Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07046


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Full Text
..& -^ Liar.
.!.. '.
-
Anno XXVI.

Sexla-feira
*ATIDAS DOS COHBII03.
Goiannn c Parahlbs, segundas e sextas felrai.
llio-Grande-do-Norle, todas ai quima fetrai ao
rb.Ser1'nh5em, Rlo-Formoo, Porto-Calvo e
Macelo, no 1.", a 11 a 21 de cada uici.
Garanhnns e Honito, a 8 e 23.
Hoa-VUla e Flores, 13 e 28.
Victoria, iU quinta feira.
Olinda, todos os das.
zMiEMiaioca.
Nova, a 5, aos 36 tn. da t.
pB,, ID, iCreac. a 13, aos 1t' m. dain.
PlUltS Da LU. Ch<|a- 2!i ,5 m dain
\Mlog. a 28, s 2 horas da t.
PBEiMAH Dt BOJE.
Prime! as 8 horas e 30 minuto* da manhaa,
Segnnda as 8 horas e 5 minlos da tarde.
Outubro de 1850.
N. 242
a.
PHEpO DA B*TeCBIQO.
Por tro meses (adlantadot) 41000
Por seis 1ue7.es "'"j*!
Por uin anno 15|0O0
das da .mana.
21 Seg. S. rsula. Aud. do J. dos orf edo m 1 v.
22 Tere. S. Mara Salom. Aud. do J. da2. v.
do clvel. e do dos feitos da fazenda.
23 Quart. Joao Capistrano. Aud. do 1. da 2. v.
24 Qulnt. S. RaphaetArchanjo. Aud.do J. do orf.
rdom.de 1. v.
25 Seat. S.Grispim e'JiispinianO. Aud. do J. da
1. v. c. e do dos feitos dafaienda.
26 bab S. Evaristo. Aud. da Chae, e do J. da 2.
v. do civel.
27 Dom. S. Elesbo.
cambio em 24 s ooinaao.
Sobre Londre, a23 l|2 d. por 1,01)0 rs.
Paris, 333 por Sr.
Lisboa, 100. por cinto.
Ouro. On'cas liespanhola
Moeuas de 0*400 velhas.
de 6/-I0-.I novas .
de 41000.......
Prata.PatacSes brasllelros....
Peso columuarios.
a 00 das.
a 30*0',r
o.) wo
181200
a V200
ilMo
a 1/980
Dio." mexicano".'.::..... /800 a 1/tto
ttjOOO
loyw.Ki
Ib>l0u
9/100
I/W0
PARTE OFFtClAL.
MINISTERIO BOS NEGOCIOS ES-
TRANGKHOS.
(CemUnuafodon. 8*0 J
S.'jcccJo a. 2:. Hso de Janeiro, a'4 i:
setembro de 1850.
O abaiio assignado, do-cansrllio deS U. o
Imperador, i*ndor do Imperio, ministro e se-
cretarlo de estado dos negocio ellrangetro,
rreebeu m stataa qn em tala de "6 e 28 de Ju-
nho protimo paliado Ihe dirigi o Sr. D Tho-
maz Guido, enviado eitraordinarlo e ininitlM
plenipotenciario da ConftdrracSo Argentina,
ambas relava nota do aballo assignado de
8 de in.ir(o prximo paitado, em respotta a do
Sr Guido de 13 'le feverrlro.
Ha nolAdelode feverrlro corneja o Sr. Gui-
do tlliendo: OKxm. Sr. presidile, da rep-
blica eaba de pai.ar ao aballo asslgnado, enviad
ritraordiaarlo e rojslistro plenipotenciario da
Confederaras Ajejnlina, os documentos que
tcm a hoaradelranuniltlr Incluios ao Sr. ml-
nlil'o dai ca-lacdes exlerlore do imperio.
A rrparacao solemne pedida neasa noU era
pnnanto eligid- em vlrtu-le de ordens do ge-
neral Oribe, pealo que no flu della o Sr. Guido
a reoUmasae in orne dos governos adiados do
filo da PrWa. Casa nota de 13 de feverrlro foi
respondida pela do aballo anigoado de 8 de
marca.
Nade l6deiunho cima citada o Sr. Guido
reapondendo aquella de 8 de mai cu por parle
doajeverpo edcarrrgado das relaedes exterio-
res da Con federacio Argentina, edellet, in-
siste na aatlstVcio pedida, declarando, porin,
qm eigorerhos doRlo-da Prata conslderavam
a resistencia realisacaodesie pedido, ou urna
desneeeesaria demora, como urna negativa de
Justina, aai como urna approvaco do atlentado
do bario de Jaculiy, oque obrigarlaa legaco
argentina a rtirar-se desta corte.
A nota de 28 dejuoho. tanibein cima citada,
smenle tcm por flm traosirtlttlr ao aballo a
signado a de 7' do menta Mes, pela qual o ge-
neral Oribe, completamente de accordo coi
os delejos < vastas do governo da Confedera*
Argentina, adhere plenamente reioiuco a-
doplada por ec goveruu reipciio tepiracao
"-dida, E essa reaoluro a que adhere foi orl-
^linenle tomada pelo uiesmo general Oribe.
<( ultima ola velo demonstrar a justica
dos fundamentos espine da doabalxo aislg-
"4o de 8 detnarjo prximo passado, Por-
qi. alo, e a exigencia eita na do Sr. Guido de
13 de fererelro. em nomedw geni ral Oribe, era
cotnpelenlr e legitlina. excusado fura f-ie la
depoli oSr. Guido em Iti dejunho em noiuedo
Meros da Coiifederavo, e adherir depoi em
i m flofl Oriba m migancia du govrrQt ar-
gentino. Declarando este adheiir aquillo que
fra nrimelro a fsner. pox elle inesmo em du-
vida competencia e legalld.de do prlrneiro
lasnamJcw. ."-.,
BivgladooSv.Ossido pela nota de ib deju-
nho prxima panado por parte do govetuo en-
carregado dai rtUacO exteriore da Confede-
racao Argentina, edetlc d, a latiifatao ja pe-
dida, em virtud* sj ordeni do general Oribe,
poi por luo tambein em duvlda o dlreiio da-
quelle general em Blr aquella salisracao por
nielo da lgacSo argenllna nao ser aisim,
bastarla a etgencia formulada na primelra no-
ta e nao cria neeestsarle que ogoverno da -'on-
fedoracao ae apresenuase separadamente, eque
p general Oribe viease depois adherir, em qua-
lldades que o governo imperial nao reconliece,
a skber, de presidente da repblica Oriental, e
de aliado Ua ConfederacJo.
Ha-era lado lato, e o Sr. Guido nao pode del-
Wsterveootiece-lo, ao niesssio lempo qoe s
prcVara epara-los. nina intitiiro, nina couaoli-
dacao da governo da Conlederacao Argenllna
eom general Oribe como presidente da rep-
blica Onenlal, que cunvena esclarecer, tala
couaolidacao. que smente se expilca |>elo vago
da n.Uvra- alliant pude vira ter, com o
andar do lempo, e com o desenlace dos acon-
trcimenloa, resultados aos (junes o Iran, na
presr-nca da colivencSo preliminar de.pal de 27
de agosto de i828, e d. aeoa luieresse, nao
podstria tt indlllereate.
E por certo que o governo argentino nao leiu,
era pode Ur a pretenfao de negar ao governo
imperial o dlreito de eiamiuar porque orgaos,
ecom que titulo se llie pede latiifacOe, e de
discuiir essa satlfaces, exigindo para presU-
lai rdsnpeni{dei JmUs e devldas at no inte-
resae da pax, e de evitar a reproduecao de ao-
vo* facCOa seinelliantes.
Aa mu do Sr. Guido cima citadas tem um
alcance Multo inaior do que pareceui indicar
Dando por ellai a laliifac.io pedida, o governo
imperial recauhecerla: prliueiro, que o go-
verno argentino tem o direilo de a pedir, por
lailo rrlativos nicamente a queiidvs com o
general Oribe, e em virtude de urna alliancal
cuja exienso e condifOes o governo imperta,
nio condece; eesnindo, que o general Oribe,
nao recoathecido prndenle legal da repblica
do Uruguay, uria o diteilo de a pedir por mel
da legaco argentina, que o nao representa,
"C". --"i- -.~....nl.r
governo imperial reconhecerla como ques-
les da Confeerncao Argeollnaas quesles do
general Oribe, e como questoes da general
OribeaadaCant'ederacaH argentina, ecoadean-
nands aaaim toda a ana poliiica pastada, ad-
inluiria a confusa conaolldaco da autoridade
tlaquclle governo e daquellc general.
* Se apierno Imperial, dii o Sr. Guido-
nao reconlieceu al agora a autoridade presi-
dencial ottam. Sr. general D.' Ilanoel Oribe,
nem por isla recutou discutir com a lrga;io
BrgeMtoa, -sobreado quanto se refera au ea-
tado dbfbugaay, enlendeudo-te uxua roses
ou telara general pelo orgao do agente di-
BlsiBatiao brasileis-o em Montevideo, quanda
U
he |iaroUcoi(i|enienlej
0 gener.l Guido engana-ie, toara oprovar
o abaixo asaiguado llie recordis os teguinles
trecho, de algumas olas que erti diversas po-
cas Ihe temaldo dlrlgidat.
En ota de 11 de abril de sMadUla-isHoSr.;
Limpo de Abreu: O Sr. Guido presenu
snetU corla o gorrino de huaos Arres, e nao
o general UMIK, vanara usiu uiwrnu u biwa -
cml>eciu como priiutimli lia npubiiea "o trn-
tt a nota de 17 de drtembro de 1846 dlxla o;
Sr. bario de Cavr : filio deve pailaar sem re-
paro ue o Sr. Guido cnieuda produxlr dlreito
perferto da Gonfederacia Argentina ira MdWr
hura* nanr da-. nnadan s^nu\tftirirttI*I sBBaaKaMlkHlftTn!
e Dar* ter observada no territorio della. Sem
o Sr. Guido I -nS> considerar Oribe (boip ge-
neral argentino) est habilitado para reclamar
neala coz te, em. eu omee, aem coronerante
auter-laaAo na forma do eslyl, quagdalhe fo
se admitiiila. ,
O meaiuo Sr. Gjiido recotihroei que o gene-
ral Oribe tom represntame neala corte, qir--
DalMixoasignado ae tem honrado em lomar
a leu cargo eate aasmnpio, tanto por referir-
ea um governo.aU"**^ iUtP'ft'-'e "<'"-
llMa-." capreaeniante jante. <1^Jj?'_>,t1*'
liga, kCIU r*'reriti^'."- j. m I
or eaar aapeclalmente utorlsado para Isa
pela aupreina autoridade de Em noto do 12 de abril de 1847 o Se baro de
Cayr declorou ao Sr, Guido que .po-iO esli-
veise o governo Imperial prompto para artmil-
lirtcd.a aisolicitacfles do Sr. Guido relativas
aoexercil) argentino como belligeraotecon-
tra o governo 3o eatado Oriental do Uruguay,
omitido nao pude raconheeer no Sr. mioiltro
argentino titulo alguiu para rrpreieitlar ante o
governo Impetial o da repblica do Uruguay,
e exigir era noine deale a pralica dat regrai in-
lernacionae.... nem coobece outro governo
daquella repblica leoo o que continua a re-
sidir na capital della, e junto do qual conserva
ha miiiin teiupo um representante.
Etse mearan.espirito domina na nota de 30
de abril de 846. e ara outrat muiui.
Oabaixoaiignado Jntga sufficieoies os tre-
chos apuntados, e nao accuraular uniros para
provar oque Gca provado, ialo he, que o gover-
no imperial nunca admlttio a legcao argenti-
na como representante e encarregada dof in-,
terestet do general Oribe.
E posto em oulraa occaslfies o governo Impe-
rial nao repellls-e a desiguacao de presidente
da repblica do Uruguay, com que tratara o
Sr. Guido o dito general em anas notas, e se
presiasse a discutir, para esclarcelo, um ou
outro negocio de menor importancia, relativo
ao mesino general, nao pode case procedlmen-
to infirmar declaracdes tio catgorlcas Como
as que Raam citadas. Eera Uto dvidoao de-
sejo que tinha o governo Imperial de Uo aie-
d.ir as suas relacds com a ConfederacSo, por
questoes de menor momento, e de facilitar o
sen arraujo, e imiiilidade de repetir oque
por tantas vetes tao positiva e claramente fura
dito. E demais, co'nslderando enlai o general
Oribe como general de forcas argentina, des-
de que ifrehle dellaa, invadi a repblica do
Uruguay e as cnmma'nda, nao poda nesse sen-
tido (jeiiar de accellar cerlai dticussoes.
K em neuhuma das occasides cima referi-
das, as quaes o governo Imperial decllnou,
pela su Incompetencia, as exigencias feilat
pela legaco argentina por parle- do general
Oribe, o governo. argentino entendeu que havla
denrgacao de justica. e que-era chegado o caso
de retirar a ida legacio desta corle.
O ftpin H havir-M a governo imperial or
vexesentendtdocom o general Oribe pormclo
do teu agente diplomtico em Montevideo nlo
aprovelta, antes contraria at pretencocs do br.
Guido.
0 governo imperial eonsMerou o Sr. I).
Manuel Oribe cumo general das forc,ss ar-
gentinas, e consiiler-iu-o bem, romo tal.
depois da nota do Sr, Guido de 15 de junho
de 1842. lie por cerlo que esss declararlo
nn inhiba o niesniu governo de entender-
se com o dito teneral directamente, e por
meio das autoridade* brasileirasem con-
tacto com elle, sobre negocise reclama-
ces aascidas de ordena e proviJencias di-
lectamente por elle lomadas.
D.'pois das dedarscoes feilas pelo Sr. Gi-
lo, de que o general Oribe be alliado da
cinfederacSoconiO presidente- da repblica
o iental, e porUWilo de que nflo be general
* subordinado, o3o reconliecendo o gover-
no imperial aquella alusiva (que nunca
Ihe ful explica Ja ), oa quahdade de presi-
leute, nfio dea por isso inhibido aeenten
der-se ciim o Sr. I. Manoel Oribe, senao co-
mo general argentino, cumo general e cha-
fe de forcasqueoecupama fioiiteira e par-
le do aMadti-OrienUl, sobre negocits e
quesiOet nasoidas de ordens e providencias
por elle tomadas. He isso conforme e con-
sistente com o fado de raconheeer o go-
vei no imperial, o governo de Montevideo,
com a sua qualidade de neutro.
O governo imperial nunca duvidou, enSo
duvida cntender-se com o general Oribe
directamente, e como .geueial smenle,
sobre os (Velos oceurndus ltimamente n>
fronleira. E .tanto que expedioorden ao
i'u encarregado de uegocios em Montevi-
deo para discutir e tratar as quesles r-la
ti vas o bario de Jaculiy coui o general Or
be, e essas quesles esUu pendeules, como
o Sr. Guido vera das copias juutaJ.
O que o governo imperial reousou, e re-
cuse admitlir, lie que o governo argentino
lome essas que.-loesa si ; lie admitlir o mi-
nistro argeuliuo nomo representante do ge
neral Cribe ; e nisso vai de accordo cota to-
dos oa SSIU p, oCCr.OS'-!.
E o Sr. Cuido tanto o-reconhece que, pa-
ra aulorisar-se, funda-ae em una alliaiifa
entre a LonfedaracSo Argentina e o general
Oribe.
Pedindo Sr. Guido, em oome do gover-
no argeulino uma satisTacBo por fados oc-
eorcidos cora o Sr. general Oribe, fundado
m.um alliangs, uaojjide ooutmlsr aojo-
yerno imperial o direilo de examinar rase
fundamento, muilo principaliueole quando
este nto leu), nem pd ter, uma ideia
clara da extensa" e cond'.C(0es dessa all
anga.
Nio a lem, nem a pode tunyj*t>) dss de-
claratjOes do masmo Sr, Uuido-
Erp sua nota de,|&de,Jaifluib,da, 1817
dizoSr. Guido: a 0 abalxo assignado ele-
van sse ,ooio,jiwjd^nte ApcoM*'"ril10
do seu governo, t,Sv.Er.c.)o,plorisou ai
conseqjueuoia.pafa Jeflarsr..como olem-
leuioiiio deelara, sr tteiramauto es-
.iMidf de-..yerdada a .ajiisj^art.d^lwlpuo 'al*.cQfae.
.QM#imft U.UP mtKW* *fl>ii" *-
cfiplo, neiuimbliov, aetn, ,a*crelo, como S.
lile. o*r.w*| OrhB,,pelorluaUii |aj*
cgnctieiio .um.altiapsn, qjta ta**..w-
conlra o imperio, e qB^o Ihe era licito
contrahi-la com qrialqoer estsdo soberano,
qual a repblica doUregoay
a TBo explcito quero governo da Con-
pele'aenO que s-ja se repri-sentsnle junto
les. M, Imperialsobratoponto,que Ihe
naoda agurar qoe das pretendidas al-
liannaa nflo existe outrs com o presidente
general Oribe, onS* que de facto era in
dispensavel o natural para combater a re-
IvUiSo dos inimigos internos-e a inlervxn-
qS'i n'utuv', e para defeader a independen-
cia dos orifentaes"*)'argentinos ; e qu"-
guerra qujj. susleiltam os governosdo Rio
da Pi^Ss teve ters esse nico e exclu-
sivo fim ; sam no entsnlo estar esta comhi-
nc8'> formulada, nem ilifiuils em fscio
algum escripto, nem em convenios ver-
i>es
Em vista de uma decarseflo tflo positiva
n calhegtirica, qual he, qual pie ser essa
allianca que agora se invoca ?
EU* nflo foi declarada em 1812 como pa-
rece querer indicar o Sr. Cnido.
Informado o governo imperial ofli-ial-
mente da que um exerciin argentino sob o
colmando do general Oribe dvia ter pas-
sado n Uruguay para invadir o territorio da
repblica oriental, pe lio ao governo ar-
gentino explicaces olTicisea em nota de 11
de junho da 1842 sobre as intencSes cot
que as foress argentinas intenta va m aquella
araalo.
0 Sr. Guido ora sus resposts datada da
15 de junho de 1842 nflo indicos exis-
tencia de aillsnca slguma, reconh-ce que
a iovasSo do territorio oriental he feita ni-
camente por tropas argentinas, falla s-
mente em nome do governo argentino, co-
mo se v de lodo o .texto sUquella respos-
ts. E assignalando a causa daquella inva-
sSo, da cono tal a existencia poltica de
Ittvera no Estado-Oriental, por quanto diz :
O governo argentino nao loinou poli ai
armas por eiplilto de conquista, nem por ne-
nhniii desse principios ignobeis capases de
por em amblguidade sua lealdade e rennme.
Foi forcado a defender-se da aggrsso de um
vlzinho anarchico : a declaracao de guerra de
Rivera contestou, pondo em p aa foreal na-
cionaea para destruir suas nefandas machina-
res no territorio argentino, para desbaratar
sua allianca com os implacaveis inimigos da
Confederacio, e paaaxstinguir o germen de
discordia perpetua itiatsaaravcl de suaeslsten-
ciapolitica no eslado Oriental. E accreacenta
a que o governo argentino, longe de obsll-
nar-selnsensatamenie na conllooco da guer-
ra mo invllr-o a Inr.jav, -. tf'rta fetltfllatl'l de
poupar a ambos os estados as calamidades de
uma larga conlenda, e de ofIVrecer aua ampia
condescendencia s benvolas e amigaveit offi-
closidades de altos poderes era favor de um pa-
cifico accordo, ae a existencia de Rivera no ter
ritorio que opprlme, se conclliasse com dura-
cao da paz : perdida porm para sempre a es-
perance com a existencia de um caudilho fra-
co na verdade, mas sem escrpulo para a de-
cepcao, recuaa adormecer na coufanca de
ualquer comproinisso contrabido sombra
e Rivera, ele
l'nrlanlo, das explicacOes dsdss pelo go-
verno argn i i no em 1812 nflo se colhe a
existencia de allianca alguma como o Sr.
Cuido pretende inculcar. Nem poda existir
nos tormos desasa explicacAes. e lendo Ori-
be entrado no territorio oriental com o ti-
tulo de general em cliefe do exercito da
Confederacfio Argentina.
E o que significara urna alliancalde facto
entre uip governo eseu general t
E dado mesmo que.essa allianca tivesse
exist lo naquella poca.liia dessppareci-
docom as csusss quoproduziram. e com o
o fin que teris tido era vista. Teria des-
sppsrecido com o desapparecimenlo de Ri-
vera da scena poltica, com as bstslhas do
Arroio-Grande e da India Mora, e com a
tmpossibilidsdn em que est boje de reer-
guer a sua influencia na llanda Oriental.
Teria desapparecido com o repndo e pros-
cripcSo do dito Rivera pelo gov'rno de
Monlivido e pelos tnesmos que o a-
poisvam.
E se essa allianca concebida depois teve
por fim resistir inlerveoQflo euro, a,
como iosinuou depois o Sr Guido em sua
nols de 18 de deze-nbro.de 1817, nSopoie
e la ser huje invijcadi, tendo desappareci-
do esss causa. A* nterveneflo ingiera reti-
rou-se completamente pelo tratado Sou-
thern ; a fraoceza parece que ests desap-
parecer com a nova negc-ciscSo do almiran-
-e Le prdour.
Que allianca he esss portento em que
se funda o Sr. Guido, e qual De o seu m e
alcance *
uuaouo ero urna quesao oie u Brasil
e um general que oceups o territorio de
um Eslado vizinho, cuja independencia o
Brasil garanti, sobrera^ um lerceiro e
inelte-se de permeio, to.ua a si a.queslao,
e exige em seunome e [avquelle general
uma satisfscSo solemne, em virtud de
uma allianca, que raoonoacelrwlueslar for-
mulada, nem definida, nem mesmo em con-
do qual se lile faz semelhsnte exiOPC'a
lpor>i,,nal.ot>la,.d 8 ale masca prximo
passadu o abaixo assignado a declina PO'
nao Cessheoef extnsSo e^oadigata dess*
all*i>t>.>Sr..Goluem lugar dea mollear,
4eixando-s na-roesma oliscuriddeem que a
'dattlra'B'eittnot de 18de dMembro de
*T**JlPfi nt#I?' #" trttJ
da, a legacflo argentina lera d

dlreito de no-ls pedir. E se qualquer tena
ase direilo, muilo mala o tem, multo aiais
importante he nar o-Brasil, comproroettido
oela convenc*o preliminar de paz de 27 de
agosto de 1828, a defende- a independencia
la Repblica Oriental do Uruguay.
Nflo poderi essl allianca prejudiesr esa
independencia, e os dlreitos n obrigacoes
que Brasil deriva dessa conveaijiio ''
Nflo ter o Brasil o dimito de examinare
saber ero que ella consiste P 0 abaixo as-
signa aquella allianca pr-jodique essa indepen-
dencia. Mas negocios tflo graves, e qve in
t'M-e-s un de 13o perto as direilos de nces,
uin ioi le ii permanecer na ohscurHad-
no vago de oalavras e protestacies g-raes,
a muilo menos do instincto de qu-* falla i
Sr. G''lo j masantes d-vnm ser esclr-ci
dos por uma man-ir nnsitiva que fixe i
presente e evite dillicil la les para o fu-
turo.
A questflo porlanlo pela msnera por que
se formo! i o aprsenla, nflo he uma qaestao
restricti so p'oce lmenlo do bsrflo de Ja-
cuhy, que o governo imperial nflo sppro-
vou nem approvs. Tem muito maior
canee.
A concessflo da salisf'Cflo pedida pela ma-
neira por que sn pede r> formula teria a
seguintes immensas e gravissimss conse-
quencias.
0 reconhecimento de uma aljanos nflo
formulada ero delima l.nmn mesmo conve-
nios verbses. entre a Cnnfe leraQilo Argen-
tina e o general Oribe, a respeito dos ne-
gocios da Iteoublica Oriental, cuja indepen-
leucia o Brasil se obrigou s defender, e he
lo seu maior inleresse-
O reconeciment do direilo da Confede-
rado Argentina de tonara si, e de met-
ter-se de permeio em todas ss quesles en-
tre o Rrssil e o general Oribe.
0 reconhecimento da legsQflo argentina
como representante e orgOo do mesmo ge-
neral,
Oreconhecimento.'ao menos indirecto,
dog'iieral Oribe como presidente legal.
Aquelle passo, pelo seu alcance, preju-
dicaria toda a poltica passada e futura do
Brasil nns oeitocios do Rio da Prala.
O governo imperial aceitou em 1811 o ti-
tulo do argentino para fazer a guerra, carao
diz o Sr. Gui lo, mas aceitei-o nos termos
da sua resposts inleipellacflo de II dejn
mo de 1812. eessa aceitlo nfio ple le-
miiior i:ompreheua3oe alcance do que a-
quella resposta linha, non proceder em
cireu nslancias differenles. 0 governo im-
perial, diz mais o Sr, uido, olTerecia a su.
allianca a Conf'deracflo Argentina pira de
Imitar a seu inimigo, mas o Sr. Gilo es-
queco que a allianca conlra o governo da II
Fructuoso Rivera fui solicitada por elle n>
nota de ? de Janeiro de 1843, desenvolvida
no memorndum de 5 de fevereiro do mes-
mo anuo, e projecto de con'e c"i i qoe o
acompanhou ; que essa allianca nflo fui le
vada a efleito pela recusa do mesmo gover-
no argeulino, qne a sua proposiflo foi acei-
ta e desenvolvida pelo governo imperial no
mesmo i'.-pmto da resposta nterpell lde II de junio, e porque Rivera se tinlia al-
ia lo sos rebeldes do Rio Grande do Sul.
0 Sr. Guido esquece tambera que o prin-
cipal fundamento pelo qual depois, em
nots de 25 de abril de 1813, declarou que
o seu goveruo nflo acquiescia sobredita
allianca, era o seguinle : por ser inconve-
niente um tratado desse genero sam a con-
currencia eacqoiescencis do Exm. goverao
legal di Repblica Oriental do Urugay, es-
pecialmente qusndo o Exm. Sr. presidente
brigadeiro I). Manoel Oribe ( diz o Sr.
Cui lo) ests reconhecendo, etc.
P.ie-se concluir de orna allianca pro-
yectada p.ra acabir a influencia ile Fruc-
tuoso Rivera, entre o Brasil ea Confedera-
cio Argentina s, a existeocia, exlens&o e
condices de outrs que nflo ple mais ter
esse fim, porque a influencia do dito Rivera
est completatnetne acabada .'
I'de-se concluir de uma alianca projec-
tada entre o Brazil c a Confederac,3o Ar-
gentina, que he a final repellida por esla,
por nflo ser admiltida pelo Rra/.il a concur
rencia e aquiescencia do general Oribe,
que o mesmo Brazil admiti e reconhece
uma aliauca nflo formulada, nem definida
entre a Cmideragflo e e dito general?
O abaixo assigna lo nflo examinar, por
Ihe parecer esse examc allicio a presente
questflo, so a replubica oriental esUva
compr.mida pela fortja.ouandocomecou a
gueira, c bw a w|ip^.i"v ^tayii"i| e M.iedu-
Clo de que falla o Sr. Guido, so podam
tornar gentes com esponianadade a som
bra to um exerclo invasor
O Sr. Gujdo lambra a deu:larac3o do go-
verno impiial, ud que0 a entrada do ge-
neral Oribe em Montivido nao seria razflo
para alterara Sa ucutralidade.
O abaixo assignado pedo licenca para
ceproduzir taxtualiuenU as palavras da
nota d.<2C Je junho de 18*5 ao ministro
das relscoes exteriores da repblica do
Uruguay, ,a qual o Sr.. Cuido parece al-
ludir.. 'iz ella : Que como o simples
faci de cahira praca de itonlivideo eni
poder dos siliadores nflo destruira despido
do outras circumalanclja, a independencia
do estado orieutai, ha.clara, ftiiap govorno
OteriaJt anda uJ preseuca dojjse tacto,
quq alias lameutHlU, nao poda julgar-se
aMtorlasdoauter'ir. Aquelle facto quan-
do su.iOaiiaasse, sena Uin Uu iia> ai lii^
lilidades quu o governo de Buenos-Avrcsj
protnove contra 0 governo da Repblica
Orieutai do Uruguay. .
De.si gflo nflo se pode deduzn
_ infereoaji* alguma favoravel au que per-,
"-.-.Ui.mluo.ii uido. Ella nflo considera
nem podia considerar D. Manoel Oribe
como presidente, mas como general das
forca sitiadoras. Oe accordo com as ex-
plicacOes dadas interpelacflo tle II de
junho de 18*2 considera as hostilidades
como provenientes da Confedracflo A/r
gentina, o a guerra como tendo o flm in-
dicad" naquella resposta.
EntJo a iiifiieiicia de Rivera anda uflo
tinha sido rediitda a nullidade. Apre-
sent.iv:i-se a interveneflo da Franca e da
Inglaterra, qne 'anto complicram o an-
damento e desfecbo dos negocios do Rio-
da-l'rata.
Iloje a influencia de Rivera est comple-
tamente acubada. A mtarvencSo ingleza
terni'nnti por uma convenci Aqu-lle
pela qual lem de terminar a interveneflo
la Franca esta concluida, ao menos com o
gov rno argentino, a'l re'rend'im.
A de laraeflo to 26 de junho do 1S*5 nflo
pode porianto ser hojo invocada, e nflo li-
gou a poltica futura do governo imperial
em diversas circunstancias, como de suas
propras palavras se deprehendn.
0 abaixo assignado nao duvida de que
baja afllnidade do vistas enlre o Sr gover-
uad ir Rosas e o Sr. general Oribe. Mas
quando essa afllnidade tle vislas se diz con-
sagrada por uma allianca, deve ser con-
cedido a uma potencia, como o Brazil,
tflo interessada nos negocios do Rio-da-
l'rala, o esclarecmento necessario pa a
avaliar a extensflo e condiees dessa ali-
anca.
Accrescenta o Sr. Guido que, quan lo o
abaixo assignado nflo vi se nelle o repre-
sentante da allianca roforda, nfio poderia
negar-lhe carcter bastante para tratar
dos dlreitos do belligerante argentino na
Banda Oriental.
Mas no caso em questflo, o vista da
i'onvoiicflo do 27 de agosto de 1828, nflo
basta boje o govetno argentino dizer-. eu
son belligerante. Cumuriria explicar a
sua posieflo actual, e es-a allianca de que
falla. O governo argentino na resposta
que den is nicrpellacOes de 11 de junho
de 18*2 o reconlieceu. Declamu-so entilo
tnico belligerante, o que a guerra tinha
por fim destruir influencia do Rivera.
Hoje nflo so apresenti mais como sim-
ples e nico belligerante, mas como allia-
do do general Oribe, o a guerra nflo pode
ter mais aquelle tira.
As ex alie cues dadas aquellas iuterpel-
lacoes ja o.io mi lilao lioje.
Se o gov-rno argentino em 18*2, e a vista
la conveneflo de 27 de ago-to de 1828,
antendeu dever dar explicacOes sobre a
maneira e fim para queerabellig-rante.mui-
lo mais o deve fazer hoja, quando dusappa-
reccu aquello flm, quando nflo faz a guerra
s, mas declara le um alliado, e quando a
gueira e a allianca tlizem re-peifo ao estado
>i-i-iit.il cuja independencia o Brazil se
obrigou a defender.
Declarando ter uma allianca, fundndo-
se nessa allianca para pedir reparac's,
nflo p le o governo argentino, para deixar
Je dar explicacOes, dizer mais; Ponde de
> ule. a allianca, e rnnsi.ier-i-me como ni-
co belligerante. Uma abstraccSo aeme-
Ihante, contraria s proprias declaracOes
ultimas do governo argeuliuo n illiflcsria
osdireitos eobrigacOes que a convenca
de 27 de agosto de 1828 impoe ao Brasil, a
por isso nflo pode ser a Imittila.
He, com efleito difUei! discreminar o
que p le preju licar o general Oribe, sem
prejudidar igualmente o exercito argenti-
no, nflo estn lo definidos, uetn anda em
convenios verbaes, mas dependentes nica-
mente do instincU) de mutua defesa o fim
e uondieces da coilisflo de que falla o Sr.
Guido, e a parte que cada un tem na guer-
ra, lia questflo que smenle o governo ar-
gentino, ou o general O'he poderam resol-
ver, e que o governo imperial n.-mse quer
poderia examina'' por falta de dados.
No caso de guerra, e de allianca entre
belligerautes, nm facto qua preju Jioa.a um
ple prejudicir ou deisar de prejudicar
outro, s-guti'lo a naluraza, im .ortsn-
cii e fleanoe desle facto. e a parle que o
mesmo belligerante lem nt guerra e flm
aulla.
Prescfndlndo da ujttraa cons!erar;3o,
iue por falla de lalos, como acirai disse,
abaixo sasigndu uflo pode discutir, eu-
len le elle que a natureta, imaortancia e
alcance dos netos pralica Jas pelo bacilo da
j ic iliy uflo sflo do numero daqueiies qua
prejudlcanlo a um alliado prejudicam ne-
cixvii laiotiiiiM u UUtro.
Os fictos pralicados polo harflu de facuhy
vencsram-se em lugar dislaul do thsa-
tro la guerra,e nflo pr-'ju lloarara as suas
oper&c,0dS. A forc du bario de Jaculiy fui
rn.ielli la pela qi sa acliava guarnecendo a
fronleira do outro lado Jo Qtarain. e q Je
abi se aehava a a les, e indepen lentemeule
da ultima entra Ja do masmo tiarilo.
Esses fados nio sflo novoa, nflo lem eflr
e alcance poltico, uasceno das causas apon-
tajas pelo abaixo aasignado en sua nota da
8 Je marco prximo paasajo.
0 Sr.Cuido reconhece isso quando diz 80
sua nota de 13 Je fevereiro pcoimio passa-
do: He a quaru vez, Sr. ministro, que o
bario de Jacuhy invade com os asus ae-
quazes a repblica do Uruguay. Dss Ires
priineirss o governo imperial est j in-
formadopelo sujunario euviadoa S. Exc.
por sla le^acflo en 28 de dazembro
prximo passa Jo. qul fla w >o-
cessivaj entrados, do bsrflo, como tam-
bein a oxtracflo furtiva dos i numerosos
gados do estado orieutai, propnua e
alheiOJ, estavatn doWlliada* e CODUroaa-
das. etc. >
O gqverno antentioo no m quaiwu as
ILE6IVEL
ar


- ..
Ks
tres prlmeirts entradas, que agora chama
invasors, porque a nota de 28 de d.zembro
prximo rasadn, rnmeira qne trata deste
ssumnto. ten. por fim darexpIicacOes pro-
vocadas pelo abaixo assignado.
E nfio se queixnu cortamente porque es-
as entradas, esss correras, essas aggres-
soes leo. sido raciprocas e repetidas, e sSo
mevitaveit na fronleira, tem tido por fien
leagir contra o violento esbulho da propric-
dadede brasileiros. Silo inevitaveis exis-
tindo, como existe, refugiado na provincia
deS. Pedro do sul grande nnmero do bra-
sileiros, redu'idosa miseria, spesar le pos-
suirem dooutrolado do Quaraim, estan-
cias e jados de que foram violentamente
eshulhados.
Se s tres primeiras entradas do barfio de
Jacuhy eram invasfles, ese tem direito de o
fazer, porque nflo se queixou o Sr. Cuido:se
o eram, e nSo se queixou deltas, porque,
queixando-se daquarta, o faz pcdindo logo
setisfacoes solemnes, e accrescentando que
so o9o fiircui dadas, a legaefio argentina re-
lirar-se-h desta corte. A circunstancia
de ser aquarta entrada do barfio de Jacu-
hy feita cora mais gente, moda to extraor-
dinariamente a natureza do facto T Pelas
tres primeiras entradas contentou-sn o ge-
neral Oribe com sequestrar a estancia do
barfio, eprner-ihe o capataz. Pela quar-
ta invocs-se urna allianca.e em nome del-
la pede-se urna satisfago solemne, e de-
clara-se que a nSo ser dada, a legacSo ar-
gentina retirer-se-h desta curte. E isto
uepnis de haver o governn imperial dado
as mais terminarles c cfficazes providen-
cias, para consegnir, como conseguio, o
desarmamento e dispersfio das forcs do ba-
rio de jacuhy.
A circunstancia de haver sido concluida
e ratificada a convencSo com Mr, Southern,
e de prestar-se a Franca as novas oegocia-
coes para dar fim sua inlervencao, nilo
podia certamenle contribuir para que fic-
tos que nilo excitaran) reclamacOe.s revs-
tiSeni depois, apresenlando-se pe quarta
vez, um carcter difereiile e tfio extraordi-
nario.
O esbulho e as violencias, que sito a cau-
sa primordi 1 do procedimento do barfio de
Jacuhy, e de outros, sito purv-r.tura prove-
nientes de rdeos do govemo a gemino?
NSo. Foi o governo argentino quo obrigou
tantos brasileiros a handoiiarem suas pro-
piedades, que poderiam fornecer-lhes
ineios de viver na abastaiifa, para virem
1 viver na miseria, e corno refugiados na pro-
vincia deS. Pedro do sul? N3o. Fui o ge-
neral Oribe. Com o general Oribe lie por-
tante a queslfio, com elle, como general,
queoecuppa o territorio entr o Quaralro e
o Arapehy : com elle, como quem deu a-
quellas ordena, he que o governo imperial
deve e pretende discutir ( como esta discu-
tindo ) esies negocios.
Mas o governo imperial nfio pode aceitar
essa discussfio para urna siiIuqSo com o go-
verno argentino,nem admitlira Irgscf.o ar-
gentina como representante do geneial Ori-
be pelas rasOes que licam ponderadas.
Poi tanto o aliaixo assignado tifio conti-
nuar com o Sr. Cuido a discussfio constan-
te da secunda parle da su iioIb, e que esia
pendente com o general (irme; como oSr.
Cuido vera das copias juntas, emvirtude
das ordensqne o governo imperial expedio
ao seu encarregado de negocios em Monten-
du. 0 abaixo assignado expoz os fados
queservem oe|bsse aquella discuss3o eni
sua nota de 8 demarco prximo passaeo,
nicamente para esclarecer a queslfio, e poi
mera deferencia.
A queslfio sobre o procedimento do ha-
rSo de Jacuhy esta porlanlo pendente, rulo
com o governo argentino, no com a cga-
jSo argentina, mas com o general Unbe.
De Tacto de nSo reconhecer o governo im-
perial o titulo com que o govemo argenti-
no se envolve nesia queslfio para pedir-lbe
satisfacoes ; do faci de nSo reepuhecer a
legaefio argentina como representante do
g-neral Oribe, no se segu queapproveo
procedimento do barfio de Jacuhy, que ja
declamo desapprovar, em a nota de 8 de
marco prximo pasado.
Mas a nota do Sr. Guido e a sua conclusao
po lem (raduzir-se assim: Rrconhecrl o di-
reilo que loma o governo argentino de iugerlr-
se em rodas as qurstoes quepodem nascerde
ordena e procedimentos do general Oribe,
seinquesequer vos explique ou exhiba o Ulu-
lo em que fundo rase direilo; recoubecei a
legaefio argentina como representante do ge-
neral Oribe, aenao o governo argentino dar
por approvado o procedimento do lua de Ja-
cuhy, enibora o tenhaii deapprovado, e faia
retirar a sua legaefio desta corle.a
O Sr. Guido ha de rcoubecrr que eaaat aolu-
(dea terlaiu uin alcance extraordinario, que
poderiam burlar completamente os dirritoa e
obrigacoes que iinporus ao //raail a convenci
de 27 de agosto de 1828.
Entre a importancia dessas soluces e a ag-
gresso do barao de Jacuhy reduzida as auaa
verdadeiras pruporcea quanto as suas causas,
lina e resultados, ha uina distancia inmensa.
O abaixo assignado, perianto, confirma e sua-
tenia a soluco dada pela aua nota de 8 de mar-
co prximo passado, e esperando que o gover-
no argentino, reconsiderando a materia, desla-
tir do seu intento, aprovrila-se da opoi tuni-
lUde para rennvaj ao Sr, Guido as expreisea
de ana perfeila estima c destincta cousideracao.
I'aulinu iu.-r Soaret de Sovza.
NSo posso deiiar de pensar qne o mar-
quez de Azeglo lamenta sinceramente te-
rem as cousas chocado a tal extremo, e que
o conselho do Vaticano tamboril lamenta o
individuo zoilo do arcebispo Je Ttirini, po-
rem nem um, nem outro recuar clarameu-
te na carreira eneclada; o primeirio, por-
que tem, as cmaras; o segundo,porque
persiste na mxime a que oude se deu es-
cndalo publico, deve-se fazer urna repara
i;.'io publica. ('.omitido, creio que passado
rn certo lempo se adoptar o mesmo meio
ormo que foi adoptado pelo papa Gregorio
XVI e o rei da Prussia no negocio do arce-
hispo de Colon ha. O rei cedeu a todas as
exigencias do Quirinal, mas o papa concor-
dott em remover o arceb'lspo para oulra S.
Em materias religiosas o papa deve ser
obedecido implcitamente; portarlo, ou o
governo sardo se desembaracar do colho-
lecismo romano, ou nfio ter oulro remedio
serillo ceder.
Posto que o nuncio apostlico em Turim
'orilla ja sido revocado, todava he para
mi um ymptnma favoravel da parte da
groja o nilo se U-rem anda enviado passa-
portes ao marquei de Spinola, pois parece
i|ue a conducta lirme, varonil e moderada
rlsse cavalheiro, Ihe tem grangeado o res-
peito e a cnufianQa do vaticano Se algutna
cousa em forma de conciliacBo pode seref-
fectuada, o ser pelo Sr. Sidnois. e sincera-
mente, desojo que o Sr. de Azeglio ponhi
inleiramenle em suas mfios o manojo desta
dificultosa queslfio. O papa concede hoje
o i a i-nirevisia misslo extraordinaria e
seria para desejtr que elle abatesse alguma
cousa ss suas altas pretenedes ; mss se me
lie dado penetrar as intencoes do conselho
creio quo isso nfio terfi lugar.
O corroio romano comecou outra vez'a
excluir rigorosamente aquellas gazetas e's-
Irangeiras que expressam opimos desfavo-
raveis corle papal, ou a qualquer ramo
corrupto da adnnnistracfio. Tuda a im-
eronsa democrtica de Inglaterra, Franja e
Toscana csia ha muito prohibida, e cm-
(uanto o limes o Galignani, e o iournal des
Debat, tiiiiiain nomittalmente entrada h-
Te, tifio se passa um dia em que um ou
outro nfio sejs excluido. Estas prcauedas,
comtudo nem sentare approveitam, pois
desde o lempo de Eva o fruelo prohibido
tem sido sempre o mais desojado, e quando
urna gazeta nfio nos he entregue aqu, pro-
curamos por ineios indirectos obt-la de
Turim, ou Florenca. Eu poJeria tolerar
este rigor se os artlgos que tendessem a
subvertero governo romano fossem os u-
uicos condemoados, porm os ignorantes
censores i spantam-se dequalquer sombra,
o se apparece a menor palavra de reprova-
c.3o, a infeliz gazeta he condemnada
chamas. NSo censuro o correio por nSu
P-rmiliir que circulem publicafOei repu-
blicanas e revolucionarias depois da expe-
riencia do anno passado, prnem acho mau
de mais que o Times^e o Debat, os quaes
conlrn san doulrina e noticias de tudas as
parles do globo, sej im queimados, e que a
mais perfeila e iniparcial compilacfio de
ludas as gazetas que se pJe desejar,o neu-
tral Callgiiani, soja excluido.' Represeula-
(,'oi's teem siio f.-itas, porem de balde e at
as pruprias gazetas enviadas nos diploma-
las residentes, para com as quaes at hoje
se tirilla mostrado alguma cortezia, sfio ago-
ra sujeitssa mesma severidade.
Iluus biliilliors francezes de infanleria li-
geira tiveram ordem de partir para a Alge-
ria. O exercilo de oceupaffio depois de 10
do mez prximo futuro nfio exceder de
9,000 humeiia.
O papa permanecer em Roma ele a cele-
bi aeao do consistorio para a crea^So de no-
voscordeaes.
I Correspondencia do Times.
!2!
que he Imposslvel nfio considerar sua con-
ducta na revoluclo de 1830 como peca da
niiis rnnstimmaila hypocresia. Entretanto
que assentla a todas as declarares popula-
res de l.afayeth e l.alTlth, elle enviava o du-
que de Moriemart a S. Petersbu'go para as-
segursr ao imperador da Pussia que nada
seria mudado. 0 que elle disse Inglaterra,
ou o que levou u'n'gahinetejtory a reconhe-
c-lo tfio promptamente, he anda hoje um
segredo, porm eremos poder declarar que
di caixa de Pandora nunca sabio um sorli-
rpento tilo variado, vil e nefando de menti-
ras e maldades, como as promessaa qne o
rei dos Francezes fez a todo o povo, a todos
os polticos o a tudos os pazs com o desig-
qo de assegurar a sua elevarjflo.
A priroeira qualidade que os Francezes ti-
veram logo que reconhecer no seu rei foi a
ingratidfio. Quinze dias nfio eram anda
passados quando Laflilh vendo-so primoiro
minist'0 somanto in nomine, resignou o seu
lugar, a este faze lor de res, pobre e arrui-
nado servio simplesmente para assignalar a
moral de um vaudeoitle. Nada faz mais im-
pressfioem um povo do que o tratamento
que os monarchas dito aos seus amigos. A
conducta de Jorge IV a este resuelto foi o
fundamente de sua impopularidade, e os
Francezes formaram sua oplnifio Acerca de
l.uiz Frlippe, pela coniemplacfio da que U
del.affitte. Seu carcter assim annuvialo
foi depois clioio com as recriminacOos de
todos os minist'os que o serviram desde o
successor de l.afflm al o prnlecessor d
Lamartine. Casimir Perier, Thifira, Gui-
zot, Molo, l'arry. todos o cada um d per si
rrlorcaram sem reserva a opiniilo goral
acerca do Ulyssesdas Tulherias na tocieda-
de, e mais ou menos claramente pela tribu-
na e pela imprensa; entretanto no meio
dosse clamor ral urna s voz nfio se er-
gueu para defender o carcter do rei.
Causa riso ouvir hoje o bando de polti-
cos que passaraii annos infamando assim e
rebanando a reputaefio de l.uiz Filippe, ex-
pressarem a sua admirar;fio vista do rom-
pimoniu da ex-cracSo popular que o destro
no artigo 229, com ludo parece-nos que be que
tais conveniente ao publico tratar de eselare- eom
crendo-se tilo esbeltamente ligado
a homooopathia, como o carpo o a al-
nou. Foram ellos uroprios que semearam as
EXTERIOR.
ROMA 21 DE ACOST DE I8S0
Os ltimos aconlocimentos que I i vera m
lUsiar em Turim oceupam quasi exclusiva-
rneiile a ailenc.lo da corle papal, e se un
fpcio termo nfio for adoptado, he provavel
que ellos venham a ser um embarazo ferio
para ambos os governos. Alm do u.inisir
residente, p marquez de Spinola, o qual
tem prestado valiosos servicus, temos agora
aqu o cavalheiro l'melli, quveio enc-rri-
gado de urna niissfio especial ao Vaticano,
porm creio quenenhum delles alcaurjara
bom resultado porquanlo Po IX confiden-
te na verdade de sua missfio e pureza d.
suaa intencOes nfio ceder, e a Igreja an-
da desta vez recorrer a aua costamaja re-
sistencia pasaiva. He para mim fura de riu-
vida que se o carde.l Anlonelli; o qual leu
conheetmentodo mundo fosse a nica pos-
aos encarregada do manejo deste negocio,
um juste rasoavel poderla ser arranjado;
pos, querido o cabe;* do calado eousciu-
samente imagina que ganha urna coroa e-
terna lio ( o sustentando os direitos da
igreja ii l-rta, nfio tenho esperances de
que se faca nenhiima concessfio que possa
getisfazero partido liberal no Piemonte.
O peior de todos os systamis de governn
parece ser o da monarcba electiva. Um
monarctia tiere titano c .m urna le que elle
seja obrigado a respeitar, e urna coiislitui-
e'i que o habilite a fazer uso da sibeduria
e da experiencia, e bem assim consulta
a voiilade de seu povuiem provado admira
velmenie bem. O ebefe electivo de urna
rr, nbhca he urna especie de executivo que
nfio tem sido tfio plenamente experimenta-
do, porm que todava tem sido experimen-
tado com grande e assignalado successu.
Urna monarenia electiva levuu a Polonia i
sepultura; eem Franca, onde ha uieio se
Culo, os res teem sido viitualmetite eleci -
vos, e onde o actual chele da repblica he
inouarchicopor posicJo epretenedes, [assim
como por seiilinientu, ella tem producido
esultadus que eslfio lone de ser aalisfac-
torios.
Se l.uiz l-'ilippe tivesse subido ao thro-
nocouio herdeiro le^iinno de urna monar-
enia enliga, leria sido mu provaveluien-
te um soberano grande e nfio impopu-
lar ; elle nfio se leria snbmergido tas
pequeas anciedades de urna familia,
nem leria sido trahido por esses cuida-
dos domsticos de excessiva inquielacKo a
respeito de seus flhos, os quaes fize-
ram-uo pralicar lanas baixezas e expoie-
ram-no a Unto despreso. Armado com o
direilo hereditario elle leria visto a sabedo-
ria de fazer coucessOes populares; e cerca-
do por humens de posicfio euiinenie e segu-
ra, os quaes o leiiaoi fulo respeitavel, aeu
carcter nfio leria sido marcado por essa
uescutifianca e depreciaefio de lodos os po-
lticos que o servirn), os quaes transfor-
maran! a lodos em seus iniuiigus, e liual-
luoiiic ingiram e i contra elle Urna
especie de conspirado de todo o mundo po-
ltico de Franca
Nentium bomem podia ser mais comple-
taoienle improprio do que l.uiz Fili^pe, pa-
ra cumprir as piomes-ias e sati^f izer as es-
peclace5 pelas quaes fdra eleito re |hlle fui
eleva .o ao Himno por una porrfio de poli-
ticos iiberaes, o quaes arriscaran) suas vi-
tas, esperances e lorlunas em seu lavor ;
completando, primeirsmeute a desironisa-
Cfio da uyuaslia legitima, e depois enga-
itando o povo n i creuc.a de que lam estabe-
leCer um oiouarcha verdadeiramente popu-
lar e liberal. Qualquer que tenha sida ama
l pralicada ns declsraces e convenc/Ses
Lilas i,o //u/el de I'lile, be iiiiietfavel que o
povo de Par linha eulfio o pu jreodireilo
de conliruiar ou regeilar aua nomesefio; e
que se aceiiuu Luiz Filippe, foi someote
pela seguraiiga que se Ihe deu de que a aua
iiiunaici- odia aseaua sobro ieis popi'ia-
ese cemada de inslitUicOes republicanas.
Nfio obstante isso, Luiz Filippe inoslrou-
se to cedo desconfiado dos liomeus que o
Ilizeram rei, eadoptou tfio imniedialametite
urna poltica reaccionarla secreta a geral,
Soraenles da deaatTeicfio popular. Foi a lin
goagem por ellos empregada que desacredi-
lou inteiramenteovelhorei. A revolug.lo de
1848 lu actualmeMe attribuida por alguns
lesses historiadores moderados i audacia
das seccoes con munistas. ou ao tiro de pis-
tola de l.agrange ; entretanto que o fado
he que o odio a Luiz Filippe, o qual fez que
a canillia entrasse em seu paheio, nfio foi
senfiooeffeilo e a consequencia da diffa-
maefio lanzada sobre elle pela classe mais
elevad, dos osen plores e orado-es poltico*
Nfio foram os humens do National, nem da
Reforme que destruiram p Ihrono de Luiz
Filippe, porm os escriptores, corlezfios e
ministros, que frequetavam seus sldese
sentavam-se em seus gabinetes privados.
O grande erro desae monarcha, bem co-
mo o de Napolefio, foi esquecer-se do povo e
nfio faier conta com o mesmo. Elle tintn
sido tfio fcilmente illudido em 1830 e es
ruagado com tfio pouco custo depois, que
Luiz Filippe creo o espirito d insurreicfio
popular para sempre morto, e nem mesmo
par eceu admitiir a possihilidade de su* re-
surreicfio, senfio quaa|h| ella appareceu d
repente no limiar de ira palacio. Seu ni-
co Cuidado e anciedade, toda a sua precau-
(fioe todss aa suas attencues, eram dirigi-
das para as clasatoa politicaa, tanto em aua
propria capital, como as capilaes dos ou-
tros paizes. A' estas elle lisoneava, neu-
tralisava e intrigava. Sobre eslas elle ex-
orna toda a sua destreza, esquocendo inlei-
ramenle a arle muito mais necesstria de II-
songear e ganhar a opinifio publica. Esta
ultima pillera nao lor si lo tfio diOlcullOSa
para elle como n foi a outra Certamenle
seu lamentado Olhoo duque de Orleans, ti-
nha-se foi lo popular ; e poeto que inferi
en capacidade a seu pai,o joven principe li-
nha mostrado um senso intuitivo do que
era necessano a sua posi(fio e aos seus
designios,porm com elle morreu a esperan
ca da dynaatia, a qual lodos, exc-'pto se-
ment os mais inieiessa los, conheciam cla-
ramente que Luiz Filippe por fim inteira-
mente dispopulansaria e arruinarla.
Essa crenca loruou-se irresistivel. Ella
exista na propria atmosphera. Era urna
crenca 13o eral tfio forte, que at o dro-
guista nfio li'ina .mais f no rei cidailfio, e
aguardava contente a inv fio do seu pala-
cio, e a distruiefio de toJas as Insignias
caes, emblemas do logro a iraiefio, de que
tintia sido victima, pelas mais bailas clas-
ses da populacfio.
A insuma franceza desses ltimos lem-
pos, tem contribuido muito para a destru-
cao de urna crenca, que julgamos ser goral
em Franca, isso he, que a aalucia he ludo
pira ser bem succedido pm poltica, a ho-
oestidade ou a generosidade do fim nada
Na meiade do seculo ullimamenle passado,
a Franca lem mostrado o exemplo de dous
principes, ambus de grande talento, am-
bos muilu egostas, eambos muito ilespre
adores dos principios e dos hornees, toda-
va o grande genio de um. a grande expe
rienda e sagacidado do outro, condozram
ao mesmo fim, a queda repentina e a inlei-
ra drairuiedo de seus reinados, de suas dy-
uastias, de aaus projecios, de sua poltica.
As la mi lias O leaita e Bonapa re faram car
regidas pelo vento como um baralho de
cartas, porque ambas para assegurar seos
proprios fins coslumavam sacrificar ludo,
seus amigos, seu paiz, seus princinina
portento loi mus natural e saudavel for
ina da vinganc, que os homens e as cousas
conspirassem para completar sua b-m me-
recida ruina. (xa propriedade dos vocabulos. Assim, pois, aban-
donando aquclle mel ao noaao t-r. Gerundio,
fillogo, rhetorico e mala que lado euredador
das questdes, oCcupar-noa-beuioa da materia
que .verdaderamente interessa: lato he, do
monopolio que, diz elle, existir neata cidade a
respelto daa carnes verdes.
Em os nossoa antecedentes eoinmunicados,
provamoa da maneira mala clara e positiva que
a causa da caristia das eiraes era, nao o sup-
poato monopolio, mas a falta de gado em con-
sequencia da aecca transat*, e beiu assim a es-
peculacao dos atravessadorea, e diversaa oulras
circutnslanclas, que fazendo elevar o valor de
cada boi, obrigavam os marchantes nilo pode-
rem vender aa carnes por precb menor do que
aquello, que at o presente ellas teem tido:
inaa o Sr. Ainericua no se satialex com lato, e
bem longe de apresentar. raides que desltuis-
sem as que haramos prodazido, litnitou-ie a
repetir o mesmo que de oulras vexes disaera,
acreaceolando apenas que no Recife existe um
sujeito a quem os marchames pagain os alu-
guela de urna casi, que ae acha fechada para
que nao coalioue a existir nella mu amigo e
ifreguesado talho de carne: que em Heberibe
exilie um marchame que rccebla da cala mar-
chantal 30,000 ra. pira nio ter talho ; e tioal-
nenie que nos devideados, cada um dos mo-
nopolistas recebe por dia de 60 a 80,000 rs. de
lucro, Bem! Porque nao lem tido o llltn. a
bondade de declarar os nuuies desnes indirl-
duoa.nara se poder verificar ae he e-aaolo o que
tem elle afirmado ? Porque guarda a tal res
prito um silencio lao absoluto? Nao temos ua
exigido por diversas vezes que 8. S. indi-
que os individuos por seus noiuea para assim
poder alcatifar sobre nos unta victoria acigua-
tada ? E porque raso Insiste em nao satlstaser
a uossa exigencia? Ter tnedo? Nao : porque
o borneui que oulr'ora adberlo i doulrina dos
pitias, nao pode inedrontar-se quando se tra-
ta da declaracao de mimes exigida pela nrces-
sidade de provar a veraeldade de suas asser-
fea: porlanlo, concluiremos que os seus
arrasoados sao fundados em falsidades, e co-
no laes nao podetu criar convicedea eutre
as persoas que aouberem devidaineute apre-
ciar as estrategias que 8. S. etuprega para
popularisar-se, e as,un ter uin asseoto na
caiuara quatiieual. Ab I Que firi-nos o Ame-
ricos no puuio tuals essenctal de tolos os seus
Jeirjos, na sua /Umtrvpia, na aeu dainlmue,
ua sua caridad!, no seu amor pelo bem eilnrJu
clanei iniiigcnUt' E que vibraco nao seutir
elle quaudu ler o que acabamos de escrever ?
Perdoe-nos.poim, a ousadia que tomamos, e
crea que o Urasilicui nao Icio em valas oli'en-
de-lo ; inaa be tnister que elle aculando o povo
contra os marchantes que vlvrtn de uina licita
industria, prove a verdade das suas affirma-
cea.
Slm, Sr. Americus.'be absolutamente neces-
sario que V. S prove qu cada um mar-
chante tem por dia de 60 a 80,000 rs. deganbo ;
que entre tiles e oa coutractadores bouveo pac-
to, allianea ou a que S. S. quker para seren
nicamente tnortos por da, ja nao digo 40, co-
mo di S. 8., mais mesmo 50 ou 60 bou ; be
finalmente tiinbem necessarlo que declare o
motivo por que sendo 8. S. tao inimlgo do
enculcado monopolio marchantal, nunca dis-
se a respeltu delle urna s palavra, e antea o
toleiroucoiu o aeu silencio por Untos annos:
emquaoto o nao fuer, permita que nAo obs-
tante todo o seu deienitTiui, filantropa, ele etc.,
o claasiHquemos como especulador, que artei-
rameute lauca inao do meio de aggredlr os ae-1
tuaes marchantes para mu um que nao pode
ser muito airlo; e lerminiiido este nono ul-
timo artigo (porque certamenle nfio nos oceu-
paremos man cun o Sr. Aiucricus, diga elle de
nos o que qui-cr) pcrcunuiemos: nao esla em
vigoro paragrapbo "4 do artigo 119 da conili
luico? K em face delle poder o Kxiu. presi-
de ule da provincia ou qualqucr oulra aulorida-
de prohibir a qualquer cldadao a coiumercio
de compra de gadoa e venda de carnea verdes,
como ensiuua o jurisconsulto Sr. Ainerlcui r
As pesioas entendidas que o respoodam ; e uo
entauto d por concluida a sua tarefa o
//rastlicsM.
Coivsrpoiadeikci.is.
Illm Sr. Dr. loOo Vicente Mar Un. Fir-
me eslava eu na resoluffio de nunca mais
escrever urna s plivri,que livesse a m
ni mi relacfio com a homo) ipathia: mas ven-
do a attonc'O, o cavalheirismo, a corteza-
nia, a bondade, com qne V. S. se ha digna-
do tratar-me no toaMedido do l'ovo, a
ponto de affirmar, viera de proposito a Per-
namhuro para entrar comtnigo em discus-
silo sobre esta materia ; desci-me do meu
eundonor ; e nfio posso ja r*cusar-me a res-
pnnder-lhe. assim para sgrad-cer-lhe tanta
honevolencia. Como para dar as raso-s do
m*u justo resonlimanto, a di recusa ao seu
honroso desafio. Quelra V. S. ler-me com
attenefio.
Ain la que baldo de talentos, e ennscio
de minha rurta comprehenso, sempre tive
amor aos estu los. e a estes me tenho ap-
plicado desT aurora da minha juventude :
e posto que me nfio dndicasse professional-
menle i medicina, nfiosei.se por ser filhu
da faculdade, ( meu pai era medico ) gostei
sempre deseas materias ; e tive a pachorra
urbanidade; e quando eu esperava argu-
mentos conlraposlos A argumentos, e face-
cas mesmo prodigaltsadas en troco de fa-
cecias, recebi em resposts, qui as minhas
nsdos j* estavam refutadas ( boa tctica pa-
ra sshir de apuros n'uma polmica !); e fui
directamente insultado, dan lo-fle-ma a ig-
nominiosa qualificcfio de impuro, e amei-
Cando-se-ma com a chronica da minha vi-
da privada, como a melhor defesa dosyste-
ma bomceapalhico :
Confesso, que multa extranheza me cau-
sou esse procedimento At entilo nnton-
lia, quo a arte, e o artista eram entidades
(alindas Tirrha lido, qoena Europa ain-
li vivo o Dr. Ilsnrmman multas ohjeccOes
se haviam publicado contra o seu syst'ma.
E que a io los, que chascos, que epigram-
mis se Ihe nfio itiraram I Mas no consta,
que esse philoaophoidescomposesse a nin-
uero por sao; nj.oa'ssino praticam
humens sisudos, oohsciencioaos, e bem cr
dos. De mais sa eaa Senhor, a que ma i
Uro, aqu se nos encampou apregoan lo a
hornoe.ipalhia, como urna missfio divina, a
quorendo dar-lha os caracteres da religifio
christfia. inculcando-so nmi personagem
Evanglica assim por molod'um S.-Pulo
homcr-iipaihico, Dr. das gentaa, a ate pro-
feriruo a vrdadelra bluphemia de que n'-
uma gota d'agoa cristalina dos seus vidri-
nhos esta a vida, comoem qualqoer part-
cula da hoslt consagrada o corno, aangue,
, e diviVdade oe nosso Senhor Jesus-
Cnristo; comNe compadecen* tolasessss
bufoneras reltglqus, aenfio manifestaa Im-
piedades, todo esltVBngulhnjio myslicsmo
com tfio dosmesu'aifayorgullin, com lana
intolerancia ? Taame ymimit catettibus
iros ? Como he, que'se det>nde nm system
le medicina, quise preteml||Jrm*nar ao
Evangelho todo hrandura, manifio e oa-
ridade, quasi do mesmo modo, poique os
Musulintnos pregara in o seu Alcorfio?
Lastimei o atrazo da minha patria, em
cajos prelos respoiide-sa a objeccoes com
escapes,, e a maros gracejos, que a ninguim
desairain, com calvas injurias, com Impro-
perios. Se V. S. duvida de quanto referido
tenho, quera dir-se io trabalho de ler os
Diarias desse lempo, as respostaa, que se
me deram; e iroparcialmente julgue, ae os
meus chascos merecan! em retorno seme-
Ihautes doeslos. alasen le pois, em meu
animo de nfio mais tocar n'Arca Santa da
iiomcciipatliia, ficando-me a respeito desta
as mesmas duvidas ; porqne V. S., creio me
fariajustica de me nfio aoppor 19o desbo-
lado, que me deixe atoar da lingoagem frai-
lse, e rooagante, com que fcilmente ae
p le captar a credulidade do vulgo.
Nilo me tenho em foro de sabio, antea re-
conheeo a minha ignorancia de infinitos, e
meu mu escasso eabedal em pouquisai-
mos ramos doa condec montos humanos :
mas estou profundamente convencido, que
em quanto os mdicos forem homens, e nfio
deoses, e a medicina um systeroa forjado
por homens, nunca se po lera dar a nenlium
o ilom da certeza, e o privilegio di infalli-
bilidide. En tal malaria a coinlia prolissfio
de f he esta do mais decidido cepticismo
--Nfio ereio em syslenu xlgum de medi-
cina.
Sendo pois estes os mena principios, per-
mitta-tae V S, quaingenuimenle Ihecoo-
fesse a minha repugnancia a um doaarli-
gos do seu eaUniAcrl
r/o Povo-', onde)
sa-me os termos)
linar e misticar m"
provo ( provirk t
muila igiioianr4a j q
Indico(J Medico
i( permitlara-
nisar, mysteria-
, Nfiriap-
da minha
a infiltrar
le ler, e examinar varios systemas de med- acnito, belladona* eto., ote. en nosesin-
cina antigos, e modernos. Veio-me li mfios liniteaimies ; ha-me S S. de oarmitlir, que
no espirito do povo n'ej ayatesae de medi-
cini, ideniificaude-acom a religilo, sendo
esla obra de Heos, e aquella unleamenta
dos homens. Que tem que ver a parbola
du Evangelho do grlade nrastarde, a eom-
paraefio doa padres coao o aal ; que tem que
ver o milagro do laans-Cbrislo Ha muln-
plicacio dos pSes, e doa peixei, ete., ele.
com as dotes infintesmMa, e as diuamiaa-
Cdes da horoceopathia rV6ei aata. com* di*
zaaj os seus cultores, ha araaai aemaaia su-
blime; se est de accordo eom aa principios
la sfia p'iyloaopbia, eautorsada pela expe-
riencia, que necessida la ha de apadriaha-
la com a biblia, como quero deaconSa d si,
e quar embahir por meta da eta-luidirJe
popular? Nfio illirmirai, qaja Ues aejam
asinlensoes doa Srs. hnrruBop parece-me, que, setnelhanlesaos eaattvi-
dos, fantaziam na sus bella perfetcoesdivi-
nas, que ninguem mais Ine deacobra. Fi-
nalmente em quanto a Santa Madre Igrejs
Catholica Apostlica Romana, da quesou
indigno tiliio, por meio de um eoncito
Ecumnico nfio definir, que a horoee ipatma
he o seu ottavo Saoraavaoto, que con/ere a
graca da saude pelo aaaucar da leile, pelo
conito, belladona* elo., ote. em dses in-
Communicado.
brete e ultima nipona a* Briilllcus ao Sr. Aine-
ricus, soore o decantado monopolio dae carnet
verdee.
Todo ancho e vaidoao apreaentou-ae o Sr.
Ainerlcus, combaleodo o nosio ultimo ooin-
municido, e o que mais be, dandu-uos lices
de synonyiuia e jurisprudencia, sem leuibrar-
se de quej Ihe havuiuus declarado que o nio
queramos para nosso tueslre ; e oceupadu com
aqueslo de p.ilavras, na qual como que ae
acasielluti ein falla de argumentos convincen-
tes, que! que nada dlsse sobre o asiutnpto
princlpil.
llHMtriaslino .' nfio usaremos do mesmo
pettiSlc, apeaar que lennaunoa raaaW >-
boje para continuar i sustentar que o subxtau-
tivo alaimijiu fui por os muito bem emprega-
do em uin dos nosso eoinmunicados, e q ue S
nao entendeu o cdigo criminal na ala-
cio que delle fes ajo aoube mesmo fuer
urna applicacao lgica das eipressoes contidas
ha dous annos o Orginum de llanemman :
li-o uma,.e mat" vezos ; e o resultado foi
aohar-me salteado de innmera veis duvidas
e de deparar com principios repugnantes a
minha fraca rasfio I
Ohservando a failidade, e promptidfio,
coa que qualquer animal Je Jous ps sem
peonas ( o hotiem de Pistilo J irmavi-w de
uns livrecos, mettia n'algibeira urna botica
nornuseular. e atirava-se ao mundo a mr
e a fazer milagrea ; uns sujeitos boje mos
caetteiros, e amanhfia Insignes dolores ho-
mecopathas ; oulros de meros enfermeiros
arvorados d'entiiviada em portentos na dif-
ficilima arte de curar, etc., etc.; muitas ve-
zes lemhrei-me da tabula do judicioso Phe-
dro RSuior Median e chegando-me
aos ouvidos os appliusos do povo ( materia
sempre disposta para toda a laia de maravi-
Ihoso ) diza com o re da mencionada f-
bula :
a Quanla putatis un eos dementios,
Qi capita vtslra non dubilatn crtder,
Cui ealceandoi nomo coinnil pedet ?
Que patetas nfio sois vos lodos quantos
Vosas vds liaes das mos d'aquelle,
Aquem para calcar oa ps negaee t
f. se tfiosimnioi (9o fr-ii. tai, cosezinho
he o segredo de curar pela hotnoeopaihia,
entend, nfio seria da minha parle um sa-
crilegio o por minhas duvidas e objocQOes
s essa nevo system: e cosa ofleilo issiiu o
flz em alguna arligos, que publiquei no
Diario dt Ptrnamtmeo. alas alguem houve,
jamis nfio confonda esas rneJiciiia eom os
dogmas da religiflo.
Uas se para sustentar, a pdr aueaxsaXSBBW
este, ou aquelle syslnma de oaadiema, I
vessemos de cecurrar a divio tade. entla
daramos sem durida praforenci* fe llopa-
tnia ;eeu passo a demonslra-lo com varios
argumento*. He doulrina crrante em to-
dos os padres e theologos, e consagrada nal
anrinluraa. MI- na mvtari(sa_ -ran.lM.
acooteciraeats do antige symbolissvam os
do novo testamento, a le escripia ero su ra-
in praaagisva a lei da graca. Assim a r-
pente de brome preligurav Jess Christe
no Calvario, o sacrificio de Isaac o sacrifi-
cio da Cruz ; a pascuas dos Irraelitia a ins-
t luicfio, e mysterio da Eueharistia. Se pois
tas dioses iunilesimaes esttresse s virlude
de curar ocorpo cumo no Sacramento do
altar est a de aalvar a alma; a Dos, que
he omnipotente, e que quera sinbadia
le Evangelice, ordenara, que oadelro
Pascal fosse reduzido a monadas dinimisa-
das, que os Irraelstas assim aa tomasaem,
e nfio que o comessem rtlof>a4IMeaojer
( por assim o duer); a a commMhao ehris-
tfia pelo lidosymbolico devera reduzir-se
a atiramos.
Isto pelo lado da retigWo revelada : agora
rea philoaoahia. O hornero dotado de ra-
,3n i.h.r.J.H; i2 sCtO S!pO!tnamai. lam
mrito, e demerito, be um ente moral
em summa : o animal, poim, que s Iba
coube m partilha o inslincio, ludo quanto
pratica he ero virturje deat, e por CvW*r
fuiute he conforme com a vontade de Daos.
o que observamos us aos brutos, quando
I


.r'^V:--
.
sccommettidos nao team l doutores, ero boticas. O co
o mais o gl, em se vendo assaltados da
sua'clica, oh o qoer que seja (qun 080 pes-
co nada pathologiaj rorrem ao campo, e
Bliram-sn relva, nSo se serven) de um
athmo de capim, nem traUm de dinamisa-
Jo, mi.icSo-nn e englem-no em larga dse
( seguem Inatinctamente allopathia ); e
destVta nierlicSo-se s mil maravilhas. O
nnsso larvato, tjuass, se briga com a co-
bra, sentindo-se mordido deste, li se mello
pelas molla*incita da erva contra vene-
no, oome-afrm pnrffo su ITlcionle, e escapa
iIh mor te. O le8o.se habita em sitios pan-
tanoso, he snjelto febres interminentes ;
e o que faz ? Procura arvores amargas, de-
vore-lhesgrandenorcBoda casca, e assim
recobra a saudo. Que'm nnsinou tal medici-
na a esses irracionaes ? He sem dnvida o
insudo, he Reos em summa. Logo Dos II-
eou virtude mdicamente adses allopa-
Ihccs : logo a allopathia he que he a medi-
cina boa, segundo a natureza, e por tinto
segando Dns : logo a homoeopalhie em re-
lacBo as dse inlnilesimtes, he as dina-
mi*c;Ofs he obrados homns, por con-
secuencia inferiora allopathia, que he obra
de Dos manifestada no instincto dos bru-
tos Pelo lado, pois, da Divindade melhor
me paree nffo tender chama-la para ans-
teelar theoriae e yslemas humanos; as
sentando nos de urna vez para sempro. que
a biblia divinamente inspiraba be a fonte
dos <'og reza seguramente da liomceopathia, nem da
allnpathia.
NSo obstante todos os encomios, que s-
fac*m primeira, easgrosas de milagrea.
que ** ih" attribuam, en rstou hem con-
vencido que he um systema, como ouir.i
qmlquer, a prlanlo obra dn fruco, limita-
do, e fallivel enlendinienio humano, ten lo
de mai* cont'i si o ser absoluto e exclusivo,
3ue he quanto a mim o que desacredita a to
o e qualquer systema ; porque nflo sendo
este, se nSo um metlio lo oara ordenaras
nosses ideias na exJieacflo dos fenme-
nos, declaro que be lu lo leitura nossa ; 4s
Jis imo>uUueis daquelle que a creou ; mas
no asqueo hornean engendra em sua po-
bre razflo. O exclusivismo em ventada he
o que deita perder os systemas. Em philo-
sophia a escola sensualista reduzio todas as
operacfles doenlendimenlo meraseosacflo;
efessa theoria produzio por necessaria con-
sequencia o materialismo, e o atheismo. (?)
Em medicine o celebre systema de Browu
reduzio as enfermidades atona nicamen-
te ;e applicando todas sem excepoSo os
tnicos, os estimulantes, levou 4 sepultura
innumeraveis victimas, A escola de llrous-
saia pelo contrario altribue tudo a ilegma-
Sias ; e dahi os calmantes, os anteflogisti-
coe, bichas, e sangras para toda e qual-
ALFANIIEGA.
quer molestia tambera tem mandado muito njeadimento do dia 21.
escaparan), e nanea o dos que morreram
hommooopalhcamente, ele. etc. Quanto a
serom os pobres os que roais se aproveitam
da hom03op*thia, ha-ma de conceder vista
isra embargos ; porquanto seislo se veri-
fica em' V. S. pela sua muita cariade, e
animo generoso, ha muito qiiam afirme
que os ricos e arremediados pagim de so-
bra os vidrinos por si e pela oobresa.
Que dlrei final Acarea das iradas da ca-
ri dade .'Se a introdcelo dessas mulhere
admlraveis e to prestimosas ha um mpul-
40 nascido do espirito de relgi&o e pedn-
de de V. S. ,eu muito Ib'o louvp, Ih'o ap-
plaudo e agradeco em nome da minlia pa-
tria ; porque em verdade pelo que tenho
lido tal estabelecimento he um mimo do
co. A virtude nunca me parece 18o ensi-
nuante e proveitoss, como qusndo vem
acomnanhada da ngenuidadee da ternura
lo bello sexo. Mas se a adopcSo dessas
mulheres anglicas fax parte integrante
la propaganda homceapathica, em nada Ihe
posso ser bom ; porque 1 res peitedesta sou
leigo, sou donato, sou pagffo.
Tendo concluido o meu tal, ou qul erra-
sido, mi me resta aproveilar O lauco para
certificara V. S. dos protestos de cordeal
estima econsideracSoque Ihe tributa. O
paire Miguelda Sacramento Lope' dama.
Srs redactores. O esciiptor do Higos
nublicains na froprenu acerca do TMatro
de Santa hbil e n empresario, declara so-
lemnetienta que a ninguem reeorreu para
ijue se Ihe nSo respon lase ; mas que um
amigo, que estima, lenio-lhe pedido que
pozesse lermoaessa dscussSo, que ia-sa
tornando pessoal, acceder sb promesas
le que no lado opposto haveria igual pro
cedimento.
Hecife. 34 d ou tubro de 1850 _____
Rep^rtigo da Polica.
PARTE DO DIA 22 DE OUTUBR DE 1850.
Fram presos i. ordem do subdelega
do da freguesie da Boa-Vista, o Portuguez
Manoel Carcalno de Moura, por desobdieo-
cia ; eo preto Carlos, escravo de Manoel da
Cunta Olivaira, por crine de offensis phi-
sicas.
DEM DO DIA 23.
NSo nonata que tivesse ha vi do nenlium
oceurreoca nesla, cmade alem da ler sido
honlera preso, ordem dos ubdelegado da
neguezia de S Jo, O preto Ma mano do
Espirito Santo, pronunciado por crime de
ivuto.
~mmmmmm~mmmmmammmm-mm
COMMEKCIO.
filho.de Eva para a trra da verdade.
E porque milagre, ou feiticaria nSo acon-
teeer o mesmo homceopathia, euja th-
rapeutiee a altende symptomut que em
muitos caaos distinctos se confunden) J sem
procurar conbecer ai causas, aa sedes das
enfermidades, eas leaO's orgnicas ; e ej-
lahelece a regra invariav^l do similia timi-
libus curanlur ? Se aliento para a experien-
cia quoli liana, o que vejo be, queem taes
etaes casos mrbidos aproveita o principio
dos semelhautes, e em outros tem si 10 mu
piuilcuo o contr&rnrcdwrariu curanlur ; o
que tudo foi reconhecido a milhares de
seculos pelo espantoso e immortal llypo-
crates.
L quanto s dinamiaaefies, e as virtudes
dos albornos de Epicuio, edas monadas de
Leiboitz sSo para mim (ltenla a minlu
crtela ) o mesmo que a virtude curativa do
Abara Iraba escripto em triangulo equil-
tero, com que tanta gente sarou nos lempos
do Paganismo, ou outros tantos myatenos
-Eleuainos. Confeaso a minha fraqueza. A'-
eerca da eflicacia dessas dses tanto mais
poderosas, quanto mais pequeas, quanto
mala athomislicaa e reduzidas a monadas
eu, quenfio admiti a materia divisivel ao
iulinil.1, lenho ( com a devida venia) urna
ieeieluidade grantica. Todava creio qu
a homoeopalhia tem um lado verdideiro ;
que he cala a cuudigAo de lodos os sysie-
ms. E para esse au pyrorismo grande-
mente hSo concurrido os meamos Srs. dou-
lores e meslrea da homceopathia ; por quan-
to ao paaso queausteutam ser es a urna sc>
eneie tians-eudenlal, e sublimissima, di-
wm que para a adquirir nSoae fazem pre-
cisos os previos conhecimeiitus da anato-
ma, da pbikiologia, da pataiogia, da di i nu-
ca, etc. ele ; e em poucos das de instruc-
caoempyrica dio carta de facultativo ah
a qualquer esganarello, que se atira logo
por ase mundo de Chriato a fazer muitas
vezes asis prodigios, do que aeus propnea
meslrea.
Masque sou eu, pobre curioso, para
arcar em laea materias com V. S., que h
umdos matores astros da hoaioeopalhia ?
Se ao menos poaauisse uns cadernos, e urna
carleira botica, e desl'arle me apregoasse
medico, jul^ar-me-hia babililado ; e dan lo
Kraga ao pal das misericordias, dir-llie-hia
lelo sejas. Sr. gui abteoniitli han n
apir H prudenltbui, el rtvelatli ta par-
vulit 1 l'orm, eu. sou profano : ignoro os
hegredos, a palavra aagrada, os oiyalerios
tlessa sciencia prufunda, e superficial ao
mesmo lempo. Ede mais observando eu,
que a bomcaopatilia ha-ae tornado urna acei-
ta, nl< '""-r^ "ra'a minimA intereaae com .
prar lanloa inimigos, quanlos alo oa que
nella se acUam empadroados. Eu, alm dis-
to, nSo vivo de receitar nem poresla, nem
por aquella, nem por aqueli'outra me-
diis. Peta mim a dieta be o meu grande
remedio "
Por lodaa estas razoes, pois, declaro fran-
camente a V.S. que nlo posso accellar o
sou convite Uo urbano, tfio generoao. Em
uina cidide Uo populosa, como o Recife,
onde na bomens proQsaiouaea, e to Ilus-
trados, nlo beproprto, nem decoroso que
se torueum pobre clrigo, que mal sabe ler
o seu breviario, urna especie de paladino de
certamaa medicaea. Para o povo crer na bo-
mceopatlua, eabraca-la parece-me, nlo ae-
ren) precisas diacusse, que nlo esto de
certoao alcance da aua grande maioria :
basla e aobeja o maravilhoso: basta, que
appareeam nos Diario is cursa miraculo-
aaa. aempre o estirado cath!cgs dss que
... I0;98,25e
'm*J)Mtoarr*mam hoje 25 da oaiiuiro.
Cares) amerioana -- Conrad farioha de
trigo.
Patacho portuguez Despique deBeirit
mercaduras.
Brigue portuguez -- C.onctic&o d Mara
dem.
CONSULADO GERAL.
Ilendimonto do dia 2*. 1:018,254
Diversas provincias. H.4M
1:029. 89
RECEBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Rendimento do dia 31......817,423
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do da 3*. 1:171,66*
brevidade a escuna naf-ionni Santa-Crus,
capillo Manoel Pereira de S, recebe algu-
ma carga e escravos a frete, a fallar com
I0S0 Francisco da Cruz na ra da Cruz,
n. 7.
Para a Baha preienrle seguir viagam
com brevidade a sumaca nacional Carlota,
meslre Jos Goncalves Simas : para carga e
passageiros trata-sa com o mesmo mastre,
ou com l.uiz Jos de 8 Araujo, rus ds Cruz
numero 33.
Para o Maranh5o e Para
segu, com a msior brevidade possvel, a
escuna nacional KmUla, do que he capitSo
e pratico Antonio Silvera Maciel Jnior :
quemnamesma qulzer carregar ou ir de
passagem, entenda-se com Jo3o Carlos Au-
gusto da Silva, ou com ocapiao, oa ra da
Cruz, armazem n. 13.
0 veleiro e bem conhecido patacho na-
ciaa\Alfredo segu viagem para a Bahia
al o dia 30 do crrante, imprelerivelmen-
le, por j tar a bordo dous tercos do seo
carregamento : para o resto da carga e pas-
nageros, para os quae offereee excellen-
tes commodos, trala-se com o capillo, ou
na ra do Vigario, n. 11. escriptorio de
Francisco Alves da Cunta.
. para o llivre preteude sa-
liir, na lertja-fetra, 29 do corrate,
o muito conhecido brigue irancez
Beaujeu, s recebe passageiros,
para o que lem excellente, com-
modos.
~ Para o Porto segu viagem, com mui-
ta brevidade, o bergantina portuguez S,-
Manoel-Primeiro, eapilo Jos Francisco
Carnefro : quem>no mesmo qmzer crregnr
ou ir de pass>gam, dirij i-se ao dito capttSo.
ou ao seu consignalano, Manoel Joaqun)
Ramos eSiIvi.
Para o Porto, Fgueira e Lisboa segu
viagem, com toda a brevidade, a galiota
portugueza Lusitana, capillo JoSo Vieira :
quem oa mesma qmzer oarregar, dirija-se
i<> dito capillii, ou ao seu consignatario,
Manoel Joaquim Ramos 4 Silva.
finitas fazendas de gostos proprios
do lempo.
Ojuiz da irmandade de t. S. do Goadelu-
oe, erecta na sua grja da cidade d'Ofinda.
convida a todos os irmos da mesma ir-
mandade, para compareccem 00 domin -
go, 27 do corr.'nte, s 10 horas do dia, para
proceder eleicSoda nova mesa.
*?*** %m
Galera das;iierreance,
lo artista f>
Vii-D-iin Lcttnrte. *i
Trs retratos mui superiores pela in- #
9 venc5o daDagUTer, tanto em fumo- (y,
9 conocolordosemqualqueroccasio, 9 afllrman lo e garintiodo, tanto a du- >
rabilidade das cores, como a perfeita jajj
9 semelhahca. ?
S As pessoas quesa dignarem procu- ?
ralo se pJam dirigir a sua galena, e a
W examinar os mtelos que stmore
Leiles,
0 correlor Oliveira far leilBo em um
so lote, por man lado e em presence do II-
lustrssimo Sr. Dr. juz do civel, escrivAo
Motls, de todas as existentes fazendas da lo
I a e armaco dests, penhorad as pelos ere-
dores de Manoel Jos de Souza : sabbsdo,
26 do corrente, is 11 horas da manhSa, em
ponto, na referida loj, sita na ra do Quei-
m lo, n. II.
-A tinlurera da ra do Padre-Floranno,
casa da esquina que volts para o becco do
Serigado, tem constantemente para vender
muito boa lint* de escrever, a 210 rs. a gar-
rafa. A mesma tinlureira tmbem compra
garrafas vastas, tinge de todas as cores por
diminuto preco, asaim orno vestidos
3,000 rs. casseas a 4,000rs. chiles a 2,000
s. mantas a 1,280 rs calcas a 1.600 rs.,
rolletes a 640 rs. e tudo o mais por proco
comino lo : tamben) se encarrega de mandar
lavar de varrella, e engomma toda a quali-
dade de roupa, com muito asseo e presteza,
por preco mais barato do que em outra
qualquer parte..
O leillo ds mobilia do Sr. E. Corober
a anunciado para 28 do correte, lica trans-
ferido, e lera etTeilo no dia primeiro de no-
vembro prximo, no indicado sitio da Pun-
te de Ucba.
Avisos diversos.
tlovimento do *orto.
Navios entrados uo dia 24.
Macei. 30 horas, barca ngleza Ranger,
do 304 toncllaiUs, capillo N. W. Page,
eqiuagem 15, carga algodSo, a James
Cablree & C. Velo recebar cartas e segu
para Liverpool. ,
Terra Nova 39 dias, brigue inglez Emma,
de 308 tonellsdas. capillo J Tuv.il, equi-
pagm l,carga bacalho, a James Cablree
& C- ______________________
Thcatro de 8. Isabel.
97.' RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado, 36deoutubro de 1850.
Representar-se-ha o excallente e muito
applauddo drama em 3 actos
A GARGALIIADA.
Depnis da representarlo do drama, os ar-
tistas Raymundo e Joanna Janusris, canta-
rlo o dueito do
Melrlnbo e u pobre.
Terminar o espectculo com a graciosa
fsr?a,
oirmaOdasJlmas.
Comecari s 8 horas.
Os bilhetes acham-se venda no lugar do
costume.
Fublicago Iliteraria.
( Em moral a eacola epicuriata eaubele-
ceu o Ulerease, como o nico muvl daa ac-
ides kuinanaa e dr.ct i..,. ,-| principio o
cgaiamo eiideoaad, Uotoi males irrrlvell,
ijue anda boje pesaiu aobre a aociedade.
Sabio luz o drama Areo-Verde ou
a Gloria dos Tabayi'n, e desta obra
apenas reslam 96 exemplaros a dispor, us
quaes se acham a venda na livraria da pra-
ca da Independencia, na. 6 d 8, a 9,000 rs.
Os Srs. que subscreveram, e a quem por
se ignorar a aua morada, nlo sa tem man-
dado entregar, pdem mandar recebe-la na
sobredila loja.
Avisos martimos.
Para o Kio-de-Janeiroialie,
com a maior brevidade possvel,
por j ter parte da carga engaja-
da, o patacho nacional Nenide :
quem no mesmo quiser carregar,
ou ir de passagem, dirija-se ao
capito na prac do commercio, ou
a ovaes&C, na ra do Trapi-
che, n. 34.
-PeraoRto Grande do Sol, segu con
D. Isabel Maris de Mello, em resposta
ao aonuneo do Sr. Gabriel Antonio, inse-
rido no Diario de Peanambuco n. 236, avi-
sa ao respeilavel publico, que nenlium
obstculo se Ihe pode oppor a qualquer trao-
laccSri que qneira fazer com os foros da
Boa-Vista, porque estes houve ella por he-
ranga de seu pai, JoSo Merinhn FalcSo, co-
mo confessa aquello abuunciante, e nSo
eslflo sjj'iiosa pagar aa dividas de seu pri-
meiro marido. Jlo Carlus Auguslo de Bar-
ros, conlra quem alcancou eiecucjlo o Sr.
Gabriel Antonio, visto como a annunciante
fez obsteiiQo da beranca do dito seu ma-
rido, fallecido antes do dito Joo Mariubo
FalcSo.
Gadault IrmSos mudaram o seu estabe-
lecimento da ra da Cruz, n. II, para a
mesma ra, n. 34, primeiro andar.
Quem annunciou querer alugar urna
casa que seja grande, que tenha banbo, e
no Monteiro, dirija-ee ao Aterro-da-Boa
Vista, n. 37, terceiro andar.
-- Precisa-sede urna ou duas parelhas de
serradores, pagando-se as liotias, ou por
da : na ruada Praia, serrara do Cardial.
Na mesma serrara vendem-se 16 padres de
filtrar agoa.
Antonio Dias Cardial comprou, por
conia do Sr. JoSo Francisco Marques, mora-
dor no Passo-de-Cunaragili'', o bilhete das
segunda e terca quarta partes da terceirs
nova lotera da matriz da Boa-Vista n. 4,986,
e o meio bilhete n 5,353 da. 24.' lotera a
beneficio do moule po eral, lcando os di-
tos bilhetes em poder do annunciante al
os remelter para o dito Sr. Marques.
i'eecisa-se de um bomem para caixer
de engenho e encaixamento, que d conhe-
cimenin izan C0SF0r'"",.: ;ou,,-
nbo Novo do Moribeca.
Precisa-se de urna mulher para ama de
urna casa de pouca familia, quesaiba cozar
eengommar, dando responsavel a aua con-
dula : na ra do llozario n. 33, bolica de
Bartholomeu.
A pesaos que tiver apanhado um pom-
bo grande seco do corpo, cor cinzenta, ps
calcado, e queira desencarregar a sua alma,
ha de o levar no segundo andar da casa n.
25, junto a cadeia, que receber o valor do
momo.
O Antigo barateiro do l'asseio-
Pubhco, Firmiano Jos Rodri-
gues Ferreira
Participa aos seus fregul 1 quo
tem o mais ricosortimento de chi-
*) tem Je moslra das 9 horas da ma
f) nha at s 4 da tarde.
ffj N. R. Declara mais que vende ma-
chinas, laminas, caixas, etc., tudo
jff pertencente mesma prolisso, e
* quem se oroposer a comorar poder
% obter tolos os esclarecimentos com *a>
9 a clareza e perfei(3o que he neces-
ajj saria. ^
^'
"I No dia 25 do corrate, porta do Sr.
t)r. juz do ciVel, as horas do costume, se
hSo de arrematar duas inralas de casas
terreas, sitas na povoacn dos Afogsdos, na
melhor ru, e bem arraigadas, penhoradas
a Jos da Costa Riheirn, por execuQo de
James Crablree & C : os licitantes pdem
vero esenpto em mSo do porteiro do ipiZO.
. No da 26 do corrente, oelas 4 ho ras
da tarda, na prarja lo juizo do civel da se-
gunda vara,na ra da Mdre-de-Deo.tem;de
arrematar-sede renda annual um sitio con
casa de vvenla e mais bemfeitorias, na Es-
trada Nova, cuja renda fui av.liada em
20(/rs. por execuQSo di JoSo Keller & C.
contra Jiistiniano Antonio da Fonseca e sus
mulher : escriv.lo Ba.itista'
S> O l)r. J. S.Santos Jnior, O
medico homceopatha puro ^
13 mudou sua residencia da ra q
53 do (Crespo, n. lo, para a O
* rus Nova, n. 58, primeiro r
andar. 3
A firma de Athayle& Ferroira, echa-
se amigavelmenle e de commum accordo
extincla ilesde 32 do corrente m / de oulu-
bro, a qual pertencia o estabelecimento
de urna loja de fazen las, cita na ra do
Oollegio n. 3, ficando as fazen las e o de-
bito activo em poder do socio Sr. Athay le,
oara proceder a venda das fazendas e rece-
iiimeulo activo, psra com elle satisfizer o
dehito passivo, a que a mesma firma est
sujeita, ficando todava ambos, cada um In-
slido responsaveis ao sobredito pagamento
passivo, co no he exjreaso as contas que
ambos aasignaramem duplcala.Jiiad us
da Costa h'erret,-lan6 Francisco de Athayde,
'-Vaiao Aracaty Estevlu dos Anjos da
Porcincula.
Na ra estreita do llozario, n. 98, se-
gundo sndar, se dir que.n da dinheiro a
premio.
-- Juilo Marques da Silva llenrique e Ber-
nardino Nunes da ConceicSo, sub titos por-
tuguezes, retiram-se para o Rio-de-Jaueiro.
Quem precisar de urna ama com bom
leite, dirija-se ra dos Pescadores, n. 22.
No da 30 do correle, porta do lllm,
Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara,
substituto da primeira vara do civel, na ra
las Cruzes, se bflo de arrematar os escra-
vos Manoel e Jacintho, ofllciaes de marce-
neiro, penhorados por execucSo de Ansel-
mo Gongslves Pereira contra Joaquim Car-
neiro Lal, por ser a ultima praca.
Compras.
Compra-se urna esrrava mopa, quesai-
ba cozmhar, engommar e seja de casi: na
ra do Queimado, n. 9
Compra-se orellos de panno : na praca
da Independencia 11. 19.
Compra-se urna bomba de ferro para
cacimba, que esteja em lio n oslad.) : na
ra da Cadeia velha, casa n. 24.
Compram-sealgumas formas de fazer
velas, marmita, bancos eos mais pertences:
na ra Augusta, n. 33. Na me ma casa pre-
cisa-se alugar urna ou duas pretas que es-
tejam arostumadas a vender), e qua nSo
fiijam e nem bebam.
Vendas.
to que presentemente ha hoie no
mercado, e que as Vender por
precos que gradarlo 5 sendo as
amostras francas, tendo outras
Vende-so urna preta crioula, de 20 an-
uos, ptima engommadeira e cozinheira, e
qoe cose chSo ; ums dita de 10 a 12 annos,
com principios de costura, propna para un
pai da-la a urna fillia : na ra do Rangel, n.
38, segund'i andar, se dir que vende.
Bom c barato.
Vende-se casemiras a 4,000 rs. o corte,
ditas finas de linios padres a 6,00o; 41-
roulas de nii'ia a 1.000 rs o par; chapeos
francezes finos a 6,80i); cassas coilas fina
: 2'." T, S coviu, ieuyos i ancos ae cassa
a 209 rs. cada um : e outras muitas fazendas
por preco comuiodo : nos quatro cantos da
ra do Ouoimado, n. 20.
Vende-se cha preto : na ra do Trapi-
che, n 34, armazem de Raymond & C.
.\ 3LOI)KhM'lSM.
Na ra do Queimado, loja n.
17, vendem-se as mais modernas
cambraias abertas de la e seda,
verdaderamente chamadas balza-
rinas, de padres e gostos muito
delicados, a 5oo rs. o covado."
L)o-se as amostras com os compe-
tentes penhorea.
/ende se um sitio pequeo, bem plan-
.,..-.. avV ...., .. Udo,eooinbombiuh0ip-I.muito Cm'mo.
francesas largas do melhor gas^'W:n;=; us-.. esa no <, dmheiro, ou
jor urna negra : no Manguinbu,
iroca-sa
n 35.
e velas de carnauba de 6 em
ibr, em caicas de um arroba, de tutpuo
boa qualidade : na roa da Penba, o. 7, u
Hado da igreia do Livramento.
Vende-se urna parda de 20 annos, com
urna cra de 2 mezes, e com multo bom
lele, proprio para criar tambem se troca
por uma preta recolhi la : o motivo por que
o vende se dir ao comprador: na ra dd
Malre-le-Deos, armazem de Vicente Ferra-
ra da Costa.
Venlem-se meiasde algolo grossas.
muito duravr's, feilas a ag-ilha, oollitfss
para conservat^m a ssude : he ponto este
em medicina, em que no d'virge-n os di-
versos autores que taem esenpto at noje;
isto he, pos quentes, ventre desimpedi 10.
caheca fresca, s3o os signaes evidentes de
perfeita saude, e he por isso que estas
meias sSo recommendadas por todos os m-
dicos nSoexc-pluanloos dignos discpu-
los do llanneman : qum as quizer va ra
larga do llozario, n. 35, loja
Vonle-se, por 3'>0,00u rs., uma parla
de mia i la le. que coz^nha, engomma, po-
se, he muito fi*l e optim para os arranios
de uma casa : no /Urro-da-Boa-Vista, n. 78.
Vende-se um escravo de na^So, muito
bom serrador; um dito de 15 annos; um
dito de 20 annos bom sajateiro, o con
principios de pe lrero ; uma esc.rav* di na-
ci, boa para o servico de cam .0, he1 q ji-
tandeira e lava; uma negrinha de 10 an-
nos : tol is de muito b inila figuras : na
ra do Livramento, n. 14, se dir quem
vi-11 i'.
Ven1e-se um bonito escravo de l a
18 annos, proprio para pagem, por ser mul-
lo psperto : na ra do Qjtfima lo, n. 14, se
dir <|'i tu vende,
Vende-se uma preta de 25 a 30 annos
oropria para o stvco de campo: na ra do
l.ivmmeuto n 38.
Venlariclros charutos de s. f ells
a 3,5oo rs. a eatxa.
Venle-se na ra da Cadaia do Recife,
n.50
Vende-se uma parda de 30 an. os, que
engomma, cose, e c >m muito bom leite,
propria oara criar : na ra da Aurora, n. 50.
-Vende-se um almofariz gran le de bron-
ze; no Alerro-d-Doa-Visla, n. 65, luja de
funileirocom urna porta larga.
Vendem-se dous relogos, patentes de
ouro, uma corrente, uma dita para senho-
ra, brincos, annelO^s, cordOis, medalhas,
anuel-s, cruzes, botOcs de punh e aber-
tura, argolas, urna mnla guarnecida, um
apparelho de prata para cha; um faqueiro,
2 salvas, casticae's. esporas, uma fin le, uma
patena, e outras obras de OJro e prata ; n
ra estreita do Rozaaio, n. 28, segundo
andar.
Vende-se nma excellente casa decam-
po, sita na margen do rio, conlendoduas
Silas grandes, dous gabinetes, duas aleo-
vas, tres quartos e cosmha, com um terreno
adjacenle, que tora cerca de ral palmas em
frente do rio, e uma baixa de rapim que
furuece pira mais de trnta feixes diarios
no verSo, tem bonita vista, ar saudavel,
e perto da praca por sar antes de ch-gar ao
P050 da Panella: afiliar na ra de Santo
Auaro n. 16. ou'na ra da Cadeia do Recife,
com o Sr. Manoel Goncalves da Silva.
Chocolate il< nande.
De todas as substancias alimentares, que
sendo em seu principio consi leradas como
cousas de luxo, lornam-se pelo lempo
adame deusogeral, o chocolate pede sem
contradic(So, oceupar o primeiro lugar. Ef-
fectivamente qoantas. pessoas nSo vemos
nos preferir boje ao uso do quente caf,
o uso do chocolate, e nisio seguir a
opimio dos mdicos mais celebres, que
de commum accordo sobre su*s precio-
sas qualidades, o indcSo como um dos
nossos melhores estomticos aquellas
pessoas cuja saude he dbil e delicada ...
I'ri-screvem-no ,os seus doenles, aconce-
IhSo-no aos velhos, e o recommendSo s
mais de familia para seus linios. Em uma
palavra, o consumo verdadeiramenie extra-
ordinario que ludas as classes da aociedade
fazem desle alimento, he o mais bello elo-
gio que nos Ihe podemos fazer. Cliegou do
MaranhSo, aonde fabricado, um novo sor-
timeuto desle chocolate, ja bem cunheci-
do nesla provincia por muitas pessoas que
delle tem feilo uso : vende-se no lugar do
cutume, na venda da ra da Caoea do
Recife, defronle do Becco-largo, n. 22
de eol para x'iiDorn.
Vendem-se chapeos de sol de seda com
franjas, muito ricos, com cabos de marfim
e dus mais modernos. A cidade de Pars,
ra do Collegio, n. 4.
Vendem-se chpeos de sol de seda pre-
ta e de cores a 4 500, 5,000 e 5,500 rs. ca la
um, com armaco de baleia e muito bons.
A cidade de Pars, ra do Collegio, n. 4.
-- Chapeos de sol de panninho com arma-
c,8o de baleia, pelo diminuio preco de 2,000
rs. cada um. A cidade de Pars, ra do Col-
legio, n. 4.
-- Grande sortmento de chapeos de sol
de panno trancado, muitogiandes, com ar-
macoes de baleia das mais fortes, cabos de
lalSo e de pao, proprios parasenhores e fei-
tures de engeiino. A cidade de Pars, ra do
Collegio, n. 4.
Vende-se um grande sitio no lugar do
Manguinho, que lica defronte dos sitios dos
Srs. Carueiros, com grande casa de viven-
da, de quatro agoas, grande scnzalla, co-
clieira, estribara, baixa de capim que sus-
tenta Si 4 cavallos, grande cacimba, com
bomba e tanque coberto para banho bas-
tantes arvoredos de fructo : na ra da Con-
cordia, primeiro sobrado novo de um andar.
!!*> .1.. ^......~>
de muito boa qualidade, e com segredo pa-
ra as abrir : vendem-se na ra da Cruz, n.
10, casa de Kalkmann IrmSos.
Vendem-se colleecoes com
mais de seis lindas vistas, repre-
sentando a ponte do Kecile com a
alfondega, a ponte da Boa-Vista,
a cidade de Olinda, a ponte do Ga-
chang, Poco-da-l'anella, e a ra
da Gru com o arco do Uom-Jesus;
bem como duas grandes vistas de
Pernambuco: na ra da Cruz, n.
10. casa de Kalkmanns Irmao.
Vende-se, na ra do Vigario n. 11, ar-
mazem de Francisco Alves da Cuoba, oa se-
guinles geoeros, lodos de superior quali-
dade, e por menos preQO do que em outra
qualquer parle azeilonasem ancorlas, vi
nbo du Porto em bairls de differentea ta-
manhos, cevada, cal virgem de Lisboa, ar-
cos para pipas e barra, fio porrete, relroz
deSiqueira, cb de San-Paulo, canaatras
Anfll alh/^ m rlilas enm rClbSS.


r**.... -iwij'^rf ^s- im<..m,H .>...

.
-
... _..
ii.i>iijuii ,.i.
*
Vende-se dm pr de btneas de jca-
rn da. rnnric .< e sem folliado algum ; na ra
il" Hurtas, n. 62. casa terrea pintada a freo*
te de azul e portadas brancas.
Superior carnauba.
Vende-so cera de carnauba : n rus da
Seez'lla velha, armaznm de holaxa n. 100,
a 9,000 ris arroba a dinheiro de contado.
-- Vendem-se saccas com um alqueire de
farinha de muito boa qualidadee por prego
' commodo : na ra da Praia n. 39..
Foges para cozinha.
muito proprios para sitios e qoal-
qualquer lugar aonde n3o ha cozi-
nha, por preco com modo : ven-
dem-se na rea da Cruz, n. lo,
casa de Kolkmann lrmaos.
Vende-se muito superior farinha gale-
ga pm meias barricas : no escriplnrio de
Deanc Youletk Comnanhia, ou eoi seus ar-
mazpus do becco do Concalves.
Ventlem-se franjas retroz para man-
teletes 440 rs. vara, dita pira spalos a
200 rs : na praca da Independencia n 19.
Na loja de miudezas da ra da Cadeia,
n. 46. vnndem-se cautelas da lotera da ma-
triz da Boa-Vista, que corre impreterivel-
mente no da 31 do correnle mez A ellas,
antes que searabem. Prrco:quatosa 2,600,
decimos a 1,109 e vigsimos a 600 rs.
Travesta da Madre-de-Dees, ar-
IIIII 7.1'III. II 5,
Acha-se estabelecido um deposito, oede
encontraran os freguezes um bom sorli-
mento de licores, espirito de vinho, e to-
das as mais qualidades; superior vinho de
caj; chmalo; c Hacas de vime,aprecos
moderados.
Talxas para engenho.
Na fundido de ferro da ra do lirum,
acaba-se de receber um completo sor ti men-
t do laixas de 4. a 8 palmos de bocea as
quites acham-so a venda por proco com-
modo e com prouiptidSo embarcam-se,
ou carrogam-senm carrossem despezas ao
comorador.
Deposito de potassa e cal.
Vemie-se muito nova e superior potassa,
assim como cal virgem em pedra, recen te-
meute cheptd* de Lisboa, por prego rasoa-
vcl : na ra da Cadeia do Kecife, n, 12, sr
mazem.
Vende-se por muito commodo preco,
urna rica secretaria com estantes para li-
vros, bastante grande, propria para advo-
gado, semiode ama relio e anda nova as-
sim conio, seis cadeiras e duas mrsiuhas
de abrir : na ra eslreita do lio/ario, o.
28, ultimo andar, das 2 boras da tardo em
diante.
i';; i i n lia de TapiiyiV
igualmente em sabor, finura e cor de Mu-
ribeca, propria para mesa : vende-se na
ra da Cruz, no Recife, armazem n. 13.
Deposito da fabrica de Todos os
Santos na Bahin.
Vende-se en. casa de iV u. uieber & C.
aa ra da Cruz, n. 4, algodflo trancarlo
daquella fabrica, muito propriu para saceos
de assucar, roupa de oscruvus efloproprio
para redes de pescar, pur preco muito com-
modo.
Tceiilo le nl?ot!ao trancado na
fabrica de. Todos os {Santos.
Na roa da Cadeia n. 52.
vendem-so por atacado duas qualidades,
proprtas para saceos de assucar e roupa de
escravos.
Arados de ferro-.
Na fundicBo da Aurora em S.-Amaro ,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
loloa.
Miieiiilas superiores.
NafundicSode C. Starr i Companhia,
em 8.-AHiaro, acham-se venda mnendas
de caima, todas de ferro, de uro modelo e
consIruccSo muito (superior.
Paraos Srs. alaiates.
Vende-se estopa com alg -ma avaria, a
80 e 120 rs. a vara : na ra larga di Roza-
rlo, n, 48, | rimeiro andar.
Pnrn quem qufzer ter bom.
Vendem-se um reloglo suisso muito bom
regulador, salionete de ouro. horisonlal.e
transida sobre qoalrn rubina, por preco
commodo: na praca da Boa-Vista, n. 17.
Aos Miihoirs de engcnlio.
vendem-se cobertores escuros de algo-
din proprios para escravos, por seren de
inuila diirariio, prlo diminuto preco de 640
rs. cada um : na ra do 'Crespo, esquina
que volta para a cadeia,
Vinho de Bordeaux:
vende-se na rus da Cruz, n. io,:
casa de Kfllkmann lrmaos.
Modas franeesaa. ra Novan.34.
Madame Rosa Hardy, modista brasileira,
novamente participa a seos freguezes que
recebeu um lindo soriimeiitu de chapeos
de seda e de paiha de Italia, para senderas
e para menina, lem igualmente chapeos
de palha de Italia Hnoa pa-a meninos, en-
feiados e por enfeit-r, novos canotinlms de
chamaiole, groa llenarles e fil desuda,
manteletes de Curta cores para senhora e
aneninas.de 8 a 12 nonos, transas de seda e
de IS,perfumaras, bicos, titas, luvas, meias,
.sapatas, tito de sed* de todas aa Ar
, Vende-sefarinha de Santa-Catharirja,
nuito superior, a bordo da galeota Sanlii$i-
na-Trindade, fundeada junio ao caes do
tollegio.
Bombas de ferro.
Vendem-se bombas de rcpuxo,
pndulas e picota para cacimba :
aa ra do Bruta, ns. 6, 8 e 10
fundicao de ferro.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de
lilerenles modelos : na ra do
Brum.ns. 6, 8 e to, fabrica de
machinas e fundicao de ferro.
Vendem-se 20 escravos, sendo um p-
timo oarreiro e meslre de assucar; 3 mole-
cotes, sendo um delles bom bolieiro, de 18
nios, muito lindo e de boa conducta; 6
escravos, entre elles um bom oleiro, e de
bonita figura ; 2 pardos de 24 annoa; duas
mulatinlias recolbidas, de 13 a 14 annoa,
muito liadas, que cosem, engommam, mar-
ea m de linba e fazem lavariuto ; 6 escravas
mocas, sendo duas boas engoinmadeiras, e
s outrasde todo o servico : na ra Direi-
ta, n. 3.
Vende-se urna preta de 90 annos, de bo-
nita figura, .que engomina, cose e cozinha ,
um uiolfquu peca de 18 anuos, sem falta
alguma ; 2 prelos pecas para carregarom
palanquime ganharem na ra, por darem
640 rs, por dia; um mulalinbo de 10 anuos;
na ruado Cullegio. n. 21, primeiro andar,
se dir quem vende.
(a poti n luis e manteletes.
Na rus Nuva n. 6, luja de Maya Kamos & C,
acaba-se de receber capotinhos e man
teleles de can.braia branca bordada, da ul-
tima moda, e muito beni guarnecidos com
luco a inulaeo de bloude : os piecos con-
vidan! ao compradores.
Vendem-se, na ra da Moda, armazem
n. 15, meias barricas coro cal virgem de
Lisboa, a mais nova quena no.mercado, por
preco commodo.
Na ra Nova. n. G, loja de Maya
liamos S V.,
vende-se, alm dos livros ja annunciailos
por este jornal, o novo romance intitulado
Urna familia corsa obra do insigne au-
tor Alesandre humas, muito bem traduci-
do, 1 r., por mil rs.
Lotera do Hio de Janeiro.
Aos ao.ooo,ooo de rs.
Na ra estreita do Kozario, iravessa do
Quelmado, loja de miudezas n, 2 A de Joa-
quim Francisco dos Sanios Maya, veode-ae
hillietes, meio, quarlos, oilavos e vigsi-
mos da vigesima-quarta lotera a beneficio
do M iiiic-l'io heral de economit dos servi-
dores do estado : na niesuia lojs esta paten-
te a lista da deciuia-primeira lotera do
thealro deS. Pedro de Alcntara.
Na ruada Cruz, n. 10, casa
de Ka.kmann Irmos.
vende-se um grande sortimento de
instrumentos de msica, com se-
jam :
Caitas de guerra, e tambores.
Zabumbas e pandeiros.
Arcos de campainlii, e pratos.
Baixos de harmona, troboes.
Trompas, pisloes e ciarins.
Cornetas, flautas, e pfanos.
Clarinetes, e requintas.
V aldea.
mnitos outros instrumentos.
Charutos de S. Flix a 3.500 rs. o cenlo.
Vendeni-se estes bem ccnhccidos charu-
tos : na ra do Cabuga, loja doDuaite ou
mero 1. C.
Na ra do Cahug loja de 4 portas do
Duartt : vendem-se toacas de sitim pro-,
prias para baqtizados, capotinhos de fil
prelo para seabora, ludo lor preco com-
modo.
Bom e barato.
Na ra do Passeio-Publico, loja n. 9, de
Albino Jos Leiie, vendem-se lencos de se-
da de coros, a 1,000rs. ; riscados francezes
largos, a 200 rs ; corles do brim de hsiras
brancas, a 1,000 rs. ; chales brancosdecas-
sa, 40 rs ; ditos de chita azul, a 500 rs.
corles de colleles de fustSo amarello e
de cures, a 1,000 res; chales de larlata-
na, a 800 ris ; riscados imitando a li-
utio, a 160 rs. ; Olio de lijihu puro, a 40U
rs.; chitas de diversos padrOes, a 160, 180
v!00e210rs o covailo; cassa de quadrus
propriaspara babados, a 240 rs. a vara;
lencos encaruailos da fabrica, a 200 rs. ;e
ouiias mullas fazendas por menos preco de
que em ouira qualquer parle.
Charuto de HiAana.
de superior quadade : vendem-
se na ra da Cruz, n. io, casa de
Kaikmann lrmaos.
Vo,jimitimam ae ramtiraia e filo de inlio **UeposMo geral do Stijiertor r-O
nara aenliolas. a 4 IMHI r. muil.c aniiaa ... a__T u__a. .,.. I..I........ O
para aenhuia, a 9,000 ra. e mMilas oulras)
fa/enia de gusto qua vende por prefu
commodo, e das quaes, da m ostras a pea-
soasconheridas 0(1 rom penhores. Tambeni
ernpiesta a seus freguezes os ligurinoa da
moda recentenenle chegsiios;e faz vesti-
dos de seda, tuucados e vealdinhos para
criaatyis, manteletes e capotinhos para se-
nhoras.e para meninas, na ultima moja
e com perfeteSo.
Vende-sa utna mobilia bem tai-
ta de Jacaranda, a saber : 18 ca-
deiras, 2 oilas de bracos, duus-j
coiisolus com lampo ae pedra,
i. urna,.ines* redonda cotn laui,u
d pedra, um sois, urna secretaria cum urna
estante duas caleiraj de balamjo, um toca-
dor, urna cama franceza com todos os seu*
perteuces de Jacaranda na ra da Cadeia de
S Antonio n. 18.
--Venueio n misases novos e outros usa-
dos, para uizerem as missas da fusta ; na
ra da Cacimba, por baixo do subrado du
Sr. vigaro Barrat.
O
p A re i a-1'reta da fabrica ?
deGaDtoisi'ailhetck C.
na Balita. O
Domingos Alves Matheus, gente .da
^fabrica de rap supwriur Areia-Prela daw
yBaln, lem berlo um deposito na ra
^d Cruz, no Kecile, u. 52, primeiro an-O
Oda r, onde se achara sempre ueste ex
cellentee mais acreditado rap: ven-Qi
Ode-se em botes de urna e meia libra,
Qi>ur pre;o commodo. jn
OOO00O0OOOt5O
- Na ru* da Cadeia-Velha, primeiro an-
dar da casa n 24, de Manuel Antonio da Sil
va Anlunes, vnude-se um rico aorlimento
de chapeos de palha de llalla,abertos, para
senlioras; eamizeta* de cambraia, coleri-
iinos. r sedientemente bordado, lucos Dnissioios,
ricas lilas, e outros o goio bem
cymo um coniHleo wr.li meato de fazendas .
milito e arroz com csea a 2$5oo
rs. cada sacra.
Vende-se no armazem do Braguez, so p
lio arco da Conceico.
Chumbo de mnnlcad.
Vende-se no armzem de J. J. Tssio J-
nior, ra do Amorim, n. 35.
.-Vendem-se amarras ae ferro: na ra
lt Smizalla-Nova, n. 42.
Vende-se um preta de nacBo Mina,
muito mocs e vistosa, que engomma, co-
zinha e faz todo o mais servico de urna ca-
sa : na rus do Amorim, n. 15.
Cordas para vioiSo < rabeea.
Sa ra estrella do Kozario, travessa do
Queimado.-n. 9 A, de Joaquim Francisco
dos Santos Maya, vendem-se as multo su-
periores cordas e bordes para vlolSoe ra-
beea, por preco mais commodo do que em
ouira qualquer parle.
Xarope do bosque.
para cura da phthisica em todoa os seus difi-
reme* grio, qur mullvda por constip.i-
(6rt, loase, aithina, pleurt, eacrroa da lao-
Ciie, dr de costado e prito, palpttafSo no
cora(o, cnquelUche, bronchrCe, dflr na gar-
ganta e tudaaaa molraiias das orgias puluio-
nares.
De todaaas inoleilias que por bcraOfa fican
ao cirpo humano, neiihuma na que mala des-
tructiva tenha sido, ou que tcoha zolnbado doi
esforros dos homrna mala endnentes em medi-
cina do que aquella, que he geratlnente conhe-
cida |or meUilia jo/. a Km vailaa cpoiai
do secut pascado liu ae oflrrrcido ao publico
dilTerentes remedios com attraladda das cifra*
ordinarias curas queelles teeui felto, porm
quasi que em todoa oa casos a illuso lem sido
apenas passagrira, e o dorle lorna a recaldr
em peior catado do qtae se achava antea de ap-
plicar o reinriti 1 to recoiinorndado : outra-
taqto nao acontece com ealeaiitraordiaario xa-
rojas do botque.
O proprietario ao principio fol Induiido a of-
ferecer eate saro'pe ao publico, depuii de ter
rttectuado em ti meimo una cura permanente;
e depola de ter a oplnlao dos priniriros mdi-
cos da Europa e dos Ettados-Unldos, de que
seu eatado j ni* dava esperanzas dr melhora,
e era como arge. No anuo de 1837 apande
orna (runde coostipacao que me ataoou o pel-
lo, e todoa 01 afn plomas de phebisica pulmo-
nar logo ae srgulraiu. Eu lloha ulna toase con-
tinuada com dor no prito, sslirava urna flen-
ma>dura e algumasjete iniaturada coiu aan-
gue, urna febre tica',' uores de nolte, eina-
grecl rpidamente, e em pouco tempo fique!
reduildo extrema debilidade.
Os meus medico (entre os quae liara al-
guna dos principar! dos Estados-Unidos) junta-
mente com ineus amigos perderain toda a es-
peranza de meu uielhorainrnto, e esperavam
que en brevemente luccumBirla.
Nesie estado de molestia por casualidad- en-
contr! com urna antiga receit dos Indios,
reaolvi-me com o consentlmento dos ineus m-
dicos a experimenta-la, visto o catado, deses-
perado do ineu caso.
.yual nao aerla a admira?jo doa ineua medi-
co, e o meu cootentaiuento rendo que deide
que principie! a lomar 0 xarope, coul.ecl logo.
Urna mudan;a no mea systema, e pela contl-
nna;ao do nso a molestia inidurou, ol tumo-
res Iformarain cabrea e arrebentarain lan-an
do grande norfia da aangne e materia. Depeal
de ter continuado eapa-o da 3 mete com
0 remedia, a rniolia molestia ceiaou inieira-
mente, e achel me retlabelecido de perfeita
s.nide, o bofe desde aquelfe lempo lemcuoll
nuado sem a menor aticciacio d enferinida
de. Nestas clrcuiiistanelas he' que me resolv
ao principio a offerec-lo ao publico, firme -
nienle convencidf de que he o UnlCO remedio
que se tein descoberto. no qiial se pode ter
coufiaoca para a cura de phllllsica prOntonar.
1 '.urou onde lado* os mais remedios tlnttam fa-
Ihado. e, ae fr tomado e applicado segundo aa
direc{dra, poucas vezes dcixar de produtir
nina cura radical.
O aeu principio de operar be fcil de expli-
car : anavlsa e acalma a incmmoda losae,
amadurece o abacesso, facilita a aallvaco, e
em pouco lempo llvra os bofes da materia que
ae rene nos luboa de ar. Regula aa fuueede
usuaca sem necesaidade de ouira qualquer rae
dicina, fortifica o systema e purifica o angue.
Nao conten, nem mercurio', opto, ou outro
qoalajurr ingrediente v-nenoso. e he feito ulii-
cailiente de rail*' torva*. Tem-se usado ba
mais de nove annoa, e he unirersatiiirnie cun-
aiderado como o grande e nico remedio paral
esta horrorosa molestia. Os seus rfi'eitos sao
em todos os lugares o meimo, adiir-ii)i. Iri
uivhuf-s 1
He grande pechincha.
A 2oo e a4o rs.
Vende-se urna porQSo de chita frsncezas,
da 4 palmos do largura, rxas, de cores fl-
xss, a S00' r. o covado ; cassas rrsnceas
de bonitos padrOes, a 240 rs. o covado : ns
rna do Crespo n. 14, loja de Jos Francisco
Dlts.
Cita a Seo rs. a libra.
Vende-se cha hysson, de muito boa qua-
Hdade, a 500 rs. a libra: na rui do Crespo,
n 23.
Manteletes e eapotinbos.
Na ra Nova n. 6, loja de Maya Ramos & C ,
acaba se de receber de Franca um sortimen-
to de manteletes e capotinhos de seda la-
vrada e lisa, da ultima moda, e que se ven-
den) muito em conla.
Para vestidos de senhoras.
Vendem-se os oais asseiados manguitos
STvestldosdeseTihora: ns ra do Quei-
irfdtt. f.
ende-se farinha de man-
' dioca muito barata em suc- ^
q cas : na rita da Cadeia n. i.
eoooooooooooooooo
Lotera to K1 oMle-.lanelro.
Aos 2o:ooo^ooo.
Na Na IsfH" dn notario, botica n. 42,
vendeoi se bilhetes .la 24." lotera do Rio-
de-Jaiieiro a tn-oefieio do Monlo-Pio. a sa-
ber : inleirrs 22 0000 rs. rrielns H.noC r.,
outro negocio, utna taberna mui-
to acreditada, e com poucos fun-
dos, na ra de S.-Therea : a tra-
tar na mesma taberna.
Manteletes e capotinhos.
Vendem-se, por 16,000 rs., os mais as-
seiados manteletes e capotinhos : na rus do
Queimado, n. 9.
Itoga-sc aos ffegnezes fliie lenham
toda attenco para fUjUJ0 sor-
timento que existe naVloja da
ruado Crespo, n. 6, ao pedo
lanipeao.
Vendem-se cassss pintadss de cores (lias,
260e 280 rs. o covado; cortes de brim
btanco deliobo puro, a 1,920 rs.; ditos de
fustflo muito finos, a 560 e 640 rs. ; casia
preta propria para luto aliviado, a 120 rs. o
covsdo; zuarte de cor, a 900 rs.; rucado
de iitth'o para casacas, a 240 rs. o Covsdo, o
outras multas fazendas por preco commodo,
Operas completas, para piano e
canto,
chegadas ltimamente, e ricamente enea.
deriladaS: de BellSni, Somnmbula e II Pi-
rata; de Verdi, Rrnanl; de Oonizetli, An-
naBol-na e Rellisario : vendem-se no pa-
teo do Coll'gio, ras* da livro azul.
Peehtrreha para a pe*re"a.
No armazem da ra do Mangel, n. S(,
vende-se farinha de S.-Calharlfla, a 1,500
ra. a sacra ; arroz de casca do mellior qua
ha presentemente, a 9,S00 rs. *aeca ; mi-
Como medicamento prevenlivo e antidoto
contra as tendencias do clima para a phihlaica,
he de grande valor, e nao d,segundo fax qual-
quer medico ou conhecedor de droga, por/m
emquanto se estiapalland* com estaa namuai
mialurac.o dueote vi rpidamente ruipriuran
do, e ca J* dia mais e mala colloca o aeu caso
foro do alcance de eefenacae '. Nao aucced a-
iii com eia preciosa medicina He *tmpre
salutar, e. seus eneitos nuoca sao damnosos.
NV> he opitica, 'nao be tnica, nao lie um me-
ro expectorante, 'nao lem por objecto afngar o
doenle para ter urna falat irguranfa. He usa gran-
de remedio, unta grande composicao curativa,
o grande e nico remedio que a sciencla e o
coolieciinenlo medico leeiu al boje produiIdo
para o traiaiucuto desu moleslla, lboje In-
conquistavel.
Em urna palavra be o inlhor remedio n
mundo, e neiihuma pessa tocada com este Ba-
grito da /harina numa*n sera Justo para (1 e para!
seus amigos, se deacer aepulinia'sein'alica-
tar sua* qualidades virtuosas Uttia nica gar-
rafa quasi que em todos os caso* produzir
urna conaideravrl mudanes no estado de qual-
quer doenca, etja ella qual [ir.
Jem curado cas9* quf ate suppunham supe-
riores ao poflr m'tdicg. Tem levantado doep-
les como que da XrpuUura. Tem curado de-
pol <|ue ] todos o on ros Tatemas, medica,
mentas e metliodos de trataniento tcem falha-
do. Km urna patarra, aV*caorto-i* o yrtdo, a
aAlhiu'ra curase.
A aouga upiuijo de que phthisica nao po-
da curar-se Ira drsapparecldo desde a iutro-
JCi ..a ...;'ia. i.icuicina. A plilliisica
Sela dcscoberla dest'e )edicainenlo .acha-se
espida de inelade dos horrores que cauava,
Em lugar de ae entregaren! ao desespero quan-
a rstavam seguro* de que a phthisica lile tt-
nba laucado aa isas aarraa. luilliare* de pea-
soas leem recorrido a este Infallivel comedio, e
com praxer e regusljo.coutinuam desfi uclando
sade neslc secuto que produiio til bcueliclo
raca humana.
I.einbrrni-se Iodo aquellcs que se achaiu to.
cado de muir lia |n3monar, qur or tosse-
eonslipafea, aslhnia, bronchltes1, pleurl. es-
carros de sangue, 46r de costado e n pello,
pslpllaco no curaoo. ,dr gargapia, e to-
daaas mais molestias dos orgoa pulmonares,
que o tnico remedio segur be o jarope da
bosque. .
I.cmbrar-sr-ha o publico que cada garrafa
lt ui doMi.flaPm com a propria aaslgnamra do
aEtnlePIPC. Yaie eCiiip., um na garrafa
coiu urna perfeita tUteccSv *obre o methodo
de usar selle, e outro no papel invollo.
Pude ser mandarn chin toda a searurldade
para qualquer parle do imperte. A orden
exccuUui te poiiiiialmcnle.
-- Vendem-se eibecadss rolicas e chitas,
o silbas de lia loros J na. roa do Tra-'
I.ww.fvwi'. o oiMiaa uo tu* m SW|W* *.' a r
ludo se venda por procos inuitos rasoaveis. Ipiche-Novo, b. 10, casa de Jones Psion & C
des, a 6,900 rs.
Veiidem-se, na ctmfellaria Ja rna es-
trella do Unza fio, n. 4S. lollias de papel de
lliitlanda pata a rola ment de inspecloies
de quarterSo, se|um o O modelo dado pe-
la secretaria de polica.
Vende-se urna bonita parilinha de 16
mos, com habilidades praprias para mu-
cama, e outra de 35 snnos, propria para
roa por ser de boa conducta : Da ra lar-
ga do llotario, n. SS, loja.
Na rna do Crespo, n. lo,
vende-se un cavado castanho, de bonita fi-
gura, anda bem debaixo s meio, pelo bara-
lssmo preco de 120,000 rs.
Antigo deposito de cal
virgem.
Ha ra do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa
no brigtie Conceiodo-de-Maria.
Vendem-so amarra da forro, ancoras,
fateixas, e estanto em verguinha : na roa
do Trapiche, n. 10, casa de Jones Patn & C.
Vende-se um casa terrea Ha ra Au-
gusta, n. 20, grande, bem construid*, com
ruta I murado, cacimba, porta, e que ren-
12,000 rs. mensaes; urna dita oa ru* do
S.-Cecilia, n. 14, com commodos, quintal e
cacimba, e rende 8,000 rs. ruensae; a quin-
ta parle do sobrado de dous andares, no
largo do Carmo, n.7 : ludo por preco r-
soavel, para ajuste .de contal 1 aa rus de
Crespo, o. 16.
A 2,24o s.asscca,
Na ra da Cruz, 110 Recite, armazem n.
13, o ns rus da Cadeia araiazem de Cam-
pello Kilho, vende-se farinha de mandio-
ca do Cear, do excellento ijualldadc, a
2,240 rs. a sacca.
mmmmmmmmmmmmmmmmmmmgm
Escravos Fgidos.

Der : iihoim" ** vwv ,o. ,..nua u,vw i o. ua nrraruipurruir, a at.ainj ru. w Bacca mi-
quarlos 5.100i*., oilavos 2,800 r. o vlge-|lho,a 8.800 rs.;atroz pillado, aiccas grat-
simos 1,400 rs.
Ven'd -se, ns rus da Cdels do Recife,
n. '39,'cha hjison em caiiris grtndes, de S.-
paulo, mullo bom, por preijo commodo.
Agencia
da ftmdigo Low-Moor.
RD. DA SENALtA-KOVaV, M. fa.
Neste estabelecimento conti-
na ha ver um completo aorli-
mento de moendas c meias moen-
a*), para engenho ; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido t
coado, de todoa M Umanhos,
para dih. *
A elles que sao baralissimos.
Vendem-se sapat5esde lustro, a
2,000 e a5oo rs. o que valem
de feilio : na ra da Cadeia do Re-
cife, n. 9, loja.
Vendem-se 8 escravos de 25 annos, de
lindas figuras, muito eorpolentos a fortes,
proprios para armazem de assucar : na ra
das Larangeiras, 1*. 14, segundo andar.
Vende-se, por preco com-
modo, palhinha para cadeiras;
chapeos do Chile muito bons, de
tres qualidades .* a tratar na ra
do Trapiche, n. 34, cotn Novaes
5c Companhia.
Vende-se, por preco com-
modo, fumo em folha para charu-
tos, muito superior, e para mi-
lo, mais ordinario; farinha de
mandioca em saccas ; potassa em
aniquinhas : no caes da Alfan-
lega, armazem de Das Ferrera,
ou a tratar rom Novaes & C. na
ra do Trapiche, n. 3^.
Saceos novos de estopa.
Vendem-se 120 saceos novos de estopa,
cada um com duas varis : na ru* larga do
Hozarfo, n. 48-,' primeiro andar.
Urna escrava parda de boa
conducta.
Vende urna mulata de 31 nno, insigne
costureira, poi cot* 0 fbl eamisas par
horneo o vestidos par senhora, cose pa-
litos, colletes e calca*, he boa engomma-
deira e ptima compradeira, muito fiet, e
iiSo bebe espirilos ; urna bonita e refoica-
da escrava engomma leira e cozinhelra,
cuja eonduct* se adinc* : n* ru* larga do
Rozarlo, n. 48, primeiro andar.
Vende-se um escravo de ptima figura,
meslre csrreiro, e que he encllente para
todo o servico de campo : ns rus do lloapi-
' d, n. 9, se dir quem vende.
Bancos.
Vendem-se nticos de pklhinha, com 7
assentos, divisfio de ferro, e alguna envor-
uizados, proprios para algum (healro, SO-'
ciedade ou aula, por ments de seu valor :
no thealro da rus da l'iaia, fallar com
CuilhermeSette : tambemse venite bast-
lores, pannos, o ludo o mais ralaliru a
thealro.
ladteria do Bio-de-Janeiro.
Aos ac:ooo,ooo de ris.
Na loja de miudezas da praca da
Independencia, n. 4, vendem-se
os af'01 tunados lillietts, ios,,
quarlos e vigsimos da -x!\.* lote-
ra a beneitcio do monte po.
-r Chegaram do Itio-deJaneiro alguna re-
tractos de 8 M. 6 Imperador, litografadoo
a meio corpo, e oa mais besa parecidos qua
na-corte actualmente exiatem, proprios p-
r reptrlielo publie* ou MlSo, Sua Mages-
lade asta fardado de generalsimo, con,
su comsnenda do cruzeiro : cada retrato
uta 12,000 rs. : oa ru do Trapicho o. 40,
2.* andar.
A 4,ooo rs. o par.
Vendem-se aapatOes de lustro psr* ho-,
niem, muito bem feitos, 4,000 rs. o par :
no AlerrO-da-Iloa-Vista, B. 58, loja do cal-
(ado, junto a de selleiro.
^s'Sapatcs para meninos.
CIU
-r 12 asvaos, muito *Mn> fei ios : no Aterra-
da -Boa-Visls, o. 58, loja de calcado, junio
a de selleiro
Vendem-se saccas com gotn-
ma superior, a 4,S:. em 1' ra-de-
l'ortas. tua do Fikr) n. 104.
Vende-se, por o 'dono ter
Fugio, na ntite do di T de Sclembro
indo fazer o despeijo, a parda Joanna, de
25 ao annos, alta, chela de corpe, cara re-
donda, olhos grandes, desdentad* n -froti-
le, peilo* cahiilo* e rheios, maose res gran-
des o groaso j levou vestido de chita Ordo
j usado, uinas rselas funcez** oas ra-
lbas : quem a pegar leve-* 1 ru* llirell*,
n. 7, terceiro andar, com a entrad peta tu
da Penda, quesera generosamente recom-
pensado.
-- Fuginm, do ngeato Outravapos, a
regeezi da Muribec*, dous esorvos, san -
do um da nomo Job, da 20 asnos poueo
mais 011 menos ; he alto a ctiaio do orpo,
com falta de um dedo em um dea |* : e
o outrov de nomo Alfonso, do IS a*no, pou-
co mais ou meaos, rosto botuto a leve-
mente lalbtdo, de altura regular, coreo
bem feito : ambas nuito estpidos: quem
os pegar leve-o *o dito engenho.
4W04OOO.
Ftigiram de bordo do brigua
Sem-Ptir, vindo do Kio-de-Janei-
ro, dous escravos, sendo um de
nome Sabino, de cor parda,a esla-
lura regular, de ao annos pouco
mais ou menos ; levou calcas e
camisa azues, e bonete encarnado:
o outro de nome Euiebio, criou-
lo,de a4 annos pouco mais ou
meaos, estatura alia\ levou el
camisa e bonete atues. Ppga-
auloriJadea policiaes e capitfies de
campo, que os apprehendam e le-
vem-nos ruado Trapiche, n. 34
OSHM ata Nna; *; CoSpSr.hia, ^u
recompensar.
Fugio, uodi*|primeirodoerronts, do
engenho Oncas-Velliss, do Sr. Anl*>**o -
reir da Cmara Lima, oan preto do aoma
Thomiz, de estatura sita, alguma eouza
magro, com falta de cor, falla branda, e
descansada; desconfiare que esteja nal
preca : quem o pegar leve-e ao dito ongo-
nbu, ou nesla pr*ca, na ra da Praia, o. 50.
No da 20 do correnle, fui comprad* a
Snra. H Auna Joaqun* Perer* Arantes,
um* escrava de naci Mooambique, er
muitofula, enodia 21 Hkgfo, levando um
laboleiro com velas de carnauba o ?tJlro
com bolos, ala prela de lila, muo da Gos-
ts coa franja br*nca, etido do akiu er
deroa* anda por Usar, tai* branca ea-
uiisa de aJajodozinho: quem o pagar lave-a
ru da Mangueira, na Baa-Vista, n. 10 ;
assim como ron a todMi a* aetana* en-
carregadas da polica, taolo dentro como
is dacidade captura dess tacrav* qua
j- ataaaia Yjrrrflrir '
ii,.h.ii 1 .' n', 1...............
Pi. rsittr. nn. r. Mmm. IfM


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