Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07124


This item is only available as the following downloads:


Full Text
J.
mo VXIX
Sexa-feira 50
amida* no OOHaXlOl.
Goianna e Parahiba, segundas sexta* felfa.
RIo-flrandcdoNorte, quintas felras ao meio-
dia.
Cabo, Seriuhacm, Rio-Formoso, Porto-Calvo
Macelo, no 1., a II, e SI de cada mez.
Garanhuns e Botillo, a 8 e 23.
Boa-Vista e Plores, a IS e 28.
Victoria, s quintas fciras.
Ollnda, todos diai. '
PtUIU DI LOi.
IB*.
/ Mlag. a I, i 2 h. e 57 m. da m.
Nova a 7, os 7 h. e |4 ni. da (.
Cese, a M, s 3 h. a 27 m. Oj t.
I Chela a 22, s G h. e'S a. d^l
Miug. a 3,' as 11 li. c 54 da ni.
_ mit:. a ao.
Prlmeira ts 10 horas e 54 minutos da manh.ii.
Se|uau)a u tl horas e 18 minutos da urde.
?
" Agosto de I8H*V
2. 194-
b-beoob da aosaoairgio.
Por tres mezes (alsaiUadot) 4/0
Por seis metes 8/000
Por un auuo 15/000
-ifius

IAB DA SWMAVA.
26 Seg. S. Zefrrino. Aud. doJ. dos orf. e m. da I. y,
27 Tere. S.Jos de Calazans. Aud. do chae, doj.
da I. r.do civ. e do dos feitos da fazenda.
28 Quart. S. Agostinho. Aud. do J. da 2. y. doclyel.
29 Qaiut S. Adolfo. Aud. do J. dos orf. t do m.
Iil.v.
30 Seit. S. Roza de Lima. Aud. do 1. da 1. y. do
civ. e do dos fellos da fazenda.
31 Sab. S. Hay mundo Nonato. Aud. da Chae, e do
J. Ja 2. v. do eriinc.
I IJoiu. Nots Seiihu ,i da Pcoba.
oassdioi 19 r agosto.
SobrWres, 27'/. c27'/"J. por 1/000rs. BOdlv.
. Prii,'S46.
. Lisboa, 100 por cento.
Ouro.__Oncas hespanhoes......... 26/000 a W/!W>
Hoedas de 6/400 veliH*. 16/500 a 16/70
de 6/400 oras. 16/100 a 16720.
de 4/000........... 9/100 a 9/20P
Pr*U.Palacoeitraaileiros...... I/S16O a l/9r('
Pesos columnarios....... 1/860 a 1/KKc
Ditos inexlcanos ......... 1/800 a l/oV-
pkmt official.
1" i
romnianilo das armas.
Quarttl general na cidade do treife, em 29 de
agosta de 1850.
OltDEM O DA N. 80.
O Sr, tnarechtl de campo graduado Anto-
nio Cofreia Sem, commandante daa ar-
mas, manda declarar para conhecimonlo da
{.'uarnicilo, queo governodeS M. olm.c-
radflr', liouvo por bem por aviso da reparti-
do da guerra de 31 de jullui ultimo oorice-
der tros mezes de licenca com sollo sim-
ples ao Sr. alferes do eslado-maior da pri-
meara classe do exercto Francisco llaphael
de Mello Reg, que se acha nesla provincia,
segundo a communleaco feila pelo Exm.
8r. presidente ero ofllcio firmado hontem.
Frentico Carloi Bueno DescHampt,
CapitSo ajudante de ordena.
do consulado nflo forim subsequenlemenle
pagas pelo imperio.
A posicSo de .Luiz NapoleSo he intei-
rsmi'nie di itrente. Elle suc'cede por ama
rpida transipfio a urna familia inteira de
prncipe*, os quaes por espaco de 17 annos
gastsram com extraordinaria munificencia,
un ronda annual de perto de 800,000 II-
liras ( 6,400:000,000 de res pooco mai* ou
menos. ) Elle acha a capital da Franca, na
qual devo oceupar a mais conspicua pos-
cSn. habituada a sm lineo illimfado e por
conseguinte a urna despezs extr_,
O Elyseu, que modestamente foi
fiar* sua residencia, como o menn
icios franeezes, nio tem protenr,
1
EXTERItt.
A DOTACAO DO PRESIDENTE DA REP-
BLICA FHANCEZA.
Unitet, 27 de unhode 1850.
Entretanto que a nosca atlencflo havis si-
do exclusivamente atrahida para a Impor-
tadle disciisslo que sobra a nossa poltica
externa tivera lugar no parlamento, discus-
sSo que certamente estender os seus effei-
tos a tojas as parles do mundo, fados in-
teressantei se passaram no exterior. A ope- r
ratflolrr-egolire inconveniente da consli- seo ordenado pessoal de 24,000 libras p
luioiorfmnbliPins da Franc, esteve ouirs
vez a ponto de produzif urna collisSo entre
o poder execotivo e o poder legislativo da-
quelle paiz. A unSo felizmente eslahele-
rida- entre estes poderes pelas victorias
do socialistas ns' elelcoes de margo
e abril, unido que tnrnou possivel a refor-
ma da lei eleitoral, foi abalada e quasi que
dltwlvida. O preiidente vio-se obrigado
pela influencia do seus recursos pecuniarios
a pedirn piix m voto ampio de dinheiro,
e a vista da inconsistencia do povo francez,o
fjpgjUtrque o cabeca do esta lo desonvol-
vnitaBmunificencia inexhaurivel sem dis-
pendio do thesouro publico, a oppositjo
i.-,---------- -o., Huiiiuu uruensario uara
dr cabo os constderacuu pepumi u.. iu,i
NapoleSo.
A diseussSo foi sustentada 'por mais de
urna semana com grande acrimonia e injus-
lica, Quslquer que seja a opiniflo que se
faca das pralengOes polticas do presidente
>o governo permanente da Franca, nenhum
partido pode actualmente negar que elle
tem poderosamente contribuido para salvar
o paizdeecalamidades',darevolurfio;queelle-j
foi elevadoa alta posigilo em que se acha col-
locado pela escolhs quasi unnime do povo,
e tem feito despezas embaracadoras.ba sido
integramente pela liberahdado deseucarac-
ter, epelo desejo de manter com*meios
mui inadequsdos a digniJade da posicfto a
que fra exaltado.
Mr. Thiers observou muito bom que os
hbitos monarchicos do pnvo francez eram
constantemente dusenvolvidos a despeito
das inslitiiirOes- republicanas impostas t.o
paiz. O rebeca do governo, qur seja rei,
imperador, principe ou presidente, hu con-
siderado pelos Francezes como o patrono, o
hospede eo protector universal.
Quando o primeiro cnsul vollou em 1799
da sua campanha do Egypto, e assumio o
supremo poder do estado, Pars aclisva-se
empobrecido por dez annos de revoluto,
asclasses ricas estavun dispersas,e o jovem
general da ropublicapoinlo conservar a sim-
plicidade do eatablecimento militar que
parecen mi la adaptado ao esplendor de seus
altos feitos. Elle por rouseguinie entrou
as desmanteladas Tulherias Com o ordena-
do annual de 20.000 libran, posto que nlo
se saiba rom certeza se linlia ou nSo ouiros
recursos sua dis;>osi(lo, ou e as dividas
FOLHETIHi.
1 sssai
ENSAIO DTJU RCOMKCE.
UMA ROSA HO DESERTO (*)
Sabia os nome. de todas a. llores qe ciiilUra-
va ai estacoes ie aemea-las. de planu-ias.
iTnSs t iootri "ipha'7H,mes que Iheugie-
rla a faatasla. Nolava-lhes as emlgiaces eo
"? do uestleando' oom ella, oseu cora
dSatrMameom a. Oares e d'aW der.v.va
una ceale poesa, uioi ilngoagciu n.yslerlo-
^e MM intotel Iglvcls para o. cutio, eran.
^l da su. vida. Quaotas veies lima
,cM! nSo desabrochara ua dia que ella se
iiruiiuaka em sua mente; quanlas veses una
ritarlla 1" "" appa.ecla tal noiie, por ven-
iriencoberia d'aiguuia nuveiusiaba, encliiau
de "igoa o Innoclote cor.cio dtufip..,..!
Eraa-iulllo un esquecliuento. era urna ingra-
lia uina falta de alVccto, una palavra dada e
nficnmurlda, era urna drsgraca ou pelo uie-
n* m pctentlmen.o de desgraea: e como
s7e.eiU.mebto, algun.as vezes. camo soe,
yc*K.v^" ? dedicada menina mal. e mais
S,M,.e11,u:J.i-;t
rdinaria
isrolhido
dos pa-
i aus-
teridad? de um acampamento, e aa dopuras
da paz hilo desde muito relaxado ern todas
asclassoida socielsde a restricta ^feono-
mia da luta civil e da guerra estrangeV*-
A posicode Luiz Napole.lo n.Tn se 'pare-
ce tambem cornado presidente dosEstn-
dos-Unidos, mais do que Versalhos ou as
Tulherias, se parecem com a casa hraiiea de
Washington ; e como estas exigencias de
ua posiQflo nSo pdem ser contestad'* em
Franca, alguma cotisa de pueril e desi>tu-
ral houve sem duvida na tentativa de fazer
pesar sobre este individuo urna divid ex-
traordinaria, a qual elle foi obrigado a cin-
trahi.r smente pelos gostos e usos da *
So. Felizmente a assembla nacioiul
obrou segundo esta convicijao, e bem que
ma so.....11 prodigiosa de indignidade fe-
aba sido gasta em acommodar este' insiilso
pralo ao goslo popular, todava a dotatfo
foi volada por urna maioria de 46 volosV
o presidente recebera-10,000 libras mensa
para despezas de representacta, alm d
IBno.
Esta decalo aoredita muito a disponicil
conciliatoria mostiada por differentes pes
soas eminentes, n3o identifleadat com o
interesses peculiares do presidente. Eli
leve o apoio cordial de Mr. Thiers, de Mr.
Berrier, e do general Chagarnier. At mes-
mo os chefes ds tlontenhs disseram com
verdade: liemos sem regatear, u refuse-
inos sem liumiliac;2o. A assembla dau. o
deu hbatalmenle; assim obrando, ella at
tenJeu tanto para o seu proprlo crdito e
vautagnro, como pam o crdito e vantngem
do presidente.
llevemos confessir 10 meamo lempo que
ym o-o-_ -.-* -y-lu,,.u
ii medida, foi manifestida por urna jane j-
dersvel oa Balarla, B"que a matar Bu- ^
snentos, presontes e visgens di familia real,
cuatavam quasi 50,000 libras mais. As es-
molas dadas palo rej, montavam annual-
mente em 42.000 libras, e as dadas pela rii-
nha em 18,000, nSo fallando nss que eram
feitas pelos principes Com a proleccSo as
arles, subseripcocsa obras litterarias, com-
pras de obras de arte e afnrmnsnmentos
irrliiietonicos doidominios da cor0s,o rei
guliva anaualmente mais de 140,000 li-
aras. Toda a propriedade sisim collegida e
(ionslrinda, a qual tilth mistado nlo menos
Je tres milbOese meio de libras esterlinas,
passou para o dominio do estado, e lornou-
se propriedade da nacilo.
O resultado deatas extraordinarias despe-
zas, fot ser a lista civil excedida em quasi
90,000 libras cada auno, e a propriedade
real sobrecarregiaU de urna divida de
600,000.
Estas sommas que temos dado em nme-
ros iiileiroa, exirahimo-ias du relatoriu pu-
blicado., pelas jiessnas por ellas responsa-
veis, e aiuda nSo foram disputadas em
FrajB.
Succeder a urna psrte consideravel das
honras e deveres acompanhados por esta
exoessiva despez, quando a magnificencia
da cOrte linha literalmente sido extendida
lo patrocinio e divert nenio da naco, niln
he pequea carga para qualquer homem ;
e se taes se tem tornado os hbitos e espec-
tugues do publico francez, era burlescamen-
te injusto ligar uina porcSo de taes exi-
gencias, qualquer que ella fos'e, e com a
dotagSu de 21,000 libras ananaes concedi-
da a l.uiz Napule&o A direccAo suprema
'de urna monairlii, nu urna reputdica nSo
to nenliuiha fonte de riqueza, pem a nacilo
tem direito i distribuiQao da pro riwlade
articular do individuo quod-IU beencar-
egado;mas este individuo toma se nalurdl-
ente o canal pelo qual se pode esperar
u corra a bondade publica e o publico
plendor. Debixo de um ponto de vista
uaneciro, nenhum gobernador da Franca
uliara com p seu emprego, e quslquer
e seja o ordenado que se Ibe d, as exi-
ncias das classes solicitadoras o excede-
o muito ; entretanto, a dtgoidade e
s verdadeiros interesses da naQ.lo exigem
ue o >beca do estadu seja enllocado cima
o alosace do embarazo pessoal, e seja ha-
IiiIil/cIo a sstisfazer as especiarles de seus
cui/chladSos.
* Bonn___
rom mphilica'falla do general Chancar-
Oier, que parece ler electrisado a asseafQsja
110 llm da discuSSo, foi que decidlo os va-
cilantes, e fez com que a proposta fosse ap-
provada.
Aproveitaremos a ocasiso para tratar de
um rea torio luthentico e nul curioso, pu-
blicado receotdmente pelos directores da
ex-lista civil de'FrancA, aflm d darmos
umn idea exacta das despezas fritas por
Luiz Filippe e sua familia em cada anuo de
seu reinado desde 1830 at 1848.
A renda da cotos, nSo incluindo a dota-
dlo, o a proprodade particular da duqueza
de Orlcans o de alguns dos principes, suba
a 710,000 libras esterlinas por anno ( lis
5,920:000,000 punco maisou menos.) Desta
enorme renda smenle 600 libras annuaes
eram deslimdas pelo rei pira s>u servico
pessoal, e 400 para suasdespezis ; *,000 li-
bras eram destinadas para as despazas da
ranilla, e 30,000 para a dos principes e prin-
cezis, nao incluindo as vigens. A4 despe-
zas felas com ni alacio eram em urna e.-cila
magfic. 17,000 Ibs. eram annuilmente des-
pendidas com os c iados e acoio dai Tulbe-
iias ; 50,000 com a mesa ; 38,000 com as
ostribaris, nis quaes havia 310 cavallos ;
17,000 com lavagrm de roups, e 21,0,0 com
a Iluminado, etc.
As manufacturas reaes de Sevres,f.obelins
d Deauvais, cujos productos eram dettina-
do- par* presentes, custavam 50,000 libras
uor anuo. Estas despezis quo mootsvam a
quasi 500,000 libras annuaes nSo eram sus-
cepliveis de re iucglo material. Os divert
re, -iwnfTA ver-
fcB.
a Ver
B bem eeino ealie a"
suas charas llores ella
(*) fWDfcrriaa.193-
cun amor d'inuaa. Aquella eslrclliulia crac
farol da sua alegra. Quando nao tinhs podi-
do ve-la e fallar-lbe nolte, o dia subsequente
era para alia dia de desprazer. Proeurando-
llie em vo o nomc no* llvroscom gentil arbi-
trio, e por IrlsU-.rcbrdaccs chamava-llic Ar-
lliar( que Ul era o uoiuc do cordeirlnho que
seupai Ibe tirara, quauda menina, aquelleaeu
coinpanhelro tao charo e tao chorado. Quan-
las vezes as lmpidas noites do vero, prefe-
ra ella ao soinun o praier de deliciar-se com a
vista dessaa suas amigas Nuincrva-as, passa-
va-as em resenta, discanta com ellas, inveatl-
eava as auaa tvmpalhias, ouyia a saa msica.
esplicava a seu modo, e sempre pocucautra,
qual a raso por que urna era inais vi/.uih 1 a
trra, do que oulra ; porque duas nunca se pu-
nhaui eui conlacto, dividindo-as em castas e
em familias: ora peiguntava-lhrs o segrrdu
desta vida, Ora com mais instancia os da vida
futura; ou alUlcla porque nao via o seu Arlur
porque achara o seu posto usurpado por um
astru estrauho, prepotente, desconhecldo, pu-
nha-se a chaina-lo coto os mala doces noines,
at que a lu dlluodindo-se por toda a parir
i|ic roubava urna por urna as amigas e deiiava-
a soslnha e pensativa sobre acierra.
J dlsseinosquu alm de seiia~|tais tinha F.u-
Irosina urna peaso* da sua ainlaa*]|; e vinba a
i r un moco de famiUa^ubie, o qual a mais
itoce c amoravel indon> Wuio. urna earllente
educaco. Namoradu do iclu e da gloria da.
armas, pesaroso de liarcBlBBaciu mu tarde
para participar das .empresas que completos
h.ivia apenas dous lustros, ji parecala fabulo-
ncial Roberto, um dos liomrna i|iic mais se
isrieaUsante accolliido pelo general, procura-
vau de-vea em quaudo |wra iullamuiar-se e
prestar urna religiosa atfeorie s saai guer-
CAMARA MUNICIPAL DBECIFK.-
assiJ BXTatOaDiNiRi Di 19 os tu osto ds
1850.
Preeidentia doSr. Otiveira.
Presentes os Srs. Mamede, Carneiro Mon-
leiro, Viantia, Pires FerreiTa e Fgueiredo,
faltando os msis Srs abrio-so a sesso a foi
lida e approvada a acia da antecedente.
Foi litio o seguinte expediente :
Um olDciodo Exm. presidente ds provin-
cia, communicando ler dado provimenlo,
nos termos do disposto no arl. 8.* do regu-
la ment de 28 de Janeiro de 1832, com. re-
ferencia aoart. 73 de lei do l.de outuhro
Je 1828, ao recuiso nter,osto pelo admi-
nistrador do consulado provincial da deli-
tieracflo desta cmara, quando eslabeleceu
o pre^o de 160 rs. por caada de agoas-ar-
denles rara servir de base i imposieflo res-
pectiva, reiolvendo qne fosse dito preco de
400 rs lxaiio pelo consulado geral no se-
mestre lindo.Inteirsda.
Oulro do nif sino, communicando quo, se-
gundo Ihe foi declarado em aviso do mi-
nisterio da justica de 26 de jullio ultimo, S.
M. o Imperador, houve por bem recon.luzir
por decreto de 23 do d'rto mez o bacharsl
Manuel Jos da Silva Neiaa no lugar de juiz
municipal da segunda vara desle termo.
Inteirada. .
Outro do mesmo, auiorisando a esta c-
mara a pagar a Firmno l'essoa da Gama,
s^efjjfaaaaBaasseE
j-eiras historia, altencJo rfue Ihrj negava Eu-
Imsiia. ,,
Ntssa poca nao secuidava, nem fallaya em
nutra cousa mais do (pie no inagiianiuio esfor-
eo que os Gregoa failam contra o rcroi lurco
para revliidlear em liberdad e dar honra c
esplendor bandeira de Cln islo. Andava o ge-
neral rumlnando o prujeclo de passar-sc a Gre-
cia, de combaler e rnorrrr emulando com o>
descendeutes de Lenidas, e erEpainioondas
Carlos gostava do projecto : inaa o pensamen-
to de sua mrvluva, o fazia recitar. Se partes,
ditia-lhe esta, eu morro: i" es o meii unicu
lenitivo, o animo da iiiinha vclhice. >io he a
*Vci; cu .1 -- l'rt,n arado ntnrrifi.-i,.
da tua vida. T apenas coillas 24 annos : nu
partas, Albo tncu. E Latios cruzava-se s ra-
ses nialcrnaes e al prucurava desviar o ge-
neral da sua Idela.
Auiava Carlus a Eufrosina como 11111 primo-
gnito ama a sua Irmazinha mala moca : mal.
que ueiihu oulro lia n'a<|uelle coraco deli-
cado como a sensitiva ; mas na lia tildo. Mul-
tas vezes fazia-sc elle interprete dos desejos de
Eufrosina perante seus pas, ealgumas al os
adeviubava e prevena. ufrotin tinha couie-
cldoaaina lo por' gralldao. Ao depoia rellec-
tlndo elle que uina senhora c d aquella tempe
ra, pudia appllcar se. a esludo serios, procu
rou tirar provelto dos felizes dotes c eogrnho
da juren para as cousas sublimes : quiz por or
de 111 em suas idela, aveaa-la a asa mcthodo.go-
ventar e dii igir para o bem aa suas tucliuaces.
Eufrosina fea rpidos prugreasos na tscula de
Oailos ; mas aprcudeu alli outra cousa) apren-
(I. u a amar um ente vivo c pensante, um cora-
vao que promettia corresponder ao seu, um ho-
Mtaui '
Nlsso n reparava Carl.s; porque sendo a
suadiscipula to menina e tio Ingenua, pare-
la iiupoailvel a elle, qee a vira crlauclnba
actual carcereiro interino da esdea desta
ciliado a quanlin de 82.560 rs. importancia
do fornecimento que fez do luies para a
mesnia caricia, nos mezes de abril a junlio
do crranle anno, e a continuar a fazer esta
despeza do 1.* do mez passado ao fm do an-
no municipal correte, visto achar-se esgo-
tada a respectiva quota.--Inteirada, e maii-
dou-se participar contado: ia.
Oulro. da cmara municipal do urieurv,
aecusando a recep^So do desta, um que I lie
eommunicnu 'l VWiH'ia actual Htm. pre-
sidente da provincia.Inteirada.
Outro do inspector do arsensl de mari-
nha, dizendo que a cmara poda mandar
receberdoalmnxarife do mosmo arsenal a
3uuiilir de 12,000 rs. da indemnisseflo da
espeza feila com a acquisicSo do titulo do
terreno de mantilla, entre o demolido for-
te do llom-Jrsus, e o Trapiche-Novo, que
ltimamente fura pela cmara cedido para
uso da capitana do porto. Que o procura-
dor recebesse dita quanla.
Outro do fiscal da Doa-Vista, ponderando
a dillicililsde de ichar (.leiillativns, que se
quaram prestar aos exames sanitarios, re-
commendados pelo arl. 22, titulo 4 das
posturas em vigor, eattribuindo cssa difll-
culdade a nSo serem bem pagos.--Que se
elevasse a piga dos facultativos por corrida
de salea 6,000 rs., e por quaesquer un-
iros exames extraordinarios que tverem
de fa ivr a chamado dos fiscaes, 3,200 rs
Outro do subdelegado do bairro do Iteci-
fe, participando ler em seu poder a impor-
tancia das multas, que impozera aos venJe-
Ihoes Luiz Freir de Andrade, por vonder
sgoas-ardentes a escravos, sem hilhetesde
seus senhores, llenriqu Manoel da Silva, e
Antonio HoJrigues, por eslarem OOsI as ta-
vernns abertas depnis do toque do recollier,
eo bolieiro Clirispim por bolear um carro
eom os cavallos a gallope, e que a cmara
is mandisse receber.Autorisou-seao pro-
curador a recebe-las, e comtuunicou-se
contidoiia.
Uulro do procurador, communicando
lite, por mandado do juiz municipal da se-
gunda vara, fra demolido o muro desapro-
priadoa llerculano Alves da Silva, achan-
do-se por isso abarla a ra Dnva da Soleda-
de, e pergunlandii, qual o destino .|ue de-
va dar ao material resultante dessa domo-
iqo.Que o procurador informasse por
ferido porlSo, procurando a direceo do
norte, deliberando a cmara que se solici-
ta sao do Exm. presidente da provincia a an-
provaQfio das ai remataQons feilas, para de-
1 tus se lavrarem os respectivos termos da
contratos, e se annuncasse por edilaes a
rtmlintiaijriii de placas para arrematao/ios
do mais Uncos do mesmo muro.
Mandou-se remetter ao vereador Carneiro
Monteiro para proceder de conformidado
com o que \ lera a cmara deliberado,o re-
Sueritiiento de Manuel Jqaquim da Silva pe-
indo para dar communici^.lo ao cano d
esgolo do sua casa da Camba-do-Carmo
com o aqtieduclo do paleo do Carmo.
Daspacharam-se as peticOcs da Ordem
Terceira de S -Francisco, de Claudio Du-
beux, de Francisco Jos Cuines de S.-llosi,
de Firmno l'essoa da Cama, de Jusepliina
Sebastianna Cavalcanti de Albuquerque (2)
de Joo Vicente de Britu Calvlto, de Jos
.intiiiiin Marques, de Jos Joaquim de O.i-
veira, de Jos Frmcisco Uarinho, de Jos
l)eo lato Romn, de Manoel de Jess de Mat-
os, de Manoel Connives Servna, de Manoel
Jos Fernandes barros, de Manoel Duarte
llodrignes, de Patricio Antonio de Torres
Itandeira, e levantou-sea sysslo.
Eu, Manoel Fefreira Accioli, secretario
interino, a escrovi.Otiveira, presdanle.
Kaitrio Mamede. enriques da Silva.
Carneiro Monteiro.MoraeeFigueiredo.
Comniiinicado.
O TIIEATIIO.
A Musa Dramtica he sem contradicfSo o
'nais brilhante ramo da poesa, be aquello
iue nos mostra em suas tlilTerentes vergon-
teas, uo su cii a historia, os acontec-
mentos passados, o espirito poltico dos di-
versos paiz 's do globo, os coslumes de to-
los os povos, como as crises formidsveis
las pnixOes que segeram em nossos paitos,
e iMiilim a expressilo de ludo oque existe, e
que o genio com o escarpelo da analyse p-
ie descarnar.
A Musa Dramtica, terrivel e sublime tem
o seu formiJavel tribunal a qne preside,
alli. do alto do seu quadrado tnrono de rija
pe. Ira, imprime em braza o ferrete da igno-
minia na face do reprobo, despeja remorsas
de chumbo derretido em corarjOes empa-
los nos desvarios das piixOas, emballa do-
e aAcqJa u
sala rio um
ulorsafao de quem mandou demolir ditolgea pensamenlos de candura.
muro, e que se t**9nm&? ucurotiido de I Quertenhamos deassistir n
.1 % cl im-llr>,.tro rciireserilac.lo da Lucreeia Sargia,
Torre de Stsle, O. Joao Thennrio ou D. Joto
,l.r eamfimir hiU*Ul fuU*
pregado no aquaducto
Outro do fiscal do bsirro do Jlecife. eom
mullicando ter entregue ao thesoureiro dos
lazaros a quanla de 171,580 rs. de arrema-
tado de porcos apprehendidos emeorrei-
;ao no corrente anno;,c pedindose man-
lasse pigar ao cirurgo Jos Antonio Mar-
ques a quaDlia de 3,200 rs. de uina corrida
l sade, no dia 10 domez findo.-Qusnto
1 pnmera parle : nlerada, o quanlo se-
gunda que se passasse mandado.
Oulro do mesmo, remetiendo anotadas
casis de pbarmaca do dito biirro, comas
JeclaracOes que Ibe fram exigidas.Intei-
rada.
Mandou-se satisfazer o despacho do Exm
iresi ici.teda provincia, exarado na peticSo
le Firmno Pesso/ da Cama, actual carce-
reiro intenno da cadea desla cidade.
Deliberou a cmara que se abrisse um val-
lado para serventa do cemilerio publico, e costumado, aittda que bom seja, e se alira,
que se aiinunciasse que no dia 26 do cor- embora cotillees o prejuizo, para o se"lll'
rente se nomeariam ossupplenles dos fis- opposto, e entao o eavalleiro deboxado D.
caes para as freguelas desla cidade, que
os nao tem.
Foram arremtalo tres leos do muro
lo cemilerio decent, e vi ule bracas cada
um ; 1 saber: l.ourenco de Jess Maiia arre-
tnaluu sol (anca de Victorino Francisco
los Sanioso lauco, fprincipiar do higar.
em que deve ficar o portSo, em segumfinto
direc^ao doill, Amaro Peroira da Crui o
Uncu em continuifo dtquelle, sub lianza
le Minoel Duarte Rodrigues e Jacob Mar-
tins da l'aixao, sob flanea de Francisco Mar-
tins dos Anjos Paula, o lanco partir do re
le Harn o", qnr tenhamos de vero Pobre
Paitor oa o Duerlor Francez se offerecem a
nossos olhos ; os nossos sent mentos serijo
os mesmos, sempre o interesse pela sorte
do infeliz, sempre o odio ea repulsa para o
malvado : e se o theatro uto he urna esehol-
la debons costumes, nanea osera de im-
moralidades. _
Se, porm, quizermos connhecer no thea-
tro utildade moral, no nos devemos cr-
cumscrevr a certo numero de dramas, njb
devemosescolher sempre aquelles que nos
rallan) tinto de virlude, de innocencia, co-
mo'osji citados dramas, o Pobre Pastor ou
o Desertor Franett, e outros taes e quejan-
dos, que agora nos nao lembra : nSo, deve-
mos tambem procurar is Lucrecias orgias
.; outros semelhantes, mesmo porque o nos-
so corceo algumas vezes se enfada como
Joao Thenorio, e o no s deboxido como
maldicto em todos os pensamentos e ac-
coes, D. iodo de Marant; veem a noisos
olboscomo Fernandes Vieira, revoltado con-
tra o rei, servir o rei.
Se vemos a filha incestuosa de um papa,
prodigalisar caricias criminosas, j a seu
1 roprio pai, j a seus dous irmBos, que os
leva ao fratricidio, e revolvendo na mente
escandecida, planos horriveis de extermi-
nio dos seus semelhantes, sentimos por cor-
lo em nossos conces o horror de sccOes
t:lo reprovadas, e no he esse o etemplo que
que aiuda por tal a considerava que a nature
aa houvesae com o lempo de nella desenvolver
o segredo do amor; em siiininn nem taes sus-
peitas Ihe vsBbaui a mente. Seus discursos,
suas li{0es nao tram Irequentes mas consti-
tuan! a suprema felleldade d'EufrosIna, a qual
podendo abrir os seus mais charos pensamen-
tos, ouundii en plica r tantas cousas que tanto a
eviam impressionado, mas cujas rasOes igno-
rava, alirando-se a problemas que muitas ve-
tea o mesmo Carlos nlo poda resolver, acha-
va-sc como no seu elemento. As meainas du-
vidas, ai mesnia incertezas lornawm-ie-llic
charas por seren as que mais Ihe fallivam ao
oracSo. do que urna ve'rdadc malhcinatlca,
que de outras fosse dcduzida porisso que u-
vidat e certetas, couheclmenlos e desejo de sa-
ber, ludo de Carlos Ihe proviulia.
Oh / so t, Carlua, Uzia-lbc ella algumas ve:
es ciim amavel iugenuidade e franqueza, s tu
me enlendes, s tu a/metras as prccisOes du
lien animo. Eu ainblcioato saber ; mas ludu
rinanto me cerca be par* iids um mysterlo.
Ilem qiiiiera saber oqu he ella vida, eapatlia-
da com ontra lu denlro.e por cjtnad* todas as
cousas: desejra saber o que sanos eoque se-
remos Quantaa veaas tenlio pedido ao Senhor
med umepjte benigno qne nao chame estrava-
g.intcs as tulnhas ideas, iiue nao baptisc em
laulattico e estraSho o xntu carater, antes me
conforte piedoso com os seus conselhos, com
seu all' co, com a sua sabedoria Eu quizera
ler uiu iriniio, uina Irmaa: Dos, porm, man-
doute cont tneu anjo consolador. Nao me
abandones Carlos; poli amo-te mui tu.
T s una creatura.reapondia-lhc elle, pri-
vilegiada de Dos. Os htinens. que Itiu posto
iodo o seu cuidado na Ierra, nao iiivejam, an-
tes Ufana o teu prolundu cutir: jibe, p=-
rui, que be ease um grande dom do co, que
poe tm mal vltinta correspondencia a crea-
tura com o creador. T s privilegiada de
Dos : mas nunca sers feliz ueste mundo. Fe-
liz? (Interrumpa Eufrosina.) Por longo lem-
po duvldci de mira; nao tenbo amado a vida
emquanto inepareceu estar so; mas agora so-
mos dous a contemplar aimmensidade da na-
tureza, agora posso derramar ein teu selo fra-
ternal os meus pensamentos, os ineus deiejos,
as minhas lagrimas,agora.... ah agora eusou
feliz I Depois travando-Ihe da nio, conduzia-
o ao jardlm a vizitar as flores que sabia eram
as que elle mais ainava e inostrava-the com
rinanto distello e artificio >i culllvava e pen-
sava. A's vea.es tarde passeavain juntos. Eu-
frosina ethalava poesa por lodos os poros, pa-
-.,..1- -;ir zz r?r? t5"p *ft cao: yiliaya-
se'para a parle do norte, e indicando a Carloi
a sua estrella favorita, dizla Ha muito que
quero mudar o nome inioha estrella E co-
mo a pretendes chainai ? Carlos a denomina-
ra de bom grado. Teria no co e na trra um
(.arlos que me julgasse : mas nio posso. Ml-
nli.ichir.i menina! Chamar-te-bei antes Ar-
lur, conclua Eufrosina com um sorrlto e uina
iugenuidade inelfavels.
Nem Carlos atinava com o valor daquellaa
palavras: cria-as albas da graUdio, Urlbuia
aquella potica tiuliira, que linuaiu ao eaiac-
ler d'Eufrosloa; chamava-a sua filhinha, e
vii-dadeii ament elle a amava com altelo pa-
terual. Algumas vezes teniendo oS'ender a ex-
trema sensibllldade e a sade de Eufrosina,
proeurava distrai-la, volvc-la a idelas mais coin-
iiiuus, ftllandolbe dos acouteclmentosdo dia,
de todas' aquellas cousai que estao tanto a pal-
io as quatro quintas parles da sociedade : "
eulo liavla desacord cnire cites; porque eut-
quauto Carlos fallava ta Ierra, Eufroafna i
catdsva no eo.
[Vontlnuar-uka.)
I DATA INCORRETA
J MUTILADO


. '
nos perverto, quando temos o corsclo bem
formado : se somos maldietos como Lucrt-
cm lamhem n.lo temos o estoicismo de Ca-
tflo para nflo tremermos vista do mesmo
ranero que nos corroe na alma, e 'quando
nos nflo corrigimos, ao menos, anda que
por pouco, emquanto durain as impressOes,
damos tregoas ao crime. ,
Nlo podemos temer que Lucrecia ou llar-
garida dt Jiurgonha vio levar sos corsefes
das nossas donzellss, ou mulheres, o incen-
tivo de reprovados e libidinosos prizeres,
nlo, porque ge nos, os homens, nos horro-
risamoscom tanta maldade, quanto maisas
nossas (ilhas ou mulheres, que oais timora-
tas silo, e cujos CoracOes Slo mais suscepti-
veia de boas impressOes do que os nossos ;
a menos que em nossa casa Ibes nflo demos
peiores espectculos do que esses.
Olheatro de boje nlo he o theatro da
antiga liorna, que ocaroado no typo da
baibaria, servia antes para desmoralisar do
que para moralisar : e se pensando como al-
guem, o theatro moderno segregado da es-
cravidBo clstica, e levado ao apuro da ro-
mntica, nSo he nem moral isador nem des-
moralisador, esim um innocente recreioem
qu consumimos com prazer algumas horas,
ainda assim achamos o theatro muito con-
vmhavel. He justo que, depois de afsdigadas
horas de trabalho, tenhamos algumas de
gozo... e quanto, se tordo salvado de abys-
nios que n3o previam estando entrelidos
ii'uiii theatro ? !....
He este o nosso acanhado e humilde pen-
saraento sobre o theatro : breve diromos al-
guraa cousa sobre o the.tro de Santa-Isa-
bel, sobre esse prisma que hojo tanto nos
gita. Jontt.
!2
HB
Variad a m.
A SOCIDADE DOMESTICA.
(Concluido 0*0 193. )
O' Albos, se por ora niUi podis tomar
parte as fadigas de vossos pais, aligeirai-
asao menos com o disvello em compraze-
los, ajudando-os segundo a vossa idade, e
mostrando-Ibes urna ternura verdadeira-
mente filial. Ainda vos falta experiencia e
uso de rasflo: he mister, que sejais julga-
dos pela rasSo e experiencia dcllesjeda-
qoi segundo a ordem nalural e a vontade
de Dos deveis obedecer-lhes e abracar-Ibes
as instrueces e conselhos. Al os filhinhos.
dos animaes attendem aos pais, apenases-
tes os chamam ou os repreheudem. e adver-
tem alguma cousa, que Ihes possa fazer mal.
Fatei pois, por dever o que elles fazem por
insliticto.
Se Deus vos hi dado irmflos ou irmlas,
nada altere a paz entre vos, nem aaffeic,o
que reciprocamente vos deveis. Sahisles du
mesmo ventre ; o mesmo leite vos nutri :
que l{o mais lorie pode haver ? Faaei, que
os anuos cada vez o estreilem mais. Grave
e espinhoso he o nosso caminho sobre a
trra : para marchardes seguros, para nflo
tropicardes a cada passo, encoslai-vos um
ao oulro Mutos se arruinara com a incon-
siderada escolha de amigse companhe-
ros : n.lo facis liga, senflo com aquellos,
que caminham pela estrada do bem. Os mais
perverler-vos-hiam rom discursos, e com
exemplos e murchariam em vosa delica-
da flor da innocencia ojie derrama suave,
raen mente, nos deixamos atoar do que
nos lisonjeia, d'inclinacdes que cuoipre
combater e reprimir; mas depois da falla
vem osrrependimeiito, e o remorso. Aca-
so nSo vos sents inquietos e pezarosos,
quando ha veis pralicado o mal? Adesor-
dem gera padecimeulo, e no funio de todo
o gozo precaminoso ha sempre urna dr es
condida. Pelo contrario, a pax e inaltera-
vel tranquillidade cabem a urna conscien-
cia pura, que he semelliante ao passaro ,
que docemente repousa em aed oinho, em-
quanto que por fra a tempestado agita, e
quebra os cumes da selva. Chcga ao depois
o lempo, em que a vida declina, o corpo
dehilila-se, exlinguem-se alforjan. Entilo,
Aillos, deveis dar a vossos progenitores
os cuidados que delles reefbestes n'aurora
de vossos das. Quem desampara pai e mSi
na necessidade, quem lica rido e fro
vista de seus padecimentos e pobreza, em
ventado vos digo, que p seu.nome esta es-
criplo no Mvro do eterno juiz a par do dos
pavricidas.
E vos, pais, milis, irmflos, reflecti bem
neste pensamento. Se na trra pdein dar-
se alegras verdadeiras e real felicidade es-
sas. alegras, essa felicidade euconlram-se
no seio il'un.a familia bem ordenada, cu-
jos membros sao ligados pelo dever ; pois
que neste vale de lagrimas no consis-
te a felicidade no gozo nflo iuterrompido
do que os homens chamam beos;porm,
sim, no amor reciproco, que adoc,a os ma-
les inseparaveia da nossa actual existencia,
misturando-os de nSo aei que longioqua e-
manaci d'uma futura e iiiysleriosa feli-
cidade.
Mu pouco di a seus filhos aquelle, que
Ihes nSo di, senflo a Vida. I'ai e niSi sflo a
imagen de Des; e Dos nflo se limitou a
crear o mundo : elle o conserva, e o dinge,
Assim que devem os pais educar seus filhos.
alni de queso tornera robustos, sociaes e
instruidos. (Juereis-los robustos? Avesai-
os i sobriedade, ao exercioio moderado e ao
trabalho. Desviai-os dos perigos de faze-
reni-se mal; mas, se.n os intimidar do
mais, antes procurando torna-Ios corajosos.
Para fazo-Ios sociaveis, habitaj-os a ir em
soccorro.e a piedar-se de seus semelhantes-
a nflo fazer aos oulros, senlo o que deseia-
i iui, que eiie ines nzessem ; a ler pacin,
ca, o aasegurar-lhes urna proAssSo, um
offlcio.
Instru-os tambera ; mas advert, que o
mundo mais ha misler de homens de bem,
que de doulores. A instrucclosolida, ver-
dadera e indiapensavel, a qoe peccaneis,
se lli'a negasseis, he o ensinar-lhes os prin-
cipios da reiigilc, o ler, escrover, contar e
livra-los dos erros, dos prjimos o dss su-
persticoes. So os queris virtuosos, vlgiai
sbreos suas o*imeiraa paxOes,dirigindo-as
ao bem: nflo Ihes deixeis impune vicio al-
gn), fazei quoameni as obras uteis e gene-
rosos, aponlando-ihes para os que pralicam
o bem o as proveilosas consequencias deste.
Hai-lhes louvores opportunos, opportunas
reprehensOes: olho nos companheiros,
amor imparciil, torno, mas nflo ceg. Nflo
proteicais, quoo menino proceda como ho-
mera; mas reflecti, que tero do chairar ai
hornera, isio.mais do que por palsvras.con-
Pais, urna mlucaqilo assiaada quor relgio-
si, quor civil he o melhor patrimonio, que
podereis deixar a vossos Albos. Inspirai-
Ihes submissflo, grangeai-lhes o affoclo e
confianza, dai-lhes um emprego, um modo
de vida, porque nada ha mais funesto do
que deixar croscer um rapaz sem se avezar
a algnm genero de trabalho : o hornera que
desd'a puberdade habtua-se a ser nutrido o
sustentado por outrem, toma certo gosto
oela occiosidade; o si Ihe faltam aquelles,
a cusa de quem viva, entregar-se-ha, pan
raanter-se, a vioios vergonhosos e nflo re-
cuira diante dos mais horrivois crimes.
na e pratioa de esoripturaclo e calculo
Tende grande cuidado em cortar em vosvisaercanlil.
sos filhos o espirito devaidade eos capri-
chos do luxo. Aquelle, queriesd'os lenros
annos acostuma-se a ver salisfeitas todas
ss suas veleidades de modas e do n
torna-so um desgranado, se cahe em .
7.a, e sujcilar-so-ha is maiores vilanias,
urna vez que lliedem com que satisfaga a
saa paixSo. Este principio ainda be mais
ttendivel a respeito das lilhas. tem lon-
go estou de querer extinguir o luxo, mor-
mente no nosso seculo, cuja paixSo domi-
nante boo gozo de prazeres materiaes, que
a cada pssso sflo gerados e reproduzidos
por um industrialismo sempre activo e cres-
cento. O rico pode trsjar, o trilar-se se-
gundo assuas posses : mas oque sempre
conveni i moni he infundir na mocidade
corto desapego s esse; """"fs epitomaros,
he o espirito do parcimonia, de economa e
o amor ao trabalho ji material, ja intelloc-
tual. O que hoje niila n' abun Jancia e no
fausto, amauhfla bem pode ver-sea bracos
com s necessidade; e ai! desse infeliz, se
alus nflo tem adquirido o habito de resig-
nar-so com os revezes da fortuna 1
Para Istn, e para toda a vida moral do ho-
mem nada ha como a educaeflo religiosa,
doquai diremos alguma cousa, ltenla a
aua incontestavel u ti I idade. Crerem Dos,
para um menino, he quasi que adora-lo. A
fe, e o coito religioso estfio intimamente li-
gados; pois que a ideia do Creador, logo
que he bem conceb la, nSo i ode deixar de
excitar n'alma actos de reconhecimento e
d' amor. Como, porm, estes dous objec-
tos pdem ser encarados separadamente,
talvez pergunte alguem, porque meio se de-
veri fazer, que o menino conheca a Dos.
Ao que responder!, que bem se p le abra-
car aquelle, d que se servio o mesmo Daos,
para monifestar-se so genero humano, isto
he ; referiudo ao menino os acontecimen-
tos, que acompanharam as revelares suc-
cessivas.
A religiSo diz Fenelon) he toda histri-
ca : por um lecido de factos maravilhosos
he, que achamos o seu estabelecimonto,
sua perpeluidade o tudo quanto no-la deve
fazer crer e praticar* Estas palavrac dam a
Chave ilo ensino religioso. A historia sub-
ministra o fio, a que vem ligar-se ss verda-
des eternas quer da moral, quor da f : ella
offereceis mSis principalmente a occasiflo
de as desenvolver, e causa ao menino o pra-
zer, que as faz admittir.
He verdade, que a intelligencia dos Tac-
tos exposlos na Biblia, parece suppor ja al-
gumas noches de urna natureza mu i eleva-
da, como as da existencia de lieos, de seus
principaes alt ibutose da immaterialidade
d' alma : todava po-lem-se contar ao me-
niuo.iuu.aa> 0aAle9.Aa..hJsiqrJa>januV
conceher oUrameuia taima grandes ltelas.
Vos nflo percebomos a que ponto muitas ve-
tes nos anticipamos no ensino sobre a ex-
plicarlo de todas as cousas. A drfinicflo do
sentido de urna palavra he multas vezes
mais ditlicil de comprehender para o meni-
no, do que headeviuhar-lhe o sentido. Um
nevoeiro, que pouco o poucose vaidiasi-
pan lo, he a imagem do que possa em seu
espirito, logo que o introduzimos em urna
nova regulo : e como as palavras* de que
nos servimos, nflo se explicariam, senflo
por outras, que precisariam de commenla-
rlo ; j se vi, que muitas vezes nos he Cor-
coso desesnsar no instinclo de adevinhaeflo
para esclarecer successi va mente noefles
vagas.
Amtricui.
F.DITAES.
O lllm. Sr. inspector da thesourarla do
fazenda provincial, era cumprimento d'or-
dsm do Exm. Sr. presidente da provincia do
i do crrante, manda por a concurso o lu-
gar vago de segundo escripturario da pri-
meira seceso de omitas da mesma Ihesou-
raria, o qual teri lugar no dio 28 de selem-
bro prximo futuro, devendo os pretenden-
tes sorem examinados nos principios de
grammatica nacional, irilhr.ietica, na tbeo-
E, para que chegue ao conhecimento dos
interessados, se mandou afflxar o presente
e publicar polo Mario.
Secretaria do thesouraria da fazenda pro-
vincial de l'ornamlineo,27 de agosto de 1850.
O secretario, nfoitio Ftrrtira oTAnnun-
ciacto.
- l'erante a cmara municipal docto cida-
de irlo i praca nos dias 9, 19 o 1* do sotem-
bro vindouro, para serem arromatad.os por
quem mais der, o pelo tempo qoe convier i
mesma cmara, osrendimentosdos seguin-
tes objectos, que constiteem o seu patrimo-
nio, isto ho : casihhas da praca da Indepen-
dencia, ribeira da freguozia da Boa-Vists e
a do neixo do freguozia de San-Joo, cssi-
nhss ds Soledade; dita da ra Imperial, im-
posto ds afnelo, dito de medidas de fari-
nha dos dous mercados pblicos, dito dos
mascles o boceteiras, eos talhos dos acn-
Unes pblicos. Os interessados dsverlo pre-
viamente habilitar seus adore, na forma
da lei, sem o que nflo serflo admttlidos i
langar. utro sim, os que arremalarom ta-
lhos,. deverflo pagar em coatinen te a impor-
tancia das arrematarles; do contrario, tice -
rilo estas sem effeito. E, para que chegue ao
conhocimento dos interessados, se mandou
publicar o presente. Paco da cmara muni-
cipal do riecif.i, em sesso d 98 de agosto
do 1850. Itanr.itco Antonio de Oliveira,
presidente. Manat Ftrrtira Aotioli, secre-
tario interino.
Declarncoes.
Zoobaldo, conde de Bussierss, Silvestre
y. Meira.
Appiani, Antonio Maximlano da Costa.
Ura medio, Antonio DuarteCoImbra.
Cuilherme, criado de Sopbis, loaquim Jo-
s Poreira.
Berlihgoat, Crosmenu [ campnnezos ),
Pedro B de Santa Rozo, Antonio da Cunda.
Vm magistrado, Sobisliito Arruda de Mi-
randa.
Um enfermoiro, Jos Francisco Montelro.
I'm criado, Joaquim Jos Pereira.
Sopbis, condessi de Bussleres, Emilia M.
Valonea,
Catbarins, Bita Tavares da Gama.
Maris Joanna, Joanna Januaria.
Margsrida, Maria Soledada do Sacra-
mento.
Carlota, criada de Sophlo.lv.Ti.
Convidados, camponezes, criados e sol-
dados.
Terminar o espectculo com o graciosa
comedia em um acto .
O INGLE/ MACHIMSTA.
Comeeari is 8 horas.
Osbilhelesacham-se i venda no lugar do
costume.
provimento, era viitude doort. 8 cap. 1
lei provincial n. 43 do 10 de junbo do 18
havendo renunciado osso sen direato,
posta i concurso a dita cadeira, com o
lo de 60 dias, marcados do dio 99 do
- No dia 9 de setembro vindouro, cooti
na s estara praca no paco da cmara mu-
nicipal desla cidsjfke obrado muro do co-
raitnrio publico.
De ordem S. se. o Sr. presidente d
provincia, o Sr. director fax saber a quem
convier, que tendo vagado a cadeira de pri"
meiraa letras do sexo raascolino de Fra- .
de-Portas, por iubilacflo do seu proprieta- VR ,
no; e o substituto ss cadeira. fe pri mol ua"l dev0 ser lj"*reeMnto esto obra
ras letra desla cidade, a quem rompetia* >'" < urna rica imaginclo, se descreve.o eom-
Pub I cagues Htierurias.
Acaba de cliegar de l.isbos O cxcellente
romauce
Ohrislina de Slaioville
ou "'Si
Os effeitos da boa ou m educacio:
Este romance mereceu tanta acoitseflo
aaquella.cidade, quecm poucos dias so ex-
tra hiroi o melhor de mil ejemplares : ven-
le-sa .000 rs. os dous volumes, na livra
ra dMIndependencia, ns. 6 0 8.
aVeaba de cbogar de Lisboa oexcellenle
rosfoa'o
LEONEL LINCOLN,
ou
O Coreo de tostn.
os mais romancistas modernos tem
orne mui distinelo o do Americano
er; e entre os seus bollos romances o
t Lincoln, ou O Cerco de lloslon, he um
Hmais estimados. Essencialmente.no-
o que nem sempre acontece ainda nas
oret obras deste genero, esti f.mdado
romance em um grande faci, o
'or importoncia, acontecido no seculo
jasado ; e osle grande faci he a emanci-
teflo da America Ingieza, depois de urna
_ la vigoroso o tenoz com a mfli-patria a
Ierra. Por oslo eircumslancia se v
dOS II
Lo
atoll u
S;
Hcparlif^ao da polica.
PAUTE DO DIA 99 DE AGOSTO DE 1850.
Frsm presos : i ordem do subdelegado
da f'eguezia de S.-Frei-grei-Pedro-Concal-
ves do Itecife, o Inglez Willlsm Davis, por
assim o ler reuuisitadoo respectivo cnsul;
e a do subdelegado da Troguezia da Boa-
Vista, Antonio Vieira, por ter sido encon-
trado na estrada de Belni, armado um do
bacamartce nma f^ca, de pona; Joaquim
Itodrigoes Carneiroe Amaro. Jos da Costa,
para averiguacOes policiaes._______
ALFANHEGA.
Ilendimento do dja 29.....3:009,809
Detearregam noje 30 dt agosto
Barca Wiltiam-Russtll mercadorias.
Brigue Amanda idem.
Brigue Siren bacalhio.
CONSULADO GEHAL.
'(Rudimento do dia 99..... 73,801
BECEBEDOBIA DE BENDAS CEBAES
INTEIINAS.
Kendimento do dia 29.....580,665
CONSULADO PBOVINCIAL.
I'.endlmente do dia 99......597.259
rente.
Secretaria do lyceo, 98 de agosto de 1858.
Junuario AitxanHnodtSilvm tabello Ca-
nee i, professor de dezenhoe-secretorio
O lllm. Sr. director dss obras publicas,
em cumprimento Ha ordem do lllm. e Exm
Sr. presidente ds provincio de 91 do cor-
rente, monda fazer publico que, serlo ven-
&*< 9WHV W.'oTlTorflty'r.ulM,'r|s.,iK
como, uma po;< i o> rorros vertios exis-
tentes nos armsiTns da mesma. As pessoas
que pretenderom a compra dossuprs men-
cionados objectos, comparecen) na salla da
repartido das obras publicas, oo dia 3 d
setembro pelo meio dia. E para constar, se
mandou publicar o presente pelo Diario.
Secretaria das obras publicas, 29 de agosto
de 1850. -- O secretario, oaquim Francit-
co dt Millo Santos
Pela segunda seceso do consulado pro-
vincial annuncis-se aos devedores do im-
posto de 90 por con lo sobre o consumo d's-
go'ardente, que o-mesmo se acha a cobrar,
sobre a base de 400 rs. por caada, na for-
ma da decisflo do Exm. presidente da pro-
vincia ao recurso que liavia a semelhoote
respeito.
JUIZO DOS FEITOS DA FAZENDA.
Nodis 30 do crreme, i porta do Illas.
Sr. I ir. juiz de di ro toe dos feilos da fazen-
da, is 4 horas ds tsrde, vflo i praca, aflm
do serem arrematlos, na forma da lei, 08
bens sbsixo declarados, penhorsdos por
etecocOes ds fazenda nacional, s diversos
devedores, a saber : 33 candieiros de lalflo,
penhorados s Jlo Eduardo Chardon, ava
liados por 69,500 rs. ; diversos movis, pe-
nhorsdos a Caelano de Assis Campos, ava-
llados por 25,610 ; as rentas de um sobrado
oa ra do Livramentn, penhoradas sos her-
deiros de Jos Mauricio de Oliveira Maciel,
eovaliadas om 950,000 ; dironles objec-
tos pertencentesi oja de chorutos, penho-
rados a Joflo Pereira de Si Vianna, e ova-
liados em 9,500; e'.'C Iivros em branco, t
caixas com vidros para vidrac*S o mais al-
guns objectos, penhorados a Luiz l'uget &
Companhia, e avallados em 50,OJO. Os pre-
teudontes dinjam-se ao porleiro do juizo,
para melbormoule serem informados.
Foi spprehen litio pela subdelegada do
primeiro districto dos Afogados, urna vacca
grande lavrada e um bezerro : quem se jul-
gar com direito ,a dito animal, comparoca
ni mesma subdelegada quo dando os sig-
naes Ihe sers entregue.
bale da libordade com o escravidflo; o do
patriotismo com a domioaeflo eslrsnha ; e
o da iudepeudencia com o poder da frca.
E para que nada falte neste conceituoao ro-
mance, ion) elle, no meio dos asauraptos os
mais grsves e serios, episodios do multa
graca, o decente jovialidade, o que muito
4he augmenta o raooimeolo, fazeado cora
que soja agradavel o til. E para que fique
mais completo, o para melhor intelligencia
dos leltores, s traductora o tem igualmente
enriquecido com muitas olas histricos,
liradas Ha hihlia. assilD CJ*VOn Ck**l. aj
uunua iiiiu vaiide-so no livrorio a praca
j iiio|..ioonci, n. o o 8, quairo mu
ris cada um exomplor, contando quotro
volumes.
rovimento do orlo.
Navios enlrmos no dia 29
Gsbfln 28 dias, barca franceza Caipard-
Monge, de 170 toneladas, cap tilo Videl,
oquipagem 10, em lastro ; ao capitSo.
Fundeou no l.amoirflo.
Liverpool 53 dias, bogue inglez Milln,
do -_'4i toneladas, capildo Tilomas l.ittle,
oquipagem n, carga carvilo e louca ; a
Mc.Caimont & Companhia.,Fundeou no
Lameirflo.
Plnladelphia 46 das, patacho americano
H.-F.-Loptr, de 165 toneladas, capillo
W.-F.-Noiib, equipoiera 8, carga fari-
nha e fazendas ; a Malheua Austin & C.a
fiamos sahido no mismo dia.
Rio-Grande do Sul Brigue nacional Ma-
gano, capillo Joaquim Francisco da Silva
Vivir, e.rga tijolose telhaa. Passageiros,
O Itrasileirn JoSy Alves Cue.Ta S S atfira-
vosa entregar,
seguiris com os exemplos bonsinando-lbesl Falmouth -- Paquete inglez Seagu, cont-
usa uto temor de Dos. | roaudaute o pnmeiro-teuoule bmail.
Thealro de 8. Isabel.
16* RECITA DAASSICNATUHA.
ttabbado, 31 de agento dt 1850.
Depois da execuclo de uma das mais agra-
daveis ouverluras, abrir-ae-ba a scens pora
a represeulaQflo do drama em sinco actos e
sois quadros, original francez,
MARA JOANNA, MULIIER DO POVO,
ou
pobre mi.
Tradcelo do ariiala dramtico Cermano
Francisco de Oliveira.
Denominaste das actos.
1. Os dous casa montos.
2 O roubo e o engeilodo.
3. Ella esti louca !
4." A dO'Jda com JUZ0.
5." O medico desmascarsdo.
Distribuido do drama.
Rerlrsd, ofllcis! de cspinU-lro, Germa-
no Francisco de Oliveira.
Reoiy, dito dito, Haymundo Jos de A-
raujo.
Avisos martimos.
Para o Acaracu o Ceari segu con brs-
vidade, por ler parle do carga prompta, o
patacho SantaCru* ; para o reala o passa-
geiros trata.se ao lado do Corpo-Sanio, to-
ja de massa mes, n. 95, ou com o cspitflo
Joaquim Pereira.
Vende-seo brigue nacional denomina
do Amorim, de lote de 196 toneladas, de
boa construyo, forrado de cobre.com todos
os seus pertencos, o prompto s navegar para
qualquer parte: quein o pretender, o pode-
ri mandar examinar a bordo. Tundeado de-
fronte do Passeio-Publico, o para ajustar
com Amorim Irmflos, rus da Cadeis, o. 39.
A bordo do mesmo brigue ha um excedien-
te esersvo cozinheiro, de nome Viclor, que
tambera so vendo, o sonde pode ser visto.
Psra o Ceari, segu ot 31 do corrente
a escuna nacional Emilia, de que be capi-
llo o pratico, Antonio Silveira Maciel Jnior,
coma carga que at essa data tiver a seu
bordo : quem na mesma pretender carregar
ou ir de passagem, entenda-se com Joflo
Csrlos Augusto ds Silva, na ra da Cruz,
armazem n. 13, ou com o capitao a bordo.
-- Vende-so ums bsreaca nova, construi-
da em um eslsleiro psrticular, em Cururi-
pe : os pretendemos dirijam-se ao Forto-do-
Maltos, onde so seba tundeada, ou na ra
do Codorniz, taberna n. 10.
Para Baha sahe em poucos dias o bem
contiendo hiato Smn-loiu ; para carga e pas-
sageiros, trata-se no Forte-do-Matlos, com
Antonio Jos Fernandos de Csrvslho.
.Leilo.
flores, Isrsngerss, pinheras. flguolras, ro-
meiros, bsnaniras o canellrira, quarlo pa-
ra feitor, dito para pretos, estribara para
trescavalloa, um grande galinheiro de pu-
dra e cal, letrina de aboboda o cacimba com
boa sgoi : quem o pretender, dirija-so a
mesms casa, que achari corh quemtrstsr.
-- Precisa-so slugar uma cus do dous sn-
dares em alguma das principaes roas do
bairrodo Recifa, pfeforindo-sa a da Cruz,
arrenda-se toda a cass altos e bsixos, con-
vindo ao proprielario,- o aflanca-se a boa
conservado e zelo no predio : quem tiver
inouncie.
Desappareceu, no da 96 do torrente, o
moleque Joaquim,dnselo, masque pare-
ce crioulo, levando calca de riscado azul o
carniza branca ; he cambado, mullo regris-
la e bastante condecido por vender conti-
nuamente fruetss, leite, etc. : quem o ap-
prehendor, leve-o ao Becife, prensa deMa-
noel Ignacio de Oliveira Lobo, qoe seri re-
compensado.
Fassapoites e (talos.
A sntigs agencia da ra do Bangel,sobra-
do n. 9, contina a tirar passsportes para
dentro o forado imperio, despachar escra-
vos e requerer ttulos de residencia, qnr
com prazo, qur sem ello : tudo por preco
muito commodo
Maria Filippa Lima Soulo, viuva de An-
tonio Dias Souto, faz publico, para conhe-
cimento de quem convier, que se achara
jagos o sslsfetos todos os creJores do seu
finado marido, como se v do recibo sbaixo
transcripto ; o declsrs que lendo feito en-
trego de todos os bens do seu cassl, nflo he
msis responssvel por qualquer debito ds
seu finado marido, que por ventura possa
appareeer, visto como osSrs. James Grsb-
tree & Companhia fOrao u caita, o como
taes encarregadosda liquidadlo.
Nos sbsixo ssstgnsdos declaramos, por
meio deste, que estamos psgos esalisfeitos
Jos nossos dbitos com o fallecido Antonio '
Dias Soulo, da formo que concordemos com
a Srs. D. Maria Filippa Lima Souto, viuva
do mesmo Sr., assim como igualmente es-
li os oulros crednres que concordaran!.
Itecife, 27 de agosto de 1850. Jame Ctab-
trttL Companhia, encarregados polos do-
mis crodores ns conformidad da escriptu-
ra assignada e concordata. *
rW*Ctl"tC*MltttU
Alugs-se, por muito commodo pre- a
co, a excellente casa de quairo anda- t%
res, na ra da Cruz, em que estove o A)
escriplorodoS'. Eduardo Bolly : os ft)
8j) pretendontes pdem tratar com Do- (
SJ mingos Alfonso Nery Ferreira.quese 8)
m aclis autbrsado pora effoctusr dito *J)
arrendaraento. A
Precisi-se alugar um escravo pora o
servijo de casa oo escri^lorio de C S;arr
di C.: na ra da Aurora. .
tlITerece-se ums Criada portuguesa, re-
oenlemente chegada, para casa de fsmilis :
na ra do Torres, no esc iptorio do Sr. Joto
Piulo de Lomos, se diri.
Precisa-so de umo ama forra ou esptiva,
que saiba eugommar, cosiuliar o eogom-
raar, psra urna casa eslrsngelra de pouca
familia : na ra Nova, n. 18
Jos da Silva Leite subdito proiuguez,
retira-a* liara Unuimadai.
r..--: do um rurneiro O de um S-
a.eador, e que venda pflo por fra : a tra-
tar aa Boa-Vista, quotro cantos, a. 118.
O abaixo assignado. faz ver ao Sr. ar-
remtenle oo imposto de agoardente o es-
pirites de prodcelo brasileira, quede boje
am vante nflo contina a yeoder laes gne-
ros ein sus taberna na ra dos Taooeiros
JoRocife.n. 1.-Itecife, 29 de agosto de
1850. -- (ieorgt fiseh
Perdeu-se uma culher trastada, com o peso de II oilavas pouco
mais ou menos; com esta Orino no cabo
1. V. O.: quem adiar onnuocie ou leve i ra
da Crug do llecifo, n. 46, que aera gratifi-
cado.
O Sr. Giovanoi Teveni, nascido om Dal-
laseis n'Auslria queira dirigir-so o rus
da Cruz, o. 4, psra se Ihe dsr noticias de
sua familia.
Sabbsdo ss 7 horas da manilla estari
i venda na praca da Independencia, toja de
sncarnador, n. 12, um peridico que tem
por tiulo A Revista 1/teatral.
A Marmota.
Sahe hoje a Marmota, n. 42, que esti re-
gala tiva, traz um lindo o romanlico artigo
variado descrevendo o festejo da botada do
ongenho Tone, tudo pintado cora frase bra-
aileira puramente, o as asignaturas das
mogas todas, o borneas que assistiram ao
seto ; slm disto, outros arligos interessan-
les o diversas poesas escolladas : vendera-
se os nmeros svulsos no Aterro da Boo-
Vists, na loja de Sr. Le cont cabelleriro for.
mado em Pars : o ra da Cadoia do Recife
loja doSr. BurgarJ.
D. W. Baynou, cirurgiflo dentista, den-
tista, leudo de retirsr-se brevemente para
fra da provincia, fari leilflo, por interveu-
eflo do corrolor Oliveira, da todo a mobi-
lia de sua casa, consistiudo em mess de
Ocio do sala, sophi, baucas da jogo. cadei-
ia uBuaoa, iiaaa iiaiainjo, Ollas de bra-
cus, aparadores, marquezas, mesa de jan-
lar, quadros, jelusias, toucadores, mesas
de dtfferentes lamanlios, um sellim, um
silhflo, louQas. vidros, objecto de cozmbs
relogio de ouro, dous pares de briucos d
diamantes, e muilosoutros objectos uteis-
sexla-foira, 30 do crrente, is 10 horas da
manhia, na ra do Trapiche-Novo, n. 14
nos terceiro e qusrlo andares.
Avisos diversos.
a casa de ri
--AIuga-seacjiyBlrusdoMondego, .
56, com quairo grandes salad, coco uuar-
los grandea. sendo ates-com jsnellss; um
suisocom os meamos qusrtos ejanella; p
quairo saldes, umsgrsnde cozinha fra cura
ires janellas e urna pona, dous fogrt- .*
uuuu, aea, ue rerru da --' ---
ouiro de pedra e cal, tre furuos. sendo ora
delles de ferro e os dous do pedra o cal cora
ponas do forro, grande quintal murado com
AUenc3o.
Se algum moco que alo tema o ser-
vico, esequizer asoociar com oulro, psra
um negocio que offereco grandes vanta-
gens, nflo sendo necesssrio ontrar paro dita
sociedado, com mais do que 200,000 rs a
300,000 rs. : dlrija-se ao boceo, do Carioca,
armazem de arroz de Jos Cordeiro do Ro-
go Pontea
I'recisa-se de 80,000 rs. por 6 mozos, a
2 por cont, sobre firma.
A abaixo assignado faz saber an res-
peitavel publico, que o seu mualo Joa-
qun de uiegano de MaceJo, altura reda-
rla, grosso do corpo, csra redonda, nariz
meio cnalo, tem os denles quebrados,
cabello pexaim.eanda calcado, ha captivo;
pprtmto, pedo-sea todos oa capillos de na-
vio e ni aires de barcaca, que nao dom pas-
sagem ao dito caba ; e toda aquella ps*os
quo Ihe der passaporto ser* nullo porque
lie captivo. Francisca Joeouina de Maoed,
J. J. Tasso Jnior embarca para o Itto
Grande do Sul, com escalla peto Hio de Ja-
neiro ; e seu esersvo Luiz mulato.
Aluga-ae poro passar a folla, ums cass
n Cspuuga, de podra e cal; muito boa e
fresca e pealo do bom banho, e indopen-
deniudo outroa : no boceo da Lingoela, ,
3, achari co o quem tratar.
-OSr, Francisco Joaquim de Mesquits,
quo aniiunciou relirar-so paro fra do im-
perio, baja de nflo so retirar sem ae enten-
der coa o seu erodor J.iSn Taa.r.. ~-
leiro.
--Aluga-seum grande armazem en F-
ro-d>-Portss, por baito do sobrado quifi^i
ao sul da fundiclo iagleia.
I M U T 11



tM
m
Pede-se to Sr. Jofio GfinReli.sU Esto-
ves AI ves, morador iri cidadefdn Macelo, o
favor do, tm cidade de Pernatnbiico, na ra do
Crespo n. 14, tercoiro andar, a quanlia de
101,500 rs., que locou-lhe em sua divida
do 406,000 rs., descrila no inventario de
sna finada sogra D. Joaquina Francisca de
Araujo, porseu ilho ( seu primo ), inven-
tariatrte o bacharel Hanoel Ferreira da Sil-
va, i alo no prazn de 30 das, contados de ho-
je M do crrante mez de agosto de 1850; e
se assim o nfio fizar o abaixo assignado usa-
r dos meis, que Ihe sSo concedidos por
lei. Cailano Piulo de Feras.
Aluga-se urna casa com solo, grande
quintal com arvoredos o tinque para ba-
nlio, no luglr da Soledad, n 42 : a tratar
na mesina casa, ou na ra da Cruz, no Re-
cite, n. 40.
Aluga-se urna grande casa ( que sSo
duas), com seut quintaos todos murados, e
grande terreno na frente com sua grade de
ferro, aiU no \rrombado, n. 1. em Olinda ;
emaiaoutrosobrado nd mesmo lugar, com
grande quintal e bom banho para a festa :
a tratar na ra da Cruz, no Recife, n. 46,
armazem.
Chama-so a alinelo dos Ilustres
memhrosdo concelho geral'de salubrlda-
de publica sobre a infrareflodn artigo 2. til.
2.* com que F. de P. P. II. garante a botica
do pateo do Carmo, acbando-se em exer-
cieio effectivo de sua arte, no consultorio
do Sr. doutor Sabino.
O obaixo assignado declara queda
prisSo que sofTrera no dia 2 de Fevereiro.
nada deve deohrigecOes a sua soltura, se
nSo aos dignos Srs commandante de poli-
ca Jofio do Reg Barro FalcSo, e Antonio
Jos de Oliveirn, e nSo a um oulro que se
Juera rogar a isto;e assim como lamben
celara que sua pristi n!io passara do quar-
tel de polica i e pelo presente faz certoa
quem tanto te a roga a este direilo, que o
abaixo assignado naala llie deve, anles es-
t no dosemboleo do certa quanlia, dinliei-
roeate de sai trabalho.
##WalW(IHIMWff l*vt'>*'CNB>S
M CONSULTORIO CENTRAL IOM0EO- M
5 PATHrCO M? PRKNAMBUCO.
2 Dirigida pelo
Dr. Sabina (ligario Lvigro Pinko.
m Ra du Trapiche, n. i5.
fg Todos oa dlaa utela te darlo consultas
d e remedios de grata aos pobrea, desde
Spela manhaa at aa duaa boras da tarde.
Al correspondencias e InformacoVs
peder* aer dirigida* verbalmente, ou
por rscrlplo, deveudo o doeote indicar
- prlmcira no me, a idade, catado, pro-
titano, e conaliluicao segundo, aa mo-
la tas que leiu tidoe oremedio* loma-
dos ; tercelro, a apocado apparechuen-
lo da moleitia actual, e a deacripcao mi-
nuciosa doa signan ou aviuptomas que
sotTre.
0r. j4 i
m
I
i
i
O abaixo assignado, deixou de ser caixei
ro do Sr.Joa de Souia Tetceira, desdeo dia
26 de agoslo do crrante amo, e ao mesmo
lempo agradece ao dito senhnr e sua ti lus-
tre familia, o boa trttamenloquo leve du-
rante o tempo que eaieve na sua casa.
- Aoa pas de familia, e mais pesspas p\r'or ,',1 ~ Cot" """"
itie conrorreram para a compra de sapa-"
tOetrkthos multo bem tartos, e de gost pa-
ra meninos de 18 annos par baixo uo
beeco Largo, segundo andar do sobrado, n
2, que a raslo de uDo encontrar, fui poi
o anunciante ler adoccido fra desta pra-
ca eagorade novo roga as mesrhis pessos;
que hajam de procurar boje e imanh.la as
mesmas lloras, e de aegunds-feir em dian-
te que ichar.1u prompto a preslar-llie toda
atlen^lo que fr possivel.
Deseja-w saber se os herdeiros do fina-
do Bastea pretenden) alugar a cata terrea da
ra da Kjquinlia, em Olinda r querehdo,
podern annuueiar para serem procurados,
Vende se rap* Paub Cor-
deiro, chegado uliniauenle do
Kio-de-Jaoeiro : na ra da Gadeia,
loja n, 5g, de Jos Dias da Silva.
Cira algum principiante.
Aluga-se urna casa terrea na ra Direita
da povoacSo dos Afogados, cujo local he o
iiiehor para qualquer estabelcciment, por
preco multo commodo : quem pretender
dirija-so" casa das aferices.
Engomma-se roupa com lo la perfeigilo
parahomemesenliora: na ra do Vigario,
n. W, primeiro andar.
Urna senhora portuguez se encarreg
de tratar da roupa de qualquer estrangeiro,
coa aceio e promplidflo : na ra do Vigario,
u. 32, primeiro andar.
Aterro-da-loa-Visla, n. af.
Madama Qucntin, modista franceza, che-
gada ltimamente de Paria, Um a honra de
avisar as elegantes'senhoras desta cidade,
que olla posaue un variado sorlimento de
ohjeetoa de gusto, os mais modernos para
senhora, e fabrica com eapecialidade e per-
feicSo ehapos segundo a ultima moda ; e
para qualquer destes fins, pode ser procu-
rada deade aa 10 boras da manhla al as H
da noite dos dias uteis, na casa a cima dita.
Engomma-ae roupa com toda a .peifci-
Clo e aceio : na ra do Rangel, n. 55.
lUTinacao.
Preciaa-se de uiaa iessoa uue aaiba rafinar
assuear, e coropra-se ubi eadravo refinador :
na ra da Cadeia do Itecife, n. 50.
I'iecis-se de um rfflicial de carpina pa-
ra trahalhar em una obra simples e parti-
cular: o que estiver nestas circumataociss,
e quaira aonuir a este confite, dirija-se
ua da Senzalla-Nova, u. 43, segundo an-
dar, lodos oa diaa al as 9 heraa da ma-
nliSa, ou das 3 da Urde em diante, alim de
Iralar da ajuste.
-O bailo assignado, ealabelecido nes-
la.prac. com taberna no paleo de S.-Pedro,
n.'l, avisa aos teus conhecidos da fregu
ziade N.-S.-'da-Escada, do Cabo, e S.-An-
19o, sendo son llores de engenho e lavrado-
res, quoesUndo breve a ebegar as saftas,
que aquolle que quizorem mandar entre-
R*r.a(Jc>ua aasuoarea de commissflo, diri-
ja m-ae a loilo tempoqiia quizerem; pola nln
s randera assucar, cumo comprara o qu
Roga-se aoSr. Joaquim Jos dos San-
tos, empregado na capatazia do consulado
geral que venha pagara quanlia de 33,460
rs a quem nfio ignora ; do contrario, lera
le ver o seu nome sempre nesta folba.
-- Em 31 de jullio, perdeu-se urna Ultra
da quanlia de 3:833,440 rs. .sacada pelo Sr.
Manoel Alves Cuerra em ol.de juuho de
1849 a 24 meses, e aceita pelo Sr. Jos Pinto
la Fonseca e Silva, e endocada pelos Srs.
loSo Koller & Companhi ; por isso se pre-
vine, tanto ao aceitante como ao eodocanle
a sacador, nfio facam negocio alyum com
lita lollra, a nfio ser com o possoidor Jofio
Jos de Carvalko Moraes, e desde j se pre-
vine, e se porventura alguem achtr dita le-
tra e a quizer restituir ao dito Moraes ser
gratificado com, generosidade.
Offere-se um rapaz brasileiro que es-
creve e conta soffrivel, psra caixeiro de
engenho, do que tem bastante pratica, ou
para qualquer eslabelecimento : ni prara da
Boa-Vista, n. 24, botica.
Precisa-te de dous andares com com-
modos para duas familias, em urna das russ
seguintes : Cruz do Reeife, Csdeia de San-
to-Antonio, Crespo, Collegio e ra Nova:
quem tiverpara alugar anuuncie por esta
folba para ser procurado.
--Antonio Francisco Martina de Miranda
faz scienta ao respeilavel publico, e muito
principalmente aa peasoas com quem tem
transaccOes, que delxou de ser seu caixei-
ro o Sr. Jos Marlins de Castro desde o dia
2fi do corr'eute.
Offerece-ae urna parda capaz para ama
le urna casa de pequea familia, ou de lio-
mem solteiro, para o servido interno : quem
precisar, dirija-se ruadas Tsincheiras,
n. 31, casado nicho.
precisa-sc fallar com brevidade ao Srs
padre Antonio Xavier de' Caatro, Francisco
Rodrigues Barboza, J. J. Comeado llego, e
lloch Luna : na ra Direita, n, 59.
~ Precisa-sede ofllciaesde alfaiate : na
ra Nova, n. 18.
Precisa-sede urna preta captiva para o
servico de urna cata franceza: no Aterro-
da-Boa-Visla, u. 1, loja.
-- Precisa-se arrendar um silio que lenbs
baila de capia), etlribaria, e banho perto
da casa, sendo pelo Monieiro, Cordeiro,
Torre, ou mesmo mais perto : quem o ti-
ver, dirija-se a ra do Litrameulo, u. 14.
Jos Ignacio de Lira responde (0 aulor
lo annuncio aserto em Diarit dt^Ptrnam-
buco n. 187, que inudou sua residencia, nio
por causas de iraficaucias, poia nlo esl no
caso do anuuncianle, e nem os scus feHos,
como os delles, ao comparam, e por isso
aconsetha o metino annunciante que bom
aercalar-se, olhand" Prasi, cuju.- feilos
nlo custa provar-se, e qu declaA o seu
nome, para enlfio poder entrar em lica:
iverlindo que elle nunca fugio e nem fu-
gira Jo llftn. Sr subdelegado Olive ira, cu-
jo nome ulo deve aer trazido por um bi-
aorrillia como 0 anuuncianle, e que ser
muito prudente, que te lembre tanto do
nim. Sr. subdelegado, quanto este so lem-
lira delle.
Os abaixo assignadosfazem sciente ao
publico, e com especialidade ao corpo de
commercio, que nada mais deven) da exllnc-
la firma, porm se alguem sejulgar anda
credor apresente-se no prazo de tres dias
sidencia para a ra da f'enha, n. 7.
Margaida de Jess e seu fillio Jos
Pedro, de Souza Pinto reliram-se para
Mosamedes na barca llrachurentc, e lindo
de liquidar seus negocios, rogama todos os
devedores para que venham quanlo anles
salisfazerseus debito,, visto que Umbem
precisam saldar conta com seus credorei.
Aluga-si urna boa casa terrea na po-
voaffio do Monteiro, com 4 qu.arlos, cozi-
nha fra, com dousquintaes murados, com
sabida para o rio, estribara para dous ca-
vallos e cacimba : a Iralar na travessa do
Veras, sobrado n. 15. No mesmo sobrado
vende-se uiu carro de carregar na alfan-
dega.
Wf /?{*
U IJr. J. O. Sanios Jnior,
^medico homoeopatha, ullinia-2
fniente cliegado a esla cidade,#
*di consultas lodos o dias uteisJ
em sua casa na ra do Crespo,*
O lo, primeiro andar, desde*
3
Jas 7 horas da manilla at s "**
da tarde.
N. B.O. pobres srro Ira-*
fet .dos e visitados gratuitamente.*
*#* SO#
Quem liver urna tipoia em bom calado
a quizer vender, dirija-se i ra da l'raia,
venr'a n. 1, ou annuncie.
-- Quem precisar de um caixeiro brasi-
leiro de 17 annos para venda, padaria ou
arniazcm de cera, procure-o na ra Direi-
ta, n. 100.
Jofio de Souza Moreira e Joaquim Spa-
res Barbosa, subdito portuguezes, relram-
se para a colonia da Mossamodes
Precisa-se comprar 3 ou 4 pares de
tragonas psra soldado de cavallaria de
guardas nacionaes : quem tiver annuncie,
mi dirija-seii ra da Cruz, n. 8, das 9 horas
s 5 da Urde.
No dia 5 do mez de selembro, s qua-
Iro horas da tarde, na poit do Sr Dr. JOlz
romatanlo do imposin d" nenas-ardentose
espiritos de prorfucQln BraSileir, que n!To
tem.yendjdoa muito, nem contina a ven-
der taes gneros em sua taberna no Atiero
da Ba-VIsta, n. 51, e-para quo nfio se cha-
me ignorancia, Ihe faz ver que j nos
quarUIs passados nSo foi colectado, por
que j tinha deixado de vender.
Manoel Margues remandes.
A pessoa que levou 80,000 rs. da ra lar-
ga do Rozarlo, n. 28, deixando ficar urna
corrente, I collar e 1 volla sem atacador
(ludo de fllagran ] pesando 32 oitavas,
alo Indo tirar da data deste a 3 das, perde-
r todo o direilo aos mesmos penhores,
Quem precisar de urna ama parda de
bons costumes para ama de casa de pouca
familia, ou de homem solteiro, dirija-sol
ra da Roda, n. 39, loja que Tica dentro do
becco.
Offerece-sa urna crioula para lodo o
servico, menos engommar : no Mundo-No-
vo, n. 27.
* Paulo fiaiguouv, dmili3ta francez.J
srecenchegado nesU oapiUI, ofTereceJ,
Sseu preslimo ao pnblioo para todos os^j
*B>mysteres de sua profisslo, quorextra-^
>hiudo, limpsndo e chumbando os den-aj
a>les naturaes, quer substiluindo-os por*
a>oulros arlificiaeg, para o que tem os*
?melbores apparelhos. Pode ser procu-J
*rado a qualquer hora em sua casa, as
'ra larga do ltozarioK n. 36, segn lo^,
andar. 41
f*********************
-- Sexta-fer, 30 do corrente, 4 porta do
Sr. juiz docivel, oa'ruadas Flores, se hSo
de arrematar, por sera ultima praea, duas
casas terrease um terreno sitas uo Ingar da
Magda'ena, penhoradas aos herdeiros de
Jos Coocalves Cselo, por execuefio de An-
tonio Concalves Pereira Lima.
Aluga-se o primeiro andar
da casa n. 46, da ra da Cadeia do
Recife1: a tratar na mesma ra, lo-
ja de ferragens, n. 44-
Luiz Jos Dias Brandfio subdito porto-
guez, retira-se para fra do imperio.
Jofio Baptisla da* Silva subdito fortu-
gue, rclira-se para fra do imperio.
Anlqno Jos Ferreira Diat CuimarSes,
subdito portugus, relira-se para /ora do
imperio.
Jos da Silva Muniz retira-ge tara
Moasamede.
Precisa-se de um rapaz portuguez para
feilor de um engenho : na ra do Queima-
do, n. I.
II. Brumn relira-se para o Maranhlo.
Na ra larga do Rozario, a. 48, aegun-
lo andar, precisa-se de urna ama forra pa-
ra cozinliar. ;
Tendo oconselho de adminislracfio do
hospital regimental daSoledade, a cargo do
primeiro balalhSo de cacadorea da.liuba,
em cumprimento de oruein do Eim. 9r. ma-
rechal de campo, commandante das armas
desta provincia, da contratar, a quem por
menos flzer, a pinlura de lodo o referido
hospital, consistindo ella em portas, janel-
las e barras as paredes; por isso convida-
se a quem convier, que no dia Sido cor-
rento, pelas 10 horas da manhla, queira
comparecer no mesmo et\l-viacin>enlo pa-
r* u mjumtot O MWIUII collSCltlo too, to 80*0
prar para o dito hospital um relogio grande
de parede: quem .0 mesmo ti ver e quizer
vender, por commodo preco, appare^a s
referidas horas.
Precisa-se alugar urna prela, que seja
boa quitandeira, pagaodo-se 12,000rs. men-
sses .- quem a tiver, dirija-se ra da As-
sumpc,ai>, n. 16.
Quem tiver dividas dos serlOes das pro-
vincias do norte, e quizer incumbir a cu-
branca ijellas pessoa capaz que para all se
dirige, annuncie para ser procurado.
- Aluga-se urna preta boa cozinheira
na ra, Direita, n. 32, primeiro andar.
OOOOOOOOOOOGOOOOOC
O O consultorio hormcopatliico O
da ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 83,
dirigido pelo facultativo J. B. Casano-0
Ova, mudou-se para o segundo andar do
OmestDO sobrado. O
oooooooooooooooo
Quem gasU muito lote diariamente,
annunciando serlo procurados para ajustar-
se a entrega do mesmo em flandres fecha-
dos, a preQu muito commodo, a saber : urna
caada para cuna a 1(0 rs. a garrafa, de
quatro garrafas a oito a 180 rs, e menos de
qualro a 200 rs.
Compras.
!> I
niuguem meinorlbe* vender e couprar
duque o abaixo assignado; em lim quii
se propose/ aaber se fies ou nlo salisfeito.
Joei Antonio da Cunhu.
i rapnmta, n- mi estrena un Hozarlo,
irfio prar/a s bens seguintes, de renda an-
imal, perlenrentes aos menores, Ribos de
Jufio Raptista llerhster, a saber: urna casa
terrea no Alerro-da-Boa-Vista com um so-
bradinho no fundo, avahada por 550,000
rs.; urna diU com mirante, sita no lugar da
Capunga, com baixa para capim, avaliada
por 400,000 ; e um sobrado de dous andares
e sollo, na ra Imperial, o qual tem quin-
tal murado, e no fundo urna casa terrea "com
a frente para o mar, avallado por 240,000.
- Na ra do Araelo do bairro da Boa-
Vista, casa terrea u. 33, confronte ao sobra-
do de dous andaies, precisa-se de urna mu-
Iher para todo o servico interno e externo
de urna cara, em que a raaulia he de 9 pea-
soas : paga-se bem : a tratanft mesma casa
-- Desepporereu no dia 27 do corrente
uai moleque de idade de 15 a 16 annos,
bem pre'.o, reforjado do corpo, bem fallan-
ie, com um dente da trente quebrado, le-
vou Calca prela e camisa de riscatlo : quem
1 pegar leve ao becco Largo, 11.15, que se-
r recompensado.
Compram-se escravos de bonitas figu-
ras, moc,os, e com habilidades, para fra da
provincia : na ra larga do Itozaro, n. 48,
primeiro andar.
Opmpra-se um par de ban-
cas e urna soph de Jacaranda, em
bom uso : quem tiver annuncie.
Compra-se urna vacca qqe do 5 a 6 gar-
aa de le i te : paga-se bem : em S.-Amaro,
renda ao pe da do Sr. Carduzo, ou an-
vuocie.
Compra-se FlosSanctorum de Fu. Dio-
godo Rozario: na ra da Senzalla-Velha,
u 108, armazam, ou annuncie.
Compra-s s nnvrlla intitulada Sitio da
floxella : na prara da Indeoendeneia. n. 17.
compra-se um oratorio de tres faces,
com cpula ou som.ella, para tres imagens,
tendo de altura dous palmos e mel reforc-
ds e dous e tanto do largura : na praca da
Independencia, na. 7 e 9.
Vendris.
na
O abaixo ssrgnado fz verso Sr. ar- loja de miudezas junto a de cara.
Vendem-se vellas de carnau-
ba por preco commodo, ni ra
Foriosa, n. 5
Vendem-se seis soleirss, oilo hombrei-
ras e aels vergas de pedra j la viada ; no
caes da alfandega,armazem n. 5.
Metas de laij para pa-
dres.
Vendem-se superiores meias de laia para
padros, a nielbor que tem apparecido no
marcado pelo diminuto preco de 2,000 o
par, tamben se vende lila prnpria para vol-
las a 320 rs. a vara : na ra do Queunado ,
Curtas porluguezas e
francez:tsparajf>gar.
Vendem-se linissimas cartas portugue-
zie e francezas para voltarele, adverndo-
se que das francezas ha de 3 qualidades pa-
ra 1,000 rs. 700 rs. e 400 ra.: na ra do
Bueimado, loja de miudezas junto de cera,
n 33.
Na ra AugusU, venda de Victorino Jos
Correa deS, ha para vender boa carne do
srtlo, mantas muito gordas.e manteiga in-
gleza boa a 640 rs. a libra ; dita franceza,
a 360 rs. ; cha Hysson superior a 1,920 rs. a
libra: superior toucinho do LisbOa a 320
rs. a libra ; dito pe Santos a 200 ra. a libra ;
vinho da Figueira a 2(>0 rs. a garrafa ; dito
do Porlo a 320 rs,
ptimos arrcios para
montara.
Em casa de Adamson Ilowie
6 G. na ra do Trapiche, n. 6]i,
acha-se venda o mais luzido sor-
timento de arreios para moataria,
muito proprios para realsarem as
prximas grindes paradas dos dias
7 de setembro e a de dezembro;
assiin como os apadaveis passeios
do risonho tempo da lesta, a sa-
ber : sellins inglezes com seus
pertences, mantas de casemirs
branca guarnecidas de cores, es-
tribos de ac polido, cabecadas de
couro branco, ditas com corrente
para pi i>ocs de animaes, chicotes
para carro, ect.
Manoel Goncalvet Gamboa.
g Vende-se um pequeo sitio bem plan-
tada), com viveiro, e bom banho, por pro-
co muito commodo : no Manguinho, n. 35.
Ven le-se urna casa no Poco-da-Panel-
la, de pedra e cal e com a frente para o rio,
Umbem se troca por urna prela com cria :
no Manguinho, n. 35
4 lii j t de 6 portas, no
largo do Livramento
continua a tercassa preta, a 120 rs. o cova-
do ; ganga azul, a 100 rs ; chitas, a 120,
140, 160, 180, 200 e 210 rs. muito finas ;
chales de seda, a 7,000 e 8,000 rs. grandes
e finos; um completo sor ti ment de fazen-
das por preco rasoaveis, que coajvidam a dar
principio a prepararen) o< vestuarios das
familias enm que deven ir aos apreciaveis
bsnhus do Capibaribe.
Vende-se graxa em bexigas,
muito superior, viuda ltimamen-
te do Hto-Grande .- na ra da
Praia, n. 3a.
--Vende-se madeira de Jacaranda, om
p.ii'Co ou a reUlho : na loja de trastes do
l'ujit, tua Nova, n. 45.
Altcncao.
Vende-se vinho a 200 res a garrafa, e a
!,** roa tiisilsi aa Utwi* de Fr Me
Portas, junto ao arsenal de marinha, nu-
mero 143.
Sapal5es de bezerro a 1,600 rs.
No Aterro-da-Boa-Visla, n. 58, luja de
Juan Tiburcio da Silva CuimarSes, vondem-
se sapates de bezerro dtrra, a 1600 rs.;
ditos do Aracaty, dos meibores que tem
rindo a esta praca, a 1,120 rs. e mais or-
dinarios a 800 rs ; sapalos de lustro psra
seHhora, a l,90O rs. o par; ditos para me-
ninas; couro de lustro, s 3,500 rs. apelle;
bezerro francez, a 2,800 rs. a pelle ; bone-
tes para meninos, a 320 rs.
Canoa.
Vende-se o troca se poroutra que teja
maior urna canoa de um so pao, quasi no-
vr : na ra da S.-Cruz, n. 36, na Boa-Vista.
Vende-se urna canoa de carreira, toda
de amarello : na Boa-Vista, ruadas Barrei-
ras, n. 7.
Ao hom gosto.
Vende-se um elegante candieiro de duas
I u/es, propiio para qualquer casa de ne-
gocio : na ra Nota, u. 56.
500 rs.
Vende-se cha hysson de muito boa qua-
lidade, pelo preco de 500 rs. a libra : na
ra do Crespo, ft. 23.
Q fijos o serlao,
do qualha, muito frescaes ; caixas com ve-
las aoWellaa e brancas ; courinhos de ca-
bra esola ; sapalos de diversas qualidades.
em porclo ; esleirs novas; araruta em
barricas e sacca : ludo chegado do Araca-
ty no patacho S.-Crut: ua ra da Cruz,
1. 24.
A casado I.vro azul aca-
ba de receber de Pars
as seguintes obras importantes :
Carnier Pagvliclionnaire politiqun.
Samuel Clarke, cenvres philosophiques.
Rogron, analyse da consUtuiclo franceza,
obra muito importante para os primeiro o
segn lo annus da academia, po/aue "nrn-
pOe e desenvolve quasi todas as ques'lOes
jo direilo politice.
F. Hastial, sopflismes economiques.
Cousin, fragmenta de philoaophie car-
lesienne.
Moreau de Junnt, elements de sUlisti-
que, ou principios desU scienci 1 com t his-
toria e seus prog'ossoa> ediction de 1847
Beattie, srience niorjle.
Padre Antonio Vieira, cartas selectas.
Cortambert, allaa inoderuissimos de 1847,
com 40 cartas e todo o syslema planetario
em 1 stampa* coloridas.
Dictionuaire umversel d'bistoiro |naturel-
lo, em ricas estampas.
Vico, la science nouvello.
A o barato.
Vendem-se, na ra do Crespo, n. II, 01
seguintes livros : Arithmellea, Geometra e
Algebra de laicroix. po a.seo rs. ; Rheto
rica de Qulntiliano eucadeinado, por 1,000
rs.; Manual do Mineralgico, por 1,000 rs. ;
Orlhographia de Madureira; por 1,600 ra.;
Roda da fortuna, obra critica, moral e mui-
to divertid, por Jos Daniel Rodrigues da
Costa, por 1,000 rs. ; Philosophia por Po-
nelle em portuguez, por 1,090 rs.; Diccio-
nario inglez ricamente encardenado, por
1 000 rs. ; Telemscos novos, por 1,000 rs.,
e'usados, por 800 rs.; Diccionario de com-
posicSo, por 5,000 rs. e usados, por 3,000
rs. ; Allra de Simeucourt, por 5,000 rs ;
methodo, para violSo, por 2,000 rs.; Vir-
gilio novos, por 4,000 rs.
Papel alraaco pi m ira
sorte aparado,
(o melhor que ba vindoa este mercado,tanto
aparado como por aparar : vende-se no pa-
teo Collegio, n.6, loja de livros do Dourado.
a ra do Cabug, loja do
Dnaile, vende-se seda frouxa de
lindas cores para bordar.
Vende-se chiU franceza com algum
mofo, pelo diminuto preco de 160 ris o co-
rado : no AUerro da Boa-Vista, loja n. 18.
Veude-se um refe com lerendo em bom
estado e por preco commodo: nasCinco-
PonUs, sobrado n. 23.
Na ra do Sol, n. 9,
vende-se urna mulatinha do 10 annos, que
j esU adianttda em costurs, por isso mui-
to propris para um pai fazer brinde sua fi-
Iha, por ter muito bom modo, ser o mais
bonita que se pode encontrsre ter sido cria-
da com muiU honestidad.
Jk'steiras americanas
milito finas:
vendem-se no pateo do Collegio, n. 6, loja
de livros do Dourado
Canelas muito ricas pa-
ra presentes de na-
morados.
Vendem-seriquissimas canelas para fa-
zer presentes a jovenaapaixonadss: a ellas,
que estilo-se acabando : no jateo do Colle-
gio, n. 6, loja do livros do Dourado
Na luja de Fernandes da Luz & IrmSo,
na ra do Livramento, n. 10, vendem-se
cortes de cisemira, ornis Bno que so tea
visto, e por menos preco do que em outra
qualquer parte. A elles antes que se aci-
den).
Vende-se a taberna do Aterro-da-Boa-
Vista, n. 80, com poucos fundos, por teu
donoso retirar.
I\elogio superior.
N ra do Rangel, armazem n. 36, vende-
se um exccllenle relogio de ouro, que tra-
balha sobre II podras, por preco commo-
lo : slianca-se regular bem.
Farinlia a 1,910.
Na ra do Rangel, armazem n. 36, ven le-
se familia a 1,920 a sacca.
Venden.-se correntes para cavallaria
na ra Nova, n. 16.
Vendem-se Usourss finas com parafu-
so, proprias para alfaiates : na ra Nova, lo-
ja n. 16.
Capachos grandes e.mui-
tobem lcilos.
Vendem-se muito bous capacho que ser-
ven) para se por em lugar de tapete: no pa-
teo do Collegio, o. 6, lojs de livros do Dou-
rado.
Cheg icn pecliuiclia.
Vendem-se corles de gergu-
ro de algo 13o e sed i, muilo ricos
padroea para colletes, a t ,2oo rs.
o corle: no l'asseio-Fnblico, n. 11.
Anda lia para vender um resto de mui-
to boa ranella o nova : na ra de Santo
Amaro, n. 16.
Vende-se por precisSo um negro, bo-
nita figura, bem moco o sadio, proprio pa-
ra quilquer serv.ico, tanto do mato poren-
ten ler de plantajes, como para praca por
ser bem fallantes}, ua ra da Maugueira, 11.
9, na Boa-Vista.
a loj de Fernandes aa
Luz & Irmao, na ra
do Livramento, n. 10,
vendem-se eassas francezas, as mais mo-
dernas que ha, a 600 rs. a vara; riscados
monstrua, fazenda muito fina, a 280 rs. o
covado; corles de calcas a mitaefio de ca-
semirs, a 1,600 rs ; chitas franeezas, a 860
rs. o covado ; dita a 240, 220, 900, 180 e 1*0
rs. ; pecas de algodao, a 2,600 rs. ; e outras
muitas fazeodas por preco commodo.
Vende-se um pardo bom cozinheira,
para quem tiver alguma encommenda para
fra da provincia : na ra da Cadeia de S.-
Antonio, n. 13
Vende-se um mulatinho de 10 annos,
sem vicios nem achaques : as Cinco-Pun-
tas, n 71.
Batatas novas.
Na ra do Azoite-de-Peixe, armazem n.
19, vendem-se btalas francesas novas.
Ka ra do Livramento,
n. II,
vendem-so sapalos de duraque francez para
senhora,a 1,440 rs. o par; borzeguint de
fazendas de cores, con biqueira de couro
lo lustro, para enancas, a 903 rs. o par.
vende-se um uanneiro ue madeira,
grande que leva 5 canecas d'agoa, para ba-
ubo: na ruado Livramento. n. 11
-- N loja de fazendas da ra do Queima-
do, n. 45, vende-se para acabar o reato de
urna factura de velas de carnauba de pri-
meira qualidade, de 6 em libra, a 300 rs. ,
regulando urna caixa de arroba 9,600 rt.
Veude-se por muilo commodo preco,
urna rica secreUria com estantes para li-
vros, bastante grande, propria para advo-
cado, sendo de amarello e aluda nova ; as-
sim como, seis cadeiraa e duaa oietiohaa
de abrir: na ra eslreiU do Rozario, n.
28, ultimo andar, daa 9 horas da larda em
diante.
Pao de lindo do Porto,
puro nojdes a proco muito commodo: ven-
de-seno armazem do A.V. da Silva Barroca,
na ra da Madre-do-Deos, n. 96.
Vende-se barato.
Na ra da Sanzalla Velha, n, *, vnde-
se albos muito baratos a vista faj^fe a san-
io dioheiro nem diga o preco, porque p-
ln ,Ar HIIA a ..imlram
deserque se admiren. ^
i a n n ai


Vende-ae, nu permuta-se por predios
neeta praga o enaenho Un, ni freguezia de
S.-AntSo, rom trras sufiicieotes pan plan-
ta (Oes, com boa casa de i venda, e todos
os mais pertences: na ra da Paz, ou do
Cano, n. 40.
loendas superiores.
Na fundigllodo C. Starr & Companhia,
otn-S.-Amaro, arham-Se i venda moendas
de canna,-todas do ferro, de um modelo e
construcgSo muito 'superior.
Arados de ferro.
Na fundirlo da Aurora eni S.-Amaro ,
vemlem-se arados de ferro de diversos m-
flelos.
Vendem-se bezetjos para
calcado, cbegados agora : na ra
da Gru, n. casa dedeo: Ken-
worthy & C.
Chegaram novamente ra da Sen-
zalla-Nova, n. 48, relogios de ouro e prata
patente inglez, para bomem e senhora.
Vendem-se amarras a ferro : na na
4a Senzalla-Nova, n. 49.
--Veiide-sefirinlia de Sanla-Catharina,
muito superior, a bordo da galeota Santini-
ma-Trindaii, fundeada junto ao caes do
Collegio.
Vendem-se rodas de arcos de pao para
pipas e bar cas ; fio porrete do Porto ; prc-
gos ripares para barrics : na ra da Cruz,
n. 49, primeiro andar.
Rap Paulo Cordeiro,
viajado do Rio ao Para e do Pai a l'ermm-
buco .- vende-se na ra da Cruz, no Recita,
n- *9 loj-
Acaba de chegar
lo ja da ra do Crespo, n. 6, um
novo sortimento de fazendas ba-
ratas,
como sejam : cassa-cbitas muito finas, de
cores (xas e com 4 palmos de largura, a
390 rs. o covado ; cortea de ditas a 9,000 e
9,400 rs. ; riscado do linho, a 240 rs. o ca-
vado ,* dito de algodfio americano para es-
cravos, a 140 e 160 rs. o covado; dito mona-
tro com 4 palmos, a 900 rs.; zuarte azul, a
200 rs. o covado ; dito furia cores, a 900
rs. chitas de cores filase de bonitos pa-
drees, a 160 e 180 rs. o covado ; corte* de
fustSo, a 600 rs. ; cbales de tarlatana,
1,280 rs. ; meios ditos, a 320 rs.; coberto-
res de algodfio de cor, a 640; alpaca preta de
cordo e com sele palmos de largura, a
1,280 rs.o covado; e outras muitas fazen-
das em conta.
Presuntos do Porto,
de superior qualida de, a 8,000 rs. a arroba :
vendem-so no armazem de Joaquim da
Silva Lopes, na ra da Madre-de-Deos.
Cal e potassa.
Vendem-se hirris com cal de Lisboa, pe-
lo diminuto prego de 3,000 rs. o barril; di-
toa da mais nova eniais superior potassa do
Rio -de-Janeiro, por barato prego : na ra
da Cadeia do Recife, n. SO.
llovida de.
Novo sortimento de panno de linho do
Porto, em pecas de 18 varas, a 800 rs. a va-
ra : na ra do Queimado, n. 27, armazem de
llaymundo Cailoa Leile
Farinlia de mandirca.
Na ra da Cruz, no Recife, armazem n.
13, e na ra da Cadeia, arrcazem de Cam-
pello&Filho, vende-se familia de mandio-
ca do Ceara, mula alva, gomtnosa e de ex-
cellento gosto, tinto em pequeas como
em grandea porcfles, por prego commodo.
Vende-se armacSo da loja da ra do
Queimado, n. 71 e urnas gamelas : a tratar
mesma loja.
Vende-se o muito apreciado
couro de coliit, cortido e surrado,
proprio para calcado, pela maci-
sa e duracao, em porcio e a reta-
dlo ; pelles de camurca para for-
ro de obras: na ra da Cadeia do
liedle, n. 9, loja.
Vendem-se dous sobrado de tre an-
dares, silos na esquina da ra da Cadeia,
ns. 14 a U: a fallar na ra Augusta, n. 50,
com Joaquim Teiieira Peixoto.
No armazem da ra da Moda, n. 7, ven-
de-se sal em pequeas porgues.
Na ra do Calinga, loja do Ruarte,
vendem-se bolOes Pedro II; ditos para ca-
vallaria ; ditos para infanlaria ; ditos pre-
tos e amarellos para casaca ; ditos de ma-
dre-perola ; ditos para enfeites de palitos
de meninos ; ditos brancos e amarello para
libr de pgens;e ditos bromeados.
Naiua do. Cabug, loja do buarle,
vendem-se quadros de santos com mul-
duras douradas, a 500, 000 800 rs. ; caluu-
gas de vidf de diversas qualidades ; tran-
ca de Ifia para enfcilesile ve.-ti los ; grava-
linhaa de stlim; e cnfi'ite de vestido* dese-
nlior.
Vende-se um preta
1 unos pouco mais ou menos
lava perfeitamente, engomma e
cozinba o diario de urna casa : na
Vende-se o engenho Sebir do Caval-
eanli, por convenci do tutor dos orphfios
do casal do fallecido Jofio Carlos da Silva
CuimarSes, e para pagamento dos credores
lo mesmo casal: este engenho he um dos
melhores da provincia, moe com agoa e
lomexcellontes obras, elerras para se le-
vantar outro engenbo ; he situado em Se-
rinhSem, e tem o rio junto do engenho
quem o pretender, dirija-se ao mesmo en-
genho, a fallar com 6 referido tutor Joflo
Manoel de Barros Wanderley, ou nesta pra-
ga, com Manoel Ignacio de Oliveira, na pra-
ga do Commercio, n. 6.
Vende-se superior fio de la-
godo, proprio para pavios de ve
las, e redes de pescara : na ra
da Cruz, n. a, casa de Geo: Ken-
worthy & C.
Charutos de Havana,
de superior qualidade : vendem-
se na ra da Cruz, n. 10, casa de
Kalkmann Irmaos.
OJeodelinhaca
embotijas: vende-se no arma-
zem da iua do Amorim, ns. 56 e
58 e po armazem do Annes, no
caes da Alfsiidcgn, a tratar com
Manoel da Silva Santos.
r Deposito geral do superior ra-2
q p Areia-I'iela da fabrica '
'4'
e
de 3o
, que
ra do Vigano, n. 19, terceiro
andar.
Vende-se um meleque de 15 aunos,
muito liel, ptimo para pagem :n ra da
Cadeia de S.-Antonio, n. 14, no segundo an-
dar do sobrado na esquina do becco do
Ouvidor.
A.boa pitada.
Nlo be elogio, porm sim a qualidade,
quem. garante o i.ovo rap l'rinceza, chega-'
do uliimaineule do Rio-de-Janeiro; este
rap, hoso naquella provincia tem mere-
cido a aceitegSo geral, como em nutras anu-
de a sua boa qualidade tem sido experi-
mentado, nada deixando a desejar ao me-
llior fabricante em Lisboa. O nico deposi-
to nsta cidade, he na ra do Queimado, n.
95, loja ue roiuJezas, aonde se vende de 5
libras para cima a 1,300 rs. e arelalbo 1,400
Ti,
-- Vendo-ae urna casa terrea com 93 1|2
palmos de frente, e 57 de fundo e ponto
alto: na ra dos Copares, n. 17, amiga-
mente beeco do Lobato : na ra de Santa
7 herezas o. 50.
eteGantois Pailhet& C. ,
na Babia.
Domingos AlvesMatheus, agente da~
Jfabrica de rap superior Areia-Preta da;?
^TBaha, lem aberto um deposito na mi*
^*e>e Cruz, no Recife, n. 52, primeiro an-J^.
dar, ondeseachar* sempre deste ex->
Ocellenleemais acreditado rap: ven-V
Ode-se em botes de urna e meia libra,Q
pnr prego commodo.
eo
Salsa-parrillia de Sands
para remevore curar radicalmente toda sa
enfermedades que procedera da impureza
do sangue, ou habito do systema.
Esta medicina est operando constante-
mente curas quasi incriveis, de molestias
que proceden) da impureza do sangue. A
infeliz victima de molestias hereditaiias
com glndulas indiadas, ervos encullii-
dos, e os ossdl meios arruinados, flcou res-
tabelecida com toda sua sade e forjas. O
doente escrofuloso, coberto de chagas, cau-
sando unjo a si mesmo, e a quem o servia,
licoii perfeitn. Centenares de pessoss que
tinham soffrido ( por annoa, a ponto de
desesperarem da sua sorte ) molestias cu-
taneaes, glndulas, rheumatismo chronico
e muitas outras enfermidades procedentes
do desarranjodos orgfios de secretan ed
circulagSo, teem-se erguido quasi milagro-
samente do Jeito da norte, e boje, com
eonstituiges regeneradas, com prazer at-
tcslsm a efilcaeia deata inestimavel prepa-
rando.
t.urnquaiilo lenbam sppareolo grtmJft
curas at aqui produzidas pelo uso desla
estimavel medicina, comtudo a experiencia
diaria aprsenla resultados mais nolaveis.
> New-York, 22 de abril de 1848..
Srs. A. B. e D. Sands. Julgando ser
uro dever para com vosco e para com o pu-
blico em geral, remetto-vos este certificado
das grandes virtudes da vossa salsa-parri-
Iha, para que uniros que hoje estilo sof
frendoeslabelegam melhora sua confianza
e fcam sem demora uso da vossa med
cia.
Vi-me perseguido com urna grande fe-
rida no loruozelo, que se eslendia pela ca-
bella cima at o joelho, langava grande
punjan de ajenla materia, com comichees
que me privavam muitas noiles do meu des-
canso, e eram ouilo penosas de suppor-
tar.
O Sr. liiogo II. Connel, que havia sido
curado com a vossa salsa-parrilha, lecom-
mendou-me que eu lizesse oso delta, o de
pois de haver temado cinco garrafas fiquei
l erfeilamente curado. >
Tenho demorado um anuo mandar-vos
um ceitilicado, para reconhecer com cer-
teza se a curi era permanente, e leudo ago-
ra a maior satisfagflo em declarar que 1180
tenho visto, nem sentido cousa alguma du-
rante lodo este lempo, e acho-me perfeita
mente reslabelecido. Sou vossa, ele.
Sarah M. Intirt. >
a 240, ra Uulanci-y.
Nesta provincia o nico ageute deslo nia-
ra vi I lioso remedio he Vic ule Jos de Brito,
com botica na ra da Cadeia do Recife.
Na ra das Cruzes, n. 92, segundo an-
dar, vendem se duas esclavas ciioulas, de
18 a 20annos, que eugommam, cosem chfio,
coziiibaui e lavam du slino ; duas ditas de
uagfio, de 30 annos, que cozinham, lavfio
de sabSo, sSo ptimas guilandeiras ; um
parda de bonita figura, de 26 aunos, que
engomma, cose chao, cozinlia, lava, e he
ptima para lomar conta do.arranjo de urna
casa ; urna mulatinha de 14 annos, com va-
rias habilidades; e umescravoda Coala de
oleganle figura.
i ..w..i- K.ill., tioulit
-^ uiuia >>w.v n_..
Vendean-ae riquissimas casemiras, tanto
em gasto como em quaUdade : na ra do
Queimado, n. 8.
Mellas cores.
Vendem-se luvas de seda para senhora
Vende-se unrapparelho completo para
offioial superior da guarda nacional, como
seja : urna banda rica, fiel, espada, talim,
pasta, chapeo armado : ludo em muito bom
uso, e or barato preco: no Passeio-Publi-
co, o. 11, loja.
Vendem-se superiores lonas,
as melbores que ha no mercado -r
bem como brinzao, proprio para
velas: na roa da Cruz, n. 3, casa
de Geo: Kenworthy & C.
Para militares.
Vendem-se luvas de camorca bran- O
ca : na ra do Queimado, n. 19, casa
Sdesirgneiro.
0
--Vende-se o engenho Armecega, na
margem do rio de Una, freguezia de Agoa-'
Preta ; bem como urna propriedade annexa
ao mesmo engenho, com meia legoa de
fundo e mattas com madelra para toda
construceflo : na ra do Fogo, a. 48, das
7 is 9 horas da mantilla,'ou ao Sr. Jos Mar-
ques da Costa Soares, na ra do Hospicio.
Vendem-se sellins inglezec
elsticos, decabefadas e- couro de
porco : na ra da Cruz, n. a, casa
de Geo: Kenworthy & C.
- Na taberna de Domingos da Silva Cam-
pos, na ra das Cruzes, n. 40, ha bixaa Ham-
burguezas para vender alagar, tanto por
junto como a retalbo.
He muito barato.
Esguiao Ifonstro.
Vende-se esgeiSo de algodSo com qua-
tro palmos e meio de largura, pecas de 10
varas, a 3,000 rs.; dito de muito superior
ualidadc, a 5,000 rs. a peca; alpaca de
uadros muito fina, e de assento escaro
mallo propria para vestidos, a 980 rs. o co-
vado : na ra do Crespo, n. 14, loja de Jos
Francisco Dias.
, Vendem-se relogios de ou-
f sabonete, patento inglez : na
ra da Cruz, n. a*, casa de Gao:
K.enworihy & C.
y liendeni-ae ricos apparelhot
de metal para cha; na ra da Cruz,
n. a, casa de Geo: .Kenworthy
8c Companhia.
Vendem-se bois mansos e gordos;
quarlaoB e bestaa gordas, novas o mansas
de roda e carregar: no engenho Serrarla,
na freguezia de Jaboatflo.
Vendem-se ehitas-cassaa de cores fizas,
a 160 rs. o covado ; e ontras muitas fazen-
das baratas: na ra do Passeio-Publico,
n, fl.
Arados e ferro.
Vendem-se arados de ferro
differentes modelos
na ra
Hrum,ns. 6, 8 e 10, fabrica
de
do
de
bomem, de ricas cores e lina fazenda : 1
ra do Queimtdo, u. 9.
-- Vende-se urna carroca de carregar pi-
pas por baixo, com o leito em bom estado
e com aa rodas novas : quem a pielender,
dirija-se ra Imperial, u. 37, que se dir
quem vende.
Vende-se a taberna de Ni-
colao hoilrigues da Cuuha, no
pateo do Fraizo, n. 16, com pou-
cos fundos, e muito afreguezada a
retalbo : a tratar na mesnm, com
Jos Fereira da Silva.
Vende-se urna poroso de charutos fel-
tos aqui na trra 7,000 rs o nulheiro,
pois sflo muilo bons para se fumar : na ra
da Cadeia, n. 25, se dir quem vende.

av

i


Sa-
Predios venda.
A tratar na ra do Crespo,
n. 11, qualquer dos predios
seguintes :
Ra o Collegio, ns.
W
vsr Ra Nova, ns. 54e 56. t
C3" Ba da Aurora, n. 10. 2
A*AA*AAaMA
Vinho de Bordeoux:
vende-se narui da Cruz, n. 10,
casa (leK alafmann Irma os
Vendem-se 14 escravos, sendo um
oleiro ; urna mulatinha de 13 a 14 annos,
que cosee cozlnha ; urna negrinha de 14 a
15annos; 4 escravos de bonitas figuras,
proprios para todo o servico decampo; 7 es-
cravas mogas, de bonitas figuras, e entre
ellas algumascom habilidades: na ra Di-
reita, u. 3.
Anda
existem por vender 10 ou 19 borros man-
sos : quem os pretender, dirija-se i ra do
Queimado, n. 14.
Aos Srs. cheles de fa-
milia.
Avisa o novo administrador ala loja, n. 3
defronle do becco do Peize-Frito, que tem
um completo soit'mento da fazendas, e que
passa a designar o preco de algumas dellas :
riscadinbos francezea finos de differentes
padroea pelo baratisaimo preco de 140 res
o covado, riscados de algodto de differen-
tes qualidade a 200 riao covado, cam-
bra ias da California a 320 ris o covado. Ji-
las paiisenees de difTerentes deienhoa a
320 luis o covado, lencos de cambraia de
cures muilo finas a 500 ris, grvalas bran-
cas de (uissima cambraia a 1,000 ris, cor-
tes de castorim para caiga de tres e meio
covados a 1,190 ris, e outras fazendas pelo
mais diminuto prego possivel.
Vende-se nma escrava muito moca e
bonita figura, coze, engomma e coiinha o
diario de urna casa : na ra da Cadeia de
Santo Antonio.no segundo andar da esquina
duOuvidor,n. 14.
Vende-se a venda da Lagueta, o. 9,
com os fundos i voutade do comprador, a
tratar na mesma.
Vende-se por precizo urna negra mo-
ga, e de boa figura1, cozinba, coae e en-
gomma alguma cousa e lava bem de sabao:
na ma do Collegio, sobrado, n. 10, primei-
ro andar por cias da botica.
He milito barato.
rJlitne iiKlrns n 180.
Vendem-se finas chitas francezaa muito
largaa, cor de rosa, azues e cor de ganga,
degoatos iiteiramente'novos e de cores
muilo fixas, a 280 e 320 ra. o covado; as
m launas csssas francezasque leem appa-
recido, gostos inteiramenle novos, de lodas
aa cores e de tintas mallo fixas, a 790 rs. a
vara bamburgo muito lino, cem tres pal-
mos e meio de largura, a 390 rs. a vara : na
ra do Crespo, n. 14, loja de Jos Francis-
co Dias.
Vendem-se 3 bonitos moleques de 10,
12 e 14 anuos, tendo o maior principios de
principios de sapaleiro ; um pardo de
annos, oflicial de alfsiale, e que ha bou bo-
leiro; 4 prrtos o)ocos, optinios para qual-
quer servigu; um casal de escravus per 560/
rs., que Irabalham bem de enxada o pti-
mos para algum sillo; urna moleca ; urna
paia que eiKunima, cozinia e compra na
rus, ludo muilo bom, e se aiianga a conduc-
to ;e mais alguna escravos que ae vendem
por mais barato prego do que ees outra
qualquer parle: na ra das l.arsngeijss,
11. 14, seguido andar.
Antonio Annes, e Dias Fcrreirn,
ao p* do lampeo, no caes da Al-
fandega, em saccas de alqueire,
por muito barato preco.
Calcado
Vendem-se sapatOes de couro de lustro
para homem, a 3,000 rs.; ditos do bezerrn
francez, a 3, 4 e 5,000 rs.; ditos do Araca-
ty, a 800 rs.; borzeguins de duraque, a
4,000 ra. ; ditos de camurga, a 5,000 rs. ;
sapatos de lustro para senhora, a 1,900 rs. ;
ditos de cordovSo, a 1,200 ra.; ditos a 600
rs. ; ditos de meninas, a 400 rs.; ditos do
eolebetesede 1.1a, a 320 ra. : na praga da
Indepeudencia, loja do Arantes.
Vendem-se duas escravag, urna de 18,
annos, e a outra de 92, de bonitas figuras
que cozinham o diarlo de urna casa, lavam
de aabam e varrella e cosem,: o motive por
que se vende se dir ao comprador : na ra
da Cadeia de S.-Antonio, no primeiro andar
do sobrado da viuva Cunta CuimarSes.
Vende-se urna mesa e duas bancas Je
Jacaranda, em muito bom uso : na ra
Augusta, defronte da casa o. 17.
- O propriet rio do es
tabeleci ment da ra Nova, n, 35,ehnuncia
que tem um grande o completo sortimeotu
de obras feitas, das quaes passa annunciar
seus pregns que silo : casacas e sobrecasa-
cas de panno lino de 8,000 e 10,000 rs.; co-
letea de seda de 9,000 e 3,000 rs. ; ditos de
.sarja de 1,000 ra. ; jiquela de brlm pardo
o ventajoso par. quem quizer n-/"de linho puro de 1,600 rs. ; caigas de panno
ico dinheiro, ou mesmo algueiafino o6m rs.; ditas de duraque a 3,000
rs.; casaras de bnm e riscados a 9,000 rs.,
outras muitas fazendas novas o de bom
gosto e por pregos muilo'commudos. Neste
estabelecimento lambem se apromplam
com toda a presteza e muito bem feitas toda
qualquer obra que se receba de encom-
menda, ao ultimo gosto, avistados ftgu-
rins chegados proxinianjente.
Na na do Sol n. 9,
vende-so una porglo de fazendaa, que es-
avam para ir para o mallo para un estabe-
ecimento, eque por motivos deisaram de
r ; estas fazendas sfio das mais moderna
que ha na praga e muito finas, sendo cam-
iraias pintadas, muito finas e de mullo bona
jadrOes ; chitas muito finas e mais ordina-
rias; madapoloes; algodSozinho; dito tran-
cado, brancoeatul ; hamburgo muito lino
mais ordinario; bnm do linho para cal-
leas ; dilos de algodJo trancado e de lislras,
0 rs. a libra :frnu'loProPr>os para caigas; riscadinbos pa-
ra caigas ejaquatss; casemiras para cal-
as ; riscados monstros : lodas estas fazen-
das vendem-ae tasto em porglo como a re-
tal lio por muito commodo preco, so avista
da fazenda he que pdem avahar a barte-
la, adrertindo-se que nenhuma doslas fa-
zendas sSo variadas; lambem se vendem
pegas de linho do Porto o melbor que possa
isver no mercado. .
machinas e lundicao de ferro.
Bombas de ferro.
Vendem-se bombas de repoxo,
pndulas e picota para cacimba:
na ra do Bruto, ns. 6, 8 e 10,
fundicSo de ferro.
Nova Fechincha.
Na ra do Queimado, n. 17,
vendem-se chapeoe de sol, de seda cor de
caf, a 4,000 rs., e preto a 5,000 rs.; cse-
nmela preta para caigas e palitos de homem
e menino, a 1,000 r. o covado; merino pre-
to entrefino, a 9,400 rs. o covado ; esgutSo
fino de pura linho, a 1,440 ra. a vara ; e ou-
tras fazendaa por barato,prego.
Interes.se.
Negocl
pelar poseo
casa para trocar por um terreno na ra da
Aurora, que tem de frente 107 palmos, e
fundos at a ra do Hospicio; como se pre-
cisa de dinheiro, ou cousa que o renda, faz-
ge negocio vantajrfRo : para tratar, aa praga
da Independencia, n. 17.
Deposito de potassa ecal.
Vende-se muit nova e superior potassa
e cal virgem de Lisboa, em pedra : ludo em
berris pequeos de 4 arrobas, por prego ra-
soavel: na ra da Cadeia do Recife, n. 12,
armazem.
Fogdes parn co/inha
muito proprios para sitios e qual-
qualquer lugar aonde nao ha cozi-
nba, por preco commodo ; ven-
dem-se na ra da Crui, n. lo,
casa de Kalkmann Ir m5os.
Vende-se canella. a
as Cinco-Ponas, n. 32.
Farinha de Tapuy
igualmente em sabor, finura e cor a de llu-
ribeca, propria para mesa : vende-se na
ra da Cruz, no Recife, armazem n. 13.
Na ra da Cruz, n. 10,
casa de Kalkmann
raos,
vende-se um grande sortimento de
instrumentos de msica, com se-
jam :
Ca i xas de guerra
Tambor.
Z a bu tubas.
l'andeiros.
Arcos de campa 11 hinha.
Fratos.
Baixos de harmona.
TrobSes.
Trompas
Fistoes.
Clarins.
Cornetas.
Flautas.
Fifanos.
Clarinttas.
Requintas.
ViolOes.
muitos outros instrumentos.
Na ra do Cabugi. loja do Duarle, ven-
dem-se Tranjase requifes pretos, proprios
para manteletes; toncas de 10a; Ida para
bordar; meias .pintadas para meninos e
meninas ; chapeos de merino branco, a 5/
rs.; ditos de sol paia'meninas, a 1,640 rs.;
casligaesde vidro, a 1,400 rs. o psr; sapa-
linhos de lia para meninos ; papel doura-
do e prateado fino e ordinario.
Vendean-ae, na (ua da Moda, armazem
n. 15, meias barricas com cal virgem de
Lisboa, a mais nova que ha no mereado, por
prego commodo.
Caf.
Caf com casca, muito novo, por prego
commodo: na ra do Amorim, n. 35, arma-
zem de J. J. iasso Jnior.
Vende-se um cavallo para carro, ou
cabiiulel, muilo manso, eque se d a con-
tento ; 42 sacada de pedra do rio de S-
Francisco; um alambique meiao, oin bom
estado na ra de S.-Francisco, casa apa-
lagada.
Vende-se urnacrioulam bonita figura.
Ja i>o .nnnl "*.!? nnnmma hMII. A rjtBA
com ^rfeica Tna ra da Cadeia de S.-An-
tonio, n. 14, no segundo andar do a-ibrado
da esquina do becco do Ouvidor
C J. A.slty & Companhia
vendem em o seu armazem da rna
do Trapiche, n. 3, bataneas al
600 libras, proprias para armazem
de assucar ; e carrinhos de mao.
JlasSes de revista a presen-
tadas pelos reos polticos que se
Esc ra vos Fugirfos.
carpinaj ummulalinho dejaanoos^coaj ^cham na ilha de Fernando, em
um fulheto bem impresso, a a4
rs cada um: vendem-se no pateo
do Collegio, casa do livro azul.
Farsnha de Sc-Catharina
da melhor que ha no
mercado:
vendo-ae nos armazens dos Srs.
Fugio, do engenho' Cuararapes, fre-
guezia da Muribeca, no dia 24 do crrame,
ocrioulo JuliSo, cor preta, altura regalar,
corpo bem feito, muito barbado, bstanle
adino, com urna marca bem vialtei qe 10-
rida na mflo esquerda, e outra em urna das
pernas pouco cima do tornozolo ; sabio
nonlado em um cavallo rugo muilo magro;
evou em sua companhia urna parda forra,
de nome Rila, de 35 a 40 annos, baixa o
muito feia ; quem o pegar leve-o ao. dilo
engenho, que ser recompensado.
Fugio. na noitedo dia 27 do corrente,
do sitio Sancho, em que more o Snr. Fran-
cisco de Carvalho Paes de Aodrade Jnior,
escrava Bernarda, crioula, cor bstanle
preta, olhoa brancos, esti preone de 5 me-
lca ; quando falla he bem espiritada; le-
vou saia azul e camisa nova de alaodUozl-
nho ; he bem conhecida no Barro, Ciqui e
Tlgipi, por abi vender leite : quem a pe-
gar leve-a ao dilo sitio, ou na ra dp Coto-
veHo.n. 17, que sera generosamente re-
compensado.
-- Fugio, no dia 23 de julho prximo nes-
gada, do sitio do doutor Neto, na Casat-For-
le, um mulalinho seu escravo, de nomo
Bonifacio, de 8 annos ; be muito conheci-
do por ter durs ordensde denles, tanto do
lado superior como inferior: quem o pe-
gar leve-o a tuada Penha, n. 19, cass de
JoSo Francisco Regs Quiutella, qu grali-
licara.
-Fugio, na noilede23 para 21 do cor-
rente, em una prancha de calafate, de bor-
do do tingue Inca, um preto crioulo, de
nome Sabino, de catalura regular, roslo
comprido, cor um tanto fula, secco do cor-
po ; tem andar de capoeira; lerou caigas
brancas largas e camisa de riscado : quem
o pegar leve-o a bordo do dito brigue, ou
casada viuva Gaudino&Filho, na praci-
nlia do Corpo-Santo, n. 66, que se gralili-
Fugio, nos prlmeiioi dias de mrgo
prximo passadn, do engenho Pattv, pro-
priedade de Jos Solero de Si, em Colin-
guilu, urna escrava crioula de nome Ger-
tr mies, que la I vez lenha mudado de no-
me, de altura e corpo regularea, cor alia
muilo preta, um pouco fula ; tem falla de
um dente na frente, de 40 anuos pouco mais
ou menos, cose, engomma bom e cozinba
offiivelmeute: quem a pegar leve-a ao
dito i-uaenho. aue ser gratificado.
Fugio, no dia 25 do correte, do enge-
nho Muitas-Cabras, da freguezia de Una,
um ii<>leo,ue crioulo, de nome Caetann, que
representa ter 18 nrjs pouco mate ou me-
meno, meio fula, beigos e naris groaaos ;
levou caigas de algodfio aiul ja muito des-
bolado, camisa de algodfio riscado, chspo
de palhaia uaado; foi do llrejo da Madrc-
de-Dena, aendo vendido nesta praga pelo Sr.
Antonio Ricardo do llego: quem o pegar
eve-oaobreco do Thealro, por cima do
Ir. Paita, ou no dilo engenbo, que ser
gratificado.
Roga-seas autoridades policiaca e pes-
Soasdo povoa apprebenafio da escrava Hie-
res, crioula, que se acba fgida ; levou
vestido de chita ja muilo desboiado que pa-
rece branco, panno da Costa ; he de eataln-
>a baixa, corpo reforcado ; lem urna mami-
cula pequea junto ao naiiz : quem a pe-
gar .esc-8 s Astsns Annes secsc !'i.*i%
no caea da Alfandega, n. 5, que recompen-
sis.
Pan. : ffr. ka esn. r. mViria. 1850


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EYYVMMYUF_P1611N INGEST_TIME 2013-04-24T16:59:28Z PACKAGE AA00011611_07124
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES