Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07273


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Full Text
ANISO XXXIJ. : S.
Pur 3 meze* ada atados A.sOOO.
Por 3 mezes vencidos 4s500.
DIARIO
QUARTA FEIRA 27 DE FEVEREIRO DE I85C.
Por anno adiantado 15*000.
Porte franco para o subscriptor.
;%<; vriiui.Aims da mjbscru^ao' no norte-
Panhiba, o 8r. Gervazo V. da Nativid .de ; Natal, o 8r. Joa-
qun) I. I'ereira Jnior ; Araeaty, o Sr. A. de Lemol Braga ;
Oar. oSr. J. ot da Oliveira : Maranho, o Sr. Jonquim Mar-
ean Rodrigues ; Piauhj. o Sr. Domingos llerculano A. Pessoa
Oarenae; Para, o Sr. Jualiaoo J. Ramos; Amazonas, o Sr. Jero-
njino da Coila.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda .- todos oa diaa.
Caruaru Bonito e Garsnhum : noa diaa 1 a IB.
Villa-Bella, Boa-Vista, Km' a Ouricury : a 13 a 28,
(oianna e Parahiba : segunda s e sexlai-feirai.
Victoria a Natal : naa quiotaa-feiraa.
AUDIENCIAS nos TRIBUNAES lA CAPITAL.
Tribunal docomroereio : quartaaa aabbadoa.
Relacao lercas-feiras e aabbadoa,
Fazenda : quartai e aabbadoa aa 10 horas.
Juiro da commercio : aegunda aa 10 horng e quintas ao me io-di.
Juizo deorphaoi: segundas a quintas aa 10 horas.
Primeira vara do civel : segundas e seitaa ao mrlo-dil.
Segunda tara da cual : quartai e aabbados ao meio-dia.
EPIIEMEIIIDES IX) HEZ l>l. FEVEREIRO.
6 Loa nova as 7 horas, 23 minutoi, 48 scgundoi da manhaa.
13 Quartorresecnte aoi 7 minutos e4H segundos da manhaa.
20 La cheia o 7 hora, 30 minutos e 48 segundos da urde.
2V Ouarlo miogiiaoteaos 19 minutla 48legundosda manhaa.
rl'.l Vil \lt i>r; IKl.lh.
Primeira as 10 hora a 6 minutos da manhaa.
Segunda as 10 borat e 30 minutos da tarde.
MAS l>.\ SEMANA.
25 Segunda. S. Mnthias Ap. Ss. Cetario e Dioacorn,
2fi Terca. S. Torcaio-arc. ni. ; S. Fausliniano b. m. ; S. Viclor.
27 Ou.irta. Ss. Antigooo, Curso e Brisa soldados inm.
28 (.iiiini.i. S. Itomoab. ; S. Cerealis ni.
29 Sexta. S. Populo m. ; S. Eaperediao m.
1 Sabbado. Ss. Suilerbo, Eudocia e Aulonina mu.
I Domingo. 4. da Cuaresma. Sa. Juvino, Berilio, Sccundilla.
ENCARREGAMS DA SI'BSCRIPCAA .V SCI
Alagoaa, o Sr. ( lauoino Faleao IHai I Baha, ar. B.
Rio da Janeiro,oSr. Joao Pereira Marlnw.
KM l'KR\AMBI CO-
O proprieurio do DIARIO Manoel Ficneroa da Fina,
livrara Praea da Independencia ni e 8.
PARTE QF?ISIAL
OOVEBNO SA PROVINCIA.
Expediente do da 33 de feverelrn.
(inicio.Ao Kvm. presdanle da Babia.Conti-
nuando a epidemia a gra-sar rom grande forra, ou
obrigari rogar de novo a V. E\c que se digne
contratar e enviar-me na forma das mu has requi-
sijde e con a tnaior brevidade possivel oa medien*
de que prenso para salisfazer a. rerlamnooes que a
cada memento recebo de quasi lodos oa poiilo.s Ja
provincia. ------*
DHeAo Ezm. biipo dioceunn, rogando se dig-
ne de enviar um ou dous sacerdote* para a freguena
da E'cidi, onde consta to haver qnem administre
os soccorros eapiriluae aos /enfermos do cholera.
iloAo inspector di ibrsburaria de hienda, re-
eommeiirianrio que mande entregar ao Ihesoureiro
pagador da reparlijjo das obras publicas quantia
de 30O9U0U reis, para ir occ(,rreudo de-pezas que
se e.l.io lazando eom algn,.,, accommodacoes no
edificio em que scaclia aquar|e|laria I guarda nacio-
nal, .is quaes rieverao correr pe|a verbasalobridad'e
publica. Communicou-se ao director u aquella re-
partico.
DitoAo mismo, eommunicandn afim de que n
faca constara quem competir,que por portaras desla
data resalveo nao ni conceder a demiisn que pedio
Candido Maiimiauo da Costa Ferreira do lugar de
guarda da alfaodega, e nomea-lo para o de continuo
di mesma reparlicao.mas lambem prover a Francisco
Joaquim Clemente dos Santos-, no primeiro do men-
cionados lugares.Fizoram-se as portaras 'le que se
trau.
DitoAo commandante superior da guarda nacio-
nal de Olinda a Igoarassu, duendo que os ofticiaes
e guardas da 9.a hatalhode infantera da guarda
nacional de Olinda devem usar do facame it pe-
queo ja marcado pelo governo imperial, vislo que
segundo as ordensdo mesmo governo nao pode Me
ser aKeradn.
DitoAo presidente interino da commissao' de
hygiene publica, recommendando que forneja ao
ablegado do I. dislrictn deste termo os ohjectns ne-
cesaerroe slim de que os inspectores de quarteiro
possum desinfectar promplamente as casas cin que
lallecerem Individuos pobres atacados da epidemia
reinante, em quanlo essa commissao nao ileleriiuna
o modo pratico e mais promplo de eftVctuar ene ser-
vico, como ja se Ihe tem recominendado.Commu-
nicoo-se ao chele de polica.
DitoAo mesmo, para mandar aproinptar com
urgencia aliui de seguiram para l.'ha por inlermedio
do delegado do Rio Formlo, ui mcdirameiilos men-
cionados na reanlo que remelle.Commonicou-se
ao referido delegado.
DitoAojuii municipal1 do Rio Furmozo. Res-
poodendo ao seu oflicio de 18 de crreme, ditendu
que fico inleirado do que me commuuica e que ap-
provo as providencias qoe Vmc. tem dado, p.peran-
do que continu a desenvolver seu zelo o actividad?.
Anloriao-o a contratar um ou mais facultativos,
ou pesaoas curiosas e pralicas par Miaren das pe-
?oas pobres accommettidas da epidemio.
JReineili mus duas pecas de bada e urna porr.io
de l'asso a ufliciar ao juii de direilp. conforme requi-
la Vmc. paia ir fazeudo com os doeules desvallidos
a de.pen que lornnr-ae iitdi Ooando houverde faier qualquer rcqoi de portador de confianza com os precisos cava|los.
para a conduco.Fe-se ;i respetlo o necessario ex-
pediente.
DiujAo delegado do tormo de Iguarass, remet-
iendo A aulnria{ilo dada pelo Enn. hispo dei'cesano
ao vigano d'aquclla freguezia, para hemer o cemi^-_
lerioqujejn-elende eslabelerer no lugar denomi-/
nado K/iiTjrieiras.
------rtiloAn B'. liurcjio Firmo \ ivicr ditec'.or do
liofpilnl do Carroo, approvando a deliberaran que
Smc. tomou ale majidar entregar nos lilhns de Mara
MathHdesda Concsucito, que fallecer n'aquellehns.
pital, onde faiia com toda a caridade o serviro de
enfermara a quantia de -2680(10 rei'.que se Ihcdev'ia
inais 309OOO reis a titulo de gratificado.
Dito Ao direclor da eolonia militar de Pi-
menleh-.is.-_Fico inteirado do conteudo do seu of-
fieio de 14 do correnle, c sinto que a epiden-ia^rei-
nanle ja tenhi invadido esse dislrictn.' ApprovoVs
providencias que Vmc. lem tomad, e remelto-lhe
3 peen de bada e duas ambulancias. Quirera re-
metter-lhe um conlo de reis para ir Vmc. oecorren-
dn as despezas nece-satias ; mas deixo de o faier
por nao (er vindo portador de confianza : haja por
tanto Vmc. ou da mandar ps aquella quantia. ou de pedi-U a algum prnprietario
deas viiinhanc sacando para ca a competente
ordera.
/ Espero que continu a desenvolver seu lelo e ac-
lividade, h;m com o; demiis empreados dessa
cetonia.
Bilo Ao harharel Manoel Rodrigues Pinheirn
Havendo njuii municipal do termo do Bonito
ae informado acerca da maneira por que Vmc. tem
ponlaneamenle autiliado as autoridades daquel-
le termo no empenho em que se nrham de com-
.Iialer a epidemia e prestar os possireis soccorros .i
pobreta ; nao poss> denar de louva-lo por lao ge-
neroso proeedimanlo, esperando que ronlinuc a
prestar os scus servicos com a mesina pcneveranc
e enrogem.
Voo dirigir-me ao gavemo imperial, pare que se
digne allender as razoes por que Vmc. nao lem po-
dido ir lomar posse do lugar de juiz municipal do
termo do Ass, na provincia do Rio (irande do
- Norte OITicioa-se neste sentido ao Sr. minslro da
jusliea a communicou-se ao referida juiz.
hilo A' associacio commcrcial heneficenle
desta parea. Vejo me toreado a dirigir-me oulra
vez a' as.iriac.lii commercial beneficcnle, procu-
ramlo saber com que contribuirlo voluntaria ja
eonta ella para eeenrrer a' pobreza atacada da epi-
demia ; por quanlo a demora em tacs soccorros n,1o
pode deiiar do er prejudicial.
Approveilanto a necasilto, julgo conveniente ob-
servar i associar.lo commercial, que devendo o pro-
dectn da uliscripco voluntaria ser applicado pa-
. breza do tres bairros que se apresentar mais ne-
eessitada. parece conveniente qoe a distribuico
ae faca por intermedio das rommissoes central e pa-
rocliiaes, afim de que eslas leven) a' prnpria casa
dos necesitado* os recursos de que elles precisa-
rem, vislo qoe de hoapitaea aiillicientcmente pro- I guem de -2 em > das novos recursos poi que toda
vi los creio nao haver falta, c lento mais quanlo se a p0polcao desla cidade e o proprio destacamento
vai manifestando as Desloas accommeltidas do I \ ...
mal algum. repugnancia de enlrarem par. elles. ,a -*-- ''on'Poccorro.puhl,cos,porqueaqu,
Em lodo ocaso, oque peco a' associ-cao com- ludo hedifllcullosissiino enronlrar-se. Os senhores
mercial he que apresse quanto antes a sua reco- de engenho desla eircumvisinhanca apelar de ler-
nheci la caridade, alim os recursos com que dev contar. I ,
Dito .V conimissao benelicenle de Olinda. ,,. I-"":. oulro, recursos de que precisamos, ne-
zendo que nao h.i meilico algunrque se possa man- nnam e tem a Me prestado al agora. Aclis-
dar para all, sendo que al o Or. JoAo Jos lnno- j mos desnecassaria a reeommendac.io de V. Kxe. nn-
eencio l'oggi, que foi convidado para esse fim, nilo de nos diz que os deveres de honra e humanidade
7 6 '-_-0r^-,laCl'V,l,nT,Car''r?0 ''"a '" tapeUiram a preitar os ditos soccorros. poi V.
coinmisSaT. nfTnvgiene, alem dos dislriclos mdicos ""-
que tem a sen cargo. t cerlo deve estar qoe quando demos
Portara l'romovendo,
proposla do rnmmandanto n i. ualalhAo ,.e arli-
Iharia da guarda nacional deste municipio, a pri-
meros lenles do mesm hatalho o alfares e ne-
gondo lente ahaiin deeltrados :
Estado -iriaior.
Para lenle quartel-mcslreo alfares dol."
hatalho de iiifantaria, Prudencio Marques d'Ainn-
rim.
.^v rfi ftiefanh.
Pih I.- lene ni,.o 2.
j|talavra para o desempenho desla commissao,
he porque arhavamos-not dolados de sangqe fri, e
p!nl .nlrnpia neetssaria para encarermns lodos os
horrores, tanto que filemos a nnsi enlrada dehaiin
fPassai impresses, e fallo dos maiores recursos, por-
hjnlo pode V. Eic. descansar que Taremos o possi-
iNfln podemos deiiar de fazer mensao do Sr. cnpilAo
." lenenle d,i m-ma coinp.i-! '..iniBiro Moulciro, qoe nos (em ajudado com loda
nenio Araujo. presenta de espirito, e ji maniendo a boa ordem no
Ohia, Manoel do Nascimen
C mmniiieou-se ao respectivo commandante su-
perior.
Dita Passando, de ennformidade com a pio-
p.i.ia do lenenle-coronel commandante do 9." bala-
lliilo ile infanlaria da guarda nacional de Olinda,
da 7." para a 4 companhia. o eapitAo Francisco
Martin dos Afijo* Paula, e o alfares Evaristo Vie-
ra Cavalcanli da Albiiqoerque l.in, e deila para
aquella o capilAo Manoel Esleves de Abreu. e no-
mrando na ainnu conformidade, para offieiiies do
referido bilalhilo, o< cidariaos abaixo mencionado
dos :
2." companhia.
Alfere o 1. sargento Antonio Ferreira Lobo.
4.a eumpaohia.
lenle o alferes da 2 \ Jote Joaquim de Li-
ma Jnior.
5." companhia.
Alfereo guarda Antonio JosCoqrado.
" i> Francisco Aleandre Dornellas.
6. companhia.
lenlei alteres da .,., Francisco Muniz das
Chapas Pacheco.
7.a companhia.
Alfprcsoguarda Demetrio Azevedo Amorim.
Communicou-se ao respectivo commandante su-
perior.
Illm. e Eim. Sr.Respondando o oflicio de V.
Ezc. de heutem, { do correnle, e vemos que V. E.tc.
ja conlava com a ch-gada de ambulancias e vveres,
que esperavamos desde o da que de l sahimos, e i
espera desses vivere, ambulancias e descanco do
destacamento, que aclualmenle contamos com 10
homens, prclendiamos fazer a nnssa entrada de
promplo, desinfectando a cidade e soccorrendo esta
pnpul.ic.lo, porm de balde esperemos por esse soc-
corros, c lomamos a resolujao, anda que nao muilo
cnhvenienle de f.izer a nossa entrada, e o filemos
boje plas 10 horas da manhaa,c como de facto suc-
e*deq o que proviamos ; estamos cercados do poro
que nos pede medicamentos, e oulro gneros de
necessidade, o leos passadn pelo dissahnr de nao
podermos servi-lo, nao obstante a nossa pequea am-
b llanda lemas preslado desde o emrenho I apera pa"
ra ci ;, (dos (Ille ,,, pe(jerrl .occorrn, paren ac-
nalmenlc su temos tan poneos medicamentos da re-
serva .ios mais perigosos, assim puis digne-M V."
Etc. remelle: com urgencia duas ambulancias vin-
do inclusa uma relae.lo dos medicamentos quo vem,
poiss desla maneira rieinri de haver o ezlravn
que se lem dado at agora. Nfsle momento acaba-
mos de ler urna conferencia com o Alloman por V.
Eir. engajado, e o mesmo diz nao ler medicamen-
tos alguns, c quei\a-se am irgamenle da deslealda.le
doaeademieo que veio em r a companhia. esle Sr.
de novo foi por nos encont-.du e pedido para que
vollasse, e de maneira alguna o quil lazefi assim
po| o jiilgamo. incapar. de senielhaule commi.sa ,,
pois o Sr.coroncl Tiburlino nos allirma ler sfdo elle
uma das causa principaes do (etror pnico de que
se apodernu esla populadlo e cerlaniento e nao en-
conlra -se don medien, prudentes e resolutos i do-
ren cumprimenlo ardua missao de que deram p,i-
lavra a V. Esc. lo seu desempenho, por certo le-
riamreruado a vi-la de Uo medonha descripcao da-
da por este Sr., porm obrando que loda prudenci*
convenientemente entramos nesla cidade e podemos
asseverar V. Ezc. que ha baslaoto lalsidade as in-
formaje do Sr. acadmico, bein romo iiaesislencia
do sonlu.lo l\ph -. 4f
O eUlo de44 ,le :
A epidemia icn.. .o a modificada, po-
rm a popularan agora H Ahamiisdcsassomliradacom
a nossa presenca, e com a promessa da rhegada dos
recursos que mis llie asseveamns estar espera a
norlaUdade acta nao podemos asseverar a V.
Eic, porque apezar do heroisno incaniavel do Sr.
coronel Tiburlino, e do iniansavel Frei llerculano
n.lo lem sido pxsivel a essesSrs. eonseguir o enler-
ramenlo de lodo os cadveres. Ag?ra mesmo riten
o sargento do deslacamenlo por mis enviado em di-
ligencia nesles arredres, diz ler encontrado no malo
cinco cadveres em putrefacto, ,. outro no mes-
mo oslado dentro de urna casa abandonada, im-
medialamenle filemos scpullar, c desinfectar o
ditos lugares.
Acbamo-nos de perfeilo accordo com o Sr. dele-
gado, eelle e tem prestado a todas as nosias requi-
sirOes, e Icncionamos que o mesmo Sr. conlinuc
com este cargo.' V. E. deve regularisar a con-
dueo dos socorros para cslt cidade, afim de que che
fQLHSTIM.

IO0O 00
A IAC0MIU DAS MIL1IERES.
Po Carlos Momselkt.
PRIMEIRA PARTE.
III '
Mr. Hlanchard linha mais de quorenla auno; era
um hornera an fcio ; mas liuha a fcialdade das
pesioas inlelligeiiles e de grande eduearao. Ao pri-
meiro aspecto pedia er lomado por Inglez por cau-
sa da Iranqoillidad .le suas maneiras e do lom con-
passado de sua conversacao ; mas quem tal o julga-
va era desengaado logo pelas suas escapadellas :
ora era um paradoio inaudito que dardejava uma
lingua de vora evilre as flores de sua honesta eln-
quencia ; ora era ua bocea ale entilo candida, que
abria-se para melhor disparar o epigiamma, era a
vida citraurdinaria que piulava-se repenliuamenle
em seos olhos bjem trnceles. Elle era um tanto gur-
do, mas sua gordura nada linha de vulgar, e seu es-
, pirilo original com ella ganliava mais uma mas-
cara.
Qoando aviston Ireneo, Mr. Hlanchard licou a
rharuleira, e disse oflerecendo-lhe um rharulo de
liavaua :
Fume-me is'o.
De boa vonladc, respondeu Ireneo, mais com
umarondifo. i
Vejamos sua condicao.
He que isto nao Ihe impedir de continu|ir seu
passeio nesla ala, se lal he seu bel ornar. 1
. Pois bem, disse Mr. Hlanchard.
E o assoallio do salao comecou de novo a Igorner
dchaiso de seus pasaos. [
Ireneo fra lancar-seem uma poltrona indagando
como podara dirigir a conversacao para os doii "ia-
janle recem-chegados. Couhecia a perspira a de
Mr. Blandan!, c nao quena desperta la d de o
principio.
Como arha csses charutos'.' pergunl Mr.
Hlanchard segunda volla.
Uelirioso
Se elles nao* so rerommenoassem per si 'sinos
en pedera contar-lbe donde vem, o inicia-I j ir-
itis dos velhacos que m'os venderain ; ma his-
torias qoe reservo para os fumistas enervad
() Vido Diario n. K
ejpu
seu destacamento. Achamos que a enfermara nAo
e-l, regularmente montada e tem sido empre aban-
donada. Ficamos no desempenho de nossa eomrais-
sao, e esperamos que V. Eie. nao nos faltar com os
recursos.
l)eo guante a V. EzcVictoria ."> de fevereiro
de IK'ifi, "i hora da tarde.Illm. e Eim. Sr.
conselheiro Dr. Jo Henlo da Conha e Fignei-
redo, mu digno presidente desla provincia.Os
mlicos em commissan.Dr. Cae!ano Xaner Pi-
rara de Brilo.Dr. Jaaqu'm Antoni* Atett fli-
beiro.
Illm. e Ezm. Sr.Convidado! por V. Ezc. na
noite de sabbado 2 do correle para irmos em com-
missau i ciilade da Victoria, na reuniao do baile de
mascaras dado na Passagem da Magdalena, sitio do
Cajueiro, o animados pelas liiongeiras eipressSes e
demasiada franqueza com qoe V. Eic. nos convida -
va. nao duvidamos inlerromper a ogradivel dislrac-
(o em que nos achavamos aceitando o convite de
V. Ezc, e i.imanilo era o desejo de que nos acha-
vamos possuidos que dentro de 12 horas clavamos
preparados para partir, o que fizemos no domingo
l .lo mesmo mei a 2 para :i horas d larde.
Antes de faicrmos a nossa partida, conversamos
largamente com V. Ezc. obre todos os meios ten-
deles a minorar o estado critico daquella cidade,
muilos dos quaes nao se achavam promptos, mas que
V. Ezc. se comprometteu a faze-los seguir no dia
seguinte, {V e sem os quaes ja eslava cerlo V. Eze.
por liavermos provenido, que sem elles nossa com-
mi.sao nao se elTecluaria. Partimos no domingo 3
do correnle os 3 horas da tarde, e nao sc> por pru-
dencia, como por nere-sidade pernoilamns no en-
genho Tapera, propriedaile do Sr. Dr. Miguel Fi-
lippe .le Sonsa Leao, onde rhegamos as 8 horas da
tioile, e a- !> communicamos a V. Exe. as noticias
quo no eonioho obtivemos, e pedimos reforco do
drslacamento, (! e a prompia remessa das subslan-
iaidesinfectantes c alimenlares, sem o que, alcm
le Imprndencia, era desarrasoado apresentar-nos na
i idade da Victoria, onde a peste, a tome e a irrfoe-
' i devaslava aquella iufclii cidade. Neste mesmo
io filemos ver a V. Eir. as fonles, das quaei
emos essas informaees, o foram ellas dadas
pelo pic-nrioSr. Dr. Miguel Filippe deSouza Leao,
por um soldado de polica do ja deslacados naquel-
|a cilade, c qoa| vallara doenle e pedia agasalho,
peloSr. Dr -seo Cirios Brando, o pelo aca-
dmico A os Campello Jnior, que volla-
vam horr loi do estado deploravel em que dri-
zaran casa cidade, alm de outras muila in-
formaees que o povo daquella visinlianc.i nos
Iransmillio : esse nosso oflicio lem a.da(a de 3 de
fevereiro pelas 9 horas da noile, e'nelle mui parll-
cularinenle insistimos na necessidade de alii frar-
mo al a cliegada dos ohjeclos que V. Etc. ficou
de mandar. No dia seguinte, segunda-feira i do
correnle, informados, de que nao havia passado an-
da forja alguna com os soccorros, que deviatn ler
seguido apus de mis, (3) a sem os quaes nao podo-
rnmosser olis; e emquanto nao chegatam os dito*
recursos, officiamos aos Sis. da engeohos mais visi-
iihos daquella cidade, para que a bem do servi-
c publico muid is.em deiiar cada um seis car-
rojas de lenha, afim de proceder-se promplamente
com a nossa cliegada i encueraran dos cadveres po-
Irrfritos. Tambem officiamos na mesma occasiao ao
delegado de polica o Sr. coronel Tiburlino 'pinto de
Almeida, para que nos informaste o mais exactamen-
te possivel do estado sanitario daquella cidade, afim
de podermos de anlemao formular o meio mais com-
modo e ulil de preslarmos os nosos recursos no
desempenho da commissAo de que eslavamos encarre-
gados, e foi somenle polas \ horas da larde qoe vol-
ou o portador por quem dirigimos o dito olTIcin,
diiemln-nos que o delegado nao podera responder-
nos or nao ler lempo de ascrever Daquella orca-
siio ; esse mesmo portador nos confirmara anda as
(1) Seguiram as i horas da larde do dia 4.
(2) E com efieito mandou-se dar mais 18 prarai
de 1. linha alem do destacamento de polica, que
se compz de quasi todas as pracas, que raslavam no
quarlel. E manlou-se mais desinfaclanles. ludo
sem perda de lempo.
(3) Como com elteilo seguiram.
E ronliniina a passear.
Ireneo eguo-o com a visla em silencio durante
cinco minutes. Depois decidi- fe a encelar a con-
venaran ; a cnmmissa de que o encarregara a cott-
dessa d'Insrande servio-lhe de entrada na materia.
_ Mr. Illaiirlianl disse elle mudando de posi-
co sobre a poltrona.
Mr. de Tremeleu?
Longo de mim a intencao de ser indiscreto ;
mas apollemos que adevinho n que Ihe di cuidado.
Oque meda cuidado... agora? pergunlou Mr.
Bliuchard parando repeulinamentc.
Sim.
Bofe! tenho curiosidade de submcllcr sua sri-
enria prova.
Basla-me pronuueiar duas palavras, disse o
rapaz sorrindo : venho da casa da senhorn condesa
de Ingrainle e da senhora marqueta de I'resiigny.
One MH senhnria ronheee-as!
Desde ininha infancia.
Ah!
Son bnm adevinho'.'
Eiccllenle! respondeu Mr. Hlanchard. Mas
MUe vi!o que conhece essas senhoras, p.ide diier-
me.....
Tu.lo n que quicr... e mais particularmente o
que o senlior nao quereria.
Cnmprehendo... ellas fallaram-ihc a meu res-
peilo.
Melhor anda ; ronslituiram-me sen emhaia-
dor para com VOM* senhoria.
Apre I um cmhaixador! Vejamos as palavras
que me traz. .
Fique cerlo, meu charo senlior Blanrhard, que
quanto ao que Ihe respeila pessoaln.eule...
Oh mao romero !
E que quiMiln ininha inlervencao nesla cir-
cumslancia...
O senhor he nm exrellenle rapaz, bem o sei ;
mas a mensagem, cliegue mensagein !
Em primeiro lugar os motivos de sua obstina-
ran esopam nlcirameiile madama de Ingrande.
. E ali.s nada ha mais natura!. A sociedade da
Teste o||'erecc-me dislrarcao mediocre; a condes.a
de Ingrande, e a inarqueza de l'ressigny sao, segun-
do once aflirmar, molheres de espirito mui dislinc-
(o ; lenbo o maior desejo do ronhecr-la*.
Semelhanledesejo, disse Ireneo, nada lem de
evorhilante rom elTeilo ; todava recelo que seja bal-
dado pelas r. olucfies de-sas enlinras.
li ;ni '-'ini- &
lie ao menos o qiso derain-me ;; eiilender esla
nanllM.
-a. Desoile que ropellem-ine'.'
Nao. adiam-no. \
' Eiiian como'.' pcrgijfitou Mr. Blauclianl.
V
tristes noticias ja oblidas. Nec mesmo dia ainda
determinamos fazer provisSo de farinha, o que al
caneamos, comprando (re cargas, as nicas encon-
trada naqiiella occasiao, e fizemos remessa della ao
delegado. A' uma hora da tarde deesa mesmo da (I)
chegou o destacamento caneado, e qiieixandn-se de
fome, tendo alguna doenles de sesoes e infecc,ao ve-
nrea, e no intuito de apressarmos a nossa enlrada
na cidade, o fizemos seguir immediatamenle para o
engenho Queimadas, i cujo prpprietark) Chrittovao
Dionisio de Barros officiamos, para que fliesse o
sopprimenlo, de que precisasse o destacamento, e
coja conta seria promplamente por nos paga : sendo
nosa iiileuc.iii seguir i larde para a cidade, estando
a tropa deecancada e alimeolada, medida ela aulo-
'isad.i pela prudencia a setnela, a qual nao foi a
no.-a sorpreza ao ehegarmoi ao dito engenho, onde
encontramos pracas ja doenle, endo 3 da epide-
mia, e o resto da tropa faminla (5) e devorando can-
na e behendo cachaca, sem que o dilo Sr. Chrislo-
vao Dionisio de Barros Ihes liouvesse ministrado
reeurio algum. Mandamos a toda a pressa procuraj
boi ou carneiro ((i, para alimentar a Iropa, e eram
6 horas da larde, o eomquanto vissemos muilos des-
ses animacs, niro encontramos comlodo um proprie-
lario que nos quiesse vender algum desses anlmaes,
e fui-nos por iso preciso usarmos da forja, c aulo-
risamos ao commandante do destacamento que man-
dasse pegar o primeiro que encontraste deises ani-
mara para o supprimsoto da tropa, foienlaoqueo
Sr. Girntov.li Dionisio do Barros moveu-se a oITc-
recer um hoi, que depois de muilo regateado pelo
commandante da forja, foi comprado por 305, c
boom mesma hora fi da larde foi morlo o dilo boi,
depois alimentada a tropa, e o resto da carne char-
queada, servijo que ie elTccIuoa eom foguelras por
ser ja tarde. Emquanto ezeculava se esse trahalho,
cliegou o combo) que couduzi um fardo pequeo
de bren, um pequeo barril de alcalr.Vi. e um gar-
rafa de acido sutphurico (7) e contra a nossa es-
pcclaliva, nao Irazendo a ambulancias e os vve-
res. (8) A's 7 horas da noile dirigimos um oulro
ofiicio ao mesmo delegado, pedindt ainda informa-
cues do estado da cidade, e acometan ln-lhe o que
demais prudente devia elle fazer enqoanln n.lo che-
gavamns, caso Tossem exactas as ioformajes ilad.is.
A urna hora da noile recebemos a reiposta do Sr.
delegado dada as II informando-nos que a farinha
prado 90 luis, e quo oulros tantos e-tavam a palavra-
do, e que nenlium cadver havia insepulto, devido
nicamente aos elioreu do religioso Fr. llerculano,
e que o povo havia feilo por penitencia fogueiras a
noite, e que elle delegado ja havia ofliciado a V
Exe. pedindo novas provises; fmalmcnle nesse
mesmo oflicio elle delegado allrihuia que o horroro-
so eslado, a que se reluzira a cidade da Victoria, era
devido providencias dadas fura de- lempo, c a ter-
ror de que se possuira ai de mais autoridades do lu-
8,r: <
\opois\. E\c. os obstculos > at esse ponto
encontramos, e a maneira pela < veuceenos. e vai
ver tambem que naoohstanlc /i-frva de liao
entrarnos uaquella ridadese ntlidos de lodos
os recursos, foi despresada no iuluittF^de enlrarmos
quaulo antes no exercicio do ponto capital de nossa
commissao.
As 2 horas da noile o no mesmo Air recebemos
o oflicio de V. Exe. datado do i de correnle em res-
posla ao nosso de 3 no qual nos animava, enlenden-
do V. Exe. que de animo precisavamos, e informan-
do-nos que segua para all a encorporar-sc a nossa
commissao, que era cnmposla de mdicos conhecidos
por V. Exe, um intitulado e desconhecido medico
allem.lo Francisco de Paula Cavalcanlide Albuquer.
que, '.i n que nos causou alguma admirajan.
No dia .">e ainda sem termos reerhido as ambulan-
cias c vveres que V. Ezc. ja conlava teremchegado,
partimos para a cidade da Victoria, onde ehegamos
pelas 10 horas do dia. e no dirigimos logo ao dele-
gado com quem livemos uma longa conferencia, e
constando ao povo n nossa cliegada, esle nos procu-
rou immediatamenle pedindo-nos alimentos e medi-
camentos. Servimos-Ihes, quanto ao segundo de
uma pequea ambulancia para uso particular, a qual
ficaria immedialamenle esgotada so por prudencia
nao reservassemos alguns medicamentos para os ca-
sos gravissimos, e nao Ihe demos alimento algum por
nao haver ainda rhegado os que V. Exe. para esse
fim havia remedido.
As 5 horas da larde desse Ticsmo dia officiamos
V. Exe. expon lu o eslado sanitario daquella cida-
de, e as tristes circiimslaurias do povo, e ludo que
(l) O Sr. Fr. Manoel de Santa Clara diue haver
encnnlrado em Tapera o commandante do destaca-
mento capiao Monleiro, e os Srs. medico.
(">) Antes de sabir o destacamento de polica .
expedio ordem thesouraria provincial para forne-
cer o dinheiro necessario ; e recommendou-se que
as prajas fossem providas de ludo.
(6) (.toando partimm os Srs. mdicos, foram nlli-
cios aos Srs. de engenho prximos da Victoria
para fornecerem o que elles requisilassem, respon-
sahilisando-se o governo pela despeas.
(7) Mandaraip-se fornecer ambas as requisioes, e
desinfectantes, que fizeram os Srs. mdicos.
(8) O vveres foram escollados por prajas da 1.
linha.
(9) E que alus lem prestado bons serviros, segun-
do as ulteriores informajAes.
Terao grande prazer em qoalquer lempo de re-
ceb-lo, qner *m Paris, quer em Ingrande, onde
seu nlio tolii abcrlo lodo o anuo ; mas que na Tes-
to voisa senhoria esle fatalmente debaizo da aejao
do Mi que ellas se impozeram a si mesmai de nao re-
ceborem ninguem. Comprehtnde'.'
Perfeilamenle, e agradero-lhes as boas diipo-
stjes para o futuro, posto que sera duvida nunca
s aproveile.
Porque enlo'.' pergunlou Ireneo.
Por duas raines : a primeira he que proravel-
menle nunca irei a Ingrande, asegunda beque en
I aris lere esquecido a condessa e n inarqueza. Seu
coiihecimenlo s tem valor para mim neste deserto.
Assim...
Assim terei de procurar outro meio de fallar
com ellas.
Oulro meio'.'
i.er (amen le. Julga-mc absolutamente despro-
vido de imagina jan > E nao se pode entrar na casa
de nulrem sem balcr i porta !
Confesso que at boje lenho-me contentado
com essa maneira ; a outras parecem-me pertencer
exclusivamente ao Ihealro o (iazeta ios Tri-
buna't.
Oh! disse Mr. Hlanchard, vejo que de mis
dous cu he que son o rapa/..
Poi-se a passear de novo pela sala.
Ireneo chegou a uma janella, e seus olhos inler-
rogaram a eziemlo.
Son escrupuloso por faier aquillo que lenho
decidido, lornou sbitamente Mr. Hlanchard collo-
cando-sc dianle de Ireneo ; he esla uma de miuhai
principaes regras de conduela, a principal verda-
deramente. Meu maior cuidado tem sido seinpre
rumprir as promessas que fajo a mim mesmo. Lan-
jo-me desafios que aceito intrpidamente ; cham-
me para o campo cerrado do desusado e do difliril.
Aquillo que a principio licsiln faier be justamente o
que me seduz. lugo depois. O senlior nao leria ra-
zan de ver nisso origilsllldade : smente ha o espi-
rito de conseqiiencia, n que coustiliie o respeito da
vonlaile humana. Son ajudado no meu sysloma por
urna riqueza siiflicienle. e meus desojo "s inovem-
sc em um meio moral, iodos sabem com que cuidado
evito I allenjao publica, e osesforcos que faro para
suhlrabir mrus actos na indiscriroes das gaiet.i. Nao
aligo camarote de thenlro para mim s, nao vou
nlislinadamenlc a| os os domadores de feras com a
esperanra de ve-loa devorados pelas sua discipulas ;
nao martdei lalhsr monte i minh.i imoann, non ln-
iiiei o lulhaiitu romo .Mr. de Bonnevol, nao habito
casa movedlca, nao lance! logo a algum templo, cm-
fim mu o que rhama-.e liomem de vida privada, e
he exclusivamente nella que procuro miuhas sensa-
jes. Nao desejo precisamente dincrlir-mc, pois se-
ria indicio menos nao enfadar-me muilo. o que he mais mo-
desto. Os gozos materiacs lio secundarios para mim ;
lie na ordem espiritual que agilam-se lodos os meus
caprichos. Quer nm exemplo'! Uma noile em um
salao onde eslavam reunidas cincoenla pesoa<, di-
verlime em dizer meus pensamentos em voz olla.
Raro gozo, nao be verdade prazer itiestimavel I 1,'m
quorto de hora depois um servo veio apresenlar-me
o chapeo, c en aehnva-mc com dez duellos para o
dia seguinte. Todava nao fizera ontra cousa do que
dizer a algumas mulhcres que eram lea-, e a alguns
homens que nao linham espirito.
Ireneo nao pde deixar de rir, e disse r
He pena que llollm um nao o lenha conde-
cido.
Porque?
Porque cortamente teria feilo do senlior o h-
roe de um do seus coutas.
Mr. de Tremeleu, vossa sendnria he como lo-
dos : seu juizo pira na superficie. Faz-inc a honra
de arhar-me phaulaslico porque exagero o natural.
A sciencia magntica (em ido mais longe na mani-
festajao dos phenomeuos da voutade.
A sciencia magntica, sim ; ma obrando acor-
dado como vossa senhoria, deve encontrar obstcu-
los a cada passo.
A cada passo, he verdade, e he o que d mi-
nha vida a animacn, o itnprevislo que seus cslu-
me excluem Assim creria o senlior que meus ile-
sejos mais simples silo nquelles. cuja realisaro he
mais difliril'.' Vou cilar-lbo um fado em apoto dio.
Nao goslo de janlar sozinho. Tendo rhegado na ves-
pera, ha dous anuos, a urna cidade da fronleira, e
uilo conhecendo l ninguem, resolv convidar para a
minha mesa < primeiro individoo que cnrnnirasse.
Nao era mui simples'.' Con essa intencao fui collo-
car-me ua ra mais populosa, e dirig.me successi-
vamente a miiitos parliculares, cujo (rige e physio-
nomia pareriam-me em ludo convenientes. A unir
parle recusaran! rom palidez, dissimtilando lodavia
cerlo ar de sorpreza o de deaconflonco ; uns allcga-
vam ronvile anlcrior, oulros hbitos ric familia de
que nao posliam afastar-se. I'm dentre ellos mais
franco e expansivo queri a toda a forja levar-me
paro sua casa, o que era o contrario domen pro-
jeclo, bem como Ihe fiz observar. Nao leudo conse-
guido o neu inlento con genle de dislincca, ou que
me pirecia I ti. jolsuei necessario desrer um degrao
e enderecar-ino os clanes chanadas escenlricas :
nrofessorea de Irage sen osnorA, mas pulo, sonha-
dores ao sr livic, pobres esiriptores melanclicos,
que s conservaran digndade na fronte. Esiei lam-
vem recusaran uns por orgulho, oulros por huinii-
al all haviamos feilo. Conlinuamns os nos halho, ora aconselhaudo o povo, ora mandando e-
xamiuar o campo visinho para descubrir algum ca-
dver que por ventura exisliise insepulto, e vendo
com brajos alados o mal que o povo soflria sem po-
dermos dar-lhe alivio algum por falta dos soccorros
quo ainda nao eram chegados, e s tendo para elles
palavras de consolajao, meio esle queja Ihe sobrara
empregado pelos religiosos que la linhao ido c volla-
do doeules.
No dia (i ao meio dia, 1.1o tarde e quasi 'lora de
lempo foi que ebegaram os viveres, cuja remessa ha-
via V. Exe, anticipadamente no avisado, suppondo
que ehegariam an teu deslino en? 3 i 4 do cor-
rente.
Com a presenja desses viveres, o povo reanmen-
se, porem infelizmente para nos nao podemos dar-Ibes
o deslino que desejariamo, por quanlo uma das pra-
jas que nos havia acumpanludo a havia fallecido so-
bilameoln do cholera fulminante, um dos membrns
da commissao o Sr. Dr. Caelano Xavier Pereira de
Brlo havia gravemente adoeeido, varias pessoas ha-
viam lambem Ido arrommeltidas do mal; sorle
igual lambem leve o enfermeiro Joaquim Jos Rufi-
no que sabio depois de ns em companhia do alle-
mao Dr. Francisco de Paula Cavalcanli do lbo-
querqoe e mais a escrava prrslaliva rio Sr. delegado,
e nica que nos servia, e muilas pessoai do povo o
grave incommodo do meu companheiro o amigo Dr.
Hritn, em quem deposilava toda a minha coufianja
absorveu todo o meu cuidada, tanto que nao pude
mais allender ao povo. O enfermeiro Rufino foi
tratado pelo Dr. Francisco de Paula e falleceu 4 ho-
ras depois, igual sorle leve a escrav.i do Sr. delega-
do em ( doras iralada pela dompopalha da casa do
proprio delegado, e muilos do povo accommellidos
tiveram i-n.,1 sorle.
Aggravou-se o mal do meu collega e amigo Dr-
Hrilo durante a noile, o qual quiz ouvr a minha
opinio e a do Dr. Francisco de Paula sobre o sen
Iralamenlo, e tomos de opiniao que a sua retirada
era o nico meio de o salvar ; duranlc a noile esleve
em eminente pertgO o Dr. Brilo atacado de synco-
pes repelidas, dores cm varias partes do corpo.
suores fros, anciedade precordial, agitajao cenli-
nua, ele, em conseqiiencia do que nao live descan-
co nem lia pouco o prcslalivo capitao Carneiro Mon-
leiro, que assilia o doente emquanto o Dr. Hibeiro
preparava os medicamentos pela manhaa do dia
7 mais grave era anda u eslado do Dr. Brilo, que
mal podi.t levanlar-se senque Ihe repelisse as s\n-
copes, e sua relirada fui definitivamente resolvida,
ejulgandi pois, que linda sua raz.lo perfeila, que o
Dr. Kibeiro s seria impotente para prestar-lbe lo-
dos os serviros que por venlura precisasse durante
sua viagem. escolheu d'enlrc o corpo de policia que
V. Ezc. pi a sua disposijao u Sr. capilao Carneiro
Mniileiro, a quem havia V. Exe. de mais a mais
autnrisado que cumprUsc as suas ordena ; assim
pois, esse digno oflieial nao poi dujjda alguma em
nosacompnnhar, pensando que desla maneira na s
rumpriria n sen rigoroso dever como mlilar, como
que prestara os servijo de ailado sincera. Deve-
ino acrcscenlar a V. Exe. que o Sr. capilao Carnei-
ro Monleiro, romquan! promplo para ,e seu servi-
jo, comtudo nao eslava no gozo de perfeila saude.
Ness.-i mesma dora oflirijins ao Sr. delegado,
quem entregamos lodos os utensilios mandados por
V. Exe. para acudir aos necommettidos da epidemia,
menos o dindeiro que V. Exe. no havia entregado,
lepois rio que parlimos as 8 doras da mesma ma-
nhaa, e rhegamos entrada dos Remedios no sitio
do Sr. Dr. Cosme de S Pereira pelas horas da
larde, a cuja familia causamos nao pequeo espan-
to, por ver ella a nossa volt.i inesperada, e o Dr.
Hrilo ronduzido pelo Dr. Hibeiro e o capitao Car-
neiro Monleiro. N, que cinco das anles da parti-
da para nosa commissao haviamos dessa mesma fa-
milia despedido, c do nosso collcga Dr. S Pereira
receido os conselhos mais prudentes, e animados
por elle, por termos do desempenbar uma rommis-
rfo ardua e honrosa. A esla hora eslavamos exte-
nuados de forjas, lano pelo passadio qoe livemos
ncses diaa, como pela viagem qne acabamos de fa-
zer, c por isso nos era mpossivel avisar a V. Exe.
de oossj chegada esse ponto, e por isso pedimos
ao.no.so collega Dr. Si Pereira, que rommnuicasie i
V. Exe. sem perda de lempo essa Irisle oceurrenria.
o que foi immediatamenle feilo, para que V. Ezc.
lema-.o com promplidao qoalquer medida que jul-
gasse conveniente, emquanlo pessoalmenle nao iam
o Dr. Hideiro, e rapitjo.Carneiro Monleiro apresen-
lar-se a V. Eze., o quo se realisuii pouco mais ou
menos pelas 8 doras da noile, depois de entregue u
meu companheiro ao seio de sua familia c aos cui-
dados do nosso collega*S Pereira.
Por esla exposijao v V. E\c. que no cumprimen.
to de nossos deveres nao nos demoramos um so ini-
tanle, e qne mesmo excedemos no que de condicio-
nal haviamos prometlido a V. Exe. e que V. Exr.
nos havia garantido, fica por tanto livre do qualquer
norioa o procedimenlo do Sr. capilao Carneiro Mon-
eiro que noi acompar. -esta cidade comprimi
as ordens de quem se a .a autorisado para mandar
exernln'-las, ebem ai?, .,> procedimenlo do oulro
membro da commissao, que leve cm arompatibar o
seo collega doente c em perigo imminente, condic-
{|3 pela qual se efiertn.ir.i a partida de nos ambos,
approvada por V. Exe. e explcitamente aslahelecida
qne a nossa commissao deixaria de continuar logo
qoe os servijos de um dos memhros da commissao
rellanen.
Nao queremos referir V. Ele. as privajrs quo
ncsle curio espajo de lempo soflremos, e sentimos
que o publico nos censure por falta que nao cum-
meltemos, e qoe V. Ezc. dando puhlicidade as oc-
ran.'c
Ierro
importante deltas, que inlerrompeu a nossa commis-
sao, acaotelaria desta maneira um juizo desairoso de
que o arha possoido o publico, e com razio e ellas
fossem verriadeiras, e que o Diario de Pernmmhuco,
jornal oflicial, sem o menor exame, e sobre inflo en-
ri de informajAes enezaclas. propala, e ao qu jal-
gamos conveniente nao dar-lhe a menor saUs/acao,
por eslnrmos eerlos de termo cumplido a nossa' mis-
sao riada por V. Exe. lano quanto nos foi possivel.
Embora nao seja o pensamenlo de alguem que jul-
gue qoe ella s seria satisfactoriamente desempe-
nhada, quando um ou os dous membrns da commis-
sao l fioassem sepultados, sem desenvolverem saa
raiao c prudencia para evitar o mal imminente, e
que seria neee-.,,menle funesto.
Antes de concluirme esle rclatorio j ligamos pru-
dente chamar a allenjao de V. Ezc. nao s para a
organsajao do trahalho que e tem com a epi-
demia, como para o supprimento dos gneros, que
por occasiao da mesma epidemia se faz, no que gra-
ves aboses se rommeltem, nao s contra o thcsourn,
como contra a vida do cidado, i qoem se suppre
eom substancias mais proprias de mala-Ios do que
dar-lheaa vida, tal he a romequeneia que tiramos
da farinha que V. Exe. envin para a Victoria, e
cuja amostra remellemos, e o vinho qoe li rece-
bemos.
Nao respndeme- ao oflicio de V. Exe. datado de
(ido correnle e publicado no Oiarto de Pernambwo
de sabbado !> do crrante, e sentimos que V. Ezc.
sob informajes inexactas nos dirigiste aquello olfl-
cioriOJoqual nao recebemos. V. Eze. no* mandn
entregar a quantia de 2:>0300l) reis para oceorrer
as despezas necessarias em beneficio da s.ilubridade
publica ; gastamos 08000 roispor um boi pramos, 35j}000reis em farinha,e 3IJ000res em des-
peas miudas, ezistjndo 1:8815000 reis, ojos V. Ezc.
determinar para ser recnlliido ao Ihesodro.
Deo gnarde V. ExeRecife 10 de fevereiro de
1858.Illm. e Ezm. Sr. conselheiro Jos Bento da
Cunha e Figoeredo. M. I), presidente desla pro-
vincia.Os mediros em commissau.Dr. Caetan
Xavier Pereira de Brilo.Dr. Joaquim Antonio Al-
ves llbeiro.
Os multiplicados trahalhos em que se tem achado
a adminislrajao nesles ltimos lempos niio permil-
liram que com mainr brevidade se respondesse ao
ollicio relalorioque Vmcs. meriirigiram, dando con-
ta da commissao de que foram encarregados na Vic-
toria.
Como Vmcs. pedem a publicarla da sua ,corres-
pondencia oflicial, vou man,dr salisfaze-lns, vlili
que a consideran! sua justificaj.lo publica. Para com
o governo a julgo desnecessana, porque nem esle
Ibes fez. increparao alguma, nem pode ter rulpa de
nao ha seren, rhegado coma presteza esperada os
soccorros que foram enviados na mesma hora pro-
metliria, e acompanhados da forja publica, para nao
haver demora e extravio.
Compre porem reclilicar, que a condiejao pts*oal
que Vmcs. me propozram, e de qoe me record,
foi a de ma,nda-losrender no espajo de oilo dias ;
e os mediros que daveriam siirrede-los foram logo
postes sobre avisoos Srs. Cazado Lima, c Souza.
Nao fallei a nada do que Ihes assegurei.
Se a volla inopinada que Vmcs fizeram me sor-
prenden e coulristou, nao fez todava riscar de
minha lembranja a boa vonlade rom que Vmcs. se
prestaran) a uma commissao penoisima, que live-
ram a iufelicidarie de nao concluir, como em duvi-
da alguma o lorian feilo, si nao fosse o Irisle inri-
denle que se deu. As noticias que sobre o assump-
to a gazeta oflicial publicou per cotila da reriaejao
em artigo de fundo foram extrahidas das participa-
jes ollieiaes, e creio que nao sao desairosas, nem
falsas.
Fica recolhido Ihesouraria o dinheiro que Vmcs.
receheram ; e este faci nao dexa ps'ir em duvida o
desinleresse com que Vmc. se preslaram ao servijo
publico.
Dos guarde a Vmcs.
Pnlado do governo de Pernambuco, 2i de feverei-
ro de I8'>fi.
.S"r.. Drs\ Caelano Xavier Pereira de r>rilo.
Joaquim Antonio Alte fibeiro.Jos lenlo da
Cunha e Figueiredo.
aXTERIQR.
A respeito ,dos successos occorridos cm Madrid
que muito preocupar.mi a allenjao publica, uestes
ltimos dias, vemos que nao tiveram a importancia
que ao principio se Ihes deu, por nao serem bem co-
(I0 Em consequencia de informajes dadas por
pessoas que vinham d'alli espavoridas, e que diz ,un
que us Srs. mdicos nao linham ntralo na cidade.
dade. O mais paludo c mais magro, aquellr, cujas
cotovellos linham mais pontos, respoudco-me abai-
zanrio n olhos, e com o acento de urna dunzella :
o Senhor, ainda nao ha um quarlo de hora que jan-
le, a Fiquei pamado, mis serenei-me logo, c olfe-
reci-llfe um palito.
Ol! que rrueldade !
Que quer? essa accumulajao de resistencias
comcj.iva a irrilar-ne. 0 mas razoavel de lodos el-
les -,oliente consenlia em aceitar meu efferecimcnlo
com a condicao de ir cbanisr a mullicr, a sogra e os
dous lilaos para patltciparem lambem dessa felici-
dade. Dei-lhe as costas. Entretanto, meu appetile
instava. Emlim, fatigado dirigi-me a um commissio-
nisla que eslava em p na quiua da ra, um digno
Saboiauo veslido de velluda verde, e disse-Ihe re-
pentinamente : (.lucres janlar contigo'? De boa
voutade, respondeu-me elle rom ar alegre, se lie
Vmc. quem paga. Ent.to vamos ja Mas pao
posso drizar meu posto anles deauoilecer ; he como
urna senlinrlla, he sagrado. Tenho a conanja do
quarleirao, e rievo-me ao meus rlienles. Mas a
noile, evelamei, he riaqui a duas horas Sim ;
mas pode vir alguem procurar-me para alguma com-
missao, para conduzir uma mala, para guiar um
viajante, cu perdera a freguezia rio hotel. Aso-
hrigajnes primeiro que os prazeres. Entao seras
substituirio por oulro. Nao ha remedio, meu cha-
ro senhor, sinto muilo isso por mim c por Vmc. ;
porm anles do anoilecer mo sahirei riaqui ; mu
riiias horas ric pressa passam. e seu appetile ser an-
da maior. Oh! nao.'Enlao n.lo fallemos mais
a esse respeito. Minha confu.ao eslava em seu au-
ge ; emlim julganrio (er adiado um meio Iriumphan-
le. disse-lhe : Ouve-me, duranlc as duas horas que n larefa de ir ousadamente ao encontr das mullir
vo riecorrer, nao podes esperar Irrmais ric qualro res, de encaralas firmemente, embora chorasse, rie
coininisses, suppoihanios que alio c malo sejam a apresenlar-lhes a mao, e mesmo de aperlar-lhes os
tres francos cada uma. terias rioze francos, nao he I riedos. cinhnra morresse de ennfusao E quanto
assim? eis-aqui um luiz, deixa essa quina de ma c \ maior sorpreza excilava por esses actos imprevistos,
vem janlar comigo. A estas palavras o .Saboiauo li- i lano mais felirlava-me pelo meu Iriumpho sobre
coa vermclho rie colero, e exrlainou : Nao aceito di- mim mesmo. Senta sanguc nos olhos, mil caimbras
tiheiro sean cm pagamento de meu trahalho, e nao e mil coiivul-es no corpo ; mas 11 -empre avante
Com etleilo. perda com bnm jago, disse Ire-
neo, o qual nao ouvia mais inleircinenle.
De todas as minha riesgrajas, lornou Mr.
Hlanchard, essa lie a mais humilharinra debaixo rie
sua frivoliriarie. De ordinario son bem sucedido em
ludo o que lento. A sociedade pouco afeita as ag-
greisoes espontaneas, oppe-mc smenle a resisten-
cia involuntaria que nasre do estranhamenlo. E sa-
be donde veio-me esla resoluj.lo, esta (emeridade
con.(ante ?
Nao!
De um excelso de timidez.
Ireneo largoo successivamente Iros nu qualro ha-
forados de fumara, e nao responden. Lomejava a
receiar que seu interlocutor i.ombava rielle.
Mr. Blanrhard coalinuou :
Ninguem soffreu mais do que cu por eisa ti-
midez maldita, que envenenou-me a infancia e a
mneiriade. As selvagcrias precoces ric Rousseau, as
puerilidades rie Slernc nao se comparara com todas
as dures que essa molestia exlraordiria |me fe sen-
tir. Como njo escreveram anda os mdicos um li-
vro sobre a timidez? Nao sabem que em muilos in-
riiviriiios ella he precursora rio suicidio, do criine e
da loucura'.' Viv al vinte e cinco annos com essa
lepra inexplicavel, e a narrajao dos esforjos sobre-
humanos que fiz para livrar-me della eucheria li-
vros iu oilavos. Ah! jolga-se que a phvsinlogia lem
dilo ludo En que corava ric pejo quanrio alguma
patarra me rra riirigiria, eu i|ue na minha gnela a-
perlada nao poda achar uma s) liaba menor inlei-
rogajao, orrienei a mim mesmo tomar repentiuamen-
le a patarra no meio rie.s reunios mais respeitaveis
e neis numerosas. I'm olhar rie mulher confunda-
me, um rojar de veslido fazia-me fugir ; impui*me
quero ser pago para riiveilir-mc Se nao (cm oulra
cousa a faier seao zombar rie mim e homilhar-ne,
pude continuar seu caminho. Ah! essa be boa !
exclamci exasperado, lenbo a lihcrriade rie emprc-
gar-lc minha vonladc com lauto que le pague ;
legue-mc! E agarrei-o pelo gola. Deixe de vio-
Icncia. riisse-..c elle, de enaltarlo veremos quem
vence Ah I lenho suhuiollirio razito muilos mi-
lcos. De veras.' .. E eis-nos jugando muiros na
ra como u,i lempo rie Ic.rri Sevmour. Em uma ps-
lavra, torcos* foi separar-nos. A falaliriaric eslava
sobre mim.. live nm dedo deslocado, c janlei so-
zinho.
S
ohedecende-mc com desapiedado frenes. Muilas
ve/.cs desmaiei, muilas retes a nalureza trahio-me a
eoragen ; mas ao menos era no meio da lula que eu
siiccumbia.
lie a primeira vez, disse Ireneo, qne vejo re-
presentar a tmele/ rom cores lao violentas.
Nao ha actos insensatos que eu nu lenha lei-
lo uessa poca para domr.r esse mal extravagante,
irnico, que atormenta setn prove! todas a. fibras
da sensibilidadOi q ie gasta iuulilmor.le loria a eucr-
gia, que desvia loria a vonlade. o que tem morlo
muilas ndoles enrgicas, t Ira, imagiue : sentir ama
pessoa a cabera cheia de eloquencia, o curaca cheio
nhecirios, vamos narra-los todava eirenmeta
mente, para que os leilures apreriem ejaal
o seo alcance.
n linha sirio prsenle ao congrosao ana ex
de varios hahilunto de Saragoca, reclamando
'ra o reslabelecimento da cunlribuijao do
e ao mesmo lempo, lastimando a marcha das
publicas, a qoal nao era a qoe r na i Sosia para oa
conseguir o cumprimenlo da vonlade o agonal do
programma de Manzanares ; lamben lansalavan
que os altos cargos do estado oslivmoen eaaaUno a
homens rie ominosa rerordacao. o ene a i
ral era um'ptianiasma.qao paralnava
ment da liberdade e do progrotsa ; icoalaianoe ex-
panliam que com magua viam o orcamaalo Uo s-
tcril como os anteriores, consumid* >'m aoonal
enorme e indtil, e a najo gemendo opprtojtdo pe-
los apuros do lliesoaro cono antes da isislas.ni
jelho ; concluan pedindo qoe o orjonooao eaa.doo-
pezasdn eslado nao passasse alen doa
estreitamenlo necessario ; orden e lil
despotismo nem licenca, e ama adirnoietrojAo
cera e protectora do bem rommom.
Esta czposi jao liuha sido daesificada pelo
(ario o Sr. Cardero de faceiosa.
Na se.s.lo do congresso do dia 7, o Sr. Flanearas,
deputado demcrata aprsenlo uma
que o roiigie.su rieclarawe que oovira l
rio a qaalificajo rie facciosa qoe eSr. (
mencionada eipocicao, a qoal nao
<^oro do parlamento. Entrando en
propola, suteutoa-a 0 sen autor
discorso, no qual desenhoa con fetos cores a sitaa-
j,n poltica rio paiz ; respondeo-lhe o miimtre 4a
reino, e fallarain mais alguns dcpotodsM; a anal seo-
do posta i votaj a proposla em vsstoflo noninol.
nao foi lomada era considerara por 127 votos ron-
Ira 38. Concluido este incidente oooltoooo ptaci-
damente a riiicussao sof re a le dos Rasan ; en-
l.'io eslava deserto, os depntados sclnsan n aan>-
Ihados pelo'edilicio do coogresoo ; asaa>M>> reaolio
por varios depatadus qoe entraran) pricipiteaonoa
te no salao, qoe a guarda do palacio do teoareni o
sublevara e disparara tiros. A guarda pn losaos a
2. companhia do 2." batalhJo de alindaras a>) ni-
licia nacional; os soldados amntinaraa-sc dingidoe
pelo sargento, sendo inules os eforcee dea aoMaas
para os fazer entrar no sea dever ; loolaodo o capi-
tao obrigar o sargento a conservar a'
medeu a arma a cara contra aquello, da
se vio ohrigario a refngiar-se no edificio do
so ; os amotinados sahiram de corpo da gooiaa fri-
lando/'ira a repblica e abai.ro m ieiibenrim
tlat corla contra Saragoca '. H ateOo i
rio, e disparando tiros. O presidente e o
infante, e os secretario aturan para lsalir easa-
blevarios, mas foram molis es seos eafereos ; bnal-
menle o general S. Miguel procoroo anosiaraa lao
raas nao foi melhor succedido : enlao
inanriou fechar as portas do edifirto.
Muilo cusan an general Espartera a ao
da farcml.i a eolrarem ne odifieio. Oa
commandante da milicia nacional, entro elles 00
Srs. Madoz e Calvo Asenrio protestaran contra
aqu.lle ltenla lo e offereceran o seo apoto ao go-
verno, nedinrio aulorisajao para sahiren do cea-
grcso. crollociram-sc a frente do eos balalbeea.
Os Srs. Fgueiras e Csrcia Lpez em nono do de-
mocracia protestaran! com energa contra a enns-
nosa e desvarada tentativa dos revoltoso*.
O Sr. Esrosara e oulros depilados propoen ena
o congresso se declare em se**ao penaaoento ole ena
o governo lenha restabelecido a orden : eolia o Ja-
que da Victoria expriroe-se nos egnnles lemas :
Senliors, o governo de S. M.. presidenle do
conselho, o deputado, o eidadao Baldonero Eapar-
(r o, responde peranle as cortes e toda a selo, pa-
lo restabelecmciilo da ordem dentro de enaaro mi-
nutos, ou que morrer na contend. Dtseatan as
cortes com tranqnillidade qne aqoi e(a este soldado
eidadao, qoe tanto ueste baen como nenes, cono
as roas, sabera rumprir eom o sea desrer. Nin-
guem alocara as curies, por motivo algon en qoao-
' eu tiver nm s alent.
O doque da Victoria, pronunciada estos patavrH,
sabio entre bravos e applanaos.
Posta a v >tac.io a proposla do Sr. Escomes ha
approvada unnimemente pelos 20i depelado pre-
sente.. Pouco depois entrn novarneato no seUeo
duque da Virloria e dise :
Senhores.logo que live noticia doneqoeno alboro-
to occorririo na guarda das cortes, nandoi na aja-
dante a principal para que aceadisw a milicia ana
alli se achava, e ao mesmo tenlpo dei orden para
que vie.-e a guarda rie prevenjlo. A niliria naci'
nal, cumprinri como sempre eom os Mae devero*.
ouvin o chamamenlo do presidente rio conselho, co-
mo presidente e como aepnlado. (.toando aoai da
casa c chegava o piquete da principal o parto ta
guarda de presencio, mandei a guarda do i
que se retirasse, e relirou-se ohedecendo i
uma palavr.i.
o Este successo foi promovido pela
rie um oo rioas individoo, qoando noito tras, do
piquete de guarda ais corles ; m qoe vieran do prin-
cipal e os da guarda de prevencao Tasen asna ser-
viro, e ludo esli na mais completa Iranqaillidoda
i Os que fallaran) aos seas deven* (Isv saleo os a
de p,nv.lo. ser rapaz ric todos os herosmos, de loda*
as graras, de lodos os espirito, caler aarieea par
aventuras, saber qoe em rasa dianle rio espeda lo
a elegancia de Mul e de Brummcl ; de
M no fogo rie seos proprio* monlogos. E i
viudo uma ou duas lestemonhas man nada, nada
absolutamente'. Possuir as facnldades mais
nao poder locar a mola que as faria jocir. He i
sa maii rio que irrisoria, he cousa infernal. Ao
crea que o liomem qoe consegne suflocar a lia
nao deve temer mais nada no mundo. Faltei-Nie
rias arenes insensata qne rnmmelli para ateaaca*
esse resultado. Sabe que eonleria-roe as vean
entrar em qoalquer casa baler a porta de piases
que eu nao condeca, assentar-me. e conversar *-
bre lodo o que v inha-mc rabera? Ah 1 de certo a
vonlade na he palavra e\perimenlei-o da toda
as maneiras, eomprehendi quanto linhin costado aa
principe rie Brnevenlo saa pallida mineara, a sea
fri sorriso. Entre os homens e mim expsrili a
sombras que a timidez elevara com pscioacta o
Iraic.io.
Emquanto Mr. B'.ancharri fallava asaim, Ireneo
rieliriirara-se sobre o peiloril da janella segatodo
rom allenjao don barco qoe parecan dirigir-*
para o llolel do Clobo e dot Etirangcirot.
Vendo que Ireneo n.lo dava-lhe raai
Mr. Blanrbarri rulemplu-o dorante algoni
tos ein silencio ; depois rhegsndo-se a elle
Ihe hr a mi.unen le no hombro, como se faz para arar-
dar uma pessoa.
Oh perdoc-me exrlamou Irenes roafosa.
O senlior esla riisirahido, Desculpe-mc ; ma se vossa senhoria saaaes-
se.....
Se eu soobesse ?
V aquellas rioas barcas alli ?
Sim. vngam rie nereida, e vem sem davida eo-
calhar dianle rie mis.
Pois bem, era ama deltas est provavelmeele
minha vida.
Falla serio 1
Ireneo vnltou-e ilencinso para Mr. Blanrhard, a
cslenrieo-lhe a mao que eslava ardrnle.
Ah riisse Mr. Blancharri rielirujanrlo-w m-
merialamenlc janella, amanVsas riu baren he
risi hotel.
Ella cerlo riisto ? \,
Pois nii ella nana d'eomi pencar hora*
um mulher nini fnrmosa senmp r*' "m b-
meni mojo. 1*rain) ni cobi cll "la, e as
sorprelendi esta palav i. : Aii -lito ea-
commoriads, Mariana'.'
I -.)


MUTILADO
ILEGIVEL


^
voz cora energa) erao severamente castigado, teja
qual fcr o seu numero. Ha esla a hrigatao do
. enverno, he a minha lamhem, como ministro, como
depulado, como soldado, como cidadao. ..loando a
representaran nacional seja .mirarada. eu aecuditei,
se for necessario, a monor fin sua defensa.
Parece-nos, senhnres, que he cscosado ronli-
nuar a sesso peniianenle'- Iranquilidade est se-
gura ; s foi perturbada por dous ou Ires ebrio, po-
i'cm sobre ello cahir .1 espada da lei.
Findi esle incidente conliuuou dndose expc-
lio rile sos assumpts pendentes, e encerrou-se sera
ler havido mais novidade.
E assim se roucluin rslc surre-so que cspalbou o
ajarme por loda a cidade e anda no dia scguinle.
O sargento e mais dous ou (res soldados foram pre-
sos, e submelli..1. a un conselho de guerra, secun-
do parece, conforme a lei da milicia,serao eolregoes
nos tribunaes ordinarius\il6u^^^|(todos no con-
selho de guerr. ""*^ ^^^_^
Segundo cotitain alguns jornaes, o sargento aotn
de rebrillar a sublevatao, sahio da guardaNicompa-
nhado por alguus paisanos, voltando com munirues
e pisles que reparti pelo piquete, dando-llics or-
"empara c.rregar as armas, ordem que foi cum-
plida e transmiltida a todas as sculiuellas ; parece
que tambem se repartirn) alguiuas garrafas de vinliu.
As Soledades di/.em .pie toda a companhia que
prouiovea o tumulto seria julgada em contelho de
disciplina, assim como o coinnuiid .ule eoajudaule
do batalbao porque nao hieram entrar no seu dever
os amotinados.
Os jornaes da todos os partidos reprovam e stg-
malisam o procedimeuto excepcioda Voz del publico, peridico demcrata.
A Soberana tambera orgAo da democracia, foi sus-
pensa pela respectiva autoridade, por nao se achar
agulmete habilitada.
Em quanto as origeu, do successo; os demcratas
attribuem-uo aos reaccionarios e estes aquello,
Alguns jornaes dio a eulemler que eslava ligado
a um plano poltico que falhou, oulros que foi nina
tentativa solada, fillia do desvairamento, sem al-
cance poltico. Osprimeiros notam a coincidencia
de que nesse mesrao dia urna forja do inesmo bala-
Iho da milicia indo render a guarda do Pa<;o que
CURIO DE PftHAK.8Uf.iCB QUHT FElftA 27 FVERtli.0 M 18 6
A poltica elevada que a e tirara o, seus ancores. Ihe impSera o d!-v .7 ",0,I,I|C^; ""lenal que luda a .mprensa
Ulo ." poder que Uros p,en.n^s mo ^ 2*"* ** ^W. ^
do mundo, e no con "" 1 1 n^d """ISlr> n'a's '"^^ '*>> s" ad*u
so para bein do mundo, c por con.egunlc para de-
sjir a paz, nao s no inlere.se dos seus proprios
subdilos, mas lainbem nos do loda a Europa. (I
imperador Aloxandre nao esperou pelo momento
actual para tractar de conseguir esse proposito. < lun,
do subiu ao throno deu o seu pleno o cmplelo'con.
seuliraenlo as bases idmiltdaa por seu augusto pae.
Eslas bases, todava, adinitiiam diversa ioter-
pretacOea. O imperador sem hesitar, Ibes deu o
maior desenvolvmenlo. He .li.| urna prova, o
Ma concurso franco e leal as modificarnos que dc-
vem ntroduzir-se no s\.tenia poltico lo Oriente, e
a garantia collectva que devia garantr-llic a Inde-
pendencia. Chepo ale a sacrificar Iradicoes secu-
laresc glorio. Finalmente, demonslru a since-
ridade dai suas resoluci.es pela rnineira perqu elle
adoplou asallcracf.es propoUaa p.tra os principados
do Danubio, o para ,, navegara.. Me rio.
Se as conferencia se nrmiaram com rclarao ao
lerceiro poni, a responiabilidade n5o recae sobre
o gabinete Imperial, porque qoando o gabinete aus-
traco aprekeolou a solurao que Ihe pareca mais
aceeitavJ, foi o! plenipotenciario russo queade-
elarou susccplivel de ser o ponto de partida .le urna
eombinacao, c for.im os ministros da parle adven,
que a rejeitaram, em consequencia de desinlelli-
gencias que entre ellos sobro, oram.
t Uuranle os graves fucesssos que se leam succedi-
do, em quanto que torrentes de sauguc se derrama-
vam, c que as duas panes beligerantes se empe-
nhara cora sacrificios iromensos, por mallo sensi-
bilisaduquo e.livesse o crucTio de S. M. I. por es.
sas causas, devia conserVar-se silencioso por lauto
lempo quinto os seus iuinigns pareciaui querer tu-
bsliluir o direilo da forra a esse espirito equitativo
e de conciliar.!... que ha lalvez meiu secuto preside
aos destinos da Europa.
Reren), desde que informar-oes recebldas pelo go-
verno de S.M. Ihe seguraran! que oieen* uimigoa
eslavaiu ilsposlo a reromerar M neg.iriarf.esde
paz sobre a base dos qualru pontos, laes qucs ti-
nhan sido definidos na conferencias ; o gabinete
imperial mo hesiton em ir ao encontr dessas paci-
.--------------------------' i"" uu rd.,u que ..fti .ai i.au iicsiiou em ir ao encontr dessas pac
era de linha, se houvera de modo que ia suscitando licasdisposic.ies, o a procurar francamenlc urna o
um con II icio ao aproximar so do corno da cuanta, lufa naalnl m Intolnlni. ..r........:,
um conflicto ao aproximarse do corpo da guarda ; loe
recebeu a voz de afto da senlinella para ser reco- qu
nhecida. mas nao fazeudo caso dessa voz, conlinuou
a avancar, o que ia dando lugar a um conflicto ao pe.,..
qualobslaram as enrgicas disposiroes dos olliciaes. moa dos jornaes inglexes.
Em Madrid havia completo locego : dizem as
Xocidades que o 2 batalbao dealiradorcs nomeara
orna commissao de olliciaes que se apresentou ao du-
que da Victoria, expnudo-lhe quo tojo o batalbao c
_,,,^, ,' ------ --------"" l"IBS w *anua namianics ue Mragoca, que fo
e9.,d1.postoa.uste,.,araordem.qoe reprovava o objecto da discussao na sessao do sabba'do nl.imo
acbasubv.rs.vo da 3 .eomp.nl.fc, : parece que toda Os eidados de Saragoo, se Zrll.
a .Vacion.
Al a ultima hora do dia !l conslava que o sar-
gento preso fizera importamos declarares, pelas do
quaes licam compromctdos alguns olliciaes e o
cuete do 2." batalbao- 7*""~ """."."'"T ",'. "---------l" ,A'." H"'"-.gl- ,|us
< nm. i u tf l"ab as classes por se nao ler cumnrtdo o
..rl o r T,e" ^ C 'na '2 "Ca09 Pro?r3mma 'Ia Storh /evolncao de jalho : aquella '
presos cin casa, sob palavra de honra. ,..4-:___
.palharam-se proclamacOes, que foram appre- o
hendidas, no sentido do movimenlo do dia 7 ; lam- a
h ,i ) ...... ....... ucimra-ia. a narao onserra que se
bem como urna folha volante, na qual se convida- labe|ecor UIna ^ dJJJ voxaloria ,
vamos patriota, para umbanqucle.quedeviater.u, immoral, juslamenle abolida nrTr a uelle celebre
garno Prado, ofim de coucrarar lodos os Iips,,,,.|u,.. ____;_____J v____ \ u1, lt-leI"<- en
___ ,f -----"-----r"----------- ..'i'..u.J., iii.-iaiueiiie 3D0 iaa nnr auui'l.: reeir,-
gar no Prado, afim de congrarar todos os hespanhoes ,ovimemo. Saragoo. se canea de oan ra um cod
os que quu^sem coocorrer. devenam pagar V- roa- go politice para o Ll VOl OS ,,llL como Uca
es : o banauete ler a usar nn da > .1 Tevoroim- .... _. i: ... rmm arta sent
les ; o banquete tera lugar no dia 2 de fevereiro ;
-,. ------------' "" "Js iiuvi.iaues iwu olaos : o tiaz linio M
TuZ^rZT-Z^*'1' -preza confino o seu regiaiio ffil.
Pl
tentativa contra a vida da rainha.
Em Sevilba parece que hotivc alguma tentativa
de perturbarlo publica, qu nao chegou a progrc.lir.
Ja se apresenlou as cortes o parecer da commissao ,
sobre o eslabclecimenlo da sociedade do credilo fc
movel.
-edir .... u, ,.:,_ ------.'"""" "' JC"".....,. ""-, sem as ixu.ies verao enlhroni-
Ja re apresen.ou as curies o parecer da~cmmissao ^JXZSZZE CSTS ^ TT 8"arC"a "*** verdadeir.nnen.e
,iii, I eo'-ros?s seus nimigos debatxo de tao fonni- os fruclos da revolurao do iulbo.
Madrid 9 de Janeiro de IS56.
(5cguem-se as amign.lomt.1
./'. curio COnttiilliHtet.
A muncipalida lo conslituconal dcsti Jl. ||. ci-
dade. profundamente atiplada pelo lamentavel acon-
lecimento ..conlecido no dia -J'uonlem a portas do
ti ...... "" "3 ues.i:iies que a neacao a natna innlns in=
lodos os jqrnacs de Madrid se queixam do meo ce-os movimmis,rin li ,,V ?
... whos moviniontos u indii*aacaO ruin nanm -inra-lt
ladocmqueo rigoros) invern lem iioslo as esir. _._.-..._ v. uutm lanVa-|a
rstado em que o rigores, invern lem posto as cslra
das tos correios das provincias fallavam rrcqaenle-
meufe e por das ; na eslrada de Madrid a Toledo
liniam-s! alolado algumas diligencias, de modo que
os passagelro foram obrigados a por a pe, e seguir
jornada conforme poderam.
..lejocJaramasahiranidoseuleito .....onda- SoTZS "" T^
rara o. campos de Ar.nj.ez, brindo a va frrea. ,"Z\a.trr re T< T*""""^ *""" "' ^"^ ^ S ""mi!0* da revo,uao d J""'0
___________ ri^ v I ', 'an0S Un'ram a *-"-- >,or inantos meios eslava,., aoalcan o de
triotira miz du seus ubefes -nfliri.i. Pn,..___ ....._ .... .
Nem o jornaes fraurezes nem os belgas eonlm
noticias de algum inlercssc qua j:i nao sejam conhe-
ridas.
I.ii-se no OSt-ncutfchc Pon :
Em qoanto o jornal de S. Pelcrsburgo publica
urna rolarlo circunstanciada e solemne da recepco
do enviado extraordinario da l'resia na r.lrle do
imperador Alexandre o telegrapho nos annnncia que
enviado da Inglaterra junio da corte di l'crsa
bailara a sua bandera. Lm despacho trlcgraphico
no esplica hnje o enigma deslcs contractos, annuci-
ando-no que os Persas tomiram a fortaleza do
Heral.
Algumas explicarf.es s3o necessarias para bem en-
tender a situado. Heral he capital do principado
dcse nom, que ficji no centro da planicie do Iram
lirin! I., ao ocslQ pela Persia, a leslc pelo reino de
I il.oul ; esta cidade he tida como una das pr.cn
ais fortes do Oriente; na opiniao dos historiado-
res oricnlaes a cidadetla lie conlcmporanea de Na-
bucl.odooosor. He o centro do commcrcio entre a
l'er.ia ocidenlol, a Transoxaina c a India, a a im-
portancia que os Persas allrtboem a Heral est bem
patente neile rifao persa : O Khorauan be a con-
cha do mundo, e Heral he a perola.
Esle ponto s tem importancia para a Europa,
pelos esforr.os que a Hussia e a Inglaterra fazem no
uorleda India para atarear os seus dominios.
A Roasia e a Inglaterra coniprchenderam luda
a importancia de llera!, o lecm Iraclado, cada urna
a seu modo, de augmentar asna influencia ueste
paiz.
He sabido que os Persas, apoiado por forras rus-
sas, tentaran, em 1832 apodarar-se desta fortaleza ;
portin que os seos esfor^os se frustraran), porque
os Inglezes a linham soccorrido. Este ataque repe-
llu-se em 1838 com mais energa, mas debalde, por-
que depois de prolongado sitio, os presas Toram o-
brigadoi pelos Inglezes a retirar.
Comtudo, continuadamente estimulada pela Rus-
sla, a Persia nao deixou nunca de lerosotlios em
Herat; por oulro Jado, os Iugleze eslavam j s
porta do Afghanslau, e procura va m prlr peas i
influencia russa, que ja se eslendia aos plainos da
Azia central ale para alm de Boukbara. Em 1851
recomecaram as r.omplicaroes, nessa poca subiu ao
Ihrono um principe imbcil. Como ningucm que-
ra reeontieca-lo, Heral foi considerad., como seo
dono, e o dillerenles partidos traclavam de a havri
para si.
comideraveis nas fronteiras dessa priucipado, e o
perou directamente sobre Medscbed c Herat
,, ------ '------------------..... M,lura <*""" memo do interessado o usar do aonel
riZ'f? "!" P" Provocassem lulo do dcFafortttnado D. Ranliacl do llie-o e f
ciumc, foram mueren! .... r m .1.. .,.,...... ..... .. uu neu, e u
- cando por esle motivo com a responsabilidade qu
se attribuc ao governo.
Esla raaneira de discorrer perlenee do direito
ciumc, foram iudillerentes, esperando queosaju
dariam d'uma nova tentativa contra a fortaleza.
Llesde o principio da guerra actual, a Russia es-
orrou-e por attrahir o Schah da Persia ao seu par-
tido, anniquillaudo a ..fluencia da Inglaterra nesle
paiz. O gabinete de S. Pelresburgo parece emfim
Ut chegado ao prerjo pelo qual a Persia consentiu
en, lancar-sa sem condiSOe. no, braro da Russia. ,,
A conqmsta dr Heral beura grande golpe dado nos Voyacao da medida', para a
oleressesda Ing aterra ; de cari. Sll comoaoccorro eslava negociando.
d. Kussi. era possivel, e foi lenlado ao mesmo lem-
po que a lomada de Kara.
l*3o se podendo negar que a Inglaterra cropren
hendeu a guerra actual em vista do perigoso desen-
volvimenlo que opodeiioda Kussia tomn na Aria
que probali.la.1es de bom xito podem ler as comli-
roes de paz, que foram .presentadas juslamenle na
occaslao em que os inlercssc da Inglaterra acaban,
de sniIVci omais profundos golpe !
presentara .inda um grande papel na quesli
laliva ao equilibrio erwopeu.
de 22 de dezcinl.ro :
O gabinel'e imperial em primeiro lugar eslabeleco
que a inlerrupCSo momentnea das hostilidades, em
cousequencia da eslacao invernosa, deu lugar
. .ttenrau a es-
Confessa c.
pelo impe
publica
era m
do im
;ao pos.ivel ao lerceiro poni conforme as ideias
e pacaeiinaatUfator a todas a parles.
O resto do despicho ja he condecido, c diz res-
to a interpretara do lerceiro ponto, que cxlrai-
( Do Diario //espanhol de )
En. seguida publicamos a exposirao dirigida s
irles por varios habilanles de SangOC., que foi
jiisliosa e osdest-jos da cidadesempre heroica,
reoecupados seus l.abilantes com a rcenle subida
artigos de primara neeeaidadc, considaro en- ', ?". "'
irada essa questo econmica ,, a polilica Vi- ''' nM0M'. dos que por lorluiu cm pequeo numero) se hajam
idido inlroduzir n.is suas filciras pira desacredi
r__0. .... 0,.,uw ii.iviu.<.u ..o iuiiiu auueiia
bandera que nos deu o triumpho, parece enrolada, 2"?." *"" de5C,0S aS ""* "l'i"""'es' "
o .,uo islo basla para que seus i, i,Los se ZJ ZEZZ??/" """ ^"iM' """
derroca-la. A nacao observa que se n enT "ll(!ce ,;"'.a 7 aClo provincial, nao saoou.ro,
belecer urna con.,il,i,.in AJ^.T .1.. t"a' "-**- < '''ade cimonl.d. na or-
ir instituicf.es liberaes que
iiauan da si.b.-rauia do povo.
Dignem-M pois as corles acolber benvolos os
lmenlos patriticos c de urie adhesao deslo cor-
po provincial, iMseldo lamben, do povo, e que en,
,- todo o caso se acha disposlo a defender com elle e
;ra.a recordacao: a .mposstvej uniao liberal he um por elle a im.nuuid.i.le sagrada da mambla., a so,
ihan.asma que paral.sa as nobras nspitaaSes dos segor.nro i.berdade, sem as quaes verto en.broni-
I POr liri'^PIltl in.mtn b*Im t-^-> .... m ,..._^i. ___.- ...
na das liber.lades nacionaes ; o paiz ludo T com
lavel parapeilo. D'um lado os conflictos, do ou-
lro os desastres que amearo a patria juntos aos
na maishormel das auarrbias, a anarchia" so-
al.
Nao ha muio.por desgrara eslavo esta povo.icao
borda d'um precipicio. A municipalidadeconsti- sancluano das les, pda^aUa""^^''-"^
luciunal o a sensatez da milicia cidadao o ho ob- praseDUclo nacional com mais solemne nroteslo
lado, mas nao dissipado tolalmcnle um perigO da sua lealdade, adhesao eruspeo.
triotira H do seus ebefes o offieiaes. Torem pre-
icndemalguma cousa mais que iiiii*lixiodependeii(e
da generosidade d'alguns individuos, ecifro as
suas asperancas na elficaz proteccao do governo o
as corles. I'romovcr as obras publicas, facilitar o
, ,. -------1----------' ". 1 ii.iiuirin.iiii-,. .ansiaran, manriiaii 10 .1 i.onrnso un-
laball,o(d,m.nu,rosimposlos;organisard-umn,0- forme que ves.iam. a milicia nacional de,., surte,
dosea,iropaiaal,berdade,p,antasinstiluic.wscon- reprovaodo o repelliodo em massa com o seu leal
tribueiu ao progressj nacional, taos sao as inspi- comporlamenlo a responsabilidade de lae odioso al-
racoes dos l.vres. A cooperaclo que esto cuspas- lanudo, Ibes deu a mais solemne desengao, pro-
tos a prestare continuarn i.riKinn.in ,......____1. _._.._____ .
tos a prestar c conlinuarao preslando, corresponde
no sen pensar a um resultado mais perccplivel e
benelico que o obtido ale agora : a naci algemada
hojo, do mesmo moilo que antes do movimenlo de
julbo, victima das necessidades do erario agora
comoentao, somente entrega conteni os seus bens
e seus filbos quando lli'os pedem para deflendorcm a
sua independencia ; um possoal enorme esgota os
seus recursos cm nome d'um orramen.o lao estril
comoem outras pocas, sem que tantos dignos
patricios cienos para remediaran esle inveterado
abuso bajao acertado o modo de consegui-lo.
Os sacrificios passado?, o ellicaz o consianle
apoio desta sempre heroica cidade, o nao fallar no
inlcresse proprio exclusivo, senao no do todos os
Hespanlioes. aulorisao Saragoca a pedir que se at-
tenda aos seu.. rogos, e se cumpra a vonlade nacio-
nal lal qual scjulga sobreentendida rom o program-
ma de Manzanares : Saragoca quei que o orcV
menlo do Estado nao excedo dos meios com que
coma para prcemhe-lo, c que sajo as despezas
compativeis com a sua pobre/a, quruma adminis-
iracao simples, quo proleja e nao veja, qur emfim
a orden o a liberdade bem armonisadas, sem que
a prmeira degenere cm opprcssao, era a segunda
em licenca. Espera insiiiuicoes livres, progrosso
o economas. Para obier tao sagrados fins, acbo-
sc dispostos os que a assignao a loda a classe de
sacrificios, o quando se lemhrao que o paiz po/.
vamenle a confianca no poder legislativo e no
Ilustre duque da Victoria, invondvel paladino das
liberdados publicas, se congratulao d'aniemao em
que os represen lanos da nacao allendenio benvo-
los a"sua reverenlc supplira.
Saragoca 7 do dezembro de 18>. Seguoin-sc
as assigiiaitiras.
(Do Diario Hespanhol de 23.)
Pelo motivo do ter sido deportado para fara de
Madrid o coronel demcrata I). Antonio do Riego,
parece que a faccao do congresso, quo se eompOe
de seus amigos polticos apresenlou boic mesa
ronco lempo depois a Russia conceulrou forras ,..rn ,.:' ,; u '
,.,.. para que seja discutida be e a primera hora, urna
proposla de censura ao governo, em a rfual so con-
Os sidera como mrito do interessado o usar do appel-
em boceas democralicas.
Mas a proposla parece que nao chcgaia a discu-
lir-sc senao em ultimo caso, pois seu objecto era
principalmente, segundo se .ffirmava, obter a ro-
qual lioiUem noilc se
Annuiicamos com ntisfaco que so levaniou ao
Sr. hispo d O-nia o desterro que eslava sollreiido ,. e m|w immen,a
__ o .. """'" JwurLiiuu de laboas, as f.iis. as inrendaram oulra rei-
nas i has Canarias, e ano es :.n diH^c ^c ,4 ii.ii.mi mira ra..
qno csliio dadas as ordens ao I1I(,;.', ,lu oros'
,ara que so reslilua i sua diocese. Esta medida
reparadora foi adoptada nos ltimos dias rio se
niiiiistorio pelo Sr. Fuente Andrs a quem cord
almeute felicitamos por ella.
(Do mesmo de 2 .)
A sok'.ania nacional d'lioiilom publica um
.. a ^ontniuia iianuiiai u uoniun publica mu ai-
slamos convencidos que a queslao asitica re- denle manifest que os milicianos desarmados cm
re- Alcoy dirigen, a loda a milicia nacional d'llesi
iilia.,_\cllu atacan, lerrivelmonte a municipalida
Vi. a rm.,.,... a ."nu .U..UIIII ll 1 neiuil'lll.1 a IllllllICIIiallll,
.idelezemt, "' Sesselrmlc' ^ella dado 6 ao Sr. Norato goveraador
provincia ifAlicante, o dizem assim;
Queris salwr aonde vierao parar oslas ar-
mas ?
A maior parte d'ellas ficam depositadas em po-
-----,-------------..... iii.uriiosa, ueu lugar ne- maior .ario u cuas ticam depositadas cm
suriamenle a esperanc, geral deque so aprovei- 'ler d'liomcns indilTerenles, ou nas maos dos ilu-
tara para o reslabelecimenlo da paz, e declara nao ter migos da liberdade, gracas aos desararlos dos bo- Escosura 'rei
sido o ultimo que a%s,im pensou, e que preslou loda rnens que boje nos dominan). Tarde ou cedo as mB0i0 ',.',
. .tienrao es- assinnolo. mu ,,a ._____i._______:_____ ,__,.... memo uno
k j---------_....,,.. ., wm W.UJUJ
armas que eiiipunhramaos liberaes da industriosa \ ,essa ,in rnrr ,i ,;.. ie ,.
qneza qe ode^jo manifes.ado cidada d'Alcoy, tomaro s suas maos ; quica seja JS^ZJ '" .""
-mpo para verter nosao sangue em defeza da boa obrizo .res ministro, a EZTZ
.' ,. m ,,, le,,do 0lllr0* 'res pedido tambem a s a demisso,
Acerca da crtsedu aff>OCrW d'hontem a no.te: que iDha nao ac.i.ara. O programla do gal
. i,lm,mat]P *..wm~ -.^-.uu .ui.id pu.uiu uruua ciiegareiu
urna paz breve e duradoura, lempo para verter nosso sangue em defeza da
e he ainda o voto mais ardeole eausa.
dre.
por agora.
Aitiibuc-sc islo o nao se querer que seja sacrifi-
cado o ministerio da niarinlia pranle a opposico
do almirantado, e a dillicoldado d'enconirar um
miuis.ro da graca e juslica, que sendo acciiavel
ao presidente do conselho, o soja igualmente
raaioria das cortes, o de forma quo, so o Sr. Bruil
se retira, o seja por um vol do parlamento na
queslao da fazenda, em cujo examo so vai entrar
inui brevemente. A' vista de lodas eslas consido-
raci.es, honlem a noile se arcordou nao insistir nas
separaeo dos dopulados funecionarios; e continuar
o gabinete como se aclia al que as cortes resolvam
a queslao d'ingrcssos.
Do Mario lletpanhol de lo.
Icnoramo o fundamento que lera a se^uiute no-
licia que publica honlem um dos notaos collcgas. di-
'endr, que o proresso Hilo cm coiisequenria dos l-
timos aconlecimontos de S ir.goca ha mai de um
n.cz se arha pendente sem "ser rcsolvido, motivo
porque eslo sollremlo prcjuizos e vexarf.es do
gravissima entilarle as pessoas que n'clle liiiram,
e algumas das quae- parece sao de lodo inuo-
oenles.
Nas corles se leu a exposic.lo dos individuos do
batalbao da milicia segundos ligeiros, proleslando
contra o alleulado commctlido por alguns da lerrrra
companhia contra .inviolabilidad.d. represenlaro
nacional. A cxposicAo ser publicada noDiario das
Ses-es.
Ante honlem i noite os depiilados da provincia de
Granada liveram a honra d'apresenlarse a S. M. a
rainha dando-lbe os igradecimeatos pelo prsenle
que fez S. M. d'um maulo de terciopelo bordado
d'ouro e um sudario a Padrneira da dita cidade a
Virgem das Anguslias. l-'oiam recebtds por S. M-
cora a .mubllid.de que lano a distingue.
Eil as expo-iroes dirigidas .> corles pela niuniri-
palidade e depular.lo provincial de Madrid, por
nolivo dos aronteciineulos de segunila-faira ul-
ima.
a's crtn constittiiiites.
I.m fado escandaloso, sem excmplo nos annacs do
systcma liberal hespanhol, veio na larde de segunda
feU-a ultima perturbar o curse grave c tranquillo
das larefas legislativa--, c por en, pergo d'unmincii-
le profanaco o saocloario dos le-. Qoalro illusos,
indignos do uniforme que vesliam, seduzidos sem
duvida pelos inimigos eucobcrlos, porem obslinados
da 01 dem e da liberdade, pozeram cm conslernacao
a asserol.lea constflninte, cuja guarda e defeza Ihe
eslava confiada. Adepularilu provinciald.Madrid,
coja adhesao ao principio d soberana nacional he
bei
re
lo
un
bnete, disse o duque, er manter a liberdade, fo-
mentar a prosperida'do do paiz c fazer rom que a
lei se respeite. A assembla ouvio rom frieza a de-
claradlo do presidente do conselho.
O Sr. Alonso Mariin*., explicon a sua retirada do
ministerio, duendo que era por causa de desaccordo
con. os seus collegal n'uma determina la queslao, e
porque exaniinanlo o estado das provincias, e dis-
posic.lo dos animas em Madrid, e o proceder do go-
verno, conbecera que era necessaria urna n.odilica-
rao rrunislerial.
O Sr. Ksr.isura dirigi uini circular aos goverua-
doros.la. provincias reconimiMidau.lo-lhes que por
todos os rucios ao seu alcance traan de mana a
.rdem, aconselliando primeiro, o depoi osando de
meios convenientes de repressao contra os qoo ten-
lem perturbar a tranquillidade publica. Os deve-
res do governo, diz o ministra, sao : .< proteger a
m nolavel, nao pode deixar de ser a prmeira em
ipravar enrgicamente um acto que cncheu d'hor-
aos bons liberaes, e que lodos os partirlos e a
licia nacional repellio com indignarlo. Se mi-
nas malvolas inlciicf.es, por desacreditaran is
nslilu:res liberaes, .presentando a milicia nacio-
,al como elemento de perturbadlo. Se alguns ox-
lr.vi.dns oo illusos poderam proporciouar-ll.es tuna
momentnea saiis(arao, manchando o honroso un-
i.odo .oInesmo lempo face da narao c do mun-
do inteiro que esla institnicSa be boje, como foi hon-
lem e ser sempre, a mais firme garanla da li-
berdade, c o apoio mais robusto da orden) pu-
blica.
A municipalidad, cunslilucional de Madrid se
comprar, em fuer esta manifestara aos represen-
lanles do paix coj. inviolabilidad., juslamenle oo-
torgada pela lei fundamental do Estada, ser sempre
sustentada cpm toda a classe de sacrificios pelo povo
e milicia que representa.
PajO do Consellio. Madrid S de Janeiro de
|Sj(i.
Segucm-se as assignaluras.)
Nao podemos dar conla aos nossos lciIorcs*ilo
resallado do conselho de disciplina formado para o
julgamcnlodos nacionaes compromelldos nas ocur-
rencias de segunda feira.
Todos os individuos nao presos da 1 rceira com-
panhia do segundo batalbao ligeiro foram honlem
citados ao governo militar para fazerem declara-
jOes.
Oualquer que seja a forma ostensiva da proposla
Prxima a apcescnlar-sc s corle, o seu lim he pro-
vocara rciolurao da queslao minislerial. proclaman-
do no dbale a necessidade de que o gallineta iles-
pregue na presera da; r.ircunislanci.is urna energa
de que nao deu pravas al agora, fazendo recahir a
lespoosibilidad. do que .contera sobre os ministro
que caliirain em desgrara, e como ronsequcucia a
necessidade de que scjin substituidos, '
Julg.-se que se .prescolar a proposla, e dlzi.-se
que ao apoi.-b se ala.-ara forlemente a monlanlia
para alarde .1'energia.
O, depulados democralas moslra;am-sc dispostes
a defender**] enrgicamente.
Em Barcelona na segunda f.ira reunir-se-ha o
conselho de guerra a respeite dos oilo individuos
inplicados nas oceurrencias da fabrica do Sr. liosos,
re Barcelona.
Em Tosise na segunda fcia paseada correara) m-
mores de haverem desurdis por causa do embarque
do trigo, mas a autoridale militar cita disposta a
n.anler a ordem.
Santander foi oUiealrod'nma grande ealamidade.
i- Um malvado, que por desgrara mi foi capturado,
l> -n.-ii ."i mei. hora depois da meia no'ne> no es-
Crploro de I). Jolio Anlonio l.azarola, rico nego-
ciante, roubou algum il.nhoiro que havia em caix
.,, r. .-------------.. ci.uk, ri.u.iou aigiim uiuneiro que nava em ca ia
t^rr^nMPde ** .o-.me.-.ilo.ep.gon i+*.ZZZ
lal
zens.
A' na. da madruga!,, eslalou o incendio com I
veloeid.de, qae em menos d. vinle minutos quel-
mou lo la a casa, elendendo-e aos grandes deposi-
tas de ma U-ira ecarv.l. de pudra com tal incremen-
to, .uo am cav devorar lodo o bairra.
Gomo ardian. ao mesmo lempo immensas pilbaa
situada
o depois apegou-se a oolra
... rs, r um ar-
11 matem de-JOOpipas 'agurdente do raima eMeve em '
inminente ri-rn. Horrorosa era anciedade dos ha- i
hilantes '. Al a arlilharia leve d'acudir ao lugar da I
caiasircplic podendo anagar-se o incendie as cinco '
da madrugada, licand. incendi.das somente as ires
casas.
IV. ioiliro Jos Paires no Parto.
liberdade, promover o progreso, a manler a ordem
local o lo.lo o rusto, a
Os diversos orgSos de lodas as parcialidades na
in.pr.osa mostram-se adversos a nova modlicara0
ministerial; jnlga-M que nao sera do muita dura-
cao. O Sr. Escosura, segundo dizem varios jor-
naes, fez-sc progresssla quando foi obrigado a sa-
bir de om ministerio moderado. OSr. Lusaoja
perlenceu .0 gabinete posterior revolurao de ju-
lbo, c o Sr. Arias L'ria he considerado urna nulli-
dade.
Os Ires novos minislro, eram depulados s cortes,
A poca diz que o Sr. Corradi sera nomeado mi-
nislr.. em Lisboa.
Na sessao do congresso do dia 17 apresenlou-se
urna proposla pedindo, que as corles declaran) que,
as expliraroe, dadas na anterior sessao acerca da n,o-
dilicarao ministerial, nao foram bastantes para dei-
xar inclume o principio parlamentar.
O general Ollonncll combaten a proposla, decla-
rando que noli, se envolv urna censura ao duque
da Victoria ; quo o ministerio se considerava forte
para castigar os quo alteiila-sem^ontra a ordem pu-
blica, com o mesmo rigor com que foram punidos os
que procuraiam alear a guerra civil, e que o gabi-
nete considera, esla quesulo, qc,ian ministerial.
i ar. legaste, queapoiara a proposla, disse que
a maior parle da, votcOes da maiora da cmara
eram movidas por consideracOes pessoaas, mais que
pela conviejao dos que vnlavam.
Eslas palavras produziram grande agtaciio na as-
sembla.
O Sr. Figueira, disse que esla queslao inleressava
execulivamenle ao partido progresssla, o que parece
indicar que entre esse partido c o demcrata oliste
algum desaccordo.
Afinal posl. i volara,, a proposla ..o foi lomada
em considerarao por 147 volos conlra .'>7.
\Joruui do Commtreio de Lisboa.)
PEHMAMaHfla.
Em Forado Portas enfermoo Thereza Mara
de Jess, e o medico passsndo a receila no blbxle
de l.euelrenc.i, nlo houve valha a verdade, urnas.'.
botica, a escpelo da do Sr. Loii Pedro das Noves,
que quizesse avia-la, mas foi Lrde.porque a mrais e
ja'havia morrido
sem uina gola de rousa.que se pa-
immediala que arden em pouros minnli
Kesalveu-se a ruso em que se achava o gabinete
.le Madrid, ficaudo organisado e ministerio do se
guintc modo : Espartero, presidente san pasta ; u
general /abala, nlraiigeiro.; I). Jas Arias liria,
grasa e justic. novo Broil, fazenda o general
I"1" O'Donnell, Sania Ouz. marinha ; I). Patricio de la
lino (novo ; 1). Francisco do Lusan, fo-
PAGIPJA AVULSA.
O mu dislincto Sr. Dr. Silvno acaba de pe-
dir-no por urna caria, que houvessemos de declarar,
quo nao pr'. le levar a elTeilo a idea que leve de fun-
dar um hospital no ro Doce, para o queja Ihe ha-
va oerecido gratuitamente a asa o seu proprieta-
rio Domingos Jos da Costa, e a havia quera se dis-
pozesse a tratar os dorales, porque de commum ac-
cordo con. o Sr. Dr. Mauoel Joaquim Carneiro da
Cunha, assenlaram, que esleSr. se incumbase do
Iralamento dos doentes daquella pros.
Quem lomoo a defeza do Sr. subdelegado de
(joianna, foi o Sr. tiilirana Cosa.
O Sr. Jos Brandaoda Mocha,alliado a una das
familias importantes deScriuliaem, lem aqui socor-
rido incess.intcmeolo a pes-oas que d.lll o proco-
rain allecladas da epidemia. Conlinue oSr. Brandao
a f^zer o bem que poder, pois quadra sendo tola
de dedicacao, lem-se tornado de puro egosmo ; eis
porque seremos incausaves cm registrar nas colum-
nas .13 nossa Pagina; lodos aquelles acto) de benefi-
cencia, que formns saliendo de fonle pura, afim de ver
se os cgohlas formara urna palrulha salada do gran-
de regiment dos Individuos caiidosns.
Serinhaem i .ai nada'lwm.algunsproprielarios
.icos,como o s' -i llenen., Amonio Germano,
(aspar, clc-. ioesiSodormindo qoandoseni
niunlcpes calyn feudordo mal. Dcos os anime a
mui(i> mais.
As barcacascarregadas deassucar, all seacham
eslacionadasjSn enormes prejuizos de seus proprie-
larios, por seWiarcm seus meslre, a porta da morle.
Pedimos rMp.Hosam.nt. ao Exm. Sr. presidente,
providencias para aquella paragem a villa principal,
mente que sendo habitada quasi loda por gente oc-
cupada no negocio de cabolagem, faz urna falla ex-
Itemamente SeOSivel ao nosso mesquinho, e ora mais
qua nunca definhado commercio.
O engenho dos religiosos rio Carmo,onde foram
appreheudidos ;eu cansa que o valha) (O Africanos,
esl arrendado a Jos Cario, de Mendonra.
Os extremos tocam-se : ainda nao ha mulo
lempo, que os cadveres eram conduzidos para o ce-
murrio com urna rapidez reprovada, agora passam-
se lloras e horas sam que os carros fnebres se
leinbrem de seos infelixes passageiros: os cxlre-
mos Irocam-se I
Tomamos a liberdade, e com o maior e mais
subido respailo, de pedirmoa a Exm.' Sr.> D Fran-
cisca Thcolonia llallcr>, senhora dolada profunda-
mente ilc um eoracao generoso, de urna alma cssen-
cialmenle caridosa, que por amor das infelizes or-
ph.las S. F.xc. seja sua protectora nesse a-.ral.alde,
onde reside, agenciando urna subscriprao enlreas dc-
mais senhoras desse lugar, cm sen favor. Se nao l-
vaasemos informarles Ha honrosas a respeilo da ge-
nerosidade cl.risiaa de S. Exc, cerlamenle que nao
nos anm.riamos pcdir-lhe cm nome de Dos esse
favor, Que cerlamenle Msignallra seu mime j Uo
recommciidado.
Pelo amor de Dcos, Sr. inspector do qaarleirio
n. 2(i, de cala freguezia... pelo amor de Dos, meu
saibor, seja mais assi.luo no cumprimenlo dos seus
deveres ; se quer eslar isento da guarda nacional
desorle das guardas do dos vendado.
Anda um pobre calafate com as mitos na ca-
beea, porque indo a i'orre dj Tombo dar una bus-
ca.....foi mordido por um escorpiao": e urna denta-
da assim nao de tanto !...
Consta-nos, que na freguezia dos A Togados lem"
so lirado ptimos resultados com o usodaourina con-
tra a reinante epidemia -, pois .ara mais de (O pos.
soas se lem assim icslabelecido, nos poucos das que
se lem applicado. Ouando Dos quer agua fra he
remedio. Com a cchenle do rio Capibaribe, al-
guns lugares que Ihe csiao conliguos receberam
agua, pelo que presentemente existen) alguns char-
cos que devem ser esgotados; pois na freguezia do
Poco di Panella, a epidemia vai grassando. o com
npeci.lid.de n. berado rio, onde a ebei. mais pe-
netran.
No lugar denominado Estancia, ao entrar para
o Manguinho, ha tambera urna grande porrao d'a-
gnu eslagnadas, quo devem ser removidas, assim oo-
moeni algumas roas da lloa-Visla, a lama ja come-
ta a exhalar m .. chairo : baja vista a ra de San
Gonzalo, Sebo, praea da Sania Cruz, ele. He pre-
ciso mais cuidado com a limpeza das ras, do contra-
rio, os esforcos do governo serao baldados quanto A
melhorar o eslado sanitario da provincia, nao ohs-
lante a franqueza de que lem usado.
O boceo do tundan lem bem bous galos morios
para os uarizes do quem faz qaes'rom. e no
drome...
No di.i >> i larde, arhaiido-se o harcacein.
Joo Francisco com a cholcrina, foi coudii/.ido para o
hospital de marrana, palo Sr. Boaraard lilho, por
compadeeer-se de seu islario, mas o resultado dessa
promptidao foi muilo bom.... o pobre Joo l.ou es-
pichado una llora quasi nn fronl ii hospital na ne-
dra fri'i.',< s receben-se quando o Sr. Ilaiirgird li-
llio, fui pedir roadjuvario .m inspector Marques, que
.le boa vonlade preslou sea levar para dentro o po-
bre .rao !.... Oiicm nos quizer dar noticias de los
pilaes espoiisal.ilise se. F.-queceii-iios escrever no
fronlispicio desla noticia o coiuta-not, pois va
agora.
Alguns saibores pliarmaceolicos leem-se olle-
retido, como lodos sabem, para gratuitamente forne-
cercni remedios ao, doentes pobres : um medico ju-
deu, querendo pegar na raloeira um Sr. pliarma-
ceulico, maiidou-lhe um bilhelinhn con. sua .asig-
natura pedindo-lhe medieamenlos para uma pobre,
o leilor deu, assim den o meu boticario, cuino o Dr.
mand.Mi um liilheU dt soccorro, islo he, um passa-
porte para a (hesouraria, e logo foi servido ; j vi-
r.m como se faz caridad, com dinheiro ? Fras eou-
sas para de noite....
rcee.se cora remedio : nao foi nada. Eis porque a
inortalidade ha cresrido espanlosamenlc ; grande
numero lem sido dizimado pelo deleixo. pela egois-
ino, pela usura c pela miseria ; o cholera entra nisso
.1s vezes romo Plalos no credo I
-Nem pela ra da Cruz ler o nome do Estan-
dart, de nossa Kedempcao, So Ihe (iram essa la-
ma !... ao menos por espirito de ehristianismo, ja-
nao quorcni por o de limpeza c amor a salubridade.
Agora sm...
Kecommendamos a lodos, com especialidad,
aos scnbo.es de eageuh, o fedegoso, sponl.do pelo
reverendo padre Fr. Hereol.no, con... remedio qua-
si proficuo para curar o cholera.
O Sr. que nos remellen um soaAo em que he
llmente deprimida a classe medica, procure oulro
vehculo, onde possa a sea cosi sonhar.
lia preciso, que os encarregados de mili ro-
cheira do becc. d. Ouvidor.lenbam mais cuidado com
os seus cavaMos, par. qoe lano mis como oulros nao
iiicommodem com brisas e algazarra a Visinhanca.
Na ra das Cruzes. I'edimos ao' ins-
pector, que peana cobro a um riJado, que quando
esla' aperlado do roxo-colile esborda desapiedada-
inenle sua .mav.l rnsl.lla, e esla, que se Unto
ama-o, nao alrde os cos com grilos espantosos.
Acaba de ser mallr.ilada com insultos incon-
cebiveis, uma senhora casada no Caminho Novo, por
uuia BiSsstWMl ; he preciso que os gentes da poli-
ca desse lugar nao consinlam mais desses escn-
dalos.
O medico que curou a enferma da Eslrada No-
va, e que nao q-jiz, que se confessasse, nao nV- "
A Togados.
leudo sido plantado um co.lume, que alias nao
deve ser eslraulio as autoridades desta Ierra, com
indo ainda nao se nxergou o desrespeilo com que
os canoeiros, qer de obras publicas, quer de parti-
culares, no lugar denominado Coelho, no arto
de lirarem atea se apresenlam ns como as mais o,-
parirn Sr. inspector dos Coelhos.... olb. para a-
quillo.
Saibores rodadores da Pagina Aiuha. Se.
ria fallarmos a um dever se desdeja nao fossemos
pagando o trbulo devido ao mrito do illuslrado e
eloquentc medico o Dr. Joao Jos liinoceucio Poggi,
pelas rosnen-es humanas com que se lem prestado
este Ilustre Dr.ua pobreza da freguezia da Boa Vista,
que lem silo atacada da epidemia, esle Ilustre Dr. se
lem prestado da raaneira a mais humana que he pos-
sivel, quai.da he chamado a qualquer Itera do dia e
noile, e ncslas occasioes porla-se de orna man.ir.
digna de mil louvores.
Eslas maneiraa delicadas de Iralar c prestarse do
Ilustra r. Gibas de suas virtudes e phiianlropia, o
fazem dar honra a sua classe, e pedimos a Dos que
o proleja para que elle conlinue a prestar-se em soc-
correr a pobreza e lorn,ir-se dislinclo enj dar honra
a sua classe.
Somos com a pubficacl dcst, liaba* quo muito
nos satisfar. |>. Vmcs. altenciosos leitores.O dous
apreciadores.
Nao causaremos cm clamar pela remorao das
aguas eslagnadas da estrada de Jo3u de Barros. Com
mulo pouca despeza se levara isso a' elTeilo, e lica-
rao os habitantes daqoell. lugar livres desse foco de
infecrao, que grandes males Ibes pdem causar na -
poca actual.
Os habilanles desse lugar e os deBelm e Ito-
sarinho, lizeram um abaixo assignado ao Exm. Sr.
presidente da provincia, pediiido-lhe para eslabelc-
ccr em Belem uma enfermara, onde fossem Iralados
os desvalidos; prometiendo aS. Exc. promover uma
subscriptao, e o produelo della ser appicsd (lila
enfermarla. Esperamos que o Exm. Sr. presidente
.lleudara ao justo pedido daquelles habitantes.
Te\e lugar, seguuda-feira ->j do correle, em
Belra, uma prorissao de penitencia que fizeram os
habilanles daquelles lugares. Sahio a Srnhora de
Belm de sua igreja e se reeollicu igreja do Afile-
los, onde ficando, foi conduzda a imagem dps Al-
lliclos para a capella de llelm, al que Dos se em
ore ile nos, Ingratos peccadores, c suspenda o caslig
do cholera morbos. O acio foi fetlo com a deceno
que o exige. O pregador foi o reverendo padre ni
re Capislrano. .
O medico designado por S. Exc. o Sr. / .-
denle da provincia para o quinto dislricto dn'rcgue-
zia da Boa Vista, que comprehende Be'co), Kosari-
nbo e Salgadinlio, ainda nao appf* u naquellcs
lugares e nem mesmo ha quem de' iticia. Por
lauto pedimos providencias a respe fie ja vio
apparecendo alguns casos de cholera al. inda ou-
lro dia deu-se o segrale : Pelas oilo horas da noilc
cjliio fulminada uma pobre mulher; ora chrislao
caridoso deu-lfcc.em contiueute um boceado de cha
de raacella com ludano, e abafou-a; c o inspector
de quarleinlo mandou inmediatamente pedir ao
subdelegado a pulila para a conduzr ao hospital,
veio a pedila, porem quando chegou transpiras.
milito a dueiite, e era perigoso eacsse estado ser con-
duzda, mormaile de noile; visla do quelfez o ins-
pector vallar cssa triste conductora, para ver no ou-
tro da o eslado da mulher, e como ella amanheces-
se sem mclliora, mauJou pedir novamenle a padiola,
mas mandou se diter em resposta, que ja que nao
linha viada a drale de noile, nao maudava mais
padiola. Foi cnlao preciso o inspector atraojar a
sua cusa una rede e gente, c mandar a doenlepara
o hospital, onde lalvez devido i cssa demora inofreii
a miseravcl.
Nao he sem ruiio que pedimos uma difamara
em Br'lra.
O medico que curou a Maricas gorda nao mo-
ra nos AfogadosJ
Me ai na nli'i c.
.m e> a
COMARCA DE NA/.AUETil.
'2i de fevereiro.
Iloje, que as coiniiuinicares com essa prara eslo
quasi intercepladss. por nao so achar com facilida-
de quem la queira ir, he que bem se aprecia a im-
portancia do beneficio qu nos fez o proprielario da
empreza do Diario, com o cslahclecimcuto do seu
correio privativo. Nao se pode fazer uma idea da
anciedade que lia por aqui de noticias das dilleren-
les localidades da provincia, e todos s appellain pi-
ra o Diario, que he lido ruin maior inlcresse do que
nunca : a semana panada essa anciedade cresceu ex.
traordinariamcnle, par nao rhegar o correio no dia
ajustado ; sabida a cousa, o bnin do estafe!, foi ar-
commettido cu, caminho da epidemia reinante, doi-
xatido por isso a mala emais objeclos de que vinlia
eucarregado, no lugar da Lavagem, d'onde se man-
dou buscar immcdlalamenle. 'seiirlo que por sso
s na sexla-feira de nianliaa foi dislribuido o Dia-
rio.
A epidemia reinan!, ainda nos fiagellacom inlen-
sidade. Restes ltimos das a morlalidade lem re-
gulado de IS a -21) pessoas, e honlem monlou a ->\ '.
liOcadavires ja/.ian al houtem no cemilerio desla
cidade Igual numero, se mo maior, jaz pelos ce-
milerioa particulares dos engenho., pelos mallos !
A earagem e dcdicarao das pessoas de quem ja li/
nieiirao em una das nimbas anteriores, rresre e se
fortifica no meia da conllagrarao do mal, e he lio
grande como o niesion mal lie um especlaculu pa-
ra ver-se o abandono e abneg.{lo com que ditas pes-
soas se atiram a soccorrer ao seu semelbante por io-
dos os meios ao seu alcance Aqui, quem menos lem
falto lie esle seu criado; nao por SgoismO, nem por-
que se julgi.e lio desanda que nao saina ao menos
appliear um pediluvio ; nem tao pooco porque Ihe
falte a disposirao le repartir rom o pobre necesita-
do do pooco de que pode dispr ; mas sm, porque
os mais, islo be, as pessoas de quem fallc cima, ihe
nao dan lem;.o, iieiu lugar a nada disso.
A epidemia pro lozo aqu um ellrlo mleiramenle
contrario uquelle que pr.i.lu/. ou ao menos cosluma
prnduztr n.sles lugarcjos, a poltica: acal.ou cnin to-
das as rivalidades o utrigiiinhas ; com eveeprao de
cortos usurarios que nos querem atrancar ate o co-
raran, todos os mais -ao irmaos : possa um semelhan-
le sentiiuenl.) srr dorador !
Dcvo nina reclilieago, ei-la: eu linha dito que
achava lilao conservar o Dr. delegad i a ambulancia
destinada aos niiser.veisoui -ua casa, sendo que por
isso nao podiam ser soccorridoa a lodas as horas. Ilo-
je, porui, mellior informado, sci que esse entonga-
do nao se poupa levantarse, nem mesino a sabir
a qualquer lura da noile para distribuir remedios e
loccarros.
O deslacamenlo acha-w inl.irament. redu/ido :
4 soldados li eslao j no cemilerio, o muilo. oulros
e-lao doenlcs, sendo que p 'i isso oem mais guarda
ha na cadeia. O commaudaute, que 13o bou servi-
tos ha prestado, acha se tamben) do.nle.
A carne verde deu honlem dfl palacas por arroba,
prero esle de que nao havia anda cxemplo no irou-
gue desla cidade. A f.riuha deu :l> ditas por al-
queire. As bolachas ficam por nrtse. exorbil3nle ;
arroz nao ha ; galinlns lamhem nao ha, e alguma
que se encentra he por prero fabuloso.
At mais ver. A".
P. S. A epidemia j i so vai descnvolveudn pelas
povoares de Alagoa-Secia e Alliaoea, para oude
me ronsla j lerem seguido duas ambulaucias. Ncsla
ul'ima povoarao j morreram jll pessoas.
BLI.I.ETIM.
Na/arelb 3 de fevereiro da ISjt.
De da para da, de momento para momento se
augmenta o pavor. A cifra dos n ortos cholencos j*
ruonla a HO, sendo 38 horneo, '1 mulheres e l.l
prvulos de um e oulro sexo. Para mais de '.IIKI pes-
soas lecm sido alacadas da epidemia. Niuguein se
suppe mais a salvo do mal. Bem poucos teem es-
peranzas de contar do caso com vida. FaliunoOlo
ainda o pnico nlo fez iovaslo no peito do juiz mu-
nicipal c delega lo de polica, mdicos c olliciaes de
saude, assim denominam-se aquelles qu.se encarre-
gam de olliciosamcnlc appliear os remedios pelos
mdicos aconselhados. Tem havido moilos casos do
cholera fulminante, o povo chama os laes sinislros
tiro de testa. Mas que val ao povo essa resiguarao
inte, morle memoravel, nada veze nada.
lem apparecido, como sempre, succedido cm cri-
ses moraenlosa, suas devotoes. O padre (iuedes lem
se distinguido, moslrando-se iiicansavcl noile e dia
cm administrar aos moribundos o, sacramentos reli-
giosos; valha-nos ao menos islo, conlarmos com este
bom padre, se for vivo, com essa palavra de Hespo
dda. consolar" areli^iao nos da nti inil.nle
iS abrem os umbraes da eler-
nidade. O nosso vigar, \7TnTIirq"e cm convalesccn-
ra, laz das fraquezas forr^,, e sa|va scrapre que po-
de. Sejamos porem francos, u padre (iuedes tem
deixadoos mais padres atraz de si, e alguu inlcira-
mente sumidos. Tambem p,(r aqui ha seu, guaia-
miis, islo he, sujeilos que n.lu saltem da loca nem
de da nem de r.ie, sraeuic sinto ndjp :r um carit
para encaixa-los todos deutro. Malvado egosmo. D.
lodos os defei.os do hom;m he decididamente o mais
usuportavel o doeuindividual prevalecendo so-
bre ludo e ludo dominando.
Cousta-me que S. Exc. o presidente da provincia
l se quer lembrar de nos. Dos qoeira inspirar a
elle, e a nos nao deixar cm abandono de sua grata.
Foram pedidos algaus remedios para vinas, po-
rem esloo desconfiando que he precito mandar pro-
curacfio. Sao iolercssanlcs estes circumloquios ad-
ministrativos cm occaslao de perigo eminente. A
pobreza daqui soffre muilo. Em occasiao de perigo
a pobreza prodigalisa seus bracos, eseu sangue aban-
dona-la, he mais que um crime, he al mesmo o erro
adminislralivo. Temos lodas as eperanras de que
opensamenlo da presidencia he sao e esclarecido.
felizmente j eslo livres do perillo o commandao-
le do destacamento o alferes Capislrano e o Serpa
cirurgiao, que houtem ambos linham sido .lacados.
Tambera j se acham reslabelecidos o Dr. Sinfronio e
o r-iiidanle Ermino de pequeas aflectoes que sof-
freram. Em laes lempos tirio se pode ser medico
nem padre, e nem mesmo hornera, c vou desconfian-
do que nem rango ou capo por amor das dielas,
que a galinha he ligara ohriaada.
Denlre os morios conlam-se dous soldados mais
do deslacamenlo desla cidade.
O hospital eontiua a prestar seus mingoados ser-
viros a indigencia desvalida. Conlioa a entrada
dos accommellidos, e se S. Exc. uao coadjuvar com
alguns soccorros de alimentos c dinheiro. por ecrlo
causa su Ihe esl bam o nome de ex-Jmc Kraac
co Pojara da Silva. A Ierra Ihe *eja levo. Aatm
(Mea...
KEPARTIIJAO DA POLICA
Parle do dia -i 4. feverehre.
lllm.cEim. Sr.Lew. o conhrrimeaL 4t V.
I." qu. das ,1 iller.ii.es particpate*Iiomimii haf.
recebi.las nesia reparlirao, casta qae ae drram a.
saguiules oceurreuci.:
Foram presos : pela delegara do primeara wtrk-
(o desle lermo, o pardo l.uiz I ilippa, par ebria.
Pal. subdelegaci. da freguezia do Recite, a par-
da Al.xandrtn Mari. d. Contara* e e prel* eacra-
vo Euzebiu. por briga.
Pela subdelegara d. Ireaue/ia de Sanio Anta
os pardos Pedro domes a. CosU, po, M oppw i
lesisteoci. a prsAo de oulro, o Joao Fflciaaa de
CoU, por espancar a um menor.
Pela subdelegara da fregaeiia d. S. Jas. par-
luguez Jos,- Marta da Cruz o parda Antate da
Cunha de Olivrira, por brisa.
E pela subdelegara da fregu*., de AfogaaWs
o prel escr.ivo Fraucisco, por iadiriad. em cria.
de morle.
Dos goar.le a V. Exc. Secretaria da peliria de
Pcrnambuco.>de fevereiro de I Id;. Illm. e Exm.
Sr. consrlheiro Jo Bento da Canha e Kig....
presidente da provincia.O chefe de polica,,
Carlos de Pana Teirtira.

Illm. e Exm. Sr.\.tyo ao conhrcimenlo de V.
r.xc. que das dillerenles participaren boje Hnfci
da nesta repartirlo contla que te drram a so
guildes concurrencia:
Foram preso : pela abdeleaaria da Iregaezia da
llecile, Francisco Pereira de Carvalha, par -
sullos.
Pela subdelegacia da fregoeri. de Sania Aaloaia,
a prela Mara, i tubem por insallo.
E pe. (ubdelezari* 4. tregen, dos Afefaeae, a
prelo escravo Jote, por fgido.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da paitis do
Pern.mburo de fevereiro de 1K."i6___Illm. Sr.
r,ciise|l>.ro los Benl. d. Cunha Ki.acirede.
presidente da provincia.n chele dt polica, IMz
Carlos de Poica Teixe'rm.
Illm. Sr. Pailicipanlo-me o Exm. prelada dw-
cesan.i em ollci.i destllala que Ihe coartara peta
icsleiniii.il i do Kwnd. roueuo .i-inn da fregaeo.
de Santo Autonio, qoe em a noite de 3 de tarrea
le pela :l horas, houvera nina procttaSo lamaelaaria
i., ine-ina freguezia, arbilrariaiarn.e orga.Maaa,
sem que preredetse a resperliva licaaca. e rearaiai-
tando-me o mesmo Ex, prelada a eipeeHeae 4
orden para que lae Sel*, H n reprod.
isso qoe ..lo considerad. impropria para afaetaV i
divina unlisnarao, qoando' indiscretamente pralic -
dos ; recommeudo V. S. que d pela a. parle a.
providencias precisa, para abalar roiilianaraa da.
inesmo artos nessa fregoezi., uma vez qa. para el-
le nao preceda a competente licenca.
Dea guarde a V. S. Secretaria da palien da Par-
nambuco 2ii de fcvereiro de MH.Illm. Sr. Ha-
noel Antonio da Silva Aulun.-. .abd.legada mi*
penle da fresuezia do R-cif^ o chefe de
l.uiz Carlt it Paira Tei.vtira
Iguaes oflcio, foram dirigido ae da mm
legados detlacid.de.
iarto be q?erambttco.
Recebemos nolicias de Limoeiro. com riata de
-24 de fevereiro, s 3 horas da larde. O rai.de
daquelle lugai era muilo triste. Ale a 2 borae 4a
tarde do dia em que no. esrrevem o numero das
cadveres sepultados no cemilerio que o digno da-
legado creara mesmo na villa, ja montara a 463,
nao entrando ueste algarisioo urna grande qu
tidade que lem sido enterrados em lugares de.
dos para este fim,ao poenle, ao nascenle e ao i
da villa. O mal ia crescendo, c os doentes j i
vam morrendo por falla de quem ministre r
dioscm lempo. Os tres sacerdotes que la bavia
se arhavo bastante enfermos ; e tinha fallecido o
advogado Francisco Jos de Figueiedo, coja mone
foi fatal a muitos doentes.
As nolicias chegadas honlem de Goianna dio
. aquella commarra em mo estado. Tinhao sido
lera de pcorar mu.to ; ha muilo bons desejos da | accommeuidas 40 pessoas n.quell. cidle, e \T-
tras tantas cm Podras de Kogo, lendo-sc dado al
parle da commissao, porm os recursos esUo estenua-
dos.
Sao'.) horas da noile. ale esta hora i cholercos
leem fallecido boje. Oeos se amercie de nos.
i Carla particular.)
JABOATO
-2C, de fi-vereiro.
gunscasos fataes em ambos os logares, indusive o,
subdelegado de Goianna e o prioi do Caria. A
povoarao de Goianninba tambem tinha sido
melida, c o juiz da direito de i.oianna, havia ro-
mellido medicamentos para aquello lugar.
'Segundo noticias olliciaes cfcegadas de Nazaretsi
com data de 23 do correte, ronsla que o cemilerio
bnlrou para o hospital no dia \ lim almocreve I da cidade j linha receido 138 cadveres de cha-
no estado lgido e oulro no d a 'i linar ,,m ,..., ; """"" *" "
-utroestAo salvos com o l.,o O v;Z,"\Z"i\"''CO'* apl'Vm,aUcada5 "' V P~
de numerosa fama, e uma dcslas almas gratas a nos arre"ores da cidade, o mal ia caosaox.v borri-
quo -e he obrigado a amar. I co estragos, e os cnlerramentos ss ,:lT.yTtrsie-o
O soldado l.eouardo, de qqcm ja Ihe Tallei, alu- com a preslesa possivel. Iteltrelleram-S-1 con,
rS^o^x^u^^^ rr^ 5*duas fc ^
missao beiieliccnle. Se recahir e merrer queixc se Uma a "a*" aramia. QumMo
do seu ardenle desi-jod-comer doce, que o levou a aos l'ronicnorcs occorridos naqneila cidade, vario
sabir sera ceremonia do hospital. i os leitores na correspondencia, que lira pehlofad.
ram 2 u,-d' -""'" facu".Jli" pareorre- em oulro lugar,
rain na larde do da >> os qearteiroes da Pico e Pie-
dade, ou le cumpriraf om os deveres de seus res-
pectivos cargos. f
Ja esli sepultados no cemilerio desta pavaaCan
13H cadveres, sendo o maior numero dos arredoir>.
O estado sanitario da povoarao caminha de mclhor
a mellior: porm alguns quarleroes e engenho do,
arrabaldes vao ainda um pouco mal.
lie preciso que n subdelegado supplenle cm exer-
cicin do segundo dislricto Manuel Ignacio, mais cn-
nbecid > por Guimbe, seja mais euergi.u e aclivo no
cumprimento de stu, devere,. Meu amiguinho, le-
nl.a paciencia, que queremos ludo m ordem. Co-
mo escriplor ale meu pai leva dose.se lizer por onde*
e so elle quizer ver afasle se do caminho da honra c
do dever.
Aqui anda um jesuta chamado padre Vicente,que
do nada serve, nem ua p.ivo.;u, nem no. arredores.
Dizem que ve- da All --anua oo da Austria, por-
que Methcruici. r o plano de fa-
zer suhjugar o m ,
Entrelaolo he f105 0 visario e o
coadjutor que sao inrai... em acudir aos chama-
dos, qur na povoarao, qur nos arrabaldes. Tem-
los visto im.il h vezes a cavallo para salisazer ao, re-
pelidos chamados que Ibes fazem os povos. Assim
vamos bem.
Os inspectores continuara a bem cumprir com o,
seus deveres, mxime os senhores F.ancisco Jo.io
I.m- e Jos Joaquim da Chagas.
Pergunlamos aos jurisconsultos se a visla ,1a
nova orgauisarao da guarda nacional do imperto
um cidadao qualquer pode exercer o cargo de dele-
gado de polica e o de lenente-coroncl
No Ululo II, arl. Ili, npretsa-se o legislador a'sm:
n O cidadao que for nomeado ou cleilo para qual-
quer emprego que d direilo a requisiiar forra pu-
blica, deiSara, durante o seu efTerlivo exerririo, de
servir na guarda nacional, qur ooino simples guar-
da, quer como offieial, mas continuara a faze-lo
quanto ceisar legalmente raza, doimpedhaeals.
Ora, .ice dislricto de Jaboalao ha o Sr. Fran-
cisco Anlonio Percir
gado, como lamben.
guarda nacional. Mas a lei alada, ou o legislador
o que n*iu quer he potentado no Brasil, diapeado da
polica c da milicia, c como be
trado senhor
lie pena qu
Exm. presiden!. ._..... ... va| leo-Va
debelar a epidemia, que senito aquelle pobre cida- dem 37".-Leoncio de Br.to Bezorra. Ce.r "T-.-.a-
dao Nono ja tinha Ion-aduja dose do ex subdelcg.do, no, solleiro, pardo. B*i-Vila eiara.
ha anuos. :. .
O lio Cazaza leudo maudado vir para o stu enge-
nho o acadmico It. II. para curar-a. do medo, c aos
seus escravo da epidemia ; e esse acadmica fn.a
do ua povoacao proezas que merecem chama-lo a
ordem, fazemos as seguales advertencias para que o
moro It. nao venha a ser medico canha-dinheiro.
Sr. |t., he mulo Irisle iia sua i.lade pensar que nina
epidemia he o t:i Dorado, a Cali/ornia dos mdicos.
Para que cscreveu aquella cari., desabrida ao A-
inarinhu que perder qoalro escravo. tratan lo.
Vine? Para que recebeu a fabuiosa qu.iu.ia de....
pelos do l.uiz que perdeu tres e-cravo V Para liii
abaodonon aos pobre, dos ferreiro, sem rommuni-
rar ao facOTtalivo o Ir.lameolo que Ibes havia ap-
plicado*! Vine, corrija-so emquanto he Cempa.
Como he (que O lio Carura diz ao publico que
os seus medicamentos ten. servido para os pebres,
quando o seu morador condecido por antonomasia
Xico Queijo c sua familia vieram a novoacHo de San
lo Aman, pedir medieamenlos 1
Sr. Jos Fraucisco.acouselliamos-lbeque iiiio man-
de queimar a casa do morador; porque \in-. in-
rorrer em u:n crime. alan daquelle do as-ucar de
Da caria do nosso correspondente de Jaboetao,
ver-se-ha o qua lem necorride naqucllu lugar, de-
pois das ultimas noticia que demos cm oulro nu-
mero.
O Sr. Francisco de Freita Gamboa orlareaaa
21015000 ao gj verno para soccorro dos d<.caries
pobres. S. Exc. agradecen c reroctlcu a qiiana
commissao central.
*-^l^$i*e>r-
BLLLETIM DO Cl|i ll.KK A-.MOKBI S.
Nao livemos parlicipar.ie do h.i.pil.r.
Belaro das peM>a qu. r.llecer.m da rhr.lera a IV*-
ram sepulladas no .-emi.rrio publica da. li hars
da larde .1 lia Ji, 6 da larde dedi. .de ieve-
rciro de 1836.
Ai ere.
Numero :t61 Kosalina Mara do Amparo. Peraaia-
liuco, IK anuos, solleira, parda, S. Anloata aai
rasa. *
dem 3(UAugusto Ferreira Nane. "nimbar.
13 anuos, solteiro. branco. Kecife.em casa.
dem :lf.3Flix africano livre. frica, prelo. Re-
are, hospital de marinha.
dem :ilJos Sabino, IVrn.iinba.-.,. 22 aaao. fi-
leno, prelo, soldado do >. balalhao, l^j. Vi|
hoslilal riiilil ir.
dem :Ui Manuel Anlonio de Alr.nl.r.. Peraam-
buc... II anno., solleiro, branco. S. Jar. em caa.
dem :kiAul.ima Maiiada Onceir.io. Peroamha-
co. i ijinno. solleira, parda, S. Jos, em c.*..
dem :t67Rosa Margarida de S. Jos, Peraambata,
4i sanos, viaxa. prel., S. J*c, em casa.
Iflein :MiSAuna Mara de Jess, Pernimbaca. Jt
branca. S. Jos, em cata.
dem 3(>9Rosalin i, l'ernambuo, ISmezes. parda
S. Jos, em casa.
dem 370Mara do Patrocinio Pernamburo, M
Rea-Vis.
I dan 372Joao Malaquias. Pernambaco, IJjn,,.-
preta solt-iro, Raa-VMo, em casa.
-io ue Jeooeta. ha o Sr. Fran- anno,. solteir... parda, S. Jac, em ca-sa
ra da Silva, que nao ,, he dele- dem :!7l-ln:ogn lo Peri.amb.co pardo
i. lenenle-roronel do batalbao da U, en. rasa P '
Mas a lei alada, oo o legllador Idam 372-Joa., Malaquias. Pernambaco
pulenlados no Brasil, dispoi.do da preto soltr.ro. B.a-Vi... er .
nlic.a, e con.o he que aquelle iV/hs- dem 373Joaqun., Pernimbuo '"ill anno v.a.a
anda n.ao fo,. demillide 1 branca, Baa-Vi../ em.ca *'
|ue o Sr. Dr. 1 a.va Teixeira e o dem 37Joaquim Jote de Sanla-Anr Peraaa
.le lanham eslado .So o-cupido era b*,c. .*** aonos. c.s.do. B,.a-Y.,u e tL,
dem 37IMara da Penha da teosa, Prrn'nrab.o
:in >aaaa, solleira. aataa, Kecif., em cm.
dem 3.71 raos. de Tal, Pcniamb.ro, parda, Boa-
> i-la. em rasa.
Mein 37S-l"raucisco Jose dos Prazrrc, Pcraamba-
co.,1.11 anuos, casado, pardOj pescador. S. Jose.em
dem 37llermino do Na-cimcnln Porlella. Per-
nambuco. I auno, sollciro. pardo, S \aloaM
em ra. ^^
dem 3S0Francisca Maria da Silva, l'crnamaaca,
3 dias, s. Jo*o, ciu c.ia.
dem ISI -Mana Joaquina, Pernambnco, *I7 afana.
viuva. parda. S. Jato, em r ...i.
dem :W2Clara Mara de Barro. Pern.uaba.-a, 21
anno. solleira, parda, S. Joe, em caa
Idea SBMara da Dmes, Pern.mba.o, VI aaaa,
olleira. parda. Boa Visla, em cata.
Idam :lSiM.rliiilia (inntalves da Ftmn, Per-
namburo. 77 anuos, olleira. prc.a, Saala Aale-
nio, em casa,
dem 3H-, Manoel Jos do Na,.i,nentj, Rabia, 2.",
MSN., srvenle. Boa Vista, em es:
dem 3M QoinliHaae da Caoiai|ie. I'eraamaoaa,
----- -------------.-..,...,_...., ,..!, Ilc .nem .vm>iiuiii ii.au. da r.uireir.u "--------'------
C-macari, oda historia de urnas paulad, que se auno,. sMtnra. pie! V. i, m^.
dera... quan. o \mc. subdelega lo ll.nen.os .ornar dem :X7 Joaqum, FrVnci.r. dr Olivera PW-
nott das pauladas e conla-la ,. publico se Vmc. n.lo nimbaos, 35 >.. ,. ,|",r San Jft- em caa
trinar o partido de cal.a ,e. como ha muile devia IdeaTaStt: mSS%3St tV^Z^m.
tl .til... ,, ...I. m ,....___....
Sr. Pereira da Silva, qual a reala porqoe Vine, re-
eebendo ordem d.. presidencia para entregar a am-
bulancia que clava em seu poder, deiton p issar li-
dias S, !l c 10 de fevereiro, o -n no da 11 enlr.gou-a
an nove subdelegado Paos Brrelo, c nao a commis-
sao beoeQcente COMO expressame.ito Ihe lora orde-
nado pelo Exm. presidente".1
Consta do recibo que pistn a eommiwto beiieli-
ccnle ao subdelegado Paos Brrelo o scguiule : Os
iiieiiil.r..s da commissao heneOeenle reeeberam por
ordem do governo da provincia os objeclos segra-
les: S camas, Iravesseiros, 2S camisas, 3 servidas
rolvoes 3 servido-', 38 leuroes e 20 frnulias, alm
do qoe ja eslava cm seu poder, coran ronsla .1. reci-
b passado no dia. etc., ele Tin Ca/.uza. fax l.va.
dizer ao publico que desvalidos iililisaram-se dos
lies colxAes e camisas ?
O publico que avahe se a auloridade que lem cm
consciencia carga lamaiih i, alem dos aclns pralic-
dos como cidadao, etta no caso de rbainar-no. de
despresvel e doudo. Eis a razao porque o desbrio-
so Jos Francisco l.ve e Um inda tanto medo do
cholera. Nos he que lemos compaxao de um hu-
men) que para sempre raorreu moralmenie, e por cu-
los, parda, San Jos. en. casa.
IdemSND Au.oiiio .le Tal, l'cri.amburn, parda,
San Jos, azil.. dos amadasse.
dem 390l.iidgrn i'r..ncice da Cruz, PernMaha-
c.i, pardo, San Jos<\ rm ca^i.
dem 3IMalina. Al......el .le Jen-, l'crwmbaea,
t anuos, casad... bra.iro, Keeite, em c.*a.
dem M> l'rajan... Pernambaco, I.", .ana, ,.|-
teiro, pardo, lenle, em asas.
Id ni 3 liaos foira Pernainbuco, .10 ai
solleira. prela, Sanio Anlonio, ,i-\ldo. i
gos
dem :iEduardo Monleirode Jru<. Pciatmlia
co, 3 anno, (olleiro. Itr.nro. Iterfc, moa.
i.' Adriana Man. da ConreirSo, l'eraam-
VI anuos, talleira, parda, Hec.fr, em cawu
. Tbeorlora, frica, 3 .1tl0OJl sallaira,
Kecife, em r...
7Janana I ernande da Silva, frica, M
rasada prela, San Ju>. em ram.
i Manoel de Azevedo Riirlo. I'ert.aat.
>s, solleiro, branco, Sai, Jee, anaMel ae
a.
-- Bonl.ria M,ri.daConceica.
IU auno., solleira prela, Boa VitU, i
dem
bui
dem
pai
dem
an
Ida
31
-Sa
Iden
bu
'
/
MUTILADO
ILEGIVEL


DIARIO E PthNtBUCO QMU FElFU 27 DE VRIlRO OE M6
dem 400Beuadilo, frica, 45 anuos, casado, pre-
lo, carapina, Boa Vista, em cata.
dem 401 Paula Mara Benedicta, Pernambuco,
51 auno, solteira, paida. Santo Antonio, em casa.
dem 402Joaquim Jos Correia, Portugal, 40 an-
nos, (oleiro, branco, Recile, em casa.
Eicravot.
Humero 193.Isidoro, Pernambuco, 7 tonos, Re-
eife.
dem 194.Joaqun), Peruambuco, 8 annos, Boa-
Vitta.
dem 193.Miguel, frica, 40 anuos, solteiro, lie-
dle.
dem 196.Rodolpho, frico, :iii annos, solteiro,
Boa-Vista.
dem 197.Francisco, frica, 1:1 annus, solteiro,
Recite.
dem 198.Luizn, Pernambuco, II annos, solleira,
Boa-Vista.
dem 199.Joaquim, frica, 25 annos solteiro,
Ba-Vista.
dem 200.-Catharna, frica. :I0 annos, solteira,
Santo Antonio.
dem SOI.Engracia, Pernambuco, 1 annos, Boa-
Vista.
dem 202.Caetano, frica, 50 auno, solteiro,
Boa-Vista.
dem 203.Severino, Pernambuco, 20 anuos, sol-
teiro, S. Jos.
dem 204.Rita, frica, 28 annos, solteiro, S.
Jos.
dem 205.Mara, frica, 110 annos, solleira, Santo
Antonio.
dem 206.Caetana, frica, 25 annos,solteira, Hu-
elle.
dem 207.Feliciana, frica, 30 annos, solteira,
Kecife.
dem 208.Domingos, frica, 38 aunos, solteiro,
Recife.
dem 209.Caetano, frica, 50 annos, solteiro,
Boa-Vista.
dem 210.Antouia, Pernambuco, 30 annos, sol-
teira, Santo Antouio.
dem 211.Silverio, Pernambuco, 8 mezes, Boa-
Visu. ,
dem 212.Carolina, Pernamhuco, 38 anuos, sol-
leira, Santo Antonio.
dem 213.Jlo, frica, 50 anuo, solteiro, Boa-
Vala.
dem 214-Mara do ti', frica,40 annus, solteira,
Boa-Vista.
dem 215.Anoa, Pernambuco, 60 annos, solteira,
Boa-Vista.
Resumo da mortalidade.
Mortalidade do da 28*r s 6 horas da tarde109
, llomens 53 mulheres 56.
Total da mortalidade al boje 726.
1 Lomen, 379 inulheres 317.
Recite 26 de fevereiro de 1856.
A commissao de hygieoe publica interina, I ir.
Coime de S Pereira, presidente.Dr. Ignacio
Firmo Xacier, secretario.Dr. Joto Jote Innocen-
eio Poggi, adjuncto.
*.
Reconbecendo a necessidade que lem todos aquel
lea que pelo bem publico e intercss.un, de fulminar
e censurar a auluridade negligente, e que nao apre-
cia o senlimento do dever, reconhecemos tambem a
obrigacAo em que todos estamos de louvar e animar
bom funccionario publico, que em alto grso com-
penelra-se do dever que sobre elle pesa, eda respon-
sabilidade de sua po-iro.
Nesse presuposto, pon, nao queremos fallar a-essa
brisarlo, deiando de apresenlar a apreciaran pu-
blica o uome do dislinclo Sr. Dr. Dourado, subdele-
gado da freguezia de S. Antonio desta cidade, que
por sua actividade, zelo inransavel, e inleira Justina
he hnje digno da maior cousideracAo.
Os importantes serviros que o Sr. Dr. Dourado se
acha prestando ncsla quadra calamitosa porque esta-
mos paasando, o tino e a actividade que desenvulve
na satisfago do seu encargo,empegando medidas lo
adequadas. que um avultado roubo que no da 17 do
correnle fo ffilo nesla cidade, fosse no da 20 appre-
hendido noCachanga.e sua autora na cidade de ((lin-
de ; lem deiado conhecer-se quaS. S.a he uro-moco
de merecimeuto notavel, e he pena que nao tenlia
sida t.io apruveilado quantu merece.
(le continuo sempre tirme em lao nobres senti-
raeutos, e que lhe seja algum da feita a Justina que
merece. i
21 de fevereiro de IS56.
de que a presidencia est sjbrecarregada, lem boa
eiplrae,Sn ella falla, que nao he punco sensivel.
He verdade que aojuiz de direito interino se res-
ponden promplamente, quando ha poucos das__
ofliciou elle, allribuindo-se os actos da cmara !..
Ilos versculos fetf, tulil alter honores... Tarrea"
marera mais atiene.i o o Sr. Estellila, com quem a
secretaria sympalhisa muito... mas nao, sAo cousas
mesmo da quadra... o cholera... os immensos 1ra-
balbos... nao passa disto.
Nao obstante porem o silencio do governo, a c-
mara coiitinuando em seus arlos de beneficencia pu-
blica, em sessAo posterior a umarcuniao particular,
que leve lugar em casa do commendador Joao Joa-
quim com o fim de serem lembradas as rousas mais
necessarias ueste lempo, nomeou n commssao de 15
membros que o nigromante chama central, e di
comofilha docongresso estellitciro ; nomeou alem
dcstaoulrascoramissf.es bencucMiles para as fre-
Rueziasdollambee Tijucupapo e para outras lo-
calidades ; resolveu que se abrisse um subscripto,
qual cffeclivamente aberta, recebeu grande im-
pulso dado principal e quasi nicamente pelos ca-
maristas e pelas pessoas da amisade c familia do
respectivo presidente, o cominandanle superior. Na-
da escapou-a cmara, que tudo tero feito aconselha-
da pelo habilissimo medico Dr. Firmino, tambem
camarista.
Era necessario que a gloria de actos lao meritorios
nao perlencesse cmara, assiin entendern) os dous
compadres que a lodo cusi querem agora apparc-
cer aus olhos do governo como empreados acti\os
que sabem zelar o bem da comarca, e pruver as suas
necessdades.
Appareceu, lia poucos dias, um novo coirespon-
deule de Goianna Sigromanle ; seus escriplos
se publican) no l'aiz.
Se pela obra se couhecc n artista, o Sr. Estellila
debalde procura occultar-se s villas do publico sob
aquello nome, ; a voz publica, que puucas vezes
erra, nao duvida aflirmar que elle he o autor da
(aes escriptos. Seja la porem quem for, islo pouc
nos importa, queremos nicamente mostrar a falsi-
dade lias nutieids que o Mgrumante fez publicara1
..uaPajjfT '-
Vejamos o que elle di-.se, e depots respondamos.
Na correspondencia de tO do fevereiro, publica-
da naquelle jornal-rTc I i do mesmo mez le-se :
1." Que houve una reunan de mais de 60 pessoas
em casa do juiz de direito interino, com o fim de
lomar medidas preventivas contra o cholera, aju-
daodo oeste empenho a cmara municipal e ampli-
ando o que ella tenha feito para qu.e quando appa-
recesse a epidemia, fossein convenientemente soc.
corridos os pobres, e feitos os enlegmenlos com o
cuidado e promptidao necessaria.
2. Que primeiro acto dessa reunan magna,
congresso, assemblea ou comu melhor nomc tenha,
foi nouicar urna commssao composta de qunze
membros, cojo liin o Sigromanle assiguala as se-
guintes palavras : para temar a iniciativa de tu-
do quauto por ventura possa occorrer de ludo quan-
to seja preciso ou ten Jeuie sslubridade publica.
Elle denomina essa commssao central.
3. Que a commssao central, reuniudo-se no da
10 do citado mez pelas II horas dia, deu principio
a seus trabalhos com a acertada cleieAo de um pre-
sidente acertada, porque recahiram os votos (uua-
uiraes talvez que diz Sr. Sigromanle ?i na pes-
soa do Dr. Estellila.
Em seguida fez e acontecen sob a dircccAo de seu
novo e Ilustrado presidente.
4. Que a commssao no mesmo !dia nomeou di-
verjas outras commisses, leudo urna deltas por fim
continuar a promover a subscriprAo que se tinba a-
berto por parle da cmara; c menciona o illuslrc
nigromante o moifo que se fez com a rapidez do
raio, e a seu hroe parece querer atlribuir ludo.
5. Que ja se est compraudo e pondo em depo-
sito farinlia, arroz outres gneros alimenticios, por
parle de quem nao se disse.
6. Que a polica est dispoata a queimar, o ulti-
mo cartuxo ; o Sigromanle cunfia muito uella.
Islo he bom !
Depois o amigo correspondente se dirige ao go-
vernj, conversa familiarmente com elle, da-lhe con-
selho* administrativos, pede mdicos, noticia a in-
vasilodo cholera oesla comarca ; o delegado co-
tadinho foi quem primeiro soflrcu, porquero seu
escravo limpo e hem tratado como tu-os os
. delle sao, foi o primeiro atacado ; e desta noli a l.io
triste passa a outras alegres carnaval com ala a
pompa e grandeza, baile masque e Medientes ca-
valliadas.
7. Fioalmenle que a justtea commetleu a injus-
lica de li.rar orna orphaazinha da companhia de seo
eicellente lio para enlrega-la a urna filha de Jcru.
aalem da roa do Amparo Safa diz o Mj romn-
le que depois falla da imprudente moca fgida que
em seo nobre pensar quiz furlar o escrhAo Ro-
chedo.
O cholera grassava com loda a inlensidade na co-
marca de Santo A nUo, e all fazia estragos horro-
rosos ; oolros muilos lugares desla provincia tinham
sido invadidos pelo tcrrivel flagcllo, com que a Di-
vina Providencia castiga a humandade ; a mesma
capital ja nao eslava livre delle ; Na/areth, comar-
ca visiuha e pooco distante desta comerava a solTrer,
nenhnma razAo havia para que se podesse acreditar
que a epidemia reinante deisasse de se desenvolver
aqu ; e entretanto nessa triste conjunclura o lleug-
atico pachorrento delegado dorma o somno da
ndiflerenca com seu querido compadre e mentor
o juiz de direito interino; nenhuma providencia
lomavam cm ordem a obstar nao queremos dizer
que a vida do myslerioso viajante mas aos gran-
det estragos que elle costuma fazer quando nao cn-
coulra resistencia a seu fatal deseuvolvimenlo.
A qualificacao, que devia ser feita -a geito dos
compadres, oceupava-os inteiramenle !
A cmara municipal, providente como he, enlcn-
deu pelo contrario qoe n3o havia lempo a perder, e
desda oulubro do anoo prximo passado deu corne-
jo aos trabalhos que a quadra exiga : ao mesmo
lempo que por parle delta se lomavam as medidas
preventivas, se preparava o hcspital da Misericordia
para receber os pobres que fossem alTec-Vados da epi-
demia. Neslesentido ofliciou ella aa' governo pro-
vincial em 18 de oulubro do referido auno, e entan
conlou alguna casos de molestia, 'relos quaes a po-
pularlo presuma achar-se a lii.iic.os com o cholera ;
saos infelizmente nao obieve ai'ndn respoata desse
oftlcio e de mais (res que postrA'ormenle em diver-
sas datas, esempre relalivamiHlta epidemia, lem
Arafido; m* oeeopitCc e ir ttalhot ptzadisjimos',
Mas o que faziam para a roosecuro de um tal
fim?
Houve sessao secreta do illuslrJo gabinete por
mulla, horas, e assentou-se finalmente no mcio de
tornar elle a dianteira embudo, que se Itavia fejlo.
O juiz de direito interino paz-se em campo, e
pessoalmenle couvidou con, instaucia o cortezania
a> taes sessenta pessoas, ueste Irabalhc de grandes
esperanzas ajodou-u o seu cuuhado Dr. Miranda,
digno promotor publico desta comarca.
No dia 9 do correnle pelas qualru horas da (arde
quem passasse pela ra Direila vera na casa, em
que raorou o defunto Calda rnaita gente, era o
congresso cholenco eslclliteiro que eslava emeno-
lerieot trabalhos para usarmos da bella expresso
do Sigromante.
O Dr. Estellila fez-se presidente do congrtsso, e
principiou a orar susteulando o projeclo, que leu,
no qual havia plagio,elle mesmo coufessou.
Anda nos soam aos ouvidus cloqueles palavras
das quaespor eloquenlissinias mereceui espe-
cial menrAo asseguiutes, que u novo Demostheues
proteno sultnicamente enlhiisiasinado : Meus
senhores [movimento de allenrao e de respeilo, pro-
fundo silencio), confessemos que a cmara leve a
primogenilode no pensameulo geueroso que ludo*
mis aqu temos, e nos actos de caridade caiidade
e imilla caridade muilo, porem, anda resta a fa-
zer, fajamos, n
Que bella linguagem Nao perdemos urna so pa-
lavra. E primogenilude he termo uovoimpor-
lauleserviru aos poetas gue (em mais um consoanle
para lougiludo e latitud ; se sao termos poticos,
tambera nao sei. Bem dizo.Mirabeau Pernambucauo
que a sent, de quem mais gotta, he a que sobe ao
Pindu ; por isso fez-lhe 13o grande servido I mere-
ce urna ode em recompeusa da descoberla ; pelo
discurso lera um poema denominado Eslellilei-
da que brevemente ser publicado. Por ler visto
um curi na copula de urna arcare secca muflo
frondosa lera um soneto.
O projeclo oirerecido i ippnmeje do consresso
linha por lim nallilicir uns e reformar oolros'aclos
da cmara ; a mesma comroiss.io, cuja nomearao se
altribue ao congresso, devia desaparecer e ser sobs-
lituida por outra de cinco membros que seria elei-
la por escrutinio secreto.
A este e aos demais artigos do projeclo se oppn-
zeram os Drs. Frmiuo, Floripes, Honorio, e l.uz
(ionralves, os camarislas Pinheiro c comniciiilador
Joao Joaquim e o acadmico de direito Correa d'O-
liveira, cabio o projecln'apezar dos esforros orato-
rios, dos gritos o furiosos henoa de sen autor, para
quem a impugnado de un pensameulo >et.. fie urnt
crime de lesa sabedoria infinita e nica\esle 1
rounjo.
Tambem amearou cm mira occasiao, e >ao bem |
nolaveis estas palavras : a Sem miaba assgnalu-
ra, c sem a assiguatura reapeKsTCl do Sr. dvMt^idq
(inclnando-se respeilosamente) nada conseguirao
do governo. .
Pobre impostor Dos se amerde de ti, que es
tao lonco !
A commissao central no dia 1(1 eleseu um pr-
sidenle, diz o Slgromant, ; Ji bino staUfatve, as-
segoramos us. Uro membro da commissao, o Sr.
Dr. Estellila, se quiz fazer presidente, mas contra
sua presidencia, que a mesma cummisso repellio
unnime nao comando com elle, protestaran) lodos
os companheiros publicamente.
Esia historieta de presideucia que refere o Nigro-
mante he mentirosa, e sn se explica pelo desejo-
que lem o juiz de direito uterino de apparecer ao
publico como cliefe, como autor de todas as medi-
das lomadas e por tomar.
l'acam pokn quauto quizercm os dous compa-
dres, era tempo uenhum poder., negar que tudo
que se ha fetn, parte da camara_, a qual longe de
receber auxilio soflre guer,K'
A Igtfittlaa. B ma^,vi;ei >s alimenticios a c-
mara he que ler mandado comprar ; os ulensis
do hospital foram tambem comprados por urdeni
della.
Ao sexto trecho da correspondencia do Sigro-
manle basta responder que, so cm circurastaucias
ordinarias a polica nada fazia por fraca e iguoran-
le at a estupidez, agora certamente fugir do ini-
migo que nos alacou ha poucos dias.
O Sr. Aulonio Francisco ha de adoecer como em
todas as occasies de perigo ; todo trabalho ha de
pesar sobre o major Pioheiro, na forma do coslume.
Crea o contrario quero quizer, eu nao, mas (tafia
veremos se o hornera reformou-se.
Deixemos o carnaval, as cavalludas, as quadi i-
Ihas e os dous mascarados de Ooianninha em que o
Sigromanle falla para que se enlenda que o guar-
da nacional vai pessimameute___O rafeiio ladra
la e nao lem resposla.
Passemos ao ultimo trecho. A orphaazinha, de
quem tanto se compadece o Nigromante, foi entre-
gue a' uina culiora que a creou, do cuja compa-
nhia a mandou tirar sem justo motivo o Sr. Anto-
uio Francisco. Nao confunda o Nigromante a mil
honesta com a filha infeliz, que at vive em outra
casa ; e nem exagere as qualidades do lio, que cer-
tamente nao he esse hornera lio excetlenle, como
qoer o Nigromante, lamhem nao dizemos que scia
ruo,
A pessoa, que o Nigromante mordeu, esl lio
cima de certa gente, 1,1o cima de certas cousas
qoe oo se repula ofiendida quando sol e censuras
dessa ordem.
Moja fgida.Islo pode patear tal tal qual disse
o Nigromante, salvo, porm, a rcJarrao.
Goianna 19 de fevereiro de IK6.
ram logo depois da soa chesada sem darem lempo a
fazer-se-lhes algumas applieaeocs.
Temos pedido anxilio ao governo, porm agora at
nofomos atleudidos, talvez pelos muitos afazeres ;
maso que he verdade he qu, continuando as cousas
assim.seremos obrigadus a abandonar o nosso poslo ;
porque os nussos recursos nao podem ehegar a tudo.
Sentiremos muo se formos forrados a dar um seme-
llianle p.fiso, mas temos confia'n(a que S. Exc. at-
teuder as nossas justas exigencias que s lem por
fim o bem da humaiiidade.
Afogados 26 de fevereiro de 1856.Manoel Joa-
quim do llega e Albuqueri/ue. Anacleto Antonio
de Morae*.Firmino Theotonio da Cmara San-
tiago. I'adre Francisco do Reg llanos.Fcau-
cisco Carneiro Machado Rios Jnior.
Srs. redactores.En fallara a um sagrado dever
para mim de arando importancia,*e por ventura dei-
xasse permanecer por mais lempo na completa olvida-
rla os relevantes, e sempru lembrados serviros pres-
tados pelo Sr. coronel Tiburlinu Pinto de Alinci-
da, delegado supplenteda romarcada S. Antao.a hu-
mandade soffredora daquelle lugar cm urna po-
ca cm que se depara lias doluinuas do Diario, lou-
vores aos uoraes de pessoas que talvez menos se fian
entregues aos perigos do Dimigo asitico, e menos
compadecido do prximo acallado da cruel epi-
demia, ao passo que o illuslrc delegado da Victoria
afrontando o furor da peste, prodigalisando tantos
beneficios, com dispendio seu, aquella popularao in-
digente ; urna s vez nao vi urna penua quo preco-
nizasse rasgos de lana earideda, e dezempenho per-
feitoda comissao que lhe foi confiada : Eis por lano
o motivo que me coagio dizer cm amor a verdade e
homenagem ao mrito, duas palavras em agradeci-
roento ao lllm. Sr. i'iburtinu pelas urbanas inanei-
ras, e a bondade ingenua com que se dignou tra-
tar-iue; e bem assim alguns Victoricuscs, quaudo me
achf com as meus companheiros uaquelle lugar
ufeslamlo os socorros espirituaes, aquella popularlo
accomniellida horrivelmente da peste que lano nos
ha opprtmido. Dos queira amcrciar-se daquelle
povo que tanto lem sofirido, igualmente de nos
qoe ja temos experimentado os cuellos terriveis da
reinante epidemia.
Kecife 26 de lev ea en o de 1856.
Fr. Manoel de Santa Clara dos Aojos.
UIVEIISAS PROVINCIAS.
Kendimentododia 1 a 25 .... :ji.;||i
dem do dit 26....... 250s9:iU
%$ukcacoe$ ptbix)t).
4:4511055
CONSULADO PilOVINCIAI..
Kondimento dodia 1 a 25 57:087}I89
dem do dia 26....... 8213528
SlMiflf
axht sohidos no dia 26.
IlafiaBarca brasileira aMalhilde, capillo Jer-
nimo Jos Telles, carga hacalhao. Cvnduz a fa-
milia do capitao.
Porlos do SulBriguo, americano (Julieta, capitao
II. J. I.ourey, carga hacalhao. Suspcndeu do la-
mciao.
Illm. o Evm. Sr.Salisfazcndo ao que \
Exc. exige desta commissao, nos oflicios du 18, c
21 do corrente, tomos a significar a V. Exc ,
quanto ao objocto do primeiro, que lodos os enfer-
mos pobres desta freguezia lem sido soccorridos,
promptamentcqur no hospital, qur tas casas par-
ticulares daquellcs quo nellas lem querido Iratar-se,
aos quaes o thesoureiro da commissao lem presta-
do todos os soccorros do ronpas, alimentos, etc. e
continuar a prestar a lodos os que carecerem delles.
Pelo que pertence ao objecto do so;undo cilicio,
cumpre-nos declarar, que existo na commissao a
quanlia de quasi quinlientos mil ris, a qual nao
lem lido augmento, porque na conforniiJaile da de-
tcrminacTO do V. lixe. um dos membros desta
commissao reuiiio-so commissao coinmercial, o
assini'ieunidas te oblido mais avulladas (|uanlias,
como constar a V. Exc.
Dos guarde a V. Exc. Recife 23 de fevereiro
de 1856.Illm. e Exin. Sr. conselhciro .los
Bento da Cunlia e Figueirerlo, presidente da pro-
vincia.Padre Francisco Jos Tarares da Gama.
Manoel Gonealves da Silva.Vicario Placido
Amonio da Silva Santos.
HOMF.OPATIIIA.
Cata Ja tima. Sra. Marquisa.
Joanna, rabia, i da de 85 annos, periodo lgido,
acompanfiadode mos symptoraas : livre de ludo
ero H dias : cm 8 reslahelecida.
Miquelina, de nac,ao Angola, idade 35 anuos, ala-
cada no segundo periodo, livre de lodos os incom-
modos, em 21 horas ; romeu pirao e carne, recado
gravemente em lerceiro periodo, acha-se grvida le
cinco mezes, melhoras apparentcs, 5 dias depois dei"
lou o felo em luilrcfacrao, 21 horas depois sum-
rumbio.
Jenovcva, mulatiuhade IS aunns de idade, pri-
meiro periodo. 12 hora depois livre, 21 horas boa.
Paulina, miilalinlia, de 15 annos de idade, pri-
leiro periodo, cm 2 horas livre, 12 horas depois
noa.
I/idoro, pardo, idade 29 annos, segundo periodo,
cm 21 horas livre, 18 horas depois iom.
Mara Benedicta, idade SO anuos, cscrava da Sra.
D. Amia l.ins, no scguudu periodo, bstanle mal
em 3 'as livre.
AU andrina, mulalinha, idade 16 anuos, cscrava
doSr. Francisco Antonio Pereira da Silva, baslanle-
raenle mal, ero i dias perlcilamente boa.
Uro escravo do Sr. Jos Raposo, no segundo pe-
riodo, cm 21 lloras bom.
Urna mulalinha de 20 annus de idade, do Sr. Joa-
quim de .weve lo. com ataque fulminante, urna llo-
ra depois loruou a vida, em 12 horas perfeilameute
boa. Foi um milagic da homcopalhia.
Cinco escravos do Sr. do engenho Sant'Ann, 2
no segundo periodo, e 3 no lerceiro, lodos bastante-
mente mal, cm 3 a 5 dias bous.
Escravos do Sr. Jos Antonio Pereira de Brito.
Gervazio, preto, idade 30 annos, primeiro periodo,
em 12 lloras perlcilamente boro.
Claudinn, preto, idade 22 anuos, segundo perio-
do, em 21 horas bom.
Vidornia, crioula, idade Ib anuos, primeiro pe-
riodo, cm 12 huras boa.
euovcva, mulaliiiha. dado 12 annos, primeiro
perodo, em 2i horas boa.
A Sra. Maria da Conctelo Porlo, mulher do Sr.
jgiucio Gomes Porto, 10 auiios de idade, cholulna,
em 24 horas Loa.
Franceliuo, idade 15 annos, discpulo do Sr. Ig-
nacio Gomes Porto, primeiro periodo, bom cm pitu-
ca? horas. .
O Sr. Rufino da Cosa Pinto, no primeiro parida
do cholera, em 21 horas bom.
A Sra. D. Maria das Dores Souza Bindcir, com
18 annos do idade, fui assallada cruelmente, loucu.
ra, em 21 horas melhorou, e em 48 completamente
boa.
Urna escrava da Sra. I mbelina Silva, Angola,
com 35 anuos de idade, ataque fulminante, cm 12
horas livre, c 21 depois boa.
O Illm. Sr. Dr. Meira, ataque Inlminante, cm 2
horas melhoras, e 21 horas depois perleitamente
bom.
A Sra. I), .'ilaiu Utoet Jorge (ionralves, dado
13 annos, primeiro periodo, limito fraca, cm 3 dias
acha-se livre e boa.
Consultorio hoincopalhico,25 de fevereiro de 1856.
Carneiro l.to.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em ruinpiamento da resolurao da junta da fa-
zcndi, manda fazer publico que no dia 6 de marro
prximo vindouro, vai notamente a prara para ser
arrematado a quera mais der a renda do litio na Es-
trada de Belem, avahada auutiilmentc cm l~(r()00
ris.
A arrematarlo sera feita por lempo de 27 mezes
a ronlar do 1" de abril do concille auno.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de fevereiro de 1856.O secretario,
. A. F. d'.tnnuncmnlo.
Peante a cmara municipal desta cidade esta-
r em prar,a publica nos dias 25, 2< e 27 do corre-
le, a obra do alerramcnto do terreno alagado na ra
do Brum, pela quanlia de 4:5008; e a construcc,ao
da estrada para o cemilerio publico, em India per-
pendicular ao portao do estabelecimento, e nao dia-
gonal, como no principio foi projeclada, oreada em
5:1009 : os pretundenles poden) comparecer'no paru
da mesma cmara 'ra licilarem, munidos de lianr
doea.
Paro da cmara municipal do Kecife em sessao de
23 de fevereiro de 1856.Barao de Capibaribe, pre-
sidente.Manoel Feneira Accioli, secretario.
O litro. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, ero cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da pruviucia de 19 do correnle, manda fazer
publico, que no dia 10 de marro prximo vindouro,
peranle a junta da l'azcnda da mesma Ihesouraria,
sa ha de arrematar a quem por menos lizer, a obra
do empedraiuenlo de 500 luanas correntcs no l.V
laoco da estrada do Pao d'Alho, avahada em r.
4:1039000.
A arrematadlo sera feita na forma da le provin-
cial ii. 343 de 15 de maiu de 1854, o sob as clausu-
las especiaos ahaixu copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremataran
compareram na sala dassesses da mesma junta,*uo
dia cima declarado, pela meio dia,coinpeteutemcii-
te habilitadas.
E para constar se mandou afluir o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesotirara provincial de Pernam-
buco 23 de fevereiro de 1856.O secretario, Auto-
Dado e passado nesla cidade do Kecife de Pernam-
buco aos 31 de dezembro de 1855. Eu Maximiano
Francisco I loarle, escrivau do juizo especial do com-
mercio o subscrevi.
tnselmo Francisco l'eretti.
&eciaracae$.
O Temagrani.
mei:;on&ir.cii,l<.
&$mtme?tf0
i'KACA DO RECIFE36 DE FEVEREIRO AS 3
HORASDATAKDE.
Colarrs oliriaes.
Cutiros seceos salgados260 rs. por libra.
Frederico RubUliard, presidente.
/'. Rorges, secretario.
CAMBIOS,
Sobre Londres, 27 3)4 a 28 d. por 19.
a Pars, 318 rs. por f,
11 Lisboa, 92por 100.
ir Kio de Janeiro, ao par.
Acc/ies do Banco, 33 0|0 de premio.
Acees da companhia de Belierilie. 55O00
Acroes da companhia Per::aintiucana ao par.
11 m L'lilidade Publica, 30 por cenlo de premio
Indemiiisadora.sem vendas.
Disconlo de lellras, de 12 a 15 por 0|.o
ulKTAES.
Ouro.Oncas hespanliolas. 289 a 289500
Moedas de 6(100 reinas .... tOsOOO
11 69OO novas .... Ki-^lOO
a 11 IWHHl.......OslKIO
Prala.Pataces brasileiros......2J000
Pesos rolumnarios......25OOO
u mexicanos....... I7S6O
Sn. redacloret. A commissao de soccorros da
freguezia dos Afogados pede a Vinos, a insereno des-
las linlias para que o publico confiera que ella, fir-
mo no seu proposito, nada poupa para sorrorrer es
infelizcs acconimetlidos da molestia reinante, e que
apezar dessa escassez dos meios de que pode dispor
com a sua dedicarlo e zelo ludo lera conseguido.
Temos estabelecidn em tudus o-' pontos mais cen-
traes das povoa;oes hospilaes para receberera os des-
validos, onde silo tratados, u os que tem a possibili-
dade de se Iratarem em suas casas la lhe o enviados
os medicamentos, c enfermeiros para Ihcs fazerem as
applicaroes.
As no-sas commissoes liliae*, camo as de tuquia,
Barro, Tigipi, passagem da Magdalena c Boa-Via-
gem, leiu-se esforcado no cumprimenlo de seus de-
veres, e o digno medico eui commissao uestes Inga-
res o Sr. Dr. Jo>c do Reg Raposo, lem-se portado
de urna maueira digna de lodo o elogio ; para este
digno lilho de Esculapio nao lia noile, nem dia, sol
nem cliuva; temo- lo visto mesmo doenle levantar-so
da rama para ir prestar os soccorros de sua profissao,
e elle mesmo multas vezes faz por suas mlns aquellas
applicaroes mais difliceis, e temos o prazer de dizer
que muguen) at boje que tenha procurado soccor- .
ros tem ficado sem ellos, e s lamentamos que os do- | Brigue francezAlmaidcin.
entes, na mxima parte, procurem o medico quando : Palacho'aincriranoIna
o mal se acha -':------
ALFANDEGA.
Ilendiineulo do dia I a 25. .
dem do dia 26......
185:2:10-26.1
14:1478195
19*3833458
Detcarregam hoje 27 de feereiro.
llrigue ingle(irnrge Rubinsonmercadorias,
Brigue inglezCorabacalhn.
Brigue iuglezRunngmcdeidem-
Brigue ingleztlclaniaidern.
Patacho ingleMgritedem.
farinlia c bolachinhas.
Llu a ao,al,"",0> ei'or iiso muilas vezes ve- Brigue brasileiroRom Jess pimenta.
inos mimogiados os esforcos da medicina ; com tu- CONSULADO GEKAI..
tii;CHem0S t,ue ma', se lem conseguido ; porqaede Rendimento do da 1 a 25 69:
446 doenle que lem sido accsmmeltidos desde o dia
10 do crrante at 85 a* perdemos 110, e desles a
maior parle veio no periodo lgido, e alguns morra-
Idtro do dia 26
1:880*187
378|550
70:1898677
1110 Ferrdra da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
|a Far-se-ha dito empediamento de conformida-
de como oreameulo approvado pela directora em
Consetho, e apresenlado a approvarao do Exm. Sr.
presidente na importancia de 1:1039000.
2" O arrematante dar principo as obras no prazo
de um mez e as concluir no dr um auno ambos
contados na forma do arl. 31 da lei 11. 286.
3a O pagamento da importancia da arreinalarao
rcalisar-se-ha em qualro prcslarocs na forma da'lci
11. 2fi6.
4a O arrematante devora proporcionar (rauzito ao
publico. _
51 Para ludo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas nem 110 orcamento, seguir-
so-ha o que dispe a respeilo a Ida). 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferrcira da
Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouiarn provin-
cial, em cumprimentu da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 19 do correute, manda fa/.er
publico que no dia 19 dt marro prximo futuro,
pe.me a junta da fa/.c 11 la da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos lizer a obra de
mil bracas correutes de empedramento no 17" c IS
lanco da estrada do Pao d'Alho, avahada cm rcis
13:1569000.
A arremataran ser feita na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio de 1851, e sob as clausu-
las especiaes aballo copiadas. ^
As pessoas que se propozcm a esla arreinataro
comparerain na sala das sesses efi- mesma junta "110
dia cima declarado pelo iiiei?''dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afl: ir o presento c pu-
blicar pelo Diario. ? > 481 *
Secretaria da Ihesouraria pro inicial de l'ernam-
naniliuco 23 de fevereiro de 1856.O secretario, //,
/*'. t*Annunciacao.
Clausulas especiaes para arremalacao.
I.i Far-sc-ha dito empedramento de conformi-
de com |orrameuto approvado pela directora cm
conselho, capreseutado approvarao do Exm. Sr.
presidente da provincia na importancia de 13:1568.
2.a O arrematante dura principio as obras no
prazo de um mez o as concluir 110 de um auno,
amlios coutados na forma do artigo 31 da lei 11.
28(i.
3.* O pagamonto da importancia da arrematarlo
rcalizar-se-ha em qualro preslacoes na forma da lei
n. 286.
4.' O arrematante devera proporcionar tnoxito
ao publico.
5.1 Para ludo o mais quo nao cstiver determina-
do as presentes clausulas, nem no orrameulo so-
guir-se-ha o que dispo a respeilo a lei 11". 286.
Conforme.O secretario,
A. F. a"Annunciarao.
O Dr. Anselmo Francisco Perelii, conimendadnr da
imperial ordem da Rosa, e juiz de direito especial
do commercio desta cidade do Kecife provincia de
Pernambuco pur S. M. I. e C. o Sr. 1). Pedro II
a quem Dos guarde etc.
Faro saber aos que a prsenle caria viremem como
Antonio Fcrreira Lima,me fez a pelir.lo do theor se-
guinle :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direilo, do commer-
cio. Antonio Ferrcira Lima pelo seu bastante procu-
rador, cmvirlude da art. 1113 e ibdo roiljgo coin-
mercial, precisa protestar contra seus llovedores na
forma que determina o artigo 1153 5 3.- do dito c-
digo, atim de iuterromper a prescriprao nos dbitos
vencidos bu longo lempo abaixo declarado ; requer a
V. Exc. se digne mandar lomar por termo o seu pro-
tesio, e como os devedores morain em lugares nrcr-
les e Rio sabidos, quer que se pasee caria de edictos
intimando aos devedores o protesto requerido, os
quaes sao os seguintes:
Jos Joaquim Soares de F'igueiredo, um val venci-
do em 23 de maio do 1810, da quanlia de ISOpOOO ;
Ignacio Adriano Monteiro, 1 lettra vencida a 17 de
Janeiro de 1811 da quanlia de 1019120; Antonio
Josl'erreira, conli de livro -2379330 Antonio l-ran-
ciseo da Silva, IIO968O ; Emidio Carnairo Kogrigues
Campello 769000 ; Jos Ignacio Pereira da lloclla
229740, M inoel KumaoCorreia de Araujo, 1309010,
l.ourcnco Jo' Rumao 1269M0, Domingos Jos de
Araujo 229580, Flix Jn-cda Cmara Pimenlcl reis
168240, Joa 1 Baphsla da Silva, 608425, Aulonio Pe-
reira de Sa Araujo 2339400. Jo3o Flix de Mendon-
ra Kb760, Jo Antonio de Olivcira 1329140, Joto
Rodrigoes669646, Augusto Vieirada Conha2259180,
Jorge Kodrigues Sidreira. 129020, Vcenlo Ferroira
de .ilendonra ;69ti60, Jos Cvpriano de Moracs Li-
ma 129080, Joao Kezendc da dula 219898, lolo de
Souza Moreira 9~980, Manoei P.rcira Jacome reis
1869800, Joao do Reg Barros Falcan 319700, Joao
Itaymuudo Teixeira 179750, Joaquim Cavalcanle de
Alliiiqupique 24|640, Arceuico \avier Pereira de
Brilo 31796.50, Carlos Marlins Nogueira Campos reis
109100, Francisco Ventura Fernandes da Luz reis
1649880: requer o siipplicanle a V. Exc. se digne
mandar lomar o Ierran de protesto e se passe carta e
adilal, intiman lo o protesto aos devedores : para n
quo pede a V. Exe. defcriincnto. E K. Me. O
procurador bastante, Frederico Chaces.
Nada mais se coiitinha cm dila pelieao, a qual dei
o despacho do Iheor seguiute :
l'nmc-sc por termo o protesto do siipplicanto, e
justifique este a ausencia dos cupplicados. Kecife
IS de dezembro de 1855.A. F. Perelli.
Nada mais se conlinha em dito despacho aqui
transcripto, em virtude do qual o eacrivSO lavrou o
termo do protesto do Iheor seguinle :
Aoa 22 de dezembro de 1855, nesla cidade Ao Ke-
cife de Pernambuco, em man escriplorio veio Frede-
rico Cliavcs, procurador bstanle de Antonio Fer-
rcira Lima, e peranle mim e as tesleinuulus aliaixo
a-signadas, disse que por parle desle prolestava pelo
conicudo em sua pelieao em frrnle o retro, que fa-
zia paric do prsenle termo pira o lim na mesma re-
querido, n de como assiin o disse e protestou asis-
non rom as tcstemiiiihas o presente termo.
Eu Maximiano Francisco Dttarto, escriv.o do iui-
zo especial do commercio o cscrevi. F'rederico
Chaves.Norberlo Alves Cavalcanle. Estanislao
Pereira de Olivcira.
Nada mais so conlinha em dito termo de protesto
aqui Iruscripla, em virtude do qual leudo o luppli-
eanle ptodnzido suas tettemunlus e rabiado os nulos
a riiinliisiis dei c profer a seujenra do Iheor se-
gu 11 te :'
Avista da inquirirn de lis. t a lis. 7 verso pela
qual se hioslra e.dao alsenles em lugares incerlos o
na sbulos os devedores designados na pelieao de
fls. 2 mando que, para ser-lhes Intimado o protesto
COnstautajdo termo de lis. 3, se passe caria de edictos
com o prlzo de 30 dias e rusias. Mangiiiiiho 27 de
de/.emliroide IS">5.Anselmo Francisco Perclti.
Nuda uLis se conlinha em ilila sentenra aqqi trans-
cripta, enl virtude da qual o escrivao que esla subs-
creveu mi loo passar a prsenle carta com n prazo
de 30 diespcusas, e cusas pela qual e seu llieor se
chama e iiaima o hei por intimados os devedores
cima declarados de lodo o conleiido na pelicau e
termo de protesto cima transcripto, pelo que todae
qoalquer peesoa, prenles ou amigos dos ditos deve-
dores os pacWie fazer scientes do que aeima fica ex-
poslo, e o parleiro do juizo afiliar o preseuto nos
lugares do cotume a ser publicado pela imprensa.
'
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Butiro de Pernaicbuco sacra a vista
sobre orlo Brasil no Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 5 de dezembro de
IS.j.j.O secretario da direccSo, Joao
Ignacio de Medeiros Reg.
banco de PernambacO toma dinhei-
ro a juros, de conformidade com os seus
estatutos. Banco de Pernambuco -2i de
noveiiil.ro de 18.'..Joao Ignacio de
Medeiros llego, secretario Ja direccao.
BANGO DE PERNAMBUCO.
O consellto de direccao do Banco de
Pernambuco avisa aos senhores accionis-
tas, (tic aelut-se autorisado o Sr. gerente
para pagar o 7. dividendo de IO.s'500 rs.
or accao. Banco de Pernambuco i* de
fevereiro de 1856.0 secretario da di-
reccao, J. I. de Medeiros Rejo.
I'ela contadoria municipal do Kecife se faz pu-
blico, que o recebimenlo i bocea do cofre, do im-
posto sobre estabclcciioeutos, esl aberlo desde o I.
do correte mez, e se terminar no ultimo de marro
futuro, Meando sujeitos a mulla os que o nao uzerem
dentro do dito prazo. t.onladona municipal do Ke-
cife 15 de fevereiro do lN."i(.O contador,
Joaquim lavares Kodovalho.
Tcndo fallecido da epidemia reinante o mari-
nlieiro da associaciio dos pralicos Francisco l.uiz, e
devendo receber elle desla capitana do porlo a
quanlia de 113 a que linha juz, por ler ido em soc-
corro da alera norte americana Sooting Star que
naufragou nos recifes da Taquara, previne a mesma
capitana que quem se julgar herdeiro do fallecido
marinheiro se aprsenle competentemente hcbilila-
do, alim de receber a cilada quanlia, marcando-se
para isso o praso de 15 dias, findo os quaes o diuhei-
rosera rccolhido convenientemente. I
Capitana do porto de Pcinamfiuco em 2 de fe-
vereiro de 1856. Ricardo da Silca Neics, primei-
ro secretario ajudanle da capitana.
I'ela capitana do purlo se faz publico que fo-
ram recolhidos e se acham depositados Ires vergon-
teas de piulio, que a Tasante da marc as conduzia
por agua abaiio ; quem a ellas se julgar com direi-
to aprsentele na mesma capitana, que provando
scr-lhcs-hao entregues; para o que se fixa. o prazo
de 10 dia, findo os qoaesse duro destino conve-
niente. Capitana do porlo de Pernambuco 1 de
fevereiro de IH5fi. Ricardo da Silca Neccs, pri-
meiro secretario da capitana.
Pela delegaeia de Santo Antonio so faz publi-
co, que a botica que hoje se conserva aberta toda a
noile, he a do Sr. Jos da Cruz Santos na roa Novo,
alim de fornecer remedios a aquellas pessoas que por
ventura delles precisaren).
Recife Ti de fevereiro de 1S56. O subdelegado,
Jos da Costa Dourado.
Kelarao das carias seguras asistentes na admi-
nistiac,jo do correio desta cidade pan os abaiso as-
signadoa:
C. J. Asllev.
Diego Jos l.eilc tiuimares.
Joaquim da Cosa Dourado.
Joao llaptisla de Souza lraga. '
J. Gomes Fcrreira Velloso.
Jos de Vasconcellos Menezes de Drummond.
Melquades Antunes de Alineida.
Miguel (ionralves Rodrigues Franca.
Manuel Domingos Januario.
Manoel Rodrigues Villares.
Pedro Velloso Kabello.
I) pralicanlc, Ismael Amavel domes da Silva.
REMEDIO 1MCOMPARAVEL
UNGENTO HOLLOWAY.
Milbaresde individuos de todas as nares podem
lesiemuiiliaras virtudesdesteremedio incmparavel
e provarem caso necessario, que, pelo uso que delle
lizeram, tem seu corpo e membros inteiramenle
saos, depois de haver empregadoiniililmenle oulrns
Iralameiilos. Cada pessoa poder-se-ha convencer
dessas curasniaravllinsas pela leilura dos peridicos
que II,'.s relatara lodos os dias ha muitos anuos^e
maior parle deltas sao lao sorprendentes que admi-
rara os mdicos mais celebres. (.Inanias pessoas re-
cobraran! com este soberano remedio o oso de seus
tiraros e peruas, depois de ter permanecido loflga
lempo nos hospilaes, onde dcvuin sollrer a anipnla-
rao '. 11.da- ha muilas, que havendodeiado esses
asvlus de padecimeiilo, para se nao suhmelterem a
essa operario dulorosa, loram curadas completa-
mente, mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoas. na efuso de seu rcconhcci-
menlo, declararan) estes resultados benficos diante
do lord corregedor, e outros magistrados, alim de
maisaiilcnlicarem sua allirmativa.
Ninguem desesperarla do estado de sua saude es-
tivesse bastante confianra para cnsaiarcslc remedio
coiislantemente, seguindu algura tempo o trata-
mentoque uecessitasse a nalureza do mal, cujo re-
sullado seria provar incuotcslavcliuentc : Que ludo
cura !
0 ungento lie til mais particularmente nos
seguintes casos.
Alporcas.
Cannbras.
Callos.
Canceres,
(airiaduras.
Dores de cabei;a.
das cusas.
dos membros
Enfermedades da
em geral.
Enfermidades doauus.
Erupres escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdadc ou falla de ra-
lor as exlrcmidades.
Frieiras.
UengWaa escaldadas.
lucha^oes.
Inllammacao do ligado.
da beiiga.
matriz.
Lepra.
Maies da- [lernas.
dospeitos.
de olhos.
Mordedoras dereptis.
Picadura de mosquitos.
Pul 11.1 es.
cillis Queimadclas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tiliha, cmqualquer par-
le que seja.
Tremor de ervos.
Cceras na bocea.
do libado.
dasarlirularics.
Veas torcidas, ou linda-
das as pernas.
Iteal compu
tes i
\ end..-se esle ungento no cslabelecimcnlo teral
de Londres,11. ''i.Sliana.e na luja de Indos osbo-
licarios, droguistasc outras pessoas curarresadasda
sua venda em Inda a America do Sul, liavana c
llcspauha.
Vcude-se a SOI) reis rada borctinha.cnntrm urna
mslruccao em portogoez para explicar o modo de
fazer uso desle nngoenlo.
0 deposito geral he em casa do Sr. Soum. phar-
maceuticu, na ra da Cruz n. -2i, em Pernam-
buco.
AO PIBLICO. I
9 No armazem de fazendas faara- S
tas, ra do Collegio n. 2, [-
. vende-se um completo sorlimento
.?J de fazendas, linas e jjrossas, por k|
ig piceos maisbaisosdo qneemou-
(3 tra qulqucr parte, tanto em por- M
1 coes, como a rctallio, aftiruirando- 'M
9 se aos compradores um s preco '$
H para todos : este estabelecimento
*H aluio-se de combinac9o com a
1 maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, aUemaas e suis-
sas, para vender i'azendas mais em
couta do pie se tem vendido, epor
Liquidacao de
loja de miudezas
. O dono da loja de miudezas da raa da Caaasaia
1. qoerendo liquidar esla resolvido a Tender 'mos
preros abaixo mencionada, chapeas do CaasM 1
l5OU, botes para aberlora, dozia a JOO rs., ostaaB-
pas de santos e antas de u rs. at 160, ditas mi*
srandes a OJO, W e 13., caiu, & clchales daana
fiid, grvalas muito finas para horoer a 1, caitas
com palitos de fugo.duzia Jid. ranas de brelas a 9a)
e lid rs.. vernicas de todas as sanias a dona 2*#,
peutespara alisar a duzia xno.tia da boira branca*
maro 5IM) rs., papel de peso resma 2s.Vm, fitas do
la...- pera 100 rs., brincos prelosmnito fiaos o par
(KIO rs.. lila 11. I e lfi a pera 300 rs.,botos de liaba
a grosa KO rs., caetas mnito finas a doria 19, lavas
de pellica o p*r-i10, cadas para viola a 120 c ana
rs.,liabas u a i-j, o. 50 a 19300, a.da
IsfOUa* a I-".iki a libra, Iraoras de caracal pa-
ras com 1.1 varas a MI rs., franjas de caras eaaa ba-
lotas a ."iViiiii a pera, ditas brancas a 31800, o vara a
-un rs., cartas pi.riujuezas a 29JOO a doria, o bara-
llio a 200 rs., colheres de Ierro a doria 340, leaosa
de ti pnllegadas a dozia 'iGO, facas de sapotear* a
auna lili), e outras multas miudezas que se deisaaa
de aunuiiciar, qoe se vendem por melado do son va-
lor para acabar.
s
I
r-u a ata as ;* % i-i *> ^m
t C0\SILT0RI0 HOiePA-
ilIKO
DA COMARCA. DO CABO.
No engenho Martapagifi
(Gratis para os pobre).)
** Manoel de Siqncira Cavalcanli, prafasaat 9
7$ horaeopalha, coulinna a dar cousollas todos 0
3) os dias.
,->*.owyC-* *
O abaiio assienado declara ao publico, sjoo no
dia do correnle irreltelidamenle dirigi diMle do
varias pessoas aluumas palavras aciutosas e insolan
les ao Sr. Manoel Moreira da Costa coa tua tahasaa,
e rreoiihccendo a injustica do motivo, O qoBipaila
dar ao mesmo senhor urna publica satisfar*, pede
desculpa e esqueciioento, como se nanea Uvera di-
rigido taes insdllos, para que entro o meaaw so-
uhore o abaiso assiguado coolinoe a havor Uda a
harmouia o bom aceordo. Recife 35 de fcoaoairo
de IK5ti.Antonio Pereira Velloso.
Ko cartorio dos feitos da farenda nacional pre-
cisa-se de um homem fiel para prolocolisla.
Precisa-se de orna ama ateca, forra, para eaaa
de familia : na roa da Praia n. 49, prii
!: tle ?;(j!:(.'-
iglezes
ella
ep
cetuio elle matores van-
Vripor.
No fim
do mez es-
pera-se da
E u r opa
um dos ',
v a p o es',
desla com i
panfila, o'
, qual de.
pois da demora do coslume seguir para o sol'"pa-
ra [iassa;eirus ele, Iralase com os agenles Adamson
llottie 4 Companhia, ra do Trapiche 11. ii.
Para Lisboa seauir cuma maior brcvi.lade o
briuue porloguczulncoiiiparavelu por ter parle da
carga prumpla ; quem no mesmo quizer carregar ou
ir de passagem para o qoe lem bom commodos, di-
rija-so a ra da Cruz n. S, cscriptorin do Amorim
limaos ci: C.
Para o Itio de Janeiro
segu cm poucos dita, por ler a maior parlo da car-
ga prmpla o bricue Conceicao, cap itao Joaquim
l'erreira dos Santos: para o resto e'escravos a frcle,
para o que lem bous commodos,*trata-sc }io escrip-
lorio de Manoel Alves Guerra, na ra do Trapiche
u. l.
RIO DE J.VNEIIO.
Vai sabir commuita*brevidadeo novo
e veleiro brigue DOL'S AMH10S, tem a
maior parte da carga prompta : para o
resto e passajeiros, trata-se com os con-
signatarios NovaesiV C, na 1 ua do Trapi-
che n. 3 V, ou como capitao na praca.
Para o ro de
Janeiro
sahe com brevidade por ter a maior par-
te da carga prompta, o hem couhecido
brigue nacional FIRMA ; para o resto
da mcsina, passageirOS e escravos a fete,
para rpte tem escellenles commodos, tra-
ta-secom os consignatai ios Novaes i\ C., na
ruado Trapiche n. 54, primeiro andar,
ou com o capitao na praca.
Rf isto ollerec
ga tagens do que outi-o quabquer ; o
Si proprietano deste importante es-
K tabelecimento convida a" todos os
M seus patricios, e ao publico em fre-
sa ral, para que venliam (a' bem dos
i seus interesses) comprar fa/.endas
g baratas, no armazem da ra do
5J Antonio Lttiz dps Sanios & Rolim.
SS s3SB Sfi aJ^ MS i2B%aBBms
Salustianode Arjuino Fcrreira, oli'e-
rece de sua propria e livre vonlade ao
Senhor Itom Jess dos Passos da freguezia
de S. Fr. Pedro (ioticalves do iecile \in-
te meiosbiibetes da ultima parte da ter-
ceira'e primeira parte da qu&rta lotera
do Gvmnasio Pernambucano que ha de
ler seu indubitavel andamento em o 1.
de marco futuro. Os nmeros dos ditos
sao os seguintes : 10.12, Kli-, 1058, 1.")(."),
1310, 1327, 1380) 183, 1580. 1401.
llT), 1338, 2061, 2150, 2180, 2182,
2185, 2184, 2185, 2186. Pede ao Sr.
ThesoureirOda irmandade doSr. Bom Je-
ss dos Passos O obsequio de OS mandar
buscar na rita do Trapiche n. 56, segun-
do andar, para lhe serem entregues.
Pernambuco 2G de fevereiro de 1856.
Salustiano de Aqttino Ferreira.
Oll'ercce-se urna ama para casa de
homem solteiro ou vittvo para cozinhar
engommar e algum enlaboado : quem
precisar dirija-se ao becco do Sarapatd,
na casa do sobrado n. 10.
Ireguezta
a
ara o Rio de
a.ifiro
sahe com minia brevidade por ter a maior
parle da carga prompta, u brigue escu-
na AIAKIA : para o resto da mesma,
[passageirose escravos afrete, para que tem
excellentas commodos, trata-se com os
consignatarios Novaes & C, na rita do
Trapiche n. 34, primeiro andar, 011 com
o capitao na praca.
I'recisa-se de un pillo de caria ; a pessoa que
sejuliiarcom as habilitacoes uecesiarias, dirija-se
ao escriplorio de Manoel Ooncalves da Silva, ra da
Cadeia do Iticife 11. 39.
'.'ara -. Assu', seaue no lim da prsenle semana
o bem conficcido Inale Capibaribe ; para o resto da
carga e pas-aseiros, trala-se na ra do Vigario n. 5.
( briauc brasileiro Lista, capitn lenlo Josd
Amaro,quese^ue agora para o llio de Janeiro; pre-
cisa de marinbeiros brasileiros para sua Iripolajao ;
paga-se fie.a : a tratar com o capillo a bordo.
I'ara o Kio de Janeiro, no fim do me corren-
te segu o briiie Lisia, capitao lenlo Jd* Amaro.
anda pude receber alguma carga c escravos a frele:
a tratar rom Caetano Cyriacu Ja C. M., ao lado do
Corpo Santo 11. "1.
~^ !> j
O agente oija far Icilao em sen arma/ein,
na ra do Collegio n. 15, de un erando e completo
sorlini.-iiln de obras de niarcineria novas c usadas,
diversos relogios de ouro o peala para algibera,
obras de prala, riquis.inio- quadros, lindos vasos de
porcelana, ptima louea para sobremesa, varias
quinquilbarias Ronceras, e oulrr.s inuilos ofi|erlo>,
<|ue se adiarlo patentes no meamo auna/.em ; assim
como ao meo da ora ponto ira tambem a leilao um
ptimo escravo ferreiro: quarla-feira, 27 do crren-
le, as II lior.is da niaiifiaa.
Commissao de beneficencia da
de Santo Antonio.
A commissao abaiso assignada da fre-
guezia de S. Antonio encarregada por
parte da associaeao commercial benelr-
cenledesoccorrera pobreza, avisa as pes-
soas desvalidas ipie precisaremde soccor-
ros, quetrSo entend r-se a qualquer hora
na rita Nova n. 7, casa de Antonio Au-
gusto da Fnteca, na tua do Trapiche O.
O, de Thomaz de Faria, e na mesma rita
ti, 36, de Salustiano de Aqitino Ferreira.
Pernambuco 25 de fevereiro de 1830.
Salustiano Se Aquino Ferreira.Aulo-
nio Augusto da Fonseca.Thomaz de
Faria.
O Dr. Possidonio de Mello Acetle
encarregado de prestar os soccorros de
sua prolissao as pessoas do quinto distt ic-
io da freguezia de S. Antonio pode ser
procurado no convento de S. Francisco,
a qualquer hora do dia e noite.
I'ela subdelegada do Kecife foi capturado em
II) do correte um preto fu-ido por nomo Thom, o
qual dir ser de Joaquim Jos Alves de Vasconcellos
do enscnlio Pogy, da freguezia de Nazareth ; quem
se jolgar com direilo ao mosaao, rompareca com s*us
litulos legaes, que llie ser entrogoe. SebJelegaeia
do Kecife "1 de fevereiro de IS56.O subdelegado
supplenle, .Manoel Antonio da Silva Antunes.
m
)
CONSULTORIO
Si OH (EOS A IinCO.
28. Ra das Cruzes 28.
(Gratuito para os pobres
1
m
u&i zilas a qualquer bora do (lia.
No mesmo ronultorin vende-se
i
'4.
i
O Dr. Casanoca du consultas e f.
az vi-
Wi%p% vOivc;. >&?
O hospital provisorio da Capunga,
acha-se aberto desde o dia 20 e recebe to-
das o doentcs do cholera que pertence-
retn o destricto da sua sede. O facultati-
vo encarregado do mesmo se olerece
gratuitamente para curar aos atacados do
mesmo mal dentro do sen districto.
O TRATAMENTO I10MOEOPATU1- fi
CO, prescrcalico c curatiro iti cholera .
inorlms, accuiiimodado a iiilclligeucia do .'..
povo.
Cuteiras ile 12 imlicaiiiciilos para o tS
cbolera.
') onca de linlora. .'. I-
Tubos avuisos. <,.',
Carlciras de lodos os tamaitos muito [
em canta. ^
fcs|64iii_ca.?i_eS-*<.^e *.
O cadete Ilellarmino de Ilollanda I
convida aos senliores credore* do seo failaeso
Antonio de Ilollanda C.ivaicanli Andrade,
que foi na cidade da Victoria, para nasa reHa no
dia 28 do correnle, pida- 10 boras da manaila, aa
ra do Colleiiia n. 16, primeiro andar ; o rafa ana
mesmos senhores rredorea, que nSo deisem de ca
parecer.
' Precisa-se de um trabalhador de inissaia, e
que enlenda alsuma cousa de forno : qoeos oslirai
ueslas rircumslancias, poda dirigir-so a rea) baraja
do Kusario 11. 18, padaria, qoe achar cosa amoaa
tratar.
Alusa-se urna loja na ra larga do Rosario n.
17, por preco enmmodo : a tratar na padaria o. IS,
juuto da mesma.
A mesa rete Jora da irmandade do Soanor anana
Jesu dos Martyrios da isroja nova desla cidade fas
"cici.Il' ao respcitavel publico, qno ten do apresan
lar a procisso do nosso padroeiro no dia 39 do eor-
rente, e pede aos moradores das ras abaixo f
radas, que leuliam as testadas da soas I
para poder passar a prncissSo ; assim
todos os irmaos que no mencionado dia qa
comparecer na mesma igreja de capa e morsa. As
ras sao as seguintes: liorlas, paleo do Caraaa,
Camboa do dito, ra das Flores, Nova, roa larga alo
Kosnro, pateo do Colle&io. ponte do Recife, raa 4u
Cadeia, da Croz, traversa da l.ingoeta, paleo do Gar-
fio Santo, ra do Vigario, Iraveosa do Codorniz, bec-
co do Azeite de Peixe, ra da Madre de Deas, o se-
gu para Santo Antonio, roa da Cadeia, das Onzas,
do (jueimado, do l.ivr.imenlo, Direila, Imperial,
Augusta, a rerolber-se. Salyro Jos des Prazares, -j
escriv.lo interino.
A pessoa que se quizer encarregar da creario
de urna menina de um mez de idade, paroade-ee
bem o seu trabalho, annuncie para ser procorada.
I'recisa-se de um caiieiro para tomar conla ao
urna talierna, e que d6 fiador a sua conduela : no
caminbo da Soledade casa de Joao Anlouio Piras
Moura.
i.iuem precisar de mandar lavar ronpa e en-
gomaaar, dirija-se a ra da Gloria n. 9.
A i 1 fermaria do consistorio da ir-
mandade do Divino Espirito Sanio em
Sao-Francisco, ja* nnnunciada, aclia-sc
provida do mais necessat io para rceber
aos seui timaos desvalidos que venliam a
sor accoininellidos do cnc'uw ^rog Jsjasarareeaaanraaa,
pois, aos irmaos da mesma innaoMe^ti
a (jucm tenha conhecimento de? alguns
destes, participem ao irmao juiz, escri-
viio, ou thesoureiro, alim de que sejam
recolhidos pela mesa e tratados da nao
I' r forma pie for possivcl.
PIVLIC.4G.40 SOEUTIFICi.
Acham-se no prelo as INSII11 IC.OES DE Dl-
KEITO PUBLICO ECCI.ESIASTICO pelo Dr. Joa-
quim Viilela de Castro lavares, lenta da FaraHao
de Direilo desla cidade : e por estes dias sera disimi-
lo pelos Srs. subscriptores o primeiro rrfnar d'eota-. ^"" **
iiileressaule obra, para imprcuSo da qoal os odUaros
-.' nao tem poupai. sacrificio algum, leseo an-
uiente cm mira apresenla-la ao publico ntida a as-
- a.I nenie impressa, em bous lypos o ptimo aaapal.
Esse volme, pois, conlendo de 3V a 310 pagi-
nas, em elegaulu frmalo, achar-aa-ha a vanla do
dia tU de fevereiro era diante, na livraria das can-
lores, Ricardo de Freilat \C. esqnina do CoHogia
11. -JO, ao prer;o de (HKKl rcis, para os nao assigaan-
tes e alii. bem como em mao das pessoa* qae se en-
carregarara de ageuciar assignaluras, ser.dislribiii-
do aos Srs. sobscriploies, mediana a asrtrega da
primeii a prestadlo de sua assignalnra (530W rcis ; )
licaudo a segunda e ultima preslarAo do igaal caao-
tia, para ser paga na occasiao da entrega do seeans-
do 11;/, que ja se acha no preto; recebendo asa-
da este auno o lerceiro e ultimo roame seas snaisre-
tribuiritoKlgoma.
Aquelles senhores qoe qnizerem anda sabscrerar
poderAo faze-lu nesla provincia na livraria dos au-
tores e em casa das pessoas encarregada da sobe-
cripc.;lo, e em outras provincias em casa dos respec-
tivo, agentes, ate a puliln-acAo do tegondo vnlnsna ;
por quanto dos-a data em diante a obra sosnaata' aa
vender pur I JoUOO reis o ezemplar.
Em face das enormes despezas qae sao abrigsos a
fazer com a presente imprcssAo, nao awatsaa os edi-
tores deivar de exigir dos Srs. sobscripleras (sean
exceprao ', a imruediala entrega de soa
prestarAo logo que Ibes seja apresenlado o |
volunte ; porque do contrario, ver-sc basa ana
cessidaJc de sus|iender por ora a impresas* dos
Ricardo de Freilut & C.
C. STARK4C.
espcilosamcnte annonciam que no sen extenso 'es*
abclecimeiilo cm Santo Aiuai o.ronliiiuam a fab-irar
com a iiiaiiu pcrfcicao e promptidao, toda a qnasda-,
vega{ao o manufarlura; c que para maior 1
de seus numerosos fregue/ese do publico <
tceni aberto cm um dos grandes rmateos 4* Sr.
Mesquita na ra do Brum, alraz do arsenal de aan-
rinba
DEPOSITO DE MACUINAS
cunslriiidas 00 dito seu estabelecimento.
All arharAu os compradores nm completa sorli-
mento de mocialas je canna, com lodos os methora-
mculos (alguns delles nevos c origina-*' de que a
experiencia de muilos aunos trm mostrado a necea
sidade. Machinas de vapor tic baisa o alta pimiis,
laivas de todo lamanho, tanto batidas como faudi-
das.'earros de mAoe ditos |iara ronduzir formas da
assucar, machinas paia moer mandioca, prensas pa-
rir,:, lo, fornos de ferro balido para farinha, aradas da
ferro da mais approvada coiislrurcAo, fundos para
alambiques, crivos c parlas para "fomaihaa,
inlinidade de obras de ferro, que sera
enumerar. No mesmo deposito oste na
iiitelligenle o habilitada para receber
commendas, etc., etc., que os annuncianh
do com a capacidade de suas oficinas e 1
c pericia de sens ofliciae*, se cmnpromctlem a fater
eiccular, com a maior presteza, perfeicSo, o ciarla
conformidade cora os modelos ou deseuhos,e instrnc-
coes que Ibes forera fornecidas.
W
mi-
mu PAltl
IHG
XA FUNDICAO Di: FKRK IX> ENGE-
NHEIRO DAVID W. ROVVNIAN. AA
RA DO BRUM, PASSANDO O *JIA-
FARIZ.
1 ha -emi.1 e um grande soruiuento do segoinla on-
.1 n de seu dever palcnl.ar 1 joclus ,ie nieclianismos nroprios para enkeaboo, asa-
.. ..i!;!!.'!'v.,Iue .mul10 |,e-' ber : inoculas c meias mocadas da mais moderna
construecAo ; laivas de ferro fondido e batid*, da
superior qualidade c de todos os tamaitos ;
dentadas para agua ou auimaes. de todas as pr
;oes ; crivos e boceas de fornalhae registros de I
eiro, aguilhdes, bronzes, parafusos c envillioas,
nho de mandioca, ele, ele.
NA MESMA FUNDICAO.
se everulara todas as encommendas com a
ridada j eonhecida, e com a devida piantera a-1
modidade em proco. \
J M. Ramonda. empresario da com|iauhid ly-
rica o todos OS artistas della, retirndose para I pro- 11.
viucia do Maranhao, jalgara de *m .l,..or ,.,io.,i.,. I '
ao respcitavel publico des
nliorados vao do benigno aioliiiinent e das m.n'iei-
ras delicadas com que aqui foram tratados, pelo que
mnito gratos serio sempre aos dignos habitantes des-
ta bella cidade. O empresario julga necessario de-
clarar que nada lica deveudo aqui, mas se por acaso
houver alguem que se julqtte seu credor, podem
Hpresentar-se lio hotel Francisco para ser immedia-
lamenle pago, e depois de sua sabida se podem diri-
gir ao mesmo hotel, a sua senhora, que lica nesla,
apresenlando-lhe o Ululo que tiver de seu crdito,
por mim assiguado. /
MUTILADO
ILEGIVEL


fURIO Dt PIRVtlUCQ Q.nT FCIRA 27 .r F VEftEIRO DF. 1856
\
Terceira edl^ao.
Pi
reserva
DO
vo
CHOLERA -^ORSUS.
PELOS DRS.
MS2M.M >-m.. .bv-*b i nfs re: ar^-au. san er
oo rnslrucfcio aopnve parase po.ieirurai desta enfermidade, adniinistraiidoa* reinrdn*ma' eflloini
paraalalha-la.amquanlo ecrecurriuouiedicn.nu mesmo para cura-Uiudapenfleule desle. nos lucares
pin que nao os ha. p
TKADU/IDO EM POttTUGUEZ PELO \)[\. !'. .\. LOBO MOSCOZO
Esles dous opsculo conlm as imliearf.es maii claras e precisas, c pela sua simles. concisa eirnisi-
ao eslaao alcance do lodas as intelliaencias, nao -o pelo ., di/. respailo aos mcios curativo, como prin-
cipalmente a,.s preservativos que tcmdado os mais satisfactorios esullados em toda a narle en nuc
elleslom sido po-lo* cm pralica. P"" i
Sendo o lralamnlulneopathh'oo nico que le.n dado grandesresollados nocnralivo desla lioru-
velevt.ermid.de. jaleamos Prom.l la, para desl'arlc facilitar a sua Iciloi ^najuem tcnore o francei. o ""
Vende-se nicamente no Consultorio .lo traductor, ra Nov n. 52, pur -y-Mv, *ri_____-
^oT2i^rd=^sbs^,2,ubosr......-^*A^ruaaa
* l'l lili As PRECIOSAS. I
SI V
B" ?
5 Aderec.0* de brilliantes,
j$ diamantes e perolas, pul- .,
* cciras, alliiieles, brinco* .*
* o ro/elas, liotes e atinis *
* de diHerenle* gostos e de .
diversas pedras de valar. +
' Compram, vendem ou
$ Irocam prala, ouro, bri- %
v llian(es,diamantese pero- -
58 las, a ootraa. quaesquer m
J joia* de valor, a dinheiro *
* ou por obra. *
MORERA & DRTE.
IlOJl IIR OIIHYES
Ra do Cabuga n. 7.
Receben*, por to-
dos os vi poros(!a Eu-
ropa iiH obras domis
moderno osto, tan-
to dci Franca como
- -;--*-.;
orno Eprata-
Aderoros completos de
ouro. meiosditos, pulcei-
ras, alnetes, brincos e S
rozetas. rordoes, trance-
lins, mcdallias, correles
e enfeiles para relocio,
outros muilos objectos de
ouro.
Apparellios completos,
de prata, para cha, ban- '
dejas, salvas, caslicae*.
rolheres de sopa e dech, *
e muilos outros objectos .
ile prata. 2
*:<>>>; > ;"? $ a> $ a >: *;;j
de Lisboa, as quaes vendem por
pre*?o eoaimodo como coslumam.
ii. Chapeos de alcibeira, ^;
* ditos de molas, ditos de $
5g seda Ana, ditos de feltro J
o de todas a* qualidades,
?' ditos de criancas e de e- A
s nhera, rouitc bem enfel- %
: ssei8arjKg FRANCISCO PEREIRA LEMOS.
COM I.OJA DE CHAPEOS E
BONETES,
Na praca da Independencia
N. 19 e 21.
I^^
2
t Bonetes de cabello, di- V
jj los de couro da Russia,
C ditos de panno de mu- J
> los feilios e de diversas '.>
' cores, chapeos de palha ?'
I enfeilados para senlin- 8
> ras. I
.*.<>>;::<:: i -: i-..<..
Kecebeu imi completo sortimen-
to dos ditos chapeos pelo ultimo
navio de Franca : affianca vender
a todos os freguezes pelo menor
pre^o [ossivel.
Massa adamantina.
He cerluienle reennhecida a eicellcncia desll
prepararlo pirra chumbar denles, porque seos resul-
tados sempre felires sao j do domiuio do publico.
Sebastiio Jos de Oltveira faz uso desla preciosa
masas, para o fim iodirado, e as pessoas que quize-
rom honra-lo dispondo de seos serviros, pode
cura-lo na .travessa do Vigarion.l, loj
beiro.
: J: JA1W, DENTISTA,
0 contina a residir na ra Nova o. 19, primei- ?'
9 "' andar. t,
REPERTORIO DO IM i
HOISEOPTKA.
EXTRAHIDO DE RU0FF E BOEX-
NINGHAUSEN E OUTROS,
posto em ordem alphabelica, com a descripro
abreviada de lodas as molestias, a indicarfio phvs!o-
loetea e llicrapeutica de lodos os jacjcainrntns ho-
meopalhiros, seu lempo .rTc^ilo e cotrerdaifeia-. -
"Cuido de unulicrior,aro da licnilica^o de todos
TeStpe^wieilicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pewoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO 10RAES.
Os Sr. atsignanle* podera mandar bu.caros seu
ejemplares, assimeomo quem quizer comprar.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuqucr-
que contina oom sua aula de latim, lo
dia 2 de Janeiro em diante, pela mestna
rnaneira e sol) as condicoes ja' annun-
ciadas.
Na oaa da residencia do l)r. I.oureiro, na ra
da Saudade, defronlodo Hospicio, precisa-se de urna
ama deleite, fuira, que nu traga comsigo o Pilho,
que livir, de petin,
I'i-eeisa-se de una ama forra ou el-
uda familia :
Colle-
glOn. 1.) anriazim.ou a ra das Crii/.es
11. II, segundo andar.
i~" -- ------------------ -~-.
tem pro- cravapara uma casa de pequea fin
r"Iqjjempretenderdirja-se a ruado*
A comminao Rcucliccntc da fregu-
Zia de Sanio Antonio do Kecife, ropa a'l
pessoas que quKerem mandar suas es-
molas para a pobreza atacada da epide-
mia, se diguein dirigi-lai a casa do Kvm.
Sr. vigano, nooilo da metma matriz.:
asesinlas podem ser.de <1
gene-
le
PUBLICAgAO' LITTERAHIA.
Repertorio jurdico.
Esla publicarlo er sem duvida de uiilidadc aos
principiaqles que se quizerem dedicar ao ejercicio
do fro, pnis nella enconlraraO por ordem alphabe-
lica as principac e tuais frequrntc ncciirrencias ci-
vil, erphanologicas, c.itiiiiiurriaes e ecclesiasliras do
nosso loro, com as remissAes das ordenarles, leis,
avisos e recaame 11 los por qoe se rege o* Brasil, e
bem assim resolurOes dos Praxislas antros e moder-
no em que se lirmam. Conlm semclhaulemenle
as dccisoes das quelcs sobre sizas, sellos, velhose
novo direilos e dcimas, sem o trabalho de recorrer
i collecrSo de nossas leis e avisos avulsos. Consta-
r de doua volumesemoilavo, grande franrez, eo
primeiroshio luie esla i venda por 8 na loja de
vrosn. 6 e 8 da praca da Independencia,
zia da Boa-Vista, na ra Velha n. 42.
O Dr. Ribeiro, medico pela Un i ver
sidade de Cambridge, continua a residir
na ra da Cruz.n. 15.
GRAHFICAQA'0.
Da'^e 20S000 de gratilicacao a quem
inculcar uma ama de leit forra ou es-
crava, que tenba boas qualidades e bom
leite: quem pretender dirija-sea ra do
Collegion. 15, armazem, ou na ra das
Cruzes n. 1, segundo andar.
Candida Maria da Paixao Rocha, pro-
fessora particular de instrucriio primaria,
residente na ra do Vigario do bairro do
Recife, faz sciente aos pais de suas alum-
nas, queaclia-seaberta sua auln.naqtial
contina a entinar as materias do costu-
me, e admitte pensionistas, meio pen-
sionistas e externas, por preros razoa-
veis.
DAGIERREOTVPO. ELECTROTVPO
E STEREOSCOPO.
Na anliga e bem conhecida galera e ollicina de
retratos do aterro da Boa-Vista 11. i, terceiro andar,
continua-se a tirar retratos por qnalquer drs lemas com loda a perfei^ao. Ah se enconlra" o
mals rico e abundante sorlimento de objectos para a
rollocarao dos retratos, que tem vindo a esta capital.
W3o se entrega retrato alsum sem eslar parecido e de
im trabalho perfeito. lias 9 horas da manhaa as :i
da larde esti sempre a galera e ollicina a disposiro
do publico, podendo tirar-se retratos em dias 'de
chuva.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-Se a venda os novos billietes da
lotera 2- do SS Sacramento da antiga
S, que devia correr de 21 a 25 do pre-
senteras listas esperamos pelo paquete
nacional, que deve aqui cliegar de i de
marro em diante : os premios serao pagos
depois de distribuidas as listas.
Precisa-se alugar um prelo de idade, que sirva
para carregar agua e fazer limpeza em uma casa de
pouca familia ; lamhem se precisa de uma preta
captiva ou forra, que aiba cozinhar, lavar e engom-
mar, paga-se o que merecer
de Dos, armazem n. .">.
Preeisa-e
os, fazendas e menno roupa.
eioNl
liianoN,
Ra Nova ii. 41, priiner.i
( andar.
Neste eslalielecimanln se enhintram os mais ricos
c os melhores pianos que tem viudo esla prara dos
Mis acreditados fabricantes romo de Hachis e
Traumann de Hambars-o, assim como de outros
muilos Miricanles de Europa, os quaes se vendem
por moriieos pretil-, e saranlidns ; no mesmo eslabe-
lecimenlo lamhem se roncerlam, afinam-se e reco-
bem-sc encommendas para a Europa,
Prrcisa-se alugar para o servico de uma fami-
lia ingleza, uma preta que saiba lavar, engnmmar e
coser : na ra do Trapiche Novo n. 10.
A commissao Beneficente da fregue-
zia de Santo Antonio roga as pessoas ala-
cadas da epidemia (pie necessitai em de ser
soccorridas, queiram dirigir-se ao Rvm.
Sr. vigario, enftoa casa, na travessa do
pateo da matriz, e no caso de o nao encon-
traren] em casa, a qnalquer dos outros
membros, a qualquerbora do dia e da
noite, ateas !) horas.
LOTERA DA PROVINCIA.
O lllm. Sr. thesoureiro manda fazer
publico, q.ie se acliam a venda na tliesott-
raria das loteras, das 9 as 5 horas datar-
de, osbilbetesda piimeira parle da quar-
ta lotera do GVmnasio Pernambucano,
cujas rodas andpm no dia 1 de marco pr-
ximo futuro. Thesourana das loteras
15 de fevereiro de 1856.O escrivao, An-
tonio Jos Ouartc.
Para o servico interno de uma'casa eslrangeira
de duas pessoas, necessila-se de uma enzinheira e
eugommadeira, forra ou escrava; na ra Nova n. t".
Brccisa-se de uma casa, ou primeiro andar de
um sobrado que lenha fusilo, sendo no bairro de
Sanio Antonio ou Boa-Vista : quem liver aiiniiucie.
Preeita-M de uma ama forra ou captiva, que
lenha hoa conducta, para fazer o serviro interno de
uma casa de homem sollciro : no Forte do Mallos
ra do Burgos n. 31.
Oaababo assignados fazem scenle ao publico,
que dissolveram ainissvelmen? a sociedade que ti-
nham na loja de miudezis n. 63 da ra do ilueiuu-
do. c que gyrava soh a lirma deTeiseira iV Sooza,
licamlo a cargo do socio Manuel Joaquim Candido
leixeira lodo o activo c pasivo da mesma. Kecife
ARRENDAMENTO.
A loja e armazem da rasa n. 3V> da ra da Cadeia
do Kecife junto ao arco da Conccirao, acha-se ilesor-
cupada, e arreuda-sc para qualquer eslahelccimeiilo
em ponto gramie, para o (|uj| tem rominodos sufli-
nenies : os prelendentes entender se hAo rom Joao
Nepomuceno Barroso, no secundo aiidar da eaaa n.
57, na mesn.a ra.
MASSA ADAMANTINA.
Trancisro Pinto Ozono chumba denles com a \t^r-
dadeira massa denominada adamantina, apreseolada
ao ciinselho tle hygiennc pelo Sr. Paulo tiaicnous, e
ealc,a com ouro e prala, o outros inetaes, as>im corno
applira ventosas pela airar.-lo do ar, e nilo rom foao
como geialmente se usa : pode ser proi urailo para
qualcjuer deslcs mislcres, na ra estrella do KoM*
no n. -2.
Conlratam-se serventes livres e cscravos para
Iraltalliarem na illuininara'o puhSca, pasjauao-M
bem : aquemeonvier dinja-se ao anua/ein da re-
ferida illnininaraii berro do Carioca ou a ra Impe-
ril n.fii a tillar cun Prxedes d.i Silva (iiisunlo.
Quem tive notas do Raneo do Bra-
sil para trocar por cdulas: dirija-sea
ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
No collegio d'Aura dislribue-se
gratis as receitas para o tratamenlo do
cholera, descoberta pelo preto do enge-
nho Guararapet.
Q'ier se alugir um escravo para serviro de
ca andar.
FRANCISCO DE KKEITAS GAMBOA, pro-
fessor de klUlrac{Sa primaria pelo METHOUOCAS-
TILIIO, nilo qiierendo sobrecarregar os pas dos seos
discpulos rom despezas de livros, prhicipiou a eusi-
na-los, nos primeiros mezes da iuslalarAo da sua es
cola, por um drama sacroSanio Antonio de Lis-
boado quai linda muilos exemptares; mas qual
nao foi a sua admirarlo quando descubri o uraude
deseovolvimenlA o gosto que linham para esla lei-
lura todos os seus alumnos On fosse pelo encadea-
mento das idas, ou pela atraeco do dilogos, ou
pela propencao que ludas as erianers tem para o dra-
mtico ; o rerlo he, que o Exm. Sr. cousetheiro Cas-
lili, chegando esla cdade no dia K de julho.lcou
encantado de ouvir lerartsticamentemeninos,
que apenas conlavain lili a ttU das de e-rola Per-
guiilou-me S. Exc. como o havia en eonaegejMo, res-
pondi-llie que pelo estylo drainalico, e narre a S.
Etc. a rnmposico de um drama com 3S liguras,
que seriam as -2 ledras do alabbalo, para supprir
a deficencia dos dramas communs, que apenas tem 8
a 1:2 figuras. S. Exc. approvou a minha lembrau(a,
e pediiuln-lhe eu, que a poiesse em pralica, fez-uie
a honra de julgar-me digno da conclusilo, visto que
havia concebido lao feliz pensamento e de fado com
este poderoso auxiliar, anda incompleto, live a fe-
lieidaite de. a Iti de selembro, tS dias depois da par-
lida do Esta. Caslilho para Lisboa, aprrstnlar ao
Exm. Sr. couselhero presidente desla provincia, e a
um numeroso concurso, nu sahlo doSauta-lzaliel.
36 meninos lendo pcrfeilainenle prosa e verso com
gersl aceilajao]! convencido eu, porcm, de que a
base solida da inslruccao primaria he a moral e a re-
liglfo, compoz iim drama em que sao citadas muilas
passagens da sagrada esrriptura, regras de moral ci-
vil e religiosa, compendio de doutrina chrisla, mu-
do de ajudar a missa, a urac.au maiiilicat, urario
pira o levantar da cama, a orarao da mesa, nina
graoMnalica da lingua nacional, segundo as regras do
Exm. Sr. Ca.lillio, respectivas as qualro parles de
que se CompM a grammalea, com os prereitos em
verso, para decorar fcilmente ^rnaneira de ler pro-
sa e verso, uma lahoada arrescentada pelo melhodo
de Pvthagoras, em qoe n'um lanrar de vista se rc-
solvem lodos os clculos das 1 opararcs arithmetiras
fm nmeros inleirns, e finalmente um cdigo do
l'in loen ou manual de civili'lade para ambos os se-
xos : formando um volunte de S35 paginas, no
qual os senhores assiunantes c os meninos da escola
acham por |.")U00, o que em diversos compendios
Ibes importara cm 7g> ou (iS. t) prnfessor do me-
lhodo Caslilho vai remelter a cada um dos Ilustres
senhores redactores dos dilferentes peridicos desla
cidade um excmplar, esperando que fazendo-lbe a
honra de o aceitar, se dignein expender nos seus pe-
ridicos o juizo qne fazmi desle compendio. Assig-
na-se na escola do methodo Cnliihn, na rita Nova, a
19000. avulso vender-se-hilo a 39000.Francisco de
l-reitas Camboa. professor parlirular, autorisado pelo
governo desla provincia.
Precisa-se de lima ama forra ou e todo o serviro de urna casa ifajnooea familia : quem
pretender, dirija-se a na da Camlioa do Carmo. se-
brailu de um andar n. 21,
Precisa-se alosar uma casa terrea rom sotao,
ou raa de um andar,- no bairro da Boa-Vista, nao
sendo no aterro ; agradando, paga-se adiantado :
qncm liver auniinrie.
Pmnale 111, na da Boa-Visia n. Iti, le-n a
honra dr prevenir as pessoas qoe teem objectos para
concertar no seu eslahelecimenlo, de ir rerlama-los
da dala desle a un mez, do contrario sera abrigado
a vcnde-los para pasamento do seu trabalho c des-
pezas fnga lamhem aos seus devedores de irem sal-
dar suas corita-, porque elie cl liquidando c prom-
plo a retirar-;e para Franra.
Perdeu-so no dia 18 d conenle, da casa do
padre mestie Capistranu, ra da Concordia, ., ca$a
lo capitn Manuel Joaquim Ferreira Esleves, um li-
vri.iho inglez que se usa para atMatos de algilteira
o qual tem o roteiro do lelrgrplio c outros signaes)
e urna canela de prala de senredo, um estojo rom
navallias, capas de marroqnim pardo ; quem os
achou e qui/cr restituir, aniiunrie para ser procu-
rado, ou se dirija ao trapiche do Ramos, das ti ho-
ras da manilla ,,s t da larde, que lera Ida de grali-
lirarflo. /
Precisa-se do urna peana que rld sitlTicieiile ga-
ranta para lomar rool de urna das melhores taber-
nas do bairro de S. Jos, por seo dona prerisai ie
tirar-so para fiira da pravluria, nu prerVre-te vender
a niesiiia ; tratar no paleo do Terco 11, 8|,
No cscriplono de Novaes & Companhia, na ra
' I rapirlie n. 31, coutina liaver chapeos de palha
Jo Cliilli e llalla, surtidos, e chapeos de feltro de to-
das as qualidades, ludo por prero rominodo.
Bali para alusar-sc a grande casa da travessa
00 Uonteiro, rom i granilei quarlos. > sala, rn/.i-
aha fora : qu. pretender, enienda- netronie do trlheiro dos conueiros da rua>N'ova.
Assoc.hnTo Cdiiiiih |- ;ial
Benelit e,t
m^r'.T'"'/-" pnc"""',;1 P'la A-sociarilo Com-
merci.l lleneficenle para di.lrihnir soccnrrs ;,. clas-
ses necesitadas do bairro do Kecife, faz saber 1
quem earhar.iess.scirrumslaiicias, que p,We nm
curar a qualquer de seus membros emsua reside -
r a, abalM de.,aadas a qualquer hora. % .
Jlo e-ta.nlo disposta a uo ,e poopar a que-noer es
rorr-para hem desempenhar amiMa.^Zw
de t ',:z:po,,oa'q,,c ,iv'rc,n ******
le que qualquer pesaos em suas vi-i|
no raso de precisar de socrorro, mas
RAPE FRANCEZ.
DEPOSITO DA RtA DA CRUZ N. 48.
Continua a estar sortido o deposito desle excellen-
lo rape, lalvez o uuiro dr que se deva fazer oso em
uma enea epidmica como a que infelizmente hita-
mos: o agradavel aroma, e os simplires de que he
coiposlo, o fa/em recommendavel, vulo nao ter
em sua romposirao uenliom iugiedienle que des-
trua a virludc do fumo, reconhecido ja como um
arande preservativo de qualquer mal: para com-
inodidade dos compradores, se earanlrara este rape
'"" ,,el'"s....."I'-" '"os acallare* Moreira ncas se ada
que por qual-
quer crcuoislancauo oposs, solicnar qo'eiram lr
aibo ndade de a.s.m ||,'0 indicar. fim de promp a
A^I1Srs!!^'2M! "' "'""ri,axPiioT
Antonio AI vea Barbosa, roa de Apollo n 30
T f2" S""0*' "'* ''" Trapiche n. 17.
Joo da Silva Regadas, ra do Vigario \.
Precisa-c alugar urna mnU.er que -aiba bem
Malabar ; a pe*oa que quizer^ma-lo a r, >
esquina da ra do Sol, primeiro andar n. 7|, se dir
para quem he.
_ Pr,cisa-so de m amassadnr del padsria, qoe
padaria do lorie do Mallos, ra do Burgo, n. 31.
j~- Alagan urna grande casa terrea, com muilos
eommndos, na ra alraz da mal.iz da lU-VhU a
guiao"0 ,," ',C "rCUb" AUtt dl Silvil- "n *?
meTmonn"?."^'1' 5 .rai,leiro r Ubtnm, ainda
mesmo n,lo lendo pralica : na praca da Boa-Vista
Precia-sede urna ama de Icile, forra ou cap-
iva, trm Itllio. e qoe lenha bom e bastante leite a
iraiar na roa da Cruz, armazem ii. l'l.
le. na ra do Cabuga1 n.... e JoleCanloso Ayres,
na roa da Cadeta do Recife pelo prero de 3a cada
meio kilo-ramo, que he mais de nina libra.
""entle-c na ra da Cruz n. ><>, pri-
meiro andar, o verdadeiro e axcellente
cha* preto em Ultras e por milito barato
preeo que Faz admirar.
Veiiilein-se espingardas de dous ca-
nos francesas, muito (tioprias para caca
e por baratsimo prero: na na da Cruz
n. 2(i, primeiro andar.'
paba uno.
Macado francez prelo a meia pataca a covado,
lustrim e chita prela fina a duui tusles o cavado,
alpaca, prir.rt e nutras fazendas proprias para quem
esta de luln, chales de lAa prelos, meias para senho-
ra, prela- de algodlo a pataca o par : na loja das 6
portas em frente do l.ivramenlo.
Facililla de mandioca.
\ etnle-se feriaba de S. Malhrus, em sacras ; un
caes do llamos, armazem do Sr. Pacheco, por preros
commodo*.
Orles d
lar f.
Ha
<$0mpra$.
Compram-sc notas do Raneo do Rra-
II: na ra do Trapichen.' iO, segundo
andar.
Compra-ai urna escrava que seja moca e sa-
dia. saheudo engoinutar e cozinhar bem : na ra do
Crespo, loja n. 3. prximo ao arco de Santo Anto-
nio.
@mta.
PARA 0 CORREN!E ANNO.
Iolliiiihas de ajgibeira contendo o al-
manak administrativo, mercantil e in-
dustrial desta provincia, tabella dosdirei-
tos paroehiaes, resumo dos imposto* ge-
raes, piovinciaes e municipaes, extracto-
dealgumas posturas, providencias sobre
incendios, entrado, mascaras, cemiterio,
tabella de feriado*, resumo dos rendi-
mentos e exportaofio da provincia, por
500 r*. cada uma; ditas de porta a 160;
ditas ecclesiasticaton H> r>ol... -r,^ ,e.
6

18 de fevereiro do 1856.Manuel Joaquim Candido
leixeira, DiOgO Pereira de Sonta.
Prccisa-sc alogar uma ama para o serviro in-
lerao e externo de urna rasa de pouca fimilia.' pre-
fere-se sendo escrava : no paleo deS. Pedro, sbra-
lo de um andar n. 3.
Associa9&o Goninierciai
Beneficente.
A commissao nomeada pela Assoriarao Commer-
cial Beneliceiile desla prara, rom o fin de soccorrer
as pessoas necessitadas c desvalidas da frecezia da
Boa-Vala, por occasiu da epidemia reinante, pre-
vine a quem esliver cm aes circumsUincias, de pro-
curar a Juo Mallieus, ra da matriz n. IX; Manuel
Teixeira llaslos, ra da Alegra n. 7 ; Vicente Al-
ves de Soma Carralho, Estancia : desde as 7 horas
da manhaa qs em caso ursente, porom, sero soccorridos prontpta-
mentt- a qualquer hora. A commissao desejando
acertar na forma de distribuir es soccorros, rosa en-
carecidamente a lodas as pessoas mais condecidas
desla fregosla que liverein perfeita ciencia do es-
tado de precisilo de qoalquer fimilia, se diguem de
a informar .liui de ser com promptidiln atlendida.
Kecife "> de fevereiro do I8M>.Joao Mallieus, Ma-
noel Teixeira Bastos, Vrenle AI ves de Souza Cr-
tamo.
Na ra .lo caes do Ramos, no col-
na Iravessa da Madre! 'CS' c'a Aurora, distribue-se gratis e rc-
; ceita para o tratamentc do cholera, des-
?reesa-ie de uma pessoa capaz para lavara coberto por um prelo do enfenho Gtia-
roopa do hospital establecido no convenio do Car- i-irines'
dio : quem quizer se prestar, dirija-se ao mesmo. I
Preosa-ae de uma ama forra on escrava para Oflcrece-se um moro porlugnez para qualquer
talo o servico de uma casa de pouca familia : quem administradlo ou fcilorisacflo de engenhn. por ler
pretender, dirija-e a ruada Cambo do Carmo, so- disto bastante pralica : quem de seu presumo se
orado de um andar o. 21. | quizer ulilisar, dirija-se alCinco Ponas n. 71.

quem
a\Cin
tajj
Matriz, do bairro de S. Antonio do Ke-
cife.
A mesa actual, avista da eantnuarSo
doflagelloquenos accommette, tem re-
Solvido, em accordocom o Rvm. parodio,
COadjuctor, e mais sacerdotes, se{jHindo o
consenso que obtiverio doli\m. diocesa-
no, |iara<|ue nas<|iiir.tas-feirns da presen-
te quaretma, sejSo a* missa do costum'e
desses dias com o SS. Sacramento expos-
to lausperennemente, e na nitc desses
mesmos dias das 0 horas as S, llavera' a
mesma exposicSO, cm cujoacto serao can-
tadas as preces ao Senhor, e roga aos seus
limaos a comparecerem a este tao pi
e religioso acto, assim como ao res-
peitavel publico.0 escrivao, Jos Este-
ves Vianna.
lima ppssoa com bastantes habilitarles para
ser caixeirn de cuhranra ou alzuipa loja da fazendas,
elido para hlelo, ollererc-se a quem precisar, dan-
do fiador pela sua conducta : quem precisar anniiii
ci para ser procurado.
Precisa-se de uma ama para lodo o servico in-
terno e externe de urna casa de pouca familia"; na
ra do Ciihug n. (i.
|ie feilas un Porlo, por occasio de descarregar uma
canoa de trastes em frente do armazem doSr. Arau-
jo, domingo, l do correte, as 7 lia horas da noi-
te ; qualquer pessoa que a achou, pdde fazer o fa-
vor dirigir-se a ra da Senzala Velha n. 96, pada-
ria.
O collegio das orphtaS, silo em a ra da Au-
rora, precisa de uma cozinheira liberta ou captiva :
alli se dirijam para o ajarte.
Precisase de uma ama forra ou escrava para
lodo serviro de urna casa de poiici, familia : qumi
pretender, dirija.se a na do Amorim a. -2~>.
Precisa-sede urna anta para lodo o serviro de
unto casa de pequea familia : na ra eslreil do
Kq.ario n. 10, lerceiro andar.
Preci irahalhadores para Irabalhar na masseira, e junta-
mente entregar pilo por conla da casa.
Na na di matriz da Boa-Vista n. 35, segundo
andar, precisa-se de uma pessoa forra ou mesmo es-
crava, que enleiula do cozuha.
LOTERA da provincia.
Os billietes ecautelas do cautelista Sou-
za Jnior, naoestao sujeitos ao descont
dos S por cento da le, e acham-se a ven-
da nas lojas da praca da Indepeiidencia
ns. i, I 15 e 40, ra Direita n. 15, do
Livramento n. 50, da Praia n. 50 c do
Crespo n. .
O andamento das rodas he em o 1 de
marco : os premios sao pagos ao sabir a
lista geral.
Kerehe por inteiro i:nOljO00
'< 3:111)115000
a utW000
I:3WOOJM
l:009000
" a 7jU|000
600*000
3009000
paga nos seus bilhelcs inteiros ns S por
cento como se deduz de'sen aniiuncio-
Precisa-se alugar um escravo para lodo o ser-
vico de uma casa de pouca familia : quem quizer,
dinja- ro andar n. 71*
Ainda se precisa da ama ama delimite, paga-se
lilas ecclesiasticasou de padre, com a re
adeS. Tito a VOll reis : na livraria n.
e S, da praca r i Independencia.
Mala* re
viagem
Saceos de tapete de 14a, e saceos com mala, sobre
ludo de panno muilu encorpado, pioprios para via-
gens da huropa : na ra do Collegio n. i, e-labe-
lerimenlo de J. Falqqe,
Gorros escoce-
zes.
Em ra.a do J. Falque, ra do Collegio n. i, che-
um um lindo sorlimenln de snrros escreles de vel-
ludo de seda bordados de oum e lisos, com lilas,
anlo para linmciis romh para menino.-, ditos de vel-
ludo de algodilo com galn de ouro e lilas, para ho-
rneas.
Sal do Assi
A bordo da escuna Jos vende-se sal do A'su',
ou a Iraiar com Amonio de Almeid.i (jomes, na ra
do Trapiche u l(i, segundo andar.
Saldo Ass
Vende se a bordo do palhahole nAdelaide, ou a
Iraiar rom Antonio de Alntrida (ionios, na ra do
Trapiche n. 16, segundo andar.
Estoiras e velas de car-
nauha
feitos no Aracalv, lauto em por(o romo a relallio :
no Ierro da Boa-Vista, defronte da buner., loja de
calcado ii. 14.
f'";ira cobertores.
Pannoaiul do hl.i para roberas: na ra do tuci-
made,"luja n. i\.
Cobertoies de algodo.
Vendcm-se cobertores de algooosem pello a 18,
panno azul fino para farda a ~(i(l ocuvado. na ra
do Oueimado n. j.
Cognac verdadeiro.
Vende-so cognac superior em garrafas : na ra da
Cruz n, 13.
Vepdem-se os verdadeiros charutos do S. F-
lix : na ra do Queimado n. 13, loja de ferragens.
Vendem-se saccas grandes com milho a 19000,
latas com oleo de ricino, e em garrafas de 1 l|d li-
bras a |J, algOOM em caroro ; na ra do Vigario
n. 3.
Familia de mandioca de Santa Catharina, em
saceos, de superior qualidade : vende-se no arma-
zem de Paula Lopes, na rscadinha da Ifandega.
Vrndem-se 3 venesianas com suas caitas, em
bom eslado,-2 relugios hons reguladores, sendo um
de quadro e outro de albatre para cima de mesa,
por prer i commodo : no aterro da hoa Vista, sobra-
do n. 17.
Vendc-se a padaria da ra llireila dos Afosa-
dos, prnmpla de todos os utencilios, e rom bastante
fresueiia, e por i-so otl'erece v.iulagens para qual-
quer principiante : os pretendemos dirijam-se a ra
Direita desla cidade n. 10.
Vende-se um sellint ingle/, do melhor aulor.com
lodos os arreios, luilo quasi iuteiranieute novo : na
ra de Torres n. ti, segundo andar.
Vende se um prelo de naco, o qual tem ha-
hililacocs para cui.lnr em ifln sitio ou antro qualquer
misler : quem quizer vc-lo, dirija-se a ra Augusta
n. 21, demauha ale 7 horas, e de larde de ( Ir2 eir.
diaute.
Vende-se um cabriolel lodo pinladn e forrado
de novo, com arreios, he bstanle leve, seguro e bo-
nito: para ver, na ra do Hospicio, esqaina do Ca-
rnario, loja do Sr. Candido pintor de carros), e
tratar, na roa do Collegio n. 1, primeiro andar.
Para sacerdotes.
Vendenavse meias de laia prelas.o brreles de se-
da pretos para sacerdotes : na ra da Cadcia do Re-
cife, loja n. M.
L(|U(l:iC0.
0 arrematante da loj da ra do Crespo n. 1, jun-
to a casa nova da quina, confronte ao arco de Santo
Antonio, querendo acabar rom as fazendas que exis-
lem, vende barato para liquidar, sem perda de lem-
po. Princeza pela de boa qualidade a 300 rs. o
covado, alpacas finas de soperioi:^nim*fflT- a 8011
rs. e ts o covado,-rncias pretas de algodlu pira r
nhura a tfHI r,.. aspCIMvrloa 11(0 rs. o par, rrles
de rassas (mas francesas a |t00. e }(H1 mullo li-
nas leos de cimbrara linos a -JIO rs., dilos de seda
da India muilo finos para liumein c senhora a 18400,
romeiras de cambraia lina de laeos de seda para se-
nhora a 2?, manteletes de seda finos a lj>, maulas de
seda para senhora de superior qualidade a fl, cortes
de rlleles de llaiioha para homem 500 rs lenco*
de seda branca milito finos a 1f, corle de fosto
para collelcs a (10 e 800 rs. de superior qualidade,
corles de vestidos de camhraia e seda muilo finos a
e (3, enres de cambraia rom babados finos a 39,
ditos de camhraia de cor a 29500, brelanha de linho
de 6 vsras a pera, fina, a 28100, chales de larlalar-n
a 800 rs. e l.*f2U0, ditos de cassa c seda muilo finos a
2?.">00 e 35. Ka para vestido de senhora a 320 o co-
vado, camhraias de cores finas a 320 e 100 rs. a va-
ra, peras de lihi para mosqueleiru de 20 varas a 35
a pe^a, corles de meia casemira de superior qualida-
de a 19600 e 2? o corle, meias para senhora linas a
210 e 320 rs. o par. madapoln e algodaozinho, e
muras muilas fazendas qoe por serem muilas nao se
podem mencionar, e que se vendem por lodo o preco,
na mencionada loja.
era de carnuifi.
Vende-se cera de carnauba de boa qualidade, por
menos preco do que em oulra parle : na ra da Ca-
de.a do Kecife, luja n. M, defronle da ra da Madre
de Heos.
Tiaitit preparada em oleo.
Na na do Trapiche Novo a. 18, em casa de E. II.
Wyall. vende-se excellenle tinta branca, preparada
em oleo, em latas de 28 libras.
Eixos e arreios para
carros*
Vendem-se superiores eixos e arreios para carros
na ra do Trapicha Novo n. 18, casa de E. H.
Candelabros e lustros.
Acha-se a venda cm rasa de E. H. Wvall, na roa
do trapiche Novo n. 18, um completosorlimenlo de
candelabros a lustros bromeados de 3 a8 latas.
iriiio Xere/- e *arto.
Vende-se vinho Xere/.e Porto em barriada qu.nr-
lo : em raa de E. II. Wy.iii, .ra do Trapiche No-
vo n. 18.
POTASSA E GAL YIRGEI.
No antigo eja bem condecido deposi-
' 'l".1":'(la Ca Kecife, escriptorio
para vender muilo superior
to
n. 12, ha
potatta da idissia
p cal virgen de Lisboa em pedra, tudo
es de cassa para quem mier
, ti* por potteo dinheiro,
Vendem-se corles de cassa rila de bom testes
25, ditos de padrees franeetea a 25100. caoas roas
para leviar lulo, ditas arelan de.padioes iniudus a
25 o corle, alpara da toda de quadruj de todas as ro-
res 1720 o corada, lencos do luco lano piulados
COntObordado*a 320 cada um. Grvalas de.eda pa-
ra hniiiem a 15 e 15)(M) ; Indas estas fazendas ven-
dein-se na rua do Crespo 11. o.
Cousas finas ede
bous gostos
NA LOJA DA BOA FAIA.
Vendem-se ricos leques com plomas, holola,
espclho a 25, luvas de pellica de Jouvin o melhor
que pode haver m Ijsihi o par, ditas de seda ama-
relias e brancas para homem e senhora a 15280, di-
las de l.irral pretas e com bordados de cores a 800
rs. e I92OO, ditas de fio de Escocia brancas e de lo-
das as cores para homem e senhora a .300 r., dilas
para meninos e meninas muilo hoa Tazando a 320,
leuciuhos de relroz de lodas as cores a I5, toncas de
l.i.1 para senhora a 610, peines de tartaruga para
alar cabello, fazenda multo superior a 59, dilos de
alisar lamhem de tartaruga a 3, dilos de verdadei-
ro bfalo para atar cabello imitando moilo aos de
tartaruga a 15280, dilos de alisar de bfalo, fazen-
da molla snperior a 320 e 300 rs., lindas meias de
soda pintadas par crian., s de 1 a 3 muw--J3800
olpar, ditas de lio d* Escocia larnbem de bnnita.
cores para erial.cas de I a 10 anuos a 320 o par. a-
pelho para parede com excedentes videos a 500,
700, \.t e I52OO, toocadorescom ps a 19300, filas
de velludo de lodas s cores a 160 e 2W a vara, es-
covas finas para denles .1 100 rs., e finissimas 500
rs., dilas finissimas com cabo de marlim a I;, Iran-
ias de seda de lodas as corea e larguras a 320, ion e
500 rs. a varr, japalinhos de Ua para chancas de
booilos. padrOes a 2t0~e 320, ailereco prelea para
uto com brincse alfineles a 15, loucas pretas de
seda para mancas a 15, Iravessas riasqueseusam
para segurarrahello 1 15, pialolinhas de metal para
cnanras a 200 rs., galheteiras para azeile e vinagre
a 25200, bandejas muilo finas e de lodosos lma-
nlo de 15. 2, 35 e 4, meias brancas finas para
senhora a 210 e 320 o par, ditas prelas muito boas
a 400 rs., ricas caixas para rap com riquissimas es
lampas a 35 e 25500, meias de seda de cores para
homem -a 61^, charuleiras muilo finas a 28, casles
para bengalas a 40 rs., paslas para cuardar papis
a800rs., oculos de armario de aro praleadns e dou-
radosa 610, l8e 1*200, lunetas com aro de bnfalo
e tartaruga a 500 rs. c 15, superiores e rica benga-
linhas a 29, e a 500 rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavallo pequeos c grande, fazenda muilo supe-
rior a 610, 800,15, I52OO, 15500 e 25, atacadores de
cornalina para casaca 320, penles muilo finos para
suisa a 500, cscovas finas para cabello a 610, dilas
para casaca a 640, capachos pintados para sala s
640, meias brancas e cruas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 240 o par, camisas de meia
muilo finas a 15 e 15200, lovas brancas encorpadas
proprias para montana 240 o par, meias de cores
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas aboioa-
duras de madreperola e de oulras muilas qoalidades
e gostos para colleles e palitos a 500 rs., fivelas dno-
r.id.is para cairas e cuteles a 120, ricas fitas finas
lavradas e deludas as larguras, bicos finissimos de
bonitos padrAes e todas as largaras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, lesoori-
nhas para costura o mais fino que se pode encontrar.
Almde ludo istooutras muilissimas cousas muilo
proprias para a reata, e qi'e tudo se vende por pre-
ro que faz admirar, como todos os freguezes ja sa-
bem : na rua do Queimado, to qnatro cantos, na
hem conhecida loja de miudezaa da Boa Fama
A31500
Vende-se cal de Lisboa ullimamentechegada, as-
sim como potassa da Russia verdadaira : ns praca do
Corpo Santo n. 11.
VINHO xr.HK/.
Vende se soperior vinho de Xerer. em barris do
dita do Ido de Janeiro l|4, em
18
1 casa Jo E- SL. Wyalt: roa do Trapiche
piceos muilo avoraveis, com os quaes (i
carao os compradores satisl'eitos.
Taixas para
Na fundicao' de
Bowmann na rua do Rrum, passan-
do o chafariz continua has-ere*mn
completo sortimento de tai.tai de erro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, a*quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-*e em carro
sem despeza ao comprador
Tahoado.de pioln da Sotis, alealrto e pise.
Me. (.almon! \ Companhia, leudo recehido um
carregameuln desloa gneros pelo Irrigue sueco D.
Thereza, de Golhembnurs, vendern oa mesmos a
retalho por preros barato-: olaboado acha se reco-
Ihido no armazem dni Srs. Carvalho A Irmilo, rua
do llrum.
AO BARATO!
Na roa do Crespo, loja n, 1. vendem-sc por lodo
o preco fazendas de primoira qualidade, para acabar
no se olha a preco.
elogios
uglezes de pa-
tente,
llilheles 71000
Meios 39300
tercos 29400
(Juarlos I5WKI
Ouinlos 150
Oilavos !MKJ
Herimos 760
Vigsimos too
a tratar
Vcnde-sc um rahriolel em bom liso
na rua iht Collegio 11. 21, primeiro andar,
Veiidein-sa sacras com milho a 3.J003 r. na
rua do Vigario taberna de Joo Simio n. 14.
COQLEIKOS.
\ endem-se coqoeiros pequeos para se plantar :
na rua eslreil do Hosario n. 1% legando an-
dar.
O referido cautelista decl
bem : na roa Nova, loja a. 12.
\
Vela* estearinas, pedias de mar- w
more para mesas, papel de peso w
infde/., papel de emhrtillio, oleo ($)
de linhaca cm botijas, chicles ()
para carro, pianos de armario, (gj
lona cltriin de vella, cemento ro- rvft
mano, armamento de todas as 5*
qualidades, cabos de linho e de J
inaililha, pi\e da Suecia, chatn- JP
pagne e vinhos linos do Itenho : W
vendem-se 110 arma'/.em de C. J.
Astlev & C-, rua daCadeia n. 21.
os melhores fabricado em Inglaterra : cm casa de
llenry liibson, rua da Cadcia do Rerife'n. 52.
Vende-se ac em cunhelcs de um quintal, por
prero mullo commodo : no armazem de Me.Cal-
monliS; Companhia, prara do CorpoSaulon. II.
Cartas france-
zas.
Vendena-se superiores carias francezas para vol-
larele a 500 rs. o haralho : na rua do Queimado,
loja de miudezas da Boa l-'ama n. 33.
Moinhos de vento
ombombasderepuxo-para regarhortase baixa,
decapim.nafundicaode D. W. Bowman: naroa
de lirnm ns. 6, 8 c 10.
Vendc-se por i() rs. o tratamenlo da
cholera-morbu*: na livraria n. ti e 8, da
piarla da Independencia.
Ol que pecliiiicha !!
Vende-se casemira preta muilo fin, pelo haralis-
simn preco de 55 o corle de caira : na rua do Cres-
po n. 5.
uelogios de ouro
iilglczes
de patente, de sahonele c de vidro : vendem-se em
rasa de Augusto C. de Abren, na rua da Cadcia do
Kecife n. 48, primeiro andar.
Aos ifniatlores de flores 9
arvores fructferas.
Mr. Arnol, memhro da soriedxle de liorlicullura
de Parla, tem a honra de participar ao publico, que
acaba de Irazcr de Franca una rica collecc.lo de
llores, arvores fructferas de kosIos diversos para or-
namento de janlins, um sorlimenlo de raizes de llo-
res o batatas, que vende por prerns commodos ; no
aterro da Boa-Vista n. 118.
Vendem-se ou alugam-eena l'assagent rlaeVaR-
dalena, antes da ponte, dous sitios com casas de so-
brado, as quaes leudo commiiniearilo interna, lam- I
bem podem servir para ama s<> familia : a Iraiar na
rua da Cruz n. 45.
Superior Cariaba de Santa Catharina ; vnde-
se cm saccas : no armazein de Paula Lopes, na es-
COdiolia da alfandega.
Chapeos de sol de seda a BgOOO.
Na rua do Crespo, loa II. 5, vendem-se chapeos de
sol de soda de minio hoa qualidade, pelo baixo pre-
$o de 55 cada um.
Saccas com faritilia e
miiho.
Vendem-se saccas com farinha e milho : na rua
da Cadcia do Kerifc.loja de fazendas n. 23.
Venden-O saccas com farinha de mandioca da
Ierra, de superior qualidnde, por proco commodo :
a tratar oo trapiche do relouriulio.
AGENCIA
Da Fundicao Lnw-Moor. Ri
engenhos. I Senzala nova n. 42.
ferro de D. W.* v..^!.le cstaDelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendaspara engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coa do, de todos os tamaubos, para
dito.
Vendem-se em casa de S. P. Johm-
ron & C., na rua de Senzala Nova n. *2.
Sellins inglczes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candiel rose casticaes bronzeado*.
Lon asinglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barril degraxa n. 97.
Vinho Clierry -jn barr*.
Camas de ferr).
_ IV"inACAO*.
O arrematante Ja Ja de miudezas da roa dos
(esrleiin. 24, querenJb acsj/ a< miudezas que
e.xislem, vende barato afini de liquidar aero peda
de lempo. v
Iranja com hololaspara cortinados, pee
I apel paulado, resma, (do peso)
Dito de peso, resma
Lia de cores para bordar, libra
Penles de bfalo para alisar, duzia
livelas dooradas para calca, urna
(jroza de obreias muilo finas
Lencos de seda finos, ricos padroes
Caixa de linhas de marca
Meias para senhora por
Penles de tartaruga para seeurar cabello
(rosas de canelas finas para pennns
Hilas de bnlftcs finos par casaca
Meias prelas para senhora, duzia
Dilas dilas pira homem
Lacre encarnado muilo fino, libra
Papel de rorps, maco de 90 quadernos
Uuzia de rolteles
Bapelboi de lodos os numero., duzia
Linhas de novellos arailes para bordar
Rlcil filas cscocezas e de sarja, lavradas,
largas
Meias cruas sem costura para homem
Dilas de seda n. 2, pec,a
Trancas de seda branca, vara
Caixas de raz, duzia
Pecas de fitas de eos
l.apis finos, groza
Cordilo para vestido, libra
Toncas de Monde para menino
Chiquitos de merino bordados para menino
e outro- muilos artisos que se tornam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nilo se duvidar
dar um pnuquinho mais haralo a aquello senhor lo.
tola, que queira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeira mSo.
45000
:IS 2S700
7*000
35001
100
3000
19500
210
210
13000
23000
23OOO
332OO
2SR00
isjaoo
00
720
39300
19600
0(K1
39990
380
400
13R00
300
29*00
13200
10,200
13000
Vcndem-se dous piano* fortes deja-
caranda', constru-cao vertical c com to-
dos os mellioramentos mais modernos,
tendo vindo noultimo navio de llambui-
go : na'rna da Cadeia, armazem n. 8.
Cal de: Lisboa barata
Para fechar ronlas vendem-se harris com cal de
Lisboa, pelo diminuto prero de 39200, assimeomo
ha uma por^o da dita ral sola, oplima para raiar
pelo seu brilhanli.mo e ilnrac,,lo, e euchc-se uma
barrica que lenha sido de (bacalho por 3$.: na rua
da Cadeia do Kecife n. 50.
Meias pretas pa-
ra padres.
Vendcm-se superiores mtias de laia para padres,
pelo haralissimo prero de 13800 o par, dilas de al-
godle prelas .1 10 o pr : na rna do Queimado,loja
de miudezas da Hoa Fama n. 33.
Vendem-sc Irascos codevi-m rolbas
di o muito proprios para conservar toda
a qualidade de rape', e por muito com-
modo prero : na rua da Cruz n. 2(i, pri-
meiro andar. %
Farelo novo de
LISBOA A 4,500 RS.
No armazem de Til jrmtll, 110 becco do Gon-
calvea. \,
COM 00 POR CRTO SAIS RA1ATI
do (|iie em oulra ijiialquer parle.
Iliro de blond de seda prela paia qaaresma fas-
nilas filas, romo se r.re. esla farsiula 1I1111I rea
le da fabrica, por isso pode Dererer e.1.1 imium
a seos frei;iie/e-, caa do lelnjneir...
Vande-oa om ptimo cavallo de sella, roa roda-
do, muilo novo, eal halanle cnnlo, r an.la kesn,
lauto em baixoeomo em esquipadu, o qnal eavsHe
u.'iu lem achaque ali;nm : ejeeea o preleuder,
ir ver na rvrheira lio fim da roa da Roda, no l
de Santo Antonio, perleocenle a Masoel Chtre.
TAIXAS DE li:UliO.
Na fundicao* d'Aurora cm Sanio
Amaro, c tambem no DEPOSITO aa
rua do Itrum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Maiinha ba' terapre
um glande sortimento de taichas Unto
de fabrica nacional como estrangeim,
batidas, fundidas, grande, pcauena*,
razas, c fundas ; e em ambo* o* loojarrs
e\istem guindaste*, par carregar t-
noas, 011 carro* livres de despeui. O
precos ao o* mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. A C. cm
acha-sc para vender ara
de --nir- qualidade.
Sanio Amaro
dos c1- feuo
f
I
o
Relo^ios.
Vendem-se relngios de ooro palale io*ez sw
sacri plorio do agente Oliveira, rua da Cadcia de Re-
cife 11. 2. primeiro andar.
RELOGIOS
Cobertor cdcsc*,pr-
(juenos ('rraiHlcs,tl<; tiu-
10, patente iiiyluM.
Vendem-se no escriptorio do Soslhall Hofler A
Companhia, na rua da Cadeia do Kecife 9* a*
mais superiores reoslos colwrtes o rstneiiow. m-
quenos e grandes, de ooro, palale inclez, de em
dos melhores fahricanles de l.ivrrpool, Tindaa oes*
uliimo paquete inglea.
Em ca*a dellenn Bninn AC, rua da
Cruz n. 10, vendem-se:
Lonase brins da Kussia.
Instrumento* pora msica.
Espelhotcom moldura.
Globos para jardn
.hdeiras e ola's para jai din*.
Oleado* pai-o mesa.
Vi*tas de Pernambuco.
Cemento romano.
Gomma lacea.
Em casa de N. O. Biebci A (,.. roa
da Cruz n. V, vende-se :
Lonas da Itussia.
lirinzao.
Tintas em oleo.
Ultramar.
Cognac cin caixa* d<: urna du/,1.1.
Saceos de estopa.
Espadas pm msicos ecornetas.
Por commodos pi-ecos.
Nava illas u coutvstlfi.
Na roa da Cadeia do Recite n. 48, primtvi n;
dar, escriptorio de Ausuvto C. n> Alires rami
nuam-se a vender a 89OOO o par pnro ,'.
bem conhecides e afamadas naw.lias de harlM- (mm
pelo hbil fabricante qne foi premiado as ji,\ j
de Londres, as quaes alm de durarem ciIrasrSMa
riamente, nilo seseolem no rosto na aceito .1 rMla
vendem-se com a condi(Ao de, nao aaradainhi '
derero os compradores devolve-las ale 15 .!*.<
pa compra restitoiodo-seo imperte.
ROB I.AFFECTEIK.
Oimico aulnritadu por drcitn to eontilm real e
decreto imperial.
Os mdicos doshwpitaes recotnaaendam o Arrobe
de l.airecleur, como sendo o nico aelwnad* kh
governo, e pela real sociedade de medicina Ei
medicamento d'um aosln asradavcl, e toril a lanili
em sccrelo, esla ern uso na maiinha real desde oh
de 00 anuos ; cura radicalmente en pouro teme
rom pouca despea, sem mercurio. .llecr.^ida
pelle. tmpineens, as eonseqoenrias das -arnav lee-
r., c o, arcidenles do* parios, da idade rrilira, o
da acrimonia hereditaria dos humores; roaveea ave
cal.irrhos a bechiga, as roniracc*., franjaesa
dos orgaos. procedida do abuso das njeccoeilendkl
sondas, tomo anli-sjphililico. .. armbi rara en
pouro lempo os Ouios recentes oa rebeldes, oae vel-
vcu incessanles em eonseqoenria do rranreso da
copaiba, da cobeha, oa das injc. c,v. ,., rtvn.
tiileni o viras sem ncntralisa-lo. O arrobo U-
ITecleur he especialmente recommendado coaira as
doencas inveteradas ou rebelde* ae mercan e oa
odurelo de potassio. I.tsbaa. Vecde-se na bri-
ca de Ilarral e de Antonio Feliciana AI ve* de Aae-
vedo, prara de Pedro n. (*X. onde acaba de rta
sar uma crande porclo de carrafa* grande* e Pe-
quea, viuda, directamente de Pari*. de rasa do
dito Bo\ vraii-|..niertour 1, roa Rirhea tari:
Os formularios va, na praca de l>. Pedro n. Iti___Porl, Ja
Aranjo ; Babia, l.-ma 4 Irni.i,.. ; Pern.
fwum; Rio de Janeiro. Rocha & Filbo* ; o I
ra, loja de drsga* ; Villa >0v. Joao refaro da
Macales l.eilc ; Kio (.rande. Franrisr de reate
(xtulo i\ C*
CHAROPE
DO
BOSQUE
O uuicodeposilocontinaa ser os holira de Bar-
Ihol nieii Francisco de Sania, na roa larga ale Reas-
rio :i6; carrafa* grandes 59500 e peqaena* J
v.
f
caftsrs
fmfmt
-
ll.'ORTA^iTE PARA 0 PlILICI
Para cura de phlisiea rm Indos n seus didrreales
graos, quer motivada por ronstiparor*. lasse. lbe
ma, pleuriz. esrarrns de ancue, di>r de costada* o
peilo, palpitarlo no coraran, coquelorb. hronclwl-
dur nagarganla.e loda* a* mnlestiordesorate nal-
Cv^cratot fttftifrt.
-r No dia 1(1 de Janeiro do correle anaa faca
do rnsrnho Tibal:nca um mulato e*rrava, aat arr-
lenre anSr. Ilerrulano Cavalcanli de S Alt o nal.,
que, cojo signaos *o o* secundes rer bem rlsr,
cabellos crespos e ca.lanbo*. han,., rheio de rarpa,
esla rom a ror plida por ler .oiWi.lo eetoe*. e lem
mnilus mancha* no prtenro. ni- ci..|.i< e peila*. M
a O annos de idade, o boro ja Ihe apoala ; levan
camisa de alcodaozmho azol ja de*bolada. e Umhrm
a ceroula, uAi capole de panno fino hem usado : presume-e qoe levoa em enmpaama
um rriuuliuho forro com 12 annos da idade, alta,
serr, e rom alcumas nndoas pelo roslo r pncara, e
ha rarlo para uppin-.se que elle (a aialalo prelea-
de passar por Torro : quem o peor lar* o favor le-
var a 'cu senhor no eneraba mencionado, oa enlro-
car nota prara ao Sr. Antonio Annes Jaceme Pi-
res, morador no aterro da lloa Visla, qoe aera ro-
cuinpens.ii!n com ;enero.idadr.
Ingiram na manijado dia 1*1 iti* rorrralr daet
esrravos um por nome Theodoro, prelo, cunlo, pes-
cador, balso, curpolrnlo. rom muilo*cabello* bran-
.'" pela barba e peilo., idade :l.'i anim paaro aun
oo menos; ootrn de nome Jorce, mualo, balso,
seero do rorpo. poora barba, quebrado da verilba ;
lem do ladorsqucrdn do rosio ama ciratnr, este es-
cravo foi do Sr. Manuel Thomaz e\-rarcereiro ;
rondiiziram rom siso orna raixa, ns qnal levoraai
loda ninfa que linham. ralra e camisa* de algadaa-
zinho dr listra*. camisas de madanolln, ama dMa de
pbaela encarnada ja usada e coherlore* ; rano-ar ao
auloridade* poliriar* e capilar* de rampa qaeasss*-
preliendain e levem a rua da Coocordia a.i26, i
zem de maleriaet que serlo cenerosameale i
MU idos.
Contina andar fnaida a prel. Mrrenria, crl-
nnla, idade com os Biguaes segujule* : falU de denles oa freal* a
uma das orelhas rasgada proveniente dos brincas :
quem a pegar leve-ala rua do Hrnm. rmazcm de
assucar n. i-2, que *r.r bem gratificado.
^PERN.: TYP. DB
\
r
F. DB FARI*. 1856-
MUTILADO
ILEGIVEL


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