Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07270


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Full Text
ANNO XXXII. N.
/
Por 3 meses adiantados AjjOOO.
Por mere vencidos 4|500.
i
\
DOMINGO U DE FEVEBEIRO DE 185$.
Por anno adiantado lgOOO.
Porte flanco par o subscriptor.
DIARIO DE
^ KNUABBERAD08 DA SCHSCRIPCAO' NO NORTE.
Parahiba, o 8r. Garvaiio V. da Natividad* ; Natal, o 8r. Joa-
qun) I. Pereira Jnior: Ararat}-, o Sr. A. de i.ernoi Braga ;
Ceari, 081.1, lote daOlitira ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
quai Rodriguta ; Piaahy, o Sr. Domingoi Herculano A. Pesio*.
Oarenae; Par, o Sr. Juatiano J. Kamoa; Amaionas. o Sr. Jero-
n jmo da Coau.
PARTIDA DOS Uilll'.KlOS.
Olinda i lodos oa diaa.
Caruaru Bonito Garaohuns: noa diat 1 e 15.
Villa-Bella, Boi-Visto, Eiu' < Ouricury : 13 38.
Goianua e Parahiba: aeguodas e seius-feirai.
Victoria a Natal : nal quinm-ftirai.
&&ri0 DC *!pCTVUlWS}U0, monsiracco de desnatural antinomia. Osdous
---------1---------------------------------------------------. governos podem fallar em suas notas diplomticas
Da mensagem que o presidente dos Eslados-U- '
nidos dirigir ltimamente ao respectivo congres-
so federal, bem como de varios anigos que nesta
folha temos transcripto, v-se quao melindrosas
sio as circunstancias em que actualmente se acta
aquella vasto e poderoso paiz.
Difticuldades no exterior, difliculdades aind
AUDIENCIAS DOS TJtlBDNAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommereio : quartaa* labbadm.
Rela^ao tercai-fcirai e sabbadoi,
Fazenda : quartai e ubbadoi ai 10 horas.
J iii/n do eommereio: legunda ai 10 borai equintasao meio-dia
Juizo daorphaoi : aegundat a quintal as 10 horas.
Primeira tara do eivel: aegunda a aeitaa ao meio-dia.
Segunda Tara da eiial: quartaa e ubbadoi ao meio-dia.
EPHEMERIDES Do MI"/. DE li.VKRF.Ilto.
6 Loa no\a oi7 horas, 23 minutos. *!8 segundos da maohaa.
13 Quartoerescente aoi 7 minutos e 48 segundos da m.inha.
20 La cheia a 7 hora, 30 minutos e 48 segundos da urde.
29 Quera minguaoteaoi 19 minutle 4H segundos da manhaa.
_ PIIKAMAII IIK HOJb.
I rimer* as 7 horas a 42 minutos da manhaa.
Segunda as 8 horas a ti minutos da tarde
das da semana.
18 Seguuda. S. Semeo b.; S. Prepedigna v.
19 Terca. S. Conrado l.: S. Gabino m. ; S. Alvaro.
20 Quarta. Ss. Elenlerio e Nil bb-
21 Quinta. Ss. Maiimiano e Fortunato bb.; S. Angela A. .
22 Sena. S. Margarida de Cortn f. ; Ss. Pap* e Abilio bb.
23 Sabbado. Ss. Lasaro. Severino e Primitivo mm.
24 Domingo. 3. da Quaresma. Ss. Montano, Preteilato e Tharasio.
i:\c\nitM;aimis da si in iiiih ao \> six.
Alagoai, o Sr. Claudino ralea* Diai; Sahu, a le 1
Rio da Janeiro, o Sr. Joa* Peraira Manta*.
I.M PERX AMIII < O.
O propriaurio do DIARIO Mi noel rineira*
livraria Praca da Iodepeidaocia na a 8.
a Para*, M a
maiores no interior, lal he o lado em que o anno
de 1855 deixara a Unio Americana ao passar o
sceptro que empunhava ao que llie succeJra na se-
rie dos lempos.
As difficuldades exteriores dara-se coin a llepa-
nbe lambem ctima Inglaterra, mas principalmen-
te rom esla ultima potencia.
A Hespanha, conscia de su3 fraqueza, cvia por
todos os meios odender e al desgosiar o'gigante
americano pora ver se assim lhe ser pcnnellido
conservar a ilha de Cuba que elle tanto cubica ;
mas nao obstante isso, nao pude anda resolver-se
a dar a salisfaeco que della fui reclamada pela de-
tenco do vapor El Dorado na porto de Ha-
vasa.
As difucsldades com a Inglaterra resaltan de
duas cousas ambas de grande alcance a violaco
da lei municipal dos Estados-Unidos pelo? agentes
dogoverno britnico e a oceupaco por partedeste
mesm) governo de urna porco consideravel de ter-
ritorio na America Central. Bem que a consti-
tui{o dos Estados-Unidos n.o prohiba aos seus
concidados. no caso de romperem hostilidades en-
tre duas oh mais naces, a venda dos arligos deno-
minados contrabandos de guerra nein o transporte
de arligos bellicos ou soldados em navios mercantes
americanos para alguraas dessas naces. todava a
lei municipal prohibe nao soque os estrangeiros
sendo tambero que os amonaos armem dentro da
Unio nenhum navio, nem aliste nenhuma pessoa
para sahir dos limites ou jurisdiccSo dos Estados-
Unidos com intenco de entra- para o servico de
um estado estrangeiro, qualqucr que elle seja.
O governo britnico, fngindo ignorar esta dis-
posico, talvez pela necessidade que linlia de alistar
gente queenviasse a combater os Russos na Cri-
mea, mandou agentes seus ao Canad c aos Esta-
dos-Unidos para trataren! desse negocio: roas o go-
verno americano, sempre reteso de seus direitos,
tomou logo as medidas convenientes para a priso
e punico desses violadores de suas leis, reclaman-
do ao mesmo lempo com energa do governo do
paia a que pertencio nao s a oessagao do mal se-
no tambem a sua reparaco.
Infelizmente esla quesio anda se acha pen-
dente.
Oslnglezes queixam-se deque as reclamac/Jas
americanas sao redigidas em linguagem lio pouco
comedida edelicada que. posto o sen governo estoja
prompto para fazer todas as concessoes compativeis
com a ffgni'
"&'* acha a
das rel.ices ilo amisade que to felizmente suhsis-
tem entre os dous pateas, porm nao hatera paz,
nao hovera ovinas retacees mais que a de srdido
.nteresse em quanlo um delles pelo meio de sua
imprensa continuar a infligir parpatoos insultos e
calumnias e o outro vingar-se usando de repre-
salias.
A segunda quesio he anda mais diflicil de
rosolvnr-se ainigavelmenlo que a precedente.
Os Estados Unidos queja conlo con a prxi-
ma annexacoo do Mxico, visto o estado miserave!
em queso acha asa desgranado paiz, nao podem
tolerar que a Inglalerca oceupe nenhuma porco de
territorio na America Central, por (manto isso
empadiria que para o futuro podessem realisar o
sonh gigantesco com que ha muilose emballam,
isto i>, a oceupaco de lodo, o continente eonheci-
ilo debaixo do noitn de Amrica Septentrional.
Por fonvenco celebrada em 10 de abril do 1550
entre os dous governos, ficou estipulado que ne-
nhum delles oceuparia, fortificarla ou colanisaria
nenhum dos territorios de Nicaragua, Costo Rica,
e Mosquito ou qualquer outro da America Cen-
tral, nem assumiria jamis sobre algum delles o
exp.rwcio de qualquer dominio.
A Inglaterra emende os effeitosque desse tratado
sao simplemente prospectivos e noexieem porcon-
segninte que ella abandone nenhuma das posscsses
que tinha nai|uella regio na dato da eelebracao
do mesmo.
Os Estados Unidos de sua parte nao se nego
que a Inglaterra tivesse direiloa alguma possessao
ua America Central na dala da eelebracao do tra-
tado om quesi.no. senao tambem susientoque, da-
do ocaso que assim fosse, esse direilo se devecon-
siderar cedido vista das disposieoes no mesmo
tratado comidas.
O interesse nppOe-se a que clieguem 3 um ac-
cordo. Os Estados Unidos nao cedero jamis do
sen proposito, fallo-ha a Inglaterra? O lempo no-
lo dir.
Entretanto que a questo se discute, nm nume-
ro consideravel de aventureiros americanos invadi
Nicaragua e estabeleeeu um governo sen que foi
reconhecido pelos Estados Unidos, no obslanlc o
protesto que contra ess proced monto fizer-sa tres
dos estados visinhos.
Se as difficnldadts exlernas com que lucta a
Unio Americana podem leva-la. quando noater
guerra, ao menos a supendar as rabees com a
Gram Brclanha, as internas ameaco-n.i de umj
guerra civil e mesmo de letal dissolucao.
^onea o espirito de invasiio animou tanto os di-'
'lerentes estados como actualmente. O notte oer a
iodo o cusi impor ao sul as suas inatilniec ,sem
atlender que mui diversos siio os seus inteissi OS-
iiterttttrti.
OS PRIMEIROS SECULOS DA
GARIDADE.
(Pelo conde Frau de Chimpagny)
I
impeifeitamenle essa forma exterior em que con-1 absoluta. O homem obedece-lhes, mas nao Ihos
perlence. Usim como oto lia homem Sara alma, as-
sim nao ha homem sem direilo.
Esses dimito* do homem, segundo o Chris-
lianisrno, ipiasi que nao precisam de ser definidos.
paiz, a frentu decujo' ne,'o- j le rei|sle e daqui o perigo^Miinj lucia que p
>, lo,,^B-'ituS ,5,fe*aii ,vmeiunao Iww,'
Tin
Ii u |iengo^imi niciaque p
WMia* *e^\)om **n;.
vi-
da
cidir-se a satsh .j-las. uniao.
jt Em Kanzas j se/achao em armas osdout .lar-
idos. Os nvasore os homens do eslado l.vre,
em numero do 700 e os Missourianos no de':>00
inha lido anda lugar enlrt^f-
Se allendermos poim imprensa das ., na
es, veremos que urna nada fica a dever outra
relativamente a injurias e diremos mesmo aos in
sullos, que reciprocamente se prodigalizam, resul-
tando dahi acharem-se convertidos em repulsao i
odio os sentimentos de eslima c aueicao que ou
Ir'ora liga rain as duas populacoes.
A' Waskinqton Daily Union de 1S de de-
zembro prximo passado, tratando deste negocio
em um longo artigo exprime-se nos seguntes ter-
mos:
Nesla cruiada do 7im e seus socios da i-i-
prensa britnica, umacousa tem elles sem duv"$
iienhunia conseguido. Semearain denles dei gao para que dahi saiao um da homens armados;
implantaram nocoracao do povo dos Estados-Uui-
dos um sentimemo profundo de repulsao. aliena-
ran! quasi completamente uns 20,000,000 de ho-
mens, cuja posieridade ha de provavelmente con-
tar dentro de poucas geraces 100,000,000 que
herdaro os seniimenios de seus pais. Houve um
tempo em que urna grande porcao deste povo olha-
va para Inglaterra com urna veneracao affectuosa
que se aproximava al;;um.i cousa da piedade filial;
porm elle nao reconhecer por mais lempo urna
mi que, ao passo que reclama a sua sympathia,
o est perpetuamente assallando por toda a dc-
Ncnhiim conflicto
les ; mas como se -achao separados uns dos outros
apenas pela elxerr o de sele milhas, a nao haver
yiffiTa-prciTpia 'Amaocji da parto do governo,
be mui provavel que brevemente venho as maos.
O con;;resso nao se acha va ainda constiudo.
A lei determina quese;i presidente seja eleilo pela
maioria obsolula dos votos presentes ; mas nao obs-
tanlo ter-sej procedidos 4o escrutinios, nenhum
dos candidatos conseguir obter o numero exigido,
lal he a nbstinaco dos partidos em que a casa es-
t dividida.
O candidato dos Knotc-ft'othing, Mr. Banks,
foi quem no ultimo escrutinio oblevc maior nume-
ro de votos, 106 membros vetaran! nelle, mas
para ser cleito era necessario que tivesse obtido
pelo menos 11 .
Urna tal dUaosagao he como so ve sugeila a gra-
ves inconvenientes. Seos membros do cangreno
persistirem em volar sempre nos inesmos indivi-
duos, como he provavel que acam para avilaran
que saia cleito o candidato dos Knoxv-Nothings, a
sessao nao se abrir c o paiz ficar privado das
vantagens que della sem duvida lhe havio do re-
sultar.
ORIGINAL 00 DIARIO DE PERNAMBUCO.
REUFE 22 'lE FEVERF.IRO.
A epidemia entre nos tem lido um grande desen-
volvimonio. O ohiluario quolidiano he j espan-
toso; e parece que ella ainda nao chegou ao seu
apogeo.
Geralmente mortalidade ao des na pr^ieiros symptomas,
pois que de ordinar s so cecorrem aus
meios que a scienc /uaatr j nao he
lempo.,
Os precooceitos da ignorancia contra os estabe-
lecimenlos da caridade publica tambem bao coad-
juvado o mal na sua horrivel colheita.
Raro he o enfermo que procura um deste- esia-
belecimenios, que com to louvavel solicilude forara
levantados, para reparar o supprir as desigualda-
des da fortuna.
Com offeito, tome-se indistinctamentc um desses
liullftins offieiaes que se publicara todos os das,
e ver-se-ha que, enlre cincocnla victimas, nao se
enconlram cinco que lenham sabido desses asylos
communs.
Este fado lamentavel verilicou-se lambem na
Europa em idnticas circumslancias, c por isso nao
admira muito a sua fatal apparico entro nos.
Mas o que he ceno he que nestes astabelecimen-
tos levantados cusa dos recursos pblicos, se en-
conlram as roesmas, ou maiores vantagens. do que
o geral da populaco possue em suas casas.
Nelles existem os conforlosda abastanza e at do
luxo. Houve um encarregado queelevou o exces-
so a esto respailo a lal ponto, que pedio Icncosde seda
da India, lencies de linho lino, servido de porce-
lana, ele. Nao se lhe conceden tamo, mas deuse-
iba o que era necessario e conveniente, e ludo rom
abundancia, nao s para este eslalielucintento, co-
mo para todos os ouiros.
O governo leve o cuidado de entregar a direcro
desses asylos a homens cheios de dedicaro, solici-
tes, desvelados; de sorteqoe qualquer-pessoa que
l fr deve contar que achara um tratamenlo conve-
niente, e nao sofrer priva<;o alguma.
Se por ventura apparecem abusos, dejaba, ne-
gligencia da parte das pessoas encarregadas ila eco-
noma interna dessas casas communs, devenios con-
fiar que serao immediatamente corrigidos pelas au-
toridades competentes, logo que destas faltas tivo-
rera conheciment.
Por outro lado, esses ostabelecimenlos se achain
lambem sob a vigilancia de commissoes compostos
de pessoas honestos, doladas de patriotismo e
dade.
Alm disso, sao escrupulosamente ins|cciona-
dos lodos os das pelo zeiosj e infaligavel presiden-
te da commisso de hygiene publica, que nunca se
esquece um instante do cumprimento dos seus de-
veres.
Certamenle, o Sr. Dr. Aquiho Fonseca, opera-
rio dedicado da sciencia, ornamento resplandecenle
da sua classe, e cujos trabalhos scientificos j co-
mecama transpor os limites da patria, merecendo
distincco honrosa do primeiro estabelecimenio
scientico do mundo illustrado. tem desenvolvido,
nesla quadra, desde as primeiras noticias da inva-
sodo mal na provincia do Para, urna actividade
inaudita, j indicando os meios adequados para me-
Ihorar a salubridade publica, j publicando Irato-
nientos convenientes para combater o flagello ; c,
peor dos seus solTriments pbysicos, ainda nao
arrefeceu na sua nobre urefa.
A actividade esoli.-.iiude do Sr. Aquino nao se
tem limitado soinente a estes trabalhos. Olinda,
Poco da Panella, Monteiro, Apipucos, viram-no
mais de urna vez, observando as respectivas condi-
Coes da salubridade; e quando aqui chegou o avi-
so da presenca da epidemia em Jaboato c nos seus
arredores, o Ilustre medico nao hesitou em ir im-
mediatamente explorar essas localidades, que ficam
n'uma zona de seis leguas, sahindo daqu as qua-
tro horas da larde, e voliando para casa meia noi-
le do mesmo dia.
Sao igualmente dignos delonvoros valiosos ser-
vicos a benemrita dedicac/io do Sr. Dr. J. .1. de
Moraes Sarment, medico de urna Ilustrado pou-
co commum, de urna repuiacao esclarecida enlre
nos. e em Paris, onde fez oa seus estudos.
O Sr. Sarniento nao s teln coadjuvado ao go-
verno nesla crise com as suas-Juzef, como lambem
se lhe ollerecen duas vezes para ir Victoria, nos
dias do maior |wrigocstudar o gastado calamitoso da-
quella cidade.
-Nao se roalisou o son espontaneo e generoso of-
fcrecimenio, he Monde ; mas nao foi por culpa
sua,foi parqueo governoenlendeii, que, como o
mal jeonteaava tamliem a desenvolver-se nesla ci-
dade, os desvellos deste digno apostlo da sciencia
eraiu de su mina importancia pju-a a grande popu-
lado da nao pequea captol du Pernambuco.
Honra e gloria a estes dous dislinclos lidadores
da sciencia, a essas duas glorias da medicina do
nosso paiz, que nao vacillam em sacrificar commo-
dos e a propria existencia em favor daquelles que
soffrem, c recorrem aos fruclos da sua Ilustrada
experiencia.
Sem embargo de todos os cuidados, de todas as
garantas que o governo tem consagrado popula-
co desvalida desta cidade, sem embargo ilos conse-
Ihos e das presoripepes da scenfca suggeridos por
este? facultativos prestimosos, oj mal va causando
te i)n ntnade rhr/sia tm geral.
Folbeando os Santos Evangelhos, encontr um
dito que nao he sempre 0 que se d por devisa
caridadd christa, mas que pareco-me ntrelanlo
propriojiara assignalar um de seus caracteres mais
(luardai-vosde daspre/.ar um desses peque-
108.
A anliguidade paga nao isnoron com effeilo c
na\i poda deixar de sentir esses nsiinclos de com-
paixo, que esto no fundo do coraeo do homem,
mas elles foram muitas vezes sulTocados; algumas
vezes al causaran) vergonha e he trisie dteer que
um dos progressos da philosophia sobre a tradieco
primitiva foi condemna-los ou nega-Ios. Os poe-
tas amigos Enea da piedade urna divindade, e S-
neca fazia della urna enfermidade; mas, gracas a
Ueos, ea despeito dos philosophos, o sentimento
da piedade permaneceu no fundo de todas as almas.
Por confusas ipie fossem as cVadices sobre a uri-
gemda familia humana, as ideas de urna certa
consanguinidade entra os homens nao escaparam a
lodas asaitencoes; Cicero chegara a este pensa-
menlo (I), e a este respeilo o sangue falla to alto,
que mesmo em urna platea romana composta do
senhores que a chicotadas acabavam de rasgar as
cosas deseus escravos, d3 iriumphadores que ha-
viam arraslado alraz de si captivos destinados aos
supplicios ; de espectadores apaixonados do am-
phlheatro, l mesmo o sentimento da fratornida-
debrilhnvaem applausos dados ao famoso verso
traduzido de Menandro :
i Son homem e nada do que he humano me he
estranho. i (2)
Ainda mais, a allianca em una certa medida
deste stmtimenlo com o sentimento religioso, sua
derivarao llieologica, se assim posso dizer, nao fal-
tava intoiramenle ao paganismo. Somas a raga dos
deozes, dizia Aratus citado por S. Paulo. E a sanc-
(80 dos deveres do homem para com o homem, era
o culto, nao dos deozes inferiores, dos deozes dos
poetas, mas o cullo do dos soberano, de .lupiter.
Ha va Jpiter prolector dos estrangeiros, Jpiter
protector dos hospedes, Jpiter protector dos que
pedem. Era Jpiter que persegua o homicidio;
as Eumenideseram seus ministros. As divindades
puramente poticas, lodos o senliam bem, nao eram
asss serias para exercer essa tulclla do homem.
Cumpria confia-la a um dos mais grave, ao nico
no nome e na tradicao do qual se acha urna lem-
braocado nrdadeiro Dos, do Deosum.
O valor do homem aos olhos do homem nao era
prtenlo cousa inteiranioate desconhecida ao paga-
nismo; mas o que lhe faltava era a conccpcao cla-
ra do homem espiritual, que d a este valor algu-
ma eousa de absoluta. o ha certeza de que a
noco do ser immaterial, do pensamento itileira-
menle livre dos sentidos tenba sido concebida pelos
philosophos, nem com mais forte razo pelo vulgo.
A alma, o ser incorpreo, ou o que assim se cha-
mava, era um sopro, (anima) urna chamo, um ar
apurado; alguma cousa sem duvida mui sublil,
mas percepiivel lodavia por una senlido ou por ou-
tro. O paganismo era dominado pelos sentidos e
nao chegava a escapar-lhes nunca completamente.
O homem tinha por tanto sobre as outras creaturas
a nica vantagem de urna forma um pouco mais
perfeila, de um poder um pouco superior, de urna
intelligencia um pouco mais activa ; elle era na
masma ordem alguma cousa de mais -. mais alta-
mente collocado oa mesma esphora; nao novia um
abvsmo entre ellas c elle.
A distancia sendo menor entre o homem e os
outros entes creados, era maior por conseguinte en-
tre un homem e outro homem. Cerlos entes bu -
manos eslavam to perlo do bruto '. O menino-no
seio da mi, nao respirando, quasi que uao viven-
do, esse informe rudimento do homem era to pou-
ca cousa i O menino recem-nascido a quem a pa-
lavra nao distingua ainda dos animaos, era lopou-
ca cousa O ente mal feito, aquello que possuia
sistia loda a grandeza do homem era to pouca
cousa ainda !
O escravn, essa segumla Dataron humana de
quem Aristteles faz urna variedade parle na o<-
pecie, era to pouca cousa A mulher, n sexo in*
i ferior, ora anda t'i pouca coosa O rassallo com-
parado com o soberano, o proletario comparado com
o cidado, o pobre comparado com o rico, lodas os
desamparado) dadeoza Fortuna comparados com
os seus privilegiados; todos os impotentes da or-
dem poltica ou da ordem social comparadas com
os enles bemfeitos. com aquellas que eramos bel-
los eexcedentes da cidade (optimates ) eram to
pouca cousa As desigualdades miiltiplicavam-se
ao infinito e com um carcter to absoluto como
nunca o fora nos lempos modernos, por isso mes-
mo que a grande desigualdade, a grande differonca
enlre o homem o o que nao he o homem, nao era
sentida de um modo bastante absoluto. A superio-
ridade humana e a igilaldade humana eram desco-
nhecidas pela mesma causa c ao mesmo lempo.
Mas no Christianismo ludo muda. O homem
colloca-se desde o principio de urna distancia ina-
preciavel cima do ente material; nparta-se delle,
como diziam os amigos, de um eo inieiro. Entre
o enle material e o ente immaterial nao ha medida
commum. 0 homem temjitna alma, essa parte pu-
ramente espiritual de sen ser, sem parentesco com
a natural lecresu, anloga natorexa divina. Sua
alma he um sopro, mas he o sopro de Dos. E nao
he isso bastante gloria, pois essa alma mo s fora
errada por Dos, senio tambem remida por elle.
Dos interveio segunda vez ; depois de ler feito o
homem, fez-se homem. Elle era como pai, o prin-
cipio da fraiernidade humana; como irmao agora
he o seu laco. Elle a fundara e agora se Ihn asaoeia.
B para cumulo de gloria essa alma he immortal.
Essa alma feila pela mo de Dos, essa alma asso-
ciada naturoza divina pela assonac/ui de Dos
natureza humana, he destinada a viver para em-
pre em Dos e com Dos. Nao cabe exclamar aqui
com iim padre da igreja,: Alma, ievanla-tc. eiso
que tu vales (3)
Daqui duas cousas : a superioiidade absoluta do
homem sobre ludo o que nao he o homem; a igual-
dadefundamental do homem para o honiini O
que he urna creatura privada de razio, por mais ri
co e grande que seja, em compareci desse homem
to grande por sua essencia, por sua redempeo, por
seu futuro? O que he o mundo material tolo in-
ieiro junio de lima s alma humana? E mesmo
os entes mais poderosos que a imaginacao possa
conecbor, as aulraogoes mais altas a que o pensa-
mento icnha podido dar nascimento, os enles cnl-
leclivos mais dominantes nesse mundo, a familia,
a cidade, a naca, a patria, ossas cousas da Ierra,
oque sao junto de urna s alma, essa cousa de
Dos?
Eslabelecida essa differeica fundamenlal, asdif-
ferencas secundarias, as d/fferencas de homem para
homem sio,.. relaiivamei te fallando, iuparcepli-
A alma tem direitos
montanha, no qual Jess loma umaum os pre-
ccilos da moral hebraica e dobra-os.por assim dizer,
pela extensao que Ibes ajunla : Ouvistes que
foi dilo aos amigos : Nao matars, mas eu vos di-
go que quem seencolerisar contra seu irmo ser
que lhe sao proprios; ella tem eondemnado ao suppliciodo fogo.
direilo ventada, ao conheci memo, virlude El-
la lein o direilo de alcancar toilas essas cousas, o
cada homem na medida de sua misso, tem 0 de-
ver de Ih'as facilitar
Misa alma lem direitos ao nome de seu propria
corpo. O rorpo do liom-in participa da gramleza
do sua alma o conserva um rellexo de sua gloria.
foi dito: Amars a ten prximo e odiaras atan
iuimigo ; mas eu digo-vos : Amai a rosaos in-
migos ii Nao somonte a piedade amiga seno lam-
b.-in a beneficenriajudaica era exallada.eanobrecida
e divinisada em seu principio.
O hoiuuin ama o homem porque ama a Daos
o homem ama ao homem porque sao um e outro
He o templo do Espirito Sanio. Essa mesma car-, lilbosde Dos; isso nao he bastante ; porque D.ws
ne, boje ovillada e degradada, ha de tornar a ap- j unindo-sc natureza humana, unio-se a um assim
parecer no eo, revestida de gloria sem ser sujeita como ao outro, e fazendo-se irmo de amlios os I pouco a pouco cadV Mt a wVseT
a corrupcao. Quando mesmo cohr.suo, segundo a | fez irmos segunda vez. A beneficencia judaica, te e tornar a entrar em sua l.barda
expressao de y I'aulo, crucifica sua carne, he aliio tornando-se a caridade christa, dilala-se em lo-
de que igual i de Chrislo, ella desea um dia ao se-1 do os sentidos. He mais larga por suas obras,
pulchio oressusciie na gloria. O corpo do homem I porque nao se contento' com dar estrictamente o
tem por tanto direiloa urna parte do respailo, do I que a lei exige, mis considera-so como carregan-
cuidado, da proteecao que deve cercar sua alma. I do a carga de seu irmo : Dos deu a cada um
Mas do mesmo modo que a alma tem o corpo a de vos a carga de seu prximo Ella be mais lar
seu servico, os baos da Ierra eslo lambem ao ser- I ga pelo numero daquelles a quem se applica, pois
vico do corpo. A conservado delles he ainda um estende-so al aos inimigos, m perseguidores aos
teriam ficado fL.a dessa communhao : Ifaa per-
maneceria em las maos o leu corpo. te o Iraaan
querido guardar? Nao lepertaoceria o precdele a*
vendesses, diz S. Pedro i iiiiiui m pinaanda |q
. sua mentira (7) Naohavii por too nenhaaaa aa-
Oivisles que gac^o para essa renuncia, aam mesmo asi
enca. Ella nao poda ser a regra de un
de um pouco numerosa, porque implicara a re-
nuncia cultura e ao eommereio, e nasa saesaiade
um pouco numerosa nao podara vivar ama omb
dous recursos. Ella nao poda
nimio lempo, pois ni* era
lalo, e as familias, mulliplicando-a,
que tirassem sua parte do patrimonio i
pirilos. almas, caracteres mui diversos, o qe lavara
par-
ein sua 11 tu nlHo
Quanlo ella durou, nao o sebeases :
numenlo que resto-nos, a paanaem citada <
dos A|ioslolos refere-se. nao digo
anuos, porem ao primeiro anuo da) L
Nenhum testemunho posterior ha qae noa V aea-
aheett a sua duracao.
( (Jonl'numr-$e-ki
(1) Del.egibus.
(2) Homo sum, bumani nil a me alienum pu-
. ( Terencio e Menandro que ello iraduzio. )

1
O nosso eommereio, outr'ora o llorescenle, D
hoje completamente paralysadji. Asnossas ras,
as nossas pracas, sempre cheias de urna mullidode-
'igcnte, cheia de actividade,'de vida, esto quasi
desertas e despovoadas : dissercis o dia seguidle de
um acampamento devastado pela motralha e pelas
balas de vencedor Iriumphante*
A tristeza, o susto, a conslernac/io, a alflicco,
a incerteza do accommettimenlo do mal sao ossen-
limenios que se divisam em lodos os semblantes,
marcados em caracteres pbysicos.
J teve a molestia ? He a phrase, a sau-
daco commum, com que lodos se comprimentam
reciprocamente.
Poste que o mal que nos persegue aprsente symp-
tomas do cholera-asitico, comtudo alguns homens
da sciencia ainda vacillam aqui em qualicar a epi-
demia reinante como tal. Assim, nao seria fora de
proposito que se snbmetiessem alguns cadveres a
um exame escrupuloso, para verificar-se se os
principios mrbidos que viciam as lontes da vida
entre nos, sao os meamos que na Europa caracleri-
sam o cholera.
Como quer que seja, o que he ceno he que a
molestia mata cruelmente, e que em todo esse lon-
go transe, nessa tragedia universal, em quenin-
guem sabe quando chegar a sua vez de sor protago-
nista, sao as classes indigentes, que quasi exclusi-
vamente tem augmentado o immenso rol da morta-
lidade.
A experiencia nos vai mostrando dolorosamenio
que esses taceos immunfci e apaados, onde o sol
e oar nunca penetrarr-^sas praiassem caes, essas
pracas semarvores, es;. ,s ras enlameadas sem cal-
lamento nem esgolo, ho sido mais cruelmente tra-
tadas pela peste, do que as localidades mais favore-
cidas, as habilacoes mais alejadas, mais com modas
e espacosas.
A vista disto, he iaconlestavcl a utilidade, a ur-
gente necessidade de medidas enrgicas, dictadas
pela sabadoriados homens da arto o da sciencia pa-
ra adiantar a roalisaooo de inelliorainenlns reaes e
pernumeaies, em que todos so inierssassein.
I ara eslelim, a municipalidade, poderosamente
uxiliada pelos cofres provinciaes, c pelas sommas
concedidas pelo ornamento geral em favor da salu
bridade publica, deveria promover alguns benficos
melhoramcnios, que extirpassem essas condigoes
mrbidas, que to cruelmentedamnificam a impor-
tante cidade do Recife.
A formarlo de companhias pedera ser promo-
vida para levar-se a effeilo o alargatnento e aber-
tura das ras, nos bairros da cidade, om que semo-
Ihanles melboramonios ollerecem probabilidades
certas de lucro. 0 taino do Recife he o primeiro
que se aprsenla ao espirito, e o que reclama mais
enrgicas providencias.
Quanlo aos meios de realisar os mulhoramontos,
que apenas indicamos, c cujo plano geral deve ser
elaborado_por pessoas habilitadas, com pausa, ina-
dureza e reflexo, deixamos a respectiva invnsliga-
veis. Quij imporfti a differenca de um homem pa-
ra outro homem ? Sao sempre duas almas. O pro-
letario, o pobre, o subdito, he urna alma O es-
cravo, he urna alma A mulher, he urna alma O
disforme, o miserav I, he una alma O menino
que acaba de nascer, he tima alma !0 menino ain-
ita nao nascido, hej urna alma! Guardai-vos por
lamo du desprezar um s destes pequeniuos porque
he urna alma igual por essencia vossa, urna al-
ma creada po, Dos, remida por Dos, chamada a
ver a J)eos; urna alma 7111! tem um ano no eo
e esse anjo v a face do Pai que est nos
tos (4)
O homem tem pois um valor inapreeiavel, in-
conteslavel, absoluto e esse valor absoluto do ho-
mem faz que nao possa haver direilo absoluto con-
tra elle. Qualquer quo seja a relaco de um ho-
mem para outro, ha direilo da parle parto, por
conseguinte dever de partea parle. Nem o adulto
contra o menino, nem o homem contra a mulher,
nem o pai contra o filho. nem o esposo contra a
esposa, nem o amo contra o servo, nem o cidado
contra o proletario, nem o soberano contra o sub-
dito, nem a cidade contra aquelle quedella lio mem-
oro, nao podem reclamar um direilo de disposieao
(3) Anima, erige te ; tanti vales (Sanio
Agostinho in psalm. 102)
(4 1 Math. cap. XVII, v.
10.
dos direiios Jo hoinam. seu livre uso nina de suas
liberdades. Ensinar esse triplico respeilo d'alma,
do corpo, do patrimonio; assegurar essa triplic
libarla le da consciencia. da vida, da propriedade,
render honra ao homem, em seu abalimento moral
que se eleva, em sua vida corprea que se prote-
ge, em sua pobreza que se allvia, e isso contra as
trovas da corrupcao idolatra, contra a inhumani-
dade e egosmo dos secutes pagaos, conira lodas as
prevenepes da forca. contra todas as usurpaces do
poder soberano, conira todos os abusos do poder
domestico, conira todas as iniquidades do direilo
civil, conira todas as violencias do direito publico:
lal era a larefa da caridade christa. Ella pode ex-
primir-sccm una s palavra : Oar ao homem to-
do o sen valor e isso em nome da Dos.
A historia de una lal obra seria um immenso
trabalho : felizmente nos he permitlido oireunsercV
la e proporcionala a nossa fraq ueza. A mais
alta, santo e fundamenlal parle da caridade chris-
lo islo he a caridade espiritual, a esmola feita as
almas ascapa-nos mesmo por sua grandeza ella
seria a historia de lodo o proselylismo, de lodo-
apostolado christo, da fundaeao mesmo do Cliris-
liaoismo. Trabalhos recentes, inspirados por
iiL-ssos corfios sabios e submettiilos a sua approvaeao
permittem-nos lembrar summariamente, Nm en-
trar em militas particularidades, o que respeita,
quer questao da escravido, quer do aperfejoa-
mento do direilo civi(. Essas dous assumplos lem
sido tratados de um mojo lo cmplelo e luuiino-
zo que seus resultados se consideran como adque-
ridos ; por tanto basta lembra-los. (5) Assim res-
tricto, o aasumpto he ainda mui vasto ; mas he mui
bollo o nao pode deixar de tentar-nos, ainda
seja s pela honra de o ler emprehendi lo
II
Da caridade do secuto dos apostlos.
Dv Igreja de Jerulalem.
Comocemos pelos primeirosdiasda Igreja chris-
ta. Ha um certa encanto em desenterrar, por
assim dizer, a sement de que sahira urna arvore
gigantesca ; em compiehendcr as maiores instiiui-
coes em seu comeen que he sempre humilde; em
comiemplar a Igreja em seu berro indigente como
Chrislo no delie ; em fazer rellorescer em nossas
memorias essa simpliciJade dos primeiros dias
O eiisino da caridade fora dado pelo Hoinein-
Deus na Ierra. Esta palavra da antiga lei A-
mars ao senhor leu Deus de lodo te eoraeio, de
toda la alma, do todo leu espirito e de teda na
forca e a leu prximo como a li mesmo recebera
n divino commentario do Evangelho. Como lodas
as virtudes dojudaismo, a caridade mosaica tinha
sido elevada a urna potencia superior. Essa be-
nevolencia do Judeu para com o Judeu, restricta,
formal, estrecta, fora substituida pela caridade do
Christo, nao somente para com o Christo seno
tambem para com o homem, larga, mltipla, su-
perabundante.
Leinhra-vos desse magnifico sermo sobre a
que
(6) Historia da escravido natantiguidade por
M. Wallon. Da influencia Jo Christianismo so-
bre o direito civil dos Romanos, por M. Tronlon" ;
1813. "
cao aos espirites praticos, aos homens adestrados na
organisaco dessas associacijes.
Enlrctante, diremos, como para prefinir urna
objocco que cerlamenle nao escapad acuminosa
penetraco dos estacionarios, dos homens do estatu
quo, que odinheirono nos fallar para realisar
este grande desidertum de urna cidade to ventajo-
samente situada e to mal delineada.
Com effeilo, alm da mor parle dos predios que
devano ser desappropriados terem pouco valor, as
companhias que por ventura se houvercm defor-
mar para eslelim to til, e em nosso conceito to
urgente, poderiamdar assuas proprias acc pagamento dos predios de maior valor,' que tives-
sem.de ser demolidos na direegao das aberturas c
alargamentos proyectados.
A municipalidade, roadjuvada pelos cofres da
provincia e pelo orcamento geral, poderia auxiliar
estes melhoramentos, nos lugares em que o lucro
resultante de maiores facilidades de transito, e pro-
prios para establec memos commerciaes e indus-
triaos, na) fosse estimulo siifiicienlc para emprezas
particulares ou colloctivas.
Tem-so dito muitas vezes, e nos repiiromos :
querer he poder Queirantos c podiremos confe-
rir este grande beneficio, que tem por lim transfor-
mar um monto informe de ras eslreilase sinuo-
sas, detectse iravessas intransilaveise insalubres,
em urna linda cidade, arejada o sadia.
Apenada de todos os lados, como n'iun vasto
amplexo, pelo Cipibaribe e Botarate, que a cer-
cara, nada ha lo fcil como prove-la de eommodos
despejos e esgotos para as impurezas de nina gran-
de agglomoraco da homens com as suas variadas
necessidades, com as sua? mil industrias.
Lavada por brisas constantes do mar, nada he
lo fcil como a renovaco do ar em son seio, dis-
pondo-se as ras o mais possivel na direocao dos
ventos, e formando-se um numero sulheionlc de
pravas, que as grandes cidades podem sor compa-
radas aos palmos na economa animal.
A plantaeao .le arvores as cidades he lambem de
grande ulilidale bygionica.
As arvores nao tem s por lim afonuosear a cida-
de e mitigar o ardor do sol, exercem urna influen-
cia benfica, purificandoo aratmospherico por meio
da absorpeodo acido carbnico.
Com ell'eito. ao passo quo os animaos viciam o
ar, apoderando-se do gaz oxigeneo necessario
oxidaco do sangue, c exhalando o acido carbni-
co : pela sua parte as plantos, mediante a aeco da
luz, eliminara da atinosphera o principio nocivo
respiraco los animaos e lhe rastiutBOl o oxigonio;
resultando dosis maravllioso procasso da lei da bar-
nionia universal o restabelecimenlo da pureza, a
ponderaoao perfeita dos olemenios constitutivos do
ar respiravel.
Assim, v-so que o pianito dos aorados as
pracas, ao longo dos caes e de todas as ras, cuja
largura permillir, contribuirla poderosa <; efficaz-
raente para purificar o ar, lornando-ss dest'arte um
agente precioso da solubridade publica.
Dest'arte, as feioes da nossa cidade se aformo-
seariam, o pobre respirara ar mais livre e mais
salubre, ea peste nao encontrara tanto aliir.enlo pa-
ra sua furia.
He singular que o paiz, onde mais se precisa de
sombra, onde a frescura be sempre lao grala e ap-
peticivel, seja lambem aquelle onde em menor apre
-o se tenlia a. follugem das arvores e o go/.o que el-
las nos podem proporcionar!
H'um paiz. como o nosso, o governo collocado
.-m certa altura, dispondo de .amos meios de inllii-
oncia e de seduceo, deve lomar a dianleira e. com-
municar o primeiro impulso ao carro esplendido do
progresso mascumpre que este impulso seja lo vi-
goroso quanlo esclarecido.
Nada he lo fatal como o imperismo em materias
de alta administracao e de sciencia, e lo- prejudi-
cial como o nepotismo eo favoretismo, to reprc-
hensivel como a fraqueta e a condescendencia, que
quasi sempre se avizinliam da immoralidade e do
crime, pois que podem aeearretar grave detrimen
toa causa publica, e embargar a realisaeo com-
pleta de medidas altamente reclamadas, s porque
se receia offender interesses de poderosos, contra-
riar os desojos de estpidos dinheirosos.
A gravidade do mal c os sustos razoaveis que
elle inspira, le.n dado nascimento a mil systemas
decorar, a mil coraposicoesde diversos elexires pa-
ra combate-lo; e deste estado em que nos sobamos,
ha resultado igualmente a apparico repentina
de diversas calhcgorias de applicadores de reme-
dios.
Em dias da semana passada espalhon-se aqui a
noticiado milagrea operados, no tralamento da epi-
demia por mu preln eseravo do senhor ih) engenho
Guararapes. A noticia foi acolhida com eniliu-
si.isino.
I.nio era natural, o governo encaregoii a 11111
facultativo que fosse ao dilo engenho examinar o
processo do iratamenio, o remedio ampregado pelo
prelo, o averiguases se os resultados indigilados
eram exactos.
Parti o facultativo, observou o negocio, voliou,
e eommunicou ao governo que nada baria admira-
val nos resultados oblidos. Ento a opinioemu-
deceu, ese desvaneceram as esperancas acerca do
melhodo africano do curar a epidemia.
Entretanto, ha poneos dias desto semana, apre-
seuiou-se aqui mesmo nesta cidade outro prelo, di-
zendo que linha um especifico infallivel para com-
bater o mal. A curiosidade e o desejo. alias mu
natural, de enconlrar-se um remedio elBcaz quo
salve tontas vidas imminentemenle ameacadas, fez
que algnem marnlasseo segmiJo curador applicar o
sen maravilhosoelixir em um individuo que se ocha-
va alocado.
calumniadores : o Se amis aquellos que vos amara
quo recompensa tereis ? N.o fazem o mesmo os
publcanos e os gemios ? Ella he mais larga pelo
numero daquelles que sao cha nados pralica-la
pois sao todos os homens, qualquer que seja sua
origem, sua coudicao, sua patria. O mais bri-
lliante exemplo da caridade do homem para com
o homem he o do samarilano. Ella he maior pe-
las recompensas que lhe sao promettidas, pois nao
sao 011ro nem praia, cousas corrupliveis, neme
prosperidadetemporal promeltida pela anliga lei;
he um reino, e o reino do eo, que heanuuncia-
do como a recompensa de todas as virtudes, mas
antes de ludo da caridade. Ella he mais alia pela
dignidadedaquellosaquem soccorre, pois soceorren-
do os pobres he a Jess Chrislo mesmo que ella
assiste. He mais santo pelo modelo que lhe he
pruposlo, pois esse modelo henproprin Daos : aS-
de perfeitos como vosso Pai celeste he perfeito .
Sede misericordioso como elle he misericordioso ;
sJe lili ios de vosso Pai celeste que est nos cos,
que faz levantar o seu sol sobre os hons esobre os
inaus, que faz cabir a chova sobre os justos e so-
bre os injustos. 11
Esse curio o imperfeito resumo das regras da
caridade evanglica basta para despertar a lembra-
ea della e para v-la |Kisia em pralica. A sotie-
dade christa comcfot no dia em que depois da
rosiirreieo do Senhor o de sua subida ao eo, o
Espirito Santo deseen sobre os apostlos' reunidos
no Cenculo. Foi entioqueas somentes das virtudes
chrislas depostas em suas almas germinara m nel-
les ; foi enio que os prsalos seeilos, por elles
eomecaram a tradur-se em obras ; foi enio que
a f delles brilhou em lodo seu poder.
A caridade moslra-se nesse tempo debaixo da
forma mais perfeito. Depois da primeira predica
foram tres mil os que perseveraran! na jkwlrl-
na dos apostlos ena communhao da fraeco do
pao e as oraces.......Todos aquellos que criara
eram iguacs uns a oulros e linharn tudo em com-
mum. \ endiam suas propriedades e seus cam|H)s
e reparliam-nos entre todos segundo as necessida-
des de cada um. Cada dia reuniam-se junto no
templo, partiam o pao em suas casas e lomavam
o alimento com exallaco e simplicidade de cora-
i.o, lomando a Dos e rendendo-lhe gracas diante
de lodo o povo.....A inuliidao dos crenies nao
linha seno um coracao c una alma, o nenhum
delles considerava como sua nenhuma das cousas
que possuia ; antes lodas lhe eram communs......
Nieguen) era pobre entre elles ; todos os qnepos-
suiam campos ou casas vendam-nas, e vinham
depor o preco da venda aos pl dos apost-
los. (6)
Eis a communhao christa cm toda sua pureza.
Eis a igualdade primitiva restobelecida lamo quanlo
pode s-lo neste mundo. Kis urna Igreja inlei-
ra praticando os con>elbos da |ierfeico evang-
lica : Vendei o que tendes e dai-o aos pobres. 1
Mas urna tal ordem nao podia ser nem univer-
sal nem eterna ; ella nao podia ser seno volun-
tariamente abracada ; por conseguinte lodos os
cbrisios que nao se livessem sentido com aforra
dosoffr.-la, sem serem por isso excluidos da Igreja
(6) Acl. II, 42. 41, 47 ; IV, 32, .31, 35.
Com effeilo, applicou-o, e dizem qeu o doente
ficon inmediatamente curado, A noticia desta cu-
ra milagrosa espalbou-se por lodos os cantes da ci-
dade ; c o povo, sempre inclinado a admillir ludo
quanto lem o carcter do maravilhoso, e sem nun-
ca indagaras causas reaes dos tactos, lornou-se
a inte de milhares de vosas da fama de da Costa d'Afriea para elle o prelo linha .ochado
a pedra philophar dos alchinisias ; e dizia que nao
havia caso que nao fosso ourado com o remed 1.
l)ezemvolveo-se um completo phanatimo, urna
verdadeira allucinaco.
Neste caso empregar o rigor para evitar nm en-
sullo nossadvilisaaio, como dizem, era urna em-
prudencia.quc steria poilira augmentar o prestigio
desse novo predistinado ; e o mellior e o mais acer-
ladoeradesengaar esse povo innocente,e sempre in-
grato para aquellesquc lhe dizem a verdade.com os
factoi, com a experiencia.
Foi neste sentido que procedeu o govarao, man-
do o prete a um! das enfermaras ministrar o seu
especificio, sob a vigilancia de um facultativo. 1
Comoffeita. procedeu-so expiriencia, e o re-
sultado foi o nada, a neg.oc.ao absoluta !
Mas as cousas ainda nao ficam neste ponte.
Fiira desia enfermara, e om ontros lugares o re-
mello tem sido applicado j pelo propro inventor,
j por pessoas particulares, e o resultado tem sido
o mesmo,o nada, a negocio absoluto, e o desva
necemento das esperancas concebidas !
Entretanto, os cedulosainda referem cisosde-
cura praticados pelo curador : tevjrdade, queremos
acreditar que elle lenta curado alguem ; mas cuni-
pre lembrar que a epidimia reinante, sendo alaga-
da logo cm principio, perde o oarecter, o poder fa-
tal que possue c o rcstabeleci mente da sau-
de se opera com (acilidade.
Ora, 0 lal relo empresa na coinposico do seu
elixir elementos fortes, e mui estimulantes assim
nao du vida mi- que ilffl remedio desta especie ap-
['lie.i I', logo no iiivvo du mal prudu/a 11111 cITei-
10 henlici; che isio o que lem a contenido. Mas
nos casos graves nada tem elle conseguido.
Dese|aramos que elle ou outro qual quer lma-
se doscoherlo um meio que salvasse lanos milita-
res de victimas, que lodos os dias tem a morie
liante dos olhos. Nos seriamos os primeiros a
proclamar essa descoberla, e a glorificar Osea autor,
qualquer que fosse a sua condico. Mas infelis-
menti; parece que esses desejos serao vaos, e Pi-
caremos com a triste realidade do mal
Em fin, pensamos que essa credulidade da par-
te do povo na eflicacia do remedio do preto, as
tristes ciacumstancias em que nos acharaos he natu-
ral, (i ipie em nodadepie conira a nossa civilisaco:
he Giba do insiineto qtn sempre leva o homem a
procurar um allivio pora os males queaoflre.
No meio das tribulscoes dos incertezas divida
e as agonias que 1 ansa o flagello, o homem appella
para Dos, e s encontra consolado as esperan-
?
eintra paca enhorna.
CARTA A MINHA SOBbUNHA
. l'nnlintltrin.
Voss agra.rece-me minha moniam, o ter-
mo dado os conselli s necesarios para faem
cstabelecer seu poder amUrmmt, rwifrjraae
diz, na casa, sente-se to bem diaaosta a
segui-los, que pole-m* a grar^a de cnnti-
nua-lus. Estimo isso lauto qae nao
deixar ilc obedceer-lhe quanlo antas.
Eis-me pois de novo as suas arista 1
prntnpta a cotnecar ouir* re o roen curai-
nho de moral de que voas Unto provaito
tira.
Primeiro que tudo, compenetre-*a heav
desta verdade que o pirito de ordena he
a riqueza de una casa por isso o qae an-
tes de tudo uina senliora lev- aprender, lie
contar comsi.-o mesma, aGm de cortaras
despezassiiperfluas para mellior fazer as qm-
a decenc i, o bem esUr dos seus, om a Cari-
dade lhe Inspiraaa.
Mas sendo ennomica e regrada, cumprr
evitar tambem cahir ni avareza, ignotil 4e-
retto que aproveita pouco e daanonra
nimio.
Para una casa se.- b m administrada, im- ,
porta que todas as cousas, mesmo as asis
simples, ato se facam nunca sem permissSo da dona. II* duas maneiras ate
prevenir o desperdicio: un estricta, que
consiste em dar cada manhSa o onsamma
Jodia; a outra mais larga, que he dars
provisoes necessarias para semana oaj >-
ra os mezes; c nao creia que sejam as paw-
soas baixas que assim obrem, palo con-
trario.
I'osso cilar-lbe como ese np.o uou casa
queconhecoAobairrodeS Cermeo; silo
pe>so>s ncas,#nobres o altamente cottecadas
na escala social; ha nossa casa tras mocas
criadas com loda a elegancia e com o esme-
ro iiecssirii om sua post.-o ; pois bem m-
sas mogas esto alternad .mente de semana,
quero dizer aquella que ?sta de servico tom
as chaves de tudo; da o assucar. o arroz as
vela* ; .lesee a ad-ga com o criado, final-
mente faz tu lo o que exige a conducta de
uina boa dona de osa. Acabada a semana.
substiiuo-a uina das outras irmias, e assim
por diantc.
N3o ere, minha Rita, qae es-as mocas se-
rao ainda multo mais preciosas aos olhos ate
um marido, por essa oducacn sensata do
que pelos seus ltale* de ricas lierdairaa,
vtslo queelles lemetii muitas vezesque quem
muito trax, muito gasta?
Conserve portanto debaixo de chave o
vinho, as velas, o cafo, os licores, em ama
palavra iodos os objeclos de co .sumo mais
caros, |iois os cria los, por mais Aeis iiumc-
jain. uo escrupulistin ero lirarjkttaTcon-^
sas. lia um nroverb qire (rll! rWua'a.
profusa'!,! Esla proverbio nc Irm fundado
quando a dona da casa no le.n o anioao de
fazer o que lhe aconselho, entretanto eaaa
inspecciio he fac:l e pouco fadigosa. Tendo
ordem as ideas, qualquer sem esforco a as-
labelece em sua casa, porque enlao distri-
( 7 ) Act. v, 4.
;as da religio, na doce conviceao dos premios da
lieniavenluranca.que a bondade divina reserva para
o justo.
Cora elteito. hoje mais que nunca os aoaaos
templos se enchem de gente, que vio wpptieer
a Dos a exlincco da epidemia; e o da l'c.ika, oa-
de se acha expusio adoracao dos neis o Saatra-
mo Sacramento da Eucbaristia, be o mais con-
com lo. .
A ceremonia do S. S. Sacramento exposto em
adoracao por espaco de 40 horas, no lampo ata
peste, em memoria das AO horas em qae Je**rs
Chrislo estove mono no sepalchro, foi celebrada
pela primeira vez na cidade de Milhao na Italia.
peto Rvd. capuchinho Fr. Jos de kfilao -. a
duque Fruncisco II. de Milao concorran meato
para que esla de.ocao se desenvolveaas
A ponipaca solemnidadecom qoeo S- S. Seeta-
nionio ero exposio na igrejas daquelli cidade era
lo despendiosa, que foi necessario p |t.
miles s grandes despezas.
O PonlilicaPio IV. por um docrelo coaatraaaa *
expesieio do S. S., que .lepois foi praneada palo
Archiconfraria da Oracao e da Morts, i im-
laeo dos 40 dias que Josas Quisto jejaoa e
orou no Diserlo ; e o Pontfice Gemente VIII. er-
donou que tal sx|iosissao fosse celebraos em Meas
as igrejas de Roma por cielitos, de son qae esa
lodos os dias do anno cm Boma, aples, Mar-
rao, Messina, Milao, etc. etc. se adiasse expea-
lo o SS. Sacramento cm Laus-perennit.
He coslume na Italia rolloear-se o retbale, ow
retrato do S. S. Sacramente as imraediacoes da
igreja onde esl cxposlo afim de advertir ao povo
que deve ronter-se eevitar algasarras e falto de
respeilo.
O missionorio Fr. detono de S. Maaiina, to-
das as madrugadas, por meio de pralicas enrgicas
e edificantes, lera explicado a utilidade c exe
de semclhanti! dov.^o, lili.a da pura fe.
apostlica romana, c procura ao mesmo teanpn
excitar i.s senlimcnlos de piedade no coracao do
liis, recnnmeiiilando-llies a alenegacao e os actos
de caridade, verdadeira base da nossa religio.
O templo se enche literalmente de povo, e be
tal a devocao, o respeilo, a coniriecio, o silencia
que reina nessa immensa mullid, qae s pede
ser atiribuido ao poder pesligioso de qoa |saa o sa-
cerdote digno deste nome : he um espalar* pie
veneravcl, rescendente do perfume da f imma-
culada,
Fora conveniente enessarioqneesta santa exposi-
cao fosse praticada cm todas as isrejas. aus cam-
pre leaabrar, que a nalur.v.a da .levocio exise mda
a motlesiia, compostura c silencio. A adoracao de-
ve comecar s 4 horas da larde e coorlnir-se s 7
da noite indispensavclmcnic, para evilar-se qual-
quer falla de respailo, 011 profanacao.
( Abd*lak-*l-krmf.)
WKkW
V.' .*m I
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
%
autkt;


OIARIO fiE PklliftBUCO DOmiNGO li DE VtR.IftO DE I
bue bem o emprego de todas assuas horas, um
Urna boa dona de casa deve levantar-se oommerciantes.
cedo e consagrar as prmeras horas do da as
casa e a familia ; importa lauto quanto lbr
possivel que os projectos para o da sejam po
feitos pela manhaa; pois a irrcgularidade
.niii.i.i (.""-. eiaiiuaii( o jijii: i Miaiuiuauo alu agora os han-
capricho as ideas trazcm mfallivelnicutc a eos de circulagao, o que os tom impedido do
desordem da casa. Compre pois que possa desapparecor a cada criso, nao he seu Ca-
dizerse Jauta era casa, se janta na cidade ; pi"1 "" -'
se est so, se tem visita, em urna pala vi,i to- ra
das as cousas em que o concurso dos criados ""
he indispensavel.
Vosse deve saber a lenha ou o carviio que as
cada fogo consume no invern e sua cozi- na
nheira cada mez, para poder regular para
u
av, t|uaiiutf caica uuuiimisuvuis usiai me- ivi ur mu instrumento UOCirCU
i caros. Contieno casas mu bem ordena- pende sobretudo de acceitacao.
l nas quaes todos os mezes di-se, a co- Para tragar um quadro completo
heira em ilinhairn viimmu Mi'i'i.'N.in i loria ilne lt.......... n*it!4> ._.
circulagao de-
piul em especies metallicas, a qual embo-
haja senipre crescido, tom si.lo sempre
sullicicntc.
Ksses estabelecimentos tein adiado todas
vezes a BalvaeSo no tacto qae os domi-
que os faz viver, na circiilagilo das
..~.., uua .>.., Va,a jiuuoi regular finia -OUS aCCCiUsmUS OU HIOIIOS V >llll) tar ul-
sso a provsao que dever fazer no fim do mente polo publico. <> que prova que o
ver3o, quando estes conibustiveis estao me- valor de um instrumento de
nos
das,
zinheira em inheiro a somma necessaria
para a lenha da cozinha, e que s acham
mui bem com esse methodo, o que compre-
hondo sem difliculdade, porque assim sabe- fa
se exactamente o que se gasta, e a cozinbei-
ra habilua-se tambem a economa, pois lu-
cra se faz.
Acosturae-se a fazer por si mesma ou a
mandar fazer a sua vista toda a sua roupa,
so exceptu dcsta regra os vestidos de gran-
de ceremonia, nao so por que assim ser m
multo melhor vestida senio tambem porque ^
...uuu uieiuor vesiiuaaeuaoiamnem porque "imam raterson. u qual pode assun so
podera economisar muito mais dinheiro pa- considerado o promotor dos bancos decir
ra o bem estar do sua casa. So i,..i-m-.m..,..,r ciilacao.
ra o bem estar de sua casa. Se permanecer
sempre rica, minlia lilha, este habito a fara
dirigir melhor sua criada, e contribuir pa-
ra para desenvolver-llie o gosto, ao passo
que se pelo contrario, a sorte a abandonar a
um interior modesto, poder por sua des-
treza ser sempre, assim vosse como seus fi-
Ihos, tfio elegantemente vestidos como os
do suas amigas que forem muito mais ricas.
Faca conservar, ou conservo voss mesma
com cuidado a sua roupa branca e a de ca-
- ........j,, a a(ia luujm iu.uk.i i! a ue ca- ""i"^ iuwuj
urna mulher laboriosa e atienta fa-la grande capital
sempre durar muitos aunos mais que u
mulher preguicosa e descuidada, o que evi-
ta grandes despezas.
Finalmente use de economa eni ludo e por
toda a parte, senAo por gosto ao menos por
virtude, pois que a economa traz sempre
comsigo a caridade. INara he este um do seus
menores privilegios, por quanto qual he o
....ules privilegios, por quanto qual he o ,ma> como mzia-se, parece ler succumbi-
balsamo do coracao senilo urna boa acgo "! Jo. Pdo odio Jo ira lia I h o, o polo amor da
Pense pois muitas vezes era seus pobres ir- 6'Otagem de que e.n todos os tempns te-
maos em Dos opprimidos pela miseria.es- ",os dados provas. As ideas do l.axv no
i.
paos em Dos opprimidos pela miseria, es-
tabeleca, segpudo os meios de que poder
dispor, caridades regulares; nao he o dar
muito, porem o dar bem que cumpre saber
uer, minha filha, que Iho cite em apoio dos
meus os consellios que o marquez de Con-
oorcet, no leitoda morte, dava lilha a es
te respeito
Ei-los !
O habito das accOes de bondade, e das
aUeicOes ternas he na mulher a foute da fe-
licidade mais pura e mais inexgolavel; elle
produz uraseutimentodepaz, urna especie
oe prazer santo que derrama seus encantos
soDre todas as oceupacoes da vida, c at so-
ore a mais simples existencia.
*Jon.lrani Pis Jo. minha lilha, -o ba-
rato da beneficencia, como complemento de
vossos deveres internos, mas de urna bene-
ficencia esclarecida pela razao e dirigida pe-
Jta justiga. '
Nao deis para li.rar-vos do espectculo
i /e n"seria, mas para consolar-vos
pela fehcidade de te-las aliviado.
W3o vos limitis a dar dinheiro. ::ias em
caso de necessidade sabei dar tambem vos-
sos cuidados, yosso tempo, vossas luzes, e
essas afteicoes consaladoras serao quasi
sempre mil vezes mais preciosas do que soc
corros. EntSo vossa beneficencia nSo ser
mais limitada como o he vossa fortuna ; tor-
nar-se-ha independente desta, e ser para
If Um, gZ0' APrendei principalmente a
exerce-la com essa delicadeza, com esse res-
peito pela desgraca que' duplicara o benefi-
cio e ennobrecem o bemfeitor aos seus pro-
pnos olhos. Nao esquecais jamis que aquel-
ie que recebe he perante Dos o igual a-
queile que d ; que todo o soccorro que ar-
asta comsigo dependencia nao lie mais um
om, porem um mercado o que se iiumilha,
torna-se urna offensa.
Bem vedes, minha filha, que esses sa-
nios conselhos encerram as palavras quo ja
vos disse, que para ser verdaderamente ca-
rioso, nao he dar muito porem dar bem que
se deye saber. H
Assim, se Ozer por si mesma, ou se man-
dar Tazer a sua visla, seus vestidos, seus tou-
cados. etc., Ihe restarSo urna multido de
retamos, de pedacnhos de fita, bico, etc
que poderSo servir para vestidinhos e tou'I
qumlias que poder dar s mais infelizos.
cujos hlhinhos n5o tiverem estas cousas
sera urna obra agradavel a Dos, e que res'
gatara diante deile muitax faltas. Bem ov
minha filha, importa ser regrada, activa
engennosa para ser verdaderamente boa
Mas para chegar a aproveitar meus conse-
ltios, he necessario antes de ludo que sai-
ba regular suas despezas, e, para isso de-
veis, no primeiro de cada moz fazer a divi-
s3o exacta da somma que tena a gastar nois !^e l,l!vereiro ,lc 8U0Uro. decreto do
poderia enganar-se so quizesse servir-'ie de co"?ules dccide a formacao de urna com
mais alta escala. Emfim ponha regra em to- ptf""la P'a l.rzer sob o titulo de llamo ,/<
dos OS seus nrnieclns .. om, ini...-..........__ tranca o servico do coinuierein ,.i> .
~*v cocs;
-------------- ----..... |..mii..i ic.i ,1 eui io-
dos, ps seus projectos e em todas as suas ac-
5 S'*W
Sena bonrqtto-a-gente nao tivesse nunca
Tiue contar com a forluna-j-na
as como a sua
--#- cw.-.w,^ bni juna ucj
pezas ; pois so nao for moderada em faze-
las, ver logo metter-s? a desordera em seus
negocios; logo que nao tiver mais econo-
ma, n3o poder responder por cousa al-
guma.
O fausto superior aos meios arrasta a rui-
na e a ruina he quasi sempre seguida da cor-
rupgaodoscostumes. Pelo contraro, a boa
ordem faz os grandes lucros, e da a urna
mulher aos olhos de todos urna dignidado,
um encanto, um respeito mesn>o, cuja im-
portante influencia ella experimenta toda a
vida.
-"'" F' acus g'isius o por seus prazeres
para ler com que satisfazer os sentimentos
m
de generosidade que loda a pessoa que tem
o cora?So bem formado deve ter, isto hc.pa-
ra poder servir aos amigos em caso do neces-
sidade.
Tenho poucos bens, dizia Plinio, e sou
amigos
Seja pois o seu capital a ordem e i
plicidade bem entendidas. Nao escute as
fallazes precisos de sua vaidade; commum-
ineute se diz : cumpre ser como os outros, mas
repare, esse como estende-so muito longo I
Creia-ine, tenha urna emulaQao mais nobr
1------- guwoa i'-nim IIIOIJ ilillil
bilidade, mais bondade, mais ordem e rec
U i d5 que voss- Emr"n. s'nta a neces-
sidade da virlude e diga incessanteraente
que a pobreza da alma he mil vezes peior do
que a da fortuna. inuw
A ordem e o asseio que lzer reinar em sua Pel- *
casa, minha filha, devem tambem acompa-
nlia-Ia por toda a parte; assim. se por u
na
----------7 .... v%, |ivi ni.i.i
circumslancia qualquer so comproraetter a
ir passar muitos das em casa de alguma de
suas amigas, heprimeirainente debom gos-
guar
era
de
dito celebre, o martyrologio dos povos
Suas datas principaes sao
crises de toda especie, do que na ver.la-
nao sao cousa inmediata, mas qu" nunca
deram prevenir nein impedir.
O qi lera sustentado ate agora os han
,... .,----- ...P.^v da lus-
ru dos bancos conviria segui-loa anuo
anno em suas vicissitudes. Obrigado
restringirnos, somonte podemos dar os
('tos principaes c as data, mais recentes.
-Na rpida revista que vamos tragar adop-
taremos a ordem cluoiiologica por ser mais
commoda, e ao mesmo tempo a mais de-
monstra tira.
Pf/iiena historia dm bancos de circulacio.
TdeJuIho de 1GUI.Fundadlo d Ban-
co de Londres. O plano adoptado foi o de
> illiam Patorson, o qual pode assim ser
por
a
culacao.
1695Fundador do Banco da Escocia
1696Criso era Londres produzida por
urna refundicSo do moedas. As natas do
Banco perdem -10 Para remediar a cri-
se o governo auctorsa o Banco a augmen-
tar ocapital.
1708. Estabeleciment na Escocia do
grande numero de bancos livres "le circu-
laaao. Toniam por base acirculaqao das
muito mais do que a possessao de
-> dcMaio de 1716. lnslitiiico de um
ano do Circulac3o em.Franca segundo o
lao do Escoccz l.aw, discpulo do Wl-
iam l'aterson.
i de Dezembro de 1718. o Banco de l.aw
c declarado Banco real.
1730. -Queda do Banco do l.aw O %.-
"ia. como dizia-se, parece ter suecumbi-
-------------- -"** |l >l U.-. ,J I.-I \*\J I IIT 111/
ponto de vista de sua poca eram ellas que
tintiam sido precedenleiiienle applicadas na
fundacSo do Banco de Londres. Seja co-
mo for, a queda do Sijatema obstou a insti-
'.uic.i-i de bancos em Frauda por mais de
cincoenta anuos.
1715.Cris! na Inglaterra causada pela
expedido do nrincipe Eduardo. O Banco
do Londres he salvo pelos negociantes, os
quaes obngam-se por urna declaracSo es-
cripta e assignada a receber em todas as
circunstancias as notas do Banco, ea fazer
com que seus freguezes as recobam. n
2* do Marco de 1776. Eslabelecimeiito
em Franca de um Banco de circularlo sob
o nome de Caixa de descont.
1787 O capital.da Caixa do descont he
augmentado; o governo Ihe toma empres-
tado sob pretexto de dar mais garaulia s
notas cmittidas. .>
1789.A Caixa de descont he envolU ua
ruina gcral da fazenda.Kegimen da libcr-
dade dos bancos.
1790.FundacSo nos Estados Unidos de
urna instituicao central sob o nome de
Bancas dos Eslldos Uaidoi. todava C0I1-
serva-so a liberdade dos bancos. Por isso
em quarenla anuos do 1790 a 1830 formara-
se nos Estados Unidos 328 bancos.
i de Agosto de 1793 Suppresso em
Franca da Caixa de descont.
1793 1791.Embaracos assaz graves pro-
duzidos em Londres p la queda de grande
numero de bancos provinciaes, o pelos em-
prestlos coiitralii ;os pelo governo inglez
para sustentar a guerra contra a Repblica
Iranceza. Para sustoutar-sc o Banco de Lon-
dres augmenta sua circuladlo emittindo
pela primeira voz accocs divididas em
partes de 3 libras.
31 de Dezembro do 179:> \pezar destas
medidas o Banco de Londres he obrigado a
restringir seu descont, e o reembolso de
duas nolas contra xmc ia.
1796.Estabelece-se cm l'aris una associa-
cao rumiada sob o nome de Catea aas coa-
las crrenles.
27 de Fevereiio de 1797.O Banco de Lon-
dres suspende seus pagamentos, lima as-
semblca de mercadores, banqueiros, e ou-
tros negociantes presidida pelo chefe do
conselbo municipal declara que em uen-
hura caso recusarao receber em pagamen-
to as notas do Banco, e que faro todos os
esfor^os para elTecluar os pagamentos da
mesma maneira.
1797. Multiplicado rpida dos bancos
provinciaes na Inglaterra. Ella explica-se
pela necessidade cada vez maior na circu-
ia?ao. AcinigraQo do numerario d m-
pluso ao movimento das notas.
3 de Fevereiro de 1800.Um decreto dos
_----- -- w v.*a^ uu */:'('/ IIS
tranca o servico do commercio. Sob
pressao do novo governo a Caixa das coutas
correles faz com o novo estabclecimcnlo o
que depoisse cliamou urna fundo.
1803.Leve crise commercial em Franca
ne limitada, sugeita-a a reflexoes serias se <- crlso commercial em Fra
quizer sempre ver brilhar a prosperidade em 8<>crno consular toma osle pretexto pa-
torno de si. Seja pois comedida em suas des- I? s bancos livres, que existem em
pezas; nois se nao for mn,lnri., ..r... lanseque emi"
emitiera iodos notas paraserem
pagas ao portador c a vista.
84 de Abril de 1803.Urna lei decide que
so o Banco de Franca lera o dircito exclu-
sivo de emittir notas.
1805 Crise era Franca causada pelo boa-
to do que o imperador tomara c levara
Alleiiiauhi para alimentar .sua caixa mili-
tar as reversas do Banco. O Banco restrin-
ge seus descontos. Toranndo-sc o terror
mais forte, elle Iib obrigado a limitar o
pagamento de suas nolas a 50.1,000 francos
por .lia.
Corte por seus gostos e por seus prazeres --de Abril do 1806.0 Banco do Franga
a ipri'nmnii.. iiiiii-...,. n= ...;.... recebe nova organisacao. O imperadora
quem muito assustara a crise do auno
precedente, augnienla-lho o capitel, o no-
moa-lhe um director.
1810.A crise do Banco do Londres Che-
ga ao seu apogeo Lina couimissao nomeada
conclue que o Banco seja
lenno poucos bens, dizia Plinio, e sou flZZ ,.
obrigado a fazer muitas despezas, mas tenho ^ ?! a,ment"
ajuntado um capital de frugalidade e he co,ltf"uu a recomegar seus pagamentos
delle que tiro es obsequios que. faco a meus esPe^lcs metallicas. As notas exceden-
amigos. ii uo as necessidades da circulacao perdiam
de 13 a 15 ':, '
1811.Discussao sobre a situacao do Ban-
co no soio do Parlamento ingle/.. A Cama-
rados communs declara ao publico que a
dilleronca verificada entre o valor das no-
tas, e das barras nao provora de depreci
nao consinta que ningucm tenha mais ama- yodas notas, porora da elcvaco do proco
das barras Iticardo publica ofolbeto in-
titulado: O alto proco das barras he urna
prova da dopreciacao das notas, cuja con-
clusiio he o aphorisino lo conhecido :
moeda no estado mais perl'oilo be do
A
pa-
to conformar-se immediaiamente com os
hitos da casa e seguir todos os usos que
hi resultarem, taes como : dobrar o g
danapo na mesa, etc., etc., mas aquilfo t
que deve mais esmerar-se he no quario que
oceupar, e n3o deixe jamis a casa sem o
visitar antes de retiro-s, alim de ver se
sua criada lera posto ludo na melhor ordem,
pois depois de sua partida, os criados e mes-
mo algumas vezes os annos, zombam do es-
lado em que sonhoraspouco cuidadosas res-
tituem os quartos por ellas oceupados, ne-
gligencia que siostra tanto mao gosto como
, pouco delicadeza.
Adeos, minha chara lilha ; amo-a com to-
da a ternura que mostra para comigo, o mil
vezes mais anda pelo desejo quo tenido
aprender o que he bem e o que ho bom, pois
segu assim a irapuiso de urna alma recta
e do um coracSo elevado.
Condessa de Basanville.
(Seteneiqy> c arte-,.
Os bancos de circulaca'o
Por Mr. Alfredo Damiron
Os bancos da ciculacSo foram criados
recen temen to ; o mais antigo nSo tem iuui-
to mais de secuto e raeio de existencia.
todava sua historia ja he, para parodiar
1812Crise commercial em Franca. O
commercio, diz Mr. CourcelleSeneuil, pre-
senta a queda'lo imperio, c o Binco enca-
minhava-se para urna liquidacao.
181*.A crise chega ao apogeo cm Franca,
na- O capital na caixa do Banco he rcduzido a
da- 5 milbOes. Elle he salvo pelos nog
. r----- ..-^ocian-
tes de l'aris, os quaes tomam-lhe a direc-
q3o sob a presidencia deJacques Lafitte.
1818.Crise em Franga. A queda dosys-
teraa continental da impulso ao trabalho
e a especulacSo. 0 Banco que n3o pode
seguir o niovimeiito toma a resolucao de
reduzir a 45 dias o tormo das le ras admil-
tidas ao descont. O capital em caixa quo
poucos mezes antes fora de 117 niilhoes,
ora apenas de M milhoes.
1819.Por proposla de sir Robert Poel o
Banco de Londres be obrigado a recome-
car progresivamente seus pagamentos era
especies metallicas. A suspeusao dos paga-
mentos durara 23 annos.
Abril de 1825.Crise em Inglaterra o Fran-
g. 0 Banco de Inglaterra restringe seus
dosconlos. DiminuigSo rpida de sou capi-
tal em caixa. Ruina dos principaes ban-
cos de Inglaterra. O Banco"esta prestes a
suspender seus pagamentos.
I* de Dezembro de 1825. i Banco da In-
glaterra he salvo pela emissao de 600,000 li-
bras cm notas de 5 libras descobertas no
ultimo momento.
1826.B-esenvolvimento rpido dos ban-
cos livres na Escocia. Verilica-sc que no
espacode mais de um secuto os fallmentos
s
dos bancos nao fizeramo publico perder mais
do 36,000 libras.
1826.O i bancos provinciaes sao dispen-
sados na Inglaterra da obrigaco de tirarem
(cenca. Em dez anuos seu numero aug-
menta rpidamente, em 1837 eleva-se a
quasi loo no comprehenJido um numero
ainda maior do filmes.
Fevereiro de 1837.Crise gcral. Ocapital
en) caixa do Banco de Inglaterra desc i a
4,032,000 libras. Elle he salvo pelo aug-
mento de suas emissdes.
. 1837.tuina dos bancos nos Estados
Unidos pela guerra de m irle quo Ihe deca-
rou o general Jackson. Os americanos nfio'
se dosaiiimam : no auno seguid te, 1 838, a
Uniao conta 677 bancos.
Abril do 18ii.Triuinpbo do urna escola
finanecira conliecida ero Inglaterra sol o
nome de Escola metallica. Sir Robart l'eel
obtorn do Parlamento um bil, que limita
as emissfies ilo Banco do Inglaterra, i'ro-
bibe-se estabelecer nenhum ouro banco
do circulacao no Iteno Unido. Tendencia
para a ecntralisac.ao dos bancos.
181.1.0 bil quo restringe a emissao dos
buhles atcanca os bancos da Escocia. Sao
obligados a nao exoederem um mximo de-
terminado salvo se tivere n era caixa urna
somma igual ao excesso de sua circulacao
de papel. Antes desta loi o capital era cai-
xa eslav habitualmeiil'! para a circulacSo
na relaeflo do 7 para I. Dahi cmdianio o
capital augmenta na relacao de 5 para 1.
1816 Crise das subitaucias. Diminui-
cao rpida do capital em caixa do Banco do
Franca. Em seis mezes ebega a 173,847,000
fr.
14 de Janeiro de I8l7.O anco de Fran-
ca eleva a laxa do sen descont a 5 0|0.
25 de Outubro de 1847.Augmento nos
pepidos de descanto ao Banco de Inglater-
ra. Para evitar a ruina dos bancos forgoso
suspender o bil de 1844 que limita a emis-
sao das notas.
Dezembro de 1817.O Raneo de Franca,
apezar da continuadlo da crise, trnala
pira laxa do descont a 4 Ora-
21 de Fevereiro de 1848.Calastrophe 0-
nanceira. Uueda dos grandes bancos em Pa-
rs o us departamentos. O Banco he amo-
scado do segui-los cm sua ruina.
15 de. Margo de ISiS > governo proviso-
rio salva o Banco do Franca. Bstabelec-
mento do curso forjado ; emissao do notas
divididas em partes de 100 fr. emissao Dia-
da em 850 milhoes
26 de Marco "lo 1818 0 beneficio do cur-
so (oreado he eslendido aos bancos depar-
lamentaes.
2 de Maio do 1818.Decreto que absorve
os bancos departameitaes no Banco de Fran-
ca. O decreto do 2 de maio, observa um
economista, obra va mais c melhor em sou
favor nos departamentos do que fizara cm
l'aris a lei do 21 Germinal do auno XI.
22 ile Dezembro lo 1819.Preferencia que
obtem as notas de banco sob o rgimen do
curso forcado, posto que o banco tenha ro-
comecado seus pagamentos cm especies me-
tallicas. Oouroeaprata ainontom-so nas
adegas do Banco de Franca. 0 governo be
obrigado a permittir ao banco que eleve a
525 milhoes a cifra de suas emissoes.
6 de Agosto do 1850O anco de Franca
recomer seus pagamentos cm especies me-
tallicas. Apezar disso o publico" continua
a preferir as nolas, e o capital cm caixa
a augmentar : a 2 de outubro do 1851
o capital coi caixa chega a cifra de 626 mi
lliocs ; excedo durante alguus dias 110 mi-
Ihies a somma das notas.
3 de Marco de 1832. ReduccSo da laxa de
descont do Banco de Franca a \. Conti-
nua o augmento do capital em caixa : as
adegas redun 13o de numerario.
7. de Outubro de 1853. Criso alimenta-
ria. O Banco do Franca torna a elevar a
laxa de descont a 4 ,.
20de Janeiro de 1851. Continuagfio da
crise. O Banco eleva a laxa a :' .
12 de.Maio de 1854.A laxa do descinto
do Banco.votta a 40|0.
1 de Oulubro de 1855.Nova crise ali-
mentaria, o Banco eleva novamente a laxa
a 5 0|0, elimita a 75 dias o termo das le-
tras admiltidas ao descont.
Muitos facios resillen deslo quadro da
historia dos bancos de circulacSo
O primeiro, que lera sido assignalado por
muitos outros he que os fundos raetallcos
desso bancos tora sido desde o comeco ga-
rantas puramente Ilusorias. Sempre, a-
pezar de suas reservas, ou antes por causa
dessa reserva, os bancos de circulacao se
tem visto collocados na alterativa ou de
suspenderem os pagamentos, ou do recla-
maren! o curso forjado (1).
O segundo lie que mui longo de darcm
remedio as crises, os bancos de circulaQo
aggravamnas polas medidas que tomara.
De laclo no momento cm quo o commercio
mais nocessita de seu socorro he q'ue elles
empregam todos os meios possiveis para res-
triiigiiem seus servaos : augmento da laxa
do descont, recusa do especies metallicas,
diminuido do termo das letras admiltidas
ao descont, etc. Podem obrar de outra
maneira? Nao ; ja o demonstramos a pro-
posito das medidas tomadas recenlemente
pelo Banco de Franca : o proconcoito e a ro-
tina que exigem que todo o banco do cir-
culacao tenha urna reserva metallica, forca
os bancos a impodirem por lodos os meios
a sabida da mesma. ijuaudo o capital em
caixa ameaga dissiparse, ellos s tem um
recLrso : he tomar precaucOes contra o pu-
blico. A tolas as crises, s.'j3o quans forero,
os bancos accrcscciit3o desdo secutoe mci
que exlsiem, ijma crise montara.
O terceiro facli que resulla do quadro
precedente be quando tora fallado ao pu-
blico a reserva metallica dos bancos, este
tom l'eito sempre por passar scui ella. Isto
viose em Inglaterra durante o perodo de
1797 a 1822 e em Franca de 1848 a 1849.
Na verdade durante os vinlo e tres anuos da
suspons.uidos pagamentos do Banco de In-
glaterra isban/. notes porderam mais ou me-
nos no cambio ; porem ssj dependeu da
maneira pela qual forao Caitas essa emissoes
O Banco de Inglaterra nao tinba do alimen-
tar somente o commercio britnico ; tinha
sobreludo do responder aos pedidos multi-
plicados do governo. Dahi resultou urna
falla de equilibrio entro a cifra das nolas de
banco e a das letras de commercio.
So o Banco de Inglaterra houvessc limita-
do suasemisses as necessidades da circula-
Cao commercial,sera davida suas notas leno
sido sempre acceitas ao par. o que acon-
tecen era Franca em 1818 assim no-lo faz
crer : o descont das netas de banco durou
apenas alguns dias, ellas poz.'iam-so rpi-
damente ao par, o por fim erSo preferidas s
especies metallicas a tal ponto que estas fo-
rao entoldaras adegas do Banco.
Lmli ii o quarto fado, o o mais importan-
te he o pbeiiomeno queso manil'esta quvnlo
declaraso urna crise nauceira. O trabalho
e a especulado parSo um momento ; sus-
pensa a circularlo, parece quebrada a mo-
la que poe em niovimonlo a intelligeiieia
e os bracos. Depois a vista das necessidades
que ossi suspensSo crca.uin recurso nunca
deixou de ser empregalo. A moeda metal -
iica quedesappareceu he substituida esp rata-
neainentc militas vezes mesmo de commum
acord oda sua subsitula anota de banco.
O trabalho recobra logo sua animaco.e mu-
tas vezes o impulso mesmo que Iho he da 'o
produzriquezaseprogressos A crise metalli-
ca de 1745.a de 1797-1829 forSo para a Ingla-
terra ep iclia de progressos industriaos. Km
Franca nao consta que a criso de 1818-49 te-
nha retardado a marcha da prosperidade pu-
blica. Pelo contario esl provado que dopois
do prftneiro momento Je susto.os negocios
paralysados pelas crises de 1816 edo 1817 lor-
uaram se mais brilbantes do (ue nunca
.. Reportando-nos, diz Mr. Audiganno che-
le da reparticSo da industria no ministerio
do interior, ao lira da campanha industrial
de 1850 antes que as nquietacOos nasciilas
do uina (ituagSo poltica enlao dillicil e incer-
ta tivessein alterado o curso natural das
transacgOes econmicas, notamos em todas
as industria prodigiosa actividade. A'exccp-
q3o das fabricas metallurgicas paralysadas
pela diininuicao dos trabalhos das estradas
de rerro.por toda a parte se tinhSo atoado os
logosextinctos, eas machinas iminoveis ha-
Viao recobrado o passo cosluuiado. Ti-
nliJo abundado as enconiendas nas fabricas
de hago e de lecidos. O linho e o cauhamo
em partiular cm 1849 e em 1850 tiveram
,1) Emilio Girardin, Banco ralional
se de 5 do Outubro de 1855.
res-
dous annos do mui alta prosperidade. O fa
brico nao cxpcrimentoii nenhuma das c.iiscs
interiores que produzindo a falta de traou-
ih c rostringiudo o salario pago aos obrefi
ros tirao-llies, como di/. Mr Faucher, alguma
cousa de seu suor e de seu langa Alera disto
o paoe os gneros de priraeira necessidade
nae cossao de oslara bnxo prego.
Nao he a moe la metallica que incita o
movimonto econmico,he o trabalho odepois
dellc a circulagao dos productos.
0 que da impulso a prolucg nos mo-
mentos era que hiita a moeda metallica, he
que a circulagao dos productos tornase
mais activa, e o espirito de empreza recebe
maior excitagSo. Qnasi todas as crises liao
sido marcadas por invencoas o decobertas.
Este faci he mu sabido c mui fcil de ox-
plicar-se ; por isso n3o nos demoramos coin
elle um so instante.
Um laclo nao monos indiibilavcl lio que
OS vicios quo resiitao da orgiuisacao dos
bancos do circulagao s3o cada vez raais son
tidos. Novas necessidades tem uascido do
dcsenvolvimonto das torcas econmicas qu
lornao esses vicios mais salientes. Por
isso o espirito de ndagacSo tom dispertado
de todas as parios. I'ergunlase qual deve
ser a vista dos lacios novos a organisacao
dos bancos.
Essa organisacao deve coi responder as ten-
doncias quo su manifest.io sob o imperio das
necessidades no mundo industrial ccommer-
cial. Quaes sao essas necessidades ; quaes
sao essas tendencias? He o que procuraremos
mostrar e/n outro artigo.
[ Da Presse )
lornou a levanlar-sc com a LobSoa e
Honra. '
Como esse dia tivesse cnido era um s; <-
jbado.a ceremonia foi adiada para o segu n-
Ri pela maiihaa.
VgUa leve lugar na capaila dos Invlidos,
no ugar em quo boje repousa Napolc3o. Je-
liaixo dos auspicios da religiao e do clero,
diante Jo altar que he a podra aiigulai'de
loda a ins-tiluicao duravel.
Depois de urna grande revista no Cifrou-
se o imperador chegou a cavallo aos inv-
lidos atravez ele urna multido innuuicra-
vete subi ao throno que Ihe eslava prep-
ralo no coro. Em urna tribuna da frent" es-
ta vam a imporalriz Josephina c sua lilha Hor-
toncia, casada ha dous annos com Lui Bo-
naparte. a igrejs encheu-se de todos os dig-
natarios c de todas as suinmdades da fran-
ca. Djs dezoito m uechaes do impero ape-
nas quatroeslayam ausentes nos cana.ras da
batalha. O cardeal Caprara ai:sq. JTmissa,
como representante do cardoarnubvllov, ar-
cebispo do Pars, que levara seus 9T; ranos ao
lugar da reuni3o.
JDepois doevangolho, um homem levan-
""-se; era o grande chancellcr da ordem,
doLacepcde, do Instituto, o ciutinua-
ue Burln. Napolefio quiz collo^ar a iu-
ia no vrtice da Legiflo de Honra.
Sill'il'Dlt^
l '.?.
ORIGEM E IN.VGURAgA'O DA LEGIA'O
DE HONRA EM FRANCA.
(Por l'. C.)
Um jantar em MalmaisonDialogo entro lio-
naparte, Mongo elionon.Primeiro ballao
de ensaio. A LegiSo do Honra no Conse
Iho do Estado, no Tribunato e no Corpo
Legislativo.Os opposionistas.Ura epi-
gramma do Horeau. A dstribuig4o das
cruzes nos Invlidos e no campo de Boio-
nba Os cravos encarnados.() livro de
M. Mazas.
iionapartc era anda primeiro cnsul o ha-
bitava o castello de Malmaison com Joseplii-
na, entretanto que suas victorias prepara-
vam-lhc a coroa imperial e seus arcnitcclos
reslauravani-lhe o palacio de S.tinl-Clowl.
Em una segunda feira do mez do reverei-
ro do 1892. o vencedor de Marengo reco-
Iheu-se depois das seis horas da tarde a Mal-
maison. Findo o jantar, a sociedade quo ah
eslava reunida dividio-se era dous cir-
cuios.
Madama Booaparte licou no sabio da fa-
milia com as senhoras convidadas e alguns
boniens, entra outros Mr. de Segur, ex-co-
ronel dos dragues de Nouailles, enlao sena-
dor e raais tarde grao-inesirc das ceremo-
nias, um dos persouageus amaveis desse
tempo.
O primeiro cnsul levou para a salla, cha-
mada do Conselho, decorada de Uopheos
de gloria por Percior, a Mongo, inspector da
Escola Polytechnica, o general Duroc, Di-
derot, conselheiro de Estado, Dcnon, direc-
tor do Museu e Arnaull, o poeta trgico.
Todos so collocarain dame de Bonapartc,
c este fallando em pe, segundo o seu costu-
me, disse ao sabio Mongo :
NSo vos vi honleui nas Tulherias na
grande recopg.lo dos embaixadores.
O inspector da Escola Polytechnica des-
culpou-se com os trabalhos que o tinham
oceupado lodo odia.
Rcconhego nisso o vosso zelo, replicou
o cnsul; mas pardestes um bello espect-
culo, bragas a paz, todos os representantes
das potencias oslavam ahi ornados das litas
o placas das diffureutes ordens do mundo.
Como achasles css quadro, Dcnon ?
Maravilhoso 1 Nada veste melhor um
homem como essas cores vivas o essas fcru-
zes esmaltadas.
Prccuncoito de artista I disse o republi-
cano Mongo ; ossas coudocoragoes sao ver-
dadeiras lotcias.
Nio obstante s; j, conliuuou Bonapar-
tc, a bumanidade as admira e ama; ellas sao
aos seus olhos os sigmes ostensivos da gran-
deza. Tratemos francamente a questao. as
dislncgoes agradara todos os homens ; os
francezes sao ap.ixor.ados dellas: tal foi
sempre o sou carcter. Sabis cora que Luiz
XIV pode resistir a Europa inteira ligada
contra aFrauga'.' Com o dinheiro da cruz de
S. Luiz I
E o primeiro cnsul desonvolveu esto pen-
samento com ura calor extraordinario, co-
mo homom versado nas menores particula-
ridades de nossa historia, e que desenrolra
com o general Clarke uas conferencias de
Udina, a genealoga d todas as grandes fa-
milias da Europa.
Pois bem cumpre reslabelecer a cruz
do S. Luiz,disse irnicamente o Mouge, anti-
go nombro da commissao que a abolir em
1793. '
Bonaparto nao responden umas palavra.
l.uca ou o sabio de ura modo todo particu-
lar, dizendo sem duvida comsigo a parte :
Em vez do desenterrar urna ordem
morta, fundaici una nova, da qual sers o
primeiro membro.
Depois entrando no pequeo salo, disse :
Ha lempo de ajunlar-nos a essas se-
nhoras.
O ballao do ensaio eslava laucado. O pri-
meiro cnsul esperou dous mezes.
No lira desso lempo, em um conselho ao
qual assistiain com os tros cnsules, Lucia-
no, Regnaud de Sainl-Jean d'Angly, Ber-
Ihier o muitos grandes polticos, elle'fallou
pela segunda vez na importancia das conde-
corages e anuunciou o seu projecto do crear
una ordem anloga as que existan) na Eu-
ropa. Cambaceris e Kegnault apoiaram-uo
vigorosamente. Esto fechou a bocea aos op-
pnsictonistas republicauos, dizendo que os
Eslados-Unidos haviam completado suas ins-
tituigoes democrticas pela ordem de Cin-
cinnatus.
Aos 4 de maio, Roederer leu no Conselho
de Estado o projecto de insliluirdo da Legido
de Honra. Bonapaite explico os motivos
dellc em um improviso que terminou por
estas palavras :
A Legi3o de Honra ser o comego da
reorganisagao da Franga.
Era isso declarar que ludo devia ser re-
formado e coliocar a cruz na chavo da abo-
bada do futuro imperio.
Pedindo o general Matneus Dumas, que a
coudecoragao fosse exclusivamente militar,
o vencedor do Marengo respondeu-lhe exal-
tando o valor civil, intellectual e moral, com
zoes sem replica em urna bocea como
a sua.
NassessOosquesesoguiran foi ainda mais
cloquelo e raais decisivo.
Todava o projecto nao foi salvo do adia-
menlo senao por 15 votos contra 9.
No tnbunalo foi adoptado por 56 votos
contra 38, o no corpo legislativo por 166
contra lio, isto he, pela uiaioria de 60 votos
apenas.
Assim mesmo a Legiao di Honra n5o de-
via ser organisada s -nao dous annos depois,
quando as liuangas do Estado permttisscm
dota-la do urna renda desos milhoes.
Durante ossos dous annos, a opoosigo fez
o que pode. \) todos os extremos da opi-
niao choviam os nevoeiros sobre, a estrella
antes que ella apparecesse no armamento.
Paciencia paciencia dizia Uonaparte
o signal di lunra nao sera trazido por queni
o quizer. Aquellos que boje o ridiculansain
nao de solicita-lo manhila, ello ser a am-
bicio do lodos na i uropa.
Moreau distraguia-se a frente dos satri-
cos. No Dm de um jantar que dora era 1803
cliamou o seu co/.inboiro c dissc-lhe .liante
de todos os convivas ;
Eslou muio s .lisio to de ti, Miguel; cu
te dare urna cassarola de honra.
Concebe-se que Bonaparte nflo tivesse ia-
maisesquecido essa injuria.
Madama de Stael, Benjamn Coiistaut e Mr,
de Boutlosior, pagaram como exilio seus
sarcasmos contra a Logizo de Honra.
Eutietanto chegou o dia em que o aslro,
terminando sua carroa, espargio trrenles
de luz sobro seus maiores blasphcmadores.
Nessedia Bonaparte n3o era mais primei-
ao cnsul; Nepoleao era imperador o senhor
do mundo '
Aos 14 do jiilho de 1804, na propria hora
em que a antiga sociedade se desmoronara
com os muros da Bastaba, a sociedade nova

tou-
Mr.
dor
telli
inn T cgiuo ue onra
i.acepedo pronunciou o discurso deiuau-
guragao, o.foza lista nominal dos grandes
omciaes, os quaes prestaram diante d o thro-
no
ta
de
ni
Na
tad
ojurainento dos estatutos.
Depois o imperador, cobrindo-se, lllou
tambera como costuiuava fallar nessasocca-
sioes, o leudo a formula do juramento aos
legionarios, bradou-lhes:
Vos o juris.
lodos respondoram a una so voz
Assim o juro.
Acabado o olTico. duas vastas badas fo-
ram levadas aos pes do throno, uma '-n"
ro contendo as cru/.es do ouro dos oilii
a outra de prata.contendo as cruzes de p
\,'s'aer'ZeS'"0m''r"S' S S
irisa eram OS meamos para as duas Insiv-
as as bande.ras era fese, a elligie de
ipoleao e as oalavras Honra e Patria adop-
tas da vellia gloria monarchica
m^" ? tXr' 8';So-meslro das ceremonias
tomou urna cruz de cada metal, e entregou-
isa Mr. de ralloyrand-Perigord, camarista
mor; esto entregou-as a Luiz Bonaparte
condestavel do imperio e esso u'lirao collo-
cou-asno peito de NapoloSo.
Tres salvas do acclamages abala rara as
abobodas da igreia.
Entaocoraegou a distrbuiga.
Os soldados invlidos abriram a marcha
Vieram depois os raembros do Instituto,
estreando o vestuario que ainda conser-
vara.
Eram : Monge, esse inimigo das tetcias
querecebea com alegra a de grande ofli-
Cial(t); Berthollet, Vauquelin, Cuytoii-Mor-
veauclumicos; Cassini, Costatz, Lagrange
o Prcniy, gemetras; Laplace, Fourier eLe-
gendre, mathoraaticos; Mechain, Labande e
Delambre, astrnomos; Bossuet, professor
de engatillara ; Barthoz, Fourcroy, Pelle-
tau, .lalle, Sabalier, Pinele Portal, mdicos
ecirurgiOes; Hauy, mineralista; Parmen-
tier, o vulgarisador da btala, Aadamson,
Jussieu o fhouiQ, botnicos ; CeoOTroy-Saint
Hilaire, Daubcnton e Cuvier, grandes natu-
ralizas ; Lefbrre-Gineau, phisico; Bimche,
Sograpbo ; Cont, mechanico.inventor dos
2fS/ Monsolher, administrador da osela
eoniU^'r ,C,0S; asombra de Lah'arpe,
condecorado, e morto seis mezes antfls da
nauguragao; os Iliteratos Collin d'Harv.lle,
Fnnm '"en,er'A"drieux,Suard, Lebiun,
h," .f' 'c8?uv,;' Arnaull, Anquetil, Lar-
cht, B.taubo, Dacicr, Laporl-utheil, iciei-
Ihon Auquet.i-Duperron, Pastoret, Danse
r ,--Li,S0,- SilTe8tr o Sacy, Levesque,
Ti w *'hsamPafne elc etc. ; os artistas!
vi J *.^"^"xloncli, Vincent, RegnaulC,
li* r- '' trW"* Menageot, Redoutc.,
h.m v !e"' Hoad. P-'Jou, aloitte, De-
roiri Meliul, Monsigiiy, Paosiello, etc.,
rclry,
etc. (S!)
Oepois dossabras, dos litteratos e dos ar-
i'us roram chamados os militare*, entre
os quaes apresentou-so o tambor Mazon do
1*. regiment de linha, que ganhara va i-
nnas de honra no exercito dos Alpes.
lin le Oenm, deLesueur coroou a distri-
Duigao das cruzes. a' noitc houve concert
nas lulhonas, illuminagao geral c fogo de
artificio na Ponte Nova
Mas nao tendo o exercito podido vir aos
nvalidos, Napoieaofoi encontra-Io em Bo-
lonna. I.sla segunda festa valeu bem a pri-
meira.
Aos 16 de agosto pelas dez horas da raa-
nhaa, o imperador om simples uniforme de
cacador a cavallo, tomou lugar no campo de
Bolonha na poltrona de bronze de Dagobert
que hojesoaclia no Museu dos Soberanos.
Do alio desso ihrono abracara cornos olhos
a baha os dous campos e as bateras, o por-
to de Vineux eas estas de Inglaterra.
Todos os raios de artilhara annunciaram
a desliada. Astruzes estavam amontoadas
em velbas armaduras, entro as quaes figura-
vara os escudos e couragas de Duguesclin e
royara.
Ao rufo do 1800 tambores, 60,000 homens
pozeram-se om marcha, e os legionarios,
Jeixandosuaalileiras, vieram, um aps o
outro, receber a cruz da m3o de NapoleSo.
a resposta ao juramento : Assim o juro!
retumbou ate aos bosques e colinas vizi-
nbas oceupadas por uin exercllo de'curio-
sos mais immenso que o outro.
Um episodio mgico, ura rasgo, theatral
providencial terminou o dia. Ernquanto as
tropas de Ierra operavam seu raovimento, a
esquadra rranceza as ordens do almirante
Magon, apparecou nas aguas furiosas de-
ironte da esquadra ingloza e depois de uma
viva canhonada erapenhada de parte par-
to, despersou os navios inimigos e entrou
em tnumpho no porto de Bolonha.
Taes espectculos eram feitos para desar-
mar a opposigao o absorver os epigrammas
\ao aupareceu mais contra a cruz senilo
a raanilestagao dos cravos cuca ruados, e es-
sa mesmo ora raais era vaiitagom, do que em
detrimento da nova iostituicSO.
Os faccionarios deviam levar as armas aos
condecorados; alguns mancebos acharara
agradavel por no neito das casacas cravos
encarnado, c provocar a saudagao miliUr
por esse estratagema.
Muitos soldados assim engaados qucxa-
ram-se cncrgicameiite. Belatorios severos
foram a consequencia dessas queixas e \a-
poleaoo.denouao ministro da polica que
toraasse as mais rigorosas medidas.
--Cortamente, respondeu Foucher, com
espirito, esses mocos estouvados mereccm
una punicBo ; mas esperoraos para o ou-
toinno, quo se aproxima. Os cravos dosappa-
recerao o as fitas ficarao.
Esse dito engragado e propbetico calmou
o imperador.
Os cravos desappareceram com efleito
com a queda das lolhas, o quando hoje tor-
nara aapparecer nas casacas, os facciona-
rios nao so eng.uiaui mais com ellos.
Tal foi a origem, tal foi a inauguracao da
Legiuo de Honra.
Para tragar esse quadro mui pouco conhe-
cido, e quo ha do mteressar a muitos, bas-
tou-nos rosu nir os Ires primeiros captu-
los da grande obra quo Mr. Mazas acaba de
consagrar historia de uma instituicSo im-
mortal como seu fundador.
Era chegado o momento de escrever ossa
pagina Ilustre do nosso aunaos. ,\ creacSo
do imperador depois de quatro revolugOes
que nein mesmo a abalaram, esta boje de tal
sorte consagrada o enraizada cm (Franca c
ua Europa, que nao se diz mais a cruz da
Legidode loma porem siinplesmciilu a cruz
a cruz por excedencia!
Niuguem eslava melhorcoilocado quo Mr.
Mazas, para desempenhar a dillicil e nobre
tarea quo se propnz.
Quicial distincto das ultimas campanhas
jl i Os puritanos ferozes que raais allaiiicii-
le haviam combatido a coudecoragao, or-
nam-se cora ella ebeios do reconhecimen-
to : Berlior, Savoye-Rollin, Phibeaudeau,
Chauvelin, etc.
,2/ Pouco lempo depois foram condecora-
dos Bernardiu de Saint-Pierro e Daunou.
NapoleSo riscou cora sua propria mo na
lista os nones do Parny o Naigcou. Entre os
que recusaran! a cruz citain-se : Lemercier,
Delillc, o almirante Truguet e o general La-
fayette. O marechal de Rochambeau, o Ns-
tor do exercito IVancez aceitou sua nomea-
g3o clioio de reconhecimeuto.
do imperio, historiador benemrito das an-
tigs glorias francezas, membro, pela espa-
da e pela pena da ordem que aguardara ura
historiographo ; misturado polas circuns-
tancias da vida em todos os acontecmentos
deste seculo, dotado de uma memoria to
prodigiosa, que he como uma segunda vis-
ta, na cegueira que resulta do seus longos
trabalhos, elle condeiisoa toda a historia da
LegiSo do Honra, isto he, a mais bella histo-
ria de Franga de 1802 a 1815, em vinte cap-
tulos que s3o outros tantos primores de ver
dade, de imparciadadc, de interesse, de
curiosidade e de eslyio simples, firme e
conciso.
A imprensa peridica na Russia -
Na Russia publicam-se os soguintes jor-
naes :
A n Gazeta de Moscou, he o decano dos
jornaos polticos, foi fundado era 1703 ; he
o jornal que lera maior numero de assig-
uantes, o pubhca-se :) vezes por semana.
O Invalido russo, orgao olficial mili-
tar ; conta *2 annos de existencia, he pu-
blicado pel etmil dos invlidos, instituido
era 181*: he na Jaclualidade o jornal russo
mais interessante.
A Gazeta de S. Petersburgo, mais co-
nliecida com o titulo de Gazeta russa da
academia. He o jornal mais variado e de
maior formato. Publica-so bi perto de cera
annos pela academia das scioncias. Sao no-
taveis as suas correspondencias do Londres
o da Italia. Este jornal tornou se mais co-
nhecido por causa do processe quo Mr. Bu-
loz, da Revista dos dous mundos inten-
tou ha dous anuos, contra M. l'hilarote Char-
les, por OCCasiSo das correspondencias de
Pars que publicava ueste jornal.
O felhetim de Pars na Gazeta de S. Pe-
tersburgo, he escripto por II. Jules Lecom-
to, da Independencia belga
A Abelua do norte jornal poltico e lit-
tsrarlo; representa o elemento conserva-
dor ; este jornal he muit [ido no imperio.
O Jornal de S. Petersburgo, escripto
em francez.
A Gazeta allemaa da academia, eslrip-
ta em allem3o, lio politico.
0 jornal polaco o Tygednik publica-se
duas vezes por semana.
Sao estes os jornaes polticos. Ernquanto
aos que sao meusaes e semauaes, dividem-se
em revistas scienllicas e Iliterarias, olli-
ciaes e nao olliciaes.
Quasi todos os ministerios teem os seus
jornaes especiaes. O ministerio da marraba
publica os Annaes martimos, onde alora
dos documentos oficiaos concernentes a es-
to ministerio, se conten arligos scieiitilicos
sobre a nutica, novas descobartas, etc.
Os outros ministerios alom da sua Capi-
tulag3o mensa! publicara o ministerio das
trras da cora publica o Jornal das Cau-
delarias e da caga. O ministerio das finan-
gas, o Jornal das minas, jornal das manu-
facturas e do commercio, e finalmente as
duas l.azelas do commercio, ^uraa em
russo, 3 vezes por semana, e outra em alle-
mSo, 2 vezes por semana )
Ha alera disso muitos jornaes especiaes
publicados pelas sociedades scieutificas, co-
mo o Jornal militar, o Meusageiro da so-
ciedade geographica, o Jornal dos couhe-
cilientos uteis, etc Pelo que toca a revis-
tas luteranas ha aBibIioihecade.leitura,
a Revista patritica e o Contempor-
neo ; e em Moscou o Moscovita.
Todas estas revistas se podo dizer que
sao os uuicos representantes da lilteratura
russa.
Ha mais um jornal dramtico Pan-
theon, que publica pegas de theatro, origi-
naes e l. adundas.
No auno que vem parece que o numero
destes joroaes crescera.
Em Odessa publicam-se dous jornaes po-
lticos, um era luigua russa, o Meusageiro
do Odessa, e outro em fraucez, o Jornal
de Odessa.
, Em TilTis, sabe tambera a luz ura jornal,
intitulado o Caucaso.
Nc reino da Polonia, na Finlandia, e nas
prov.ncias do Bltico tambem se publicara
bas ntes jornaes, mas nenbuin em linsua
rus i.
1 18, Petersbi publica-se a Pola*
ai' tica russa do celebre pintor russo,
Hi me, que fo discpulo de Horacio Ver-
net Sabe tres vozes por mez, contendo mi-
mosas Itihographias, representando vistas,
scenas e retratos, ludo da llussa.
PERMAMlgGO.
PAGINA AVULSA.
SOSO "JA 2
Falla-se muito nos srugosdo presidente da
cmara a respeilo deum hospital, que alli ha an-
da em construegao, mas o cerlo he que nao da-
\ando de parte esses serviros o Sr. Dr'. delegado
Theodoro tem sabido Coniprehender optmamcnle
quaes os saus deveres om crise tal.
Gaiiiram algumas penoas nas ras daquella
cidade ,e querondo-se recollie-las ao hospital ainda
nao havia nada prompio.
Muito tem trabalhado a bem da pobreza um
iuspector Bernardno, por que cora suas proprias
raaos lera cavado sepulturas para os cadveres.
O sub-dlegado major Laurentino, vendo,
que lia all uma falla absoluta de medicamentos,
e conscio quo so do governo nao lie que so hade
esperar (udo, promoveu una subscrpgao enlre os
liabilantes d'aquclla cidade, que gostosos sa presta-
ram, e j.i raandou buscar urna bem solfrivel ambu-
lancia para ser franqueada a todos, que della pre-
cisa rem.
Ainda pedimos pelos sanios do Ceo, que a
lllraa. mando suspender os loques para o Viatico,
ao menos a noitc.
O Sr. Pedro Affonco Rigueira inspector da
isa das Trincheiras nao tem sido como cero era-
poras marralheiros, nao senhor, heprompio a qual-
quer aviso ej neni poje irab.ilhar. Animo meus
amigos, que ludo o mais voncorso-ha querendo as
almas bemditas.
Oh bravos lor ? 1 cliegavsti ? Mas vale
tarde do que nunca ; pois senhor aqu nos achou
como quem nao quera a cousa sempre como d'an-
les.
Urna norma de recibo de fogueiras.
Illm." Sr.' 39240 res. Recebi, 3240 da par-
te que Ihe tocn nas 6 fogueiras, que houverao no
dia 13 15 16 do fevereiro, 20 do fevereiro
de 1856, entre \ Fieou Ymc. do lado do Sr. La-
cerda, Vellozo, o Riboiro, repartido por 4 socios
12020 reis loca-llie 3240
Aneiocla originalEm uma dessas noiles
de tempestado, que unto aterran as mocas nervo-
sas unas dellas procurou uma oracaozinlia da
Magnficat, e por milas vezes a rezou durante a
irovoada. Na noitc precedente reunindo-sa algu-
mas peanas em casa e como he natural versando
a conversag.io sobre a noiic pastada disse mu in-
genuamente a menina ca por mim rezei a nossa
Senhora a magnifica!.Um dandv, que ahi
eslava o louco por dizer uma asneira disse mui es-
pe vi lado a moca E V. Ex. tem esseresisto!
Qual resisto Sr. P. ;> pergunioii a moga
admirada.O de noisa Senhora Magnifica....
Nao realisou, porque a moca foi levantando-so
para poder rir a sua vontade a um camoda vana-
da, remos raais esta invocago pora a Mai de
DaosNossa Senhora Magnifica !
Um Dvejoso ou malicioso, iiiformoii-nos que
a povoacao do Barro ia pessimamente, hoje po-
rem estamos nielhormenic informados que be falsa
tal noticia, eque ao contrario uo s naqnello po-
voado, como cm toda a treguezia dos Afogados o
lr.Hanienlo dos cholencos he o mellior possivel, que
o Sr. Dr. Jos do Reg Rapozo, lera excedido a
loda a espedatva no iraiamenlo, assim como que
a commissao de beneficencia o os principaes mora-
dores dos Afogados loem feilo quanlo lio possivel
para mdhorara sorte dos infelizes, excedendo o Sr.
teneiile-coronel Manoel Joaquim do llego Albu-
querque, a todos.
'li amnhiia.
(>l)llt!itltlti'tb0.
Dominga rcrcelia da Evangelho de S. Lucas cap. 11
.lesus Oirisio langou o demonio, o qual ei
raudo, do corpo de um po* ->, e as turbas, qu
SK t1"""5 dos Siseos ouviodo a .r-
racao desle faci, disseram: Que era em Done
Ibonte cura. Ou.ros o5o ,K^d .E?
nome do quem f0ra xpellido o demon.o.^L--
deran, o seu juizo, o que ^^ -^ ^
mesmo, e por la razio pediram GZTJ
milagro no> Caos ,, ,|ue j^ ^
seus proprios olhos. P"
Jess Cbristo penetrando o .nwior de efa
"m S 't*i ,un,oa .Vrop01 *mSm
parbolaTo Ja a sociedade (da. 0 Filfco e Itoosl
que se divide, ese revolu contra si tmesnu arroi-
na-se. e una casa cahir sobre ouira- se sau*-i
se divide e faz guerra a s mesmo, como lw qu
0 seu reino poder ter seguranr permanencia ?
(Juera di/.er-lhes com isto : si isalaoaz langa do'-
eorpos aquelles demonios que elle mesmo atm-
mnou que os occujiassem, nesie caso ke elle m2
ira si mesmo, c elle mesmo destrue o seu imperio-
allirmais que he em vinnde da Beelsebuili qae m
1 a neo fora o demonio:' se en obro em noma Me
anlao devana ceuaria lu no que eslava posaeaao.
Aqu o KedemptV interroga os que o aeusode
langar o.lcmonio em nomcdcBeahebuUi elhes diz
em nome de quem o expalliao vossos lilboa ? Os
Fariseos Ihe respondoram : sem duvida que em no-
me de Dos que elles iovoeavao sobre os poasesao*.
Pois elles mesmos Cconlinua o Salvador) serio
as nossos jui7.es nesia causa; isto he serio vesses
ulgadores no juizo universal, elles lera o de dar o
seu parecer econdemnar-vos por formardes um juizo
contrario dos seus railagres.
Uma vez que Jess Chrislo obrava aquillo qae
elles approvavo em seus filhos, elles reprovavio
sio mesmo, he porque nao ronduionavao a pessoa
pela malicia das suas obras: mas condemnavio a
olua que era boa, pelo odio que titanio a pessoa.
O Salvador acrescenla : se he pelo Espirito de Da-
os que cu lanco os demonios he uma verdade,
que o reino de Dos chegou a v,s, poi que heso-
meoleparaoesiabellecer, queeu obro lodos estes
railagres.
Quando um hornera valerozo guarda o atrio da
sua casa, esli em seguranoi c salvos todos os se-
us bens; porem se viat oulro raais poderoso, e o ven-
cer : se se apoderar de todas as suas armas, nas
quaes elle bata posto a sua conBanca, repartir
os seus despojos. O que nao he por mira, he contra
mira, e oque nao colher comigo desperdigara.
Quando o espirito immundo sabe de um ho-
mem, procura os lugares seceos para que aeha re-
pouso, e voliandoacha a casa limpa a ornada, c-
lao elle toma comsigo outros espirites pavores do
que elle maimo, e entrando iodos para a casa, a-
zem nella a sua morada, e o ultimo sudo desle
homem, vem a ser mais infeliz e pessimo de que
o primeiro.
r roiiuncando Jess Chrstoesias palavras ergaea
do raeio da multido uma malher suavz e Ihe
disse : bemaveniurado o ventre que vos trooxe,e os
peitos que vos aliraentaram ; mas Jess Cbristo
Ihe respondeu : sao mais bemaventurados e felice*
ainda os que cuvera a palavra de Daos e a guardo
cora fidelidade.
Pagina Sagrada
Inslrurio econsclhos que Tobas d a sou lilho
sobre a Caridade.
Persuadido Tobas que Deus ouviria sua oraeio,
o o levarla para si como ihe pedir, chamen seu
filho (Tobas o mogo qne linha enlao parto de Jo
annos) e Ihe disse : ouve, meu filho.as palavras da
minha boca, c guarda-as em leu coragio eoato um
solido fundamente. Quando Deus tiver lavado
para si a minha alma, d sepultura a sen corpo, e
honra ala mi em todos os dias de tua vida, pois
deves lembrar-ie de quanto padeeau quando le tra-
/ia em seu ventre ; quando ella acabar os seus dias
cnierra-a tambem ao p de mim.
A das da la vida ; guarda os seus mandamenlo-,
e evir o peccado. -"^^^^
esmol da tua enda, j voliesaH6"
m pobre, porqu, assim umbem o Senhor
nao hara de li o seu roste.
Exerce a misericordia do modo que podares. Se
Tveres muito, d muilo;se hieres pouco. dtpouco;
ms da-o de boamenle. Assim cnibesouraras uau
grande recompensa para odia da necessidade porque
a esmola a livra de todo o peccado c da morie, e nio
deixa cahir a alma nas Irevas.
A esmola dar uma grande conGanca dame do
lu/. Supremo a lodos os queafizercm.
Preserva-ie, meu filho, de toda a impureza a nio
levantes os olhos liconcosos para a mulber que nao
seja a tua.
Nao consinlas que era teus pensamenus a pala-
vras domincm a soberba; porque nella leve principie.
toda aperdigo.
A todo o homem que le lizer algum irabalho pa-
ga-lhe logo seu salario, e nunca fique cm leu pe-
der a pagado mercenario.
Tem cuidado em minea fazeres a ouirem oque
nao quenas que lefizessem a ti.
Reparte o leu pao com os pobres c faminte, ,
cobre de leus vestidos aos que esli us.
Pede sempre conselho ao sabio.
I-ouva a Deus em todo o lempo pade-me que
encamuho leuspassos e quo leus intentos nuncad'ctle
so apartem.
Esta rellexo de Tobas a seu filho, be una
Hgo perfeitissima para nos exerrilarmos a virtude
da Caridade, para com o nosso irmio indigente ;
'ie tambem uma reprehenso solemne aquelles ho-
mous avarentos, cuja aolicitudc est o ni cimente
no cabedal quo lem enthasourado em chapeados ca-
fres : aqu Tobas mostra com loda a forga da evi-
dencia quanlo be ulil a esmola que se d ao pobre:
quanto lie proficuo ao mesmo homem que prediga-
lisa ao sen rmo .oberto drajos e muertas,
o bolo da caridad. ssas socorros,demes
beneficios que se idigeneia sofredora,
resulta um bem grandioso aq,.elle que odeteaape-
nhi; servndo-lhe para minorar parle de teus dbe-
los a esmola que depositar no seio do desva'ido ;
como nos affianca o Ecclesaslico ; que assim osaaoa
agua apaga o fogo.timliem a esmola faz dosaparecar
o peccado Jonem ardenUm euingu ttqm
et eleimosyna resista precita.
Aquadral ainentavel era que nosarhamos he assat
opportunaparadesempcnhar-seavirlude da Caridade
aquellos individuos que infelizmente sio .commc-
tidos do llagello lerrivel que nos osla fazeado o seu
cortejo de mizerias, cobriodo lanas familias do Ba-
gro crep de dore amargura. He ne o herosmo chrislo deve dar as mais irracusaveis
provas de sua orlhodoxa ; pratirando aquelles ac-
tos de humanda.ls to recommemlados pelo divino
SobanUM dos Orbes, o tambera desempenbado por
urna grande parle de alhletas da reiegiio da rrax.
Praliqucmos assim que seremos felices, e mere-
ceremos as bengos do Ceo.
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*'>
'Hotlas .rimT-.Miv

*.r
Sentencas.
Todo o empenho do homem hade consistir na
;loi ia do seu bom nome.
Eccl.cap. 41.
0 furor das tempestades arrojar s ondas nm
irtuoso j mas oao Ihe lia de (aliar uma Balea
que o traga praia.
Jott. cap. 1.
Melhor he ser pobre do que rico enfermo.
Ecct. cap. aV
i.: TYP. DB M. F. DE FAW*. BE
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MUTTT^v

ILEGIVEL


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