite e. .
* Moinho de vento
ombomba -derepuio para regar hartas beiie,
dica[.im .nafundicade l>. W. ewaeaa: Baraje
dn Brum os. 6, 8 e 10.
Aos sen llores de eii*;enliu.
Avisa-sc aos senhores de engenho, que
para facilitar o uso do arcano do Dr.
Stolle para purilicaco de assucar: ven-
de-se ao mesmo preco de ~>j t de 11) libias.
Kelogios de ouro
inglezes
Meio bilhete -2.s!(l(l 2:5005000
Tercos isooo l:((i(i.Stilili
(Ruarlos l.fOQ 1:2.")0.v()(IO
Oitavos 7ti0 (25sO(KI
llccmos (O 500S-000
Vigsimos 320 2501000
Os cautelistas, Oliveira Jnior &C.
JIKI
3HKM
25700
TfOtn
:iooo
loo
65000
^300
340
210
I5OOO
250IKI
25000
:!5200
25KtKI
I5SOO
600
720
25300
I56OO
000
39301
:isii
too
15600
300
25-.00
I52IHI
1C200
151100
de plenle, de -abnele e de vidre:
rasa de Augusto C. de Abreu. aa rae de Cadeia de
Kecife 11. 18, primeiro andar.
Garlas franee-
zas.
Vendem-se superiores cartas francez. aera eet-
tarete a >00 r. o baralko : na raa d* Uaeasaed*
|oja de miadezas da Boa I aaaa a. :I3.
Ceblas de Lis-
boa.
Ja chegaram as ceblas de Listas*, e Taeeae m aa
armazem de Juan Martin* de Barros, travesee de
Madre de Ueoso. 21.
VSTEMA MEDICO DE IHM.I.OWAY
UNGENTO HOLLOVNAY.
Milhare.de individaosde todas as oacoe*
teslemuubaras virtudesdeslereeaedio laiaaii
epruvarem caso oecestario, qae, peto aso ae
hzeram, lem sea corpo e membros inteira
saos, depois de haver empregado muiiln
tralaajenlos. Cada peswa poder-,e-l roa.._
dessas curas maravilbosas pele leilara dos aarlodi-w
que Ib as relalam todos os dias lia muilo eeaes: c
ajear parle della, sao l.io sorprrndeule, que adaM-
ram us mdicos mais celebre*, (.luanl.-i, |lihii 11
cobraram com esle soberano remedio o ese de sotas
bracos e pernas, depois de ler peraeaeaecae teesja
lemno nos hospiUes. ouJe deviaaa soRier a aeaaaU-
''" ,- Helias ha muilas, que haveodo deivado euee
aejlea depadecimeolo, pera e nm sobaneucresa a
ess.i operacao dolorosa, loraas curada* roaaplrli
mente, mediente o ese desee precioso reeeedie. Al-
guma* das taes peswas, aa efesio de sea reretl
menlo, declararan! estes resultados beaefico <
do lord corregedor. e oulros magistrados, 1
maisaulenlicarean aua afliraialisa.
.Niuguem desesperara do estado de saa _
litesse baslanle contiaDra para ensaur esle 1
conslanlemenle, sesunido algom lempa o Irata-
meuloque oecessitasse a natureza do sael. caja re-
sultado seria provar inroetesla>rle>eete : Oe* ledo
cura .'
O ungento he til mtiiparticularmente e
seguintes casos.
nutriz.
Lepra.
Males dasperaas.
dos peilos,
derfhee.
Mol di dora* dr repti-.
Picadura de BM*qailo*.
l'olme.
tfaei medele*.
Niruj.
SuperacSes ptrida.
Iihha, esaqaelqaet ear-
le que acia.
Alporcas.
Camibras.
Callos.
nanceres.
Corladuras.
Dures de rebeca.
das costas.
dos membros.
tiifermidades da culis
em geral.
Eiiferi.ndadcs do anas.
Erupces escorbulira*.
fstulas 110 abdomen.
Frialdade ou falla de ca- Tremor deaerves.
ior as etlremidades. licores aa laacca.
tr.eiras. de Sgae.
taeaajrvea escaldadas. das arlKalecw-.
ncliacoes. Veie larrda*. oa 1
tnllammacao do ligado. das uas peraaer
da bexige.
\ eude-se esle ungento do eslebeleeimeale i
de Loudres,ii. iiti.A/roM.e na loja de lodos__
tcenos, droguistase outras pessoas caniii seda ds
sua venda em ledo a Amerua do Sal, lla-eBa e
llespauha.
Vcndc-se aSim res cada bocetinha.coaleea asna
m.trueca,, em porlusaei pera e.plirar o eaado de
lazeruso desle ungento.
O deposito geral he em cesa do Sr. Soasa, paer-
maceulico, na rea da Cruz n. 22. em "
buco.
\ olas estearinas, pedras de mar-
more para mesas, papel de peso
ingle/., papel le emlutillui. oleo
de Itnliaca em botijas, chirotes
8 para rarixi, pianos de armario,
lona c brim de vella, cemento ro-
mano, armamento de todas as
qualidades, cabos tic Imlio ede
manillia, pi\e da Succia. rham-
pagne e vinhos linos do Rendo
vendem-se no armazem de C. J*-,
Astiev A C-, rua da Cadeia n. 21
armazem, das s horas do dia as
Ei
lim casa de Henr\ BtuniiA C. na
uta da Cruz. n. 10, ha para vender um
guinde sortimento de ouro do melhor
gosto, assim como relogos de ouro de pa-
tente.
f 011 Han de ema.
Vendem-se muilo boas,'pennas de ema : na rua
da Cadeia do Recife u. 37.
i,7jieU'IC^- """ C3!:' ,e,rreV *'*? na rua de San- vendem-se saccas com 2, 3 e i arrobas de su-
anii n.11 "" ii : que".1 Pre,e"der-,l,r,Ja-se .(o bsKCu perior gomraa de araruta : a tratar Da rua do Brum,
rJo^Uique u. 21, que achar com quem tratar. 1 armazem u. 22.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O iiuicodcposiloconiinaa ser na batir de llar
tholomeu tranriscodeSoea. na raa lardado Rom
rio n. .16 ; garrafas grandes lfM> peqoeaes3|i
IMPRTAME PARA 0 P! RLIC
Para cura de phtisica em lodo osseasdiBertaars
graos, quer motivada por constiparse*, tesar, llie
ma.jpleuriz. escarros de sangae, rhir de costado e
peito, palpitado no coracSo, coqnelacbo. aroeehil-
tt nagarganla.e lodas as molestia-dos urg* pol-
n,mar c-.
(5-i;cr xxw* fufi^o.
Contini^ ansiar togida a prela Minora
oula, idade de -2H a IKl anoos, poara atis oaa
com os signaes aafaaBtaa : falta de denle* aa fnum
urna das urelbas rascada pro>enienle de ariosas
quem a pegar leve.-a a rua ,la Rram. armaren d
assucar n. tj, qof .era bem gralincede.
PEUr.. : TYP. 1>H M. f. DI FAKlA. m%%
'

MUTCT
ILEGIVEL


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