Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07227


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno XXIV.
Qnarta-feira 4
PARTIDAS SOS COKBXIoa.
(ciiaiina e Parahlba, l segundas e citas feiras.
llio-Grande-do-Norle, todas as quinlai feiras o
meto-da.
Cabo, SerlnhSem, Rlo-Kormoso, Port-Cairo e
Macelo, Mi.*, a II e 21 de cada mes.
(aranhuns e Honito, a 8 e 23.
Iloa-Vista e florea, o 13 e 38.
Victoria, s quintas feiras.
(llinda, todos os dial.
aiiw.iganftwuam
KVHEMsmiDBS.
'Rova, a 3, ai 2 e 56 in. da t.
n .. .. .. tCrssc. a 11, aa 0 h. e 17 m. da t.
Pii.s d LOi.jch,,,, 19> 2 h. e 35in.dam.
iMing. a 25, i 6 b. 54 i, da t.
ra ama a de boje.
Priineira ai 5 boras 18 minutos da tarde._
Segnnda ai 5 boras 42 minutos da manbaa
de Dezembro de 1850.
N.275.
PB.EOO SA UBsOniP9AO.
Por tres meses (sdlanlados) 4#000
Por seis mezca 8/000
Por uin anno l.'iiiiiu
DAS SA SEMANA.
2 Seg. 9. liiblaua.
3 Tere. S. Francisco Xavier. Aud. do J. da 2.
v. ilo cirel, e do dos feitoi da faienda.
4 i.'iiart. S. Barbara. Aud. do 1. da?, v. do cirel.
5 Quiut. Geraldo. Aud. do I. doi orf. e do
m. da 1. ?.
6 Sest. S. Nicolao. Aud. do J. da 1 v. c. e do
dos fritos da fazenda
7 hab S. Ambrollo. Aud. da Chae, e ds t,
da 2. t, do civel.
8 Dom. Conceico de Nossa Senhora.
. CAMBIO EM 3 BE DEEEMBUEO.
Sobre Londres, 29 1|2 a 30 p. I/OOO n. 60 das
Pars, 333 por Sr.
Lisboa, 100. por cento. ..uu
Ouro. Oncas hespanholas.....29/500 a dO/UflO
Mocdas de 6/400 vcllias. 16/200 a 16j50(
. de 6/400 novas 16/000 a 16*200
. de4JO0O....... 9/WO 8/280
Prata.-Patacdes brasileiroi.... 1/900 a M0
Pesos columnarlos..... 1/960 a MN0
Ditos mexicanos........ 1/700 a 1/780
--
PARTE OFFiCUL.
MINISTERIO DA JUSTICA.
Decreto n. 722,
DE 25 DE OUTUUnO D 1850.
c.imtu iSstsoccm P** wcoglo di f-w
N. M DE 19 Di 6ETIMBHO Il'SSTK ASNO, QDB
BIU NOVA OBCAUSIVlO A' CUAADA RACIONAL.
( Continuadla CArlTULO II.
D*orgsmiatUt IMtmlkat du coiu.o di revilla.
Ar. 41. to do rafe gradufedo otilclal elfeclivo da guar-
da mrlnissl deoada municipio, que servir de
de presidente, du jui municipal, e do presi-
dente da cmara, observaudo-i* ai leguintes
regras:
K 1. Se no municipio eilstirem dous.ou mal
officlaes de igual gradmeao. servir o mais
anligo no posto, e quando baja anda Igual-
dade nesta parte preferir o mal velho em
idade.
$ i. Se o official mais graduado for capitio,
ou subalterno, ser presidente do conseibo o
juiz muuicipal.
3. fie o officlal mala graduado servir tim-
bera como juiz municipal, ou presidente da
cmara, tomar o logar que Ihe designado
cin Tallo do posto, sendo o outro oceupado
pelo lubsiiluio a quein competir, ou pelo re-
reador Imniedlato esa ratos.
4. 8e o presidente da cmara servir ao mes-
nio lempo de juiz municipal tomar no con-
selho o logar que a este compete, sendo o ou-
tro oceupado pelo vereador immedlate.
$ 5. Na corte, r em outros logares onde bou-
ver mal de uin juiz municipal, ser designa-
do pelo governo, ou pelo presidente da pro-
vincia, oquedeva servir.
$ 6. No impedimento ou falta do juix mu-
cipal, e aeua substitutos, servir o delegado
de polica ; e no Impedimento ou falta deate,
e seus supplenies o subdelegado do districlo
oude esliver a casa da cmara.
7. Servir de lecrelsrin, mas sem voto,
uin official, officlal Inferior, cabo, ou guar-
da nacional, Borneado pelo praaldenle do con-
elho.
Ari. 44. Logo que o preilJente do coniclho
de revista bouver recebido a lirros da qua-
lilicacao de loiias, ou siueule de slguuias daa
C anieblas do municipio, avilar o outros raem-
roa, e expedir editaei, que icro alisados
narlogare mais pblicos dacidade, ou villa,
e lambern Impressos, se for possivel, annun-
ciando a sua rrimi&o, que dever comecar no
oilavo dia, contado da data doi mesuras edi-
Art. 43. O coruatfco de revista dever con-
cluiK leus liatwlboi no eipaco de 10 das ao
inau tardar: las deliberares sera toini-
madas pea inaiuria de votos, incluindo o do
presidente, e a acta geral de todas ai leudes
lineada em um caderno especialmente desti-
nado a esse II ni.
Art. 4*. Se no comeco dai sessdes le verifi-
Iguina das bypothese previstas no arti-
i. ou se durante os trabaiboa tallar, ou 11-
upedido alguui dos seus inenibros, os ou-
tros doui convocarn por escripto o cidado
que o dever substituir, conforme ai diipoii-
ccs do meimo artigo, com unto que nao te-
nha feito parte de algum comelbo de quali-
licacao,
Art, 47. O conseibo de revista so tomara co-
niiecjincjato dos recursos que versaren) sobre
os caaos indicados no artigo 33, eque frcn
interpostos pala inane ira determinada no ar-
tigo 38.
Ettt suas deliberacei dever elle diriglr-se
no spelos documentos e inforuiacoes, que tl-
ver recebido do comelbo de qualilicacao, mas
tambem por outros documentos ou provas que
as partea Intercluidas poderd produzlr nos
trea prUneiroi das da sua reunio, pelos es-
ciareoiiueBlos que eligir dos parenos, e ou-
tros fuuccionarios pblicos, e finalmente pelo
conlit'cimrnlo particular, que liverdoi tactos.
Art. 48. Dado o caso lo extraviar-se q re-
querimeiitu, ou docuineutos de abzuiu recor-
rente, que tcuho sido aprcientados ao con-
seiho de qualilicacao, bastar' que elle le acbe
como tal mencionado na acta do mesino con-
selbo (artigo 40) ou que aprsenle aleum dos
recibos de que tratao os artigo* 34e38, para
ser admit!do a Intentar de noa-o recurso
perante o cooselbo de revista, com tanto que
o faca noa cinco priineiroi dias da reunio.
Ait. 49. A deciSo que oconsclhoder aqual-
quer recurso dever constar de despacho lan-
fado sobre o propiio requerimeoto da parle
recrreme, pela maneira indicada no artigo 35.
Art. 50. O comelbo de reviita dever tomar
lonhecimento deiodos os recursos at o ol<
lavo da da sua reunio, e conforme as deci-
ses que Ihel der reformar a qualilicacao de
cada parochla, organisando pela mesuia ma-
neira Indicaba no artigo 22, e laucando no
competente livro, como aupplciuentu matri-
cula Olla palo couseibo de qualilicafio, dual
listas saber: 1., dos cidado qualificados
guardas nacionoes (do servijo activo, ou da rc-
seiva a reipeito dos quaea alterar por qual-
nil'r n.ln ni J MnpriKq Am mi..
llficacSo, declarando na caa de obiervafdei
o objrcto, e o motlTO da allrraco : 2., dosel-
dadnos que incluir na matricula (do srrvico
activo, ossHLreaerra) t&o leudo sido nella cou-
leuipladliPlg cooselbo de qualificaco.
Autes dolime de cada um dos individuos
compreheadldo* aa priineira lista inscrever-
e-ha o mes ni o numero que elle tlver na ma-
tricula feita neto oouseibo de qualifnfcfo; e
nos couiprebeudidu* segunda dar-seba urna
nova nuuieraco.
Art. 51.De todos os individuos coiuprehendl-
dosnas diversas listas parclaes, de que sala o
artigo antecedente, fazer-se-ua urna relaco
Seral por ordem -Ipliabetlca, c coiu diitlncco
as parocliiaj, declarando-se eui frente de ca-
da nome a deliberaclo tomada pelo conselho
de revista em virtude doi recursos, isto se
o individuo tica quallficado guarda nacional,
ou eliminado do alistaancnio ; se mudado da
lilla do aerrico activo para a da reaerra, ou
desta para aquella se oa, ou nao, dispensa-
do de ludq o icrvko, ou sanente do activo.
Esta re|ac|o ser publicada por edital assig-
nado por todos o membros do conseibo, afli-
Arc 52. FelU a publlcacao, de que trata o
artigo antecedente, mandar o conselho resti-
tuir ai partei. ou deixar paraesie fimeni po-
der do sen secretario, todos os reqiierimeii tos
qae tlver despachad ; far enviar ao jui/ mu-
nicipal, como dispoe o artigo 96, a certidao
das inultas, que tlver imposto ; e assignada a
aci geral das sesses, a remetiera com os II-
vros da qualilic9o.das parochias, e papis de
que tratao ni artlgoi 12 e 42, ao mais graduado
chefe da guarda nacional, que existir no mu-
nicipio, ou ao mais antigo d'entre os de Igual
graduacao, embora seja o seu proprio presi-
dente.
Por ultimo dirigir o conselho um odilo ao
presidente da proviucia. ou ao ministro da Jus-
tlca, ae for de municipio da corte, faiendo as
parlicipaedes recommendadas no artigo 42, e
dlsiolver-se-ha, dando por findos os seus Ira-
balhoi.
Art. 53. Se a entrega dos livros da qualifi-
caco de alguna parochla do municipio se de-
morar por mais de um dia depon de insinuado
o conselho de revista, e nao Ibe fr possivel
concluir seus trabaiboa dentro do pra/.o mar-
cado no artigo 45, poder elle prorogar ai
xessoei por tantos dial quantoi freiu absolu-
tamente necessarios para oexame e decisao dos
recurso! drua parochla.
Art. 54. Se o livroi de alguma parochla so
forem recebidos depois de encerradas as ses-
sdes, dever comelho de revista c elebrar
urna ora reunio, que podar durar ate cin-
co dial, aiiniinciando-a tambem por editad,
nai com anticipaco de tre dias souente.
rt. 55. Os livros destinados para a matri-
cula dos guardas naclonaes, e para as setas dos
conselhos de revista, e bem como o papel e
nals objectos necessarios escripturacao, se-
rao fornecidos cuita da fazenda publica pela
oaoelra-que determirarem na corte o minis-
tro dajustica, e as provincias os presidentes,
e abertos, numerados, rubricados e encerra-
dos por qualquer funeelonario publico, que
elles designaren!.
Se as folhas de uin livro nao forem sull-
cientes para toda a escripturacao do conselho
de i|ualificaco, ou do de revista, o respectivo
presidente lupprir a falta com oulro livro,
ou caderno, par elle aberto, numerado, ru-
bricado e encerrado.
Arl. 56. Quanto ao logar e hora de reunio,
modo de verificar a idade e molestias dos in-
dividuos, redaeco da acta e formalidades do
exerciciode suas funcedes, observar^ os con-
selhos de revista na parte que Ihes for appli-
cavel o que se acha disposto a respclto dos con-
selhos de quillficaco.
Art. 57. Ncnliuiii dos conselbos admittir do-
cumentos apresentadoi pelos redamantes, ou
recorrentei, que nao tenbao pago o imposto
do sello.
Art. 58. Quanto ao modo de organitar > Hi-
tas, redigir as actas e escriplurar os livros da
matricula dos guardas do aervico activo e da
reserva, observar cada um dos conselhos na
parle que Ibe toca os inodellos aunexoi i pre-
sentes instrucces aob ns. 1 a 7.
CAPITULO III.
Do rtcurio das dcciidei dos coniilhoi di rm'iia.
Art. 59. Das decisdes dos conselhos de re-
vista podero ai partes Intercssadas recorrer l00^0 (lue houverem de ler conservados ou
da nacional, cont "ai milicias, ordenancas e
guarda de honra, e eni urna casa de observa-
efles o modo como tem servido, e a aptldo,
du iuaptldlo para continuar no servico activo
ou na reserva; se foi, ou nao, influido na ul-
tima qualllicavao. e se renuncia, ou nao, a dla-
pensaa que por ventura tenba direito ( mo-
delo n. 9).
Art 6. Es4 mappai e .relacfle serio a-
companhados de urna circqmitanclada infor-
inaco do chefe da guarda nacional do muni-
cipio, cora leu parecer sr*re a conveniencia
da conservsc.ao, reorganlaSfao, ou exlinccao
das betalhdes, coros, ooiap.inhiai, ou sec-
?0ei actualmente sujeitai ao sen ominando,
bem como sobre as paradas, que devrrrm ler
os que do novo se erearem; e para que nao
haja demora na remessa de laes trabalhoi de-
pois de encerradas ai sesioes dos conselhos de
revista doi resldentei de provincia farao ai
convenlentei recommerdacdei alim de que
e comece a aprompta-los desde que recebe-
reiu ai presentes InitruccOes.
Art. 63. Os acluaea officiaes deverd apre-
sentar aoi competente! chefei ai suas paten-
tes e quaesqner documentos com que preten-
di provar seui servicos, declarando-lhes se
re mnenlo ou nao, a dispensa a que por ven-
tura tenhao direito, alim de que sendo dadas
com exactido as nformacea exigidas no ar-
tigo 61, pona o governo l/.er a cada um a de-
vida justica.
Art. 64. Se o official que receber os livros da
qualilicacao for o cominandante superior on
um chefe de Irgiao, balalhao, corpo.'esquadriu
ou secf.'o, que nao esteja subordinado ao cum-
ulando de oulrem, dever enriar directamen-
te ao presidente da provincia os papis e ia-
formafdes de que trata o artigo 61 ; mas no
caso contrario ser essa remessa feita, con-
forme as ordens em vigor, por intermedio dos
cheles iiiiniediaUiiente superiores, que deve-
lan tambem interpr o seu parecer, como
determina o meimo artigo.
Art. 65. Se o dito ofiicial nao for comman-
dante de toda a guarda nacional do munici-
pio, por existlrem n'elle corpol, seccdei ou
coiupanhias de diversas armas ou avulsas, ou
por estar alguma parte da turca lujeita ao
coramando de outro official que reiida em
municipio diverso, dever requisitar ao com-
petente ebefe todas as Inforinacdes e esclare-
cimenlos necessarios para organisar o inappa
geral e cumprir o devere que Ibe sao impos-
tos no artigofil.
Art. 68. Recebidos os papis e oformaedes
de que trata o artigo 61, farao os presidentes
de provincia organisar, para seren remetlidos
ao governo pelo ministerio da justica, uin
inappa de toda a torea que se bouver qualifi-
cado em cada comarca, com distinecao dos
municipios e parochias, e da que pertencer
ao tervijco activo e reservs ;e outro dos ba-
talhdes, corpos, esquadrdes, sec^Ocs ou com-
panhiai avulsas, que se acharen) creados, fa
zendo-se tambem menrao das legfoes e dos
commandos superiores a que pertencerem.
Por ena menua occaaio proporo os preii-
dentei a nova reparlico ou reorganisago que
sedera fazer de toda a forca, qur do servico
activo qur da reserva, na forma do titulo '!.",
capitulo 1. da lei, indicando as paradas dos
Art. 68. Poito que taei nomeacuei potado
rcahlr em qualquer guarda que rena o re-
qnisilos indicados nos artigos 53 e 55 da lei,
devem os presidentes de provincia Incluir em
suas propostas os cidadaos que le fizerem mais
recoinmendareia por sua prObidade, intelli-
gencia, fortuna, e dedicacio ao servico, pre-
l'eriudo os que i Brerem sido, ou forem ac-
tuaes officiaes da guarda nacional, c d'entre
estes os mais graduados, e os mais amigos,
observadas as segulnles regras :
I. Nenhum dos actuaes officiaes poder
ser confirmado no leu pollo para exerce-lo
ettectlvamente se llie fallar algum dos requi-
sitos exigidos noa artigo. 53 e 55 da le.
2. Tainnem no poder ler confirmado o
reunir, eluipreito %t for possivel.
para o governo no municipio da curte, e para
os presidentei nai provincial.
Elle recurso, que nao suspensivo, poder
ser apreiemado na respectiva secretaria den-
tro do prazo de seis mezes depois de encerra-
das as sessdes do cooselbo de revista, sem nu-
tra foriualidade alcm de ler instruido com o
proprio reqiierimrnlu que houver lido por
elle iodeferldo; e le o ministro ou n presiden-
te, exigindo ainda ai informaedea e esclarec*
memos que julgar neceasarlos, Ihe der favo-
raral decisao, ser o Isa despacho directamen-
te communicado ao competente chefe da
guarda nacional para ter o devido cumpri-
mento.
Art 60. Se o numero doi officiaes de justica
de algum municipio for superior s neceni-
dadrs do servico a seu cargo, os presidentes de
proviucia, ouvldos osjuizes municipaei, mar-
carn o mximo dos que dererem ser coaser-
rados na Usa de reserva, preferindo-se os
nais amigos, e darao ordem aos ebefes da
guarda nacional para que cameui ao servico
activo os outros que te acharen! incluidos na
referida lista por causa smenle do emprego.
O meimo se fsaalicar a respclto dai pessoas
einpregadas nosTsospliaes, e oulfos eltabele-
cimeuioi de earldade, que houverem ser dis-
pensadas de todo o servico da guarda nacio-
nal, sendo ouvidas as respectivas adinioistra-
edes, e dando-ie-lhcs a laculdade de escolbM
ai que dererem ser preferidas.
TITULO 11-
Da nova orgauigacSo da guarda nacional.
CAPITULO I.
Da rtoryaniajo i crtacotoi corpol.
Art. 61 O ebefe da guarda nacional de ca-
da municipio, havendo recebido do couseibo
de revista os lirios da qualilicacao das paro-
oblas, como determina o artigo 52, oscoosei-
rar em seu poder para lervirem de base
nova matricula dos corpos ou companhias,
que se crearem, ou reorganisarcui em virlude
da le, e sem perda de lampo faio apromptar
para remetieren! ao presidente da provincia:
1.*, urna lista geral dos cidadaos, que em vir-
novamente creados, e tendo em vista as sc-
guintes regras:
1. Que os guardas alistados para o servico
activo, que se acharem d'elle dispensados por
lguma das raides expressadas na lei, devem
ser tambem considerados -como parle inte-
grante da forca que a inesma lei exige para a
composifo dos corpos, companhias e sectiles.
2. Qoeabem daregularidade do Servico, <
da commodidade dos guardas dever-se-ha re
irtir a forca de maneira que possa haver um
atalbo ou cumpanhia em cada um dos mu-
nicipios que contivcr- o numero de pracas qi^e
a lei marca como indispensavel; e urna sec
cao fin cada um d'aquelles onde nao se com-
pletar esse numero, applicando-sc a disposi-
cao da 2 parte da artigo 3.' da inesma lei s-
menle aos que j ic acharem reuuidos em um
so termo judlciario.
S. Que permiltindoo artigo28 da lei a crea
cao de urna companhia na parochla ou capella
onde se alistaren! lmenle oitcoia guardas do
servico activo, convlr obaervar-ie esta dis-
posico sesnpre que houver entre a> diversas
matrises urna distancia maior de qualro le-
guas, para poupar-se quanto for possivel aos
guardar a necessidade de concorrer a paradas
d'onde nao regressem no nicsuio dia a suas
casas.
4 Que os corpos, eiquadrdes, companhias,
e secedes de cavallaria 10 poderd ser crea-
dos n'aquelles logares onde bouver lufficienle
muere de guardas, que tenhao nio simples-
-iifi-
i geraj
I-S* m- presentes instrucco-, a rr".
culos em cada parochla para o servico activo,
e outra dos da reserva, exlrahida dos referi-
do! livros com todas as declancdei que elle
conllverein, mas J apuradas conforme as al-
terocdei frita* pelo comelbo de revista, accres-
eentando-se naa casas proprinl ai convenien-
te! obiervar.de! a respeito d'aquelles, que ten-
do direito a serein dispensado! de todo o ser-
vico, ou lmente do activo, ilvcrcm declarado
ao chefe, anda depois de encerrada! ai ses-
sdes do meimo comelbo, que renuoclo essa
dispensa ; 1.', um inappa geral da guarda na-
cional do municipio, conforme a actual orga-
niiocao, indicando as leglfles, batalhdes, see-
(des de balalhao, corpos de cavallaria, esqna-
drdes, companhias e icccde; de companhias,
que se acharem creadas; os logares das para-
das o numero dos otdaes de cada una das
classes, e o das pracas do servico ordinario e
da reserva com a derida dlsllnccao ( modelo
n. 8); 3.*, uma relscao nominal de lodos os
officiaes, qur sejao on'ectivoi, aggrcgado
ou reformados, escripia em forma deuTapp,
mencinndo-ic a reipeito de cada um d'elle
a Idade, a prolisso, a dala da sua priineira
xado na porta principal do edilielo onde elle.e paleule, ai smiisde's que tlver tido. os diver
os postes que Urer occupido, unto na guar-
neccisarios para apromplar, e inauter os ca-
vados iua pulla ; e os de arlilharia onde j
for conhecido, ou se tornar indispensavel o
uso d'eita arma.
5. Que o diitricto de cada commaodo lu-
perior dever comprebender pelo menos dous
batalbes, ou corpos; e que podendo abran
ger urna, ou mais comarcas; ou municipios
periencentes a diversas comarcas, convlr fa-
zer a la demarcaco de maneira que o coui-
inaudantei superiores, ou os ebefes do estado
maior, poiiao percorre-los as pocas que
os regulamentos designarcm para Inspeccio-
nar os cornos as suas paradas, nao sendo os
guardas "t.igu. :^blp ins muniei-;.; r.
de resiJlrem para exercicioi, revistas, ou ins-
pecedea.
6. Finalmente que ai paradas das compa-
nhias e corpol devorad ser noi logares mal
centra, ou cammodos inaioria dos officiaes
e pracas, preferindo-se srnipre que for possi-
vel os po va idos.
CAPITtLO II.
0a nomrifrio t rtcotthic imenlo du o/ficiati, i oulro i
frovidtnciat.
Art. 67. Com o plano da ora osganliacio
da guarda uacional envlard os presidentes ao
governo retardes nominaes dos olficiaes exis-
tentes em cada comarca, idnticas s de que
trata o artigo 61, e uma proposta dos cidadaos
qui julgarcui idneos para serein nomeados
coiiiinaudanlca luperiore, chefei de estado
maior e coinmandantes dos baialbdes, secedes
de balalhao, corpos e esquadrdes, que houve-
rem de ser conservados, on novaiuentc crea-
do!.
A proposta poder comprebender mais de
um nome para cada.pono, e MrA acompaoha-
da das obscrvacdts ou docuuienftfquc forem
necessarios para justificar a rtTueidade dut
indlviduoi u'ella incluido!.
que tlver lido condemnado por sentenca da
iiiorida.li- civil paisada em Julgado pr al-
gum dos crimes especilicadoa no artigo 66 1.
da lei ; excepto o caso de coucessao de am-
nista.
3. O guarda que se ochar as circuns-
tancias indicadas no antecedente nao poder
ser nomeado, nem proposto para official.
4. Podem ser nomeados ofnciaea para o
servico activo os cidadaos coinprehendidos na
lista respectiva, que liverem direito a aer dis-
pensados na forma dos artigos 24 e 25 das
preientei iustruccoel.
Se antes da sua uoiucaco elles nao tiverem
renunciado a dispensa, drclarando-o por es-
cripto ao conselho de qnalilieae.io, ou ao com-
petente chefe da guarda nacional, licar en-
tendido que o fazein desde que solicitaren! as
patentes.
Arl. 69. As priineiras propostas que fizer
cada um presidente na forma dos artigos66e67
serio acoinpanhadas de coplas authenticas ou
eieraplares impresios das lela e regulamentos
proviuciaes coocernentes guarda nacional,
que se acharem em vigor na provincia.
Art. 70. Approvada pelo governo a nova or-
l misa, a o da guarda nacional de um munici-
pio, comarca ou provincia, e feitas as nomea-
C'ics da iua competencia, paisard o pieii-
denteadar ordem para que tenhao o devido
ell'eito, comprimi na parte que Hn-s toca as
disposiciles doi artigos 48 e 71 da lei, e exigin-
do dos coimiiandantes superiores logo que se
achcm ciupossados, as propostas que devem
fazer para a nouicaco dos officiaes do seu es-
tado maior.
Aos officiaes que ficarem deseinpregados em
consequencia da nova organisa;ao, ou que f-
rein substituidos nos postos que actualmente
oceupo, far-sc-ha a conveniente coininunica-
pao por escrinto para que possao requerer
a sua reforma, se a ella liverem direito, no
prazo do artigo 85 das presentes instrucedes.
Art. 71. A dislribuicao dos guardas por com-
panhias nas parochias onde houver mais di-
urna, c a escolha dos que deverem pertencer
s armas de cavallaria e artllharla, sern feitas
pcloi coutniaiidanle, segundo as ordens do
governo na corte, e dos presidentes nal pro-
cinclas. '
Art. 73. Os actuaes officiaes, temporarios ou
vitalicios que residireni em provincia diversa
daquella oude forao nomeados, serioeo ti templa-
dos entre os do logar da sua residencia para te-
rein como elles qualquer dos destinos permit-
lidos pela lei.
Art. 73. No corpo que nio tlver major no-
meado d'entre os officiaes do exercito, ser
este posto oceupado pelo capilio mais amigo,
eiuquanlo ogorerno ou o presidente da pro-
vincia nao designar oulro. Se porm algum dos
actuaes inaj ires da guarda nacional fr no-
meado coiiunandante de companhia ter a
preferencia, ese houver mais deuin no mes-
iiin corpo servir o de patente mais anliga.
Se tambem nao houver ajudante que seja
official do exercito, servir um subalterno no-
meado pelo comiiiandmle superior sobre pro-
posta do coinmandante do corpo, ou pelo pre-
sidente da provincia onde nao houver coin-
mandante superior.
Os presidentes deverd indicar ao governo
os corpos em que pareja conveniente a noinea-
c.io de majores ou ajudantes de liuha.
Art. 74. Os coinmandantes dos corpos e os
officiaes assim designados para servirem de
majores e ajudantes p-ssard a instrui-ios gra-
tuitamente, e cada capito sua companhia em
particular, nas pocas determinadas pelos re-
gulaiiientos eordcui em vigor, einquanto nao
torera alterados.
Art. 75 A nomeacao de cornetas, clarins e
tambores pagos pela fazenda publica depende-
r de autorisacio previa do ministerio da justi-
ca, podendo nas provincias ser pelos presiden-
tes conservados dos actuaes os que ihe parecc-
reiu ndispensaveis nos logares em que elfec-
tivamenie bouver guarda nacional fardada e
armada.
Art. 76. Logo que algum corpo esteja or-
llente a renda marcada pela le. mas os meioa ganlsado em virtude da nova lei poder o leu
coi.....aud .nte formar uma banda de msica,
sendo feita toda a despesa por con la dos offi-
ciaes c guardas, que voluntariamente cou-
correrem.
O numero e fardamento dos msicos de-
pender de approracao do gorerno na corte, e
dos presidentes nas proviucias, no podendo
todava haver em cada corpo mais de l7, que
serio dispensados de qualquer outro servico
da guarda uacional ( quando eslejio alistados)
einquanto os gu irdas da reserva au forem
chamados a presla-lo.
Art. 77. .los officiaes que forera nomeados
anteriormente conferido, ainda que vitalicio
em virlude de legilllcia provincial.
Se o nomeado for oieial superior sera o ca-
so submettido ao conheclmento do governo
para resolver o que Cor justo.
Art. 8t). As patentes que qs presidentes de
provincia houverem de asslgnnr serio paisa-
da segundo a norma annc.\a s presentes ins-
trucedes ( N. 10.)
0< actuaes officiaes que por occasiaoda nova
organisaco forem promovidos a postos supe-
riores pagard integralmente, alin do sello,
o novo direito c emolumento* corresponden-
tes aos meamos pnstoi ( Artigo 57 da lei) como
se toase ora a nnmeacao.
Art 81. Os enmmandantes superiores pres-
lard, pessoalmente, ou por procurador, nas
uiaos do ministro da justica na corle, c dos
presidentes nas provincias, o seguintc jura-
mento : Juro aos Santos Evangelhos_ ser fiel
ao Imperador, obediente constituicao e leis
do imperio e cumprir exactamente os deveres
do posto de commaodaiile superior da guarda
nacional, que me conferido.
Os officiaes do estajo maior dos coiniiian-
dos superiores, e oscomniaudantes dos ba-
talhdes, corpos, secedes de batalhio, esqua-
drdes, companhias e secedes avulsas prestard
semelhanle juramento nas maos do comman-
dantc superior, e onde o nao houver nas do
presidente da provincia.
Os officiaes dos batalhdes, corpos, secedes de
lia i .lliao, esquadrdes, companhias e secedes a
vulsas o prestard nas uiaoi das respectivos
coinniandanles.
Art. 82. Lavrad o termo dejurainento em
livro proprio, far-se-ha d'lsso uma nota no
verso da patente, datada e assignada por quem
o houver deferido; e o official sera reconhe-
cido por meio de ordem do dia afim de entrar
no exercicio do leu poito.
O governo na cdrle, os presidentes nas pro-
vincias, e os coinmandantes superiores con)
autorisaco sua, poderd determinar que os
corpos os reuni para o acto do reconhecl-
menlo dos comiuandaiites, nao devendo toda-
va convocar os guardas que residirem adu-
lancia maior de duas legoas do logar da pa-
rada.
CAPIT0U) III.
Da reforma i demino dos o/friais. .
Art. 83 D'eutrcos actuaes officiaes da guar-
da nacional, que nao forem einpregadoi por
occaslio da nova organisaco, poderd ser re-
formados nos iiirsmns postos que oceuparem,
em virlude de deliberaco do governo, e dos
presidentes na parle|que Ibes tocar, ou a pe-
dido sen ;
1. Os que por idade avancada, ou mtenlas
incuraveis, e devidamentc verificadas, !e
acharem habilitados para todo o servico, ha-
vendo seinpre dito boin comportainento.
2. Os que forem officiaes honorarios do
exercito, dai extinctii milicia! lera sold, da
guarda de honra, ou dai ordenancas, se live-
rem alin de boin comportamento cinco an-
uo! ao menos de servico em un ou mais pos-
toa da guarda nacional.
Esta disposico tambem applicavel aos
guardas de honra.
3. Oique liverem bem servido em uin ou
mais postos da guarda nacionai por espen de
dez annos ao menos ; ou simiente cinco an-
nos se forera chefes de legldes, ou majores.
Art. 84. Se algum dos officiaes mencionado!
nos dous ltimos do artigo antecedente
tiver sido demittido uma ou mais vezei, po-
der ler levado em conla para a reforma o
lempo de servico anterior a cada demissio.
A respeito da reforma obicrvar-ie-ha t.im-
lieni a disposico do 2do artigo 68.
Art. 85. Os officiaes residente! no muni-
cipio da corte, e noi das capitaes das pro-
vincias, que pretenderera reforma em virtu-
de d'e.i.s imtruccdei, deverd apreientarieua
requerimentos no prazo d* uin mes, e o ou-
tros nos de tres meses, contados do dia em que
Ibes constar officlalmente que forao dispen-
sados do servico, conforme a disposico da
segunda parle do artigo 70.
Paraos que le acharem reformados era vir-
tude da legUlafio provincial, ou avulioi,
correrd estes prazos do dia que os presiden-
tes deverd designar cora toda a publicidade
para cada municipio lago que fizerem as no-
vas iniiuraciM-, de officiaes para a respectiva
guarda nacional.
Art. 86 O requerile uto dever ser apre-
leulado na secretaria d'estado dos negocios
da justica, ou na da proviucia onde residir
o impetrante, com a sua anignatura, ou de
seu procurador, reconhecida por tabelllao e
munido de documentos que mostrem adiar-
se elle nas circuuistancias de algum do do
artigo 83, como sejao : primeiro certidao de
baptisino ou justincacao da idade : segundo
folha corrida : lercelru attestaco de faculta-
tivo sobre a existencia e natureta da moles-
tia que allegar: quarto a patente, ou titulo
original, por certidao ou publica forma, da
da sua nomeacao para algum posto honorario
do. exercito, das extinctas' milicias, ordenan-
fas, bu guarda de honra: quinto a patente
ou titulo da aua nouieaco para o posto que
oceupar na guarda nacional, assim como de
outros que icnba anteriormente oceupado:
sexto cerlidio paliada pela secretaria de es-
tado, ou pela da presidencia, da qual conste
se foi ou nio' demittido uma, ou mais vezes
pelo governo ficao marcados os seguintes pra- e a dala de cada demliiio, e a nova nomeacao:
*u, ^-t;*t' do rll *v I'IC lci constar um- .til,,*- c^rt'iic; vii acsiacoes nos cacica da
cialinente a sua nomeacao, para procuraren! as
patentes naiecretaria de eitado "dos negocios
da justi{a:
Aoi reiidentei no municipio da corte um
mez.
Na provincia do Rio de Janeiro doui mezes.
Nal provincial de Goyaz, Mallo Grono e Ama-
zonas olio meses.
Enai outras provincias seis meses.
Para os nomeados peloi presidentes serio es-
tes prasos reduildos i meiade.
Art. 78. Em quanto o governo nao desig-
nar novo uniforme e dislinctivos, nem mar-
car os praaoi, de que trata a 9.a parte do do artigo 65 da lei, coutinuard o officiaes e
pri(as a usar dos que se achio actualmente
adiuiltidoi nos diversos corpos da guarda na-
cional.
Art. 79. Quando o official nomeado nio
cumprir a disposifto do artigo 77, nem re-
querer uma prorogacao raaoavel do prazo,
provando que a falla procedeu de motivos in-
dependentas da la vontade, dever o preii-
diDU da provincia declarar sem ell'eito a no-
meacao, ae ella fr da aua competencia, e de-
guarda nacional, e de autoridades do logar
da residencia, que provem a effectivdade do
exercicio do posto, ou postos, e abonera o
leu coinporlaiiiculo.
A talla da patente de official da guarda na-
cional poder ser supprida por certidao da se-
cretaria d'estado, ou da presidencia, da qual
conste a dala da nomeacao para o posto ou
por certidao da acta da elelcaio, quando tenha
lido conferido por esse meio.
Art. 87. Os presidentes de provincia, eti-
gindo ainda ai informa(dei e eiclareclmcntos
que julgarera neuessarioi, darao despacho a
laes requeriineulos se o impetrante! forem
capitael ou subalternos, e o enviard ao go-
verno cora la ioforinaco te forem officiaes
tn par lores.
Art. 88. Ainda que algum official que te-
nha direito reforma nao a reqneira, pe-
der o presdeme conoeder-lb'a aotei da fin-
dar o praxo marcado no artigo 85, se o j ul-
gar conveniente, e farda aua oompeteacia;
ou propd-la ao govdtho, especificando todas
ai razdss qne a justificaren!.
Art. 89. Se o officlal nomeado em uma pro-
metildo o niasnio ulliciai de qualquer outro |rincia tiver mudado a sua' residencia para
poito da guarda nacional, que Ibe tenba sido! outra, nao perdsndo por cite lacio a patente,


2!
ser o seu rrquerimento de reforma dirigido
ao presidente d'aquella onde residir, o qual
requisitando ai convenientes lnformacdes ao
da provincia onde tiver sido feita a nomea-
.ni. o despachar, ou enviar ao gorerno.
Art. 90. As patentes de reforma serao pas-
eadas segundo a norma a que se refere o ar-
tigo SO. cun as convenientes alteraces, pa-
gando os que as obtiverem, alem doselo, a inc-
tade do novo direito estabelecido no artigo
56 da lei, e os mesmos cinoluuientos a que
estri siijii t-is as dos oll'maes eH'ectivos.
Art. -91. D'entre os actuses otnciaes, tem-
porarios, ou vitalicios, que nao forem em-
bregados por occasio da oova organisaco
rica.i., demittidos :
1. Aquellesque nao forem reformados pelo
governo, ou pelos presidentes, nem apresen-
t.ircm os seus requerimentos durauteo prazo
marcado no artigo 85.
2. Aquellea cujos requerimentoade reforma
forem indcferldos.
3. Aquelles que havendo obtido reforma
n.ii) procuraron as patentes durante os pra-
zos marcados no artigo 77.
TITULO III.
caprroiA) nico.
Diipotices divtrtai.
Art. 92. Os acluaes chefes de legloes, os ofli-
cines de seu estado malor, os promotores c se-
cretarios dos conselhos de disciplina, e seus
ajitdantes continuaro a exercer suas funerdes,
podendo tambem servir nos conselhos dequa-
lilicacao e de revista, ate que, verificada a nova
organisar.no da guarda nacional, sejao numea-
dos pira outros posaos, reformados, ou de-
iiiuii.il) na forma da lei, c das presentes iu>-
tniccaes
Art. 93. as provincias do Para e Amazonas
serviro como uicmbros dos conselboa os ci-
dados que os presidentes uomearein, "poden-
do tambem iucunibir-lhes, assiin como aoi
coinuiandaiites militares, os trabalhos que as
presentes instrueces ezigem para a orgauisa-
jao da guarda nacional. Devcr todava os
presidentes aproveitar de preferencia os servi-
dos dos ofnciaes da guarda policial, que scro
tomados na devida considerarlo quando se li-
zerem as novas nomeaedes, nao podeudo elles
com tudo ser reformados.
Art. 94. Serao multados, quando na parte
que Ibes tocarse inostrarein omissos ou trans-
gredirem as disposicoes da lei, ou das presen-
tes instrueces:
I. Pelo ministro da justica na corte, e
pelos presidentes as provincias :
Os conselhos de qualificacao e de revista na
quanlla de 100/ a 200/ rs. reparadamente en-
tre os seus Miembros.
Os presidentes dos ditos conselhos na quantia
de 50/ a 100/rs.
Os inembros dos conselhos de revista, que
deiiarein de assignar a acta, na quantia de
50/ rs.
Os presidentes das cmaras munlcipaes, of-
ciaes da guarda nacional, juizes de paz, paro-
rhos, capelles, delegados, subdelegados,
muros fniiccionarios pblicos, na quantia de
50/ a 100/ rs.
t) 2. Pelos conselhos de quallficacao :
US seus meiiibios que faltaren! s sesses,
d'ellas se ausentaren] ou drixarciu de assignar
a acta da primeira reuniao, ou as listas, oa
quantia de 50/ rs.
0 olli.-i.il, ofncial inferior, cabo, ou guarda,
quciendo Horneado na formado artigo 7 dei-
xar de comparecer, na quantia de 50/rs.
O oiliei.il inferior, cabo, ou guarda, que
nuineado para coadjuvar o secretario, deixarde
faze-lo, na quantia de 50/ rs.
O facultativo que sendo convidado na forma
do artigo 21 deixar de preslar-se, na quantia
de 50/ rs.
3. Pelos conselhos de revista i
Os seus inembros que faltarem s sessoes,
d'ellas se ausentarem, ou deixarem de assig-
nar as listas, na quantia de 50/ rs.
Os inembros dos conselhos de qualificaciio,
que deixarem de assignar a acta da segnuda
reunio, na quantia de 50/ri.
O ofiicial, ofncial inferior, cabo, ou guarda
nacional, que nomeado para servir de secreta-
rio do conselho deixar de faze-lo, na quantia
de50/rs.
O facultativo que sendo convidado na forma
do arilijo 21 deixar de preslar-se, na quantia
de50/rs. ,
Art. 95. Urna portara do miulslro da justi-
ca, ou do presidente da provincia, contendo
os nomes dos multados, as razes e importan-
cia de cada inulta, lera forca d sentenja para
a cobranca.
Art. 96 Quando a multa fr Imposta pelo
conselho de qualiAcaco, ou de revista.^ o se-
cretario extrahir da acta urna cerlidao em
forma, com as detlaraces cima indicadas,
que ter forca de sentenca e sera enviada com
olTicio do presidente do conseibo ao juiz mu-
nicipal, o qual a far executar e reculher a
inulta a qualquer estacao de arrecadaco a dis-
posico do ministerio da justica.
Nao se admlllr embargos, nem qualquer
outro recurso contra essas portaras ou cerli-
des: mas anda depois de verificada a cobran-
ca, e recolhida a quantia a qualquer estacao
de arrecadajSo, poder o multado obter ordein
do miiii-.tr. ou do presidente, para que lhe
seta restituida, se o requerer no prazo de 60
das, provando que a mesina inulta lhe fo|
injustamente imposta.
Art. 97. A execucao da lei n. (502 de 19 de
setembro do correte anno comecar ein cada
municipio deade que fdr reconhecldo alguin
dos commandanles nomeados ein virtiidc
d'ella, subsistindoal entao a ineiina qualiti-
cacio que se acha actualmente feita.
Ainda depois da nova organisacao da guarda
nacional, e em quanto se nao publicar o regu-
lamento geral, continuaro a ser observados
a respeilo da marcha do servico os mesmos
rrgulamentos e ordens que estiverem em vigor
em cada provincia, menos na parte em que se
oppuzerein referid lei e s presente Instrucco
Eusebio de Queiros Collinho Halloso Cma-
ra, do inru ou sel lio, ministro e secretario de
estado dos negocios da justica, o lenha assiin
entendido e faca executar. Palacio do Rio de
Janeiro, ein vinte c cinco de outubro de mil
oitocenloi e cincoenla, vigsimo nono da inde-
pendencia e do imperio.'
Com a rubrica de Sua Masgestade o Impe-
rador.
J7...-l_-, J. n mcuto que bailn com o decreto n.... de 28 de
agosto do anno prximo pasaflAo, consinta no
despacho isentode dlielos de consumo de 521
barricas do cimento vlndas de llaraburgn no
brigue dlnamarquez tvia, para as obras] do
arsenal de marlnba, hem como de 45 pecas de
cali de linho de dlfferentes bltolas para uso
dos navios de guerra c de 332 barras e verga-
Ihdes de Ierro da Sueola. lntelgenciou-se o
inspector do referido arsenal.
Dito. A pagadura militar, para remetiera
Ihesourarla de fasenda do Rio-Grande do nor-
te, visto assiin o requisitar a presidencia da-
i|iiella provincia, a guia do soldado reformado
Antonio Horeirada Silva, que tem de ser pago
de seus sidos pela referida thesouraria.
Dito. Ao director do arsenal de guerra, pa-
ra mandar concertar cinco toneis de que trata
a relacao que remelle, assignada pelo coiu-
mandaute interino do forte do Huraco. ~ In-
telligenciou-se ao coinmando das armas.
ito. Aochefe de polica, para que mande
receber a bordo do vapor Alfonso, al'nn de se-
ren enviados opportunamente para a ilha de
Fernando 15 criminosos sentenciados, que fo-
ram reuif Itidos pela presidencia do t~ear com
esse deslino. -- Officiou-se neste sentido ao
commandaute do referido vapor.
Dilo. A thesouraria da fazenda provincial,
ordenando que vista do certificado passado
pelo director das obras publicas, mande pagar
a Joaquim Pereira Ramos a quantia de 50,000
as. paraindemnisacao doprejuizo que sollreu
com a obra da estrada de Jaboatao. Com-
municou-se ao mes i,o director.
Dito. A'mesma. inleirando a de haver con-
cedido a Jos Dumingues Codecera. arrema-
tante da obra daconllnuacao do caes do Ramos
prnrogacao de tres meses do praso marcado
para a concluido da mesina obra. Scienlifi-
cou-ie ao direelor das obras publicas.
Portarla. Mandando que fique sem e lcito,
a de 1G de dezeinbro de 1848, pela qual foi
creado o districto da Magdalena, ficando como
dantes reunido ao da fregueiia dos Afogados
-- lnteirou se ao chefe de polica.
Dita. Mandando por em liberdade o recru-
ta Antonio Monteiro por ter apreseatado iseinp-
(o legal.
Coinmando das armas.
EDITAL.
0 111 m. Sr. coronel Jos Vicente de Amo-
rim Beierra, commandanle das rias des-
ta provincia, de conformidade com o da -
posto no artigo 22 do reg filamento que bai-
xou com o decreto de 17 de fevereiro de
1832, manda convidar os Srs. pharmaceu-
licos estabelecidos con bolicas nesta capi-
tal, comparecorem na secretaria militar,
s 10 horas da manliaa do dia 5 de iijze.n-
bro prximo vindouro, em o qual lera lu-
gar perante o conselno extraordinario, a
arrematadlo em hasta publica dos medica-
mentos para o hospital reg mental desta
cnlado, por lempo de um anno, suguodo o
formulario orgauisado para esse liui, que
ser apresentado aquelles dos Srs. puar-
maceulcos, que anticuadamente o quze-
rem consultar, nos das uteis, e durante as
horas do expediente.
Quartel do coinmando das armas oa ci-
dade do Kecife, em 25 de novembro de 1850
Francisco Camello Ptuoa dt Lcenla, ca-
piUo secretario do commanJo das armas.
GOVERSODA PliUVINGlA.
EXPEDIENTE DO DIA 27 DE NOVEMBRO.
Ollicio. Ao txm. presidente do Cearf, em
respusta outro seu. diiendo que tein-se per-
iiiitiido aos aenlenciados reiueitdos para a ilha
de Fernando levarem para alti suas mulharei.
Dilo. Ao coinmando das armas, Inlei-
raudo-o de haver deferido favoravelmente o
reqiierimento, ein que o alteres do segundo ba-
talbo de cacadores Augusto Pereira Raujalbo,
que pela junta de aaude foi julgado incapaz do
servlco activo de guerra, pede permitan para
reaidir na provincia d.s Alagoas.Neste sen-
tido ofnciou-se ao Esm. presidenta daquella
provincia e a pagadoria militar.
Dito. Ao mi-sino, nteirando-o do disposto
no aviso do ministerio da guerra de 14 do cor-
reme, coinmunicaiido que se mandara anuular
- por decreto de 11 do inesmo mes a remoco do
Inspector da pagadoria militar desta provincia
coronel Jos de tirito Inglez para igual lugar na
da San-Pedro do ttio-Granue do sul.- Ofuclou-
se oeste sentido ao referido coronel.
Dito. A' thesouraria de fazenda, recom-
mendando a eipedicao de auas ordens ao ins-
pector d'alfandega desta cldade, para que, nos
. i raya do paragrapho 3,', artigo 1.* do refuta*
HOMUEUPATHIA PURA.
J tinha eu lido nos Joraaes desla cidade
os pi Dgrussos da HomcBopalliia na ilha de
Fernando por occasi3o da invaso da febre
amarella, quanJo rocebi una carta ohze-
quiosa do Sr.Aotonio Borges da Fonceca da-
tada de 28 de outubro, acompanhando a co-
pia do ofllcio que no da 26 dirigir elle ao
commaodanle da mesma ilha, dando conta
de eua trabalhos, e dos vantajosos resul-
tados por elle oblnlos, mediante o empre-
go dos medicamentos liomceopathicos nos
individuos aiTeclados, nSo s da febre, co-
mo tambem de oulras enfermi'lades.
O S'. Borges, segundo me informou o
Sr. I)r. Jeronymo Vilella de Castro Tavares,
cliega lo daquello presidio, com o mais acri-
solado desinteresse, o com humaoidade
propria de um verdadeiro ehristfio, corre
a toda a liarte, e a qualquer hora a soccor-
rer seus infelizes companheiros de desterro,
que admirados de ver tanta dedcacSo e ca-
ridsde, oolham como seu anjo salvador, e
rendem infinitas gracs ao Dos das mise-
ricordias por lhe haver posto as m.is urna
bolica homrcopalhica, ohjecto de vonera-
;o para aquellss, que della se utilisam re-
cobrando a saudoeavida, e de escarneo
smente para o homem que, tendo olhos,
nada v, porque sua incredulida.de he gran-
tica, e tem feito proposito lirme de ailender
a sua moralidad?, e no a evilencia dos
fados. O Sr. Dr. Vilella Tavares tendo dian-
te de si o infurtunio, e prevendo que sua
saule j lam arruinada, dovia de solTrer
graves allerarjOes, causadas pelos dissabo-
res privar;0es, munio-se de urna pequea
carteira de medicamentos dynamisados, e
de alguns livros. afim de tratar-se em seu
desterro, e conhecer por si mesmo da eflica-
cia das doses homccopalhieas. Foi a Provi-
dencia que lhe inspirou tal resoluc.1); por
que mal pensava elle que tam rseos recur-
sos iam afugenlar a morte dos infelizes do-
gradados, que habilam aquella ilha ingrata,
prenhe de terriveis recordarles I ... Deis
carteira he que o Sr. Borges se tem servido
para combsier as enfermedades.
0 Sr- Dr. Filippe Lopes .Neto foi quera pri-
meiro reconheceu aii os symptomaa da fe-
bre amarella, e admioistrou os pnmeiros
medicamentos, convidando ao depois o Sr.
boles ta i uuccC pr o\auiir m r;v,-
dade do mal.
Seja a homoeopathia um exercicio modes-
to para ess'es nobres desterrados, e sirva-
Ihes de innocente consolarlo as suas ma-
goas! ...
Dous fortes motivos me cnchemhoje desa-
tisfac3o:o primeiro,lie ver que em toda par-
te a humanidade vai cometido o saboroso
fructodas vigilias do sabio Matine;nann, e
dos trabalhos dos seus mais dedicadoa e sin-
ceros discpulos; o segundo, he observar a
rapidez com que a bomccopalhia tem sido
abracada em l'ernambuco desde esta linda
capital, onde tSo atrozmente se tem calum-
niado minhas iiilenc,6es, al os mais remo-
tomos sertes, sendo de notar que em ne-
nhuma outra provincia do Brasil, be ella
tam familiar, como nesta. Diariamente re-
cebo cartas dos caefeade fimillas do inte
rior, as quaes ou se me pedem conselhos,
e instrueces, ou se me commuoicam es-
pantosos raaultadoa alcanzados pelos nos-
sos meios de curar. Iguaes cartaa leem si-
do dirigidas ao meu ilislnclo amigo 6 colle-
ga Joo Vicente Martina.
Anossacaua ba de Iriumphar, porque
lio ella da rasgo eda liumanindade ; e lieos
protege a humanidade, que faz bom uso da
sua rasfio.
NSo coucluirel sem dirigir em norae di
humanidade, um voto de agradec ment ao
Sr. lente coronel Jos liara Ildefonso
Jacome da Veiga IMssoa, que aproveitando
prudentemente os bons deaejos do Sr. Bor-
ges, esta belecea com a necesaaria brevida-
de urna enfermara homicopathica, na qual
podessem os doentes receber com regulari-
dade o tratamento. Este acto do Sr. len-
te coronel Ildefonso s por si d urna ideia
do recto e humano coracSo, con que o do-
tou o Supremo auctor da vda^E sa a elle
ajuntar-se o zello e begnldade, com que
trata os miseros degradados, confiados a
sua immediata administrarlo, merece esse
honrado militar o respailo, considerarlo, e
amizade de lodos os amigos da humanida-
de. Receba o Sr. tenente coronel Jos Ma-
ra Ildefonso a bornenageni que daqui lhe
tributa um homem que o nSo conbece pes-
soaltnenle. Receba-a : que nao be a lison-
ja que arranca do corceo eslas palavras,
mas sim um sentimento nobreo amor doi
temelhanles.
Itecife, 16 de novembro de 1850.
Dr. Sabino Olegarit I.udgerio Pinho.
P. S. Abaixo vai publicada a carta do Sr.
Antonio Borges da Fonceca ; e nos seguin-
tes nmeros poblicar-se-bamooOlcioqueo
inesmo dirigi aocommanJante do presi-
dio, e mais outros escupios que pelo ultimo
navio me eudereQou. Achei conveniente
n3u alterar a orthograpbia de que uaa o Sr.
Borges.
iilui. Sur. Dr. Sabino.Comeaei um ar-
tigo dando conta a V. S. dos meus trabalhos
iiiiiixuopaiicos; mas longo vii ele, e iuda
no principio, pelo que a falta de tempo me
apteso a transmilir-ibe o oficio que diriji ao
digno comandante militar d'esla ilha, que
sempre d urna noticia do que se tem pa-
sado.
Os simplonas da febre saodores e dor-
mencia por lodo o corpo, constipasao, von-
tade de vomitar, e as vezes vmitos bi-
liosos, fri, feble ora com pulso fraco, ora
aaelerado, pola seca, lingua saburrosi, ou
branca, em alguna suor copiossimo, em
muitos suor na nuca, eemderredor do um-
bigo, em quisi lodos boca amarga, pros-
Irasoe semblante cadavrico.
Tenho curado comars., bry., carb.-v.,
chain., puls..e rbus. indiquei a dulc, mas
i3o lu feliz.
Resullou que em 200 enfermos somonte
morreu um mouioo de 7 anoos, cado no
dia II, eassim foi o seu tratamento dei-
ihedulc, mcloorou no dia aeguinte, no
terceiro dia da molestia (13) apareaeu novo
aceso com vmitos e dor no estomago, dei
ars., apreseulou melhora; ao quiulo dia
(15 ) vmitos pretos, que desaparecern)
com veralrum, licando sempre o informo
ansiado,no stimo dia (17 J vmitos de
sangue, deihyosc., morreu as 10 horas da
ooile.
Rogo-lhededizer-meoodeerrei.
Si for posivel mandar-me urna botica
pois que a mina dos 36 primeiroa esta quase
acabada, e alguma obra, que me abilite,
pois que so tenhoa pratica elementar e aa
noticias elementares ; faca-o mandaudo-me
aconta para eu determinar o seu embolso.
Aueos. Sou como devo de V. S. atento, ve-
nerador e C.in'onio Boryi du foic<-
Fernando, 38 de outubro da 1850.
IIIIHIU E PEK^AiBIJCO.
BtCirl, 3 DI DEZEMBBO DI MI*.
Pelo brigue Flor daa Mata, chegado hoje
do Porto, recebemos o l'eriodieo iot Pobret,
daquella cidade at 7 de novembro prxi-
mo passado. As noticias dadas por elle sao
em resumo as seguintes :
Portugal e Inglaterra.
Ambos esses reinos ficaram tranquillos ,
mas o primeiro acha-se amearjado de ser
tratado pelo segundo da mesma maneira
que a Grecia "o fra ltimamente. Com
olTeilo o governo inglez acaba de fazer qua-
,ro reclamacdea a Portugal, e para o lim de
apoia-laa ordenou a suaesqualra do Medi-
terrneo qup ae dirigase directamente
barra do Tejo, logo que uzease a sua qua-
rentena em Maltn.
Dos dous artigos seguintes publicados pe-
lo iournal del Debate, de 21 e 26 de outubro
prximo passado, os quaea seamos no Pe-
ridico dos Pobres, verfio os leitoresa sem
raso com que procede o governo inglez
neste negocio
Os louros colhidos por Lord Palmers-
ton as pralas da Grecia nao o deixam dor-
mir, e parece prestes a colher novo* as
margenado Tejo. O governo de Portugal,
como ha pouco o do rei OthSo, aha-so ex-
poato a pinhora e execuefo a ingleza : ba
exacta semelban^a as circnmstanciaa daa
duaanac/Ses ; a mesma njuslica, a mesma
chicana naa reciamacOes, o meamo abuso
deforma no modo de as fazer valer.
S3o quatroas reclamaces. Nao fallare-
moa miudamente daa duaa primoiraa, que
dizem respeilo, urna aos direilos de expor-
uc3o noa vinhos do Porto ; a outra he ne-
gocio de urna beranca, que parece se deci-
dir amigavelawnte. Aa oulras duaa mere-
ced, mais particularmente a nossa atlencSo;
porque sSo mais exemplos do como Lord
Pdlinerstoa interpreta a respotuabilidade
Um subdito inglez, Luiz Cassar, vice-
cnsul inglez em villa real de Santo Anto-
nio faz ao governo portuguez tres reclama-
rles ou antea apreseuta-ihe tres motas, aa
duas ultimas daa quaes sao : 48,000 ir. de
indciiinisai.au por damnos soffridoa as auaa
propriedades, no lempo da uaurpacSo ; e
21,624 por iudemiisac,3o doa proceasoa que
nessa poca ae lhe iulentaram. O governo
portuguez nega primeirameote a validada
dos ttulos que, segundo os decretos e
leis que temos vista, nSo tem as formali-
dades necessariae; mata independenle desta
conderafao do proctaso, ba urna queel&o a
resolver maia geral e mus imporlanle, a
de aaber ae um governo deve aer raspon-
savel pelos damnos que os ealrangeiros sof-
tvem no territorio uesse governo em ucca-
siflu de disturbios, de rcvolucOes ou guer-
ras civis, do que esse governo he a primei-
ra victima. -Me a mesma queslo que ja ae
apreseulou lia Toscana, da qual o govuroo
inglez reclama ludemoisacOds pelos dam-
nos fetos as propriedades doa subditos in-
fieles em Liorna na ultima revoltillo. Sa-
be-se das mu catbegoricas representa(oes
das cortes de Vienna e Petersburgo ao go-
verno inglez por este motivo, este ponto
lio tanto mais grave, quanto em geral os
mesmos subditos inglozes.com ou sem parti-
3ipacSo do seu governo, nao tem sido estra-
nhos a todas aa perturbarles que hBo agitado
a Europa ; de sorte que era muitos casos re-
clamariam lndemnisar0js por damnos de
que seriara os primeiros autores.
i He exactamente o que suefiede com a
quarta reclamarlo de Lord Palmerston ao
governo portognex, a que diz respeilo ao
Dr. Kalley, outr'ora residente na Madeira.
Este Kalley nao era s da aooieJade de me-
dicina, era tambera da aoeiedade bblica,
julgava-ae destinado a curar o corpo e al-
ma nao sabemos se curava, mas he certo
que pregava. E pregava com tanta efllcacia
que por vezes a populacSo da Madeira ea-
leve a ponto de fazo-lo em postas. _. Cum-
pre advertir que em Portugal ba religSo do
estado, e que nos tratados com os ealran-
geiros, ao mesmo tempo que se lhes per-
mute o livre exercicio do seu culto, se
lhes impOa a obrigar3o de reapeitarado
estado. Em juoho de 1843 o ministerio por-
tuguez entregou em Lisboa urna nota ao
ministro inglez, na qual se queixava do
procedmento do Dr. Kalley, cuja eaaa ser-
via de asylo a reuniOes, onde todos os das
se atacava a religio do estado. O governo
previoia amigavelmente o ministro inglez
de que, ae o doutor contlnuasse a por em
risco a tranquiltdade da ilha, as autorida-
des se veriam obrgadas a maud-lo aabir.
a Naturalmente o medica contiouou a
pregar. Foi preso e metlido na cadeia do
Funchal. A rogo do ministro inglez foi de-
pois solt a flanea, desde entao data a pri-
meira reclamacio de 1,300 lib. a. por in-
demnisacao da priaSo do doutor, epora*
viaiias que deixou de fazer no lempo da pri-
sflo. Primeiro rol 32,500 fr.
O doutor estove muito tempo fra da
ilha, eem 1845 convencionoa-ae, em Lis-
boa, entre o governo portuguez e Lord
HawarJ de Walden que tornarla para a Ma-
Jeira com condir3o expreaaa de cuidar a
da pratica da sua profUsSo, a de medico, e
Je deixar-ae de propaganda. Em virtude
desta convenci, o governo portuguez man-
dou suslar o proceaso. Apenas chegou a
ilha tornou ao amigo mister. NSo fazia
reuniOea em sua casa, mas as casas dos ou-
tros, e tanto fez, que em agosto de 1846, o
povo saquoou-lho e queimou-lhe a casa, e
elle salvou-se ( oeste mundo ) fugindo.
Naturalmente, segundo rolsito do dou-
tor apresentado pelo seu governo: 1,574 lib
s. para elle e 124 para outro pregador por
nome Misa Rulherford. Em vao o governo
portuguez procedeu a devatsa, e provou
claramente que as desordena procedern)
das reuniOes bblicas, e que aa autoridades
da ilba fizeram quanto poderam para as
conter ; a raaSo do mais forte be sempre a
mellior.
* V-se que a proflssao de subdito bri-
tannico em paizes ealrangeiros pode em
certos oasoa tornar-se muito lucrativa.
Lord Palmerston pOe em vigor o systema do
meirnho de Moliere Andai, tenho de sus-
tentar quatro lllhos. > 0 celebre pacficos
na Grecia e o Dr. Kelley em Portugal,
aceitaran) com excallente modo de renovar
oa trastes, e quebra-los: Lord Palmerston
torna-o iufallivel. Depois de tfio bellas
emprezas Lord Palmerston mandar que o
retraten) de corpo inleiro ; far que lhe
deem um jaolar no Reform Club e profe-
rir na cmara dos comrauna um daquelles
discursos que faz tSo bem, e que termina
como : Ciii romunus sum.
a ,li rcclamacOes a Portugal.
As observa;0ea que outro dia fizemos ao
procedmento de L. Palmerston para com
Portugal, responde o Globe que os gover-
nosda Franca, Russia, e America, como o
da Inglaterra, nunea admittiriam a existen-
cia de urna lei tyrannica, como desculpa de
barbaridades praticadas contra os seus sub-
ditos em paizes estrangeiros. Esta doutri-
iu n8o pode sor verdadeira, como muitaa
outraa, aeoSo dentro de certos limites. He
certo que, so aa lea locaes deate ou daquel-
la paiz violarem manifestamente as leis an-
teriores e inpreaereptive.ia da humanidade,
e da juatica, as na(oes eatrangeiras nao sao
obrgadas a sujeitarem-se a ellas. Mas ntio
vemos que a questSo do Dr. pregador seja
questSo de direito das gentes. N3o s o
Dr. Kalley violou a lei fundamental do paiz,
em que vivs, mas violou os tratados assig-
qados pelo seu proprio governo, e as con-
vences feilas por elle e pelo representante
da Inglaterra. (>>mprebendemos que oa
seus correligionarios lhe admirem o xello,
mais este zello nSo pode ser de valor, quan-
do se exerce sem risco nem perigo. Nlo
he possivel cuidar ao mesmo lempo do ne-
gocio e da aalvacfio, e como com graca dil o
Mornig-Cronicle, nSo so podem reputar
martyrea os que vosapresenlam o aeu rol-
silo do martyrio.
A doutrina, que Lord Palmerston appli
ca Grecia ea Portugal, vera a dar em subs-
tituir, em todoa oa paizes, a interpretacao
arbitraria a vontade da Inglaterra a leis
nacionaej. Aos paizes estrangeiros cum-
pre examinar at que ponto lhes coovem
admitir e consentir a residencia de subti-
tos inglezes, que nelles se quizerem esUbe-
lecer com taea pretencea. t'.umpre todava
acrescenlar que Lord'Pafmeraton tem eui
dado de fazer as ansa experiencias em pai-
zes, como a Grecia e Portugal, o que he de
grande gloria para elle e para a Inglaterra.
Dcscobro-se na cidade do Porto urna fabrica
de notas falsas deste Imperio. Ai dellgenciaa
da polica deram em resultado a efiecliva ap-
prebenaio das chapas de notas de 20 e 50,000
rs., de uin maco de notas j linpressai, de
mais uin como de rs. dellas que tinbainsido
compradas por 10 inoedas, e finalmente de
una minuta da qual coma que liavla o pro-
jecio de fabricar 80 mil notai falaas de 20 e
50,000 rs. com declara;io das series e nme-
ros de que devlara aer. Era, portanto, um va-
lor em notai entre 400 e mil conloa.
O inarquez do Faval, Albo primognito do
fallecido duque de Palmella foi condecorado
pela raioha de Portugal coui o mesmo titulo
que periencera a aeu pai.
O segointe be o decreto de sua nomeacio
Querendo perpetuar a memoria doa
muitos e relevantisaimos servidos, que
duque de Palmella preatou ao paiz, para a
restaurarlo do throno legitimo, e da carta
constitucional, sustentndoos loros, bros,
b honra da nacao portuguaxa ; e atienden
do a que o inarquez do Fayal he o lilho
primognito, e aucceasor da eaaa do referi-
da, procurar sempre tornar-se digno da
minha real' cousideratSo : hm por bem fa-
zer-lbe merec do titulo de duque de Pal-
mella, que leve aeu fallecido pai, de juro e
herdsde. O preaidenle do conseibo de mi-
nistros, e ministro e secretario de estado
Jos negocios do reino, assim o tenba en-
tendido, e rafia executar. Pssso daa Neees-
sdadss, em 18 de outobro da 185.-Ranha.
Conde de Thomar.
No da 21 de outubro prximo paaaado, prin-
cipiaran) na cidade do Porto aa preoea publi-
cas pelo feliz parto de S. M. idelisslinaj.
Hayas**
No dia 31 de outubro a rainba da Hespanha
abri em pesaoa as, cortes daquelle estado. No
discurso do thiouo se d conta do restabeleci-
mento das relaces com a Inglaterra de manei-
ra decorosa para ambos os reinos do malogra-
cao da tentativa contra a Ilha de Coba, do ei-
ubeleclmento de urna linha de vaporea para
as Antllbaa, do augmento da marinha de guer-
ra de vela e a vapor, da promulgacao do cdi-
go penal conforma a autortaacao daa cortes, de
melhoratnentoi feltoa as estradas, thelegra-
pbos, pharoea, saude publica, correcelo, be-
neficencia e entino publico, e Analmente de
grande augmento as rendas pnblicas.
Por decreto de 27 de outubro foi nonreado
presidente do senado D. Manoel de Pando,
marques de Mlrattores, e vlce-prealdentea D.
Pedro TeUe Girio, principe d Angiona, e D.
Pedro Colon, duque da Veragua.
Fronte.
Esse paiz ficira tranquillo, aordem publica
nao tinha sofTrido all uenbnma aiteraeM, mas
corra aue se preparava nn movimeeto inaur-
rccclonal para o da 10 de novembro. Eis o
que a este respeilo se l no Coailieetmal.
.Correu o boato na Bolas que s4mo-
brio urna oopiraclo *m Laflo, a que o
antigo conaiKuinie, M. AfTouso Cent, ti-
nha aido preao. *
a M. Cent foi com afleito prtao. Este
ex-depotado est compromettido omconse-
quencia de se apanhar ama oorreapoaden-
cia quejforneceu docomeolos a reapeilo
daa intrigas do partido vermelbo nos de-
partamentos do centro reate.
. Devla ter lugar urna reuniao nocturna
dentro de pooooa diaa em Leao doa chafes
influentes da demagogia. A cooepiracBo ti-
nha ramiflcacOea em Genebra a loans.
Espalhou-se em Leao o boato que um mo-
vimento insurreccional ia arrebasrtar era
Paris no dia 10 de noaambro. Fallars-se
tambem d'uma tentativa revolucionaria no
departamento do V-at. a .
0 general de Hautpoul que deiiara uttinja-
mente a reparlico doi negocios da guerra, f-
ra nomeado governador geral cra a partir para all. -
O uovo ministro da goerra, o general Sch-
raimn publicara a segulnte ordein do dia ao
esercito, a qual d bem a conhecer oa acuil-
memos de que ae acha animado :
aSoldadoa.
Chamado pela confia oca do presiden tu
da repblica ao ministerio da guerra, com-
preheodi toda a extenoSo dos deveres que
meimpOe esta importante e delicada mis-
sao e somenie a aceitei firmemente resol-
vido a prehenche-la com aolicitude para
o exercito. reapeito para aa nossas instltui-
^es, e dedicsco a lealdado para com o
chefe do estado. '
Por estes motivos, tenho o direito de
contar com a eooperaclo dosgeneraes que
ostao a vossa frente, e que, palos seus glo-
riosos servlcos, e pelo insessante cuidado
com que se oceupam do vosao bem estar,
sfio Uo dignos de todo o vosao reapeito, e
de todas aa vosaaa sympslhias. Sicundar-
me-hSo noa meua esforcoa para defeodar
os vossos interesses, e fazer valer oaaervi-
cos que faxeis ao paiz, e assegura-lfc
justa recompensa.
a Continuai pois a collocar-vos em volta
destes que juslilleam tambem a voasa con-
Qanca. Aprenderm, como ou mesmo
apreedi n'uma Vida militar dr 44 anuos,
tanto a obedecer como a comraaodr,
vos-hSo, corno sempre, o exemplo
peito autoridade gerarchica, qo
bem que devem todo o bom suceesso, o que
assegurando a manutencSo da disciplina,
faz a frca dosexeroitos.
Pars, 25 de outubro de 1850.
O ministro da guerra,
ScAaraatm.
Teme.
No dia 3 de outubro S. santidade compare-
cen na igreja de San-Miguel daquella cidadr
nella promulgou dous decretos da congrega-
cao dos ritos. No primeiro reconheceu a m-
roiciiUit das virtudes da veneravel serva de
Dos Anela Mari storch. religiosa eapucbi
nha hespanbola. He segundo declarOu que se
Eodia proceder con toda a segranos beatl-
caco da veneravel Maris t Jisnt i* fnrem,
virgem do Perd, conheelda pelo nonae.de mi
dt Quite. .
No Ptrieiiee u Pobre* da 7 de noveaabro
proiimo paaaado Le-ae o segulnte :
Fixou-ae para o dia 16 em Roma a exe-
cucao de tres criminosos como autores dt
tentativa de aaaaaainalo de que foi objeets
ha algum tempo o coronel Nardoni: Ni
vespera fq/am postos no oralorio; porm
antea que chegasse o dia 18, chegou pn-
sSo aordem de Po IX, que obedoeendo
aos sentimeoloj de clemencia que lhes sao
nsluraes, tinha commutado a pena em tra-
balhos forca dos por toda a vida.
a E*te novo acto de.deaaencia do Papa ti-
nha produzido om Roma oauito bom ef-
feito, a
Orete.
Parece que esse reine tem gaobo multo con
a ausencia do re Oiblo e cora o governo di
rainha. Eis aqu como ra correspondente do
HcraWa descreve o atado prospero em qer
elle aa acha:
Gloria a raiaha Amalla / No pona
lempo que conta do aeu gveiuu, c6i..p.:
tou uaia obra qoe pede resolver oporvif
da Grecia; tam decapitado os partidos;
vou esplicar-vos a agniflcac.8o que tem esw
verbo na occaeiSo proaente. J
e Quando formn o minlstarTe^actual,o
disse que via nella o grande pensameni
poltico de formar um npvo partido naca-
nal bJBre a ruina dos aoligpe partidos,
nomeacOes e influenciu eitraugeiras. **
sim me pareca entao, anda que oconi''
derava dilllcil: boje as clrcumaUnetas
apreaenlam mais accesaivel. Com efre J
eolio ncavam ero p esprlocipae diiitw'
dadas, e depois o chefe do partido ruo
do inglez combaliam a politice dogaoior
te, e o partido rancez deade a morta
Collel andava dividido em domen- *
preenUva-sa todava mu emtaenhaoi
lirta eleiloral, e os caodidaloe *x"*:
provinciaa aasjundo os soue pa'"^!.
O* chefe de partido que nflo llaham P'
uncido ao auterior Bongrasa, flue!L
embargo commandavam nelle aaaua^
anuos,
plodaXa-
qoaPn-
prilIlU(jDllliu, IIDWHVI MI4 uo inioil- Dllll),l^u fcv..---------
do duque; por estes respeitoa, e por espe- pectvaa ea;08, moatravaaa eoip
rar qoe, imitando aquellea de quem deseen-1 decidido na eleicSo. I


excitado em Misolong a recordares da
luta da independencia e o governo, pela
aua pa-te, oppuoha-lhe como candidato o
marechal chefe do palacio.
c En tal sgiUcSo, aonuuciaram-se a
treguas e naquella ocomo niuguem a.-
comprehendis. 6oobf-ae depoia que bsslou
urna entrevista rom S, M. para decidir o ge-
neral conde de Metsxa a aceitar a legaran
de Constantinopla, e Msnrocordato a de
Paria, devendo triaUdar-ae a Londres Tri-
eupi que a occupaa.
.rs, Msnrocordslo ho. o chefe do parti-
do inglez, e Malaxa do partido rnsso, f
Cristi des, que he oque tem mais direitos
dirigir o frsncez, occupa no ministerio ;
portento, ou ntigos partidos deixsrBo de
existir ou lerfio que existir decapitados
pela nivea mo de 8. M. Orei tinhs sem-
pre nsufregedo em combinacfles desta es-
pecie e por tanto he maior o triumpbo da
"gente. ,'
04 rosis exaltados entre os da opposi-
cBo protestam contra oa seus chefes, e pro-
mettem nflo tornar a personificar os seas
principios ; como se uto fosse possivel aa
pralica! E alan disto, parece que a nica
condico proposta pelos novos ministros
plenipotenciarios foi a de aeren) nomeados
deputado* por determinados pontos. Oa
eleitorea nSo eslsrSo muito satisfeitos de
que se tenha dispoato da sua vootade, do-
rm taes sSo os mgicos efleitos do suffra-
:io universal jue os ministros flcarSo per-
sltamante satisfeitos, poderlo iroceupar
oa destinos deixando om posto reservado
no bancos do congresso.
Ha ama nica obaervscBo a fszer: o re-
preseotente do partido russo, est bem ero
Constantinopla t Mourocordato nBo est
mu i distante de Londres? Julgo que urna
mudsnce entre estes dous aenhores era mal
prudente, e que com o lempo se tornar* ne-
cessario. He eslrantio que isto tenha pas-
eado desapercebido ao esquesito Tacto de S.
N. a Rsinha ; porm ero por aso he menor
o sm iriusnpho. Continuando assiui a sua
regencia, e accreseentsndo a esta a prospe-
ridade e a tranquillidade de llespanha,
Portugal e Inglaterra, governados com rai-
nhaa nto seria diflleil que os povos que s
julgam pelos resultados, estabelecesssm
nasa lei em sentido inverso da Slica pars
excluir rafa masculina dos Ihronos cons-
titucionaes.___________________________
Publicago pedido.
FXiu\
FEI.ICITACaO
a assemblea provincial ao Exm. Sr. cont-
Ihtiro Jerontjmo Francisca Coelho, ex-pre-
sidtnle da provincia, dirigida por urna de-
pilarlo na da U dt outubro 4* 1850.
Illm. Exm. Sr.-Dirigir es destinos de
urna provincia em umaquadra eleitoral, em
que as duas polticas esforzadamente luts-
vam, fazer que as urnas manifeslsssero o
voto da provincia sem intervengo gover-
nativa, nSo consentir que as outras autori-
dad es exprimissem pela liogdagem ds ac-
c3ot)ajaea os seus desejos eleitoraes, e quses
os quedeviam ser protegidos pelo resultado
dss mesmss urnas, be faeto no Brssil nBo
snuito vulgar : lomar extremado interesse
pele sorte dos administrados, desenvol.
ver com poucos recursos o bem material da
provincia, promover por todas as msneiras
os seus melhoramentos e engrandecimen-
lo, vellarna distribuicSo da justica, fazer
Aparecer a eccSo da polica sem distinccSn
Tle elasse, conservar de cidados distinctos
a bem mereoida sympathia, que soube gran-
gesr-lhe, ludo isto reclama com justica os
votos agratidSo do povo parense. Por
todas) satas considerares a assemblea le-
a. gislalivs desta provincia nos enva hoje em
^eputacBo, e nos incumbi da subida rois-
sjpMo de em seit ooaie, eeainomeda provin-
cia que representa, fazer-mos sentir a V.
Exc. que ella be grata aos beneficios rece-
bidos.
A'V Exc., Bel interprete dos senlmen-
tos magnnimos de Sua Uagestsde o Impe-
rador, cabe a gloria de entregar a provincia
na mais profunda paz : congrslulsndo-se a
aasembla provincial com V. Exc. por este
feliz successo, nBo daixa oomtudo de fszer
sentir que conhecendo os Peraenses, que os
l>art4os excilam ss paixoes, e inflamuiam
os espintos, teem tido s perseveranoa de se
conservarem unidos como mnmbros de urna
s familia. Taes sSo os votos ds assembl.
provincial, que espera da beuignidade de
V. Exc, sejam recebidos como demonstra-
qBo solemne do seu profundo resuelto e sin-
cera consideraclo pessoa de V. Etc.Joa-
arfas Iructuoxo Pereira Guimariet.Pedro
ligue de Moran tlitancourt.lmc do 0' de
Almeida. Antonio Agottinho de Andrade Fi~
gueira.Antonio tWoaro de Carvalko Pinnn
ft ESPOSTA.
Extremamente penhorado, e possuido da
mais viva emocflo aceito e sgrsdecossex-
pressoes benvolas e honrosas, que me s.io
dirigdss em nome ds illustre assemblea
legislativa desta provincia. Osprecoqne
ella d aos fracos servicos de minhs admi-
nistracHo, be antes devido s generosidsde e
cavalherid de seus dignos membros, do
que so ment real dos nious servidos, poia
priticando-os, nSo liz mais do que cum-
prir o- meu stricto deter, exforesndo-me
quanto em mim coube, por preevMher as
vistas palernaes e beneflcss de notf* Adora-
do Monarcha, que s deseje a felicidade pu-
blica e o bem estar de seas povos.
recebar ale IBo honroso lestemunho da
parta da urna corporacSo illustre e respei-
tavel, oujoa membros podam a seu turno
ufansajue de serem geouinos e espontneos
representantes do povo l'srsense. Seja-mo
licito nesta occaslfio solemne exprimir
mais esta vez, os sinceros a ardentes votos
3ue feco pela prosperidsde, e futura gran-
eza desta Vasta, leal, e pacifica provincia,
Ua quat em todo o tempo conservsrei a mais
grata e ssudoss recordarlo.
Coolinuem os Psraonses unidos e trsn-
Sullos, e extrsnbos as agitaces e discor-
las iuternas; e os cos permittam, que
neste grsndioso, ameno, e aben coa do solo
coBstaiiteuiente vello ura anjo de paz, ate
que, se slgum dia os altos interesses do es
tado, e a dignidade nacional flzerem um
appelo aos bros e patriotismo de seus ha-
bitantes, corrsm elles presurosos sos cam-
pos da bu ora, guiados pelo anjo da victoria.
Tses sBo oa meus puros votos, e coa alies
(ligne-sa a illustre assemblea legislativa
provincial aceitar a expreasBo sragela e
respeitoss ds msisdstincts considorscSo, e
de meu profundo reconbecimento
Cidade de Betem ds provincis do Grsm
Car*, 13 de outubro de 1850.
eronymo Francisco Coelho.
(Do Trete de Mato
COMMES.CIO.
ALFANDEGA.
Hondjmentododia 3.....6:385,011
Deiearregam hoje % de desembro.
Rrigue Bmetie taboado e ferro.
Brigue Paulo F. Jones fsrinba e bolacbi-
nha.
Darca Bonita mercadorias. -
Escuna aura idem.
Patacho Itaik farinha.
Iliate Duvidoso gneros do paiz.
CONSULADO GERAL.
Rendimeoto do dis 3 .. 4:M,0*
Diversas provincias...... 31,590
5:017,65
EXPORTACAO.
Dsspacko mar i timo no dia
Psr, hiate nscionsl S. Jo, de *6 tonels-
das: conduz oseguinto : 60 gsrrsfes com
360 cansdss de espirito, 501 bsrrioss com
2,055 arrobas e 7 libres de assacsre 50 Is-
las csf moido.
REGEBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Rendimenlo do dis 3......593,875
CONSULADO PROVINCIAL
Reqdlmento do dis 3 .. 3:887,776
NOTICIAS COMMEKCUES.
I.ir>crpool,Tjdtot*brodt\Mi.
Algodio.O mercado continua animado
em rasSo da safra vindoura da America ser
pequea, e osprecos se conservsm Armes.
O ds America subi t|8 d. por libra. Para
expeculacBo venderam-se 460O saccas da
America, 1880 deSurrste, 910 do Egypto,
360 de Pernsmbuco, e5M de MarsnhBo, e
pars exporlacBo 9010 saccas da America,
1330 de Surrate, 100 do Egypto, e 80 de Per-
nambuco. As vendas de hoje oresvsm por
5000 s 6000 saccas. As yon Jas dt semana
sao de 38390saccss.
Caf.O caf est mais proeurado, a ven-
da publicada de Jamaica fez-se coa ass
animacSo, SOssccss forsm vendidssde 50|
ait9| para o mui ordinario so fino; 300
saccas do Rio forsm tomadas a 48(1 e 600
saccas do nativo de Ceylon de 39| a 49|, e
400 saccas de S. Domingos a 50| porqintal.
Assucar.Durante esta semana as tran-
ssoefles foram mui limitadas, e os precos
se sustentam firmes. A rendas forsm de
12000 saceos de Rengis deA2| a 4C| psrs'o
baixo ao fino de Baares, 39| s 4116 para e
de Dates, e 33|6 psra o de Kliacer, 2100 sac-
eos do trigoeiro de Madras de 33|6a 34| i
250 barricas da plantacBo; 235 caixei
grandes dos da Msuricias de 4I| a41|6,a
800 saceos de Pernsmbuco de 19| a 811 para
o trigueiro, e 25( para o branco.
SHi "
Movimento do porto.
Navios entrados no da 3.
Porto -26 das, barca portugueza Flor da
Mala, de 320 toneladas, capitBo Jos de
Azevedo Canario, equipagem 3. carga
vinho e mais gneros ; s Msnoel Joaquim
Ramoa e Silva. Conduz 34 passageiro
portuguezea.
Cette 48 dias, brigue francez Courugiuse
Eugenio, de 165 toneladas, capitBo Ter-
reo, equipagem 10,carga vinhoemsisg-
neros ; s viuvs Lasserre & Companhis.
Terra Nora 38 dias, bsres ingiera Osa-
inore, de 208 toneladas, capSo Thomas
Kemp, equipagem 13, carga 3.750 barri-
cas com bacalho; a James Crabtree &
Companhia. Seguio pars a Babia.
Barcellona por Malaga Trazendo do ulti-
mo porto 85 das, polaca hespsnhola Ar-
dua, de 113 toneladas, capitBo Jos Ber-
trn, equipsgem 10, csrgs vinhoe frutas;
a JoBo Pinto de Lemos & Filhos. Se-
guio psra o Rio de Janeiro levando a seu
bordo um passageiro para este mesmo
porto.
Rio de Janeiro 40 dias, brigue brssileirn
Soares, de 187 toneladas, capitBo Jos An-
tonio Cabrsl, equipagem 14, carga fari-
nha de mandioca ; a Manuel Ignacio de
Oliveira.
Babia 13 dias, polacs nacional Jfan'aAoj
de 361 toneladas, capitBo Jezuioo Joaf
Alexsndre, equipagem 12, carga carne;
s Amorim lrmBos.
Navio sahido no mesmo dia.
Para-Hiate nacional S. Joie, mestre Jos
Manoel Rodrigues, csrgs assucar e mais
gneros. Conduz 1 escravo a entregar.
Observado.
A escuna inglezs Leille, vlnds de Terra
Nova, chegads a este porto no dis 3 do cor-
rente, seguio psrs a Babia com a mesma
csrgs que trouxe. _
Tlieatro de Santa-Isabel.
33." RECITA DA ASSlOHATURA.
Boe, 4 de desembro de 1850.
Depoia de urna asrolhida ouverturs, a
companhia nacional representar o drama
em 5 actos, ornsdo de musics
A GRA Rematar o especlsculo com a gracioss
fsrea
O 'iiiiiM'o i;r.;.I".
Comessar ss 8 horas.
Os bilhetes soham-se venda no logar do
costume.
4 0 pslscio de ver/ i do mpersdor ds
China.
5 A eidade do Londres com a ponte de
Waterloo.
6 Ocsstello de Catz, oo llheno noturno ,
em relsmpsgos.
Diversos fogos srtilioises, e grupos de
phsntamasgoriss { em caricature.)
7 A cidade de Nspoles e o monte Vezuvio.
8 Dito, dito em noitede la.
9 A entrada do palacio dos Doges em Ve-
10 0 Ligo Isolsbells ns Italia.
11 O caslello de Stolsenfett no liheno.
12 A vista d'olbos do conde Otto, a sua
mulher asssssinsds.
13 Aylmer n'slts Csnsd em verBo, de-
pols cshir a nev, e traosformsri a vista
no invern.
14 Um moinho d'agua no itlieno.
Diversos fogos artificiaos e phantamas-
goriss.
SEGUNDO ACTO.
Jmgurriro nuvent
Diversos fogos srtlflcises, e phantsmss-
gorias( em csricsturs.)
1 As ruinas ds esperta do llolyrood na Es-
cocia.
2 xhun. naSuissa.
3 As ruinas do templo de Amou em I be-
bes no Egypto.
4 O templo de Ssnlo Sepulchro de N. S
em Jerusslem
5 Dito, dito no interior.
6 Pelago junto de Flreuca em llana.
7 Urna au brasileir* no mar, em noi-
te de lus.
8 Dito, do dito nsufrsgio.
9 Dito, dito, o bote a salvacflo.
Diversos fogos arlificiaes em phsntamss-
goris, ( em csricsturs.)
10 A cithedrsl de Mayen* no Itlieno.
11 Oioteriorda igreja de Ssnts Maris
Csrmine em aples
13 Um moinho de vent ns Blgica.
13 A grande sala dossenadores no pslscio
dos Doges ero Venezs.
14 O palacio de Glige em Larica na Italia.
15 A entrada da calbedral de Lincoln.
16 0 retrato de Frederico II rei da Prussia.
17 0 retrato de NspoleBo Bons parte.
Diversos fogos srtifleises e phsnlasraa-
goria (em caricaturas.;
TERCEIRO ACTO.
Em auairo de nuvens.
Diversos fogos srtificises, e phantsmas-
goris (em csricsturs )
1 A cidadella deCidon.
5 O templo de Joujernant na India.
3 A mosquita Omoar em Jeruzalem.
4 Dita dito em noile Je la com illumi-
nscSo do interior.
4 O interior do Santo Sepulchro de Nosso
Senhorem Jeruzalem.
6 As ruinas do templo de Memnon e
Tbebes.
7 O pslscio dos Doges em Venezs.
8 Um porto ns Torquis com um vspor
em movimento.
9 O interior ds calbedral de Milfio.
10 Um eaminho de ferro, locomotiva, em
movimento.
Diversos fogos srtificises e pUsntasms-
goria (em caricatura.;
11 Acidado deCidon.
130 interior ds mosquita santa Sophia, em
constantinopla.
13 0 caslello deS. Bernardo com eclypse
da loa.
14 O templo apolinopolis no Egypto.
15 O caslello de Jsmb, no monte Vernon
em Portomac.
16 O templo de Sibil, em Tivoly na Italia.
17 As pyramides de Sphiax no Egypto.
Diversos fogos arlificiaes, e phantasma-
goria (em caricatura.)
Avisos
iriity. i
martimos.
Theatro de S.-Francisco.
PHYSICAS EXPERIMENTIS.
Quinla-feira, 5 de detmSr*.
de una bnlhante ouvert
I;
a*
de
or-
Depois _
sbrir* a scens, spparecendo o bu
S. M I.oSr. D. Pedro II., soleo qusl
chestra locar
O HIMNO NACIONAU
Seguir-se-bs a represenUcao que ser di-
v idids em tres setos e destribuida peta ma-
neira seguinU:
PRIMEIR0 ACTO.
km quadro de nuvens.
Diversos fogos srtificises. em pbac'..-
mssgorias, ( em oaricalura.)
1 A ponte de Sighsem Venesa.
9 Balboa, vista da fonte em noiU loa.
3 A cata oode nssceu, Nosso Saonor
em Oela.
Para Parahiba
sabe por toda esta semsna o hiate nacional
Espadarle, por tera maior parte da carga :
para o restante trata-se com o mestre Vic-
torino Jos Pereirs no trapiche dosIgodSo,
ou na rus ds Cadeis n. 93.
Para Lisboa o brigue portuguez Conceicad
de Mara, sahir* impreterivelmenta no dia &
de dezembro : para o resto ds csrgs e pss-
ssgeiros trats-se com Thomsz de Aquino
Foosecs & Filbo, ra do Vigario a. 19, pri-
meiro andar, ou com o capitBo, na praca.
pede-se sos Srs. csrregsdores queiram le-
var os seus conhecimenlos s casa indicads
st o dis 3 do prximo futuro.
Para o Itio de Janeiro sahe no dia 8 do
crrante o patacho nacional Curioso, capi-
tSo Maooel Rodrigues Faneco, portar o seu
carregamenlo quasi completo : para o res-
tante e psssageiros, trsta-se com o consig-
natario Luiz Jos de Si Araujo, aa ra da
Cruz n. 33.
Para o Par* com escala pelo Cesr* pre-
tende sshir imprelerivelmente st 8 de de-
zembro s escuns nacional Marta Firmina,
cspitBo e pralico JoBo Bernardo ds Rosa,
por ter o seu carregamenlo qussi comple-
to : psrs o resiente psra um e oulro porto e
passsgeiros, trsls-se com o consignatario,
Luiz Jos de S Araujo, ns rus da Cruz nu-
mero 33.
Para a Babia sabe no dis 9 do correte
o hiato.Ligeiro : para o resto da carga e pas-
ssgeiros, trats-se na ra do Vigario n. 5.
Para o 11 io de Janeiro,
sahe, com brevidae o brigue na-
cional Conceicdo, por trr parte da
carga prompta : quem no mesmo
quizer carregar o restante, assim
como escravos a frete, ou ir de
passagem, dirija-se a Manoel Al-
ves Guerra Jnior, na ra da
Cruz, no Recite, n. 4<>, primeiro
anoto, ou ao cipitao, Manoel
Francisco dos Beis.
Leiles.
- O corrector Oliveira, continuar por
autorlsscBo do Illm Sr. juiz de orphSos, es
requerimenlo do tutor dos orphlos llbo.
' nobilis, e msis objeclos da cssa deste, con-
sistiado em mess redonds, bancas de jogo,
sofas, cadeiras, rousolos magu fieos eape-
Utos, um grande trem coa optimq espelho
candieiro douradu para cima de mesa, jar-
ros, com flores arlificiaes, mangas devidro,
um relogio de bronze com figures emblem-
ticas, um esplendido leito a franceza de Ja-
caranda o com cpula, esteirss de forro de
salla, assim como um ptimo piano inglez,
duas csdeirinhss ero pouco uso, e com cai-
tas correspondentes e outros muitos objec-
los asssz necessarios ; quinta-feira, 5 do
corrente, as 10 horas da manhSa em ponto:
no atterro da Boa-Vista casa n. 15.
C. J- Astley & C. farflo leilBo por inter-
vencSo do corretor Miguel Carneiro, de
grande sorlimonto de fszendss inglezsse
frsncezas chegadas ltimamente e as msis
proprias deste mercado, sendo slgumss dol-
as psrs feichar contas, como tambem ricas
fazendas para festa : no dia 5 do corrente no
seu armazem ns rus do Trapiche n. 3.
Avisos diversos.
JoBo Rodrigues Velloso retirs-se psrs
onde Ihe convier.l
--Jos Maria Goncalves retirs-se psrs f-
rs do imperio.
Eu abaixo sssignsdo deixei de ser cai-
xeiro dos Srs. Mooteiro & IrmSo desde o dia
SO de oovembro, assim como que sgradeco
o bom trstsmentoque dellesrecebi duran-
te o lempo que estiveem sus casa.
Bernardino Carlos Ferreir Soares.
-- Alugs-se pelo tempo da fests ou an
nuslmente s cssa de dous sndares, defron
te de S. SebsstiSo em Olinds, com commo-
dos psrs grande familia : a tratar na mes-
ma cass, ou na rus da Cadeia do Recife, lo-
ja n. 50.
-- Qulntelro & lruiao, estabeleci-
dos com fabrica de estampara na ra Nova
n. 63, tm a honra de annunciar ao respal-
tavel publico, que acabam de receber de
seu corresponcente Heatom e Rinsburg, li-
tographo da casa imperial, urna grande e
variada porcBo de resistos, sen 1o em maior
numero os de N. S. da ConceicAo, os quses
sBo de differentes tamsnhos, gosto e mo le-
lo, tondo as tarjas douradas, e outros dou-
rados em rOxo, em fumo e coloridos. Tam-
bem se incumbem de mandar vir, em pou-
co tenipo, e mediante urna mdica porcen-
tagem, cartOes psra participado de con-
sorcio, ditos para visitas e para convites de
sociedades, tarjss psrs boliess, contas ps-
ra lojss e outras encommendas que se
Ihes pees, concernentes a lilogrsphia egra-
vura, cuja superioridade deixa-sa de apre-
gear, porque scorn s vista se poder*
melhor spreciar.
Tributo ao mrito.
Osabaixoassigoados, passsgeiros da tur-
ca portugueza Flor da Maia, falta riam s um
de seus msis sagrados deveres, se pelo pre-
sente deixassem de agradecer ao Sr. Jos
de Azevedo Canario, capitflo da mesma, o
bom tratamento e urbanss maneirss com
que se bouve durante o tempo de oossa via-
gam. O Sr. capitBo Jos de Azeveo Cana-
rio, j de ha muitoconhecido porsuas boas
quslidades, acaba de sellar esta verdsde
com tBo digno comportameoto, nSo s s
respeito dos mesmos abaixo assignados ns
qualidade de passsgeiros de r, como tsm-
bem com os de proa, avanzamos esta var-
iado incontestavel, e ao mesmo tempo sen-
timos que era tBo curto presmbulo nBo nos
soja possivel exprimir quanto nos ordena
nossa gratidSo. Pernambuco, 3 de dezem-
bro de 1850. Jos Moreirs da Silva Pinto,
JoBo Baplista de Oliveira, Jo.quim Hereira
Arantes. Manoel Azevedo de Andrade, Luiz
Moreira da Silva Pinto, Manoel Jos da Sil-
va Pinto, Antonio Jos Lisboa de Oliveira,
Antonio Jos da Costa e Silva, Antonio Joa-
quim Rodrigues, Joiquim Antonio Rodri-
gues e Albino Francisco Dias.
Adverte-seso Sr capitBo dos Arrom-
bados, que foi em um sitio de Olinds, s 7
horas da ooiie, com soldados de sus com-
panhia, e invadi a propriedade albeia para
tirar urna vaoea que tinha feito destrui-
cOes no sitio, do que se tinha dado parte ao
fiscal para proceder |oa multa respectiva,
que se is tornar, nSo bsde voltsr com seos
ps, e lembre-se de comprar trras para
paslorsr suss vsccas; pois nBo he as
alheias, que ss deve sustentar : isto Ihe ade-
verte O proprielario do sitio.
t^*\ova descoberta. ,c3
Quem quizer aprender com facilidade a
legislado do paiz pela nova invencBo dos
armoniosos e arrebatadores sons de viola,
dirija-se ao sachristBo da ordem terceira do
Carino, o qual d tambem li(0esde civili-
zado : adverte-se que estas scienciss spren-
deu durante o lempo que Ihu resta de seus
sfazeres com o irmSo torreiro; assim co-
mo que o producto de seu trabalho ser ap-
plicado para o referido irmSo pagar a le ira
que elle bom sabe que se deve s ordem.
O commissario.
O abaixo sssignsdo fszver a quem ti-
ver gneros recolhidos no srmazem do fi-
nsdo seu psi Joaquim Innoceocio Gomes,
quo loado este fallecido repentinamente,
se fsz preciso se reunam quinla-feira, 5 do
corrente, as 10 horas do da, no referido sr-
mazem, atini de deliberaren) como melhor
entenderem, psrs o quesBo convidados pe-
lo presente. -- oaquim innocencia Gomes.
Arrematado judicial.
No dia 6 do corrente, na sala dss audi-
encias do Sr. doutorjuiz do civel da pri-
rneira vara, e depois dests, se ha de arre-
matar a parte de urna morada de casa de so-
brado de 3 andares, com sotSo e trepeirs,
sita na ra da Senzalla-Velha, n. 119, com
93 palmos de frente, e 93 de fundo, cozinha
nos andares, quintal murado, portSo, ca-
cimba meieira, e em chos proprios, avaha-
da toda casa em 8.000,000 de rs. sendo a
part non tem de ser Tes:sisda ds ;isa-
tis de 4:530,708 rs., bem como um terreno
Jue Oca alm do quintal da dita casa, parte
o qual est aterrado e parle em alagado,
sendo foreiro, svslisdo em 350/000 rs., cu-
jos bens vfio s praca por exccucHo de D. Ca-
thsrioa Francisca do Espirito Santo contra
Jos ds Silvs Braga, escrivBo Cuohs.
Proclsso de N. s. da Concelco
Domingo, 8 do corrente, s 4 horas da
tarde, satura em procissBo da matriz de S.
Antonio a imagem de N. S. da Conceicdo,
que se scha depositada naquella igreja, de-
vendo percorrer a ra Nova da freguezia de
Santo Antonio, e as piincipaes oa fregue-
zia da Boa Vists, cujs matriz se recolher*.
- Precisa-se de um pequeo para caixei-
ro : na ra do Hozarlo, padaria n. 48.
Precisa-se slugsr umaescrava para o
servico externo de urna csss de familia : ns
ra larga do Hozar io n. 48, segundo andar.
Parante o juiz de orpbfios, no dia 5 do
corrente, se lia de arrematar, pela ultima
vez, casa terrea n. 93 da ra da Guis,
avalisda em um cont a cea mil rs.
Roulio.
Domingo, 1 do corrate mez, roubarsm
do segundo sndsr da csss n. 40 ds ra do
Trapiche os seguintes objectos : 1 bahosi-
nho de tartaruga coa dobradica e fechadu-
ra de prata, e espelhod'ouro, ps de bron-
ze doursdo, tendo dentro urna facha de seda
encarnada forrada de preto, e bordada com
emblemas de ouro e prsts ; um svental de
setim branco forrado de preto, igualmente
bordado com os mesmos emblemss na fren-
te e guarnecido de encarnado; alguns fo-
Ihetos impressos e pspels msnuscriptos, o
dte bahusinbo tem signaes de fogo de um
lado; urna colxs de cama de setim amarel-
lo, guarnecida de encarnado, muito usada ;
um vestido do seda cor de vinho, j usado;
um casino de bengala, de prata, lavrado o
oitavsdogaem firma ; algumas costuras ts-
lhadss como carnizas de homem, de mada-
poIBo; e algumas outras miudezss, que
por muito insignifiesntes nBo se mencio-
nara. A vista dos sgnsesdos objeclos cima
mencionados, rogs-se a qualquer pessoa a
quem forero offerecidos, dos nSo com-
prar, eavissr nadita cass, que posto haja
fundada suspeits de quem seja o -ratoneiro,
precisa-se de provs, e promette-se ums gra-
tificaQSo a quem descobrir o dito roubo,
todo ou parte.
Precisa-se de um feitor psrs um sitio
perto desta cidade : na ruado Livramento
n.33.
Furtsram, no ssbbado psrs domingo,
as qustro horss da madrugada, um cavallo
mellado com crinas pretas, capado, peque-
no, andador de passo at meio, Terrado da
partaesquerda com um carimbo redondo
bastante grande; tem os denles da parte
inferior quebrsdos, ralsdos os dous joelhos
das mSos, csuda cortada; tem tambem
ferro da parte direita, mas se nBo est cor-
to Jelle ; foi furtsdo do sitio do Sr. Francis-
co das Chsgss Csvslcanti Pessos, no Lucss :
quem o pegsr, ou delle der noticia na pa-
daria da Passsgem ds Magdalena, ser bem
recompensado.
Preciss-se de ums sms de leito : na
rus dss Larsngeirss, n. 10.
A Roseira,
romance muito interessante, principalmen-
te aos meninos, por ser muito moral, e tor-
nar-se recommendavel aos Srs. chefes de
familias; ns livrsria do pateo do Collegio,
a. 6, de JoBo da Costs Dourado.
Precisa se de um pequeo para caixei-
ro deumaconfeitaria, brasileiroou portu-
guez : na ra estreits do Rozsrio, o. 43.
Quera precissr de um feitor psrs sitio,
annuncie.
-- Alugs-se a cass terree n. 51, na ra
dos copiares, com commoJos psrs familia :
a tratar na ra da Aurora, n. 44.
Quem achou urna adragona com fran-
jas de retroz encsrnsdo, dirija-se a com-
panhia de artfices, que se dar o acha lo.
De novo se roga ao Sr. Francisco Xa-
vier Carneiro da Cunha Campello de an-
nunciar a sus morada, ou dirigir-se a ra
de s.-Hita, n. 8j, a negocio que ihe inte-
resss.
O OcirurgiBo Frsncisco Jos Rodri- O
O gues mudou sua residencia paradle- O
> fronte da matriz da Boa-Vista, cass O
smarella, terceiro an lar, aonde pode O
Q ser procurado atojas 4 horss ds tarde. Q
-- Perdeu-se um meio bilhete da lotera
a beneficio do SS. Sacramento do Rio do
Janeiro : quem o acbou leve-o ao largo do
Livramento, n. 94, taverna : bem como ro-
ga-se aos ageoles dessa lotera que nSo pa-
guem o que por sorte sahir em o dito bi-
Ihete, em cujas costas estflo assignados
Antonio Fcrreira Vilella o Francisco Jos-
quira Teixeira.
O Medico do Povo
jornal da propaganda homceopa- 9
O linca distrihue-se oratfs na lojs de jg
O fazendas do Sr. A. F. Pereira, oa ra do Crespo, n. 4. O
oe
Frecisa-se de um feitor que
seja hortelSo e jardineiro: no
primeiro sitio ie p Tto de ferro,
na estrada dos Afflictos, passando
o becco do Espinheiro, ou na roa
da Cruz, n. 46.
Compras.
Compra-se 1 diccionario portuguez e
hespanhol, ainda que esteja em meio uso :
ns ra da Cadeia do Reeife, n. 40, primei-
ro andar, ou na ra do Collegio, n. 21, pri-
meiro andar.
Compra-se um preto bolieiro, que se-
ja de bonita figura esadio : na ra da Ca-
deia do Recife n. 54. Na mesma casa tsm-
bem comprs-se um cavallo, proprio psra
eaminho, que seja gordo, manso e novo.
~ Na ra da Cruz do Recife n. 64, com-
prsm-se taboss de pinho usadas de boa qua-
lidade.
-- Compra-so um oratorio com qustro
palmos de altura pouco mais ou menos, e
um molecole peca, capaz de fazer os servi-
cos de urna casa : ns ra da Cadeia do Re-
cife, Jojaj^SO.
Yendas.
ItUlius grandes e baratas.
Ns rus do Aragfio, loja de barbeiro do
Tbeolilo Jos Ferreira Sampaio, veodem-se
eslugsm-se bichas de Hamburgo, por pro-
co com modo.
Para o voltrete.
Hicas caixinhas de Jacaranda
marchetadas de ouro com tentos
de marfim para jogo de voltarete :
vendem-se no pateo do Collegio,
casa do livro azul.
-- Vendem-se 10 esersvos, sendo um pe-
dreiro, de 18 snnos; um dito carreiro, mo-
co e de bonita figura ; um dito oflicial de
oleiro ; um moleque crioulo, da 10 anuos ;
6 eseravas motas, com boas habilidades, e
de bonitas figuras: na ra Direita, n. 3.
Voiulc-M' superior fuiiiiini
gallega, em meias bsrricsa: no escriptorio
de Desne Youle & C., ou em seus armszeos
do boceo do Concalves-



Ss>
Yendfe-se excellente farinha
de S.-C'atharina, a bordo da ga-
liota Santissima-Trindade, Tun-
deada defronte do caes do Clle
gio, por j>ieco commodo; a tra-
tar na ra do Vigario, n. n, ou
a bordo com o capitao da me-ma
galiota.
Simento.
Vemlem-se barrios com superior simen-
to, chepudo no ultimo navio de Hamburgo :
na ra do Amorim, n. 35, armazem de J. J.
Tasso Jnior.
comida parn anlmaes;
vende-se oa ra da Cruz, no Recita, o. i3,
armazom. |
Fogoes para cozinha.
muito proprios para sitios e qual-
qualquer lugar sonde n3o ha cozi-
nha, por preco commodo : ven-
ilrm-.se na ra da Cruz, n. lo,
casa deKalkmannIrm3os.
N-i deposito da ra da Moda, n. 15, 41
ha para vender superior cal em pe- **
dra, recenlemenle rhegaria de l.is- ^
boa, em o brigue Concti<;ao-ie-Ma- 2
ria, por prego rasoavel: tambem ah ;
se vendem pesos de duas e de urna "t,
arroba, por preco commodo; na 2
tambem efrecliva mente no mesmo .*
deposito barris de mel para emliS- ^>
que. ^
Vinho de Br'deaux:
vende-se na ra da Cruz, n. io,
casa de Kalkmann limaos.
l'a/.ciKli uova.
Vendem-se gangas amarella e cor de da-
za, fazenda muilo fina, propria para pali-
tfls de meninos, e mesmo para roupOes de
senhorag, pelo baralissimo prego de 200 rs.
o covado : no Aterro da Boa Vista, toja nu-
mero 18.
#
SHelrOz da fabrica do Siqueira.9
i no Porto: j$
vende-se na ra do Vigario, J
n. Ig, segundo andar, es- aj
J criptorio de Machado &c P- #
a> nheiro. a
? *??**. 09C(
(.hilas lunpas a no rs. o covado.
Venilein-se chitas limpas rxas, a 4,40p
rs. ,e a 130 rs a ictalho ; cortes de cany
braias com 6 varas, muito larga, de bonitos
padres e cores Gxas, a 3,560 rs na ra
larga do Rozario, n. 48, primeiro andar.
Charutos de Havana.
de superior qualidade : vendem-
se na ra da Cruz, n. io, casa de
Kalkmann Irmos.
m illio novo a 2$ooo rs.
cuAa sueca.
Vende-se no armazem do Braguez, ao p
do arco da ConceigSo.
Ksguiao le algodo a 285oo a
peca le Jo vara.
Vende-se esguiSo de algodSo com 4 pal-
mos emeio de largura, a 2,500 rs. : esta
fazenda be muito propria para lences, ca-
misas, ele. : na ru do Crespo, loja da es-
quina que volta para a cadeia.
Chumbo de mullicad.
Vende-seno armazem de J. J. Tasso J-
nior, ra do Amorim, n. 15.
No becco do Goncalves, ar-
mazem do Araujo, e na ra da
Cruz, armazem de S Araujo,
vende-se superior farinha em sac-
cas, por preco inais commodo do
que em outra qualqner parte : bem
como lijlo de Lisboa para limpar
metaes ; sola, couros de cabra c
sapatos.
Vendem-se amarras av ferro: na ra
da Scnzalla-Nova, n. 42.
Redes.
Veodem-se redes muito bonitas, de va-
rios goslos e precos, proprias para quem
for passar a Testa descansar ao fresco de-
baixodeorvoredos : na ra do Queimado,
n. 14.
Vende-se, ou aluga-se urna canoaaber
ta de carga te iOOa 700 lijlos de alvena-
lia : na ra da Aurora, n. 46, taverna.
Vende-se urna parda escura, fiel o sa-
dia, com algumas habilidades ; un molifi-
que de 15 annos : na ra do Fogo, n. 23, se
dir quero vende.
# Para pagens. ,
9 Chapeos envernisados para pagens &
<> de foro a moderna : vendem-se na ca-
# sa de sigueiro, ra do Queimado nu-
9 mero 19.
9fftC9tCteC #**
A o boni gosto.
Yindrs; se t:!s:nhc: ccr. rr, coche z
uvas e outras mais fruclas artifciaes ; pra-
linhos com un s cacho, obra mais delica-
da possivel, e muito proprio para infeites
de mesas e consolos de urna sala: na ra
do Queimado, n. 16, loja de Jos liiis Si-
mes.
Ricas luvas de pellica.
Vendem-se ricas luvas de pellica endi-
tadas para senbora ; ditas de lorgal com
palmas, com dedos e sem elles, e de ou-
tra mais qualidsdes, por mdico preco : na
ra do Queimado, n. 18, loja de Jos Dias
Si infles.
Vende-se urna preta crioula de 17 an-
nos, com habilidades: no paleo do Terco,
n. 18, sobrado.
ChampanhaC& C.
Vende-se a verdadeira champaas dista
marca, rinda peJo ultimo navio dqjlavrc :
.ni osa de Me. .linont & C., qa praca do
< ummeicio, u II. Tem-se encontrado uoi
abi ciumpanha ordinaria com esta be/n do-
i Jjacida marca C & C falsificada, os cufn
Agencia le Edwln Mnw.
Itua de Apollo, n. 6, armazem de Me. Cal-
nont & Companhia, fazem ver aos Sra. de
mgenho e aos seus correspondentes nesta
iraca, que noseu estabeleci ment se acha
.instantemente bom sorlimento de moeii-
iss todas de ferro para animaes, agoa, etc.;
neiasditas para armar em madelra ; ma-
chinas para vapor com torga de 4 cavados ;
taixas de differentes modelos e de todos os
tamaitos e grossuras, tanto de ferro batido
como coado; espumadeiras, cocos, etc., de
ferro estanbado ; safras para ferreiros : tu-
llo muilo bom e or barato prego.
fffffffffffVffffVffff
{Deposito da fbrica de
lodosos Sanios, na
>
a*
?ves ilalheus, na ra da Cruz, n.
?primeiro audar, algodSo trancado
Babia.
Vende-se, em casa de Domingos

Al-
522
da-"*
ciuella fabrica, muito proprio para sac-2
icos e roupa de escravos; bem conio^
a^fio proprio para redes de pescare pa-^g
^.vios para velas, por prego commodo.^|
f*A*A*A*AAA*A**A*
Na loja de Moreira 6k U. na ra
Nova, n. 8,
vendem-se cortes de gorguro de
seda para collete, a i,5oo rs. o
corte de covado e meio.
Na ra da Cadeia- Velha, primeiro an-
dar da casa n. 24, de ManrJel Antonio da Sil-
va Antunes, vende-se um rico sorlimento
de chapeos de palha da Italia, abertospara
senhoras, camisetas de cambraia, colari-
nlios, romeiras, manguitos, punhos ludo
excedentemente bordado, bicos finiasimos,
ricas filas, capotinhos e manteletes deJHp
e de seda prelos, e oulros objectos de Ins-
to ; bem como um completo sorlimento de
Calendas : tudo se vende por precos muitos
rasosveis.
Joo Keller S Companhia, na
rna da Crnz, n. 55,
Vendem a precos commodos, vinho mus-
calel de Se tu bal, em caixas de urna du-
zia; dito muito bom de Kavradio e Col-
lares, em barris de quinto; dito de Ciiam-
panha, da mais acreditada marca ; dito tin-
to de Corlaillod, de superior qualidade;
extracto de absynlh e kirsch ligilimo da
Suissa, em caixas de urna duzia ; verdadei-
ro cognac velho, e da raelhor fabrica de
Franca, em barris de 80 garrafas pouco
mais ou menos : tambem se vendem por
preco muito rasoavel velas de slearina ,em
caixas de 32 libras; charutos da Babia de
muito boa qualidade.
Loja de seis portas em frente do
l.ivramento.
O administrador desta loja tem a dar ba-
taneo no fim de dezembro, e como tenha
restos de alcaides, quer acabar com elles,
trocando-osporsedulas, sendo o preco o
mais rasoavel possivel, como sejam : pegas
de madapolo com 12 jardas, por sete pata-
cas ; chales de chita, a 480, 640 e 1,000 rs.;
ditos pretos de rede, a meia pataca ; cassa
preta, a 120 rs. o covado ; corles do chita
preta com 11 covados, pur 1,280 rs.; risca-
dos ministros, a y Bu r. o covudo i chitas,
120, 140, 160, 180,200, 240 e 320 rs. larga
franceza ; brim lira neo do listras, a 200 rs. o
covado ;e outras multas fazendas por pre-
cos que coadj uva ni a economa.
Ka ra Nova, u. 8, loja de .! Joa
quim Moreira &t C. .
vendem-se touquinhas de ISa Trocadas pela
beira, a mil rs. ; bonetes de palbinba de
modellos esquisilos, eo que tem appareci-
do de melliore do mais apurado gosto; po-
rm s servem para meninos de2, 3, 4, 5 e 8
annos, por menos do que realmente ellea
merecem ; palmatorias de casquinha linis-
sima, proprias para piano, e para quartus
de rapates solleiros, a 5,000 rs. cada urna
e outras militas fazendas de gosto e quali-
dade, que se venderSo conforme as cir-
cunstancias do comprador.
A a,/|oo rs. a duzia.
Vendem-se a 2,400 rs. a duzia de meias
de algodSo cr e muito encornadas, pro-
prias para livrar a liumidade dos ps a
quem paaece de molestias interiores : na
ra do Queimado, n. 16, loja de Jos Das
Simfles.
Trancinhas de la a Go rs. a pea.
Vendem-se tracinbas de I3a de todas as
cores, pelo mdico prtco de 60 rs. a pega,
muilo proprias para enfeites de vestidos,
ou para outra qualquer cousa que se queira
applicar : oa ru do Queimado, n. 1C, loja
de Jos Dias Simfles.
Francos de agoa de Colonia
a 5oo rs.
>4
Cal e potassa.
Vende-se a mais nova e superior potassa
que ha no mercado, e cal virgem em pedra,
chegada pelo ultimo navio de Lisboa, por
prego commodo : na ra da Cadeia 4o Re-
ale, n. 50, a fallar com Cunha & Amorim ;
assim como um restante de barris da mes-
mi cal, que flcou da safra passada, por ba-
rato prego.
Vendem-se sabonetea. higinicos, o
mais superiores que teem viudo eite mer-
cado, assim como outras perfumaras muito
Unas: na ra da Cadeia Velha n. 94, pri-
meiro andar.
Bombas de ferro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba.:
na ra do Bruto, ns. 6, 8 e io,
fundicSo de ferro
Arados de ferro.
Vendem-se arados de forro de
differenles modelos : na ra do
Brum,ns. 6, 8 e io, fabrica de
machinas e lundicSo de ferro.
Vende-se urna sextante nova feita por
um dos melhores autores de Londres e tam-
bem um orisonte artificial e um Iheodilete :
na ra do Trapiche armazem n. 44.
Nao he exageracao.
Vendem-se sapalOcs de couro de lustro,
obra muito boa, a 9,500, 3,000 e 3,500 rs.:
na ra da Cadeia do lecife, loja n. 9.
Farinha de mandioca.
Vendem-se saca* com farinha de mandio-
ca muilo alva.e bam torrada a melhorque
ha no mercado por n8o ter cheiro de barco
e ter bom gosto e por preco commodo : na
ra do Queimado n, 14,
Cobertores de tapete para
escravos.
J se vendem os acreditados cobertores
de tapete para escravos, a 720 rs. cada um ;
por isso venham a ellea antea que se ac-
bem, ou passem pera mais alto -prego : na
ra do Crespo, loja da esquina que volts
para a cadeia.
Hap Paulo-Cordeiro.
Vende-se elTeclivamente este excedente
rap, na ra da Cadeia do Recife, n. 50, to-
la de Cunha & Amorim.
Vendem-se, por preco com-
modo, saccas com farinha de man-
dioca ; potassa em barriquinhas ;
fumo em folha para cepa e mi
lo de charutos : nos armazens de
Gouveia & Dias, no caes da Al-
fandega, e de Das Ferreira, ou
aaaaaaaavaia^axyaxxl.......lili l HI >
em defelto algum proprias par montana,
pelo baratiasimu preco de 320 rs. o par: na
ra do QuelrhadO loja de miudezas. junto
a de eera n. 33 aos quatro cantos.
-- Na antigavenda que rol de Nicolao Ro-
drigues da Caoba na ra do Mundo Novo n.
16, continua a vender-secal branca e preta;
as pessoas que quizeratn, dirijam-se a mes-
ma venda cima, que se vende por menos
do que em outra qualquer parte.
l'eutes de tartaruga para mar-
-kfa.
Vendem-se excedentes pentes de tartaru-
ga para marrafas, a 800 rs. o par ; nt rna do
Queimado loja de miudezas, junto a de cera
o.33
Cabecadaa Inglesas.
Vendem-se cabecadas ioglezas rodeas a
chatas, loros e silhas da II: na ra do Tra-
piche n. 10.
Rap americano.
Vende-se este rap, que ha de agradar as
pessoas que gostam da boa pitada : a rata-
Iho, no Recife, m cala dos Srs. Davis & C.,
flavmond 4t C. e Footes & IrmSo ; em S.-
Antonio, em cija do 8r. Lody, na ra larga
do Rozario, n. 35 ; no Aterro-da-Boa-Vista,
easa do Sr. Manoel Jos Goedes Magalhlos;
e poratacado.no Recife, ra do Trapiche,
o. 14, segundo andar.
Na ra da Praia n, 32, vendem-se sac-
cas com alqueire de farinha de superior
qualidade, e por menos do que em oatra
qualquer parte.
Nb ra do Passeio-Publico, n. 19,
ha um rico sorlimento de espelhoa de Frau-
tga com quadroa douralos do lodo* oa U-
Vendem-se ricos chicotinhos, a 600 e 800 manhos ; camas, franceza. da mogno e de
ra larga do Rozarlo, n. 48, primeiro andar,
se dir quem von.de.
Charutos.
Vendem-se charutos chegados ltima-
mente da Rabia, por barato preco : no ar-
mazem de CampelloFilho, na ra da Cadeia
do Recife, n. 64.
Chitas para coberta.
Vendem-se chitas para coberta, de cores
escuras, fixas, e de gosto turco, pelo bara-
tissimo prego de 300 rs. o covado: no Ater-
ro da-Boe-Viala, o, 18 loja.
Vende-se un bonita escrava moca
de Angola, que cozinha, eogomma bem, co-
se, eenlende muilo do servgo interno de
urna casa p motivo por que se vende aa
dir ao comprador : na ra da Cadoia-Ve-
II11, n. 24, primeiro nlar.
A 1,600 rs.
Vendem-se novoscorlea de brim tranca-,
do escuro com duas varas e mela cada corte,
a 1,600; caasa franceza de bom gosto.a 2,600
rs.; pegas de esguiSo de algodSo com 12
varas, a 2,400 rs. a pega ; cobertores de al-
godSo de cores, a 720 rs. : oa ra do Cres-
po, n. 6, loja ao p do lampeSo.
Vendem-se saccas de muito,
superior farinha de S.-Catharina,
por preco commodo a fallar com
Manoel Alves Guerra Jnior, ou
na ra da Cadeia do Recife, n.
38, primeiro andar.
He haratia.iiuio.
rs. ; charuteiras finas douradas, a 1,860 rs
c.
na
Vendem-se frascos de agoa do Colonia, a
500, 800, 1,000 e 1,500 rs., do bem conhe-
cido autor 1.. T. Piver : afBnga-se a sua su-
periorulade: na ra do Queimado, n. 16,
loja de Jos Das Simfles.
Vende-se um terreno no Aterro-dos
Afogadosf-e um sobrado de dous andares
najrua do Fagundes : na ra do l.ivramen-
to, n. 41.
I uvas pretns de torcal. ': y
Vendem-se luvas prelaa de trogal as me-
lhores que se pode encontrar eporaue ore-
....) a,, 1 non ,,-,,.. n oAn .... .. n .. 1 -r .
v^. -. .,-__ .,. w v .^.o. ,.M iua uu Quei-
mado, loja de miudezas junto a de cera n.
33, nos quatro cantos.
Vendem-se, por todo o proco, duas
carrogasdesicupira: na ra do Crespo, n.
16, esquina da ra das Cruzes.
Vende-se um cano ue 4 rodas, em
muilo liom estado, com arreos para um
cavado : quem o pretender, pde-so mfor-
mar no armazem de llomSo & C, no Pe-
lourinho.
Luvas de pelica.
Vendem-se luvas de pelica para senhora,
pelo prego de 2,000 ris e 1,280 ris ; ditas
de ponto ingle* para homem, o mellir pos-
aive. a 1,800 ris prego que ninguem ven-
de : na ra do Uueimado, loja de miudezas
junto a de cera n. 33.
Vendem-se cincoeola ongas hespanbo-
a tratar com Novaes &
ra do Trapiche, n. 34-
Loterio Jo Uio de Janeiro.
Aos 30:000,000 de rs.
Na~pra(a da Independencia, n. 3,confron-
te 1 ra do Crespo e Queimado, vendem-se
tu Un les, meios, quartos, oitavos e vigsi-
mos da derima lotera a beneficio da fra-
gezla do SS. Sacramento do Rio de Janei-
ro, vipdos 00 ultimo vapor. Na mesma loja
se mosCram as listas das queja correrana.
Itua do Hozarlo larga n. 22.
Vende-se urna molalinba de 12 anno
muilo linda, propria para mucama, te
principio de costura, he muito umilde e
bom genio, o motivo porque se vende he por
precisSo.
-- Vende-se una porefio (je caixfles
folba para latoeiro ; urna norgao de pa
de sicupira, que foram de barcaga ; urnas
grades de pao, que foram de esdiptorio;
urnas jancllas velbas, que anda podem ser-
vir para alguma obra ; urna prensa de pp
para apertar fardos de fazeudas;duas quar-
lolas vasias, que foram de azeile de peixe ;
umporgSo de ferros velhos, que foram de
navio ; urna bulga muito bem feita, propria
para navio ou casa de familia, por levar
mais de dez canecos d'agoa; e mais urna
porgfio de laboas de assoallio e costadinho
de amarello : tudo por prego commodo :
na ra da Cadeia do Recife 11. 54.
Vendem-se quatro bonitos moleco-
les, sendo om delles bom cozinhei-
e outro com principios de sspateiro ;
3 negrosde 22 annos, de bonitas fi-
guras, de ptimas conducta, sendo
um delles bom sapaleiro, de cortar
e Inzer toda obra ; um preto de 25 an-
nos, bonita figura,ptimo pedrelro; 9
pretos para lodo o servico ; um lin-
do moleque de nove annos, ptimo
para aprender algum cilicio, por ser
muito habilidoso; 4 negras mocas de
de bonitas figuras, com algumas ha-
bilidades de engommar, coser ro-
ziobar ; 5 negras de SO annos, muito
em conta. nma dellaa cozinha muilo
bem: na ra oes Larangeiras, n. 14
segundo mdar.
wmmvmm wmwmwwwwi
I,olera do Uio de Janeiro.
Aos Qo:ooo,ooode rs.
Nos quatro-cautosda ra do Queimado,
loja do fazendas.n. fcS.vndem-se os muitos
ai'ui iunaiios Dilhetea, humos, quarioa, oi-
tavos e vigsimos da JO.'lotera do SS. Sa-
cramento ; bem cmo da 25.* lotera do
monte pi, cujas listas devem ebegar no pri-
meiro vapor. .Na mesma loja se trocam bi-
Ihetes premiados de qualquer lotera, e se
inoslra a lista das casas da caridade.
Caixas de clcheles a 70 rs
Vcndem-se caixas do colchetes, a 70 rs.
cada urna : a ellas antes que se acaben): na
ra do Queimado, n. 16, loja de Jos Dias
Simfles.
A 2co rs. o covado.
Vende-ae madapolio de cores, proprio
para camisas, pelo karatissimo prego de 200
r o covado bem como ainda ristam al-
gumas pegas de cbila de linlio e algodSo,
com 40 covados cada urna, a 5,600 rs : no
las : na ra da Cruz n. 51, no escriptorio d Aterro-da-oa-VisU, o. 18, loja.
primeiro andar.
(lobos de vldro.
Vendem-se globos de vidro proprios para
escadaecoriedoies, e mesmo para illum-
nagfles por seren muilo commodos em ta-
I redores de champauua deven ter cautela. I mautio : ut la do Trapiolie o. 10.
Vende-se urna bonita mulata de 20 an-
u s, que pode servir de ama de leite, por
estar criando urna IIUta de 3 mezes; um
1 reto cozmlieiro, de boa ligura, mogo e fu- (saccas vaaios : na ra Hireita, n. 69.
busto, e que tambem he canoeiro ; urna I Lavas muito baratas*
muUlinlia de 10 anaos, de liada figura 1 na I Vendem-se luvas de cores, fio de escocia
a 32018.; escovas finas com espelho para
cabello, a 1,000 rs.; carteiras com mollas
para guardar dinhero, 1 640 rs.; superio-
res caixas para rap, a 2,000 rs. ; flvelinhas
douradas e praleadas para caigas e colletes,
a 200 rs.; meias cruas para homem, a 180
rs.; ditas de cores, a 240 rs. : na ra do
Queimado, loja de miudezas, junto de ce-
ra, o. 33.
Vendem-se os apreciareis charutos dq
llavana La Norma : na ra da Cadeia.
n. 1.
Pecas de esguio a a,5oo rs.
ala loja da ra do Queimado, n. 17, ao p
da botica, ainda tem para vender pelo ba-
rato prego de 2,600 rs.; pecas de esguiSo da
algodSo, com 12 jardas, muito proprio pa-
ra camisas de senbora, por ser mais largo
que 0 madapolo.
A 3,000 e a,400 rs. a peca.
Na ra do Queimado, n. 17, vendem-se
pegas de madapolS entrefino, pelo dimj-
nuto preco dajp.OOO e 2,400 rs, por ter uro
pequeo toque de avaria de agoa doce. A
ellas antes que se acaben, pois sSo muito
poucas. '
Para acabar vendem-se,
na ra do Queimado, loja n. 17, cassas fran-
cezaade ISa abertas, e de padrfles muito
jdeafceadni, a 400 rs. o covado ; cambraias
de cores modernas, a bCO rs. a vara; chitas
francezas do melhor gosto que tem vindos
este mercado, a 320 e 360 o covado. DSo-se
as amostras.
Fumo em Folha,
Vende-se fumo de primeira e segunda
sortea, por prego commodo. em porcSo i
a retalho.- na rus larga do Rozario, n. 32,
fabrica de charutos.
Vende-se potassa da llussia,
cimento de Hamburgo, e garra-
fas pretas ingiezas : na ra do
Trapiche, n. i4-
--Venderse cobre em folha para forrar
navio, ferro iaglez em barras, arcos, chum-
bo de munieSo sorldo: em casa de Me
Calmonl & C na praga do Commercio,
0. 11.
Charutos de San-Feiix
a a,800 rs. a caixa.
Vende-se esta superior qualidade de cha-
rutos de San-Felix, na ra do Qumado,
o. 16, loja de Jos Dias Simfles.
Negocio ventajoso.
Domingo, 1 de dezembro, fecba-ae s pa-
daiia em Santo Amaro, qne foi do Sr. Veji-
ga, por seu dono nlo querer continuar
mais com ella, e por isso declara aoa Srs.
que prelendam dita padara, hajam da d-
rigr-se a mesma, em Santo Amato, que
Itleas Atas.
Vendem-se fitas lavradaa para cinteiro e
para enfeites de cbapos de senhora ; ditas
lisss de todas as larguras a cores, por preco
mais commodo do que em outra qualquer
parte : na ra do Queimado, n. 16, loja de
Jos Dias Simfles.
Uepoulto de cal vh-geui.
Na ra do Torres, n. 19, ha muito supe-
rior cal nova em pedra, chegeda ltima-
mente de Lisboa no brigue Turvjo-'Jcrttiro.
lucas bengalas.
Na ra dq Qpejistedq, u. 16, loja da Jos
Dias SimOes, vondem-sc bengalas de muito
superior qualidade, e com castfles de diver-
sos goslos, por 'mdico prego, que muito
convidar ao comprador.
Uoiu e barato.
Sapatinlios de ISa para criangas a 320 rs.,
suspensorios para meninos a 80 rs carte)-
riuhas com aguijia al JO es. cuimuia com j
agulbas francezas a 320 rs., caixinnaa com
brinquedos para meninos a 480 rs. franjas
proprias para colimados de cama por pre-
go que ninguem vende, thsourinhas in-
giezas fiuiasjmas a 500 rs., superiores es-
covinlias para denles a 160 rs., quadrozt-
nlius dourados com estampas de santos a
120 rs liu.has de peso a 60 rs a miada,
agulha cantla a 60 rs. o pape), conlos fi-
nos de alisar a 360 rs, meias brancas para
senhora a 320 rs. o par, bengalinhaa de juo-
1 2,000 rs., maracas para meninos a 300
I loucazinhas de sedas pretaa para cria-
gas a 500 rs.. caivetes finos de aparar pi-
nas a 200rs., requifes para enfeitos de ves-
tidos a 200 rs. a vara, agulheiros de vldro a
Jacaranda do ultimo gosto, cupulaa, cor-
pentes com espelhos, proprios para suissas, .tilinados e mosqueleirqs para cama, tape-
tes, colchas de damasco, pecas de casia ada-
macadas para cortinadoi, guarnigoas eom-
p le tas rara janellas, meias da alfo tiomom, dilas para senhora, luvas de re-
Iroz branco e preto, franjas a cordfles da
difiereules eflres.
Sapi los do Aracaly.
Vendem-so sapatos do Aracaty, por pe-
nos prego do que em outra qualquer parte :
na ruada Cadeia, n. 23.
Superior velas de carnauba a pre-
co commodo:
vende-se na ra da Cadeia, a. 23.
Escravos fgidos.
200 rs., e outras militas cousas que pelo di-
minuto prego nfio deixarSo de agradar aba
compradores, e para que conliegam que
tudo iato be borne barato da-se paraa-
mostras : na ra do Queimado loja de miu-
dezas Junto a de eera n. 33, nos quatro
cautos.
Vende-se um moinbo novo, a outro eni
meio uso, d moer caf; e urna porglo Te
Fugio, no da 95 do m'z prximo pai-
sado, urna preta de naci Angola, de nome
Isabel, secca do corpo, estatura pequea,
rosto redondo, cor muito preta ; be muito
ladina : quem apegar leve-a ao pateo do
Carmo, n. 1S, que se gratificar ; assim co-
mo se protesta contra quem a t ver oceulta,
pois ha suspeitas ditso.
Fugio, no dia 29 do prximo passado, a
escrava Clara, da 30 aoaea pouco mais ou
menos, de cor lo fula que parece mulata,
secca da corpo, da catalura regular, rosto
comprido. com falta de denles os frente
quem s pegar leve-a a l.uiz Spitasjfl, ua ra
da Florentina, defronte do theatro novo. 011
a seu senhor, o tenenle-eoronel lalo Flo-
rentino Cavalnantl de AlbuquerqtH, no en-
genho Iteca 11 lo, em SerinbSem; assim co-
mo se protesta contra a pesaos qne a tiver
oceulta. -
Fugio, no dia 28 d novembro prxi-
mo paasado, do eogenbo Coararapes, o es-
cravo Nathias, perteoceote B. Jaronynaa
Samico da Silva Mello, de altura regulem
rosto muilo lustroso, cor um Unto foW,
bastante ladino, de 30 anaos pouco mais ou
menos; e hecarreiro : quem o pegar leve-o
ao dito eogenbo, a sus senhora, aoe grati-
ficar.
Fugio, no dia 96 de novembro prj
passado, o escravo Cantillo, de nacSo
la, o qual representa ter 30 a 35 annos,
tura regular, cheio do corpo, um tanto f
la s ollios avermelbados ; ba noticias de o
terem visto pelas ras do Recife e Santo An-
tonio : pede-se as autoridades policiaca e
capilSes de campo que o appreliendam e le-
vem-00 a rus do Trapiche, armazem n. 6,
ou na ra do Rozario larga a 46, venda, que
se gratificar.
Gratlflea-aie|bem.
Fugio no dis 34 do corrente roez de no-
vembro, o preto Antonio de nagSo Cebinda,
que represente ter 45 annos de idade, altu-
ra regular, chelo do corpo, cata abocetada,
com bastantes cabellos brancas ns eabeca,
muito cabelludo nos peitna, levou calca e
jaquela de ganga ssul, be officisl de celdei-
reiro da fabrica da rna do Brum n. 21;
desconfia-se que tenba Ido para o mato por
ter jt estado fgido perto deum annoam
algum eogenbo: roga-se pois a quem o
aprehender leve-o aos Srs. do mesmo es-
cravo Mezquita & Dutra na dita fabrica que
serlo generosamente recompensados.
100,000 rs. de grat a quem pegar o mulato Venancio, baixo, re-
forgado ; foi escravo de Dioso Jos da Cos-
ta, a que esteve nos mezes. Je julhn, agosto,
aelembro outupro em casa do Baisa no
Mouteiro, e o levar rus da Cadi* do Re-
cife, n. 37, so Sr. Antonio Hachado Comes
da Silva.
Fugio, no dia 33 do contante, pelas 4
boras da larde, urna cabra mucama da qoa-
si 40 annos, altura regular, bastante secca
do corpo, com falta de denles ns frente ;
levou lias orelhas brincos de pedra, vestido
i-le cassa-chila, chales de lia loxa, e sapa-
tos de couro ; iutaa-se andar mesmo nenia
cidadq, por ter dous fllhos escravos de ou-
tra pessoa: q uem a pagar leve-a ao seu ae-
nhor, o tenenle-eoronel Joao Florentino Ca-
valcanti de Albuquerqua, no eogenbo Re-
canto, em SerinhScm, oua seu cqtfespoo-
dente, na ra da Florentina, casa di esqui-
na confronte ao thealro novo, qu MrA bam
recompensado.
Anda fgido, desda O da 17 4o corren-
te, o escravo Benlo, de naglo Nsgfl, com la-
Ihos pelos rosto, sigaal de aea nagSo, de
boa estatura, bem preto, bracos comprido',
pernas lirias ; representa ter 3* 1 35 annos;
he bem parecido, muilo ladino e esperto ;
quasi nunca est calado : quem o pegar le-
ve-o ra da Aurora, n. 12, que ser bem
recompensado.
- Fugio, a preta Jacuitha, de wgflo Con-
go, cara um Unto upado, cor ruta, falla) de
denles na frente, ps apalnelsdos e gros-
sos, o he bem fallante, llogs-seasaatori li-
des policiaes espilles de campo que a
apprehendsm e levem-na 1 ra do Hospicio,
11.86.
iv
'/


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EHUJL7YXO_0Y4XP6 INGEST_TIME 2013-04-24T20:29:10Z PACKAGE AA00011611_07227
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES