Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07115


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Full Text
Ann % XXVI.
Terga-feira
FAKT1BAI SOS COKBXloe.
Golannae Parablba, segundas e sextas feiras.
Kio-Grande-dn-Noric, quintal felra ao melo-
da.
Cabo, SeriDhaem, Rlo-Formoso, Porto-Calvo
c Macelo, no 1.*, a 11, e 21 de carta me*.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Florea, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feira*. aja.
Ollnda, todos os das.
itammioa
Hlng. a I,ai2h.e57m. dnu.
Nova a 7, o* 7 h. e 14 m. da t.
Cresa a 14, s 3 h.e27m. da t
Chela- a 22, as G h. e 52 m. da t
Mlng. a 3,' ai 11 h. c 54 ra. da in.
nuuua di hoj.
Prlmelrs as 2 horas e 0 minutos da tarde.
Segunda as 2 horas e 30 minutos da mauhaa.
JI.
d Agosto de 18&0.
N. 185.
i-keoOi da aoBaoairoAo.
Por tres raezes (td*taio) 4/000
Por seis mezei 8/000
Por uu anuu 15/000
DIA1 XtA irall.
ID Seg. S. Luiz. Aud. do J. dqsorf. e m. da 1. v.
20 Tere. S. Bernardo. Aud. do chana, do J. da 1. y.
do cir. e do dos fritos da fazenda.
21 Quarl S. Umbellna. Aud. do J.da2. v.doclvel.
24 Quii S.Thcinothco. Aud.do J.ldoiorf.edo m.
dal.v.
23 Sen. S. Fillppe Benlclo. And. doJ. dal. r. do
civ. e do dos feitos da fazenda.
26 Sab. S. Bartholomeo.
27 Dota, Sagrado CorafJo de Mara Seminima,
OASCHIOIKM19 BX AGOSTO.
SobreLondres. 27'/4eS7,/,i.porl/000rs. aSOdlas.
Pars, 346.
Lisboa, 100 por cento.
Oww.-Oneaa beipanhoe......... 29/000 a 29/50
Modas de 6/400 veinte.. 16/500 a 16/700
de 6/400 oras.. 16/100 a 16/200
. de 4/000........... 9/100 a 9/200
Pr*m.Patacdes brasileiroa...... 1/960 a 1/98*
Pesos columnarlos....... 1/960 a 1/980
Ditos mexicanos.......... 1/800 a 1/826
'"....."""?
an
PASTE QFFICiAL.
OVERNODA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 8 DE AGOSTO.
rnelo. Ao Eira, corrmandante das armas'
lnteiraudo-o de ser concedido duus inezes de
licenca com sold ao primeiro lenle de arti -
I hara a pe Manoe| Joaquini de barros para Ir
a corle. Intelligeociou-se ao Inspector da pa-
gadoria militar.
Dito. Ao Inspector da tliesourarla da fa-
zenda, trananiiltlndo os arlsos de dnas lettras
na importancia de 1:800,000 rs., saccadas pela
tbesouraria do Rio-Grande do norte sobre
delta, e a faror de Francisco Paulino de Castro
barroca e Joaqun Ignacio Perelra. Partici-
pou-se ao presidente da'queila provincia.
Dilw. As inesmo, trsnsmlulodo uui aviso,
rm que a tbesouraria do 11 io-Grande do norte
participa ter saccado sobre a delta una letlra
no valor de 100.000 rs., a favor *e Ant nio Ma-
nad Lopes Gulmares. Coiinauuicou-se ao
presidente da referida provincia.
Dito. Ao inesmo, transmitiendo o saque de
urna letlra na Importancia de 514,863 feito pela
thesonraria do Rio-Grande do norte sobre^ a
deslaeafavor de Pedro Jos" de Alcanura Deo.
lutelrou-se ao presidente, da mencionada
provincia.
l)i(o.-Ao juli relator da JunU de justica, re-
mettendo para ser apresentado ero sessao da
mrsinajunta o processo verbal felto aoalfere
da quarta classe Jorge Kodrigues Sldrelra.
Scientlcou-se ao Exm. conunandante das
armas.
Dito. Ao inspector da pagadoria militar,
para mandar pastar guia ao lente Manoel Por-
firo de Castro e Araujo, que tein de seguir pa-
ra a cirte no vapor D.-A/famo a reunlr-se ao
sexto batalbao de catadores, a que pertrnce.
Dito. Ao-delegado do primeiro disuicto
do le modo Recile.
Dito. Ao cnsul fraocez.
Dito. Ao inclino, (os quaes jii foraui publi-
cados no IHmio de Ptrnambuco de 10 do cor-
rele.)
DEM DO DA 9.
Odelo. Ao Exm. cominandanlc das armas,
para mandar alistar no primeiro batalbao de
cacadores ao paisano Abrahao dos Santos, que
se olfrreceu para servir no exercitoefoijulgado
apto para esse lim, ceno de que tem arbitrado
ao meiino paisano a gralificajao de 150,000 rs.
que lhe ser paga 50,060 ra. vista, e o resto
em prrstacoes mensaes de 10,000 rs. Com-
inunlcou-se ao inspector da pagadoria militar.
Dito. Ao director de monte pi dos servi-
dores do citado, transuiittiudo, por assimo lia-
ver reqlsitado o inspector da tbesouraria de
fazenda, uiua letlra do saque da viuva Gaudi-
no e fllio sobre Tinoco *r Medciroi na Impor-
tancia de 323.010 rs., em que inontain as con-
Irlbuicdes que ltimamente forain pagas pelas
ressoas indicadas na rclaco que remelle. -
Dtelligenciou-se ao inesmo inspector.
Dllo. Ao julz relator da junta de justica,
transmlltlndo para ser presente em sessao da
meama junta o processo do soldado do primei-
ro batalbao de cacadores rento da Silva Gou-
vela. Inteirou-se ao Exm. vommandanle das
armas.
Dllo. Ao director do arsenal de guerra,
para que receba e conserve no mesuio arsenal
os obleclos constantes das duas relacoes que
remeta, asquaes deverao ser devolvidas.bei- Alada hoje, para cumulo de possa desven-
entlil.ou.se ao Eim. conunandante das armas tura, lemo* a mais execranda blaspliemt.
Dito. Ao Inspector do arsenal de marinha, proferida publicamente por uin individuo'
dizendo flear scieute de ter chegado do porto que ne miior excesso de sus teJpbrosa il
de Macelo a barcaca Primaeera com um carie- |u -
Eamento de inadeiras de construeco para o ,
rigue une se ecba no ulaleiro d% inesmo ar* ___
senal, e declarando que pdde fazer novamente "***<> porque lio Vlsivel Outro, quejen
seguir a referida barcaca para aquello pono perecer as sympalliias dos socialistas? c_
Dito. A' administrado dos eslabelecimen- tessou que tiulis derramado inuilu saogue,
los de caridade, para mandar recolber casa equeem considera vel numero de unos,
dos eapostos alim de ser all inaulido o menor
Joao, que lhe ser apresentado.
Portarla. -- Ordenando ao comnundanle do
vapor D.-Affunio que receba e conduza para a
curte a Marciano Marques dos Santos, que ser-
via laurinamente o lugar de dispenseiro no
Urtgne-escnaa AaJtriTtks. 'niniiiunicou-se
ao conunandante do mcamo brigue-escuna.
Dlto.-Ao cnsul de 8. M. riiannica: (Jfoi
publicado uo Diario de 13 do correla;
lmente ltenlos i prtlics de designios'
que i seria reflexo repelle, a sSa doutrina
estgmatisi, a verdaderi relgio enndem-
ns, a morigerarlo abomina, a opioSo pu-
blica detesta ?
Oh depravado e srdido egosmo.' At
qusndo proc> latinars tua lisongeira influ-
encia .' Quando deixsris de progredir do
animo dos fligellidores da socieJsde, cuj
paz e tranquilidade perturbas em demasa!
0 ten exeessivo progresso tm precipitado
muitia almas nos abismos de sua etorna re-
provacilo, occasionando a mina dos estados!
Bsle o motivo que nos conslrsnge a decla-
mar iberiamente contra teu pernicioso sys-
tema, sem que recOnhecamoi sobre a su-
perficie da trra, quem nos obrgueto cri-
minoso silencio. Se s dosistencia de tu
mpres e eonqe!*l,iam d se rcalisar oni-
eamente no termo final de teus snquszes,
urgente deque comprehendas a enorme res-
ponsabilidadeque sobre tua pertinacia deve
cecahir no momento de tua justa puniQo
Dilectos diocesanos, admlrai edeplorai a
contumaz temeridade daquelles que na su-
perabundancia de sua illuso, cinrixosa-
rnente pretendem confundir, etaWez ani-
quilara venersqao, e reverente submisso,
que tributamos so altar sagrado, os respei
tose obediencia que prestamos ao Ihrono.
em que se senlOo seus legtimos possudo-
res, convencidos de que a eslabldtde des-
te,he firmada na perpetua durarlo daquelle.
Vos nOo ignoris quaes sejam ss snislras
latencOes e tortuosos sentimentos dos que
reput.m lilhas da imsginacSo as instilui-
?*es divinas e humanas, para viverem se-
gundo as pnixes que os induzema pralicar
a niais escandalosa immoralidsde, a persua-
dir a corrupto dos costames, e s quererem
gnsarsem titulo legitimo bens, cuja frui-
efio ihea he illtcita. Qualquer recejo de
perda ou prejuizo em stias tenUlivas, ndo
podem temer. A rrelgiao (Intmente he o
stu favorito distinctivo, como se deprehen-
d das atrozes conspirarles manifestadas
ni inslftdada poca da geral perturbago.
Oscliefea da revolta convencidos de que
um poder itresislivel os constrangeu a'ban-
donarocampo da brilhante victoria e glo-
rioso triumpho, que actualmente cabe ao
santo padre, e a tod'a igreja.levem persua-
dirla que as pretencOesalbeias da ordem
eitalielucida.como liasnadae no humano or-
galho, destituidas de legitimas ctussa, que
as jus'iliquem,e oppoltss ao bem coaiotsiaj,
cujas leis as rejeilam.nSo plern progredir.
Forjadas na inepcia do aventuretros que
aclumados a universalisar machinacOes,
ur.iiias na tenebrosidtde de privados con-
selhos, a que preside a impiedade. nao td-
miltem o bom xito que se imtgina. Sus
durarlo no porvir, ser sempre epheniert,
cjmo tem sido at io prsenle lempo, em
que lemosnos sagrados cdigos e livros pro-
fanos, ss consumadas derrets que experi-
mentarais os Corypheus de varias e pere-
grinas doutrinas vulgsrisadas no espaco de
18seculos.
INTERIOR.
iuo.de: -jan gi no.
JAMARA DOS SRS. DEP-
TADOS. fc
SE98AO DE 29 DR JULHO DE 1850.
rssiOKNcra DO s, ensastrtsxt r-ines n*NT0f|.
Urgencia par* dticunto iat inlirplacu
do Sr. Anido.
I ContinuicSo do n. 18*. )
O Sr. AnMr continuando) : Ao poder
judiciario, sim, competa formar o proces-
so, em vista dos documentos, e entlo or
lear i priiSo convenientemente; mssnio
aeho que um presidente de provincia nu-
desse fazer i ato sem infracqa da le. Ora,
depoit destt ordem do presidente da pro-
vincia, o promotor publico, anda me red-
ro i documentos, deu i sua denuncia bisei-
ili ms mesmas rizOas que i portara do
ejecutivo lhe tinlia preseni>to; depois des-
ta denuncia o chefe de polica pronunciou
o individuo pel mtneira in Iluda na por-
tara, snm duvids o poder judiciario aceitn
o acto que o presidente da provincia lhe ti-
nhi indicado; mas entendu que neste molo
de proceder cosretou-se a independencia do
poder judiciario, Creio mesmo que o gover-
oo podit declarar, entendendo que havia
motivo de se proceder judicialmente em
taes e taes fictos, que a sutoridade judicial
tratasse desta aecusaclo; mu ordenando
rjatJJtliviniente a prisilo do individuo, por
oente desarmar i continuadlo delta re-
dous presidentes di provincia di Rabil e
volta.hiblitandoo presidente ds provincii as Aligte seguiram o metmo caminho
com um decreto pin amnistiar aquellas
quejulgsvte que deviam ter amnistiados;
creio que o primeiro decreto desta imnis-
tiifoidell .le Janeiro: estiva pois o go-
verno di provincia de Pernambuco habili-
tado para conceder amnistit muito intes
que tivessem apparecido as scenn deplora-
ves do dit 2 de feverairo.
Similores, eu ndo ten lio estudldo mu lo
rR nuciosa mente a historia da revolta de
l'ernamhuco, todava me pirece que, se a-
caso o governo, desde o eorneco, tivesse
empregado os meios de brandura, pan os
quaes estavt haJiilitado, talvez tivesse pou-
pado esse derriaiimento de singue do dii
2 de fevereiro.
OSr. Uaeiel Monteiro: Fortm todos am-
ustiados, e a segunda revolta tpptreceu
porciusa dessi taradura.
OSr. Anido : Se o governo emprcgisse
os meios de hpjjnduri que tnhi em seu
poder, he makaflb provavel quema revolta
teria suecumbido tutes que o singue dos
itrazileiros noJoisse as pigints di nossa
historia.
OSr. Uaeiel MonteirtS-- Isto heainleirt-
mente grttuito.
O Sr. Anido : Kntrelinlo, nSo se eoten-
*, e em o menor pejo, uimifeslou at
(ce* outro Dos, senSo o sol, e ese
filSPAD DE PERNAMBUCO.
V. lodo da Purificacdo Narquts Perdigdo,
conego regranlc dt Santo Agoitinho, por
oran di Dtos i da Sania S Apostlica, bii-
podi Ptrnambuco, do conitlho de S. M. I
i C., etc.
A lodosos nonos dtorestnos side, paz
e lienco em Jeaui Chrsto.
A recordirjo dot benficios obtidos com
que i eterna beneficencia nos protege, pro-
movendo nossa temporil e eterna venturt,
he o raeio rotii efilciz pan nos ohrigiri
inrt^tcrc "5V*'l rp^nnhpeimentn de-
vide lo Dador da lodo o dom perfeito.
Se o mnisleiio pssloral impOeodever
de fazer conhecer esta importante ver.lade,
guil | receito suavemente nos persutde o
denoticiarmos sos nossos diocestnoso ma-
ravilhosoe Iriumphanto ingressu do sanlis-
simo padre Po IX nt capital do orbecalho-
lico no dia 12 de abril do presente anuo,
di qutl o agentes do principe das trevas o
arrebtlirsm por divina permisso, pin se
rcilliircm ti predicos de Jess Chrlsto,
respeetivss II perseguigOes e tribuli(0ei,
que ltela igreja deve supoitir, icreditau-
do todivs, is clerim e indelTectiveis pro-
metsiscom que sua inslitui^fio fui firmada
E que maior denionstn^So do Supremo
Poder a prol di Hfii commum dos deis pode-
riimoi desejir ? NSo vemos nscomadmi-
nvel ucuniiilide verificad! iquellii pro-
meten no recente tcontecimento, proprio
pin mwJicicsr s hsucioSQno dos que .
cusim tcreditt-las J NSo presencismot co*
mo a increida tabedorii permute os roajOT,
pin desle eolher niais proprio resultado,
que o proveniente di ulula sagacidade dos
univernei egoitlas, perseguidores di tanta
igreja, de tea chefe edo genero humano,
nft se dizit que o complexo doscri-
mflp|ue o presidente da provincia apontou
fazia com que nSo pudesse haver flanes, es-
te proceder me parece muito atlenUtorio
la segranos individual dos ciddSos, e di
independencia do poder judiciario. Senho-
reSju peco i cimari que oeste negocio se
levFnicamente pela sua ccfiisciencia, e
pelo bom senso ; que examine os documen-
tos todos, e que veja se com efNrlto se guar-
daran! as formalidades esttbelecldts na le.
Eu me entrego tbsoluttmente to juizo di
miorit nostnesso, e n3o duvidaria mesmo
soffrer um julgimeato que ella quizesse
fulminar sobre ette facto ; tanto eu confio
nt illustraofio do membroJ cmara, que
nSo poda ao modo algum esperar que elles
nilo reconhecessem que nesto ciso se l-
nlnm preterido to las ts formalidides. I'e-
(0, senhores, que eliminis todos estes ir-
Ugos que vem sublinhados, que examinis
mesmo o icio da pronuncia, e que decidis
se nilo luiuve aqu um excesso de poder,
quenSohede modo algum tolerado pelas
circumsttnciis di salvacSo publica. Se-
nhores, oterimes cmquese diz ter incorri- buco, nio sibil bem o pormenores des-
coiispiroa contra tod't forma do governo.
( Diarlo de Ptrnambuco, 31 de tnaio de t850,
0.122.;
Tod'o mundo tem presenciado os sen,-
lmenlos que dumimm nos cort^Oes dos
turbulentos, propensos i se ilimentarem
da desurden), como noa diz o ebefe dt igre-
ja universal e pii commum dos .liis, nar-
rando em pleno consistorio os arduos e do-
lorosos sacrificios, que t refinada milicia
Iba preparara.
Se lemos, preJicUs por Jess Chrlsto no
evangt'lbo, as perseguiefles que sua predi-
lectissima esposa devia soll'ier desde seu
exordio at consumicSo dos seculos, acre-
ditemos sem IicsUqSo a benigna e piedosa
assisleucia, que lhe foi aliaocada e de-
niousiiaJa por urna serie nSo interrompid
de illuslres e prodigiosos icooiecimenlot,
pelos qutet tem sido protegida contra o.
asiltos de seus adversarios, sendo estt di-
vina disposico mais catvenieute pin es-
clarecer e ibrilhsntir i virlude dos que de-
yetn perseverar firmes ni constante platica
de todos os seus deveres.
Nos exhortamos os nossos diocesanos, e
com damos i todos os (litios dt tinta igrej
disporsos pelas quttro ptrtesdo orbe, i le-
vantaren! is mSos so ceo, com o intuito de
drigirem io Senhor dos exercitos aqueWtj ceentP'
ccSo de gracit, que Ibes he possivt I, reco-
uheceudu ingenutmente ot beneficios que
us tem sido prodigtlisados particularmen-
te na reetiluic3o do tinto padre t sua sede,
para cuju fiu comparecemos ni cathednl
de Olinua no dia 6 do correle, prximo
parlicipteflo ollleial que nos fo envitda
acuca desie objeclo, asiistindo missi so-
lemne, e pretidtudo ao Ti-eum, cantado
ilterntdtmeDle pela msica e coro, com as-
siitencii do leverendissimo cibido pira-
mentado, exposto o SS. Sicrimen to no Ihro-
no. Concorreu pin decencia desta icio
extraordinaria trmtcSo da^Cathedral na
qoal not ptreceu. que defnaos cumplir
o ile de ver. M
Ptlicio di Soledide,18 de agosto de 1850.
Joto, bispo diocesino. '
jo este individuo sSo os de seJicSu, nsur-
rnifSo, de resistencia, de conspiradlo con-
tri a ordem publica, do conspirafflo contra
a existencia da constituic.no, emfim todos
estes crimes que eslSoclissilcadas no cdi-
go criminal pan o caso de se im. or esta
pronuncia ; cu pergunto tos nobres deputa-
dos : i opinlflo que te icbi nes>e jornal
heopiniflo de um s individuo, ou he de
mais ilguns individuos do llio-Crando do
sul .
O Sr. Carvalho Moreira : He de mijitos.
OSr. Anido : Se he de muitos, este mo-
do de proceder, bem longe de os irredir
desta opiniSo, osirreigart nelli : elles cla-
mando contra violencias,estas os justifica m;
e se he de um s individuo, para que poster-
gar as formalidades da lei?Eu mo quero
que se deixe de punir os crimes, princi-
palmente da niturnza desees que seinen-
conam na portarla do presidente ; mu que-
ro que sejaa punidos conforme as leis do
paiz.
O Sr. Sovza Franco : ApoiaJo.
OSr. Anido : Eu s tolero que se pos-
tergem as formalidades da lei, quindo as
circunstancias oexigirem, e entflo, senho-
res, timbem ahi esll a constiluicto do es-
tado, que csttbelece que no caso de rehel-
liilo, se possa suspender algumas das for-
malidades quegirantem i liberdade indi-
vidual do cidadao para lomar mais efficaz
seguranza publica ; mas qusndo nenhuma
dessas circumsticias est demonstrada, co-
mo poder delxir de merecer reparo o pro-
cedimenlo do presidente da provincia, ten-
t mandado fazer esta prisSo, e antes de
estar prooessado o redactor de urna folht t
<>io riue ha nioi obje"'" da muila cenau-
n, e censura que eu pens qfue.s, miioria
di casa nSo desconhecer que be muito pro-
blicar essaylecretu de amnista ; nSo se quiz
dar esta esperanca aot individuos que se
icbavtm em irmts, isseotou-se preferivelo
iriprego di forct, e s di IjjrQa apareca
pois que um desejo havia de exterminar es
sea adversarios que com urna precipitirj-lo
condemnavel se tinhtm Uncido em viis
extra-legues. Senhorm, desde qfeum par-
lulo que tem por missll pacificar um paiz,
marcha deblixo das inrpresses do desejo
Je externiinir leus adversarios, ello com-*
mette desatinos Reconheso que he nees-
sirio ter ilmi lurte para ss nilo deixar im-
pressinnar muitas vezes por esso desejo de
exterminar os adversarios em occasies
taes, rnas nein por isso deixt de ser con-
lernnavel o procodimento daquelles que po-
Jendu lanzar mSo de meios mais brandos
se lancam na carreira dos meios mais vi-
lenlos, que ordinariamente sSo prejudi-
ciaes. Depoisdestes prlmeiros deavtos de um
modo mais Ilumino de* de l'ernamhuco, tenho linda de limetiltr
que se lineaste mSo de meios que nilo p-
dein ser do nuueifa algnma approvidos pe-
lo bom seus i Seajjbores. eu tinto e lmen-
lo que nSo fuste perlhtido to meu nobre
amigo que tnnunciou as interpellsces Ira-
aer o> documentos pelos qutes elle polis
mostrar osdesvios que se seguinm ni pa-
cicaeno de Pcrnqmbuco, desvos que tem
de ser ainda muito falles. Eu tinhi lido nos
jorn.ies, Sr. presidente, que os primeiros
passos di promessa de amnista tinham par-
tido do presidente da provincia de Pernam-
ereio que igualmente autorlstdos como o
ereildente de Perniathuco ; pois no acho
motivo pera que um tivesse mais poder do
que outrot; he muito natural, pois, que ti-
vessem estn sutorisicCes, e o que fizeram
elles ? Tambem entenderim que en con-
veniente linear mo destn meio mais boma-
no de tetbar com i revolta : flzerim aber-
turas, e aberturas no sentido di tmnistit
os revoltosos. Or, senhores, qusndo por
tal mineira, e por (into lempo te linht des-
perttrJo i bol f dos cidtdos, e o desejo de
ver acabada a revolta com i perspectivi do
urna amnista, o que se devit esperar de um
governo que soubesse bem quinto vale i f
das promessas ? Que elle continuasse nesto
caminho, que realisisse essi promesst com
que tinhi desarmado a revolta.
O Sr. A guiar:A revolti nSo foi desarma-
da por promessas ; perdo-me ; nSo confun-
da as cousas.
O Sr. Maciel Monteiro : Est argu-
mentando fon da rasBo'e da verdide dos
fictos
O Sr. Anido: Oque he certo heque Pe-
dro Ivo, Miguel AITonso e outros abandona-
ran! is irmas na esperanct de amnista.
O Sr. Maciel Monteiro :--Fnm bitidos.
deu que en conveniente, nem lo menos pn | "*, Anido -.Kmbori tivessem sido bt-
tes l'.icti.s, hojii tenho mais algum conheci-
menlo, vi mesmo os documentos originaes.
Pedro Ivo e outros, complicados na revolt
do Pernambuco, a presen la ram- se ao gover-
no daquella provincia pedin lo amnista;
este be u ti facto que vem menciona lo em
documento! ofllcitos. Or, estes individuos
que procuravtm achir um meio humano
de acabar com lodo aqu lie derraman) -uto
de saogue, elle*que se ipresentivanvpedin-
'I ) essi aiiiuistia em consequencii de pro-
messas que lhs conslavam-estar feitas, de
crto ou dqsjiam ser repelldos imineliata-
mente no caso que sa entendesse que nSo
se'devia asar destes meios, ou lendo-se-
Ihesdadot entender que podiam ser am-
nistiados largando ts armas, deva-se mtr
clnr neste caminho, caminho muito mais
humano.
Sen oras dif'documeutps consta que Pe-
Como o Sr. ministro da justica disseque
prelendit mtpdar publicar tt informad-oes
que reeebeu cerra deste facto, estimare!
'iiuilo que S. Exc. faca puWicir lodos es-
et documentos, nflo s o olllcio do presi-
dente <|a provincii que os acorbpanha.como
timbeara proprit pronuncia, pin que, con-
fronttndo-se is datas, se conheca que o fc
lio'nao se passou cooio S. Exc. isseverou ,
isto he, que i prisao fon feiU depois da
oronuncia ; t pristo foi ordenada antea da
denuncia, as dalas pdem confirmar jalo.
O outro pouto dt inlerpellicSo, Sr. presi-
dente, he Acerca da iinnislia concedida a
Pedro lv<>, a Miguel AITonso, e a outros que
(Icarain ni aliia. Eu. leudo minbas relle-
xes que fazer slorespelo, hei de me
limitar a pouco,
Senliores.be-piecso que olbemos os felos
desprevenidos de ptixfio. Todt i cist tibe
que qutndo t revolta de Pernambuco tirilla
giohtdo proporefles muilo cooudertveis, o
poder moderador liaba entendido conve-
presidenln do Pernambuco, creio que em
ouiubro, po lindo amnista ; que S. Exe por"
sqa portara desta uiosmi d|ta,Jhe> decli-
rou que com effeito ser-lhes-bia concedida
a amnista medante taes e lies coojlicgOes,
Je se tpreseultrem to commindinte das tr-
mis, de se recolherem primeirmaule t urna
foitileza, e dse retirVem depois i outra
pruvincia, julgo que pin i le Pira, por
espaco de cinco anuos. Portan to, esta va-
lo que o presidente de Pcrqjmburo, desde
esti poca tinha sssenlido conveniente de-
cltrir i estes individuos que o governo ge-
ral pietendia ameisiia-loslogo que elles Itr-
gassem as armas, licando ossjjjiserros es-
quecidus. Esla mesma portara do preti-
deute da provincia de Pernambuco, enva-
la tu luimii.,,..-:'.. ;.-.. iimoa, ivi .i>i,s-
mittldi i Pedro 4vo,e a outros a quem
mesmo comnundanle declirou que fizessein
geralmente stbdi disposiciln do governo
a este respeilo. Eu vi este ollicio do com-
mindanle das armas, em que peds Pe-
dro Ivo que cjiiuiuiiicasse estas disposi-
QOosdo governo a todos os que o acompa-
nhavam. Tinha-se empenhtdo a boa f dos
cldaJSos neste proceder. Poslerioimente,
nilo leudo lugar estes primeiros ptsos, que
i tuturidade lia va dido, nSo se leudo rei-
lisado. .
OSr. Maciel Monteiro :Mas porque p
O Sr. Anido :NSo vi dos documentos a
rnSo ; sei que Pedro Ivo se tpreseotou pe-
dindo amnistit pin ti, e nSo me record
sedambem pira seus comptnheiros.
O Sr. Maciel Monleiro :--l'orque elle nSo
quiz ir para o Pira, e continuou i derrtmtr
singue
u Sr. Anido .Sei que elle tinha diiio sie-
te passo demomlrativo do det>ejo de por
ternioi lutisem maisderramtmentodesin-
gue, estavt dispotto i lirgtr it armas, e o
governo acolhendo usta disposicSotnhi-Ihe
promettido amnistit. Potleriormente os
(Idos em differenteseocontros, o que esla
Ion de duvid he que deitaram de conti-
nuar com armas as mSOsna esprtnct
de que seus errps seriim imnistitdos.
O Sr. Saydo J.obalo : Como fnm tmnis-
liados.
O Sr. Maciel Monleiro : Talvez devessem
ser premiados, nilo ?
OSr. Anido: Fsco muito conceito da
iteiligencii do nobre depulido, pm
persutdir-me que elle v is causis como
nSodevevor : quem lera fallado em pre-
mia/ .'
0 Sr. Maciel Monleiro:He que o nobre de-
puta lo esl argumentando contra a verdade
los fados.
O Sr. Anido : Quando chegou ao porto
lo Rio-de-Janeiro, viudo em liberdade, Pe-
dro Ivo e Miguel Alfonso tinham I certeza
Je quo acharitm o cumprimento de umt
promesM que se Ibes hsvii feito : entretan-
to oque aeonleceu ? Fram logo recolhi-
los a urna prisSo. e os teus companheiros
que tinhtm licado sollos na Bthit.doust
tres das depois de rlirtr-sn o Sr. Goncal-
ves lia- tius foraaa presos ; mas como Tor-
c da promessa linh*s sido lal que o gover-
no pruc.'dciido assimnSose sibiibem.a-
conselhou a coros que enneedesse amnistit
com certas clausulas. Deduasumt: ou o
governo linht a certeza de que a amnista
queaquelles inlividuos esperavam era ab-
soluta, ou nSo ; so tinha a certezi de que
era absoluta, nSo devia ser apresentado um
decreto de amnista condicional, porque
axpunha-se a soffrer orna recusa, como sof-
Treu. E esti recusa, senhores, com dr o
digo, me fazererque o governo nSo ipre-
ciou bem a importancia do seu dever...Eu
nSo re mais longe, estas simples palavras
me parece que silo bastantes psrt que os
Sr#. ministros reconhecam que emrim
qutndo tcunselhiram co'i urna im-
i)istia condiciona] que, ni hypolhese em
que estou fallando, te rsperava que fosse
geral
OSr. MaeielMonleiro :--Erranm em con-
ceder amnista.
OSr Silvio Lobato :Est em um pretu;-
posto que tem sido muito explic ido.
O Sr. Anido :Mas, disse o nobre deputa-
do, ha pouco, que elles fnm amnistiados ;
sen duvida : eu entendo que hoje he preci-
so que os nobres flepotados que Astentim
o gibnete se exprimtm de urna maneira
muito clara a este respeilo. Me parece que
dro IvoeoOtros se tinlum ipresentaio io J>8a Possi legislacSo, sendo a amnista o
esqiiecjmento do passado, urna vez que se
tem decltrtdo que se esquece o passido,
nSo se pode de novo dzer que esses in livi-
duos slo criminosos :o entSonSohe co-
mo disteo'Sr. ministro da jusli;i, quedas-
de que se nSo aceita a conilic.no, a obrigt-
qSo destppireee ; nSo, eu nSo en ten lo as-
si m. A amnistit he o esqueeimento :o mtit
que, pode acontecer he que se o Individuo
nSo quer sujeilir-set condi;So que se lhe
inwde. nSo pode goztr da liberdade. Eu
respeilo mais as prerogalivas da corea, pen-
sando sssim, do que os nobres deputidos ;
por isso he que pergunlei io Sr. ministro
da justica se ja tinha revogado o decreto da
amnista.
( Cruzam-se diferente! apartei.)
ocuiiuies, quauuu v uaia v vmuuvhu
do poder moderador pira penlor delictos
que ji estSo jiilgsdns, comprehendo a ques-
tiio de outra sorle ; sem duvidt, oondemnt-
lo o individuo i cumprir certa peni, be li-
cito ao poder moderador commutar-lhe a
peni por outra, e so o individuo nSo tceita
s commuttcSo, entSo deve estar sujelo
i rimeiri peni que lbe foi imposta. Suppo-
nha-se que commuta-se umi pent de pri-
silo cun irabalho por urna peni de dester-
ro temponro ; tqui comprehendo eu que o
individuo s podo cumprir estt segunda
pens ; mas se elle volts do seu desterro an-
tes de lindar o lempo, tica sujelo primei-
rt pent ; porrn, suppoebi-se que secom-
tuuta a peni de prisao com tnbtlho pela
pna de prislo simples, nSo hi o direito de
su entender revogtda esla cummulicSu,
porque est nt ic(3o do governo fizer' cum-
prir i peni em que fo commultdi a pri-
meara. No ciso que eu disse io principio,
mu que nflo est na ficuldade do governo
fazer execulir a cominulagSo da pent, nSo
pode de modo algum deixir de sustentara
punirSo; mu nsestimosem umi quet-
1 o'totalment diferente, trala-ae de i



.
l
amnista, e nSo de urna commutac.'io de pe-
na. Na coaimutscoo de pena j lia urna pe-
na eatabelecida ; mas a mnlstia, que he o
esquecimonto de um facto, n3o est neste
caso, porque nflo pode alguem esquecer-se
de um facto em um dia, e dizer dahi ba
dous ou tres das : este facto nSo est es-
quecldo, e portanto trata-se do proceder
contra elle criminalmente.
O Sr. Soy So >bato:~0 artigo da consti-
luieflo diz que o poder moderador poder
conceder amniatia quandoobera do estado
o exigir.
OSr. Anido :--Por outri, tambom eu nSo
nntendo que um decreto de amnista possa
ser revogado sem queoutrose aprsente,
porque um decreto do poder moderador re-
ferenaado por um ministro nSo pode dei-
xar de ser subsistente, emquanto nflo fr
revogado por outro, e eu nlo acno que pos-
sa baver alguem que econselhe i corda a
rovogacSo de um decreto do amnista.
O Sr. Macitl Montiiro :He questSo de fr-
malas.
(Cmlinuar-ie-ha(
Correspondencia.
DECLARACAO'PARA APROVEITAR A QUEM
DE DIREITO POR.
Encarregando-me, por consideraces de
particular amisade a vender em a minha loja
a Marmota, eslava persuadido que ninguem
enchergaria nisso intencflo de minha parte
a favorecer essa ou aquella parclaliJade po-
ltica desta provincia, pois que sondo esse
peridico joco-serio, enSo se envolvendo
na poltica, nenhum comprometimento me
poderla aearretir como estrangeiro, que a
desejando gozar a bospitalidade que as leis
brasileiraa garanten) a todos quantos se
acham em meu caso, procura estar fra das
lulas dos pariidos nacionaes. Alm deque
nlo sendo eu o redactor da Marmota, e s-
mente prestando-me a vende-la ,em minha
loja, n!io podi caber-me a responsabilidade
de seus artigos: entretanto.bem em contra-
rio de tudo o que de meu proceder se deve
deprehender, estou informado de que se
tenta contra a minha existencia. Sei raes-
mo que ha um planos esse respeito, o na
noite de 18 do crranle teriam os que tal
plsnejam, levados efTeito ose u intento, a
nSo ser o prompto soccorro que me pres-
tou o mu digno Sr.snbdelegauo Rufino Jos
Corris de Almeida, ealgunsamigos.
Confiando portanto as garantiss que me
asseguram as leis do paiz, e vigilancia das
autoridades, que nflo deilirflo s merc de
particulares caprichos, a minha seguranza
individual; e querendo por minba pzrte
tirar todo o motivo que leve a alguem o ten-
tar contra a minha existencia, declaro que
mo meacho maisencarrecarregado da ven-
dado peridico Marmota.
Se lie criuie, por alguem vendar essa fo-
Iba, a despeito de plena liberdade de im-
prenss qte ha no paiz, fique certo alguem
que tem conseguido o seu Gtn.
Recife, 19 de agosto de 1850.
T/iomaz Ptreira de Uattu Estima.
Chinde deOlinda, l"demaio de 1850. -
Dr. Francisco oaquim das Chagas.
' Atiesto, por me constar que a supplicante
he vi uva honesta.ede una dadeniuiUcres-
cida, que tem nicamente dous filhos, um
le nome JoSo Baptista do Azevedo, quaai de
i lado quincuagenaria e outra Mara Fran-
e sea do Rosario, tambem ja de vaneada
idade e honesta. Atiesto mais, que a sup-
plicante he nimiamente pobre, e que ella
e sus filha eram sustentadas pelo seu nico
lilln) e arrimo Jofo Baptista. Constme
t'inbem, que o lilho da supplicante tem 4
Pilhos menores, e entro ellas urna j mofa;
e ialgumas vezes que fallei para casar-se
com a mili desses filhos me prometteu o fa-
ria, e que isto era de suas intencSea, j nflo
o londo feilo por soas circumstancias de po-
breza. Atesto finalmente, que ha annos co-
nheco o fllho da supplicante como meu pa-
rochiano, e nunca ouvi tacha-lo de maos
costumes, antes me pareca manso e respei-
tador de todos. In fide parochi.
Olinda, 3 de maio de 1850. O conego
cora, Marctllino Antonio fomillat.
Atiesto, constar-rae, sobre o que a suppli-
esnte pede, o segu ule : que a supplicante
he vi uva, doente e sujeita a aecessos de lou-
cura, de 79 annos de idade e miseravei; e
que tanto ella, como sus filha honesta e
quinguagenaria, eram sustentadas porJoSo
Baptista da Azevelo, fllho nico da suppli-
cante. Ontrosim, que o dito lillio da sup-
licante tam lallios menores, e vivo de
plantacOes, criaclo deav-i>s e gado lange-
ro, corle de lentis 0 pequeas vendas de
fruetss e cosmesttvsts a os almocraves. Qu
fui inspector de qnartelrSo durante a pri-
meira quadra da revolta, que ltimamente
assolou esta provincia, e anda o foi por
muito lempo depois, que. tem perto de 50
annos do idade e nio era lido em opiniflo
do nians costumes.
Olinda, 25 de abril de 18JJL -- Dr. Nuno
Ayque d AvtUos Annfs di llrim Inglez, Juiz
municipal e de orphflos primeiro supplente.
Atiesto,aflirmalivamente.o que se emlm
nosquesitos n.t*3.*e6.* da presente petieflo:
anda niaisque a suplicante com a sua fi-
lha Mara Francisca do Rozario subsiste do
trabalho do seu nico filho oalferes Jlo
IMptsta de Azevedo, que he pobre e sohre-
carregado de numerosa familia, io cons-
ta que o dito alfares paeluasse com a revol-
ta desta provincia, antes he publico neste
lugar, ser elle urna das pessois que tem
apresenlado urna conduela irreprehensivel.
Olinda, 3 de maio de tft50Guilaermino
lbo o alteres reformado JoSo Baptlala de Ate-
vedo.
Olinda, 3 da malo de 1850. loti Nunti de
Paula, alferes coinmandaote interino da ter-
ceira coinpanhia dobalalhao d'OUnda.
VvRIKlMIIK.
1 i ^.
A BOiNDADE.
;Coi'nwof,inio *. 181.)
Mal por quein trabe deveres So docea e tSo
agrados! A inulher perjura f conjugal, o
espoao. que por outra, larga sua mulher, que
llie nega protecco ou torna-ie aeu tyranno,
(tiran coritas a Dos de haver quebrantado o
seui juramentos. Mas anda mearan neste mun-
do coin;ara o justo castigo ; pola que a sua
deaunio trar deaordem e miseria ao redlo
domestico; atrabir a tcinpcstade, que exter-
minar a familia ; oa pas vero seus Albos pa-
decer, corromper-se com o seu exeinplo ou en-
vergonhar-jc da sua deshonra. Quanda oa ca-
vallos nao ajustam, puchando um para a dl-
reita, outro para a esquerda, o carro cabe no
precipicio
Sei que ninguem ha perfelto; que momentos
ha, em que ninguem pode estar seguro de nio
merecer censura; mas por isto mesrao que
laes momentos Incan a todos, e todos tem suas
mazellas, he qua se faz preciso que os esposos
reciprocamente se soll'ram. Quando vossa mu
llier est enferma nao vos vein i cabeca o cu-
ra-la com reprsehes e mos tratos; seno que
applicais-lhe os remedios proscriptos pelo me-
dico. Os defeitos ao molestias d'alma ou do
natural, e a indulgencia he o nico balsamo
que os cura. Nao se tira um deleito junta-
nente com um puntudo de cabellos, era o
indo genio se dobra forja de murradas. Pelo
contrario a raiva e o clame em vez de impedir
urna m aeca, podem suggerlr-lhe a Ideia;
porque quein er ser trahldo e faz lamentos
sem raso, algumas vezes inspira a vontade de
merecer laes reproches. Facamos por ter isto
em mente ; mas nao nos esquejamos de que o
jogo, a bebida, os namoror e a valdade sao es
animlgos capitaes da concordia domestica!
recorJemo-nos que trabalho e economa, con-
tianca, indulgencia e docura sao instrumentos
liarmoniosos, que cumpre tanger ao mesiuo
lempo para ser bons esposos.
Sempre lastime! sar privado da fortuna de
ter um trmao ou urna Iriuaa, e raelhor fra ter
ambos. Creio, os leria amada de todo o cora-
cao. Se eu fosse o mals velos dclles tomarla
por urna obrigacao, por um prazer o ser para
i-Mes um segundo pal, o ajuda-los.protegt-los,
repartir com clles os meas bens, cdar-lhes
Uous exeinplos. Se eu fosse mals moco e clles
me abracassem em seu cortca'o o reconheci-
ento augmentara o meu affecto. Ah .' quao
fortes seriamos rutao contra os accidentes.'
porque irmos unidos entres! formam um fei-
rublic it;ao a edido.
Docununtota favor do olfert rtformado JoSo
Utpliif de Atenea.
{ Conclusflo do n. 181.)
0 delegado de polica do termo de Olin-
da, alten leudo a proposta que do cidadSo
e ajudanto Joflo Baptista de Azevedo fez o
subdelegado da S para inspector do quar-
teirflo que comprehende o lugar denomi-
nado Maria-Simplicia, e aulorisado pelo art.
9 da lei de 3 da dezembro de 1841 e art. 43
do regulamento n. 120 d* 31 Je Janeiro do
18(3, nomaia para o referido lugar o dilo
ajudante Joflo Baptista de Azevedo, que de-
vera prestar o juramento e tomar posse.
Delegada do termo deOlinda, 35 de Ja-
neiro de 1819 oaquim Cavalcanli de Albu-
querqvt, delegado.
Attesto, que o filho da supplicante, Jnilo
Baptista de Azevedo, slferes reformado do
primeiro batalhflo do guarda nacional des-
ta cidade foi por miro mesmosubdelegado
da freguezia da S da mesraa cidade, no-
meado aos 9 de nnvembro dea)jB8 ( princi-
pio da revolta) inspector de qoarteirBode
liara-Simplicia, e approvado pelo Sr. dele-
gado, o coronel Joaquim Cavalcanli de Al-
buquerque, que Ihe passou o seu diploma,
e servio esse lugar al outubro de 1849, em
que pedio aua demisso ; e durante esse
tempo, poriou-sc com multa dignidade .
adhesdo causa publica, expondo sua exis-
tencia por muitas vezes, a bem desempe-
nhar as minlias ordena e iisinuages, que
Ihe dars em beneficio da segranos publi-
ca; maniendo sempre quaniu Ihe e/a pos-
sivalo respeito eordem dos moradores da-
quelle quartelrfio, mormenleTos tJias de
maiores perlurbaeOes, sem que jamis dos-
amparasse o seu posto : apresenlando des-
de annos que o cooheco una conducta re-
gular, nSo constan lo-me em tempo algum
cousa que s offeiider possa.
Olinda, 39 de abril de i 8.10.--Judo flaptista,
da Silva Manguinho, ex-subdelegado da fre-
guezia da S.
Atiesto que o filia o da supplicante Joo BtW-
tisla de Avevedo alferes reformado do primei-
ro batalhio da guarda nacional desta cidade
do meu Interinocommando, logo que se apre-
acuira e lomara posse dr alteres do mesmo
batalho lora logo proposto lente ajudante,
isto no mesmo anno de 1814, em enjo posto
servio interinamente at o anno de 1840. lempo
em que se leformou por assim o haver pedido
Olinda, I." de maio de 1850. Joo llantina
da Silva jVfaaau'nfco, majar do baialho.
Atiesto conslae-ine sobre o que a suppli-
cante pede, o suguinte : que a supplicante
he viuva, pobre e muito doente, e de um
idade milita cresclda, e qun tanto ella como
a sua filha, que vlvem honestamente, eram
sustcn'adas por o filho da supplicante Joo
Baptista de Azevedo, homem quasi quin-
quagenano, pessoas eslas, que conheco ha
mudos annos nesta cidade de Olinda, com
o producto de seu trabalho. Sei poro mes-
mo Joao Baptista mer-me, que elle fra
uomeado inspector de qaarleirSo, e isto em
os fina do auno de 1848 e aue servir por
alguns metes al 1849, em que pedir de-
nnssSo do diin terco, e cobo ieuirsne/de
que elle enlflo em minha casa mostrou-me
a sua nomeaeflo passada pelo deegado. At-
iesto mais que o filho da supqlicaole, nunca
foi tido em opiniSo de mos costu
testo Analmente, qu
Clemente liodriguet Bacqdho, promotor pu-|,c lue Pde resistir aos mals sabustos esforcos.
blico interino deOlinda e Iguarass |,:flm"U. Pro,n,,aru Poi? 9"e t' tr.abJ-
,, ....___iir__^1.___ libando de coiiimum acenrdo, laiem mais do
ti "'"'.i0' lfr per|V? Conh supplicante e de seu filho nico, o alferes
reformado JoSo Baplisti de Azevedo, que a
supplicante he viuva a misoravel, que tanto
ella como sua filha Maris do Rozario vivom
honestamente ; e eram sustentadas pelo di
lo filho ds supplicante, que o filho da sup-
plicante tem 4 filhos que elle foi inspector
dequsrteiro do lugar de Mari a Simplicia,
na tempo em que grasssvs a revolta om
sus primeira quadra, que nada me consta
contra a conduela do filho da supplicante
Attesto mais, que o li I lio da supplicante
muito antes de-ser ollicial de guarna nacio-
nal foi sargento de milicias e contigo servio,
pois que era sargento da mesma compa-
nhia, da qual eu era commsndantee tiesse
mesmo lempo sempre portau-se com omi-
ta digoidade, sendo minio exacto no cum-
primcnio de seus deveres. O referido he
verJade e fiirnio sb f de meu cargo.
Sbdelegacia de San Pedro Martyr ds ci-
dade do Olinda, 30 de abril de 1850, -- Joti
Kuitaquio Macitl llonteiro, sudelegido sup-
plente.
Nada mais posso attestar, a respeito do
filho da supplicante, senSo que consta ter
elle sido inspector do quarieirSo de Maria
Simplicia ; porque, quando estive no exer-
cicio da subdelegada da freguezia, a o
mesmo o nflo era, e quanto ao lempo em
que exerceu a inspectora nSo A com
exaclidto qual foi, por me ter retirado para
a Cidade do Recife, em novembro de 1848 ,
donde regressiem maio de 1849 e nem lam-
ben) me consta que elle paeluasse com a re-
volts.
L'elegaeia do termo de Oiinda", 39 de abril
de 1850. O delegado supplertte, Antonio
Josa de Sonsa omtt.
Atiesto, que a supplicante be viuva, que
s tem 3 Ulhos, 1 de nome JoSo Baptista d
Azevedo e outra de nome Mara Francisca
do Rozario, que a supplicante o nico arri-
mo qn linha, era san filho ; pnr quem era
sustentada romo tambem a sua familia, que
esta e a supplicsnte vivein honestamente
Atiesto mais; que lio publico o nutono ter
sido o filho da supplicante inspector da
quarteirao de Maria Simplicia no tempo da
revolta, em cujo lugar prestara servidos ao
governo, e que por conseguinle no psetuou
com.* revolta ; quanto conducta da sup-
plicante nada sei que a possa desabonar
O ques(firmo he verdade. O bacharel, Jos
lavares iin Mira.
Refiro-inc ao sitcstado acims.--Joj Theo
doro de Maraes lint.
Refiro-me ao atiesta do supra, e aceres-
cento que conliece o filho da supphcanfe ha
muitos annos a sempre obediente pars a
rpplilsnto,
Olinds, 3 de maio de 1830. -- Antonio
Wernardo ferreirm.
Beiiro-me ao alteslado cima.
Oum, a 'e maio c iw. oaivaaor ijnn-
ijui di Albaquerqui.
Retiro-me ao alteslado cima do Dr. Abilio
Jos 'lavares da Silva, e accrescentoque o Albo
dasuppcaute tem qualro filhos menores, in-
clusive una donzella, e Isto allinno por ter
perfelto conlieclmeiilu da supplicaaM e do dilo
eu fllho.
Olinda, 2 de maio de 1850. Antonio Joaoum
Habello Pesio*.
Refiro-me ao alteslado cima.
Olinda, 3 de malo de 1850__O bacharel, Fran-
cisco de Sales Alnrs Maett.
Kefiro-me aos alienados cima, e accrescen-
to que, tendo servido por diflcrentes vezes de
auturidade policial em ambas as freguezias
desla cidade, nunca me conslou que o lilho da
suppiicaue fosse de mos costumes Attesto
mais que o filho da supplicante servio comini
go na qualidade de 1.* sargento, quando inte-
rinamente comuiandei o entnelo batalho de
4 IIulia desta cidade, e delle lenho inteiro co-
nhecimeoto desde 1819, quando scapu praca
na dita ?.' Ilnha,e sempre se csaaazlo com
louvavel coiuporlamento, e o mesmo me cons-
ta ojNhervar-se sem nota em sua conducta civil
isto allinno, eJurare! se fil-
ala! o preseule, e
le, nunejBS,,cr
.,.^,t*' 0nda.2stamaodcl6^.-*^wlJos#/i*c,.
0 Ulho da supphcantet,,, lu,jor referu,ado.
marclisnle nesta cids-1 Rfiro-me aos atiesados supra, por ler per-
de, e que u.umametile viva de plantocOes.lfitocouheoiuienteaasupplicante ede aeu 11-
--aniel
foi poro di tos snnos marchante nesta cids-l
que quairo que I
prega, o outro reprega.
quizar ajudar o outro, nada de boin se fari
e quando uina perna recasa-ae a caiuinha'
pa
Mas se um bra
rs
vai-se pouco longe e cocheando. J observas-
tes o edlfncio construido por um formiguelro?
Todas as formigas se eulendein e obraiu em
cominuin, e d ahi resulta um trabalho prodi-
gioso. Dispersa! aquella sociedad^, e veraMl
quito pouco valer cada formlga de per si.
Ilecordai-vos destu verdades, vos todos
Jue gozis a fortuna, de que fui privado, e re-
ecli que Dos abencoa a harmonia e o alleclo
entre irmos. Este senliinento que comeca,
pde-se dizer. com a vida he um daquelles que
devem marchar adiante de todos os mais e so-
breviver inaior parle, quando nao seja vio
lentamente rola por algum vicio da carcter
mi de luut-sui *sV-iiccs E anda neste ul-
timo caso, amigos meus, anda resta Din laco,
o do sangue, que uo lie um nome vao ; que
nao ha cousa 00 mundo que baste para despre-
sar : que tarde oucedo pode reactar-se. Mul-
los exemplos teubo visto de acoinmodaedes
producidas por elle.
Fazei que dous irmos desamislados se en-
contrem depois de tongas dlssencdes, e veris
que uina forca interna chama um para o outro;
e se um destes abre involuntariamente os bra-
cos, o outro se Ihe precipita, e seus dous cera-
edes congrarain-se. K em verdade como resis-
tiran! cites s memorias da infaucia, que tu-
multuara em seu pensanieoto? Como esquece-
ro os brincos da puericie, o teclo paternal, as,
caricias de uina mni recebidas de ambos e a in-
dulgencia de ura pai, que tantas fallas releven
e pe do 11.' Se o coraco nao est profunda-
mente ulcerado ou de toda pervertido como
lodos esses prnsamenios nao otara bater de
ternura, e nao reaialiro s prlieiras atfelcties
que sentir ? Ura acdente, um esforco, ura
obstculo pdein dividir por algum lempo as
agoas de um arralo; mas apenas livres, o pen-
dor ai arrastra, a el-las que tornara a correr
juntas. t
lamo maior confianca tenho nesses lajos do
sangue, quanto senil o seu poder em relaco a
prenles inuilo menos prximos que irmos, e
que eu apenas condeca. S este titulo de p-
renle me pareca dar-llics dtreito aoa meus ob-
sequios ; e cri, que em caso de necessidade de-
via-lhes mais particular soccorro e assistencia ;
porlsso que em urna familia se a desgraca de
um membro procede das causas deshonrosas,
todos 01 mais enverg de culpa tua tal fnfelicidade he urna repre-
henso a lodos, eos aecuaa de insensibilidade.
Assim Dos dispoa tao niaravilhosaineute todas
as cousas que o bosso bcra, a nossa prosperi-
dade andain sempre anexos, e conexos ao cun-
prluiento dos uossos deveres; e para a nossa
fclicidade contribue grandeineuta o aeruios
bons Irmos e bons prenles.
Se uo tive irino nem inna, tenho, gracas
a Oeos, amigos, a sobre este ponto ao menos
posso uiacorrer por experiencia. Era tres cou-
sas se deve pensar, quando se quer contrabir
uiua amisade. A prnuelra he, que ura vicioso
uo poder ser verdadelro amigo; poique um
seuiniieiiio paro e generoso nao germina, se-
uii em uina alma honesta. Crer na amisade do
vicioso be delxar-se cahir na ratpelra ; e a ra-
posa nao se faz amiga do iuoucente coelhinlio,
seoao para uescubrir-lhe a loca, /ruscar a ami-
sade do vicioso he expor-se ao contagio, por-
que quem anda com o lobo aprende a uvar.
A segunda cousa be, que enlre amigos nun-
ca cessam as obrigacoea reciprocas. Quando
alguem vos fas um sei vico e lli'o pagis, pare-
ce-vos que ficasies quite para com elle. Mas
nao lie assim; anida vos Ac algum tanto de
divida, por ler sido cHe o_primeiro a obse-
quiar-vos, quando. a isso nao era obrigadi; e
uo seria ino que conforme oceurrenaja to-
uiasses a iniciativa para com lie. A o atarnos
desta maneira he que eu emendo o dever do
recooaKciineuio entre todos os hoinens : mas
entre amigos ha alguina cousa de inelhor, vls-
lo que os bons ollicios nao ae contara ; as cir-
cumstancias os determinara. ?ara achar, pola,
fervorosos amigos, he mister prestar sei vicos,
tem. os eaigir, e moriuente aera os faser sentir.
A tercelra cousa, mea charo leilor, be esta
Quera vos esconde o seu pensainento, quem
sabe adular-vos e uo perdoar-vos.oio be vosso
amigo; porque a verdadeira amisade peosa
frjicuuiciiic, rcicic CMpic m ktirfcuuac
crua, e nao conserva raucor. Por estes carac-
teres podrs julgar a amisade do011 tros e a
que sentlaeui vosso coraco. Mal alerta ; qne
vos nao engais sobreest pomo. Ubserval,
se o iulereasc ou a vaidade entrara ou nao em a
nataresa do uoliraento, que redes experi-
mentar; pola e vilania, he torpeta buscar
um amigo, s para tirar delle provello ou dcs-
frula-lo; e por outra parte ha perlgo de ruina
ou de humlllacOes em llgar-se uji homem por
vaidade cora pesaos de mais alta esphera.
O visco nSo he amigo do carvalho ; mal be
urna planta parsita que se Ihe agarra para vi-
ver da sua substancia. O pobre cozinbo que
era creado na jaula do leSo, e que com este co-
ma, lio longe eslava de ser seu amigo, queso
Ihe tocavam as mlgalhas da racao de seu pode-
roso senhor; e a quem um ala o mesmo lelo
melleu na barriga porque Ihe tardara aquel
la. Evitemos esses extremos, e para go-
xarinos os docuras de to nobre senliinento, es-
comamos bem as nossas amisades, e mostre-
mo-nos bons amigos.
Ha 110 mundo, sera duvida, menos depilan-
tes que formigas, quero dizer: qua os peque-
os slo em mnlto maior numero que os gran-
des, eodos servos excede largamente ao doi
amos. Sendo assim e nio se podendo trocar
rssas cousas, parece-me qua o inelhor lie to-
mar cada um o seu partido, aeommodar-ae
proprla cbudlcio e vlver era sania paa. Quem
nao pode vesxlr seda, vista la.
. (Camiwiiar-w-Aa.)
lieparli'co da polica.
PARTE DO DIA 19 DE AGOSTO DE 4850.
Frara presos : i ordem do delegado su-
plenet, Benedicto Melquades da Conceigilo,
por crime de furto : i ordem do subdelega-
do da freguezia de S.-Frei-Pedre-Concsl-
ves, o Porluguez Joflo Rodrigues Neves,
para averiguares policises; Francisca
Rozs e Josquins Mrria dos Aojos, por brigs:
e do sub lelsgado da freguezia da Boa -Vis-
ta, Florinda Mara da Conceicilo, Maria Mag-
da-lena dos Prszeres e Antonia Maria Perpe-
tua, para correecSo; e o sol lado de primei-
ra I i ulia Antonio Francisco, por ter sido
encontrado armado de urna fsra de pona
^JOWWERCIO.
alfande<;a.
Rendimento do dia 1?.....4:505,974
Deiearrtoa hoje SO de agosto.
Brgue Aran morcjdorius,
CONSULADO GERA*L.
Rendimento do dis 19 .
Diversas provincias .
557,393
91,947
649,340
EXPORTACAO.
Despacio martimo no da 19.
Rio-Grande do Sul, brigue Piratinim, de
304 toneladas : conduz o s-guinte : 3.SO0 sl-
queires de sal, 4,000 cocos com csca e
barris ago'ardnte.
i RECKBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
eodimento do dis 19.....478,159
CONSULADO PROVINCIAL.
'Rendimento do dia 19. .... 739,087
do correte recebe sssignaturss de horneas
tilo smente, deixando de receber de senho-
ras por ja estarem completos OS camarotes
rom ss sssignaturss que se teem feilo at
noje.
'iovimeiito do Porto.
/Vario laAido nodia 19.
I.irerponl por Mscei -- Brigue inglez Hugh
cipililo Hundysede, em lastro.
ti FUTA ES.
-- Pela iospectoris da slfaodega se faz pu-
blico que, -ao dia 91 do crrante depois do
maio dia, so hade arrematar em hasta nu-
biles, 14 pires" de lanternas para carro, por
factura, par 6,300 rs. total 86,800 rs. : 13
pares de pertenec para as mesmss, par 650
rs tolal 7,800 rs.: urna grosa de flvellas
da ferro envernissdss psra corneiros, por
factura 3,000 rs. impugnadas pelo amanu-
ense JoSo Gancio Gomes da Silva no despa-
cho por factura sob n. 255 : senJo a arre-
malac.10 sujeita s direitos.
Alfandega de l'ernambuco, 19 de agosto
de 1810. O inspector interino, liento os
h'ernanile Barros.
Pela inspecioris da alandegalse faz pu-
blrSat que* no dia 23 do crrante, depois do
meio-dia, aborta da mesma,seabRo de arre-
matar-intewizias de flores artiflciaes, por
factura urna duzia 2,750 rs., total 55.000 r
impugnadas peloajudante-conferenle Fir-
minqJosi de Oliveira, no despacho n. 890
de 19 do correle : s-ndo a arrematarlo su-
jeita ao pagamento dos direitos.
Alfandega da Pernambuoo, 19 de agosto
de 1850.O inspector interino, Bento Joii
Pernandes Barroi.
|)eclaii(;e8.
Pela segunda seccSo do consulado pro-
vincial annuncia-se aos devedores do im-
posto de 20 por cento sobre o consumo d'a-
go'ardente, que o mesmo seacba a seobrar,
sobre a base de 400 rs. por csnsda, na for-
ma da decisflo do xm. presidente da pro-
vincia ao recurso qua havia a semelhaote
respeito.
A administrscSo da companhia de lle-
beribo se reunir no da 34 ;do crrante para
contratar com-quem maisder, e melbores
garantas offerecer, a arrocadacSo da laxa
nos chafamos e bicas do eucanamento por
um anno, a comecar do primeiro de setem-
brn. Os prelendeoles compsretjam no es-
critorio da companfrH, pelas 10 horss ds
manSSa do referido dia.
ThiMiro de S.-Francisco.
BKLL\S ARTES.
r&mt--'1--
O director da grande galera ptica faz
ver ao respeilavel publico, que at o dia 31
Avisos martimos.
*- 0 patacho Asina segu visgem em pou-
cos diss para o Rio-Grande do Sul, podendo
receber algoma carga a frete : quem pre-
tender carregar, enteuder-se-h com os con-
signatarios, Bailar & Oliveira, na ra da Ca-
deia do Recife, n. 13, armazem.
'e,'ue viagem, em poucos dias, para o
Rio-Grande do sul o brigue nacional 4faea-
no. novo e de superior marcha : recebe car-
ga a frete rasoaval, a tem asseiados comino-
dos psra passsgei ros : trata-se com o con-
signatario, Leopoldo Jos da Coala Araujo,
na ra da Moda, n. 7.
Para o Ceari, seguo at 31 do correte
a escuna nacional Kmiiia, de que he eapi-
tfloepratico, Antonio Silveira Maciel Jnior,
coma carga que at esss data t ver a seu
bordo : quem na mesma pretender carregar
ou ir de passagem, entenda-ae com Joflo
Carlos Augusto da Silva, na ra da Cruz,
armazem n. 13, ou com o captflo a bordo.
Quem quizer carregar no brigue aus-
traco atfr, cspitfln M Tsdejevich, para Tri-
este, dirija-se aovice-consulado austraco,
roa ds Cruz, n. 4.
Para llossamedes e
Loanda.
Os Snrs. que inscreveratn tu
seus noines para seguirem de pas-
sagem par colonia, e os que
deram notffide carga para embar-
car na linda, nova e veleira barca
portugueza Brachorense, que pa-
ra all vai seguir brevemente, di-
rijo m-se a casa n. 6, defronte do
trapiche-novo, afim de serem in-
formados do que cumpre a fazer.
Para o Aracaty segu, at o dia 91 do
crrante, o hiate Lsgeiro : para o resto ds
carga e passageiros trata-se na ra do Vi-
garlo, n. 5.
-- Vende-se.'a sumaca S -Antonio, de lote
de 93 toneladas, prompts a navegar, de
coustrueflo brasileira, cabio ao mar o an-
no passsdo, e acha-se tundeada em frente
lo collegio : a tratar ao lado do Corpo-San-
o,-n. 35, loja de oassames.
Leilo.
O corretor Oliveira fari leilflo da mo-
bilia de que o finado Joflo Stwart usara na
sui casa da cidade. consistndoem mesa de
juntar, dita redonda para meio da sala, ca-
lairas, soph, aparador, mesas de diferen-
tes tamaohos, consolse mesas com (am-
pos de pedra roarmore, e outras sem estes,
marquezas, lavatorios, toucadores, lam-
nsoes, e muitos outros objectos inclusiva
tola a sua livraria, contando obras instruc-
tivas h de recreio compostas pelos melbo-
res autores, principalmente no idioma In-
glez : si'ila-feira, 33 do correte, as 10 ho-
ras da manhfla, nos segundo e terceiro an-
dares da casa onde no andar terreo ex slo
o armazem de fazendas dos Srs. Adamson
llowie & Coinpanhia.
-- Joflo Tavares Cordeiro far leilflo de
urna poreflo de barricas com bolacha ame-
ricana, em lotes a vontade dos comprado-
res, em. bom estado, no dia 31 do crrante,
as 10 Horas do dia, no seu armazem, na tra-
vessa da Madra-de-Deos, n. t.
Avisos diversos.
I.avs-see engomma-se com prompti-
dflo e isseio : no pateo do Terco, n. 17.
Precisa-sede um feitor, e de um bor-
telflo psrs um engenho, que entendaea de
todo o servico, preferindo-se das llhas : na
ra da Cadeia, escriptorio de Manoel Gomes
da Silva, a fallar com Jos Joaquim de Mi-
randas
. -- Defronte da passsgem de Ojiada, no
sitio do meio, precisa-se de um bornea
porluguez, que ssiha trabalhar da ensada e
GOtmia de fazir plautaQOes, e queira su-
jeitar-se a vender na prac em um cavado
oquillo que ae offerecer
fffJ"r9ff**fff*ffff
? Paulo Gaignouv, dentista francez.J
Zrecencbegado nesta spital, offerecej
g^seu prestmo ao pnhlico psra todos os^
a>mysleres de sus profissflo, quer extra-4}
a>hindo, limpando e chumbando os den-sfj}
a>tes naturaes, quer suhstituindo-os por4l
*oulros artificiars, para o que tem os*
Jmelhores apparelhos. Pode ser procu-J
Jrado aqualquer hora em sua casa. na2
"Jrua larga do Rozario. n. 36, segn Jo2
pandar. ub
AAaUtUaAAA
O padre Manoel Amaocio Chavea tem
mudado o aeu nome para Manoel Anuncio
das Dores Chaves.
P.eciss-se de 600,000 rs. a premio, dan-
uu-.*u milis urinas e pniuuics uo vuiu;
quem quizer dar, annuncie.
Aluga-se urna eacrava muito ba, qua
engocime, lava e cozinha o diario de uaaa
casa : na ra do Collegio, a. 35, segn Jo
andar.
[(albina Custodia de Oliveira Oiniz,
viuva inventariarte dos bens deiados por
seu finado marido Manoel Ferreira Diniz,
scientifica aos credores de seu casal qua
juslifiquem os dbitos do mesmo pelo cario-
rio d'orphflos, por cujo juizo est a annun-
ciante procedendo inventario, afim ato se-
ren pagos.
Uva-se e engomma-se coa perfeiclo e
por p.-eco commodo : na tua de Agoas-Vjr-
des, n. 13.
Jos Pereira da Almeida. subdito por-
luguez, retira-se para fra do imperio, la-
vando em sua companhia o seu criado Jos
Maria de Suza.
Na ra da i'raia de Santa-Rila, casi a,
.11, onde tem lanipeflo, isvi-se e engomma-
se roajpa rom brevjdade e pre;o rasoaval.
I'iccisa-sedeums ama de leite forra,
parida de pouco e sem filho, que tenlia bom
e bstente leite, e que veja, zelosa na ru*
do Ilo/ario larga, n. 28, seguu o andar, puf
cima do armazem de louca.


PT O abaixo assignado, ex-despaihant*
da caa doi Sra. Deane Youle & Gompanhia,
iconselha a estes Sra. que lancem os olhos
para o artigo 264 4." do cdigo criminal,
que he concebido neates termos :
Km ge'al todo o artificio fraudulento,
pelo qual te obtenha de outrom ( expressSo
bastante geral paca comprehender pro-
pria nacjloj toda a su fortuna, ou parte
dalla, ou quaesquar ttulos : penas de pr-
aSo com trabalho por seis mezea a seis an-
nos e de mulla decirrooa vinte por cento
do vilor das cousas, sobre que versar o es-
tellionato.
O abaixo assignado se acha prevenido
contra certas ameaces aterradoras, e em to-
do o caso ten) posto bom recalo certos do-
cumentos que terBo de sobreviver-lhe. Se
os Srs. Deane Youle & Companhia nilo eatSo
anda aatisfelos com esta clara adverten-
cia, o abaixo assignado julgar se-ha na obri-
gacBo de anda mais o esclarecer, e ao pu-
blico. Antonio Bernardo Rodrigues Sette.
~OSr. Manoel l'ereira de Si e Silva la-
una a bonddo de dirlgir-se ra Nova, n.
44, que se Ihe deseja fallar.
O abaixo assignado deixou de ser cai-
xeiro do Sr. Antonio Joaquim de Mello dea-
de o dia 18 do correte, e lhe agradece o
bom Iratamento que leve, durante o lempo
3ue esteve em aua casa. Cajear Leile da
Uva Cuimares.
A pessoa que no Diario de sabbado an-
nunciou eatar no so de ser caixeiro de
venda, baja de ae dirigir ao largo da rihei-
ra o> San-Jos, casa n. 3.
Pede-se ao Sr. Francisco Antonio de Mi-
randa, morador em ura dos engentioi de
ipojuca, o favor de virou mandar trizar ql
alfinele que tem em seu poder, ha dous afi-
nos, por seis mil rs. poisque nSo he ate
u aeu importo ; ej ae lhe tendo eacripto
uan carta respeilo, em7dejunho, at o
presente nSo velo resposts, na ra dos
Arov*uinnos, n. 9.
Jlo Ja Costa MangircBo, sua mulher
Bernarda deieaus, e seiis Olhos menores
Anua, Tteres Jos, subditos portuguezei,
retiram-ae para Mosaimedcs.
Precisa-se lugar urna casa de dous an-
dares em alguna das principaes ruaa do
bairrodo llecife, preferindo-se a da Cruz,
arreada-se toda a casa altos e.baixos, con-
vindo ao proprietario, e afianga-se a boa
conservado e zelo no predio : quem liver
anouucie.
-- Hetra-se para fura do imperio o subJi-
to portuguez Joaquim Jos Andr.
Pede-te ao Sr. Santos, caixeiro que foi
do Sr. Cotilo, e hoje procurador deste nesia
prac, queira apparecer no Aterro-da-Boa
Vala, sobrado u. 39, primeiro andar, a ne-
gocio da seu interesse.
f az-so a I moco |e jantar para fora com
mu i los ceio : na rus da Praia, becco do Ca-
lioe,obrado da esquina.
I'ecisa-se de urna preta captiva, que
saiba cozinhar e engoatmar bem : na ra
d l'rU, becco ilo Carioca, sobrado da es
quina.
Ao publico.
Faz-se ver que ninguno) faca negocio com
JoSo del.i ai a Bastos cor nuna casa de taipi
lo propriedad sua, lila nu Barro, pola o
mesrao bedevedor ao abaixo aasiganado da
quantia de 278,670 rs., principal e juros,
como mostra por documentos, que o mesmo
abaixo assignado tem em seu poder, e por
cujaquaotia o mesmo se acha em litigio ; e
para que em lodo o lempo pessoa alguma se
chame ignorancia, faz o presente. ~Fran-
c'ico os de Campos.
+*mmmmmmmviw nvwwwjt*
Homoeopathi.
Na Babia escreve o l)r. Mello Moraes]}
Jum jornal homceopathico intitulados
MEDICO DO POV, no qual se dosenvol-1
jvem as questoes da medicina homoto-5
palhica, a se dflo preceitos praticos pa-
rao curativodaa enfermidades.
No consultorio ceotral homceopathi-E
coda Pernambuco, ra do Trapiche-E
Novo, n. 15, recebem-se essignaturasa
a 9,000 rs. por iri *
apara esta jornal,
meslre.
IWWWiialil ****#
B. Mnsac sahe da provincia.
Napraja do l)r. julz municipal da se-
gunda vara, no dia 91 do correte, as qua-
iro floras da tarde, na ra Nova, se ha de ar-
rerriatar a botica earaiaglo de JoSo Pe reir
da Silveira, por execueflo de D. Mara Anto-
nia da Coneetco, podando tamben, qual-
quer licitante arrematar porcOes, caso nSo
Maja arrematante ao lo lo.
Fabrica de asphalto, em Frira-de
Portas, em frente do chaariz da
roa do Brum.
Esta massa tem a vantagem de servir pa-
ra toda a qualidade de obra, e he na vena-
de de grande economia;e apezar de aer mais
carado que o lijlo, ha mais harsto do que
a padra, por ser de eterna duracBo.e de mais
perfeicAo, como se v na calcada da ra No-
va, doSr. Roberto, e em outras obras par-
ticulares. Os Srs. da engenho e propietarios
podera aproveitar para ladrilhar casas, tr-
ricas, paeseiosde nas, para o perfeicoa-
T.ZZlZ Jan, lauques, igrrjaa, eiicana-
menlos de telhados, por esta massa vedar as
agoas, aoleirasde aacadas que se acharom
em asao estado, pois ji se concertaran) al-
gunas ; asaiin como se pede fazer terreiros
para seccir assucar em grande escala, e ce-
reaes.cem paies no mesmo terreiro, estes
subterrneos, vios de assentamentos de
caldeiras, eoutras obras: para tratar em
dita fabrica
Prcisa-se engajar um msico, que sai
ba bem tocar piaton, pira ir servir na pro-
vincia daa AlagOaa: quem estiver nestas
rircumslancias, dirija-se i ra da Ptaia, n.
35, segundo andar.
4)ueea uizer almocar, jantar e ceiar
com aoeio e promptidSo, dirija -se ra da
Boda, n I. Na mesma casa lava-se e en-
gomma-se por prego commodo.
tenente-coronel graduado Innocen-
cio Eustaquio Ferreira de Arauio. comman-
dardo interino do quarto balafbSo de artl-
lliaria, tendo, em cumprimento de ordena
auperiores, de embarcar com o seu batalhflu
para a provincia da Babia, e nSo pdenlo
pela filti de lempo despedir-se pe asoalraen-
le dsj^itjaai^M^p nmals pessois qie o ob-
sequiaran; o faz por meio, deste liiucio,
pedindo desculpa desta falta involuntaria,
e oflerecendo aeu limitado preatimo, tanto
naquella provincia, como am oulra qual-
quer a que o destino o levar.
A abaixo assignada declara que se acha
fgida a eacrava Maris, Benguella, a qual
pertence a sua filha, bavida ha das por com-
pra feita a Antonio Jos Vieira de Souza,
que assevarou nSo ter ella o defeito de fu-
tir ; foi vestida com roupSo de chita miu-
da rouxa e panno da Costa ; he moca, bal-
xa, cheia do corpo a peitos grandes; tem
un talbo na testa, buscando a funte, cica-
Irizes de chicote as costas, ama grande
queimadura na mSo at ocotovello a ps
grossos com cravos ; quem a apprehender,
queira leva la casa, n. 32, da ra da Ale-
gra, que ser gratificado : entretanto a
mesma protesta contra o vendedor de usar
de aceto competente, poia que a dita esers-
va tem de ha muilo o costume de fugir
Mario Kugusta Costa Ferrara.
O 11103. Sr. JoBo Ozorio de Castro Ma-
ciel Monteiro queira dirlgir-se i ra da
Cruz, ii. 49, oa annuncie a sua morada, por
que se lhe- deseja fallar.
Precisa-se de dous ofilciaos de funi-
leiro : no armazcm da illuminacSo, ra de
-S.-Amaro, ao p do sobrado do fallecido
Mesquits, a tratar com Miguel dos Anjos
Mendonca.
A abaixo asalgnada, viuva inventaran-
te do fallecido Joaquim Jos da Silva Caa-
tro, por este faz certoasos co-herdeiros do
mesmo. contemplados no Inventario e par-
lilhas que se procedeu pelo juizo de or-
phfios, escrivBo llrito, que pdem vr, ou
mandar recebera parte relativa do espolio
lo mas no Castro, mostrando-se legalmen-
tcautoriaadospararecober, o que deverBo
fazer no prazo de 8 das, sb a condicSo de
o nBo fatendo serem recolhidoa ao deposi-
to ge ral.-- Thtodora Francisca do Espirito
Santo.
O abaixo assignado faz sciente lo res-
peitavel publico, que lhe sendo mandada
pelo Sr. Francisco Tavaros Ferreia, resi-
dente na cidade da Parahba, una ordem
la qnanlia de 348 000 ris, saccada em 3 do
correnlo, pelos Srs Carvalho & Irados,
contra oSr. Manoel Cor calves da Silva, ne-
gociadle desU praQi, acontece que a dit>
ordem fosso furlada da malla do correio
particular do cominercio da mencionada
provincia da Parabiha. o que o annuncian-
te f.Z publico para conhecimanto do Sr
Goncalvesda Silva, e par poder oblar do
Srs. Cirvalho & Irmfioa, por urna segunda
va, nova ordem pira oanuuncianle poder
llavero seu dinheiro.
Francisco Tacares Concia
Preciss-se de urna ana de leite, parda
ou preta i na ra Direila, n. (8.
I'erdeu ae um rucio btlhete
n. 3,256 da stima lotera a bene
(i io da thesouro, o qu il nao tem
assignatura : quem achou que-
reiulo restituir, dirija-se a loja de
cambio da viuva Vieira & Filaos :
advete-seque o dito bilhete at
o premio de loo.ooo rs. nada ti-
rou.
Do-se 500,000 rs. a premio de 9 por
cento ao mea, sobre penhores de ouro : no
pateo do Carino, o. 3, toja, se dir quem di.
Na : ra Direita, n. 78, precisa-se de
urna ama de leile, forra o'j captiva, para
acabar de criar um menino de 8 meies.
Altenc3o.
Offerece-se urna mulher para ama secca
di urna casa capaz, a qual dar fiador
sua conducta, se preciso for : no pateo de
S.-Pedro, n. 9.
-- Achou-sa urna canoa grande de carre-
gar lijlo : quem for seu dono, dirija-se a
S.-Amaro, taberna ao p do Sr. Cardozo.
Fugiram, do engenho Ca-
lende, freguezia de JaboalBo, os seguiules
escravos : Jos, cnoulo, que representa ter
25 anuos, baixo. grosso, muito rallante,
olhos pequeos, rosto redondo, pernas pro-
porcionaes, ps bem feitos, trabilha da rar-
relro, enxada e fouce; fuglo no mez de Ja-
neiro do rorroote anno, viodo para esta ci-
dade, aonde esteve homiziado, e depois
se aosentou : Domingos, cnoulo, que re-
presenta 35 annos, um pouco mais iltoque
o primeiro, groasodo corpo, fallante, olnos
pequeos, rosto redondo, peinas bastantes
grossas, | s grandes e mal feitos, traba-
lli i ae carplna e em casa de caldeiras ; lam-
ben) fugo no mez de Janeiro do rorrente
anuo: quem os pegar leve-os ao dito en-
genho, que ser recompensado com 100/
por cada am e 900,010 rs. por ambos.
Jos Duarle da Silva Lisboa, mestredi
barcaca GtoHa-de-Maria. perdeu, no dia 15
do correte, diversas cartas e ordena, com
450,000 rs. para entregar a diversas pes-
soas, no Forte-do-Mattos, jnnto ao chafariz,
embrulliado tu.lo em um lenco amarell..,
com quadros brancoa e nzuesT: quem li-
ver echado e quizer restituir aos Srs. Lima
Jnior & Companhia. na ra da Cruz, no
Recife. n. 98, aagundo andar, sari genero-
si mente recompensado. .
Os Srs. Henrique Jos firai-
ner de Souzt lUngel e TristSo
Francisco Torres, aquelle escri-
vo de fao do-AI lio, eesle apon-
lador de urna das estradas novas,
queiram por favor de dizer quaif-
do estaro nesta cidade, para se
veroceulta: offer cese umn hoa recom-
pensa a quera della d-r noticia certa, e
guarda-sa inteiro segrodo ou a pegare le-
va-la ra de Dorias, n. 114, a Antonio Cal-
ilas da Silva.
3000000OO66QOG
9 O consultorio homceopathico O
gda ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 22,
5>dirigidopeloficultitvoJ. B. Casano-w
Ova, mudou-se para o segundo andar do
Qmesmo sobrado. 5
OQOOOOOOOQ oooooooo
-- Paulino Antonio Gn?alves Pereira,
subdito portuguez, Manoel Lzaro de Bar-
ros e Antonio Joaquim, subditos brasile-
ros, retirsm-se para fra do imperio, o ter-
ceiro como criado.
Precias-se alugaruma preta, que aeja
boa quitandeira, pagando-se 12,000rs. men-
saes: quem a tiver, dirija-se ra da As-
sumpcjIoah 16.
0 abaixo assignado roga ao Sr. escri-
*B das hypothecas o favor de responder-
le nesta mesma folha, secons pelo seu
cartorio, haver alguem conx direlo aos seus
bens, por quslqoer onus queseja, o que
muito obrigar ao seu, etc. Joaquim Mar-
ques Santiago.
Aviaa-se ao publico que Francisco Jos
Duarte Camarco est sendo demandado por
sua mulher, pelos alimentos pretritos e
futoros delta e filhos; portanlo uiogum con-
trate por ora com elle sobre nenbum de
seus bens, por serem do casal, eassim su
je tos ao debito alimental, e nem lhe pague
o que achar-se a dever-lhe, sb pena de
nullidade.
Passaportes.
Tiam-se passaportes para dentro a fra
do imperio, despacham-se escravos, tiram-
se ttulos de residencia para sempre : para
este lim procura-so na praca da indepen-
dencia, livraria ns. 6 e8, e na ra do Quei-
mado, n. 95, loja de mudesas, do Sr. Joa-
quim Monteiro da Cruz.
aumaamem^mmamammmmmmBmmsg
Compras.
Ibes fallar, alim de eviUrem a de-
clarado do negocio por esta fo-
lha, pois nSo o ignorom.
Ainda est fgida, desde o dia 96 de
junbo prximo passado, a escrava crioula,
de nome Mara, moca, altura regular, cor-
po reforcado, cadeiras grossas e um tanto
sabidas para fra, bocea regular, beicos um
tanto grossos, ps e mBos grossas; tem
marcas de bexigas no rosto', peitos peque-
nos e cabidos, nariz grosso, olhos carnudos,
orlhas na parte do enfeile grossas e vira
das um tanto pira Cima ; tom una marca
de ferids de esutico do sda.dirriio o ra-
que* do das coslelas para oa vasios ; levou
vestido de chita preta, panno da Coala, *
um taboliro com milho e arroz que venda
Ofidiaquefugio: esta preta supp<5e-se es-
tar oceult em casa de alguem, ou em li-
gua) cajug, o que se vai escrupulosamente
indagir para le proceder contra ejueu a li-
Comora-se urna espida com lalim, e
nmi Tarda de guarda mcional : lulo em
iiom uso : na ra de A| olio, n. 30. %
Compra ni-so 4 esquipacOesde animaes
de rola, que eslejam em estado de tralia-
Ihar: quem os livpre qizer vender, di-
rija-se na venda da ra do l.ivramento, n. 8,
|ue achara com quem tratar.
Compra-so urna negiinha de menor
ida le, quo nBo exceda coi preco de 200,000
ris: na iua-de llortas, sobrado n. 48, ae
lira.
^pConpra-se urna casa terrea, nSo sen-
do muito pequea, e que ten ha bons com-
mo.los : na ra de Apollo, n. 30, se dir
quem compra.
Compra-se um methodo para piano,
que seja resumido: na ra da Matriz da
Boa-Yiata, n. 5.
flKompra-se urna cabra (bicho) que te-
nba Daslanle leile, a nBo seolhar ao pre-
go : na l'onte-do-Ucha, no sitio pertencen-
te ao lilao. Sr. Dr. Jos lenlo da Cunta Fi-
gueiredo, onde mora o negociante Ioglez
Comber.
Compra-se um lavatorio de pedra para
sachrislia, e 3 pequeas pas para portas de
igreja : quem tiver e quizer jander, dirja-
se a Sot dos Santos Naves, morador na ra
do Crespo.
Compram-se escravos de bonitas figu-
ras, mogos, e com habilidades, para fra da
provincia : na ra.larga do Itozario, n.. 48,
primeiro andar,
Estao se acabando os cdi-
gos do comtnercio do Brasil, im-
pressos na typographia nacional
por ordem do governo. Gomo est
marcado o dia primeiro de Janei-
ro de 1851, para entrar emexe-
cu?5o he tempo 'de se tnunirem
deles os Srs. negociantes, com-
merciantes, advogados, procura-
dores, etc.: no pateo do Collegio,
casa do livro azul- Quem comprar
cdigos nesta casa receber gra-
tuitamente o regulamento logo
que elle venha do Kio-de-Janeiro.
-Vende-se carvSo do pedra de muito boa
qualidade, oque be proprio para ferreiros.
polo barato prego de 180 rs. a arroba, ou
anda mais em conta tomando-se maior
porcSo : na ra da Cruz, n._15.
Vendem-se queijos de qua-
Iha muito frescaes, chegados lti-
mamente do Cear, a 36o rs. a li-
bra : no largo do Livramento,
n. ao.
Vende-se urna cabra com um cabrito de
lidias, muito mansa e de bom leite : na
ra d'Apollo, n. 19.
Lotera a matriz da
Boa-Vista.
Aos 10:000,000 de rs.
Na loja de miudezas da prar da Inde-
pendencia, n 4, vendem-se bilhetes intei-
rosemeiosdiiosda lotera a beneficio da
matriz da Boa-Vista, que est prxima a
correr. Bilhetes inteiros a 10,000 rs. e
meio ditos a 5,000 rs.
Vendas.
motivo da venda, na ra do Rangel, n. 57
Vende-se urna pequea casa terrea na
lto.--Vi.sta, na ompina da ra da Alegra,
livre e desembarazada : nesta typographia
a fallar com JoSo Carlos.
Vendem-se sellins inglezes
elsticos, .de cabecadas e couro de
porco : na ra da Cruz, n. 3, case
de Geo: Kenwortliy & C.
Na taberna de Domingos da Silva Cam
pos, na ra das Cruzes, n 40, ha bixas Mam
burguezis para vender alugar, tinto por
junto como i retilho.
Vendem-se velas do carnauba, a arro
ba por 7,680 : no becco do Veras, n. 16.
K a do Crespo, n. i O
Vende-se muas de seda brancas para se
ahora, a 800 rs.; luvas de seda com palmas!
480 rs. ditas para menina a 80 rs. o par,
gollas decainbraia, a 120 rs.; meias de seda
de coras para homem, a 400 rs. o par ; pei-
.lllios, a 20 is. cada un; corles de assa
preta, a 320 rs.;ls prelosordinarios a 800rs
e outras muilas fazendaa por baiatissimos
piejos.
Vendem-se bezerros para
calcado, ebegados agora : na ra
da Cruz, n. a, casa de Geo: Ken-
worthy & O.
Vende-se um blhar antigo, em bom
estado com tabolas de sobresalientes por
menos de seu valor: os pietendenles pilem
dirigir-se no bilhar do Passeio, que chatio
com quem tratar.
Ven ie-K) um tiom nieiuu de pa
por metadedeteo valor: na praca da Uuilo,
o. 14.
Vende-se urna lancha quasi nova, com
seus competentes remos urna bomba de
ferro, e duas de pao, um guinxo, diversas
vergas e mastareos de pinbo, urna retranca,
dous mastios, um leme, urna gavia, eou
iros objeclos para navios ludo por prec,o
muitqMgn conti : fallar con Josr Anto-
nio deMagalliSes Basto.
Vende-ae itupariorfto de al-
godao, proprio para pavioa de ve-
as, e redes de pescara: na rus
da Cruz, n. a, casa de Geo: Ken-
worthy & C.
Vende-se Ma escriva crraula de 14
annus de idade, eom principios4e costura,
engomniaoo o cuaini', '.e.i) boniU figur*
na ra da C|a& de Santo AntoOB^io se-
gundo andafafo sobrado da esquinaWD l
vidor, n, 14.
Vende-se um liado esoravo multo mo-
b. pileito olllcial de charuleiro, e com
principios de cozinbeiro ; ua ra da Cruz,
no lUcifo, 50.
Gorram pechincha de 4 e 5,ooo
rs na loja dos Inrateiros.
Na ra do Queimado, n. 17, ba chapeos de
sol de seda cOr de caf, com* um pequeo
loque de mofo, a 4,000 rs. cada um ; e pre-
tos, sem defeito algum, a 5,000 rs.
Romances mo leintssi-
roos.
Os mysterios do povo, ou his-
toria de urna familia de proleta-
rios, por Eugenne Sue.
O conde deMonte-'ihristo, por
Alexandre Dumas.
Mariaa lillia de um jornalejro.
O Gavalheiro de harmental, por
'' lexandre Dumas.
A Gondessa de Mourion, poc
Frederico Souli,
As aventuras do ultimo aben-
cerage, pelo visconde de Chateau-
briand.
Othon archeiro, por Alexandre
Dumas.
tala, ou os amantes do deserto,
por Chateaubriand.
Os dous tirados do p, por Fre
perico Souli.
A tomada de Lisboa, por Feli-
ciano Castilho.
Vida e amores de Ileloi.se
Abeillard
Kdmund e ua prima, por Pau-
lo de Kook.
O Dialto amoroso, romance hes-
panhol : vendem-se no pateo do
L'ollego, casa do livro azul.
Vendem-se ricos apparlhns
de metal para cha; na ra da Cruz,
ii a, casa de Gen : Kenworlhy
& Companliiii
-Vende-se um sitio na estrada de Be-
ln), com 4-24 palmos de frente, e 1,200 de
fundo, bastantes fruleiras, pasto par ter
duas vecis animalmente, Ierra para plan-
tario, botlgmde beber, e casa para pe-
quea familias- no Alerro-da-Boa-Visla,
ii 17, primeiro andar.
Vende-se, ou troca-se por um preto ou
preta, usaa casa terrea em muito bom esta-
do, de pedra e cal, cox duas salas, tres
quartos, eozinha fra, quintal grande com
cacimba, sita no principio da ra de S -Mi-
guel, nos A fugados : no Aterro-da-Boa-Vis-
la, n. 17, primeiro andar : bem como so
vende um palanquim por 30,000 rs.
Vendem-se relogios de ou-
ro sabonete, patente inglez: na
ra da Cruz, n. i, casa de Geo:
K.emvoithy & C.
Vuude-su urna parda moga do bonita
figura, que faz vestidos de senhora, cami-
sas de homem, cosa palitos, jaquetss. col-
leles e caifas, eozinha e engomma : na ra
da l'raia, no primeiro andar do sobrado de
Jo-e llygino de Miranda.
I .Iha de carnauba, a
500 rs.
Na ra do llangel, n. 36, vende-se por
junio 50 mullios de palha, a 300 rs. o mlho
Vende-se um ercravo de nafflo, de
idado de 30 anuos, bom trabalhador de
campo, fornido e sem vicios : no atierro da
Boa-Vi- ta, sobrado do Sr. Antonio l.uiz Gon-
Calves),
-- Vende-se urna linda escrava recolhida
de 18 annos, com habilidades : so dir o
Kelogio patente inglez.
Na ra do llangel, n. 43, deposito ; ven-
de-so um excedente relogio de ouro por
grande precisSo, por preco commodo.
1 eijao mtiltifiho.
Na ra do Rangel, rrmazem n. 36, ven-
dem-se saccas com superior feijSo, a 8,000
rs. ; milho, a 9 800 rs.; arroz pilado, a
1,000 rs.
Vendem-se superiores lonas,
is melhores que ln no mercado s ^"^SJi^rM .lt'i1 r2?t?^e ""y*"
i no mercado: nos Arrumbados, casa da es-
para
casa
bem como brinzao, proprio
velas: na ra da Cruz, n. a.
di Geo: K.enworthy & ('.
Vendc-se, pela urgonca do- urna leli-
rada para fra desta ciJade, os objectos'se-
guinlcs : duas escravis, um do servico
interno, e oulra do externo de urna casa de
familia, ambas peritas, e a primeira com di-
versas prendas ; urna >eama de Jacaranda
para casal, moderna ; umt dulia do cadei-
ras ; duas bancas; urna mesa de meio de
sala ; urna marqueza : tudo de madera m-
gico, novo e no mais perfeito estado: em
Fra-le-l'ortas, atrs da igreja da Pilar,
m JSL .lo lailndn mar ao .J; qSCX T6ium.
Vende-se manlega ingleza, muito
boa, a 790 rs.; dita a 480, 400, 390 e 940 rs ,
todas estas qualidades a vista dos precos sBo
muito boas ; presunto do Porto, a 400 rs a
relalho, eloleiro a 360 rs ; chi'do S.-Pau-
lo, muito bom, a 2,000 rs a libra: na ra
larga do Hozarlo, n. 39, defronle da igrojj,
taberna por baixo do sobrado de 3 andares.
-- Veodem-so 3 bonitos moleques de 10,
19 e 14 annos, tendo o maior principios de
carpioa: um mulalinho de lannos, com
principios de sapa.teiro ; um pardo de 29
annos, ojllcial de alfaiale, e que he bom bo-
lieiro; 4 i retos mogos, ptimos pira qual
quer servico; um casal de escravos por 550/
rs. que trabalham bem de er.xada e pti-
mos para algum sitio ; urna moleca ; urna
parda que engomma, eozinha e compra na
ra, tudo muito bom, e se alianga a conduc-
to ; e maisBIguns escravos q,ue se vendem
por rn barato prego.do que ca o qualquer parle : na ra das UrangeqK
ii. 14, seguadaj andar.
Vende-te, por precisBo, um moleque1
mocoeaadio, proprio para qualqntr servi-
?o, e que trabilha bem de enxada; urna
preta moca, de bonita figura, que coziulia :
na Boa-Vista, ra da Maugueira, n. 9.
Lotera do lliode<
*J ineiro.
Aos 40:000,000 rs.
Pelo vapor fahiana, chegado do sul a este
porto a 12 de corrente mez, recebemos os
muito afortunados bilhetes, muios, quar-
tos. oilavos e vigsimos da 10.a lotera a be-
neficio do theatro de San-I'e Iru-.le-Alcan-
lara do Rio-de-Janeiro : na loja de cambio
da viuva Vieira & Filhos, na ra da Cadeia,
doitecfe, n. 94.
Acaba de chegar
loja da ra do Crespo, n. 6, um
novo -soi limento de iaiendas ba-
ratas,
como sejam : cassa-chitas muito finas, de
cores fixas e com 4 palmos de largura, a
320 rs. o covado ; cortes de ditas a 2,000 o
2,400 rs. ; riscado d lin'io, a 940rs. o co-
vado; dito de algodSo americano para es-
cravos, a 140 e 160 rs.o covado; dito minis-
tro com 4 palmos, a 200 rs.; zuarte azul, a
-200 r. o covado ; dito furia cores, a 200
rs. ; chitas de cores fixas e de bonitos pa-
dres, a 160 e 180 rs. o covado ; cortes de
fustBo, a 600 rs. ; chales de tarlalana, a
1,980 rs. ; meios ditos, a 320 rs.; coberto-
res de algodflo de cor, a 640; alpaca preta da
cordo e com sete palmos de largura, a
1,280 rs.o covado ; e ontras muitas fazen-
dasem conta.
Na ra das Cruzes, n. 2, segundo andar,
vende-se urna parda de bonita figura, do
26 annost, que fngomnia, cose chBo,cozi-
ha e laVa drtabSo, he muito fiel e nBo tem
vicios nem achaques; urna crioula de 18
annos, que engomma, cose, eozinha e lava;
duas ditas de nacBo, que cozinham e lavam
desabSo;um elegante escravo da Costa,
proprio para todo o servico.
Ven lem-so travs de 31 a 42 palmos
de conprimento e 9 pollegadas de grossura.
quina da mr.
Vendem-se 20 escravos, sendo 9 lindos
mulaliuhos de 14 a 16 annos ; um dito de
30 annos ; um escravo crioulo bom oflicial
de oleiro ; urna mulatinha de 13 annos ;
urna dita de bonita figura, ambas cosem a
engommam ; 6 escravas de todo o*eervico ;
8 ditas recolhidas, que engommam bem,
coaem e cozinham o alario do urna casa:
na ra Direita, n. 3.
Douralinas |
q de seda, mui transparentes, desubli- S!
* mes gostos, com cOres graves a pa- J
** 5 grande tom em Paria, que as dono- *
vr qiiiuu Douralinas, pelo brilho de O
Q sausdesenlios: vende-se na ra do O
9 Ciespo, n. II. 0
-- Vende-se farlnha de San-Malhous, a
2,000 rs. a sacca ; dita de Santa-Calharina,
por prego muito commodo; arroz brinco
pilado, a 7,000 rs. cada alqueire : no becco
10 Carioca, armazen de~Autono Pinto Soa-
res, parede e meia do lanoeiro.
Lotera do llio-de-
Janeio.
Aos 20,000 000 de rs.
Na praca da Independencia, toja n. 3, que
volta para a roa do Queimado e Crespo,
vendem-se bhetes, meios, quartos, oita-
vos e vigsimos da de S,-podro de Alcntara.
Vendem-se 5 melques de 19 a 16 an-
J aoa;4preiosde20i 95 annos, sendo um
i .ielles ptimo sapaleiro; um pardo com
^tpios de carpina, de 18 annos; 8 pre-
tas com algumas habilidades, e que sBo
propiias para todo o servido: pa rae do
Collegio, n. 3.


a
AosSrs. de engenho.
vendem-se cobertores oscuros de algo-
dato, proprios para escravos, por serem de
muita durando, pelo diminuto proco de 6*0
rs. cada um : na ra do Crespo, esquina
que Tolta para cadeia.
~ Chegaram novamente i ra da 8en-
zalla-Nova, n. 42, relogios de ouro e prala
patente ingle?, para homem e senhora.
Vendem-se amarras ae ferro: na ra
da Senzalla-Nova, n. 49.
A 5oo rs.
Vende-se cha hysson de superior quslida-
de, pelo diminuto preco de 500 rs. a libra :
no roa do Crespo, n. 23.
Massas de vapor.
Acba-se aberta a padaria da ra do Bur-
gos, Forte do Mattos, na qual se achar
diariamente todas aaqualidades de massas
finas, trabalhadaa por machinfsmo ; tsm-
bem se fabricam excedente po e bolaxi-
nha de ararutr, ditaa inglezas, bolaxes
quadrados e redondos, e outraa mais mes-
aaatudoobra prima : as mestnas seacharSo
no deposito do pateo do Terco, n. 10.
Farinha deS.-Catharina.
Vende-se a bordo do brigue YtlU, ehega-
do em direitura de S.-Catbarina, farinha
muto superior, est Tundeado defronte do
caes do Ramos ; tambera se trata na praca
doromniercio, n. 6, primeiro andar, com
Manoel Ignacio de Oliveira.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Santos na Baha
Vende-se em casa de N. O. Bieber & c.
a roa da Cruz, n. *, algodSo trancado
daquella fabrica, multo proprio para saceos
deasaucar, roupa de escravos e fio proprio
para redes de pescar, por preco muito com-
modo.
Marmelada
'l
Tecidos de algodao tran-
cado da fabrica deTo-
doa-ns-Santos.
va ra da Cadeia, n. 5!,
endem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
scravos.
Moendas superiores.
SUrr A Companhia,
4
de Lisboa.
Vende-se na ra da Cro/, n. 62, armazem
de Manoel Francisco Martina, marmelada de
Lisboa, muito nova, e em lataa de urna e
duas libras, por prego commodo.
IV a vainas de patente.
Vcndem-se navalbao finas de
patate para fazer barba ; eslojos
completos de todos os ferros para
cirurgia, obra muito fina, por pre-
co commodo : na ra da Cruz, no
Recife, n. 43, loja de Joaquim
Antonio Carneiro de Souza Aze-
vedo.
Fazondas baratas, na
ra larga do Rosario, n.
48, primeiro adar,
/endem-se pecas de chita pardas, cores
muito fixas, e de bons pannos, a 5,800 rs
e a 160 rs. a retalho ; ditas moldadas d
ebuva, a 130 rs.; estopa com alguma avaria
decupim, a *, 6e 8 intensa vara ; um Tole
de folear forangas ; pecas de madapolSo, a
2,500 rs.
-Vende-sefarinha de Sanla-Catharina
muito superior, a bordo da galeota Sanliiti-
ma-lrindade. fondeada junto ao caes do
Collegio.
-- Vende-se um escravo moco, de bonita
figura, bom ofllcial de pedreiro ; umi preia
alta, moca, de bonita figura, ptima engom-
madeira e oozinbeira com perfeicSo do dia-
rio de urna casa na ra larga do Rozario,
n. 48, primeiro andar.
Superiores vinhos
Na ruada Cadaia, n. i,
vendem-se excedentes vinhos de
diversas qualidades, tanto engarra-
fado como em barris, sendo do Por-
to, Figueira, Bucelas, Madeira, Cra-
cavelos, Colares, Moscatel de Se-
lubal, etc.; assim como pu
muitos gneros de ptima quel idade, de
que sempre est prevenido este estabcleri-
mento..
He baratissimo.
Vendem-se snalos pie *couro
ee lustro sem arelbas, a a,4oo rs.;
ditos com orelhas, a 2,400 rs. ;
ditos superiores de ponto lixo a
4,ooo rs. e de tres solas ; ditos de
bezerro francez sem orelhas, a
a,ooo rs. ; ditos com orelhas, a
da
mui-
da fu ndico de C.
>mS.-Amaro, acham-se i venda moendas
le canna, todas de ferro, de um modelo e
eonstruccSo muito Isuperior,
No armazem de Joaquim da
Silva Lopes, vende-se trelo, a
3,ooo rs. a sacca, e farinha de tri-
go franceza da marca Barita, por
preco commodo.
Bichas de Hambirrgo.
Vendem-se as verdadeiras bi-
chas de Hamburgo, aos centos e a
retalho : tambem se sngame vlo-
se applicar quem precisar: na
rua-da f\, flljj0p Recife, n. 43, ta-
j i* >'|iirvAntonio Carneiro
Rape Paulo Cordeiro,
viajado do Rio ao Para e do Para a Pernam-
buco i vende-se na ra da Cruz, no Recife.
o. 49, loja.
A venda do Victorino, na ra Augusta,
icha-se de novo sortida com a boa carne
do sertSo ousa ptima, os freguezes nfio se
descuidem, antes que se aeabe.
- Vende-se um mulatinho de idade de ti
annos, bonito, sem vicios nem defetos, o
qual se vende por precisSo : nesla tvpogra-
phia se dir.
-- Vende-se a venda, sita no largo da lii-
hfcirn de San Jos, n. 5, com poucos fundos:
quem (Julzer dirija-se raesnu,
Aviso aos pais de familias.
Venham ver e comprar sapatOezsinhos de
orelhas muito bemfailos, para meninos de
13 annos para baixo, por commodo preco.
no becco Largo, n. 3, segundo andar, ale
as 8horas da mandila, e da 3 da tarde por
diante.
fvvvffffffmmww*'
^Depositoda fbrica dej;
lodosos Santos,na J
5 Baha. 9 *
&- Vende-se, em case de Domingos AI--*
J-ves Matheus, na ra da Cruz, n. 53,*
primeiro audar, algodlo trancado da-1*"'
Por 22,000 rs.,
vendem-se os maisasseiados capotinhos de
chamelote de seda, de gorgurfio, pretos e
de cores : na roa do Queimado, n. 9.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ruado Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem dt Lis-
boa, por preco muito commodo.
Arados de ferro.
Na fundiclo da Aurora, em S.-Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos ma-
delos.
Farinha de S -Catharina
1 que
bjU
alo d
a trai
A mclhor farinha de mandioca que ha no
mercado : vende-se a bordo do brjg ue-es-
cuna Olinda, por preco mais barajBdo que
em oulra qaalquer parte, ou a tratar na
ra do Vigario, n. 19, segundo andar, cem
Machado A Pinheiro.
AGENCIA
la fdicao I.ow-Moor,
DA. DA SENZALtA-HOVA, V. 4.
Ne.ste estabelecimento conti-
ina a haver um completo sorti-
mento de mocadas e meias moen-
tas, para engenho; machinas de
vapor, e tschaede ferro batido
oado, de toaos os tamaitos,
>ara dito.
Oleo de linbaca
Na "ra do Queimado,
n. 9.
I Acabam de chegar i loja da ra do Quei-
iado, n. 9, as mais ricas manguinbas de
lo para vestidos de senhora.
Deposito de potassa ecal.
Vende-se muito nova e superior potassa
ecal virgem de Lisboa, em pedra : ludo em
arria pequeos de 4 arrobas, por prego ra-
soevel: na ra da Cadeia do Recife, n. 13,
armazem.
Taixas para engenho.
Na fundicSo de ferro da roa do Brum,
caba-se de receber um completo sortimon-
U>de taixas de 4 a 8 palmos de bocea, as
lasos acham-se a venda por preco com-
nodo e com promptidlo embarcam-se,
eu carregam-seem carros sem despezas ao
omprador.
He multo barato.
Esguio Ifonstro.
Vende-se eagoio de algodSo com cua-
tro palmse meio de largura, pecas de 10
varas, a 8,000 rs.; dito de muito superior
qual idade, a 5,000 rs. a peca; alpaca de
quadros muito fina, e de assento "escuro
muito propna para vestidos, a 380 rs. o co-
vdo : na ra do Crespo, n 14, loja de Jos
Francisco Di
rs.; lila trancada cor de caf a 300 rs. 0
cavado 5 luvas de seda de cores para me-
ninas, a tOOrs. o psr;.golas de cambraii"
t60rs.; panno encarnado, a 3,600 rs a
covado
Vende-se orna preta de naci de 18 an-
aos, que cozinha o diario de urna casa, la-
va de sabfio, e he boa quitandeira ; nfio lem
ncios nem achaques: o motivo porque se
vende se dir ao comprador: na ra da
Concordia, passando pontezinha, a es-
querda, segunda casa terree, se dir quem
vende.
Burros mansos.
Vendem-se burros mansos e gordos : ni
ra do Queimado, n. 14, ou ao p da ponte
da Boa-Vista.
-No armazem da ra da Moda, n. 7, ven-
ae-sesal em pequeas porches.
|* Na loja do sobrado amsrello, na O
W ra do Queimado, n. 39, veirdem-se, O
O para acabar, corles de cales de case- &
O mira a 3,500, 3,000 e 6,000 rs. ha. Q
0 vendo porcao para os freguezes es- /s
tb. ervlhamm ***
U colherem.
O
veude-se urna moleca de 12 a 14 an-
nos, mu i to esperta, sadia, sem delitos nem
schsques : as Cinco-Puntas, n. 88, ou na
ra da Praia, n. 50. M
largas, cor de rosa, azues o cOr de ganga,
degoslos inteiramente novos e de cores
muito fixas, a 380 e 330 rs. o covado; as
mis finas csssas francezas que teenrappa-
em botijas ; vende-se nos arma- wctdo/gostos intelramentenovos.de todas
He nHHo barato. Escravos Fgidos,
Chitas monstros, a 280. (,.;:.l^l0Jl0-^:l*Mir<>, e aoPpo>
Vendem-se finas chitas francezas muito
Jquella fabrica, muito proprio pala c-*
Jcose roupa de escravos; bem como
s^fip proprio para redes de pescare pa-2
^.vius para velas, por preco commodo ?
Aw*
Agencia de Eclwin Maw.
Ra de Apollo, n. 6, armazem de Ule. Cal-
moni & Companhia, fazem ver aos Sra. de
engenho e aos seus correspondentes nesta
prac, que no seu estabelecimento se acba
constantemente bom sorumeiilo de moen-
oas todas de Trro para aniones, agoa, etc.;
meias ditas para armar em madelra ; ma-
chinas para vapor com forca de 4 cavallos ;
taixas de differentes modelse de lodos os
lmannos egrossuras, tanto.de ferro batido
como coado; espumadeiras, cobos, etc., de
ferro estanbado ; safras para ferreirus : lu-
do muito bom e por barato preco.
Vende-se, na loja de Morcira &
Veltazo,
um porta-licor com qualro garrafas de crys-
tal e 13 clices da mesma qualidade, mui-
como oulros to bem acondicionado em urna caixa de Ja-
caranda, e que pelo preco muito deve agra-
dar as pessoas que desejarem possuir um
traste de tanta ulilidade: na-ra Nova, n
8, loja.
-- Vehde-se vinho do Porto em barris de
quarto e quinto ; azilonas superiores ; ar-
cos para barricas e pipas; farinha de trigo
em barricas e meias ditas ; fio porrete ; ce-
vada; progos de todas as qualidades,cm bar-
ricas ; enxadas do Porto ; coeiros de algo-
dSo ; retroz fino do Porto : tudo por i-reco
commodo : na ra do Vigario, n. 11, arma-
zem de Francisco Alves da Cunba.
de beaerro
; e oulra?
a,5oo rs. ; ditos
trra, a 9,000 rs
tas qualidades de calcado por ba-
rato preco : na ra da ( a-'eia do
Recife, n. g.
gaaafaf aaeaa4r
ay Na loja do sobreaso imarello, nos 0
jt quatro cantos di roa do Queimado, #
aB n. 39, vendem-se oa muito procura- a
aB doa cortea de tpele para sapa tos, j)
ajf so gosto turco, a 800 rs. o par.
faaaaaaaeaaaai^aasjs
rw riiSST C Tum i aiuva, n. 7
contiha-sea vender saceaa com supeiiof
colla das fabricas do Rio-Grande do sul, por
ore^o em conta.
la ra larga do Ho-
za rio, n. 22,
vende-se um preto de meia idade, proprio
para sitio, por preco rasoavel.
Vende-ae usa lelheiro com urna estri-
bara que aceosnmoda 16 cavallos, por pre-
to commodo : na ra do Sol, n. 15.
Vende-se urna prnpriedade com mais
de meia legoa de frente e mais de duss de
fundo, no lugar de S.-Benedicto, qne lira
ao lado de Panellas-de-Miranda ; a maior
parte das ditas Ierras estilo em malla vir-
gem, de muito bol'roduecSo de toda a la
vouea ; no largo do Livraaiento, n. so, ou
no eogeaho Pg*., a tratar com Dioiro An-
toaio Rodrigues.
- Vende-se urna negrinha de 10 annos,
com bom principio djastura ; urna linda
mocarna, de 15 anuos; com fiabilidade de
coser eengommar; S preUs boas quitan-
da! ras ; um elegante molequeeuma preta
Canoas. <>
Vendem-se duas canoas grandes, deO
Wmuito boa madeira e novas, por precoO
Vcommodu : na ra da Cadeia de S -An-Q
Ionio, 0.9. q
oo*?oqoooooooooooo
-- Vende-se o engenho Sebir do Casal*
canli, por convenci do tutor dos oipliSos
do casal do Sj||ecico Jofio Carlos da Silva
GuimarSes^e para pagamento dos credores
do mesoio essj|t: este engenho he um dos
melhores da provincia, moe com agoa e
tem excellentes obras, o trras para se le-
zens da ra do Amorim, ns. 56 e
58, e do Armes, no caes da Alfan-
dega, a tratar com Manoel da Sil-
va Santos.
Vende-se farinha de man-
dioca, vinda de S.-Catharina no
patacho ISereide, Aladeado de-
fronte do caes do Collegio, a mais
superior que ha no porto, por
mais barato preco do que em ou-
lra qualquer parte.- trata-se a
bordo do mesmo patache-, ou com I
Novaesck C, na ruado Trapiche,
n. 34.
-Vendem-se 10aecoesda companhia de
Beberibe, as quaes se acham em dfa : na
ra 4a Cruz do Recife, 11. 64.
Vende-se urna prensa ou armazem de
recolher no Forte-do-llatos, n. 30, que fui
de Alexandre Lopes Ribeiro, a qual tesa 71
palmos de frente e 110 de fundos, estando
bem titulada e prxima'* slfandega, sendo
por isso pieferivel a qualquer oulra : na ra
da Aurora, n. t.
Veude-se
um prelo moco, de bonita figura, bom ca-
noeiroe traballydor de o, cuja conducta
e jiliaiif ; urna-canoa de carga de mil li-
jlos, em muilo bom estado : na ra larga
do Rozario, n. 48,1 rimeiro andar.
Aos Srs. exudantes de prepara-
torios.
No Aterro-da-Boa-Vjsta, toja n. 58, acha-
ran livros baratos, proprios para as classes
que frequenlam.
Vende-se urna pedra marmore com oi-
to palmos de comprido, quatro de largura e
meio de grossura .- na ra da Pnw, n. 55,
por cima da typographia.
No armazcm de Das Ferreira, ao p da
alfandega, vende-se sal em paneiros, vindo
do liaran tifo.
A 1,000 rs. o corte de
calcas.
Vendem-ea brins com listra so lado, a
1,000 rs. o corte de calcas : na na do Quei-
mado, n. 8, loja defronte da botica.
-- Vende se a taberna sita na ra do Ara-
gto, n 36, com poucos fundos: a tratir na
mesma taberna.
Farinha de Tapuy,
igual em sabor, finura e cora da Muribeca,
e propria para mesa : veqde se na rus da
CTuz, no Itccife, n. 13 No mesmo armazem
vende-se igualmente farinha, nSo to su-
perior, maa multo clara e goma osa, tan-
to em saccas como em alqorree, e a preco
mais commodo do que em outra qualquer
parte, anda mesmo a bordo.
Vende.se um preto : na ra Direta, n
33, sobrado.
Farinha de mandioca.
Vende-ae superior farinha de S.-Malhe
por preco commodo : a bordo da sumaca
S.-Antonio, tundeada em frente doCollegio,
ou ao lado do Corno-Santo, n. 35, loja de
masaame.
Pecas de algodSozinhomoito la as cores e de tintas muito fixas, a 730 rs. a
vara ; hamburgo muito fino, cem tres pal-
mos e meio de largura, a 330 rs. a vara rna
ruado Crespo, n. 1, loja de Jos Francis-
co iaa.
Vende-se a loja de fazendas de urna s
portr, sita na ra do l.ivramento, n. 3 : a
tratar na mesma loja.
Vende-se urna escrava de 14 annoe.de
boa figura, reeolhide. que cese, faz rfva-
nnto e cozinha o diario de una casa : na
travessa do Vigario, n. 89, segundo andar.
Na mesma casa precisa-sede urna ama ido-
aaede bons costumea, que coziobe e en-
omme.
iffvfmmfvmtmtf
Cortes de vestido de cam-
braia-seda.
Na loja do sobrado smarello, nos
quatro cantos da ra do Queimado,
n. 99, vendem-se cortes de vestido
dacambraia com liatras e flores de *
spla, de mui lindos e moderos pa- "^
drocs. tendo cada corte 16 covados, 2
pelo preco de 7,000 rs cada corte. 2
tl
A loja nova.
Vendem-se cortes de cohetes assetinados
olidienses, a 9,000.; ditos de fustSo de
lindsimas cores (las. a 1,000 rs. ; lencos
brancoa de finissimo linho, a 640 ra.; ditos
de cambraiela, a 330 ra. ; corlas de caae-
ania de goato parisiense, a 6,000 rs. ; brini
trancado da crese de puro linho, a 1,600
ra. a vara ; dito de cor escura e asselinado
oara palitos, 500 ra. o covado : na ra do
Crespo, n. 4, loja amarrella, do lado do
norte.
Vndese rap de Lisboa,
em irasco', chegado igora na
barca Ligeira : no escriptorio de
Babello & Filho, no largo da As-
sembla.
Veiidpni-sc
aderecos pretos finos dos mais modernos
que ha, e de muito bom gosto, a 8,000 rs.
cada bm ; trancas de todas as cores para
manteletes, muito finas, a 730 rs. a vara : na
ra da Cadeia do Recife, 11. 5, loja de onu-
dezas.
3t*# > t
Bous escravos. #
Vende-se um moleque de 18 annos
Jde bonita figdra,bom rozinheiro e ex-'
jcellente copeiro, para rngehho ou fra
vda provincia ; dous escravos de 30
ter vindo para eata provinsia, preto Anti
nio, escravo de Bellarmlno de Arruda C-
mara, o qual tem os signaes seguales es-
tatura refular j meio calvo, barba serrada
com auiasss, falto de dentea na frente, bsi-
Sos pfn,lorados, nariz chato, representa ser
aeisior idade; quando falla tem o cost-
me de revirar um Unto es olhoa: quem o
pegar lete-o a Manoel F.liaa de Honra, na
praca da Roa-Vala, que tem autorisaelo do
senhor do mencionado escravo para bem re-
com entrar a quem o pegar
-- Fugio, no dia 31 de julho proxiaao pas-
sado, um preto de nome Antonio, de narto
Miango; levou calcase camisas de slgodUo
grosso, charo de palhaem meio uso- he
de altura regular, bastete secco do eorpo,
cor preta, rosto proporcional, olhos alguma
cousa espantados e vermelhoa; tem muito
pouca barba e esta s a tem no quelso, ore-
lhas e bocea pequeas, bicudo; tem dous
dentesda frente lunados e curtos, urna c-
cstriz pveirs abaixo daa costellas prove-
niente de queimadura, pea pequeos a en
umdellestem o dedo mnimo muito curio
e a trepado, ralla bastante esplicado ; cons-
Is andar pela estrada do (achanga, aotta-se
as aulhondades policiaes e capitaaa de
campo que o apprehendam e levem-ooa
ra do Mondego, sitio que faz esquina para
a travessa da Trempe, que ser recmete-
lado.
Fugio, no dia 4 do corrale, preta An-
glica, crioula, baixa, grossa do corpo, bem
feta e bem fallante ; costuma a vender bo-
los ; levon vestido de casas e panno da Cos-
ta : quem a pega/leYM a Camboa-do-Car-
na padaria, que ser recompensado.
\ 0,000 rs
Fugio, do engenho S.-J0S0 do Cabo, no
da 13 do correte, um escravo de nome
Sansao, da Costa, muilo bem feito de cor-
po : az-se bem conhecido pela sua altura
mais do que a regular tem bons denles, e
urna marca de ferida em urna das eanellas ;
h."0? C5m 8f *lf m.,n8'1 cu'laa e ceroulaa
de algodflo da Baha caigas de brlm
do com um remend "
ai o
se,
salas e cozinha fra, lodo murado, com dif-
"ructo : na ra Dire-
para
vantaroulro engenho ; he situado om Se- 1, Ve*dem-se pecas de algodiozinho muito
aaJMoulf e 10111 o 110 juuiu uo engenho
djblm o preUnder, dirija-ae ao mesmo en
genlio, a fallar com o referido tutor J0S0
Manoel de barros Wanderley, ou nesta pra-
ca, com Manoel Ignacio de liveir, na pra-
9 do Commercio, n. 6.
Vende-se um sitio na ra Direta dos
Afogados, com casa com 5 qurtos, duas
salas e cozinha fra, lod'
fcrenles arvoredos dsnfr
la desla cidade, n. 78.
Vende-so macarrSo e talharim
soupa, muito bo, pelo diminuto preg d
160 is. a libia : na ra daa Laranieiras.
Velas amareli&s
em caixas de arroba e diversos sorlimentos
etamanhos; saccas muito grandes de fari-
nha. a 4,000 rs. : na ra da Cruz, n. 34.
-- Vende-se um pieto de naci Costa,
moca, asUilo robusto, proprio para pada
ria, uu rcfinacSo : du-se em corita, por ha-
ver precisflo : na ra do Rangel, n. 88, se
gundo andar, se dir quem vendav
,- Vendem-se duas moradas fc
chao proprios, etn Olnd
'US* v U.UHU iipiuu, tMM., iguuia arana,
' a 1,980 rs. e limbo do mesmo, a 8,560 rs. ,
a retalho, a 100 e a 180 rs. a vara : na roa
Larga do Rozario, n. 4*5, primeiro andar.
Na loja de Aloreira & Velloso,
vendem-se lindoatoucadoresde Jacaranda,
muito proprios para rapszes solleiros, Un-
to pelo qualidade do objecto como pela
cnmmoilidade do preto que nSo excede a
*,000 rs. : na ra Nota, n. 8.
7- A loja o. 45 |da ra do Queimado faz
acierte sos aeus freguezes, que ebegon no -
vamejitouma factura de Cxss com velas
de Sflha de carnauba de superior qualidade,
e de o em libra, a 330 ra. a libra, em caixa
de urna arroba ; bem como de carnauba
pur muito bem irabalhadas, de 6 em libra,
u pulo mrsmo preco.
Vende-se urna preta moca e de bonita
figura, de nacflo, qne deziima o diario de
urna casa, a lem principios -s engommads
e costura : aliance-ee nlo ter vicio nem
achaques : no becco do Tambi, defronte
casa dejMim.
No^pazem de niolhadfll^bor baixo
do sobrilfo do reverendo vigario, na ra
de
do
de
1 casas am
nopal* da matriz oeS-Anto^Tcesso: afaifar "''AmVnlo9 """r^ip.Vo^^^
nlo, sobrado n. 4, se dir quem vende: luomba, no becco largo. |l,4Wra. o bote'
a9S
annos, sendo um perfeito cozinheiro, e
que he ptimo para todo o servio de9
urna casa mesmo de homem solleiro ;9
vendem-se sem condico: na npa do$
_Creapo, n.9, loja. au
**'
Arados fc ferro.
Vendem-s; arados de ferro
differentes modelos : na ra
Hrum.ns. 6, 8 e 10, fabrica
machinas e fundtcao de ferro.
Bombas de repuxo.
Y endem-se bombas de repuxo.
_____1..1-- :.,._____ ... *
|n.nuuia c |,u.v.a ,,ata t.timuj
na ra do Bruui, ns. 6, 8 e io,
fumlicao de ferro.
Vende-se urna negrinha de 8 annos,
muMo espeitaeservical: na ra da Senzal-
la-V.iha, n. 134, segundo andar.
-Vende-ae espirito de vinho de 37 graos,
a 960 rs. a caada j hacas de vime, por pre-
co commodo: na (travessa da Madre-de-
Dos, n. 5, ena ra de S.-ltita, n. 85, resli-
lacflo.
Na ra do Crespo,n. te,
vendem-se chitas finas de cores seguras,
pelo barato preco de 160 rs. o covado ; cor-
tos de cambraa de seda, a 4,000 rs.; ditos
de cambraia bordadas, a 1,300 ra ; sedas
branca*proprios para forros, a 400 ra. o
covado ; lencos pretos de grvala, a 160 rs.:
franja de cores para cortinajes, a 3,000 rl.
a utij ; cortas uo a para caicas, a 800 ra.;
li de linho branco, a 3,500 rs.; bicos bran-
cps e pretos, a 80 rs. a vara; renda lisa, a
60 rs. a vara ; magdo meias brancas linas
|*ra senhora, a 3,000 ri. ; mantas de 1,1a
para meninas, a 940 rs.; brim de pslha a
linho, a 900 ra. o covado; cobertores de
a, a 1,800 rs. cada um, zuarte com 4 pal.
os de largura e at corados a pees, a 3,500 Pos-
par-
to mesmo panno na
perna esqurrds ; carregou dous cobertores
de algodlo que se vtndem para fabrica:
quem o pegar leve-o ao dito engenho S.-
J080 do Cabo, que recebar cem mil ra. do
gratincacao, ou no Mondego, em casado
commendador Luiz C.omes.Ferreira.
--No dia 19docorrenlei pelase horaada
noite, deaapparcceram, da casa da Jos An-
tonio Basto, na ra da Cadeia do Recife,
n. 34, dous eseravea, a saber: Zeferino,
pardo, de altura regular, representa 35 a 30
annos, cheio do corpo, pones barba, olhos
pardos : Adriano, preto crioulo, represen-
ta 33 a 35 annos ; he alto, secco, bem reli-
lo, e barbado: estes escravos vieran do
Cear no vapor Pernambucann, remettidoa
por Domingos Jos Perera Pacheco, do
nracaty ; sflonsturaes da cidade do Ico,
perteucenles a Vieente Ferreira Chaves :
quem os pegar lve-oa a dita da ra da Ca-
deia, ou ao Aracaty, a Domingos Jote Pero-
ra Pacheco, que o gratificar generosa-
mente. Advertindo-se mais que os ditos es-
cravos sSoofilciaes de pedreiro, o pardo he
melhor ofllcial que o prelo.
-- Fugio, no dia Udo correte, um preto
de nome Antonio Caiana, crioulo, de I* an-
uos ; levou calcas a camisa de algodSozinbo
trancado, chapeo de palha ; he de altura re-
gular, sem barba ; lem urna orelha meia
torta, ps grandes: quem o pegur leve-o ao
Alerro-da-Boa-vsta, s. 43.
- Desappareceu, no dia 11 do correle,
ocnouloManoel.de 39 annos, alio, tros-
so do corpo, muilo gambeta das pernas : be
muito regrista e folgasfo; supua-ae ter
do para Olinda, Torre, ou para o engenho
l'irapama, na fregue2ia do Cabo, perten-
aenteao Sr. fimmin, er'1 nuir. -. tZ. ._
gado-: quem o pegar "eve-o ra"estrella
do Rozario, n.45, fabiica de charuto, que
cera gmerusamente recompensado.
- Fugio, no dia 94 de julho prximo pes-
iado, as 3 para s 3 horas ds madrugada, do
engenho Frricos, na Barra-Grande, pro-
vincia das Alagla, a parda Florencia, alta,
ecca do corno, bem parecida, cor recolar,
roato redondo, olbos grandes, cabellos cor-
lados com topete alto, falUm-lhe doua den-
tes na frente da parte superior; tem um sig-
no salomSo no bracodireilo ; levou alguna
roupa boa e nfio se sabe a que levou Sali-
da; lem maie alguna signaes que se nao
lembraqufoi escrava do coronel Francia-
co de barros Reg, onde diz que tem uuia
lilha ; e depois foi tambem escrava do Snr.
eeronel Jofio Manoel de Barros Wanderley
l.lns, e hoje perlenco a Antonio Jos-Coces.
Roga-seas autoridades policiaes, cspilses
e mris pioimZ, que s ppfciCiu5 e ie-
vem-naaodito engenho Ferrfgosa, ou em
Ipujuoa ao lllm. Sr.Joflo Manoel de Barros
Wanderley l.ins, ou nesta praca, a ra da
Cruz, n. 64, que receberao 50,000 ra. do
gratitloecSo.
: irr. ha di a. r. db raau. 160
fe I I F R


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