Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07101


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Full Text
Anuo XXVI.

Sfexta-feira 2
rABTiDA do oraum.
Cotanna e Parahiba, segundas esextas fei ras.
BloGrande-do-Norte, quintas feiraa amelo-
da.
Cabo, Serlnhaem, Rlo-Formoao, Porte-Calvo
e Macelo, o o 1., a 11, e 21 de cada m.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Tina e Florea, a IS e 28.
Victoria, a*quimas felras.
Ollnda, iodos oa das.
/Mina;, a 1, as 2 h. e 57 ra. da ni.
, .... .,.,,. I Ilota a7. ios 7h. e Um, da t.
Pus lo.. I Chela a42, sSh.ea 2m.dat.
Ming. a 3," as 11 h. e A ni. da ni.
iuwb bb ron.
Prlroetra as 11 horas e 6 minutos da Urde.
Segaada as 12 boraa e 4i minutos di i awaba.
de Agosto de 1850.
i i
N. 171.
wmmfUu da imuciiiraie,
Portres mejes {adianitdoi)
Por seis mezes
Por uia aano
DA DA IDUsJl.
29 Seg. S. Olavo.
30 Tere. S. Rnlioo. Aud. do chae, do J. dal. t.
31 Quart. S Ignacio de l.oyolla- Aud. do J. da
2. v. do civel.
1 Quine S. Pedro advlncnla. Aud. J. dos orf. edo
ni ta 1, v.
2 Seit. Nossa Senhota dos Alijos. Aud. do J, da
1. v. do civ e do dos feiios da faaenda.
3 Sab. invrnco de S. Estevio. Aud. da Cnanc.
e do J.da2. v. do crlme.
i Dora, S. Uoinidgos de Gusmao.
OAarBioa na i di agosto.
Sobra Londres. 87'/, 37 e'/=d. por 1/000 rs. aflOdla,
.. Paria, 346.
Lisboa, 100 por oento.
Ouro.Oncas bespanhoes......... 29/000 a
Moedas de 64400 velhas.. 16/500 a
. de 6/400 oras.. 16/100 a
de 4/000........... 9/100 a
/rala. Patacoes braaileiroa...... 1/&80 a
Peso*colunanarlos....... l/SSO a
Ditos msilcanos.......... 1/800 a
PARTE OFFICIAL.
ni i.........
MINISTERIO A FAZENDA.
DECRETO N. 675 DE HE MJLHO DE 1*M>.
RniH*fi o dtspatk* di aeremdoriai ettrtn-
gmri rtm car/as -a", awa i, alfamUga,
principan do imperio.
Antarisado pelo rt. U i le n 51* de 28
^Nlttra de 1848 ; be por hem ordena
qVd'ora em diante s se permita despa-
cho de mrreadories estrangeiras com carta
de guia as provincias do Rio de Janeiro,
Baha. Pernambuco, Miranhlo. Para e S.
Pedro do filo-Grande do aul ; licando assim
sujeilaa a pagar direi tos de consumo as al-
fandegas importadoras as mercaduras es-
Irangeiras despachada* de qualquer daa ou-
tras provincias do imperio.
Joaquim Jos lio Ir gnea Toares, do mmi
c*.t&lho,. senador do imperio, ministro e
secretario de rilado dos negocios da fezoo-
da, e presidente do tribunal do thesouro pu-
blleo nacional, assim o tenha entendido e
faca ejecutar. Palacio do Rio de Janeiro,
em 4 de julho a 1850, vigsimo-nono da
independencia edo imperio.--Com a rubri-
ca de S. M. o Imperador.-Jonquim Jote Ro-
drigues forres.
GUVERNU1M PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 81 DE JFJI.HO.
Ollirio. Ao coatmandante das ar
para mandar inspeccionar ao paisano J<>a-
quim Nonas Monteiro, que se ofTereceu par
servir como voluntario em un dos corpos
do exercito.
Dito. Ao mesmo, rceomroendando a ex-
peiiclode suaaordens.no sentido de ser o
arsenal de guerra indemniaado pela oaixs
de fardamento do qualo halalhito deart-
II.aiia a p da quanlia. de 4*>,000 rs. em
que, segundo a conta que resoette, impor-
tam os botes form-ridos pelo mesmo arse-
nal 4s pragas do referido batalhSo. Intel-
ligenciou-*e ao director do referido ar-
senal.
Dito, Aoiceewp, para que mande avi-
sar dous ofticiaes dos de maior patente pa-
ra com o npitSede mar e guerra, Rodrigo
Theodoro de Fieilas, servireso de togeea da
junta de ostca, que tem de reunir-se no
da ae do correutes dez huras da manlia.
Nenie sentido expedirn-se ta cun veni-
entes qrdens.
Hito. Ao mesmo, para mandar inspec-
cionar .ao paisano Filippa Nery da Fonaeea,
que se ofTereceu voluntariamente aera ser-
vir no exercito.
Dito. -- Ao inspeclor da pagadoria mili-
tar, ordenando que, vista a conta que
remelle, mande pagar a Joto Antonio dr
Carvallio Siqueirs Jnior a quanlia de ris
46.590, em que iporteram es trinla e un
auchanieis comprados pata a ilha de Fernan-
do. Coaamunicoii-se ao inspector do ar-
senal demarinha
Dito. -- Ao director do arsenal de guerra,
eutorisando-o a despender quantia de rs
66,000 com a compra do dous quintara de
arcos de ferro, e dous ditos d'aco de milito,
saadoo aious paraos traballios da olliciu*
de laaoeiros, e o acopara a conliouacSodo
concert do armamento arruinado. Intel-
ligencou-u so Inspector da pagadoria mi-
litar.
Dito. Ao inspector da thesoursria da fs
zenda provincial, determinando que adiante
aoengenheiio director das obras publicas,
por assim o bsver lequisitado, a quanlia de
8:600,000 rs para a conclusflo da obra de
carpira do thealro publico, e pagamento
daa cadairas, que tem de servir nos eamaro-
tes do dito Ibeatro. Scieotilicou-se ao re-
ferido engenheiro.
Dito. Ao mesmo, traaamritiado de con
foriiidade ao artigo 57 do rrgulamento das
obras publicas de ? de maio ultime, copia
da propetla, que approvou para a distribui-
dlo dos fundos consignados na le provin-
cial n. 961 de 88 de uaho proaimo lindo
are as referidas obraa em exercicio corre-
te. lnteirou-*e ao engenheiro director das
nasa mas obras.
UsM A* mesmo, transmilliode copia
do projacto de urna pona deaaeira com
pilares de pedra para substituir a aslente
naaovoaefiodoa Afogados, a qual se aeba
toes arruinad ; e preveniade-o de que a re-
ferida obra dever aer rxecuteda por a-I mi-
nislraclo, aiunisn as ra-oes pondaraslas na-
to enuenheim director daa abra oubliaas.
Co*uiuaieou-a ao mencionado enge-
duzido-o no referido emprego, deve Smc
entrar no exercio do novo quatrien nio, t
prevenindo-o de que dentro do praso de tres
raezes dever Smc. apreaentar o res pectivo
titulo.Fjieram-ss as eommuuicac oM do
fstylo.
Commando das armas.
Quarlil gmeral na cidait do teife, tm 99 di
julho de 1890.
ORDEN DO DA N. 63.
O Sr. merachal^eesmpo gredu ado.'Anto
nio Correr Seira, coaraandsnli> das armas
prohibeexnresssmente que dep-js do toque
de recolher hajam nos corpos q oaesquer to-
ques sem que parlim do seu auartel gene-
ral, e que abusivamente se rompe o toque
de silencio. Determina o nsesmo Sr. gene-
ral que sempre que se formaren) as compe-
ndias, comparecerSo a essa lormatura os of-
ficiaes respectivos } e outro si ni, que o per-
noite aeja assignsdo pelo comonandante da
iiiesma, afin de i vista do mesnio, st passa-
rem as revistas do loque de recolher eaa to-
cedlas. Determina mais,quo o servico de es-
lado-maior nos eorpos,seja feito retos cap-
Ues, e smente na falta dealee pelos ofli-
ciaes msis antigos dos di los coros.
Pnneiieo CarUn Bueno Ditehmmpt,
capitOo ajudante de ordena.
Aggravante, Brai Carneiro Leo aggravado,
eebastlio Mauricio Waoderlev. Ao Sr. des-
einbargador Lana Freir.
Aggravante, Antonio de Paula SnutaLeio; ag-
gravado, Jos Joaqun) dos Santos. Ao Sr.
desembargados Soaza.
Levaniou-se a sessao as duai horas da Urde
EXTEWOK.
TRIBUNAL DA HELACAO'.
SESSO DE 30 DE JULHO DE 1850.
vaistDtNcia do na. iiNaoa coa-
tKt-BKiao AZEVEDO.
A's lo horas da manba, achando-se presen
Sis a Sra.deseinbargadores Ramos, Villares,
asios, fceo, Souia, Rebello, e Luna Freir
faltando com causa os Sra. desembargadores
Monee e Telles, o Sr. presidente declara aberta
asessao.
jOLeiaNTos.
//a6eas-*r|n>.
Paciente, Manoel Jacoine Beierra ; detentor, o
r. chefe de polica dcsia provincia. Uene
gou-se a soltura.
Ittcurtoi crimii.
Recrreme, Joo Segismundo Liberato ; recor-
rido, JoSo da Silva Rlbelro Onca. Nrgou-
sc proviincnto.
fiecorreute. o Juno ; recorrida. Jos Lata Pe.
- rjsr. -Iha.r.n ti J *>
1 Stasn
I"
i 154^
Dito Ao n.esmo, para que, avista da
conta que remelle, manda pagar ao subde-
. lgano da freguena da Uoa-Vala a quanlia
de 10,000 rs., que elle despeadeu ora a
guarda 4 cadeia da mesis freguezia. In-
teirou-se o chefede polica, que requisitou
-. o pegomenlo.
luto--A'cj mar municipal do Recite di-
xendo que i de ceder eo inspselor do arse
. dsI de merinlie, psra nao da capilauia do
,, portoueals provincia, odiante a imiemni-
i safio das di spezas feilas com a aequisicflu
- do respectivo titulo, o terreno do-aaerinha
entre o trapiche novo, e o forte do Rom
Jeiue, o qual (ora concedido e vquetie ea-
t mere para preca .publira .--Nesle aentido of-
- Oeiou-ee aemancionado inspector.
Dito.Ao juiz municipal e de orphSos de
termo de nszsreihdizendo, em respuala av
" offlcie, em que Smc. eommunica haver pas-
sado o exefciciodo cargo de juiz munici-
pal e de orpbaos .deste termo ao respective
supplente por estar linetisado o seu qua-
* liienno, que visto ter S. M. o Imperador,
por decreto de 12 de junbo ultimo, recon-
arligo ios do cdigo criminal.
Recurrente, o juiao; recorrida, a cmara mu-
nicipal da cidade da Parahiba. Confirma-
do o despacho recorrido.
Appellata erimu.
Apnellante, o juizo apriellado, Manoel Jos
Fesuandes. -- Mandaram para novo jury.
Aff rrg da pe litad.
Aggravante, Fr.oclsco Marques da Silva ag-
gravado, Firuiiano Francisco Xavier. Nao
ae toiuou oonbecioieolo.
-itpprUe/oM iUtii.
Appellante, o juizo dos feias'da faienda desti
cidade; appellado, Francisco A Ivs da Cu-
aba. Confii maraiii a seulenea appellada.
Apprllanle e ajipellado conjunlainenie, Fran-
cisco Carneiro da Silva e Jos Franciicu
Branca Coufirmou-ae a senlenca em part-
e em parte relorinoii-se.
Appellaatea, Joa<|uiuiGuncalves VieiraCuima
raes e nutro; appellada, a adminiatraco dos
eslabcleciiiuuto de carldade desta cidade.
Confiruinu-se a icnienca.
Appellante, Anselmo Gaocalves Perelra ; ap.
pallado, Joaquiui lleiaesra I^al.-Deapreza-
raiu as embargos.
aasicaacOas.
Appellante, Jos Pinto Lopes; appellado, o
julM. O prtmeiro da utll
Appellantes, Domingos Rodrigues de Araujo e
Marta Igaacia defiau-Padr* ; appeltadoa, Jo-
s de Luna Rlbeiro de Garvalbo oulros.
|irimeiro da ulil.
nvisOrs.
Pastaram do Sr. desrlnbargsdor fiamos ao
Sr. desembargador Villar** a erguale appel-
laco eaa que sao :
Appellante, Goncalo Jos de Helio ; appellado,
Joo Das Ferrelra.
Appelianie, Elias Coelho Cintra: appellada,
Agotsha Menriiiues da Silva.
Pawau da Sr. daenargador SouuoSr.
Jaseuihargador Rebello a seguiale appeUaf ao
em que siui .
Appellantes, Antonio Faniea de cadenea t
sua muiber; appellada, Ealcvao Jaa Paes
arralo.
Passaramdo Sr. desembargador Rebello ao
Sr. desembargador Lana Ttfin as erguales
Appellante, J s Amonio baslo; appellado,
Vicente Jos de llrilo.
CllllllESPOMlEJiCIA 1)0 DIARIO DE
PMCVAUHHU.
isWfi, 30 dijunhode 850.
0 que actualmente oociips a attenco do
governo, das cortes, e do publico em peral,
he a questBodag reclsmarues doj Estados-
Unidos.
No dia 19 do crrante entro,! neste porto
o vapor de guerra americano Wuii'pi tra-
zendo a sea bordo o ct.mmodore C. W.Mor-
gan, comniandante da esquadra que a re-
publica tem em Algesims ;ed"is diss de-
pnis a fragata Indepeadence de 56 boceas de
ogo.
Como na abertura do parlamento, osle
anno, tmlia annunciado o presidente da
repblica, quo ia ultimar definitivamente
as reclamaces que havia lano lempo trazia
com Portugal, a apparcfio destes vasos de
guerra no Tejo, causou logo balo.
Na sessiiQ da cmara dos deputados do
dia 23, o deputado Jos I.ouronco da Luz,
fez o seguinte requerimento:
Desejo iuterpellar o Sr. ministro dos
negocios estranreiros ceres dos boslos,
que se teem espalhsdo n capital a respailo
das nossas relacoes dipInmaUcis com o go-
verno dos Estados-Unidos da America do
norte.
Tendo declarado o presidente do conse-
Iho, conde de Thomar, qiie na ausencia do
ministro dos negocios estrangeiros, esla-
va ello promplo e habilitado para responder
lesde logo ao que a cmara quizesse saber,
tve a pslavra oSr. J. L. da l.uz, o qual
disse:
Urna vex quo o Sr. presidente do con-
selho esti habilitado para responder, eu
arei urna pergunla muito simples, porque
nSo he mfnha intunetto promover que se re-
velem declaracoes inconvenientes com re-
la?ao a negneiacfles que existem ; mas o
quemecumpre, como deputado da naca
portugurza, e como representante da pro-
vincia da Estremadura. ha provocar da par-
ntm. ministro* urna deeTrc*,> >mr-
ca das liossas relaedes com os Estados-Uni-
dos.
Appellante. o julio; appellado, Joaquini das
Mo;as Plndanba, reo preso.
Paasaram do Sr. desembargador Telles ao Sr.
desembargador sUiaMas aegutowa apppella-
edes em s|sae sio :
ApneMaote, o baenarrl Manoel Jos Perelra dj
Mello ; afpawadsWoia.aV* Marras brandao r
airo. I
*Pf>HlaeMe, JuadaCaaUCsaiaaaaacsi appella-
do, Janajuiu AaMsMiia.dB Fosas.
Appellanie, Jos Maiimiao Peraira, appalla
do, Francisco Aotaaio BereUa da Silva.
DISTSlSLIfOES.
Denunciante, Jadjo Profiro da Molla, denun-
ciado, o bacbarel Jos ArchaujoFiguerra de
Mello e Castro Ao Sr.desembargador
kaataa.
Ar-peiaaatr, Redro Fraacisca de Liosa; Aspel-
Udo, aaia.-A*8r. deaewbargad*r.Trllrs.
ippeltmis,ai-=c! Ferrrirs dSilva : aBj.u.-
do, o juiso. Ao Sr desambargador Hamo.
Apprtlanic, o Bacaarcl Jos Telles de Brllo ala
cedo ; appalsado, julio. AoSr..doseinbai-
gador \ lUaws.
AgcravasMe, AnlaniodePaaUSouaaLeao; ag-
.ravada. notasttsaAaad Vaa> Seagado. -Ae.f.
osismes anisa >smi.
a Sr. presidente, a pracs de Lisboa, mui-
tos psrficulares, as companhias de seguros,
estilo extremamente assustadas com os boa-
tos que se leem propalado nesta cidade.
Diz-se que a America do norte mandou aqu
exigencias para seren i inmediatamente sa-
tisfeilas exigencias que se dizem exces-
sivss, ou pelo menos inexequiveis; e hs
(.runde recelo de que roibpam as hostilida-
des ; e he sahi lo que as naefles grandes As
pequeas costumam hostil isa-las, come-
cando por atacar queando as bkrras e apresando os seus na-
vios; e isto tem produzido na ociedade
um grande susto. Ein consequencia pois,
eu desejira quS. Exc se esplicasse a este
rrspeito, nicamente para sucego dos habi-
tantes de Lisboa e da (laTCAu emgeral. >
O presidente do constlhu pedio a psla-
vra : todos os de pulidos o rodeara m com
grandes signaes de atleocSo :
a Sr. presidente (disse elle): em todos
os negocios deve o governo informar com
verdade e clareas a camera dos represen-
tantes da nscSo. mas em um objecto de
tanta gravdade, como -este, cumpre ser o
mus explcito poesivel (apoiado* gravetl,
para que acabem as dividas que porventu-
ra existem olne este objecto.
Creio que nenliuma pegsoa duvidara de
que da parle do governo dos Esladus-Unidos
para com o governo de Portugal existem
exigenciis lia muito lempo, que tem por
objecto reclamaces aprsentelas pelo go-
verno dos Eslados-Undos pare com o gover-
no porluguez existem exigencias ha muito
tenipo que teem por objecto reclamaces
apresc-niadas pelo governo dos Estados-
Unidos contra o governo de Portugal, por
certas sominas a que aquella governo julga
ter direlo.
Estas sommas proceden) de reclama-
c6-s apresantadas sobre differentes objec-
tosqnaegora uSojulgo neceesarioenume-
rar. O governo porluguez combaten estas
recMenacOes, algumss das quaes datam de
latiwiiuo ilveram lugarem lsi* ou 1815.
O .governo entendeu, durante differentes
sdmini.slrac.0eg, que linha ra.-es, Justina e
fundamento juriilico para combater aquel-
las reclamacOes, mas afinsl o governo dos
Estados-Unidos nSo admiltio, ajam quitde
maneira nenhuma lomar e considerac.1o,
as nossas rates ejuslica : governo de
Portugal possuido do desejo de conserva
sempre as mais intimas >elac,ues com o go-
verno dos Estados-Unidos, entendeu que
vista a divergencia que exista na quest.lo
lo diroilo a na quesluo de fado com aquel-
le governo, nenbum outro meio havia de re-
solver a quesillo pendentesenSo por ari'tros;
e ofTereceu portanto aquelle governo que
asquestoes que diziam respeitoa direito los-
aeea revolvidas por arbitros, que poJiam
ser um ou dous ovemos estrangeiros a e-
eolua daa |*rlaa ; equanto squesl s que
s.s vxraSdc:r:n>eiile romnaerciaes. Ires
da usa lado e tres do outro; desgracada-
laaota nenbum destes meioa foi aceito,o
governo porluguez nio receben al agora
'aposta siguana llioial sobre esteobjecio.-
mee bonli tecebeu urna nota,na qual selbe
saswca e praso de Odias, pera dentro dalles
dar orna reipotta definitiva sobre as reclama-
ces apresentadss pelo governo dos. Esta-
dos-Unidos.
O governo porluguez considera este ne-
gocio, e, dentro do prsso marcado, ha de
dar aquella resposta que entender que he
r~ justa, conforme a dignidade e decoro ds
nacSo. (Repilidoi apiados.) a
O deputado Carlos Benlo pedio ser dis-
pensado o regiment para elle lomar parte
nesta interpellac,uo, mas a cmara nSo an-
nuio, e passou a ordem do dia.
Por estes documentos oftlciaes nada se
pode colher, quanto origem e importan-
cia das reclamadles. Far-lhe-hei, pois.
historia do negocio ale ao eslaiio em que
elle se acha.
Em setembro de 1814, no lempo da guer-
ra da Cran-Bretanha com os Estados-Uni-
dos, ontrn na bahia da ilha do Faial a es-
cuna americana Armilrong, armada em cor-
sario. Dinsdepois appareceu all a esqua-
dra inglcza do commodore Lloid, e man-
dou um cscaler revistar a escuna america-
na, para saber se linha patente do corsario.
A escuna negou-se a visita, allegando que
eslava as agoas de urna nucSo neutra. Os
inglezes insisliram, c, como acbassem re-
sistencia, lizeram fugo de fuzilaria contra a
escuna ; esla fez-lbe tres tiros de metralha,
com o que matou 7 inglezes. Estes retira-
ra m-so, e a escuna foi ancorar debaix., do
castello de Santa-Cruz, principal fortaleza
da cidade da llorta, capital da iiha. All a
frain os inglezes atacar de noilc, travan-
do-se um rendido combate, cujo resultado
foi fugir para trra a gurnic3o da escuna,
o os inglezes deitaram l'ouo a este navio
depois de terem perdido 40 soldados, e li-
cando muitos feridos.
O governador da illia proteslou contra
esta brutal violacito do direito internacio-
nal, e o governo f estava entilo a corte na
llio-d'-Jineiio ) pedio snlisfacjno ao gabine-
te inglez, a qual foi logo dada, pagando a
Inglaterra lodos os dainnos que este sue-
cesso causou na ilha ; mas recusou pagar
a perda do navio, que os americanos pedi-
r m a Portugal! por ter sido incendiado
nos nossos porios) dizendo que o cursario
fra oaggrossor.
Os Esl dos-Unidos tem sempre insistido
em que Portugal pague o navio ( queima-
do por inglezes! ) Portugal respondeu sem-
pre que a Inglaterra era quem dnvu pagar,
t.aue afia agora querem delinitva-
mento 1 qna se pHfrae a oscuna e os juros
compostos de 15 anuos de mora, o que tres-
dobla o capital, montando a 840 contos de
fes de um discurso, supprir esta lacunna
procurare! reunir, coordenar todas as ir-
formaefles que possam habilitar a canias;
para fazer um juizo sobre este assumpto.
Por isso peijo ao nobre deputado por S.-
Paulo que conainta que guarde a resposta
o seu tere iro quisito para o finido mea
iliscurso; eu prncurarei eocsminha-lo da
forma que aquillo que disser sirva para jus-
tificar a soIuqSo desse mesmo quisito. An-
tes, porm, que o fue a, procurirei respon-
der sos arts. !.? e #da intarpelliQo, isto
he, explicar os fados sobre que sou iater-
p I lado.
O primeiro he relativo so desembarque;
de algumas pracas da marinha brilannica
em urna praia na costa da barra de Santos,
denominada Pernambuco, com o flmde ve-
rificar a existencia de uin deposilo de Afri-
canos de contrabando. Bem v acamara
que mo posso dar mitras informaris so-
bre este ponto sen3o aquellas que silo offi-
ciaes. Ora, as nformaciVs oluciaes que
existem nSo a/So de conformidade com a
maneira por que o nobre deputado por S.-
I'atilo expz os fados ; por isso vejo-mena
necessidade de as ler. Tenho em primei o
lug^r, um ofDcio do presidente da provincia
le S.-Paulo, datado de 29 Je maio deste aa-
no, que passo a ler:
lllm. e Exm. Sr.--Julgo do meu dever
apresentar a V. Exc. as copias inclusas das
oarlicipar/es que me fram dadas pelo juiz
le direilo substituto da sexla comarca des-
ta provincia, pelo delegado de polica, e
pelo brigadeiro commandarite militar da ci-
dade de Santos, expondo a desagradavel oe.
i'urrencia que leve lugar em urna daspraias
la ilha de-Santo-Amaro, no dia 16 do cor-
rente, entre pessoas da Ierra e parta) da tri-
i'Uiac;lii do vapor inglez R lemn ; que ten-
do all desembarcado em um lancho para
abrigar-so do temporal, enxugar as roupas,
) fazer eomida.fra accommeillda por cer-
ca de to tiomens, resultan lo do conflicto
ter ficado um marinheiro morlo, e outro
gravemente ftido.
Com a noticia deste aconlecimenlo foi
io lugar o cotnmandanle do referido vapor,
i achando em urna casa abandonada atguns
tos -objecios perlencentes aos marinheiros.
anc,ou-ltie fogo, supnon lo, como declarou,
4e seria algum abrigo oucovil de saltea-
lores.
J se deu comeco ao orocesso que se
leve orgsnisar sobre esle fado, e serei
rompi a eommumear V. Exe. o iwi re-
sultado. Ha toda a presumpcSo de que o
ttentado fosse eommettido por pessoas ta-
ris. He isto o que uos vera pedir o com-|leress,(1*s '""eo de Africanos, que sco-
modore Morgan. Irocoadas por urna tonga impunidad*, aba-
Tem havidd varias conferencias diplo-r*nc*r*nl"se PerpeUar esae retaliante
malicas : o governo mandou arlllharas for- |'cl0---
Ulezas da barra, mas no ultimo conselbol Dos guara a V. Exc. Palacio do go-
de estado que houve a este respeito, asson-|,'*rn0 de S.-Paulot9 de maio de 1850.--
lou-se que se pagasse em preslaces, fican-|ll,m- Exm-Sr- P"!"'0 Jse Soares deSou-
do a Portugal au soi que diroilos contra a ** m,niilT0 e secretario de estado dos ne-
Inglaterra
Portanto isto he um negocio lindo.
Contina a discussito da le da imprensa
ni cmara dos Pares sem accidente notaveh
o parecer tem sido votado quasi todo, sem
se ter approvado nenhuma emenda das que
a oppnsicSo tem a presentado.
Estilo tainliein terminados os negocios di-
plomticos entre a llespanliae u Inglaterra,
indo para esta iillinia corleo antigominis-
tro de Christina Isturis Fazem-se sump-
luosoaYpreparatorios para o^naseimeiito do
primeiro iilliq da rainha liabel, lierdeiro
da corea de CasleUa.'S o berco custou 30
mil pesos duros.
As uolss do banco de Lisboa v3o deseen-
do de agio cunsideravelincnte. Trocam-se
aciuaiuiente por 320 rs.

INTERIOR.
RIO-DE -JA* El UO.
GAM\UA DOS iSOS. DEPU-
TADOS.
SESSAO DE 5 DE JULHO DE 1850.
Presidencia Sr. do Gabriel Mindet des Santoi.
f ContlnuacSn do n. 170.)
OSr. Paulino ( ministro dos negocios es-
trangeiros ) :Sr. presidente, tendo de res-
ponder As intorpellacAes do nobre deputa-
do por S -Paulo, que acubado antar-ge,
eu peco iicenca a V. Exc para alargar-me
alm do crculo nun ell leaearsm Q-j:!
qaer que seje a importancia dos fados so-
bre que versara essas inlerpellsces, qual-
quer que seja a maneira por que elles se
encarem, n3o sera por certo urna discussito
reduzida a esees pontos bastante para es-
clarecer as quesles entortante da actuali-
dade. Eu desejaria poder apresentar a c-
mara informacoea completas que n-habili-
lassem, eaop.iz, para fazer uro juiso sobre
a situicflo actual dos negocios, para conhe-
cer as diversas pilases que elles leem per-
corrido. (Jusiido apresentei os meus rela-
m i os em janeii o emeio do presente anno,
live a intenerlo de ajuniar-lhes lodosos do-
cumentos, todas ss discussOes, todas as pe-
cas ofliciaes, que polessem"habilitar a c-
mara a ao paiz para ajuizar sobre a ques-
illo inif ortan issima a que se referem os fac-
tos ltimamente occon idos. au live lem-
po j I ive de taludar e examinar, alm dee-
i., .,uir. qHatn*g ..<5o RICO OS kOi Untos
iiee pendem na repaiticHoa meu cargo. A
enmara s.be qual he a vida do ministro en-
tra ns ; poucua instantes Ihe restam para a
mediUrflu e e.'tudo desta e de outras ques-
toes qne he Decenario examinar profunda-
mente. ITocuiare, quanto cabe noslimi-
Kocios estrangeiros.--O presidente, Pieenti
l'iresda Multa.
Os oflicios qne acompanharam a este do
urcsidento da provincia de SrPaulo sito do
uiz de direito da comarca, do coinman lan-
te militar Jos Olinto de Carvalhoe Silva,
e do delegado de polica o Sr. Jo.lo Octavio
Nebes. A exposicSo que elles facen) con-
firma a est do inteiro accordo com a do
presidente. So a cmara julgar convenien-
te que os leia, nao terei duvila em fsz-lo;
alias, deposita-los-bei sobre a mesa para
le possam ser examinados. Estaa infor-
ma^Oes conlirmam-se pela pronuncia pro .
fenda pelo chefe de polica da proviucia
que fot a Santos coohecer desees fados.
l'i'iilo pronunciado um individuo, indicia-
do de liaver dirigido aquelle ataque, a que
se acha preso, diz o chefede polica em sua
pronuncia, proferida i visla dodepoimento
dea testemunhas, e das investgacOes a que
procedeu, o seguinte :(/*").
< Itesulla deste procesan, em primeiro
lugar, que no dia 16 de maio prximo pas-
sado, achando-se abrigados de urna tem-
pestado em uina ilha prxima da Moeta e do
sitio Pereqiaf, o guarda-marinha James
llinsgton Ryan com dez marinheiros, dos-
tacados em um cutter do vapor de guerra
inglez Hifleman, foram sbita e traicoeira-
mente aggrediJos com tiros dados por um
giupo de homens, onde haviam brancos,
pardos e negros ; e nio obstante se hava-
rem refugiado ao dito cutter, continuaran)
a ser ah mesmo aggredidos com diversos
tiros, dos quaes resultou anorte instant-
nea de um dos dez marinheiros, chamado
Joseph Venner. o oual !* .!. > -j-
bala na cabeca.a
Pdenlo, as informarles olllciaes qu
tenho, e pelas quaes smente posso infor-
mar a cmara, naoeataoam conformidade
eom aquellas em que o nobre deputado se
fundou.
l'erguntou mais o nobre deputado se he
verdade que as sumacas naciouaes Malttta
o Coneeicdo tnm visitadas e aprisionadas
Avista da fortaleza de Santa-Cruz, do dia
16 do correule para es, e que seo brigue-
escuna nacional Polka fra aprisionado uo
aucoradouio de Macati. Quanto As suma-
cas dadas pelo ommanJanle da fortaleza da
Saula-Cruz, que lenbo as mos, colhe-se
que atlas nao loram apresadas avista da for-
taleza ; pelo menos a sumaca Caiaas-tpdo o Jo
o foi, porque no prolealo feito pelo seu cou-
ignatario, que teubo em meu poder, de-
eiaia-so que a tora a presada tras le-
guas ao mar de Cabo-Frio. He portanto evi-
dente que nSo poda ser apiesada debaixo
das baleras de Santa-Cruz. Das iiiforoM-
coes dadas peto coaiinautAanU da forUJete,
uaclara-se que ella vira usa vapor da guer-
ra eoodueiodjo urna sumaca que trawa a re-


#
.<. ...
_
boque,qoe quando se aproximou forl|e-
x, esta fez nm (iro de slgnal pan que lar-
gass* a sumaca ; que o vapor augmentara
de fOrca pira fura ila barra, e fez fiuidiar a
sumaca entre as ilhs Raza e dos Palos. Des-
tas iniormaOos secollige que a visita e>
captu'a nSo sp verficaratn debaixo das ba-
teras da fortaleza.
Quanto ao brigue nacional Polka, tenho
aqu as diversas informacOes autoridades de Macali. O brigue foi cnm
effeilo lirado de dentro do porto de noite ;
a f< riale/.a fer-lbe alguns tiros, mas por
causa da escuridflo, e ila fr?a que fazia o
vapor, no houve conflicto uSo sei mesmo
seacerlaram os tiros.
Estas informacOesso mui longos, eu to-
mara milito lempo em lilis, por isso jul-
go irais conveniente deposita-las sobre :
mesa, onde pdenlo ser examinadas pelos
nobres deputados. Quanto a este brigue,
i vis(a de seus papis, que tenho em meu
Snder, e das informaces d pessoas lidc-
ignas, tenho toda a rasio pira crer, ao
menos porora, que nSo se empregava no
trafico ; por isto o governo imperial far
a respeito dclle tudas as reclamaciJes neces-
sarias.
Quanto ao brigue Rival, slnto nao tr
trazido as inforniacOes que Ihe dizem res-
peito, por nilo versaren! sobre este caso as
interpellaccs do nobre deputado ; mas eu
poderei rerxette-las cmara ; por isso li-
mitar-me-hei a dizer que com elTeito este
brigue foi visitado no porto de Cabo-Frio,
e que tendo sido trazido para fura, e tendo
eucalhado, foi-lhe lanzado fogo.
hesta 6 faci relativo a Paranagu. No
lim da semana passada phegou a esta corte
a hulicia do que ha va eccorrido em Para-
'nagua, noticia cuja certeza nao se pode
bom averiguar. D zia-se que a forlaleza ti-
nha sido arrazada, que quatro embarcares
tinham sido queimadss dentro do porto, e
era consequencia natural do arrazamento
da fortaleza a perda das vidas daquelles que
nclla por ventura se achassem. Esta noti-
cia causn urna impressu profunda na po-
pul a cito desta cidade, e nos membros do
ministerio, que por isso julgou conveni-
ente aguardar noticias mais ampiase cir-
rumstaticias sobre ISo graves aconteci-
mentos.
E era milito natural que semelhantes no-
ticias produzissem urna inipressflo tilo pro-
funda, alienta a atrocidade das circumstsn-
ciasdequeappareceram revejidas, o arra-
zamento ila fortaleza, e a perda das vida
dnsque nella estavmii. lia no espirito hu-
mano urna iiispusicHo natural para esquecer
ou por de parle o facto principal, para alten
der smenle as circumslancias que o re-
vestirn), quando esla ferem niais viva-
mente a imaginacilo, e Un,o carcter de
crueldade.
Depois, ha dous ou tres dJaf, receb do
presidente de S -Paulo, coafipata de 6 de
jullio crrenle, as iuformaces seguinle-
sobre esses farlos ; e posto que as noticias
que se referem naulenham anda carcter
ofllcial, com ludo eu as lerei cmara. .
(S. Fxc. pntsn a ler o iflicio da prndenle
da provincia di S.- Paulo, cubrindo a parli-
cipaeio do brigodeiro ioi Olinto de Cartalho
e Silva, ea caria do promotor de Sanios, docu
mentas guefram publicados no Jornal de sex-
ta-feira 12 da correnle.)
Destas informaces nfio resulta que a for-
taleza fosse arraza la, ou que houvesse per-
da de vidas ; siio estes fados 19o iuiporlao-
tes, que cerUmente uSo seriam esqueci los
na narraco que aquella testemunha pre-
sencial fez do que ocrorreu. Despido o fac-
to destas circumslancias, he a repelic3<> de
outros semclbaiiles, nfio s pra tica dos ulii-
mamente, mas anda em lempos anterio-
res. A cmara sabe que de 1845 para ca,
isto be, depois da execucSo do bil de 8 de
agosto de 1845, estes/actos se teem cons-
tantemente repeliJo. NSo caris, rci a cma-
ra com a demonstradlo de que el les cons-
lituem a mail flagrante violacSo do direito
das gentes! muitos opoiadot ); os principios
2ui- o demunstram silo conliecidos de lo
ol; as baln. s. os sncoradouros, os pin-
tos, os mares ao alcance das bateras de
terra, silo dependencias do territorio, e fo-
uiiii sempre considerados como fazenio
parte delira. Silo propiiedsde da nacSo cu-
jo territorio banhain. Smente ella lem so-
bre essas agoaa direilo-de soberana. Ora,
a visita e detenefio nessas aguas por parle
de urna nacSo eslraageira viola aberlamen-
te esses direitos.
Purii, senhores, esses fados ultimameti-
te occorridus silo mais algumas volace
do nosso territorio que devem ser arcres-
crntadasao catalogo de outras anteriores
de igual naliirrz. NSo sao fados novos
l'rovm do bil de 8 de agosto de 1845, que
sujeitou as leis inglezas, para a lepressfio
do irafic) feilo por navios de propriedade
nglrza, os navios brasileiros. A oceurreu-
cia de mais tres, quatro, tmcaj ou sis fac-
los semelhantes no altera I posieso em
que noscollocou aquelle b nos-a posicfio he | orlanlo a mesma. Nao
bu somante a esses fados que devem-se al
leuder, mas. sini a sua fonlc e origen), ao
l,ill donde dmianam. t) exame, a discus-
>ao desses fados, considerados separada-
mcnlc do bil, n,1u nos i deni levar a solu-
c.in alguna satisfactoria, e hesemduvlda
que devenios procurar sahir por lodos u-
nvinavda posiclo inconveniente rm que no.
retamos, e fazer desapparecer estas ques-
10>* de todita oa das, e quo lodos os das
agitam e irritam.
O nobre deputado por S.-Paulo, aulor das
iDicrpelhcOes, fez algumas obserfsc0* so-
bre as causas a queatlribue essa ricrudes-
renria de violencias da parle dos cruzeiros
Jiritannicos. Julgo conveniente scompa-
iiba-lo nesse terreno, poique a considera-
calo deesas causas derrama muila luz sobie
esta msteiia.
A cmara sabe que uestes ltimos lem-
pos tem sido nomeada icio parlamento bri-
lannifo una coa misso, chamada do tra-
fico da eeersvelura, para colher lodos os da-
dos, todas as nformacOes, todos os escla-
refimeBl, sobre esle assumplo. Tem ai-
do por ella minuciosamente inquiridos mui-
tos ofliciaes de marinha que tem estado nos
i-rn jeiros da ?*la d'Africa e Ho Brasil, mui-
tos outroa empregados e pessoas que lem
rasflo de saber uestes assomptos. Tem col-
ligidoa mainr copia de nforma?6Vf, deda-
dos, eaUtiaUcoa que se pode desejar para
esdarecinieuto das questoe* relativas ao
(ralbo, lie |Orsles dados, os mais com-
pletos que Be poasivel, que sa regulain as
autoridades brilaunicss Aqu leui a cma-
ra as conclusfli's aprosentadss por esi com-
missiio ao parlamento, e votadas por ella
em 12 de margo de 1849 (Ir):
Que do (lm do anuo de 1815 at a pre-
sente poca o vigor e efficaia das fdresa
uvaes brilannicas destinadas a reprimir o
trafico, cheaou a uin ponto a que antesnun-
c havia altingido, e que aquellas forcas
rm aiuiliass pelas da Franca edos Esta-
dos-Unidos, conformos tratados.
Que o numero total dos negros liberta-
dos pelos cruzadores briannicos, nos sonos
le f846 e 1847, apenas excedeu de 4 por cen-
to dos escravos exportados d'Africa naquel-
les annos. conformo o mapps annexo & P'-
neira resolucflo.
Que a despeza offectiva feila com. a
.uppressAo do trafico de escravos pareen
-'r no menor hoje de libras esterlinas
650,000 por anno ( cerca de 6,500 conloa de
ris )
Que o trafico de escravos africanos fei-
lo pero Brasil tem trazido mui grandes lu-
cros, e be agora dirigido e por tal modo or-
fjanlsado, e cnm tanta confianza no bou
resultado das empresas, que contrara, co-
mo nunca, os esforcos das nacOes empe-
nhadas em supprimi-lo.
Que a extensAo e actividad? do trafico
le esersvos africanos, posto que de algum
modo neutralisadas pela interferencia es-
tranzeira, e s vw.es restringida pela acgSo
dos governos de Cuba e Brasil, tem prin-
cipalinente si lo reguladas pela procura dos
productos do trabalho de escravos nos mer-1
cados da Europa.
Que aadmissAo do assurar produzido
sor lirados do escravos no consumo deste
paiz lem de tal sorle coeorrido, pelo gran-
le augmento na procura dnsartigos ila-
quella proilncc.no, para animar o trafico de
escravos africanos, que tem-se tornsdo
hoje ii ais dillicil do que nunca cmbaia-
t't-lo,
Que os soffrimentos e mortalidsde de
escravos nos barracOes e no transporte sflo
trradores para a humanidsde.que a intuir
i lude desses soffiiinenlns o o calculo da
mortahdade silo sem exemplo na historia
lo trauco da escravatura.s
Esto relatorio da commissAo vem acom-
panbado de un calculo formado a vista das
informacOes liavidas da quantidade de es-
cravos, importados tanlo as colonias hes-
oanholas como no Brasil, desde o snno de
1788. Julgo conveniente fazer esta expo-
suflo i cmara, porque na solufAo destas
quostOes compre queconhecamos perfeita-
uiente quacs os dados, informaces, e ma-
ueira por que o governo britannico proce-
le. Estas informaces e dados tambem es-
clarecen) muilu a quesl.lo, pelo lado que
nos respeila.
Do calculo que acabo de citar, junto ao
relatorio da commissSo, vO-seque no anno
le 1840 raii imporlalos rara o Brasil
30,000 escravos, no anno de 1841 16,000 no
uno do 1842 14,200. no anno do 1843
10,500, no anno de 1844 26.000. no anno de
1845 22.700, no anno de 1846 52.000, no an-
uo de 1847 57,800. Onde iremos parar com
isto, senhoies!
Ainda niii era conhecido o calculo da irr.-
purtacAo em 1848 ; mas Mr. Hutl, presiden-
te da commissAo deque ha pouco fallei, de
clarou no parlamento, em u a cu do cor-
lele anno, que o sxcesso no nosso mer-
cado de escravos sobre o pednln era calcu-
lado em oito mil, no anno de 1848. Mo es
lou habilitado para avahar a exactidflo iu-
iin'i'ica, maso excesso allegado pareCH-me
xacio, porque he sabido que o preco dos
escravos em 1818 baixou consideravelmen-
le. (reio quo estas concluses da commls
sSo que acabo de ler devem ter concorrido
inulto para que o governo britannico tenlia
adoptadu os meins mais violentos para re-
primir o trafico as nossas costas por meio
de seus cruzadores que ltimamente tem
adoptado.
Laslimo, Sr. presidente, que se tenha
qerido converter esla quesl.to em machina
le guerra contra o ministerio (apoia-
dos) ; lastimo que estas quesles que in-
teressam a> ludo o p- iz, que jngam com
a nossa produccAo e riqueza,ae lenham
querido consdrrar romo quesles de
.anulo ; e quando ellas se quizessem con-
siderar assim, eu declaro francamente
que aceitara ardiscussBo. {Apoiados.) E
dira enlSo que desda, I840.,nunca a im-
porlicSo foi menor do que em 1841 e
I842{ no anno de 1843 subi a 30,000; o
que se segu he que ne-ses tres annos fo-
lam importados 60.300 Africano-, e nosou-
iros cinco annos 189.000 ; ha portanto um
lilt'erenca de mais 129,100 para dous annos
que a Ilustre* opposicAo estove no poder.
Mas, senhores, eu nSo faco a meos adver-
sarios esta iiijustica ; eu astou prrausdido
que lodos os gabinetes do Brasil lem desa-
jado sinceramente reprimir o trafico, e nem
poda ser do oulra maneira, porque esta-
vam em Denlo de todas as ililliculuudes que
a coiiliiiuaciio do trafico nos tem trazido.
A i asilo por que estas difficuldades n.i lem
sido encaradas de frente, cresolvidas, sAo
outras ; talvez no decurso de meu discurso
eu lonha de a expor.
A cmara ha de ter nolicia daa dlscus'Oes
que tiveram ltimamente logar no parla-
mento inglez, em marco do corrate anno,
sobre estas materias. Hr. Hutt, presidente
da cnmmissAo a que ha pouco me refer,
re urna inoran p qu u guveniu de S M
a Itainha fosse convidado para que procu-
rase* obter a revogacAo dos tratados que
ubrigavam a ler urna esquadra elTectiva-
melite na costa d'Af/ica. Osexames feilo
por esla coinmissflo teem convencido evi-
dentemente que o hlnqueio dos pollos da
costa d'Africa he insuflicicnte para extin-
guir o4.raico. A cmara tem noticia lias
iliscuss'sque se levanlaram no parlamen
lo britnico por occasiSo dssa mocAo.. O
minsteiio inglez oppoz-se-lbe corja-lodas as
suas forcas; dous ministros declararam,
em reuniOes de membros da maiona, que
pedirio a sua demiasAfl se a mocAo passas-
se. Oppucham que nu era de manaba al-
loma convenie'nie e decoroso lrAa-Breta-
nba retirar os seus cruzeiros da costa d'Afri-
ca sem antes aubslituir-lhe outros meios
ra a exlinccAo do iralico ; que o* cruz-
los da cosU u'Afi ica nAo ct nstituiau) por si
s un sysiema, que era oecessaiio lomar
ounas medidas. ^oUi a cmara que* sys-
iema de repressflo por meio de cruwiios
nfto he systena da administiacfio actual da
Inglatena.hesysleina seguiloe continuado
por todos os seo* houieii* de estado ale
terlo britnico era incoosequenle e contra-
ditnrio, quanto, qiisrendo a repressAo do
trafico, ndoiiltia o nnsso assocar o o nosso
caf para consumo no snu paiz. Tenho ou-
vidii algunas pessoas darem milita impor-
tancia aquella mocAo, porque tinhs cor flm
ir retirar os cruzeiros da cosa d'Africa ;
mas por ventura retirava-os ella, ou dimi-
nua-os as nossas costas?
II.'senganemo-nos,senhore,tories.yvhigs,
proteccionistas, no proteccionistas, lodos,
quanto i repressAo do trafico, pensSo da
mesma maneira. A d recelo que nessa
iti.'sHo tem reeebido os seus espirito*, os
seus principios religioso*, o puritanismo,
os intercsse das suas colonias, as assocla-
i.-iV's religiosas, a pressAn de urna opiniAo
eral, tudofazque tenham as mesmas ideas
sobre este assumpto (iluilos apoiados.) He
nina empresa em que a GrAa-Bretanha lem
consumido sommas enormes, em que tem
empregado todos os recursos da sua hbil
liplomacia, eem que segur, principalmen-
te desde o tratado de Venna, peto longo
espaco de 35 annos, com urna actividadee
urna perseverancia nunca desmentidas. Nes-
se longo espaco. de lempo, homens de di-
versos partidos tom estado no poder, todos
tem continua lo a obra de seus antecesso-
res. Ainda ha outra consideracAo a fazer :
at certa poca a esquadra britnica, pelo
que respeila a estacio dos mares do sul da
America meridional, andava diapersa, gran-
de parte della exista no Rio da l'rata. A
cmara sabe que as quesles com a rep-
blica argenlina es Inglaterra acabam de ser
resolvdss pelo tratado celebrado por Mr.
.Southern. Esta solucAo habilita a luglster-
ia para tirar dalli alguns vasus de guerra,
e rolloca-los sobro a costa do Brasil. Silo
esias as rases a que eu atinbuo o augmen-
to e a recrudescencia nos cruzeiros. NAo o
attribiiiimos aos homens que entre nos tem
estado e esto no poder.
Por ventura o Iradcante que v que os
escravos tem alto preco no mercado, que a
vigilancia dos cruzeiros ho menos efflcaz,
quo tom ou p le obter urna embaicacAo ve-
nia, que tem lodoc os meios para retirar de
una especuladlo destas 100 ou 20U.OiO.001,
la de m;io a es-es lucros enormes, smenle
porque (permilta-se-ms exprimir assim) o
ministerio he Muitos Srs. Deputados ;Apoiado Mui lo
be ni !
O Sr. Ministro dos negocio' eslrangeirot :
A cmara permitliri queeu faca urna breve
resenta da marcha seguida pelo governo
britnico desde 1815 al hoje sobre estas
questdes ; que examine depois as diversas
pitases que lem percorrido entre nos as di-
versas negnciacoes que tem lido lugar. A
marcha seguida com as outras nacrtes, a
maneira por que estas questes tem sido rg-
solvidis, serve inuto para explicar a mar-
cha tida comnosco, e derrama muta luz
sobre a nos-a posicBb actual.
NAo irei alm do tratado de Viennacele-
brado em 181 ; ah o plenipotenciario in-
glez lord Castelraz fez Irea proposic0>s i
prmeira, que todas ss potencias proclamas-
sem a sua adhesAo ao principio geral da abo-
lilo do trafico, e o seu vol para realisar
esta medida no mais curio prazo poasivel;
segunda, que se exainlnusa a probabilida-
de de uina abolido inirnediata, ou da maior
ajiproxiiiiac-ln ao termo que Ctda poloncia
poderla ter lixado pira a bolicAo delinili-
va ; terceira, que fossem examina los os
meios de. obter immedialamenle una res-
tricto relativa ao termo de abolicSo.
Estas proposicoes sofTreram conlesttcAo,
prinripalmeuta daquellas potencias que
possuiam oolouias imporiinles, principal-
menta Portugal e llespanha, e a final foi se-
ment approvada a prmeira propoaicAo.
Em data de 8 de fevereiro de 1815 lomaram
s oilu potencias que ronco)reram ao con-
gresso de Vienna a seguinte deliberacflo :
Que concorrerain siucerameute para a
ex'CucAoa mais prompta e eflicaz das me-
didas tendentes i abol^Ao do trafico; re-
i-onlii cendo porin que esta dedaracAo ge-
ral 11.I0 podena prrjudlcar o termo que ca-
la potencia em particular pdrase encarar
como mais conveniente para aquella aboli-
lo delinitiva, e que portento a determina-
cAo d poca em que aquelle commercio
devi umversalmente cessarseria um objec-
to de negociacSo enlre as potencias.
Ern couforrxidade dcsta delberac-lo, co-
mecou o governo britnico a l-alar rom ca-
da urna das potencias em particular sobre o
t rmo que conviria lixar para cessacAo do
trafico de escravatura; e alii mesmo em'
Vienna celebran com Portugal o tratado de
8 de junhode 1815, pelo qual Portugal se
obrigou a abolir desde lugo o trafico ao
norte do Equador, e compromdteu-se a es-
tablecer por tratado especial a poca delini-
tiva de sua cesfacAn nasioas colonias, con-
sessfles que forsm retribuidas a Ululo de re-
'claiiiac'io com a prestarlo de I. est. 600,000.
Em 28 de julho de 1817 celebrou outra con-
venc'io.na qual se eslaheleciam Os meios d-
cl.egar a esse Um ; estabeleceu-se o'dreito
de visita reciproco, crearam-se as commis-
sOes niixtas, e arcrescentou-se que as em-
lunaces s podenAo ser detidas tendo es-
cravos a bordo. No anno de 1818 celebrou
o ilra convencAo com a Hollanda semelhan-
te i de 1817 com Portugal, e em 1821 cele-
brou um artigo addicional com a mesma
Hollanda, ampliando ocaso de delencAo,
que passava a ter lugar tilo s quando bou-
vesse escravos a Domo, como tambem (flan-
do houvesse prova clara e innegavel de os
baver conduzido. Km 25 de Janeiro de 1823
celebrou com a mesma Hollanda uutro arti-
go adicioual, especilicando as rircuoYs-
lanciaa que devaoi constituir presumpcAo
legal de qus a embacacAo se empregava no
trauco, bastando uan dellas para a deten-
Q.lo, Koi esle o primeiio passo dado ueste
sentido, para alargar os casos de apresa-
miento, e comprehender o preparo e quipa-
mento. A caiiira ver ro i o coro o lempo
tfio-se alargando a* estipulaces das cun-
vences, v.lo-se alargando cada vez mais
aa valas, a despnvol*endo-se o sysiema que
a Inglaterra liuba.concebido para obter a
lniccAo do tralice.
Em 23 do novembro de 1826 celebrou s
Inglaterra comnosco a convencAo desla da-
ta, pela qual nos obrgamos a acabar com
o trauco tres annos depois da data da ratlfl-
cacSo, e aceitamos completamente os srti-
;os da convencAo addicional celebrada cnm
Portugal em 28dejulio de 181.7; nSo fo-
rain entAo estipuladas as circumslancias
Jara eslabelecer a presumpcAo legal de que
cima fallei, ou porque a concessflo que <
liras i I acaba va de fazer era to gran le e im-
portante que nfio quit acceder a laes esti-
mlacfles, ou porque a Inglaterra entender-
se que. lendoobtido tanto, nfio poda exi-
;ir mais.
Em 30 de novembro de 1831 celebrou a
Inglaterra com a Franca um traa lo para a
reprsalo do trafico. A aoce.sn.1o da Franca
conlnbuio poderosamente para dar um de-
senvolvimento extraordinario ao ayatema
la GrAs-Brelatiha. Nesse tratado sa esta-
heleceu o direito de visita reciproco, posto
que restrictos certas zonas, fra das quses
o direito de visita nAo poda ser exercido.
Somante o poda ser ao longo da costa oc-
cidental d'Africa, d?sde Cabo Verde at
certo ponto, de que me nfio record agora,
em urna tona de vinte legoas a roda da
ilha da Madeira, descostas do Brasil, das
ilhas de Cuba e de Porto Rico. Nnle-se que
por estas disposices o direito de visita s-
menle se exercia em cortos pontos, mas
era justamente naquelles onde era mala f-
cil que os cruzeiros podesseei encontrar oa
navios que se empregassem no trafico. Por
esse tratado obrigou-se s Franca a concor-
rer com certo numero de cruzadores para a
costa d'Africa, numero que devora aer mar-
cado por estipulaces especiaes em cala
anno. Obrigou-se mais a convidar a todas
as naces que nfio livessem tratado seme-
llianle a acquiescer a esle; e com effeilo,
em virtude dessa aocessllo da Franca, ac-
quiesceram em 1834, 18W e 1838, a Sarde-
ha, a Dinamarca, aa Cidadea llansealicas,
a toscana e as Duas Sicilias. Ants de.paa-
ssr sdisule, lembrarei que no anno de 1833,
em 22 de marco, fui celebrado entre a Fran-
ca e a Inglaterra outro tratado com o lim
nico de dar mais desenvolvimenlo Ss clau-
sulas do anterior, e nelle furam declaradas
todas essas circumslancias que em outro.
foram e teem sido consideradas como suffl-
cientes para eslsbslecarem a presumpcAo
legal ile que a embarcado se empregava
no trafico, bastando urna s para autorlssr
u detenefio. Com esta accessfio da Franca,
a causa da sbolicfio do trafico adquiri nova
foros,
, A cmara ha de record a r-se que lio anno
do 1843, na cmara dos parea de Franca,
sendo o duque de Broglie, quo tinhs si-
do em Londres o negociador deste .ultimo
tratado, censurado por isso, respundeu
dcsta maneira: provou con documentos
lliciaesque muito antes da Franca ter con-
cedido a Inglaterra o direito de visita, e
durante a rtstaurae,fio, os cruzeiros io-
Xlezes tinham apresado e levado a Serra
l.ea militas embaraa(os fraiicezas para se-
ren julgadas. A cmara sabe que a poca
Ja restaurlo em Franca, se exceptuarmos
a do imperio, fot certa nenie urna daquel-
las em que a Franca apoiada na forca das
suas instituidles e no rigor do seu governo,
vio as suas rdlaces exteriores dirigidas com
maia brilho e liimau. Itiiia o duque de Bro-
%\\e que tinha julgado prefer vel aanccio-
nar por um trata lo aquillo que se exercia
le facto, converter um pretend lo direito
uni-lateral em um direito reciproco, e que
como nessa poca a aluacao da Europa
inieacava urna confligfacAo geral, o go-
verno tinha julgado rasoavel e conveniente
nAo accrescenlar novas complicares, para
nfio augmentar as difficuldades, e compro-
meter por quesles senielliaules a paz e a
tranquillidatle do aau paiz.
Seguio-se depois o tratado- com a llospa
nha em 38 da julho de 1825 Nesse tratado
estipulou-se o direito de visita reciproco;
eslsbeleceram-se as commisses mistas, e
lesignaram-se as circumslancias que po-
diam eslabelecer a presumpcAo legal de
quessembarcacO-s se empregavam no tra-
fico, bastando urna destas circumstsncias
para a delencAo.
Em 20 de dezembro de 1831 celebrou-se
outro listado entra as cinco grandes poten-
cias da Europa, Inglaterra, Austria, Prussia,
Kussia e Franca : esle tratado declsrou o
commercio da esclavatura piratarla, e as
embarcacOes encontradas fstendo o trafico
privadas da proleccfio de seus pavilbes
-Seguio-se o tratado com Portugal tun 1842,
em o qual se reproduz a maior parte das dis-
posices dos tratados anteriores.
Tal foi, irnborri, a uiarclia seguida pela
Gran-Bretanba desde 181.') t 1842 na Europa,
epela qual conaeguio que todaa ai potencias
uaritliitaa riuiaiaciu no seu ayatema. Vrja-
uios agora a mauelra por que procedeu na A-
morica. A cmara aabe que a Inglaterra cele-
brou no anno de 1839 tratados com aa repbli-
ca do Chile, Uruguay, Venexurla, Hait eCon
federacio Argentina. Sericeptuarinosos tra
tadoa teiloi com as rrpuPlicaa de Hait e Vene-
zuela (a respeito daa quaoi ba circumatanciaa
especiae, porque o tratado com Veneauela de-
clara espreasamente que at aquella /poca ne-
iihuiu Venexuelano linlia sido encontrado fa-
zendo o iralico) oa mala conloui dianoaifdea aa-
melbanlea. Katabeleeerain coaniniaes inluai
para o julgaiuenlo; eapeclcaram aa circuma-
larTciaa que devem eslabelecer preaumpco le-
gal de que a nnbarcacea se empregavam no
trauco, baatando urna ao para a detencao- Nos
anuoa de iiyiu c i v%i a Inglaterra celebrou tra
(adoa eaiajkeleccudo diaposlfca semelhanlea
com liolivia, Itxaae Mxico; de maneira, ae-
ulioreS(|ue he boje o brasil a nica naco ma-
riiiuia que alada Bao acquiesceu a eale sya-
leiua.
Em 6 de novembro de 1834 celebrou a
Inglaterra rom a Sueeia e Noruega urna con-
vencAo, na qual us ealabelecia o direito de
visita e se cieavam cu ni imsses mixtas, de-
clarando-se as circumslancias que cousli-
luiaui a prtsuuipcDo legal de que as embar-
ca cues apresadas ae empregavam no traste,
o accrcscuuiaiidu qum baaUva naja deasas
circumslancias para quea delencAu livaase
Por essa occasi.lu aquellcs que sus-llugar ; be 0 segundo paasu dado iteata
tents'vsm s mocio allegara o queominis-|formidade.
Per mel deste ayiteina seguido at boje tem
a Inglaterra conseguido reduzir o trafico uni-
caineale a baudelraa heipaabola, portucuea
e braailelra.- A eainra aabe que al 1848 oa
ermadorra portngueiea aprraavain noaaaa eui-
barracaV que rain julgadaa por Icibunara
porluguetea; que at dala a Fraaca taiii-
bem Julgava-ae com esae direito: aioda pen-
den) em Lisboa asreclaiuacdea que o governo
mpeiial iiiandou fazer por oecaalo deaaes
apresainentna. Ha bem pouco lempo que a
l-ranea reconheceu que aa suSt tela sobre pira-
i.ui.i nopndiain abranger oa navloa e oa ub
dilu brasileiros. Em virtude drltai de Ibera-
9 je Sebaiaoda noasa banaeia, porque nao lea-
da ii i! tratado c-in najs'i alguiu* que Ihe
aaebdnre o direito de vi,ita, c acodo aa embar-
cacoVj braaileiras visiladaa e apresadas hoje
lOineiiie prloa cruzeiros Inglejea, rm virtude
do bil de lord Aberdeen. ha vaniagein em co-
brlr aaeaprculavOrsdo Iralico oom a ooiaa ban-
deira. Ao aneamo lampo que nao ha nada mais
faell a quesa fax osee (raneo do que cnbri-lo
oom a nossa bandeira, ha auuiu facilidadc em
me naciunalsarcui, comobrailleiaa, iinbarca-
foea eatrangelras ; e quanto mainres frem as
facilidades para cubrir essas eapecnlacdes com
a nossa bandeira, tatito miinr aera o numero
de insultos que temos de aoll'rer quoiidlina-
iiienie. .l v a.camara qual tem aldo o remi-
tido das ui'didas de quasi tudas aa naeea da
Kuropa da America para a renreisfio do trafi-
co. Reduzido cqiiio est, ao Brasil e a Cuba,
he natural que a Inglaterra noa apene cada
vez mala, para obter o complemento do seu
lyateaa.
Isto, senhorta, pelo qu reapeita a marcha
seguida com aa outras naeea. Permita a c-
mara que eu agora entre em um breve desen-
volvimenlo a reipelio da marcha que estes ne-
gocios teem seguid particularmente em rela-
co ao Brasil. Ja tire occatilo de pnnde-ar ha
nouco que aconvencio de 28 de Julho de 1817
lmente dava o dlreim de defuca quando se
icbasaein eaeravos a bordo das embarcacei.
Km 18-2:1 estipulou-se por um artiga addlclonil
que tambem pudesse haver delencaSo quando
houvesse prova clara e Innegavel de que a em-
barcaefio tinha conduzido eaeravos. De ISili
em diante o governo Inglez comecuu a empre-
gar lodos os eaforcoa para obter do governo
brasilelro que accedesie a eattpulacBes deodara-
lorias daa circumatanciaa quedeviam eslabele
cer a presumprao legal de que a einbarcaclo se
empregava no iralico, porque quera ter o di-
reito de apresar, nao smenle os navios que li-
vessem escravos a bordo, mas latnbem aquel-
tes que encontraase armados e equipadas para
o trafico.
O governo imperial resisti al o anno de
1835; mas nesse anno foram estipuladas esias
aneainas coudices noa artigoa addiciouaea des-
sa dala. Peco llcenca causara para ler, nao
ad a protocolo da aegociaciio, coma eaaea mea-
mos artigoa addiclonaes. Antes que o faca, de-
vo declarar que ates e outroa documentos que
tenho de apreseolar niio afio secretos, sao do-
cumentos que andain tmpressos entre oa p-
pela que lodos ps annos sfio levados ao conhe-
cimento do parlamento britannico. N protoco-
lo deaaa negociaco diz o seguinte:
Aos 26 das do mex de julho de 1835 com-
parecerain na accretaria de estado dos nego-
cios calrangeiroa oa aenborea .Manuel Alees
araen c II S. Fox, Horneados, o priineiro, ple-
nipotenciario de S. M. o Imperador do arasll e
n segundo, de 8. M. arltannici, para tratarem
da negociaco de una arilgos addiclonaes i
conveuclo' de z3 de novembro de 1826 sobre a
abolcao do trafico de escravos.
Apresentadps os plenos poderes respecti-
vos, foram adiados em boa e devida forma.
-OSr. plenipotenciario brasileho declarou
ao de S. M. aritaunica qoe eraiu bem pblicos
os esforcos que o governo i.uperial tem feito
para leprlaiir lntelrainente o contrabando de
escravos que escandalosamente se contina a
fsser as coatas du arasll debaixo da bandeira
portuguesa ; maa, Sntrade entrar na negocia-
cao desle artigoa addiciouaea, convinha pon-
derar que. leudo o governo Imperial feltuaa
ni.is justas rrclamacdea aa governo inglez
contra a captura que oa cruzadores inglezes fi-
eeramdeeiubarcacdes braaileiras na costa d'A-
filca, emprrgadal 110 trafico licito de escravos,
havian todas estas reclainacoea aldo rejelta-
das Proponha, pois, que us arligos addiclo-
naes se inserase; primriro, que ogoverno In-
gles se obrigaiie a pagar ludas as referidas re-
claiuafea segundo, que o mesmo governo
recobeise do sen ealabeleciinento de Serca-
I.eOa todoa os negros Aldeanas que se inlro-
duzlssem por contrabando uo arasll, sendo as
d'eapezas doi transportes feitas cuata do Im-
perio al a sua ebegada Scrra-I.ra, onde se-
rao depois tratadoi a expensas do goverao i 11
glex. ti plemlpolenciarlo braailelro declarou
mais que a adopcao dcsta sua proposta muito
facilitarla a approvacao dos aitlgns addicio-
naes naa cmaras legislativas, e faria desappa-
recer qualquer opposlco" que se inanlfesUsae
a ealerespello.
O plenipotenciario britannico respondeu
que as suas instrucedes s se limitaran) a en-
trar na negociaeo dos arligos addlcionSes que
propanhi, us quaes tinham por lim reprimir o
escandaloso contrabando de Africanos desvali-
dos; que una snrdida coblea arraocava das
coatas d'Africa para o arasll, onde a sua admis-
sao nao podia delx.r de trazer aiios inconve-
nientes iiauquillidade do p.iix. aend por
laso de una bem entendida publica entrar o
governo imperial na negoclacio dos mrsinos
artigoa, oa quaca, ae fosse 111 recusados, na
fariam ausprltar umita a boa f do governo Im-
perial, mas o iudiaporlain com aG'a-areta-
uha, Franca e outras potcnciaa.que j lew osa-
cluido Ignaes negoctaees.
a O plenipotenciario braailelro, tendo esa
con-ideraeo as rasea expoatai pelo plenlpo-
tenclaiio britannico, e convencido da uecesil-
dade de destruir o contrabando de eaeravos,
annuio negociaco proposta, deu por acaba-
da a conferencia. mtanoel Atve Branca. t.
V. Fui.
Conferencia de 27 de Julho. -I.idoa os ar-
ligos addiciouaea que foram feitos nai liuguas
porlugueza e inglrza. e tendo sidoachadus em
boa e devida forma, foram assignadoa. E deu-
se por acabad* a conferencia, Hunos/ Altei
tramo. II. S. Fot.
(Continuur-n-ha.)
aasttaSMSaaiaiMsjBaVHKiHsV
DIARIO di rmuRiico.
mscirs, 1 ioa*To > ISM.
A charra Carioca, ehegada hontem do
Rio de Janeiro, no trouxe gazelas para nos,
nem ISo pouco, segundo nos parece, para
nenliunia pesaos desla praca ; pois que, nSo
obstante o muito quo diligenceseos, nSo
nos foi possivel obl-lss. Entretanto, in-
fonnam-nos qoe, ao aahlr daquelle porto,
de i xa ra ella a c' te em perfeila tranquilli-
dade, sem que nada ahi correase em sen-
tido a talar crer que houvesse aliarai;3o nss
relacOes desta imperio com o exlerior. Iti-
/eni-nos tambem que os negociantes ingle-
zes residentes naqueila praca dirigiram
urna lepreseutagAa ao encarregado dos ne-
gocios de 8. ti. Britnica junio so niouar-
cha brasileiro, pedlndo a cesssgSo das hos-
tilidades contra os navios nacionaes costal-
ros, como dsmnosss so commercio ; e que
acredileva-se que tal apresentsalo fra
bem acolluda, porque nSo conatava que.
depois della, tive'sse sido praliesdo uw s
dos setos que s pruvoesram.
Urna csrla do flo-Gran le do sul. escripia
a 14 du passado, e trazida palo bf igu 1 brs-
sileiro Flor-do-Sul, reftre que aquella pro-
vincia Acara em peifeita paz, eque nada de
extraordinario occorrra nss fronteiras.
O vapnr Parswaaeanaiu, quo, procedente
ios porloe do nerte. entrnu buje o desta ei-
lade, trouxe-noa jmnaeado Par* al 13,Jo
Maraattao e! 80, do Ccas s!* 21, e lis Ps-
ralubaate 20 do passaoo.
I'a i Acara tranquillo ; mas, tanto na ca-
pital, como em Viga, anda iciuaVa com
inlensidade a febre aman-lla. a qual tiuliam
,uccumbide ocoinmeudailor io Joiquim
JaSilva, capilJodemare guerra da marl-
uba brasileira, eocspililo de artilhuU do
exercilo hri'.anicu, EluarJo rio Iwell, que,


w
- r.

na dade de trlnta e nilo annos, contava
vinto e don de aervicns prestados no Med
terraneo, ilho do Oeste, cabo da Ba-Espa-
rartqa. e Santa-Helena, e que licenciado
pelo 'u (wberno;vajva pelas provecias
dette imperio.
O Trendt Mato noticia que* 12 de junho
fore brbaramente asiassnado em Santa-
rm. em fazenda de Jos Codho de Abreu,
e por um osrravo desle, o fci'or. de nom'
Flix Joa Snares Tinto : accrescentandn
que, preso em flgranle, tinha ido o escra-
vo cond'izido para a fortaleza dsquelle lu
gr, e estn sendo prncesstdo.
Em Maranhfio.aautordada publica anda
tinha bstanle frca moral para ae fazer
respailar e m>nter a ordem. apezar do phre-
fest nom que a imprenta opposieionisla
se rsfnrcava por descnnceitua-la.
Ilavia datas de Caxasal 20 de junho.
O lornal Coxitnte dense dia refere que, na
madrugada de 26. um pardo de quarenta
annos ponco mais ou menos, de nonie Va-
lentn!, fra mnrtoa pedradas, no lugar de-
nominado l.adeira que ftca prximo i fpi
tal, por um escravo de Jos Antonio da Cu-
nta, oqual, tendo sido capturado, confes-
saraocrime. .
Segundo o collega, acaheca da victima
flcou reduzida a horrivel estado : as faces,
solhoi, atesta, os queixos, ludo eslava
to dilacerado, que dilDcultosameale 83 po-
de verificar a idenlidade de pessa.
Iki primelro'de julho de 1849 a 80 de ju-
nho de 1850, o Ihesouro provincial mars-
nhenaesrreeedrs 918:538,090 rls.
Km Cear nada orcorrrs, quanto Irn
quillidade puhlira mas a segursnca indi-
vidual se iaahi tornando cada vez'mai&|Te
caria, principalmenle as povoacOesdo in-
terior.
No termo de Granja, por exemplo, 8 la-
dies invadiram a fazenda de Jos Antonio
Pi-reira : intimaran) a soa mulher que Ibes
franquearse entrada em casa, dando-se co-
mo agentes do juiz de paz do lugar, en-
carregadnsde ioiporlante diligencia; e, co-
mo n9o fossem obedecidos, fnrcaram as por
las de residencia da Olida familia, que, na
ausencia do respectivo rhefe trema de sus-
to ; e, depois de lie ln.ve.nu i m i oslo si-
lencio, anierqando-a rom arma que Ira-
ziam, rouliartm-lhe una 590,000 ris.
Voltsndo cas, e sendo informado do
acontecido, Jos Antonio Pereira deixou-se
possuir de lano terror, que ebandiniou <
fszrnds, e recolheu-se villa cum toda a
'afilia.
/ De Par
rahiha nada sabemos que possa in-
tarwsar aos le lores.
A barra portuguesa Ligeira chegada hoje de
Lisboa, irouae-una a carta do humo corres-
pondente iiaqurlla cidade, a qii.il Ac estampa-
da no lugar rumprlcnir, t Imn aaihn o Diario
iln gnvirnu at o prinu'iru de jullio prosimu
passado
A II de junho 4 noile rnlraram em Madrid
o duque de Munlprnalrr e la auguaia espoka
a infanta D. Mara Luiza Fernanda, irmaa da
"'"ha. As autoridades principara daquella
corte aalilram a rrcrber estea principe, rm
Araajuri ; a na taco aoude oacaperavam lodos
os niiuliiroa, foram ellea recebldos rom <.
malor rntbusiaanio e cum ai honras devidas
aua rlrvada cathegorla. A rainlia qurrendu
atar ulna prova da sru real apreco aos doos au-
gustos viajantes, houve por bem declarar in-
nata ae rtrspauha a Hllia dos luesmua, D. Ma-
ra Isabr.l Francisca de Asila, ordenando logo
que loase tratada coui todas as honras e con
aidrracoea inherentes a illa elevada gerarchia
U Popular, folha heipanhola, de Si de jusilla
publica aargulnte noticia!
De mu a outro momento devemoa operar
que o estridor do eanhoannuncie o feliz dea-
enlace da situacao da uona querida rainha,
Corren honteni em Madrid- que S. M, ja senta
liguas syuptotnaa precursores de lo desejedu
acunieciiiieato, o qual, segundo a onlnio do-
mdicos e com o ausllln de Deo, deve reall-
sai-se nos principios da semana proilma ou"oo
decurso delta
fizeram-se na capital da Hespanha grandes
preparativos para oafestejoi pblicos que de-
veisf la ter lugar por neeasia.i do felii parlo da
ranilia. Napraca de Isabel 11 la Uaugurar-s.
iini elevado mouuinenlo eui lionra'da uiesina,
constando d una eatatua rm brome feit
1 elo anilla Piqurr.
A Nacin arflrma que o governo se propunha
a applicar grandes quantias ao augmento da
marliilia de gurrra por meio de um donativo
nacional e voluntario. Ella du que araluha
ae collocarla A frente desta grande aubscripcao,
assiguaudo com dous inlllioes de i(<, seguu
do-se depois os ministros e altos fuicciuiia-
rios do estada, esliinulando-se deat'arle o pa-
triotismo de todo para tamanha euipreza.
sjMf ,-
dlipoata a deliar o mundo, e s o acompanha
o desgoato de n5o ter podido levar ao cabo a
completa reconclllac"o dos dous ramos da
sourbnns; c nutre deiejos. iguaes aos que nu-
tria Napolcao, de repousar, nilo as margena
lo Sena, mas sb aaabobodaade Dreux
A peniosula itlica onserva-se Iran-
luilla, nos suburbios de Palermo, a capital
'a Sicilia, he que houve no dia 18 de mio
arde um comeoo de sublevapilo. O Com-
ituzionalie Florenc de 20 do mesmo nez
iiz, que sahindo da cidade tiopas de cava I-
laria e infantera, se Iravou un conflicto
com os revoltosos na planicie de 6. Paulo, o
inl durou varias horas, sendo os sublva-
los, porfim, batidos e disprsalos.
A mesma gaseta assegura que o governo
britnico dirigir urna ola ao lo sea no so-
bre o tratado celebrado entre o grBo duque
a a Auatria, para a occupacSo da Toscans,
nnr um exercito austriaco. Parece que a
Inglaterra nilo leva a bem tSo demorada
'icrupacAo militar. Alguoa peridicos ita-
lianos dizem qne o governo sardo protesta-
ra limbem por sua parle contra essa oceu-
iiacKo, por considera-la contraria ao equi-
librio europeo na Italia.
As cmaras piemontesns ennre leram ao
governo um crdito de 70,000 libras para
ubsidios dos nfllciaes italianos que comba-
leram em defensa de Veneza.
Em Roma eatabeleceu-se urna commisso
liara examinar os requer mantos dos indi-
viduos que pedem se lh.es conceda regres-
ar para seos lares.
f)a Allemanha muilo pouco temos que
noticiar aos nossos leilores.
Os plenipotenciarios- do congresso de
Frankfort celebraiam sesso no dia 7 de
imiliii,sendo por essa oecasito admiltidos
os plenipotenciarios de llesse-Harmstadt e
Strelitz, cojos diplomas foram lidosna as-
semble. A Kavlera retirou o protesto que
havia feto contra a admsso do plenipo-
lenriario do rci de Dinamarca, como duque
de H'ilsutvn.
Tinhi-se constituido o collego dos prin-
cipes em Berln. Annunciou-se all a no-
meacAo dos Srs. Von Manteuffel e Von Sch-
leinilz para ministro da Unido. Kste colle-
go reunir-se-ha duas vetes por semsns.
0 rei da Prussia achava-se j bom do tiro
que levara. Quanto ao desgranado que ten
ara asaassina-lo, os mediros que o exami-
naram concordaram em que est demente,
por isso supi e-se que em vez de serjul-
gsdo em um tribunal, ser enviado para o
lospitaldos alienados.
principe da Prussia, depois de confe-
renciar com o imperador Nicolso em Varo-
ste, se dirigir a S.-Petersburgoa fim de
fazer urna visita i Emperatriz ; mas corra
que em breve voltaria llalli para Londres
anude vaj ser padrinho do principe recem-
iiascdo, (iIbo da rainha Victoria.
Na Blgica tnham-se effertusdo pacifica
nenie as clciciies para a renova^no de me-
tade dos membios ds cmara dos represen
liles com plena vantagem dos amigos da
ordem e da ntcionsii la.lo belga. A candi-
l-tura dos minialros venceu em lodos o
collegios un que fui proposta. O partido
moderado ganlniu a t-IeiQo em quaai toda a
parle. Em Bruxcllaso nico candi,falo re-
publicano que ousou affrontar a luts al
o fim, obteve apenis 1878 votos contra
fi.077.
Na Inglaterra a cmara doa lord profa-
no ltimamente um voto de censura ao ga-
binete que actualmente dingu aquello paiz,
adoptando na eeaslo de 17 de junho prxi-
mo passado urna proposta'de lord Stsnby
relativamente aos negocios da Creis, sobre
>a quaes a mesma proposta fazia diversas
recriaunaces so actual gabinete.
a
'-%
norato ds Ciin'i.s Irepn de firros, Bras- Prcsa-se mandar fazer urna porco de
leiro; Fernando f'arrcira. Joo Lonnsodo'-camizssilehomem muito bem feria*, assim
l.ivrsmento o Joo Antonio Sampaio, lies
panhes.
Navloi tnhldnt no memo dia.
ngola, d'ali an ass e este porto Brlgue
nacional Echo, capillo Maiioel Josquim
dos ReiJ, csrgs varios gneros. Passagei-
ros, o Purtugoaz Manoel Luiz dos Heis, o
Hesoanhol Jos Rodrigues Sordos e 1 li-
berto de nome Jos Vicente.
Rio-de-Janero pelo Ass e Ceara Erigue
nacional Oeilino, capillo Joaquim Anto-
nio Concalvea Santos, carga varios gene-
ros. Passageiros, Francisco de Paula Sou-
za LeSo com sua familia e 25 escravos,
Jos llenrique Samico, Antonio Caetano
com urna (liba, Francisco l.uz Correia.
Jos Antonio Pereira Pacheco, Jos .Bar-
boga r.ordr>i.ro Jnior, Francisco Luiz Sal-
gado, Antonio Joaquim Pereira e o padre
Antonio deOliveira Antunes.
Astil- Brigue nacional h'thz-lhtlino, cepi-
13o AntonioMailins bss, em lastro.
Declaratjoes.
OMMERCIO.
U governo hespanhot destlnou um inilbao e
rnelu de real,, para aa lurUiicacca da ilha
Manon, pievenmdu-sc assim p.na qualquer
oceurreociaj pola ha sabido que no dia as*
que rebeutar algum couliclo na Europa, as
libas aa carra aerao um ponto muito dliput.do
"re traeca e a Inglaterra.
Em tranca nada de extraordinario tinha tido
lugar. A questau do augmento da do la cao do
presdeme da repblica aluda nao tinha sido
decidida pela aasemblca. e coullnuava a oceu-
par muito a atlenco publica; entretanto cor-
ra que ella ae resolverla ainigavelmente, alflr-
iiiaao-ae at que us canecas da uaioria parla-
nieaur trabalbavaoi actualmente para a solu-
1ao de lio grave negocio.
A couiuiissio encarrrgada de examinar
propoata do governo sobre este objecto, de-
pola de ouvir os ministros da faienda, Interior
ejustici, adoptou a leguiute resuluco : A-
bur-se ha um crdito de 1,600,000 Iraacoa pelo
ministerio da faienda, para pagamento daa
despejas fritas em 1849 r IttO com a canstltui-
(ao do Dremleiiled.i iniiMI .
, ""'blea legislativa rejeitou na seiso de
U de JuiUia por d7x votos contra 226 o projec-
to de le que propunha a coucesso de peu.e
nao someiiie aos cldadjloa que foram feridos,
acule tambetn a> familia) daquelles que mor-
ieran) eui feverclro de 18fS.
Na sesiSo de 15 do mesmo mes foram lidas
diversas peticea e entre nutras urna de-ui
aujeuoi casado, pedindo o reaubelecimento da
ledo divorcio; outra de una senhora aoltri-
ra, propoodo que ae luipoiesso um ir ututo ao.
Jiutueua solieiroa, e a terceira de una tal Mr
Fetler, pedindo a revl.ao da constituteo e
que Lua Napulcio aooaparte faaae proclamado
imperador.
Mr. Tbiert J se achava etn Paria do seu re-
Kesaa ate Londres. O duque de aroglie, Mr.
Uxot, r. lluchalct e Mr. Dumioo lohain
partido de Pars para Loudrri aflu de visita-
rn o ex-rel Lula Filippe em S.in-Leenardo.
Sobre eaudo desande Ueste prraoaagem,
ela aqu a qne dii una caria de Paria.
ALFANDECA.
Hendimento do dia 1.....18:879,891
Detearrega hoje i dt agotto.
Marca -- Ettktr-A** mercadorias.
CONSULADO GERAL.
Itenilimeuto do dia I
niversaa* provincias .
398.678
36,077
434,755
EXPOHTACAO
Peipaeho avarsViaao no dia I
Macei, brigue inglez Haedii, de 208 to-
neladas : conduz o seguinte : 60 toneladas
Je lastro de areia.
RECEHEOORIA DE RENDAS CERAES
INTERNAS.
Hendimento do dia 1......730,646
CONSULADO PROVINCIAL
Hendimento do dfa |......591,123
-- Em virludo tJerequsicoomcialdoSr-
capujo do porlo interino da provincia do
MaranhSo, iaco publico o aviso ahaixo trans-
cripto, psra conherimento de quem por
ventura posta interetsar. Capitana do por-
lo ile Pernemhuco, 1 de sgoslo de 1850. -
Rodrigo J/ieodoro dt Freiltu, cspito do
porto.
interino cspito do Porlo abtixo as-
sigosdo faz.sciente a todos os navegantes,
que o pharol do llaculumim desta provin-
cia de San-I.ti iz do Mar ululo, vai entrar nos
precisos reparos e reedficaeflo, afim de lor-
oar-se tilo til, como deve ser, e por isso
faz o presente, e declara que se nflo deve
contar com ss luzrs dille do prmeiro de
agosto at o primero denovembro do cor-
rente auno, e pata que a todos conste, pu-
blica esle no MaranhSo, em 15 de julho de
I850. Stveriano A'imet, trimriro lenle
da armada nacional e imperial. Est con-
forme.-- Roymundo UrfoniQ dlSouza Bar-
radai. Conforme. --O secretarlo interino,
Jota* Marcelino Alvet dt Fornica, a
X.-suciarao conimcrcial de Per-
namburo.
Niio se lendo reunido numero legal de so-
cios para constituir a.-sembles geral, no dis
designado nos estatutos, a direreflo nova-
mente convida aos Srs. associados para a
mesma reuniilo, no dia segunda-fera, 5 do
correte agosto, felas II horas da man hila.
O secretario, Silc Barroca.
O arsenal de guerra compra azeile de
coco, velis de carnauba, fio de algodilo e
navios: quem os mesmos gneros quizoi
lortii cer, comparece no da 9 do correte
JIM, trazendo | ropostss com os prreos dos
ditos gneros.
o arsenal de puerta compra arcos de
ferro de urna a urna e meia pollegaya de lar-
gura,* e ac de n.ilflo: quem osdlos gene-
ros quizer vender haja de con'parecer rom
sua proposta em carta fechada, e as amos-
tras Me o dia Sdo andante mez.
-Ignacio Jos Pinto, fiscal da freguezia
da Boa-Vista, faz publico, para que lenha o
devido rumprimento, o Jisjsaslo no artigo
10 do titulo 4.* daa posturas munleipaea em
vigor :
Art. 10. Os conductores de boladas de-
verSo entrar com ellas, e recolh-las aos
curraos das Ctico-Pontas, da meia-nolc ale
s 6 horas da maiiha : os infractores paga-
rSo a multa de 4,000 rs. a
E, para que chegue ao conhecimento de
lodos mandn publicar 0 presente. Fregue-
zia da Boa-Vista, t de agosto de 1850. 0
fiscal, Ignucio Jote Pimo.
As malas que deve conduzir
0 vapor 1'ernambniiin* para o-
portos d'n sul, principiam-se a
fechar hoje ( 9 J ao meio-dia, e
recrbeiti-se correspondencias cun o porte
duplo at urna hora da larde.
como outras costuras mittdas. l)ez"ja-se
perfeico e brevidade. A coslureira que s
quizer encarreggr desta encomtnenda, e fi-
ar com a freguezia da casa, pJe dirtgir-se
t ra das Triiichiras, n. 19.
llBT.eja-se fallar aos nerJeiros de Jos
\lves de Castro, a negocio de seus Interqd-
ses : queram anounciar suas moradas
- Pede-se -aos ven le.lores de bjltietes de
loteras do Rio tl-i Janeiro, que, q-iandn an-
nunciarem os blhetes venda, diclarem
lambemodia em que essas loteras devm
ser all extrahidas, par evitar dunilns a res-
peito de qualquor entrada de nsvios nest
porto.
Troque o meu escravo Matheus com o
Sr. Jos da Fonseca e Silva por outro criou
lo de nome Sabino, o qual no segiiinto dia
me fez ver que elle era captivo do Porlu-
guez Miranda, hnmem rico do MaranhSo,
que este fallecendi> bem testado deixra seus
bem a urna filha bitarda. deixando algun
escavos forros, e que ellejulgava ser um
lelles, mas que o lestamentero Jos Ferre-
raBarbnza o fizara embarcar i noite, ma-
triculando-o como marinhern, e entregan-
lo-o ao mestre da escuna oirfina a entreg-
lo nesta provincia de Pernambuco ao Sr.
Jos Bspiista da Fonseca eSilva, o qual o
mandara para a casa doSr. Jos da Fonseca
cima, e que esle o vender, vendo-ae as-
sifti captivo na supposicSo de ser f irro ;
mas que assim mesmo me servir conten-
te, poimeu logo oconduzi casa do dito
Sr. Fonseca a averiguar este negocio e des-
trocarmos dilos pretos, mas o dito nSo acre-
litim lo o dito preto alancou-me vocalmen-
te que, sendo appsrecesse senhnr a dlo eri-
oulo Sabino, que se respunsanilisava a fjzer
a troca lirme e valioss, oestes termos tor-
nei com o dito Sabino, poiii este, passa-
los quinze das, depos do da da troct, que
foi no }. de julho prximo passado, se poz
em fuga, -tendo dito aos parreros que i
para seussenhores, e ver a sua linerdade :
ito posto, ecomn nSo podesse sabir, e an-
da possa Bsiar occulto, rogo a quem inte-
rcalara sus captura. Un bsxo e grosso em
praporcSo, mins denles, beicudo, testa
granjee cantuda ; levou camisa de chila,
caica de liseadinho azul e chapeo de palha.
Rogo mais aos Sis- herdeiros habitantes na
ciJaile do Maranbflo, quo me facaoi o obse-
quio de itiformarem-me do cunie lo ueste
annuncio, un certe7a do que se apparecer,
pertnte as autoridades competentes re de*.
fazr a (roca acma, e quando nSo, o firei
recolher a cadeia desta ctlade al quiap-
Precaba ver lado do ohjeclo. Sebnslido do$
Oiii/nt Ano Verdr l'ernnmbuco Carntmmti,
- A venda do Sr. Manoel da
Silva Gouto, ni rm do Alecriui,
a. a, acha-se embargad* por exe-
cucao de Joaquim da Silva Lopes
Compras.
-- Compra-se urna cabra boa letteira, e
que tenlia o cabrito pequeo : na ra da
Cruz, n. 20.
C'impram-se os Dlaroi de Pernambuco
de 21, 2e23 de agosto da 1816. ou lula a
colleccSo deste mez : no Atterro-da-Boa-
VJsta, n. 7, I iji de miulezas so dir quam
compra.
Vendas'.
iNa loja de Goncilves Se Bibsiro
na ra do Queimado, n. a, es-
quina do bece do Peixe Frito,
lendo-se feto um considerare) abite as
fazendas, se pdem ven ler por nre^o mais
molico do que em outra qualqnor parte,
por isso se ollerece aos amantes do bom n
barato as seguimos : chitas de excellentes
pannos e cores (Has, a 140, 160, 18) e 200
rs. :riscados francezes de bonitos padrSas,
a 18'lts. : linloza, f.irenda muito proaria
para vestidos de senhora e meninas, a 180
rs. ; chitas finas de ramagens para cohertis,
a 201) rs. ; cassi-chita, a 240 rs o cova lo
cortes de chits com 14 covados em retalhns,
a 1,280 rs.; ililos de chitas fins, tambiiji
com 13 covados, a 2,240 rs. ; ditos de casss-
cbitt) a 2,uOI) rs.; dito de cimbris, a 1,600,
2.00J, 3,000 e 3,500 rs. ; enr;ns de seda de
cores, a 1,280 rs ditos de cambraia para
Kilos, a 240 rs. ; dilos melhores. a 320 rs. ;
., outras muitas fazandas por baralissi.no
preco.
v'oviroento do *orto.
Acabo de fallar cen duasieoborai. chega-
daade Inglaterra auude foram levar consola-
(Ora rainha Mara Amelia, eeontam ternas
l'arikularlddes solare ua receioa que o calado
Je Lu Fillppa iaspira lamilla dealerr.da
"'principes nao teeui etpcranca algutua: a
ralada aliu. \ oracu be que a sustenta. Sem-
Prsregn; stillHliSJSisi|iftsaai- A dordavtV
le asalta acontecer! Lula Filippe ella
de
fiacit tntradm asa da t.
Portes do norle 15 e 1/2 das, e do ulti-
mo porto 13 oras, vapor nacional Per-
nmbuemna, commsndante Ollen. Passa
geiros, Francisco de Paula Saboa com
sua rni.li e 9 escravos, Jos Aurelio de
Mallo, Fr. Antonio da Rainha dos Anjos
Machsdo, Jeronymp Jos Figueiredo de
Mello, JoAo Thom ds Silva com I escra-
vo, Fructuoso Pereira Freir, Pedro An-
tonio Bernardino, Jos de Azevedo Sil
va, Plci lo Ferr Ira dailva, Manoel do
Mtfcimen'.o Multa coA tres escravos,
Josqui.n Jos l'essoa; JoSo Jos Peret-
i ia ejdous escravos a entregar: para o
sul, Chrisliauo Pereira de Azeredo Couli-
nho, Jos Florindo Torres de Albuquer-
que, Mauoel Jorae fardoso, 9 pracas'de
piel, 44 recrulaiajl4 escravos a entregar.
Sdney 84 das, galera ingleza Jkoma-
Aburlh$el, f SI toneladas, rapiUb) G.
II. Ileulin, equipag^m 28 ; ao capitflth
Veio tomar agoa e legue para Londres
com 7 passsgeiros. p
Ro-Cramle do Sul 15 dias, bgue brasi-
< leiro Ftor-do-OpJ, da 179 toneladas, capi-
llo Joa Ignacio Pntenla, equipagem 13
carga cania'ateca e civada ; a Amorim &
Irn.ilos. Passsgeiros, o brasileiro Manoel
Jos de Azevedo Sanios, o Portugus,.".:
cardo Nunes dos Res.
Thcatro de 8. Isabel.
19.' RECITA DA ASSICNATURA.
Sabbado, 3 de agotto de 1850.
* Representar-se-lia o bom conhecido dra-
ma do .S>. Mendet Leal em cinco actos e sete
qusdros m
OS DOUS RENEGADOS.
A nsdssetem poupaJo o administrador
empresario para o boa desempenho do
drama.
Comecar is 8 horas.
Os blhetes a cha m-se venda no lugar
cos u me.

Leilo.
OSr. cnsul da repblica ftanceza, es-
tando prestes a relirar-se para a Franca, fa-
r lellao, por inlervencao do oorretor Oli-
veira, de toda s mohilia da sua casa de
campo, contistindo em um ptimo piano de
t'es cordas com caixs de Jacaranda, espe-
Ihos grandes com molduras douradss, re-
iogtos de cima de mesa, sof, cadriras e
poltrona de Jacaranda, consoles com pedra
,T,a.'wCrC, TI'.CS- c Hll, i.au bihC, .'-
mario de amarello e cedro, aparadores,
co tu modas de atnerello ede.jacaraud, le-
tos da farro sngalos, e ou I ros com adornos
e mosquileiros. um dlo grande com col-
xSo de clna, uui toli'te com prdra mar-
more, secreta nova, banheiro cum cylin-
dro, pedra de filtrar, almario e mesa de
cosinha, furno para pastis, espeto de ma
chiiusmo com pndula, implrnirnlos agr-
colas. guarda-louca, mesa grande de jso-
Llsbs 97 diy, bsret portugueza I.igeirt,
de 360 toneladas, capilflo Antonio Joa-
quim Rodtgues, equipagem 22, carga
vinbo e mais gneros; a R bello & Y\-
lliu. Passagetos, D. Marianna Gomes do
Rozano Torres cosa tua familia, Joaquim
Domingues da Cunha, Brasileiro sua
inatia e dous sobriunoi, Pultuguezes; llo-
relralo de JefTuraon, um carro americano
muilo leve para um ou dous Cavaloi com
arreos novos, cavallds pra sella e carro,
caixas de varios lamanbos, vinhos cbaiu
panha, brdeos e outras qualidad.s, garra-
fas vasias, e muilos oulros arligos uloia e
necessanus : sabbado 3 de agosto, ss 10
horas da manhSa, no sino peiUncenle ao
ir. Lentos, passado o viveru e utide mo-
ruu o Sr. Btcber, e do mesmo lado, na
Magdalena, defronte do do Sr. DelCuo Con-
I) triuirir. si-ci. lu io .nci.-oIiic-i os Srs
socios quea distr'ihuicSo dos blhetes psra
a recita de S do rorrele, era felle nos das
2 e3 at 80 meiorlia, no sal.lo do lliealro :
erdKaaosmesmosSrs.se ilignem assignar
os bilhetps na occasiilo de enlregarem aos
seus convidados.
-- Os abaxn assignidos convidSo aos ere-
dores di Cotilo Vianna & Flho, para vrem
em sen e*criptorlo, no da 5 ou 6 do corren-
te mez d'e agosto, para receherem o que
Ins locou no terenirn e ultimo dividen lo
do producto do res'o dos bens dos devedo-
res conimunsl7eo: Krnwnrlh&C.
Os senhores ahaixo derl irados queiram
vir pagar o qne ilevem na loj do alfaiate <\<
ra "ova, n. 18 : Francisco de Paula OH rei-
r Mariel, em Iguarass, 30.330 res, de
1814 a I8t6 ; llernarlino Ferrera de Arsu-
o. no engenho Giqui, 17,580 ris, de 1843;
Thomiz de Aquino dar Silva Bastos, 6,400
rea, do 184; Gh'istisno llololnho, 6.000
ris, de 1844; Antonio M ireira Pinto Bar-
hoza 21,000 ris, de 1815 : >ai-s declaran-
do rnas, visto nSo quorere o sUi-fazer suas
con te*.
OSr. Manoel Dias Toledo toni urna car-
ta na ra d s Crures, n. 40.
l)3o-se 450,000 rs. a juros a 2 por cen-
so ao ni"7, sobre peiihores de ouro : no pa-
teo do ('armo, n 3, so di-s que d.
Manoel Joaquim de Miranda Lobo avisa
a quem convier, que mudou a sua residen
gis da ra do Bom-Sucesso, em Olinda, para
4 ra do linm-l un, essa dos hertleiros de
Manoel llnfinn de Barros, na mesma cidade,
-- Jos Rodrigues Coelho comproii, por
conta do Reverendo Sr. visarlo Antonio Xa-
vier ile Castro e Silva, do Acarae, meio bi
Klein da stima lotera lo thealro de S.-
Francisco do Rio-de-Janeiro.
(juem annunciou querer 150,000 rs. a
juros sobre penhores, diriji-se a Iravessa
dasCruzos, taberna n. 10, se dir quem
os d.
Jos Bernardo Goncalves faz tcente que
de hoje em diante se assiguar Jos Bernar-
do Goncalves Vieirs.
A pessos que anrlunciou precisar H
i:tuu.uoo rs. com hypotheci, dirija-se
ra do Raugel, o 36, prmeiro andar.
A Marmota. ^W
Ah lendesfrado prelo a muito i oleras*-
sanie e suspirada Marmota n S5, Iraz bollos
artigo*: ao nieio-dia etar a venda nos
lugares docostume, eoas mos dos dislri-
buidores.
-- O abaso assgnado decia'a qne nilo
pagaum real de premio da lettra que se
venceu no da 26 do me passado, da qian-
Loteria do Itio^de-
J neiro.
Aos Pelo vapoi Imperaiiir, sabido do lln-de-
laneiro no lia M do rorrete mez, e enl r.i -
do neste pmto no da 28 do mesmo mez,
recebemos blhetes, ni.'iii-, quartos, oita-
vos e vigsimos da 7.' lotera concedida pa-
til iiini-ar'i i llii'.iitiro | ulilir i da ures-
ta^So mental cun que auxilia Ju3o Caeta-
no dos Santos: ta i.bem recebemos, pela
fot v. ta Carinen, a lislu di 6.' lotera a be-
neficio das obras publicas da cidade de
Nictheroy e trocam-seos blhetes premia-
dos desta pelos que devem correr : oa loja
do cambio da viuy Vitira & Filhos, na ra
da Cadeia do it. cife, n. 94.
Vende-se espirito de vinho
de3(igraos, aoG> rs. a caada:
na Iravessa da Madre-de-])eos, n.
ii. 5, armazem.
--Vende-se urna mu boa armacSo de lo-
ja de fiizetidas, cuja armtcilo anda est em
p. e cede se a casa onde ella est, e que,
almda loja ter commodos para familia,
boa cacimba com boa agoa, portao no quin -
tal, e paga 10,00 rs. de aluguel : a casa est
reparada e toda pintada de novo : as Cin-
co-Ponlas, n. 62ou82.
- Vendem-se moinbos psrs milho, pelo
diminuto pceo de 6.500 rs. : na ra das
Cinco-Pontas, taberna ii. 82
Vende-se ums crioula ds 17 snnos,
muito salta, de bonita figura e com algu-
nas habilidades : na ra Je Hurtas, sbra-
lo de dous andares, n 48.
Vende-se, anda que em nSo ,muilo
bom eslado, urna cadeira de arruar cum
dous fortes bracos, para quem queira mau-
lar i repara-la; por um preco astas diminu-
o, sm ni como un pilfto grande de sicuri-
ra : nesla typoxraphia dir-se-ht sonde.
Vendem-se colIcccOes completas do Dia-
rio de l'ettiiimbaco e do Harta Novo dos an-
uos de lulo, 1846, 1817, at o ultimo do
junho de 1848. Tamben se vende urna col-
l-ccflo completa e perfela do Lidador, e
outra cullnccan completa do A'aanrene e
Otario da Tarde de 1847 e 1848. em que prin-
cipiou o Anaiirlsao e acabou o Diario da Tar-
de : no piteo To Collego loja do livro-
asul, se dir quem possue estas colleccdes
para seren vislas, ludo muilo barato.
--Na venda do Antonio Ferrera Lima &
Companhi, vende-se o acreditado doce de
-oa ha e arac do engenho Guerra.
I'elles de courode lustro a 3,700
rS. : lilas rl> I./> fror.
taro outras, porcellanas, crlslae, enlre es
tes um servico completo, quastro a oleo com "'*' >67> rulrtln >lu luTuraui (i lint t'irrn tmariflann **.
Avisos diversos.
No pateo do Toreo, n 1, segundo sn-
dsr, te dir quem 4A dntieiro s jurse
- No dia Sdo corrent, telas 4 horas da
tarde, na ra Nova, i porta do Sr. IV. juiz
do civel da segunda vara, se ha de arrema-
tar a armaco, utensilios e gneros da ta-
b'rna do finado Jos Kertei.a da Silva Let-
le, lila na ra Nova, n. %: quem a prelen
dercompareca que lie a ultima praca, cujo
v.lor consta do caBriplo em poder do por-
leiio Serra-Graudn.
*3fi^-Amarri, aondeeiiste boje a fun-
fi^^KSr Slarr, no sobrado diado de
roxn.jb.nlo an do m>-smu Sr. Slarr, ens-
uam-se meninas a ler, ocicver, contar,'
graaimalica portugueza, cjscj- tuda a qualt-
ttad.i do custura, marcar e bordar a mosma
a 3,ooa ris.
No Aterro-da-Boa-Vsta. n. 58, loja de
Joo Tiburcioda Silva Guimaiaes, vendem-
se pellesde couro de lustro grandes e da
ptima qualidade, pelo haixo preco de 3,700
rs. ; ditaatjti bezerro francez, u 3,000 ra. Es-
les conos sBo os melhores que ora exislem
no mercado, e tornatp-se recommemlaves,
nilo spela q mimado como tambem pelo
tlimiuulo preco ;_pois tanta vaniagem offe-
reco aos mestres s'spat-iiros como a qualquer
um especulador.
Njirua le Apollo, n. 21, vende-se urna
preti da Costa, muilo moga e perfela ea-
gommailejra.
Vende-se urna escravs de benita figura,
Soca, boa engommadelra, e com boas ha-
lidades: o motivo per quesa vende se dir
ao comprador : na ra larga do Roisrio, a.
48, prmeiro andar.
- Cidade de Olinda
Na padsria dos Quatro-Canto*, a. 12,
vende-so o melhor e mais bom fabricado
pao, tanto de Provenca como de outros: os
Srs. esludantns pdem honrar esle eslabe-
li.'cinieulu com as suss freguezia, que so
nao desagradarlo de suas boas qualidattaa,
Veudam-so %canoas de amurallo : no
t:nca, edoutrlnachrisiaa: tuJo co n>r-|Forto-do-liattos, e aoeaoado Bro, M
riitffo, e por preco coounodo. Ibeira. ata-w-


*... -("*--<*.-u'--.------------ -.
-
Aosirs. de engenho.
vcndem-se cobertores escuro de algo-
ISo, proprios para escravos, por serem de
muitaduracflo, pelo diminuto preco do 64'
rg. cada um : na ra do Crespo, esquine
que volta para a cadeia.
Chegaram novamente i ra da Sen-
zalIa-Nova, n. 42, relogios de onro e prata
patente inglez, para homem e senhora.
- Vendem-se amarras ae ferro : na ru
** Senzalla-Nova, n. 42.
Pechincha
para os amadores da santa
economa.
Urna porcfio de Anas cassas, fr'ancezas de
4 palmos e meio de largura, de listras azues
e encarnadas, coai llores de todas as cores,
gostos muito bonitos e modernos : estas
cassas foram arrematadas em leilfio, por is-
) se venden) pela metade de seu valor, di-
uheiro a vista, a 240 rs. cada um covado :
na ra do Crespo, a. 14, loja de Jos Fran-
cisco Diaa.
Vende-se barato
Para se acabar
Sapatos do Aracaty
A oito ceios ris o par.
Na roa da Cruz, n. 36, confronto i ra da
Lingoeta e esquina do becco do Poito, ven-
dem-ae superiores tpalos do Ararat y, pelo
diminuto preco de 800 rs. o par; chapeos
de aalha ; esleirs ; courinhos de cabra e
sola : tudo por menos preco do queem ou-
trji qualquer parle.
A 5 oo rs.
Vende-se che hysson de superior qualida-
de, pelo diminuto (recode 500 rs. a libia :
na ra do Crespo, n. 23.
A 2,800 rs. o covado.
Vende-se o melhor aetim preto maceo pa-
ra cohetes e vestidos de senhora, pelo di-
minuto preco de 2,80 ra. o covado : na ra
do Queimado, u. 9. OSo-se as amostras aos
compradores.
Acaba de chegar
loja da ra do Crespo, n. 6, um
novo sortimenfo de lazendas ba-
ratas,
como sejam : cassa-cbitas muito Anas, d<
cores (izas e com 4 palmos de largura,
WO rs. o covado ; cortes de ditas a 2,000 e
,400 rs.; riscado dn linho, a 240rs. o co-
vado ; dito de algodSo americano para es-
cravos, a 140 e 100 rs. o covado; dito mona-
tro com 4 palmos, a 200 rs.; zuarte azul, a
-200 rs. o covado; dito furia cores, a 200
rs. ; chitas de cores lisas e de bonitos pa-
drees, a 160 e 180 rs. o covado; cortes de
fustSo, a 600 rs.; chales de tarlatana, a
1,280 ra.; meios ditos, a 320 ra.; coberto-
res dealgodSo de cor, a 640; alpaca preta de
corrio e com sele palmos de largura, a
1,280 rs.o covado; e outras umitas fazen-
das em conta.
Tf cidos de algodao tran-
cado da fabrica de To-
dos- os-Santos.
Va ra da Cadeia, n. BU,
'endem-se por atacado duas qualidade,
proprias para aaccoi de assucar e roupa de
ascravos.
Moend&s superiores. -
Nafundicode C. Starr A Companhia .
-*
ilBssas de vapor.
Aaha-ee aberta a padaria da ra do Bur-
gos, Forte do Mallos, na qual ae achar
diariamente todas aa qualidades de maseas
Tinas, trabalhadas por machinismo ; tam-
bem t fabrieem excedente p8o e bolaxi-
nka de araruta, dilaa inglezas, bnlaxOes
quadrados e redondos, e oulraa mais mas-
sas tudo Obra prima : as mesmas seachaiSo
do deposito do paleo do Tu co, n. 10.
Farinha deS.-Cath.na.
Vende-se a bordo do brigue Vallt, chega-
doem direilura de S.-Caibarina, farinh
muito superior, esta Tundeado defronte do
caes do llamoa ; tambem ae Irala na piaca
docommercio, ii. 6, primeiro andar, com
Manoel Ignacio de Oliveira..
- Vende-se rap Psula-Oordeiro, muilo
superior: na ra da Cadeia, loja de JoSo
Jos de Carvalho Moraes.
-- Vende-se urna parda escura, de 35 an-
nos pouco mais ou menos, de bonita llgura,
que cose, engomma, cozmha, faz renda, la-
va de sabio e varrella, e faz todo o mais
arranjo de cesa : esta parda he bem pro-
pria para ama da casa, mesmo de homem
solleiro, attendendoa sua boa conduela: na
ra larga do Itozano, n. 46, primeiro an-
dar.
Na ra do Cabug, loja do Duarte, ven-
uem-se volunten, trinaa, galoes e rendas
brancas e amarellas, espeguilhas, por mais
commodo precodo que em oulra qualquer
puta.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Santos na Baha
Vende-se em casa de N.O. Bieher & c.
aa roa da Cruz, n. 4, algodSo trancado
daquella fabrica, muito proprio para saceos
de assucar, roupa de escravoa e fo proprio
para redes de pescar, por preco muito com-
modo.
Sapatos de lustro.
Vendem-se sapatos de couro de lustro
para meninas de 8 a 10 anuos, a 500 is. o
par; ditos para senhora, a 1,600 rs : no
Aterro-da-lioa-visla, n. 58, loja de Jo3o Ti-
burrio da Silva Cuimarfies.
Vendem-se, na ra du Cabug, loja do
Duarte, franjas e riquififes para mantele-
tes ; 13a nara bordar; toncas de 10a para
senhora e meninas ; bonetes para homem;
charmeiraa de velludo ; chapeo de sol para
meninas, a 1,600 rs ; tesuuraspara alfaia-
te, berheiroe para costura, fabricadas em
CuimarSes ; castigaos de vidro, a 1,400 rs.
o par ; mantinhas para Descoco de senhora,
a 1,000 ra ; capellas de flores de laranja ; e
campainliaade nova invencSo, a 2,500 rs.
Ilichas.
Na ra do Coilegio, taberna n. 5, von-
dean-se e alugam-se bichas muito novas,
cliagadas ltimamente de Lisboa, por mais
barato preco do .que em oulra qualquer
rarle.
Na l'rara da Independencia, n.
33, loja de calcado,
acabam de chegar de novo corlea de tapete
para homem e senhora, a 900 rs. o par; sa-
palftes do Araeoty.a 00 is.; pelles de couro
de irn a 7n J:tsi ; bzzsrro f-
cez, a 3,500 ra. ; sspalOeade lustro ; ditos
de bezerro fraoeez ; ditos da trra ; sapa
toa de lustro para senhora e meninas: tudo
por |neco commodo,
~ Vende-se um preto crioulo moco bom
serrador : na rus do Kaugel, n. M, seguudo
andar, so dir quem acode.
Verdaderos de 8.-Flix, a 2,800
ra. cada caix
Pelo vapor Imperador vindo dos portos do
sal ebegou urna pequea porclo de cal-
as com charutos verdadeiros de S.-Flix, e
se veodem a 2,800 rs. cada caixa : na ra
do Queimado, leja n. 17, junto botica.
Veodem se os melliores sapatoa feitos
no Aracaty, por' menos preco do que es
outra qualquer parlo, isio para liquidar
contas: na ra larga do Itozario, o. 35 loja
Un* burro.
Venda-se um burro moito manso e pas-
ser* : aa do Queimado, n. 14.
- Veude-ee a safra do engenbo Pirapa-
Starr A
em S.-Amaro, acham-se venda moendas
de canna, (odas de ferro, de um modelo e
construccSo muito 'superior.
Chapeos de sol.
Vendem-se chapeos de sol, de seda pret-
com barra lavrada, a 6,000 rs.; ditos furias
cores, a 6,500 rs.: estes chapeos sflo mui-
to I em construidos, muito fortes e de boa
seda : na ra do l'asseio, n. 5, fabrica de
chapos de sol.
Ol! que pechincha !
Fazendas pretas por precos nunca vistos,
em attencSoa boa qualidade dellas.
Alpaca de cordBo oue parece barragana,
de loilas as cores, a 6(0 rs. ; sarja de lila de
duas larguras, a 640 rs.; merinos, a 1,600,
2,000, 3,000 e 4.000 rs.; panno prelo fino a
3,000. 3,800, 4,000, 5,000 6,000 e 8.000 rs.,
este he panno o mais fino que se pode ima-
ginar e lem de largura 60 pollegadas; luvas
pretas de sed para senhora, a 890 rs. o par;
e anda resta urna roreflo de pecas decassa
lisa fina, com 12 jardas, a 2,500 rs. por
ter a dohra de fra algum sujo: no Aterro-
da-Boa-Vista, n- 18.
Aos fabricantes de velas.
Na ra dos Tenoeiros. armazem a. 5, ven-
de-se muito superior cera iie carnauba, por
menos preco do que em oulra qualquer
,>arle.
A 1,600 rs. o corte de
Ch\8.
Vendem-se luios trancados de
listras ao lado, dos mais moder-
nos padrdes, tendo tambem cor
de ganga, a 1,000 rs. o cite de
caicas : na ra do Queimado, n.
8, loja confronte a botica.
Vende-se cha hisson de superior qua-
lidade, em caixaa e meias ditas, a lotea a
vontade do comprador : na fu da Alfande-
ga-Velha, n 36, escriptorio de Malheua
Austin & C.
Na ra do Cabug, loja do Duarle, ven-
dem-se quadros de diversos santos, com
molduras douradas, a 500, 600 e 800 rs.,
eslampas finas; e rhapoa de mola, a 5/000
Lotera do Uio-de Ja-
Vendem-se pianos da excedentes vo-
sea ; tenas de vidro, em grandes e peque-
as rorcOes ; sag fino em barricas d 80 e
160 libras ; cevadinha em garrafoes do urna
libra: ludo de mu boa qualidade e recen-
t^menle chegado: na roa da Cruz, n. 48,
armazem.
Vende-se lints para escre ver,
em garrafas, muito superior : aa
ra larga do Rosario, n. 36.
Cera de carnauba.
Vende-se eera de carnauba muito supe-
rior, a retalho a em poreflo: na ra da Cruz,
n. 36, confronte a Lingoeta, esquina do
becco do porto.
Potassa da Russia.
Vende-se superior potasaa da Russia, di
mais nova que. ha no mareado, por preco
commudo : na ra do Trapiche, n. 17.
Por ,000 rs.,
vendem-se os mais assaiados espolinos de
chemalote daaeda, de gorgorito, pretos e
de cores : na ra do Queimado, n. .
I. r t',,p!A
ruinbior oinoju v ap [oj tupi-)
ep boj cu jjpuaA b at^tBMuiiuo
:0^9 ?t Jd soquioay
vipuiqoad i? raanSaip
- Vendem-se pea de larsngairas, beas de
e planta rem ; boan como smenles da cou-
vearepolho: em Parnameirim, aitio jun-
to a estrada do encanamcnlo.
-- Na ra do Cabug, loja de qustro por-
tas do Duarte, vandem-ae oculos de Ihea-
tro, a 3.500 rs ; e meias de coras de muito
boa qualidade, para meninose meninas.
Vende-se una bonila aerara quitan
deir, moca, con urna cria de mais da an-
uo : tambem se venda um earro com mui-
lo pouco uso de earregar na alfandega : na
Boa-Vista, traveaaa do Veras, n. 15.
Chocolate homaeopathico
No Aterro-da-Boa-Vista,a. 17, fabriea de
licores, adiarlo semj re o peifeito chocla
le de aaude e hommopathico, pelo preco de
500 rs. a libra.
Vende-se algodSo da trra de boa qua-
lidade : na ra do Queimado, n. 21.
Vendem-se, por preco commodo, 8 can-
ilieiros de gaz; um diccionario clacico,
pliarmacopa, e catalogo das plantas me
dicinaesda Kuropa e Brasil, ultima edicSo
de 1846; Prosodia em vocoboloriam Belom-
que : na ra da Cadeia do Recite, n. II,
Antigo deposita de cal
virgem.
Na rus do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodo.
- Vende-se um escravo dr Costa, moco,
sen vicios nem achaques, he muito fiel,
anhador, refina assucar a faz oulros ar-
ranjoadecasa : na ra Veiha, n 61, ateas
10 horas do dia, e na ruado l.ivramento,
n. 22, botica, at sS da tarde, onde se dir
o motivo da venda : tambem se troca por
nutro, proprio para o servico da campo.
Arados de ferro.
Na fundicSo da Anrora em S.-Amaro ,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
He muito barato
Cassas pretas.
. Vendem-se finas cassas pretas de 4 pal-
mos e meio de largura, fazeuda muito Boa,
de quadrinboa e Ualras asaetioadaa, pelo
barato preco de 320 rs. o covado; ditas mui-
to superiores de atrepadeiras, a 300 rs. ;
riscadinho de puro linho, proprio para ja-
queles, (azenda de3 palmos a meio de lar-
gura, a 240 ra, o covado; ditosde quadros
muito fino, a .860 re. : na ra Jo Graspo,
. a 360 rs.
n. 14, loja de Joa Francisco Das.
No armazem da Vicenta Ferreira d
sabflo e varrella, e he boa quilandeira ; una
dua de meia Idade, boa cozlnhelrs de forno
e foglo, a que engomma, cose, faz doces e
refina assucar ; um molecSo de 20 annos,
de muito bonita figura s todos sem vicios
nem achaques, o que se afiance : na ra da
Concordia, passando a pontezinha, ea-
querda, segunda casa terrea.
1 loja de livros do paleo
do Coilegio, n. 0, de Joo
da Costa Dourado rece-
beu os seguintes livros:
0 Verdadelro modo de confessar-se bem
com um rigoroso exame, por fre Vicente
Haria de Vicencia.
O Jornal do ChristSo, santificado pela ora-
cSo a medilaefio.
Iteligiilo cailiolica em triumpho.
Relicario anglico de Jess Chriito, a de
Haria Santissima.
0 Devoto do SS. Sacramento, e de Mara
Santiaaima.
Cathecismo para uso dos pirochos.
Vida de Jess Christo em a Eucbaristia ,
e vida dos christSos.
Itegra da vida virtuosa, por Fr. Luiz de
Granada.
Calhecismo, ou compendio da doulrina
chnslSa para uso dos meninos.
Farinha de S.-Malheus.
Vende-se farinha de S.-Matheus, por pre-
go commodo : a bordo da sumaca S.-Ant-
Costs, na'r'ua d7TilaTrelde->o8'"ve'n'dVs *''- runu"Md frn^ do Coilegio, ou ao
vinho da Figueira, o mais superior que ('do do Corpo-Sanlo, o. 25, loja da maasa-
este mercado lem viudo, em barns de 5 a 10 me, .
Vendem-se dous realejos, sendo um
ja.
Iiistiumentos
mu-
neiro.
Aos 0:0000,000 rs.
Na praca da Independencia, loja n. 3
que faz esquina para a ra do Queimado e
Crespo, vi-ndeui-si! bilheles, meios, quai-
los, oiiavos e vigsimos da 7.* luteria a be-
neficio do thesooro publico. Nesla loja esta
palentea lisia da 23.' lotera a beneficio do
monte pi geral.
fffftffffttffftfffftt
llt-potiioda fabrica dej
a>
para
sicas.
Vendem-sn instrumentos para musiess
militares; bem como pianoa e violosmui-
tissimos ricos ; na ra da Cruz, n. 10*, casa
de Kalkmenii Irmflos.
Cadcirujj de palhinha,
esohas para meninas: vendem-se na ruada
Cruz, n. 10, casa de Kalkmann Irmflos.
Surtas de Ierro
do muilo boa qualidade, a com segredo pa-
ra.as abrir : vendeui-.se na ra da Cruz, n.
10, casa de Kalkmann Irmflos.
Charutos de Havana,
de superior qualidade : vende-se ns ruada
Cruz, o. 10, casa de Kalkamann Irmflos.
Viulio de .Bordeaux,
de superior qualidade : vende-se na ra da
Cruz, n. 10, casa de Kalkmann Irmflos
Vende-se um bonito preto bastante ro-
busto, canoeiro, (rahalhador de pa a enxa-
da; lambam vende-se urna canoa forte de
carga de um miltieiro de lijlos, na anal o'
mesmo escravuftrahalha no aterro da factura
Ja cadeia ; urna preta de Angola, com al-
gumas habilidades: na ra larga do Roza-
rio, n. 48, primeiro andar.
caadas, a 8 e 16,000 rs. o barril.
Vende-se, no armazem do fallecido
Braguez, potasaa muilo nova, ebegada ul-
iunamente do llio-de-Janeiro, por preoo
commqdo.
No armazem de Joaquim da
Silva Lopes, veode-se farelo, a
3,ooo rs. a sacca, e farinha 3e tri-
go franceza da marca Barilo, por
preco commodo.
Vendem-se sapatdes de cou-
ro de lustro, feitos no paiz, de
ponto fixo, a 4,ooo r*. ; ditos de
tres sola-, a 4,ooo rs.; ditos de
bezerro francez, a 3,5oors. ; ditos
ai,oco rs. ; ditos de bezerro da
Ierra, a 3,000 rs. : na roa da Ca-
deia do becife, n. 9.
O mais barato que tem
no mercado.
a t-parecido
Venda ae urna porcSo de chitas frsncezss,
as mais finas qne leem apparecjdo, de aa-
ento atol, cor de co, cor de ganga, muilo
bonitas, e encarnada cOr de roaa pad'Oes
miudos de atrepadeira, rres muito fixas, e
de quatro palmos a meio de largura, pelo
barato preco de 320 rs. 0 covado j ss mais
linas cassas que team spparecido no.'mer-
cado, de todas ss cores, padrfjes de atrepa-
deira, o mais delicado que se pode dese-
nliar, a 480 ra. o covado : da tudo se d
amostra com o competente penhor : na roa
do Crespo, n. 14, loja de .Jos Francisco
Diaa.
No vid a de.
Acha-sa a anda no armazem de fazena
daa da Hayroundo Carlos Leite, na raa d-
Queimado, n. 27, flnissimo panno de linho
do Porto, sm pecas de 18 varas, a 800 rs. o
vsrs.
Vendem-se 2 lindas
gran'de cootendo 35 pacas de" msicas, al-
gumas com paocadaria, 0 o outro" pequeo
com 25 pecas: ambos modernos i aa ra
Direila, n. 3.
-- Vendem-se 16 escravos, sendo um op-
imo oleiro, e outro pedreiro ; um bom ano-
leque de 18 annos, que coznha ptima-
mente ; um lindo mulalinho de 15 annos ;
um dito de 30 annos; 10 esersvas mocas,
de 13 a 22 anuos, mire as quaea algumas
engommadeiras a coslureiras: na ra Di-
reila. n. 3.
-- Vendem-se dons relogios de oiro paten-
tes, urna correte, dous curarles, 1 appare
Iho da prata, duas salvas, caslicaes, serpen-
tinas, um par de esporas, um assuc.rairo,
urna bride e outras obras de ouro e prata :
ua ra eslnita du itozario, n. 28, segundo
andar.
Vende-se urna das melliorea Casas para
negocio, na ra da Lingoeta, n. 2, vnde-
le con) os gneros ou sem elles, vontade
do comprador : Irala-se na ruesma ius, nu-
mero 4.
Na ra Augusta, venda de Victorino
Jos Crrala da Silva, veode-se superior
manteiga ingleza a 640 rs. ; dita Irancrza,
400 rs. a libra; ch-hysson muilo superior,
a 1,920 rs. a libra.
Vende-se um negro perfeito coziahei-
ro, bom copeiro, moca, de bonita figura :
na ra do Creapo, n. 9, loja.
Escravos Fgidos.
H01 oir & Velloso
>
I odosos Sa 11 los, na
Babia.
saaiiia. 5
> Vende-se, em casa de Domingos Al-*
?vas slaiheus, na ra da Cruz, n. 52,*
'primeiro adar, algodSo (raneado da-*
*quella fabrica, muilo proprio para sac-*
Ig.cos e roupa de escravoa ; bem conio^
g>lio proprio para redes de pescare i>a-^,
a>vios para velas, por prefo commodo.^
a*AAA*A**AAA*%
Na loja de Moreira & Velloso,
vendem-se lindos loucadores de Jacaranda,
muito proprios para rapazes soltnos, tan-
to pelo qualidaJe do objecla>jBMiO pela
commodidade do preco que nie excede a
4,000 rs. : na ra Nova, n. 8.
Mar melad a.
KstSo 1 Gndar-ae aa la-
tinhas de duas e tres libras
deate magnifico confortativo
peiloral: os neceaaitados de-
vem com lempo prover-se,
lingindo-se ral da Cruz,
n. la, armazem.
ira necza
(rainraa tica
por Jiurgaiii.
Chegou a loja de livro, de Joflo da Costa
Dourado, no paleo do Coilegio, n. 6, asta
grammaliea, (pelo ultimo vapor, a poneos
templares reslaai.
.Tlarnielada de Lisboi.
Vende-sc na ra da Cruz, n. 62, armazem
de Manoel FranciSBo tlarluu, marmelads de
Lisboa, muilo nova, e em latas de urna a
duas libras, por preCOSOaaOiudo.
Um cavallo
Vende-so um cavallo rujo, carregador
baixo at largo, muito manso e gordo : na
cocheira por detrs da loja de louca do Sr.
aaa, nava, a asvnda-seo mesmo engenbo,
Mentasen sa ida a safra de canoas do enge-Ir'ragozo, 'na ru da Cadeia do Recite.
nhaSotadade, arri>da-ee o sesmo eiigc-j -- Vende-se urna mesa de meio desala
teem para vender as mais su; eriores'nava
llias que presentemente se encontram, -e
nAoduvidamprovar o que dizem, porque
leem o testemunho de varias pessoas
quem osannunriantes teem vendido, e qual
ceilificam serem as melhores : a loja sonde
nicamente sa veiidi-m he na ra Nova, n 8
Vandas.se os seguintes livraa: trigno-
metria, por Ijcruii ; Lobflo, segundas li-
nha, 3 v.; Theoloma moral palo padre Mon-
te; a virgem da Polonia; Diccionario por-
lluguez por Mora. s. 2 v.; Uicliooary english
por Vieira ; Segredo da nalureza ; Novo tea
lamento : na'prac.i da ludepaiidaocia, n. t2.
Vende-se um armario com 15 palmos
de comprmanlo, 12 de altura a 3 a meio de
largura, todo de amarello, e com reparti-
mentos, o qual desarma-se todo, e he pro-
prio para armazem de tazendas para guardar
sedas, ou outra qualquer fazenda, por pre-
to commodo : na ra Nova, n". 5.
-- Vendem-se peanas muilo alvas e finas,
propriaa para llores, ou oulra qualquer obra
deate genero : na ra da Cruz, srmazem nu-
mero 48.
Anda existe urna porco de exceden-
te canella, a ella antes que se acabe : na
jua de S.-Amaro, n 16.
I'ecliincha fresca.
Vende-se superfino queijo do aertSo, a
?00ra. a libra nos quatro-cantos da Boa-
Vista, esquina da S.-Cunalo, vonda por
baiso jo sobrado n. I.
-- Vndese um escravo bom carreiro ; 1
maleque de 14 annos: ambos sem vicios
nem achaques ; na ra do l.ivramento, a.
4, ae dir quem vende.
nho ; asabas-aiewm con
S.WMatflo.
(juera se admirar venha
. ver e comprar.
Ricoa cortes da brim com vivo, multo bo-
nitos pedroes, e eom Ires covadoa e meio,
pelo diminuto preco de 2,060 rs. ; bem co-
mo superiores chitas francezas, padrdes
muitolndoi,a329rs.o covado: cheguem,
freguezes, pechincha : na ra do Queima-
do, n. 49.
Vndese cobra para forro da navios a
pars caldeireiro-, em pequeas porcoes, por
preco commudo: ns praes do Corpo-San-
Ito, o. II.
Fugio, no dia 20 de julho do correnta
anno, do engenho OileirSo, fraguezia de
s.- Anlflo, o eacraro Jo.ln, carreiro; he criou-
lo, representa 25 a 26 annos, de estatura
regular, grosao, cor bstanla preta, malo
largo, d>4rs alvos, oibos grande, sem bar-
be, ps pequeos, e aun um delle tas um
eravoqueo faz manquejar; o aeu aaligo
senbor mnrava no Itrejo-da-Areia, por isso
pode ser que elle tenlia procurado aquella
lugar : quem o pegar leve-o ao engenho
Tapera, freguezia de JabnalBo, ou em lin-
da, a l.u'rz Filippe de Suuza Leo, que re-
compensar.
150,000 rs.
No dia 29 de julho do corren te anno, fu-
gio o escravo de nome Kilippe, crioulo. da
34 annos pouco mais ou menor, de altura
regular, cheio do corpo, bem nrt, cara
redonda ; tem todos os denles a bem alaos;
tem urna cicatriz no pescoco : quem o pe-
gar leve-o a Luiz Jos da Si Araujo, neata
cidade, cu a ra Direila, n W, a JoSoCae-
taao de Atareo,que gratificar com 150,000.
100,(100 rs.
Contina fgido o escravo Francisco des
de 1848, quaudo se eradlo do poder do 8r.
luiz Jos de S Arsujo em Pemambuco. Es-
te escravo fol comprado a Domingos de Oli-
veira Diss, morador no lugar Aracati-Aas
deala provincia ; delle nfio ha oulra noticia
mucamas de 14 a
16 snnos, engommadeiras e coslureiras,
urna dellas faz bem lavarinto; 2 pretas boas
luitandeiras ; 2 d|lasde todo o servico, de
bonitas figuras; 2 moleques de 17 s 18 an-
nos ; I preta boa quilandeira, por 350.000
rs.: no paleo da matriz da Santo-Antonio,
sobrado, n. 4, se dir quem vende.
Vende-se um sobrado de um andar na
rus da Seozalla-Velha, n. 23 : na ra do
l'asaeio, n. 7, loja.
Vende-se rap* Paulo 'or-
deiro : na ra da Cadeia do Itcci-
fe, n. 59. loja de Ferreg*ns, de Jo-
s Diaa da tlva.
Manteletes.
Chegaram ltimamente ra do Crespo,
loja de quatro i orlas, n. 12, hotos manle- .
lause capolinhoa de groa de Napias, fur- -
la-cores, o mais neo* que ha paaaivel, tan-
to pela superior qa)idade como pelaa lin-
das corea, vendem-se.por precb rasoavel.
- Vende-se um escravo de nacao Ben-
Kueila, aem vicio nem achaques, lie ga-
nhador e irabalba tambem do enxada : na
ra da Cruz, n. 49, primeiro andar.
Moreira & Vellozo
Conlinuam a vender galbelairos com
4 vidros por 2,500 rs.; esparlilbo da puro
linbo polo baralissimo preco da 6 000 rs.;
sapaloa de marroquim prelo por 1,900 ra. o
par ditos de couro de lustro por 2,000 ra.
o par; luvas de irocal por 1,000 ra. o par;
luvas de castor verdadairo. brancas a a ana-
relias, mas que ao ae vandem por 2,100 ra.
cada par ; mantas da garfa muilo lindas a
5,000 rs. .cada uoia, euulias muitaa fazen-
das que por agora deixam de sar aonuucia-
ds; na ra Mota, n. 8, loja.
Farinha de Calhai ina
A melnor farinha da mandioca que na no .
mercado : vende-se a bordo do brgu-ee- &?*'? ooslquer paasoa, que oappteben
agea, e sitos em je 3 caixilbos de pOr amostras em cima do I Vende-se urna preta : na rui das Trin-
I balcSo : na roa larga do Ronro, n. 16. Icheiras, a. 48, pristeiro aullar.
Itetroz da fabrica
doSiqueira, po Poito, de todas aa cores:
vende-se na rus do Vigario, n. 19, secundo
andar, por prec.o commodo, 1 tratar com
alachado & Piuheiro. *
Veude-ae um preto moco,'perito ofllcial
de sapaleiro, e que nflo tem vkslos nem
achaque*: o motivo porque a vende se di-
r ao comprador; na travessa do Corpo-
Santo, n. 27, loja de sspaioav
Vende-se um escravo eom idade de 30
annos, carreiro proprio para engenbo, aem
Vicio nem achaques : pa praja ua Indepen-
dencia, n. 12.
Vende-se urna preta moca, da nseflo,
que coziubi o iajio de uuia casa, lava de
dcsia provincia. Ksle escravo representa lar
vinie a tantas annos; he de estatura ordi-
naria e cheio do corpo, eor eibra*gro,
cabello nao completamente carapinhado, e
sim um tanto coito ; tinha no roalo bastan-
tes borbttluaaou eapinhaa qu lalvex con-
serve. Proaavelmante ter mudado de ame,
pois que be bastante ladino lia-ae aquesta
quanlia de loo.aoo ra. a quem o entregar
neta cidade ao abaifo assignado, ro Per-
nambuco ao Sr. Luiz Jos de S Arrojo, mo-
rador na ra da Cruz do Recife. Ceara,
I8dejunhodei850. ~ Jaii Smilk cU fu-
Fugio, ao dia 29 da junho do eorrenta
anno, alo engenho Selubal, fregueaia do
i., a *.i-Mna it..AMrii.. Mi
de 24 annos, bem preto, olhos grandes, na-
riz afilado', eom todos os deotes ns (Tente e
imadas, corpo eapigado, pernaa Anas; he
bem rallante, ladino e pechla; leroucal-
cas jaquela a chapeo preto ; consta que foi
seduziiio, e anda pelo Iteoife. Roga-ee as
autoridades policiaes, capillos de campo,
cuna Vliniu, por p.eco mais barato'do a ir^JT*0 *^.U '**'*
em outra qilquer psta, ou a tratara' "'^T^^ '?d'10 n,M VL'J*0'
rus du Vigario, 11. 19, seguudo andar, com' m,Bi"B 8,,v C,P*' _*"-
Maoaado c Piuheiru. z."- w> 1e terio enerosamanta |Ta-
tificados.
Fugio um escravo de nome Francisco,
de 30 auooa pouco mais uu meaos, o qual
tendo sido vendido a lilm. aa. J). Hasia da
Carvalho Paasde.Amarada, esa 6 atoproai-
aio aaMado, por oeMrneSa ae reerbao nu-
tra vez he aHo, cor arela, nariz ctiato, nana
denles ns (vente, olhos muilo feios; levou a
roupa que tinha, sendo 1 maior parte de ai-
godo iranailo azul, a cha 1*0 de cauro,
llofa-* aa autoridadea policiaca e canMtea
aasamao, aso aaprattaadain a levam-no
ra a Cruz, n. 33, casa de Sa Araujo, ou
ao Cear eoseuseurior, Francisco Luiz Sal-
gado, qne recompensar generosamant.

Paas. :* wr, a*, r. sanan. 1IM


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