Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07312


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Full Text
ANJO XXXII. (i. (7.
v
i
.-*
Pi 3 inczes achantados .000.
Por 3 mraes vencidos 4jj300.
SABBADO IS DE MARIO DE 1836.
Por anno adianlado 5000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOSDA 8UBSCIUPCAIV XO XOHTH.
Parahiba, o Sr. flarvaiio V. da Natividade ; Natal, Sr. Joa-
quim I. Pereira Jallo i Aucal?, o Sr. A. de Lemos Braga ;
Cear, oSr.J. ot deOafftira ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
ques Rodrigues; PleBaJ, a Se. Domingos Herculano A. Pessoa
CearerjM; Para, Sr. Juitaso J. llamos; Amaionai, o 8r. Jero-
ojmo da CotU.
PARTIDA DOS COIIHE10S.
Olinda i todoi 01 dial.
Caruaru Bonito t Garsnhun: noi dial 1 15.
Villa-Bella, Bo-Vista, Eiu' Ouricury : a 13 a S8,
Goiannae Parahiba : segundas* teitai-feirai.
Victoria a Natal : naa quialai-feirai.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommereio : quartas* aabbados.
Relaco tercas-leirns e tabbadot,
Fazenda : quartas e aabbadoa aa 10 horaa.
Juizo do commereio: segundas aa 10 horas a quintas ao meio-dis.
Juizo deorphaos: seiundaa a quintas aa 10 horas.
I'nmeira tara do ciiel : segundas e aellas ao meio-dia.
|8egunda vara da rival: quartas eaabbados ao meio-dia.
KPIIEMEIUDES DO ME/. DE MARCO.
La nota as6 horat, 10 minutos, 40 segundos da tarde.
13 Quarto crcente aos 18 minutos e!H segundos da Urde.
21 Luacheiaa 1 hora, 35 minutse 48 segundos da tarde.
29 Ouarto minguanleaos 13 minutse *8scgundosda larde.
PREMIAD ni. Iln.lt
l'rimeira as 11 horas a 42 minutos da urde.
Segunda as IJ horas e "i minutos da manbaa.
DAS da semana.
10 Segunda. S. Mililao m. ; Ss. Drolhovin r- Athalasab.
1i Terca. Ss. Candido. Hcraelio c Jovmo Mm.; S. Constantino.
I'.m,i,Mrlli. s. liregono Magno p. dout da Igr. : S. Mamiliano m.
IS Ouinu. S. Sancha prince/a r.i Ss. Mardomio o Christina v. M,
14 Seita. As dores da SS. Virgem Mai de Dos.
15 Sabbado. S: Henrique rei; S. Longuinho soldado.
16 Domingo de Ramos; Ss. Cvriaroe Taciano.
I N< AHUECADOS DA si lis. mi'. \n NO SI L-
Alagoas, o Sr. Claudino Faleao Dias: Bahia, o ir. D. Dua**l
Rio da Janeiro,oSr. Joao PerairaMartin.
EM r-ERNAIIIII CO.
O proprieUrio do DIARIO Manocl Figuairoa da lana, na asi
linaria Praca da Independencia na. j 8.
Nao tendo cesando o motivo pelo qual
nao temos podido dar DIAKIO nos do-
mingos ; nao sera' filie publicado ama-
iluta. ".
parte orncitU.
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expelanie do da 13 da mareo.
Ofticio.Ao inspector da thesoararia de farenila,
eommonicando haver concedido :H) das de licenra
coro vencimenlos ao eserivao da botica do hospital
regimental, Joaquim iiilsiun do Mesqoita, para ir
a provincia da Bahia.Igual communicac,au se fez ao
marcrhal commandanle das armas.
DitoAo mesmo, traoimiltindo para os conveni-
entes exames, copia da acta do eonselho administra
livo datada de 27 de fevereiro oltimo,
DitoAo mesmo, dizendo que vislo ja se adiar es-
cotado o segundo crdito de cincoenla conlos de reis
que a presidencia abri por orlicfo de 1 i do correnle
para oecorrer ao pagamento das despetas com a salu-
bridade publica, o aalorisa c mandar despender igual
quantia com o pagamento nao s das despezas exce-
dentes do mencionado crdito, mas tambem das que
a necessidarle publica exigir de ora em lmite.
DitoAo mesrao, devoivendo o requeriinenlo do-
cumeutado ero que Jacintlio de Ahreu Kibeiro, Cons-
tancia Mana Joaquina Ribeiroe Mara Joaquina Ki-
beiro peder se Ihes passe Ululo do terreno de mari-
ulia n. -i de que sa acliam de pose no forte do
Mallos, ebem assim do alagado a que liverem direi-
io; e recoramendando que proceila a respeito de
conformidade com a sua informaco n. I-J.l dada
com referencia a do X. lpenle Antonio Eidio da
Silva, e ao parecer do precedor fiscal, cunsJanle"
da copia que remelle.
DitoAo commandanle da eslac.ln naval, decla-
rando que o*|tardos e ediies vindo- ullimamenle da
corte, com cobertores ruis objectos f.uam poslos
a disposi{o da presidencia pelo Exm. Sr. ministro
da mariiilii, e que pode S. S. requisilar de laes ob-
jectos osqoe julgar indispenuveis para ns navios da-
quella eslarao.
DitoAo director do arsenal de guerra, mandan-
do]*ntregar ao cidadao Rufino Jos Corroa de Almei-
da. 60 covadoa de baca da que se ada depositada
n.iquelle arsenal, para soccorros pblicos.
DitoAo jais relator da junta de justira, Irans-
imtiindo psr'a ser relatado em tcstlo da mesma jim-
ia, o processo verbal feito a,o soldado do -J, balalhan
de infantera Estevao Jos Pereira.Participou-se
ao marecbal commandanle das armas.
Dito Ao commendador l.uiz (jomes Ferreirn,
iuteirando-ode haver aulorisado .i Ibesourarin de
telenda a pagar, i vista das competentes fnlbas. a
importancia dos vencimenlos dos empregados- do
hospital deS. Jos,desde -23 de feverciro at 8 do cor-
rele ; a qual fura por S. S. adianlada com aulori-
sa^ito da presidencia.
Dito Ao eommeu3ador^\tono de Souza l.eSo-
Accusando o recabimento do odicio de 9 do cor--
renle, em que Vmc. me participa ter contratado para
o consumo desta cidade a compra .lo alznmas rezos
pelo preeo de seis mil e quindenios reis a arroba ;
remello a inclusa copia da informarlo que deu a
commisso nomeada pela cmara municipal desla
cidade para o foroecimeulo de carnes verdes, alim
de qoe Vmc. trate de modificar o preco das rezes
intratadas. de regular a compro de mais aluum
qado. Igual copia remellen-se ao Exm. bario do
Kio formoto para regular por ella a compra do
gado.
Dito Ao mesmo, louvando a prova de caridade
que Smc. acaba de dar, ollerecendo 10 reze para
siieeorro da classe desvalida, e declarando que para
alisfazer o indicado lim remollen as mencionadas
rezes a commissonomeada pela cmara municipal
para cuidar do fornecimenlo das carnes verdes.
Dilo Ao juiz municipal de Caranbuns, dizendo
que com a copia que remelle do parecer do conse-
lliefro presidente da relaco,responde ao ollieio acer"
ea do lugar vago de tabellhlo do registro geral de
h>po(hecas daquella comarca.
Dilo Ao juiz municipal da segunda vara desla
cidade, communicando que segundo conslou de par-
ticiparlo da secretaria do ministerio da juslira,
fora indiferidoem consequencia das imperiaes reso-
lurcide consulla de 2 de abril de I8"(2, o reque-
rimento cea que Antonio Correia Cabral pedia a ser-
venta vitalicia do ollieio de avaliador do geral e or-
phaos desle termo. f izeram-se as oulras commu-
nieacSes.
Dilo Ao delegado do termo da Escada. Pi-
cando inteirado de haver Vmc. de acrordo com o
presidente da cmara municipal, pres'ado soccorms
a classe indigenle, e eslabelecido urna enfermara
para serem nella recebidas as pessu.is pobres ataca-
das da epidemia reinante, que se nao poderem tra-
tar em aa casas ; cumpre-me agradecer tao bons
serviros, e ao mesmo lempo recommendar-lbe que
louve em meu nome ao subdelegado rio primeiro
dislrielo, o Dr. Joao da Rocha Hollanda Cavalcanli,
que generosamente se offereceu para dirigir a refe-
rida enfermara, onde lem mostrado assiduidade,
conforme Vmc. me uforma.
Para alii segu o esludanle Antonio Nauta da
Cosa, alim de prestar os seus servidos mdicos.
Dilo A jonla de qualilicario da fregue/.ia da
Varzea ; devoivendo a lisia dos cidadAos qnalilira-
dos volantes naquella freu'uezia, alim de serem tedia
as folbas rubricadas na conformidade do artigo 21
da lei de I! de acost de I8ifi, e vir acompauliada
da acia dos Irabalhos da qualilicacao conforme dis-
poc arligo 21 da rilada lei, c aviso de 15 de mar-
ca de 1819.
Dilo A cmara municipal de Coiafina, inlei-
rando-a de haver o Dr. Polvcarpo Lopes de l.eAo
prestado juramento e lomado posse do cargo de juiz
de direilo daquella comarca.
Dilo A cmara de Villa-Bella, accusando rece-
bidoo batanen da receila edespeza daquella cma-
ra, relativo ao auno linanceiro de 18}l a IH.'>>.
;a, qual a varialil de condo de Mara llurraeira .' I mandado segunda vez, uo entretanto que os carros
Ora isso lie mesmo dar finas a cmara municipal ; Bilavara na mesma coebeira.
pnis No temos recein de dizer que o mui digno Sr. OlIllaM.Srs.Dr. en medecina', Din lernan.
liaran de '.'. ipili-irilie nao se presla a apalrocinar em- des, l'r. Antonio de Santa Rita Religioso francisca-
pregados que nao saliem mi nao querem rumpri-; no em servico secular! epadre Jos Fterfndo seleem
seus deveres. Peram dernissao esses liscacs e sub- tornado dignos de considerarlo e reeonhecimenlo do
,|elegadns,qne nao lem actividade aenio para os seus' publico, pela presteza e solicilude com que rada
rnmmodos e interesses, e n.lo estrjam pondo euliar um de per si se lia davalada ao rumprimenlo de
ves ao governo e a cmara. | seu sagrado ministerio na freguezia de San Jos des-
O nosso clero de ambas as rlasses (a excepeo la cidade. He em pocas la excepcionacs como a
de um ou mitro rommodisla lem desempenliado presente.qne a dedicaran do honiem nao egosta, nao
com dedicaran e caridade eiemplar, n deveres de''npostor reqner e se toma credora das heneaos dn-
mini-lros de Jess Chrislo. Nomear por seus nemes cw, e do reconlit-ciinento da Ierra.
os que deste ou daquelle modo teru servido da e i Secundo moslram as relai;os da morlalidade,
noile seinpie animados e resignados, seria enfado- desapparaeem diariamenle de Ires a quatrn Afrirauos
nlio : felizmente o povo conhece-os perfeilamente. i vres! Serao el les dos que aaGM prestando serviros
Os terceiros da veneravel ordem carmelitana i parliculares'.' Se s.io daqui lia pouco nao ciisle
CODEMANDO DAs ARHaU.
Qa*tal geneml do commando daa aranas da
Faraunatmea aa cidade do Rcetfa > I da
arco da 156
ORDEM DO DA N. 228.
O marechat de campo commandanle das armas
declara para cnnlierimento da guarnirn e effeilos
necessarios, que i presidencia por portara de 13 do
correnle mez conceden :I0 dias de licenra com os seus
vencimenlos ao Sr. Jnaqnim Cllrenn Mesquita, es-
criva.i da liolica do hospilal regimenlal para ir a
provincia da Bahia buscar sua familia, e que nesla
dala roulraliio novo engajamenlo pac mais (1 anuos,
noslermosdo regnlamcnlo de 11 de dezembrn de
1832,0 do aviso do ministerio dos negocios da guerra
de 19 de asoslo de 1833, preredrndo inspecrao ile
sande, ao Sr. 2 radele I sargento da 2. rompanhi.i
do 2 balalhSa de infanlar'a Manuel Jos Conralves,
o qual alm do. vencimenlos qoe por lei Ihe compe-
lircm.perceber.i o premio de lOOBOOO pago na firma
disposia no rtica :i, do decreto n I lili .le III de jn-
hhode ISi, e findo o cngajam-nln urna dala de
Ierras de 2:>,.^>o braras quadradas: se dcz-rt.ir per-
der as vanlagens de piemio. e aquellas a que liver
direiln, sera tido como ceerolado, deseootundo-M no
lempo do engajamenlo o de prisflo em virlude de
senlenra, averbando-se esle deconlo, e a perd das
vanlagens no respectivo titulo como esta por lei de-
terminado.
Jote Joaquim Coellio.
PERfcAMBUCQ.
PAGINA AVULSA.
iai>ai bh i
Antes de lionlem fomos vi/.lar por enriosidade
os hospil.ies de S. Jos e de Noasa Senliora do l.i-
vramenlo. Naquelle adiamos em ludo impaaaaa o
fizeram lionlcm a tarde sua procissao denominada
do Triumplio dos Passos do Senhora qual esleve
edificante, rica e mni bem ordenada.
Consta-nos que o Sr. Rufino Jos Correia de
Almeida representara a S. Ele. sobre n estado do
Campotiraude, Zumbi ele,ele, e que S. Eic. promp-
lamente mandara fornecer aos infelizes habilanles
desses lugares, hartas, dietas e o mais que se lazia
mister. lia ja quein rom franqueza se dedique e
desinlercsse no serviro da hnmanidade alllirla, que
encontrara no Eim. Sr. Jos Bento urna fonle pora
donde dimaoam soccorros a lempo e a hora.
Disse-nos o sr. Rufino qua nao se podu ava-
liar os lien* que hao feilo aos habilanles do Zumb os
Srs. Pcrclli c alferes A-.umprn Nos avahamos
porque somos os primeiro a apreciar a caridade
desses homens dedicados ., pobicza.
He apreriavel ver-se, qiiaudo o sol banhar-se
vai no mar, regar os mimos de flora de camisa e
ceroula em urna varanda na ra da Cruz. He poti-
co e mesmo um noadro digno do pincel de um
raiador...
J.i se enluIharUm csses ceiros, qoe eslavam
servindo de receptculos de roupas de cholencos?
Tcm feln grande (alia aos dnenles do seu qoar-
leirao o Sr. lenle francisco de Paula Machado.
Dos o qoei.-a levantar da cama.
Se no fossernos leslemunhas dos grandes ser-
vicos que ha prestado no Monteiro o acadmico de
direilo o Sr. lirzdo, ccrlo que nao aereditariamns
as milicias que por mais de urna vez temos 1J0.
Esse moto dci\a as reunies, sa bellas companliias
para ir em soccorro de urna miseravel, que precisa
de quem Ihe d urna pocao, um \isicatorio, ele. Sr.
I r/edo, esperavamos provas para Ihe fazer juslira.
II miIimii anniversario do nascimenlo de S. M.
> Imperalriz, embandeiraram-se os navios e fortale-
zas, salvando eslas e os vazos de guerra existentes
no porto.
Orno annunciamos.no dia 13 do correnle mez,
odircclor'do arsenal do guerra, apresenlou honiem
em palacio a S. Eir. o Sr. presidente da provincia,
a banda de innsica dos menores, simples pnrem elr-
ganlemaote fardados, pouco depois do mio dia, e
um s i tranlr epidemia .'! '
O negocio esl desrahindo na casa do 811.
Air amanha (se nao morrer./
CMARA MUNICIPAL DO RECITE.
SBSSAO' EXTRAORDINARIA DE 2 DE FEVE-
REIRO DE 18.6.
PrttUtneia do Sr. BarSn de Canil/aribe.
Prsenles os Srs. llego, Barata, Oliveira, lia-
meiro,Mello, Rezo e Alliuqiirrque, e franca, que
pedio licenra e relirou-se. laltaudn sem causa part- |
lacs cnterruniuntos, indo riles ncompanliados do
.ti.-1.. Ii. de que falla a roinmissjo.Nesle sonli-
il" manilou-sc oirtciar ao prorurador c administra-
dor do cemiterio.
Oiitro do cngenlieiro director das obras publicas,
respondondo ao dosla cmara de 13 do roirenti:,
que as ruinas causadas polas chovas na estrada do
inaladotiro, proceden] de circmnslarjpias loraes,
nascenies da falta de elevarao do terreno ; incon-
venienios usies 'pie nin podem s!r fcilmente remo-
vidos, nem com grande promptidao ; e que o uni foi apprpov
ea meio que Ihe parece proficuo o realisavcl
menos dilliculdade, consiste em au^nientar-se o
aterro da estrada geral, e calr;a-la. Intcirada, o
mandou-se-llie oIGciar, di/endo que mandas fa-
zer a obra indicada.
Oulro do en^'enheiru curdeador, informando
cerca das casas que se esli cdilicando junto a pon-
tcsinha do Itemcdio. Ao vareador que pedio a
informarao.
Outro do mesmo, remetiendo n orramento da
obra do cemiterio, em linha perpendicular ao muro
do frente daquella estabelccwnento, com alteracOo
da direccio primitiva, suhindo a sua importancia
a 3M009, em ronsequenria de 700 palmos de ac-
crescimo a sua extenoao. Qur fosse de novo a obra
em prara nos dias 25, 2(1 e 27 do crtenlo, tiran-
do sem effeito o contrato eelebraJo com Francisco
esle que achava insullicienle a quantia de 1:000?
rs. que, por pane da cmara Ihe offereceu o mes-
mo verrador pela desaprupriacao de sua casa terrea
na ra ao norteda ponte vdh do llccife.mas, afi-
nal se sujeitaria ao que a cmara quizesse, resol-
eu-se, para se nao prevalecer da louvavel franque- 'ndagarAo.
Roa das Agaas Verdes n. H, casa de Joaqairo
Jos' Barbosa Lobato, morreu I prela ; desinfecta-
da por avisoparlirular.
Ra das ditas dilas u. If, eksa de 1 una Barlhole-
za da Piedade, morreo I parda ; desinfectada per
cipada o Sr. Tliomaz de Aquino Fonseca Jnior, e | Botellio de Andrade, para a construeco da mesma
sem ella os mais cutiere-, abrio-se a sess,lo, e foi
lida e approvada a acia da antecedente.
Foi lido o se^uinlr
EXPEDIENTE :
Um ollieio do Exm. presidente da provincia,
mandando lh informasse a cmara, com urgencia,
para poder satisfazer o di-posio no aviso da repar-
tirlo do imperio, de 12 do mez (lassado, quaes os
i'jirenosjjue formam o seu pairinionio, e porque
titulos os possne.iiosolveii-se se respomlcssc que
nenhum terreno possue a municipalidade que Ihe
renda, e apenas tcm alsuns do marinbas, que Ihe
lem sido concedidos em dilferenles datas pelo gover-
no da provincia, para'serventa publica, na forma
da lei.
Outro do mesmo, dizendo que, para satisfazer
reqnisicao desla cmara, de 12 do correnle, e\pc- i alcrramento do alagado na ra do lirum, Bf> lugar
eeaeiei
\
MACONARIA DAS MILIIERES. *
Pon Garlos Monselet.
SEGUNDA PAKTE.

II
F'lippe Beijle ao eu amiga tenpoldo...
Paria 28 de julho.
Al viraras, meu charo amigo! rol Mi i flordaagua*
como se diz na linguagem intima, aiihei eiieut
mil francos nos jogos de Badn ; oitenla mil Trancos,
en te n des'.' nem um sold de menos. E dalo esle car-
ia de Paris, Ouaulo he bello Paris com oitenta mil
francos!
Tenho-os aqui mao em olas de banco feias, se-
benl,as, rolas, e remendadas. So pelo cuoho deses-
,.<;ado1T 'os dedns, que passaram sobre esses trapos
de papel. JfKm itajoda a sorle. Ha nolasamar-
roladas, i 5e^Pjfadas, manejudas de lagrimas, que al-
Icsiamdi llorosas lulas entre a ruina e a probidade ;
ha ootra: i que lem viajado cosidas na roupa, c saoco-
uhecidas pelas mil dobras que as opprimem. Oulras
picadas c orno renda peloailinete dos banqueiroscon-
servam a inteireza e a arrogancia cominerciaes, que
as tem pi resenado do contacto das paisdes. Reco-
nheci alg nmas pelo cheiro, que deviam sabir em-li-
Tilta red.., da carteira de tal ou lal fidatga. Seiim o
que fore n, tenho-as, eslo emmassadas sobre minha
mesa no i nomenlo em que le eserevo, e quando mi-
nha mo quer apoiar-sa sobre ellas, repellem-na
lirainlami :nlc como faria um (ravesseiro mano.
Ah! qtte bello Iravesseiro, com elfeito I E e-sc
nao esl.i I orado de remnos bem como o famoso Ira-
vesseiro eje que nos fallam os melodramas, e nao me
nccasiotvS oulrasiusomnias senaoas da alegra.' Deves
concordar, meu charo, que esse reforco chegou-me a
lempo ; pnis minhas tropas desertavain porfi. Lin
instante depois somenle rae restara minha dignidade
de liomem por lodo o bem. francamente isso na i he
bastante para quem est habituado aos janlarr do
huteqiiim de Paris, aos bailes do suburbio de ainl
Tiermain, e s partidas de whist do Selub. Po isso
nao sei que lea sido de inm sem este masso di oso.
Oh! certamente eu nao lena feito sallarem-rke os
milos : abes que tenho todas as coragens. Quan-
to a desgrana propriamenle dita, alo assusla-me,
antes iuteressa-me como um problema.
Vullou pois o dinheiro ao meu domicilio. Mas
sabes quem voltou ao mesmo lempo que o dinheiro I
() Vida Diario n. 6(1.
Ivpo da liumildade. lili ha urna regularidade ima-
ginavel, moila limper, caidado e prea'eae m*tr~it~ua>' h"'
vico. O Sr. Dr. Dias f emendes era quem eslava de 'Io Brum e do5 "a,,ius de guerra surlos no per
dia ; recebeu-nos muilo bem : mostrounos as en- Io' ,an''ou a 'eferida banda o anniversario nalalicio
fermarias, e fez-nos urna breve resenha dos traba- (le '"Wararii com uliwniio imperial.
Usos da casa : goslamos muilo de ludo ; ns doeules Em s"su,da ,l,,n pequeos intervalos, eieentou
a evcepr.lo de nm velho oclogenariu que se achava ldel",'!' um'' ""fclia de passo dulir.nl > urna sraUa,
em perigo, eslavam convalescemlo. Esse hospilal lie
pobre, c vai subsistindo as eipensas das coramissoes
bcueticenles central e de S. Jos, que grabas aos seus
niemhrus e a caridade dos Srs. thesoureiros l.uiz
Gomes f erreira c Anlonio da Costa Reg Monleiro,
sao promplos em soccorrerem o Hospital, quando pre-
cisa de seus auxilios.
i) hospilal de iNussa Senhora do l.ivramenlo, se
bem que a sua instiluirao nao sejasenao para os des-
validos lillcralinenle por tacs conlicridos, esla mon-
tado em graude escala. O Sr. Dr. Nelto, seu prin-
cipal gerente, leve a bondade de uos mostrar toda a
casa. All ha abundancia de cobertores, balas, me-
dicamentos, dietas e de ludoquanto se faz misler pa-
ra comhater a epidemia rciuaule. Os docntesachaiu-
se salisfeitos ; nos delles mesinos indagamos, e vimos
render gracas ao Allissimopor Ihes ter deparado com
aquelle a<\ lo de caridade. Muilos doentes temido
para all com seus ps pedirem una cama e soccor-
ros, e nao poucos lem lido alia. O Sr. Dr. Maduro,
que eslava ollciando quando l fomns, era quem a-
viava mesmo os medicamentos. I) Sr. Comes do
Correio eseus lilhos oajudavam ; as vizilas de mui-
los clrigos seculares e regulares eram amiudadas,
alm de grande concurso de curiosos.
A nao ser um insulto mui positivo feilo aNpo-
pulacao, ou um deleito inqualilicavel, ou um pro-
celimenlii lodo reprovado, j os eucarregados da
limpeza publica leriam removido ilessas praias, d0
Hospicio, Coelhos, dessasruas da Palma, Caldereiro,
ele, ele, ele., os depsitos de despajos dos cholen-
cos fallecidos por esses lagares.
Ha cincodi.is que o Sr. fiscal da Boa-Visla apparereu
nos Coelhos com qualro trabalbadores, e accumulou
toda inmundicia na approiimaro da estrada, e la a
deixoa al esle momento em que d'alli vietnos de
veri O qoe faz esse guarda l.ipir'tn .Sanio que
mora por ahi algures'.' O que faz rom esa jardean-
estrada, por assim o ler esle requerido.
Outro do mesmo, remetlcnd o orr;ainento c
planta de ditas casas, um armazem e muro, que se
tem de construir junto ao cemiterio. sendo aquellas
para estada do oapello 0 sacristao, e eslo para
guarda dos utensis do mesmo estabeleciment, e
descanro dos respeclivos empregados, as horas de
refeieo ; tildo na importancia de 7:iT>OO500O rs.
Que fossem o orcanienlo c plantas transmittidos
an administrador do cemiterio, para mandar eve-
cular as obras com a indispensavel cconomia dos
dinheiros pblicos empregando em sua eonstruc-
rao os materiacs que esli sob sua guarda, e que
restavam de outras obras.
Outro do fiscal do Recife, nimmunicando ter
contralado com Francisco Botelho de Andrade o
za do mesmo cidadao, que o procurador rom elle
se ciiteiides.se, e Ihe ollerccesse 1:500 rs. pela
rasa.
O Sr. Oamciro fez o seguinie requerimento que
i apprpovado : l'tequeiro se determine aos liscaes
com I visitem os acougucs duas vezes por dia ai menos,
assim como examincm todas as frutas exposlas
venda, prohihindo que se vcndaui aquellas que esli-
verem verdes. Sala das sesses 20 de levereiro
de 1856. Gameiro.
Foi approvado um parecer do mesmo vereador,
declarando ler evaminaJo o sitio no lugar do Ar-
raial, indicado pelo fiscal do Poco, como proprio
para tnaladouro, o o adiado com lodas as condicoes
necessarias para o dilo lim, constando-lhe que o
seu proprielario Jos Bernardo da Rocha Falco,
exige 1:9t ts. pela sua venda.
Mandou-se que o cnsenheiro cordeador orr;assc
os reparos somenle de conservaban deque precisa o
quarteiro do lado do norte da ribeira do peixe da
fregue/.ia de S. -los.
Desparharam-se as petifies do Antonio Joaquim
Corra, Francisco Botelho de Andrade, Firmino
llerculano da Silva, Joaquim Gonralves Salgado,
Mercan & C.", Rufino ("nuncs na Fonsc:a, c le-
vantou-se a sessao.
lira ordem ao majur commandanle do corpo de po-
lica, afim de que mandasse postar o n. desentinel-
las, que fr possivel nos lugares em que se cosluma
fazer os despejos pblicos. Inteirada.
Oulro do mcHtiio, respondendo ao desta cmara,
de n. j, com copia do do inspector da thesourana
da fazenda, relativamcnie aos terrenos parliculares,
existentes entre as ras do Caldeireiro e Imperial, e
designado para serventa publica, por a quanlia
de l:.">00-"*1 rs, segundo o orramento aprcscntndo
pelo mesmo Andrade, c que rcmetlia. Mandou-
se pr a obra em praca nos dias 2,>, 26 c 2" do
correnle.
Oulro do fiscal supplenlc desla freguezia, parti-
cipando que a pessoa que est fazendo as vezes do
guarda municipal doentc e licenciado. Iba declarara
em oulros lugares, que devem ser beneficiados, se- que nao poda continuar nesle servieo com a paga.
composires do respectivo meslre o Sr. Manuel Au-
goslo de Menezes Costa, que nos consla se haver es-
merado para que esla eslrea se realizasse honiem
como desejava o director do arsenal; oque conse-
suio de um modo digno de louvores ; por quanlo
fez medanle o Irahalho de pouco mais de um mez;
c em lata rircnmslaucas impossivel era esceder ao
resultado que elle obleve.
Confia.Causa d, lastima, compaiiilo e a
mesmo lempo raiva ver o como se lem portado
enrarregado da amhulauria que dtil soccnrrer a
dilriclo da Torre ; al boje nenhum dos moradores
desse local ha vislo se quer urna cabera de m'a-
cella ; a nao ser alguein que caldosamente bi dido
em sua casa e mandado dar por pessoas suas r-m da.
a alguus necesslados, ha muilo que esse lugar leria
sido rscado do cathalozo dos vivos.
I on \ "res. mil louvores sejam dados ao Sr.J valor que por elle pede.
Justino Marlins de Almeida que com doos seus ami-
gos bao ae prestado tanlo, j com serviros pessoaes,
j.i com medicamentos fornecidos por suas ambu-
lancias particulares.
A fome he o maior cancho que vea aquelle
infeliz pavo ; be ella que ha feilo lanas victima-,
he a ella que se deve parle da morlandade all havi-
da, visto como quem se levanta de grave molestia
deve neressariamente ter dicta e resguardo, e no
haveudo os gneros precisos que fazer J Morrer a
fume, ou a falla de resguardo e dieta depois da mo-
lestia.
A amliulaucia que, dizem-uos, mandou o
Georgc Patchell, foi engolida no camioho.
{mulo enlcnde commissao de hygiene. Inteira-
da por j.i se ter feito esso respeilo o que cum-
pria.
Outro do mesmo, iransmitlindo, por copia, para
inlelligenria desla amara, a portar/ -.lo 2-2 do cor-
renle, pela qual resolver adiar a
semblca provincial para o dia 1 de abril prximo
vindouro, aliento o mo eslado sanitario desla pro-
vincia.Inteirada.
Outro do mesmo, commuuicandu ter por purta-
ria de 22 do correnle nomeado interinamente para
memliros da commisso de hygiene publica aos
que se Ihe mandn dar, do dez mil reis mensaes, c
que a nao perreber tanto quanlo um guarda, dei-
xaria o serviro. Mandou-se pagar na razaode
20?000 rs. mensaes, durante o lempo da licoura
do guarda docnlc: e nesle sentido respondeu-sc ao
icrtura da as- : lisral.
Oulro Jo administrador do cemiterio, remetien-
do a quantia de 1168000 rs sendo 7-28000 rs.
de IS sopulturas reservadas, a 7-i?000 rs. de o~
ditas communs, lendo sido naquellas inhumados
cadveres de pessoas livres, e neslas de cscravos,
todos fallecidos da epidemia reinante. Qua se
Drs. Cosme de Su Pereira, Joao Jos Innocencio rcmetlcssc o dinheiro ao prorrjrailar para o lim con-
l'ogjji c Ignacio Firmo Xavier, sendo o primeiro | veniente
Sr.
' prn
para presidente, c o segundo para secrelario.In-
teirada.
Outro da commisso de beneficencia da fregue-
zia do Poco, remettido a esta cmara pelo Exm.
presidente da provincia, para providenciar, pedin-
do se esgotom as aguas eslagnadas no lugar da Casa
Forte, e na referida fregue/.ia em frente das casas
beira do caminho, que conduz para o rio, e se
remova o maladouro para o lugar que conslou
commisso linha sido cscolhido para esso lim.
nuanto a primeiro parle, que o engenheiro orcasse a
despea rom o esgoiamenio dos charcos; e quanlo a
segunda, que o procurador seentendesse rom o pro-
prielario do silio cscolhido, no Arraial, sobre o
vaz zomhw de IIIIIUv e tenis razo.) foi o amor,
meu charo Leopoldo, vo amor! Kslou mais ver-
melii'i do que um esludanle escrarfndo-teisto. Alias
julgava-me bem curado depois'la Marianna ; esta-
i ei condemnado a causar rjempre admiraro a mim
mesmo
.Mas estou realmente enamorado '.' Convcm que
decidas a quesiao, e para isso vou narrar-te ludo. Se
como presumo, esta carta chcgar-le mui cedo guar-
da-a Iranqudlameiile para a leres depois do aluce",
e com os beiros anda quentes do caf, com os olhos
esclarecidos, loma-me como um folhelim. e faze por
comprehender meu cnlhusiasmo cuidando quanlo he
reeenle seu objeelo, desculpa minhas esplosoes dees-
t> lo, e s emliin imlulgenle para com o dialogo.
foi ante-houlem qninla-feira 26' de julho de \H\
meia hora depois de meia noile, que liquei enamora-
do de urna rapariga muilo espirituosa. Seu retra-
to vir depois, elle nao te escapar ; raandei buscar
para esse lim um pole de nev, de carmin o de n-
car. Era .i mesa, no salan azul do hotel lies l'ro-
veuran; cromos sete, dos quaes devo sublrahir duas
mulberes, arlri/.es, se queres, nao mais feias do que
oulras e de couversaco soflrivel.
Os homens erflo forcslier, Colombino, Marcos e
um provinciano tra/.ido por Colombino, um patela
de joias na abertura da camisa, no rllele e nos de-
dos. Chamava-se Becheux; pareceu-me que indos
" mlijv-ni desse fatuo adorno. l)ei\e-os e appli
qiici-mc seriamente a ceia; pois lenho-me esqueci-
do de dizerte que inclino-me de da em dia mais
para a gastronoma, o que muilo me assusla : dizem
que be o vicio dos homens completos.
Ai'eni, io cis ii lance de Ihealro! Ilavia quasi um
quartn de hora que rnmli.ittamos em duello rom man-
jares grande susurro de seda, novos perfumes invadirn)
a sala.c apparcecii um capolinbo cor de rosa.
Boa noile, Pandora, disse Marros.
Eu nao sabia que elles esperavam essa nova pes-
soa ; recuei para dar-lhe lugar. Ella assenluu-se
sem dar le de mim sorrindo aos hnmeus, e chaman-
do as mulberes minha amiguinha. Eu linha sobre
os joelhos melade de sua saia, a qual era de cor vi-
va o de fazenda sussurrante. Desde sua entrada o
servo lu! ira-lhe o capolinbo e o chale ; ella era foi -
meta, e a viveza de seus moviinenlos recreiava-me.
Eu n;lo a conhecia.
Vate chega mui larde, disse Becheui rindo co-
mo se dissesse urna cousa agradavel.
Que Ihe imporla isso, se j.i rheguei responden
ella ruin a insolencia tranquilla que esla agora em
moda enlie as mulberes.
O servo poz-lhe dianle um praln de ostras.
Nao quero, disse ella.
Colombin;que eslava de outro lado da mesa elevou
a luneta 4 altura do cilio e comecou :
Diga-nos por lavor, querida Pandora, qual foi
Oual de assucar o lornlozioho
Que com agua se desfez.
Oueixou-nos houtem um morador da ra do
Brum. que tendo oblido guia para enterrar um seu
escravo e levando-a cocheira do Sr. Miguel, su
qualro horas depois o foram conduzir, islo por ter
o desgrarado violeiro que irriloti-lhe os ervos a pon-
te de la/e-la exeeutar a svmphonia do mao hu-
mor '
Ah! muilo bem! eiclamou Marcos.
Que .' que diz elle'.' perguulou Becheux incli-
nando-sesi direila e a esquerda.'
lie aquelle senhor comer a remeter o sarco
dos rhisles assim como se revolve um sacco de bolas
de loto, respondeu Pandora.
Ah! ah! sim, disse Becheux, o lote, conhe-
co-o...
Vollei-me para a minha visinha c pergunlei-lhe o
que desejava; porque a via percorrer a mesa com a
vista.
Como, senhor'.'
Esse habito que lem as mulberes de fazer-nos re-
petir asperguntas, embora as leuham onvido perfei-
tamenle, perturba acedos individuos; mas coru-
prebendes que eslou alTeilo a rssas maneiras.
Sorri pois, e repeli minha phrase.
Pandora sem dgnar-se dcoihar para mim fez una
leve indinacao de cabera, o que era um modo de
nao responder e, como se lemesse ver-me continuar
a conversarlo, aposlrophou logo urna de suas amigas,
a mais longinqua:
Sara, enva-me o mllio de camares.
Oh! senhora!... exclamou Bechcui cahindo
sobre a pralo designado e apreseolando-o.
Eu linha applicado novamcnle minha alleuco a
ceia. msera resignadlo fingida. Depois de dez mi-
nutes de ropouso minhas tropas lenlaraiu onlra sur-
lula que nao foi mclhur acolhida que a primeira.
tintado por Cssa resistencia insist tanto que Pan-
dora exclamou emfim voltando-sc de Ires quartos
liara mim :
Mas que quer, senhor'.' Nao conhero-n. Dga-
me musas mais deleilosas te quer qoe eu il-lhe al-
lenrao. Quando seu espirito liver andado a roda da
mesa rhegara lalvc/. a mim.
Kslas palavras pronunciadas em lem mu alio, e
com o designio de me cohrirem de eonfaiao.nlo det-
xaram de causar espantes aos convidados.
Es mu cruel para com o pobre f ilippe, dase
Marcos a Pandora.
A senhora lem razao, disse eu, nao snu deleila-
vel. felizmente anda he lempo de rehablilar-me.
\oupela simples enunciadlo de seu desejo imitar
com a voz o rumor de urna garrafa de rhampasne
que se desarrolha, fazer de ventriloquo, e se ella
elige, cantar o Entreacto do Paraso.
Ah! sim, o P.nlrtarta do Parai*o'. evrlamou
Becheui.
Pois bem, corr.ece, disse Pandora imp.T-sivel-
mente.
Ergui os hombros, e tornei impacientado por esse
manejo mui prolongado :
Nao comprehendo bem sua crueldade, minha lin-
da visinha. Tenho alguma cousa que vote-me ao ri-
Outro do Dr. chele de polica, remettido por S.
Exc. cmara para informar, cobrindo oulro da
commisso porUigueza de beneficencia, representan-
do contra os embararos, que diz ella terem appare-
cido da parle da polica, e dos empregados ilesla
cmara nos enlerramenlos gratuitos dos cadveres
de individuos indigentes, fallecidos no hospital por-
lu;uez tle beneficencia, sendo da parle d'aquella,
no franquear os allestados, e destes em dar as guias,
rogando a commisso mandasse S. Exc, que os
individuos fallecidos em dilo hospital, cuja indigen-
cia for atteslada pelo respectivo provedor, sejam
gratuitamente, c por caridade inhumados.
A cmara resolveu se informasse a S. Exc., que I
dola nao parti ordem alguma do seu procurador,
nem ao administrador do cemiterio no sentido da
representaco da commisso, nem era possivel que
partisse na quadra actual, mas que todava ia ago-
ra mesmo recomroendar aos mencionados emprega-
dos nao pozessem a menor duvida ou obstculo
djculo e que eu ignore, sera caridade dizer-m'o.
Entretanto minha casaca nao dala da rr-lanruran.
n.io tenho o arenlo provcnral ; n qne he enfilo ".'
I'oma-me por artista '! desengane-se, nao toa pintor,
nem pianista, nem bomcm de lWS'." tambem nao
sou ador, pois trago a barba inteira. Meu semblante
nao he pelo menos 13o sorivel quanlo o desses se-
nhores!
Tomou-se urna lempcslade de reclamacoes.
Que dzes'.' exclamou Colombino.
Nada, meo charo. Tenho nos cabellos algum
perfume que a irrite'.' Nao. Logo nao deve oppri-
mir-mc ; seos sarcasmos nao sao merecidos; sou lo
Parisiense quanlo Vmc. pode ser. Seus ardis de
raulher conhero todos, c ja tenho empregado mais
de melade.
filppe lem razao, disse Marcos.
Concordo, accrcscenlou Colombino; mas filp-
pe esqueceu-se em sua perorarlo de urna phrase es-
sencial, e que recommeudo a Becheux ; he classica :
lana crueldade assenla em semblante filo lindo? u
Pandera dirigindo-se a miro meio seria :
O senhor v'.' elles zombam agora de mim.'e
por sua culpa. Esl salisfeilo'.'
A dicildadc eslava quasi vencida; a conversa-
rao Iravou-se enfilo entre nos.
Pretende namnrar-me'.' pergunlou ella com um
arziuho de suslo hem fingido.
Sim.
Eu linha razilo de desconfiar do Vmc. Ao me-
nos rozo-lhc que n,lo se exprima como lodos, seja
novo, cause-me adtnirarao.
Agradcro-lhe essas ndiceedes.
Oh lurnuu Pandora, nao procure nellas ou-
Ira cousa senao a desejo de poupar lauto a Vmc. co-
mo a mim imitis triviaet escaramuzas.
fornero-lhe as armas, mas nao renuncio a dcs-
peza.
Muilo bem loinei-lbe, vr-se que X mr. eo-
nhecc o proverbio : faze leu dever acntela u que
acontecer.
He insolente esse seu proverbio.
He tao velho !
Mas nao o desprezarei. c para comerar vou
fazer-lhe urna pergunla ornada...
Tanto melhor! disse en,
Bem sabe quanto as mulberes gostam de enla-
zar a corda da iudscrrao; voe ser para rom
Vmc. o mais indiscreta que posso.
falle.
Ja que araba de manifestar .i meu respeilo
disposires resolutamente lioslis, ja que annunria
claramente o designio de n.mnrar-me. pennilla-ine
que pegiinle-lhe....
II que '.'
Se espera conseguir seu intento;
A essa pergunla, ousada com efleilu, entui a ore-
.emente.
Oulro do mesmo, remetiendo mais 763000 rs.,
sendo 32?000 rs. de oito sepulturas reservadas, c
34SO0O rs. de 17 ditas communs. mesmo
deslino.
Ottlru do mesmo, participando que da tiolte de
16 do corrcnlo cm diante elevara 9 u numero
doscoveirns, por assim exigirera as cirenmstancias
actuaos; que encarregra provisoriamente a lo-
s Francisco da Cosa Lobo, de ajudar aos empre-
gados nos irabalhos de cscriplurarao, com a gtati-
licaco mensal de 'lOSOOO rs. : que compira
12 capoles, 12 pares de sa palos c igual numero
de chapeos de oleado, parauso dos covei ros e ser-
ventes noile, e finalmente que contratara com
a botica da viuva Cunha & C, o fornecimenlo do
laliarraque preciso para desinfccyjo. A cmara
licon inteirada, e mandou declarar ao administra-
dor que todo esle accrescimo de despena deve ser
pago pelos cofres geraes, segundo a ordem da pre-
sidencia de 30 do mez passado, para o que con-
vinha que elle mandasse organisar folbas em sepa-
rado das mesmas despezas, para se requerer o sen
pagamento.
Sendo lida urna policio dos csrrivcs do criine
desta cidade, vinda da presidencia para ser infor-
mada, requerendo mandasse >. Exc. acamara pa-
gar-lhcs o reste de cusas que Ibes licou restando ;
resolveu-se que se informesse S. Exc. que aque-
ta eslava extincta, e que oslando os cofres sohrc-
carre^ados do despezas com differenles objeclos de
ulilidade publica, nao era possivel dislrabir dinhei-
ros para pagamento dos supplicantes.
A vista do que expoz o Sr. vereador llego,
acerca da conferencia que tuve com o cidadao An-
lonio .loso de Magalhes Bastos, cm que declaroii
Eu Manuel f erreira Accioli secrelario, a escrevi,
llardo de Capibaribe, presidente. OUitira.
Mello llego. Hamelrn.
DeHfeetrt do dia 12.
frenuczia da Boa-Visla.
Prara da lloa-Visla casa n. Ii.de II. Joaquina Pe-
reira, fallecen Miguel, escravo.
Estrada de Joio de Barros, sitio da Cscala, de
Thomazdc Carvalho Soares Brandao, fallecer Ma-
ra Rita, escrava.
Uado Rosario n. II, casa de Manoel Joaquim
da Porciiincula, fallecen Alexandre, pnrlugucz.
Una do Sebo n. 10, casa de Antonio Martins Sal-
danha, fallecen Jos da Silva, hranco,
Passa^em da Magdalena, sem numero, casa de
Anlonio Carneiro Lima, tallecen Senborinha Mara
do Espirite Sanio.
Una do Nloinli n. 7, ca>a de (ierlrndes Isabel,
falleceu Paulo de Araujo, preln.
Hospicio, tem Damero, can de Jos Marques da
Costa Soares, Tallecen SebasliSe, escravo.
Ba da l niao, casa sem numero, de llinamcrico
Augusto do Bego RaageJ, f.dleceu Mara, es-
crava.
Itua to Mondejo n. ti.", rasa de Jos Silva Sarai-
va, falleceu Domingos de Souza Barroso, porto-
guez.
BecCO do lanibia i\. I'.l, casa de Manocl Arrhanjn
da Rosa Lima, Talleccu Malheus da Silva, prclo, l-
vre.
freguezia de Sanio Anlonio.
Ba da Penha n. i, casa de Miguel Joaquim, mor-
reu urna prela ; desinfectada por aviso particu-
lar.
Una Direila n. 112, fresuezia de San Jos, rasa de
Anlonio f erreira de Amorim, morreu I prela ; de-
sinfectada por aviso parlirular.
Itua do Calabunrn Velho n. I'i, rasa de Anlonio
de Oliveira, morreu urna prela ; desinfectada por
indegSBjm.
Berco dol'eiie frite n.!), casa abandonada de bo-
je, morreu urna cabocla ; desinfectada por indaga-
C.1,..
Berco do Padre n. (i, leja de Chrislina Maria de
Souza Peie, morreu urna prela ; desinfectada por
aviso policial.
Ba de San francisco n. 2!1, casa de Joanna, mor-
rcram 2 prelas ; desinfectada por aviso policial.
Paleo de San Pedro u. 13. casa de Mara Arcban-
gela Kibeio, morreram :l pre'.a> ; desinfectada por
aviso policial.
Ileccoda Viraco n. 21,casa abandonada ha '> dias,
morreram 2 pessoas ; desinfectada por aviso parti-
cular.
Gamboa do Carmo n. 2:1, casa de Joao l.uiz, mor-
reu I liomem pardo -, desinfectada por avisa poli-
cial. #
Itua eslreita do Rosario u. i. casa de Paulino Pe-
reira, morreu I mulher branca ; desinfectada por
aviso particular.
Paleo do Carino n. .13, casa de Elishana Mara
ijonralves, morreo I prela ; desinfectada por aviso
articular.
Ba do Senhor Bom Jess n. O, casa de Esle-
van, morreu 1 preta ; desinfectada pora viso poli-
cial.
Ra do Cabug n. :l. segundo andar, casa da viu-
va liarca, morreram 2 prelas; desinfectada por aviso
particular,
Itua do dilo n. 3, terceiro andar, casa da vtiva
Cruz, morreram 2 pessoft, sendo, I prelo e I brau-
co, ; desinfectada por aviso particular.
Ra de Santa Thereza n. 13, tasa de Anna Hila
da Conceirao, morreu I mulher branca ; desinfecta-
da por aviso policial.
Ba das l'rincheiras n. 3t, casa de focas Evaame-
lisla Soares de Brlo, morreo I pardo ; desiafectasia
pnr aviso parlirular.
llbservar.m.
Becca do Padre' n. 6, sobra a desinfecrao, mas como achatse a caw fechada a
abandonada, por isso n.i i a desinfeelei.
Cambe* doCarmo n. 2), fq: tambem chamado pa-
ra a desinfecrao, e eomn cima fica dito, nao a da-
sinfedei.
freguezia de San Jos.
Ba i\, Aguas Verdes, freguezia de Santa Anto-
nio, u. 33, casa de Joao lleoriquet. morrea elle.
Itua de Santa Rila, sem numero, casa de Iraacis
co Joaquim Bezerra. morreu elle.
Ra de dila dila n. 17, casa de francisco |edro,
morreu o mesmo.
Dila de dita dila n. I.',, casa da viuva Cordial,
morreram '.\ escravos de nomes Severno, Joeqvim e
Candida.
Boa do N'ogueira n. :I2, ca>a de l.uiza Maria da
Coneeir^o, morreu a mesma e I tobrinha.
Ba dos Pescadores n. 2tt, casa de Jote' de Almei-
da i.ima, morreu o mesmo, casa abandonada.
Ba de San Jos' n. ss, casa de Jo*epha. morrea
a mesma.
Becco do Peiiolo n. :t, casa de Joaquim Maria da
Paiao, morreu o mesmo.
Itua Augusta n. su, casa de I" m bel na. morrea *
mesma e I filho por nome Joao.
Dita dita, sem numero, rasa do escrivSe Molla,
ese n.io quiz quedesinfertasse a casa, lendo marri-
do urna pessoa.
Travesa dos Martirios, sem numero, casa de 1 fie-
reza de Jess, morreu a mesma.
freguezia de Recife.
Ra da Cdela n. :l, casa de Henrique Bernardo
de Oliveira, morrea 1 escravo ; desinfectada pnr
pedido do mesmo.
Ba do Amorim, sem numero, casa de Manoel
Anselmo dos Sanios, morreu a senliora do inesasn-,
urna prima c I escrava.
Ba da Seuzala Velha n. 126. casa de MiganH E>-
levao Alves ; desinfectada por pedido do mesmo.
cocheira de carros fnebres.
Ba da dila Nova n. 33, casa de francisco das
Chazas ; desinfectada por podido, morrea ama mu-
lher.
Itua da i.ui.i n. 12. rasa de Antonio de Moora.
morren urna mulher ; desinfectada por aviso poli-
cial.
Ra da Cruz n. :)l, casa de Joaquim AlTonto ds
Reis-, morreram II Batalas : desinfectada par avisa
policial.
Ba da Scnzala nova n. 2~>, casa de Anlonio Fer-
nandes, morreu o me-mo ; desinfectada por inda -
gac.lo.
Ba do Brum. sem numero, de Joaquim de Al-
incida, morreu a mulher do mesmo ; desinfectada
por indazacftn.
Ba do Occidente n. 2. casa de Joao Antonio dos
Sanios, morreu a mulher do mesmo Hesiufeclada
por pedido.
Ra dos C-iararapes, sem numero, casa de Joa-
quim Jos'de Sania Anua, morreo o mesmo : de"
sinfeeda por ndagaro.
Dila dos ditos, sem numero, casa de JtV<> Cardoso.
morreu o mesmo ; desinfectada por indagaran.
Ra do Oriente, sem numero, rasa de l'obcarpo
Jos' das Picvcs, morreu a mesma e i escravo ; de-
siufertada por indagaran.
Ruado Areal n. 7, casa de Joao Anlonio Coelfio.
morreu I mulher ; desinfectada por indagaran.
Becco Largo n. 5, lasa de Rila Ribairo da Craacei-
e.lo, moireu a mesma ; desinfectada por ai isa po-
licial.
Disinfcecoes : Total do dia 12, ">2 casas : sen-
do : na freguezia da Boa-Visla 10, em Sanio Anlonio
IS. em San Jos 10, e na do Kecife II.
Tolal al o dia de boje, 220.
Recite 13 de marco de lS.'>t>.l-uslat" IJ:e*tr*o
Furlado dr Mendonra, encarregado da comera-
{5o e distribuirn dos agentes desinfectantes.
iba como nm cavallo que ouve o estrondo do can-
nli.io ; mas farejaudo lozo um laro desviei-o.
Isso nao he o importante, respond.
Como '.' disse ella com .-spanlo.
O importante lie que meu namoro seja bem
feilo.
Ah eulendo ; "no Ihealro ,franccz diana 10
isso a Iradicrao.
Juslame nte.
Justino chamou ella.
II servo acudi alenlo c inclinado.
Trazc-nos arolanles e vaquetas, exlamnu Pan-
dora.
A senhora disse !... inlerrogou o servo.
Eu disse: traze-nns volantes e vaquetas. Bem
vis que este senhor quer representar um proverbio
contigo.
Ah ah '. mui bello '. cxclamaram Colombino
c Marros.
Pego acrescentnulforeslier que Justino respon-
da : scuhora, ja acabaran-se.
Nao he a li, charo collega de tantas folias, que
irei contar semelhante ceia. Nao ha mais boje do
que rios ou tres vaodevillislas capazes dessa auda-
cia, e de lazerem circular meia duzia de chistes re-
inos (n.io mais '.) em torno de urna mesa, assim co-
mo nos jantares burguezes osgalhofeiros que balcm
com a mao sobre o joelho do visinho dizendo: fara
passar.
Preliro descrever-le a grara e o espirito de Pan-
dora.
i .linjoii o momenlo do retrate.
Viole annos, nao mais, ,he a melhor idade, es
de minha opiniao '.' cabera um lauto pequea, ca-
bellos sabes quanto sou accessivcl o belleza, ,i
almud.nina, o cor, c ao perfume delles)1 cabelles de
ouro pollido ; embora Iriiliam finura ideal sao cres-
pos, c adiantam-se como ciercilo al a Irona, da
qual os esforCOS do cnsmelicu nao podem alisla-los.
Imagina o carcter iuglez fundido no Iv pn veur/i.ino.
filien e Lawrenea, e leras urna idea desses cabellos
inaiavillinso-. Os olhos talvez demasiadamente
alierlos lem nina cor azul viva que sorprende; .i
primeira visia desagradsram-me, mas bel de acosl'u-
mar-me a elles. Accrcscenla que o nariz, alias
lindo, continua a linha reda da fronte, a que d.i-
Ihe urna phisionomia milita bem comn seu ame.
De certo lens visto Pandora em alssiimaa das pintu-
ras de Pompea, lie ven' ele que a burra mnslilue
urna ndoravel dlssonaneia : he urna bocea inteira-
mi'nle parisiense. Essa borra adornada drrovinlia
nos cantos ,|os labios o queixo Iravrssn ,. o prsrorn
rolirn nos fa/em vallar ao serillo \|\. f.slas sa-
lisfeilo Espere anda, nao acahei. Os denles s.1n
pernlas, a? orahaa primores de escolplura. Suas la-
vas san feilas por fadas, e seu sapaletro habita evi-
deulemeule a na de Alcata em Madrid.
Ah esquecia-me urna lez de Normanda abran-
dada pelas vigilias da vida de elegancia e de amo-
re.
Leopoldo nao zombo quanlo eres. Debaixo desse
colorido ha Iraros ciados. Alein disto ella traz ad-
miravclmeule o vestuario moderno, o qual sujela a
lodos os caprichos de sen busto delgado ; nao lem
cuidado das rendas que adornam-lhe as mangas,
move-as, sacode-as, saliendo ao mesmo lempo con-
serva-las intactas. Sua voz '.' dir-se-hta quando ella
abre a bocea, que sao perolas que poem-se a fallar.
Hen.ai-, ja viste, tentei demonstrar-te que nao he
lula.
Por ventora he mni ridicula enamorar-se de urna
rapariga espirituosa '.' Nao sou mais homem de fa-
zer lotices por uns olhos, embora sejam elruscos, e
por urna bocea mais ou menos parisiense; porem de
um capricho, de urna hora de amor oh aim de
amor! nao sei, ou antes nao quero anda defen-
der-me.
NeaSa ceia do holel des Provencjox eu nao quiz
beber justamente para analysar com mais dareza es-
sa primeira mpress.lo, e aiim de que a embriaguez
do r,-rol u o nao lvesse n en huma parle na ebriedade
do coraro.
Leopoldo, amo a Pandora.
Islo he redo ; minha razo e nicus iulcresses rn-
lendam-se romo quizercm. Sou daquellet que via-
jan! em se;e de posta para irem mais rpidamente,
e que mandam parar as cavados para colherem urna
llor vista na estrada.
Dentis, espero que minha experiencia me servi-
r. Niiigucm vive, e ama debalde. Tenho axio-
mas e preceilos para meu uso, um breviario inlei-
ro de galantera, \marei, c saberei permauerer
fnrie.
Mas vejo-lc vir, liomem impariente e positivo :
pergunlas romo arahou a ceia, queras saber o des-
enlace dessa primeira entrevista. Snuhas ja o /,'r-
roniltza-me .i '/, de Moliere. Irra es-
pirito gaulez, philnsopho brutal. Nem lenho a im-
paciencia da primcha idade. nem o fro rvoisino da
segunda. Bcconduri com eflailo Pandora ^ua ca-
a. e recostados nu fundo do r.mor. que nos levava.
conversamos quasi lernamente. Que mais queres'.'
O rertn he que n.ln se gasta mais de dez minutos pa-
ra ir do holel Des Proveiiraux ra de Saint (eor-
e. onde ella mora.
Emfim ella fechou-me a poda a cara.
Eis-ahi, ji queres saber ludo !
T de agoste.
Heredera eslas duas carias Jaulas, e quando nao
sera mais lempo de dar-me ronselhns.
Ha oilo dias que Pandora he minha amante
Amo-a loucamenle.
Ella dcixou tudo por mim, e principalmente, se-
gundo me consta, um protector de grande riqueza e
de helio titulo, remide de Ingrande, o qual ama-
otario be Spcroambuco.
Consla-nos que do vapor Marqw: de Olmim a-
penas etistem os destrocis e-palhados tabre a coroas
na barra de (joianna. Pouca cousa se talvoa da taa
carsa, pois que grande parle era assucar e couros.
dos quaes tem rindo urna por rao, mesmo molliado-.
Tambem se lem lirado parte da machina, e so trata-
va de tirar o reste e a maslreacio.
A epidemia vai decresceudo na freguezia das Afc>-
gados,mas tem apparecido alguns;catot faltmaaulr e
va-a perdidamente, c deve ama-la anda mais a-
goia.
Agradero a Pandora essa dignidade de senli-
mento,
De todas as mulberes que teuho condecida (c ta-
bea se sao numerosas '.) esta he incootesttvelmeata
a mais aflectuosa, a mais singular, a mais aava.
Mena ioslinclos de anslytador ackam ndla lauto
pasto quanlo meut caprichos de amante. Ella par-
ticipa do basilisco quanlo a fascioaro, e estas) cer-
to de qne nos lempos antigos atlrahia os paisageiraa
do fund de um poro.
Encara-me s vezes com ama esprettao que nao
posso definir, e que inquiela-me.
Concches que eu nao quiz deiiar de rorrespoudet
aos sacrificios que ella fez-me, seos admiraren ca-
bellos louros lera-roe cuslado alguns papalotes de
papel tiarai ; porem nao convinha que ella scutisse
sua mudanra de Minaran.
Demais, lem ccrlos hbitos de lino que lesteme-
nliam urna rara alliva e delicada ; approvo-a, com
lano que nao chegue a mandar dissolver perolas em
ana Inca.
Cousas serias azora. Esforeo-me para voltar a
diplomada, mas par entrar pela porta grande. Vi-
silci honiem o prinripe de E... c hei de ser apre-
senladu depois d'amanb.la i madama Adelaide. Nao
quero menos do que ser secretario do embaixador
em X'ienna ; sn tenho cnncurrenle serio em um dos
meu- collegas de Sania Barbara. Carlos de ... asas
nutro a respeilo delle certo projeclo de que te infor-
marei depois da eiecur.l".
Contenta-le de saber por ora que tenho espe-
ranzas.
Ale a oulra viste, charo Leopoldo.
III.
toda" por lima, urna por iodo-.
He neressario que retrocedamos um pouco.
reportemos ao dia seguinte aquelle. em qne n i
Pars lu ante Ires Metes,
Comqiianto essa ultima phanlasia rxredevsc em
exrenlricidade todas aquellas, a qur etava acosln-
mala a preslar-sc. o conde escrupuloso observaste!
de sua promesta, nao deixava de fazer seos prepara-
livos de partida, quando foi-lde annunciado que ama
camarista quera fallar-lhe em particular.
Era f rancisquinha, serva de Pandora.
O leilor deve lembrar-se deque o conde de In-
orando metteudo-lhe um luiz na mao na vespera.
prnnieltei i Ihe oulro. se rniisecontse suhtrahir ama
carta, cujo envoltorio, e principalmente, rujo siuHe
emblemalico Ihe excitara forlemenle a enriosi-
dade.
Assim nao dissimnlou sua satis'ar.lo. quando vio
apparecer a pequea camarista.
NSs reparou no ar de recalo e de mvslerio ama
ella allectava. e convidando-a a approiimar-sa
e no
nuda
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
MUTM, ADA


recabadas por f.lla dediela, A commissao bendicen-j
(e priucipiou a ruuccionar a W do mez pastado, e
de enUo para ca al 13 do correnle tinham sido ac-
cotninetiidas 993 pessoas e fallecern) 342.
ni i i.i. i IM DO CIIOLEBA-MOBBI S.
Hospital di rua do Aurora geiistem 13 doenles.
miTi cr.im ,'l.
Hospital de S. Jos, existen) 8, em convalesceuca.
;t, sahiram 8 e falleceram 4.
111ni. Sr.Participo i V. S. que onlem a Urde
eutraram Jos lioncalves franca, lilbo de Joaquim
Franco, naluril rbjsla provincia, pardo solleiro, ida- I
de de 15 aunos, remedido pelo inspector do 17.
lu.irteir.io. Jos africano livre, em deposito, e Fran-
cisco Josc Moreira perteiicenle ao brigue barca lia-
marac.
Entrarnm a noite Jeroovmo Calado l.inu, maior
de (0 annos, prelada Costa, liberto, remetlidn pelo
subdelegado dcsla frcguezla. Eutraram boje, Carlos
(tomes Vidal, filho de Joao Carlos da Silva, natural
da l.imoeiro, branco, idade de i i anuos, solleiro,
couduzidu pelo inspector do 16. quirleirn, o >. m;i-
rinliciro, criado, Theolonio Rodrigues Sellas, per-
leuccnle ao brigue Cearense, os africanos livres em
deposito Joao 4. e Carila.
Tiveram alia seis, passou um para a enfermara
dos con valrente?, u licaram exisliudu vinle e sus.
Dos guarde a V. S. Hospital provisorio no arse-
nal de marinba 1:1 de marco de 1856.Illra. Sr.
doutor Cosme de S Pereira, presidente interino da
commissao de higiene publica.Joaquim Jo ees de Albitquerque ciruruiao do hospital,
Helaro das pessoas que fallecern} do cholera-mor-
bus e foram sepultadas no cemilerio publico das
ti boras da tarde do da. tO.is b' da tatde do
da 11 demarco de 1856.
I.iires.
Miinero U3Magdalena Mara dos l'razeres, Per-
nambuco, -Ji. aunos, snlteira, parda, Boa-Vista,
em casa,
dem 113tiAngela Custodia, Pernambuco, VI ali-
os, solleira, parda, Boa-Vista, em casa.
dem 11:17Jos Leoncio dos l'razeres, Pernambu-
co, ti annos, solleiro, pardo, Boa-Vista, militar.
hospital regimenlal.
dem 1198Maiimiana Angela de Freilas, Per na m-
buco, 12 annos, solleira, parda, S. Antonio, hospi-
tal do l.ivramenlo.
dem 1330Joao Pereira de Araojo, Pernambuco,
annos, solleiro, prelo, S. Josc, em casa.
dem 1410Isabel, Pernambuco, 1 annos, solleira,
preta. S. Antonio, em casa.
dem 14-41Joao Izidoro. Pernambuco, >*> annos,
solleiro, pardo, Boa-Vista, em casa.
]dem 1442Joanua Thomaria Moraes, Pernambu-
co, 11 annos, solleira, brauca, S. Antonio, em
casa.
dem 1143l.uiza. Pernambuco, luannos, solleira.
preta, S. Jos, em casa.
dem 1141Paulina Maria do Espirilo-Sanlo, Per-
nambuco, 30 anuos, solleira, parda, Boa-Vista,
em casa.
dem 1445Egldio Marques Colonha, Pernambuco,
co, 38 annos, casado; pardo, S. Jos, pedreiro,
em casa.
dem 1116 Manoel Antonio Barboza. Pernambu-
co, 29 anuos, casado, pardo, S. Antonio, hospital
do l.ivramenlo.
dem 1117Mauoel Targioo'Barhoza, Babia, 2:1
annos, rasado, pardo, Becife, em casa.
dem 1118 Bosa Calhariiia das Heve*, Pernambu-
co, 10 annos, S. Aulouio, em cas.
dem ll',1Mara Manoella da Annunciacau, Per-
nambuco. 81 annos, viuva, branca, S. Jas, em
rasa.
dem 1450Maria Joaquina da Conrtro, Pernam-
buco, 20 annos, solleira. parda, Itoa-Yisla, hospi-
tal da rua da Aurora,
dem 1451Joscplia Maria Marques l'razeres, Per-
nambuco, 50 annos, casada, branca. S. Jos, em
casa.
dem 1452Feliciano de S. Jos, Pernambuco,
22.annos, solleiro, pardo, S. Aulonio, serrador,
em casa.
dem 145:1Joaqoim Eufrazio da Cuoha, Pernam-
buco, 99 aunos, solleiro, pardo, S. Anlouio, hos-
pital do l.ivramenlo.
dem 1451Francisca Forreara, Pernambuco, .12
anuos, casada, parda, Poa-Visla, hospital Parta-
giiez.
dem 1455Jos Ferreira da Silva, Portugal, 32
annos, casado, branco, Boa-Visla, hospilal Portu-
gus.
dem 1156 Lina Maria da Conceicao, Pernambu-
co, 25 anuos, parda, Boa-Visla, em casa.
dem I4.">7Paulo. frica, 55 anuos, solleiro, pre-
lo, Boa-Visla, em casa.
dem 1(56[acogolla, parda, Boa-Vista, hospilal
da rua da Aurora.
dem I j'JMarsella, !l annos, prela, S. Jos, em
rasa.
Llem lililAnua Mara do* Santos, Pernambuco,
20 annos, solleira prclo, Boa-Visla. em casa.
dem 1461 Dominga* Ferreira Machado, Pernam-
buco, 30 annos, solleira, parda, S. Antonio, em
casa.
dem 14h2Amelia da Silva Carralho, Pernambu-
co, 12 aonds, branca, Boa-Visla, collegio das or-
phaas.
dem 1 lti:tIzabel Ferreira da Silva Cardozo, Per-
nambuco, 31 annos, casada, branca, Boa-Visla,
cm casa.
dem 1464Joao dos Sanios Cabral, Par, 17 an-
uos, solleiro, pardo, S. Jos, em casa.
dem 1163Antonio Benedicto Araujo Pernambu-
co, Pernambuco, 57 annos, casado, branco, S. Jo-
sc, militar, em casa.
i
dem I liti Salusliano Nones, Pernambuco, 21 an-
nos, pardo, S. Antonia, bospilal do l.ivramenlo.
dem 14ti7Antonia liara de Jess, Pernambuco,
29 annos, solleira, prela, S. Aolonio, em casa.
dem 1468Caelaia Emilia da Fonseca, Pernambu-
co, 20 annos, **tUira. parda, Santo Antonio, em
casa.
dem 1409Felicia Maria do Caimo, Pernambuco,
72 annos, prula, S. Jos, em casa,
dem 1470Therea Benedicta, Pernambuco, 50
annos, solleira, parda, S. Anlonio, em casa.
dem 1171Francisca de Araujo, Pernambuco, 110
alios, viuva, parda, S. Anlonio, em cosa.
dem 1172Filippe Maria, frica, 70 annos, sollei-
ro. prelo, S. Anlonio, em casa.
dem 1173Jos Marlins Cunoalves. Parahiba, W)
annos, prelo, Sanio Antonio, allaialc. cm casa.
Llein 1171Thereza, frica, ."i0 aunos, solleira,
prela, S. Antonio, emeasa.
dem 117". Caldino de Panos, Pernamliuro,
annos, solleiro, prelo, S. Antonio, em casa.
dem 11711.lo-r Maria Oliveira, Pernambuco 33
anuos, solteiru, prelo, Becife, hospilal provisorio
do arsenal" de marlnha.
dem 1177Joaquina Francisca da Palito, Pernam-
buc.i, 50 annos. casada, prela, S. Jos, em casa.
dem 1178Jn.io Francisco Ferreira, Pernambuco,
4 annos, branco, S. Jos, cm casa.
dem iT'.l(ierlriides Manoella das Virgen*, Per-
Bambuco, 100 annos, viuva, parda, S. Aulonio
em casa.
dem I ISOAmia Joaquina do Carino. I'eriiambii-
00, 10 anuo-, casada, branca. .Y Antonio, em
casa.
dem 1181 Calbariua. frica. 811 annos. viuva. pre-
la. S. Anlouio. em casa.
dem I S2Venceshio Joflo de Miranda. S. Paulo.
32 aunos. si.IIt.iro. pardo. Boa-Visla. militar, hos-
pilal dos Pires.
dem lis 1Anua. Pernambuco. 7 annos. prela.
Boa-Visla, em casa.
dem 1181Maria dos Pasto*, Pernambuco, 0 an-
uos, viuva. Boa-Visir, em casa.
dem lis.)Manoel Marques Miranda, Pernambu-
co. 211 anuos, solleiro. branco, Boa-Visla. militar.
hospilal dos Pires.
dem 118(1Maria Antonia da Conceicao. Bo-l)oce.
12 anuos, solleira, parda. Becife. em casa.
dem 1871 raucisco. Pernambuco. I anuo, par-
do. Recife. em casa.
dem lissAievimlrmo Manada Conceicao. Per-
nambuco, 31 anuos, solttiiro, S. Jos, em casa.
dem 1189Joaquim Marlins Silva Jnior. Per-
nambuco. I> annos. branco, S. Antonio, em casa.
dem 1490Rosa Maria dos l'razeres. Pcriiainbiirn.
i." anuos, solleira. parda. S. Josc. cm casa.
dem 1491Joan Francisco Baplisla de Almeida.
23 annos. rasado, bramo. S. Jos, em casa.
dem l '.i.!llcurique Jos de Mirauda. Pernam-
buco. 21 anuos, pardo. |S. Jos, canociro. em
casa.
dem 1193Maria Joaquina da Conceicao. Peroam-:
buco, 50 annos. viuva. S. Josc. hospilal d cari-
dade.
dem 1191Francelina .Mara da Conceicao. Per-
nambuco. 21 annos. solleira, branca, S. Jos, em
casa.
dem 1495Marcoliuo. Pernambuco. li annos. sol-
leiro. prelo. Becife. em casa.
dem 1596Andr. Pernambuco. 2 anuos, pardo. S.
Jo-e. em casar
dem 1597Manoel Francisco. frica, 18 anuos,
solleiro, prelo. Boa-Visla. cozuhciro. hospilal da
rua da Aurora.
dem 1498Francisco. frica, prelo. Becife, hos-
pilal provisorio do arsenal de marinba.
dem 1499Justino Ferreira Calhatina. Portugal,
22 annos. solleiro. branco. Boa-Visla. funileiro,
hospital l'oiluguez.
dem 1500Manoel. Pernambuco, I anuo, pardo.
Boa-Vista, cm casa.
dem 1.591Joan Vello/o de Araujo Caldas. Per-
nambuco, 20 aunos, solleiro, branco. Boa-Visla.
em casa.
dem 1502Anlonio Mellebus. Alrica. 18 annos.
prclo. Boa-Vista, cm casa.
dem 1503Jos Lopes, l'crnaniliuro. 25 annos
solleiro. pardo. Saulo Anlonio. pintor, em casa.
dem 1.501Joaniu Maria do l.ivramenlo. Pernam-
buco. 30 anuos, casada, brauca, S. Jos, em
cas*.
dem 1505Joao. Pernambuco. i auno-, branco.
?s. Antonio, ein casa.
dem I.VKiAntonio Manoel da llora, Pernambuco,
10 annos. casado, prelo, S, Jos, hospital de S.
Josc.
dem 1.507Jos Bernardo da Silva, Pernambuco.
.1.5 anuos, solleiro. pardo. S. .lose, hospilal de S.
Jos,
dem 1.508Fraucisco Xavier, Pernamliuro, 2 ine-
zes. pardo, S. Jos, cm casa.
dem 1509-- Norbcrlo. 9 nicr.es. pardo. Becife. em
casa.
Ideen 1510Traiana Scverina da Silva. 18 me/es.
Recite
/iteraros.
Numero 588Isabel, frica, 44 anuos, solleira. S.
Aulouio, em casa.
dem 580Joaquim, Alrica, 40 annos, Becife, em
casa.
dem 590Florinda, Pernambuco, 18 annos.solleira,
S. Anlonio, em casa.
dem 591(Judera, Peinambiico, 20 anuos, sollei-
ra, S. Antonio.'cm caca.
dem .592Paula, frica, io aunos. S. Anlonio, em
casa.
dem 593tierlrudes, Afrira, .50 annos, Boa-Visla.
cm casa.
dem 591 Severino, Pernambuco. 50 annos, sol-
leiro, S. Jos, serrador, cm casa.
dem 595 Joao Firmiuo, frica, 65 aunos, Bcci-
le, emeasa.
dem 596 Possidonia, Pernambuco, 35 annos, Boa-
Vista, euj casa.
dem 597Francisco, Pernambuco, Boa-Visla, cm
casa.
dem 598 Constancia, frica, 32 anuos, solleir3l
S. Anlonio. em casa.
dem 599M.iunola, Pernambuco, 15 annos, sollei-
ra, Becife, em casa.
dem 600Jos, frica, 20 annos, S. Josc, hospital
de S. Josc.
dem (101Maria do Carmo, Pernambuco, lli an-
uos, solleira. S. Antonio, em casa.
dem 602Anlonio, frica, 50 anuos, solleiro, S.
Anlonio, cm casa.
dem 603 Francelina, Pernambuco, l annos, S.
Aulonio, ein casa.
dem 604"-Maria, frica, 50 anuos, solleira, S. An-
louio, em ca dem 605Eleuterio Maria doria, 40 anuos, sol-
leira, Boa-Vist, em casa.
dem (MiMaria, solleira^ Boa-Visla,em casa.
Idcm 607Juliana, Pernambuco. 12 annos, S. Jos, j
em casa.
DIARIO gE PEMMBUCO SlBBlDQ Ib DE W1RC0 ti 1156
dem 608Auna, frica, 50 anuos,solleira, S.Josc,
em casa.
dem 609Mauoel, IVrnamhuro, 9 annos, S. Jos,
em casa.
dem 610Pedro. Aracaly, 30 aunos, Becife, em
casa.
dem 611llcurique, Aracalv. 25 anuos, solleiro,
5. Antonio, em casa.
dem 612I mbelina, 25 anuos, sollena, S. Anlo-
nio, em casa.
dem 613Simio, frica. 40 aunos, solleiro, S.
Anlonio, era rasa.
I leen 611Berlo, Pernambuco, 24 anuos, solleiro.
S. Jos, em casa.
dem 51.5Adrianno, frica, 10 anuos, solleiro, Boa-
Vista, em casa.
dem 616Aulonio, Alrica, 29 anuos, solleiro, Be-
cife, cm casa.
/taranto ia morlalidade.
Morlalidade do da 14 al s 6 horas da larde84.
Ilomeus 36 mulheres32 prvulos 16.
Total da morlalidade al hoja II 2,357.
Ilomcns 1102 mullidos 1091 prvulos 161.
Becife 13 de marco de 1856.
A commissao de higiene publica interina,
llrs. S Ptreira, presidente.
tirmo Xavier, secretario.
/. I'ogqi. adjuncls.
(^iM!lll!ltl!t.'!lDOv.
Enlao conseguiste '. Trazes-me a carta 1
Al) senbor conde, quanlu pesa-me ler-me cn-
-earregado de semelhanle commissao !
Sun, mu, la bonestidade...
Em priineiro logar E depois o tral.alho que
Uve.
Mas emlim, Irazes a caria ?
Imagino vossa excedencia que mlnha ama a
tioha guardado na secretaria, a qual nao assemelha-
se s unirs. Como pensa que abre-se ella '.'
Por meio de urna mola '.'...
Justamente urna mola; mas como poda se
adevinliar '.' Debalde espiei mioha ama de imite e de
dia, foi-me inipouivel descobrir o diado da mo-
la. Que leria feito vossa excedencia oesse caso '.'
O conde baleu o pe com impaciencia.
A camarista nao deu alinelo a esse muvimenlo, o
cunliuuou :
Vou dizer-lbe o que liz.
Vejamos.
Como nao poda atacar a sorrelaria por dianle,
resolv atcala pur dclraz. Vullei-a puis corajosa-
mente huulein,|quando minha ama fui passear, e con-
seguir arrancar-lhe du.is laboa.
Muilo bem.'
Nao rotiro-lbe meu terror...
He intil.
Nem as refleies sensatas que liz nesse mo-
mento, pois vossa excedencia concordar em u/ie
co jngava rijo ; mas o deseio de salisfaze-lo...
Quemis, quemis":
.Nao se impaciente, senbor conde. Se soubesse
quanto traballio Uve !...
Faro urna idea, diasa o conde reunindo lodos
os seos esbirros para conler-sc ; mas cmfini acha-le
senpre a carta .'
Pois nao seria bello que cu titease leilo dc-
bal.le lal espalhafalu.
Entilo da-me logo !
-'li! evclamcu ella, na. leuibia-se 'lo une pro-
iiietlcu-me ?
Oronde de Ingraude baleu na fronte edUM:
llevia* ler-me leinbrado mais cedo.
1: al.ruidii urna vela que eslava ao sen alcance
lirm um pandado de pecas de cinco francos, c inel-
teu-n na mil da camarista.
Liilu 1 dissecom um acreulo que pareca sig-
nilicar: oslas salisfeila agora?
Mas Francisqiiinba pergunluu immovel c de mao
aborta :
Quanto esl ah!
N.io sei, respondeu o conde um lano sorprezo.
creio que sao marala ou cincoonta francos...
I raiicisquinha napea Irauquillamente o dinbeiro
sobro a mes, e disse :
He pouco.
nh! oh: inrnon o conde encarando-a; nuer
rapr- me coudi^Oes novas, 'cnboria'.'
He laclo.
Pareee-me fodavia. acrescsnlou elle cada vez I
mais admirado, que lindamos concordado em um
preco.
He rerdade, senbor conde; mas autos denos-
ta convencao cu iiio llalla lido a caria de que Ira-
la-se.
E agora .'
Asora, respondeu Francisqiiinlia. ja li a.
II conde licu mudo. Sua fronlc enrugou-se;
via-e farilmenle que lulava entra sua dignidade e
sua curiosidade,
Ab! lesle essa caria, murmurou elle, e... be
muilo imprtame'.'
To importante que jurei a mim mestna em
todo o resto d minha vida nunca mais cncrregar-
me de einelliaiilescommisics.
Quanlo queres'.' I'ergunlou o conde breve-
monte.
Bous mil francos.
A estas palavras claramente articuladas o conde
ondreitoii-so. e replicn comu se nao livesse oa-
vido:
Ounnlo .'
Iluus mil francos, repeli Francisqainlia,
Estas dnela .'
Nao ; mas percorri esla mandia o cdigo penal
anles de vir aqu.
O cdigo I que relaja'.'...
Vexsa excedencia ver. Cnndoce o arl. :IK5 J
Nao respondeu o conde.
Pois bem, o arl. :K5 diz positivamente que to-
da a peasoa que commelle lorio com orromuamen
lo de movis incurre na pena dos Irabalhos for-
rarlos.
limo cll^itu i~>o be grase... ponen me impurta-
riam don* mil liancos... lenho-osdadn inailas vezo
aoa pobic-... Mas cu lo liz commeller nina aeran
mi. ais u que me pe-... Alem disto... nina dor pa-
ra ajunlat a ludas as i.un.as llores! nina lu/ cruel
seni dii-ida Nao, ludo bem considerlo nao quero
mais saber nada; deisa-mr tranquillo.
He -ua iiliim.1 palavia '
-Sim.
Basta, senlinr conde ; lorm. .. levar a caria.
E obras nem.
.1.1 que \oss.i ovcelleu. ia nao a qncr. nao me se-
l r diiii.il rende-la a nlrem.
A oiilrein lornoo elle viramonle c em tom de
I indignacjlo ; oosarlasf...
XUio que ous*l Mlbtrahi-ls, quorojler ao menos
; o benolirio de minha lila aeco.
I urna palifinha sem vergonha '
Porque iiioiis piceos sao elevados? disse ella
remando par o lado da porta.
E halbuciou o conde eslondendo a inos como
para rele-la, a quem prelcudes propor seinelhantu
venda .'
Religiao .
rale el (iguale...
Para melhor cnnipreheiiderinosa necessidade rlessa
vigilancia, osculeinos a doolrina sabia c profunda
do apostlo S. Jacques. A lentacao, diz elle, nao
comer em u..s se nao pela dislra ccao, que be co-
mo que o sonbo d'alma. A obscuridade do espirita
prepara sempro o caminho a fraqueza do corado.
Quando o eulon lmenlo esl desvairado, dislrahido
O soiniiiiltnla.a sedurcaodesenvohe loda asua forca
earraslara a voi.l.dc : entilo a concupiscencia trium-
pha c prodii/. o neceado. Me pois urna necessida-
i]v. mi lispensavel para nos <> velar rom lodo o cuida-
do sobre lodos es peilsamenlos do nossu espirito, so-
bredodos os moviniootosdo nosso coracao.
lodavia, a vigilancia sobre si mesmo de nada
serve a oracao. A f he seguramente um grando
dom ; mas, diz S. Agostioho, nao nos devenios con-
liar nell.i a ponto de nos jalgarmoscapases de lu-
do, si porque conlamos com os seus soccorros. U
liomem que n.io be assislido das luzes da graca d
o mesmo cspeclaculo que deu o aposlolo S. Pedro,
qiiaudofcz ojuramenlode mnrrer por Jess,sem ler
deanleinao implorado o seu apoio. Por quanlo,mu
fraca por sua nalurc/.a, accresccnta S. Tbomaz, a
Miniado do bomem nada pode, na otdem da salva-
r.io, sem nronrurso da virlnde divina, lolunlas
humana non tel prr se ipsam efficaz al implenda
qwr cu//, iis per rirlulem divinam.
Este soi rorro so a oracao nu-lo obtem. A forca
nos vem do alio; a rerdadeira coragem nos he es-
tranha. Desde que se he homem, se he fraco ; des-
de que se he frac, lem se necessidade da orarao.
I:.x quo homo, t.i hoc infirmu* ; ex quo inprniui
ej: lioc ora'.
I>e leilo, a oraran he para a alma, diz em ontra
parle S. Agoslinho, o mesmo que o 'alimento he
paran corpo. Ella be a seiva que a nutre,e a forra
que a sostena. E lauto que, um dos artificios de
que o demonio se serve ordinariamente, accresccn-
ta S. Pedro Clirisologo, consiste em desviar o ebria-
lao de beber sua* lorras no manancial da oracao.
Por Memelo ello esl seguro de illudi-Io, e de tor-
na lo seu csrravo ; puis que o abandono da oracao
aft1anea o triumpliu da temaran.
Eis aqu purque Jess Chrislo junta o preccilo da
vigilancia ao da orarao, e faz depender desla dupla
pratira anoasa victoria s-.l.re o espirite leuUdor.
Convem, pois, secundo u rouselho de S. Ambrosio,
que essa miz divina, que essa admocslacao sauda-
vol, que esse precedo augusto, que essas solemnes e
imprtanles palavras de Jess Chrisloce/ai e orai,
para que nflo cnlrrix em tentara, nao cessem um
momento de retiir aos ouvidos de lodos os fiis.
Admiremos aqu com S. Cyrilo a belleza dessa ex-
pressao do Salvador : pora que uo entris cm ten -
/i;vo.- Com ollilo, a nos.a entrada na lenlacno, c
a entrada da lentar.lo em nos sao cousas mu difie-
renles. A tenlaeao que entra em nos, be a tenta-
laeao de o homem que a saborea, que nella consiste
c que nella se precipita.
Tracas c debis rrealuras, nos .levemos pedir, de-
venios us esforrar para que nao cabamos em len-
tacao, un em outros termes, para que nao sejamos
evposlus aos seus perigos : isas especies de lucias
sao mu dolnrosas, e a victoria hesouipre incorla ;
porque iicui seniprc podemos oble-la. S. Jeronv-
mo observa a osle rcspoilo que o Salvador nonato
disse o orai, a lim de que nao sejais tentado a por-
que elle sabia que era iinpos-ivel ao homem evitar
todos os escndalos c escapar todas as tentaeos ;
alem de que nao do um mal sollrcr a tenlaeao ; ao
contrario, Jess Chrislo a nao leria permiltidoem si
mesmo, e nao leria consentido em passar, como diz
o apostlo, por Indas as prnvacOes deste genere.
TentaliK per omiiia. Mas Jess disse : velaieorai,
para que nao entre!* na tentoe'io que ros hourer
de *arprndcr. (I que s pode Iradu/ir livre-
menle : nao depende de vos o evitar a tentaran a
que estis exposlos. Esla nonle, ella Vir sorpren-
der-ves e assaltar-vos, mao grado vosso ; mas vos
podis resislir-ll.e e Iriumpdar dalla, se a vigilancia
do espirito unirdes a orarao, que he u grilo d'alma.
Maslralemos do descobrir anda o que significara
eslas palavras do Salvador : o etpirila he promplo
m.s- a ra ne he /caa. O espirito promplo, no
ruten ler dos sanios padres^, he a alma que esl na
araca de Dos; e que cs bem, pela luz que llie bpira, pelos dosejos que Ihe
suscita, pelas forras que Ihe prepara, e pelo fervor
que Ihe coinmunica. Quando rurne fraca, de-
signa a concupiscencia que se oceulta em nosso
corpo, os movimentos do amor proprio, os desojos
profanos, as inclinadnos corrompidas, de que a car-
ne he fonle, e que, segundo S. Paulo, se oppeas
inspiraces daraz", e as iullnencias da graca. De
modo que o nosso espirita, em son interior, vive em
oslado de lucia continua com a carne, e arabos se fa-
zom crua guerra. Jess, pois nos quiz advenir por
essas palavras, diz S. Jcronwno, que as boas dispo-
A quem".' a una pMoa que lem o privilegio
de inleressar minio a minha ama.
Todayia?.... perguntou elle enipallidecemln.
A camarista apnroviinmi-se, e respciu leu com voz
que a malicia loruava estridente,
Por exemplo, a Mr. Filippe Beyle.
Filippe Beyle !
< ronde delugrands levanton-se, como se obc.le-
cessu a ti ni choque elctrico, e murmuruu :
Aiuda esse nuine '
Deu duas ou Iros Millas pelo quar'o silenciosamcn-
Ic e de fronte baixa.
Emlim voluta .i gaveta, que Qcava aborta, agarrn
dtfus bildclos de mil francos, e disse ianeando-os a
Francisquiuha:
Toma.
E osleudendu a mao a seu luruu exclamo*) im-
periosamente :
A carta .'
Ei-la, seifhor conde, respondn a camarista ti-
rando um papel do ceio.
t) conde arrehatou-a ules, do que lomao-a. Ilos-
punba-se a adri-la, quando eacuulrando sus vista
Fr.iiirisquinlia, a qual orcullava-se o melhor que
poda am um canto, elle deixou escapar um gesto de
averalo, e excalamou designaodo-lhe a porta :
Bellra-le!
A camarista nao espern que Ih'o repelase.
Ficaiulo so conde de lugrande abri rpidamen-
te a rarta que cuslava-lhe dous mil francos.
Ella ronliiih.i tmente estas palavras:
a Ordena a Uichaella Anua Lavaclorie, conheci.la
PO' P.....lora, de alminar a Mr. Filippe Bejle no
pra/.u de tres meses contados desla data. Pars 25 de
judio...
No Iu.:hi da assignatura clava imprenta com huta
encamada a niesma devisa quo vimos rcprodii/.ida
em lacra -obre o invollorio:
/../.i. i n nota, uiiut por todas.
o ronde leu cinco ve/e> asan extraordinaria men-
sagem, dando do cela vez n- sigues de mais profun-
do eapaulu.
I lamisquiiilia lem raz.Ul, dn-e rile rmlini c.im-
si^.., p.u .l.ms mil muro.......esla caa esta caria!
Alsontas horas depois, fiel a sua palavra o conde
de lugrande e-lava na cidade do llesnailha.
IV
n 2 lie nulul.ro.
' Meu pobre Leopol lo, a semana foi m.i para
mim; aeontecen-me o aeeidente mais imprevisto,
mais ridiculo e mais vergonbeto que pdose imagi-
nar. Motel mesmo como le retira isso. Emlim
procurarei s.?r a menos (oln postivel.
'. Lembras-lc de que na minha ultima carta f.illoi
lo de um lugar de secretarla de embaiiada, que me
fura formlmenle promollido. ludo i. ao melhor-
eu si. linda om concurrente, Carlos de N... de que
julgo ler-le teilo incurao. He verdade que de sua
tienes do coracao, que sao a obra da graca, nao des-
tronan cm nos o peso da Concupiscencia, nem as cn-
(ennidades ,ia naliirc/a corrompida. Mudas vezes
urna orcasiao imprevista, um allaquo que so nao leve
o cuidado de .prevenir, podem fazer desvanecer
n'um instante essas boas disposnies, e desde esse
momento n>0 he prudeule que o ardor de nossa r
nos inspire a temeraria conflauca de podermos, a
nossa volitado, c a medida de nosso desojo c com os
nossos proprios recursos, preenrher as obras da
niesma f. llevemos indubilavclmenle coufiar nos
teotimentos de nossa fe; mas isso de modo que nao
cessomus de tremer pela fragilidade de nossa carne.
A orarao, pois, quer mental,quer vocal, deve ser o
nico ealerlenimento do nosso espirito, cujas Irans-
hguraer.es ser.io lauto mais sublimes, quanto mais
se aproximarem da tonta da luz que he Oeos; por-
que, exclama S. Ago'linho, devemos estar mui con-
vencidos do q,,c nao pode haver vida chrislaa'sem
a urar.ln, c que aquella que sabe bem orar he o que
melhor sabe bem vi>cr. ere noiil red*ticen
qui recle ,iore i itere.
lodavia, observa aqui S. Tbomaz, Jess Chrislo
nao se conlenlou em dar-nos sobre a nrnejb) urna
instruccao 15o solida quanlo importante; quiz ainda
torna-la mais relevante por sen proprio exemplo.
Foi ncsle intuito, arcrescenla Origines, que n Sal-
vador condutio consigo os seus discpulos para o
Jardim das Oliveiras, e principalmenle Pedro, o
mais preumproso de lodos, f) espectculo do lillio
de Daos erando de joelhos devia naturalmente ferir
seus odios, e Ibes ensillar onde a furo i do hornera
ropouza, c que esla se nao obtem se nao pela ora-
cao ; motivo bstanle para que fusseni menos facis
em presumir de si, c mais diligentes cm buscar a
oracao.
O' exemplo sublime Quao efficaz e poderoso
nos deve elle ser Pois que exclama S. Lourenco
Justiniano, seremos accaso mais forlcs que o homem
Ueos, c mais conitante* que n lieos Salvador .' .Nao
de corlo Ora. se datante a Inda qu elle suslen-
tou romo homem, biisrou n,* oraran a consi.lac.1o c
a corasem, eomopoderemos nos nutrir a louca vai-
nada de adiar, sem a oraran, a torca de que neees-
silamos, para supparlar os nossos malos, e o reme-
dio para curar nossa* enlermidados espiriluacs?
Escutai, emlim. a inslruccao que resulla para nos
do exemplo de Jess Cdrislo, e vejamos como sua
oracao cncerra todas as condires que devem acora-
pauhar nossa.
Jess havia dilo e n seu Evangelho, que a nossa
oracao, para ser agradavel seu Cierno Pe i, devia
ser leita emsegredo. O que importa o mesmo que
para orar, convm buscar a solidao, nao smenle
do corpo, mas lamben) do curarilo ; que convm
allastar-se o.mais possivel do tumulto dos homeos,
e do murmurio das pnixoes. Ora, assim como a al-
ma humilde, pura, e desligada das cousas vas echa-
se de alguma orle solitaria a recolhida no meio
mesmo do ruido, assim tambero a alma agitada pelas
v.las sollicitndes do inleresse e da ambic.lo ou pelos
torpes desejos da voluptuosidade, acha-se no meio
da dissipacao e noseio de urna compendia funesta,
mesmo quando ella esla su e silenciosa. Seu coro-
rao, iurliilbuii.in.il. no remanso de notis pensa-
menlos e de appelilcs impuros, uo momento em que
sna lingua balbuca machioalmenle algumas ora-
r;es, longo de adiar lieos no seo templo, nao o en-
contra abi, nem em parle alguma, apezar da immen-
sidade do ser supremo !
Od quintas chrisl.ios, diz o veneravel Beda, as-
sislein assim nos templos ao tremendo sacrificio !
Seus ullms vagueiam, de verdade, por todos os ngu-
los dos aliares; mas sua alma vagabunda se derra-
ma, esquecida de si, pelos espaeos imaginarios .'
Seus labios Trios e frouxos como seus affeclos,
articulara alguna fragmentos do orarr.es. decora,
das oulr'ura uo lar paterno ; e ciinsegoinlemenle
sem cunscicucia do que pedeni, nem do que devem
alcanrar !
Ainda aqui, observa S. Jo.lo Clirisostomo, Jess
Chrislo quiz confirmar, por seu exemplo, a necessi-
dade dessa dupla solidando corpo e do espirito, que
nos havia recominendado por sua palavra. Nos o
vemos elleclivamcnte alailar-se, para fazer sua
oracao, dos inuiosda tumultuosa Jerusalom ; reti-
ra-se para a solidan de um bosque, la no fundo de
um vale, sep Jido-se de seus discpulos, para se
concentrar to.'ocra si uo mais profundo rccolhi-
menlo.
A humibladc hca segunda condicao exigida para
a oraran. A divina misericordia alTaslu seus olhot
dos espritus orgulhosos, diz S. Agostindo ; ella os
naovolve cheios de h ni lado, se nao sobre a Blma
humilde e penetrada da consciencia de seu nada.
He que a ora.;Jo nao he so nao o grilo de urna gran-
de miseria, que implora um grande soccorro, urna
grande piedade ; e sii aquellos e que se rcconbcccra
pobres, meu Dos, que fazem dianle de v* a
conllssao de sna fraqueza, he que sao enriquecidos
de vossos dons !
Ora, o Salvador nos da tambera o exemplo dessa
profunda humillado, Ulo necessaria na orarao. A es-
ees*)* qoe elle faz da solidao dos vales he urna pro-
va irrcfrsgavel. F.m oulras circumslaucias, qoaudo
ora\a nasmonlanhas, obseiva Hemy, o sen designio
era ensinar-nos q-ie a oracao deve ter por ohjecto
principal os bent e osinteresses do co ; boje, indo
orar nos recessos do (ielhezemaui, nos cnsiua que
a humitdade deve ser a companheira inseparavel da
orarao.
Nos indica em segundo iugar a necessidade da bu-
unidad na oracio, pela romposlura da pessoa. Ve-
de-o ei-lo que se ajoellia ; anula isto nao he tudo;
curva-se, prostra-se, cose sua lace com a Ierra, e
preeuche assim a prophecia de Jeremas: elle envol-
ver sua fronte na pocir, e obler ueste modo o
resultado de sua oracslo o -. S. Boaventura observa
que, Jess assim praticaudo, pareca esquecer soa
qualidsde de Filho de Dos, tomando a altilnde do
ultimo dus bumiMis. de publicano do (emplo, desses
percadores emlim que nao ousam levantar os olhos
ao eco,tal de a contusa que suas culpas llies der-
ramara no espirito! Ainda mais; por esse adalimen-
to de sua petsoa, acrescenta Bde, elle manifesta os
seulimcutot interiores de humillad, do que seu es-
pirito se arda penetrado, e nos un ver que era pre-
*enea de seu Eterno Pai seu corarao de lao humilde,
como o he todo o seu exterior.
Assim, pois, Jess us entina que. na orarao, a
alma c o corpo devem associar-se. para obler o per-
dan, da mosina surleque se associaram para com-
meller o peccado ; que, para invocar a Deu/, nosso
corpo o, sobretodo, nosso espirito se devera hunii-
Ihar ; que a nossa orarao, emlim, deve ser ainda
mais humilde quo o espirito c o corpo ; e que, para
fallar cora um propbela, deve rojar na presenta de
Dos. Evpre.sao forte c enrgica, mas rauito nala-
ral ; purqua conven) ao pecradiir ju-lameute liuini-
lliado dianle do Dos nITcnili.lo por ello.
Mas quando o na .rento Jess, quando o lilbo
do proprio Dos, se moslra aos nossos olhos orando
com lana humildade e respeito ao seu divino pai,
na i sera horriveluieute escandaloso ver que lomen-,
sahidos do nada, cheios de vicios ; que niulheres in-
dignas carregadas de torpezas ; que moros leviauos
e distolulos.alardeando de impurezas, ciitr.nn allron-
losamenleera nossas igrojas,coiiservara-sc em atlllu-
de desrespeitosa dianle da raacesledade niliuil-i de
lieos, atsislindo aos seus tremendos mvslenos, tem
nunca abaixarcm os olhos impdicos, sera inclina-
ren) a fronlc, e sera riirvarem os joelhus Ah isto
nao he dirigir una oradlo ,i Dos, he iusulta-lo ;
nao he honrar a mageslade divina, lio ultraja-la em
sua propria presenra, em sua propria habitarlo, om
seu proprio templo, era seu proprio laliornaculo! Is"
so nao de pedir o per.lao de peccados commeltidos,
lie perpetrar outros tantos !
Esta* vl-ilas. pois, feilas as nossas igrejas, dem
longe de nos alranrarem a misericordia de Dos,
provocan) c desafiara a sua juslira ; dem longe de
nos allradirem suas granas, rliamam sobro mis novas
calamidades e novos castigos. Desgrasados, porra,
daquellcs que, soberbos dianle dos lioineus, nao sq
sadom dumilliar dianle de Dos Tcmpo vira em
que esses espirllos endurecidos pelo orgullo. ds-
prezadores sarrilegos da maseslade infinita, serao
humilhadose coberlos de horrivcl confusao, e de op-
probrms eternos!
Em terreiro lugar, Jess Chrislo, hiimilhandose
assim, romee,< todava a sua oracao pela seguidle in-
vocarao : Meu Pai raen pai Abba, Putar mi'.
Isto he, poslo que elle ore com a humildade de um
peccador. nao taqnnee a couanca e o amor que Ihe
deve inspirar sua qualidade de Filho de Ueos, de
Filho muilo amado de seu Pai. E nos ensiua dcsle
modo que, assim como opsstarinho nao rasga os ares
sem o soccorro das dua s azas em que se sustenta, da
mesma surte a orarao se na.i pode elevar a lieos,
se o domein.ao dirigida, nao mine humilla.I de
peccador a eonflanea de llindc Dos. A humilla Ir
he a sua base ; a ronfiauca sen sustentculo. He
esla a razio por que S. Jacques nos diz, que se nao
deve hesitar um iuslanleem crerque sealcancara de
um lia bom pai ludo aquillo quo te Ihe pedir ; e
que u mesmo Salvador nos assegora que a f e con-
fianca silo a condioo essenrial par se obler, de urna
maneira indulntavcl, os favores que sollicilarnos do
pai celestial. E isio se comprehende fcilmente. Se
a eonlituca nao fosse acompanhada da humilda-
de, seria mera prosumprao ; assim como se a humil-
dade nao fosse sua-tenlada pela ranfues, seria um
puro avillainento. Convm pois levar presenra de
Dos um espirito profundamente humilhado.que se
julgue indigno de ludo ; mas ao mesmo lempo he
necesserio apreseular-lheuut corneta cheio de ter-
n conlianra de que ludo aleaneari de sna bon-
dade.
Fioaltnenle, Jess Chrislo se nao conlenla de orar
orna su vez, mas la-lo duas e Ires vezes, repetindo
sempre as mesmas palavras ; o S. Lucas acrescenta,
que elle redobrava suas supplicas e nellas seconscr-
vavalongo lempo. Proldu* oraba!. A utencao do
Salvador, diz S. Cregorio, era nos ensinar que nHo
devemos desauimar, quando a nossa rogativa nao for
de promplo altendida ; quo, pelo contrario, devemos
preservar na orarlo com urna conlianra sempre
crescenle ; |Hirque, observa lamlem S. Chrisoslomo,
a uossa iusislencia acaba por obler aquillo que pode-
rla ser recusado a nossa indignidade. A f, a hu-
mildade, o respeilo, e a conliancii preparara at gra-
ras; mas so a perteveraaca as odlem. O coracao de
Dos he locado pela humildade ; mas nao he ven-
cido se nao pela imporlunacilo. Os homeus entretan-
to se oiil-/jm. se e-, indalisain quando se Ibes pede
mais de urna vez '.
A'semelhancada pobre eterava, para servir-me
da comparacao de un propbela, qoe lila os olhoa
sobre a sua boa senhora, de quem espera cheia de
cunfianca ede paciencia o teu alimento, nos nao de-
venios nanea deixar de fixar os nossos odas sobre o
senbor nosso Dos, e de vollal para elle toda a noj.;
sa esperanza e a uossa oraran, ale que Ihe aprai*
ler piedado do nos.
Sira : esse sillar de respeilo e de conlunca, d
humildade e de amor, expressilo sincera da confusao
e da dor, que nos causa nansa miseria, u do deseje
que lemos di sennos curados ; esse odiar que, sem o
intermedie, dos labios, fara onvir ao coracao de |
Chrislo o grito da uossa alma, recehera de promplo
a mais favoravcl rcpo'ta. O coracao de Jess, tan '
cheio de amor, nao resisle longo lempo ao espectcu-
lo de nossa humllale c da nossa dor. Nossa orarao
oapasiga, o enternece, e u faz potsuir-te de cum-
paixao. Elle nos retribuir odiar por odiar, amor
par amor; e, segundo a prumessa solemne que nos
fez, adiaremos o que dusrarraos, obleremos o que
pediiinos, c as portas dos cos, quecos havian sido
fechadas, se nos abrirao forra das nansas piaa ins-
taucias.
Conclu-ao da segunda parle.'
Paraphrase do padre Ventura.)
Pinto de Campo'.
Domingo de Ramos.
Entra Jess Iriumphanle em Jerusalom.
Ptrlindo Jesus de Belhania e perlo de Betdefage,
villa situada na raiz do monte Olivle, eisconlns
passos de Jerusalem, diste a dous discipulos : Ide
a esse povoado Irontcirn, onde adiareis uma jumen-
ta com sua cria, era que ningueni nionloo ainda ;
desalai-a e Irazei-a, e aos que vos pergunlarcm por
que a levis, diris, que o Senlior dola da misler,
e vo-la deiva...
Odedeceram os discpulos, e aconlertu tudo a
risca como Ido preconisra oScnlmr. Como con-
rorrera malta gante para a celebrarn .la Paschoa,
c moitos haviam presenciado ojmilagre da ressur-
reiro de Lzaro, sihLMido que Jesus vinha a Jeru-
salem, lani.iiain ramos de palma, e cm grandes
bandos Ido corriam ao encontr gritando llosa-
ua snlvacj.io o loria Bomdilo soja o rei de Is-
rael, que vem cm nome do Senlior.
Coberlo com SS vestiduras dos discpulos o ju-
mento, moiitou Je-us, c assim niarchou era Iri-
uiupho. para se ciiinprir o que /acarias diz : Nao
parle elle eiupregava lodas as alavaucat do bairro
ludir, lodas as inllueucias do autgo rgimen.
Eu, cuino de rostume, linha o banco e um pouco
das Tullierias.-atfiHi aspiobiibilida.leseslavam per-
reilameute'equilibradasl; um de mis doiu lluvia da
ser uocessariameiile iiomcado.
.< N.i vospera do dia em quo o ministro havia de-
cidir-so, lomei uma resoluco: fui a nasa de Carlos,
e dissc-lbc: Vendo fazei-le urna propotla.
.. Qual?
Nossas siliiares sao iguacs, nossas esperan-
ras silo coinniiins.
He verdade.
' ii ministro assiguara' amauh.la a nninearao
de um de us, c francamente nao ihe eonhefo pre-
lerencia.
Nora cu.
Queres que a sorlc decida anles dril ?
Como ?
crLanrareinos nina monda ao ar, aquello ruja
especlativa ella engaar caldudo, se retirar do d-
bale, e assignar generosamente nina abdicacao de
suas |.rrinr,i....
o E depois ?
O reslo he fcil do adevinliar-se. Aquello que I
apresenlar-se amanh. bem redo era rasa do iiiinis- '
Iro com a desistencia de seu concurrente na algibei-
ra lera a certeza de tomar a praca de astallo. Que
dizes a respeilo ?
o Sim, he boa idea, responden Carlos, mas...
Mas o que ?
N.lo sou feliz oojogo, aecresecnton elle rindo.
.i Ah sou eliz desde muilo lempo e sera du-
nda estou exposlo a coinorar a perder.
Oh tu me lentas; laura a moed.i ao ar, pe-
ro face.
.i A inoeda cabio de cosas.
o A fortuna era por mim, meu charo Leopoldo,
e al ah minha historieta llantn) neuhuiu.i dc-dila.
Mas o icsio! o rosto !
l.evei consigo a rennucla de Carlos de N.... a
qual elle assiguou rurdialraenlo. O dia terminou-
s. em passos supremos, pelo, quaes asangnrci meu
Irinmphu do da leguiule. A noite fui consagrada a
Pandora.
.c Tenho o cosame evcollenlc, mesmo alravez de
ininlias ellusoes, de nuncaftlar parle as mulheres de
iiieus negocins. Todava devo rrer que meu semblan-
te radioso lallou por inim esta noilo, pois Pandora
opprimio-roe rom perguolas, s quaes nao pude dis-
pensar-me deresp.....ler, fazendo algumas explica-
rnos breve* ma infllelenlet para que olla participa*-
se de meu contentamente e de mlnhaa esperanfa*.
lilla quiz que rcissemns junios e sus em sen domi-
cilio, e en linha u espirito muilo alegre para recu-
sar-lha algum. rousa. Pandora foi adoravel; eu
nunca a vira lao l.rilh.mle o l.la boa ao mesma lem-
po. No-a ron versarlo prolooeou-sc al mui larde;
eu compiazia-rae era ver siicredercm-se as borat
douradat c rpidas, lodavia apezar dos esforcos que
ella fez para reter-me, vullei para minha ra-a", onde
Gcava mais prximo do palacio do ministro; por-
quaiilo nao .ordia ile vista a audiencia da manba
seguiule:
Pois bem falle! a essa audiencia !
" Pnrgnnlaa se iss.i t.a possivel, o como p.l.le ac-
conlecer? A verdad* he que eu mesmo ainda eslou
esliipcfaclo. Eu que lomei essa noilo precaoc.Se*
eilr.ior.linarias para accordar ponlualmcnlo a liara
marcada, falle! a entrevista '. nao larde! raeia hora,
urna dura, mas quatro doras!
i Devia estar as oilo horas no gabinela do minis-
tro, c anu, i ao moni-.lia I
o A nomearo de Carlos de N... foi aniiunciada
pelas gazelaa da larde.
u F'azo cuino cu : ac.-usa a sorlc, maldiz da Cata-
lidado, mas n.io tls [ralo ao espirito allin tic achare*
uma causa paiacss deploravel accontecimciilo. De
mais purlci-ino como coiiviuha : desment a princi-
pio mea relogio, depois quiz expellir meu servo
Juilo. Que le direi ? diouuoi mesmo a desconfiar
de Pandla ; mas compreliondi louo que era ad-
surdo.
o I ni nargolieo ? para que ? lodos os desejos de
Pandora devem pelo contrario tender para a minha
riqueza.
ii Tenho nota.lo al nella preorruparo.es de espe-
cularn. I ni dia deslcs fezme e\p|icr-lhe exten-
samente o mechanismo da Bolsa, depois do quo bul-
ln introdnzir-me oesses negocios, enjos lucros pos-
sivnis eu aeabava de fazer brilhar aos seus olhos.
Tralei a cousa por gracejo, mas ella vnliot.......la.
ye/es carga, e essa adiniravel disrussao esleve a
puni dndegenerar em rixa.
i Em geral nao gusto da phaiilasia que leva certas
mulheres a i.......omnomes eslravaganles lau ro-
mo: Paillele, Ceriseite, Mousseliue, IVivenrhe. A-
boillr. ou Icunossr; por ronseguinle pergunlei-lhe
um da :
.. Hunde Ihe vem 'esse sobrenoOM de Pan-
dora ?
' Oh elle remnnla a muilo lempo.
o Quanlu he para voss muilo lempo .' dissa
eu tomado.
Quatro anuos ; lalvez alais. I ni grande
artista, a quem desacradava raen nome de naplismo
esoolheu-nie nova padroeira no diccionario da F-
bula.
Qual hoenl.io seu verdadoiro nome .'
ii Mirhaelli.
ii De relo Pandora he mais helio ; porm sa-
be quem era a Pandora enliga.
_ < J m'o ronlaram, nao lembrn-sne bom.
Creio que era nina eslaua que ronverleu-se era
mulher.
o Sim ma-; era lambem nutra cnu*;a : era o
lemas, filha de Silo, eis que entra o leu Be! pacifi-
co montado no BU de tuna jumenta.
Tambera grande mullido de povo estendia |iela
e-Irada os mallos, e oulros cnrlavam ramos de r-
vores com quejuucaiam o caminho ; ja qoando che-
gavam ao respaldo do monte Idivele, os discpulos
arrebatados de alegra de verem quanla gloria rere-
bia seu meslre, louvaram a Ueos em altas vozet
por lodas |ai maravilhai que linliam vitlo :llem-
d'ito teja o llei que tem em nome do Senlior. paz
e gloria na reo e lo lu o povn, lano os que iam
dianle de Je'U, como os que o segulain. juulando
ten jubilo ao dus discpulos, clamavam : lio-ana.
gloria ao Filho de David ; hemdilo seja o que vem
em nome do Senbor, hemdilo soja o reino de nosso
pai David, que ebegar vemos ; hosaua, saude e glo-
ria no mais alio dos Cos.
Viram com mo* olhos os Fariseos as grande-
honras que se davam a um liomem, a quera que-
men litara vida, c diziarn entre si : Nada lucra-
mos, pois lodo o povo vai alraz delle.
.Muilos delles, que se lindara iulromellido na
turba, nao pudendo refrear sua indignar.lo, disse-
ram a Jess : Meslre, purque nao Stand as callar a
leus discpulos ? As pedral clamarao, letpondou
Chrislo, so elles se calarem.
Cbegaram emlim perlo de -leras,lem, e pondo o
Senhor os olbus uaquella cidade infeliz, cujos cri-
mes e desventuras aatevia, derramou copiosas la-
grimas, e disse Ah se ao menos conhecras esle
lia que le he dado, este dia que poda tratar la
paz Mas lauto he escondido a leus olhos, e vir
tempo em que leus inimigos le ornarte de Irin-
cheiras, te invetlirao, te pora o em ap;rlo, te arra-
zarao ot muros ; exterminaro leus lilhos, nem dei-
xarSo pedras sobre pedrs, porque na conheceste
0 lempo em que Dos te visilava.
Toda a cidade te alvnrocou, e pergunlava quem
era elle ; c as turbas que o acumpanhavam respon-
dan) : He Jess propbela de Nazarelli em tla-
lila.
Alm dos Judeos que para a celebrarlo da Pat-
ebua eram juulot em Jerusalem, havia rauitus gen-
tos, que (tendo ja algum conliecimeuto do Deot de
Israel vinhara adorar a Dos na mesma solomui-
dado. mudos dos quaes linliam grande desojo de
ver a Josas Chriilo, para cujo lira se eucamiuharam
a Filippe, e este disse a Andr, e ambos foram des-
parte a (Vosso Senhor Jesus, que por sua marte se
dispunlit agrangear a salvacao dus geatie* com a
dos Judeosrfraspondeu aos dous aposteles, aae vin-
da era a'bofa de ser glorificado, e como o grlo de
trigo mo. da' fructu sen.lo morre na Ierra em que o
1 in.j ir un, assim seria sua morle sement de gran-
de sean ; que, a exemplo seu, aprenderan) os liis
fruclo d.-ta seara) a aborrecer a vida nesle mun-
do, para ganharem. a eterna, e que o servirem e
acornpanharem-no por onde ia sera' galardoado
com a participaba.) da sua gloria. Para consolado
delles quiz o Senbor sentir os burrores da morte,
e excilou em sua alma .citarn lal, que rompeu lo-
ra ne-las palavras : O meu espritu esta' pertur-
bado, que direi ? Meu Pai, livrai-me desla hora.
E logo para se corroborar com a idea da gloria
que de sua morle tirana Dos, disse : Mas para
lano ebeguei a esla dora : Meu Pai, glorifica! o
vosso nome.
Sbito rompen uo eco urna voz duendo : Ja o
glorifique! e o glorificare! ainda. Diziarn ataa*
dos que a ouviram, que fra eslrondn de trovao ;
oulros que fora aujo que Ihe fallara. Nao para
mira, acudi Jess, mas para vos falln* para as-
sigualar os elleitos que havia de obrar a morle que
linha de padecer na cruz, Ihe disse que ja u mundo
serla julgado, e expulso u principe dcsle raundu,
que he o demonio, e quando u levanlasseui da Ier-
ra attrahiria tudo a si. Sobre o que Ihe perguula-
rjra os Jadee*, como concordava a morte do Filho
do Hornera, com a que dizia a Escriplura que eler-
namente havia de durar u Chrislo ? E quera he
esle Filho do Hornera ? Ao que elle respouden, que
por pouco lempo sena ainda a luz com elles, mas
que perdida ella nao seria seguro andar era obrar,
que Ibes cumpria crer na luz era quanlo a pos-
suiain.
Algumas rclle.ies sobre a paijao de Chrislo.
Fui uo jsrciim das oliveiras, que o Kedemplor do
universo solreu em seu espirito lodos os marlv res
que compozeram a longa. serie do seus pailecimen-
tos em toda a sua paixao.
leudo o Kedemplor dos homeus de completar a
rais.au sobre a Ierra ; approxitnaudu-sc o inslaule
da expirar uo mais cruel de ludus os supplirios, en-
tre dores eallrontas terribilsimas ; Jesus Chrislu
sabe do cenculo, alravessa a trrenle do Cedrn,
n Mira no Jardim das oliveiras para orar ao seu
Eleruo Pai, e como para reparar-se ahi por meio
das suas preces as amarguras da sua Paixao dolnro-
sissiraa.
Cora a face sobre a Ierra, cholo de uma agona
mortal contemplando todas as iniquidades, lodos os
dolidos do genero humano desde a priinelra culpa
do primeiro homem ate ao ultimo que dcverla res-
pirar sobre a Ierra, elle va osles delictos cm cardu-
me, e seu coradlo innocentissimo rasgou-se de af-
fliceao com a presenra de lanos ota o enormes
crimes, pelos quaes elle se loruava responsavei di-
anle do seu Elerno Pai.
No seio deste bosque horroroso e solitario, he
que elle te entrega a' considerarn mala prolunda.
Aqui, meditando na talfaeta de lodos os seus lilhos,
porem couhece que era Indos se aproveilar.lo des-
les tormentos acerbos. Satisfaz a juslira divina que
se achara odeiidida, paga pelo genero hemaiio t Jo
iuteiro, salisfazendo por cada um dos humen- era
particular, pola mais leve falla, pelo delirio mais
execrando, e satisfaz superadnndanlemenlc : mas
ve uraa grande parle desles criminosos sera se que-
rer aproveitar desla redempcao ceios*. V os ecos
aderlos pelos marlv ros de sua paivo, mas contem-
ple as victimas voluularias que descera a povoar os
ab) smos.
Esle pi ib.Hlenlo o laura em uma Maleza iucxpli-
cavel. Seu coracio palpita e estremece de angns-
lia. Ao mesmo lempo elle lera dianle dos olhos e
gravadas na sua alma lodas as circumslaucias, e to-
dos os tormentos da sua paixao. V o discpulo in-
fiel que acaba de o Irahir ; Podro que lem de o ne-
gar; os aposlulus que o desamparan) ; aa lagrimas e
os padecimentos de sua Mi. Comidera nat dores
da flagellaro ; sollre a impressao da cora de espi-
nhos que lera de penetrar sua cabera innoeeotissi-
ma ; as convolses, os espasmos sobre a cruz : a-
brange emlim em tua eoBsiderafa* m harto de -
Ihsamine. todas as dores, todo o .jltrege*, e todas
as eircumsl.incias da sua morte. Y* claramente r,*,
e incumba de remir o homem percador en Pn
o deve odiar nao romo filho. porm rmae ama vi-
clima de ardseos: V nana aarao inUira, aa,
mesma aaarto, roo.pirando coolra elle desde o alli-
"'" '' """' >> Plebe, ale ao watmo ueerd.le. e na
meio desl* |raBe d, tmtnvit !,,,.,,> r^fc,-
ce, que nem lodos seriara salve*. '--*^^
Bata pcnsamenlo horroroso e paaetrs profonda-
mei.to. e elle desfallece por moile. vean. Ergue-se
ferido por eslat iruuea,, procure os ditcipaU. ...
o linliam acompaando, e os arha em asa m
profundo, desperla-ot, porem elle* eabem outra vez
no lelhargo.
EnUo o sango* do Itdesafiar te Maesa am .>-
leas e rompo em um cnsate snerqae o cobro, e
alan a torra. Ne.le e-lado kantrnelem osen lateo..
uma palavra que i oneUa a eejvtae aeqeellaa aeam
elle se ollerereu como viettma. Mea Pai exclama
o Filho de Deot osan Pal te a* nattrvtl 1i|________
le heder esto ralis. A* aeotaM Usstn* ene jamU
uma evpressao que reved* a ana iunfatmll.J. oan
os decreto, eternos. Mas (contiena Joan* CbrMo)
ecumera-se n.. a mioha, porem a tnaaa vealad*. \
esla linguagom do Filho de Deas jaaai aascibund.'.
o Pai 1-ele.to Ide enra am naje, asan tatela!
Oseos esta.) em silencie, a raes aataashradn.
rom esta scena teruisaiiM, a lesas Carilo cercad.,
ueste lugar de agona de toda* tato* aaicrnes aac
a liagoagera do hoinem oan tai tila San .. h
arrancad* pela cohorU inrernal, pela -rltiim oaa
armas, que Iras a ana n-eitte e "nli _|. infiel t in-
grato. EiIectlvasneDle Jetaa|Cairatoeioaltodo eoseaa*
por seus inimigoa Sgades, eapilaneades par tea a*>-
cipolo prfido, sana do jardin tocilara* vai cor-
rer o circulo pena** da sea aaixlo

&otte$ponbtnela*.
CM ARADECIMEMX) SINCERO *0 III M
SB. DB. PEDRO E A. LOBO alOnT.OZO.
A Dos, pelo sua misericordia divina, e dep...
desla ao lllm. Sr. Dr. Pedro de A. Labe Mosca*..
ea devo boje o Impagavel bem da mi.h. aintoacM
porque, tendo sentido alfnas nicommedat. tmm.',
ossedoret pelo vea Ira, tuores frios. rccolhi-me '
agazalhei-me as fi hars da tarde do dia .". do earren-
'e, depois de haver tomado alsuma- ,rato* da eaan-
phora. Teode mandado chamar o ir. r. Maacaca.
este dahi a pouco chegou, manden non Ilinatiii
com o mesmo remedio, as 9 har* de aolle valin,,
em,, i me ardou com as Klremidaaa* tria*, aa pav-
eo appareceram dijecres branca*, slnalialL a <
quozas, repelidos vomito, raofrtatnaato anral, de-
composicio rpida das feiroas. oibe* inttiil... aa*
rit afilado, saeret friot e vltgoealot!
Emlim sena iulermioarel a minha a irrita e
alm dlsso fastidios*, porque diaia a a** mrtliiii
de victimas estao diariamente oiaftaaato, ca me-
n- lelicidade. porque; nem toda* awdaan ter a rea
lado o disvelado e cando** Sr. Dr. Mascase, a aa*aa
n.io moveu a lomo da atara, pareja* a ama* paasea*
na -uci.-d,: he pequeniatim, mas stoa a noli
memos generosos do aa neta eerafae, a a amor da
'ciencia medica que prefema reaa toada caarvierae*
acert. Aquelles da anant aimpnahssm de aairrt-
mento que .. chamarte lera* tanta aa o praaer da
Ihe iribularem a detcnta* a agradarlmtnto +* am
sinccramenle de leda a coracao Iba ceatagre. (s
medicamento* caca que tea talvon, toram aaea-
menle, as suas dotes homeaoMhtca* da romanera.
sulfur, e o epecac, proscriptas, a (opacada pal* (or-
ina qoe pralica e aconselha.
Nao posso deixar de fazer especial meara* e tam-
tam gra.le.er, aos mea* miga* ot Inaan. tjn.
Antonio Josc de Siqoeira. Freaciac* da Panto Pe
reir, e meu com paulino \ icen le N oao da >erra.
que preseneiaram o trabalho rmpiaht da IH
Mosroio em salvsr-me. relirando-m depois da nstia
noite e tmente depois qoe Ihes declaron qaaea es-
lava salvo !
Becife lid* marrode IHitj.
.4rlharf.de llmeitn \lc*4nmr*.
Srt
rrdaiiore<.Se be juslo que flererama .
i a a ilciu a.....I.a j.ul.liro i, .rorr ler .lUquello *
ealrando os preceilos iiaTarae.. enrarom impaiv*i>
N -illrimentns de seos irmaos. sem llw- dirtctrem
ums so palavra de consolarlo, om .. lenitivo a aa
dor; nao he menos juslo e meritorio qu mam
meiidemos a eslima e roiisidorarin do pnvs o* arlo '
de outros que posto! los das virtudes evangelice* e
forliliradot com a palavra rlin-laj. inre^anlrmenle
se prestara na ciise actual, nao s torcorreno i na.
raos enfermos com gratas e consoladora, rdtrtsev
como offererondo a familias red elida a miseria com
a morle do pai, do pozo ou do filho. o pequeo
producto de .oas economas, cerlos de qee recetor...
do Supremo Ser a rompen- ."... de lao leavavn
feilo. '
No namerodesles u:limos esla.. o, Kd.. Carme-
lita-, que couttaiuemeiile se leem prestado a toda
os cholencos do hospital astililuls n aqun* ml-
venlo, e com especiali.la.le o rii aacne provincial.
Frei Candido |de Sania Itabel Cunda c*m e-
in*not Fre Ernesto e Frei Joaquim de Santo Mara,
que nao so se dedicam aos doenlet de hittpital.'cam .
a unir i- por casas pnrtieulares em quilquar har >
dia on noite em que tan chamados. Mil bnaraos
sodre lio prestantes religiosos qae limvtvetoMIe
lem-aludo cumpnr-na honrosa mtetlo ; mil Sea-
caos tobre Ha dignos levil u.que sabiamente te catn-
penrirar,nii|dos exemplot de sea divine meslre.
Cora a publica.; tMntos pencaslinbat atad* grat"
'bes ser seu leitor c atsiznaata.
P.J.
sTCiriinn c ui-rel.
A arle da Iluminar; >o na Expoir o
Universal
llugiat Steancas.
A illuminacao por meio dos corpa*
cifraia-e, lu vinte e unco annos, ao i
bagia de cera e da vela de tobo. A bata de roa
era um objeclo de luso, cajo uso era tniaiiunii
le interdicto classe pobre, (.lante a veta da aba
de que madama de MaiaUnaa so servia, qoama
anda simples marqueza, trinm nirmoiSmli Ir
lombrar tras iuconvcnlenles : en clieiro be esa
principio de loda a belleza e da todo o mal. de toda I
a sedcelo e de toA) o desespero.
o Pandora poz^sVaTTr b diste :.
ii Secundo sua opiniao realiso essa misluia I
I mvll.ologica. e justifico inicuamente meu apiiel- !
hdo.
" .N0 ch''io a tanlo ; mas com|ireheu.lo quo
essa idea tenha podido vir ao espirito de ligante*
pessuas.
ic Eia, confei.se que arde era deten de enviar- j
rae um roo comprimenlo envollo em tira madriaal.
Quer classilcar-me na calhegoria dos lindos mono-
Iros.....
Oh 1
n Dos vampiros deliciosos, Jas vboras de saia
-i inlillaiilo.....
o Mo.
.i Diga logo que son um abyssnu decorrupcao,
que nao tenho neiibum lado ingenuo, que meu co-
laro esl mais embolado e mais endurecido que 0
de mil diplmala austraco. Faca em minha lenca
urna mislura de Maimu Lesean! u da condessa Foe-
dora. e a apresme ainda quelite.
o Eis como ella rae desconcert, meu rharo Leo-
poldo, iodo ao encouiro de miaba* tppranentoes, t
com una graet e um gas que a [tema nao pude Ira-!
ilaair-le.
a Oelra vez (pois gosio de inlorroga-la sobre lodas i
as inalerias.seus raciocinios lera para mim um allrac-
livo anlogo ao do acido de corles fruclos per-unlc ;
Ihe se n.lo linha invoja da \da houatta.
.. Nao, respendeo-me olla,
a E eoiiio liquoi espantado, lornoo:
uTodava lio cousa comprcboiisivel; anida nao
soll'ri pola desou lem. Supponha jura paritiente In-
Iheiilico, um parisiense .le Pars que nunca lenta)
1.....Jo a sombra da enlliua Montinarlre. e pergna-
I lc-lhe se quer habllar urna provincia. Ello nao sa-
hora hm que responda ; mas lera o nao nos labios ;'
I repilir. n que lem ouvida eontoi das provincias:
I que a ^ciile la murro de curado, que nao ha ninguom .
na- ras, que lodos deilam-te s novo horas. Pois i
bem, tenho as metraaa pievences a respeilo da lio-,
| uesiidade. Provavelmenle, isio he absurdo, c sem
l.luvnlaliei de pensar mais larde de mitra maneira;
| mas por ora tenho o cataeter de minha idade : nao
| estou anda usas fatigada para desojar .. repeea*.
A lionesli.la.le de rumo um Iheatro a que ain la n.lo
lu, um iheatro alm .las pontee, um lerceiro lliea-
Iro francez. por exemplo. Disseram-me que a gan-
te ahi enfadava-se. e he por isso que la un. vou.
ral vez o acaso l me conduzu quando eu meuot
pensar.
Atravs de tudo isio nao poseo dizer juslamente
se Pandora ama-ino.
a Icnho militas vetos a esse respeilo descunfin-
C,as qoe mo enfurocem. No mesmo d.a ella possa l
vezes da adahilidade mais natural e mais penetrante
a friera mais insolente e mais canea a* fater-mr ton
car mao do batao Idas comed., aminas. *****
mmenlos porguuto.a mim mesmo. romo paderaln-
tiear-me |de| semelhonle bonrra, en qoe 'tuio -
rapazinl.o de rollrgio nem ir'hn, dnil "tllnmti ar
lano se a-emelham. Ai lio que he am eslarvo ra-
ra mena prejeeta* : lomo onl a |a>nna, qnar- r>-
rrover para despeitir-me; porem miaba coleradn-i
pa-se no momenlo em que vea tracar as letraolTe
o papel, e digo invariavelmenle. a mim com a Tai.,
ciencia da rri1qticia ,|U. onull.-se dedaite ile am
sorriso; Ah sera sempre tempe!
t On tnlaa : A final ella he aUracti** '
a Aperlo-te as mam, meu chara Leopoldo, e in-
vojo-le a felicidade serena de qae garas, e qae tente
mereces.
.r 3 de outnbro.
Pandora quiz fazer-me am pie-enle. Ma r-.u
eos diasque eiiviou-me uraa pequea secretan., lo.,
du em lodos ot ngulos, onul... do cobre, utovrl de-
licado em que d- ordinario _u..r l de tarares, e cbcia de misteriosa, gis i litaba* fabri-
cadas de proposito para orcultarem Iranr:-...*.]
bellos, retrato- em med.ilh i, violetas ecr -
Guarde aqu o qoe vattl livor de loa: preraaa**'
so, disse-nie olla vindo pcswalmenle Ira. er-in* ,,
chavo*.
a liuaidei ah meu dinbeiro.
Essa operacao, a qnal ali..* proced tu man par-
reda snlida... deu-me origom a ama serie d e mesilla-
jos tristes. Porque uestes he* mota* mei i oiirata
mil francos tem rcrebido brechas farieoas. < > *o|>r.<
das phaolasias de Pandora dislra o ar aata
parlo dos pepeis amarrol.dos de que en I lallj.a
oiilm dia antes rom.. poeta Iviico rt qae romo o-
perulador. He lempo de cuidar na prese rtaana do
resto. Mas que enr.ido, p sofireludo que 'iJnol..'
\ it me, charo Leopiildo, a .ata aa uirllwr naa|mejB,
run-.iltandons ..otan..., tentlaaa mmanata* de rit.
prcaaa ctmt Mr. liona. Ouan lo prnso nanas sem-
ine i ni.o a Inuite.
Sejacomo for, he muilo evidente quemis rato-
Ues meas capitoaa! tintan em qualqaer p.irt e me
Ihor guardados que cm minha casa.
' IV.cjestoT-t'oifi Pandora pan amanba am ptsmia
de artuagem pelos arredores de Par; ai bellos
da cliegam ao lira, he nina de.pe.li.l.i, qurvama-
laz. ao oulono. Na minha caria prn-e tei.tr a
te l llei muilo mal de Pandora Em lo.l.. o cato rat-
ea i so de teus papis. Seo rpilbelo de aojo nao
livesse sido empresado r romprnmrltido por Ionio,
homeus, eu nao hosilaria em empresa-te immedia-
tamenle. N, resto dou-le olla p,|n ivpa femnuno
melhor orsanisado qoe pode haver, e -o asaim nao
fora,i.a.. me lena rapiad pouco a peero. e final-
moni todo, como as roda* dentadas ama Ma-
china ..
.i'oH/inaar-M-o
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
MinTTTfTvr


UARIO OE RUIIUC0 SIBBAuO DE Ib MARCO -18'6

i
gradavef, tea fotibilidade ta"o gran le. que nos ar-
dores do atlio ella se ainollece lal ponto, que ape-
nas pode-se leca-la, e durante sua combasljo, ao
menor bsUealu, I mais leve obslrucco parcial dos
lloros do pavio, o sebo reborda, e, eapalhaodu-se
saja ludo que encoolra ; emfim, a oecessidade de
corlar periodicamenle o pavio, para a luz nao per-
der os Iresqoarlos de sen hrilho.
(Irisas aoe progressos da chimica e applicarao
das arles mecnicas, a despendiosa Iluminara" i
cera est eomplelamente abandonada, Hoje nao
se fabrica mais urna so bagia de cera para a illurai-
narao dos saldes, e |se o fabrico dos cirios de igreja
nao lizetse conservar anda para este lim. o uso da
cera imposto pelo rito Catholico, a palavra Ilumina
rau a cera seria hoja ritcada do vocaoulo da indus-
tria. Qaanto a vela de sebo, pode-se predizer, sem
niedo de errar, o momento em i|ue ella desoppare-
rer.i por sua ve*. Ouan lo ao termo da'jueira ac-
tual, os presos, boje etcessiu" i > -e:> >- e das di-
versas malarias aeDaceas turnaren! -en valor ordi-
nario, a bogia toarka, emeonsequenria do aper-
feiroamento eitreme a |que oestes ulhmos ,111'nu,
tem chegado osan fabrico, vcii'ler-sc-lia por toJa a
parte pelo mesmo preco que a vela de sebo.
Porque concurso de.trabaHios e de descoberlas a
chimica da meaos das lia podido chegar a um 13o
precioso resallado? Para darmos urna idea geral,
lie mister primeirameute moslramios as dilTerencas
qua eiitleo enlre 1 bogia sleanca e a vela de sebo ;
ao depois indagaremos porque meios esses aperfei-
00a mantos se rea Hura ni.
A bugla slearica diare da vela de sebo pila sua
consis tencia pbjsice. A malaria que a compoe
be muito menos fusivel que o libo, donde resolta
que ella nao corre durante a sea eombusto ; pode-
mos acrescenlar qos ella nlo aoja os objaelos sobre
que se derrama, ou pel menos que as manchas que
deisa no resfriaraent da materia derramada, desap-
pareeem rain urna simples estregadura. Porqoe
modo se pode cbter essa mdame de consistencia
physica do sebo? Separandodetse corpo gordorenlo
nina materia liquida que ellecontem, para redue-
lo a soa parta solida, cojo ponto de fuiao he nola-
vclinenle elevad.
A bagia slearica nao precisa sar espevltada. Esla
vantagem provem da slruclora particular formado de tres lios de alaodio tracados, ielo he,
torcidos em sentido opposto. medida que a bu-
gla arde, esta torso dedesfaz, e por coosequsncia
du tensa* mais forle de um dos fios, o navio corva-
se, e desvia-se rpidamente; pelo que chega na par-
le exterior, ou no branco da chamma.e posto, deste
modo, em contacto com o ar exterior, o carvao que
provem do pavio arde, e reduz-se logo em cima, o
que illspessa alicar-se a bngia. Ele tngeDhoso ar-
tificio dSo ara applicavel ,i vela de sebo, por quanto,
fazendo-se cahir o pavio de lado para faz* lo consu-
mir fura da chamla, a extrema f'isibilidade do seb
trazia em raaoltado fazer den der urna lal poreo de
corpa gord*r*oto, qae resultara um escoamenlo con-
sidera vel.
Em ludo Uso, v-ae, que o laclo principal, lie ler
transformado o sebo em asa* materia seeca e poucu
fusivel. Para fasermeeconlieier a inveneso da bu
gia slearica, basta-nos eipr os meios com o -cu soc-
corro dos qoaes pde-se abter esle ultimo resultado,
l'crmilta-oos o laitor eulrarro.es, para esle lim. em
algumas contidoracoes chymicas; e comprehender-
se-ha sem costa depois o-, processos de fabrico de que
serve-se a industria que vti aos oceupar.
Todos os eorpos gordorenlos sam excepoao, lauto
os que provem de orlgtm vegetal como os que sao
foroecidos pelos animaes, sao sempre consliluidos
pela reuna* de duas substancias, urna solida e a
nutra liquida. O predominante do producto solido
o da materia liquida, nessa mistura natural, deter-
mina o estado pbysico parlicular do corpo gorduren-
(0, o a|variarao desses dous principios he que se deve
a ilifferenra de consistencia ou de estado physico,
que nos apreseutam os leos, a manleiga, e o sebo,
os primeiros sempre lquidos, a segunda semifluida
cu ultimo affeclando a forma solida. Um sabio a
quem achymica he devedora de militas deas origi-
naos, e de descoberlas uteis, Braconnol, morlo ha
dous anuos em Nancy.sua Ierra natal, fui o primea-
ra cin apandar e pur em evidencia esse grande fado
scieutilicu. Para demonstrar a rcalidade, elle fez a
eiperieuciiPseguiolc que lfz co.nsigo suas roncla-
soes. Corii o soecorro de ama forle prens, elle com-
primi, entre dobras de papel de lillrar, banha de
cu iteiro, e por esla simples operario mecnica con-
seguio separar esse corpj gordorenlo cni doit pro-
ductos; um i-1 1-lanteniente liquido com a tempera-
tura ordinaria, o oulro^semprc solido. Sujeitaudo ,1
ama operaran seinelhante o oleo de oliveira, antece-
dentemente solidificado pela aceto do fro, chega-se I
ao raesmo resultado, e pude-se separar essr leo em
dous cornos gordurcntos.uin dos quaes he seuipae li-
quido e o outro sempre solido com a temperatura or-
dinaria. O producto liquido, que faz parle da maor
porrao dos eorpos gordurenlos. recebeu dos chami-
cos a denomiuaoa de olena, o do corpo solido a de
siearina. limoulro produelo solido, que fazo mes-
mo papel que a siearina e que a acompanha em
inuitos gordurenlos naluraes, (em a denominaran de
margarina.
Applieando-se 11 pratica e a industria a descoberta
de Itracoanol, relativa a constitu c,ilo geral dos cor-
itos gordureolos,|pde-seaperfeicnar de urna manei-
ra vaalajota a illuimun;.. 1 por meio do sebo, l'ois
que este producto natural resulla da reunan de duas
"substancias urna liquida e a oulra solida com a tem-
peratura ordinaria, bastara, para fazer desappare-
cer a maior parte dos inconvenientes que aprsenla
o sebo destinado illuininacao. priva-lo de sea ele-
mento liquido, redazindo-o a seu principio solido.
O Sr. Braconuot nao delerminou nenhuin meio
econmico, nenhora processo commodo para chegar
a este resaltado. A honra desla descoberta cabe to-
da a um de nossos primeiros chymicos, ao Sr. Che-
vreul,'.qoe executou sobre os eorpos gordurenlos um
das mais bellos estudos de que se acha enriquecida
achymica moderna. A conseqaencia pralica dos
trabalhos de theoria devidos ao Sr. Chevreul, he
haver dado os meios de separar fcilmente c com
pouca despeza a olena a a siearina. cuja mistura
natural conslilue a maior parle dos eorpos garda-
rentos.
Eis como as investigaces Iheorieas do Sr. Che-
vreul conduziram a esse resollado. Pelo nolavel com-
plexo de toas analyses, o Sr. Chevreul conseguio des
cobrir a verdadeira constituir.lo ehymica dos diver-
por meio do acido slearico de liugias, oaererendo
todas as vaulagens, que se procurava snlo as hu-
gias ile cera. Esta cinclusao nao poda escapar ae
aulordestas descoberlas; o Sr. Chevreul dispoz-so
pois a applcar ao aperfeicoameolo da iUuminae.ilo o
resultado de suas olise,rvaroes scienlificas.
O senhor Chevreul eomceara em 181:1 a publica1
seus trabalhos sabr os eorpos gordurenlos; suas me-
morias sao em numero de s e a ollima appareceu
em 182*. Foi lambcm cn> \H>\ que appareceu sua
obra intitulada ,c lnvcsligaei.es cliy micas sobre os
eorposgsrdureaUH de origem animal, que resuma
t anuos de Irahalhos. Dous annos depois, em janci'-
ro de 1825, o senhor Chevreul ah-anc.ava, de accordu
com Gay-Lnsaac, carias patentes cni Frailea, e em
luglaterra para applicacao dos cidos gordurenlos no
fabrico das bugia-. O ronteudo tiestas carias tcsle-
munha altamente praslsoas habis e s.maeidadc dos
dous autores, que comprolieinleram na especificar 1
dusseus processos urna mullida., da ineios,mulos|dus
tlade impedio por bstanle lempo o vo da nascente
industria.
A primeira tentativa, que se fez para conjurar o
resultado penoso deque fallamof, fura infausta. Ke_
eonheceu-sc que o acido arsenioso, unido em peque-
a porrao anacido slearico derretido, tem a proprie-
datle dt- empachar sua crtslallisarao peloresfria-
mento. *
llavia-se por lano fcilo uso do acido arsenioso pa"
ra obler bugias de um aspecto homogneo. Mas a
presenr;a de um veneno Uo aclivo como o arseuico
no seio das bugias, liuha para a hygiena publica
grandes iiiconvrnienlos. Qualquer que fosse a di-
minua propore*.o to toxico empregado, podia se es-
palhar, em consequencia tle sua volalibilidade, na
atmosphera dos aposentos, c o tornar perigoso res-
piracao. Aauloridade interveio para prohibir o ein-
prego do arsnico neslc fabrico. O creador ta indus-
tria slearica nchoo-se u'um cruel embaraco. por-
qoantoelle nao via oulra materia propria para exe-
quaes acarea infructuosos ou sem applirarao, asaaleaUr o papel do composto proscripto; o assim pare-
9&0+iment0 bo porto.
.yavio entrado no da H.
ParahibaSI horas, hiale brasileirn Fiordo lira-
silo, do -Di tonelada-, mestre Joan Francisco alar-
lns, equiparen) 3, carga loros de mangue ; a Vi-
cente Ferreira ta Cosa. I'assageiro, Brasiliuo
Jos da Silva.
.Varios fallidos no mesmo dia.
London(alera ioglen Ulawall, capilao 1. Me.
W'erlie, carga a niesma que Irooxe. Saspendcu
do Inmeiro.
demGalera ingjeza Vieloria, eapjlio A. C.
l'orss, carga a mesma que trouxe. Suspenden do
Lameiro.
$1
toiSoS matitim$.
f$vitat&.
i'ara Lisboa, o mais iireve possivel, leudo ja
parle da carea proinpla, o brlgue porluaue/ l.aia
II. de que he caplo Caelano da Cosfa Martin:
quem quizer carregar nu ir tle pasaagem, dinja-se
aos seus consisnalarios Francisco Sevcriano Kabellu
& Filho.
Para o ro de
Janeiro
>revidadc por ler a maior par-
ga prompta, o hum conhecido
um grande numero delles, modificados pela experi-
encia e pela pralica, deviam adiar seu lugar as ope-
races manufaclureiras.
Entrelando, eulrc um dado scientlflco esaa appli-
carao eflicaz a industria, cxisle 11111 inlervallu im-
menso, c as qualidades lo sabao aalto langa de ser
urna garanta segura de seu hom xito n'uma opera-'
cao industrial. 8 revez que experimenlou o senl.nr I para obslar cr5la|,jsas1 ,, aci,lo tlearlco,
Ijay-Lussac, em sna tentativa tle fabrico tos cidos
O Illm. Sr. inspector da Ihesoorarla provin
cial, em ciiniprimcnto ta icsolara,, da junta da la-)
zenda. manda fazer publico, que no dia :l de abril i
prximo vindouro vai novaiiienle .1 praea para ser
arrematatla a quem mais tlr, a renda do silio na cs-
ci.i ameacado de encallar na porto depois de mil i tratla tic Beln, avahada annualmenle ciilITIij.
gordureutos seria urna prova sullicienle desla ver-
dades se fosse necessario demouslra-la. Conforme a
caria patente que obliveram, os senhores tiav -l.ussac
e Chevreal empreheiJeram saponisar o sebo pela
soda, elle- ilecompiinham depois o sabao assim for-
mado pelo acido chlorydrico. Independenle dapres-
|lo empregada pata separar os cidos concretos do
acido olflwgineo, elle* fa/iam uso do alcool para lir.,r
esse ultimo acido. Cuno laes mejesfeada liuhain de
pralico, lambem iio poderam ser egados.
Pouco lempo depois, novo ensato industrial foi
lentado para o fabrico dos acido- gordurenlos, pur
um engenheiro de puntes e calcadas.o senhor Camba-
cers, boje prefeito de um de nossos departamentos
de Alsacia. Seu pai achava-se testa de urna ma-
nufactura para a illuminaiao. Penetran I..--e dag
|ia6es e dos conselhos dos seuhores Chevreul e Cay -
Lussac, o joven engenheiro quiz alcanzar a honra de
appliear indolria os dados recentameule atlqucri-,
dos scieacia. ,
Mas esta tentativa n.to leve resultadaslgum ; ella
foi. da parte de sen autor, antes um ensaio tle fabri-
co sobre orna pequea escala do qoe om fabrico ma-
nnfactureirainenlc orgauisado. Seus processos prali-
cos ficaram em esboco. A exemplo dos senhores
Chevreul e liay-l.msae, Cainbacers saponisava o
sebo por um lcali caustico. Suas bugias enea tle
urna cor amarellenla proveniente em parle da im-
pureza do acido slearico, e em parle do cobre do va-
so em que se execulava a operacao. Kllas eram gor-
dureulas uo pegar c de um cheiro tlesagradavel. Us
pavios, ensopados no acido sulfrico fraeo para faci-
hlar-lhcs a coinhuslao, eram t.'io alterados por esle
agente CU] mico que aj mais das vezes tlesappareram
no meio da bugia, que nao pjdia arder per talla de
pavio. O seuhof Cambacres renuneiou a continuar
a tentativa que emprehendera.
Enleelaiito, esla tentativa do joven engenheiro
nao loi inleiramenlt: intil aos progressos futuros da
industria slearica. Com eleilo o Sr. Cuinhacrcs foi
o primeiro que leve a idea de empregar para as bu-
gias slearicas os pavios eslcaricos e trancados de que
naje se taz uso. Os pavios tle aluodao como os em-
pregamos para as vella-, nao podiam servir para as
Inicias stearicas. Ouaudo se accen ta urna dessas bu-
gias tle pavio de algodao ordinario, como o acido
slearico earbonisa muilo ardendo, fovniava-se logo.
na exlreitiidade do pavio, um inorr.io que impeda a
ascensao da materia espalhada ; enlao o liquido nao
podendo chegar al o poni onde se effectuava a
combusiao Irashordava, e corra ao comprido da liu-
gia. Depois de haver lenlado evitar ele inconveni-
enle pelo empregu de uina lorcida nuca por centro,
e exleriormenle apre-enlaudo o lecitlo tle um eslo*
fo, o Sr. Cambacres inveulou o pavio actualmente
em uso, e que se compe de minios fios de algodilu
Irancados e lecidos uo Icar. Os Srs. Gay-I.ossac e
'.llPV
palele de nvcucao o uso de pavios oticos^lecW
ou liados; mas nestas designaees nao se euconlra a
lirinca lal como foi applicada, c (al como he anda
applicada bugia slearica.
Depois destas duas tentativas infructferas, o em-
prego dos cidos oleosos pan a illumiuat.ao pareca
110 dever fornecer jamis resallados induslriaes.
esle fabrico foi porlanln abandonado. Foi ncslas
cirrumslancias, cinco anuos depois da expiraron da
carla-paleule do Sr. do Chevreul, que o Sr. tle Mili)
comerou a oceupar-se da prodneeSo maiiufactureira
dos cidos oleosos. Depois tle haver preludiado Des-
la empreza por longos cnsaios de laboratorio, elle
comecoi, em 18:11 esla tarefa inleressaole e dllicil.
O Sr. Chevreul discobrira o acido slearico. O Sr.
de Milly eiuprehendeu eslabelccer o fabrico olue
i bases econmicas. Foi o botn exilo de seus traba-
lhos que fez abaixar a fr. o Ivilograma o preco do
acido slearico, que se venda em |s'II par quas (Hl
fr. o kilograma as casas de producios chymicos.
O primeiro eslubelecimeoto do Sr. de Milly foi
euconlra lo perlo .1 harreira da Estrella, em Pars ;
dahi o orne de llugia da EtreUa, que recebeu, e
anda conserva a bugia slearica.
A descoberta iuipoi lanlc do Sr. de Milly, a que
nermillio proceder indusirialuienle no fabrico dos
cidos oleosos, foi a substituicaoda cal soda caus-
tica pela sapouisacao do sebo. O cinprego dos l-
calis custicos proposlo para esta operacao pelos Srs.
Cay-Lussac e Chevreul, era nduslrialmcute impra-
licavel ; a cal, materia vil preco, substituida a
dissolucao caustica, delerminou a crearan da in-
dustria slearica. Tratado pela cal, o sebo da um a-
lo calcario que, decomposto tlepois pelo acolo sul-
phurico, dexa em liberdadc os dous cidos gordu-
renlos. slearicu c oleagineo, pela pressao, exercida
ao principio pelu fri, ao depois pelo calor, separa-
se sem dillieuldade alguma, ,1 acido slearico concre-
te do acido oleagineo liquido.
Mas a combu-iu 1 das bugias, formada tle acido*
gordurenlos, apresenlava nina dilllcultla le particu-
lar. A ral empregada no fabrico liona retirada em
mui pequen quanlidade no acido slearico. Duran-
te a combusto ta bugia, esta cal reuna-se o aecu-
mulava sobre o pavio, e como a cal he una materia
ililliculdades felizmente vencidas.
Descobriu-se felizmente que a dedicacao de urna
iraca qualidadc de cera com oaeid o slearico des-
feilo, perturba e embaraca sua cristallisat;o. A
pralica permiltio mais tarde chegar, sem nenhum
dispeudio, ao mesmo rosullado. Kecouherou-se que,
hasta
deua-lo estriar ale unta temprala periodo sen
poulo de solidilicacao anles .le o derramar na (or-
ina daulemao esqueulada. O resfriamenlo du aci-
do slearico, qoe tem caudado em agitar durante esse
resfriamenlo, di urna especie de inassa assas liquida
para ser derramada na forma, onde ella se coagula
sem elleiloalsum de rrislallisacao.
A bugia aleariea, sobre iiomc deliugadti lislrrl-
(aapparacou pela primeira vez. em is:l. as cx-
piuires publicas. O sruhor de Milly era entAo
seu fabricante ; sua piodu.cao anda era bastante
luuilada, e suas bugias apenas coiiliecidas ftira da
capital. Entretanto, dous anuos depois, a bugia da
hslrella era adoptada na economa domestica. Os
proces-os de fabricaro se linhaiu aporten 1,1 lo, e
achara** por meio de emprego to acido oleagineo
at enlao sem uso, o expediente que Ihe lallava. de-
liiitolu o preparacoo dos sabOes. Cslas tluascir-
cumslancias perniiliraiu abaixar de urna muneira
oolavcl, o preco, ale ento elevado, da nova bu-
gia.
Na exposit-ao de IHlP.as fabricas de bugias slea-
ricas se presenlaram em numero de novo, ellas e-
ram lotlas situadas em Pars ou no arrabalde. Ou-
Iras fabricas semellianles lenliain. alcm disto, ido
formadas em muitos tlepirlameutos ; o senhor de
Millx cessara de ser o nico fabricante.
loi a partir daslc lempo que a industria slearica
tomn um deseuvolviinenlo inmenso em Franca e
em lodo inuudo. Cida centro de popularan quz
desde eul.io ler sua fabrica de bugias slearicas. En-
contra-se boje ale sobre t>s ponto, os miis afastados
do globo, em Sydney Nova llollauda.) em Calcula,
cm t.imn. o ale nos conlius da >iberia.
Em nossa expusico universal, contam-se para a
Franca so mais tle Irinla fabricantes de bugias sica-
ricas.
1 Continua.)
salie com
te da ca
brigue nacional FIRMA : para o resto
la mesma, iassagciros e esclavos a fete,
para que tem cxcellenles commodos, lia-
la-secom os contignata 1 C4 Novaes v\ C., na
ida do Trapiche n. ~>, primeiro andar,
ou com o capito na praca.
A arremalarao sera feila por lempo de (i mezes,
a contar do I. tle mam do con ente anuo, ao lim tic
juihu de 1858.
E para constar se mandn anisar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretarla da Ihesouraria piovinrio| de Pernain-
bueu l:i de marco de ISli.O secretario,
A. F. d'AnDunciacao.
O Illm. Sr.inspector da thesoarara proviucial, l;i
cm cumpiiincniti da ordem do Exm. Sr. iresideule .....
" ipanageu'oseescravosafrete, para que tem
coque lio da3 tle abril prximo vindouro, peran-
te a milla da fazenda da niesma Ihesouraria, se ha ,nsigiialiiri< No?ae & C, na rila t
le arremalar a quem por menos lizer a obra do era- Trapiche n. .)i, |)l lllieilO andar, OU C0IT1
pedraiuenlo das areias do tuquia (estrada da Vic- O capitini na praca.
loria,)avallada en. :li:l<)0 rs. O l)tit;iic nacional FIRMA, CapilaO
A arremal..Cao sera feila na (orina da le proxin- ,,,,,,, (,e l.,.<.ilas Vc(lll-, precia coll|,,,.
cial n. .11:1 de l.i de . taf maiHenos nacioiiaes, tiara sna via-
especiaes abaixo copiadas. ... '
,. (Tem ao Ivio (Je Janeiro.
As pessoas qu* se prnpozercm a esla arremataran, "
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no l'* '*'0 < Jauciru segu em pouros das a
da cima declarado pelo meio di.,, competentemente escul" brilBJ,r ""* P pcsl da <-arC" lw-
habilitadas.
(>ommcrdo.
l-KACA DO KECIFE li DE MARCO AS3
(IOHAS HATARDE.
Colact.es olliciaes.
Cambio sobre LondresJ" l|l e 27 d. 3|8 (>0 c 'JO
d|V.
Assuear nasesvado9I5 por arroba com sacco.
t'reJeri'O llubliard, presidente.
/'. Borgtt, secrelario.
CAMBIOS.
Sobre l.oudret, 7' a 27 '. d. por 1S.
Pars, 3*8 rs. por T,
Lisboa, 'JJpor 100.
a Hio de Janeiro, an par.
Acciies do Banco, 3i 0|0 de premio.
Acees da coinpanhia de Beheribe. lJOOO
AceOes da) eompanhia Pernamhurana ao par
tt tr Ulilidatle rublica, :((l por ceulo de premio.
( u lodcinnisadora.sem vendas.
Disconto de lettras, tic 12 a 13 por 0|-o
renl, na ver.lade, havium inoslma., I,cin em *JL[>uro.__o,,-.. liopanhl. .'
,, .i.. _...i- .. ... j .;-. -j-.>A Hoadaa de (i?i(H) vellis '.
i> 1. libido novas .
1. istlllO. .
Prata.Palaces brasileiros. .
Pesos rolumnarios. .
u mexicano*. .
alFAKDBUA.
Kendimeiilo do ilia I a 13. .
dem do dia li. ... .
-.- a os.-:,(Kl
. lOSOOU
. tivsmo
. 9*000
. *ofJO
. 2?000
. 19660
7:t:i2(i}V>:,
982#079
83:408|83i
Para o Hio de
Janeiro
sahe com umita brevidade portera maior
parle da carga proinpla, o brigue escu-
na MAIIIA : para o resto da mesma,
la provincia de 29 do passado. manda ifizer publi- i' .
excellentss commodos, trata-se com os
Jo
AttenyOo, atte.iijo.
Os meus cscravos Paciiico, ltomualdo e F'rancisco
Caj', que no Diario de II e 1-2 do correnle anuun-
ciei lerem Rgido de minha olaria da ra do Moude-
go 11a noile do lia 10do correle, foram encontrados
pela manha do referido din II, na Malla de Pao
Picado, cm direerflo aos engeohos Cumlie. e d'Agua,
que foi do tinado lletirique Poppe Cirao, eaonde el-
les perlenccram ; levando cada um sua Irona de
roupas : por sso rogo encarecidamente a todas as
autoridades e mais pessoas tlcsscs lugares, que os ap-
prehendain, que pacarei lodas as despezas, na ra
da Alegra, cm minha casa 11. 34.
Marcelino Josa' Lopes.
Aloga-H um pequeo sitio na estrada de Joo
de BarroSi tlefronle do sobrado que foi do fallecido
cirurgio Manuel Iteinardiuo, com casa moderna,
que tem 2salas, gabinete, 4 quarlos, cozinha c co-
piar fora ta parle do nascenle, cocheira i-, estribara,
una, cacimba de exrellenle amia putavel, e oulra
ctiiii huinha de repudio c lauque, minias arvores
fructferas, planlacao tle capim ele. : a tratar na
ra estrella do Kos'ario n. 32 A.
Os senhores ajudantes da compauhia da tlesin
feceo da cidade devem lodos os das as 8 horas da
manhaa comparecer na ra de Apollo n, 20, casa do
abaixt. as,ignado.(Ir. J. J. desonza, enrarregndo
ta mesma.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O uuicodepusilocnitinaa ser na batir de Bar
tholomeu Francisco de Souza. na ra lar a do liosa
rio n. 36 ; garrafas grandes atMt e pequeasaeWI
IMPRTAME PARA O PIBLICO
Para cura de phlisica em todos os seus dOereoles
graos, quer motivada por consliparoes, lossc, esllie
na,'plt un.-. .-. ouns de sangue. dr de costados a
peilo, palpilaraonn coraran, coqueluche, brrarhil-
ilr oaRarsanta.e lodataa molesliasdosorgao pul-
monares.
Continua a estar latida desde o dia I de feve-
reiro a escrava tic oi* Juauna, de Darla Ansola.
li uva, cor fula, pea peeeos, tem um lasgjo esa aau
orellia no lugar do brinco ; foi escrava no Brejo da
Madre de lieos de Jos l.jrrea de Arauju : rona-ee
a qualquer pessoa que vir a dila escrava de a appre-
Roga-se ao .Sr. I)r. Jnaquim tle Souza Keis a bender e leva-h a seu senhor, na ra do Ooeimado,
boudade tle tlirigir-sc a ra eslreila do Rosario, su-1 '"J" lle ferragens 11. 30, que ser generosamente re-
tirado segando andar 11. 23, que se Ihe deseja fallar, compensada.
- Prerisa-se de urna ama que saiba coznhar. pa-! Ka p4darjil di, Saraiva, roa do Mondeuo n. 9.,
urna casa ele lamilla, que seja esla forra ou c.pli-, pre,..M de um forueiro que ssiba desempenhar
preci
suas ohrigaces.
I'reci-a-se do um caiveiro para taberna, de 11
a M annos, prefere-se porlusuez roesmn desles die-
ra 1
va : na ra ta Auiora n.'.'IO.
I'iigio ha lempos do ciigeuho novo de Muribe-''
ca o '-cr.no Eugenio, fula, baslaule alto, cabeca ',
redonda, com sieu.il de urna ferida n'uma nerna*:'
consta que andava trahall.ando em conduzir saceos I sa,l"s ta >'0,,cu d Mm 0i' d Cru' "' **
de assusar para 03 armazens. e que no sabbado ia ao I'recisa-se de urna ama para cata rio
nar^eidJdfd^ no aterro da Boa-Vician. T,9,
para a cniatle de (Muida : roga-se pois a quem o ap- 1 .
I relien ler 011 tlelle liver nolcia, dirija-se a ra do Sej'Ulldo andar.
Collegio 11. 23, ou ao mesmo eugenho que sera re-1 liontem II as li horas da larde auseoloa-se
compensado. ; um prelo por mime Jos, de naejo, de W a 30 an-
Francisco do Silva Itibeiro, lira-ileiro. proli- no* .le idade ; levou calca de asemira usada, cimi-
ta-se na ra to Vigario 11. 3, ou com o capilao na
praca do cominercio.
E para constar se uiauuou allivar o presente e nu-, ,, ,
,__,_,, 1 Paia Lisboa,
blicar pelo Diario.
no, lilho do fallecido Jlanoel Francisco Coimbra, co-
mo consta dos autos de inventario eiislenles no car-
lorio do t-riivao Brilo.
Francisco l'ereira de Medeiros retira-se tiara
Portugal.
Precisase de um rozinheiro para urna rasa cs-
(rangeira, quer seja livre ou escravo : na ra do
Trapiche n. 12, escriplorio de Rolhe tV Bidonlac.
secre,ar,o,oonic,alde secre.aria, MionH 4,/mo B-- ~ .....- KemelTreS- SaSS. He en^eciu.!
lerreira, I ara O Itio de Janeiro mente aos moradores do mesmo dislricto, em cujas
Clausulo' etpcciaet para a arrematadlo. \ sahe com muila brevidade, por ler a maior parte tle casas perecer alguem da epidemia reinante, que fa-
I. As obras dos reparos do empedrarnenlo das'scu carregamenlo promplo. o mullo veleiro patacho cam aconipanhar ao corpo urna dcclaracao do nome,
brasilciro Alhenas .-para o testo da mesma e ecra- I nlade, oslado, nalurahdade e morada, alim de se
lis breve possivel, lendo j
parte da carga prompla, a barca portugueza Marta
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam- lose, de que he captlao Jote lerreira Leste ; para o
buco 12 de marco de IS.>. .No impedimenlu do re'1" ,,a '"'S* ou passageiros, lratao curn os seus
consigualarios l-rancisco Severiauo Ksbcllo &l Filho.
tico de ambas as pernos, relirn-sc para Portugal don
de lie natural, levando emsut eompanhia para o tra-
tar, romo criado, o prelo forro Joaquim Jos.
Uuein pieriso de um^ mulher para casa tle
pouca familia, dirija se a ra do Collegio u. 7, que
e Ihe dir quem he.
sa de algudan branco grosso, e tem a falla de um
dedo na man direila ; roaa--e .1 quem o apprt hen-
der, leve-n a ra do Amonm 11 XI, que se grati-
ficara.
.Na ra Imperial n. IH3.
caldeireiro, preesta-st de un
onle da fabrica tic
ssoa que se qaeir<
n escravo Pedro perlenre .10 orphao Numeria- incumbir de lavar a ruupa de Mj familia, paga se
bem e promplamenle.
Precisa-se de ofiiciaes de carapina para fazer
camas de vento elleclivamenle :
sos prineipios|immcda(os, euruia, olena, marga- 1 infus^^Ira-Woduzia-se entre os fios e acahava,
rina, coja eiisteneia Braconnol (ora o primeiro a
tlescobrir. O Sr. Chevreul provou que a siearina, a
olena, u margarina e lodos os producios aualogos,
podem ser considerados como ama especie de sal or-
gnico, contendo urna mesma base para todos, a glg-
ceriiui unida a um acido gordurento : o acido stea-
rico, qnando se Irata da siearina ; o acido oleagineo
quondo se Irata da olena, etc. A siearina he por-
tanto um stereato de glvceriua. a olena om olalo
de -'hcerina. Pde-se por esle (aclo ao abrigo da
duvnla subinclleud'i acrao dos lcalis caoslicos,
taes como a potasta ou a soda, os principios inme-
diatos tirados dos eorpos gordureutos naluraes. Se
lizarmot ferver a siearina, por exemplo,'com a soda
caustica, esle producto he decomposto; a gljcerin.
posla am liberdade, se dissolve nagua e o acido slea-
rico combnando-se com a soda, forma Slearalo de
toda que se separa do liquido.
a operado que consiste cm decompor os cor-
pos gordurenlos pelos ,-ilrali- custicos, he mailo co-
nheeida as arles: he que pro luz o sabio, he a a-
poosa;3o. Assim as uv>,estigac6es Iheorieas do Sr.
Chevreul liveram em resultado descohrir a constitui-
rlo chvmica, a composieo do sabilo, prodocto em
uso desde sculos, e cuja nalureza e modo de forma-
ran d3o se havia podido explicar at Os nossos dias.
Sabemos que, segundo os Irahalhos do Sr. Chevreal,
o sabao ordinario, pnrleiemplo, isto he, o sabilo ob-
tldo por meio do oleo de oliveira. lie tima mislnra tle
dous saes a base mineral c o acido gordurento. 11111
coroposto de olalo e slearalo de soda.
Visto que se faz apparecer o acido slearico, islo he,
o principio solido do sebo, pela sapouisacao tos cor-
pos gordurenlos, basta encnbll esla operacao para
preparar induslrialmenle o acido slearico applicavel
a' illiiminarao. Saponisando-se o sebo coirj ajuda
de um lcali, tal como a polassa, a soda 00 ; cal, e
decompondo depois esle sabao por um acido irtlneral-
podem por em liberdade os cidos tlearico e olea-
gineo, islo he, o producto *oli l,.e o producto hoju-
do qoe etislem no sebo. Separndose depois^dJa%
Dilo offerece difflculdade, o cido rrearico do acido
oleagineo, que he liquido, pde-se empregar o aci-
do slearico na confeicd j das bugias.
Por esta *erie de uduerdes Iheorieas chegava-se,
diminuiudo 1 capillaridadc, por obstruir o pavio, e
a rnmbustoenfraa srufo. ti^ 1. Cambacres o pri-
meiro em ajftvrJn. 'iv este embaraco, Icntaio, ota
ovilar isso, mergolliar antes, como ja licou dilo, os
pavios no acido sulphurico que formava, com a cal,
um composlo fusivel em um 1 alia temperatura. Mas
o algiidao era corrodo pelo acido sulphurico.
Foi o senhor de Milly qoe imsginou o meio que
he empregado boje para desembarazar u pavio ta
cal proveniente das opcracies do fabrico, como lain-
btn das ciu/.as na combuslo do algo loo. Antes de
pr-se na bugia o pavio, he elle raergdlhadu n'uma
dissolucao de acido brico ; durante a conihushjo da
bagia, esle acido faz o seuuinle papel : a medida
que o corpo gordurento arde, e deita cinza, o acido
brico, cujas aflinidades chv miras sao sobrelodo pu-
deru-as em urna (emperotura elevada, se combina
com a cal e com as oulras bases mineraes que f./em
parte das cimas ; es-es buratos sendo assaz fuziveis
elevam-se porospillaridade no pavio, ese conver-
tem, em sua ezlremidatle, em uun pet{ucua perola
brilbanle, que cahe com o reslo das cin/.as n.lo vi-
Irilicadas, depois da total combusiao do pavio. Oual-
querconvencer-se ha, observando jior algiim lempo,
aa marcha da eombasllode ama baaia da Bstrella,
a formacao, em re los inlervallos, tlese pequeo glo-
beiinho fundido, que acaba pur cahir qnando lem
adquirido um cerlo volume.
A combuslo de lima hugiu slearica que, .1 primei-
ra visla. parece lao simples, compne-se. pois, na ver-
dade tic in'iilns effeilos deliratlos, e ol resollado, (pie
iiuico. fere Dataos olhos, he a consequencia mui-
lo estudada de uina serie de artificios cngenlio-
sos reunidos por urnsCencia previdenle.
Enlre as numerosas dilliculdadcs que a industria
slearica leve de vencer em seus romeros, pode-se
determinar ainda aquella que provinha da eurUlali-
sai_.ni do acido slearico durante a fundicao das hu'
raas. us primeiros lempos do fabrico, as bugias nito
olIereciam|o aspecto comparto e polillo que boje apre-
seutam. Depois de haver sitio visado as formas,
acido slearico cryslalisava em finas velas entrecruza-
da!. A materia depois de fra apresenlava logo urna
eanlatlara crysUllina e urna simi-liaiislut; lea que
a diflVrrnc.iva limito, pelo aspecto, da bugia de cera
Descarregam hoje 13 ie marco.
Barca portuguezaMara Jos mercaduras.
Brigue franco!Hclcmdem.
Patacho porluguez/.'a/ndoliver-os gneros. #
Brigue inglczl.etanlferro.
Brtguc inglez.Innellebacalh.io.
IMPORTA^AO'.
Brigue liamburgucz llertha, viudo de Livcrpuol,
consignado S. O. Bieber i\ C, manifeslou o sc-
guinlc:
31 fardos e I i eaitas fazendas de algodao. 1 dita
moto- de dito. 3 ditas courn de lustre, 13 toneladas
carvao de pedra ; aos mesmos.
21 caitas e Id fardos fazendas tle algodao, !t eaixas
chlese lencos, 2 fardos fazendas da lia, Id A\\m
lindas de algodao, I pacule presuolos ; a Snulhal
Mellor i C."
d caUas e 21 pacoles fazen las de algodio, I dito
dita* de linho, 30 barra manleiga ; a James Grta-
me A; C.
I (ardo e 22 eaixas fazendas de algodao, 2 tillas
duas de seda ealgodio ; a II. (jibton.
I dila c d lardos dilas de algodio ; a II. Drusa
& ('. uiipanliia.
12 eaixas e; i barricas biscoilns, presunto, e con-
servas ; a J. C. Neves.
1 caixa birragens, i barricas oleo de linbaca ; a
J. Soain&C.
2 cai\as fazendas de linho, :i dilas dilas de algo-
dao, 13 ditas chapeos .le sol, :l dila* e"t> far.los.fa-
zenda de algodao. de linho e seda, 3 ditos dita de al-
godao e de laa, 100 pesos de ferro, 30 barricas terr-
jeos ; a Paln Nash i C.
10 fardos fazenda de algodao ; a lloslron Rooker
5, (.ompanhia.
2 caitas dilas de linho ; a Augusto Cesar de
Abrcu.
l.i dilas c 3 barricas, ceneja ; aJolmsion Pater
\ Coinpanhia.
30 barra manleiga ; a e. II. de Oliveira.
SO dilos dita ; a Me. Calman! ,\ C.
1 fardo fazenda de laa ; a James Ryder i!v Coin-
panhia.
8 correles, 12 ancore tas da (erro, 13 barricas e ti
eaixas com feria'Zt'iis. ."1 toneladas d. dilo. leal pesos
tle tillo, Su chapas de dilo para l'og.io, IS sarros com
lampos para o dilo. d caicas la/.euda de linho. :tll
dilas miudezas, fazenda, hulla, etc. ; ajames llal-
lidax.
30 barricas enxadas, 3 dilas vidros, 2 dilas ferra-
gens, I dita e I caita candieims : a E. II.
Wyatt.
i ditas e 21 chapas tic cobre, 2 caitaspcrlcnces
para escriplorio ; a J. F. P. Vianna
:l fardos fazenda tle laa ; a Fox Brothers v Coin-
nbia.
."i barra manleiga ; a Jojinslou Pater c Coinpa-
nhia.
2 caitas fazendas de algodao ; a J. keller & Coin-
panhia.
13 lardos fazendas tic algodao, SO gigos e I barri-
ca louca ; a urtleiu.
I porfi de ferro ; a Slarr A. I'..
UUNSUI.AIKJ tiKRAL.
Kendimeiiloilo da 1 a 13 tl:79IS%-2
dem do dia 11....... 3:2.iJ.">03
areias do Giquij farseo de conformidade com o or-
namente approvadn pela directora em conselliu. e
apresentado ao Eim. Sr. presidente da provincia na
importancia de 4:tl3cl00 rs.
i.' O arrematante dam principio as obras no pra-
10 de 2 mezes, e as coocluira no de K ambos corna-
dos de conformidade com o artigo 31 da le provinci-
al n. 286.
3. O pagamento da importancia da arrematarn
veriOcar-se-ha em duas prestacesiguaes, a primei-
ra quando eslirer feila melade das obras, c a segun-
da qaando for feila a entrega definitiva.
1." Para ludo o mais que 11.10 se adiar determina-
do as prsenles clausulas neui 110 orcamento seguir-
se-ha o que dispOe a lei provincial 11. 286.Con-
forme, no impedimento do secielario o nfl'cial dese-
crclaria, Miguel Alfonso ferreira.
O Illm. Sr. inspector da lliesousaria provin-
cial, em campamento da junta ta fazenda, manda
fazer publico que no dia :i de abril protimo vindou-
ro, vai novamenle a |praca. para ser arrematada a
quem por menos lizer a obra do empedramenln, que
piecisa fazer se no aterro dos A hgados, pelo pret;o
de 23:000-31)00 rs.
E |iara constar semandou allitr o presente e pu-
blicar pelo Diorio.
Secretaria da Ihesouraria provincia1, de Pernam-
buco 12 de marco de 1836.Nu impedimento do se-
crelario, o oljicial de secretaria Miguel Affonso
ferreira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cuiiiprimeulo da resolurao da junta da fa-
reuda, manda fa/er publico, que 3o dia 3 de abril
prximo vindouro. vai novamenle a praca, para ser
arrematada a quem por inenot li.er. a obra tos re-
paros precisos a casa ta cmara e caileia da cidade de
Olinda, pelo preco de 2:tiit*0000 rs.
i', para constar se mandn afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 12 de marco tle 1836.No impedimento do
secretario, o ofllcial de secretaria Miguel .Iffonso
Ferreira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
cm 1 iimprimenloda resoluco da junta da fazenda,
manda f.izcr publico, que vai novamenle a paca
liara ser arrematada a quem por menos lizer, a con-
srvaco permanente da estrada da Vieloria, por
lempo tle 10 me/es, couiar do 1.- de abril do cor-
renta anno, e pelos procos abolso declarados :
I." Ierro. .
vos a frele, para os quaes tem excellenles commodos,
trata-se com o seu consignatario Antonio Luiz tle
Oliveira AzeveJo, ru da Cruz n. I, ou com o capi-
to a bordo.
3.-
1.-
2:037->0O0
2:O3T?O0O
2:0373000
2:1203000
E para constar se inaiidouallitaro prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial tle Pernam-
bnco, 12de marco de lSMi.No impedimento do se-
cretario, o ollicial da secretaria Miguel Allomo
lerreira.
Para a llaliia
pretende sabir com muila brevidade, por ler parle
de seu carregamenlo promplo. o veleiro e bem co-
nhecido palbabote brasilciro Dous Amigos ; para o
resto de sen carregamenlo, Irala-sc com o seu con-
signatario Antonio Luiz tle Oliveira Azevedo, ra
da Cruz o. 1, ou com o espillo a bordo.
Coinpanhia
de
nave^Htjao a vapor
S-Braslcira.
E-pera-se nes-
'e porlo de Id a
ISdo crrente o
poder fazer os asseulameiilot necessarios que devem
ser remellidos ao parocho ta f(eguezia, visto que at
boje uio lem sido possivel conseguir-se esle favor .la
polica. Declara que estando sempre prompla como
(em sido al hoje a dar sepultura 110 remiterio aos
cadveres que para all alo remellidos a qualquer
hora do dia ou da noile p*r mais tenebrosa que esta
lenha sido, nio he preciso, que, com a mais repre-
bensivel deshumanidade, se lanrem eorpos na pela
da igreja, etpondo-os assim a voracidade dos caes,
comn acontecen em a noile .le hoiilem para hoje com
n cadver de urna pela, que pareccu ser escruta :
paranlo deve toda a pes6ea que Ihe perecer alguem,
cnlen Jer-se com qualquer um dos membros da com-
mssao. que nao so mandarao conduzir o cadver co-
mo Ihe farao dar sepultura incontinente. Itemedios
I de marco de lSd.
Axisa-se as devedores de decimas e do impos-
o de i das fregoslas de S. Jos, S. Fr. Pedro
(onoalves, Santo Antonio, Boa-.Visia e Afosados,
que ns seus dehilos ja foram mandados para jinzo,
onde se Ibes concede o praz.i de 13 lias para que os
paguein expoulaneainente com suia do procurador
vapor D. Mara ".'ra' 1ue podem receber na residencia deste. na ra
//.commaiidan- Nova n. i, segundo andar. O procurador fiscal,
Lu-
I
a tratar na roa de
Santa Rila n. 3, taberna.
ARRENDAMENTO.
A loja e armazem da rasa n. 33 da roa da Cadea
do lenle junio ao arco da Conceico. adaa-te desoc-
cupada, e arrenrla-se para qualquer esUbeiecimenlo
em poni grande, para o qual lem commodos saf-
cicnles : os preleiidenles enlender-se-hHo com Jssio
Nepoinuceno Barroso, no segundo andar da casa a.
37, na mesma ra.
Amonio Jos Pereira retira-se para Portagal.
leu lente Gni-
maraes, o qual
depuis da cos-
tumada tleinora
seguir para
Lisboa por San
Vicente e Ma-
deira ; para onde recebe passageiros, encommeiidas
e cartas com o porte trocado: os iuleressados di-
rijam-se ao agente Manuel Duarle KO(lll?UCi- rua
do Trapiche u. 26.
Cx priano F. li. Alcoforatlo.
Precisa-se de um caiteirn para taberna, hrasi-
leiro 011 eslrangeiro. ainda mesmo que nao lenha
pralica, e qued cuiihecimeulo de sua conducta : ua
praca da Boa-Vista u. 12.
Cais Ain vai para Franca.
Deset-ipeao das ritas ciuo lem ele ]>eeoirei
a procssSo do Senhor Bom Jesui das
Chagas.
A mesa rege lora ta irmandade do Senhor llora
Jesus das Chagas pretende expr visla dos liis, no
Para Lisboa pretende sabir rom a maior bre- dia 16 to correnle. em solemne proci'sao a imaecm
vidade o patacho porluguez liapido -, quem no mes- do sen padroeiro, para cojo fin rosa a lodos os seus
mo quizer carregar ou ir tic passagem, tlirija-se aos i irruios que liajaui tle comparecer as 2 lona- da larde
consigualarios T. de Aqaino Fouseca s Filho, na do mencionado dia ; assim como espera encontrar
rua do Vigario n. 111, ou ao eapitflo na praca. (Itulo o aceio as ras que houver de pastar, cuja di-
reccoo he a segbate : Ao sabir ila igreja paleo do
Paraizo, a seguir pela rua da Roda. Iraxessa de San-
zr^avessa" .JcS^ra^ j ^mm^^'m
cife al rua TaaoeiroSa Trapiche, Vigario, iraveaga Marcelino deBoria Cerahles.asenle de leiloes com i A."' uc11'?.11'1 Mi",re ,,e "fV p',ra S,a"10 A",l>''"
armazem na rua do Collegio u. 13, offerece-sc para '. """ tolleg.o, praca do L.vr.imeulo. rua I).-
geilrti
LEILAO DE BENEFICENCIA.
elTecluar um ou mais leiloes. em beneficio das pes- paleo doTercn, roa de Aguas-\ erdes, paleo
soas uecessiladas. Todo e qualquer individuo que de S. I ei ro, uiln do Carmo, rua estre
quizer concorrer com objeclos para laes leiloes. pra-; r'. ll" '"?'. ''"- Qrt reeolhet.
ticautlo assim um acto decaridade, pode dirisir-se B ^4fc ^ j, ,-_ "w '*'..-
ao agento mencionado, que olferece o producto de 1 JJ clS9 i AO PIBLIGO.
i No a rmazem de faiendas bara-
1? tas, rua do Collegio n S,
rende-ce um completo sortimento
5 de fazendas, unas e grossas, por
preros mais ha i x os to queemou-
B tra qualquer parte, tanto em por-
S roes, como a retallio, afliancando-
B se aos compradores um preco
S para todos : este estabelecimento
I alirio-se de comliinaqAo com a
maior parte d 1 casas commerciae*
inglezas, rau-ezas, allemas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
contal (lo(|tie se tem vendido, epor
isto olFerecendo elle maiores van-
tagens do que otifixi qualquer ; o
proprietano deste importante e*-
K tabelecimento convida a'todos os
S seus patricios, e ao publico em ge-
3 ral, para que veuliam (a' bem dos
e seus interenet) comprar fazendas
H baratas, no armazem da rua do
S Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
ITBLICACVISCIENTIFICA.
Acham-.e 110 prelo as I N> 1111 li, ()F> DE I 'I -
ItElTO PUBLICO ECl.l KS1ASTICO polo Ur. Joa-
quimVillela dt.Caslro lavares, tentada Kacoldade
de Direilo desla cidade : e por estes dias sera dislrui-
do pelos Srs. subscriptores o primeiro rolumi d'e-U
^faX1 raa Wifcnf fgntf,' %,tiXoSi
mente em mira aprsenla-la ao publico oilida e as-
seadaineule impressa, eui honstvpot e ptimo papel.
Esse volume, pois, contendo de jn a 310 pagi-
nas, em elegante frmalo, achar-se-ha a venda do
dia 10 de fevereiro em dianle. na livraria dos cdi-
seu Irahalho, a commissao que pagam os comprado-
res, para saccorro dos que. na poca actual, delle
precisarem. E como quer que exisla nina commis-
sao central do beneficencia, esla ser sdenUcada do
.lia do leil.lo. para comparecer, querendo. e receber
o produelo que baja de ser apurado. O agente ci-
ma mencionado espera ser allendiilo. e se persuade
que a popularo desla cidade dar urna prova robus-
la dos senlinieiilos caridosos que a iluminan). O dia
sera aunuuciado previamente.
O capilao Taomai A. Norgrave, capilao do pa-
tacho americano aWarren limldard tara leilao, por
inlerveuru do agente Oliveira, c por conla e risco
de quera"perlcncer, o em un so tole, de porciio de
couros salgados, quanto baste para occorrer aos gas-
tos com dilo patacho ueste porto, onde arribou na
sua rcenle viasem procedente tle Monlevido com
las. Todo e qualquer individuo que ^,S'1,l'c'!'.,,,,lil;' (l?,.',arr0'/." 2""* do Roia-' ""-es. Ricardo de I re.. &C. esquina do Collegio
. n. oi. ao preco de (i-sKi rcis, para ot nao assi)(uau-
1 (es e ah, bem como em mao das pessoas qoe ae eo-
carregaram de agenciar assignaluras, ser distribui-
do aos Srs. sobscriplores, mediante a entrega da
primeira prestarlo da soa assisn-Mura .icOOO res ; e
tirando asegunda e ullimn preslacao de igual qtiun-
lia, para ser naga ua occasi;1o da entrega do romi-
do rolume. queja se acha 110 prelo ; rerebeodo ain-
da esle auno o lerreiro e ultimo rofumr sem niaisre-
(ribuirao alguma.
Ai|uelles senhores que qnirerem ainda subscre.er
poderoo faie-lo nesla provincia na livraria dos adi-
lores e em casa das pessoas encarregadat da sube-
Tiram-se passaporlcs. t!epachain-sc cscravos e
corrern-se folhas : para este lim, procure-se na rua
do Oueimado n. ~*>, loja de miudezas do Sr. Joa-
quim Miinleiro da Cruz.
Precisase de nina ama que saiha cozinhar e
fazer o servico iuleruo de casa ; na rua Direila n.
I0, segundo andar.
I)a-se iOll a quem dr pur garanta urna preta
que saiba cozinhar o diario de urna casa, ftcando ella .
fazendo os servicos pelns juros ao lempo que se con- *"S?2 ',"" 0:"ra, K2? ?m "** *'" T^'
vciicionar :
n. 3.
a tratar na praca da Independencia
livos agentes, ale a publicaran do segundo volme ;
, por quanto des-a dala em dianle a obra tornete sa
-'.Na retado que hontem foi publicada no Da- ve"err ",ur. ,:un0 rc,,,u "'"P'"- .
- 1- ni \ iris il'.iti ou, rmfti iioxiai'ii naaan ao..
rio de Pemambuco tsem que paf~i iso coucorresf^
de mudo algtim das asmlas recehidas pela cotnmis-
ii0C6Ulral ieha-86 omillila a quMiilia de'JO? por
lestiuo a New-Vork : se^unda-feira, t" do correule, ensao de quem a copiju. recebida da Illm. Sr.
as 11 horas da manhaa, nu armazem do Araujo, caes | j0c Podro da Silva : apparecer porn na conli-
de .Vpollo.
tclo.tex0t$.
Correio geral.
Kclaco das Carlas seguras viadas de diversas par-
les, e exislenles na administradlo do correio desla
cidade para os Srs. abaivo tleclaradns.
Antonia Luisa liiie.les, Antonio Alves do Souza
Carvalho, Aolouio Carlos l'ereira Burgos, Antonio
lioncalves lerreira, lenlo Jo< da Cosa, Claudio
Dubeut, Caelano de Castro, llenrique liihson, Joa-
quim de Assumpcao, Joaquim Antonio Carneiro,
Joaquim dos Sanios, Jo.lo Antonio da Pietlatle, Joao
da Costa Bravo, Jlo Florentino Meira Vasconcel-
lo-, Josepha Joaquina tle Vaacancellos, Jos Baudei-
ra de Mello, .lose Joaquim tiberio, Jos da Silva
Keis, Jos Vaseoncellos Mene/.es de llruinmond.
Mearon & C. Miguel Goucalvea Rodrigues Franca,
Malino! Domneos Jauuarin, Manoel Jos lliheiro
Cavalcanli Lima. Manoel Thoinaz dos Santos, Poli-
Carpo .los Lavue.
i*a\-s i'.5s^!s;sr;8
3 COSTURAS DO ARSENAL.
3 De ordem do Illm. >"r. leoenle coronel di- K
*;) redor do arsenal tle uuerra. se faz publico C'J
W para conliccimentn dos inlercs *} .11.1 ti to crrenle, ao inr* -da, se pagam ^
no mesmo arsenal o corles e leilios das 5|$
SJ) obrs quescrecolheram maiiufacluradas do t- J
;-:; a III desle mez; e eorreapondenlea aos hi- $
:.': Hieles de leilios de ns. til. 117 clill; e de A
corle e feilio de ns. .18. li'-'. W, H, 83, S7,
@ 1*1. US, 133, 137, 139 e 160- Outro sim, *
i
m&o$ S)ii>ero0.
AlOtta-M o secundo andar do sobrado n, :l da
ur.i do A nicriin : I1.1t 1 se na rua Bella n. 5.
O l>r. Ignacio Firmo Xavier convida s |B
pessoas que de-tejarem visitar o hospital, es- j*7
tabelecido no convenio do Carmo, para (v)
Ira la ni culo das pessoas tecommettidas ta fff
epidemia rciiunle. podem faze-lo a qual- w
quer hora do dia e da noile. (^)
uuaco ta mesma rula po e n respectiva conla cor-
renle. Montlego Cl de marco de ISjl.
Luiz domes Forreira.
Pcrdeu-se anlc-honlem. 13 do correnle, ta roa
.Nova at o arco da CojiceicAu do Recife, ura peque-
o rolo de papel pautado azul contendo den-
tro oilo sedlas de 3009 rada una e Ires dilas de
ojio; cada urna ; roga-se a pessoa que as acliou, que
em sua conciencia, vendo que o seu dono reclama,
as venha resliloir na Boa-Vista, casa do aterro n.
19, que se Ihe prometi ceder as que silo de SOtlr.
(cando cerlo que promelle-se-lhe u,lo descohrir se
a pessoa que achnii assin- Ihe convier, com (auto que | i)
nao se cscuse de f.i/er urna lio justa reslituico.
Era face das enormes despezas que sao obrigados a
lazer com a prsenle imprettan, no podem ut edi-
lores deisar de exigir dos Srs. tabtrriplcres sem
exeeptte a immediala entrega de sua respectiva
pi estacan logo que Ibes seja apresentado o primeiro
volume ; porque do contrario, ver-se-ham sna oe-
cessidade do suspender por ora a impressao das
liicario de h ratas A C.
1 (ONSILIIKIO HOMOr.-
i lili II
DA COMARCA UO CABO.
\o nigtnho Martapagipe
Gratis para oa pobres.
' de Siqneira CavalcaMi, professor
t
Na loja das seis
portas.
lotera 5Moconservatorio demiqoel //, frenie Ho LivraiIlClllo.
devia correr lo S do presente;, '
LOTERA DO RO DE JANEIRO.
Aeliani-se a venda os novos l/ilhetes da
13:0309*61
LMVERSAS PROVINCIAS.
Keiidimenlo do dia I a L> I:7:l"i.?~7i
tdeui do\di 14....... 813819
pois, aerear um ramo novo de industria, 4ftbrico, |a qoe ella er destinada a substituir. E 2:02086:)
DESPACHOS DE EXPORTADO PELAMESA
DOCONSUL4IH) DESTA CIDADE NO DIA
ti DE MARCO DE ISti.
Slockolmoliaren sueca uElizabellio, M. II. Ilicber
i\- Conipanhia, 2.VI sarcos assiiror branco.
lioiheinbourcoltri^ue inglcz .tCrimean, Me. Cal-
moni \- Companliia. 1,1110 saceos dem.
PortoBarca portugueza (Leal, Manoel Joaquim
Ramos e Sdva, i(Hl taceos assorar branco.
Kio da Prata llrigun brasilciro Feliz Deslino,
Isaac, Cario & Companhia, si) barrica dem.
FalmoothBrigue ingles I. (.". C. J. Asile) &
Companhia, 1,200 sacros assucar mascavado.
CanalBarca iugleza uSir James Rossu, James Rv-
der S Companhia, (KKI saceos assucar mascavado.
MarselhaBarca (ranceza i.Jeune Cliarles, N. O.
Ilieher & Companhia, (MMI sarcos idem.
SlockolmoBarca sueca Elixabeth*, N. O. Bieber
i\ Companhia, lili couros salgados.
|39 e 160. Oulro sim,
iv que as pessoas que ainda leem em scu poder
.?; "liras que receberan para coslorar em tem- 2
S po .le seus antecessores, as devem reculher
Q cun a maior brevidade possivel, sob peni **
fj tle screm chamadas noininalmenle c pur esle J
ajji jornal, quau.lo se nao recorra a' meios mais
fj cllirazcs. 9
- Ulrecloria do arsenal de guerra do Per- :-;
nambuen 11 de mareo de 1836.O encarre- Q
in gado do expediente, Antonio Francisco de fe"
O Souza Maealh.ies Jnior. (j
COHSEI.UO ADMINISTRATIVO.
O conselho admimslralivo lera de comprar o se-
guinle
I'ara o S." bnlalhao de inlaiil.ii i,i.
Panno verde escuro, covadus7."il.
Ili'.-i nas era deposito no segando bal illio de in-
fanlara.
Bonetes de panno, KKI ; grvalas de sola enver-
nizada, KKI, biiin branca lizopara frdelas, varas
230 : panno prelo para polainas, covados 2"> ; bo-
lees de osso pelos. duziasBi ; tpalos, pares IDO
ma
pr
me/.: os premio ate i:ilOI).s'l)0ll n. set.io
pajjos a feceprao das lisias, as ipiaes es-
peramos do dia 1 (> em diante.
I'ara servieo ilo HOSPITAL DE
NOSSA SENHORA l) L1VRAMENTO,
precisa-se de dous mdicos: a tratar na
rita Nova n. !l.
No hospicio da Penia e no conven-
to do Carmo desta cidade, cstao colloca-
das duas ca.\inlias para nellas seren de-
positadas ai molas, destinadas ao HOS-
PITAL DE NOSSA SENHORA DO LI-
VI! A MENT.
Matriz, do bairro do Santissimo Sacra-
mento de Santo Antonio do Recife.
A mesa actual desta irmandade convi-
Hiseados prelot para lulo a meia palaca, meias
irelaa de algodilo a palac o par, chales de cadoce
proprios ara andar era rasa a duas paUoMctdl ura.
Manuel i
i* homeopalha. coiilinna a dar ceiital'lat todo _
m os dias. sj>
ROB I.AFFECTELR.
Ounico autorizado por derisBo do conselho re il
decreto imperial.
Os mdicos doshospilaes recommendam o A.Tobe
de l.allecteiir, como sendo o nico a n I orinad) pelo
governo, e pela real sociedade de medicina. Esla
medicamento .l'um gosto a i; rada > el, e fcil a lomar
em secreto, este em uso na iiiarinha real desde mais
de (Mi annos ; cura radicalmente em pouco lempo
cora pouca despeza, sem mercurio, as adecenes da
chitases .as de tinta segara a meia palaca o cova-1 pellc. impingeiis. as coiisequenciat das sarnas, nlce-
du.>e oulras mullas fazendas por preco commodo. ras, e os accidentes dos parios, da idade critica, e
da acrimonia hereditaria dos humores; coovera aos
catarrhoa a bechiga, at coutraceet, a a fraque/a
Alnga-se a loja do sobrado, silo no largo do
Paraizo n. Jo, propria para cocheiru ou oulro qual-
quer esfabelecimenlo : quem pretender, dirija-se ao
primeiro andar da mesma casa.
Precisa-te de uina prcla que taiba cozinhar o
diaiio tle ama casa : quem a liver, dirija-se a praca
da Independencia, loja n. 3.
ilernardino Pacheco da Silva relira-se para
tura da provincia.
Agencia de passaporle c follia corrida.
Claudino do Reg Lima lira passaporle para lora
do imperio, e lolha corrula, por preco commodo o
presteza : na rua da Prnia, primeiro andar n. 'i.\.
Prerisa-snde ama ama de leile para criar um
menino tambera da-se o menino a quem se queira
encarroar de criar, pagando- te. sendo porm em
casa capaz : quera quizer anniincie, nu .linia- daa lodos os seus irrcaos, a comparecerem |.IH lk, por|M )>.
no dia terra-feira I 8 do con ente, as (i lio- ...
, i Precisa-se de urna ama que -ailia co/inhar e
ras da manliaa, paia acompanliarem a fazer lodo nmaisservico de caa : na rua Direitan.
piocissao do Senhor aos enfermos, que 186, segando andar.
temdesahirda mesmamatriz.no men-
cionado dia. Recife 14 de mateo de IS."ii.
O esenvao, Jos Esteves Vianna.
Precsa-o alosar urna etfrava para servir una
casa de portas para fora -. em casa de Manoel 1 ir- al.eiecinionlo em Santo Amaro.ronlinnan a fabricar
mino Ferreira, na rua da Concordia. '"'" a ll,""'r perreicilo e proniplidAo. lodaa qoaida-.
Je de machiiiisran para o uso da agiicultura. na-
l l> Sr. C. S. L. lenha a bondade de apparecer vealo e manufaclura: r que para maior rommmln
A mesa regedora da irmandade do ->a casa n. I.> da rua da l.iuz do ltecile para o uceo- ,|e seus numerosos freeue/es e do pnblito em coral,
pnlasde lia, 100; esleirs, 100.' S-tntksimo Sacramento da malri/da Boa- M'MS. S. nao ignora; c te acaso mo apparecer ; iecm aberlo cm unidos grandes armazens .
Irahalhos das ofcinat de 1.a e-J.adassej. '" uo prazo de t. das, vera o seu uome por evlenso, e | Mosquita na rua do Brum, airar, do arsenal i
Culada Babia, arrobas > ; laboas de pit.ho de as- IS|:I taz. seieutc, (pie lem mudado a |H0- qual o negccio. rinni
albo, duzias 10; (lilas de dito de 3|i de polegada, ciss.'iO doSeilllor ans enlet mos. pal i (pian- ._ nuerece -c una senhor.: solteia que nao tem DEPOSITO DE asaVCBINAS
soa...
tillas 10; dilas de dilo de forro, dilas JO ; alvaiade, (|() in(.||ioiiii- o eslaclo sanitario desla ci- I'31 "pl" mi pira servir de compaa ; a inca senio- eonstruidas no dito seu esiabelecimenlo.
arrohas.'i. ...... i i, l l. ,n,,i,. .. i', ra viuva qoe nlo lenha (libas, e prestando-lite al-1 *" acharan ns compradores om complelo
Ollicmas de J. classe. dilde, c loj;m|lie l( nha de ellei I t.u Hita gu(1| ,.VI, ., .i,,,,,,.,,,,, e ne'm ^lt.,l^ dir.|B0 ment de moenda. de .auna, rom lodos as mel
I erro inglez de vaiantla, quintaes lii. procissaoavisiira lelo DIA KIO, per Con- de vestir : quem quizer aiiniinrie sua morada. menlus alguus delles mu os e origuiaes de
Hilas de .i.' dila. [____:.......,.........-..__.-...........(......i ,i..... ...... ......i experiencia de muitos aunes lean mostrado a i
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenlo dodia 1 a 1:1 10:340*262
Mesa do dia li....... :l.ii.-t:l;l
procisso avisara lie
Ditas de .>.* dita, i i
.ona da Rusta, peca I ; hrim da dila, dilas 2 ; "''1.......;,< aamm "fl" ,Cl'm 'k],l:"'' ~ '""I1",'" ilves ,1'1 ,;""lln "" a l'or,IIMl ,ri
io de linho de :l pulegadas, dita I. lirmras licam reservadas para (piando se ,lc *U;I.SI,_U''C_'' mle!" f I0.18*.*60 ",. ''"
Para o hospital regimental.
Pares de meias de laa, duzias 23 l|2.
iiiin-iiio. de I.' o 2," rlasses.
Iratar
i-H?"
aiiiiiiiito.il .
I ai.as de assoalho li duzias.cuslados de oilicicl s.
(.loarla classe.
Folhas tic cobre de (i a 7 libras cada urna 10.
Oiieiu os' quizer vender apiescnte as* suas pro-
po-las, em carta fechada na serrelaria do cuu-
selliu as 10 luirs du dia 17 do correnle mez.
Secretaria do contelho administrativo para foroe- n. i'2, alim de
rimenlo to arsenal tle guerra II tle marco tle t|i_,)S
1856.lenlo Jos l.amenha Lint, coronel presiden-
te.llenmrdu l'ereira do Cuimn Jnior, vngal e
12:3M||t9J secretario.
A viuva e lierdeiros de Nicolao Ga-
daull rogam aos seiiliorcs credores do
mesmo casal, O obsequio de comparece-
rem no din 17 do correte ^ecunda-fei-
ra) as I I lio.ias, na tirae i da Boa-Vista
presentar suas cuntas no escriplorio tle Francisco
i Alves da l'.iiiiha A, Companhia ale o dia 10 do cor-
rcnle para seren salisfeilas.
.sitiado. Machinas de vapor de haiva e alia pt
e,ra I laivas de lodo lamanho. lano balidat como l
tratar-se sobre seus cre-
Precisa-se de um caiteirn para baldo ,le pada-
la : n i i u i das Cruzes n. 30.
I Di
ltoga-se aos Srs. p.,ssageiros do Mari/ue: de
iHiii'lo. que *e encontraran! lias suas bagageus una
carleira pequea chapeada tle latn, fac.arr annnn-
nar nesla lypograplna: quem arha-la.queiendo en
das. carros de m.loe ditos para conduzir forn: a
assocar, machinas para moer mandioca, prens. ,-
ra ililo. Ionios de ferro balido para lamilla, ara. le
ferro da mais .ip|'io\ada ronsltuccao. fundos
alambiques, emos e portas para fomalbas. aj-* i
inliuidade de obras de Ierro, que seria enfado: a
enumerar. No mesiiio deposito enasta urna aasnai
Iregar, sera recomponsado. Declaro por meio do intellifenle e habililada |ra receber todas as < -i-
presenle, que dentro da dita carleira exiatem muila- coiiimendas, ele. ele, que os aniiuncianles cni n-
roioinercio por esla praca, e em uina del- to com a capaci.latletle suas ollicinas e machin" ....
conlaa .1
las urna lellra para o Sr. Joaquim Fiuza Lima, em
Pedras de logo, com a qual ninguen. poder.i fazer
qualquer Iransscclo : rua da Cruz n. 13, segundo
andar.Domingos Anlooio Alves Ribeiro.
e pericia de seus olliciaes, se comprometiera a l-.*or
etecular. com a manir presteza, perfeicao, e cuela
conformidade com os uodclo->ou dcteuhos.e lustrar-
toes que lhes forera lornecidas.
dos urgaos, procedida do aboso das injecetet ou de
sondas. Como anli-sv pBililico, o arrobe cara era
pouco lempo os flatos rcenle, oo rebeldes, qoe vol-
veu incestantes em conseqaencia do empresa da
copaiba, da cubeba, oo das injeccet qoe repre-
senlem o virus sem neulralisa-lu. O arrobe l.a-
Ifecleur he especialmente recomniendado contra as
tloencas inveteradas ou rebeldes ao mercarlo e ao
iodurelu de potassio. Lisboa. Yecde-se na bli-
ca de Barral e de Antonio Feliciano Alves de A/o- ,
vctlst, praca de D. Pedro n. SH, onde acaba de che-
gar urna srande porcAo tle garrafas srantlcs c pe-
queas viudas direclaiueule de Par*, de casa du
dilo Bo\ vean-Laffectrur 12. rua Bicheo a Pars.
Os formularios dao-N gratis em casa do agrule Sil-
va, ua praca de D. Pedro u. 82. Porlo, Joaquim
Araujo ; Kahia. Lima A li mo.s ; Pcrnambut i.
Soum; Bio de Janeiro. Itocha A-I ilhos : e Morei-
ra. loja de drogas; Villa Nova. JoAo Pereira de
Majales leile: Bio liraude, Francisco de Paula
Coala ,\ C
C. S1ARU&C.
r.-|"Mio>.inieiile tniiunciam que no seu exleusn es-
MELHOR EXEiVIPLAK ENCONTRADO
ILEGIVEL


/
DIARIO OE PtRIIIUCO SIBBIDO 15 U MAUQO 3t -856
/
Terccira cd^ao.
TR1TA1EIT0 HOIEOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHQLERA-MORBUS.
PELOS DRS.
I "3 ^^k.. *- *- .-^k. ,
oii instrurrao aopovuparasc podcrcurardcsla eofermidade, administrndoos remedio mais 'eflieazes
paraatalh-la.emquanlo strecorreaomedico.ou mesrao para cura-I aitidependeolcdeste mos lasares
"^''tRADUZIDO EM PORTGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes doos opsculos conten as i ndicaces mais claras e precisas, c pela sua simples e concisa e\posi-
$So est.iao alcance de todas uintelligencias, Soso pelo que dii respeito aos meios curativos,como prin-
cipalmente aos preservativos que leindado os mais satisfactorios resultados em toda aparte em que
elles lem sido posto (m pralic.
Sendo o tratamenlohomeopathico o uniroque lem dado grandes resultados nocuralivo desta horu-
velenfermid.de. ulgamosa proposito traduiirrestes dous importantes opsculos em liugua vernaci-
la, para desl'atte facilitar a sua leil'ira a quem ignore o francej.
Vcnde-se nicamente no Consultorio do traductor, ra Nov n.53, por ifOOO. Vendem-se lambem
os medicamentos precisos e boticas de 13 tubos coin un frasco de lindura IV;, umadita de 30 tubos coinr
vro e 2 frascos de tintara rs. 2551100.
F.milia mi/,ni i da Silva f.i/ Menle a Joaquina Os abaivo asignados, enrarregadns pela rom-
Maiia de Sanl'Aiina, que desde 2:1 de fevereiro rio I tiiissSo interina de hygieuoe publica de riesinfecta-
i^trrnnln in'.O OS SCtlS 1 .O l. ll. 11 0 hu ruril'lll muitl ill_ li'in :. l .l-.l- P 111 man lelil filil I l'"iU ll.ll l.l. ll O
.. .;_-. ..."
PEORAS PRECIOSAS.
j Aderecas de brilbanles,
9 diamantes e perolas. pul-
ffi ceiras, allineles, brincos
S e rozelas, bolies e anneis
de dill'erenles gostos e de
diversas pedras de valor.
MOREIRA & DARTE.
hoja db oi'RivGs
Ra do Cabuga' n. 7.
Receben, por to-
dos os vi poros da Eu-
ropa as obras do na is
(lilil E PRATA-
Aderecos completos de
ouro, meios ditos, pulcei-
ras, allineles. brincos e
rozelas, conloes, Ifancc-
lins, inedalbas, correntcs
e enfeites para relocio, o
oulros muitos objeclos de
oaro.
Apparclhos completos,
de prata, para cha, ban-
dejas, salvas, caslic.es,
collteres de sopa e de cha,
e muitos outros objeclos
de prata.
fi :
* Compran], vendem ou
J Irocam prata, ouro, bri-
jj Ihantes.diamanlesepero- ...
| las, <, oalras quaesquer moderilO gOStO, tail-
[| joiasde valor, a dinheiro j O
de Lisboa, as que aevendem por
preco commodo como coslumam.
ESTRADA DE FERRO DE PERNAMBCO.
Banqdeiros da Companiiia em Londres.Srs. lleywood, kennards, & CV
Baxqceibos em Pernambuco.O Banco de Pernambuco.
Asentes ko Ro de. JaneiroSrs. Mau, MacGregor, & C.
Agentes km Pernambuco.Srs. Rothe Ae Bidoiilar.
Agentbs na Baha.Srs. S. S. Davonport & C.
12,000 aojos esli reservadas pera o Brasil de valor de i 20 oti rs. I T7?777 cada arcan.
Os que defcjarem comprar accfies d'esta Companhia poderan dirigir-so na forma abaixo indicada
Coromisso em Pernambuco em casa das Srs. Rollio 4 Bidoulac. O deposito de urna libra es-
terlina ao cambio de 27 por 19000 ou rs. 8?888 por arrao deve ser aflerluado em Casado um
dos Agenies'da Companiiia no Rio de Janeiro, na Babia, c em Pernemboeo, que dar o competente
recibo.
A subscripcao fica aberla at o dia 20 de margo em Pernambuco.
Os senhores que ja lizero pedidos para a acquisico de acedes desta companiiia anlos de sua pu-
hlicacao em Londres, devem lambem dirigir-se Commisso o remoller aos Agentes a importancia
do deposito de 1, por conta de laes arcos dentro do prazo fixado para a apresentaco de podidos.
A urna Commisso nomeada pelo Presidente da Provincia de Pernambuco, de accordo rom o
Concessionario o Sr. Alfredo de Mornav, ser confiado o trabalbo da distribuirlo das Acces.
Se nao foretn concedidas todas as Arenes pedidas, o dinheiro depositado ser levado em conta para
a primeira preslago de ditas libras esterlinas Hs. 17?77G por cada Arcan.
Senenhuma for concedida o dinheiro ser restituido por inteiro at o lim de Abril, ao mais lardar.
A Companhia ten) re-ervado fundos que os Directores c.ilculao ser suflicientes para o pagamento dos
juros aos accionistas desde odia em que se cllcctuarem as prestaces. c esses juros sero os mesmos
que sao garantidos pelos governos linperiol e Provincial dopois de abortas as seceoes de Estrada
de maneira i|iie a importancia das entradas vencero o juro de 7 por rento logo que estas forem
realisadas.
Os dividendos serio pagos aos Accionistas no Brazil em casa dos Agentes da Companhia nascidedes
do Rio de Janeiro, Baha, c Pcrnamhiico.
Cada prestacao nunca exceder do duas libras esterlinas Rs. 178771!, por aeco, ehaveni um in-
tervallo pelo menos de trez mezes filtre as presiacoes.
Os que pertenderem acces devero dirigir-se Commis em Pernambuco Srs. Bolhe & Bidoulac, logo depois de enlregarem a importanria do deposito, um
pedido segundo o formulario abaixo transcripto que os Agentes da companhia fonicceroconjiinc-
lamente conVo competente recibo pelas quantias depositadas.
Formularia para o pedido de Acco'es.
_.#> SmltiH-n ii/t <"oim3ii *caK",aP* tumyuiihi* Tu
Entrada de herr entre o Recife e o Rio de Sao Francisco.
Uniendo cu entregado aos Agentes da Companhia reis
ao Crdito da inesma Companhia, peeo-lhcs que me concedan as Acces correspondentes aquella
prestacao, e pela presnteme obrigo acceilar aquelle numero do Acces ou asijue me liouverem
de ser concedidas ; e bem assim apagar as subsequentes prestaces quandn me forem exigidas na
forma das Lcis que re;ulo a Companhia, assignando-me por mim ou por meo bastante procura-
dor no Livro conipetcnio Ja tnscripQo.
tSSIGXITIRl.
^ome por extenso _______,______________
Resideiii'ia por ex tenso ____________________________________________________________________
Profisso ou Occupacao
Lugar, de Negocio sao lem_____________________________________________________________________
*.-S3 *:*?
t J. JANE, DENTISTA. I
0 continua a residir Da na Nova n. 19, primei- 0
A ro andar. 0
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIUO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS.
c posto em ordein alphabelica, com a descripcio
abreviada de todas as molestias, a inilicacao phjsio-
logica e Iberapeutica de lodos os medicamentos bo-
meopathicos, seu lempo de aceito e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicacao de todos
os termos de medicina e cirurgia, c posto ao alcance
das peisoas do povo, pelo
DR. A. I DE MELLO MAR.
Os Srs. assignaulet podero mandar buscaros &eu
xemplares, assim como quem quizer comprar.
PBLICACAO' LITTERAR1A.
Repertorio j u ridico.
Esla publicicao ser sera duvida de ulilidade aos
principiaoles que se qaizerem dedicar ao exerririo
do foro, pois noli.i encontrarlo por ordem alphabe-
lica as priucipaes e mais frequenles oceurrencias ci-
vis, orphanologica, commerciaes eecclcsiasticasdo
nosso foro, com as remissdes das ordenaces, leis,
avisos e reglamentos por que se rege ollrasil, e
bem assim resolucfies dos I'raiistas amigos e moder-
nos em que se firmam. Contcm semelhauteinenle
as decisOes das quesles sobre sizas, sellos, velbose
novos direilos e decimas, sem o trabalho de recorrer
collecco de nossas leis e avisos avulsos. Consta-
rdedous volumes em oitavo, grande francez, eo
primeirosabio laza est venda por 89 na loja de
ivrosn. 6 e 8da praca da Independencia,
zia da Boa-Vista, na ra Velha n. 42.
No pateo do Livramento sobrado da
esquina n. 1, da-se l>olos de venda^em a
80 rs. a pataca e artnatn-se bandejas de
l>ollos de todas as qualidades, por menos
do jite em outra qualquer parte.
Precisa-se de ama ama para tratar de dous
'lenles, paga-sa bem : Da roa das Cruzes n. 29.
Trocam-se notas do Banco do Brasi
por seilulas: na ra do Trapiche 11. iO,
segundo andar.
Precisa-se altifjar dour, prelos capti-
vos, dando-se o sustento, para trabalnar
nesta tvpographia : na livraria ns. lie 8
da praca da Indepeendencia.
Candida Mara da Paixao Roclia.pro-
essora particular de instruccao primaria,
residente na
crrenle auno os seus penhores nAn rnrrem mais ju-
ros, pois que foi do contrato que Deesa dia serien
vendidos para "eu pagamento, e romo de-do euto
9 annunciaiile nSopodeses encontrar a Joaquina Ma-
ria ileSaDt'Aima, por i-so previne-a paia Ihe mau-
llar tr.i/e-los e receber o seu diobeirc, ou ie>-tiluir o
excedente do valor dos penbores se forem vendidos.
Associacao Gonimercial
Befcente.
A commisso nomeada pela Aociaco Commer-
cial lleneliceiite desta praea, cun o fun de soocorrcr
as pseos* ueccssiladas e desvalidas da fregnriia da
Boa-Vista, por occasiao da epidemia reinante, pre-
vine a quem esliver em tacs circunstancias, de pro-
curar a Joflo Malheus. ra da matriz n. IS; Manoel
Teiveira Bastos, ra da Alegra n. 7 ; Vicente Al-
ves de Soma Carvalho, Kstancia : desde as 7 horas
da manha s !>. e a tarde das i horas cm diante :
em raso urgente, porm, sero soccorridos prompta-
menlc a qualquer hora. A commisso desojando
acertar na forma de distribuir essoccorros. rog en-
carecidamente a todas a pessoas mais ronhei idas
ilesla freguezia quetiverem perfeita sciencia do es-
lado de prccisSo de qualquer familia, se diciiem de
a informar aim de ser com promptidilo allendida.
Recife 23 de fevereiro de 1851!.Joo Matheus, Ma-
noel Teixeira Bastos, Vicente Alve de sou/a Car-
valho.
A viuva e berdeiros de N. liadaull, leudo de
proceder ao inventario dosbensdeixados pelo mesmo,
convidara aos (redores do casal, para que hajam, no
prazo de 8 dia, de apresenlurem suas rontas, alim
de serem verificadas e coinprehendidas no inventa-
rio, no consulado francez, que para isto esU aulori-
sailo. Recife 29 de fevereiro de ISti.
l'rerisa-se de um trahalbador de masseira
quem se satisfar nm ordenado correspondente ao
seu trabalho ; aquelle qne se adiar neslas circuns-
tancias, pode dijrigir-se a ra lana do Rosario, perto
do quarlel, padpria n. 18, que ochar com quem
tratar.
Desapparecleu ou fortaramdo porto dama Nova
flma canoa alierla de lote de 1100 lijlos, com os sig-
naes seguintes, ferro na proa, as cavernas quasi to-
das novas, e tcni sobre as mesmas um issoalbo de ta-
imas de louro : buem da mansa der noticia ser re-
compensatlo na raa do Mondego n. 1115.
< Hr. I'osiidonio de Mello Accioli, medien cn-
carresado de prestar soccorros de sua prolisso as
pessoas do quinto districto de Santo Antonio, deca
ra qoe tainhem fe acha promplo a presta-Ios na fre-
guezia de S. Jo, e pode ser procurado a qualquer
hora no convenio de S. Francisco.
Quem quizer concorrer com dona-
tivos ou sci'viros pessoaes para o HOS-
PITAL DE^OSSASENIIORA 00 LIVRA-
MENTO, pone dirigirle ao Rvm. preei-
to da Peona] ou ao Dr Lopes Netto, que
estao encarregados de recel>c-los.
I'recisa-se de urna ama para comprar e cozi-
nhar o diario Je urna casa de pouca famila. afiance-
se bem tralamento. o pasa-se 128 por mez ; quem
quizer dirija-se ao paleo do Carmo n. 7, primeiro
andar.
Antonio Joaquina Rodrigues,brasileiro adoptivo,
retira-so par Portugal.
Precisa'se de um caixeiro que lenba pralira de
taberna, ou me da Santa Cruz. n. I.
lenlo Jos Mendes da Silva relira-se para Eu-
ropa.
Ordpm trro! ra do S
Francisco.
I'recisa-se de urna mulher para ajudar no serviro
interno do hospital de inesma ordem : a pessoa que
se jalear habilitada piule dirigirse a dito hospital,
que achara com quem tratar. No impedimento do
crelario, Thomaz Jos da Costa c S.
O padre Manoel Jos Pereira Pinto de Lentos,
subdito porlugiiez, rclira-e para Portugal, levando
emsua companhia oscrioulos Pedro Antonio l'erei-
ra e Jos Komao, esle de idade de III annos, ambos
libertos.
Jos Manoel de Carvalho, subdito portugoez,
relira-se para Portugal.
Joaquim Antonio Rodrigues, brasilciro adopti-
vo, retira-se para Portugal.
I illa rf^ llarreiroz ti dr nafro tic 18.V.
O abaixo assignado faz sciente ao vicario Manoel
Ferreira Borgesea lodosos memhros de sua Taniilia,
que, com u auvilio de Dos goza de saude rom o sen
lilho JelTerson e mais pessoas da cesa. Adverlclam-
bem, que, em quanlo correr impresso esle aviso, em-
bora esla dala, devem lodos ficar lrauqiiilisr.dos,
siclo de nossa* faculdades phvsicas. muda-se de vi-
so. O lempo nao esta de gracas, exige mesmo qoe se
lomem estas cautelas : a hygienne publica cm seas
conselhos recommenda que se evitem excesos de
cuidados, qua sao nocivos, mxime em lempo epid-
mico.fumino Lucas de Azevedo Soarcstiordo.
rem as casas em que fallecern! pessoas alacadas do
cholera, declarara que se achara munidos dos rcagen-
les e aleis precisos para esle servico, e por isso
rogam aos reverendos Srs. vigarios, os Srs. mdicos
do districto, e os inspectores de quarteirao que os
avisem, indicando a ra e o numero da casa em que
se fizer preciso proceder desinfeccao.
Boa-Visla, ruada Conceico ti. II, Joaquim Elias
de Moura oudim.
Sanio Antonio, roa larga do Rosario n. t6, Elias
l'ereira (oncalves da Cruz.
S. Jos, palco do Terco n. 70, Domingos da Silva
ferreira Jiioior.
Recife, ra da Craz, boliea de l.niz Pedro das
Neves, l.uiz Pedro das Nevo Jnior.
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S". :&ai q,o." o.o.c.' .* =-s
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'Oto aiOo^ *7a'*c^-' ? &"p >n
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(&ompva.
Compra-seam relogio de ouro liorisonl.il, fren-
te de vidro ou coberlo. que sejn moderno, e qae o
seu preco nao cnerda de 50- a ~<0$ : na ra de San-
to Amaro, taberna da quina n.K.
Compra m-sc notas do Raneo do Bra-
sil : na rita do Trapiche-Novo n. 40, se-
cundo andar.
O corredor Robet Is compra acroes
da Companhia de Seguros Indemnisado-
ra : na ra do Trapiche n. 58, segundo
andar.
Quem quizer vender urna cria de um
auno, annuncie para.ser procurado.
$cni> PARA 0 CORRENTE ANNO.
Folhtnhas de algibeira contendo o al-
m.in.ik administrativo, mercantil e in-
dtisirialdesta provincia, tabella dosdirei-
tos parochiaes, resumo dos iir.postos ge-
raes, provinciaes e municipaes, extracto
dealgumas posturas, providencias sobre
incendios, entrado, mascaras, cemiterio,
tabella de ieriados, resumo dos rendi-
mentos e e^portario da provincia, por
.)(l(l rs rnH.i i mn ; ditas de porta a 1 (ifl ;
ditas ecclesiasticasoil de padte.com are-
sadeS. Tito a t0( reis: na livraria n. 6
e 8, da piara da Independencia.
Vende-se azeile de curapalo .i >.)!iO a rana-
da, em pnroan e a retalho : na ra das l rin< llenas,
casa n. ).
residente na ra do Vigario do bairro do ;ljrUn : este remedio se vende nica
Recite, faz sciente aos pais de suas alutn- te'na botica le Joaquim de Almeid
CASA DOS EXt'OSl'OS.
Precisa-sc de amas para amaineiitar criancas na
casa dos exposlos : a pessoa que a isso se queira de-
dicar, tendo as habililaces necessarias, dirija-se a
mesma, no palco do Peralto, que ah achara com
quem Iralar.
Na fabrica lranceza de calcado, no aterro
da Boa-Vista n. 52,
admitte-sc aprendizes de 10 a tli annos de idade,
com preferencia orplios: as pessoas que tiverem
meninos ueste caso, sirvam-se dirigir fabrica .ici-
tna referida para tomar conheciraento das condices
e lavrar o competente contracto.
ASSOCIACAO' COMMEKCIAI. HENE1 CENTE.
ii- abaixo sssignados, membros da commissilo de
betielicencia da mesma associacao commercial para
soccorrer os pobres da freguezia de S. Jos, tendo-se
dirigido a esla freguezia no desempenho de sua com-
misso, mas como nfto fosse possivel soccorrer a lo-
dos pelo pouco conhecimento que lem do lugar, ro-
gam as pessoas que nao foram soccorridas de se di-
rigirem aos abaixo assignados; outro sim pedem a
(odas as pessoas que tiverem conhecimento de quem
quer que for que precise dos soccorro* da mesma, de
dar as precisas iaformacoes a mesma commisso,
podendo tainhem dirigirem-se na mesma freguezia,
defroutea fabrica desahito, ao Sr. Antonio Joaquim
de Vasconcellos.Jos da Cosa Amorim, ra da
Madre de lieos n. 35.Candido Carneiro liuedes
Alcoforado, roa do Amorim n. 50.Jos Jarome
Tasco Jnior, ra do Amorim ll. :!.">.Vicente l'er-
reira da Costa, ra da Madre de Dos u. 2t.
AssociaCclo Commercial
Benefic.ite.
A commisso encarregada pela Associacao Com-
mercial Beneficente para distribuir soccorros s clar-
ees necessiladas do bairro do Becife, / saber a
quem se adiar nessas circainslaocias, qSl'pde pro-
curar a qualquer de seus membros em suas residen-
cias abaixo designadas a qualquer hora. A commis-
silo estando disposla a nao se poupar a quaesquer es-
forros para bem desempenhar a ini--.ni que Ibc foi
confiada, roga as pessoas que tiverem conheciinenio
de que qualqoer pessoa em suas visiiihancas se acha
no caso de precisar de soccorjo, mas que por qual-
qoer circamslancia nao o possa solicitar, queiram ler
a bondade de assicn Ib'o indicar, adra de prompla-
meDte serem roioistrados os oecessarios auxilio.
Antonio Alves Barbosa, ra de Apollo n. 30.
JosTeixeir Bastos, roa do Trapiche o. 17.
Joiio da Silva Besadas, ra do Vigario n. 4.
MITA ATTFNCKO.
A losna romana de Soline, he o amar-
go mais poderoso para reanimar o esto-
mago e azer desapparecer as nauseas,
diarrheas, flores brancas etc., as pessoas
que solhciain da epidemia reinante e
<|ue licarampadecendodo estomago, en*
conlrarao um proveitoso remedio, lo-
mando tima colher (das de cha") dissol-
vida em urna peijiiena quantidade d
amen-
a Pin-
C^rapitanga.
dsde
O abaixo sesigoedo, enligo pharmacealiro, at-
teiuieiiilo a que esto boje a tesla da salafiridade pu-
blica mvdicBS distinclos por seu car.iclerle illuslra-
gflo, como os Srs. Krs. S Pereira, Firmo e Pogge, e
conbecendo que a epidemia reinante vai desenvol-
vendo um caracler assusiador de sorle que muitas
pessoas fogem daquellas casas onde infelizmente
tem falleridn alguin cboleriro, faz scienle a essas
pessoas que queiram desenfectar as suas casas con-
venientemente, para que se dirijam ao abaixo asig-
nado, morador na ra Direita n. SS, segundo andar,
onde o enconlrarao com os reageules e apparelhos
necps*arios para as fumigares cbloriras. l-'ujniga-
ces gavtonianas ou de tivlon de Morveati, ou hv-
gienicas, e bem assim as fumigaroes nilricas ou de
Smilh : com as primeiras de rada nerrao que fizer. I.
desenredara um esparo de :||0 ps cubicle com ST52t? "rasdeonro ds mell.ores gos.
' los, 'lauto para senboras como para homeiis e meni-
; os preros conlinuam mesmo baratos, e passa-se
\ ende-se muilo bmii peixe secco raraptaiiga:> :
na ra doQneimado, loja n 11.
Vende-se doce de caj' secco da melbor qn ili-
de : na ra dos Pire?, casa n. i'.
Novas joias.
Os abaixo assignsdos, com loja de ourixes na ra
do Cabuga n. 11, confronte ao paleo da malrizc ra
Nova, fazem publico, que estilo recebendo continua-
Em da Cruz n. 4, vende-se :
Vinho de Madeira em 1| e l|8 barra.
Vinagre braiicn.
Tinta cm oleo.
Lonas.
Rrins da Russia.
Papel de embrulho.
Saceos de estopa.
Cemento.
Por commodos piceos.
TINTAS DE OLEO.
Vende-se tintas de oleo sottidas damc-
Ihor qualidade que tem vindo a esla pra-
ca e por precn cominodo : na casa de
Adamson ffovrie dtC, ra do trapiche n.
t.
Aos senhores d eii^eiiliOa
Avisa-se aos senlinres de eiigenho, que
para facilitar o uso do arcano do I Ir.
Stolle para purilicaciio de assucar : ven-
de-seao mesmo preco de 5,s(MMI, cada lu-
tado 10 libras.
C;i.'i.lel;x!iros v lustros.
Acha-se a venda em casa de E. 11. Wyall, na roa
do Trapiche Novo n. IS, um ciimplelnsortimcnto de
camlelabros eluslros bion/.eados dcHaSluzes.
inglczes ele pa-
tente,
os melhorc- fabricados em Inglaterra : em casa de
lleury ibson, ra da Cadcia do Uecife n. ~rl.
Moinhos de vento
ombombasdcrepuxopara regarhortase baia,
decapim.nafundicaode D.W. Bowman:naraa
do Brum ns.6,8e t.
Vendem-se amendoas com casca mole : no ar-
mazem de Taaso Irmaos.
Rdogios de ouro
inglezes
de palcnle. de sabnnele e de vidro : vendem-se em
casa de Augusto C. de Ahreu, na ra da Cadete do
Becife n. IS, primeiro andar.
Oh que pechincha
VenJe-sc casemira prela muilo lina, pelo baratis-
simo preco de 55 o corte de calca : na ra do Cres-
po n. 5.
Chapeos de sol de seda a 39000.
Na rui do Crespo, loja n. .'>, vendem-se chapeos de
sol de seda de muilo boa qualidade, pelo baixo pre-
co de .">3 cada um.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimenlo continua a ha-
ver um completo sortimentode moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os lamaubos, para
dito.
Farelo novo de
LISBOA A 4.500 RS.
No armazem de I asso irmaos, no beeco do don-
calves. ^
Qux'm quizer comprar um carro
americano de quatro rodas, com assentos
para duas pessoas, leudo arreios e cavallo
militoardigo: dirija-se a na do Trapi-
chen. W, segundo andar.
I'arinlia de mandioca.
No armazetn do Sr. A> Annes Jacome Pires ven-
de-se superior familia de mandioca em saceos gran-
des ; para porees irala-se com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14.
(.' ae.
No arma/emilarua da Madre de Daos n. ->-2, ven-
dem-se garrafes com cognac verdadeiro, por prec,o
razoavel.
Vendem-se 10 retes para aeoogoc ; para ver-
se no sitio do fallecido lanas, no principio da estra-
da do ttemedio, ea Iralar na ra largado Rosario no
lerceiro andar da casa da esquina defronle da igreja
a vollar para a ra do Queimado.
Vende-se un arreio novo para ca-
briolet, inuito borne barato: na ra da
Cruz. n. '2H
Cousas finas ede
bous gostos
NA LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se ricos leques com plomas, bolola.e
espelbo a 2?. linas de pellica de Jouvin o melbor
que pnde haver a 1g800 o par, ditas de seda ama-
relia e brancas para hornern e senhora a 18-280, di-
las de torcal prelas e com bordados de cores a 800
rs. e 1J200, ditas de lio de Escocia braocas e de to-
das as cores para homem c senhora a ."i00 rs., ditas
para meninos e meninas muilo boa fazenda a :i0,
lenrinhos de retroz de todas as cores a 15, toacas de
laa para senhora a (10, peotei de tartaruga para
alar cabello, fazenda muito superior a .">J, ditos de
alisar (amhcm de tartaruga a :i;, ditos de verdadei-
ro bfalo para atar cabello imitando muito ios de
tartaruga a 1?80, ditos de alisar de bfalo, faien-
da muilo superior a 1120 e .VXl rs., lindas meias de
seda pintadas para criancas de I a II annos a IsHOO
olpar, dilas de fio de Escocia lambem de bouias
NICO DEPOSITO.
Vende-se agua dentifrice do Dr. fier-
re, nica para I impar os denles e dar p-
timo paladar : em casa dos Sra. J. Soutn
&C.
Cartas france-
zas.
Vendem-se superiores certas franceus para wH-
larete .OO rs. o baralho : na rn do QMrmadn,
, oja de miudezas da Boa Faena n. 33.
Vende-se aro era eunheUs da jaiatol. par
preco muito commodo : no arsaeoera 4% Me. cil-
mnnuV Companhia, praca do Cara*Sanio II.
Saldo Ass
Vende se a bordo do palhabole Adelaide. a
tratar com Antonio de Almeida lime, na raa do
Trapiche n. 1t>, segando andar.
YSTEMA MEDICO DE HOLLW AV
i re-
lias, que acha-se a berta sua aula, naqiial!,0> :unto .oquartel que foi da polica,
continua a ensinar as materias do costu-
me, e admitte pensionistas, meio pen-
sionistas e externas, por precos ra/.oa-
veis.
lotera da provincia.
O lllm. Sr. thesoureiro manda fa/.er
cotilas com responsabilidade, especificando a quali-
dade do ouro de ti ou 18 quilates, licando assim
ar a morl.lid.de em su" SUe'S S me"n0' ^ 'u,"j."'r T^ .
Serapltm & Irmiio.
segundas 10 ; quanlo ao mais lem seguido a dpinifio
dos melbores autores menos qaanlo aos movis, por-
quenesses usa de um reagenle diflerenle que os niio
prejodic. e antes os loma mais lustrlos. Muii
pessoas, tendo visto continuar a morl.lid.de em su....
casas, nao obstante as fumigac,es feilas com alca-
lrlo, breo, salitre, eniofre ele, sem resultado al-
guna, se tem dirigido ae .bailo assrgnado, e depois
de cumprireih a risca o qae elle Ibes ha prescrpto
leem visto com prazer cessarem os casos falaes, e os
doentes melliorarcm incontinente.
Jos da Kocha Paranbos.
A et fermaria do consisfoi o da ir-
tnandadedo Divino Espirito Santo em
Sao-Francisco, ja" annunciada, aclia-se
prvida do mais necessaiio para reeber
aos seus irmaos desvalidos que venhair. a
ser acconimettidos do cholera : roga-se,
pois, aos irmfiosda mesma rm.indad'e.oii
a quera tenha conhecimento de alguna
desles, participem ao irm.tn juiz, es'cri-
vao, ou thesoureiro, alim de que sejam
recolliidos pela mesa c tratados da me-
Ihorliirmaque for possivel.
Commisso de beneficencia da freguezia
de Santo Antonio.
A commisso abaixo assignada da fre-
guezia de S. Antonio encarregada pul-
parte da associacao commercial benefi-
cente de soccorrer a pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas que precisa rem de SOCCOr-
ros,qucirdoenlcndcr-se a qualquer hora
na ra Novan. ", casa de'Antonio Au-
gusto da Eonseca, na ma do Trapiche n.
U),_de Thomaz deFaria, ena mesma ma
n, 36,de Salustiano de Aquino Ferreira.
Pernambuco 25 de fevereiro de 1856.
Salustiano de Aquino Ferreira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Tlioma/. de
Parla.
Quer-sc alugir um eteravo
andar" '"'" "a '"' d T^lPic,", IB- segundo
para >ervro i!e
AVISO AO PUBLICO.
Ko anligo deposito da roa estrella do Rosa
Ian!.1.nK0 ? bc?,'10 Rosario, he ebegada urna por^
cao de luchas de II amburgo.
Precisa-se de
ama ama ; na ra Bella n. 20.
i-isa-sc de um amassador para padaria, pa-
na roa eslreita do Rosa-
Velas estearinas, pedratdemar- w
more para mesas, papel de peso w
ingle/., papel de embrulho, oleo (j)
de lindara em botijas, chicotes (^
para carro, pianos de armario, (S}
lona e brim de ralla, cemento ro- (A
mano, armamento' de todas as a>
qualidades, cabos de linho e de 9
manilha, |ii\e da Suecia, cliam- w
pague e vinhos linos do Renho : "S?
vendem-se no armazem de C. J. (0?
Astlev iV Ci ra daCadeia n. 21. (j
Precisa-se alujar um criado para servir a um
homem solleiro : a tratar na tua dn Oueimadn, loja
n. M.
A fabrica desaban dama Imperial precisa de
Irabaihadores serventes, livres ou cscravos, e paga-
se 800 rs. diarios a secca, e 16} mens.es. dormindo
c comen.lo Da fabrica : a tratar com o gerente ds
mesma.
publico, que se acham a venda na ihesou- I Na casa da residencia do Dr. I.oureiro, na ra
ranadas louterias. das !> horas as ~> da i'U ''"'ade, defronte do Hospicio, precisa-se de urna
I ama de leile, forra, que nao traga comsigo o filbo,
IMS
larde, os bilhetes da segunda parte da
primeia lotera da matriz, de San-Jose
desta citlade, cujas rodas andain no dia
29 do correle me/.. Thesouraria das lo
ferias 5 de marco de 1850. Oescri-
vao, Antonio Jos Duarte.
Precisa-sc de urna ama para o servir interno
e externo de urna casa de pouca familia; prometie-
se bom Iratameoto, e paga-se bem ; pief crava : oo pateo de S. Pedro u. 3.
que liver, de pcilo
O Dr. Possidonio de Mello Aeeiole
enearregado de prestar os soccorros de
sua profisso as Ipessoas do quinto distric-
to da freguezia de S. Antonio pode ser
procurado no convento de S. Francisco,
a qualquer hora do dia c noite.
Antonio Jos do Arantes vai a Portugal tratar
de suasaade
g.ndo-*e bom ordenado
rio, deposito n. 2 A.
c.rcu..wlac,as, dirija-se a ra da Madre ,le |l"o\ n
I, quarlel do resPeclivocom,adau,e interina
Itoberlo Huiln, subdilo brilanico. rclira-se
para lora do imperio. 'rd sc
I'recisa-se de tima ama forra ou captiva inri o
servico interno de urna casa de pouca r.mM "._
Trccisa-se de um forneiro. a quem so dar tu-
mei.sae, se o ^eu servico agradar; quem e-liver
neslas clreamslaneas, dirija-se a ra larga .lo Rosa-
rio, padanan. IH, que .chara com quem Iralar.
lenlo Jase da Silva retira-so par. Portugal.
(.luei.i liver um andar ou casa terrea rom solio
no bairro de Boa-Visla, nao sendo no
alugar. annuncie para ser procurado ;
pre sdianlado.
O llr. Marcos Antonio de Manado, jui/. de di-
reiloda comarca do Ico, n ,, doear, \aia
Euopar tratar de soa saude.
Ierro, para
pagi.-e sem-
Em casa deN. O. Bieber & C, ra
da Cruz. n. \, vcnde-se :
Lonas da Kussia.
Brinz&o.
Tintas em oleo.
Ultramar.
Cognac em caixas de urna du/.ia.
Saceos jttt cfTpa.
Espadas para msicos e cornetas.
Por commodos precos.
Em casa dcllcnrv Brunn iiC.,rua da
Cruz. n. 10, vendem-se:
Lonase brins da Kussia.
Instrumentos poi a msica.
Espel los com moldura.
Globos para iardins.
adeiras e sola"s para jardim
Oleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
I'ioiiinia lacea.
ABADOS DE FEBBO.
Na undicao' de C. Slai i. iv. C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara.
dos d" ferro de '"'ti''" qualidade.
Gonliouaise a vender na primeira taberna da
ra das Cruzes em Santo Antonio, cale 00 rs.,
arroz do MaranhAo a ri-'i a libra, dito da loo a 115
a libra, vinagre PRR a Mi", dito mais balso a Iju,
dito da Ierra 90 rs., superior farinli i de mandioca
a 2r0 a cuia, sacca de 3 e meia quera B9IOO.
Af) BARATO!
Na ra dn Crespo, loja a. I, vendem-se por Indo
o prego fetendes de primeira qualidade, para acabar
n.lo se olha a proco.
Vende-se cal de Lisboa, propria para desinfec-
tar casas: no .rma/.em do raes da alfandega n, 3, de
Joaquim de Paula Lopes.
Vende-se azeilede carrapaloa ?."iliO a caada,
iilli novo a '.-'.iii 1 o alqueire. medida velha : na
roa da finia n. 111. armazem, das IS horas do dia as
i da tarde.
Vendem-se livros para o I." .- e 3.' anuo da
t'aculdade de IMreito : na esquina da roa larga do
Rosario, ilefronle da igreja no leicero^endal*.
MOENDAS SPEItlOB.
Na fundicao de C. StaiT >.\ Companhia
em Santo Amaro, aclta-se para vender
moendas de cannas todas de ferino, de um
uioilello econstruccao muito superiore.
ruz. 11. aso, primeiro andar,
POTASSA E GAL YIRGE1.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da rita da Cadeia do Becife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potnssa da Kussia, dita do Kiodc Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudoa
precos muito favoraveis, com os quaes li-
carSo os compradores satisfeitos.
UFE IOLA0 FRANCEZ-
V ende-se esta cvcellcnte pitada, l-
timamente chegada de Franca e por com-
modo preco: na rita da Cruz n. 20, pri-
meiro andar.
Vende-sc no paleo do Carmo, quina da ra de
Ilortas 11. '2, sag' novo a 360 a libra, cevada nova .
I JO, hanba bem alva a vjn.
Vendem-se lo.lbas de labvrintho de muilo
bons goslos, c por precos commodos : na ra daCa-
deia do Recife n. Js.
Vende se fejAo c milho muito barato : na roa
do Vicario n. 1 i.
Vende-se salsa parrilh. nova e de muito boa
qualidade, sendo os rolos linos, chegada ltimamen-
te do l'ara, e por preco commodo : quem qui/.er po-
der dirigir-se .0 armazem de l.uiz Jos d. Costa
Amorim Compaohia. defronle da igreja da Madre
de Heos, ou ra da Cruz n. 3, escriptorio.
Cobertores a 800 rs.
Vendem-se cobertores de algodao inoito encoba-
dos ; na ra do (Jueimadn n. 10 em frente do beeco
da Congregacan.
Camisolas de laa.
Taixas para eafenhos
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na ra do Brum, passan-
cores para rriai.cas de 1 a lOannos a 3-J0o par. es-' flf, .i.-f..;, n,;. k.... .._
pelbos'para parede com e.cellenles vidro. a .VIO, i <-l,a,a".2 COntiniU haTer un
700, l?e le>00, toocadorescom pes a I3.1OO, lilas completo snrtimento tatXaS de lem
le velludo de todas s cores a KiOe^lO a vara, es-fundido e batido Je 3 "< PalmOS de
covas linas para denles a 100 rs., e finissimas a VIO l^
rs., ditas finissimas com cabo de marfiro a I5, tran- DOCCa as quaes acham-se a renda, por
cas de seda de todas as .VKlrs. a vara, sapatinhos de laa para criancas de ,.m I......... .-.., _________ -. ___
bonitos padres a lo e :Il>0, aderaros prelos par. I cm,,->icam-e ou carregam-se em carro
luto com brincos e allineles a 1, lucas prelas de *enl Oespeza ao comprador,
seda para criancas a t.r, travessas desque se asam ,
para^egurarcahello a I3, pislolinfcas de metal par. '
criancas a 00 rs., galheteiras para azeite e vinagre
1 SJOO, bandejas muito finas e de todos os tama-
nbos de I?, il.;. 39 e i-, meias brincas Tinas par. I
senhora a 10 e 320 o par, dilas prelas muilo boas
a 400 rs., ricas caixas para rape coni riquissimas es-
tampas a 39 e 250OO, meias de seia de cores par.
homem a 1;id, charateiras muito linas a 9, caslOei |
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a K00 rs., oculos de arm.cao de acn praIrados e dou-
r^.lns ,1 iijii, 1- p 1 joihi_ lunetas com aro de bfalo
e tartaruga rs. e 19, superiores e ricas benga-
liuhas a 'J-. Hl rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavallo pequeos e grandes', fazeeda muito supe-
rior a i.lll. Kilo, t;. I9-JU0, IsOO e i?, atacadores de
cornalina para casaca 3211, penreslmuiln tinos par.
suissa a .VKi, escovas linas para cuello a tito, .lilas
para casaca a tilO, capachos pintarlos para sala a
(ii, meias brancas e cruas para Koroem, fazenda
superior a 1110, -200 e 240 o p.r, tamisas de meia
muilo linas alce 19200, lovas brancas encorpadas
proprias par. montarla a 240 o par, meias de cores
para -diluir muilo fortes a 220 o par, ricas abotoa-
dura- de madreperola e de outras militas qualidades
e gostos p.ra colleles e palitos a .vm rs., fivel.s don-
radas para calcas colleles a 120. ricas lil lin.i-
lavrad.se de todas as largura', bicos flawrne* de
bonitos padr&es e todas as loriaras, riese franjas
brancas e de corea para camas de noiva, leeouri-
nh.s para costara o mais fino qae se pode encontrar.
Alcmde ludo isto oalras muitissimas coasas muito
proprias para a resta, e que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, como todos os freguezesj sa-
bem : na ra do Queimado. nos quatro cantos, n.
bem con lie r iila loja de miudezas da Boa I ama
n. 33.
A3$500
Vendc-secal de Lisboa ullimamentecbegada, as-
sim como polassa da Kussia verdadsira : Da praca do
Corpo Santo o. II.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglcz.
Chicotes de carro e de montaria.
Candieirose casticaes bronzeados.
Lon asinglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetasde lustre para carro.
Barris de grasa n. 07.
Vinho Cherrv em barris.
Camas de ferro.
Cobertoies de algodao.
Vendem-se cobertores de alsodao sem pello a 1c,
panno azul fino para-farda a 2JSS00 o covado : na
ra do Jueimado n. .
LIQUIDACAO'.
O arrematante da loja de miudezas da roa dos
Quarleis n. 24, querendo acabar as miudezas que
etistem, vende barat alim .le-iiqodar aero perd.
de lempo.
franja c,om bololaspara cortinados, pe^. 49000
r.pel paulado, resma, (de peso) 3MI00
Olio de peM, resma 2r7IK)
Lila de cores para bordar, libra 7 rentes de bfalo para alisar, duzia :19000
Fivelas dour.das para calca, nma 100
llroza de obrei.s muilo finas lljOOO
Lencos de seda tinos, ricos padrocs I9.VJO
Caita de liabas de marca 240
Meias para senhora por 210
Pentesde tarUraga para segurar cabello 19000
Crozas de canelas linas para pennas 29000
Dilas de bolocs finos para casaca 29000
.Meias prel.s para senhora, duzia 39200
Ditas ditas pira homem 2)800
Lacre encarnado muilo lino, libra I98OO
l'apel de cores, maco de 20 quadernos liOO
Duzia de colveles 720
Espelbosde lodos os nmeros, duzia 2f.'>00
Liabas de novellos grandes para bordar I96UO
Hicas lilas escocezas e de sarja, lavradas,
largas m 900
Meias cruas sem costura para homem 39300
Ditas de sed. o. 2, peca 30
Trancas de seda branca, vara 100
Caixas de raiz, duzia 19I0
Pecas de filas de ciis :MI0
l.apis finos, groza 29(00
Cordo para vestido, libra 19200
Toacas de blonde para menino 1C200
Chiquitos de merino bordados para menino 19000
e outros muitos arligos que se lornam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nao se dovidar
dar um pouquinho mais barato a aquelle senhor lo-
gista, qae queira a dinheiro comprar mais barato
du que se compra em primeira mao.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individaosde todas as nafcs
leslemunha ras virtudes desle remedio incoas pare ve i
epruv.rem caso necessario, que, pelo aso qae dlle
tizer.m, lem seo corpa e membros inleiramet.1.
saos, depois de haver eraprecado inulilMrale alr.~
Irai.menlos. Cada pesso. poder-aa-ha
dessas curas niara v 11 ho-a pela le llura m
qui- ll,'a- relalam todos os das he BMilea annn; t
inaior parle dellasso l.o sorprendentes
rain va mdicos mais celebres. IJnanlSs piaj.i
cobraram com esle aobrr.no remedia aaa d*
bracos e pernas, de|wi> de ler perra nocid, lana
lempo nos hospu.e-, ouJe deviam solrer a aasawta-
ejo '. """ "init.- qnr hiTrndadciada isti
svlosdcpaderimenlo, para se naa aabnutttnm
essa opei.cAo dulurus., loram curadas cnosalela-
nienle. mediante o uso desse precioso ll lidia. Al-
gumas das tae- pesso.s, ae efose de sen reesaketi-
nnulo.decliraram etlearesillada beSJcnedSasila
do lord corregedor, a eMfns eMKgbbadw, de
maisaiilenticareni ,ua .IflraMlrva.
ftitiguem desesper.ria do 1
livesse b.slanle (oolunra para mular calr 1
constantemente, secuindo alftsea lempa a Irela-
meulo que necessilMfe a nalnresa do mal, caja re-
sultad., sen j prov.r ineonteslavereacMe : (Je Indo
cura !
b ntifj'irnio he mili maiipariicmUrmeitle ro
sef uinlet emiot.
Alporcas.
Caiuibr.s.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Diires de cabera.
das rosta.
dos roemhros.
Eiifennid.des da
em feral.
Kiili-rnii.ta.lt- do .us. Snpuraroe- pnlridas.
Kriui....e- esrorbutic.s. Tiliha, eSMSMlfBBS per-
l-'i.inl.i- no abdomen. le qae >cja.
Fra Idade ou falta de ra- Tremor denersos.
lor n.s extremidades. I leers n. borr...
Frieiras. ,|n ficada.
Cengiv.s escaldadas. da-.m, ulariie-.
I o.: h.i.;..c-. Veas torcidas, oa nmla-
lnll.mm.cao do Picado. d.s as pernas.
da beiiga.
Vende-se esle unguantn no eslabeleeimealeavral
de LooJres.o. 24trVrfan,i 11. lojafli lodacaiSw-
tic.rios, droguisl.se oalras pesssw cnr.trczadaada
sua venda em loda a America do Sal, llevan.
llespanha.
N ende-se a*Ml Triscada lmcetinlia.coiii.-ni anta
instruccao em porluL-uez par. explicar o mili de
fazer uso dcste anguenlo.
O deposito geral be em casa do Sr. Sonra. pl.at-
maceultco, na roa da Cruz n. 22, tm reuma-
buco.
matriz.
Lepra.
Males das pernas.
ospeilo-.
de olha..
Mordeduras derepli-.
Picadora de meaqne.
Palroues.
culis Uneim.del.s.
Sarn..
Con ros de cabra.
Vemle-se um resto de couros de cabra, moilo gran-
des e bons : na ru. da Cadeia do Uecife n. 57.
PARAOS SENHORES ESTUDANTES.
\endetn-sena livraria ns. (e 8 da pra-
ea da Independencia, os seguintes livros
para as aulas preparatorias ; em francez :
Paul et Virginio, Telemaque em inglez ;
Historia ol 'Borne, Thompson: por pre-
sos commodos.
O 9 A.
confronte ao Kosario de Santo Antonio, receben cai-
xas com biscoilos muilo proprios para convaleseenc,.,
por precos commodos.
, PIBA A SEMA SAMA.
Vende-se na livraria ns. C e S da praea
da Independencia, Manual da Musa e Ho-
ras Hariannas, por precos cojnmodos.
CORTES DE CASSA TARA QUEM ESTA' DE
LUTO. '
Vendem-s corles de cassa prela muito miuda.
por diminuto preco de 29 o corle, ditos deass. chi-
ta de bom ;osto a 2?, ditos 23100, padres france-
ses, ahpaca de seda de qua.Iros de todas as qrabila-
ECHANISMO PARA EIGE
1H0.
NA FUNDICAO UE FEBBO 1)0 ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOVVMAN. rtA
RIA DO BRLM, PASSANDO O HA-
FAKIZ,
ha semprc um sr.nde sormenlo do secoinles aa-
jeclos de merliaaismos proprios para ni.ci.lio-. sa-
ber : moendas e meias moendas da man moderna
construrcao ; laiv.s de ferro tundido e batida, de
superior qualidade e de lodosos 1 misabas ; rada
dentadas p.ra a:u. oa anim.es. de todas as prapar-
coes ; critos e boceas de fornalhae regiera, de ba-
eiro. aguilhOes, bronzes, para fosos ecavirnaoa, sm-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FLNDICAO. -
se eveeutam todas as emommend.s com a snperiar
ridade ja ronhecida, ecom a devid. prestezae easa-
| modidade em preco.
E GRADES.
Vcn.lcm-se camisolas de laa. proprias para cscra-! des a 720 rs. o cavado, laa para vestido lambem de
vos, cobertores de dous pellos mili grandes e pro-
prios para fazer su.r : na ra do IJaeimado em fren-
te do beeco d. Congreg-eao n. O.
Vende-sc azeite de carrapalo a 29560 rs. a ra-
nada, lauto em porc.to, como a retalho : na ra das
Tncheiras n. 2!l.
No aterro da Moa-Vista n. SO, vende-se sag' a
:20 a lilwa, ervilhas a 120 a libra, cevada a 120, vi-
nho do Porto engarrafado a 1?, senebra de 11 ol.in-
da em frascos a 1?. vinho muscalcl Seluhal IJOOO.
Na obra ao pe do arro de Santo Antonio, ven-
deat-te portadas de pedra. solciras e ped.cos. jrade
par. vareadas, portas venas de ainarello c louro,
raibtos, tahuas pata andaines e oulros objeclos, por
barato preco.
Meias prelas pa-
ra padres.
\ endom-sc superiores meias de laia para padres,
pelo haralissimo preco de IgBOO e par, ditas de al-
godAo prelas a 610 o par : na ra do tjueimado.loja
de miudezas da Boa Lama 11. 3>.
Sal do Assi
Abordo da escuna ...los vende-se sal do Asan',
011 a tratar com Antonio de Almei.l.. Comes, na ra
do Trapiche 11. Hi, segundo a.
SEMENTES.
S.io cheg.das ile Lisboa, o acham-se venda na
roa do Croz do Recita u. ty, taberna de Antonio
francisco Marlins as seguintes scmenles de borlali-
ces, coma sejain : en ithaa loria, genoveze, e de An-
gola, feijao carrapalo. rt'no, pintacilgo, e amarello,
alfacc rep.1II111.la e allemfle, salsa, tomates srandes,
rbanos, rali nieles tiran, os ,. encarnados, nabos ro-
vo e branca, senoiras brancas e amarellas, couves
triiiotiii.la, lombarda, esaboie, sebola de Selubal,
segurelha. coentro de looeeira, rcpolbo c pimpinela.
c uina grande porc.lo de dillcrentes sementes. das
mais bonitas llores parajardins.
quadros a 180 nevado; todas estas fazaudas ven-
dem-se na roa do Crespo n. 6.
Vendem-se cai.vinhascotn tentos mili-
to lindos, para jogos diversos e por mid-
i barato preeo : pama da Crrz n. 2G,
primeiro andar.
Cognac verdadeiro.
Vcnde-se cognac superior em garrafas : na roa da
Craz n. l:l.
Vende-se um rahriolel todo pintado e forrado
de novo, com arreos, he bstanlo leve, seguro e bo-
nito: para ver, na ra do Hospicio, esquine doCa-
mar.ni, loja do Sr. Candido pintor de carros), e a
Iralar, na ra doCnllegio n. 21, primeiro andar.
Superior feriaba de Santa C.tbarioa ; vende-
se em saccas: no armazem de Paula Lopes, na es-
cadinha da alfandega.
Vende-se por 141 rs. o tratamento da
eliolera-morliiis : na livraria n. ti e 8, da
praca da Independencia.
Vendem-se espingardas francesas de
dous canos para rara, e muito em conta:
na ruada Cruzn. 2(, primeiro andar.
Vendem-se sellins eom pertencespa-
tente ingle/., e da mellior <(tialida.de ipte
lem viodo a este mercado : no armazem
de Adamson Howie&C, ra do Trapi-
che ti. 42.
Pcntias de ema.
\endem-se muilo boas| penoas de em. : na ra
da Cadeia do Kecife n. .">".
Venili'iu-se grandes saccas com feijao : no ar-
mazem de Tssso IrmSos.
ranos.
Vendem-se em easa de llenrv Brunn
A C, ruada Cruz n. IU, ptimos pianos
eliegados nos ltimos navios da Europa.
Um lindo e variado sortimento de snadella. pora
varan.las e gradaras de go-io modernissiaia .- na
fundir.".. .1. Anrora, em S.uio Amaro,e no depasi
to d. mesma. n. roa do Brum.
LOTERA da provihcia.
Acliam-se a venda os bilhetes da se-
gunda parte da primeira lotera da ma-
triz de San-Jose", cuja extraorao lie no dia
29 do corrente. Em consequencia da
mttdanea de plano os preros dos notaos
bilhetes e cautelas sao os tbaixo notados,
pagando-de os ." primeiros premios sem o
discontodosS por eentodo imposto geral.
Hilhete inteiro ">.sSUXl 5:UOO. Meio bilhete 2S900 2:00jr00O
Tercos 2.S1KM1 l:ito\faW
Quartos U.VM 1 :i"0x00fl
Oitavos 7 lid BfSftm
Decimos ni II 500500(1
Vigsimos "20 2."r0s00n
Oscautelistas, Oliveira Junior&C-
Na va lhas a contento.
Na ru. da Cadei. do Recife n. i8, prime ir an-
dar, escriptorio de Augusto C de Abren, ranli-
ouam-se a vender a Njiaai o par (preco tivo. as ja
bem ronhecida e .1 Limadas n.vallus de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ei^esraa
de Londres, as qu.es alrm de durarem eilraardia-
ri.mente, n.lo se sentem no rodo na ccie d corlar;
vendem-se com a con.lir.io de, n.io agr.dan.lo, pa-
derem oseompradoresdevolve-lasalc I j diasdepots
pa compra reslitoiudo-seo impone.
Vendem-se dous pianos." lories deja-
caranda", eonstritce^oveiiical e com to-
dos os melhoramentos mais modernos,
tendo viudo no ultimo navio de llambur-
go : na ruada Cadeia, armazem n. 8
RELOGIOS
C oliertos r deseo herios, pr-
jiienosGarandes, ou-
ro, patente ini;le/.
Vendem-se no escriptorio de Soathall Mellar A
Companhia, na ru. da Cadeia do Recife a. 36, na
mais superiores relogios rnlierlos e descoberlo, pe-
queo, e grandes, de ouro. patente inglet. de nea
dos melhore< fabric.ntes de Liverpool, radas pela
tillir. .1 paquete inglez.
ffecrqpogfwflftoS.
f Continua aniti fgida pela Maicncia,
oTn, (lade de 2K 30 .unos, pouco mais oun
com os signaes*eguinles : falla de denles na frcMe e
urna d.s orelh.s rasg.d. proveniente do brinco. :
quem a pegar leve-a a roa do Itrum. armazem da
assucar n. 12, que ser bem gratificado.
I
9
1
0

i
J
r
\

1 VP. 0K U. F. DE FAMA. MK
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
ILEGVEL MI 'TU AD^


Full Text
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