Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07306


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Full Text
r
AUNO XXXll. fi. I.
Por 5 meza adiantados 4.S00.
Por 5 mezes vencidos *|500.

SABBADO 8 DE MUKI DE I8S6.
Por auno adianlado l."i.s(li(d
Porte franco para o subscriptor.
ENI: VHHKi. \ll. >s DA SI!BSCR|P<:.\0' NO NORTE-
farahiba, o 8r. Gervasio V. dt Natividade ; Natal, e 8r. Joa-
Suim I. pereira Jnior; Aracaty, o Sr. A. de l.emos Braga ;
ear, o Sr. J. Jos* de Olireira ; Maranho, o Sr. Joaquim Mar-
que! Rodrigues ; Piaubr, o Sr. Domingos Hereulano A. Pessoa
Csarenie; Para, o Sr. Juttitno J. Hamos; Amazonas, o Sr. Jer-
nimo da.Coau.
A pablicagao de um jornal diario no formato do
nosso. eea um tempo epidmico como o actual, e
u ama Ierra era que os empregados de typographias
sao utiiramenlo 04 precisos pde-sa reputar cousa
milagros, pois que nao lia da no qual n.in se deam
fallas,ja em consequencin de serempessoalmeiise ata-
cados, ja por causa de lerem individuos de suas fa-
milia doenlea. A vlsla pois destes motivos, linda
nao he possivel dar Diario srcnuhaa, domingo.
PARTS DFFICAL:
IUMI91EHIO DO IMPERIO.
Circular. 2.a aselo. Rio de Janeiro. Mi-
nisterio dos negocios do imperio em -25 de fevereiro
de 1856.
Win. e Exro. Sr. Transmillo a V. Exc. para
sen conhecimenlo a copia junta do aviso que em da-
la de I dn corrente. dirisi aos directores das Facili-
dades de Medicina, providenciando conveniente-
mente, alim de na serem preju licados no progresso
de seus estudus os alumnos das mesmas Kaculdades,
que por motivo das commi-srs relativas 1 epide-
mia reinante em que eslo empregados, se acliarem
na irnpotsibilidade de comparecer a lempo para fa-
zerenraa respectivas matriculas.
Baos enarde a V. Exc. tus; l'edreira do Con-
t Ferros. Sr. presidente da provincia de l'er-
nsmhuco.
dn tribunal dn tliesouro nacin
il, cm cumprimenlo
da imperial resolugilo de 16 do raez prximo pas-
secc.io de far.euda do
MdO, lomada sobre consulta da
conselho de estado, revoga o resalamenlo 11. 37 de
12 de marco de ISifi, e ordena que na execugao do
arl. 35 da lei n. Uti!) de 18 de lelembro de 18i"> se
observe o tesrninle :
Arl. I.11 He privilesio exclusivo da lypogrtphia
cretos e oulros ac-
ser vendidos ero
PMIIIIIA DOS CORREIOS.
Olindt: lodos os dina
Caruaru, Bonito a Garanhunf : nos das 1 a 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Iiu- a Ourieury : a 13 a J8.
Goianna e Parahiba : ae lindase sextas-ftiras.
Victoria a Natal : nasquinlas-feras.
/
Al' 111 k\( 1 AS DOS TltllUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : quartaia aabbados.
Reltco lercas-feiras a aabbados.
Fazenda : quartaa e aabbados aa 10 horas.
luizo do commercio: segundea ai 10 horas e quintas ao meio-dit.
Juizo deorphos : segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara docivel: segundea a seitas ao meio-dia.
[Segunda vara daeivel: queras e aabbados ao meio-dia.
EP1IEMEMDES DO MI'./. DE l-T.YEIIEIIto.
6 Lna nova as G horas, 19 minutos, 40 segundos da urde.
1S Quartocrescenle aos 1K minutos e aS segundos da larde.
21 Luacheiaa 1 hora, 35 minutos a 48 segundos da tarde.
29 Uuarto minguante aos 13 minutos e 48 segundosda larde.
I'IIEAMAIt DE IK i.l |..
Primeira as 6 horas e fi mi nulos d.i tarde.
Segunda as 6 horas a 30 minutos da manhaa.
MINISTERIO DA FA/ENUA.
expediente do dia ."> de fevereiro.
Ao miuislerio da jusligt.Illm. e Exm. Sr.Es-
lou infurmadu pela lliesoararia da fazenda da Babia
que a X leguas de distancia da villa de Garavellas
naufragara, nao lia muilo lempo, a galera norte-a-
mericana Famenil Hall 0/ Soxloii, sabida de Balli-
mure com destino a Calcuta, e que o primeiro sup-
plente do juiz municipal em evercico, Dr, Jos Can-
dido da Costa, que proceder a arrematado e depo-
sito dos salvados da meama galera, concdeu, a re-
queriraenlo do respectivo capilAo. que este vende-sc
por saa conta, em leil.lo particular, nao s o casco
do navio, que se dea por naufragado, como todos
oa objectos salvados ; o que lie ioteiramenle contra-
rio s disposicoes do artigo 7:l do cdigo crimi-
nal.
Teudo sido arrecadados e inventariados os objec-
tos salvados, e acliaudo-se presente o capitn, podia
esle, he verdade, em face do dito artigo, e sob as
cautelas hscaes do estilo, tomar coula desses objee-
lo, mas gmente para leva-Ios ao porto de seu des-
tino ou outro qualquer, 011 para algum dos do im-
perio onde houvesse alfandega. em que podesseni
ser feitos os competenles despaches. Nunca se I lie
podia perinillir lomar conta das salvados para facer
leiUo delles, prelerindu as formlas judiciacs. e lo-
sando os inlnreaaea da fazenda.
Parecendo-me, porlanlo, que por esle motivo est
o jan supra mencionado no caso de ser respousabi-
lisado, roso a.V. Exc. que a liem dos interesses da
fazenda nacional se digne de expedir as uas ordena
oeste sentido.
A Ibesouraria da liahia, nrdenou-se que dc-
luillisse o administrador interino da mesa da ren-
das de Caravedas, Dominios Jos de Oliveira, f-
zendo anlretanlo continuar o processo de responta-
Jilidade que contra o mesmo foi in I1avert1m1p11.il. o dispnsln 110 rapiiulo 18 do resn-
nr.cional a impresso das leis,
to* governativos que tenliam
collecgoes.
Arl. >.> Esle privilegio nao vtda a impresso das
lilas leis, decretos e actos governativos nos peridi-
cos, em quaesquer obras em que lenlmro de ser
Mulvsados, otra aflatados ou explicados, bem co-
me a impresa eea srvotso em quaesquer tvpoara-
phias.
Arl. 3. He prohibido formar cvllecgCes das ditas
leis, decretos e actos governativos1 que lenliam sido
impre-sos em avulso, para serem vendidos. Os que
assim pralicarera incorrerao as, penas commina-
das no arl. 33 da lei n. 369 de 18 de selemhro de
18i.-).______
Art. !. A venda das colleccoes orsanisaTis na
lyposraphia nacional continua a ser feila na mesma
lypographia, c tas rapitaes das provincias as re-
pariires li-ca.s para tal lim designadas; sendo o
sen prego oque for marcado no principio de cada
anuo pelo administrador da referjda typographia.
com approvico dn (hesnusn naciool.
Ttovora nacional, li de fevereiro de 1856.
Mrquez de Paran.
MINISTERIO DA CLERKA.
Atleudendo a supplica do marechal do ejercito re-
formado I-rallasen de l'.iula Vascoocellns, hei por
bem exhnnera-lo do logar de director da escola.mili-
tar da curte, louvaudo-o pelos bons e valiosos servi-
rnos que preslun na mesma escola,
O inarquez de Casias do men conselho, ministro e
secretairu de estado dos negocios da guerra, o lenha
entendido, e expessa os despachos necessarios.
Palacio do Kio de Janeiro, em 12 da fevereiro de
I8V1, 35.* da independencia e do imperio.Com a
rubrica de S. M. o Imperadur.Mrquez de Ca-
a:Sfl.s.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedante do da 7 da marco.
Ollicio Ao inspector da Ibesouraria de fazenda
para mandar enlrecar ao doolor I'ossidonio de Mello
Accioli a quanlia de MOtJOOO rs. por conla de seus
vencnnenlos mdicos.
DitoAojail relator da junta de justija. transmil-
lindo |iara ser relatado cm Besana da mesma juula, o
procesan verbal fcilo ao soldado do !). batallan d,.
uafanlaria, Emigdio Jos I'ereira Mendcs.I'artici-
pou-se ao marechal commandame das armas.
DitoAo presidente da commissAo de hygiene pu-
blica, recomiiieii lando que, mande aproroplar com
urgencia os medicamentos constantes da relarao que
remelle, alim de serem entregues ao Dr. Francisco
Mcndes de Amoriin. eucarregado do .">. dislriclo
medico da fieguezia da Iloa-Visla.Communicou-se
a este.
DitoAo juir. de dimite de Pao d'Alho. iotelran-
proprietarin Manoel de Suuza l.eao, deveodo o
prodocto delles ser enlrecue a commiss3o ceulral
de beneficencia, alim de ser applicado a poliieza
desvalida.Agradeceu-se ao proprietario.
DitoAos mesmns. communicando que. foram
entregues ao fiscal de S. Jos bois que gratuita-
mente olereceu o coronel francisco Jos da Costa,
para serem talhados ao povo : e recommendando
que, latam entregar a commissao central beneliren-
te o producto dos ditos bois, alim de ser applicado
pobreza desvalida desla capital.Tambem agrade-
ceu-se ao proprietario.
DiloAo juiz municipal c delegado de Nazarelh,
aprovaodo a deliberarag^ua fimnn. mandar la-
Ibar II bois para soccorrer a pu''"e7 svaliJa na-
quella comarca.
DiloAo subdelegado de llamar declarand0
que expedir ordem para serem remqtlidas S. me.
urna ambulancia e urna pega de bala, alim de se-
rem applicadaa ao Iratamcuto dos pssoas pobres da-
quella villa accommeltidas da epidemia reinaule.
Deram-se as ordens de que se traa.
HiloAo Dr. I'ossidonio de Mello Accioli, di/.en-
do que se o quinto dislriclo medico de que esl S.
me. enrarregado liver pequeo numero de doenles
da epidemia, preste S. me. tambem os ;serviros de
sua profissAo em ootro districlo qae mais precisar.
DitoAo delegado da Victoria.Em consequen-
a do que potideroo-me a commissao oeneficente de
Jaboato, resolv mandar all demorar o Dr. Casado
Lima ; a vista do que poda rccolher-sed esta capital
o Dr. Jos Joaqoim de Souza, Munido nessa cidade
o cirurgiiio Tenorio emqaanlo envi mais outro pro-
fessor.fticiou-se nesle sentido i mencionada com-
missao.
DitoA' l'rancisco Santiago Ramos. Pelo seu
ollicio de -2 do corrente fico scienlc de haver entra-
do no exercicio de juiz municipal de Barreiros como
substituto, e bem assim do estado da epidemia rei-
nante.
i'ii.iiilo ac^soccorros de que falla Vmc. tenho a
dizer-llie, que ao juiz de direilo dessa comarca re-
mello mais ambulancias e gneros alimenticios, para
que elle os dislribua pelos lugares atacados da epi-
demia, e assim deve Vmc. solicitar tlelle a qoanli-
dade precisa, certo de que isto mesmo passo a re-
eominendar-ihe.
DiloA' associagao commerrial beneliceiile.
Nao querendo de modo algum prescindir do auxilio
que a assnciago commercial quer prestar, como tem
preslado, i gente pobre accommetlida da epidemia,
c desejandn que esse auxilio tambem approveilo de
alu'um modo ao rofre seral, aceito o arbitrio que ella
me olereee de mandar suspender os socenrrus p-
blicos emquauto a associaeo esgola os seus recursos
henelicentes, c nesle sentido acabo de olliciir a com-
missao central para sua inlellizeneia, e para o fazer
DAS DA SEMANA.
3 Segunda. Ss. llemeleriu, Marinho e Asterio mm.
4 Terca. S. Casimiro ; S. Lucio b. 8. Ar'-ln l.m.
5 Quera. Ss. Fosease Palelinomm.; S. Theopbilo m.
6 Ouinta. Ss. Viciar, Victoriano e Clandiano mm.
7 Sexta. S. Thomaz de Aquinodoutor anglico.
8 Sabbado. S. Joao de Dos instituidor dos religiosos da Caridade
9 Domingo. S. Francisca Romana v. : S. Calharina de Bolonua.
----------' ---- ---
l;\< AllllIt.AIXIS DA SI'USCRIPCAO \n sj
Alagoas, o Sr. I la idmo Falrao Das : Babia, Ir. U.
Rio da Janeiro, oSr. Joao Pereira Hartins.
EM I'EltVVMRI>
O proprieurio do DIARIO Manoel Figueiroa da Fana, sta 1
Inrana Praca da Independencia na. e 8.
lameulu de 22 de junlin de 183(1. quando se Iratou ''0'0 *^e **"*' expedido as convenientes crdena, para 'constar ascommisses paroclnaes, com quem espero
a dos salvados da galera, uppondo-sc.ro- que sejain reinellidas a g. me. una anibiilancia. j 1"e todava se rutendam as enmniissOes da assucia-
doa
mo devn, an despacho dn juizo que maiidou enlre-
garo reptanos ubjacl'is Ivados para seren ven-
didos em Ieilo particular.
Circular. O inarquez de Paran, presidente do
tribunal do Ihesooro nacional, para obviar qualqoer
dovida que possa occorrer na execueo do decreto
11. I.'l.l de 8 de margo de I8">i, declara aos Srs.
inspectora das Ibesourariasdas provinciaa que as pa-
tarras berdeiros necessarios 011 forrados do li-
nal do dito decreto, nao devem ser precedidas do ar-
tigo k os como por erro lypograplpco se l na
collecrao das leis da lypographia nacional ; deven-
do por lano, eolender-se que nicamente tem di-
reilo o aozo da isengo e favores concedidos pelo al-
vara da 17 de junho de 18119, Si 8.- e !!.-, a que se
refere o citado decreto, os ascendentes e descenden-
tes que sao berdeiros necessarios ou forgados.
A' presidencia do Espirito Santo, approvando ,1
Humearn de Anlunio Ayres de Acatar para o lusar
de guarda da alfaudega da capital, vago por derais-
so concedida a Manoel Rodrigues de S. Filippe ;
observando, porm, que cm casos idnticos declare
uto su 08 motivos que delermiuaram a infliceau 011
roueendoda demisuau, mas tambem se na uomeagao
do substituto foi ouvido o inspector da Ibesouraria.
como be expresso no I.- arl. II do malamente
de 22 de jiiulio de 18.16.
8.
A Ihesonraria do Para, declarando que dado o ca-
so dedeixar de haver traballio por faci ou circorcs-
lancias iudependenles da voutade dos agrimensores
empregados na mcdigAo das Ierras publicas da pro-
vincia, deve abonar-Ibes nesses dias, n.lo sendo do-
mingos 00 das santos, melade dos ven rmenlo, fi-
xus a qae elles lem direito nos das de etl'ectivu tra-
balho.
!).
A' presidencia de S. Pedro.Illm. e Exm. Sr.
Em oflicio o. 3 de 20 de Janeiro ultimo, consulta
V. Exc. ae pude a presidencia da provincia noinear
directamente o mandador dos srvenles das capala-
zias da alfaodega, on se basta a intervengAo da Ihe-
aouraria approvando a uomeagao feita pelo inspector
daqoella reparligao.
lian resposta tenho a declarar a V. Exc. que nem
ao presidenta da provincia, nem ao inspector, quer
da Ibesouraria, quer da alfandesa. pertence a no-
ineagao do snbrcdilo mandador, conforme he exprs-!
so no arl. 5 do regulamenlo de 12 de junho de
me. una
cargas de arroz, qualro da bolacha, SO fiasqui-e Bao commercial, paia que nao baja interrupen de
iibos c a quanlia ilc :)nt*> rs., e lecUrondo qae j,'.l-T*c-ciirros.
oniciou ao Exm. hispo diocesano, para que baja dew Continuo < contar com a philantropia da assnria-
des'mnar um sacerdote que va excreer naquella villie, C^" cominerial beiielicenle a quem leo-, guarde,
as fiincres de miuislerio sagrado.Deram-se osiu-jAetc. Olliciou-se a respeito a coinini9.'io central.
iomniuiiirou-se ao pharraa- PortaraN'omeando .1 Auna Irancisca
deus de que se Irala c
castice Manuel Caetauo Pereira de l.iraa.
DiloAo juiz de direilo do Rio Formoso.Re-
mello a Vine, duas ambulancias, dnas pegas de bac-
a, .1 saceas de arroz e seis de bolacha, para que, le-
nha Vmc. maior provimento de soccorros para dis-
tribui-los pelos lugares mais necessilados, como por
exemplo Barreiros, a cujo juiz municipal acabo de
olliciar, ditendo que de Vmc. solicite o que precisar.
liandoa-aa remetieras ambulancias, bacta e g-
neros.
DiloAo presidente do conseibo administrativo,
recommendando que prnmovaa compra dos objectos
mencionados na relagao que remelle, os qoaes san
necessarios ao arsenal de guerra. l-ilizcram-se as
cununuiiicacoes precisas.
DitoAo Dr. Filippe Lopes Nellolloulem mes-
mo losodepois que Vmc. me manifestuu a intenta 1
de com mais algumas pessoas caridesas levantaren)
no consistorio da isreja do l.ivramenlo um hospital
para nelle so curaron as pessoas neressitadas que fo-
em accommellidas da epidemia, fallei au padre pre-
feito da l'enha, c escrevi ao padre meslre provincia,
do Caruio, para prestarem o* seus valiosos servicos
noseutidude auimarem e ajudarem a lio pias in-
lentoes.Mundei i-irabrai preparar no arsenal de
guerra os leitos necessarios, e boje mesmo j podern
Vmc. contar com algons e amanhaa se concluirao
oulros. Ollitiei tambem a commissao central de
beneficencia para auxilia-lo naquillo que estiver a
seu alcance, -e espero qae assim o far.i ; podendo
Vmc, e as pessoas que o coadjuvarem contarda parle
dogoveruocoinlodo o auxilio que esliverjem suas fa-
euldades.Fez-se o expediente de que se traa.
DitoAos vercadores da cmara municipal do
1814, e no artigo 60' combinado com aquelle. I Uectfe, Manoel Joaquim do Reg e Alboquerque,.
S^a^^i!nI,Crl0,,'",^i,l,',e., "i' cida,lc1',e Antonio Jos de Oliveira, recommendando quepa-
irto-Aleore ten na Teiln .. mmitirlii dn uno .^ l_
l'orlo-Alegre lenha feito nomearo de que se tra-
ta, convm que V. Exc. o advirla*. por intermedio
da theaoiiraria, da inegularidade daqoelle acto,
maudaudo ao mesmo lempo que, cassada a referida
uomeaco pela incompetencia da autoridado que a
laon.seja ella feita pedo administrador das capa-
- t -
Circalar 1. 5.O marque: de Paran, presideule
S
Por
DAS HLHERES.
Carlos Monselet.
PRIMEIRA PARTE.
vm
l m duello nat afamara.
Ilepois do escndalo da veepera, no podia deixar
de haver o duello projertado entre Ireneo da Tre-
meleu e Felppe Beyle. Assim, desde o romper da
alva ama barra amarrada a pouca distancia do hotel
do Globo e equipada por Pech recebia os dous ad-
veraarios acompanhados de Mr. Blanchard, e diri-
gia-ae para as dunas.
Un vento tempestuoso cucrespava a superficie do
lagamar, e nuveus sombras loldavam o eeo.
Deasas qualro pessoas nenhuma proferio palavra
durante o trajelo, o qnal durou mais de urna hora.
Alm dos cuidados qoe as agilavam o espectculo das
dunas, cojo vulto augmentava a cada remada, pare-
ca ordenar-lhea o sileucio.
Nao erara mais como na vespera paredes phantas-
licas clieias de accidentes luminosos ; a magia des-
apparecera com o sol, restava smenle um cabos,
um deserte.
Mas case cabos, esse descro nao assemelhavam-se
a nenbnm ootro, e romo bem puncas pessoas lem
explorado essa lado de nosso paiz, julgamn-nosobri-
gado a tragar alguus aspectos principaes.
Esta cadeia de dunas que guarnece a cosa do Cas-
runlia eslende-ae por setenta e cinco leguas, isto he,
desde a foz do liironde at a do Adonr, da torre de
Cordonan baha de Saint-Jean-de-l.uz, a areia
forma e multiplica seos Alpes paludos, amassadoa
pelas chavas, eolalhados pela lempestade, e endu-
recidos pelo sol.
lie outro ocano ao lado do Ocano; e3o vagas pe-
trificadas ao lado de vagas vivai.
Amigamente elevavam-se cidades no lugar des-
Mi massas infecundas, orna mullid.io de portos oc-
cupava essa costa agora lio temida, e davam fcil
accesao aoa navegantes. Todas as ensendas foram
() Vide Diario |n. 60.
guem ao proprietario Antonio de Sooza Lela a
quanlia de ti.jOdrs., importancia de 10 bois que re-
melleu para serem talhados nesla capital, os quaes
'orara entregues ao lscal de S. Jos.Commuoicou-
sa ao referido pioprielario.
DitoAos mesmos, remetiendo para serem talha-
dos ao povo 10 bois que graluilamenle oflerecen o
eotalhadas por urna invasao de araia, invasao lenta,
mas constante a implacavel. cuja origen) remonta a
mais de tres mil annoa ; invasao mais assostadora e
mais terrivel em sen effeilos do que o incendio e a
guerra, possupprime aleo logar do desastrs!
Antigamenlc ah erguiam-se as massigas fortalezas
do celebres senhores de Bueh, goerreiros sinislros,
cuja legenda carece ha minio lempo de om poeta.
Debalxo desse tmulo movediro florescia Mimizan na
media idade ; Anchise fazia commercio considcr.i-
vel. Tudo pereceu pela invasao.
Na pona de Grave, roida sem descanco pelo A-
llanlico, os marinheiros veem distinctamenle debai-
xo das aguas, em lempo claro, baluartes c torres :
s3o os restos de antiga Noviomagnum. (luirs cida-
des trazem ,i memoria a sorle de llerculannm ; lal
he a velha Soolar, cuja igreja meo enterrada con-
tinua a eleva como pedindo soccorro seo campana-
rio abaodooado.
Qualquer pessoa julgaria lr hlalas, Iradicgocs in-
verositneis. Esse diluvio de areia, que adianla-se e
atabe, scmelbanle au oulro diluvio, essa sunrpacSe
paciente e continua, esse llagello, dianle do qual e-
cuam iticessanlemeute as geragoes, essedesappareci-
menlo gradual das cidades, dos castellos, das al-
deias, essa absorpgao sem rumor de um paiz oufr'o-
ra lio populoso e rico, tudo isso as-nsta e confunde;
debalde a sceucia tem explicado cssas ruinas, o es-
pirito obstina-sc em procurar suas causas mais a-
cima!
As lunas lem a desigualdade das ondas do mar, e
soa elevaran varia de cincocnla a duzenlos ps, al
mais. Algumas lem duas leguas de srossura. Os ven-
tos e o lempo formara entre ellas valles militas ve-
zcs com a exlenso de nao poucas millias. As donas
mais altas sao as do centro ; as chovas fortes Bao fa-
zem sobre ellas uutro ellelo seno o de arredondar-
Ibes os rimos, e de nugmciilar-llies a largura das
bases.
aaa lempestade as dunas be cousa terrivel e su-
blime.
Eutao as collinas da Escrplura galopando como
earueiros nao sao imagens vaas, porm a mesma rea-
lidade em seu esplendor gigantesco. Aos bramidos
do mar as donas abalam-se, abaixam-se, separam-se,
precipiilvn-seemquaiilo o vento arouta-as e langa
nos ares as primeiras carnadas como'denso nevoeir.
As gieslas espinhosas, e os pinbeiros novos, cujas
raties ficam repenlinamenle nuas, aglam-se, asso-
viaro, esaoemnm arrebatados pela tormenta com
pedagos de madeira podre, folhas de sargaro e res-
tos de conchas.
Na poca do reinado da Laiz XVI, um joven en-
ea da Silva
para substituir as professoras do coliegio das orphaas
dorante seus impedimentos. I-'izeram-ae as ueces-
sarias commnnicageii
DilaAo agente da cnmpanliia das barcas de va-
por, para mandar dar passagem. por conta do go
vemo, para o Rio Crande do Norte, uo vapor que
se espera do sul, ao soldado Manoel Ualalhan dos
Sanlus. Parlicipou-se ao|marechal commandante
das armas.
1.a Secgo.Illm. e Exm. SrEm resposla ao
ollicio de V. Exc. de 1 i do mez prximo lido, com-
rouuico a V. Exe. que pelo vapor Imperador, que
boje segu para essa provincia, remello viute volu-
ntes com os medicamentos constantes da relarao
junta, nao sendo possivel satisfazer completamente
a requisigao sobre a ida de farinba, em razio de ha-
ver dalla falla no mercado, proveniente da se ler
desenvolvido a epidemia do cholera as villas da
sul, em que he esse genero fabricado, lando todava
facilitado as precisas coucessoes aos que para ahi
pretenden) exporta-la.
Ueos guarde a V. Exc. Palacio do governo da
Babia :t de margo de I806.Illm. e Exm. Sr pre-
sidente da provincia de Peruambuco.Aleara Ti.
Iierio de Moncorco c l.ima.
Relagao dos medicamentos c mais objectos prepara,
dos por conla do governo para a provincia de Per-
uambuco.
N. 1.L'in eaiUo com .">l libras de macolla, 8 li
liras de llores de barrasen), 3:2 libras de bi-carbona-
'0 desuda, l libras de perxido de manganeso, li;
libras de raspas de viado, 8 libras de calo, tti libras
de quina em cascas, 8 libras de raz de ralhaui-i-
N. 2.lima barrica com ISI libras de temante*
de musanla.
N. 3.Una caix.lo com l libras de elher sulfu.
licu, l fideo* para o mesmo. : libras de chlorure-
reto de cal, 1(i vidros para o mesmo.
N. .Uro caiAo con) ,\2 libras de ammoniaco
liquido, 11 vidros para o mesmo, S libras de acetato
do ammooiaco, 2 vidros para o mesmo, i libras de
tintura ellierea de valerianua, 2 vidros para o mes.
genhero, Mr. Brcmonlier, que percoiria pela pri-
meira vez o golpho de Gasconha, vio orna dessas
montanhas de areia de quasi sessenta metros de al-
tura adiantar-sc mnitus ps para as trras durante o
curto espagu de duas horas. O joven engenhero nao
pode cuidar sem susto que toda a enorme raassa das
dunas reunidas abalada pela mesma cumraocn an-
dar da mesma maneira que a mnulanha, ao p da
qual se achava.
Eutao couceheu o ousadn projeclo de faze-las pa-
rar. Dirigndo-se ao mesmo lempo ao mar, ao ven-
to e areia leve o orgulbo de bradar-lbes : Nao iris
avante 1
He intil dizer que foi lomado por doudo.
Todava, meio secnlo depois a Restauragao mara-
villada e reconhecida erigi a Bremonlier'uma co-
lumna de marmore prelo uo meio de uina dessas du-
nas, cujo humor avcnlureiro elle domara a poucos
passos da Tesle, salva de ama destruigao immi-
nenle.
A obra de liremonlier he continuada lodosos dias,
planlagoes de pinbeiros o de gieslas lenlam oppnr
urna barreira as invasoca do Ocano, sebes e cani-
gadas eslendem-se por lodo o liltoral, c seessas pre-
caugoes nao lem lixado as dunas de Gasconhn, ao
menos lulo tornado mais lenta sua marcha, a retar-
dado por alguus seculos a ruina de urna regiao.
Cada dona lem um nome qoe lhe foi dado pelos
pescadores, resineiros, on gelogos.
Enlre as que fazem om dique ao lagamar de Ar-
cacbun ha a Rou'se, a Dufour, o Pin-Torlin, a Mau-
vasc, e o Chat. Essas denominages, das quaes al-
gumas nao sao fallas de piltoresco, foram creadas pa-
ra designar urna forma, para recordar urna catas-
Irophe, ou para cousagrar o nume de um honrado
ajudaulc dn inaire.
Aquella a que dirigiain-so Felippe Bevle e Ireneo
do Iremeleu con luzidns por Pech, chamava-se Je-
anne Dubois. Distava smeule do mar obra de racia
legua. De longe sobresahia s.oulras dunas pela ari-
dez mais absolul, pela cr ufis alva o pela pres-
pectva mais monnlona. Seu cume devasladu como
a fronte de um pensador em revolla accosava a inu-
lilidade das planlagoes muilas vezes tentadas coolra
ella.
Foi junio de Jeanue Dubnis que elles aportaran)
em urna baha, cuja areia fina eslava picada em mil
lagarta,
O qae he isso 1 pergantoo Mr. Blanchard.
Sao les pacas de mar, que fazem esaaa furos,
responden o bateleiro.
Com efleito, cada passo levantava milhares desses
insectos.
mo, 8 libras de siinaraba, 8 libras de losna, I libra
de pos de Dower, em vidro, 2 libras da siibnitrato
ile bxsmutb, em viro, I libra de oleo de ortehla
pimenla, em vidro, > Bbras de extracto de ralhaaa,
era lata, 2 libras de chloroformio, cm vi lio. I libra
de mistura de slrognolT, em vidro, i libras de tin-
tura de noz-vnmica, em vidro. ;tt libras de oleo de
ameudoas duces, em lata, 1 libra de opio, lli libras
de macella.
N. .">.Lm fardo com ">2 libras de macella.
N. .1L'm caixao com .V) garrafas do agua in-
gleza.
N. 7.Um caixo zom Vi libras de flores de sa-
"uguelro, I arroba de alecrm,
N. 8.L"m caixao com 8 libras de rosas seccas,
16 libras de herva-cidreira, 4l( vidro de sulfato de
luinino, 33 libras de rosnma-arabia. 8 libras de pon-
qas de viado, preparadas, I libra de oleo de canella,
48 vidros de agua de Cetonia.
N. !Lm caixo com 2 arrobas de estancia de
terebenlhina, Ifi libras de oleo de amendoa. 1 gar-
'afiio com cevadinha, 8 libras de llores de tilia.
N. 10.Urna barrica com 6 arrobas de linbaga.
N. ti.Lina dila com ."1 arrobas de cavada.
N. 1:2.Urna lata com 18 libras de camphora.
N- LI.Lm fardo com I arroba de alfazeraa.
N. t.Lm barril com 2 arrobas de sul falo de
magnesia.
N. 15.Lm dito com i arrobas de sulfato de
ferro.
N. lli.Lm caixao coui 30 libras de acido solfo-
riro, Ifi libras de acido hydrochtorico, libras de
acido uifrico.
N. 17.t:m caixao com LJO libras de oleo de ri-
cino, em i lai.is, 8 libras de raiz de valeriana, em
2 ombrulhos, ."1 libra* e 10 graos do flores de r-
nica.
N. 18.Lm caixao com 16 libras de ludano, em
|l> garrafas, 9 libras de tintura de cantharidas, em
garrafas, :t libras de tintura de rnica, em 2 gar-
rafas, 2 libras de elixir paregorico, em duas garra-
fas. I.'l garrafas de labarraque.
N. 19.Lm caixao com 'i garrafas de labarra-
que,
N. Ji.1 m caixo com 18 garrafas de labarra-
que, ." garrafas de lnlura da irnaa da caridade, _'
libras de ipecacuanha em p.
Manoel Rodrigue* da SUCO.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel general do conamando das aranas de
Pernambuco na cid de do Recite em 7 de
arco de 18S6.
ORDEM DO DIA N. 233.
O marechal de campo commandante das armas
faz publico para scicncia da guaro-ao e devido ef-
feito, qoe a presidencia foi servida, por porlariaa
datadas de hoiilem, exonerar ao Sr. tcnenle-toronel
coiiiinaiiil.inle do corpo Tixo de Mallo lirosso, Joao
Nepiimueeno da Silva Portal/a do cumulando do
corpo de polica, que iniei; raear para ureferi.io conunanilo o Sr. tenenle roronel
Sebastian Lopes Cuimares. e bem assim para o
cargo de subdelegado da freguesa da cidade de IVa-
aarelli ao Sr. al Teres d* 2. balalho de infanlaria.
Jos Joaquim Capislrano, que aclualinentc com-
manda all o deslacamenle.
O mesinu marechal de campo, cominan Imite das
armas, determina que sejara l'oilas no hospital regi-
menlal da ra dos Pires as inspeegoes de .ande
tanto para as pragas que reqoerem continuar a ser-
vir, como para os paisanos a recrulas que liverem
de assenlar praca 110 cxercilo: declara que fez a sua
apre-enlato boje neste qnartel general o Sr. sapi-
llo do 2. hatalhao de infanlaria, Antonio Jos Lan-
ga que su achava em servigo na provincia hiba, o qual fica rccolldo ao seu respeclivo corpo.
Jote Joaquim Cottko.
~ElfEHIOR. ~
Vemos com prner que a paz torna-so pouco a
poucoiiio popular em Inglaterra quaiiiocni Fran-
mos, o espirito da civilfsacio moderna lem aoti-
patliia a guerra, onde deve a paz ser acollada mais
favoravelmente do que em Fianpa e Ioglaterra,
isto lie, nosdoos paizes ipiecem a Allemanlin me-
llior lepiesentam o espirito da civilisacao moderna'.'
Assim nao concebemos bem, porque algumas pes-
soas applicacam-se com sagacidatle inopportona a
assignalar oa iinprensa ingleza o mao humor que
mani(esta-se as vezes contra a paz. Crem por
ventura que a paz a;rade tambem a lodos cm
Franca '! Ella agrada a immensa molona do paiz,
he o qoe lhe d a lonja; mas tem causado alguns de-
sapontamentos. Sem dovida cm Inglaterra os
pozares do partido Ja guerra se lem manifestado
mais do queem Franca ;poremcedem poucoa pouco a
esperanza das vanlagens que dar a paz. Vemos
inusmo que urna gazela acreditada aconselha a
Inglaterra que aproveite a paz para reformar os
abusos de sua organisaejo interior. Se ella seguir
esse conselho, ter ganhadocom a guerra conliecer
as imperf.jirOus de sua adininistracao, o ganbara
com a paz poder corrigi-las. Depois da paz de
1783 a Franca applicou-se a reformar suaorga-
nisacao interior, mas levou a reforma al a revolu-
Para chegar ao nivel da duna, cajas burdas sao
escarpadas, he absolutamente necessario ajudar-se
com os ps e as uios; assim lizeratu uossos qualro
personagens durante mais de nm qnarlo do hora.
A subida nao foi feita sem difliculdade por causa
dos dt-niorou iinentos qoe elles causavam a cada
minuto.
_ Se livesse chuvido, dsse Pech, a areia resis-
lrin mais; porm ha tres semanas que dura a sec-
ca, e nada as torna movedigas como o calor.
Chegaram emfim a um terreno quasi horisonlal,
donde a vista abarca,a quasi iuteirameule o laga-
mar de Arcachon ; porm o vento ahi soprava com
furor.
Procrenles oulro lugar, disse Mr. Blanchard
fazendo lodos os esforgos para conservar o chapeo so-
bre a cabega ; esle he verdadeirameule dcsagrada-
vel, mesmo para...
Nao acabou a phrase, una borrasca Ih'a lirn dos
labios.
Fechem os olhos! gritn Pech.
Mas essa advertencia veio larde. Kedomoinhos de
areia rali i rain sobre os viajantes alacando-lhes os
olhos, o nariz c a bocea ; em 11111 instante licaram
suflbeados.
_ Leve o diabo esto maldito lugar! murmurnu
F'elippe Bevle tossindo.
Condoz nos ja a oolra parle, disse Mr. Hlan-
cbard apenas pode fallar.
Sim, respondeu Peche, mastalvez lenhamos de
andar muilo antes dcaelnrmos um lugar conve-
niente.
Foi adente e lodos o seguirin.
O chao eslava surdocomi para os passos do cri-
gao. A Inglaterra podo tambem consagrar o des-
canso da paz de 1856, porcni, mais feliz do que
a Franca ero 1785,- sabeni parar 3 lempo.
L'ntna das razes porque em Inglaterra c mes-
mo em Franja ha alguns espirilos que nao podetu
anda a abracara paz, he que esto veio do repente, e
enganou todas as conjcctiiras. Valtaire escrevia
a Mr. Troncbin: A paznao parece prxima ; to-
dava pode chegar sbitamente como urna apo-
pleja E* bum lano assim que ella chegou em
1856. Sua the;ada repenlina enganou tatuos
seus partidarios como cus advorsarios.
Pela nossa parte o que tranquillisa-nos, e o que
oos faz crer que a paz vai-se tornando lio popu-
lar na Inglaterra, qnanlo etn Franja, be que a
Franja e a Inglaterra tem na pazos mesmos inleresses,
que tinliam na guerra. O que procuravam em
commno) na guerra devem procurar cm comoiom
na paz.
Na guerra o ioteresse cominitin da Franja e da
Inglaterra era preservar Coostantinopla : assim tudo
oque foi feito com essa iiiteojao, convinba igual
nenie aos dous paizes : a expedijao de Galliopoli.
a es>|uadra 110 Bosphoro, c 110 mar .Negro, a mesma
expedjao da Crimea de que a Franja apropriou-se
oais pelas suas facanliasquc pelos seus interesses
Porem a guerra prolongando-se e por conseguitite
lambem deslocando-se nn poda ler mais a mesma
ttnidade de accfio. Havia particularoiente dous
pontos em que podia maoifestar-se inais 011 menos
adversidade dos nleresses inglezea e francezos.
Esses dous pomos eriio o Bltico e 3 Asia. No
Bltico a acjo podia anda ser rommum al cerla
medida : mas nao podia ser etn tudo. Poda ser
cm ludo o que era dirigido contra a Russia; nao
podia ser no que teria ameajado ou inquietado a
Prussir.: nao podia ser no que teria podido mistar
asantigas e legitimas entogues da Polonia. De fado
teria sido mudar o carcter da guerra, teria sido
torna-la conqitisladoria 011 revolueiooara. Ora
todos saliera que se a Franja quzussc fazer una
guerra de conquistas 011 de propaganda, nao a faria
n Bltico, porem no Hbeno.
Adiversidade dos i nleresses inglezcs e franec/.es
podia pois manifestar-so no Bltico, quer a Franja
seguisso a' poltica conservadora que lem seguido
at agora, quer abrajasse una poltica conquista-
dora 011 rcvolucionaiia.
So na guerra do Bltico a aejao commiim da
Franja c da Inglaterra nao poda ser continuada
at o lira, lano peior na Asia Menor. Ahi a
accao cominillo neto mesmo podia convocar. De
facto que inlereste podamos ler etn ir guerrear na
Asa"? f.lue linbamos l para defender? Era
s Bosphoro, 011 o Ganges, Consiantinopla 011 t'ul-
culla? N;io temos nada que fazer :ia Asia Me-
nor, nem as margena do Eufrates superior. Urna
frota no Bosphoro, c uina guarnijo em Scuiari
bastam para pruleger Consianlinopla do lado da
Asia, o essa proteejao hasta lamliem para o into-
resse da Franja. A questao que se deljatia em
Kars e em Erzjroum nao h a questao de Cons-
tantiiiopla, oda manutenjao docrpiilibrio curo-
peu : he a questao da preponderancia russa ou in-
gleza na Asia. Essa queslao nao nos inleressa.
Assim quanto mais olliamos de perln, mais ve
mos que a guerra fazia inevtavclmente apparecer
a diversidado dos interesses ingleza e l'r.incezes.
Na paz Hilo contraro esses interesses concordara
por toda a parte, quer no Occidente, quer no
Oriente, quer na civilisacao moral, quer na ma-
terial.
Jiial be no Occidente o inleresse commiim da
Franja c da Inglaterra ? Nao lie que seja sli-
damente eslabelecido o equilibrio europeu ? nao
he que seja comida o reprimida a influencia da
Russia na Alletnanba ? Ora be esse o resultado
certo da paz. Seguramente nunca ninguem pude
crer que a Austria ficaria muilo lempo dependen-
te da Russia; mas se .tlguem o livesse pensado
um instante depois dos aconiecinicntos de 1848,
os de 1854 e do 1855 devem ler provado que a
Austria quera levar mus longe que pode a in-
dependencia da visinbanja sem chegar todava ;
boslilidado. A Prussia tesiemunliou igualmente
sua independencia pela Armen de seus conselhos.
Nao nos engaemos a esse respeilo: a indepen-
da da Alletnanba, que be a base do oqulibro eu-
ropeu, repousa principalmente sobre a propria for-
ja da Allcmanha, e em segundo lugar sobre a
unio da Franja e da Inglaterra.
Teria a Austria tomado na questao do Orionte
a situajao que loroou, se nao houvesse tido por
sustentculos a Franja c a Inglaterra? Podia ar-
riscar muilo contra a Russia, porque arriscava na
f de uina allianja-poderosa, e mcsino as cousas
acbavao-se em tal estado, que podia inculcar como
inercrimenio aos olhos da Russia ludo o que nao
fazia contra ella. Esse mcrecimenio excitar na
Russia reconlieeiment sincero e duradouro? he
nutra queslao que respeita ao futuro e nao aopre-
snlee que liga a Austria no Occidente, o garante o
equilibrio europeu. O principe Sclnvarzcnberg
dissera depois da expedijao da Russia Hungra,
que a Austria seria obrigada algum dia a espan-
lar o mundo pela sua ingratido : a ingratidao dos
Estados nao lio com cffeto tnuitas vezes mais do
que a necessidade de sua indepqpileticta. Nao sa-
0 baleleiro encolheu os hombros, e disse rindo
com malicia :
Vossa senhora o sabe lano quanto eu.
A perpetua desconfianca cm que os habitante-do
campo conservara os da cidade, raauifeslava-se aqu
na sua mais inepta extravagancia.
Mr. Blanchard ficoi) espantado, mas nao insisti ;
porque nem o momento nem o lugar eram oppor-
iunos.
Na falla de Peche procuraremos dizer ao leilor o
que sSo as leltes.
Silo ajuntamentos de agua s vezes de muilos pea
de profundidade, filtrada das dunas mais alias de-
pois das chuvas, e coberlas de urna carnada mu lina
de areia laoeada ahi de ara em gnio pelo vento, e
endurecida pelo calor. Esses pequeos lagos assim
coberles s.ln mu perigosns. Desgrarado do impru-
dente que se aventara sobro sua superficie engaa-
dora. A codea de areia rompe-se, c oiufeliz enter-
rare s vezes al os rius.
Nesse caso o mellior meio he nao precipitar seu
movimentos Perturbado o equilibrio desdas areias,
ellas amonloam-se por si mesma- : he preciso dar
tempo para operar-se esse amonloamcnto. Enhln
lri.inl.i--t urna perna, e lica-se. sem muvimento du-
rante algnni minutos, a areia amontoa-se de
novo debaixo do peso retirado.e o fundo torna-se
mais solido. I.evanta-se a outra perna com as mes-
mas precauraes, e soccessivamenle cada membro,
depois do que anda-se de rojo como nadando para
urna parle elevada.
Os animaos por instinclo ou por experiencia 0111-
presam esle meio methodico para sahirem das
letle*.
Eram esses prfidos charcos que Pech
beinos se algum dia a Russia ter di; espantar o
mundo pela sua ingratidao pan com a Austria ;
o certo be que de ora em dianle ella lem toda a
sorte de motivos para separar sua poltica da da
Austria, eo certo be lamliem por conse^uinle que
a poltica da Sania Allianca esl para sempro aca-
bada. Como a Franja nunca pode felicilar-se por
essa allianja que era toda fundada sobre a des-
conlianja da Eutopa para rom ella, pode com jus-
ta razio applaudir a desttuijo da Santa Allianja.
Nunca o equilibrio europeu foi mais completa-
mente eslabelecido que nestn momento. A Russia
recuou em seus projeclos de preponderancia, e a
Inglaterra nao ganhou o que a Russia perdeu. A
Franja nao sabio de suas fronteiras, nem tesieinti-
nhou ronlade de sabir; a Allemanba recobrou sua
liberdade de accao diante da Russia. Esta feliz
volta do equilibrio europeu dependo evidentemente
da unio da Franja c da Inglaterra. Foi neces-
sario a guerra para chegar-se a isso, be necessario
a paz para ahi ficar-se, e loda a forja da paz esl
na unio dessas duas potencias.
Se no Occidente os interesses da Franca e da
Inglaterra concordam admiravelmenie pra a paz,
nao concordam menos no Oriente.
Qual lio no Oriente o inleresse rommum da
Franja c da Inglaterra ? He que o Oriente nao
seja russo, e perlenja aos Orientaos. Qaaes seo
esses Orientaos? Sero os Turcos? Sero os
christos? Sobro este1 ponto a Franca e a Ingla-
terra poden ter opiniocs diftereoles; mas essa dif-
ferenja de opiniao nao pode na paz crear diileien-
ja de accao. Tc-la-hia podido crear na guerra.
Com efleito os dous fundamentos da paz do
Oriente sao de urna parte a conservajao da
Turqua contra os ataques e principalmente contra
a influencia da Russia, da outra parte a rchabili-
laco das populajcs cbrislaas. Para agradar aos
espirites que amo as differenjas, consinto um
instante em fazer da Inglaterra o representante par-
ticular da primeira mxima, a conservajao lio im-
perio ouomano, e da Franja o representante da se-
gunda mxima, a regenerajo das populajoes
cbrislaas. .
Que efleito podem ter na paz'esses senlimentos
diversos, so as duas mximas om ve/, de serem op-
postas u:na outra, como teriam podido ser na
guerra, sao cuntidas e conciiadas no mesmo trata-
do ; se suppondo que os Ingleses loaban os Tut-
eos pelos possessores mais commodos dV Wrienlc,
nao podem nos termos do novo tratado ilar-llfes>W
Oriente tima doininajo Ilimitada o sem correceo;'
e se de oulra parle suppondo que a Franca aeha
que os Turcos su nao podem deffender, neta culii-
var, nem regenerar o Orient, e qoe o futuro per-
lenje s populajoes cbrislaas, a Franca nao pode
nos termos do novo tratado substituir o imperio ot-
lomano por um imperio diristo, 'que apena, esl
em ernien ? Antes de haver um estado podero-
so no Oriente, quer ttfroo, quer dn isln, releva
que baja nina popubju activa, laboriosa, iilelli-
eenie, unida ao (> '' tolos bees da industria
o do coiinnerciojs' espirilodo Ocidenlc.
Essa populajao fentiiui por tuda a parte no
Oriento, mas nao tem anda loda a vida que lera, e
para t-la neressila do soccorro o do apoio do Oc-
cidente. Ora eis-ahi, ousamos dize-lo, o maior
inleresse com mu m da Franca e da Inglaterra no
Oriente. Nao despiezamos o estado diplomtico
do Oriente mas seo estado agrcola, industrial c
commercial, seu estado civil e moral he o que nos
importa muilo mais. Antes de fazermos estados
no Oriente, fajamos unta sociedade, urna agricul-
tura, um commercio. urna industria ; fajamos-lhe
oque falta.
Que! a aclividade industrial e commercial da
Europa ferve por toda a parlona Franja, na In-
glaterra, na Allemanba, procura por loda a parle
empregar-se, eslender-se. Ira lia diante de mis,
no Oriente, alem do mais bello e mais socavel dos
mares, a poucas leguas das nossas praias, ha as
mais bellas c maisfcrieisregies do mundo, as que
foram a sede privilegiada da civilisacao grega e ro-
mana, aquellas cujos nomes deleitam-nos a imagi-
najo, quando a historia ou a pocsia os repote, a-
quellas emlim que a barbaria nao pude des;iovoar,
o csierilisar sem longose constantes esforcos, ajada-
dos pela indifferenja da Europa ; e dessas regios
abenjuadas pelo eco, e desprezadas pelos seus pos-
sudores a Europa civilisada nao saberia, nao que-
rerla fazer nada levara sua civilisajao America
e Australia, a toda a parte, e nao a reportara aos
lugares d'ondc a lirou, aos lugares que a im-
ploran) ?
N'o se diga que fallamos aqu como romo t-
tiaiins e archeologos. Nu : fallamos a lintjaa-
gem do nosso lempo. Um homem muilo niel-
ligenle, um agricultor millionario (|ue applica
seus rapitaes a trra, dizia-me ltimamente:
Que pal que letra! Eu vi-a, senhor, ejul-
go que se a propriedade ah eslivesse segura, seus
Europeos la podessem ser proprtelarios sem re-
ceiarcm as a\arias, julga que muilos delles. e eu
mesmo, no teria lentajoes de ir arrotcar algu-
mas daquellas aprazivies planteis que lem sol,
agua, ludo o que bao mister, e que so proditzein
a febre, porque falta-Ibes a cultura ?
He muilo bom, senhor, assegurar o ciitiilibrio
quena
me ; pareciam qualro pessoas calgadas de chinelas, avilar ; parava de quando cm quando alim de apal
INenlium rumor, nem mesmo de reptil ; as ve/es par o terreno com o pe.
-"mente cahia urna pinha desprendida de sua arvo-
re isolada.
Entraram era utn vallo qic su produzia akiiinas
especies de gramas, alimento das vaccas e dos be-
zerro. Essa esterilidade juola a esse silencio conti-
nuo abre vagas perspectivas sobre o nada. A Irisle-
za das tierra*, de que tanto se lem fallado, nao he
nada em eomparsgao da tristeza dessas dunas.
Oh!... mo vento... vento de oeste, murmurou
Pech.
Em urna volta onde o valle comegava a estrellar-
se elle voltou-se e diste :
Sigam as pegadas dsttrebanhos.
Para qae? pergantoo Mr. Blanchard.
Ah para que... para que... essa he boa I pa-
ra evitar as lettei.
E o qne sao ai leties 1
Felippe Beyle sesiiia-neom ar indillerculc. Ire-
neo de Tremeleu c Mr. Blanchard iara um tanto
diatantes, e rnnversavam em meia voz.
Ireneo p'it 1,1 mais somhrio quede coslume.
Vossa senhoria rompe absolutamente com as
Iradicoes, disse-lhe Mr. Blanchord, e n;lo lem as
m ineiras obrigadas em semelhanlc eircumstancia.
He verdade. respondeu elle tenUndo sorrir ;
sera duvida a tristeza do tempo indura sobre meu
espirito. Eu mesmo nao me reconhejo mais.
t.iiiantii- duello- lera tido em sua vida ?
Tres em Ires annos.
E de cada vez linha o semblante de boje ?
Nto. Eslava mais alegre do que triste ; o
sangne palpitava-me bellamente as veas, no ca-
minbo ea acltva todoagradavel e aitrartivo.ao pas-
so que boje...
V.
Uoje ;...
Ah! nao he a mesma cousa, charo senhor
Blanchard. Bem como oulr'ora minha mao esl
calma certameute ; mas esl quenle e pesada. Te-
nho um veo sobre os ulhos, cm compensagAo nao
tenho mais veo sobre o pensamenlo : vejo nelle com
urna clareza terrivel!
Irra be isso o qae chamamos presenlimenlos.
Sim, preseutiraentos, disse Ireneo.
Convem ter cuidido ; ha muilos remedios para
os presenlimenlos; por exemplo melta urna aria de
c.mgan na caheea, e nao cesse de repeli-la.
He intil, disse Ireneo. .
Cuidado isso pode ser-lhe raui'prejudicial.
Eu o sei.
E creia-ine, cm sen lusar...
Em meu lugar, disse Ireneo, o senhor pensa-
ria como pens. A llunlinat.lo do espirito chega-me
larde, e deia-me sem rorag'em. Peleaba o vacuo de
minha mocidade. Ah quanto be mellior appli-
car-se S una idea do que a uina atleitao !
Mr. Blanchard calou-sc. c Ireneo tornoii com r-
cenlo de oasargara :
Oue hei feito ale acora de minha vida, de mi-
nha riqueza, de minha iustruegao? Em que cousa
11A0 direi grande, mas ao menos honrosa e frtil le-
nho empregado ineus annos melhorcs c mais bellos?
Ocioso como eTu qinz apropriar a mira a existencia
de una mullter. (Jue bella obra Anda se o li-
vesse conseguido !
Oh nao pense mais no tempo perdido, pense
no futuro.
Meu futuro est destruido. Que llores c qne
frtelos pode dar nina arvnre que nao vive mais pela
raz ?
* O senhor entrn apenas na vida, disse Mr.
Blanchard.
Sim, conbeco esse argumento ; enlrci apenas
na vida ; mas parque porta enlrci .' pela porla in,
pela porla infernal, pela porla em enjo limiuar dei-
xa-sea esperanga. Acora he preciso que volle. A
f que au Iculio mais forga para isso. Adoptar no-
vos principios, pisar meus anligos sentimenlos, re-
comegar o tirocinio do um "*< em oulro ponto de
vista, e para que ? para enganar-me lalvez anda.
Nilt val a pena.
Eis ah pessimas disposigoes para urna manhaa
de duello.
Oh aquella mnlher murmurou Ireneo.
Caminharam dnrante algi,m lempo era silencio.
Oh disse Ireneo repentinamente mostrando
Felppe Beyle, esse homem he qae lem razao, esse
homem he que he forte I Nem se occopa de amal-
/
europeu no Oriente; mas os diplmalas qae vas
fazer tao bellas convenjoes nao ohrariam igual-
mente bem fa/endo por assecurar no Oriente o
trabalho europeu para dar-lhe um lugar, para tor-
na-lo forte e eflicaz ? De cerio fsJbndo-ssse
assim esse millionario agricultor nao (nsava na
poesa nem na historia, nem na Diana de Ephesu
nem no Meles do velho Homero ; pensava no tra-
balho, no trigo, na vide, na olivara, em ade o
'liienutr. em tudo o que curiquece o homeni. He
impossivel que semelhante vol nao seja bota aeo-
Ibido cm um Gongnssso enropeu. A Franca,
Inglaterra,- -e a Allemanba podem ler inniinsltu.
diflerentes sobre o qunhao maior un menor qus| 1
releva dar aos Ture... aos lirenoa. ans Anneataa*
ele. ; s nat iotialidades que decrescatn, e s nacio-
nalidades que irescem ; mas a Franca, e Inglater-
ra e a Allcmanha M podem ler urna opiniao So-
bre a parle que conven) dar ao trabalho europea e
a propriedade. A regenerario do solo e das po-
pulajoes orientaes com o soccorro do (Ic-idente a
de sua actividade, he o grande e commum iataraa-
sc da Franja, da Inglaterra e da Allemanba ao
Oriente,inleresse nteiramenle pactbco.eqtie nares-
sila da paz para niumphar da resistencia qoe Mae
oppor a velha barbaria mahometana. Durante
a guerra riiida-se -omento no inimig que convel
vencer, e isso he mu justo. Os cuidados da civi-
lisajao cedem o lugar aos das batalbas. Na paz
as cousas sao mui diflerentes, e isso he lio venia- f
de que desde que a Europa sabe que tai lar a pac,
seus cuidados mudaram no Oriente. Ella peana
menos na Husmo, no imperio ouomano do que nos
christos orientaes. A questao da reseoerecao das
populajoes que era a ultima ha quinta dias, tor-
nou-s a primeira. Fecitamo-nos periaao, be
rom efleito essa a obra reservada i pait, e nao ha
outia mais bella. A guenM fea a Russia recitar.
e liberten o futuro do Oriente ; a paz regelsr o
elevar esse futuro.
Ha tuna ultima razo que nos faz crer que a
unio da Franja e da Inglaterra na paz so torna-
ra cada da mais solida e mais sinsora, he a con-
formidado de sua civilisajao. A diftarenea das
inslilirijWs e principalmente do espirito politice
tornou-sc maiorentre os dous pai/.cs do que na
ha detaunos; mas segundo esperamos sao disse-
renjas acridentaes e momentneas. A logia trra
he mais livre do que liberal, ao passo qoe a Fran-
ja be mais liberal do que livre ; i.-io he verdade ;
mas pouco a |ajuco so far o equilibrio, e a cen-
forinidade dos costumes e das ideas prevalecer so- m
Me a diflerenja das inslituijes. A raasma civi-
lisajao e o mesmo espirito anima a Franca e a
Inglaterra, eessa conformidade csubeierida por
quarenln anuos- de paz augmentara anda durante
novo paz. A unio na paz boainda mais favoravej do
que ;ia guerra a essa feliz assimilaco do* cahu-
ines e dos pensaraenlos Ousamos mesmo dizer
que essa assimilajo entro as duas nares sera
lula em honra da Inglaterra, pota be esta natti-
ralmente que servir de moilelo. A In^laietr., be
a personli.-ag) mais magnifica da paz activa e
laboriosa. Sen commercio, sua industria, sua li-
berdade sao gloriosos allributos da paz ; elles do-
llie honra e belleza. Na guerra a Europa, pendo
ver as imperfeijoes da or.anisaro militar da In-
glaterra ; na pas so ve as grandezas de seu cotn-
merc-ia, de sus industria, de sua liberdade civil e
publica. He a Franja sohreludo que vendoeaan
grandezas de mais pcrlo, c leudo anda muim qae
fazer para approximar-sc dellas, pode melhor
sentir sem nvefa mas cora justa emulacao, qaanto
a Inglaterra se engrandece e M eleva pela paz, e
quanto lamliem ella mesma deve galibar eea licar
intimamente unida com sua mais sincera adiada
desde a vinle e cinco annos.
Saint-Marc Girardi.
(Journal de DtbtU.)
IITEHIQR.
RIO DE JANEIRO .
15 de fevereiro.
Ippreheutao importante de diamoHlt*. Ha
da- que o Sr. inspector da alfandesa rrrebna de-
nuncia de que um negociante e-traniieira. avetada
a exportar srande quanlidade de diamantes seas o*
de-pachar pela mesa do cnsul ido. tcnciouava em-
barcar no vapor iii;lei Unirr, e comtigo levava
sofTrivel pacolilba diamanliua.
Coatquaulo a polica fiscal do porto e sacos atlas.
res pelos regalainentos esleja a cargo da sasssStatjaat,
cujo chele o he tambem da liscali-atao do pacle-
sendo o Sr. guarda-mor o tea imntedialo na tisca-
lisaeaode lodos e quaesquer dinheiros nacante-,
nleu leu o Sr. inspector conveniente conaajatHra.
particularmente a d-niincia jo Sr. a lunui-l.-a U\ da
mesa do consabido, vislo como os dinheiros defrau-
dados devino por aquella mesa ser arrecadados :
como no caso de dar-e a apprehen-ao compela Iba
ojulgamenlo, na mesma oceasiAo olferecen-tbe a
Sr. inspector da alfaodega, -gando as cenata,
(oda a coadjuvagao, quer de pc-.-u.il quer dos atuso
maleriaesde que pode a reparligao ditpor. Entre-
tanto, a mesma denuncia fora lambem dada aa Sr.
.1 Ion ii-lrador da mesa do consulado, qoe de aess
lado tomou as cautelas qae julcou cnavenit
digo.ir as mulheres ; nega-us. Esse hornera tae
vingara.
Enlrelanlo, murmurnu Mr. Blanchard. catee
em saa defeza pessoal; pois inqoieta-me realmente.
Minha defeza '.'... tem razao...aliste Irenaa aaa-
chinalmenle.
Tem a puntara certa ?
Sim.
O punho firme ?
Mui firme.
EnlAo tudo ir bem. Felizmente nao he cata a
moral que alira-se pois se assim fora en o con-i-
devarla morlo.
Ireneo de Tremeleu norrio sem responder.
I idi.un ebettado emfim a oiua especie Ae plautcta
de eMen-.io suflicieiiic, cor de cafe rom leite, e pra-
lesida contra o vento por alguns escarpasneataa de
terreno, onde ere-ciam moulas de gietta da na a,
dous nielen- de altura.
llalli nao via-se nem o lagamar de Arcachon neaa
o alto mar; a visla era limitada pelas duna rirrnsa-
visinhas, em cujo cimo appareciam es retes cavaste*
bravios que fuaiam loao.
Ja disseaos que o eco eslava cimento e fonebre.
No chao nntavara-seem diversos poni- marcas, sta-
cras, vesticios de carvao : eram os re-Ios de snjMsttJ
fogos de arbustos accendidos sem duvida pelos nu-
fragos.
Ilecidio-se que o doello seria nesse lusar.
_ Felippe Beyle qu* mo eessra ile ler nessa exeur-
sao a eori.1-1 lade de um viajante, lanron a vista em
(orno do si, c disse :
F.sta paizaeem Im furiosamente o spleeo.
Os preliminares nao podiam ser lougot ; tanda
Mr. Illaurbard c Pech medido o terreno, os
adversarios foram enllocados a Irinta pasaos.
Cada mu tinha a faculdade de adiantar-aa
pasaos, o que relima a distancia a vinle.
A solt devia decidir qual dos dous adrara
meiro. Ella decidle que srria Kclinpe Revio.
Fsle rerchcu a arma das mos de Mr. Itlanebard,
emqiianto de sua parle Ireneo de 11 entelen colera-
va-sc ero posigao.
Eiit.in as le-l enuinh.i- afaslaraat-cs c hoitve a
silenci solemne que deve ler preaenrtado una \ei
quem qner depois eslabeleeer urna escala decompa-
ragao enlre as emogoes principaes da vida.
Utpois Mr. Blanchard balea palmas por tres ve-
tes. A terceira vez Kelippe Beyle u-.ui do direilo
que tinha de dar cinco pastos adiante. Pama
fez pontaria, nem a|pressa nem mu leniinienle.ma-
como convem.
O tiro parti, e Ireneo cabio.
F1M DA PRIMEIRA PARTE.
I-
MUTTOHT
ILEGIVEL


I Un t PEBWUBUCO SaBB'OO 8 DE MARCO DE it66
Nao obelante, nao quiz o Sr. inspector da alfan-
dega que pur parle da reparlc,ao a gen-cargo, fra-
que.!-, ni ,.* meios fiscaes ; e calculando que odia
'13. vespera da sabida do
mais azado para i diligencia que coocebera. iitan-
dou nesse da urna portara reservada ao Sr. guar-
ila-mur, ordeuaudo que acompanliado do conferenle
Sanios e guardas que los.cm precisos, dessc minu-
ciosa busca na bagageni de cerlos passageiros do va-
por, a medida que fosscm chegaodu.
OSr. guarda-nior, acora pauhado do (jodala dos
conlereules Santos e do suarda Belem, dirigio-se
aule-honlein i Urde a bordo do Tamar, onde en-
conlrou alguns empreados do consulado munidos
de autoritario do cu chele para o mesmo objeclo.
Depois do Sr. guarda-morse ter entendido com
estes empregados, chcgou a bordo a bagagcm do
passageire, condu/.idu por peana e.tranha, i|ue a
fecliou no cainarule e levou oouisigo a chave.
t) Sr. guarda-inor enlcudeii que os hrilbanles au
ustariao nos hahits e sim lerUo cooduzidos para
bordo no acto da sabida. Eulrelanto recommen-
Uou que se vigiasse do perto a bagagem, que de
madrugada houvesse o maior cuidado na entrada
dos passageiros, e que apena chegasse o denun-
ciado e entrasse no seu camarote principiassem o
exames, (auto na bagagem como as algibeiras do
passageiro e das pessoas que o ocoinpanhassem.
Estas ordens forara religiosamente cumpridas.
Ojiando de manhaa compareceu o passageiro em
companhia de um amigo, e ambos cnlrararo para o
camarote, procedeu-se all a busca, c na algibeira
do amigo se eneoutrou um embrulho de brilhaules
brutos, cojo valor, segundo unt lie triuta conlos,
segundo oulros de cincoenta, e segundo algous sobe
a cem conlos de reis.
. Residente de provincia. O Sr. Jos Ma-
riano Fernandas l'ereira de Barros foi nomeado
presdeme da provincia do Espirito Saoto.
Inspector ia militar. Foi nomeado iuspec-
lordol.o districto militar, Rio Grande do Sul, o
marechal do campo Bario de Torio-Alegre,
liscricao da al/andeya. O Sr. feilor An-
tonio Eulalio Monteiro est nomeado eserivo da
atfimdegae nao da descarga, como por inadver-
tencia se publicou hontem.
11
O Sr. padre Marcos Carda de Parta, viajarlo da
freguezia de Nossa Senhora da Gloria desla corle,
foi nomeado hispo da Diamantina.
Por decretos de 11 do correte mez:
# Foramlconferidas as honras do posto de lenen-
te-coronel da guarda nacional do municipio da
corle a Mariano Procopio Ferreira l.age, em al-
tcnc.ao aos serviros por elle prestados na mesma
guarda.
Foi nomeado juiz municipal e de orphAos do ter-
mo da Ega, na provincia do Amazouas, o bacharel
Francisco Carlos Mariano Jnior.
Foi removido o juiz municipal e de orphaos Jos
Joaquim dos Santos Jnior, do lermo do Serr, em
Minas, para o de llapemirim e annexos, no Espirito
Sanio, por assim o haver pedido.
Foi concedida a demssllo que pedio o bacharel
Josc VazAlves do Castro Amaral |do lugar de juiz
muuicipal e de orphaos do lermo do Algrete, fta
provincia de S. Pedro do Kio Grande do Sul.
Por decretos de li do mesmo mez :
Foram apresenlados os padres Jos Rodrigues de
Souza Araujo na fregu* de S. Domingos de Sam-
Dara do arcebispatio da li ,ln.i.
Joaquim Antonio deCerque'ira. na freguezia deS.
Miguel de Cotgipe, do mesmo arcebispado. .
Joequim Ignacio de Vasconcellos, na fregu-
is do Raan Seahora da Grasa, do mesmo arcebis-
pado.
Antoiiio lavares da Silva, no bcnelicio do ordern
presbyteral que se acha vago na calhedral do Ma-
nbale.
Foram reformados na forma da le :
i) teuenle-cornel do extinclo balalhao da guarda
nacional do municipio da Coriliba, Fidelis Jos da
Silva Carr,To.
O major da anliga guarda-nacional do lermo de
Aquiraz, no Cear., Josc C.uueguudes da Silvera e
Silva.
Foram. conferidas as honras do posto de capilo da
guarda nacional da provincia de Miuas a Antonio
da Costa Carvalho.em alinelo aos'ser,vr,os que pres-
tou no ejercicio do dilo posto.
Por decretos do 15 do dito mez foram Hornea-
das :
Hisp ia diocese da Diamantina, o padre Marco'
Antonio de Paiva.
Presideule do supremo tribunal de juslir.i, o mi-
nistro delleManoel PinloRibeiro PereiradeSampaio,
por lempo de 3 anuos, na forma da Ici.
Juiz municipal e de orphaos dos termos reonidos
da Granja Villa Vi{0M, no Ceara, o bacharel Ama-
rico Milllao de Freilas Goimaraes.
Por caria imperial da mesma datas foram couc-
didas as honras de conego da imperial capella ao
padre Mariano Jos da Silva Coelho, vigario da fre-
guezia da Gloria de Muriahe, do bispado de Ma-
riana.
Foram nomeados par a alfandega da corte :
Escrivao, o Sr. Antonio Eulalio Monleiro,
Feilores, o Sr. I.uiz Antonio Taara de Padua,
ajudanledo escrivilo da descarga, e Gamillo Gauden-
co Valdelaro S. escriplorario.
Ajudanle do escrlva da descarga o Sr. Jos Fran-
cisco de Brilo, 2. escriplurario.
Segundos escripiurarios, o Sr. Joaquim Antonio
de Azevedo, 3." escriplurario do (hesouro, e o Sr.
I.eopoldino dos Sanios l'ereira, amanuense.
Amauuense, o Sr. Demedio Acacio Fernandos da
Cruz, guarda.
21
Por decretos de 18 de fevereiro correle ;
Foi Borneada major emmaudaole da seeeo do
vapor, era o momento batallulo da reserva u. K) da provincia do Minas Ge-
raes, Custodio Jos Vieira.
Foram reformados :
Majorajndanta de onlcus do eommando superior
da guarda nacional do municipio de Angra dos Reis
eParaly, da provincia do Rio do Janeiro, Pedro
Jos Travassos.
O major do extracto 3. eorpo do cavallaria da
guarda nacional da villa de S. Miguel, em Santa
Catharina, Maxmu.mo Martina d'Avilta.
O major da autigj guarda nacional do municipio
da Independencia, na Parahib.i, Oliulo do Reg
de lcito Foseado,
O major da amiga guarda nacional da comarca de
Sanio Anuo, em Pcrnamliuco, Antonio Jos dos
Santos Jnior.
O coronel da exlincla guarda nacional de Nazi-
reih. da dita provincia, Joto Porfirio Lobo do An-
drada Lima.
t) major da anliga guarda nacional do dito mu-
nicipio, Francisco de Borja Vieira de Mello.
Foi couce.lida a Brai Carneiro l.eao a demissao
que pedio do posto de atajar comioaadaala da^scc-
jao do balalhao da reserva da guarda nacional da
comarca da Cabo da dila proviacil.
Por decreto de I! do dito mez foram commu-
ladaa:
A JoAo lavares Bezerra de Hgueiredo. em gales
perpetuas para a ilha de Fernando, a pena de morle
que Ihe foi imposta pelo jar) do termo do Brejo,
em Peruambuco.
Alexandre, escravo, em galos perpetuas para a
mesma ilha, a pena de morle que Ihe foi imposta
pelojurv do Arax, em Minas.
Joso, em gales perpetuas para a dila ilha a pena
de morle que Ihe foi imposla pelo jury de Pindamo-
nhangaba, em S. Paulo.
Teve merc I.uiz Jos da Coala Arantes da *ar-
venlia dos ollicios de escrivao do geral o orphaos e
mais annexos da cidade Je S. Joso de Mipib, na
provincia do Rio Grauda do Norte.
O goveruo imperial, attendendo a que durante o
mez de marco prximo futuro njo ha um so dia de
aula uas facaldades de direilo e medicina, em ra-
zodas ferias da semana sania e I'ascoa ; c ao mes-
mo lempo que a epidemia reinante em algumas
provincias pode retardar as riegan* dos estiidaulcs,
houve por bem resolver que as matriculas que de-
viam terminar no dia 15 de marro sejam prorogadas
ale o dia 3 de abril prximo fuluro.
Bha seguido o exemplo da Baha. Esle contraste
uos he inuito lisongelro ; ntaito mais quando be re-
ronhecido por etsa panno que denaneia a mito que a
dirige.
Esperamos a notto senador Molla, que. Begnndo
suas promesSM, nao se e-queco dos amigos de San
Paulo. Nora vallia a opiniao estratgica da iucom-
patibilidade senatorial ; nao vejo crrenle essa dou-
Irua em iienhuma provincia do Brasil ; .mies mui-
loa casos em contrario, como revelou a illit'imln na
assembloa goral.
Aqui procurou-se ilislrahir os votos desse senador,
votos impreleiiveis, o e.c-officio, argumenlaudo-se
Om Aa opiiiao mauilestada no qualrieuual. Mas
ou rreio que essa opiniAo nao foi rotnprchendida,
ou antes foi torcida. Sem embargo da estrategia, S.
Exc. he dos :tt>, e aqui o esperamos. Es la he a mi-
uha opiniao, que sujcilo a melhores.
A polica eavalgon hontem armada de meiriuhos n
eserivSes. Foi aos Hoinhos, celebre sitio de deaor-
dens, a -J leguas e meia daqui. Houve urna furiosa
ttriga de navalhas, ia havendodegolacao ; a cousa I
licou s.i em cortes de heicos. Foi quesliio de amo- '
res, e nella eslava metlida urna l'roseqiina que j
foi causa occasioual do assaasinalo celebre do mojo
da Agua Chora, em que muilo Ihe fallci. Mas,
desla ve/, nio foi por causa de satas, as saias lie que
navalharam-se por causa de cairas. Foi capturada a
degoladora, c ahi h>a para a primeira bita do jury :
a fonle donde correu a que Ihe uoticiei deve ser
inexgolavel !... Se os bichos de historia pilitaao
aquella !...
f)s enlhusiasmos que deixou a teatl carnavalesca,
esli deixando semenles germinidoras. Ahi se le-
vantara una socios fundadores, constiloindo urna as-
sociaco, que se baplisa a Rumana, seguiudo alojan*
Irados da loa impagavel Summidade*. J forma-
ran) directora, e espera-se que em 1897 leudamos
urna comparsa digna de nos, e tambera de taje.
Agora mesmo se me diz que projecta-sa oulra so-
ciedade, que se deslina a dar bailes de phantasia. Ha
um grande numero da asignados. Heno domingo
do I'ascoa. Isso feto em terapo de /crias resulla
que o movimeulo desla cidade nao he ni devido aos
acadmicos. Nos ltimos bailes mascarados, lille-
ralnienle uio chegou o salo do thealro para os con-
currentes das tres iioiles, sem embargo do prei.o fa-
bulossimo porque ;qui se vende nina mascara, ou
qnalquer cosame.
La seva o ultimo mantena do correio. Se uio
(osse acompassivadisposijaoilo Sr. I'edrcjra, quan-
o a hora do porto duplo, loria de dar ponto nesla
dala.
At sempre; edou-lhe os emboras pelas svmpa-
Ihas que ronseguio advogando tmalo das qua-
reulenas, de verlo lempo para ca".
13 de fevereiro.
Escrevo-lhc esla somenle para mandar-lfieas ulli-
i mas uolicias'ile l.orena e Oueluz.
6 Ver dos ollicios que Ihe remello do vicc-presi-
Moleslia reinante.Communicam-nos de Lorena,! denle a integra das parliripaoes.
la de 1!1 do crranle que o cholera rehenlara | Dizem alguus que ha exagerado nessas parles.
PERWA1BQCQ.
O governo imperial resolveu ordenar ao vice-
presidente da provincia de S. Paulo que suspenda
as quarentenas nos portos de mar daquella provin-
cia, visto achar-se o cholera em alguns pontos do
interior da mesma provincia.
nos dia? 17 c 18 em Embaliti e Cachociras, {pontos
daquelle municipio.
O nosso correspondente queixa-se do abandono
em que esto aquellcs povos. I'alla-lhes ludo e nao
ha mdicos. Dous individuos que de ha muilo cura-
vam pelo sysleina homeopalhico sumiram-se, apenas
appareceu o flagello.
O nosso correspondente accrcsccnla :
u O vice-presidenle da provincia, acredilando-se
seguro rom o famigerado rordo sanilaric, e depois
com a quareuteoa do Pereque, nenhomal providen-
cia ininou das nicas que podan valer-nos, e agora
eisahi o Jadeo Errante zo,libando dasquareuteuas e
dos cordues, e encoiilran lo-nos desproviJos de til-
do, ludo.'
Le-se no l'npnlar de >\ do correle:
Anda ataii urna vez temos prava de que, pa-
r.i o cholera nadavalein os lagares miis salubres, os
poulos mais elevados, elr. As serras de Thomaskar,
Possee Rio Secco, poulos cvcellentes para a saude,
eslao sondo o Ibealro do lerrivel llagello. A rateada
de l'edra, prupriedade do Sr. visconde de San Sal-
vador de Campos, foi onde o maldito Judeo princi-
piou a carnificina, ceifaudo II vidas.
ii Na 'a/.eii.la do Sr. Joaquim Antonio da Costa
Cordeiro j se deram orlo casos lilaes. sendo que Be
dia M para ^'1 o mesm leiro foi accoramet-
'ido do mal, sem que
Nesla alguns eslao varios depulados provinciaes que
ahi rhegain do norte da provincia, que duvidam da
capitulado cholerica.
Dizem elles que o mal de Silveiras, de Qflelu e
S. Benlo de Sapocaliy he o mesmo que ja pa;sou
em Piudaiiioiihaiigaba, itatrhea* de sungue.
Gonla-se o facto, em conlirmaclo, de terem mor-
rillo nesla Pindamoiiliangaba vinle e tantos escravos
de um prenle do Dr. Marcondes.
Seja como fr, ahi Ihe entrego cssas cousas como
ouco.
A assembloa abre-sc depois de amanhaa : tra-
balha as preparatorias. Deu-se boje aqui um fac-
lo virginal. O depulado Mauocl Eufrazio de Tole-
do, que era sopplcnle, ligurou como proprictario na
appuracao da cmara municipal. Tomou assento
as preparatorias. Hoje, veri licando-se os poderes,
a coraiuissao respecliva, composla dos depulados Ne-
bias, Ribas e Meadooca Pinto, contou a alguns sup-
pleules os votos dovidosos, pelo que licou aquelle
Sr. Eufrazio lora dos.Ilif Rcjeilando-sc nina pro-
posta extempornea de chamada de supplenles, teve
elle de ser despedido do recinto.
Maa uao esto aqui a origiualidadc do facto. Ao
sabir, disse aquelle suppleute\ae eram lodos viajan-
tes e chegariatu a Koraa.
>av, k benigno i loi urna onieacj formal que fez /iasro. A assem-
USr.eapiUo Joso Peta ...i Rosa teve tambera de b'e raoslrou una imparcialidade que sorpreude: o
r lies casos lalaes era sua casa. Sr. Toledo he corraligionario.e os homeus o desped-
icule, nos lugares que cima aponamos,! rara com o implacavel regiment na m.io '
as vic.imas montara de 90 a 30; o terror he geral, e |eilh u,ado que a idea do circuios anezar dos
i:zz2z:r*""^* muics,ia-hea CpZar^-rss5,sriS
tica maiiictado para votar conscieuciosamenle.
.1 barra t'ranial) Sr. capilao do porto con-
seguio boiilein, por volla das lies horas da tarde,
depois da inmensos esforcos, rebocar para dentro
do porto o casco abandonado da barca norueguense
Urania, livrando assim a entrada da barra do perigo
a que eslav.tiu expootos os navios que a demandas-
scm.
S. Exc. pus a' disposicao da Moaeeje do arsenal
de ni.ii inlia o dito cisco, visto ser quasi novo c ser
muilo aproveitavel.
DeportanioPor ordem superior foi intimado
o Colombiano Pascoal Apparicio Paradas, que se a-
cha preso por suspeilo da passador de notas falsas,
para designar o porto da Europa para on.le deseje
ser transportados, visto que lem de ser deportado
para tora do imperio.
Ilulklim do cholera. Fallecern] do cholera
18
l'or decreto de 1:2 do correle, loi nomeado direc-
tor da escola militar da corte o Sr. brigadeiro gra-
duado Dr. Antonio Joaquim de Souza, lento jubi-
lado da mesma escola.
1!)
.1 Confetlerarao Argentina.
O contemporneo do Correio Mercantil lervio-aa
lomar em considerarlo o que escrevemos sasbbado
passado relativamente a Confederacao Argeulina.
O collega est de accordo comnosco, diz elle, nos
priocipius que lomos apresenlado como deveudo re-
gular a poltica do governo do rasil a respelo dos
eslados do Prala as rircumslancias creadas petos re-
centes successos. Estimamos o accordo do collega,
sem que pos importo averiguar a quem perlence a
palernidade das ideas que ambos defendemos, ou a
dala do seu nasciinenlo. Nao aspiramos gloria a
sim ao bem que dellas possa resultar ao nosso paiz.
Nao foi e nim he nosso pcnsamcnlo discutir a ac-
lu.dictada da Confedeacao Argentina. Quizamos
-0 so, no inleressc da paz, contestar um juizo que no.
parecen injusto. O contemporneo cntende que o
governo de Buenas-Av res deseja consolidar a paz
no seu paiz, e para esse Inn oll'ereceu razoaveis con-
dicoes que foram repollidas pela oulra parte dissi-
denle. Dissemos e repetimos que estamos conven-
cidos de que essas rondiroes nao foram dictadas pelo
espirito de eoncilac,ao qoe iuculcam os defensores
do goveroefde liuenos-Avres.
O contemporneo censura ao governo da confe-
derarlo do ter favorecido as emprezas da iuvasao
coutra l!ucuos-A>res. c nada censura ao governo de
Batraoa-Ajrea. Nos, sem allirmar que a aasmlll
do contemporneo lenha on nao algum fundamento,
lslo nao lem applieacao aquelle seulror despedido,
jque nao he influencia, boje, que esse vocabulo he
I caro ; mas serve para qualquer oulra occurrcucia :
I Vmr. me cntende.
Eis os ollicios a quo cima me referi :
(i A' cmara de Silveiras.Accoso a recepsao do
ollicio de Vanea, com data de .10 de Janeiro ultimo,
no qual communicam ter a epidemia lomado nos 15
das anteriores um carcter lerrivel, falleceudo mais
de triuta pessoas, e alguus em -\ horas, que a me-
dida da croaco da enfermarla nao lem sido provei-
losa, recusaudo os doeoles recolherem-se a ella,
prefei indo an'.es morre a mingua em suas ca*as, que
nao podeudo em circumstaucias laes o Dr. Antonio
Jauuano Lopes de Audrade eucarregar-se de loo ar-
dua tarel'a. vizilando lodos os euferuios em lugares
no da -r, do crranle ^0 pessoas, das quaes 7 lio- j desvairados, deliberaran! mandar eugajar em Arte*
mens e .1 mulheres livres enhrnense urna mulher o Dr. Freder.co ,Allemao mediante a diaria de
escravos. !u, seB)o ^ coa) a c|iegaja ue(ic nCljjCOi qnaba
Mortalidade total dos cholencos alo aule-honlem, eoadjavado polo Dr. Audrade, reanimou-se o povo
i. '. sendo :
I.ivres. .
Escravos.
pela certeza de que o mal seria de prompto comba-
2,118; liomens I,:l7, muflieres7I lido. Ficando inleirado do exposto, assim como das
-,mi; >i I,uto, ii fXi i outras providencias por Vmc. tomadas, cumprc-in
Condirao mcerta. 3a; JO, 2 declarar-Ibes que
.il"> -J,!)87
.Jornal to (ommircio do Rio.)
S. PAULO.
1 de fevereiro.
Naocoulava boje com a sabida do ,/osephma : re-
sumiiei.
Mais um caso de cholera Manque. L'm escravo do
Sr. Otario, antes de hontem ealiio grave e fulminan-
temente enfermo ; vieram os vmitos e diarrheas, e
toda essa concomitancia de siguaes suspeitos. Ca-
pilulou-so ganuino cholera. 0 rapa/ csteve s bel-
ras; mas o medico Ribero dos Sanios, no-lo hoje
boro.
Consta que o proprin medico fez a dila eapilula-
Cao cholenca; mas o povo, que esla escaldado, deu
quarenloi-.a ; esperou-se com animo tranquillo que I
a epidemia fitas'- nessecaso. Picoa.
Vamos escapando milagrosamente, j.i nao ha m-
do ; monnciile depois da descoberla do sueco limoei-
ro, lio apreciavel como a da plvora : lambem ma-
la o inimigo que nao admiltellreguas, suspensfio de
armas, intersticio para enterrar os morios, nem a
mais racional disposicao do direilo internacio-
nal.
Nem nos espanta pintla que no Correio da
farde se Taz de Silveiras ; Es|ames muilo bem cx-
pcriinenlados as amplilicares do mal reinanlc.
Alom de que as liarles olliciaes que vo para palacio,
seguudo se infere da llteoriai segredo, nao pin-
tam o demo t.lo Icio. Por issn creio que a l nio
dos circuios, que tem regulares correspondentes cm
enl-udemos que o actual governo da Buenos-Ay- todas as localidades, he que nao ermu sim o for-
res n-lo se lem mostrado minio prudente ennei- ;,, ,,.,, ,. "' or
liodor. "'" da Iau,c' 1uc dc" """ edita a urna caria
' particular, enjo autor, muilo loavavelmcnte, quer
approvo a deliberado de manda-
dera buscar o medico era Arcas, a.-sevorando-lhesque
Eis a dilferenca enlre nos e o contemporneo.
Elle da razio a urna parle, c smenle a urna parle :
nos dizemos quo se urna lem errado, a oulra nao
esl isenta de culpa, c que no inleressa da paz de-
vem ambas arripiar carreiraou depor seus odise
prelonres exageradas.
Nao queremos ser juizes nessa questao, que nos
argumentos para pedir mdicos aoSr. Pcdrcira.
! expedirci ordem para o pagamento da gratilicacSo
I conveiicouada logo que o requistarera. Coiumuui-
co a Vmcs. que exped ordem a Ihesouraria para
mandar cnlregar-lhes mais 3005, afim de occorrer
as despezas com o curativo dos indigentes. Recom-
mendo muilo inslaulemcule a Vmcs. que, enleudcii-
do-se com os mdicos, adoptem todas as providen-
cias adequadas para obslar a que o mal se dissemi-
ne; esforjando-se mais que inuitoem animar o po-
vo, r.i/.en lo-lhe verque o mal parda (oda sua torca,
e nao progride logo que promplamente se Ihe appli-
rAe os convenientes soccorros.
a Ao vigario de Queluz. T'endo preseule o olli-
cio de V. Bvm., cllin dala de 29 de Janeiro ultimo,
participando haver reccio de que a epidemia uvada
esse municipio, e que, supposlo o cidado Francisco
de Assis Fonseca, que he facultativo pratico, se mos-
tr desvelado em curar gratuitamente os enfermos e
applicar Mies remedios de sua botica, faz-sc comtu-
do uecessaria a preseuca de um medico, visto nao
poder aquella cidado por si s ehearregar-se de to-
do o trabalho, assim como de soccorros pecuniarios.
Cumprc-me, em rcsposla, significar a V. Bvm. que
ja autorisei a cmara municipal dessa villa pura
mandar vir um medico qoe se encarregue de reco-
nheccr a ei fermidade, c do curar os indigentes,orde-
nando que se Ihe entregue a quanlia deiOOS para ser
applicada ao Iratamcnlo dos mesmns. Recommen-
do a V. Kvir.., que faca sentir a seus parochianos
a necessidacle de se rcvoslircm do coragero, e cuidar
j em applicar soccorros aos que adoecercm, sendo que
| a prompla applieacao de soccorros besulliciente pa-
ra que o mal deixede ser perigOSO,
A' cmara de Oueluz. Ilecebi o ollicio de
PAGIMA AVULSA.
SUPPLICA A NOSSA SENHORA DO J.l-
VRAMBMO.
l'or Mina dciola.
i
Da pesio que uos assoa
i "in lana furia e trnenlo,
Lrvrai-noa Mai, amorisa,
O' Virgeni do I.ivramenlu.
II
l'm- por ella combatidos,
Ja perdemos o alelo ;
Dai-uos conforto e coragem
O' Virgem do Liviamculo.
III
Do vusso imperio, Stnhura,
Ouvi o triste lamento,
Pois sos nossa protectora
O' Virgem do Livrantauto.
IV
De Dos ao justo castigo
Quem se ju.gal a iselu '.'
Intercedei poru'Sl)dos,
O' Virgem do Livramento.
V
Para que livres do cholera
Chelos de conleutanjonlu
Cantemos vossos louiores,
O' Virgem do Livramento.
IV
D'emeudar nossos dlictos
. Keccbei o juraincnln
Sauclificai nossa jura,
O' Virgem do Livramento.
Vil
Sede nossa defensora
Agora e em lodo momento ;
l.ivrai-nos de lodo o mal
O' Virgem do l.ivrameulo.
I'ma esmola. Alfredo Jos Aniones Gui-
marjtes convidando a alguus amigos para associarem-
sa n'uiii biHiele de lotera, rubricou no verso do bi-
llicle o nomo cholera : seus cuinpauhelros Ihe
advertirara que era imprudencia zorabar com o lla-
gello reinante, mas Alfredo afectando myslerio, res-
pondeu que havia naquelle seu proceder um lim
justo ; ora aliuasse-se com fim semelhanle 'um
outro bilbele, suppomoa que de sociedade cora
outra pessoa, Alfredo escreve o mesmo cholera
uo verso deste segundo bilhete ; soflreu as mesmas
advertencias que os outros Ihe fizeram, mas Alfredo,
lodo mvslerio, disse, qoe aquillo tinia um fim. O
bilhete sabio premiado com 1:00tlgO0u rs. e Alfredo
deu de esmola aos pobres ."lOO rs. !
(.toando impera com soberana o indillereolismo
um acto de lana gencrosidade. he para nao ser es-
quecido.
Alfredo nao he rico, nao passa de um caixeiro da
casa do Sr. Ferreira Ci Malheus. Este facto nos foi
narrado por pessoa de criterio.
Por um doulor ser chamado a soceorrer com
pressa a um doenle as i huras e so ir as 8. nao se se-
gu qoe seja commodista. egosta, fatalista, massis-
la, pelo contrario he a prova mais robosla que elle
poderia dar de seu amor pela scienciax de sua cari-
dade para com a doencia...
Intormem-uos a respeito dos bous feilos do
Sr. A. J. F.C. para da-los ao publico.
Conlinoa a grassar a noticia do monopolio de
cadveres : ha um meto faeflimo de se o averiguar ;
alistara as guias, e a vista dellas iudague-se se as
casas em qoe ellas apuntara muen alguem. No*
duvidaraos muilo que bajara laes traficantes, porm
como lambem nos consta que ha iuspeclores que
qnereudo passeiar deixam em suas casas mar.ns de
guias j por elles assignadas, he bem possivel que a
sua boa l seja illaqueada. Nada de desprezar des-
ses boatos.
Somos informados, Sr. fiscal do Recito, que
un esperlalhao, que ouve pouco e v como lineos-
la vendeudo carne pobre a pobreza : veja se S. S.
abrc-lhe mais as onras para ouvir os quehumes dos
indigentes.
Nao bavera quem se queira encarregar do tra-
laraenlo dos doentes da Torre '.'
I m dos bomens que mais tem socrorrido os
doeules de seu quarteiro com dedicarao e desiote-
resse, desprezando mesmo os seus negocios he o Sr.
Aulouio Francisco Lisboa, commerciantccora arma-
zemde assucar na ra de Apollo.
Os Srs inllueules, propietarios, fazeudeiros e
autoridades do mato liquem prevenidos que, se seus
nemes torem devidatneulc elogiados por esle nosso
Diario pelos servaos que na quadra aclual presta-
rara,- nao cram, que se assim acontecer seja por pe-
dido de pessoas iuleressadas nos circuios. Nos nao
damos o seu a seu dono por pedido de quem talvez
pueira, corno se cosluma dizer, a nossa cusa fazer
harreladas. Nao escurereremos quaesqoer actos de
beneficencia praticado* no nosso centro ; mas cum-
pre, que srjamus informados por pessoas que n'elle
alo leoham interesses polUicos; porque succe-
der que a redaccao da Pagina Aculsa sirva depois
de petera. Nao se sotenda porm, que nos exhirai-
uioj em aceitar correapradancias assignadas, ou nao
assignadas para o corpo do nosso Diario. Nos, re-
dactores da l'aglua Jcutsa, nao precisaramos para
obter um favor de qnalquer influente do mato faze-
lo om santo sendo elle uo salanaz ; nao, senhor,
quando lizcnnos justica a alguem he porque aleas
de merecer tomos infoiraados por pessoas que nao
sSo de circuios. Nao sabemos se nos percebe-
rao...
Nao se fazero censuras lo graves sera respon-
sabilidade; por tanto eise Sr. da Capunga-ova,
que 13o a seu goslo fulmina contra um inspector d'a-
quelle lugar por suas mmicas escarrapiche-se, que
seremos inexhuraveis, mas sempre basaados, jasa sa-
be, no norae de quea quizar fazer de pai, mostr,
censor ou mentor.
O Sr. subdelegado da Vanea demilla o seu ins-
pector Joaquim de Andrade, porque perdeu toda
torca moral para com o povo. Nao soulis S. S. de
um cadver que Ihe mandaram por porta '.' Pois
sob respoiisabilidade disso lomea informados.
O Sr. Tito A yelmo de Barros agiadece mui pro-
fundamente ao Sr. Dr. Sabiuo Olegario Ludgero
Piulio o ler arrancado das garras da morte a sua
prezada mana.
Povuacjlo do Peres.Ha all o eapelUo fr. Ma-
noel do Amor Divino, que se lem portado benigna-
mente para com os doentes, e pobres.
Ilouveram procissoes da penitencia, religiosamente
acompauhadas sempre por um grande numero de
pessoa?.
Consta, que o medico por all pouco he vislo, e
que os encarregados de Iratirem dos tigipioenses
sao pouco caritativos.
A intriga impera n'aquelle arrabalde entre os
empregados de um simulacro do hospital, eos ins-
pectores de polica.
lallao em remedios tuiveuenados....A senhora da
Paz os aecuda.
~ O Sr. Cabanga lenha a bondade de respousa-
blisar-se, se qoer, meu charo, que publiquemos o
que nos conla francamente.
Cousla-uos, que urna pobre mulher receilada
pelo Sr. duulor Poggi, se dirijira a uina botica
{que anunciara aos pobres medicamentos gratuitos
e \ .di.ira por nao haver nessa botica o medicamento
indicado na receita ; o doolor deu-lhe enlo algum
dinheiio para em oulra qnalquer bolica aviar a re-
ceila, mas a mulher, dessas tartuas experienles,
c calculadas foi iiovamenle a botica, tirou primero
o dinheiro e depois fez-se de rolla, e pedio que
aviase** a receita, oque licuara com presteza: se
pagou nao sahorno-, mas se nao o fez eslava em
seu direilo a vista do anaiiucio do pliarmaceulico.
Sr... retire seu aun unci,us Ihe pedimos-, nao nos
queira cmgaliellar.
O hospital de benelicenria da Estrada Soca,
freguezia d&Afogados. Em um dos diasdo mez
passado indo um matulo para a sua casa, levaudo
alguna arranjos de dispensa, como fossem 25 gar-
rafas de vinho do Porto; lp arroba de bolachas.
Arranchando-.e o dito u'uiua das hospedaras do
Sr. Major Villaseca infeliuneule foi aneciado da
epimia. Logo que os eucarregidos do dilo hos-
pital souberam, vierao li-o couduzido, e com elle
viuho, bolachas, e cavallo. llouvrrao mullas tes-
tos, uiuilos comes, e bebe< e foi-se o vinho do po-
bre, e lambem as bolachas, foi tal relia, que um
enlermeiro J. I*, fectiou o hospital a chave, dei-
xando dentro os doentes, elevou-a a um dos em-
pregados que se intitula medico.) O matulo doen-
le ja nao se Ihe dava do vinho, nem das bolachas,
o seu cavallo... emOm o cavallo levou forraidaveis
esfregas; o vinho bebido, a bolacha coinsumida, c
anda em cima pediram pelo bom Iralamcnto do
cholera eoqaislto, c sempre com 10 prvulos !.'l Nos
te descremo. ..
Nao be evado o boato do fallecimento do Sr.
conego llorhael. por quanlo ha pouco escreveu a
pessoas de sua familia.
O negocio esla aperlado.
.re amanhiits se nao inorror.
COM AUCA OE NAZARETU
ido marco.
Depois da iniulia ultima correspondencia datada
ile hontem, nada mais se rae ofierece a communi-
car-lbe aenaa o obituario de hoje que constado 15
viclimas da epidemia Continuam anda as mes-
mas circumslancias, que l loam expressadas na
correspondencia aulerior.
la-me esca'pando dizer-lhe, que as milicias hoje
chegadas daiata capital muilo nos constritaram, mas
navegamos em um mar tamauho de tristezas, que
nao sabemos o como aluda vegetamos.
Son informado ueste momento de que segu nm
proprin |>ara ah em busca do restante da ambu-
lancia, e vveres; temos t em Dos, que se nao
apresenlar" novos erabaracos, que sirvacra demo-
rar a remea de laes soccorros j.i i.io retardados.
Nao faz ida dos tristes lameulos da pobreza por
aqui. pela povoacBo d'Alianca, e v i. enca, he o
conjuncto, a accordo horrisino dos gritos da flor, e
da tome!
Em ordem a minorar taes soffriraeutos, o digno
doulor delegado do lugar lem ordenado em todos
estes pontos pequeas matonea* de gado para dis-
trihuicc.in de alimentos pobre/a desvalida.
Sobre sua responsabilidade elle tem tomado estas
providencias. Dos Ihe lera em conta essa devo-
jao pela humanidade, que esperamos lambem me-
recer a opppvvacan do governo, qoe se diz pater-
ual, e o he realmente.Na conjunctura Iriste em
que elle se achava, torcosnera tomar urna provi-
dencia, que oulra nao poda ser -cilo esla.
Nada tois lenho a indiciar-Ihe, al quando Dos
quizer.
(Carla particular.)
VILLA DE BARKEIROS.
3 de marco.
Dos de mu......i misericordia se compadece de nos-
sos males. Estamos laclando com o cholera, que lea
tua e.liada inueral uesta villa no dia 13do passado;
c no dia 15 icjnirt ItretWavel a ccifar a popula-
cao : logo jfi\: don-so sepultura no cemiterio
a um bar e a oulro que vindo de fra espi-
rou puncas ,ioias depois no engenho Tibir (dislanle
desta villa ura'quarlo de legua propriedade do Illm.
Sr. tonente-curoncl Francisco Santiago Bamns, nao
valendo os es forros thcansavs desse preslimoso ci-
dado em mandar Iba applicar lodos os remedios nejr
cesstrios para salvar das garras da lerrivel moleslia,
velando una noile inleira cabeceira desse infeliz.
No dia 17 foram sepultados no mesmo cemiterio
cioco, sendo urna escrava do nosso digno vigario e
qualro em una s casa, e assim tem continuado sem
pied.ide a ceifar a popularlo desta infeliz villa, on-
de p.ireee ler felo seu hediondo Ihrono, dando pas-
seios al a pnvoacSo do Abreu, achaudo-se j sepul-
tados 19, argando me informara pessoas de criterio,*
existindo grande uumero de aneciados.
Aqu nesla villa al a data em que Ihe escrevo se
acbam sepultados 81 ; nolando-se, porm, que esse
numero s he dos que lem fallecido dentro desta
villa, e alguns de porto; pois que em cada canto
existo um cemiterio. He um clamor, e nao temos
sido iudo iufelizes por termos adiado na pessoa do
benemrito cimnziAo o major Ignacio Alves da Silva
Santos caridade c philaulropia em soceorrer a toda
classe Je pessoas quer pobres quer ricas, prodigali-
sando com remedioseampradaa a sua cusa, e exer-
cemlo o seu ollicio a qualquer hora do dia e da imi-
te, onde lie chamado, cheio de fadigas, passando as
imite, em couliuuas vigilias sera recebar a mais di-
minua recompensa, e he publico ler mandado em-
pregnr ahi em urna ambulancia de Irezenlos e lautos
mil reis, e a tem gasto cm soceorrer a humanidade
desvalida: se o governo depois de finalisada a epi-
demia o nao recompensar de seus servidos (o que nao
he de esperar ao inenoiconsole-se o prestante e ca-
ridoso cidado, quo o Altissimo u recompensar, pois
he goveruo jusliceiro e recto.
O digno subdelegado o capitn Joaquim Cavalcan-
ti de Albuquerque Mello,desde que levo'a noticia da
epidemia nesla villa, aqui lem estado dando todas as
providencias desvelaudo-se em consolar o povo, j
fazendo cora promplidao enterrar os morios, man-
dando tbrir sepulturas por gente salariada por elle.
ej adquirindo do* proprielarios gados, para repar-
tir com os pobres, e doentes que se achara em cou*
\ale-ccura ; e da mesma sorle assim lem feilo ron
os da povoacao do Abroo : tem sido iucansavel,
lem bem deseiiipcnhadoo lugar queocenpa. Mrelie
sempre o Sr. subdelegado nosie trilho, que ser es-
timado do povo e recebera de Dos a recompensa.
Oulros cidados tambem se tem distinguido em
prol da misera huinaaidadc sollredors, sendo prora-
pos a darem remedios a qualquer hora do da e da
noile, onde sao chamados, e ah apparecern com a
maior rapidez possivel, sendo os Srs. Dr. I.ourenco
Avelino de Albuquerque Mello, o lenle Anloni0
dos Sautos l'iuheiro, os Drs. A ulero Manoel deMe-
deiros Fortado, Jos Nicolao Pereirs dos Sanios, o
homeopalha Aiiloniode Franca Cmara, Jos Kodo-
piano dos Sanios e Alfredo!I reir da Silva. O Ente
Supremo Ibes recompensar suas fadigas, e Ihes ren-
dmos eternos agradecimentos pelos beneficios pres-
tados a humanidade sem o mnimo inleresse.
Fallando assim tambem nao posso dcixar de as-
Irauhar oprocediiueulo do Sr. delegado, pois desde
que priucipiou a grassara epidemia nesla villa nun-
ca mais appareceu, o que allribuoaoscu geuio bera-
fazejo, e talvez nao queira ser leslcinuuba ocular de
tanta miseria e calamidade : e por isso o desculpo.
Agora \ ou tratar sobre os actos religiosos:
Fez-se a procissaa de penitencia, conduziudo-sc
desta matriz o Sr. Bom Jess doa Passos para a ca-
pella do engenho Tibir, c de la conduzio o povo o
glorioso San Jos para esla matriz, onde se echa el-
posto as supplicas dos liis: cerlamente achei un
acto bastante tocante, pois que lique bastante com-
pungido.
O uosso vigario tem sido iucansavel em prestar os
-orcorro- espritu..o- as suas ovelbas e ajudando-o o
seu diguo coadjutor o Rvm. Joao de Franja Cma-
ra, qoe a qualquer hora do dia e da noile se acham
sempre promplos e rom verdadeira caridade chris-
laa consolam e visitara os enfermos. Dos os remune'
re com a palma celestial. O nosso vigario lambem
foi aflcctado do mal, ponim se acha mclliur. |
Soube lioulem que cholera principia a grassar
em San Jos da Coros Grande desla freguezia. Cons-
la-mc tambera que era Agua Preta le/ immeusos
estragos, e me asseveram lerem perecido 239 e que a
molestia declina muilo.
De Uio Fumoso a sen correspondente que Ihe
diga.
Resla-mc por ullimu pedir ao Evui. presidente,
que soocorra com alguns gneros alimenticios a po-
breza desvalida desla infeliz villa.
I.uzes uao lento, porm afoitei-me a narrar algu-
ma cousa desle lugar, oulro que livor luzes sulli-
cientes Ihe explanara mclhor.
O amigo do prximo.
Jdem:
pbysica do homem : mas choro e rubro-rae do tolo
pelo desamor, deshonra e desbrio dessa pagina que
uodoa os foros dos actuaos puvoadores de Pernam-
buro.
No di i a larde receben a commisso beneficen-
!e um ollicio do presidente communicando que vis-
to o decrescimento da epidemia no povoacao hou-
vesse o Dr. Casado Lima de seguir para a Victoria.
Consta nos que a commisso ofliciara au Eim. pre-
sidente fazendo ver, que na povoacao exitliam an-
da numerosos couvalescenles ; que o hospital con-
tinua, a a receber aneciados da epidemia dos quar-
teires visinhas, e soldados e almocreves que cahiam
pelas estrada- ; que o Dr. Lima ja habituado no lu-
gar eslimado dos povos, era o proprio a concluir sua
misiao ale a total exlincrao da epidemia etc, elr.
A commisso foi altendida, e o Dr. Casado Lima
continua a prestar os servaos de sua arte.
A commisso henifcenle jinvocou de novo a ge-
uerosidade dos proprielarios e vai vendo com sati.-
fac.ao chegar-lhe as asaignaluras e o diuheiro aos Q
10, .10, 20. mil reis. '
OSr. Manoel Pires Ferreira acaba de fazer offerla
de todo o medicamento que a commisso Ib* mati-
dara comprar, afim de ser applicado aos desvalidos.
O Sr. Pires ja liana assignado e dadajIOO mil reis e
zMstsr*aos ,,obres qu9 a anda por
A commisso ja d principio a edilicacao do muro
do cemileno, pornuo o lidar incessanle al eut.io
nao liuha permittido mais que cuidar dos vivos o en-
terrar os morios.
A epidemia .decresce no dislriclo de Jaboa-
13o.
________(dem.)
REPABTIQAO DA POLICA
Parte do dia ti de marco.
Illm. eExm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
bxc. que das diflerentes participaces hoje rece-
bidas nesla reparlicao, consta que se deram as se-
grales oceurreocias :
Foram presos: pela subelegacia da fregoezia do
Hecire, o hespanhol Jos Loucrisa Casaco, Joao
Haptista Carneiro da Cunha, e o pardo escravo Ri-
cardo, todos por diurdem.
E pela subdelegacia da freguezia de Saoto Anto-
nio, o pardo Joaquim Jos de Mallos, por forto.
O delegado do priroeiro diatrieto SkMi* i1M r#w
tero cm onicio desta dala, qua no dia 1 do oorreule
suicidara-se 0 preto crioulo Mano*l,eravo uio I.uiz do i.iliveira Azevado, precipitando-se do
lerceiro audar do sobrado a. I da ra da Croz do
Kecife, lendo-se procedido a competente veslona,
declararam os facultativos que o cadver nao apre-
senlavo vestigio algum de violencia, allribuindo-se
u tocto a i llllillagiiii i|ii a loucura.
Dos guarde a V. Ble. Secretaria da polica de
Peruambuco 6 de marco de 1S5((.Illm. e Exea.
Sr. conselheiro Jos Beulo da Cunta e Figueiredu,
presidente da provincia.O chefe de polica, l.ui:
Carlvs de I'aiiia Teiaeira.
diario be ^cvnambuco
ai
Em S. Boulo deSapucahy-Mirim, dizem alguns Vulcs- com dala de 2! de Janeiro ultimo, no qual
depuladoproviuciaes que ahivem chegando do nor-
te, n.lo se verilcou cholera ; o mais que se concede
he que seja cousa aparentada com choleriua.
Seaqui mesmo, nos bigodes da capital, j uos
he cslratiha, ao menos uu eslad" em qne a vemos; ral" *P'demia, faca idea o que ti.i
e-

mas lamhein nao queremos obegar togo a togneira,
se a opiuiao da luipren-.i hra-ilcira pode ler all al-
guma influencia, di/endu que esles sao aanlos e
aquellesos uuicos peccadore--.
Permaneceremos cm ifossa npiuio, |ioique as ba-
ses do juizo do contemporneo s.o os escriptos da.
imprensa de Buenos-Avres, queelle reconhece, co- I vagaracnlc em legitimidade das elcices de l'aiiba-
lao sera na roo
preseuca de qualquer dor barajigal. Meu charo si
uhor, olamos escaldados : agora bavemoa acredf
no lal reinante quando m csliicr.
Amaiih.ia lem lugar a prjmeira aanio preparato-
ria da provincial. Ha bom numero para os prepa-
rativos c ptimos elementos para Irovoada ; falla-te
communicam lor apparecido nessa villa a epidemia,
leudo havido seis casos em poucos dias, e Meando
inleirado teuho por conveniente autorisar a Vinos,
(tara luaudarcm convidar cm qualquer dos munici-
pios algum medico, que, vetilla recoiihccer a eufer-
midade, c applicar succorros aos iudigeules accom-
nio nao poda deixar de raconhecer, suspeila pela
sua parcialidade.
O nosso juizo liriiion-'" ,i siA\\ n3o sii dos escrip-
tos recentes, mas de outros mais antigos, dos discur-
sos proferidos as dua> assemblas argentinos, e fi-
nalmente no leslomanho e parecer de pessoas em
cujo criterio confiamos.
Escrevemos estas linhas somenle era alisfaccJo ao
contemporneo ; e pois aqui terminarnos.
t. Se aventaren) semelhanle tamandu, teremns
de ver brainir a lornienla : a annullaco dessc col-
legio modifica os direilos de muila gente. Nao rea-
lisa se, soque parece, as esperanzas dos caranchos :
et chegando muila gente. O Sr. Nebias, um dos
ornamentos oratorios da nossa larra, ahi chega. Ha
mullo lempo que tu de S. Exc. nao he ouvlda
nesses ale-; provinciaes; leremos urna aiscmbla
chibanle, teve razSo o sen instruido escriplor da
quiozena, quando disse que em S. Paulo nio se li-
Mens sonhores, nem lano cynismo, nem tanta pe-
linlragi-m, nem tanla liberliiiagem.
Consla-nos que se acha em seu engenho, af-
fecISo du cholera, poicm sera perigo de vida, o
disliuclo Sr. coronel Mruezcs.
Ja ouvimns a um iii-ueclor dl/er nup
...ellidos, n.cd.anlo .azoavel gral.hcaco, que a pro- bem ,,0ivc| |lavcr lntlmH% MJ
JABOATAO'.
7 de marco as S lonas da raaiih.la .
(Jua paginas escrevero os nossos historiadores so-
bre a bella e infeliz provincia de Peruambuco,
quando ronsideracoes ao lado, justo, elle pitear do
- | nosso estado moral .' Em quanlo a miin cobre-sc-
cavallo bit res diarios. Bom hospital, e melhores i me o corarlo do crep, da tristeza, dor e desespero,
(taladores decavallos. I quando abrindo s paginas do Diari; deparo mo
i. lcv1e.,'*;lem ^'r a proeissao do Senhor dos! Com a lisia morlnaria, porque a morle he o desuno
I assos sabida da ma nz da Boa-\ isla con. urna pora- do homem phjsico: mas cora a morle do uonie hon-
pa e eipleodor admirayeis. Notaroua alera disto i rado. brioso, avallelrtscd da maito aobra e heroica
minia ordem e regularidade. t> acompanhamenlo provincia de Peruambuco.
conipoz-so dos Eiras, hispo diocesano, conimandan- ': l,lu presidente i sos cm um vasto salao, abando-
lo das armas, olliciaes superiores c inferiores da I nado pela generalidade daquclles que o deviaui as-
-uariiic.io, cbefes de repartios e mais pessoas ara- ,isiir em urna crise do horror em que se dbale um
das. alora de un. concurso bullanle de bomens e p0vo ha seclos, 'giganta I pelos feilo e recorda-
mulheres. que talvez c-xradesse de dua, mil pessoas. roes: os repreaenUalaaIdease povo alropelando.
Noi lira do ludo, po. ronipcn-aciio, acompanbava um exigindo, mo, salvaoao do mesmo povo que o
carro fuuebro cora o seu cooheiro de chapeo na ca-lelegeu ; mai*a salvac.au da familias cu o inleresse
!i.Lt n,r0/ e"""'.com, lr''f ;<'<. tombem co-1 coula-se pelos volos : um corpo scienlilico cujo fim
herios! Que gameiihice! que tohee! que bobice! he arcar peito
sidcncia so coiiiproracltc a mandar salisfazer ; sig-
uilicando ouliosiiii a \ mes. ipie uosla dala esped
ordem a Ihesouraria para mandar por o sua lisposi-
J*a a quaulia de itH'--, que sera applicada no cura-
tivo dos indigentes. Rccommeiidn a Vmcs. que
adoptem tudas a* providencias adequada a obslar
a disseiniuacao do mal, esforc,ando-sc principalmeu-
le em que sejam com promplidao applioados aos ac-
comellidos os precisos soccorros, e fazendo sentir ao
povo que, hnvcudo cautela na prompla applieacao
dos soccoiros o mal deixa de ser perigoso.
o Expeio se ordem. n
I Carla particular.)
dem.)
i cooheiros
era
notera
quo o numero de inoi los dimiaue. ou uao ha far-
dada as cartas.
Dizum-uos, que o preco da carne dcolinou, maa
nos entendamos, qne para se laxar um preco mar-
cado a carne verde a lllin'. cmara deven* por ora
despensaros tributos dos ai;ougues,e das caberas esse
sucim decantado.
O povo apezar le eslar sendo desuado est
animado. Tenham coragem, que nao ha mal que
sempre dure.
Consta-nos, que se se cotilas se o numero teca-
dareres que exporta o tarroda Iloa-Vittapara o
cemiterio a freguezia estara acabada Que mecos!..
Explicarn.Publicando os boaloa da entrra-
melos ficticios, nao quitemos oulpar o emprega-
dos do cemiterio, por quinto sabiamo qua palo arl.
:'A do regulamenlo os caixdas de em ir para all
convenientemente fechados.
O cholera ambirron com casa da 1001 Que
peito a peilo rom a morle lugindo, cobar-
de ante o inimigo que tere, derriba e mala : n,1o
urna reunan de honieus em cujas labios ochoa a pa-
lavra caridade, trocando inemlazes essa sublime ex-
presso pelo grito rouco, desprezivel do egosmo :
uina mocidade em quem repousa os deslinosdo paiz
arraslada, impellida arremeaaada navoragem da cr-
pula, de deshonia, por una educaoao cujo deslnio
se Iraduz era uina palavra ganho, "lucro, ouro ou-
ro aliual ura povo mal eucauinHado. mil edu-
cudo lau|bciii. a repetir o grito maldito do ouru ;
grito cavo, roufenbo, triste, como o da ultima hora
do raorrer das naces.
Onde esla o valor que fuera aos nossos maiores
arrostrar a intemperie das cslacAes. a tome, a sede,
a miseria, quando a voz do patriotismo impellia-os
lace dos pongos '.' Onde a caridade sublime dos'
pi unciros povoadores cojos templos em ruinas nos
alteslam a religiosidadedas eras passadas '.' Ondea
ubi igariiu das nquezas a ponto de lanrar-so fogu as
miuas (os engenho cujas labaredu tesliliram o po-
vo enrgico, robusto, patrila que habilava o solo J
Onde os rasgos heroicos e numerosos qoe caracleri-
sando os individuos, caraclerisam lambem as n*-
t;oas ? poucos, esparsos, lonifioquos, como esses lo-
go* phosphoricos que se extinguen) rpidos no esco-
ro das malta*. Repito: eu nao lamento a morle
lemos a visto jornaes do Rio, Babia eMacei, qoe
nos torain trazidos pelo vapor Imperador, com da-
las os prnuciros de-2ti, do passado, os segundos de 3 e
os ultimo* de |docorrete.
O Sr. Joaquim Moreira da Silva foi uomeado al-
tores secrelario do corpo de cavallaria da guarda na-
cional de ilaguahy no Rio de Janeiro.
Por decreto de -21) do passado o Dr. Antonio Jos
Barboza \ oiga foi nomeado otlicial da repar lic.io das
trras publicas ua provincia de S. Paulo.
Foi aposentado o amanuense da secretaria da jns-
tica ; Manoel Antonio Ferreira da Silva, com o or-
denado correspondente aos airaos de servido, e uo-
meado para o substituir o praticante Gustavo Adol-
pho da Silveira Reis.
I.-se no Correio Mercantil do Rio, de 18 do
passado :
Na freguezia de Sania Maria Magdalena em
Canlagallo) a -11 do passado urna eserva da Sra. D.
lhereza Mathildes deu a luz urna chanca cor de cin-
za clara em lodo o lado direilo e negra como ba-
no em todo o lado esquerdo.u
O primeiro lente da armada, Henrique Izidoro
Ihompsou loi reformado no poslode capilo leuen-
le com o sold por inleiro.
S. M. dignou-se conceder o foro de i' talgos
de sua imperial casa aos Srs. Dr. I.uiz l'eixo-
to de Lacerda Verneck e Manoel Peixolo de l.a-
cerda \ erneck filhos doExm. baria do l'aly do Al-
tores.
Da Babia nada ha digno de mencAo. O cholera
conliuua como d'antes a desapparecer de um lugar
e a recrudec r em oulro.
LO-se no Diario da llahia :
Desastre. No dia 2 do correle .fevereiro os
operarios que distruiam a pedreira em frente das
casas do Sr. capitao-mr Manoel Benlo roa do
Cotovello desta cidade para melhoramenlu da mes-
ma ra, (endo, contra toda boa razao, por ser ao
meio dia e o sol estar muilo queule e-i n>dreira des-
abrigada de sombra, socado ama broca com meio
arralel de pslvora e calcado om.soquele, e mar-
reta de ferro, tere lugar uina horfivel exploso, da
qual resultou licar ferido ura preto, e o cavoqueiro
que ncou bastantemente maltraladu ; cbamou-se
logo um medico qae Ihe ampuloo urna milo e dous
dedos da oulra, e acha-se em perigo de vida. O lal
melhodo de destruir pedreiras so pode ser pratieado
em deserto, e nao no centro de urna cidade e ao pe
dehabilares, onde -olIrru asproprieJates e os in-
dividuos. 0 malho foi arremes nm lelhade, onde anda hontem se couservava.
Em Macelo o cholera nao qoer poupar orna ai
de suas menores villas ; a lodos ella vai e caifa com
maior uo menor intensidade.
A comarca da Imperatrizja geme debaixo do
aconte do lerrivel flagello. No Slurici. o mal vai
declinando. Em Porto Calvo o mal comoc a fa-
zer estragos, tendo fallecido em um s dia seto
pessoas.
Por toda estrada da Malla do Rolo e villa de
Sania Luzia o mal d terriveis golpes. No Riachao
ja baviam fallecido JO pessoas."
Nada ha mais digno de menean.
WHtWail
A commisso encarregada pela cmara muuicipal
desla cidade, de prever a popularan de carnes ver-
des, enrelou honlem os seus Irabalhos; recebeu
20:0009 ila Ihesouraria, e expedio agentes activos
para dulcientes poulos da provincia ; assim, bre-
vemente teremos o mercado abastecido deste genero,
c ticaremos livres do llagello, filho da avaresa de al-
guns bomens.
Da caria do nosso correspondente de Jaboalo qoe
tica publicada em outro lugar, ve-se que a epidemia
aquella povoacao tem continuado a derrescer;
mas o respectivo hospital anda continua a receber
doentes das visuhancas, o tem mnitos em conva-
lesccnra.
As noticias da atacada em dala de i do correnle
sao pouco saliscralonas ; caieula-se'o numero dos
morios de .00 a 800 ; niasnos ltimos quatro das
linhahavido alguraa melhora,principalmente na villa
e nos eugenhos.
A epidemia j couiec,a a declinar na villa de Pao
d Albo, onde no dia 4 do crrente faleeerain apenas
:l pessoas ; mas anda continua com inleus'idade nos
suburbios.
Segando as noticias de Ilaraarac em data de i do
crrante, liiiham munido al aquella data US pes-
soas.
Carlas de Pedras de Fogo de 5 do corrento an-
uiinciam que na povoarao linliain mnrrido al aquel-
le dia 25 pessoas, achando-se atacados cerca de
200.
Chegaram houtem da Babia, enviados pele Exm.
presidente, quatro acadmicos da escola de medicina,
para soccorrerem as pessoas atacadas do cholera, em
cousequencia do pedido do Evm. presideule desta
provincia.
BLLLETIM DOCIIOLBBA-MORBLS
Recebemos participaees dos hospilaes era dala de*
boje, e dellas consta exislirera em tratameuto no hos-
pital de S. Jos 10 doeoles e fallecerain :l, sendo, 2
muflieres e I homem.
Hospital do Carino, conla 9 doentes em tratameu-
to e fallecido 1.
Hospital da Boa-Vista, conli IS enferm.x, tendo
t.lloi ido M.
Illm. Sr. Participo a V. S. que fallecen hou-
tem a tarde Mauoel Gonralves l'ereira, no lliu de 5
horas e meia de sua entrada, Henrique l'ereira de
l.urena depois de 5 horas.
Entraran) alardee fallecern) logo depois o pre-
to liberto de nomo Joaquim Seve, conduzido polo
inspector do 17 quarteiro no fim de 3 quarlos de
hora, e Joao Pedro Celestino natural de (aluama.
solleiro. idade 35 annos, lilho de Jofioos da Cal-
lao no lira de una hora, conduzido peto referida
inspector, assim como entraran) na mesma larde
I.uiz da Franca grumete da barca da escavano, e o
prelo lorro, maior de 90 annos de nome Malheos de
naci Angola conducido por um homem do povo.
Enlraram boje Jeronyma de Souza Maria prela,
forra, idade de 50 annos, rouduzid pelo inspector
da |7 qarteirSo, falleca meia horadepoi, e o A-
tricano livre em deposito Jalo to e que foram re-
medidos para e do, os cadveres do primeiro im.hnheiro Ricardo
Jo Silvestre pertenecido a escuna t.iiidoia. e do
raeslre carpinieiro Vicente Burgos pertenccnle ao
brigue Cearense,
Ficain om Ir.itameulo quince doentes e doz em
convalosceuca.
Dos
sonol de
doulor I
commisso de hvgieuo publica. Joai/uim Jos
.llces ie .Ubwueriuc, cirugio do hospital.
Helaroilas pessoas que tallecern! do cholera-inor-
bus e foram sepultadas no cemileiio publico das
0 lloras da larde do dia it.is (i da larde do
da i de marco de 1K5li.
t.icres. 9
Numero sso Francisco, li anno, pardo, Recito.
em casa,
dem 881I.uiz Joso da Rosa, Ceara lo annos,sol-
leiro, pardo, Recito, hospital provisorio de mari-
nha.
guarde a V. S. Hospital provisorio no ar- dem957Maria, Afric. 15
le inarinha l> de maico de IS.jti. Illm. Sr. R K '
Cosme de Sii l'ereira, presideule nileriuo da M "" ciba-
dem 883Jeronvm* de Monto Baplitta,
buco, -26 anoos, solleira, prela, Boa-VitU .
casa. '
dem K8i_Jos*pha Maria, Pcroaoibacr, 28 |
prela, S. Jo*, em casa.
Idom 885 Lea, I'ernambocu, 2.', *,
preta, Boa-Visla, em cas*.
dem 88 solleira. parda, S. Jote, em cana.
dem 887 Jesoina Idugenia I avare-, I
co, 10 annos solleira, braoea, S. Jos, i
dem S88 Coima Maria, l'eroaaboco. 45 ,t
solleira, parda, Boa-Visla, en eaaa.
dem 889CaeUna, frica, 60 airaos, wlletra, pra-
la, S. Josc. em casa.
dem 8'joRoberto Sebatliao, frica, 25 aa
leiro, preto, S. Jos, em casa.
dem 8DI Antonia Florinda, PeroaaLaco JO
solleira, parda, S. Jos, em casa.
dem 892Joao Manuel, 29 anuos, casado,
S. Jos, em casa,
dem 893Geralda Maria da Coocei.*.,
bajea, I0 annos, viova, branca, IKecito. eaa
dem 894 Benedicta Ferreira. frica, ,
cauda, prela, Boa-Visla, era cata.
dem 895Seraphira Jote de Souaa, l'eraaaabvco.
'l'i annos, casado, branco, Recif, eaa caw.
dem 896 Jos Rodrigues d* Cruz, Baha. :tk aaoasw.
solleiro, branco, Boa-Vula, soldado do aV aeca-
lliao de infamara, hospital dos Pire,
dem 897 Victorino Jos da Silva, l'eraaaaawca *>
anoos, solleiro. prelo, Boa-Visla, soldaste do ."
balalhao, hospital regiroeotil.
dem 898Manoel do Carino, l'craarabace X sa-
nos, casado, pardo, S. Aolunio. comeara, esj*
casa,
dem 899Maria, frica, bo annos, rr4a,lea-Vi*.
ta, era casa,
dem 900Joanna Francitca, Perumboeo. S5 *.
nos, olteira, pela, loaata Aalvtito, hospital 4*
S. Fraocisco,
dem 901 Amaro Joaquim da Silv, fuaioihan
60 annos, solleiro, poto, s. AnUuiu. alfaietr
em cata,
dem 902 Fraocisco Ju^, da Sil., p
22 anuos, solleiro. branca, S. Aai,
dem 903Floriod* Mario do Rosario,
30 aonos, solleira, preta, S. Antonio, l.
dem 904Angela Maria, Peruambuco. aV,
casada, parda. Boa-Vista, hoapul.
dem 905Joaquim Joa Ferreira, Poriaaal, 9B an-
uo-, solleiro, branco, Recito, em casa,
dem 906Cnibelina. Rio-Graiide-do-Sal,25 iaa..
casada, parda, S. Antonio, em casa,
dem 907Antonio Jos Salgado. Rio de Janeara, 19
annos, solleiro, branco, Boa-Visla, soldada de jV
balalhao, hospital regimenta!.
dem 908Sebaslio Paulo. Peruambaco, 47 aatka*,
solleira, preto, Boa-Visla, eaa casa.
dem 909 Mauoel Gomes do Valle, rlf annos, me
va. Recito, martimo, hospital provisorio de a*e-
rinha.
dem 910Anlonio Muniz Peatoa, Pernanbaco, 5B
anoos, viuvo, pardo. Recito, eaa casa.
lldem'.HI Maria d'Assnmprao, Ceara
branca. Recito, em casa.
dem 912Pauto Jos de Ar.gjo. Portugal, 0 an-
uos, solleiro, branco. Recito, em casa,
dem 913Jlo Miguel M.riin, imiati. W
anuos, pirdo, S. Jos, em casa.
dem 911Tbeodora Mari* da Cooeeieao, l'irahiha.
38 annos, solleira, prela, Santo-Antonia, oe* caaa!
dem 915Miguel Bandera, l'eroamuoct.. 70 an-
uo., solleiro. preto, S. Anlonio, om casa.
dem 916Joao Miguel da Costa, brarilaare, San-
nos, branco, Recife, em cisa.
dem 917Mara Ferreira. frica, til aaao*, s*a**t-
ra, prela, ;. Jos, em casa.
dem 918Luiza Maris do Sacramento, l'eroaaaeas
. co, 67 airaos, catada prela. S. Auiomo, om caaaj
dem 919Romana Antonia.Pernambae*. rf aean
acUetre, prela, S. Antonio em cata.
dem 920Conrallo Fraocisco Martina, Per
co, 60 anoos, casado, braoco. S. Jase, ana i
dem 921Auna Joaquina la '- I*f lantil .
25 aonos, solleira, parda, Boa-Vista, hospital da
Aorora.
dem922Borges da Silva, frica. M wn. *aajajj
Boa-Vista, hospital da Aurora.
dem 923Catharina Maesa da l.mceicj, )n aane
solleira, preta, Recife, em casa.
dem 921CanJida Maria d'Aniiauciacao, H aoots*
preta Recito, em casa,
dem 925Alexandrina Mana da Conceirae, (Vt-
nambuco, 3 nudos, S. Jos,, en casa.
dem 926Auiomo, Peruambuco, 2
Boa-Vista, em casa.
dem 927Carlota Joaquina llamos. Beba, 33 as-
no-, viuva, branca, S. jUM-, era casa,
dem 928Augusto Fraoque, llamborgu, 47 anae*.
solteiru, branco, Boa-Vista, em casa,
dem 929.Henrique Prossana, Soeco, i aaaaao,
-olieiro, branco, Boa-Vista, mareineiro, eaa caaa.
dem 9:t0.Antonio Jos Ribeiro, l'ernarobaea, U
annos, casado, pardo, S. Jos, pescador, om caaa.
dem 931.Mauoel Malinas, Pernambae, 50 an-
uo-, casado, indio, S. Jos, em caaa.
dem 932.Maria do Carino. Pernambuco, 30 sa-
nos, solteira, preta, Boa-Vista, em casa.
dem 933.Lucas Evangelista Minada,
buco, 17 anuo, pardo. Saoto Anlonio,
dem 931.Anua Joaquina, Peruambaco, 64 an-
uo., viuva, parda, S. Jos, em casa,
dem 935.Auna Luzia da I nndade, I
im annos, viova, parda, S. Jos, em eaaa.
dem 936.I.ourenco Das, l'ernambocn, te i
casado, brauco, Recito, hospital provisorio da l
liuha.
dem 937.Jos Flix C. Marinbo. broa
hospital provisorio do arsenal de mar
dem 938.Maria Itabel da Caoceirao.
co, 2 anoos, parda, Santo Antonio, em
dem 939.Joaquim M:irlins de Azevedo, 1
buco, 26 annos, viuvo, branco, Boa Vasta aa
casa. _
dem 910.Paula Alaria de S. fnaan** n
10 anoos, solteira, parda, Boa Visto, eaaeaaa.
dem 911.Joo M .noel l'ereira, Peraunaasace,
annos, solleiro. branco, Boa Vista, aa eaaa.
dem 942.Eduvirget, l'ernainboco, Vaaaaa*, *e-
sada, parda. Boa Vista, em casa.
dem 913.Arcluugela Maria da l.oaaaieaa, fr-
nambuco, 25 annos, casada, parda, Boa Vlata, aa*
casa,
dem 944.Eliziario Sergio Augusto,
aonos, tolleiro, branco, Boa Vista, i
dem 915.Antonia Francisca dos Saalea, P*
buco, 25 aonoi, solteira, parda, S. Ja
de S. Jote.
dem 916.Emilia, Peruambuco. iS mores, ,
Boa Vista, em casa.
dem 917.Jozuioa, l'eniimbueo, 16 aneo*, tala.
Sanio Antonio, em casa,
dem948. lhereza de Jess, frica, 35 ara]
la. Sanio Antonio, lavadaira, em cata .
dem 919Joao .", frica, preto, Recife,
provisorio de mancha.
dem 950Igoacia Mara do Espirito Saalo. 46 an-
uos, solleira, Recife, emeasa.
dem 951Jiitlioiaov Severino, Sao l'eala. 30 an-
uos, solleiro, pardo. Boa-Visla, tu., balalhao da
nitontaria. hospital regirocntal.
dem 952Domingas Maris do Rosario, I
co, 90 anuos, vinva, preto.S. Jote, em
dem 953Manoel Anlonio Barbeta, Pl
2 airaos, pardo. Roa-Vista, em casa.
Idom 954Auna Rila Mari* do Sacramento, I
ambuco, 50 annos, viuva, branca. Boa-Viola
casa.
dem955Francisca Maria, Peruambaco, 22 aa
solleira, parda, Boa-Vista, em caaa.
Mera 950 Francisca de Panla I berez* da
Peruambuco. 35 annos. solleira, parda Santa An-
iii", em casa.
anuos, solleira, preta,
I
Retire.
IR
f
1
. re-
idera 882 Benvinda Oliodina de Sonza, Pernam,
buco, 3 annos e meio, parda, S. Jos, em casaV
Llera 958Mana Joaquina da Paitan, I eruamtoa
co, 50 .uni., casada, branca, Boa-Visto, etn
casa.
dem 959Maria Lardoso da Cnnceioao, Penuaabta-
co, 1 annos, preta, Boa-Vista, cm casa.
Mein 960 Angelo Francisco da Cataba, l**iBi*aha
co, 61 annos, solleiro. pardo. Sanio Antonia, em
casa. .
dem 961Simplicio Ntraes, Peruambaco, Mil
solleiro, pardo, Santa Anlonio, em eaaa.
dem 962Joanna Maria da Conreino, Prtooaabn
co, 30 aono, vinvo, pardo, Santo Antonio esa,
casa.
Jen] 903Maria das Marcea leiieira, rnaamlia
-
t
ILEGIVEL


MARIO OE I^IAIIUCO SABBAOO 8 DE MR(0 18*6
* 40 tono, olleira, parda, Sao Jos, em
casa.
dem 96*Mara Olegiria. l'ernamhuco, M) annus,
parda, San Jote, em rasa.
dem 965-l.oiza Mara da Silva, Pernambuco, 3
annos, solteira, parda, Bo-Vsla, em casa
dem 966-O.WIbo Pinto Ribeiro, Pernambuco, 40
annos aolte.ro, pardo S. Jos, em casa.
dem 16i-Marianoa Joaquina da Conceicao. .,
nambuco, 30 anuo,, branca, S. Jos, em ,
ldem%8 -Mari.,P.r,l,lmbuco,7C;neDmJS;rda,
Boa-Vista, em casa.
dem 969-Antonio dos Santos Mira, l'ernambuco,
?5 anuos, solleiro, branco, Sanio Antonio, com-
positor, em casa.
fscracos.
dem 409-Matheus, frica, 31 anuos, solleiro, San
Jos, em casa.
dem 410-Beuedicto, -20 anuos, solleiro, S. Jos,
em casa.
dem 411Manuel, frica, 'O annos, solleiro, Boa-
Vista em caaa.
dem 41__Fijppe, frica. 10 anuos. Recite, em
I caaa.
dem 4l:tJoJo, frica, oO annos, solleiro, S. Jos,
em casa.
dem Uscipo, frica, J8 anno:, casado, Boa-
visla, em caaa.
dem il 3Mara, Pcruambuco, 30 annos, solteira,
Boa-Vista, em casa.
dem .116 Anna, frica, :t0 annos Recite, em
casa.
dem .117Perpeloa, Pernambuco, JO anuos, Santo
Antonio, em casa.
dem 418-l.u, Pernambuco, 11 annos, solleiro, S.
Jos, em casa.
dem 419Mara, Pernambuco, aunos Boa-Vista,
em casa.
dem 40Leandro. Peroambuco. ,16 anuos, sollei-
ro, Boa-Vista, em casa.
dem 421Rosa, frica, 33 annos, solteira, Santo
Antonio, em casa.
dem422 Hilaria, Pernambuco, :10 anuos ,-olteir,
Sauto Antonio, em casa.
dem 423Tobas, Pernambuco, 1 i anuos, solleiro,
Santo Antonio, em casa.
dem 424-l.ucrecia, frica, 10 annos, Recite, em
casa.
dem425Lourenca, Pernambuco,U) aunos,solteira
Santo Antonio, em casa.
dem 426 Guilhermiua, Pernambuco, 2 anuos,
solteira, Boa-Vista, ciu casa.
dem 427Domingos, frica, 35 anuos, solleiro,
Santo Antonio, em casa.
dem 128 Domingos, frica, 25 aunos, Recite, em
casa.
dem 129Joito, frica, solleiro, Boa-Vista, em
casa,
dem 430Constancia, frica, 29 annos, solteira,
Recite, em casa,
dem 431Antonio, frica, 5 annos, Recite cm
casa.
dem 432Jos, frica. 70 annos, Sanio Antonio,
em casa. f
dem 433Cesar, Santo Antonio, efn casa.
dem 434, Martinbo, Pernambuco, 2 annos, Boa-
Vista, em casa.
Iden.lFilippe, frica, 3i annos, solleiro, Boa-
Viste, em casa.
dem 436Jos, frica, 60 annos, solleiro, Santo
Antonio, em casa.
dem 437Luiz, Pernambuco, 8 aunos, S. Jos, em
casa.
dem 438Bernardo, frica, 25 annos, solleiro,
Santo Antonio em casa,
dem 439Jos, Pernambuco, 56 annos, solleiro,
Boa-Vista, em casa,
dem 440Francisco, Ceani. 21 aonos, solleiro,
-\ Boa-Vista, em casa.
dem 44t Jbao, frica. 2.1 anuos, Itccite. em
cata.
dem 442Auaslacio, 8 mrzes. "Recite, em casa.
dem 443llumingos, Pernambuco, 5 annos, Boa-
Vista, em casa.
dem 444Incgnito, Boa-Vista.
dem 445lienriqoe, frica, 28 annos, Boa-Vista,
em casa.
dem 446Victoriano, frica, 28 annos, solteiro>
S.Jos, em casa.
Idam U7Joanna, frica, 40 annos. Recito, em
Resumo da mortalidade.
Morlaiidade do da 7 at s horas da larde100
Horneas 43 mulberes prvulos 10.
Total da mortalidade at boje ti 1,705.
Hornea, 826 mulberes 799 prvulos 80.
Recite 7 de marceo de 1856.
Acommisslo dehygiene publica interina,
Drs. A' Pereira, presidente.
tirmo Xavier, secretario.
/. Poggi, mljuncto.
@0mmimcafc>.
Dominga da Paixo.
Evangelho de S. Joo, cap. 8.
(Jsem haver.i de entre vos que pvssa arguir-me de
que en lenha peccado / Se pois eu sou a mesma
innocencia, porque raziio nao acreditis as verdades
qoeen vos leuho dito "aAquelles que perleucein a
Ileee envero as palavras outja, nao podis ser de Dos. Ouvindo os Jadeos
este repreheiirao severa e ver.tadeira, romperam na
mala horrival de lodas as blasphemias: Nao temos
n* fallado com u inaior acert (di-seram elle;
qaaudo aflirmamos que lu n8o es mus do que om
Samarilano, islo be, un discidenle scismalico da
tei de Moyse o possuido pelo demonio '.'
O Rademplur que poda nesse momento provar-
lliea a sna diviudado, destechando sobre elles os
raaiores castigos, sollrcu com urna paciencia invicta
todas- estas injorias, e coulenlou-se com replicar-
Ihes: qoe elle nao tinlia o demonio, e que nio fazia
inail d Mfdar houra c glorificar i seo Pai, em-
quaalo elles dealioura\ain o Filho de Dos, nao o
'uppeaae Seu Fillio, julg*ndo-o Jvamarrtano, c pos-
suido peto espirito d*s trovas. Bu n.lo procuro a-
creaceola elle a miuhd gloria, uutro a buscara e se-
ra este o que fara juslii.a. Alliriuu-vos quf se al-
gneio observar a minlia palavra, guardando meus
preceilos, que nao morrer elernainenle.
Os jodeos cada vez man emperrado* ecegos tini-
ram novas blaapuemias aquellas que haviam proferido
agora (repHcam elles lie que nos acabamos de co-
naeecqBe verdaderamente es um possesso. Mor-
reoAbralU|ain,niiirreiain os prophelase tu nosdi/.es:
que sealaaem guardar as loas palavras mo mor-
a eternamente? Por ventura s lu urna pessoa
siea aemeiores eicclleucias do que Abrahaam nosio
or Ventura Abrabaam nao morrea '.' Es la
ida respeito, s tu mais sonto do que os
Mfmetss, e elles nao inorreram '.' qae juizo
(pernio 1 quem julgas tu que s ?
rChfMo respoiideo-lhes : je he a mm mes-
n>a,ajTne florihco, a uiinha gloria bu vaa, a mi-
ana (loria ha nad ; mas mea Vni lie o que me en-
che de gloria, lie elle, e vos clavis acredia-ln, por-
qoe vs dizeis que elle be o vosso Dos. Masque
imperto X vos nao o leudes couhecido ; eu siui, sou
o aoe o lenlio contiendo, e se eu aflirmasse que
0 epnbecia, seria um mentiroso como vos o
oii : porem eu o conhrco e observo com eiaclidao
as us palavras : Vos que fallis em Abrabaam. sa
bel agota, que elle que lu- vossu pai, ilesejou ar-
denlenwnle verme enlre os homens, e que chegou
a *** i quera o Redempior dizer-lhcs ; que
Abrahaatn o linha visla em espirito ; e depois de
to *** visto (actescenluu Jess Cbnsto) euebru-se
do fflamreontentameuln. (Is ludeus cheiosdaqoel-
la pertinacia, que o> distingue daquclle emperr,
qoe parece fazer o seu caracler particular, como
qae motejaram o Salvador, di/.endo-lbe : Tu nao
completasteain.la emeoenta anuo-, e acabas de ri-
lar-nos| qnelvisle Abrabaam '.' Sim eu vo lo allirmo
(repeli Jeaas Clinslo >abri que eu esislo antes
Ea Abrabaam f sse feio. Ousndo elles esta ver-
Je solemne e incotilraslavel que marcava a sem-
eruidade do Verbo Divino, enciieram-se 'le colera
nharam pedraa para liiealirarem ; Jesn-t.hr s
p*ni, desappareccu-lhes da vista e sahio do
indura com que o Salvador se porlou no meio
las bla-i ernia- e injurias laucadas sobre su*
tei moa prova qoe elle quiz deiiar-nos de
Didade e de doc/ira, para que as devesse-
--'dar com aqoelles que nos injuriam. A vi-
rilho da Dos sobre a Ierra foi urna lir^o con-
I para os homens. Nao proferto urna s inaiima
?L.*? osse acompaubada de um esemplu, nao
n mi doulrina quo elle inesnio n,1o |irali-
.. Pagina/agrada.
tiii i'? Ju Sam",lal"' l'ara com o Judcu.
sus Uirishi achandose no meio ile seus discipu-
,, m J,duatores da lei, llie diz para o axperi-
ouiar aieatre, que deverei eu fazer para alcau-
rar a viaa eterna 1 O Salvador Ihe respundeu ; qual
nea tei a melliante respailo '. como lie que tu a les
e imerprelas ? tornou-lhe aq.ielle que o interroga-
va amars ao Senhor ten Dos dlsse elle' de todo
J T"^"' ,,m loa" as tercas da toa alma;
amaras tambem ao leu prximo, como lu te amas
a n mesmo ; disse-lbe pois Jesns Chrislo, respon-
uesla eoiu a maior eiacro ; obra como tu sabes,
qna a le o determina. viveras. Ouerendu porem
o donlor da le jusl.fic.r-se daote do Senhor, ms-
iraouo qne liulia fundamento para Ihe pr aquella
objecejo ; disse-lhe. a quem he porem que eu devo
r meu prximo ? qnMn he me '
mestre d lei esla parbola l'm bnmem (diz o He-
d'mplor) indo de Jerusalem para Jarico cabio uas
niSns dos ladres, e estes Ihe saquearan! ludo quau-
to levava, e depois de o ferireui sravemeute o dei-
sarain como raorto. Aconteceu porem que um sa-
cerdote que passava por all, depois de o Icr obser-
vado fosseao seu raminho : do mesmo modo passou
um levita peiio daquelle lugar, e foi-se embora :
Mas um Samaritaiio i|ii lambcm passava por aquelle
lugar, paiou junio do desgranado, c vendo-o n'om
eslado lao lastimoso, encheu-se de maior rompni-
XtO, e ebegando-se para elle, alon-lhe as feridas,
lancou-lbe oleo c vinho. e lomando-o obro o seu ca-
vallo, o coudiizio a urna hospedara, leudo dclle
grandissiino cuidado. O Samarilano entregoa duas
m .ledas ao eslalajadeiro e Ihe ilisse : Toma maior
cuidado desle hoiiiem, e ludo quaiilo houveres de
gastar com elle eu le o pagare assim que vollar.
Qual Uestes era prximo do ferido'.' pertunlou Chris-
lo ao doutor, para que se applirasse si mesmo
parbola, he o que exercilou com elle iniseracAo,
disse o doutor. Pois vai, Ibe tornou Jess Chrislo, e
pbra como elle.
Avisla pois da recAraroeudae,ao de Jess Chrislo ao
doutor da tei, nao devemos esquecer que o londa-
meulo da le evanglica he a cardade ; mas para
termos cardade nao Hasta compadecermo-nos das
miserias de nosso prximo ; he inisler soccurre-lo
com obras. Devemos tercio vista que a cardade
nao be ociosa nem estril, mss operativa e fecuuda,
segundo as proprias torcas: quem tcm lien, do mun-
do vdiz o apostlo S. Joao), e ve seu irmio em ue-
cessidade e Ihe fecha as eutraiibas sem o socconer,
como poda elle dizer que uelle mora a cardade de
Dos ? Devemos amar nao su com palavras e com
lingoa, mas com as obras e em verdade os nossos se-
mentantes. Ka quadra lastimosa e assusladora em
que enlre nos inspira com lauto luror o gigante asi-
tico, e queja entre nossos irmaos lem teilo boa co-
Ibeita morluaria, be agora oceasi.lo opporluna de
cada um seguir o exemplo do Samarilano, e abra-
Car o consolho do Salvador ; soccorroudo com obras
com estipendio aquelle que infelizmente sendo as-
sallado do lerrivel llagello epidmico, se acbe bal-
dados de meios para resistir ao seu furor.
Nao recelemos de ebegar junto a case cholenco ;
loquemos o seu leilo, e como o Samarilano appli-
quemas-lbe os medicamentos ellicazes aura de slva-
lo. Temos o exemplo a cada momento dos minis-
tros do Santuario, os quaes com toda a cardade e-
vangelica acodem as coiissoes, assistem eu moribun-
do, e ah p-.manecem ate exhalar o ultimo suspiro :
Somos lesletnuuha do qnanlo se lem prestado na
crise actual, os sacerdotes com seus respectivos pa-
rodio* ; incessanlemenle levando o consol espiri-
tual qu'lles que o solicitan) ; como bem da parte
dos religiosos, que aqualquer hora que se Ihe bale ..
portara, ralla proiuplos ao chamado do cholenco ;
coufessa e absolve-o ; e no seu leito eslao sem recato
de contagio. Se portento, estes ministros de Deo-
nos dao exemplosiao candosos, seguindo o conselbo
do seu Diviuo Mestre, mis devemos ser solcitos, ca-
ndosos e compassivos para com o nosso semellianle;
aos nossos actos, deve boje presidir a cardade ; e
o examplo do Samarilano deve ser o converg.rao nossas vistas Assim pede a quadra
lastimosa.
0 insunsalo Jo
voss tives-
'. lio mal
lia parlo,
(Sorre^mtctci
oncas
los,
r meo prximo
Av]?tedestapergunla
Jess Chrislo conliouou
ea ancarto, e pari.ranr Um enleuder-se propoz ao IJW lanjar,
O cholera cm Bento-VetJjo.
Bem pouco importa ao povo, Srs. reuVlores, o
saber quanlas victimas lem feito a epidemia em tal,
ou tal lugar, augmentando-se-lhe com tea* lgu-
bres resentas, o terror to fatal todos orn es cir-
cumstancias; o qua jlhe interessa saber lie: quaes
sao os meios de combaler o nial, e salvar-se; por
que assim se o esclarece para prevenir- dos re-
medios necessarios, e se o animar jihiii rjearroslar
e combaler a pesie com coragem e esperanfa.
Logo que a bomba morluaria fez sua fulminan-
te explosao nesta comarca de Santo Antiio, no lu-
gar de Cacimbas una legua distante deste engenio,
matando a sele individuos, setilio-se aqu o seu f-
tido fumo, e metralhas ( a cholerina ) nsse mes-
mo dia aqui appareceu um caso, e ten continuado
a apparecer em individuos de lodas as condiciies
e, ou lotse porque a fabrica esUva prevenida, ves-
tida de baeta e pos calcados, ou osse por eslar ha
das, tomando os preservativos lioiLcopatliicos, lie
ceno que ale aqui, Deoslouvado, ella nao tem sido
a mais affeclada do mal.
Sendo nosso proposito animar c esclarecer com
a nossa experiencia ao povo, o principalmente a os
nossos collegas senliores de engenio, talvek ainda
incautos e mesmo a lodos os pais de familia, ire-
mos mencionanJo os nomes dos alienados,jsymp-
tomas do mal, e quaes os remedios applicadis*.
.tccomtiitilidost
Eduardo de 40 annus, ascravo, ( nao un!,a lo-
mado preservativo, ) com diarrhea dosangute, dr
de cabida e venire revoltu. Oeu-se-Hic escalda
ps e abafado, Irelieu de cinco cm cinco mijiuioi,'
urna colberinlia de agua-ardente alcamphoVada
suou muilo, mas sempre continuaraiii os pixos e
diarrhea ; applicou-se-lb'e um clysler de 16
de gorama cozida com 9 gollas de ludano.
Cremos que foi grande o clysler; e por issb pa-
ralisou toda evacuaco por espato de 16
sem mesmo deilar o clyster. Sentio dures
nos lombos Deu-se-lhe um prgame ds 3 dncas,
desca regou bem, persistindo todava as dure i dos
lombos, da cabeca e ventre muito revolio : obre
este, applicou-se urna cataplasma quente de li iliaca
laudanisada, e fricr;oes nos lombos com ilcool
camphorado, cobrindo-se o lugar com bata. De-
pois de duas lioras, sentio-se alliviado do vetree
dos lombos, resianrio-lhe acabe-atonta. '}uei-
xo'u-se que eslava fraco. Deu-se-lhe um calix
de vinho do Porto, que llie fez reappaiecer a diar-
rhea : para alalhar esta, deu-se-lhe urna colh:r de
limao; ms receiando-sc que este lize-se mal ao
resguardo do purgante, com elle nao contiruou.
Esperou-se quatro ou cinco horas, no fin das
quaes declarou o doente com bastante admi rafal, de
quem por esquecimentoj do purgante Ihe havi i da-
doacolher do limao, qua aa achava alliviad i Ja
cabera e da diarrhea. Esta em convalescenca.
Sicilia, escrava, com oilo mezes de grvida, ti-
nha tomado cuprum como preservativo poT tres
das : appareceu com vmitos, ventre revolto.fpros-
traccao e caimbras no estomago. )eu-se-llje es-
calda-ps, e agasalhada tomou quairo colhei,
limao, isio h, de meia em meia hora, e suoi
to, sessando na primeira colher os vmitos,
ram-se-lhe /ricees de agurdeme campliorada
sobre o ventre, com oque melhorou, eassi pas-
sou dous dias caldos senliudo tornate tdnlice ;
mas sentando-se no chao ainda quente pelosol da
terdeao escurecer, reappareceu-llie a diarrliea, da
qual restaboleceu-se com nm purgauto de (oleo de
ricino eesl em cotivalescenca.
D.|Anna, branca, de 50 annos, seniindno ven-
tre revolio e fazendo urna digeccao liquida, bebeu
tcitamente urna colherinha de agurdenle cam-
pliorada, e tranquillisou-se por espaco do c neo ho-
ras, depois das quaes sentio revolucSo iicf ventre,
e com muila anciedade. I)cu-se-lhe esc; Ida-ps,
agasalhou-si! bem coberla, Imbando cha ,1. macella
suou bstanle. Depois disto, sentio o ve ilre bas-
tante doriJo : appcou-se sobre o meu io urna
cataplasma de linhaija laudanisada, epor leglien-
cia da enfermeira, applicou-se-lho j fri;. O ven
tre tornou-se logo tmpano e mais eres ido ace-
zar de continuar.
Depois de tres horas deu-se-lhe um pu rgantu de
ricino, e com a descarga desapparecendo
alliviou e esl em convalescenca.
loanna, viuva, simi-kinca de AA J
dr no corado ou caimbras no eslotnagc
cabera, venire revollo e vmitos. Ton
mente urna porcao de limao que suspenjeu
milos ; mas produzio-lhe grande anciede
res sem so agasalhar.
Declarou o seu estado no dia segui
se-lhe cscalda-ps, e agasalhada tomou iuze eolhe-
rinhas .le agurdenle campliorada di cinco em
cinco minutos cada urna, o suando bastate sentiu-
se melhorada; reslando-lhe porem a df de cabeca
e do estoma;o. Deu-se-lhe depois uijia dose de
ipecacuanha bomeopaliea, com o que a ntio-seres-
tabelecda, c esl um convalescenca.
Joaquina: branca do uilo annos, iilha de I P-
nanlo, com prostraco, pallidez e resfri menlo, com
3 roda dos olhos lvidos, cabio sem se nidos.
Deu-se-lhe escalda-ps e tres colhei es de limao,
islo be, urna de meia cm meia hora, om que olla
o livesso sentido di;o a sendo > ga aliada suou
bstanlo, ecoino calor apppareceu a narcao febril.
Deu-sc-lhu urna doso homeopaliica de acnito,
com o que amanheieu melhorada ; | orein muito
abatida e as feiees decompostas. Ksi em conva-
lescenca.
Antonio Bezerra de Mello, branco J i 23 annos,
sentinJo-sej com diarrhea comeu ca lanlias bas-
tantes. Soi.lioiinmedialamente prostrao o, pallidez
e resframento goral. Deu-se-lhe escah a-pes, e as
mos, e agasalhando-se bebeu cli de i nacella com
duas colherinhas de agurdenle canphorada, c
tomou mais seis colherinhas;da mcsmi agurden-
le de cinco em cinco minutos urna, e a fado suou
muito; mas sentio nau'ea, foreand Hie em vo
us de
mui-
Fize-
os ga/es,
nnos com
dr de
tatua-
os vo-
e suo-
Deu-
Suslou-se a applicacao interna; deu-se-lhe urna
dose hoiueopathica de ipecacuanha, com o que me-
Ihoiou sensivelmente: mas tendo apandado ar do
campo-no da sdguiolo recahio com resframento
geral. Deu-se-lhe outro cscalda-ps, e urna friceao
de alcool camphoradii em lodo corno esuou ba
tanto. Melhorou c estem convalescenca.
A.|ui paro, Srs. redactores, leudo aimla mutos
casos a mencionar, e nao sei so Dos pennitlir
que eu possa conliuuar no meu proposito, porque
sinto-nie lleclado do mal, aiSezar Jos preservaii-
livos.
Tcnham a bondade corrigir c imprimir essos a-
pontamenlosse onienJorem que podem utilisar ao
publico.
Benio-Velho -21 Je Janeiro Je 1856.
/'. I.
.VilTiTtli'lli'll.
pars e granada
Novella bespanhola.
[Por /ule< d-, Saint-Flix.
0. FernunJo Valasquez liJalgD mo^o de Grana-
da, linha urna irmade peregrina formosura, cha-
mada Joanna, a qual cuota va vinie annos de idade,
ao passoque clletmha ja 2i. Amboscram orphos
e possuiam grandes tiquezas.
Urna tarde em que eslavam sentados em um Jos
terrassosJoGeiieralif, Juauna fallou assim ao ir-
mo :
Dcalgum lempo para c, Fernando, acho-o
triste e pensativo, nao caca mais na Sierra, ssque-
ce seus caes e seus cavallos J'Atrica, nao vai mais
a Malaga visitar as nos-as vinhas, al j perJeu a
lembranca Jo nossas larangeiras Je Maiorca : o que
he isso, meu irino ?
Femando respondeu : ^
Apoderou-se de iiiim urr.
ver a Franca e Paris.
Um desejo insensato 1... '*.
se achado o termo pruprio nesia occi
nao amar mais a Hespanha '. E pula
quesera de mim?
Cumpre, minha irma, que se case, ouque
me acompanhe a Pars.
Roa urna nem ouira causa, D. Fernando:
parla para Franca que eu ficarei tratando de seus
negocios. Vi ; mas lemhre-se de sua irmaa, e vol-
te para v-la antes de seis mezes.
D. Fernando quasi que se prosla dame da ir-
maa ; beijou-lhe a mi com respeilo c reconlieci-
menio.
Sahindo do Gcneralif, Jaanna observou esta Je-
visa rabe no fronto Je una porta d'ebano Es-
lava escripto.
Oh sim, cxclamou ella, eslava escripto
que vosso medeixaria, meu amigo !...
E lagrimas tremeram-lhe como perolas, no can-
to de suas tengas palpebras negras. Fernando
aperlou-a aopei'.o e jurn vollar antes do iim do
oulomno.
No dia seuinie unta carruagem puxada por sois
muas sabio do palacio Valasquez. Joanna rezava
em seu oratorio : por muilo lempo ella escutou o
rumor dos uasstH dos cavallos e o estallo d<> chic-
le dos postillies, e quando o ruido perdeu se no
vacuo, orou pelo viajante com lo alma.
l'aris 15 de maio.
A minha irma Joanna.
O ultimo pebsamenlo quedeixei em llespanha
periencia-lhr, Joanna, o primeira que me veio ao
entrar em Paris, linha asua ligura. Dapois de urna
viagem feliz, favorecida por um lempo magnifico,
uheguei a esta ridade rual. Ha viola e quatro ho-
ras que aqu estou, e tenho j visto mais cousas do
que um Parisiunso v em seis annos. Esto povo he
o mais espirituoso da ierra, por.n Jisso nao pa-
sa. Encontram-se homens que fallam sos e que
animam com gustos seus monlogos; vesm-SB rapa-
rigas, ligeiras como passaros e cujo som do voz
baharmunioso como a voz Jo orgo. Pretendo ir
s grandes reunoes e mesmo a corte, pois a isso
convidadme o Sr. oinbaixador, sendo este o_meu.
naior deaajck. m^~^mm,~m*'s^
Mas, Joanna, nada mo /araesquecer as minhas
mOataas; daqtll asis mezas cstarei com voss,
|ue he urna irma encantadora, o lem gra$a e ra-
do como um espirito cejeste !... Oh : seja 'sempre
0 meu aojo Ja guarda!
AJeos, minha irma, oxal quo estas palavras
Ihe cheguem em um Jesses momentos em que vosee
osieja pensanJo em toda a affeicao que sen irino
1 he lem! ,
Beijo-lbe as mos, Joanna, e recommendo-me s
suas oraces.
Fernando felasquez.
Esla caria foi seguida de outras rauitasque
nunca encontramos, lie provavol que fosseiu lio
lacnicas como a primeira Se os Hespaiihoes fal-
lam pouco, eserovam anda menos.
No correr do Daez dejulho, Joanna escreveu ao
irmo a seguinto caita :
Granada 10 de julho.
Fazem vinte annos, pouco mais ou menos, que
meu pai e seu plantou com suas proprias.mos
duas palmeiras junio da fonte de nosso jardim de
Granada. 0' ir.eu amigo, honlem passanio perto
dessa fonte, vi urna das duas palmeiras muito aina-
rella e muito atnorleciJa, e por desgrasa he a que
se chama FornanJo. Bem sei quo vosse zomba Jes-
sas cousas, pois he um espirito forte, mas cu, traca
toulhei, afllijo-me com laes presagios.
Porque razao tarja tanto omescrevei-me? Dar-
se ha ca qne se tenham queimado lodas as pen-
nasem l'aris? ou estar Fernando com a mo di-
reila entorpecida'!
Eu prero ainda suppor todas essas uxtravagau-
ctas a sondar a realidad.:. Que esquecer-me vos-
so" nao, nao he possivel... Pela minha parte, so-
ndo todas as noiles com meu irmo, e lodos os dias
procuro-o nao sei aonde.
Ainda honlem eniret em seu gabinete para fal-
lar-le: ali vosse l eslava, mas sobre -ou pedus-
lal, com seu rosto de mariuore, com seus cabellos
de mariuore; achei o busto de Fernaudo e nada
mais. Assim mesmo dirigi-ma a vosse, fria per-
sonagem, o cootoi-lhe lodas as magoas Jo tueil co-
racao.....magoas que vossi' nao ouvio, ou nao
quiz ouvir, pois sua cabeca permaneceo immovel ,
seus olhos nao me encarara! e por nada abri os
bracos.
Se disser que estou tonca, lalvez confesse-llie
que tem razao. Um di-stus ilias livc. por suu res-
peilo um grande xoviinetilo de orgullio; I). Lara
e Rodrigo de Medina encontraram-na na missi
ao sabir da groja, eses senliores saujaraiu-me
Jeram-me noliciassuas, poisiinhao cliegado de Pa-
rs. Peguei do braco de Medina que he nosso pri-
mo, e fiz-lhe dez mil pergenias.Fernando, Jiz-
me elle, he o mais elegante cavalhurro Ja socieJa-
Je elegante Jo Paris, tem una carruagem puxada
por quatro cavallos a quo neiihuini pana nos pas-
seios, frequentea corte do rui de Franca e a rat-
ona nao d um so baile a quo elle nao' seja con-
vidado. Em verdade, D. Joanna; elle Ihe trar
urna irmaa franceza, a mais desiincta que possa
sonhar.... Esses sonhore3 fallavo assim e eu le-
vanlei a cabeca com urna ovioienta c.isquilliaria.
Veja, D. Fernando, que grandes peccados contra
liuinildade vosse me faz coinmettert
Urna caria sua
por lavor, do contrario queixo-
me ao rei da Hespaoba c das Indias para que o
fassa cenduzr a christianissimo.
Dcus o guarde e lumbre-lhe algumas vezas que
lem nina irma
Sua serva, senhor, e sua bem amada
Joanna.
A bella hespaobola permanecen ainda cm sua
inquiclacao por esparo de qainze dias, mas por
m l;ernanJo uscruveu-lhe: elle era humilde, pedia
perdi a irmaa a quem Java mil raxues para jusli-
iicar-so, porem tojas peiorasurnas que as outras, e
acabava dando a entender que linha estado grave-
mente enfermo.....ao passoque ,i gazata de Ma-
drid aoouciava que o brilhaole duque Fernando
Vulhaquez assislia a lodas as caradas raaes do Roni-
bouillete Compigne,
Joanna allligia-se dizendo comsigo mesma: Bis
que meu irmao se apaixona de um amor exclusivo
pela ierra da Franca. Ella mandn fazer urna no-
vena a N. Seohora do Cordova e prometleu utna
imagonizinhade praia a S. Thiago de Composte-
llia.
Quanto 0ra encantadora essa donzella no zelo
que desarivolvia emoecupar-se dos negocios domes-
ticos do irraaol Com que terna soltcitude viagava
sobre essa fortuna que o prodigo dissipara am l'a-
ris! Joanna ia muilas vezas a (avallo visitar suas
fazeodas na Murcia; outras vezes embarca a-so pa-
ra a ilba Maiorca ondo o irmao e ella possuiio
plaoucoes coosideraveia CercaJa Je seus reodei-
roso administradores, ura verdadeirainontamulhur
furto da Escriptura, a mulher econmica e cheia
de prudencia.
O mez de agosto passou rdanla sobre a Haspa-
nha e setombro chegou com seus pmpanos e frte-
los... Fernando linha promellido vollar no Iim do
ouiubro. o coraoao da hespanhola palpitava de ale
gria a tal pensamcnlo; ella adorna o palacio do
Granada com ludo o qua o irino poda amar;
mandava vir para elle, mas sem seu conhucimen-
to, os mais elegantes movis de Paris. O gabi-
nete de Fernando eslava cheio dessas mil curiosi-
dades em moda que pela maior parle nao sao curio-
sas seno polo precu que cuslo; mas em com-
pensado Joanna comprava quadros marilimos de
tiiidin u paisagens de Watelet. Ella quera que
o irmo acbassa em seu palacio de Granada o apo-
sento que oceupava na Chatuscd' Anlin.
Lu o seduzirei, di/.ia ella comsigo; quero sor
caquilha como uuia franceza; quero empregar en-
cantos mgicos, far-me-hei fada ou genio. Amo a
meu irmo u quero guarda-te; em Paris perverter-
llie-hio o corceo.... Fernando he simples e bom
,... la torna-lo-hio dilricil e arrebatado.....
Elle he verdadeiro como o Evangelho, quem sabe
se nao Ihe ensinaro la (alsidades? Depois disso elle
se cosaria em Franja e transportaria para la seus
bens aliin de vivar em companhia dos parantes da
mulher.... Meu Deas! esla pensamenio me inti-
mida!
Enlo ella escrovia a Fernando carias as quaas
derramava toda a poesa de sua alma; representa-
va-lhe llespanha como urna trra encantada.....
fallava-l.ie da liella reputacao que elle baa deixa-
do cm seu paizoda grande existencia deque nelle
gozara. Algnuias vosea al nomsava-lhe mojas
amigas suas Jo mais alto nascimento c da maior
belleza. Ah Femando recebia todos esses purfu-
mesda patria, mas apenas respirava-os.
Um dia vieram annunciar a Joanna que um cs-
trangeiro, quechegara do Paris quera fallar-lhe.
Noticias de meu irino! exclamou ella; esse
homem que entrel
O ostrangeiro entrou ; Joanna foi encontra-lo
a entrada da galera erecebeu-o com lao grande ni-
tores que elle nao pode deixar do ficar um pou-
co sorprozo. Esse homem ropresenlava lar qua-
renla annos, trajava casaca pela larga e calcas
curtas com livclas de piata nos sapatos. Sau an-
dar era fri, seu ar fri, seu olhar fri, ler-se-ia
dilo que esse corpo era animado por urna dessas
chamas fantsticas que nao queimo. mais, saudava com g'ravidade e mliava como ho-
mem acoslumado a relleclir muito.
0 Sr. vein de Paris e traz-me noticias de
meu irmo, nao lie assim 1 Seja muito bem viu-
do ; mas por favor d-me as cartas que traz de
l). Fernanda.
Sunhora.... respondeu o estnngeiro, nao te-
nho a honra de conhecer o senhor duque, u ir-
mo.
Isso nao importa, o senhor ha de estar en-
carregado de alguma commissao da parle delle
para mim ; nao vem de Paris ?...,.
Minha commissao he um dever penivel....
senhora.
Meu Dos Fernando estar doente Tai-
vez o senhor seja medico! exclamou a adoravel
donzella ; falle, falle ....
Nao son medico, senhora, sou empregado da
juslica.
Ab o senhor tranquillisa-me ; Dos o abon-
coc Enlo a que vem
Venho pedir-lhc queira entregar-me os ttu-
los de propriedade da ierra que o senhor duquo
possuia em Malaga.... ..
Mas, senhor;..... meu irmo nao venJeu
essa Ierra......
Nao, senhora, perdeu-a.
. asada U-tafa, .
-Ab 1 senhora..... aqui e*j asuliassignalu
ra. Essa turra perlonce hojo ao senhor conde
do 'do quem tenho a honra de ser procurador
bastante, o qual manda-mo do Palisoxpressamen-
le para proceder venda dessa propriedade. O
senhor conde nao quor conserva-la ; pretende com-
prar com o proco della una tetra em Franca.
Basta !.......basta senhor, disse Joanna com
digndade. Nao Ihe pergunto pelos projectos de
sou consiituinte.
E tomando depois o papel quo este Ihe apresen-
lava, leu empallidecendo a assignatura Jo irmo.
O esirangeiro accrescentou:
He urna perlJia Ja fortuna !___o jogo he
urna paixo to Jeploravel !
Joanna levantando enlo^a cabeca com um or-
gulho indignado, replicou viavmente :
Quem Ihe disse isso, senhor ? Acho muito
mau que fassa um juizo lo temerario a respeilo Jo
nubro duquo meu irmo 1
Deus me livre de atacar o seu caraier.... -
nhora... Nio fa<;o mais que lastima-lu por entre-
gar-so urna a paixao....
Una paixo .. Elle nao lem paixes que nao
sejomui bellas e raui louvaveis! O Senhor dizque
esl autorisodo para vender a torra de Malaga..(urna
torra patrimonial!.) pois bem ollerwo-lhe um
comprador.
Quem he elle, senhora ?
Joanna disse em voz baixa algumas palavras c o
estraagairo depois de as ler ouvido, inclinou-su
profundamente e retirou-se.
Ofini Je outnliro aproximava-se, Fernando que
escrevia raras vezes irma, foi afinal obrigado a
iiizur lerriveis revelacoes. Elle atribuio sua desgra-
ea a um jogo tempestuoso na bolsa... o ciando san
enorme divida paga, nao fallou mais nclla.
Quanto ao vollar Hcspanlia fallava-lhc disso
com extrema irresoluco. Urna mullido de nego-
cios, grandes inlerosses, sua propria saud). ludo,
dizia elle, o punha na dura necessidade de passar
anula dous mezes em Par;s; mas dovia chegar om
Granada no Iim dedezembro, e o juiava por lodos
os sanios do Coo.
Foi gmente nos primuiros dias da primavera
quo um mancebo ebegado Je Franca a CaJix, em
um navio mercante, atravessou a pe a Sierra-i\e-
vadu : elle havia feito urna looga viagem ; linha
vindo das borJas Jo mar, de hospedara em hos-
pedada e por pequeas jornadas af s montanhas
d'i Murcia. Passou pelas alturas que dominao a
planicie granadina, e quando o magnifico painel do
paiz mouro se Ihe Jesenrolou dianta dos olhos, pa-
rou o lancou sobre a extenso um olhar longo u
melaoeolio.
nh Jizia elle, eia d a patria... entretanto
nao descera] planicie,nao alravessarui Granada on-
de ja nao tenho palacio ; lodosapontaro para mim
como um objeelo de coropaixio. -Vo, nao irel l,
preliro antes ir tur com minha irma que vivo re-
lirada na costa oriental da llespanha, em una ha-
bilacao solitaria j joto do mar ; eu me lancera a
seus pus ecurrado com acabeea at ao chao dir-lhe-
hei:
Irma anglica, lujo perd om nuiles infer-
naos perd minha florestas deGaliza; perd minha
tuna patrimonial ; perd minha larangeiras do
Maiorca : perd minha fazeoda deAiagio.... : per-
di meu palacio do Granada, sania morada oud-r
lui criado no eolio de iniiha mai. Tudo perd,
minha irmaa ; ms ainda me resta vosse, ie&iur
do belleza c de virtudo ; en Ihe serviroi, sere o
escravo que Ihe ha de guardar a porta ; voss iem
conservado sen rico patrimonio, iem permanecida
na all posico de seu nascimento.... : Deus seja
louvado \ osdsecasari.,vossAviraser urna gramil
senhora.... Diga, minha irma, voss mu lupellir?
Nao terei eu um abrigo em suas fazeodas '.' Nao
lerei mu caotinbo debaxo das gotoiras do seu pa-
lacio '.'....
Eesse mancebo poz-se ontao a chorar amarga-
mente. Todava ello cootouou o voltanJo mais a cabera'para Granada. Cami-
nhuu alguns dias anda, seguindo a passots lentos
os fossos das estradas, c sempre s e resignado.
E quando se aproximava da habitacio do I). Joanna
Valasquez, vendo vir de longo urna carruagem e
alguns cavalleros aparlou- para dcixa-lot; passar;
mas os cavalleros pararam e um delles parguntou-
Ihe.
Nao loria o senhor encontrado um viajante de
nome D, Fernando Vclasquez que segundo nos
informo, atravessara ha dias as raonlanbvas visi-
nhas de Granada ?
alijej c respondeu :
O mancebo abaixou
Sou cu.
Um grito rusoou, o ao mesmo lempo urna mu-
lher saltando fora da carruagem precipitou-se nos-
bracos Jo'viajante.
Meu irmo! oh meu irmo !... disseella.
Minha irma ... respondeu D mancebo.
Gomo vosaS esla mudado, Fernando cuino
esl magro e paludo Iugralo, desconhou de Joan-
na !. ...
Foi som duvida mu suena arrebatedora do grana
e doce pieJadu essso momento em que Joanna su
precpit'iii nos bracos de Fui liando e em que o pro-
digo chorou soiire a cabeca Ja irma Oscavallei-
ros que trajavo indos a lbrd Je Valasquez. apea-
ram-soevieram beijar as mos Je seu amigo senhor.
Que laxis 1 Jizia o mancebo ; vossa senhora
aqu asta eu naja maisu... .
Mas essa ganle honrada obslinava-se em chma-
lo amo o senhor.
E quando o irmo e a irma subram para a
carruagem, Joanna disso aos seus;
Para (i ranada !
Nao, nao, exclamou Fernando ; que se-
ra de luis nessa cidadu.
Meu amigo, nos nos rccolhorcmos em se
palacio.
foi com ull'eilo, no palacio Valasquez que na
equipagem parou.
Quando Joanna licou su com o irmo na grande
sala dos Cavalleiros, fallou-se nos seguimos termos :
Nem urna s palavia sobre o passado ; tudo
tenho esquecido, meu irmao ; voss conservar esla
casa de nossos antepassados e todas as suas Ierras.
He Providencia que isso deve ; bu devo-lha mais
f|ue voss. Ella abre-me um azylo magnilico onde
serei feliz ate ao Um.
Nosso sabe que ha muilo. Deus mecliamava
vida doclauslro ; ced a essa voz interior. Hon-
lem o bispo de GranaJa recebeu os meus votos e
eu s esperava por voss para poder entrar no con-
vento de Sama Mara do Mar.
Como Fumando ajoelhalo dianle della, bata
dessesperado com a cabeca no chao, Joanna dsse-
Ihe levantando-o.
He pena quo voss seja a=siii fraco ^o
v, Fernando que o mais feliz dt nos he o que fi-
.-a ? Meu irmo, a vida do mundo bo amarga....
eu nao a quizara noto por urna coroa ; trate de
passar Jias menos tempestuosos para o futuro.
Gase-se : voss achara entre as mulliercs Je Mur-
cia urna Jelicosacompanheira.
Adeus, venha ver-me no convenio algumas ve-
zes com a outra Joanna que me liversubsliluiJo.
Terminamos esla historia, Jizendo ao leilor que
Joanna vender seus bens para pagar as dividas do
irmo. Acereseentaremos que FernanJo,tornado
Um modulo Je pruJencia, casa com urna rica e
bella herJeira Jo Castella, nao so passando nunco
seis semanas sem que nao fosse visitar o locutoria
do convento de Santa Mara do Mar.
METAES.
duro.lincas hespauholas. .
* Moedas de 69UO velhas
69100 novas
iHKMI. .
Prala.PataeoM brasiteiros. .
Tesos coliimiiario. .
i) meiicaiios. .
ipithiicii.coc.i5 rt^caioo.

Urna lagrima a prematura morlc do acadmico Joa-
qulm Ribeiro Soarea.
Irmo recebe este canto
Como tributo, e nao mais :
(Palmeiriin)
Ao tenho lyra : este cauto
Banhado de amargo pranio
Me nasceu do roraco ;
He o hvnino que d niitih'alina
A quem mereceu a palma
Da sania, eterna manso.
Inda na manhaa Ja viJa,
Nessa quaJra lo lloriJa-
Que soiri falla J'amu,
I raspassaJa Je agona
Desdi tosa campa fria
Baixou mu vcosa Mor.
Que no horisonie raiou.
Os seus sonhos elevados
Os seus CeStellOS dourados-,
Tudo a campa decifrou....
Nunca, amigo, pensaslu,
Quando o leu l'iauhy doixasle
I' ra sciencia aqui beber.
Que, depois de lanos anuos,
De trabalbos tao insanos
Havias d'aqui morrer.
Ah como de dr transida
Fcaitua ma querida,
Quando ella ( ai, triste) soubet,
Que o charo filho adorado
So acha agora em p tornado.
Que jamis o ha de ver?!.
t.tue narlvro, que tormentos,
Quo supplicio agro e cruento
Rasgar seu coracao!
Quo dolorosos gemidos
Por ella sero carpidos
Em sua extrema alllicco !...
Dos patricios mili ainado
Dos collegas estimado
Que dr a lodos legou
A sua morle chorada
Qua ha de ser sempre lombtada
Pela trra que o criou
Sim, nao podo o pensamcuto
Sepultar no csquucmcnlo
Aquillo que mais amou;
Inda que iraca, a lembranca
iVa saudade a seguranza
Do seu lliesouro lirmou.
Recebe, presado amigo,
Conserva junto com ligo
O sentido pronto meu.
Al que sej na unidos
F, n'um sscr confundidos
Meu espirito c'o o leu.
Nao tenho Iv ra : este canto
lianlrdn de amargo pranto
Me, nasceu do coracao ;
E hymno que d minh'slma
A quem mereceu a palma
Da sama, e turna mam-o.
@4mmerti*
se com seo consienalario bomiocos Alve-
oa ra da Crhi o. Vi.
MallH
i-KACA DO RECIPE7 DKUARC0AS3
HURAS DATARDE.
Colact.es olllciaea.
Cambio obre Londres7 l|d.60d|T. adinheiro.
Dilo sobre dito27 till d|v. a prazo.
/'red-rico fobilliard, presilcnte.
P. Borget, secretario.
CAMBIOS.
Sobre Londres. 7 ;i| a -J8 d. porlft.
Parin, ;||S rs. por f,
(i Lisboa, 92por loti.
u Rio de Janeiro, aa par.
Aces do Banco. 35 h,u ,|t. premio.
Accoes da companhia ile Rebenba. "iJIMki
Acces da coinpanliia l'ernambucaua ao par. 1
., ,. l'liliilaile l'ulilir.i, :!H porcentode premio jTr.ipicliC 11. >*, |)l IIIICUO andar, OU com
11 Indemuisddora.sem vendas.
Discanto de letlra, lo i-2 a l."> por tipo
Para o Rio de
Janeiro
labe <<>m mi'ili li-< v uladc por ler a maior
paite da (arg44jiompta. o lirirjuc ntu-
na MAKIA : para o ivsto da mesma,
p.issiij'eiroseeaOnvosaliule, paraijue lem
excellentas commodos, Irata-si; com os
insijjiiatai-ios .Novaes ti C, na rus do
Svjl
-.V-MKI
11-1 i.,
f 6SO00
StKKI
>IMI
13860
RIO DE JANEIRO S DE FEVEREIRO.
A prara cuiitinua em estado de apalbia. Nio dos
consta ter-se feito lran*aii;,in alguma qua meu .1
menean.
Canibiu*.
Londres -21 \[2 a 21 :I|S.
l'aris ;i."iil ris a 90 das.
Lisboa 97 a '.i'.i lll(|.
Ilaiuhiii jii 630 a !ltl das.
FRBTBS.
Antuerpia ,Vlf iiomitMl
Canal.....10| a i j| 11.
Estados-ruidos 50 c. 11.
lldiuburi;o |0| e i5|U.
Havre .... 70f. 11.
UETAES E FUNDOS
METAES. Dncss .la patria. .
m o liespauliolas .
Pecas de li-OO velhas.
Moedas de l.....
Soberanns.......
i> Vesos hespaiibiies .
> da patria ....
l'alacoes.......
Apolicesde ti ...........
o proviiiciaes........
Jornal do Commereio do Rio.)
Al.KA.NDEOA.
Keudimentii ilo dia I a ti.....;W::W"ijJ7
dem do dia 7........9::l7'Jj7^i
17:76tfl996
Liverpool 15|.
Londres 57|li.
Marselba 5|.
Medilerraueo .(l| a 12
Trieste 5.1|.
l'LHLICOS.
. !5S(ltl
399800
It^OOO
91000
S5800 a
l;'.'n a
ISOJO a
IS'Jl>0 a
106a 107'
101 a 1(1-2
99000
31100
IS9I!
I-3H0
Oetcarregam Aoje 8 de marco.
Ilruue uifilciLecantmerradorias.
lliale branleiroIncencoelJiversos teneros.
UJ.NSULADU tiERAL.
Reudimento do da lat ;l::l82s>2S
dem do dia 7........ I:3937d3
1:7768551
IC1VEK5AS PROVINCIAS.
Rendimento do i!ia I a li 6938B96
dem do dii 7....... 7(8s960
.f~Tt
o capttao na prara.
Para o Ui lirande da Sul, o lni.ue naciaaa
Lei, capitio Faria ; s lem praca para >U0 barii-
;as enm assoear : i>ara frele trato aa no eseriptorie
de Isaac Curio ,\ Companhia, ra da Cruz u. 49.
l>iecisa-se de 20:0.>(KX,
pouco mais ou menos, a
risco martimo, sobre o
.casco c cariegamento da
surca americana Cu(he-
rnia Augusta, capitto Georgc Hawe.
Cara pagar us despesHH leitas com o ia-
rico das a varias leitas em a sua viagem de
S. Tliomi/. ao porto de S. Blaz, Mxico ;
recebem-se as proposlas cm carta fecha-
da ate as Ti horas do dia 10 da corrente,
no escriptoro de William LiHej Jnior,
rua do Trapiche n. V, primen-o andar.
Companhia Drasileira de Paquetes a
Vapor."
O wpor To-
cauliiu cam-
in iidanle o ca-
pn.10 de fraaa-
la Mancebo,
es|>cra-se Jos
portos do sMr-
Ic em seuai-
m e n \0i para
Maoein, Baha
e Rio, a 10 do
correte : ro-
cebe-se passaiieiros. earia, encommeodas e diakei-
ro a frele na aueuria, rua do Trapiche n. tO, se-
gundo andaa.
N. li.Os v diin.es siijeilo- a despache, ao sao
admittidos mi da na rhesada do vapor, e o dia da
sabida be destinado para a receprao de encoumea)-
das, passageiros e dinlieiru al rs horas da eipadi-
enlc.
Para Aracatv segu em poneos dias pe j-
ler a manir parte de soa carca prorapti o bem eo
uliecido hiale nCapibaribe ; para o reala a |
Keiros, lrala--c na rua do Vigario n. 5.
SeiSeiJ.
1:4113856
DESPACHOS Di: EXPOIUACAO PELA Mli-.V
l)OCON>vL-.DO DESTA CIDADE .NO DIA
7 DE MARCO DE 1856.
Rio da Prala Briaoe brasileiro Felii Desuno,
Isaac, Cario A; Compauln.i, lio barricas as-ucar
branco.
CanalBarca ioRleza Sir James Roas, Jame Ry-
der \ Companhia, tilKI saccas assucar masravado,
Fhiladelpbia Patacho americano ulna, leon
Fnrsler ;V Compaollia, 600 s ceos id.111.
SiockuinioBricue ero Helena, C. J. Astlej &
Companhia, 'Mi couros salgado*.
Si.ickniiuoliana sueca vBlizabethn, N.O. Bichar
,\ Compaohia, i(H, rooros salaados.
PortoBarca porlogueza Leal, Manoel Joaquim
Ramos e Silva. 15 barril mel.
UUNSt LADO PROVINCIAL.
Heiidiiiiento do dia I j (i 3:I6$300
dem do dia 7....... 565aU
i:\21::,22
%&e\m'ento'&0 pettv.
LEILAO DE BENEFICENCIA.
Marcolino de Borja Geratdes.aaeule da leilocs cosn
arma/em ua rua da Collezio n. 15, offerecese para
eOcrluar um ou mais leiles. em beneficie das pes-
soas nercssitaJa*. lodo e qualquer individuo qna
quizer concorrer cum objeclos p-ira taes leiloes, pra-
licando assim um aclo de cardade, pode dirigir-aa
ao agente inencionado, que olTerece o prodaclo da
seu liabalho, a coniinissao que pagam os comprado-
res, para soccono dos qne. na poca actual, della
precisaren!. 1. ramo quer que exista urna romuiis-
slo central de beiielicencia, e-la ser scientilicada da
dia do Icilaa. para comparecer, qaerendo. e receber
o produelo que baja de ser apurado. O asento ci-
ma meurionado 1 -, i-i .1 ser allendido. e se persnade
que a popql.co de-la cidade dar orna prova robas-
la il seiitimenlos candosos que a dominan. O da
Ser. annuiicia.io previamente.
O aaeata OKveira far* leiblo, por ordem de
Charles II. Mr. Cleave, cipitao da barca norle ame-
ricana aSmilh licld, c de seu consignatario William
Lillv Juiioi. ir autori-acao da alfajdesa, e em
presenca de un, seu empresade, :'-sim como da do
I Sr. cnsul dos Esla.los-L'ui'los. s por conta e risco
de quem pertenrtr, dos maulimeulos. sobresaleules
e carga Ja dita barca, leualmenle rondemnada oeste
porlo uiidc arribou por forra maior. na recente via-
cem que fatla de W'arren com destino a pescara ;
consisiindo objectos principaeseni barr* com car-
ib- -, lj.,da, faiinha de Iriso, a/cite de peiic. a|ca-
tr.lo, arcos de lerm, aduelas, ancoras e nnhas de fer-
Sa |ili|m Iim.nutrir., pateas, iiianlrica. pipa* cota bo-
lacha, tabla, arcos AVicios enlrmtn* no ffin
Montevideo50 dias, barca americana eChelloaa,
de 77 toneladas, capitn Themai l'ennell, equi-
paaem 10, carsn enano ; ao rapiUet*. ai 1 TCll Ha a
car e s'^ue par Sonlhamplon.
Aracalj palo Asan'II das, dn ultimo parlo s, de lenha, cal, pipas c linas vasias. ditas com cabos.
mate brasileiro .ilnvencivelo, de :I7 tonelada, I pP,;asde dito, velas do nivio novas e velhas. aleo de
loeslrp Antonio M inoet Affooso, eqopigem 5, lin'hara. queijos, mniloes. roupa feila. cal, cabos
_ carga sola e mau gneros ; a MaTlios : Irmios. velhas, pimeula, vinasie, Murar, mellaco, eiii.
K10 de Janeiro e porto, inlerincilios-9 dia* e 17 lio- arroz, lomo c lia. oos, each'intM
"Tj^ojj ^berSo^.
-*~ I asa acaba >-> j t- >n.i> ..<>' atu 1 u m -, IIIII al la, p T !*!
ras. vapor Dra.sileiro ..Impcradoni, comniandanle j machados, IspatM, cha, raivoes com loora. tolhas de
"'' '""to lorreao. Passaaciros, os Drs. Can- cobre, rerrameota, remos, pedacos de viradores, cai-
dido loaqmm da Silva. Manoel Eduardo de liou- Ia com remed.,., agulhas de marear, e quatro ba-
vela 1 ortogal el escravo. e Arceliuo Jus de Al-, leeras com perlences etc. : sabbado a sesonda-lei-
uieida lernamliuco. o altores iraiicisco Jos de ra, S e 10 do corrente, as 10 horas da manhaa, ao
Sooia Wva, Rayinundo Augusto de Sa, Victor 1 amiaiem do Kerrcira, caes de Apollo.
Jos de I-relias Res, vhcou em UacelJ J0A0 Pe-
solo de Miranda Veras, Pedro de Alcntara de
Miranda Veras, J080 llioervino Brasllino da Cu-
ulia Mello e I ecravo, Leandro Carlos de Sa, Er-
nesto Feliciano da Silva Tavares, Francisco Julio
de Freilas Alboquerque, Kuhiu Rio, Jos Cordei-
ro Leal Batinga, Feliciano Caliope Cantono, lr-
celioo Antonio Arroxelai Ualvio, Jos Gou^alves
da Silva, Antonio Jos .Vives Brilo, Jlo Capislra-
'/ Bandeira de Mello Jnior, 2 desertores, sendo
I de mariuha e 1 do esereito, 2 e.v-prajas, Carlos
Jos de Mullos. Scuueui para o norle, o lenle-
coronel Manoel Machado da Silva Santiago, l!r.
Francisco Carlos Mariauuo, Luiz Gooealvas Ua
diado, missonario Francisco Caelano de Troina,
Marcnlino Scrates de Moura Poggi, Olavo Ade
lio Carueiro da Ciinha e I escravo, Antonio Es-
toves Pinto da Silva, Paulo Reshello. Jos luna-
rio de Oliveira, Ildefonso Ascauio de Azevedo.Ma-
noel Rodrisnes da Silv, Francisco Antonio de
Oliveira, Jos de Souza da Costa, Valeriano, sua
mulhei e.t Iilha, Marcelino Babia, 1 escravo a en-
tregar.
Lisboa-J9 dias, barca porlugueza Mana Jos", de
-2)1 toneladas, capitao Joc Ferreira Leasa, equi-
pagem 15. carga vinho e mais genero ; a Fran-
cisca Severiauo itahello VV Filho. Passageiros,
Bernardo Jote Pereira, .ose Pereira.
dem7 dias, brigue porlugoet Laia II, de 2117
toneladas, capit.loCaelano da Cosa Marlins, cqui-
psgem t4, carga feijSa, vinagre e mais seeros
.1 Francisco Severiauo llabello ,J; Filho.
Vario* fallido., no mesmo da.
As pessoas que quizerem assistir a
mataliaco do HOSPITAL DE NOSSA SE-
NHORA DO LIVRAMENTO, sao convida-
das pelo presente annuncio a compai-e-
Cer no hospicio de \ossa Senhora da Pe-
nlia, atnanliaa, a'l lloras do dia.
Quem quizer concorrer com os do-
nativos ou serviros pessoaes para o IIOS-
P1TAL DE NOSSA SENHORA DO I..VRA-
HENTO, podcdrigir-sc ao Rvm. presci-
to da Penha 011 ao Or Lopes Nctto, pie
estio eucarregadot de recebe-loh
Para o servico do HOSPIIAL DE
NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO,
preetsa-se de duas eiilenneiras: a tratar
na rua Nova n. 69.
\ iclorino Jo-e Corren de S.i vai a Portugal, le-
vando em sua c^mpaohia sua senhora, c um menor
pardo de '.' aunos.
Jav me Eneas < .ornes da Silva faz scienle .10
] respcitavel publico, c rom parlirulandeile aoa sen*
1 fre!iieze. que s acha eslabelecido rom sala para
Aracatvlliale brasileiro Duvidoso, mestre Esla- i aaflar cabello na rua do Oueimado n. 6^1* andar,
ci Mendes da Silva, carga (azoadas e mai* cene-
ros. Passageiros, Agoslinho Marlins Moreira,
Leopoldo liento Vianna.
Rio de JaneiroBriciie brasileiro ahiliaa, capiljo
Rento lioncalves Amaro, carga assucar c mi-
generos. Conduz I escravo a entregar com p-
sanarte de polica*
LisboaBrigue-porloguez ulneomparavel, capitao
Jola Boraes Pamplona Jnior, carca assucar. Pas-
sigeiro, Francisco Nicolao de Anulo,
Havre pelo Rio lirande do NorteBrisne frencez
Alma, capitn Pelil, ctrga assucar e mais se-
eros.
Ci>ttoe&
E. J. A'.
_ radar para us purlos do uorte feirlnm-se hoie as 3
estud.nitc Jos Pires Ferveira por horas da (arde.
-.,\.r:.: t}-*a5- > { ;;;*
9 cosn ras no arsenal. 1
;:; lie ordem do Illm. Sr. leneule-coronel 3
M director do arlen, 1 da guerra se faz publico, aj)
para eoohecimento das pessoas qne lenhain .':
3)8 cortado e costurado artigado fardamenlo e .S
de roupa;, 11 hospilaes, que no rila K! do cor- ;
?.* rento, ao meio-dia, o pagam no mesma ar- .;
55 seual os bilheles .lo cortes, de ns. 10 a IJ; ;
i de f-Hlios, de 11. .; Vi, I ., (O, V9, K2, ,' '
J) ilc S a Si, 90, 91,89,.(!,%, itotlil a !":',, 3
> tilli. de. III a Mi, de I1K .: liO. .! '-' Vi
3i II'.. I, I JO, l:!a 131, U7, l.. 1.11 ; 8
~f c ile cuite e i-osiorainentn- de ns. I 1 v;, e 9
;j de .")9a02ede(il a 67. Aisoii.il de guerra !
de Pernambuco 7 de marco ,ie ISiti.ti en- ~} I
..* carregado do espediente, Volunto Francisco @i
5J de Souza Magalbaes Jnnior. 1
Allocucao' fnebre sobre o cadver do
res F
Jo.- Belisario H- da C
Kilho do Piauliv, i|oe Inste *na
Nos tramites da vida a mao llivina
Te demarcoii'.'
Secmu-lc a seiva dos Hondos anuos,
Itniappsle o sello dos fataes arcanos.
Tudo acabou ,
,J. Cariolano.'
Arehgiao dos tmulosprodoz em nos ehristSoa
um senlfmonto to nrorundo, qne anda o homem
mais inititiereula, e embalado noseie da.seplicis-
1110 11.10 pode deisar de inclinar sua fronte e derra-
111,11 innilas vezo* mil silencio tuna lacrima ar-lcutc,
de dur, 011 de arreneiHlimenlo, he a que nao sa-
bemos..... Mas o que he ceito, he i|ue u'essc si-
lencio sublime do Inmolo, e do Imnicui. do tu-
rnlo, que cucerra a memoria do passado; e do
homem que eucerra a me aria do passado, o co-
iihecimenlo do presente, e lalvez mcino n'essc mo-
mento sublime a inspirarlo do Coluro, porque o
fulurn he Heos, com quem o homem se acha em
contacto por meio da reliciao ; o qoe he cerlo, digo,
he que eir. ludo islo ha alcum.i coma de mv slerio-
so, alcuma cousa ile divino, que aos traeos morlaes
u.lo he dado penetral.
lia nina idade na':idii, emque una se pode me-
dir o ahi/smo da morle, porque-nito te er nclla : c
ta dada en chamara parigosa, porqde lie a idade
das ilislrarcoes, porque he a idade da ju-
vcnlude, c porque he a idade, em que so-
nante por acaso pensamos na inorte. Fui n'csta
ida le. em que dous jovem I'ianhvenses bailaran) a
recio dos morios, c 11,10 levar o luto ao seio de
snas lamilias : sobre um, nos, collegus nao pude-
mos derramar a lagrima do sepulcro.... Mas sobre
o oulro *.' Kis-nos defronte de seu cadver, ou antee
peranle. nina llar j mnrrha ao desabrochar da v 1 las
que cabio ao sopro da inorte, como allor mirrada ao
furor da tempestade. E n*, que nos achantas na
morada dos inortos, urna lagrima veramos sobre
este cadver, cujo passamento profundamente seu-
timos. 1.0/1 a paz da elernidade.
Recito .* de marco.
Pela inspecrao da allanJega se fas pohlico.
que a arrematai.ao da^ mercaderas innunciadas em
editol de 29 de tovereiro, tica Iranslerida para o dia
secunda-feira 10 do correle depois de meio dia.
Aifandesa de Pernambuco7 uc marr-o ISl.tiins-
poctoa. lenlo ./ose Frriijnde Barrot
Dcciarac^eiv*
CORREtO i'iERAI..
As malas que lem de condozir oyupotlmpe-
onje o ncharAo semprepiompto aqualquer hora.
Precisza-e d'uma ama que cozinhe o diario
para nina pi-quen.i familia, e um preto para com-
pras e mais alcom s-rvico de casa, paga-se bem : na
rua da Cruz do Kerife n. \2. se dir para quem he.
WIITA TTFMCftO.
A loma romana deSolii.e, lu* oamar-
;o mais poderoso pura reanimar o eslo-
iraj'o e fazer detapparecer as nauseas,
dial rlieas, llores lirani-as etc., as pessojs
que sollreratr da epidemia reinante c
<|iii- licaram padeei-ndo do estonjarro. en-
coiitinrfio un; pruveitoso remedio, lo-
niando lima colher das de cha' dM*>
I vida em nina peipiena ipiantidadi- le
agua : este remedio se vende nicamen-
te na botici: de .loaipiim de Almeida Pin-
to, junio aoipirr.l.-l que IW da polica.
Na c.tpelia dos Remedios llavera"
domingo 9 do con-enle, iium nussa i-esa-
ila, pela alma de lodosos inlelizcs dodis-
Iricto, pie teem succumbialo ; epide-
mia.
!*recisa-*e de una ama que *ailia cozinhar o
diario de urna rasa d p mea familia, paga-sc bem :
na roa do Cre*po n. J*.
P.-cii-.i-- aligar 11:11 prelo ou preta. que seja
adi, para servir ama aenhnra viuva rom pnoca fa-
milia, que m >ra 11 > Monleiro : quem tivet queira
111I, iJer-se na rua Madre de lieos n. 3ti, secan-
do andar.
ln'iirce I.cclico Collier, Mih.lilo lirilanniro,
rclira se para a Eui pa.
No
1,1; 1111 da Clisa n. l.
Para o nio de
Janeiro
cari rio ,1
de mn r I
Precisa K de n*n r iieiro p nucnez de lia
20 alia ts para cai&eiro da Uuerna: em Fura ala Por-
ta*, rua ilo Pilar n. S.
Na 11a l.iii 1 alia/ I malriz da Boa Vista pre-
cisa-se i'e lous ama.-adores c de um fiirnciro. que
entcn.la ,1a -ua abrigacAa, nao -e u-p ira para orde-
nado, ,1 qoe se quer he quem lome ornla do Iraba-
Iho.
Drsapp meu oa fort.11.1n1 ii<> parta da rua Nava
i um.i canoa aborta de late de BOU ljela, ,-om aa aig-
( naes scciiinles. ferro na proa, a* cavernas quasi |o-
' da- nova-, e lem sidire as me-iiias um assoalho da la-
lioa. da loma : quem da niesina der nuicia sera rc-
i compeosado na roa da Mnndeco 11. W>.
A senhora qua quena .nu|iar a casa da roa
da San liancalo a. 10 appare; no atorro da Boa
Nist.i n. iT, segundo andar, cu oulro qualqeer.
salie com brevidade por ler a inaior par-
te dacarsa irompla, o bem conliecidoi'
1 iiiiii t.onOaiido-mc qoe o sr. Antonio Larneiroda
Dngue nacional riKHA : para o resto Caoba Unlia preparado maaa dnses para applicar a
da mesilla, passgeiros e CSCravOS il Irete, i quem fo>se accommellido do cholera, e ja leudo sal-
vado a mais de tul pessoas, infelizmente foi 11-iimmel-
lida urna cuuh.ida minha, procnre o dito Sr. e elle
veio a minha casa e eiaminou a iloento, e com a se-
gunda dse asseverou-rae que eslava salva de lado o
perigo, entend que 11A0 devia agradecer a esae ae-
tihor cm particular, mas sim pela folhi pablica, as-
sev.-rando-lbe cierno reconhecimentn e mesmo para
ser conhecido esse reme.iio como o especifico para a
cholera.Joaquim Martioiaoo de lanas.
para que tem evcellcntes commodos, tra-
ta-sccomos consignatarios Novaes iC, na
ruado Trapiche 11. 54, primeiro andar,
ou com o capitao na praca.
Para a Baha segu em-pouros dias o veleiro e
bem conhecido hiato brasileiro Castro, por ler a
inaior parle da carga prorauia : para o resto trata-
-
MUTILADO
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
ILEGIVEL


DIARIO DE PtRilJUCO SIBBDO 8 61 MAKQO tlE IS56
Terceira etlicao.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-fRBUS,
PELOS DRS.
2mm*k^m*.*zstei jara jAEOist.
Dii inslruc^.lo ao pov,.parase poder.-urai Jesla enlermidade, administrndoos remedios nuis efRearee
paraalalha-la.emquanto serecorrno,iiedico,ou niesmo paracura-loiudependentcdesle* nos lagarta
em que nao os ha.
TRADUZIDO EM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LODO MOSCO/O.
Estes doosopusrulos contorna- indicares inais claras e precisas, e pela sua simples e concisa exposi-
j3o estnao alcance de lodas asiulelligciicias, nao so pelo que diz respetto aos meios curativos,como prin-
cipalmente loa preservativos que (entilado os mais salisfaclorios resallados cm toda aparte em que
elles lem sido postos em pralic*.
Sendo o tralamenl homeopailiico o unienque tem dado grandes resaltados no colativo desla horu-
velenfermidade, julgamosa proposito traducir restes dnus importantes opsculos en lingua vernacP
la, para de.l'.i; le facilitar a sua leilora a qnem ignore o france*.
Vende-se nicamente no t'.onsulloriodo traductor, rua Nov n..VJ, por >000. Yendem-se lainliem
os medicamentos precisos e boticas de !*J luhos com um frasco ile lindura l.i>, umadila de :t0 tulois comr
vro c -2 frascos de tintura rs. >:*>U0.
t
J PEDISAS PRECIOSAS-
*>
5
?i
, Adererns de brillianles,
9 diamantes e perolas, pul- .
i! ceirns, Heles, brincos -i
* e roletas, lioles e aunis
de differeutes gostos ede
vi diversas pedras de valor. *
\ Compran, vendem ou '
|3 trocam prala, ooro, bri- S
* lhantes,diamanlese pero- $
* las, e outras quaesquer |J
* joiasde valor, a dioheiro
* ou por obras.
v miws *;?:> .< -.
MOREIRA DARTE.
HOJA DE 0HIVE8
Ra do Cabuga n. 7.
Recebem por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franca corno
orno
Aderecos completos de .
ouro, meios ditos, pu|cei- '.
' ras, alunles, brincos e |
* rozelas, rordes, trance- '
lins, medalhas, correute .
e enfeites para rcloeio, e :'
outros muitos objeclos de !,
. ouro.
Apparellios complelos, $
;,: de prala, para cha, ban- f
... dejas, salvas, eaoUfaes,
colheres de sopa ede cha, jg
* e muitos outros objectos jj
^ de prala.
. :'
de.Lisboa, as que aevendem por
pre$o couimodo eomo costuniam.
No dia 17 do me* passado fugio do poder de
seo senhor Manoel l'erreira Chaves urna escrava por
non Joaquina, levando esla toda a roupa, e com os
signaes seguintes : alta, secca, cara descarnada, per-
naa arqueadas, (poucas vezes deiva o cachimbo), a
qu.il negra fugio em companhia de um toldada do
dcimo balalhao por nome Manoel joaquim da Sil-
va, o quallie crioulo, e alguma cousa relachado ; a
Aviso ;i pobreza.
Fornecem-se gneros de primeiras necossidades pe-
los precos actuaos a lodas as pessoas que esiiverem
em necessidade, islo sem usura alguma, porem com
penliores, ainda inesmo sendo roupas ; (amhem se
fornece de dinheiros em pequeuas quantas sobre um
limitado juros, sendo em uuro ou piala o penlior
escrava cima mencionada foi escrava por muitos na r,la Augusta, taberna n. !li. defrnnte doclisfarfz,
annos em l'auellas de Miranda : portante rogase as
autoridades policiaes e capiles de campo a captura
desla escrava, levan,lo-1 ruadatiloria na Boa-Vis-
ta, casa n. 95.
Quer-sc alugsr um esrravo para serviro de
casa: a tratar, na ra do Trapiche u. Iti, seguudo
andar.
Associacao Comiiierciaj
Benefcente.
A oominissao nomeada pela Associai.ao Commer-
cijI Itenelicenle desla praca, com o fim de soccorrer
as pessoas necessiladas c desvalidas da froguezia da
Boa-Vista, por oreasiao da epidemia reinante, pre-
vine a qnem estiver em laes rircumstancias. de pro-
curar a I,mu Mathcus. ra da matriz n. IS : Manuel
Teiieira Bastos, ra da Alegra n. 7 ; Vicente Al-
ves de Sui/a Carvalho. Kslaucia : desde as 7 horas
da niauliAa s 9, e a larde das lluras em liante :
em cato urgente, porra, sero soccorridos prompla-
inenle a qualquer hora. A conimis-ao desojando
acertar na foi ma de distribuir os soccorros, rogs en-
carecidamente a lodas as pessoas mais conbecidas
desla fregue/ia que liverein perfcila sciencia do es-
lado de prccis.lu de qualquer familia, sediguemde
a inrormar alim de ser com promplidAo attendida.
Recife Ei de fevereiro ile 1856.Joo Matheus, Ma-
noel Teixeira Bastos, Vicente Alves de >mi/.i Car*
valho.
Precisa-se de urna ama forra ou| captiva ; no
paleo do turnio n. 1.
Arrcnda-seo engenSio Santa Cruz,
mi (reguezia da Estada, levantado lia (i
anuos, terral novas c de fraude prodtic-
;ao, com as obras precisas, tem o embar-
que distante menos de qiiatro leguas:
jtieni o prelender dirija-se ao sen pro-
prietariQ Manoel Gonealves Pereira Lima,
noengenlio Vicente Campello.
O hospital Piovismio da fila da n-
fora precisa contratar enfermeiros, ser-
ventes, cozinlieiro, fornecedor d'aeua e
pessoas vagem da roupa : prestar dirija-se ao mesmo hospital.
Trocam-se notas do Banco do Brasil
por sednlas : na ra do Trapiche n. -0,
scrtindo andar.
&tnhaz.
ffolniEilias
PARA 0 CORRERTE ANNO.
Folhinhas de algibeira cmilendo o al-
manak administrativo, mercantil e in-
dustrial desla provincia, tabella dosdirei-
los p.uocliiaes, resumo dos impostos ge-
raes, provinciae* c municipaes, extracto
dealgumas posturas, providencias sobre
incendios, entrudo, mascaras, cemiterio,
tabella de feriados, resumo dos rendi-
meiitos e exportaco da provincia, por
oOO rs.cada urna; ditas de porta a liiO;
ditas ccilesiasticasou de padte, eom ;t te-
sa deS. Tilo a lOOrcis: nalivraria n. (i
e o, da praca da Independencia'
PARA A MMl SAMA.
Vende-se na livraria ns. ti c 8 da praca
da Independencia, Manual daMiSSae llo-
ras Mariannas, por precos eommodos.
\ eude- berna da ra da l.ingueta n. .*. hein afreguead.i
para a Ierra e bom local : quem prelender dirija-sc
defronle da mesnm.
I'AHA OS SENHOKLS ESTLDAMES.
Vendem-scna livraria ns. lieS da pra-
ca da Independencia, ns seguintes livros
para as aulas preparatorias ; em france/.:
Paul ci Virginie, Telemaque. cm infle/.;
Historia ol Rome, Tliompson : por pro
eos comtnodos.
Vende-e unta taberna eom poneos fundos e
bern alresuexada, no largo da l'az n. ~->.
'' Ha para vender-se procuiarc> bailante*, sel-
ladas do anuo de Isis, e apudaclas de 1H."><>: quem
precisar anuuiicie.
Na roa Nova n. .'MI, primeirn andar, vende-sa
um niagniliro cavallo arreiado, sem achaques, poj
commodo proco.
SS5- CORTES ITItCOS-
\endem-se esles delicados curies de cassa prcla
eom piulas carmezins e Hstndos, os mais limlos pos-
-Vcnde-si
>or piceos razoaveis. em f~* (*
Brender. Brandis&C, na ra % OUSaS IlUaS eOC
islo das il horas da manliaa as ;! da larde.
CASA DOS EXPOSTOS.
l'recisa-se de amas para amanicnlar criancas na
casa dos expostos : a pes-oa que a isso se queira de-
dicar, lendo as hahililacoes uecessarias, dirija-sc a
mesina, no palco do Paraso, que ahi achara com
quem tratar.
I'aul llebrard pai lem ahor.ra de participar ao
respcilavel publico, que lem vendido a sua fabrica
de charutos c casa de pasto, silos na ra do Trapiche
Novo n. -JO, ao Sr. Lu/ Puech, o qual dever lomar
CODta oo dia 15 do correle. 1) mesmo vendedor
obriga-sea nao por oulro reslauraul em l'ernam-
buco.
l'recisa-se alagar para o servicode urna fami-
lia ogleza, urna prela que Baiba lavar, engommar e
coser : na ra do Trapiche Novo n. 10.
Na fabrica IVance/.a de calcado, no aterro
da Boa-Vista n. 02,
admille se aprendi/es de 10 a ll annos de idade,
com preferencia orplulos : as pessoas que livcrem
meninos ueste caso, sirvam-se dirigir fabrica ci-
ma referida para lomar conlieciroenlo das condicoes
e lavrar o competente contracto.
'ASSOCIAI.AO- COMMKRCIAI. BENEITCENIE.
Os abaiio aatignadoa, membros da coiiiiin-slo de
benelirencia da inesioa associacao cominercial para
soccorrer os pobres da freBOetia de S. Jos, leado-ta
i dirigido a esta lrcguc/ia no desenipeulio desua com-
misao. mas como no fosse possivel soccorrer a to-
| dos pelo pouco coiilicnmruto que tem do logar, ro-
gara as pessoas que Dito foram soccorridas de sedi-
riutrem aos abanto aatignadoa ; outro sim pedem a
tudas as pessoas que livcrem conhecimenlo de quem
quer que for que precise dos soccorros da mesilla, de
. dar a, paajjnii-.iiirormairies a mesma commissio,
s principaes e mais frequenles occu.renc.a. ci- j podendo larTihen, SrTulreWse na mesma fre^ucia,
! defronle a fabrica de labSo, ao Sr. Antonio joaquim
: J. JANE,'DENTISTA.
continua a residir na ra Nova n. 19, primei- f)
% ro aodar. f
eaatsio utas* S3 i
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTBAHIDO DE'RUOFF E BOEX-
NINGHAUSEN E OUTROS,
c posto em ordem alphabetica, com a descripeo i
abreviada de lodas as molestias, a indicacAo physio-
logica e therapeulica de lodos os medicamentos ho-
meopalhicos. seu lempo de acj.lo e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicaco de iodos
os termos de medicina e cirurgia, e post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO XORAES.
Os Srs. assignanles podem nifindar buscar o- seu '
exemplares, assimcoiuo quem quizer rumpriir.
PBLICA^AO' LITTERABIA.
Repertorio jurdico.
Esta publicado ser sem duvida de ulilidade aos
principiantes que se quizerem dedicar ao cxcrcicio
do foro, pols nella encontraran por ordem alphabe-
tica as principaes e mais frequenles occuireucias ci-
vis, orphanologica. cummerciaes e ccclcsiasticas do
nosso foro, com as reinissoes das ordenaroes, leis,
avisos e reclmenlos por qoe se rege o'Brasil, e
bero assim resolucdes dos Pratistas antisos e moder-
nos em que se firinam. Conlm semeliiaulemeute
as decisdes das quesloes sobre si/.as, sellos, voltios e
novos direilos e decimas, sem o Irabalho de recorrer
collecco de nnssas leis e avisos avulsos. Consta-
ra dedous volumesem oilavn, grande francez. eo
primeiro sahio luze esl venda por8> na loja de
ivrosn. 6 e 8 da praca da Independencia,
zia da Boa-Vista, na ra Velha n. i.'.
GRATIFICACA'O.
Da'-se 20s000 de gratilicacao a Clliem
inculcar urna ama de leite loria ou es-
crava, que tenlia boas qualidades e bom
leite: quem pretender dirija-se a ra do
Caollegio n. 15, arma/.em, ou na ra das
Cruzesn. il, segundo andar.
Candida Maria da Paixao Rocha, pro-
lessora particular de instruccaoprmaria,
residente na rita do Vigario do batrro do
Recife, faz sciente aos pais de suas alum-
nas, que aclia-seaberta sua aula, naqual
contina a ensinar as materias do costu-
me, e admtte pensionistas, meio pen-
sionistas e externas, por precos ra/.oa-
veis.
Precisa-se alugar dotis pretos capti-
vos, dando-te o sustento, para traballiar
nesta typographia : oa livraria ns. (e8
da praca da In lepeendcncia.
- Alga-se o segundo andar do sobrado da ra S'%e,1s '""'suajinvidade de padroes, c so se vendem
do Anioriin ) : a Iratar na ra Bella n. .",. "fs J*, ""f ,Sr*- l-amno5 ^ '"a- ""' 'lo CfP i
.Manoel .lose l.eitc, ra do tjueimado ; Narciso Ma-
la Carneiro, ra da Cadeia, por pre;o muilo em
cinta.
Vendem-se donspianos fortes deja-
caranda construccao vertical e com to-
dos os mellioramentos mais modernos,
tendo viudo no ultimo navio deHambur-
go : na ra da Cadeia, arma/.em n. 8 .
Aos sen lores de engenlio.
Avisa-se aossenltores de cngenlio, que
para facilitar o uso do arcano do* Dr.
Stolle para puriucacao de assucar: ven-
de-se ao mesmo precode 5$000, cada la-
ta de I libras.
da Vaaeoneelloa.Jos da Cosa Aniorim, ruada
Madre de Uros n. 25.Candido Carneiro iiaedea
Alcoforado. roa do Amorim D. 30.Joso Jacomel
Tarao Jonior, ma do Amorim ii. 35.Vrenla l'er-
reira da Costa, ra da Madre de Dos n. J(i.
A.ssocicicfj Com inercia I
Benefcente.
LOTERA da provincia.
O lllm. Sr. thesoureiro manda fa/.er
publico, pie se acliam a venda na thesou-
raria das loulerias, das horas as da
tarde, os bilbetes da segunda parte da
primen a lotera da matriz, de San-Jos
desta cidade, cujas rodas andam no da
20 docorrente me/.. Tliesourai a das lo-
teras 5 de marco de lS."i(i. O escri-
vao, Antonio Josci Duartc.
Desappareceu desla Ivpngraphia um prelo de
nome Joo. alto, reforrado e pos luchados, o qual lie
muilo conhecido por andar rom ferro ao pesroro,
mas proseolemenle nao o Irazia ; eonsla andar pela
Soledade e Santo Amaro : roga-se a quem o cucon-
trar, o apprebenda e leve-o a livraria ns. 6 e 8 da
praca da ladependencia.
Precisa-se de urna ama de meia idade para o
serviro interno e etterno de urna casa de bomens
-olleuos : na ra da Cruz, taberna n. 92.
Os abaixo assignados fazem publico, que dis-
solveram arrigavclmenlc a socidade que tinham na
taberna da ra da Caileia de Sanio Antonio u. It>,
que gjrava sob a firma de Jos l.eite de Sa & Com-
panhia por ler de retirar-sc o socio l.eite, lieando
todo o activo e passivo da mesma sociedaile a cargo
do socio Villar, assim como um pequeo dividendo tioiajina.
da liquidarlo de Antonio l'edro Martlns.Jos l.eite
de S, Manoel tiomes Villar.
I'recisa-se de urna boa cozinheira : na ra da
Cadeia de Santo Antonio, defronle da ordem lercei-
ra de S. Francisco n. I.
A irroandadede Sania Rita de Cassia de novo
roga a todos os irmm-, para que comparer^m as 3
horas da tarde de domingo, 8 do correte, para
acompanharem a imagem de N.S. da l'iedadc cm
procissao de penitencia, que n.lo pode ser eflecluada
' oo dia 6 por motivos independentes de vonlade de
inundada.
l'recisa-se de urna ama secca para rasa de pou-
ca familia : na ra da l'raia n. 19, primeiro andar.
Na casa da resideocia do Dr. I.oureiro, na ra
da Saudade, defronle do Hospicio, precisa-se de urna
A coinroissao eucarregarla pela Arsociacao Com--
merciil Bencficcute para distribuir soccorros ;is clas-
ses necessiladas do bairro do lenle, faz saber a
quem se ochar nessis circunstancias, que piiac pro-
curar a qualquer de seus membros em suas residen-
cias abaixo designadas a qualquer hora. A connnis-
silo estando disposla a nao se poupar a quaesquer es-
I torcos para bem desempenliar a missilo que Ihe foi
| confiada, roga as pessoas que liverein couliecimenlo
de que i]ualqoer peasoa cm suas visioliancas se acba
no caso de precisar de soccorro. mas que por qual-
quer circum-lancia alo o possa solicitar, queiram ler
a bondade de assim lh'o indicar, alim de prompta-
menle seren ministrados o neoessanos auxi in-.
Antonio Alves llarbosa, ra ile Apollo n. .111.
Joso Teiieira laslos, ra do Trapiche n. 17.
.I,, m da Silva Kegadas, ra do Vigario n. 4.
l'recisa-se de dous amasadores, qne^ saihain
desempenliar esse logar, dando-se um bom ordena-
do : a tratar no aterro da Hoa-Visla, padaria n. lili.
l'recisa-se de dona amassadores : na padaria
da ra Direila 0. ti9. ,
l'recisa-se de um caixeiro para taberna, sendo
menino, porm que enleoda de balean : nos qualro
canlos da Boa-Vista n. I.
l'recisa-se de um caixeiro para taberna ; ua
ra de Santa Hit., u0 5.
l'recisa-se de urna ama secca para o serviro de
urna senhora ; paua-se bem : quem quizer, dirija-
se a travessa do (lueiuiatlo, aiiligan.eule becco do
l'eixe Frito, sobrado n. 7, primeiro andar.
\(i SK. PROCt'K^QR HE CAUSAS.
A pessoa que se jolgar liabililada para ir tralar de
urna pequea questo no foro de Santo Antao, em
que poucos das podera levar, queremlo i isto in-
cumbir-se, Mevera boje ir.esmo vir enlender-se na
ra da Cdeia do Kecifc n. 10, que achara com
quem tratar.
l'recisa-se de urna ama para corinhar e com-
prar : a tratar na ra llireila n. Illti.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
do Jardn! n. 71, bastante tresco e eommodos para
grande familia : procure no pateo do Carmo n. il,
primeirc andar.
Joaquim Alves llarbosa, subdito porluguez, re-
lira-se para Portugal.
-----Aluga-se um sitio com ptima casa de
vivenda, com innmeros pes de laranjei-
rase de outras militas fructeiras, na es-
trada de Joo de Barros, esquina do bec-
co de Santo Amaro : a Iratar defronle do
dito sitio, no da Kxuia. viseondessa de
Ocollegio das orpliaas, silo cm a ra da Au-
rora, precisa do urna cozinheira liberta ou escrava.
e bem assim de tres serventes prctas para o scrvicn
interno e externo .lo eslabclccimenlo : quem a is-
so se quizer propr, dirija-se ao dito collegio, a fal-
lar com a directora.O thesoureiro,
J. F. Iluarte.
A viuva e herdeiros de N.Cadaull. temi de
procederaoinvcnlario doshensdeixados pelo mesmo,
ennvidam aos credores do casal, para que liajam, no
prazo de 8 das, de apresenUrem suas cantas, afim
I de serem verificadas c comprebendidas no inventa-
rio, no consulado francez, que para islo esla aulori-
s,i,lu. Kecife J!* de fevereiro de 18.'it>.
AVISO AO PUBLICO.
No amigo deposito da ra eslreila do liosario ti.
11. junto ao becco do Kosario, he chegada urna por-
cAode bichas de llamburgo.
Aluga-se o terceiro andar e soUio do sobrado
n. is da ra Ua Senzala Vellia, com muilos eommo-
dos para grande familia; Ibinbcm se alugaosoliO
separado o andar : a tratar na ra da Sensata No-
va n. I.
Trocam-se duas imagens muilo perfeitas de
N. S. Crucilicado e N. S. da Conceicau, leudo cada
urna dous palmos de altura : na ra da Cadeia do
Itecile, loja n. Itl.
Miguel Marques de l.einos vai a Portugal Ira-
tar de si saude, e dcixa por seus bastaules procu-
radores Sis. : em primeiro lugar Manoel l.uiz
tioncalve- Jnior, em segundo JoslGoroes Alberga-
ra, r em terceiro Manoel ISuues da Silva.
l'rtri-a-sc de una ulna que saiba coslnhar c
fazer o sei viro interno de casa ; na ra lliretta n.
1^,1. ACgumln andar.
Precisa-sena alfandega detrbaUW
dores Iivres eescravos, para serventes de
pedreirona mesma alfnndega, do dia se-
gunda-feira IO de mareo deste con ente
anuo em diante.O arrematante, Jos
Tbomaz de Campos Quaresma.
O abano assignado, enligo pbarmaceulico, at-
leniiciHiu a que eslao boje .i testa da salubrida.le pu-
blica medieva dislinclos por seu carcter e llualra-
eSo, como os Srs. Ilrs. Sa l'ereira, Firmo e Poaje, c
conhecendo que a epidemia reinante vai desenvol-
v,jidiu(iny<''i'acle. aasnsUdor de soile quo muitas
pcToas fogem daquellas casas onde iiilelizmente
lem fallecido algmn ciiolrnco, faz scienle a essas
pessoas que queiram desenteclar as suas casas con-
veiiieiiteincute, para que se dirijam ao abaixo assig-
nado, inora,lor na ra Direila u. 88, seguudo andar,
oiue o encontrarlo cora os reagemes e apparelhos i
necesarios para as fumiitares cliloricas. Fumiga-:
res guytoinanas ou gieuic.is, e bem assim as fumigantes nitricas ou ,le
Sioith : com as prinwiras de cada porcSo que fizar,
desentcclarn um esparu de :I0 pos rnicos e com as
segundas 10 ; quauto ao mais lem seguido a opiniao
dos mellones autores menos quauto aos movis, por-
que neeses usa Je um rcagenle dillercule que os nao
prejadica, e antes os turna mais lustrosos. Muius
pessoas, leudo visto coulinuar a moilalidade em snas
casas, nao obsta ule as fumigares bitas com alca-
trilu, breu, salitre, euxufre ele, sem resultado al-
gum, se lem dirigido ao abaixo assignado, c depois
de comprima a risca o que elle Ibes ha presmplo
leem visto com prazer cessarein os casos falaes, e os
duenios melborarem iuconiincnic.
Jos da Huilla Paranhos.
casa do Trapiche n. 16.
Superior salitre retinado de Londres
Papel de lodas asqualidades.
Barbante americano.
Alvaiade de /inco muitolino.
Pregos (undidobpara barricas.
Vendem-se velas de caronaba mnilo boas do
Ararais, e arroz pilado milito bom : na ra do Vi-
gario II. "i.
CaiiJelahros lustros.
Acha-se a venda emcasadoE. II. Wvalt, na roa
do Trapiche Novo n. 18. um cnmplelnsorlimctilo de
candelabros e lustros bron/eados de :l a 8 luios.
"% nlio Xere/ <> i*orto.
Vende-se vinlio \crezc Porto em liarrisde quar-
lo : em rasa de F;. II. \\ vatl, ra do trapiche No-
vo n. 18.
Taixas
Na fundicao'
Bowmann, na
do o chafa ri/.
para engenhos.
de ferro de D. W.
ua do Brum, passan-
continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de ."> a 8 palmos de
bocea, asquaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despe/.a ao comprador.
BARATO!
Na ra do Crespo, loja n. I, vendem-se por todo
o preco la/rndas ,le primeira qualidade, para acabar
n.lo se ollia a prero.
it.r
elog-ios
zes de il-
tente,
RELOGIOS
Coierios edeseobertos,pe-
quenosegrandes,de on-
ro, p?v*ente n Vendem--1? no escriplorio de Soulhall Mellor $
Compauliis. na ru da Cadeia do llecife 0. :>(. o
mais superiores relnai'1* rolierlon e desrobciios, ir-
queno e griodo*. de ouro* pnienie inglcz, de um
dos meUiorei fahricantes de Liverpool, vindos pelo
nllinio pit|oele incli-z.
AIOENUAS SLI'lilUOU.
Na fimdiciio de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, aclia-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modcllo e construccao inulto superiore-
Cobros Je cabra.
Veiule-se um re-.(o de courns de cabra, muilo gran-
des e hnns : i.a na da Cadeia do Recife n. ."i".
eude- ivlho pp|a rneTaa velllS, o alqueire
"cTil : naruadrWigarlon.lt, taberna de Joao
Sitnao.
\ endem-ce .', v.dlos rucos, sendo um nioilo
bom earregailor o passeiro sem seguinlo, o os 2 sao
de carro ; na loja le Passeio n. 7.
os mclhores fabricados em Inglaterra : em casa de
llenry tibson, ra da .Cadeia do Recite n. -VJ.
Vende-sc aro em cuolielesdeum quintal, por
prero muito commodo : no armazem de.Mc.Cal-
luun \ Companhia, praca do C.orpo Santn. 11.
Moinhos de vento
ombombasdcrcpuxo para regar borlas e baia,
decapim, n a fundir ao de 1>. W Bowman:narua
do Brum n. 6, 8 e"l.
uelo^ios de ouro
inglezes
do patente, de sabnuele e de vidro : vendem-se em
casa de Augusto ('.. de Abreu. na ra da Cadeia do
Kecife n. 8, primeiro andar.
Oh que pechinclia !!
\ ende-se casemira prela muito tina, pelo baralis-
simo preco de ,"> o corle de calca : na ra do Cres-
po n. 5.
Vende-se por 10 rs. o tralamento da
elioiera-morliiis: na livraria n. (i e 8, da
praca da Independencia.
Chapeos de sol de seda a .\,"-0l)0.
Na run do Crespo, loja n. 5, veudem-se chapeos de
j sol ,1c eda ile muito boa qualidade, pelo baixo pre-
co de ."15 cada um.
Offnne verdade
REMEDIO IMCOMPARVEL
PlBLICAO SUIESTIFI.
no.
No aterro inas iluzias de cognac velho.de qualidade soperlor, e
sbsintho ui^so. ambos ,le 10 anuos de garrafa.
Vende-se um quariao bom earregador, por pre-
co commoilo : na corheira da ra ,1a Florentina.
Vendern-s sacras grandes cun inillioa ?, oleo
de ricino em latas o ein garrafas de 1 e ipJ libra a.
1?(XKI; na ra do Vigario n. 5.
Vende-se Irijo inulalinlio em saccas, moilo
novo, a -JO- a sacca : na roa do Vigario n. ."1.
t',1 ARANA".
Vende-sa guaran ; na ra da Cadeia do Recife
n. :ll, loja de miudezas, as libras qoe O comprador
qui/er.e por prf(;o rumuiodo.
CORTES 1E CASSA PARA OLEM ESTA' lE
LUTO.
Vendem-se cortes do cassa prela muilo miuda,
por diminuta prero de 2-? u corte, ditos de cassa chi-
ta de bom goslo a 2t, dilos a 2>i00, padiocs frauce-
zcs, alpara de seda dequadros le todas as qualida-
des a 720 rs. ocovado, la para vestido tmbem de
{.qoadroa a I8ll o covado ; todas estas faiendas ven-
dem-se na roa do Crespo n. t.
Yendem-se ca 1 \iniins com lentos mul-
to lindos, para jogos diversos c por mili-
to barato proco : r-a ra da Crra n. ti,
primeiro andar.
Sal do Assii
A bordo da escuna ojoso vende-se sal do Assu',
ou a tralar rom Antonio de Almcida Comes, na ra
do Trapiche n. 1(i, segundo a.
leias pretas pa-
na padres.
Vcndeni-se superiores meia' de lala para pad,
pelo haralissimo prero de ISKtMI o par. ditas de .
gorlao prelas ., (iio o par : na ra do \jueimario,lnj
de miudezas da Boa Fama n. :l...
Prelo ovo de
LISBOA A 4,500 RS.
de Tas Irmaos, uo becco do Con-
bous gostos
U LOJA DA BOA FAMA.
Vendem-se ricos loques com plumas, bul,,la, e
espelbu a ;, luvas de pellica de Jouvin o mellior
que pode haver a IjrKH) o par, ditas de seda ama-
relias c- brancas para homem e scnliora a 18*2X11, di-
las de torra! prelas e rom bordados de cores a 800
rs. c 18300, Oitas de lio de Escocia brancas e de to-
das as cores para homem c senhora a *>U) rs., ditas
para meoinos e meninas mnilo boa fazeuda a *l:0,
Icncinhos de retrox de todas as cores a Is, toucas de
Isa para senhora a liiO, pentes de tartaruga para
alar cabello, fazeuda muilo superior a ."i?, dilosde
alisar lambein de larlaruua a 39, ditos de verdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando muito ans de
tartaruga a IStMO, ditos de alisar de blalo, fazen-
da moilo superior a :ttl e .'itMI rs., lindas meias de
-eda pintada* para criancas de 1 a '! anuos a leHOU
o|par, dilas de lio de Bacana tamben! de bonitas
cores para criai.ras de 1 ;i 10 annos a 390 o par. es-
pelhos para parede com excellcnles vidros a SOS,
700, l#e 1*380, loucadorescum ps a 1s.*i00, litas
de velludo de lodas as cores a 160 e *2iO a vara, es-
covas finas para denles a 100 rs., e linissimas a 500
rs., dilas limssimasrom cabo de marfim a 18, tran-
cas de seda de lodas as cores e larguras a 'O, iUO e
"iOO rs. a vara, sapalinbos de lila para criancas de
bonitos padroes a -JlO e 320, adereros prelos para
lulo com brincos e allineles a 18, toucas prelas de
seda para criancas a 18, Ira ves-as das que se usam
para segurarcabello a I.;, pislnlinhas de metal para
criancas a -200 rs., galheleiras para azeite e vinagre
a 292OO, bandejas muito finas e de lodos os lma-
nlo de 18. "2>, 3f e 48, meias brancas linas para
senhora a 2itl e :I20 o par, ditas pretas moilo boas
a iii't rs., ricas caias para rape com riquissimas es-
tampas a !.- r 23.1OO, meias de seda de cores para
homem a dio. rharuleiras muilo linas a 28, ctstoes
para bengalas a Ors., pastas para guardar papis
a K00 rs.. oculos de armacao de ao prateados e dou-
rado-a din. 18 e 1*200, lunetas com aro de bfalo
c tartaruga a "itKl rs. c 18, superiores e ricas bensa-
liuhas a 29, c a .">0il rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavallo pequeos e craode-, fazeuda muito supe-
rlor a liO, 00,18. 1e-.1Kl, 1;500 e 28, alaradores de
cornalina para casaca a 320, peoles muilo linos para
suissa a OU, escovas linas para cabello a dio, dilas
para casaca a liiO. capachos pintados para sala a
010, meias brancas c ornas para homem, fazenda
superior a 160, 200 eO. o par. camisas de meia
muilo linas a 18 e 18200, luvas brancas encorpadas
proprias para montana a 240 o par, meias de cores
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas aboloa
duras de madrepcrola e de'outras muitas qualidades
c goslos para rolletes e palils a .V)0 rs., ftvelas dou-
radas para calcas t Colltes a 120, ricas filas linas
lavrada-e deludas as larguras, bicos linissimos de
bonitos padroes e lodas as largaras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de univas, lesouri-
nbas para costura o mais lino que se pode encontrar.
Admite ludo islooulras muilissim.is cousas moilo
proprias para a fe -1.,. c que ludo se vende por pre-
ro que faz admirar, como lodos os freguezes ja sa-
bem: na ruado llucimado, nosquatro cantos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa lama
A.3S500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Kussia verdadsira : na prara do
Corpn Santo 11. II.
Vendem-se em casa de S. P. Jolins-
ton A C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins ingle/.es.
Kelogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaet bronzeados.
Lon asinglezas.
Fo de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barra de graxa n. 97.
VinhoClierrv em barris.
Camas de ferro.
Cobertoies de aigodao.
Vendem-se coberlnres ,|e alsodAo sem pello a 18,
panno azul lino para farda a 28*00 o covado : na
roa do Queimado n. .">.
LIQUIDADO'.
O arrematante da loja de miudezas da roa dos
Quarleis a. 21, querendo acabar as miudezas que
cxislrm. vende barato afim de liquidar sem parda
de lempo.
Franja com bolotas para cortinados.
PULLAS IIOLLOWAV
Este iiicstimavelespecifiro. rompvslo intciraasen-
le de hervaa medicinan, oao conlem oiercono. nos*
aluoina outra solislauc* deleelerea. Benigno soail
lenra tafeada, a compieicjo mais delicada, h
igualmente prompto e seguro jiira desarraiar o asas
ua compleiclo mais robusta hr mteiramenle iano-
cente em suas operaroes e rtd-id.- (,oi- busca o r-
moye as doeofas de qualqoer esperie e groo, p*r
mais antigs e tenaces que sejasa.
Entre milhares de pessoas curada- coro esle re-
medio, minia- que ja e-lavan; as purtM da anorte,
preservando em seu uso, cunsecuirara recoarat a
saude e forras, depois de haver tentado iouliloaente
ludo- us uniros remedios.
As mai- afilelas nao devem entregar-* a deeaene-
raro ; Taram um competente ensaio dos efocozes
ellcilos desla assumbrosa medicina, e prestes roro-
poraraoa beoefirioda saude.
.No se perca lempo em lomar qualquer das seguiule-anfeimidade- :
V i nlru Ir-epilptico-.
Alporca-.
Am polas.
Arelas mal ,1 .
A-tlima.
Clicas.
Conviil-uo.
Detnlidade ou eilenoa-
rao.
Debilidade ou falla de
forras para qualquer
cousa.
Desinleria.
l)ur de i sganla
" de barriga.
o us ruis.
Ilure/a no venlre.
Kufermidailes uo ligado.
a venreas.
Enxaqueca.
Ervsipela.
Pobres biliosas.
r-ehre loda ope'ie.
iota.
Ileinorrhoidas.
llv,lro|HMj.
Ictericia,
lodigesloe.
Innamaaafncs.
Iiiriolaridade daaaeo-
Iroarao.
I.omhrigas de lodaesfe-
riv.
Mal-de-|iedra.
Manchas na cot*.
illi-liur, ao de venlre.
rhliskaoa ronsompr),,
pulmonar.
It elencao d'osariM.
Kheumatisroo.
*svmplomas |
temores.
I ico doloroso.
I leers.
Venreo -ral.
intermitientes
Vendcm-sc estas pilulas do estabelecimeo
le Londres, a. 214, Slraud, e na loja de lodo*
boticario-, droguistas e outras pesabasenrarregja*.
desua venda em toda a America do Sol, Davina e
llcspa lilla.
Vende-se asbncelinhas .son rs. Cad* Bina delta
contein nina insIroefSoem porlosaez para tipHrar
o modo de se usar destas pilla.
ti deposito geral l.e em casa do Sr.*- Sonto ruW-
maceulico, na ra da Cruz n. _>_), em rermaM
buco.
Cartas france-
zas.
Veodem-e superiores cartas franeez. para ol-
tarcle a 300 rs. o haralho : na ro do (iUe
lija de loiodezas da Boa Kama o. .13.
f
T
-|t'ilo-amnlc
C. STARR A C.
rpel paulado, reama, ;de peso)
Pito peca
\ende-senm arreio novo para ca-
lmle!, muito borne barato: na ra da
O Dr. Possidonio de Mello Acciole
encarregado de prestar os soccorro de-
sua prossao as (pessoas doipinto disti ic-
io da freguezia de S. Antonio pode ser
procurado no convento de S. Francisco,
a qualquer hora do dia e noite.
A et fermaria do consistorio da ir-
mandadedo Divino Espirito Sanio em
Sao-Francisco, ja' annunciada, aclia-se
provida do mais necessatio para rceber
tos seus irmaos desvalidos i|tie venbamn
Acham-sc no pelo as INSTITL'IQOES DE 1)1-
KEIIO PUBLICO ECCLESIASTICU pelo Ur. Joa-
quim Vlllela ile.Castro lavares, lente ,1a l-'aculdade
de Uireitu desla ciuade : e por estes das sera distrni-
do pelos Srs. subscriptores o primeiro rolums d'esla
iiileressaute obra, para imprcssao da qoal os editores
se ulo lem poupado sacrilino algiiin, leudo so-
uniile cm nina apresenla-la ao publico nitidae a.
scadameule impie-sa, em buistypus e ptimo papel.
Esse volme, poi-, conlcndo de :120 a 310 pasi- Cruz n. 20, primeiro andar,
as, em elegaulc frmalo, acliar-st-ha a venda del vi i
dia 10de fevereiro em diante, na livraii dos edi-l >cinlem-seespingardas lrance/.as de
lores, Ricarda de l'rcilas &C. esquina do Collegio dous canos para caca, e muito em conta:
na ruada Cruz n. 'ti, primeiro andar.
Vende-se o bolequim da Santa t'.ruz u. I, com
' poucos fundos : a tralar nu mesmo.
Vendem-se suecas com familia com alqueire
I de medida velha, e judamente saccas com millio
niuilu n,-vo ; na ra da Cadeia do Kecife n, .">">, es-
cnptorio, (iruneiro andar.
Vendem-se duas Voceas para arengue : na en-
cruzlliada de Uelem, lalierua do Andr.
SACCAS COM 1-AH MA.
\cniem-se armacBes ile camas de venlo. de ama-
relio, c saccas com fariulia : na ra de Sania ltila
n..",, laberua.
Sapatos de burrac
No aterro da Boa-Vista, defronle da boueca a.
ti. ha chegado um grande sortimento de sapalos de
buiracha muito rccomiuendados para a esiae.u, pr-
senle, lauto para homem como para senhora, meni-
nos e meninas ; assim como um novo o completo
sortimeutode eslcooos Iraucrzes e de Nautes de to-
das as qualidades, c os bem condecidos sapalos do
Aracalv para bomens e meninos, esleirs, cera e ve-
las de carnauba a- luelhoresque de I., lem viudo, lu-
do por prefo muilo coiumudo, a Iroco de sedulas
velhas
Vendem-se grandes saccas com feijiio : no ar-
mazem de Tasso Irmaos.
Cognac verdadeiro.
Vende-se cognac -operior em garrafas : na ra da
Crol n, 13.
ama de leite, forra, que nilo (raga corosigo o fillio, ser accor.imetlidos do cholera : rofja-se,
que liver, de peito. I pois, aos irmaosda i,tesina irmandaile, ou
rA commissao Benefcente da fregue-
/.ia de Santo Antonio roga as pessoas ata-
cadas da epidemia (pie necessitarem de ser
soccorridas, queiram drigir-se ao Rvm. jrecolhidos pela mesa e tratados
Sr. vigario, em sua casa, na travessa do Iborforma que for possivel.
pateo da matriz, eno caso de o nao encon- Commissao de benelicencia da fi
u. 20, ao prero de (8000 res, paro os DSoMMalgnao-
les e alo, bem como em m3o das pessoa* que se en-
carregaram do agenciar assigiuluras, ser distribui-
do iius Srs. subscriptores, mediante a entrega da
primeiri prestadlo de sua assignatiira i.*>s tirando asegunda e iillima |irvslarao de igual quan*
lia, |iara ser aua ua occaaiao Ua cnlrega iiu seyun-
ti ruluuw, quejase acba nu prelo; rerebrudo an-
da este aiiiiu u Itrcfiro e ulltuiu volunte sem maisre*
liiliuirau alguma.
Aquellos senliores que quizerem ainda subscrever
podeao faze-lo nesta provincia ua livraria dos eili-
lores e em casa das pessoas encarregadas da suhs-
cnprilo, e em outras provincias em casa dos respec-
tivos agentes, ale a publicarlo do segundo volume ;
por quauto il'essa data em rilante h uhra someulc se
vender por |.",-ooo iis o ejemplar.
Em lace das euormes despetas que sao ubrigados a
fazer com a presente impress.lo, nao podem os edi-
tores deixar de exigir dos Sis. subscriptores iseiu
exceprao a immeitiala cnlrega de sua respectiva
piestarao logo que Ibes seja apresenlado o primeiro
volume ; porque do contrario, vcr-'.-e-baiu sua ne-
cessidade de suspender por ora a impresslo dos
/licardo de t'reilas & C.
A commislao encarregada pela c-
mara desla cidade, de prover sobre olor-
neoimento de carne verde para o consu-
mo da capital, tetado dado principio aos
seus trabalhos liontem (i do crtenle
mez de marco, fez expedir (antes mes-
mo de haver recebido da thesourai'ia da
fazenda. ocinprestimo de vinte contos de
ii;s, o '[tic lioje 7, ao neio-dia. he que
se ellectuou), agentes activos e de coui-
anca para as feiras e estradas, levando
dinheiro e onl
a quem tenha coobecimento .de alguns
destes, participen] ao ir man juiz, escri-
vao, ou thesoureiro, afim de que sejam
da me-
ha.
No ai ma/ i
calves.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos es tatnaubos, para
dito.
VI.MIO XEKEZ.
Vende-se buperior ".iiibo deXerezeni barraisdo
1|,eracQsa .e R, Wvalt: ra do Trapiche
n. 18.
SEMENTES.
Sao chegadas de Lisboa, e acbam-se venda na
roa da Croa do Itecile n. Ii2. taberna de Auluniu
Francisco Marlioi .is segointes sementes de horlali-
cc<, como sej-m : srvilhas loria, genoveza, e de Ali-
sla, feijo carrapato. ivo, pintacilgo, e amarello,
all'ace repolhuda e allemfla, salsa, lmales grandes,
rbanos, rali.nieles liraueos e encarnados, nabos ro-
vo e bronco, senioras brancas e aiuarellas, couves
Iriucbuda, lombarda, csaboia, scbola de Selubal,
segurelha, coenlru de loureira, repolho c pimpinela,
e uina grande porrAo de diDerentes sementes, das
mais bonitas llores parajardins.
Vnnde-se no lugar do Hosarinho um grande
silio.capaz de conservar animalmente 12 vaccasde
leite, com cusa ptima, baixa para capim, e muil.is
arvores de fruclo : a tratar na ra do Qoeimado
n. 0:1.
Saldo Assii
Vende-se Imrdo (r.ilar con. Aoloniode AI me i di (ionios, na ra do
Trapiche n* 1(> secundo andar.
Eixos e arreios para
carros.
Vendem-se -uperiores eixus c arreios para carros
na ra do Trapiche Novo n. IK, casa de E. II-
Wjatl.
Vendem-se amendoss com casca mole : no ara
inazein de Tasso Irmaos.
I.a de ebrel para bordar, libra
l'enlesdo liofaln para alisar, duzia
Fivelasdooradaa para cale, urna
tlroza dr obreas muilo linas
Lencos de seda linos, ricos padroes
Caixa de linbas de marca
Meias para senhora por
Pentes de tarlarusa para segurar cabello
Crozas de ranetas finas para pennas
Dilas de Imtfies linos para casaca
Meias pretas para senlnua, duzia
Hitas dita, pira homem
Lacre encarnado muilo fino, libra
l*apel de cores, maco de 20 quadernos
Duzia de rolvetes
Kspelhos de lodos os nmeros, duzia
l.inhas ile novcllos grandes para bordar
Ricas filas escocers e de sarja, lavradas,
largas :hhi
Meias rruas sem roslura para homem :la:UHt
Dilas de seda u. 2, peca :Wt
Trancas de se la branca, vara too
Caitas de raiz, duzia INXi
l'ccas de lilas de cs :!im
l.apis linos, groza 2c'.IH'
t'.ordo para veslido, libra lr2 Toncas de blonda para menino IC2(K
Chiquitos de merino bordados para menino IsOOO
e oulros muitos arligos que se lornam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nao se duvidara
4)000
:rsx>o
_>-7(Kl
TWKItl
;tX)O0
100
RSOOS
I5.VK1
2111
210
i^KW
4000
JBIHKI
39 2tiu
2CSIN1
irsiMi
800
720
9300
15601'
dar um pouquinho mais barato a aquello senhor lo
gi-la. que qoeira a dinheiro comprar mais barate
do que se compra em primeira nulo.
\ ende-se mis cabriole! lodo pintado c forrado
de novo, com arreios, he bastante leve, seguro e bo-
nil : paia ver, na ra do ilospicio, esquina do lla-
maran, loja do Sr. Caudido pititur de carros, ea
Iratar, ua ra do Collegio u. 21, primeiro andar.
Superior fnrinlia de Sania Camarina; vende-
-e om saccas : nu armazem de l'aula Lopes, na cs-
cadinha da alfandega.
i
linheiro e ordens liara compraiem asre-i rp i ,
/,,s.,ue,.oderemohter; mas he de pie- ,ntI pr|>*t-la ( Itl ol0.
trarem em casa, a qualquer dos outros
membros, a qualquer hora do dia c da
noite, ate as 9 horas.
Precisa-se de um forneiru, pardo, bramo, pu
prelo, para a padaria da rfia larga do Rosario n. IS,
junio aoquarlel, dando-'e-lhe um ordenado corres-
pondente ao bom descmpenlio de snas obrigaeOos, e
lainbem se recebe um bom amasador uo rnesino sen-
tido : quem.se achar neslas circumslancias pude di-
rigir-se mesma padaria, que achara com quem Ira-
rcgue/.ia
de Santo Antonio.
K commissao abaixo assignada da fre-
guezia de S. Antonio encarregada pul-
parle da associacao comnicrcial beneli-
cenle de soccorrer a pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas que precisarciit de soccoi-
ros, queirao entend r-so a qualquct' hora
ua ra Novn i>. 7, casa i\t'. Anlonio Au-
justo da FoTiseca, na ra do Trapiche n.
O abaixo assignado roga a lodosos senliores sa- 0, de I liorna/, de f'aiia, e na mesma ra
cerdotes residentes era linda. o favor de virem ee-i -< .- i i ^
lebrar no di, 8 do enrenle, na^ [greia de ii. S. de >, d balustiano de Atiuiiio lerretra.
tmadelupe, pela alma de soa prczadi consorte I), j Pernamlitico 2.) de levereiro de 1856.
Hara Carmeliu domes do llego, com a esmola de
15000 Manoet llionizio Gomes do Reg.
llenriqoe Brunn & Companhia, curadores fts-
cacs da massa fallida de Joaquim Jos de l'aria Ma-
chado, previuem aos devodores deste, que no pa-
Salustiano de Aquino l'erreira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Thomaz de
Paa.
Precisa-se de u'n homem de Oe lanos anuos,
guem a pessoa alguma seus dbitos, pois se o lizerem \ brasileiro ou portogue?, para caiteiro de um arma-
serao obrigadog a pagar segunda vez, o soffrerem as I zem de materiaes, d.indo fiador de sus conducta
Penas da lei. I atraz da matriz da B01 -Vista n. 13.
I
sumii que estas nao ebeguem aqui sem
quedecorramalguns das. O dinheiro
recebido lieou em poder do meinbro da
dita commissao, o tenente-eoronel .Ma-
nuel Joaquim do llego e Albuquerque,
para ir pagando as despe/.as; e ao qual se
devero dirigirs pessoas que trouxerem
gado a" requisicaodo E\m. presidente da
provincia.Itecile 1 de marco de I85(.
Manoel .loaqtiim do llego e Albuqiier-
i|tte.Antonio .lose' de Olivcira.
No dia lia- 11 huras, na sala das aupicilrias,
depois de linda a do Si. juiz de lsenles, se ha ,1c
arremalT os trovis perteurentes a heraoca de Joa-
quina Maria da dourcicao.
>m,prov.
Compram-se notas do Banco doBra-
sil: na ra do Trapiche-Novo n. -i 0, se-
gundo andar.
Compra-se urna enroca que sirjta para vender
agua, com a sua cumpelente pipa ; quera a ti ver le-
ve-a a rus da Alegra, oa Boa-Visla'n. 42.
: 1 Compram-se acces do Banco de Pernambuco:
I uo uscriptotiu de Maooel Joaquim Ramos e Silva.
Na ma do Trapiche Novo 11. IS, em casado E. II.
Wvall, vende-so escolenle tinta branca, preparada
em oleo, em latas de 2H libras.
RAPE ROLAD RAIMB-
Vende-se esta c\cellente pitada, ul-
lir.amcute chegada de Franca e por com-
modo preco : na ra da Cruz n. 2l, pri-
meiro andar-
UN.CO DEPOSITO.
Vende-se. agua dentfrico do Di.
I'ier-
limp,nos denles c dar op-
ein casados Sis. .1. Siiiim
re, tunca para
limo paladat :
POTASSA E CAL YIRGE1.
No antigo e ja' bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, lis para vender muito superior
potassa dallussa, dita do lliodc Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
presos muito favoraveis, com os quaes li-
carao os compradores satisfeitos-
Velas estearinas, pedras demar- W
M more para mesas, papel de peso 1
$ ingle/., papel de embruibo, oleo
i^) ile linhaca em botijas, chicotes
fa para carro, pianos de armario,
Si 'ona e',,'m '''' v<'"a, cemento ro-
Mtv mano, armamento de todas as
3? qualidades, cabos de linho e de
"2 m.inilha, pi\e da Sueeia, cham-
W pague e vinhos linos do llenho :
0 vendem-se DO arma/.em de C. J.
$) Astlcv & C, ra da Cadeia n. 21.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambera no DEPOSITO na
ra do Brum logo ua entrada, e defron-
te do Arsenal de Maiinba ha' seraprc
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como cslrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, c fundas ; c em ambos os logares
CNISteul gnindasles, pata c.trifgar ca-
noas, ou canias livres de despe/.a. O
precos sao os mais eommodos.
TINTAS DE OLEO.
Vende-se tintas de oleo surtidas dame-
Ihor qualidade que lem viudo a esta pra-
ca e por preco commodo : na casa de
damson llowie &C, rua do trapiche n.
42-
Fennas de eraa.
Vendem-se muilo boas peuDas de ama :
da Cadeia do Recife a. T.
40 PIBLICO.
No armtizem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais babeos do que em ou-
tra qualquer paite, tanto em pl-
enes, como a retalho, ayancndo-
se aos compradores um s preco
para lodos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaeo com a
maior parte dis casas commerciaes
ingle/.as, IranCezas, allemaas e stiis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofl'erecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprieturio deste importante cs-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a* bem dos B
seus interesses) comprar fazendas q
baratas, no arma/.em da rua do B
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios ?&?. BB -mm rtff. rBsraBfaBs. Em casa de llenrv Brunn A C na
rua da Cruz u. 10, ha para vender um
grande sortimento de ouro do melhor
gosto, assim como relogios deouro de pa-
tente.
anos.
Vendem-se cm casa de llenry Brunn
& C, ruada Cruz n. 10, ptimos pianos
chegados nos ltimos navios da Europa.
Em casa de N. O. Biebcr & C, rua
la Cruz n. i, vende-se:
Ytnlio de Madeira em t| e l|S barris.
Vinagre blanco.
Tinta cm oleo.
Lonas.
Brns da Kussia.
Papel de embrulho
Saceos de estopa.
Cemento.
Por eommodos piceos.
Vendem-se sellins cnin peiicnccs pa-
tente ingle/., e da melhor qualidade que
tem vindo a este mercado : no armazem
de damson llowie&C rua do Trapi-
VARAXIAS E GRIDES.
l'm lindo e variado sortimento de modellos para
varan,las e gradaras de goslo modernissimo
nnuuriam qoe oo cu etlenso ev
abelecimeoloem Santo Amaru.rontinusm a fabricar
com a maior per feu ,in e prompldSo, loda a joaida-.
de de machiiusmo para o uso da asricultora, oa-
vegaete e manufactura: e que para maior ronsaasdo
ile seus numerosos freguezes e do publico em geral.
leem aberlo em um dos grandes rmateos da Sr.
Mesquila na rua do Itrom, alraz do arsenal de aao-
riulu
DEPOSITO DE MACHINAS
cuns(ruida> no dato seu eslabclerimenlo.
All achiran os compradores om completo
ment de moenda de raima, com lodos os
metilos ^alguns delles novos c origmaes do
etperiencia de nimios aunos lem mosiradn a
sidade. Machinas de vapor de baila e alta j
laivas de Indo lamanhn. lano batidas romo fi
das, carros de man e ditos para rondozir tarace do
aasaear, aaachiaas para moer mandioca,
ra diln. trn i- e ferro balido para fariaSM,
ferro da mais approvsda conslrorr.o. tniili para
alambiques, crivos e parlas para iornalaas. e oaao
inlinidade de nbras de ferro. qu- sena oofaduoln
enumerar. No mesmo deposito ctiste osoa pessoa
intelligenlc c habilitada para receher Indas aa -
eommendas, ele., etc.. qu# o* annonciaolea conloo-
do com a rapan,lado ,le -ua olticioase attrhinisa*o,
e pericia de seos ofliciacs. se rnmpromeltem a faer
execular. com a maior presteza, pwfe*\So, o eiscia
coiiformidade com os modelos ou dcsei,e tosdrnr-
ce- que Ibes forem fornerida*.
KOB 1 AFKEOEIR. '
Ouiii'-n aulnritado pnr derivo ,1o n.Kttlho reo' e
derrro imperial.
Os mediros do-lin.pitaes rrcommeodaaa o Arrobe
de l.allecleiir. como senda o onico anlansada ocla
goverlio, e pela real sociedade de asssMeaaa. E,|r
medicamenlo d'um cosi acradatrl, e fcil j
em sorrelo, esl em uso na marmita real desde
de 60 anuos ; cura radicalmenle em
com pnuca daspan, sem merrorio. oa
pello, impingeos, osennsequenrias das
ras, e os andenles dos partos, da idade critsra, e
da acrimonia hereditaria dos humares; i nniieo os
catarrbos a hechiga, as routracrnc, o o ftajsneu
dos ureAos, procedida do abuso das iijnnoss oo de
ondas. Como anli-svphililico, u arrobo cora nu
punen lempo os Huios rcenles uo ir tu Idos, ame vol
veu iiicessaules em conseqiieucia do oaapraajo da
rnpaiba, da rulieba, oo das injer^oa a>M lifn
senlem o virus sem neolralisa-lo. O arrobe l^o-
lleclrur be especialmente r -in ni unoslo loolii n
doenras inveterada ou rebeldes ao omaoiiL
iodurcln de potassio. Li-lma. \ fi de-so aa boti-
ca de Barral e de Antoni" leliciano ArSSksJa Aze-
vedu, prara de D. Pedro n. SS, onde acata de ch-
car una urande porrao de carrafa rrasadM o in-
qoenas viuda- directamente ile Pars. 4c rase d<>
dito Hovveau-I.aflerleur li, rua Ricbso) i Pon-.
lis formularios dao-se gratis em rasa do SSjaato Sil-
va, na prara de II. Pedro n. s_'. Porto,
Aranjo ; lialiia. |.:nij cv Inn.ios ; Ponu
Soum ; Ido dr Janeiro. Rocha c\ I ilboa ;
ra. loja ,!, drouas ; Villa Nova. Joto Pcraora de
Majales l.eite: Itio lirande. I raocsaee o Faola
Couto ,\ i'"'
i
1
r
I
CHAROPE
DO
BOSQfc
i> iinirodeposilocnnliniaa ser abatirdo Bai
lliolomeu I ranriscodesdora, uatssajfl Rom'
rio u. .'16 ; carrafas grandes *ic500 o I
'-
HN'ORT\\\ I PARA 01 LKO
Para cara !<* plid-tr.i -ffii lodosos
firaoit. quor molivaila por cnnshp.irdta,,
ma, pkuri/. escarros *\e -anene, dor 49
peito, palpilar.o no rorarftn, cnquplaclM,
dor 11,1 _:,t -iiii.i. o Indas as nioif-Masdos
mon ares.
1ECHAJISI0 PRi
HHO.
XA Fl'XIHCAO DE FKRRO DO ENGE-
XII El K O* DAVID W. KOWNIAS. A A
REA DO RREM, PASSANDO O *MK-
FAR1Z,
ha sempre um grande soriimentn dos saasatotas ob-
jectos de merhanismos proprios para etaystBsjo, aoa-
her : moendas c meias moendas da man asedaras
conslrurrao laivas de ferro fundido o SaSHa, do
superior qualidade e de lodos os lmannos ; rodas
dentadas para auna ou aniniaes. de todas aa aapor-
rues : eiivo> e InVccas de fornalbae rsajiatroa dabo-
eiro. aguillioc, bromes, parafuos ecavsabaos, aaoi-
nho de mandioca, etc., etc.
XA MESMA FEXDICA'O..
se evceulam lodas as cncommendas com
ridade ja conhecida, ecom a devida pr
modidade cm prejo.
IK
No dia II, de Janeiro do carrete auoo faci
do engenho Tabatinua um mualo cersvo, amo per-
lene, aoSr. Ilerriilano Cavalcanli de S.-i AnMSMSjr-
que, cujos signaes sao os secninles : cor besaran,
cabello crespo e lanhos. baiso, eheio do
esla com a cor plida por ler soplido sezoea, |
mullas manchas no piscoco. ns costas e I
a -JO annos camisa de algodaozohe azul ja desbolada, I
a 1 emula, un capole de panno lioo cor del
bem usado : prrsume-se qoe levon em
uin criouliuho lorro com 1 annos de
serco. c com alguma'- nodoas pelo io>H e |
ha raan para urpnr-se qoe elle o mulato prclea-
dc passar (>or forro : quem o pegar lord o favor le-
var a sen senhor no engenho mencionada, oo arro-
gar nesla prara ao Sr. Antonio Aones Jacoeoe Pi
res, morador no aterro da Boi-Vista, qoe ees* re-
compensado com uenerosidadr.
Coatiaa andar fogida a prela Mereocia, cri-
nula, idade de -JS a :KI annos, pooco auis o>iaaeno>.
com os signaes seguintes : falta de denles na triado a
urna dss urelbas rasgada proveniente dos brinca :
! quem a pegar leve-a a rua do llrom, sr mareos de
! assucar n. 12, qoe ser bem gralificado.
pesroro,o
DS rua fundicao da Aurora, em Santo Amaro.e no deposi-1
1 lo.da mesma, aa rua do Brum. I
PERN. : TYP. DB H. F. DB FARU. ISh
/
MUTTDDO"
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
ILEGIVEL


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