Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07275


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Full Text
AUNO XXXII. t. M.

Por 5 mezes adiuntados 4j)000.
Por o mezes vencidos 4{300.
'DIARIO
SEXTA FE1RA 29 DE FEVERE1R0 DE 185*.
Por anno adiantado 15J000.
Porte franco para o subscriptor.
BUCO
KNCAKUUAUOS DA SOBSaUPCAO* NO NORTE-
Parahiba, o Sr. Gervazio T. da Nalivdade ,- Natal, o 8r. Jot-
uim 1. Pereira Jnior ; AracalT, o Sr. A. de Lemos Braga ;
MBL oSr. J. Jote deOliveira ; Maranho, o Sr. Joaqun) Mar-
que Rodrigues; Piauhv, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Cearenta; Par, o Sr. Juana no J. ilamoa; Amazonia, o Sr. Jero-
njrao da Coala.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda .- lodoi os din.
Caruaru', Bonito a Garanhum : not dial 1 a 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Eiu' a Ouricurj : a 13 a 28,
Goianna a Parahiba : aegundas a seitai-feirai.
Victoria a Natal : as quintat-feiras.
-~JA_____________
AUDIENCIAS DOS TRIIUXAES DA JAITAI..
Tribunal do commercio : quartasa sobbados.
Helaran tercas-fcirai a sabbados,
t-azenda : quartase sabbados as 10 horas,
Juizo do commercio: segundas as 10 limas a quintas ao asta-da.
Juizo deorphoa : segundas e quintas as 10 horas.
Primeira tara do cival: segundas a antas ao meio-dia.
Segunda Tara da cirel : quarui a sabbados ao meio-dia
EPUEMERIDES DO MEZ DE KF.VEREIRO.
6 Loa nova as 7 horas, 23 minutos, 48 segundos da manha.
13 Quarto crescente aos 7 minutos e 48 segundos da manhaa.
20 La cheia a 7 hora, 30 minutos c 48 seguados da tarde.
29 Uuarto minguaoleaoa 19 minutse 48scgundosda manhaa.
l'Kl'.AMAIt DKIIII.IK.
Primeira as 11 horas e 12 minutos da manhaa.
Segunda as 12 horas a 6 minutos da tarde.
DAS DA semana.
23 Segunda. S. Malbias Ap ; S. Osario e Dioscoro.
2fi Terca. S. Trrala are. m. ", S. Fausliniano h. m. ; S. Vctor.
27 (.luana. Ss. Anligono, Curse e Bcsaa soldados mm.
28 Quinta. S. Itomaoab. ; S. Cerealis ni.
29 Sexta. S. Populo ni. ; S. Ksperediao m.
1 Sabbado. Ss. Suilerbo, Eudocia e Anionina miu.
2 Domingo. 4. daQuarcsmo. Ss. Juviuo, Bzilio.Secundilla.
ENCARRECA S DA siMOKAl NO StL
Alagoat, o Sr. Ca ino Falr.io Dial i Baha, o Sr. .
Rio de Janeiro, oSi Joao Peraira Martina.
EU l'KU\AMBICI.
O proprietario do DIARIO Manoel Figuairsa de Faria,
livrana Praca da Independencia na. ( e H.
PARTE QFFIGIAL
00 VER NO DA PROVINCIA,
Expediento do da -'\ da feverclro.
OflicioAo Exm. presidente d Parahiba, remet-
iendo por copia o oiliri.i da lliesouraria de fazenda,
do qual consto que de conformi da.le rom n requisi-
cSo deS. S. fui reduxida a 9UtfKM rs. "mensaes des-
da o 1. de dezerobro ultimo a preciaran de 30JJ008
rs. qae consignan de sen sollo nesta provincia ao ca-
pillo Anlunin Jos Laura.
DitoAo Exm. marorh.l comman Jante da. ar-
mas, diundo que pode mandar recetier do presiden-
te da coinmU'Jo do hygiene, a quera ae oflicia t
respailo os medicamentos constante* do pedido que
tea a rnm m denle do forle de Pao Amarello.Of-
ficoo-se ao presidente da rommis.j.>.
DitoAo inspector da thesourari* de fazenda, re-
commeodando que remella a comnii-ao beueflcente
de Nazareth duas cargas de arroz, duas de Macha,
e urna arroba le gomina de aramia.Lommanirou-
se s eommissao.
DiloAo mismo, para remeller ao delegado de
Seriuhaem duas caigas de bolacha, duas de arroz e
ama arroba ds farinha de aramia.Tamben) man-
dou-se remellar para Pao d'Alho duas cargas de bo-
lacha e urna de arroz.
DiloAo roesino, mandando pagar ao Dr. Sabino
Olegario Ludgern Ptulio a qu.inlia da IH&KK) rs. em
qae impotlam as 6 carleiras cun tinturas, enviada
ao Exm. presidenta do Cear.. '
DitoAo mesmo, recornmendaudo que mande en-
tregar coinmissto da beneliranaa da freguezia dos
Afog ido-, a quanlia de OJOtSjMK) rs. para oejorrer
ao pagamenlo das despezas a fazer-se rom o trala-
nenlo dos iudivduns pobres accommellidos da epi-
demia n'aqueila rrrguezia.
DiloAojuiz relator da junta ilejustija, trans-
iiiiltuido para ser relatado ein sessAa da mesma jun-
ta o processo verbal do soldado do !l." balalhao de
infanlari.i Bonifacio Jos.Participou-se ao maro-
chal cummaiidante das armas.
DtjloAo presidente do conselhn administrativo,
rtcoinmeiidando que iudependenle de atinuiicios
proiiuiv-i i-mu urgencia a compra dos ohjeclos men-
oou i lo' na relacao que remello, os quaes sao neces-
sariot ao arsenal de guerra, para salisfazer dous po-
dido*' da rompauliia lita dr cavallaria c da de ar-
tilicef. Fizeruin-se as necesarias rommunica-
ajDJ
DitoAo Dr. Sabino Olegario Ludgeru Pinho.
Acensan lo receido o seu oflicio di 21 do correle,
cm que Vmc. me communica o* inconvenientes que
ha em eslabelecer na sil.v> do Apollo a casa de'soc-
corros. mili davein ser curadas as pasmos pobres
que atacadas da apidernia se qiiizerera siibmelter
aspa clnica, tenho a dir.er-lheque. lica Vmc. auto-
riaiadn a procurar o edificio que llie parecer Dais
prpprio a com as conveniente. proporcOei para o
Hinque se leni em Tsla ; assim como de pmver de
lodos os utensilios ronv|nienlrs, pois que ala de-
aejo que a populaco lique se.-n mas este maio de
socrorro na aclual caUmidade.
E porque Vmc. me cnroniunicou que o major Nas-
cimento otlrecii no haiirn ila Itia-Visla oaasea-
M que se podem preslar para o mesmo mislcr,
tavbem n auloriso a msndar prepira as como llie
parecer mas acerla.lu de m ido que pos-a Vine. co~
u-car logo a prestar os serviros de caridade que se
propie, e que nao posaudeitar da apreciar.
Dilo.Ao bacliarel (iasparde Meuezes Vaaeoncel-
loa de llru-iini I, em Scrinliuem, duendo firar iniei-
rado do que Smr. roinmumca acer>-a da epi,lumia
, n'aqueila villa, c que Dio obstante j It enviado
urna ambulancia e baela ao respectivo delegado re-
hilo A Jos Jannario de Cnrvnlho Paes de An-
drade, inleirando-o de o liaver njmeado para fazer
parle da commisao de beneljcencia creada na fre-
guezia da Vanea, e recommendando que reunimlo-
se aos nntrns raemhros da commiss,1o comece desde
ja a preslar os servidos que se deve esperar do seu
patriotismo e philaulrophi.
Dilo Ao major Filippe Doarle l'ereifa, decla-
rando havelii nomeado para presidente do conse-
Iho de investigaran a que vai responder o capilAo de
polica Jos Krancisco Carneirn Mnleiro.
Porteril Monteando a Jos Francisco de-Mallos
para o lugar vago de guarda da alfandega desla ci-
lade.le-.- a necessaria e.iuiniuuicscao.
Dita Uandando admillir ao serviro do eiereito
como voluntario por lempo de seis annos o p,g>ano
l.ouni;o das Ch'gas .\lemlonra qae percehert a-
lm dos vencirocnios quepor le"i competirem o pre-
mi > da :1003. Kizeram-se as necessarlas commtiui-
races.
ConMANOO DAS ARMAS.
Quartel general do coounandjL das armas de
Pcrnambuco na cidade do Recite em ~JS de
everelro de 1856.
ORDEM DO DA N. 216.
O mareclial de campo commandanle dasarmasnn-
meia para seu ajndaiile de orden's de pessoa o Sr.
lente do 9. batalhan de iufantaria Joaquim Fabri-
co de Mallos.
O neame mareclial de campo determina, que no
dia t. de marro proiisno uudouro ,e piasaj revista
de musir aos enrpos do exercilo existente nesla
guarnir.ao, e as comp.iiiliias fitas pela ordem segua-
le : ;is (i horas da in,iuh,la ao >. DaUlbJo da guarda
narional aquarlelada ; asB'j ao balalhao til. de in-
rautaria ; as" a eompanllia de artiflres ; as 7 '- ao
balalhao _'.". tu s ao 9. lodos de intentara. s i
horas da larde a campanilla fu de cavallaria ; e as
."> ao balalhao i. de .irlilliaria a pe na cidade de
Olinda.
Finalmente determina que as guardas da guarni-
rlo, saiam dos quaitcis ao sea destino al segunda
ordein.
Jos Joai/uim Coelho.
A rcenlo visita do general Cutuobcri a Cope-
nhague cliamou a altencdo da Europa sobre a Di-
namarca, e pareceu-nos que, as circumslanctas
actuaos, nao seria fora de proposito apresentarmos
algumas considracoes acerca da situacao militar
desie reino.
Todos sabem que a inonarcltia dinamarqueza,
enjo suberano lie membro da confederaeo germ-
nica, representando os dous ducados Holslein e
[.auenboiii;', he composta de tnuilas provincias
que difTerein enlra si pela sua siiuacao geograpbi-
ca, e pela sua administracao interna.
Estas provincias fovinam a Dinamarca propia-
mente dita I ou aicliipolago dinamarque/. ), e os
ducados allomaos ScfaleBwig, Holslein e l.auen-
boii|g. A sua popnlacao consta potteo mais ou
menos re dous iDilodes o qoinhontoi mil liabitan-
les. Nao rerordaroinos os acontecimontns polili-
os que deram em resultado a allianca da lina-
narca com a Ftinea, em 1807 e em 1814, o des-
ZIZ7.-~ ..r:..-----: --- -,------ aaan-u com a r rauca, em tsu. e em lili, o des-
raelle mais ouir.i ambulaucia licaudu cerlo de que t,.i______.. ...
Sroc. fo.taua a coa.ijavar o mesmo delegado '...in'cnibrarnciilo do urna parle deste remo, que fot de-
t.'etainerudos podres.i.ommunicou-se a este. tsapossario da Noruega a favor da Suecia, io puu-
Dilo.Ao i-.iiiinian-laiiie iin corpa de potei.i para ro fallaremos das causas da recente guerra que este
indar apre^enUr ao Dr em medicina l'ossidonio pai/. sllslonlou cu|Ura a cor,redera).;10 eo.m.anica.
Mello Accioli um soldad a para o accomnan har i.,;____ .. """S fc' aato"iwt,
relativamente a ijueslao dos ducados.
man
de
as visitas domiciliarias.
Dilo.Ao delegado do lerceiro districto do termo
db Kecife dizendo que nflo s approva as providen-
cias que Smc. tem dado pirasoccorro Li- pessoas
indigentes accommetlidas da epidemiaf relante
n'aquelle districto, mas tamhem que acaba de es-
pedir ordem para serem enviados a Smc. os desin-
fectantes que reqiiisttou.Eipedio-se a ordem de
que se (rala.
DiloAo subdelegado de Podras de Fogo. Te-
nho umita necessidade que Vine, me informe com a
inaior hrevidade possivel sobre o actual estado da
leir.i d'esse lugar, nilo s quinto ao numero de ga-
do vaceurn quecostuma chegar em cada dia de fera,
e o prero porque he vendido, como tambem a dlfe-
renca que vai produzindo as circutn-lancias da epi-
demia. Convein igualmente que me informe acerca
dos meios pelos quaes podera o goveruo obter a ne-
cessaria porciln de gado que pos-a abastecer oromam-
rno desla cidade pelo preco mais commodo possirel.
Espero que loe informe com toda a individuara vl-
elarando ao mesmo lempo quies as pessoas desse lu-
gar quepossam ser iucumhulas da compra desse ge-
nero, al a ni de qae o governo possa compreciilo pro
Tidenciar a semelhanle respailo como muito aeaeja.'
-^-Ollleioa-se neste sentido ao juiz de direito de
Goianna.
Dito.Ao subdelogado de Ijoanninha, remetien-
do urna ambulancia e duas peras de baela, c dizendo
que controle alguma pesioa pratira e habilitada pa-
ra o Iratnmento dos doentes, por quanto ni i na m-
dicos que possam ser enviados dar all, e que espe-
ra do sen zelo e aclivida le a promplid.lo dos ros aos ueccssilado;, fazendo ludo para combalcr o
mal.
Dilo A Francisco do Frailas Gambo i. Acei-
to e agradaco a Lota de 200-3 qu V'mr. enviou em
lome de smis alumnos para ser applicada em heue-
heio dos indigentes afectados da epidemia rein me.
Na quadra infeliz em que nos adiamos sao sempre
rnui recommendaveis s acues de verJadeira phi-
lanlropia enlre as quaes muito avulla a qae Vmr.
vem de pralirar. Kemelteu-se a referida quanlia a
commissio central.
Dilo A Jos Antonio Pire Falcao em Ipnjoca,
dizendo ficar inteirado n.lo s de achar-se aquella
. noviarm respirando anda ar puro, poslo quejase
leuhain dado alguns casos falaes da epidemia pelas
margens do Ipojswa; mas lamhem de se estar! pro-
seguidlo na factura dos cemilerios, e declarando
que lem remedido ambulancias as autoridades "!
eiaes d'alli.
0 habitante da Dinamarca proprUment dito
be, em geral, vigoroso, endurecido s fadigas c lia-
biiuados intemperies das csiacies; loma-se sem
cusi um e\celteute soldado, um marinlieiro intr-
pido. Ama todava a paz e nao tem inclinacos
bellicosas ; he instruido, intelligcnie, c quando se
v obrigado a fazer a guerra, toma-so nolavel pela
sua energa ecapacdade.
Ogoverno lio urna monarchia absoluta. Picando
todava, o rei sujeito a censura dos eslados, aos
quaes cumpele examinar as leis, ten lo o direilo do
reclamar, e que podem al mesmo ingerir-se nos
negocios da administracao couimun.il.
As forras militares desla potencia nao deixam
de serassaz considerareis, c seu exercito, anda que
redu/.ido depois da ultima guerra, olterece um ef-
feclivo, que naiseria para desprezar tanto pelo
?jasntJ-,-,. respcito ao ntioe.ro, como sobretndo sua
organ sacao.
A Dinamarca fornecc confpJcr.iraosormanica
3,6810 liomens, dos quaes 14 perlencem arma
de ca^doues -j.Gj joldlos do tropas de linlia,
514 cavallcirus, 2.i!f artilheiros. 3 sapadores e
bocas de fogo. He como membro da confedera-
cao e senhor do ducado de Holstein-I.auenbourg,
que crio reino forncre esta pequea divisao encor-
porada no dcimo corpo.
O exercito dinamarqus, autos de 1809, conla-
va ainda ll 0,000 combatenles pouco mas ou
menos ; mas nessa poca a Dinamarca possuia a
norwega : depois que esto ultimo paiz faz parlo do
reino da Suecia, o efleetivo militar da monardiia
dinamarqueza lem solTrido consideravel dimi-
nuirjao.
O exercito compde-sc boje do modo seguinte :
infamara : 1 regiment das guardas de 4 compa-
nhias ; 13 regimcnlos de linba de l balallies ca-
da iimem lempo do paz, de 4 em lempo de guerra;
4 regimentos de rocadores do 4 companbias, que
' i sa- "eptiveis de sercm augmenta-
IA das m
Por Garlos Monselet.
PRIMEIRA PAUTE.
IV
lisiado de mulher.
(Continuac.ao. ;
Assim pao se achria em loda a infancia de Mjl-
rianna alguma cousa que se as ou mesmo a descanco.
Nos domingos de larde sua cabera melanclica ap-
parecia s vetes um instante ;i jaellinha do cellei-
ro, e dahi ella contemplaba com olhos arregalados
as oulras meninas que brinravam na ra.
Se por acaso Rupert a arhava adormecida quando
vollava do passeio com a mulher e rom os oulros li-
llios, aroulava a logo com um rotim que Irouxera
das ilhas ou com curdas. Todo o quarleirao linha co-
nliecimenlo desse inao trnln, e indignava-sepor isso;
mas uingueui animava-se a denonria-lo: nem o pa-
deiro defronte, nem o carniceiro, ncm o caliellei-
reiro, poique nao queriam por urna denuncia per-
dar a sua freguez a.
Nao tu carcter possivel com lal educaro, ha s-
menle sensaei-s, e urna especie de hahilo macliinal
e queisoso. Marianna enmprehendia vagamente que
fazia o oOicio de uina besla de carga ; mas seu pen-
sameulo nao chegava a sonhar liberdade. A noile
mais alisolula reinava em sua inlclligencia e em seu
rorarao ; nao amiva nem aborreca a ningtiem, nem
mesmo ao pai; lemia-o simplesmenle. Todava,
nao podemos passar em silencio um Iraco caracters-
tico, resultado ou anles repercussao das brutalidades
reiteradas a que ella eslava sujeila.
Na casa de Rupert havia no fundo do corredor
coinmum um quarto habitado por nm casal mu po-
bre : o marido, a mulher a urna filhinha de seis au-
no*. O marido Irabalhava no porto de Herrv, a mu-
lher servia de jornal ambos sahiam de manhaa
Yollaiam de noile demando a filha sozinha em casa
com um peHaco de p.lo e um sold de leile para seu
alimento.
Uegolarmenle, quando anoilecia, a menina qoe
tinhn medo das Irevas, vinha com timidez collocar-
() Vide Diario a. 53.
... ,a porta do corredor esperando
.ca, e loda a sua pessoa exprima o sof-
.,om um vestido velho de chila durmi o
ernu, ella ciazava tiraros e esconda- as maos
dehaiio dos sovacos para evitar o fro. Seria difOcl
pintar a dr resignada dessa atlilude. Com ludo Ma-
rianna sempre que passava pelo corredor nunca dei-
xava de dar-lhe um murro ou um pescoco. A po-
brezinlia fogia gritando, e lemia-a como a pesie.
Que salisfarAo serreta aehava Marianna em lan-
rar sobre oolrem parlo das barbaridades paternas I
lia ah quesles de animalidad" que fazem estreme-
cer. Terrivel alegra he aquella que consiste em vin-
gar-se dos culpados sobre os innocentes! Nem a
feialdade dessa pobre menina, nem sua physiono-
uiia melanclica podiam desarmar Marianna, a qual
pareca dizer comsigo : Eu lambem faco alguem
soflrer!
Marianna ia completar doze annos. (iostava moi-
lo de cantar, e decorava com espantosa facilitada as
arias que Inravam os realejos no pateo da casa.
Esii aplulao precoce foi observada por um prn-
fessor de msica, que mnrava no lerreir andar. El-
le oflereceifc-se aos pas para desenvolver as dsposi-
roes da rapariga, c romo nao pedia ucnhun dinhei-
ro por isso obleve scni difliculdadc seu cnnsentimeu-
tn. Todos os dias, depois das commisses da ma-
nhaa, Marianna ia assenlar-se ao piano do professor
vergonho nores patarras com a avidez, lemor, olhos abortas,
respirarlo suspensa, e suor que allestam a devocfln
da voca^ao.
Os progressos de Marianna lorara laes que o pro-
fessor dirigi se a i......I.Ior de mu-ii a, e rogou llie
que viesse ouvir sua discipula.
Marianna cantn dianle desses dnus homens, os
quaes mu salisfeilos inleriormente guardarain-s<:
I bem de (esieiniinhar alguma cousa dianlc della. O
i editor particularmente compotera um semblante im-
i penelravel; leudo as mos opinadas sobre o caslio
i ila bengala, ronlemplava firmemente a menina de
urna maneira capaz de intimida-la, e apenas balia o
compasan s vezas com o p. Depois qae ella cantn
obra de una hora, elles despediram-na sem um a-
fago.
Marianna chnrou c jnlgou que nao linha nenhnm
tlenlo.
Enlao houve enlre o professor e o editor urna con-
versacao mu long, em consequeucia da qual am-
bos drigiram-se casa do pai e da madrasta de Ma-
rianna.
Ah foi concluido enlre cssas qualrn pessoas um
I -atado singular, cojos exemplos todava silo nume-
rosos na nossa posa. EU" venderam a lilha por
cerla sumnia e por crrsKjeropo : slo he, al sua
maiondade. ^
dos com urna quima companhia c um seguudo ha
lalho.
A infantaria dinamarqueza tem pois dous cITcc-
tivos bem dislinclos, o do p do paz co do pe do
guerra. O primeiro aprsenla um ofTcclivodo 12
mil combatenles, o segundo do 30 mil.
0 regiment de infantaria do 4 batalhcs tem
no sen primoiro e lerceiro balalhao urna compa-
nhia de granadeiros e 4 do fuziloiros em p de
guerra, o segundo e quarlo, 4 companbias do fu-
ziloiros o urna de caradores.
A infamara tem alem dissoduas companbias do
gii.n nirau asss numerosas: urna na ilha de See-
land, a oulra no Jnlland meridional.
A cavallaria dinamarqueza forma um effectivo
de seis mil cavados em tempo do guerra, c do quil-
tro mil em lempo de paz. Aqu damos a sua do-
compusieao : I regiment de guardas a cavado, 2
de coiiraceiros, 4 do dragues, 2 de lanceiros e I de
Itu-Miv-, tendo 4 esquadrescada um, exceptuando
o regiment dos guardas a cavado, que s tem 2
esquadres ; cada esquadro dos guardas tem a Tor-
ca de 70 cavados, que, com os ofliciaes e o esta-
do-maior, faz um elfeetivo de 100 cavalleiros. O
regiment de cavallaria de linha tem um effectivo
de 157 hmeos montados por esquadro, oque faz
064 homens a cavado para o corpo inteiro. Dous
dcstes regimcnlos, o dos drgaos do principe Fer-
nando, c o dos hussares, s tem cavados de remon-
ta pertciicenles s cavallaricas reaes. O cavalleito
dinamarque/. he cm geral mu bem montado, for-
ncrendo-llie o paiz excedentes cavados para a guer-
ra, cuja estructura physiea e carcter teem una
completa analogia com a estructura physica e ca-
rcter dos habtenles do paiz.
He esse, do rcslo, um facto de que se poderiam
notar numerosos exemplos.
Em muilos pazcs existe una semelbanoa rala*
liv.ra.ssas pronunciada entre especies dirTerenles, o
que deve explcar-se pela nalureza do solo e dos
seus productos, e pelas suas inlluencias climalcarical
0 dinamarqus ha bom cavalleiro; como o allemao
ama o cavado, o delle traa com prazer; por isso
estes seis mil homens-teem sempre excdanles ca-
vados apios para todo o servico militar.
A arlilliaria compreiiende 10 companhias a p,
o duas a-cavado, formando duas brigadas: 1."
una chamada de Dinamarca rom 12 baleras de 6
pecas e '2 obtizes ; i." a brigada de Holstoin com 6
baleras da mesma forra, mais 3 baleras do 0 pe-
cas da 1-, e 2 obtizes, de que nao exislem seno os
quadros, prcenebidos em tempo do guerra pelos ba-
lalhiies do reserva.
A arlilliaria lem ainda urna companhia de 150
homens de sapadores-mineiros, urna companhia de
pontoneiros de 1 ."i0 homens; duas divises do irem
das equipagens, duas de operarios o duas do ani-
das ; um material do 00 pontees.
Os corpos especiaos s.o os do e=tado-maior o da
engenbaris, o o dos foguateiros. Estes corpos eordr
''reliendem 16 officiacs.
A (orea elTocliva da arlilliaria be de 140 odi-
es e empregajos, e de 1,500 homens de 1ro-
js em p de paz, do 140 ollicaes c 4,000 bo-
nens de tropas em p do guerra; mas quando esta
se prolonga, reforca-se a arlilliaria com balalhos
chamados de reserva, que fornecem enlao a brigada
dinamarqueza, 30 odiciaes e 1,000 subalternos e
soldados, brigada holstennensc 18 ofliciaes o 400
homenfi, de sorte que nesse caso o effectivo total da
arlilharia monta a 7,000 homens pouco mais ou
menos.
Se o tenor recapitular os diversos elementos que
consliluem a (orea militar da Dinamarca, achara
um exercilo de 30,000 infantes, do 6,000 caval-
los, c de 7,000 arlilheiros : o que, com os corpos
especiaes, oseslados-maiores, osdiflerentes serviros,
os pontoneiros. aprsenla um effectivo total de
45, OOO^comba lentes.
(Patrie. )
Mr. Saint M. Girardin publica no Journal
des Debis, o soguinteinteressantaarligo:
i Seria urna piidrildado nesla occasiao, fallar
nos obstculos que so oppoem paz ; como se esla
paz estivesse prxima e todos acrodilasscm nella, o
se nicamente alguns preconceilos, algitmas ytai-
xoes obsiassem a que se realisasse.
Nao cliegamos a esse poni, o poltras pessoas
nesla hora acreditam anda na paz, o que nao a
torna menos proficua e menos de desejar que ou-
lr ora, o que al no a torna impossivel.
-Nao tratemos por lano dos obstculos que se
oppoenf paz, lano em Franca como na Inglater-
ra, como na flussia, o nccupcino-nos simplesmen-
le do desojo que a Franca e o governo francez sen-
lom pala paz ; porque estamos convencidos que a
Franca e o governo francez desejam a paz, e vamos
expor algumas das razes que nos levamaassm
pensar.
Fallamos do desojo e nao da necessidade da paz.
Por cerlo quo a paz he sempre urna necessidade pa-
ra os novos; mas nem sempre indispensavel. He
este o estado das cousas cdos espiritos em Franca.
A iiingnem parees ainda a paz necessaria c indis-
pensavel. Desojamo-la por gosto, por instinrto,
mas nao como urna necessidade fatal. Sabemos
Al enlao Marianna lornava-se propriedade do
edilor de musir, o qual encarregava-se de educa-
la, de mell-la no Conservatorio, de fazer para ella
contralos, emfim de lanca-la na vida Ihcalral, ludo
sua casta. Mas tambem lodos os lacros que o la -
lento de Marianna pndesse produzir al n expir.ir.io
do Iralado perlenceriam por direito o edilor de msi-
ca. Era como ama larra que arrendava por cario
uumero de annos.
A idea poda ser mu ; mas foi excedente, graras i
vigorosa orgaiiisar.lii artstica de Marianna Rapert.
O negocio pudia ser deploravel; mas foi magnifi-
co! lean.i ni-- as doencas, o cresciineulo ; porm a
discipula cresceu com sade, c nada alterou-lhe a
voz durante os anuos que separara a jnfaneja da
juveiilude.
(luir cousa tambem com que nao se contara, e
que sorprenden deliciosamente o edilor, foi n des-
envolviinenlo rpido da belleza.de Marianna. Fura
da mansarda paterna, sulunellida a um rgimen a-
proprado sua nova condico ella Iransformou-se
inteiramenln; pardeo o ciinlin do sodrimcnio e de
nppresaao que lem as lilbasdo povo, llores dos mias-
mas parisienses, alosnas doenUas das Casa escuras.
Sua rabera, qae o habito da reprehensao Ihe fizera
conservar curvada, ergueu-se a chamada myslerio-
sa de seu futuro. Seus cabellos raros c curios, que
caliiam quando eraui ponteados, tornaram-M em me-
nos de um anuo bastos e lustrosos. Suas matos ad-
quirirn) viva aliara. Sons olhos naseeram para o
peusamentn, sua bocea para o sorriso. Todo n sen
corpo ergueu-se forle e gracioso como pelo trabadlo
invisivcl de um estatuario.
A principio Marianna nilo leve conhecimenlo de
sua formosura. A cducacAo puramente arlislica que
recebia fui para ella um mal moral. Alm disto lle-
vemos dizer que o edilor vigiava-a cuidadosamente.
Tinha-a confiado a urna sua prenla pobre, que era
por consegiiinle mu interessada em scrvi-ln bom.
Em mulher levav.i Maiianua ao Conservatorio, e a
recoiiduzia regularmente ; o resto do dia, duranlo
sens csludos, ella licava ao lado do piano oceupada
em coser.
Isso nao impedio que no primeiro dia em que a
vellia Orea retida em casa por um violento rheuma-
lsmo, Marianna enroiiirasso a Ireneo de Tremeleu.
Este que era, como disemos, joven, rico e ocioso,
emprehendeu dispertar o eoraejto de Marianna, a o
consigui. Os meios que empregou s;lo velhos como
o mundo : escreveu, fallou.
Entretanto o rheumalismo da velha aggravoU-se.
llenen a principio cria smenle em um namoro ;
mas pouco a pouco a candura de Marianna, sua in-
lelligencia cresceule, sua exallarao em materia de
arle, ludu isso junio i lioueslidadc que elle linha de
sua classe e de sua familia obrou de lal maneira so-
que a guerra no deu ludo quanto poda dar-nos |
as circumstancis em que foi intentada. Pode,
at, se continuar levar o que nos tem dado. Eis'
aqui por que o ptz deseja a paz. Esta paz, bem
o sabemos, nao nada nos dar no Alpes nem nos Pyreneos, mas
consolidar oascedenlo moral que o valor dos sol-
dados nos deu naEuropa. Assim como a guerra
que at agora lems feilo he inteiramente 'poltica,
assim a paz que kermos ser igualmente poltica.
Oqueiiaacliialidde loma a paz tao appetecivel,
he que nao s ln tima tregua para os males da
guerra, e urna ecaomia, sonao que he, a muito
mas. ume razac'ir-litica.
Eis outra ras> por que acreditemos quo o go-
verno francez desje a paz. \ poltica da paz lie
conforme polita quo o governo tem seguido at
bojo.*
Ha mas cm fa'or da paz oulra razo quo s com
muita reserva queremos indicar, porera quo nao
podemos deixtr m escuro. A paz porta urna dif-
ferenca caraclarislca entro o segundo c o primeiro
imperio. Quan assim nos exprimimos parece-
nos coiiimenlat tui^ pbraso celebre: O impe-
rio be a paz, > 3 primeiro imperio nunca pode
conseguir paz, cfot slo o que o perdeu. A guer-
ra lornra-so umanecessidada quasi fatal para o
imperador, mas eim as suas paixoes, que parti-
cularmente acirntavam esta faulidide. Quan-
las vezes temos otnido dizer aos homens que servi-
r m o imperador etm maor lidelidade : Ah se
ello livesse podido sarar em 1S08, ou mesmo em
1810 O seu galio guerreiro arrastava-o. -Nun-
ca pode deparar paz que houvera segurado o sen
Ihrouo, porque tunca pudo desoja-la, ou porque
nunca quiz os moos para isso proprios. O segun-
do impeiio podo cqueo primeiro nao podo. Pode
fazer a guerra o ode fazer a paz. Pode, so o de-
sejar, reliar paz depois do ter feilo a guerra. Es-
ta impossibilidala le fazer a paz era o destino do
primeiro imperio,'jomo da historia consta ; esta
possbilidade do faer a paz ho da mesma forma o
destino do segutno imperio, como agorase nos
figura.
Quando nos rcrimos as diderenoas, que o se-
gundo imperio pole collocar enlre. o seu destino o
o do primeiro im|erio, a paz he a mais importante;
mas nao lio a un.ta. HesahidD que na nossa opi-
nio existe urna uitraque nao seria monos carac-
terstica, e da qual heescusado agora fallarmos. As
semclliancas teem sido prove tosas ; as dilTorencas
ainda o sero mais e at se qiiizessemos dizer lu-
do quanto sonliin'?, diriamos quo al hnje as iliffe-
raneai teem sido u lo; as somoljiancas lora sido s
na forma,
O que em Fraica embaraca o governo o o paiz
na sua prodileccao pela paz, be que algumas pes-
soas julgam cfiedosejara paz be manifestar essode-
sejo, he alaca mais ou nienos-.ji,adani:a ingleza.
Estamos persuadidos pie a alUaitea ingleza lio um
dos principios esseuciaes da poltrca aclual ; o esla,
na nossa opiniao, urna das maicros diasereneas
que exislem entre o segundo imperio o primeiro.
Praza a Dojs por tanto que nao soltemos inna s
palana qm possa offender a allianca ingleza; ire-
mos mais Unge; diremos que be inisler fazer gran-
des concessiesa esta allianca. A brochara, acer-
ca da nocesdade do um congrosso europeo, dizia
lia pouco qu a diversdade dos inloresses inglezes
e franco/es le manifestara logo quo a guerra se
lizesse no lalico em vez da Crimea. Nao negamos
a importancii da esculla do thcatroda guerra para
este atino.
Nao nos parece todava quo seja no Bltico, quo
comer a divergencia dosinleresses inglezese fian-
es.
Por ventura a guerra no Bltico pode ser neces-
ariamente conquistadora, oque desagradar In-
glaterra 1 Ou ser? por que cssa guerra i nlcressc
mais preponderara martima, que he o que me-
nos importa Franja ?
Por ventura a onservaco da esquadra russa de
Cronstadt lio un- importante para o equilibrio
dos mares que a r Sebastopol Pata nos a guerra no Bltico tem o
tuasnio carcter que a do mar Negro. Trala-se de
fazer recuar n Rissia, epois que se jnlgou pie a
guerra contra a Hussia nao poda somonte ser def-
fensiva, o que noi bastava, urna vez que se jnl-
gou que devia soroffonsiva. lano o lio no mar Bal-
deo como no mar Negro. O Baldeo he como o
mar -Negro, una jueslao de estrategia; nao be urna
quostuo poltica. -Nao faz apparecer necossaria-
inonlo a dvergenca dos interesses inglezos e fran-
ceze.
Querur isto Afear quo cssa diversdade de inte-
ressesnio exisla en parle alguma, o quo sempru c
em qualquer pono os interesses francezes sero
idnticos sos ingleses? Ninguem acreditarla seme-
ntante cousa na Indaterra, embora o alKrmassemos.
Pode chegar urna iccasio, pode hawr um ponto
em que a divorsidale dos interesses inglezes e f ran-
eezes se revelo, potan esta occasiao ainda noche-
gon, e esse ponto ainda nao appareceu. Em todo
o caso, o ponto deeeparar/io entro a Franca o a In-
glaterra no existena Europa, quando muito est
na A/.ia : o ah mesmo a soparaco da Franca e da
Inglaterra be toda cslralgica o nao poltica.
Os interesses orienlaes da Inglaterra podem fi-
car compromeltidos at cerlo ponto na Aza menor
pola tomada do Kars ; no Afghamstau, pelo recen-
te lomada de Ilerai, de quo so assonborearam os
Persas, lio por lano natural queempregueo seu
poilerio para resguardar os seus interesses orien-
laes : ho al natural que pense em lee urna esqua-
drilha no mar Caspio, so conseguir faze-la entrar
nesse mar. Mas por corto que nao pude pedir-
nos que vamos fazer a guerra na Azia menor, lie
alii, com elleito, be nesso Oriente completamente
aziatie qtw principia a dilTerencs enlre es interes-
ses inglezes c os francezes ; he ahi que se traa da
preeminencia na Azia e nao do equilibrio euro-
pon. A quosio do equilibrio europeu osla deci-
dida ou est prestes a se-lo. O valor dos nossos
soldados fez recuar a preponderancia russa na Eu-
ropa oriental. A' Inglaterra pertencoagora igual-
monte fazor recuar essa preponderancia na Aza.
Possue a forca o a energa para isso nocossarias.
Mas repelimos, a aeco pode dexar de ser com-
mum na Azia, sem deixar de o ser na Europa.
Bsm se ve, quo em lugar do fallar dos precon-
ceilos e das paixos quo obstam paz em Fran-
ca, que Olemos com relaco Bussia e Inglater-
ra, pozemos patentes os motivos que em Franca
determinan) os desojos da paz nao como indispen-
savel, mas como oppocltina c vantajosa. So se
Iraoiasse de indicar as paixos e as prcoccupagos
que cm Franca desejam a guerra, confessamos
enrgicamente, que nos veramos muito embanca-
dos, nao para as comia'er. mas para as encon-
trar; porque nao vemos em Frailea preconceilos
o paixes bellicosas. Estimamos nosso exercito,
amamos a sua gloria ; um sentmento patritico
nos commovou quando vimos entrar cm Pars os
que sobrevvutam gloriosos aos cmbalos da Cri-
mea ; purem o amor quo temos ao nosso exorc lo
nao choga at guerra ; pelo contrario levarnos bia
a considera-la com posar, lombrando-nos de luan-
los vlenles soldados ha de anda cusiar-nos. Nao
somos pola conlinuaeo da guerra, nem por inte-
reso, pois quo nada lemos que eanhirno Oriente,
nem por ponto de honra, porque saturemos victo-
riosos da guerra; toda as facilidades para paz
esto cm Franca ; lodas as dilliculdades lora
della.
{Jornal do Commercio de Lisboa.)
bre sua un ornaran quo aqiiilto qae fira apenas
pbautasia nao lardm em lomar as proporrnes de
verdadeira paixao.
De sua parte Marianna amon a Ireneo, mas co-
mo ama-se pela prmeira vez, islo he, liudamente,
com mas curiosicade quo ardor. Sua unilo foi
pura. ,
Aos dezesele ames Marianna Ruperl, que s li-
nha-se apresenladoem roneerlos msicos, nos quaes
fora consideravelinmle applaudida, veslio pela pri-
meira vez a pnrpun das primas-dounas, e appareceu
no Ihealro italiano Toda a cidade de Pars ahi
eslava n segundo a expresan coslumada das gaze-
las, e Dos sube se loda a cidade de Paris lio capaz
de dar vertigem Im presenca das casacas prelas e
dos vestidos braucoi, diante das espaduas carregadas
de diamante-, e dm esbeltos semeados decenlelhas,
dos bracos ns que repousavain sobre o velludo dos
camarotes, dianle ifcsse silencio e dessa claridade,
sitiada pelos oculosde puiihn que asseiiielliam-sr- a
canhes, a raparig; da ra do l'our Saiiil-llonor
seulio-se repeuliiiaiiciilc commoviila, o sangue af-
lliiio-lbc s faces dictas de relrlque, e ns olhos fe-
charam-se-lbe duranlc Ires niinuios Mas aun radio-
so esforco de vonlaio dissipou esa impressaai. .Ma-
rianna indignndole contra si mesma, deu tres pas-
aos de estatua para i scenarn, e fazendo rom a vista
o .igual ao chafa di orcheslra, cujo basMo lie.ira ini-
movel, comerou a ;ia com umi energa que arriui-
buti at os mas enfisliados.
A Irovoada dos afplausos rebomboa antes de ler
espirado a nltima ola. Houve llores laucadas, gri-
tos, cen conveisacts, todo o apparalo de um Irmm-
pho parisiense.
Yodando ao seu Mmarole depois do primeiro ar-
lo, Marianna cabio obre urna poltrona mutmuiau-
do : Eslou viva?
E leou assim muia e sem movimeiitu envolia na
nuvein de sua glorir Mscente ale quo un suspiro
lado n seu lado, lirau-a desse evlase.
Era Ireneo de Triiueleu.
Ella o titilan csquKido.
Nocdilal Mariama tornrasc La Marianna. era
oulra idea do cdiljr que ella lolerava, porque re-
conhecia-lhe o direto. Deixou-o iglialmeiiln fazer
para s um contrato em Londres; pois no ponto de
vista ilo edilor bastir qua livesse rerehi.lo a consa-
gracilo do publico nais intellgtiite da Kuropa. De-
mais qoeria sublrali la embriaguez de loda a sor-
te que ;n" os suriessos do Iheatro.
fni .'ni. por mai aclivo e aliento qoe fosse, nao
pide impedir que mies de sua partida para Lon-
dres nilo chegassemcerlas bomeiiagens aos olhos o
aos nuvidos do Miraiiua. Os liuauceiros, eternos
tentadores, os gazeeiros e os fidalgos de todas as
uacfies, desceran! ats basledoies para incensaren! de

pagina avulsa.
As dcsinf"eccs rrcommenladas corr.o nm dos
mas importantes meios de minorar a epidemia, to-
rso sido cinpregadas nos carras fnebres, que naces-
sanamente devam estar impregna tos iie principios
morbficos '.' E suri bastante urna ou oulra desinfec-
r.io destocada J Pedimos, perianto, qae naja um de-
sihfecla lor permanoiile.adoptado aos carros ; assim
preenrber-se-ba melhur o fim dessas deiuleei;ries de
hoiilem, de oilo dias... de um mez, ele., etc.
A fa!|a do coinlucr.lo safilcienle farii com que
censure-se, sem merecer algumas vezes, as aulorida-
les poticiies. por nao acudirem tempo na remes-
sa dos Cornos para o ccmilerio, como acaba de acon-
tecer com o Sr. Dr. subdelegado da Boa-Visto, que
n,1o pudendo absMulamcnle mandar urna pedila a
Itelcm, por 1er sido remellidaao r. Pereira, deu
occasiilo que se julgasse que nilo o fez de propo-
sito.
l.'ma'rez por fodris.Quem (iver justas qu-
xas de algum Dr. quitar que seja publicada, baja
de respoiisabilisar-se, como acabara de fazer diver-
sas pessoas, que com hosco vieram ler.
dem. Quem quiuer elogiar escreva o que
qnizer, diga o que nunca Mafoma disse do loucinho
libo, mas tscarraplchc-se, para que o elogiado o
agradeca ; pelo que ca licam guardadinhos espselo
gios.
A IIia-Viireni esla', segundo fomos informa-
dos, entregue aos horrrores da tome : os atravesa-
dores do peixe nilo deitam urna escamiiiha para
aquclle povo ; nao ha carne, c a que ha servo de
cola ; he preciso que as autoridades daquella locali-
dade lenliam commiseraeito ilaquelles pobres.
Antonio da Silva Accioli, condecido por Anto-
nio douilo, veio ter-se com cosco, par- que deste os
piiblieidade i. cerlos arlos de pessoas no Rio-Tormo-
so, a quem elle impula a tentativa de seu assassina-
lo ; mis que nio somos autoridade policial o remel-
lemos ao Sr. Dr. chefe .le polica. Em verdade, a
vidr desse pobre homem. que se lem defeilos nao
sao dessa ordem, que mereea paniCuM 13o rigorosas,
corre emminenle perigo indo ao Rio-1'ormoso, por-
que publicamente foi bacamarlado, sem que os au-
tores, que a voz publica apona desse atlentado sof-
fiessem, peloque nos consta, urna ave marade pe-
ndencia.
Os atravesadores de peixe da riheira de San
Jos, prevalcccnilo-sedasocciipactiesdo subdelegado,
cnntiiiiiam com o negocio nefando de deixarpm a po-
breza sem o recurso do mesqainlio peixe para ali-
meiilaerm-se. Sr. inspector Izidro, recommendo a
Vine, o rol seguinte :
Pedro Lele, alravcssndor.
Manoel Izidro, dem,
l-'rancisco Antonio, dem.
francisco Severiano, idem.
Vicente idem.
(jninduiido dem,
Manoel da llora, idem.
Joaquim Domingues, idem.
Manoel D<>iningnes, idem.
Antonio Joaquim, dem,
francisco Xavier, idem.
Romualdo i^ C, idem.
Joaquim M ir.o, idem.
Maiid )> dem.
Joao i'arahibano, idem.
Desenlio a idom.
Manoel Haitiano, idem.
Jos ilos Pareas Itihiano, idem.
Pedimos a i Sr. inspector Varejtto, que tenlia
d, pena,coinpai\o-oininiseraeao,dos pobres do eu
qoarteuao Vine, snob que Esineria Mara da Cou-
ceicrto, fallereu IM dia -i s 10 lloras da manhaa. e
s fui sepultada s :l ila larde, o porque? Ai meu
Dos Sr. Vsrrjan com modo de defuulos!...
_ Tamos na na do R. .. nma casa chela dn va-
dios cqm fama de corso ; es-es enhores, alem defa-
zerem sua inorada na varanda o qun nilo lie da
conla ia%_ajingiirn^ (-alie ni laes escndalos, que
prtaiibem asjfamlias chagarern* sjanallia. Sabemos
que ha naquelta ru i diversos pas de familias, que
e-lu) disposloscm repriimrem rom energa easas de-
pravaeoes e escndalos. Nada de imprudencias, a
polica com os marrecos. Releva notar, que deseja-
mos saber os nomes desses e uniros, que querem fa-
zer e far.em dos sus visiuhos ssrosl ile cabelieiru.....
(Irande prnfnnacao '. Ue preriso ver.se
para crer-se. Os cadveres muito breve sao con.lu
lides para o cemilerio, alravr-sados nas garupas dos
cavallos. ltimamente, nem o esisAea Ao mais er-
melicament' fechados, a ponto de sentir-se dos so-
brados o felid'i dos cadveres. Os cavallos, alem de
i'iciltaiitct e eambaleaHta, quando os bolieiros dasa-
llies alguma manguar.nla, qoerem entrar pelas .ra-
sas, como nos consta, que li/.eram no aterro, que
Mr. Barrilior vio-sc em apuros, e muito crusurou o
deleivu de lies veliiculos. Qaando vollam os co.
ebeiros liram os pannos morluirios,fazcm nina trou
xa a n'-senlam-se em cima, sem o inaior respciio
croa qoe o decora. A pulieia, quesein duvi la ig
n-ira lu lo Isso, ponha termo a lano insultar a vene-
rar.lo de lodos es chrislaos.
At scnlmr.is do aterr.t fizeram-no* nm ubai-
XO as*ign fis'em conducidos pelo aterro, mandones fuir-
te tas rom amb'tlanrias de perfumara* preparadas
em rasa do Sr. I Aconte A'-ho-thes raziii. porque
as senhoms naturalmente mnitose lemem da opi.le-
mia, porque o que ellas mais receiam sao as dejec-
{Oea, e eis porque raras silo as mocas que em cabin-
do do cholera escapam. porque, lie do queeslil') bem
liares, he dellas dizerem riga !
Conlinuam os habitantes da rila Imperial a bebe-
rem a larrivel agua lio terrivel chalarla, quo htndu
por um noeso leinbn'-le, melhora lo, agora conli-
nuam a nao qoererem esgotar essa agua que esta
causando necessiiri.imeute grande damno a aquelles
habitantes. Ora, islo nao presla, sentones desse
chafara, abraiu suas tornearas, deixem sabir esse
veneno, e depois com as IrezenUs mil tornearas
arrolliem - por mcller no iiueho tuna agua, que do uiudi para
o ontro crea nato verde.
A Dolida do Recife que lenha paciencia com-
nosro, acabe com essesqualro r.eletlos do becco da
Lana, que sfio mais lerrivcis para mor.lerem, do
que qotnlo enfermeiro ha de hospital cholerico para
beber viiihn do t'orlo. Apropasilo:
r.onsl.i-nos, que alguem lo ho-pilal da ra da
Aurora he agradaielmcntr /sitado, e que.....maos
visinlms tem as Minrenles nrphas !
Iilms.Srs.redactores.ia fagina AruUa.romos
lesieniujeha do facto seguinte. No dia 16 Ao corrale
s 10 horas la noile foi reeolhido a u:n hospital [>ro-
visoiio desla ridaile um preto escravo, islo por or-
dpin'da ulna autoridade policial, cujo escravo, falle-
reu pouco den-iis, e toi soterrado como pobre, lie
venia Je quo lalrez adona ou dono ito escravo ven-
do o perigo em que se acliava o prelinbo uito so o
livesse feilo reeollrcr no hospital, como (ambem
ferrada depois do moli. R-cife A de fevereiro de
IK'rti. Assignado e responsabilisado.
Loiisla-iios, que os qtiarlets das guardas acham-
se em pessimo estado quanto a sua limpeza, de sor-
le que ha tim verdadeira marlyrlo passar-se all
as -1\ horas de servieo. Pedimos providencial a res-
iteilo.
O nosso inlolligeiile Corrcio Ambulante por on -
de embolar, que nio nos lem dado um ar de sua
graca '! Parece, que as suas p?squisas desla vez slo
grandes....
O respeitavel Sr. padre -.gario de Sanio An-
tonio .irii ti,ido ao nosso redao romo digno pastor,
foi ii ra doCilabouco, e achou fielmente o qoe ba-
tamos noticiadotima casa cheia de pagaos. I'oram
baptisados.
Consta-nos, que na ra da Citoria faram lirados
pelo Sr. Rufino de dentro .le urna casa dous cad-
veres cholencos, sendo tambem baplisada urna mo-
ca de Di annos que eslava em estado lgido, depois
do que exprou.
Ale amanhaa.
CMARA ntUNIClPAI. DO RECIFE
SESSAO' EXTRAORDINARIA DE 13 DE FEVE-
REIRO DE 1806.
Prsenles os Sr.. Reg, Oliveira, (ameiro, Mello
e 1-r.iuca, que p-eslou juramento e lomoa assento,
abrio-se a soss.'io c fui lula e apprnvada a acia da
antecedente,
Toi lido O -ivtl.nl
EXPEDIENTE.
I'in odicio do Exm. presidente da provincia, di-
zendo, em rcsposla ao desta cmara de li do corre-
le, que poda a mesma cmara, como propoz em di-
to ollicio, mandar comprar gado costa dos seu
cofres para ser lalhado ao povo, nos acougues pu"
bucos pelo menoi preco possivel, deduzidas as des-
pezas indispensaves, lieando certa de que acabava
de recommendar ao chefe de polica a expedicao da*
convenieules ordens, para que as autoridades poli-
claes autiliem aos agentes mtiuicipae, na execuco
de semelliaule medida. Posto cm discussHo, o Sr.
Reg ponderen que era preciso que a cmara re-
lleclissebem no que ia fazer, para que nAo fosse lu-
lar com dilliculdades insuperavcis sem polerrca-
lisar o seu pettsameulo, e propoz se nomeasse urna
commiMe para estodar o indicar o meio pralico de
se levar .i elleito semelliaule medida ; o que foi ap-
rois porto o dolo moderno. Seu camarote toi lodas
as uoiles eiilulhado de ramalheles maravilhosos viu-
dos das estufas do impossivel ; lodas as noile, a dea-
paito das reiteradas prohibic/ies, a veslidora deixou
sobre seu vesluario os prsenles de Turrare!, e os
bilheles amorosos de Moncade.
Marianna nao licitara seu aposento ta na de Cha-
brol; porm a velha dos rhcumalismos lora substi-
tuida. Al abi veio perseguida n curiosidade ; o ser-
vente de Ihealro encarregado do levar-lhe os bulle-
lins de repelirao, leve dahi em dianle todas as ma-
nillas as mAos rheias de mcusagens e de bilheles de
visitas.
Kn(re os bilheles que aprescnlavam-se mais obs-
(iiiadamenle no seu camaiote dos Italianos c no sen
aposento, Marianna distingui o de um mancebo
chamado l'clippe Beyle.
Ireneo disliuguio-o tambem.
Escrevamus aqui em ledras de fogo : cutre lodos
os supplicios, que o pola lloreulino compraz-se em
un n.loar us circuios de seu poema infernal, nilo
ha nenhuin que seja romparavcl iquetlc que con-
siste cm amar ama artriz. Poder-se-hia fa/.er nm la-
go capaz de cubrir a Europa com as lagrimas en san-
gue que bao feilo derramar essa miillieres bnlhau-
tes desde a iiiveneao dos espectculos. Apenas [ro-
neo vio om lustre resplandecer sobro o objeclo i'e
sua adorarn, presentio ns ollrimeutos que o aguar-
davam. Lsnrou cssa noile um olhar odioso sabr o
Ihealro lodo, c comprebendou que enlre elle c o
publico a lula ia comecar.
Enconlraudo-se com o edilor de msica em un.
pensinenlo commum, apressou a partida de Mari-
anea para a Inglaterra.
Marianna deixou Paris com cerlo pez ir; senta
abandonar assim sea publico, e nao obstante todos
os raciocinios que o amor stiggerio a Ireneo, ella ac-
cusou-o de egosmo.
Onvm dizer que a eiceprao do talento c da bel-
leza, Marianna mo era superior era nada as oulras
niiilhercs. Era um espirito por crear, una alma por
animar. Assim, ninguem poda eslraoba o primei -
ro dcsliiinhramentti de seu amor proprin. Demais,
romo loria participado dos recetes de Ireneo, se a
arle fazendo-a passar pela mais bella parla s Ihe
prometlia encantos 't
Alguns negocios fizeram que Mr. de Tremolen nilo
parlisse ao mesmo lempo quo Marianna. Picoa um
mez em Paris, a esse mez bava de er-llie funesto.
O primeiro bilhete de visito que Marianna rece-
ben dous das depois de sua ebegada a Londres toi
de l'elippe Itevle.
KeDppe Rovle nAo era como Ireneo um persona-
ecni disciuloTT modesto. Seu exterior, alias dos mais
favoraveis, aniiiiuciava o bom humor e a audacia.
Tinha eslalura elevada, rallara alto e obrara com
promplidio. Perrebia-se nclle algnma cousa da ra-
ra dos corleses militares da poca de Luiz XIII.
Osieniou logo com estrondo suas preteoeAes sobre
Marianna. Era excellcnle nn-io senao para afaslar
seus rivaes, ao menos para iulimida-los ; porquanlo
embora o neguem os coraees delicados, nada lia
como a onsadia para ler bom successo, lano em
amor como em litteratura.
A todas as sublilezas do senlimcnlo a materia das
mullieres preferir sempre a declamado e as teme-
ridades, e foi na materia das mulhcres que clsssifi-
camos Marianna.
Por isso toi-lhe impossivel emfim,isto he, ao cabo
de alguns dias, nilo conceder sua atienen a es.e
mancebo singular que enviava Ihe llores de nianh.la
e ilc larde, carias de tarde e de manbaa, que no
Ihealro nnnea alT.istava della a aculo, e que ella li-
n!n certeza de encontrar todas as vezes que s.iliia.
Essa imporlunaeao que pareceu-lhe rom ralla
muito inslenle, leve o resudado progressivo de en-
colerisa-!a, depois de faze-la rir, c emlim de cnlcr-
nece-la.
Ella camparon i pbvsiouomia ous.nla c alegre de
Filippe Bejle com o temblante melanclico de he-
neo. Essas mane-.ras sem diivida um lano vulga-
res, mas quo a eiilevavain e afoaentavam as rcllec-
t">cs, embriagaram-na como lea podido fazei om
vinho mu forle. (Juiz ser ainada com prazer, pois
su o linha sido rom melancola ; julgou que desses
don homens o superior era aquello que sollicitava
oamor rom despotismo em vez de espera-lo com hu-
mildade. Emlim Marianna estimava muito a ireneo
e no poda amalo ardeotomenle; bem sallemos
que estas colisas sao crue-is para serem laucadas so
bre o papel.
Em una palavra Marianna cuja uni.lo fora pura
rom Ireneo de Tremeleu, succumbio com l'ilippe
Bex le.
linha eoUodesoiloannos.
l'ilippe linha obra de vinle o asilo ; era espirituo-
so c raciocinava suas loucuras. I-ora mullas vezes
rico, o lanrara a riqueza pela janella como um pu-
nliado dc'ainendoas. NAo compreheiidia a mcia ti-
pulencia, quera ser nteiro, e caminhava para o fu-
tura com a firmeza de um filho familia, que lem
crdito Ilimitado cm casa deum banqueiro.
Sens pas que traa ricos mercadores da Norman,
da baviam-no feilo primeiramenle auditor no con-
selho de eslado, o que Ihe dera entrada nos sales
da' linancas e na corte de Luiz rdippe. Elle nilo
quera mais do que isso. Seus insliuclos antes do
que seus gustos afaslavam-no da aristocracia, cujo
papel julgava quasi terminado. Tendo licado no
comedio justamente o lempo ecessario para apren-
der a andar e assenlar-se, lan'rou se travs da l'.n-
provado, sendo Horneados para a cnmmiatau n Srs.
vereadores Oliveira, Reg e Albuqoerque, e e Dr.
Alroforado.
i inlro do Dr. chelo de polica, expaaia astada
em que se acham algumas roas da frezoaiia de S.
Jos, e pedio lo maulaste acamara remover as la-
mas e esgotar os charcos, que nas m- nas aitoteta,
iiim de pjr esla causa no sa desenvolver casa taais
iatoatidade a epidemareinante. Hesnlvea-se qae aa
.tlicia.se ao Etm. presidente, da proviaoia, podiado-
Ihe mandasse ratear depreferencia estas ras, toma ja
se Ihe ollictou de oulra ves, visto ser esle o nico I
de mclliora-la-, ou quando menos construir
no lugar da valla, qua ta faz na ra do Saala I
com direcr.lo aojmar.para etgolo das aguas pluvia
urna rea qae a mesma valla, logo depois de I
la, se entupe c utulirisa con) o transito e do povo.Nesle sentido mandn-se n piadas. aa>
Dr. chefe de polica, arrescaalainla-se qoe a casa
panlua encirregada da Itmpeza da cidade vai rana-
lo esle servieo da melhor maneira ptatiitl. asVi
Ihe sendo permsllido execular em toda a partea
mesmo lempo,
Oulro do mesmo chefe, roinmanieatsa qae, por
ter-l i o Exin. presdanle da provincia Iniciada
que havia aulorisado a esta cmara a comprar aanas
a cusa de seus cofres paraser talluda aa patea aaa
acougues pblicos, expedir ordem aaatertiadti
piliciaes, |iara preslarem lodo o aaiiUe aaa afa-
le da mtiiiii ipalidade, incumbidas da I
pra e venda.Inleirada.
Oulro do advtigado, dizendo que para dar i
ao qus Ihe determinou a cmara acerca da i
litara H a predio |ieri encent a Bernarda tatas i da
Miranda e oulros, fazia-se preciso que a cantara Ihe
indicasse ns nomes desses oulros prnprielarias do
memo predio, afirn da poder contra elles praper
em juizo a competente caglo. Maadou-sa qae a
procurador indagaste o neme delle-.
Oulro do mesmo, dando o sen parecer acerca da
ollicio do subdelegado da freguezia da Boa-Vista.
relativo as mullas que silo pagas indepenstaataa de
processo, e de que faz men.;o a acto deS le Ja-
neiro ultimo. Qaa fosse remedida por capia aa
mesmo sub lelegado.
11 uro do fiscal de'la freguezia, comnsaoieaado ler
o guarda municipal ao sernco da mesma, Kraacis-
i'o Antonio Saraiva, fallado ao mesmo servira desde
o da 9 do crrente, e por achar-se mudo deaale, a
pe lindo Ihe desse a cmara aulorisacio para chamar
quem faca as suis vezes durante o sea impediateti-
lo. Nesla occasiao len-se ama pelicao do referida
guarda, pedindo um mez de licenea para tralar da
su i saude por s- achar mosto doente, coma provaa
com allcstaito de facultativo, que junloatxmee-
deu-sa a licenea requerida com melade do venc-
mcnlo, lieando n outra metadejpara ser perretuda
por quede que fizar as su ji rateo, e qae for cha-
mado pelo fiscal, quem se cooeeleo aalarisaraa
para o lazer.
Oulro do mesmo, participan lo ler multado a Jete
Joaquim Comes Duarle, por o ler eacaalrado des-
embarcando para o ten arm.urm. na raa da Prala,
urna poreao de carne tecci iala iramenle arruiaada.
Inleirada.
Outro do mesmo, informando acerca da peticao
de Jos Uigino de Miranda, relativa a obra qae pre-
tendo fazer no seu sobrada na raa do caes do Ramos.
Mandou-se dar cor.lear.To.
Oulro do procurador, remellando o balance da
receiU a despeza ila mez de Janeiro ultime.A'
e iiiimi-s.o de polica.
Oulro do mesmo, participando ler recelado ae dia
8 do crrante, da Ihcsoararia de hienda a rasada
de iriii;i^, mandada dar peto governo da previa
cia, ara soccorrer as despezas com a continaarao
da iimpeza da cidade.Inleirada, eraandoa-ee re-
collier o dinheiro ao cofre.
Oulru da commiss.ln beneficenla da frenaste tos
Afogados, expando o que fizera para limpar e at-
seiar o povoado da mesma freguezia, afirn deatle-
ntiar os elTeilos da epidemia reinanle, a dizendo qae
nilo pudendo carresar rom loda toda a despeza fasta
c mi o mencionado servieo c com oulra* medidas ai
bem do povo, hotivesse a cmara de satisfacer a im-
|i-riinna de "t^SSil, gasta com a mesma limpea,
visto ser esle Irabalho da competencia da monk-ipa-
Itdadc.Mandou-se pagar.
Oulro do administrador do errailerin, remetiendo
a quanlia de M?, sendo lii- de i sepallarat reser-
vadas, em que. foram inhumados os cadveres da
Manoela Mara da Concedi, Joao, menor. I'r.
Luiz, e Margarida Antonia, e II? (ambem de 7 se-
pultura da escravos, em que se enterraras as car-
pos de Filippa, Joo, Margarida. Lotirenc Anto-
nio, Maria c Eleoleria, fallecidos, tanto estes como
quedes da epidemia reinanle, e lodos no caos de
nilo lerem sepultura gratuita.Inleirada, e man-
dou-se remeller o dinheiro ao procurador pera a
fim conveniente.
Oulro do engculiciro cordea.lnr. informando acer-
ca da p etica o de Vicinte Jos de Urde, que prejton-
de levantar more no sea terreno, na Seledade.
A' commisso de edificacSo.
nutro do administrador da companhia de Ribai-
rinhos, parlicipando qual o servieo feilo de 4 a 9 aja
crreme.Que sa publiratse.
se, la/ci

ropa, e percorreu as embalsadas, (iracas a altas
proleccoes e sobre lado a mudas importunar/es elei-
loraes, obleve do governo algumas mistos pesco
importante, ou commisses, qae Ihe enlreabciratt a
porla dos gabinetes diplomticos.
Nessa poca a opiniao das tociedtdes sobre Feli-
pe Bevle poda lesearte ta assim pela seala ame
pisca os olhos :Oh '. quelle nada costa a adiaa-
tar-se.
Com elleito cm saas \ nliarr.es elle adquirir ama
brutal, mas real experiencia dos homens e dea fac-
as.
Oaanlo as mulhcres linha o dom de sajeile-iat
depois de l-las fascinado.
Nilo queremos dizer que bem como todos, lelip-
pe Bex le nao livesse amado. sofTridn, o maldita ;
era mudo inlelligente para nio ler sido victima an-
tes tic tornar-so algoz ; mas coslumava dizer qoe
seu noviciado eslava findo.
De mais chegava .i idade em que secunde nm phi-
losopho do secuto XVIII, que da vida mais esabria-
gadora lirou as doulrinas mais amargas, necestaria-
inenle o coraco parte-se ou bronzea-se.
l-'rlppe Beyle senla de da em da breasear te-
Ihe o coraco.
Tal be a homem dianle do qual Ireneo acbea-te
quando ehegon a Londres.
Cuidou om volt.ir iuirncdintaincnte para Paras ;
parm fallou-lhc a forra. Seu amor augmentara
durante um mez de separaeo. emprecado por elle
em alagar pnjerlos, em preparar planos para aaa
futuro sereno c potico. NAo quiz renunciar em
una hora a sonhos ama-.ules por assim diter estas
a melhor parle de seu sangue e dnirados com to-
dos os raios de su imaginaeo. Obamoo em seta
socorro os rariociuioa mais eilraordnario, evo-
ron as esperantes mais absurdas. Debadle a digai-
dade csteiideu-lhe a braco de marmure para reeon-
dnzi-lo, elle repcllio-s, e engolfou-so em seu charo
e doloroso erro.
Ireneo licou pois cm Londres. Dorante sen me-
zes foi visto na Opera assenlado no mesmo lagar,
lendo ns olhos vidamente filos sobre otcenario quan-
do la Marianna apparecia, e a fronle apiada tris-
temente na mai. piando ella tinha desaparecido.
SoUre, mancebo baixa os olhos para que nelles
se nao vjam as lagrimas! Applica os dedos a gar-
ganta para conler ossoluros. Tua almas* dilfunda
e filtre alravez das olas genieules da msica do,
grandes raeslres.
SolTre eslas na idade de sollrer To coraia
lem sangue para lodas as espadas ; no lemas ir aa
encontr das feredat! ,
XonUnuar-te-M.

MUTTOtDD"
ILEGIVEL


MARIO f KMMBUCO SEXTA FE IRA 29 DE V-R|P OE 56
Oalro do memo, MIMA a recepto do que a
cmara llie dirigi, acompanhado de oulro da com-
inissao de hvgi.ne, e pedin.lo Ihe d.clara.se a c-
mara, se o proprielarios do terrenos particulares,
quo lem de ser aterrados, devem ser ou nao avisa -
dos previamente, em virtuJe das posturas, visto qoe
leem ellcs de ndemnisar cmara as despeas do
aterro*. Estando presente o fiscal de S. Jos, e sen-
do oovido respeito, disse que liolia hilo aviso ao<
mismo! proprielarios, e at os multado.Isto mes-
mo mandou-se responder io administrador.
Ootro do mesmo fiscal de S. Jos, participando
lerein as aguas pluviaes com as da maro arrocinado
a estrada do Matadouro, e innundado as oulros ca-
minhos, que para l conduzem.Out fe oliciasse
ao director das obra* pallucas para mandar reparar
a estrada.
Oulro do mesmo. duendo que M semana de 4 a
10 do corrale se inataram* irl-reze^ra o consu-
mo desla cidade.Ao archivo. ^*
Oulro do fiscal do Poro roprcsnl, lo. afim de
que a cmara providenciasse, como jult, Ve conve-
niente, que o lugar destinado para o cemiletio d'a-
quolla freauezia lira muito diitanle, e he mo o ca-
minlio que para elle conduz, o que occasiona a de-
mora da conducho dos que surnmbcm a epidemia
remante..Oue se livasse ao conhecimento de S.
Exc. a representado do fiscal.
l'"oi approvado o parecer que apresentou I com-
ni!--11 de edificado, incumbida de entender-se com
Jase Francisco Pereira da Silva, e Antonio Jos de
Magalhaes Bastos, sobre o ajuste do preco das pe-
quenas casas quo possuem. ao lado do norte da pon-
te Velha, do liedle, eqne segundo a plaa da cida-
de, devem ser demolida* ; dizendo a enmmis-ao nao
ter podido accordar com os referidos proprielarios,
visto que o primeiro exige H:O6t)000 c o segundo
2:0003 de ris pelos referidos predios ; precos exor-
bitantes, sendo o primeiro prnprietario sobre modo
exeessivn e fabuloso, que s revela o desejo que elle
lera da fazer a obra, que pretende, para o que lem
usiilido, embora prejudique a edificado c o afor-
inose.iniento da cidade por aquello lugar ; mas que
todava, pareca a commissao que com o cidadao
Magalhaes Bastos se poda chegar anda um accor-
do, pelo desejo que raoftra de harmonisar, devendo
a cmara fijar um preco para Ihe ser oflerecido ; e
que, quanto ao primeiro, devia-se promover a des-
appropriacao do predio pelos meios legaes.Incum-
bio-seao vereador Reg de enteuder-se com' o ci-
dadao Magalhaes Bastos, e ollerecer-lhe pelo seu
predio 1:0009 rs.. licando por ora addiada a des-
Africano livre, natural de Luanda, com 70 anuos de
idade, casado, conduzido pelo inspector do primeiro
quartcirilo.
Sabio reslabelecido n guarda nacional l.iobino
Francisco das (".hagas ; ficam em tralamonlo 21 do-
cnles ueste hospital.
Dos guarde a V. S. Hospital provisorio no ar-
senal de marinha 20 de fevereiro de IS.Vi.lllm. Sr.
I)r. Cosme de S Pereira, presidente interino da
commissao de hvgiene publica. Joaquim Jos Ai-
res de Albuquerque, cirorgino do hospital.
Illm. Sr, Entrara honlem ao meio dia, o fal-
lecer 7 horas depois o preto Jos Iguaria, natural
pelo inspector do primeiro quarteiraa do Rceife;
Joaquina Mara da Conceic.au, parda, idade i.") an-
nos, viuva. natural desla provincia, filhado Francis-
co Jos Pereira, remedida pelo inspector do 17"
qnarleirao as 7 horas da noite, e falleceu asll e
mcia ; Jowfa Mara do Espirito Santo, parda, sol-
teira. dade :I5 anuos, lilha de Francisca Nogucira,
natural de Caraiihuns. remettida pelo inspector do
IX" qnarleirao as 10 horas da iioile, em estado gra-
ve ; falleceu as II horas c mcia da manh.la ; falle-
ceram honlem, Antonio Jos Dias filho de Antonio
Jos entrado no dia 25, o patrao desle arsenal Vi-
cente Ierre ira da Costa ; o marinhero do mesmo
Antonio Martins da Silva e Jos Antalo Pereira
entrado no dia 21.
Enlraram hojeosAfricanos livres Antonio,Bernar-
do e llivmundo. aprehendidos ltimamente ao sul
da provincia ; Jos Joaquim de Souza lidio de
I-rarisco Antonio de Souza, natural de lguarass,
idade 25 anuos, solteiro, pardo, remedido pelo sub-
delegado ; o segundo marinheiro Manoel Filppe,
perleneenle a escuna /.indoia, no estado lgido,
Loil Jos da Rota, filho de Joilo da Cruz, idade 10
annos, natural do Cear, conduzido pelo inspector
l.oureiro ; pthxsico c atacado gravemente de vmi-
tos c dyarrhea. Passaram para a eufermiria dos
convalescentes o marinhero deste arsenal Joaquim
da Silva o dous Africanos livres do nomo Antonio
(erceiro c Antonio quinto.
heos guarde a V. S. Hospital provisorio no
arsenal de marinha 27 do fevereiro He 1836.Illm.
Sr. Dr. Cosme de S Pereira, presidente interino da
commissao de hvgiene publica.Joaquim Jos Al-
tes de Albuqurrque, cirurgiao do hospital.
Heladio das pessoas que falleceram do cholera e fo-
ram sepultadas no remiterio publico das l horas
da tarde do da 20, as G da tarde dodia 27 de feve-
reiro da IN5G.
Mere,
apropracSo do oulro predio.
Foi concedida a demissilo, qile do cargo de fiscal;
da Murbeca, pedio Hermenegildo Eduardo do Re-1 Xnmero 175I'edro.Pernambuco, liranco,Santo Ali-
go Monleiro.Mandon-se reccommendar mi liseaes! Ionio, em casa
o eumprimento da postura, que prohibe os dobres. I '''em '"'Manuel Jos do Nascimenlo. Pornam-
repiques de sino.
A" commissao encarreaada de visitar os estabcleci-
mentos de caridade e prises civis c militares, e pro-
pia r a bem delles, o que uchasso ronvenienle. apre-
sentou o resallado do sea trabadlo, que mandou-se
remcltcr ao E\m. presidente da provincia, e publi-
car pela imprensa.
Despacharam-se as pelic,oes de Antonio Jos da
Costa e Silva, de Antonio Goncalves de Moraes, An-
tonio Joaquim Correa. Ballhar & Oliveira, Diogo
llallidaj, Francisca Joaquina do Nascimenlo, Fran-
cisco Antonio Sarniva, Hermenegildo Eduardo do
Kego Monleiro, Joaqoira Jos de Mello, Joaquim
Alves Barbosa,Mearon & C, Jos Hygino de Miran-
da ,*e levantou-se a sestao.
Eu Mantel Ferreira Mcioli, escrivo a cscrevi.
Harpo de (apibaribe, presidente.Cameiro./le-
go. 1 ilivelra.Mello.
HEPARTIGAO DA POLICA
Parle do dia 28 de fevereiro.
Illm. eEim. Sr,Levo ao conhecimento de V.
Exc. quedasdiflerenles parlicipacoes hoje recehi-
das nesta repartido consta que se deram as se-
guinles occorrencias:
For.im presos: pela subdelegada da freauezia de
Sanio Antonio, o porlugaez Antonio lavares Cor-
deiru, e o preto Francisco Antonio, ambos por cri-
mo de furto.
buco, :t7 annos. casado, preto. S. Jos, em casa.
dem 177Candida llosa, Pernamhuco, 20 annos,
solleira, parda, S. Jos, hospital de S. Jos,
dem 178Isabel Thereza da Silva, Pernamhuco, 70
annos, casada, branca, Boa-Vista, em casa,
dem 17'.)Firmina. Pernamhuco, 2 annos, parda,
Sanio Antonio, em casa.
dem 180Isabel Mara da Purficaeao, Pernambu-
ro, :S anuos, solteira. parda, S. Jos, em casa.
dem 1SIAnna Joaquina de Souza, Pernamhuco,
00 annos. viuva. branca, llccfe, em casa,
dem 183Maria Magdalena de Abreu, PernambO-
co, :I0 annos, casada, parda, ltecfc. em casa.
dem SIICalhlrina Maria da Conceicao, Pernam-
huco, :I8 annos, viuva, parda, liedle, em casa,
dem -ilVicente Ferrcira l.iaiulro, >Araeaty,26
anuos, sollciro, pardo, Itecifc, hospital de mari-
nha.
dem 1S1Manoel Jos Ferrcira, Pernambuco, lj
annns, casado, tranco, llecife, 1111 casa,
dem iSGJos Ignacio. frica, 70 annos, prelo,
Kecife, hospital de marinha.
dem iN7[gnei Mara da Conceicao, Pernamhuco,
lili annos, viava, preta. Rccif*, em casa,
dem SSFrancisco Jos da Fonceca, Pcrnamburo,
viuvo. brinco, lloa-Visla, em casa.
dem 189Maria Thereza de Jess. Pcrnamburo,
33 annos, solteira, parda, Boa-Vista, coslorera,
em casa.
dem ISOJoaquina Casemira dos Mari)ros. Per
b pela subdelegara da reauozia da Boa-Vista,, Mmboto anilos viuva, brallca, Boa-Visla, em
o pardo Joso lloriodo do Rosario liitiroaraes e ftM
J0.10 Nones do l>uctroz, por desobediencia.
I dem 491Belarmino ',ornes, Pcrnamburo, 14 an-
Secrelara da polica de j ,_ !^ttite, pardo, Boa-Visla, em casa.
Pernamhuco 28 de fevereiro de 185G.Illm. Sr. Idem jo-2Mara Senhorinha, Pernambuco, SO an-
deos guarde a V. Ejc.
ion- llicii 1 Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe dt polica, .m';
Carlos de Paira Teixeira.
As noticias recebidas honlem do Bonito anniiii-
ciam qu tinha fallecido o Dr. Manuel Rodrigan
Pinhciro que all cardocamenle se prestava ao Ira-
lamento dos doenles. Ein Grvala, perleneenle *
mesma comarca, al o momento f23 do corr le)
em que l chegou o Dr. Araojo Lima, haviam i..-r-
rido :(00 e tantas pessoas, depois s morrera urna
prr11 ; enlretanlo a epidemia ja cnnlinuava a decli-
nar naquella povoacao, e nos oulros pontos da* co-
marca eslava qnasi eilincta.
A cidade da Victoria cnnlinuava sem novidade,
e era I'ombns o mal ia declinando.
Na Escada tem tomado ma.s inlensidade : e fal-
lecer o acadmico de medicina llamingos Tertulia-
no de Azevcdo Campos. Ilemctteram-se i cargas
de bolachas, 2 de arroz, baca e urna ambulancia.
Em llji iciros > epidemia a fazeudo mudas vic-
timas. Remellen-se mals ama ambulancia e 1 peca
de hacia.
Das noticias de Serir.liaem em dala de 25 do cr-
reme eon-la que al aquella data haviam Gl pessoas
lacadas, das quaes haviam sacecumhido (i. Tinli.i-se
encelado o oso das fogueiras, e havia falla de gne-
ros alimenticios. No lugar denominado Barra fo-
raan atacadas at o dia 2I;.G pessoas, das quaes fal-
leceram .">. O nuniaro dos aneciados ia em decres-
ciuisnlo.
BL'LLETIM DO CHOLERA-MOllBLS.
dem 259Antonia, frica, 90 annos, Rceife, em
casa.
dem 200Fernando, Pernambuco, Sanas*, S. Jos,
em casa,
dem 961Antonio, frica, 39 annos, S. los, em
casa,
dem 202Maria, Pcrnamburo, O annos, solteiro,
Boa-Visla, em casa.
dem 2li:iJoaquim, frica, 15 anuos, Boa-Vista,
em casa,
dem 264Anloeio, frica, W annos, sollciro, lloa-
Vi-ta, em casa,
dem 2G>Mara, frica, 511 annos, solteira, Sanio
Antonio, em casa.
dem 266Rill, Pernamhuco, 70 annos, solleira, S.
Antonio, em casa,
dem 207Calharina. frica, 70 annos, solleira-
Boa-Visla, em casa,
dem 268Maria, Afrira, i! anuos, solleira, Recilc,
em casa,
dem 269Izidoro, Pernambuco, 30 annos, sollci-
ro, Rceife, em casa.
dem 270Antonio, frica, .11 anuos, solteiro,&
Antonio, em casa,
dem 271Mara, Pcrnamburo, :10 annos, solteira,
Boa-Visla, em casa,
dem 272Rita, frica, 50annos, Itecifc, em rasa,
dem 27:1Bonifacio. :li anuos, llecife, em casa.
dem 271Maria, 30 anuos, S. Antonio, em casa,
dem 27."iManoel, 18 mezes, S.Jos, em casa,
dem 270Josepha, frica, 94 annos, S. Jos, em
casa,
dem 277 -Joao, frica, l.j annos, S. Anlnnio, cm
casa.
Iletiimo da mnrlahdaie.
Morlalidadcdo da 28 at as 6 horas da larde 77
lloinciis :!."> mulheres 35 prvulos".
Total da morlalidado al hoje880.
Humen. 4,>jmulheres 119 e 7 prvulos.
Recfe 28 de fevereiro de 1856.
Acomnjisso de hvgiene publica interina,
l)rs. ,s'(f 'erHra, presidente.
firmo Aiircr, secretario.
/. I'oggi, adjoncto.
&'0mmtmiftt&>.
Das participaces recebidas, consta que exisliam :t
doenles cm tratamenlo na enfermara da Boa-Visla,
tahiram curados 2 e falleceram i, iso em dala
de 27.
Os movmenlos do hospital de marinha da mesina
dala v3o abaixo transcriptos pela publicarlo do ofli-
cio de seu cncarregado.
Do hospital provisorio de C.armo de 21 al hoje
consta ahircm curados 2, fallecidos lOeacham-jc
cm tratamenlo 14, 7 homens o 7 mulheres.
Illm. Sr. Participo n V. S. que entrara hou. |
lom a larde, Antonio Jo> Dias filho de Antonio
Jos natural do Rio Grande do Norte, 25annoa de
idade, pardo, solteiro ; fora atacado a urna hora da
larde reste arsenal, onde se achava engajado pelo
sub lelegado para condnceao dos doenles em padiola,
efalleeeu hoje s7 horas e mcia da manual ; Jo-
quim Jos de Sant'Annn, preto, de 4j anuos de
idade, remedido pelo inspector Jos Isidoro Perei-
ra dos Reis, chegou sem "falla no eslado lgido, as 2
horas da tarde fallecer tros horas depois fveo ja
ungido) Antonio (erceiro. Africano livre, remedido
pela capitana do porto, as 2 horas da larde ; va
sem novidade. .Mara do Carino da Canceieao, li-
lha de Joao de Dos, com ."fi annos de idade, parda,
viuva, natural de Maricola, enlroo as 2 horas da
larde, conduzda pelo ospeclor de Fora de Portas,
de uom,e Dadivo, 1 eslado grave, vai melhor.
Maria Francisca da Concejero, parda, lilha de
Manoel Ferreira dos Sanios, 30 anuos de idade, na-
tural de Campia Grande, cnlrou as 4 horas c tres
quarlos da (arde no estado lgido, casada com Ma-
noel da Cosa, iveio ja ungida) e falleceu G horas
depois.
Joao Ferrcira Pacheco soldado do i" balalhao de
artilharia perleneenle a guarnirao di, forle do Brum
conduzido em padiola as G horas da tilde por seus
camaradas atacado da epidemia na ponte do llecife,
como fulminado, os seus companheiros quando o ti-
raram da padiola ja o na conheciam pela mudan-
ca rpida de phisionomia, J-Iler-u i horas depois ;
falleceram honlem as 7 horas da noite os Africanos
livres de uomo Jos, c Vicente ltimamente apre-
hendidos ao sul da provincia, entrados'pela ma-
hf, (lgidos) esta gente faz por occollar os pri-
im iros symptomas da molestia ; he para lastimar,
que oiisliudo hospilacs em (odas as freguezias desla
provincia, a maior parle dos doenles irjam remedi-
do para ellcs qoando 11S0 ha esperanzas de vida,
no fian de qostro e seis dias de soffrimento no eslado
lgido, confessados e ungidos; eomo se ver da pra-
nos, casada, Boa-Visla, em casa.
dem 493J0S0 Jos de Oliveira, Pernambuco, 1S
annos. solteiro, pardo, Boa-Villa, soldado do &M
balalblo, hospital militar.
dem 404Antonio Martins da Silva, Aracalv, 19
annos, solleiro, pardo, Recilc, hospital de mari-
nha.
dem 195 Antonia Maria da Coneeieao, Pernam
buco, 20 annos, solleira, parda, Boa-Visla, co.lu-
rcira, em casa.
dem %Jos Eslevo da Silva, Pernambuco, 21
annr,, prelo, Boa-Visla, em casa.
dem 197Joaquina Maria da f.onceieo, Pernam-
buco, i.*) snnos, viuva, parda, llecife, hospital de
marinha.
dem 198Thereza Alaria de lesui, Pernambuco,
29 annos, solteira, parda. Sanio Antonio, em
casa.
dem 499Jos, Pernambuco, !! annos, Santo An"
Ionio, em casa.
dem 300Mercnda, Pernambuco, 10 annos, sollei-
ra. parda, Boa-Visla, em casa.
dem 30! Jos' Velloso, Pernambuco, 2 annns, par-
do, San Jos, em casa.
dem 302Jacinlho Pereira da Silva, Pernambuco,
10 annos, viuvo, pardo, San Jos, hospital de San
Jos.
dem 503.Manoel Thomaz, Pernambuco, 70annos,
sollciro, brinco, San Jos, em casa,
dem 301Josepha Thereza de Jeras, Pernamhuco,
101! annos, viuva, S.Jos, cm casa,
dem 303 llenriqoe, Franca, 4 annos, bronco,
Boa-Visla, em casa.
dem 306Jos Pereira da Cruz, S. Paulo, 10 an-
nos, solteiro, pardo, Boa-Visla, soldado do 2. ba-
lalhao, hospital militar.
dem 307Maria l/uiza dos Sanios Corrcia, Per-
nambuco, :li annos, casada, branca, Recfe. em
casa,
dem 508Silvestre Rodrigues dos Sanios, Minas
Geraes, 10 anuos, sollciro, pardo, Boa-Vista, sol-
dado do 2.n balalhao, hospital militar.
dem 509Francisca Fauslna, Pernamhuco, JO an-
nos, vifiva, preta, Santo Antonio, em casa.
dem 510Joao, livre, frica, 80 annos, sollciro,
preto, Santo Antonio, em casa.
dem 311 l.nzi da Conceicao, Pernambuco, lili
annos, eolleira, preta, Santo Antonio, cm casa.
dem 312Benedicta, Pernambuco, branca, viuva,
Boa-Vista, hospital da Aurora,
dem 513Manoel Bento, frica, 50 annos, vivo.
preto, San Jos, cm casa,
dem 314Joaquim Ferreira da Silva. Parabiba,39
annos, casado, pardo, S. Jos, hospital de S-
Jos,
dem 313Mara Jos do .Nascimenlo, Pcrnambu-
ro, )'i annos, solleira, parda, llecife, em casa,
dem 516Antonio Gabriel des Anjos, M anuos,
solleiro, pr-lo, Boa-Vista, em casa.
dem 317Cmbelina Graciana Ferrcira, Pernam-
buco, 7 anuos, parda, Boa-Visla, em casa.
dem 318Carlos Peicar, Allemanha, 24 anuos,
branco, Boa-Vista, marciiwiro, em casa,
dem 319Joaquina Rosa do Espirito Sanio, Per-
nambuco, 58 anuos, viuva, parda. Sanio Antonio,
emeasa.
dem 520Jo.-epha Mara do Espirito Santo, soltei-
ra, parda, Rceife, hospital provi-orio de ma-
rinha.
dem 521Manela Francisca de Jess, Pernambu-
co, GG anuos, viuva, preta, S. Jos cm casa.
dem502Mara llermina dos Proceres, Pernambu-
co, 35 annos, casada, S. Jos, em casa,
dem 523Michacla Archsnja, Pernamhuco, SO an-
nos, S. Jos, cm casa.
dem 521Candido Rodrigues Pereira da Silva, 15
annos solleiro^preto, Sanio Amonio.
/iteraros.
Nuncio 251Maria, Pernambuco, 80 anuos, sol-
leira, Boa-Visla, em casa,
dem 255Aulouio, Pernambiii'o, I uno, Saulo
Antonio, cm casi.
dem 256Harco, Peinamhuco, 8 annos, S. Anto-
nio, em casa.
dem 257Gonrallo, frica, 15 annos, llecife, em
casa.
I lome, por rerio, un mo fajo que bafejou
as iluas empiezas de vas ferraes do Norte do im-
perio, li.ilna e Pernambuco Nao procuraremos
osmirilliar as causas que para isto roncorreram
nao procuraremos, mesmo,attribui-las quemquer:
que seja, mismo uressupor urna m f 1(110 nao est
ao nosso alcance prnvar. Entretanto, repelimos,
um mo fado bafejou essas empresas.
O Rio do Janeiro nrcorJou depois do mis, suas
vistas foram triplicadamente maiores, os capiles
reclamados mudo mais afollados ; e aperar
disto, a estrada de Pedro 1j> acha-se em construc-
eao I Pernamhuco o Babia, que nao dormitaram
em suas empiezas, Pernamhuco e Babia que,
primeiras compromelteram suas rendas futuras a-
lim d'augmentaron* o juro garantido pelos pode-
res supremos: Pernambuco e Babia que, por meio
de seus emprezarios e agentes, procuraratn que-
brar todos os obstculos ; que foram grandcmenle
ajudadas e sustentadas pelo goronw imperial, o
qual fez ludo quanto poda fazer umgoverno Ilus-
trado c paternal cm favor de urna ideia til e no-
br, essas duas provincias, repelimos, anda boje
se acharo no ponto do partida, sem lercm realisa-
do as suas emprezas !
Nao temos, por ventura, razio para dizer que
tem havido n'islo um mo fado?
Ainda agora mesmo, lendo o que i este res-
peito diz o correspondente de Paris do Jornal do
Commercin, no supplemento do 2 do Fevereiro e
aasseveracao da respectiva redacrao, doremos crer
em dilliculdades insuperaveis aquellos que se a-
cham testa d'essas emprezas : porem naoconvem
esquorerque o mesmo correspondente parece tao
prevenido que, uem ao menos concede certeza
aos 7 0,0 garantidos pelos cofres geraes e provin-
ciacs c apenas os reputa como una perstecliva
provavel '. Ser isto ignorancia dos actos legisla-
tivos das assemblas de Pernaiirlmro e Babia, pe-
los quaes foram garantidos os 2 0/0 addicionaes
aos 5 0/0 dogoverno gem, ser m vontade'.'
ser m f?
De nossa parle, como confiamos sobre manei-
ra no fuiuro do nosso paiz, c como estamos con-
vencidos de que a demora, c somonte a demora,
que hoqye na conclusao d'esscs negocios dou lu-
gar a que as eomplteaeos da guerra do Oriente
Ibes viessem .1 servir de obstculo, oremos pamen-
te qno o pcnsameiUo de paz que se vai ltimamente
desenvolvendo na Europa, conforme as ultimas
noticias, facilitar a breve rcalisacao d'aquellas
emprezas, tan prenhes dcvanlagens, quer para as
provincias a que sao destinadas, quer para os que
n'cllas se envolveren!.
Entretanto, para que estas cousas, que tanto
nos interessam, nao passem desapercebidas, jul-
gamos conveniente, nao s aventurar estas ligaras
reflexdes, porem ainda transerever o tre de cor-
respondencia quo nos referimos, 00 pensamen-
to, alias rasoa\el e justo, quo emitlio a Ilustrada
redaccao do Correto Mercantil, em seu n. 34
do anno correte.
Sinto ter de annunciar que, segundo as noli-
cas que recebo agora de Londres, mallograram-se
por em quanto as esperanzas que I-avia respeito
da prompta realisaco das fias frreas do Pernam-
buco eda Babia, apezar dos incansaveis esforcos
dos Sis. Camino Moreira, Eduardo de Moinay e
Marccllinn Jos Coelbo.
O faci be que eiqquanto o juro do dinheiro
regular em Londres a G 0|0 e mais, como agora,
dillicilimo ser encontrar capitalistas que ciiipre-
giiem seus fundos as estradas do Brasil com urna
perspectiva provavcl de 7 0\q.
Se sao exactas as iniormnces que recebi, a
estrada de Pernambuco tem mais probahilidade de
bom xito do que a da Babia. Est mais adianta-
da, e nao carece das obras de arte de que necessitu
a da Babia, as quaes bao de cncareccr-lhe extraor-
dinariamente o cusi.
As cartas que recebemos de Londres nada adi-
anlam ao que sabamos desde agosto do auno pas-
sado quanto s duas vias frreas projecladas para o
norte do imperio.
Embaraas oppostos pola legaoio brasiletra em
Londres li/eram com que nessa quadra nao se nu-
dessem emittir as ar^ods das respectivas emprezas,
quando ludo Ibes sortia pela modicidade do juro
do dinheiro naquella praea. Embora o governo
imperial, dando urna prava de boa f, rorlasse
com toda a ecleridado os embaracos mencionados,
sabe-sc que no etilanto o Banco de Londres clevou
quatro vezes a laxa de seus desconios, e tornou im-
possivcl por cmquanioo levaniamento deeapilaes
para organisaro de companliias de estradas de
ferro.
He esla a ra/.o por que as vias frreas do
nono do imperio nio se acham cm plena execuco.
He porem quesio de pouco le:npo mais ; por
|ue os concessionarios de ambas j teem na praea
de Londres os estatuios das respectivas comp-
nbias, approvados deliniivamcnte pelo governo
imperial, eos decretos da Glacsio do capital, bem
como insirucrocs expressas do mesmo governo
legaeSo brasiloira alini de que, cm ve/, de atrope-
lar, anime a organisaro definitiva de taescom-
panbias.
o Para o aclual ministro cm Londres, O Sr.
conselheiro f.arvalho Moreira, nao eram mesmo
necessarias essas nslruco&es,
%$i>tte'p0\t&mci.
Sniores redactores. Como se leuha dilo (pie a
Commissao do llygiene Publica pedir a prsao desse
preto, que porahi anda tratando pessoas accommet-
tidas pelo ekoltn morbut, e vendendo publicamen-
te seu pretendida remedio, ou que elbuiada |>edira
a seu respailo, julffo ronveniento dar publiridade
aos dous iiilicios abaixo transcriptos, o rogo a Votes.
que se dignen de fazs-lo em seu Diario.
hou, seiihorcs redaelores, cam toda a cooiidera-
eao. ele.Dr. Joaquim de Aqaino /'oii.-ccu.
J de fevsreiro de 1S5G.
senle parle ; enlrou hoje ao meio dia Jos Ignacio, l em casa.
dem 258Joao, Pernamhuco, 40 anees, Boa-Vista,
\
ef-
Illm. o Esm. Sr. A Commissao de liygieu
Publica, desde que vio que alguns especuladores e
tinbam prevalecido do eslado de terror da ppula-
(;o para eiplorarcm a sua credulidade, vendendo
por elevado preco pretendidos preservativos contra o
cholera, previo que velhacos, aproveibindo-se do
.
que se altriboia aos prelos do engenl Guararspes,
se apresentaram ; mas nunca Ihe occireu que a de-
aradarao da inlclligeiicia chegasse aonto de sojei-
arem-sc individuos, que raciocinan^ prescrpeAes
de homans crassamenle aorantes, un que se (eria
de ver prelos da Costa d'Africa eieroido a arle de
irar na capital de urna das primein provincias do
imperio, a prelcilo de se haverem dicoherto reme-
dos milaaro'os ; de sortc que nao bslava que pes-
soas nao habilitadas, munidas de caeiras homcopa-
Ihicas estivessen* a exercer functoesue a le s per-
mide aquellas que lem litlos, nei que exudantes
dos prmeiros anuos mdicos se acussero nesta cida
de revestidos de autorisaeao, que nlepois de frma-
los podem ter : era preciso que se cscesse tao baijn,
que se servisso de escarneo mesmo s mais pequeas
provincias do Brasil!
Ninguem poda exercer a arle 'rnr.n sem titulo
conferido ou verificado pelas escola de medicina do
imperio: ninguem pido evpor enda remedio de
composiejo secreta sem que osle lija sido approva-
do pela Jtinta Central. As Comnssesde llygiene
Publica lem obrieae'o de fazer obervar o que pres-
creve o Itcanlamenlo que haiioocom o Decreto n.
S28de21) de selembro de IS5I, e e justamente nes-
se Heaiilamento que se acha prescipto o que se aca-
ba de dizer. A Commissao nao pde deiiar que as
rousas contnuem por este modo ;e por isto recorre
.1 V. Ese., !"- ni lo que se disni de dar rromptas
providencias, porqoanln isto nhs lie urna offtnsa
ao bom senso, sanio urna porla qc se abre para que
oulros muitos especuladores se aresenlem, e colao
ler-se-ha de ver o quo loi vislona cidade da Vic-
toria.
A Commissao nao quer oppor-e a nvestiaaces ;
pelo contraro faz votos ao Allissiio para qoe se dis-
cubra um especifico, ou ao meos am tratamenlo
que d mu bellos resudados; ms nio pude convir
em que prelos da Cosa d'Africa, om suas Rrosseira'
misluras, eslejam tambem a epnrar a credulidade
da popularan. So si;.....medicj*ento ha, a que se
iiirilnian liellos resultados, seja ele cnsaiado sb as
vistas de qualquer medico cm alains dos hospiUes :
verificado o seu elfeilo seja aprtieado por pessoas
eompetenlemenle habilitadas, e nuca por quem o
deseohrc, quando mesmo csse fossi ni'lim, pos que
o Ilegulamento suprariladc prohib fa?eln. He ser-
dada que quem descobre quatqur remedio lem di-
re I > a om privilegio, e pode vcnlc-le, depois que a
experiencia mosira que he preveiteso; mas ser o
nico que o applique, he greca |ae 10 pode conce-
der o aoverno imperial sb ccrtis enndieoes, e de-
pois de ouvr a Junta Central.
A Commissao, lemhrada das uluosas scenas de
Santo A ni i 1. mu lo se empenha en que se repriman*
os abusos de que trata, e espera qie V. E*c. se dig.
nar me mandar proceder como ocaso pede.
Dos guarde a V. Exc. Sala da Cimmissao, cm
sessao extraordinaria 20 do feverdro de 1853.Illm.
e Evm. Sr. conselheiro Jos Bello da Cimba c Fi-
uuciredo, presidente da provinciaDr. Joaquim de
Aquino Fonsera, presidenle da conmjssao.
Illm. e Evra. Sr. l'endo cu lito a V. Etc. cm
um dos roeus ofticios de 22 do creme, que aggra-
vaodo-sc naquelles ltimos das meis solfrimentos in-
leslinacs, soffrimentos que dalamde muito lempo e
silo conheciilos de muitos rolleaa rotos, via-me for-
eado a dar parle de docnle; e ni bavendo feto sa-
ber a V. Exc. o que linhrt concorrido para islo, julgo
ron veniente fazc-to agora, c roge a V. E\c. que se
dianc de perraittir-me que me estrada um pouco.
Tendo sido creadas as Commissies de Hygiena Pu-
blica, cm vitlude do que disponte a Le i n. 598 de
de 11 de selembro de 1850, baixoi a Decreto n. 82K
de 211 de selembro de 1851, que niicdouexecular um
Ilegulamento da mesma data. P01 csse Kegulamcolo
foram as Coniinis'es revestidas le atlriburOes, e
permitlindo a siipracilada l.ei ao aoverno imperial
em seu artigo 8, eslabelercr multas e penas de sos-
pen-ao e de prsao, impoz a essas CosamiasSes a obr-
gaelo de reprimir os effeilos do charlatanismo, e ve-
lar no exercicio da medicina, alimde que delles nao
resultasiem abasos; nao se fazeido com isto mais
do qii'1 imitar os paizes mais civ.lisados. Por esle
modo pastarlo as Commssps a sobslituir as cmara9
municipaes em a'gumas das altriburoes que Ibes
eram conferidas pela l.ei do l. di outubro de
IS2S, c lauto era o-'empenho qoe tinta o poder le-
gislativo de conseguir o que al enlao nao haviam
podido conseguir as municipalidades, que no ?" 2' do
arligo 1 da dita l.ei mandouque a Junta Central na
corte, c por consequencia as Commsses las provin-
cias, entendessem na eflectiva execueo las posturas
das respectivas cantaras, relativas a objeto de salu-
bridade publica, indicando Ihes as mcddas que jul-
ais'em necessarias ou convenientes, par: que se cou-
verlesscm em posturas, e recorrendo ao governo
quando nao fossem allendidas.
Desde que a Commissao de Hvgiene Publica des-
la provincia foi installada, procurou lar |exeeof8o
ao que Ihe prescrevia o supracitado I'egulamenlo, e
dirigindo suas vistas para as boticas evo de vizita-
las. Encontrando em urna (acs infraccoes, que nao
podiam ileitar do ser ponidas, fez lavrar termos de
ludo, segundo dspc esse llegnlsmanio, c remllen-
os ao delegado de polica, de conformidade com o
que determina o dito Reaulamenio cm seu artigo 77,
afim de que roste processado o iifractor ; mas este,
por um escndalo deivon de ser cindemnado, levan-
do a autoridade polica! a prolccelo a ponto de jul-
girdiqollo para que sii as csco as de Medicina do
Imperio sao competentes. O abas* nlo poda deixar
do ter conseqoeneas : o infractor, mimado pelo que
pratcra a autoridade policial, nao podia contentar-
se com ver-sc livre das mullas cm -ue havia encor-
rido vista das diversas infracQos ; intenlou um
procsso de injuria contra os dous nembros da Com-
missao que linham Titilado sua lolica, e proleslou
por pedas e dainos. Isto fez que 1 Commissao, nao
pudenda ter apoio no delegado de |olicia| que ainda
he o mesmo, e nao querendo evpor-se a novos pro-
cessos, pois que o precedente estn eslabelecido.tem
Icixudo de visitar as boticas desla-idade, porque re-
conbece que neslas lulas perdesua torca moral.
Un charlalao, j ronhecido, apcsenla-se prclen.
deudo curar a elephanliasis dos ariaos : em annun-
cios publicados em jornaes desla irovnca dcclarou
nao 5ii haver curado alguns, senao ter urna enferma-
ra, onde tratava oulros, que ponam ser visitados
por quem quizesse fazo-lo. Isto ira urna infraccao
uriiiilo.i.i do supracitado Iteaulaoenlo, o devia ser
punido. A Commissao, levada pilo desejo de fazer
observar o que prescreve esse KesJlamento, dirigi-
se ao clieve de polica ndicando-aie as provas ; mas
em vez de ser reprimido o abuso, conlinuou e conti-
na Manoel IJorges de Mendon*a a explorar a cre-
dulidade publica.
Tendo chegado de AUgOH notias de q ue as d-
ses liomcopathicas eslavam fazeido alli milagres
contra o cholera mnrhiis, eipecuhdorcs cuidaram de
aprovelar-se da quadra, o munilos de rarleras, es.
palharam-se pela provincia, Em Sanlo-Ant.lo o de-
legado capitaneando os homeopatas,segando se diz,
fez crer a poruloraoque nao hava melhor remedio
contraa|'|iidemia do que osglohuos.e tal foi a habi-
lidadcque os especuladores cmpr-garam,que conse-
auiram scduzi-la regeilando ella, porsugesloes suas
ossoccorros mdicos que Ibes eran ministradopelas
pessoas competentes. Os facullitivos que cidade
da Victoria foram por ordem de S. Exc, sollreram
Intaltot, viram-so apedrejados, eliveram de retirar-
se ; de surte que o cholera, nada encontrando que
se oppozeste ao seu fjiror, fez innmeras victimas, e
anda boje mu so facultativo na, podeia permane-
cer all, se nao fura o desengae ter declinado lau-
to a epidemia, que se jnlaa exlhcla ; entretanto o
que pralicava a aulordaite poli'-ial 11 Vitoria ora
urna nfraccBa do rcaulamcnlo, c os estragos da po-
pulaeao eram a consequencia.
Ningaem pmlc exercer a medicina sem que tenha
(ilulo conferido ou verificado pelis escolas do impe-
rio ; cnlrelanto estu lanlcs dos p'imciros anuos m-
dicos foram encarregados de er'iso clnicos nesta
capital, nao se pdenlo peni mesmo allegar a falla
de pessoas habilitadas, por quanto nesta cidade ha-
via facultativos quo so enoarregitsem deesas servi-
dos. Esludantes de incdicina n5) podem exercer a
arle de curar, c o que fazem he una iufrarrao do
Kcaulameulo ; mas a Commissao, sem reconhecer
legaesas fuucces deises e-tudanlis, nada disse para
que se nao siippozesso que ella qieria augmentar os
embararos da aclualidade
leudo os abusos ido proarcssKament, do sortc
que pareca que a le havia dcixalo de existir, nao
era possivel quo os escndalo cessassem. I m
prelo da costa d'Africa apparcre em o engenhn
tuararapes, c pretende curar o diolera : pessoas in-
competentes e.n medicina, ncm mesmo rellcclindo
que, se essa alTecrao fosse conbicida na costa de
11 uno-, e aqu houvesse um pre(> que a curasse, ua
Baha, foco dos prelos da cosa d'Africa, nao tera
deiado de apparecer algum que a conhecesse c
soobesse cura la, aprcaoam ,i< virtudes teraputi-
cas das crvas empreaadas por csse prelo em friccOes
e bebidas. I.'m memhro da Commissao, por ordem
de V. Exc, be mandado inmediatamente a tiaara-
rapes afim de observar o que se dizia : procede a in-
dagaees, presta-se a ver applicar o Iratamenlo cm
alguns doenles; mas nada colhe qoe possa justificar
o enlhusiasmo. Viudo a esta cidade dous fillios do
commendador LoarenOO de S e Albuqiierquc
afim de darem noticia do que se passava em
seu onaenho, esliveram alaumas horas da noite
no :). andar de um dos sobrados da ra da Aurora :
seus pagens, durante esse lempo, os esperavam a
porta a conversar com um preto do sogro do Dr.
liervazio (nncalves da Silva cuja familia reside no 1
andar desse sobrado. A conversa versou sobre o
que eslava fazondo em (iuararapes o escravo de um
dos filhos do dilo commendador, c no dia scauintc o
preto do soaro do Dr. (ervazfli Concalves da Silva
sabia um remedio que era eflicaz contra o cholera.
Pessoas, que uceupam posi^ao elevada na sociedade,
tomaram csse prelo sob sua pro(cec.ao ; um at de-
sejava que houvesse urna sublevadlo popular, afim
de pr-se a sua frente e metralbar os mdicos, em-
bora sempro delles livesse recebido servicos gratuitos;
e por fin esse prelo nao s poz-se vender publica-
mente e por alto preco o sen remedio, senao a ser
levado de casi em casi !! A Commissao, ven-
do qae islo era mais do que um abuso, e dese-
jando evitar o cscaruco a que se a prestar a popu-
ladlo desla cidade, rennio-se em sessao extraordina-
ria, e pedio providencias a V. Exc. ; mas os pro-
tectores do prelo redobraram de enlhusiasmo e gri-
tavam pelas lajas e esquinas ; a populara eiallou-se,
e os prelos tornaram-sc inslenles ; os desordeiros
romeo iran a formar grupos que perenrriam as ras,
como foram vistos durante duas noites, e do todas as
boceassn sahiain imprecaces contra os mdicos que
so viam expostns a ditos insultuosos ; e por fun um
sacerdole precava do pulpito a favor desse preto e
contra os me lieos c boticarios, pretendendo que es-
tes o queriam matar por que elle carava os pardos e
prelos ; entretanto que fazia a autoridade policial
para reprimir estes exeessos, qae teriam ido muito
louge, se houvesse imprudencia da parte de algam
medico ou boticario '.' Nada : permillia os grupos,
que se preparavam para dtr assalto as boticas, e
fazia acompanbar o prelo por ordenancas do corpo
de polica ; e os membros da Commissao recebiam
avisos de que seriam assassinados.
No dia 21 do correle pela manira foi visto pelo
escravo do sogro do Dr. liervazio um preto carvoci-
ro, qae resida junto greja do Kozario de Santo
Antonio : grupos se foram formando e eslavam pre-
parados para quehrarem as botica', e maltrarem os
mdicos, se |esse prelo escapasse ; entretanto que
providencia dou a autoridade policial'! Nenhuma :
cu, como presidente da Commissao de Ihaiene Pu-
blica, era e ainda son o alvo de todas as calumnias,
e aebo-mc exposlo a insultos e violencias, o ao pre-
to se tem dado doentes^a tratar na enfermara de
marinha, nao obstante saber-se que elle s ha feito
victimas por onde paisa, c contina, nao obstante
nao haver curado alli um s, pereceudo com, seu
tratamenlo tres dos africanos livres, seaundo se v
de ollicios do respectivo facultativo.
Quaudnlive de entrar no exercicio de presidente
da Commissao de llygiene Publica jarci observar, e
fazer observar o que a le prescreve ; e a le me im-
pna a obraacao de promover a reprossao desse e de
outros abasos. No exercicio do meu emprego tenlio
sido incanravel, < nelle hci esgotado miidia- forras
e prejiidic.iJo iiiinlia saude, que nunca foi flnrescen-
le. Desde algum lempo me preparava para ir a
Europa afim do verse era possivel rcslabelecer-me ;
ou ao menos melhorar um clima mais fri ; mas
meus negocios particulares embaracavam a rcalisa-
cao desse meu desejo. Com o apparecimento do
cholera no llrasil redohra o trahalbo, e por fim,
lendo dado parle dedoenle o Dr. Alexandrc de Sou-
za Pereira do Carmo, secretario da Commissao, fui
abrigado a desempenhar mudas das ohriaaccs que
na pona de malta ou prisAo se, pelo seu descuido, o 1 conversn com os offiriaes da mineira mais afivel.
deixar evadir. Em todo o caso, o individuo preso
he conduzido sem perda de lempo perante o magis-
trado.
Em Ihese aeral, esle magistrado, he o joizde paz.
as tres grandescidades, Londres, Mancheslcr e l.i- prisioneros, e Ibes pediram que os
verpool.om bil de 27 de aaoslo de 18:'!linstitoio om no almoco.
Assim caminharam al cidade dePalrooAa,
oilo dias antes linham pasudo a> nesus tropas.
Os olllciaes de infantina de om balalhao
que alli eslava de reserva, aproximara!
acom
magistrado especial, o jiiir. de polica, que vencen
seo ordenado, em quanto que os jnizes de paz exer-
cem eral unamente o seu ministerio, e que rene as
funrees de juiz de paz, de juiz de simple polica e
do juiz de inslracr.ao. Nove tnbnnaes de polica
funccionam em Londres, dois em Manrhestcr, um
So em Liverpool.
A cada tribunal desla nalureza esla addido um
commissario de polica, que registra as queixas, que
expOe as causas, e qoe da audiencias a qualquer. O
juiz de polica tem a seu lado um escrivo, que lo-
ma nota dos depoimenlos, e um Ihesoiireiro que re-
cebe as mullas.
Encontramos no relatarlo de Mr. Iterenger, por
menores preciosos obre a organisacao e andamento
L'ma hora depois pozeram-se em mareta ; o esoao
fazia muito fri, caminharam bailantes ven* a pe
para te aquecerem ; duranle lodj s aoile andaram
sobre areia, ao lonco do mar. A' orna hora da lar-
de, pouco mais ou menos, rheaaram a ama bordaSs
onde esperavam encontrar ravalloi, poroao as aaa
levavam nao podiam seguir. Neste eslado era ao>
cessarioabandonar os carros, lis pnsiorieiros sobi.
ram entilo para *s peras, e os oflieiaes rasaos esa-
prcslaram-lhfs os capole, e a suas mnla, para sa
preserv-rem da nebrina que era muito hmida.
Na manla segointe, as onre horas, chesaraaa a
nutr campo de bivac rosso, estilielecido na eatrada
da cidade Kouraarain. onde se encontrava o carpe do
auarda avanrada do priocipe Lombanienski. O* p-
sionciros deviam demorar-se alli o resto do ia o a
dos seus Irihunaes de polica.
Esles pormenores sao devdos s pesquisas pactes-' noite. Foram conduzido 1 casa do principe, oe
les e meritorias de um conselheiro do tribunal im- depois de Ibes (er feiln algomas percunla* o* roavi-
perial de l.yao, Mr. Smilh, que assisto assidoamen- doa a tomar cha. U coronel Cherrheoievilch ve
te as audiencias do joiz de polica, e sobre todo as
de Bow-streel. Mr. Street poude averiguar o quanto
he rara no systema dasinslituires inglezas a delen-
cio preventiva.
Logo depois de preso n roo, he conduzido i esta-
cao de polica. Toma-se-lhc o nnme, o sobrenome,
e os seus signaes, depois disto be apresenlado ao ma-
gistrado de policia, que faneciona lodos os dias, des-
de as 10 horas da raanhaa at as 5 da tarde. O ac-
ensado he inmediatamente interrogado.
ave-se o depoimento do oflicial publico, que ef-
fcetaou o arresto. A audiencia be publica, se o
juiz, no interesse da juslica, nao ordena o contra-
rio.
Se o inquerito nao pode 1er loaar immcdiata*Men-
le, o magistrado addia a causa para um prnimo dia,
afim de ouviras tcstemunlias, al enlao, mesmo em
raso de Irahlcao ou assassino, pode conceder ao ac-
ensado o ser paslo em liberdadc mediante urna
lianra.
Decide soberanamente esta quesUo. De fado,
concede-se quasi sempre ao reo o ser posto em liber-
dade. Dando-te o caso porem cm qoe esta conecs-
ilo Ihe pareca pergosa, manda depositar o aecusado
na prisao.
Poder-se-ha avadar o alcance e o valor desta ins-
liiuirao. quando se soubcr qoe de 70,827 individuos
presos em Londres no auno de 1850, 30,721 foram
postosem liberdade mediante lianea, e 1,515 somen-
te foram medidos a procsso. Os oolros haviam s-
do sollos inunedi.il..'im'nir. V-se po que : na In-
glaterra, a liberdade he a regra ; a delencao pra-
ventva, a exceprao.
Estamos por certo ainda bem longedos 1,1:10 pre-
sos poslos em liberdade, mediante caoeao, 00 anno
de 1852, de85,026 individuos sojeitos aos rigores da
incarcerado preventiva.
Se qualquer cidadao que se diz lesado. faz queixa,
o juiz de policia recebe o sea juramento, entrega
ao oflicial de justica [constable) um toarI, pelo
qual manda que traga o aecusado a sua presenta e
que lance mao de todas as nejas de convicio. O
aecusado comparece perante o magistrado, que ouve
separadamente as testemunhas, o queixoso, e os ad-
vocados das parles, se ellas julaam a proposito ser-
iir-te do ministerio de um defensor.
O juiz de policia pode condernnar ale um anno
de prisao e 10 libras esterlinas de mulla.
Seo crme dexe ser punido com pena maior, o
juiz de policia manda comparecer o culpado perante
o jury.
Ncsse caso expoem summariamenle a questao, na
audiencia dicta ao escrivo os pontos importantes
das declararnos das testemunhas, ordena as buscas e
as averiguaciies quejulaa ules.
Mr. Smilh vio expedir, em urna nica audiencia,
70 a 80 cansas as mais variadas e mnilas vezes bas-
enlilo reunir-se a clles, e a conversarSo xenn a
respeito da guerra.
O principe pareca desejar ardentemonte a paz,
ama vez, hera enlnddo, qae as condires fesseos
honrosas para a Kussit.
Quando se rehraram, os oflieiaes foram condoli-
dos a um aposento onde encontraram alauma palka
para se deitarem : havia alli om fogo eirellento oaa
urna chamino, aleado pir meio de canal, aaico
combustivel que ha no paiz ; om soldado roso es-
lava encarregado de conservar esle foso. Na ma-
nhaa mmeiliala proseauiram na jornada, ilrpoi* da
se haverem despedido do principe Lombanieaski,
de agradecerem o seu benvolo acolhimenle. A
cs-olla de cossacos lo substituida pela de husards.
O aspecto da estrada era menos triste ; *l|am
arvoredosdiminuiam a monotona dos sleppes. Mar-
chando ao trole os husards devnravam o >eo almoco,
que se compunha de arroz cozido em asna, tratido
em urna gamella de madeira. qoe p-ssavam do aaSo
em mao. Mais adiaole foram rendidas pelos rom'
ros, alguns dos quaes eslavam armados de frechis e
arcos. A's 9 horas da manhaa. fez-se alio na cid.ida
de Kihalki ; os prisioneirot livcram um excrlleole
acolhimento em urna casa de bella apparencia, nao
servia de alnjameoto aos oflieiaes das tropas acam-
padas ua cidade.
A sabida de Kibalki, a estrada que sesairam cor-
lava Dniper. Pelas data horas chegaram acilade
de Souriefka. Era um domingo e toda a popola-
gM em trajes leslivos corra para ver os prnioneiro..
Os oflieiaes do 8.- de husards receberam-nos da aw_
ueira mais amiaavcl. olTerecendo-lhe* tomar cha.
Todas as pessoas nolaveis da \ izinhanca vieram
comprimenta-los, e entre ollas a autoridade eccle-
sastica. que Ihes pedio aeeilas-em nm peqoeao B>o>
liento. A concurrencia ancliia a roa, e olhav,-1 ca-
riosa as janellas da casa para onde ellcs liara 1 si-
do levados. Todos moslravam a maior sxmpoJbia.
A hora da partida deu-se para as t hora*, '.tasad*
entraram no carro, um rapaz qoe tinha am par.I na
mao, pedio para se approximar do rpita do '%
I... fazendo diligencias para nVo entregar. O ra-
pitao ignorando o que elle ronlinha procoroa i-eca-
..1 I' Com docilidade, mas o rapat ioslaTS, e o rapi-
(ao impacientado, aceitn o papel metlendo-o bm-
chinalmenle na algibeira. Passados algna* das, em
Nicolaielf, encontrou na algibeira aqaelle papel de
que completamente se havia esqdecido ; eenia>sa*e-
be, mostrando a om Hosso, qoe era om bilhete de
cinco rublos. Esta esmola. devida sem divido a
alauma alma caritativa, prova de ccrlo qoe tu Ros-
-ia, assim como entre nos, ha compaixio pela torte
.tos prisione'ros !
Desde Shooriefka ale lioulaia-Presleu. ni* he
mais do que um immenso sleppc. Esla ultima ci-
dade he um pouco considera el em relacao as pre-
cedentes. Os prisioneros depois de lerem pw*do
ionio de urna batera de dote p.;.-. alrivessaram
um caes laaslante largo, e foram levados a casa Jo
general OrtfelLi, commaudanle da praea, que eolito
insomnios passava alaumas horas da noite ; lodav
nao querendo furtar-mo ao Irabalho, sobre tud
diversos.
Mr. Len l-'aucher confirma iguelmenlc os bons
quando a provincia preci'ava de meus serviros, -esollados desta inslituicao. A estas appreciares
tante complicadas. Kazjustira nlo so I ecleridade,
Ihe competiam, obrigares que mesmo em circums- m,1s a intelliaenle equidade que preside a esla jlisti-
(ancias ordinarias sao pesadas.principalmenle no fim ea ao mesmo lempo rpida e segura. Mr. Len
c eomeco de cada anno : isto por tal modo aacravou | Kaueher, nos seus esludos sobre a leaislacao ingleza
meus soflrimentos iuleslinaes que, quando reben- n0s informa de que, sendo o nico magistrado n'o ,-* acbava com o conde de Crovilz. Deram-se pres-
tou nesta provincia a epidemia, achava-me j;i ei ma cidade de :100,HOO almas, o juiz de policia, em |-aera servir-Ibes o jantar, e os oflieiaes de marinha
magrecido, nada podia dis-erir com farilidade, e 1 l^serpool. julga e resolve, n'oma sessao, cem casos iizeram conhecimento roa Mr._ Svfle'iskj. capiUa-
ttnenle da marinha imperial rusta, addido ao esti-
lo maior do general 1 umman ianle cm kersoa. Este
oflicial preveni- js de que, paro serem alliviadoi das
(Migas de urna jornada, parliriim na Oargo, vapor
eomprado ao commercio, e commaodado por asa)
\ipit.io d- .rayala.
Depois o jantar foram con Juzi Jos em om groada
escallor para bordo do firgo. M. Svelenski acom-
panhou-os; pedindo a Mr. I... qoe hoavesso de
Motar o seu proprio beliche, e a saa ranura, em-
quanto os demais oflieiaes faziim uso dos divao*
da cmara. O capitao Svelenski tinha eslado por
muito lempo em Sebailopol, onde desempenhara por
espado de seis mezes as fuucces de commaodanlo
de trlncheira: pareca lamentar vivamente qae a
marinha russa se nao hooves pa de batalha nolavel. Na manhaa segualo esla-
vam em kerson.
A u n e-ara 1 da embocadura do Dniper be bas-
tante dillicil ; dorante a noite foram muilas retes
obrigados a fazer retroceder a machias ; sudas ve-
zes passava tocando a Ierra. Os pnsioneiros choaa-
ram a kerson em um dia de viagem ; foi alli qoe
pela primeira vez virara as milicias. Estas tropas
tecm urna appareuria de e>cravidao, e alo ser to-
ril razar dellas cousa alauma til. Depoit do have-
rcm alrivessado toda a cidado, quasi inleiraateale
construida de madeira. ede torera pasudo por orna
niamlica alia de arvores prolonaando 10 mesmo lem-
po um velho forle, auarnecido de fossos. ckecaram a
liabiiaca i do general.
Alli, assim romo em toda a parle, ama excellea-
to recepeo asuardava os prisioneirot. O general
nao fallava francez, mas sua esposa expresuva so
como urna verdadeira frauceza ; servio, pois, da ia-
lerprete e Tez as honras da cisa com a maior res-
peilabilidade.
No arto de parlirem mandos forneser aos tas
hosp-des evcellenlcs pe'.icu para conlinuarem a oa
viagem. kerson esla qnasi deserta depois da toma-
da de kimbarn, porque cinco sextos da popular.. 1 re-
fuai.iram-se em Nicolaiefl.
\ lUl4 ,., mui 10 laraas. e ainda o parecam mais
'iisequencia da punca altura das rasas, que sm
. todas ao res do chao; todas a loja, eslavam
'..'.i-; e entre os soldados apenas se va aiaom
/.ano.
continuava em exercicio. Incessanlcs dessostos vi-
nham auementar os meus soffrimentos, e tao adoen-
lado e enfraquerido me aehava, qne vocalmente pe-
di a V. Exc. que procurasse pessoa, que me subsli-
laisse, vislo que mo era impossivel contimlar cm
exercicio, no qual continuava a pedidode V. Exc. Nao
obstante ir sempre a peior, prestava-me a ludo qae
desejavn V. Exc, mesmo aquilina que pelo Kcgola-
mcnlo nao eslava obrigado : mas as forjas do orna.
nismo nSo se mantem vontade de cada um, e o
golpe, que recebi, como presidente da Commissao
de llygiene Publica, ruja forra moral me campria
manter, e como medico, cuja iliaiiidade devo fazer
respeilar, ferio-me gravemente. Esle acto forcado
desagraden a V. Exc, que ainda no dia 1G do cor-
rele dizia em ollicio que era o primeiro a reco-
nhecer os serviros preslados pela Commissao ; cn-
lrelanto parece-me que eu nao podia proceder de
outra sor le.
Bit, Exm. Sr.. o que me levoii a dar parte de
docnte.
Dos guarde a V. Exc. Recite 27 de fevereiro de
I85G.Illm. e Exm. Sr. Conselheiro Jos Denlo da
Cunha o Figueiredo, Presidente da Provincia.Dr.
loaquim d'Aquino Funseca,
:*>iU'u-D.D.^.
O procsso criminal na Inglaterra.
As mperfeictes do nosso rgimen actual, no que
loca frequencia o ao decurso das delenrdes pre-
ventivas, sao de nalureza tal, que por toda a parte
provocam leaitimas censuras.
\ eslatislira oflicial nos informa que em 1852.
K5,G'2G individuos foram presos preventivamente,
27,D8G foram ahsolvidos depois de urna delencao
mais ou menos lonaa, c do numero total, s 1,1:10
ol11 v eram o favor de serem poslos em liberdade sem
caneao.
Por oulro lado, segundo observa mui judiciosa-
meutcMr. Berengcr, no seu rolaloriou. academia das
ciencias moraes o polilicas, acerca da repressao pe-
nal de 00,'JIG condemnados a simples delencao,
houve 10,001 que s incorreram em G dias de pri-
sao. e 2:1,175 de 10 dias a um mez, fazendo ao lodo
99,11.
Os fados que deram lugar a serem medidos cm
procsso lautos individuos, eram sem duvida pouco
graves, c foi sem necessidado real, que a maior par-
te dcsles coiidcnnndos soffreram urna prizilo pre-
ventiva. Aprescnlem estes tactos e estes alaaris-
mos a apreciaran de um magistrado ingle e vcl-o-
hao admirar por cert deque um tal estado de cou-
sas nao tenha Mo ver a urgencia de urna reforma
'inmediata.
Nao cuidem lodavia os nossos Iriloro-, que ua In-
alalcrra, a aulhoridado judiciaria estoja desarmada
peranle os malfcilores. Qualquer que seja a solliri-
ludc das leis inglezas pela liberdade individual, os
mais ampios poderes sao conferidos ao magistrado
encarregado dos uleresscs da publica viudicla. a*
imilarao da leaislacao romana, a legislacao ingleza
facilita o arresto do deliiiqueiilc. Mas, urna \cz en-
tregue as maos da justica e impossibilitado de fazer
mal, o reo nao lem a reccar, na maior parle dos ca-
so, as angustias inoleis da delenrao prevenliva. Se
he leve a falla, he jolgada quasi inmediatamente.
Se he grave, lem, a maior parle das vezes o recurso
de ser posto cm liberdade mediante urna caucao.
S.lo taes as disposiees da lei, que a delencao pre-
ventiva he so uma excepcao motivada por urna ue-
cessidade inditpensavel.
Im rpido eolpe d vista laucado sobre o anda-
mento do procsso criminal na Inglalerra, lomara o
nosso pcusamenlo mais claro c preciso. I) arreslo
de um dclinqucnte lem logar, i,'io se daudo o caso
de flagrante delirio, cm 11(11 le de um irnrranl mi
ordem do prisao. Se ivarrant he proferido por um
arando juiz, lorna-se exerulorio por lodo o reino.
Ordinariamente he pronunciado pelo juiz de paz, em
cujo distrirto foi consumado o delicio, 011 pelo ma-
gistrado de polica, no logar em quo esta magistra-
tura estiver rslabelecida. No caso de flaarante delic-
io, o culpado pode ser apprehendido sem narran!,
pelo sherif, pelo rofUfaMe, pelo corontr, pelo poli-
ccmaii, e lodo o cidadao que presenciar um aclo de
rebelliao he obrigado a prender o rebelde, e incurre
iiodcmos accrescenlar o precioso suflrazio de Mr.
Berenaer, loo competente em qucslcs desla nalu-
reza.
Diremos finalmente, que a magistratara de poli-
cia. qne he devida a iniciativa desir Knbert Peel.
be mui popular alem do eslreilo. He, seaundo a
optnilo de lodos, urna justii.a prompta e pouco dis
pendiosa, e ao mesmo lempo imparcial e humana.
O que acabamos de dizer he o resultado dos eslu-
dos de Mr. Smilh. O memorial deste dislinclo ma-
gistrado, ainda indito, foi seriamente anadiado no
relatorio de Mr. Berengcr na academia dastcianrtai
moraes e polilicas.
Desejamos a sua publicarao, porqac ha de lanrar
uma viva luz sobre as instuieaies judiciarias daGram
Brelauha.
Jornal do Coinmercio de Lisboa,
CINCO SEMANAS DE CAPTIVEIRO NA RtSSiA
Aniiunciou-sc (ue tres olliciaes de marinha, pri-
sioneros cm kimburn, haviam sido pastos em liber-
dade por meio de lro Crimea, Mr. Henri Rambali, en.ia-nS*a descrip-
r.lo da sua residencia entre os Russos, descriprao,
que, segundo os esclarccimcntos que Ihe foram for-
necidos, declara ser exacta. Jugamos que apezar d
sua cxlcnsao, se deve ler com interesse, especialmen-
'e aspassaaens relativas intervista dos oflieiaes com
o imperador Alexandre, e com o gran,-duque Cons-
tantino.
Em :) de novembro ullimo debaitn de um nevoei-
ro bstanle intenso, tres oflieiaes de marinha sabi-
ram de kimburn para fazer um passcio as visinhan_
cas. Apenas haviam ultrapassado as obraaosmneedat.
descobriram, alravez da nebrina uma partida de eos-
sacos que se diriaia para ellcs. Os Russos linham
aproveilado a obscuridade do (empipara porem
pratira um forte reconbeeimenlo.
Os olliciaes retiraran, dando sinal dealanM ao
poto avancado, onde foram bem depressa alcaor."
dos pelos cossacos, que eslav >si
pagar caro a sua ousadia. A po.
ca, porque os qsatro homens e u ca
do poslo avancado, prevenidos a tempo
de alarme, tinbam podido relirar. ronseguinnu r
nhar a grande auarda. Os oflieiaes nao podiam poi-
contar senao comsiao mc-mo; a se tinbsm posto em
defeza, c preparavam-se para defender a lodo o rus-
to as suas vidas, quando um ollieial rosto avanzan-
do, affaslou os cossacos, e saudou os olliciaes con:
delicadeza : Senhores, Ibes disse elle, viii sois meus
prisioueiros, toda a resistencia he intil; baixa as
armas, [porque haveis de ser Iralados como devem
s-lo os oflictaes.il Era o principe Limbanienski'
commandanlc desle reconbeeimenlo que, indepen-
dentemenle dos cossacos, se compauha de Ires esqua-
drOes decavalleiros regulares as ordctis do lencnle-
coronel Cherchenio\lch. e de orna balera de arli-
Iharia ligeira.
Era nica noria resignaco : es tres oflieiaes escol-
tados pelos cossacos afaslaram-se do forle. c foram
immcdialamenle levados a presenca do general de
Croilz, ajudanle Je campo do imperador, que acom-
panbava esla expedirn. Depois do os haverem in"
terrogado a respeilo da maueira porque haviam sido
feitos prisioueiros, o general levou usensivelmontc
as suas peraunlas acerca do forle e da guarnirao.
Mas depois delles respondercm que nao podiam sa-
tisfazera temelhanles pergihttai, redrou-se con to-
da a delicadeza. Nesla mesma occasiao um capitn
de artilharia vinha annunciar ao general que dous
cavados acabavam de ser morios pelas nessas bom-
bas ; e, dirigiudo-se aos prisioueiros, ibes pergun-
lou : qual he o calibre das peras da praea '.' Seuhnr,
Ihe respondeu um delles, se quizerdes ler o 11100:11-
modo de ir veros cavados morios, podereis cerlili-
car-vos do que desejaes.
Alanos instantes depois, ., (res officiaes foram
convidados a enlrar nos canos que linham sido tra-
zados para trausporlar 01 teridos, e cncamiuhuram-
sc para e interior. A qualro versles pouco mais ou
Jes Jo kiuhuru alo Nicolaiell. a estrada ha hom-
anal, c de uma aridtz sem rxcmplo; o cada ino-
tante os nrisoneiros cnconlravim arandes rombovos
de rabes, e de milicias cm am lameatavef as-
tado.
Os pontos onde linham lagar as mudas, eram
qua-i todos estabelecidos seaundo o mesmo modelo.
Compuiiham-sede um edificio com nice andar, loa-
do pela parte posterior uma especie d terraco.
Iluas estacas com as cores russa, oegra e branca,
enllocadas a direita e .1 esqacrda da entrada, Ihe ser-
via de rigoal. Na seauida muda a escolla do ha-
s.ir.ls foi substituida pelos gendarmes, cojo onifar-
mc be sempre o aran le capote e o capacete ; apenas
usam ila cor azul celeste. A terreira moda e*ta*a
eslabelecida era uma cidade inleiramenl* ahandoai-
da pelos seus h.ihitaalcs, c occapada pelas tropas.
A s cinco horas chegaram ao rume d: om monte,
onde avista am os campanarios de Ni-olaielT. De-
pois de terem alravcssado 11:11 profundo valle e Tral-
queado o nionle pelo lado opposln. a escolta ochava -
se na linha de reductos, em parte construida para
alelen de NieolaietT. Nenlium ptreria estar aioda
armado; deste poulo dcscohria-se completaasoal* a
cidade, com todos os seus clahclerim-nlo* e arst-
nacs.
L'ma estacada composla de uma qninicna de na-
vios de commercio, impedia a entrada do Bac. To-
ria decorrido meia hora, qoando is r riinneire< de.
rain cidrada na i'i.ladr, atravessando enlao ame
cnorr.ie praea, robera de rabes invadidos por sol-
dados que pareciam cheaar.
Conduziram-os a um arando e eleaanle palacM ;
mas, a uma segando ordem, foram levadi* a raa do
commaudaiile da praea, que eslava ebeia 'de oOi-
ciacs de todas as araduaces. A espota do cao*
u: .11 lanie da praea. dense pres'i em fazer servir o
menos, fizeram-nos dcscer para esperar qualro olli- jantar; concluido 11 qual. partiram de novo pasa 1
ciaes do 95 de linha, que linham sido f;ilos prisio- cslabolcocrem a bordo de um immenso navio; era a
neiros quasi as mesmas circunstancia,!,.. ~^-~s escola dos pilotas. Os prisiooeiros foram eeunedes
Enlraram todos, depois, em ir.es carruagens, pro-' a guarda do commandanlc da escola, qoe Ibes mdi-
seguindo na sua marcha. "' O principe Lombaniens-! co ais camarai bastante commodas, onde maito*
ki chegou a galo--- "Teu o seu cavallo a passo, o^ouictaes russos foram uuraediaiaiuintc para Usos e-
MUTILADO
ILEGIVEL


CURIO D PiMARlUeO S'XT FEIRA 29 DE FVRElRO ll 18 6
y
\
i*

ferecerero o seus servigo. A noile, parlilharam
da magra eia des escotares, que se compunha de
maearrSo cosido tm agua, cha, pao e manleiga.
A ama hora da manha, o general Nepokollso.his-
ki chafe do eslado-maior do ejercito do Sol, ehegou
a eteola, aeompaohado de ara ajudaole de campo,
e pergueloa por Mr. L... ofllcial debandeira, e pe-
lo eipil.li> L... Annoncioa-lhes que o imperador
desejtva T-Ios, e qa iam ser levados a sua presen-
ta, um mesmo lerem o lempo necessario para faze-
rem o seas toilels. O eapililo sabio para o droiki
do general, e o ofllcial de bandeira para o do seu
ajadanlo de campo, e p irlir.im deixando cheio de
admiracio por iao grande honra, os discpulos da es.
cola.
Cinco raioulos depois, cnlraram na habitagAo do
vico-almirante l.ar.eref habilaga i escollada pelo im-
perador, para ser residencia omqaanlo permsneces-
se em NicolaielT. Inlrodmiram ambos os presos em
ama ante-camara, onde esperaran) emquanlo nm
efficial russa ia prevenir o imperador da sua chega-
da. Un qoarto de hora depois foram levados pasa
ama sala de jantar, onde e achnva preparada orna
roa paca 60 lalhtre,pouco mais ou menos,entran-
do depois era um grande alio, onde os deiiaram
so*. Um raomenlo depois o Imperador entrn por
ama porta opposla, raminhinde para dous trn-
celes.
S. H. Alejandre II. be de elevada estatura e de
ama apparencia verdaderamente notavel: o sea
aspecto denuncia um liomem nasoido para comman-
dar, e todava he diflicil encontrar urna physionomia
tfu prazenteira e amavel. O sea semblante raostra
a* mesmo lempo boadade, e urna certa firmeza que
sedot e inspira respeito. Eslava vestido com os
uniformes de ofllcial de infantara sem dragona*,
mas com uns grandes canudos em lembranga, segun-
do se diz, de seu pai, de quem era ajadanle de
campo. Trazia ama unir condecorarlo, a de S.
Jorge.
Alexandre ll drigindo-se aos dous ofticiacs frnn-
cezes da maneira mais benvola, informon-se com
interesse de sua graduaran, da sua posicao, e da
maneira porque haviam sido feitns prisioneiros. Ver-
gontoa-lhes se eram bem tratados, c em prsenos
da sua resposla afllrmativa accreseeolon: Nada
temei, senhores, conlaL-me ludo: todos os das re-
cebo UM evidentes provas do 'iratamento que os
raeus ofliciaes tem em Franca que alo deivarei de
fazer quanto poder a vosso re-peito, afim de vos
tornar o mais agradavel possivel o lempo que per-
manecerdes enlre nos. Eslondea-lhes depois a
nsao, e de res, qae esle aperto de mSa, possa dentro em pouco
er o de um amigo. < Sire, Ihe resnondeu um
dos ofliciaes, o nosso capliveiro deve ser-nos de feliz
racordaco, por isso qae nos ofTereceu a honra de
ver a Vossa Magostado.
Em seguida relirnrarn-se, passando pelos mesm os
aposentos, desceran) ao andar inferior, onde foram
josPMt'^tamenle cercados de altosY>ersonagons vi-
dos de o s interrogar. Cada um formava o seu gru-
po. Ei itrc: os interlocutores, o oflicial de bancleir.i
distingui logo um oflicial- que asava de oculos e
dragonas guarnecidas de grossos lorgaes, e a quem
todas as pessoas presentes lestemunhavam o maior
respei lo. Todas as suas pergunlas referiam-se a mi-
rinha. Depois de ter largamente respondido, o uf-
ficial trance/, entendeu qae dev.i lambem fazer al-
gumas pergunlas, e disse : a Servs na marinha ".' *
Sim, responden tile, sou marilmo desde ami-
nha infancia, O oflicial franco/ a continuar as
suas pergunlas, quando o capitn I...... que acaliava
deobter algumas informagoes se aproiimou delle di-
zendo : a Sabei que fallis a sua alteza imperial, o
grlu-doque Con-tantino. Visivelmenle perlurha-
do, quem era o seu interlocutor, o oflicial (rancez
desculpoo-se da liberdade que tomara em fazer-lhe
algomas pergunlas. Mas o principe em breve. Ihe
fez recobrar a sua presenga de c-pirilo. Apresen-
tou-o elle mesmo ao general Tulloben, ao conde de
Orloft", e a oulros personagens. Depois um dos spus
ajudantes de campo, vcio preveni-lo de que era es-
perado : Ate nutra vez, scnbor, disse elle ao ofli-
cisl de marinha francez, c eslendeu-lhe a nulo ; es-
pero tornar a ver-vos antes da minht partida para
Odessa. Elfcclivamonle, quatro das depois, mau-
don-o chamar.
No momento em que os dois ofliciaes se prepTa-^
'"valrr^rirueTtrTD'TrTeT^ffh de se junlarem aos
seas camarades, dirigiu-sea elles um indivtduo de
pequea estatura ligura rubicunda e jovial. Depois
dos primeiros cumprimcnlns, disse : Eu son frail-
ee aoserviro do imperador Alesandre: mas, asse-
guro-vos que se sou oflicial, nao malo pessoa al-
guma, porque sou um commissario de muniges de
Mea, e nao sirvo de maneira algaroa contra o meu
paiz Oflereceu en'o os seus serviros, c pediu-
lhes qoe'houvessem de janlar com elle. Coinore-
ceasem algam coropromettimenlo. Elle accressen-
tuu : < Nao importa, i re i janlar com vosco, e res-
pondo por todo.
Cuando vollaram i escla dos pillos, os dois of-
ficiaes franeczes referirn) ios seus camaradas o re-
sallado da tua visita, sem esquecer a ultima. As
sele horas entrn no pateo da escola um carro
pertencento ao imperador. S. M. Alejandre linha
sabid o projeclo do seu mordomo, e determinara
que as refaices tivessem logar a sua cusa, Pode
por lauto imaginar-so qual fui a sua alegra. M.
Ymbert era o nome de oflicial commissario, o qual
referi a sua historia nosseguinles termos : deixr.i
a Franca, havia dez annos, para procurar fortuna,
e parece que linha sido bastante favorecido della.
Separoa-sc delles pelas dez horas, porque devia
partir naquella noile para a Crimea, com a comi-
tiva do Imperador de que faiia parle.
Os prisionciros permanecern) ainda por alguns
das em NicolaielT, para esperaren) as suas baga-
geos qae liaban mandado vir. Apenas as recebe-
ram por Via de AchaKoff, foram prevenidos de que
deviam partir nessa mesma note com direcgflo a
Odessa. ElTeclivamcnle, as sele horas quatro car-
retas os esperavarn a porla ; os ofliciaes da escola
tnoslraram-lhe quanto desejavam qae fossem felizes,
aperlando-lhes depois vivamente a mlo. A sabida
da cidade atravessaram a ponte de jangadas que
lora lanzada no ngulo do Bug. E-la ponte deve
ter castado muito tratalho. comladoparece nao po-
der resistir por muito lempo. O vento soprava
bstanle forle, e as vagaseram de lal Balaren que
alagavam os prisioneiros, sem qae el les podessem e-
vita-lo. Pouco lempo depois de lerem atravessado,
i/eram-nos mudar de vehculo, e estiveram por es-
taca de urna hora eiposlos a urna brisa glacial.
)uando proseguiram, foi iiecess.irio marchar a pas-
0, em consecuencia da ohscuridado c do inao es-
dodot camiohos. O trajelo al Odessa foi suc-
esivamente penoso para os prisioneiros, e (cria si-
> muito mais, se nao houvessem encontrado o-gc-
ral bar3o Delvig, qaelhes preslou alguns serviros,
legados a Odessa foram inslalados em um hotel de
riste apparencia. Extenuados pelas fadigas da es-
rada, pedirain de comer, e como Ibes tivessem res-
londido conchai, enlenderam qiH pertendiam faze-
os deilardasde logo. Mas quando o chefe de polica,
Vrkoudinski, veio visita-Ios. esplicou-lhes rindo,
jue aquella palavra em rasso quera dizer, comer,
a eflectivamenle pouco depois fui-Ibes servida a
ceia.
Em quanlo se conservaran) em Odessa foram
nuilo bem traclados ; citavam hospedados cusa
logoverno, e conredia-se-lhcs para seu sustento 75
apeks |.> reis.) Nos primeiros lempos foram se-
everamenle vigiados. Tinham-lhes feilo dar a sua
>alavra de nao sahirem do hotel, prometiendo con-
ader-lhes licenca para irem a cidade. Nao tendo
hegado esta licenra, cscreveram ao conde de Slro-
nnoll', quo vcio ve-los, respundendo-esseccamen-
e qae era impossivcl satisfazer ao seu pedida, e
|uc n3o deviam ter-lhes promellido cousa algama.
Felizmente o general l.uclers, que era seu superior,
begoa dentro em pouco a Odessa : constou-lhc a
eclamar.ao dos prisionciros, e deu-se pressa a satis-
ue-la. Tiveram desde logo licenra para pode-
ciu sabir em companbia do um oflicial russo, e de-
ios permittiu-se-lhes loda a liberdadc, com a con-
ij3o eipressa de nao se aproximaren) das forlifi-
laces.
O sau capliveiro, desde esla poca foi lao suave
ruanto era possivel, e molo se lisongccm dos cui-
dados eallencGes que mereccram ate 13 dedezem-
bio, em que Ibes vieram annunciar a checada de
urna fragata (nacen que vinha bi-sca-los (Patrie.)
{liem.)
pblicos com algutna qunta, ltenlas as'grnnde* des-
pezas, que \So ser fcilas com a lirapeza da cidade.
ltogamos porlanlo a V. Etc., que se digne dirigir
e o de numero quatro ceios e scler.ta e quairo.
era cabo e nao soldado.
Quaricl do Latalho d'infantaria n. 10 na cida-
de do Recita em i'ernamliuco 28 do fevereiro de
1856.
Joaquim Rodrigues Coelho Kelly,
Tenente-coronel commandante.
i
fallecido em casa, no bulletim de Tinte e cinco para
vinie seis do eorrente o com o numero quatro ce-
ios sessenia e oilo era coronheiro o nao soldado, e
fallercu no hospital regimental da ra dos Pires : ; UM palernaes vislas sobre esla msera populaco.
Dos guarde a V. Etc. Paro da cmara miiui-
cipal de lioianna, em sessio eslraordinaria de 18
de outubro de 1855.Ulm. e Evm. Sr. conselheiro
Jos lenlo da Cunha e Figueiredo, dignissimo pre-
sidente da provincia.Joiio Joaquim da Cunha /le-
go narros, presidente.Jote liento de Maura.
Atanoel Ate.rnndrc Carda.Padre Francisco GOlf
calces Ferreira Simiies.r. Jo'i Joaquim Fir-
mino.Joo Aires Pragana.
Illm. e E*m. Sr.llavendo grandes rercios de
ser esla cidade assallada do lerrivel llagello do cho-
lera, que lautos estragos (em feito nos lugares onde
lem grassado, e nao convindo que u mal nos apanho
desprevenidos, esla cmara, em sessao do-la dala, re-
solven mandar comprar par ronta do cofre da mu-
nicipalidade, como eli'eclvamenle o fe/., urna por-
'['< de farinha, para ser distribuida com os necessi-
lados, e os ohjectos precisos bem como, 50 camas,
bacas, lennies. ele, para n enfermara que ella fez
eslabelecer nos saines do hospital da Misericordia, ,.
que deve servir para as pessoas pobres, qup forem
accommeltidas da epidemia, e nomeou varias pes-
soas das principaes, para em commissao ministrarem
soccorros aos que forem atacados da molestia, pro-
movercm algumas esmolas, c ilesignarem o terreno
onde devem ser sepultados os que fallecerem.
Existe nesla cidade, Enm. Sr., um medico. ,,
lembrou-se c-la cmara ilc pedir a V. Exc, que Ihe
arbitre urna gralificacao.'que compense o seu traba-
llio, qnaudo for preciro, para tratar de todos os
doentes, allendendo o grande numero de pessoas in-
digentes que ha nesla cidade e seu lermo, e no ca-
so de negativa, roga a V. Exc, se digne de nomear
oulro, que eslej prompl a partir para aqu, logo
qae sejam precisos o? seos servicos.
Tambem pede a V. E\e, que baja de dar suas
orden-, para que sejam aviadas por ronta dos co-
fres provinciaes, as boticas que aqui exislem, as
recelas neressarias, e forneoidos os remedios preri-
os. bem cono, que remella para aqui rom anteci-
pacao carleiras linmcopatliicas, que srvao para o
mesmo fin.
l.eva, pois, esla cmara ludo lo ao conhecimenlo
de V. Exc, atn de resolver romo entender em sua
sabedoria.
Dos guarde a V. Exc. Paro da cmara munici-
pal de (ioianna, em sessao extraordinaria de 1 de
fevereiro de tSjb.Illm. e Exm. Sr. coosclheiro Jo-
s Denlo da Canha e Figueiredo, dignissimo presi-
denle da provincia.-JoSo Joaquim da Cunha llego
Barros, presiden te. Inlmio Pinheiro de Aten-
doea.Joo Alies Pragana.Ilarlholomeu Co-
mes de Atlmqiierquc.Tertuliano de Mendanca
Furtado.Padre Francisco Com-ahes Ferreira Si-
miies.
Illm. c Exm. Sr.Aproximando-se desla comar-
ca o lerrivel flagello do cholera, esla cmara dclibe-
rou marcar um terreno, onde devessem ser sepulla-
dos os fallecidos de scmelhanle mal, o tendo urna
commissao por ella Horneada escribido um lugar o
mais commodo para esse mislcr, suceedeu que o
proprielario do referido lerrenn de maneira nenliu-
ma quiz cedc-lu para esse uso, (leudo principio
cedido fandando-M em preteitos frivolos para essa
negaran.
A' vista do que, roga a V. Exc que, (omand
em considerara i esse comporlamenlo em rircu ins-
tancia lo critica, determine suas oidens, para ser
desapropiado o terreno necessario para eslabeleci-
menlo de um remilerio.
Dos guarde a V. Exc. Paro da cmara munici-
pal de Goiauua, em letsao cxlraordinaria de I de
fevereiro de 1856.Illm. e Exm. Sr. conselheiro
, Jos Henio da Cunha c Figueiredo, dignissimo pro-
idenle d i provi neia.-Wodo Joaquim da Cunha lle-
go Barros, presidente.r. Jos Joaquim Firmi-
no.Bartholotneu Games de Albut/iicrque./o3o
Alces Pragana.Tertuliano de Mendonca Furta-
do.Antonio Pinheiro de Mendonca.Padre Fran-
cisco Concilles Ferreira Smiles.
Hospital provisorio no arsenal de marinha.
O profesor desle hospital responde ao autor
Pagma Acuita, que elle he respon,avel nicamen-
te pelo que se da denlro do referido hospital, e nao
por fallas que se dao fora ; ignorando que no da
2 do crreme eslivese um duende o pona do men-
cionado hospital urna hora esperando pelo inspector
para ser admillido nelle, e sentado em urna pedra
fra, pola he sabido que alguns inspectores ain.M
mesmo conducido os doenles seS relimo antes de
uarem os esclarecimenlos precisns,isi em prejui/.o
de quem tem de fazer o assentameuto necessario,
porque nem sempre o doenle cst|nn estado de res-
pondero que se Ihepergunla.e nem por isso deixam
de serem recebldos; como prora com o bilhele abaixo
transcripto, recebido hontem depon, que a doente
fora recebida e do contrario seria a maior deshuma-
nidade. Vai ser rerolhida ao hospital de marinha
a parda Joaquina Maria da Conceicao, idade i an-
nos, viava, natural desta provincia*. Rerife (i de
fevereiro de 18.">. Joaquim Dactic TcUes de
Souza, Inspector do 17 quarleirilo.
Illm. e Exm. Sr. commandante superior.Ten-
do cu recebido pelo ajudanle de orders de V. Exc.
communieocao de que o meu eslabelecimenio de
plumona linha sido escolhido para fomecer o
medicamenlos precisos aos guardas nacionaes po-
bres desta freguezia da Boa-Vista, na tenho ex-
pressOes precisas para agradecer a V. Esc. a occa-
sio, quo medeu rje poder ser mil aos rneus seme-
Ihanles na crise actual ; porquanlo, desde ja "poiso
asseverar a V. Exc, que nao s serei solicito cm
aecudir aquelles de meus irmaos da guarda, nacional
que Dos approuver sej.io atacados da epidemia
reinante com os medicamentos precisos, como al
desde j ponho a disposioao d'olles os mesinos me-
dicamentos gratuiameiite, anhelando nicamente
que Dos se amcrcic nao s delles como de lodos
cis preservando de um llagello tao cruel.
Dos guarde a V. Exc. Boa-Vista J9 do feve-
reiro de 1856.Illm. e Exm. Sr. baro da Boa-
Vista, dignissimo commandante superior da guarda
nacional desla cidade,
Jos Maria Freir Gamjro.
Illm. Sr. Accuso a recepeo do sen olucio de
19 do eorrente, um que respondendo a communi-
cacio que Ihe fizera esle commando superio-, de
lorsidooseu estabelecimento de pliarmacia esco-
lhido para fornecer os medicamenlos de que possao
precisar as pracas pobres do 3. balalho da guarda
nacional, medianic a respectiva paga ; V. S. offo-
rece gratuitamente. Acceilando o seu philmlro-
pico offerecimenlocumpre-meem nonada corpora-
{ao que lenlio a honrae commandar, agradsccr-llie
nao s urna ofierta que he tomada em seu justo
valor, como os louvaveis sentimenlos de humani-
dade e religiao de que se acha V. S. animado para
com a guarda nacional, quo os aprecia devida-
ment.
Dos uarde a V. S. (Juartel ilo commando
superior da guarda nacional do municipio do lie-
ci(e95de fevereiro de 1856 Bario da Boa-Vis
ta. commandante superior.Illm. Sr. Jos Maria
Freir Gameiro.
Illm. e Exm. Sr.Hvendo V. Exc. e osconi-
mandames doscorpos do guarda nacional do muni-
cipio do Rerife, levado a effeito a feliz lembranca
sugerida pela sublime virludc da caridade, de,
em cada um dos corpos, crear-se Um conselho de
benelicencia, cuja missao seria de velar sobre o
tralamenlo dos guardas que por ventura fossem as-
sallados da epidemia reinante, e proporcionar si-
multneamente os soccorros necessarios aos que
buldosde meios cstivessem inhibidos de combaler o '
furor desle cruel flagello, confesso rom toda a in- Illm. o Exm. Sr.Nao nos dc\cndo pilhar desa-
genuidade quo um arlo de tanta magnitudo, urna '-rcebidos a invaso do cholera, que lauto lem asso-
delibera^ao quo ressumbra lana protecr;o, e fra- "lu a infeliz cidade de Sanio Anio, o oulros po-
ados, resalveo e*ta cmara em dala do I." do cor-
:.)Jo, in.....ir urna commissflo composla dossegoin-
les -nhores:O commandante superior, o Dr. juiz
lernidade merausou viva emocao de jubilo, vendo
Quanto subi de ponto o amor) consagrado pcia
briosa guarda nacional a humanidade desvalida
Nao obstante as minhas incessanles oceupaces no
i' dircilo interino, o Dr. promotor publico, o re-
ministeria da predica, e a coad uvacao que preslo verendo fiarlo e cuadjuclor, os Dr*. Joan Floripes
conjuntamenle com os meus con panbeiros, aos in- u'"" Brrelo, Honorio Fie! de Sigmaringa Yaz Cu-
digentes, recolludos ou hospital cholenco eslaLele-jr"'*>"^u^^03l?'""w'',"'S',"'atpa*n Antonio
cido nes'.e convenio ; todava o lesejo rdeme que Il>ias d* Coela< c Manuel Ignacio de Loyolla, os ma-
me accompanha do ser mais ul I a populacao na jares BeJIarmino do Reg Barros, Jos Joaquim Ro-
quadra lamenlavel em que nos echamos, vou depo-
sitar as maos de V. Exc. os n cus tenues servi -
eos inherentes ao meu minisle io, asseverando a
V. Exc. que me adiar sempre voniade para
prompto prestar os soccorros e :pirituaes a lodo e
qualquer guarda nacional accom mettido da epide-
mia pertencente ao batalhao de fi zileiros da fregue-
zia de S. Amonio.
Espero Ique V. Exc. so di; ;nar de acolher e
aeccilar os meus anhelos que s io estendem pres-
labilidade da indigencia ; pois que conbeco que
amar ao prximo be um dever o dever sagrado,
urna lei natural e divina, e ao q jal preside, a cri-
dade.M'tuduassas recCommenda a pelo Divino So-
berano dos orbes.
Dos guarde a V. Exc. por! dilatados anuos.
Convento do Carmo do Rerife i<> de fevereiro de
1856.^. Illm. e Exm. Sr, baro da Boa-visia,
dignissimo rommandanie superio^ da guarda nacio-
nal desta capital.
Fr. Lino do Mont Carmello.
Illm. e Rvm. Sr.As obsequiosas expresses
com que V. Rvm em dala de 20 do eorrente
mauifesla-mc o apreco o valor, cm que ton.ra o
procedimento cheio de caridade da corporacao que
A cmara roga l \ Exc que se digne, alm de I om cumprimento da resolucao da junta da fazeuda,
oulras providencias, que ella espera, de remelter m!indi fazer pub|(.0 que no d, /9 de m3rco ro_
com urgencia alguns barris de .IcalrSo e pixe, e xmo vindouro, vai novarnente a prara, para ser
nem assim estopa, para os fazer queimir na cidade.
com n fim de purilicar o ar.
Tanto mais se receia a proximidade do mal,
quinto se observa, que a rholerina, que sempre o
procede, se desenvolve por lodo o municipio ; eesle
fado nos aalorisa a crer. que brevemente leremos
de lular com o terrivel flagello.
Dos guarde a V. Exc.Paco da cmara muni-
cipal de lioianna, em sessSo cxlraordinaria de 15 de
fevereiro de 1856.Illm. c Exm. Sr. conselheiro
.lose Bentoda Cunha e Figaeircdo, dignissimo pre-
sidente da provincia7oo Joaquim da Cunha lle-
go Barros, presidente Padre Francisco Comal-
ves Ferrcirs Simnes,Francisco Antonio de Cas-
tro,Dr. Jos Joaquim Firmino, ^Tertuliano de
Mendonca FurtadoJoo Alces Pragana,Anto-
nio Pinheiro de Mendonca,Jos lenlo de Moura-
t&ommttcio.
i-KACA DO RECIFESDE FEVEBE1RO AS i
UOItAS DA TARDE.
Cetac/'es ofliciaes.
Assurar mascavado2*250 a 590 por arroba com
sacco.
Frederico Robilliard, presidente.
/'. Ilorges, secretario.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 273| a-28 d. por lj.
i l'aris, :liH rs. por f,
Lisboa, !2por 1110.
ii Rio de Janeiro, ao par.
Arges do Banco, :)5 0|0 de premio.
Acces da companbia de Heberibe. ,"ii>(KK)
Arges da enmpaubia Pernambucana ao par.
ii ii 1,'nlidado Publica, 90 por cenia do premio.
a Indcmnisadora.sem vendas.
Disconlo de leltras, de 1 a 15 por Oi.o
METAES.
Oaro.Onras bespanbulas. 88 i
Moedas de (son velhas ....
ii tipOO nov3s ....
jftHMI.......
Prala.Palaces brasileiros......
Pesos columnarios......
mexicano......, .
9U500
165 16> 95000
2oo(MI
XII111
I .-MilI
Al.FAMDEGA.
Rendimenlo dodia 1 a 27. .
dem do dia -28......
220:(il9!l:m
7:60781,58
228;227C088
Dtsearregam hoje 2!) ie fivireim,
Brigae inglezCorabacalhn.
Drigue inglezCetoniadem.
Ilrigue inglezCeorge lobinsnferro e carvao.
Brigue franrezAlmamercadorias.
Patacho americanoInafarinha e mercadnrias
UO.NSUI.AHO (iEKAL.
Rendimenlo do da 1 a -Si 70:900350.
dem do dia 28 ...... 27.179.5
71:1748990
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 27 .... .5:IH.J750
dem do dit 28....... 5775755
.5:7225-505
DESPACHOS DE EXPOITACAO VELA .MESA
DOCO.\?ll.\DO DESTA CIDADE .NO DIA.
28 DE FEVEREIRO DE 1856.
PortoBarca porlugueza Leal, Manoel Joaquim
Ramos A; Silva, 60 cascos mcl.
SteckelmoBarca sueca Elizabelli, ?. O. Bieber
iV Companhia, :56 couros salgados.
xporlacao .
Varahiba, biale brasileiro Flor do Brasil, de 28
toneladas, conduzio o seguinle : 131 volumes g-
neros estrangeiros, 6 rolos fumo.
Vago de Camaragibe, hiate brasileiro Santa Lu-
zia, de 21 toneladas, cnndnzin o segrala :21 vo-
lumes gneros eslrangeiro'.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo dodia 1 a 27 59:1078102
dem do dia 28....... '1II5878
59:5199380
9Bt0toiment0b porto.
AOOfo entrado no dia 28.
Dundee60das, brigue inglez Premier, de 197
lonejadas, capilao M. Pryde, ciyiipa&era 8, carga
carvao ; a Scolt Wilson ex Cirnpanhia. Seguio
para a Bahi.i. "
tZMiici.
cha Faiia, c Antonio Pinheiro de Mendunra, o juiz
de paz e subdelegado Francisro de Paula Norberlo
de Audrade.e o capiUo commandinlc do deslaca-
menlo desla cidade, leudo por lim cuidar do melho-
ramenlo hygienico, soccorrer c ministrar o que for
preciso as pessoas pobres, que infelizmente forem ac-
comnieltidas da pesie nesla cidade e fregaezia. Para
a freguezia de llamlic nomeou lambem a cmara
oulra commissio, que tendo o lim idntico se com-
pejdos seguinles senhores :Tenenle-coronel Dr.
Joaquim Francisco Cav.-ilcanti Lins, subdelegado
M.iran no Ramos de Mendonca, vigario Antonio Ru-
fino Severiano da Cunha, padre Antonio Generoso
Bandeira, Manoel Jos Fiuza Lima, c as capiles
Fraucisca Antonio da Silva Valciil, Joaquim Mon-
teiro Cucdes Condisn, e Anlono tiongalvcs de Oli-
veira. Para (ioianniaha os Srs. padres LuizJos de
Figueiredo, Flix l'rancisco Maia, o major Aotoola
Marlins do Valle, capilao Andr Ferreira de Mal-
los, subdelegado Azevedo, lente Joaquim Jos
Ferreira de Mallos, e alteres llenrique Luiz Car-
ueiro da Canha. Ainda se Hornearan) Ires outras
commisses para Nossa Senhora do O', Criiangi, e
Tejucupapo ; a primera composla nos Srs. lenle
eorouel Rento Jos das Neves Wanderlej, padre Ma-
noel Paulino de Souza, Miguel Joaquim Cezar, An-
arremalada a quem por menos fizet a conservacao
permanente da estrada do Norte avaliada em
1:2013728.
A arremataran ser fcila por tiempo de 10 mo-
Zesa conlar do 1. de abril do crreme auno.
F. para constar n mandn allixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourarii provincial de Pornam-
buco 28 de fevereiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuneiapo.
t) Ulm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cuiiiprimeuln da resolugao da junio da fazenda
manda fazer publico que no dia 19 de margo pr-
ximo vindouro, vai nuvamentc a praga para ser ar-
rematado a quem por menos lizer a eonservagao
permanente da estrada do Pan d'Allio, avaliada m
1:0003 rs.
A arremalaclio ser feila por lempo de 10 mezes
a contar do I" de abril do eorrente auno.
E para constarse mandn allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Vernam-
buco 28 de fe\ereiro de 1856.
O secrelario,
Anlonin F. d'Annunciaco.
a&ecfomweSa
BANCO DE PERNAMBICO.
O Banco de Pernairbuco scCa a vista
sobie o do Brasil no Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 5 de dezembro de
18.).>.O secretario da direcc&o, Jouo
Ignacio de Hdeirot Reg.
O beosle Pernambuco loma dinbei-
ro a juros, de conformidade com os seus
estatutos. Banco de Pernambuco 2V de
novembro de 1855.Joao Ignacio de
Medeiros Reg, secretatioda direccSo.
BANGO DE PERNAMBUCO.
O consellio de direcc&o do Banco de
Pernambuco avisa aos senhores accionis-
tas, que acha-se autorisadooSr. gerente
pata pagar o 7. dividendo de 10500rs.
por acrao. Banco de Pernambuco de
fevereiro de 1856.O secretario da di-
recro, J. I. de Medeiros Reg.
Vela couladoria municipal do Kecife se faz pu-
blico, que o recebimenlo bocea do cofre, do im-
posto sobre eslabclccimeulos, esla aberlo desde o 1.*
do eorrente mez, e se terminara no ultimo de marro
futuro, Meando sujeilos a mulla os que o nAo fizenin
denlro do dilo prazo. (.niilailoria municipal do Re-
cite 15 de fevereiro de 1856",O eonlador,
Joaquim lavares Itodovalho.
O conselho de administraran naval contratas
compra de sapalo* de cooro de vaqueta o duas solas;
porlanlo os quo intercs vidados a comparecerem as 12 horas do dia 3 do mez
de margo vindouro na sala de suas sesses, com as
amostra' e proposlas.
Sala das sesses do ceosellio de ndminislracao na-
val em Vernambuco 28 de fevereiro de 185(1. O
secretario, CbrislovAo Santiago de OHveira.
Sl>isl(J"> aUtrrmoia
men
. SI imprc
'' cravo-
*iv'to S?icerSo?*.
Vela snbdclegacia de Santo Antonio se faz pu-
blico, que a botica que permanecer nberla dorante
a noile de hoje, para de promplo fornecer remedios,
he a do Sr. Marcelina Ludpcro da Fometl Candi,
no paleo do Carmo. Rerife 21.! de fevereiro de 185*1.
Jos da Costa Dourado, subdelegado.
Precisarse de um homcm pai a distri-
buidor deste DIABIO: na livraria ns. (i
e S da prara da Independencia.
Continan) a estar em praga, no pago da c-
mara municipal desla cid .de, no dia 5 do eorrente,
as obras ja aiinunciadas da estrada do cemilerio, e
aterramentodo alagado da ra do Brum.
O abaixo assignado sempre despreso 1 a aquel-
les que fazem corlezia com brrele alheio ; o abaixo
assignado declara, que elle nao be autor do aunun-
cio da nberlura do hospital da Capunga, assim como
suas di'pi'Sices a ro*peilo daquillo que o hxpocrila
quiz empreslar-lhe sao-lhe lodas em conlraiio.tjui
potest capere capiat. Vernambuco 28 de fevereiro
de 185(1.Manoel linedino do R. Valenga. faculta-
tivo do dislriclo medico e do bospital da Capunca.
Vrecisa-se de um pequeo de idade de 12 an-
nos, pouco mais ou menos, para raixeiro de urna ta-
berna : em l-nra de Portas o. 92.
Vrccisase de una ama forra ou captiva para
casa de pouca familia : na roa do Vigario n. 9. Na
mesma casa precis i-se de um oflicial de barbeiro,
pagando-se bem o sen trabalho.
A viuva e herdeiros de N. (iadaull, tendo de
Vrecisa-se de uro mestre de raisniu, tanatean
se aceita algam qae nio ruteada de paaafia-- a*
mestre paga-se muito beta, e ao apre*4u rsafena*
0 seo trabalho ; na roa eilreita da Rasara a. 1J.
J"^ Fernandas Ferreira, curadar fra-al da
massa fallida da Manoel l.nncalves de Azevedo Ra-
mos, avisa aos credore da din maesa, que ha,., da
apresenlar suas eontas no prazo de 8 das, a resalar
da publiragso desle, roa d* Seoiala Nava a. I.
Recue 27 de Tevereiro de (anat
_ Vrecic dr om pardioho 00 rrioolinho farra,
de II lll auno., para criado da un cao .le pas-
ca familia : na ra da Conceigao da IWa-Visla a. U.
Frederick Saooder, sacio gerente da casa eesa-
mercial sob a firma da Mr. Calmont j
retira-se para Inglaterra, e faz cario a na
ressar possa, que em sua aosaoria .ficam na |
da rasa e rncarregados de Indos as saos aaasc
Iransaerfies os piocurador.-s legalmeate eaaatrtaida,
com os .i'jaes se podero entender.
Fugio doTlla"!*! do eorrente o preto Ja**, da
nagao An&oia, que representa ler JO aanas, eauanra
a rorpo regulares, e bem assigoalado por ter anta ca-
1 Milu i- pelo rosto, debaiin do queno a na aoHa;
levoa caiga de brim pardo, camisa de titead* aial.
mais urna de meia de IAa por baixo: roaa-ta a aal-
quer pessoa que o appreliender leve-o a raa das Cra-
zes n- O, a seu senhor Domingos da Silva
Algama familia capaz que tiver algam.. 1
va parida, e se queira incumbir de ero sua cata aca-
bar a criagao de um menino de 6 mezes, afiaacaad*
hom traan ruto, pode dirigir-ta a ra da Banaal
a. 1.
pessoa qae annunriou dar uraa 1
um mez de id lo para se criar, pode ente
estrada nova da Soledade, sitio da abaiio
Antonia Francisca Cada val.
Vrecisa-se de um fcilor para ua
ta prara : na ra da Aurora a. 54.
sitio perto 1
Precisa-se de um criado qoe abana a ana con-
duela : quem esliver neslas eircuraslaaciat, ramea -
rega na ra dos Pires n. 64, ra da Santa Croa a.
28, oa alias no cu lorio dos feilos da fimiada
lenho a honra de commandar, accompanhanib-as I Ionio Manoel Ribeiro, os capilacs Vicente Ferreir:,
do ofJerecimeulo dos seus servidos sacerdotaes para Coelho da Silva, Manoel Hezerra deMcnezes, e l.oiz
.os scennos espiriluaes de que possao precisar oa Francisco de Alboquerque. A segunda dos Srs.
;uardas do 1. balalho de fuzileiros da guarda na- ] Francisco Xavier Va da Silva, Anselmo Vereira de
cional, que forem alacados Ja epidemia ; me lison-
jero, e penhorao, tamo mais quanto be cerlo que
parlcni de um ministro da igieja tao reccommenda-
vel por suas virtudes e llusirarjo como lie V.
Rvm., alias j tao sobrecarregado do incessantes
occupaioes, quer no ministerio da predica, quer
no soccorro que presta aos cholencos recolhidos ao
hospital do Carmo.
Acccitande com jubilo n offerecimeato, de V.
I.ucena, Joaquim Manoel de Oliveira e Andrade,
Miguel Rernardino de Barros, e loto Vieira de .Mel-
lo, A terceira dos Srs. tenenle-coronel c subdele-
gada Gadclhi, reverendo vigario Rogcrio, major
Francisco Xavier de Albuqiierque Mello, Aulonio
dos Santosde Medeiro', capitao Joao Ribeiro Cam-
pos de Vasconcellos, lente (iervasio Soaros de Me-
deiros, Antonio Ferreira de Agotar, Salyra Clemen-
tin 1 Coelho Catanhe, Antonio Raposo Falcao, c
Rvm.. cumpre-mc, em noins da guarda nacional \ Joao lavares da Rocha. E Uualmeole para l"im-
que ufano-tnc do commandar, agradece-lo, assegu-l naoba e Mocos foram nomeados os Srs. Antonio de
O teuente-coronel commandante do batalhao 10.
d'iafantaria declara que Domingos Fernandes, dado
rando a V. lvm. que o 1. batalhao do fuzileiros
de cujos sentimenlos meconslituo orgao nesta orea-
sio, saber devidamenie apreciar o servion que V.
Rvm. se propoe prestar-lhe na presente quadra.
Dos guarde a V. Rvm. Quaitel do comman-
do superior da guarda nacional do municipio do Re-
cife 26 de fevereiro de I83(J.Illm. e Rvm. Sr.
Fr. Lino do Monte Carmello.
Baro da Boa-Vista.
Illm. e Exm. Sr.Se compraz esla cmara de
annunciar [. V. Exc, que ale o prsenle, Bracas
Divina Vrovidenca, aiuda estamos livres do lerrivel
flagello epidmico, quo tem assolado as provincias
do Vari, Rabia e Rio ric Janeiro, o confia na infinita
misericordia do Creador de lodos os seres, que sere-
mos delle preservados.
Algamas morles repentinas c alaques rerebraes
(em causado algum susto na populagao ; mas feliz-
mente sao diminuindn esses casos ; e para que to-
dava nao nos apanho o mal dcsapercebi.los, esla
cmara passa a dar as providencias por V. Esc.
apontadas na circular reservada de 18 do mez pr-
ximo passado, para inlera cxceugiTo do que, enva
esla cmara a approvag.lo de V. Exc, os dous arli-
gos additivos ao titulo :t." do cdigo de postaras
no enlrclanto, \!o ser exceula las as de mais provi-
dencias.
He grande, Exm. Sr., n numero de pe-.soas ne-
cessiladas nesta cidade e seu termo ; e como con-
ven! acudi-las de promplo, lem esla cmara eligido
da irmnndade da Santa Casa da .Misericordia a pre-
paraeJJo do amigo edificio, que servia de hospital,
para all serem recebidos os demais desfavorecidos
des bens de fortuna, c confiamos na mesma, que a
""lo se prestar promplamenle.
rresee, porem, que nao possuindo a mesma San-
la Casa os fundos necessarios para essa despeza, e
"". 'podeii'lo,ir?Sinara prestar-lhe a quanlia pre-
c'isa para compra de camas e mais utensis inheren-
tes a urna enfermaria,~t*yn22_de ver frustradas
nossas intenses, se V. Ese. nao soccofrer dos cofres
AHiuquerque Montriiegrn, Dr. Domingos l.ourcngo
Vaz Curado, Clandlno Vellosa Freir, padre Ma-
chado, e Joao Ferreira da Silva.
Assim composlas as commisses para as referidas
localidades, resolveu mais a cmara, que se promo-
vesse urna subscripgao pelos propietarios, c pessoas
abastadas, alim de augmentar os meios de occorror
asdespezas do curativo, c alimento dos indigentes,
bem como dos entrramenos ; e tendo-se electiva-
mente desde logo promovido a mencionada subscrip-
gao ; esla nao se adiando simia concluida, j* orea
em mais de (res cnnlos de res.
Com esla quanlia, cujo crescimenlo ainda se pro-
move, com o que a cmara poder dispensar das ver-
basobras municipaes, limpeza, ele. e com o auxi-
lio dos corres pblicos, que ella repula infallivel,
poder provee as neressidades mais urgentes da
lerrivel qaadrs.leoja proiimidade*so receia ; e esl
mesmo convencida, de que nao leremos de lamentar
os horrores de Santo Anio, por isso que se compraz
de communicar a V. Exc, que lodos os seus mun-
cpes acham-sc possuidos dos melhorcs desejos, e
chelos de coragem para resislirem ao mal, confiando
na Providencia ; que seus esforcos unidos .ios de V.
Exc. nao scrau baldados.
Esla cmara, tendo ha muito feilo preparar o an-
tigo hospital da Misericordia, (em mandado vlrdee-
sa cidade porgilo de camas, cobertores etc., am de
monlar-se esse hospital, e mais se for preciso ; c es-
t j de posse de p.rle desses ohjectos ; e lendo
em ollicio do l. do rorrenlc pedido a coadjuraro
do V. Exc. para o sobredilo lim, c dcsapropria-
go do terreno, que deve servir de cemilerio, rog.
a V. Exc que se digne do responder ao citado of-
ficio.
Os habitantes de Pedros de Fugo ja se lem entre
si quolisado em una oulra subscripgao para o mes-
mo fim, a qual, segundo enasta, j excede de um eoli-
to de ris.
lude porm fieara de nenhum effeito, se por
ventura V. Exc. nao tomar debaixo de sua pro-
lecgao, (como esla comarca confia) lao bons de-
sejos.
O Illm. Sr. nsr/ector da thesonraria provin-
cial, cm cumplimento da resolugao da junta da fa-
zendi, manda fazer publico que no dia (i de margo
prximo vindouro, vai novarnente a praga para ser
arrematado a quem mais der a renda do sitio na Es-
Irada de Belem. avaliada animalmente cm I70.3OOO
ris.
A arrematarlo ser feita por lempo de 2'
a contar do 1" de abril do crranle 011110.
E para constar se mandn allixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thcouraria provincial de Vernam-
buco 21 de fevereiro de 1856.O secrelario,
A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da Ihesoarara provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 19 do correnle, manda fazer
publico, que no dia 19 de margo prximo vindonro,
peranle a janla da fazenda da mesma thesouraria,
fd ha de arrematar a quem por menos flzer, a obra
do empedramenlo de 500 bragas corremos no 15
laogo da estrada do Pao d'Albo, avaliada em rs.
4: tOliSOOO.
A arremalagSo ser feila na forma da lei provin-
cial 11. 343 de 1.5 de mala de 1851, e sob as clausu-
las especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalae.lo
romparegam na sala das sesses da mesma juma. 110
da cima declarado, pelo meio dia, rompelentcmen-
te habilitadas.
E para constar se mandn aflixsr o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Vernam-
buco 23 de fevereiro de 1850.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciagao.
Clausulas especiaes para a arrematsgao.
IJ Far-se-ba dito cmpcdiamenlo .le contornada
de como orgamento approvadu pela directora em
conselho. e apresenlado a approvagao do Exm. Sr.
presidente na importancia de 4:I03000.
3" O arrematante dar principo as obras 110 prazo
de um mez c as concluir no de um anno ambos
contados na forma do art. 31 da lei n. 280.
3 O pagamento da importancia da arremataran
realisar-se-ha cm qoalro preslages na forma da lei
n. 2S(i.
4" O arrematante devera proporcionar tranzilo ao
publico.
51 Vara lodo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas nem no orgamcirto. srguir-
se-ha o que dispe a respeito a lei'n. 28(1.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciagao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesoaiaria provin-
cial, em cumpnmeolo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 19 do crrente, manda fazer
publico que no dia 19 dt margo prximo fotoro,
peranle a junta da fazenda da mesma Ihesooraria, se
ha de arrematar a quem por menos lizer a obra de
mil bragas correntes de empedramenlo no 17 c 18
lango da estrada do Vo d'Albo, avahada em reis
13:156)1000.
A arremalagao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio de 18.54, e sob as clausu-
las especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que >e propozcm a esla arremalagao
comparegam na sala das sesses da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio da, competente-
mente habili-tadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Scci ciara da Ihesooraria provincial de Vernam-
nanibuco 23 de rcvereiro de 18.50___(I secrelario, A.
F. d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para arremalaco.
i.3 Far-se-ha dito empedramenlo de r'onformi-
de com jorgameiilo approvado pela direcloria em
O brigue nacional Maria
l.uzia, em franqua a sabir ama-
nh.1 Io de marco impreterlvel-
menle, (so nao occa.ionar cousa
evislai, s pode receber es-
ravos a frete, aos quaes d as
melliors acommodagOes e Irala-
menlo : para ajuste com n consignatario Anlonio de
Almeida Comes, na ro do Trapiche 11. 1(i, segundo
andar.
{lea! nottt^anliici de paque-
tes iiiglezes ;? vapor.
fio fm
ft;> do mez es-
/V pera-e da
/1 V.\. Euro pa
um dos
va p ores
desta com
panbia, o
qual de-
pois da demora do coslume seguir para o sul : pa-
ra passageiros ele, trala-se rom os agentes Adamson
Ilonie & Companbia, ra do Trapiche n. 42.
Para o Rio de Janeiro
segu em poucos das, por >er a maior parle da car-
ga pi mu pa o brigue Conceieo, cap itito Joaquim
Ferreira dos Sanios: para n resto e escravos a frete,
para o qae lem boos commo.los, trala-se no escrip-
torio de Manoel Alvesliuerra. na ra do Trapiche
o. 14.
RIO DE .HMIi.O.
Vai saln- commuita brevidadeo novo
c veleito brigue DOUS AMIGOS, tem a
maior parte da carga prompta : para o
resto e passageiros, trata-se com os con-
signatarios Novaes& C, na tua do Trapi-
che n. 34, OU com o capitao na praca.
Para o ro de
Janeiro
sabe com brevidade por ler a maior par-
te da carga prompta, o bem couliecido
brigue nacional F1UMA : para o resto
da mesma, passageiros e escravos a frete,
para que tem evcellcntes commodos, tra-
ta-se com os consignatai os Novaes i\ G., na
ra do Trapiche n. o\, primeiro andar,
011 com o capitao na praca.
ara o Rio de
iieiro
salie com muita brevidade por lera maior
parte da carga prompta, o litigue escu-
na MAHI.V : para o resto da mesma,
passageirosc escravosafrele, para que tem
excellentas commodos, trata-se com os
consignatarios Novaes & C, na rita do
Trapiche n. i, primeiro andar, ou com
o capitao na praca.
Vara o Assu", seguo no lin da prsenle semana
o bem condecido hiate Capibaribe ; para o resto da
carga e passageiros, trala-se na ra do Vigario n. .5.
Vara o Kio de Janeiro, no fim dn me/, corren-
le segu o brigue lizia, capililo Rento Jo Amaro,
ainda pode rereb*r algama carga e escravos a frele:
a Irntar com Caclano Cyriaca da C. M., ao lado do
Corpo Santo n. 25.
proceder ao inventario dos bens deixados pelo mesmo,
convidara aos credores do casal, para que hajam, no I Traspas prazo de S das, de apresendrein suas conlas, afim 1 sobrado que lem mallas rommodidades, a cea
de serem verificadas e comprebendidas no invena- hom local, por ser no centro da cidade a eai excel-
rio, 110 consulado franrez, que para i-1.1 est aulori- ; lente ra, a quem der um oulro sobrado cata a cean-
sado. Kecife 2!) de fevereiro de 1S5(>. i ptenle loja.oa na falla dous sobradoscoaluraaa eaaa
Fugio no dia 17 de Janeiro, da villa do !>,n', o duasesradas diversas, qae lenbam proporgOes para
C'-cravo Torqualu, perleiicenteaosherileirosdof.il- ensinar-se duas aulas de di Aerele seso, e que teja
lerido Joao Silvcrio de Abocar, o qual escravo lem i tambem as principaes ras do bairr* de Saata An-
os signaes eguinles : he cabra tirando a negro, es- Ionio quem quner faicr dilo negocia, coaaaafaea
talara regular, idade de 33 anuos, resto comprido, I na ra das Cruies o. 20, segando andar.
lem falla de denles na frente, lem as entradas all-s| __
qae parece calvo, he barbado, tem marcas de relho
as cusas que formn boho, tem marcas de fogo nos
peilos por ter te queimadn cm pequeo, lem urna
das mAos .lalvez seja a esquerda alojada, ito he,
dous ou Ires dedos mais pequeos que os onlrn-, e
encolhidos, por causa de um grande golpe que levou
em lempo de peqrtpno. Conduz. urna espingarda meia
coronha, um facao, um palito de eouro j* usado,
chapeo de couro ele. : roga-se as autoridades poli-
ciaes, capilaes de campo e mais parliculares, que o
apprehendam, e levem-oa cidade do Hecife ao Sr.
Cal.lino Joao Jacinlho .la Cunha, ou ao Sr. coronel
Manoel Muniz lavares, que ser/lo generosamente
recompensados ; e se apparecer n'outra qualquer
parle seja recolhido eadeia, minada an a Manoel
Florencio de Alencar, na villa do Eso'.
Aviso H pobreza.
I'orneoem-se gneros de primeiras nece;sid)des pe-
los pregos actuaos a Indas as pessoas que esliverem
em necessidade, islo sem usura alguna, porm com
penh.ires, ainda mesmo sendo roupas ; lambem se
fornece de dinheiros em pequeas quanlias sobre um
limitado juros, sendo em ouro nu prala o penbor :
na ra Augusta, taberna n. l. defronle dorhafariz,
islo das !l horas da ma,nhaa as 3 da larde.
O juiz da irmandade de Sanl'Anna, em a roa
dot Martyrioa, convida a todos os seus irmaos para
se acharem domingo, 2 de margo, na casa de nossa
sessao, para dar principio a nossa tarefa.Ojoii
actual, Adolpho Souza Vianna Dulra Wanderley.
O proprielario doormazem ile carne da rna da
Vraia n. 32, tendo de se retirar para fura do impe-
rio, esla disposlo a vender loda a carne pelo cusi
do ultimo carregamento que compro, e assim como
pesse medidas e mais perlences do mesmo arma-
zn) : quem se quizer estabelecer ou comprar o re-
ferido armazem. eomparega no mesmo, que se ven-
der lano a rclalho como por junto.
CASA DOS EXPOSTOS.
Precisa-ee de amas .para amamentar criangas na
casa dos exposlos : a pestoa que a isso se queira de-
dicar, lendo as hahililages necessarias, dirija-se a
mesma, no paleo do Varaizo, qae ah achara com
quem tratar.
Ka primeira audiencia do juizo municipal da
primera vara etvel, depois do meio dia, na sala das
mesma, ser arrematada por venda a casa terrea
com sotan, sila na ra das Vcrnambucana, na Ca-
punca, com grande sitio e algnns arvoredos de frnc-
lo ; be a ullima praca : a qnal casa se acha desem-
bargada de qualquer or.us, Eecrivao Cunha.
Higo eu abaii 1 assignado, que se me desenca-
minhou nina lellra de rs. 1289360 sacada por mim
em 22 de juihn do auno pansido ha (i mezes. ven-
cida em 22 de dezembro do mesmo anuo, c aceila
por Bernardino da Silva Lopes, c romo mesmo acei-
tante ja esl entendido .le a 11A0 pagar teno an abai-
xo assignado, por is-a fica dita leltra de nenhum ef-
feito, c faz o presenta nnnunrio para que em lempo
algam .1 quero lomar a receber ; assim como o abai-
xo assignado flear muilo obngado a pessoa que a
'.1 ver adiado, a entrega da mesma.
Cosme Jos dos Sanios Callado.
Vrecisa-se de urna ama de leile : na ra do
Queimado n. 7, segundo andar. Na mesma casa
precisa-se lambem de urna ama secca para Iralar .le
meninos.
Pl
Bal
ara a baha.
conellio, e'apreaeotado approvagao do Exm. Sr. a escuna /.elasa recebe oestes dias algama carga :
presidenteda provincia oa importancia de 13:1.Vfij.' para frete trala-se no escriplorio de Isaac Curio A,-
2.a O arrematante dar principio as obras no I Companhia, roa da Croa O. 49.
prazo de um mez e as coucluira no de um auno, '
ambos contados na forma do arligo 31 da lei 11.
28(.
Para o Rio Grande do Sol, o brigae nacional
feito, capilao Faria ; s tem prara para 4IM) barri
- I de'lsaac Curio'V S^SZZ ^1"^
Preeisa-ae de marioheirot brasileiros para o
brigue nacional iCouccicox, que segu para o llio
de Janeiro : a tratar rom o capitao a bordo.
realisar-se-ha em qualro prcslarcs ua forma da lei
11. 2K(i.
4.-' O arrematante devera proporcionar Irauzilo
ao publico.
5." Vara ludo o nuil que nao esliver delcrmna-
do as prsenles clausulas, nem no orramenlo se-
guir-se-ha oque dispoe a rcspeilo a lei n. 2S(i.
C.onforinc.O secretario.
A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
ara cumpriraento .la resolucao da junta da fazenda,
manda (azei publico que a arrcmalacfu- da eonser-
vagao permancnlo Ja estrada do sul, vai novamen-
le a praca no dia 19 de margo piovimo vin-
douro, avaliada em 5:4003000.
A arrematacao ser feita por tempe de 10 me-
zesr eonlar do 1. de abril do eorrente anuo.
K para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Sccrclaria da thesouraria provincial Jo Pernam-
buco 28 de fevereiro de 1856. O secrelario,
Antonio Ferreira d'sfununciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
gettt?e$.
l)-se gratis urna pnr.vo de retalhosde vidro a
quem os mande logo conouzir : na ra do Aragio
n. S.
Vrecisa-se alngar om prelo captivo pan Iralar
de cavados e serv; de sitio, e que saiba comprar: |
na ra da Cadeia do Itecifo n. 52. orimeiro andar.
Manoel Joaquim Nones Beira.i vai a Corlugal
Iralar de sua saude, e deixa por seus bstanles pro-
curadores, em primeiro lugar seu socio o Sr. Jos
Irancisco Femandes, cm segando Joaquim Francis-
co dos Santos Maia, e em lerceiro .Manoel Muoes da
Silva.
O Ihesoureiro da irmandade do Sr. Bom Jesos
dos Vassos, erecta na matriz do Corpo Santo, em no-
me da mesa regedora agradece cordealmeole ao Illm.
Sr. Salusliano de Aquiuo Ferreira a ollera que fez
ao mesmo Sr. (Jos Vassos, c que vem transcripta no
Diario de Pernambuco de 2G e 27 do eorrente, de
20 meios bilhetea da ullima parle da 3.a e l.a parle
da i.-1 lotera do Cymuasio Vernambucano. Implo-
ramos ao Senhor ItJm Jess dos Vassos para que ron-
ceda ao Sr. Salusliano dilatados e venturosos anoos
de exislenria. Freguezia de S. Fr. Vedro Congal-
vesaos 28 de fevereiro de 1S5G.t) Ihesoureiro,
Jos Fernandes da Silva I eixeira e Mello.
ASSOCIACAO' COMMEIICIAI. KENEITCENTE.
Os abaixo assiguados, membros da commissao de
beneficencia da mesma asaociaeio rnmmercial para
socorrer os pobres da freguezia de S. Jos, len.lo-se
dirigido a esta freguezia no desempeuliu de sua com-
missao, mas como nao fo dos pelo pouco conhecimenlo quo tem do lugar, ro-
gam as pessoas que nao foram sorcorridas de sedi-
rigirem aos ahaixo assiguados; oulro sim peden) a
loan as pessoas que tiverem conhecimento de quem
quer que for que precise dos soccorros da mesma, de
dar as precisas infurmages a mesipa commissao,
podendo lambem dirigirem-se na mesma freguezia,
defronle a fabrica de sab.to, ao Sr. Anlonio Joaquim
de Vasconcellos.Jos da Cosa Amorim, ra da
Madre de l).-os n. 25.Candido Cameiro C-uedes
Alroforado, rna do Amorim n. .50.Jos Jarome
Tatao Jnior, ra do Amorim 11. 3.5.Vicente Fer-
reira da Costa, ra da Aladre de Dos n. 26.
Vrecisa-se de urna ama ou criado ; a Iralar na
rna das Cruzes n. 21.
Vrecisa-se de um Iraualhador do masseira, e
qae entend algama cousa de foruo : quem esliver
necias circunstancias, pode dirigir-se a roa larga
do Rosario n. 18, nadarla, que achara com quem
Iralar.
Aluga-se ama loja na na larga do Rosario o.
17, por prego commodo : a Iralar na padaria n. IN,
junio da mesma.
A p.ssoa que se quizerencarrcg.ir da crearlo
de uma menina de um mez. de idade, pacaada-ae
bem o seu trabalho, aoonoeia para ser procurada.
Vrecisa-se de omcaixeiro para lomar cotila de
urna taberna, e que d fiador a sua conduela : no
caminho da Soledade casa de Joao Anlonio Vires
Moura.
Arrenda-se o engento Santa Cruz na
freguezia da Escada, levantado lia ( an-
nos, trras novas e de grande prodocc5o,
com asoliras precisas, tem o embarque
distante menos de quatro lerjtias: quem
o pretender dirija-se ao sen proprieta'rio
ManoelGoncalvea Pereira Lima, noenge-
Inho Vicente Campello.
."r'0"0 Baptiata do Reg, vende a sua
toja e fabrica de chapeos, sita na praca da
Independencia ns. 12. e I (i, a diliei-
ro ona prazo.
Na cocheira de tora de Vorlas em
frcnlc da lorre do arsenal, ha para
vender um bom cabriole! em perfeilo
eslado : a Iralar com os proprielarios
da mesma.
Vrecisa-se de ofliciaes de rharaleiro.
l-.i..."io ; ua roa do Trapiche Novo n. 20.
O abaiio assignado, antigo pharmaceutieo, ai-
teiideiidi. a que eslo hoje a leata da inlahliialt pm-
blica mdicos dislinclos por seu carcter e illattra-
g.lo, como os Srs. I>rs. S Vereira, Firma a Veejre, o
conheceii.lo qu. a epidemia reinante vai
vendo um carcter assnslador de torta qi
pessoas f-gem daquellas casas onde iali
lem fallecido algum rholrriro, fax iriaala a 1
pessoas que queiram deseufeclar as ana* nas can-
venienleinenle. para que se dicijara a* abaixo aatic-
nadn, morador na ra Direila n. 88, tegando andar,
onde o encontraran com os reagentes a apparelaea
ncces'arios para as fumigages chlorieat. Faiaixa-
ges cnvlomanas .10 de Cjin de Morreau, an bv-
Bienicas, e bem assim as fumicares nitricat an ala
Smilb: rom as primeiras de rada porglo qae axar,
deseofertnr.i um espago de 3i pea cabieot e coas as
segundas 10 ; quanlo ao mais lem seg ido a opine
dos incln.res autores menos qaanlo aos atareis, par-
que ne-es asa de nm reagente dilTerenle qae na aaa
prejndica, e antes os torna mais lustrosas. Malees
pes'oas, tendo visto coulii.uar a morlalidade aaa aaat
casas, nao obstante as famigagoes fritas cea
IrSo, breo, salitre, enxofre ele., teaa rcsalli
gum, se tem dirigido ao abaixo astignada, e< .
de cumprirem a nsca o que elle Ibes he preterate
leem visto com praxer cessarem 01 castas ilasa. a aa
doenles mclhorarem inconlineule.
Jos da Kocba Paranhaa.
Commissao de benelicencia da freguezia
de Santo Antonio.
A commissao abaixo assignada da fre-
guezia de S. Antonio encarregada por
parte da associacao rom inercia I benefi-
cente de soccorrer a pobreza, avisa aa pee-
soas desvalidas ipie precisarem de aoccor-
ros, queirao entendtr-sc a qualquer hora
na ra Nova n. 7, casa de Antonio Au-
gusto da Fo-iseca, na ra do Trapiche n.
VO, (ie Thomaz de Faria, e na meama na
n. ">(>, de Salusttano de Aquino Ferreira.
Pernambuco 2."> de fevereiro de 1856.
Salustiano de Arpiino Ferreira.Anto-
nio Augusto da Fonseca.Thomaz de
Faria.
O Dr. Possidonio de Mello Acciole
encarregado de prestar os soccorros de
sua prolissao as .pessoas do quinto diatric-
to da freguezia de S. Antonio pode ser
procurado no convento de S. Francisco,
a qualquer hora do dia e noite.
LEILAO de beneficencia.
Mtrcolinn de Bnrja tleraldes.agenle de leiles com
armazem na ra do t'.ollegio 11. 15, nllerece-sc para
ell'ecluar um ou mais leildet. cm henefiein das pes-
soas nece-sitadas. Todo c qualquer iudividuo| que
quizer ronc.irrer com objectoa para laes leiloes, pra-
tcando assim um acto de caridade, pude dirigir-se
ao agente mencionado, que offerece o producto de
seu trabalho, a commissao que pagam os comprado-
res, para soccorro dos que. na poca actual, delle
precisarem. E como quer que exista urna commis-
slo central de beneficencia, esla ser scienlilicada do
dia do leiUo, para comparecer, querendo, e receber
o producto que baja do ser apurado. O agenle ci-
ma mencionado espera ser atlendido. e se persuade
que a populag > desta cidade dar urna prova robus-
ta dos sentimenlos caridosos que a dominan). O dia
ser aonunciado previamente.
I AO PUBLICO.
*t!j No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. S,
. 'nde-se um completo sortimento
S| ae fazendas. finas e grossaa, por
j| precos mais tiaixos do que emou-
83 tra qualquer parte, tanto em por-
g coes, como a retallio, afKancando-
S se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
S ahriose de eombiuacao com a
'i maior parte cas casas commerciaea
>^ inglezas, Iraacezas, allemaas e auia-
g sas, para vender fazendas mais em
'J conta do que se tem vendido, epor
Slj sto oierecendo elle maiores. van-
Hj tagena do que outro qualquer ; o
5 proprielario deste importante ea-
6 tabelecimento convida a' todo* oa
H seus patricios, e ao publico em ge-
(3 ral, para que venham (a' bem do
Sseus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
g Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Kolim.
ba*3 ^SSiS flS EeSS1
PIBLICiCAO SCIEMIFICA.
Acham-se no prelo as INSTITl'ICOES DE Dl-
KEITO VI BUCO ECCI.ESIASTICO pelo r. Joa-
quim Villela de Castro' Ta vares, late da KaeaMade
de Oireito desla .-i.iade : e por estes dias ser aastrai-
do pelos Srs. sub-rrqilores u primeiro columi d'aata
inleressanle obra, para i.npi.>-,).. da qaal oa editares
se nao lem poupado sacrificio algum, teen) s-
mente em mira aprrsenta-U ao publico ntida a ca-
scadamente impressa, em bonslypos e ptimo papel.
Esse volume. pois, ciiendo de 330 a 310 pagi-
nas, em elegante frmalo, achar-se-ha a venda do
lia 10 de fevereiro em diante. na livraria dea edi-
tores Ricardo de Freitas 6.0. esqaioa do Coileg
n. 30, ao prego de iws.na reis, para os na analta in
tes e ah, bem como em 11..I0 das pessoas que aa en-
earregaram de agenciar assignaloras, ser distribui-
do aos Srs. subscriptores, mediante a entrega da
primeira preslagao de sua assigualura (5*000 reas ;)
licando a segunda e ullima preslagao de igual qoaa-
lia, para ser naga na orcasiao da entrega do stfun-
do rotante, que ja se acha no prelp; rerelienda ata-
da esle auno o lerceiro e ultimo totume sem maisre-
li ihuiga .olguma.
Aquelles senhores qoe quicrem ainda sahnerevcr
poderao faze-ln nesla provincia na livraria dea edi-
tores e em casa das pessoas encarregadat da eaae-
cripg.o, e em oulras provincias cm cata dea ratpec-
livos agentes, ate a publicaran do segundo volume ;
por quanto d"essa data em diante a abra soaaaale aa
vender por l.'igOOO rei o etemplar.
Km face das enormes despezas que sao obligados a
fa/.cr com a prsenle impressa.., nao pedem os edi-
tores deixar de exigir dos Srs. subicriploret 1 tem
excepgilo ) a immediala entrega de sua respectiva
preslagao logo qoe Ibes seja apresenlado o primeiro
volume ; porque do contrario, ver-sc-ham ana ne-
cessidade de suspender por ora a impreatae daa
llicardo de Freitas C.
nu EIGE-
i

i
1
t^-S-SSaaMMaH
RUADO QUEIMADON. li>.
Santos Coellio avisa ao respei- (v
tavel publico, qua acaba de rece- l)
ber pelo vapor inglez vindo da Eu- 6#t
ropa, urna linda i'a/.enda de seda
denominada Fatt iotismo Bra-
sileiro: esta fazenda lie a maia
moderna que tem viudo ao mer-
cado, tanto pelos padroea, como
na qualidade, pelo baiatisssimo
preco de I Si 00 o covado.
NA FL'NDICAO DE FERRO DO ENGE-
MIEIRO DAVID W. BONVMAN. K
RA DO BRL'M, PASSANDO O ^BA-
FARIZ, *
i ha seni|irc um grande soi..ment dos seguinles oa-
i
No carlorio dos feilos/da fazenda nacional pre-
cisa-se de um homem fiel^flara protocoliata.
jectos de mechanitmos propnos para engenlios. e sa-
ber : moendas c meias iioendas da mais maderna
construreao ; taivas de ferro tundido e batida, da
superior qaatidade e de lodos os tamaitos ;
dentadas para agua oa animaes, de lodas ai 1
goes ; crivos e boceas de f. ir nal ha c registros de I
eiro, aguilhoes, bromes, parafusosecavilhoet, 1
nho de mandioca, etc., ele.
NA MESMA FLNDICA'O.
se eveculam todas as encomnieiidas caen a saperior
ridade j contienda, ecom a devida prestes e com-
modidade em prego.
Oflerece-se onTwenino natural do iolerior des-
ta provincia, para caixiro de taberna par j ler pr-
lica desle negocio: a U '"" lmpertat n. 37.
MUTILADO

-
ILEGIVEL



OURIQ DI imsaucn S XT Ffffil 29 11 F VEREIR1 3 '856
Terceira ecli^ao.
TRATA1EKT0 HOIGFAYEICO,
Preservativo e curativo
DO CHOLERA-MQRBUS,
PELOS DRS
ou inslruccao aopovoparase podcrcurardesla enfermidadc. administrndoos remodioMnaii elllcazes
par'aalalha-la.emqiianto serecorreaomedico.ou meimo para cnra-l iiidpeudenledestes nos lagares
ero que n.lo oiha.
TRADUZIDO EM POUTUC.UEZ PELO 1)R. P. A. LORO MOSCOZO.
Estes dos opsculos conlm as iiulieares mais clarase precisas,c pela sua simples e concisa eiposi-
co eslao alcance de todas as iutetlisencias, nao s pelo que diz respailo aos meios curativo,como prin-
cipalmeDle aus preservativos que tcmdado os mais salisfactoi ios resultados cm toda aparte em que
elloslem sjjjopoflosem pralic.
Setto o trat.iroenlo liomeopathieqo unicoqoe tern dado grande* resultados no curativo desta horu-
veleofermidade, julcamosa proposito tradiizircestes dous importante* opsculos em Uncu vernaci-
la, para desl'arte facilitar a sua leilura a quem isnoic o franecz.
Veode-sa uoicamenle no Consultorio do Iradudor, ra Nov D.S8, por 2j000. Vendem-sc tambero
os medicamealos precisos e boticasde 12 luboscom um frasco de lindura 15j, umadila de 30 tubos comr
vro e 2 frascos de tintura rs. 4>y)00.
<*I MEMAS PRECIOSAS'
Aderemos de brilbantes, '$
* diamantes e perolas, pul-
ceiras, allioeles, brincos
* s rozelas, boloes e anneis
de difTerentes gostos e de
diversas podras de valor. <
? Compraoi, vendem ou
jj Irocam prata, ooro, bri-
i lhanles.diamanlesepero-
* las, e outras quaesquer
* joias de valor, a dinbeiro
uu por obras.
o.
.o:
'.-
10REIRA DARTE.
IL0J4 DE HUYES
Rna do Cabnga' n. 7.
Becebem por to-
dos os va pores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franca como
orno i: prata-
.:, Adercros completo* de
v ouro, meios ditos, pulcei- l_
%. ras, allioeles, brincos e
t rozelas, cordoes, trance- '.-.
>. lins, medallias, corroule* ,
J e enfeiles para relosio, e 's
,', oulros inuitos objeclos de v
-; ouro. ,>;
Apparelhos completos, a
^ de prata, para clui, ban- '
,4, dejas, salva*, ca*ti;aes,
j collieresdcsopaedech, *
e maitos oulros objeclos
&, de prsia. |
.'"*.?. *. > fi$8gft 3 : $&'&
de Lisboa, as quaes vendem por
pre?o commodo como eostuiuam.
i FRANCISCO PEREIRV LEMOS.
*?K:V-Hy.<.'
Chapeos de algibeira,
dilo, de mola,, dilos de* BONETES,
COM I.OJA DE CHAPEOS E
S seda fina, ditos de fellro
? de todas as qualidades, *,
* dlloa de-criuocas e de se- >
nhora, muilo bem enfei- *
I lados.
Na praca da Independencia
N. 19 e 21.
'<.' Bonetes de cabello, di- '<
''. los de couro da Kussia, *
2 ditos de panno de mu-
: tos feilios e de diversas :
'*' cores, chapeos de palha *
enfeitados para senho- g
c- ras.
Recebeu um completo sortimen-
to dos ditos chapeos pelo ultimo
navio de Franca: affianca vender
a todos os freguezes pelo menor
pre^o possivel.
Massa adamantina.
He gerlmente reconhecida a excellencia desta
preparadlo para chumbar denles, porque seos resul-
- lados sempre felizes sao j do dominio do publico.
Sebastio Jos' de Oliveira faz uso desla preciosa
massa, para o fim indicado, e as pessoas que quizc-
rem honra-Io dispondo de seos serviros podem pro-
eura-lo na ^Iravessa do Vi-ano n. 1. loja de bar-
beiro.
: J. JANE, DENTISTA, S
# contina a residir ua ra .Nova n. 19, primei- fl)
re andar. m>
REPERTORIO DO MEDICO
HQMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEP-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabetica, com a ile-criprao
abreviada de (odas as molestias,-a i ni I icacfto i ihysio-
iogica e Iberapeulica de todos os medicamentos ho-
meopalliiros, seu lempo de aceito e concordancia,
seguido de um diccionario da significac,.to de todos
os termos de medicina e cirurgia, c posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. assignanlM podem mandar buscaros seu
Templares, assim como quem quizer comprar.
AILA DE LATIM. v
O padre .Vicente Ferrar de Albuquer-
(|ue contina com sua aula delatim, do
dia 2 de Janeiro em diante, pela mesma
maneira e sob as condicoos ja' annun-
ciadas-
PBLICAgAO' LITI'ERARIA.
Repertorio jurdico.
Esta publicarlo ser sem duvida de utilidade aos
priucpianlesque se quizerem dedicar ao exercicio
do foro, pois nella encontrar.lo por ordem alphabe-
lica ai principaes e mais frequenles oceurrencias ci-
vis, orphanologicat, coramerciaes e ecclesiaslicas do
nosso foro, com as remisses das ordenacoes, leis,
avisos ere^alamenlos por que se rege o Brasil, e
bem assim resolucdes dos Pratislas antigns e moder-
no em que se firmara. Conlcm semelliantemente
as deeiates das questes sobre sizas, sellos, velhose
novos direitos e decimas, sem o trabalho de recorrer
i collecco de nossas leis e avisos avulsos. Consta-
r dedou* volumes cm oilavn, crande francez, eo
primeiro sabio luz e esl i venda por 89 na loja de
ivrosn. 6 e 8 da prava d.-i Independencia,
zia da Boa-Vista, na ra Vellia n. 42.
O Dr.Ribeiro, medico pela Univer
sidade de Cambridge, continua a residir
na ra da Cruz n. 15.
GRATIFICACA'O.
Da'-se 2AJ000 de gratificacao -a (|uem
inculcar urna ama de leite forra ou es-
crava, que tenba boas qualidades c bom
leite: quem pretender dirija-se a ra do
Collegion. 15, armazem, ou na ra das
Cruzes n. 11, segundo andar.
Candida Maria da Paixo Rocha, pro-
fessora particular de inrtrucco primaria,
residente na ra do Vigario do bairro do
Recife, faz ciente aos pais de sitas alum-
nas, que acha-seaberta sua aula, naqual
contina a ensinar as materias do costu-
me, e admitte pensionistas, meio pen-
sionistas e externas, por precos razoa-
veis.
DAGIERREOTYPO, ELECTROTVPO
E STEREOSCOPO.
Na antiga e bem conhecida calera e ofiicina de
retratos do aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro audar,
conlinua-se a tirar retratos por qualquer desses sis-
temas com toda a perfeicao. Ahi se enconlra o
mais rico e abundante sortimenlo de objeclos para a
collocacSo dos retratos, que lem viudo a esta capital.
Nao se entrega retrato aleum sem estar parecido e de
am trabalho perfeito. Das 9 horas da mandila as 3
da tarde est sempre a galera e oflicina a disposirao
do publico, podeudo lirar-se relralos em dias *de
chava.
LOTERA BO RIO DE JANEIRO.
Na casa da residencia do l)r. I.oureiro, na ra
da Saudade, defronte ilo Hospicio, precisa-se de urna
ama de leite, forra, que nAo traga comsigo o filho,
que liver, de peilo.
PrecUa-W de urna ama forra ou es-
clava para una casa de pequea familia :
I quem pretender dirija-se a ra do Colle-
gion. 15 armazem, ou ama das Cruzes
n. 11, segundo andar.
A commissaO Benclicentc da fregue-
zia de Santo Antonio do Recife, roga a's
pessoas que quizerem mandar nial es-
molas para a pobreza atacada da epide-
mia, se dignein dirigi-las a casa do Rvm.
Sr. vigario, nooilao Ua mesma matriz :
asesmolas podem ser de diulicira, gene-
ros, fazentlas e mesmoroupa.
Deposito le
9
Rna Nova ti. 41, primeiro
andar.
Ne-le eslabelecimanlo se encontram os mais ricos
c ii- melhore* pianos que lem vindo esla praca dos
mais acreditados fabricantes como de Kaclials e
Iraumann de llambnrco, assim como de oulros
maitos fabricantes de Europa, os quaes se vendem
por mdicos precos, e arantidos ; no mesmo eslabe-
lecimenlo Inmbem se cnncerlam, afiuam-se e rece-
bem-se encommendas para a Europa.
Precisa-se alugar para o servicg de urna fami-
lia ingleza, urna prela que saiba lavar, angommar <
coser : na ra do Trapiche Noto n. 1U.
A commissao Renelicente da fregue-
zia de Santo Antonio roga as pessoas ata-
cadas da epidemia que necessitarem de *er
soccoi rulas,queiram dirigir-te ao Rvm.
Sr. vigario, em sua casa, na travessa do
pateo da matriz, e no caso de o nao encon-
traren] em casa, a qualquer dos outros
membros, a qualquer hora do dia e da
noite, ate as !( horas.
LOTERA da provincia.
O Illm. Sr. thesoureiro manda fazer
publico, ((ue se acliam a venda na thesou-
rariadasfoterias,das9as5 horas datar-
de, osbilhetesda piiineira parte da quar-
ta lotera do Gyinnasio Pernainluicano,
cujas rodas and?m no dia 1 de marco pr-
ximo futuro. Thesouraria das loteras
15 de fevereiro de 1850.O escrivao, An-
tonio Jos Dttarte.
Para o servico interno de urna casa eslr3iigcra
de duas pessoas, necessila-se de urna cozinbeira e
engommadcir.i. forra ou escrava; na ra Nova n. 17.
Precisa-se alagar urna ama para o servico in-
terno e externo de una casa de pouca familia," pre-
fere-se sendo escrava : no pateo de S. Pedro, sbra-
lo de nm andar n. II.
Associagao Gommercial
Beneficente.
A commissao nomcada pela AssociarHo Commor-
cial Benelteente desla pra^a, com o fim de soccorrer
as pessoas necessiladas e desvalidas da freguezia da
Boa-Vista, por occasiao da epidemia reinante, pre-
vine a quem estiver em taes circumslancias, de pro-
curar a .lii.m Matheus, ra da matriz n. 1S; Manoel
Teizeira Bastos, ra da Alegra n. 7 ; Vicente Al-
ves de Suuza Carvalho, Estancia : desde as 7 horas
da mrfhaa s 9. e a larde das 4 horas em diante :
em caso urgente, porcm, sero soccorridos prompla-
meole a qualquer hora. A commissao desejando
acertar na forma de distribuir es soccorros, rog en-
carecidamente a todas as pessoas mais conhecidas
desla freguezia que liverem perfeita sciencia do es-
lado de precis<1o de qualquer familia, se dignem de
a informar .-.ira de ser com promplidao altendida.
Recife j de fevereiro de 185l.Joo Matheus, Ma-
noel Teiieira Baslos, Vicente Alves de Souza Car-
valho.
AKRENDAMENTO.
A loja e hrmazem da casa n. 5"> da ra da Cadcia
do Recife junio ao arco da Couceicao, acha-se desoc-
cupada, e arrenda-se para qualquer eslabelecimenlo
em poni gr?nde, para o qul lem commodos sufli-
l'oinmaleau, ru.i da Boa-Vista n. 16, lem a
honra de prevenir as pessoas que leem objeclos para
concertar no seu estdl>elecinienlo, de ir reclama-los
da dala desle a um mez, do contrario sera ubrigado
a vende-los para pagamento do seu trabalho e des-
pezas : roga lamben) aos seus devedores de irem sal-
dar suas coalas, porque elle esta liquidando c prom-
plo a retirar-so para Franja.
1 ma pessoa com batanles habililajes para
ser raixeiro de cohranea ou alguina loja de fazeodas,
sendo para balcao, ollerece-se a quem precisar, dan-
do fiador pela sua conduela : quem precisar annun-
cie para ser procurado.
LOTERA DA PROVINCIA.
Osbilhetes e cautelas do cautelista Sou-
za Junior, naoestao sujeitos ao descont
dos S porcento dalei.e acliam-sc a ven-
da as lojas da piara da Independencia
us. i, 15, 15 c 40, ra Direita n. 15, do
Livramento n. 50, da Praia n. 50 e do
Crespo n. 5.
O andamento das rodas he em o 1 de
marco: os premios sao pagos ao sabir a
lista geral.
Bilheles 7J000 Recebe por inleiro (1:01105000
Meios 35.HO B :i:(KMI30lK)
I reos >WO 2KW09000
Quarlos t00 1:500S Quintos laiO i> 1:00s(XK)
Oilavos Decimos 7110 600f000
Vigeaimoi 400 > 300|000
O referido cautelista declara que s
paga nos seus bilhetes inteiros os S por
centocomo sededttz de sen annuncio.
Ainda se precisa de urna ama de|lcile, paga-se
hem : ua ra Nova, \oy.< 11. 13,
No escriplorio de Novaes & Companhia. na rna
do Trapiche 11. 34, coulimia baver chapeos de palha
do l.lnlli e Italia, sortidos, e chapeos de fellro de to-
das as qualidades, ludo por prec,o commodo.
Associayfio Coiiiiuerria!
, Beneicente.
A commissao encarregada pela Aisociacao Com-
raercial Benelicenle para distribuir soccorros :is clas-
ses necessiladas do bairro do Recife, faz saber a
quem se adiar nessas circumstaucias, que pode pro-
curar a qualquer de seus niemliros em suas residen-
cias aliaixo designadas a qualquer hora. A commis-
sao estando disposta a nao se poupar a quaesquer es-
forc,os para bem desempenhar a missao que Iho foi
confiada, roga as pessoas que liverem conhtcimenlo
de que qualquer pessoa em suas visinhanr,as se aclia
no caso de precisar de soccorro, nas que por qual-
quer circumslancia nao o poSH solicitar, queiram ler
a bondade de assim Ih'o indicar, a fim de prumpla-
mente serem ministrados os necessarios auxi.io-.
Antonio Alves Barbosa, ra de Apollo 11. 30.
Jos Teiieira Baslos, ra da Trapiche 11. 17.
Joto da Silva Regadas, ra do Vigario 11.4.
A ei fermaria do consistorio da ir-
mandadedo Divino Espirito Sanio em
Sao-Francisco, ja' annunciada, acha-se
prvida do mais necessat o para rceber
aos seus irmiios desvalidos que venham a
ser accommettidos do cholera : roga-se,
pois, aos raaosda mesma irmandade, ou
a quem tenba conhecimento de alguns
destes, participem ao irmao juiz, escri-
vao, ou thesoureiro, aim de (|iie sejam
recolhidos pela mesa e tratados da mc-
Ihor forma que for possivel.
Liquidacao de
loja de n.Hi(.Was
O dono da loja de miudezas da ra do Collegio n.
I, querendo liquidar esls resolvido 1 vender pelos
prego* aballo mencionado!, chapeo do Chilli a
19800, boloes para abertura, duzia a 00 rs., estam-
pas de lanos e -.mi.1. de 40 rs. al ItiO, dilas muilo
grandes a (00, 800 e Ig., c.ii\as de clcheles duzia
010, grvalas muilo finas para homem a I?, caixas
com palitos de fugo duzia 2i0. canas de obrejas a dO
e UU rs., vernicas de todas as santas a duzia 2*0,
peales para alisar a duzia SSO.fna de beira branca o
mace 500 rs., papel de peso resma S.J00, filas de
relroz iwca iOO rs., brincos pnMos muiln finos o par
(00 rs.. fila ii. 1 e t|- a peca :100 rs.. boloes de linha
a grosa 80 rs., canelas muilo linas a duzia 15, luvas
de pellica o par 240. cordas para viola a 1211 c 200
rs., linlias n. id a 1&200, n. 50 a lylOO. o. GO a
ISiOO, B. 70a tjJ.'iOOa libra, Iranias de caracol pe-
cs com 15 varas a 200 rs., franjas de cores com he-
llas a SfOO a peco, ditas brancas a 23600, c vara a
200 rs.. cartas puriuguczas a 25200 a duzia, e hara-
llio a 200 rs., colheres de ierro a duzia 340, lesouras
de l pollegadas a duzia 560, facas de sapalciro a
duzia (iO, e oulras muilas miudezas que de languciar, que se vendem por melade de seu va-
lor para acabar.
C. STARR t C.
espeitosamenteannunciam que no seu extenso es-
abelecimcnlo em Sanio Amaro.conlinuam a fabricar
com a iiiaior perfeicao e promplidao, loda a quanla-,
de de macliimsiiio para o uso da agiicullura, na-
vegacao e manufarlura; e que para maior commodo
de seus numerosos rreguezes e do publico cm geral,
leem alierlo em um dos grandes ,-irmazens do Sr.
Mesquila ua ra do Brum, alraz do arsenal de ma-
rinlia
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimeulo.
All acharan os compradores um completo sorli-
menlo de moendas de caima, com lodos os melhora-
menlos (alguns delles novos c originaos) de que a
experiencia de muilos aunos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor.de haixa o alia presso,
taixas de lodo tamanho, lano batidas como fundi-
das, carros de ino e ditos para conduzir formas de
assurar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dilo, fornus de ferro balido para farinha, arados de
ferro da mais approvada conslrucrao, fundos para
alambiques, crivos e perlas para fornalhas, e una
nnidade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito enslc una pes inlelligeiile o habilitada para receber lodas as en-
commendas, ele, ele, que os annunciaiiles contan-
do com a rapacidad de suas ollicinase machinismo,
e pericia de seus olliciaes, se comprometiera a fazer
exceular, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
conformidade com os modelos011 desenios.c inslrur-
coes que Mies forem fornecidas.
f>mpv&.
Compra se efledivamente, lalSu, bronze e cobre
vclho : no deposito da lundiij.'ni da Aurora, na rna
do Brum. logo na entrada n. 28,e na mesma fundi-
<;ao, em Santo Amaro.
Compra-se um cavado que carregue baizo ale
meio, eseja novo, sem achaques: quemo livor, pode
dirigir-se a ra do Queimado, loja n. 20.
Sei-tm*
Vende-se alcatrao c pixe da Suecia,
pi\e de carvo, tintas em oleo, esponjas
de qualidade superior, taboado de pinhb
da Suecia: na praca do Corpo Santn.
II, em casa de Me. Calmont & C.
Aos senhores de enenho.
Avtsa-se aossenhores de engenho, que
para facilitar o uso do arcano do Dr.
Stolle para purilicacio de assucar : ven-
de-se ao mesmo proco de 5o'000, cada li-
tado 10 libras.
Em casa do lcntx Rninncx C. na
ra da Cruz n. 10, ha para vender um
grande sortimento de ouro do melhor
gosto, assim como relogios de ouro de pa-
tente.
ranos,
Vende
em-se otn casa do Henrv Rrunu
iv. C, ruada Cruz n. 10, ptimos pianos
chegados nos ltimos navios da Enrona.
Vende-se urna carroca muito boa,
com arreios para um cavallo, tudo em
muito bom estado e por commodo preeo:
na ra da Cruz n. 2C, primeiro andar.
Vendem-secaixinhas com tontos mui-
to lindos, para jogos diversos c por mui-
to barato proco : na ra da Crrz n. 2G,
primeiro andar.
Vende-se um arreio novo para ca-
briolet, muito bom o barato: na ra da
Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendem-seespingardas francezas de
dous caiiQspara caca, e muilo em conta:
na rita da Cruz n. 26, primeiro andar.
RAP 10LAI FRAMEZ*
Vende-se esta excedente pitada, l-
timamente chegada de Franca e por com-
modo preeo: na ra da Cruz n. 21!, pri-
meiro andar.
NICO DEPOSITO.
Vende-se agua dentifrice do Dr. Pier-
re, nica para limparosdentes e dar p-
timo paladar : em casa dos Sis. J. Soum
&C.
(S'ipntos de burrach.
No aterro da Boa-Visla, defronle da bonera n.
1t, h.i chegado mn grande sortimenlo de sapalos de
buiracha muito recommendados para a eslavo pr-
senle, tanto para homem romo para senhora, meni-
nos e meninas ; as - .runenlo de calcado* francezes e de Nantes de lo-
das as qualidades, e os bem condecidos sapalos do
Aracalv para l|omens e meninos, esleirs, cera e ve-
las de carnauba as mrlhoresque de l lem viudo, lu-
do por prec,o muilo commodo, a troco de sdalas
velhas
Peonas d eio.i
Vendemae muito boa peonas de ema : na ra
da Ca.lei.' do Recife n. 57.
C<>uros de eibra.
Vende-se um reslo de couros de cabra muilo gran-
des e bous : na ra da Cadeia do Recife n. 57.
011)4) VVOt
Vndemete na ra de Apollo n. 9, accas com
farinha de mandioca, por preeo de 53 a ellas, que
se esiao acabando.
Vende-se por fiJOOO urna cabrlteira crespa em
muilo bem estado ; na taberna do Retiro, no caes
do Ramos.
Cobertores de algodao.
Vendem-se cobertores de algodao sem pello a 1j,
panno azul nnopara farda a 25(100 o covado : na
ra do Queimado n. 5.
No escriplorio do Domingos Alves Mulheus ha
para vender ricos e elegantes pianos, bezerrus en-
graxados, coxins (^ lili lio para monlaria.
viagem
Saceos de lapelede Ua, e saceos com mala, sobre
ludo de panno muilo encorpadu, proprios para via-
aens .l.i Kimip : na ra do Collegio n. cslabe-
Icciincnlo de J. Falq-ie.
Gorros eseoce-
zes.
Em caa de .!. Falque, ra do Collegio n. 4, che-
gou um lindo sortimenlo de gorros escocezes de vel-
ludo de seda bordados de ouro e lisos, com fitas,
tanto para liomens como para meninos, ditos de vel-
ludo de algodao com galo doouiu e lilas, para lio-
mens.
Sal do Assi
A bordo da escuna (Jatea venda-te sal do Asso',
ou a lr.il.ir com Amonio de Almeid.i i mine-, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
Saldo ss
Vende-se a bordo do palhalwlc aAdelaide, ou a
Ir,iiar com Antonio de Almeida Gomes, na ra do
Trapiche n. 1(, segundo andar.
I&steiras e velas de car-
nauba
feilos no Araeah, lano em poroSfl romo I relalho :
no aterro da Boa-Vista, defronle da boneca, loja de
Calcado n. 4.
''ara cobertores.
Panno azul de laa para coberlas: na ra doQuei-
madn.'loja n. 21.
Cognac verdadeiro.
Vende-se cognac superior em garrafas: na ra da
Cruz n. i:i.
Vendem-selsaccas grandes com milho a 49O0O,
lalas rom oleo de ricino, e em garrafas de 1 Ifili-
hra-ja I?, algodao em caroco ; na ra do Vigario
n. 5.
Farinha de mandioca de Sania Calharina, em
saceos, de superior qualidade : vende-se no arma-
zem de Paula i.opes, ua escadinba da alfandega.
a Iralar
RAP FRANCEZ.
DEPOSITO DA ROA DA CRUZ N. 48.
Continua a eslar sorlido o deposito desle excellcn-
te rap, lalvcz o nico de que se deva fazer uso em
urna crise epidmica como a que infelizmente lua-
mos: o agradavel aroma, e os simplires de que he
compnslo, o fazem reeommendavel, viilo nao ter
em sua composic,ao iienhum ingrediente que des-
Irua a virlude do fumo, reconhecido ja como um
grande preservativo de qualquer mal: para com-
modidade dos compradores, se encontrar;! este rap
nos depsitos liliaes dos sciihores Moreira (S; Huir-
le, na ra do Cabnga' n.... e Jo.lo Cardoso Ayres,
na ra da Cadeia do Recife pelo preeo de :ls cada
meio kilogramo, que he mais de urna libra.
"einle-se na ra da Cruz n. 2(, pri-
meiro andar, o verdadeiro e asedente
cha' pelo em libras e por muito barato
proco que faz admirar.
Vendem-se espingardas de dous ca-
nos francezas, milito proprias para caca
e por baratissimo proco : na ra da Cruz
n. 2(i, primeiro andar.
Vende-se um cabriolel lodo piolado e forrado
de aovo, cora arreios, be batante leve, seguro e bo-
nilu: para ver, na ra do Hospicio, esquina do Ca-
marao, loja do Sr. Candido (pintor de carros), e a
Iralar, na ra do Collegio n. 91, primeiro andar.
Para sacerdotes.
Vendem-sc meias de laia pretas.e brreles de se-
da prelos para sacerdotes : ii ra da Cadeia do Re-
cife, loja ii. 50.
Liquirico.
O arrematante da loja da ra do Crespo n. 1, jun-
io a casa nova da quina, confroule ao arco de daulo
Antonio, querendo acabar com as fazendas qnc exis-
lem, vende baralo para liquidar, sem perda de lem-
po. Princeza pela de boa qualidade a :I00 rs. o
covado, alpacas finas de superior qualidade a 800
rs. e 13 o covado, meias preas de algodao para se-
nhura a 200 rs., suspensorios a 100 rs. u par, corles
do canas finas francezas a 1?t00. e 3*600 muito li-
nas, lencos de cambraia finos a 9M rs., ditos de seda
da India muilu linos para huinem c senhora a IJiiOO,
romeiras de cambraia fina de lac,os de seda para se-
nhora a 2*. manieleles de seda linos a j, manas de
seda para senhora de superior qualidade a 54, corles
de rlleles de Uazinha para homem a 500 rs., leos
de seda branca muilo finos a 15, corles de fustao
para colleles a (O e 800 rs. de superior qualidade,
corles de vestidos de cambraia e seda muito Tinosa
5s e (5, corles de cambraia com babados finos a R},
ditos de cambraia de ciir a 21500, brelanha de linho
de (i varas a pee.i, fina, a XOO, chales de tarlalano
a 800 rs. e l500, dilos de cassa e seda muilo finos a
25500 e II?, 1.1a para vestido de senhora a 320 o co-
vado, rainliraias de cores linas a :I20 e 400 rs. a va-
ra, pecas de fil para mosqueleiro de 20 varas a :15
a peca, corles de meia caseraira de superior qualida-
de a 15600 e 25 o corle, meias para senhora linas a
tO e 320 rs. o par, madapoln u algodaozinho, e
oulras muilas fazendas que per serem muilas nao se
pdem menciouar. e que se vendem portodo o preeo,
na mencionada loja.
; era de caramilla.
Vende-se cera de carnauba de boa qualidade, por
menos preeo do que cm nutra parle : na ra da Ca-
deia do Recife, loja n. 50, defronle da ra da Madre
de lieos.
Tinta preparada em oleo.
Na rna do Trapiche Novo n. 18, em casa de E. II.
Wyall, vende-se excedente tinta branca, preparada
em oleo, em lalas de 28 libras.
lix carros.
Vendem-se superiores eixos e arreios para carros:
na ra do Trapiche Novo n. 18, casa de II.
Wyall.
Candelabros e lustros.
Acha-se venda cm casa de E. II. Wyall, na rna
do Trapiche Novo n. 18, um completosorlimeulo de
candelabros c lustros bronzeadon Je :i oS luzes.
i ii lio Xerez e Porto.
Vende-se vinho Nereze Porto em harrisde quar-
to : cm rasa de E. II. Wyall, ra do Trapiche No-
vo n. 18.
POTASSA CAL'YIMEE
No antigo eja bem conhecido deposi-
to da ra da Cadeia do Kecife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Kussia, dita do llio de lanein
e calvirgem de Lisboa em pedia, tudo
precos muito favoraveis.com os quaes- i-
carao os compradores satisfeitos. i
Taixas
fundicao
PABA LUTO.
Riscado francez prelo a meia pataca o covado,
liisinm e chita prela fina a dous luslues o covado,
alpaca, princt e oulras fazendas proprias para quem
esla de lulo, chales de laa prelos, meias para senho-
ra, prelas de algodao a pataca o par : na loja das 6
portas em frente do l.ivramenlo.
Farinha de mandioca.
Vende-se farinha de S. Matheus, em saccas ; no
caes do Ramos, armazn do Sr. Pacheco, por precos
commodo*.
Cortos de cassa para quem quer da
tas por jiouco dinheiro,
Vendem-se corles de cassa chila de bom goslo a
29, dilos de padrftes francezes a 29100, catata roas
para aleviar lulo, dilas prela de;padroes miudos a
29 o corle, alpaca d seda de quadros de lodas as co-
res a 720 o covado, lencos de bien tanlo pinlados
como bordados a 320 cada um, grvalas de seda pa-
ra homem a 19 '' 19600 ; todas estas fazendas ven-
dem-se na ra do Crespo n. 6.
aOiisas finas ede
bous gostos
NA LOJA DA BOA FA1A.
Vendem-se ricos leques com plumas, bolola, e
eapelho a 25, luvas de pellica de Jonvin o melhor
que pode haver a I98OO o par, dilas de seda ama-
relias e brancas para homem e senhora a 19280, di-
las de lorcal prelos e cora bordados de cores a 800
rs. e I92OO, dilas de fio de Escocia brancas e de lo-
da8.as cores para homem e senhora a 500 rs., dilas
para meninos e meninas muilo boa fazenda a 320,
lencinhos de relroz de lodas as cores a 19, toncas de
Ua para senhora a 610, peines de tartaruga para
atar cabello, fazenda mullo superior a 59, ditos de
alisar larabem de tartaruga a 39, ditos do verdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando muito aos de
tartaruga a 19*280, ditos de alisar de bfalo, fazen-
da muilo superior a 320 e 500 rs., lindas meias de
seda pintadas para crianzas de 1 .1 3 nnos a 19800
"1 .r, dilas de fio de Escocia lambem de bonitas
cores para enancas de 1 a 10 anuos a 320 o par, cs-
pe'lhos para parede com excellentcs vidros a 500,
700, 1e I52OO, loucadores com ps a 1#500, filas
de velludo de lodas as cores a 160 e 2i0 a vara, es-
cobas finas para denles ,1 100 rs., e finissimas a 500
rs/, dilas finissimas com caho de marfira a 19, Iran-
ias de seda de lodas as cores e largaras a 320, 100 e
500 rs. avara, sapalinhos de laa para criaucas de
bonitos padrdes a 210 e 320, aderecos prelos para
lulo com brincos e alfineles a 15, lencas prelas de
seda para crianras a 15, Iravessas das que se usam
para segurarcabello a I5, pislolinhas de melal para
criancas a 200 rs., galheteiras para azeile e vinagre
a 29200, bandejas muilo finas e de lodos os lma-
nnos de 15, 25, 39 c 19, meias brancas linas pira
-enhooj a 210 e 320 o par, lilas prelas muito boas
1 lli'.l r.., ricas caixas para rape com riquissimas es-
lampas a 35 e 25.500, meias de seda de cores pan
homem a 610, charoteiras muilo finas a 29, csstcs
para bengalas a ilt rs., pastas para guardar papis
a 800 rs., oculos de armacao de aro prateados e dou-
radosa 60, I- e 1j200, lunetas com aro de bnfalo
e tartaruga a 500 rs. e 19, superiores e r'cas benga-
linhas a 29, c a 500 rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavallo pequenos e crandes, fazenda muito supe-
rior a 610, 800,19,192OO, 19500 e 29, atacadores de
cornalina para casaca a 320, pentes muito finos para
suissa a 500, esrovas finas para cabello a 6i0, dilas
para casaca a 610, capachos pinlados para sala a
610, meias brancas e cruas para homem. fazenda
superior a 160, 900 e 210 o par, camisas de meia
muito finas a 15 o 19200, luvas brancas encorpados
proprias para monlaria > 2t0 o par, meias de cores
para senhora muilo forles a 220 o par, ricas abotoa-
duras de madreperola e de outras muilas qualidades
c gostos para colleles e palils a 500 rs.. fivelas dou-
radaa para calcas c colleles a 120, ricas filas finas
lavradas e de lodas as larguras, bicos finissimos de
bonitos padroes e todas as largaras, ricas franjas
brancas e de cores pura camas de noivas, tesoari-
nhas para costura o mais fino que se pode encontrar.
Alcmde ludo isto oulras muilissimuscousas muilo
proprias para a fesla, e que tudo se vende por pre-
eo qne faz admirar, como lodos os freguezetj sa-
bem : na ra do Queimado, nos qualro cantos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa Fama
n. 33.
COM 30 POR CESTO MAIS IMIT
do que em outra qualquer parte.
Iliro de bluiid de seda prela para |......ft I Ir
niUs lita", como ser-relie rl l,irrml ilinilfun
le da fabrica, por isso pode oflererer esta vaataaM
a seus fresoezes, casa do iclojoeir.
VARAKM E GRADES.
Um lindo e variado sortimento de modelU< nata
varandas e gradara' de gosln mnderniMisM : ag
(iindie.ln da Aurora, em Sanio Amaro.e ae tojaot.
lo da mesma, na ruado Brum.
TAIXAS DE FEKRO.
Na fundicao' d'Aurora cm Santo
Amaro, e tambern no DEPOSITO ata
ra do Brum lofjo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinlia ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como ettrangeira,
batidas, Tundidas, grandes, pequea,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem guindastes, para carregar ca-
noas, ou carro* livrc de detpeaa. O
precos sao os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Xa fundirn' de C. StatT. A C. OB
Santo Amaro acha-te para vender ara
dos d" ferro de "*~rr- qualidade.
Relogios.
Vendem-se relogios de ouro plenle intttt: a*
escriplorio do agente Oliveira, roa da Cadeia d He-
cife n. 62. primeiro audar.
RELOGIOS
ColiertoM e deseober(ospe-
qiieaose grandes,de ou-
o, patente ng-lez.
Vendem-se no escriplorio de Soalhall Mellar A
Lompanhia, na rna da Cadeia do Reare t*."j,.
mais superiores relo&ios coberlos e descokeW, m-
quenos e srandes, de ouro, plenle lacle zl m
dos melhores fabricaoles de Liverpool, violas pla
ultimo paquete inslez. "T"
Em casa de Henrv Brunn & C, ra da
ra
$500
Na
para
de
engenhos
ferro de D. W.
Vende-se cal de Lisboa ullimamentecbegada, as-
sim como polassa da Kussia verdadsira : na praea do
Corpo Sanio 11. 11.
VINHO XEREZ.
Vende-se superior vinho de Xerez em barris do
t|t. enmata deE. Wyall: ru do Trapiche
o. 18
AGENCIA *
Da Fundicao Low-Moor. Rna d a
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
nanti-
Bowmann, 'na ra do Brum, passan-i'er um completo sortimento de moen-
; das e meias moendas para engenho, ma-
do o ohafariz continua haver um
completo sortimento de taixas d4 ferro
fundido o batido de 3 a 8 palmos de
boeca, as quaes acham-se a venda, por
preeo commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Tahoado de pinho da Suecia, alcalro e pise.
Me. Calmonl ,^- Companhia, Icndo recebido um
earregamento desle gneros pelo brigue sueco D.
Thereza, de (jolliembouic, venderAo os mesmosa
relalho por precos baratos: olaboado acha se reco-
lliid) no armazem dos Sr. Carvalho Irmao, ra
do Brum.
AO BARATO!
Na roa do Crespo, loja n. I, vendem-se por todo
o proco fazendas do primara qualidade, para acabar
n.lo se olha a prego.
*>
o
Acham-se a venda os novos bilhetes da j nles : oi prelendcnles c.'ile.ider-se bao com Joao
loteria 2- do SS. Sacramento da antiga
r
Nepomuceno Barroso, no secundo andar da casa n.
57, na mesnr.a ra.
MASSA AhAMANTINA.
francisco Piulo llzorio chiiinha denles rom a ver-
dadera mam denominada adamanliua, apresentada
ao conselhn de hvgieniie pelo Sr. Paulo liaiguoui, e
calja com ouro e prala, c oulros raelaes, assim como
applica ventosas pela atraeao do ar, e na com fogo
como geralmenle se usa : pode ser procurado para
qualquer desles misleres, na ra estreila do llosa-
rio n. 2.
No collegio d'Aura distribue-se
na travessa da Madre; gratis as receitac para o tratamento do
; cholera, descoberta polo prelo do enre-
de urna pessoa capaz para lavar a nho (luararapes-
Quer-se alugar um escravo para servido de
casa: a tratar na rus do Trapiche n. 16, segundo
andar.
S, que devia correr de 21 a 23 do pre-
sente; as listas esperamos pelo paquete
nacional, qm- deve aqui chegar de i de
marco em diante: os premios serio pagos
depois de distribuidas as listas.
Precisa-sc alugar am prelo de icbde, que sirva
para carregar agua e fazer limpeza em urna casa de
pouca familia ; tambera se precisa de urna preta
captiva ou forra, que saiba cozinhar, lavar e engom-
raar, paga-se o que merecer
de Oeos, armazem n. 5.
Precisa-se
roupa do hospital eshlbelecido no convenio do Car-
ino : quem quizer so prestar, dirija-se ao mesmo. -
Precisa-se alugar urna caa terrea com slito,
ou caa de ora andar, no bairro da Boa-Vista, nao
sendo no aterro; agradando, paga-se adianlado :
quem liver annun' '
PAR o corrente anno.
Folhinhas de algibeira conlendo o al-
manak administrativo, mercantil o in-
diisirial desta provincia, tabella dos direi-
tos parochiaes, resumo dos impostOS go-
raes, provinciaes e municipaes, estrado
dealgumas posturas, providencias sobro
incendios, entrudo, mascaras, comitorio,
tabella de loriados, resumo dos rendi-
mentos e exportacao da provincia, por
O rs. cada urna; ditas de porta a 160;
ditas ecclesiasticasou de padt e, com a ro-
sa deS. Tito a lOOreis: nalivraria n. 6
e S, da praca da Independencia.
CORTES DE CASSA PARA QUEM ESTA- DE
LOTO.
Vendem-se corles de cassa prela muilo miuda,
por diminuto preeo de a o corle, dilos de cassa chi-
ta de bom gofio a 9, dilos a 3i00, padroes france-
zes, alpaca de seda de quadros de lodns as qnalida-
des a rao rs. o covado, 1,1a para vestido lambem de
quadros a ISO o covado ; todas estas fazendas ven-
dem-se na roa do Crespo n. (i.
SEMENTES.
Silo chegadas de Lisboa, e acham-se a venda ua
ra da Crai do Kecife n. Ii2, labema de Antonio
I ran -i-i o Marlins as seguinles scmenles de horlali-
ces, coma sejam : ervilhas loria, senoveza, e de An-
gola, fejilo carrapalo, rozo, pintacilgo, e amarcllo,
alfare repolhuda e alenla, salsa, lmales srandes,
rbanos, rali niele- urlicos e encarnados, nabos ro-
zo e branco, senoiras brancas e amarellas, couves
Iriuchiida, lombarda, e saboia, sebola de Selubal,
segurclha, coenlro de louceira, rcpolho c pimpinela,
e urna grande ponan de diderentes semenles, das
mais lmalas flores parnjardins.
Vendem-se grandes sacras com feijilo : no ar-
mazn de Tassn Irmlns.
Vendem-se amendoas com casca mole : no ar-
mazem de Tasso Irmlns.
Vnnde-se no lugar do Rosarintto um grande
sitio capaz do conservar animalmente 12 vaccasde
' Precisa-se de urna ama secca, forra, para casa
de familia : na ra da P-raia n. 49, primeiro andar
\"\
Vendeae om cabriole! em bom uso
oa ra do Collegio n. it, primeiro andar.
Vendem-se saccas com milho a 3-5000 ri. : na
ruado Vigario taberna de Joao Simo n, l'i.
COQL'EIROS.
Vendem-se coqueiros pequenos para se plantar :
na ra estrella do Rosario n. II), segundo an-
dar.
Em casa de N. O. Biebor c\ C, ra
da Cru/. n. V, vende-sc :
Vinho do Madeira em l|l o 118 barris.
Vinagre blanco.
Tinta em oleo.
Lonas.
Brins da Russia.
Papel de embrulho.
Saceos do estopa.
Cemento.
Por oornmodos precos-
MOENDAS SUPEUll!.
Na fundicao de C. Starr em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiore-
ssr CORTES TURCOS'
Vendem-se esles delicados ciirles com pintas carmezins e Ibtrados, os mais lindos pos-
siveis pela sua novidade de padroes, e s sp vendem
lias lojas eos Srs. Campos & Lima, ra do Crespo ;
Manoel Jos Leite, ra do Queimado ; Narciso Ma-
ia Carueiro, ra da Cadeia, por preeo mullo cm
conta.
Vendem-se sellins com perlences pa-
tente ingle/., e da melhor qualidade que
tom vindo a este mercado : no armazem
de Adamson Howieii C, rita do Trapi-
che n. 42.
TIMAS DE OLEO.
Vende-se tintas do oleo sortidas da me-
lhor qualidade que tom viudo a esta pra-
ca e por proco commodo : na casa do
OglOS
nglezes de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra: cm casa de
llenry Gibson, ra da Cadeia do Recife n. 52.
Veude-se ac em cmihctes de um quintal, por
prero muito commodo : no armazem de Me. Cal-
mont & Companhia, .rara do Corpo Sanio n. ti.
Cartas france-
zas.
Vendem-se superiores carias francezas para vol-
larcle a .100 rs. o baralho : na ra do Queimado,
loja de miudezas da lloa lama n. 33.
Moinhos de vento
ombombasderepuio-para regarhorlase baila,
de,-iip i ni, na fu mi i rao de D. W. Kowinan: ama
do Brum ns. t, 8 e tO.
Vende-se por 10 rs. o tratamento da
choiera-morbns: na livraria n. G e 8, da
praca da independencia.
Oh que pechineba !!
Veude-se casemira prela muilo fina, pelo baralis-
simo prero de ,J3 o corle de caira : na ra do Cres-
po n. ">.
Relogios de ouro
leile, com cusa oplima, baia para c ipim, e muilas ,l;imsoii InvOip arvorea de fruclo : a iralar na ra do Queimado ,",uns0" "owlc '-". rua ao "ap'die n
n.63. l*2.
iaglezes
do palenle, de saboiiete e de vidro : vendem-se em
casa do Augusto C. de Abren, na rua da Cadeia do
Kecife n. iS, primeiro andar.
Aos amadores de flores a
arvores fructferas.
Mr. Arnol, niemhro da soriedide de horticultura
de Paria, lem a honra de participar ao publico, que
acaba do Irazcr de Franca una rica colleccAo de
llores, arvores fructferas de uoslos diversos para or-
namento de jardins, um sortimenlo de raizes de llo-
res c batatas, que vende por presos commodos ; no
alerro da Boa-Visla n. :IS.
Vendem-se ou alugam-tena Pasaagetn da Mag-
dalena, antes da ponle. dous sitios com casas de so-
brado, as quaes Icndo eoniinnnirae.ln interna, lam-
bem tiodem servir para urna so familia : a Iralar na
la da Cruz n. S.i.
Superior farinha de Sania Calharina ; vnde-
se cm saccas : no armazem de Paula Lopes, na es-
cadinba da alfandega.
Chapeos de sol de seda a jOOO.
Na rua do Crespo, loja n. .">, vendem-se chapeos de
sol de seda de muilo boa qualidade, pelo baivi pre-
c,o de ."?) cada nm.
$accas com farinha e
milho.
Vendem-se saccas com farinha c milho : na roa
da Cadeia do Kccife,loja de fazendas n. 33.
Vendem-se os verdadeiros charutos de S. F-
lix : na rua do Queimado n. 13, loja de tetragens.
chinas do vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos. Dar
dito. K
Vendem-se em casa de S. P. Jobas
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins ingleses.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronceados.
Lonasinglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
IIQl'IDACAO\
O arrematante da ,loja de miudezas da-roa dos
Quarleis n. i, qaerendo'acabar as miudezas que
evistem, vende barato afim de liquidar sera peda
de lempo.
Iranja com botlas para cortinados, pec,a
Papel paulado, resma, (de peio)
Dilo de peso, resina
Laa de cores para bordar, libra
Peules de bfalo para alisar, duzia
Fivelas douradas para calca, urna
(roza de obreias muito linas
Lencos de seda linos, ricos padroes
Caizade linbas de marca
Meias para senhora por
Pentes de tartaruga para securar cabello
(rozas de canelas finas para pennas
Dilas de boloes finos para casaca
Meias prelas para senhoia, duzia
Dilas dilas pira homem
Lacre encarnado muito fino, libra
Papel de cores, maro de 20 quadernns
Duzia de colzeles
Espedios de todos os nmeros, duzia
Liuhas de novellos fraudes para bordar
Ricas filas escocezas e de sarja, lavradas,
largas
Meias cruas sem costura para homem
Dilas de seda n. 2, peca
Trancas de seda branca, vara
Caitas de riir! duzia
Pcc,as de filas de cs
Lapis finos, e,roza
Cordilo para vestido, libra
Toacas de blonde para menino
Chiquitos de merino bordados para menino
e outros muilos arlaos que se loruam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nao se duvidara
dar um pouquinho mais baralo a aquelle senbor lo-
gisla, que queira a dinheiro comprar mais baralo
do que se compra em n unen a man.
Vendem-sc dous pianos fortes deja-
caranda", construccao vertical e com to-
dos os melhoramentos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ilambur-
go : na ruada Cadeia, armazem n. 8.
Cal de Lisboa barata.
Para fechar cotilas vendem-se barris com cal de
Lisboa, pelo_ diminuto preeo de 35200, assim como
ha urna poroao da dila cal sola, oplima para caiar
Eelo seu brilhanlisino e durarlo, e enche-se urna
arrien que tenba sido de |bacnlho por S|: na roa
da Cadeia do Recife n. 50.
Meias pretas pa-
ra padres.
\ cndein-se superiores meias de laia para padres,
pelo baralissimo prero de I-.mki o par. dilas de al-
godSo prelas ,i (id o par : na rua do Queimado,Inji
de miudezas da Boa Fama n. 33.
Vendem-se frascos codo vi-m roldas
dio muito proprios para conservar toda
a qualidade de rape, o por muito com-
modo pirco : na rua da Cruz n. 2(i, pri-
meiro andar.
Farelo novo de
LISBGX4 4.500 RS.
No armazemjfcsPr/jsSQ Irm.los, uo becco do'lioii'.
Salves. f i
une
3900
3*700
7^)00
3)000
100
CjOOO
l->>00
210
240
uooa
23000
21000
39200
sino
1-7800
(>00
720
2K00
1$6O0
K)
39:I0
:wo
400
13600
:too
2S400
I52IK)
12(KI
19000
Cruz n. 10, vendem-te:
Lonas o brins da Rusta.
Instrumentos pora msica.
Espelhoscom moldura.
(ilobos para jardint.
adeiras e sota'* para j.irdiin.
Oleados para mesa.
Vistas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
Em casa deN. O- Biel>ei iVC,
Ja Cruz. n. i, vende-sc :
Lonas da Russia.
Briazo.
Tintas cm oleo.
Ultramar.
Cognac em caixas de nina duzia.
Saceos de estopa.
Espadas para musios ecornetas.
Por commodos preeo.
Nava Illa? a come uto.
Na rua da Cadeia do Mt*VBflNRBM
dar, escriplorio de Aueosto C. de Abre, .
imam-s a vender a 89000 o par prrro fi m i
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba'
pelo hbil rubricante qne foi premiado na eij
de Londres, as quaes alm de dnrarem ciira
riamenle, naosesentem no rosto na occ^o d collar I
vendemos* com a condir.io de, nao agradanda m!
derem oscorr.pradoresdevolve-lasalc 15 -, j',' i
pa compra restituindo-se o importe.
KOB I.AFFECTEIR.
Ounico autorizado por dedto do conttth* rtrt t
decreto imperial.
Os mdicos doshospilaes recommendam a Arroba
de l.iitlcrirur. como sendo o nico aalsrisada lili
Rovemo, e pela real sociedade de mediriiu Ce
medicamento d'um costo a&radaiel, e fcil a |
em secreto, esla em uso na marinlia real desde 1
de 60 anuos ; cura radL-alroente en ptica |
com pouca icspezi, sera mercurio, as teco, j,
pelle. impincens, as conseqaenrias dai saraos, ake-
ras, c os accidentes dos partos, da idade ertUca, a
da acrimonia hereditaria dos humores; ntim aos
calarrhos a bechRa, as contraocfies, a t fraaaeu
dos urgiios, procedida do aboso das injorceaa em do
sondas. Como anli-svphililico. o arrobe rara esa
pouco lempo os Huios recentes oa rebeldes, aaevat-
veu incesantes em conteqoenria do emprea da
copaiha, da cubeba, oa das inier^oes aoe repre-
eiilem o virus em neulrali*a-ln. O arroba 1.a-
rieclrur he espeeialmeiite reeommendada eatdra a*
.locuras inveteradas ou rebeldes ao naquqijo e ao
lodurcto de polassio. Lisboa. Vende-se na boti-
ca de Barral c de Antonio Feliciano Alvet de Aac-
veilo, pra^a de 1). Pedro n. 8H, onde acaba de cho-
llar urna crande porrflo de Barraras crandei o pe-
queas viudas direrlamente de Pars, da cota do
dito Bnyveau-Laneclcur 12, roa Rjcbeo i Par.
Os formulario* do-se gratis em rasa do asale Sil-
va, na praca de II. Pedro n. 82. Porto. Jaoqaim
Aran;,, ; llalli,!, Liota & Iriniis ; Pernumboco.
Soum; Kio de Janeiro. Mocha A, I ilho. ; a Morai-
ra, loja de drogas; VMl Nava, Jojo Prreira ta
.Macales Leile; Kio tirande, Francisco de Nati
Coulo V C.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O unicodeposiloconlinaa ter na botica de Bd-
lliulomeu Francisco de Sorna, na rna largado Roa-
rio n. 36; carreras grande*5900 e peqaeoa* 3t*X>
!)iroi{T\ME PARA 0 PIIL1CI
Para cura de phlisica era lodos os seus diflerraai
graos, quer motivada por constipantes, loioe, rote
ma, plruriz. escirros de sangoe, ddr de costado*
peito, palpilac.10 no rorarAo. coqueluche, brenclu-
dor na ca cania, e lodas as molestias dos ergio po-
n unan...
No dia 16 de Janeiro do corrala anao fag
do rncenho Tibalinea nm mualo esrravo, qoe pet-
tence ao Sr. Ilerriilauo Cavalcanli de Sa Alboajooi
que, cojos rigaac ~'m os seguialet: car bem clara
cabellos crespo* e caslanhos, lu vo, ebrio do coro*
esla rom a ror plida por ter sonrido seies, e le
muilas manchas no pescoro, as costas e pello, II
a 20 anuos d. idade, o buce ja Ihe apona ; letoi
camisa de alcodAozinhn azul jo desbolada, e lamben
a ceronla, um capole de panno lino cor de cal*>
bem usado : prrsnme-se qne levou em comp
um crioalinbo forro cora 12 annos d* idade,
secco. e com alsumas mdoas pelo rosl* e pescoro, i
ha razan para uppor-se qoe elle <> mulati. preten-
de passar por forro : quem o pegar lar* favor le-
var a seu senhar no eucenho mencionado, oa *a4ro
car ne.la praca ao Sr. Amonio Aunes Jkoom Pi-
res, morador no alerro da Boa-Vida, qoe ses* ro>
compensado com cenerosidade.
Fugiram na mandilado dia 19 do corten* do
escravos um por nom* Theodoro, prela, criiobi. na*,
cador, haito, corpolenlo, com mullo* cabellos broa-
jos pela barba e pellos, idade :t."> aiiim pouco oM
ou menos; rulro de nom* Jorca, muala, baria
secco do corpo, poaca barba, quebrado da vmlba
lem do ladoesquerdo do roslo ama cicatriz, este o
cravo foi do Sr. Manoel Thomaz et-rareereir*
couduziram coro sico urna caiza, na qual levarai
loda roupa que linham, i alca e cami*a* da tb.***-
/inlin de lislras, ramisas de madapolto, atan amala
pbaela encarnada ja asad* e cobertores ; romj-aiai
autoridades policiae* e rapille* de rampo oooosav
prchendam e levem roa da Concordia a. S. armt-
zem de maleriaei que ser.lo cenerosamenl* rocom-
ensados.
t'.onliniia andar fucida a prela Mereoeia, rri-
oula, idade de 28 a :KI aunos, pouro mais o menos,
com os sicoaes secuinles :' lalU de denle* o freol* o
urna das orelhas rasgada provrnienle do* brinco* :
quem a pegar leve-a a rna do Brum, mazeos da
assucar n. 12, que ser* bem gratificado.
PERN. : TU. DB M. F. DE FAMA. MSS
MUTILADO
ILEGIVEL


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