Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07266


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Full Text
ANNO
N. 45.
Por 5 mezes adiantados i$000.
Por 3 mezes vencidos W500.
OLVIiV FEIRA 20 DE FEVEREIRO E IX..I.
.
Por anno udiantado 15x000.
Porte franco para o lubscriploi
DIARIO DE PERNAMBUGO.
hNCARREl.AUOS I.V SOMCRIFCAO' NO NORTE-
Parahiba, o Sr. Gervasio V. da Natividade ; Natal, o Sr. Joa-
qiiim 1. Pereira Jnior; Aracaiy, o Sr. A. de Lemos Braga ;
Cear, o Sr. J. Jo de Oliveira ; M.i ranho, o Sr. Joaquim Mar-
ques Rodrigues; Piauhj, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Carente; Para, o Sr. Juliano J. llamos; Vmaionss, o Sr. Jer-
nimo da Costa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda ; lodos os das.
Caruaru, Bonito e Garanhuns: nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Kxu" e Ouricury : a 13 28.
Goiannae Parahiba : segundas e seitas-feiras.
Victoria e Naul : Das quintai-feiras.
)
K
s
AUDIENCIAS los TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal doeommercio : quanase sabbados.
Relacao tercas-feirea e sabbados,
Fazenda : quartas e sabbados as 10 horas.
I iiiio do coinmercio : segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia.
Juiro deorphaoi : segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara docivel : segundase sextas ao meio-dia.
Segunda Tara da niel : quartas e sabbados ao meio-dia.
EPHEMEBJDES lio MK/. DE KK.VEREIRO.
6 Loa nova as7 horas, 23 minutos. 48 segundos da manhaa.
13 Quarto creacente aos 7 minutos e <8 segundos da manhaa.
20 La cheia a 7 hora, 30 minutos e 48 segundos da tarde.
29 Ouarto mioguaaleaos 19 miDutose 48segundosda nianhan.
PREAMAR n: iiii.il..
I'nmeira as horas e 30 minutos da tarde.
Segunda as 4 horas e 54 minutos da manha.
l)l.\s DA SEMANA.
18 Seguudn. S. Semeo b. ; S. l'repcdigna v.
19 Terca. S. Conrado f.; S. liabino m. ; S. Alvaro.
20 (luana. Ss. Elenterio c Nilo bb-
21 Quinta. Ss. Maiimianoe Fortunato bb..' S. Angela A. I.
22 Seila. S. Margarida de Cortona l. ; Ss. Papias e Abilio bb.
23 Sabbado. Se. Lasaro. Scierino e.Primitivo mrn.
24 Domingo, 3. da Quarcsma. Ss. Montano, Pretxtalo e Tharasio.
i:.\:\iiRb<;AiMs da sihscrp:ao xo m
Alago, o Sr. I '.laudino Falcao Das ; Baha, o Sr. .
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martin.
EM i'ioit.wmtno.
O proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa de Faria,
livrana Praca da lodep PARTE DF7ICIAL
MINISTERIO DA 1'AENHA.
Decreto n. 17-21 de ."> de fetereiro de IMC.
Altera o arls. 1(1 e 18 dos eslalulos do Banco do Bra-
sil, autorisando-o a elevar a sua emissAo al ao
triplo do fundo disponivel ; e csleiule esla autori-
sacAo s caitas filiaes do mesmo Banco.
Altendendo representarlo que me fe/ a directora,
,|o Batiendo Brasil, e usando ila r.ic-nl.l.i.! concedida
ao governo pelo arl. I. do 7." da le n. (8II de .">
dejulho de-185:1, hei por bem decretar :
Arl. 1. O Banco do Brasil fica autoriado ;i elevar
a ni emissAo, nAo comprehendida a de que trata o
art. 18 dos seas eslalulos, ale ao Iriplo do fundo dis-
ponivel,
Arl. 2. Esta autoritario lie extensiva as caitas li-
liaes'do referido Banco.
Arl. 3. O fundo disponivel do Banco podera ser
representado, at a dcima parle dasua importancia
em barras de prata de onze dinheiros, na relcelo de
1:1.) .">|K con o miro de 22 quilate-.
Arl. 4. O Banco podara conservar na sua caita
matriz a parte da imada proveniente da emissAo ad-
dicional feila pelas caitas filiaes cstabelecidas as
provincias, que uo for necessaria para manter -cm-
prt o Iroco das olas das mes:naa caitas.
Arl. 5. O governo podera, quando julgue conve-
niente, restabelecer todas ou algumas das disposicoes
dos estatutos do Banco do Brasil e de snas caitas fi-
liaes alteradas pelo presente decreto.
O marque/ de Paran, cousellieiro de estado, se.
nador do imperio, presidente do conselbo de minis-
tros, ministro e secretario de oslado dos negocios
da fateuria, o presidente do triliun.il do tliesouro
nacional, assim o tetina entendido e i.hj.i etecu-
lar.
Palacio do Rio de Janeiro, cm 5 de fevereiro de
1836, 35. da independencia e do imperio.Coro
a rubrica de S. M. o Imperador.Marquez de Par
rana.
MINISTERIO DA GUERRA.
Rio de Janeiro, Ministerio dos negocios da
guerra, em 31 de Janeiro de 1856.
Illra. c Exm. Sr. Respoudendo ao sett ollicio
n. 12 do 17 do correle, submellendo i decisao
do governo imperial as duvidas apresentadas pelo
comalandante do corpo de guaniictio fita dessa
provincia : I*, se prescrevendo o art. 2 do regu-
lamcnto que baixoucom o decreto ti. 1,649, de 6
de oulubro de 1855, que um dos commnndanles
de companliia seja thosoureiro do conscllio econ-
mico, c nao londo o corpo mate de ires para al-
ternaren! oessas funcces como devora cumprir o
que dispoe a 2" parto do art. 4" do citado regula-
mento? 2.", se acontecemio, como se di repelidas
vetes, nao lar o corpo senao dous ou tres subal-
ternos, podendo estes j ter se-vido como ageules
nos ltimos semestres, o emo como proceder?
Tenho de' declarar a V. En., dcordem de S. M. o
Imperador, que, quaoto ao thesoureiro, visto nao
tr o corpo tn lis do que aquella numero de eom-
panhiai, podem os respectivos commandantcs al-
ternar, porm nunca servindo esse lugar cm dous
semestres consecutivos ; e quanto aos subalternos,
que a duvida nao procede, por isso que, leo lu o
corpo nove olliciaes desss classc, lodos podem ser
votado* para agentes, ainda mesmo que eslcjaodcs-
lacados, tuna vez que seja da provincia em cujo
caso deverao ser rendidos do destacamento para se
recolberem ao corpo. Dos guarde a V. Ex.
Marques de CaitasSr presidente da provin-
cia de Minas Geraes.
tes a combaler o mal, que continua ser tanto menos
intenso e assuslador, quanlo m.iinr lie a promplilAo
no enlerramento dos morios e na applicaeAode soc-
corros e cuidados aos individuosarcommellidos.
DitoAojitiz dedircito de tioianua, dizendo que
segu para alli munido de medicamenlos o' enlo-
dante lo (i" anuo da mc<1crioa Pedro Antonio Cesar,
m pail esy-at.ge.ro ate a sua ebega- ,, de ,.llll,rear.,(! ,, tr,(alneill aM pess0 pi)I
bresque forem accommeltidasdo citolera, convindo
tratar de sua saude na provincia da Rabia, ven-
cendo o comptenle sold, seja considerada lam-
ban coin a respectiva quinta parle: que os venci-
menios que, se icaram' devendo quando vio do
Rio da "rala, antes de obler aquella licenra, se
1

>
Kelacao dos olTiciaes e alferes alumnos promovidos
por decreto de 2 de dezembro de 1853; em idiati-
tamenlo a rel.ic.io anneta ao mesmo decreto.
Hxlado maior de primeira latie,
A lenle: os alferes l-'rederico Cavalcanti de Al-
buqitcrqoe, Americo Monlciro de Barros, e Jos Ri-
cardo de Albuquerque.
Corpo de engenheiro*.
A segondo lente: oalfcres-alumno l.ui/. Anlo-
ni'.i de Sooza l'ilanga.
Secretaria de estado, em 11 de fevereiro de 1856.
\.\banio Augutto da Cunha Mallos.
MINISTERIO DAMARINHA.
Expediente do din 21 de Janeiro-
A' presidencia da provincia do Piauhy, com
mullicando que por decreto do 19 do correnle
niaudou-sc ficar de nenhum elTeilo o de 12 de maio
do anno passado, pelo qual foi nomcado para o lu-
gar de secrelariodacapilaniado porto da Parnabiba
Joao Carlos de Gouva Faria: e nomcou-se para o
mesmo lugar, conforme a magma presidencia pro-
puzera, a Sebasliao da Silva Lopes Santiago, que
o est exerceudo interinamente..
22
Ao ministerio do Imperio, acensando a recep-
ejo do aviso do 4 do correnle, cm que por moti-
vo de baver a Companbia ernambucana rciuerido
a eveciieao do 6." da 9a condico do decrete n.
1,113, de 31 de Janeiro de 1853, que ll.e con-
cedeu o privilegio para a navegatjao vapor entra
os portos do fiecife e os de Maceio ao Sul e da
Fortaleza ao Norte, com diversas escalas pelos por-
tos intermedios, pede que expeca as convenientes oc-
dens para (azer-se o balisameModos portos mencio-
nados no dito aviso, e nome. quando seja indis-
. pensavel, os respectivos pralieos ou pairees para
guiaren, os vapores as sias sabidas e entradas ;
e declarando que em avizo dirigido presidencia
da provincia de Pornambuco com data de 13 de
Novcmbro do anno prximo preterilo, mandou-se
proceder, de accordo com o agente da mesma com-
panhia, quando eslivera nesta corte, aos balisa-
mentos mais urgentes nos portos en. que lem de
tocar os respectivos vapores, e que nao parece que
o contracto de direite a que para os ditos pomos se
nomem praticos ou palroes, segando se requisilam
e nem no or-imento da marinha lia verba para tiio
-avnltatta m _
19
Ao ministerio da ustifa, aecusando a receprio
do aviso de 2i do correnle, acompanhado de copias
do ollicio n. 8, de fl deste rnez, em que o presiden-
te da provincia da Parahiba pede um navio da esla-
rao respectiva para condu/ir a ilha de Fernando o
grande numero de presos que se acharo na fortale-
za do Cabedello ; e significando que dependendo o
emprego dos navios daquella eslaclo das ordens do
presidenta da provincia de Pernambuce, especial-
mente nesla occasio em que, como se sabe, alli ap-
parecera ama tentativa de trafico, mi parece que
esla reparlicflo deva dar destino algara aos referidos
navios, sem que o mesmo presidente os possa dis-
pensar: porlat.lo, recommendando o referido mi-
nisterio ao dito presidente que allenda i requisirao
do da Parahiba, se o eslado das diligencias contra o
trauco o permillir, se eonsecuir.-i mais fcilmente
que aeproveja a essa necessidade.qtie s pode ser bem
avallada na supradita provinca.
Dia l.de Fovereirodc 1856.
A' ronladoria^eral da marinha, devolvendo, i
vista do que inforinou cm ollicio n. 504. o reque-
rimenlo de D. Rila de Cassia de Jess Ramalho,
mi do fa"xido 2." cirurgio do corpo de saude
da armoda l)r. Candido Adclinoda Costa; e deler-
da l esta corle; e que. depois de ajustar-se a sua
coma |iela mane.ra indicada, se pague suplican-
te o que se esliver restando ao ditoseu lillio.
A' presidencia da provincia de l'ernambuco,
acensando a recepeo do ollicio n. 78 de "> de no-
ven.liro ultimo, acompanbado do respierimenlo de,
George Patclteii e Jos Victorino de Paiva; c di-
zendo que pode, precedendo as necessarias infor-
maijoes, concedor aos suplicantes liceruja para cor-
tarcm em malas de sua propriedade, ou de parti-
culares de qttem obtiverem permisso^ a madeira
precisa para o traball.o do seu eslabelecimcnio,
exceptuando as reservadas a consirucao naval; dc-
vendo a licencAaBf renovada annualmemlfjs
GOVERNO DA PROVINCIA.
Espediente do dU 1l> de feerelro.
OllicioAo Rito, presidente da Parahiba remcl-
tendo, por copia a itif irm.n; i< do director do arse-
nal ile guerra, e em original as notas a qoe elle se
refere, as qi aes eslao declarados os rticos de far-
damenlo que eiiMCumprimenlo das ordens impe-
riaes ja foram remellidus para aquella provincia e
os que se estilo aprnmpUndo para lerem iitial des-
tino.
DitoAo t tm. hispo diocesano, rosando visto
seren mui frtquenles as requisicoes para a henciln
de ceniilerios que se digne aulorisar aoi ganes
das ilillerenle; fregtiezias desla provincia para se-
melhanle fut pots que desle modo deitara S. Etc.
de ser impor lunado com tito numerosas soltcita^Oes
e iiAo havera a menor demora na inhumado dos ca-
dveres cin 11 gares que seconsideram para isso apro-
priados as circnmstaiicias actuaos.
DitoAo nesno, rogando que se dign de provi-
denciar da maueira que julgar mais conveniente pa-
ra que un. sajcerdule va prestar na povoar;lo de Be-
beribens soeforros cspiriluog aos pobres qu- forem
all accommetlidos da epidemia reinante visto assim
o haver requisilado a respectiva commissao de be-
neficencia.
DitoAo K\ni. marechal commanlantc das ar-
mas declarando, que o inspector do arsenal do ma-
rinha a man fin para o hospital regimental dous
africanos por sercm os que esUvam disponiveis no
mesmo arsenal.
DitoAo inspector da ll.esoi.raria de fazenda pa<
ra maular entregaran esludanle Antonio Jos Cam-
pello a quantia de 1003 rs., que com os 2IID? que
elle ja recebeu prefaz a somma de ;)U09 importancia
de ti dias na r^zilo de M^ diarios.
DitoAo mesmo, recommendando que faca com-
prar com urgencia ns medicamentos mencionados na
relacro que remelle aliin de serem enviados ao ci*
rorgio Francisco Marciano de Araujo Lima, em
commissHO na comarca do Bonito.
DitoAo chefe de pulicia, recommend.indo a ct-
pedicao de snas ordens para que na forma do pla-
no constante do etemplar que remelle, se conser-
ven) aberlas at meii imite as baticas esuibelecidas
nesla ciJade. designando ao ine-mo tempo i|uaes a-
que deven, permanecer aberlas ale ao amanliceer.
Commuoicon-se a commissilo do beneficencia do
Becife. *
DitoAo meimo,'inleirando-o de que a tlicsou-
raria provincial lem ordem para pagar etlando iosj
termos legacs as contas que S. S. remetleu da despe-
za feila con. o sustento dos presos pobres da cadeia
de liaranhuns. durante os mezes de novcmbro e
dezembro do auno protimo pastado e Janeiro ul-
timo.
JiloAo cnsul de S. M P.rianica.Acensando
o reccbimenlo da cooiinunicaco ipie o Sr. A. \u-
gustus Cowper, cnsul de S. M. Itrilanica, em re-
ferencia ao me o oflicio de 1. do correnle, me dirigi
em dala de 13 do mesmo me/, sobro a prisao do sub-
dito ingle/ Carlos I.uceas tenlio a dizer o se-
guinlc:
Nao me sendo licito duvidar da boa fe do Sr.
Cowppr devo antes presumir que elle estoja mal in-
formado acerca do modo porque eucara a lcgislac,at)
do paiz.
Assim, seo Sr. Cowper e-tive-se cerlo de que o
presidente da provincia n3o pode mandar soltar um
individuo qualquer que se aclio preso e processado
por urna ai. toriJade judiciaria, ainda quando o te-
tilla sido illeg.ln.ente.
Se s.iubessc que ao presidente da provincia nao
pertence avahar a< provas nem a ialMeSJO ou culpa-
bilidade do supposio criminoso, pois que laes func-
coes s.lo praprjas do poder ju linaria nos governos
coustilucionaes.
So se recordasse deque elle nomo confes-sou o
fado, que Crios I.uceas nao pode negar de ler sido
a enanca atropellada e maltratada.
Se considerassa (embem que em caso de flagran-
te delicio pode qualquer cidad.lo, quai.to mais um
soldado de policia prender o criminoso e leva-lo a
ai.ioridadc competente; ngoocharla a proposito ci-
lar o arl. :t do cdigo criminal, nem encontrara no
estado actual da questao vcrtenle motivo razoavel
para fi.i.daiueutar um protesto, ;i menos qo^ qui-
zesse reclamar a favor de umsubdilo ingle/, regalas
ou privilegios que nVi se linnain em tratados, e
que as leu n"i i conceden, aos proprios nacionaes que
sa acharem as mesmissimas circumslancias do m-
glez Carlos I.uceas.
Se este individuo solIYcr um conslrangimento II-
legal cabe-lhe usar dos meios curiaos para haver re-
paracao, peranle os Iribuuaes judiciari.is do paiz,
que nao llieuegarito juslica. He visto pois que ties-
ta especie e ueste eumenos o nieto protestativo de
que se serve o Sr. C nvper, alem de ser impruficuo
(Ulvel estoja eu engaado] retarda a soluc.ilo da cau-
sa em detrimento do detento, sem dar-llio direito
algum a indemuisacao.
Mas, seoSr. Owper que obra no seu direilo, de-
vo assegurur-lhe que n.to recele as consecuencias
do seu protesto, desde que (eolia elle de ser madu-
ramente apreciado por qualquer iulelligencia justa
e esclarecida, resluido-me cm tal caso nicamente
o dissabor de ver o Sr. Cowper estar iiulriudo a
supposico de que blo ha de minfi parle a mellior
voutade de acceder nos seus louvaveis desejos quo
com eITcito seriuui salisfeilos se nao fbofom elles ui-
eompaliveis com o que me lie pteseripto pela legis-
lanlii, por conls da qual sen. duvida devem correr
etses absurdos que o Sr. Cowper enterga no proce-
dimeolo havi.lo a respeilo de Carlos Luccas.
Deito passar em silencio algumas coiisiderac/ies
que o Sr. Cowper fez, porque de-ejo evitar una res-
posta sem alcance c de mera represalia.
Renov ao Sr. Cowper os proteidos de minha esli-
ma e considerarlo.
DiloA commisso de hvgiena publica. Sem
desconhecer os servidos que a eomrnUsao de bvgie-
nc (em prestado e que sou o primeiro a recoulie-
cer. n.lo posso de modo algum dispensa-la de eu-
j:arregar-se e mandar preparar, comprar e acondi-
cionar lodosos medicamentos que enlram uas am-
bulancias que devem seguir para fora da capital co-
mo soccorros pblicos e tanihem de allender aquaes-
quer requisicoes que forem teitas a bem da salubri-
dade publica, sendo cerlo que a commissilo de com-
pras Horneada pela lliesouraria nao lie filo compe-
iente como a de hvgieuc para dar cunta de aeme-
Ibanle servido que alias pode ser desempenbado pe-
los membros da mesma commisso alleriiaudose
entre si.
He verdade que os membros da commissilo tem de
carregar com trabalho maior c fora do coinmum,
mas he por isso mesmo qoe ella tcm direilo a ser
atlendida uas rcquitic.oes que li/er para o lim de
aecudir promplamente as uecessidades da occasiilo e
que eslou pr implo a salisfazer.
Nesta coiiformidade passo a expedir as necessa-
rias communicacoes a Ihesouiaria tic fazenda para
que mande per a disposicao da commissilo os medi-
camenlos que se achanl na alfaiidega, e os que vie-
rem remelliilos pelo governo geral, ou compra los
por ordein da presidencia e espero que a commi-sito
me aviso da hoi a cm que se aclia habilitada a cum-
prir o que venlio de (lelerminar.
DiloAo ju:/. de direilo do l.imoeiro dizendo,
que na quadra actual faz-se mallo nece--ano que
Smc. serecoltia a ua comarca e nao couliuue a usar
da liecnca que llie foi concedida.
OiloAo juiz de direilo do Rio Formoso dizendo
que mudo eslima que a respectiva cmara tenba
moudo um bo-pilal sendo uisso autiliado pelos
particulares que felizmente se modr.im dispostos a
concorrer de sua parle para succorro da classe des-
valida; declarando queja maudoo para aquella co-
marca um medico munido dosrcraedioi mais neces-
sarios o que nao se descuidar.'* de accudi-la com ou-
Iros recursos logo que as nccessid.ides einerirenles os
forem reclamando e recommendando finalmente
que Smc. se enlenda com as autoridades do lugar
ccordo com ellas trate de
sivel de accredilar-so que nesie paiz livre icnba um
soldado do policia auloridadc de reter em cuslodia
um individuo que fra posto em liherdadc por um
magistrado ; portante por mais irregular, c mes-
mo absurdo que tenba sido o procedimento do
subdelegado, segundo a expressio de S. Exc,
lie ainda mais irregular arbitrario e Ilegal
que Smc. nao cesse de animar a populacho daquel- j em um simples soldado de policia o t!e cons-
la comarca, e continu a promover ... soccorros ic-1 liijir-s, uz dos actos de seus superiores, ignnran-
cesrios aos indigentes.Igual ao delegado daquel- ... --- ...___
le lermo. 4 do a sua decisao, conservar o preso ale, que adas-
DiloAo director daobras publicas, para man- se oulra auloridade cujas visla* se Harmonisasscm
dar Pazer no edificio que servio de quarlel a compa- mellior com as suas ; e he claramente absurdo crer
nhia lita de cavallaria, as accommoilasoes que llie I que c||e ,vesse fa(.u|,iade do 0 faxer.
forem requintadas pelo comnian lante do balallnlo
de guardas nacionaes, que alli vai aquartelar-se.
l'arlicipou se ao marechal commandant* das ar-
mas.
OlioAo mesmo, dizendo em resposta ao ollicio
a que *eio anneta copia de outro em que o enge-
nbeito 11. A. Milel, participa estar qnasi parausa-
da a obra da ponte do tiiudaliv, por falla de dinhei-
ro e madeira, que em :t de iiovcmhru do anno pas-
s.ido, etpedio-se orden, i Ihesouraria provincial,pam
entregar ao proprietario JoAo Mauricio de Barros
Wandcrley, eurarregado das despezas daquella obra
a qoaalia de 2:0(KrO(HI rs-, c em virlude da requi-
si^Sb de Smc, ordenou-e a mencionada Ihesoura-
ria qoe a referida quantia fosse enviada ao referido
proprietario por iulermedio de um dos agentes pa-
gadores dessa reparlicao.
DiloAo vigario da freguezia de S. I.ourenco da
Malta, declarando que no dia 15 do crrente, remet-
teu oiitrt ambulancia ao respectivo delegado, e que
apezar dos bous desejos da presidencia, nao he pos-
sivel mandar para alli um medico por haver grande
falla delle nesla capital, recommendando quo em-
pregue o seu zelo pastoral, nilo s em animar os la-
lo i antes de sua fregi.ezia 'como em fazer-lhes sentir
a necessidade em que se acham, do soecorrerem-se
mutuamente com o maior disvelo e caridade.
DiloAo regedor interino do gy/mnasio provin-
cial, recommendando que provideucie nn senlido de
se prcilarom a etaminar cm preparatorios no col-
legio das arles os professores do mesmo gymnasio,
qoe requisilar o director da Kaculdade de Direilo.
DiloAo mesmo, dizendo que no dia 12 do cor-
renle, deu na peticilo de Manoel Pereira da Cunt i,
sobre que Smc. inforinou o despacho seguinte:
A vista da ioformacao do regedor o supplicanle so
pode ser admitiido como externo ou meio pensio-
nista.
DitoAo inspector da Ihesouraria provincial,para
mandar entregar ao commissario vaccinador os t.">ti;
rs. que restam d.i quola consignada pela assembla
provincial, para o expediente e propagarlo da vac-
cina.Communiceu-se ao referido commissario.
DiloAo doulor Jos Augusto de Souza Pilanga,
dizendo que vislo eslar Smc, necupado no hospi-
tal regimenlal passe a direcejo da enfermara da
Bao-Vista, ao doulor Francisco Mendes de Amorim,
em quanlo nao se rcslabelece o dontor Caetan i Xa-
vier Pereira de Brilo que era o director.
DiloAo doulor Ignacio Firmo Xavier, dizendo
que, parecendo exceasiva a gratificado de 2DOSO00
rs. niensaes que pede o pharmaceulico Benlo I.uiz
de Carvalho, para prestar seus servicos no hospital
provisorio do Carino ; veja Smc. se elle os preste por
menos.
DiloAo delegado do termo de Barreiros, decla-
rando que para aquella comarca i foi um medien, e
que nesta dala s-- pxpede ordem a Ihesouraria de
lateada, para cnlregar ama ambulancia a Pedro
lie erra Cavalcanti Miciel. conforme Smc reqiv lou, e rceommendandn que incumba a pessnas ap-
las e caridosas o Iralamenlo dos doenle, e que se
esforc em agenciar subscripces para o seccorro da
gente desvalida. Mlic.ou-se a respeilo a mencio-
na la Ihesouraria.
OiloAo doulor Pedro de Alhayde Lobd Mos-
cozo, dizendo que enviou a commisso central de
beneficencia, para dar odcslino conveniente a quan-
tia de 2005 rs. que Smc. usaulo da mais louvavel
philanlropia e caridade, otlercceu para aoccorro da
gente desvalida.Olliciou-se neslc senlido a rete
rida commis'ilo.
DitoAo cidadao llarlholomeo Francisco de Sou-
za, louvando e agradecendooollereciincnlo que Smc.
Tez para rornecer gratuitamente os remedios de -na
botica aos pobres da freguezia de Santo Antonio,
que forem accommetlidos da epidemia reinante, e
declarando que nesta data se dirige a commisso de
beneficencia da mencionada freguezia, atim de que
enteii.1endo-se com os mdicos encarregados dos
respectivos dislrclos, utiliza os servidos que Smc.
mui caridosamenle se compromelleo a prestar.
Nesta sentido olllciou-se commisso.
DitoAo cidadao Joaquim de Almeida Piulo,
agradecendo-se e louvandn-se nos mesmos termos
igual ollerecimoulo para as pessoa pobres do 1"
dlstricto da fregnezis de Sanio Antonio, e commu-
nicou-se u commissdo.
DiloAo esludanle de medicina Pedro Antonio
Cesar, rccommeqdando em vista de seu contrato que
trale de seguir quanlo antes em commisso para a
comarca de lioianna, e alli enlendendo-se com a
respectiva commisso de beneficencia, entre no
eiercicio dos (rabalhos de sua prolissao na forma do
citado contrato.Olliciou-se a Ihesouraria de fazen-
da,para entregar ao supradilo esludanle a quantia do
1505 rs. por conla de seus venc mentes.
DitoAo administrador do cemiterio, dizendo que
os corpus de l linda, e o de polica, assi-n como os
arsenaesde marinha e guerra, devem salisfazer se-
gundo o coslume, a despeza proveniente do enter-
ramenlo dos individuos que Ibes perteucerem, mas
que au c acham abrigados a pagar o que em vir-
lude d.i epidemia etcedera laxa ordinaria. Olli-
ciou-se ueste senlido ao con.mandanlcdo corpo de
policio.
DitoA cam ira municipal de Olinda, remetien-
do a por I aria pela qual oEim. hispo diocessuno, au-
lorisa a henco do cemiterio que se traa de eslabe-
lecer naquella cidade.
OitoA commissilo cenlral de beneficencia, de-
clarando que concede a antnrisac.oque pede a com-
missilo de beneficencia da freguezia de S. Jos, para
estabelecer una enfermarla no consistorio da igreja
do mesmo sanio, devendo ella por intermedio da
commissilo central, requisilar a presidencia o mais
que for necessarin para o bom desempeiiho de sin
caridosa tarefa.
DiloA commissilo de beneficencia da freguezia da
Boa-Vista, approvando a deliheraciio que lomou de
estabelecer ama enfermarla na povoacaoda Capunga
para Iralamenlo das pessoas pobres que forem alli
accommellidas do cholera,e declarando que acaba de
recommendar ao inspeelor da Ihesouraria de fazen-
da, que foriieiM com urgencia 1( camas com os seus
accesorios para a referida enfermara. Fez-se a
recnmmendacilo de que se (rala.
DiloA mesma, remetiendo para os fins conve-
nientes, evcmplares dos bens de sorcorro para as
pessoas pobres que forem accommellidas da epide-
mia reinante naquella freguezia.Tambem remet-
ieran!-se as outras commissOes.
PortaraMandando admitlir aoservico do eter-
cilo como voluntario por tem|io de seis anuos, o
paisano Luis Pereira da Silva Noves, que perceber
alem dos vcncimcnlos que por lei llie compelirem o
premio de :100a rs.I'izeram-se as necessarias com-
miinicaces.
Arceitando por tanto a explicado dada por S.
Exc. como verdadeira, bascio sobre ella a ques-
tao l.ucca, o lamentando que S. Exc. re-
cuse acceder ao meu pedido de indentnisaco,
o sem desejar ou procurar a interferencia do execu-
tivona devida acaao da jusiica, ppjo foiflialmenle
lieoiii;:. para protestar contra esse procedimento, e
lomar o governo provincial responsavel pelas suas
conseqiiencias.
Tenho a honra de reiterar S. Exc. o Sr. Jos
Renlo da Cunha e Figueredo a certeza de rninlia alta
consideracao.A. ugustusCowper, cnsul.
COMMANDO DAS ABMAS.
Qaartel general do cotamanda da> armas da
Pernambuce na cidade do Reclfe em 19 da
fevereiro da 1866.
OKDEM DO DIA N. 211.
0 marechal de campo commzndanlc das armas,
faz sorlo para os fins necessarios, que houlcm fez
sua apreaenlacao no quarlel general e ficou reunido
ao bal .tilio 2 de iufanUria o Sr. major Fernnndo
Machado de Souza.
Josr Joaquim Coetho.
rlf
Consulado britnico em l'ernambuco 18
Fevereiro de 185(5.
rendo a honra da aecusar a recepeo do ollicio
quo S. Exc. o Sr. Jos Benlo da Cunda e Figoei-
redo presidente da provincia me dirigi ero dala do
0 do crtenle, relativo ao caso do Carlos Lacea,
e perinitla-meqiic acerca dulle eu olTeretja as sc-
guinles abservacOes .-
1." Que n,i liouv.; prova produ/.ida para mos-
trar que Lucra fosse a galope quando cavado pas-
soil sobre, o menino; pelo contrario nio lendo an-
da sido ni loirnl i pessoa alguma que prcscnciass3 o
fado, be muitu para crer a declaraetin do proprio
Lucca de quo o nao lizera.
2.' S. Exc. oSr. .los Benlo da Cimba o F,i-
gueiredn d lama importancia a palanaabsolv-
doque tomo a liberdade de corrigir a expressao,
e dizer que o fado foi roputado pelo suddelegado do
nenltuma importancia.
3.* Que as leis do Brasil nao qua'.ilicao como
criminoso um accidente tal como o que se deu eom
Lucca porque vojo no artigo 3. do cdigo crimi-
nal.Nao ha'.en criminoso ou delinquente sem
m ti, o isto do, sem condcciinenlo do mal e in-
lencjo de o pralicat, e de impossv.#l impula-la a
Lucca.
Fiialmonie se as informaruesdadas pelas autori-
dades a S. Exc. sao verdadeiras, manifesta-se um
minando que a hcenca concedida ao dilo cirur- I par que ,|e ,-tcconlo eom ellas trate de animar a nades a h.xe. sao verdadeiras, manifesta-se um
giao. por aviso de 27 de Seambro ultimo, para | populado a de empregar todas as medidas leuden-j caso do prisao ainda mais Ilegal, porque de impos-
ESTADOS-UMDOS.
Washinglon, .11 de dezembro de 1655.
Mentagem do presidente da l'niao ao Congrcsso
Federal.
Concidadaos do senado e da cmara dos represen-
lames.
A iMiisliiican'do- Eslados-Lnidos Sslaluc que o
congresso se reunir animalmente na primeira se-
gunda fcira de dezembro, e lem sido costme nilo
fazer o presidente communicacSo alguma de carc-
ter publico, ao senado e cmara dos representan-
tes, sanio depon que ellas sello constituidas. C.on-
formei-me a esia pralira al ao lim do primeiro
mez il i sessilo, mas a convieco do men dever nao
me permuto adiar por mais tempo o desempenlio
da obrigacao imposta pela constituicao ao presi-
dente de dar ao congresso informac/ies licerca do
estado da un lo e de recomnicudar sua conside-
rado as medidas que julga necessarias e conve-
nientes.
Me por cerlo objeelo de congralnlacilo para todos
ver yue a repblica pn.gri.ic .r.iuquillai.ienlc na ija
carreira de prosperidade e tle paz.
/fl(/;->. estertores,
America Cenlral.
Supp-isio coulinuem a existir relaees de amiza.le
enlre os Kstados-Unidos e lodas as potencias eslrau-
geinw, temos com algumas deltas questoes pendentes
tilo importantes que podem exigir a consideracJo do
congresso.
Dcslas quesles a mais Iranscendenle be a que se
originou as negociares com a ir, i-ltrclanha. cm
referencia .i America Cenlral.
Pela coiiveni.lo celebrada entre ns dons guvernos
em 19 de abril de 1850, concordaram ambas as par-
tes em que nenhum a oceuparia, fortificara, coloui-
saria, ou assumiria jamis o eiercicio de qualquer
dominio sbreos (errilorius de Nicaragua, Cosa Iti-
ca, Mosquito, ou qualquer oulro pouto da America
Central.
Ao celebrar esse tratado enlendeu o governo dos
Eslados-l"uidos que lodos os acluaes Estados da an-
lga repblica da America Cenlral, c lodo o lerrilorio
de cada um delles, gozariam d'ora cm diante com-
pleta independencia, e que ambas as partes conlra-
tantes contrahiam iguacs ubrigaces, lano pura o
presente como para o futuro ; c pois se nlguma dolas
tivesse algum direilo a territorios da America Cen-
tral, esse direilo e toda a oceupa^ao ou auloridade
delle dimanada licava cedido sem a menor reserva
pelas eslipulacijes da convencilo ; e qoe porlanto
nenhum dominio seria dalli em diaulc exercido
ou assumido em nenlmma parle da America Cen.
tral, tanto pela CrAa-Dretanha como pelos Estados-
unidos.
O governo dos Estados-Unidos annuio a algumas
rcslriccoes 2 respeilo de una regio do paiz onde li-
nha inleresses especiaes, por eslar convencido de que
iguaes reslriccoes eram no mesmo sentido obrigalo-
ras para a GrAa-IIrclanha.
A o io ter sido essa iulelligencia da forca e elid-
ios .la coiivcnc.io. nunca leria sido ella por nos cele-
brada.
Era lo clara esta inlelligencia por parle' dos Es-
tados-Unidos, que na correspondencia ollicial con-
tempornea ;i ralificac.ilo da convenci se declarou
dislinctamente que as muilas ohriga;oes da nao oc-
cupac.lo nao se applicavam ao eslnbeleoimenlo,bri-
tnico de llalise. Esla disposic.lo foi devida ao fado
deque, em virtude de brotados successivo. com dille-
rentes soberanos do paiz, tinlia a liraa-Bretanha ob-
lido aconcessao do direilo de corlar mogno ou ma-
deira! de tinturara no porte de Balise, porcm
com etclosao positiva de todo e qualquer domi-
nio ou soberana. Assim se conlirmou a iulelligen-
cia natural do alcance do iratado quanlo a todo 0
resto da regio a que estas popularles se applica-
vam.
Tornou-se porm appareule, pouco depois de cu
assumir a presidencia, que a (iraa-Urelauha conti-
nuava ainda no etercico de grande auloridade em
loda a parle da Ameria Central, vulgarmente cha-
mada costa de Mosquito, que cobre todo o Eslado de
Nicaragua e parle do de Costa Rica ; que a Oria-
Krei.iuli.i cnn-nleasa Balise como dominio seu ab-
atalo, ceslemba gradualmente ns seus limites i
cusa do Eslado de Honduras ; e mais anda que an-
teriormente colouisara um grande grupo insular co-
nbecido pelo iiome das illms da Babia, e pertencen-
les, de direilo, liquelle Eslado.
Como todos estes actos un prctcnces da tlraa-
Brelauha Ibssem contrarios aos direitosdos Estados
da America Central, e ao manifest Iheor das suas
eslipulacoescom ns Eslados-Iinidos, polo modo por
que este governo asentende, deram elles lugar a urna
negociacao confiada ao ministro americano ua corte
de Londres. Aqoi acharis as instrnecffes quo llie
frJram dadas, e a correspondencia havida enlre el-
le e o ministro biilanico dos negocios estrangeiros,
da qual veris que os dous governos divergen! larga
e irreconciliavelmenle quanlo ii iulelligencia da con-
venci e aos seus cfleilos as relaces respectivas da
America Central.
A Gra-Brelaulia cnlende por lal mudo a conven-
cilo, que subsislein sem a menor mudanza todas as
suas previas pretences sobre a cosa do Msoquito e
oulros punios da America Cenlral.
Olanlo ,i cosa do'Mosquilo. sao eslas prclencoes
fundadas na snpposic,.lo de relaces polticas enlre a
Ura-Brelanlia o o resto de urna irib de Indios da-
quella cola, relaco.'S que liveram lugar em pocas
em'qiie lodo o paiz era possesso colonial da lies
p.inha. Nao pode ser controvertido com bom etilo
que pela lei publica d.i Euroo.i e da America ue-
nliun acln desses ludios ou de seus predecessores
possa conferir tiraa-Brelanha o menor direilo po-
lilico.
A Grfa-Bretanha nao allega o consentiinentn da
llespaulia como origem dos seus direilos sobre a
rosta do Mosquito. Telo contrario, por meiode repe-
tidos c suceessivos tratados renunciou a lodas as suas
preleiicoe|, recunbeceu os soberanos direilos da lies-1
panlia da maneira a mais decisiva ; entretanto es-
las pretences, que iienbnm fundamento solido li-
ndan, no principio, e que lanas vezes se abjuraran!,
loi.iiu revividas recenleinenle pela (,rria-Brelauba
contra os EsUdotelinidos da America Cenlral, legi-
timos success?res de toda a anliga jurisdico da
llespanb.i naquella regiilo.
A principio foram applicadas somenle i. urna par-
le bem definida da Cosa de Nicaragua, mas poste-
riormente a loda costa do Atlntico, c finalmente
a parte da cosa de Costa Rica, o boje silo de novo
apresentadas em toda a a sua evtensao, a despeito
dos compromissos contrahidos com os Estados-uni-
dos.
Na cosa oriental de Nicaragua e Costa Rica a in-
lervcnc/u da Craa-Brctanlia, bem que eiercida por
algum lempo sob a denominarlo de oceupacao mili-
lar do porto de S. JoAo do Norte, entilo no gozo pa-
cifico de autoridades cintiluidas dos EstadosCenlro-
Americaoos, lie apresentada boje como exercicio le-
gal de nm protectorado sob > tribu de individuo,
deuomiuados Mosquitos.
Mas o eslabelecimento no porto de Balise, que
boje se estando pelo Estado de Honduras, muilo
alem dos seus limites, c o das illiss da Babia, que
pertence tambem de direilo ao mesmo Estado, s.lo
governos coloniaes como sAo os de Jamaica ou do
Canad, e conseguinlemenle contrarios a lellra e ao
espirite da cooveocao com os Eslados-Unidos, como
era interpretada, lano na poca de sua ralificac'.o
como boje.
A interprelacAo que o governo britnico quer dar
a essa convencao muda inleiramente o seu carcter
ao mesmo lempo que nos impoe certas obrigafB es
isenla o governo brilanico de lodos os compromissos
quo levaran, o governo dos Eslados-Iinidos n cele-
brar lal convencAo. Impossivel be, em minha opi-
m.io, que os i:-la lo-l ni tu- aequie-eam a urna tal
inlelligencia das repeetivas relaqes dos dous gover-
nos como da America Cenlral.
.V renovacao das exigencias feilas por csle gover-
no rAa-Breanha para cumprir e levar a effeito
as estipulares da convencilo segundo a tus obvia
indiligencia, retiran lo--.- da posse da colcnisacao
de alguos pontos dos Estados da America Cenlral,
Honduras, Nicaragua e Costa Rica, reapondeu final-
mente o governo brilanico aflirman lo que os elleilos
do Iratado s;lo simplemente prospeclivos e nAo exi-
gem que a (irAa-Bretaiiha abandone nenbuma das
nosscssOes que tinba na AmericaCenlr.il na dala da
sua relebracAo. Esla resposla dii urna Solacio par-
cial a queslao geral anresenla.la pelos Estados Ini-
do. O gavetas lii-r'anico piio de part, a ques'.Ao
dos direilos da (irAa-llrolanba, vcaes ou supposlo,
na America Central : suppde que liaba laes direilos
ua data do tratado ;-que esses direilos compreheii-
diain o protectorado dos Indios Mosquib.s, a exlen-
sluda juiisdic(o c limites de Balise e colonia das
ilhas da Babia, e deduz dahi que como as estipnla-
jes do tllalo sio meramente fuluras nos seus cf-
feilos, a (inla-Bretanlii pode continuar a conservar
essa contestada porfo da America Cenlral.
Os Eslados-Unidos nAo podem admitlir nem a in-
ferencia, nem as premissss. Negamos formalmente
que na dala do Iratado livesse a GrAa-Bretanha all
a menor possessAo alm do cslabelecimeute limilado
c peculiar de Itjlise, e sustentamos mais que se por
ventura possuisse estes dircitos l-los-hia cedido por
aquella convencao.
Este governo, reconhecendn as obrigacoes, do Ira-
lado, lem desejado, como era natural, que fosse
exceulado cm boa f por ambas as parles, e porlan-
to na discussAo nao lem atlendida a direilos que po-
llera api escolar, independentes do tratado, em con-
sequencia da nossa posieAo geogrnphica e de entras
circumslancias que nos do relaces com os Estados
da America Cenlral distronles daquellas de qualquer
governo da Europa.
O governo brilanico declara as suas ultimas com-
municaces, bem que conhecesse perfeilamente as
vistas dos Estados Unidos, que aenhanss razAo ve
ainda para que um espirito conciliador nAo possa
habilitar os dous governos a vencer lodos os obst-
culos ao ajuste satisfactorio do assumplo.
Cerlo de que he justa a iulelligencia que a este
Iratado foi dada pelo governo dos Estados-luidos,
c resolvidos a insistir nos nossos direilos, e movido
entretanto pelo mesmo desejo apresen lado pelo go-
verno brilanico de remover todas as causas de desin-
lelligeueia seria entre as duas naces associadas por
lanos lacos de iuleresse e de parentesco, pareceu-
me conveniente nAo considerar como inteiriimeiite
impossivel urna solucAo amigavel da controversia.
lie, porm, para recetar que com o governo brit-
nico na posse real dos territorios disputados, c por
lano annullado praticamcnlc o tratado pelo que diz
respeilo aos nossos direilos, esla dillieuldade inter-
nacional nAo possa ficar por muilo lempo suspensa,
sem envolver cm graves perigos as relaces amiga-
veis, que he do nteres.o bem como do dever de
ambos os paizes conservar.
Ser para mim da maior salisfacao que Menos
futuros do.un um bom resultado, esperado ate boje
com mais confianca do que permillia o aspele da
queslb.
Recrutamen lo.
Oulro ohjeclo de discussAo enlre os Eslados-rni-
dos e a Ijraa-Brelanlia originoa-se na tentativa que
as exigencias da guerra em que se aclin empenhada
com a lirAa-Brelanha a Russia a obrigaram a fazer
para conseguir recrolas nos Estados-Unidos.
He polillo i tradicional e iuvariavel dos Estados-
Unidos manter neulralidade imparcial durante a
guerras que ocenrrem enlre as grandes potencias do
mundo. Comprimi lodos os deveres da neulralida-
de para con. os respectivos Estados belligeranles,
podemos razoavelmente esperar que nao iuterviro
nos beneficios que legalmenle derivamos desle esta-
do de musas.
A despeito da existencia das hostilidades ns nosso.
concidadaos conservam o dircito individual de con-
tinuar todas as snas Iransarces por Ierra e mar, in-
terna e externamente, sujeitos somenle as restric-
ees que as leis da guerra, os usos das nacoes ou Ira-
lados especiaos Ibes possam impor. He do nos-o
soberano direilo que o nosso lerrilorio o jtirisdircao
nao sejam invadidos por qualquer das parles belli-
geranles para a marcha dos seus exercitos, opera-
races das sais esquadrai, leva de tropas parasen
servico, equipaiuento de cruzadores, ou outro qual.
i quer acto de necessidade da guerra. E esles inne-
gaveis direilos de neulralidade individual c nacional
nunca senlo cedidos pelos Eslados-I'nidos, sejam
quites forem as circumslancias.
Era consequcucia desia polilica as leis dos Esta-
dos-Unidos nao probibein aus seus concidadaos a
venda a qualquer das potencias belligeranles dos ar-
figos denominados contrabando de guerra, nem o
transporte de artigos bellicos ou de soldado* cm na-
vios mercantes ; e com quinto proredendo assim ev-
pmiiia ocidadAo a sua propriedade mi i i a al-
guns dos asares da guerra, os seos actos nao envol-
vcui a menor qu.br.i da neulralidade nacional, nem
de modo algum implicar o governo. Assim, a guer-
ra actual na Europa, os nossos concidadaos, sem a
menor responsabilidade nacional, lem vendido pol-1 risco a propria existencia da comtilaicAo e m -
vora c armas a lodos os compradores sem se impor- j numeres beneficios que ella nos confere.
larem com o destino que possam ler laes arligos.. Ao passo que o povo dos Eslados Mcridiea.m h-
Os nossos navios mercantes lem sido e cunliouam a j mita sea atlencAo aos seos negocios domestico*, nao
ser largamente empregados pelo governo brilanico e procurando iolervir ofiiciosa.aenle as iaslilairrae*
pelo francez no transporta de Iropas, de provisoes e \ sociaes dos eslados sepleatrionaes, muilo* dos habi-
de municoes de guerra para a sana principal das lanl--de-les eslao organisadns permanentemente em
operaees militares ; mas o uso que assim se faz da associa(es para perjudicar aqaelle* por mem* de
nossa marrana mercante nAo be prohibido, nem pe- aclos illegaes, qoe seriam um motivo de cnerra. e
la tal iulernacianal, acta peta nossa lei municipal, que s deixam de o ser porque sAo perpetradas a
porlanlo nao compromelle nosssa relaces neulraes i coberlo do mani da l'niao.
com a llussia. Impossivel era aprescular Me assumplr. rama a
Mas a-nossa lei municipal, de accordo com a lei verdade e a occasiAo o reqaeriam. aajaj apuntar a*
das n.ices, prohibe peremploriamenle, nAo s que reiteradas porem infundadas allecafes feilas acias
os esCraugeirns, como lambem que os nosso conci- eslados do norte de qu* o sul trm apraaeatada pre-
dados, armera dentro dos limites dos Eslados-U- lences eoblido vanlagens na admioistrafo pratKa
nidos um navio para commetter hostilidades contra i do governo geral em prejuizo do norte.
qualquer Estado com o qual os Eslados-Unidos es- I Assim, os estados que promovem na tolerara ata-
lejam em paz, ou para augmentar a forca de qual- l ques contra o direilos de posse ou de propriedade
quer vaso eslrangeiro armado destinado a lcs bos-! em oolros estados, para disfarrarem saa iajaslica.
tilidades contra um Eslado amigo. preteodem ou imaginao e sostenlio conatanleaaeale
Ouaesqucr que fossem os recelos que livessem qneaquellescujos direilos conslilacioaaes svtleaaati-
uma ou oulra das potencias belligeranles. que cru-
zadores particulares ou oulros vasos a servido de urna
ou de oulra dessss potencias fossem armados nos
portes desle paiz para l.oslilisar a propriedade de
oulro, esses recetes eram inleiramente infundados.
Os nossos conci.|.i los foram levados pela boa fe e
pelo respeilo qoe consagran! i lei a nAo proceder a
nenhum aclo dessa natureza.
carnale vemos atacados he que *Ao os ageresaare* !
Esta sup|>osta aggre aecusacoes vagas e declaratorias do* amadores p-
blicos, resolvem-se na falsa inlerprelacio das prin-
cipios e fados da organisacAo polilica dos navas ter-
ritorios dos Eslados-I'nidos.
Que diz a historia Quando o decreto qac csla-
beleceu o governo do lerrilorio ao noroeste da tn
Ao passo qoe as leis da Uniaa sao assim peremp- Ohioe da sus eventual subdivislo em novo* estados
lorias na sua prohibicAo de armamento de cruzado-
res belligeranles nos nossos portes, estatuem nAo me-
nos absolutamente que ninguem dentro do territo-
rio ou jurislic^Ao dos Eslados-I'nidos alistar pes-
-oa alguma para sabir dos limites ou jorisdiccAo dos
Esta-dos-Unidos, com iiilenciio de entrar para o ser-
vicia de um Eslado eslrangeiro, quer como soldado,
quer com* marinheiro a bordo de um vaso de guer-
ra ou corsario. Batas disposicoes eslo lodas de in-
(eira ronformidade com a lei das nacoes, que de-
termina que nenhum Eslado tem direilo de levan-
tar tropas para servico de Ierra ou de mar em ou-
loi alopiado no Congresso Federal, ole sa poda
presumir que questAo do fulero poder relativo
enlre os estados que conservaran! e aquelles qa* ais
linham urna numerosa popalacAo de cor, daisasaa
de ser lomada em consideracAo. E enlrelanl* a
concessAo daqaelle vaste lerrilorio aos inleresses a
as opinin dos estados septantrionaes, territorio
boje sede de cinco dos maiores eslado* da L'aiao.
foi em grande perte devida aos estadas da Virgiaia
e do sol.
i .loando os Estados-Unidos, adquirirn, a L*s-
-i.iuia essa acquisicAo nAo foi menos a* aorta do
Iros Eslados. sem o seu co.isenlimenlo ; e pois, se- | te para o paiz que a foz do rio Mississipi se Inri
se o emporio do paiz situado as saa* margaaj(*,J|n
bem era importantissimo para toda a 4a*nM pertair
:a isso ou nao prohibido pela lei municipaj,. basla
fazer-se n tentaliva sem lal con^ntrnenTo pjr.a se
alacar a sobcrania nacional.
Sendo estes os direilos pblicos e a lei municipa*
dos Eslados-Unido, neohum receio a este resneilo
linda o governo, quando ha um anno sanrcionou o
aquella emporio ; e com quanlo a jfvm provincia
osse considerada como perlefl,,^,, go,|o ,. Me_
O eslendeu-se de f4Cl0 parl |BBlM opnlo!;
parlamento brilanico urna lei para 0 alislamenlo de os Esr.'dos-l ni'os com muilo maior largara
eslrangeiro no servico militar da Cra-Brelanhu.
Nada nessa lei nem na sua discussAo indicava que o
governo britnico quizesse tentar um recial.miento
nos Estados-Unidos, nem posteriormente deu-se co-
nhecimente dessa intcnco a este governo. E, pois,
nao sorprenden pouco ao governo a noticia que te- 'esses especian para o sul.
ve posteriormente, do que o alislamenlo de pessoas
parle supffior de que na inferior ; e quer como ler-
rilorio. quer como ludo mais, era ama acceasas pa-
ra os astados do norte.
E pois, uo pasta de um prejuizo inexnlicavel fal-
lar da l.ouisiania como de urna arqoisicAo de inle-
Os liomens patriticos e justos que lomaran parte
dentro dos Eslados-I'nidos para seguirem para Ha- naquelle aclo foram influidos por motivos muilo aei-
I litas, e alli se alistarem no servico da (iraa-Rreta-
lnlia,4irocedjii ein_grnule escala com panam) ou
I nenhum disfarce. "* _. ^__as
'l'omaram-se inimedialamente medidas legues pa-
ra a prisao e castigo das pessoas implicadas, alini de
I por assim termo a actos que iufrngiam a nossa lei
municipal, e nfien.liam a nossa saberania, dirigi-
do-se ao mesmo lempo rerlamacoes convenienlcs ao
governo brilanico.
Soube-se enlAo, por derlaracio do proprio gover-
no britnico, que a tentativa de alislamenlo de re-
ma de todo e qoalqaer rioaae seccional. Foi de
relo o grande acontec'aenln que. compfetaod o pa-
r.i as a psaaa do vasta do Misei'ipi cora s
rommercial para o golfo do Mxico, den anidado c
forca Confederaran, e uni por meio de lacos in-
dissnluveis o oriente e o occidente, o norte e o sal.
i .inania a? eslado da Florida, nao foi isla senao a
transferencia por parle nal llesparha para o* Esta-
dos-Unidos de um lerrilorio a lsle do rio Mississipi
em Iroca de um grande territorio que os Estados-
Unidos re.leram a Hrspanba ao oeste daqaelle rio,
crulas ueste paiz derivara de ordem sua, ou era fei- cmo moslra toda a historia diptoaialka desea sa-
la pelo menos com sua approvacAo c sanceo. Mas i gociacAo. Alem disso, essa acquisicAo fora exigida
soube-se lambem que os agentes pblicos compro- i petes interesses comiuerciaes e pola -garaaca da
medidos nesse recrulamenlo linham instruccoes po- ,0>,;l a niAo.
silivaspara nilo violar a lei municipal dos Estados- Entretanto o povo dos Estados-I nidos liaba ed-
Unidos. qu-rido aconsciencia da sea for^.i em urna peana-
He diflicil comprehenilcr como be que se suppoz I "a lula eom a Franca e em urna seconda guerra
que soldados pudessem ser recrutados aqu pela e'ia rom a OrAa-Brelanha ; linha arrojado de i
(raa-Brelanha sem violacSo da lei municipal. O ob-, I(mI'> a indevida reverencia qoe linha pela Earona.
jeclo patenta desla lei he o de prohibir esses acios, havia-se livrado da almospbcra dessa inflasncu
transatlntica qoe rodeava a joven repblica, a cs-
mecava a dirigir sua allencAn para o pleno e txste-
malico desenvolvimenlo dos recarsn* internos da
I mai.
Eutre as controversias daqaelle periodo, a man
conspicua tei a queslAo da regularisacAo pelo con-
gresso da condicAo social dos faluros estado* qae
viessem a formar-so no lerrilorio da l.oaiiiaaia.
O decreto para o estabelecimeulo do lerriloria ao
noroeste do rio Ohio continh.i urna dnsosicao qlrt
os quaes, se fossem levados a elleilo, s o seriam
violando-se ou illudindo-se essa lei, e em qualquer
das alternativas o aclo seria prejudicial a' sobera-
na dos Estados-Unidos.
Esla queslao adquiri ainda maior importancia
por continuarem a ser feitos esses alistamcnlos nos
Estados-Unidos, c por se ler noticia de que eram
feitos segundo um plano sxslemaliro apresentado
ollicialmcuie ; que as nossas principaes cidndes se
linham aberlo casos fe recrulamenlo e depsitos pa-
ra recehimcnlo de recrulas ; sendo ludo dirigido por | Proh'ba o emprego do Irabalho eseravo, e a esadi-
olliciaes brilanicos, alguns as provincias norte- I Ca daextradicAo dos escravos qae para alli fagis-
americanas, e alguns nos Eslados-Unidos. A com- !s,m de oo1" qualquer parle dos Eslados I nido-,
plic.idade desses olliciaesem umaempreza qoe so po- | l,ePoi' de adoptada a constituicao, esla disposicao
dia ser levada a elleilo pelo desprezo das nossas leis,
que lancava suspeilas sobre a nossa neulralidade e
calcava aos pes nossos direilos terriloriaes, esta pro-
vado coiicludenlcmeute pelo proprio teslemunlio
dos agentes que foram presos. Alguns dos olliciaes
assim implicados tem urna alta psito ollicial. e
inuilos eslAo fora da nossa jursdiccAo, e assim o
procedimento legal nao podia ebegar i fonle do
mal.
Eslas consideraees o o laclo de que a causa de
queiva nAo era urna occorrencia meramente casual,
mas sim um proposite firme cm que se entrn com
I pleno conhecimeulo das nossas leis e da nossa poli-
tica nacional, impelliram-me a apresenlar a qoes-
l.'io ao governo brilanico, atim nao de assegurar a
cessaelo do mal, mas lambem a sua repararlo. O
ubjeclo esta' ainda em discossao, o o resultado vos
sera' communicado opportunamcnte.
Hetpank.
Com a liesfsvrha nlantemos ainda relaces pacifi-
cas e lem-se feite algum progresso as reclamaces
de reparajAo de males de que se queixava este go-
verno. A Hespanha nao s dcsapprovou a conduela
dos olliciaes que illegalmenle apprehcnderam e de-
liveram o vapor lllark l'arrior na llavana, senAo
que pagou tambem a somma reclamada como in-
ilemnisacao pejaa per.las que essa deteneo trouxe a
alguns cidadAos dos Eslados-Unidos.
A salisfacAo reclamada pela dclencAo em agosto
do vapor I Dorado ainda n.lo foi dada, mas lia
razoes para crer que o ser, e para esse ponte, bem
como para outros, continuamos a chamar a atleoco
do governo haepanb.pl.
Nao abandono a csporaiira de ceii!;rar rom a lies-
panda algum arranjo geral, que se de lodo nao pu-
ser cobro rcpclic.io de dillieuldade na ilha de Cu-
ba, lia de torna-las menos Irequenles, e faciliten)
qaaulo seja possivcl, um ajuste mais promplo.
Relaees coiulitucionaet de escrutinio.
("ollorado no emprego de primeiro magistrado,
como agente do executivo de lodo o paiz, leudo de
velar na fiel excrucAo das leis, e obrigado lambem
especialmente pela constiluiro a dar informi.coosao
congresso sobre o e-lado d.i I iiio, faltaria ao meu
dever se nao fallaste em un. assumplo que mais que
nenhnm oulro intereeu vitalmente a segaranra pu-
blica e individual.
Com n mais doloroso pezar se tem vislo que al-
guns oslados conspicuos pelos servicos que presta-
rara na fundacAo desla repblica, e que com igual-
dado p ii hlli.iin tle lodas as suas vanlagens, desres-
pcilam suas obrigacoes ronslilucionaes. Bem que
consejo de nao poderem remediar os seus proprios
males sociaes, esses que eslao absolnl imeete dentro
da snajiirisdjr^An, cmprclicndem ref rmai as in
luices domesticas dos oulros eslados, lora inleira-
mente da sua areno e auloridade. ,\i v.ia prose-
guc'iu de lins inleiramente lora do seu alcance e
dos quaes legalmenle mi podiam Iralar, poem em
deivou deser lei ; masa recordacAo do fado exci-
tou o zelo da propaganda social de algamas tecroes
da confederacAo ; e quando sa formoa am segase**
estado, o de Missouri, no territorio da Loainaaia.
propoz-se qoe se eslendesse a eise ollimo lerrilorio
a resIriccAo, primilivamenle applirada ao paiz, -
luado entre os riosOhioe Mississipi.
Por queslionavel que fosse esta proposicao esa to-
das as suas re o-e* constilocionaes. recebe* todava
a mcc.'io do i aingrrs- o rom algamas pequeas nw-
dificacesda linha, para salvar os direilos existen-
tes no novo eslado.
Os eslados Meri lionaes concordaram esas rolse-
tancia, cono um sscrilicio qae faziam i eaesa da
pai e da UniAo, nAo so dos direilos esllealado pelo
tratado da Louiiania, mas do pnjncipio de ieaaMa-
de entro os estados, garantido pila conslituica*.
Mas os estados do norte receberam a medida ese*
reprovacAo e queixas por nSo se Ihes conceder lado
quanlo exigiam.
Sanccionada essa disposir;Ao | i.uu-se lei do paiz, que podia ser revogada. a eaesa
qualquer oulro aclo de du\ ido-a conslitucionalida-
de, eslava sojeila a ser declarada milla e irrita pe-
los tribunaes.
Se nislo liouve alguma oggresAo. algoma inao-
vacAodos direilos preexistentes, a que parle da
1 niAo podem ser justamente impolados ?
Esta controversia terminou alinal,n.lo Ihe sabr.
vivendo seu.lo a lell.-a mora da lei.
Muito depois, quando pela proposta annexacAo da
repblica do Texas liveram de dar o* Eslados-Uni-
dos mais um passo em graudeza leirilorial, ereorreu
a mesma contingencia e servio de pretexto para
tentativas systaaaalisadM de inlcrvencAo nos nego-
cios domeslcos de nina seceso da l iii.'.o, a despei-
to dos seus direilos como eslado e das disposicoes
da constituicao. Eslas tentativa* lomaram urna
lireccAo pratica por meiode perseverantes diligen-
cias de alguns representante* de ambas cmara*
para privarem ns Eslados mendionaes do sapposlo
beneficio das disposicoes do aclo que aotorisoa a
organisar.io do eslado de Missouri.
Mas o bom senso do povo e a forca vital da csss-
litnifaO Iriumpliaram de lodos os prejuizo eccia-
n.ies e dos erros polilicos do dia, e a eslado da Te-
\ i- Millou par a I niAo com as instiiuicnes sociae
que a seu povo linha decretado, e com o e*pre*o
accordo de que poderia subdividir-sc em muilos es-
lados.
t nttnu:
.1 ir nal do Cominera o do Rio.
IITERIOR. _
S V.S i'All.l.
.:' de lanesre de i^'j..
Ku cr.in que tetemos de pas-.ll iurolu..... '(
tempestado cholenca.
lieina em toda a prvvinria tama ps. qnaata
TT
sr


BIAR10 it PERNIlBUCO QUIRTH FEIM 20 DE VERlIBO DE IS6
saude. Verilicou-se que ossas cholcrinas ilo Sil-I urna fuI>scr|>gao para a fabrica, i[iio lie do esperar
veiras, da Ub'aiuba, do Arias, nao passaramde
enfermidadesordinarias emoulros lempos, oquoago-
ra que cslamoscom a pulgaalrazdaorelha, proxoca-
ram mais aliento, poisque o vulgo, pelas leiluras
dosjomaes, esludou os symptomas do cholera, idn-
ticos, ou quasi idnticos com o lal andaco na le-
' nolojjia popular.
Anda honiem appareceu outro cholera man-
qu. \ ieram dizer ao presidenteque um individuo
fura atacado de cholerina nos Pinlieiros, porto
dacpii. Parti um medico, que nao onxorgou cou
sa parecida com o mal reinante.
De ludo isto tirou-so una utilidade: perdeu-so
o modo. Ainda que afijamos invadidos, j nin-
guem acreditar em cholera.
O seu Jornal, segundo' me dizem, annuncia,
a molestia en Parahybuna; mas aqu ainda nao
consta. Veja liem quem lhe deu esta noticia, se
he algum medrozo como eu.
A qualificar;.o do votantes tem feito aqui seu
rumor, pelo apparecimcnlo do um phenomeno clei-
toral. A junta (|ualiQcadora, na forma legal de-
Vis compor-se de maioria Cunservadora. No dia
designado os liberaes l se acharan) sentados, la-
vrando o terreno para a futura bat'alha.
O juiz de paz <|ue he o Dr. Lima, atirou a vara
ao immediato, cidadao Pinheiro e Prado. Ora,
esta que lamben) nao tem prelenc,es adeputado,
dei\ou-se Ocar em casa.
|D'aqui o-desanimo para o resio de conservado-
res, que por seu turno desertaran). K pois alii
esto fazendo ludo pelo desgoslo, como fazern os
conservadores daqui; eu tambem declaro que des-
gostei-me das quarenlenas, com oexemplodo Rio
Grande.
Fazern aqui urna tentativa para acabar o en-
trudo moleque, que ainda se pralicava. (Ah! es-
las cuusas he que nos envergonhao no Rio de Ja-
neiro. )
Apparecern sociedades carnavalescas fazendo urna
cruzada comra o limo'decheiro. Eis aqui uina
reforma que parte do povo, e que tanlo interessa
saude de nos lodos, e dignidado de cada um.
Emquanto lal pustnra, nao passa de tentativa mu-
nicipal. Se o povo nao tiver urna substituir')
de ili vertimeniu lia vemos de jogar ovos t laranjas
de Portugal.
O correio das villas nao irouve novidade, a
nao ser a briga que j reina entre alguns candida-
tos circulares. Ha 3 por 1. Nao sei como se ar-
ranjarao.
Achou-se mono em sua fazenda em Cabrcuva
o cidadao Jos Florencio da Silveira, com indicios
de [raorie vilenla. Fallo em suspeilas conlra
adherenies.
Em Sorocaba reina urna dvisao de grupos que
sa hostilisam foriemenle. Agora o negocio se es-
candeceu com o facto de o Dr. Nebias dar prov-
mento a um recurso intentado pelo promotor con-
tra os espancadores do juiz municipal. Os indi-
ciados sao conservadores, e de grvala lavada.
Por isso a roctidao do juiz de direito fez barulbo.
Assim tudo he as provincias, e na corle tambem,
onde ha muia minhada.
Os peridicos da capital tem fallado muito
em respeiio ao boato de querer o brigadeiro Macha-
do de Oliveira offerecer um projecto divisorio de
circuios, sendo S. S. exagerado partidista o inle-
ressado.
Aclio eseusado a aatama periodiqueira -. os go-
vcrtflWcluaes nao assignam de cruz as feiluras
dos inte^tft^dos, os homens da opposijo, a quem
os governslaV4e'*aram campo livre. Esle anuo
deve ser de gramies-,,.")rlomJ-'riosf P"'s comecu por
um.
Eu que nao ando querendo cnt&CQar um cipcu-
lo, vejo o negocio de palenques: osbiQservjdores1
amuadissimos, os liberaos rindo-se de contentas, e
ijualifjcando quem nao he contrabando de
guara.
O Dr. Lima tem se visto abarbado; atiribem-
lhc j j derrota como sua obra. Dizem que este e-
nhor nao quiz ingerir-se neslas cousas, por sua
qualidade incompativel.
Ora, agora quero meler-me a abelhudo. Acho
mo que se deixc correr pelo povo que os empre-
ados nao querem exarcer seus direito-, nem como
juizes de paz, porque o gabinete r.o quer. Ao me-
nos be este o pretexto que aqui so d. Mas quem
nao come araras sabe que o que o Sr. Paran c a
le nao querem he que o empregadu incompativel
nao especule com o seu emprego para fazer-se de-
puiado. O que o gabinete nao quer he que o em-
pregade faca valer as funcc,i>es para adulterar o vo-
to do povo; nunca em um paiz livre. se dir que
o governo pretendo arrancar as opiniSes do in-
compativel. O mais he injuriar, calumniar a ac
tual ordem de cousas, porque sa precisa de um
pretexto para explicar nao sei o que. Permita que
v esla lirada em favor do governo; nao he indif-
ferento o prejuizo que faz em nocular na ndole
dos profanos que o gabinete condemna qualquer
interferencia dos incompaliveis, ainda que seja
para inlervir como juiz de paz. Ha muita gente
que pensa que o gabinete condemna qualquer in-
terferencia dos incompaliveis, ainda que seja para
inlervir como juiz} de paz. Ha muita gente que
pensa que o gabinete condemna as inlervenc.Oes
e actos polticos !... He preciso que nao se
especule da ignorancia das gentes, em prejuizo da
iheoria do Sr. Paran, que hosa.
Mu nao ileixo de tafe minha parte de profano;
mas me pareco que os partidos conslitucionaes, nao
os partidos de aldea, sao legtimos; estes o gabi-
nete nao condemna aos seus empregados.
Fechemos este assumpto, que nao Ibes d inuj-
rosse, e que, fallando a verdade, s o d a quem
visa os taes circuios. E csse interesse tem muita
influencia na ordem das cousas: os amigos libe-
raos pilharam-se a sos na tal junta, e eslao fazen-
do urna qualifca^o que, aqui para nos, nao tem
nada que se pareca com o systema de concillaran.
Sempre Tica minio feio se prevalecerent dos escr-
pulos do Dr Lima, que leve modo de ser juiz de
paz, para riscar de votante al empregados pbli-
cos, porque appareceu urna theoria nova, que nao
he todo o emprego que emancipa.
O caso he que todos os partidos dizem applau-
dir a conciliaco, e nenhum per Je vasa de desviar-
se della.
Nao sei se j Ihecommuniquei que a commissao
sanitaria represento ao vire-presidente a necessi-
dade de suspender as quarenlenas em Santos para
os navios procedentes do Rio de Janeiro e de oulros
portes onde a epidemia esi em decMoaco, ou ao
menos reduzi-las a tres das.
seja productiva, e, encarregcu-5c da direeco da
empresa, coadjuvado pelo capito do porto Wan-
dedkolk, pelo presidente da muniripalidadt los
Mara do Valle e por oulros cidados uo menos
zelosos e dedicados.
No dia '20 do corrente, en) que a Igreja com-
memora o glorioso marlyr, foi collocada pelo presi-
dente da provincia a primrira podra no alicoree da
futura capulla com toda apompa c solemnidade, dc-
pois de enloados dlo liev.v gario Joaquim Gomes
de Oliveira e Paiva com o seu clero os tanticos c
oracocs que para lacs occasies consagra a Igreja,
seguindo-seumaeloquenteepatheticapratica domes-
mo Rev. vigario ao povo, que em massa concorreu
ao piedoso acto. Agoracreio que lia muia gente Des
le desterro, e tambem creio que, como para a cons-
Iruecao da capella nu ha de ser preciso formar
coinpanhia, distribuir aeros, laxar chamadas, a
empresa ha de ser levada ao cabo rpida, pacifica
e santamente.
Sempre lhe contarci urna apprelicnsao que me
fez ler um maldito periodiqueira l do alm do At-
lntico. Acabo de ler na Illustraled Londoo
iVeirs de 'O de outiibro ultimo um arliguiulio too
acafelado entre oulros do vanado ampio peridico,
que s quem, como eu, vive em santo ocio, c mo
lhe falla lempo para tudo esquadrinhar, lio que po-
deria deparar com elle. Diz o lal arliguinho :
Descobriram-se na Guyana franeeza signaos de ex-
istencia Je ouro. Amostras Jo mineral bruto le-
vadas a Cayena producirn) menla por ututo de
ouro, e dez por cento de prala. Ao ler isio
assaliou-rae o receio de que, se a noticia nao he
das de moia noite, mal succedida tinha de ser a
misso do Sr. visconde do Uruguay om Paris, pois
que, em presenea do fado, a Franca, que ainda
nao tem Australia nem California ha de querer se-
gurar esta que se lhe olTerece com to pronieltedora,
perspectiva, alarganjo-lbe quanio podar a rea.
Para o conseguir nao se circumscrever que lhe
marcao os cursos do Oijapock o do Marony : lia
de querer cliogar-se mais ao Amazonas para lslc e
ha de sustentar que o Vicente Pintn do tratado
d'Utrecht nao lio o Oyapock, ea despeito das claras
c positivas d5gnar.0es da convenco de limites de
1817, ha agarrar-so s estipulacesdo tratado dc4-
miens,o qual, som annuencia nem audiencia d'uma
das partes inleressadas, se estalicleceu que a linba
divisoria entre as Guyanas portugueza c franeeza
seria o rio Araguary no Cabo do Norte. Que diz !
Ser vo o meureceto? Muito o desejo.
As noticias que aqui lomos da provincia vizinha
ao Sul do como muito diminuido o furor da epi-
demia nos principacs centros de popularn, posto
se tenha derramado para o interior. Pelo veloz
Tocantins sera informado com mais exaelido o
mais circunstanciadamente do que por all vai.
Aqu anatemalisados, como eslo os barios pro-
cedentes do portos onde a bicha morde, nao barat
do vapor coiuinunicacoes com a torra. Adeos.
l.de fevereiro.
O Tocantins, que se esperava o mais lardar a
23 de Janeiro, boje he que aqui appareceu, ose-
guio para a barra do Norte a largar na fortaleza
de Santa Cruz os passageiros que iraz para aqui,
pois sao estas as orden emquanto tavrar a epide-
mia no Rio Grande.
(dem.)
KIO DE JANEIRO.
s^ :& de Janeiro. v
Queslo Villa Novado Minlio.Continuando cs-
IS [u. -l.i i a prender a alleoc.o publica, c achaodo-
se terminados os interrogatorios Teilos aos reos, bem
como os ilcpoimentos das trstemimlias chamadas pe-
la Justina, daremos aqui um extrato do que ha de
mais importante no' processo relativamente ao casa-
mento c ao testamento do tinado liar) de Villa No-
va Ouanto ao casamento, consta dos aolos que o ba-
rio em lodos os seus acto como commerciante, em
suas qestes jud'ciarias, em suas lisias do familia,
nos processos crimes em que for qualificado como
reo citi 1KW e em 18">2, en) suas eutrada< de irmo
em dilcronces ordens, e em suas conversares, sem-
pre se deu por solleiro. Corria mesmo ulli mmen-
lo o boato deq'ie eslava para casar.
Na justlicao5o dada na cmara ccolesiaslica, pes-
soas que se diziam (cstemiinhas presenciaes do casa-
mento, aflirmaram que elle flvcra lugar em urna
casa da ra Direita, que boje lem n n. ti, em fren-
te do Carino,Jsendo celebrante o v -rio da Candela-
ria, no anno de lsio.
Dos depoimentos do actual parodio dessa Tregue-
zia, do coailjuctor e mais pessoas daquelle lempo,
consta que csse vigario em Is.iil, e ja rouito antes
nao parochiava, nem to pouco ctercia acto alsum
sacerdotal.
(/jnst.i mais que urna dea tcslcmunli;is de casa-
mento fra militas vezes Candelaria pedir por cs-
cripto o nome do autigo vicario.
O Sr. Mathias (ionralvcs l;crrera, anii;o sacris-
tao da Candelaria, depdi que e'sc casamento foi ce-
lehrailo no anuo de 1821 uu 2j, na ra Direita, de-
fronte da i'.ruz dos Militares, i noite c por um pa-
dre porluguez. Esla te-leniunlia jura ler assistido
a esse acto.
As teslemunlias do casamento, segundo essajus-
lificacrio, divergen) quanto s feices, estatura e por-
llie, hem como 1'., que sempre e mesmo emjuizo
susteiihsse a realidada e veracidade dellas.
Consta igiialmenlc qo > o guarda-livros foi quem
ciniiiiiuiiicoii a Sonta Ribelro, genro do barao, 0
plano cmicerlado, dizcndu-llie que K> por pssc modo
beque licar'ni reconbecido e legilimado o casamento
d,i viscondess.i e a (iliar.io de sua mullicr. souze
Ribciro anniiio a isso.
Disseram as testemuiilias que esse plano parlira de
I'., reo preso, que frequenlava o csrriptorio commer-
cial do linado bar.lo c ahi assislira i combinarao que
se fe/, quanto ao dcpnimoiito que as leslcmuiilias ti-
nbam ile dar em juizo para a reducrao do Icslainen-
lo niincupativo.
I'., ra lamben) preso, declarou que o no cima
mencionado fui quem livera a idea de se fazer esse
testamento, lomando iulercssc em lodosos negocios,
assislindo c'combinando no que se tinha de fazen
rei'ommciidando por mudas vezes s teslemunbas
que decorassam bem as rppos|as que linliaoi do dar
era juizo, c sondo por assim dizer, o conselhciro pri-
vado. Tambera referi o raesmo F. que, cm urna
conversa rom aquclle reo admirara-e elle de ler I;.
atsiftnado o testamento como tcstemunba, meltemlo
assim a mo na eombuea. Dina linalmenle que fu-
ra elle quem, a pedido do sobredilo reo, fallara a
essa leitemonha para assignar, annuiudo a isso a
mesma leslcnuinha por ser para beneficiar i familia
do finado, em cuo favor faria ludo.
I;. asseverou nao ler assistido s declmenos que
se dizem feilas pelo bario. Afiirmon ler assignado
esse papel dous ou Ires das depois do fallccimcnlo
do bato, no Raneo do Rrasil, mas ja nao se lembrava
quem lhe aprcsenlou esse papel. Diz finalmcnle que
Sonsa Ribciro Iba pedir para sustentar a validade
das ilcclaraccs, prometiendo scr-lhe grato c servi-
lo em ludo que dclle dependesse.
A viscondessa asseverou screm falsas o nanea le-
rem existido as declaracics que se dizem felas pelo
finado bar.lo, c que foram redu/.idas a publica forma
com o lame de testamento niiucnpativo. One fora
o guarda-livros quem Iho eulrcgara, dous ou tres
dias depois da morte do bario, cssas ileclaraees, di-
tendo que por essa maneira se salisfazia a ullima
vonladc do baro beneficiando-so suas trmas cm
Portugal, e liravam-so lodas as llovidas a respeilo
do seu casamento, legitimando-sc a sua lilia casada
com Souza Ribeiro. Que csse individuo e F. Ilie
pediram, poucas horas depois da missa do selimo
dia, para que susleutasse as ditas dcrlaracoes. Con.
cluio accrcscenlando que !em lola dcsronlinnca de
que esse Irania fnra urdido pelo guar jalivros, do
comido le.'n) com 1"., mediante paga que se eslendeu
a todas ns lestcraunbas.
Todas estas declaracics fcitas pelas tcsle.-nunhas
nos (lias 7 e 28 de dezetnhro al s."> horas da lar-
de, pouco mais ou menos, foram nesse ultimo dia,
pelas 0 horas da noile, confirmadas sob juramento
prestado na presenea de Souza Ribeiro, com quem
foram acareadas, por elle negar ler lido parle na
falsiliracao do (estamento. Essa acariaeilo fui fe-la
depois de lerem eslado os acensados communicavei5
entre si c com pessoas exlernas que as procuraran)
oes-1 tarde ; e a ella assislio a viscondessa, que
continuou a sustentar a falsidade desse testamento,
c a nao existencia das declaraces ?tlribuidas ao seu
finado marido.
Existe em juizo urna ola ou aponlamcnlos para
um testamento, e cuja Ultra declarou Souza Ribei-
ro parecar-se muito com a sua. Nessa nota d-se e
viscondessa como solteira, e a mulher de Souza Ri-
beiro como lillia reconhecida.
Tambem existe cm juizo nm liiljielinliri, cuj le
Ira Souza Ribeiro declarou igualmente parecer-se
com a sua, o em que se diz ao Dr. Manoel Jacques
de Araujo Basto liaver difiiculdade em as (eslemu-
nhas assignarcm, pelo que se julgava melhor o meto
da Conreino.
O mesmo Dr. Uaslo declarou que essea apona-
ment- de lestemunlias foram feitos cm sua caa no
llotafogo, para onde se recolhcram i hura do dia
seguinto ao cm que morreu o bario, elle Raslo, Sou-
za Ribeiro, e Antonio Jos Tiodinho.
I'm coclieiro rclevou que Souza Ribciro lhe alu-
gara um carro no dia do fallecimenlo s 0 horas da
tarde, c dirigira-se dircrlamcnle ao llotafogo casa
do Dr. BaslO, Este nu foi encontrado ahi, mas
dwell, que coramandava as armas daquella provin-
cia, ai.o a para o commando das armas da corte.
Koran) nomeadoi para o lliesouro publicu nacio-
nal :
Contador.
O cscrivap da allandega da corle Raphael A relian-
jo (jalvao.
Chefes de teetao.
Os primeiros escriturarios Francisco Ignacio Ta-
vares, Antonio Jus de Castro, Manoel Piulo Vieira
Pinto, c Narciso da Luz Uraga.
Primeiros escripturarios.
O escrivio da descarga da alfandega da corte Jo-
s de S Bczerra, o inspector interino da Ihesoura-
i ia do Rio Grande do Sul los Joaquim de Almeida
Aruisaud, o rhefc de seceso da mesma Ibesouraria
Miguel Archanjo (ialvio, os segundos escriplurarios
do thesouro Salustiano Jos de Souza e Silva, Au-
gusto llenrique tlonraga, Manoel Francisco de Cas-
tro, l.uiz Maria F.pifanio de Almeida, c Augusto
Carlos de Amorim narria.
.Segundos escriplurarios.
O i" dilo da Ibesouraria de l'ernambuco bacharel
Jos Maria da 'I rm la-te.
Os lercoiros escripturarios do llicsouro Fraucisco
Esleves Telles, Jos Virgilio Ramos de Atetada
l.uiz Peitolo da I inispca Guimaraes, Carlos Augusto
de Su e Jos da Silva l.emo*.
Terccatros escripturarios.
Os quarlos ditos do Ihesouro Antonio de Oliveira
Macicl, Antonio Jofio de Menezcs Macelo, llenrique
l'ereira de Azcvedo, Jos da Cunha Valle, (darlos
Vctor Boisson ; e o amanuense da secretaria da
llicsouraria de Pernmhur.o Joaquim Izidro Simes.
ijuarlos escripturarios.
O amanuense da secretaria da Ibesouraria do Rio
Grande do Norte Miguel lienevidcs Seabra de
Mello.
O escriplurario da do Paran l'elizardo Jos
Pinol,
Os quintos escripturarios do Ihesouro Mximo
Antonio Barbosa, Antonio Caelano da Silva Kelly,
loto Jos do Rosario, Jos Alves da Silva e Oliveira,
Francisco Dias da Cosa, Francisco Guedes de Arau-
jo GoinuciSS, Carlos -tos Sanios e Oliveira Pinto,
lieurique do Amaral Silva, e Leopoldo Tertuliano
Valdeisro.
Quintos escripturarios.
O 2" dilo di Ibesouraria do Paran Antonio Tello
Brrelo Filho.
O pralicanle da do Maranhao Odorico Jos da
Cosa.
DcmitUdos,
Os quarlos escripturarios Francisco Jos llorges,
e Jos Thomaz de Oliveira.
O quinto escriplurario Capitolino Peregrino Se-
veriauo da Cunha, a seu pedido.
Aposentados.
Os chefes de seceo JoJo da Silva de Miranda e
Aloxandre Jos Ferreira Braga.
Os primeiros escriplurarios Jos Luiz da Cosa,
Joio Manoel da Fonseca e Silva e Antonio Jos
Goncalves Vilella.
O 2 escriplurario Luiz Antonio Goulart.
Os quarlos escripturarios Luiz Antonio de Caslro e
Jos Antonio Rodrigues Percira.
Thesourarla do lispirito Santo.
Aposentado.
O inspector Luiz da Silva Alves de Azarabuja Su-
sano.
Nomeado.
Inspector, em commissao, o 3o "escriplurario do
Ihesouro Vicente de Mello Wanderley Maciel Pi-
nheiro.
Thcsouraria do Rio Crande do Sul.
Chela desenla.
O chele de seceo da do Para Andr Cursiuo Ben-
jamn).
Primero escriplurario.
O 3" dito do Ihesouru Jos Antonio de Carvallio.
Thesouraria do Para.
Amanuense da secretaria.
O l escriplurario Francisco Pereira Gomes.
Quarlos escripturarios.
Os prnlicantes llenrique JoAo (".ordeiro, Nicolao
Jos de Caslro e Cosa e Vicente Carneiro Leal.
s;rr, nnTn.'.-, junto doporlao de Jos Guedes Pinto
onde, depois de cnnversarciii ambos por alsum lem-
po, o Dr. Baslo entrara para o carro, e fura com
Souza Ribeiro casa do labelliao Falbo. Souza Ri-
beiro foi quem subi ; 0 Dr. Baslo licou no carro.
Parliram dahi, e. depois de an larem por Malaca-
vallos, se dirigirn) a casa do labelliao Caslro, no
campo de Sania Anna. Depois de anearen pelas
ras do Regente, Ourives e largo de Sania Rita,
mandaran) parar a carro na ra Direita, onde entra-
ran) mais Adolpbo c Godinbo, indo todos para a ca-
sa do Dr. Baslo, era Itolafoso, donde sabiram ao tiro
de peca Souza Ribeiro, Adolpbo e Codinho, que se
apeiaram na ra Direita. Todas esta revelares
foram feilas e sustentadas em presenea de Souza
Ribeiro.
O labelliao Fiallio declarou que n.1o su Souza Ri-
beiro fra a sua casa ao anoilecer do dia cm que
morreu o baro, seno lamhcm que ouvira ao pro-
prio Souza Ribeiro em seu escriplorio de labelliao
da ruado Rosario, depois de apresentada na polica
a lellra dos !)) contos; que era verdade ter ido elle
em companbia do Dr. Basto casa do labelliao Cas-
lio le ti m dn cholera.Fallecern) do cholera
no dia 21 docorrenle l) pessoas, sendo 3 homensli-
vres, i homens e I mulher escravos, e I
rundirn incerla.
Morlalidade lolal dos cholencos al anlc-honlem
i.-270, sendo :
la vi es. 3,033; homens 1,281, mulberes 772
Escravos. 2,18'J; s 1,373, 616
t.ondirao incesta. 28; 20, 2
cas de declinar O homeopalha Soares Nciva, que
lanas vidas salvou, e lanos servicos havia prestido,
rclirou-sc da villa exhausto e enfermo ; no entinto,
o servico medico e morluario vai-sc fazendo cum or-
den) c promplidao.
Na Asscmbla, como lhe disse, parece que a mo-
lestia reinante amainou a furia insana cum que dia-
riamente proslrava de 26 a 30 victimas. O r. An-
tonio David VasconccIlosCauavarro, depois de pres-
tar illi relevantissimos serviros, recolheu-se capi-
tal, assegurando que a epidemia est completamen-
te eilineta naquella villa ; havia 17 dias que nao
occorria um su fallecimenlo.
Na cidade de Alagoas e Taperago, depois de re-
crudescer a epidemia intensamente, mostra-se afora
mui benigna e quasi exmela : o numero dos morios
al o dia li do corrente, compntava-se em 290. Of
dous facultativos que l se achavsm, Drs. Joaquim
Jos de Araujo e Pamphilo Manoel F'reire de Carva-
Iho, foram por diversas vezes accoraraeltidos pelo
nial-epidmico, e liveram ltimamente licenca para
se recolherem capital, sendo substituidos pelo Dr.
Ignacio Jos da Cunha c o acadmico Manoel da
Silva Romto.
Pessoa fidedigna nos refere urna circurostancia
notuvel queoccorre actualmente na cidade de Ala-
goas ; em vez de eicasscarem e encarecercm os g-
neros alimenticios de primeira necessidade, como
lem acontecido em oulros bisares, nunca houve tan-
la farlura de carne, peine, farinha e legumes naquel-
la cidade '. Ser porvcnlura esse fado devido a nao
liaver all coniracrcio '.' Parece que sim ; pois aqui
na capital, durante esta calamitosa quadra, lem o
povo visto ermier-see tngrossar um terceiro flagello,
alm da peste e da fome, produzido pelos alrivessa-
dores, monopolistas, e leda essa calila de traficantes
que se nao pejam a mercadejar com as miserias do
povo, e a lodo o transe querem approveilar a quadra
parase locuplctarem de um modo vergonhoso e in-
fame, alteando os precos de lodos os gneros indis-
pensaveis a vida, a um ponto exorbitante Dizem
elles que o commercio tem solfrido profundos gol-
pes provenientes dos devedores do interior, que bao
succombido .i epidemia sem saldaren) seus dbitos:
no entanto, paga o justo pelo percador; eutendem
que a popular > da capilal deve indemuisa-los das
perdas e dainos que bao sofTrido.
Na povoar.io da Capella recrodesce a epidemia'
Foi oicialmentc confirmada a infausta nolicia do
fallecimenlo do bravo e dislincto capellao do 8. ba-
talllo de infantaria de linha, Gregorio Antonio da
Silveira, que sendo accommcllido nessa povoacao,
seguio para a villa da Assemblca, onde fallecen no
dia 29 do osando.
Acaba de ser accommellida da molesliaal reinante
a povoac.lu do Coqueiro-secco, situada na marscm
occidental da lagoa do Norte, distaute urna legua da
capilal, de que fica fronleira : tambem continua a
manifeslar-se o mal na villa de Santa Luzia do Nor-
te, como J lhe noticici : para ambos esles lugares
foram remedidos os mais promptos soccorros.
Nesta capilal c suburbios vive-se em continuas al-
ternativas.de esperancas e receios pela oscilac,3o que
aprsenla o obituario, que ora baila a 2 e 3 por dia,
e enl.lo radia a alegria era lodos ossemblanles, ora
sobe al I i, e eolio licu lodos Irislonhos. No en-
tender de rauilos professionaes e pessoas habilitadas,
tem aqui reinado o cholera lo mortferamente romo
as margeos do San Francisco, Pilar e oulros pon-
tos mais devastados ; o asseio, porcra, da cidade, a
ponlualidade militar com que se faz o servido mor-
luario, a presteza com que sausoccorridos os anec-
iados, e mais que ludo o tralaraento homeopalhico,
(quasi delusivamente empreaado' tcera concorrido
poderosamente para o lento e benigno desenvolvi-
menlo da molestia. No dia 4 do correnle, fizeram 2
raezes que se deu o primeiro fallecimenlo di um cho-
lenco em Jaragu, no cnlanto, o numero dos falleci-
dos al odia ti ultimo, ralcula-se em-278. As abun-
dantes chovas que cabiram ltimamente sobre a ca-
pilal nao sei se foram benficas ou malficas epi-
demia : nesta quadn nao ha propbeta ou.Cassandra
que preste Devo no entonto, fazer aqui evapej
do hbil o experiente liomeopathico M. Porte, co-
jos prognnslicos sobre a epidemia leem-se realisado
de um raodoadmiravel I Conversando ha uns 20 dias
cora elle urna pessoa respcilavel, pedio-lhe o pare-
cer acerca da declinacao ou recrudescencia da epide-
mia, respondeu-lbe o hbil professor, que julgava
que a molestia conservar-se-hia estacionaria al
humen) da principios de feNereiro, cuja la nova seria apoca
mais mortfera nesta capilal, e que depois declina-
ra o mal al estioguir-se. Com effeilo, realisou-se
de modo maravilhoso a primeira parle do vaticinio ;
a morlalidade eslava regalando de 2 at 6 por' dia
antes do novilunio, e no dia desla primeira setigia
elevou-sc alio numero dos fallecido! dentro da
Na conformidad? da resolucao provincial n. 232
de 3 de marco de 1834 deve ser no dia 1. do pr-
ximo futuro meza insiallarlo da assembla legisla-
tiva desla provincia ; duvido porm que se possa
conseguir a reuuio dos deputados que habitara no
nlerior.
Acaba de recollicr-se a capilal gravemente enfer-
mo o Dr. J. S. A. Pinna, que havia seguido para o
Pilar com o Dr. T. do B. F.' Espindols, no intuito
de soccorrer aquella povoacao.
O Dr. Pinbo-regressou do Penedo ainda nao com-
pletamente reslabelecido dos varios accommetlimen-
los que sotierra da terrivel molestia naquella cidade:
apezardo seu mo estado de saude offereceu-se para
ii prestir os serviros de sua profassee no Pilar, onde
a epidemia, como lhe noticie) tem grassado intensa e
furiosamente; alli chegandu recado com orna diar-
rhea renitente qae o prostrou, zombando de toda a
tberapeutica allopathica: coosta-me que o so-
bredilo r. deacoroQoado. e j desesperado dos ba-
camartes allopathicos, que nada leem conseguido
conlra o pertinaz c rebelde incommodo, mandara
chamar o Dr. M. Porte, alim de (ralar-sc homeopa-
thicamente : praza a Dos que a homeopathia con-
siga mais esta importantsima victoria sobre a de-
crepita medicina allnpatha !
Os gneros alimenticios conlinuam a escacear e
encarecer cida vez mais e o 3*fl flagello de que lhe
fallei prosegue impvido : lodos os gneros cleva-
ram-se a presos fabulosos.
II
Pelas ultimas noticias viudas das margeos do rio
S. Francisco consla que ainda no Penedo e algans
oulros lugares mostrase emperrada a molestia rei-
nante, respigando una ou nutra vida. Receia-se o
reapparecimenlo do mal naquelles lugares la* de-
vastados !
Chegaram ms noticias de Qnebrangulo : a epide-
mia vai engrossando em signos districlos ; cerca de
ISO pessoas haviamsuccombido, sendo 4H habitantes
da povoacao. Medicamendos. gneros alimenticios
o oulros soccorros j linham sido enviados o ltima-
mente fez S. l'-v. secuir para U o acadmi-
co recem-chegado da Haba Antonio Cirios da
Silva.
as circumvi-inluiirn da villa de Assembla, e
sobretodo no povoado do Lourenro, continua o
cholera a prostrar diariamente 10 a 12 victimas :
acha-se naquelle lugar soccorrendo a popularan o
prcslimoso e incaosavel acadmico Octacilio Aris-
lides Cmara, que por sua nctividade, dcdicac.au e
caridade lem-se tornado credor dos maiores enco-
mios.
A povoacao'de Murici, perlencenle ao municipio
de Imperatriz, acaba de ser invadida. S. Exc. sem-
pre solicito e desvelado pela sorte de seus infelizes
presididos, fez seguir para aquelle pequeo povoa-
do medicamentos homeopathicos, vveres e cober-
tores.
As ultimas noticias chegadas de Atalaia sao mais
lisongeiras: a epidemia pareca declinar ; j se
ochavam em convalescenca o Dr. Silverio e o juiz
municipal.
Vai-serealisano nesla capital o vaticinio do dis-
liuclo homeopalha M. Porte; a epidemia nesles 2 l-
timos dias lem declinado consideravelraenle; o numero
dos accomraellimontos diminoio nimio, a morlali-
dade do dia 9 foi de 7 pessoas, c honiem apenas se
enterraram 3.
Praza a Dos que o Sr. M. Porte seja um verdi-
deiro prophela !
Honiem pela madrugada cabio copiosa chuva,
acompanbada de horrsona trovoada, sobre esta ci-
dade; parece que esse pheooraeno meteorolgico in-
floio benignamente sobre a ntraosphera.
O Dr. J. S. A. Pinho achi-se muito melhore con-
sidera-se livre de todo o perico, gracas a saota ho-
meopathia !
Vale.
P. S.Esquecia-mc dizer-lhe que dos 7 faculta-
tivos recem-chegados da Babia deixarara de co'n-
tralar-se com a presidencia os Sr?. Drs. Rutilio Pal-
rairiuo de BuIhOes e Ignacio Alccbiades Velloso :
diz-se que bu razes poderosas para que estes dous
mdicos se nao contraten), ignoro quaes sejara ellas
os oulros ."> engjaram-se e j.i se achn prestando
Serviros em varios pontos era que reina a epide-
mia.
i tro perguutar se seu sogro havia feito algum tsta-
te do antigo parodio que cetchrqu csse aclu, duendo menlo.
urnas qu era homem de estatura! regular, nutras que
era alto e magro, oulras finalmente que era baixo e
corpulento, representando ler lie 40 a 50 anuos de
dude, quando consla pelos drpojmenlos do parodio
actual e do ex-sacrislao Matbiasnque era homem vc-
Iho, curvado por 80 anuos da idade, docule c bao
achacado dos ps que nao podia andar.
Tamben hacontradircao nessas teslemunbas quan-
(o ao individuo que ajudava o padre na cclebrncjio
do casamento. Dizem ora que nao havia ajudanle,
ora que era um homem branco, ora que era um par-
lo escuro.
O escriplurario de S. Francisco de Paula depz
que um dos presos fra no stimo dia da morte do
barao secretaria daquella on|em, pedir papel, c
lucra de sua propria lellra dous requerimentos, que
esto em juizo, para ohler cerlidao dos termos de
prolissao do finado barao e dekeu lilho Joaquim, ir-
mos daquella ordem. Observando-lbe o escriplu-
rario que nao podia passar eerlidSe da profiss.to do
barao, por eslar em branco no^ivra grande o lugar em
que devia eslar declarado o s(u eslado, o requerente
r bar.to por casado. O escriplurario replicara que nao
faria isso, porque eslava aeosturnado "a ser bonioin
... I de honra e estimado dis pessoas com quem serve.
Ja vou virando a casaca em malcriada udarente- ~.T.____ .___.'
. iiii u I apezar de ser pobre e viver apenas do sen ordenado
lias. Primeiro que ludo he doloroso que o pobre
viajante, alem das despezas de bordo, deva irazer
na carteira urna quoia de 309 para sustentar-se
no hsareto a 39 por dia. E sabo como? Com
carne jccea, na literal accepo do vocabulo, e com
roscas cacetes.
Alm disto estou observando fados que por si
sos basio para desmoralsar a eicaca da medida.
Quera quer fuqir da quarentena aporta em S. Se-
bastiao ; inlerna-se pela vereda que vera ler ca-
pital ; est na capilal poucas horas, e desee para
Sanios, ebegando primeiro qne os companherros de
viagem. Burla-se pois toda a vanlagem, com gran-
de sacrificio do commercio.
(Carla particular.)
SAMA CATHAMNA.
Desierro, 28 de Janeiro de 1856.
Nesta Ierra, sem dunda abenQoada por Dos, a
cm toda a provincia ainda continuamos livres da
epidemia, quo al aora nao transpz os seus li-
mites. Desdeoulubro, nos mezes em queella lavrou
mais intensa as provincias do Rio de Janeiro c
do Rio Grande do Sul, c quando havia sida aqui
imporiadacomiaolrisie solemnidade, tivemos gros-
sas ebuvas aturadas, ventos tempestuosos, alterna-
tivas do fri do invern e de calor do esli, difi-
ranla* graos de temperatura emlim, c todava o mal
poupou-nos, nao grassou aqui. Expliquen) os
humens da -ciencia ns causas desle phenomeno
auspicioso, se lano Ihcs frdado. Nos, cbrslaos
do erencas firmes da escola velha, aliribuimo-lo a
favor especial da Providencia e inlerccsso dos
Santos da nossa devoo. E sendo um desles S.
Sebastin, lrala-se de erigir-lhe, como vol de re-
ronhecimento, urna capella cora a sua invocarlo em
lugar eminente beira-mar na ra da Praia de Fu-
ra e fronleira barra do Norte. Doram o terre-
no para a fundar m os cidados Jos Maria da .uz,
loo Moreira da Silva o Jos Maria Pinto. O pri-
meiro, preslimoso e dedicado sua ierra, promove
pezar de ser pobre e vi ver apen
e do rendimento de orna casinlia. a Pois seria mo,
relorquia o requerente, qu* vots vivesse do rendi-
mento de mais urna casa ? '
ijuanti. ao testamento, as teslemunhss respectivas,
depois de declararen) na polica que, se assignaram
esse papel, foi por nao saberem que era um testa-
mento nuncupativo, foram novameole interrogadas
pelo juiz formador da culpa, e ahi houve contradicedes
entre os seus depoimentos e os da viscondessa, sua
filba e cnleado.
Das declararles dos Srs. Drs. Feijci e Manoel Feli-
ciano resulta que, tendo estes senhoros prevenido o
barao da gravidade da sua molestia c da necessidade
que linba de regular seus negocios, elle lera respes.
la negativa o enfadada.
As teslemunbas do taslamcnlo. no interrogatorio
feito pelo juiz formador da culpa, sao concordes cm
dizer que o barao nao fizer aessas declarares> que
ss deu o nome de testamento nuncupativo. Manden
que o seu guarda liv ros tirasse urna rclaeo de seus
prenles de Portuual, e escolbesse um labelliao de
lodo a prnbidadc, para no dia seguinle ser chamado
fazer o testamento. Mas isto nao aconlcceu, por-
que o barao expiroe na eecasiSo cm que o mesmo
guarda-livros se approviinava para enlregar-lhe
aquella lista e dizer-lbo qual o tabellio que cm seu
conecito increcia a preferencia.
O eu.irda-livros declarou mais que, horas depois
da morto du havao, conversara cora F. e com F.,
reos presos, a respeilo da inlrncao e desejo que Uve-
ra o bario de beneficiar aos seus prenles de Portu-
gal ; c que cnto concordaram em Fazer um arlo
qualquer que livesse poc lira realisar csse benefi-
cio ; polo que, contando com a acquicscencia c boa
vonladc das pessoas intimas da casa, resolvern! fa.
zer essas deelaraees que, tres dias depois, foram
reduzidas a escripto pelo rarsmn cuarda-livros, de-
clarando P. que nao queria assigua-las como lesle-
munha para nao causar suipeita.
t.ansia tos autos que o gnarda-livros foi quem
enlresara > viscondessa essas declaraeOes, pedindo_
O tabellio Caslro conlirmou que Souza Ribeiro
fora a sua casa para csse fim.
Passemos a ver o que ha a respeilo da b lira dos
J00:OOO3.
(jodinbo declarara na polica que por ler sido
quera airan' .ra o casamento da filba do baro com
Souza Kibeiro, esto lhe aceitara essa lellra; mas,
dizcndo-lbe depois que nao podia paar toda essa
quantia, alenla a pequea heranraque linba derc-
ceber, quando suppunba que seria inuilo maior, el-
le Godinbo lizera o abalimentn de 80 contos, sendo
mediaqeiro desla negociacao Francisco de Paula Vel-
lozo, a quem so deu em paga duas lellra- de 10 con-
tos cada urna, aceitas no Io de agoslo por Souza Ki-
beiro, licando elle (iodinho com 100 conlos em
letlras.
Do depoimento do Sr. Jos Antonio de Araujo
Filgueiras consla tercm sido descontadas por Fran-
cisco de Paula Vellozo duas ledras de 10 conlos ca-
da uina, aceitas por Souza Kiheiro no dia I de agos-
to de IK5, a prazo de um armo; mas que elle
deponente ns repudiara pouco depois, nao obslanlc
tercm o endosse de Paula Vellozo, por nao querer
negocios cora Souza Ribeiro, a'visla da Iransaccao
da lottra tal-1 de 1110 conlos de res.
Dos dspoimenlos dos Srs. Montenegro e Lima e
de AlvesSouto, consta que outra lellra de 10:000j,
aceita por Adopho como procurador da viscondessa
e endossada por Souza Kibeiro, fra levada a praca
para ser descontada.
Tarabem consta do processo que F., sendo deve-
dora casa do barao, endossara a seu favor una lel-
lra de 1:8009000, aceita por Jojo Antonio de Souza
Caslro e pelo guarda-livros Adolpbo, como procura-
dor da viscondessa, a qual lellra fui aprescnlada a
protesto, sendo esse lirado a favor do raesmo I"*.
Consta, alm disso, qae grande numero de joias
de subido valor foram levadas ao Monte do Soccor
ro por Souza Kibeiro e Adolpbo, e ahi empenhadas
pela quanlia de lli cootos de rs.
Consla finalmente que nj proprio dia da raorle
do barao, pelas 7 horas da inauhaa, o guarda-livros
lizera sahir de casa a' cabec. de um prelo, urna pe-
quena lata, de dous palmos e raeio de comprido e
umde alto, um tanto usada o sem pintura, que pe-
lo cuidado com que era conduiida pareca conter
alguma cousa .le valor.
Eis o que de mais essencial piulemos ohler das
informaeescolhidas pela juslica.
Agora compre declarar que depois disso as lesle.
muidlas do Icslainenl retrataram-se e insstirnia
sobre os depoiinenlos que li/eram na policio, allir-
mando lerem eslado coaclos na casa da currccc.lo.
Souza Kibeiro, liodinho c Paulo Jou da Cosa ja'
apresent.iram defe/.a escripia.
Klanoel Jos de Araujo e a viscondessa, pediram
e oblivcram olio dias para juntaren) documentos om
seu favor.
A viscondessa continua a sustentar a lalsidadc do
testamento c a nao existencia das deelaraees do fi-
nado baro.
i,70 2,880 1,390
{Jornal do Commercio do Rio.)
GORHESPONDENGIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCQ.
MACEIO1
10 de fevereiro.
No vapor S*M Salcador, que aqui locou no dia i
prximo passsdo, chegou-nos da Baha um bom re-
forjo medico coinposlo de l doutorese 3 acadmicos,
os quaes vieran) dispostos a combaler denodadamente
o terrivel inimigo que nos est devastando. Bem
viudos sejam csses Tlenles discipolos de Esculapio,
sobreludo aquelles denlre el les que, cedendo n evi-
dencia de innmeros fados e repetidas experiencias,
hajam substituido ao decrepito e caduco asioma hyp-
pocralico contraria contrariis curantur, o novo e
persistente umilia similibus c.urnlur hahneman-
niano, que lanos, prodigios ha operado entre nos
nesta calamitosa quadra. J nao he smenle eile seu
humilde correspondente quem assevera e propala es-
ta verdade, be o poro em massa, n/ia roce el un-
nime, sao os habitantes dos pontos aneciado-, s3o os
moradores do interior que iqui chegam, sSo as au-
toridades, so os dous illiislradissmos presidentes
desla e da provincia de Sergipe, sao finalmcnle,
quasi todos os mediros allopaihas.que, havendo aqui
lutado conlra a endiente do mal, e reconhecido, nao
s a vnprofieiiiaade como mesmo a impostibilidade
de acudir-se por mcio da complicadissima llierapeu-
lica allopathica a centenares de enfermos, quando a
epidemia se assoberba erehia desptica, depuzeram
os pesados hacamarles. c empunharam as maneaves
armas hahnemannanas. 0 reforjo medico que nos
acaba de chegar compie-so dos 4 Srs. Drs. Eloy
Marlins, Ignacio Jos da Cunb >. Ignacio Alcibiades
Velloso, Kutilio Palmerim Bolhes, e dos :i esludan-
tes Manoel ,;rar.cs!>J'eiiera, Manoel da Silva Ro-
roiioe Antonio Carlos da Silva ; veio muiloa lempo
csse poderoso autitiar : muilos dos nossosjfacultali-
vos cstao cansadissimos e quasi exhaustos de tanto
lidar, oulros que foram accommellidos, ainda conva-
lesceulcs, mal podem prestar servicos, e no entonto,
o incansavel e assolador inimigo, nao se moslra an-
da saciado de lautos estragos que ha feilo, anles s-
denlo estira-se embravecido, altingindo con) os mor-
tferos bracos varios povoados, e amcaoaudo abran-
gir cora fatal araptexo toda a provincia, cujo slo
parece destinado a ser lodoadubado cornos despo-
jos morlaes do seus infelizes habitantes !
Alem dos Ires povoados do Pilar, Palmeirados In-
dios o assembla, que, segundo lhe notieiei cm mi-
nha ultima carta, iam sendo devastados pelo medo.
nbo llagello, tenho de accrescentar a villa de Atalaia,
da qual temos pessimas noticias : epidemia tem
alli recrudescido, atacando intensa c furiosamente a
todos. O digno juiz de direito da comarca, Dr. Sil-
verio Fernandes de Araujo Jorge, c o juiz municipal,!
Mauoel Cesar Bezerra de 'oes, haviam sido accora-
raeltidos. S. Etc. fez seguir para aquella villa no
dia 6 o acadmico Manoel Frniirsco Teixeira, alim
de coadjuvar ao digno i." vice-presidente da pro-
vincia Dr. R. C. de Mello, que tem prestado naquel-
le municipio relevantissimos servidos de sua pro-
lissao.
No Pilar conlinua a epidemia ainda intensa ; ora
baiva a morlalidade a ponto de daralgnmas esperan-
cas de declinacao, ora sobe, lornando-se medonba.
Ale o dia l> compu'ava-se era Vrl o numero dos fal-
lecidos ; no enlanto, o servir morluario faz-se em
boa ordem, c a rcsiiMiarao lem calado no animo da
pnpulaco ; gracas as enrgicas e acertadas provi-
dencias dadas ullimamenle pelo Eim. Sr. S e Al-
huquerque. Os enfermos s,)o com presleza soccorri-
dos pelos i facnllativos que l se achara, os quaes
devem estar cancadissimos do insano lidar, pois o
numero dos accominelidos quotidiamente he espan-
toso !
Na Paluieira dos Indios prosegue ainda o cholera
medonhamenle era sua terrivel devastadlo ; nao ha
recursos que bastem, nao ha meio de por um para-
capital maior numero a que (em chegado. Pra-
PAGINA AVULSA.
Si flSEii S
mis l de fevereiro.
ConsU-nos que o Sr. eouselheire Jeronymo Fran-
cisco Coelho est nomeado presidente e coramandau-
le de armas da provincia de S. Pedro do Rio Gran-
de do Snl.
O Sr. marecbal de campo Joo Frederico Cal- I deiro assolaro, o aiuda o llagello no d esperan-1 vidas.
za a Dos que se realise a segunda parle do valicioio
do Sr. M. Porte cora a mesma precisSo com qne se
realisou infelizmente a primeira : j elle havia tam-
bem prognoslicado Com a mesma cxaclidao a recru-
descencia que houve no mez passadu I
Por lim resolveu-se a folha olTicial a fazer juslica
a esle digno homeopalha, tecendo-lhe os merecidos
encomios, e dando-lhe os agradecimeutos pelos re-
levantes servidos que lia prestado na quadra actual :
0 bullelim do Soticiador de 7 do correnle n. 8, ei-
prime-sea seu respeilo pelo seguinle modo :
lie juslica devida aqai tributar louvores ao lia
n bil homeopalha Marius Porte, que na quadra de
1 difliceis prov.raris porque passamos, appareceu
ii como sanl'elmo entre nos. Esse cidadao Parizien-
* se, eminentemente humano c caridoso, para soc-
a correr aos infelizes desla cidade, qoe sua che-
gada ja encontrn -miren lo. despreza vautajoso
o contrato para San Miguel; prefere licar e com ad-
e rairavel abnegacao de seus interesses se ha prsta-
te do a qoanlos o procurara, a quantos lhe acenara
o por -arcano, ou lhe- ouve os gemidos, nao smen-
le le na minio Alia, como rm Jaragna' ; lem sidn
ce causavel.tem distribuido gratis da sua ambulan-
te cia particular homeopalhica, medicamentosa mu-
ce los dos cidados caridosos que se dedicam a tratar
ii dos cholencos ; da' instrucc.es e consultas, e ain-
ii da para fn a oulros os lem fornecido, quando lhe
o pedem. Dos lhe pague O eterno recoiibeci-
ie ment le leda a popularao desla cidade esla' liga-
ii du ao nome desse nobre eslrangeiro, que ornara
ii as paginasda historia das calamidades alagoanas,
e jamis se extinguir' de nossos coraees.
Muito folguei do ver que o orgao oflici.il eslava
pcrfeitamenle de accordo comigo acerca do que lhe
expend cm minliu carta de i do corrente respeilo
do Dr. Al* Porte: he realmente juslica que se faz
ao mrito, desinteresse e servicos prestados por esse
cantal u o illustradu e mui dislinclo francez, que ca-
da vez se faz mais credor de nossas sympalhias e re-
conhecimento. Nao he esl.i a primeira vez que o Sr.
M. Porlc presta relevantissimos servicos ao Brasil
em quadras epidmicas: quando cm ISO grassou
com mortfera inlensidade o febre amarella na pro-
vincia do Para la se achava o Dr. M. Porte,como de-
nodado caropiao, combalendo com vantagera ao ter-
rivel mal, e teve a fortuna de salvar preciosissimas
vidas e entre oulros ao Exm, Sr. Jeronymo Fran-
cisco Coelho, enISo presidente daquella provincia.
Un) dislinclo e hbil medico que aqui se acha, na-
tural da sobrcJita provincia, coulou-nos que du-
rante aquella calamitosa quadra o insigne homeopa-
lha fez prodigiosos curativos, sendo incausavel em
soccorrer aos enfermos de lodas os elasses e coudi-
oes, sem ler un instante de repouso nem de dia
nem de noite. Os agradecidos Paracuses ainda se
recordavam, dousannos depois, dos relevantes ser-
viros que Ibes havia prestado o Ilustre homeopa-
lha: ura peridico da capilalo /m Partiente,
n. -21 de :l de julho de 1852, asprimfo-se a seu res-
peilo pela seguinle maneira :uChc-gou ncsle vapor
ii Mr. Marius Porte Dr. era homeopathia, que tantos
te servicos presin no lempo da epidemia, nesta rida-
ii de, alm dos que prestara na coloniade.Santa Ihe-
reza. Damos esta nolicia aos Paraenscs agradecidos
i que de cerlo se lemhrarao do dcsinlercsseicom
u que este Sr. en Dr. Aguiar so prcslaraiu alo as
i uessoas mais dosconhecidas. A recompensa que
ii elles liveram pelos relevante) servicos que prsta-
le ram nao foi nutra seno a gloriada fazercni oliera
ii que podcrani.
No Pontal da llana acha-se absolutamente extinc-
ta a epidemia.
X-ir.ai- poulos ,'tl'eciados da provincia nao le-
da* rcenles eveeprao de S. Miguel. Cm
alfoces viudo a pouco daquella villa me informa
que e molestia tem alli recrudescido elevando-se a
12 e 15 o numero dos fallecimentos diariamente :
accresceutava aquclle oflicial que a homeopathia
tem sido alli applieada com felicissimus resulta-
dos e que l ella se deve a salvarlo de muilas
A nossa
sempre que possamos, em nossa meia lingua apon-
tar algumas medidas que nos parecerera justas e a-
cerladas, das quaes o povo possa eolher algum pro-
veito.
Confessaraos que nao nos compunge (anto ver os
nossos irmaos padecendo por urna epidemia, como
passando ja pelos transes da lome, c esta occasiona-
da pelo monopolio, pela cmoi la le e Usura dos tra-
ficantes. Nao cessamos de bradar econlra aquelles
que nos vendem carne 'podre a 18 e 21 pata-
cas: o povo ja principia a sentir dias inteiros
de fome, sera que se anime a comprar a carne,
que em muilos achongues se vende por um|pre-
co eshorbilanle. Acreditamos que o governo lem
sufiicienle energa para melhorar a sorte dos seus go-
vernados, elles que depositam a mais plena confian-
ca em um espirito bemfasejo, porque ahi OsMo os
tactos quo provam que ha da parle da administra-
Cao provincial bons desejos de melhorar a tortc desle
povo acabrunhado por dous males horriveis, pesie e
fome! E pois comprando o governo gado,
que \em a feira, e fazeudo-o repartir por urna com-
missao de sua coofianca, laxanrio-llie o privo para
as dillerenles villas, qne alli comprara, c o resto pa-
ra esta cidade, encarrecadas-as cmaras de sua dis-
tribuiro ao povo, temos que a carne ranura de 18 e
'21 patacas ser reduzida a muilo menor proco com
o provcilo de urna populaco numerosa, e nico pre-
juizo de urna ou duas duzias de pessoas, e
desmentido do certas utopias de economa po-
ltica, que alias podem ser realisadas, nao em po-
cas tao excepcionae- e do lano egosmo como
a actual. Bem coohecemos os sacrificios cv
paotosos do magistrado, que prende a provincia, e o
grande despendi da fazenda publica, porm da per-
severancia do primeiro e de sua coragem, amor a es-
le povo, lemos a esperar que nenhum meio do me-
lhoramento ficaru cjn olvido, ja emquanto ao abas-
tecimenlo de farinhas e do mais vveres vindos de
fira, ja a ura remedio para as carnes, cujo preco
chegue as elasses pobres do povo a respeilo da se-
gunda (a fazenda) ella he nossa, e antes de pacar-
mos encargos lemos do curar-nos, e matar a lome'
eque feilo, cuidaremos do mais.
Dado porm o caso de qae o governo era sua sa-
bedoria, ounas circumstancas em que so acha a l.t-
zendj nao possa linear mii de medida scmelhanle
nesse caso nao podo falhar o espediente de chamar a
si alguns capitalistas, a cujo patriotismo o dedicacao
entregue a execucao da idea emillida. regulada
competentemente.
Os habitantes da Soledadc achani-;c sali-fei-
ti-smos com o sen medico oflicial o Sr. Dr, Villas
Boas; merece tambera consideracao o Se. I.eraos
inspector de um daquelles quarteires pela promp-
lidao com que soccorre os doentes.
O pbarmaceulico Sr. Jos Maria Freir (ia.
meiro oflereceu gratuitamente medicamentos para
os guardas nacin.es pobres que na Boa Visla forem
{Teclados da epidemia. Sr. Gamero, nao se arre-
pender nunca desse aclo tao beuelicente.
Facto inquali/icacel. Anles ele honiem ten-
do ido a carne verde para a casa de delencao foi pas-
sada, como be coslume, por um examc, n den era
le-uli ido snber-se que eslava podre alm de magra.
(inmediatamente foi devolvida ao acougue, cora de-
clararan de que seno a quizessem receber fossem
prsenla-la ao fiscal. Foi allendida, e urna hora
depois essa crnica, essa materia iminunda foi ven-
dida ao povo por alto 'preco!!.' Onde vivemos nos,
senderes encarroados da OscsdksneSJo de nossa
saude.' Estaremos porvcnlura dentro de Jernsalem
cercados pela peste c fome, sitiados por Tilo Pre-
cisaremos daqui ha pouco devorarao-nos'.'
O Sr. fiscal Kibeiro, que lano se ha esforcado pa-
ra melhorar a sorte dos pobres da freguezia de San-
to Autonio, por Dos dirija-so a casa de delencao
indague desse facto, multe, e prenda a esse lalhador,
e a lodos que esto metiendo nos buchos dos pobres
esses preservativos E elizem que o povo do Per-
nambuco hi dtsordcii'o.
Miras. Srs, redactores da Pagina Acuita.__
Quizeram negar a verdade quando disseram a Vmcs,
que as foguebras da rca do Arago erara de ca-
i
iSes de doce ; basta qae Vescs., vejas pera ere-
rem, que o lal noticiante tem ocakM de sola Jmem.
Na rna Augusta hs om charco le f"-
co de inmundicias,enlre|o sobrado do Sr Jote Maria
Placido e casa azul, que nio pode deixer de eae-
sar na actdalidade principalmente em dama* iea-
menso a salohridade publica. Se bees que per er-
dem superior j < tenha feilo alguna eesesa, eee>
ludo ficoo a obra parada : houve pregaire.
Eiisle por delrai da rna Nova m beeee lana-
do; que serve de escoar as aguas niaviaet, e as sea-
mundicias que lancam nelle alguns mnradares d*
ras becens e Iravessas adjacenles e o mais he sea e
menor respeilo aos I liras. Sr. maristas qoamlo le-
iiiaiu fresco no lerrafo da I lima. Seria nradenta
que esse becco fosse aterrado, deiando-se Ue so-
mente o cauno de esgolo para as aguas niaviies, a
abrindo-se os muro* que servem de tapigen aoet-
to muro, ficar.i mais esta roa para o transito pabii-
co que muilo ganhari com esla medi.i.i.
O Sr. M. B. M. I.. ollcrecen a commissao he-
neficenle da freguezia de Santo Antonio dol pe^as
de dillerenles fazendas para socorro das pcnaai
da fregoezii que forem al arados da epidemia: li-
vores ao Sr. B. que se lembrou da necessidade dos
pobres, sem que se lhe pedase.
A nossa polica secreta lem dexcoberte la pela
Soledade vestigios de urna rcenle rompaebia de la-
dres; em diversos sitios tem-se dado seas reabee, e
em um delles al eooila-nos qoe se Irvcaram esMre
o dono e um ladrto, saas Tacadas e Uros, isto
passou-se na China, porque alsuns moradores de
Soledade nos allestam. Com mais lempo anea
mais explcitos.
Serio invulneraveis aos nolpes da epidemia
habitantes da Crin de Almas na Tamannnra, pera
que se consinta na reunio das tres eslradas do R9_
sarinho, Aftliclos e Croe de Almas em metadessre
publico com tremenda infecrae I Sabentm sjee nao
he prolecrSo de c, mas he de i H inda.
Inda bem qae o po repartido por bjbjsssj sebe
checa lodos, c se assim n.V. lie a rizan esta ni m-
habilidade do repartidor, e como se di eu cimi a
respeilo de dous rapsisolas, que mana li pira m
parles do J..... ou A... ..., recommendamas as aa-
loridades policiaes se compidecam, e se lerabrea de
ons amigos, que nao tendo em qee se emprearon!,
occapam-se em dar por conla e risco delles setas fe-
cadlnhas, suas cacetadinlus. Cm delles mado-se.
o outro ficoo-se.
O Sr. padre que foi dar a Santa laca no la-
gar Zumb Toi o Sr. vigario da Boa Vala ; com elle
nao se deu circumstancia algums de voltar o casillo
por querer oulro melhor.
Ha muilo que lemos desejos de indagar qea-
o motivo porque para uns sahe o Sinlissimo Sacra-
mento recolhido a umhella, e pera oulros as palta:
sabemos perTeilamenle qne os senhores Derechos stae
podem marcar ama forma da maneira de ser mais
ou menos solemnemente condolido o Viatica, par
que quando om pobre precisa desse alimento espiri-
tual o sinos atrom os nossos oovidos, a iSnal ap.
parecen) Ires ou qualro meninos ; mas qoando lie
para ura rico apparecem tantos concurrentes qae e
Senb ar sahe em solemnissima procisslo. donde de
dzimos qne o maior grao de solemnidade'est esa
relelo a calhegoria individual do deeale, e aie e
supremaca e excelencia da Eocharistia.
Neis sabemos o qee diemos, e por isso vasas*
tallando em corlas coosas, qoe no nossa homilde es*-
fender nos parece na qoadra actual desacertadas.
Se temos fallado a respeilo dos dobres Tenebres para
nao aterrar a pjpalarao, porque olo diremos eje es
loques ou avisos dos sinos para a sabida do Viatica
principalmente a noile sao tambem aterradores? fa-
reria-nos mais acertado qoe os Rvms. Srs. Derecho,
coidjuclores, e mais sacerdotes quando livesseni de
sahir com o Seohor, raan.lassem avisar a guarda
mais prxima, e com dous oa qeatro soldados, e sa-
christao e algumas'pesseas da casa do enTermo li
sera particularmente o Santissimo, i qoeoe preci
se, assim tambem evilar-se-hia suas eiceprfles na
conluccao do SS. Sacramento ou melhormealeqee
a irmandade livesse qualro irmos dos mais pabres a
quem gralificisse, alim de aeompanhirem o Siwhar
Sacramentado. Isto enteode-se lamben) com a Sn-
a I nca".
No domingo loi rhamado n Sr. cirarglao l.eal
para medicar a um nllicial do Sr. Uaia da prac.i da
Independencia, e S. S. declarUque fosse chamar
o medico da casa dn Sr. Dr. Sarment. O deesi-
te perigava a olhos vistos, e o Sr. Mata liarse esle
alinal dos medicamentos qoe lieba em ca-sa e
pode ohler a rearao do doenle. O Sr. Dr. Firma
quando acudi ao doenle eslava Tora do perica,
com ludo erapregoo Indo quinto eslava ae sos) al-
cance. Custa-nos a Tizer publico desses Taclee.sees...
deve.nos antes lembrarmo-nus que somos rhrisiaecde
que termos de inrorrer no desagrado dsle oe da-
quelle.
So dignos de louvores os Srs. Hallan pai e S-
llios pelas maneiras humanas cem qoe tratas os po-
bres na crise actual.
O Sr. Moreira com loja de trastes na rea Rosario eslreila lem-se prestado beeigeasnele em
pedir soccorros pelos seus visiohos pera os pebres.
Seremos promptos em dar e sea a sea dono, bem
como promptos em esligmatisar o egoseao, em ama
poca que tanto precisamos de httmaaidade !
At
I.
-
COMARCA DE NAZARETH
16 de Tevereiro.
Ja nao sao mais as apprehensoes do mal o che-
lera-morbushe elle proprio qee pire sobre a nes-
sa cidsde.
Pelas inlnrmarocs qne me di o Leandro, adminis-
trador interino do cemiterio lem sido na cidade des
morios enterrados 25 cadveres da choleriees, qsse
leve principio a ter alli entrada desde e dia 8 de cor-
renle. A cifra dos morios he maior, porsn e da
cholencos he esla simplesraenle.
Qoaolo lhe digo ha pura verdade ; nao sei ence-
rar, que importa o mesmo qne mentir. Nio fax
idea approiimada da miseria qne lavre atas
desfavorecidas da fortuna. Todos es dias ci
bre a cama trinta e tantos e qoarenla dorales de
cholera. Tem aprescnlado incansavel deiigeecia a
delegado de polica, que he o digno IsrJblesroae, ama
nao he nada esta arvorado em oltteial de seede, cem
ambulancia em casa, com porta aberta, leda a ae-
ra da noile para destribuir medicamentos, prestar
conselhos, e inenlir aoimacao.
Em verdade quando a mocidade checa a ser desea
leressada, encara como lacis todas as devococs.
Tem tambem endado era completa? doobadastri a
Dr. Siraehronk) Conlinho.e nrorci.lo Serpa.qoe aa
se lem eseusado i acudir em rereiler aos pebres ;
at mesmo os pralicos Hrac e Neves lem ambas leiio
prodigios ; ah I se Dos desse a nm, e oulra esa sn-
enca, o que a amitos sobra em cenerosiaade de ce-
raro seriam os primeiros facultativos do logar. Ja
se principiou o preparo de nm pequeo hespilal com
15 le los e j alguns dorles lem sido alli admiltides.
Mas tan mingnados sao os meios Tornenlos pela ca-
ridade, que em breve eslarao eilincles, e
do esse rsUbelecimenlo. qoe nio lem mfel
a coadjuxaco que deve merecer dos preorieieriat de
lermo.
O Dr. Salgado que he o Ihesoureir* da candada
ha de se ver em tallas, e tambem o sea rompas*tro
o Dr. (iervasio.
N.lo posso deuajs^fJTaze nina obearvacoe aos ho-
mens de dinheiro daqui, sei servem p.wa arralar di
uheiro, nem ao menos se quer fa/em o bem par ea-
tentare. Ha suas excepci-e, ou anles sea eirestrio,
o leen te-coronel llerculino Bandeira de llee>,
concorren com lOftotaw rs., para a caridade, inTelir-
mente nao leve imitadores ero outro preprieleriae
mais ricos do Ichiio, que dizem na sea ex a, qae o
dinheiro a premio rende mais do qoe aquelle qae be
despendido com doentes pobres. Arho-lbes ras**.
mas r.i/ao simplesmonte arilbmelica, qae ase ao>-
manitaria c nem lo punco religiosa. Pode tinrar
esla razan era livrn de conlas, deve e haver, ama
nao lera cortamente os Toros de um senilmente.
0 nosso cemilerio j tai benzido, esi.i seinlo mura-
do, lera sullicienlesproporcoes para conter ora grie-
te numero de sepultaras; Dos queira qee o tasare
sirva a demonstrar qne o terreno escalhide he crie-
de de mais. J alli lonuram entrada i nidadas
de desUcamenlo, eram dons bravos do nosso eser-
cito com os seus rostus tostados pele sel des campase
pelo logo das b-Ulhas : Dos queira oe aiedar
delles. O seu digno comraandaa.e o alteres Canis-
Irano deseovolveu durante o IraUmento dalles ase-
liciludo de nm verdadeiro pai. Nao I sem rasa
que os seus soldados Ihes dao esse nja| toea, lilata.
esse ofliciil he ura joven vilenle e humano.
Nao lem por agora munido pessoa aoiivid, esleve
muilo mal o vigario Christovo, mas inf-rm osa a

i___
TT



-

DUBIO OE gjjMWH QUARTA FEIRI 20 DE FVRCIRO A 1816
i
i
cirurgio Serpa, que he o humem das pachorra*, e
blandira-, que est eicapo. Dizera que o aocesso
de que sollreu o vigario fui occasionado por excessos
de trabalhos no dia da benzedora do cemiterio.
Na vizinhaoca da rulado lem havido alguns caaos
de morles em escravos de engenhos, j;i orcam esta
perdas em 20 e lanos. Ha orna observarlo inters-
sanie a fazer-se sobre eslo assumplo, em alguma.
propriedades administradas por fazendeiros mais in-
felligentea lem o Iralamenlo dos escravosmelhorados
outros dodIos ha porm em que as.cousas conlinoam
na enliga rolina, islo he, os escravos andam quasi
us, sao mal alimentados, incessauteraenlelrabalha-
dos noile e dia, dando os proprielarins com descul-
pa de sea dezaso, estupidez, e barbaria que Dos ma-
la a qnem quer ; e um ha de quem ouvi que tem
como recurso importante, e infallivel da emigraran e
mais accrescenlando que nao pode falhar, porque he
argumento deduzido da experiencia da mudanza dos
puleiros das gallinhas.
Enlao que lal a argumenlaoao desse capan da mal-
la He mesmo um discusar de capao.
Tem viudo noticias pouco favoraveis de Alagoa do
Carro para onde j.i foram remeltidas Ires ambulan-
cias medicas, commeltidas ao pharmaceulico Al -
reir, que se tem tornado credor de lodos os elogios
polos servidos diseoleressados, que lem feito a huma-
nidade. Infelizmente nesse ponto ten havido 40 e
lanas victimas.
Menos desfavoraveis do que estas tem sido viodas
de Tracunhaem, denlro da povoacao nio lem havido
novidade maior. pelos arredores lem havido 20 e
lanos fallecimenlos.
De Pi d'Alho, Rosarinho e Desterro, todas as no-
vas, que chegam sen em a denunciar que um crep
lutuoso cobre aquelles lugarejos. Oue o nosso bom
Dos pai das Mizerirordias queira se amercear des
nossos irmaos daquellas paragensc de nos lambem.
Aqui liouve hoje feira, que foi pouco concorrida,
porque o desanimo he geral pelos ceiros e islo ser-
ve a deminuir os concorrenles ao mercado.
Checa agora a noticia do fallecimento de D. Loiza.
mi do Dr. juiz de dlreilo ; dizem que ella linha
sido accommetlida de cholera, mas o que he verda-
de he que ella carregava o fardi de 80 annos de ida-
de, o que he orna molestia incuravel. Era ama
digna malrona, qoc apezar de sua idade avanzada
sahia cariar alTeircs no povo, em cujo seio deiioo
de suas virtudes lembrancas saudosas.
Adeos, a paz do Senbor e a ausencia do cholera.
No corren de quinla-fcira me eslenderei mais ;
sao 9 horas da noile.
( Carla particular.)
sases
VILLA DE SERINHAEM.
8 de fevereiro.
O mea dislinclo eollega padre Francez, corres-
ndente da qninzeua do Echo Pernambucano, nao
poden Jo obler, com promptiriao, noticias das oceur-
reociaa, que lem lugar nesle termo, procurou nos
cus amigosS... V... G... e D... para que commi-
go se empenhassem, para encarregar-me de traze-la
ao publica.
Bem aterrorizado eslava eu em a minha pobre
choupana, cuidando nos horrorosos estragos, que tem
feilo o cholera morbos era S. Anl3o, e Caruar,
qoandn se me apresentou o O... cornos eus dous
amigos, e (allou-me para ncubir-me desla raissao,
plaqual se empenhavain, para prestar est favor ao
seu amigo o padre Francez, o qual, apezar de que
anda nao tenlia a salisfaoao de conhecer, parece-
ne ser pessoa bem conceituada, e basla so para issu
ser amigo do S... V... Dous motivos pondero-
sos me obrigavao ceder desla tnisso, primeiro o
nao desejar ser noliciador publico, segundo o nao
querer roubar a gloria do Honorio da villa de saudo-
sa memoria, mas lano me canlou n t... lano me
gritou o G... lano me pedio oS... V... que cahi na
laro.
Eis-me, pnis. agora seguro, seni poder escapar da
meiada, em que me cnvolveram.
Nio se queiie pois de raim quem se julgar oflbn-
dido as minbas missivas; promeltendo que envia-
re! lodos os mezes conta evada do que aqui se pas-
sar.
.Nao levo porem dcixar de saudar a lodos os meus
collegas, especialmenle ao collega da /'agina Acuita
que supnonho ser meu am'to; e supplicar-lhcs. que
sejao benignos para commgo, pobre malulo, coloi-
ro, som pralica alguma de escrever para o publico,
e acostumado somenlc aos servidos agrcolas.
Depcis que para esle termo veio o Sr. tonenle-co-
ronel Porlclla nomeado delegado ha semprc perma-
necido urna paz inalleravel: nao sei o que enxer-
c.io por aqui os matulos no Sr. Porlclla, que nem
respiogao, so se ouve coxixos, e nada mais.
Muila gente procura, e indaga saber o fim para
que o Sr. Jos Bento nomeou para delegado de po-
lica deste termo o Sr. l'orlella : uns dizem, que el-
le lem grandes coasas fazer, e ontros, que sua com-
missan he particular, eu nao sei para que elle veio,
u cerlo he porem que as cousas mudaran) de Tace,
grabas ao Sr. Jos Benlo, que moslrou nao se ler es-
quecido dos SeriohaeDses, mandando a paz para os
seui habitantes na pessoa do sea delegado, e s pedi-
mos ao mesmo senhor a conservarlo por aqu deale
bravo, e distincto militar, que tanto se tem prestado,
arriscando sua exisleneia em diversos pontos desla
proviucia pela conservarlo da de seus semelhantes,
maniendo a scgiiranra individual, primeiro elo de
toda a socieilade. Se o Sr. Josu Bento continuar as-
sim a olhar para os Serinhaenses, elles conlinuarao a
bemdize-lo.
He, por sem duvida, digno de ser apreciado o
proceder desle senhor, qoando, para plantar a paz
e a harmona das familias, procura um humem es-
tranho .i ellas, como o fez, nomeando o Sr. l'orlella
para delegado desle termo.
O Sr. Jos Bento cooheceu, que Serinhaem n3o
poda ser mais governado pelos seus domiciliarios,
que a justic. linha de ser ahi sempre sacrificada, pa-
ra viverem quasi lodos os individuos em urna comu-
nhao, alleniterem-se ans aos ootros, e dependerem-
se mutuamente. E assim sendo ; como he crivel a
pratica da juslica, o cumprimento das leis, a susten-
tarlo da sociedade, em que, por fore.a de lados os
principios, ha geole boa, e ma Ja milito me le-
nho adiaalado nesle ponto: passarei, pois, agora a
dar nolicias do cholera morbos.
A popolacao desle termo est desanimada, e a es-
pera da noticia, o cholera invadi o termo de Seri-
nhaem ; e bom he que, se nuliAo dessas ideas, alim
de que se previnam em lempo do que he precise
pan applacar o mal, caso appareo i ; por quanlo ja
se loma mais. fcil o curativo delle, urna vez que
lauto se lem Orilo a respeito. Ja tern apparecido |
algans casos em alguns engenhos dizem, que s se
cunta ama victima, a qual foi um individuo que vie-
ra de S. A olio: os mais casos bao cedido ao pode-
roso lim.lo.
Esperamos pelos soccorros do Sr. Jos Benlo, e
estamos convicios de que elle preslar os meios pre-
cizos para a salvarlo da humauidade neste termo,
como ha feito em outros pontos, onde o cholera ha
apparecido.
Consia-me qoe a polica ha tomado algumas pro-
videncias; que o actual subdelegado do primeiro di
lricto recommendara o uso das fogueiras, limpeza
das ras, e oulras medidas sanitarias; que o reve-
rendo parodio desla fregue/.ia requema aryExm.
bispo Diocesano, para fundar um cemiterio/pnblico,
tV $li-p se acha preparado, o flnal-
mente, que os l)rs. Manoe di Barros.,eJSouza l.eao
se leem dirigido aos proprietarios"dosengeuhos, alim
de qoe prestem algumas quantias para serem appli-
cadas em remedios, camas, e roupas para a pobreza
desvalida, que for acommeltida do mal; e eslou
persuadido de que alguma vantagem della se tirar.
Lnuvamos este proceder do Sr. Dr. Manoel de Bar-
ros, e Souza l.eao.
Ha poucosdias foram apresenlados ao Sr. tcnen-
te-corooel l'orlella 10 Africanos : dizem-me que o
lal presentador, lendo noticia do edilal do Sr. Ur-
dite de polica, se posara palo termo procura-Ios,
e em fim encontrou os que apresentou, no engenho
S. Elias dos frades do Carino : eu nao sei como islo
se deu,,o cerlo he que us bicudos apparoccram, e
que o paiz deve esle servido ao Sr. l'orlella, e Dcos
queira que o saiha recompensar.
Coosta-me, que os laes bicudos foram interroga-
dos, e assim lambem quem os ronduzio a prescuca
do Sr. delegado, que me dizem ler sido um lioincm,
morador em Ipojuca chamado Joan Izidoroda I'ai-
xao, homem ilino, como chamu-j o G... accres-
cenlando, qoe excede ao D... n.lo obstante ler
o Irabalho lodo: os das de desfolharos livros de sua
biblioteca, que por sem duvida, he grande, pois
unipoe-se (conloa-me Manoel Bernardo, oflicial de
joilii,..' de um lomo de l.obao primeiras linhas, om
volume de Pereira a Souza, e o livro .*,. das ordena-
res do reioo.
O ti... esU preparando a igrejinha de S. Ro-
que, para fazer-so a festa de S. Sebastian, no dia 1
do correle, e pelo que aprsenla, parece que est
bem armada: o Sant'.1 ana para issu lem geilo; ava-
lio a concurrencia nesse dia em lempo de festa.
I'or aqui anda continan: as ferias no foro : di-
zem, qoc o Dr. Manoel ||e Barros passara a vara
ao leneule-coronel Coriolano, por nao se achar no
termo o segundo supplentc : creio que nao lcar
ahi; Dnguem por aqui quer ociupar o cargo de
juiz municipal a exccpc.lo do Machado, que pega
com facilidade na vara, e cusa a largar, lem goslo
tilde fevereiro as ." horas da larde.
Relaalo das pessoas que falleceram do cholera e fo-
rainj sepultadas no cemiterio publico das (i horas
da tarde do dia IS, as G da tarde do dia 10 de feve-
reiro de leVili.
Licrcs.
Numero 113 Maria Joaquina da Concedan, Per-
namhuco, SO anuos, parda, S. Jos, emeasa.Dr.
Firmo.
dem 114 Antonio Leopoldo, l'ernambuco, San-
os, S. Jos, em casa.
I.Iimii ll'i Maria Isabel da Conceicalu, Pernam-
buco, 10 annos, viuva, prela, S. lose, em casa.
dem lili Francisca das Chacas, l'ernambuco, 40
auno, parda, S. Jos, em cas
na vida, e uinguem he mais apto para oceupar este dem 117 Josepha Mana Peres do Sacramento,
cargo, lem perfeito conhecimenlo da legislarlo do
nosso paiz, e dos paizes civilizados e ral i. com faci-
lidade, os cdigos da Uussia, Blgica, llespauha, c
at da Iluogria.
As meninas do cavco etilo com saudades do
C... que por aqui aodou : preparara novos pon-
ches, e disse-me o Joao caixeiro que ellas chorara
uoile, e dia, e aspirara a vinda do tal C... que
lauto as eotreteve cora adocicadas modinhas, que,
acompanhadas do violao, l'a/iara exlremecer as cor-
itas do coracAo.
A' proposito, o Joao contoa-mc hontem, que urna
deltas, depois que esculou us versinhosdo C...
foi acommcllida do esterismo, e lem ido repetidos
ataques, coKadinha!.... Estou persuadido, que s a
repeleao dos versinhos, e o trinado das cordas do
violao, os fara ceder : ao menos foi este o remedio,
que ensinou o Sanl'Anna.
Dizem-me que o certo religioso esla' arrepeodido
de ler tomado urna dose homeopalhia em 9. Amaro
no dia da festa,a qual o obrigou a percorrcr,dr*cham-
bre, as ras da povoacao, a' frenla dos seus cun-
panheiros da msica: e disse-mc o D... que
ouvira dizer em casa do F... que se soubesse, qoe
o padre Francez trazia islo au publico, se leda con-
lido, mas so admira quo nao se queira conter do
mais, e faz bem; por quanlo dizem-me, que o l.e.io
do Rio'Formoso, e Manoel Caelano receito como
preventivo do cholera morbus, o calor humano. Bas-
la, na seguinte serei mais extenso. Seu amigo e
collega, curador de orphos.
VILLA DE IGUAKASSL"
17 de fevereiro.
l'enctroii os umbraes de uossas portas o lerrivel
viajante, e bem que nos leuha consternado esla vi-
sita, com ludo todos se mostrara al aqui resignados,
e caridosos ; eis o programma realisado da entrada
do Gangelico.
Tres hmeos moradores em Sania Rila foram pe-
gados no Recife para levarem medicamentos a l'ao-
d'Alho, dous delles, segundo sou informado, lanca-
raui no caminho a carga e voltarim para aqui era
companhia do lerceiro ; na mesma noile foi atacado
um, qoe espirou de manhaa bem cedo, c us oulrns
dous cahirara, um morreu poucas horas depois, c o
lerceiro melhorou. Ira pobre velho chamado pela
polica para enterrar os cadveres acha-se atacado
da epidemia. A sociedade beneficente apenas foi
informada desse caso, rain ion o enfermeiro. visto
como o hospital anda nao esla aherlo, com medica-
mentos ; acha-se sem perico. Um caso do verda-
deiro cholera livemos hontem nesta villa ; porm
sendo o accommellido immedialamente soccorrido
pelo Sr. Momio, que se lem mostrado infaligavel,
e-cap.ni. Suspeita-se que duas pessoas, que antes
de hontem falleceram lambem nesta villa, foram
victimas do cholera. Muitas pessoas soOrein do cho-
lenna, porm beuicnamente. O medico enviado
pelo governo para aqui acha-se no Pilar da ilha de
Ilamaraca, porm he esperado hoje aqui.
As igrejas sao ledas as uoites apinhadas pelo .povo,
que humilhado, roga a Dos a revogacao da justa e
lerrivel sentcnca contra elle proferida. Hontem fo-
ram cantados os versos que a Pagina Acuita puhli-
Pernambuco, 2 annos, solteira, preta, S. Jos,
em casa.
dem 118 Joao Paulo Dia*, l'ernambuco, 52 an-
nos, casado, pardo, S. Jos, em casa.
dem 119 Gaspar Benlo (liberto, frica, .">0 an-
nos, prclo, S. Jos, en: casa.
Iderc120 Victoriuo, Pernambuco, !2annos, par-
do, S. Antonio, era can.
dem 121 Ignora-se, l'ernambuco, pardo, S. An-
tonio, hospital do Camio.
dem 122 Leonor Miria de Jess, Pernambuco,
.')0 annos, casado, S. Anlonio, hospital do ('.armo.
dem 123 Antonia Montcira, Pernambuco, o
annos, viuva, preta, Boa-VMa, em casa.
dem 121 Anna R la da Conceicao, Pernambuco,
(0 annos, casada, parda,Boa-Vista, em casa.
dem 125 Manoel Joaquina de Gomen, Pernam-
buco, 70 annos, pardo, affaialc, S.Antonio, era
casa.
dem 120 Joao C.limaco Bntclho, imperial mari-
nheiro, Recife, br^ue Cearense.
dem 127Anna Miria do Carmo,Babia, 80 anuos,
prela, Recife.bosiital de inarinlia.C. Alves Al-
querque.
dem 128 Ignara Therezade Jess, Pernambuco.
30 annos, solteira, parda, coslureira, Boa-Vista,
em casa.
dem 129 Adriana Maria da Silva Amara!, Per-
nambuco, 22asnos, casada,branca, Boa-Visla, em
casa.C. Migiel Felicio.
dem 130 Jos da Cunba Villar, Portugal, 30 annos,
rasado, liranco. H. Aul.iiuo. em casa.
Mera l.llManoel do Naseimento, Pernambuco, .50
annos soltero, pardo, S. Anlonio. em casa.
dem 132 Antonio Vicente Gulmaraes, Portucal
50 annos, casado, branco, bahuleiro, S. Anlonio,
em ca*a.
dem 133'.uslodia, Pernambuco, 12 annos, sol-
teira, S. Jas, em casa.
dem 131 Manoel Estev.'io da CnnceicHo, Per-
nambuco 3S anuos, casado, pardo, Recife, em
casa.
dem 135Goncalo Felippe, l'ernambuco, 10 annos,
casado,prelo. S. Jos, hospital de inaniiha. C.
Alves do Albuqucrquc.
dem 13 Josefa do Espirito Santo. Pernambucu.
me*s, parda. S. Jos, em c.-Wa.
dem 137 Fredcrico Alvos Rosa, l'ernambuco, 9
auno-, pardo. S. Jos, em casa.
dem 1J8 Luiza Francisca da Silva, Pernambuco,
36 amos, solteira, preta, quitandeira, Boa-Visla,
em c.-ca.
dem 131 Pelecrin, Franca, 20 annos, solleiro,
branci. coziuheiro, Boa-Vista, em casa.
dem lil) Antoniu Lopes da Silva, Pernambuco,
10 amos, casado, branco, Recife, hospital de ina-
rinhi.
Batraco*.
Nome'o 90 Joao, frica, 32 annos, solleiro, Re-
cite, era casa.
dem97 Justina, frica, 56 annos, solteira, S.
Joi. em casa.
Idcn 98 Sim.lo, l'ernambuco. 1i anuos, solleiro,
S Anlonio, era casa.
Iden 99 Francisco, frica, 50, annos, solleiro,
loa-Vista, em casa.
Idan 100 Vicloriana, frica,-Boa-Vista, em casa.
Idiiu 101 Severina, Pernambuco, 30 annos, sollei-
"a, S. Jos, em casa.
dem 102 Ignora-se, frica, 32 anuos, S. Jos,
em casa.
I lem 10:1 Gregorio. 35 annos, Recife, em casa.
dem 105Maria, Pernambuco, 35 anuos, soltei-
ra S. Jos, em casa.
com o Dr. Santos tinha conlrahido, de que logo que
esle adoecesse e senlisse neressidade de retirar-se,
elle o acompanharia, vollou o Dr. Ermizio, para es-
la capital acompanhando o Dr. Santos, depois de
unspoucosde dias de continuo lidar c de fadigas.
Scgoio anle-hontem para N'azarelh ; sua familia e
eus amicos ficam inconsolaveis de cuidadose sauda-
des e lbe desejam urna prospera ajiagem.
Animem-so os Nazarenos com a checada do intr-
pido Dr. Ermizio, que ajudando seu digno irmao o
Dr. Sxmphronio. ha de mostrar que ruso mesmu le-
me da humanidede que foi na Victoria.
C>rre$.p0nt>mcia&
Srs. redactores.Nio lie com desejo da hostilisar
a alguein, mormente aoTIlm. Sr. Dr. Joaquim de
Aquino F'onseca, porm, como filho, tenho o rico-
roso dever de declarar que n.lo he exacto ler falle-
c lo meu prezado pai, llenrique Xavier de Hollan-
da Chacn, victima di epidemia no dia 18 do cor-
rente no hospital do Carmo, como diz o Bulletiu,
transcripto no jornal do dia 19, e sim na sua casa
no lugar da Capunga, sendo medico que, a pedido
meu, o foi examinar, as II horas da noile do dia
17, quando por infelicidade fui sabedor do seu es-
tado, olllm. Sr. Dr. Pereira do Carmo.
Recife 19 de fevereiro de 183C.
FrancelUno Augutln d' Hollando Chacn.
cou. Dizem que o reverendo vigario acordou final-l dem 105 Domingas, frica, 10 anuos, solteira,
mente, e que lar preces seguuda, ler?a e quarla-
feira* e urna procissao de penitencia. Alinal....
A sociedade contina a empregar seus esforros
para levar a cITeito o nobre fim a que se prope.
Trabalha-se no cern lorio e prepara-se o hospital.
Tem se pedido a S. Exc. o .Sr. presidente algam?i
cousas que aqui nao exislem. S. Exc. que se lena
mostrado incausavel.se nao poupara para comnosco.
Vum lempo como o actual, uOo lomos carne ver-
de. A cmara maudou mudar o maladouro para
fra da villa, e como nao ha um oulro' fra, nao se
malam rezes, e o puvo que pade^a !
O cholera preocupa de lal maneira a att;ncao,
que esqueci-me dizer na passada, que um sujeilo da
malla assassinou cruelmente o pai depois di urna
lula com esle.'!!!
Noesa polica esl activa, faz com que sejim loco
nlorra.los os cadveres cholencos, e lem p u.-nrvido.
Boa-Vista, em casa.
dem 106 Isabel, Pernambnro, 30 annos, solteira,
Boa-Visla, em casa,
dem 07 Jos, frica, 10 annos, solleiro, S. An-
tonio.
Ilemmo da mortatidade.
Mortalidade de hoje al s 5 horas da tarde19.
Homens 21 mulheres 19.
Total da mortalidade at hoje 217.
Homens 129 mulheres 99.
Dr. Joaquim d'Aquino Fonreca.
IIIni- Sr.Participo a V. S. que falleceram hon-
tem as 9 horas e nicia da noite o crioulo barcaceiro
de nomo (mnalo Filippe, entrado as 2 e raeia horas
da tarde no eslado alcido. e as raesmas horas Auna
Mara do Carino, prela, livre, viuva, maior de oilen-
o aceeiidiioento ile fogueras por lodasas nos. Et.iMa annus, natural da Babia, entrados as 5 horas da
no Mercado da subdelegacia o Sr. Julio Icmandino manbaa, no estado cima, asjun como entrara hou-
da Silva e Mello
assim
raes Pereira e Jos Paulino da Cosa, pen
le que tem desenvolvido, o primeiro neatt villa.
i exercicio da subdelegada o Sr. Julio lrnandino maiinaa. no estado cima, asjun como entrara hou-
i Silva e Mello ; eu seria injusto se nao a luuvasse, Ilcm as horas d,> larde, e sahira hoje por se adiar
sim como aos inspectores de polica Delnirio Go- reslahelecido o pardo Anlonio Candido da Conceicao,
es Pereira e Jos Paulino da Cosa, pen activida- i i,'ailB segundo no enlerramenlu dos cadveres em Sania
Rita.
Agora (I ', hora tarde) cahe na ru; dos Fer-
reiros um do cholera e bem atacado. Dos nos
acoda !
0 horas da tarde.
A pessoa de quera fallo ltimamente, lave o cho-
lera fulminante; porem endo soccorrlo logo es-
capou.
Chegou o Dr. Joao Honorio. '
10 horas da noile.
Na ra da Pilanca cahio fulminada ama mulher;
o Dr. Joao c diversas pessoas la' estao. Duvido que
escape.
18 de fevereiro.
C ', horas da manha
Morreu a mulher da ra do Pilang!
liouve tal clamor honlem na vil'a pela falta de
carne e farinha, que o Sr. subdelgalo Julio .Mello
vio-se obrigado a inteivir, ra unanlo que se ma-
tasse urna rez, e obnzando alguns nalulos, que pa-
ra ahi i.iin, a vender aqu familia.
Os vendclhes, homens malvados, escondem a fa-
rinha para vender quando eslivernos em peiores
circumslancias; que geute! N.lo sabeni se esca-
pado.
,A sociedade enva o seu secntario o Sr. Joo
Francisco do Amaral, a enlender-se com o Exm.
presidente, afim da sollicilar afumas providen-
cias.
9 ) horas.
Cabio mais um oulro nos Arrombados; a socieda-
de remellen o enfermeiro a Ira a-lo.
At depois, se o cholera consentir.
(dem.)
Srs. redacteres. Por homeoaccui a verdade, e a
cralidao, vou cncomraendar a Vracs. o fim de que
admillam em urna das columnas do seu jornal a c\-
posic,.lo succinla, e uiuilo resumida da invasao da
epidemia reinante em um dos meus Pallaos e o Irala-
mento que leve.
Em o dia 10 do cunale mez, as 2 lloras da tarde
senlio-se aneciado do mal com dores de cahcea, fro
pelas cosas, diarrbea, o nauseas ; apparecidos esles
<)Diplomas recorr au lllm. Sr. !> Sabino ("-no
Ludgero Pinho que coc ai-mma boudnde e presteza
miiiislrou-lbe unta dase homeopalhica, dentro era
poucos minutos cobrio-se o doeute de copioso suor,
que ensopou muitas carnizas : immediatamente des-
apparecerara-lhes ossymplomase acha-se hora. O
lllm. Sr. Dr. Sabino aceite a mioha gratidao mani-
festada por este modo para que o saiba bem aquila-
tar, e Dos o preserve da epidemia para poder pres-
tar a humanidadeseus importanlissimos servidos, sa-
lisfazeudo assim os nobres senlimeutos de seu cora-
: bemfazejo,
Franchco Jos dos Santos.
_____t&QKimexcl._____
l-RACA DO RECIFE 19 DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DATARDE.
Cotacr.es ofiiciaes.
Cambio sobre Londres60 d|v. 27 3|i d.
Descont de ledras por poucos dias1 | ao mez.
Freierico /Inbilliard, presidenle.
P. Borges, secretario.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27|3|1 a 28 d. por 15.
ce Pars, 318 rs. por f,
Lisboa, 02por 100.
<( Rio de Janeiro, ao par.
Acc6ea do Banco, 35 0|0 de premio.
Acces da companhia de Beberibe. 5440C0
Acces da compantiia Pernambucaua ao par.
<( L'lilidadc Publica, .'10 purceulo de premio.
h ir Indemnisadora.sem vendas.
Disconto de lellras, de 12 a 15 por 0|.rj
METAES.
Ouro.Onras hespanhulas. 288 a 288500
Moedas de 69100 vellias .... 1ti.OO0
(5(00 novas .... 10SKK)
VOOO....... 98000
Prala.Paiaces brasileiros...... 28000
Pesos columnarios...... 28000
i> mexicanos....... i-si,u
alq.
9
conlo
jalea ,.....,
Estopa nacional........
cslrangcira, mo d'obra
Espanadores grandes.....
pequeos....
t ai inha de mandioca.....
u inillio......,
" ararula .....
Fcijo.............
Fumo looii .........
ordinario.....*
ii em rollan Imni........ u
ordinario.......
o a rcslolho.........i
Ipcracuaiiha............
Gonima.........
(jengibre.........
Lcnlia de adas grandes .
pequeas
> )i n Oros .
Praiirhas de aiuarello de 2 cosli '
louro.........
Costado de amarellode35a10p. de
C e 2 K'a 3 de I.....
de dito usuaes.......
Costadinho de dito........
Soalho de tilo...........
Ferro de dito...........
Costado de lnuro.........
Cosladinho de dito........
Soalho de dito...........
Forro de dilo ..."........
cedro ..........
Toros de lalajuba.........
Varas de parreira.........
aguilhadas........
0 quiris.........
Era obras rodas de sicupira pira c.
" eixos )> o un
Melaro........ ...
i
o
um
o
alqueire
rj

alqueire
quem por menos fizer, a conservadlo permanenle
da estrada da Victoria, por lempo de 10 mezes, a
contar do 1 de abril do correle 3nno, e pelos pro-
cos aliaiio declarados.
i -
. o
quintal
ilii/.ia
pai
Milho..............
i'edra de amolar........
a ii filtrar.........
roblos........
Ponas de boi..........
l'iassava.............
Sola ou vaqueta.........
Sebo cid ranra..........
Pe les de rarneiio......'. .
Salsa parriiba..........
Tapioca.............
Lnhas de boi..........
Sabao ..............
Esleirs de perperi.......
Vinagre pipa ..........
Caberas de cachimbo de barro.
caada
alqueire
una
cento
molhn
lucio
a
una
@

cenlo
L
una
ii
milheiro
3"OO0
ajooo
81000
J|fJ00
39500
8-3000
tj^OOo
39900
230IK)
3*00
13280
186(13
992Q
13280
, 1-sUlW
309000
92*0
28000
SfiiO
(3300
8800
000
3320
28500
6CO0O
8320
173000
33000
3210
3120
8160
3030C3
.58000
A1.FANDEGA.
Ilendimenlo do dia 1 a 18. .
dem do dia 19......
143:6099132
8:9118911
152:5518376
Oetcarregam hoje 20 de fectreiro.
Brigue inguez(leorge HoMntoninercadnrias,
Barca inglezaSlr Jamet fostmercadorias.
Barca iuglezaAmelhyitcemento.
Escuna dinamarquezaCaritaboas e farello
CONSULADO GERAL.
Kendiraenio do da 1 a 1k 60:9820592
dem do dia 18....... 3:3548626
BAHA 15DBFEVEREIRO DE 1856.
I'ttimos preros da prara.
Agurdenle calara, caada .
Algudao arroba primeira sorle .
Assucar branco primeira qualidadc
mascavado.....
Caf pilado primeira qualid. arr .
11 u secunda 11
Cooros seceos do Rio Grande .
verdes........
i> salgados......|
Cacao ..........
Charutos finos, milheiro ....
11 ordin. 11 ...
Jacaranda' 1.a qualidade duzia. .
1* terco.
2- .
3- .
I- ) .
. 2:0573000
. 2:0573000
. 2'.0578000
. 2:203000
maudou aflixar o
presente e
E para constar se
publicar pelo Mario.
Secretaria da (hesouraria provincial de l'ernam-
buco 12 de_fevereiro de 1856.O secretario, A. F.
da Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da tbesouiaria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 12 do correte, manda fazer
publico que no dia 13 d< raaio prximo vindouro,
per.me a junta da fazenda da mesma (hesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos lizcr a obra do
empedranicnlo do 19 lance da estrada da Vicloria,
avahada em 5:1059100 rs.
A arremalar.lo ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno de 1851, e sob as
clausulas especiaes (bailo copiadas.
^cclttcac3c3.
BANCO DE PERNAMBICO.
O Banco de Pcrnairbuco sacx ;i vala
sobie o do Brasil no Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 5 de dezembro de
1855.O secretario da direccao, Joao
Ignacio de Medeiros Reg.
O banco de Pernambuco loma dinhei-
10 a juros, de contormidade com os seus
estatutos. Banco de Pernambuco 2* de
novembro de/1855.Joao Ignacio de
Medeiros Reg, secretario da direccao-
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselbo de direccao do Banco de
Pernambuco avisa aos senhores accionis-
tas.riue acha-se autorisado oSr. gerente
para pagar o 7. dividendo de 1 OjOO rs.
por accio. Banco de Pernambuco 1 de
I evereiro de 1856.O secretario da di-
recco, J. I. de Medeiros Reg.
As pessoas que se propasen a esla arrematado | PeU .....a,,. ..,.,, ,,0 RMte x ^
comparecam na sala da mesma juula no dia cima blico, que o recebimenlo ai bocea do cofre, do la-
declarado pelo meio dia, competentemente habili- posto obre eslabelecimenlot, esl aberlo desde o !.
tadas.
do correle mez, e se terminara no ultimo de marro
faturo, ficando sujeiux multa os qoe o naVo fizertm
dentro do dilo prazo. Contadona municipal do Re-
cite 15 de fevereiro de 1856.O contador,
Joaquim Tarares Rodovalho.
A casa de detenrao desla provincia precisa
comprar 50 camisas de baela encarnada ou azal,
i compridas, 150 camisas de brim liso de linho, 150
j calcas de dilo, 150 lences de dilo, Indo de boa qua-
1 a a nkrmm A, a. I*0"*): lee"1 quizer vender Ites objeclos, aprsenle
1. Asobrasdoempedraraenlo do IS* lanco >: suas proposlas em carias fechadas, na arelara da
estrada da Victoria, na extenc,ao dsele cenias equa- mesma casa, no dia 20 do correle, pelas 11 lint-as
torio bracas serflo fcilas le conformidade com orea- 1 da manha. Casa de delencao 18 de fevereiro de
ment apnrovadn pi>la directora em conselho! e ,,85(i administrador.
apreseutado approvacao do Exm. Sr. presidente' Wiiem.. larfO I M lili.,
da provincia u -
E para conslar se raandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesooraria provincial do Pernam-
uambuco 13 de fevereiro de 1856.O secretario, A
F. d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para arrematacao.

wvivw muiiumw.
isooo
59IOO
:i3200
286 l5i(Kl
39920
280
120
210
':5fM10 a 81II0
10(000 a 305000
48000 a 89000
808000 I8O5OOO
653000 a 758000
3500O 38200
28800 a 28900
15000 a 18800
64:3379218
otario be tgmtmnbmo.
Recebemos urna caria da villa Relia, sede da co-
marca de l'aje de Flores, da qual cxlrahimos o se-
guinle trecho:
" A epidemia felizmente ainda nao assallou esla
villa, posto se tenha manifestado pela circumvisi-
nhanra ; entretanto firmamos as nossas esperancas
noAllissimo que nos isenlara' deluclar com um ini-
miuo lao poderoso; porem se livernios a infelicidade
de hospcda-lo nos hade enconlrar de alguma manei-
ra preparados, visto que alera de oulras pessoas, o
digno commandante superior Manoel l'ereira da Sil-
va se lem mostrado sollicito em acudir nos gemidos
dos desvalidos, mandando vir dessa cidade medica-
mentos para com elles distribuir aos que necessita-
rem. e assim lerem bom tra^rmento. Com ludo
ainda precisamos de socorros," temos esperancas no
Koveruo que nos hade alteuder com a mesma promp-
lidao, que para com os demais pontos se tem pres-
tado. As chavas .lem sido copiosas, o que indica
lermos grande colhetia,senlohouver alguma contra-
riedade. A exceptlo do terror de que se lem apo-
derado de nos, nada ha de novidade. 11
As noticias nfliciaes recebidas do Ronilo confir-
mara as que demos honlem. Entretanto o respectivo
juiz municipal mandou pedir urna ambulancia, al-
guns vveres de que havia falla, e medicamentos lio-
meopolhicos.
F.ecebemos a nossa correspondencia de Nazarelh
0,'je fica publicada em oulro lugar, e della ver-
e-ha o que tem occorrido naquella cidade.
O delegado de S. Anblo participa, em data de 18
de fevereiro, que se acham desinfectados o hospiUI
e o cemiterio, u,1o se leudo feilo o mesmo s casas
por falta de leuha, que nilo tem sido fomecida pe-
los senhores de eugenlios. O mesmo funeciouano
julga necessarioa permanencia dos mdicos naqucl-
le lugar al a completa deainlleccilo das casas, ea
de um pelo menos at o desapparecimento definiti-
vo da epidemia, a qual poslo que lenha declinado
ainda faz estragos. O gado all era vasqueiro, mas
tinham-se dado providencias para reparar-se some-
tanle falta.
O promotor de Pao-d'Alho communica em dala
de 18 de fevereiro, que o estado da villa era de-
ploravel. O padre Francisco de Assis Soma Ramos
linha fallecido, o medico que eslava na (iloria do
Selle' se chava perigoso. Em a noile daquelle dia
linham morrido trinta c tantas pessoas; finalmente
ja ia apparecendo difticuldade nqs eiilerramenlos.
Em oulro lugar lira transcripta a carta do nosso
correspondente de Iguarass, a qual annuncia que
a epidemia se havia manifestado naquella villa.
BUI.I.ETIM DOCIIOLERA-MOKIHS.
Enlrou na enfermara do Carmo e acha-se em Ira-
lamento o pardo viuvo, de 106 annos de idade,
Francisco das Chagas do Monte, natural desla pro-
vincia c Leonor Maria Tliereza de Jess, que linha
eolrado as lOhoras da manha do dia 17 do frrente,
falleceu honlem pelas 9 e meia da noile. Alcm des-
le* entraram mais duas mulheres, quo falleceram,
lendo sido recebidas ja 110 periodo lgido muito adi-
anlado, de sorle que urna expiruu 10 minutos depois
e a outra hora e meia.
Na enfermada da Boa-Vista entraram Rosa Clara
Francisca e Tliereza Maria de- Jeiu ; ambas se
acham em tratamenlo.
Foram recebidos na enfermara dj)'marin!ia qua-
Iro homens e urna mulher, enlraudo ni numero 1,1-
quelles um dos africanos livres aprehendidos lti-
mamente de nome SebasliDo. Siiccumhirara dous a
sabio restabelecido um.
natural da Parahiba, oflicio de sapaleiro, remetlido
as 4 lloras da larde, pelo subdelegado desla fregue-
zia, em una padiola, e como me pareen inleressante
expor a cansa do seu sorriraeulo para caulella de
militas, assim o faco.
Diagnostico, e Iralamenlopallidez da foco, pelle
hmida, pulso frequente muito inquieto,' como fu-
rioso, sem falla, e por esse motivo, nada poda o co-
rar, vollava-se com rapidez no leilo em que eslava
posto, aperlava o* cobertores e rasgava a camisa ludo
islo com o fim de descobrir o venlre, o qual eslava
bstanle deprimido e cbeio de Iracos vermelhos, pe-
los apertos que o docnle em seus mescutos empre-
gava com as milos, como quem os quera exlrangular,
o que indieava grande sofi'rimenlo nessa regan, e
por isso julgoei observar, nio um ataque de cholera.
mas, sim, urna clica nervusa, deu-se um escalda-
peis ao doenle, que com baslaote cusi a elle se so-
geilou ; pelos movimentos rpidos e fortes qoe dava
em todo o corp 1 ; beben urna mistura eomposla de
agua desudada de ortelaa-pimenla, ludano, e elher
sulphurico, e sobre o venlre o me-1111 elher, e frie-
gues, por tresou qualro vezes successvas, oque ludo
foi bastante para o doeote sentir-se inelhnr e fallar
logo depois, contando no fim de urna hora, a causa
do seu soitrimenlo, e a noile queda sabir dizeudo
que n.lo senlia mais uada.
Historia do mesmo.Onis elle e oiilro de nome
Ilenediclo, estando peta inanhaa no Forte do Malo
ooncur.; iran era hchcreni urna pouca de agurdenle,
para se preveuirem du cholera e assira o lizeram, lo-
go depois comeram algumas mangas, e sobre ellas
beberam oulro tanto ; resultando de todo islo ,
que o tal Benedicto fillecera immedialamente, que
elle fwra para casa de urnas mulheres na ra da Sau-
zalla curlindo dores pelo venlre, sem que presente-
mente s lemliro de que furnia o tinham cunduzido
para este hospital ( os mdicos que os salvem... co-
mo que elles fussem o autor da nalureza, ou estives-
sem a par de laes estravdgancias:. Entraram hoje,
Cusme do Valle, 52 anuos, crioulo, solleiro, lilliu de
Joaqoim do Valle, natural de lguarassu' remetlido
pelo subdelegado desla fregueza, no estado lgido as
II 11 > da inanhaa, Jos Fraucisco do Espirito Santo,
casado, filho de Francisco Xavier da.Cosla, 31 annos,
uatural do Pajeu' de Flores, acompaubado ao meio
da pelo inspector do segundo quatteiro, com diar-
rbea a qualro dias ja ungido no eslado lgido, o qual
acaba de fallecer ueste momento 3 horas e 311 depois
de sua entrada ; e o africano livre de nome SebasliAo
dos que foram aprehendidos ao Sul da provincia, en-
trado pela manha, parecc-me ir mclhor, as 2 ho-
ras da larde aclmvuui-sc prsenles os senhores Urs.
Maduro, Sa l'ereira, e Ribciro no empcnlio de sai-
varem a Jos Francisco do Kspirilo Santo o qusl lica
mencionado ler fallecido as ; :!|f.
Dos guarde a V. S. llospilal provisorio no ar-
senal de marinha 19 de fevereiro de 1856.lllm. Sr.
Dr. Joaquim d'Aquino Fonceca, presidenle da com-
missao de higiene publica.Joaquim Jos Alves de
Albuquerque, cirorgiao do hospital.
Temos ;i vista jornaes do Rio e Babia, que nos
Irouxe o vapor inglez Thamar, que chegam os pri-
raeiros alie os segundos a 16 docorrcnle.
Por decreto de 12 do passadu foi creada urna ca-
pitana do podo na provincia do Espirito Sanio.
Foi permiltidoa Caelano Xavier l'ereira de Brito,
por decreto de 9 do correute, conservar o lugar de
primeiro escriplurario da alfaiulega de Porta-Alegre,
ficando sem elteilo oque o nomeara escriv.lo da al-
fandega do Rio (rande.
O I. escriplurario da alfandega de Porln-Alegre
Bernardino Ferrcira da Silva foi nomeado. por de-
creto di mesma dala, cscrivAo da do Rio 1 .raudo.
Foram Horneados : o amanuense da alfandega de
Sergipe Eulhychio Mondim Pestaa para primeiro
escriplurario," e Anlonio Martina Pontea para ama-
nuense.
Da Bahia uada lia diuno de inenco. O cholera
contlnnava a declinar era toda a provincia.
Ficava a partir a 17 do crrenle para esla provin*
ci.i, do Rio, a barca brasilcira >tiwa.
IMVERSAS PROVINCIAS. .
Kendimentododia 1 a lS .... 3:6188623
iSV-ii do di 19....... 48;978
Tabaco em rolo approvado .
11 em folha 2.a e 3.* qualid.
Tapioca alqueire .......
Cambios c melaes.
Londres a 28 112.
Pars 350 a 360 o fr.
Ilamburgo 660 o marco.
I.iaboa a 100 por cenlo.
llohn.es hcapanhes. .
Dilos mrxicanos .
Pecas Modas de 48. ...
Paiaces brasileiros ,
Acc,ao do B. 5 por c. .
Fretes.
Canal 50 1|2sch.
Trieste 60.
Londres 15 SO nom.
Bltico 60 a 55.
Havre 60 80 fr.
Ilamburgo 50 a 55.
Liverpool 10 s. assucar.
Portugal nom.
Rio da Prala nom.
Correio Mercantil Ai Bahia.1
2.a As obras principi.irao no prazo de um mez
Sudarlo no de seis mezes, ambos contados de confor- Pall Litboa se
midade com o artigo 31 da lei provincial n. 286. brigue portuguez nlncomparavel por (fr parle da
3." O pagamonlo da importancia da arrematacao carga prompta ; quem no mesmo quizer carregar ou
realizar-se-ha na forma do artigo 39 da mesma lei
provincial n. 288 c em apolices da divida poltica.
i.' O arremtame excedendo o prazo marcado
para conclusivo das obras, pagar orna mulla de cem
rail reis por cada mez, embora Ihe seja concedida
prorogacao.
5.1 0 arrematante durante a execucao das obras
proporcionara transito ao publico c aos carros.
6.a O arrematante ser obrigado a empregar na
execarao das abras, pelo menos melada do pessoal
de gente livre.
7.a Para tudo o mais que nao se acha determina-
do as prsenles clausulas, era no orcameuto se-
guir-se-liao qoe dispe arespeilo a lei provincial n.
286.Conforme, A.t. d'Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimento da resolujao da junta da fazen-
da, manda fazer publico, que no dia 6 de marco pr-
ximo vindouro, vai novamente a praca, para ser ar-
rematado a quem por menos fizer, a obra 'dos repa-
ros precisos a casa da cmara c cadeia da cidade
de 1 Huilla, pelo preco de 2:6iOaO0O.
E para constarse mandou aflixar o prasentee pu-
blicar pelo Mario.
Secretaria da tlie-ouraria provincial de Pernam-
buco 12 de fevereiro de 856.O secretario, A. F.
da Annunciacao.
29.3000
2:1.3000
I ttJtOOO
SI.3OOO
15920
nominal.
3:6675601
DESPACHOS DE EXPORTADO PELA MESA
DO CNSUL.DO DESTA CIDADE NO DIA
18 DE FEVEREIRO DE 1856.
(iibraltarBarca hamburguezaNew-Yurk,Bastu &
l.emos, 1,200 saceos assucar bronco.
CowesBrigue inglez Comelyn, Me. Calmont i\
Companhia, 700 saceos assucar mascavado.
MarselhaRrigue francez ((Prospero, Viuva Amo-
1 mi & Falli, 670 saceos assucar branco c masca-
vado.
Liverpool Brigue Inglez Black Prince, Ilenr
Bruno & Companhia, 700 saceos assucar masca-
vado.
MarselhaBarca franceza Australien, N. O. Pie-
bcr & Companhia, 600 saceos assucar masca-
vado.
FalmnothBrigue belga Boussolea, C. J. Astley
iV Companhia, 200 saceos assucar mascavado
Exportacao .
Trieste, polaca sarda Fama, de 218 toneladas,
couduzio o segrale :3,400 saceos com 17,000 ar-
robas de assucar.
Parahiba do Norte, lancha Conceicao Flor das
Virtudes, de 26 toneladas, conduzio o seguinte:
150 volumes gneros eslrangeiros e nacionaes, 150
boloes de pao, 3 molhos fumo, 7 saccas arroz, 80 li-
bras ilc cha brasileiro, 320 caixas charatus.
Falmoulh, barra ingiera Spiril of Ihe Timcsn, de
251 toneladas, conduzio o seguinfe : 4,760 saceos
com 423,800 arrobas de assucar.
Lisboa, brigue porlnguez Soberano, de 230 lo-
ncladas, conduzio o seguidle : 2,700 saceos cora
13,500 arrobas de assucar, 6 pranchcs de amarello.
CONSULADO PROVINCIAL.
. 50:5215168
. 2:582-;657
ZlUtmmtb ptto.
lien.lmenle do dia 1 a 18
dem do dia 19 .
53:1078125
PALTA '
dos preros correntes do assucar, ali/od'm, e maU
gneros^ do paiz, que te despacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de IS
a 23de fecereiro de 1S56.
Assucar em caixas branco I.' i pa I i la I >
ii ii ii o 2.'< ii
o ii o mase......'. o
n liar. esac. branco....... u
n ii ii mascavado--^ ...
ii refinado..........
Algodao em pluma de I." qualidadc
ii ii ii ii 2.a o i
ii a ir i 3.-' n o
11 eni cunen......... 11
Espidi de agurdenle......ranada
Agurdenle cachaca........ 11
u de caima.......
11 iv-l lia I i......... II
do reino........ n
(ienebra.............casada
'................botija
Licor...............cunada
......... garrafa
duas arrobas um alqueire
@ mtttit.tcabo*
Parti anle-lioiilcui para Nazarelh oesludaute do
4 anno medico da escola da Bahia, Ermizio Cesar
Couliuho, que anda em eonvalescenca vai saccorrer
I populacho de sua cidade natal.
F.sle moco ja lie digno do mil encomios pelos ser-
vidos prestados em prol .la humauidade- na devasta-
da cidade da Victoria ; onde os andaos da scicncia.
que devlam seros priiueiros lancerena-ea na lucia
epidmica, cram os mesmus que horrnrisados do es-
tado dcploravel da cidade, fugiam aterrados de la-
manha calamidade. O U. Ermizio, pelo eontrariu.
revestido da coragem que Ihe lie pronria, ajjnliTli
relevantes serviros a seus rmaos, ja eslandvialacado
da epidemia. $
Era digno de ver-se o joven estodante cadavrico,
de olhos encovados e emhucado em seu capote, cor-
rendo aqui e alli, animando os doenles, pondo-llics
sinapismos, preparaudn-lhes caldos etc.
I linimento baldo de recursos, adianlado em sua
molestia e lendo dianle dos olaos a obrigdc'io que
Arroz pilado
ii em casca.........
Aceito de mamona ......
u ij mendobim e de coco
ii de pcixe.......
Ca.au.............
Aves araras.......
papagaios.......
Buladlas............
Biscnilos.......... .
Caf hora............
a i o-iiiihu ..."......
com casta.........
ii muido...........
Carne secca..........
Cocos com casca........
Charutos bons .........
ii ordinarios......
regaba c primor .
Cera de carnauba.......
i> em velas.........
Cubro novo muu d'nliia .
Couros de boi salgados.....
ii verdes...........
ii espixadus.......
ii de ouca........
w n cabra corllos .
Dore do calda.........
o gniaha........
*-0l CU ,,.,.,...,
canaila
ii

urna
um
, Cu)
i ii
ii
centn
8
3
5
39200
39300
38810
.58100
58000
19800
19310
8650
880
5180
9180
87CO
5580
210
5580
5210
89OOO
19600
5800
25210
18600
58000
108000
38000
59140
89960
65OOO
I9OOO
I9OOO
79680
63OOO
39810
19600
8600
28100
9J000
II51NKI
9160
&250
5I.0
5260
Navtot entrados no dia 19.
Rio de Janeiro c Bahia6 dias, vapor inglez Tha-
mar, commandante Bevis. Passageiros para e>la
provincia, Manoel Moreira, llenrique Cerqueira
Lima, Jos Mana do Valle Jnior, Joao Luiz de
Franja Miranda, Jos Anlonio de Sampaio, Mi-
guel de Cerqueira Lima, Luiz Rodrigues Nones,
Laarentino do S. Pedro Neves, Francisco Jos d
Vasconcellos Lessa, Felisberlo Jeronymo Coelho.
Francisco C. dos Reis, Francisco G. do Amaral,
Jos de Araujo B. Jnior, C. II. Uerlieo, I. Fran-
cisco Manoel.
Aracaty8 dias, hiale brasileiro Capiharibe, de
39 toneladas, mestre Trajano Anlunes da t;osla,
equipagem 6, carga sola e mais gneros ; a Luiz
Borges de Cerqueira.
Assu' -10 dias, escuna brasilcira Jos, de 115 to-
neladas, mestre Joaquim Jos Alves das Neves,
equipagem 8, carga sal ; a Antonio de Almeida
(jumes.
Arichat37 dias, escuna ingleza Electric Flasbn,
de 176 loneludas, capillo Worboys, eqaipageaa
10, carga 2,675 barricas com bacalhao ; a James
Crabtrce & Companhia. Scguio para a Babia.
Macei dias, vapor de guerra inglez Sharps-
liootcra, commandante Parish.
.Varios sahidos no mesmo dia.
Soulhampton e porlos i.HermediosVapor ingle/.
Thamar, romraandaute Bevis. Passaseiros des-
ta provincia, Anlouio Lourenco de Avellar e 1
criado, Raymundo Antonio Marlins, Joaquim Jo-
s da Silva Jnior, Francisco domes da Silva Sa-
raiva, Domingos Jos da Cunba, Paulo (iaignoux,
Caetano da Silva Azevedo, Jos dos SSntos Olivci-
ra, Anlonio da Silva Azevedo, 2irniaas> I criada,
liento Candido de Moraesesua senhora, Depper-
m.mu, Darand de Saint Andr, Domingos Noguci-
ra, Jvoquirn F. da Silva Campos, S unha e 2
lilhos, (1. C. Johnston, Antonio Joaquim de Sou-
za Hibetro e sua familia.
Marselha Brigue francez Marechal Excelman,
capitn .1. Larrea, carga assucar.
Para c porlos intermediosVapor brasileiro To-
cantioss, coramandanle o CSpilSo de fragala licr-
vasie Mancebo. Passageiros desta provincia, l-
ente Alesandre Jos da Rocha,. Calbarina ilal-
bina Speda (llha, Antonio Francisco de Oliveira,
sua filha e I criada, Isaac Hondea, 2 soldados, Ro-
mualdo Antonio Franco de S e 1 esrravo, Ale-
xandre Monsen llcnriques, Luiz de Campos. An-
tonio Fernandos da Silva.
rMOt-?.
O lllm. Sr. inspector da thesooraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 9 do correute, man.la fazer
publico, que no dia 6 de maro j prximo vindouro,
perante a junta da fazenda da mesma Ihesouraria,
sa ha de arrematar a quem por menos fizer, a obra
do empedramento que precisa fazer-se no aterro dos
Afosados, avaUarlaem 25:0009000.
A arrematacao sera feila na formada le provin-
cial u. 313 de 15 de raaio de 1851, e sob as clausu-
lastbpeciacs sbaixo copiadas.
As pessoas que >e propozerem'a esla arrematacao
omparcosm na sala das sessoes da mesma junta,'no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar sejmandou allixir o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesoHraria provincial de Peruam-
buco i2 de fevereiro de 1856.O secretario, Anto-
nio Ferrcira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
la As obras do cmpedramenlu do aterro dos Afo-
gados, far-se-hau de conformidade cuino orcamenlo
approvado paladirectoria em conselho, e apresen-
lado a approvacao do Exm. presidente da provincia,
na importancia de 25:OOilHMi.
2' O arremtame principiar as obras no prazo
de 15 dias, e as concluir no de i mezes, arabos
contados pela forma do art. 31 da lei u. 386.
3* pagamento realisar-se-ha ora qualro presla-
cues iguacs, cuias Ires primeiras rorrespon.lcrao aus
Ires loicas da obra, c a ultima Picar para a entrega
definitiva.
1 O prazo da responsabilldade sem de seis me-
zes.
5' Para ludo que nao so acha provisto as pr-
senles clausulas nem no ornamento, seguir-sc-ha o
que dispoe a respectiva lei n. 286, e com cspccali-
da.le o art. 10.Conforme.O secretario, Anlonio
1.>5O0O Fcrrera da AnnnnciacSo.
^' O lllm. Sr. inspector da thesooraria, em cum-
0 primenta da resoluca da juula da fazenda manda
fazer publico, que vai nnvamenle a praca no dia 6
de mateo prusimo vindouro, pata ser arrematado a
0 lllm. Sr. inspector da lliesouraria de fazenda
manda fazer publico que tem de ser arrematado a-
quera maior preco oflerecer no dia 18 de marco
vindouro, o patrimonio da capella vaga de Sania
Rosa de Lima, silo no termo de Pao d'Alho, conleudo
cincoenla bracas de testada e meia legoa de fundo
avaliada em qoenhenlos mil rs. as pessoas a quem
convier deverao comparecer nesta repartico a ama
hora da larde do referido dia munidas de suas pro-
postas.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco em 11 de fevereiro de 1856.O oflicial maior,
fiaaiUo Xatier s. de Mello.
O lllm. Sr. inspector da thesousaria provin-
cial, em cumprimento da ordem *io Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 12 do correute,'nanda fazer
publico que no dia 13 de marco, Teeave\p"vindouro,
perante a juula da fazenda da^lSesma thesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos fizer a obra de
empcdrameulodo 21' lauco da estrada da Victoria,
avahada em 7:6728500 rs.
A arrematacao ser feita na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do auno de 1851, c sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma juula no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para conslar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria*provincia1 de Pernam-
buco 13 de fevereiro de 1856.O secretario, A. F.
d' Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremata/ao.
1.a As obras do empedramento do 21." lanco da
estrada da Victoria,na extencao de novecenlas e Iran-
ia bracas, e execulai -se-hao de conformidade com o
orcamenlo approvado pela diretoria em conselho a
apre-ont j.lo a approvacao do Exm. Sr. presidente da
provincia, na importancia de 7:6725.500 rs.
2.-1 As obras principianlo no prazo de un mez, e
Godario no 10 mezes, ambos contados de conformi-
dade cora o arl, 31 da lei provincial n. 286.
3. O pagamento la importancia da arrematacao
realizar-se-ha na forma do art. 39 da mesma lei pro-
vincial n.286, e em apolices da divida publica.
i.a O arrematante excedendo o prazoymarcado
para conclusao das obras, pagar urna mulla de cem
mil reis, por cada uui, embora Ihe seja concedida
prorogacao.
5. O arrematante durante a execucao das obras,
proporcionar tranzilo ao publico e aos carros.
6.a O arrematante sera obrigado a empregar na
execucao das obras, pelo menos melado do pessoal
de gente livre.
7.- Para ludo o mais que nao se achar determina-
do as prsenles clausulas nem no orcamenlo, se-
guir-se-ha o que disaoc a respeito a le provincia
o. 286.Conforme.I) secretario,
A. F. Annunciaciio.
I) Illlra. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, era cumprimento da ordena do Exm. Sr. presi/
denle da provincia de 12 lo correle, rnandaj>t>r
publico que no dia 13 de iAko prximo faturo, pe-
rante a junta da fazenda da mesma thesouraria se ha
de arrematar a quem por menos fizer a obra do em-
llmenlo do 22. anco da estrada da Vicloria
avaliada em 9:6779250 rs'.
A arrematarlo ser rei na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio de 51, e sob as clausulas
especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematara
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia corapclenloraoule
habeliladas.
E para conslar se mandou anisar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
nanibuco 13 de fevereiro de 1836.O sccrelario,
A. F. d'.lnnuneiarao.
Clausulas especiad para a arremataro.
I.a As obras do empedramento do 22." lauco da
eslrada da Vicloria, na extencao de rail cenlo e se-
ii de pasaagem para o qoe tem bom commodos, di-
rija-se a ra da Cruz n. 3, escriplorio de Amonan
ll lilaos & C.
Para o Acararu com escala pelo Ceara segu
al o dia 22 do correle o patacho Emularao. pa-
ra carga epassageiros trata-se como capilio a bordo
ou no escriplorio de Manoel (ioacalvea da Silva.
RIO DE
Janeiro.
O brigue nacionalMaria l.uzit vai
seguir com hrev idade, tem a maior par-
do seu carregamento promplo : para o
resto que Ihe falla, passageiros e escra-
vos a trole, aos quaes da as mella**as
accommo.lac.es. trata-se com o coosignalario Aul"-
oio de Almeida Gomes, na roa do Trapicheo. 16,
segundo andar.
RIO DE .1VNFJIIO.
Vai .-.ilii i com multa brevidade o novo
c veleiio brigue DOUS AMIGOS, tem a
maior parte da carga prompta : para o
resto e passageiros, Irata-se com os con-
signatarios NovaesvVi C, naiua do
che n. V, ou comocapitao na pr
Para o Kio de Janei
sgue em poucos da, por ter a ji>;i ga prompta o brigue Corzrao, cap alao Joaeaina
-fcrreira dos Santos; 'para o resto e escravos a frele,
para o qoe tem us commodos, trata-se no escrip-
lorio de Janoel Alves Guerra, na ra do Trapiche
n. 14.
Para a Bahia,
pretende sabir at o dia 20 do crrente a beaa co-
ndecida saira. ca nacional nllorlenciaa, esta com mais
de meio r-arregamenlo a bordo ; para o resto os pre-
lendeiile-s enlendam-se com o seu coosignalario
taloao i .uiz de Oliveira Azevedo, roa da Cruz n.1.
Q As pessoas que liverem cuntas com a calora
americana Shorlinq Star, qoeiram aprsenla-la* ao
prazo de 3 dias, nc escriplorio dos consignatarios,
lleory Forsler ,\ Companhia, ra d Trapiche n. H.
Para o Kio de
Janeiro
sabe com brevidade por ter a maior par-
te da carga prompta, o bem conhecido
brigue nacional FIRMA : para o testo
da mesma, passageiros e escravos a frete,
para rjne tem excedentes commodos, Ira-
la-secom os consignatarios Novaes tV C.. na
ruado Trapiche n. 54, primeiro andar,
ou com o capito na praca.
Para o Rio de
Janeiro
sahe com muita brevidade por ter a maioi
parte da carga prometa, o brigue escu-
na MAll \ : para resto da mesma,
passageiroseescravosafrcle, para.que tem
e\cellentus commodos, trata-sc com os
consignatarios Novaes & C, na ra lo
Trapiche n. Tii, primeiro andar, ou com
o capito na praca.
Para o Rio de Janeiro segu com brevidade o
brigac Lizia, recebe carga e passageiros ; a tratar
rom Caelano Cvriaco da C. M., aelado do Corpo
Sanio n. 25
\ Para a Bahia.
segu em poucos dias, por ter o sen carregsmenlo
promplo, a barra brasileira MalhiMen ; para carga
miada e passageiros, para o que lem eicellenles
commodos, trata-se com Manoel Alves Guerra, aa
ra do Trapiche n. t, ou com o capillo Jtronymo
Jos Tetles, na praca do commerdo.
Ar.icaty.
Sahe com muila brevidade o bem conhecido hiale
Duridoso, por ter parte de seu rarregaaenlo proa-
po ; para o resto e passageiros, trata-se na rea da
Madre de lieos n. 2.
&d5c*.
Lasserre A; Tissel Freres ferie lala* por iatar-
vencao do agente Oliveira de cerca 200 caixas de sa-
lan do Rio, 200 barricas de bacalhao e 200 eeslos da
12 garrafsa de rerveja rada ala : qoaita-foira, 20
do correte, as 10 horas da mauh.la, no armaren do
Sr. Annes J acorn, defronte da arcada da alfandega.
Me. Calmonl & Companhia far.io leiUoetn pre-
enca do agente de l.lovds, por auloriaraoda alfan-
dega desla cidade com liscalisacSo de om sea emper-
cudo, por coula c risco de quem pertencer. por in-
lorvono o. do asente Oliveira. de 50 caixas folhas de
F.andres, 150 focareiros de ferro e 31 duzias de pas
dilo, ludo em parle averiado, para orrorrer ao roo-
teio e mais gastos com o brigue ansies John ll'Mer,
ex-rapiMo Williams, e do seo carregamenlo ursla
[lorio, onde ambn par lorca maior, e foi lr?almenta
condemnado, na sua ullima viacem procedente de
Liverpool com destino ao de Rio Grande do Sal :
segunda-feira, 25 do crrente, as 10 horas da ma-
nha, no arraazem n. Id da dita alfandcca.
2Ct>iSt> ." ,.
320(1
SSOO
Jos da Costa Daorado Jnior .1 quem a illustre
rommissau enrarresada de pr.xuovcr ama ubaerip-
eao na ra do CfOSfM para o lian de se arrender lo-
guciras pelas ras ds rreaaeaai cnlrcou a nuaulia
tela e tres braca, execular-se-l.ao de conformidade de oi.cn.a esele ,:! ie.S cuimd, a ^oL r2"
com orcamenlo approvado pela direclorU em COBOS- eripterea a tocas receher un sua rasa na roa das
Iho e apresealadoa approvardlo do Eira, presideule i,r"""1 a importancia de snas assisnaturas. n.lo olis-
da provincia, na imporlancia de ,.>:(VTa-.5o u j l:'.nle let'se, ',1*l'l'"''idn ja srande parle (lase di-
>a l.nhn. ,,.v, ., j : nheiro as fogueiras que :,* liz-ram em dila ra e em
2. As obras principiara,, no pratO de um mez, e ; ulras ,,,, qu. ;,,, ,h.t,l: ,r indaraouodc < raezes, ambos contados de confor-1 ralea pobres : o que as-im faz para desensao do il-
midade cora o arl. 31 da lei provincial 11. aW. I ludido, em raspala a saa pergunta no Diario de
3.a O pagainenlnda iniiorlaiiria da arremac.inre-! l,"n,om-, ,..,
,1;,,, 1., r.m ,. ,., ., ,'. Icnez Harl'.ill'.o l.,n< krhna. pnde-sora r>u-
ali/ar-sc-ba na forma do arl. 39 da mesma le pro- Mica do cralo da Se, tea aberlo a M aula na ra
vinnal 11. 2SI. e em apolices da divida publica. do Amparo, no obrado denomiii 1 lo d Ponto, e
1.a O arrematante excedendo o nra/u marcado convida aos pais de familia a mandaren! as suas fi-
liara conclusao das obras pagara una mulla de cem f" ^^*>M-Wi e pnmelte todo desvello no en-
muris por cada um embora lbe scia concedida nrn. '". 1 1 1
_ viii.uiud pro- 1 l'recisa-e lili Itiaailaiia. dando-so bom or-
0:'"-'',0 I denadn : na ra da Sen.'.ala Nova, padaria n :.
Precisa aa de aara ama par Indo o scrvirooc
nina casa do pones familia : na ra da Sonrala \'c-
Iba 11. lili. piniHMiu an.lar.
Precisa se de ollictaei de charuleiro : na ra
1.' t> arrematante dorante a exeenco das obras
proporcionar IranzJto ao pnblicoeao* carros.
6." O arrematante scrS obligado a empregar i
execucao das obras pelo menos melada do peasoaal ''" '"ri,i''r,ie "** a. 20.
de genio livre. "" l'recisa-sc alag ir urna ama para o amaro io-
- 11 .. 1. leriin e exlerno de urna rasa de pouca fsmilia, pre-
.. 1 ara ludo o mais que nao se achar determina- ferc-se sendo estrave : no paleo de S. Pedro, sobra-
do as prsenles clausula-, ,lcm or,_ainenlo,se- do de um andar n. :.
gnir-se-ha o que dispoe a respeilo a lei provincii I "~ "'SMeso laiqiiiiuu \ illa-boas, medico eo-
11. 2Hti.-C.onforme.-0 secretario, carresado do t.-.Iisinri,. da lt..a-\lata, mora .
1 ledade n. 15, onde p.. le
si. F. d'AiiituiiciaKio. I hora do da a da uoile.
er procurado 1 |l.|uci
%. I I
nir
1
a a.


<*
DIARIO DE KRMIUCO QIMRTA ,\M 20 ufc FiVEREIRO CU 856
Terceira cdi^ao.
TRATAIEITO EOIfiOFlTHICO.
Preservativo e curativo
DO CHQLER&-MORBUS.
PELOS DRS.
mi inflroeeAo aopovoparasepodcrcuraiiteslaeiiferiiiidade, administrndoos remedios mala elVicazcs
para alalh-la.emquaiilo se recorreao medico, ou mesmo para cura-la i udapendeule deste> no I agir
em que nao os ha.
TRAJHIZIDO KM PORTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
Estes dons opsculo?contrnas ndiearoes mais claras e precisas, e pela sua simplese concisa exposi-
cao eilaao alcance de (odas as intclligcncias, nao s pelo que di respeiln aos meios curativos,como prin-
cipalmente as preservativos que tcindado os mais satisfactorios resultados cm toda a parte em que
elle- lem sido poslos em pratica. ,
Sendo o Iratamenlo liomeopathico o anicoqae lem dado grandcsresulladnsnocurativu desla lioru-
velenferroiilade, julgamosa proposito Iraduzir oestes dous impnrlaules opsculos em I i ligua vernaci-
la, para desl'artc facilitar a sua leilura a qqaim ignore o francez.
Vende-se nicamente no Consulloriodo traductor, ra Nov n..l2, por 2*000. Vendem-se tambem
os medicamentos precisos e boticas de 12 lulios rom mu frasco le lindura 139, umailila de 30 tubos muir
vro e 2 frascos de tintura rs. 253000.
%-m
* PEORAS
e:
I
te---vv-?;-.':
PRECIOSAS-

Aderemos de brillianles, *i
^ diamantes e perolas, pul- ;.
,<# cetras, allineles, brincos :
* e rozelas, bolees e anneis f
de diferentes gostos ede |
o' diversas pedras de valor. <
) "
* Comprara, venden) ou *
? troeam prala, ouro, bri- 5
* las, e oulras quaesquer A
% ioias de valor, a dinheiro ?
ou por obras.
MOREIRA l DUARTE.
LOJA HE 01IIIVES
Ra do Cabuga n. 7.
Recebem por lo-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
in i\f. Franca como
tUltt E l'll ATA-
Adrenos completos de 5
ouio, meiosditos, pulcct- :
ras, alDCles, brincos e ';
rozelas, conloes, trance- |
lins, medalbas, correles o
e enfeiles para relocio, c v>
outros muilos objeclos de 2
ouro.
Apparelbos completos, s
de prala, para cha, han- 3
i tejas, salva*, cacica**, -
colheres de sopa e dech, &
e muilm nutres objeclos i,
, de prala. SA>rJ*
de Lisboa, as quaes vendem por
preco eouimodo como eostumam.
Massa adamanlina.
He gerluiente reconhecida a excellencia dcsta
prepararlo para chombar deDtes, porque seos resul-
tados sempre felizes sao j do dominio do publico.
Sebastian Jos de Oliveira faz oso desta preciosa
masas, para o lim indicado, e as pessoas que quize-
rem lioura-lo dispondo de seos serviros, podem pro-
cura-lo na'travessa do Vigario n." I, loja de bar-
beiro.
: I. JANE, DENTISTA. 8
continua a residir Da ra Nova n. 19, primei- aj)
aj) ro andar.
loteras da proveca.
O caulelisla Salusliano de Aqoioo Ferreira tomou
a rcsolacao de vender os seus billieles e cautelas as
pessoas que compram para negocio, sendo a quantia
de 1003 para cima, dinheiro i vista, pelos precos
abaiio notados, na ra do Trapiche u. 36, segundo
andar, em quauto existir o plano actual de 1,000
Inl he le- na importancia de 2i:O0O5, (cuido estes
presos firmes. Elles sao pagos sem o descont de
oito por cenlo da lei nos tres primeiros premios
grandes.
Bilhele,
Meios
freoi
y
Quintos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OUTROS,
c posto em ordem alphabelica, com a descripfc
abreviada de todas as molestias, a indicarlo physio-
logica e Iherapeulica de lodos os medicamentos lio-
meopalhicos, seu lempo de ac;.lo e concordancia,
seguido de um diccionario da significado de lodos
os termos de'raedicina e cirurgia, a posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. .issienantes podern mandar buscaros seu
excmplares, assim como quem quizer comprar.
JXiOO Recebe por inteiro 6.-0008000
2|300 ii i> 3.-000*000
28210 2:000-5100
(ti o >> 1 :.10ligOOO
11360 i) 1:2005000
- 840 a n 7S09000
XljK'l ji (OOjOHO
360 g a O ca (elisia :100500o
Salusliano de A:, tino 1 errara.
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
(|tie contina com stta aula de latim, do
da 2 dejaneiro em diantc, pela mestna
manara e soh as conduces ja' annnn-
ciadas.
Na casa da residencia do l)r. Loureiro, na rua
da Saudaile, defronle do Hospicio, precisa-se de umi
ama de leite, forra, que n3o traja corasigo o filho,
que liver, de peilo.
A pessoa <|iic tiver pata .-litigar al-
guna sobrado de dous andares, ou mesmo
de un andar e sotao em rpialqucr dos
tres bairrot, e que tenha commodos su-
licientes para ama familia : dirija-se a
rua doQueimado loja n. '20, que ah se
dir' quem precisa.
Precisa-te de nina ama forra ou es-
clava para ma casa de pequea familia :
quem pretender dirija-se a rua do Colle-
rn. 15 armazn, ou a rua dasCtti/.es
n. II, segundo andar.
t'recisa-se de urna ama que saina eoziphar e
faier o servieo interno de casa : na rua Dircila n.
120, segundo andar.
Tendo-se finalisado as ferias, o solicilador aba-
xoassianado, annnncia a lodos os seos amigos c as
pessoas que do seu presumo precisaren!, o acbarao
sempre prompto na soa residencia la rua da Caro-
boa do Carino n. 38, prime-irn andar, ou no escrip-
lorio do Illm Sr. I)r. Joaquim Jos da Tonseca, pa-
ra ralar de qnalquer quesillo nos audilurios dessa
cidade.Gamillo Angosto Ferreira da Silva.
A cominissao Benelicente da fregue-
/.ia de Sanio Antonio do Hccife, rosa as
pessoas que qui/erem mandar sitas es-
molas para a pobreza atacada da epide-
mia, se dijjnem dirig-las a casa do Rvm.
Sr. vigario, nooitao da mesma matriz :
asesinlas podem ser de dinlieira, pene-
ros, fazendas e mesmo roupa.
de
PUBLICAgAO' LITTERAKIA.
Repertorio jurdico.
Esta pulilirai.ao acra sem duvida principiantes que se quizercm dedicar ao eiercicio
do foro, pois nella enconlrar lica as principaes e mais frequentes oceurrenci ci-
\is, orphanologicas, commcrciaes eecelesiaslicasdo
nosso foro, com as remissoes das ordenaroes, leis,
avi-'i. e iceulaineiilns por que se rege o Brasil, e
bem assim i esohires dos Prairstas amigos e moder-
nos em que se lirm.im. Cnnlcm semelliautementc
as deeisijes das quesloes sobre sias, sellos, vellios e
iiovos direitos e decimas, sem o traballio de recorrer
i colleceSo de nossas leis e avisos nvulsns. Consta-
r de don volumesem oilavo, grande francez, eo
primeirosahio luze esta i venda por 83 oa loja de
ivrosn. 6 e 8 da praca da Independencia,
zia da Boa-Vnia, na rua Velha n. <-.
O Dr. Ribeiro, medico pela L'niver
sidade de Cambridge, continua a residir
na rua da Cruz n. 13.
GRATIFICACA'O. .
a'-se 80|000 de gratificacSo a quem
inculcar urna ama de leite loria ou es-
clava, que tenha boas qualidades c bom
leite : quem pretender dirija-se a rua do
Collegion. 15, armazem, ou na rua das
Cruces n. 11, segundo andar.
Candida Maria da Paixao Rocha, pro-
lessora particular de instruccao primaria,
residente na rua do Vigario do bairro do
Recife, faz sciente aos pais de suas alum-
nas, que acha-seaberta sua aula, naqual
contina a cnsinar as materias do costu-
mc, e adraitte .pensionistas, meio pen-
sionistas e externas, por precos razoa-
veis.
Antonio Antunes Lol>o faz sciente ao
respeitavel publico, e particularmente
aos seus freguezes que tem transferido
sua loja de chapeos da rua da Madre de
Dos n. 3, para a rua da Cadeia n. 00,
Junto ao arco da Conceicao, onde o en-
contrarao sempre piovido dos melhores
sortimentos de chapeos.
DAfilERREOTVPO, ELECTROTVPO
E STEREOSCOPO.
Na anliga e bem condecida ualeria o ollicina de
retratos do aterro (*a Boa-Vista'n. 4, terceiro andar,
coiiiiiiua-se a tirar retratos por qualquer des'es sys-
lomas com (oda a perfeiro. Ahi se enrontra" o
mais rico e abundante sorlimenlo do objeclos para a
Rua N.va n. 41,primeiro
andar.
Nesle eslabelccimanto se encontram os mais ricos
c os melhores pianos que lem viudo a esta praca dos
mais acreditados fabricantes como de Baclials e
I raumaiin de llambnrgo, assim como de uniros
muitos fabricantes de Europa, os quaes se vendem
por mdicos precos, e garantidos ; no mesmo eslabe-
lecimenlo tambem so concertam, alinam-se e rece-
bem-se encommendas para a Europa.
Precisa-se alugar para o servico de urna fami-
lia ingleza, urna prela que soiba lavar, ngnmmar e
coser : na rua do Trapiche Novo n. 10.
A commissao Benelicente da fregue-
zia de Santo Antonio roga as pessoas ata-
cadas da epidemia que necessitarem de ser
soccoi ridas, queiram dirigir-se ao Rvm.
Sr. vigario, em sua casa, na travesa do
pateo da matriz, e no caso de o nao encon-
traren! em casa, a qualquer dos outros
membros, a qualquer hora do dia e da
noitc, ate as !l horas.
LOTERA DA PROVINCIA.
O lllm. Sr. thesoureiro manda fazer
publico, que se achara a venda na thesou-
raria das loteras, das 9 as 5 horas datar-
de, osbilhetesda piimeira parte da qttar-
ta loteria do Cviunasio Peina mi nica no,
cujas rodas andem no dii I de marco pr-
ximo futuro. ThesBuraria das loteras
15 de fevereiro de 1 S.r>0.O escrivao, An-
tonio .lose Duarte.
I'rerisa-sc alagar am cscravo, prefere-se le
liaran, para o servico de urna casa de pequea fami-
lia : a tratar na rua do Morana lo, loja i.. 21.
AO PUBLICO.
No armazem de faZendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos maisbaixos do que emou-
tra qualquer p*te, tanto em pot-
coes.como oTOalho, afliancando-
se aos compradores um s pieco
para todos : ste esUoelecimcnio
abrio-se de combinaco com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, Irancezas, allemas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta doque se tem vendido, epor
isto oll'erecendo elle maiores van-
tagens doque outro qualquer 1 O
proprietario deste importante es-
tabelccimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que veiiham (a' bem dos
seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios collocaco dos retratos, que lem vindo a esla capital. HJ^ BWB WOHgna r^tj ^rm^NS
ROS se entrega retrato alsum sem estar parecido e de "H" ^Jat HJJWUI1
M trabalho perfeilo. lias 'J horas da' manhaa as 3
da tarde esla sempre a galeria e ofiicina a lisposieao
do publico, podendo lrr-se retratos em das 'de
chava.
@^@:S@--@*^SSSJ
ara o servico interno de urna cas.i cslrangeira
de duas pessoas, necessila-se de urna rnzinheira e
engommadeira, forra ou cscrava; na rua Nova n. 17.
O lllm. Sr. major Antonio Jovonrio Pires Fal-
cao. senhor do eiisenho Canoas, pode mandar pro-
curar na rua do l.ivrameiito, paitara de Francisco
do Prado, pelo seu esrravo (regorio, que andava fu-
jolo. o qual se acba recolhido na casa de detencao.
l'recisa-so de urna ma paracozinhareengom.
mar para can de rapaz solleiro : na rua da lila n
25, taberna.
Ao amarillecer do dia 17 do rerrente mez, urna
ama de nomn Jnsepba rouhoii da casa do paleo do
(-armo, sobrado n. 7. primeiro andar, os seguinles
objeclds em ouro. dentro deum baliuziiiho : um ror-
rela de urna vara de romprido, um Iraiirelim, um
cordao de ouro, dous p.issadores, dmis aunis ,|(> |
Ihantes, sendo uin com Ices brilhantes. dual pulcci-
ra,sendo urna de cornalina, mil annellao de cabello.
am dilo iie diamante, un noel de catuana, duas
caeoietas, Ulna pequea e oulra grande, un) annel
de cobrinha, um (>ar do rosetas de peilra verde, um
allinele dito, um par de rosetas com o esmalto lin-
giiulo urna llnr verde, urna roseta com nina pedra
encarnada, um allinele do diamante, um annel pe-
queo, um cabello encasloado, dous lequcs, um pen-
is de tartaruga, i estidos de seih prela. sendo u
de grosdenapoles, m ile setiin macan, dous de sar-
ja, um de seda co: .te rosa de tre< habadoc, o ni de
seda verde, um a narello, um azul lerrele,^ um le
seda amarcllo de dous hahados um le seda cor le
cafe, um de quadrinhos, dous de eamhraia branca,
ilous ditos de dita de cor, um do muir olma amarella,
outro verde, quatro de chitas, todos novos, uina
manta prela, uina branca e um l, duzia e meia de
meias hnas.duus mantos de sarja, dous manteletes, e
outros objeclos muidos que nao lembram : quem iler
noticias sera geiierosameulc recompemadu.
O cai\eiro que annunciou que eslava arruma-
do, porm que precisava arrumajo, sendo nao te-
nha adiado, c queira para laherua, dando fiador ou
cunliecimenlo, dirija-se ao aterro da Boa-Vista n.sii.
O ahaixo assignado faz sciente que o seu cai-
xeirn Juno da Costa Campos sabio de sna casa cm ll>
do correle.Joao Alves de Carvalho l'orlo.
Desappareoeu do eogenho Cordero,
da Ireguezia da Vanea, no mez de no-
vemhro do anno prximo passado, o cii-
otih. Agostinho, .de 20 a 22 anuos de Ha-
de, alto, inaB,.0-,,;, rcdeaxla, U.-icosen-
camados, sem deutos na lenle, pei-
nas compridas <; um tanto curvas para
diante piando anda, pes compridose al-
giitnacousaapallietados; como o mesmo
fosse escravo do fallecido padre Corde-
ro, morador no Brejo da Madre de Dos,
inculca-se algumas vezes captyo do mes-
mo e outras como soldado desertor: des-
appareceu tambem do mesmo engenho o
esclavo Joao Clao, de nacio Gabiio. de
idade V(l a v> anHos, de estatura regular,
clieio do corpo, talla grossa e atrapalha-
da, he canoeiro e foi escravo de Joao Fer-
reira, morador na Passagera. Este ultimo
fugio no principio deste auno ; quem os
pegar leve-os no mesmo engenho Corde-
ro, que sera' recompensado.
Antonio Jos da Itocha avisa a Sra. Maria
trancisra de Assis, para no prato de 8 das vir tirar
o penhor pie tem em sua mo ha 3 anuos e me-
zes, pagando-lhe nao s os 205 que lomou. romo os
juros vencidos, do contrario o annuaciante lindo o
prazo marcado, vender o mesmo penhor para seu
pagamento; Picando a dita senhorasem direilo a re-
clamaAo ahuma, caso mo Ihe pagoe. Becife 17 de
fevereiro de 1806.
()flerece-se para caixeire de loja de fazendas,
miodezas ou ferragens, um menino porluguez de 12
a 1 annns, sabendo ler, escrever e ronlar, e d fia-
dor a sua conducta : quem o pretender, annuncie
por esta folha para ser procurarlo, ou dirija-se a roa
da Boda n. II, que ahi se dir quem he o pr"len-
denle.
I'rerisa-se de urna ama que saiha ru/.inhar e
comprar, para casa de homem solleiro : na rua Ha
Praia n. i.
Quem precisar de um criado liel a diligente,
apto para o servico ordinario de i.m rapaz solleiro,
ou mesmo de urna familia, annuncie para ser pro-
curado, ou dirija-se a casa do i)r. Campos, rua es-
treila do Bosario.
I'rerisa-se de orna ama que tenha homleif.ee
que nao lenln filho, para criar um menino de "i me-
zes: nosilioda Tamarineira, na estrada dos Atllic-
los, ou na rua da Guia n.7.
O credores do finado Jos da Silva Campos
queiram comparecer no dia 20 do corrente, as 10 ho-
ras da m.inli.i.i, na rua da I'raia n. 29, terceiro an-
dar, afina deennhecerem o estado da casa do dito ti-
nado.
ORDEM TEBCEIRA DE S. FRANCISCO.
O abaixo assignado, secretario da veneranda or-
dem terceira da penitencia do serfico padie S.
Francisco desla cidade do Becife. por aulorisselo da
mesa regedora faz constar a lodos os irmaos lrcei-
roj em seral, que o hospital da nossa veneranda or-
dem se acha convenientemente montado e munido
do necessario para de prompto soccorrer a lodo e
qnalquer irmflo que for atacado da epidemia rei-
nante, e mesmo a qualquer pessoa do povo que for
accommellidu em a nossa iareja, ou mesmo naa ime-
mediaces do mesmo hospital. Se pois algum .los
nonos irmaos, que for alacado ;o que Dos nao per-
milla' se quizer utilisar do referido eslabelecimenlo,
nao lem mais do que all se apresentar : se porm
liouver alguma impossibilidadc da parle do enfermo
jue o prive de poder comparecer, nesle caso inenn.
Iinenlc fara participar ao irmSo enfermeiro do mes-
mo hospital, que facilitar a eondorcao, por isso que
para esse lim existe urna maca convenientemente af-
ranjada.Ualdino Joao Jacintho da Cunha.
ORDEM TEBCEIBA
Na portara da
m
Precisa-se para o Para de um homem que sai-
ba fazer macar, limbicar, fazer rapadura, niel, e
dirigir todo o serv-o le um engenho movido par
agua, e que da nanea le sua conduela, nflcrere-sc
boa vanlagem. Para o mesrno locar preeisa-se man
W I de um homem que saiba fabricar sahAo le qualquer
ft qualidade que sej, e que saiba Irahalhar cun qual-
tJ.| quer que seja o material, e que possa lomar conl.i
$) le urna fabrica. Precisa-se de um licorista que sai-
O Dr. Cananera d consultas e faz vi- (Si l,a f'"l'r lic"res "" ,0ll'ls M qnal'dades: arbando-se
' alguem que queira enrarregar-se de ahumas propos-
CONSULTORIO
BOMOPATHICO.
i.%. Kna das Cruzes 28.
(Gratuito para os pobres.:
I zila a qualquer hora do dia.
No mesmo consultorio vonde-se
, O TRATAMENTO HOMOEOPA IIII-
(.(), prtttrtatito e ruratito do cholera
I morbw, accommodado a iiilelligeucia do
povo.
I Carleiras de 12 medicamentos
cholera.
', un ... .lo tintura......
I Tubos avulsos.
Carleiras de lodos os lmanlo
em coala.
' las em cima mencionadas,
I n. 10.
dirija-se a rua da Cruz.
para o
INHIO
muito
|
OJadvORado Francisco Carlos Hramlao* roga a
pessna que de Santo Anlao Ihe esrreveu una carta
sem araignnlara, com dala de 12 do corrente, se di:-
iio niandar-lhe di/er quem be, como na mesma car-
la piomctteu; e se possivel llio for. que appare;a
em sua casa, na rua do Collecio u. Iti, primeiro an-
dar, pora una conferencia, na qual Ihe sern lados
esrlarecimcntos satisfactorios.
Precisa-se de urna ama de leite: nosilioda
tamarineira ao pe da Cruz de Almas.
DE S. FRANCISCO,
igreja da ordem terceira de S.
l-rancisco desla cidade do Becife, por delibeiarao da
mesa regedora se distribuido esmolas aos pobres
as quarlas-feiras c sabbados de todas as semanas,
das 11 horas ao meio da, isto em quanto durara
epidemia e a caresta dos gneros.
Respeilnsamente faz sciente a professora parti-
cular de inslrucrao primaria, residente na rua das
Cruzes. primeiro andar n. 22, do bairro de Santo
Antonio do Recife, que acha-se em eiercicio de sua
nrofisao, e para constar aos pais de snas alnmnas,
sccnlic. que esta aberla sua aula, na qual conti-
nua a ensillar as malerhs do cnslume, admilte pen-
sionista,, meio pensionistas e eilernas ele.
Na rua estrella do Rosario n. 17, secundo an-
dar, d-ee dinheiro a premio solire penhnres de ou-
ro ou prala, em pequeas c mandes quantias.
ABRE.NDAMENTO.
A loja e armazem da casa n. 95 Ha rua da Cadeia
do Recife junio ao arco da Conceicao, acha-se desoc-
cupada, e arrenda-se para qualquer eslabelecimenlo
em ponto gr?nde, para o qual lem commodos sufli-
cientes : os prelendcoles entender se bao com Joao
Neporouceno Barroso, no segundo andar da casa n.
)7, na mesn.a rua. 4
A enfermara lo consistorio da irmandade do
Divino Espirito Sanio emS. Francisco j annuucia-
da. acha-se prvida do mais necessario para receher
aos seus rmSos desvalidos, que venham a ser accon.-
mellidos do cholera : roga-se, pois, aos irmaos da
mesma irmandade, ou a quem lenha ronhecimeiito
de algum desles. parlicipem ao irman jara, escrivao
on thesnnreiro, afim de que sejam reeolhidos pela
mesa e tratados da mclhor forma que for possivel.
Faz-se'saber ao respeitavel publico, qne se ha
de arrematar por arrendamenln animal, no da -2fido
trrenle, pelas 11 horas da manhSa. na casa dai au-
diencias, um sitio de plaanle, na estrada nova da
Embiribeira, denominado das Almas, e vai pr-;-a
a reqiicrimento de Antonio de S e Albuquerqu,
pelo juizo de nrpliSos e ausentes.
2?**$9%9 98 3 t
S CONSULTORIO HOKEOPA-
w
a
DA
S

9 Manoel da Siqneira ..
A homeopaiha, continua a dar
@ os das.
MASSA ADAMANTINA.
Francisco Pinto Ozorio chumba denlos com a ver-
dadera massa denominada adamantina, apresenlada
ao conselhn de hysienne pelo Sr. Paulo Gaignoux, e
calca com ouro c prata, e outros rnelaes, assim c'imo
applica ventosas pelaalracao do ar, e nXo cora foco
como ceralmento se usa : pede ser procurado pira
qualquer .lestes misteres, na rua estreila do Rosa-
rio n. 2.
Do siin das Roseiras, iln lenente-roronel"Jo*.
quim Eliaa de lloara, na estrada do Roz.irinho) no
da 1.1 do correle mez, dcsappareccu um ravalli-
ho caslanho, capado, com os qualr* ps calcados,
rrenle aberla, e una crande ineha.o na bocea, lo
lado direilo rom fistola: quem o' pegar ou dclle
der noticia certa dirija-se ao dito sitio que seii re-
compensado.
Precisase de urna ama que saiha cngominar c
cn/inhar, pan casa de pooea familia : na rua das
Lrnzes n. 2^, pjimciro andar.
Na praca da Roa Vista taberna u. i pre-isa-se
de um pequeo anda mesmo que n.lo tenha pratica.
Amassador.
Prccsa-sc do um amassador : na rua da Sanulla
\elha padaria n, 8i.
Conlralam-se serventes livresccscr.ivosp.ua
Ir.ihalhaicm na illominaeSu publica, pagandn-se
bem : a quem i-nnvier dirija-se ao armazem ferida illoiiiinarao becco lo Cariocs ou a rua Impe-
rial n. til a fallar com Prxedes do Silva liu-mao.
Trora-se orna mulata com aleona conheci-
incnlos de rostura oengommado, com nina negra de
icuaes conliecimcntns: a pieui eonvier dirija-te I
rualmperi.il n. lii ou trapiche Hamos a entender-
se com Prxedes da S'lvs Gusmilo.
TIIICO
COMARCA DO CABO.
Ao engenho Martapngipt
Gratis para os pobres.) %
Cavalcanli, professor @
consultas ludoa)
A pessoa que liver por singar algum andar de
sobrado, sendo as mas da Cadeia do Becife, Viga-
rio, Corpo Sanio, tendo commodos para urna fami-
lia, annuncie para ser procurada, ou dirija-se a rua
Nova, loja n. 118.
Attendam !
Os abaixo assignados, proprietarios da eonfeilaria
da roa da Cruz n. 21, fazcm ver ao respeitavel pu-
blico e aos seus frageles, que havendo algnmas pes.
soas tambem vendedoras de doce que se lem viiidn
de ilizer que silo fabricados em sua casa, com o lim
de o reputar por bom pr*CO, e desta surte os de-
sacreditar teem reaolvldo assii;nalar por meio
de car'es lithocraphados com i sua firma, qualquer
objeclo que houverem "le vender ; para o que pro-
vinem ao respeitavel publico,Piulo c\ Irmilo.
Aoaminhecer do dia 17 do corrente, fucio do
alerro da Boa-Vista das nulos de Anceln Marques,
soldado meu impedido, um ravallo rodado apltacado
escuro, curto e grosso do corpo, andador bailo, e
quandn asim anda abre muito das pomas e bale
com a rabeea ao pe, cliainam serrador : pelo que
roca o abaixo aaaienado a pessoa quej o adiar de o
maullar levar ou dirigir-se ao quarlel do dcimo ba-
lalhilo de infantaria ao mesmo abaixo assignado,
ajudaute deste balalhao, que bem -ralilicr..
Aulonio Raxmumlo l.ins Caldas.
(Juetn livw olas do Banco do Bra-
sil para trocar por cdulas: dirija-tea
rua do Trapiche n. <'. segundo andar.
No colle;io d Aura distribue-Se
gratis as receitas para o Iratamenlo do
cholera, descoberta pelo preto do enge-
nho Guararapes.
Quem precisar de criado para holieiro. dirija-
se ao alerro da Boa-Vista, na corheira do Sr. Fran-
cisco Rodrigues do Passo, que 1^ achara com quem
tratar.
O testamentario do fallecido Sr. tenentc-corc-
nel Pedro Jo.e Cnrneiro Monteiro, inora cm Apipo-
eos, freguezia do Poro da Pauella.
AtteiiCilt.
Dejaos que !>- engao levou na secunda-feira
oa seniau.i ,.j*ttda, ,u M chapeo de sol com cabo de launa, leudo na extremi-
dade superior um rraviuho de Ierro, lenha a hernia-
do de o mandar restituir.
Precisa-se de um caixeiro e dous Irabalbadores
para padaria : as Cinco Ponas n. I0h, dando-se
bom ordenado,
Perdeu-se na noilc de seila-feira urna argola
esmaltada com um cafezinho. do viveiro do Muniz a
rua de Hurtas, becqp dos Marlvrio, Asuas-Verdes,
pateo de S. Pedro, dilo do Carino, Santa Thereza e
Caldeireiro. paga-se o adiado generosamente ; as
Cinco Puntas, padaria n. ln '..
Precisa-se de um caixeiro para lomar conta de
urna taberna por balando, ou tendo alcona fundos
d.i-se sociedade : a tratar no largo da Seledade, pa-
daria n. 16.
(Juem precisar de roupa lavada e encommada,
irija-se a rua da loria n. 29.
O Sr. Jos Maria Placido de Magalhaes queira
apparecer na olaria de Jos Cnrneiro.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
compre, para urna casa de pouca lamilla, paca-se
bem agradan lo ; na ruada Cruz n.7. terceiro andar.
omproj.
Compra-se nina parellia de cavalloa para carro,
gordos e novos: no paleo do Paraizo n. 10.
Compra-se urna casa tenca em qual-
quer dos bairrosdesta cidade, comtanto
(|tie nao esteja deteriorada e seja em boa
rua: na loja n. l da rua da Cadeia do
Recite.
Compra-se om cavado novo. He bonita figura
que seja manso, bom passaceiro ou carregador bai-
xo. e que uHo lenha mandas uem achaques : em
Apipucos, no engenho Dous Irmaos, casa do falle-
cido Francisco da Rocha Paes Brrelo.
Na taberna da rua das Cruzes n. 20 compra-se
urna escrava moca.
Compram-se olas do Banco do Bra-
sil,: na rua do Trapiche n. O, segundo
andar.
Compra-se urna ou las r.irrocas novas ou em
bom estado, para andar com um cavado : quem as
liver ou se quizer encumbir de fazer, diriia-se a pra-
ca do Corpo Santo, escriptorio de M. I. Oliveira.
Senba?.
PARA OCURRENTE AUNO.-
I olliin i i: i m de algibeira contendo o al-
ma na lx administrativo, mercantil c in-
dustrial desta provincia, tabella dos direi-
tos parochiaes, resumo dos impostos ge-
raes, provinciaes e municipaes, extracto
de algumas posturas, providencias sobre
incendios, entrudo, mascaras, cemiteno,
tabella de feriados, resumo los rendi-
mentos e exportacto da provincia, por
500 rs. cada tima; ditas de porta a I (JO;
ditas ecclesiaslicasou de padre, com a ro-
sa deS. Tito a 100res: na liviana n. 6
c 8, da praca da Independencia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os novos bilhetes da
2i* loteria das matrices, que devia cor-
rer a 15 do corrente : as listr.s esperamos
pelo primeiro vapor.
Vende-se um cabriole! patente, que esla na co-
eheira do Sr. Sebaslilo Lopes I, u i maraes, rom o
seus competentes arreios, pelo commude proco de
:W05U0. '
CHARUTOS VARETAS.
V endem-se na rua do (Jueimadn n. 9, os verda-
deros charutos varetas e de S. l'elix da fabrica de
llraudao da provincia da Rabia.
Vende-se urna negriiiha de idade 13 anuos,
crioula ; na roa Direila n. 3.
Aos amadores de flores 9
aores fructferas.
Mr. Arnol, membro da sociedade de horticultura
de Paria, lem a honra de participar ao publico, que
acaba de Irazer de Franca nina rica colleee.lo de
flores, arvores fructferas de goslos diversos para or-
namento de jardins, um sortimento de raizes de llo-
res e btalas, que vende por precos commodos ; no
aterro da Boa-Visla n. :1H.
Farinha de mandioca.
Vende-se farinha de S. Matheus, em saccas ; no
caes de Kamos, armazem do Sr. Pacheco, por prona*
commodos. \
Na rua do Collegio, loja n. 3, ha para vender
bocetas de todos os lmannos com o verdadeiro doce
de caj' seceo parafalfer mimos, assim como se ven-
de em libras a poreao que quizer o comprador, lam-
bem ha de calda muilo superior c se vende em bar-
ris ou em I ilira-,
Vende-se espirito de 10 graos : no sitio do w-
veiro do Muniz.
Vende-se na rua da Cruz n. 15, segundo au-
llar, um arando sortimento de chales de louquim da
India verdadeiros, bordados todos a volta com rama-
gens e indios, o ditos adamascados, camisas de meia
de algodao brancas e de cores, ceronlas ditas c saias
de dita,, massiis de coral, charpas ou maulas, fies
de coral verdadeiros, len;os de camhraia de linho
bordados, de llalia, loallWM de ditas proprias para
baplisados, pulceir?sde cornalinas de diferentes co-
res, montas cm ouro, chapeos de palhade llalla para
hornees, meninos e meninas, camas de ferro bem for-
nidas do urna e do deas pessoas.
Vendem-se oo aliizam-sena Passagem la Mag-
dalena, antes da ponte.' leus silins com rasas de so-
brado, as quaes tendo cominiinicacao interna, tam-
bem podem servir para uina s familia : a tratar na
rua da Cruz u. 15.
Oh que peehinolia !
Vende-se casemira prela muito lina, pelo h.iralis-
simo preco deis o corle de calca : na rua do Cres-
po n. .i.
elogios de ouro
inglezes
le patente, de sahonele c de vidro : vendem-se cm
casa de Augusto C. de Abren, na rua da Cadeia do
Kecifc o. 1S, primeiro andar.
\ endem-se charoles dea. Felij viudo ltima-
mente da Baha,: no aterro la Boa- Viala loja de fa-
zendas n. IS.
-T- Na rua lo liriur. n. -22, armazem
deLuiz Jos de Sa' Araujotia para ven-
der sacias com cera de carnauba, sola e
cotiros de cabra, trinla pipas novas de
Lisboa, arcos de pipa ede barricas, rimes,
etc.. ludo por preco tavoavcl.
Veinlem-se lalai com grana a loo : na rua da
Cadeia do llerife n.lH,
RAP FRANCEZ.
DEPOSITO DA ROA DA CRUZ N. V8.
Continua a estar sorldo o deposito dcsle encllen-
le rap, lalvez o tnico de que se deva fazer aso em
urna crise epidmica como a que infelizmente lua-
mos: o agradavel aroma, c os simplices de que be
composlo, o fazem recominenda>cl, valo nao ter
em sua compas ao neiilium ingredienle que des-
Irua a virlude do fumo, reconhecido \i romo um
Panda preservativo de qualquer mal: para com-
inodidado dos compra lores, se encontrara este rap
nos depsitos liliaes das senhores Moreira \- Duar-
te, na rua do Cabuga' n.... e Joao Cardoso Ayres,
na rua da Cadeia do Keeife pelo prono de 3.-) cada
meio kilogramo, que he mais de urna libra.
Sapatos de bur-
ra eli a.
No aterro d.i Boa-Villa, defronle da hnueca n.
15, ha ebegado um Grande sorlimenlo le sapatos d,
burracba minio proprios fara a eslaeo prsenle,
lano para homem como para scnbora, meninos e
ineuinas; assim como um aovo e completo sorti-
mento de calcados fr.incezes ede Nantcs de ledas as
qualidades, c os bem eonheeHoa sapatos do Araca-
ly, tanto para homem roma tara menino, esleirs,
cera c velas de carnauba, as nielhores quede la lem
vindo; assim como orna pernio de verde francez,
ludo por pre^o meito coininoilo, a troco de scdulas
velhas.
"ende-sc na rua da Cruz n. 2I', pri-
meiro andar, o verdadeiro e axcellente
Icha' pelo cm libras e por muilo barato
preco pie faz admirar.
Vendem-se espingardas de dous ca-
nos rance/.as, muito ptoprias para caca
e por baratissimo preco : na rua da Cruz
n. 2, primeiro andar.
Fare|Io,
No armazem de Vicente Ferreira da Costa, na rua
da Madre de lieos n. li.
Vendem-se ramas de Ierro de palio! quali-
dade, cognac superior em caixinbaa di duzia de gar-
rafas, a verdadeira grasa ingleza n. 0' do afamado
fabricante Day & Martin, em barricas le 15 duziaa
de poles ; ludo em casa de James Crabliee & Com-
panhia, rua da Ciuz n. iO.
Farinha de mandioca de
;*. Viatheus.
Vende-se farinha muilo boa e nova,
chegada pelo patacho AUDAZ e escupa
ZELOZA : trata-se qualquer porcto no
escriptorio de Isaac, Curio & C, n rua
da Cruz n. U).
Vende-seo verdadeiro e mais fresco raj Pa"'
lo Cordero, recenlrmenle clicgado do Rio di Jane''
ro, e por proco rnmmodo : na roa do (loeiimdo loja
de ferragens n. 1.1, de Joilo Jesde C. Moraei.
Vende-se queijos lundrino muilo fresc e de
prato : na rua da Cruz n. iti.
Vende-se feijio em saccas grande', chegalo du
Aracaly : na rua da Cruz 0.31, primeiro and.c.
Cobraras de laa.
Coberlas de damasco de lila com !l palmos de cim-
|o enlo e 8 de largura a i.>">00, e mais comprdas
de preco proporcional : na rua de Oueimado, bja
n. l.
Vinlio do Porto superior
Chaiuico. A
Vende-se nicamente na rua!lda f'.adeia do Keeife
n. i, armazem de Barroca & Castro.
jLi<|iiidi<;o.
0 arroma lano da loja da rua do Crespo n. I, jun-
io a casa nova da quina, ronlroole ao arco de Santo
Antonio, querendo acabar com as fazendas que evis-
lero, vende barato para liquidar, sem perda de lem-
po. Prinreza pela de boa qualidade a 900 rs. o
covado. alpacas linas de seperior qualidade a 800
rs. e |J n covado, meias prctas de algodao para se-
nhura a 00 rs.. suspensorios 100 rs. u par, corles
do cassas linas francezas a i?i00. c ? nas, lencos de c.imbraia linos a 00 rs., ditos de seda
da India muito finos para liomcm c senhora a liOO.
romeiras ile camhraia lina de laces de seda para se-
nhora a :, manteletes de seda fui o* a 48, mantas de
seda para seiihura de superior qualidade a jo. ciirles
de cuteles de laalinba para homem a 500 rs., lencos
de seda branca muilo linos a |J, crica de fusiu
para colletcs a 610 e 800 rs. de superior qualidade,
cortes de vestidos de cambraia e seda muilo Tinosa
D e <>$, corles de camhraia com babados finos a :is,
ditos de cambraia de cor a i>VX), brelanba de linho
de b varas a pena, lina, a 2*9)0, chales de larlalana
a 8IKI rs. e llelOO, ditos de cassa c seda muilo finos a
SOO e :l?, lila para vestido de senhora a :i0 o co-
vado, cambraias de cores linas a :120 e 400 rs. a va-
ra, pecas de lilii para mosqueleiro de 20 vara a II?
a pe^a, corles .le meia casemira de superior qualida-
de a 19(100 e 2 o corle, meias para senhora linas a
20 e 320 rs. o par, madapoblo e algodaozinho, e
oulras muitas fazendas que per sercm militas nao ae
podem mencionar, e que se vendem por todo o preco,
Corles de cassa para quem quer dar fes
tas por pouco dinheiro,
Vendem-se curtes de cassa chita de bom goslo a
2, ditoa de padrees rancezes a 2i00, cantas rxas
para aleviar luto, ditas prela* de>adroes miudos a
-J9 > corle, alpaca dseda .le quadros de todas as co-
res a 720 o covado, lencos de bico tanto pintados
como bordados a 320 cada um, grvalas de seda pa-
ra homem a l? c IjXiOO ; todas calas fazendas ven-
dem-se na rua do Crespo o. 6.
Cousas finas ede
hons
gostos
na mencionada loja.
Cera de carmn ha.

Vende-se cera de carnauba de boa qualidade, por
menos preco doque em oulra parte : na rna da Ca-
deia do Keeife, leja u. iO, defronle da roa di Madre
de Dos.
Tinta preparada em oleo.
Xa rua do Trapiche Novo n. 18, em casa de E. II.
WyaU, vende-se eiccllenle tinta branca, preparada
Ei
em oleo, era latas de 28 libras.
ixos e arreios para
carros.
Vendem-se superiores eixos e arreios para carros :
na rua do Trapiche .Novo n. 18, casa de E. II.
WyaU.
Candelabros e lustros.
Acha-se i venda em casa de E. II. Wyall, na rua
do Trapiche Novo n. 18, um completo sorlimenlo de
candelabros c loslros bronzeados de 3 a 8 luzes.
Vinlio Xerez e Porto.
Vende-se vinbo Xerez e Porlo em barrisete quar-
lo : em rasa de E. 11. Wvall, rua do Trapiche No-
vo u. 18.
POTASSA E CAL YIRGEI.
No antigo e ja bem conhecido deposi-
to de rua da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muilo superior
potassa da Rusta, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, ludo a
precos muito lavoraveis, com os quaes (i-
carao os compradores satisleitos.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' 'de ferro de D. W.
Bowmann na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido le 5 a 8 palmos de
bocea, asquees acham-se a venda, por
preco commodo c com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sera despeza ao comprador.
Tahoado de pinbn da Suecia. alcalrao c pise.
Me. C.ilmont \ Companhia, leude recebide um
carresamenlo lestes generes pelo brlgne sueco D.
Thereza, de (iolbemboun, vendern os mesmos a
relallio por precos baralos: olaboado acha-se reco-
lhido no armazem dea Srs. Carvalho & Irmao, roa
do Urnin.
AO BAHATO!
Na rua do Crespo, loja n. I, vemlcm-se por todo
o prcc,o fazeudas de primeira qualidade, para acabar
n.lo se olha a pree/o,
inglezes de pa-
tente,
os inelhores fabricados em Inglaterra : em casa de
llcnry Cibson, rua da Cadeia do Hccife n. :<>.
Vende-se ac em ennhetei de um quintal, po
preco milito commodo : no armazem leMc.Cal-
monliSi Companhia, praca do Corpo Santo n. II.
(jarlas france-
sas."
\ endein-se superiores carias fraucezas pira vol-
larcle a 300 rs. o baralbo : na rua do Qneimado,
luja de iniudezas da l!oa l'ama n. 33.
Moinhos de vento
decapim.nafundicaode 1. W. Bowman: narua
do Brum ns. (i, 8e 10.
NA L6JA DA BOA FAMA.
Vendem-se ricos leques com plumas, bolulate
espelho a 2?, lavas de pellica de Jouvin o mclhor
que |ide haver a lf800 o par, ditas de seda ama-
relias e brancas para homem e senhora a 1s280, di-
las de lorcal prelas e com bordados de cores a 800
rs. e 19200, ditas de lio de Escocia brancas c de to-
das as cures para homem c senhora a .100 rs., ditas
para meninos c meninas muito boa facenda a 320,
lencinhos de relroz le todas as cores a 1j>, tonca- de
laa para senhora a (iiO, pentea de tartaruga para
atar cabello, fazenda muito superior a .19, ditos de
alisar lamhem de birlaran a :i;, ditos de verdadei-
ro bfalo para atar cabello imitando muilo aot de
larlaruca a IsflO, ditos de alisar de bfalo, fazen-
da muilo superior a ,'10 e .100 rs., lindas lucias de
seda pintadas para enancas de 1 a :| anuos a lS0O
olpar, ditas de lio de Escocia laaba* de bonilas
cores para enancas de 1 a 10 anuos a :120 o par, es-
pedios para parede com encllenles vidro< a 500,
700, \$ e 1;>00. toucadores com ps a I9.IOO, lilas
de velludo de todas as cores a Itil) e i'tn a vara, es-
covas linas para denles 11 100 rs., e lini-.ima- a .100
rs., ditas finissimas com cabo le marfm a la), tran-
cas de seda de todas as cores e lareuras a .120, tOO e
.100 rs. a vara, sapaliuhos de lAa para chancas de
bonitos padrees a 340 c .'120, adereces prelos para
lulo com brincos e allineles a \s, toncas prelas de
seda para enancas a 1?, Iravessas das que se u-am
para segurarcahello aj pistolinhaa de metal para
enancas a 200 rs.. calheteiras para azeite e vinagre
a 2g800, bandejas muilo linas e de lodos os tama-
itos de I:-. 25. 35 e \TS, meias brancas finas para
senhora a >V) e 320 o par, ditas prelas muilo boas
a 100 rs.. ricas ra xa- para rap com riquissimas es
lampas a 39 c 39300, meias de seda de cores para
homem a (10, cha-ruleiras muilo finas a 28, caslfte
para bengalaa a 40 rs., pastas para suardar papis
aSOOrs., oculosde armaeao dea;o praleados e dou-
radosa fiiO, 1 e l.i^lKl. lunetas com aro de bfalo
c tartaruga a 500 rs. e IS, superiores e ricas benca-
liuhas a 29, e a 500 rs. mais ordinarias, chirotes pa-
ra cavallo pequeos e craodcs. fazenda mullo supe-
rior a 6*0, 800, la, ijooo, 15500 e 2?, atacadores de
cornalina para casaca a 320, penlea muilo finos para
suissa a 500, escovas finas para cabello a 10, ditas
para casaca a tii, capachos pintados para sala a
610, meias brancas c ernas para homem, fazenda
superior a 160. 200 eSM o par, camisas de meia
muito finas a la e 1?200, lovas brancas encorpadas
proprias para monlaria a 240 o par, meias de cores
para senhora moito fortes a 220 o par, ricas aboloa-
doras de madrcperola ede oulras muilas qualidades
e aostos para colleles e pablis a .100 ra., fivela don-
radas para calcas colleles a 120, ricas fitas linas
lavradas e de todas as larguras, blcoj (inissimos de
bonitos padrees e lodas as largaras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, lesonri-
nhas para costura o mais lino que se pode encontrar.
Almde ludo istooulras muitiisimascousas muito
proprias para a resta, e que ludo se vende por pre-
co qne faz admirar, como todos os freguezesja sa-
be m : na rua do Oueimado, nos quatro cantos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa Fama
n. 33.
Vende-se um cabriole! em bom uso ; a tratar
na rua do Collegio n. 21, primeiro andar.
Camisas de meia
de puralaa.
Vendem-se superiores camisasdc meia de laa, pe-
0 barato preco de 3?: na rua do Ourimado, loja
ilc miinle/a. da Boa Fama n. 33.
A3S500
Venlc-secal de Lisboaullimamentechegada.ai-
limcono potassa da Russiaverdadsira : na praca do
Corpo Sanio 11. 11.
VI.MIO XEREZ.
Venda se soperior '.inbo de Xerez em barris do
1|i. emetea Jo E. i.-. Wyall: rua lo Trapiche
1. 18.
AGENCIA
Da Fuadicao Low-Moor. Rua d a
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meas moendas para eneenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro balido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
I.ABYKI.NTHOS.
amada .ruz n. 3. primeiro andar, ronlinoa
a haver sortinenlo de boas obras de labvrintho a<
venda.
Vend;m-se em casa de S. P.Johns-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Lon asinglezas.
Fio de sapaleii-o.
Vaquetas de lustre para cano.
Bai-ris de grasa n. 97.
Vinho Cherry em barris.
Camas de ferro.
_ UQUIDACAO*.
U arrematante u loja de miudezas da roa dos
guarteis u. 24, qoerendo acabar as miudezas que
istem, vende barato alim de liquidar aem perda
I de lempo. r
I Franja com hololas para cortinados, peca 4SJ0O0
lapel pautado, resma, (de peso) 35OOO
Dilo de peso, resma 2700
l.ila de cores para bordar, libra 75000
rentos de bfalo para alisar, duzia 39000
t ivelas douradas para calca, uina 100
(roza de obrcias muilo linas JOOO
Lenros de seda finos, ricos padroes 19.100
Cala de hullas de marca 240
Meias para senhora por 10
Penlea de larlarura para segurar cabello iJOOO
rozas Hilas de bolees linos para casaca 2)000
Meias prelas para senboia, duzia :te-iOO
Ditas ihu- pira homem 2S.S00
Lacre encarnado muilo lino, libra I-58OO
PapeMe cores, maco de 90 quadernos 600
Duzia de colnetes 700
Espelbosde todos os nmeros, duzia 29500
l.iuhas de novellos grandes para bordar I96OO
Ricas filas cscocezas e de sarja, lavradas,
larRa MHI
Meias cruas sem cosiera para homem 38300
Dilas de seda n. 2, peca 380
Trancas deeda branca, vara. (00
Caitas de raz, duzia 1-UKi
Pecas de-litas de ciis '^s 300
l.apis finos,, i-roza ^N. 29(00
Cerdao para vestido, libra "v. Icv.200
Toucas de bloude para menino V 1(200
Chiquitos de merino bordados para meni I9OOO
eontros muilos arligos-qne se turnam rccomlaienda-
veis por.suas boas qualidades, e que n.lo se duv'dara
dar um pouquinho mais baralo a aquelle senhor ti-
gisla. qoe queira a dinheiro comprar mais barajo
do que se compra em primeira inflo.
COC.NAC VERDADEIRO.
Vende-seo verdadeiro cognac, tanto em garraf
como em garrames: na rua da Cruz n. 10.
Cal de Lisboa barata.
Para fechar'' Coalas vendem-se barris com cal de
Lisboa, pelo diminuto preco de 3)800, assim como
ha una poreiio da dila cal sola, eplima para caiar
pelo seu brilhanlisnio e durac.lo, e enrhe-se urna
barrica que tenha ido de |bacalhn por 39 : na rna
da Cadeia do Recife n. 50.
Meias prelas pa-
ra padres.
Vendem-se superiores nuias de laia para padres,
pelo baraiissuno preco de 1?800 o par, dilas de al-
eudan prelas .1 (SO o par : na rua do Queimadn.loja
1 de miudezas da Boa l'ama n. 33.
Vende-so um cabriole! lodo pintado e forrado
1 de novo, com arelos, he bstanle leve, seauro e bo-
nito: para ver, na rea do Hospicio, esquina do Ca-
rnario, loja do Sr. Candido pintor le carra*), e a
halar, na rea do Collegio 11. 91, primeiro andar.
Para sacerdote.
Vendem-se meias de laia prela-,e barretes de se-
da prelos para sacerdotes : na rua da Cadeia do Ke
rife, loja n. 10.
Vende-se oleo de ricino em latea do 37 libras
e em garrafal de libra e meia a 19, iniiho em se-
cos grandes muilo novo a (9. arroz pilado, algodao
em earuro, paos de angico glandes a :j>: na rua lo
Vigario 11. ,1.
Vendem-se saccaa com milho por preco an-
modo: no escriptorio da rna da Cadeia Sa Santo
Antonio u. 3.
COOl EIHO!.
Vendem-se coqueiro pequeos pcapcim para ae
plantar : na rna estrella do Rosario n. 19, niiali
andar.
Vendem-se frascos com rolhas de -
1ro muilo proprios para conservar Inda
a ipialidadc de rape, e por miiilo rom-
modo preco : na rua da Cru?. n. 5Mi, pri-
meiro andar.
Sal do Assii
a bordo do biale Aero Olhid, nu a Iralar cuan
eonsignalarics Tasan Irmaos.
Farelo novo de
LISBOA A 4,500 RS.
No armazem de I a-so Ir non.-, im breen il
Calves.
COM :OPinUE\T()MllSB\R\Tll
do ipie em outra i|ualquer paiie.
Rico de I.loinl le seda prela para qa
a e \ nilan lila, como se recebe ela iaicmia direcUnaen-
le da fabrica, por isso pode oftererer eala vanlaif n
a seus fregoezc, casa do lelnjociro.
Artilharia contra ocholea.
Lavas de l.la aleotoada para fncrAe, (enato a
proprirdade dt aqueeer eicnaivameale a p*ll o
no ferir : no Bazar Pernimburaoo. na rna >rvn n.
.'i3, nico deposito.
KCHAIISIO PARA EHGE-
IHO.
NA FL'NDigAO DE FERRO DO ENf.E-
MIEIRO DAVID W.BOVVMAN. K
RUA DO BRUM, PASSANDO O vJJIA-
FARIZ,
ha sempre om grande soriimeoto loa seraimea *-
jeelos de merhanismus propriM para CMiMahae, aaa-
ber : moendas e meiaa moendas da mais moderna
ron-irueeo ; laivas de ferro tundido e blido, do
superior qoahdade e de lodosos Umanm ; rodas
dentadas para agua 00 animaes. de loda aa [neiiea
Cees ; crvos e boceas de foroalbae rezmlras de bo-
eiro. aguilluV. bronzes, parafusos e ravilMta, naoi-
nho de mandioca, ele, ele.
NA MESMA FUNDICAO.
se eicculam todas a* encommendas com a wpcvior
ridade j conhecida, e com a de\ida pstSaammf. com
modidade em preco.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr em Santo Amaro, acha-sc para vendei
moendas de can as todas de ferro, de 1 un
rnodello e oonstnicco muito superiorc-
Navallias contento.
Na rua da (ideia do Keeife n. IS, primeiro a-
ilar, escriptorio de Autoalo C. de Abren, ronli-
nu.nn-se a vender a S3000 o par (preco fuo. a* L.
bem conhec.idas e afamadas navalhas de barba fritas
pelo hbil fabricante que foi premiado na SSUBS\Mn
de Londres, as quaes alm de durarem etlraordia-
riamente, noaeaenlem no rosto na accio d rociar -
vendem-se com a cnndicJo de, nao asradoodo. |w^
derem osrompradoresdevolvc-lasalc 1.1 diasdeaaoa
pa compra restiloiudo-se o importe.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Avisa-seaos senliores de engenho pac
para facilitar o uso do arcano do Dr.
Stolle para piirilioro de assucar SSJk>
de-se o mesmo ao prei;o de 3fnM cada
lata de 10 libras: vende-se em casa de
N. O Ilieber 4C, rua da Cm/. n. ,.
Em casa dellenrv Bruiin 4C, rua da
Cruz n. 10, veudem-se:
Lonase brins da Kussia.
Instrumentos pora msica.
Espedios com molduia.
(lolxvs para jardins.
adeiras e sola s para jaidim
Oleados paia mesa.
Vistas de Pernambiico.
Cemento romano.
Gomma lacea.
Em casa dcN. O IScIk i vV C, iiu
da Cruz n. V, vende-se :
l-Olias da Hnssia.
Brinzao.
Tintas em oleo.
Ultramar.
Copnac em caixas de urna duzia.
Saceos de eslopa.
Espadas para msicos e cornetas.
Por commodos precos.
'Vendem-se sellins com perlences pa-
tente aleles, e da mellior ipialidade que
tem vindo a este mercarlo : no armazem
de Adamson llowie&C, rua do Trapt-
clie n. 12.
ectoz f9H)o.
1


*
Kogio em 28 de Janeiro do correle ano, ta
poder le seu senbor Malheu. de Soaza Silva 4 C,
com refinacao de atracar na rna da Saode. ae Rm
de Janeiro, um escravo aen de nome Zarara. criao-
lo, idade 21 annos, pouco mais on menea, talara
alia, larso dos hombros, eheio do peilo, bacila Sala-
ra, falla bem, n.lo lem aignaea de caaliae ; gratifica
se com -200? a quem o apreaentar a en .rubor, oa
com 1.10? a quem entregar em Prrnamlmro ao Sr.
Jos I'ereir da Cunha.
Iteappareceu no dia 1.1 do crrenle a-el
horas da nene, ama prela de nomrJoanna, de H
aunes de idade, 11.5:10 Angola, IcadVum ai goal 0-1
rasgao na orelha proveniente do brinco, foi oarrava
no Rrrjn da Madre dr Dos de Jaa Correu de Ar.u
jo, e -o|.r,e--e ler ido para o dito luzar : qaem a pe-
gar ou della der noticia dirija-oe a rua do (.Vorima-
do n. 3o, que e recompensara'.
No dia 1IS de Janeiro do corrente anna (11:10
do cnsenho Tahahuga om mulato esrravo, que per-
lence ao Sr. Ilerculano Cavalcanli de S Albeqae.-
que, enjos tignaes sao os seguinles : ror bem riera,
cabellos crespos e caslanho, bai\o. cheio 4o rara,
esla rom a cor plida por ler oOndo aeiAee, o tena
muilas manchas no pescoeo. naa coalaa e pealoa, IH
a 20 annos na idade, o buco ja Ihe apona ; leven
camisa de algodaozinho azul ja detbntada, e Umbem
a ceroula, nm capole de panno lino cor de cate ja
bom usado : pre-ume-se qoe levou em umrrionlinho forro com 12 annoa de idade. alt*.
scrco, e com algumas nndoas pelo rodo e procero, e
ha raz.l<> para le passar por forro : qjUuJrTfi |. Ti*
ver .1 cu ST^iWno^fiV^nh, mrncinido. on enlro-
ar nesla pracaTro Sr. Antonio Aonca Jaraane pi-
res, morador 110 aterro da Boa Vista, qne aer* re-
compensado com generosidade.
luciram na manila a do dia 10 do corrente loo
csrravns un por nome Theodoro, preto, 1 nonio, pes-
cador, bateo, corpolento, om minios cabello- bran-
aos pela barba e peilos, idade X, ai.noa pouco m.u-
ou menos oulro de nome Jorge, mualo, bail.
Mece-do corpo, pouca barba, quebrado da vrrilha ;
lem do lado esquerdo do rosto orna cicatriz, este es-
cravo foi do Sr. Manoel Thomai ewarcerciro ;
conduzram com sigo urna caisa. na qnal levoram
toda ruupa que tinbam. calca e camisas de alcodao-
zinbo de hslras. ramiaaa de madapoln, ama dila de
baria encarnada ja usada e coberlores ; ropa-e m
autoridades poli, iaes e capilara de campo qoemap-
prebendam e levem .1 roa da Concordia n. _*, arma-
zem de malcriaes que aer.lo generosamente recom-
pensados.
No dia 18 do corrente fugin do ensenan 1ra-
gnso. lerrn.. de Olinda, am mualo de cerra de 20
annos de idade. acabocolado, cahelk. corrido, sem
bariia, e lie sapateiro : qorm o apprrnender leve
ao dito engenho, 0u a rua d. Anrora n. II, qne ae-
ra recomiienaado genero-,-,mente.
Oonliniia andar fopida a prela Merenria. rri-
oula, idadn de m a 30 ancos, pon. ea.ai, meno-,
com os s.snaes seguii,i, : falla le enlea na frente e
urna Ss orelhas r.-s-ada nrovenier^e do. brinco ,:
quema|.ei;nrleve-aarua lo llrum. armazem .le
astacar n. 1.', <|uc ser bem cr.ililka,lo. ,
PBRN. : TVP. I)K M. t. I>fc FARlA. I8S


Full Text
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