Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07269


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Full Text
ANNO XXXII. N. 48.
Pir o mezes adiantados 4.s00().
Por 3 mezes vencidos MSOO.
8ABBAD0 23 DE FEVERE1R0 DE 1856.
Por anno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.
BMCARRBGADOS DA SUBSCRIRgAO' KO NORTE-
Parahiba, o Sr. Gervazio V. da Natvidade ; Naial, o Sr. Joa-
qun! I. Pereira Jnior ; Araeaty, o Sr. A. de Lemoi Braja ;
Cear, oSr. J. Jos da Olirera ; Maranho, o Sr. Joaquirn Mer-
que) Rodrigues ; Piauhv, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
trense,- Para, o Sr. Jimia no J. Hamos; Amazonas, o Sr. Jer-
nimo da Coala.
PAUTIDA DOS CORREIOS.
Olinda todos os dias.
Cini.iru Bonito e Garanhuns: nos dias 1 a 15.
Villa-Bella, Boa-Visia. Kiu' a Ouricury : a 13 a 28.
(oianna e Parahiba : segundas e seilas-leiras.
Victoria a Natal : nasquintas-feiras.
AUDIENCIAS IMS TRIBUKAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : quartasa sabbados.
Retacan 'Oercas-feiras e sabbados,
Fazenda : quarlas e sabbados as 10 horas.
iui/o do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaos : segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara docivel: segundase sextas ao meio-dia.
Segunda Tara da eivel; quarlas e sabbados ao meio-dia.
ISraBMERIDES DO HEZ DK KKVKREIRO.
6 Loa nova as 7 horas, 23 minutos. <8 segundos da manha.
13 Quartorresrente aos 7 minutos e48 segundos da manh.ia.
20 La cheia a 7 hora, 80 minutos e 48 segundos da Urde.
29 Ouarto minguanteaos 19 minutse PRKAMAK DK llo.lb.
Primeira as fi horas a Si minutos da manhaa.
Segunda u 7 horas a 18 minutos da larde.
DIAS DA SEMANA.
18 Seguuda. S. Semeao b.; S. Prepedigna v.
19 Terca. S. Conrado f.; S. flabino m. : S. Alvaro.
20 (luana. Ss. Elenlerin e Nilo bb-
21 Quinta. Ss. IhxmuaoO e Fortunato bb.; S. Angela a. f.
22 Sexta. S. Margarida de C.ortona f. ; Ss. Papias e Abilio bb.
23 SabbaHo. Ss. Lasare* Severino e Primitivo mm.
24 Domingo. 3. da Cuaresma. Ss. Montano, Pretxtalo e Tbarasio.
ENCARRECADOS DA nit-< mi'i \o \o mi,
Alagoas, o Sr. I.laudino Falco Dias; Bakia, e Sr. D. Dvfrai
Rio de Jaoeiro, oSr. Joao Pereira Martina.
EM l'KHXAMKI'CO.
O proprieta no do DIARIO Mi noel Figueiroa
Imana Praca da Independancia ni 6 e 8.
ala Fasta, na na
PARTE OFFiCIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
O pro-i lente da provincia alten tan Id ao m.i cs-
deas ilo Ourictirv e Golaana, sendo i primeira per-
enreiile ao me/, de dezeinhro ullinio. e a segunda
aos de novembro e dezeinhro do anno prximo pas-
sado.E\pedio-se a ordam de que se (rala.
DiloVo juiz de direilo de Pao d'Alho. enviando
lado sanitario da mesma, resolve, ein virlude da an- "* medicamentos que pedio o pharmacoulico
lonsac.lo que llie lie entilen la pelo 5 2 "do artigo >%
da lei de 12 de agosto de 1831, aliar a abertura da
issemhlia legislativa provincial, para o dia primeiro
le abril protimo futuro, > orden:i que ne-le -cutido
se xperam as necessana eommonicafOes.
Palacio ilo noveriin de l'eriMinliucu 1 de leverei-
ro de 1856. JyB. da Ctuiha e f.
Senna, como as cargos de gneros alimenticios que
SntC requisiloii ein sen ollicio de 18
lixendoqae pelo portitdsr Bento J
cao do eonsrllio ao major do rcfernlo corpo, Manoel' relo do-ligado do dever de prover us inleresses do I perspectiva lie mainres lucros me a amona W0-
Kezerra d.i Valle..
DitaDemillinio do careo de subdelegado da fre-
guezia de Pi d'Alho i Francisco Gayalcatite dos
Sanios ; e noine.-indo para n referido cargo ao cade-
te de I.-1 linlia Marilano Marlilino de Souza (iui-
marS.es.Commuiiicuu-sc ao clicfe de pulira.
t
V
S. Etc. o Sr. presidente da provincia manda pelo
presente convidar a' qijaesquer profssores de me
Oficina que queiram i#>pr?STT-s,setvrcrn de sua ar-
(4 as villas de Pa'o d'Alho e Limoeiro.a' apreseuta-
i r -.'' ao mesmo Exm. Sr.para ein perda de lempo
paflirera para os mencionados lugares, requisitaudo
o que precisarem, que sera' inmediatamente
feilo-
Secretaria do governo de Pernambuco >> de fe-
vereini de I8.16.Joaquirn Pires Machad l'ortcl-
10, nllicial-mainr sen indo de secretario.
Expediente do da 19 de revertir >
le, se ilie remelle a quaiitia de 0Q09000 rs. para
orrorreiidn as despezas necessarios, o -.VteOOO rs. de
indeinnisacAo ao mesmo pharmareutico. conforme o
certificado que elle enviou ; que mandn reforrar o
deslacainenlo doquella villa com o pravas de primei-
ra liana, a nomeon ao cadele .Montano Martilinu de
Souza liiiiinarr.es, para subdelegado da treguezia de
P.io d' AI lio, e remelle a numcar,ao : qoe, finalmen-
te, reuova todas as recoiameudnces lauto a respeilo
dos soeenrros, como das requisicOes que liouver de
fazer, indicando uomeadamenle o que faltar e livor
i precisao, coiivimlo que venham logo m portadores
satis-| com cavados, afim de evitar demora.
Dilo Ao visarlo da fregoezia do llorn Jardn),
r--|)ii[il.'i.'lo ao seu ollicio de 1K do corretile, e de-
rlaraudo-llie que nesla data eipcde as ronveiiienles
ordens para serem remedidos os medicamenlos e
mais olijortos que requisitou ; e qne mo sendo pos-
sivel, por agora mand.r um medico, visto liaver fal-
la delles Beata capital, cumpre que Smc. chame al-
imperio so porque esla loralidade antes do que a-
quell'outra lira vanlagem de qualquer projerln.
Tres emprezas de estradas de ferro juulamenlo
rom oulras de ulilidade publica queja aslslam e que
v,lo felizmente apparecendo, no me podtam a,sus-
18 do rorrente, e Hila.Nomcando para o lugar vago de subdelega- .
o. Nuue* do Va- do ilo l.o .listriclo da freguezia de S. Anta, ao cida-1,ar" A louo l,omem "rdalo, porem, s. poden me-
Oflicio Ao pharmaceulin. Manuel Caelano Pe- 21ln)i) ,,e4 reir de Senna. leulio presente o seu officio de 18 |an |.ui,. Collaco, quede boamente se lem presta-
do crrente, ueste momento recebido. No so ap- do.Eipediram-se as ordens de qne se trata.
pro acec-rdo com o l)r. jmz de direito lem tomado em Ipojuca, em resposla ao seu ollicio de honlem, de-
pro, da salubridade publica de.sa villa: e espero clarando que a falla de mdicos contraria os bonsde-
qu'i nao desauiaem no seu generoso proposito. %o

sa'isfeitas todas as requisirdes que Vmc. me la/ e
c>nlinuarei a salisfazer ludas as que f.irem julgadas
necessarlas, contando sempre com a sua solicilude.
. Dilo fo juiz de paz da freguezia da l.uz. In-
leir.nlo de que Vmc. me coiuinunici eiti seu ollicio
. de 18 do correle, tenlio a declarar-llie que aprecio
muito o zelo c boa vonlade com que Vmc. lem |ires-
. lado osseus serviros na quadra calamitosa em que
nos achamos, e que approvo a resolurao que tomou
de encarregar o tralameulo dos doetes a pes-oas
pralicas e caridosas.
Dilo Ao mesmo. Em re.posla ao sen oflicio
de houtem Icnlio a declarar-llie que acabo de expe-
dir ordem a commis-ilo de liygieue publica, para
mandar entregar a Vmc. urna ambulancia e urna
pe.;a de b.ieta, alim de que se acbe habililadi a soc-
correr os que forem acrommcllnlos da epidemia. Es-
pero que Vmc. cjnlinue a prestar os seus bous ser-
vicos, solicitando para isso a neres.aria coa.ljuvar.1o
das autoridades e pes-oas prestimosas des.a fre-
guezia.
Dito Ao juiz de paz do segundo dislriclo da
freguezia de Marauguape. Kespondo ao seu of-
licio de 15 do correte, declarando que arho minio
conveniente que Vmc., brm romo o vig.irio, subde-
legado, juiz de paz do piiireiro dislriclo e oulras
pessoas prestimosas dessa freguezia se reuiiam, alim
de nomear urna commissao ' encarregue de agenciar subscriprocs a favor da gen-
te desvalida e .le prestar lodos os serviros que as
circumslancias actuaes liouverem do reclamar.
DitoA Joaquirn inl.ora de Mello. Com-
muDicando que por participarlo da secretaria de es-
lado Jos negocios da jnslira de 1 do correte S. M.
o Imperador, por decreto de 29 de Janeiro liouve por
bera fazer-lhe inerce do ollicio de escrivao privativo
do jury e execuc/is criminaos do termo de a/.arelli:
para que enlre logo em cerricio independenle de ti-
tulo, que apre.colar,i do prazo de Ircs mezo..
s
Oflicio.Ao Exm. bispo diocesano, remellerifo,
para queae digne dar a conveniente solnrilo, ija-
^>ia do.omefa iyjiiavnj[iiga"rn>4a freguezia de ffam-
be, pede perirussao para se establecer um cemilerio
cm Ifinlquer .los povoado da iiieuciouada fregue-
zia. "" -
DiloAo presidcnle da relarao, parlicipando
acliar-se pronunciado pelo juiz de direito da comar-
ca do Kio-l''onnosu, como incurso nos arls. 129 le
l ilo cod. criin., e por isso suspenso do emprego, n
bacharel Aulonio Borgcs Leal, juiz do termo de
Barreiros. Communicou-se n lliesouraria de fa-
zenda
DitoAo rommandanle das armas, afim de recom-
mendar aos alferes Jos Vrancisco de Oliveira Mes-
quila e Feliciano Caliope Monleirn de Mello, que
satisfaram na recebedoria de rendas internas, a im-
portancia dos emolumentos que estilo dever, pela
passagem que nbtiveram, o primeiro nomeado do 2."
batalhilo de iufaiitaria para o 10." da mesma arma,
e o segundo deste para aquello batalliao.
DitoAo mesmo, alim de que ordene ao lenle
Jos Anselmo Valejo, que pague na recebedoria de
rendasinleriiisa importancia dos emoliimcnlos que
est a dever ,i secretaria de estado dos negocios da
guerra, pela passagem que oblevc do 7." para o 10.
iialalhao de infantaria.
Dilo A' lliesouraria de fazenda, mandan lo en-
tregar ao coronel Tibortino Pinto de Almeida, d<*.
legado supplente do termo de Sanio Aulao, a quan-
li.i de 50031)00 rs., para indemuisa^ao das despezas
que elle lem feito com soccorros |iublicos, duraiilc a
quadra da epidemia.
DiloA' mesma. mandando dar ao presidenle da
commissilo de bvgiene publica, a quantiide um con-
t de reis por conla das despezas a cargo daquclla
commissao. Communicou-se ao referido presi-
dente.
Dito A' mesma, para mandir fornerer ao l)r.
Ignacio l-'irmo Xavier, os nbjeclos constantes da re-
li'cjlo que llic foi remetlida, afim de se poder
mnalar a nova enfermara da freguezia de San
Jos.
Dito Ao cliefe de polica, remetiendo para seu
couhecimenln e esccuro, um exempMr do derrelo
n. 1707 de 29 de dezembro do anno pruiimn findo,
que promulgou a conreu^ao relebrada entre o Bra-
sil e Portugal, para punir e reprimir n crlme demoe-
d falsa. Fizerara-se circulares aos juizes de di-
reito, enviando-se-llies cxemplares do citado de-
creto.
DiloAo mesmo, participando liavcr-se expedido
nrdem thesouraria provincial, para pagar, estandu
nos termos legaes, as cuntas que remellcu com os
seosoflicos de lionlem sob us. I i i o 115, das despe-
zas failas com o sustento dos presos pobres das ca-
A M\VRI\ DAS )1lHIERES.
Por Carlos Mo.nselet.
PRIHEIBA PARTE.
II
Os baitUn- de mar de Teste de Bueh.
Os banbos de mar de Tale de lluch lomam nina
pli\siouumia inteiramenle enrgica dos sitios incul-
tos que nsrodeiain. Nao assemelliam-su a Dieppc,
nem a lioulogiie, nom a Kovan.,
Minada no vasto e triste siilco Irar.ido pelas Lau-
des. Teste de Bucli era ioteiraatenlo tlesconliecida lia
punco anuos, e sua populadlo compuulia-se de re-
sineiros e de pescadores.
Mal terin achado alguem urna rarriiagcm publica
para ser coduzido al l. Ouanl a ir lomar ahi
honlios de mar, ninguem pensava em lal cousa. Os
Bordelezes sahiam por Iralicc.loque es-e lado de sua
provincia era habitado por homens axlraordinarios
coberlos de pelles de aninaes, e aorados em gran-
des bastes ; mas ahi lerminavam seas iliformares.
He especularo, a qtial lem-se aojo o bom goslo
de nio maldizer mais lano, qoe be devida a reve-
lacAn do porto de Teste. Todos lerpbram-se sem du-
vula do favor rom que foram acollo las us ideas de
arroleameulo uu meio dn reinado de Lniz Filippe.
lodos os deparlainenlns enclieram-se decomnanbiai
agrcolas. Entre nutras a coinpauliia de Arrai bou
fez inaravilhas : rreou prados, tornos e um lia
pre'udeu a um dos bairros .le Brdeos duas lindas de
t1o Manuel Jos l'ereira Borges.Communicou-se
ao rbefe de poiicia.
HilaEioaeraoito dos lugares de supplentes do
subdelegado que artualmenle oceupam na freguezia
de S. Fr. Pedro OonQalves, aos cidados l.uiz de
Franca Mello Jnior, Jos (ornes Leal, I.ni/ Anto-
nio de Siqoeira, e Francisco Jos Silveira.e Horne-
ando parasuhslilui-los em I,' lugar Manoel Antonio
da Silva Antunes, em 2. o major Francisco de Mi-
randa Leal Seve, em 3. o Dr. Joaquirn Antonio
Alves Kibeiro. em 1. Saluslianno d'Aqnino Ferrei-
ra, c em 5. o Dr. Joao Pedro Maduro da Fonccca.
Communicou-se ao chefe de polica.
.1,1-
sejmda presidencia em salisfazer cora a maior pres-
teza o pedido que Smc. fez ; no entretanto, lem re-
mellido ambulancias e recomineiidado as autorida-
des policiaes, que Iralem de montar urna enfermara
e de promover siibsrripres em soccorru da classe
desvalida, esperando que Smc. empregue lambem o
sen zelo pastoral, no empenho de animar a popula-
cho, e de auxiliar aquellas autoridades em ludo
quaulo Tur ledenle a' minorar os cuellos da actual
calamidade.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, em
resposla ao seu ollicio de honlem, derlarando-lhe
que alm da ambulancia que Smc. remellen ao capa-
taz do Abren de Una, pude fornecer o que elle ro-
quisitar para soccorro da reapectiva eslaclo e dos
habitantes daquellapovoatao, que forem "accnmmet-
lidos da epidemia reinante.
DitoAo presidente da commissao de hvgicue
publica, recnmmemlando-llie que faca apromplar
para seguir para S. Anlilo com brevida.'le, urna arro-
ba de perxido de nMagaaese, e dous garrafes de
acido sulfuriro do commercio, segundo tai requisila-
do pelo Dr. Jos Joaquirn de Souza.
HiloAo |)r. Francisco Alendes de Amorim, en-
carregado do hospital provisorio da Boa-Visla, cm
resposla ao seu ollicio de linnlcm, *declaraiidu-llie
que podo adiiiillir os enfermeiros e mais e mprega-
dos que forem precisos para o enrice do hospital pro-
visorio daquclla freguezia, rerlo de que se expede
ordem A lliesouraria de fazenda para satisfacer promp-
lmenle as requesi(oes que a seinelliante respeilo
Smc bouve; de dirigir-lbeExpeilio-se a ordem de
que se trata.
DiloAo Dr. Ignacio Firmo Xavier, cm resposla
ao .en ollicio de Iraatern, dizendo-lhe que podocon-
Iralar os serviros do, pliarmareniico lenlo l.uiz de
Carvalho, pela quanlia de 80OJ0O0 meiisaes.
DiloAo acadmico Francisco Nerv da Fonccca,
ilizcinlo-ihe que havcn.lo sido Smc. contralado para
preslor, na presente quadra, seus servidos mdicos,
ao pobres, que forem atacados da i- iileiin.i reinan-'
le, lica-lhe designado o 2. dislricto di lie:;in/.ia de
S. Jos para nella prestar aquellos serviros, devendo
para isso cnlender-se com a commissao heuefiecnte
Horneada em dila fresuezia.
DiloV lliesouraria provincial, mandando exa- Araujo.Sr. presdeme da provincia de Pernambn-
raiiiar e pagar, estando nos termos legaes a folha em co.Cumpra-se.Palacio do governo de l'ernam-
Minislerio dos negocios da Justina.Rio de
neiro, em 7 de fevereiro de 1856.
lllin. e Exm. Sr.Sua Mageslade o Imperador,
lia por bem, que d'ora em diante V. Exr. nao tara
subir sua augusta preseora, quaesquer represen-
tarles ou ofcms do rindo (|e polica, juizes de direi-
lo, juizes miinicipaes, delegados e subdelegados des-
sa provincia,expendo asduvidas,obstculos,e lacunas
que encontrem na exerui-ilo do cdigo criminal e do
processo, sem que venliam compelenlcmenle ins-
Iriiidose informados segundo prescrevem os arligos
195, lKi e 197 do regulamento n. 120 de 31 de Ja-
neiro de 1812.
Manda, oulro sim, o mesmo aoguslo senlior :
I." Qm a forma eslabelerida pelos citados arligos
leja appliravel a ludas as autoridades extensiva lam-
bem as leis rivis c do processo respeclivo, sendo ou-
viilo quaulo as leis commerriaes, o presidenle d
tribunal do commorcio do districlo, em vez do pre-
sidente da relarao.
2." Que compelindo ao poder judciario a appli-
cacao ao casos occorrenles das leis penacs, civis,
commerriaes e dos processos resperlivos, cese o a-
buso que commetlem muilas auluridades judiciarias
dallando de decidir os rasos occorrenles, e sujeilan-
do-os como duvidas i deejsao du governo imperial,
pela qual esperam anda que lardia seja, sobr'eslan-
do e demiirandu a admin.islrai;ao dajuslira que cabe
em sua aOloridade e privando assim aos tribuuaes
superiores de decidirem em cr.io de recorso e com-
pcii iileineiilo as duvidas que orcurrerem na ipre-
ciaeao dos fados e applicar,;1o das leis.
I. Que V. Etc. fara seulir as soluedilas aulori-
dades, que os citados arligos 195, 196 e 197 do re-
gulamento n. I-.O de :H de Janeiro de 1812, nao se
referem de neiibuma nianeira aos ca'os pendeules
da jurisdicrao das mesmas autoridades, se nao aos
que lem havi.lo, c em cuja decirte lia occorrido du-
vidas, e se lem ronhecido obstculos ou lacinias,
sendo que o governo imperial nao pode sean por
modo -eral, ou regulamentar,decidir sobre o-.a- da-
vidas, obstculos, e lacunas que se encoulrarn na
exerurAo das ditas leis relativas ao direilo civil ou
penal e processos respectivos ; porqnanlo, se as suas
decisoes versassem sobre os rasos individuaes e oc-
correnles, dariam aso a conflictos e colbses rom o
poder judciario, ao qual essencialmcnlc compete
por sua natureza a applcar,ao das sobredilas leis,
e aprcoiarAo dos casos orcurrenles.
i.' Que em con de. em vez de decidir o ca.os que llic silo suieilos.
quizer, sob prelexlo de duvida, submelt-los ao go-
i.jiiu imperial, dore V. Ele. devolver-lhc as re-
"resentardes c ollicios respectivos para que ella jul-
n coiiloime a lei e jurisprudencia dando os recur-
Nl que eouberem para os tribuuaes superiores.
Dos liuardo a V. Exc.Jos Thomaz Naburo de
duplcala dos vencimentos abonados no inez de Ja-
neiro ultimo a dous sentenciado, que se arbam em-
pregados no serviro da limpeza doquarlel do corpo
de polica.
DitoA' commss/tu de beneficencia da Roa-Vista,
dizendo-lhe qu nao havendo oulro medico, i quem
incumba a dlrocflodo hosnilal provisorio da Capun-
ga romo Smcs. requesilam em sen oflicio de boje,
compre que fique encarregado do mesmo, eonjune-
tamciite com o distiielo que Ihe perlence o l.iculi.ili-
vo Manoel Enedino do Reg Valeaca.
DiloAo Dr. Adeliuo Anlonin de Luna Freir, e
mais incmbros da commissao benefiecnto de Igua-
ra.sii. em resposla ao seu oflirio de 18 do frrenle,
declarando-lhes que j mandn entregar ;i pessoa
por elles indicada os medicamento.; constantes da re-
larao que enviaram ; e que os autorisa a admiltir
um enfermeiro no hospital provisorio, eslabelerido
n iquell l villa.
Dilo,V innandade das Almas da fregnezia de S.-
Frei Pedro (ioncalves, aceitando e agradecendo a
olleraeje6009000rs. que remelleramem beaoBeio
dos pobres daquella freguezia, affeclados da epide-
mia.Remelteo-se a quanlia cima i commissiln
ccnlral beneficenle. *
DiloA" fariWa municipal de Nazarelb. acensan-
do o reeebimeato das roolai da reccila e despeza da-
quella i-amara, relativas ao anno pa como o oreamenlo correspondente ao futuro anno li-
Unceirodel836 1857; edizeudo cmresposta. que
opporlunamenle ludo ser remeltido i assembla le-
gislativa provincial,
DiloA' ramara municipal de Pcsqncira, aecu-
sando a recepto do nrr^menlo de sua receila e des-
peza relativas ao anuo de 1855 a 1836, e que en
devido lempo lera convenienle o destino.
DitoA' cmara municipal de Scrinliaem, sobre o
mesmo objeclo.
PuliraNomeando ao major reformado de pri-
meira linda, Jote Antonio Barbosa, e aweapiUea do
corpo de iiolicia Francisco Aulonio de S Brrelo, e
Jos Pereira Teixeira ; aqurlle para presidcnle. e
eslespara vogacsdoronselbode invesliga(;i1o,qiic, nos
lermos do legulamcntu provincial de 2 de drzembro
de 1853, lem .le corrliecer do fado pralicado pelo c.i-
pilo daquelle corp Jos Francisco Carneiro Mon-
teiro, que tendo destacado com urna forra para a ci-
dade da Victoria, abandonou o destacamento e reco-
lheuo a esta rapital. Communicou-se a nomea-
lliam ao sol como em bella manlia de onlono bri-
lliam nos campos as leas de aranba !
liiL-am.. lo todava : apezar da crear.lo dessa estra-
da de ferro, a fama dos banbos de Tesle nao ullra-
passou os limites do departamento da (lironda. Nao
devenios deplorar muilo essa m lilleronea da mulli-
dao ; deixemo-la apinliar-se no Havre de lirace, e
guardemos para necease canlo da Ierra, sobre o qual
a moda nao lanroii anda a visla. A poesa que ahi
se respira he daquella que aperla o corarlo, eleva o
pensainenlo, provoca mesmo as lagrimas, e poe em
fgida as pessoas viudas para recreiar-se.
Com elTeilo, ahi mo ha nenbiim dos contrastes em
buscados na volla das eslr.idas que s,1o tilo frequen-
les as cosas da Nurmanclia, onde as fazendas mais
allrnclivas verdejam a poucos passos dos penbascos
mais sinistroi. Em Trslo de Buch ( c quanlo esle
nome velbo, groaaeiro e tenebroso esl em harmona
com a regulo! ) ludo he uniforme : mar, areia c p-
nheiros. Com usas Ires cousas Dos crcou ah pri-
mores de solemnid.ide e de melancola, florestas
sombras que eslcndem-so o perda de visla, dunas
qoe o vento revolve c desloca, emliin um lagamar
immenso e maguise, digno das gruas da Escossia.
lie o lagamar de Arcarbon, o qual aprsenla urna
das_mais bellas persperlivas do mundo.
Era para gozaren) dessa perspectiva, que duas ir-
maas, a fondean de Engranda e a marqueza do Pers-
signj inili.:: alngado havia poucos mezes urna casa
sobre a praia. ao sul do lago, e junio da grande flo-
resta ile Teste.
Tudo ahi eslava disposto para a eommodidade, c
contra o calor ; a unir parle dos qiiartns davam para
um Icrraco qnadrade e cobcrlo.
As duas irmaas, pessoas da mais alia sociedade,
ahi viviam em disoluto retiro rodeadas de qualro
ervo.
Em urna manilla do mea de asnato de IK1:1. lre
semana depoia do aconlecimento nue acabamos de
relcrir, a comleasa de lugraiide, sua lillia Amelia, c
buco, 2 de fevereiro de I85(i.Figueiredo.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quanel general do commando das armas de
Pernambuco na cldade do Beclfe em 22 de
laverelro de 1856.
ORDEM DO DIA N. 214.
0 marerhal de campo commaadantc das armas de-
clara sem efleito o artigo da ordem do dia de hon-
lem sol o numero 213 acerca da monear m do Sr.
(cuente Leopoldino de Souza Azevedo para sen ajn-
danlc de ordens de pessoa, visto que por agora no
pode este senlior oflicial entrar no exercicio dcse
emprego.
Jos Joaquirn CoeUto.
RIO DE JANEIRO.
ESTRADA DE FERRO DA BAHA.
/lespi'ta d rnnselheiro Sergio Teixeira de Mace-
do i accusarii que lie fe: o Correio Mercantil.
Na Correio Mercantil de ( do correte me foi
dado o csclarecimeulo que ped i redacrilo em ron-
sequenria da arcusac.oi que me lizeram na folh.i de
i, de ler eu oppostu embararot i emissilo das acroes
das estradas de ferro da Baiiia e Pernambuco.
Agradero, Ble s o esclarecimenlo, mas a irjanei-
ra benvola com que no final doarligo que o cncer-
ra se moslra querer salvar a pureza de minhas in-
tenroe no meio dos peccados de que me aecusam.
InMizmenle porm o eslimavel escriplor nao acer-
lon ou foi mal informado a respeilo de meus prin-
cipios. Nao pens, como elle er, que haja pe-
rign part o ros/1 em proteger ao mesmo lempo
tres ou mais emprezas importantes. Tamuem nao
lenho, romo ja se insinuoq, preferencia por provin-
cia nenhiima. O que be oeccssrio i grandeza e glo-
ria do Brasil he que lodas marchem e prosperem.
Antes de ser Fluminense sou Brasileiro, e nao me
ierro parallelas, qoe levaran a populacho airares de '.!." .'ri1'.'"!.',1.'" ,lli'..^l,'y ll,"_r,Uval"_ J"n0 ,,le am*
um paz al tniao descoiihecido, paiz phartlaslico
sombro e legendario!
Terra brubi coberla de arbustos e rJeeapinhos,
pantanos immeusos semeados de longe em longe de
grupos de pinbeiros de altura prodigiosa ; depois, re-
pentinamente, densas maltas onde atrs dos carva-
Ihos e dos aiedronheiros ouvem-se uivar us lobos ;
aqui e all urna velha hospedara de janellas fecha-
das e de porta enlre-aDerta ; palos bravos, cegonha,
garcas ; um riacho sinuoso, que corre sem murmu-
rar "enlre margens esravadas ; aldeias deserlas-quc
cliamam-se Toqueloucand, Croix d'Ilhlni, Canta-
r.nine, Biganos ; de qoando em quando o fumo de
ama fabrica, e perlo de Tesle um horisonle de ten-
das de peleadores, e de redes entendidas, que hri-
{) Vide Diario o. 17.
jmila do salan, quando eulrou a camarista Inundo
um billielo de visita.
Que ha de novo, Thcreza pergunlou a fon-
dessa de Ingrande sem vollar-sf.
Ei* aqui ainda o bilbele de visita do homem
que ha Ires das solicita i honra de a presentar seus
respetlns as senhoras.
Madama de Ingrande esleudeu o braca c (omnn o
bilbele, no qual liao esle simples nome : lilan-
rhanl, sern DrazJtO nem qualifirnrao,
l'ois bem, dsseclla lancand-o sobre lima me-
lioha.
Que devo responder'! pergunlou a camarista.
Que Ihe respondesta honlem'.'
Que as senhoras cslavaiu incommodadas.
E anle-honlem "!
Que as senhoras u,1o recebiam visitas nos ba-
ndos de mar.
Bntao lioje lira um luiz na minha boira, e val
levar-lh'o.
_ Oh senhora, disc a camarista hesitando, elle
nao parece mendigo : eslo veslido com goslo, e ex-
prime-se mallo bem.
Rallo de mais para fazer-lhe sentir sua falla
de civilidsde. Faze oque le digo.
A camarista inclinou-se.
Vem depois dar-me conla de la eommisslo,
accrescenlou a rondessa. ,
A sabida de Thcreza foi segoida de om momento
de silencio, o qual explicava em parle o tom de se-
veridade empregado por madama d'lngrande.
F'oi Amelia, sua filha, quem rompeu o silencio.
Era urna rapariguinha de qualorze annos ejamui
bella.
Porque mo quer receber este senlior, minha
mi ? disse ella.
Por urna razan bem simples, respondeu a ron-
dessi, e cusla-me a cnmprchcndcr sua interrogaran,
Amelia. Sumrnlc recebo a pessoas que conbcro'ou
que me silo apreseuladas.
Se elle livessede commuuicar-lhe alguma cou-
sa importante'.'
Pode escrever-nos ou dirigir-ge ao nossn mor-
domo. Demais. que lieum Mr. Blanrbaril, e que po-
demos ler decommiim com elle?
Klle nos leria lalvez divertido, avenlurou a ra-
pariga com meio aorriao.
Voste be singular, Amelia ; quem a ouvi.se
duvidana da ediica.;,lo que receben. Ignora lano os
usos da sociedade quaulo quer parecer, ou he indn-
zida por espirito de opposirao? Segundo sen goslo
nona porta permanecera sempre iberia", e lodos
aquellcs que passassem teriam o direilo de vir aqu
romo a urna sala de hospedara, ludo isso para di-
eerlt-la!
Amelia nao respondeu : ahaixra a caneca eron-
linoara a hordor.
Vo.s devesaber, proseguio madama d'lngran-
de, que foi precisamente para evitar enrnnlros im-
previstos que aluguei esta rasa. Com o nossn nome
e a nossa riqueza nao nos leria sido decente residir I iniirnu
recer svmpalhias aquellas emprazas que sao de ver-
dadeiro ulilidade, que i salvo os casos excepcionaes^
lem mcios de suslentarem-se por si, que creadas
ii'uina provincia nao prrjudicam as oulras, nem o
inleresses geraes do imperio. Nao podem merecer
igual svmpalhia aquilas emprezas que nao silo a-
conselhadas por um calculo de ulilidade quanlo
possivel segura ; que nao lem meios de raanle-
rein-se por si, ou so podem ser mantidas coni sacri-
ficios pesados ; que s sao aconselhadas pelo enlhu*
siasnio de possuir urna cousa brilhanle, pelo deeajo
alias louvavel, se esclarecido, de cm nada ceder aos
irm.io e vzdIios ; c que, finalmente, sao concebi-
das de um modo damuoso s oulras provincias e aos
inleresses do imperio.
Em qualquer perm deslas duas calhegorias que
em minha opiniao estoja a empreza da Babia, como
nao souinfallivel, nao dovia deixar de execalar com
lealdade as instrurres do governo, anda que con-
trarias fossem i minha opiniao. O que me riimpria
era informa-lo, e quando elle livesse decidido-, ron-
forroar-me com as suas ordens em perfeila Iran-
quilli l.t.le deconsciencia. Sou aecusado de ler o-
bradu inleiramenle conlra esles principios. Ha pon-
en mais de dons mezes me defenda neslas mesmas
colomiras da imputa.;io de ler imposto ao K.tado
sacrificios pecuniarios por soa natureza limitados e
definidos) para apressar a empreza do Rio de Janei-
ro. Cabe-me agora defender-me de nina acensarlo
opposla, que me he feila s porque liz os matare*
esforros para livrar a provincia da Babia da pressao
horrorosa do pagamento de 320 conlos inuiiaes pe-
lo esparo quasi de um socolo, para livrar as pro-
vincias o Rio de Janeiro e de Pernambuco de
um oniis semelhanle, e erafim para livrar o crdito
publico dos maos elleitos de urna emissAo em Lon-
dres de arenes com la i alta garaulia de juros como
7 por rento. Vou responder ao Correio Mercantil
como llie promelli, ilo be, satisfactoriamente, e so-
bretodo -i iu o menle, e de modo que a nacilo e
cm particular a provincia da Baha, nos possam jnl-
gar.
1.
Origem do juro addieional tle-1",.
Em ineiado de 1853 chegou a Londres um dis-
lindo Bahiaun que ia tratar de oulra empreza ulil,
e all foi posto cm eommunicaeao com um agenle ou
negociador de empiezas de estradas de ferro, a
quem expoz o projeito da do Joazeiro. O agente n-
bervou-llie que uaquella quadra com a simples ga-
ranta de juro de 5 por cento era impossivel levan-
tar dinheiro em Londre, mas que se elle conseguis-
te 8 por cento o pricitegii jUr'a tal somma, se
conseguiste 7 por cento tal na' soturna, c com
menos disS'o era intil ajipareccr Setal pralicas me
foram reveladas, assirc como a --peronea de obter
da assemblc.i provincial aquello augmento de juro
sobre os 5 por cento qus nava a geral. ,
Eslava eu entilo a braros com a empreza do Rio
de Janeiro, e com as o icrarue financeiras para pa-
gar em 1851 os Ires milhOes esterlinas dos empres-
inno de I82i e 1825, e ja em ludo contrariado pe-
las imminentes peiturbires da Europa, immedia-
meule dei parle daquille projeclo e esperan.;,! ao
Sr. ministro d.i fazendi. observando somenteque,
.e ella se realisasse, na se poda contar com i con-
servarao do crdito no pe a que linha ebegado. Ja
em 1852 a perspectiva da garaulia de 5 por cenia
estrada do Rio de Jane ro foro a minha maior difli-
coldade, porque os cipilalistas diziam-me : He
impossivel suslentaren-se no prero de urna emis-
s1o quasi ao par apoiiers de i por eeulo de joro,
quando o mercado for inundado coro acees de urna
empreza esperanzosa que lem do mesmo governo
urna garanta de 5 por rento de juro, a
A empreza da Baha eslava muito prxima i ap-
parecer, e por tanto o governo nada leve que fazer
aquclle respeilo ; entrilanlo por minha parte entu-
p i com a minha obriga^ao, e ataquei os 7 por cen-
to logo no nascedouro.
II.
Inconvenientes da garanta de 7 ',.
Raciocinemos agora sobre os inconvenientes de
l.io elevada garaulia ce juros.
O primeiro que occorre he o ja apuntado de por
ella lornar-se o governo o algos de seu proprio ere-
dilo. O emprego dednheiros em apohees do go-
verno he sempre preferido ao emprego em acc/ies
de companhias. porqut estas impoem aos accionis-
tas o dever de vigiare de lomar parle na ilirecrao
da empreza pela numen;,'m de directores, rompare-
cimenlo em assemblas, exames de ronlas, etc., ele.
para o que nem lodos servem ; porque as apolices
dos governos sao um eiiprego mais conherido, n3u
sao exposlas a mullas a fallimenlos, naufragios e
oulros accidentas quecorrem por conla das compa-
nhias, e lem mais faciidade as Iransfereucias. Es-
las desvantageos sao en ventado compensadas pela
de Pressgny, a qual a. cnlSo nao lomara parle na
conversarlo.
A marqueza de Pressignx era rmaa primognita
da couriessa de Ingrande. Poda ler cincocnla an-
uos. Tinha nina das pliysimomias felizes, em que
aeham-se reunidas a bondaie, o espirilo e a dislinc-
i.iio. Havia mais de vala innos que eslava mu,..
Nos saines da alia oobreza, onde rcinava sem rival
sobre os primeiros planos do reino da Tapessaria,
ella conlraslava vivamenlepela sua ameuidade com
a nota, cuja belleza altiva smenle infunda um
seulimento : a admiradlo.
A marqueza de Pressign; entrara onlr'ora no nu-
mero das cinco ou seis molieres inoras, que repro-
du/ii .un a lodo o cusi na leateurscjio as trodirroes
levianas da corle de l.uiz >\T ; assim n3o era raro
ouvir alguns homens fallarm delta com malicioso
eiilhusiasmo no vao de nm janella alagando ao mes-
mo lempo sobre as fiiitc- cabellos meio broncee,
que linliam sido negros, e eslendendo por habito
urna pema, para a qu. 1 as 'alcas cram o mesmo que
o porlo depois do nau'ragic.
Esa reputado da marqu?za fizera fraiizirem-se as
sohrancelhas de midana d'lngrande. Dahi resulta-
ra enlre as duas irrua um antagonismo urdo, nina
perpetua guerra de c|igranmas e de alluses : nun-
ca feridas, mas sempr arranhaduras.
Nessejugo, posto qie uo fosse precsamenle a
mais forte, madama diugrandc era lodavia a primei-
ra que arranhava. Esiolhiaile preferencia para seus
ataques os instante* O que Amelia eslava prsen-
le, porque nesse raso a maraen ronlenlava-se de
abaixar a cabera parilcamente, ou de recorrer a um
dos sorrisos que fazcm presentir a resposla prestas a
rahir dos labios.
Desla vez i appro\aun que pedia-lhc i condessa,
a marqueza rcponilen simpTT'iiienle :
-Voss lem -euipr razAn.
Mas sen oihar, que tarou coin benevolencia sobre
Amelia proleslav ao nesmn lempo com essa arqui-
eseencia Irivial.
mella durante qoe o joros das apolices sao lixns ;
apezar diaw, be justo garantir as acones um mni-
mo de juro om pouco mais elevado do que du as
apolices. Assim argnmcnlava .eu em 1852.
Mas se essa diltarenca enlre juros garantidos
empreza e juros de apolices he la o grande romo se-
ta para cinco, cutan todo o equilibrio desapparece.
Avallando lodos aquellos motivos de preferencia
em meio por cenlo (como cu os avaliava em 1852 .
anda (iran oeste raso I >, para esmagar (passem-
me a expres.ao' as apolices, e para fazer conla ven-
d-las a 85 por cento para comprar acees da em-
preza ao par.
Se pois a companhia nao podessa levantar dinhei-
ro, -en.io com 7 por cenlo de juros garantidos, e se
a empreza fossj realmente til e urgente, era mais
conveniente levanta-lo o governo por empreslimo
veurendo 5, 5 -,, 5>j por cenlo de juro, e entrga-
lo a' companhia, ou fazer execular a obra por sua
conla (o que fazeudo-se por contrato be mais eco-
nmico; e depois arreda-la a urna companhia ou
eroprezario.que em regra administra melhor do que
o governo.
O segundo inconveniente da garanta de 7 por
cento he o de que fallei na exposirao sobre a estra-
da de I). Pedro II, islo be, a garanta equivale a
segurar aos accionistas joros razoaveis e mais o em-
bolso do capital qualro vezes e meia.
O (erceiro inconveniente he o perigo de produzir
urna m administradlo e animar a corrupeao. Nin-
guem prefere, pelas razoes dadas, empregar o seu
dinheiro em acees de nina empreza esperando del-
ta os mesmos lucro., ou um pouquinho mais do que
aquelles que pode obler das apolices do governo que
os garanta. Se o emprega pois em acees he por-
que conla que a empreza dar mais. Para isso he
preciso que seja bem administrada, que sejam as o-
brai feilas rom solidez e o cosleio eonduzido rom
economa e bom melhodo.
Cada accionista pois se loma um fiscal vigilante
e invisivel da conducta do directores, agentes e
coutraladores. Se porm o juro garantido par si s
he l.io alto que ja se considere um bom emprego de
dinheiro, se se espera pouco ou nada conseguir ci-
ma desse juro por mais bem dirigida que seja a ad-
uiiui-if.u;,io. nem um accionista se inenminodar
para obler essa melhor e mais econmica admiuis-
irac.io. E os directores mal cscolhidos, seus delegados
c agentas todos mal vigiados, serao tentados a procu-
rar gauho que impunemente podem obler aumen-
tando antes do que piminuiudo as despera*, delapi-
dando e estragando.
O quarlo inconveniente, emlim, esl no perigo
desse contado do governo provincial com sociedades
ou companhias cslrangeiras, verdadeiras polenria
montadas para emprezas que excedem as forras das
provincias, c em que podem apparecer difliciildades
e comprometlimentos, sobretodo por rausa dcsa
Irindade de contratante, o governo imperial, o go-
verno provincial c i companhia.
VM porque sempre fui opposlo a essa lo elevada
garanta de joros. I m s exempto conllevo de no-
Ira igual. I om elle lugar nos Estados Pnnlificios
para a estrada de Ira-eali, c he ,>i por tres anios.
Do crdito do governo romano ao do Brasil ,i dis-
tancia be grande, c de tres a noveula anuos ainda
maior.
III.
Inconstitucionalidade da lei provincial.
Em junlio de 1851, se me apresenlou em Londres
o commendador Marcelino Jos Coelbo, delegado do
roncessionario da estrada de ferro da Baha, munido
da lei provincial que aulorisava a concessao de 2
por cenlo, e dzendo que pelo paquete seguinle es-
perava o respeclivo contrato. Depois de conferen-
cia verbal escreveu-me urna carta declarando que a
minha inlervencao oflicial havia de ser invocada
para qoe as pessoas que liuham de formar a compa-
nhia se certificassem da rcalidade das concesses
por elle obtidas dos governos imperial e provin-
cial.
Omillire particularidades, e s direi que recuse
certificar a legalidade da concessao de 2 por cento
addiconaes anles de receber ordem do governo, por-
que juta iva a lei provincial inconstitucional pelas
razn qoe expuz ao Sr. Cnelho em caria de que
enviei copia io Sr. minislro do imperio. A meu
ver aquella lei se achavn comprehendda mais ou
menos claramente em todas as hypotheses que o art.
20 do acto addieional eslabclece para que a assem-
bla geral legislativa possa cassar orna lei provin-
cial.
1. Ella offendia a consliluicao, porqne legislava
sobre estrada que perlence i administrar; m geral
do Estado, posto que se acbe na provincia. Esla
razao su hastava, pois bem terminante, clara e po-
siliva he a disposicio do S 8." do arl. 10 do aclo ad-
dieional.
2. Klla oll'endia os imposta geraes, nao directa,
mas indirectamente, elevando a laxa dos juros, c as-
sim aggrava.los oj encargos do thesouro produzia
necessidade de crear novos ou aggravar os imposta.
existentes.
3. Olfenilia os direilos de oulras provincias, por-
Madama d'lngrande ia redargir ; mas a camaris-
ta que vollava nesse momento suspendeu a dis-
eossao.
Ah! he voss, Thereza'.' Fez o que Ihe or-
denei ?
Sim, senhora.
Enlregou vinle francos ao homem'.'
Sim, senhora.
Que disse elle?
ecebeu a moeda rindo, tnellcii-i no bolso, e
disse qne vollaria amntala.
Madama d'lngrande mordeu os beicos de colar!
emquanloa marqueza del'ressignv dillicilmentecon-
linlia a vonlade de rir.
Relire-se, disse a eon.lessa a l'hereza.
E depois que a camarista sabio, exclamou, lanzan-
do a visla sobre Amelia e sobre a marqueza :
Que insolente !
Mas a lia e a sobrinha bnrdaxam em silencio.
He para estrnobar, loulinunu madama d'ln-
grande, i qual pesava sua propria irritaran, que vos-
s nao lome a defe/.a desse desconherid! Seria um
bello Ihenia para seus paradoios. Ouvin? Ello vol
(ara amauhaa !
Sim, e lalvez depois d'amanhaa. accrescenlou
a marqueza Iraiiquillamcnle ; pois csse homem pa-
rece ser absoluto em suas resnluojes.
Qne dosraramciito! Mandare! expclli-lo por
Baplisla e liermano.
Coidado, minha irmaa, isso ningoem faz mais
boje, Suas maneiras bem romo minhas Iheorias pro-
vi'i" de cosluntes de que nao reslam mais vestigios.
Enfilo hei'de dirigir-me ao maire de Teste.
Isso be melhor. *
F. hei de rogar-lbc que livre-me desse
limo.
Muilo bem i
Madainad'liigrandecaloii.se, porque o incidente
eslava esgolado.
As Iris mulheics liirti.iraiii a lomar as Iculhas, e
impor-
Madania dTngrandcsorprcndeu esse olhar o mu- nao iiilcrrumperam mais sua ocrupar.io se
s

x
em um eslabrlerimenlo de banbos, onde lodos lem o
direilo de Hadar-nos, c de associar-se aos uossus ha-
bitas. Todava, isso Ihe leria agradado, Amelia...
Eu nao disse tal cousa, pronunciou a rapa-
riga.
N3o, mas conhero sen carcter cheio de curio-
sidade ; lenho sorprendido seus otilares sempre an-
eados alm do circulo em que deve encerrar-so sua
existencia. As dislrarces que voste pode adiar fra
da alia sociedade sao as que prefere. Cuidado! a
lia sociedade he exclusiva, quer a pessoa inleira,
tolera pouco as ideas de independencia, e smenle
v as phantasias nm lermu honesto inventado para
di.simular as infracres de tuas leis. Nao be verda-
de, senhora .'
Estas ultimas palavras foram dirigidas a marqueza

E voss nao Icmrazan de corromper Amelia
rom tanto mimo.
Que quer'.' dis.e madama de Pressigny em
tom jovial ; cada urna de nos nma-a a seu modo ;
voss he mai e reprehinde-a, eu soa lia e consolo-a.
Ambas preenchemos lossn dever.
Em oulros lermis. replicn madama iringran-
de, voss destriiu o pleito de inhibas reprebenses
para subsliluir-lhe Iheirias provenientes de cosliiiiie
frivolos de que feliznenle n;lo estam mais ves-
ligios.
Oh! Iheorias!.. Porque goslo de ver nella as
grabas de sua idade, pirque sorrio aos seus ai,lores
inlanti Ki--.li! palwres por punca cousa, e nao
se creria que trago ni fundo de minha hcela de
costura um arsenal dephilosophia I
en.io para
que privava as dn Rio de Janeiro e Pernambuco de
gozarem do beneficio da lei geral ou as obngava a
encaraos c onus para o poderem aproveilar.
. OITendia, finalmente, nao tratado, de potencia
a potencia o arlo addieional diz simplesmente
tratados\ mas contratos do governo com particu-
lares ou companhias para nutras emprezas seme-
Ihanles e para empreslimos de dinheiro. A base
des ajustas era que o governo do Brasil nunca
pagava mais de 5 por canto de juros, e agora appa-
rena elle levando eisa laxa de seu mola proprio a
7 por cenlo, e portanlo alropellando s operacf.es
dessM particulares ou companhias.
Estes argumentos nao foram considerados lao in-
fundados como er o Correio Mercantil, pois o go-
verno os nao rejeiloo, logo anles mandou ouvir a
secrao competente do couselho de estado.
Nao quero por modo algum laxar de pouca firme,
za de principios vaVes que eu tanto respeito e ad-
miro, mas disposirao, i indulgencia he natural em
casos desles, quando a alinelo nao esl tartamente
'mpressionada dos mos eeilllos que ella pode ter ;
por isso creio que se eu livesse chamado naquella
occasiao a alinelo do governo imperial para os in-
convenientes daquella lei provincial, talvez houves-
se mais rigor em applicar a providencia do aclo ad-
dieional. Mas ja me parecia qoe eu informava
muilo. aconselbava muilo, e podia ser arcosado de
querer guiar a quem me dovia guiar.
Fosse eu o maior enlhushisfii da estrada de ferro !
da Babia, nao leria e nem devia ter feilo obra com
aqoelle icio da isscmnla provincial sem ordem do
governo, c isso inesuio reconheceii o conselho de es-
lado com expre'sies da que muilo me ufano e agra-
deca.
IV.
Mm< ttforro para minorar os muos effeitos da ga-
ranta de 7 por cento.
F^slava perdida loda a esperanra de ver revogada
a lei provincial da liahia, cumpria-me procurar
meios de diminuir seus mos eltaito.. O primeiro
qoe me occorreu foi esle : emiltirem-se acones com
a garanta de 7 por cenlo, correspondentes i me-
lade somenlc do capital da companhia, e levantar-
se a oulra melade por meio de empreslimo garanti-
do pelo goveruo imperial. Podia cs'e empreslimo
obler-se com o joro de 5 ,',. 5 '\, 5 por cento, ou
menos. Suppoudo-o a 5 por cenlo licava sendo
realmente o onus para o Brasil de 6 por cenlo em
lugar de 7 por rento. Com o capital de 16,000:000;
que se veio a fuar, a economa para a provincia da
Babia era de 160:0003 innuaes, por esparo de 'JO
innos, e o tli...uro nacional uenhum sacrificio fa-
zia. porque, tanta vale garantir um minino de juro
como garantir um empreslimo eom igual juro,
Esle syslcma nao he novo. Na Inglaterra be per-
mllido por lei is companhias levantaren) por em-
preslimo o terco do seu capital ; nos Estados-Uni-
dos nao ha limites a esta facoldade, e delta se asa
sem moderaran.
Pepinillo en. porem, vcrbalmente eitesysteoli,
me tai respondido que, apezar do empreslimo, nao
licavam os governos imperial e provincial dispensa-
dos de fazer bous companhia de 7 por cenlo solir.
a totalidude do capital. De sorle que a companhia
vinha a ler 8 por cenlo em lugar de 7, e o governo
nada ganjiava.
Nao Iratei mais do semelhanle plano.
O Sr. minislro do imperio, por meio de alleraroes
no contrato de Pernambuco, o harmonisou rom o
que eu linha feilo em novemhru de 1833 para o Rio
de Jaueiro, e nc contrato que ao depois relebrou
para a eslrada da Bahia ;eguin o mesmo svstema.
l)eeobriodo eo, porem, que fallara nesle a <-ondir,.1o
da revers,1o da eslrada para o governo no fin de !KI
anoos, clausula fcilmente aceita em Inglaterra, pro-
puz por escripia que se inserisse no contrato aquella
clausula, para o que eu tinha poderes. A resposta
foi negativa.
Esl claro que por concessao voluntaria nada se
oblinha em favor do Ihesoaro e da lliesouraria da
Babia, era preciso achar para obler-lhes algum al-
livio. algum meio coercitivo. Esse appareceu.
Tendo eu, em virlude dos poderes que me dera o
presidenle de Pernamboco. de tratar com os conces-
sionarios da eslrada daqaella provincia sobre as cun-
dirnos com que Ibes devia conceder a garanlia ad-
dieional de 2 por cenlo de juros, descobri na con-
cessao do governo imperial urna clausula que an-
nullai a inicuamente a sua garanta de juros. Ella
permittia ao governo. no caso de resgale da eslrada,
de descontar da somma que leria de pagar i compa-
nhia qoacsqaer quanlias resultantes da garanlia de
juros que ela ainda devesse.
Para nao inlerromper o fio do raciocinio reservo
para artigo separado a interprelarao desla clausula
c a exposirao dos efleitos de sua applicarao. O eerlo
he que ella annullava a garanlia de juros.
Os capitalistas ligados com os conressionarios d,
eslrada de Pernambuco para oblerem a son elimina-
cao aceitaran! rondires que, vanlajosas ao lliesourc
e provincia, eram mais que suflicicnles para le-
vantaren! o capital necessario, mas areilaram na es-
pera'nca de que i empreza da Bahia se desse urna
poieio igual. Nao parecia haver nisso didiculdnde
marqueza de l'ressiguy, sua irmaa ; porm era ou-
lra variedade de garridice. Se Uvesiq sido rainha de
Franca, leria erigido em lei a Iradicr-no hespanho-
la, que condemnava morle os desgranados coa-
vencido* de lerem locado no soberana. Seu espirito
poslo que fosse dos melbore, eslava conlinuamenle
serio ; parecia obedecer as linha recias e soberbas
de seu roslo. Tinha enfilo Iriula e oilo aunos, e cer-
lamente ninguem Ih'os leria dado sem i vizinhanra
da filha : esse Icslemunho vivo e bello aprensara
mcmo sua retirada da sociedade ; mas com a auto-
ridade de senlimenloque a condessa empregava em
lodas as suas arres, resignra-se ao sacrificio de seo
resplandecente oulono. Sua riqueza era romo sua
nobreza, urna das maiores da provincia, onde ella
possuia entre Nenies c Aneen terrenos ronsidera-
veil; bosques, ilhas inleiras, colliuas c prados ferti-
lisados pelo Loiie.
Passava a mor parle do lempo em sea dominio de
Ingrande, tres quarlo de legua distante da bella
rnlade desse nome ; sai ia i Paria nma vez cada an-
uo no invern uuicamenlc para perpetuar suas re-
anles com o bairro de Saint Germain em visla do
tolan d* filha ; porm qoando muilo llrava lo tres
semanas, e consenta em aprescnlar-sc em alguns
bailes olliciaes, lano tema encontrar o marido.'
Temos de fallar lao frequenlemenle do conde de
Ingrande nesla narraran, que julcamo-nosdispensa-
do de enllocar aqui sen retrato. Basta por oa di-
zer. que depois do primeiro anno de casamento os
dons esposos linliam resolvido de roinmum arcrdo
viverem separados.
O conde nio pozara ueuhuma dilliculdade em a- |
landonar inulbcra educarlo de sua tilda Amelia.
Domis onde leria adiado melhor prolessora? Essi
mili amava a filha romo qnalquer ama seu brazao,
cuidados que Ihe preslava eram daquelles que
se lem a urna arvore genealgica. Assim, Amelia aos
qualorze anno era menos urna rapariga do seruln
\l\ do que urna herona do secuto \||l ; hadava
romo nma amazona das idades picas, manrjava a
espada romo a ravallcira de Eon, era a mais gil e
tx-
pnis que na roncessao da Bahia havia igual
la, e na concessao provincial era ainda i
plicita do que na do governo imperial,
empreza pois linha urna oecessidade ieoal di
conreas*w para obler a eliminacao de Uo
clausula.
As condires aceitas pelo coneessionarias da Pnr-
nambuco e seus associados rapialistas (aaaittiee va-
rios delalhes alus inleressanle se redazem ao *e-
guinle:
I." Aquella clausula era eliminada da i
imperial, e em rompan..cao concordavam na
sin da eslrada para o governo, sem rneatisauraj, a*
lim de 90 aunos.
2.* A garanda de 2 por cenlo da parta fa-
vonio provincial era concedida s par JO asme*,
sob condirao de comecarem as obras anles da oo-
vembro.
tama vez segoro eo de fiear aim regracio sato ae-
gocio com os concessionarios da estrada de Paraem-
buen, liz em data de 8 de marco de 1853 ao Sr. mi-
nistro do imperio a exposirao riera de loma, a
acompanhei das segaintes pondrenles :
i' Cumpre que eu lentu meios de fazer para a le-
ma o que eslou fazendo para Pernamkaaeo, a ao
mesmo lempo evitar qoe a ancio de ter a estrada de
ferro, o enthutiasmo ou quaesquer oatros mativa
venham impossibilitar-nos da tazer qoolta provHKia
esle serviro.
Se S. Exc. Advertiste simplesmaala ao aavens*
provincial da Bahia da mpowibilidade da aaar-
cbar a empreza sem se modificar aqeelia de
he de temer qoe, arraslado |>elo mmo eatl
mo com qoe ja obrou, passasse logo a uHmioar
aquella condirao sem a limitarAo do lampa a dr) an-
nos.
O Sr. ministro do imperio respondeaa-me om data
de 11 de abril, nao no termos qoe refere o i
lil, mas nos seguales :
. 1. S. Exr. admliia a ioterprelace dada a l
Iddi por lodos em Londres para a cUoiad em
questao.
2. Nao julgav.i porem essa clausula importara*
fm seus e/feilot, porque referia-se a nm retala ama
s podia ler lugar daqui a 30 annos, e eme prova-
\ cimente nao o leria.
3. Nao se autoiisava a dar a esaa cl.iasala ama
interprelarao authentica qle desoraisn sean effei-
los, mas rnente a ponderar aos ialeraeeaama a
nico caso em que ella p.derla ter lagar, o eaa aaa
lempo, e que era mais de erer qae nanea i
veilada.
i. Emfim, promedia pelo paqaeta legoiole
envolver mais esle poni.
Esse paquete, islo he, o de majo, levoo a
o decreta Cuando cm ? 1,800,(100 l6,(Wrtt; o
mximo capital da companhia, e nada nuil a res-
peilo delta. Foi nesle estado de coaiea eme Mr.
lireen e o commendador Coelbo me v
que eslavam promplos a sahifem eom o I
publico e aproveitarem a occasiao de abrrem a
cripc.io. llana porem orna pequea difl
legal, a que eu suggeri o meio de escapar.
Quanlo clausula do resgale, porem, ve
qual era a muida po.ic.io. Eu (inba coodaido cana
os coucessionarios de Pernamboco o ajaste de fm
cima fallei, limitando a garanta de jaree provin
cial a 20 anuos, e sabia que o governo imperial fer-
.iian.InMqni a companhia linha decidido limitar Ba-
bas as garantas a 33 anoos. Qualquer das aeas
> -temas applicado i empresa da Babia ora vo
so a sua lliesouraria ; o I.- poupava-lhe 70 eo
urna garanlia que valia 320 conlos par aaao ; o 2."
economisava-lhe 57 anoos da mesma garanlia. Boa-
pando oulros lanos io Ihesoaro nocjeaol. A falta
das instrucres que eu pedir devia ser par mim at-
Irihuida ao esludo que faza o governo para decidir
<;oal daquelles doos bj slemas devia ser ippoieads *
Bahia.
Nao hesilei sobre o modo de pri
franqueza. Ex pez ao Sr. Coelbo ei
l.reen o alcance da clausula de resgale, o o i
do negocio. Esle ultimo declaroo-me aoe nem ara
possivef orrullar aquella clausula ao peaWea, nem
apparecer-lhe rom ella, porque niagaem sebea
vera.
A asserjao do Sr. minislro de imperio de erar es*
aquella clan.ola nanea seria aproveileda na* coas-
liiui.i promesa qae ligasse seas seccesseres esa Ue
remolo periodo.
V-se, pois, que a lempo e muila a lempo, isto be,
em marro, expuz, a quem devia expor, a dinteaWa-
de qae eu descobri, e nao ereei. Portante aaa dei-
xei paar lempo, nem a gaardei em mim, i
o Correio Mercantil. Nao eommaniqn
marea aos inleressades pela razio ja dada. A' visla
da pressao de enthusiasroo e da precipitarle eom
qaeobrava o gbverno provincial, era mailo de te-
mer que essa divulgarlo da difraldade fizeam per-
der o eosejo como de facto se verificoa da faaer a
provincia da Bahia o serviro qae eo fizera s da
Pernamboco e Rio de Janeiro. A importancia da
sen i era grande ; .1211 conlos maltiplitedm por
0 annos nao he urna bagatella.
Thereza annuncioo no lora indiflereate cae aaeaa-
nuuria-se urna pessoa familiar :
Mr. de Treme leu.
Enlrou um mancebo veslido rom dbuiacfaa.
Bom da, I renco, diase madama dTagraade, os-
len .lendo-lhe a mo.
Elle lomoa essa mao, e depois saodna prafeada
menta a marqueza e Amelia.
Ireneo, disse ainda a condessa. qoero aaeme
preste om serviro.
lie multa honra para mim, responden elle.
Mas issenle-se primeiramenle, areraseoalie
ella designando-lhe nma cadeira.
Mr. de Tremeleu obedecea.
Voss deve eooherer a lodos qoe se aebam aaa
banbos de Teste perguntoa madama d'logramte.
Quanlo pode ronherer a lodos quem chotea
como eu ha oito dias.
Porem nao esta alojado no llolrl ?
He verdadr ; mas, a senhora sabe qeal ha a
meu raracter ; lujo das reames mai nsmeresai.
vivo relirado...
A marqueza de Pressignv meneo a cabera etam
com leve renlo de irona :
Sim. voss obra romo o bello tenebroso ; so ma-
nos lem sua prcleue.lo.
... ~ Prelenco, senhora marqueza ? repeli Mr. da
lremeleii.
rorem de qoando en quando um "olhar sobre a
praia, c resprareiii o ar do mar, que em tesle pare- "ais lexivel no gvmnasio Amoros, emlim linha a
re ser mais tarta do que algures. jscieiicia e a poesa infusi< romo Clemencia Isaura,
Madama d'lngrande, que vigiava de mu perlo a { 'ie verdade que esta existi,
ediirarao da filha nao esrolhera sem designio essa
magnifica solidau. Ilem romo o lelor (em podido
observar o carcter darondessad'lugraiide fra lem-
perado as fontea mais lmpidas e mais frias da aris-
tocracia. Ella possuia em grao exclusivo e supremo
a allivez de nascenca rebelde a lodo o raciocinio, e
que arha ana razao da existencia em rien uu seis
tipos Ioncenlo, pelos annacsda anliga nobreza. A
bislniia dos nossos leisenla ltimos anuos nunca se
Ihe aprsenla* ao espirilo sanan debaixo .taima
geni de urna tempeslade, e ella nao diividava um
s minuta da illa da bella eslacAo poltica. Sendo
mais severa ii> o era lodavia menos garrida que a
A rondessa d'lngrande podia pois felicitar-.e pela
sua obra ; a mai nao linha lautos motivos de ale-
grar-se. Fazendo ludo pelo espirita e pelo corpo,
desprezara nteiramente o eorarao. Amelia apeen*
dera a mandare nbederer, mas nao a amar. A mai
em recompensa de seus cuidados conlenlava-secom
o reconherimenln trivial que qttixale a urna qui-
tara i.
O lelor eomprehendera pois fcilmente como loda
a ternura de Amelia dirigiru-se para I lia, a mar-
queza de Pressignv.
Havia meia hora qoe essas 5 c- inulheres bordavam
qnando repentinamenle abrio-se a porta do Baile e
/
/
Milito innocente sem duvida ; mas BBBBBTBB a
l'-d.iv i a ; pois emlim esle invern em Prxedes ri-
i.ivam-iiu como um dos freqoeiitadoresdo Ibeotroda
Moeda.
O mancebo pereceo contrariado, mas diese:
Com effeilo a musir he ama de miabas raras
dislrarces.
E o anno pastado, ronlinuou a marqueza, aaa
Londres nao o viram dni.'nle loda a r-larao ir i
duamriile a Covent I,arder
lambem he verdade : mas romo esla i
ra informada 1...
^ tan i.n no oulras mulheres nao lomos nossa po-
iicia secreta '.'
.. A senhora julga que vou snrrir, diste Mr. da
I remeleu e aceitar essas palavras somente psr gra-
cejo, l'ois saiba que lenho lido muilas vean essa
desconlianra. Sim, as mulheres .fallo dasasmetaram
as espheras superiores devem dispor do ama po-
lica bem como todos os poderes oreaoisade*. Esiao
corlo de ,;4(> rilas tem espas, correios e leligrapbm.
Se assim na,, fosse wriamos na soriedade mailo masar
quaiilidade'de escndalos e de ralastrophes. A ap-
parencia de regolaridade rom qae ella fooreioBa ao
deve ser altrbiiida nem ,i moralidad* nem .ledera-
C1o, porem e, grande parle administrar eeralla
de que a senhora acaba de fallar, r ciaqual...
I .I iquii -ou provavelmoele o Foncbe ; be rase
que o seuhiir (|Uer dizer ?
(r<^sMrr-f-ael.)
/ .
MUTILADO


DIARIO n PEMftlRUCO SJ.BBADO 23 DE VCREIRO DE 1256
v.
Interpretado dada clausula de rngate da e.tra-
da de ferro.
He na cood{So 32.* do contrato enlre o governo
imperial e o concessionario da estrada de ferro da
Baha que se acham as clausulas cor qne aquelle a
pode resgalar no lim do 30 annos. O paracrapho
dessa condijlo he que estabelece o prec,o, e iz as-
iim : .
A companhia receber do governo una soinma
em fondos publicos que d igual rendimento (igual
a0 que resulla do termo medio dos dividendos ^de
5 snnos, ele.) descontadas quattquer qtianas re-
n sultantei da garanta de juro que por ventura a
companhia deva ainda..,.
Re conlrato como presidente da Baha he na con-
dirJo ti. que se acha a estipularlo correspondeule,
e he concebida uestes termos :
o Se do caso de resgate d.i estrada pelo governo
geral a provincia nao tiver anda sido indemnisada
das quantias despendidas em razao da garanta, a
companhia ser a Uso abrigada.
O effeilo da applicacao das palavr.is destas clausu-
las que vilo escripias em itlico interpretadas lllc-
ralmente he, em minha opiniao, o segundo : Suppu-
nha-se que a estrada durante 0 anuos renden an-
Bualmenle 4 por centn, Un o governo imperial lido
da.pagar companhia 1 porcento ao anno para in-
teirar 5 por cenlo, e a provincia lem lido de pasar
2 por rento para inleirar 7 por cenlo.
Tero assim a companhia recebido do governo im-
perial 20 pur cento do seu capital, e do provincial 10
porcento, ao todo G0 por cenlo. Supponha-se que
por efleito da divisao de lucros, por lerem os dividen-
dos da companhia durante 10 anuos excedido de
7 3|4 por cento, lira esse desembolso dos dous
governos reduzido a .">0 por cenlo no |m dos 30 au-
doi. \
Usando ueste caso o governo impsra^ como o lieni
publico exigira) do direilo que lem Je resgatar a
estrada, tinha de ser descontada da somata em fun-
dos pblicos a entregar a companhia urna quaulia
currespondenle a 50 por rento do sen capital, isto he,
a melade delle. Tinham pois as duas garantas de
joro o effeilo de urna amortizarlo encuberta, c tanto
rnais ioiqoa, quanlo de urna quaulia aouual f\a era
tanto raaior a parte amortizante quinto menor era o
juro.
Esla interpretarlo daquellas clausulas nao pare-
cen duvidosa a nenlium dos coucessionarios e a ne-
nhura dos capitalistas ou agentes inglezes, logo que
as clausulas Ihes foram traduzidas verbo ad ver-
bum.
Os concessionario* da estrada de Pernamboco ti-
nham descoberto o alcance dcllas, mas nao Ihes de-
ram imporlancia pelo que loca garanta do gover-
no imperial, porque elles individualmente eslao se-
guros de que a sua estrada dar semprc mais de 5
por cenlo. No contrato porom para os 2 por cento
proviociaes de modo algum a queriem, porque 7
por canto -nao esli seguros de obter dos fretes e
passagens. Os liomens pralicos insieres nao ti--
iibam percebido o alcance daquellas eslipulares,
porque a tradcelo do portuguez para o inglez
tora menos clara, nem o poda ser, quando quem
a fez nao entender bein lodo o alcance da clau-
sula.
J esta dito que o Sr. ministro do imperio nao re-
peino, antes admiltio, a nossa interpretacao, e sobre
ella fez as soas considerarles. Parece pois pri-
tneira vista intil toda a discussao e exame desta
quesillo ; mas como he Tacto quej depois de toda
aquella uniformidade de senlmentos he que se lem
dito que a minha interpretacao era falsa c sophistira,
e que eu a imaginei de,ma fe para embarazar as
emprezas do Norte, he necessario qua cu diga algu-
ma coasa.
O syalema do reembolso ao soverno do que pagar
como garanta de juros por meio da divitao de lu-
cros quer anterior qoer posterior ao desembolso, he
de creacao minha. O svstema do governo imperial,
que apparece no primeiro contrato para .a estrada
de Pernamboco, era cessar a saraulia logo que du-
rante 3 annos consecutivos a empieza tivesse dado
dividendos de 5 por cenlo ou mais. Esle syalema loi
rejeilado em Londres pelos capitalistas rom que eu
Iratava, tendn sua testa nesta objecc.ao o a Merman
Thompson. Apreseutei-lhes entao tres dilferenles
substitutos, e a divisao de lucros por aquelle.modo
foi adoptada.
O svstema opera assim. O governo relem semprc
metade dos lucros excedentes a 7 3| por cento, mas
se a companhia enlende que rom isso perde, pode
renunciar a garanta de juros. Se o governo porem
tem despendido por causa dessa garanta, se lem pa-
go quaesquer sommas para completar esses 5 por
cento annuaes, essas sommas forman) urna divida da
companhia que s pode ser paga por aquella div o
de lucros, mas que persiste emquanto dura a com-
panhia. Emquanto essas sommas u.lo estn embolsa-
das ao governo, nao lem a companhia direilo de re-
nunciar garanta de juros, salvo pagando a divida
em que esl.
(Juando pois e dizquantias resullanlcs da ga-
rantia de juro que a companhia deca anda, nao
pode entender-se oulra cousa senao essas sommas
que llie foram dadas para completar o juro garan-
lidOi
Creio que a inleTpfei8C,ao autbentica, dada pelo
governo imperial aquella clausula, declara que esta
divida devia entender-se : qualquer si mina a que o
governo tiveise direilo em conseqiieucia da divisao
dos lucros superiores a 7 | por cenlo, e que anda
nao cslivesse paga pela companhia. I'un interpre-
tarlo aulhenlica pude estabclecer lei nova, porque
qiwm a d be quem pode legislar. Em caso de cun-
ralos es contraanles tambem podem de comnium
accordo estabelecer por inlerprelarao urna rendirn
nova. A mira, aos capitalistas, agentes a concessio-
narios nao competa o direilo de dar interpretacao
aulhenlica, e a grammalcal e lgica. Nesta os
termos devom enlender-se na sguificarao que lodos
Ihesdao, e dichao de lucros nunca se clianiou garan-
ta de juros. Se a divida proceda de quantias da
dirimo de tueros anda u3o entradas uo Ihesouro,
nao proceda da garanta de jura, lie mais, sobre
urna tal divida era intil estipular cousa alguma,
porque o direilo eslava adquirido, e quaudo cessam
relaces, Iransacres e conuexes saldam-se as ron-
tas, e pagam-se de parle a parle as dividas liquida-
das. Para o que poda parecer necessaria ujna esli-
assignara o seu contrato de 1853 com loda a boa le
e sem vistas teeMnrJM lo posteriormente naexecu-
co.....i Assim ludo o que eu fiz fica esligmalisado
como chicana, lodos os meusesforcos para defender
os nleresees rio imperio e das provincias sao coulra-
rios a boa fe.
lia nm conlrrto bilateral ; mas em rcalidade da
parte do governo he quo se fazem as oonccsssCes.
Elle he que prefere esle ou aquelle individuo ou
pessoa moral aos oulros muitos que as pedan). Adop-
lam-se de ambos os lados Cundir-oes, roncedem-so
favores, aceilam-se ouus. O que esla concedido pe-
lo governo fosso por erro de calculo, fosse por falla
de informarlo, fosse por descuido, nao se reslitoe,
n.'io se modlliea. Urna garanta de juros foi elevada
de 5 a 7 por cenlo, porque o prer.o da dinheiro no
Banco de Inglaterra, era de 5 por cenlo e porque se
lemia que aiu la subisse. Esae preco pelo contrario
desee a 3 'j por cento, a garanta de 7 he boa presa,
nao se Ursa, nAo se dispensa.
Propoe-soum meiode allivjar os onusda provin-
cia, mas esse meio dcia menor numero de acres
para esperular, recusa-se. O conlrato garante o juro
scl)re a totalidad! do capital.
Allega-seque em toda a prohahilidade foi descui-
d> ii-lo estipular a reversa da pairada pira o go-
verno no fim do privilegio, l'ara os accionistas essa
reversao nao lie de grande importancia, snbreludo
com os costamos clahelecidns em Londres a esse
respeilo ; para o governo porem, que nao morre, el-
la he importante. Basta que rssa perpeluidade da
propriedade seja nina vanlagem de mais para que se
nesue ao governo a elimiiKcaoda clausula, ou a in-
trodcelo do principio ronlraro.
Em todos osles rasos o coucessiouario eslava no
seudircito. O governo esla Usado pelo que auignoa.
pensasse antes Para esse a jurisprudencia he oulra..
Apparece urna clausula nociva aos seus nlercsses,
ou ao daquelles que lomaram o seu logar, enlio
siiu, foi descuido, foi lapso, he urna errata a corrigir
urna nlerprelaco aulhenlica a dar queressalve seus
nlercsses. Prevalecer-se dessa clausula he m f,
he clllcanar u contrato na sua exeeuclo.
Esla he a linguagem dos inlere-sados, mas nao de"
ve servir de norma de rondurta* aos servidores do
Eslado. Se o soverno deve pensar quando concede,
o hanconcessionarinVieve pensar quinto aceita; se s
porconla daquellc os seos erros e descuidos, tambem
devem ser por conla dcste os seus. A clausula sobre
o resgate da estrada era lito obrgatoria para o con.
ocasionan i e seus representantes, como as das garan-
tas de juros eram para os sovernos imperial e pro-
vincial.
Precisando o conetssionario de modifcar.lo dessa
clausula que llie era nociva, o soverno pudn negnr-
Ih'a, conceder-lh'a gratuitamente, ou a troco de ou-
tras condiees, ou modilicacoes de condiciies nori-
vas. Em lodos os tres casos eslava no seu direilo!
Nao passa de pura declamaran ludo o que se disser
para esligmalisar o uso moderado desse direilo.
A no iilienolo obtida dos coucessionarios de Per-
namburo, e o limite poslo por mim garanta da
provincia matavam a empreza ? Nao. O limite de
vintc annos tinha por motivo a considerarlo de que
nesse espaco de lempo ns 7 por cenlo amortizavam
o capital, licando a estrada de srarn aos accionistas,
e anda o gozo de urna garanta de ."> por cenlo o dos
maiores lucros que ella p'udcsso dar por esparo de
70 anuos. Era un negocio de ouro. Anles c depois
de fixar esses 20 annos, informei-me de pessoas com-
petentes se ells baslavath, a resposla foi que meta-
de baslava, e um dosses ale quem olilive nlorma-
res me foi loso pedindo que o recommendasse para
obter acrors em grande numero.
Passo a onlro genero de considerarnos anda sobre
a moralidade de meu proceder. Segundo o Mercan-
til eu efei-ia calar-me e dallar os formadores da
companhia na llluAo em que eslavam, porque, me
diz elle : grao eris procurador da companhia. .Sin-
gela dera por esse obstculo ; di/, anda o Mercan-
til.... o ministro brasiteiro o fe: surgir espont-
neamente.
Supponha-se que a moral me pennillil o silencio
supponha-se que eu nao tinha para o romper as ra-
fOea quo dei no artigo IV. esse silencio nao era pos-
sivel no calado era que as cousas se achavain. Para
crvir os ulereases da provincia de Pernambuco,
que me foram confiados, eu revelei o alcance da-
quella clausula, pois em quanlo Rio moslrasse que
havia meio de limitar os annos ila garanta do juros
dada a empreza da Baha, era impossivel persuadir
aos concessionaros da de Pernambucu que podiam
manulcnrao. Em loda a parle pois anles de empre-
hender urna estrada de ferro se procura rom rudado
saber quo transportes de viajantes n merendonas poi
ella se lm de effecluar. Pol assim que se procedeu a
respeilo da estrada de D. Pedro II. lodos os que
pretendern! a inaconeessao leoceaparan de ajan-
lar dados eslalislicos, informaroes, ralrulos, para
moslrar que havia frele tan volumoso, c lao valioso
que so um artigo, o caf, baslava par fazer face a
todas as despezas e dar anda lucro cima do juro
garantido. Anda boje se eitao a examinar os frotes
que po lem vir a estrada e a Wtrjdar os ipeioi de os
cliam.r a ella. Ha disto um excmplo na pagina 13
do relaloro da direrlora.
A respeilo da estrada de Pernambuco proce-
deu-se <^o me-nio modo. Os coucessionarios em suas
piiblicaces procuraram mostrar que ella atravessa-
va um di->lrirlo em que se acham 700 ensenlns de
.usurar, e que a quanlidade desl", de oulros pro-
ductos agrcolas: que pelas estradas boje existentes
vem daquellas praseos em drecrao a eidade ral-
rulada pelo rendimento das harreiras, sobe a 51,110
toneladas no anno, prometiendo assim dividendos
do 12 f
A estrada da Uahia se empreliemlen, ao ronlraro
silieudo que por ella nao lem de vir do interior pa-
ra a cidaje quanlidade alguma ronsideravel ric pro-
ducios asnelas, e menos anda de viajantes. Ella
dcixa i toa esquerda loda a rica cultura da provin-
cia, nao lhc presta serviro nenlium, e corre para o
interior em procura de um imaginado II Dorado,
que se suppOe ir adiar as margens uavegaveis do
rio S. francisco. Mas para a menos de um quarto
da exlens,io que lem de percorrer, leudo alravassa-
:lo terrenos incultos, alguna esteris, e oulros em
que ale uem agua ha, e lend cuslado lao grandes
somnias.lcmlo sido traeada em terrenos Uo dillices,
e tendo sido reguladas (odas as suas condiroes eco-
nmicas de tal modo, quo esgolados os recursos ti-
naoceiros da provincia desapparecem os meioscom
que a cleviam fazer chegar ao /-.'/ Dorado.
He regra publicar um prospecto indicando as
vanlagens que se esperara destas emprezas. Os
asentes c representantes do coucessiouario inlo se
eximirn) a esta resra, antes moslraram-so habis
ua sua i'xenicao. I', i a Mr. Morgan, cnsul bri-
tnico ha anuos residente na Baha, que esta larefa
se incumbi. He assim um disliuclo funcionario
inglez que apparece aconselhaiido a seus conciriadaos
que cmliarqueni nesta euipreza os seus captaes. Se
que a sua publicarfio nao foi casual e alheia a rom-
biuarao com o agente do coucessiouario. Goriaide-
r.o-a pois a mclbor suia para a exposicao ile meus
raciocinios.
O escripto intlula-se A estrada ele ferro enlre
a ridade d.i liahia e o rio S. francisco, no imperio
do Brasil; sua Boparioridade geographica, e as
vanlagens coinmerriaesque tem de ser dell.i deriva-
das ; por John Morgan Jun., esrudeiro, cnsul do
S. M. na Baha {cora um mappa .
Este cscriplo acaba com duas taboas, indicando
urna o valor das importarles da eidade da Babia ,
moni ni lo a i. 1,7112,7111, e a oulra o valor dasex-
porlacoes, montando a 13,513:3459.
as exportares sccomprehendem 1,200:0008 va-
lor dos diamantes, com os quaes se nao pode contar
romo fre--, era razio de seu diminuto volume, e pe"
so. O quo tica puis para ser considerado frele sao
11,300:0009, que se cumpe dossesuintes productos:
assucar no valor de perlo de 7 mil ronlos, tabaco ou
fumo no de 1,600, cafe no de SOK, cacao, alsodao,
couros, madeiras,agurdenle, ele., ele. I ersunlo-
estes genero*, o sobretodo o assocar, que forme
.lous larcoa do total das exporlaeoes, ilevera ser co ri
duzidos ao mercado pela projectada estrada ?
Nao. Na pagina lli do escripto do Sr. cnsul se
acham indicados os lugares donde cllesvein, islo he,
dos lloresceutes rustridos em roda da magnifica ba-
ha que d uome eidade c provincia, e sao os da
Cachneira, Sanio Amaro, Nazarelh, Marasogipe,
villa de S. Francisco, llaparica, etc., etc. A estra-
da projectada nao serve a nenlium desses districloa.
Elles todos tem o seu transporta rommodo por
agua, c o que precisavam he que esses meios ja
existentes de transporte Tosscm melhorados, c para
as margens dos rus c para as ridades e villas se
trouxcssem boas estradas do carro para servico das
fazenas que nao ficam muilo pcilo daquelles por-
tse reiros de cummercio. (Juera vive na capi-
tal da Baha nanea ve nellii entrar, romo em Per-
nambuco e no Kio de Janeiro, quaulidaric alguma
de cavallos, beatas ou carros couduzindo assucar,
ou oulros productos da lavoura. i'udo all chega
sabir publico jom urna garanta limitada 21) annos. -por mar. Nio posso descubrir quacs sao os frele
L'ma das duas emprezas nao pode ser laneada no
mercado com menos vaulagens do que as nutra-, so
pois eu guardasse silencio para com os formailores
da companhia da Baha, nao o podiam guardar para
com o publico os da companhia do Pernambuco.' Seu
toleraste c eu direilo era publicar inmediatamente
qoe na empreza da Baha nao havia garanta algu-
ma de juros, c aquillo a que se riava esle nome na-
da mais era do que urna amorlizarao encapada c
traidora durante que a empreza de Pernambuco ti-
rina a garanta provincial limitada a 20 annos, sim -
mas eram verdadeiros juros.
Bntlo he que a empreza se desacredilava, e que
lodos os interessados uella teriam direilo de queixar-
se. Eu de m f e mirlo. Mas ja mostrri que desde
loge.indcpendcnlcdelanasconsideraeesque meer.lo
particulares, esse silencio repugnou a Mr. dreen.
nao poda ser menos escrupuloso para com o conecs-
sionario e seus represeulanlea do que Mr. Creen era
para com o publico. Sem ser pois procurador da
companhia eu nao devia Irahi-la. Para, occullar-
Ihc a vcrdaJe era-me preciso ou desmanchar ludo o
que eslava feito a favor de Pernambuco, e renunciar
aoque se poda e devia tambem fazer em favor da Ba-
ha,ou expor os formadores da companhia da Baha a
sahirem a publico ignorantes ile sua verdadeira posi-
(So, para verem seuspassos embargados pela infalli-
vel publicarlo que fariam os da empreza pernam-
bncana.
VII.
A estrada de erro he urna calamidadc para a pro-
vincia da liahia.
Eslao dadas as raznes por que praliquei os actos
sobre que recaban as accusarcs do Correio Mer-
cantil, a saber : 1. a recusa de reconhecer a lei pro-
vincial da liahia anles de ordem positiva do cover-
"". *Maa j iu i- (vuih j-i b>->. bvi.j^di (aajict I-lll
pulacao era para o pagamento de urna .vida,' pera "T" S T T'" *"' "'" parUd" a fa-
a extiucrao da qusl se convencionra um modo de
pagamento, qua cesse de ser possivel.
No caso de resgate da estrada nao havia providen-
cia a dar, porque nao podendo aquella divida ser
pasa' sean por meio da divisao de lucros, e passan-
do dahi por diante os lucros lodos para o governo,
olio havia divisao possivel. Enlralaulo he milito na-
tural que nislose naordlcclisseredigudo o contra-
to, a t se livesse em vista que poda haver urna
somma devida ao governo pela companhia. e convi-
iihi que fosse paga.
Se porm a clausula do contrato com o governo
imperial pudease considerar-se obscura ou ambigua
nem urna duvda poda dar-se a respeilo da clausula
correspondente no coulralo provincial, diz ella : no easo de resgate da estrada pelo governo geral n
provincia nSo liver anda sido indemnisada das
quantias dispendidat em ralle da garanta, a com-
pahhia ser a t*o obrigada. a
A me aoje* Nao pode haver oulra respaila : a
indemni'ar a provincia das quantias despendidas em
razio da garanta. Quo garantia .' S de urna se
traa ; he a de 2 por cenlo addicionaes de juro. Nao
gDode a companhia indemoisar mais com exceasos de
dividendos sobre 7 3|l por cento, porque esses ces-
sarain ; nao pode fazer essa indemnisacfio senao a
dinheiro de contado, porque com resgate cessa a com-
panhia de existir, salda soas cuntas, o dislrbue pe-
los accionistas o qne loca cadaum..
Nao sei que interpretadlo aulhenlica se deu na
Baha, ou a que oulro remedio serecorreu, mas pa-
rece-me que ludo foi deliberado, feilo e consumado
ns poucas lloras em que all parou o paquete que
Irazia de Inglaterra o agente do concessionario, nao
esperando o governo provincial accordo com o im-
perial para resolver a difficolriaric. Apezar desla no-
va prova do enlhusiasmo que diriga esles negocios,
drei que sempre fiz ao governo provincial a juilica
de crer que sua facilidade em conceder os 2 por
cenlo vinha da idea em que eslava de que em lodo o
caso a Ihesouraria da provincia seria embudada des-
sa despeza por um modo ou por oulro, e jsio miTli-
raria loda a duvida, se duvida pudesse haver sobre
a exaclid.lo da interpretacao grammaliral daquella
ca ns ala.
VI.
Justificafiio do meu plano de cotidw. a exposlo no
artigo IV.
O governo imperial, diz o Corr '" Mefcanlil,
vor das provincias de Pernambuco e. Baha de urna
clausula das conresses que annullava a garanlia de
juros ; c 3. o silencio a este respeilo guardado para
com osreprcstnlanlescessinnarios ou associados do
concessionario da estrada da liahia.
O Mercantil lamben me aecoia do lor sillo infes-
to a esla empreza, que, diz, desde o tuuetdottro eu
nao quiz amparar. Esla dito que liada quando eu
fosse o maioi enlhusasla della, era lodos aquellos
casos nao poda, nem devia ter obrado de oulro mo-
do. O leilor porem ja deve ter deprehendido que
nao syrapalhisei nunca com semelhaule empreza.
Alera disso, coualaiilemcule racionci ueste escripto
como tendo por infallivel que a Ihesouraria da pro-
vincia ha de ler de desembolsar lodos os annos os
320 Conloa completos em que importa a garanlia de
2 por cenlo. Cumprc pois expr as razoes quo te-
nho para considerar aquella estrada como nociva
provincia, c incapaz de dar rendimeulos auDicicnles
parase dispensaren os continuados recursos, nao so
garanta provincial, mas mesmo imperial.
Confesso que nunca li os debates da assemblea
provincial da Baha sobre a lei que conceden aquella
garantia. Nem receba as folhas competentes, nem
me era possivel lerem Londres integralmente nsriis-
cussoes da assemblea geral, quanlo mais as das nos-
sas-vinle provincias. He bem dilTerenle ler cada da
as gacetas desse dio, ou ler de mez em mez (alera das
gazetasda trra era que se esl/ um maro enorme das
que efaegam pelo paqiele com outromaro de ordeno,
dlreccoes e olildos das diflercnles repartibles do im-
perio que he preciso allender. Vou dizer pois cousas
naturalmente ja muilo mais bem ditas na assemblea
provincial, porque segundo mullas iiiformacoes esl
bem longo de haver na Haba, nao diso uuaminiria-
de, mais materia em favor do principio de iiupr
aos cofres provinciaea a carsa de sustentar semelhau-
le estrada. O que exponho pois sao as razoes de mi-
nha opiniao individual, que, repilo, nada pode ler
com aquellos meus aelos.
, Lina cslrada de ferro he sempre urna roiislnicc,ao
grandiosa c custosa. Se para ella se*nAo conla cora
urna cerla quinlidade de frelcs e de passagens de
viajan!**, cujo tnporle cubra nao s o juro do capi-
tal empreado, mas a despeza do cosleio, nao se
deve emprehender. Nao cnlram estas emprezas na
classe das conslruc;es de luxo ou de arle, como
urna eslalua, um arco de triumpho, ou mesmo um
palacio,que ama vez eitos nada ou poucocnila a sua
que ficam para a cslrada de ferro, c de cerlo os
nao dc-roliriram o concessionario e mais interes-
sados nella, porque se os livessem descoberlo haviara
de os ter exposlo aos capitalistas inglezes pelo or-
- a de Mr. Morgan.
A exposic.lo de>le senhor he urna verdadeira dcs-
crip^ao potica e pomposa das riquezas naturaes da-
quelles scrloes. Quando a estrada chegar o S.
Francisco ha de ser o meio de conducrao par o
mercado da Baha de producios riquissimos das
margena daquelle magesloso rio e de sena confnen-
les, Cuidadosamente enumerados, lia de ligar com
o ocano nove provincias ilo imperio ou districtoa
dellas, a saber M ilo-lirosso, (lovaz, Minas (ieraes.
Piauliy, e os scrloes do Pernambuco, do C.eara, Ma-
ranhao c Parahyba.
Toda a vanlagem pois, e a nica vanlagem desla
estrada esl em ir procurar a margem do S. fran-
cisco cima da Cachoeira que intercepta a rommuni-
eadodaena parle superior e'nevesavel rom o
cceano, c Irazer ao porlo da Baha os producios de
lodos aqurlles dislriclos lianhados pelo rio, e dos
que p-dem com elle ser poslos em contado, ja por
meio dos confluentes que se devem desobstruir e
navegar, c a por meio de estradas qne se devem
fazer ; e cmlim esses meamos productos anda tem
do ser oblidos e Ierras que se devem fazer cullivar
pur colonos que se devem fazer .vir. No presen-
te nada ha para a estrada, ludo est uo futuro.
Esse futuro porcm he prximo o esl seguro 1
A proxiinidade, o entusiasmo suppoz. Ia segu-
ranza ninguem tratou, anles cora extraordinaria le-
viandade secompromelteu eegoUndo os recursos da
Iheeooraria provincial. Deixe ao criterio de lodo o
hoincm de boa f o calcular se no Brasil a marcha
do progreaso da populac|o e da culiura he lao rpi-
da, ou lio de esperar que seja 15o rpida, que se
possa contar selarem daqui a 50 anuos feilas toda
essas colisas que se devem fazer naquellcs serloes
pira obter delles o numero de toneladas de merca-
deras necessario a manter a estrada, b a dar divi
deudos de 7 *;. l'or minha parle crcio que nao. Eu
fui (la Nova-Orleans alo Gincinnall pelo Missssipi.
A visl.i sempre produz mais impresslo do que lodas
aa Iciluras de descriproes, e certas obsorvaces pro-
dnsem anda mais do que a vista. L'm veneravel
anciao a que fui recummendado me disso : a Quan-
do ediliquei esla casa Cincinnali era urna aldeia de
5,000 habitantes. Assombrou-me a idea de qne
mesmo nos Estados-Uiiidos fossem poastveis laes
progresos no decurso di eldi de um homem romo
os que suppc 1.1o grande, populosa e indiistrioe
eidade. lie crivel que no Brasil, c sera o Missssi-
pi, os progessos sejara anda mais rpidos J Prou-
vera a Dos assim decretar, mas nao ouso espera-lo.
Demos porem 50 annos para que baja frele que
alimente a estrada. He sso sol) a condic.io que ella
ebegue ao S. I'ranciaco. De modo que he necessa-
rio, drenle os 50 anuos, nao so maoter a parle da
estrada boje projectada, dulada e decretada, islo he
as 20 leguas, mas ler com que fazer as SO, ou quan-
las sai s que anda fallam.
Se as 20 leguas vio custar 3.)O:IHI0-s por anno,
que recursos rcslam a provincia da Babia '.' Sua
renda be de ponen mais ou menos 1,000:000$ por
auno. Al aqni nao tem dado sobras, c muilo pti-
cas ou nenhnmas obras e melhoramenles mtteriees
se tem oinprehentlido c exocatdJo dos milites que
sao necessarios. He lhc iinnos-ivel lirar esses
320:00.)-5 bre a indurdria do paiz ^obre a agricultura) maio-
res impostoa pan fazer lace aquello nugmenlo de
despeza.
Assim nao m se cxliaurir.lo os recamos da provin-
cia, mas se ra pedir dinheiro directa ou indirecti-
menleaqoelles pobresCuendeirot, a cujas necessi-i
dados nao se allende, que nada lnrrain rom a cs-
lrada, e que ja cslAo earregando cora Indas as des-
peza*, porque s quera produz he que crea meios
de pagar impostes, c quera produz no rasil sao s
os agricultores pois ncnhnma oulra industria le-
mos. -
Mas se o fim que se tinha em visla'cra chegar ao
S. francisco, rumprij escolher o camlnho mais cur-
io e menos dispendioso. Al Sanio \maro ou Ca-
choeira ha conducho fcil, commoda e econmi-
ca de liomens c mercadorias por barcos a vapor.
De qualquer desses pontos que parlisse a estrada
poupavam-se alguma leguas dcste svstema cus-
loso ile transportes. A noasa principal uecessidade
no Brasil, sobretodo em rasos laes, nao be a pressa
e anda mesmo essa assim melhur se oblinba, por
que por agua e por trilitos de ferro mais redo se
chegava a um poni mais visinlio do grande rio.
Havia porem oulra razo anda para adoptar essa
diiaegao.
Todas ou as maiores dilllcul ladea de terreno que
tornam lao rara aquella estrada, se acham as
iramediarcsda eidade, e se evitavam adoptando
quaesquer daquellas direcro.'s. Todos os terrenos
nao servem para estradas de erfo. A Inglaterra he
o mais corlado dcllas. Lhrgam alli a ver-so (rea
estradas parallelaS c lao prxima qne da primeira
quasi se ouve a bulla da terceira. Encravado po-
rem no sen lerrilorio se ve o principado de < alies
quasi inlciramenlc desprovido de vas frreas. O
mesmo acontece Escosaia, e os Inglezes deixam
aasim esses paizes para irem construir cslradas de
ferro na India, no Canad, c em oulras possessoes
longinquas.
No Kio de Janeiro, logo que so averiguou que a
conlnuacao da estrada de Mau a Petropolis ia
distar sommas despropositadas, aa reuunciou a
ella ; entretanto he cerlo que militas pessoas sua-
lenlaram com afinco que aquella era a verdadeira
riireccao para ir duscar districlos ricos e Ierras niio
caneadas, c seguir para Minas.
Na Babia hoave obstinar.io em vencer a poder de
Miro dilliculdades de terreno de sorlo que quando
no Rio de Janeiro se julgnu elevado e sobremodo o-
neroso um prero na Babia se aceila sem hesitac&o
oulro, 50 por cenlo acimadelle.
Talvcz a ecouomia na conalrucco da estrada par-
lindo de Santo Amaro on Carhoeira fosse de 3(1 ou
10 por cenlo, e de oulro lano ficasae alliviada a ga-
r nidia de juro. Neiilmma alleiir.io se deu a isso, e
porque ?
A razo que me rieram foi que havia o risco de
deslocar o cenlro das operares roinmerciaca da ca-
pital para qualquer das villas ou cidades em qne 1er-
minasse a cslrada. Mas esta razan nao se pode ad-
mtlir. A estrada nao poda arrancar a alfandega c
as outras reparticaies em roda das quaes vive o- com -
mercio, para ir transporta-las para o lado de sua es-
lacao, nem porque havia estrada de ferro os grandes
navios que atraveasam o ocano podan adiar fundo
e esparo para irem ancorar nos ros que conduzem
aquellas villas.
Creio que admitilas as basca de meus clculos,
nem sei como rejcla-las, lodo o homem de boa fe
concordar que urna cslrada assim concebida he urna '
calamidadc. Sinceramente desejoenganar-me, mas
a minha convicc.lo he profunda. Nao foi porem s
para a Baha que esta estrada se (ornou urna calami-
la le, ella obrigou as provincias do Bio de Janeiro e
Pcrnambucoa sacrificios de que podiam eximir-se.
Mas he aobretudo cruel que tendo-sc conseguido um
arranjo relativamente vanlajoso para Pernambuco,
o soverno provincial da Babia, nao querendo utili-
sar-se delle, obrigasc aquella provincia a renun-
ciar a urna vanlagem ja obtida. Como urna empresa
nao pode apparecer com menos favores do que a ou-
lra, Pernambuco lem de dar tambem a sua garanta
addicional de juros por noventa anuos em lugar de
vinle. Felizmente aluda se salvou a provincia do
Kio ilc Janeiro.
Sejao bem ou mal feiloa os meus estudos, estoja
eu no errado ou no verdadeiro principio, o fado de
ler feilo esses estados no meio de lao diversas oulras
preocupaces mostrar que quera enxergon em mim
alsuma mu' vonlade ou desejo de favorecer n estrada
do Rio de Janeiro enganou-se, lano raiis que a
aorte desla ja eslava fora de queaiao.
VIII.
1'ersonalidades. I'osinto delicadada. Concluso
Logo no principio de sua aecusacao ronlra mim
na fslba de ti de fevereiro, aprsenla o Correio Mer-
cantil orna quesiao do personalidades, do genero po-
rem daquellas em que en Ble devo entrar. Drei
smenle que as iniuhas rclare .particulares como
agenle do concessionario o Sr. Coclho foram semprc
muilo agradaveis* Achei selle habilos da boa *o-
ciedade, conver ojio nleressante c um pensar recio
sobre varias ci s do Brasil, cojos iolercsses elle
conhece em mu. ramos.
As personalida es un que lenho de fallar sao de
oulro genero, c referem-se a nutras entidades. Mi-
nhas npinies, se v, andarjm nonesocioda estrada
de (erro da Babia cin desacord com aa da adminia-
Iracao e legislatura daquella provincia, com as do
Sr. ministro do imperio, con as da scelo compe-
tente do conselho de eslado, e al parecer que com
a derisao da assemblea gera. lecislaliva. He sobre
o meu modo de encarar esse infeliz dcsaccordo que
llevo fallar.
Decretada a cslrada de fero para o Rio de JancL
ro apresen(ou-ae a empreza de Pernambuco. Ella
era bem combinada, proeurtva n'uiu futuro remoto
o grande foco de produccao ,ue se calcula existir as
margens do rio S. franciscr; n'nm menos remolo o
loa terrenos era que ja ha cillura de algodao; e no
enianto era alimentada peb produc;ao do assucar
paasando pelos terrenos em po elle d. A justica
e a poltica nao pprmittiao le eala empresa fosse
rejeilada ou adiada. Os favores dados .o estrada do
Rio de Janeiro'foram estenddos a Pernambuco.
Mas na provincia da Bahit ja se linbn pensado em
por a eidade em communiccao com as margens do
S. Francisco, ja al linda ali apparecido urna asso-
ciacao com esle fim, mas arocurando-o por meios
modeslos e econmicos. Ceio que apenas se Irala-
va do tima especie do que claman os inglezes Tram-
road, em que a madeira ligira mais do que o ferro.
Era muilo natural que os imputados da Babia vis-
sem aquella conreaste pcrnaiibucana com alsum re-
celo de que para Pernambuco e nao para a Baha li-
vessem de dirigir-so as prodicres daquelles paizes.
Os Allemes dizein que o Rkeno desemboca na al-
gibeirn dos Itollandezes. lalava-'e pois de saber
se o S. Fraucisco desembocada na algbeira dos Ba-
hianus ou nados Pernambuanos. Desculpem esle
modo de exprimir, mas elletorna mais clara a idea.
Cada urna das duas proviicias lem suas yntaseos
e desvanlagens tiesta cmpre/i.ABahia tem um cxcel-
lenlo auroradouro, e lira naia perlo do poni do
rio S. Fraucisco a que se dee levar a cslrada. Per-
nambuco lem um mo porlo c lien mais longe desse
poni do Kio, mais o lerrcnc he mclhor para a es-
trada.
Nao s se julgava amcarado o inleresae material da
provincia maso seu pundunor,com a priordade que
podia ler a empreza pornambucana. Desde que se-
mellianle idea se apoderou dos espirilos ludo pare-
ceu ponen para so evitar esse mal.
A garanlia addicional doa 2 por cenlo, apezar de
encontrar obstculos, passou na assemblea provincial,
o logo della se fez um uso que llenla precipilarao.
Era o estado de enxiedada da Europa por causa da
guerra Ilumnenle que elevara a laxa dos jurse
lornava didicila emuisao de aires. Quando se as-
signea o conlrato com o concessionario ja devia ter
chegado Baha a noticia da deelaracao da guerra,
mas lamhem dviam ler chegado as conjecluras de
que esta pudese,ser i\- curli-siui.i duraran, ou po-
dessem apezar della reapparecer os capilaea que nao
se haran destruido, mas que somenle a falla de
ronfianra linlia escond los, sobretodo eonlinuando
sera inlerriipcao as successivas remessas de numera-
rio da California e da Australia. Islo com elTelo
ebegou a verilicar-sc, pois no meio das mais encar-
niradas hostilidades na Crimea baixou a laxa dos la-
res a 3 l|2 por rento; enlretanlo a garanlia de juro
addicional fui logo dada ao concessionario sem outra
condigno mais do qne a de principiar as obras den-
tro de dous anuos enteudendo-sc por principio del-
las o das expluracocs e exornes previos.
J i fallci da outra precipilarao em recusar nm
meio de encunar o lempo da garanta, lia clara-
mente ellcaz queja linhu sorlido bom efleito na es-
trada de Pernambuco.
J falle! do desprezo de umi direccau da cslrada
cm que se poupavam maos terrenos e bstanles le-
suas de exlcnsao. O enlhusiasmo, que exista na
eidade e nao ooslsvradores, nao concpla a estrada
senao entrando nella com bulla e alegra os carros e
as locomotivas.
Longe, hora longe de mim, a idea do querer allr-
buir a oulros motivos qac nao sajen um nobre, lou-
-avcl c cavalheiroso enlhusiasmo pelo bem do seu
paz, iaso que eu creio erro ou descuidos de homeus
a quem profes vicos aprecio mais do que ninguem, e de cuja probi-
d do, ao menos de alguna, eu eslou lao seguro como
mim mesmo.
Quanlo ao Sr. ministro do imperio, elle sempre
preferio nestaa quesles as opinies das autoridades
provinciaes s minhas. Era isso natural. A pre-
sumprao era a favor dcllas. Quanlo' i secrao do
conselho de eslado e a Ojuesllo da eenstitucionalida-
do da lei provincial, semprc entend que em ques-
les desla ordem consideraces polticas c econmi-
cas tem sua influencia, e devem t-la. Se eu nao
considerasse lao desastrosa aquella lti, lalvez pensa-
se como aquelle- senhores, para cada um dos quaes
lenho o maior acalamonto, c rujas luzes lago mais
que respeilar, admira. O enlcndimento, porm,
nem semprc se pude occommodarao principio da au-
toridade, por mais elevada que ella seja, e a cada
momento nos acharaos em opposirao alo mesmo com
o genio.
Koi obrigado a fallar de cousas que se devem ca-
lar, mas s u iiz para rectificar aquillo que j eslava
revelado, e que pareceu lao nial entendido que jus-
tamente o que devia servir-se de defeza era que
se apresenlava como capitulo de accusa;ao.
Nao sei ac com este escripto semeio odios ou sym-
palhias ou seambaa as cousas. Sei que o nao podia
deixar de publicar depois de provocado. Nunca
goslci de oceupar o publico de mim. uranle mi-
nha j longa earraira nanea se viram publicadas de
meus serviros, ou de meus successos, essas descrip-
roes pomposas que Irahem a cncoinmenda, ou de
lins pollicos. Teuho mesmo dexado de defender-
me de aecusarea, logo que fra do /mor-proprio
nao ha motivo para aa repellir. Serviros ninguem
uega que cu leoha prestado ; eu porm ainda nao
dio paga minha divida ao soberano e ao paz, mas
lodo o homem generoso concordar que be duro ver.
me loureado por causa de alguns.desses mesmos ser-
viros, ou de meus esforr;os para os prestar.
Jornal do Commercio do Kio.)
CORRESPONDENCIA- SO DIARIO DE
PERNAMBUCO
PARA II IBA.
Mamanguape 12 de fevereiro.
.1/0)1 cher. BhVIM aqui firme no meu poslo, se-
gurado minha ardua larda e prompto a fazer rurr
descorar, sobresaltar, ampiar o deentaiar qualqi
sc-horzinho que arredando-se do caminlio que lh
impOe a honra, o dever e a lei quizer por lal modi
ver seu nome em letra redonda ; apezar de haver
esle de lal agradecimenlo, corre cerlo aps do pro-
tegido e dando-lhe garra la para aa bandas de Pc-
dras de Fogo, o lia/ rcbolindo certinho al a cadeia:
pasaa tambera por cerlo ainda nao estar processado, e
dizem al ler certa a soltura, visto ser cerlo que o
ineamo senhor de ensenho nao o quer perseguir, c
certa autoridade policial nao se lem cmportado.rcrto
fica no desenlace desle negocio, para cerlifirar-lhe o
resultado cerlo.
Em das do mez panado fugio da cadeia proviso-
ria desta eidaue, cerlo moro que la se achava pelo
nao gosto de ler dellurado urna pruna legitima, c
nao querer gozar das delicias do hx mineo ; segundo
assevera o Manir parece que hoaveram paca esta
fuga urnas unturas de nulo de *ecei: la se hajam.
Dizem que ha males que vem para bem, e cu d-
rei tambem que ka bcus que vem para mil; eslava
este povo lodo comendo laaba de qualorze e a de-
zasea patacas, e os meus collegas agricullore-, bem
contentes com esle prero, quando chega da capital
ura poslilhao cora olimos to Sr. chefe de polica,
para o subdelegado c rom pouca demora aflixam ac
cdilaes prohibindo o embarque da familia : jolgam
lodos que com tal medida bailara esle genero em vis
la da abundancia que ha uo municipio,porm qoan-
to se ensaar.un ; surgen] logo de todos os lados im-
mcusos alravessadores que lolirisando a boa quadra
para a compra della, e liados em oblcrcm o despa-
cho para embarque por nefas ou por faz, a clevam
repentinamente a vinle c qualro patacas eeis o povo
gemendo com semelhaule monopolio. Pedimos ao
Sr. chefe de policio providencias a lal respeilo. por-
que se rontinua approhibico do embarque deve ser
para todos sem excepeo, ou do contrare baja a ex-
porlacaolivre, que daino algn ven por i-so aos ha-
bitantes desla eidade e de lodo o municipio.
A salubridade publica marcha al ao prsenle sem
a menor alleracao sracas a Providencia, apezar de
certas aves aaourciras ja lerem qualificado de chole-
ra certas desynteriaa que por aqui tem grassado. sem
raaior incommodo dos allcclados ; parece ser uma
praga espalbada por loda a paite, estes correio de
ms novas ; felizmente nao tem isla lomado vulto
sobre a populaeo desla eidade, poia ella lera o.dis-
cernimenlo necessario para Dio dar crdito a laes
boatos : o Eira, presidente selooo de promover o
bem da provincia que llie esla confiada, ja nnmeou
urna commissao sanitaria alim da mesma lomar as
medidas necessaras e que julsar mais acedadas a
obstara entrada desse lerrivel viajante, verdadeiro
acaule da mizera humanidade, porem alo agora ain-
da lado est na especlativa sobre tal commissao ; o
povo desta eidade acba-se corajoso para araslraresse
implacavel inimigo, caso seja da vonlade do Todo
Pudcroso que tambera passemos por c-sas torturas,
se bem que seilivisa em lodos os semblaules, uma
corta confiauca, ou para melhor ilzcr uma esperan-
za fundada na proterao dos inclvlos padroeiros desta
freguezia os gloriosos apostlos S. Pedro e S. Paulo:
permita o co que se cumprara aquellas boas pala-
vras: eoiC populi, vox De.
O invern por aqui lem sido ptimo, ludo esla
fresco, vicoso c llorescenle ; houveram lambem al-
sumas Irovoadas que fizerara lembrar a niuila genle
Sania Barbara cS. Jeronvmo, felizmente nao ha no-
ticia de ler ha\ ido successo algum proveniente del-
las. Estando ja esta em conclusao quasi me e-quena
dizer-lhe que graras ao secuto das luzes cm que nos
adame-, ja nao houve este anuo o brbaro enlrudo
de caas e linas d'agua. com que a forca se refresca-
vam, todos quantoa nesses aziagos das apparecam
pelas ras ; tendo-sc suprido esse brutal diverlimcn-
to, por mascaras a p e montados, oa quaes por seus
bonitos e elegautes vislaarios atlrahiram loda atlen-
cao publica ; liavendo alera ilisso pela vez primeira
nesta eidade, baile masqu nos das 3, ti c 5 do cr-
renle : principio querera as cousas que de vagar se
vai ao longe.
Transmilindo-lhe fielmenle ludo quando pude co-
Ihcr de mais inleresae durante una dias que estiva
nesta eidade sou a desejar-lhe um acm numero de
venturas c pedir-lhe soffra com paciencia as maca-
das desle seu constante leilor.
.igriAltor l'igilanle.
P. S. Duas p.ilavras ao velho camponez do Ipo-
juca :
Kecebi a reflex.lo que me fez era sua bem elabora-
da missiva de Jli dejaneiro, e enserla no Diario de
30 do mesmo mez ; da mesma forma que Telemaro
ecebia as lic,oes de seu Mentor, apezar de que, seso.
ie quero dizer-lhe, que ou eu nao me sonbe ex-
'icar, ou enlio Smc, cntrepretrou mal aquelle
-;u dilo comoqual lano embirrou: quando eu
muilos que nada Ihes faz moca, e at parecem alarl I disse quc "a ?oslava muil ile li r*ores, islo
dciar de sercm pblicos seus bellos feilos...mas come 'll0' ,l8 l'a'lrC5> seehrilaes.eoveiroo c sneiros. al* lve
lilizorifaoagua mole cm pedra dura, lauto da*a,neuor nlenrao de ni reliar os padres a coveiros c
ale que a furaissim digo eu agora cora aqoelles
Tao imporlanlc, tandcna las atlances da assem-
blea geral he ama como a oilra daquellas nobres e
ricas provincias. Nada mais oalural do que igualar
para arabas os favores d Ihesouro nacional, para o
qual ambas roncorrem com quantias quasi iguacs.
Nao havia Irabalhos de explorado, calculo algum
creio cu' para a cinprezi bahiana. A igualdadc da
exlenso foi a base quo dos favores. Tinham-sc concedido a Pernambuco
favores para 20 leguas di estrada de ferro, para ou-
tras tantas se concedern favores Babia. Tivesse
eu a honra de oceupar una pstelo que me desse vo-
to nc-ta materia, teria vdalo pela lei que concedeu
Rabia os favores concedidos a Pernambuco. Nao
ha pois o menor desaccoido mira o meu pensar e o
que decidi o corpo legislativo do imperio.
E-te deixava o sahedoria da provincial, e do exc-
cutivo provincial, o faz'r ilo favor concedido o uso
mais vanlajoso aos diversos isteressrs da provincia-
Todos saliera que a da Babia lie uma das do imperio
em que se v mais elvalo ano do dedicarao ao sen
solo: he a provincia dende sitiera cm raaior nume-
ro os tlenlos brilhantes que fdornain aosas assem-
blas deliberativas e que leu envernado o Eslado.
Em ucuburaa provincia se divia suppor maior grao
de dedicarao e de luzes para lrisir os seus nesocios
do quo na Baha. Infelizmoile, porem, a estrada
de ferro (ornou-sc negocio le enlhusiasmo, e este
pessimo conselheiro, em malirias tao prosaicas, nao
deu lugar a raz?o calma e frii que nuem os clcu-
los finaureiros.
Basta ler o folheloa qujame referi do Sr. Mor-
gan, para pereebei os sentimantos que animarain as
pessoas qoe favorecan) aquele empresa. Logo no
titulo desse olhclo, queja tr.uscrevi, se v appliea-
da a estrada da Babia a oxpnsslo o sua -uperiori-
dade geographica; d superordade sol.re que? Evi-
dcnlemcnle sobre a de Pcrnanhucn. Em diversos
lugares do folhelo se repele isla idea, c i\^t pagina
10 vem ella mais desenvolvdi c clara nao so no tex-
to, mas em uma nota. OseanteosionaTlos da estrada
de Pernainburo doiao-se de vir por vezes essa mes-
illa idea as gozlas da Babia, maa nunca retalia-
ren. Seja dilo cm honra aui. Eala foi a preocu-
padlo quasi geral na Baha: Jigo qusai porque all
como aqu no Rio de Janeiro, ha muilas pessoas no-
laveis quo considerara prematuras estas emprezas.
que se collocarem no caso cima, tantas bao de ser
as vezes que os hci de embrulliar no seu Otario, c
mimosear seusnuinerosissiines leilorcs.queou elles se
emendara ou entSo servirlo para o ludibrio do pu-
blico : islo posto, vamos adianto.
Saber.i Vmc. que foram feilas as elcic.oes para o
senador, que lem de preeucher por esla provincia
uma vaga, la nesses bancos da cmara alta e aonde
cada lugarzinho daquelles, tantos sacrificios cusa a
cada provincia... Tendo havido urna concordia en-
lre os deas partidos o dcbaixoe de cimaj para vo-
laren no Dr. l-'elizardo e commendador I re lenco-
nao houve inslo a menor desharmonia, porm a ou-
tra persouagcm que havia completar a trplice, hoc
opus hic labor est, meu arraso, vi ;no me contaran!
nao senhor' repilo vi elcilores que em menos do
dous minutos, fazam-se decores mais vivas do que
as do pharol da barra daa capital ; oulros suando
em bagas coiio se ja eslivessem cm transpirarlo
cholenca, aquelle era discussao patritica qual oulro
Viclor-Hugo, este passeando apresaadamente nao
presta alinelo a ninguem ; finalmente ludo erara
cnipenboa, aperlos, vexaraes, confusiio, desconfiad-
ras ; era um verdadeiro raboliea em qne lodos an-
diivam, libera nos Domine,iUssb eu rom os meus ho-
tOcs, nao merece a pena ser clclor para passar por
tacs intaladcllas, quanlo he doce o descanro que le-
nho l na minha pobre chora...de reslo, meu charo
senhor, para enrurlar a historia, dir-lhe-he que o
tal volozinho por fra pbrase malilla) cusloo mais
charo aos elcilores do que a concrdala, c sera gran-
de proveilo para os candidatos empenhados, porque
sendo repartido por muilos. poucu torou a cada
nm ; leem rallo c fazem muilo bem empregsr as
diligencias possivois, porque o boceado be dore do
roer que faz gosto ; o pcor be que so chega para os
eseolhidos.
Estamos de novo entregues a polica dos ccroulas
pois tendo-se retirado o subdelegado (alferes llor-
lencio)c o destacamento ainda al "agora nao hou-
ve subsliluiciV', verdade he que o povo desla eidade
nao he do que d mais cuidado ao governo e segundo
seu bom humor, respeilo a lei ele. ele. etc., mas no
enlretanlo julgo ser uma falla bstame sensivel, cm
vista de sua cresccnle populacho e mesmo porque
niio sei que lem os laes vivos de nina farda, que ni-
pocm um respeilo tal a cortos desordeiros que asse-
melha-so a ura poder mgico, cmlim Dos permita
que era breve seja preenchida cala laruna. Dias an-
les do Sr. Horlcnco rctirar-se, fez certa excursau a
Jacara aonJa dizem fizerara proezas oa soldados
que levou consigo, entrando despticamente por
todas ns casas a pretexto de buscaren armas prohi-
bidas e pondo desta serlo as familias em alarma a
continuos sustos, dizem mais que lomaran) arntt
prohibidas c nao prohibidas ; dizem mais que lo-
mando-sc alguns cavallos l memo) para o resres-
so dessa viasein, norrera era eaninho nm, de um
tal Jos Pereir i, que anda at agora est latendo
cruzes na burea sobre o imnorlc delle;dizem mais que
cala diligencia fora feila a pediiloepor insinuaeo de
cerlo, P.....di diado em que cu ia rabiado vade re-
tro loma figa.
Cuularani-mc mais una historia interesante., e
que debaixo da rcspoiisahilidadi; ilo autor lh' trans-
mito.' dizem que em cerlo tenijio viera recommen-
d.ido um cerlo sujeilo a um cerlo senhor de cnsenho
dcste municipio, e que logo em seguimenlo viera
um rcrlo prente, que leudo lido a certeza delle lhc
ler loriado corto cavallo, veio corto eni easa do mes-
rao senhor de cnsenho, ao qual luz cerlo ter aquel-
lo seu prenle, loriando llie dilo corlo rnvallo ; cer-
lo o senhor de enscnlin da historia, mandn chamar o
cerlo sujeilo, c bt-lhe cerlo delles, imncdialamen-
le entregar o cavado do cujo prenle, ou do contra-
rio rcrlilicava-lhe o rerolhimenlo a cerla casa; o ccr-
ito vendo-sc crl
ule alguns dias i
Ircga do cavailo, visto ser cerlo elle ja bave-lo tro-
cado, o que de fado se deu no prazo cerlo, relira-se
o cerlo prenle, e depois de cerlo lempo, elle arcr-
loa tambera de relirarse, e'para ir mais a commodo
furia cerlo cavailo do mesmo Sr. de engolillo, cerlo
aiueros, e nem segue-se l.unb-m que por ou dizer
que iiao^gostava muilo, os aborrcca?ou d'ahi se pos-
sa lirar a Dlacko, que Smc. tirou ; aquello meu
dilo, linli i apenas por lim dizer, que em visla da
moran la le que o cholera eslava fazendo, era cho-
cada uma boa quadra para cases senhores ; o cullega
do Rio Tormozo denoniun o cholera, benigno pro-
lelor dos fillios de Esculapio ; o Boas dia da pigina
avuisa, encuuaequiicia de corlas medidas adoptar
das pela polica, sobre os eolOITOS das pessoas qu*
pillecessem do cholera, faz ver o descontentameiilo
em que se achara ossachrialaes.rauziros cericiros elr.
etc. etc. ilizen lo mais que llie conslava que cerlo
vigario quera prosleslar contra perdas e dennos,
logo assim deve Smc. Bear entendido, que rada
mu cscreve da forma que sabe, e cad* qual come
do que gasta. Pediudo-lhc desculpa desle pequeo
cavaco, muilo folgo com sua apparicao, importante
aquisico para o Diario de l'crnambuco, e qoe qual
fulgurante estrella dosul, servir para esparcir sea
luminoso rellexo.por sobre aqoelles que como cu en-
tinto percisao delle.
Consta-nos, qoe os genere* slimanbetw, aa*
v .i i para fora da eidade, sao de on prer fxmV-
lanle e de pessima qualidade. Pedimos loda vigi-
lancia da parle das auloridades a esse respeilo.
Consta-nos, (niio por ran rectas' qoe osa Sr.
parodio axbjte do eompanheiro de um pobre desva-
lido^ fallecido no hospilai dessa loenlidade 19930 do
enterro... i que erro !.....
ijui tnzarum resutsilari que quer dizer
que randado nos lazaros !....
Dizem quo a algoem s? lem asomado, e posada
os cali'Moa por mandar na cnrainiao de cxsaM um
ni cmlio, que puchou, que bolio. que virn, qoe me-
dico, que arrancou por cousa..... que estarn la*
suarda linbos E os teij ,p. do llrura 1 Oh I pa-
ren/ ron" nantes in gurgiic castoi Pux o feijees!
qualsc no calderao so havia caldo clnlre! pobres
soldados.'
Consla-uo- que n'um desses das passados aun
senhor ernductor quiz levar a fartiori uma natiM*
para o hospilai, pelo simples fado de estar entrar
o sahir da varan la,e a auppnr diarrheliea, ase a -
Ihcr nao pinga cora 10 bagarnles la ira ealrar c sa-
hir no hospital, e lalvez entrar para sempre o ce-
irilerio.
He preciso que quanlo antes n inspector da
ra do Ouro fac, laen ao mar uma pooaflo de pe-
ve podre, que alguna pescadores lem em seas catas.
por nao acharen) quem os compre ptlo prereaae
peden. Na roa do Ouro tem fallecido folanioaaar-
pela epidemia muila genle, e quem sabe sa sv *
esses peixes podres de mistura rom oulros peiics de
aa| mouras f
O Sr. Dr. Firmo creia que Ihe abrmos faxer
justira ; sabemos avahar m?us mrrilo, a besa sje
queiram dizer por ah que mrito Jilterari* s lem
medico tiro! -
Ja noticiamos qoe enlre niw oaoawoeaaa iim e-
crivo tratando de rholericoa; pois liem, es* esrrava
he do Sr. Gervaota e rhama-se Manocl. Os setilm-
res piofensoresjuasi que grr'otyicuic rluman de a-
SOSStoO csm; preto e umita ente do povo, oo n*'
coiiMccao, ou por querer iiijii-la c accintosanenle
ri liculari-ar a pobre class de mdicos o chama lar.
Manoel da Costa por que a preto he d'Afnra. nos que de uo-o canto lofmos observado com calosa
o que por ah vai a es* respeilo;nos, qac lentos con.
versado rom mdicos e rom kaaas, qoe uvias** <
analheina daquelles, c oa kneaaaeo de-les viraran-
nos respcilo-ameule para o Exm. >r. I>r. Jote Kntl
e para o lllm. Sr. I>r. chefe de polica. .Senhores.
case eslado de incerteza he lerrivel; derrama ect-
geatoper entre a- llciraa do- lilhns. ile Hapocfalr-
de quem tanto precisamos. Conven tomar ana liae-
dida, seja ella qual for com lano qoe esse preto Wjs
lido e havido, ou como um enviado da l'ravidenveia
l>ara nos salvar deasa crae tao asaombrosa, e i
governo e a polica dem toda proiecc.io |
ou como um embaslciro e aisassino. que precisa er
rigorosamente punido; mas par rhe?ar-se a eat*
lim o que arenan fazer O Sr. preadeole c Sr.
Dr. chefe de polica acninpajohados de professores
babeii, e o Sr. Dr. presidente da junta de hi lisas, o
mais quem quizer ir rom esse preto aos hait*cs
observarem -eu- curativos, mindarem vigiar par
pesanas de coufianca oa duentea. qoe novo, me lir -
menlos nao Ihe sejaiu applicados pela* profeta are,
sem que se conbera do estado do do-nie, etc., etc.,
e dos resultado bom on mo tomar o governo e e pe.
lcia uma med la. porque se o n-gro he realmeoSe
um curador do mal que tolire nos peaa, andar a carro, romo de tiraro a qu m Ih'o der. a O*
he um charlalao que a cu-la de defontos quer pasear
a vida, eniaa a polica sabe o que rumpre fazer.
Me ano alea,
.....
VILLA DE ir.UARASSU",
19 de fevereiro.
Continua o cholera a residir cm Iguarassu. Na
villa icmapparecidoalguns casos, depoisda uhiau.
i|uelhecscrc\i : porem afora asrinrorietimasde 'jo*
Ihe dei cunta, ncnliuma pessoa fallervu. Por S.
K:t,i o sitas mitieJiar-ocs lem a epidemia arconteni-
do rom mais forra.
Os doentes nao tera sido abandonados, amn-
[innham sempre ao medico o Dr. juiz municipal, o
subdelegado Julio .Mello, o Sr. ailvogado laral
que lem feilo muilos servieos, n Sr. De > a
diversas oulras pessoas. Orno ninda n.iV lh
as esusasneressarias paraohospital, a sorieda. be-
nclirent.' tem feilo rliee.ar ale .i can dos deenites to-
dos os socrorros, dando ale dinlicim para dieta.
Kesies dois dias fica o cemiterio pYompio.
20 de fevereiro.
Felizmente nenlium raso ialal se don lionicn ;
apenas quatro pessoas foram atoradas ; sendo daas
ne-la villa, um eacrava no engenlioSautaRiia
e urna mulher naCruz il" lclmicas Anda
nao i iies.iu o Sr. Amaral, que de parte da saetada-
de benefiecnte se foi entender com o F.vn. Sr. pre-
sidente.
Espalhoii-se por aqui hontcm, que o preto
de Guararapes ja eslava no raes fazendo nilagros,
]ue freiiucnlemcnte vsjisava a carro os rHrsaiine*,
onde ninguem mais niorria. Est de |uirenieaa
asa noticia.
2 horas da tarde.
PAGINA AVUL5A.
BB1 !5'd. S
Continuam as reclamares dos moradores da
Cabanga e ra Imperial, que eslao morrendo a min-
sua som os soccorros da medicina. Tenham d desse
pobre povo, que esl-sc finando no mais criminoso
isolamenlo...
Pedimos aos senhores barbeJlM da entrada da
ra do Aragao, que pelo amor do Heos durmam, e
nao levem at is :t horas da madrugada era alias ri-
sadas, incommodando os visinhos ; la a respeilo de
ogos nao sabemos.
Na povoacilo do larro os seus habitan'"., esliln
sendo tinguijados, sera os soccorros in.aicos, porque
ura facultativo que por la apparece de dous era dous,
de qualro cm qualro dios, nao lie suficiente para
lautos doeutes.
Ainda conlinuam a banhar-se atraz da rasi do
Sr. Marques Sanliago a tocia do rapases, sem a me-
nor reserva e decencia. Podem, meus mocos, conti-
nuar, que oslamos na (erra de caboclinho, que
secobrem de pennss quando vio para atn.
A guarnicao do Itruin u.lo consinta cos alra-
vessadores de pcixe jauto fortaleza, nosociareit) com
o peixc, que vem de Olinda. faca-Ibes fogo de bocea
para a polica acudir.
Chamamos altencao do Sr. fiscal de San lat,
para qued um passeio pela travossa do Dique, era
um primeiro andar, e vera S. S. n despejo, que se
faz n'um corredorzinho dos nossos pereados ; ora,
slo para quem lem nodo da epidemia, be hora que
di'ie.
As ras dos llursos, Iravessado Eucanlamenlo,
heccodo Porlo e langucia, eslao quo causa nejo
asco, nadsea, loulices, sv ucopes. fauequilos, aspb-
sia, sulToca, embeheda...
Pedimos ao Sr. P., que ponhi modo cm
um sen subordinado, que segunde nos caeta faz di
Chogou o Sr. Amaral trazando
a noticia do
que S. E\r. o Sr. presidenta salisfizera lodas as
requisicaos da sociedade. Mais uma vez rohriaaof
de l.ene.ios a Sr. Etc. pelo modo honroso por qtt,
se lem portado cm tao lamentare! quadra. O cha.
lera ja invadi Ilapissuma. Itobalinga, Mariroto, c
Pasmado ; ponanlo quasi todo o termo sofre, po-
rem benigna mente ; terciamos o furor, que;
apparece depois destes agrados corujos.
212 horas da tarje.
Ilonlem apenas tivemos dois rasos da epidemia,
sendo nm do cholera, c muro de rneteritia. Ce-
gou-nos a noticia deque os r.ipiirhinlioslinhao amtr-
sclhado, que boje ninguem Batana de rasa antes
das selle huras da raanhaa ; porque um vento ler-
rivel apparercri.i derrubando lodos e titilo: o no-
vo miudo levou trancado al a hora indicada !
i horas.
Sei agora que no engenhn Mussiipinlm do
Sr. Manoel de Alluiquerquo Lins, m,vrreram
hontem dois aaHMM Can Munjopu a (abricalcm
soffrido o Hiolei ida
Ate agora (!) da noim) nada ha de novo.
Dos o line a sua familia do cholera
CMARA MUNICIPAL DO RECIF1.
V.SESSAO' OltlMNARIA lE II DE JANEIRO
i DE IK*.
I'retidencia do Sr. Ilirao de Capibirito.
Prsenles oa Srs. R'so.Oliveira, Mella, e tiaoeei-
ro, fallando sem rausa paiticipada os otis >,-.
brioso a aassM c fui lida e apprjvada a acia da
anlcccdcnte.
I cu lido o seguale
EXPEIHEME.'
I m ollicio do Evm. Sr. presidente da previacta.
recommendando lizes*e a cmara eatiar j en e\er-
ccio o eopallaa do cemiterio puMico, |v.dn,l ol*
Otaran os actos do seu ministerio no oralnri* oae
eviatc no rstabclecimcnlo em qaanto nao eliver con-
rliiida a respetiva rapella.Inleirada. e mnibs.
se olliciar ao capellAo jura pie-dar amaoliaj o ja
mcnlo e entrar cm Tuncroes.
''niio do mesmo, ditendo que naneara sao i
posla do recrido rapelljo, a Domiagoa Ma
Viera, para sachriatio da capilla I letrada, e
man.ioi--c commiiuicar ao administrador Jo enm-
ielo e ao procuiadvr.
Oulro do dilo administrador, cm qoe acosa a ra-
cepeo do desta cmara, datado de homem a qoe
aconipanhou por tapia a do Eim. noaataassas dt Mn-
vinci.i, asseverando estar ludo aeaasala para ca*a-
seu cstabelrciinenlo uma rompida orgia, c bem I prnienlo das ordena contantes doa
que.....familias.....rl.'K etc.
e expoudo a uecessidade de ser clev
'Juera nos lera enviado alguma rou-a sobre o ros o jornal dos srvenles, e a mil
ni... a.... ou o Mr. C..., mande bascar, que neala
'agina s se publira o que se pode eolher algum
bom resultado.
mesmo oflieia*,
ad* a SUI re. dia-
liiz-uio. e ale-
la o dos coveiros, senda que aquerle fora
gido pelos sondare- do- srvenles estraves.
A catuara aiinuio a elevac.in dos joraaet, e nun-
Pedimos aos nossos tortores, qoe vio rorrejin- dou icconnncndar ao admini-trador nnt dt-e I I
do os nonos erros, ou de imprensa, qucapparecereni as providencias a sen alcanre, e de piompl* anata d*
cm nossa Pagina, e emquanto ao estelo vamos ago- que n.'io baja a menor falla nnservar- ,n eslabrtrri-
to sugeito veudo-se cerlameole aperlado, acera com
o prenle alguns das de demora, para a cerla en-
ra mandar comprar diccionarios para l-los abortos
cscangalh'tdos adianto do nos, qnamlo eacrevcrinos:
pelo que... verlo.
Muto agrudecenos ao lllm. Sr. Dr. chele de
polica, as providencias qoe lera dada para a lim-
peza de certas ras desta capital dantos inlrausita-
veis.
Tomamos a liherdadede lembrar a illuilri---
raa cmara municipal, a crea^ao de conipanhiaa do
rarroceiros em diversos dislrictcs, psra com mais
farilidade fazer-se 'BOU das roas. ,
ment, dando pilllrillWfH aoMl do une Inri
feilo.
Foi arrematada por i rancian ttotc||, ,iP Aora-
dle, a conslruccao da estrada para o emiten* por
a quaulia de diTH'.l-,
Sommaram-se os votos de todos os rolleatos, a to-
maram-sc os oomes dos volados para anaahU n
lavrar a respectiva acta.
Despachou-se a peticao de Vicenle Jar d* aVito a
levanlou-se a sea-ao.
Eu Manoel Ferreira Accieti, ecretari* a i
i

I
MUTTCTa^-r

ILEGIVEL


Bario ie Capibaribe, presidente.Gameira.
OHvtra.Melh.Rego.
6 SBSSAO ORDINARIA DO 1 DE I'EY'EREIKO
DE IK'.li.
Presidencia do Sr. Bardo, de Capibaribe.
Presentes os Sr. Rcgo, Oliveira, C-ameiro e Mel-
lo, fallandusem causa participada os mais Srs.,abrio-
lea sessao e foi lida eapprovada a acia ra antece-
dente.
I.avrou-se a acia da apurara gpral dos volos para
raernbros da assembla provincial, e manitou-sc ti.
rar a copias de que trata o art. 81 c 88 da lei do 1!l
e agosto de 18S6.
A requerimento do Sr. Oliveira, foi nomcada uma
commissiio especial, composla de quem a requereu
e dos Srs. Gameiro e Mello, para visitar lodos os
cstabetecimenloide caridade, e prisoes civis e mili-
lares do municipio, afm de propor e' requisitar o
que naquadra actaal julsar ibera dos melhora-
meulos Jos jileamos cstabelccimentos e prisoes.
A cmara eucarregou ao fiscal do Recife d'uma
commissAo na freguezia dos Afogados.
Reiolveu-se pedir autorisacJo an Em. presidente
da provincia, para se dispender com a conslrucrao
da estrada para o cemilerioo excedente da quola vo-
tada.
Maudou-se chamar o vereador supplenle Antonio
Marques de Amorim, para lomar parle nos traba-
llios da cmara.
Despachou-se a petrao de Manoel Antonio l'c-
reira, e levanlou-sc a i >.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secrelario a escrevi.
Bario de Capibaribe presidente.Mello.Oli-
veira.Reg.Gameiro.
01*1,13 BE HUMIIUmCO SIBB^O 2 K FVErtflUO ^ I8'6
h^.'iM a"?"' solleir.ai l^.eateteira, S. Jos, Tgne, ja?, linio ilebaixo da mesma trra uno olio ba-
'ospilal do Carino. [ n
nhava. O extraordinario numero de vidas, que
BEPARTXQAO SA POLICA.
Parte do dia > de feverciro.
lllm.eEim. Sr.I.evoao conhecimenlo de V.
;htr. quedas dillerentes participarnos liojc recebi-
ilas nesla rcparlicaor consta que se deram as se-
gjlinles oceurrenciss :,
Foram presos: pela subdelegara da fregoste de
Recife, o manijo trance/. Andr Girardi, a rcquisi-
rr-o de scu confu.
j E pela subdelegacia da fregueiia de S. Jos, o
prelo ?edro Matheus, por briga.
\Dos guarde a V. Etc. Secretaria da polica de
Pernambuco 22 de fevereiro de lKf.. Illm. eExm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo,
presidenlo da provincia.O chefe de polica, I.uiz
Cirio* de Paica Teixeira.
Illm. Sr.Participo a V. S. que nos dias t(, 17 e
18 do correlo a epidemia reinante augineutoii so
considerav'elmenle nesla povoaeto e seus arrabaldes,
contiuuando nesles ltimos lugares com inlensidade
enesla povoaeao com quinto roclliirase,lolavia nao
deixam de perecer duas a tres pessoas por dia. Te-
nlio empregado todos os meios afim tle desinfectar
algomas casas abandonadas, cujos dono. I01-.un victi-
mas do mal reinante, fa/.endo u meimo em vatios
cemilerios particulares.
Inclusos achara V. S. dous mappasdas pessoas que
perecern) e Iteran) accommctlidas no 1" disjrclo
desla freguezi.i at o dia 1 i do correnle, tirando a
meu cuidado se Dos o permillir ajiresentar orna
citalislica dos accommetlidns e morios, quando bou-
ver de estinguir-se epidemia. O Sr. Ilr. Casado
l.im-i continua activo no desempenlin de suas obri-
EJCues, e assim lamliem a com mi--lo do heuefi-
cencia.
Dos guarde a V. S. Jabnalao -21 de fevereiro de
1856.Illm. Sr. Dr. l.uirCarlos de Pitra Teixeira.
diguissimo chefj de polica da provincia.ti sub-
delegado, -lorio Francisco A'arier l'aes Brrelo.
N. B. At o dia I do correle forsm accommel-
das do cholera 51)0 pessoas, deslas morreram -JO."),
sendo 9i livres, e 111 escravos.
Diario be fytttutmbuco.
dem II.Juaqiiiin Jos da Rocha Monte-Negro,
Hornambuco, 18 minos, soltciro, brauco, estndan-
te, Santo Antonio, em casa.
dem 12 Paulino Hilario. MiOM tlcraes, :i|) an-
uos, solleiro, pardo. Sos-Viste, em casa.
i"1 "',':'~M'innel, Pernamhuco, 2 mezes, brauco,
lloa-\ isla, em rasa.
dem 2,'li Felte Francisco das Chagas.lVrnambu-
eo, 30anno*, prelo, S. Antonio, ra casa.
dem 2:1") l'eulina, I'crnambuco, 12 anuos pro-
la, criada, Boa-Vista, em casa.
dem 236 Emilia Hara da Penha, Pernambuco.
i Sanos, parda, S. Antonio,coi casa,
dem 2.17 Uiom Machado Porlolla, Pernambuco, 0:1
anuos, casado, pardp, carpina, S. Antonio, em
casa.
dem 218 Francisca Maria de Jasas, Rio do Palie,
36 nio, rasada, parda, lavadeira, l!oa-Visla,
em caa.
dem 239 Manoel da Costa Be/erra, Pernambu-
co, Ib anuos, cauda, nardo, soldado, Boa-Vista,
em casa.
dem 210 Joaquim .1 i Coala Canlanil, Baha, 2i
anuos, solleiro, brinco, medeeioi, Recife, em
casa.
dem 2il Manoela Itavmunda Barbosa, 7(1 annos, '.
San Jos em casa. n
Idem2i2Isabel, Africana livre, frica, Recie,
hospital do i ..ii-iii o.
ldemSi3Joaquim de Jiorgcs Araujo, 20 annos,
pardo, Recife, e.n casal
dem 214Feliciano Primo da Coala, Pernambuco,
casado, pardo. Sin Jos, emesis.
dem 2r>tAnlonia Mirla do Espirito Sanio, Per-
nambuco, tiO anuos, casada, parda, Recife, em
casa.
dem 2il>Marlinho Jos* de Mello, Santo Anio,
53 anuos, solleiro, pardd,sapaleiro, Santo AoIodo,
hospital do Carino.
IJem 2S7*aJoaquinn Francisca Xavier, frica, S2
annos, frea. San Jos, em casa.
dem 218Leopoldina lljpolila Aranjo. Pernam-
buco, 22 annos, casada, parda, San Jos, em casa.
dem 249Auna Joaquina dq Espirito Santo, Para-
hiba, i8 aun i-, viuva. branca, San Jos, em casa.
dem VI.laximiano Teiieira, Pernambuco, 3 an-
uos, brauco, San Jo>, eih casa.
dem 2j| Jos Carlos delOliveira Franco, Rio de
Janeiro, 21 anuos, casad-i, branco, alteras de pri-
meira linlia, Boa Vista, ciji casa.
dem V2Jos Severino, l'ern.wnbuco, i,"> annos,
.casado, pardo, cargueiro. Boa Visi*. em casa.
dem 353Manoel Joso (ioiicalvcs, Pernaniboeo, 26
anuos, solleiro, pardo, Rehfe. em casa.
dem 25iJolo Iternardo, Pernambuco, 50 annos,
branco, Recife, hospital dq mariuha.
dem 255Thendora Maria lia Conceicjo, Pernam-
buco, :lli anuos, casada, pda. Recife, ern casa.
dem 256Jos Zacaras de ijarvalho, Pernambuco,
Recife. em casa.
dem 57Maria Francisca das Chaca, Pernambn-
ccifou > epidemia vai reduzir sobre modo a sua
lavoura ; e se essa falta nao fr protnptameDli! re-
mediada pela colonisacao, eiilio asdoiradas c cs(ie-
rancosas edres, que ella va luxirJH) liurisonle do
sen futuro so desvanecerao para sempre, e a pro-
vincia diorar com as mosmas lagrimas a morto de
sous filhos, asna decadencia, c a inaplido, incu-
ria, e al mesmo ingralido de um governo, por
a lano so desvellava, j levantan-
Santo Antonio, am
co, 40 annos, viova, par I.
casa.
dem 58.Marlinlia Maria i la Conceirilo, Pernam-
bm.o, 13 anuos, sollcira, pr
casa.
dem 59Flix de Camanil.i Pernambuco, 10 an-
uos, viuvo, preto. S. Antonio, em casa.
dem 260Anua Francisca da Rosa, Pernambuco,
12 annos, sollcira, prela, S. Antonio, em casa.
dem 261 Jos Alves dos Sanios, Pernambuco, 20
annos. solleiro, pardo, H.i.i-\ i-l i. em casa.
dem d(12Margarida Mana da Couceicao, Pernam-
buco. -17 annos, parda, Boi-Visla, em casa.
dem 2C3Mana Joaquina de Jess, Pernambuco,
18 annos, viuva, branca. S. Antonio, em cata.
dem 201Francisco I africano livre frica, 2
annos, preto, Recife, hospital de manaba.
dem 265Maria Joaquina de Jess, Rom Jarata,
gto annos, viuva, parda, S. Antonio, em casa.
IdemtHi Seb.istiao ^africano livre\ frica, pre-
lo, Recife, hospital te marinlia-
Idem 2li7Fiiippa Fraucisca da Pinna, Paje, 21
annos, sollcira, parda, S. J*, em casa.
Mein 208Therea Maria de i Jess, Pernambuco,
70 annos, viuva, branca, S. Jos, em casa.
dem 2li9Joao Lucio Bezerra, Pernambuco, 7 mc-
zes, pardo. S. Jos, em cass.
dem 270Joaquina TbomiXiai Romana, Pernam-
buco, :Ui annos, casada, prel.l, S. Josc, em casa.
dem 271Antonia Vieira, Pernambuco, .58 anuos,
casada, parda, S. Jos, hospital do Carmo.
dem 272Jo.0.Jos do Valle!, Pernambuco, 13
anuos, casado, pardo, Itecile, cm casa.
dem 27:1Joiefa, Pernambuco, 27 anuos, viuva,
parda, Roa-Vista, em casa,
dem 27iJoo da Silva, Pernambuco, 22 annos,
solleiro, pardo, soldado, Boa-S'isla, em casa.
I
Ksrracot. i
Numero 122.Maria, Pernambuco, 3 annos, San-
to Aulonio, era casi.
P Tendo lodos tres memhros da comniissilo de h\-
giene dado hontem parle de doeule, S. Exc. no-
raeou inlerinamenle para os substituir os Srs. Dr.
Cosme de S Pereira, Ignacio Firmo Xavier, clJo1o
Jos Innoccncio Pogci.scndo o prunelro para presi-
dente e o segund para serriHario-_.*'^^aajja>j,
Tambem nomeou iulennamenie para .. lugar e, Ieir0i uy,
provedord. .aude do porlo ao .Sr. Dr. Joao Marla))^,^;^^*^;AMq*3
dem 121.Jos, Paje. .50 annys, casado, Sanio
Aulonio, em casa. \
dem 121. Possidonia, Pernarnbuco, 12 anuos,
Boa-t isla, P1I) casa.
dem S..Alexandre. Pornainlmoo, .lia
B
cujo esplendor c
do seus bracos para crguer e sustentar a copula
de seu Ibrooo, j.i orguendo sua voz para ilelTnde-
la, j derramando seu sangue para suslenla la.
As providencia: sao facois porom urgentes. A
experiencia nos lem mostrado cjua as rouimunica-
5ies directas enneorrem poderosamenlo para o cn-
grandeefanento de qualquer lugar, j pela facilidado
do conimcrcio, j pola brevidado de noticias neces-
sarias, j-pela o\porLir;5o de gneros em oicasiocs
opporlunas, e ludo isto iraz o iaiarasse c a civilisa-
o. E porque essa provincia que tem, como as
outras tiecessarias rclacoes som a corte do imperio,
nao lia do ter como ellas urna commitnicacao imme-
diala com o Rio de Janeiro ? Exisliro ainda os
mesmos motivos ? Nao ; porqnanlo navoa do lo-
laco igual, os vapores da companhia Santa Cruz
vizito sem perigo diversos pontos da provincia,
E se algumasde suas barras nao oITcrecem fcil na-
vegaco a navios estrangeiros, porque nao lia uma
providencia que acabe rom osle obstculo ? Nao
merece ella esse sacrificio do cofre nacional, ou
ha do ser-lbe eterna mente necesaria a proiecco do
outras provincias, que se dignan receber os diversos
gneros do sua prodiicco para etivia-los an merca-
do enropcu, e haver em Iroca 0 que Ihe fr preci-
so ; reparndo desso modo o lucro do seu tralialho
e recefcendo alm disto por. inaior preco, o com
nimio mais usura, objeelos que Ihe nao serio to
caros se se dirigissem directamente a seus porlos !
He esta urna das palpitantes necessidades, que ha
muito reconhece c ponpie a longo tempo clama essa
provincia. Se o lirado de todos os habitantes desso
esquecido torro nao encontrar echo desla vez no
animo dos representantes do poder ; se os ineios
que a provincia aprsenla para scu engrandecinien-
to nao encontraren! acceilaco no cenlro do impe-
rio, mal da enre e do imperio, que desconceilua-
do por sua pouca energa, pelo desprezo dos meios
de sua conservarlo e grandeza cavar a sua inevi-
lavel ruina.
Assim tambem na efl'uso do nOSSOSCOracoes lem-
bramos sos nossos comprovincianos que depondo
ideas polticas, irabalhcmos osforcadamenle a ver so
nao nos he lio scnsivel a falla de vida que perde-
mos. A unio d a forca.
Com a devida venia rogamos lambem a V mes.,
senhores redactores, nos permiuo urna obser-
vagao ao corrospondenle Cotinguibeiro sobre sua
mis-iva insera no seu Diario de II do passado
juez.
Sao apresentados o louvados por elle na lisia
trplice os Srs. Baro do Maroim, Dr. .los Nu-
ncs.e Dr. Dorea. O Dome do Sr. Baro do Ma-
roim merece todos os sub-agios da populacho ? Co-
mo delTender a provincia que constituc um sena-
dor que nao falle I Oradores mudos podem con-
vencer ? lio com o silencio que um representante
ha de desenvolver e pugnar pelos inlcresses do lugar
que representa Cunbecemos e confessamos no Sr.
Barao do Maroim boro coracao. ptimas nlencos,
o ale amor a sua provincia, e isso basta para S.
Exc. as tres vezes que tomou assento na assem-
bla geral ?
Ouando foi que elle lembrou as necessidades de
sua constitiiinle o procuron delTende-la ? E a visto
disto podemos aecclar semelhaute escolha ? Por
ceno que nao.
Concordamos com o senhor Cotinguibeiro na
acquisico do Dr. Jos Nunes, c diremos que feliz
de nos, se souliermos apreciar o merecinienlo desse
honrado e distinelo ancio, levando-o como nosso
advogadoa lomar assenlo na cmara vitalicia.
Temos pouco conhecimenlo dos feitos do Sr.
Dr. Dorea, e mesmo nos h
reimolu necessarios, que cm poucos da achou-se
salvo. Por lomenaein a cralidao, o o relevanle
servico desle extremoso acadmico, vou anda que
rraco, alear miaba lbil voz para agradecer essa be-
nevolencia e palenlear-lhe ao mesmo lempo os ineus
sinceros volos de estima c amizade.
t:sle dislindo o valeroso acadmico parlio prxi-
mamente para tioinnua onde tem tambem de de-
ampenbar sua prolissao. Convencido de que esle
hbil acadmico ha de sor all recebidi como o fui
nesla capital c como o ser em qudquer parle a que
cheguo pelo direito que a isso Ihe dao nao su seu ta-
lento e illusiraco, como pusic-So social que occu-
pa e a urhanida le e delicadeza de suas maneiras, li-
mitar-mc-hei a la/.cr os mais sinceros votos pela
prospera viagem do Ilustre acadmico e pelo hom
xito da incumbencia que o leva no seu novo desti-
no, lieos o preservo da epidemia para prestar re-
levantes serviros a huiiianidade.
JoaqtUm Antonio te Santiago l.c.a.
Recife 2-2 de fcveieirn de 1850.
^it'lii'ii'i) prbiD).
S. Esc. o Sr. presidente adiou para o 1" de abrij
a reunioda asserabla provincial, em rousequeucia
da epidemia que nos persecue,
A respeilo de Iguarass remellemos os leitores
para anossa eorrepondencia que tica transcripta
em lugar proprio.
Recebemos cartas das villas de Bananeiras, de
Pombal c ile Mamauguape, |ierlenccnles a' provincia
da Parahiba, as quaes anuunciam que a epidemia
ainda n.lo appareccu naquclles lucares.
Tambem recebemos correspondencias de Goian-
ninha, provincia do Rio (irande do Norte, de 15 do
crtente, i'inhain cabido copiosas chusas, o cointu-
do sentia-se grande falta de genero alimenticios, e
os poucos que haviam eram vendidos por alto preco.
Os estragos da peste ainda cram dcscoohecidos al a
dala em que nos es^revem, entretanto, se eslavam
tomando as medidas convenientes para recebe-la, no
caso da sua appariciio.
Segundo cartas do juiz de direito de Caraira*, em
dala de 17 do crrenle, consta que aquella villa ja'sc
achava livre dos horrores do mil ; mas todava, aio-
daappareciam alsuus casos, c ja'tinlia checado o
sacerdote qne para la' fura exercer as funcces de
parodio.
O delesado de Sanio Anlao participou em 20 do
correhte, que no dia anterior mo liuluhavia cn-
terramenlo algum naquclla cidade ; irrlsquea epi-
demia aioda gras'sava nos arredores. Eslavam con-
-tinuando os trabalhos dadesinfeccao ; enlrclanlo,
aioda foram enviadas :l cargas de bolachas, 2 saccas
de arroz, 1 arroba de agu' e 2 barricas de alca-
lr3o.
O juiz do direilo de tioianna participou que em
Podras de Fogo haviam morrido 4 pessons, e fica-
vm 7accoiimeltidas gravemente.
A ordem terceira le San Frencisco olTereccu a S.
Eic. o seu hospital para [cocheras pessoas que fo-
rem atacadas da epidemia ns circumvisinhancas do
mesnio hospital. S. Exc. respondeu louvando e
agrldecendoo caridoso ollerecimcnlj.
Recbenlos noticias das visinhaucasde Pao d'Alho,
e consta que o mal tem feilo alguns estragos naquel-
las pangeos, mas o patriotismo de algons senhores
de engenho, coadjuvado pelos cuidados do governo,
lera quebrantado o furor do mal.
BULLETIM DO CIIOLERA-MORBLS.
Na enfermara do Carino, enlraram (res bomens c
qualro mulheres. Falleceram dous bomens e uma
mulher, e o resto se acha cm tratamento.
Na enfermara da Boa-Vista entraran! dous bo-
mens o qustro mallieres.I-Aisle em liatamenlo Joa-
quim Jos de S. Auna, c o re-to fallecen.
Na enfermara de marinha enlraram sele doenles,
e falleceram qoatro dos que tinham sido rerebidos
anteriormente, entrando nesle numero os africados
livres Francisco e Sebaslio.
Illm. Sr.Parlicipo a V. S. que fallecer Jefa
Bernardo, no fim de 10 horas entrada ; o preto Ma-
noel escravo do fraucez Pirselle 48 horas depois ; e
o africano livres Francisco 1, no fim de 24 horas, e
Sebaslio as 10 horas da manli i.i. o qual eslava en-
tregue ao cuidados do prelo Manoel, segundo Ihe
participei hontem. Enlraram boje Manoel Jos do
Nascimento da Flor de Lima, 23 annos, pardo, casa-
do, tillio de lose Antonio dos Santos, natural de Na-
zarelh ; Joaquim da Silva, 19 anuos, solleiro, lilho
de Jos da Silva, protissilo man I una. o 2,- marinhei-
ro Sabino Jos do Santos, idade de 15 annos, sol-
leiro, natural de Cotinguiba, e os imperiae Anlo-
tonio de Lima Ferreira, tialural do Cear, dad 11
annos, solleiro, Jos Antonio 1, natural de Alagoas,
idade 20 annos solleiro, e Felii Jos de Mendonca,
natural de Pernambuco, 18 annos, solleiro, lodos
perlenccntes ao brigue Cearense. Assim como fora
remeltido pelo commandanle do Forte do Brum as 3
a % da larde em uma padiola o preso (oncalio
Pereira da Silva, solleiro, idade de 24 annos. pardo,
fi.'ho de Jo3o Pereira da Silva, natural de Maranhao.
Dos guarde a V. S. Hospital provisorio no ar-
senal de marinha 22 de fevereiro de |85f.Illm. Sr.
' Dr. Joaqnim d'Aquino Fonceca, presdenle da com-
missao de hygene publica.Joa>/nim Jos Alves de
. Albxtqucrque, cirorgiao do hospital.
Rclao.io da pessoas que falleceram do chilera c fo-
ram sepultadas no cemilerio publico das 0 horas
da larde do da 21, as 0 da larde do dia 22 de feve-
reiro de 1856.
Uvret.
Numero 221.Jos Francisco da Costa, Parahiba,
12 annos, solleiro, preto, Santo Aulonio, cm casa!
dem 25.Antonia, Pernambuco, 80 anuo, sollci-
ra, parda, Santo Antonio, em casa.
dem 220.Maria, Pernambuco, 1 annos, brenca,
Boa-Vista, em rasa.
dem 27.Feliciana de Barros Carnciro, Pernam-
buro, 15 auno, loileira, par/ds, Santo Antonio,
em casa.
dem 228.Joo Maiimiano Fortunato. Pernam-
buco, 12 annos, solleiro, pardo, S. Jos, Hospital
da Caridade.
dem 229.Francisco Ualdno Prala, Coianna, 54
annos, solleiro, pr em cana.
Mam 230.Rite Maria do Espirito Sanio, Peruim-
clle desconhecido ; por-
nnos so-i IB SC" re I Apruscnia tamh-'m romo dignos i depulaco ge-
MTSfian-.' 'alos Srs. Drs. Leandro Maciel, Mallos, Gar-
tz, e poroonciliacaooDr. Sebaslio I'inlo llo-
Sooto Antonio, Y"*' mAMn' I -,nl'^em' '" *>us primeirns intolligencr. e boas
dem I2k~Mana, frica, 13 annnl, sollcira, lt- I luallda,les mS "'es falla OeSUldo o pralica, por-
oife, cm casa. 1 1 UOtO csluduin mais c desenvolvi se na cmara
dem !20,Manoel, Afriea.O ano o, solleiro. R.f provincial, conhecao mais as necessidades do fu
efe, hospual de mannlia. rminnl, (||,c ^ 05 conii,,,.rndu y^ JJ
dem 130Jos, frica, .50 anuos, silleiro.S. Jos,
hospital de marinha.
dem IIIJos, frica, 10 annos, sbllciro, Recife.
hospital de marinha.
dem 132.tioucalo, frica, .50 anuos, solleiro.
Recife, hospital de marinha.
dem 1:13.Domingos. Atrita, 60 annos, solleiro,
Recife, hospital de marinha.
dem I3.Delflaa, Pciiiamboco, 2| annos, sol-
teira. Recife, hospital de marinha.
ldcm-135.Paulo, Arrica, 50 anuos, solleiro, Reci-
fe, hospital de marinha.
dem 136.Antonia, Pernambuco, 21 anuos, sol-
leira. Sanio Antonio, hospital deniaVinha.
dem 137.Mathilde, Pernambuco, 3tt ajaos, sol-
leira, Boa-Visla, hospital de marinhl
llesnino\da mortalidade. \
Mortalidade de hoje al s C horas da lirde07.
Ilomens 35 mulheres .12.
lolal da inorlalidado ale boje 411. I
lloraens-223 mulheres 188.
21 de fevereiro as 0 horas da larde.
Dr. Joaquim d'Aquino roncera.
>OntM!IH!0a0O.
A PROVINCIA DE SERGIPE.
He para nos dever lio sagrado advogar a
causa do lorroque nos prcsiou o scu banjo, que o
esiabelecemos como lei; c sendo evidente que as
leis so podem merecer seinclhantc titulo quando
sao rigorosamente observadas, lanjaiuos mao da im-
prensaecho das sociedadespara quo publica-
mente manifestando o oslado actual dessa provincia,
poasamos nielhor indicar os soccorros de que ella
necessita. He para esse fim que cscolhcmos a
sua folha que sendo um dos ornamentos da im-
prensa brasleira, he som duvirja, lida c desejada
por lodos, e Ihes rogamos a inserco deslas liabas.
Al o dia 1 i de oulubro do anuo lindo, con-
doia-se essa prorincia das lagrimas que choravao
as sitas irmas, presenciava o lulo que ellas troja-
vo ; mas nao conhecia ainda o mal lerrwtl,
que as llagellava ; nesse dia porm a tula
do Lagarto annunciou a todo o Scrgipe, que
o unjo do exterminio I lia bia fazer [beber al as
fezes e clice, que a Providencia Ihe destinava. E
de faci, logo depois as cidades do Larangeiras c
Maroim choraram com o Lagarto a morto da seus
filhos, e em breve toda a provincia foi victima da
terrivel epidemia, que quasi todo o Brasil, infe-
lizmente conhece.e que o tem obrgado a representar
a tragedia mais sanguinolenta que se l as paginas
sua historia. He triste o estado a queso v rodttzida
essa fecunda e bella porfi do solo brasileiro ; o
deploravel a sua situaco Ella que ainda pouco
avultaya entre suas irmas, porque na doslribuico
dos cuidados e providencias da mi patria era mu-
las vezes esquecida, c quasi sempre defraudada em
seus direitos, se bem que, como todas ellas, pros-
tasse scu contingente para a gloria commum ; ella
que mereca toda a proteceo do governo central, e
que pagara com usura as providencias da corle,
enchendo seus cofres das rendas de sen commcrcio,
de sua lavoura, o da natural, industria de seus ha-
bilantes ; lamentando hoja a mono do milbarcs de
filhos, e com ellos a falla de bracos, que aravo e
semeavo seus campos, colhiam seus fruclos, e
mandavao ao mercado eslrangeiro o produelo do seu
irabalho e da feriilidade do seu icrreno, ergue a sua
voz, reclama cm defeza de seu direilo a attenco das
Misaras e do governo, e pede com o augmento de
suas rendas, com a navegaoo de portos, com o
desenvolviinenlo de seu commcrcio, com a sua prps-
peridade, o engrandecimenio, a prosperidade do
paiz. As providencias sao facis, porem urgen les ;
lodas as provincias trabalhanr, todas ollas vo
depositar aos ps do thruno com o juramento de
sua lidolidadoo suor e o sangue de seus filhos, lo-
das ellas precisan, roclaino c inorccom a proiocoao
do Ihrono, e nenliuuia pode sor objocto de parti-
cular pradileogao, sem quo sobre o governo recado
os tilulosde parcial e injusto. As providencias sao
facis c urgentes, dissemos nos. A lavoura que
he o principio de sua futura grandeza, a fonle de
seus recursos, a origem dos lucros que ella propor-
ciona ao Estado, que he por assim dizer o seu em-
prego a sua oceupacao, sua riqueza e toda a sua
vida acaba de soffrer uma perda consideravel. Gran-
de porraode suor que humedeca o terreno de Ser-
irowncia,
iniais SC negar ern escolhe-los.
Mb gostSMios do Sr. Dr. Caree/, porm somos
forrados a concssaC, que tem as liabililacoes preci-
sas para representa i a sThyfrovinria, que elegen-
do-o, faz-lhe juslica e niuilo g"ntil';. O Dr. Se-
baslio Pinto deCarvalho he um moco'd; uma inlcl-
ligencia nao vulgar, o tem bstanles cohjtinien-
los. Bazo alguma nos leva a dizero quSlp
senlimentosc para nos juslilicarmos, mas ali
que mis em abono do digno Dr. falla a ttniversida-
de de Goimbra, onde fez honra ao scu paiz natal,
pela conlinuada dislinccao, que sempre leve cnlre
seus rollogas. Falla a provinciaque o vio nascer
que cm tempo algnm se es(|iiecer do completo
orador, do ornamento de sua sessao provincial no
anuo de 1852 !! Ahi o Sr. Dr. Pialo fez duplicar
o jitizo por nos formado de sua caoacidade. Prima-
va elle pelos seus eloqueiites e eruditos discursos,
nos qnaes revelara o inlcrosse activo que loma |ielo
feliz andamento de sua provincia. Falla o foro
e tribuna-da provincia da Babia, lugar cm que
lem sido extremosamente acollado ; o he de nolar
que as suas recoiumendacoes parten) do suas ma-
neiras urbanas inteligenciac conheci met los;
poisqueo digno Dr., com poneos anuos de for-
mado, se acha boje a par dos principacs advocados
d.iquella provincia, que alm do contarem bastante-;
annos de pralica, com maior torca de razo deveriao
contar melhores ralaeoes a prolecroes do quo
aquello que vem buscar a hospitalidade.
Digo emfim os, Bahianose Sergpanos despidos
de paixao, e lodosos que conhecein o Sr. Dr. Pin-
to,so he ou nao exacto o que dizemose se nu-
tra bandeira hasicamos sanio a da ventado o justi-
ea. Esle he o homem que as malvadas opiniSw
poliiicaso tem privado de ir honrar ao parlarqen-
lo brasileiro, e de tornar orgulhosa a provincia
que lem a felicidado de contar no numero de seus
filhos. Fazci, portanto, Sorgipanos independen les,
juslica ao mrito -enviando a esse nosso dislinc-
10 irmao a pugnar pelo bem c direito de nossa
mi elogondo-o na prxima eleico prima-
ria. Cont quo assim obrareise'ontao tele-
mos em nossas paginas esse padreo de gloria.
Deixaremos por orado indicar os nomes dos de
mais filhos, que merecem ossullrogos da provincia
na prxima escolha de senador e deputados, aguar-
dando-nos para melhor occasio ; c se por ventura
n s subtrahirmos a esle dever, muilo confiamos c
esperamos de nossos irmos em urna escolha de lo
grande importancia, qne vem a dicidirdafelidda-
de e futuro da nossa provincia.
Finalmente declaramosque do modo algnm po-
demos concordar com o Sr. Cotinguibeiroein ser
o Dr. Guilherme o hornera de mais insinieyao da
provinciae tambem estamos convencidosque
ello nao acceitar semellianle elogio, por isso atlcn-
dondo a essa razioe tambera nao convindo mais
eontinuarmosa fallar sobre osle assumpio que po-
de de alguma sorio ollender a sbsceptibilidade de
algiicm aqu paramos ; pedindo ao Sr. Colin-
gifbeiro que saja mais escrupulosoquando bou-
ver de tratar sobro essa provincia.
Recife 13 de fevereiro do 1856.
J F.
v'tmvvi.'rtii^ii.hi.
!
s
.srs. redactores.Com prszar e senslbilidade vou
enconiinendar a Vmcs. o especial favor de admill-
rem cm nina das columnas do seu jornal o discurso
succinlo e muilo resumido do arcoiuineltimenlo da
epidemia reinante, cm um dos meas escravos c o
tratamento que leve.
Em o dia (.l do rorrele me/, chegoo de S. I.onren-
co da Malla, atacado de urna lorio r.holciina o mea
boliciro, recorr 10 habilidoso acadmico Sr. Pedro
Aulonio Cesar, infelizmente na* o arhoi em casa,
porem dciici recommendado a sua familia, o in-
mediatamente dirigi-me ao sen prestadio collcga Sr.
Francisco Nery da Ponteen, o qaal com rumma
bondade e presteza foi comigo onde exista o docnlc;
porem j la eslava o Sr. Pedro Antonio Cezar, entre
elles houveram consullas sobre o tralaroenlo, no que
Bcou incumbido o Sr. Pedro Antonio Cezar, o qual
com summo cuidado e- desvelo ministron lodos o
Esia. e Rvm. Sr. A ordem lerceira de Sau-
l'rancisco, sobremodo alicla e consternada pelo de-
ploravel estado a que v redolida esta cidade, c to-
da a provincia, porque DOS em seus allos juizos
ten feilo pesar sobre ella" o acoile terrivel de sua
divina cholera, c sabendo que os grandes castigos
aompanham sempre os grandes crrnes, e que DOS
em lodos os lempos tem ouviflo lieniguamenle as
preces de seus filhos, c enchufado suas lagrimas
quando nascidas do arrcpendimenlo ; vem a preseu-
ca de V. Exc. Rvma., que como digno pastor la-
uienla a lorie de suas ovclhas, e pede a V. Exc.
Rvma. a Rraca especial de expi'.r no Ihrono da igre-
ji da mesma ordem o SANTISSIMO SACRAMEN-
TO desde asO horas da larde, al as 9, em lodos os
domingos, em quantn durar a epidemia que nos lia-
gella. e poder a nicsuia ordem fazer no dia 22 d
correntc, uma procissao de penitencia, expoudo a
venerarao do povo as imaeens de NOSSA SENIIO-
RA DA GONCEK..AO, o NOSSO SAMO PATRI-
ARCIIA, e o glorioso SAN-BOQUE, para por esses
sanios e religiosos meios excilar-sc a devocao do po-
vo e alcanQar-se a misericordia de DOS. A' ordem
lerceira da penitencia, pede e espera de V. Exc.
Rvma. benigno despacho. El orabit ad llominuin.
l-'r. Manoel de S. l-'ilippe, ei-leilor, ex-provin-
cial, cx-visilador gcral, e rnmmissario.Jos Mar-
cclliuo da Rosa, ministro Tilo I lok Romano, pro-
curador geral.Galdino Joo Jaciulho da Cunha,
secretario.
Prestada a decencia necessaria, como pedem, de-
vendo a proejaste rccolhcr-se al s seis horas c
meia. Palacio da Snlcdadc 211 de fevereiro de
1850.Jo'w, hispo de Pernambuco.
PKACA DO RECIFE22DE FEVEREIRO AS3
UOItAS DA TARDE.
ColajCcs ofiiciaes.
Nao houveram cotacocs.
frederien fobiUiard, presdenle.
/'. Buryes, secretario.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 :l| a 28 d. por 13.
n P.iris, 31.S rs. por f,
Lisboa, 92por KM).
Rio de Janeiro, an par.
Arenes do Banco, 33 0|0 de premio.
Acces da companhia de R.herihe. . 5inuo
AccOes da eonipanbia Pernainbucana ao par.
i< litilidade Publica, 3(1 purecnto de premio.
k Indemmsadora.sem vendas
l'isconto de ledras, de 12 a 15 por 0|.()
UETAES.
lluro.(Incas hespanhulas. . 289 28*500
Mooda* de Oo'i(H) vellias . . I69000
6$i00 novas . . lO^KH)
1500(1..... . 'JoK10
Prala.Palaces brasileiros. . . 23IKX)
Pesos coliimuarios. . . 2K)0
mexicanos..... . 1S660
ALFANDBviA.
Kciiiliiuenlo do dia 1 a 21. . . 1.58:010*811
lem do dia 22....... n imi-i :;
100:1705918
Ueicarregamjtojc 23 fectreiro.
Bar i iuslezaSU James Ronmercadorias.
Itri^ue iuglesGcrirne fuliinsoninerradorias,
Brigue inglez/. O.carsAo.
IIi une inglezRunnymcdebacalhn.
Biiuc fr.ncezAlmamercadorias.
Escuna diuamarque/.aCarilahoadn.
Brigue brasileiroBom Jessfumo e barrica va-
sjas.
CONSULADO CERAL.
Ilciiiliinenio do da 1 a'Jl .... 67:739f687
dem do dyi 22....... 57619GB
08::!IOj055
U'IVEKSAS PROVINCIAS.
Itendimenlolo dia I a 21 .... :052S7t>0
Idcm do dit 22....... 80}:K)I
1:143*061
DESPACH DE EXPOBTACAO PELA MESA
DO CONSULAUfi-flESTA CIDADE NO DIA
22 DE FE\EREIRSzJ 1856.
SlnckolmoBrisue sueco oAIfliild-, N. !) BiebcrvV
Companhia, ,0'.) couros saldados.
xportacao .
.Marselha, litigue francez (Prospera, de 330 tone-
ladas, condu/.io o se^uiule : .IOO saceos com
20,500 arrobas de assucar, 40,000 ponas de boi.
New-Vork, wilera americio! aSbootiog Star, de
1,275 loueladas, condoli parte da carga quo trouxe.
dem, barca americana Miiiesota, de :180 tone-
ladas, condu/.o o seauinle :2,152 mullios de bar-
batanas I'.'ialnhi, hiato brasileiro oCames, ile :>I loue-
ladas, conduzn o segoiole : l'Jd voluiues ^eneros
eslrangeiro, Orlos fumo, 230 caitas charutos, ,50
dilas doce de noiaba. S saccas arroz, 100 caixas sa-
lan, I dita violas, 0 fardos o .! barricas fumo falla.
I'alnioulh, barca inglesa >BoUl*ay>, de I3 tone-
ladas, condu/.io o segoinle : 3,tiutl saceos com
18,000 arroba* de assucar.
CONSULADO PROVINCIAL.
Heiidinienlo do ilia 1 a 21 55:2*75527
dem do dia 22....... 398-517
55:0ilo()i
MoUwcttto bo porto.
Naeiot entrados no dia 22.
libado Faial33 dia, paladn porluijuez llorlen-
eia, le 205 toneladas, espitio Joao Jos da (ira-
ca, equipanem II, carua vinhoe mais ^eneros ; a
Tbomai de Aquino Fonseca A. Fillio. Passagei-
ro, Francisco dos Sanios Silvcira. Veio a este
porto ver o mercado, seu destino he pura o sul.
Rio da Janeiro39 dias, brigue sueco llelenan, de
2i,-> toneladas, capilao L. E. Cjirlz. equipagem
13, em lastro ; a Ailiey A Compinhia.
l'hiladelphia35 dias, patacho americano oAinan,
de 191 toneladas, capillo Lances equifascm 8,
carga 3,530 barricas com farinlia ile iriso c mais
seeros ; a llcnry Forsler & Companhia.
Terra Nova:i dias, patacho inglez M\rtle, de
113 toneladas, capitn John Aide, eqniptgem 9,
carga 1,000 barricas, com baealbao ; a Johnston
Palee "j Com[ianbia.
Natos sahidos no mesmo dia.
Rio de JaneiroPatacho americano Fillraore, ca-
pililo /.. Kirwan, em laslro.
Canal pela ParahibaBrigoe inglez cAmelhyl,
capililo (iay, carga asnear.
MarselhaBarca francez uAuslralieu, capilao Bos-
qnel, carga assucar.
LiverpoolBrigue inglez Black Prinet, capilao
II. Cronc, carga assucar. Passageiro, Aliza Ark-
righl e | criarla.
Sabio para fondear no l.iineiraoBrigue hanibur-
gniz A11 mi i- afim de concluir o seu earrega-
mcnlo. \
^raitaed.
cial n. 3i3 de 15 de maio de185i, esob as clausulas
especaes abaixo copiadas.
A pessoas que propnzercm a esla arremalaco,
compare^am na sala das sessoes da mesma junla no
da cima declarado pelo ineio dia, compclcnlemenle
habilitadas.
E para constar se mandn allixarn prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelara da Iheworaria provincial de Pernam-
boeo 13 de l'evereiro de 1850.O secretario, A. K.
d'Annunciari'io.
Clautulas especincf para a arrematarlo.
I.1 As obras do empcdramenlo do 20> lanro da
Mirada da Victoria, na extendi de seis cenias e
Irinla e duas bracas, scro feilas do rnnformidade
com o orramenlo approvado pela dircrloria em ron-
sclho. e apresenlado ao Exm. Sr. presidente da pro-
vincia na importancia de 5:21 !- rs.
2.-i As nbrjs principiante no prese de um mez, e
lindaran no de seb mesa*, ambos contados de con-
fonnidade com o arligo 31 da lei provincial n. 286.
:l." O pagamento da importancia da arrematarlo
rcalizar-se-ha na forma do artigo 39 da mesma le
proviucial n. 28( e em apolices da divida publica.
*. O arrenialanlc excedeudo o prazo marcado
liara conclusao das obras, pagara uma mulla de cem
mil reis por cada mez, cmhnra Ihe seja conceidda
prnrogacao.
5. O arrematante durante a cxccucao das obra
proporcionara transito ao publico c aos carros.
<>. O arremtenle sera obrgado a emprear na
exccue.o Jas obras, pelo menos melada do pessoai
de gente livre.
." Para ludo o mais que nao se adiar determina-
do as presentes clausulas nem no orcamcnlo seguir-
se-ha o que dispoe a lei provincial n. 28ti.Con-
forme,./. /'. d'Annuncianio.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, era cumprimenln da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 9 do corrcule, manda fazer
publico, que no dia 6 de marco prximo vindouro,
pente a jaula da faxenda da mesma Ihesouraria,
sa ha de arrematar a quem por menos fizer, a obra
do empcdramenlo que precisa fazer-se no alcrro dos
Afogados, avahada cm 25:000|000.
A arremalacSo sera feta na forma da lei provin-
cial u. 3(3de 15 de maio de 1851, c sob as clausu-
las especiaos abaixo copiada.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
omparersm na sala das sess.-.es da mesma jaula, no
da cima declarado, pelo ineio dia, roinpelenlcmcn-
le habilitadas.
E para constar se'mandou sfllaat o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 12 de fevereiro de 18.50.O secrelario, Anlo-
io Fcireira da Aununciarilo.
Clausulas especiaes para a arremataran.
Ia As obras do empcdramenlo do alcrro dos Afo-
gados, far-se-haodecouformidade como orramenlo
approvado pala directora cm conselho, e apresen-
lado a appruvaeilo do Exm. presdenle da provincia,
na importancia de 25:0O"?lHio.
i> ( arrematante principiara as obras no prazo
de 15 dias, c as concluir no de 1 meses, ambos
contados pela forma do arl. .11 da lei n. 280.
3a O pagamento rcalisar-se-ha em qualro presla-
ees iguaes, cujas Ires primeiras correspondern aos
(res tercos da obra, e a ultima Ocar para a entrega
definitiva.
i" O prazo da responsabilidade sera de seis me-
zes.
Para Indo qne nao se acha previsto as pre-
sentes clausulas nem no orcamcnlo, seguir-sc-ha o
que dispc a respectiva lei n. 28S, e com cspeciali-
dade o arl. 10.Conforme.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouiaria provin-
cial, cm enroprimento da ordem do Exm. Sr. pres-
denle da provincia de 12 do correnle, manda fazer
publico que no dia l:l de maio prximo vindouro,
pernote a junta da falcada da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos fuer a obra do
empedramento do 19" lauco da estrada da Victoria,
avallada cm 5:1055100 rs.
A arrcmalaco ser feila na forma da le provin-
cial n. :l: de 15 de maio do anuo de 1851, e sob as
clausula, especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozem a esla arremataran
compareeam na sala da mesma junta no dia cima
declarado pelo ineio dia, Competentemente habili-
tada.
E para constar se mandn aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
nambuco 13 de fevereiro de 1850. O secretario, A
/". d'Aiinunciariio.
Clausulas especiaes para arrematanio.
1.a As obras do empcdramenlo do 19" lanro da
estrada da Victoria, na exlencTio de sele cenias e qua.
lorze bragas serio feilas de ronformidade com orra-
menlo approvado pela directora cm conselho, c
apresenlado approvacao do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 5:1059100 rs.
2." As obras principiaran no prazo de um mez
Andarlo no de sei raezes, ambos contados de confor-
midade com o arligo :ll da lei provincial n. 280.
3." O pagamento da importancia da arremalacao
"alzar-se-ha na forma do arligo 39 da mesma lei
"al ii. 288 c cm apolices da divida publica.
"remalanle excedeudo o prazo marcado
.sao das obras, pagara tima multa de cem
m. por cada niez, enibora Ihe seja concedida
prorogacao.
3." O arrematante durante a execueao das obras
proporcionara Iraosilo ao publico c aos carros.
6. O arrematante sera obrgado a eropregar na
execueo das abras, pelo men's niel.ole do pesviial
do genle livre.
7.a Para ludo o mais que nao sC acha determina-
do as presentes clausulas, ncni no oreanieulo sc-
guir-se-ha o quo dispe a respeilo a !e provincial n.
280.Conforme, A.F. d'Aiinunciai'"'.
O Illm. Sr. nspeclor da lhcsnurara, cm cum-
primenlo da resolueilo da junla da fa/enda inanda-
fazer publico, que vai uovameiilc a pra?a no dia O
de mareo prximo vindouro, para ser afomaladoa
quem por menos fizer, a conservarn permanente
da estrada da Victoria, por lempo de 1(1 mezes, a
contar do I" de abril do crtenle anuo, e pelos pre-
ces abaixo declarados.
I- terco. . . 2:0576000
2- ., . . 2.-0573000
3- o . . 2:o57?ooo
V . . 2:20;000
O Illm. Sr. nspeclor da Ihesouraria de faxenda
manda f.a/cr publico que lem de ser arrematado a-
queni maior preco oflerecer no dia 18 de nyirro
viudourn, o patrimonio da capell.i vaga de Santa I
Rosa de Lima, silo no termo de P.ind'Albo, conlendo
Cineeenla bracas de testada c meia legoa de fundo
avahada em qnenlirulos mil rs. as pessoas a quem
convier llvenlo comparecer nesla reparlirjio a uma
hora da larde do referido dia munidas de suas pro-
postas.
Secrelara da Ihesouraria de lazcnda de Pcrnam-
bueo cm II de fevereiro de 1850.O oflicial maior
/:ii/('ii Articr S. de Mello.
i
O Illm. Sr .inspector ra Ihesoararia provincial.
em ciiniprincnlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 12 do corrcule, manda fazer publi-
coque no dia 13 de marco prximo vindonm, peran-
le a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se ha
de arrematar a quem por menos fizer a obra do em-
pedramento do 20 lanco da estrada da Victoria,
avahada em 5:2149 rs.
A nrrematasao ser feita na forma da lei provin-
E para constar se raandou aflixar o presf "le c
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernio"
buco 12 de fevereiro de 1850.O secrelario, A.
da Aiiiiunciaeao.
O Illm. Sr. nspeclor da Ihesouraria provincial,
cm euniprimcnto da resolueao da junla da fazen-
da, manda lser publico, que no dia 0 de marco pr-
ximo vindouro, vai uovamenle a praca, para ser ar-
rematado a quem por menos fizer, a obra Moa repa-
ros precisos a casa da cmara e cdela da cidade
de Olinda, pelo preco le 2:610)000.
E par constar so mandn allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelara da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 12 de fevereiro de 1850.O secrelario, A. F
da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da UietOUiarla provin-
cial, emcompriroenlo da ordem do Exm. Sr. pres-
deme da provincia da 12 do concille, manda fazer
publico que no dia 13 de marco prximo vindouro,
peante a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos lijcr a obra do
empedramento do il laen di estrada da Victoria,
avaliada cm 7:072j500 rs.
A arremtenlo sera feila na forma da lei proviu-
cial m 3(3 de 1.5 de maio do auno de 185!, c sob as
clausulas especiaes abaiso copiadas.
As pesa as que se propnzercm a esla rrcmalacao
compareeam na sala das sesscs da mesma junla no
dia acuna declarado pelo ineio dia competentemente
habilitadas,.
l para constar se maudou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo./)/o-r'(i.
Secretaria da Ihesouraria provincia' de Pernam-
buco 1.1 de fevoreirn de 1856.O secretario, A. /'.
d' AHnuiiciafao.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
I. As obras do empedramento do 21. lanro di
estrada da Vicloria.nacxleiirao de ramenlas e'trin-
la bracas, e eiccutar-sc-hao de conformidade com o
orcamento approvado pela diretoria em cousellyi o
apresentse a approvarao do Exm. Sr. presidente da
provincia, aa importancia de 7:672j)500 rs.
raij.
leclaradoo nome do (aare
queliverdeser me.lw.do, e o visto meado, al.ro de se ni. Atnm ,bK^-Aaioe Je
de Oliveira trgala, miior.
[fti*0 SUcritimo.
i.' A obras prncipiarao no prazo de um mez. e cionaes pobre desle bauhao, maoia III
lindarle no 10 mezes', ambos conlado de couform- j lenenle-coronel commandanle gradeeer aala ifirU
dade com o arl, :1 da lei provincial n. 280. j *m no,c do mesmo suardas iiarioaae, c
3. O pagamente da imporlandi di errcmalacSo ; recelaViradorf" "'r '*""* dl
realizar-se-ha na forma do arl. 39 da mesma lei pro-
vincial n. 280, e cm apolices da divida publica.
1.a O arrematante excedendo o prazojmarcado
para conclusao das obres pagar uma multa de cem
mil res, por cada um, embora Ihe eja concedida
prorogaeon.
5." O arrematante durante a execc.m das obn
proporcionar transito ao publico e aos carros.
t.a o arrematante ser.i obrgado a einpregar na
execueao das obras, pelo menos melade do pessoal
de gente livre.
7." Para ludo o mais que nao se adiar delermini-
do as presentes clausulas nem no orramenlo, s-
guir-se-ba o que dispe a respeilo a lei provincia
n. 280.Conforme.O secrelario,
//. F. d'Annunciacao.
: O i Illm. Sr. inspector d Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do pim. Sr. pres-
denle da provincia de 12 do correnle, manda fazer
publico que no dia 13 de mareo prximo futuro, pe- '
ranina jante da fazenda da mesma Ihesouraria se ha
de arrematar a quem por menos fizer a obra-do em-
pcdrainentq do 22." lauco da estrada da Victoria1
avallada em 9:07732.50 rs. i oio de A|meida oome. na ra de Trarakmea. K,
A nrreinalae.nl -era feila na forma da lei provin- seguDdo;andar.
cial n. 313 de 15 de maio de 51, c sob as clausulas
especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaca"
compararan) na sala das sessoes da mesma una no
da cima declarado pelo meio dia competentemente vcleiro hriguc DULS AMHiOtt,
Paia Lisboa seguir coma mawr ItnraVaW
brisne portognez IncnmparaTe|. ^ Ju
carKa prompla ; quem no mero* janaT rarrVar Z
ir de passagem para o qre tem boa raaMataai*
nja-se a rda da Cruz n. 3, wrrini-^.^rTvTr.
Irmos & C.
RIO DE
Janeiro.
O brigue nacional,Maria fMZim va
' --esuir rom bievidade. lem a malar par-
-^Y?**1 do seu carregamenlo promplo : para
'-JaamT "'"'" 'luc "le falla, passageiro e esera-
"*SS^eo vos frete, an quaes da aa filma
accommodaces, trata-sc com o consicitalaria
rio de muu.
Vaijsahir commuita brcvidarlc o ntreo
ha bebladas.
F; para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsnuraria provincial de Pernam-
nanibuco 13 de levereiro de 1850.O secretario.
A. F. d'AllltHHi'irrr.'in.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1.a As obras do cinpedramenlo do 22." la neo da
estrada da Victoria, na eilcnco de mil cento e se-
tenta c tres bracas exccular-se-hao de conformidade
com oreamenlo approvado pela directora em conse-
lho e aprescnladoa approvacao do Exm. presidente
da provincia, na importancia de 9:G77o250 rs.
2-" As obras principiaro no prazo de um mez, e
lindarao no de 0 mezes, ambos cootado de confor-
midade com o arl, ;l da lei provincial n. 286.
3. O pagamento da imporlaucia da arremato rc-
alizar-se-ha na forma do arl. 39 da mesma lei pro-
vincial n. 280 c cm apolices da divida publica.
i." O arrematante excedeudo o prazo marcado
para conclusao das obras pagara uma mulla de cem
mil reis por cada um embora lbe seja concedida pro-
"ogaco.
5. O arrematante durante a execueo das obras
proporcionara transito ao publico e aos carros.
6.a O arrematante sera abrigado a empregar na
execueao das obras pelo menos melade do pessoaal
de genle livre.
Para ludo o maisque nao se adiar determina-
do as prsenles clausulas, nem no orcamento, se-
gnir-sc-ha o que dispe a respeilo a lei provincia
n. 280.Conforme.O secrelario,
A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria 'provin-
cial, em cumprimeutoda resolueao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que 110 .lia 0 de inVro
prximo vindouio, vai novamente a praca pira ser
arrematado a quem mais der a renda do sitio na Es-
trada de Beleio, avahada annu.lmeiile em 1703000
res.
A arremalacao ser feila por lempo de 27 mezes
a contar do |a de abril do correnle .uno.
E para constar se mandou allixar o presente e pu-
blicar polo Diario.
Secretaria d.1 Ihe-oararia provincial de Pernam-
buco 21 de fevereiro de 1850.O secretario,
A. F. d'Annuncio'iio.
^CUiCaCiJCy.
SANCO QE PERNAMBUCO.
O Manco de Petnairbuco sacca a vista
sobi e o 'lo Brasil no Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco "> de dc/.embro de
is
Joo
tfUfe.
laLdi-
J---' secretario da du-eccao
Ignacio de Medeiros Reg.
O banco do Pernambuco loma dinbet-
ro : juros, de conformidade cornos seus
csiatutos. Banco de Pernambuco 2i de
novcinbto de 1855Joao Ignacio de
Medeiros llego, secretario da direccao.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao do Banco de
Pernambuco avisa aos senhores accionis-
tas, que acba-sc autotisado o Sr. fjctcnlc
para pagar o 7. dividendo de 10$500rt.
por accao. anco de Pernambuco 1 de
levereiro de IS.O secretario da
reecao, J. I. de Medeiros Reg.
Pela conladoria municipal do llecifc se faz pu-
blico, que o recehiineulo i bocea do cofre, do im-
posto sobre eslabelecimenlor, esl aberlo desde o 1.-
do correnle mez, e se terminar no ullimn de marro
fuluro, licando sujeilos i inulta os que o nao fizertn
dcnlro do dito prazo. Lonladoria municipal do Re-
cite 15 de fevereiro de 1850.O contador,
Joaquim Tfvares Kodovalho,
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar o se-
guinle:
Para o arsenal de suerra.
Oflicin-is de 1.a e 2.a classe.
Oleo de linhaca, arrobas 5; seranle, dita 1 ; zar-
c.lo, dila 1 ; arcos de ferro de 1 <, p itegadaa de lar-
gara, ditas 10; laboas deassnalhode amarcllo, du-
zias 0 ; pitia m irflm, rolos 2 ; ferros do capa de %
poleuadas, 12 ; .tilos de dila de I Iridila, 14: di-
tos de dila de 1 lltditl, 12. "
1 Hlicinas de 3. classe.
rame de ferro parcavilhas, arrobas!; dilo
crosso de dilo, dila 1 ; dito mais groan de dito, di-
la 1.
i.-' classe.
I'olhas de cobro de 0 a 7 libras cada uma, 10 ; co-
bre velho, arrobas 10;
Fornerimcnto de luzes as estecta militares.
Aseita de rarrapalo, caadas 820 ; dito de coco,
dilas 15 I [2-, fio de alsodo. libras lii ; velas de car-
nauba, dilas 225 ; pavios, duzias 3,
Ouem os quizer vender aprsenle a? suas pro-
postas, cm caria fechada na secretaria do con-
selho as 10 horas do dia 27 do correnle mez.
Secrelara do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de cnerra 20 de fevereiro de
IS>0.Bento Josc Ijuntnha /.', coronel prcsiilen-
le.Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vorI e
secretarlo.
Tendo fallecido da epidemia reinante e mari-
nlien-o da associacao dos pralicoi Francisco l.aiz, e
ilevendo receber elle desla capitana do portea
gnanlte de l.1? que linhl jos, por ler ido em soc-
corro da calera norte americana Sooting Star que
nanrraaou nos recites dnTaquara, previne a mesma
apilante que quem se jalear herdeiro do fallecida
marinhoin. se aprsenle competentemente hcbilita-
do, aluii de receber a citada quintil, marcando-sc
para isSU 0 preso de 15 das, luido os quaes o dioliei-
fosera recomido convenientemente.
Capitana do porlo de l'einamliuco em 22 il fe-
vareiro de I8.V>. -Ricardo da Silca .Seres, primei-
n secrelario ajudanlc da capilania.
Pela capilania do porlo so faz publico que fo-
rain recnlludos e se acli.im deposite ios Ires versea-
tcas de pinho. que a vas.....o da miro as cendasig
por ngoi abano ; quem a ellas se jnlgar cm dirri-
to eprsente-se na mesma capilania, qne prevalido
ser-,hc*-hSo entregues; para oque se liv o prazo
de 10 J.ias, fimlo os quaesseilar.i u dcslino conve-
niente. Capitenia do porto de Pernambuco 22 de
tevereirO de 1856. Ricardo da Silca Seccs, pri-
meiro lereterio da capilania.
Pelo fisral da freauezia de Sanio Antonio fo-
ram mulla dos no dia 7 do correnle os sesninlcs se-
nhores : Ma-aoel Pires Camoollo Jacome c Antonio
hominaues Verreiiac,,, I2^c,,.la par infraceao da Praia n. V.'a ncaoc'iod'e .'
lo arl. .. ||i. i. das postaras de .!() de junho de
1819. Ir.in-: I 's:. ,i ;,:..;,;:,.;. Basles e Fernan-
do Soawiell i'"1 5 rad 1 am por iufraccao do arl. 21
tt- i.- das merma postaras.
maior parte da cargn prompla : par
resto c passageiros, trata-sc com os cott-
signatarios NovacsA C, naiua do Trapi-
che n. "V, ou como capitao na praca.
Para o Rio de Janeiro
segu em poucos dia, por ler a maior aorta ea car-
ca prompla o hrisoe Conceirao, cap F
Ferreira dos Santo: para o reato a ean
para o qoe lem bous coromoeo, trata aa <
lorio de Manoel Alves Uuerri. na roa do Tr;
n. II.
Para o rio de
Janeiro
sahe com brevidadc por ler a maio par-
te da carga pi-ompta, o bem nin beodo
brigue nacional FIRMA : para o resto
da mesma, passageiros c escravos a frete,
para cpic lem evcellentes commodos, Ira-
t a-secom os consignatarios Novaes 4 C., na
ruado Trapiche n.' Til, primeiro andar,
011 com o capitao na praca.
Para o Rio de
Janeiro
sabe com mu i la brevidade por ler a maio*
parle da carga prompla o brigue escu-
na MARA : para o resto da mee as s,
passageiroseescravosafrete, para que tena
c\cellentas commodos, trata-ee com oe
consignatarios Novaes & C, na ra do
Trapichen. oVs, primeiro andar, ou cosa
o capitao na praca.
, Para a Babia,
soauc em poucos rlias, por ter o ara cangemate
promplo, a barca brasleira Mathilde ; para carga
miuda e passaaciros, para o qoe lea eacaiaMStse
commodos, Iraia-se com Manoel Alvea liaorr. en
rna do Trapiche n. li, ou com o pilla J
Jos lelles, Da prte do comn
Ar.icaty.
Sthe com muil.i brevidade o beas roaheeido Male
Duridjso. por ter parla de en earreganaenlo pnes-
plo ; para o reslo e passageiro, trala-e aa raa da
Madre de !>eo 11. 2.
I 'ara a cidade do Porlo seaue viagem cam mai
la brevidade a barca porlusaea coi, capilao Jasa
Alves Carneiro quem na mema ajeiier can
ou ir de naasogem, pare o qne lea excellentesc
modos, dirija- ao i.ieono capilao, ou a
lario Manoel Jooqoim Ramo e Silva.
Mr. Calmnnt & Companhia farito leilao em ara-
icnca do aaenle de IJovds, por autorisac^sda aifaa-
dega desla enlate ceinhscalisajao de um seu eenpre-
gado, por coula e risco de quem pcrleneer, o per m-
tervene.io do asale Oliveira. da :,[) caita fetaas da
Fiandre. 150 focareiro de ferro e 33 duzia de pa
dilo, tudo em parte avari.ido, para occarrer ee coe-
leio e mais sasts com o brigne ingle John M'albr,
ei-capilao Williams, e do sea carregameate aaate
porlo, onde arnbou pr forra maior. foi Imlmiaw
condemoado, na sua ultima \iacem procedeate de
Liverpool com destino ao do Km lirandc da Sal :
segunda-feira, i'i do correnle, as 10 hori da a>S-
nlria, no armazeni n. 10 da dita altandega.
Jos Huirle d Noves fari leii.lo. per canta a
risco de quem pcrleocer, e por intervenga do apan-
te Oliveira, de cerca 100 barrica* de fariaba da tri-
go da bem cotilleada marra erla : sabkado, "*t <
correnle, as 11 hora da manhJa, em o sea irmiiam
no becco do tionealve n. 10. -
Viuva Amorim & Flbo farAo teibo, par sala
e risco de quem perlencer. e por jalan isen.ni ao
aceole Oliveira, de cerca IDO barricas de lapsriai
farinlia de Iriso hespaohola, igaal a da urea SSfcT,
lia poucos dias desembarcada, aleema caen aaaaoam
loque de avaria, que c vender separadameal* :
lerra-teira, -2l'< do correnle. a 10 hars da am
arntatem defronle da escidinhs de alteadega.
O agente Borja fara leilao esa sn_
na ra do Collecio n. 1.~>, de nm grande e
sorlimento de obras de marciiieria navas a
diversos relogios de oaro e prate para atgWra.
obras de prala, riquistimo quadro, liada va
porcelana, ptima loara para bremela,
quinquilleras Trancen, e 00Iros moilo
que se ai-liar 1 patente* no mesmo armasra
como ao mcio dia em ponto ira lambem a I
ptimo escravo ferreiro: quarta-feira, S7 1
le, a II horas da mania.
:ama de leite.
Pretvsa-se de uma de leile qne seja sadia, paga-a
com cenerosidade : na raa da Cadete do Recite, laja
o. til.
O Sr. Josc l'edro do Keco de ton de *ar adaai-
nislrador do meu armazem de assarar, deaat 18 da
Janeiro do correnle anno : Recite 90 de fevereiro de
1856.Joan Ignacio de Medeiros Rege.
Na madruqada de quinla-feira, H de leverei-
ro. gio uma escrava de n-cito Cabe, altara regalar,
lo 1 ns denles i-mes e alvos, seeca do corno, ara-
ros gressos, cutes lisa e fula, chama-*e Anea Rila ;
levoo um grande hhu' novo e bastante ronpa aaa
de senhora c de homem : a peona que a livor em
sua casa licara rcsponsarel por ludo, quereado lva-
la, dirija-se ra do llosario da Roa-Vista, casa aaa
lira olhando para a raa dn AracAo, que sai eacaa-
Irar os seus senhores.
i.iyriii.vt.:*o.
O abaixo issignado, leudo breve de retirarse para
a F:urn|ia a Iratar de soa saude. c endo-lhe preriM
liquidar lodo os sea ncuneios. anda pela ultima
ve/, rosa a lodas a pessoas que Ihe eOo Ssraada de
cenerg comprados em seu >' da Cadea do Recite n. i",, defronle do Iterco Largo.
Ihe queiram pasar seas debites por estes dias, da
contrario se vera na dura neressi.lade da otar das
ltimos recursos, lambem lem enerresad* ao Sr.
Jolo An-onio do Reco para cobrar suas divida*, la-
lo amigavel como judicialmenle.
Manoel Jos do Nascimento e Suva.
'* Sr. Jos Ferreira Marinho. morador na H-
']">?. i ni*
Telo fiscal dn tregnesia do Kec.fe nos das i :, c s s":nacs >e'a'al
desle me: Vicnte Ferroirad., Coala relncd'encia r,l3r. fn^
RSanerinAraccaO d? aH. J2 lil.,.- dM referidas' ?""f,7" f'f.
No dia 17 do rorrenle fngio do poder da asa
senhor Manoel Ferreira Chaves urna escrava par a-
me Joaquina, levando esla toda a roana, ceas as
si:;naes sesainles : alia, serca. cara descarnada, par-
pnos vezes deita o cachimbo), a
10 cm companhia de am soldado da
postaras ; Thonic Alv de Carvalho, Jo7Tin SoV l0^""-0 ^ ^ Ma~- Joaquim da SHva, a
res da Piocha. Ber >rdi,io de Sones Pim.i. Sani?& C '"'"""* ""*" r'""4-
llamse M.mn-I da Slva Lopes (relncideocia) rada
nm K5 por infrareao" '|o arl. :>! lil. 4,.; Jnaqulm
l'aes l'ereira da Silva 'i? por infaceta do arl. .">.-
lil. :!., c Fernanda da Silva Beiriz |ior infraeelo
dn arl. -_>| tjt. .-, |n,io das mencionadas postaras.
Pelo fiscal da frc^neiia do S. Jos em Oe II do
correnle mes: Antete Jos da Coste e Silva, Ma-
nuel Joaquim Farreara Bsteves e Carlos Aagafete de
Araujo c.da nm es? **) P'"" iifraccio do arl. I.-
lil. I.-, e Manoel I ci reir da Silva "por inlraceo
do arl. lil. ',.-, mdo das posturas ja cima re'fc- 1 ,,'eMS : r"Sa lambem aos sens devedores da ireaasst-
rda. I Jr suas eonlas, porqu- elle e-l. liquidando aprom-
Secrelarla da rateara municipal do Recife 20 de j '" a re,lr-e pira Franca,
fevereiro de IS.')6 --" secretario. collegio das orphia. tilo em a raa da Aare-
Manoel Ferreira Accioli ra' Preclsa de dnis enlermeiras habis e lariileea,
.,,,- I P"a Iralarem das pessoas all atacada da molestia
(juarlel do .1 baialkao da guarda nacional do reinante : qnem se achar, pois, habilitada para eser-
municipio do Peale \ de fc.cereiro de ISJti. cer dita prolisao, qoeira d.riair-** a casa da theaaa-
lendo o Sr. capililo do :" balhao di guardi ni- reiro do patrimonio do orpbin, praca di Boa-Vi*-
conal de reserva Jos Ma"a Freir Cameiro offere- la, a lodi 1 bon do dia, piri tratar de sea 1
1 cid o os remedios de sa botica para 01 guardas na- mente.
icima mencionada foi esrrava por muil.-s as
l'anellas do Miranda : perianto roca-*e as 1
les policiaes e capilaea de campo a captura desla es-
crava, levando-a a ra da Doria na Boa-Viste, cese
n. 01.
I' mi 1 malean, lu d.i Una-Vista n. 1U, lesa I
honra de prevenir as pesaos que leem obiecto para
concertar no seu eslahetecimenle, de ir rarlams te*
da dala desle a nm mez, do contrario ser brisado
a vcnde-los para pageaseala do seu Irabalho e 1
VnjTTCT?
ILEGIVEL


rilRlO O flRIIIUCO StBBADQ 23 M FcVEREIRO OE >856
Terceira ecli^ao.
TRATAIEITO HOlEOPATHICO.
Preservativo e curativo
DO CHOLERA WORBUS.
PELOS PftS.-
c:h /=. rs-*>:: w-t*. a *
ou mslroeeao aopovuparasu po.lerrurardcsla enteTmidadc. administrndoos remedios mais ellicazes
paraaUUu-la.amquanto serecorreaomedico.ou toesmn paracura-laiudepeudenledeslemos lagares
em que n8o osha. .,
TRADUZ1DO EM PORTUGUEZ PELO l)R. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes doos opsculos coTrih^ii'Henroes mais rlaras i: precisa*, c pela sui simples e concisa eupnsi-
ete elnaoalcance do lodas as intelligencias, nao so pelu que diz respeilo aos meios curalivo*,como prin-
cipalmente a..s preservativos que tomdado os mais salislaclorios resullados em loda aparte em que
ellas lem sido poslos em pratica.
Sendo o Iralamenlo homeopathiro o anteo que lera dado grandes resullados nocuralivo desta horu-
vel enferroidade. ulgamosa proposito Iradtiztrcostes dous importantes opsculos em lingua vernaci-
la, para desl'arle facilitar a sai leilnra a quem ignore o Trance?.
Vende-se nicamente no Consultorio do traductor, roa Nov 11..VJ, por JOOO. Vendem-se lamliem
os medicamentos precisos e boticas de 12 tubos cora un frasco de lindura 159, umadita de 30 tubos comr
, vro e 2 frascos de tintura rs. X000.
-:-mr>-'-
m PEORAS PRECIOSAS.
I ~ I
Aereeos de brilhanles, *
^ diamantes e perolas, pul- ':
"- ceiras, allineles, brincos o
^ e roletas, botes e anneis ;
de differenles costos c de ^
? diversas pedras de valor. >
* Compraba, vendem ou
Irocam prata, ouro, bri- '.-;
flhantes,diamantesepero-
las, e oolras quaesquer *
... jotas de valor, a dinheiro
ou por obras. .
MOREIRA & DUARTE.
10JA DE OIRIYES
Ra do Cabuga n. 7.
Rcceheiii por lo-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno j;osto, tan-
to
OURO EPRATA.
Adereces completos de
ouro, meios di(o, poleai-
ras, allineles. brincos e
I rentas, conloes, Iranre-
lins, medallias, corronles
e enfeiles para rologio, c
oolros muitos objectos de
. ouro.
Apparelhos completos,
J de prata, para cha, ban-
a dejas, salvae, casliraes,
J colheres riesopa edechn,
J e muitos outrus objectos
de prala.
ARRENDAMENTO.
A luja e arma/.em da casa 11. 5T> da ra da Cadeia
do Rerife junto ao are da Conceico, acha-se desoc-
cupada, e arrenda-se para qualquer cslabelecimenin
em ponto grande, para o .pul lem commodos sulli
cienles : os prelendeutes enlender sehAn rom Joo
Nepomuceno Barroso, no segundo andar da casa n.
57, na mesre.a ra.
A enfermara 1I0 consistorio da irmaudade do
divino Espirito Santo em S. Francisco j annuncia-
da, acha-se provida 1I0 mus necessario para receber
aosseus irman- desvalidos, qoe veuham a seraccom-
meltidos do cholea : roga-se, pois, aos irmaos da
mesma irmandade, 011 a quem Iridia conliecimenlo
'le algum desles, parlicipem ao irmao juiz, esctivAo
ou thesonreiro, alim de que tejara rec.olhidos pela
mesa e traladosda melhor forma que for possivel.



de FraiiQa como
de Lisboa, as quaes vendem por
pre$o commodo como costumam.
Hassa adamantina.
lie gerloienle reconhecida a evcellencia ilo'-ii
prepararao para chumbar deules, porque seus resul-
tados sempre feliis sao j do dominio do publico.
Sebasliso Jos de Oliveira faz uso desta preciosa
massa, para o lim indicado, e as pessoas que quize-
rem honra-lo dispondo de seus serviros, pudem pro-
cura-lona ^travesea do Vigario n." I, luja de bar-
beiro.
: J. JANE, DENTISTA, S
Sconlinua a residir DaruSlNova n. 19, primei- 9
ro andar.
*9*!aj
LOTERAS da provincia.
O cautelista Salustianu de Aqoino Ferreir tomn
rc-solucito de vender os seus bilheles e cautelas as
pestoas que compram para uegecio. sendo a quanlia
de 1009 para cima, dinheiro i vista, pelos precos
abaixo notados, na ra do Trapiche n. 'Mi, segundo
andar, em quanto existir o plano actual de 1,000
bilheles na importancia de 21:000$, liudo estes
precos firmes. Ellessao pagos sem o descont de
oilo por cenlo da lei nos tres primeiros premios
grande.
Bilheles
Meios
Terfbs
l.'n.irliii
Oainlos
Oitavos
Oecimos
Vigsimos
6*600
2S30D
9|840
1*680
i;tK(i
840
680
360
Recebe por inteiro
6:000)000
:i:O0IINMKI
J:000>l00
1 :.'i(Mi(IO(>
1:-J00000
".ilttOOO
ti(H!
3OOJO0O
Na casa da residencia do l)r. I.oureiro, na ra
da Saudade, defronle do Hospicio, precisa-se de nina
ama de leile, forra, que nao traga cornsigo o lilho,
que tiver, de peito.
Precisa-se de urna ama forra ou es-
clava pata urna casa de pequea familia :
quem pretender dirija-se a ruadoColle-
{jio n. la ar-ma/.cui.ou a ra das Cruzes
n. 11, segundo andar.
Tendo-se Tinalisado as ferias, o fnlkilador abai-
10assisnadn, annuncia a todos os seas anficosf as
pessoas que do sea presumo precisaren!, o acharao
sempre promplo na sua residencia da ra da Cam-
boa do Carino n. :|S. primeiro andar, ou no escrip-
Inrio do IH111. Sr. I Ir. Jo.iquim Jos da l'oiiseca. pa-
ra tratar de qualquer queslAo nos auditorios dessa
cidade.Camillo Augusto Ferretea da Silva.
A commissao Benclicente da frogue-
/.ia de Santo Antonio do lecile, toga a's
pessoas que quizerem mandar stias es-
molas para a pobreza 'atacada da epide-
mia, se dignem dirig-lat a casa do Rvm.
Sr. Tigario, nooilSo da metma matriz:
asesinlas podem ser de dinheira, fjene-
tos, lazendas c iiiesmo rotipa.
O cautelista
Salusano de quino Ferreir.
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTKAHTOO DE ROFF E BOEN-
NINGHABSEN E OUTROS,
c posto em ordem alphabelica, com a descripeo
abreviada de (odas as molestias, a iodicagio phjaio-
loiiica e Iherapeutica de lodos os medicamentos ho-
meopathicos, sea lempo de acc.1o e concordancia,
seguido de aro diccionario da siKnifica^do'de todos
o* termos de'medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do pavo, pelo
IH!. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. assisiianlcs podem mandar buscaros sen
ejemplares, assimeomo quem quizer comprar.
AULA DE LATN.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
3ue contina com sua aula de latim, do
ia 2 dejaneiro em diante, pela mesma
maiit'ii 1 e sob as condicoes ja' annun-
ciadas.
PBLICAgAO' LITTERARIA.
Repertorio j utidico.
Esta publicado, ser sem duvida de ulilidade aos
principiaotes que se quizercm dedicar ao eiercicio
do foro, Tiois nella encontrarlo por ordem alpliabe-
-iKias-prjiciiiaes e mais freqoentes oceorreneias ci-
vis, orphanolosicas, commerciaes e erelesiasticas do
nosao foro, com as Femissoes das onlenaces, Ieis,
avisos e reglamentos jior que se rege o Brasil, t
beru assim resolucoes dos Praxislas anlicos e moder-
nos em que se firmara. Conicm semelhaiilrmenlc
as decisoes das quesloes sobre sizas, sellos, velhose
povos direitos e dcimas, sem o trabalho de recorrer
colleccao de nossas Ieis e avisos avalaos. Consta-
r de dous volames em oilavn, grande fruncez, eo
primeiro sabio luz eshi venda por 83 na loja de
ivrosn. ti K Ha prara da Independencia,
zia da Boa-Vista, na ra Velha n. 42.
i
O Dr.Ribeiro, medico pela Un i ver
sidade de Cambridge, continua a residir
na ra da Cruz n. 13.
GRATIFICAQA'O.
Da'-se 20s000 de gratilicacao a quem
inculcar urna ama de leite lona ou es-
crava.que tenlia boasqualidades e bom
leite: quem pretender dirija-se a ra do
Collegion. 15, armazem, ou na ra das
Cruzes n. J1, segundo andar.
Candida Mara da Paixao Rocha, pro-
fessora particular de instruccao primaria,
residente na ra do Vigario do bairro do
Recife, faz sciente aos pais de sitas alum-
nas, que acha-seaberta sua aula, naqual
contina a cusmar as materias do costti-
rne, e admitte pensionistas, meio pen-
sionistas e externas, por precos razoa-
veis.
DAGIERREOTVPO. ELECTROTYPO
Ra Nova n. 41, priinor:i
andar.
Neste cslahelccimanlo se euconlram os mais ricos
e os mclhores pianos que lem vimlo a rsla prara dos
mais arredilados fabricantes romo de Kaclals e
Tiaumann de llainhnrgo, assim como de outros
muitos rubricantes de Europa, os quaes se vendem
por mdicos precos, e garantidos ; no niesmo cslaba-
lecimento lamben) sr cnncerlam, alinam-se e rece-
bem-se encommendas para a Europa.
lVeci*a-se alugar para o serviro de urna fami-
lia ingleza, urna prela qoesaiba lavar, angommar o
coser : na ra do Trapiche Novo u. 10.
A commissao Benclicente da fregu-
zia de Santo Antonio roga as pessoas ala-
cadas da epidemia que necessitarera de ser
soccoi ridas, queiram dirigir-te ao Rvm.
Sr. vigario, em sua casa, na ttavessa do
pateo da matriz, e no caso de o nao encon-
trarein em casa, a qualquer dos outros
membros, a qualquer hora do dia o da
noite, ate as i) horas.
LOTERA DA PROVINCIA.
O lllm. Si-, thesoureiro manda fa/.er
publico, que se acbam a venda na thesou-
raria das loteras, das 9 at 5 horas datar-
de, oshilhelesda piimeira parte da quar-
ta lotera do Gvmnasio Pcrnamhucano,
cujas rodas and?m no dia 1 de marco pr-
ximo futuro. Thesouraria das loteras
1 de fevereiro de 18")(i.O escrivao, An-
tonio Jote Duarte.
CONSULTORIO IIOMOPV
TIIICO
DA COMARCA DO CABO.
\o engento Uartapagipe
(Gratis para os pobres.)
Manuel de Siqneira Cavaleaati, prolrssor ^i
j bomcopatlia, couliuna a dar ronsallas lodos .:;
i os dias. g
SSiiK ?; 3S*:
MASSA ADAMANTINA.
rraocisco Pinto Ozono chumba denlos com a ver-
dadeira massa denominada adamantina, apiesrnlada
ao con-elho de hygienne pelo Sr. Paulo liaignous, e
calja rom ouro c prala, e outros inelaes, assim como
applica ventosas pela airarlo do ar, esiito com fogo
como geralmeule se usa : pode ser procurado para
qualquer destes mislcrcs, na ra cstreita do llosa-
rio ii. >.
Conlralam-se srvenles livres csrr.iv.os pan
Irahalhaiem na illuinin.ir.li. publica, pagandn-se
bem : a quem convier dlrija-se ao armazem dF re-
ferida illumiuarau becco do Carioca ou a ra Impe-
rial n. Ki a fallar com Prxedes da Silva Goantlo.
Trora-se urna mulata com alguns conlieri-
menlos de coslura ceugoinmado, com orna negra do
iguaes conhecimeiitos: a quem convier dirija-se a
ra Imperial u. Hi ou trapiche Hamos a entender-
se com Prxedes da Silva usmao.
Quem tive notas do Banco do Bra-
sil para trocar por cdulas: dirija-se a
ruado Trapiche n. VO, segundo andar.
No collegio d'Auta distrihue-se
gratis Is icceitas para o tratamento do
cholera, detcoberta pelo preto do enge-
nho (iuararapes.
Precisa-se de una ma que saiha cozinhar e
rompre, para urna rasa de pouca lamilla, paga-se
bem agradando ; ua roa da Cruz n. 7, lerceiro andar.
O vigario da malriz da Uoa-Visla, de abordo
Can seus irmaos sacerdoles^declara que, para mais
saliifacloriamenleccoinmoWdadc de seus parochia-
nos, accuilir aos mesuios com os soecorroa espiri-
luaes, durante a epidemia, se acbanlo lodos os dias
na dil.i matriz, das !l horas da noile ale as fi horas
da manida dous sarerdoles para dilo lim, e que na
mesma malriz devem ser procurados as horas men-
ciouadas.
O l)r. Silvio Tarquinio Villashoas, medico en-
carregado do i.- dislriclo da Boa-Yisia, mora na So-
e n. 15, onde pode ser procurado a qualquer
Jola da Silva Paria faz scienle a quem convier
que vendeu o seu estabelecimento da ra da l.in-
goela n. 4, ao Sr. Jos Miguel dos Santos.
Jarilim publico em Peruambucn. ra da So-
ledade n. 70.
Os senhores amadores de llores approveitem a boa
occasiao de comprar barato ; no aterro da lloa-Visla
n. 33, Rosas novas de 1853 o dalias com cheiro, pois
que nesle jardim nao se pode vender barato, nao
perram lempo ; a ellas, freguezts, amigos do bara-
linho e bom ; sao de Franca, eas uossas sAo de Per-
namhuce. l)8o-se gratis semrntrs de muilas llores
viudas de Franja pela barra l'ernamburo.
A irmandade do enhor llom Je-us dos l'assos
da malriz do Corpo Sanio convida i srus irmilos pa-
ra romparererem domingo, J, pelas i horas da lar-
de, alim de acompanharem a procissAo deprecativa
qoe lem de correr o bairro do Krcife, assim como
roga aos irmaus que tiverem rapas em rasa rompa-
recam com ellas, ou as maodcm enl/egar ao respec-
tivo lliesoureiro, alim de se rcparlirem.
A irmandade do Sanlisiimn Sacramento do
Corpo Sanio pede a seus irmaos rompareram do-
mingo, i do rorrente, a larde, para -ciuiipanharein
a proriss.lo que faz a irmandade do Senhor Bom Je-
ss dos Passos.
A irmandade da Senhora d>. osario da mi-
Iriz do Corpo Sanio convida a srus irmaos j rompa-
rererem domingo, 2i do correle, a tarde, alim de
acompanharem a procissAo da irmandade do Senhor
Bom Jess dos Passos.
O Sr. Manuel Nunes Corris deixod de ser ni-
veiro dos abano assignadn desde houlein. Rerife
>\ de fovereiro de 1856.Val A l.eal.
<$0tttpro$.
Compram-sc notas do Banco do Bra-
sil : na rua do Trapiche n. O, segundo
andar.
Com|oa-*e nina cabra (bicho) que lenha bom
leile : na rila das i a u/e- n. JO.
Compra-se urna carrera em bom uso. e pro-
pria para ser pinada por boi : na rua da praia de
Sania Hila, sobrado de dous andares n. 117,
8*106$.
hora do dia e da noile.
PURL1C&C
Acham-se no prelo as
SCUMIFICA.
INSTIiriCOES E III-
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bata-
tas, rua do CoReeio n. 2,
vende-se ifm completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixot do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
j)ara todos : este estabelecimento
abri-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, Irance/.as, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprictario deste importante cs-
tabelecimento convida a' todos di
9 seus patricios, e ao publico em ge-
ttj ral, para que venham ( a' bem los
a seus interesses) comprar fazendas
g baratas, no armazem da rua do I
Nj Collegio n. 2, de
I Antonio Luiz dos Santos & Itolim. H
Para o servico interno de urna casa eslrangeira
relralos do aterro da Boa-Vista n. i, trreeiro andar, de duas pessoas, necessila-se de urna cozinheira
E STEREOSCOPO.
Na aoliga e bem condecida galera
e oflicina de
coulinua-se a lirar retratos por qualquer desse* s\s-
lemas com toda a perfeir/o. Ahi se enconlra' o
mais rico e abundante sortimento de objerlos para a
enllocaran dos retratos, que lem viudo a esta capital.
Nao se entrega retrato algum sem eslar parecido c de
m Iraballio perfeilo. Das 9 horas da manbAa as 3
da tarde eLi sempre a galeria e odiciua a disposirSo ".03
do publico, podendo lirar-se relralos em dias 'de'
cnsommadeira, forra ou escrava; na rua Nova n.|7.
chuva.
Precisa-se para o Para de um homem que sai-
ha fazer assucar, lamhicar, tazer rapadura, mel, c
dirigir lodo o serviro de um engenho movido por
agua, e que di lianra de sua conduela, of!?rece-se
boa vanlagem. Para o mesmo lugar preciss-se mais
m homem que saiha fabricar sabo de qualuuer
CONSULTORIO
E0KE0PAT1IC0.
28. Rua das Cruzes 28.
(Gratuito para os pobres.)
O Dr. Catanoca d consullas c faz vi-
zilas a qualquer hora do dia.
No mesmo consultorio vende-sc
O TRATAMENTO HOMOEOPATHI-
CO, preservativo e curalieo d-> cholera
morbus, accommodado a inlelligeneia do
novo.
Carteiras de l medicamentos para o
cliolera.
;?oocadelinlura......1*000
| i ubus avulsos.
Carteiras de lodos os lamanhos muilo
1 em conla.
Jo? Anacleto da Silva"; bem onhecd
9 uensla e sangrador, annuncia ao publico )
9 dwla cidade que se acha de novo no e.ercicio a
9 de sua profisiao, na tua da camboa do Car-
rao n. 20, onde pode ser procurado a loda e
V qualquer hora do dia ou da noile. -"*-
**-99$9J
qualidade que seja, e que saiba Irabalhar i0m qual-
quer que seja o material, c que possa lomar conla
de urna fabrica. Precisa-se de um licurijia que sai-
ba fazer licores do todas as qualidades : achando-sc
() i alguem que queira encarregar-se de algdmas proi.os-
i! las em cima mencionadas, dirija-se i rua da Cruz
W n. 10.
I OJadvogado Francisco Carlos Biandao" roga a
yj) | pessoa que de Santo Anlao Ihe escreveu urna caria
sem assignnlura, com dala de IJ do .nrirnle. -e ilr--
ne mandar-lhe dizer quem he, como na mesma car.
la promelteu; e se possivel Ihe for. que apparcra
em sua rasa, na rua do Collegio n. |6, primeiro an-
dar, para urna conferencia, na qa| ||,e serAu dados
esclarecimenlos salisfaclorios.
Prrcisa-sc de um mole.uje escravo, de 1i a Ki
IBDM, para urna casa eslringeira : na rua Nova
l'recisa-sc alugar urna ama de leile : na rua
do Oueimado n. ,, segundo ai,dar. Na mesma rasa
precisa-sc lamhem de urna ama secca para balar de
meninos.
Precisa-se de urna ama ara o serviro inlerno
de casa : quem se quizer sujeiiar, dirija-se'a abrica
de lamancos da rua larga do Kksario n. I i.
Precisa-se de um c..iuoiroqUe tenha pralira de
negocio : na labnca de lmameos da rua larga do
Rosario n. 14.
Precisa-se alugar urna ama paril 0 ,ervico in-
terno c externo de urna c^K, puuca fsmi|ia," pre-
fere-se sendo escrava : o paleo de s. Hedr0 sobra.
do de um andar n. 3.
RE1TO PUBLICO ECCI.ESIASTICO pelo Dr. Joa-
quim > illela de Caslro lavares, lenle da Faruldade
de Direilodesla cidade : e por esles dias sera distra-
do pelos Srs. subscriptores o primeiro roume d'oalM
luleressaule obra, para impressAo da qoal osedilore
se nAo lem poupado sacrilicio algum, leudo so-
menlc em mira aprrsenla-la ai. publico ntida c as-
scailameule inipessa, eul lionslypos e ptimo papel.
tsse volunte, pois, conleiido de :tjll a 310 -pagi-
nas, em elegante frmalo, achar-se-ba a venda do
da 10 de everciro cin (liante, na livraria dos edi-
tores, Rirardo de Freilas &.C. esquina do Collegio
n. a, ao preco de 6)000 rcis, para os nao assignan-
les e ah, bem como em nao das pessoas que se en-
carregaram de agenciar assignaturas, ser distribui-
do aotSra. subscriptores,, medanle a entresa da
l-rimeia preslarAo de sua a'ssignaliira [.10000 reis ; )
liraiulo asegunda e ullun.i preslarAo de igual quan-
lia, para ser naga na nrrsian da entrega do segun-
do inliime, queja se .irha no prelo; rerebendo an-
da este anuo o lerceiro e ultimo rohimc sem maisre-
IribuirAoalguma.
Aquelles senhores que quizeremainda sub^rrever
podera.. raie-lo nesla provincia na livraria dos edi-
tores e em casa das pessoas cncarregadas da subs-
cripto, c em oulras provincias em casa de respec-
tivos agentes, al a publicacAo do segundo v.dume :
por quanto d'eua data em diaute a obra soaenle se
vender por l.'igOOO reis o exemplar.
Em Tace das enormes deapeua que siio obrigados a
fazer com a prsenle impressAo, nao podem os edi-
tores dcixarde exigir dos Srs. subscriptores (em
exceprAo a iromcdiala entrega de sua respectiva
preslacAo logo que Ihes seja apresenlado o primeiro
volume ; porque do contrario, ver-se-ham sna ne-
cessidado de suspender por ora a impres'ao dos
llicardo de Ftrilas \ C.
Charles II. Me. Clave, capilAo da barca ameri-
cana Smitldkld, avisa a quem convier, que nao
lira responsabilizado por neuhuma divida coulrahiila
com a sua IripnlacAo.
Ouersc alugar um escravo para servico de
casa: a Iratar na rua do Trapiche n. Iti, segundo
andar.
Perdeu-se na noile do dia 30 do rorrenle, des-
de a rua do Livramentn al a rua Velha da Boa-
Visla. urna carleira, cnnlendo dentro o seguiule : 2
leltras sacadas por Beulo CarvalllO Baslus e aceitas
por Domingos Lopes (uimaraes, sendo urna de
1:180 a venrerno 1.-de marro prximo fuluro
oulra de :(H)? e lanos mil rs. a vencer no i.- de
agosto prximo roturo do crranle annn, ro-ando
porlanlo, ao mesmo Sr. Guimaraes de naa pagar d' '
las ledras senAo no proprio lacador; o prrd-
iiiai- 3 l.'iira. saccadas por o Sr. Mauoel .1
CiuimarAes a aceitas por Benlo Carvalhc
das na quanlia de 1:000 e varios papei,
tro da referida carleira : roga se niie'm
va-la a rua do l.ivramenlo, loja i. (y.
C-.s;i p;nn alii>ar.
Aluga-se o armazem d5 1Uado Encanlamenlo aou-
le esla o lampeao, no inei da ron, do lado di roa
da Cadeia, propri. para recolher mercadorias. ou
Cadeia CSjP mCaa lr;,,a-se "a ro" <
"aTe'-SiV0 ""** '' Panana, pa-
ga-se J05O0O memaes : na rua estrella do Rosario
Ajada se prerisa da ama ama de leile. paga-sc
bem : na rua NVf), |oj:, n. \>. *
Prensasc de urna ama para casa de pouca fa-
2^lank.ipli a denlro: na ru, do
Na taberna do paleo da Riheir.i n. I, precisa-
e alugar urna pessoa livre ou eicrava, para rodo o"
serviro d urna casa de familia.
. Ah;ga-se ou Iraspassa-se o arreiidamcnto do
sino aeti-unle da igreja do Rosarinho : a filiar na
rua das Cruzes n. 10.
l''ecisa-se alugar um prelo de idade, que sirva
para envegar agua e fazer limpeza em urna casa de
pouca familia ; lamben) se prerisa de urna
capliva n forra, que saiha"coziiih ir,
marUnga-ae .. que merecer
'le Dos, armazem u. .
VolUiiliaK
PARA 0 CBRENTE ANRO.
lolhinhas de algibeira contendo o al-
manak administrativo, mercantil e in-
dustrial desta provincia, tabella dosdirei-
tos paroebiaes, resumo dos impostos ge-
ntes, provinciaes e municipaes, extracto
dealgumas posturas, providencias sobre
incendios, entrado, mascaras, teinitcno,
tabella de feriados, resumo dos rendi-
mentos e c\porlacao da
500 rs.cada urna;'ditas
ditas eccl
provincia, por
de porta a 1 (0;
ecclesiaslicasou de padre, com a te-
sa deS. Tilo a OOre'is: na li
e 8, da piara da Ind
Vende-se una negrinlia "de idade
rrinula ; na rua Direila n. 3.
na livrar
lependencia.
i;
a n.
anuos,
Malas de
viagem
Saceos de tpele de lAa, e saceos rom mala, sobre
ludo dr panno nraHo encorpa.li.. propri..s para via-
Gorros escoce-
prela
,lavar e engoin-
ua Iravessa da Madre
LOTERA DO RO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os novos
lotera > do SS Sacramento
Mneles da
da antiga
Se, que devia correr de 21 a 23 do pre-
sente ; as listas esperamos pelo paquete
II iriimil IDA /4.s..n ______' I I a>
I
nacional, que deve aqui chgar de
re
narro em diante: os premios serao pagos
depois de distribuidas at lisias.
- No Palco do Hospital n. IK, segundo andar,
rom minia perforan, por
^
lava-se e engomma-se
prerc rommodo.
Precisa-se de tura ama para lodo o serviro le
urna rasa de pouca familia : na rua da Scuzala' Ve-
nia n. 101, primeiro andar.
Na rua do caes do Hamos, no col-
legio da Aurora, dislrilnie-se gratis s rc-
cetta para o tratamento do citolera, des-
col terto por um preto do engenho Gua-
ra rapes. .
S '""iiantles. nunca medicou m 6
ini.ore.nle Ihomaz, de idade > mezes e meio, 5S
@ que veio na lisia dos rholerirns falleridn. dn fi5
da 1.1 para SO ; apenas vio-o urna ve/, orea-
g siao em que Ihe disserain eslar em traa- &
incnlo homeopalhiro. ?Z
Antonio Antuncs Lobo faz sciente
ao respeitavel publico, e particularmen-
te aos seus fregueses, que tem transferi-
do sua loja de chapeos da rua da Madre
de Dos n. 3, para a rua da Cadeia n.
<0,jtii.to ao arco da Conceico, onde o
encontrarao sempre prvido'do mllior
sortimento de chapeos.
Na estrada de Joiio Fernandes Vieira, pastan-
do a casa dn ferreiro, o primeiro sitio a esquerda,
appareceu um quarlo : quem for o -seu legitimo
dono, dando os signaes cerlos, Ihe ser culregue,
salisfazendo ao mesmo lempo as despezas que se na
felo com o dilo qaarlo.
'
tm casa de J. Falque, rua do Collegio n. i, clic-
gou um lindo sorlirnenlo de gorros cscocezes de vel-
lido de seda bordados de oum e lisos, com da.,
lauto para homens como para meninos, ditos de vel-
ines Cm "a'" dC ,"'"ru e li,;,s' para l,u-
Na Uiiiao, rua da Cruz
'.40.
\ende-se supeior vinho do Porlo o cognac cn-
^irraiado, assim orno um sorlirnenlo de conservas.
e.'LiYS^ '"' "",n,os na"carro u ca"o-
Sve. ir. r if "JS,a'"e m"rid"s- 1up '" "
maL,1 '""> ln"*"< <<> lambem para o lalho;
E222X? b"ta,,,e'e .....uo i,as,- 'm:
tSSl?. e ?'"'. carro,-"a i,ro"'i"a lo ladeatra-
M rin ,"7"0le"Ue",es u*rjam-se a rua do Vigario
'onsTa'. escr'P,ori Sr-1 "naz de Aqaino
Em casa de N. O. Bieber&C, rua
da Cruz n. 4, vende-se:
Vinho de Madeira em Ii.it 1,8 barris.
Vinagre branco. .
Tinta em oleo.
Lonas.
Brins da Russia.
Bapel.de embrulbo.
Saceos de eslopa.
Cemento.
Por commodos precos.
Sal do /Vssii
A bordo da escuna ejote vende-se sal do ,\sso'
ou tratar com Amonio de Almcid.i tiomes, na ru
do trapiche n. Ki, segundo andar.
Saldo ss
Vende-se a bordo do palhabole tAdelaide, on a
Iratar com Antonio de Aluna.la linnies, mi rua do
trapiche n. 16, segundo andar.
Superior familia de Sania Catharioa ; vnde-
se em saccas : no armazem de Paula Lopes, na es-
ra indi i da alfandega.
Chapeos de sol de seda a S.3OOO.
Na rua do Crespo, loja n. 5, vendem-se rhapeos de
sol de seda dt muilo boa qualidade, pelo balso pre-
co do .>3 cada um.
Sacdxs cotii farinlia e
mi i lio.
Vendem-se saccas com farinha e millm : na "roa
da Cadeia do It.-.-i(e.loj.i de fazendas 11. :>:!.
Vendem-se saccas com farinha de mandioca da
Ierra, de superior qualidade, por preco commodo :
a Iratar no trapiche do Pelourinbo.
Aos all ido res de rl;uv.s a
irvoies fructiferas.
Mr. Arnu1, membro da sociedade de horticultura
de Paris, lem a honra de participar ao publico, que
acaba de Irazer de Franra una rica Blletelo de
llores, .rvores frnc,liferas do goslos diversos para or-
namento de jardins, um sorlirnenlo de ralles de flo-
res e btalas, que vende por precos commodos ; no
aterro da lloa-Vista 11. :US.
Vende-se na rua da Cruz n. 15, segundo an-
dar, um glande sorlirnenlo de chales de (ouqiiim da
India verdadeiros, bordados lodos a volla rom rama-
2cns o indios, e dilos adamascados, camisas de meia
de alROdflO brancas c de cores, realas ditas o saias
de ditas, masaos de .oral, charpas ou maulas, lios
de coral verdaderos, lencos de ramhraia .le Jinho
bordados, de Italia, loalluM de dilas proprias para
baplisados, palceireide cornalinas de dinerealea co-
res, montas cm ouro, chapeos de palha de llalla para
homens, meninose menina", camas de ferro bem for-
nidas de urna c do duas pessoas.
Vendem-se 011 alugam-sena Passagem da Mag-
dalena, antes da ponte, dnus silins rom rasas d so-
brado, as quaes lendo rnmmiinirar.lo interna lam-
hem podem servir para urna s familia : a Iralar na
rua da Cruz n. i j.
Ol que pechincha !!
Vende-se rasemira prela mallo fina, pelo h.iralis-
simo preco de ."19 o corle de cah.a : ua rua do Cres-
po 11. ..
nclog'ios de ouro
glezes
de patenta, de sabnnele e de vidro : vendem-se cm
rasa de Augusto C. de Abrcu, na rua da Cadeia do
Recife n. IK, primeiro andar.
Vendem-se charuto. dr S. Flix vlndo ullima-
menleda ltaliia, : no aterro da lloa-Visla lua de fa-
zendas n. 18.
Na rua do Hnur. i. >>, armazem
de Luiz Jos de Sa' Araujoha para ven-
der saccas com cera de carnauba, sola c
couros de cabra, trinla pipas novas de
Lisboa, arcos de pipa e de barricas, rimes,
etc.. tudopor preco razoavel.
Vende-sc um cabriolet patente, que esta na co-
eneira do Sr. Sebaslio Lopes CuimarAes, com os
seas compelenles arreios, pelo commodo preco de
:moiooo.
nrD RAP FRAHCEZ.
DEPOSITO DA RA DA CRUZ N. W.
Continua a eflar sorlido o deposito desle eicellen-
te rap, lalvez o nico de que se deva fazer oso em
urna crise epidmica como a que infelizmente lua-
mos: o agradavel aroma, e os simplices deque he
romposto, o fazem rerommendavel, visto nao ler
em sua cumposiiao nenhum ingrediente que des-
Irua a virlu.le dn rumo, reronherido ja como um
grande preservativo de qualquer mal: para com-
mo.lidade dos compradores, se encontrara esle rape
nos depsitos Hilaos dos senhores Moreira & l)uar-
le. na rua do Calinga' 11.... e Joao Car dora Arrea,
a roa da Cadeia do Recita pelo prern de :l5 cada
meio kilogramo, que he mais de urna libra.
Sapatos ce bar-
radla.
.No aterro da lloa-Visla, defronle da noneca n.
li, ha chegado um grande sorlirnenlo de sapalos de
iiirracha minio proprios para a eslarao preseule,
tanlo para homem como para senhor, meninos e
meninas: assim como um novo e cmplelo sorli-
rnenlo d calcados franrez.es c de Nanles de todas as
qualidades, e os bem .-oiiheridos sapalos do traca-
ly, lauto para homem como para menino, esleirs,
cera e velas de carnauba, as melhores quede la lem
vindo ; assim como urna porcAo de verde Irancrz,
ludo por preco milito commodo, a troco de sdalas
ranas.
"ende-SC na rua da Cruz n.*26, pri-
meiro andar, o verdadeiro. e axcellenle
cha' preto cm libras e por inuito barat
pceo que fazadmimr.
Vendem-se espingardas de dous ca-
nos lrance/as, multo pioprias paf% caca
e por biiiaiissimo preco: na rua da Cruz
11. 2(i, primeiro andar.
Vendem-se camas de ferro de sapcrioi qali-
dide, cognac superior em caiiinhas de duzia de gar-
rafas, a verdadeira grasa ingleza n. 97 do afamado
fabricante Day & Martin, em barricas de 15 duzias
de potes ; ludo em casa de James Crablree & Com-
panhia, ma da Cruz n. 10.
Vinho do Porto superior
< liamico. *
Vende-se nicamente na na da Cadeia do Recife
n. i, armazem de llanura A; Caslro.
Jj<|lldii<;o.
O arrematante da loja da rua do Crespo n. I, jun-
to a rasa nova da quina, confroule ao arco de Sanio
Antonio, quereudo acabar rom as fazendas que exis-
lem, vende haraln para liquidar, sem perda de lem-
po. Princesa prela de boa qualidade a 300 rs. o
cavado, alpacas finas de superior qualidade a H00
rs. e I5 o covado, mcias prelas do algodSo para se-
nhora a 300 rs.. suspensorios a 100 rs. o par, corles
de cassas finas francezas a I?100. e 2?fi00 muilo fi-
nas, lencos de cambraia linos a 2Q0 rs.. dilos de seda
da India muilo linos para homem e senhora a I-300,
romeiras de cambraia lina de lacos de seda para se-
nhora a ?, manteletes de seda linos a Iff, mantas de
seda para senhora de superior qualidade a corles
de rlleles de laazinha para homem a 30(1 rs., lenros
de seda branca muilo finos a s, corles de fostao
para collelcs a 610 e 800 rs. de superior qualidade,
corles de vestidos de cambraia c seda muilo finos a
55 e (i, chites de rambraia com hahados finos a 3a.
dilos de cambraia de c.ir a daJOO, brelanha de linho
de (. varas a pera, lina, a -5dlK). chales de larlalann
a 800 rs. n IsJIX), dito) de cassa e seda muito finos a
:).>0O e 39, lila para vestido de senhora a 320 o co-
vado, camhraias de cores linas a 3211 e 100 rs. a va-
ra, peras de lihi para mosqueleiro de 20 varas a 33
a pera, rrles .le meia rasemira de superior qualida-
de a I9A00 e 2? o corle, meias para senhora tinas a
210 e 320 rs. o par, mada,iolao e algodSozinho, e
oulras muilas fazendas que per sercm muilas nao se
podem mencionar, c que se vendem por lodo o preco,
ua mencionada loja.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de boa qualidade, por
menos preco do que em ootra parle : na rua da Ca-
deia do Kecife, loja n. 50, defronle da rua da Madre
de Dos.
Tinta preparada em oleo.
Na rua do Trapirhe Novo n. 18, em rasa de K. II.
Wjall, vende-sc encllenle (ma branca, preparada
em oleo, em lalas de 28 libras.
Eixos earrotos para
ea rros.
\ endem-se superiores ciios c arreios para carrru
na rua do trapiche Novo n. 18, casa de II
Wyalt.
Candelabros e I use ros.
Acha-se .i venda em casa.de E. II. Wyalt, na ru?
1I0 Trapiche Novo 11. 18, um cmplelo torjj^gBff
candelabros e luslros hronzeados de 34^nM,
inlio Xeiey^^orto.
Vende-se vinlioXote. Porto em barris de Mar-
ta: emeasa de,fi. ||. WfU, rua do Trapiche No-
*o 11. jn, s*~
JPOTSSA E CAL YIR6E1.
No a.ntigo c ja bem conliecido deposi-
to da rua da Cadeia do Kecife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Kussia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudoa
precos muito avoraveis, com os quaes li-
CarSo os compradores satisleitos.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Bium, passan-
do o chafarle continua haver um
completo Sortimento de taixas de ferro
fundido c batido de a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou
sem
Na rua do Collegio, loja n. 3, ha para vender
bocelaa de lodos os lamanlrts com o verdadeiro dnee
de rajo' secco para fazer mimos, assim como se ven-
de em libras a porco que qaizer o comprador, lam-
bem ha de calda muilo supn ior e se vende em bar-
ris ou em libras.
Farinha de mandioca.
Vende-se farinha de S. Mntheus, em saccas ; no
caes .lo llama-, aimazem do Sr. Pacheco, por precos
commodos.
Cortes de cassa para quem quer dar les
tas por pOUCO inhciro,
Vendem-se corles de casta chila do bom soslo a
29, dilos de padrn fraucvzcs SaWOO, casaas roas
para aleviar lulo, ditas prela de;padres muidos a
29 o corle, alpaca de seda de quadros de lodas as co-
res a 72(1 o rovadn. lencos de bico lano piulados
como bordados a 320 cada um, grvalas de seda pa-
ra homem alie 19600 ; lodas eslas fazendas veu-
dem-se na rua do Crespo n. ti.
Cousas finas ede
bous goslos
NA LOJA DA BOA FAMA.
t endem-se ricos leques com plumas, bulla, e
espelho a 2;. luvas de pellica de Jouvn o melhor
que pode haver a 1)800 o par, dilas de seda ama-
relias c brancas para homem e senhora a 19280, di-
las de lorral prelas e com Iiordados de cores a 800
rs. e 19200. dilas de fio de Escocia brancas e da to-
das as cores para homem c senhora a 300 rs., dilas
para meninos e meninas muilo boa fazenda a 320,
lencinbos de rclroz de todas as cores a 19, loucas de
Ma para senhora a GiO. penies de tartaruga para
alar cabello, fazenda muilo superior asjjf, dilos de
alisar lamhem de tartaruga a 3, ditos oTverdadei-
ro bfalo para alar cabello imitando muito aos de
tartaruga a 1-9280, ditos de alisar de bfalo, fazen-
da muilo superior a 320 e 300 rs., lindas meias de
seda piuladas para enancas de 1 a 3 annos a I98OO
olpar, dilas de fin de Escocia lambem de bonitas
cores para criabais de I B 10 anuos a 320 o par. cs-
pelhos para parede com encllenles vidros a 500,
700, 1 e l.3'*no, touendores com pes a 1Q500, lilas
de velludo .le lodas as cores a 160 e 210 a vara. e-
covas linas para denles o 100 rs., e finissimas a 300
rs., dilas Ihussimascnm cabo de marfim a 19, Iran-
ias de seda de lodas as cores e largaras a 320, 00 e
300 rs. a vara, sapatinhoi de Ua para enancas de
bonitos padres a 210 e 320, adereeos prelos para
lulo com brincos e allineles a 1j, loucas prelas de
seda para rriauras a 19, Iravessas das que se usam
para segurarrabello a 19, pisloliohaa de metal para
crunras a 200 n., galheteiras para azeile e vinagre
a 29200, bandejas muilo finas e de lodos os lama-
nhos de 19. 29, 3 e 4. meias brancas linas para
senhora a 210 e 320 o par, dilas prelas muilo boas
a OOrs., ricas caixas para rape com riquissiroas es-
lampas a :t5 e 2)300, meias de seda de cores para
homem a 640, chaTuteiras muilo linas a 29, castoes
para bengalas a 40 rs., pastas para guardar papis
aSOOrs., oculos de armarao dn aro praIrado- e doa-
radas a 610, 19 e Ij200, lunetas com aro de bfalo
e tartaruga a 300 rs. e 19. superiores e ricas beuga-
linlia. ,1 2?, e a 300 rs. mais ordinarias, chicles pa-
ra cavallo pequeos e grandes, fazenda mullo supe-
rior a 6S0, 800,19. 1S200, 1j300 e 29, atacadores de
cornalina para casaca a 320, pente muito finos para
suissa a 300, eaeova finas para cabello a 610, dilas
para casaca a 10. capachos pintados para sala a
610, meias brancas c cruas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 240 o par, camisas de meia
muilo finas a I9 e 19200, lavas brancas encorpadas
proprias para montarla a 210 o par, meias de cores
para senhora muilo fortes a 220 o par, ricas abotoa-
doras de madreperola e de oulras muilas qualidades
e goslos para eolleles e palilus a 300 ri., fivelas doo-
r.idaspara calcas odeles a 120, ricas filas finas
lavradas e de ludas as larguras, icos fnissimos de
linniio- padrees e lodas as largaras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de notva, l--i.nn-
nha para costura o mais lino que se pode encontrar.
Almde ludo islooutras muilissimas cousas muilo
proprias para a fesla, e que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, romo lodos ea fregnezes ja sa-
ben): na rua do Qucimado, iiosqualro ranlos, na
bem condecida loja de miudezas da Boa Fama
n. 33.
Vende-se om cabriole! cm bom uso ; a Iralar
na rua do Collegio n. 21, primeiro andar.
4 3$500
Vende-se cal de l.isho.i ullimameinerlirg.ii'.i. ..
simeomo polassa da Kussiaverdadsira : na prara do
Corpo Sanio n. II.
. VINHO XEREZ.
I Vende 11 rin -,'-. de E. i.'. Wyalt: rua do Trapiche
n. 18 .
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Ruada
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
er um completo sortimento ac moen-
as e meias moendas para engenho, ma-
chi as de vapor, e taixas de ferro batido
ei coado, de todos os (amaulios, para
dito.
Vendem-se em casa de S. P. Johm-
lon ri C., na rua de Senzala Nova n. *2.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronceados.
Lon asinglesas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
VinhoCh'erry em barris.
Camas de ferro.
UQUIDACAO'.
O srreraalanle da loja de miudezas da rna dos
,'uai le- n. i.. .,.i,.,.....i,, acabar as miudezi
exislem, vende barato afim de liquidar sem
CHARUTOS YARETAS
Vendem-se na roa do Vueimado n. 9,^T
deiros charutos varetas e di S. Fetii da fahrir.
lirandao da provincia da Babia. -* o
Vendem-se frascos com ioIIws de vi-
dro muilo prop ios para conservar loda
a qualidade de rap, e por muilo com-
modo preco : na ma da Cruz. n. 2ti,,
meiro andar.
MI-
Fardo novo de
LISBOA A 4,500 RS.
No armazem de Tassa Ir
calves.
no berro do Ir
lid 50 rOR CECTOIAIS l.l!4Tt
no que em outra qualquer parte.
Bico de blond de seda prela para qaarvssM e fea-
nilas lilas como se recebe esla fazenda illiiiHaaai
le da fahrira, por issn pode ollererer eaM.. va
a seus fiegueze-, rasa .lo leli.jneir...
REMEDIO IMCOWPARAVEL
XGENTO HOLLOWAY.
Milharesde mdividaosde (odas as naces rodca
leslemuiiharas virludesdesle remedio incomparavel
e pruvarem caso necessario, que. pelo oso qoe delle
nzeram. lem seo corpo e membro* inieiraitx-au
saus. depon de haver empregadu ni utilmente onlrea
Iralamei.lus. Cada pessoa poder-se-ha ronvrnrer
dessas curasniaravill,.,., pela leilara dos peradiew
que II, as relalam lodos os das ha mallos aunar c
m.iior parle dellas sao lao sorprendentes rae adnai-
ram os mdicos mais celebres, guantas pessoas re-
cnbraram com esle soberano remedia o eso de sean
nraros e pern.s, depois de lev permanecido inaao
tempu nos hospilaes, onde deviatn soflier a aaapoU-
rao llalla, lia muilas, que haiendodeluda mn
asjlosdcpadecimenlo, para sena subnellema a
essa operarao dolorosa, lor.nn nradjs coaapleta-
menlc. medanle o uso desse precioso remedie. Al-
gumas das taes pessoas. na efoso de aea reeonkeci-
inenlo, declararam esles resallados benficos diaate
do lord corregedor, e outros magistrados, ahsn de
maisautrnlirareni sua aflirmaliva.
> i ngiiein desesperara do estado de sua taode ea-
vesse bstanle confianca para easaiareale rinmJaa
coiislanleinenle, sesuindo algum lempo o Iraia-
menloque necessilasse a natureza do mal, cajo re-
-uli.i.1.. -.-ua provar incoaleslavrlmrnle : O* I "
rura |
O ungento he til mois/iui tirmlarmenU i
fejuiHtes eaMe.
malriz.
ia-
2 f
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Coria,|ras.
Dores de cabeca.
das cosas.
.ios membros.
Enfermiddes da culis
em gcral.
Enfenniilailes do anos.
Erupres escorbnlicas.
Kislulas no abdomen.
Krialdadc ou falla de ra-
Ior as czlremidades.
Frieiras.
Gcngi-as escaldadas,
iurhacoi-s.
lnllainniarao_.l ligado.
Lepra.
Males das peruaa.
dospeilt*.
de olhoa.
Mordrdaras dereplis.
I'iradorade naaasjnsana.
l'ulmies.
(Jueimadelas.
Sarna.
SiiporacOs palrida.
I mha, .'mqi.al.|arr par-
le que seja.
tremor de ervos.
I b lias na bocea.
do usada.
nasarlirnlar*..
\ cas lorrtda. ou roda-
das as pernas.
i que
perda
carregam-sc em carro
despeza ao comprador.
Taimado de pinhn da Suecia, alralr.io e plxe.
Me. (. iln.....i \ Cninpanhia, leudo recebido um
rarregamento destes gneros pelo brigue sueco/;.
Thereza, de Colhembourg, vendern os mesmos a
relalho por oreos baralos: olahoadn acha-se reco-
Ihido no armazem d.n Srs. Carvalho IX lrmDo, rua
do liriiin.
A(i BARATO!
Na rua do Crespo, loja n. I, vendem-se por lodo
o pre$o fazendas de primeira qualidade, para acabar
n.lo -u ni ha a preso.
Relogios
ingle/es de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra : em casa de
lleury tiibson, rua da Cadeia do Recife n. 52.
Vende-se seo em ciinhclcsde um quintal, por
prcro muilo commodo : un armazem de Me. Cal-
moni & Companliia, praca to Corpo Saulo n. 11.
(garlas france-
zas.
Vendem-se superiores carias francezas para vol-
larcle a -*>00 rs. o haralho : na rua do Clueimadn,
loja de miudezas da lloa fama n. 33.
Moinhos de vento
omhnmbasderepuio-para regar borlase baua,
decapim, nafundicaode I). W. Ilowman: naroa
doBrum ns. ti, 8 c 10.
Vende-se por M) rs. o tratamento da
cliolcra-morlius: na livraria n. li e 8, da
praca da Independencia.
TABA LUTO.
Kisrado franca prelo a meia palara o covado,
liislrnn c rhila prela lina a dous lusliics o rovado.
alpaca, princl e oulras fazendas proprias para quem
esla de lulo, chales de lia prelos, meias para senho-
ra, prelas de algodn a pataca o par : na loja das i,
porlas em frente do l.ivramenlo.
Navallias a contento.
Na rua da Cadeia do llccife n. 18, primeiro au-
llar, escriptorio de Augusto C. de Abrcu, ronti-
nuam-se a vender a 85000 o par (prcro fi\o, as j
bem moliendas e afamadas navalhns de barba, feilas
pelo hbil fabriranle que foi premiado na expoaicao
de Londres, as quaes alm de durarcm Iraardia-
riamrnle. n,1n se senlem no rosto na arrilo d corlar !
veudem-se com a condirilo de, nio agradando, po-
derrm osr.on'.pradoresdevolve-lasalr 15 diasdepois
pa compra resliluiudo-se o impone.
NA MESMA FUNDICAO.
se etcculam lodas as eucommendas com a .superior
ridade j conhecida, c com a devida presteza e com-
modidade em preco.
IJtHHI
31000
25700
TstHKI
:ooo
100
liJtKW
I5.VM1
alo
3M
ISjOOO
230110
2?0O0
3*200
25800
15800
Wl
720
39300
1 uno
Kranja com hololas para cnrlinados, peca
pel paulado, resma, (de peso)
Hilo de peso, resma
Lia de cores para bordar, libra
I rutes de bfalo para alisar, duzia
l-ivelasdouradas para caira, urna
liroza de obreias muilo finas
Lencos de seda linos, ricos padrcs
Caiva de linhas de marca
Meias para senhora por
IViiles de larlaruga para segurar cabello
rozas de canelas finas para peanas
Hilas de botos lino para casaca
Meias prelas para senhora, duzia
Hilas ditas para homem
Lacre encarnado muilo fino, libra
Papel de cores, maco de 20 quadernos
Duzia decol.etes
F.sprlhos de lodos os numeros, duzia
Ludias de novellos grandes para bordar
Ricas filas esrocezas c de sarja, lavradas,
la">a' 000
Meias croas sem coslura para henea 39300
Dilas de seda n. 2, peca ;mo
Trancas de seda branca, vara |Q0
Caixas de raiz, duzia ISftlO
l'ecas de filas de cs 300
I.apis finos, groza 2500
Cordo para vesli.lo, libra 15200
Toncas de blonde para menino 1C200
Chiquitos de merino bordados para menino I50O
e oolros innilos arligos que se lornam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nao se duvidara
dar um pooquinho mais barato a aquelle senhor lo-
gista. qae queira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em primeira milo.
811 per ior sagti'.
Vende se na rua da Cadeia do Recife 11. I, novo
sag', por preco rommodo, assim romo fino cognac.
Ca de Lisboa barata.
Para fechar ronlas vendem-se barris com cal de
Lisboa, pelo dimitalo prara do 3)909, assim como
ha urna pnrrao da dila ral sola, ptima para eaiw
pelo sen brilhanli-mo e duracao, e enche-se urna
barrica que lenha sido de (bacalho por :l5 : na roa
da Cadeia do Recic n. 50.
Alelas prelas pa-
ra padres.
Vend m-se superiores meias de laia para padres,
pelo liarali-siiini preco de 15800o par, '.lilasde al-
godAn prelas .. I(0 o par : na rua do yueimado.ln'j
de miudezas da Boa Fama n. 33.
Vende-se um rahriolel lodo piulado e forrado
de novo, com arreios, he bstanla leve, seguro e ho-
nilo: para ver. na rua do Hospicio, esqoina do (la-
marao, loja do Sr. Candido (pialar de carro), e a
Iralar, na roa do Collegio n. 21, primeiro andar.
i'ara sacerdotes.
Vendem-se meias de laia prelas.e brreles de se
da prelos para sacerdotes : na rua da Cadeia do Re"
rife, loja n. .VI.
Vende-se oleo de ricino em lalas de 117 libras
e em garrafas de libra e meia a I5, mil|,o em sac-
ros grandes muilo novo .1 1>, arroz pilado, al-odao
em caroco, paos de .iiigico grandes a 39: ua rua do
V I.MI 10 11. .).
Vendem-se peras de esguiao enlesladas a 15 :
na oja1 de i portas n. 3, prxima ao arco de Sanio
Aulonio.
. mV+eviga.
Vende eaeale nigento no eslabelecinienlo setal
de l.oudres.ti. H. Slran*,! na loja de Indas a*S*>-
lirarios. drog.,i,|clllr |N (W enr-
HeVl!,.e,B,0d" aAmeri" ****-U*
Ls* L"2 rHsT',U '-""nha.conl
^p, m^m para ripl.c.r a ,
lazer uso desle unguenlo. ,
O depos.lo scr. |1C em M d s s
ST CORTES TURCOS-
\ endem-se esles delirados corles ,b> c.^ prela
com piulas rarmetins e lislrade,. m mais Imdor^a.
neta |wla sua novidade de pa.lroes. e s se TinlaaT
as lajas dos Srs. Campo. & !.,,,. ru, ZdmT;
M.noel Josc Leile, rua do ijoeimado ; NanteMav
J.n Carnero, roa da Cadeia. ^K
IECHARISMO PAR EHGE-
IHO.
vSr-A0 DE FKRK0. 0
NHEIRO DAVID W.ROWNIAN. Z
RUA 1)0 BRLM, PASSANDO O HA-
r AKIZ,
ha sempre um grande soriimenlo .lo segaiale oa,
jcclos de.nechanismosproprio, ,w,r, efaSTant
ber : moendas c meias moendas da ~-Tm,Z\
conslraccao ; laixas de ferro rendido e ba^kuTS
superior quaj.dade e de |0do, .amanCr^dS
dentadas para agua ou animaes. de lodas T.
rftea envos c boceas de roroalhae irgirit dl-
e.ro. agu.ll,6es, bronzes, par.fu^ iTSmmTS.
nho de mandioca, etc., ele. ^^ ^^
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. San- 4 Comrsanhia
em Santo Amaro, aclia-sc para vender
moendas de canoas todas de ferro, de um
tnodcllo e ponstrueco muito superiorer
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Avisa-seaocwnlioresdc eagmlm u,K
pata lac.l.tar o uso do arcano do Dr.
Stollc para pin ilicaco de assucar ven-
de-sc o mesmo ao preco de 3#Mt cada
lataide 10 libras: vende-se em cas* de
H. O Bieber AC, ma da Chai n. *.
C STARR4C
espeilosamenleannanciam qoe no seu eilenao >.
abelecimento cm Santo Ajnaro.conimnam fabricar
com a maior perfeicao e r>omplidao. loda a qoaida-
vegacao e manufaclura; c que para m.ior commoda
de seus numerosos rreguezes e do publico em ger,.|
leein aberlo em um do. grandes armazens da Se
-Mesquila na rua do lirum. alraz do arsenal de aaa-
NA
No dia lli de Janeiro do rorrenle aana fasta
do rusei.ho Tabaliuga um mulato e-rravn ni e per-
lence ao Sr. Ilerrulauo Cavalcanli de Sa All.oqacr-
que, cnjns .ignaes sao os seguinle. : car bem clara,
cabello. rres|ws e rassimo*, haixo, ebria de raepa.
esla rnm a ror plida por ler snili ido *. e lera
muilas sunchas no prscoro, na* cosas e peii..-. IK
a -.11 anuos de idade, o buco ja Ihe apunta ; levan
camisa de algodaoznho azal ja desbolada, e lambe*
a ceroula, um capole de panno lino car de rale ja
bem usado presume-se qoe lev cu em rompeama
um crioulinho forro com 12 annos da idade. alia,
secco, c com algnmas nndoas pelo roslo e a*srer*, a
ha razio para npp.n-se que elle .. molalo preten-
de passar por forro : quem o pegar lar* o favor le-
var a sen senhor no engenho mencionado, ou min-
gar nesla prar.a ao Sr. Antonio Annes Jaron Pi-
res, morador no alerro da lloa-Visla, qae ser* re-
rompensado com generosidade.
lugiram na manhaado dia 111 do rattenle das*
escravos um por i.onie Theodorn, BtnSa, ruaulo, pe>-
cador, baito. carnolenSs, com nimiocabellos Dren-
aos pina l.aiha v peilas, tdade 33 at.no. |.Uro aniii
ou .11,00.; ,, rte ll0me Jot::r mnlal*. lunta
serr do corpa, poura barba, quebrado da venida i
lem do lado es.|uerdo do roslo ama cicalliz, avia es-
cravo fui do Sr. Manorl I boma/ ex-rar. rtein.
cnuduziram rom sign tima caija, na qual lev
loda 1 o upa que linliam, ralea, r ratm-as de al:
zinlio de hslras. camisas de madapoln, ,, ilt .>
pbaela encarnada j,t usada e cobeilorrs ; roga-se as
autoridades policiaco e capitn de campo qaeosan-
prchendam e levem a rua da Concordia n. 2K, arma-
zem de iiiai.Tiaes qae serao genenuamenle recaea-
cnsados.
.ainlinua andar fgida a prela Merenria
otila, idade de -JS a :SI annos. |h,c0 .ai,
eri-
pntir,. n.ais 1
con. os signaos seguiule* : falla de denle* na frente a
urna da* urelbas rasgada proveniente da* brinca* :
quem a pegar leve-a a rua do lli.un. armazeat da
assucar n. 12, que ser bem gralihcado.
PERN.: TVP. R M. F. I>K PAMA. IK.
>>
-
MUTIO
te-
ILEGIVEL


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