Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07311


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AVAII VW1I. N. (ti.
Por 3 mezes adiantados LsOOO.
Por 5 mezes vencidos 4J500.

SEXTA FEII.4 H DEMARCO DE .85$.
Por anno adiautado 15J000.
Porte franco para o subscriptor.


ENCARUEG ADOS DA SOB8CBBPC \0> KO NORTE.
Parahiba, o 8t. 6srtaiio V. da Natividad. ; Natal, o 8r. Joa-
!.um I. Peraira Juaior: Araeaty, o Sr. A. de Lemo Baca ;
eara, oSr.J o$ de Olivera ; Maranhao, o Br. Joaquina Mar-
que Rodrigue; Piauhy, o Sr. Domingo Herculano A. Pessoa
Cearense; Para, o Sr. Jnjliano J. llamo; Amazonia, o Sr. J.ro-
nymo da Coat.
PARTIDA DOS COKREIOS.
Olinda : todoi 01 das.
Caruaru', Bonito a Garanhun : noda 1 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eiu' e Ouricury I a 13 a 28,
Goianna e Parahiba : segundas e seitas-feiras.
Yictoria a Natal : nasquintas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TMBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : quartasa sabbados.
Relaco lerea-feira e sabbados.
Faada : quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio segundas as 10 horas quintas ao meio-dia.
Juizo deorpbos: segundas a quintas as 10 horas.
Primeira rara do civel : segunda e sella ao meio-dia.
[Segunda tara da civel: quarta a tabbado ao meio-dia.
EPHEHER1DES DO HEZ DE M Alteo.
8 Loa ora as 6 horas, 19 minutos, 40 segundos da tarde.
18 Quarlo artcente aos 18 minutse48 segundos da tarde.
21 Luacheiaa 1 hora, H minutse 48 segundos da tarde.
W Quarlo minguauteaosl3 minutse 48segundosda tarde.
PIlF.AMAH lilillo.lh.
Primeira as 10 horas e S4 minutos da tarde.
Segunda as ti horas e 18 minutos da manhaa.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Mililo m. ; Ss. Drothotio e Alhalasab.
11 Terca. Ss. Candido, Hcrat-liu e Jov.no Mm.; S. Constantino.
12 Quarta. S. Gregorio Magno p. dout da Igr.; S. Mamiliano m.
13 Quinta. S. Sancha princeza v.; Ss. Mardomio a Chrislina v. M,
II Seita. As dores da SS. Virgem Mai de Dos.
15 Sabbado. S. Henrique rei; S. Longuinho soldado.
16 Domingo de Ramos ; Ss. Cyriaco e Taciano-
EXC AHUECA I MIS DA SIHSCRIPCAO NO MI.
Alagoaa, o 8r. Claudno Faleao Diaa ; Baha, a 8r. D. Dusffil
Rio da Janeiro, oSr. Joao Percira Martin.
BM l'Elt.YMIIIL'CO.
O proprletario do DIARIO Manoel Figueiroa da Faria, aa ata
livrana Praca da Independencia na- 6 a 8.
f
PARTE QPPICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 9 de m r;o.
OllicioAojoiz de orphao* lo termo do Recite.
Compre que Vmc. trate quaolo antes de lomar a
rol lodos oa menino que uo termo de sua jurisdco.io
teem ficado orphaos por causa da epidemia ; tazan-
do menea da idade de cada um, e do estad breza a que se acharera reduzidus, afin de Vmc.
prover cerea delles ue forma da le, o de poder
o governo adoptar alguma medida lendenlc a
previnii* a futura desgrana quo ealiverera su-
* ^ --
Onktja *VtB. marecli.il comraaodanle das ar-
ms[W^ por copia o ofiicio do comraandinte
du carpo ca, do qual eootla n dia em q fallecen o lenei..ereformado de I.' linlia, Munvi
Bezerra do Valle, que oceupava o posto ,] major
d'aquelle corpn.
L>iloAo mesmo, transmitliudo, para ler n con-
veniente deslino, a retafao das alteraroes occorrida*
no mez de Janeiro ultimo, acerca do eapilie do 10.
balalhao de lufantarii Jos Aurelio de Moura, que se
acha addido ao ineio balalhao do Piauhv.
JiloAo inspector da ihesouraria de fazenda, re-
commendando de conformidad, coin o qoe requisi-
lou o Exm. presidente do Kio Grande do Norte, que
faca effectuar com brevidade a remessa do* ltOOtt))
rs. em moed.i miuda, que foiam rcquisila iuspeclor da lliesouraria de fazenda d'alli, por conta
' do crdito abertn aquella provincia.
DitoAo mesmo, coinmunicando que, segundo
cnnstou de oflicio do juiz municipal supplenle de
U.iireros, fallecer no dia ."> du correnlc a eollec.tor
de rendas goraes d'aquelle municipio. Antonio Mar-
ques da silva.
DitoAo chefe de polica, declarando que a Ihe-
aourariade fazenda lem ordem pira pagar a Kozen-
do Jos da Silva, a' vista do documento que S S.
remellen, a importancia do atuguel de ura eavallo,
qoe conduzio a bagagem di dnulor Francisco de
Paula Cavalcanli de Albuquerque.
DitoAo juiz de direilo de (ioianua.Em res-
poste ao seu oflicio de 8 do correnle, lenho a deela-
r.ir-lhe. que snpposto se ache quasi escolado n cofre
iiacifMial pelas immensas despeza* feilas na quadra
actual, officio nesta dala ao proprietario Antonio
Francisco Pereira, afin de abonar a cominean de
benelicencia dessa cidade, por conta do mesmo co-
Ire, a quanlia de 1 :JMJj rs. pata soccorrimento da
pessoas pobres accommettidas da epidemia. E por
, esla occasio devo recommendar a Vmc.. assim co-
mo a referida coraiuitsao c as autoridades dessa co-
marca, que continen! a recorrer a* caridade parti-
calar; pois que nao sendo os recursos do governo
inexhaurivei*. v-se elle na impossihilidade de acu-
dir porsaa a's numerosas reclamaccs que constan-
temente recebe de todos os pontos da provincia.
Conforma Ihe communiquei em meu oflicio ilc
honlera, en ped ordem ao inspector do arsenal de
rnarinha a lim de remoller a Vmc. duas ambulan-
cias; e vou fazer seguir un esludanle de medici-
na para ajudar os mdicos que se achain em eorcmis-
slo nessa comarca.
Cumpre, que as reqnisices que Vmc. fizer ba-
ja toda a clareza e precisan alim de poderem el-
las aer convenientemente satisfeilas. Ofliciou-sc
ueste aenlido ao mencionado proprietario.
DitoAo juiz de direilo do Cabo, approvamlu a
deliberarlo que tomou daquellaNlla a Amero Pereira Matoso pela quantia
de 3000 ris diarios.
Dito Ao juiz de orplii desletermos, remetien-
do, aflm de dar as previdencias que Ihe eompelem,
cpln de um otlteio da commi*s.lo beucficenle da fre-
guezia de S. Jos, relalivamenle Hada menores
Francisco e Senhorinlia, que se cimo orplios e mai, e recollildos em casa de urna peasoa pobre.
DiloAo vigario da freguezia do Rio Formoso, de-
clarando que j lem dado todas as providencias
que .redama o oslado daquella comarca; devendo
porta n i o Smc. enlender-se com o respectivo juiz de
direilo, que se acha habilitad para soccorrer os po-
bres accommetlidos da epidemia reiuanle.
HiloAos vereadores da cmara municipal do
Recife, Manoel Jnaquim do Reg e Albuquerque e
Antonio Jos deOliveira, remetiendo 10 bois para
seren lalliados ao povo desla capilal; devendo o pro-
duelo delles ser entregue i commissao central de be-
neficencia.
DiloAo delegado do termo de Santo Antao, in-
leirando-u de haver expedido ordem para seren re-
meltiilos a Smc. urna carga de bolachas e orna de
arroz ; e declarando que a carga de bolachas de que
(rata o ollicio da presidencia de 6 do correnle. foi
entregue ao cargueiro Candido Jos de Lima. Off-
ciou-se a Ihesouraria de fazenda para mandar os g-
neros cima mencionados.
Dilo ao delegado do Buiquc, declarando haver
expedido ordem para serem enviados Ja Smc. J pe-
ca de baeta e os remedios que a commissao dehv-
gianue publica julgar conveniente para trat.imen'lo
das pessoa pobres accommeltidas da epidemia na-
qoelle termo. Expediram-sc as convenientes or-
dena a respeilo.
DitoAo delegado de Olinda Manoel Joaquim
Carneiro da Cuulia. Nestc momento acabo de re-
ceber o officio do hontem em que Vmc. me enm-
nunica estado em que se acha esse termo no locan-
te a epidemia.
Estou mai ceno dos generosos esforc* que Vmc.
lem feilo para occorrer as necessidades que de tilo
grande calamidade resultam ; -assim como eslou cor-
to que nao desanimara diante dol i. 9
l.ogo que chegar ao meu conhecimenloo prcl dos
vencimenlos da gente destacada, mandarei prompla-
menle ailislazer, podendo Vmc. adianlar a qnanlia
para esse fim necessaria.
Tenho expedido ordem commissao da higiene,
para remeter para esse lermo, a sua disposic^ilo, os
desinfectante* que Smc. requisitini, e communico-lhe
que para a cidade de Olinda, j enviei o acadmico
Al'fred na Rocha Baslos, para auxiliar loa facultati-
vos que alli se empregam a bem do estado sanitario.
Eipedio-se a ordem de que se (rala.
DitoA' assoeiaco commercial beneficenle.Pe-
la ultima vez ainda me dirijo associarao commer-
eial benelicenle, para fallar sobre os soccorros que
eHa volunlarianicnle se comproinettcu .i prestar aos
dnvallidos na actual calamidade.
A commissao a/irocliial de San Jos, acaba de me
] informar, que segando o aviso que tivera da com- Idade de homem, vivendo no ocio, e
mi- id central, perguntara aos distribuidores de soc-' indi-ni.lade de mendigos,
corros da assnciac.lo commercial, quandopretendiam '
elles rome^ar a presta-Ios em San Jos, afim de po-
der ella fazer cessar os qiie estavam sendo prestados
por conta do governo, na forma porqne a mesma as-
soeiaco me indicara. E a resposta fni aque consta
da copia incliisa.e que esta' em completa desharmn-
nia com oque a mesma associacAo me havia propo<-
lo, c eu aceitado pelos fundamentos que expend em
meu ollicio de 7 do correnle.
Se eu nilo eslivesse persuadido de que em crises
tilo calamitosas, todas as pessoa de corarn devem
vir em soccorroda humanidade afilela ; se" nilo vsse
quasi essotados os recursos da Ihesouraria geral. e
abaixando-se a
Procurava-se a causa e achav.i-se principalmente
na facilidade com que os pobres tinharu om arrimo
nos conventos. Por sso contra estes se improvisa-
vam cloquentes philippicas, que demoslravain ate
evidencia, que os conventos eram a causa da vaga-
hundagem. da ociosidade, da mendicidade emlim.
Accrescentava-se, que sem conventos a populacho
augmenlaria rpidamente e que destruidas as orden
religiosas o pobre seria remediado, este rico e o rico
niihnnann. K em verdade, que a alguns assim
se alem de judo isao, nao contasse com o palriolismo I aconteceu. Eram proletarios ou quasi proletarios ;
da associacn commercial benencenle, de cerlo nJo
a enlreleria com urna correspondencia tilo pe-
nosa.
DiloX com mi-.o beneficentc ila freguezia ilos
A Togados, rometlendn, para dar i conveniente sola-
do, copia de um ollicio em que Jos' Francisco de
Oliveira e Silva, pede se man le desinfectar nma ca-
sa desna propriedade sita no logar do Ciquia'. a
qaal, lej i sido por elle offerecida para o Iratameu-
eram abastados apenas; boje slo graos-senhores,
vivem em casas elegantes, arranjaram grandes for-
tunas !
Foram-se os frades e licaram estas grandezas,mas
a pobreza a mendicidade e\tioguo-e ?...
llenen)- fallar um i penna insuspeita, um libe-
ra! convicto, um dos poneos caracteres, que mais
lo dos individuos accommetlidos da epidemia rei-; honra lazem actual ordem de cousas; mas que
nante, arhye agora desoecupada. por js,0 mtSino, porque nao lie um traficante de
tiid!. Z, )l",lr^Za'"C'i''', ''" Hr'f'- ,ransm,,t- elei^oes. um vendell.ao da consciencia viva apezar
iiii.io. para uir as necessanas providencias, copia do *
oflicio em qo> a cnmmissno de hygiene. julgando do ,eu <"">> 'al, em urna eOBtU{io inferior, em-
nocivo a' saudao coslume de se metterem n'agua aslqu.inlo tantas uullidades e lanas indignidades oc-
|)es-o.i- que se eijpregam em carregar oa descarre-1 cupam os primeiios lugares do Estado Tudo para
gar barcacas e caias, oronoe cine este servico seia i ,
fAii,. ...moVi. -, iV.i...." i manir honra e gloria da (arla que nos escreveram
143 5 13.
feilo snmenle nns tsipiciies u nos lugares em qoe
nilo se pos-a dar o licomeniente a'que se refere a do Brasil particularmente no seu artigo
commissilo. Cnmmtnicou-sc esla.
PortaraA agentada companhia das barcas de
vapor, mandando dar ysaagan |iara a Baha, por
conta do governo. no \anr que se espera do norte,
Estas consideracocs realcam o mrito do excerpln
que vamos a tran-crever de nma serie de artigo
coiu o tituloO litio t a carlilatlcaiie se l no
ao primeir cadeleJose' loreira da Silva Jnior, eijaraBal religiosoO Domingo.
aos soldados Jose'llouoralo la Silva,e Manoel Josc'.
Parlici|iou-se ao inarechal-ommandaule das ar-
mas.
DitaMandando ailmittir ao servico do exercilo,
como voluntario, por lempo de V anuos, o paisano
Antonio Francisco Monteiro.Fheram-se as aeces-
sarias couimunicares. ',
GOMM ANDO DAS ARU AS.
Quartel ceaeral do coxamanda du* armaa da
Pernambuco na cidade da Rectf, em 1.1 r
marco da 1856.
ORDEM DO DIA N. 27.
O ni .reclu de campo commandanle da\ armas
declara a guarnirao, que recollien-se honkni da
commissao em que se achava nn interior da pr,vm_
ca, n Sr. segundo cirurgio-alferes do corpo dc;,u.
de I ir. Trajann de Sou/a Velho. que lioar desligMlo
do II. balalhao de infantaria, e addido ao II. ta
mesrha arma, ecmpregadn no hospital da Solcdade
llelermina o im-in i commandanle das armas, qof
sejam tambein desligados do 10. bala Iba de infanta-
ria m Sr'. segundo cirurgi.ies-lcnenlcs, r. Kozendo
Aprigio Pereira (iiiiinarries. e cirurgiA enrarregado,
Dr. Augusto Caraeiru Monteiro da Silva Santos, fi-
candn aquell addido ao l. balalhao, c este reeolhi-
du ao 2.# bHalho Hb infantaria da guarda naciunal
I aquarlelada, nqae perlence, continuando emprega)-
ilo un hospital da rna dos Pires, e a passar visitas as
conipauhias de artfices e cavallarii.
Jan Jnni/uini Cih-lho.
TRIBUNAL DO COMMF.KCIO.
Scimo judieiariaem N de man-j de 1836.
Presidencia do E\m. Sr. desembargadnr Sonta.
Faltaran rom causa os Srs. desenibargadorea Vil-
lares e o Sr; depotado Basto.
Dislrilmrrtio.
Ao Sr. dcstjmbargadnr l.eilo.
Appellanle, .lesnino Ferrcira da Silva ; appelladn,
Francisco l.uc-as lerreira ; escrivilo Marlins Pe-
reira.
ETERIDR.
FfaLHETIffl.
A M4C0MRIA DAS 111LIIKKKS.
Por Carlos Monselet.
SEGUNDA PAUTE.
I
O suburbio de Mmitmartre.
Ilaqui a poucos annos a grande por^ao de terre-
nos comprehendida sb a denominarlo de suburbio
Mniiluiirire nos lera< reproduzido inteiramente, a
physionomia do Palais-Rojal.
Esse bairro, onde fazem-se militas cnnslracroes
perlence ja exclusivamente ao luxo de contrabando,
e, aos vicios especuladores, como anligamente a co-
lumnata, as galeras de madeira, e avenida dos sus-
piros.
A popularao feminim abi tem manciras que nao
enganariam ao mais ingenuo provinciano. Mais do
qae algores, o chale al affecta provocadoras ondu-
lacfie, o chapeo adornado de filas pe-se de modo
qoe fara crer que vai deixar a nuca, ns folhos cn-
ehem todoTr-psseiu lagesdo. entumecein-se :i menor
brisa, e produ/.in susurro delicioso, par o qual
inventuu-se o termo imilativo e bello frou/ron.
Os aposentos do suburbio Mnntmartrc resentem-sc
dos costme- que abrigam ; cada um delles be ma-
chinado como um scenario : duas entradas, ilua-sa-
bidas, vists secreta para a estada, portas de retiro e
camarn de fondo duplicc como as antigs caivas de
tabaco.
He um suburbio amaiel.
Todos ah smente se aecupam, como as operas
comiaas em celebrar o champagne e o amor. |>e
tarde e principalmente ao sahir da Bolsa, os homem
ah vem recoslar-se eTi sofs, fumar um oa dous
charutos e conversar sobre cousa insignificantes com
mulberes de trinla e quatro annos, vestidas de rou-
pao, que segan lo a moda trazem os cabellos arrega-
zados maneira de Maria Stuarl, ou encrespados
antiga.
Esse diverlimenlo quolidiano casta caro a esses
senhores.
'm anno depnisdosaronlecimenlns qne acabamos
de referir, nm homem inba com a ligeirezi que Ihe
permilliam seu- sessenla annos, a aseada de ama ca-
sa da ra de Saint tieorges, a roa mais elegaule do
suburbio Moolmarlre.t
() Yi4e ptario |n. 61.
LISBOA.
7 de fevereiro.
Ouando 01 espritus s; deixam arraslara >ior pre-
Conceilos, quanilo a inteigencia est imbuida de
deslumbrantes lhcoras fe diflicl calcular limiles
i cegueira humana. He preciso que a (verdade seja
demonstrada por meio de lerriveis absurdos para
que o homem comece a desconfiar da bondade de
.as utopias ; carece-se de que dores iucoramen-
suraveis, Oagelloa lerrveis, i desordem, a revolu-
c.i eniliui lenlia lancar nocadiuho dos fados os
pretensos remedios de lodos males humanos, pre-
conisados pelos reformadores* comsimplicdade dc-
ploravel acreditados por lantoi humen- de .' i f
e por tantos especuladores aptiveitados con 'n-
Udade estadstica.
De feito apezar daquella similicidadc leBaV a
apezar desta liabilidade to hunista, a Providencia
vela nos destinos humanos e a sua n o invisivel
guia o fio conductor da verdadeiri ciiilisariln.
Para nos que temos f na ai rao da Providencia,
Bal vias descoobecidas de sua misericordia, he creo-
ca lirme qne os excessos revolucioiarios, os desa-
pontamenlos de altisonantes promesa* serilo meio
efllcaz de recondnzir a iiilelligeiici\ e consciencia
humana desvairadas ao caminho do bem e da ver-
dade, As couseqiieiicias deploraveis lo germen re-
volucionario he que hilo de rehabilitar ,isdoulrins|e
os principios sobre que a sociedadefoc deve ser
baseadaIradicrlto e philosophia. 1
Entre as promessas rebombantes de. jactancinso
liberalismo avulta aquella da exlirparai da miseria
da ascenjilo das elasses desvalidas pelo Aenos a um
cerlo grao de bem eslar anteriormente iVsconbeci-
do. I.araentava elle acre e amargamente) numero
mimon-o de indigentes, que deslmnravam digni-
Ter-sr-liia dito qne essa escada havia de terminar
para elle n< Iniceirn co, tanta era a salisfai.lu com
que sabia. So parou quandn chrgou ao quafu andar
dianle da sinela tradicional.
Enlao duranle cinco minuto- oceupoa-se seriamen-
te em recobrar a respiraro.
Em Paris um quarlo andar, que suppoe seiiprc
um lerraro, lem quasi o mesmo valor que um nri-
meirn. ,
Tendo enxiigado a fronte com o lenro, rcstabele\i-
do a forma das adietas com um pentesi'nbo, e sacuiii-
do com o dedo pollegar e o iudez dous ou tres grj\s
de poeira das cairas, o velho elegante dirigi a mil
para o cordao da sitela.
Mas mudo repentinamente de resolurao, o em vez
de tocar baleo.
A principio mui blandamente como um Nemorio,
que qur accordar a amada, depuis mais forlemcnte,
como m cio Ora espere! exclamou urna voz do interior;
lem muita pressa boje !
A porta abri se, c urna criadinlia apparecendo
dieee :
Ah '. lie o scnlior conde, eu pensava que era o car-
regador d'agua.
Sim, Francisqunha, sou eu ; falla mais baixo
por favor.
Porque Toxsa excellencia n,1o locou a sinela'.1
S'i os forneredores he que batem.
Porque.... porque....
Ah! be verdade, esquecia-mc... foi para sor-
preinpr-nos, para espiar-nos. Sempre as uiesmas
farras! lia senso cnminiim em vir a casa albcia Uo
cedo'.'
Entilo quo horas s.io, Francisqunha ? peruun-
(oii o persou.ignm que acabava de ser designado pelo
nome de -enhor ronde.
Oh! fara-sc ingenuo! Vossa excellencia bem
sabe que silo apenas onze horas. F.slai 1.1 mais adan-
lado a esse respeilo, se ininba ama nao quizesse re-
ccbe-lo. *
Que! Francisqunha, pensas".'.... disse o conde
rmpallideceudo.
lie ao que vossa excellencia expr
quillise-se; minha ama esl accordd
Ella foi ao theatrn bonlem '!
Appareceu s um instante no
riedades. Ah como eslava bem vi
hrauro rom rapella de lloriuha- cor de tos. Na ver-
dade.senhor cuide, fi bnm mis.a rxeellenria nao
ve-la, porque teria lirado lauro.
Ah murmiirot o ronde.
Sm, bem aei que o mais dillicil est feilo. De-
vo confessar om sua vanlagem que vossa excellencia
lem i minha ama alTeirao mu tema ; por Uso exas-
pera-me ye-la lio pouro recoohecida. De cerlo nao
Infelizmente Bao lie sn na Inglaterra que temos
a lamentar que a miseria publica lenha ido a par
do luxo, sempre em augmento All, para a coni-
baler, ja rhegou a reduzr o homem, e do humen a
mais nobre, a mais amorosa e svmpatica parte, a
creanca, a condicao de jumetilo.
lanibem em Portugal se adoplaram os primeiros
processos da prnleslantc e luxuosa Inglaterra para
augmentar a riqueza publica ; e como alli, a miseria
cresecu.... ol pur Ueos que se nao ebeguem a
adoptar igualmente os ltimos, que ja se vAo en-
satando em alguinas parles desle paiz !
Em Portugal lambctu se extioguiram as ordeus
religiosas, porque ( disse o relatorio a convicrilo
das vantagensde urna lal medida repassaf alea ul-
tima carnada social, para a qual o melhor argumen-
to he a riqueza. Assim. como na Inglaterra, em
uoinc do augmento da riqueza, foram os conventos
upprimidos.
Tamben aqu >e di/, como alli se disten : O
lu o dos ricos faz a ahuodancia dos pobres, n Ve-
jatlha os i o-i)li.. ; dessa Mppreasao ; e empraze-
mnsoluxo a quo nos d conta do que lem teito
para levar a ultima carnada social a prometala ri-
queza.
Noannde 1786, apenas ha 69 anuos, fez-se em
Lisboa um xecenseaicruto geral da pnbrr/.a, que te-
inosdianle das olhos, ''orinado por parochias. com
ilef5iiarnrj dos noincs fus cheles de familia, Hme-
da seus familiares, e circumslaucias de lodos :
subiain elle a .">,l7:t ioclaindo ne-sc numero al
olliciaes militares reformadoi, o que mostra o cui-
dado com Jriue foi teito, e a largueza que c Ihe
deu.
Coiilam-sc ncl!e :
Pobres em diversas calhegorias. .
Cegos, enlrevailos, aleijados, e dementes.
Mendigos reconhecidos......
Pessoas que talvez mendigassem. .
i,07
MI
3!)
900
5,173
Islo be um mendigo para 1,087 e decimos bab.,
e um iudigeute para ~r> e S der. bab suppondo que
l.isbsa cunlas--: iinicamenle 360,010almas de popu-
(ie.
Suppondo, o que nao be provavel, que o rcslo do
reino eslivesse eui igual proporc.Ao com Lisboa, c
que livesse l> vezes mais a mesma quantidade de
pobres, adiaramos 1,1,7:1 meadi"os e .11,.Vis indi-
gentes ; ou um mendigo para 1,86a e! dec. bab.,
c um indigente para '<2 e t> dec, calculando a po-
polacaoconlineulal lo reino em :l,200:000 habi-
tantes.
llalbi, referindo-se ao anno de 1821, clcala o
numero dos pobres em Portugal c Algarves, e.o
:!2,iK7, ou um para ils bbitaules. Ainda que
uo aceitamos sem graudes reservas esta cifra, e
muilo principalmente a sua distribuirlo (|;; com
todo he bom conhecer-se qual era approximada-
menle a estadstica da miseria netsa lempo, e que
sobre ella fagamos algumas consMeracOes.
Se o Ilustre escriptor consideroa na designagao
de pobres smenle os mendigos, podemos por esse
augmento espantoso avaliar approximadamenie as
desgranas que causou a este pai/a invasao de tres
exercitos fraucezes, que vexames que nao tivemos a
solTrer do coraeo cruel c cubicloso dos rastelhanos
( esse elemento pestfero da Iberia ), e as depreda-
res e as ruinas que nos o.m-ai..... os nossos amigos
c alliados ingle/e-, mais insupportaveis e indigni.s
E quandn ajuntannos a islo, a guerra da indepen-
dencia, que lauto prejudicou nossa lavoura e o uos-
so commercio, a ausencia da corle e da maior parle
da nobreza que se achava no Brasil, as agilaees
procedidas dos clubs, qae planeavam urna revoluto
fosse romo e por que fosse, a guerra chamada de
Artigas, cujas piratas causaram enormes pardas
nossa navegarao mercante, e cornelina todas as in-
dustrias, admirar-nos-hemos de que o mal nao fosse
ainda muilo maior e mai Rrave, a Bto podaremos
deixar de bemdizer a mo da caridade que 12o evi-
dente aqui te mostra.
Ma essa mo ainda se nos mostra mai credora
de heneaos, se Balbi incloio na designarlo de po-
bres todas as classjs da indigencia, a mendicidade
mesmo.
Entao vemosqae, ficandoquasi estacionarias essa
classas, i*so imporla urna verdadeira diminuirao (2:
atlendendo-sea calamidades porque este reino pas-
son, as maiores qoe possam aflligir nm paiz.
E a qnem se de\c esle milagro ?
A' caridade que os rooventos faziam pobreza, e
que inspiravain a lodos os porluguezes, e que era
como mu allribulo seu, emquaolo a impiedade nao
veslio os Irajos da liberdade para depravar oscos-
tumas c gcneralisar a miseria a par do luxo.
O que provou o areiiraeuto ollerecdo para josli-
licar a suppressao das ordens religiosas 1 Como cuin-
prio mais urna vez o luxo as suas promessas .'
Vamos ve-lo :
Dous dos mais experimentados, e mais investiga-
dores economistas ( Lorien e Itomaiid 3) ), refe-
rindo-*e a situaran eronomir social de Portugal
segundo as observarles obtidas no correte dos an-
nos de 18:1") e 183b, suppe-lhe urna popularan po-
bre de IVI.000 almas, ou um para '2.~> da popularao
total ; o visrnnde de Villenenve-llsrgemonl, fun-
dandu-se em igoaes inloniiacnes allribue-lhe um
numero de mendigos de -JS.-Hl. ou I sobre Til lu-
hlanles suppondo se u'ambos os casos urna popula-
rao de d,.Vt almas.
Eis o estado a que Porlogal eslava reduzido no
fim de I i annos, que lanos medeam das asladislicas
de Balbi as dos autores arima citados.
Me verdade que esses l anuos foram de agitadlo
c de anriedade, comprehendendo-se nclles .'i de
suerra.'civil nterpollaiia. I .omitido, naohecrivel
qne II annos de sustos e de sobresaltos, e aquelles 5
de guerra intestina fossero mais desastrosos do que
:i.j annos entre as oscillaccs do tenor, no meio das
agilaroes da Europa, e da miseria qne d'alu deva
resaltar, c quando enlre esse periodo avullam as la-
menlaveis peripecias da guerra do Bnussilhon, das
nvases franreza e caslelhana, os desastres do Por-
to, e Almeida, a ilefeza daslinhasde Lisboa, asba-
talbas de Bussaro, Vimeiro, ele, o incendio das
nossas fabrica-, a dcslruirao do nosso commercio, a
guerra pela llespanha dentro al a Franra, a expe-
dir/) de Monte Video ele, el ^ejc. A cauta deste
augmento da miseria be pn. .so procura-la n'ou-
tra parte. *
Vinleoilo mil mendigos, rento e quarenla e um
mil indigentes de todtt as elasses.
He bem doloroso um -tal eUqax> nao be ? Pois o
que se rai ver anda be ntaj deploravel. Bulas
muita gente suppunha qne o tonfiscos sariam pro-
ductivos, segundo as promessas hilas como se do
mal podesse provir o bem ;mas igora nem ja he
perralltida essa supposirAo.
A Kspcranrn, foltia sami uflicial do ministerio,
no i. il'J.i de il de dezembro de 1853, cencluiado
uus estudos sobre o pauperismo ni Europa, apr-
senla em resultado dasses esludos rom applioaco a
Portugal urna regia para o calculo di memlicidaJe
que da o saguinte resultado :
conjecluras dos qne soppe que o numero dos pro-
pietarios desde 18:11 at ao anno de 18.VJ diminu
:10 e S decc. por 10O do que era ; e que sendo "
quelle lempo de IJI.IHJO (on 1 para 30 habitantes'
est boje reduzido a 7(1,880 (ou 1 para IS e I scxlo
habitanles '.'
Nos nao o eremos, ale prova em contrario.
Dir-nos-hao que, com quanto os fados mcslrem
com a maior imparcialidade que contrariamente ao
promellido a pobreza e amendicidade tomaram prc-
porres gigantescas em vez de desapparecerein ; que
o luxo foi convencido de impostor e impotente para
resolver o problema da miseria : que foi urna des-
grara appellar para medidas que produziram resal,
lados tao desastrosamente contrarios ao que a lcviao-
dade, o odio, a cohira, o inslincto imitador, ou o
amor da celebridade e propanliam ; ser enmludo
impossivcl mostrar que a caridade seja capaz de re-
solver o problema agora tao complicado por aquel-
las medidas.
Vamos examiua-lo o mais rapidamenle que p-
dennos n'nm exemplo ao alcance de todas as intel-
igencias.
Tomemos dous grandes capitalistas com 600 con-
loa de ris cada nm, que Ibes rendatn 18 animal-
mente. Lm delles s qoer o dinbeiro para diver.
lir-se : joga muilo c forte ; da partidas todas as
semanas, e bailes fcequentes vezes : na sua mesa
apparecem as mais delicadas iguarias, e os vinhos
mais generosos e mais raros, com que se regala e os
seus amigos; os seus tiens
goslo, seus cavallos sobarbos ;
nam profusamente seus elegantes saines, mobiliados
sempre na ultima moda ; e com isto e outros virios
consomm uo sil as ren las, mas dissipa muilo do
capital.
A quem approveila o dinbeiro desle rico proprie-
tario ?
A algumas aclrizes eslrangeiras que no fim do an-
uo Ibeatral vio para outro paiz cara de aovas
aventuras ; aos estufadores e modistas estrailgeiros.
He um tributario da industria parisiense ou ingie-
ra, a quem paga os seos cavallos, as suas ricas e
elegantes carruagens. Para o seu paiz be intil,
be mesmo prejudicial, porque o que fica nelle de
lodas as despene qUe fez o san luxo, he apena-,
quando muilo. 10 ou SO por cenlo. de que n pobres
nao liraram nenbuma vanlagem, e mui poaeaos
artistas narinnacs. Aq"i est o lu\o.
O oulro proprietario he ronserlado : modesto em
sens gostos, parco em suas despeza pessoacs, sem
comlndo fallar ao que deve a ana posirao na socie-
dad*. He seus rcndiracnlos apenas gasta \i cmo-
do iris por anno : queris saber romo '.'
como depois se -nube, nada ludia comido havia mais
de Ji horas porque eram passadasduas semanas sem
i i le haver trabalbo. Felizmente para elle, a To-
me foi mais forte, que a sua honrada vonlads> de
sollrcr em silencio pois que desde entao nao Ihe lem
(aliado a in.Vi da caridade.
Chegado o mal a inlensidade que demonstra esle
de Lisboa, ofticinlmeote demonstrada, indico* os
I'diis rpidos qoe temos dado na estrada do progres-
so decadente. A mesma popularao geral do reino
leudo lido, ha l'i annos, um augmento mnimo esn
proporrn do desenvolvimento. que leve no secuto
pastado e principio do actual, n*o fallando oaa as-
nos da invasao lranee/1, he urna prova do reaalta-
farto, n,lo isolado, mas anles s> mploma de circums- j dos negativos da revolucio relalivamenle a riqueza
taimas geracs, ousamo perguntar ao liberalismo publica a qual multiplica progresivamente os cata-
quaas sao as instilucas que lem creado para evitar i mentns com elles a popularao.
tanta desgrara '.' ucrn vemos que ha ah mais equipagan elecaale
E o liberalismo euunudere: nem pode levantar
a fronle ante o pastada que o arge victorioso,
mas triste ; pois na cicloria v mnila desgrara, mui-
ta lagrima, milita agona.
E o pwsado diz-lhe : tmlia abi os meas conveu-
los que eram o abrigo do mendigo, o soccorro do in-
digente, a providencia de militas familias honestas Isa de soa prosapia.se nao se aprsenla Uo lusida-
que ira le ia descobrir no sea na alvergue e a j mente, como o seu visinho opulento e macniltce.
quem enviava o pao quolidiano ; destruiste-los; com-, O loxo assim nao he resallado de verdadeira riqoe-
que o luxo tem augmentado, roa isso nao he i
o resultado da maior facilidade de visitar es paites
eslrangeiroa, crescidos cousideravelmenta ean eapi-
laes que alimeutaro e- derno. Portugal ligara aqui de lidalg moco e ina-
previdente qae apezar de pobre enlende qae
Mendigos i
Em lodo o
reino.
n Lisboa,
resto do
.'i, 136 ( 1 pira 30 bab. |
\fi56 { |l pan 70 bab. )
Total 51,003; I para (7 e '.
dec. "iab.).
Esle calculo suppoe urna popularao indgenle,
em Lisboa, de 27,180 almas, ou 1 para lo balitan-
tes ; e no resto do reino, 238,280, ou I para. 11
Assim, 10 annos depois que se prometleu l.i'or
chegar a riqueza a ultima carnada social, c queo
luxo se comprometan a appressar e facilitar essi
resultado ; vemos, pelo contrario, que essa carnada
social carroga-se mais de pobres pelos iudividuos das
primeiras e inedias carnadas que para ella tem sido
arrojadas; e que de todas tem sido laucados para a
mendicidade.
la eituicr i
molesto um crime horrendo de quem nao lem alma,
nem corarao, revellado em todo esse grande incre-
mento de angustias e dores as elasses desvalidas !
Eis a (ua obra ; eslais noli > julgado !
lana tem sido a miseria, tal osoffrimento que no
criminoso descuido do geverno, a caridade particuar
se tem commovido, o procurou cstabelecer essas so-
pas da caridade, que vo fructificando, sendo moilo
le louvar o bem ja feito.
Mas esses mesmos esforros mostram evidentemen-
sao ricos e do melhor 'o o profundo golpe desearregado sobre o pobre com
o ouro e as sedas or-' a deslruirao dos conventos, lie preciso que exisla
ja o mal com inlensidade para que se enlenda, que
da caridade particular se eiigena soccorros exlraor-
dinarios : organsam-se estes com urna leatidao in-
fausta em relaco aos progressos da desgrara e em
muilas partes a raridade particular assnstala com
, cnormidade dos sacrificios para e deixa a Providen-
cia o cuidado de tantos infeliz? Hcpois quando
mesmo os soccorros chegam sullicicncia he ainda
necessarlo ir descobrir o pobre envergonhado e que
em sua mesma miseria busca ser deseo nbecido e ig-
norado.
Nao aronlecia assim com a in-liluica dos conven-
tos. Os socrorsos a indigencia estavam alli sempre
organsados, nem o pobre envergonhada se esquiva-
va ao frade. Bem pelo contrario era delle e por
meio delle que havia csmola e Irabalho. As-im uas
grandes carestas baslava um qualqucr snreorro,
quen fraile rapidamenle sabia conseguir, para que
as asmlaseslivesscm na proporeo das oeccssi.la.las.
Assim be que havia ah convento que sustentando
100 pobres diariamente por I ido o anno que poda
triplicar snas esoaolas em lempos de caresta. De
lina Ierra parle na sua rusa, soldadas de criados, j "lro <'onv(:"l', e "'como aquclle do mendicantes a-
za ; he consequencia do que se roana pobreta, ja
aproveilaudo o seu trabalbo sem condigna relribsi-
rao, ja rom avarenta e egoislas economa, qoe da-
Mam ir ajudar o artista, o. operario na -uslenlaraa
inslrucco e educarlo de seus filho por meio de-
ses multiplicad"-; e raridoso elahelerimenln< qae
sao nos paizes mais caitos a providencia daa rlasaas
desvalidas e a honra e gloria das abastadas.
{A NafafJs.!
IITERIOH.
as que causadas
poleao.
pelos inimLo- soldados de Na-
ama reconduzio
para aqui, onde
Mas tran-
lioras.
ll' Para provar a juslira de nossas reservas, ob-
servemos que da 8-J7 pobres nicamente a Lisboa
e seu termo, ao mesmo lempo qtic a cidade do Porto
d 3,815 ; oque he incrivel.
he por falla de elogio ; pois and lodo o dia : u se-
nlinr conde para aqui, o senhor conde para alli. E
tomo a Dens por testeinuuha de que nao be o inle-
resse que me iuduz a isso, embpra vossa excellencia
lenha sido 1,1 generoso para comigo quanto se pode
ser; mas tambem lenho nm CprafaOi e acho cruel-
dade em deixar minha ama padecer um pobre ho-
mem que Ihe quer lauto bem, o que sacrificara lodo
para poupar-lhe a menor arraotiadura.
O conde n5o dava ouvidos a labiada criadinha.
Collnctra-se dianle de um espellio e conlemplava-se
com melancola passando e repassando a ni.in pelo
rosto como para abraudar-lhe as rugas.
Diies entao que Paudora esteva uas Varie-
dades '.'
Sim. senhor.
Sosinlia ?
Com sua amiga Sara.
I ni i rapariga alta e loorbl
Justamente.
E depois do espectculo I
Depois do espectculo minha
Sai i em seu coupc, c omfim vollou
eu he linli.i preparado una cliavena de ella. I'o-
Iheo os livros que vossa excellencia, Ihe escolhera
ecii'iara, e a urna hora menos um quarto dorma
coiuo ititii chanca.
O c\nde encarou a criadinlia, e diste ponda um
dedo cintra o nariz it muucira de ccnle descon-
fiada : \
I i ,inci-quiiili i Iraiici.ijuinba !
Olma acabo de dizer he verdade, seiihor
ronde.
QM Pandora nao pjruu em camiuhn na
Maisou Irire ?
Nao,' senhor.
Nem no bolequim inglc'.'
Tao i meo.
Todax1 a chegou-me aos louvidos que...
Ora, i nhor conde, deixa desses ardz, qoe ja
os cotillee i uito. F anida quanl iniiili i ama li-
vesse ido ceil ', que poderia dizer-lhe vossa excel-
lencia '.' Bem sabe qae ella nao faz caso de seus
zelos !
He verdi. le, disse o cortde (rislemenle.
Abaixou a ca >era e sua visla enconlrnu nesse mo-
mento um papel quadr.ido entre os (rapos qae Fran-
cisqunha varria Apanhouto com a maior delica-
deza que pnude, e por.unm
Que be ito '
Vossa pvcel 'liria liemjn v, he mu rnvolloria
de caria.
Sim, um env llorn ; ra de Saint tleor. es. -1. j
Dar-se-ha casi que votaa excellencia queira vir
muita- vezes aqui e- iuadri liar o interior da casa 1
Os iudgeotcs que antes
dos convenios eram
Passaram depois della a serem
Augmento
Os mendigos que pela mesma forma
eram
Paasaratn igaalmcnie a ser
Augmeoto
:i-J,87
355,460
333,973
1,677
5,093
l'J.l 19
A' visla disto poder,io aecasar-se de arriscadas a8
(2> Nesta hypolbese, a diminuirao foi visivel. Nos
(inliamos calculado :lt,5il8indigentes, em 1786 ; e
em 1821 mostiam-se-nos apenas 32,487. Diminui-
rao de ->.0.')l.
(31 Colonia agricoles.
vestuario, educaran de seus filbos. ornatos de sua
miillier, e reprcsenlaciio :
Oulra Ierra parle emprega-a em obra- dr rarida-
de ; csmola a pobres envergonbados, a docolcs, a
vclhos, cegos, aleijados ; em dotes a donzelia- pe-
bres e bem procedidas, para casarcm ou rccolhe-
rem-sc em conventos; c em donativos a estabcleci-
meutos pos.
A ter^a parte restante dcslina-aa aclos de bene-
ficencia |iagr algumas obras que manda fazer,
mais para auxiliar o homem laborioso que vive do
seu trabalbo, do que por precisar dellas; ou d ,
mao a um logista honrado, cajos negocios esln em-
barazados, on a algom rapaz inlclligenlc c bem pro-
cedido, quo deseja cslabelccer-se, mas que nao lem
mcios para isso. Aqoi est a caridade.
E es seis contos restantes, servem-lhe para iraog-
meutaudo a heranca que deseja deixar a seus filbos.
tjual deslcshumens he mais prove lo. ao paiz'.'
O segundo que faz com o seu dinbeiro tantas carida-
des e lautas beneficencias, e que com urnas e outras
protege,.e anima (odas as industrias atis e necessa-
rias para a conservaran e riqueza das populaces: ou
o primeiro, que s protege o vicio, oo as industria
luxuosas do estrangeiro, sem nenbuma utilidade,
nem vantageus para a populadlo ? Ningaem nega-
ra qne be aquello.
Vede ebouvcr muilo- assim, se o problema se re-
solve, ou nao, fcilmente. Comprehendemos, po-
rem que lio haver caridade senao com o catbolicis-
mo : e entao porque se nao recorre a elle '.'
E nao Icrcmos raas agora, em visla de taes cifras
e de taes resultados, para glorificaras promessas dos
informadores, e licar pasmados ante as grandiosas
oirs dos novos redemplores da humanidade '!
4fls insislindo na insliluirao das urdens religiosas
eea'ad.ac.ao a indigencia diremos; que a actual ca-
resta voio evidenciar b vacuo miserando, que ellas
deixanm.
Soflri e lem soffrido bastante a puhreza nesles l-
timos mizes. I'm invern utensissimo produzio a
falta de l-abalho e a caresta de todos os gneros de
alimentar,,, e' a nj0 menos essencial a dos rombus-
livcis.'
MuitasfanHas tem sollado de fome e de fri.
lia poucos tas que vamos repartir urna dessas
abeocoadassipas econmicas que antas chama-
remos sopas tt caridade eslava no lim a dis-
tribuidlo, quaudium artista decente, qae assislia a
esle acto, cabio derepcotc dolorosamenle andado.
Vira ir lauto- poln* contentes celle nao Uvera ani-
mo de pedir una tipia daquella sopa, snpposto que
exclamou a criadinha rinda. Se grada-lbe ler essa
papelada, ha um cesto i lici aira/ da porta.
O sitete lie singular, disse o conde virando e
revirando o envoltorio ; umenxame de abelhas ata-
cando o rosto de um imprudente com estas palavras:
a Todas por urna, urna por lodas.
Oh eu nao India reparado uisso, tomou
Francisqunha olhaodo por sua vez.
Sabes quandn chegoB esla caria '.'
Sim. ha quasi urna ho:a.
Ouem a trouxe'
Cma niiilher.
Urna inulher '
Ella ja tinlia viudo .lias vezes houtem : que-
rva entregar pessoalmenle a carta minha ama.
Apre murmurnu o cunde : e esla manilla,..
Esta manhaa levei-a a presen.; i de minha
ama.
Qaedisseram entre si?
Ignoro-, porque minha ama ordenou-mo in-
mediatamente que me relir?sse.
I ..ludia nao sabes linda escalar a- fecha-
duras '.'
Seahor conde, son honesta.
O velho crgucu os hombrea c repeli examinando
novamentc o sinetc do envoltorio que linda ainda
na iii.ii) :
Todas por una, unir por todas. Oue po-
de Significar i-lo'.'
O som de urna campanilla sabido da alcova de
Pandora interrompcu-lbo a inedilacao.
Minha ama chama-ne. disso a cuadinba.
Espera um pouro, disse u conde abrimlo a
bolsa.
Otie quer vossa excellencia '
Quero tecompeosar tua boiieslidaile.
Meltca-lho um luir, na mai.
Ouvio-se segundo loque decainpainha, mais im-
perioso que* o primeiro.
Ah meu Heos exclamoa Fraucisquinha in-
quieta.
Isso nao he tudo, conlinuou o conde nio-lrau-
do-lhe oulra pera de poro.
O que ainda '.' perguntou ella parando de re-
pente.
Esta moeda sef para li, se...
Diga logo, minha ama ficar impaciente.
Se me deres a carta de que ni teiibo o envol-
torio.
Oh !...
I'erceiro toque de rampainha sn'l'ocou a exrlama-
ro de Francisqoinha, a qual corren para a alrova
em quanto o ronde metlia liaiiquiil menle o envol-
torio na algibeira.
Purem Franrisquiuha nao Ii lnm prompta, pois a
porta abrio-se violentameale, e l'undora appareceo.
hemos que s raroos a familia- particulares diaria-
mente dislribuia trinla. Se ueste panto fora mis-
lar maiores prova eslava ah a man a importante e
verdica obra, intitulad] o- frades julgado* no tri-
bunal da raz.no a quo ale boje o liberalismo nao
nppoz resposta seria.
Accrc-cia quo a esmola viuda por mao do frade
i era inulto mais m -rali-adora ; subministrada pelo
i ministro do Senhor, l'azia para assim dzer parle da
; missao evaugeliacn. fructilirava com esta; sabia me-
j Unir discernir os indigentes, que pela freqoenca ad-
quiriram rom o fiada rclares qii eram nina ga-
ranta de mnralidade.
Sibemos que havia miios frailes; mas esse nao
eram os que mais exejcilavam a caridade: deixavam
isso aos zelosos, isto be aos bons religiosos c o mais
que se pode dizer he que se o fraile, qual eslava, era
a providencia do pobre, seria a sua riqueza se re-
corressem aos meios de reforma que se encerrain
nos Ihcsouro* da igreja. Nao foi assim ; lizerain co-
mo o agricultor, que arrancaste a vinha em vez de a
podar, tjue sabios !
Abi tenaos pois demonstrada na actual caresta a
utilidade, a necessidade mesmo dos conventos e a
completa insaflicicncia da liberalismo para resolver
o problema c a miseria e indigencia ordinaria ou
extraordiuaria.
Nem elle pode allegar desculpa. Tinha abi na
historia o exemplo da Inglaterra a gritar bem alio
contra a insipiencia e malvadez dos arrazadores e
nada foi bastante. Vinha da paiz modello ; os con
venios reconslriiiram-se alli a medo, nAo se va o
frade as ras, logo bota abaxo em Portugal e nao
se lcmbraram de que a Inglaterra com a deslruiro
dos convenios e oolras insliluires vio-se obrisada
a confiar ao estado a sustentarlo dos pobres, o qoe
se reduz a laucar na vorageni da miseria e pauperis-
mo muilos milhes de libras com desastrosas conse-
quencia* moraes e sem nunca poder encher esle to-
nel das II mai Ir- !
E (al (em sido a ineficacia desle meio (ao onero-
so que o Inglez sempre (erlil em recursos de aper-
feicoamenlo, im.i-.inou ama modado, eslabelecitla
em Londres, cujos membros se obrigam a prender e
a enviar aos Iribunaes os mendigos que encootrem
pelas ras. O tribunal c a pris3o, eis dous exceden-
tes moios de exercitar a caridade, segando os mes-
tres do liberalismo.
Por inri,lenta chamamos a aliene! dos nossos lel-
tores >obre as cili-as, cima postas, que demonslram
a diiiiinuican do numero dos proprietarios, que -o
a ligarmns com a enorme dimiiiuicao da pnpulacao
COIUIKSPONOEXCIA I) limito Mi rE-
.VxMIUiXa.
PIALHV.
Valenca, 10 de Janeiro.
Com a retirada voluntaria de seo corresponden le
ne-ta provincia, ticaria Vmc. privado de mai- avsa
ntmprimenlo de entrada de anuo, se eo nao resol-
vesse encher a lacinia qoe elle deixoa na columna
do Diario.
No entanlo, nada ha a lamentar, por quaata cis-
me aqui a acompauhar aos mais de seus illasrre
correspondentes na sauiart qoe Ihe rendas na
entrada de auno liom.
Pois desejo inte ament que esle bejct 56 Ib*
entrasse pela porta com aspecto risoiiho, com a (ren-
te enflorada de esperanzosas e v irosas rosa, a casa
n emblema da /elicidade na mao direila. sebead*-*
ua fruirn de perfeila sadc, possuindo nasa sraasa
somm.i do dinheiro e, alm disso, sem o manir di--
sabot que passa tirar-lhe a paz da espirito a da co-
rarao.
Nao he lujo, mas Jd nao he poorn.
E aqu tem mais (Jue se lenha divertido maila
em lodas a* /estas que vio de "ida enrasare aa
mez do uYr.-.s porteiro das annos. o maestro Jumo
das caras.......c que ronlinue oo aleara* de
festejes e disteaccaes ate o magos, e com vetlora
em todo o anno....
Nao se qae mais Ihe deseje... Ali!... sim,que
sua nlliciiia Ivpographica, urna das mclhore- qae
possuc o Brasil, T lomando proporriies colassae, a
que, em cada anno, cresca o numern r!ot asSigaaa-
les do seu Diario a mais de :tti mil, senda lodas mai
promplos no pagamento do dinheiro de saa sabs-
cripfoes, quando chegoe Vmc, como costana, a
dar-Ibes os numero adiantados.
lres ou quatro piolires em FVanca pnderiam o-
mcnle retratar essa bcU pbysioiiomia irritada. 0
cscrip(or deve renonciai a isso ; nao ha subslanlivos
assaz ebeos de lempcslaies, nem adjectivos suflicien-
lenirnlr forlcs.
Pandora eslava vestida 'c roonfo adornado de ren-
das, c seus cabelles arreiarados para as foates da-
vain-lhe o ar de urna joven czarina.
Nao deu f do conde, ia -rnenle Francisqu-
nha.
Qae fosaba '' diSSS-lba ,isaado sobre os ps ;
por ventura zomba comigo ?
Nao, senhora, balbaciou i criadinha ; descul-
pe-me. era...
Era o que'.'
Era o Sr. conde de Ingraide que me rcli-
nha.
Os olhos de Pandora cahinm enro sobre o con-
de, o qual mascava por enlrUenime-itii paslilbas de
Vchv. Soa colera uao foi arplac.idi por essa alli-
lude.
O coade nao lem que fazo- aqui, vosse bem o
sabe conlinuou ella ; esla empiogada no seu ser-
viro ou no meu '.' Se a casa nao lie Convera, nao he
uecessario esperar que caia-lhc soire a costas.
lie o alinee que Vmc. diseja ? pcrguutou
Franrisquiuha tmidamente.
Nao he o almoro, disse Pandiri procurando
com a visla, lie... .
lie f
O conde le logrando e Franci.-qnilia Irocaram
um rpido olivar.
i> envoltorio 1 repeli esta com emisraro.
Obi sim acaso nao faltoelarameila7
lie verdade, senhora, disse Frauc-qninha;
mas toinei-o entre outros papis para a-ruder o
fogo.
Eu teria aposlado **o mesmo eicliimnj Pan-
dora balendo com o pi*. Esl certa de bave-b quei-
mado'.'
Sim, senhora ; eran envoltorio que liaba,,
Pois bem disso Pandora brevemente, e (an-
do as costas.
Depois gritou do lundo to quarlo em que ei-
(rara :
Entao, Sr. conde, nao veta dar-me bom dn.
boje'.'
O conde precipitou-se na alcova.
E j estar Vmc. satisfeilo com o que lite de-
seju '.' E I imli.'tn com a humilde -au.lac.in a rnm-
primento, trbulo pequeo, mas sincero, da grali-
d,lo, estima e considerarao que de corarlo Ihe con-
sagro ? Se pela aflirmativa, eslou contentisssao e
fofo como um camale3o.....
Agora saiba tambem o que vti ca pelo sertas da
Piauhy.
As festas do fim do anno e principio desta, aesta
aldeinha nao repare a troca de torabulo, chamase-
na rilla... teem ido bellas, como nao accede ha
muilo* annos, eoflerecido carradas de diverlimealos
aos meas patricios A norene de N. S. do V e as
de S. Benedicto, encambadinha urna na ostra cesa-
ceda-me a expressao...', leudo comprado em 17 da
dezembro lindo e terminado em (> de Janeiro serrea-
te,proporcionaram-no opporlooidade de devorar
os prftsco.s, esgolar algomas garrafinhas, mostrar ao
sol e ao respeitavel a boa roupa os que a leero, bem
entendido dansar, etc., etc., e de fazer o mais
queqaizermos, on que cada um qniz, relirando-se
para suas casas, logo que amorteceram aa festinbs,
todos os que moram fora do povoado, a licando as
habitual e ordiuaria insipidez os qae moram aa
villa-
Pelo qae respaila a Testas e folganc.a ds lias a co-
mecos de annos na capital, nada sei; mas sendo cer-
lo que as festividades religiosas nao poden alli ser
hrilhanle*, como bem convem e compete magestade
da religiao calholica, he provavel que todo a mai
lenha consistido n'al-um baile e nom oa 'tro
haillequetle da rapazeadaele... ele.
\ amos s noticias. Sao poucas. e aqni as lem re-
sumidas c nuas de rellexcs, que desta vez ojo estn
de hnmor a emillir. e com lauto maior rawoa,
quanlo conhei;o a aspereza c peto da asi
l\ lo.
a reir porqoanlo os discpulos de Diax aao so alas-
lan dalii'i duas prateleiras atalhadas de ninharias,
de conchiuhas, passaros. fragatas de marlim, brin-
quedos suissos, frascos, paisagens em corlira, dolos
japonezes, copos dourados, chinelas de fadas, cestos
microscpicos e pequeas estatuas nuas de gesso re-
novadas de Pradier.
Junto da chamiue eslava um jarro elido das llere)
da eslarao.
(Juando o conde de Ingrande entrn. Pandora es-
tendeu-lhe a mao.
Minha chara amiga, disse elle depois de have-
la beijado, assisti urna vez na minha vida ao acor-
dar de Mr. de Tallevrand. Nesse lempo eu era
moro, acrescenlou logo o conde. Poi-, palana de
honra, nao liquei mais impressionado a vista do ce-
lebre diplmala do que agora aqui. Francamente
vosse eslava magnifica.
Entao grite braro, nao fallemos mais nisso.
hirigio-se mesa, tomou urna carta, e toruou a
l.'-la com ar pensativo sem oceupar-se com o conde.
Deve ser aquella, pensou este.
Terminada a Irilura Pandora guardou a carta em
urna gaveta de su.i secretaria. Esta justificando por
acaso sen Boma era de segredo.
Apre disse comsigo o ronde, ser mais dif-
licl.
Ilcm romo as galas que em un momento dado
abdicara os ervos, Pandora eslendcu-se com indo-
lencia sobre um ivan ; seus olhos pnuco ..ules iao
rdanles licaram meio fechado-, e seus labios se en-
Ireabriram para o sorriso. N'endo taes disposires
o conde lanron na de nina cadeira, e assenlo-se
juutii della.
Conbcce a Mr. Filippe llevle'.' pergautou-lhe
clladeix.iado rabir a cabera sobre o Iravcsseiro.
Mr. Filippe licvlo repeli o conde macbi-
nalmenle.
Sim.
Porq'ie laz-me es Vossa exccllcnria he bem curioso exclamou
Pandora. Desde quando costumo dar-lhe conta de
meu* motivos ?
Pcrdoe-me : mas eu eslava mil leguas longe
de sua pergunla. Quera dizer: Que iulercsse toma
voss por Mr. Filippe llevle'.'
ile precisamente o que quero deixa-lo ignorar,
meu duro amigo. Vossa excellencia uo be oen
Ahi havia, como nos aposento* de todas as miilhe- iser nunra mais do que um meaiun grande, disse
res da classe de Pandora, mil sunipltiosidath'* de
baixo preco, qneatteslam a diminuicao e enrrupeao
do goslo um i-elogio de bronze. lapeearias econ-
micas, a reuma de lodos os estilos, cadeiras com
esculpturas moda da media idade. para-fogos em-
brechados, una mesa de laca, pintura* modernas
representando como sempre nvmphas deitadas sobre
"lia apoiando-se ao colovelo, e ha de eurar-me Saa>
tm inteiramente da tranque/a rom que o trato.
Oh Pandora !
i}ue desejo sei informada sobre aluuem, e
pata isso dirijo-me fraucamente a vossa excellencia
cono a qualquer pessoa, e era vez de responder-me
com a mesma simpliaidade com que interrogo-, o
s
senhor recorre logo a iniagiu.ic.lo, e forja ai
Uo de mxsterios...
Oh! nao !
I icvia empregar mi-eiavei- sobterfaejos, i
versar durante meia liora sobre meo vestidos, o-
bi e as peca* novas para chegar sem abalo ao mea
interrogatorio '.' Fazer como Tbisbe em .Infrio :
o I en les abi ama chave mui linda... Oh eaVs a
quero e Com que especie de mulberes tem vstaa
excellencia Halad para uecessitar sempre deser esj-
gaaado ?
M mln querida Pandora. vos->- n.io comprehen-
dea-me.
Oh cu o ilion por homem mais forte ; de
ora em dianle obrarei segundo os principio-.
Mr. Filippe llevle he um homem de trila an-
nos pelo menos... eomecou o conde.
Deixe-me tranquilla com o seo Filippe Bevle '
Sei quem me ha de informar a esse respeilo.
Oh disse o conde, ha dillerenle informa-
c.ies.
Vossa excellencia quer ananhar-me pela cb-
rinsida.lc ; mas nao o conseguir.
Conhero esse senhor mais do que oatrss, coa
tiuuuii o conile, e voss enganoo-se -obre o saalido
de miabas palavras; |>oi se fui indiscrelo s peala
de responder a ama pergunla por oulra. era nica-
mente para previni-la contra lodo o mal que ttoha
de dizer delle.
M il disse Pandora eslendendo n peseoro.
Ei-abi porque eujalgava conveniente iaslagar
o grao de iutiioidade qoe liga voss a Mr. Bexle.
Mas nanea o vi !
Nunca .' repeli a conJc.
Nam mesmo pintado.
Enlao pasas fallar livrcmenle delle.
Oh quanlo prembulos enlao be um gtan-
dissimo acelerado '.'
lie pcior do que um clorado : lie um am-
bicioso, i
Pandora encolhcu os hombros e nbscrxou :
Vossa excellencia tem mximas extraordina-
rias.
Interrogue nossos.profundos pensadores, caa-
tinuou conde : todos l.\dirao qne em om Estada
sabiamente constituido um amUcioso he un*, elemen-
to de de-or_ iiu-.ic ni muilo mais formdavel do que
um chefe de salleadore.
lie i noli I porniintir-lha se foi no acordards
Mr. de lallevrand que aprenden a pensar assim.
disse Pandora... V. oo -celerado. ew amhiciosa...
I...-.u o -" sico do emp ego : ar mili somlirio, ph>-
sionomia mai ferot '
Ah I eis-ahi o principal para vo-si-*. fea bein,
nao ; seu semblante he sereno e mesmo nsoohe,
mas lem um ar carrancudo. He um homem qae sa
MELHOR EXEMPLAip ENCONTRADO
MUTTOuTxT


\
-

Os comesliveis, genero? alimentares He toda a sor-
te, estro escassos e raros em toda esta provincia,
de sorte que a fome arossa o povo, iilo he, as elas-
ses deste pobres e meaos abastadas. N'algons pon-
tos, assim mesino, taes gneros estn sotrriveis :
n'oalros, porm, marchan) de mal i peior, como, por
ejemplo, neste termo, em Campo-Maior, Mar-
To, etc., onde ludo he falta, todo caresta '
Se me Mr possivel, Ihe enviarei inda alguus
trechos de ara artigo do Ilustrado e scientifleo l)r
Moraes Sarment, homem probo e amigo franco da
verdade sem disforc,o qual rtico esta inserto em
um dos nmeros do Oeirense, eem que elle moilra a
verdadeiri ciusa da defliciencia' dos gneros de la-
voura, que se sent utsta provincia em qoasi todos
os fins e principios de anno, quando nao he lo-
do elle. Por lioje aqu Tico sobre falta e careslia de
comesliveis.
Cartas, chegadas da capital ha poneos das, duem-
me que o Sr. Balduino Jos Coelho, secretario da
provincia, e os pidres Antonio Augusto e Antonio
de Moura, esUlo incursos ua pena de e.icommunho
motor, declarada na missa da madrugada do dia 25
de dezembro prximo lindo, pela exhumarlo dos
restos de eerlo cadver; o., por haver dado,
quando vice-presidente, urna liccnra incompetente.
eos2 reverendos Antonios, por lerem assislido
impauiteis, ou concorrido de algum modo para ella.
Como estao e se haverao elles com esses ru'os, que
ot**grga da communbao catholica, nao sci, porque
rnente me referem o que lica notado.
O presidente da provincia, o Sr. Albuquerque
demillio do cargo de cliefe de polica interino o dig-
no e sempre louvado magistrado Dr. Joao de Car-
vallio Fernandos Vieira, o homem enrgico por
excellencia e inlleiivel observador e eiecolor da le i
e de seos deveres, o qual assim o pedio por haver o
Sr, Albuquerque rejeitado, seni multa juslica, va-
rios cidadaos, que, para cargos da polica, Ihe pro-
palara o Sr. Dr. Carvalho Vieira.
Je o publico nao se engaa, digo a Yac. que con-
demno francamente tal rejeico, e tanto mais quan-
do tenho conviccao da firmeza de carcter, dignida-
de e inieircza do Dr. J. de C. F. Vieira.
O Joao Izidoro da Silva Franca vai ser detnilldo
de mettrv das obras publicas da proviuciapor vir-
lude d urna lei da asstmbla provincial, que en-
cerrou seus trubalhos em 31 de dezombro de 1853 p.
lindo, a qual subir breve a s.ncc,ao,licando e.r-
ttneto tal cargo, ele.
He minha humilde opiniao, que esta he urna me-
dida olil proviucia, aliiviando-a de um dispendio
enorme que tao smenlo reverta em prnveito do
uustraco da mes/ronca, que boje se diz eudinheir.i-
do Sou rigoroso, mas nao injusto, Sr. meure Izi-
doro, Se nao est mu satisfeito, diga olguma cousa
em abono de suas economas, as qoaes nunca pode-
ram ser proficuas se nao a Possignoria, i quem de-
seio todo o bem e que seja ludo, menos empregado
publico.
Todos esses fados, que ficam exhibidos, vioram-
nie ao conhecimeulo, envoltos em urnas cartas de
Therezina.
Tres cadeiras da primeiras letrasa da Campo
Maior, Valenca e Pedro IIque esiao concurso ha
mais de :l annos, hio sido verdadeiros movis de ri-
las e malqueremos particulares as respectivas loca-
lidades ^ entre os numerosos prelendenles !
O professor da de Marvao, capiao F. N. de S.
Jnior, lem empreado os maiores forro- para pas-
tar a exercer a desla villa onde reside sua ramilia. e
nao sei que birra ha nos presidentes cm Uto Ihe con-
cederem a remocho. Verdadeiraroeule nao existe
inconveniente algum ; e se o ha cu nao o descubr
ainda em minha miopa...
Porm o actual presidente arrancou-llic agora a
esperanzas, removendo o professor da povoarao da
Batalha para a cadeira desla villa. As duas conti-
nan] na interinidade, ou seus professeres.
Insulso e destituido de interesse este negocio de
cadeiras, em que se observam odios, e ate persegui-
eOes e injusticia acinlosai de presidentes e particu-
lares,omiti sobre elle qualquer rellexao, que de
cerlo nao eonvern a nenhum de seus leitores ; e ate
porque sou etlrauho (merco de Dos} a esse cardu-
me de abelha.....
O Dr. A. Borges L. Caslello Branco, juiz de direi-
to desla comarca, est exercendo interinamente o
cargo de chefe de polica.
He quaulo sei da capital ou quanlo dalli me com-
municarara.
Approximamo-nos as eleices provinciaas, e asdi-
Tersas comarcas da provincia organisim suas chapas
iocluindo os seus dilectos.
Consta-meque osen correspondente d'outr'ora,
d'aqoi Ihe remetiera os uomes dos que elle enten-
deu srrein dignos de oceupar as cadeiras de legisla-
dore da provincia. Nao obstante, devolvo a Vmc.
a seguinle uomenclalnra de distinclos caracteres,
merecedores do mais subido couceito e estimarlo,
por seo patriotismo, saber e illuslrac.no, e pece-lbc
que a publique com esta em seu Diario.Este jui-
zo.que emiti acerca d'elles he o da provincia in-
tair ; eu, porlaolo, nada acresceuto.
1. Dr. Jesuino de Souza Marlins.
2. Dr. Antonio de Souza Marliai.
X Dr. Jos I.uiz da Silva Moura.
i. Dr. Benjamn uiz da Silva Moura.
. Dr. Antonio de Souza Mcndes.
6. Dr. Canuto Jos da Silva Lobo.
7. Dr. ManoelJoaquim Rodrigues de Macedo.
8. Padre Sebasiiao Ribeiro Lima.
!). Coronel Antonio Leoncio Pereira l-'erraz.
. 10. Coronel Jos Francisco de Miranda Ozorio.
11. Coronel Antonio Ribeiro Soares.
II. Tenente coronel Benedicto Ferreira de Car-'
valho.
13. Tenente coronel Ernesto Jos Baptsta.
14. Tenente coronel JoSo Jos Baptsta.
15. Tenente coronel Francisco Mendcs de Sonza.
16. Tenente coronel Manoel Ignacio de Araujo
Cosa.
17. Major Elias de Souza Marlins.
18. Major Gustavo de Souza Martius. *
19. Major Justioiauo Augusto I.eitc Pereira.
20. Major Antonio Joo Baptsta Ferreira
Fallecen em Deiras, no dia 25 de dezembro pr-
ximo passado, o Dr. Manoel Pereira da Silva. Era
homem de conslituirao dbil, e viva sempre arlia.
cado. Amigo leal, boro cidado, possuidor de grau-
desconheiimenlos jurdicos, desinteressado, mudes,
lo, homemde bem, emsumma, a lodosos respoi-
tos,a sua morle derramou amargura, saudade c
tristeza no coracao de seus sinceros- amigos, qne, no
sen paasainentn, deploram a perda do alter ego sin-
CURIO DE IKMHUCe SXT FtlM DE 14 MARCO ?ISf6
possne bem como lodos aquellos qoe tem verdadeira
forja, -e cu nao ficaria sorprezo vendo-o adianlar-se ;
mas entretanto...
Entretanto ?
Nao faz nada que valha. Eslava emprecado
cm uma embaixada o anno passado, e dizem que
requeren agora para ser secretario. Tudo isso he
bom ; mas sua probabilidade de ventura1 parece di-
minuir de dia em dia ; elle nao conla mais as pre-
sJeriSes que lemsolTrido.
Oual he a causa disso '.'
Uns diiem que elle nao occulla suflrienlemcn-
le seu espirito. Impulam-lhe dous ou tres epigram-
mas antiministeriaes de que elle defende-se fliabo-
licamente. Oulros accusain-no de fornecer notas a
uma garata da opposir.o. Parece uma liga contra
elle.
Tem as mulheres de seu lado '.' inlcrro.'ou
Pandora.
As mulheres '.' Sao ,llas que moslram-se mais
animadas contra elle, respondeu o conde logrando.
De veras ?
Nao sei o que Filippc Ihes fez ; porcm as sel-
las mais aceiradas 3o ellas que Ihe lancam.
He cousa admiravel murrourou Pandera
com um sorrso, coja expressao equivoca escapou ao
conde.
Citarei s um excmplo enlre dez. Nao ha mui-
j?nipo <,0B l'"'P(e visilava com asiiduidade a
muiher de um conselheiro de Estado, leudo sem-
pre em vista a secretara de embaixada que seus
esrurcos nao podem alcancar. O marido he uma de
nossas capacidades, a muiher he urna de nossas in-
fluencias, lilippe sullicenlemeule ligado com o
marido alistou-se entre os xixisbeos que fazem cor-
tejo em torno do carro da conselbeira.
-7- O carro os xixisbeos .' meo Dos que rhe-
lonca velha.
Obrar assim, conlinuou o conde, era em lodo
n caso ter boa poltica ; mas n.lo sci como aconte-
cen que a conselbeira quiz ver nisso cousa mui dif-
erente da poltica. As altencf.es do aoeso ambici-
lo pareceram-lhe ler por movcl a gulanleria, c
sern que a conduela de Filippe botivcsse dado mo-
tivos, o pobre rapaz vio-se tomado em serio por
ella. '
Bem I e que idade tem essa conselhelra .'
Pouco mata de guranla anuos.
' He bella ? *.
Ol... tem muila dislinccao.
A posieje de Mr. Beylo* era espinhosa, disse
Pandora faeelwo uma careta.
Mu.lo espinhosa ; voss julgar. Logo que
apruuve a essa molher ver amor as atlenres de
ril'ppe, somente restaram a este dous parlido's lo-
mar : ou reflm-se, o que erg Imprudencia e gros-
cero e do homem de lellras, sempre ulil patria c a
aaeitdadal!!
O Sr. Livio Lopes Caslello Branco e Silvo vai pu-
blicar um opsculo, que lem por titulo : Ensato
torographica da provincia do Pianhu lerlai do
Maranho, rom um mappa do ro l'ariiahi/ha e seus
confluentes,para rujo fim esta procurando subs-
criptores em toda esta provincia. Elle inculca sua
obra por de minio proveo. e allirma que ella cor-
responder a expectativa.
Dos permita que melhor fortuna, que a que tem
guiado at boje ao Sr. Livio Lopes, o bafeje benig-
namente d'esta vez, favorerendo-o na publicado de
'cu rVusato corograpMca De corarao Ihe desejo o
melhor resultado.
A provincia vai em paz :lambem em alrazo c fo.
me ; mas esta, com I chegada das cliuvas que es-
peramos anriosns, ha de minorar e, por ventura,
acabar-e ; o alra/.o, que no Piauhy assemellia-se a
tenia no corno humano, o alrazo lio que nao se aca-
bara nos nosses das 1...
Nao encerr e'ta sein dizer a Vmc, que, bem clicio
de receios. lomei a mean fraoos hombros a tarefa de
noliciador, com que nao pode o seu correspondente
u qoal continua a tofjrer as mais acerbas rerrimi-
naroes cat ataques pessoaes do selvagans sam nome
e sem prcsliaio .' Por isso, nao Ihe prometi ser
constante, e s Ihe conlarei as cousas /eias pela mc-
tade.
No mais, lanhl nada e felicidades, que Ihe appe-
leco.
Lmbrancas aos seus correspondentes da capital da
Parabiba o I piquea.
Au revoir.
11
1'- 8.Peso boje tu peona para rectificar urnas
pequents inexactidoes de seu citado correspondente,
queso sera culpado por ellas junto com quem Ihe
informou dos lacios.
Tratando elle das bengalladas que o Sr. lenente-
coronel M. J. de Araujo Cosa dcscarregou no Sr.
major Antonio Joao lt. Ferreira em casa do Sr. Dr.
Mendos Jnior, segundo ouvi dizer,elle disse que
arcna dos dous Hercules ateara de querer o Sr.
len. cor. Manoel Ignacio que oSr. A. Joao Baptsta
comosupp. do juiz municipal em exercicio, se con-
duzisse de um modo que convinha-llie n'um inven-
tario que tralla perantc aquelle juiz, ele, etc. : po-
rm cnsanou-se o que informou ao correspondente ;
porque foi outra a causa da tal clcsaveuca e cunse-
guintemenled'aquellcaclo assaz cundemnavele sem-
pre reprovado por quem respeilar a razao, a juslica,
e os dircilos individuaes :e desalio a quem quizer,
para que me moslra o direito qnc autorisa um cida-
do a espaucar ootro ?....
Ouvi censurar lambem quelle correspondente,
por fallar n'esles termos acerca do Sr. lenenle-coro-
nel M. Ignacio :a informara-me que um Manoel
Ignacio Uvera uma brisa oudesavenca etc., etc.;
e qualifiquei de injusta semelhanle censura, que
pode realmente nascer de urna alma nrgulhosa ;
porquanlo nao he crime o dizer cu de um homem
que nao conheco,que nao he A. Ilerculano. Casli-
llio, .Mendes Leal, Chateaubriand, Lamartine, Talen,
Paran, iSahuco. ele, etc., c linios oulros nolaveis
cm todo o inundo. -liama-lo um /ulano ile tal,
visto que nao Ihe sei do petfo on honras, etc. E he
islo o o que succedeu ao correspondente, que bem
sci nao ser aqu condecido c nem tao pouco conhecc
a lodos c estima c consideradlo, todava somente sao mui fal-
lados na sua localidade.
0 padre Formiga esta processado por ler abando-
nado a cadeira dos Piceos, de que he professor, sem
licenca do director, e nao por exceder o lempo da l-
cenca, que pedir para ir u io sei aonde, como disse
o correspondente que me tenho referido.
I'itncnteiro.
lie bem repugnante a maneira porque algu-
mas irmandades \ aombandu entre nos, da au-
loridailo episcopal. 1
J,i por diversas vciej lem-secensurado a pra-
tica abusiva das praciaaaea de penileiicia, que bem
longe de serem um nclolreligioso.lornam-M um'ver-
dadeiro sacrilegio; e irifeli/.ineiite vemos que toda
os das \ao-so repellado, nao obstante nina previa
censura ou prohibido ,ie S. Exc. R.vm.,o que ge-
ralmcnle be lio icprovado.
Nao be por esse meiul que alcancarcmos a graca
desejada ; oulros sai, os meios que podem locar o
Sanfissimo CoracSo dfl Jtaua Chrtato, cujos resulta-
dos icjao cm beneficio 1 prximo a quem elle nos
recnnimenda amar romo a nos mesnios.
Para que, a expensas de lanas irniaiidades abas-
tadas, nao se oaliluem oonnnissfs de beneficencia,
que sendo bem regularlsadas possao apruveilara
gente desvalida?
Por meio de lajjs actas puramente religiosos he
que podis conseguir a rvogacao da justa scnlenca
que pesa sobre nos. (
ludo nao se deven) esqi
\em guardar retas lor
tiionia perfeila com o
A isreja be o lugar
inenlo de laea praticas.
Dos perdae pelo
PAGINA AVULSA.
ffiDSC SHA 8
OKACA'O A N. S. DAS DORES POR OCCASIAO'
DO IERR1VFL FLACELHO QUE NOS AF-
ll.If.E.
1
O' M.ido Dos homem,
O' virgen cas Dores,
Volvei vossos olhos
Para os percadores.
'2
Veras, como afTlicto-
Oeme agora o povo,
Sollrenatl os rigores
D'um castigo novo.
:i
0 cholera morbos.
Sem contempladlo,
Bxiingair pretende
Vossa geraco.
I
Ibije o vosso auxilio
Vimos implorar;
Queremos a graca
Celeste alcancar.
5
Pelas vossas dores
Conlemplai. senhora,
Os feitos da peste
Tao devast adora.
l'm raio celeste
Dessa luz divina
1 Iluminar venba
Nossa medicina.
I
Para Iriumpliantes
Pdennos combar
Desee desertor
Que nos quer ceifar.
S
F^xcelsa senhora.
Typo de bondade
Lancai vosso maulo
Sobre a clirislandadc.
!)
Vs, que ja passasles
Por grandes tormentos,
Ouvi com ternura
Tao justos lamentos.
10
A quem reeocrermos
Nessa extrema dor'.'
Si'i a nossa mai,
Mai do Salvador.-
II
Qual ser, senhora,
Tao grande o pedido
Que a mai faca ao lilho
Sem ser attendido"'
12
De vos esperamos
Todo imn bem ;
Em nosso favor
Sede sempre. Amen.
r. ./.
s sacros exercicios, sobre
ecer ; porem nesses se de-
nulas quo cslejao em bar-
n speilo que llip be devido.
>ro|,rio para o desenvolvi-
alu rontrilainentc ped a
vosso < pecrados : depoia entra
por essas casas onde muios se dchalem com os hor-
rores da miseria c sem d slincco derramoi os bene-
ficios em relacao as vossa-s pusses, c Dos ser com
vosco.
Esperamos uma providencia que sustente a mora-
lidade de urna aulnrda le lao poderosa e respaila.
vel como a de S. xc. Ilvm.
Nao deixaremos no olvido a prompla provi-
dencia que den a camart municipal no baslccimen-
lo de aguas pela gente /lobro das diversas freguezias
que eslavao morrendo asede, visto que o seu preco
ja harria subido cima (lo da carne.
Illimamenlc dava-sejua fresueria deS. Jos S80
rs. por um balda d'agua e nao se eucontrava quem
quizesse subir um sobrado de dous andares: com
ludo este beneficio anda nao sendo extensivo vai
apenas mitigando parte da necessidade. Quizera-
mos tambem que a cmara conlralassc nina com-
panhia de fornecedores d'agua, que medanle o
preco ordinario dislribuisse um lal beneficio com
toda a popul.ic.ao, qne n3o estando no caso de rc-
ceher agua gratis, nao jem quem v ao clnfari/. bus-
ca-la c v-sc por lauto na mesilla contingencia que
procuramos evilar qiiando reclamamos lal provi-
dencia.
_Os sacrisles. c ob ninleques eatto fumando!
Estao prohibidos os ilpbres, e siguaes as lorres :
asradecemos muito a quem concorreu para urna
medida to prudente-r Quem nao pede, Dos nao
ouve.
Reparen: melado dos enterros se fazem
cm ti boras,ao passo que em IS o numero be de ou-
Ira ir.oladerpor i'xempjo, sedas ti horas da lardea
meia noite morrena til) pessbas, da meia noite ai ti
da larde do ootro dia morrem 10 Pois como se
poder explicar, essq plicuomeno, que se d em
lodas as relacps de niortos, que temos dcbaixo de
nos-as vistas'.' Dir-nds-bao a noite in/lue muito
para n nesrimento do obituario;o das 12 ho-
ras a< i lambem nao influir esse esp.ico de lempo"
Desejariamos siber, se nao lia ( a menor exa-
me nesses falleciraeirjtos de africaaoa, que estao no
servico dei particulares, o mundo esta lo/tirado....
Pedimos ao He. fiscal de S. Jos, que
lance suas vistas parji o matadouro publico, e ver
que de mundicias, !que de porquidades vai por
essa fonle do nosso principal alimento. Bem sabe-
mos que suas ocupajfles sao extraordinarias, mas
atitc para la esses ejpertnllioes de guardas que
estao em casa corando as sarnas, que funecionarios
laboriosos ao cerlos suardas municipaes !
Quem autorisoB ao Sr. F... para insultar den-
tro da igreja do Pilir a um homem por nao poder
com justa caus.i njoelbar-se".' Que zelo de pbanseo!..
E citara s. me. aorado en enrhota lata da Sel
O cidad.lo Mailoel Bezerra da Paixao, mora-
dor na ra da liluria numero 42, acaba do sanir
dcste cscriptorio nos deixando summamentc mara-
vilhado pelo que nos conloo da Varzea, donde veio
de enterrar alguna prenles, que la moraram. O
dcleixo, a usura, e a miseria dominao em grande
escala n'aquclla infeliz frenuezia. Pode-se ler
prestado muitos seryieos, mas quem la vai v o ce-
milcrio de baixo ilo mato, e os Irabalhadores delle
em sua.. casas; mis nao adevinliamos. A este res-
peito cis oque urna hessoa sisuda nos manda dizer.
Oaea ao portador sobre o que vai pela Varzea,
e a vista da exposi;a|o faca na P. A. u que julgar
a bem da pobreza dcsvallida ; pode acreditar, por
que be peejua capai.
I'ma carta particular de Iquarassu.O mal
appareceu no enseojio Mussupinbo : o senbordoen-
genho, homem fraei, o que lem muito amor ao o;i-
Dhelro, corren eapa' orido mais a familia, para esla
villa ; dous dias Je|iois maudou retirar a fabrica
para a povoarao (eTabatinga. Os habitantes do
lugar oppozeram-se| nao consentindo que a fabrica
fosse para la : enlo veio a fabrica para o Tapc :
lemos a notar qae|algona escravos ja vinham allcc-
tados da moleslia. Ilonlcm morreu orna prela c
jvin.ta que lera mais doenles, ej no engenho ba-
< lam morrillo dousj (c cnlao nao acba boa a polica
desli: lujar!! nislb o correspondente n.lo falla o
io dcixou licar os seus morado-
sem ter quem os soccorresse,
molestia ter ceifado quasi tudo,
quem pode fusir, fi :io. Nos en:cnbos Agolar, 2
Nova, ti ; e Musupinho, 17, que ficam lodos Ires
em um correr"!
Conlou-seat o d a ti, .">."> victimas I
Ale engenho l'aj litiga do Sr. Francisco das Vir-
gens. entre moradoes e escravos consta lerem mor-
rillo 1(1 pessoas, entrando a muiher do mesmo, elle
largou oensenboe ifoi tura o engaito Majaope.
iNo lugar chamado Tres Ladeiras, al o dia 4, li-
nham morrillo (i pessoas, e baviam muilos doeutes ;
no engenho Purgatorio ate o dia linbam morride
l"> escravos, e lambem a Sra. do engenho. Na ilna
de lUnaaracl constit que o numero das victimas he
de 1( a 20 ; cm Uafrieot ha muila gente doenie e
lera morride (i pessoas ate o da .. fim Pasmado
ha muila gente doeilte atacada, e morreram dous
almocreves que am para o Recifecivm carsasdeazei-
le. Em Mara Farinha, Ramallio, Guarar, Santa
Rila, consta lereM morrillo 10 pessoas, e ha muita
gente atacada. Moiciigenho Monjope lem havdo
algumas pessoas atacadas, norn|nla consta ter mor-
rillo pessoa alguma. La lem um facultativo paito
pelo scnlior do enuekiho, com medicamentos para a
fabrica c moradores.no lugar chamado Chaa do Es-
tevao. tambem tem havido victimas. F.m Tapissn-
ma eoasta ler morriflo 3 pessoas. Na villa ten cabi-
do muila seute, atfo da 7 linbam entrado 12 pes-
soas para o cemilcrio, sendo moradores da villa ,
e de lora 8. >
Dos lenha misericordia de nos !
O egosmo e a falta de caridade esla no seu auge.
O medico que vai para a villa est em llamara.a.
S" existe na villa uijn curador, um hospilal, a qud
so lem as camas e riada mais ; nao ha enfrmelo,
nem co/inheiro.
Foi atacado um matulo no logar denominad- La-
na, veio para o hospital as 11 horas da noite, i essa
mesraa hora audaram liatendo as portas dea hiber-
nas para comprarein uma vela de carnauba, lorque
no hospital nao havia. No da 8 amanheram :i
morios, um no hospital, e dous em casa : odos os
que tem entrado pafa o hospital lem raorrho.
Carne, ha duas semanas que nao ha. Ilojc ma-
lou-sc um hoi que n.lo cheuou para niusiem ; ven-
deu-se a 2'i patacas, e em uma hor eraporou-se.
lialliobas a ItUO 1Jlolacba, he quanl. a padaria
possa apromptar. l-.n mha a 180 a cna e nao ap-
parece.
Nu dia S fui atacado o Fidclis qurdurou '.I lloras,
e lem cabido diversas pessoas.
L'm caso muito celebre c pot iss' digno de men-
ean, acconlccido em Tapissuma h. poucos dias, ron-
lado por pessoas que merecem miilu couceito.
Um SL'iihor sacerdote dallt coivocou o povo para
fa;er uma procissao de penilcn-'ia ; na occasi.lo dcl-
saria, ou continuar a partida Invade, islo he. en-
trar ousadamente no camitiho que ella Ihe indi-
cava.
E fui sem duvda a ultima resoloelo que elle
(omou '.'
Oh sim ; tomou suas inscripciies, bom jogo,
bom dlnheiro, arvorou as grvalas mais senlimen-
laes, e cnmpromelteti-sn na melhor f, suppondo
que a conselbeira Ihe seria favoravcl para cun o
marido,
Que lulo quanto lempo duron essa comedia''
Tres semanas, um mez, depois do que len-
do-o levado a conselbeira ao que quera, dcnuii-
ciou-o virtuosamente ao marido.
De maneira que M. Ilcxle vio suas eaperaacal
arruinadas, 0 rio-se corrido de vergonlta, disse
Pandora rindo sem vonlade.
Justamente os molejos loram levados a lal
poni que elle jiilgou que urna viagem a Badn era
indisnensavel para a cura de sua vaidade.
A Badn'.'
Foi o que slvou-o em parle ; pois nao indo
la para as caldas, jogoa como desesperado e 'per-
de-mc uma expressao lomada ainda a uma rhelo-
rica velha i a Fortuna enenrregouse de viuga-ln
dos riaores ilo Amor.
Nao se incommode, diga : Piulo e Cupido.
Ah ah! isso he mui bello I exclamou o con-
de quereudo lomar sobre a beira do sof a man que
Pandora dexava pender negligentemente.
Eia, esteja serio, disse ella ; por quanlo a-
chava vivo inlereese nessa aarrac^o.
D ao menos o cxemplo. demonio espirituoso !
Enlo Mr. Filippc Be) le foi feliz no jogo '.'
Mui feliz. Allirmam que leve gatillos hiper-
blicos, lie uma compensaran a' sua desgraca em
politice c cm amor.
lloare depois tiestas pfiaTras um lempo de si-
lencio.
lie smenle isso que le/h a ilizer-rac a respai-
lo delle 5 Pcrsnnlou l>wroTS.
Somante. (
Procure bem.,
O qoe sci linalu-M a essas iuforoiasjoei; mas
se quer que eu res.nma minha opiniao...
Resuma.
Dir-lbe-hei que Mr. Filippc Bey le lem Indas
tal senlior do engen
res ao desamparo,
que reanlton
do
la, cahio um homem rom o cholera, o povo corre
borroneado, ha um grande harulho, cahem algumas
mulheres, o padre imiiiei'i.ilamriile larga o crucili-
10 c srita oue eeia um /nja por onde puder, que
mor re ludo. Foi islo uma halburdia dos peccados ;
o poro a fagir alrapalhavam-se mis aos outros, eso
se viam quedas, e entau ludo era do cholera ; finai-
menle cuslou muito s peasoM do lugar para sorc-
gar o harulho.
Morreu i> homem que primeiro linha cabido, no
da il, as ."> huras e meia da larde. Exislcm 1,"> no
cemilcrio, e eat-seabriudo a cova para Vicente Pi-
taco. Ilojc morreu ura escravo do engenho do Sr.
Vieira. Temos muita confiaiica no governo que con-
tinuara a nos nao desamparar.
.>>.. redactores dn Pagina Aeulsa. Pelo re-
gulamenlo das capitanas dos porloi, certas e deter-
minadas elasses. qup se Bcham (matriculadas nellas
laea como, as que se empresatn na vida maritima,
tanto na pequea, como na grande cabolauem, pes-
cadores, carpinteros, etc., sao obrisados a compare-
cer na Ia domingo de cada mez no arsenal de inarinha
afim de serem re islas as suas matriculas pessoaes ;
esta disposico resnlamefilar, as, j M onerosa,
para as elasses pobres, que nciibum estipendio per-
cebem do estado, em lempos normaes, be no presen-
te t.lo vexaloria, que n ranina verdadeira ser a exe-
cuc.io nessa parle do anpracitado regolamento.
Nao sabemos se pedin.lo ao lllm. Sr. capitao
do porto que requisita ao Exm. Sr. roneelkeiro dis-
pensa de laes levislas nos envolveremos na seara
alhoja ; mas alenlas as tristes c melindrosas circums-
lancias da aclualidadc.que seria uma medida sobre-
modo humana tanto mais quanlo ella nos persuadi-
mos) nao atrepellara o servico publico do porto,
'lemos f que seremos alteuditos.
Rubio'.'! Havia goslo exagerado ou nao pelos
dobres, repiques, e lodo ese cortejo de hdalos,
mtlleques e sacrisles'.' .O digno e virtuoso prelado
ja havia determinado que ludo ressasse. e no enlan-
to a populacao he lestemuuha que das torres os va-
dios e sacristaes ssim zombavam de nrdens lo res-
peitaveis!
O hospital porlitguez lem'estado intaetu de
aecusaees, sabe-se que all o numero dos fallecidos
he diminutu, e que os pobres nao tem horror a elle,
porque be isso'.'
O Sr. Dr. Pontea foi evbnnerado da directora
do hospital regimental do cholencos, eosubslituio
o Dr. Mascarenhas.
Pedimos ao Exm. Sr. conselheiro, que aprovei-
le a dedicarlo, e aclividade do Dr. Mondes em ou-
tra commissao. Para o 5" dislriclo ja ha pessoas al-
l moradoras, que |>el pralica v.lo preslanlo bons
serviros. O Sr. Dr. Mendes derla ser eneajado em
uma commissao, que os seus serviros podessem ser
apreciados devidamente. Nos o rceoinmendamos aos
encarregados do hospital de N. S. do Livramenlo.
Recebemos cartas de tiaranhiins, e a exceprao
do sentido fallecimenlo do Dr. Das Machado nao
sabemos seinlo, que.o povo vai animarlo pelas auto-
ridades, confiando com f robusla, que o seu glo-
rioso e asssamado Santo Antonio o hade soccorrer.
Melhor advogado o povo de (aranhuns niio po-
d:,urliar. Os recursos dos hometis sao to mes-
quinhos....
I'.randc hospital de caridade.F.sta de novo em-
poasado no lujar de thesoureiro desla admiuislracan
oSr. Jos Pires Ferreira, que tantos servicos lem S.....
prestado a aquelle eslabelcciinenlo, o qual sem du- ja mesma
vida deseuvover seu zelo para remediar os males
qae elles lem sentido durante sua ausencia, e nos! Rua do llllu i*
Freguczia de San Jos.
Rua Aususta a. 36, casa de Alexandre Fragoso,
morreu o mesmo.
Paleo do Ierron. 18, casa de Manuel Fonseca de
Medeiros. morreu I escravo.
Rua do Padre Florianno ii.liK, casa de Francisc0
Fernando, morreu o inesmo.
Pateo do Terco n. 72, casa de Joaqun de Vas-
eoocellos, morreu I escravo por nome Marccllo.
Bateo do Pocioho n. l.l, casa de Domingos Soares.
morreu o mesmo e a casa eil abandonada ha (>
dias.
Rua da Palma, sem numero, casa de Joaqutm de
lal. morreu o mesmo.
Rtt i da dita, sem numero, casa de Anlonia Candi-
da Monloira, morreu I escravo de nome Lima.
Rua da (lila, sem numero, casa do capitao Cruz,
morreu I escravo e morreu mais 1 pessoa li-
re.
1'rac.t de Sania Rila, sem numero, casa da viuva
Campello, morreram 2 escravos, I ponime Floren-
cio, c o outro ignoro.
Praea do Caldeireiro n. .">, casa de Mariano Rodri-
gaes Vieira, morreu o mesmo.
Pnce do Terco n. .V.), casa de Lima Romana, mor-
reu a mesma.
Rua do Padre Floriano n. (16, casa de Mililao An-
tonio, morreu o mesmo.
Becco do Dique, sem numero, casa de Jos Mar-
ques, morreu o mesmo e I lilha.
Paleo iln Terco n. (ti, casa de Jacinlho Jo- de
Mello, morreu o mesmo, 1 lilha c 1 escravo por no-
me Hera.
Becco do Dique n. II, casa de Jos Marques No-
gueira, morreu o mesmo.
Roa da Palma, sera numero, casa,, de Joaqoim
Vicir, morreu elle e 1 irmao.
I'reguezia de Recife.
Rua da Cruz n. 8, casa de Jos Antonio Pinto,
morreram escravo--, sendo : 2 no segundo andar,!
no lerceiro e 2 no sotao ; desinfectadas por indaga-
rlo.
Roa da Senzala Velha n. 18, casa de Francisco
Monleiro, morreu o mesmo ; desinfectada por in-
dagarlo.
Rua do Pilar n. 118, cas de Serafim, morreu o
inesmo ; desinfectada por indasarao.
Roa do dito n. 93, casa de Bcnto Antonio Couti-
nho, morreu I escravo o 1 crianca ; desinfectada por
iudagarao.
Rua do dito n. 93, casa de Domingos da Rosa,
morreu sua muiher e I escra\o ; desinfectada por
indasarao.
Rua do dito n. .71, casa de llcnriquela Emilia da
ilva, morreu um escravo ; desinfeclada por pedido
Leranton-sa lepeniuameue como quem lomara
uma resoluc.io. e disse com iceento InileOnivel.
O Sr. cundo ama-me clmenle '.'
O conde atacado de impr-i iso pjr essa interroga
e.3o, e presentindo lempcaade nao pode echar nu-
tra cousa senao a exrlanio.ao usada em scmelhante
circunstancia:
Se amo-a !
iNesse caso, conliwou Pandora, lamculu-o,
pois n,1n amo-o.
Bem o sei, susprpu o conde.
E nunca bel deaom-la.
Oh Pandoral
Nunca !
O conde passoiia mo pela froule.
Pandora poz-se a patear pela alcova como pala
dai-lbe o lempo de seriuar-ae desse golpe. Depois
paroit diiiiilu dille, c .icresccnlou :
E rogo-Ire alen di-lo, seohor ronde, (pie
cesse de ora eai tliaii> suas visitas.
Que diz'.' cxcbmuU o runde.
I.ancott viratnen'e a vista em lornojdfl si. sacu-
di as orll'is, c Huu os olhos sobre Pandora sem
sem coniprshende-.
i.ss,ir... milias... visitas 1
Sitn. '
AJi ah !ah .' Ijiiiou elle tentando rir com-
pndietido... hrnovo gracejo... Bem.'bem!
Mas Pandos permanecen seria.
.N.lo, ilbo* conde, nao he gracejo ; pelo contra-
rio nada be nai grave. Tenho a lituieinieni.au de
interrumpe- luda a relarilti com vossa cxcclfcncia.
Hilo isl id.'ii-llic as cosas, dtriglo-Se a um jarro
de fumo ftto achava-so sobre a rhamin, e vollou
a asscnla-s^ enrolando enlre os dedos urna eisar-
rilha.
Vara, disse ella, vossa cxcillcncia nao lem
enmn n eondemnadof, vIuIcr qualro horas para a-
maldiiear nos jaitas; mas concedu-lhe de bom ara.
do iu.ua llora para dosabafar s-'ii desespero a para
oppcroir-mc com o nones rnpii oJIosos. Ei-a co-
m ic.
jecendeu i rigarrilha.
i conde permaneca mudo pregado no inesmo
ligar.
Oh! conlinuou ella, depois do liare lo co:--
tunplado atlenlamente, sabe. Loeu charo ron la. o
_ i|tte devena fazer '.' Oh bem sei que os eooselhoa e
as qualidades e lodos os defellos. Em uma palavra, sobreludo os mais sabios, s,lo or Jiuariameiitc mal re-
he*um homem completo. Por ronscguinl releva
desconfiar delle.
Pandora nao replicn. Rellecti.i.
Sua fronte onde de ordinario "rnenle lian:-seas
latifaes c as contrariedades insignificantes da
vida fcil, cobrira-se de uma sombra seria, tus
labio: estavam aperlados.
cbidos nessaa necasics; masi puuc.i me Importa.
Vosea escellenoM deeeria mosjrar-n aenuloaio
fin. Teria ao menos as honras da roerra. Minha
rcsolncao est tomida ; estenda-me, pois, a mAo. a-
brace-mc pela ullima vez a fronte, c seiiaremo-nos
como bons amigos.
A mo de Pandora ficou de balde MeWfda.
contamos que em tima quadra como a actual, S. S.
desenvolver duplicado amor e dedicado para ali-
viar os desvalidos.
Cousla-nos que as commisses da aisocia^ao
rnmmercial henefirenle se reeusaram a snpprir oa
hospilaes de San Jos e da Capunga. assim como a
dar a' pobreza da frei-uezia de San Jos os soccorros
diarios de geueros alimenticios que a commissao do
governo costumava ministrar ;. entretanto como ehe-
gasse esla noticia a commissao central de beneficen-
cia, creada pelo goverao, esla inmediatamente for-
necen os meios necessarios, afim tle que a anliga
i-omiiii-a i de San Jos ronlinuasse. a soccorrer os
desvalidos n o hospilal daquclla freguezia.
Grecas a Providencia o negocio est afrotixan-
tlo na rasa dos 70.
At amanha 'se nao morrer.',
Desiiifccces do dia 11.
Freguezia da Boa-Vista.
Becco de Joo Francisco n. S.casa de Mara Mag-
dalena, falleceu a mesma, c Vcrdianna lilha.
Rua do Mondego n. 3, casa de Joaquim da Rocha
Carvalho, falleceu Possidhnia, cscrava.
Rua da Clona n. 15, ras de Francisco Jos Fer-
reira, falleceu Maria da Conccic.io e Theodura da
Costa.
Rua do Mondego n. il, casa de Francisco Fer-
reira (ornes, falleceu Francisco Maria da Concei-
rao.
Dila do dito ti. i), casa de Simao Jos de Azevcdo
Santos, falleceu SJii el dos Paseos.
Aterro da Boa-Vi u. 3,casa de OriatOTat) (,ui-
herme Brckeufcld, f:ll^rim. loga, I elicidade e
Thercza, escravos.
Atraz da Matriz, o. 20, casa de Manoel Antonio
Cardos, falleceu l>. Isabel Ferreira da Silva Cr-
deno.
Rua decebo n. 3, it Francisco Antonio tic Mene-
zes, falleceu l'rasnnsro de San Cunalo.
Chora Menino, sitio de Francisco Arci'oli de (jou-
vcia Lilis, fallecen Adriana, escrava.
Freguezia de Santo Antonio.
Itccco Jo Sarapalel n. 7, casa abandonada ha 2
dias, morreu um !iomem branco ; desinfectada por
avise policial.
Kua do Ciillcgio n. 7, casa de Joao lioncalvcs dos
Santos, morreu um prelo desinfectada por indaga-
cao.
Ruada Piiha, n.9,CNJJj,de Malhillcs Maria, mor-
reram 3 ptssoas, 2 pardos c 1 parda ; desiiifcclada
por avise policial.
Bocea do Falcao.sem numero, casa em calilo de
mis pr.-tos de naci Congo, morreu uma prela ; de-
sinfertada por aviso policial.
Dio do dito n. ti, casa tic Maria da Couceicao,
moren uma prela desinfectada por aviso poli-
cjil.
Travessa da Palma, laja do sobrado sem numero,
ibandonada ha 5 dias. morreram 2 pretas ; desinfec-
da por aviso policial.
Caes do Ramos, sem numero, casa abandonada
ha dos dias, morreu um prelo ; desinfeclada por
aviso policial.
Rua de Sania Thercza n. 21, casa abandonada ha
2 horas, morreram 2 pretas e I pessoa branca ; de-
sjuiciada por aviso policial.
Becco do Padre n. I, casa tle Ignacio Dias
Ferreira, morreu uma prela ; dcsiufeclada por in-
dagarlo.
Kua tle llorlas n. 19, casa abandonada ha 3 dias,
morreu 1 criouU ; desinfeclada por indagac.lo.
Rua de Santa Titerera n. 11, casa abandonada ha
21 horas, morreram 2 pessoas brancas ; desinfectada
por indasarao.
Rua Direlta n. 16, casa ,1c Joo Ignacio de Reg
morreu 1 prela ; desinfectada por aviso poli!
cial.
Rua do Queimado n. 11. 1. andar, de Antonia
Cascmiro liooveia, morreu 1 preta ; desinfectada
por aviso policial.
"No quer".' tomn ella, a seu soslo, met cha-
ro Prcvino-o de que tei aiitecipailamenle ludo o
que vai dizer-roe. Isso esl notado como sj mphonin;
ai aecusaees, o cntcruecimeiito, as injurias, p san-
iiie fri aneciado, as prottesaas, asvollas ao pinado.
Nao espere ensinar-me nenlmina cousa nova a esse
respoilo. iNaofar mais dique os oulros, pouco mais
ou pouco menos eloquente, eis loda a tlillercnca.
A lem de qti derla esperaj o que boje Ihe acontece,
porque eu Ihe tlnlta felU prever mui(a< vezes. Nao
son inelbor do que todas s mulhirrs. Vossa excel-
lencia lem leilo bem, euso Ihe Icnho feito mal, eu
he que raligo-me primeiro. Assevero-Ihc que sua
historia be. a de lodos. Fiqucmos, pois, ah. Sou in-
grata, concordo; nao lano coracao, que bella novl-
dade! Poupe-me aecusaees qoc'eu mesma olTere o-
me para rectlar-lhe... e sem coinnielter um erro!
accresceiilou ella com o ai de meuind que osla certo
da lic-i.
EviilenMmcnte Mr. d; Ingrande nao a tiuvira,
BOU quando ella acabou, as anteas palavras que mor-
muren como responaendi. a si inesmo furam eslas :
Sim, sou vlbo !
E essa. palavras Ibrait acumpanha las de um sor-
riso amargo.
Pandora laucn Tora a garrilba com impaeioncia,
e di-se eruuendo os hombros :
Quem Ihe falla de sua dado7 E onde sua fa-
utdade vai procurar m-livos par a minha rosoln-
;;lo-' Vossa excclleneia nftn lio velha nem moco; tem
i idade de loda a sent riel de Pars. E damais an-
da quando fosse c.icltelico. fuatido fosee absurdamen-
te fcio, que provaria isso'' Bem sabe que as mullir
reseul'cic.im s- indos osd as de mu mnnslro. e n i
dcixam do liear ufanas. M relbo! mui volito !
i.tueui o nuvis-e nao eraria que minha escada s he
frequeulada |ielos rapa/inhos?
Nao digo isso, Paidoqa,
Que diz cnlao '
IKgo, responden Irislemenlr o Conde, que vin-
le anuos de mais ou le menos modaio mnilas coli-
sas; que uma mul'ier he sempre muiher. e que a
ro aupplicante. aus;nso sollicito do volUo preferi-
r sempre a voz ihueuibarartada. o ge to muco.-
De bellos bigotes, accreseenlou Pandora irni-
camente, de bellos cabellos e de bello uniforme.
Nao he o que quer lizer '.' Vossa atcelloncia sam
tluvida lodos os de sua geraeo, imaglnam que mor-
rem as pelos ajudanles da campo e pelos jovens pri-
meiroe actores de comedia. Ah! meo Dos, forreo
be que n- liomut funes digam alcuma cousa ;" no
seculo WHI cites dizi.nu que todas as duqti'ezas
atloravam sena prituiros servo. Ah! ateo charo
coudc, 'o nao lem cania melhsr i ilizcr-ne aconse-
Iho-lhe que l\que niso.
asa de Firmino Marlins do
Carino, morreu o dito c 2 escravos ; desinfectada
dor indagaran.
Rua da Cuia n. 10, casa tle Benedicto Jos Duarle
Sedrim, morreram 2 lllhos ; desinfectada por pedi-
do do mesmo.
Rua da Senzala .Nova n. 27, casa de Joo F'erreira
de Souza Lima, morreu I cscrava ; desinfectada por
pedido.
Rua da Senzala Nova n. 38, casa de Raxmundo
dos Sanios Fii.-iieiredo, morreu o mesmo ; desinfec-
tada por indagajao.
Dta da dila Velha n. 108, casa de Manoel Jos
tiomes Braga, morreu o mesmo ; desinfeclada por
aviso policial. ,
Becco to Abreii n. (i, oosa de l.uduvina, morreu
a mesma; desinfeclada por aviso policial.
Disinfecces : Total do dia II. SO casal ; na
fregueria da Boa-Vista !), em Santo Antonio 13, cm
San Jos l(i, e na do Recife 12.
Total lo o dia de boje, 177.
Recife 12de marco de I83S.Guataco Lizeazeio
Furlado dr Mcndowa, cncarregado da conserva-
cao e dislrbuit.ao dos agentes desinfectantes.
& torio de ffimiambftco.
Hontcm recebemos carias da tlagoa de Carro, lla
comarca de iNazarelli, as quaos miliciam que por
all epidemia tem feito sraides cslragoa. As fa-
bricas dos eagenhoa tem sofr-do consideravelmenle
c raro he aquello que no'teaha perdido tostada do
escravos. Os eneros alintmlieios, proprios para i..
dietas eram mui raros, c a mor parle dos doenie*
percriam na cotivalesceivja por falla dos meios ne-
cessarios.
O mal tambem I i desenvolvido) o seu rigor na
freguezia de S, Lotvenco ; e, segnudo somos infor-
mados, o respectiva delegado nao lem saludo do seu
engenho, afim dc.ratar dos meios de minorar as ne-
cessidades da popila^ao desvalida.
Ssi-SUlJ^aso^-
O Sr. Dr. padre Antonio da Cunta c Figueiretlo
oflercceu a rjmmis.ao central de beneficencia o or-
denado que vence, em qttalidade de professor do Se-
minario de Olinda, em quanto durar a epidemia ; e
remelteu lugo 839333 dos vencimentos do mez de
fevereiro.
Chegaram bonlein noticias do Brejo do dia 6 do
crranle, que da o mal declinado consideravelmen-
le na villa, porm ainda continua nos arrabaldcs.
lambem chegaram carias de Ouricurv de ."> do
passado, e em todaa comarca da Boa-Viste nao ha-
via occorrido novMade, e o mal ido era all conhe-
cido.
l?fWW*tl*a
Pela Imogene, cnlratla honlcm de Liverpool, re-
cebemos o Tunes al 13 do passado.
Os diflerenles paizes ta Europa achavam-se no
mesmo estado em que os deixou o vapor inglez que
no principio do crrente, vizilra o nosso porto.
Em Paris erara esperados a cada dia os plenipo-
tenciarios russo c austraco, os quaes, segundo os no-
ticias recebidas, linbam j partido de suas respecti-
vas cortes.
Em Londres funeciunava o parlamento, mas ne-
iihuma questan itnporlaule linha sido disculida, de-
pois da resposta falla do throno.
Nos Esladns-L'nidos, cujas dalas alcancom a 31
de Janeiro, ainda continuara o congresso sem presi-
tlcnle, nao leudo sido possivel a nenhum dos diffe-
rentes partidos obler para seu candidato o numero
de lOfi votos necessarios para a cleicao do mesmo.
No Mxico reina sempre mesma desorganisacAo.
Varios grupos armados percorrera o paizsem que
o governo lenha forc sollicientc para hlelos.
BULLBTIM DO CUOLERA-MORBLS.
Hospital do Carmo.lcntrou 1 muiher que falleceu
logo depois o arham-sc em Intrnenlo 13doenles.
Hospital de S. Joso. sabiram com alia 3, fallece-
rain 1 e acbam-sc em Iralamenlo 13.
Hospital da roa da Aurora exislem II docnles.sa-
hram curados 2 c morreram 1.
lllm. Sr.Parlecipo a V. S. que enlraram hon-
lema noite Joan Manoel Alves, guarda nacional do
balalhao de artlliaria .deste freguezia, remedido
pelo commandaute da fortaleza do Brom, e o prelo
Manoel. escravo dn Dr. Maduro. Tireram alia dous,
ficam exisliudo Tinte e Ires.
Dos guarde a V. S. Hospilal provisorio no arse-
nal tle m, 11 n ha 12 de marco de 18.">6.lllm. "Sr.
doulor Cosme tle S Pereira, presidente interino da
commissao tle hvziciie publica.Joaquim Jos' Al-
ves de Albuquerque ciruruiao do hospital,
lllm. Sr.Participo a V. S. que morreram nesla
enfermara da Capunga, boje 10 do crranle, as
pretas Felicidade Mara da Couceicao, e Marcelina
Archanja da Couceicao do cholera, lando fallecido
luinlem a muala Narcixl Maria da Conceiro, que
curada inlriramente do cholera cahimlo doenles de
umauclrilf ,que a levou a o tmulo. O estadosanila-
rio deste lugar continua ainda nao pouco lisonjeiru.
F;xistem casos de cbolcrina ligeira, que cedemali-
ciros remedios c apenas cohrindn-se os doenles de-
sapparerem fugazes. Nolaudo todava, um ou dous
casos de cholera confirmado, que nem a pralica do
mais abalisado medico poderia arrancar o dente as
narras do monstro do lianges. Nesla enfermara
bao suecumbido* aluns, mas confeiso a Vt.Ss. que
nao lem sido por falla de zelos e tle cuidados.
Dos guarde a Ve. Ss. Capunga 10 de mart;o de
I8j(.lllm. Srs. da commissao tle hyzieue da pro-
vincia de PcrnambucoManoel l'.nedino do Reg
I alema, facultativo do dislriclo medico da Capunga.
Helarn das pessoas que falleceram do cholera- mor-
bus e foram sepultadas no remilerio publico da
l> horas da larde do dia !l as ti da tarde do
da 10 de marro de 18Vi.
Atret.
Numero l.ljiEsperanca, frica, ."l annos, soltei-
ra, prela, S. Antonio, em casa.
dem 1335Joaquim Cavalcante, frica, 60 annoi,
preto, S. Jos, em casa.
dem 1356Maria Fraocisca. da Concejero, Per-
nambuco, 96 annos, solleira, parda, S. Jos, hos-
pital de S. Jos.
dem 1357Anua Francisca do Amparo, Pcrnanbu-
co, 21 annos, nlteira, parda, S. Jos, hospilal de
S. Jos.
dem 1358 Josepba | Maria do Sacramento, Per-
uambuco, W anuos, solleira, parda, Boa-Vista,
e lucanda. cullegio das orphas.
dem I35IAnna Joaquina d'Aasumprao, Macein,
> anuos, solleira, parda, S. Jos, hospital de S.
Jos.
dem 1360Albino Alves de Souza Lima, l'ernam-
buco, 18 annoi, solleira, parda, Recife, em casa.
dem 1,'lb'lThereza Maria de Jess, Pcrnambuco.
79 aun, branca, S. Antonio, em casa.
dem 1362Narciza Maria da Conceiro, Pernaro-
buco, 2ti annos, solicita, parda, Boa- Visla, hospi-
tal da Capuuga.
dem l.'U3Cosme da Silva, Pernambuco, W annos,
casado, prelo, Santo-Antonio, l.ivrsvenio.
dem laii I mbelina dos Sanios Mora, Pernam-
buco, 70 annos, viuva, parda, S Antonio, em
casa.
dem I3fi5Luiza, Pcrnambuco, 51 anuos, solleira,
prela, Sanlo-Autonio. em casa.
dem 13titiFlonnda Francisca da Cosa, Pernam-
buco, 4.3 anuos, casada, braiea, S. Antonio, em
casa.
dem 13G7Benedicta Flor Pernambuco, 33 an-
nos, solleira, prela, S. Jis, em casa.
dem I3(>8Izidoro Jos eos (Sanios, Pernambuco,
18 mezes, parti, S. Jos-, em casa.
dem 13611Manoel, Pe-oambuco, I mez, pardo, S.
Jos, em rasa.
dem 1370Maria Jraqoina, Parabiba, 32 annos,
solleira, parda, S. tntouio, em casa.
dem 1371Joao Porfirio, Parabiba, 5 annus, ra-
sado, pardo, Re-'ife, hospital provisorio -le mari-
uha.
dem 1372Sevsrino Jos do Nascimenlo, Pernam-
buco, io apios, casado, parti, S. Jos/oleiro.
em casa.
dem 1373iSeraphim dos Anjos, Para, 12 anoos.
casado, tranco, S, Antonio, militar, em casa.
dem 137*Thomazia Amancia Tavares Mello, Per-
nambu-'o, 26 annos, solleira, branca, S. Antonio,
em c-*a.
dem )75Delfino, frica, 33 annos, solleiro, pre-
to, i. Antonio, em rasa.
Iden 1376Anua, Pcrnambuco, 22 anuos, preta,
pja-Vista, em casa.
IJim 1377Jos Francisco, Pernambuco, 36 annos,
casado, pardo, Boa-Vista, padeiro, hospital da rua
da Aurora.
dem 1378Custodio Colado Dias, Portugal, 10 an-
uos,, solleiro, branco, Recife, em casa.
dem 1379 Agostioho Ferreira de Souza Guima-
raes, Pernambuco, 26 anuos, casado, branco, M-
cife, em casa.
dem 1.180Antonia Maria da Conceico, 80 aunos,
parda, Boa-Vista, em casa.
dem 1381 Lucas das Ncves, 36 anuos, solleiro,
prelo, Recife, em casa.
dem 1382Dionisio doNascimento, Pernambuco,
33 annos, casado, pardo, S Jos, pescador, em
casa.
dem 1.183Severina Monleiro. tle Barros. Pernam-
buco, 58 annos, viuva, parda, S. Jos, afm caa,
dem 1381 Benedicto da Silva, frica. 60 anuos,
solleiro, prelo, S. Antonio, caiador, en: casa,
dem 1385 Manoel jlartins tli Nascimenlo, -11 an-
uos, solleiro, pardo, Recife, hospital provisorio de
marmita.
dem l:l8h litiilhermina Nazar da Conceicao Ra-
mos, Pernambuco, 12 anuos, solleira, pela, S.
Antonio, em casa.
dem 1387Vertlianoa, Pcrnambuco, || anuos, sol-
leira, parda, Boa-Viste, em casa.
dem 1388 Marciunilla da SilyaXavalcanli, Pcr-
nambuco, 3 annos, branca, S, /ci, em casa.
dem 138!)Augusto Fernandes Trigo de l.oureiro,
Pernambucu, 10 anuos, solleiro, branco. Boa-
Visla, cm casa.
dem 1390Francisca Ferinndes Belem, Pernam-
buco, 1.5 annos, solletn, branco, S. Jos, em
casa. '
dem 1391Maria da Coceicao, Pcruamhuco, 10
annos, casada, parda, Ra-Vista, em casa.
dem 1392Anna Theoi'ora da Assumprao, Per-
nambuco, 61 anuos, selleira, branca, S.'Antonio,
em casa.
dem 1393Josepba, I'irnambuco, 86 anuos, sollei-
ra, preta, Kecife, em casa.
dem 1391 Rosa Fraicisca de Miranda. Pcmam-
buco, 56 annos, virva, branca, Boa-Visla. cm
caa.
dem 1395 lenlo Alves da Silva tiomes Pessoa,
Pernamcuco, 21 solleiro, branco, Boa-Vista, fer-
rci> hospital da .mrora.
396 Francia Antonio das Chacas, Cear,
inos, solleiro Branco, Boa-Vista, em casa.
397Maria "beodora do Espirito-Sanlo, Per-
juco, 60 amos, solleira, parda, Koa-Visla,
em casa.
dem 1398Josep'.a Maria da Conceicao, Pernam-
buco, .50 annos, flora, parda, S. Jos, cm casa.
dem 1399Theotfora Maria do Sacramento, Per-
nambuco, 10 -unus, viuva, parta, Recife, em
casa.
dem 1100Matoel Lourenco Cazim, Pernambuco,
33 aunos, caslo, pelo, S. Antonio, em casa.
dem 1101afina Joaquina, Pernambuco, .58 annos.
solleira, branca, S. Aulunio, hospital do Livra-
menlo.
dem 1102Ts'omc, Pcrnambuco, 18 mezes, S. Jos,
cm casa.
dem 1103 Luiza Mara de Franca, Pernambuco,
35 anuos, lasada, parda, S. Josc, em casa.
dem 1101 .ourenco Pedro da Silva, Pernambuco,
10 annoi, casado, pardo, pescador, emeasa.
Mein 1105Pedro Alexandrino tries, Pernambuco,
87 annos, solleiro, pelo, S. Jos, ferreiro, cm
casa.
dem 1106Manuel Joaquim Pcrnambuco, 311 anuos,
solleiro, pardo, Boa-Visla, militar, hospital regi-
nienta'.
Idemli'7Maria da Couceicao, Pcrnambuco, 52
prela Boa-Vista, em casa.
Pernambuco, 5 mezes, braaie
Ide-
I
l.evanlou se.
Eu nao quiz ofende-la, Pandora, disse Mr. de
loirrande, t
Oh! assim o creo !
Minha raigo esforc,a-se por explicar sua con-
duca, c para esse lim piocuro-mc tlcreitos.
Paudora acendia segunda cigarrillo.
Un lauto emliararado pelo que queria di/er-llte
Mr. de liiL-i un- coulemplou-a durante alguns mi-
nutos. Einlim chegou-sc a ella, c disse-lhc com voz
que a emorao ternava tmida :
Nao sou assaz rico para voss ?
I'alvez, respondeu ella framente.
Tenho-lhe eflorecido mnilas vea um aposen-
to digno de seos gastos, o urna existencia mais dig-/
nade roasd mesma : neste caso porque lem-me sem-
pre recusado'.'
Nlo sci, disse ell laucando nma baforada d
ftimaca.
Emlnira nao eji grande lidalo, posso ain.a
lutar en fausto con a mar parte dos memhroa Jo
Jokey's Club, c '< voss consenlisse em experiir ;n-
tar-me....
lem Iba di/.ia cu, iulerroinpcu Pandora, que
nu discorso seria Igual ao de todos.' Depois <\ sce-
n da dor. a grande acea ta lenlac,ao; poro i esla
he a mais commoni do lodas. Vai ollerecer-re : joias.
nao he assim carruagens e rendas que nnaro
rom vestidos de ricas Uzendas '.'
/ombe. querida Pandora, zumbe a' su vonla-
de ; mas quait lo acabar faca ao incito- por ,icrcchcr
que met curaca' esla partido. ,
Pandora franzio a. ipbraneelhas, OO/.eerasua
nianeiri de mostrar i ulernPrrnuytlu, c til' e:
Ei-a, renuncio a afloicao qiT*jneile n. Assim
he preciso, nit. pasto evpic.it-mc tuc^jr, mas as-
sim be preciso. Dim tis nao merec sua -simia; Ic-
nho-o engaado sempre, lenho-o tuliculrrisad A
casi Uve utir tima palavra boa pata v.'ssa exccllen-
eia'.' responda Diz que cu parlo Ihe r ctuar,o, isso
he fraque d -ua palle; empregoa it Ihor sua sen-
siliilidade. Pii le-se ser magoado pe norte tle uma
mai, pela Iraiclo .le uma esposa, pe iiigratidD tic
uma menina ; mas deixar seu corar, ser partido por
qualquer iiiulliei. por tima pessoa ef entrada no Ra-
nelagh ou no baila da Opera, lici abatido pelo a-
bainlono de tn.t lanii'sella Pandora.' m pro/issao. eis
o que he inconcebivel e digno de i n homem. muito
mais tle .um lidalgo. .Nem tenb rcroiihecimcnlo:
apenas vossa excclleneia sabir aqui na peusarei
disnilade suppli-
mais em sua pessoa. Ilu faltar
car-me por lal maneira; seus aD
mui dincrenlei.ieule esses ucuf
despedidos, beijavatn galanteo
le, e sahiao sem mais demora.
pastado* tratavam
ios; logo que eram
ile a mo da aman-
Essatalla cuslra sem duvida a rapariga, poii dcs-
vou c/roslo, e litigio olhar pela jatiella.
tao caluiniiie-sc. querida Pandora, responden
ocoyie; voss he melhor do que quer fazer-me
crer Seu coracao aiuda esl vivo c sao; pois o que
mal, e corrompe o coradle he menos a vida do que
o p nsameiilo. Voss he raitilo joven para ler re-
iW.ulo minio, nao leve ainda lempo, e fClizmcnle
su sciencia |Jo mal he muito incompleta. O co
|','- dcixou-mc chegar a' vclhice lem-me pcrmillido
e. eontrar mudas vetes algumas deasas heronas fu-
i.'stas, de froute e de coracao tle marmore, as quaes
ose julga ngenuanienle assemelhar-sc. Tranquil-
ise-se, gracas a Dos, voss uo he mais do que uma
rapariga de coilcgio, urna dlscipola de madama
Campan, relalivamcnle a esses genios sotnbrios de
seu sexo, que s sabem alortnentar as almas. Voss
so he cruel por accessos, he insensivel por rada-
de, e ueste momento mesmo em que ensata este du-
plo papel, confessa que cede a uma necesiidade
misteriosa....
He verdade. disse Pandora.
Pois bem, maligna, deiie de procurar ovillar-
se, que nao m- persuadir. Amo-a com ronhecimen-
lo de causa. J, anda quanlo rate fosse de qualquer
parecer, ainda quando um precore desprc/.o de si
mesma c tos oulros Ihe livesse endurecido a alma,
jalan que met amor ou minha fraqneza, romo voss
a chaina, seria sbitamente turada'.' Ah.' nao. o
amor he lano mais tenaz nos velhos porque he de-
sesperado. Diz que fallo a dignidade, que nao sou
forte; mas os homeus que sao fortes e disnos para
as mulheres sao ,-iquclles qu-^ uan as amain.
Essa he boa depois de tiiiiu o senliur conde
amara qualquer outra. O rorac.lo dos horneas nunca
esla ocioso.
Na minha idade, tornos Mr. de Ingrande. u.io
se recomeca conlinnamente as alIVices.
Eni.io, me,u chato conde, conforme-se con a
votiladc de Dos!
Estn palavras foram pronunciadas de maneira
que nu admillissciii replica. Mr. de Ingrande lo-
men u chapeo.
O ,i-ii.tule despedido, o homem que vein pedir di-
ttlieiro e ha despachado sem misericordia, e o poela,
cojo inanoorriplo um livteiro regeila. lem lodo a
mesma maneira muda e tlolorosa ilc lomar o chapeo.
Adeos, Pandora, disse elle.
Adeos.
O conde chegava a' porte do quarto, quando Pan-
dora que pareca relleclir exclamou :
Espere!
Mr. de. Ingrande volt.m admirado.
A rapariga Pra jecretaria, abrira-a. e lir.ira a
famosa caria de sinete enigmtico. Leu-a novamen-
te, mas parecendo dtsta vt commenlar-lhe as inc-
iden, 14fl^JtMoaaFre.*t,y.eiel. P.ro^b.^
I4emli09_Thereaa Marta d. J^ Cn-
ia ^n,n.'" T."n, ,^ds- J"- easaeaw.
dem Iiiol'rso, d v.rgeo Gen LSir--
co, (,l anoos, viuva brinca kJifi,!
dem tW-ji^J^SE**!*'
uTrnS^"'!-^^
Idemlil-Aiiionio Jmmo Tw_ j^,,. ..
t*Zuk2: ''TKe,fe- -^5n.^
dem liliSenhonah M,ri, a, i n-ri^. k
nambnco. 18 ,,, M 'fiQtfZ
dem liliRoa Maria de i- i..r._u
anno,. parda. Bea-Vteu, J !, >
dem 111-Joi Pie |,ijii te* u__i ..
dem 1116Benedicta Mariaaj^taanaatlBaai .
50 aunos. solleira. prela, S. Jon ST, ""
dem 1117-Paulo, frica, 6(. ani^l7rJto"j ,
em casa. **.
dem 1118Florinda Maia da Sa Pareara ru
buco, 3.5 atines, casada, branca, i-v(^"
casa. 9m
dem 1119 Eteulaslica, Eofeania 4a Caataaiaaw.
Pernambuco, 51 annos, solleira, parda, s. Atnv
uto, em casa.
Isln 1120Mara,
S. Jo. em casa.
Ideui 1121 Jacinllu Rosa da Conceicao, Pernaaa.
buco, (i aunos, |irda, S. Jos, em ca-a.
dem 1122Joaquina Aleandnna. de Peala. Ulan-
nos, viuva, parda. Recite, em can.
dem 1121Francisco Jos da Cosa, rmatnaooa.
I< anuos, solleiro, branco, Recite, boapilal prava-
sorto de mariuha.
dem 1121Josc Pedro Notasen. Babia, .b aom,
solleiro, panlo, Boa-Vista, militar, em sen ajar-
lel. '"""
dem 1125Felicidade Mari Ha Conceicio Xt an-
nos. solleira. preta.'BtuX isla, hospital da Ca-
pulina.
dem 1126 Benicio, Peniamhoro, I anuo, Boa-Vis-
ta, hospital da Aurora.
dem 1127Caelana, Pernambuco, 2B annos, sollei-
ra, parda. Una-Vista, hospital da Caponu.
dem 1128Marcoiina Archanja da l^ncetcm. pr-
uainboto, SU annos, solleira, prela. Boa-Vasta,
etn ras.
Mera 1 r Antonia Lcopoldiuo de \aaamoes
parda, S. Antonio, em casa
"Jjft- *** '""I %m......no., Tinra,
parda. Boa-\ isla, em rasa.
dem 1131Viceocia /.orto. Pacheco, Per.umhvro
9 annoi, parda. Boa-Visla, em casa. nJm",">
dem 1132Thereza Mari de Jess, Pnnaanaota
50 nnoa, casada, branca. S.ijrw. em ceta
dem 1133Joao. Pernambuco, 2 aanoa. Recite, na
dem iVli-Alexandre da Stlva Frasow, l'ernan-
buco, b2 annos, viovo, branco, S. Jo, esa cata.
/iteracos.
Numero 50- Antonio, frica, 6 anuos. Boa-Vista
cm casa. *
dem 570Loiz, Pernambuco, H .tonos, solleiro. S.
Josc, em casa.
dem .571Drliina, Pcrnamburu, 26 annos aaaaaai
Recite em casa. .......
Idem.572-Thereza, frica, 5tl annos, solleira, Baa-
1 isla, em casa.
dem 573 Jos. frica, id annos, sellen-e lee-
\ uta, em casa.
dem 571 Joaquim, l'ernambuce, 19 tonos, sollei-
ro. Boa-Vitla. marcioeiro. rro cata
dem .57.5 R>mondo. 20 annos. Rocite. esa cata.
dem ,u/.aceras. :i lnno,, S. Aol#rli <*._
to do Carmo.
dem 53, Antonio. frica, 50 annos. solteare. Ro-
cite. em cas.
dem 578Simao, 18 aooos. solleiro, Boa-Visu.er
dem 579Alexandre .\frica, lo ,nu^, triloiro,S
Aulonio. em casa,
dem .580Joao, Pernambuco, :HI annos tnltaara
S. Jote, em caa,
dem 581Miguel, frica, 50 anno, Boa-Vnta, en
dem 582Joaqoim, frica, luannos, solleiro. Boo-
v isla, em casa.
dem 583Maria, Pernamboco, iil annos. Boa-Vis-
la, em casa.
dem .581Domingos, 38 aunos, tolteiro. Bs Vaste
em casa.
dem 585Maria. frica, 15 annos, toteara. S, An-
tonio, em caa.
dem 580Josepha, Pcrnambuco, :IS annos, sollei-
ra, >. Antonio, em casa.
dem 587Romario, Pernambuco, 28 annos, lente
em casa. '
sanana* da morlaltdade.
Morlahdade do dia 1.1 al as ti horas da Urde77.
Ilomens 29 mulheres 36 parrlos 12.
I otal da morlalidade at boje 1.1__ -rr-j
Heneen MBa -mullere. 1(162 -"parVote.
, Recife U d* marco de IK5S.
A'conrmisMo de higiene publica interina,
Drs. VS Pereira, presdeme.
i ir ni. i .Variar, secretario.
/. Poee-i, adjoncls.
IU
ifomtitimicai5/t.
AI'KlrnV.).OAKSE:SA,nEMAR,N''* K *
COMMISSAO1 QIE A EWMI.NOI .
lie esta intitulada pnsao um quarto en pari-
niento terreo leudo 28 a 30 palmos de cumprMte ta-
bre 16 a 18 de tena. Alera de arriado no.- uaettea
alias cujosradeamenlo he ue ferro, o a fecha uta
porl de chadrc de madeira, tem uma lariatbr
igualmente de madeira, accommodando 8 a 1(1 i
viduos, sejam quaes forera tuas princinaes
atea.
Serve apenas para deteiu.ao de alsom roernta po-
ra a mantilla em quanlo nao he inspeccionado o
da-se-llto deslino : e de prisao coneciconal aoa aaa-
(rictilados da capilania do porto, por inftacco dos
sens deveres em vista do respectivo reculamente.
Ao recrula fornece-se uma rarao igoal a qoe te
da a bordo dos nosios navios as pracas de mirinhi
menos agurdente ; e aos matriculad nena)
alimenlacaose exhibe, n.lo su por rUo t poder I
isto.comu cm ra/ao inesmo de nao precisarem.a
tu a lerem sempre meios de subsislencw.
fim exposto uo se torna preciso orna m,
tanto mais sendo certo que ah nunca
sempre por pouco icmpo, mais do numero n
viduos ja mencionados, quer remitas, qner
da capitana, inda mesmo proniitriwmeole on
mise outros. E como a commissao da lllm.* on.
mar municipal, por ocrasUo de ama mi visita nana
prisao. pode allirm.tr qoe a larimba he illriliHi
para u numero de pessoas que sao as vetes ah reco-
Ihidas, mxime encoulrando apenas cinco pretas?
O asseio desla pristo se nao he d'aqaellet qoe a
phanlasia posta desejar. lie com todo resalar, paa ao
paredes nao esUo sojas, c he varrida e litnpo o col
todos os dits. sendo que a comnnto na occaatta en
visita nao enronlrou falta algum acere daslos oooo
objeclos :"e ate adiando o,paviniento com areie es-
palhada, para vedar algnma portarla por cansa do
cuspo. E em que se Tundeo para declarar qne nao
linha asseio, e nao se faria diariamente a Itatpou
do cubo'.'
He de pralica constante procarar-w d entre ni
presos da capitana os no caso de serem rebrotadas
em virtude tic atilorisacao oas ordens em vor,eetn
cousequencia podiam alguns dos iodividoos osteoa-
trados prrsos declarar nue eram reclutas o torean
posleriormc.ile vistos aa enferm.ria do marinna.
snbmetlidos a uma inspecrao, e lambem qne nao
recebiara raees, [pois que somente es pen "
quando depois da inspeccao "sao qntlificadot
lac. ^
Se islo he assim. donde proveio a coramtttto fa-
rer acerca tanto reparo, pondo ale t ajodanle da ins-
peccao to arsenal de mariuha por menliroto, pete
ores sxliabas, disse depois de ter abanoonaos o
papel.
Met charo conde, tenho piedadede soa dor. r
como ama-me. melade por habite, atetaste por enter
proprto ni., me iuterrompa uto propor-Ntt orna
accouimodarao.
I'ma accommodacao!...
Oh! iim, uma accommodacao... do verbo w-
rommodar..... ou uma concilar,ao se arlu melhor.
Nao eolade nada hoje !
Falle, Penisla, farei ludo o que tosst qoirer.
Oh nao sere esiaonte. Km qoe da do nrte
estamos':
Aos Tinte e seis da julho.
Pois bem.
Contou nos dedal, e ronlinaoa :
Senlior coudc. va viajar dorante li<> natae*.
Viajar!
Nao repeino. Conhece I oJre> '
Sim.
lauto peior. e Madrid '
Nao.
Entao va a Madrid.
Mas.... balburioo < conde rsltipeiacl.
Salvo se preferir aplo, Vrueu ou i,
tmopla ; isso me he indiflerenlc.
Pandora___
Disse que estamos aos i inte e seis tle jaHto ;
vnlle aos lime c seis de oulobro.
Aos viole o-cis ,|r ,,iiiubro E enUo"
Nessa uoilc v i Opera romira. Naleas aa-
da la sen camarote '.'
Sim, Pandora.
I.t irei tambera. rCatan nao me lentlararst
mais da con\ersa...u. ipu-acibaraos .! le, e... tet-
xar-me-hei amar 11 que naaaa etcelteoria itaian
nVstaja. Mas parta, parta boje mesmo on amanilla
qoandtj muilo.
I'oi. bem, disse o conde de locrande ; mas do
sua parle lembre-se ta pi omc-.i qoe me tea de bo-
je a Ires mezes rutilados dia por dia virei pedir Ihe e
execucao della.
Convenho.
Ate entau voss n.io ma dar ama su palavra
de explicarlo
Nenhuma.
Visto que nao ha remedio. resisoc-aM. Ab !
sua conduela he mniii. extraordinaria. Pandora, rra
son mu Iburo Tottaiia. araanhSa deixarei Parts.
Al a ootr visla, Pandora. ,
Alnos lurnarmus a ter, conde.diase ella et-
tendenite-lhe a m*o. a qual elle beijon desla to.
< 'onfinNor-ae-nai.




MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
ML'TIL ADO


m
w_
i
i
informirlo que dea eapriraind penco mm ua me-
o o que viroo d dizer ?
Concluimos por hieo qatalo ar Mirarlo pomle-
rmos, qae a commissio antes da visita achava-se j
prevenida eooUi a referida priiiu, ignorando nos os
motivos, dando ilo lugar a observa-la por nm pris-
ma itiu diuerente de quo deverij e assim ter sido
meno jaita no eeu jnizo com referencia a .meima
prista.
Vorrc^ponbenrft.
PARA O EXM. PRESIDENTE LBB
Srs. redaeloret.Desviamo-nos das andales do
momento para rectilicarmos un faci qoe nao deve
licar dcsapercebido, e semjresposla. *. epidemia
ceifava anda intenta e liorrivel a cidade de Naif-
retlh no dia quatro do correte,me?, os mdicos alli
eac.irregad.is de minorar os estragos da epidemia,
que com tanlaabenegarao se bao devntado a essa
uobre mi--,ii, o delegado quo tambera rivalisava
em tfedicacio, ofiiciaram Daquella poca ao Etm.
presidente solioitaudo succorros] meios de neiitra-
lisar os estragos do ni .1 ; as diinencoes qoe aiuda li-
olia o mal, e o receio que justamente havia
de sen incremento, forain demonstrados eni oflicios
pelos medicse delegado ao presidenfeda provincia ;
mas ah vera a v do terror, repercutir eui tom
sepulcral aos ouvidns do presidente. O uiz de
direilo r. JoaqunnManoel Vieira ile.\lelloque,lem-
po antes da epidemia, se havia refugiado no inti-
mo de scus lares, e nao era accessivcl senAo seus
particulares amigos, oflicia presidencia allian-
can lo o decrescimenlo sensivel da epidemia, e tai-
vez oslentando eos valiosos servidos prestados na
orina actual. Foi |mumla que se levautou de seu
sepulcro para contrariar a oxpressao dos vivos, e es-
carnecer as agonas daquelles que caliiam fulmina-
dos da peste t.'..
S. Esc. acredita nesse oflii'io redigido com milo
tremola, na escundado de um quarlo ; agradece
ao juii de direito ot seus serviros, e em resultado
dessa contrariedad entra o l>r. Joaqaim Manoel de
ura lado, o os mdicos e o delegado de nutro, vemos
as ambulancias de medicamentos retardadas ; c
qaem sibe se cliegaraiu conforme o pedido c ins-
tancia dos mdicos ?
So myslerios, sera borbulela ostentando suas
bellezas n hr 1 fc-' inte sol,- qaando antes, em
soa chrv,- .ava dos rigores da tempes-
tado!
Esta eomp vira fielmente ,i daguerren-
Ivpar a phisit.it.- .ral do lr. Joaquim Manoel.
Nao redarnos incorrer em iueactides : au, o dia
9 desle mez o juiz de direito daquella cumarca nao
sedignou homar a cidade com una ti/ila ; encerra-
do cm seu engenho, vu ludo atravez da prisma en-
gaador, a s escuta as noticias de seus amigos, que
a lado dio um colorido animador para assim m-
norar-lhe a nervosa delicadeza de sua sensibilidade.
De tanta dedicarUo he leslemunha a populacho da
cidade de Nazarelh que, aioda os cilla a borda do
abysmo.
Polydamas.
ero shono da verdade, alom de suas bellas qualida-
des, tinba-se distinguido unto na quadra actual
em soccorrer a pobreza, que lodo o elogio he
pouco.
Morreu como um hroe, a torra Ihe seja leve.
O Imparciat.
Ilarreirns ti de marco.
Em qual quer lempo, ou Inaar, a paz ou tribula-
rSo o genio do mal nao perde van, procura sempre
DIARIO M PEMISBUCO S!XT* FEIM 1. DE gg BE it5K^_
MAPPA do hospital regimeutal dos cholencos, n i constituicao e das leis, em virtude da lei de soa cargo do segundo I, iialh.i de infanlaria.'
desde 12 de fevereiro a 12 de margo de
IHli.
HOSPITAL NA ROA DOSlPI- \
RES 1J IIE MARCO DE 1856.
I
l Sl
i." balalhau de .11 lili,
Ip -I. tl| ll| I .1
mlroduzr a sua maligna influencia sobre a mais a- 2" baUlhlo de iiii.ntaria. ... I 96 M
nocente das i..leoc.,.es,com o lim do corlar-lheo pro- .------:------ "
gresso, e Irazer ludo em sublevaroes. .'" liaialliao .te iiil.niuiia. | ,%\ .
ill I S I J8
-..evacoes
fctn qualquer lempo esse espirito de llevas nilo
cesta de levantar motins, e conspurcar os senliraen-
tos de generosidad, e pureza das ntenres.
O Sr. capitao Joaquim Cavalcanli de" Albuqoer-
que Mello, actual subdelegado desle dislricto, nao se
lem poupado de acudir humanidade do territorio
de sua jurisdicrAo; lem sido iacanc.avel em evercilar
actos da candada para com o povo, e nao menos o
lem praticado oSr. delegado o lenenio-coronel Tao-!
mas Arres Maciel na fregue/.ia de Agua l'rota, onde I
a epidemia fez a sua primeira leva nesle lermo, e I
onde pela policio lopograplnca os recursos se (orna-
vam mais morosos: com ludo isto o genio do mal
appareceu, e runecionaudo sempre a surreira batea ,
a porta daquelles, que efrulam com o impulso das
pnmeiras informadles, e incutio-lhes a crenra de
que ai autoridades policiaes desle termo, deuavain o
povo em completo abandono !! Ol que genio sem-
pre propenso ao mal, sempre inclinado a mentir, e a
trapacera !!
Todos sabem, todas testcmunliam queoSr. capitn
Joaquim Cavalcanli he despido de egoismas, nao lie
daquelles fufos, que e comprazem de ver o seu 110-
mc
.MI I I I I
III" lialallian de mlaiiiaria. ,. | ii; | |s | li | I 1
Companhia de (avallarla.
I 7 I 6| l|
Companhia de aiiilices.
(iuardas iiacioiial destacad
Corpo de polica.
|_I0 I S| J|
It-lMiin .1
I X |_IV |Ji_|
1 11 .1 I
A frican
hvres
l a 1 -' 1 11
. I ^i 1133177172
OBSBR\
Dos que sahiram curados
riodo lgido ; e dos fallecidos muitu
logo depuis de aqui cliegads.
|)r. Manoel Adriana dai'iica l'oiiles, cnpilo de-
legado do cirurgiao-inr dolevercito.
AtAO
alguns entraran) no pe-
succuinbirain
Sr.i. redactores. l'orcorrendo as lolhas viu-
das do Norte pelo Tocantins, Jepurei com urna dc-
ciao do gotenio do Para, acerca de urna queslo
daquella pro-
ia em ipie se
vnr
le
dade nao lem durajao : entretanto nao pod. ..
de reseutir-se da injusiica, que se Ihe faz: assim co- A primeira vista parecoja queslao tao insignili-
mooSr. capitao Cavalcanli nio quer que se puhh-1 canto, iiud apenas desper|a a allencao ; porem,
cZuZVZ^VtTX" S'SSf' e.be"eli": ll9"' eomiderada cm seu atance, bem avahada cm
cenca, da mesma sorle olfende-se profiimlamen c ,, 1 _. .
que se Iba faca a mais revollanle das injusiica, se seus resultados, especialmente em relajo aos pre-
Iheatlribuao mais uecravel dos sentimentos, co-! ceilos ronstilucionaes, cm ihinha humilde opiniio,
mo na realidade o lio a impassibilidade entre os ge- emendo que esse conflicto fe, ainda mais, a deci-
""ile'pubhcoTltorio que oSr. capiUo Joaquim I Sonda,la P0'0 "' aM" Sobas|ia4 do Ko*
Cavalcauti nao descanca; ora esta nesta villa, ora na S Barros, nao devem passjar desapercebidos, vislo
povoacao do Abroo, "ora na de S. Jos da Cora-' como parece que S. E\c.,|apreciando a occuTreo-
grande. e ora linaliuciile no seu engenho. e em 011- eja ,om madura rel1e\ao
iros pontos de seu.....rielo, que demandan, os scus rti,,0 qua ,,,.corr(! ja dii
Ooianna 10 demarco.
Nao podemas abafar os gritos de nosso coracio,
o muitu menos deixar passar desapercibido um
faci que pela sua gravidede torna-se digno de ser
levajlo ao conhecimento do publico, principalmen-
te na quadra actual, em que antes devia preponde-
rar a boa f e sinceridade dos homens, do que a
malicia, a intriga, sempre de mos dadas com o
mais reprovado orgulho e desejo de se inverter as
osas ainda as mais simplices; eis o fado/. To-
dos sabem que no dia 12 da fevereiro foi installada
moa sociedade denominada Homeopalhica Be-
iioGeonie na cidade de Goianna, sob a imme-
diala inspecfo do Sr. Camilio Henriquc da SIN ei-
r |T'avora Indgena, sendo oslo elcito seu direc-
tor ; todo mundo sabe que o Sr. Indgena lera fei-
to trabalhar aquella associacona maiorordem pos-
sivel, tead todos os socios se lem prestado com
toda a dedicacao s zelo em prol dos pobres accom-
inetlidos da epidemia reinante ; pois bem, isto que
he publico e notorio, principalmente na comarca de
Goianna, lera sido adultorado de um modo espan-
toso, ehegando a petulancia e ranear de muitos, a
ponto ala de gritarem contra a homeopathia, como
remedio iacapaz de curar, asseverando-se ltima-
mente que o Illm. Sr. lenle coronel Jos Correa
de Otiveira e Andrade, digno sectario do syitema
homeopalhico raorrera por ter sido medicado por
elle ; sem que alguem se desso ao trabalho de inda-
gar o que precedeu ao ataque daquelle prestante ci-
dado, e muilo menos qual a natureza da moles-
lia, su iotansidade e o lempo em que se ihe sub-
minislrou o remedio.
Nos qoe gostamos da verdade, nao podemos dei-
xar de apresenta-la, dizendo o que justamente se
passou, para desengao e verxonlia desses vis de-
tractores, quo cora o maior desea piolam as coli-
sas a sen talante.
Na larde do dia 27 do prximo passado, voltan-
do o lllm. Sr. lenle coronel Jos Correa do seu
engenho Pedregulho queixou-seao Sr. In-
dgena, de pequeas dres na regiao umbilical, c
indo para sua casa as olio para as nove-horas da-
queUediaceiou bstanle, bebendo al vinho, e to-
mn caf, quando pela meia noito appareceu-Ihe
urna furiosa diarrhea que o ncommmodou al ao
araauhecer do dia seguinte, quando foi chamado o
Sr. Indgena, que sem mais perder lempo Ihe ap-
plieou o remedio necessario, e nao querendo deixar
oseuamigocontiiiuou a mcdica-loduranloo diaal
pelai eilo horas da larde, quando se retirou para
sua easa voltando logo depois, ccontinuando a es-
tar al alta noilesemqueiamaie (loJesse extinguir o
moitifsro mal, que sem deixar a menor duvida,
quena acabar com a existencia de seu prestante e
o<3dicado amigo, moneodo afinal entregue a allopa-
lliia, cora que muioembirrava.
Sao podemos deixar de louvar a assiduidade o
dedicaeo do Sr. Indgena em medicar ao seu pre-
sad* amigo ; mas o que o mal resisti ludo,
T.ornbando completamente da sciencia de Hahnne-
manu, o o seu amigo morrea ; para elle e os seus
amigos foi urna perda irrcparavcl, urna lacuna in-
MOffivel na sociedade homeopalhica beneficenle,
que chora sem achar consolo o perpetuo desapon-
laotMto de um socio de tanta imponencia, pois
que, alero de sua contribuirlo pecuniaria, muilo
concorria para o triumpho do syslema, de que de
lodo seu eorarau era apostlo, disculindo conslante-
inenie com todos os socios, e dilucidando questoes
as vezes bem importantes, reunindo a todo seu es-
forco, a grande animacao de que so achava possui-
do em soccorrer a pobreza desvalida.
Lamentarnos de todo nosso coracao a perda sen-
sivel que liveram os Srs. homcopathas de Goianna,
e fhes pedimos que se tranquillisem, visto como era
ebesada a hora daquelle illuslre cidadao pagar o
mais pesado dos tributo^, a morle : o seu mal era
incuravol, e he impossivel que a hnmeopalhia tor-
ne algueo inmortal, translornaado assim os de-
erales da Providencia e os deslinos do homem ; e
para mais provenios os nossos pensamentose 1 011-
x'cneermos aos scepticos emperrados o ehcios da
mais cegn e estpida obslinacao, mis os remellemos
para a lista seguinte dos curados homeopalhica
mente da epidemia 'actual.
Curados 59
Em convalescenca 2S
Gravemente docntes 3
Morios 4
De nossa parle dirigimos ao Sr. Indgena os
nossos sinceros emboras pelo iriumpho que lia obli-
do em (ioianna na quadra actual, e ainda pela ca-
ridade que com mos dieias ha prodigalisado gen-
te desvalida de toda a cidade de Goianna ; assim
como tambem felicitamos aos scus dignos socios
com especialidado aos senhores, Joaquim Jos de
Ol i ve ira Andrade, lerceiro annista do curso jurdi-
co. Tertuliano Ambrozino da Silva Machado quar-
lo annisla do rnosmo curso, Joiio Joaquim de Faria
-Machado quarlo annisla do curso llieologico, Ma-
noel Vicente dos Santos lerceiro annisla do mesmo
curso, Sebastio Jos da Costa Trigueo, Miguel
Joaquim de Faria Braga Jnior, Paulo Francisco
de Paula MonJc-Ngro, .loso Elias de Mello, os
quaes se leem mestrado incansaveis em prol dos
desvalidos, j indo para dilTerenles pontos da co-
arca, e j se aprosenlando casa do doenlo com
anta promptido que admira e encanta, ehegando
ossaiis ardentes desejos de serem uteis ; ponto de
umitas vezes chegarem a casa do enfermo" tres o
quatro individuos, todos muilo animados e elidios
do mais rdeme desejo de soccorrer ao enfermo ; o
nesta occasio solemne nao podemos orculiar os va-
liosos o relevantes servicos que ha prestado o Sr.
Henrique, homem valetudinario e quasi cego, po-
rem, que nao se poupa a qualquer liora do dia e
da noitc de prestar-se a qualquer chamado : mil
louvorcs i sociedado homeopalhica beneficenle de
Goianna ; rail agradecimentos aos seus[direclor o
vice-director.
Ao fimlar-mos este artigo |chegou-nos a triste
noticia da morte do socio Joao Joaquim de Faria
Machado, que se achavn no engenho Perori
jrepriadade de seu pai, afim de soccorrer os ac-
eofitmellidos da epidemia : nos de todo nosso co-
racao lamentamos urna iSo sensivel perda, por que
cuidados. E para que o Sr. capiUo Cavalcanli as-
sim procede'.' Sera para tero direito a alguma re-
compensa, commcltendo a temeridade de andar en-
Ire os miasmas.a perigar a na existencia ? Nao, cor-
tamente; porque esta causa he diametralmenle op-
posta aos principaes de nossa existencia, e aos con-
selhos hygienicos, pois que a vida he doce ; cumpre
nao 1 orna-la amarga com os soll'rimcnlos do corpo.
Logo um molivo assas imperioso.qual o dastlvacaoda
huinanidade.esigio queoSr. capitaoCavalcanti por en-
tre os estragos de epidemia apparecesse com a sua pes-
soa, com os suas enrgicas providencias no sentido de
camelar o povo da invatSo do cholera, ou de sua re-
crudescencia. .Nao ha um u> ponto dete dislricto
mais ou menos saliente, que'ao saboreie henificas
previdencias do Sr. subdelegado. Nesta lida d suas
ordens para que todos os das cslejsm I> a lf> sepul-
turas abertal para receberem os corpos cholencos, e
nao liquem elles expolos sobro a Ierra, o que con-
Irtbuiria para urna explos.lo pestilencial, como o ac-
coiiteceu em Santo Antao : nesta villa nao havendo
torea publica, que alias se tem reclamado, oSr. sub-
delegado manda vir indio, e a sua custa os conserva
astalariados para a abertura das sepultar, cunducao
e cnlerramenlo dos cadveres : nesta villa faz sus-
tentar a orden, c regolaridade das fo-jneiras, des-
Iribuedo seu bebinhoassucar.arroz. e bolacha: nes-
ta villa fez elle distribuir a carne, que os propriela-
rios, a sua requi se alijsmava na fome. c na miseria. No Abren pre-
parou hospilaes, ceiniterio, fez seguir para all gene-
ros alimenticios, e encarregou a cidadao philanlro-
picos os cuidados daquella fraccao de sen dislricto.
Em S. Jos praticou a mesma cousa, all faz promo-
ver urna subscripcao para auxiliar o povo, e incum-
bi ao honrado e caritativo Sr. Relizarin Adolphe
Pereira dos Sanioso tralameulo daquelle povn.e
a distribuicao do dmheiro : na realidaile o Sr. Reli-
zario tem sido feliz, cura allopalicamente, c ate hoje
[lando a verdadoiro sey-
;o da lei, e, sobre tu-
linentc que sempre exis-
eios legacs, se quer im
do. atlendendo ao pcrigoei
le quando sem ser pelos n
por silencio voz de um povo ou de nm partido,
den una solicito digna de ser considerada c estu-
dada por aquellos que anlep de ludo.querem o im-
perio da lei, embota esta I contrari o seu pensa-
mento.
Sirvam-sc Srs. redactores, dar puhicidade i dex:i-
so a que me teferi, qucJ vem inserta no Diario
do (irau-Pardc 21 de fevereiro prximo pas-
sado. A.
Para que o leilor aprecio como S. Exc. o Sr. Reg
Rarros fez a cmara municipal entrar na rbita
de seas deveres, transerpxemos o seguinte oflicio
do Trcxe de \taio de Ihnntem, que faz parte do
expediente do governo do dia 18 do correte.
Ei-lo|:
Rccbi o oflicio dessa cmara de (I do correte,
depois de ter mandado mti-la sobre ,1 representa-
rn de I). Anua Francisca! de Araujo Mendcs Ca-
valiciro, inulher do proprlelario da lypographia do
Diario da Gfao-Pr Jon Joaquim Hendei Ca-
vallpiro, em que se queixa do procedimento que te-
ve essa cmara a respeito de'soa l>pographin, sendo
dada 1 presidencia essa idformarao no dia ISde
corrente.
1
A cmara participa em sekt pcimeiro ollicio ter
mandado suspender a impressjjo co Diario rfn (irio.
Para, e multado o procurador de Cavalleiro, An-
por nao se adiar.
rao, se as autoridades nao forem fiis no cumprimen-
lo de suas ohrigacet. lem o dover de parlicipar a
autoridade a quem compete a vigilancia sobre as de-
mais, para que fea com que estas cumpram o que
Ibes he determinado pela lei.
A presidencia confia que essa cmara continuar
a desempenhar seus deveres, nao se deiando levar
pelas gritas e queixumcs mal rahidot dos que se jul-
gam oiremlidos cm seus interesses pessoaes.
.sr,-. Redaeloret. No estado do cnvalescenca
em que me aclio, por Iniver sido a lacado da eniu'e.
ma re.nanle, sou toreado dizer aos redactores do
llelrimperto e da /',i9ina AouU, que a morlalidade
desla cidade nao he deuda a's intrigas das autori-
dades, que, agora mais que nunca, esUlo arcordes
nos meios de coruhater a epidemia reinante e se
apezar disto a morlalidade lem continuado, oulras
so as causas que nao intriga, e malqucrcncas das
auloridades, o das pos. iaj, que aqui podem e'xerrer
a!.nina influencia. Por esta mesma occasio peco
liinbem ao aulor'da correspondencia do Liberal 11
1023, de" do corroule, que me deixo estar socegado
no lermo de minha Jorifdiccao; a actnalidade nao
me da' lempo para responder arligos de jornae.s: e
se aperar do seu ennsta-me continuar a' iucom-
modar-me, eu nada direi. Pique, porem, sahendo
que ja' me entendi rom o l)r. Rozeudo, c Ihe levei
convicrao de qoe nenhuina representaba cuutra
elle levei a' presenra da presidencia, e se o autor
ilesle artigo quer saber se reprsenle! ou uo coulra
o mesmo Ur na secretaria do governo estao as m-
nhas correspondencias, llre-as por cerlidao. Seja
esta a occasio para di/.er. emlim, que eslive e esluu
de harmona com os Drs. Moraes e Rozeudo, e que
nenliuma intriga oiisle entre mim c o commandante
do I. batnIUo de arlilharia a pe aqui estacio-
nado.
tilinda 13 de marro de t8ji..Jos (fuinlino de
Casiro I.cao.
ipitblicacocy a^cbt^o*
Ionio Josc Itaheltn liiiiinar.
89i
politicos, o pede providoncii
sejam resprilados pela aotoridl
dendo-se contra o dito (iuii
desoliedieoria, por orJcm fiscal ; a cmara fin denle
"idencia para fixar a inletligc
digo penal de modo a que elL
o futuro sem estes embarsco
de ll do eorrente, em qoe
*obre a predila rr|iresciilaca,
s-u proccdiincnlo, dando mai
rozies ja apresculadas, acrescehtaudo mais, que as-
srn obrara por saber que nar
Diario do .Y
conta bons resultados, ainda n.j du passaporle a I na qulidade de estrangeiro
um si, por mais que o cholera se empeune.
OSr. capitn Joaquim f'avalcint', segundo ja se
alllrma, he despido de egosmo, e do vancloria,
com que oulros se nulrem : o bem do publico, a sal-
vadlo de todos em urna crise tan arriscada, e peri-
gosa sao ossenlimentos,qu9 se albrrgam m seu co-
raran.
Nao se quer cnJeosar o Sr. subdelegado, nao se
pretende habilita-la para a cousecucao de urna grara
terrem ; lodo o empenlio lie desmascarar as aleivo-
sias desseigcnio do mal, que s aspira germen de de-
sorden, e desnaturar cum o MtiOCt da mordarida-
de a pureza das iulrnces das auloridades. sendo
que o Sr. subdelegado lem sido o alvo premeditado
desse genio viperino, que so fumoga pcslileucia c
podridao.
Ilojc rheuando o Sr. subdelegado nesta villa, \in-
d 1 de oulros ponto aif.-cla los, foi informado que
os Sr. Josc Norbcrto Cosido Cima, trucle Aulnuiv
ilos Santos Pinheiro, c lenle Jos Rodopiauo se
haviam dirigidoanlugor denomina loIlaireiros ve-
lliosnos arrabaldes desta villa, para alli wlnefin
seus passos. alim de lainhem soccorrer a muitos que
haviam cabido. OSr. subdelegado nao perde lem-
po, traz o Sr. alferes Jote Mano;', de Miranda l.ima
em continuada escriplurarao ja para o governo em
demauda de socenrros, ja par* oulros pontos do dis-
lricto, fazendo chegar as suas providencias. Logo
que me coiibe fallar no Sr. alferes Cima, corre-me
o dever de dier que a humanidade desla villa mili-
to Ihe deve; porque tem sido incausavel na proen-
rajaode medicamentos e cm qualquer hora, em que
se fazcm de mister: ao mesmo Sr. alferes Cima esl
confiado o cuiJado da distribuir da carne para a
pobreza, soflrendo at certas maroteiras de gente bai-
la, que jalga se com direilo a dizer o que Ihe pare-
ce, quercuto, vor-se melhor aqoiuhoador quando o
Sr. alfares somonte quiz saslentar o equilibrio na
distribuicao das esmolas, dando o que fr proporcio-
nalmente.
O Sr. subielegado nao he ganhador, arceitou o
cargo, que oceupa, pela consideracao de prestar ser-
vidos ao seu paiz, e he jallamente em que consiste
toda a sua gloria: como homem, ccomo funciona-
rio publico desta i.-iconsideravelmenle daquelle que
fundou a soa autoridade no srdido inlere-- na
sede de ouro, na commissao de actos iguoin s,
de que rcsullon immortalisa-lo no tamacal o
rupcao, e iufamia. A quera couber a carapi
ceit que he comsigo incsmi).'.'"ic protcst capere.
capiat.
no gozo dos direitos
i para que seus actos
le competente prore-
I ares pelo crime de
mar, pelo respectivo
ncl'ir peJindo i pre-
icia do art. T.'( do co-
1 possa dirigir-se para
. No segundo oflicio
he dada a iDlormacSo
a cmara justifica o
ir desenvolvimento a
O CASTIGO l>E HEOS.
... .y en Se fermenta la esencia del granizo,
V de < />c (I). Jos/.omla. 1
Das margeus do (auges, co'os ralos solares
Se eleva urna nuvem a voz do Seohor!
Ao sopro dos ventos, se arrasla pe/.ada
Irazendo era seu seio da norte o vapor.
Ao sopro dos ventos caminha petada,
lie negro cobrindo os plaiues do co :
E os raios ardentes do sol ao Sihara
La licara sera brilho, envoltos no veo.
A mole gigante do fero Cheops
Que aos seculos aflronta, c ao forle tuo ;
Da nuvem pesada os flancos rasgando
Os negros miasmas espalha no chao.
B o Egyplo ja ouve dos lilbos errantes
O triste, gemido de morte, e pavor :
E a nuvem pezadacaminha gigante
Ouvindo os gemidosenvolla era negror !
Caminha !... c nos campos da ferlil Crimea,
Ao somdas balalhasila guerra ao Iroar,
Sea seio rasgando, envia aos guerreiros__
e Daos o castigoas brizas, no ar !
Da patria de Dante, rocando as monlanhas,
A nuvem drspedeseu negro vapor__
Eo aojo da morleus campos da Italia
Herolhe os gemidos, os printos da dor !
K a nuvem mais negraao son das procellas,
Os Alpes gigantes procura envolver .'..
Nos duros penhascos, seu seio rasgando
(is campos ila Franca do dor ra rncher !
Da Relgica os lilhosrespiram vapores
Da nuvemlo negraque a morle lites traz :
Da nuvem que avante, prosegue gigante,
Sem que torcau itaaso, no giro que fal !
Da palria de Ercdlaos montes lamosos
A nuvem procura no curso fatal !..
K alero espraiando seus negros miasmas
Envolve na rede tambem Portugal !
A patria de Nelsso Uo chcia de crimes
A nuvem visila porordem de lieos!...
F. o vasto Ocanono reo ven lo
Procura oulros povos, procura tros ceos !
uella Ixpourapliia pu-
o-l'arii sem haver-se
c-^s prescriplas pelo art. ',! r" d" C,UK"> '
toiliam resultar graves
ensa, como lem aron-
blicava-so
proenebido
:MV do redigo penal, do que
abusos de libcrdade de iuipi
lecido nesta capital ; c por.pie persuadia-sc lambcm
que a nao pertenece tamar,J a apreciarno da iden-
idade da pessoa que faz a iteclaraco, seria preciso
siislenlar-sc que c- declarado, q lando mesmo fei-
la por cscravo, menor, ou mulher, sem autorisacao
do marido, devia ser accila sem a incuor opposico :
e que se pola nossa legislar, nao lem a cmara es-
sa competencia a nenliuma oolr.i autoridade, cabe
eato e\ercc-la, porque a uilervencao do poder ju-
rticiario s apparece quando se lem de indagar des-
ses lacios era cuusequencia,; do abaso, ou da lei vio-
lada, o qae .faz suppor/qne antes de chegar a esse
ponto a um uulro poder,/cabe venlic-Ios ; por ul-
timo assegura essa cainana que, c -nhecendo a mag-
nitude de suas fuuccqes, conli tiara no cumpri-
nicnto de suas obrigares, apc das invectivase
Seiihore* reiac.lorei. Lendn por acato o Li-
beral de 10 do rorrele, ahi coconlrei o trecho de
urna carta escripta de S. I.ourcnco. em que aleivo-
samente se loca nos nomes respeitaveis dos senhores
har.1 do Camaragibe e corouel Joaquim Cavalcanli,
como que expondo-os censura publica por nao
haverem elles abarlo Indiscretamente suas balsas
lodos os pobres a necessitados do munlo !
Pelo dedo couheci o cigaule; ou fallando com
mais propnedade, pelo gaido conheci o cito per-
dlquciro, que habituado a ladrar contra quem nao
pode morder, nao perde occasio de inecher com
quem se nao leinbra d'elle ; mostrando assim urna
alma pequea, deteccada por um odio que s a 111-
veja poden 1 gerar!
Sem entrar na appreciac.lo dos actos de caridade
que nesta quadra bao pralicado os mencionados se-
nhores ; por que he cousa em que nem eu nein o
1*30 p'.rdigufirn podemos mellar o hedelho, vislo
que a philantropia chrislan se re a lea pela nedestia,
e nao por eslroulos c apparalos, que quasi sempre
revelan a tiiliilidade dos actos que -e Inculcan!
peguntaremos tambem : que prodigios de libera-
lidades humanitarias lera nesta conjuntura pralicaio
o Sr. Joan Carneim, do Moclo, Ua rico e opulento
como lio ? J eonstou a alguem que esse dittinclo
patriota livesse aberlo seus colfres asiuhavrados u
do quanlo lem sollr
obrado.
Em resposla ao que I
lera a presidencia a
que tem chegado a seu
cia dada em oulras occ
lo, por" cr sempre assim
e expendido por essa cmara,
bscrvar-lhe que, segundo o
conhecimento, a intclligen-
asies a respeito de quesles
idnticas parece ser mais acertada, por itso que, do
art. Mi do cdigo pe tal o que se deprelieode he,
que qualquer oidadao Ihrasileiro o-i estrangeiro para
eslabelecer una ollici
a de impresso txpographica
ou gravara, deve parlicipar .1 camara|municipal para
ser feto o lancamento respeclivo cm livro que para
esse fun he destinado, por eonteguiote, tendo Cui-
maraes, procurador d Cavalleiro, precnebidn nio
so essa obriga^ao, cont tambem a que determina o
art. 5V7 do mesmo cdigo, como se acha 1 rotado
com documentos, iierthuiiia outra mais Ihe sendo
marcada na lei, a nao ser a do arl. 102 do cdigo de
posturas municipaes, que foi igualmente cumprido,
nada mais tinha a camai .1 a eligir; porquaulo a exc-
curao do S I. do arl. 7." e arl. :10 do cdigo penal,
pelo que loca a indagamos que se turuem necessariai
para que nao apparefam os abusos que a cmara
quer previnir, pertence isso ser frito cm lempo con-
venienlc pela autoridade compelenle que tem de ser
a que determina o arC 'MY do cdigo. Tem a pre-
sidencia a observar tambem que por nao perleurcr
as cmaras municipaes a apreciaran da identidad
do proprietario, nao seseguir o absurdo de se apre-
sentar como tal um cecravo, ,011 um menor, porque
Meu Dos que diviso '.. a nuvem pesada
, l'anibem sobre as marsens do vnslo Amazonas
Se eleva gigante que basca 1 a quo vem
Oue ouro ;.. gemido do peito exhalados
Nal vascas da morleno fri estertor 11'
Os prantos golejamas vozes se calan
Somenle cm solu.;os le ioTOCam, Scnhor.
F. 1 nuvem jaminha !... a vclli-j Babia
\ ai victimas novas sdenla buscar !..
A pobre Scrgipe, o rico Janeiro,
Frtil Alagoas... la vai devastar '....
E a morte iracunda a foice vibrando.
Decepa os eslames da vida sem d..
Nao poupa velhice,.. nan poupa innocencia...
Amor., juveutudese rollan em ptjl..
E a nuvem camioha !.. meu pello se gela !...
I'ernambuco amada tambem vai sollrer...
A (erra mais rica nos fastos brasilicos
Seus lilhos queridos tambera vai sorver !
Seusilhos:. qne ha pouco sonhavam venturas
Buscando mais glorias, mais nobrea trophos !.s
Agora., da morle aos ceios ceifados
Seus olhos chorosos elevam aos cos !
Oh Dos! minha palria, tao bella, do nobre...
Pnrqne vejo agora Uo cheia de dor '.'
Tao negro flagello por que nos perseguc .'
Porque essa nuvem nos enche de horror '.'
r seu uuui uso, vive auna sou unca ue seu como propriclanos de cousa alguma, cendicao nica
I, que s Ihe ministra a IMUm pdrro el nereita- ] qu dcve examiuar a .miara, e que he conscqueiicia
111 ad mananrnium ; por cen-eguinlc, esla .,., ....
ttificado. A sua caridade pois cifra-sa 110 nlami-1 ',0 arl> t0i : a,s"n' P01*' "*>le seI""10 livesse de ser dado ao reque-
1 .-itaili 11.1. lio raso que fosse
1: ella quem BlOM a pa tielpaejlo, exigindo, para que
i|)resenlasse autoiisacao de aeu
f
pobreta de sua freguezia E o que lera feito igual; [ era lal caso eslava a atiraara, ponale quem livesse
mente o Sr Oiiuda Campellu, tibtralimmo de |ugllt um mellianle fado, 110 direilo de nao ennsi-
qualro cosladot .' I leanlo a esle. dare luda a des- \ .- .. ... .
culpa se na.laliver feto em malcra de farrambamhasj,leri,r e,,M ""lma <"" 'la "'"". *">>
philanlropicas, por que todos sabem que o l)r. por seu bom senso, vive ainda sob tutela de seu I como propriclarios de cousa alguma, ceudicao nica
pai -
rsii
justificado. A sua caridade pois ciTca-si 110 linmi
re linquarnm, em que be invenrivol .' I eitlflo o despacho que
Isto poslo, espero que o e3o perdigueiro de S. rimenlo da mulher de
Lourencu satisfaca estas perganlinhas, que ora Ihe
fazemos a respeito dos cspavcnlus caritativos do Sr.,
de engenho Moclo, para eolao Ihe responder me- PoJcse r''"r- <\"< a
Ihor acerca da maneira digna, generosa e franca | mari do.
por que os senhores do Gameragiba e de Paulista e \ Sendo pois a inleltigcnria dada a rssrs arligos do
bao portado actualmente sem bull .1, nem malinada. 1 -j, ., i,;.i i
Bnllo se convencer o publico que os que mais,,!;,-! eo,a ,cnal- "fl', e+ontrar a presidencia lainhem
sono de humanilarios, philaalropicos, et religua, ralAn r,iira 1ue "'"'" \>"si* ser admiliido tiuimaraes
nao passao de meros impostares qae querem laaer I cono procarador do Cavalleiro, ainda mesmo qoe
da cari lade um monopolio, como le O lempo de II- esto lenha sido maldad sabir .lo imperio, nao i
ludir os incautos a la -o nao fossn de barra fora ......-i.-, I
Pica na brocha o Olindense. requisita,, do cnsul dorlogoea, romo avancou a ca-
Olinda I > de marro de IH-Vi. mar, mas em virtude de informarnos que tete o
------------- 'governo imperial, poijcujo faci nao csl."i elle priva-
Senhoret redaeloret.Pero-lhes o obsequio dc (l ,le nenhum dos dWles qoe no Brasil llie eran
publicareiu cm seu conceituado Diario o mappa do concedidos. I'elu qi(e acaba de ser dito, iienhiiina
miivinienlo do hospital reginenlal dea ch.derh.os da proTldanela lem a presidencia a dar, senf.o rerom-
rua dos l'ires, de \> de fevere:ro passado, a 12 do. ,
rorrele, lempo cm que ni do mesmo incum- j "'e,,lli" sa cmara que d as suas ordens ueste
Indo. i sentido, e ohscrvar-lhe por ultimo que ainda mesmo
Com quanl lal rommi-.sin fos-c ii.rnuipalivcl rom na ronticro cm que esla de ler procedido rom a
o lagar de delegado do drorgUo mor do exccH... |ei, c que deseja fa/.er resiieilar seas artos, contado,
que oceupo ni provincia, Indavia nao iiilguei ron-1 ...
Teniente aprsenlas mUo a menor objerra... alien- !'""|uc V*W<* pessda pugna pelo seu direilo, que
deudo a que sendo a quadra de provar.ao para lodos, jola prrjudicado, nem por isso ella c nem llgnmi
que se drvem mntuameiile ajudar, pnrece-me poder outra aulnridado deve mppr-se desrespaiUda ; e so
presUf algum servico i meas nobres camarailas do e,se direilo de recurso uao fosse crrele e rcconbc-
exercito, pelos quaes minio Ove de sollrer, assim ro-; ,(._,, ,
mu mens nobrea rolle-as. que sempre na. ajudaram l0 cnT ,l"i', a am* 'MISo, sendo ello spresen-
corn suas luzes, e a maior dedicaro. Idtl0 Jc u,,us para oulras auloridades e Iribunacs
Sem duvida sou o primeiro a rcconiecer, que para se poder doscobrir a Innocencia, avcrdaileca
pouco ou nada fiz, mas isla mesmo foi cheic- da maio-; juslira, cutio a sociedade teria de sonre innmeros
res contrariedades, as quaes so pode avallar quem 1
sequi-erdaraoincommolo de vizilar o estabeleri-1 e "|'"5l'ras-
mente, c orientar-se dos esforros que einpreguei, k-1 ^,,c direilo he verdade, deve ser exercido rom
lim de que elle marchasse com cerla regulari-i moderado, respeito edignidade, e quando a mesma
" *., senhores redactores, seu constante laitor, Soag **! '""*"""' '"V T ^
Dr. ,1/inoet Adriano da Silca l'onlei. | a desmoralisacJo que a cmara deplora, ha na nos-
Capitao delegado do rirurgio mor do exercito. I legislaban rqeios para cohibi-la ; e enlSo a cama-
S. C. 13 de marso de 1856. ra, incumbida de Telar na guarda e execnc.ao da
Sao grandes as culpas!., sao grandes por cerlo !
Itera tai que esle povo esqueceo seu Dos !
Bem sei !.. mas as colpas se lavam com prantos,
E os pranlos agora echoam nos ecos !
Com preces fervcnless pilos conlnclos
A um lieos de clemencia pecamos perdao!..
E a nuvem tao negraque o peito amedranta.
Do eco brasileiru s'ir co'o lufan.
'. l>. II. da Cunha.
Pcvcrciro1836.
Mas nao que o sol n'outro dia
Volia, luz, torna a viver:
A'sini hade lousa fra
O'sp'rilo sobroviver....
Hasta, lyra ; basta, pranlo:
Nem mais lagrimas, nem canto,
Qtt lalver. so ollenda o reo...
Vida morte eternidade
Mysterioda Divindade,
Quem pode rasgar-la o veo'! I
de marco de 18o(i. J, Coriolano de 8. L.
rltACA DO RECIPE 13 DE MARCO AS3
iloliAS DATARDE.
Colarnos olllciaes.
Cambio sobro Londres'J7 I|il0 d|v.
Assurar mascarada291.V1 e 2Q350 por arroba rom
sacco.
Frele de Macei para Liverpool.1(3 d. e 5 Sal-
gedlo.
t'rrderiro llobilliard, presidente.
/'. Ilorgcs, secrclario.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 a 'Si ', d. por 1?.
1 Paris, :S rs. por f,
. Lisboa, 9-jpor 100.
. Rio de Janeiro, ac. par.
Acces do Raneo, 3 0|O de premio.
Actes da cnmpaiihia de Beberlbe. 54)000
Acces da compaiihia Pemambucaiia ao par.
i. l'lilidadc Publica, .'III purcculode premio.
.. Indemuisadnra.sem vendas.
Disconto de ledras, de 12 a L, por Opo
META ES.
Ouro.Onras bespanhulas. 288 a 2SJ.-.00
Moedas de n>tO0 velhas .... 16)0011
tialOO novas .... IB5O00
n jOOO.......93000
Prala.Palaces braaileiros......2eooo
Pesos rolumnarios......29000
u mexicanos....... i-si.n
AI.FANDEtiA.
Ren'dimenlo do dia I a 12. .
dem do dia Ll.....,
Wi:207003
7:2I!);7.'.2
73: i2{75.)
Detcarregam hoje IS de murro.
Barca porluguezaMana .lte ditersas merca-
Uorias.
Bcigue inglesLeeantmercaduras.
Rrigue francezlielem1 lem.
Brigue inglesAmuttebaralho.
Patacho portuuez/lapidadiver-os gneros.
IMPORXACAO
Patacho inglez Atinen, vind.. de llalil'ax. conslg-
nado a Me, Calmout ,\ Companhia, manifestou o
seguinte :
1,741 barricas hacalhao ; a ordem.
CONSULADO CEIIAL.
Hendimento do da 1 a 12 Iml'.i'.i-imi
dem do dia 13....... l:38S|86cJ
Para o rio de
Janeiro
snlii; com breridadc por ter i maior par-
te da carga protnpta, o bem conbecido
brigue nacional FIRMA para o resto
da mcsnin, pasaageiroa e cscravo i frete,
pata tpte lem excellenles commodos, tia-
la-secomos cotitignatai ios NovaesA C., na
ruado Trapiche D. "i't, primeiro andar,
011 com o captSo na piara.
Para o Rio de
Janeiro
salie com milita brevidade portera maior
parle da caiga prompta, o brigue escu-
na MARA : para o resto da mesma,
passajjeiioseesciavosafrele, pan:que tem
exceUentas commodos, irata-se com os
consignatarios Novaes & C, na ra do
Trapichen. ."H, primeiro andar, ou com
o capitao na praca.
O brigue escuna nacional MARA,
capitao Manoel Josc Vieira, precisa con-
tratar martimos brasileos para a sua
viagemao Rio de Janeiro.
O brigue nacional FIRMA, Capitao
Manoel de Freilas Vctor, precisa contra-
tar marinlieirosnacionaes, para sua via-
gein ao Rio de Janeiro.
Para O. Rio de Jaiieirn^segue era poucos .lias a
etcuua brasileira Linda ; para o reslo da carga tra-
la-se na ra do Vigario n. 5, ou com o capillo na
prara do commercio.
Para Lisboa, 11 mais breve possivel, fendoj
parle da carga prompla, a barra porlugacza Mara
Jos, de que be eapitao Jos Ferrcira l.essa ; para o
resto da carga ou passageiros, lrala-e com os seas
consignatarios francisco Severiano Kabello Se Filho.
Para o Rio de Janeiro
Cibe com muita brevidade, por ler a maior parle de
seu enrregamento prnmplo, o muilo veleiro patacho
brasileiro Alhenas ; para o reato da mesma e Ohrra
vos a frele, para ot quaes lem axcellenle rommndos,
Irala-se com o seu eoassnabnio Antonio l.niz de
Oliveira AzeveJo, ra da Cruz n. I, ou rom o rapi-
to .1 bordo.
Para a Rabia
pretende sabir coro molla brevidade, por ter parle
de seu rarregamrnto promplo, o veleiro c bem co-
nbecido pslhabolc brasileiro l)ou< Amigos; para o
reato de sen carregaineuto, trala-s.- ruin seu con-
signatario Antonio Lu/, de Oiivcira Azevedo, ra
da Cruz o. 1, ou com n capitao a bordo.
UlVERSAS PROVINCIAS.
Hendiraenlo do da 1 a 12 .
dem dotdik 13.......
1I.79I89K2
t:6BI|762
.J0I2
1.73587*1
DESP.\CIIUS DE EXPORTACAO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE MO DA
13 DE- MARCO DE I86.
StorkolmoRricuc sueco Helena, C. J. Asile y &
-Companhia, 1,*2M)saceos assucar branco.
iibrallar Barra bamburgueu Snpbia (ieorge-
llia, N. O. Rieber & Conipanhia, "iill sarros as-
surar branco.
Philadclphia Patacho americano ..Lia, ilenrt
Forster ^ Companhia, 50 sarcos assucar masca-
vado.
Rio ila Prala Brigoe brasileiro ..Feliz Desuno,
Isaac, Curio .X; Companhia. li'l bairiras dem.
LisboaBrigue portoaaez Laia II, FranciscoSe-
veriano Rabello ,V Filho, ir. pipas mel.
Exportacao .
Rio de Janeiro, brigue brasileiro ..Conreiraoi), de
102 toneladas, condozio n seguinte : l,li."iO saceos
rom S,'"iO arrobas da assucar. V.1 pipas agurdente,
J7 volumes sebo em rama, l,3'.l'.l meios desoa, P.17
maros pellesdc cabra, 20 sacias com lili arrobas e7
libras de aleadlo primeira sorle, 1 caitlnzinho 20
ananazrs abaeatil, 2 caixas cocos de beber agita, 1
pipa espiilo, 1 caixa queijos do serian.
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenlo .India 1 a 12 K:tliii23l
dem do dia 13....... I:396J031
de
Companhia
vapor
ii;tvega9ao fi
so-Bras
Lii-
ileira.
Espera-se ne-
'e porto de 18 a
|H do correte o
vapor D. Mara
//.commandan-
le o teneato Cat-
enarias, o qual
depois da cos-
tumada demora
seguir para
Lisboa por San
" """->.-".*' -a y^ti Vicente e Ma-
deira ; para onde recebe passageiros, encommendas
e cartas com o porle trocado: os inlercssados di-
rijam-se ao senle Manoel Duarto Rodricucs, ra
do Trapiche 11. 2ti.
O abaito as>ignido, proprlelario de titabUeii
memo de carros fnebres do paleo do Paran* t^J
n. 10, declara a todas as auloridades e ao pMieo
em geral, que nao lem mandado fazer 'ntetraiooaio
algum, sem que primeiramenle Ihe seja apreteaiasla
ordem da policia. sendo sla resistida, numer.a,
assisnada por mim na men raiieiro ; declira um
que nao mandou e nem manda rondazir em tem
carros caivies vasios ae cau de pessoa alcanu ; aae
para mandar cnnduzir grande numero de rorpoi -
manos diariamente, nao he prcrl*o lanrar mi de
meios reprovado c infame, pois das lea baria
que me vejo attonilo para dar vencimenlo a craaide
quanlidade de ordens para ronduefoos, ponto 4o
j* por vetes ter mandado algumas para o eslabdeti-
menlo do Sr. Agr ; que tambem he Tardo ler
rerehido provas Oe estima dos lllms. Srs. Dr. cttf
de policia, Dr. delegado, sabdelegad de S. Jsae o
Boa-Villa, detida a prompta esecorao qne Imh Jj.
do a seus mandatos, e boa vonlad ajue a ellas
me presto : assim romo tambem lie verdade. ojno
para poder rumprir ininbas obrisar.* tenn fttln
enormes desperas e soilrido Grandes inrommadas o
desgoslos. Se j nao acabei com o esltbetecimeato
he por estar persuadido que o nao pomo fazer a vista
das obrigares que roolralei ; porem ae ateoeta a
ellas se quizer sujeilar, rnmprando-oM o aatnboUei-
meuto, promplo eslnu a facer todo o negocio, t>
ta do estado de scus pertence.
Jote Pinto de liagaladas.
Roga-se aos Srs. passageiros do Mmrgme: l
alinda, que se enconlraram nas suas bagaeens ama
carteira pequea dhapcada de laUo, fararr ana
ciar nesla lypograpliia: quem arha-la,querenda aa-
tregar, sera reenmponsado. Declaro por meto do
presente, qae dentro da dita carteira e\iiem mudas
rontas de commercio por esla prara, em ma del-
tas urna ledra para o Sr. Joaqaim Finta Liana, can
Pedras de Fogo, rom a qual nineuem paei.i fatec
qhalqaer Iranserco : roa da Croa a. 13, wttanao
andar.Domingos Antonio Alves Ribeiro.
Contina a eslar fgida desde o dia LideTera-
reiro a cscrava de nomo Joaona, de na...'.o Angola,
haii, cor fula, pcsgroMos, tem um lasgto oa nana
ortlha 00 lugar do brinco ; foi esenva no Brej da
Madre de Dos de Josc Correia de Araujo : raga-oa
a qualquer pessoa qoe vir a dila esrrata de aaapro-
bender e leva-li a seu seohor, ni roa do '.'rmnJi.
loja de ferragens 11. ;I0, que ser genemamoMe le-
com pensada.
Na padaria do Siraiva, roa do Mondes n. fj,
prensa-s de um lorneiro que sai Da dr ninpanli!
suas nbriga(Ses.
Precisa-se de um caixeiro pira laberna, de 11
a 1K anuos, prefere-se portogoet mesma desle clw-
gados ha pouco ; a tratar na ra da Cruz a. 9S.
Precisa-se de urna ama para comprar e eoai-
nhar o diario de urna casa de ponea famila. afiaara-
se bom Iralamrnln, e paga-He 19 por mez ; qom
quizer dirija-sa ao pateo do Carmo n. 7, priaaeir
andar.
Precisa-se .le ama ama para tratar da daos
doentes, piga aa bem : na roa das Gran a. 2*.
No dia I i do correnle, na sala das aadlaanion.
depois da audiencia do juico municipal da |ulawwi
vara, se ha le arrematar por venda a qaem inaw
dr o sobrado de dous andares e soto n. 14 sil na
ra da Csdeia do Krrife, avaliado por S: VIO?, par
exeruco de Jos Pereira da Cunha contra (iel sanio
Pires Ferreira ; escrivao Cunha : vislo que no dia
II n.in p.'>.le ler lugar .1 ariemala(,io coma aa baria
annunciado.
No paleo do Livramento sobrado da
esquina n. I, dji-se lilos de vendagem a
80 rs. a pataca e ai mam-se bandejat de
bollos de todas as qualidades, por menos
do ipie em outra qualquer parte.
AnlonioJoaquini Conrado, por ha-
ver uiitro de igual nome, de boje em di-
ante se aaiignara' por Antonio Jone Con-
rado.Recife 2."t de fevereir
\*t*.
10:2108*2
l0t>imf if to 00 pvrto.
PiavUu entradas na din 13.
Coliagniba7 dias, polaca sarda ..Auna, de 200
toneladas, capiUo Nicolao Sltonio, equipagem II,
earsa assurar e couros ; a Basto A; Lemos. Veio
arribado a esle porto com agua aberta, segua
liara tenova.
Havre13 dias, barca franerza nConlr Rogara de
2!3 toneladas, capitao Tombarel. equipagem 16,
carga.fa/.'ndas ; a Lasserre i\ Companhia. Passa-
seiros. Charles Amsler o Rlanc Rose Anloniclle.
Liverpool2i das, galera ingiera ..Imogcne, de
380 toneladas, capitao W. Williams, equipagem
IS, carsa fazendas ; a Aslley >V Companhia.
Da commissaoVapor de gaerra brasil Mro Bcbe-
ribe, rommandanlc o capitilo-lcuenle Jos Ma-
ra Rodrigues.
LEILAO DE BENEFICENCIA.
Marcoliiio armatecO na na ilo (.olleto d. l't, nlTerece-5e pm
effeclor um ou mi.hs leiles. em bcuefiri ihh pei-
rom niTPSMliidaf. Todo c qualqoer indiviiluo qme
qui/iT roncorrer com objeclos para laes IIom, pft-
beaado MBttl um ac(o ctecariilmle, pode diriiir-|se
ao iganlfl incncioiiiitlo, que ollercce o produrlo He
seu liabllio, a commsvao que pa^am o comprado-
res, pan socrorro dos que. na poca actual, delle
precisaren). M romo quer <\ ensta uma comni<-
silo central de henencencia. ealfl serf scienlifieadi do
dia o producto que liaja de->er apurado. O aucnle ci-
ma mencionado espera ser illendido, e se persuade
que a popularo desta cidade dar urna prova robus-
la dos sentimentos caridosos que a dominam. O da
ser annunciado previamente.
O capitao Thomar. A. Nororava, capilao do pa-
tacho americano Warren lotldardo fara leil.io, por
inlerveurao do agente Oliveira, cporconla e risco
de quem perlencer, e em um so tole, de porro ere
couros saldados, quauto baste par* orcorrer aos gas-
tos com dito patacho nesle porto, onde arribou na
sua rcenla viauem procedente de Montevideo com
destino a Ne\v-\ ork : segunda-feira, (7 do correte.
as 11 lioras da mantilla, no armazem do Araujo, caes
de Apollo.
^btaes.
A lEliORIA
do meu patricio e amigo, Jote P.res Terrcir Ju.
mor, oBcrccida a sua familia, a acguinle Nenia.
Inda bem o triste [iranio
Nos olhos mo me esiaiicou : (')
Quando anda soa o canto
Jue a triste lyra emoou
Novas lagrimas sentidas
Correru lpidas, Daseidas
, Do magoado niracao;
De nrJre a lyra enlutada
Carpe, geme, repassada
Dodr, d'amarga alllicrao !
Carpe, Reme, pobre lyra,
A morte de leu iimao,
Dessa llor >|iie suicumliira
liojada pelo tufao.
Carpo, jeme, .pie ha u ni fado
i .he ao meu Piaiihy amado
Vive sempre a persogotr !
I erra esquecida, do norte,
One dura, que infausta sorle
'N ai minando o ten porvir ?
(.liando os carinos maternos
liis claros, dores nos sao;
Hilando os desvelos paternos
.Mais provas d'araor nos dao,
Inebriados dos nnhos
Jue i mocidade risonlins
Os loiirus inoslram al.'iu,
l'rocamos nossai do^uias...
reas esperanzas futuras
Oue lanas vigilias teein !
Mas ai \ quo vozes na campa
Se liiidaiu eaatdloa laes!
Resta a lousa que os estampa,..
Aos vivos... sentidos ais 1
l- .iroin-se as esperanras,
DepoU de tanta provanca,
Depois de lano velar !
Morreram cuino ess.is cores,
Como do sol os fulgores
Quando morgnlha no mar.
{") Alludimns mora do nosso prczado patri
co o amigo J. Ribeiro Soares.
O lllm. Sr. inspector da tlietniuaria provin-
cial, em runiprimentn da resolacAo da junla da b-
tenda, manda fazer publico, que no dia .1 de abril
prximo vindouro vai iiovaminte prara para ser
arrematada a quem mais dr, a renda do sitio na cs-
p-aila de llelcm, avaliada annualmeutc em I7IIJ.
A ai-remalarao ciu feila [ior lempo de '26 mezes,
a contar do I. de maio do corrente anuo, ao lim de
juniio de I8"i8.
E para constar se mandan aiar o prsenle e pu-
blicar pi>lo Diario.
Secretaria da llicsouraria provincial de l'eruam-
bueo f:t de marro de IH.><;.O secretario,
A. r, .rAniiiinciacao.
ffciSoS 3M^ft0^.
Carne verde
I 6.400 IS. TOE \RR0RV.
Nos tlias quinta, sexta e
sabbado desta semana, Iih-
^cciai-ficpci?.
a8caa##-;s:sias}aaa
;t aisiiRAs no arsenal. ;:
I> yr l.'in do
rectoi
ordem do lllm. >r. leuenle coronel di- pf
rdo ,n -.'i:,ii Oe
9 rertor*doaiscnal de guerra, se R1X |uiblico se
tb para conliecimrnlo dos interestados, que no ;
O) dia f 1 rto corrente, ao nipio-dia, se pncam ^~
fi na mesmo arsenal o corles e feilios das J9
U obras queso rerollioraui inaiiufarluradas do I' m
53 a lo oeste mea; c enrreapondentea aos bi- ja
j Hieles de feilios de ns. til. 117 c lid; eile H
5 corle e feilio de ns. .VS, 69, 80, S, 85, H7, .'
P 141,148, 153, 157, 159 a Idn Ootro airo, *
V.r que as pessna* que ainda lecni e.u sru po.lei j'
3 .dirs que receberain para costurar em lm- .-.
S( po de seus anteressores, as devein rccolber Jr
r com a maior brevidade possivel, sob pcn<1 ,
j% de serem cbainndas uominalmente c por este ';}
0 jornal, quando se nao recorra a meios mais
9 eflicairs. 9
0 Directora do arsenal de ftaerri de Per- S
9 naiiibuco II de marro de 1856.t) encerr- JS
SS gado do espediente, Antonio l-'rancisco de i
V111/.1 Majalli i.'s .luiii.n. j(.
#S8*B'#.:;-w9&**
CltivSEI.IIti ADMINISTRATIVO.
0 consclbo adniinistralivo tem de comprar o ee-
suinte'
Tara o S.n bnlalb;io de infanlaria.
Panno verde escoro, cradoi 7i.
lien nas em depoiilo no segundo batalhfo de in-
fanlaria.
Iloncles de panno, lim ; grvalas de sola euver-
ni/ada, l'Hi, briin braneo lzo para frdelas, varas
"J. : panno preto para polainas, covadoi -"> ; bo-
liles de osso preloi, doaiaa si ; iapalos, |>aros UKl ;
maulas de laa, I1K1; rateirai, 100.
I'raballios das nllicinis de I.1 c -J." elasses.
(da .la Babia, arrobas laboai le pinho .le as-
soalb, duziaa li>; ditas de dito de i|i .le polegada,
dilas ni; ditas de ditode forro, ditas di); alvaiadc,
arrobas 5.
tlllicinas de .'I.-1 classe.
Ierro ingln de varauda, quinlaes 12.
Hila-de 5."dila.
I.oua da RoMia, poca I ; brim da dila, dita- :
cabo de ludio de :t pnlegadas, dita I-
r iia o bospilal rcRimanlal.
Pares do meias de Ida, dalias 21 l|2.
(iiliiiiias de 1.0 o ., clatses.
1 aboas de anoalho I ilii/aas,cnslados de oilcica fs.
Ouarla classe.
I'ulbas de cotilo de II a 7 libras cada lima III.
tlurin os .fuucr vender aprsente a- suas pro-
postas, cm ralla lc.lia.ta na secretaria do con-
seibo as lo limas .1.1 da 17 do corrate mea.
Secretaria do roiiselbn a.liniuislrativn para forne-
ciuicuto do arsenal de guerra 11 de marro de
I8.it>.lenlo .lose l.amcnlia Litis, coronel presiden-
te.llernardo l'ereira do Carino .liinior, vogal e
secretario.
200
por
3ft>i$0$ mmo-u
Pan Lisboa, n mais breve possivel, leudo U
parle da carga prompla, o brigue portnguer. Laia
II, de que be capilao ('.aciano da Coala Martim:
quem quizer carregar ou ir de passagem, dirija-se
aos seus cousigualarios rraucisco Severiano Hahello
& Filho. ,
ver carne frese.! a
rs. a libra, vendida
conta da coiniuissao mu-
nicipal.
Aviso aos Sis. inspecloivs de quarteirio
da freguezia >lo Recife.
Salustiano de Aquim Ferreira, siibilo-
le;;aikiSLiipli'iile ila iix -iw.ia lo u'cilr,
avisa pela imprensa ao? ditos Srs., para
que sejam tnuiediatatiienle abertat to-
das as easas que estiverem (cchadet, em
quefalleceraiit eliolericos, a piompla re-
quiaicSo do Sr. Luix redro nas Neves J-
nior, cncarregado pela llygtene Publi-
ca, alim de serem no mesmo instante .les-
mertaclas, nliemdu sai'tde publica.Re-
cife I i .!. marco de 1856.Salustiano
de Aqu'mo Ferreira, subdelegado sup-
plenle.
Aluga-se a loja do sobrado, silo no largo do
Parado n. -2'\, propra para eoebeira 00 oulro qoal-
qur- estalHeeimento : quem pretender, dirija-se ao
primeiro andar da mesma casa.
l'recisa-se de urna prela que jaiba rn/.inbar o
diaiio de urna caa : quem a liver, dirija-se a praea
da Independencia, loja 11. :1.
BernardiBo l'acheco da Silva relira-se para
fr* da provincia.
Agencia de passaportc e folba corrida.
Oau.lino do Hego-l.ima tira passaportc para fora
do imperio, e loiba corrida, por preco romin.'do e
preatoza : na ra da l'raia, primeiro andar n. Vi.
I're.isa-sede ama ama do leite para criar nm
menino ; tambem da-se o menino a quem se queira
encarregar de criar, pagando casa capaz : quem quizer auiiuucie, .111 dirija-e a
Kiira de Portas n. '.1-2.
Precisa-se de um moro portoguez fle idade dr
II a lli annos, par-" ajudar oatrn na sala do nina po-
dara un aterro.la Boa-Villa n. lili, que se dar bom
ordenado : a Iralar ua mesma.
. _
l'recisa-se de unta ama que saiba cosinbar e
far.er lodo o maisserviro de caa : na ra llircila a.
S(>. scaundo andar.
M. I. It. liraza mora no Recife, travessa do
Bom Jess, casa 11. 1 antes de chapar a ra da tiuia.
l'rccisa-sr alugar urna cscrava para servir uma
rasa de portas para fora ; em rasa de Manoel Kir-
inin.i Ferreira, na roa da Concordia.
O Sr. t'.. S. I.. Icnha a lim.dado de appareccr
aa rasa n. I.i da ra da Crna do Itecife para o nego-
CO que .s. S. nao ignora ; o se acaso nao appareccr
no pra/.o dosfi dias, vera o seu mime por cilcnso, e
qual o negede,
INIereee-se ama lenhora solteira que nao lem
pai nem mi para servir de companhia a nina Mino-
ra viuva que nao lenha Ribas, o prcslando-llie al-
gum crviro no por dinlirirn, e nem'prccisa dar-lbc
de vestir : quem qui/.ei anuuncie sua morada.
l'recisa-se de urna ama forra 011 captiva para
n serviro de urna rasa de poura familia, assim romo
de outra que tenba bom leite, n.o se ollia a prero :
na pra?a da lloa-Vista n. 7.
Joaquim Alves da Cunha val a Portugal Iralar
de sua saude ; quem e julgar seu rredoV queira
presentar suas conlas no escriptorio do Francisco
Alves da Cunha & Companhia al o dia 1(> do cor-
rete para serem salisfeitai.
iro de MM.
Antonio Jos Conrado.
Precisaxe de una ama |>ara casa de
familia : no aterro la Boa-Vista n. r9,
segundo indar.
llonlem (II as (i horas da larda aacalnt-e
um preto por nome Jos, de narn, de 40 a .10 aa>-
nos de idade ; levou calca de eanemira nsada, cami-
sa de algodao branco srosw, e tem a falta da ana
dedo na mao direila : roga-se a qnem o appreiien-
der, leve-o a ra do Amnrim a. 33, qae w jrali-
licara.
\.i ra Imperial n. 185, defronle da fabrica de
raldcireiro, precisa-se da ama pessoa qae te eajeir*
incumbir de lavar a loupa de ama familia, paca-se
bem e promplamente.
l'recisa-se de olViciaes de carapina para faner
ramas de vento efleriivamcnle : a Iralar na roa de
Sania Hita 11. .7, taberna.
ARRNDAMESTO.
A loja e armarem da rasa n. V da ra da Cadeia
do Kerife junto ao arco da Conceirao, aclia-se deaac-
cupada. c arrpn.ia-^r paia qaalquer esUbaleciotcnlo
em ponto grande, para o qual tem coroosad afli
cenles : os prclendenles enlcndcr-se-hao rom Jalo
Nepomureno Barroso, no segando andar da casa a.
77, na mesma ra.
- Antonio Jos Pereira retira-se para Pariaajnt
loja das seis
portas.
Em frente do Lwramcnto.
Kiscados pretos para lulo a meia pataca
pretas de algodao a pataca o par, chales de"
propnos para andar em casa a .loa. pitacasrada
chiles escoras de tiola segara a meia paUcaTeora-
do, c ootras mu,la, faienda, por preco minodeT
(ieorge Fredcriro Collier. .obdilo briUatro
retira-e para Europa. "'
Bcnto Jos d,a Silva relira-se para Portugal.
i.iuem liver um andar ou cau terrea cena Ua
no ba.rro da Bo.-Visla, nao sondo ,<, .,, Z^t
alugar. annuncic para ser procarado ; naci-ae naa m.
pro adiantadu. I
> Dr. Marcos Antonio de Mace,!... jnit 4> aV
reilo rta comarca do Ico, na provincia doCear rmi a
buropa tratar de sua saodc.
Antonio Jos de Aranlet vai a Porlogal tratar
Koberlo Huiln, subdito britnico, retira-m
para fora do imperio.
Na na do Roano, segundo andar onde man
o Sr. Dr. Moraes c Silva eiisle uma panul qoe ofle-
rece-sc para curar rm qualqoer engenho fora desla
Precisase de um ama forra o captiva para o
serviro mierno de uma casa de nouea famiha 1
gando-se bem se for do agrado ; na roa de Apa
armazem n. i:!. "
Ausenloo-se na noiicle :l para I do correnle
o mualo Raymnndn. alto, de IH a ai annos.: cara
larga c espinhota. denles limados ; ro montado em
um cavallo enatann castrado, rom ama estrella na
lela ; letou bolas e esporas de lilao, chapeo preto
de abas |are,,.; jnha-M que foi de soriedadc com
.Im prelo .le nome Manoel. .-lainra resalar, idast
ue IS a .11 anuos, lem folla 1c denle* na frente, falla
desranra.la ; foi montado < m um ravallo raro sai
pequeno, naligo. bom andador baiio. pnr.-m no ae-
dar pasa pela per na doente : qnem os pegar, oa
delles liver noticia, dirija-se a seas senhores n en-
genho Poeta, que sera generosamente
sado.
: ApU,
recoro p*A
Aluzase um primeiro andar de nm obrado
no pateo da Sania Crin ; quem o pr.-tendor faNc aa
ra das Cruzes, sobrado n. 9. No loja do meoma w-
brada ha para ven fer-sc caixilhos envidrar.adm com
repartimontos pata amosiras de genero, dr uara.
Preci-a-se de nm forneir. a qnem se dan .Un)
meneaos se o sea servico agradar ; qaem eslrnr
ncslas clrcumstaneiai, dirija-se a roa larja do Rosa-
rio, padaria n. IS, que achara com qaem tratar.
Precisa-se de um amassadnr pira padaria. na-
gaado-oa bom ordenado : ua ra estrella d. Rosa-
rio, deposito n. 2 A.
tM." Inlalli.iode.1111II1.11.1.1, caarda nacional
do Recife contrata para .1 banda de enantes dous |-
lOei e um baile a hannonia : qaem cliver nrslas
rirriiiiisia.iiias, diiipi-se a roa da Madre de I tem n.
I, .mi 'i "1 do respeclivo r.imni-nilaule interino. .
Os abaito notignados enrarrrsados pela com-
missao nlerina de bt^irune publira de desinfecta-
rom as rasas rm que fallerrram pessoas atacadas do
cholera, declarara qocsrarliam munidos dos reaaen-
les e utensis precisos para este servir, e or ios
rogaai a .s reverendos Srs. vicarios, o< Sis. mdicos
do dislricto. e os insprclores dr qoarteirao que <
avisen, indieaud.. a ra e numero da casa em qoe
se fi/.er preciso proceder a dcsinfecro.
Iloa-Visla, ruada Concedan n. II, loaqoim Elias
de Moura (ondim.
Sanio Antonio, roa laiga do Rosario 11. Ib, Elias
Peieira f.onralves da Crea.
S. Jos, palco do Ierro n. 71. H.miinuos da Slva
Icrrrira Jnior.
Recila, ra da Crac, bolica de I ,11/ Pedio da
NeVOS, I ni' l'edro das Kevca Jnior.
Qnaras alaajar um aaeraaa paia servir .t
rasa : a tratar na ra do frapirhe n. Ib, sesunde
andar.
O abaito .1-1.11.1 lo, de ordem da mesa regad
ra da vencravel ordem icrc?ira de S. Francisco,
convida aos seus charissimos irmaos a comparree-
rem no dia 11 do crrenle as 3 horas da larde, na
nossa igreja, ornados de habilos, para acoropaaha-
rem a procissAo de Triumpho da venoravet ordem
lerccira do Carino.Joao lavaros Cordeiro, lecrila-
rio interino.
Precisa-se alocar ama eicraya qe seja tiel e
saiba cozinhar e comprar : qam livor dirijan a
largo do Collegio n. 6.
/
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
MiiTionT"


OIRIOI QE Ptm.UCU SEXTA FElftA U Id NI* (O OE 1856
Terceira edi?ao.
TRATAMFJTO HOIOPATHICO,
Preservativo e eurativo
CHDLERA-MORBUS.
PELOS DRS.
DO
PELC
J ./m. K ra ^ :lE3 JTii%._
oa iustruec.."io aopovoparasc podercurardesla enfermidade, administrndoos remedio nuil ellca/.e5
paraalalha-la.emquanlo screcorrfaotnedico.ou mesmo para cura-Iitiudopendenlc destes nos I usares
""""trahjzido em pOrtgoez pelo dr. p. a. lobo moscozo.
Estes dous opsculos conlrm as indiearoes mais claras e precisas, c pela sua simples c concisa expsi-
to eil.iao alcance de todas asintelligcncias, naos pelo que diz respeilo aos meios curativos,como prin-
cipalmente aos preservativos que temdado os mais satisfactorios resultados cm toda aparte em que
elleslein sido posloscm pratica.
Sendo o Iratameiilulioineopatliioo o unicoque tan dado grandes resultados nocurativo desla horii-
vel enfermidade, jolgamosa proposito Iraduiir restes dous importantes opsculos em lingua vernaci-
l,i. para desi'arlc facilitar a sua lcilura a quem ignore o franca.
Vende-se nicamente no Consultoriodo traductor, ra Nov 0.58, por -.S00O. Vendem-se lamliem
os medicamentos preciso e boticas de 1:2 tul>os com um frasco de lindura l.t?, umadita de ;Mt' tubos romr
vro e "2 frascos de tintura rs. .SHH.
w
PEORAS PRECIOSAS-
*
* Aderezo de brilhanles,
$ diamantes e perolas, pul-
M ceiras, allinetes, brincos
j* e rozelas, holoes e aunis
^ de differentes gustos e de
"fi diversas pedias de valor.
1
S Comprara, vendem ou
J trocam prala, ouro, bri-
ffi llianles.diainanlese |>cro-
i! las, e outras quaesquer
$ joiasde valor, a dinheiro
$ o por obras.
MOREIRA l DDARTE.
:i.0.IA DE (MUYES
Ra do Cabuga' n. 7.
Recebem por to-
dos os va poros da Eu-
ropa as obras do mu is
moderno gosto, tan-
to de Franca como
:
OURO EI'll.VI A-
Adercros romplelos de %
ouro, meiosdilos, pulcri-
ras, alliuctes, brincos e '"
ro/elas, cordes, Iranre- J
lins, modallias, cnrrpitlp* ;
c piifeiles para relocio, c f
oulros rouilos objcclos de
ouro. &
Apparelhos rompidos, 8j
de prala, para cb.i, ban- t
dejas, salvas, cast.p.aee,
colberesdesopa edech.1, .?.
e nimios oulru objcclos
do prnla.
de Lisboa, as que aevendem por
pre$o commodo eomoeostumam.
ESTRADA DE FERRO DE PERNAMBCO.
Banqeiros da Companhia em londbbs.Srs. Hcywoon, Kaonards, & C.
Banqeiros e>1 PerjAMRTCO.O Banco de Pernambuco.
Agentes no Rio de. JaneiroSrs. Man, MacGregor, & C.
Agentes em Pernambuco.Srs. Rotlie & Bidoular.
Agentes na Baha.Srs. S. S. Davcnport & C.
Os que desejarem comprar aeqoes d'esla Companhia poriero dirigir-se na forma abaixo indicada
Commissao om Pernambuco emc.asa das Srs. Rotlie terlina ao cambio de 27 por 19000 ou rs. 85888 por acrao deve ser amentado cm Casado um
dos Agentes da Companhia no Rio de Janeiro, na Babia, e em Pernamlmco, que dar o competente
recibo.
A subscripcao fica abena al o dia 20 de marco cm Pernambuco.
Os senhores que ja fizerao pedidos para a acquisico do acc.oes desia companhia anles de sua pu-
blicarlo em" Londres, devem lamliem diripir-sc i Commsso e remoller aos Agtiles a importancia
do deposito de 1, por conta de taes acces dcnlro do prazo lixado para a aprcscntaco de podidos.
A urna Commissao nomeada pelo Presidente da Provincia de Pernambuco, de accordo rom o
Concessionario o Sr. Alfredo do Mornay, ser conliado o irabalho da distribuirao das Accoes.
Se nao forem concedidas todas as Airos plidas, o dinheiro depositado ser levado em contapara
a primeira preslacao de duas libras esterlinas Rs. 179776 por cada Areao.
Se ncnbuma for concedida o dinheiro ser reslituido por inteiro al o litn da Abril, ao mais tardar.
A Companhia lem reservado fundos que os Directores ralculao ser suflicienies para o pagamento dos
jucos aos accionistas desde odia em que se effcctuareni isprestacoes, o esses juros serao os mesmos
ipie sao garantidos pelos governos Imperiol e Provincial depnis do abortas as sccccs da Estrada
de maneira que a importancia das entradas venecro o juro de 7 por rento logo que estas forem
realisadas.
Os dividendos serio pagos aos Accionistas no Bra/.il cm casa dos Agentes da Companhia as ctdades
do Rio do Janeiro, Baha, e Pernambuco.
Cada prestacao nunca exceder de duas libras esterlinas Rs. 17877C, por areno, ahaver um n-
lervallo pelo menos de trez mezes entre as prestarnos.
Os que pertenderem accoes devero dirigir-se Commissao, e remcllor aos Agentes da Companhia
em Pernambuco Srs. Roihe & Bidoulac, logo depois do entregaren) a imporlanria do deposito, um
pedido segundo o formulario abaixo transcripto que os Agentes da companhia forncccroronjunc-
lamenie com o competente recibo pelas quantias depositadas.
Formularia para o pedido de Acco'es.
Aos Senhores da Commissao encarrrgada da distribuifo das Acede da Companhia da
Estrada de Ferro entre o fecife e o Uio de Sao Francisco.
llavendo eu entregado aos Agentes da Companhia reis
ao Crdito da mesma Companhia, peco-lhcs que me concedan as Arenes correspondentes aquella
preslacao, e pela presente me obligo asentar aquello numero de Accoes ou as que me houvercm
de ser concedidas ; e bem assim pagar as mlisequentes prestarnos rjuando me furom exigidas na
forma das Leis que rcgulo a Companhia, assicnando-me por milh ou por muu bastante procura-
dor no Livro competente da inscripcao. f
tSSK.MIim
Nome por extenso
Einili* Suzana da Silva faz scicnlc a Joaquina
Maria de SanrAuna, que desdo 2'1 corrente anuo os scus pcobores nao correm mais ju-
ros, pois que foi do cimir.il" que nesse dia serian)
vendidos pala seu pasamento, c como desde Cutio
t annunciai le nilopndesse encontrar a Joaquina Ma-
ra de Saot'Anna, por isso previne-a para llie man-
dar Ir.nelo' e rereher o seu dinheiro, ou restituir o
excedente de valor dos penhores se forem vendidos.
Asso Macrio Couiniercial
Beficene.
A commissao nomeada pela Assnciarao Commer-
cial Bcuelicente desla praca, com o liin de soccorre
as panoli ni i'ossitail.is e desvalidas da frcauciia da
Boa-Visla, por occasiao da epidemia reinante, pre-
vine a quem estiver cm taes circunstancias, ile pro-
curar a .lo.io Malliem, ra da matriz n. IX; Manoel
Teixeira Bastos, ra da Alegra n. 7 ; Vicente Al-
ves de Souza'Carvalho, Estancia : desde as 7 horas
da maohll aN '.). o a tarde das horas cm (liante :
cm caso urgente, porcm, seru socenrridos prompla-
mente qualquer hora. A commissao desojando
acertar na frlma de distribuir os soccorros, ro; en-
carecidamente a (odas as pessoas mais conliecidas
desla freRiiezja que tiverem perfeila seiencia do es-
tado de prccisSo de qualquer familia, se disuem de
a informar ..lim de ser com promplidao allendida.
Rccifc -2~) de teverciro rio ISili.Joo Matheus, Ma-
noel Teixeira Bastos, Vicente Alves de Souza Car-
valho.
A vinva
proceder ao inventario ilosliensdcixados pelo mesmo.
convidan! aos
credores do casal, para que hajam, no
prazo de K das, de apresentarcm suas conlas, .il:m
de sercm xerilicadas e comprebendidas no mvcnla-
rio, no consulado franoez, que para isto esti aulori-
sado. Uooile _".i de fevereiro de IKfi.
Precisa-^e de um traballiador de masseira 6
quem se salisfira um ordenado correspondente ao
seu trabalho
(ancias, pode
do quarlel, p, dara n. Is,
tratar.
Decapitar
Urna canoa ab
e herdeiros de N. liadaull. leudo de
aqoelle que se adiar uestas ciicums-
linuir-sc a ra larga do Rosario, perla
que achara com quem
eceu ou furlaram d porto da ra Nova
ra de lote de tiin i lijlos, com os sis-
I'ici n,'i-so de urna ama par:i o servica interno
e externo de urna casa de pituca familia ; prometie-
se bom (ratamente, e paca-se bun ; picfere-je es-
crnva : no pateo de S. Pedro u. :t.
LOTERA DO RO DE JANEIRO.
Acliarn-so a venda os novot hillietes da
lotvria 5* do conservatorio de msica, que
devia correr do dia ."> a 8 do presente
me/.: os premios ateo de 4:000$000 rs.
leropagot a distribuic9o das lisias.
I'recisa-se alugar um criado para servir a um
Domen sotlelra a tratar na ra do I fiiennado, lua
n. 30.
A fabrica de saltan da ra Imperial precisa de
liabailiadores srvenles, livrcs ou esrravos, e pasa-
Je 800 rs. diarios a secca, c lt>3 menees, durmindn
e comenrio na fabrica : a Iralar com o gerente da
mesma.
~ ^a casa da residencia do |)r. I.ourciro, na ra
da Saudade, defronte do Hospicio, precisa-se de umi
ama de leile, forra, que nao traga romsigo o filho,
que tiver, de peito.
O Dr. Possidonio encarregado de prestar os soccorros de
sua piolissao as pessoas do quinto di.sli ic-
io da freguezia de S. Antonio pode ser
procurado no convenio de S. Francisco,
a qualquerhora do dia e noite.
"'LTORIO IIOiePA- |
i I
Residencia por extenso
Profissao ou Occupaco
Lugar de Negocio so o lem_
a>9s499:S.t9VKC
9
i
J. JADE, DENTISTA,
M contina a residir na ra Nova n. 19, primei- 0
# ro andar. tm
*
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAH1DO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
" poilo em ordem alphabetica, rom a descripeo
abreviada de lodasasmoleslias, a indicao.io physio-
logica e Iherapeutica de todos os medicameotos ho-
meopathicos, seu lempo de acallo e concordancia,
seguido de um diccionario da significaran de Iodos
os termos de medicina e cirurgia, posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DI!. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. assignautes podem mandar buscaros seu
templares, assim como quem quizer comprar.
PUBL1CAQAO' LITTERARIA.
Repertorio jurdico.
Esta publicado sera sera duvida de utilidade aos
principiantes que se quierem dedicar ao ejercicio
do foro, pois nella enconlrarao por ordem alpbabe-
lica as priucipaes e mais frequpntes oeeomaolM ci-
vis, orpbaoologica, commerriaes eecelesiaslicas do
nosso foro, com as remisses das ordeiiaroes, leis,
avisos e reglamentos por qae se rege o'Brasil, e
bem assim resolucoes doi Praiislas anligos e moder-
no em que se firman). Coulcm scmelbautemente
as decisAes das questes sobre sizas, sellos, v el lise
novo direilos e decimas, sem o trabalho de recorrer
collecrao de nossas leis e avisos avulsos. Consta-
r de dous volomesemoilavn, grande france, eo
priineint sabio a luz e esta i venda por 83 na loja de
ivrosn. 6 e 8 da praca da Independencia,
zia da Boa-Visla, na ra Velha n. 4-2.
Trocam-se notas do Banco do Brasil
por Maulas: na ra do Trapiche n. 40,
segundo andar.
, Precisa-sealugardous pelos capti-
vos, -dando-se o sustento, para traballiar
nesta typographia : na livraria tu. fie 8
da praca da Indepeendencia.
Candida Maria da PaixSo Rocia ,pro-
fessora partcula i de instruccao primaria,
residente na ra do Vigario do bairro do
Rccie, faz sciente aos pas de suas altiin-
nas, queaclia-scaberta sua aula, naqnal
contina a ensinar as materias do costu-
me, e admitte pensionistas, meto pen-
sionistas c externas, por piceos razoa-
veis.
LOTERA da provincia.
O Illm. Sr. tbesoureiro manda fazer
publico, que se acham a venda na lliesou-
raria das louterias, das !) horas as ."> da
tarde, os bilheles da segunda parte da
pnmeita lotetia da matriz, de San-JoSe
desla ctdade, cujas rodas andam no dia
89 do correle me/.. Thcsourai a das lo-
teras .> de marco de 1856.___O escri-
vao, Antonio Jos Duarte.
O Ihesoureiro da irmaudade do Senhor Bom
Jess dos I'assos da matriz do Corpo Sanio, pede a
todoi os seus charissimos irmaos para se rcunirem na
meimii qwlriz seslafeira, ti do crrante, pelas _'
horas da (arde, afim de .companhar a procissilo de
1 numpho. Pede-se tambem a todos os irmAos qoe
tiverem capa encasa, e que por molvos nie pos-
sam comparecer, e favor de as mandar entregar pa-
ra serem dislribuidas.
AVISO AO PUBLICO.
No antigo deposito da roa estreita do Bosario n.
II. junio ao beeeo do Rosario, be chegada urna i'or-
r.ln de bichas de liambnrgo.
CASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-se de amas para arnamentar oriancas na
casa dos etpostos : a pessoa que I isso se queira de-
dicar, leudo as haliililaroes necessarias, dirija-se a
mesma. no pateo do l'araizo, que ah achara com
quem tratar.
Na lubrica tranceza de calcado, no aterro
da Boa-Visla n. .")2,
admilte-sc aprendizes de 10 a Iti annos de idade,
com preferencia orphilos: as pes-oas que tiverem
meninos ni'sic caso, sirvam-se dirigir fabrica ci-
ma referida para (ornar conherimeuto das coudiees
elavrar o compleme ronlraclo.
ASSOCIACAO'COMHEBCIAL IIENEFICENTE.
Os abaixo assignados, membros da commissao de
beneficencia da mesma associacao commercial para
socenrrer os pobres d fieguezia de S. Jos, lendo-se
dirigido a esta fregoezia no desempeuho de sua com-
missao, mas como nIo fosse possivel sorcorrer a lo-
dos pelo pouco couhecimanlo que lem do lugar, ro-
gam as pessoas que nao foram sorcorridas desedi.
rigirem aos ahaiio assignado* ; oulro sim pedem a
todas as pessoas que tiverem conhecimento de quem
quer que for que precise dos soccorros da mesma, de
dar as precisas informacoes a mesma commissao,
podendo tambem dirigircm-se na mesma freguezia,
defronte a fabrica de sabio, ao Sr. Antonio Joaquim
de Vasconcellos.Jos da Costa Amorim, ra da
Madre de Dos n. VCandido Carneirn (lceles
Alcoforado, rila do Amorim n. "tO.Jos Jronte
Tasso Jnior, ra do Amorim u. :!.">.Vicente l'er-
reira da Cosa, ra da Madre de Dos n. 2(.
Associacao Com inercia I
Beueficente.
A commissao encarregarta pela Asociarao Com-
mercial Henefcente pura dislrihuir soccorros sclas-
ses necessiladas do bairro do Recite, Un. saber a
quem se adiar nessas cirruinslaucias, que piide pro-
curar a qualquer de seus memhros em suas residen-
cias abaixo designadas a qualquer hora. A contmis-
silo estando disposta a nao se poupar a quaesquer es-
forc,os para Itcm descinpi-nliar a ntiisao que Ihc foi
confiada, ruga as pessoas que tiverem conhecimento
de que qualquer pessoa cm suas \ i-inlianoas se acha
no caso de precisar de soccorro, mas que por qual-
quer circunstancia nao o possa solicitar, qoeiram ter
a hundido de assim Ih'o indicar, alim de prompta-
mente serem miuistrados os necessarios auxilios.
Anlonio Alves Barbosa, ra de Apollo n. 30.
Jos Teixeira Bastos, roa do Trapiche n. 17.
Joao da Silva Regadas, ra do Vigario n. 4.
MUITA ATTFNCftO.
A losnaromana deSoline, he o amar-
go mais poderoso para reanimar o esto-
mago e fazer desapparecer as nauseas,
lian beas, llores brancas etc., as pessoas
que soireram da epidemia reinante e
que (icaram padeceodo do estomago, en-
COntrarSo um proveitoao remedio, lo-
mando urna colhec (das de cha") dissol-
vida cm urna pequea qtianlidade c
agua : este remedio se vende nicamen-
te na boticr: de Joaquim de Almeida Piu-
lo, junio aoquartel que foi da polica.
I'recisza-se d'uma ama que cozinhe o diario
para una pequea familia, eumprclo para com-
prase mais algum serviro de casa, paga-se bem : na
na da Cruz do Itcrife n.' i2, se dir pam quem he.
I'recisa-se de um laixeiru para taberna, com
pratica OU sem ella, e que ri cnuhvrinienlo de sua
conducta ; na praja da Boa-Visla u. 12.
lia para nlugar una pela, noaler-
da Boa-Vista n. 1 1 : na mesma se compra
um cariinlio de mao, se entende, destes
de obras.
I'recisa-se de una ama ; na ra Bella n. 20.
Attencao.
Pedc-se a lodos os ex-socios da -sala de
dansa do fallecido Anlonio dos Santos Mi-
ra, tcnbam a bondade de se reunir na
mesma sala, no dia I (i, a's \ horas da tar-
de, para se deliberur sobre certos nego-
cios.
naes sf>guin(e% ferro na proa, as cavernas quasi (li-
rias novas, e (coi sobre as mermas um issnalho rie la-
boas de lomo quem da mesma der uoliria ser.i re-
compensado n i ra do Mundego n. I 1>.
O Ur. l'i ssidonio de Mello Accioli, medico en-
carregado de prestar soccorros de sua prolisso us
pessoas do qoihto districlo de Sanio Anlonio, decla-
ra que tambem se acha promplo a presta-Ios na fre-
guezia de S. Jbs, e pode ser procurado a qualquer
hora no convenio de S. Francisco.
I)cseja-s4 saber se exisle nesla provincia o Sr.
Jos Antonio da Costa ou algum aeu prenle. .No
Correm da M:ninr.i de IS da dezembro de IK'J se
iiid.igi.ii da tx slencia do me*mo senhor, a proposito
de urna herania, mas ninguem ale hoja appwceen,
A existir aqui y dito Sr. Cosa ou algum seu pren-
te. piidedirigir.se pesoalmeulc ou por carta ao Dr.
Apngio Justin auno da Silva (juimaies para ulte-
riores ni lorio. .#Oos.
II mlmlo neu Francisco de Souza lem de ir fa-
zer urna viagema Europa para tratamenlo de sua
stude, c deixa por seus procuradora) nesla praca en-
carrecados de seus negocio*, o seu genro Joso 'eriro
da Silva, e aos Srs. Jos Caclano de Carvalho e Joa-
quim I'ereira la Silva.
Pede-se ao Sr. Napoleao Antonio .Monforl
queira ter a liondarie de dirigir-se ou mandar ao en-
genho Mcrntejido da fregoezia de Ipojura, enten-
rier-se rom o seu proprie(ano a negocio que Ihc res-
piila. Igualmi Ble roga-se a qualquer pe*soa qoe le-
nli.i noticias dfquelle senhor c que saiba aonde exis-
le, de declarar por esta folha, pelo que se llie ficara
mili [U 'O ._:!' .
(Merece-!a urna mulher portugueza para acom-
panhar alguina seuhora ou familia para as libas,
Lisboa ou PorBo : quem precisar dinja-.se a estrada
d.i Soledade, clisa do Sr. Anlonio .Machado.
tatle do Divino Es-
rito Santo.
A mesa regadora roga a lados os seus irmaos ha-
jam de comparecer em sua igreja no dia ti do cr-
reme s :l boros da larde, para encorporados irem
acoinpanhar a prorissfto de Triiimpbo, em saiisl.tcjo
ao couvile que nos dirigi a vcneravel ordem lerc'ci-
ra do Carmo.
No dia 10 do coi rente, den principio
acamara n unicipal a fornecer agua po-
tavelaos pobresdestacidade, que nao po-
dem comprar por IliO rs. um balde aos
aguadeirosl os quaes ale'm dcste excessivo
preco i epugnam entrar as casas em (pie
lliesconslamexiste algum doente atacado
da epidemia: a companhia de Bebertbe,
la/.cndo abnegacao dos seus inleresses por
nina maneiia ataa'i meritoria e pbilan-
tropica, promptamenleannuio ao pedido
quelhefez acamara municipal, de ira,
quear gratuitamente, emquanto durar
nesla cidade a epidemia, os seus cliafari-
zes, para opiles receberem os liscaes em
pipas a agua pie lem de ser distribuida
diariamente pela pobreta.
Q uem; quizer concorrer com dona-
tivos ou serviros pessoaes para o HOS-
PITAL DENOSSASEMIORADO L1VRA-
MENTO, ppdedirigir-se ao Kvm. j>refei-
to ilal'enlia ou ao Dr Lopes Netto, que
eslao encarregados de recebe-Jos.
Para o servico do HOSPITAL DE
NOSSA SENHORA 1)0 LIVUAMENTO,
precisa-se de dous medicse duas enlcr-
meiras : a tratar na ra Nova n. G).
No dia I i, as 11 horas, na sala das audiencias'
depois de lioria a do Sr. Dr. juiz de ausentes, se luto
de arrematar diversas obras de medicina, (i caixas de
charutos, -2 estojos, um de medicina e outro de bar-
ha, urna porco de roupa quasi nova, e oulros, lodo
pertenecnte a heranca de Francisco Jos de Medei-
roi.
No dia 1. as II horas, na sala das audiencias,
depois de Un.la a do Sr. Ir. juiz de ausentes, se bao
ile arrematar os movis perlcncenles a heranca de
Joaquina Mana da Conceicao.
Precisa-se de um caixeiro que Icnha pralira de
taberna, ou mesmo dos chegados agora : no paleo
da Sania Cruz n. (>.
Bento Jo^c Mendesda Silva relira-separa F^u-
ropa.
fdoni terceira de .S
l rancisco. *
Precisa-se do urna mulher para ajiidar no serviro
iulcrno do hospital da mesma ordem ; a pessoa que
se jolstar habilitada pudo dirigirse a dito hospital,
que adiar comiquetn tratar. No impedimento do
secretario, I Immaz Jos da Costa c S.
O padre Manoel Jos I'ereira Pialo de l.emo,
subdito pin digne/, rclira-se para Portugal, levando
em sua companhia os crioulos Pedro Antonio I'erei-
ra e Jos Komiio, esle de idade de 1(1 anuos, ambos
lbenos.
lote Manoel de Carvalho, subdito portugus,
relira-sc para Portugal.
Joaquim Antonio Rodrigues, brasileiro adopti-
vo. relira-se para Portugal.
Attencao.

Roga-se ao Illm. Sr.
Ewzebio de Paula Pinto,
sen lio r do engenho Sien-
eniinha, queira ter a I) > -
dade del comparecer roa
Bella iii ), <|;ifc se deseja
fallar com .S. aseo inte-
resse, (isto o mais breve
possivel): dndose a di-
laco de /i das a contar
(leste, ou euto se patn-
tearo que existe a res-
peito.Recile 11 de mar-
go de UteWi.--.rof/oOco-
rio de Castro fflaciel Moa-
tetro.
Attenrrio.
Qualquer pessoa quete iulgar oredor
dasala dedansu do tallecido Antonio dos
Santos Mira, tenba a bondade de entregar
suas cotilas na loja do mesmo (obrado n.
4<>A, para jpromover-se ineiodc pagar,
deyendo estal conlas serem apresen laclas
ate sexta-l'eia I i do con ente.
Autonio Joaquim Rodrigues,brasileiro adoptivo,
relira-se pan Portugal. \'
TINCO
l)A COMARCA DO CABO.
A'o engenho Mar/apaqipe 9
(Gratis para os pobres.)
.Mauoel de Siqneira Cavalcanli, prol'es-or &
JB nomeopalha, eoulinna a dar coiisullas iodos A
fe" usoias. Z
A ei. ferina ra do consistorio da ir-
maudade do Divino Espirito Santo em
Sao-Francisco, ja" anminciada, acha-se
|)iovida do mais necesaaiio paca rceber
aos seus irotos desvalidos .pie venlian: a
ser accommettidoi do cholera : roga-se,
pois, aos limaos da mesma irmaudade, OU
aquem tenha conhecimento de algn*
destes, participem ao irman juiz, escri-
vao, ou tbesoureiro, alim de que sejam
recolhidos pela mesa e halados da ine-
lliocli'uma que for possivel.
f ^0 CONSULTORIO HOMO g
PATHICO. 5
Ra das Cruzes n. 28.
Conlinua-M a raader o* mais aeradiadM
mediramcnlos dos l)r. Caslcllan e Webcr,
em liiituras e em glbulo*, rarteiras de lo- Wf
los os I ii.ai.!.m, ,:i.i., rm conlat. (O)
TuIhis axulsos a ."tOU, 80(1 e ISOOO. Zmi
l onca de Untura......^1)110 x
Tubos e Irascos vaiior, rolhas de cortica (f,
para lobo*, < ludo quanlo be ttecessario p- ^L
ra o uso da liointi'upalliia. (^
i ognac.
No arnuzem da ra da Madre de lios n. -2, ven-
drmsc sarralnes cun cognac verdadeiro, por preiii
razoavt'l.
Veudem-se 10 re>.es para acougue ; para ver-
se co riti do tallecido lanas, no' principio da estra-
da do Remedio, ea Iralar na ra largado Rosario no
terceiro andar da casa da esquina deltonle da crea
a vollar para a ra do Queimado.
Vendem-se paos d,' janeada proprios para bal*
ca, de Icrnaudo. lano emaro>suia como em com-
piintento : no rmatelo defronlc do pliarol.
Vende-se aieile de earrapalo a is:,(iO a caada,
milbo novo a 1>i00 o alijuaire. medida velha : na
ra da (uia n. (ii, arma/.cm, das H horas do dia as
i da tarde.
Vrndem-sp livros para o l. 2.' e !). aono da
l'aciildade de Hireilo: na esquina da ra largado
Rosario, dcfronle da igreja no lerceiro andar.
MIADOS DE FERRO.
Xa fundicao' de C. Starr. & C. cm
Sanio Amaro acha-sc para vender ara;
dos c'" ferio de -rir qualidade.
folUinli
tt

i
treguczia
Commissao de beneficencia da
de Santo Anlonio.
AcommissSOabaixoassignada da fter-
guezia de S. Antonio encauchada por
parte da associacao commercial beneli-
cenledesoccorrcra pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas que precisaran de soccot-
ros.qiieM-aoenleiidir-sea qualquer hora
na ra Nova n. 7, casa de Anlonio Au-
gusto da Ponseca, na ra do Trapichen.
10, de Tlioma/. de Faria, e na mesma rita
n. ili.deSalustianode Aqui no Ferreira.
Pernambuco 25 de fevereiro de I85fi.
Salustiano de Aquino Ferreira.Anto-
nio Augusto la Ponseca.Tlioma/. de
Faria.
;r 5 S ? =; 5*? S S = S*S^n

r o :
r n u t
w -3 ja -
3 5 3 = 2 a. i
3 5? = n = S t
<=-_. w S a Z m
SftJ" I? Ul*l* s
= = sr
e s
m ? A
o 3
c -
S
B.'a.Sjr* 2 =
!
i.
=3
3r
"O
5 2.
o

*
O


S9
*5
&9

5
PARA 0 CORRENTE ANUO.
I'olhmlias de alj'ibeita contendo o al-
manak administrativo, mercantil c in-
dustrialdesta provincia, tabella dosdirei-
tos parochiaos, resumo dos impostoa ge-
raes, provinciaes e munieipaes, extracto
dealgumas posturas, providencias sobre
incendios, entrado, mascaras, cemiterio,
tabella de (criados, resumo dos rendi-
mentos e exportando da provincia, por
500 rs. cada urna; litas .lo porta a 180;
ditas ecclesiasticasou de padre,com are-
sadeS. Tito a 400 ris: na livraria n. 6
c 8, da piara da Independencia.
Gni.lela.iros e lustros, i
Acha-se a venda em casa de E. II. Wyatl, na roa
lo Trapiche Novo n. IK, um complelnsorlimenlo de
.andclabros elastroa Itroiueados de;ta8luies.
Relogios
iiijglc/es de pa-
tente,
os mclhorcs fabricados em Inglaterra : em casa de
lleun Gituon, ra da (^adeia do Recile n. 52.
Moinhos de vento
omhomhaMlerepuxopara regarhorlase haia,
Jccapim, na fundicao de D. W. Bowman:narua
do Hrunt ns. fi. 8 e'tO.
Vendem-se amemlnas enm casca mole : no ar-
nia/.rin de Tasso Irmaos.
Relogias de ouro
iiifflczes
de [Menle, Je sabnnetc e de virlro : vemlcni-se em
rasa de Augusto G. le Abrcu, 11a ra la Cade.a do
Recito 11. H, priinciro ailar.
Oh que pechiueha !!
Vende-so casemira prela muilo (na, pelo h.iralis-
simo preco de 53 o corle de calta : na ra do Cres-
po n. 5."
Chapeos de sol de seda n .S>000.
Na ra do Crespo, loja n. 5, veti'lein-se chapeos de
sol de seda de muilo boa qualidade, pelo bauo pre-
go de 5? cada un.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste eslabelecimento continua a h:t-
ver um completo sortimentodc mol-
das c metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c tai xas de Ierro batido
e coado, de todos os lamauhos, para
dito. '
Fardo novo de
LISBOA A 4.00 RS.
No armazem do lasso Irmaos, no bcrco do Gou-
calves.
ousas finas ede
bons gostos
NA LOJA DA BOA FAIA.
Vendem-se ricos leques com plomas, bolola, e
espelhn a 25, luvas de pellica de Jouvin o melhor
que pode haver a I -aiki o par, ditas de seda ama-
relias e brancas para homem e senhora i 1~-'Mi, di-
tas de d.i cal prelos c com bordados de cores a 801)
rs. e 19200, Oilas itc lio de Escocia brancas e de to-
das as cores para homem c seuhora a 500 rs., ditas
para meninos e nifiiiiias muilo boa fazenda a 3"J0,
lencinhos de retro/, da todas as cores a 19, toncas de
l.t. > para senhora a (iO, pentei de larlarusa para
alar cabello, fazenda mu lo superior a 5?, ditos de
alisar tambem de larlarusa a : ro bfalo para alar cabello imitando muito aos de
tartarusa a I9S80, ditos de alisar de blalo, fazen-
da muilo superior a :l0 e 500 rs., lindas lucias de
soda pintadas para enancas de I a :i anuos a ts800
o|p;.r, ditas de lio de Escocia tambem de bonitas
cores para enancas de I a Itl anuos a 390 o par. cs-
pelhos para parede com encllenles vidros a 500,
700, l/e 13-200, loucadorescom pesa l;50(l, lilas
de velludo de todas as cores a l(>0 e 2U3 a vara, es-
covas finas para denles a 100 rs., e linissimas a 500
rs., ditas linissimas com cabo de marfim a 1*. tran-
cas de seda de (odas as cores e lardaras a :i0, iOO e
500 rs. a vara, sapa(inhos de laa para crianzas de
bonitos padroes a iO c '-20, adeiecos prelos para
lulo com brincos e allineles a 1s, loucas pretas de
seda para enancas a 1J, Iravessas das que se usam
para sesurarcahello a I;, pislolinhas de metal para
chancas a -J00 rs., galhetciras para azeile e vinagre
a -'-_!i>ii. bandejas muilo finas e de lodos os lama-
uhos de 15. 2s, 3? e 1-, meias brancas finas para
senhora a 240 e IIJO o par, dilas pre(as muiiu boas
a 400 rs., ricas caixas para rap rom riquissimas es-
lampas a II-? e :2950O, meias de seda de cores pan
homem a (iiO, charuleiras muito finas a 29, cistes
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., neulos de annac.io dea(o pralcados e dou-
rados.i 610, la e 1(200, lunetas com aro de bfalo
e larlarusa a 500 rs. e IS, uperiores e ricas benca-
liultas a J?, e a 500 rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavada pequeos c grandes, (azenda muilo supe-
rior a 640, son, 13, 13200, 13500 e 29, arcadores de
cornalina para casaca a .120, penles muilo finos para
suissa a 500, escovas finas para cabello a HIO, dilas
para casaca a CO. capachos pintados para sala a
(iiO, meias brancas c cruas para hornero, fazenda
superior'a IfiO, 200 e 210 o par, camisas de meia
muilo finas a 13 e 13200, lovas brancas encorpadas
proprias para montana a 240 o par, meias de cores
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas aboioa-
duras de madrepcrola e de outras umitas qualidades
e gostos para colleles e palitos a 500 ri., fivelas lloa-
radas para calcas c colleles a 120, ricas fitas linas
lavradas c de todas as largura, bicns tinissimos de
bonitos padriies e todas as larguras, ricas franjas
'brancas e de cores para camas de noivat, lesouri-
nhas paracoslura o mais lino que se pode encontrar.
Almde ludo istooulras muidssimns cousas muilo
pioprias para a fesla, e que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, como todos os freguezesj sa-
bem: na rua dn (jueimado. nos qualro can (os, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa Tama
11. 33.
=

PUBLICADO SCIEMIFia
Achain-se no prelo as I.Ns'l'llTICOE5 l>E |ii
HEITO PUBLICO ECCl.EsJASTICO pelo Ur. Joa-
ipiini Villela de.Castro lavares, lente da r>'acldad
tle Direilo desla cidade : e por estes das ser distra-
do pelos Srs. subscriptores o primtiro ivlume d'esl*
luteressanle obra, para impiessao da qual os ediioras
se nao lem poupado i sacrificio algum, leudo aa-
ntenle cm mira apresenta-la ao publico ntida e as-
se admenle impressa, em honslypos c ptimo papel.
Esse volume, poi, contendo de .'12(1 a .'lio pagi-
nas, cm elegante frmalo, achar-se-lta venda do
tlia 10 de fevereiro em diente, na livraria dos edi-
tores, Kicardo de Freilu &(".. esquina do Collenio
n. 20, ao prero de (lyOOO rcis, para os nfiojassignan-
les e ah, bem rumo em mflo das pessoas que s en-
c.irregarnm de agenciar assignaturas, ser distribui-
do aos Srs. subscriptores, mediante a entrega da
primeira preslacao de sua assignatnra 59000 reis e
licainlo asegunda e nllima preslacao de igual qua'n-
ta, para ser paga na occasiilo da cnlrega do segun-
do rotante, quejase acha no prelo; recebando ain.
ila este atino o terceiro e ultimo ro/nme sem maisre*
Iribuic.lo algoma.
Aquelles senhores que quizerem anda suhscrever
111 Ii-i.ik faze-lo nesla provincia na livraria dos edi-
tores e cm casa das pessoas cncarregadaa ta subs-
cripcao, c em outras provincias en casa dos respec-
tivos agentes, al a publicaran do segundo volume "
por quanlo d'essa data em dianle a obra tmenle se
vcrider por 15>0(H) res o exemplar.
Em face das enormes despezas que sao obrigados a
fazer com a prsenle iinpressao, nao potlem os edi-
tores deivar de c\isr dos Srs. sulurriptores sem
c\cept;ao ) a imincdiala entrega de sua respectiva
preslacito logo que Ihcs seja apresenlado o primelro
volume; porqoe do contraro, ver-se-ham ani nc-
cessidade de suspender por ora a Imprimi dos
llicardo de l-reitas \ c.
om^ra^.
Compram-sc ntaselo Banco dollia-
Sil: na ruado liapiclic-Novo n. 40, se-
gundo andar.
0 corrector Kohcils compra acides
da Companhia de Seguros liidemnisadc-
ra: na 111a do Trapiche n. 38, segundo
andar.
Quem quizer vender una cria de um
auno, annuncie pata ser procurado.
&ettta&
Continua-se a vender na primeira taberna da
rua das Crasas em Sanio Antonio, caf a 200 rs.,
arroz do MaranhAo a 125 a libra, dito da tern a 115
a libra, vinagre l'HK a 360, dilo mais baiio a :I20,
dilo da Ierra a 90 rs., superior fariulia de mandioca
a 200 a cuia, sueca de 3 e meia quarla 0.5OO.
VINHO XEKEZ.
Vciidesesoperior-.iulio deXcrez em barraisdo
ll.ciutrasa JaE. Ii. Wyatl: rua do trapiche
u. m
Quem quizer comprar um carro
americano de CIUUtl'0 rodas, com aSSentOS
para duas pessoas, leudo atrcios ecavallo
militoardigo: dirija-se a rua do Trapi-
che 11. 10, se indo andar.
Vende-se eiinoeda) com premio de dous
por ceulo ; na ro. Imperial n. 37, padaria.
Baeta a 700 rs. o corado.
Na loja da rua do Crespo n. 10, vende-se barda a
700 rs. o royado.
I'at'inlia de mandioca.
No annazem rio Sr. A. Aunes Jarome Pires ven-
de-se superior fariuha df mandioca em saceos gran-
des ; para purees irata se com Manoel Alves Guer-
ra, na rua do Trapiche n. 14.
Cobertores de al^odao.
Vendem-se cnberlores de algodao sem pello a 19,
panno azul fino para farda a 29600 o covado : na
rua do Oueimado n. 5.
Vende-se no paleo do Carmo, quina da rua de
Hurlas n. 2, sag' novo a 360 a libra, cesada nova a
120, banha bem alva a 520.
Vendem-se toalhas de lalnrinlho de muilo
bons gostos, c por preces roiuiuodos : na rua da Ca-
deia do Itecfc n. 28.
Vende se fejAo e milho muito barato : na rua
do Vigario n. 11.
Vende-se salsa parrilha nova e tle muilo boa
qualidade. sendo os rolo* linos, chegada ltimamen-
te do l'ara, e por preco commodo : quem quizer po-
dera dirigirse ao armazem de l.uiz Joc ila Costa
Amorim & Companhia. ilelrouje da igreja da Madre
de Dos, ou a rua da Cruz n. ;l, escripturio.
Cobertores a SOO rs.
Vendem-sc cobertores de algodo moito encorpa-
dos ; na rua do Queimado n. 10 em frenlc do becco
da Congregado;
Camisolas de laa.
Vcodem-sc camisolas do lia, proprias para cscra-
vos, cobertores de dona pellos mu grandes e pro-
prios para fazer suar : na rua to ijucimadu em fren-
fe rio barco da Congreg;i;ao n. 10.
Vende-se azeile de earrapalo a 29500 rs. a ra-
nada, tanto cm porr.ln, como :\ rctalbo : na rua das
Tncheiras n. 20.
No aterro da Moa-Vi-la n. 80, vende-se sag' a
I20 a lilir,,, ervilhas a 120 a libra, cavada a 120, v-
nho do l'orlo engarrafado a I?, geoehra de llollan-
da em frascos a I?, vinho muscatcl Selubal IS00O.
Na obra ao pe do arco de Sanio Anlonio, ven-
dem-se pnrladas de podra, soleiras e podaros, grades
para varanrias, parlas vellias de amarcllo e louro,
caibros, tahuas para andames c oulros ohjectos, por
barato prero.
Meias pretas pa-
ra padres.
\ endem-se superiores maias rie laia para padre-,
pelo baralissimo preco tic I98OO11 par, dilas de al-
godao prelas .1 640 o par : na rua do (,>uemado,loja
de miudezas da lloa Faina n. :t.,_
Sal do Assu
A bordo da escuna uJosiii \ende-se sal to A ou a tratar rom Antonio ile Almeida Coins, na rua
do Trapiche n. 10, segundo a.
SEMEMES.
Sao chegadas rie Lisboa, e acham-se o venda na
rua da Crol do llecife n. (i2. (alterna de Anlonio
FranciscoHarlini as seguidles snenles de horlali-
ces, coma sejdm : ervilhas bula, tioove/.a, e de An-
gola, ffijo earrapalo, i.ivo, pintacilgo, e amarello,
alface repulbuda c allcnt.la, sal-a, tomates grandes,
rbanos, rebnete* brincos e encarnados, nabos ri-
sa e branca, senoiras brancas e ainarellas, couves
Iriurhuda, lombarda, esahoia, scbola de Selubal,
segurclha, coeutro de touceira, repolho e pimpinela,
e urna grande porfo de dillcrentes cerneles, da9
1 mais bonitas llore para jardins.
A 38500
Vende-secat de Lisboaullimameniecliegada,as-
sim como potassa da Kussiaverdadsira : naprara do
Corpo Santo n. 11.
Vendem-se cm casa de S. P. Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins ingleses.
Relogios patente ingles.
Chicles de carro c de montara.
Candieirose casticaes bron/.cados.
Lon asinrjle/.as. '
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barra dtegraxa n. 97.
Vinho Chcrry em barris.
Camas de ferro.
Cobcrtoics de algodao.
Vendem-se cobertores de algodno sem pello a 19,
panno a/nl lino para farda 29600 o covado : na
rua do Queimado n. 5.
LIQI II)ACA(V.
O arrcmalanle da loja de miudezas da roa dos
yuarleis n. 'i, querendo acabar as miudezas que
istein, vende barato afim de liquidar sem perda
de lempo.
ranja com bololaspara corlinados. per IJOOO
I apcl paulado, resma, (de peso) a^lOO
Hilo tle peso, rebina 23700
Laa de cores para bordar, libra 7 rentes tic bfalo para alisar, duzia :tS00O
ttvclas douradas para calca, urna 100
(roza de obrcias muilo finas O9OOO
Lencos de seda linos, ricos padroes 19500
Callada liabas de marca 210
Meias para senhor por 240
Penles de tartaruga para segurar cabello jOOO
(rozas de canelas finas para pennas 29000
Ditas de bolOcs finos para casaca 29000
Meias prelas para senhora, duzia :<9200
Dilas dilas para homem 29SOO
Lacre encarnado muilo fino, libra I98OO
Papel tle cores, maco de 20 quaderuos (00
Duzia de rolxeles 720
Espelhosde lodos os nmeros, duzia 2)301
l.inhasdc novcllos grandes para bordar I96O
Iticas filas cscocezas e de sarja, lavradas,
lari?;" noo
Meias cruas sem cuslura para homem 3s:i00
pilas de seria 11.2, peca :|so
Trancas de seda branca, vara iki
Caias de raz, duzia |-mu
Pecas rio filas de os ;joq
l.apis finos, groza 2J>i00
CordSS para veslido, libra 19200
loacas de blontle para menino 1H200
Chiq'/ilos de merinti bordados para menino 1)000
c ou os muilos arligos que se (urnam recommenda-
ve; ir suas boas qualidades, e que nao se duvidtra
< n pouquinho mais barato a aquello senhor lo-
que queira a dinheiro comprar mais barato
.-e se compra em primeira mi.
Con ros de cabra.
Vende-se um reslo de couros de cabra, moito gran-
des e bons : na rua da Cadeia do Recite n. 57.
i'AK.Y OS SENHOKES ESTUDANTES.
Vendem-se na livraria ns. (ie 8 da pia-
ra da Independencia, os segtiintcs livros
para as aulas preparatorias ; em francez :
Paul et Virginie, Telemaque. em ingle/.;
Historia ofRome, Thompson: por pie-
eos commodo*.
O 30 A.
confronte ao Ilusorio tle Santo Anlonio. recebcu cai-
xas com hiscoilos muito proprios. para convalescenca,
por precos commodos.
PAMA A SEMANA SAMA.
Vende-se na livraria ns. e tS da praca
da Independencia, Manual da Mista e li-
ras Martannas, por preeos commodos.
COK1ES DE CASSA PARA QGEM ESTA' DE
LITO.
\ endem-sc corles de cassa prela muito muda,
por diminuto preco de 29 o corte, dilos de cassa cbi-
la de bom gosto a 2>, ditos a 2">100, padroes france-
zes, alpaca tle seria dequadros de todas as qualida-
des a 720 rs. o covado. Lia para vestido tambem de
quadros a 180 o covado ; (odas estas fazeudas sen-
dem-se na rua do Crespo n. (i.
Vende-se cal de Lisboa, propria para desinfec-
tar casas: no armazem do caes da alfandega n. 3, de
Joaquim de Paula Lopes.
Vendem-se carnudas com tentos mili-
to lindos, pata jogos diversos e por mui-
to barato preco: parta da Crrz n. 2(j,
pi'imeiro andar.
Cognac verdadeiro.
Venric-se edguaesoperiorem garrafas: na rua ta
Cru /. n. Lt.
Cbolas de Lis-
boa.
Madre de lieos u. -<| .....""
POTASSA e cu nica
Pk. antigo ciabem contlocido j,^;.
to da rua da Cade.a do Recife, eu-riptor
n. 12, h. para vender muito surjerio,
potassa da Rl,ss,a,d1.a do Rio de jimeiro
e cal vtrgem de L.sUacm pedra, ludo a,
preros mu.to favorarc,,, ,, Qt a ^
rano oscompradorcasatislcitoa
NICO DEPOSITO.
Vcnde-se agua dentifriee do Dr. per_
re. nica para limpar osdc-nec dar opl
limo paladar : em casa dos Sis J Sr?
c.
Ortas france-
/as.
loja de m.uriezas d, Bo, Fama ..". Vmtm*4'
mon. &- ComP?0hia. ^A'SSiSSn
v r j.x" piUa eenlios.
Na lundieao' de ferro tic D W
Bowmann, na rua lo Brum,p,mrl
do o chau&rr, co = ,r um
completo sortimento % -,
fundido e batido de ^JT
bocea, asquae, ***** a cnd., por
preco commodo e com pmmptrdao^
Saldo Assu
Vende-se a bordo do pallubote Adelside m
tratar eom Antonio rie Al.,d. Hmm*. aaraV
I rapiche n. I. segundo andar.
Pennas de cma.
\ endem-se muilo boa| ptnna, de ctM na rao
da Cadeia do Kecife u. jt7 *""
maTem "e"^ &" ~-> t
RAPE IOL40 Asen.
Vende-se esta e\cellente pitada, ul-
ttmamente clicgada de Franca e poi coan-
modo pceo: na rua da Crr n. i, pri-
mei ro andar.
CHAROPE
DO
BOSQUE
eodeiKMiioeonlinaa ser na bolira .le Bar
l'iolomeu r rancisco de Souza. na rua largado M
rio n. W; garrafas grandes600 e pequea .laOni
IMPORTANTE fiU 0 P1BLIC0
Pira cura rie phlisica em torios osseusditlerrBln
graos, quer motivada por constiparte;, lo-sr fibe
ma, pleuriz.escarros de sangue, dor de cosl'adaat o
peito, palpilai.,io no coraciu, tnqu-lurhe bronrltil-
dor nagargaula.e lorias as molettiasdos'orga ali-
monares. w
TA1XAS DE FERRO.
Na fundicao' ri'Aurora cm Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brtim logo na entrada,* defron-
te do Arsenal de Maiinba ha- sempre
nm grande sortimento de Luchas Unto
de fibrra nacional como estrangeira,
batidas, tundidas, grandes, pequeas,
rara, e fundas ; e em ambos os logares
eustem guindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao os mais commodos.
Vende-se um cabriole! lodo pintado e forrado
de novo, com arreos, be bastante leve, segoro e bo-
nito: para ver, na rua rio Hospicio, equina do Ca-
marita, loja do Sr. Candido lptntor de carros1, e a
Iralar. na rua rioCnllcgio n. SI, primeiro andar.
Superior fariuha tle Sania Calharina ; vende-
r em saccas : no armazem de Paula Lopes, na cs-
cadioha da alfandega.
Vende-se por () rs. o tralanieiito da
chole'u-morbtis: na livraria n. ( e 8, da
piaca da Independencia.
Vendem-se espingardas francc/.as de
dous canos para cara, e muito cm conta :
na rua da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendem-se sellins com perlenccs pa-
tente ingle/., e da melhor cpialidade que
tem viudo a este mercado: no armazem
deAdamson flowie&C, rua do Trapi-
che n. 42.
Em casa de Henrj BrunnA C. na
ruada Cruz n. 10, ha para vender um
grande sortimento tle ouro do melhoi
gosto, assim como relogios de ouro ile pa-
tente.'
Vende-se um arreio novo para ra-
hriolet, muito borne barato: na rua da
Cruz n. 2(i, primeiro andar.
Velas estearinas, pcil ras de mar-
more para mesas, papel de peso
7 ingle/., papel de embrulho, oleo
(0 de buhara em botijas, chicote
< para carro, pianos de armario,
A lona ebrim de vella, cemento ro-
mano, armamento de todas as
qualidades, cabo de linho ede
manilha, pi\e da Suecia, cham-
pagne e vinlios linos do Renho :
vendem-se no armazem de C J.
Astlev & C., rua da Cadeia n. 41.
BBk alafrL I*. ^^ .tk > .. __
C. STARR A C.
respeilosamente annuiiciam qoe no seu e\lenM e*-
abelecimeuloem Santo Amaru.conlinuam a fabricar
com a maior perfeicao e promplidita. loda a qoairia-,
de de machinismo para o uso da agricajllora. na-
vegatto e manufarlura; e qoe para matar cemende
rie seus numerosos freguezese do publico em geral,
tecm aherlo em um dos granriet armazem do Sr.
Mesquila na rua rio Itrum, alraz do arsenal de bm-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu etlabclecimeala.
A Mi .icliar.io o compradores um complete xirli-
menlo de moendas de canna, com lodos os mellioo-
menlos alguns dclles novos e onginaes' de qoe a
experiencia de muilos annos lem mostrado a oece
sidade. .Machinas de vapor de baia o alta tafeada.
Jaivas de lodo tamaito, lano batida* como fund
das, carros tle nt.loe riilo- para conriuiir fraM assucar. machioM para moer mandioca, prean pa-
ra dito, torno* de ferro batido para larinha. aradas de
ferro da mais approvada cooslruccio, fundo* pora
alambique*, envos e porta* para *orn"alha*. o uou
iiiinii.l.ide de obras rie ferro, qoe sera tnhdaaha
enumerar. No mesmo deposilo eaisle urna inn
nitelligenlc e habilitada para receber todas as M-
commendas, ele. ele, que os annoncianlea coolao-
do com a capacitlatledesua* otlicioaae maclunumo
e pericia tle seus olliciaes, se compromrltem a fazer
eiecular. com a maior presteza, perfeicao, e exarla
conlormidadc com os modelos ou dcsentos.e inslrvc-
roes que Ibes forem furneririas.
ROB I.AKFF.CIKI B.
Ounico aulorisado por drntSo rfo contelko rrrl e
decreto imperial.
Os medico- doshospilae* recommenriaro o Arrobe
de l.aflecleur. como sendo o nniro aolorisadj pelo
governo, e pela real sociedade de medicina. Eale
meriicamenlo d'um gosto agradavcl, e fcil a lomar
em secreto, esla em oso na maiinba real desde *.
de IiO annos ; cura radicalmente em ronco trapa
rom pouca detpeza, sem mercurio, as anente da
pello, impuigeiis, as consequenrias da*sarna*, ulce-
ras, e os accidentes dos partos, da idade criliea, e
da arnmouia hereditaria do* liumorrs; coovcoa aos
ralarrhos a bechiga, as contracct.es, e a fraqoea
dos urgilos, proceditla do aboso da* injercoa ou do
sondas. Como anli->\phi|i(ico, o arrobe cora em
pouco lempo os llu vu rcenlo* oo rebeldes, qc xol
veu incessaiiles em conscqiitncia do emprego da
copaiba, da rubeba, ou das ioerfoss qoe repre-
enleni n virus sem nrulralisa-lo. O arroba La-
Hecleur he especialmente rerpmmentlado contra as
luoiica- inveterailas ou relwlde ao mercurio e ao
iodurclo tic potassio. I.KOoa. Veode-se na boti-
ca de lian al e de Anlonio Kelirianu Alxes do Ane-
xlo, praea de II. Pedro n. w, onde acaba de clio-
gar nina grande porco tle garrafas gramles e pe-
queas viudas directamente de Pars, de rasa do
dito Bitxveaii-I.allectcur \2, rua Bicheo a Pan-.
Os formulario* do-se gratis em casa do agente Sil-
va, na praca tic H. Pedro n. *V2. Torio, lonjoii
Araujo ; llahia. Lima & Irmaos ; Pernamboro.
Soum; Rio de Janeiro, Rocha iV r'ilho* ; r Morei-
ra. loja de drogas; Villa Nova. Joao I'ereira de
Mogates Leile ; Rio Crande, Francisco de Peale
Cotilo & C.
(y verauoo fuft)o0.
*'.uitinua andur fui:"nl;i a pn$M Mwtpfw.^ otila, i 111' !e '-"N a l*> anuos, |*our<> n>ai<> on*j#
com u> muimos secu-nle* : falta d denle* ua renle
nina tas oreHia* rasgada |>ro\euienle dos |-t*JMI :
quem a pegar leve-a a rua do Itrum, arvazem de
MMWSr n. IJ, qoe ser bem gratificado.
PEKN.: TYP. DB M. F. DE FARU. li*


MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
AD"


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EBN4SBCKB_4X86CS INGEST_TIME 2013-04-24T18:36:20Z PACKAGE AA00011611_07311
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES