Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07249


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Full Text
I'or iilv.cs adiantados i.sOlto.
Poi' "> intv.es vencidos 'i,s">" DIARIO DE
SAMADO 2 HK FEUKF.IKO lih iKSti.
ii iliQn i
Por auno adiantado 15.S00.
I'oile franco para o subscriptor.
BUCO
?
ENC.XRREGADOS DA SITIISCRIPrAO' XII XOR'I K.
1'araliil, o Sr. Gerrazio V. da Natividade ; Natal, o Sr. Joa-
qum I. Pereira Jnior ; Aracaiy, o Sr. A. d Lemas Braga ;
'ara. Sr. J. Jos deOliveira ; Maranhao, o Sr. Joaqun) Mar-
que* Rodrigues ; l'iauhy, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
Oarense; Para.o Sr.Jusliano J. Ramos; Amazoms. o Sr. Jer-
nimo da Costa.
PARTIDA DOS COKREIOS.
Olinda .- todos os dios.
Caruaru Bonito e Garanhuns : nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista. Exu' e Ouricurj : a 13e 28.
floianna e Parahiba : segundas e seitas-feiras.
Victoria e Niul : as quintas-feiras.
AUDIENCIAS DOS TIUIHXAES DA CAPITAL.
Tribunal do cotnmercio : quartase sabbados.
Relafio tercas-feiras e sabbados,
Tazenda quarlas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : segundas as 10 boros e quintas ao meio-dia.
Juizo deorphos : segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel : segundas e senas ao meio-dia.
Segunda Tira da cirel : quartaie sabbados ao meio-dia.
I l'lll UF.ItlDI*, DO MIC/ DE r'EVEREIRO.
I La nova as7 horas. 23 minutos. W segundos da maiiho.i.
i;t Quario eresecnle aos 7 minutos e 4S segundos da ui.iiih.ia.
2o La cheia a 7 hora, 30 minutos c 48 segundos da larde.
SB Ouarto minguanleaus IV minutse 48 segundos da manliaa.
PRI-.AMAU OEHOJb.
Primeira as 2 horas e ti minutos d.i tarde.
Segunda as 2 horas e 30 minutos da manhaa.
IIIAS DA SEMANA.
2S Segunda. O SS. Nome de Jess ; S. Cyrillo b.; S. 1
29 Terca. S. Francisco de Sales S. I'ariias saldado m.
30Qnaria. Dedicado da Bazilica de S. Pedro dos Claricos.
31 Quinta, S. Pedro Nolaseo : Ss. Cyro e Tacio mm.
1 Seita. Jejum. S. Ignacio b. m, ; S. I'ronin presb.
2 Sabbado. % Purilicecan da SS. Virgem Mai de Dos.
3 Domingo da Quioquagesima. S. Braz b. m.; S. Celer
Lenidas.
ino diac.
ENCABREGADOS DA SLTISCUIPCAO NO SI I-
Al.-igoas, o Sr. i.ljudino Fali.io Dia>: Babia, o Sr. D. Duprai
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martin.
E.M I'ERXAMIUCO.
O propietario do DIARIO Manoel Figueiroa de Paria, na aua
livrarit Praca da Independencia ns. 6 e 8.
EITSRIQR.
OOBRESrONDENCtASDO DIARIO DE PER"
NAMBUCO.
PARS
ti de Janeiro de IKjti.
Ilerisla artstica.A arte moderna.engento
Delacroix t Ingres.
A exposcAo universal de IKV> cliamon todas a
uac.ei i um i inmenso congresso da arle moderna,
e re-ulloii do gigantesco concurso que I Iranca oc-
cupa huje de urna roaneira iucoiitestavel o prinici-
ro lugar, que ella t recollieu neste lempo este rea-
laxa Me gloriosa da velfaa llalla, que a soa escola lie
aquella tm que toda a gente vem aprender, e que
einiiin lioje se visita Pars como oulr'ora se visita-
va Roma.
A Franca artstica hedominada c radiante por
quatro standes illoslraoes qua a resumen) loda, a
saber, por Eugenio Delacroi, lugres,Decampsc Ho-
racio Vernel.
Entra estes qaatrn piulores entnenles, brillia par-
licularmenle Eugenio Delacroix. genio altivo e pa-
tliclico, colorista tnaravilhoso. filho predestinado de
Paulo Verouese, de Rubens e de Reinbrandt, que
exalta ao inliuito a physionomn dos seus hroes,
que os faz ver nao sei porque magia atravez das
cores de que cada urna recordaao mesino lempo um
Iraco enrgico da nalureza eilerior e urna paixao d.i
alma humana, que abre imaginaran profndelas
iniimas no campo dos seus quadros e que incessan-
lemente augmenta a carreira as erooeoes c ti devo-
radora aclivdade do homem.
Este gran le artista que tem piedosameule reco-
Ihidii as tradicBe* da escola de Venca e de Anluer-
pia apanhou um Kranra o pincel escapo ka roaos de
l'rud'hon, de Groze de (iericaall, reuni ao dom
prestigioso da cor o dom do movimenlo, lio raro em
pintura : as saos personagen* se inovera, cerrem, se
precipilam, mal a lela as podeconler. Uissereis que
liierem escapar do quadro, tem sobre os seus con-
tornos um romo hrilhu perpetuo, um como cstreme-
cimentu de atmosphera.
Possue admiravelmenle a sciencia dos grupos, tem
o efleilo sensivel e piltoresco, tem a profundeza com-
prehensiva, e cousa, espanlusa, com eslns inarav-
Ihusas qualidudes, com esle nenio sublime, ha ido
desde o couteco umaoccasiao de escndalo, entre-
tanto foi violentamente contestado, e he hoje. que
elle cubra na phase sera da celehridade uni-
versal.
Nacido em Cuarentn S. .Maoririo, perlo de Pa-
rs, a att ile abril de ITSW, lilho de um depulado da
convenci nacional, ministro do Directorio, prelei-
to de Marsetha a de Bordeaux, enlrou ao< nove an-
uo un Lyceu imperial, c n'uifi dia de sabida, vio o
Mu/eu Napoleao anda resplundtcenlc de obras-pri-
mas, irazido da Italia, de Floreara e da llespauha
pelea exordio* victoriosos, a Iraiisfigiiracao de Ra-
phael, o miis bellos d Rubens, a deposcao da
Cruz de Correg, o !i. Pedro de Ticiano, o S. llar-
es de Tinlnrel. em nina palavra, ludo o que a pin-
tura linlia produzido de mais perfeito duranle tres
aeculos.
Tal fo a vvacidade das sua iiiipresses de me-
nino, que a visla dcsles quadros decidi da sua fe
eaejht ; ao sabir do Museu era pintor. Aos dezoito
.innos entrn na ollicina de (iuerin com preferen-
cias as.ignaladas ja por l'rud'hon ? liras. Em iK-2-2
envin .i evposo.lu o seu primeiro quadro.anle e
Virgilio coir-luzidos por Charonte alravessam o rio
nter nal,um episodio da Dicina Comedia do graaj-
de pnela Floreuliuo.
Nesla primeira apparicao toi saudad como um
pudor de randa futuro, e desde esle dia nao esmo-
receu um so instante, cada urna das eroluces do
eu laicato enrgico e volunlario, lia sido um passo
para diaiila ; cada ama das obras que elle assignou
foi urna li^ao fecunda.
Seinpre encerrado na sua ollicina, forlilicou-se
cunliouamente pela solido e reculhimenlo, collo-
rado ante seu cavallele. mysterioso e iiicessnnte co-
mo o alcliimisla as suas fornalhas, cliegou a esl;i
invejosa e inflevivel distriboieao do lempo qae de-
capla a fecundidade dos homens superiores. Ihes
permute prestar especialdade da sua arle o apoio
ile toilos w co3hecimentos, e chegaremlim por meio
de um Irahalho salutav e ohsiiuado lirme/a da es-
periencia sem prejuizo das qualidades ualivas.
O sen porte elegante e superior mente fcil, os
-gestos vio sobrios e eicessivos, a liogua he de miro,
s man erras ab seductoras, os olhos .ivos, scinlil-
lanles, encruados soba arcada das sombrancelbas,
rudes e pretos lem ama pupilla excessiva, leabcl-
leir.i he de urna magoilica abundancia, a horca
quadrada, os oarizes movis e largamente abarloa
exprimem o ardor das suas paiioes e da sua von-
lade, o servicolie profundo e melanclico, o liumor-
lie antes espirituoso e sarcaslico do que alegre.
Emlim n.lo lie bello nis condi{oes burguezas, mas
a sua pliysionomia radianle.
Apezar dos dous amaveis da sua nalureza. lem
um ardor ao trabalho que duplica lodos os das, o
sen amor pela sol.Ido, e nao se lem querido rasar :
a pintura he para si esta materia ciosa que quer lo-
do o seu homem. Assim, faz lodos os das o que
desoja, ha cincoeula anuos, segue-o, ensina-o anda
boje. Eslranho destino do arlisla he o desle tiran-
de pintor, que querendo ahsorverse lodo no pnlor-
diviuo de !t1>iio, nao pode abdicar a independen-
cia do pensamentn, c pelo contrario enronlrou urna
poderosa individualidad!' quo Ihe assigiu* um lugar
- il.cr.n no MvToilconro da arte.
lierista Dramtica
lodos os invenios nos ltimos das de dezeinbro,
no momento em que vai summir-se no passado um
annque < tem roais que o sopr, -es dilleronles
thealros dao ao pnblico a sua revista ; isln he, urna
pe?a que resume em umaarro caprichosa e pitan- j
tastira lodos os aconlecimenlos dramticos, lutera-
nos e l arlislicos, polticos, dos ltimos dnze ma-
tea com um lan^o de olhos retrospectivo, orvalhado
de una lagrima de saudade, ,is mais das vezes bri-
Ibantes de urna louca alegra.
Semelhanles obras quasi que se nao analvsam, san
lodas mais ephemerosdo que os supremos e rpidos
instantes do anno ngonisante. oo Ihes he preciso
para seren esquecidos se nao o lempo juslo que as
nossas ledras empresam para cheaar aos nossos cor-
respondemos, e nada diremos aqu a respeilo
del las. ,
O verdadeirn >uccesso drainalico he a apparirao
de uina opera da peona elezanle e graciosa de um
compositor de talento e de futuro, que ja conla
inuitts liiiimplios, a ApparcSo rfos Ettarot$e
Viclor Uase, opera em tres arlos, representada im
Ihcalro da Opera (.'omira. Disamos urna palana
cerca da librelto.
Simanne he urna pobre menina que su lem por
loda torlena a sua belleza e suas virtudes, o que nao
impede que Pedro, o lilho de um rito e velho ren-
deiro o .1 iriiur. liollii: ., vinlialeiro, suspiren) por
ella.
Simonne repelle amor brutal e assmnado de
Jacques Baln c acolhe o amor benigno e solicito de
Pedro, que lourjmeole apaixonado obleve n forja
de supplicas e de lasrimas o seu casamento com a
joven eatnponeaa. Coinludo o lio Nicolao dea com
muita difflcaldade o seu eunsenlimcnlo. he avaro,
sii tem olhos para o dinheiro, cedeu 'o lilho porque
Jacques Baln, o nbjerln de lodas as suas anlipa-
Ihias. lem lenres sobre Simoiine, e ei-lo agora ar-
rependido do sen primeiro movimenlo de bondade
c procurando una razo para salisfazer a sua pro-
inesa.
Pedro mareau ama eulrevUla no sen rampa a
i feliz Siinonno, que leudo rhesado primeiro es-
condeu-se no meio do Irigo, o adoruieceii de um
profundo sorano. o somno he fatal iqoeJIea que
i dormem a noileem pleno ar. e a nobresinlia s
lacha cega ao acordar. O Un Nicolan tem esta mi-
licia, relira o sen ronsenliniciilo. Pedro nopodc
esposar una cei'.i : todava, Pedro aula serrpie e
quer sempre uuir-se i sua iioiva. e cala pro'nploa
resistir a vonlede paterna.
Cheaa o nulono. e ii'iiiii dia ileleinpeslade. ajo
i ven reaa sorprendida se refogia em una rasa que
j se abre dianle de si : Entrando em casa de lacques
| Bella, ella cvperimeuta as suas brulaes declararnos
I de amor, esotTrealaumaa violencias, entile Podro
] chega aos seus iirilos, lrava-se una lula. Podro cali'
ifeiido, lio Nicolao que chega amaMieea Simonne o
j l.inr.i'O fora de casa.
Eis que o invern siibsliliic o nulono, os scres
succederam aos das de vindima es-uos com o ve-
lho lavradnr : Pedro cedeu as supplicas que llie fez
o pai no ause de urna molestia mui perigosa, eelle
promelteu se nao esqnecerde Simonne,ao menos es
posar /eiiobia, urna oamoradora, que acaba de her-
dar de ama la mni rica. Esta delermina^ao res-
tiloio a saudc ao velho Nicolao como por encanto, e
afi bodas se acham moito prximas, quando Simon-
ne desesperada ao saber da milicia do casamento do
seu noivu com a rica herdeira.se fez conduzir por
um joven pastor a habitando do velho rendeiro. afm
de exprobrar a Pedro a sua indigna indelidado, ou
artes rertificar-se da realidade e da exleasjo da sua
drscraca.
lleJarques llalla que
chegada, quer fiicir. elle|a retem, pos qae recobran-
do melliores senliinenlos, descobrio que o velho fin-
gi malignamente estar doenle e moribandn, c vem
jada-la escipar-se com rapariga na rarretinha
de lio Nicolao.
No desenlace a avareza lie punida e a v rinde re-
compensada, a inuocenle o proseguida Simonue. a
Simonne esquecida por Pedro, maltratada por .lar-
ques. expulsa e ainaldicoada por Nicolao, erran!,
infeliz e cega,ataba recobrando a vista e casando-se
com o seu noivo. As suas provac,oes alravessar.im a
eaiheila, a vindima e osseroes de invern e se ter-
minam no meio da primavera.
Sobre esle librelto Vctor Massc se moslrou anda
mais urna vez o puela do idyllio dos quadros gra-
ciosos e frescos, da galantera terna e seduclora,
taifa* um pouco alienada. NHo he um grande mos-
tr, e possue o merlo nlinlo de permanecer no de-
licioso dominio das suas suaves melodas.
A ouverlura em /. he um pedar.0 bem locado de
lindo i Mo-i A cor pastoril do primeiro arto lem
um exilo feliz : priineiramenle voii) um choro de
cegadores, depojs urna aria de urna forma mu sim-
ple- e mu ingenua, a bailada do ceg, mn d//o de
picante allralvo. dahi orna svmphonia pasluril c
alinal o solo de Simonne. uina melodia encanta-
dora. .
O aegunda aclo se abre por um choro de vinln-
leiros com rlivlhnio pesado c eslrcpiloso, segu lo da
cansan do \ mi lio que tem o calor das uvas vcrmclhas
e do sueco novo que corre em ondas do espromedor,
de um rimance. de scutimeiilo feliz, de um dun
que he o mais bello trexo da obra, clieio de paixo,
de energa e de ternura e de choros de um lodo mui
dramtico, mui seductor.
O lerceiro aclo coutom alguns choros de Soirao,
rondas de camponezes lulgazoes c ingenuos, dos
quaes se deslacam solos melanclicos. Enilini citare-
mos um do d'anior de enlhusiasnio e de paixao no-
laveis.
Esta nova obra em que u autor laivez devesse dar
corajosamente largos golpes, leve apezar da sua o\-
lenroo mn Iriumpho que justilica a impaciencia Ion-
so lempo experimentada do publico.
Caralma. Dupro Bataillecanlaram muioheni es-
ta msica lina e cleganle com grandes applausos dos
amadores parisienses; as decorares e os Irajos sao
de grande belleza, a orchestra so exeedeu.'
0 carnaval esle auno sera mni curto,e os bailes de
mascara sol a vara mgica de Slraass se spressam c
serilo bullanles na Grande Opera que perde um
dcslos .las urna das suas celebridades.
Urna das estrellas da Academia Imperial de msi-
ca, Sophia Cruvelli. que um envenenamenlo po-
muilo leiitpo myslorioso roubarao aiinopassadosnhir
lamente srona, almidn-, definitivainenle a sua
arle, e um desies domingos passados puderam ver
no quadro municipal de urna das mairet de Par
a publii-arao du calamento de Carlos Ilipolilo, b.i-
i."io Vigier com .Madama Sophia, Cruvelli; he o de-
senlace de um romauce de alzunsenezes.
Apozar deslesannuncios ofiiciaesfos incrdulos an-
da quizoram dnvdar e houveram hesilacies; illud-
ram-se. Sao boje os artistas que se fazcm rogar pa-
ra esposar bares, condes, marquezes. duques, i
mundo lem seguido osla marcha, e n3o poderiamos
adiar nada espantoso no laclo quo se aventara, mas
a hesitaran n.o nos parece compalivel com o carac-
ler de Cruvelli.
.- Que se llic conceda licenca por lempo de um
anuo para ir a paiz.es eslraiieiros examinar os Ira-
balbos que se annuiicarara acerca do mesmo in-
vento.
O Murn'mg l'ntt faz. a aecointe disrripro da
visita du rei de Sardcnha a WoolwkaX :
O rei Irazia o uniforme de general sardo c sobre
o peito a condecorarao do grao mais elevado da nr-
dem da > nnunciacan. A rainlia linha mu vestido
de selim azul guarnecido de voludu da nipsma cor.
um maulo cinzenlo escuro eum elegante chapeo.
A fabricaran das halas para as carabinas minie al-
brahlo p.irlir'ularmenle a allenr.lo do rei. As iiiarlu-
nas que serven] para >la talo ira.; m lem Irab-ilhado
,- onsianlemenle da e noile hi mudos meces. Expli-
cou-sc ao re c a-, pess.ias ip".*; i aompauhavam o
que encenilioii a plvora. O realoja he coiihecilo.
Caso raro : o arlilheiro, que em cerlo molo foi a
rausa da explos.io, escapoil apenas com leves fof i-
menlos, eo seu camarada que eslava ao pe delle lo
feito oni pelaros...
11 onipregada seriamos mais felzes, pos evlar-se-
lua na sociedade o llagello da preguira, que sendo
Plii de todos os vicios adianla a miseria a passos
largos. Da falla de amor ao Irabalho nascc a iiicn-
dicidado, que arrastra o homem quasi sempre a lo-
Oulro incidente curioso he a morle, nesse mes- I dos os desr.os do crime, se a inemhcidade nao he
ino dia, do eommaudanlc de arlilharia. Tinha elle i nutrida com o amrco bolo que ordinariamente se
ido observar as baleras Irancezas, quanjo uina baila habita a implorar de porla em porta. A mendici-
de nrlilharia llie Icvoii a cabera... 11 dade he urna das praga*. da sociedade, e nada mais
o A explosao do parque de arlilharia eaasou um atlliclivo do que viver-se dehaixo da sua inlluenca,
pnico iurrivel ; hnmeus ecavallos fuuiam aos mi- i pelo quo seria moito para desejar que se reduzisse
Ihares, o era opiniao ueral que ns Rosaos lioliaill fei-
to voar aiuuma machina infernal, l.ilvoz segando o
projeclo de luid lluodoiiald, de quo ellos s- teriam
apprnpriado. Ilouve halas o hollinas que furam ar-
rojadas g|0 Ir a quatro inlhat de ilisl.incia. Os
merhanisnio deslus marbinas; a sua inpiicidade oj navios Iremoram romo se fra um tremor de Ierra,
a rapidez com que trabalham foram moito admira- e mnilossaldados persoadirarn-sa que rumpera ins-
tanlaneamenlc alsum volcao. >
o O parque que foi polos ares linha 10) jarlas de
las. A machina quando trahalha agarra una barra
do chumbo por uina exlremidade. corla-a om peda-
ros exarlamenle do mosmo volunie, e d.i por min-
te com e cenlu a vinie balas promplas. Oproduclo
mais fraco de cada uina deslas machinas he lodos ns
sabbados de perlo de 1-10,000 balas por um Irabalho
de -i horas.
Antes de entrar no edificio das experiencias, o re
examinou um arando numero de iroplieus rnaaei
eliegados da Crimea. Entra astea irupliou* lia um
canhrio de l, mn carro de inunie*ics e ootro enge-
nhnsainenlu disposlo para conler lo los os forneri-
inenlos mdicos. Esle ultimo foi lomado em Alma,
l'oram dopois executadjs cm preseuca do rei ina-
nobras, duranle as quaes se alirou ao alvo. E-lava
reunida urna groada qoanliiladc de po-soas, as
quaes saiidavain com longos vivas SS MM. na sua
chegada e partida. Em seguida foram apresenta-
dos a S. M. e ao re os homens feridos na Crimea.
A raiiiha vendo um soldado que liona perdido um
braco e urna peina na> ttinclieras.eqiie aii.lava com
mofetas eiprimio-lhe o -onlimento que tinha de o
ver assim mutilado,' e tirando o lcnro limpou as la-
grimas que sem querer Ihe corran pelas faces. I'o-
ram lamben) apresentados a S. M. vinle sanadores e
qoarenla artilheiros mulilados, e lodos receheram
dollas palavras animadoras.
O marque/, de Azeglio, minislio da Sardeulia
em Inulalerra, leu a souuinle respusla do re. a feli-
citaran do coiisolho municipal de Douvros :
ti Senil.oes. sois os primoiros <|n me felicitao
e daos a boa viuda iota tena Itospilaleira da Insla-
compriinenlo. e .VI do largura, o
Numa correspondencia de Sebastopol rom dal
de 2 de iiovembro publicada pela PrtlM a"Orlent, \ Jerusalem.
se le o seguinle :
n As Delicias sao cada vez mais oscassas, e ainda
que nos adiamos om suerra, as nossas occupares
s.io inleiramete pacificas. Cada um loma as pre-
cauroes naceaaarias parareaistir aos rigores do inver-
n, que se aproxima a passos largos. As rcenla-
roes ilo anuo passado fa/em com que lodos sejam in-
doslriosoa, e cada soldado he li >je um areliilolo, pe-
dreiro, rarpinteiro, serralheiro ele. O campo ac-
tualmente^ licum grande arsenal onde parece cons-
lruir-se uina nova Babel.
o l'raa arande parte das Irnchoiras lem desapare-
cido, o o terreno lem-se aplanado sonsivelmenle,
no s na proximidades da cidade, como lambem
em Sebastopol ; porque as balas da patio do norle
lem incendiado o destruido imillas casas, e os nossos
soldados no (oem concorrido para esta obra de dos-
Iruicilo.
A madeiraMas casas destruidas he arrancada com
o maior cuidado, e serve para novas conslrurroes.
A rada passo, a orgulhosa Sebastopol so abaixa um
passo au nivel da Ierra, e nao est longe o dia om
que osla cidade ISn altiva nao seja mais do que
um sraude montan de eutullio.
a Km iiani.i a cidade rusia lermiua Inrnienl.ivel-
inoiile o seu triste tteslino, as rilados fran-
eezas e inglc/.as. islo he, karniesch e lal.iklava, en-
Dumero dos mendigos aos que verdadeiramenle
se acham em estado de implorar a caridade publica
ja como legos, aleijados. ele, -2 pois he Inste, que
vejamos cm cortos das de semana espalhada pal lo-
da ridaile urna iolinidade do mendigos, alguns delles
!.i i velliacos, que lngem nao poderem andar, e he
um homem, ou inulher, como qualquer um no seu
mais rigoroso estado de saude.
1 Nome veneran lo para lauta cenle!!!
2 A proposilo : ha um ceg na fabrica do Cerva-
sio. que vive de feilii-os. ede dar fortuna as lilbas de
Sua casa he um basar desse genero.
Ierra. Nesta conjunelura eslas palavras sao para | grandecem-se om extendi o popular.au. Karniesch
miin de subi lo valor, lobo mu lo que seja por vossa j he boje mais importante praca de commercio e una
iiilorinedio que eu receba as primeiras evpresses de i prara forle.
sympalhia na orcasiaoem que realiso o desojo que ha < A sua linha de del'eza est rmala com pecas de
moito lempo linha de visitar a soberana .leste reino. I srosso calibre em aran le numero, e osla em estado
Milito me lisonsearam as expressies de quo vos ser-1 de resi'r aos ataques de um poderoso exercilo. As
visles para exaltar o *-\erclo sardo na Crimea, o es-
(uu cerlo que a approvac,aodoscomparlriolas daquel-
les quo com lana valenta eombaler.un em Alma e
em [nkerman sera lida em muila canta polos nossos
soldados. Recebo a expressao dos vossos benvolos j
setilimenlos como um feliz presaao da iiuiiba via-
aem, e rogo-vos que levis presenra dos vossos
roucidadaos, cujos represenlanlos sois, a e\press.1o
da niinha sincera cralidao.
. i Conla um diario Irancez, que um arlisla me-
t canica do l.von partir para Paris com uina carrea-
nas regif.es que Ihesaoeslra- viajanles que orcupain. Se se dr crdito ao in-
, ....,.-. venlor, a sua rarroagem rollorada sobre o raio de
wm n\tumA< IndivMostida- I c;HiriIl|l lk ferro Corr(,riil com umi, prosl(J/., llc
l*or outro lado, porque btftarfa ^ucredida na sociotl-ule em que vai entrar, ahi lera j rrem .j* MJt mvenrao, rodando sem cava I loa e sem
miiilos Irinmpliox; esla sociedade tem preciMo 9\ auxilio do v.inor, movido a pelo elTeilo do pCHO dud
rerrutar alsumas \ezes nas res
nh;i*, ile enri'|i|prer-se rt
rtc< orlgioaefl e |*1lhlDles. j 30 a 35 kilmetros por llora .< que no he pouco.
A-; mullieres evrepcinnaes sao as bem viudas em I A rnrresf>nndenri urna sociedade que wque.sa da sua niiiformi.la.le, i1)ro annooola que o banco imperial de commercio I
Ocaf*amenirt o ninis liellt que *o em feio na
[opera rfepois do eaaamonto le Taglioni, a illu^ire
danaarina com o conde Gilberto de Voisinos; entre-
tanto iiaiia .illi.mr.i ainda nnior foi contrabida por
urna lambem celebre, 'l'heresa Eciler. que espusnu
o principe tluilberme da 'ru"H.
ti. ../.
de OdoM toapondoa o -ou* n^ajinncBos emdiuhoi
ro. Kia fedurao e\plicou-*e, pois o banco, alen
suas portas em breve serao rolloc.ida, e enlo a ci-
dade car inlcirameiile fechada pela parte de
Ierra.
Do lado do mar, nao lem ella c>usa alpima a
lamer ; porque aesqoadra qoc a podara atacar, csl.i
subuiTsida no fnnio do mar, e apenas se ve em as
extremidades de alnuos mastms que saem das asnas
romo um lucubre -lena! desuarlo a indicar o Iu_: tr
de um grande desastre, a
PAGINA AVULSA.
t) Senlior, que respoosabilisoo-se por urna car-
11 viod.i da Victoria, enleoda-se com .> editor do
Diario.
Achanio- couvenieuio.
Eis um cei;o industrioso, que sem luzes mostra onde
ha dinlieiro!
J.i que Iralamos de roubo locaremos uessa especie
de industria para recommendarmos ; polica a se-
^nranea publica, sem o quo nao poderemes conlar
com nesco o que for na realidade.
Merecer especial mcnsAo as fallas, que se com-
inetlem no dosemponho das funeces, que (em rela-
(."10 directa com o serviro publiro, e so athoje temos
euardado silencio, d'ora em dlaotc mui respeilosa-
monle iumos lembrando aos senhores chefes de re-
parlijes\o que Ss. Ss. falvez por seus muilos allar.e-
res nao possam dar exacto cunipriinento.e bem assim
ir-lhes descobrindo pouco a pouco a poutnha do veo,
osse veo lAo diaphano. que s nao ve o que se passa
por Iraz dello na Cmara Oplica quem... sim, sonlior
nao quer mesinn ver. llo nao quer riizer, que al
aqui ludo nao marche em seus eichos. E quem ig-
nora os grandos abusos commellidos por certos func-
ciouarios pblicos"! .-V repressao desses abusos he
una medida, cujas vantaBCus sao incalculaveis. O
povo be quem padece com ellos commumonle, e ser
msler, que tendo elle un advoaado, quedeltondeu-
do os seus inleresses. despert o zelo daquelles a
quem o Koverno conliou o desempenho de deveres,
que a naoserem hem salisfeitos darn entrada a lu-
do qiianto pode ser nocivo aos inleresses pblicos,
Assim seja.
Continan) as matanras do porcos na rtu do
Rangel.
A Iridie povoa^.lo do lleberibe vai a lin-ir-se no
esqiiorimonto de Dos e dos homens.
Naquella capella deseulerram-se os cadveres
ainda em pulrel'acco para se enterraren! novos, re-
siiliandodo inao eneiro, queetalam, niales que n.lo
se calcula, principalmente quando o hospede inlro-
mel'ido j. nos principia a fazor rapa-pe- '. Se
eapella he pequea con*lru.i-se e.vira-imtro* um ce-
mileriu para o queja ha terreno no lu^ar da rapella
S. lira.', pcrlcucenle ao palrimouin da capella do
povoado.
Comi atiihulante. No d-imino prosimo
doila para essa ra ou por ahi algures, e desmanche
esses carril de proslilures, e disturbios repelidos.
Igualmente pedimos ao Sr. fiscal do Kecife
que visile o becco da I.ama oatro lano pedimos
ao da Bua-Vsla a respeilo das laceas podres, que ha
defronle da Kiheira.
Tivemos occasiao de ir ver o eslabeleciroenlo
de podara do Sr. Jos Cicilio Carneiro Munlejro,
e nos parecen um dos que de eraude escalla, e
mas ."111 montados ha na freguezia da Boa-Vista,
bavendo em ludo moilo asseio, e capricho. Assim
eslivcssem todos, que comeramos bom pao.
No dia :tl levo luaar na matriz da Boa-Visla
n funeral pelo lr. Amazonas, cieas foi um faue-
ral osleuloso, foi celebrado com a maior decencia
possivel ; a era esleve decentemente decorada, todo
o templo esleve ornado com paramentos fnebres ;
a msica encllente, c a orardo soll'rivel. segundo
ouvimos a muilos dzerem. Quasi lodos os collegas
do filiado Mr. Amazonas se acharain prsenles, e
bem naturalmente demonstraran! de quanto sent
ment eslavam pdssuidos. Um grande numero de
Srs. ofliciaes e commandanles de corpos all se acha-
rara, e bem assim, o Em. barilo da Boa-Vista
commandande superior em seu estado-maior, e mui-
los ofliciaes de guarda nacional, alguns Srs. detem-
bargadores, olciaes da armada, entre os quaes o
chefe da eslacao, emlim, o aclo esleve solemne, nao
fallando cousa alguma, que deva real signilicarjo
ao ohjecto, cujos reslos se honrava. Foi mais urna
prnva da considerarlo que gozava enlre o^ seus col-
losas e amigos.
Acabram-se de urna vez as epilepcias, as in-
digesles, a- emorrhoidas, as apoplexias, as l.ebe-
deira, as diarrheas, as sincopes e as cmaras; o
que ha agora he : chojerina, cholera espordico,
cholera asitico em I.", -2., 3., 4.o, 3., 6.,
7.", 8.", <1., 10.. perodos em cores verdes,
azues amarellas fulminantes, rpidos, lepidos,
fros, quenlos, momos, quebrados da frieza ele,
ele, etc., ele, ele. !
Nao consta que alem dos dous casos fataes do
cholera tenha apparecido mais alguem.
No dia 31 dobuloo a Cornpanhia l.vrca
no Sania Isabel. A falla de alguns cantores
de forra e dos constas nao podemos ouvir lo-
da opera do Trotador o que porern foi eiecutado
esleve cxcellenle. Notamos com todo poaco en-
Ihusiasmo da parle dos dilellanles ; ouvimos a um
nosso visinbo de oadeira dizer eu acho mais mi-
thor o duelto da l'anetla de Feilieos, e o das Trom-
bttinkat do que e-a ''rii'cuyiqiie oSo eutendo
A um zemula desses o que he sublime para elle he su
pir.m, somno, marimba, e o dabo que o carregue.
Por falla de lempo nao appresenlanos o nosso juizo
acerca dos bellos episodios do Trovador qae o breve
taremos.
Acha-sc motilado com aceio e commodos o
hospital a cargo do Sr. Iir. Brido : com poucos dils
podeesse incansavel facultativo dar cabal compri-
inenlo ao que Ihe fora encarregado pelo Exm. con-
sollieiro.
Nos o felicitarnos desejando-lhe que leve com fe-
licidaile soa cruz no calvario.
Ale amanhaa.
passado > novena do l*oro da l'anella esleve bastan- i -----------------------------------
le concurrida por ambos" os sexos. i^V ,->,.: rt S. fTs>l*itrt rtVft 111'O
Os encarregadoa da partida deram seu ravaqu i- '*-'* I Val vi- -jfv IIM UlUJlv..* -
nho, nao liverain razan, lano maisquar.tn no* consta, i----------------------------------------------------------------------
que olla eleve brilhanto, sondo para maravilhar a ; Hoje i|uc a igreja celebra a fesla ila Purilicariio
"?l'len'Ie.arri,J, ^ MlU" C")'' i",""ina-,1 *"*" Mara Samissima. objecio de fe e adorado, cas-
Ja roi'eitinclo o montara de tora de Portas, i lf e..sanla crena Para aquelles cujoscoracoes a mo
Dos queira que sempre eiam aiterulidas as nos- "0 Dos ten) tocado, nao Ser fra do projiosilo
rerlaniaroes, que san sempre ern proveilo .le j oserevermos olguiuas uulavras sobre esse portn loso
LISBOA II DE JANEIRO HE 1836.
Solida diversas.
O re de Sardenha visitn hoje a City, acompa-
i filiado do pnucepe Alborto e do duque de Cambrid-
ge no meio d euthusiasmo de urna multidu de es
pecladores. Em resposla a' fellcilaeao do lord mai- j
reem fraucez S. M. exprime-se em italiano e disse
entre oulras cousas : o O acolhimenlo que me fazem
he uina prova de sympathia inspirada pela poltica
que lenl.o seguido, na qnal hei de perseverar cous-
lanlemenle.
A tlazeta de Madrid publica pelo ministerio do
Tmenlo, urna oritem regia, cujas partes principaes
sao assim concebidas :
' Alten.lendn a imporlanria do invento devido ao
chefe da segunda classe do corpo de minas, I). Ma-
noel Fernandez de Caslro, para evitar os ctioquos
dos trena e ootroa aecideotes nos eamiuhos de ferro,
por meio de signaes elctricos.
Vislo quo nos ensaios ordenados por esle inniste-
isso sobrevela a sospensio dos seus pagameniw em
numerario. Kesullaram sceiias graves, o as autori-
dades roprescutarain a popularan, que recusando as
olas do baiiro, inanifcslava pouca alTeii;ao ao govor-
no ; porein, eslas exhorlares nao impedirn) que o
premio do dinheiro se elevasse a Id c 15 por
canto.
I.e-se na Independencia litiga ;
As correspondencias inglezada Crimea conten
acerca do exercilo, noticia* as mais agradaveis, e
que conlraslam sobre modo com as do auno passado
em igual poca. O temido vai ptimo, eo estado sa-
nilano he ex(elleiile. Ha abundancia de provisoes,
e as rares de carne fresca, de pao e de bolacha sao
farlas." Reina a molliur harmona entre os al-
liados.
No principio do mez de dezemhrodevia haver unta
grande rarada. e proparoii-ie para o natal uina io-
presenlaeo dramtica de grande e-peclacolo. Os
soldados leen ornado as suas barraras rom mullos
objeclos colindo* em Sebaslopol. Coiislruirain-se pe-
queas casas do podra de cantara, madciras, lonas.
lleJacques llalla que Simonne enconlra a -na
rio os resollados correspondern! completamente ao vidros, alcallfo, ludo foi approveiledo, lizerain-se
o autor e na couforinidade dos inesmos j foaOes c calorferos com os reslos das machinas a va-
por. A ferramonla he mui procurada ; e por occa-
siao da venda dos trastes do general Sinipson, quan-
do esle se retiren, venderain-se por I2?!K)II rs un
marlello, uina serra e orna eux ; c um sacro de
pregos, quo apenas loria uns lil, vendou-se por
sem ser espe- -JOOtl rs. Os galos de Sebastopol accodeu) ao cain-
! po. o sao de muila ulilidado. O* caes ja sao incum-
peiisamoiilo
se pido:
I." Prevenir o frequ^ntc risco de um Irem alcsn-
rado por outro que levo maior velocidado:
2." Que nocc*sariaineiile ha de resultar de correr
na ino.*ma va um Irem em direcrao opposla ao que
aella apparecer ja em movimenlo e
rado.
um andar cocheira de um lado, ele. ole, a I-
luslrissima cmara pelo seu fiscal, que mando
regolari*ar es*a obra.
Com que direilo no da '.i uin amigo mearon
a outro, tioniom respeitavol, com una heug.-illa de
gancho ? Olbo que um i ameaca de gancho he uina
tentativa docou*a muito somlirias...
O Sr. fiscal de Sanio Antonio lenha a bond.i-
de de ir a' ra das l.urangeiras a um lelbero, en
cousa que o vallia. on.le se recolhem os carros da
limpoza publica. Ver Sine o monlao de immuii-
dicias, que ha no quintal.
O povo clama rom raido contra um monopo-
lista de poixe na Ribeira de S. Jos, chamado Jna-
quini Domingos, que esla mpstacrando a pobreza
com o praca exorbitante do peixe. Nests poca,
em que a pobreza dove s--r considerada pelo seu es-
lado de desvaliineuto, he rrueldade permitllr-se
que um Joaquin Domingos, assole a miiigua-la
bolsa '\o pobre. Pedimos por raridade polica,
que lauro suas vistas para e-*a* harpas. I'm Pedro,
rindo do Joaquini Domingos, he bom honiem, c os
seus negocio* sao mediros para com a pobreza.
Pedimos ao Sr. Bacal do Recife, que lance
as suas vistas para uina obra, que so o*l lazendo
na ru.i da Senxalla, cuja casa aineara ruinas, e
neni SS arha no plano das posloras.
Siio repelidas as rorlainae-.'*, (|ne lomos ti.lu
routra o soihlelegado da Varzea, que, ilizorn, mel-
lar no Ironco pira simples averiguarnos policiaes
bouiens livres. A nos nao compelo providenciar.
Considerando ns bens que desle feliz invento ro- modados, lautos sao alies ; ltimamente um camello | somos nicamente orga do* opprimidos.
aullarlo homanidade; c que o inventor renunciou perdido enlrnu na barraca de um otueiel.
ao privilegio que Ihe hava sido concedido, podando Sao frequente* s roulios, especialmenle de cobor-
pratiear-ae livremente a sua mvenrao em loda a i loros. Teiu-se comineltido alguns usustinatos ; ha
llespauha e seu* dominios S. M. ordenou : i penco foi encontrado om inarnheiro ingle/, morlo
I. (Jue areila-sc com apreco a renuncia do pri- com 1S lacada*,
vilegio. O correspondente do Time< assslio por accaao, e
2.* Que seja o aulor do invento propnwlo para naiaralmento de longe, a lerrivel explosao d !."> de
ravalltiro da real e dislincta ordem de Carlos III. I novembro. Eis-aqui como o correspondente explica
.1." Que esle ciigcnhoiro seja contemplado no cor- : a cansa da explosao :
I po de minas com o sold c cnnsideracjlo da clusse < Alguns arlilheros francezes enchiam barril de
superior immediata ou-de chefe daprimeira, na I plvora, por meio de funis de cobre, coma maior
qualidade porn, de supranumeraro al que por an- cautela. I. m eslilhaco de bomba entrn n'um tubo.
tiguidaile rigorosa oblenha o poslo elfeclivo na dita I onde um dos arlilheros lirou-o o deilon-oao elige.O
OS FIMOS DA FORTUA. (*)
Por Paulo Feval.
CAPITULO \\l.
No qual falla-se de amor
Nao se pude negar sem jiijuslira a inlluenca que
tem exr'icidii o roup.1o sobre a lilloraluravcontem-
pornea. He sohreludo no rnmaiico qne esto vestua-
rio comrnVdo ha adquirido nina posirao considera-
vel. ReleiVa tergraude tlenlo para descrever bem
um rnup.ii; isso exige nao smcnle eslylo. como
lambem co/los couhecimenlos especiaes que pare-
cen! perloifcor aos [Herradores de fazenda e de DO-
vidades. .4**1111 muilos jovens han tido ino suc-
res*) nessa empreza ditliril. Podemos dzer que o
rnapao ten:i sido a podra de loque do eiigenho del
nossos romajucislas. llevemos tido alguns mu bellos, |
outSii^-ainTrTvois.>-oa>*r*iS que lem levado al 080*1
bfime a ousadia de sua erlgtBllidade.
Ha roupao de.rriplo em iniiilo* capitulo* costura
por costura, alamar por alai\ar, que loria cerlamon-
le merecido a medalha de our'n na oxposirao da in-
dustria reparlimento dos Mfatales. l-.m nossos
das Boileau leria escripto em rn*a, o que Ihe loria
pernullido dizer : lim roupao sem defelos vale por
si s uin grande poema.
Ha lambem pinturas preciosas de cachimbos ori-
enties... Porm proinelleraos a nos ine*iiin nao dcs-
rrever netn o cachimbo nem o roupao de Peler Brls-
lul. I^emais nao seria aqui lugari eonveiiienlo ; por-
que madama Dos iiareunes eslava sozuha un salan
do grande l.siua.
ClIa o*prrava desde milito lejmpo. Iitt limo, des-
ordenailn de peii-amenlos inislrava-selbe na calla-
ra abrazada pela febre. Erarrl osperanras que nao
|iodetno dizer ao leitor ja e sin prepararlo, pos
pa*.arianio por deudo, erain'receios ioper1t"imr,.que
nao tiehain inotivo.
Madama Des (iareunes linha mu alvo; seu passo
i niel.!va--o em um calculo. Era inesmo de sua na-
lureza n.lo dar nada ao acaso, e o que ella nusava
agora era resultado de um Irabalho diplomtico. Mas
ns diplmalas adoecem as vozes, bom como osoulros
lilhos de Ad,in. sao sujelos a perder o juizo. Tem-
se vislo isso na ordem poltica, implan surgom com-
liin.ice* prodigiosas, ludo lie preparado para revol-
ver a Europa, e se esla permanece om seu lugar lio
porque arha-ie segura por om cabello. Esle cabello
que os paia.i* chamavam o Destino be na verdade
mais forte quo todo* o* cabos do mundo.
No primeirii momento a easlollaa fulgura .le arliar-
e -o/inli.., alim de reenrdar-so e dar alguma ordem
Vida Diario n. 2C.
ao sv sloma de ataques e de palavras preparadas para
a lata pnrxima. Sua vista percurreu o salao, e seus
olhos brilliaran aos reflexos de lano esplendor.
Ser isto meu!... lourmroii olla.
I.i a --iii.it --< .ni ui divn Oa ii 11' da um espe-
Ibo grande, e passou in 'os mnalos esladandn sua
aiiiinil- como ama aclr. qua vai entrar em scen.
Eslava ufana, e senli.i<= clieia de coragom vendo a
aninarao inesperada de sua lez, e o brilho eslranho
de seus olhos. O salao era vaslo, e o espelho eslava
disiante ; se a castellaa se houvesso coulomplado de
perln, nao loria larVel lido lano valor. Eslava bol-
la, Juslns a ve-lira bem ; ma, como dssemns, li-
nha cerlo ar ameaeador e'sinislro. De perlo ella le-
ria visto as rugas nasecntes cavadas pola doenra, le-
ria vislo o desespero esprcita dehaixo do sorriso.
Elle larda muilo .. peusou olla quando o re-
logio marcou o primeiro quarlo de hora decorrido.
Depois urna idea alravessou-lhe o espirito, e ella
ds*e comsgo :
Talvez esleja ospiaiulo-me airas de alguma cor-
tina meio levantada...
E sua nllilude tornou-se mais graciosa, olla in-
clinou a cabera mais indolentemente, e >en olhar
afogoii-se na medilacJio. Fingir una cousa ou oulra
eslava perfeilan.onle no carcter de madama Dos
11 ai ..un" ; o que nao pertencia-llic era n pensamen-
lo Idamente romntico de um liomom ocenllo para
admira-la de longo. Era a febre, esse rudo nivel que
guala a* iiilelligenria*. a febre quo fatiga com os
meamos sonlios os estadistas decahidos e os porleiros
sem empreiM. *
leudo conservado algam lempo em pura perda
sua alliludefagueira, madama Deslxircnnes ondirei-
lou-so indignada.
Quando ou era rica razia esperar os niilros!
inurmuroii *em cuidar que ossas palavras eram a
desculpa do baiiquciro e sua propria rondemnai;ao.
I ni leve riimoi ouvio-se ua sala vizinha. ludo o
corpo da castellaa e*lroiiioceu, o nesse iillinio ino-
nioiito mu relmpago illominoo-llie a razm ; mas
t\\? io-i*liu e loibou os olhos para nao ver.
Non, disse olla coinsigo. esses Amoriano* nao
snaaaoaaa o* onlros hoinous... Tudo o que he extra-
vagante os titrahe e seduz... Nao lia louenra na m-
nlia e.peranra...
Levanloo-M uin reposleiro, e Pelcr BrUlol appa-
roceu no litniar. Elle dirigio-se lenlameule para a
castellaa, a qual julgou Icr-lbe nas fcires profunda
enioi-... A raslellaa nao enganava-se. Peler Brislol
eslava profundamente commovido : tinha deixado a
Rolando o Camilla. Esse sero hava de sor solem-
ne em sua vida.
Pelcr Brislol dopois dolor feito urna saadscik) cor-
le/, e quasi respailse, oque lio raro mis cnslumos
americanos, licou em p >- iinniovel dianle da ca*.
Iillia. Conieiiiplava-.i allonlaiiionlo e dizia rom-
igo :
Esl.i muilo mudada !... Talvez eu lonlia-nie
ensaado !...
Madama He* I.rennos ergueu para elle os olhos,
--'.
e ali.u vnii-os logo com liinidez mal fingida. Peler
Brislol carregou o sobrollio e penson ainda :
Ella tem fciln mosto mal!... Ao menos Icnho
o iireilo de sondar-llie a roii*rienria...
lu suspiro esrapon dos labios da castellaa ; mas
nao era fingimcnlo, pois ella osperava com impa-
ciencia.
Seuhora, disse Peler Brislol com \oi branda o
grave, uin dia que seu marido eslava doenle. Vine
encarregou-se da correspondencia particular que
elle entretinha enmigo... Nesse dia conceb o dse-
lo de fazer uina viagem Europa.
Qoo hava nessa caria, senhor".' porgunlou ma-
dama lies Gareunes loutaudo sorrir.
Mas a alegra afogava-lhe o rorarao. uina alegra
dnenlia e pungente. A inverosimilhanra de seu so-
nho lornava-se reponliiiainente realidade.
Nao havia nada, senhora, responden o Ameri-
cano com uina Irisleza de que a castellaa nao ade-
vinhoii o molivo, rn.o cifras entrecortada- por for-
mulas conimcrriaes... Penloe-me se nao fallo com
a delicadeza da gal.uitaria Iranceza..... U no meu
paiz sabemos dizer siimeule o que sentimos, o que
queremos, o que ollereceiiios.
Madama Des liarenies enlre-abrin as palpelnas,
vio litado sobre si o olhar ardcnlc de Peler Brislol,
c leve medo em sua alegra, porque paroreulhe on-
trever dehaixo des*e fugo a seven.lade de um olhar
dejuiz. Mas nao explico ella lo Ja a oxlrencidade
de**e povo exlravaganle ?
A senhora nao responde !... (ornou Petor
Brislol.
Que pedera ou responder '.'... inurmiiruu Ma-
dama Des 1 iareunes. Nao linha viudo para ouvir tal
cousa.
Ali!... exclaiiiuu o banqociro. He verdade is-
so, senhora '.'
Senhor...
Couviu lomar-nos cuino somos c fallar-nos ru-
mo fallamos... Pergenio se he verdade isso... ou
para exprimir-me de oulru unido, perguuto ^o nao
fui a caria de Mr. de l.a Cteme que delcrmiiioii
-na viuda'.'
Eu mentira se disieiBa contrario.
Mr. de l.a l.uzernu aiuava-.i sulUcienlemoule
para escrever-llie aquella carta de seu proprio movi-
iiieiito.
Elle escrevia-nos as vezes quando eramos fe-
lzes.
A senhora nao respondn, e lomo a mudar a
formula de niinha pergunla : Nao adeviiihou Vine
que eu Olera escrover a carta ''
Senhor, senhor exclainou a castellaa rom lo-
dosos signaos de grande perlurbaeao, rogo-lbe que
pimpe-uio MO rosada !...
Ha instituirnos que lem oiivolhoeido, pi-iiiniii-
roii o banquoirn gravemenle. (.Inom sabe onde vai
O millldo novo '... \o IiiikIi. de ana -onedado *e-
i nil espirito* ouaados agilem-sa e preparaui o lii
loro...
Coiuoqucra*enliora|qiic eu-lneu de paiz novo
i pedaro de ferro balando na pedra sollou urna lasca
paro dianle de sua* barroira* que oahm om rui-
nas'.1... Como quer que respcite seus dolo* que se
desl'azein om pii '.'
Coniemploo aminilanle i castellaa c lornou abal-
vando a voz:
I'oi depois daquella looosagcm escripia inlc-
raiuoiile pela sua man que conced credilo illunilado
a casa De* tiarennes.
Eu pensava nisso. senhor, e pensava lambem
no resultado fatal de sua ci.nlianra!
Peler Brislol cruzoii os bracos sobre o pello, e
pronunciou loiilamenle :
Ha um axioma conimunj ao* mercaderes de
lodos os paizes : Conven depreciar os valores de
que queremos a*senhorcar-eo*.
E o senhor quera...
Amo-S.senhora,desde o dia om que lovoi mu
labios o papel carregado do suas ledras.
Madama Dos (iarenueslevanlou-secoma espantada.
Crii/ou lambem os bracos sobro o peiln. o sen olhar
iiiiiai.iiu.nl.i lomou uina expres-u verdadeiramenle
trgica.
Peler Brislol era nesse iiiomcnlo um ador que fa-
zia bem sen papel; madama do* tiareune* desenipo-
nhava o seu. A n-piracHo viera-lhe. Ella linha a
vanlagem.
Ha eniiio lalalidadr !... exclamen com poslo
admiravel : a* bmgas lior i* de tormento, o ui.irlv
rio que sollri quando lodos julgavam-uic abatida
somontede-baixo do peso da miseria, as lagrimas de
sangSW que dei i.iin.i nao poderam anda abramlar
a colora do ceo !.. Eu devia chogar extrema
desgrara de perder a paz do nimba conscieiicia !...
Poz as maos. Pelcr Brislol litava-llie ollio* ver-
iladeramonlc admirados : n.lu osperava lal cousa.
Porgante, tomn a caslellaa com voz riiiinovi-
da, pergunte aquellas que conhercrain se fui esposa
fiel... E lodavla ou nao amaVa ao marido que ro-
deavade minhadedicncRo Bitigavei... linlia-ine
unido a elle mui joven quasi menina, como faz-se
om uossas familias couuucrciaesscm saber, sem Col-
dar noluturo... E ehega de improviso om luunen !,.
lie me apresonlado dehaixo de um aspecto romn-
tico e cstrutiho sobre tudo pava miin que nada co-
lillero fora do uosso rirculo industrial... E**e homem
pede hospedageiii no caslello, vejo-o, e sinto que
nina crise falal ameaca meu destino... Afaslo-roe
delle, finjo indiiTeienra, grossaria, despreso, pos
Icintire-se senhor de quo no consolho do familia
Iralei-o rom dureza o com desdora... Oh ronvom
julgar-inede alio, interrompea-se ella enuireilando*
se ; que me importara que o senhor losse Peler
Brislol o rico ou sen pobre caixoiro'.'.. I.ulei contra
vossa Benhoria, lutoi pelo meu marido ale a ulliin i
hora... Edigo-lhe dnpnia da cnnlisso que acabo de
faror-llie una mais ha para iiiini na vida !
lleivoii-*e cahir noble o divn i- cubri ro*lo
com as RAOS. A* feii/ic-. do Pelel Brislol e\(.n
imam um embanco nii-luradodo o*panlo. N.'m era
paixao que ello julgava arhai ah.
complexo de graos, de amore da pureza, o mais
bello dos lypos creados pela religiu cluisla, con-
templado com admiraeau pelos prourios incredu-
e audaciosa
lo!..*.
!x3osuccede o mesmo n'aquelle logar om duas
casas, que alm de conservarein porcos bicho* nos
quiulaea procedem a malanri d'elles no me-mo lu-
gar i-lo em deUimento da salubridade publica. Sr. I los como urna dessas subltriiescreacoes d
lisc.l cntao ? e adorave| po,^.,.
PedillMS a polica, qup obste com lonas as forca*
qua SMS banriM le rapaiei se lavem com tanta .ern
rerifo/r/ut a Hiriesen, do Cripibarlhunos lujare*, que
li\\im froiileira-* i ru:t> publica^, como Aurora, Por-
to das (.amias etc. etc.
fetali cultor .Ni* continuaromoi #m li*-
erepanrin algoiua na semta tnlliaJa a descortinar
em f.irc axillar o povo, que, lonue le precisar laucir nao
  • recur*m> i^nolieis com risco especie humana, com.. lie 0 latrocinio I esle de-
    vastador di* fazendas alheias, que tem por legemli
    cal rettem por lodo* os lado*, mediante muilo
    pOUCO Irabalho. Cunte inexiolaveis de riqueifti lia*
    luraes, onde franca monte se encootram os mais nrn-
    plos recursi)-. A cultura hi um delle, onde por
    meio desse pouco irabalho se colbem os Crudos
    que nos conduxem a urna vida abundante, socesada
    e feliz, se a genio vadia que nos cerca estivesse nei-
    Os horneas detculpam quisi sempre o arrebata-
    mento de que foram objeelo.
    i'cter Rristul po/-se a percorrer a sala a passo*
    largos.
    Neate instante e^queceu-'e francamente de cu
    papel de namorado. E-t Cora de duvida que dian-
    le de urna coufi*s;lo scmelbante a de madama Des
    (iareunes Don Juan embora se lives*e lomado ci-
    i.i.i.'n dos Estado* Unidos n5o passeiaria assim no
    ulflo tenHn as Bobraocelhaa franridaa e as mfloa o*
    cusa*. Uai talvet seja assim que os banqueiros de
    Itosloii namoram.
    0 passeio uao applacava a .uiIi^m de |*eler Bris-
    lol. Uiiaiitn mai* ainlava, mai* profunda parecia
    sua preoccii|nAVi, e nilo sabemos quanlas lesuas le-
    ria andado a<*im sobre o (apele *e um pequeo in-
    cidente Dio llie live-;se feito parar.
    (I salao era oclocono, e cada lado linha um espe-
    lho. 1/u dia ordinario a easlollaa leria eertamenle
    obaervado i**", mas agora liona os olbo* lito no seu
    al\o, e son alvo *leslinaibrava-a como o id. Pastel-
    ando Teler Itrislol vio r'epeiilinamciite diante de si
    em um efpellia a imagem rellectida de madama Des
    (iarenne*. Pobre victima de um amor i tres ist i ve I !
    Juntamente ivter Rritol estahelccia entilo dislnc-
    ees sublis entre os crimes que deve-se punir o os
    crime* que deve-se lastimar. O pequeo discurso
    da casteiMa resuma a liruacSo com Celicidade inara-
    vilhosa ; conlinba resposla a ludo ; explicava al a
    crneldailede madama Dos tiareune* para com sen
    sobrmbo .volando. Cuitada nao fora a Rolando
    que ella ferira, fora ao limnein que defenda a Bo-
    tando, o homem qu** el I, (emia amar.
    Restava < negocio da velha Ricarda ; ma* poile*se
    ,esquocer uina circumstancia, a Peler Brislol nto
    ictiidavana velha Bicanl.i. Eslava captivo, e-lava
    Convencido apenas nusava laucar um olhar limido
    \ S'.dire o espelbo que mos|rava-lhe sua victima. Con-
    | vem repetir esla palavra para piular o estado mural
    desse bom Peter Brislol, n qual tinha rem^rsos.
    1 odavin ollwu nm pooqainho e lurdina, vina
    victima e joluou sonhar. E*>,i victima sefiuia-o com
    (um olhar inquieto e vido como a gata -tilosa, que
    ikspreita um pas*arinbo. Peler Brislol voltou-SS ; a
    castellaa iecobra\a a mesnn attitude que denles li-
    rnha. e sua* palpebras deitavam cahtr-lhe sobre as
    races sus* L-randes pestaas. A Crnuto de Peler Itri*-
    | lol cobrio-se le palidez ; us elle sorrio, e a respi-
    i ractlo levaulou Ihe Corlemenle o peito.
    Senhora, disse elle parando de no\o dianle da
    easlelUa, vejo queminha conduela causa*Ihe admi-
    ra^9o... Beceio que ella Ihe desagrade... Eu devia I
    : ne*te mo'iii'utn oslar a *eu* pea.
    M nlaina De* liaremie* meneou lentamente a eR-I
    : hera.
    iNaii tbnide de mim, evcUiuou Peler Brlulol, I
    cuja vo/ fria ennlrasiava enm o calor de sem pite--
    ! i-. i'.u teria paito eie momento pelo preco le t i
    I da a niiiili i lique/.a '... Se no**a* mauoiras nflo frias, (
    I noo corceo he rdante.
    J nilo siio incommodados os babitanlcs da ra
    de Joito Fernaudes Vteira, pelo eorl'fa de iromora-
    ldarte*.
    ii iuspectorzinbo, que be ho>n:a> Irancaliou ahi
    assim uns Di, e eis ludo sereno, e maviuso.l*tu
    nos informa um campillo da esquina dequeila
    ra.
    He gratuita a bondade com que tratam o tys-
    terna homeopalbico,allndlodo-ee a esse sistema n de-
    vaitacJo de Santo Anlao : o que alli lem havido nao
    he iirn *.'i*ma entre os dous *v*lem-*s, be urna des-
    hununidade inaudita de alguns habitantes, c um
    cuoismo iiHupportavel dos grandes : aquelles por
    abandonaren! seus irmilos, e estes por no quererou
    que o sendinheiroseja itffeetado lambem poden-
    do por mais ou meno criarem urna cornpanhia de
    enterradores, alim de que obstaste a impresuacilo do
    ar cen a putrefacr.lt> do* cadveres. Depodlal em
    um luifar adi por mais de uin dia diversos cada-
    veres c veris a epidemia ierri\el que se dcsenvolv* :
    ora se islo da-se em um lugar que n.lo est tontami-
    nadu o que diris de um, <|uc se V invadido por
    nina opidcinia.gp que n.lo querem sepultar os cor-
    pos! Srs. propriel trios, c enliores dq eogeattos qual-
    quer bem, que li/.erdo a e*se respeilo re\erter.i
    muilo em vosso proveilo. O soverno nio pode fazer
    mais do que lem feito. Diris, que Toi Urde? Nao
    atropeltci* as mclida*, que ainda he cedo. Aprovei-
    lamos o ensejo par.i lemhrarmos ao Exm. Sr. Cor.-
    selbeiro, nue nilo auuuii a pedidus de certos i
    proprieiarios. e a respeilo de remessa, de am- J <,al'nel lhe annunciou que lena um filho Mue
    bulaiicias, porque ellas podero anlos servir para as se3 0 Oiho do Altissimo, ao qual o Senliur dara
    Vejamo-la, obsena nm escriptor coniempoid-
    neo, tendo nos bracos sen divino lillio, cujo somno
    espreila com asolicilude de urna mai e com a sin-
    gclezasjje una virgem; vejamo-la esquecida do si,
    adorando no presepio o fruclo de suas entranhas ;
    conteniplcmu-la recolhendo as palavras dosse fillio ;
    admiicmo-la no calvario, e digamos se nessa vida
    de grana, tristeza, innocencia e f ha oulra cousa
    que n.o seja poesa, amor, misericordia e espe-
    ranza !
    Gloriosa antipoda de Eva, a primeira pateado-
    ra, Mara Santissima aportou os lacos de amor que
    itnem a ierra a sen Cieador, e dando ao mundo
    Filho de Dos, ennobreceu para todo o sempre as
    mullieres ipie Iraziam na fronte o stigma do poe-
    tado original.
    Asvirludes quemaiorimpressao fazem em quem
    considera na vida da Mai de Dos, sao a sua extre-
    ma humildade e sua f inabalarel na divindade da-
    quella que por nove mezes ironsera no seio.
    Nascida, segundo uns, cm Nazarelb, e segundo
    ou Iros, em Jerusalem, be narli) que fora filha de
    Anna ede Joaquim, nomos que na lingua do lem-
    po significavam : (loria, Preparafo do S'e-
    nh"r.
    Casada aos 15 para 16 anuos com Jos da tribu
    de Juda, jinio-se a elle com a firme resoluc1ao de
    permanecer sempre virgem ; por isso quando o an-
    fabricas do que para o povo. A polica lie a quoin
    deve estar incumbida a administradlo dos me.lica-
    inenlos. Os particulares dovem ajudar ao govemo
    pnrque o bom be geral.
    Nao podemos salisfa/er em pblico o que
    no* enviou uina poesa allusoria a aluucm do CIhI
    dereiro. Doivom o mano .1... que se importa o
    I ia-folln com elle'.'
    1'edinio* ao*Sr. inspector da ra do Apollo,
    que lance suas vistas para um boceo tapado, que
    Kn o sei. murmuren a incomparavel Julia, o
    Senhor talla pouco e obra muilo.
    O americano pegn repcntiiiaineiile da manila
    castellaa, duendu-llie :
    itastam cinco horas para ganhar Bolonba, -ni-
    tro lano para ir a Londres .... quer vir comigo'.'
    '.ni rapio'.... murmurou madama Des (ja-
    ren nes.
    Nao podemos definir a expressiln que ella dou a
    os,js palavras ; abri osjolhos, e encarou o seductor.
    Peler Ilristol licou ainda admirado.
    Na Inglaterra, dis*c ella om voz baixa, mas ac-
    cenlnada, pode-se casar em doenmenlos... Iloso-
    Ihe que nilo me inlerrompa... O enlior lallava
    ha pouco de proconcoilos que nao lem : suas opi-
    uies a os*e respoilo sao as ininlias... o casamento
    lie nada como InstiluicAu social, e dobalde nler-
    rouo niinha consciencia u.iii acho romorsos .. .
    Mas no poni de visla da miillior isolada c sem sus-
    tentculo qoeavsi conliar a oiilrou, seu futuro in-
    teiro o casamonlo be algnma cousa.
    Entilo mo lem fe no meu amor .' porgunlou
    l'etor Brislol.
    O casamento he aUunia cousa, conlinou a
    castellaa em vez de responder, no ponto de visla ex-
    terior da socioilatlo... Dosojo-o um tanto com ga-
    ranta, e muito como adorno... Eu era casada
    aqui, nao quero decabir em oilra parlo.
    Todava a sonbora sabe quo a loi... quiz in-
    lerronipor Peler Itrislol.
    E*lav.nnos om oulru lieinispherio, roplicou
    a caslelUa. e o senhor lis assis rico para cegara
    le ... (I criinc, se o ha, sera enlre Heos e mis ...
    Amo-o auna tiara afrontar a heos.
    Polor Itrislol teve como um eslrciiieciinenlo ou-
    vinilo essa fria blaspliemia.
    Nao ha no mando nuilher como a senhora,
    mminuroii ello, rogo-lhe que ospore-ine.
    Inclinon-se o sabio precipiladamenle.
    Madama Des lironnos levautou-sc, o triumpbo
    bnlb.iva om sons olhos; eslava forte, eslava cura-
    da; a mecidede raanscia-llia nessa victoria dic.i-
    siv.i.
    I.oni vetes mais rica do que autos de niinha
    queda !... exclamou ella, o mar imiucii*o enlre
    mim e lembrancas odiosas'.... E*se homem nem
    sabe dizer como ama. I le de sobjuga-lo, hei de
    fa/e-lo meu eseravo ... Oh lenho ainda de vivar
    dia* oppulenla omais feliz do que una rainlia.
    (llbava para a porla. esperando Polor Itrislol em
    trage do viagem trazando una mala pequea na
    miin. Poler Itrislol eslava algoos passos distante
    dahi em conipaiibia de Vantier o do honeslo Ven-
    drodi.
    Vossa enlioria solra alguma cousa .' dizia-lhe
    \ antier ; minea a vi lo pallulo !
    Sim. reapondeo o americana *eni saber qu^ lal-
    lava, *ulllO. .
    - \einliedi vai bn'.i'o-me n iv.ilba*. di--i'olio.
    Iiopnis .irne*i'iMiiiin rnmsinu e .dieuieoiido m.is
    liirlemeiile :
    o tlirono de David, inclinando-so perturbada,
    disse : o Como poder ser isso se nao colillero
    razio '! 'i e replieando-llie o mensageiro divino que
    o Kspirilo Sanio desceiia nella, e a xirlude do Al-
    lissimo a cobritia com sita sombra, responden ;
    K Eis aqui a serva do Senhor, faca-se em mim se-
    undo a Uta palavra.
    Humilhainlo-se assim na preseuca de Dos, suh-
    Vi o dabo !
    Quer um medico '.' perguoloo Waolier.
    Nao. nao. respondeu Poter Bristol tentando
    sorrir. isto passar por si meimo.
    Cliegou a hacia e banliou muilas vete a caliera
    em agua fra.
    O dabo !... repela perseguido pela lembranca
    de sua victima, vi o dabo '.
    Os Ricardos ja vieran), .disse Vaotier : a ve-
    lha. e Mr. Des (arennes esperan) no salao da en-
    trada.
    Peler Itrislol parecen lembrar-serepenlinamenle e
    t-r. mil. ii :
    E os mocos que deixoi no meu quarlo nao de-
    ram nada para mim ?
    Eu bem sabia que esquecia-me de alguma con
    sa exclamou Vaulier metiendo a m.lo no bolso '<
    qaamlu vi seu semblante perturbado, nao pensei
    mai*... Eis aqui duas carias.
    Peler llrislol lonioa-as vivaineule ; a* maos Ire-
    miam-lhe emquanlo as abra.
    Do Rolando !... murmurou elle ; collado !...
    De Camilla... aceita lambem !
    Oh I pair.io. exclamou Vaulier, isio o faz cho-
    rar ?
    Rolando diz : Por meu pai halbuciava o
    americano encliugando os olhos ; Camilla repele :
    Por meu p* !... Rondo grana* a Daos por essa que-
    rida mocinba n.lo sor filha d lal niulber !
    X'aulier proenrava comprchender ; mas eslava a
    leguas da deeifracate do enigma.
    No mntenlo em que Vendredi eslava com ana-
    valhas, Pelor Brislol assenlou-se, desatou a grvala,
    e disse :
    I'aze-me a barba.
    O negro nao era dcmonslralivo nem lagarella .
    mas recuou tres passos o exclamou :
    Oh '. senhor. iiiusuom o reconheieri mais !
    lio isso talvez o que elle quer. iiiuruiurou
    Vaulier.
    Poter itrislol ouvio-o c di*sc rindo :
    No acertaste, he precisamente o contrario...
    Eia, Vendredi, faze o que le mando.
    ll negro eiperimentoa urna das navalhas na
    ni.io.
    Tu, Vaotier, lornou Poler Brislol, manda abrir
    as nulas do salao para que todos entro ; os Des Ija-
    renne*. o* Ricardos, e os mais.
    A navalba do negro rangeu ceifaudo as densas
    barbas, o um in.laiile dopois Peler Brislol linha as
    faces lisas e alvaa como as de um rapaz. Conlem-
    plon-e ao o*pollio e disse om voz alia sorrindo :
    Vaulier lem ra/iin, apenas eu mosmo me re-
    coubooo !
    Vendredi apanbava piodosamonle as barba* -obre
    n assoalbo para fazer reliquia*.
    lado*.estas no saliln, d*;e Vantier vullaudo :
    Ionio muilo qin- esses Ricardos i-armcoiros dovornn
    o* pobres les (iareunes!
    vi unui,uar->e-ha.

    II
    i\/iri
    msrwi\
    V.


    SIMIO 01 rfcMMHKO SINMa 2 O! FV?.ilRO t 1856
    metti njo sua voniade vonlade. divina, aieaiiqou
    ella soi depois elevada alia dignidade de Itainha
    do co.
    Assini romo Eva, di/Sanio Irineo, esposa do
    Adn, mas anda virgen), lornou-se por sua deso-
    bediencia a causa de sua propria moree da de to-
    do o genero humano, assim Alaria unida a mn
    cs|kiso, porcm virgem, foi por sna obediencia a
    causa de sua salvscao o da do todo O genero hu-
    mano.
    A humildade da Mai de lieos passou por fortes
    pruvaces. Ella antes quiz licar emposta ssuspei-
    las do esposo do (pie deelarar-llie que Ira/ia no seio
    o lilho do Altissimo.
    Plida dedr, leudo iremnla nos bracos o me-
    nino recom-nascido, humilde como a inais humil-
    de, adoiavel de modestia, fromento de alegra e nao
    de orguhVi, a Santa Virgem, quasi que nao parece
    erar ler sido a eleita do Senhor -. pois como lodos
    \.'i*imr.i vi'ii ^niiuM'itv.
    Carta a minha sobrinha.
    o emprego n ttmpo.
    Adinillimlo que sejam os pensamenlos os pas-
    seios do espirito, como o di/.ia um amigo, o em-
    prego do lempo, minha lilha, jimio comparar-se
    a una hygiene saluUir, pois a falla de exercicio,
    ou una carreira fadignsa sao igualmente nocivas
    u saude, quer no sentido positivo, quer no figu-
    rado. He |ior lano lo emprego ulil do lempo, do
    modo t.'m necessario quao virtuoso pelo qual de-
    veis refrear a maginacao, essa louca da casa, que
    vou fallar-vos aqu.
    Primeiro que ludoeumpre,miaba lilha,eslar per-
    suadida de que a [icrfeicu e I feliculade andam de
    inaodada-e queno seris feliz senao seguindo ex-
    alamenle a estrada do dever e quasi nunca des-
    tacada senao pola desorden! e pelo desregramcnlo.
    que vos aeonselhn ; pelo contrario, quero somonte
    fa/.er-vos amavel por vosso espirito o anda rnais
    nolavel jior vosso mrito.
    Perguntando-se mu ilia a Calharina da Russia
    o quefizerapara cstabelerer lana ordem eni seu
    imperio e oonsummar nelle lio grandes coasas,
    responden ; Contando os das c saliendo enijire-
    ga-los.
    Alexandre Magno deu, (ionio mais mi menos,
    a inesnia resposia aquello que Ihe disseta.
    Como he que sendo lio joven, lendes feilo
    uo grandes colisas.'
    Porque sempre me lembrei, resjiondeu elle,
    que o lempo he no-so mais precio/o amigo, ou
    nosso mais implrate! inimigo, e nesse sentido
    lenhn obrado al boje.
    Bein vedes, minha falla, que tiro meus exem-
    plos de altas personagens e que nao lio do jiensa-
    inentn dos que sao dolados de pouca inleUigcnoia
    vos dirio, se quizerem ser sinceras, que jamis nao de eilsinar-NOs ijiic a ordem no trabalho leui iros
    :i\[ deram lugar mo conuneilimenio de alguma falla
    ou jior carencia de alguma virlude. O pezar se-
    ne seuipre de perla as faltas comniellidas, enlre-
    oma-nos o espiritoe o corsean, e arma-nos
    Ira a adversidade.
    Scjo por lano vossosdiassenipre regulados de
    lauto i|ue polo contrario apos o cunipriinento dejantcmao ; s O prazer be que |iode ser deixado ao
    um dovor experimentamos sempro to grande do- imprevisto ; a manhaa lleve ser empregada jior
    cura e lao perfeito contentamente, de consciencia i vos nos deveres de una boa dona de casa, poiqu
    que nos damos por inulto han pagos dos esforcos'nntcs de ser mullier amavel, importa ser inulber
    feilos para permanecermos no caminho recto. til, dejiois veem as horas consagradas as artes,
    i\;io deveis desprezar os talentos nem as prendas as obras agradavois e s leituras ; ms principal-
    que vos foram dadas durante a vossa primeira edu- mente estas sejam fintas com friirto. I.cdc com
    As pessoas que se achavam aUcadas da epidemia
    v.io ten nevidadr, a trajas a Providencia nao lem
    apparrridn rasos novas.
    Ao hospital do Orino rerolherara-se um manijo e
    um rapa/, aquello com i.tu leve incommodo. erste
    accommettido de retire Ivphoi.le, da qual lupote-se
    lio sobrevivir.
    As noticias viudas lioiitem da Victoria sin pouco
    *alisr.,lorias. (1 nial ronlinuava a fa/.er militas victi-
    ma*. Iiaven lo grande dillicullade de aepnllarem-M
    os morios. Os exudantes de medicina liuliam all
    chegado a* ata horas da maobsa, e lam entrar em
    CUS Irahalhos, mas he de supor que poucu l'arain,
    porqoanlo o* acr unmellidos nao se conservan]i ur-
    ies no iralamento.
    cacao ; e visto que as mulheres sao desuadas a
    radar rumpreque o consigan) milito mais pelo
    mrito do espirito, pola amabilidade do carcter,
    lelo ornamento da conversacao do que pelos encan-
    tos que receberam da Providencia. Concordo cm
    que a lielleza he urna boa caria do recommendafo
    ua sociedade, mas seu crdito dura abi pouco, e se
    nada he to eplieinero como seu reinado, nnila he
    lamheni mais Iri.-le que, nao direi a vclloce* porem
    mesmoa idade madura das mulheres que s sou-
    bcram ser bellas!
    Em nossa poca principalmente onde a fortuna,
    por maior que seja, por mais segura que pareca,
    he lao ephemera como a belleza, cumpre saber nao
    sement ornar o espirit sono lambem trabalhar
    por alcancar a jierfeir.au cui una arle qualqucr,
    como se essa distracao encantadora podesso lor-
    nar-se um dia urna necessidade. Quantas mulhe-
    res honradas c de condicao elevada edueam seus
    filhos, sustentan) suas familias com um do-se- t-
    lenlos .ue. Ibes foram ensinadosziuando mocas ni-
    camente para augmentaren) seus triumphos nos
    sales ? <*
    Contradi pois o habito do traballio, que por esso
    meio podereis manier-vos com independencia e
    vos sentiris forto contras adversidade.
    Por ventura nao he um crime desprezar-mos os
    talen ios-e a insirueco que tanto nos custou a ad-
    quirir Quem nao adquire, perde. Nao
    deixeis que ningucm diga nunca isso de vos, pois
    he consentir en) dcscer na opinio daquelles que
    vos cercan) ; para impedir isso, estudai bou auto-
    res, lede bons livros ; emfim tomai a vida seria de
    urna mullier Jcjuizoeno a carreira evaporada
    dessas joven-loiiras que creem que o fim de nossa
    existencia he nicamente o prazer.
    O trabalho offerece aioda urna inmensa vanla-
    gem, minhi lilha, o de habilitar a gente a poder
    passar sem os ouiros. Olhai [iara essas posoas
    que nao saben) empregar o lempo, ah vd-las-beis
    constantemente fra de casa, em busca do sensacocs
    e dislraccoos novas ; ellas se mpem assim as suas
    amibas, levam sua ociosidado casa de todas suas
    conhecidas e chcgtrm final a tornarem-se insup-
    portaveis a todas.
    Urna mullier que sabe occti|iar-se, pelo contra-
    rio, que nao precisa das ouiras para escapar ao
    enfado, nao se ada jamis submelda nem aos ca-
    prichos nem s vontades de ninguem, a nem mes-
    mo depender do acaso, o qual podo apartar dola
    os meios de anchor pela dislracco ou pelas visitas
    o vacuo do tempo, pois que todos os seus recursos
    ella os tem ein si mesma. Demais nao se esgolam
    fcilmente as visitas, a sociedade, os eonhecimen-
    los noves, todos osses pozares cmliin ? e semelhan-
    les aos brincos dos meninos nao perdem elles, pelo
    uso, o privilegio que tiverain de divertir-nos ao
    principio ?"
    Nada portnnio be mais necessario a \ossa folici-
    dade do que assegurar-vos meios, s de vos depen-
    dentes, para cneher o vacuo do lempo, apartar o
    enfado, calmar as inquielacOcs, em urna palavra
    para distrahir-vos de todos os sentimenlos peniveis
    que podem um dia cobrir o horisonte de vosso co ;
    esses meios s o esludo das artes, o trabalho do es-
    pirito vo-lo podem dar. Cuidai pois cedo em ad-
    quirir o habit delles. Urna mullier amavel con-
    lou-ine oulr'ora que durante os das torriveis que
    passra na prisao, esjierando a cada minuto ser
    chamada para subir fatal carreta, sua nica con-
    solacio foi urna obra de lapessaria que levara com
    sigo. O uiovimenio uniforme que meo braeo
    fazia para puchar a agulha linha terminado, disse-
    me ella sorrindo, por entorpecer tanto o meu espi-
    rito que para ni i n has conijianheiras, eu mostrava
    urna verdadeira coragem de mullier romana, a
    Disso, minha lilha, claramente se ve que seivieo
    inmenso pode prestar-nos o trabalho, anda ines-
    mo o mais insignificante as occasies de |ierigo.
    Se nao liverdes gosto pelas arles, se nao vos sen-
    lirdea para ellas naturalmente inclinada, procurai
    outro genero de oceupaco a que vos ishame o vosso
    inslincto; pois sem isso vos fatigarais debalde, nao
    colhendo senao o cansado o o desgoslo da vossa pro-
    pria mediocridade ; e para if.ie o bom emprego do
    lempo se torne un habito adherenle nossa natu-
    reza, cumpie sempre que iraga com sigo prazer. A
    leilura lie ainda um dos meios mais agradavois pa-
    ra encantar os instantes de nossa solido ; mas
    puanla- precauces dvetnos lomar na escolha dos
    amores que chamamos a disirahir-nos! (Juan uleis
    nos sao en lao os conselhos de iimaniai, ou pelo me-
    nas de umguia esclarecido lini lino, minha lilha,
    he o melhor conselheiro ou o guia mais perfeito
    que podis encontrar na vida. Nao escullais per-
    ianto jamis ligeiramentc os vossos livros e at re-
    cusai sompre qualquer prazer se nolle houver
    a menor duvida de perigo. Como prova do que
    assevero, vou contar vos o que acontecen a Santa
    Thereza quando ainda rajiariga.
    Thsreza joven e estonteadn en lao, querendo sa-
    tisfazero gosto que linha pela leilura, lomava in-
    di'netamente lodos os livros de urna velha livraria
    |iertuncenle a urna ta ainda mais velha, cm casa da
    qual era educada. Ao principio lancou a rnao so-
    bre a vida dos santos e como sua imaginario era
    viva sua cabera rdeme, fieou de tal sorle mprsasi-
    onada pelo exe Dplo dos marlyres que linham pre-
    ferido os tormentos e a morte perda da fe ou da
    innocencia, que pessoalmento s suspirava pelo
    marlyrio e cuidava em cm[irehendor alguma cru-
    zada nova, quando essa leilura sendo terminada,
    foi substituida pelos romances da moda. Enlo
    foi oulro cantar; ao principio ella quiz somente
    salisfazer sua curiosidado, de|iois "devorou essas
    historias com extremo prazer; finalmente quando
    acabou essas tanostas leituras, nao era mais a mes-
    ma ; os seiuimenlos do humildade, do piodade de
    que sua alma eslava saturada foram substituidos pe-
    la vaidade, pelo amor do luxo, dos prazeres ;e in-
    fallivclincnle so teria perdido, se Iluminada pela
    ftraca sobre o perigo dessas obras perniciosas, nao
    livesse lomado final a corajosa resol uejo do re-
    nunciar a ellas para sempre, c de substituir essas
    leituras norlaes para a alma, |>or leituras sabias e
    virtuosas que esclarecen) o esjiirilo c guiam o cora-
    cao para o bein.
    Roplo-vos, minha lilha, feliz he a moca que
    sabe ajunlar bous livros ao leqiienn numero de
    seus amigos, que umitas vezes aparta -se da socie-
    dade para gozar do sua pacifica conversacao, em-
    fim que os consulta, escuta-use tira sompre delles
    mai- serenidade, ";oragoiu ecsperanca.
    Considerai jiois a mocidade, nao como urna da-
    do destinada pela uaturezaao prazer oao seto, mas
    como um lempo que Dos nos d para consgra-
    la ao esludo, ao trabalho e a applieatjfio Urna
    lena desprezada produz sempre ms hervas O
    Husmo tem logar com a cultura do espirito, pois
    se a inairueeao desenvolve em mis o germen dos
    talentos, faz lamben! rascer os sabios principios
    que nos forliliro no amor da virlude.
    Saber bem empregar o tempolie o signal ile gran-
    de liom sonso ; erede-me, fareis muitascousas po-
    la regularidado do trabalho e ainda vos reslaio
    muitas horas para da-las aos deveres ; prazeres da
    sociedade ; pois a vida do urna inclusa nao he o
    vagar, roplecli nos |jensaiiienios que os livros en-
    cerrain, applicai-oss cousas que couhereis, a vos-
    sos amigos, a vos mesma, tomai olas sobre as
    passagens que mais vos imprcssionareni ; fazei
    tambem extractos deltas, (pie assim aprenderis a
    pensar, i^ a cscrever, pois nada forma tanto o es-
    ivlo como traduzlr os lwns autores.
    Eniliin ten le sompre presento ao espirit que o
    estudo he o alimento dos mo$o oa consolacio dos
    vemos, que ello holln preservativo seguro contra
    o enfado, jiois com ello o lempo pass.i-se agrada-
    velmcnlu ; e finalmente considerai que elle iiijiedo
    que sejamos pesados a nos mesmos e inutes aos
    outros, e procura-nos lambein a sociedade das pes-
    soas honradas o mjlitos amigos amaveis.
    r,sia carta vai mui longa o mui seria, minha
    filba, mas o assumpto que linha a tratar he tan gra-
    ve que naturalmente ella o liavia de refileclir.
    Ficarei mui satisfeilo se seguindo os meus conse-
    lhos, me provardes que enipreguei liein o meu tem-
    po, pois enstnei-vos como deveis ulilisar o vosso
    Condessa de llassanville.
    i Do Moni leur des Dameset des Domoiselles.),
    O ORGULHO
    00
    OS TRES UUUIS
    as mulheres |ensou dever purificar-se, indo pros-- Interroga as pessoas idosas que vos cercam c ellas que me sirvo para prova de meus discursos aliin
    lar-so no templo quarenta dias depois do miraeulo-
    -' nasci ment.
    Vendo mais lardeas maravilhas obradas |ior seu
    lilho, em vez de gloriar-se como podan, viven lao
    modestamente que a|ienasde quando em quando a
    entrevemos atreves dos grupos das sanias mulheres
    que seguem os passos do Messias.
    Nao foram menores as provac,oes porijtie passra
    sua f.
    Vendo o lilho do Altissimo nascer em un prese-
    pio, como o ultimo dos humanos, vendo-o depois
    errante e fugitivo para escapar s |>crseguir>cs de
    Herodes, e mais tardo preso, acornado, crucifico-
    do, miirihundo e eolwrlo de insultos sem defender-
    se, a Santa Virgeni leve a sublimo coragem de nao
    duvidar nunca.
    Debulhada em lagrimas junto da cruz, ella pa-
    reca dizer : Choro porque son inulhcr c mi; es-
    jiero poripie se quoelle he o meu Dos.
    Maa he a mais firme das crentos, por isso he
    lamlicm a sania por excelleneia.
    O culto que Ihe damos, diz Bergior, funda-se
    as mesmas razocs o nos mesmos motivos em que
    se funda o que damos aos ouiros sanios com a ni-
    ca dilferenca de ser o primeiro mais profundo e
    mais solemne.
    Sendo para os incrdulos a personificaran de
    una crenja velha de velhos sculos, islo he, o em-
    blema da Ierra sempre virgen) o sempre fecunda
    lie para os chrisiaos em geral a Pona do c o, o Re-
    fugio dos Peccadores.
    Cinco sao as principos festas instituidas pela
    igreja em'sua honra: a festa da Conreo, a i|a Na-
    tividade, a da Annuneiac.io, a da l'unfioacao
    da Assump^o.
    A fesla da Coneeico celebra-se aos 8 de dezem-
    bro de cada anno.
    A igreja nao pudendo admillirque Maria San-
    lissiina, predestinada a ser mai do Verbo do Dos,
    nao livesse sido preservada do peecado original,
    qilando fra concebida no seio de sua mai, insti-
    tuir ha milito esla fesla para celebrar lao nobro
    prerogaliva.
    Esta crenca, que fra ltimamente definida como
    dogma de f pelo summo pontifico actualmente rei-
    nante Pi IX, repousa sobre bases inabalaveis.
    No anno de 1387 a universidade de Pars ex-
    cluio de seu seio os Dominicanos|>or lerem susten-
    tado aopiniao coniraria, e no anno de 1497 a fa-
    culdade de iheologia da mesma cidade determnou
    jior um decreto que a ninguem se conferisse o grao
    de doutor, sem que.se obrigasse por juramento a
    sustentar a Immaculada Coneeico da Virgem
    Maria.
    S. Joo Damasceno chama a Mi do Dos um
    paraso no qual nao pode penetrar a anliga ser-
    iente.
    A fesla da Naiivdadecclebra-se aos 8 de setem-
    bro da cada anno, e a legenda calholica, segundo
    Gerson, nos diz a esle respailo o seguate :
    Um eremita piedoso ouvia lodos os annos nesse
    dia um concert de vozes admiravel que pareca ir
    do co ; impresionado por lao extraordinaria vizo,
    orn jior mui lo lempo alim de oblor a graca de co-
    nhecer o motivo desses melodiosos e aeiios concer-
    t/;. Finalmente nina revelacao Ihe ensinara, que
    t'nlo3 oa imr ti- li t. o o-piritOK ealostes so-
    Inmnisavam o nascmentc da Mi de Dos; opapa,
    informado dessa visao, nslituio a fesla da Nali-
    vidade.
    A festa da Annunciaijo celebra-se ao* 'lo de
    marco de cada anno, anniversario do da em que
    o anjo Gabriel, enviado do Senhor, annuncira a
    Mana que um Deosnascera dola e sera a gloria
    de seu nomo c a salvacao do mundo ; be u fesla da
    vocacao.
    A festa da Purificaco celebra-se aos 2 de eve-
    reiro de cada anuo, anniversario do dia em que a
    Santa Virgem fra prostrar-se no templo e nelle
    apresenlara o menino Jess ; be o signal da hu-
    mildade da rainha dos anjo-.
    A le judaica ordenava que toda a mullier que
    desse luzum menino, se apreseniasse no lemplo
    quarenta dias depois do nascimentodo mesmo, pa-
    ra purificar-se. Mara, mil immaculada do lilho
    do Dos, submetteu-sea essa le commuin. ,
    Outra le ordenava que todo o primognito fos-
    se offereeido ao Senhor, c nao sendo Jess da Irib
    de Levi, a nica donde se lirava.il os sacerdotts de
    Israel, Marian resgalou por meio de urna offerenda,'
    a offerenda dos pobres; deu las poinbinhas.
    A igreja celebrando nesse da a humildade da
    Mi de Dos e seu respeito lei, exclama :
    Admirai naces I um Heos se la/ vctima o
    legislador obedece sua propria lei 1 O redemp-
    tordo tr.undo se resgata, urna mi sem mancha vem
    purificar-se.
    Em imnlos paizes as velas bcnlasque servem no
    nllicio desse dia sao conservadas nos archivos da;
    familias para seren outra vez acezas quando algn)
    memhio dallas est a sabir da vida. He o aplogo
    oiigcnhoso da tocha calholica cuja luz Ilumina a
    estrada da alma chrsta e a dirige para o c aira-
    \s das trevas deste mundo.
    A fesla da Assumpcao celebra-se aos 15 de agos-
    t de cada anno.
    A igreja nao podendo admiltr que o corpo vir-
    ginal de Maria Samssima, esse cor|>o que duran-
    te nove mezes fra o tabernculo do Verbo encar-
    nado, devesse solrer a lei commum, islo be, de-
    vesse cahir na corrupcao, nstitaio urna fesla desti-
    nada a leinbrar-nos a sua gloriueac,o immediata-
    uicnle depois de mona.
    He este myslerio que ella celebra debaixo do no-
    me to expressivode Assumpcao.
    O corpo da Mi de Dos, depois de um somno
    de curta duncao. lio reanimado, e adquirindo as
    jirerogalivas da ressurreico, be arrebatado pelos
    espiritas bemaventurados que o levam ao co.
    . Alm dcstas e outras festas, a igreja quz ainda
    consagrar um mez inleiro do anno a Maria Sanlis-
    sima o mez de maio, chamado i.a Europa o mez das
    llores, o mez em que a natureza sorri para o
    Creador.
    Nesse mez os aliares sao cobertos todas as tardos
    de rosas brancas, symbolos da pureza, e as vozes
    das donzellascantam os hymnos conferidos em hon-
    ra da Mi de Dos.
    O nomo de Maria fra outr'ora cercado de tal
    veuereaO, diz o abhade d'Aurigny, que nao se da-
    va a mullier alguma. Alfonso VI, re deCaslella,
    catando com una princeza de raca moura, que
    abracara o ratholicismo, nao quiz nunca permitlir-
    llie qno lomassc o nome da Santa Virgem. Maria
    Lui/a de Nevers deixou o primeiro nome para s
    chainar-se pelo segundo ; o mesmo tconleceu no
    reinado ile Casemiro I com Maris da Prussia, sua
    cs|iosa, a quem apezar das prescripcocs do rilogre-
    go, ello obrigou a deixar esse nome.
    Iloje, continua o mesmo abhade, a igreja nao
    |irohibe mais o nome de Maria; sendo o do dess
    o nico que o baptismo nao saneciona ; e olla
    leve razo de assim obrar, jior quanto esse nome
    be |>ara o mullier que o tem urna honra o um
    exemplo. tila deve ser humilde no jirazer e fono
    najdr. bein como o fra sua sania jiadroeira.
    prureira
    Ah
    lao
    a que
    lisonhu e
    ( jpoloqit oriental ( l'nr Mr. Je Catlilon. )
    I.KMBKANtAS l)E LMA DO.N'Alil.l.A.
    ii lle-i.i A Hall alrliouiiian el-raliiui
    Km nunip de Dos clemenle e misericordio a Vislo que minha boa in.li iloruie tranqill.impii-
    te iiinlii ni-ira, essa arvore que, segundo dizrm, brota no
    lden doreslo da lena de que AlUb l)eo>) lurma-
    ra o primeiro liomem, e em quanto o aiiradovel
    cheiro das rosas de Uainaiihour da-l!ie ouhos li-l-
    lose l'elizes, quero escrever aqoi com e-s.i caima
    do Nilo minhas lembraocas, quero repetir mioha*
    fallas, meus frmenlos pastados e minha felirida le
    actual.
    Meu pii, pobre pastor deslai caropinas, me le-
    vara um da a bella e iiicoinparavel Cidade dos ver-
    dadeirot creles, Stamliul a bem guardada ( Coiu-
    lantuiopla ). Um aeeaM falal me permitir inlrodii-
    zir-me no lerrivel serrallo de nosso magnifico sul-
    ln e ale pcnelrar no harem mai- secreto da sultana
    Palm. De ludo 0*80 luxo inaudito das alcovas Ba-
    da me impresionara tanto como o cocar de rubis
    qoescinlillava na fronle da sultana. Nao somenle
    urna aureola de luz e de foso rcslava dessas pedran
    preciosas, mas um ileslumln-amento entrando, urna
    faxcinarao irresi'livel de admiracao e liravam-me
    at a ronscicucia ile mim mesma.
    Imprudente t traca que fui !.....onsel formar
    um desejo de iuveja !
    Xa sei como enlAo Allah dispoz de mim ; como
    foi que de repenlc me acbei mu retculo da meu
    louro Egipto, docemeiite bataneada em um palan-
    quim de pao de ndalo de cortinas Ue seda com
    franjas'leonro e cercada de tuna mull l,v> de es-
    cravS eophlaa, e lisonge.ida. adulada e admira.la
    lelos mais altos senhores dopaiz, osquaes mais re*-
    peilosoainda que meus criados, dir.iam-me locando
    a Ierra Cana seus turbantes brancos : leus olhos
    sao dous mares de luz: Se le diguases em urna
    noita sombra linear um olhar nobre o nebuloso
    occidente, lorna-lo-nias mais re^plandccenle do que
    em um de seus mais bellos dias de sol. Se urna de
    las lagrimas caliijse no mar. as agua- lomariam a
    doce sabor do mol misturado com o hisope.... E
    eu, pobre rapariga dos campos, emhnaguei-me louca
    e imprudentemente deSM linguagem doce e per-
    "a.......Oh', como nao seria assim'.'Minha mai nao
    eslava comigo.
    Depois para completar essa embriaguez de meo<
    saudos, laucei um olli.ir deslumbrado sob.e meu
    adorno. L'in vestido do seda da celebre Damasco
    cobris iiegligeiilemenle oulro vestido lecido de ca
    Chemba, com lislras asnea bordadas de prala. De-
    baixo de ininbas largas mangas, Tendidas no coto-
    velo, brilbav un o* toreaes de perola que me cerca-
    vam os bracos. Sobre miabas espaooas llucluava
    una pelissa ligeir.i de urna purpura resplaudecenle,
    forrada de una dessas pellas uncu, e marcheladas
    que o .Norte vos vende.a pso da ouro. Depois,
    para completar esle traje imperial, urna pauulona
    larga e curia descia-m em ondas de nev al ao
    meio daspernai edeiiava ver borzeguins earregadoi
    de pedras.
    Com descreverei cu aind esso cinto de mastell-
    oa lina e sedosa que me envolva o corpo sem o
    aportare lao aduravabneale bordada desses arabes-
    cos bieroglvphicos que um artista da Syria leva dona
    anuos a roinpnr '! *
    > alas que era toda essa magnificencia em com-
    paradlo ilo nraulbo cucar que se balaucava lodo
    retplaiidei-enlo de luz por cima do diamanta qu- ni
    cingla a fronte Oh! Sorpreta \ oh mar.vilba
    essa j da que nenhum rei da ierra loria podido pa-
    sar, <<. imconiparavel Ihesouro que me arreneava
    um suspiro decobicd, era n mesmo que cu vira bri-
    lliar obre a rabeca de Kaline !
    i Sim, eu linlii, resplaiiiieceiilese sobarbos, ess^s
    tres rabil da saltana, mas pesados como chumbo
    petadM como o de lu de Allah quando eurreu so-
    bre urna cabeca criminosa.
    Ceg, cega que cu era! Debaixo desse peso
    e-magador, cu abauava a cabeca..... nao via mais
    o ceo.
    Eslavamas na poca cm que se celebra no meio
    de locha a grande fesla do mais alio crescimenlo
    das aguas do Nilo. l.varam-me assim al ao rio
    que bnlliava ja com mil fogaeiraa aeeeaaa em suas
    bordas e cuja, aguas desapparedam debaixi da in-
    nunieravcl llolilhi das lineas que o siileavam em
    todos os sentidos O Cairo, Alesandria, fDamielta,
    Suez Goza, acliaram-se reunidos nesse lii",ir para
    agradecerem a AUab a feslividade que o Xilu uro-
    meltia ao Egyplo. Minha barca era a mais rica a
    mus sumpluosa de "odas; ella leadla orgulhosa-
    menlc atonda rossndo, repellindo lodas as oulras
    bein como o Aajo .Izarl quando alravessoa miii-
    lidiio nisldiU do demonio para ir cumpnr urna meo-
    sagem do Altissimo.
    Entretanto, para urna ilheta toda esmaltada
    de lotos, lloros consagradas s antigs divindades
    do EgVptO, nina barca ousou impedir-me a passa-
    gem. Ella eslava cJioia do pobres fellahs (campo-
    uezes)que iam a Uda a prossa soccorror uns mise-
    raveis Cophlas, cuja cabana a mil passos d'alli aca-
    havade ser arrebatada pelas ondas do Nilo.
    Aquelleque soccorror os des-rajaios, disso
    me respetosamente o mais idoso dos fellahs. nao
    conhecera a desgrana, mas aquello que delles desviar
    os olhos, abundar em maldices.
    Dahredjy ou Allah (ejiressa por Allah 1)
    exclamet duramente, faaendu a meus remadores
    um gesto im|ienoso aflmde que passassem aiiianio.
    E os fellahs com sua barca foram submorgi-
    dos debaixo da niinba^"'
    la, de minha implicidade
    provacos me reservaveis ?
    Urna dessas lindas don/ellas,
    lao contentes, disse-me, ooraods
    Aquella que olha para os humilde- com olhos
    tle bondade e compaixn, emprtsla ao Eterno, que
    disso so loinhrar no rio...n
    Mas a quem fallava ella '.' ao demonio do or-
    gulho !
    Dahredjy ou Allah griloi BU mais duramen-
    te ainda que da primoira vez.
    E minha barca, por um esforco rejienlino c
    espontaneo, foi quebrar a deltas uensulio cm seus
    des|iojos lana graca, lana juventude e tanta feli-
    cdade reunidas.
    E meus olhos, vasios de lagrimas, nao se fu-
    ravam anda
    Imineilialamenie um segundo rubi, sobndo-
    se do fatal corar, cabio espontneamente no seio, e
    a purpura de sua cbamina liegio ainda as aguas
    trmulas. Sobre elle eu l esla outra sen tenca :
    I n veja,
    i Egosmo, inveja I dignos Albos do orgulbo.
    Contnuei... poda parar ento'.' linha |ioslo
    o p sobro odeclivodo abysino, devia escorrefarat
    ao fundo.
    Finalmente nina terecira embaicaeo ousou
    affronl.ii- ainda meu funest encontr.
    Desla vez nao eram mais pobres fellahs, nem
    frescas lilhas do Deserto, mas ludo o que o Cairo,
    ludo o que o paiz possuiam nessa poca do mais il-
    lustre demais magnifico: Era ilalima, mullier
    du Mir-Alla ('chele de um regiment,) a mais af-
    lamada d'ntre lodas as mulheres por seus talentos,
    por seus vastos conhcriinentos, jior suas qualida-
    des aniaveis : era Falinia, mullier do seraskir
    (general,) que |iossuia beiis inmensos e cujos ves-
    tidos desap|iareciam debaixo do esplendor do ouro,
    debaixo do fog dos diamantes : era C.adigc, mu-
    llier do Aga (governador de provincia,'; to orgu-
    Ihosa de ler o nome da prigieira mullier de Ma-
    homet, de quem sedlzll descendente ; era etn'im
    Zetm-Zoraida, mulherdo|ioderoso paelw do Egyp-
    lo, que via lodo o Egyplo a seus ps, e de quem
    cada vontade, cada ca|utclio, faza tremer o sultn
    em seu throno.
    Todas tiiiham cm excesso o que eu nao li-
    nha anda bem : tlenlos, riquezas, nubrezas, po-
    der, Contra ludo isso eu nao linha seno o
    meu orgulho.
    Minha alma envenenada nao podia desmen-
    tir seu passado !
    ii Dahredjy ou Allah, exclamoi, no ultimo pa-
    roxismo de minha febril exaltarn.
    E a quilha de minha barca soborba, fenden-
    do os flancos da dellas. passou logo sobre seus
    corpos mutilados.
    Oh ento senli to pesado como um mundo,
    cahir sobre mim meu ultimo rubi, que desla vez,
    ensangueniado como um meteoro vermelho, dif-
    fundio oito legoas em redor um mmenso e sinis-
    iro esplendor.
    Antes que meus olhos se fechassem, pude
    fer sobre a |tedra falal esta palavra lerrivel : Or-
    gulbo, escrita em caracteres grandes e prelos co-
    mo as manchas que se veem pela tarde sobre o
    sol que se poeni.
    Perd os sentidos ; a forra humana com ef-
    feilo nao poda iralem.
    Nao sei quanto tempo permanec ueste esta-
    do : mas lembro-me agora que quando a con-
    sciencia da vida me vollou, aclie-me cercada de
    nuvens, vermelhas minha esquerda, azuladas o
    esbranquicadas a minha direla. Para as pr-
    meiras vi esvoacar a mullido fantstica desses feios
    Dijnns, que, segundo dizetn, hab Lao as lemiveis
    monlaiihas do Kaf que circunsc.revem o mundo
    e que sao esses crueis ospiritos chamados remorsos,
    cuja misso he picar sem cessar os coracos cul-
    pados que procuram adormecer no osquecimento
    de suas fallas. O rhefe desses espritos linha na
    mo o falaz cocal de rubis que me aislara tantos
    rrimesemostrava-me no horisonte o sol o o thro-
    no vasioda sultana Faim.
    Mas direla oslara em (i e oin urna pos-
    tura nobre e modesta o anjo Gabriel com seus
    rento e quarenta pares de azas, nao lendo as
    mos outro talismn que o uosso l.vino Alcoro...
    Foi para elle que me lanrei.
    Meu sonho eslava acabado.....o tornci-me
    a achar nos bracos do minha boa mi.
    Allah Alrhoman el rahim
    Deus he grande e misericordioso.
    (Do Comalia' des Dame*.)
    &certcia$ c (irfi-.
    A ASTRONOMA EM I8b5.
    ( Por Mr. Babinet)
    Se nao ha muila cousa nova debaixo do sol,
    segundo a asserco de Pithagoras, vejamos o que
    lia de novolacima do sol, as regies aslronomicas.
    Os planetas como he sabido, continiiaiii suas evo-
    lucoes peridicas cm torno de seu astro* central. As
    estrellas persistem, quer em sua xidade, qur nos
    loves movimentos que os astrnomos Ibes tem reco-
    nhecido. As estrellas duplas continan) a girar
    urna em torno de oulra, e a marcar os seculos.
    Os observadores nao dcixam nenhum pbenomeno
    |iorestudar. Mui los tem adoptado urna ex tensao
    limitada de irahalhos, para aprofunda-los comple-
    lamcnle. O numero dos planetas menores que es-
    lo no meio do espaco oceupado pelos grandes, aug-
    menta continuamente, e chega agora a irinta e
    sete. Quantas vigilias para os astrnomos, prin-
    cipalmente sendo obrigados fazer uso de telesco-
    |iios muilo mais forles para observaren) esses pe-
    queos objeclos Limiiar-me-liei a dar a lista
    desses mnimos planetas descobertos em 1853,
    1854 e 1855 pan compleuir as listas precedentes
    jiublicadas ncsla Revista.
    los pelo senhor Luibeo. So resta rhegaroin a espe-
    ranra G a caridade com a f jiara termos toda as vir-
    tudes theologaos no co pagjo rom Mercurio, Ve-
    nus, Mario, e Jpiter. Nao conven) pois adoptar
    esw nome esiravaganle. Na venlade acho em Ho-
    racio esle verso :
    Incorrupta Pides mudatpu Verijas
    rom letras ms'uisciilas para Vides a f'erilas. Ape-
    sar de ludo o que se po le dizer, essas divindades
    nao tem oralmente direilo de entrada na cidade
    celeste, onde reina Jpiter. Vivamos pois na es-
    peranea de que o cliefe da cmara municipal de
    Dusseldoifl lera a caridade ilo renunciar a sua f
    planetaria para nao com pro melle-la em um co
    pouco rhristo. Nao lembrarei aqu os anadenlas
    de rago contra o espirito vereador, noto se que
    nao digo rom ra 0 espirito dos vereadores, os quaes
    lomados individualmente ao menos em Pars,
    acham-se quanto ao espirito o quanto a dislirireo,
    frente da cidade assim eomo o esiam munieipal-
    id en le.
    Ha mais importancia do que se er em nao dei-
    xar corromper-su urna lingua scienlifica. Nao des-
    poctisou o grande Cuvier ( da academia franceza )
    toda a crearn aniedi-luviana rom seus megatheriun,
    seusanopbotherium, seus jdeodactylos, seus mas-
    todontes, de manelra que tornou quasi illusveis os
    annaes maravilhosos da vida as dades geolgicas
    que preroieram a nossa '.' A botnica acha-se qua-
    zi no mesmo estado, e quando o= escrij lores que-
    rem pintar urna natureza tropical Dos sabe que
    nomes encomian) Como descrever um bosquete al-
    catifado de Bmissint/aullia basselloidcs 1 Para
    que Linios nomes pcdanleseos meio latinos meio
    modernos as nossas admirareis exposices de hor-
    ticultura para desfigurar as mais bellas producres
    da natureza '.' Conservemos ao menos o co eu-
    phonj, se a barharidada invadir toda a Ierra.
    Eis-aqui jiois quairo novo) planetas descobertos
    em 1833; seis em lSi o .uatro nos onza primei-
    ros mezes de 1R5.">. He um resultado honroso. Co-
    mo os mais brilbantes foram sem duvida vistos pri-
    meiro, comprohonde-se a ordem dos nmeros de
    que indica a succosso das descobortas he lamliem
    approximalivamente a do hrilho desses pequeos
    astros. He urna das vantagens da desifjnaco do
    senhor Gould.
    Este- ltimos annos tem oniecido sen continen-
    te habitual de cometas, a saber : tres ou quairo jior
    anno ; mas o grande cmela de 1200 e de 1550
    que havia de reapparecer em 1848 eqne foi diffe-
    rido jiarn ISoS com dous annos de mais ou de me-
    nos poder rollan-nos em I85C. Ser urna bella
    conquista para a astronoma solar un astro, cuja
    revoluto he de Irezentos annos, eque depois de
    ler visitado a ierra no reinado do Carlos V e de
    llenrique II volta-nos no reinado de Napoleo III
    o do Victoria para reapparecer ainda no lim do tros
    seculos. Que bella exposieo universal ver esso co-
    meta noapno de UoS qnaudo yoltar novamenle
    He ainda os cmelos que vao fornecer-nos
    novidade e 4l novidade muilo extraordina-
    ria : o cometa de Vico qye havi de reappare
    cer em agosto prximo passado est perdido '.
    Um astro perdido! ecomo'.' Primeramente he
    possivel tal cousa? Quem pode fazer desapparecer
    esse cometa7 Que he feiro delle'.' Ja nao temos
    expropio* anioriores de semelhanle cataslrophe?
    Os asiros nao merrent como os homens, disse
    Plinio, e no co onde nenhum obstculo vem op-
    por so ma marcha qno falalidade ocrivel pode
    fazer desapparecer um, cuja revolucao est fixada,
    cuja volts foi prevista, e cujas perlurbaijes forao
    calculadas eireunStenciadamenie".' Tadavia assim
    acconteeeu este anno. O cometa to procurado na
    Franca, na Inglaterra, na Allemanha, na Italia,
    e debaixo do ceo excepcional de Roma, emfim
    na Russia com instrumentos mui fortes, o cometa
    que baria de ser mui brilhante esle anno, oi in-
    visivel. Sem vida seus tomos foram espalha-
    dos no espaco celeste. Todos concordan) em ron-
    sira-lo irrevogavelmente perdido. Eis aqu a his-
    toria desse curioso acontec ment.
    Adoptado o principio dn que um cometa s he
    adquirido definitivamente ao dominio do sol, quan-
    do lem sido observado durante duas voltas na pro-
    ximidade desse astro, s quairo cometas podem
    ser contados como porlencenles ao syslema solar,
    sao aquellos que lem os nomes de Halley, de Riela,
    de Encke e de Faye. O jinmoiro cuja revolucao
    he de selenla e seta annos, e que desde o anno 11
    da nossa era at 1SM5 appareeeu vinle e quairo
    vezes, misturott sua h-toria com a da humanida-
    de. Em 1006 favoreca a cdnquisla da Inglater-
    ra por Guilherme da Normandia.
    \nrmaiii invadunt stella monttraiite enmela.
    Em 1450 assuslava ignalrtienie os Turcos eos
    chrisios, e fazia instituir noiso ngelus de meio
    pende da forra separadora que o sol exorre sobre a o dedo no bico de gaz que eslava suspenso no tocto,
    nebulosidade que forma o cmela, ronvem insistir saia nina brilhante faisca. Este phenomeno pro-
    um pouco sobre e-e modo de aecao. Todos os dtiziu-seem dillerenics casas d'uma maneira mni-
    auclores que lem dito ou suspe.tado que os eomo- | lo natavel. causando a sorpresa geral, edando mul-
    tas podiao perder gradualmente sua substancia, las vezes lugar ao pnico
    romeando materia aos appendices que delles Por mais extraordinarios que pa-eoao estes
    lao, quando approxuno-se ao sol, nao lem fados, a sua cxplicar.3o nao he mui dilficil. Pre-
    determinado como poda o sol alongar urna massa
    redonda de nebulosidado que passa em sua risinha-
    5a. Eis aqu como a cousa se faz.
    l'odos imagino fcilmente quo so um cometa
    passar peno do sol ser mais aitrahido, e tomar
    um movimen mais rpido do que se estvesse
    mais longe do mesmo astro. Se igualmente no
    todo das partculas que compoctn um cometa con-
    siderarnos aquellas que ficao mais perto do sol,
    ollas lomaro maior velocidade, e excederam a-
    quellas que eslo mais afastadas.
    duzem-sa especialmente durante o empo fro, a
    as rasas mais commodas e conforuveis. Alm
    disso os sobrados sao cobarlos de aspessos peles,
    e esi demonstrado que a allectrcidade pode desen-
    volver-se em um desles peles de la. pela simples
    contacto de um sapalo que o comprima. Tanto
    o tapete como o panno produzca o mesmo resulta-
    do. O tempo secco he muilo cssencial jara a ap-
    paricao destes phenomenos ; e os in vernos ameri-
    canos sao, romo se sabe, nouveispela sua secca.
    Em todo o caso, usando-se de carvao mineral nos
    Dahi resultar um alongamento da massa come- esquentadores, que es|ialbam o calor em todos os
    lara no sentido do seu moviuiento, e se depois no cantos d'uma hahUi.o, exlingue-se a humidade.
    resto ds sua revoluyrj o cometa nao ti ver o lenijio j Por est raso, he sulTiciemc a qualquer pe-son ro-
    011 a forja necessafia para reunir seus elementos car um sapato polos leles d'uma casa assim guar-
    dispersados, estes, seguindo cada um um caminho necida, ou mesmo andar levemente, para so cneher
    J'1
    N. da ord.N. do n.
    2t
    25
    as
    27
    28
    as
    31)
    31
    32
    33
    31
    33
    Mi
    27
    N do asir.
    Tlii'ini. DeGasparis
    fliocca r.hacor'oac
    Proserpioa Luthero
    Eulcr|ie llind
    Beon Luihero
    AniuhitrUe M irtli
    t'rania llind
    Kuphrosina Ferguson
    I*....."O
    felymnj
    Data da descob.
    i de Abril de 18S3
    l> de Abiit de 18S3
    !i de Maio de 18K3
    8 de Y o h. de 1853
    1. de Marco de 1854
    1. de Marco de 183 i
    21 de Jullio de 1 s;
    1. de Setb. de 1854
    lioldscliinid 26de utb. de 1851
    Chacornac 28 de utb. de 1854
    A esto acto do.humano.
    meu coraco j de-
    Circe Chacornac 7 de Abril de 1855
    Leucotoe Luthero 19 de Abril de 1855
    Atalante lioldtchmidl 5 de Oulb. de 1853
    Fidel Luihero 3 de Oulb. de 1855
    Mr. Arago esprimia o recoio do que viossam a
    fallar nomos myllioiogicos aos individuos desse gru-
    po quo sao designados agora peto numero de ordem
    segundo a serio das pocas de suas descobortas, se-
    gundo a designaco inlroduzida pelo sabio astrno-
    mo americano o Sr. Ilould. Todava como ha mui-
    tas vezes dous planetas descoborlos no mesmo dia ;
    poique cada austrononio observa urna regio difi-
    reme do co na mesma nole serena coiivem
    conservar-lhes um nome mylhologico quo os
    dislingua exclusiv3menie. Os nomes de Pales, de
    Arelliusa, de Doris, de Aglae, de Terpsidiore ainda
    eslam vagos, esc for preciso poder-se-ha adiar em
    llesiodo, ein Homero, u nos diccionarios da fbula
    duzentos ou irezentos nomes de nymjihas, divinda-
    des, e mulheres celebres que nao desdourariam essa
    lista Coles, Os americanos tem reclamado viva-
    nionlo o anula icrlamam contra a adopjao do nome
    de Victoria para o planeta que tem o numero 12
    tanto mais porque o senhor llind qne o descubri,
    indicara o nome de Clio para substituir o do Victo-
    ria no caso de que repugnasso um nome de sobe-
    rana. Sem quorermos ronjeclurar nada sobro a
    deconcia, podemos felicitar-nos de que nenhum dos
    pianolas descobertos no observatorio de Paris ir-
    idia receido o nomo da ui|>erairiz Eugenia, embo-
    ra seja palavra perfeitamenie grega. Aguardando
    a deciso da poslaridade, o jdanola n. 12 lem os
    dous nomos de Virloria o de Clio. Os sallclliles
    do Jpiter linham sido bapsados aor gallilco as-
    tros de ledices ( Medicea sidera) em honra dn
    grao duque de Toseana, ; mas ossa donominar.ao
    desapparaeeu desde muito tempo. Que di remos'do
    nomo que deu ochefeda cmara munieipal de Dus-
    seldorf ao ultimo planeta pequeo descoberto pelo
    senhor Luihero, astrnomo do observatorio daq'uella
    cidade ? v .
    Que '. eis-ahi um planeta que chama-so Fldes.
    a fe Sem duvida he a f lutherana 1 Ecomo o
    senhor Luthero he um dos descendentes do famoso
    Luthero que o rei da Prussia educoo sua cusa, be
    justo quo baja na descoborla alguma cousa que ro-
    conle o fogoso inimigo das indulgencias que divi-
    di a rhrislandade em dous campos.
    Comtudo be curioso ver s f chrisl.ia em com-
    panhia do Leucotoe, de Proserpina, deThetis e dg
    dia. Emfim em 1759 eem 1835 confirmava as
    leis da atiracco de Newion O de Biela he no-
    Livel pela circunstancia deqie dividio-se em dous
    pedacos, os quaes vao separan do-sc cada vez mais
    cada volta ao sol, e bao de formar sem duvida
    dous cometas dstinctos. Os outros dous cometas
    nada ollerecem de extraordr ario senao a pouca
    duraco do sus revolucao, a qt al he pouco mais de
    trez annos para o cometa Ende e de quasi sete an-
    nos e meio para o romeu de Faye. O de Biela
    gira roda dosolem seis ani os e meio.
    Al.rindo os livros de compi aco astronmica e
    notavelmente o Cosmos do Sr. Hnmboldt e as
    Outlines of astronomy de sir John Herschel
    adiar-se-ho outros cometas indicados como pe-
    ridicos; mas sem quenenhuinh reapparicao obser-
    vada lenha vindo dar sanccaol da experiencia s
    presumpeoes da calculo. Tal e o caso do come-
    ta de A ico. Esto astrnomo d i sociedade de Jess
    que observava, em liorna, c q 10 foi nubada aos
    seus irahalhos por una morte | rematura acbou cm
    1844 um cometa telescpico, pie depois foi visto
    com olhos us, o qual pouco leposde sua deseo-
    berta, Mr. Faye em Franca rexonheceii como pe-
    ridico e como devendo reappaiecer no fim de cin-
    co annos e meio. Devia sei na primavera de
    1850; mas o cmela era entc indicado como to
    fraco que nao liavia nenhuma robabilidade de ser
    vislo, pois eslava situado inei os favoravelmcnle
    do que quando na revolucao precedente cessra
    de ser percebido com os telescO| ios mais forles da
    Europa e da America. Mas quanto a 1855 sua
    volu calculada pelo Sr. Brunow liavia de colloca-lo
    debaixo do sol a 6 do agosto e (nesmo torna-lo v-
    sivel a olhos us. Ora os astrnomo- guiados
    pelas ejdiemerides previanvnte calculadas nao po-
    deram observa-lo nem percebe- o. He pois um
    facto liem csiabelorido que o rela de Vico per-
    dou-se sem remedio. Quando ; morle veio termi-
    nar a carreira deste activo observador, tolos la-
    monLivam-no por nao tor vivilo bastan tempo
    para tornar a ver u cometa que linha seu nome.
    separado, se dissemiro jiara sempre na regiao do
    co que antes percorria o cometa inleiro. Sem du-
    vida no momento de sua segunda chegada peno do
    sol em 1850 he que o cometa perdido foi dissemi-
    nado pela acr.o desigual desse astro sobre suas di-
    versas partes. Convcm notar que o cometa depois
    de sua passagem perlo do sol em 1841 formava
    urna massa irregular o alongada, e que se essa for-
    ma subsisti ate sua volu, e se em virlude de urna
    rolacao, sobre si mesmo, ello apresenlou urna das
    ponas ao sol, ento liouve grande dilferenca entre
    a aeco do sol sobrees-a extremidade visinha com-
    parada acc,ao do mesmo astro sobre a outra extre-
    midade muilo mais afastada e por conseguinte
    grande dilferenca ntreos caminhosseguiddos pe-
    las diversas panculas do corpo do cometa, o que
    equivale a urna completa disseminaco.
    Tudo o que acabo de dizer parH>;r ainda mais
    verosmil s quem lenibrar-se do que tonho ropeti-
    lo multas vezes nesla revista sobre a extrema ten-
    sidade da nebulosidado que forma a substancia
    do cometa, lensidade que excede a tudo o que a
    imaginarn pode figurar, e que induzio sir John
    Hcrshel aValiar a massa intera de um cometa cm
    alguns kilagrommas, nivea mesmo em alguns de-
    cagrammas F. mui seriamente.
    as revoluces dos astros em torno de um cen-
    tro de atlracco, tosa a partcula passa sempre
    constantemente pelo mesm ponto em cada revolu-
    to. Se lodas as parles disseminadas de um come-
    ta Gzessem um giro em torno do sol no mesmo
    lempo lomariam a achar-se jumas na visinhanca
    do astro central. Infelizmente as parles mais afas-
    tadas do sol fazem a revolucao em muito mais tem-
    |io do que asparles mais visinhas. Assim nao
    vollaro juntas ao ponto mais visiuho do sol, e
    sua disseminaco se conservar. Todava pode-sc
    fazer urna observacao curiosa. Se no fim de gran-
    de numero de revoluces acontecesse que a mor
    parle das |iarliculas cometarias lornassem a achar-
    se juntas perlo do sol, porque aquellas que andam
    mais ra|iidamenie leriam feilos algumas revolu-
    roes mais do que as mais lentas, essa circunstan-
    cia poderia recompor em fiarle o ncleo cometario
    e dar-lhe nevamente a forma redonda. Como
    tima circunstancia to excepcional be por si mes-
    ma pouro provavel por causa das diversas distan-
    cias ao sol de cada partcula disseminada, deve
    pensar-so que 0 cometa perdido por disseminaco
    fica sem duvida perdido para sempre, e que ser
    invisivel eternamente.
    Quanlo aos outros casos de desapparico dos
    cmelas honre o cometa de 1770 calculado por
    Lexell, cujo nome tomn, e que os Inglezes cha
    mamas vezes o cometa perdido (ihe lostcomet ;)
    mas se esse comeU desaparecen linha boas razes
    para isso : passra na visinhanca do forte planeta
    Jpiter, o qual falsificando-lhc a orbila, lancou-n
    sem remedio as profundezas do ro. Acho lam-
    liem nos archivos da astronoma quatro ou cinco
    cometas que nao foram encontrados segunda vez,
    mas quanto a estes (iodo admitlir-se que tenham
    sido mal observados e por conseguinte imperfeta-
    mente calculados. Alem de quo esses cometas
    oram.daquelles, cuja luz he excessivamentedbil.
    Xo me oceuparei rom essas miudezes, e direi
    que o comeU de Vico he o nico que sem nenhuma
    causa naufngou |ior assim dizer no porto, e cujo
    ilesapparerimenlo nao se pode explicar seno pela
    disseminaco do que acabo do fallar. Demais, se
    o nome de \ ico deve ganhar fama pelo cometa a
    pie foi imposto, a altencio dos homens ser me-
    lhor allrahida a esse nome pelo facto de sua singu-
    lar desapjiarico do que teria sido por cem rovolu-
    qocs nao acompanhadas de circunstancias to extra-
    ordinarias. A fama de Vico ne lera pierddo nada
    nisso tem como a de Lexeb nao perdeu na nao volu
    do seu cometa, o qual lateralmente brdou pela sua
    ausencia em proveito do astrnomo calcolador.
    Nao terminarei est arli*o sobre os cometa- sem
    reenmmendar aos leitores desla revista um livro
    jnm curioso sbreos cometas que acha-se na As-
    tronomia popular de Arago, novamenle publi-
    cada. Oom quanto nada do que levamos dito se
    sebe no livro de Arago, o grande numero de
    questes imporuntes, que ahi sao tratadas, a tor-
    mo obra de grande merncimento que s Arago
    podia compor. Somenle abi notar que o auclor
    volla aoS preeonceitos que adoptara na sea infan-
    cia,' Considera os cometas muito mais massujos,
    c examina seriamente a caustrophe que remltaria
    da passagem de um cometa que arrastassa a trra
    cm seu segumento, elhc desse asesiaces deco-
    mcu. Vendo agrande mudanca quooccasionam
    12 ou 15 graos do thermomciro centgrado na
    natureza intera he mister ser muito optimista para
    erar que poderiam escapar alguns entre vivos a to
    rude prova. Di;o que Arago voltou a essas deas
    porque elle mesmo professra outrora a extrema
    ternsidade dos gazes que formo a nebulosidado
    dos cometas, e nessa occasio depois de ter citado o
    vacuo quasi perfeito que produzem minhas ma-
    chinas preumaticas de dous esgotos acerescentava
    queasubsunca do cometa era muito milhoesde ve-
    zes monos compacta do_ que o vacuo quasi abso-
    luto. Quando se vira cometa arrastar aterra
    apos si far muito tempo que se lera visto os mos-
    quitos arrebalarem aos ares os depilantes e o hip-
    popotamos. ( Da Recite des Deux Mondes. \
    %
    lAci&a&e.
    Se elle livesse vivido teria lid
    jiois seu astro desapjwreceu com lotamenle do co.
    desengao.
    dar desse facto to
    neta desee para o
    a materia leve de
    seccado pelo orgulho4no se commoveu, nem me
    saltn no pello do rmorso ou piedade. Senli so-
    monte calnr-me da cabeca sobraos hombros e dahi
    no rio um de meus ires rubis. As aguas, por
    um effeito cslranho, se lingiram de una cor avor-
    melhada, somelbanle dessa padra preciosa que
    desapparecendo, doisava-ma ler disiincumenle so
    bre sua superficie polida essa palavra arrusadora :
    Egosmo.
    i Prosegu em minha carreira desenfreada....
    suffocando o ruido dos louvores que me sussurra-
    ramao muido o dos desgracadosqueeu acabara de
    sacrificar o meu orgulho.
    Logo depois meu caminho foi anda enibara -
    eado por oulra barca, era onde nina pyramida do
    Osiris, doitada no Nilo pelos seculos destruidores,*
    forma una catarata immensa. Donzellas da \u-
    hia, frescas e grario-as, vinham fesla ranlando
    suaves nielo lias de son arden le paiz. Suti ingenua
    alegra, seu ar de innocencia, seu porte modesto,
    em vez de pirecerem-iiie como umagradavel esjiec-
    laeulo, nao foram para mim -eno nmi reniorso
    in-uliuoso, una pungente irona... Obi Allah
    que linheis cnto leito de meu coraeao de donzel-1 Bollona, uniros planetas prccedeniemente descober
    Eis aqu a raso que se pode
    extraordinario,
    iNomomenlo cm que um cu
    sol o toca-lhe quasi a superficie,
    que cont|)oo se esse .?slro alongi-so em virlude da
    aogaodosol, aqual no^curva i ualmenie todas as
    (artes de que so comjie o co lela, u como essa
    massa mui leve nao lem muila forca jiara reler
    enrgicamente suas dilerentes parles, dahi resul-
    to que ellas cedem desigualmei te a influencia do
    sol, a qual as dilata em caudas, em cahelleiras e
    em appendices muitas vezes mltiplos. Como es-
    sas caudas formo so cusa da substancia do as-
    tro, lio evidente que so subsoquhntamontc sua at-
    lracco nao for assaz fono par i reunir de novo
    suas partculas espalbadas, o coi iota perder urna
    parle de sua massa, a qual licar lisseminadn como
    pooira no esparo celeste. Se pa aeco do sol o
    cometa foi muilo alonga lo pode a acrontecer que
    toda a Ma massa assim dissemin: Ja nao |iossa reu-
    nir-so em um su globo, e que a concentrado das
    panculas uiateriaes so fat;a em lomo de dous ou
    de intuios centros de altracgo differentes.
    Assim o cmela se dividir nin naluralmonte
    em dous, em tres, em quatro (jomo provalmentc
    deu-so com o cmela de Hielas Esse accidente deve
    acontecer mm frequentemenle aps cornetos de pe-
    rodo curto, os quaes nao lem o lempo de attrahir
    seus elementos amatados pela ansio do sol, ao pas-
    so que quanto ao cmela de llalli, por exemplo.
    cuja revolucao be do setenta e seie annos, esses
    elementos espalhads lem o leiujio de graviiarem
    uns para oulros. lio lamben) {vidente que mu
    rmela mu
    pequeo, ruja miran
    o be jiouco for-
    to ser muito mais sugeilo ti perecer pela dissemi-
    naco do que una DUSSS mai
    teria a forra de reler ou de sttrah
    fossem sfostadas. Como nessa > nestio ludo de-
    onst
    r as
    ravel que
    palles que
    ii rm\/n
    AS CASAS E lCTRICAS.
    O jornal denomina.I> Chamber Journal,
    Iransereve arespeo de alguns jihenomenos de elec-
    tricidade, um artigo curioso de que exlrahinios a se-
    guiuto passagem:
    Em ow-Vork saoosinvernos geraluietile rigo-
    rosos, e |iara combaler o fri, lomam-se lodas as
    precauces na constiuoco das novas liablacoos.
    Os systamas de tornar as casas confortareis e com-
    modas, j fechando convenientemente as janellas,
    j fazendo uso dos fogocs, esLio all combinados de
    tal maneira que, apezar do nordeste, vive-SS nellas
    como em estufas. Os locatarios destas casas mo-
    delos leem, baj alguns anuos, sido loslemunhas
    de phenomenos singulare-, que de ceno nao li-
    nham sido jirevistos.
    Tem-se notado cireumstancia Lio extraordina-
    rias que do lugar a chamar-se olectriridade do-
    mestica, cuja presnos so nota pelas mais vivas
    falseas,e isto sem urna raso apjiarenic. Se se der
    crdito ao jirofessor Loomis, de universidade de
    New-^crk, oschoipies elcclricos deveni algumas
    vezes ler urna intonsidade ronsideravel.
    Um esirangeiro. diz elle, que entra em utna
    destes casas elctricas, sent no acto de ipertal a
    mo aqualque hospe-le, um rhoquer uoiavol e mes-
    mo um jiouco desagraHavel. As damas quando
    abracain vemeocontrar-se faiseas |iromovidas pelo
    toque de seus heleos. Notam-scas mesmas fais-
    eas logo que a mo se aproxima da argola d'um tu-
    bo dogas, e em geral de todos us corpos metlicos,
    muito es|iecialmenle se esses corpos eslo em rom-
    nuinica odiroctacoma superficie da trra. Emuma
    rasa que tive occasio de ixatninar, urna crcanja
    recebeu um clioqiie Lio vilenlo locando no lecho
    d'uina porta, que fn|;iu asustada-
    A dona da rasa approsimando-se do tubo por-
    ta voz, para dar as suas ordens aos domesliros,
    senliu um choque bastante desagradare) ;ecsLe
    |ibeiiomcno repetu-se tantas vezes, quo enlendou
    dever lomar a precauro de locar no tubo com a
    mo jiriniairo que Ihe chegasse a horca. Passan-
    do iruin quarlopara o oulro quando acontecia to-
    car na mola de cobre em que gira a porta, senta
    no p um dioqne elecirro. Apenas tnrava com
    do declrcidade a ponto de luGSf Mn quando
    loca em outra |iessoa, ou em qualquer substancia
    metlica. Por mais pequea que seja a friere.
    que se faca em algum tapete, com um pedaco de
    couro, applicando-se-lhe depois o electrmetro, ob-
    tem-se resultados sorprehendentes. Hasta casas
    elctricas, o fluido manifesu-se menos a medida
    que o tempo aquece; e desapparece mesmo, no esto
    com a atmosphera pesada e hmida desta estofan.
    Nao lia nist cousa alguma mystciiosa. Os
    phenomenos coinprehendem-se t'acilmeniij; tem a-
    penas de singular, em opposicao aos usos saasa,
    reconcenlrar-se quando o tempo es secco, c reap-
    parecer quando chego as churas. J urna vez
    lomos que um physico. perseguido jior um impor-
    tuno, carregra extremamente de eleclricidade a ar-
    gola da sua porto. Esle sabio devia pois habitar
    cm nina dess casas elctricas.
    Tamliein nos fallaran) de outras habitacues onde
    sempr se veem sabir faiseas elctricas du quadm
    dourado do espelho all enllocado, una vez que
    fogo esteja acceso. Alm disso, em muito- pon-
    tos da America, a bordo dos barcos a vapor, as
    pessoas sentadas prximo das caldeiras leem noudo
    faiseas elctricas locando com os dedos no tubo.
    He igualmente facto reconhecido, que urna folia
    de papel collocada em urna frigideira queme pro-
    duz faiseas quando se sujeila a urna frioco. .
    Nao repetiremos aqui a historia da mullier ele. -
    trica de Orford, em New-Hamshire, de quese oceu-
    param a maior parte dos jornaes no decurso do anno
    de 1837, o pa-snndo da vida domestica vida indus-
    trial, trataremos de outra especie de desenvolviman-
    lo elctrico. O propreUrio d'um eslabeleeiment de
    fiaco de algodes situado em.Manbns, no estado do
    Now-York nolou quequando a sua machina estova
    em mo\ ment, c qne os cylindros em que se enrola-
    vam as correas de couro, giravam na rasao de 300
    giros por minut, lodas aspequenas fibras do algodao
    que seachavam a pequea distancia da corroa, eram
    a ella atlrahidas. Se aconteca passarem alguns ope-
    rarios pela parte de baixo da corris, anda que es-
    la lieasse quairo pesar i ma da sua cabeca, os cabell-
    se ihes errissavam e se ronservavaai em p como os
    bicos d'um porco espnho. As fibras que se achavam
    prximas i correia iam e voltavam, e o effeito era
    tanto maior quanto mais a correia eslava apenada, e
    a ricco por consequencia mais violenu. Aqui ain-
    da que o clima seja de alguma maneira productor
    de phenomenos, o facto de que o couro h um bom
    gerador de eleclricidade nao deve'deixar de ter
    importancia.
    Franklin declarou que com tftti cylindro de cobre
    podera obler-se fcilmente urna machina elctri-
    ca porttil, mas um facto anlogo ainda mais
    nolavel, manfestu-se em urna fabrica situada a
    margem do ro, do estado do Mame, ondeaathmos-
    phera he em geral hmida, ainda que o tempo dan
    e secco seja mais favoravel.
    No caso de que fallamos, quando o machinismo
    estova cm movimento, a correia lincas a faiseas al*
    17 polegadas da distocia, todas as vezes quo se hV
    locava com o n de um dedo, o a Ires ps de dis-
    tancia, quando se Ihe applicava a extremidade do
    dedo.
    A forra de atlracco era toe forle cm lodos o>
    angulas da casa, que alinal a machina rhegava
    nao poder funrcionar ; c foi s quando, por meio
    de um fio metlico, se po/. a machina em commu-
    ncacao com um tubo de *afif de ferro fundido,
    que esto inconveniente cessou. lima cinta deour
    protimo correia queesuva em movimento, jiro-
    duziu faiseas, e apresenuva urna elardade ul que
    pareca a de urna aurora em miniatura.
    Phenomenos similhames lem sido observados
    em alguns eslabelicimentos fabris em Inglaterra.
    No anuo de 1838, o vigaro de Beighley, cm
    i- orksliire, mandou a Mr. Faradey um relatara a
    respeito dos phenomenos singulares que se produzi-
    am em um estabelement de liarn de la daqudla
    cidade. Nesu fabrica havia igualmente urna cor-
    reia de ouro, que passava pela parte superior de
    d as rodas, eque se cruzara a meia distancia. .1*
    maneira que apresentava a conlignrar,ao de um
    oito atravessado f) Era no acto de se tecarem,
    que a eleclricidade se roanifesuva. Produziam-se
    longas e brilhante- faiseas logo que os dedos Ihe
    tocayam.
    Um conductor elctrico produziria faiwas, ah- a
    distancias de doas polegadas, e esu assim como ou-
    tras circunstancia aprescnlivam-se sempre, jorque
    a presonea do fluido era constan : Em summa.
    diz o auctorda memoria aosabiolente, faltara Je
    corto muito pouca cousa a esla correia, para Ihe
    dar um poder elctrico, to lorie como o da
    salla dos excrcicios em Alhearle Street.
    Ha tres ou quairo annos, jiouco mais ou me-
    nos, offereceu-se um fado anlogo no districto de
    Glascow, cm um csiabelecimenio de consirucran
    de machinas. Os pavimentos dos andares saj as-
    phaltidos e assentomem arcas o pilastras de ferro.
    Pouco tempo depois do niarhinis.no se pi'>r em
    movimento, os operarios comecaram a soffrer cho-
    ques elertico, continuos, e em urna das salas, os
    choques eram lao violentos, que foi necessario
    tomar medidas para diminuir o fluido por meio
    de fios conductores que se pozeram em commu-'
    uiraro com os pilares de ferro.
    Esu sala linha urna grande peca de fund.;, o
    munida de um niarbinsmo comparado, movido
    por meio de correas de couro. Todas as vezes
    I quo a machina irabalhava, era sufliciente para sof-
    frer um cho.|iieelctrico, desunir olio conductor.
    e torar rom urna das mios em volu do ferro, e
    com a outra na pilastra. Anproximando a cxire-
    niidado do lio conductor a distancia de um quarl
    do pollegada da pilastra, fazia-sc passar de ra aquella, urna crreme de faiseas ehx-tricas.
    IJuanto mais se aproximara maior ron-tan. .a
    apresentava a luz.
    O electrmetro demonstraba que a deciricid.'de
    era possivel ; c too grende ora a forra do fluido,
    que a dois ps de distancia da correi, urna das
    folhas de ouro de, garrafa de Lpele sai destruida,
    conservando-se por militas horas pegaoVa ao- lado
    da garrafa. Accrescentaremos que ai cintas ile
    guita-percha nao desenvolvem eloelricdridc alguma.
    Jornal do OsayajO djst I iitii
    vJforiiiio.' .t'iwfrivit.
    Hoje pelas 4 hora* da tardesahir da Igreja d,
    S. Sobasto da Ci'dade de Olinda, em Mia-
    so solemne a Imagei de Nessa Senhora do Bom
    Parlo, o qual poreorbr.i a ladeira do Var.idouro
    ra de S. Benlo, lajera da Ribeira, quatro can-
    tos, ruado Amparo^ sabida aira/ do dito i >|,.,
    rieordia. na novas ladeira da Se, ma di. Bom-
    lim.dila de Malinas Fcrreira, S. Pedro Anu-
    llo, Mea de S. Pedro Mariyr a liasatal su
    A igreja de S. Pcd.ro des Ctataj deita cidadr
    estar, .berta lodo, o, .1... das 7 as I hora, (da nour
    e esiam eiposla a .dea-.rao dos li.,s lacerada
    pest. C C* '**KnSS
    A imasem de S. Rom Jeeai de* l'aK .
    posta todos os dias da, 7 a, I hora, Z Z,T',\'
    ja do (.orpo-Saulo, em quanlo dorar o mi|
    tu lmenlo nos persegue.
    mal que a.
    Ooarla-reira l *do correle haver.. prnr,<,0 ,,,
    Cinza, qoesah.ra da Ordem lerce.ra de j |El"
    co, e percorrera as ru.is do cosime.
    A anliga igrrja do Colleaio. e bajo dn l)i,Bn-K.-
    pirilo->>anln, BomOH as aberla da(, as f hora da
    noile, para <]ue as fii' pwim
    na prsenle calamidad?. ""
    -s
    PBRN. TVP. DB U
    ^K
    lK
    FARU -IH.W.
    Ii ITII Arv**s


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