Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07251


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Full Text

ANNO \X\I1. N. 50.
I'or o mc/.es adaotadoa .sOOO.
Por T mezcs vencidos 'if^OO.
ERIA I lili v S ilk FEVERE1K0 E 1*51
I'or auno adiantado lfOOO.
P^rte franco para o suhsc iploi.
DIARIO DE PERNAMBUCO
I

KXCAHRKt.ADOS DA SITIiSCRIPCAO' NO NORTtv
Parahiba, o Sr. Gervazio V. da Natividade ; Natal, o Sr. Joa-
quim I. I'ereira Jnior; Ar.ir.iiv, o Sr. A. de Leoioa Braga ;
Ccar, o Sr. J. Jos* de Oliveira ; Maranho, o Sr. Joaquim Mar-
ques Rodrigue* ; Piauhj, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Cearense; Para, o Sr. Justiano J. liamos; Amazonas, o Sr. Jer-
nimo da Costa.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda : todos os dial.
Caruaru Bonito e Garanhuns: nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Kxu' e Ouricury : a 13 e 28.
Goianna e l'arahiba : segundas e seitas-feiras.
Victoria e Natal : as quintas-feiras.
Al DI ENCAS DOS Tlllltt AAES KA CAP I Al-
Tribunal docommercio : quarlase sabbados.
Relav^o tercas-feir.is e sabbados,
Fazenda : quartas e sabbados as 10 lloras.
Juizo docommercio: segundas as 10 boros e quintas ao meio-dia*
Juiro deorphaos : segundas e quintas as 10 hora.
Primeira.vara docivel : segundas e seitas ao mcio-dia.
Segunda Tara da civel; quarlase sabbados ao meio-dia.
BFHEUER1DES DO mi;/. DE I VEP.CiRO.
Lila nova as 7 lloras, 23 minutos. W segundos da nianha.
13 Quarlscrescenle aos 7 minuto cM segundos da rii.iiili.iit.
20 La cl.ua a 7 hora, 30 minutos c 48 segundos da Urde.
H Ouarto minguaoteaos 19 minutse segundos da nianhaa.
PIIF.AMAH DKIIO.IL.
l'rimeira as 2 horas e 12 minutos da larde.
Segunda os ti horas 6 minutos da manha.
DAS da semana.
I Seguuda. S. Andr Coisinn li. : S. Juse da Lconiss.i .
.' Terra. S. gueda r. ni.: S. l'ijro H.ipr i-l.i c seus rompan,
i Oiiarla de Cin/a. S. llcri.lh.M \. m. ; S. Vidaslo.
7 guila. S. Romualdo ab. ; S. Ricardo rei; S. Mona* b.
H Sola. S. Juo da Malta ; S. Curiiiihia ni. : S. Pedro Darniao.
'.I Sahli.idu. S. Ap|iollinaria v. m. : S. Ansberto.
10 Domingo. 1. da (Juaresnia. S. Escolstica v. irm de S. Bcnlo.
CA'vIllll I.ADON |)A SI RMlilPI;.% Alago**, oSr. Ciaudino Falcao Dias ; Baha, a Sr. 1>. Dui.ni
Rio de Janeiro, .Sr. Joao Pereira Martina.
E.U l'I.UWMI',1 i O propietario do DIARIO Manoel Figuraros de Farra, ni su*
livraria Praca da Independencia ns 6 e 8.
f
PARTS OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente da du 2 onicioAo Exm. hispo diocesano, robando que
se digue nao so aulorisar u vigario da freguezia de
Ipojuca i benzer o cemilerio que a irrsandadn de
Nossa Seuhora do O' pretende rumiar, mu tambera
dar a mesrna autorisaeo ao vigario de Nazarelh-
para benzer o ccniitorio da sua freguezia.
luloAo Exm. commandanle superior da guarda
nacional dn Recite. Conveni serviro. publico,
que V. Ec. mande aqu.iriol.it quanio mies urna
companhia de guardas nicionaes para o servico da
guarnirlo, atini da coadjuvar a Torca de primeira
hulla.
DitoAn Exm. iTurecli.il commap dante das ar-
mas, autorisando-o i vista de sua informarao, a
mandar passar escosa du servico ao -J. cuide do
10. halalh.io le infjnlaria Francisco I'ereira de
Carvalho, aceilaodo em scu largar o msico do men-
ino balalho Gonzalo Jos da Costa, por elle Ae-
reado.
Dito Ao ehefe de polica, Iraosmillindo exem-
plare do quadro d.; dislribuirao dos mdicos pelas
treguezia desta capital, alim de que por intermedio
dos seos agentes policiaes os faca distribuir pela po-
polaclo das ditas freguezia.
DiloAo inspector da thesouraria de fazenda,
racommendando que mande entregar com urgencia
ao l)r. Joaquim de Aquino Fonseca a quanlin de
:tOUt para a salubridade publica.
DiloAo iiiesino, para mandar pagar a li. Adul-
plio Bourgeois aquanlia de I55, cuiislanlc da cunta
que remelle.
DitoAo mesrao, recommcudando qoe mande
Cometer com ursencia ao cliefe de polica J canas
com colx&es, cobertores de lila, ou biela, e os do-
mis accessorios alim de serem enviados para a
enfermara que se rr.andou aslabelccer ua freguezia
de Santo Amaro de JabualAo. Communicoii-ocao
supradito chele.
DitoAo mesmo, para mandar entregar com ur-
gencia tima peca de baca pira o joiz de dircilo do
Bonito.
DitoAo juii relator da jnnla de jaslici, trans-
mitliodo para serem relatados em sessflo da mesma
junta, os processos verbaes dos soldados l.uiz (jomes
da Silva, SerapiJo Joao de Mello. Joao Lyrlo e Be-
larmiuo Joso Tinto. l'arlicipou-se ao ma^ecliil
commandanle das armas.
DiloAo director do arsenal de gaajra, declaran-
do que deve fornecer ao Dr. Ignacio r'irmo \aviei
:lj camas, que com as I ."que ja se acliam no con-
venio do Carino prelaiein 30.
DiloAo mesmo, recomaiendando que mande for-
necer cod urgencia ao cotnmaudante do bala-
1 li.io de artUharia a po os objeclos mencionados na
reljriu que remelle, os quaes sao uecessarios para o
seivico das cnlennaria* que so mnndou eslabelecor
t no hospital da misericordia em (Minia.P-rticl-l
ou-.e ao marecbal commandanle das armas.
DitoAo capitAo do jiorto, inteirando-o de lia\er
aulorisdo a thesouraria de fazenda a pagar a asso-
ri.irao dos p'ralicos a quantia de (i"S9, urna vez
qna eslejain nos termos legaes as contas qoe Smr.
remelleu.
DiloAo proveiler da saade.Compre que Vine.
d livre pulu,i aos qaarenleuanos do lazareto do
Pina que forem mdicos ou esludantes de medi-
cina.
DitoAo inspector da thesonraria provincial, pa-
ra mandar entregar ao vigario da freguezia de S.
Jos desta cidade, o conego l.nurtnco Correa de S,
a quautia de 1:500$, para eonliouarao da obra da
uova matriz da mesms frvguezii.
DiloAo director das obras publicas, approvan-
do o contrato que Smc. remelleu por copia, pelo
qual o mostrcarapina Francisco Martin dos Alijos
Paula sa ubriga a eiecutar por empreilada as obras
de q'ie precisa o primeiro andar do edilicio que ser-
vio de eadeia nestacidade, afim dse poder all ac-
commodar o tribunal do commcrcio c as audiencias
da primeira instancia, e recommendando que nAo
ronsinta que se ac,a o reparlimenlo do mencionado
andar sem seguuda ordem da presidencia.
MrAo Dr. Iguacio Firmo Xaiier, encarrega>
do do hospital eslihelecido na freguezia de Sanio
Antonio.Contindo que o hospital que se aclia ,
seu ruidajo e-leja promplo de ludo, alim de poder
recullier immediatamenle qualquer pessoa que for
accornmcllida da epidemia, auloriso a Vmr. a pro-
ve-lo com urgencia do quo jalgar uecessario. e a
emprear o peatoal indispeosavel, que de\e ser de
sua esculla c confianza.Igual ao Dr. Caclaun Xa-
vier I'ereira de Brilo, oncarregado do hospital da
Boa-Visla.
HiloAoconselh deadininis(ra(;ao naval, appro-
vando a deliberadlo que lomon para a acquisirilo de
varios objeclos necesarios aos navios da armada em
serviro nc.ila provincia do arsenal de rrariuha.
DitoA' cmara municipal do lenlo, para de-
clarar qual o auxilio uecessario para a continaacSo
da componhia enciriegada da liatpeM geral da ci-
dade.
CircularAos mdicos.Cumpre que desde ja co-
mece Vine, a proceder com loda brevidade as visitas
domiciliarias no dislriclo que se ada incumbido aos
seus cuidados mdicos, dando-me parle de ludo que
for necorrendo, e aeudindo aquellas pessnas mise-
veis que infeli/.menle fcircni aecouiuiellidas. para o
que me requisilara o que entender necessario na
forma do plano incluso.
:K)
(JuicioAo E\m. commandanle superior da guar-
da nacional do Kecife, declarando que, leudo sido
a companhia de guardas uacionaes aquartelada pa-
ra auxiliar a Iropa de primeira liuha na suarnirao
da capital, deve licar i\ dis|iosirau do general com-
mandanle das armas, a qoem ja se ofliciou, para
dar-lhe alojameolo em um dos quarleis militares.
(.oininii-iicoii-se a llicsouraria de fazeuda o aiiuarle-
lamento de seinelbanle cnmpanliia.
DiloAo rlicfe de polica, inleirando-o de haver
eipedido as convenientes urdem para llie seren
aprcsenlailas por parle do director do arsenal de
onerra Hi camas com colxes, coberloi-cs de l.i.i e os
drmais accessorios. e pela do iuspcrlor da theson-
raria de fazenda nina ambulancia, alim de ser ludo
etiviado ao subdelegada dos Afogados, I qucmS. S.
pode encarregar "de estabelecer no lugar qup julgar
nata conveniente urna enfermara para Iratamentu
das peana que forem accommeltidas da epidemia
'aquella fregoezia.l)eram-se as ordens de que se
trata.
DitoAo mesmo, djzeudo que pede aulnrisar ao
subdelegado da freguezia de Muribcca, montar
nao M urna enlennaria u'aquella povoaco, mas lam-
ben nina oulra na hospicio da Piedade que acaba
de ser olieron lo lelos religioso)' Canmelilas, fazen-
da as despejas que forem imlispensaveis, e valen-
do-sc da pliilantrnpia dos respectivos h'liilanle que
subscrevenlo para nm lim Uo po, cario de que se
ordena a thcsanrari.i de fazenda que mande entre-
gar i Smc. din ambulancias.Olliciou-se a res-
peilo t mencionada lliesouraria.
DiloAo mesmo.De novo recommendo a V. S.
que exerra a inais rigurosa vigilancia sobre as aulo-
cemiteno. Communicou-se a cmara municipal do Lmenlo e a empiegar sua justa snlicitude pin rliegar i Nesselrode ouvio as propnsiroes de M. de Estorba-1 de que suas inslrurres e.ta.am anata la. Esse
,te("ifc- ese resullado. O tarjo que manifestou o impe- IV sem manifestar a menor emociln ; au inlerroin- mcio de transarcao, fastado enlao |mr um laclo da
DitaConsiderando sem elleilo a nnineacao de rador dos Franreze. em una solemnidade publica, peu o ministro da Austria e limitou-se oiiirameiilr Kussia fui repeihdo delimnilivaiuenle pelas polen-
DitoAo piei,lente do ron recommendando que independente de aiinoncios
promova rom brevidade a compra dos medicamen-
tos e mais objeclos mencionados as relaroes que Manuel Camello de Siqueira. para o posto de alteres | em favor de urna paz prnmpla e duradoura. he, a rcspondcr-lhe : eu rereberci as ordens do im-
reme'le. os quaes mo neressarios para fornccimenlo ^ da primeira companhia do batalhao n. :H) de infjn- i confessa-o francamente, era e he. anda MI dns mais Dorador M. do Eslerbahzv relirou-se depoi.
la botica do hospital regimenlal e das enfermaras; (aria da guarda nacional de (laranlinns, visto nao| ardentes votos do imperador Alcx.indre. N'osses correspomleules de Berln cntendem que
** A elevada polilca que a esle soberano lesaram segundo as iuslrucciies que levou, M. dfc r^terliaz\
s seus antepasados Ihe iinpe o deverde l'azer uso do devia aguardar a resposta da M. de Nesselrode por
que se mando! estabelecer no hospital da Miscri- ter solicitado a ua palala dentro do pra/n da lei,
cordia de Olinda.Fizrraro-se as necessarias com- e nomeaiuln para o mesmo posto ao rjdado Manoel
muniraijes. (Joaquim l'o Santo.Cominnnieou.ee ao respectivo
hiloAo mesmo, rocnnimeiiilanlo que agora I roinmandantc superior.
Husmo mande-alisfi/er ( peilido uno llic fez a llie-' 31
sonraii de fazen.la .lo lenroes. cobertores, e imtros I CircularAos memliroscl-iscoi.iiiujr.es parochiaea
de beneliccncia. Tehdo V. S. por Hl nhllanlropia
idijeclns precistis an hospilal que se esla eslabele-
cendo no convenio do Carme, para Iratamcnlo das
pe-so. aceoinmetlidas da epidemia reinante.
DiloAo mesmo, para mandar por disposicilii
se dignado do aceitar a nonicacio conun'uMO de beueliceucia. julso
viar a \. S. alein dos bilheles impressossoccorro
de benelicenciapara serem asignados c selhdos,
lochefcde polica qualro das padiolas all exislcn- *,\nf''",I,"!",da' '""" p"!, !lie0,n,1,",ri!" ,,a,.c"m-
. missiio central e das parorluaes. dcixando livre a
poder que Dos
liem do mun.lo.
paz, uo sii pelo inlercsse nas lamliem pelo de loda a Europa. Q imperador
Alcvandre Hito esperou por asta coijinicliira para
lente en- i 'ocaminhar-se esse lim. I.ogo que subi ao poder
deu elle n scu pleno e inteiro assentiuienlo Boa prin-
cipios admillidos por sen auixuslo pai.
les. o mais as que de futuro elle requisitar ; e for-
necer duas cada um du hospitacs do Carino, da
Boa-Vista, c do arsenal de marinba.
HiloAo juiz relator da junta de joriiea, Irans-
iniltiudo para ser relatado em sessao da inesma junta
o processo verbal do soldado do 2." balalho de in-
famara Amonio Alves de Moraes leneira.Parti-
cipon-se ao inarechal commandanle das armas.
HiloAo commandanle do corpo de polica, re-
commendando que mande apresentar ao Dr. lena-
co Firmo Xavier, lodos os dias as seis horas da tar-
de, um soldado iVaquclle corpo, para durante a noi-
le servir-llie de ordenanca.
hiloAo mesmo. para mandar com urgencia pa-
ra bordo do vapor linperndnr, que acaba de rhegar
do noria, urna psrolla cooiposla de praflS d'aquclle
corpo, alim de guardar os remitas c presos que all
se arbam.
DitoAo cirurgiao Francisco Jos da Silva.Es-
lando Vm,. encarregado da direccao do bos^ ""^^'^i^ <'* *" lM*ll'-
ridarlM policiaes, inslruindo-a,' no detenpeoho de i ti-ador do cemilerio para ler de promplidao
snas ubrieacoes e declarando-Ibes que debaixo da
que se preparou r povoarao do Pona da Panella.
para os a eco miu el ti dos da epidemia, conven que
igualmente estenda sena cuidado aos babitanles ne-
cessijados d'aquellas visinhlDras que infelizmenle
forem atacados do mesmo mal.
hiloAo cirursi.io Joaquim Jos Alves d'Albu-
querque.Respondo ao sen oRicio de boje, dzendo,
qoe expedi ordem thesouraria de fazenda c ao ar-
senal de marinha para Mtiifazerem promplamcnlc as
requisicoesque Vrac. lizcr para o hospital a seu
cargo. Expcdiram-se as ordens de que se traa.
DiloAo presidente da junta revisara da qualil-
earao da freguezia dos Alagados, acensando recebi-
da a copia aulhcntic.i dos irabalhos d'aquclla
junta.
DiloA cmara municipal do Recite.Cono re-
puto da maior urgencia que os enlerramenlo das
peanas pobres que infelizmente suecumbirem da epi-
demia, se cxeculem rom a maior presteza e pela for-
ma ngcommeiidada pela conninaode hygicnic pu-
blica, | couvin que seja logo auloriaado o adminis-
nao s"
experiencia e dedicacao dos respeclivos meinbros,
providenciarem sobre o mais que as circumslancias
axigiren,Tambem se ollicinu netle senlido aos
incinbros da conmitsfocentral de beneficencia.
A rommissao f-entral de sitccorros incunibe-sc :
l)o aaeacar e rereber subscripcoes volunta-
rias olferecidas pela caridole dos particulares.
j '2.' he distribuir o seu producto pelas enmmis-
sues parochiaes ou da mancira que julgar mais acer-
tado.
?! .!.' Ds auxiliar a commisses parochiaes em tu-
llo que for ledente a aoeeorrar a pobreza enferma,
qur as rasas particulares, qur no. hospitaei qoe
Ibes lerdo tranqueados todas as vezes qoe os quize-
rem visitar.
5 i. De leinbrar ao gnverno da provincia quaes-
quer medulas que [oren conducentes a roiiibaler o
mol.
^ As eonmiasoss parochiaes se incumbirn de agen-
ciar l.intliiTii subscripcoes volunlarias para soccorrer
a pobreza pela maneira seguinte:
S I." Fazendo deposito de gneros alimenticios,
roupas, etc., para serem convenientemente disir-
buidos aus
Ibc conceden iinicamen'.o para o espaco de oitn dias, isln he, al 4 de Janeiro, he-
e de desejir consegolnlemente a poia desse lempo, se a resposta lite nao fosse dada,
ous proprios siilidil. .i ilevia dirigir a M. de Nesselrode nina ola, lem-
brando-llie aun cninnunicac;3a -le 27 de dezembru c
ppressaudo-o para fazei-lhe eonlaecor a inlences
do imperador Alexandre. Nesst caso devia narear
um novo prazo de dez das ao ministro russo. Esa
prorogac.lo deve expirar a l.'i de Janeiro. Se o go-
S '-' Verilirando o estado de pobreza do snecor-
rido, alim de se poder haver de quem nao for pobre
a de-ne/.i que com elle se fizer nos hoapilacs.
3.* Aasignando c sellndoos bilheles ile soccorro
de benelicencia para seren distribuidos aos doenles
pelo facullalivo do respectivo dislricto na forma do
plano.
S i." Procurando conhecer as necessiilades oceur-
rentes da pobreza enferma para acudir-lbe Com os
ineios que estivcrein ao seu alcance, ou para leva-Ios
ao conliecimenlo >la commisso central, e esla ao gn-
verno da provincia,
j : .). Animando o haliilaules da rregoezia para
que se auxiliem muluamenle.
f 6." Kcrcbendo da conunisso central os soccor-
ro que esla pudrr dar para acudir pobreza da pa-
ree lila.
_ Ascommisses parochiaes remetieran a rommis-
sao central (odas as semanas, em da Uto, urna ivla-
cao dos 'lenles e pobres auecorridoi ; assin como
dos lundo em dinheiro e em enero- que Ibes res-1 ideas que pal .ri.iin salisf.i/.er ao nie-ino lempo a lo-
(rcm. o do mais que for preciso, alim de que a ,| a, 0{el .
commisso renlral providencie com m ineios ao scu
a Esle principios lodavia davam lugar a diversas verno russo persislir em nao responder M. de iv-ler-
inlcrprelacoe. O imperador, sem Mellar, Ibes den '"> tom ordem de deisar immcdialameulc S. I'c-
os mais ampio deseuvolvimenlos. Prova-o o fran- lersburge e vollar para Vienn.i com lodo o DSaaaal
co c le.-.I apoio que presin as modilicaci.es que se lagacSe anslraea. Mas jalea-ee en Berln, qoe
pretende introdorir no sjatema polilico do Oriente IM. de Nesselrode lera reanondido antea dn da ISe
e a garanta cnllerliva que Ihe deveril garantir a 'alvez mesmo antes do dia 5 cnmmuuiraro da
independencia. Chegoa mesmo ao ponto de Meri-1 Austria. Cr-se, por lauto, que .M. de Esterbsi}
licar tradicees seculares e Rjofiosas. A sincerida-' Pda evitar n roinpimento das relaroes diploma-
de de suas resoluees be suestada pelo modo por ,ir'ls-
que adoptnu as mudanras proposISS para os princ-| ('uanloarpspostadeM.de >'eselrode, presume-
paitos ilo Danubio e para a navegacao desse rio. ; se que sera, pouro mais ou menos, de eonformida-
a Se as conferencias foram inlerrnmpdas acerca |'' r,"n "* declarares oontidaa em sua circular de
lo lerceiro nonio, a responsabilidade n.lo recabe so- -- "I0 dezembru : a Kussia conenliria em tornar
bre o gabinete imperial, porquanlo. logo que o ga- enlro o mar >cgro, pnrem com as scguinlcs cou-
bi nele austraco a presen ton nina oluc.lo que llie-l 'l''.'"S :
parecen mellior, foi o plenipotenciario russo eje a 'J"e esia mar conlinoaria a ser fechado, confor-
dcclaruu susceplivel de loruar-sc o poni de parlida \m* M eslipnlaroei da convenci de 1:1 de jullio de
para urna accomodac,ao, e foram os ministros da [ 1*11. que renovou c foililicou o principio pelo
parle adversa que a regeitaran, em conseqoencia de {1ual f"' prohibido aos navios de .uerra das poten-
dcsaccordo superveniente enlre elles. I teneisa estrangeiras o entrar os elreitos dos lljrda-
- Durante os tristes acontecimentos que se lem i nellns edo Bospboro ;
siiccedido. e em vi-la do saniuc que se lem derra- '-,"1-'' l'ur oonsefloeiieis, lodos os pavilhocs mili"
nado c dos sacrificios unmensns que se impon as
duas parles belligeranles, por mais compenetrado
que se acliaaM o corarao de S. M. [., era de seu de-
ver guarder silencio por lano lempo quanto seus
ininigos parcccssem diapostosa sub-iiiuir o direilo
la lori;a ao espirito de equi lado e de cnnciliac.1 j,
que ha iiouco mais ou menos meio seculo preside ao
destino! da Europa.
o Alas, desde que cliogou ao conlieiiinenlo de S.
M. I., que os seus ininigos tcntam ile novo entrar
em uegociares de paz sobro a bases dos qualro
punios, laescomo foram dalioidoa as conferencias,
0 gabinete imperial n.io hesita em acedar essas dis-
1 o.!._o-, pacilicas, e a buscar com franqueza nm*
solnrilo possirel ao lerceiro poni na ordem das
alcance, ou recorra ao govemo quaudo seja ueces
sario, tirando entendido que podero recorrer-n
commisso central, alm de dia fue em lodos os
mais, quaudo liouvcr urgencia.
Palacio do goveroo de Pernainbaca 3t de Janeiro
de lci">li. lo'- lenlo da t'nnlmf. Figueiredo.
OS NLHOSDAFORTW.. (*)
Toa Paulo Fkval.
CAPITULO XXII.
Le parvean.
O sali de Pcler Brislol era esclarecido nesse mo-
mento por urna so lanterua, a qual enllocada nao
longc do divn em que eslava assenlada madama Des
Oarenues inundava-aeomsua luz. Seu vestuario ele-
gante, e a extrema animacao de raes feicoes deram
loga na visla duquelles que entrarani.
A familia dos Ricardos eslava completa ; um s
nao fallou. A atlracralo que exercia obre elles a ri-
arros fnebres que para esse serviro forem na-
inais eslrirla responsabilidade deven ellas n.lo so cessarW, como lamliein dobrar os vcrimenli do,
oviiar.pie .. es*oham a rokda generoaallna>.ti^^elB(^M o ea.Uerio, augmeniando o numero
que se arl.eni viciados. Cafa lambciii ^ *dl]^ <-ont^mt v r,rcull. o eii^ircm. e em I GOMiWANDO DAS AIISSAS
promplamenlo todos os meios ao seu alcance, a bem quanljo durar o fl-aiello, devendo as despezas que ac. | Quartel eneral do eo
da salubridade publica, requisiiando-me scn deino- crescercm as ordinarias serem relacionadas em To-
ra lodos os auxilios necessarlm. Cumpre que os
inspectores de quarleirilo desenvolvam a maior dili-
gencia em acudir sem demora? aos individuos ataca-
dos da epidemia reinante, avisando os facullalivo,
e providenciando alim de quo baja loda a presteza
em serem removidos os afleclados para as enferma-
ras establecidas nesla cidade, c conduzidos sem a
menor demora os cadveres para o cemilerio.Do
leconliccido zelo de V. S. espero o exaclo cumpri-
meulo das recoinmendarijvs que ora faco.
DiloAo inspector da thesouraria de fazcn'la. pa.
r:i mandar comprar urna ambulancia e duas carlea-
ras lioiueopalhicas para serem enviadas com urgen-
cia ao teoente-coronel l.uiz /''rancsco de Barros
Reg, que se aeha encarregado de estabelecer
una enli'iinarid na freguezia de San-I.ourcnco da
Malla.
DitaAo mesmo,recommendando que mande en-
tregar ao ajudanlc de ordens da presidencia, para
fazer seguir para Sanio Aulao, tres' pecas de
bala.
DitoAo mema, para mandar fornecer an sub-
delegado da freguezia da Vanea, duas carleiras hu-
meopalbicas de \i lubjs rada nina c as tinturas
correspondentes.
DitoAo mesmu, ordenando que mande pasar
a Joaquim Marques dos Sanios Son, a quanlia de
4(1/ rs. constante da cont que remelle.
va pr scu vestido de seda novo junio do vestido de
chita da prima ; mas madama Des Janlins nAo a-
clion isso decente, e o marido sanccintiou sua icpng-
nancia por um Positivamente decisivo.
(oslo de fallar franco, ditia llu Taillis, lano
aqu comn algurcs.
(.luaudo o grande Lama nAo esla prsenle, iu-
lerrompeu 1'AoSecco.
Tenia morder, pobre cao sem dcules, loriiou u
criador, nada mais leus, c pago sempre qualro mil
francos de impostes ao rollector de Vire... Como eu
dizia, oHusca-mo ver aquella mtilhar adornada as-
siu... Des (laremies nAo era iiiteiramenle uni !
Pense, interrompeu Du (iuerct seccameule,
que nAo fomos convidados sem motivo.
A porta abrio-se, e todos levanlaram-sc sobresal-
lados. Era o bom La Liizerne que entrara com ar
eslouvado.
Lrerei em mena olhoa !..: cxelaniou pondo os
oculos sobre o nariz. I '
Iba separada para serem pagas pelos cofres se-
raes.'
DiloA mesma.Cumpre, que Vinca, ordenen
aos Ciscaos respectivos, que debaixo da mais rigorosa
responsabilidada exeream loda a vigilancia, alim de
que scjniii belmente cumpridas as posturas c recu-
lamentos relalivos a salubridade publica, nao con-
senlindo qoe se expooliam i venda us gneros ali-
menticios que esliverem viciados, e removendo
qualqner foco de infeccAo as ras da cidade.
PortaraAo agente da companhia dos paquetes
de vapor, para mandar transportar para a Babia no
primeiro vapor que passar para o sul, a JoAo Anto-
nio da Costa e sua mullier, se bouvercm vagas pa-
ra pissageiros de eslado.
hilaAo mesmo, recommendando que mande
transportar para o Para, se bouvercm vagas para
passageiros de estado, no primeiro vapor que passar
para o norte, ao hachare! Maximiano Francisco ha-
arte e sua senlmra.
HitaAo mesmo, para mandar dar passagem pa-
ra a Babia, peaconia do governo, ao soldado Joao
Alves da Cunha, e para a corle o de nome Leopol-
dina Jos de Castro,l'arlicipoa-se ao marecbal
commandanle das armas.
Ditaborneando de conformidade com a propos-
la do capeilao do cemilerio publico, a Domingos
Marques Vicha, para sacristn da capella do mesmo
mira ; no ultimo da ella fez-me licar i mesa de-
pon que lodos retiraram-se... Tinha disposjrcs.....
No ultimo dia, repeli La Luierne, no dia era
que pronunriei um bom dito sobre o carcter de La
llrnvere... Mas, vejam, inlcrroinpeu-se elle, vejain
como a prima cncara-me, faz-me medo.'
Com elfeilo, os olhos da castellaa eslavam filos so-
bre elle.
Fernn
mmanda da. rasas de
buco na cidade do Kcclfo em i da
Ieverelro da 18S6.
ORDEM DO hl.V N. 198.
O marecbal do campo esmmandanu das armas,
faz publico para conliecimenlo da guarnirlo e de-
vidoelVeito, queogovernode S. M. o Imperador bou-
ve por bem, por aviso expedido pelo ministerio dos
negocios da guerra de ->1 de dezcinbro do anuo pas-
lado, conceder dispensa do servico ao Sr. lenle do
'." balalhAo de infaalaril Augusto Lopes Villas-
Boas, para freqneular a escola militar da corle, e
concluir o curso de sua arma, segnndo cnnslnu de
ollicio da presidencia d'esla provincia, datado de 2i
de Janeiro prximo lindo.
Jos- Joaquim CoelUo.
Exlrnhimoi de urna correspondencia de Berlim,
diz a Indepenitiirc belge, a aaalyse que ella er
mnilo exacta e quasi litleral da circular de M. de
Nesselrode, datada em 23 de dezembro :
i O gabinete imperial faz saber, em primeiro lu-
gar, que a inlerrupcao inomentanea das hostilida-
des, em conseqiiencia da m.i estarao, fez conceher
necessariameute a aaperanca geral de qoe aprovei-
la-la-biaiG] para o restabelecimenlo da paz, c de-
clara nlo ter sido o ultimo a partilhar esse senti-
Deos,
Tornei a ver meo Gibo JoAo !.....meu
nosra niorrer contente !
I lome tul) grande silencio no sali. Lina especio
de choque elctrico percorreu as lileira dos Ruar-
dos. A raslelUa ergueu-se um pinico e (con assini
leudo os ponhus apoados sobre os bracos da pol-
trona.
Rolando naoooaavacrer oque novia. Des Ga-
Senhor, dase ella em lora breve e altivo, Vmr. j renes tinha a cabera inclinada para o peito. e rc-
preslou-me um servico cscrevendo aquella caria... i cuava instjurlivaraeiilo como se quizesse abrigar-se
>ao o neg, c antes de partir hei de deixar-lhe sig- airas dos dona moros.
queza do baoqueiro americano era prodigiosa. Alm ""ls ueste opulento asylo! Hoa noitel Haaaonneao.
da Irib cnlraraio tambem alguns crednres do fall- -sn" ",''1 '' voss? Iraas'inem que foram chainar-mc
ilo. I'le-se observar urna circumslmcia cxlraordi-
naria. Os pobres Des liareones conservaram-se a
parte o mais louge possivel dessa mullier ricamente
adornada que Ibes pertencia de lau perto. Des Ca-
rennes entrara dando o braco velha mal, e prece -
dendo os doos mocos, os quacs linham os olhos .ali-
sados de lagrimas. A castellaa sobre o divn percor-
iia o salAo que ia enchendo-se de minuta ein min-
la cora um otilar snberbo e qoasi desdenhoso. Os
Ricardos lornavam a tremer diante della. Se tives-
-om na adiado como haviam esperado, humilde, ven-
cida e abatida debaixo da miseria, Icr-lbc-luan pos-
to cope sobre a fronte ; be a lei ; mas lornavam a
v-la armada, e eslavam inquietos porque sabiam
que era capaz de todo.
Porque eslava ella ah J Porque nAo reunia-se ao
marido, a lilha, a -o-r.i.' Porque esse contraste in-
^dejanle entre a indigencia do resto da familia, e o
luto inesperadamente ostentado pela caslella?
la ver-se alguina cousa extraordinaria ; todos o
esperavam, e aquellas que tinhim imasiuacAn prn-
ruravam adevinhar qual seria o desenlace dsse dra-
ma. A parle .(minina da Irib Ricarda leve como
urna ioluirAn vaga da verdade : as mullieressan mui-
lo mais forles nessas circumslancias, porque nunca
Sram nos limites do possivel a do verosmil. A ta
alalia, Supina Des Baliveauv, madama Des Jar-
dina e Augusla Massonnean tiveram ao mesmo lem-
po a mesma idea. F.ssa idea desenvolvcii se em seu
espiilu como um cogumelo lano mais rpidamente
quanio mais absurda era. Ellas imaginaran! um con-
trolo hurrtvel pelo qual he (larenncs ceder a mu-
llier a Peler Brislol mili implcsmente.
Teriam podido fazer a cousa as escondidas, nb-
ervou smenle madama Des Jardius, a qual tinha o
senlimenlo da decencia.
O que, linda mzinha pergunlou /.elia ca-
riosamente.
Augosla, Sophia e Natalia trocaram nm sorriso
emquanto madama Des Jardins beijava a fronte can-
dida de /.cita murmurando :
Nao podes enmpreheuder isso, mnha lilha, tu
que es pura como os aojos do co.
/.elia fes urna careta ; sua pureza anglica incom-
modava-a ; ella antes quizera saber.
Osseulioreseinpanturravam-seTasbrilhantes pol-
tronas, e nao liravam a vista da raslelUa. Ninguem
ocrupava-se com Des (arennes cihidn em demen-
cia, com a velha Hicarda, nem com osdnus moros.
NAo sei se Ihe deram a simples boa asila que a boc-
ea deua escapar por habito. Smenle /.elia deseja-
Vida Diario n. i.
no meio da reia mais delicada !... Seis lalheres de
sexos difVerentes c proporcionadns... Saude, cabellos
rnivos; ha agora prepnraces chimiras para Ungir a
filaba... Wneravel Des Jardins. ollereco-le a exprs-
so de mens senlimentos mais distiuclos.
Minha nuillier, murmurou Massoneau ao ou-
vidode Angosta, tua opinin nao he que La l.uzer-
ue beben muiln .'
Angosta lez ao marido um aceno allirmalivo.
Madama Des Jardins que nao perdia nenhuma
occasiao de aperfeicnar a excelleute educacan da li-
lha, disse-lhe :
/.elia, os Espartanos mostravaiu aos lilhos es-
cravos embriagados para infundir-Ibes aversao a
embriaguez... V aquella homcn !
He jocoso, responden /elia ; mas minha lia Na-
talia he que quizera ser escrava em Esparla !
Bntorca.te, La l.uzerne! exclamou Dea Jar-
dins eiilhusiasniadn. Na idade de dezeseis annos mi-
nha lilha pronunciou um dilo mais agudo que lodos
os chistes do maromea de llievrc !
he veras'.'... persunloii La Luzcrne ; .. mar-
qnez de Bievre he vclho como ilecodes ; viva aules
do Diluvio.'... hizo cem chistes por semana: todos
aquelles que causnm riso nns vaudevillcs sao mena.
Oa autores mus lurlain ; mas isso me be iudille-
renle.
Esse talul ainavel alravessava a mullidn dos Ri-
cardo a poso Incerto quaudo sua vista caluo sobro a
caslella. Conlenplou-a um instante, depois lan-
rou-se a ello rindo c eiclanando :
Mudo l.em !... minha carta prodoxio sen ef-
feilo : boa noile, prima !
.Madama !> (jaiennes saudoii-u ceremoniosa-
mente.
Oh! Ininoii La Luzcrne, nao perdemos noc-
as maneira*soberanas... Vean magestade esta ahi-
la mni bem vestida !
Todos os olhos lilaram-se sobre a castellaa. Flssa
scena recreiava prodigiosamente os Ricardo*. Elle*
nao virara que urna porta abrir-se sem rumor no
mesmo canlo em que os lies Careunes linliam-se
posto a parle. I m hornera entro* sem ser perrehi-
do, e licou immovel no luiniar.
Oh prima, lornava La Luzcrne, nesse mo-
inunto aclio-lhe um .dbar rauilu eslranlio... Dar-se-
ba caso que leuba ceindo bem '.'
A Irib Ricarda desatoa rir ; examinaran mais
alteulamenle madama Des (arennes, e a evpressao
de seu semblanlc foi observada ao mesmo lempo
por lodos.
NAo he mpnssivel. disse carldosamenle a lia
Natalia, a qual eslava alias euvolla no chale de rase-
naes de minha gcnerosidade.
Qoe diz ella?... exclamou La Luzernc, par-
tir.....
Natalia, Sophia, Augusta c madama Des Jardins
csculavam vidamente.
Para mide vai, prima'.'... toruou o mais face-
to dos Ricardos.
Madama De Camines niiidnu de cor. Pareca
notaos prente reo- I procurar una idea rebelde ; pasaou a mo pela l'ron-
le, e disa fallando cumsign :
Para que dcixou elle entrar aqui toda essa
genle'.'
Nlo era nao beber um trago para lomar co-
ragem. pronunciou La Luzerne convencido ; mas
voss ullrapassqu a medida, prima... Nem a lia Na-
talia se poiia em Inl eslado !
Em scu canto DesCarennes eslava mu paludo, e
seus panno* aperlavam-se-lhe convulsivamente so-
bre os joelhos.
Ella lem o meu nnme, dizia elle velha Ri-
carda que prorurava applaca-lo ; nao posso dcixar
nllraja-la assim.
Diga urna palavra, meu lio, exclamou lidian-
do ardeniln em cnlcra, e irei laucar aquello palil'e
pela janellal
O huincn que eslava em p no lumiar airas del-
les iiuvira cun ar Inpaativel a scena entre La Lu-
zernc c a easlellia. Involuntariamente sen nlhar
pareca allrahidn para a velha Ricarda, cujo rosto
Ihe era occullado pelas abas de sua touca de aldea*.
Duas oo tres vezes elle lizera um moviinenlo como
para adlantar-se, mas cnnlivera-se sempie.
Rolando deu uin paso adianle sem esperar a res-
posta de Mr. hes tiareiiues; porm senliu que nina
man o reliuha fortemenle.
Devias ler-me deisado vir sozinba, dizia nesse
momento a pobre m3l Ricarda ; elles lean podido
liiiinilbar-me a vnutade, pois eslou habituada a pa-
decer.
I'.strenieccii e don um grito. Alguem tomava-lbe
a caliera por dclras, abracava-a com nina especie
de loucura.
(Jue fazes, Rolando? disso ella espanta
queoes-te do lusar en que estaos?
Os abracos continiiavam, c ella nao pedia
utr-se.
I'erdesle o jni/.o exclamou a boa inulhci' a-
gaslada.
Senlia-sc devorada de beijos.
Os Bicardos tenlavam ver, mas nao dialingniam a
scena porque o pobre grupo eslava na sombra. He-
ais. Mr. Des (arennes levaulara-se Ircincndo, Ca-
milla e Rolando rodearan a av, e ocrultavani-ua.
Ambos eslavam coramovidos, o um |iresenlimenlo
Ibes lazia estremecer o corarao.
NAo he Rolando! disse a velha estupefacta
vendo o neln ilianle de si ; smente Rolando abra-
ra-me assim... Itolandn... o elle.'
hesprendeu-se por um torco supremo ; tima del-
la eslava um liomem que caln-llie aos ps.
Joao meu filho JoAo, disse ella em um grlo
sublime.
Lanroii-se sobre elle, c accrescenlou enlre seus
beijos:
scu coracao, c
la ; cs-
vn|-
Men lillin! meu lilho men lilhn! repela a
velha lli.-.irda ; l'homaz, he leu irmAo !... Rolando
he leo pai!... Oh lu os amas mnilo, nao he verda-
de, meu JoAo?
Joao attratuo a Rolando sobre o
aliracou-o juntamenle com a inAi.
I'm murmurio nascia do nutro lado do satn c
augmenta va rpidamente.
(is Ricardos abalaran! era corpo como um iserci-
lo. NAo havia nellesal esse mmente mais do que
una ataraza iudizivel : eovhvu de todas as parles
o nomo de Joao e o famoso a peludo de pnlife. \
primeira palavra que JoAo. o palife, pronunciou foi
o nome de sua mai laucado enlre dous beijos. Imme-
diatamenlo lodos applicaram o ouvido, c excla-
ma ram:
Oucm fallou'.'
E as cabecea curiosas nelinaram-M emqiianln La
Luzerne mais ousado apoderava-so da lanterua para
alluiniar o grupo lies (arennes. .\ caslellila levan-
tara-se inteiramenlo ouvindo a voz de Joao Iticardo
Aliavessou o salAo afaslando a mullulaoa direila
esqoerda, e chegon primeiro qoe lodos danie do
grupo rompnslo da velha. de Kolamlo e de JoAo. o
palife. Nesse momcnlo alanlerna trazida por La Lu-
zerne illuminoii vivamente roslo de Joo Ricardo.
A castellaa levou a nao fronle como se livcsse rc-
cebido um golpe vilenlo, o disse :
Peler Brislol .'...
Depois cabio cono morta sobre o astoalbo.
Peler Brislol!... repeli o coro dos Ricardos.
Rolando e o lio loinaram a castellaa, o collnca-
rain-na em nina pollrooa. Canilla lez-lbe 'respirar
MM. Ella nA.i dava nenliura lignal de vida : fura
riilniinada. Joao Ricardo, o irmAo de seu marido, o
lioineni a quera pouco aules ella mostrara o abvsiuo
de sua eonscienrta!
NAo nos be uecessario dizer que os Ricarda*
lazian raso della.
Oh!
Os oulro:
nosso primo... Como est, primo Joa
(i resto da tribu que naoceira, nao pode tonar a
cousa assim galhardenenle. A mulheres avilavam
0 leqnecoin furor ; o liomrii procoravan ilissinin-
lar sua perturbario. A principin lindan tentada re-
fugi.ir-sc na llovida ; mas ha peanas quo envclbe-
cera pooco, e o pale era desse numero. Depois que
cortara as baibas ninguem poda enganar-se mais :
era JoAo Ricardo tal qual lodos os prenles o linham
condecido.
Joan Ricardo que se rbamava Peler Brislol, JoAo
Ricardo que era Iriiila ou qiiareiila vezes inilliona-
rio, que linha escnploriosde commercio as Indias,
as Antillias, na frica, na ("bina e al em rasa du
1 man de Mscale !
Minha querida, mnrnuirnu Natalia ao ouvido
de Augusla, essa Julia he sempre mai* adiada que
nsootrosl... Somenta havia tima rousa a fazer, era
desin.uar.
Irral... dizia Du taillis, faz-me patela essa
historia !
O viuvinho levanlava ns cabello* rnivo para co-
car asorelhas. Massonneau permaneca junio da mo-
mo
ib! sim. cxclainnn La Lii/erne primeiro que
os, lio 1'clei Itiislol sera barbas!... he J.i|o
Aqui menciona ella nina nota, que lormava um
appendicea este despacho, e que rumprebcinlia as
con liouis que ja foram (rjiimi(lidas pelo tclegra-
pbo do Koeiiigsberg. He concebido ueste ter-
mos :
o O imperador coucnle na resotargo do Icrcc
ponto por meio da seguidle combinacao :
fi i. Fecbamculo dos estreiles.
ir :. NenhuTi? pavil'iau mililar llurtiiar.i no m.ii
Negro, a excepci'.o das forras que a Russia o a Polla
por um accor.lo coinmum jalearen necesario iiiii-
ter all.
o O '/iiiii/mih" desos torcas sera diado por nma
convencao directa entre as duas potencias ribei-
rinbas, sem parlicipacao o-tensva das outrsn po-
tencias.
O rahinele imperial declara linalmenlr, que
esla resolucTio do imperador fornece um novo pe-
nbor dos scnliinenlos de couriliarao de que se acba
elle animado, e dns sacrilicios que esla dsposlo a
fazer pelo repouso domando. Confiado uo juizo
imparcial dos Estados, que permaneceui eslranbos
a lula, esperaVheio de calma e de confiaiica a de-
cis5o de seusinimigos.
F. Camiii.
Journal dc*'J)cbal>.)
Recebemos noticias de S. l'etersbnrgo de 'JT a -2X
de dezembro por Berlim. Essas noticias conlirinam
as que temos publicado em nossos iillinios nmeros,
segundo usjornaes inglezes e despachos lelegraplii-
cos de Londres, kocnigsberg e Berlim. O conde
de Eslcrhazy parlio de Vicua a l(> de dezembro e
ebegou a S. Pelersburgo a t>. Vio a M. de Nessel-
rode no dia 27 de manliAa e Ihe deu parle da com-
misso de que liui.i sido encaricgado pelo gabinete
do Viene* para a corte imperial da Russia. M. de
f
llier promplo para fazer qualquer cousa ao primei-
ro sigual. Tolos dwiain cumsign que o primeiro nio-
menl.i era decisivo, e que o mais feliz ou o mellior
inspirado recobrarla a posicao perdida.
JoAo.' grilou o artista, o qual conseguir apre-
senlar-se diaute dos oulrus, mo lenho lilhos .. Era
para li que cu ajootava minha* pobre* economias...
I.embras-tc le quando eu dava-lo moedas de seis
dinheiros ?
Esse comeen nao era mao ; o grande Luna sorrio.
Se a tribu Ricarda livdsse |iodido cslrangolar l'Ao
Secco nesse momelo, teria Picado mu contente.
Ouanlns remorsos! Se ao menos cada membro hoo-
vesse lido a boa idea de entregar un ou dous luizes
a Slephen Williams para o palife! Mas nlo, smen-
te injurias!
IJue gvria de artista exclamou La Luzerne ;
voss ngo esperava porlo bella heranra, incu primo
Joao'.'
Embora estivesso embriagado, ello n.io ous.iva
halar por tu o grande Lama.
Faze por chegar a elle, disse Augusta ao ouvi-
dodn innocente Massonneau ; eramos da mesma ida-
de, c cu dava-lbe a quebra de ininhas hlalas.
O marido pa-lio como urna seta ; mas foi preve-
nido pela familia Des Jardins, a qoal alravessou as
Dleirassolemnemente, e foi grupar-se entre os Des
liarennes.
Meu charo e bom primo, disse a linda maizi-
nha com desembaraco, meu marido e cu procurava-
inos desde mullo* das nina occisin para llie cu-
viarmos nma lemhraoc* a America.
Ah que velliac.i disse Natalia su'JInda,
Tinhamos tomado em serio, conlinuoo mada-
ma Des Jardins, o que ouviramos dizer de soa pre-
tendida mizeri* e teria 'ido desmentir toda a nos-
sa vida nAo soccorrer um prenle desgranado.
leso he ineonteslavel 1 murmurou Des Jardn
ab.ilido pela eloquencia da mulher.
Approxima-le. /.elia, tornon a linda niAiziuba
dando a sua \oi. ineses faguciras.
/.elia aliaulon-se de olhos baile*, e ledo um cm-
brulho na mao, e disse :
Permitta-iue que ueste dia cu deponba-lhe aos
ps esla homenagem...
Sincera, acrescenlou madama Des Jardins,
Sincera, reiiclio /elia.
'izado pelas duas potencias ribeirinhas do m
Isen a intervonclto apparente dosalliado*
:lr" quia. Mas o primeiro pensameiito desl
lares das ondas potencia seriara excluidos do mar
Negro, como d'antea, ezceprflo dos da Rosaia e
da Turqua ;
(Jue o numero e torca dos vasos de :ucrra ru-sns
e turcos nes-e mar serian determinado* peruma-
jusle enlre a Russia e a Turqua, sem pariiciparlo
ostensiva das oulra* potencias.
Algoma* pessoa* do. Berlim acredil.ini que esla
resposta poder ser o preliminar de um prosesrai-
mento de nesoriaees para a paz: ontra eoname-
rani-na romo una recusa peremploria das eondiijuea
proposlaa pela Austria de accordo rom as poteuia*
occidentaes. Os que se iuclinam a crer era um prin-
cipio de ncgnciaccs fiindani-se, segundo nos diztm,
nos segointes dados :
A Russia nAo repelle o principio das ncntrali-
s:rlo dn mar Negro, e aocontrario u admiti junka-
inente com n da limitarlo das forcas navacs ; as
con lenos que ella propoa qnasi nada dillerem das
que a Austria enrarregou-sr de apresenlar-ilic.
A Russia exise que a limite das forcas seja li-
\*<\'3 p.elas duas potencias rilieirinbas do mar Negro,
da Tur-
lesta especie
de composic^o nao vem da Russia, mas sim da
Franca.; foi enunciado pela primeira vez por M.
hrouvn de Lliujs na reunin de -I de abril em
Vicua. Se Ruoia, dizia cutao M. Drouvn de
l.hiivs, nao lem a inlenc.io de dar sua esquadra
uo mar Negro um deseiivolvmcnto illimilado, por-
que nlo procura entender-so com a potencia lim-
trofe sobre nma limilaco reciproca '.' Porque as
iluas potencias nao lazem desdeja saber conferen-
cia o ajuste que livereni concluido entre si .' lia-
ver ia humiliacAo e deshonra de sua parlo com um
lal procedimcnlo '.' a
u Esta idea foi adoptada pel Au-lria e servio de
base ao projecto que M. de Ituol propoz a conlereu-
cia na sessao de 1 de junho, como a rcuniao de lo-
tos os elementos de urna soluciio satisfactoria da Jer-
eeira garanta. >
Aquelles quo nAo creem no proegimcntotilas
negociaees dizem :
As concessiies da Ru'sa sao sempre tardas. Nao
h.i diivda que, se os plenipotenciarios rano* tijres-
sem aceilado na sessao de -Jl de abril a propospcao
ou^inlcs a insiniiaco de M. hrouvn de l.liuvs ler-
se-hia checado a um accordo sobre a (erceira Cou-
dicao, como ja se havia concordado sobre as duas
primeira*. Mas em lugar de tomar o expediente
indicado, os plenipotenciarios russos reclamaran!
em favor de scu soberano o direilo absoluta de livar
o numero de navios que quizesse conservar em seus
proprios porlos o a discussAii leiniinou pela declara-
cao dos representantes da Franca e da CrAa-Bretaulia
Quando se abracaran voss, mens lilhos '.' disse
a velha insaciavel de alegra.
Joao Ricardo calenden os bracos, e Des liarennes
ia pricipil.ir-se quaudo a castellaa sabio repentina-
mente de seu escondrijo, e veio cr*.uer-se enlre elles
dous. Contemplou-o* alternativamente, e todo a scu
sangiie siibio-lhe ao roslo ; depois suas faces rohri-
rara-se de lvida pallides eella disse anda:
Nao me denuncie !
E agarrando o braco dos dous irmAos, accrescen-
lou confidencialmente.
Eu seria eneareerada, porque lenho dous ma-
ridos.
Joao desviou o relo ; Des liarennes abaiiou os
olhos.
Dous maridos, coniinuon a dou la snirindo, um
aqui, oulro iki America... Sao irm.loi... NSo amo
nem a um era an outin.
Soltou urna rizada repentina c convulsiva. Depois
-uas liir.es se deconpozcran e he liarennes foi
obrigado a sustenta-la nos braco.
heos ciicarregou-se de puoi-la! pronunciou
JoAo Ricardo com voz lenta e lrite......
cas occidenlars na sessao de i de junho : nada ma-
lla que deliberar se. O principio eslabelr ida aa-
Icriormenic he baje absoluto ; traase de tazer .1..
inir Nogre nm mar exr|uivainente rnmmei, ia! : a-
ennatqoeawiu desta principio sao Uta absoluta ro-
mo c proprm principio : os apparelbo mililara de-
verao desapparecer do mar RagM e de suas praias ;
nao .levera exi-lir mais cousa dioma qnc record a
guerra a pos-a cnnvir ao esladu de suena : nada
inais de porto, militare, ai-rnac. fnrliiicare, en-
irincl.ciraineiitos e baja pal loda a parle seme
consulares para proteger o commercio e velar na e*-
Iricla exeeocAo das novas con venenes ; .,.uciilr o
Fislados riberMilin conservando a pequeo numern
de vasos do guerra necessario para fazer a polica
do mar. Entre esta e as rondiroes qoe a Ku-i.-
prope ha um granee inlcrvallo, e be fcil de ver
|ue nao chesarilo a um a*-cordo e quo Inda a di
russ.lo sera imprnlicui. Depresa c.iu.-cer.i em
>. l'eter-burgn ns ulliuio, aconlecimcutu da sner-
ra ; foram ellos contrarios .,' cansa da Rus-i. e el-
la nao pode esperar das polonria* occidenlaes ama
condescendencia que nao (jatearan ler em Vienna.
a 1 de junho ua scsan do rnccrramenlo d. confe-
rencias, o
Nossos correspondentes nSa e-.-cram que a missan
!e M. de Esterhazv lenhi umexil. favoravel ; pn.le
siiccodcr entretanto, que ele ministro se dirija au
seu govemo pc.liudo novas inslrucces antes de to-
mar um partida decisivo e irrevocavel. Para que te
Iravaana serias nesocjr.ies f.'.ra misler qoe a Rss-
sia abenienaaia o terreno rm que se lem enllocado,
c que se apprnuaaaaa* daquelle em qoe se lem cn-
servado as potencias alliadas : nada, porm, indica
que ella esl-ja disperta a isso por um s assesura-se que preferir sujilar- les de urna lerceira campanba. Se esla* conjertu
ras sao bem fundadas, a guerra e-la mallo looge
le sen termo.
Nao ha neccssidaJe de protestar u profundo des,-
gaste que experimentamos ; somos partidarios da
paz, e o lemos sempre atlirm i lo. c e -oraos Ionio
ni i', quanio be certa que, se -.uerra e prolon-
gar, arr'c.i-se a perder o cararler poblicaque se
Ibc lem podido conservar al n prsenle. A falla
sera cerlanicnle da Russia. I o ella que tomou
inevilavel a guerra, ser ella quem proUnsir.t ,i..
delinid luiente sua duraron. ,s. de .Sary.
litm.
IHTERIDR.
A pliraaeera tanto raelbor appropriada porque a '" Ahi o pobre 'fhomi
homenasem eonil lia em chinellas compradas para o nieroua velha Ricarda.
O salAo de Peler Brislol eslava brilhanlcmente I-
loiniiaitu. Elle achava-se assenlado diaute da cha-
min enlre a mai e o irmAo ; Rolando c Camilla em
pe junio dclles seguravim-so pela mAo. Em um
dos ngulos da rhainine havia um grapa rom|ioslo de
tres pessoas, duas das quacs linham o vcluaiioal-
deao, a lerceira a farda militar : o leilor leria reco-
nhecido o bom Moriu e Anlonina aconpannada do
Pedro Tassel.
Em lorno a Irib Ricarda formav.i um grande
circulo: nao fora possivel ainda ilesfazer-sc della.
Meu heos, sim, dizia l'eler Brislol. son qnasi
lao rico quanio vossos podem pensar.... l'cdro, meu
amigo, nao es mal* soldad..... casaeom Anlonina e
screi o padriuho do ten primeiro lilho.
Eu bem dizi.i que era um !... murmurava An-
lonina ao ouvido de Morin.
l'eter Brislol lirn una cartoira c dula qualro
bilheles de mil francos, e disse cora alegra orgu-
Ihosa :
Eis o que me deram, minha mi a men lilho.
lenho boa mai. lenho bom filho, c ni sei que liz
1 para merecer tanta felicidade.
lambem le amava : co-
COBIUCSPONDENCLA SO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
AI.AtiOAS.
Villa do Pane 2\ de Janeiro.
Cliaiissimo Sr.Prinnpiarc esla miva Ir alaml.
do nilenle e audaz viajante, o duende da humani-
dad!', e eztrangnlader monslro. cralim, que vmdoI.
das margen* do Hanajei, resolveu Meaaai as plaga
bra/ileira.. aqui encasillado vai espilhandoo linr-
ror e a dcslrnirao promovendo o airas denla lira
ua...lo. di^ua por sem .divida de mellior orle. Mal-
dito cholera, que vie-le'esbarrar |.i pi m-re-iva mar-
cha de um paiz. que amostrado pela longa experien-
cia dos solfrimcnlos, prorurava agen (irmar-se na*
nicas bases, o progresso ni .ral e malcra!.
Onantn incerlos sao o* calclos e pievr-oe huma-
nas! Ainla li i punco, encaminhado nat via diw
mclliorainenlos. o Brasil elevava alvivo a froole.ei
se au quando um llagello desconhcrido cm suas pla-
gas e contra quem cm vao lutaram > l.omen- da
rienda hvpocratica, veio lancar-lhe o horror, amea-
(ando-e emfimcom nma serie espinlosa de males '
Inc. ur ivel em sua marcha sanguinosa, elle xiia de
urna a oulra parle, reproduz-se. toma .limen-..- gi-
gaaleacas, e com o seu alfange vai crifandoa huma-
nidade lie esp.iutosa a ecleridade de eu.cami-
iiliar !
E anda cxislc porventura,qoem no /.enilli da in-
solencia, ouse contestar o grandiosos poderes da
Providencia! Para emudecer os insensatos, para
convencer a rara dos pigmeui, para cmlim realrat a
snbluniiade de lieos, que mais he preciso, sci.au
apresenlar i castigo horrivel, a cholera in-aciavrl.
descarrcgan.ln continuos solpes. ceifando exislen-
ca, cansando 0 alarma, demonstrando emlim quio
cpheineras sao as cusas humanas!
Exlojic.i be por ccrlo a nomenclatura de no~a-
iniquidad.'s, inmenso be o cataloso de nos-o rriinc-
lic verdade ; mas a felicidade immensa que cahu
sobre o piino Themaz envencnava-llie a alegra.
Meu irmAo. disse anda JoAo Ricardo, b-
melli estes dous pequeo* a ana rude pr.ua, vi.,
fundo de sua alma, e nAo sei a qoem mais amo. si-
lo meu lilhn, en a tua lilha...Mata anleripadamcn-
Ic leu consculimento para -oa iiniAo...tiraremos In-
dos junios, e se li ver moa alsuma tristeza rnalem-
plando o passado, consolar-nos-bemos vendo a feli-
cidade delles.
Levanlou-sc c fez um signal lomando o braco da
m.li, qoe clava dez anuos mais era, Sandoo om
mariamenlc a Irib, a qoal assislioresprilusa a' sua
retirada. Des liarennes. Rolando e Camilla segui-
rain-no bem como o vclho Morin c os lilbo.
Oh disse La Luzernc. lalvez ojj assim que
despedc-c a gente na America. Van acabar de
ceiar.
Elle dcixou as chincllas de /.elia sobre a pol-
trona observou madama Des Jardins com Masar.
eolia.
Com eneito, disse Des Jardins. que incivih
dade.
Anre chora va Du Taillis, quem tena c-pera-
do lal cousa !
Se cu fosse liomem, exclamou Natalia, an Me
se passaria assim !
lie verdade, apmou Sophia Des Ralivcaux,
alvo se tomasse ana va-oura para I.....
(ora...
pobre hes liarennes !
Devenios dizer que Juo Ricardo nao pareca dar
inuila allencn aos esforcos lomados pla Irib para
ganhar-lhe o corarao. 'lluha una mao uas manada
mili, e seus olho procuraran! o irmAo a Rolando
qnc linliain lirado imito da castellaa. I'oinou nem-
briillio que Ihe ollcrecia Xelia, o agradcceu-lbe fa-
zeudoinn areno com a .-.ibera emquanto um hingu
inuiuiiiri.i pcuorra a lileiras iuvejosa* da tribu.
Aquellas ehinellai, disse Supina Des Baliveao
valer,,,, aupequenomonstroqualroeenlos ou quinlien-, Ricardos nao podiam dcixar .le cuida, em
IOS mil francos de doto coimlanci* qnasi semellianle. na qual Un
\ voz de madama hes liarennes elev.ni-se rc|icn
Unamente 18a mudada que muilos nao a reconhe-
ceram.
NAo me .ienunrie dizia ella cun asiento es-
pantadu, pm Favor ralo me denuncie !
\gilou-e entre ns bracos do marido e de Rolan-
Joao tomn a man de Des (iarenues, c exi l.unou
com pinfiinda emocao :
Nao o sei .'... iiiouiaz dora-me lamben ituihei-
ro outrora... ponen n.io lenho mais aqai o duaialivo
ile raen IrmAo para reuni-lo ao de minlia mal, a ao
romiiicieo. r le. no h\ro mcslre de 1'elci Rri-tol
nma onta que n.io r.inhcres.
Isso inleresaava ao Ricardos mai* do queilado,
".ra n verdadeiro n .la qaealAo : o dinheiro !; V. os
imii cir-
qual tiubaiii sido
proTci idas palavra anlogas.
Forano consellin de familia. Des liarennes cu
antes a mulher disaera fallandoilos mil francos de
Rotando: a Nos os po/emos un nosso commercio. ..
E que louvores enlhusiaslas haviam rebenlado de
todas as paites quando son
.....e-se que os mil francos
ida poltrona linhan duplicado en vinle a.......1 o' probtdade!
- Nao piisn di/er-ie juslamenle a mportadria de
da velha Ricarda. Sua voz enliaquerida repela :
N.io me .leu.inri. !.., nao me denuncie!
lodos senliram fro lias veias porque lodos ailevi-
nhavain. O silencio que segnio-SC foi nm tanto so-
lemne.
Des liarennes que vallara a poz da miilber,achoo-
e dianle de Joao Ricardo.
Ina conta, loriion Joao Ricardo sorriudo illas be
sufllciente para qoe ponas pagai loas dividas, ros-
gatar leu cartello, eestabelecer la usa na primei-
rar a genle
o
Senborcs, disse o viuvinho pondo de Iravr
chapeo cimento sobre eu cabello- i uivo, sa'i queaa
ni > tornara a |H*.r aqui os pi !
Saudo a pneira de mens sapjlos, accieccnlou
Po Secco fazendo um gesto ailaito.
E cu permiti ao porleirn dr.l. r.ia que e.-
querase de ininlia caladura exclamou nrriador....
Oucm gnu de trala e cinco mil libra de loadas
livre* de imposto zomba de I.ics maneias '.
Al mulheres fallaram no mesmo sentido. Era alti-
va a Irib Ricarda! Nenhumdeseu meml.ro eom-
metleu a h.iixeza de dizer urna palavra para des-
pulpar a insolencia do grande Lama. Cnnviecam
oiianimemenle cm rugir do primo da America, ben
romo .a peste, e nina sei.lenca solemne impoz-llir
lu mesmo a iiprema injuria deste enitbelo ; II,-
mrm de foi luna '
Palavra que fazem acudir scnipic ., bocea a
amarsara, e que arente a ucrevem rom id ; pe-
lavras que (uniera mais odio, nat invejaa, au
.ncsqiiiiihai ia e mais liaivc/a ,1o .piel" lo .. di. -
conario,
Palavra bellas n na .u-,..p.io litleral mi ant
ippliiam-se Irntentenle : nai enpra rlamm da,
urdido rel.anlio do-invc|o-o-: vinsanra .le irnci-
do. rnurdidella de reptil pisado !
Entretanto a varonil Anexada que srMara mai
que todos, sabio por ullinio apoiada nohtaro de i,
Missoiinean. c die a esc modelo dos anliso ...1-
vogados.
ludo isso nada significa... \ ira amanbaa bem
redo biisrar nolicias de JoAo Ricardo.
Massouneaii volloa no dia ezninte : ma achou
na antecmara do liomem .le forinna a trina ha-
leira, a.qual aeor.l.ia mais redo que elle: a noile
be boa ron-elbeia.
Peler nriitet podaladocon seu milbcs. lu.l..,
evceplo una cousa ; essa cusa que Ihe resiste tier-
ra ordem, se Uvera a pfianl.isia de continuar o con- i mente he a remito dedir.-do. iernu e ravallriros.i
nl(,rri"- da tribu Ricarda.
Us Ricaidos eslavam sullucado'. lam ser i.jgos,' ITM.
II
1% II


liiuilo havemos cffendido a Dos, para que elle do
al de sua celestial morad.i, dtspcdindo os raios de
sua vinganca, pulverisatse assim nossa cegueira, e
palenteasse-nos o nada de nossas grandezas.
Curvai-vos impos, (pie rhaCurdados no lo-
daral de vossas oogenias aspiraroes, euleiados na<
sugesles do crime, ligados a al.jeoc.ao de om existir
insano, desrunheceis a l'rovideuria ; curvai-vos, re-
probos, vi-de a juila raaldido de um Dos, contem-
pl.u |a vossa obra!
Corris ao templo, conlrictos desplorais a serie e
vossos criroes, dia Divina Tarde procuris Impetrar o perdao de
vossas culpas, larde conhece.s o nada das cousas hu-
manas, e que vosso existir era o vegetar do reprobo,
era o continuo lular do.criininoso, a quera o remurso
incensante aguilboa!
A justira de Dos he lardia, mas veni um dia, ne-
gro crep ciuge sru albor, lolda-se o horisontc, a
ameaca esl pendente, la veas descendn orai fulmi-
nante, deixai passar, he a justira de Dos. Basta.
I. vai, meu charo scnlior, esminho do nada o au-
no de 1853, que excedendo quanto havia de mais
lerrivel em oulras hars, aprcsenlou-se lerrivel, du-
rante sua influencia, apresentando-secomo urna er
posirjode quanto de mais honivcl poda expellir o
inferno Sua rotarlo foi como que urna coulinu
borrasca, urua tempestado feroz, um desmoronar in-
cessanle.
.* Guerras, revolta, crimes, ambirOes Uranias, a li-
berdade tentando ludo desmoronar, os tvrannos a
seu talante propagando a perseguirlo e o morticinio,
a agiolasm procurando colocar-se no ceutro dos
aconlccimenlos e como que dispondo da sorle das
acoto ;a Crimea sepultando em seu sepulcro mons-
Iro mimares do existencias, o cholera emfim veio co-
rear a obra do desmoronamento do edificio humani-
tario !
Maldito aano de 1835 Analhema tua memoria
exterminio tua recordarlo !
Acredite, meu charo Sr., que desde ja cousidero
cojio hroes e dignos da aureola da gloria os, elize*
mortaes que inclumes alravessaram o tempestuoso
auno fallecido. Colomho descobrindo a America,
Vasco da Gama mostrando os embatesdo Adamaslor,
Frankliu uullificando o Kaio, !ao raediocridade a
par dos hroes escapos do anuo tormentoso.
Cumpre-me agora o saudar o auno de 1856. Sera
elle prenhe de sublimes irradiarnos para o genero
humano, a cornocopia de prosperidades, ou segura-
do o prosramma do seu antecessor, continuar a mar-
cha desastrosa e horripilante Nao creio nos pros-
noslicos, e portanlo deixo que os aronleeimenlos
percorram a sua escala, so at la me tor concedida
a existencia, farei meu juizo...
Basta de massada, findo perianto esta divagara,
felicitando Vmc. pela assignalada victoria que "al-
canca, achando-se anda alistado no servico activ"
ua phaiange humana, no centro familia, circumdado daquelles gozos, que lornam
nossa existencia um fecundo polosi de ventura e
prosperidade.
Esta villa coulinna saboreando as delicias de urna
paz perenne, apenasameacada do cholera, que dis-
tante de nossas pousadas.he muito natural que con-
srvele a pula de urna occasiao adequada a seus
projeclos sanguinosos.
A religiao, que ale certo lempo vivia encerrada no
olvido, compressa pelos hrridos manejos do mate-
rialismo, vai lomando calor, e leudo consequeute-
mcnle pleno desenvolvimento. Ou receioso do cas-
tigo eminente, lemendo a lerrivel sorle de oulras
localidades onde o cholera ostentando sua ferocida-
de lerr? decimado nossos scmelhanles, on parque se-
ja dolado de ndole religiosa, he o caso que o nosso
novo lem ltimamente desenvolvido um fervor es-
pantoso, na adorarao dos sagrados mysterios da igre-
ja. Novenas, festas, procissoes, penitencias, emlini
a religia calholica nunca em tempo algnm leve
urnaadoracaoiao espontanea e significativa, roi-
go de registrar este faci.
lodos teem coneorrido com seus donativos, desde
o mais alto funeciouario, ao pobre habitante da mi-
seravel choupana, lodos concorrem fervorosos para
a realisarao desses actos, reveladoresdo espirito re-
ligioso do povo Camaragibense.
Salubridade publica.Nao he I muilo benigna,
lano mais se attender-sc a exlerilidade de provi-
dencias, proprias a nullificar as causas que odendem
a saude publica. I.imitam-se as providencias lao
sement i limpc/.a das mas principaes, ao passo quel
ainde existem os perniciosos harreiros, focos de mi-
asmas destruidores, o despejo continua a fazer-ie
impunemente em detrimento do publico, o rio cou-
tiuua anula como de anles, impregnado de malc-
ras feccaes, os portos cheios de roadeiras, finalmen-
te nada vejo que demonstre o desejo de resistir
aggressao do cholera.
Solicito serupre que se trata de soccorrer a huina-
nidade alUicta, S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia envin para esta villa a quanlia de JOttjOtlO rs.,
urna botica mediocremenle provida e mais alguus
accessorios uleis em taes casos, prometiendo final-
mente enviar-nos um medico, logo que ascircums-
lancias o exigirem.
Jue mporlam porm as providencias de S. Exc,
o zelo da commisso de salubridade, se ludo nau-
fraga nos cacbopus do indifferenlismo, que tanto pre-
domina nesta villa 1 Ordenou-sc a feilura do cc-
milerio, quid inde e nada demonstra que rcvelle
tratarse dessa necessidade palpitante? O hospital,
oulra necessidade orgeule, qnal he o seu estado?
Apcuas alguna concerlos, e assim mesmo moito
letn feito os cidadaos encarregados dessa obra, tanl0
mais leudo de lular com immensas diliculdades, co-
mo sejam ofliciaes de officio, srvenles c materiaes,
cuja falla lie bem scnsivel nesla villa.
S da Providencia esperamos o liuilivo a nossos
males, s de eos pode vir o remedio a noslos sof-
frimenlos.
eos nos livre que o maldito rcsolva-se i atacar-
nos, porque ai de nos! seremos victimas infalliveis,
pagando assim as culpas de oulros, para quero a hu-
mauidide he zero.
Em compensacao porem da falla de providencias
bygienicas, resta-nos ao menos a consolado de ob-
servamos o afn que lodos tem desenvolvido, mu-
niiido-se de boticas homeopalhicas u allopaticas.
Alera da bolica da viuva Silveira mediocremenle
fornecida, o negocame Marques prevendo a crse
iralou de mandar buscar urna colleccao de drogas
adaptadas para a profligedlo do cholera, e como elle
outros tratan de sorlirem-se de carleiras horacopa-
ucas. Nao lia quem nao lenha sua botica homeo-
pallnea, em fnn, por falta de facultativos nnguem
pastara desla pira a melhor. Reala saber se esti
provada a capacidade de alguns, e que posum a seu
a ante curar a humanidade. No tapisco, nao en o
lilhodeminhamai.quevcahirno poder de laes
senhores, ( salvas honrosas excepre ). Ser o que
PIMO M rtMMMKfl TERQA FRM 5 DE FVEhEIRO E ISS6

troco miudos. Desde ja1 o previno que sera' obra
pomposa c em verso.
Basta, mcuVliaro Sr., aqu lindo esta massada
raissjv.il, aproveilando o ensejo para annui.ciar a
Vine, qae posto tivesse aflirmado em misma ultima
que n.'ta continuara, (odavia cessando os motivos
quemcimpellirama fazer aquella deelaracao, re-
solvi-me porlanlo a proseguir, operando quo con-
tinuara' a broquelar-me com seu escudo portentoso.
Bccominende-me aos meus dislinctus colegas, cuja
saudade fo como que um iiicilanlc, que animou-me
a apresenlar-me oulravez na scena jornalislica.
Saude e prosperidade. milhAo e meio de assigoan-
les, sao estes os desejos do sen dedicado
Cosmopolita.
laiea.Bi.------
PARAHUSA.
Ilananeiras 20 de Janeiro.
Mcuc charo. Coinmunico-llic que urna 'acquisi-
ro imporlautc me veio agora minorar o Iraballio
de minlia correspondencia com Vmc, que desvela-
do como se lem mostrado pelo progresso do imperio
do Cruzeiro, sem duvda nao deixar de dar tanta
Importancia as oceurrencias de mnha Ierra, quanlo
poden dar as de oulro qualquer ponto do Brasil,
com lano que lonilam a negocios de atarese pu-
blico e real ; as minhas occupares ordinarias, o
peso lo meu vellio arado c de miaba carunchosa ca-
rabina me punliam em ron.tanto atrpelo, de sorle
que o da que designava para albir da rora, e ir a
villa saber de novidades, era ponco para saber mi-
nuciosamente de lodas as oceurrencias do munici-
pio, e por isso coufesso, que muitas cousas alias im-
portantes passavam desapercibida?, c tao dcsaperce-
bidas que agora he que vim saber dellas com a con-
eurrencia dos malulos para a elcioa: oh nem faz
Vmc idea da importancia de oceurrencias aconteci-
das oeste termo, masque agora he que pude pisca-
la, daremos coula do alguma de mais rcenle data,
devendo Vmc contar que de hoje por diaute nao rae
acontecer o mesmo, e pelo que Iratei de preveuir-
me, (azoado a acqnisirao de quo lite falle! cima,
eonvem a saber, mandando cngjjar um correio de
noticias e logo com a declararao que me viesse pres-
tar com a mesma promptido os altos serviros que
Meireles da capital, presta ao seu Ilustrado corres-
pondente dalli com effeito alai promptido sugcilou-
se o meu engajado, c cis-me hoje em servico activo
com o velho Sibilo que na opinio acertada do
amigo Reg he escolenle para andar com ludo de-
bata das vistas, creio pois que as mais importantes
oceurrencias dcste municipio nao licarao mais no ol-
vido, e de ludo fara sabedor o bom Sibilo
seu enciclopdico Diario.
Urna queslao de alto inlcrcssc oceupa presente
os nossos espirito!, c como quer que esta ques-
lao so prenda inleresses de oulras localidades
que nao a deste municipio somonte eonvem que pro-
voquemos sobre ella urna diaeasjslo pela imprensa
para qoese possa mais fcilmente chegar ao conhc-
cimento da vcnlade, e appareca finalmente o juiz
quedeve dar una decisao recta, justa, c toda impar-
cial.
Juero fallar da divisao dos circuios, desla mate-
ria importante qae affeclando muilo de perto aos in-
teresas mais vilaes de lodos os Paralbanos, he ad-
mirabilsimo que um pequeo numero de polticos
de miaba provincia tenham-na redttzido a urna
simples questao de conveniencias especiaes c exclu-
sivas.
Nao bao de fazer aqui com a divisao dos circuios o
mesmo que lizcram com a organiado da guarda
nacional, nao, mil vezes nao : naquelle tempo a boa
f do governo foi Iludida he verdade. porem agora
para que nao aconteoa o mesmo resolvemos previ-
nir as especularles tratando franca e muilo positi-
vamente da divisao dos circuios, e chamando desde
ja ao campo dadiscussao a penna daquelles que a
surdiua coccullamentet entendem que bao de po-
der dividir a provincia em circuios que satisfarn)
suas vislas, e quando digo que a materia importan-
te dos circuios nao ba de ser dirigida como foi a de
guarda nacional, apenas me reliro ao que se passou
teste termo onde vio-sc o inaudito cscaudalo de sc-
rem quasi exclosivamente chamados para os lugarej
superiores os membros de urna nica familia com
preterido de rauitos caracteres diselos que nao
erro em asseverar que desempeuliariam melhor di-
tos losares e para que se na dina que fallo vaga-
mente veja quem quizer se ato teulio razao. Jos
Joaquim das Ncves lenle coronel,- Pedro das
Se a nova divisao dos circuios fosse urna cousa que
podesse ser decidida conforme a volitada da popu-
larao de cada localidade, entao veriamosque a popu-
lar desle municipio apernara quasi unnime-
mente a nossa allanra com acidado da Areia.e nun-
ca com o velho Mamangnape ; assim, poi, nos os
Itananeirenses, protestamos desde ja contra essa fal-
lada juncrao com Mamanguapc. Agora, que na-
rabira se julgue bem felize lenha razes de conve-
niencias para pcrleurer a Mamanguape, nao o con-
testo, cacho al mnilo justa asua juocrio com aquel-
la lermo. Viremos folha.
Ilnje sabio da cadeia (8) o cidadao Antonio
da Costa, que achando-se comprometlido, (nao
como antor nem cmplice!) em urna mnrte pra-
licada j ha IS annos, nao era islo suflicien-
te para que sevisseque o homem nao era um cri-
minoso de alio crime ; achava-se quasi enlrevado de
um rheumasmo, c quando naoesperava.foi sua casa
cercada a uoile ordem do ex-delegado, na mesma
occasiao preso, amarrado e trucidado i maneira de
um monstro sanguinario e cruel cnnlra qoem llove-
ra recahir toda a severidade das leis penaes, nao he
folguedo, meu charo senhor, o Sr. Cunha que alias
Ihe nao vol ogerisa, mesmo porque como particu-
lar, me merece muilo, tornou-sc em seu curto pe-
riodo oulro Cahgula, e Nro levando por diao-
lea obra de sua iniquidade e arbitrio, boje confessa
queseerrou, teria sido antes por deleito de sua in-
(elligcncia, do que por defeilo de sua \unta.le, mas
este modo de juslificar-se do sabemos que pelo contraro, he elle um moro vi-
vo e esperto.
Dura esta, o diga-me se o homem peccon por ig-
norante.
Por occasiao de ir a villa do Call, se dirigir pa-
ra a casa de um anciao rcspeitavcl do lugar, e nao
encontrando abertas as porlas da casa, e vendo que
nao appareccria a chave, ou porque nao Ihe livessem
querido dar, ou por oulra razflo qualquer.o que ha-
via de fazer o meu Cunha Causa riso : raandou vir
um machado paradetar abaixo a porta,o que nao leve
lugar por ler opparecido a chave : entrando, porm,
para a casa, encontrou una mesa de longaa pernas,
immediatamente grla por um serrote, c mandou que'
serrassem as pernas da mesa. Ora, islo sao desati-
nos que nao se pode crr, que urna autoridade de
bomlense pozesse em pratica, pois o Sr. cx-delcga-
do Caoba, os pea, e nem haver quem me conteste a
veracdade leste fado, porque inmediatamente eu
invocara o teslemunho dos Coiteccnses. Trato des-
te fado para se ver a quantos excessos anda estamos
sujeitos por eslashrenhas.
Nada de chava, asecca continua abrazadora.
Adeos, at mais.
One v.i na Pagina culta,
l'or onde o cholera pulsa,
bailando a lodos de p.
Otero um eanlo que so diga
Coragem povo chritlao;
Que, consolando, prosiga
Em sna nobre missao,
L'ra canto cheio d'csp'ranra
Como a voz que nao descaiga
Mandada, vinda do eco,
Qw vos falle, heroico povo,
Como um orculo novo
l'or entre mvstir.o veo.
Pernambuco, flor mimosa
D'esla Ierra do Brasil;
Provincia rica e donosa,
Povo guerreiro e genl !
Eis-nos a brarosem lula
Co'o monslro queja desfruta
Os looros do ingresso seu ;
l.ouros em sangiic molhadns
Trupheus Kiugrenlosaleados
Ao rutel lo do yurfeu !
Nao lujamos do inmigo
Que a vida nos vem rouhar ;
Temos em Dos um abrigo,
Devemo-uos consolar.
Resistamos corajosos
Aos estragos horrorosos
Que surgirem eulre us ;
Resislamos lineessantes
Aos estragos fulminantes...
Honremos nossos avos.
O Alitiao
P. S. Se liver occasiao de portador para S. Joo
de Ilamarae, lenha ahondade de mandar novas mi-
nhaa Cali... e seu ir... J...
PAGINA AVULSA.
is^: SIEaL 8
Ja houve quem nos pcrgunlasse se a nossa Vagina
era aiuha por que vinha sempre enlranhada as
columnas do Diario'. A persunla nao foi destituida
de fundamento, c como quem pergunla quer saber,
diremos que leudo nos um liwo melrc onde regis-
tramos nossos aponlamenlos, nada mais natural do
que rasgarmos urna dessas folhas c mandarmos dia-
riamente para o prclo do Diario. Parece-nos que
deve estar salisfciloquem quiz saber.
He fallecido um ntho do Sr. Rufino, morador
na ra da Conccicao da Boa Vista; dizem queda
epidemia reinante.
He preciso que o inspector da ra do Collcgio
va a noite ao corredor do sobradoh). 21 c faca acabar
com o quilombo de negros, que all se janla para
se embebedarem. Tamhem nao sera mao que S. me
acabe com esso negocio de peive frito alia noite. que
hi mesmo faz urna negra, pelos qoaes /lei.res se a-
junta essa malilha de negros.
Ha na ra dos Pires urna velha, vera efigie da
Coruja dos Misterios de Paria, que leva a sua har-
baridado a acuitar com um junco a una pobre me-
" nina de oito anuos, sua neta. He islo; quando meni-
i as surram-as, quando mocas entregam-as : sempre
ff. capitao, Antonio das Nevos capilao, loio.dJ'"^'^0 W*^h' ""^ ***
Neves capilao, Targino das Neves capillo, Jos-
Heos quizer.
Ocommercio conserva-se parausado, n5o por falla
de compradores csim pela Talla de gneros de pri-
meira necessidade, concorrendo para este estado a
extempornea quarenlcna que solTreram as barcaras
quando por cansa de terrores pateos lana exposias
a prevengo inull,csemresullado. Se houvessenqui o
cholera seria jusla a quarentena, ( com quanto ola
conhera ulilidade nes,e meio ) mas s por um lemor
pueril causar Iranslornos, promover atrasos oas re
ari.es, prolongar a navegacao em prejuizo da loca-
lidades aonde'nao cx.sle o cholera, perdoc-me, os
autores dessa idea nada adianluram com essa epbe-
mcra ostentaran.
<> foro conserva-se em ferias, o que nao marcha
de accordo com as precisf.es mondarias de seus em-
pregados.
A polica de quando em vez, sahindo-se de sua
piosiracao. vai aprcsenlaudo-nos algum feilo de-
monsiralivo de seus esforros.
l'oi nllimamente capturado um fulano Manissoba,
assass.no contumaz, e que ha 10 annos tombava im-
punemente da lei e das autoridades. Veremos se
sera punido, ou se lera' prolereao. Quem nao lem
paerinba morra pago, mas o maganao diz que tem;
porlanlo he provavel que nao soja torturado c nem
com, resso. Viva amor.....
A agricultura pelo lado da moagem esla' nos u|.
l.m.paro,i8n,os, a, safras (oram mnilo pequea*
souaoforao avultado prero que leve o assucar,
mu.los senhores de engenho licariam enforquilhados
xoepluandoo.engenho,CastanhaeNussu do dis-
tinelo propne.ario Manoel Cavalcanle, .onde as
safras augmenlaramempropor5o d0 ca|culo feil0i
todos os u.ro, artera. unla diminui ejpan(osa.
Se chovemuito, a, aguas matara a canoa, se faz
uno sol, acabara pr I frma, que nao ha
a b;,p.r um cann. Se encontrar o meu altor eso
u Campos, he, de Pc1ir-ll,.qqeredo7a-m, Me em
Moco das Neves capillo, Jos francisco das Neves
lente I), innocencio das Neves alferes, Jacob
das Neves alteres 2] finalmente outros muitos refe-
ridos no novo methodo que oecupam iguaes paten-
tes : pergunlarei agora, seriam por venlura ns
Neves os onicos habilitados ueste municipio para
absorverem os lugares de guarda nacional '
Nao se v nislo urna especuladlo daquelles qoe
Ihesilidam ordens eleiloracs? En appellaria se
houvcsse necessidade, para o juizo insuspeito, justo,
e imparcial do Exm. Sr. Catonhc hoje presidente
das Alagoas, e S. Ele. que conheceu ptimamente
os cidadaos mais importantes desle lermo, S. Exc
que aqui eslevo e coramunicon com (odos.sem duv-
da ncnliuraa ennviria de que boove especularao po-
ltica 'calas pouco airosa...) na exclusiva dislii-
huirn dos referidos lugares.
Mas, dcixemosa guarda narional que ja pasou a
sua poca de celebridade, voltemos a materia princi-
pal de que nos oceupamos e vem a ser a divisao dos
circuios.
Consla-nos com algum fundamento que o svslcma
dos circuios, organisado pelo Sr. l-lavio e remeltido
para a corte lem de ser alterado segundo a vontade
econveuieucias de cerlos pelotiqueiros que desa-
ponlaram com o saber qoe estenmunicipo se des-
prendera do de Mamangnape como ellos queriam, e
que eslif lterae> he operada pelo modo legbala :
Bananeiras.Guarabra e Mamanguape formam um
circulo.
Arda Alagoa Nova e campia oulro e lodos os
oulros, segando a vontade dos taes senhores ; trate-
mos especialmente do Bananciras, o deixeinos que
os b .luanles dos oulros pontos aceilem a discussao,
e Iratem dolque Ihcs diz respeilo com maor conhe-
cimenlo de causa, cada qual defenda-se a si pro-
prio.
Que Bananeiras pertence ao crculo de Maman-
guape t Ulo ao de Arela, nao llavera cabera que
contenha dous dedos de razao.qne approve' seme-
Ihante partilha, e que nao comprehenda um com-
plexo de desvanlagens iiileramenle opposlas ao nos-
so bem eslar moral e malerial, o a razao he obvia.
Sendo ja bem antigs as relares de Bananeiras com
Arcia, havendo mesmo como ha inteira intimidade
enlre as daaa localidades, he manifestamenle claro
que estas retacos lociaes se consolidarao cada vez
mais, havendo enlre ambas as parles, a uniao cir-
cular quo eonvem a lodos o ao mesmo governo, c
nem se pense que essa preconlsada uniao de que
trato, be toda visionaria e sem fundamento, nao ; os
elementos que consliluem essa uniao slo de ama ho-
mogencidade tal que naole|nho medode errar quan-
do assevero que Bananeirase Areia representam os
mesmos inleresscs, porque ha urna igualdade ua
mannlenrau dos inlercsses de ambas, que ambas se
auxilian! reciprocamente e sabem devidamente con-
ciliar os justos limites de seus dircitos e deveres:
porem se decididamenle entre Bananeiras eMaman-
guape nao pode haver a mesma ronformidade de
nniflo, seos inleresses de ambas giram em cspbera
difTercnle, he inconlcslavelmcnlc ndubilavel que a
juncrao de Bananeiras com Mamangnape Iraria co-
mo conseqiiencia necessaria um estado constante
dercaccao, c anarchia ; por rnnscquencia he muito
de esperar que o governo de S. M. I. altendendo a
eslas raines de conveniencias sociaes, nao consinta
que sejam anniquilladas pelas cpecularCes de quem
faz ludo por si por sua palria nada...
Km segundo lugar sabemos, que havendo duplici-
dade na distancia que separa Mamanguape de Ha-
neiras, e esia d*Areia, he malhemalicamente claro
que ha muito inaior dilliculdadecm irmos daqui pa-
ra Mamanguape, do qne para a Arcia, por co.ise-
uintc anda por cslc lado se T a mxima descon-
veniencia que baveria em perlcnccr Bananeiras ao
circulo de Mamanguape. Porlanlo, lechamos espe-
ranra un governo imperial, que nao ha de consentir
queos intereses e os commodos de nina popularao
ioteira, sejam saeriflcadoi por amor de espacalacoet
de um ou dous senliorcs ftudaes, que vendo apprn-
ximado o lempo do seu passamento polilico, querer
ver se por esse meio reslabelecem o infundado e in-
merecido podero, com que no curio e sempre fatal
perodn do sen dominio, souberam conflagrara pro-
vincia quasi ioteira.
(I, Por aleaba ralhaco.
(2J O artiga ilropeUdvr do Sr. Santos Cjelho.
sa nojo eiie-iiar-.e para as irampoliuiccs do
arouguc do paleo da Soledade: vende-so all i li-
bras por 3, .-> por i e assim por diantc; os habitan-
tes daquelles sitios clama.n constantemente por pro-
videncias, e esperamos da rectidao da polica provi-
dencias a esses escndalos e porcarias dos balcoes,
balanras, ele.
O Sr. Dr. ebefe de polica consla-nos qne or-
denara aos senhores subdelegados para queobslas-
sem os quema* de'palhinlias; no Recife porem um
inspeclor saliendo que havia essa ordem, alias lao
providente, permillio que em urna casa se queimas-
sem as pnlhinhat do presepe, embora a propria dona
reclamarse que lemia-o fazer. Ha muito que deve-
ria ler-se ordenado a prohiuirao de orna pratica, que
com visos de religiosidade lautos e lao repelidos abu-
sos se commettem. Quando nos restar mais tempo
locaremos nesle poni, c as ceremonias das ban-
deiras levadas a aste por moras rodeadas de jovens
com I.randr.es accesos as maos, e os pobres padres
acompanhando como leslemunhas do qoe enUe se
pratica, mas pelo respeilo que devem a invorarao das
bandeiras. logo, logo....
llarbier II que deixe-se de andar insultando a
esse moro honesto, aos ps de quem Darbier nao lo-
ca com o focinho...
He imprudencia conscr.lr-sc venderem frte-
las verdes; os laboleiros das quitandeiras estilo re-
cheiidos desses venenos.
Repelimos: nao podamos publicar as poesas
alimonas que nos enviaran! do Caldeireiro.
Algumas tabernas do Recife continan) a ven-
der gneros adulterados; pedimos ao Sr. fiscal que
amiude, por amor do povo, suas visitas a esses alo-
jamenlos de gneros corruptos.
Na porta de um sobrado da ra do Queimado
ha constante c nocturnamento um ajunlamenlo de
rapazes, que se incumben) de dilacerar a vida pri-
vada das familias honestas *que moram ues'a ra:
conven que os superiures desses malcrcado* tran-
quemos a uoile, ou ponham-os a rezar.
Pedimos ao luspeclor da ra do Rangel, qoe
por piedade lance suas vislas para um quintal da
ra do Haugel, que fica as immediarfiesda Rbeira,
e ver a purrilo d'agua ptrida c pestilente prove-
niente de despejos a chuvas. Se aquillo he bom pa-
ra o cholera entao bem, lavem-sc, revolvam-se c
bebam.
Muilo solTrem os moradores do primero andar
de urna casa da relerida ra, com usja negra, que
he urna especio de burrinlm sem cabera, anda at
a mea-noite na ra, e rcco-lhe-se depois de urna
hora, obrigando nos ditos moradores a irem abrir
a porta a 6sla hospeda De ludo se v 1
Consta-nos que como aquarlellamcnluda guar-
da nacional ha dous guardas, que sendo pas de fa-
milia e vivendo de seus negocios, acham-se agora
privados de as manler o perderem os seus inleresses,
havendo, segundo dizem, mais guardas sollciros, que
podiam em lugar delles servir.
I'azendo parle da humanidade, nao nos he pos-
sivel dexa-la soffrer, quando se pode remediar seus
males.
He geralmtnla sabido, oue um dos maiorw males
que alorincntaa humanirle he a falta de caridade,
ciilrclanlo que he o que afeadla em pralica. Ol]oe
he quo vemos hoje quando ae reconhece o juslo casli
go, que o Senhor nos da efehora-se a perda da espo-
sa.do lilho.do irmao c cmfim de ludo que nos lie cha-
ro? Vemos que muilos esperara anciosamenle enri-
quecer a cusa dos soirrimenlos alheios! Ser assim
que se pos em pralica as santas palavras de Jess
Chrislo amai o prximo como a vos mesmos *
listamos cortos dos esforros que se tem emprega.lo
a he.ieficio da populara pernambiirana, mandan-
do-se ambulancias, mdicos, sacerdotes, ele., mas
ludo isso he nada, porque a ambicioso ludo he
pouco!
N.io podemos deixar tic reeommenda ao lei-
lorquc lea com particular cuidado a seguintc poesa
CORAGEM.
I.vra, nao quero esses canlos
Queouti'ora sabias, nao ;
Na?m lambcm sentidos prantos
Qoe amigara o coracio :
Quero um lanl sublimado.
De um amor acrisolado.
De um peilo rheio de fe,
;1/ Proven prescripr.lo.
ilouremosque um povo braru
Nao curva nanea a cerviz,
Como faz o povo escravo
Km utna crisc infeliz.
Corramos, gente nobre,
Ao leito em que geme o pobre
i.utando presto a morrer ;
Corramosa parte a vida
Que he melhor morrer ua lija
Do que covarde viver.
Mil benraos do co la desee tu
Ao caridoso chrislao
Que con.luz aos que padecen)
Aliivio c consolaran
Seu i..uno (vejo gravado
N'esse livro destinado
As faeanlia- dos hroes :
Ei-lo ja resplaudecente
No porvirja mais luzente
Que os d'agosto estivos oes.
Que vale no mundo a |vida
Sem MU nobres accoe*,
Sem esses lourns da vida
Que fallam aos coracoes ?
He I Aos seus um nome legando
Que o futoro abracealera!
He bom suecumbir a morle,
Morrer ; porem como um lorio
Que a Dos leme e a mais niuguem.
I.yra, nao quero esses canlos
Que oulr'ora sabias, na ;
Nem lamben) sentidos praulos
Que allligem o corarao ;
Quer um canlo sublimado.
De um amor acrisolado,
De um peilo cheio de fij,
Que v na Pagina Iculsa,
. Por oii.le o cholera pulsa,
Pallando a todos de p.
Jl de Janeiro1856.
C
Noaabbada liveram os moradores da praga da
lina-Vista um espectculo bem inleressauteum ne-
gro quasi un ...ren lo, e os moleques apupiido-o,
om sugeito dMdo-lht. Estamos no carnaval. A
proposito: i
Carnaval, rica folia
Para o riso, para o amor
Embriagas a razao
Expulsas casto pudor !
'.wari dias, essas horas
Tao cheias de agitaeao
Deapettas nossos sentidos,
Ananas o corarao.
Tuna verba e livre Roma
Iteinavas com grao furor,
Tornavas escravo humilde
Mais polcle qoe o. senhor.
inda hojeRoma a sania
Te festeja, qual paga
E nesses dias de festas
Toda se rooslra loura.
Tens ja sec'los de existencia
Tcns por lia antiguidade
Salurnaes ou carnaval
Viveras em toda a idade.
)'.
Correio de Belem.Muilo lem se applaudido
o'aqnelle lugar o noseo correio, e Os especuladores
estao em urna riubadonra. A cheia de 5i cavou no
aterro d'aquella estrada, o na de Joo de Barros um
buraco, que conservou durante todo rigor do inver-
n 10 palmos d'agua. I) Exm. Sr. presidente logo
depois da cheia mandou o Sr. engenheiro Dr. Ma-
mede orear para esse lugar urna ponte e o mais que
se razia preciso ele O Sr. Mamede o fez: depois
resolveo S. Exc. que essa obra fosse feita pela cma-
ra municipal, e a cmara mandando orea-la pelo
seu engenheiro esle a orrou em :>:1005 rs. e posta
em praca foi arrematada por 0003 rs. Den-se
pois principio a ronslrurrno de urna bomba, que
nao sendo acompanbada do rasgamento da camboa,
que por perlo della possa, por certo de muilo pouc0
pode valer ; mas entculeram que aterrando, como
de fado alterraram o buraco, e sobre ate aterro
construindo urna bomba, eslava ludo muilo bom.
Anda nao linbam fechado o arco quando cahiram
as chuvas que temos lido esle ron, c.... proh do lar '.
l esta' ludo cheio d'agua era alguns lugares ate com
i palmos.
Pedimos portanlo ao 111 m. Sr. Dr. presidente da
commisso dehigvene, a' Ilustrada cmara munici-
pal, c a quem mais competir hajam dar um passeio
al o lugar indicado, c depois de verem com seus
proprios olhos, fazerem remover por meio da aber-
tnra da camboa essa graude quaulidade d'agua es-
(agnada, quo lautos males pode causar na qnadra
actual. Jolgamos tambera ser de iuteresse para a
prov.ii i.i porque leudo um porto de desembarque,
muilos predios se conjtruir.lo, pois o que se lorna
pesado para a conslrurcao nesse lugar he a condc-
elo do malerial.
Qual a razo porque as easinhas da Ribeira,
qoe perlencem a lllm. cmara, e outros predios
seus eslo isculos .pelo que parece) da postura ad-
d ir ion al em vigor de :i0 de novetnbro de 1855 no
art. 1.?
Qsuhdelegado de S. Jos tem sido solicito em
acudir a alguns doentos, quo (em sido atacados na
sua|subdclegacia.
Na igreja da Estancia festejou-se como do cos-
(umea Virgciu das l-'ronteiras; a noite houve Te-
Dcum. Aquella irmandade precisa ser reformada,
ou mais bem regularisada.
Nao sabemos porque as quitandeiras de verdu-
ras, que lambe.ti deram cm monopolisar os leguraes
e verduras vendendo a povo mesquinhameiile lu-
do e por alto prero relativo vendein mais baratinho
a umSr. fiscal.... lie bom, meu Heos!... ser-se fis-
cal, que ao menos (em llia na panoli,i.
Aio ha mais morphea, temos um famoso char-
lado de anl'olhos verdes, que tein um geilinho para
chupelar cobres dos tolos, que nunca vimos assim :
a polica nao seria rao que pedisse a papeleta desse
homem, c conforme, traucaasse-o na detenrao ; he
pena, que lambein nao qaeira Iralar choleriros.
Beberibe.Sin abalemos de publicar as noli-
Ja nao se pode occullar que temo-la na nossa bel-
la cidade, a mofina, aproveilando urna couversa do
Sr. Alaba com D. Pina, passou enlre ambos sem
ser sentida, e conhecida: s assim porlanlo cstao sa-
lisfcilos os desejus de cerlos especuladores.
A primetra victima foi Dona Macella, que por
ser da eslraoja o seo espolio foi levado a prega a
requei iineniu do respectivo cnsul e arrematado.pe-
I qual (dizem) que arrependido de haver feito tal
ai remolar.m dividir o dito espolio cm loles de li-
bras e esla' queima*udo a 5s e 6J cada urna que
pechincha 1 que humanidade '. faz jos a urna liga...
No dia I" do correnle fo enfardado um prsenle
na Boa-Visla para o cemlerio, nao sera' o ultimo
qae clles Ihe farao.
A polica logrou aos msicos, cereeiros, armado-
res, e sacrisiae:; lodos alies eonlavam ter boa safra;
mas ficaram chochando no calconAar ; porque a po-
licia determinou os enlerros dos cholencos : por isso
consta que um vigario pretende protestar contra
perdas e dainnos : tem razao, pugnar pela caridade.
Aquellos que nao lem rinden
Nem por isso estao seguros,
Porque os seus ..lucaos
Matam verdes e maduros.
Ale amanhiia-
COMA RCA E G A RAN11IJNS
il de Janeiro.
O flagello derrama-so periodos os pontos desla
comarca : iuvadiu ltimamente a freguezia de S.
Beuto, onde lem feilo victimas. O nosso juiz de
direilo ao receher communicaeao oflicial fez remessa
de alguns medicamentos e ofliciou ao acadmico
liodoj, que se achava em Papacaca afim de que
segutsse logo para aquello campo de novo aberto
aos estragos da epidemia : Ja la eslii. Ao passo que
chegaratu a villa eslas tristes noticias, conslou que
a epidemia tocata em Crrenle, povoarao desla fre-
guozia de (aranhuiis, e suas circumvisiuhan^as, em
virludc do que resol ven se segnisse para Correte
o Dr. Velho, medico militar, que eslava na villa :
este facultativo, mais feliz que o sen illuslre collega
o Dr. Amazonas, restabeleceu-se. Resla-nos par-
curar na villatle Garanhuns o Sr. Justino l.avcnerea
all continuara os casaos mais ou menos graves ; ena
reanlo graras aos soccorros prestados em lempo:
nenhuin caso falal lem apparecido al o presente,
bem que loda a popularan quasi tenlia sido atacada,
Tem mullo coiieorrid para a atlitude animadora
que moslram os habitantes da villa, o proceder dig-
no de louvar das autoridades e do nosso vigario,
nesta crise. v
Em Papacara o mal diminuto de inlcnsidade na
povoagao, nao assim em oulras localidades da fre-
suezia : la est um oulro acadmico da Babia de
nome Olavo.
O compulo da morlalidade nesla comarca, quciodi-
quei em oulra carta, bem pode ser inexacto, a va-
ler o que disse o referido acadmico odoy vindo
de Papacara, como lica dilo ; calcula elle em 800 as
victimas da epidemia s cm Papacara : e que dire-
mos de oulras parles, por exempla emCaldciroes, si-
tliaran prxima a povoaroda volla.on le suecumbi-
ram lodas as peanas da familia de am tal Manuel
l-rancisco ; de S. Benlo, onde v-secargas de ca-
dveres sobre as cosas de animaesI e esses carpos
que jazcm insepultos em algumas estradas; c essas
sepulturas que apparecem da noite para o dia em lu-
gares eimu-, ora a margen) dos caminltns, onde en-
(rev-so de esparo em esparo urna cruz plautada por
raaos trmulas e fugitivas.............,?
Em face desle quadro aqui se nao vite alegre, s
se for aquella melanclica alegria, de falla Milln.
Estamos, sim, resignados e muito animados.
No domingo 20 do correle sabio em procissao da
iarej malriz da villa a iraagera do gloriozo marlvr
S. Sebaslio : carregaram o andfjr o doulor juiz de
direilo, o capitao Carvalho, delegado ; o doutor juiz
municipal e o major Burgo. Eoi om acto mui so-
lemne. Nao cessamos de fazer chegar presenra
do Allissimo as nossas humildes supplicas para que
arredes denos a lerrivel epidemia.
2*
Fallecen honlem do cholera em 15 horas nm dos
soldados do corpo policial da provincia, qoe condu-
ziratn para a illa algumas cargas de vivero- envia-
das pela presidencia.
0 soldado de que Ihe fallo fallecen na villa de
Oaranhuns, foi iminedialamente enterrado em um
cemiterio he para louvar-se o procedimento do
capitao Carvalho, delegado, que deu as uecessarias I
providencias para que o cadver se naodemorassein-1
sepulto por muitos minutos.
ti enfermas algomaa pessoas na villa, >'
Banco da Pernambuco :il de dezembro de 1855.
O guarda-ltvros, Ignacio Nunet Correa.
MAPPA do movimeoto dos docntes tra-
tados na i'iifctmaria de inarlnlia da
provincia de Pernambuco, do primeiro
ao ultimo de Janeiro de 1856.
. .aiES DAS MOLESTIAS. h. 5 MI I
as 9 3
H *I5 -s.
Illennnrrhagia..- a. . 1 >. i 1 ). J
Buluies......... >i o i .. H
Bextgas -t i|). 1 4 , 1 1 ->
Catarrho'pulraouar .... 4 1 :t i U 1
Coutusdes ...... -i 1 i i ti
Constipar de venlre . -i > 9 B
Dores siphiliticas..... :t i 1 1 1
Kebre intermitente .... .1 1 i :i Jl XI
Kcrimenlos....... o 1 l 1 11 1
.a-lro hepalites...... 1 1 .- 11 1
Hvperlrophia do corarao. . 1 1 1 i> a
Ophlalmia....... i B 2 1 ti 1
Puslullas........ Op a i y >
Rheumasmo...... :i 1 i l f
sarnas......... i 1 1 i ) 1
1 leers........ j )) 2 i
Somma......... Mi 14 J. 1 17
OBsERVACO'ES.
(1) O fallecido era grumete do vapor Ueberibe.
Joaquim /or Alces de Albuquerque.
t'.irnr.ia da enfermara.
3 n a f c 5 S O 3.0 > T- C3 > v. o : ao -^> u s. 0 _- :-------- llfffflllll Z O 2 > >
= 3 S fe1 i en -O - * =- 3 B 2. ~. &B 3 c J S '< tro 2. h::.:l:::i H se > B o I* 3 pj ~. eY
m . p o *
l^ ta

^ < ........... 5 -:
= ... -....... 8 3
< ........... " B b. 2 ei
? ..... > -"-3
e> c ........... Vi O 5.-
- --.: = b =c-i Kvistiam. lintraram
HI = ; > ^. ^
' Csl s 2 = ti. IC------ n > . Sahirain. 1 rs
-U-__= = = ss_ Faleceram 8s
b -ll = = b s m ,c _ Hxittem. rs
U. S- ?, 3 "O M < - ir. b
s"!*! gH 5 1
- ""^stiS !*.! u ^
s C309) -?. O iffl riii! O VI O.CB 0) I 3 2. rs z
3 gafa S-n = ^2 < o S
>; u o Q. c _ a c Q.^ S S l2 -fl lia -V 3 y n g o ni V. rT" ... 1* s
1 fia o 2 3 5 3 fg -. O 00 &
MAPPA dos doentes tratados no hoipilal re-
gimental de Pernambuco no mez de Janeiro
de 1856.
llo-pii.il na
Soledade Io de
(evereiro de
183o.
Somma
i 2 ea (0 S s i
e>

s r* 3
Ui w t/3 S ia
111 131 >\:> 114 5 '.Mi -
uenhum fallccimeuto mais tem havido, gracas a Pro-
videncia.
.Carta particular.)
cias.que temos dc-se lugar Iransmiltidas
for pessoa
-isuda, porque nao queieraos mais impre'ssiDar os
nimos; rcla-nos porem pedir ao llllnr. Wf Dr,
clicfe de polica que atienda para a nccessiJade quo
ha de haver u aquella povoaeao una polica enrgi-
ca, que obsle os horrores que se v.lo pcrprelando
com Anaiur cscaudalo c fcrocidade.
0 nosso virluosu prelado diocesano, apear de
seus incommodos lem concorrid com sua preeeaca
as preces da malrit da Boa-Visla. A respeilav'ol
pessoa do Sr. bi-po muito anima ao povo sempre
que a elle se moslra.
1'IIST SCRII'ITM.
/'on noite '
issenio qne ollariamos breve cl.scimos poi-,
que n queremos esperar.
banco de pernambuco.
Sra. accionistas do Ilanrndc Pernambuco.)con-
selho de direccao do Banro apres*iMa-vos o bataneo
do semestre lindo.
Hos dgarieaws que se seguem Veris lambcm o
rooviinenl das principaes conias.
A caiva leve de entrada rs. 4,."i80::ilO*Wv2, de sa-
bida rs. i.OiO:00i:l-iy, e mostra um saldo de r.
I55:266|045.
I>e letlrasa receher, admiltio-sc a descont a im-
portancia de rs. 4,605:9359479 ; realisou-se a de rs.
,527:830181, e eiisle o sold de rs. 2,1-24:2883635.
Do Banco do Brasil aceitaram-se saques esle semes-
tre, em virtude do crdito reciproco estahelecido, da
importancia de rs. 873:9053183, sendo o saldo ac-
tual de rs. (63:2299123.
A conla de lurnu a perdas representa pela iinpor-
lanciade rs. IOI::liO)7l8 ; da qual abatidos os aas-
lus geraes. e a quota parle do fundo da reserva, lira
rs. 91,041382!), que permille fazer um dividendo de
5 e 1|4 0|0 ; ou de rs. 10350'J por acrao, restando o
saldo de rs. I,79ig829 para o semestre seguinle :
Do semestre anterior realison-se de lellras proles-
ladas a importancia de reis 11:4139420, sendo inte-
eralmcnle rs. 13:7865-280, e rs, 657.^110 dividendo
de 20 0|0 sobre a letra de rs. 3,2853700 de firmas
insolventes, que ainda ofierecem oulros dividendos.
Neslo aemestre protestaran) se cinco letras no va-
lor de rs. 10:3603755 ; o -li--i ani-.-c Ires dellas, na
importancia de rs. 3,7949670, cora rs. I42360 de
prejuizo, que foi levado a' cunta de fondo de reser-
va ; e eiistem dua?, na importancia de rs. 6:5723085,
sobre as quaei, presume o consclho nao llavera' pre-
juizo algnm.
Desla sorle, a conla do fundo da reserva apr-
senla neste semestre um crdito de rs. 23:5739663.
0 lermo medio do descont du Itauco, nos primei-
ros 3 mezes, foi de 8 por cenlo e nos ltimos de 10
por ceulo.
A conversao desle Banco cm caitta filial do Banco
do Brasil, na se elfeuluou anda.
Esla demora proveio a principio de precisan de
lempo para apromptarem-sc as olas da emissao ; c
depois por causas desconhecidas deste couselhn, mas
que seguramente devem ser valiosas.
Entretanto. con que, no prximo semestre se re.disara' a conversa,
afim de puderem-sc desenvolver mclhorniciile as
operares dcste Banco.
t) conselho leva a' vossa presenra para o devido
efTeilo, que assenlnu de gralifleat ao guarda-livros,
no semestre coireute, com-2UII5 rs., e ao cobrador
com 4003 rs., sendo ao primeiro por deficiencia do
ordenad, e ao segundo para quebras dos recebi-
meiitos, como Ihe lem acontecido.
0 consclho lamn ni submelte a reara approvario
o augmeulo do800/ que fez ao ordenado d guarda-
livros do Banco, atlcndeiiilo a urna sua redamarlo,
e lambcm a raereciment que lem, e a falla* de
pessoas habis em conlabilidadc e escripturarao de
livros, que sentc-se nesla prara, leudo principio
esto augmento no 1" de Janeiro provimo.
Os einpregados do Banco continan) a desempe-
nbar os deveres de seus cargos.
Sao estas. Srs. accionistas, as oceurrencias da ad-
ministraran do semestre lindo, a cujn exeme lem de
proceder illuslre cemmietaode cuntas.
Banco de Pcronrebaco 31 de dezembro de 1853.__
Francisco de Paula CavalcantideAlboquerqoe, pre-
Sidenlc.Ja Ignacio de Medeiros llego, secreta-
rio.Manoel lunario de Oliveira.Jos Pereira da
Cunha.Jlo Pinto de l.emos.Manoel C-onralves
da Silva.I,ni/. Comes l'erreira.
ALANCO SEMESURAI. DO BANCO DE PER-
NAMBUCO.
Dcbilos.
Accionistas. .
Letras a receher.
Letras protestadas
Depsitos. .
Banco do Brasil .
Mubilia. .
Despczas garaes .
Caixa.....
Rs.....
Capital.....
Emissao. .
Reserva. .
Dcpositadores'. .
Conla- r.innii .
Letras a pagar. .
Dividendos I a 6"
Dilo 7 ,
(ianhos e perdas
Crditos.
300:4009000
2,124:288-3635
2:628t560
1:K:l-2i.3lOO
162:2293123
3:906318!)
1:3639000
I55:26(i3!15
3,188:20656.52
2,(KK):(HK)NKKI
85O:H0OMKKI
23:577966.1
1.38:1249,100
2:6l5illill
75:80.33000
6:7459800
89:2509000
1:79(9829
B<.......... 3:188:2063652
Banco de l'ornamhuc.i 31 de de/rmbr de 1855.
O guarda-livrus, Ignacio A'aiiei (orrra.
DEMONSTRA!Al) HA CUMA HE liAMIDS E
PERDAS no BANCO DE PERNAMBUCO.
Dspotas o.erar.
Ordenados c gralifica{oes.
Itoseiva.......
Ciimiiiissi do gcrcnle. .
Dividendo 7.....
Saldo. ^.......
Rs........
Saldo do semestre anterior.
Commisses......
I uros.....
Dir.conlos .....
s......
1:3299100
:l:7.5O30O0
5:60154.59
2.9I5060
8*2503000
I.-7943829
Oesareaedai.
Dos fallecidos foram 1 de labre amarella, 1 de lu-
bcrculos-pulinonarcs, 1 de gaslro-hepatite, I de
varilas confluentes, e 1 de congeslao cerebral.
Dr. Pra.vedes (Jomes de Siuza Pilanga.
lcirureiao eocarregado.
HEP4HTICAO DA POLICA
O Dr. chefe de polica da provincia reaoire, qo-
pela delegara do primeiro dislriclo desle termo e
pelas subdelegadas respectivas se observen) as se-
guinles providencias em ordem a obstar a perpetra-
..ao dos deudos por occasiao dos provmos dias do
enlrudo.
I.' He evpressaraenle prohibido o jogo de entru-
do e o lancar-se agua obre as pessoas que transi-
taren) pelas ras, quer soja isso feilo por meio de
vasosoii seringas, quer pelo emprego das chamadas
limas de chairo ; e bem assim o uso da tintas, lamas
e oulros objeclos que tem sido empregados em 13o
pernicioso jogo.
2.- Sao permillidosoi grupos de raascarados ca-
ractensados por qualquer mo lo, porem sem allr.si.es
c especialmente das que digam respeilo rcligiao e
seus ministros.
3.- Nos dilTercnles caracteres com que se apresen-
larem os mascaras na ser permillid usar de ou-
lras armas que nao sejam as fabricadas de papelao
ou madcira frgil.
S.'_Piao he por modo algum permillida a inlro-
durcao de escravos no meio los mascaras, e os que
entre elles forera encontrados serao presse colec-
cionados.
o.- Os mascaras portar-se-ho com decencia, nao
praticarao insultos e Ibis nao sera" permillido vagar
pelas ras depois das oito horas da uoile.
6.' A aquellos que formaren! rcuniespara bailes
nos thealros he prohibido dar assobios. grilos c pra-
itcar assuadas. Sera'respeitado o sagrado dos ves-
luarios e mascaras, e uinguem poder' dirigir-Ibes
pergunlas, travar com elles conversaces quo nao
sejim deceutes e dignas de repelir-se as melhores
reunios.
Do mesmo modo se haverao os mascaras uns para
com os oulros, e principalmente para com as fami-
lias dos camarotes a que se dirigirem.
"' Toda' pessoa mascarada que por algum modo
ollender a decencia, provocar rivas e perturbar a
ordem mantida nos salss, sera' mandada retirar
inmediatamente.
8." Na fulla de observancia das providencias cima
a polica preceder' conlraus infractores como deso-
bedientes.
Secretaria da polica de .Pernambuco 12 de Ja-
neiro de 1856.O chefe de polica, ttrlS CetrtM de
Patea Teixeira.
seguinle boletn), qae dos foi remedido pele Sr.
ataSi -,e coa"a"*ia ae hygianne publica derta
Boletim do cholera mor bus.
aeciolar, morbos em algumas pessoas nella .este-
tes, islo nao he exacto Algor incommortoi, exage-
ra dos _pe o medo, lem feilo crer na e..e atea,
affeccao : o. casos que se bao dado Mo de aaaMa
que procedem de foco, epidmico, ou ..elle, .^ech..
ram. lalvez que uro ou oulro symptw,, de rbole-
rtna lenliam s.do olnarvado. ; mas aUes ha. re^.1
MteT |>P "*** """PO"'"" qe Ibes leas 5
O subdelegado da fregueziaide San B,ulo (,aca-
nhuns, onlaoa a presidencia da provincia em do
mez findo. que o cholera esta fazaado all pejfjaftai
estragos, e reqa.silou medica meatos, que coa a
maior presteza Ihe foram enviados.
<> O juiz da direilo de Uaraohaut, oflieiaedo em
dala de 21 do mesmi mea. dia qae a epidemia IioIm
cessado na povoarao de Papacaca, a que razia e~
tragos eonsideraveis nos seos saburbio, em varis*.
pontos daquella freguezia ; aeeresmitandoq.ac, pal
a combater all a epidemia te aehavaa > does ac.
demicos l.uiz Aurelio de Godo} c Vaveeacello e
Olavo Correia Crespa prvidos de'embolsada c v-
veres, poslos a disposicao do Hvm. vigan pe
txm. presdeme de Alagoas, e qua o cholera devas-
ta a povoarao de Manoel Alves e eas suburbios aa
(regjezia de Agoas Helias e em Correles legares
que anula se arhavam aselos. O Dr. 1 rajan* de
Sem Velho, qae anda eslava em convaleaeeaca,
parti paraCorren.es, preslaodo-ae a isla Mm-
menle, e para San Benlo ia o acadmico l.aia Asjre-
Uo ; e leudo o dito juiz de direile requoulada daas
grandes ambulancias e vveres, lude Ibe fea remet-
lido.
Gs senhores Joao da Porriuneula Valeara. xibde-
'i ..dl fre"e*" de S"B Benlo. e Lu.'z Paal.no
de llollauda Valeuca, profewer publico. oIIb iaram
lamliem a presidencia da prnvinria, parttduaadn
qoe passavam a organisar all ama eosamissa .le
soccorros pblicos em beneficio dos que taren ata-
cados pela epidemia.
4 de fevereiro s 3 horas d., larde.
Dr. A. Fomserm.
Ao passo qoe o governo, pela sua parte, faz i...f..
quanto a sciencia aconselha para prevenir tea nos
lugares, e quebrantar cm oulros a forra do mal ene
actualmente nos anata ; ao p,., que os leanlo? abrerainaIerra para invocar e sopplicar a ritmen-
eha bondad de Da.,, seo, fie,, humildeTe^
putos no hospicio de Nossa Senlwa da Penha ,1o.
la edade, co^,idar.., lodas a, pessoa, di Vx* i
colino a qne se aprc*>olaaem
------ na igreja d.
!"*"V!' Ssd*u,de d0 d" do "> i
L?,Ti, "'-se ama meltidio tal, ,!
dou l.lleralmenie, o carpo doiernplo, rorredres ,
palco.
,*?f. j*j! *** Pad.inbes da .11.
da cadeira sagrada, depois de exhortar a ledas aae
abandonassem essas passalempo rivolo.eauierileV
deu-lbes de conaelho qne applicassem as mTTeT.
que as sua< despezas lites podiam deixar esa beae-
licio dos seus irmlos desvalido-, consagraad. erte.
,enCferrnrari.f?.nN0 """'"* d ~ "
Lembroo igualmente qne seria mui nlil qae
das irmandades eslabelecessem em wos roan*
enfermaras para o saos innaos qae por ventara fo-
rera accommellidos demonstro., qae era deMe*a-
ie que. n um paz eminentemenie cathalico. ea^
veres humanos fossem condozid.es or bracee i
nanos ..o lagar do desranro eleruo, e ealae
rio .. idea mo. justa de que lodas se pesia
rPZK.ne'm.!!.e,,e "'"I". o ha
lo
recebe no muade, condozind
ao cemiterio paMiro
qualquer pe-soa quo fallecesst.
Nada nos parce mais justo, mais sania da nan a
pralica dos... lecoes evanglica,, riaq^MT%I
um dedicado rainislr de 53. : e' te^ptr, Z
que o governo, qae se lem mostrado tao solidl- pela
surte da popularao, ha de coadjevar pala su .te
a pralica e realiMCio desle. preceil^T '
XlUaiaaj
31.0 2 v.esl allnr. de Maue ao Km l.raadt sk,
nanea galera americana Palomar, canilae John
Sweeney, sabida de Hew-Vork com destine Ade-
laida (Austral..; com carregamento de labaada a ji-
versos gneros.
Sendo abandonada pelo capilao e tripolar.o es I
horas da madrugada as horasji s, linha ,am*r-
giao. (.hegaram a nosso porto e capiUe e II i*.-
soas qoe se baviam embarcado em urna lancha, e
sabendo elles que hra levou nm bote em oue *ima
o resto da Irpolacao.
iWTnr^r'
Ante honlem fundeou no l.ameir.io a barca noria
americana .sAorlin, .SYorr. que I dia. teaM
dar sobre as pedras da Gate em freale da harta de
eaona; para que fosse lirada d'alh for-w nece-
sario al.via-la de parte do carregamealo, o a.e mm-
l.cado foi ella para aqoi iraziA- sem (randa rusia
A .vana que soffreu limila-M a um pedar.. de
nadeira no palilMo da nr.Va, grande pin. da "
hre em diversas panes do costada, o que da' em m
em'^hor."* ""*"" """ d* **** *5-
loi mais om ioaro colindo pela r.piUni. d ,.o,... '
por suas moil. arenada, medida. exp*l|* f2
t Manoel Ama-
rra Jos V.con-
digno, de enceeaHK.
por suas mono arenada, medida, ex
boa execucao o Sr. priroeiro-tenenle
nio V i tal de Oliveira e pr.lico da bart
le I erreir Leite se lornam digno, d
(^OTttmimieafco.
O cholera, esle lerrivel assombro da humanidade
nhosdeslac.dade.comalgoma inlensH.de e forra
cm seu carcter : gracas. porem. a. v.lo, de ae-,!
comprovincianos achamo-nos de elgosna
animados.
ferina
101:31113718
.1023227
288700
3:2749418
100:7153103
10t:340>748
otario Dp ^ermmttjiKtf.
Beunio-se a commisso central de soccorros p-
blicos, c os seus dignos membros, que se acham na
niellwr hirmonia c concordancia de espirito, vao di-
rigir cartas as pessoas mais favorecidas da fortuna,
para auxiliaren) o governo e a provincia uo soccor-
riinentn dos necessitados. que forera aeeoramcllidos
do mal reinante.
S. te., o Sr. presideule fez partir honlem para
Cimbres dnas arabulancts acompanhadas de outros
objeclos, e de alguns gojieros alimenticios ; c iguaes
remessas foram expedidas para Garanhuns e San
liento.
Parbanlo Anio scguir.un mai,, aln, do eslu-
dante de medicina ICampello, que dallichegita na
manhaa de honlem 1 um medico allemao, Joc
I ranci-co de Albuquerque, dous eufermeiros c 20
praras de linha, que vao reforear o deslacamenlo
existente naquclla localidade.
Foram lamben) novamenle remetlidos medica-
mentos e desinfectantes, como plvora, alcalra. en-
lofre, ele. ; e onlra quantidade de gneros alimen-
ticios, seguindo lodo em om comboi de 20 e (antas
cargas.
S. Exc. sabio pela manhaa com o presidente da
Commisso de llvgieue, a percorrer diversas ras,
deque convinha remover as aguas pluviaes enchar-
cadas ; foi visitar o matadouro publico, e bem as-
sim o barrado de asilo dos mendigos, c mesmo al-
gumas casas particulares, onde diziam haver dctiles
da epidemia.
S. Exc. tem-se mostrad incansavel, c sua secre-
taria lem ir.iluili i I" dia e noite.
No dia .Ido correte, per convite especial do Sr.
tcnenle-coronel Manoel loaquim do lego e Alhu-
querque, reuniram-se no ronsistorio da igreja malriz
da rreguezia dos Afogados, diversos cidadaos all re-
eideales, para o nolire e louvavel lim de Iratar dos
meio a empregar na crise epidmica, em que nos
adiamos ; e leudo o mesmo Sr. feito urna allocurao
relativa ao lim da reuniao, foram em seguida pro-
postas c aceitai algumas medidas miiioradoras do
mal, queja nos ameaea de perlo, como sejam:
dispertar a caridade e a philanlropia do, abastados
em favor dos pobres e uecessitados, que euferma-
rem : promover e auxiliar o governo na creara de
hoipilaea c enfermaras nos lugares nnis povoados;
assim romo promover igualmente a fundaran de
remtenos nos pontos para iss mais aprup'riados,
leudo de anle-mn os necesario, preparativos, pan
nao retardar as inhumarcs. Depois do que, pas-
sando-se eleicao dos que daveriam compor a com-
misso central, foram eleiloa por acclamaro : o dito
3r. lencnte-coronel Bego c Albuquerque, major
Anacido Antonio de Uoraes, padre Francisco do
Beso Barros, capilao Francisco Carnero Machado
Bios, e capilao lirmino Iheotonio da Cmara San-
tiago.
Essa commisso otliriou ao Sr. presidente da pro-
vincia, e S. Exc. naos louvou tilo nobres sent-
mentos, como approvou as medidas apresen ladas, e
mandou salisfarer asrequisicoes.
Alrm do Mere, que temos referid, pnh'ucamo: o
I vemos oeeaai.o da lee nesle jornal as acertadas
25*5 T '*,n ,om ,d" E"" ~^h..r.^2r
denle deata provine, convidando a rti medie.
lado? epcooal: .gedamos. reanl-
Por pessoa li le ligua soubemos qae mu breva vita
tambera partilharde n.ss fadiga, CSmN*.
r^S^X-T *-* """ -
Esled.slinrlo Pernambucano a nada se lem n,.
pado, ahmdeacodiraogrilo atord. I da sea *>
Por ires vezea, e en. diflerentes lagares qae
maos.
(em grassado a epidemia, elle7rm"'hlado"bra
*?r?,.m.eW! >""'""1 n,M""- e -':" PBOVI-
Lir.nt.IA tem sempre nimbad desse feroa ioisaico
Begressando da provincia da Bal. p.,a t*a an
raa. patria, leve de locara vapor que ocdia .
', a!,;^T coraPanheire., noU-odo-*. enlre el
o mu. haim acaderaiee Sr. Francisco Man da
ronseca, na das Alagoas, ende cemerav. raa-
a de,envolver-ee. ^"1 ""^
Chegandoaoconhecimenlo doKam. presidrnle eaja
o vapor coaduna a sea bordo esladante, d.. Facelda-
de de Meilicina, immcllalamenle mandnos convt-
dar a lomar parle oa l.da que so peep.rava. Esle,
intrpidos defensores da humanidade hesitaran!
um momento, asscnlira.n ao pedida do Exm Sr Sa
e Albuquerque, e logo enmecararo a balalhar cen
essa fera do (,ange. lomando o Sr. Pedro Osar
parle nesse Irabalho, solTreu pela terecira vez fT-
rana da epidemia reinante na povnarSo d Poalal da
Barra, felizmente soubeainda triuraph.r.
Sendo- he, porem, commun.cado que a aaa nra-
v.ncia achara se lidando com tao lesliamaan a~-
gressor, desejoso etpera que o Kxm. (.resideal. "
mande render, para vir animar o, seos am.s e a
lodos .-muelles qae dignamente .abeto aprecia-k>
Louvores, pois. ao Exm. presideule das Alacoa. ne
la^ded.casao qae lem mlr.vloa bem d. 1>.eT-
Anciosos porlanlo. esperamos pela ehtsade *.
vapordosul, qoe deve Irater a sea bordo o Sr.
Pedro i^sar. He mais urna
Ilustrara, he mais
desvalida.
Itecifc 31 de anc.ro de MC,
urna cenia civira qne Ihe
esleio | ara hamanid.de
orre&ponl>cncU&.
A PONTE DO BECIFE.
Srs. redactores.-** ma Dimrio de hoje le-* am
|>equeno commmuuicado, sora a epiSrapbe- l aw-
te do flec./-em que, diendo-,e qne aq.ella Pon-
(cesta amearad,, de um golpe que Ihe | ajmw
machados das obra, publicas, i.uinua-e q.e do m.-
nlia pavie ou mes.no da parle da admiiii.lia.ao, ka
o intento de acabar-se dechofre com o iran^le na-
blico pela dita ponle.
Devo dizer qoe a sapposirao, er.; que* aih. o
seo communicanlc, ho mleiramenle gralniu 7f
algum beata corre a tal respailo, he elle .n.eira.iien-
ta falso Nunca se Iralou de deinolir a p,e Jo
Becle. I el menos, por mi, ...,
..ve tal idea c nem nunca a uv, de quem t, p.-
desse dar ordens acerca desse negodo
Sempre fui de opinio, que mbar, concla.d.. .
peale Prerfoarie, nao ra demula lnliga -.,
conlrario se .... faeam todos o, concert! a \e,.,?,
precisos, para, ir contervando, m Moe 1 c.,1
de execuc..oda fulura p,..011 ,, ^ J
Plrts.^na compone nva.s c.acerto. e,., a ,a
Portanlo esla a poota do Kece eme.r.a, -
los machados das obras pobliCM, por *'** **
O seucomraunicanle pode W| ^
.-aSsssras r -

reslabdercr a
ismar-
llni ndiasn
"vci.d. proposito alterad, p. *
se sobre repartido .1,, p^LTUn
que ella nao merece, mnito obrgar.c.
JosMameU Alce, Ferreira ^ '*"""'
Kecire i de fevereiro de IH.5K.
nl fi dr --t, ,Lt_
O Sr l0^Vr'0 dn "mSn S-V
r. Joao Kibeiro, m^or na ^
II aT ht itii Ar\r%


DIARIO PE KjjUttt TERCA FEIM 6 DE FEVERrlO fft 18
351, (ni alteado no da 9 dejaneiro do corrate an-
uo imite, do vmitos, diarrha e frin.
.V da 10 ;is 8 horas da mandila, fonios chamado
para trala-lo ; euconlramo-lo uo seguinte estado :
cyanotico, cm un estado de anciodade e proslracao
de Torcas, pulso apenas sensivel, face magra, olhos
encovados, vot rouca, lingoa e hlito Trio, sede r-
dante, auor frigeral, caimbra uos memhru* infe-
riores, evacuarles e vmitos, lquidos frequentes e
de cor amarella esbranqoicada.
PreacripcSo. Eilernamento : fricedles geraes de
alcool camphorado, ammooia e essencia de tereben-
tina, e banhos siuapisados aos pes c roaos.Interna-
mente : urna colhtr de spa do sueco do limAo azc-
do de meia tm meia hora, e agua gelada cm pe-
queas quanlidades ou pedras de pello na bocea. Ao
nieio dia notamos diminuidlo dos vomitas e das eva-
cuarles ; o doente queia-se de grandes dures no
estomago.
Determinacoea.A conlinuaoo do sueco, porem.
cm maior dose, e no memo espado de tempo ; as-
-im como, a applicar.ln de cataplasmas sinapisadas
sobre o ventre e membros inferiores.
A's 7 horas da tarde, lodos os phenomenos mrbi-
dos un ein diminuido ; as evacuaces tinham ces-
sado completamente ; e os vmitos smente tinham
lugar quando o doente bebia agua ; insistimos as
mesmas applicacAe, e em vez d'agua, indicamos li-
monadas selladas.
Dia 11, s 7 horas da roaiilula, notamos calor ge-
ral, face animad, voz mais clara, lingua e hlito
queote, suor geral qucnle, os vmitos tinhamcessado
totalmente, o doente mova as palpebras rum facili-
dade, e linha dormido durante a noile sullrivelmen-
te. Ordenamos nicamente que se dessem as limo-
nadas geladas bem acidulada*, e foraonlasse o ven-
tre com pomada de belladuua camphorada. Ao
meio dia o doente contiuuava a passar bem. A's 8
horas da noile, o seu estado era melhor,porque a s-
de eslava qaasi eiliucla, o doente eslava mulo
calmo.
Dia 12, as 9 horas da manhja, o estado do doenle
he muito satisfactorio ; queia-se lao lmenle de
fraqueza ; ordenamos que Ihe dessem caldos de fran-
go, com gola do sueco do lim 3o azedo, e a conti-
nuado das limonadas. A's 6 horas da larde, o doen-
le continuava a passar bem ; linha lido durante o
dia cinco evacuaces, que allribuiraos aos caldos de
frango. Prescrevcmo, clysteres de goramacom lu-
dano de Sydenham.
Dia 13, as 1U horas da inauha, o doenle nada ten-
te ; consideramo-lo em convalescenca.
Kio de Janeiro 14 de Janeiro de 1856. Dr. Ma-
nuel Joaquim Fernando Eiras.
P. S. 1 en lo nos seguido viagem para esta no dia
15, uio podemos fazer novas observarles ; todava,
consideramos que um medicamento que aprsenla
uo choler.i-raorbus, um resultado lao satisfactorio,
dave merecer muila allcucao ; eiquecendo-se sero-
pre a idea de especifico ou de preservativo.
A l KK'.I E/.l.v DE MIHIUECA.
Com a upprotiiuagao do cholera tornava-sc de ur-
gente necessidade para esta freguezia a creaclo de
liospilaes e de cemiterios, lim de que as pessoas
pobres por elle acommettidas livessem um tratamen-
to regular e a saude publica nao pengasse mais pelo
enlerramenlo de cadveres nasigrejus: muito e mu-
lo oslo por aqu se falla va, e diversas eram as pes-
soas indiciadas como eocarregadas de taes medidas
s de urna subscripto cm soccorro da pobreza; a linal
vimos ebegar povoacaoaa 11 horas do dia ultimo
do passado mez o nosso subdelegado l)r. Francisco
do Reg Barros de l.aeerda, o capilao Jos Thomaz
Pires Machado Porlella, e logo depois o Dr. Manoel
do Nascimenlo Machado Porlella, com o que feamos
mais esperanzosos porque os boatos no eram falsos.
O eapitSo Jos Thomaz trazia aulorisarao de seu pai,
o cidadSo Joaquim Machado Porlella, seuhor do en-
gcnlio Novo,ein cujas letras esta fundada a povoa-
i.ao, para ceder qualqncr porro de terreno de seu
cngeuho que o reverendo vigario e o subdelegado
julgassera proprio para o cemilerio, e facultar as
mallas de seu engenho para tirar-se a madeira ne-
cessaria para ser cercado o cemilerio.O Dr. Ma-
noel Porlella trazia ordem do coronel Agostioho
Bezerra da Silva Cavalcanli para entregar as chaves
de sna casa ao sub-delegado para servir de hospital.
O subdelegado aceitando estes oflerecitnentus de
aecordo com o respectivo vigario, escolheu o lugar
para o cemilerio e den as precisas ordeus para que
(.'-o a casa preparada para o hospital.
Em nossa Ierra, como quasi em toda parle, ludo
esla em comerar para que as cnusas lenham o divi-
do andamento. No mesmo dia os senhores Paulo
Caetano de Albuquerque e Joao Manoel Carneiro de
l.aeerda incumbiram-sc de fazer o cemilerio, cor-
taudo e conduzindo madeira dada pelo senhor do
engenho Novo.
Desta sorte ja hoje esla' ludo em andamento, e al-
guns senhores csto promovendo uina subscripto.
A casa he alta, e espacosa e oilerece excel-
lenle enmmodo para o hospital: Inuvores sejao da-
dos ao prestante cidado que se dignon presta-la
gratuitamente. O cemilerio tica arredado di> povoa-
do, ao lado do norte ; tem 181) palmo* de cumpli-
mento e 80 de largura ; esta em urna boa assentada;
brevemente estara conclu .o, e a popularlo lera" de
agradecer aos prestantes cidadaos que para elle con -
corrern: com suas trras e ni,.ii-it..-. c com o ,-
balho de sua factura e que sao dignos de elogios,
Consta-nos que o governo ja roandou ambulancia
e algumas coasas precisas para o hospital daqui e
da rielado.
O nosso subdelegado ncslcs das lem mostrado
muita aclividade ; apenas sabe que existe algoem
doeute. vai pessoalroenle ver e levar remedios:
no mesmo dia tm que esleve aqu na povoaedo
foi era companhia do Dr, .Manuel Paridla e capi-
13o Jos Thomaz ver urna senhora que acabava de
ser cuiiiessada, e que se dizia estar com o cholera, e
reeonhecendo nao ser tal a molestia, auimaram mni-
le a doente e ao marido, aconaelhaudo-os mesmo.
quinto i marcha do curativo: consta-nos que o mes-
mo tero feilo na Venda Grande, onde dizem que
merreram dous.c esla doze com o cltVera. Na es-
Irada Nova inorreram duas mulheres lambem do
cholera, e consta que ambas tiuham estado em Ja-
boatao. Ai dores de barriga e desynterias tem sido
muito geraes.
A polica desdeja dave prohibir os enlerramenlos
as igrejas, pois ja os quatro morios que uella se
"tilerriram nos desanimam.
Dos qneira compadecer-se de nos. Se nao mor-
rrmts, iremos dando noticias desta Ierra.
O Aluribecami.
Murieca > de fevereiro de I856.
meio desta nova medicarao, guardaram para si o a-
lho, de sorte que o Sr. l.auge foi obrigado a mandar
busca-lo tura.
O emprego do all > aprsenla alguns inconvenien-
tes, por exemplo, seu clieo expansivo; cnlrando-se
na casa de um cholenco tratado com albo, senle-se
reptalo em conscqucncia do rlieiro que se exhala
de lodas as materias excretadas. l"Tna repugnancia
invencivel impedio que alguus duenles o lltmaiacm
mais de nina vez cm bebida, pelo que o uilor fazia
lomar logo a maior porreo possivel.
as preparasoes que se podem obter com o alho
he preciso naosubmctle-lo>au calor, por quanlo seu
oleo esiencial se valalilisaria. Eis como o autor cm-
pregon-o.
Interiormente, tres ou quatro denles d'allio crs,
esmagados e lavados cm um copo d'agua fria.
Tpicamente, oalhocr e reduzido i polpa. ap-
plieado em postas sobre a pelle. Quando ha falla de
panno*, o papel ordinario basla como meio de con
ter essa substancia, prestando-sc ella a collar-te
sobre a pelle. Os tpicos licilo dote horas e mais;
elle nao os faz lirar suno quando o estado febril
lem urna certa intensidade, seni nquittar-se com -
phly cieas nem com as feridas, que se seream em
alguns dias.
Em clysteres, applica-se a agua morua ou mesmn
fria, procedente da lavagem de denles d'alho esma-
gados :
Emsupposilorio, um dente d'alho de volume apro-
piado, ligeiraraente corlado.
J ;Dr. J. de A. F.)
RECITADO JUNTO AO TMULO DE A. J.
FRANCO DE SA'.
Senhores !
Eia-nos perante um cadver I peraute urna exis-
tencia queselindou! peranteanu campa que se abre
para receber e consumir eslo cadver !! lie sobre
as tumbas que se deic fallar da vida !... disse-o al-
guem : este pensameuto he exactissiino para mis
chrisISos : para no* que cousideramos a murte como
principio e n jo como fim ; para r.s qae nao consi-
deramos a inortc como morir !
Seuhores! Antonio Joaquim Franco de S, natu-
ral do Maraohao.contava apenas 20 aunosde idade.
Era urna dessas naturezas predestinadas para os
cstudos. Dotado de urna compleirjo robustaquan-
lo ao pbysico, era umtlenloquanlo M moral.
E lodos v sabis que, quando digo que Franco de
S era umtlenlo, nao fallo liguradamenle ; ne-
nhum d^cnlre vos certameule dir que as minhas pa-
lavras sao filhas do pa\or rom que a critica rea
ante s tumbas; que as minhas expressoes resen-
lem-se do respeito devidu aos moriosdo parce se-
pultit' Sem duvida era una das capacidades da
Faculdade de Direilo. De urna moralidade cryso-
lada, de um coinporlamcnlo a loda pruva, seu ciira-
rAo era puro como as suas ideas, porque, senhores,
lis raro o homem inlelligenlc e mao. Era um per-
feito mancebo, e quera se poderia applcar o dicto
do poeta :
(i Eripuit juvenem mors invida : qUare'.'
.' Virlutes numeran- credidit esse seuem !
E agora as minhas palavras echoam dentro do seu
fretro, e elle....nem se inove !
O ideialismo da rida quebrase no poiitii mo lot
lumulot disse-o anda esse alguem Que de pro-
fundas refleioes nao sugere este pensameuto I An-
da hontein lodos nos seus comprovincianos com os
olhos filos nclle o consideravamos como urna das
mais bellas esperanzas da nossa Ierra natal ; sauda-
vamos o seu porvir.....c o seu porvir era de horas '.'.
Hoje viemos cumprir os deveres de clin.I jo- para
com um christjo, de amigos para com um amigo ;
de irmaos para rom um irmau. Lancemos urna p
de Ierra .sobre os seus restos ; e guardemos del le
urna leiriliraiica no fuudo dos nossos corac&es.
Recifc27 dejaneiro de 18jt>.
F. I ieira de Souza.
Sobre o cadver do mea amigo e
paU icio Antonio Joaquim Franco
de Sa .
Foi poetasonliou,c amnu na vida.
Ale. de Azetedo.
Mais um collega de menos entre us!... Mais
urna espera ni; a de menos para o Brasil \t. O'! flor
da mondado como depressa murehaste batida pelo
furacao da dr!... Meu lieos, como be precaria a
nossa vida !...lanos Irabalhos no preseule e no fu-
turonada
Vinte aunos apenas eonlava o nosso amigo Anto-
nio Joaquim Franco de S, e nesse curio espaeo de
lempo lia\ ia bebido nos livros das scieneias quanlo
era possivel um mancebo ;havia pereorrido rom
a sua vista d'agaia esse vasto campo da litlcratura ;
porem a mortc nao quiz que etic gozasse por mais
lempo essa vida de poeta ;levou-o anda na prima-
vea Un seu.-. o : no sepulcro dormen os mys-
teriosde sua alma ;apena, nessa fronte pura dae-
trema inspifazjo .Ic-lolliam murenas flores...
Nao euoremos a passagem de um in-incebn de-la
para oulra vida :choremos a perda de um poeta,
cuja larga fronte refervi.i com sublimes ideas, que
elle com tauta felicidade sabia transcrever na subli-
me linguagem dos poetas :choremos o poeta subli-
me, o bardo orphSo, que taogendo a sua lyra d'ouro uu^7. nomttwmt
da provincia, acerca de medidas sanitarias para o
muuicipio de dita ridade.
N 51
lllm. Exm. Sr.Nao se podendo mais duvidar
que iufelismenleo cholera se acha ntrenos, por isso
que jo dentro da capital te lem dado varios casos, o
havido algumas victimas, esta cmara abrigada a
zelar a bem de seus ininicipes roga, e insta a V.
Exm. para que rom a brevidadu que o caso pede se
digue Hornear ao menos doos mdicos para esta ci-
dade, assim como que sejam reroetlidas seiscartei-
ras homeopalhicas de tubos grandes, propras para
o tratamenlo do cholera, e aeompanhadas de al-
guna vidros de tintura de canphora, visto que ha ties-
ta cidade pessoas curiosas que se offerecem, c eslao
|.rompa- para curar boiueopalhicamenlc. I'o me-
mo modo esta cmara pede a V. Eir. se digne
mandar para esta ridade duas 00 tres peras de liar-
la, alguus colines, Iravesseiros, e Icncoes. Esla c-
mara espera que V. Exc. com a sollieitude que coa-
luma tome ni devida considerada esta requisirao,
assim como as que lem frito cm oflicios sobre ns.
39, -2, 16, 18, e .VIDos guarde a V. ExcParo
da cmara municipal da ridade de Olinda em ses-
sao ordinaria de 31 dejaneiro de 18-Vjlllm. c Exm.
Sr. ronselliciro Jg-c lenlo da Cunha e Figueircdo
Dignissimo presideule da provinciaJos Eustaquio
Maciel Monteii'opro presidenteChristovam Pe-
rain PintoAnlonii Joaquim de Almeida liuedes
AlcanforadoJo.io llaplista da Suva Manguind
Francisco Luiz VirjcsNjo se continha mais em
dilo oflicio aqu fielmente copiado do competente
livro de registro de oflicios a qne me reporto.
Secretaria da cmara municipal da cidade de
Olinda 31 de jaueiro de 18-Mi.
Goniormc.O secretario, Eduardo Daniel Ca-
lateante elle: de Cuitara.
A' SENTIDA MORTE DO MEU GOLLECA 0
SR. AMONIO JOAOI IM FRANGO DE SA'.
/ iu< no wejo...
(ShaKespear.)
O baixel, queia [iouco os mares
Com lano imperio sulcava,
Enealbou :
E o nauta que o gniava)
O leme deixaiiilo, aos ares
S'elevou.
F.alo ruin o ludio peidido,
Nesse Itopcgo parando,
O babel.
Deiu os mares, e sentido
Vai para o abysmo chorando
Seu revcl.
E ri-sc o i..ma contente,
De ver o baixel cansado
Se quebrar ;
ti ri-se porque nao lenle
IVio cedo le-lo deixado
De guiar.
Porem porque o nauta
Deixou IJo depressa
De un ruino Ihe dar ?
Porque li do Elhcrco,
Ou\io-se perec
E a nao se quebrar '.'
Porque o nauta njo mai. via.
Porto iienlium que abordaase
Sem solfrer ;
Sen rumo alem diriga,
Sem que um brao Ih'osloivasse
Seu correr.
Eniao Ihe pesando o Irme
No meio do mar irado
Fiufraquece ;
O baixel so/.inho geme,
F; por lni despedazado
La fenece
Porque Iardo assenlo clhereo,
O Grande naula mira va
A procela ;
E vendo que o nauta aereo
N'um abysmo se laurava,
Lh'o revela.
Enlao com o ruino perdido,
Ncssc tropero parando,
O baixel
Deixa os mares, c sentido
\ ai para o abj smo chorando
Seu revel.
0 naula busrou nos are-,
O que nunca aeliar poda
Ga na Ierra :
F'oifdemandar ouiros lares,
F"oi gozar eterno O'o encerra.
Nao se lamenle o deserto
ijuc elle no mundo deixou
Sem saber...
O seu camiiil,o foi certo...
Porque la uo co pairou.
P'ra viver
LisboaBarra porlugucza Gonslanteu, diversos car-
regadores, 590 sarcos c 5 barricas assucar branca.
StockolmBrigue sueco uAlfliild-, N. O. lliebcr A;
Goinpauhia, 1,.i(X) couros salgados.
lorioBarca portuiieza "1'eriiaiides I, diversos
carregadores, 122 sarcos assucar brancu.
'loa de S. Miguel Patacho porluguez aAlfredou.
diversos ca regadores, OO pellcs de cabra e 380
meios vaquetas.
Exportacao .
Londres pelo Rio Grande do Norte, barcp inglesa
Rosario, de 329 toneladas, eoodtuiooiecuinte :
laboasdo pinlio, IK20accos com 9,11)0 arrobas
de assucar, 3,.>00cbifres, 1,500 cauros.
Aracaly, luate brasileiro Invencivel, de 82 to-
neladas, conduzio o seguinte : 180 volumes gene-
roseslrangeiroi e nacionaes, 2 saceai caf, 1 dita fio
da Baha, 3 barricas assucar, 2 garrafes alcool.
Geani, hialc brasileiro BcaUacBoa, de 37 tone-
ladas, conduzio u seguiiin : 2lti volumes difl'e-
renles mareadorias, 25 dito mercadoriai do paix.
Sergipe, sumara bra-ileia Flor d> Augelim, de
98 toneladas, coaduno o Mgainte : 1,000 saceos
vasios, I cajia I sellim e seus perlcnces, li volumes
lerragens. 7 raixas velas de carnauba.
Amo', hialc brasileiro Anglica, do 82 tonela-
das, conduzio o seguinte : 61 volumes gneros
eitrangeiros, I barrica bolacha, :| duzial de laboas.
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenlododia I...... 989730
dem do dia ....... 3:b:llc0l
VFOxmcntob) porto.
A East-Tongue, lioia, quadrados prrlos e bran-
ros, rollocoii-se em 1 bracas, com-a primeira casa
prxima a leste da igreja de Si. Nicols cm linha
rom a eslacBo de ueste de Guirdl-CotU S. Niculas
S. O. 1|i S. O inninlio Miu.-ter oeste em linha
com a pona do oeste de Easl-Glill da baha Wcslsa-
teS. 1 3|i S. O.; a bota West-i'oiigiie O. lil
N. O. ; a lioia XVeilge (I. i I y s. 0-
Otiildler Oeste: una bola encarnada em 2 l|2
bracas cun a torre da igreja Asb apenas aberlo para
o oeste da villa Iteculvers S. I | S. E. A parlo do
oeste exlrema de Cleve-Wood abarla para o oeste
de Marsale-lloolk baliza, o eomprimeulo aprenle
da baliza S. 3| S. E.; boia do banco Sbiveriug
:N. O. I| N.; a baliza Girdlor o a boia Soulh-Gid-
Icr em linha E. S. E.
Boia do haixo Norlli-I'an. lia intciic.ln que no
primeiro de outubro prximo, pouro mais ou me-
uos, a boia de qoadrados branros e pretos desta es-
ta.'io, ser retirada c cm seu lugar collocada um boia
pintada de prcln.
Todas as demarcaroes sau magnticas.
Assignado.7o/i ll'asliinqtun, bvdrographn.
REPARTICaO IIYDltOGIlAPIIIC DO AI.M1-
KANTADOEM LONDRES,
A 12 de agosto do anuo do Nosso Senhor de 1855.
Eslo aviso relerc-se aos seguinlcs mappas de al-
jiniranlado: ranal da Inglaterra, n. 1,598; mar do
[Norte seral, n. 2,339; no Tamise, Tollia -exonda,
, n. I,fi07; Inglaterra E. G. falla 2. n. 1,610;
I mar ! res brilanniros, ns. 5 e 55.
E nada mais ronliiiba uo declarara o dilo doru-
j ment, que bem e fielmente traduzi do proprio ori-
| ginal impressu cm inglcz, ao qual me reporto, e
depois de have examinado com este e achadu con-
forme, o lornei a entregar ,i i|ucm m'o apretentou.
Em le do que passei o presente que assisnei e
irLau-1 se"ei com o sello do meu ollirio. Desta leal c heroi-
I:I30I34
'arios entrados no dia i.
Maianli.joifidias, brigueesruna brauileiro _
ra.i, do 163 toneladas, rapil.io Manocl da Silva I ca c'>ladc do S. Sebaslijo do Kio de Janeiro, aos
Santos, cquipagem 13, rama arroz e mais gene- -'' ledezcmbro do anuo de Nosso Senhor de 1855.
rol; a Jos llaplista da Fonscca Jnior. Pasa-1~-J0t AfOUfnho Barboza, traductor e interprete
geiros, Augusto Olimpio Gome- de Castro, Candi-! comrnercial jurameulado
do Evaristo d.- Lemos e I escravo, lose Joaquim | Eu Jos0 Aaosliimo Barbo;a. cidadao brasileiro,
Fcrreira de Moraes, Pradines. traductor publico e interprete comrnercial jurameu-
ttio Grande do >..irlc<< da-, leoasha biaileira .Flor ',adu do Rio Grande, de 2 toneladas, uieslie Jos Ma- doeuiiienlu impMaaneni mglea. a (pul. liiicralmij,-
llicus Gomes, equipagem i, carga a'suear e mais
gneros; a Jos Jorge. Passageiros. Antonio Jos
ua i .i,.i,i. u,. ot '.u.eiia ..irf, xnlero I.....n,
Pinto, Estevao dj Costa e 1 esc*vo a enlrfgar.
Aearaea'19 dias, patacho brasileiro Emutacjo,
de 13 toneladas, meslrc Antonio Gomes Fereira,
cquipagem 10, carga sola c mais gneros I a Ma-
nuel Guujalves da Silva. Passagairos, F'iedcrico
Rodrigues l'imentel, Jojo Rodrigues Pimcnlel,
I irinino Gouralves Percira e I criado, lio Fran-
cisco Lindares, Antonio Francisco Alvcs, Antonio
Klbeiroda Caoba, Joaquim Martina de lliveira,
Auna Rosa Pereira e 2 esrravos menores.
-Vacio sabido no mesmo dia.
Paraliiballiatc brasileiro nCooeefrlo d. Mara,
mesIreSevcriano da Cosa e Silva, carga azendas.
Passageiro, Manocl I ui n.in Je- de Oliveiri e Mello.
mckmw&*
I. do fevereiro da \x'a'i.
ile harro*
^vblicacm ptoiQih
V>a propriedade (ebrigena do alho e sua appli-
caeao no cholera.
O Sr. Lasge, de Pocancy (Marne publicou, ha
alguns mezei, no liten medico a chirurgicaie, um
arligo que vam a proposito,-hoje que uos adiamos
ameacados por urna nova invasjo do cholera.
O Sr. Lange parte do principio seguinle: No cho-
lera, a indicacao eshi em dar febre ao doenle; por
quanlo esla he a reacrSo! He com efTeilo verdade que
a mor-parte dos cholencos morrena no periodo l-
gido, sem ler apresentado reaejao. Provocar esla
seria salvar o doente dos primeiros accidentes, os
mais terriveis de lodos. No caneca da primeira epi-
demia do 1819, o autor deu-se a invesligaces atn
de encontrar um febregino ; mas o citolera linha de-
sapparecido antes qae elle o descobrisse. Poueo mais
larde lembrou-se elle que um oflicial do imperio Ihe
havia dilo oulr'ora que o. soldados c marioheiros
provocavao a febre segundo sua vonlade inlroduzio-
do no anus um denle d'alho. Abno o diccionario
cm 30 columes, 2, edicto, o nelle encontrou islo
mencionado.
Urna recrudescencia de cholera faciltou ao Sr.
Lange o experimentar a propriedade (abrigeos do
albo, e elle applieoa-oem oilo doente, cujasolrter-
vaeoes apresentou. O novomotbodo falhou nosdous
primeiros, sendo seu mto resultado allribuido pelo
autor em parte a qae as prescripcoes foram mal exe-
rutadas, e em parle a ler havido algnm medo quan-
lo i dose em um primeiro ensaio. leve tambem de
mencionar a mortc de urna menina de cinco sema-
nas qoe soffria de diarrha depois de alguus dias,
quando na tarde de 30 de outubro, .ipresentou-se uo
estado lgido completo: applicaram-lbe o albo tpi-
camente aobre diversos pontos de corpo. Ella mor-
reu nessa noile sem rubefaccao.
Os oulros cinco doeules, que iirarsin curados li-
nho todo o cholera confirmado ; em doos desses o
alho havia sido applieado antea da chegada do Sr.
Hda^MM uolros pofhi quasi no principio do mal.
Nos individuos curados a febre, ou a reaceao, se o
quizerem, foi sensivel denlro de duas horas poueo
mais nu menos. Em quatro o albo foi applieado
sem medida ; um menino de quatro annos entre ou-1
Iros ficou saturado, e offeito foi levado ale a embria-
guez e delirio, de maneira a dar serias inquielacoes:
mas esses effeilos nao foram de tenga durarao. Es
se menino, anda que mu forlcmenle atacado, ficou
curado antes doi oulros.
O Sr. Lange nos previne alem disto que as obser-
varoes que elle publicou nao foram liradas de um
maior numero ; mas compe um todo, o que con-
vem saber. Elle accrescenla que poderia augmeu-
lar o numero de seus bous resultados, ajiintando-lhe
oulros casos de cara lirados de^ fra do sua propril
clnica.
O Sr. Lange nao oeculla que se ihe podem fa/.cr
iibjccces e perguular-llic, entre oulras cousas.se foi
com efleito o alho que produzio*a rcaceao no peque-
o numero de observaros, por elle publicadas, ou se
foi a qae por si mesma se estabeleceu. Elle, confes-
sando que islo nao he urna prova aftemilica, reapon.
de que a conviccao dos habitantes de S. Mcdard cm
favor do olho foi lo fortemenlc estabelecida, que por
si mesmo quasi que nao pode mais experimcnla-lo.
Os habitantes dessa lugar liohao visto, na primeira
epidemia, saccombir quasi todos os cholencos; oh-
aarrando que alguns individuos sahiSo-se Lem por
sabia Caplivar a quein Iheouvisse:choremos aquel
le, que sci no mundo vivia da lembranca de seus
pas,e unira o seu pcilo dessas visoes ethereas.que
se vnham debrurar junto sea lello...
Sim, collegas, nos perdemos um desses genios, qoe
raros e bem raros no Brasil, tiuha de legar a sua pa-
tria um nome,e um livro de gloria :mis perde-
mos um mancebo, cuja imaginaro remontando des-
te para oulros mundos, fazia brotar turbilhoes de
sublimes ideas, qoe contempla-la- seria contemplar
um desses cautos de poetas gigantes, que muitas Te-
la haveis de ler lido as horas mortas,porque as
suas in-piracoc. eram de poeta c o seu canlo era ne
poeta orplijn; a sua lyra era coroada de cipre-
le, porque o seu curarAo era um tmulo...
0 nosso joven lilterat-., o nosso poeta orphao dei-
xou-nos lao cedo como acoutece com todos osge-
uios ;sii nos resta guardar desso meteoro urna
eterna lembraura ; e depositar sobro esse cadver
urna lagrima,o mais i Dos.
Recite 27 de Janeiro de 1856.
,/osr Marianno da Cosa.
a a
l o a lagrima a memoria do acadmico \ olonio Joa-
quim (rao. > de Sa'.
Pensando em Dospas-aste pelo mundo
Sem as azas manchar no loao immuudo
Do ftido pal :
Como por sobre lodaeal impuro
ViV a gar^a esquecendo o charca escuro
Olhando o eco azul.
(A. J. t'rance de S. Scnia ao acad. Pinto liboa.)
Inda lia punco entre nos co' a Irona erguida
Tao cheio de tlenlo, forra e vida ,
Sunhavas o porvir !..
E hoje...pela morle bafejado,
Sem vida...no fretro laucado
Exange, vas dormir !
Pelo mundo passasle nobrcmculc. ,
as lulas do tlenlo semprc ardenle
lluscavas almo sol ;
(i Da tirtude seguiste o duro trilito.
Fostc amigo fiel, fotlt bom filho, ,1;
Dos bous estas no rol.
Na vida, sempre em Dos, litas os ollius.
Calumbaste sereno entre o- abrollios
Tainhein sollren.lo a dor ..
Apenas la ini "horado havias
Eis quq de novo o pranto leu verlias
Por leu progenitor!
Com tais pedasci neis para o bom tilla
11 mundo para ti ficou sem brilho
S^m rizos, e >em luz !
Envollo em pallidezeorrias meigo
Para a eterna manilo onde o soeego
A gloria nos reluz.
E Dos que a lu'alma vio tao pura
Tao cheia de virtudes e caudura
A -.dona le cliamou !
Sii ficando no ejilio, um corpo rio
\tnliu sem roujinol, templo vasio, 2;
D'um justo que voou !
Qual viajante que atmejado porto
Divisa porto, com vital conforto
E alegra febril ;
Assim lu desla vida ja canradu
Voaslc ao Eterno, confiado
Deixaudo o corpo vil.
A poueo lias feslas da patria querida,
Dizias, poeta, no ardor juvenil :
a o. nome liguemos aos nosso vindouru.-,
Cubramos de gloria o nosso Brasil
E boje teus brilhos, leus aonhos dourado:,
Gahiram eeifados da morle ao Imlcao.
De tanto futuro, de tinla operanra,
Olio resla '.' um radaver, prostrado no chao !.
lie lauta fadiga. de lanos cstudos,
Tiveste a palma na gloria elerual ;
Descanca, mancebo que la memoria,
Ein uossas lembraucas -era porennal !
Se teu nome Ilustre, a historia nao grava,
Teus feilos narrando com trarot fiis,
Honroso epilaphio ter (na rampa
Cercada de floro, e eterno* latiris. \3
Descanca romeiro da tonga jomada !
Descanca, que he linda a la iniss.iu
K livre lu'aliua dos lieos terrestres,
Rcpoiuc dos jastos na'elcrna mansao.
(ABlSEit i'ORTUGIJEZ
DE I.EITtR.1.
Dous artigas appareceram uo Diario de l'ernam-
uco ii. 27 com referencia ao nosso, publicado em o
n. 36 do mesmo jornal ; um assignado com '", ou
tro assignado pelo lllm. Dr Jos de Almeida Soares
de Lima Bastos. Nada responderemos ao primeiro
por ser obra de cerlo individuo, cujas qualidades
bem apreciadas Ihe prohibirn o ingressonoUabue-
te. Quanlo ao segando, diremos, qae nos sorpren-
deu a escpula de qoe se prevaleceu olllm. Dr. Oque
lem a nos-a asignalura rom a veraeidade de nossas
assercoes I Se ellas sao Talsas, porque as nao destroe.'
Se vcrdadeiras.que Ihe importa o nosso nome quer
labor quem somos ? somos um accionista do Gabi-
nete Porluiiezde Lcitura. que njo desejando olTen-
der nem vcnialmeute o lllm. Dr. como homem par-
licular, lemos direilo e havemos de censura-lo como
director do Gsbiuelc semprc que elle se esqueca do
cumprimento do seus deveres, ou ultrapasse os limi-
tes de suas altriliuires. Ein nossa humilde fronte
nao podem asseular bem os louros do triumpho, lijo
de fiear mellior na esvelta rabera do lllm. Dr.. que
iracas a sua boa estrella, j,i lem alcaurado victorias
merecedoras de taes honras. Njo ambicionamos
triumphns, nem temos de quem triitmphar, o nosso
nico lim he pugnar pelos nteresses do Gallineto,
que com dor vemos decalnr : cumpra a directora
cora os seus deverc-, nu deposite o poder em nnlos
mais habis se jalga a larefa superior as suas forcas,
No entretanto folgamos de salier que depois do nsso
primeiro commuiiicado ella da moslras de querer sa-
bir do lelhargo ein que jazia : j se extrahiram os
recibos dos subscriptores, ja se tratou de fazer reco-
llier a machina astronmica, j.i se pagan a eonta ao
Sr. Pinto, e eremos que cm breve sera allcndida a
peliejo assignada por grande numero de aecionislas
que instara pela acquirirao da casa contigua. Se as-
sim for emendando o* seus erros passados, se tratar
seriamente do augmento e prosperidade do eslabe-
Iccimcnlo que Ihe fui confiado, merecer o nosso
lYaco, mas sincero apoto, do contrario coiitiuuar,i a
pateulear seas erros, e a clamar constantemente pe-
la sua demissjo.(l mesmo.
O lllm. Sr. capilo do porto, comprando a oidein
do F;m. Sr. presidente ila provincia, daladi de
honlcm, referindo-se ao disposto no aviso da repar-
licao d narinha Je I do correnta mez, manda dar
publicidado aos cxcmplares das Iraduc^oes, qie a
esta acompanham, de cinco avisos aos navegante re-
lativamente a navios e pbaroes.
Capitauia do porto de Pcrnainbuco, de jateiro
de 1856.
O secretario,
.Hc.randre llodriguts dos Anj's.
Eu. Jos Agosliubo B.irbosa, cidadao brasilro,
Iraduclor publico e inlerprcte comrnercial juramen-
tado da praca, etc.
Certifico que me foi apresentado um impresso em
iuglez, o qual, lilteralmenle traduzidopara o iliu-
ma nacional, diz o seguinte:'
TRADUCCA'O.
A0i$o uos navegantes.
N. 2(i.
Costa do norte de llespanlia.
I'hartil fi.ro em (ijon.
^ O governo liespauhol acaba de participar que no
dia 15 de junho ullimo (1855) um pharol lixo de
urna cor natural sena Metdido na visinhanea da
allermilage de Santa Catalina, prximo da entra-
dado porto de Gijon na provincia de Oviedo na cos-
ta do Norte de Hespanha.
A altura do pharol he de 170 pes cima do
nivel do mar, e sera visivcl do convef de um na-
vio, em lempo claro, na distancia de 10 a 12 mi-
Ihas.
A pnsiejo do pharol esta na latitude de 13", 35',
13" Norle ; longilude 5", 37', 46" Oeste de Green-
wich.
Assignado.John ll'a.-liinglou, hydrographo.
leparli'\to hijdrographir i do almiranlado em
lAindres.
\ inde jolhode 1855.
Este aviso altela os seguiutes mappas do almi-
ranlado ; baha de Blicaya. n. 64; baha de Gi-
jon, n. 77 c li-la de pharocs liespa.ihoes, numero
156 a.
F. nada mais continha en declarara o dito docu-
mento, impre-so no idioma ingle/., ao qual me re-
porto, e depois de haver examinado coinestc c adia-
do conforme, o tornei a entregar a quem m'o apre-
sentou.
F^ni f do que passei o presente que assignci e
scllei com o sello do meu oflicio, uesta muito leal c
heroica cidade de S. Sebastian do Rio de laneiro,
aos vinte e quatro de dezembro do auno de Nosso
Senhor de mil oitocenlos e cincuenta e cinco.
Josr Agostinho Barbosa, Iraduclor publico c in-
lerprcte comrnercial juramentado.
F-u, Jos Agostinho Barbosa, cidadao brasileiro,
traductor publico e inlerorele eommercial juramen-
tado da praca :
Cerlico que me foi apresentado ora 'documento
escripto cm inglez, o qual, traduzido para o idio-
ma nacional, diz o seguinte :
TRADUCCA'O.
Arito ao* tiaicgantes.
N. 27.
Costa do Sul da Franca.
I'harot fi.co em Marsellle.
O governo fruncez acaba de participar que depois
do,dia 15 de agosto prximo futuro, oin luz lixa
encarnada sera Mondada na torre recentcmeute
construida na Punta do Sul do inolhc ou caes do
poiio de Julictie em Mancille.
O pharol cli,i-se collocado em umaelevacaodc8l
pe. tcima do nivel do mar, osera visivcl, ein lem-
po claro, era uiua distancia de 8 inilhas.
A torre acha-se na latitude de 13, 17', 5I" Nor-
te ; longilude 5", 21'; 26" ao Oeste de Grecn-
wich.
Assignado.John ll'ashington, bydrograpno.
(jTommercio*
TRACA DO RECIFEt DE FEVEREIRO AS3
DORAS DA TARDE.
Colaces olliciaes.
Jlesconlo de ledras por um mezI l|4 K
Cambio sobro Londres28 d e 28 1| d. 60 d|v.
I'rel para o Canal40] e 5 ', per tonelada.
Assucar ma-cavadu regular9170 por arroba com
sarco.
Fredtrico liobltard, presidenta.
/'. Borga, aecrelario.
Janeiro 27 de 1856,
J. D. li. da Cunha.
O secretario da cmara municipal da cidade de
Olinda, abaixn assignado, por delberacao da menina
cmara em sessao de boje, manda publicar o seguin-
te oflicio que foi dirigido ao Exm. Sr. presidente
. CAMBIOS.
Sobre Londres. 28 l|2 a 28 3|4 d. por l-J.
ic Pars, 318 rs. por f,
Lisboa. 92por 100.
> Rio de Janeiro, ao par.
Acres do Banco. 0 (1)0 de premio.
Accies da companhia do Beberibe. 5j000
Acres da conipanhia Pernambucana ao par.
Utilidadu Publica, .10 porcentu de premio.
Indemuisadora'.sem vendas.
Discoulo de leltrai, de 12 a 15 por Oi.ii
METAF.S.
Ouro.tincas bespanliolas. .
Moedas de 69100 alba
o 6>00 novas .
cOOO. .
l'rata.Palaees brasileiro-. .
Pesos columnarios. .
ineMcanus
28? a 2850(|
ll--lll.
Hi-OIKI
. 9000(1
. -230(1(1
ason
I>8ti0
AI.FANDEGA.
Rendiinento do da I.....
dem do dia ..... .
CONSULADO GERAL.
Heiidimentn d<> da I......
dem do dia i ...... .
20:905}|(i7
IU.77;,S7
31:6808014
2:0185.519
:li();ISli
(i: l88.-"tr.
KIVEH5AS PROVINCIAS.
Keiidiinenlodo dia I......
dem do dia ....
251*161
2S3J362
(1) Da nenia feiti pelo finado ao Pinto Lisboa.
(2) a a a i,
(3; Poesa ao 7 de K'teml>ro,pelo rawmo.
534*723
DESPACHOS DE EXIIMUACAO PELA MESA
DO CON51 I.A11(1 DESTA CIDADE NO DIA
1 DE FEVEREIRO DE 1856.
SlockolraBarca sueca Elizabclb, N Ai. Bicher A-
Companhia, 1,3:10 saceos assucar lirjTsaV, e 2,100
couros salgados.
demBriguc sueco oSuperiorn, diversos carregado-
res, 900 couro salgado, c 450 saceos assucar
branco.
Uuenos-.V) resBarca iSaadade, diversos carrega-
dores, i80 barricas assurar branco.
Buenos-AyrePolaca bespanhola irPrompla, Bal-
lar i,- Oliveira, 200 l.nrricis c 1.10 sarco eesOCar
lirancn.
licpnrtinto hi/drographica do ulmiranlado.
Londres, 27 de julbo de 1855.
Esle aviso atcela os mappas do almiranlado se-
guinlcs : geral do Mediterrneo, n. 2,158; Pala-
moa lo Ventimiglia, numero 1,188 ; llaudoll i Ilha
Rion, numero 118; porto de Marscdlc, numero
1.50 ; assim como a lista dos phares do Mediterr-
neo, numero 31 a.
E nada mais continha ..u decala\a o dito docu-
mento impressu, qua bem u fielmente traduzi do
proprio original impresso no idioma iuglez, ao qual
me reporto, e depois de haver examinado com esle c
adiado conforme, o toruei a entregar a quem m'o
apresentou.
Km lo do que passei o presente quaas-iguci e sel-
lei com o sello do meu utlicio, uesta inulto leal e
heroica cidade de S. Sebaslijo da Rio de Janeiro,
ao-vinte e quatro de dezembro de anuo de Nossu
Senhor de mil oiloecnlose ciucueula e cinco.
Jos Ago'linho llarboia, traductor publico in-
terprete eommercial juramentado.
I -o. Jos Agoslinhi) Barixisa, cidadjo brasileiro,
traductor publico e interprete coronseWM jur.nuen-
la-io da praca :
Gerlilico que me foi apresentado un documento
impresso em inglez, o qual lillcraltjienie, Iraduzido
para o idioma naciunal, diz o segoinle :
TRADUCCAO.
AtttO aos niariiimos.
N. 28.
Entrada no Kio Tamise(; canal do Principe.
A corporaejo dr Iriuih-ilou-c de Londres faz
publico que, ein virlude de um aiinuncio datado em
30 de malo ultimo, as seguiules mudaiicas leeintido
lu-di nocaual do Principe, a saber:
A eniliarcaco-jiharol Tongoe mudou-se como tres
quarlus de millia para o lado do Noroeste, em um
fundo de 10 braras na preamar. A embarcaras tem
um |ibarol claro e bullanle par cuna, e por baixo
una luz encarnada como danlcs, c aclualmenle acha-
se cun as segundes marcas e demarcacoes : Minsler-
East-.Mill |iara com o ceniro da estaciio da guard-
rosla na baha Weslg.ile S. 1 l|2S O. ; a igrrja
velha de Uargate, a ap|iaiente largura da sua torre
abetla para o lado do leste do pliarol l'icr Sul ; a Pa-
usa Shiugles N. O. 11 i N. ; Spil de N. E. a S. E.
I|2S.
Recommendu-se ios marilimoa que passem sem-
prc ao mirle desla embacac.lu-|ibarul.
A boia longucdn Nordeste mudou-sa censa de
meia inilha para oOe-le em i l|2 braras com a gro-
ja deS. Pedro em una linha com a igreja nova de
Mrgate S. i; s. F;.; balisa Momllon, duas vezes
sen apparenta comprimento na exirenidade de Les-
te de Nuwer-Hale Grove S. 13|4, S. O. ;a boia
Noi Ib-1 ongue O. 3| i, N. 0. balisa de Shiugles N ,
E. l|. N.
A Inda I ongue doISoiic mudou-se como meia mi-
lita liara o Oeste cm (i biaras, com a exlremidade
du Oeste d/ Cle-\Vood, apenas aberlo para o Oes-
te Moinho-West, Ilircbinlou, Sul: lloinho-Sarr,
duas-tezesseu apparoulo comprimento aberlo para
o leste da balisa Marilc-llook S. 3|1 S. O.; a
boia un baixo do Nordeste Pan, O. i l|2 N. O. :
Girdler-Spil N. 3|1 N. (I.
A einbarcarm de pharol Girdler mndou-se como
a l|8 de urna millia para o Sul cm :l l|2 bracas na
maro baill. A embarraran lem um pharol rcvolven-
le como danlcs, c actualmente acba-se com a. torre
de Ash-Church .igreja] a meio eaminhoenlre eor-
ges-Fanv o Kcculvcrs .s. I|l S. E, I) extremo oc-
cideolal de Clavo-Wood aborto para losle da esta-
^jo oriental de SI. Nicols uuarda-costa S. 3| S.
E. ; a balisa de Itnddiug-Kua, seu annanille com-
primeuto aberlo para leste da turre North-Down S.
F;. 1| S.; boia do baixo Shivering N. N. O ; a
boia do baixo West-Pan S. 4 1|2 S. E.
roli.icnram-'c ma'.'. dua boias nesta vinhanen.
a iaber :
te Iraduzido para o idioma nacional, diz o segninle:
TRADUCCAO.
Acito aos navegantes.
Ancoradouro de lineyard, Massachussen isata
dos-Unidos.)
Emb.ircac.io-pharol no Banco Succonnessell.
A directora dos pbaroes acaba de publicaros se-
guiules avisos nos Estados-Unidos:
I. A cmbarcaro-pharol no banco Succonucssclt
foi collocada no seu lugar no dia 17 de junho de 1855
e esla collocada e:n 6 braras do agua, quasi meio
canal entre Suceonnesselt o Eldridge (balsos) com
as seguinlcs demarcarles : o pharol de Cabo Poge S.
i." S. O ; Oeste Chop O 1.a ,) s. o. ; pona Nobs-
que O. 1|2 N. O. ; a boia na pona do Noroeste do
banco lloise-Shoe E. 3| S. E. A embarcaco que
Metra urna luz lixa clara de noile tem armacjio de
escuna, e lem um globo ou hola no topo de cada
maslro ; o nome Suceonnesselt esla pintado com
letras encarnadas de ambos os lados da embarcarlo
e por baixo o casco esta pintado em quadros alter-
nados de cores encarnad,i c amarella.
liistruccnc- para livrar dos aixos.
As embarcares que vem do lado do Oesle cora
desuno ao canal do norte de Vineyard aSound (an-
coradouro devem fazer com que o pharol de Ponte
Nnbsque venba a demorar ao (leste, c seguir sover-
nando ao rumo de I.'Esle ato que o na\ io do pharol
demore L'Este I|IS. E.; o enfilo governar para
aquella embarcarlo, c depois de pasar por ella, o
rumo be E. N. E. al ao pharol de Poinl-Gammon.
Heve haver lodo o cuidado em fazer bons esses
romos.
Ancoradouro Newburxporl, Massachussell.
2." Urna hoia Nuo pintada de prelo e branco
em traeos perpendiculares |acha-se enllocada em 5
brabas em frente a barra de Nebur\porl, o pira-
mide Oeste, demorando Oesle IOS. O., distante
2,267 jardas.
Instrucee>.
Embarcarles com destino a entrar por cima desla
barra devem Irazcr esla boia cm linha como pharol
do Oeste e correr para ella. Esle fumo leva a en-
trar cm setc pes, na maro baixa.
Entretanto nesla linha, v-so urna pequea luz
quasi locando a parle do sul do pharol do Oeste. De-
pois de passar a barra, () rumo enlao he N. O. 4."
1|2 ao Oesle alo passar urna boia a meio canal,
pintada de lislras perpendiculares pretas c brancas
para a boia encarnada nos Rocliedos-Pretos, c depois
Oeste 4 l|2ao Sul ; passanilo urna hoia na pouta
Joe-Nojs, digo em frente aos baixios de Joppa,
pintada de prelo .que se deve deilar pelo lado de
sotavento o ama lioia encarnada na punta de Joe-
Novs (que devcdeixar do lado de eslibordot para a
boia de cima de meio canal piulada com traeos
branco. c pretos perpendiculares : e depois eutre os
dous .Picrsi caes para o ancoradouro. 'Batel cues
sao prximos a cidade.
Bote de sino prximo a (jraves-Ledge na baha de
Boston.
3.-' Acaba de colloear-sc uina embarcaco com si-
no prximo a Graves-Ledge na baha do Boston,
para avisar eniliarearcs da -ua proximidade ao
principio ou horda. Acha-se fundeada.digo o sino
peza como cinto cwt., aeba-se peudurado ua altura
de 12 pes cima da seperliciu do mar, loca pelo mo-
Mnenlo do mar e pode ouvir-sc u,i distancia de urna
milha.
A einbarcaejo he pintada de preto, e eio ambos
os lados de urna forma cima delle as palavras
Graves-Ledge se acham dislinctamenle pintadas
em letra brancas, acha H fundead.i em consa de 10
bracas de agua, c quando fundeada com vento N.
E., o pharol de Boston demora S. S. O. 1|4 O., o
pharol de Lonu-lsland O. S. O. 1|2 S., a boia da
barra Great-Fawrv O. 3|4 S., Hotel Naliant N. N.
O., a baliza da Ilha Deer quasi Oesle 4.' S.
lodos os rumos e deraarraees san magnticas.
Assignado.John ll'ashington, hvdrn-grapho.
HcparUrao hydrographia do almiranlado.
Londres, 11 de agosto de 1855.
Esse aviso refere aos seguinlcs mappas do almi-
ranlado : America do Norte E. O., u. 268 ; lista dos
pbaroes dos Estados-Unidos, u. 67 a.
E nada mais continha ou derlarava o dilo doru-
rumeiilo impresso, que bem e fielmente traduzi do
proprio original escripto no idioma inglez, ao qual
me reporto, e depois de haver examinado com esle
e adiado conforme, o lornei a entregara quem me o
apresentou.
Era f do que passei o presente que assignei e sel-
lei com o sello do meu oflicio, ncsla uuiiio leal e
heroica cidade de S. Sebaslijo do Rio de Janeiro,
aos.2 de dezembro do anuo de)Nos-o Senhor de
1855.Jos Agostinho Barbota,', Iraduclor publico
e interprete eommercial juramentado.
Eu Jos Agosiinho Barbosa, cidadjo brasileiro,
traductor publico e inlcrpibleeumiiiercial juramen-
tado da praca, ele.:
Certifico que me foi apresentado um impresso em
inglez, o qual, lilleralinente Iraduzido para o idio-
ma nacional, diz o scuuinte ;
TRADUCCAO.
Caito os nareganto.
ti. 30.
Costa de Hespanha.
Fslrcito de C.ibraltar.
Alterar jo no pharol I arila.
O governo hespanhol lez publico que, a contar e
depois do dia primeiro de setcuibro prximo futuro
a actual luz revolvcule ua poma do sul da ilha Ta-
rifa, sei mudada para urna luz li xa de cor na-
tural.
A |iomc,\.i do pharol continua srui alterarlo em
30, O', O" .V, e louuilude 5", 36', 37" oesle de
Greenwich.
O novo marhiuisnio Iluminador hecaladrioplico
da primeira "o ilem, B luz, estando a 132 ps ci-
ma do nivel do mar, pode ver-se na distancia de 20
milha.
Assignado.John H'aihH$ton, hydrographo.
ftpartiro hi/dcgraidiica to atmirantado em
Londres
Aos 21 de agosto ile I8.V>.
Esle aviso lem referencia as seguiules direcces
e mappas do almiranlado : costa do sul de lle-pd-
ulia de Gibrailar para Alicante n. 1180 ; plano do
eslreilo de Gibrailar, n. 142 ; c igualmente os map-
pas geraes do Atlntico c Mediterrneo com o plano
as ijjtgxces de Tolmo, e n. 2 na lista dos pha-
riies. '",
E nada mais i declarara o dilo impres-
so, que bem e propri a quo
me re filo, ede lo com esle e
adiado confu o ni a i. .egar a quem m'o
apre-enlou.
Em fe do que pas-ci o presente que assignei c sel-
le com o sello do meu ollicio, nesta muito leal e he-
roica cidade de S. Sebaslijo do Rio de Janeiro, aos
Viole e qualro de i1 nhor de 1855.
Josr Agottinko I .inosa, Iraduclor publico c in-
lerprclc romnieicial juramentado.
PARA O Rio DE JANEIRO.
Segae com muita brevidade por ler parle de seu
ca o-: menlo proiiipln a bem ronhecida barca Ma-
Mide, capitn Jerony m> Jos l'elles, para o resto,
passageiros, e cscravos a frelc, para que lem eicel-
lenles commodo, trata-se no cscriptorio de Manoel
.Vives Guerra, na ra do trapiche n. 14.
RIO DE JANEIRO.
Vai sabir com muita krevidade o novo
o veloiro briguc DOLS AMIGOS, tem a
maior paite da carga pronipla : para o
resto e passageiros, trata-te com os con-
signatarios Novaesd C, na ma do Iran-
che n. 7>, ou comocapitiio na praca.
Para o Ro de Janeiro
segu em poucos dias, por ler a maior parte da car-
ia prompta o brigae CoHtetcSo, cap ilao Joaquim
rerreira dos Santos: para o resto e escravos a frelc,
para o que lem bons commodos, trala-se no cscrip-
torio de Manoel Alvos Guerra, ua ra do Trapiche
n. l. '
Para o Kio de Janeiro segu com brevidade o
bem conheeido briguc brasileiro Damao, ja lem
graude parle do seu carrettamento prompto ; para o
resto, passageiros e escravos, trata-se com o consig-
natario Jos Joaquim Dias 1 crii.indc-, ra da Ga-
deia.
Cear e Maranho.
Scguo com brevidade o patacho .S'anfa Cruz, ca-
piiao Marcos Jos da Silva ; recebe carga e passa-
geiros: a tratar com Caetano Gjriaco da C. M., ao
lado do Gorpo Santo n. 25.
PARA O PORTO.
A barca Fernandes I vai sabir com muita brevi-
dade ; para carga e passageiros tratase com Barro-
ca & Gastro na ra da Gadcia do Rccife u, i, ou
com o capujo na praea.
Para a Babia segu em poucos dias a veleira a
bem conliccida garopeira Ucranio, por j.i ter parte
consinmiiaiio Jomango AI ves A'lalneii',"li i' lia'il"1
Cruz n. 54.
. Para o Aracaly sabe no da 8 do correnlo o
'i'."? /,ur"Tf ";" naasjaoiros, trata-se na ra da
Madre de Heos n. 2.
PARA O ASSL"
segu com toda a brevidade, a escuna
nacional LINDA : pata caiga, trata-te na
ruado Vigarion. 5, ou com o capilao na
praca.
O hate a Santa l.uzia recebe carca para o Passo
de Camaragiha esabe quinta-feira 7 do correte.
Para Macelo aagoa com brevidade a barrara
iMiirenlina. lem parle d:i carga prompta : pira "o
resto Irala-se com Francisca Custodio de Sampao
na ra di Cadeia do Recito, toja n. 36.
Para Macei segu com brevidade a barraca
Carolina, lem seu carrcgamculo quaai completo :
para o resto e passageiros irata-sc com Francisco
Custodio de Sampaio, na rna da Cadeia do Recife
toja n. 51).
Companhia
de navegaclo a vapor Lu-
sp-Brasileira.
Espera-
se nesle
porto de
8 para !)
do cor-
rele, o
vapor D.
Al aria
II, com-
roaudanlc o lente Cuimaraes, e depois da costu-
mada demora seguir para a Babia c Rio de Janei-
ro: para passageiro, dirijam-se. ao agente Manocl
Uarte Rodrigues, na ra do Tiapchc 0. 26.
Para o Kio de Janeiro salie no dia9
do correnle, o bem conheeido bcigueSA-
GITARIO : para o restante da carga e pas-
sageiros, Irala-se com Manoel Francisco
da Silva Cnico, na ra do Collegio n.
17, segundo andar, ou com o capitao Ma-
noel Jos K i be i io.
&eU5ci5.
A mesa regedoia da rmandade do
Divino Espirito Santo, erecta no conven-
io dos i eligiwos franciscanos desta cida-
de, faz. publico pan conhecimento de
seus irmaos desvalidos epie porventura
veubama ser ucconimcttidos da epidemia
reinante, (pie no seu pequeiio consistorio
se vai establecer uina enermaria, onde
seus irmaos acharaosoccorroscompativeis
com suas forcas, avisando-sc ao irmao
jui/., e na falta a <|uem suas vc7A.-sfaca, ou
a quatiqaer irmaomesario, alim de sercm
condundoa pela rmandade, c na falta
dclla por <|iiem convier para a referida
enfermara.
A sacrosanta e milagrosa imagem do
Senhor Itom Jess dos Desamparados,
erecta na igreja de Nossa Senhora do Ter-
co, aclia-se diariamente ale as 9 horas da
noile, exposta no crtiy.eiro da mesma
igreja a' veneracao doslieis ; a ella, pois.
recorrei, chiistaos,aimplorardoAltissi-
mo sita infinita miseiicordia, para <|uc
nos livre do lerrivel flagello decpie noax.
adiamos ameacados : confiemos, pois, no
Senhor Bom Jess dos Desamparados
protestemos peante elle arrcpcndimrn-
to de nossos |>cccados, manifestemos sin-
ceros desejos de emenda de nossas culpas,
dedirpiemo-nos a caridade, desta forma
desappaiecera' d'entrc nos, o terrivellla*
gello, e corados de louro, conduziremos
em triumpho pelas mas desli cidade
cheje*de alcfji-ia. o nosso DIVINO S\L-
Vftl.njaa.
O agente Robcrls far leilao por ordem de W.
I. \V. Williams, capilao do brigaeDgkex John il'nl-
ktr, c em presenca do asento do l.loyds, no da (i do
crrente ao meio dia, porta da Associarao Com-
neicial Ucnelceule, por COOta e risro de quem per-
lencer, do casco, mastros, vergas, cordoalha, corren-
tes, ancoras, veame a mai* appacolllo o pneme- do
dilo brisue, tal qual se acha ancorado ueste porto,
aonde os pretndeme- podem examinado com ante-
cipaeno, tendosido legalmeutc condemoado por cau-
sa de agua abarla, na ana recente viagem de Liver-
pool ao Rio Grande do sal.
O agente Itorja far leilao cm seu ai mamut,
na ra do Collegio n. 15, do um completo sorlimcn-
to de obras de marcincria novas c usadas, algumas
obras de ouro e prala, relogios para algibeira, ricos
quadros de moldura dourtda cora excellcntcs estam-
pas, vasos linissimns para enfeiles de sala, appare-
Ihos de lenca lina de cores para sobremesa, ptimas
lanternas de vidro, qiinquilharias diversas, urna
grande pon;.ni de charutos linos da Haba, e oulros
inutos objectos que fora impossivet mencionar,
os quae se achango patentes no mesmo armazem :
quinta-feira, 7 do correnle, as II horas em ponto.
liento Candido de Moraes, eslaudo aretirar-se
para fora do imperio, fani leiljn por ntervenrao do
agente Oliveira, de toda a sua mobili.i, consi-tudo
cm sophas, con-olos, mesas redonda, radeiras, ditas
de bracos, ditas de bataneo, dilas frauceza, secre-
tara, porcSo de livrns, guarda rnupa, guarda vesti-
dos, cama de ferro para casal, toueadores, lanlernas,
eandieiros, relogios, quadros, rommodas, mesa de
janlar elstica, aparador, aparelho) de louca para
mesa, sobre mesa, e para alilo, garrafas, copos,
tem de eozinha, um cabriole! con) um bom eavalto,
um carro de carregar fa/endas, banheims, 1 mole-
quinho peca e oulros muito- objectos : quinl.i-feira,
7 do correnle; as II) horas da manala, na casa dasua
residencia ra do Urum n. '21, lercero andar.
Sft)i5o.vi >ft>crao$.
Wtte Starfimt.
RIO DE
Jatteiro.
O brisue uarioualj 1/ai'in l.u.ia vai
-euuu ruin brevidade, un a maior par-
do seu canrenamenlo promple : para o
re-to qu Ihe falla, passageiro c escra-
vos (rete, aos quae- da as melhores
oes, lala-.e com o constgnalario Anili-
na na do Trapichen. H;.
Os cautelistas Olivei-
ra Jnior&C, venderaiu
todas as sortes grandes,
como abaixo vo notadas,
e convidaiii os possuido-
res das ditas sortes a vi-
ren, receber no escripto-
rio dos meamos, apenas se
izer a distribuico da lis-
ta geral.
N.700, meios, 6:000,000
&t, vii-s. 3:000,000
1827, b. nt. 1:000,000.
5264, b. int. 500,000.
5002, meios, 200,000
E mais alguns de 100, e
50,000.
Oliveira Jnior & C.
Freguezia de S. Jos.
As pessoas rpie ja' subscreveram, cas
que quizejrem subscrevera favor dos po-
bres pie forem atacados da epidemia.
(jueiram mandar seus donativos ao Sr.
vifjarioou a quak|ucr um dos membros
da commissao de lienelieenria, acompa-
nhadosde un ola, derla raudo seus no-
mese moradas.
lio de Almeida liomcs.
secundo andar.
Si
kio di: jwrii.
le para :> Kio de Janeiro eotn min-
ia brevidade, por ter a Ulaior piule da
carga prompta, o veleira pataclio D.
Prancisca: para o reslo e passageiros,
taata-se com o consignatarios Novaes <&
C, na ra do Trapiche n. ~i'.. primeiro
andar.
Precisa-se altigai
saiba
urna prela cap!iva
ne saiba engommar e cozinnar, para
nina rusa de pequea familia : no pateo
it'imeii'O andar.
DE
do Carino sobrado n. 7
HOSPITAL PORTGEZ
BENEFICENCIA.
Por ordem do lllm. Sr. provedor, he
convocada aasseniblea geral dos accionis-
tas, para una sesso e\Iraoidiara no
da li do corrente, as li horas ta larde,
no s.il.io do mesmo hospital. Rcc'ifedc
levercirode IS.Mi.M. F. de Souza Bar-
boza, secretario.
VTIFMVO.
I'ie.isa-sc alusai um escravo par o servico de
casa na ra Direita n. 75.
I'recsa-se de um caixeiro para laberna de ida-
de de 15 a 0 annos. rom pralica ou sem ella- | ara
tratar na praea da laiieueinleuria ii. iO.
Continua a anda lacida i escrava Jii.i<|ain.,
cabra, baila, corpo recular, bem parecida, r.ari
afilado, cabellos cortados com 2J(urina na (renle.
lenles limados com taita de nm na frente da parlo
de cima, tem no braco direilo (res ou qualro marras
de sarnas saradas ha poueo, lem sido encontrada nos
A focados, Kemcdios, Passagem da Magdalena, Em-
bci ibena. e Boa-Vlagem, e lem encanado a qoesn
a encoiiir.i dizeudo que esla torra, consta qoe anda
aceiada, foi presa na I'assagem, e foi sola por diaer
que era forra, quema pegar leve a rna da Cruz do
Rccifc n. i., que sera' recompensado.
Perdeu-sc u.i igreja da Penha, na ocrasiio da
missa das cinco horas do dia 2 do correnle, um al-
nele francez de ouro de lei, com esmalte azul: quem
o livcr achado, pode leva-lo Ae tiver conseieucia a
ra das Aguas Verdes n. 21, onde so combinara
com o reslo do aderezo c se recompensara*.
A irmnudade de Nossa Senhora da Soldle
pretende conduzr no dia 8 do correnle mez, a*| ho-
ras da tarde, as ircagens do Senhor Itom jesos da
Agona c de Nossa Senhora da Soledade. da igreja
de Nossa Senhora do I.i\ ramenln em que est erec-
ta, para a do Senhor Hom Jess da Va-Sacra, na
Boa-Vista, onde lcaro em deposito, ale qae Iti-
mada a epidemia reinante, |Hssam rollar em so-
lemne procissao: coovida-ae aos Kvms, Srs. eacar-
dotes e religiosos, assim como a todas as pessoas,
qoe cheias de urna verdadeira conlriccio do seos
peecados, quizerem aeoropaohar a Iransforeocia da
mesmas musen. llavera sermio na sabida o en-
trada.
BULE,
Pcrganla-sc aos Iris tesouras ou commissao do
baile mascarado de Apollo, se linha olhos de sebo
na occastio que com o seus 15, deivaram entrar
como socios do mesmo baile laberneiros, caiieiri-
nhos, e artista, se nao Ihe veio a idea qoe estes se-
uhores linha soas do lpe dclles, valo ter pocas ami/.ades com
negociantes, bardes, marquezes e doqoes, os taes te-
souras disseram na ocraslao de receber soa< colas,
que podiam propr as familias qoe elles qoizcssem,
para assim mellior fazer poueo nelles ; o qoe he tras-
te he ver-se no Kecife as tabernas e lojas de bar-
liciros alguns socios qne nao querem ser da ciaste
baila, dizerem qoe as familia de folaoo e fulanos e
cicranos tinham sido cortadas, e muitas dtslas fami-
lias anda hoje ignorar que seus nomos tinham pa<-
sado por nm consetho de tres, qne se lem sido avisa-
do antes teriam pedido quelles que os pronozeram
para nao screm l vislos seus nome, e fazer-lbe ver
que seus ensenhos nao mueran nem rerebem assacar
do mallo, nao comproa para carregameotof. e qae
QM familia ja nunca podem ser lao honestas cotn
todas aquellas que foram proposlas e aeeilas por es-
tas e oulras de j oin baile de mascaras ser mais do
que o crdito de unas poucas de familias, he qoe o
castigo de lieos est sobre nos, qoe pelo justo pague
o peccador, lao bom seria qne a somma qoe se gas-
tou lio mal L-.nl i as doas noiles do carnaval, fosse
remedida niwr-; irmaos dn ceotro, que dizem
achar-se muilos insepultos sobre a (erra, oo entre-
ca-la a orna commissao de beneficencia, que lalvez
nesse a servir para muilos He nm msanos, eu por
mira iuIlo, muila gente fuma, Heos sabe de quera
he o cachimbo. I m ru-o.
Precisa-se de um moleque para conduzr om
pequeo baln com jolas |>elaa ras desta cidade, pa-
gandn-se liSMKI mensaes : a quem convier dirija-te
ao hotel iuglez.
Ordem do dia
DOS
Mascaras.
O --0111 mandan lo em chele dos eiercilos roascaia-
dos ao sul de Malakolf, agradece sinceramonle a to-
dos os Evms. Srs. marechaes. ueoeraes, bfigadeiros,
illuslres coronis c mais olliciaes superiores c infe-
riores que eompem o bravo e'lundo exerrilo dea
mascaras, o aceto .ricos fardoes', a coragem e boa dis-
ciplina rom que ec dislingniram, Itnto as grandes
marchas como uas batalhas em qoe comhaleram com
deuodo c bravura nunca igualados. Ordena qae a
brigada ;10I8 seja recolhida s (rinclieiras e qae arn
dos cabos dn halalhao de zuavos, sem eouselho, seja
na fronte do mesmo halalhao destituido das divisas,
e castigado com -_1Kl pranebadas. preto, depois, por
um anuo, tocando na occisin do castigo a aaasica, o
livmuo.
.iDVSHEru nos mes. etc.
Prohibe-se a liberdade de imprensa por lempo de
um anuo, para que mais se nao loque nos feilos do
li ,iu lo esercito, rnja campanha desle anno foi alcas
do que limito esperavam. Ouarlel general do gran-
de evercilo dos mascaras ao sul de Malakofl 5 de fe-
vereiro de 1856.In Predore de l.atselle da Mure,
commandaute em chefe.
No domingo 4 do correnle perdeu-sa nma pul-
ceira de ouro ; a pessoa que a achou e qaizer le a
gencroiidade de leva-la a ra estreita do Rosario,
taberna n. 16, nao se pon duvida em dar o arriado.
Liquidaeao.
O abaixo assignado, fendo da: fazer urna viage.o a
Europa, conforme ja lem annunciado, oovamenle
rosa a lodas as pessoas que anda Ihe eslo devendo,
de seeros comprados em seu eslahelecimenlo da ra
da Cadeia do Recife n. K, defronledo berro Largo,
que queiram pagar seus dbitos ate o dia 15 do cor-
renle, c nao o lazendo se vera rouslraiigido a usar de
oulros meios.Manocl Joso do Nas.'imento Silva.
Desapparereu dosilio rumian, do al.aivn assig-
nado. no da til dejaneiro de tsv,. uin moleque
por nome Joaquina, crioulo, com os lgaaes seguin-
lcs : representa ter de idade segundo a altura 1(1 a
1-2 anuo, porm (em 16, cheio do corpo, peroas pr-
sas segundo a altura, falla grosta, cara redonda, fet-
enes miudas, sobrancclhas grossas, pesian, dobra-
das, pes e mitos pequeos, cor fula, tem nma das
fontcs ao p do cabello nma marca do comprimento
de pollegada c meia a duas, procedido de um tatito:
quem souber do dito moleque ou o apprehender,
leve a casa do seu senhor. que sera bem recompen-
sado do sen Irabalho.
Antonio Norberlo .le Souza l.ealdade.
rmandade do S. Sacramento do bairro
de Santo Antonio.
A mesa acloal desla irmandade auxiliada pelo seu
reverendo parodio c coadjutor, leudo nblido do E\m.
diocesano o preciso conenlimcnto para levar em
procis-.lo as venerandas imagensda milasrosa Senho-
ra da Soledade e do glorioso S. Sehasliao ; c quereu-
do fazer a dita procissilo sem pompa e nstentacao,
mas rom a devida decencia, lem a honra de convidar
os seus irmaos e lodos os sacerdote* o relisiosos, que
se dignaren! conrorrer para o presente telo frito
nicamente com o lim de implorar a divina prolw-
cao ila Mili de Heos para que no proerve da epide-
mia que nos esta emmiuenle. Igualmente espera qoe
todos os fiis eoncorram a acomp.inhar lio reluitf
.co, que ter lugar quiula-feira, 7 do correle, pe-
Ins hora* da larde. A procissao lera de |>crrorrt
as sepililes ra : ao sabir da isreja a ra do Cabu-
g, Crazas, Inventa de S. Franrisco, Cadeia. Colla-
sin, prarinba ilo l.i\r.menlo, ra do l.ivrameeto,
Direita, paleo do Reraja, liecco do Marisco, rut de
Dorias, pateo do ('.armo, (Gamboa do ( .ir mo. ra das
llores e Nova ao recolher, que enlao hatera urna
pralica.llemelerio Haritlda Silva. Jos Jeronjmo
Concia, Francisco Jos do llego, Jos Mara da
Cruz.
No dia lili de j.meiro provimo p i.nlo Uilio do
engenho Santal lleude- ila comarca de Na/arelh. o
esclavo crioulo, dr noaaa I irmino. idade :Ui anuos,
pouro ai ai- nu iiniiu-, alio, coi pulenlo, fcn.oe- re-
(larcs. cor .ilLiima rnu-a fula, | mica ha* i, pernas
grossas e meio abertal quem o ptajar ao en-
genho Sanios Mendos, que rcrebera do tea proprw-
lario tlHi~ do ^raliliracao.
ARRENDANEKTO.
A ioj i c armazem da rasa n. 56 da ra da Cadeia
do Keeifa junio ao arro da Conceir.'lo, acha-' dc*i-
rupada, arrenda-se pan qualquer e-labelecirrrnio
em ponto Lian.le. para o qoal tem commodos safti-
cienles : os prelendenlei entender-se-h.to eam Joo
Neponioeem Barroso, no gundo andar da casa o.
57 na uicsiua ra
II
IX/CTI
%\ i*m




durio ot rmum terc. mk 5 at. fivereeiro de isse
Terceira eclieao.
TRATAMEHTO HOMOPATHICO.
Preservativo e curativo
CHOLERAMORBUS.
PELOS DRS.
Unte --
DO
.ni inslrurr.lo lo povopirase podcrcunr.lesla enferraidade, administrndoos remedio inai Jcllicazcs
para utalha-la, emquanlo serecumaomedico.ou mesmo par.tcura-l.i iudapeiiilentc dalle* no> lugares
imii que nao os lia.
TRADUZ1DO EM PORTUGEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCO/O.
Estes ikuis opsculos conteraas indieaooes mais claras c precisas, e pela sua simples e concisa expc.si-
ro eslaao alcance de (odas asintelligencias, nSoiO pelo que diz respeiln aos meius curativos,como prin-
cipalmente lu preservativos que (cuidado Ot mais satisfactorios resultados em toda a parle em que
ellcstem sido postos em pralica.
Sendo o iralamento homeopalhiro o nico que tcm dado arandes resultados no curativo desta horu-
velenfermiilaile. iulaamosa proposito traduzirccsles dous importantes opsculos em lengua vernari-
la, para desl'arle f icililar a sua leitura a quem ignoto o franco/.
Vende-se nicamente no Consultorio do traducior, ra Nov n.52, por 25000. Vendem-M tambem
os medicamentos precisos c boticas de 12 tubos enm un frasco de (indura l"c, umadila de :0 tubos comr
livro e 2 frascos de tintura rs. 2J;(KH).
Massa adamanliua.
He gcrltucnle recnuhecida a excellcncia tiesta
preparado para chumbar denles, porque seus resul-
tados sempre felizes sao j do domiuio do publico.
Sebastin Jos de Oliveira faz uso desta preciosa
mass, para o lira indicado, e as pessoas que qui/.e-
rcm honra-lo dispondo de seus servieos, podein pro-
cura-Io na Iravcssa do Vigario u. 1, loja de bar-
beiro.
No da de Janeiro do correle auno a noilc, fnr- ,|ait| ...
tarara de Fora de Portal, dm fundos do caes do sr. "" publico em Pe naniliueo. ruad:
Barbosa, .le um moirao que parliram, urna canea de
carreira, com una taboa no fundo, de dous palmos
c mein de largura, laltando-llic a laboa do meio no
pancirn eoutra na popa, lem :tl> palmos de .orop ida
c nunca foi pintada por dentro : quem delta souber
avise na l.inaocla, casa n. 8. de Manoel Imnoalves
S J. JANE, DENTISTA, i
tv continua a residir na ra Nova n. 19, primei- sjj
S5 ro andar. aj
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
loteria ; as listas espe-
uimos liojc on amanliaa pelo vapor na-
cional: os premios sao pagos a ilisti ihtti-
niocias ni es mas listas.
_ __AY*CIBrr> n .'/-n
ao de billietcs da
Deseja-sc Tallar com urgencia ao Sr. Mano
Kaptista Cumia, e como se ignora a sua morada, ro-
ga-sc de fallar na ra do Amorim n. 1, no Lauro do
Itecife, e o mesmo ao Sr. Joiio Nogueira le Azc-
vedo.
O guarda-livros
brasileiro*
o autor nesla obra uinslra os differcnles metliodos
de CMTiplurac.ao al agora coahecidos, nao >ci ao
commercio em geral. mas em especial ao ronnnerrio
a rclallio. e de urna maneira clara, succinla e con-
forme a lei. O guarda-livros brasileiro moslra ex-
tensamente a maneira como se escriplnn as parti-
das no Diario e nulros mais livro*, em partidas do-
bradas, inihre singlas. Tambem moslra o quanto
lie importante um livrolleropilaiorosle lie um
livro importante que faz desapparecer immensas dif-
ficiildades que bao para qoc urna casa de rclalho te-
lilla cscripluracao regular. Alem isso be um qiia-
dro perfeilo em que o negociante observa em um
lance de vista o movimento mensal de sen.commer-
cio. O autor nao pnupou exforeos para no todo sa-
bir perfeila isla obra. O mesmo tem lonsa pralica
do commercio do Brasil. O autor do guaria-litrot
hratilciro cotila com a valiosa proteccHo nio so dos i
lllms. Sr. assiguanlcs que j se dignaran) subscrc-
ver, mas tambem cora o de todos aquelles a queir. o !
seu trabalbu se lorne u'il. O autor julga esta obra
de niuilo proveitn a nobre profssao de ouarda-li-
rro< do que he humilde membro. Espera-se esta
obra por todo o crrante mez do Hin de Janeiro. He-!
cebem-te assignaturas nesla praca, ra da Cadeia
Velha do Kecife, loja n. >. l'reco li-j pagos no en-
tregue da obra, e esta ser distribuida polos dignis-
simosSrs. assigu.iutes. e nao se vender avulsa.
LOTERAS da provincia.
(i cautelista Salustiano de Aquino lerreira lomnu '
a rosolucao de vender os seus billieles e cautelas as i
pMMM que compram para negocio, sendo a qiiautia ,
de I05 para cima, dinheiro i vista, pelos precos I
abaixo notados, na ra do Trapiche n. :iti, seguudo
dar, em quanto existir o plano actual de 1,000'
bilhetos na importancia de 1:000?, licnido estes
precos firmes. Ellos lio pagos sem o descont de
oito por rento d.i lei nos tres primeiros premios
aramios
Kilhcles
Meios
Tercos
(Juartns
Ouinlos
Olla vos
iiecimos
Vigsimos
6-J00
2>3uO
2*0
i*.so
19360
8i0
(iSO
300
decebe por iuleiro
A aula denominada Santa llosa, que exista na
ra Augusta, para o ensillo de meninas, pelas Binas
de Firnnuo J. I-', da llosa, mudou-se para a ra do
\ gario, segundo andar da casa do Sr. Thomaz de
Aquino Fonaetadi Fllho por rima de seu escriptorio,
aonde receherao as meninas que seus pais Ih'as qui-
zerem rouliar para eusiuar o quesabetn, e vem a ser
0 seguinte :
1. cusiuarao a 1er, escreier, contar, etc.'
2." coser cilio, lahxrintho, caeundo, bordar de sus-
to e acolrhoadu, marcar de todas as qualidadcs.
.'I." tpele, lapecaria, matiz, miranga e ouro, etc. ;
et|ambem se faz qualquer destes objeclos a fcitio
por procos razoaveis. A aula principiar no da l.
de fevereiro.
Na Boa-Visla, ra Velha n. Si, precisa-sc deit
ofliciaes cliaruleiros, 2 de tres por dous e I de 10 reis.
'V Preclsiia de m.M.'a.n #*fn*> czTITi ~c
tazer o servir interno de urna casa : na ra Direita
n. IsO, segundo andar.
l\og*aeira
Josc Nogueira de Souza muden sua ollirin.i de
encadernacao da ra do C.ollegio para a roa do Cres-
po confronte ao arco de Santo Antonio, edificio do
Sr. comuiendador .Magalhacs Bastos.
Nogueira
Josc Nogueira le Souza lem asalisfacaodcanniin-
ciar ao respeitavel publico, que abri lm novo csta-
belecimenlo de livros c mais objeclos tendentes ao
inesmo, na ra do Crespo, confronte ao arco de San-
to Antonio, edificio doSr. coinmendadnr Magalhacs
Bastos, onde espera recetor .. proterrao de seos
freguezes c amigos, e do publico era geral como at
hoje.
Preciso-fe alugar para o servir de urna fami-
lia iugleza, una prcla que uiba lavar, engommar e
coser : na ra do Trapiche Novo n. 10.
Tendo urna seuliora Casida de so retirar desta
para a cidade da l'arahiba, precisa declina ama scc-
ca inteiramentc eopax, ,a quera se dar hora paga-
mento que se queira prestar a aconipanha-U ate
aquella culaiie, aliiu de cuidar de urna criauca de
1 anuo le idade, e dado o caso de nao querer all li-
car.sera para aqu recoiidu/.ida : quem a isso se su-
jeilar, pode dingir-se au paleo da matriz de Santo
Antonio, casa de 1 andar n. 2.
No paleo da matriz de Sanio Aulonio, casa de
I andar n. 2, prccisa-se de um homem ou mesmo
de urna mulher, que se queira prestar na actual una-
dn ao servicu de enfermen, c ,e liver pralica dis-
so, tanto melhor ; f.izem-se boas vantaaons, c ijuem
quizer pode dirigir-se a mencionada casa.
l'reiisa-se de lialialliadotes para o
trrico das ras desta cidade, pega-te a
S00 rs. diarios: quem cstiver no caso
dirija-sea casa do abaixo assigoado, na
ra de Santo Amaro, casa de um andar.
Joao dos Sanios Porto, administrador
geral da companhia de Ribeirinhos.
O Dr.Ribeiro, medico pela L'nivcr
sidade de Cambridge, continua a residir
na rita da Cruz n. 15.
(:IHHI5(MK)
:l:000!j00ll
J:000>100
t:"iOtic>0(K>
l:i0BO0O
7303000
OOOjOlMI!
:ioo>ooo:
CONGREGADO.
O cautclisla
Silii'iiano de Aqninv l-'errcira
I) escrtvao da irmandade de N. S. da CoocoJcSo da
Congregado, por delilierar.lo da me regadora, con-
vida a todos ..- ii ni.iv- .1,1 mcMna, para que, qu.irta-
feira de Cmza, t de fevereiro, se dignem compare-
cer no consistorio as 2 horas da larde para irraos en-
corporados acompauhar a procissao de Ciuza.
l'recisa-se de um trabalhador que emenda do
servijo de renuac,ao, forro ou escravo : na ra da
Concordia n. S.
l'rerisa-scpara o serviro interno, de urna pes-
soa que cozinhe e eiigomme : na ra Nova n. 17.
i.'m rapaz hespanliol, cheaado ha pouco de
Portugal, se ollereco para criado de alguma casa es-
rangeira : na ra da Cadeia do Kecife n. i.
atte\(;a.
O padre Lourenro de Albuquerque
Losla, mora na ra do Rangel n. ."8,
(Segundo andar, onde pode ser procurado
I a qualquer hora do da ott noite, para
lexercerot de veres concernen tes a settsa-
grado ministerio, durante o tempo da
epidemia.
W U l)r. fciras, leudo acompaithado a epide-
9 ma do cholera-morbus na corle, ja' como
9 membro da rommtssio da freguezia do San-
lissimo Sacramento, eja' come um dos medi-
55 eos da enfermarla particular da mesma fre-
$ guezia, Merece aos seus comprovinciano os
SI sei vicos de sua prolissao. durante o lempo
Ti de sua demora nesla eoul, a que um
$ graudc dever o chamuu. l-'az a sua resideu-
SJ) na n>i .Montciro. casa defroDlo da do lllni.
96 Sr. Antonio Jos tiomes do Correio. Na ri-
S dade, pode ser procurado nos dias ulets, al
as 3 lloras da lardo, na roa do Qoelmado o,
7, primeiro andar.
lllm. Sr. prcsiJenle e mais mcinhros da com
missao de hygieue desta provincia.Diz Paulo Lnil
tiaignoui, dentista francez, que precisa a bcni do
seu direito, Vs. Ss. sercm servidos examinar a pre-
pararan de que se serve para chumbar denles, e de-
nuruinou massa adamantina, em ordem de verificar-
se que a dita preparadlo difiere inlcirameutc de to-
das as conliccidas. Peden Vs. Ss. ejam servidosde-
ferir-lhc como requer.E. K. Me.
I'aulo Lu: Gaignoux.
A massa denominada pelo supplicanle- Adaman-
tinae por elle apresentada i commissao de hx aie-
ne publica, dilTere de todas as apresentadas esa
mesma occasiAo por oulros ; sendo a confronlaco
feila na presenta de todos. Sala das sessos da com-
missao 30de iulho de 1835.Or. A. i-'onscca.
t DENTISTA FRANCEZ. I
_ Paulo Gaignoux, dentista, eslabelecido na
ra larga lo Rosario n. 3, seaundo ailar,
colloca denles com a pressAodo ar, c chumba 5
S) denles cora a massa adamantina e otttros me- SI
> taes.
REPERTORIO DO MEDICO
HOMCOPATHA.
EXTRAHIDO DE RLOFF E ROEN-
NINGHAUSEN E OUTROS.
c posto em ordem alphabelica, cora a dcscripeo
abreviada de toilas as molestias, a indiracao physlo-
Iogica e Ihcrapeulica de lodos os medicamentos he-
meopalhicos. seu tempo de acc.ao e concordancia,
seguido de um diccionario da signilicarao de lodos
os termos demolicina c cirurgia, e post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
R. A. J. DE MELLO MORAES.
Os Srs. ,1-sigiianles podem mandar buscar os seu
excmplares, assiracomo quem quizer comprar.
AILA DE LATM.
O padre Vicente Ferrer de Albuqucr-
<|uc contJDa com sua aula delatim, do
lia -i de Janeiro em dianle, pela mesma
maneira e sob as condicoes ja' annun-
ciadas.
PURL1CACAO' L1TTERARIA.
Repertorio jurdico.
lisia publicaeflo sera sem duvida de ulilidade aos
principiantes que se quizerem dedicar ao exercicio
do foro, pois nella encontrarao por ordem alphabe-
lica as principal' e mais frequentes occiirreucias ci-
vis, urphauologica, coinmerciaes eecclesiasticasdn
nosso foro, com as remisses das ordeoacoes, leis,
avisos e regulamentos por que se rege o'Brasil, e
bem assim resoluroe dos Praxislas anlios e moder-
nos ein que so lirmam. Conlm semelliantemente
as decises das quesles sobre sizas, sellos, velhos'e
novos direilos c dcimas, sem o trabalho de recorrer
a collecxao de nossas leis e aviso avulsos. Consta-
ra de dous voiumescmoitavo, grande francez, eo
primeiro sabio luze esl venda por 83 na loja de
Ir. 1 ii.n. 0 e 8da praca da Independencia.
LOTERAS DA l'ROVIMIA.
O cautelista Salustiano
de Aquino Ferreira
avisa ao respeilavel publico, que tendo sido alterado
11 plano das presentes lolerias da provincia para
i,1100 hilhelesna importancia de :>i:0OO-, lem resol-
vido r.i/.er firmes os precos dos bilhetes c cautelas
como abaixo se demonstra, os quaes sao pagos sem o
lesenulo de oito por cento da lei na tres prineiras 1 i.vn nr 11
otlo. grandesem quanto existir o plano ac.n.l, IIIANDADE 1)0 \)\\ |\0 FSNR 10
pelo qual silo extraludas as loteras desta provincia. H '
Kilos esiao exposlos venda as lojas do costume.
So he responsavel a pagar os oilo por cenlo da lei
sobre os tres primeiros premios grandes em seus bi-
lhetes inteiros vendidos em originacs.
Jubetes 78000 Kecelie por inleiro
Grande panora-
ma diorama.
RIA DO CRESPN. 12,
1 ANDAR.
t)4iroprielario desle panorama avisa ao publico,
que domingo 3 do crrante lem de apreseutar as no-
vas vistas abaixodeclaradas, as quaes s serao mu-
dadas no domingo seguinte. Estas vislas realmente
sao muilissimo lindas, o |>or isso o propnclaiio es-
pera que todos te agradem. da mesma forma ou mais
ainda do que se lem agradado das que tecm a pre-
sentado. A entrada de cada pessoa he .700 rs., e as
chancas alo a idade de 8 annos perlencenles as fa-
milias que lenhara de honrar este eslabelccimento,
leem entrada gratis.
Os martvres da fe de Jess Chritto.
Grande palacio de Industria, exposicao
de Pars.
Os pescadores napolitanos e a vista do
Vesuvio na Italia.
Oconscllio geral que leve lugar em Var-
na, entre os generaes franceses, ingle-
ses e turcos, onde se ve inmensa tropa.
Grande batallia de Dotenil/.a, os Russos
com os Turcos.
[Grande batalhada Eupatoria, os Russos
com os Turcos.
Stokolno, glande cidade marilima na
capital da Suissa.
Ncw-York, grande capital dos Kslados-
Unidos.
Linda caiedral de Fia vana.
Vista geral de Turin, interior da grande
cidade de Italia.
SAMO DE S. FRANCISCO.
BtOOOSjOOO
:t:lMII)-JMM)
!i:00090tn
1:5009000
lyJKISKK)
OSOINI
tiOOJOOO
:)0s000
Salustiano de Aiuin ferreira.
- lazem-se cib.as, cnllclcs c casacas de merino
maco* pan lulo, por preso curamudu : na roa No-
Meios :(:,< ni
lerco. 2SI00
t.iuartos 15800
Quintos IMio
Oilavns 000
Iiecimos 760
V igesimos 'i 00
Poroira, que sera bem pago.
Consultorio liomeopathico, aterro da
Roa-Vista n. 1C.
Francisco le Paula Carneiro l.e.lo nll'ercrc gralui-
tamcnle lo* pobres os preservativos contra o chole-
ra-m.,rbus, c para os que o RAO forcni. vende-os a
I?. Esta proinplo a qualquer chamado c a toda hora
para tratar qualquer doenle cholenco, com a condi-
cao, tendo elle meios de pagar, de nao receber lento
o ipie elle voliinlariaiiienle lite quizer dar quaudn
cstiver salvo, e seo ti.io curar renuncia a toda a paga
da familia, c liver sido o primeiro chamado, c livor
tomado cunta do doenle.
porlu-
Soledadcn. 70.
ni'.'noliMlv','ilU0'" senhores amadores para verem a
de nrLi! 7ril!"le "ora l,s l',lr* vender muilo gran-
anim,TJt^ de >">va qualidades, viudas lodosos
li-s .1 ,,;!>' '< a-5lm rnm" ""bem ro/ciras, da-
de ll,."""' ror(,s c "ulfils m"" qnalidades
leras !.'-;!!VHS il' "n\'.,s '('""'daJes, e muilo rneli-
falla ser eliamado
Anda
i -.oiitini'
Joaqtiini Fernandos da Silva Campos.
guez, vai a Portugal tratar de sua linde.
OHercce-sc um caixeiro para qualquer eslahc-
locimenlo, ou cobranca para qualquer parle da pro-
vincia : a pessoa que ile seu presumo se quizer uti-
Itsar, dirija-se a prac.a da Independencia M. ti e 8,
das'.' horas da manbaa ao meio da ; o mesmo d
fiador a sua conducta.
Precisa-se de um forneiro e de um amassadnr :
na ra Imperial, padaria n. 1:1, ilofroutc do chalan;.
Fogiram de I). Uurculina Maria da Conceieao,
da villa do Brejo, provincia do Maranhao, lous es-
craxos. no da i de dezembro do anuo passado, os
quaes leem os signaes seguinles : o primeiro de no-
mo Marciano, be cabra, de idade de :I2 annos, de
estatura regular, tcm a cara meia redonda, nariz ba-
lido junio aos odos c chalo, queixo e testa saliente*,
tendo na chave da mao esquerda urna cicatriz de gol-
pe de eiun, eoutra no dedo grande de um dos pos,
de (allio de machado, que corlou a uuha com o de-
do, dividindo esle quasi pelo meio. (1 segundo de
j^m ltCTirpo, crinlo retinto, de idade 30 annos,
tem os olhos grandes, estatura regular, sabe lor e
escrever mal, c tem na tcsla una cicatriz de niea-
da de pao que sollreu. Ambos sa.. maos, fu girara
juntos, vAo arm-.a~- i- ^aiMiiganias e calcados, riii-
j^->-^-rtvres. trabalhainde campia, sendo o Mar-
ciano mais perfeilo no cilicio, pois que lambem he
carpinlciro. I.cvam rom sigo um calirinha livre do
nome Jos, do idade de 7 a S anuos, que dizom ser
lillio do escravo Marciano, com o qual se parece :
quera os pegar ou der noticia-exacta lelles a ienlie-
ra los mosmos, ser recompensado generosamente.
Dcsappareccu no dia 2.S do mez prximo pas-
sado urna escrava de nome Anua, de nato, de 10 a
1.7 annos de idade, do estelara muilo baila, a qual
Toi comprada ao Sr. Manuel de Souza Pereira, e li-
uha sido escrava los herdeirosdo finado coronel Ma-
mede, e consia que esta acuitada em certa parle, que
(.mo he, quecarregou loda a sua roupa, porlanlo o
aiiniinciante protesta contra quem a tiver acollada
na forma da lei, e ao mesmo lempo pode as autori-
dades policiaes e capullos de campo que a apprehcu-
dara e levem-a ra da Hoda n. T>2, que lerao bem
recompensados.
GRATIIICAr.A'O.
Da'-se -iO.sOOO de gratlicaco a rp.em
inculcar urna ana de leile loria ou es-
clava, <|ite tenlia boas qualidades e bom
Icite: quem pretender dirija-sea ruado
Collegion. 15, armazem.
A mesa da venccaxel ordem terceira de S.
rranciseu desla cidade convida a lodos.os Srs. clri-
gos, que quriram acompauhar no dia t> do correte a '
procissao de Cinza, acharem-so un consistorio da ve-
neravel ordem pelas :t horas da (arde lo referido
dia, paramentados. Consistorio da voueravrl ordem
terceira de S. Francisco I.- de fevereiro de 1836.
O secretario,GlldinoJoSo Jaciulho da Cimba.
PROCISSAO DE CI.NZA.
A mesa da veneravol onlcm terceira de S. Fran-
cisco desla cidade pretende expnr no dia (i do coi-
renlc a procissao de Cinza, o qual lera le perrorrer
M seguinles ras: Cadeia de Santo Antonio, Colle-
gio. Iravcssa do inesmo, Pracinha do l.ivramenlo,
l.iiramenlo, Direita, pateo do Terco. Invest do
Marisco, Alarlyrins, Moras, pateo do Carmo, Cara-
boa, Flores, Nova, Clbngi, larga do Kcsario, Ira-
vcssa do indino, uoeimadi., Cruzcs para recolher-l nassa, praca
se ; assim pedimos aos moradores testas ras man-
dem limpar neme dia as testadas de suas casas, alim
de com melhor ordem e decencia poder transitar a
mcsm procissao. Consistorio da veneravel ordem
tercena de S. Francisco I.- le fevereiro le 1836.__
O secretario, Galdino Jo.lo Jaciulho da Cimba.
trete' ,r ,;"nl,ei lucirs de novas qualidades
__' l ao, sapolas e sapotis, goiabeiras brancas ole.
cor diIiuS,"** a Vmo* 'Iac lr"cou ,"n chapeo de ol
... ....Y, nor '" verde, queira ir destrocar na pra-
- "I'i""dencia, na loja do Arante*.
coinnnr !.'ol!"Se um ,nnl"lue 1* o, muilo bem
ario n. 19, tegnndo andar.
lia a*u!!!!5, T e"'-"<''" anta C.ru/, na fregue-
lovf1,l''^;'M',,'l,, h6W. -"' 'e"as do
disl i A e '''"'Pello, de muilo boa produccao
o 'le a.," ?"'1,arne f e meia louoas ; qaem o
KS ,"J''""' "" W-<:< Manuel t.oncal
_ ni' "' "" ,"-c"1'" Vicente Campello".
\larii I l' "".""" ,i'"1a",c "" '"" 'I" -hI.i Joao
-.a miio | acs arrelu cumpareca no aterro da Uoa-
' 7a' "> "<. para negocio
a jin/o.
que nao ignora, em
-....."* "' useiilo a prcla escrava
deul. s r ?"" ros' eomPri*> "'"1. falla de
'"" rr,'1"'e. wm alguma, maicas deuorngne
M?lo r '" : "!?" pi"'"" (,a C""'' 'caniado c ves-
'?"l!, r"'" 5 bre" : "W"* ou estar
S n, "l'SU C"l;",e ou 'er seguido para o sertao,
ondediz sei nalu-al : roga-se a ludas as aulorida-
d s polic.aes e eapitSes de campo a apprrienclo la
dita escrava, e levem-a a seu senhor, na ra e'streila
do Rosarl0 :Ki |ercclro ,ini|ar_
mpta%.
Compram-se dual escravas rrioulas ou pardas,
de imillas lisuras, com habilidades, le M I .10 an-
uos de idade: na ra das Cruzes n. 22.
Sci\<\.
ft'olfiiusiii
PARA 0 CORRENTE ANNO.
lo'lnnlias de algibeira contendo o al-
manak administrativo, mercantil ein-
dustrnldesta provincia, tabella dosdirei-
tos pa oebiaes, resumo dos impostos ge-
raes, provinciaet e municipaes, extracto
dealggmas posturas, providencias sobre
incenoios, entrado, mascaras, cemiterio,
tabella de feriados, resumo dos rendi-
mento e exportaefio da provincia, por
><> rs. cada urna; ditas de porta a 160;
ditas ccclesiasticasou de padie.com a te-
sa. eS. Tiloa VOO.eis: na livraria n. 6
C S, da praca da Independencia.
MASCA K.\ DAS.
Alusam-se vestuarios para mascaradas, por preco
commodo : na ru Nova n. I.
I
i-se de
COM SO POR CEKTO .HAIKB\aiTO
do que emoutra qualquer parte.
Bico do blond de sedajprcta para quaresma e bo-
nil.s litas, como se recebe osla lazenda directamen-
te da fabrica, par isso pode ollcrercr esta vanlagera
a seus freguezes, casa do relojociro.
-Ein casa de limm Momsen & Viu-
do Corno Santo n. 15, lia
para vender:
Umsortimcnto completo delivios cm
branco viudos de Hamburgo.
Vc.ide-seora cavado em boas carnes e com
lions andaros banos por preco commodo : na ra do
gueimado loja n. 2, ou na Camboa do Carino casa
Yendem-sein ra da Sole.hidc. casa en.idra-
ta.la n. (.i, barellus parreiras. de muilo boa aua-
lidadedo uva muscatel de cltciro. e
cooli.
por
oa qua-
preco em
\ eiidem-se tapetes de cures matizadas, cm co-
vados e em pecas : na loja da ra do Crespo n. .1.
Em casa dcSoulhall MellorsOv ^-, ra d Ca-
deia do Kecife n. oti, lia para vender os sezuinles
arligos : linhas de algodio cm novellos, bolachiiihas
linas, doce e aguada om latas pequeas, pennas de
aro de superior qualidade.
Oculospatentes para tlieatro.ditosde
alcance, ditos de armaco, debufalo.de
ac, de tartaruga e de ouro, tanto para
vistas caneadas, como para miopes,
blancos/ju azues, oculos de 'i videos, e
lmelos de todas as qualidades : encot'-
tram-se sempre na loja dos relojoeiros
Chapront&Bertrand, praca da Indepen-
dencia n. I8e20.
Vende-se um carro para qualro pessoas com
arrcios para um e dons cavallos, e igualmenle o ca-
vallo, um dos melhores que aqui apparece. Vnde-
se tambem um lavatorio lodo de marinare branco,
um loilett com grande cspelho do niogno, e outro
igual de outra madoira : na Passagen.. sitio do Ca-
jueiro, ludo por preco muilo commod
dono le se relirar.
por ler o
reeisa-se e urna iavadeira que la-
vede varela, e de conlieciinentos de sua
pessoa : naiua de llortas n. ti2, casa de
frente azul.
Ordem terceira do Carmo
O prior da veneravel ordem terceira do Carmo
convida a todos os seus charissimos irmaos em geral
a ciiinp.irecerem na igreja da nitCOM ordem para-
mentados com seus rubilos, no dia G do corroule,pe-
las 1 hars da larde, para acompanharem a procissao
de Cinza, afim de salisfazer ao convite da mesa re-
gedora la ordem terceira de S. Francisco.
Ordem terceira do Carmo.
Avisa-se a lodosos irmaos terceiros de !S. S. do
Carino que nao (iverem habilo.para osfazerem. alira
de assistirem aos actos da |uarcsraa e procis-ilo de
Triumpho da mesma ordem.
Aureliann de Pinho llorgos, professor publico
de primeiras leltras jubilado, ofTerece-se a dar liccs
om casas particulares : as pessoas que precisarein li-
rijain-se ra Velha n. 12, que acharao com quem
tratar.
riBLICACU) SCIENTIFI.
Acham-se no preln as INSTIIFICOES DK 1)1-
HEITO PUBLICO ECCI.ISIASTICO pelo llr. .loa-
quini Villela de Castro lavares, lente da Faculdadc
de Direito desla rutado ; e por esles dias ser lislrui-
do pelos Srs. subscriptores o primeiro roame d'esll
interessaute obra, para ImpresSo da qoal os editores
se nao lera poupado sacrificio algura, tendo so-
meule cm mil.i apresentala ao publico nilidae a.-
scadamcnle impressa, em bonslvpos e ptimo papel.
Esse vtame, poi, contendo de 30 a :itl pagi-
nas, em elegante frmalo, arhar-se-ha a venda do
dia 10 de fevereiro em diante, na livraria dos edi-
tores, Ricardo de Freilil &C. esquina lo Collegio
ii. -JO, ao proco de l'.NKH) res, para os nilo assignail-
les e ahi, bem romo em mi das pessoas que se on-
carregaram de agenciar assignaluras, ser distribui-
do os Sr--. suhscriplores, mediante a entrega da
primeira prestiello de sua assignalura foQOUO reis :
licando a segunda e ultima prestaran de igual nunn- la '-----.'....."" '
lia, rara ser paga ni oceatilo da entrega do Jg,m. < q" ''" Ml*' l,0,1'cl",,,,a >" SUldi c
do rotame, queja se acha no prelo; recebendo an-
da este auno o Icrceiro c ultimo colante sem mais re-
tribuirlo algama.
Aquellos senhores que quizerem ainda subscrever
poderao faze-lo nesla provincia na livraria dos edi-
tores e cm caa das pessoas cucar regadas da subs-
cripto, e em nutras provincias em casa dos respec-
tivos agentes, ale a publicarlo do segundo voluine ;
por quanto d'essa data em .liante a obra .-omento se
vender por l.V-KtOO reis o exeniplar.
Em face das enormes lespezas qne sito obrigados a
fazer com a presente impressa, nao pndem os edi-
tores Miar de exigir dos Srs. subscriptores (sem
excepcao ; a immediata entrega de sua respectiva
prestarlo logo que Ibes seja aproseiilado o primeiro
volme; porque do ronlrario, vcr--e-ham na ne-
cossidade de suspender por ora a imprcss.lo dos
oulros.
Ilicardo de lidias
\en.le-se por prern muilo commodo urna car-
roca nova e bem construida, para dous bois : no pa-
lco do Carino, sobrado n. .
Vende-se urna casa grande, propria para fami-
lia, com bstanles coinmudos, na roa de S. (oncalo
ii. 10 : quem pretender, diriji-sc ao aterro da Boa-
Vista n, 17, segundo andar.
Em casa de Soulhall Mellor Companhil, ra
da Cadeia do Recife n. :tti, ha para vender os seguin-
les arligos : relogn de ouro palele ingloz, cober-
tos e descobertos, de superior qualidade, ludias de
algodao era novellos para costura, panno do 1,1a azul
ordinario para spalos, que ptide substituir I baca
V.
!
i.
O secretario da mesma irmandade,
autorisado pela mesa regedora, convida
a lodos os seus rliarissiinos irmios, para
comparecerem no dia (i de fevereiro,
pelas -2 doras da larde, para encorpora-
dos acompanharetn a procissao da Cinxa,
que lem de sabir da Ordem Terceira do
mesmo convenio, que para isso Cornos
convidados pela mesma ordem.
Troca-fe |uma imagem do Senhor do. Panos,
muilo perleita, chegada iilliruamenlc da Babia : no
alerroda Boa-Vista D.72 B.
nanda fazer
ida os liilhe-
.eira lotera
h cujas ro-
ule" c
lotera da provincia.
O lllm. Sr. tlieson';r
publico, que
tes da qua i
do Gymnasio fernaml)..,,
das andam no dia 15 do crlente. I lie-
touraria das lolerias I de fevereiro de
I85.O escrivao, Antr- lio Josc tiarle.
Precifa-se de ara moco ii a l annos para
caixeiro de armazem de farinha'.: a tratar na ma do
Rangel n. 41, ou no largo da Kib'eira n. 5.
A pessea que achar-se habilitada para fcilori-
sar a cscravos om um sitio, procure o filio da Eslan-
cia do (iiqui, que achara com quem tratar condi-
coes e precos.
lenlo Candido de Moraes rclira-se rom
iihora para Portugal, e deixa por seu procura
Sr. I.ino lerreira Piulo. v
Candida Maria da l'aivio Rocha,pro-
tessora particular de instrucc3o|)rimaria,
r.'siilenle na ra do Vigario do liairro do
Recife, faz tcienteaos pais de suas alumi-
nas, <|ue aclia-se aborta sua aula, na qual
contina a ensinar as materias do costu-
me, e admitte pensionistas, meio pen-
sionistas C evternas, por precos razoa-
veis.
Ilehrard pai, ilevendn prximamente soltar
I ranea, os abaixo resignados previueiii ao publico,
que I casa esla em liquiiacdo, e pie lodas as pessoas
que liverem cuntas rom os abaixo assiguados, quei-
rain IDrosentl-llf ate. o dia I "i do corrente mez, pa-
ra seren pagas. Ilehrard filho continuara desla da-
la om dianle o mesmo modo de negocio por sua
conla. Peruainhuro i de fevereiro de Is'.t.. lle-
nrard paiA. Ilehrard lilho.
Holam-se canoas de irrjn para qualquer ohranu
alcrro, cora prumplidao : a tratar no pateo du Car-
ino, sobrado ii. 3.
latas pequeas, pennas de ac de superior qualidade.
Vendc-sc panno lino grosso a 7 o covado, pio-
prio para capotes ou cobertores : ua ra du Passeio
toja 11. 9.
Aos apreciadores da boa
fumara.
Na liavc-i do arsenal do guerra 11. I A, ha um
sorlimento do charulus linos, chegados ullimauonlc
la Babia : xonde-se por pre^o commodo.
Ra .do Collegio, loja
n. 3.
lia para ventScr dore de caj' seccoae de calda, o
melhor que pode ser.
V ndein-sc por nreco commodo dous globos,
um celeste e oulro lerreslre, nanea servidos: na roa
do Padre Flonano n. .ti
Sapatos de hur-
racha.
i.i luja de IS.iilrigucs \ Lima, ra do Oueiinado
n. 33 A, existe nm bonito sorlimcnlo de sapatos de
buiracha, ubra do muilo bom goslo e de boa quali-
dade, sendo pata inoniuu, li.iin.ni o -enlioia. tendo
poriilo a escolher, que se vendo pelo barato preco
le :!.; e 3330O o par.
Vinho do Porto superior
Chamico. *
Veirdc-se nicamente na rnaMa Cadeia do Kecife
n. i, annitem de Barroca \ Castro.
' Na ra do Ilruin n. -'. armazem de l.uiz Joso
do .'sa Araojo, vende-fe sola om porgos conforme
as ruanas quevieram, rera de enrnanbl superior cm
sacras, sacias com superior gODimi, courosde cabra,
bicus c rendas ; luilo por precos razoaveis : a Ira.
lar no mesmo armazem.
Veude-se nina ntobilia
de paoiVole. com ponen uso, ninaPelmi frinccza,
nina mesa com aparadores, cabi.les pira roupa. urna
commoda de amardlo, e urna marqlioza de dito lar-
ga que serve le cia, c mais oulros trastes diversos:
ua ra di Cadeia de Santo Amonio n. (s.
Panno azul.
Vende-se panno azul muilo encorpado, de onrelo
brM a 13300 o covado en. peco, e a reUlllo a
5100, taz o mesmo elleid. .la baila, o heOiiulo mais
ralo pela sua duraran : na ra do Oueiinado 11. 3.
Cobertores de la,
os ruclhore, o mais eneorpidos qne ha no mercado
vendom-se na 1 na do Crespo n. II, I,pide \ |,
Santos A llolim.
Vende-se nina carrosa de Irabalhar rom boi,
usada : na ra da Concordia, armazem do nuteriaes
de Manool Firmiuo Ferreira.
Veude-se urna vacca Inuriiia, um boi. c algu-
mas crias, por preco coiiiinodo : a Iralar na estrada
nova.no sitio do Fortes.
Vende-se urna porc.10 de sarcos, garrafas e bo-
tijas vasias, assim como urnas cadeiras ordinarias,
por preijos cinmodos : na ra do Bru, amando o
chitarte, primeiro osa.
SAPATOS l)E BLKRACHA.
No aterro da Boa-Visla defruntc da boneca n. I i.
ha chegado um grande surljineuto de sapatos de bor-
racha ranilo proprios para a estarao presente, tanto
para homeiii como para sciil.ora. meninos c meni-
nas ; assim como calcados fraucezes e de ^anles, e
doAracalyde lodas as qualidades, p^ preco muilo
cominodo, a troco de sedlas vetilla.
Rologios patente ingles:
vondem-si' no armazem de Rnsrron llooker ,x,- (;om-
panhia, e-quina do largo do Corpa auto 11, iS.
Veude-se ac em ennhetei de um quintal, por
preco muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
mo ti ti Compauhia, praca lo CorpoSauton. II.
Mascaras.
Vendem-se a I $000, I #000 e 2x000 de
rame: na ra da Cadeia do Recife n.
13.
4.0lilil;, do
Aracaty.
Vndese no arm.'.zem de l>. R. Andrade Com-
pauhia, rita da Cruz n. 13. excellente gomraa do
Aracalj, cm saceos de 4 arrobas, e por cummodo
preco.
Attencao.
Vende-se muito barato solirivel vinho, a preco de
100 rs. a garrir, e em caadas S>680 : na ra d
Sentni vcii.a, iaiip.11.1 .i. ioi.
Liquidado.
0 arrematante ila loja da ra do Crespo 11. I, jun-
to a casa nova da quina, confronte ao arco de Sanio
Antonio, qiiereudo acabar com as fazondas que exis-
lein, vendo barato para liquidar, sera perda de tem-
po. Princeza pela de boa qualidade a 300 rs. o
covado, alpacas finas de superior qualidade a 800
rs. e 13 o covado, meias pretas de algodao para se-
nhura a 2UO rs., suspensorios 100 rs. o par, corles
do cama linas francozas a I3IOO, e tetiOO muilo fi-
nas, lencos de cambraia linos a vi rs., ditos de seda
da India muilo linos para homem c seuhora a 1>I00,
romeiras de rambraia lina de lacos de seda para se-
uhora a 39, manteletes de seda fiuos a (j, maulas de
seda para senhura de supericr qualidade a 3j>, corles
do colletes de laazinha para homem a 500 rs., lencos
do seda branca multo linos a l>, curios de fasfo
para colletes a tiilt e 800 rs. de superior qualidade,
curtes de vestidos de cambraia e seda muito linos a
3-? e 681 cines de cambraia com babados linos a 33,
ditos de cambraia de cor a 3500, brelanlia de linho
de (i varas a peca, lina, a 5-''"), chales de tarlataoa
a 800 rs. e I3-JOO, dilosdo cassa c seda muilo fiuos a
895OO e 33. Ifll para vestido de sri.hora a :l0 o co-
vado, camhraias de cores linas a 320 e 100 rs. a va-
ra, pec_as do lili, para uiosquoleiro de JO varas a ;te
a peca, cries de meia casemira de superior qualida-
de a I3OOO e 3 o corle, rucias para senhora linas a
2(0 e 320 rs. 11 par, madapoln c algodaozinho, e
oulras muilas fazei.das que per sercm muitas nao se
podem mencionar, e que se vendem por todo o preco,
na mcucionada luja.
Vende-se feija i cm saccas grandes, chegado do
Aracaty: na ruada Cruz 11. :ti, primeiro andar.
Pipas vasias.
Na roa d Cruz n. 10, vende-se urna porcao de
pipas vasias, muito em conla.
Madapolao com a varia
Pecas de madapoln com toque de avaria a dous
mil res, dous mil e quinhentos c tres mil reis : na
loja das seis porlas em frente do l.ivramenlo.
J BATOj !
;>a rua do Crespo, loja 11. I, vendem-se por lodo
o preco-fazeudas do priincira qualidade, para acabar
nao se olha a proco.
NICO DEPOSITO.
Vende-se a xerdadeira e incomparavel
agua denlifricc doDr, Fierre, muito elli-
caz na conservacao dos denles e bom ba-
lito da bocea : na botica dos Srs. J. Soum
VC, nico deposito que existe nesta ci-
darl .- pi-ovnu-ia lo t'ei ii.iinliuco.
Algodio monstro a 900 i-s. a vara.
Vende-se o xerdadeiro ligedle monstro, com 0
palmos de largura, pelo baraiissimu preco de 000
rs. a vara : ua rua do Crespo o. 8.
Cera de carnauba.
Vende-se cera de carnauba de boa qualidade, por
menos preco do que em outra parte : na rua da Ca-
deia do Kecife, loja 11. 30, defruntc da rua da Madre
de Dos.
Tinta preparada ein oleo.
Na rua do Trapiche Novo n. 18, em casa de E. II.
Wyatl, vende-se excellente Unta branca, preparada
ero oleo, em latas de 28 libras.
Eixos e arreios para
carros.
Vendem-se superiores eixos e arreios para carros:
na rua do Trapiche Novo n. 18, casa de E. 11
Wyitt.
Candelabros e lustros.
Acha-se a venda em casa de E. II. Wxall. na rua
do Trapiche Novo n. 18, um completo sorlimcnlo de
candelabros e luslrus brouzeados de :l a 8 luzes.
Vinho Xerez e Porto.
Vende-se vinho Xerez e Porlo em barrisde quar-
(0 : era casa de E. II. Wyatl, rua do Trapiche No-
vo n. 18.
POTASSA E GAL YIRGEM.
No antigo eja'bem conliecido deposi-
to da rua da Cadeia do Recife, escriptorio
11. 12, lia para vender muito superior
potassa da Russia, dita do Rio de Janeiro
c calvirgcm de Lisboa em pedia, tudoi
precos milito (avoraveis, com os quaes li-
carflo os compradores satisleitos.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sorlimento de taixas de ferio
fundido e batido Je a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo c com promptidao' :
embarram-se ou carregam-se em carro
sem despe/.a ao comprador.
Relogios
inglczes de pa-
tente,
os melhores fabricados em Inglaterra: cm casa de
llcury (jihson, rua da Cadeia do Itecife 11. 52,
Relogios de ouro
inglezes de pa-
tente, de sabo-
neteedevidro,
cIicjhiIos pelo uHiino pauelo, \cmlom-soporprero
rasoavcl ; ein rasa 1I.1 i ..i.k'iit 1I0 Kecife n. 'iS, primeiro ailar.
r.iliu.iihi de piulio la Suecia, alcaltao e pi\p.
Me. Calmonl \ Compaoh.a, lendo recebitloum
eaiTCfeamaDlo (ie.iie* generoa pelo liri^ue sueco />.
/ Ir ri--\,, d,> 1 Kiiht'inii.in .:. \ender.~io on mesnios a
reUllio por precot barato*: olaboado aclia-aoraco-
Ihiilo no armazem dos Srs. (.arvalho i\ Irm.lo, roa
do lrtim.
Meias pretas pa-
ra padres.
\ endein-se superiores raeias de laia para padres,
pelo haralissiinn preco do IjtMMIo par, dilasdeal-
(odilo preU- til o par : na rua do IJueimadu.loja
do 111111 Jo/as da Koa lama 11. .TI.
(garfas france-
sas.
Vendem-se superiores carias francez. para vol-
tarcle a <<*'> rs. baralho : na rua do Oueiinado.
loja de miodezas da Boa Kami n. 33.
Moinhos de vento
ombombasderepuiopara regarhorlase baiii,
deeapira.iiafundi';aode O. W. Bowman: narna
d"Brura ns.6.8e 10.
Cortes de cassa para quem quer dar fes
tas por pouco dinheiro,
Vendem-se curtes de cassa hila de bom goslo a
2}, ditos de padri'.os fraucezes 129100, rassas rozas
para aliviar lulo, ditas pretas de'padrOM miudos a
"25 o corle, alpaca dt soda de |uadros de todas as co-
res a 720 o covado. lencos de bico tanlo piulados
como bordados a 320 cada um, grvalas de oda pa-
ra homem a 15 e l;>600 ; todas estai fazendas ven
dera-se ua rua dn Crespo n. 6.
sreixe secco.
Vende-se peixe secco : na rua dn (Jueimado, loja
n. ti.
Cousas finase de
bons gostos
NA-LOJ Di BOA FAIA.
Vendem-se ricos teques cora plumas, bolola.e
espelho 1 25, luvasde pellica de Jouviu o melhor
que pode haver a I.-mhi o par, ditas de seda araa-
rellas e brancas para homem c senhora a I928O, di-
las de ii.rr.it pretas e com bordados de cores a W'O
n. e 1S200, mtas de lio de Escocia brancas e de lo-
das as cores para homem e senhora a OO fs., ditas
para meninos e meuiuas mnilo boa fazenda a i-ti,
lencinhos de retro/, de todas as cores a 19, (nucas de
la.1 para senhora a Lin, pentea de tartaruga para
alar cal.ello.fazenda muilo superior a .'O, ditos de
alisar tambora de tartaruga a lis, ditos de verdadoi-
ro bfalo para alar cabello imitando muilo ai. de
tartaruga a 19280, ditos de alisar de bfalo, fazen-
da muito superior a :I20 e .'.mi rs., lindas meias de
seda piuladas para enancas de I a :i anuos a lcSOIt
"li'.it, ditas de lio de Escocia lambem de bonitas
cores para crimen de I a 10 anuos a 320 o par. s-
pelhos para parede com ezcellentes vidroa a 500,
700, if e l?200, loucadores com pes a l'.oti, litas
de velludo de todas as cores a 160 e 210 a vara, es-
covas linas para denles a 100 rs., e nistimas a .".un
rs-, ditas linissimas com cabo de mariim a I>, tran-
cas de seda de lodas as cores e largaras 1)20, 100 e
'.un rs. a vara, sapatinhos de laa para enancas de
bonitos padres a 210 c :120. adere;os prelos para
luto com brincos e allineles a 12>, loucas pretas de
seda para chancas a 15, travessas das que se usara
para scgurarcabcllo a 19, pistolinhas de metal para
criaiicis a 200 rs., galheteiras para azeile e vinagre
a 25200, bandejas muito linas e de lodos os tama-
itos de 15. 29, 39 e <9, meias brancas tinas para
senhora a 2i0 e 320 o par, ditas pretas muito boas
a 100 rs., ricas caixas para rap com riquissimas es-
lampas a 39 e 29500, meias de seda de cores pan
homem a 610. cliaruteiras muilo linas a 29, oslos
para bengalas a 10 rs., pastas para guardar papis
a SOO rs., oculos de armactlo do ac prateados e dou-
radosa 610, 19 c 1J200, Tunelas com aro de bfalo
e tartaruga a 500 rs. e 19, superiores e ricas benga-
linhas a 29, c a 500 rs. mais ordinarias, chicotes pa-
ra cavallo pequeos e zrande*. fazenda muito supe-
rior a 610, 800, lo, I92OO, 19500 e 29, atacadores de
cornalina para casaca a 320, penles muilo linos para
suissa a 500, escovas finas para cabello a 610, ditas
para casaca a 610, capachos pintados para sala a
6S0, raeias brancas c cruas para homem, fazenda
superior a 160, 200 e 210 o par, camisas de meia
muito linas a 19 e 19200, lovas brancas encorpadns
proprias para montana 1 210 o par, meias de cores
para -cultora muilo fortes a 220 o par, ricas aboloa
duras de raadrcpcrola e de oulras muilas qualidade
c gostos para colletes e palitos a 500 ra., fivelas lloa-
radas para calcas c odeles a 120, ricas filas fina
lavr.idas e de todas as larguras, bicos unissiraos de
bonitos padri.es e lodas as largaras, ricas franjas
brancas e de cores para camas de noivas, lesoun-
nhas para costura o mais lino qae se pode encontrar.
Alcmde ludo tstonutras inultsimas cousas muilo
proprias para a festa, e que ludo se vende por pre-
co que faz admirar, como todos os freguezes ja sa-
bom : na rua do Queitnado, nos qualro cantos, na
bem conhecida loja de miudezas da Boa Kama
n. 33.
Vende-se ura cabriole! em bom uso ; a Iralar
na rua do Collegio n. 21, primeiro andar.
Camisas de meia
de pura laa.
Vendem-se superiores camisasde meia de laa, pe-
lo barato preco de 39: na rua lo Qucimado, loja
de miudezas da Boa Kama 11. 33.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandioca
em saccas que tem um alqueire, medida
velha por 3J000 reis : nos ai mazens ns.
o, 5 e "i, e no ai mzein delrnte da porta da
alandbga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes i Companliia na ruado Trapiche
n. 3i, primeiroandar.
438500
Vendc-se cal de Lisboa ullimamenlechegada, as-
sim como potassa da Itussia verdadsira : na praca do
Corpo Santo 11. 11.
VIMIO XbllE/..
Vende-se coperior vinho de Xerez em barris lo
l|l.emeaa .le E. i. Wyatl: rua do Trapiche
n. 18.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Rua d a
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo soi timento de |moen-
das e meias moendas
X Vende-se a/eile de enlzo en'boj(ia>, pelo pre-
00 de 1s6O0cada botija : na rua di Cruz n. 22.
Cal de Lisboa barata.
I'ara fecliar cuntas vendem-se barril com cal Lisboa, pelo diminuto pre;o de t92ii. aiw rom.
ha urna porro da dita cal sola, ptima para caur
Eelo seu hrilhantiinio e laracAo, e nrlie nina
arrira que tenha -1,1.1 de |bacalho rr 39: hih
da Cadeia do Recife n. 50.
SYSTEMA MEDICO DE HOU.OWAY
PILULAS HOLLOWAY
Este iiieslniuvelospecilicn, composte inleiranitli-
le de lien as medicinaes, nao contera nierc.ru.. ni-11
algama nutra substancia dele* terca. Bc.il.. m.il
lenra infancia, e a n.mpleicAo mais delicada, h-
igualmeole promplo e aeguro para deurraiait. w
111 rompleicao mais robusta ; lie inteiranmle i..-
ccule era suas ipcr.ua.es e elleilos ; pois tosca e re-
move as doencas de qualquer e>|iecie e eim, \+t
mais antigs e lenices qne tejan.
Entre militares de pessoas curada com este re-
medio, muilas que ja eslavam as perlas 4a nmcle,
preservando em se. usa, coniegairan recbrar ..
ande e torras, depois de haver tentado ..IiIm.I
lodos os oulros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-*, a dnrspr-
1 ai.au ; fac.itn um cnmpelri.le csalo dos eflicaae*
elleilos desta assombrosa medicina, e prestes rec.-
peraiaon l.euelicio da laude.
Nao se perca tempo em lomar ese remedio par
qualquer das ~eguiolesneiroid.de-
Iccideu lo sepil pticos.
Al pureas.
Ampo las.
Arelas mal d' .
Aslhma.
Clicas.
Con\ ni-.a--.
Ilebilidade ou exlcuua-
cao.
Dchilidade ou falla de
forca- para qualquer
cousa.
Dcsinteria.
Hur de garganta.
de barriga.
a nos rins.
Dureza no cutre.
Enfermidades no ligado,
o venreas.
Enxaqucca.
Ervsipela.
Kebrcs biliosas.
intermitiente'
Kebre loda especie.
Ca.
Ileniorrhoidas.
Hydropisia.
Iclericia.
Inliges(i'ies.
Inllaniiiiac-i-
1111 guian.laile .larra n
Irujcje.
I 1 ml.rigas de tiKlac-|'i -
ie.
Mal-de-pedra.
-Mancha- na culi-.
1 tli-lt itc.a'j de entre.
I'hlisiraou ons.mpe
pulmonar.
Ileleiicao d'ourina.
Kheumalismr.
Svmplomas sccandatii...
lemores.
Tiro doloroso.
t leer.s.
Venere, mal.

para encenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de lodosos lmannos,
dito.
para
I.A8YRIKTI10S.
Ki rua da Cruz 11. 3. primeiro andar, continua
I haver sorlimento de boas obras de labvriiilhn a/,
venda.
Vendem-se em casa de S. P. Jo.'ins-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sel 1 i ns iiifjlez.es.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes btonzeados.
Lon atnglezas.
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa 11. 97.
Vinho Clieirv ein barril.
Camas de ferro.
I.iyt IIUCAtV.
O arremtame da loja de miudezas da rua dns
(Juarleis n. 34, querendo acabar as miudezas que
ezistera, vende barato aliin de liquidar sem perda
de lempo.
tranja com hnlolaspara cortinados, peca
Papel paulado, resma, (de peso}
Dito de peso, resma
lia de cores para bordar, libra
lenles de bfalo para alisar, duzia
Kivclas douradas para calca, urna
Croza de ohreias muito linas
Lencos de seda tinos, ricos padrcs
t'aixa de linhas do marca
Meias para senhora por
Pnica de tartaruga para segurar cabello
Crozas le canelas linas para pennas
I lilas de holcs linos para casaca
Meias pretas para senhoia, duzia
Hilas ditas para homem
Lacre encarnado muito lino, nina
Papel de core-, maco de II quadernos
llu/ia de colvelcs
Kspelhosde todos os nmeros, duzia
l.iuhasde novellos grandes para bordar
RicasRlll oscocezas c de sarja, lavradas,
largas
Meias cruas sem costura para liomrm
Hitas de soda n. *>, peca
Trancas de seda branca, vara
Caivis de raiz, duzia
Pec,as le lilas de eos
Lipis linns, groza
CordAo para vestido, libra
Toocas de blonde para menino
Chiquita de merino bordados para menino
e oulros muitos arligos que se lornam recommenda-
veis por suas boas qualidades, e que nao se duvidara
dar um pooquinho mais barato a aquello senhor lo-
gista, que queira a dinheiro comprar mais barato
do que se compra em priraeira rolo.
COCNAC VEKIIAEIKU.
Vende-seo verdadeirn cognac, tanlo cm garrafa
como era girraloCs: na rua.da Cruz n. 10.
Pipas vasias.
Vende-se poroilo de pipus vasias proprias para en-
cher de agurdente, a proco de 17? cada una : I
tratar no escriptorio de Manoel Alves Cuerra. na
rua do Trapiche u. li.
Vendem-se estas pilla- un c-t.ibelecimeiiln grra
de Londres, n. 2ii, Slrani, e na loja de lodos os
boticarios, drosujslase oulras peanas enratregadas
de sua venda ero teda a America do Sal, Havs.a e
llcspanha.
Vende-se asboertinhas a SMMl rs. Cada urna della
enntem urna instruccao em p..rtugue/ para explicar
o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito geral l.e em casa do Sr. Soum pmsr-
macculico, na rua da Cruz n. 1, rm Peruam
buco.
C. STAKIt & C.
espeitosamente annunciam q.e no sen evlens e
abelecimento em Sanio Amaru.coiilinaam a falwicjr
com a maior pi rlei._.in e promptidao, (oda a quaida-,
de de machiuismo para o uso da agncullura, na-
vcga?o e manufactura; e que para maior eomtsMdo
le seus numerosos freguezese do publico em seril.
tecm aberlo em um dos grandes armaren- d. Sr.
Mesquila na rua do Brum, alraz do arsenal le ma-
rinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas 00 dito seu estabelecimento.
Alli acharao os compradores uro completo sorli-
mcnlo de moendas de ranna, com lodos os nulluii
montos alguns driles novos c nrigin.es de a
experiencia de mullos annos lem mostrad* a neces-
sidade. Machinas de vapor de baila e alia prosa,
laivas de todo tamanho, lano batidas como fnnds-
das,.carros de inloe ditos para conduzir formas assurar. machinas para moer mandioca, prensas pn-
ra|dito, Tornos de ferro balido para farinha. arados dn
ferro da mais approvada ronslrucro. fundo para
alambiques, envos e porlas para 'for.alhas. ama
inlinidade de obras de ferro, qne seria cnfxilostbo
enun-erar. No mesmo deposito eiisle nina pessea
inlelligcule c habilitada para recoer lodas as M-
commendas, etc.. ele, que annuiicianlr- emita.-
do com a caparldado le suas oflicinas e rnachinusmj.
c pericia de seus olliciaes. M r..mpron'ltrm a fazer
ezecuiar. com a malor presteza. psjrJhMm, evarla
conformidade com os modelos ou deaenios,e inslrar-
ees que Ules forem fornecida*.
Navalhas a contento.
Na rua da Cadeia do Recife n. 18. primeiro an-
dar, escriptorio de A.cuslo C. de Abre., conti-
nuara se a vender a SMOOU o par prero liv.. m an.
bem conhecnlas e afamadas navalhas .le barba feilW
pelo hbil fabricante que foi premiado na rv^sira*
de Londres, as quaes alora de durarem eilraardimi-
riamonte, nao se seutem no rosto na acro d corlar;
vendem-se com a cndilo de, nao agradando. **-
dercm os compradores levolve-las ale tS diasdvis
pa compra reslilaindo-se o impoHe.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O unicodeposiloconlinai ser na tx4irade ftar-
lliolumeu francisco de Souza, na rua larzado Itosa-
rio n. :l(.; garrafas grandes JotM e peqienes3gms
IMPRTAME PARA 0 MILICO
P|ra cura de pliltsira em lodos os seis diflrrenle-
gnos. quer motivadi por constipar*, lossc, eslb-
ina. pleuriz. escarros de saucae, d.'.r de colados e
peilo, palpilacao no corarlo, cnquelarbe.bro.rhil.
dr nagarganla.e todas u melesti.is1nsorc3ep.l-
monares.
IEGHIISIO PARA EHGE
no.
NA FUNDICAO DE FERRO IX) EM.E-
NIIEIRO DAVID \V. BO\\-MAN. rv\
RL'A DO BRLM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
ha sempre um grande sori.ment dos secni.les nk>
jeclos de me. hani-ino- proprios para enhenaos, a sa-
ber : mnemlas e meias moendas da mais mderiu
consim...io : laivas de ferro fundido e batid*, da
superior qcalidade e de todos os lmannos ; rada.
.lenta.las para agua ou animar*, de toda as pn.ii
cVes ; crivos c boceas de fornalhae registros de fco-
eiro, aguilhoes. bronzes. panfusos c c.ivilhdes, mi-
uho de mandioca, etc.. ele.
NA MESMA FUNDICAO.
se eveculam todas as encommendas rom i superior
ridade ja conhecida, e com i devida pre-lezae ensa-
modidade em preco.
EmeasadeN. O. Bielwi \ C, rua
da Cm/. n. I, veude-ic :
Lonas da Ruaiia.
Brui/ao.
Finias ein oleo.
Ultramar.
Cognac em e.iixas de tuna duzia.
Sarcos de estopa.
Espadas para musicus eeo lelas.
Por i -. .Minie >. Ii>s p i-cijos.
MOENDAS SUPERIORES.
Na linidieao de C. Starr & &nn|wiiliM
em Santo Amaro, arha-ic para vcimIi-i
moendas de caimas todas de ferro, de nm
I
1)000
3|000
99700
73(10(1
.(5 100
i.jooo
Ii00
211
iaOOO' u,fH'c" e constriicco
s(MHl-----------
muito supPrWrc.
JMKI
3300
2)HO0
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SMOO
:ho
100
IStiOO
300
21400
1J2IKI
182(10
IaOOO
No dia IS du corrente fugio do encrnho Kra-
goso, tormo de Olindi, um mulato de cerra de 20
annos .le idade, acabocolado, cabello corrido, em
barba, e he >a|Ueiro : quem o pprehemier leven
ao dito cngcuho. ou a rua da A urina n. M que >.
ra recompensado generosamente.
Continua andar fugi.la a prela Merenc.i, rri-
oula, idade .le 2S a :U> annos. pi.nro n.aisn-i meno*.
com o> signaos -esiiiiilrs : f.ilu de denles h frente
nina das orellias rasgada proveniente lo* lavan.
quema pegar leve-a a rua do Brum, aiina/.m de
assurar n. IJ. que ser bem cralilica.lo.
I iigirara na manliaado dia l) ,i corrente leu
cscravos ura por nome Thendnro, Mu, crteulo. pe-
cador, baivo -orpolento, rom mnilosraliellos brin-
cos pela barba e peilos. idade X ano... p.ro umi*.
oa mei.os j outro de nome Jorge, mualo, tan.
secco doi corpo, pouca barba, quebrarlo da verilh* :
lera do lado esqucntli do rosto urna cicatriz, e-ie es-
cravo foi do Sr. Manoel Thomaz
conduzirara cora sigo una caiva
es-rarcereiro :
-. na qual Pesaran,
toda roupa que t-nham. calcas e rami-a, de lglio-
zmhn de Iistras. eainisa, de madapoln, urna dil. .1.
I.aela encarnada ja usada cnl.eili.rr> ; roca-se as
autoridad! policiaes e cIssJISm de ,...... qu...ap
prebendara e ievem .. rua da Cocui du n. 2l. arma-
zem de malenaes que serao generosamente recom-
pensados.
l'EKN. : TVe. M U I. DK FARIa. IH5.

ll tri^iv/rri
i im W


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