Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07038


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Full Text
Anno XXV.
Quarta-feira 16
mnsi o* cobmios.
Goianna e Parahibs, Pio-Grande-do-Norte, toda* as quintas feira a
nelo-dia.
Cabo, SerlnhScm, Itio-Fcrmoto, Por'to-Calvo e
Macelo, no 1.*, a 11 e 21 de cada mu.
Garantan e Honilo, a 8 e ?.3.
Boa-Vina e Florea, a 13 e S8.
Victoria, i quinus felrat.
Olluda, todo o din.
ZFHMaiBIDF.il.
PnilES Di Uk
. Nova,
1 Creic.
a g, mi 36 n. da t.
- 13, ao 10 m. da m.
Chela, a SI, a. 15 m. dam.
Ullng. a 28, as 2 horai da t.
UBOJi.
Primelra a 1 bota, a 18 minutos da urde.
Se gnnda a 1 bota e -12 miuutos da manuia.
Je Outubro fe 1850.
N. 234.
'ICO PA 0CBIP(J0.
Por tres nieie (adlanudusj -iOOO
Por seis mezes 8/(100
Por un anno 1&000
DIAB da sknawa.
U Seg. S. Caliste Aud.do J. dos orf. edo m. 1 v.
1.') Tere. S. Tbereta de Jeius. Aud. doJ. da 2. v.
do civel. e do do fritos da fazenda.
16 Muart. Marllniano. Aud. do J. da 2. v. do c.
17 (Julnt. S. Ileduvigcs. Aud.do J. doi orf. edom.
del. v.
18 San. S. Lucai. Aud. do J. da 1. r. c. e do dos
felto da fazi-nda.
19 >b S. l'edrod'Alcntara. Aud, Ja Chae, e do
J. da 2. v docivrl.
80 Dom. S. Joao Canelo.
CAMBIO M 1S SB ODT1SO.
Sobre Londrea, a 28 li2 d. por liTOO rs.
a Pars, 346.
Lisboa, 100 por cento.
Oiiro. Oncas hespanhola..... 29/000
Moedas de 6/400 velhaa. 16/000
de 6/100 novas lb>IO0
de4|0Ot>....... 9/100
Prata.Patacea brasilelroa.... l/"60
Pesos columnarioi..... 1/960
Di los mexicano..-,. .. 1/800
i 60 das.
a 30/000
a IB/400
a ISM00
a 9/iOU
a 1/9R0
a 1/MU
a 1/820
parts official.
Comirinndo d.i armas.
Qtsartd f*$ral Mcidade do fteeife,em H de
utubro de 1850.
iTtpgaj no Df A H. fM.
O marachal de campo graduado, eom-
mandants das armas, ten Jo vista a parle
que na data de 9 dest mez Ihe dirigi o Sr.
oronel graduado commandante do ten ei-
ro ba talli Jo da artllharia p, dando e |ce-
cucBo aoart. 3da lei de96 de maio de!8:35,
deolera antele por excesso de liconc, i u
Sr. primeiro-tenanle do mesmo batalliflo
ManflSl Joaqulm de Barros.
Antonio CnrraSera.
EDITAL.
De orden do Sr. mireohal de tampo gra-
duado Antonio Corris Sera, eommito-
dante das armaadeste provincia, e com Bm
previsto no art. 1 da (ei dn S de maio de
1839, te fz aaber ao Sr. Manoel Joaquim de
Barros, primelro^tenente do terceiro bu t-
lhSotle-ertilhariaa p, que na- furnia pres-
crita no art. 3 da tneaena lei, sedeve apre-
seatar ara prelixo prazo de dois mezes, valo
ter excedido a liepnca que tere por despa-
cho d presidencia de 7 de agosto ultimo,
para ir a corta do Rio de Janeiro.
* Francisco Carlot Bueno Deschampa,
Cepilfio ajudaote de ordena.
siiapeitos-ar. deseuabargador Luna Freir que
aaatrcaentou para er oovaaieair dUlribuida.
Ho toraai julgadoi os dciuaii feitol coUi dia
taatgaadn por haver faludo a sessio o Sr. des-
embsrgador Souia.
tevantou-se a sessao ao relo dia.
TRIBUNAL DA RKLa^U)'.
SESSAO DE 14 DE OUTUBRO DE 1860.
raaaiotacu DO kxm sianos. conseuiemo
SEVCDO.
A'a 10 hora da maunSa. achando-ic presea-
tes os seubore* dceint>argadnrea Ramo.' Villa-
res, Haatot, Leao, ltabello, Lona Freir e Tel-
les, faltando cuan causa a Sr. deiembargado-
rea Souza e Poace, o Sr. presidente declara a-
beru a sessio.
JULGAHENTOS
Anrnyo.
Aggravante, Adorno S. Martn; aggravado, Au-
na ftlaabrt Adelle Poeuon. Nuo tomaram
conbtcUacnlo por ser aprcieatad Aira do
termo legal.
tuueiifcua.
Appellante. N. O. Bitber &t C.; ppel|ada
adiuiuistracao do patrimonio do r
desta cidade. Mandaran) com vista
PEi.NAMBUCO
JURY DO RECIPE.
S.'SKSSAO OH1MNAHIA OESTE ANTO.
Presidencia do Sr. Dr. Ntiva.
Dia 10 de outnbro de USO.
A'a onzeborasda manh3a, feita a cha-
mada, acham-se presentes 38 Srs. ju-
rados.
O Sr. Presidente abre a sessio, continan
do a multar os Srs, que. team faltado sem ex-
cusa legal.
O Sr. Presidente : .- Vsi proceder-se ao
sorteio do concelho, que tem dejulgar .
reo presente, secusado pelo crime de komi-
cidio.
Sorteado o coocelho, sahem escolhidos os
Srs : Amaro d Barros Correa, Onorro Jos
la Costa,UanoPl Lobo de Miranda llemiques,
francisco Manoel da Cruz Coito, Candido
Thamaz Pereira Dnlra, Joaquim Francisco
de Albuquerque Santiago, Antonio Csrdozo
le Qoeiroz Fnnseea Jnior, Jo Kodrigues
Pereira, Francisco Augusto da Costa Coi ma-
mes, Francisco Jos da Silveirs, Manoel Pe-
reira Caldas e Jusquim Alves da Silva, os
quaes preatam o juramento doeslylo.
O Sr. Presidente faz ao reo o seguate
Interrogatorio.
Juiz~Como se chama ?
i--Firmino Pereira da Costa.
JuraSabe porque est preso, e vem a es-
te tribunal? >
/to-Sei. sim.Sr.
Jui'sKnlSo porque he?
#Veo--i'or impulacSo de urna moflo.
iuizK morte dad tai queni f
/Vi-|iizeni que fui n'uma mulber.
Ju'j Record a-se -Jo noroe dessa niullier ?
aWo~Clumava-sts Francisca.
JuaKntSo, nfio foi o Sr. quera a ma-
juir.niao, 0:41
tou?
J^o-Mfio, Sr.
J.--He soltero,
fle'o-Sou v.uvo.
casado, ou viuvo '
.uvo.
rad.rgual-e -- *-----r'-srajr'*~r nr inCjtl -~4/U/i&ffi'a cbamaa aua taoltiar ?
da ooria.
mAeaacOas.
AppellSBtfs, Joaqulm Goncalre Vielra Guima-
rae ouiros appellada, a adinluistrac.'.o
doi esUbeUciinenlos de caridade.
aiTisOas.
Paiaoa do Sr, daembargador Rabello aoSr
deseanbargador Luna Freir a seguinte appel
laclo em que sao:
Appellante, a admlnitraca do patrimonio doc
orpbaos detta cidade ; appellado, o Exm. bla-
po de Marianna.
Pasiou. doSr. deaembargador Luna Freir ao
Sr. deaembargadar Tellea a seguinte appel la-
cao em que sao:
Apprllanlej, Antonio, Fabio de Mendonca e
aua mulber; fwrllados, atevao Jos Pac
Brrelo e suatuulher.
Paliaran do tir. desambaraador Telle ao Sr.
oeteiiibargador Reios a* argulotes appella-
cea m que u :
AaiMlUntc, Francisco Carofiro. da Silva; ap-
pellado, Joio Al ve de Carvalho Cejar.
Appellaates, Raphael Antonio Cocjho e outros;
appcllada,.Mariana TliaodocaCoelbo.
- I DiSTaiaicOB.
Ao Sr. desembargador Ramo a seguinte
appellsco em qua ao :
Appeltaiue, a Jiutca appetlados, Damlao Soa-
re* da Ora e outros.
Appellante, Mano I Wunea de Rairos; appella-
dos, Antonia Mues de llarroi e outros.
Ao Sr. desembargador Villares as seguinte
appcIUfea em que sao :
AppeUante, p juixo ; appellado, Manoel Valen-
liiu Francisco.
AppeUante, Manuel Mara Ferreixa da Cunha;
appellado, Antonio Galdioo Alves,da Silva e
ouUos.
Ao Sr. desembargador Basloa as irguiutei
appellacon emque sao:
AppellaBlr, o Juiattv appellado, Manoel Jos
GoncSIre.
Appellante, Joaquim Caraeira de Soma Lacer-
ia ; appellado, Francisca Maria e Jawquim
Joa Ferreira.
Ao Sr. draembarrador Leao a seguinte ap-
peHacao eiu qua aa :
JOle
dBfji.ntosReUlbo.
Ao Sr. dcxaibargador Rabdlo a egulnl.s
causa em que sao:
Recurrentes, o juiso e JUiii de Albuquerqu.
barros : recorrUo, Ilenrique Jos Rrayner de
Sonta lUogei-
Appillantr, Jos Diogene de Bonrbop; appeMa-
da, o julso.
Appellante, o Julio; appellado, Jooeseravo
'de padre Carreta da Araujo.
AoSr. desembargador Luna Freir a seguin
tea appel lardea em que ao:
Appllaue, a jusilca appellado, Barnabe Pe-
reira da Racha Ufeelfo.
AppeHaule, o jUo ; appcUao. Joa,Evangelis-
ta da Coala,.
Appeliantc, ot Rodrigues do Paco; appella-
do, Manoel de Souza Guimaiea.
Appellante, a julio d razenda ; appellados, Se-
bMUao Antaoio Paes arreto e outros
Ao Sr. desembargador Tilles aa segninles ap-
pelracoea em que sio :
Appellante, ojalzo; appellado, Ma FratMiaca
Tavarei.
Appellante, o Julio; apratuado,francisca Aa-
lonio.
AppIUute, FrauekeoVaz da Silva; appellado,
Jos Joaqulm Crrela da Lu.
. y II. Rala,
dastnaiasgado'
iav-B Francisea.
JvisDn que morreo sna tnulher?
MoIf.Ho sei dizer.
Juii- iNJo ooorava com ella era casi ?
Ilu--Morava, sim, Sr.
Jk'.s -E nfio sabe de que ella morreu ?
leo Ku no sei dizer de que morreu.
JuiaQue lempo Taz que ella fallecuu '
Ke'oMo sei.
Juis-'E he esss a morte que Ihe he impu-
tada?
ReoSica, Sr.
Jai;Sabe porque Ihe imputara a morte
de sua niullier ?
Ho-tUo aei ; nlo, Sr.
Juis-Em quaoto ella era viva, esteva sem-
pre en, boa harmona con ella ?
HoSempre, sim, Sr.
Jais Nunca teve occtsiSo de Iba dar
pancadas ?
' ReoNunca.
JuiaNlo se recorda de liavc-U um dia
tlrrado ?
rreo-Nao, Sr.
Jai':--Ouvio dizer, ou eonstou-lhe que al-
guem Ihe dsse ?
Reo NSo, Sr.
Jhi'sAonde se acluva no dia em que el-
la fallecen ?
HoNao eslava ahi; eslava lora.
Jui-EnUo uto eslava em casa ?
JMoWBo, Br.
luisQuando voltou, que dias fazia que
ella tir?ha tallecido '
JUo-Wo sei dizer.
Jui;-E nao tratou da indagar porque ella
fallecer ?
JWe~-Nao tra lei} nflo, Sr.
Jan;-Conservou-se era casa depois da
inoitede sua mlher ?
HoConservei-mr, sim, Sr.
Jai:Quando fol preso T ,
/o.-Parece- ie que 0 anno passado.
Juic--Ms, quanlos dias depois dn eslar
em casa ?
JtatoMa aei dizer.
Jan" Quando se racollieu soma, que
diasfalia que aua mulber (inba morrido?
Reo NSo sei di7er.
JuisMorara s com sus mulher, ou ti-
oha oais alguem em casa .'
fleoSo com mirilla mulber.
Jal'*-No dia eni que sua mullier morreu
voc esleve com Anlooiu de Suuza Uariz ? quenle.
Reo Nflo, Sr.
JaisQuando deu casas pancadas em sus
mulher, era dia ou noite ?
Jro'"-Nfio sei dizer, Sr.
Juii- Sabe escrerer?
o-Nao, Sr.
O reo inunpgado he pardo claro ; repre-
senta 12 anuos ; tem pbyaionoaiia carran-
cuda ; vem bem trajado, e conserva-se sem-
pre cabiabaixo. He aecusado de nevar da-
do em sua mulher Francisca Mara dos Pra-
zerea urna eurra, da qaal Iha reaulluu a
morte. pondo-llin.'tffiuiia um. csrds 50 niw-
eeco, pendente do leito, para que se acre-
ditaste que ella se liarla eulbrcado.
Proceder.a leitu'a- das pacsa do pro-
ceaso.
OSr. Promotor : Srs. jurados, Firmino
i AM.iha>tal> ,.0 r Pereira da Caau h trazidu hoja pirante
idor Tatle por se havardado de pela jiujtica puMiCl como cnminoau e
morte contra sua mulber, pelo fado que
.narra o libello, queeu pauso a ler. ( U. j
O artigo, pois, em que se scha incurso o
aecusado exprime-se asadm. ; /..' )
Srs. jurados, o objeeto da presente acou-
sacSo, esse Tacto que nos deve oceupsr bo-
je, se ve do autodeCorpo de delicio a fo-
Ibas. que procederam os peritos chama-
du para este Gm, os quaos, examinando o
cadver da mulher do reo presente, acha-
ran que ella havia soffriio urna aurra ; e
oeste auto de vistoria, tambera referem a
Iclrcamstancia de mrfwrein adiado urna cor-
da presa ao pegcoa da fallecida, mas de
um modo que nltr mnsirsva ter ella auc-
cumbido ao easCarcsmento. As testemu-
ohas primeira e segunda que jtiram no pro-
ceaso, dizem que o reo presente Ibes disse-
ra que a mulher havia soffrido delle um
sorra; e todas as mus teslemunhas disse-
ram ser voz publica que o reo havia morto
a mulher com urna grande surra que Ihe
dera ; acoressentando miis que. elle Ihe
pozera a corda so pescoco para inculcar um
genero de morte diverso daquelle que ella
havia realmente sorTrido.
Julgo, pols, Srs. jurados, que o delicio se
acha prnvado, e o delinquente reconheri-
lo; entSo, convencido eu de vossa rectidSo,
nio Cansarei mais a vossa pssciencis, ceno
le que sati-fareis justica com a punieflo
que vos he pe I ida ; aguaroMdo-me no mais
para ao depois da defesa, cujos argumen-
ios procurare! refutar
O Sr. J. A. de Figueiredo : Srs. j irados, ha
fartos Uo sobrmaneira graves, ha factos
So immoraes, que s a simples imputacSn
basta para estabelecer a mainr prevencSo
contra a pesaos que he indljNtada como au-
tor delles. Neste caso. Srs. jurados, se acha
o meu cliente ; e essa prevencSo que qussi
temer acconrunha os grandes e atrozes
crmes tanto mais searreiga noanimo dos
juizes, qua nlo tnaiorea dilUcul la.les encon>
tram elies em descobi ir o ulor do furtos
tSo extraordinarios, ou omines assignalar
a causa. Sim, senbores, a infeliz mulher
do meu cliente foi encentrada mora, rom
um laco ao pescoco, e com algumas contu-
soes. em sua propria casa ; e, na impossi-
bilidade de descobrir quera foi o autor de
sus morte, foi esta attribuida ao sen mari-
lo, sendo que s a gravidade do crime he o
queda peso a semelliHiile impulsen o.
-Srs, jurados, faTiamente o principio pre-
11 icioso qua,nos gautoa daaaadoa ogra
fue noe criases y mais atioees e por eonee-
punte mpenos wrovavcie \Vaslaram ei canjee-
turna para a conif.mnacao dessppareceu
pelo progresso da sciencia ; e o nosso cdi-
go peosl consagrou a sua proscripcSo, quan-
do no artigo 31 mu positivamente determi-
na queasiuniii conieelura. por mais vehe-
mente que teja, dar lugar impositto de
pena.
Srs. jurados, antes que eu me oceupe de
demonstrsr-vos a innocencia do meu clien-
te, consent que vos diga duaspalavras s-
mente contra a morosidade doseu proces-
so; morosidade que nSo posso deixar de
altrihuir, senSo a m vontade da autnrida-
Je proressanle, ao menos a sua culposa ne-
gligencia. Desde 15 de marco de 1819 echa-
se preso na eadeia desta cidade o meu cli-
ente, e s hoje foi que se Ihe consenlio vir
provar a sna innocencia perantevos. Va-
rios requerimenlos fez elle ao cliefe de po-
lica, e at um inderessou ao Exm. presi-
dente da provincia, allegando e queixan-
do-se la prepotencia da aotoridedt proces-
sante, e se nSo fossa o grande auxilio do
nobre orgfio da justica publica tal vez que
anda elle nflo viesse responder e dar conta
de si ante vos. Dizendo-vos i-so, Srs. jo-
ra los eu nflo quero de modo algum acen-
sar essa autoridad processsnte ; mas s
fazer-vos ver que ha nease procedimento
um grande abuso ; abuso que a le teve em
vista mui terminantemente prevenir, de-
terminando que o formafUo da culpa nio ex-
cedeste o prazo de oito dias. ou pouco mais
quando houvesse grande o/fluencia de nego-
cios-- ; aflluencia que nflo pode ser invoca
da pelo subdelegado de Muribeca.
Srs. jurados, he aecusado o meu denle
de haver sssassinadosua mulher com urna
grande surra, e a nica prova apresenlada
pelo illuatre orgSo da justica publica he o
auto de corpo de delicio ; lie, pois, senho-
res, na analyse desse auto de corpo de de-
licio, que consistir loda a mioha defesa.
Primeiro que ludo cumpre queeu vos a -
virta que o auto de corpo de delicio nSo
imu.. Hu-ui seja o criminuau eo.. ven-
lica a exislencia do fado ; e esse facto ou
lodo ser casual, ou pode ser commeltido
palo pruprio paciente, ou tambera por um
teioeiro O corpo de delicio, pois, solado
de provts, demonstrando a existencia di
facto, nBo prova a exislencia do delin-
ss exame, nflo obstante a existencia do la- ivam injedsdos de sangue ? Examinaram o
co no pescoco dessa infeliz mulber ser um testado dos ptilrnes e do coraeflo ? Verifica-
forte'incentivo para elle!
Srs. jurados, o mais poderoso argumen-
to presentado pelo orgfio di justica publi-
ca he o ter sido encontrada a corda frouxa
no pescoco; mas ainda quando essa cir-
cunstanciase dsse, ella nSodestroe, nem
exclue a existencia on a possibilidade de
um suicidio por enforesmento, que talvez
fosse verificado se se tiresse procedido a
um exame regular.
Srs. jurados, Francisca Mara dos Praze-
res, tendo (rahdo vergonhosa e infame-
mente a seu marido, ten lo adulterado com
o cimbado do meu cliente, tendo talvez
soffri lo, era consequencia de t3o vergo-
nhoso procedimento. algum castigo de seu
marido, he bem verosmil qun pordesespe-
-ose houvesse suicidado. E,snhores. he
sso o que eu acho mais provavel do que o
dizer-se que a morte provea da surra de
iue nos falln a ju-tica publica, cujo autor
lias nflo est condecido; he mais provavel
(ueessa mullier. caso tivesse sofTrido ojos
to Castigo de sous crimes, aguilboada pel
remorso, sequinsa de vingauca, e impossi-
lulilaila de obl-la contra o,marido que
corrigra ; he mais provavel, repito, que
issa tnulher, violentada par paixesexira-
irJinarias que della se tivessem apo lera-
lo, recorresse por desespero so suicidio,
lo que, que fosse murta pelo mari lo.
Na verdade, senhores juarados, ainda supon-
do a eaistencla dessa surra, 9upondo a eiisten-
cia das contuies descriplas no autodocrpo
de delicio, provenientes das cordas com que
e diz, castigara o meu cliente asua mulher,
nao se pode collegir de maneira alguma que
eise castigo piodii'.Isse a morte ; e nao se po-
de collegir, senbores, porque em materiade
lacios dessa ordein nao se pode formar ennjec-
turas, mas aem ter convicedes, Hlhas de um
rame minucioso, eiame que nao teve lugar,
como J vos eu disse, Porquanto, nao tendo
os peritos ou curiosos, procedido a analvse des-
as contusdes, nao e pode de inaoelra alguma
provar que elle feriraiu orgaos principaes da
vida; neni que ollendcram as viceras, produ-
sindo comuiocdes; o que l e poderia saber
le se tivesse feito autopsia do cadver. Na fal-
ta desse rame, senhores jurados, como allir-
lar-se que foi a surra que produzio a morte ?
Ionio ter-se a cooviccfio que etsas contuses
poieram li n aos dias dessa infelii mulher ? Nao
ser, portanlo, mal provavel que ella arrana-
da por vlolenlaa paiiea que esse castigo fez
nascer em sua alma, se tivesse suicidado ?
Ijuantos horneas tem posto termo a sua exis-
tencia pelo suicidio, san o menor motivo appa-
rente, e al nn gozo da mais completa ventu-
ra ?! Qurm pode prever as palios rlolentas,
os vuledes que se passam em notsa almas, e
advinhar-lhes os elfeitns?! Supondea eiisten-
cia de tars paiides n'alma dessa mulher; su-
ponde-a ferida no leu amor; abrasada no de-
aejo de vinganca; desesperada pela sua fraque-
za ; e alm disso com um temperamento san-
guneo, e vos julgarris que a distancia desse
estaiio ao suicidio he neohuma.
Senhores jurado, pelo auto do corpo de de-
ram se este eslava cheio de sangue, e se a-
quelles, chnios de ar para poderem saber se-
se deu o eoforcamento, e se esta provea da
apoplexia ou da aaphytia ? Nada disto 6ze-
ram os peritos 00 curiosos, porquanto nem
examinaram os signaes internos, ne'n os ex-
ternos, que costumSo presentar os suici-
lius por eoforcamento.
Senhores, nSosei se he no corpo de de-
licio que os rosselrna, que fram chama los
para decidirem da lib-rdade evida do roen
cliente, affirmam que o laco, alm de se a-
char frouxo, nflo deixra no loa alguma no
pescoco. Mas a falta dessas nodo is, a ausen-
cia mesii) 1 de vinco, ou sinta que faz o laco
nSo p lera destruir a existencia do snici lio
pelo mil'01 -aiiiiMiio ; porquanto militas ca-
sos hade enforcados que nflo Dresnta >n
nem esehymozes nem vinco. Cumprindo
ainda advenir-vos que a existencia de taes
phenomenos depende do lempo em que he
feita a observacfln, pois que esses signaes
em minios casos ou nSo apparecem, ou ap-
parecem minias horas depois do enforca-
nento. Porm, se esses cu'osos nflo pro-
cederam todos os exames necesssrios, se
ellespnrsua ignorancia nflo podiam fazer
esses exames, como he entilo que a aecu-
sagSo publici, somonte bascada em conjec-
turas, pode:, dizer ao meu cliente fosles
vos quem assassinou vossa mulher. II 111-
possivel urna tal alfirma(3o. Mas dir an-
da o nobre arcusadnr alm do laco a-
char-se frouxo, aln das no loas que appa-
recem no pescoco das enforca los nflo exis-
tirem, o lac eslava amarrado ao leito, e,
ainda quando essa mulher tivesse querido
suicidarse, nflo o poderia fazer em rasflo da
pequnna altura, a Mas, senhores, innmeros
casos teom navidn, e a sciocia os tem regis-
trado de homens |uese suicidaram cora dous
ou tres ps de altuia, e alguns tilo forte voli-
tado mostraran!, tflo vtol-nlo desespero os
dominara, que se enforcaram de baixo para
cima.
Senhores, eu, fallan lo-vos nesta materia,
talvez que vos pareja quando nflo suspeito,
ao menos obscuro, porque, nflo sendo pro-
fessional, nflo posso em pregar os termos
teclinicas da sciencia; mas permitli-me que
eu vos lea duas paginas Oeste autor, por
onde veris a que exame devem se entre-
gar os peritos quan lo team d? verificar ca-
sos ddsa orJem. Mi o Sr. Bri mi, que, fal-
lando dos casos de sanrpensSo ou enfoica-
mento, sssim se oarprime :
Ordinariamente imaginara que nflo po-
de haver morle por suspensBo ?cufio quan-
do o corpo est era urna posieflo vertical, e
cujos ps nfio pousam nem sobre a Ierra,
nem sobre movis, ou qualquer nutro ob-
jectos. Metzger e outros autores sustenta-
ran! que, ainoa quando o individuo tenha
formal inteneflo de suicidar-se, o inslincto
da da conservado que se faz sentir desde as
^SZ!!^!Jij^^S!tf^iJ?S!.^.^!tl'? primeiras angustias de urna morte violen-
ta o leva a apoiar-se sobre tudoquanlo o
cerca. Mas nem sempre assim sucende : seja
iirine/a de resolueflo, seja a perda dosenii-
mento desde ns primeiros momentus da a-
perlora do pesCoCo, Os exemplos de suici-
Jiua por suspensSo inoympleta sflo tilo nu-
merosos quanto bem averiguados. A 27 d
fevereiro de 1831 um alheada, que com
tranquillidade lomflra a sua sopa, no lempo
da visita de Esquirol, e que mostrava ne-
nhuma ideia ter de suicidio, foi encontrada
enforcada urna hora depois. Ella tinha pos-
to ao pescoco urna corda cujas pontas pas-
sidas de detraz para dianle, esiraplesmenle
cruzadas debaixo do queixo, e seguuda vez
,.iis.s.ulas para traz, e&lavam presas a um*
estaca de 65 reniimetros ( dous ps) de al-
tura, enfincada no cbBo na eminencia de
nenhuma e pode uppor com fundamento ra-
oavel e milito menos ler a certeza de que a
surra (caso exislisse} tivesse morto a mulher do
meu cliente. Kssa conviccao eu a derivo das
proprias palearas de que se servirain os curio-
sos que furain chamados para pnicederem ao
ex une, porqnanti: he patente pelo uicsino auto
do corpo de delicio que a surra foi muito an-
terior morte dessa mulber, que a surra e a
norte foram fados muito diatinctos e que se
passaram em pocas diversal. Sim, senhores
jurado, os peritos fallam na esittencia de ei'ea-
irites; vos sabis oque lie una rirutm ; vos
sabis que quano qualquer meinbro do corpo
he ferldo, ou seja por instrumento contunden-
te ou por instrumento perfurante, nao pre-
senta nem pude apresentar lugo cieatrises: a
uaturrza a esse respeito, como a eipcriencia
no-lo demonstra, aprsenla urna serie de phe-
nomenos anteriores as cieatrises: aparece pri-
rubor ou a enchaco da parte
melraiuenie o rubor ou a ,...,,...... ,,., .
coalu.a ou Tend; vem depois nodoas mais ou- umi 'a 'einnha. E para que a corda enter-
neiins lvidas; apparecem a eeefiaozn; a au- rassee Ihe apenaste o pescoco, foi necessa-
puracao, etc., e por fin as cicatrlzes. Mas
ellos 1,illao de cicalriset nao podlao estas ser
lenas no momento ou no dia em que a mulher
morreu mas sim dias anteriores.
Srs. jurados, o valioso argumento do no-
bre orgfio da justica publica contra o sui-
cidio dessa mulher be a ausencia daseschy-
raoses edo vinco que costumSo apiesenlar
os pescocos dos que se suicidam por enfor-
cameuio ; e o nilo achar-se aperlado o laco
que fra encontrado no pescoco Ese laco,
porm, se foi encontrado frouxo, foi porque
uo a lia da falrscida, leudo se dirigido Com
mullas outrs pessoas ao lugar, por um nio
vintenio muito natural o desaperlera, igno-
r'Jjsers du'l'l ni!en:;M que a-
ni proviuham ; e tsso teve lugar antes que
chegassem os peritos. Senhores, essa mu-
lher existe aqu, e vos a interrogareis a este
respeito. Mas quero conceder inesmo que
essa mulher meniisse. quero sopporque o
laco eslivesse com elTeito frouxo nSo se po-
de dar o enforcamenlo com la^o frouxo? Os
exemplos sflo numerosos : vssabeisqueo
enforcamenlo p Je ser ou por meio da as-
phyxia, ou pela apoplexia, segundo o laco
apena j os orgSos respiratorios, ja as veas
jogulares ; ea maneira por que p le apor-
tar o laco lio muito diverso, ou pela dillicul-
dade em correr o n, ou pelo molo por
que esse n corredizo se colloca no pesco-
co. E em consequencia dessa variedade, que
nflo po e ser prevista, acontece ou que o la-
to aparta a laryux, e entSo, comprimindo a
garganta, tem tugara asphyxia pela inter-
ceptado do ar nos pulmois, ou euiflo, corn-
il.10 as veias junuinres, t-tn logar y eH-
fdreametilo por cougeslio cerebral ou vpupte-
xia. Mas os plieuomenosquo a presenta tu es
lea dous modos de eufurcameuto fram ob-
servados .' Procedjraui os peritos a aullio-
psia do cadver? Verilicaiam lodos os sig-
naes que apresentam os suicidados .' Abi 1-
Srs. jurados, Francisca Maria dos Praze-
res, mullier de meu constituate, foi encon-
trada com as contuses descriptas no auto
do corpo de delicio, e com tima corda ao
pescoco, atada a urna das columnas do lei-
to. Os peritos, procetiendo ao exame do
cadver, nflo cumpriram nenhum dos de-
veres rigorosos que a justica e a humanida-
de Ibes ioipem em objectosde tanta pon-
derarlo: elles nflo aualysaram a natureza
dassaacontutet, nflo descreveram adimen-
flo e a iniensidade deltas ; nflo assinoala-
ram.osorgaos ftidos, nnralnun elles ti-
vessem originado, qur nos lecidos celu-
la/ea (Aibxutaoeos, qur lias viceras por
meio tas Commoves qoe piirvenlora po-
deasern existir ; nflo procederam finalmente
ao exame dos phenomenos internos uu ex-
ternos, que cosluniam apreseuUr ossuiai-
ios peioeniorcamuuiu, seaprezaram as-raui u craueor Viram se as meninges esta-
rlo que essa mulher se deixasse escorregar,
voluntariamente pelo declivio do terreno.
Urna jarJineira que aviradelonge correr
para ella, acotopanhada ao mesmo lempo jo
um oralicanto, que para logo Ihe fez a aber-
tura da jubular ; mas todo osoccorrofui
intil.
Eis, portanlo, um facto bem celebre de
urna suspensSo incompleta .*
a i.'io iiumeiii preso durante a noite, e fei-
chado na pnsflo de um corpo de guardas,
foi encontrado enfurcado duas horas desos
nos caxilhus ou grades de urna janelU, que
nflo luiha sonto um metro e 17 c... (tres pos
e 10 pollegadas) cima do solo. O cadver
-ds?; ?,Mnrai. es !n:.ra i" i,,;.;jj
em ierra, onde os sapatos tinham gravado o
vestigio de grossos pregOS- Uulro Indivi-
duo se enl'01 co'u do mesmo modo com o len-
co em umajanella tflo bata, queoobrig-
ra a deixar-se escorregar at a posicSo de
um homem assenlado, de sorte que seus ps
e pernas loca va m em Ierra. Depois de ha-
ver escripto urna carta em que declarara a
sua resolueflo de desamparar a vida, elle ti-
vera o cuidado de atar fortementeas mos eos
oulro lenco, auxiliado dos denles, a
Se no fosse, senbores, a declararlo feita
por este bomem, dr-se-ia que elle se nflo
havia suicidado, o fado de sua morte, a pri-
ado das utdos, a altura em que eslava, tudo
dsmonslrava que elle nSose suicidara, mas
que fra asssssinado.
J vistes, senbores jurados, factos'apre-
seulados pelo Sr. Briand, provaodo dilTeren-
tes suicidios por suspensSo incompleta, e
n'uma altura her! pequfts. Eu P5*so '!-
vos o seguiule, anda mais potare!, referido
pelo mesaio escnpior, e que se acha consig-
nado na Cauta dos Tribunuss de 10 de eutu-
oro de 1836.
Um preso liuha amarrado os saus sus-
pensorios a um dos (arana da ianella. exces-
sivamente bixa, de aua pnsflo, e aura, sea
1 Aon


^,4 ^ ^S1T**.V*
^
Ierro aos suspensorios, de n-odo que fonra- Vos vftdes pois, Srs. jurados, quei anda
\a um s corredio seu corpo eslava rst' n- I "ni nobre c-rgo^da Justina P0,'c,c*
JiiJo Imrijontalmnnie com h face contra a
l" i a. i- linlia sillo prt ciso para realsar-se o
suicidio, que elle entesisso o corpo, e o
oooserjasse suspenso ao' de cima do assoa-
llio nlc o momento om que perdeu os sen-
tidos.
Portanto, scnliorr-s jurados, nto vejo que
srji contra a possibilldade do suicidio d
mulher do meu cliente o achar-so alia pen-
dente da columna do leito, e observar que
os meamos curiosos affirmam no seu infor-
mo auto de corpo de deudo que a corlas-
achava amarrada cima do lastro do lei-
to, e por consequenria na extremidade
oh pelo menos no meio de urna das qua-
tro columnas que formam o quadrado do
Jeito.
Quanto, porm, ao no apparecimento das
nodoas no pescoco, soccorro-me a .Iontrina
do mesmoescriptnr, que, combatendo o er-
ro de se reputar smente como enforcados
aquellos que aprpsentam eschymozes ou no-
doas. assim se exprime :
o lie igualmente erro o julgar-se que to-
dos os enforcados leem a face inenada e l-
vida, os olhos sabidos fra das rbitas, a
pona da lingoa fera da bocea, aperlada en-
tie os denles, empretecida e tumefacta, to-
das as feices conlrahidas e o pescoen mar-
cado por nma profonda cinta, com derr-
mamelo d#> singue no tecido cellular sob-
cutaiipo. Tal potleria ser, na verdad?, o
quad'O de criminosos que perecpssem pelo
supiilieiO da corda, e tal pile ser anda o as-
pi cto do individuos enforcados, ou estran-
gulado-: por ni flos tiomicidas, oque sonti-
ro tmlus os borrores da morte sem po le-
rem subtrahir-se a ella; geralmanlo, porm,
os individuos quo se euforcam leem pelo
contrarios face paluda e a pbisionomia es-
tupida do homem que, sem g andes dores,
pedo pouco a punco o conhecimento de-
baixo da influoncia de um eni parte cere-
bral.
V'in to pouco he exacto que se encontr
Constantemente no pesclo dos enforcados as
csclymozes. as infltracdes de sanguc no tecido
o I lulo i sob-culanen que iiulr'ora econiide-
rava, como igual essencial desse genero de
minie. Ka Ailciii.ii.li.i Klein observou quinte
casos de cuforcaiurnlo sem achar una s ra-
chynoie. D'eulre seis observares colllgida
por I li-.clini.inn qnalro, Ihe deram o inesmo
resultado. He verdade que Remer ella 81 ee-
cbyniu7.es cm 98 casos de rnforcaineuto; mal
esse Tactos n5o leudo sido observados por elle
nieamo sao duvidosos. Na Franca Marco pare-
ce ter seguido a opinio de Remer sobre a im-
portancia dos eschymozes co io prova doen-
furcamenlo; no numero de cem enforcados na,
dizellc, quando muito dez que noaprescn-
tem esclyni'iic (Annars de Med. legal, v. 137 J
Mas pur uulro lado hsqucral. Drvergie, Uilita,
Ollivlrr, d'angrrs e lo.los os hoineus prnfrssio-
naes cujos nomes tem autoridade, ailmillein
ci-mo um tcto Incote-la vil, que no miior nu-
mero uieciat de enforcmexla, nao ha etrhimoici,
que en gem t ha etchymnze quando ao fado io
enfnrcamenlo te junta alg na violencia, quando par
ejemplo o tnfa comento he obra de homiriilot que
exerceram nina Iracro violenta no corpo de sua
tu lun ou cnliio (cun mais rariilade) quando o
Individuo piodurando-se cm urna grande al-
tura cima da Ierra se deiiou cahir repentina-
mente.
J vedes, senhores jurados, que pode nao
baver essas noduas, pode nao hver' esse
vinco e todava ler [havido o suicidio por
cnforcamenlo, e que nos casos de suicidio
he quando menos apparecem ossignaes ou no-
doas, at echymozet os vincos ect, porque o
liumein que he enforcado violentamente luuii -
do com todas as suas forcas contra os que Ihe
I ii. n ni tirar a existencia por semelhante meio,
lie que anda depois de morlo, apreseult na
sua phisiouomia o traeos indicadores dessa
lucia, que os horneas d'arte verilicain.
Mas quando ou por desespero ou por cora-
gem olioniein pem termo a sua existencia, a
phisionoma nao aprsenla semelhanles traaos,
o laco vai aperlando paulatinamente o pesclo
al a pcnln dos sentidos e da existencia. Se-
nhores jurados, aflirmandn, pois, o meu clien-
te que Dio assassignra sua mulher, nao ha-
vrndo leslemunhas que o cunlradigam, nao
havendo no corpo delire o csclareciuieutos so-
bre o genero da inoi,' d'essa infeliz nao se
podendo saber na fal^desses eselarecimeutos,
se foram as contusdes o que motivou a morte
ou se ouve suicidio, impossivel beque.rus de
s queira sorcorrer circunstancia da falta
da cinta ou vinco no pecoijo, e da noexis
(enca do no loa ou eechytnose; inda qum-
'o a juslica se queira soccorrer a circums-
tancia da pequea elevarlo do leto, todas
as suas conjecturas e argumentos caern por
trra a vista da opinifio do homem da scien-
cia, que acabo de ler vos a vista dos vexa-
nies que se JpixarSo de fazer.
Senhores, se nSo losse o receio de abusar
la paciencia com que mo ouvis, eu vos lena
alguns exemplos extraordinarios, apresen-
tados por este inesmo autor de clamorosas
injusticias commettidas pelo jury, devidos a
ignorancia e a negligencia dos peritos lio-
mons innocentes teem sido injustamente
condernnados en casos semelhanles, por
erros ou omistoes havidas nos corpos de de-
licto : e eu vos aprsenlo um facto smen-
te, que milita relaeflo tem com o caso pre-
sente, accontecido na Franca em 1806, e que
nesta obra se acha consignada.
Os Srs. D. e J., ollciaes de saule, sao
cha nados para fazorem o exame jurdico no
cadiver de N, mollairo no municipiode P,
o qusl tinha sido encontrado em p, com
face apoiada no mu fcil declivio da calca-
da do seu tanque, com os bracos cstend-
dos, o chapeo na cabeca, e smente coberto
com duas polegadas d'agoa, achando-se o
pos alolados na lama na prorundiladi de 6
pologa las. Os peritos omitooi a abertura
do crneo, e referen todava que acharam
o cerebro engorgitado. 0 cadver tifio ofle-
recondo vestigio algum do violencia exter-
na, ora natural concluir que a sobmerefiu
tinha sido por acciJente, maso clamor pu-
blico qun s busca culpados, dirige suspei -
tas contra o Sr. II. visinho e amigo do de-
funto. llm segn lo exame foi ordenado, e
verificou-se que abertura do crneo tillo ti-
nha sido feit. Em virtude do que o Sr II
foi reconhecido innocente : porm urna lon-
ga detenco, debates sempre penozos, um
lispendoso processo foram o resultado do
esqei-iroento do principio o mais simples de
medicina ju liciiria.
Bis-aqui pois, Srs. jurados, o que succe-
de quando os corpos de dilicto nao sSo
faitos com a regularidade iudisponsavel
para o descobriment da verdado, ou una
coademnacSo iniqua, ou pelo menos o suf-
frimento de um nomem innocente por una
longa detenco, ble que elle po*sa provar a
sua innocencia. K se o segundo eianmi
que se proccJ -a no cadver fose m 'is pus
sivel i Se elle j eslivesso sepultado ou des-
truido, nSo seria con letnnado um homem
innocente s por negligencia dos peritos? !
Senhores, anda qua fjsse exacta a exis-
tencia dessa surra, eu vos tenho privado
ou o proprio corpo de delicio, que vos no
podis considera-la cono causa da mo'la ;
mas caso vos persuadis da existencia de
semelhante 'acto, ms parece que semelhan-
te procedimento no era criminoso atienta
n sua caus; lembrai-vos que o meu cit-
onlu era un marido trabido, um lio nem
f.-rido no que do mais piezavaa sua honra
e de sua familiapelo adulterio da propria
mulher; ese repulis enmo crine o casti-
K que meu cliaute inlligio a sua mulher,
entilo tambem d.-vels julgar criminosos os
ais que castigan os hltios, os amos a seus
servos, ole. .
Senhores, anda quando tivesse haridir
gum excessj da parle do meu cliente;
quandoessa surra fosse um pouco mais ri-
gurosa do que devera ser; quando einfim
vos possais tachar da imprudente ou de cri-
minoso o procj lmenlo de un honwn, que
feriJo em sua honra, no calculara no do-
minio do sua paixo, o mil qun Cavia, alUn-
le para a cnormnla le do delicto dessa mu-
lher com quem Cora casado o met cliente !
Era nma mnlher adultora, que abusando do
seu lelo accarretava a deshonra e o opro-
brio, para s e sua Camilla era urna mulhei
jue pelo a luldeterio Cazia conCundir o san-
gue de seu marido, cim o do inCame C03.
quem se p'ostutuia Era urna mulher que
h/ia com que seu marido roparlisse o Ciuc-
lo de suas afadigas, com fillio que tilve*
no i-..-.'ni seus Itefiecli bem senhores,
5.' Ilouve ni roo sunriorldale m exo,
de maneira que a offendida no podesse de-
fender-se com probaliilidade de repellir a
offens t
6.* Houve do reo supnoridado em Corga,
le maneira que a offendida no podease de-
lender-se com probabilidade de repellir a
iffensa f
7 o Honve no reo suporiondade em ar-
mas etc. t
8.a Exislem circumstancias attenuanles a
favor do reo.'
0 jury, tendo-se recolbido A sala das con-
ferencias, vollou nouco depois, responden-
do : quanto ao primero queaito slm po' 10
votos. Quanto a,o segundo, sim por8 votos.
Quanto ao terceiro, no por 8 votos. Quan-
lo aoquarto, sim por 10 votos. Quanto ao
quinto, sim por 10 votos. Quanto ao sexto,
sim por 8 votos. Quanto ao stimo, aim por
9 votos. Quanto ao oitavo, nato por 10 volos.
0 Sr. juis conformando-i com a deciso
do jury, proCere a seguinte
Semienta.
A vista da deciso do jury sobre o faci e
suas circumstancias, con lemno o reo Fir-
nino Pereira da Cosa, pardo vuvo, natural
desta provincia, a 9 innos e* tnezes de pri-
a3o simples e multa correspondente i meta-
de do lempo ; pena esta que, da conformi-
lade com o art. 49 do cdigo penal, corres-
ponde ao grao mas-imo do art. 205 do mes-
no cdigo, em que julgo o reo ncurso pe-
las offensaa que lirera em sua mulher Fran-
cisca Alaria dos Prazeres; sen Jo pagas as
custas pelo mesme reo.
O escrivo cumpra no mais o seu regi-
ment.
:i.ovanta-so a sessfio s 5 horas da tarde.;
minio de per\.ubi:co
Bicirr. is os ouTcano di lasa.
inru rlienle, seiuelbaule senteuca, apoiada em
conjecturas, seria iniqua. I'.pois nao pudendo
descobrir-se o autor do facto, vos no pode
cnodeinnar um hoivein que pode estar Inno-
cente.
Senhores jurados, eu ainda vos quero ler
urna pagiiiH, bem sel que abuso um pouco da
vossa passlrncia, mas qundo se trata de escla-
recer fados desla ordem ; quando a negligen-
cia pnilc acarrelar consequeuciat to fuuesia-i
toda a paciencia he pouca. Apreciai a seguin-
te desciipco e por ella vede quanlas averigua -
frs furam apresentadas, alias lnispeusaveis
para < conhrciiueulo d venlade.
A rslraugula(So ou eulorcatnento pdem
com II. ii" apreseniar duas uidens de pli.no-
uenos nuil diversos: a morte tem lugar ou por
,-..iiyi.f.i.i cerebral ou por atphiuia (por sufu<-a-
11..) r no uiaior numeio dat vezes pelos d.ms
snodos ao inesmo teuipo Entre 102 ubserva-
ces rolligidas pur Remer nove veies houve evi-
dentemente tpoplexia, seis vexes tu[ocacao, e
em 8 caaos elle achara os slguaes da apoplexia
nonio, aoa da suflocacau, (em 19 casos a morte
licou indeterminada.)
Essas dlOerencas rrsiiltam em geral do mo-
do porque tem Md-> posto o laco ein roda du
pesclo, islo he, dos orgol'coinpriiuidus por
este, e da exleofSo, forca, durafao malo* ou
menor da couipresiao. Se o pescof o au tem
de quando o corpo be por assim dizer imples-
Seule suspendido pelo queiio em una Tolla
corda sem n corredio, ou quando alguma
causa empedira o n corredio de eacorregar e
apcriar-bt-, o U90 apoiado de cada lado no n-
gulo doqueixo e no opophyte mattoidia deixa li-
vreapaite posterior do prscoco, e nao Intcr-
roiupe complelaineole a circulaco das veas.
ISe-iti- caso se o la^o est applicado cima do
usso kyoede o individuo perece quasi iuslaula-
iii-menle por atphiiia, por que todas asparle
mulles compriiniias para traz fecham a aber-
tura superior do laiynye. o inesmo verosimel-
ineule succede quando o lafo ola applicado
entre o anolyuide e a cirtil.igi-ui thyroide. Mas
ac o laco est enllocado sobre esu ultima car
tilageui, o ar pode ainda penetrar no pello, a
anorte he menos proinpla, e provean ao inesmo
triupo, j do obatacula que a compresso in-
compLetfi ^lo latynge oppe ao livre accesso du
ar, e j do obstculo que a compresso Incm-
plela dui rasos oppe a rolla du sangue paia o
coraco: ba por consequencia oeste caso ui-
phixia e congvlao cerebral, (guando o.pcscocu
tem sido comprimido circularmenle oua cuiu-
pressao lem aldo pouco furte (po exeuiplo, ae o
n corredio nao se lem aperlado de todo} enlao
o ar chega ainda ao pello, mas para logo o >a
gue se aceumula na veas cerrbraes e prodoz
todos os accideutesda cunurslio ou eutu o lacu
mente
ziado.
e oeste caso o individuo perece aapbi
creteis nma sentenca enndemnatoria coutraolnas consequencias Talaos do to hedlundo
crime, veJe que horrores no proJuz o
adullerio. Da om lado a deshonra do ma-
rido, e pelo outro a injustica, e a peililu
feila cotila um pai, obriganJo-o a coosi le-
rarcono seus, filhos que por natures-, u
nao so
He por causa do adullerio que tantas fa-
milias existen prostituidas, he por isso qu-
nos vemos irmSos de g-inios I fio oppostos, o
inimigos im.laCiveis un dos outros, e le-
dos dos pais que Ihes deram una exisienc-a
vergonliosa, que anles teem como um o,iro-
brio, do que como um betielicio.
Finaliiienie Srs. jurados, se vos julgarJes
quo o iiipu cliente 13o subremaneira ultra-
jado, nlo poda castigar sua mulh'r, nu
po leis concluir que con osla ca>lig livess
lie a DleoffiO de tnala-la ; vos no po-
dis snp.i tanta perveisi Jado em um ho-
mem que nunca se mine mu con crima al-
gum, en um homem na flor da iJade, e qu^
anda no foi trasido para os iribunacs. O
homem senhores, no so faz perverso re-
pentinamente, e vos sabis quo em tudo
naluresi paieco que camiu'ia gradualmen-
te, eassimcoinooliomcn para serviituoso
precisa do longos esforcos, conslanta pra-
tica oa dverea, assim iwC.IS i-rs c.C
chegar ao mais alio gf*u do crime, he mis-
ler combater pouco pouco os bous nslnc
los da iialuresa. E pois Srs. jurados, eu
espero que en attencu as rasos aprosen-
taJas pela defeza absolvis meu cliente, e
oliran lo assim vos iris de ..ccordo a justica.
A requerimetuo do sr. advugado sfij in-
lerrog idas Ir* tisteinunlias da defeza, das
quaes a primeira, lia d Tallecida, diz ha-
ver-lhe lirado a cor Ja que ella liuha no pes-
coco, easoutras juraui no Ihes constar
que fosse o ru o aulor do assassinalo, bem
cuifo que auppunliaui haver-se a mulher do
leo suicidado.
Anda replica o Sr. tV. promotor, e tre-
,.|ica o ad'Oga lo da defeza.
OSr. 'rendente faz o relorio da causa,
e entrega ao conceliio os seguinlea
Quuilot.
i oroFirtiiiiio Hereia da Costa pia-
cou o facto, de que he aecusado de ler feito
ulTensas physca em sua mulher Fraucisca
M.ina dos Prazeres ?
2 Kssas ulTensas foram graves?
S. Das oir-ns is que o reo fez em sua mu-
iIot r ijHQu-fne a uiorte ?
i. 11 io praticou o Cacto de que be aecu-
aado com abuso de coofianca, nelle posto ?
Pelo vapor BaAfatina, chegado hoje dos
co'tus do sul, recebemos joruaes do Ro do
laneiro al 4, e da Babia at 11 do correte.
Quanto i corta, comegaremos por pzopor-
conar aos subscriptores do Diario a caria
l no ao Mercantil,^ Baha escreveu o seu
:orrespotidente dalli, sb a dala de 4 do
correntp, a qual lie a qu > segu :
A ordom do da nesla capital so os
negocios do Sul, e aquelles quo lem mais
ou menos relaco inmediata com a us-
sa frontera por a,quelle lado do imperio.
0 general Cuido, ministro de Buenos-Avros
no s pedio os seus passaportes. como sa-
ino antehontem barra Cora, cortando as-
sim toda adiscusso diplomatic!, que cm
nomc da conCnderaco Argenlinfi entreti-
nha com o governo brasileiro. Kfio Coi es-
te acoiitecimento oriundo de oceurrencia'
sobro vindas, nem de ordens recentes do
dictador de lluenos-Avres, como se disse
com a chegada do vapor de guerra inglez
Hi/leman no dia i do mez que acabou, po s
que da ultima nota do Guido, tUlada de
!:i da quelle mez, ombora entregue ao mi-
nistro dos negociosestrangeiros oSr.Pauli-
110, no dia 25, se ve que as questoes so ns-
mesmas. e o pedido dos passaporles ante-
rior chegada doquellc vapor, proce-
dente do Rio da Prnta .
Com u remeda dos passaportes pedi-
los, o ministro (los negocios estrangeiros
Jirigio ao (iuido sua ultima nota em data
de 30, o por esta poca mostrou o Sr. Pauli-
no a sem razao com que proceda o minis-
tro argentino, o a prudencia, moderadlo e
sabedoria, con que procede o governo do
Imperador, sustentando os direitos dos ci-
dados brasileiros. a dignidade, cahuna
nacional.
* Desde que no dia 26 se dvulgou a na-
ticia do pedido dos passapertes, Ficaro ab
sorvidas todas as alLoncfles por esle obje-
cto. e a curiosidade publica excitou-se
le uina maneira extraordinaria at que o
Jornal do Commtrcio do dia 2 a veio saciar
com a publicaco das 5 ultimas notas tro
cadas entre a legacSo Argentina e o go-
verno Imperial; sendo duas do mez do
j 1111 lio desdi anno e trez do mez de selem-
bro ultimo. Essa publicaco Coi logo a-
companhada de mappas demonslrntivos dos
prejuizos, que o general Oribe tem causa-
d 1 .ios subditos brasileiros estabolecidos no
territorio occ upado pulas Coreas deste cau-
dilho, donde ae v que das estancias, que
a ellos pertencein se acho embargados ar-
bitrariamente 101, e abandonadas por can-
s de perseguidos 87, ao todo 188 com 814
m cabecas de gado vaccuui, 16.950 caval-
I is, e 49 escravos, sem metter-se cm con-
ta o gado das 17 estancias embargadas,
011 abandonadas na Cronteira de Jaguaro
e llag, de cojo numero no ha ainda exa-
tas inCormaces olliciacs.
Prejuizos tilo avultados, expoaces
tilo desabiidas a sabditos do Imperio, ro-
il 1 -i 11 iin immensas familias ao dest ro,
a miseria, so os justo* motivos dos clamo-
res de toda a provincia do Rio Grande, do
acto do desespero, que os lempos passado^
praticou o haro de Jaculiy, o das reclama-
co.-s do nosso governo, as quaes. Oribe,
bem longe de dar aatisfag.lo, a pede por
fictos, a que elle proprio lem dado causa,
apoiado pelo dictador de Ruenos-Ayres, ou
antes como nairumeutu deste. E como o
governo do Urasii nu queracceoi a sua
ignomia desamparando os direitos de seus
subditos, ceconhecendo que Oribe faz mui-
to bem em llageilar, roubar, o exterminar
os brasileiros eitabelecidos no territorio
oceupado por elle, ou por suas Coreas, e ad-
mittindo-o como legitimo governador da
repblica Oriental cuja cu'mpanha apenas
domina pelas Coreas e inspiraces de llosas,
em menoscabo da soberana e independen
ca daqu-lla repblica, que o Brasil obri-
gou-se pela convengo do 27 de agosto de
1828 a sustentar, e defender, o ministro da
confederadlo argentina, naturaimento pe-
las instrucees, que lom do seu governo, da
por lindas us/alcOes diplomticas cora o
Imperio, e pedindo os seus passaportes, um
tanto biuacamenle, despede-se do Brasil!
Ha preciso notar-so que o governo bra-
sileiro lem suportado com a mais inaltera
fe! prudencia a icgssSo argentisa a lempo
immenso. Nodiaem que Ionio remettidos
os passaportes ao Cuido completaro-se 19
anuos que esle.diplamata havia partido de
lluenos-Ayres para a corte do Imperio, e
aqu tem residido otdo esse longo espaco,
sempre a Cazer reclamaceS para Iludir aa
I justas queixas, quo tem o Brasil dessos 111-
commodos visinhos, ebarulhar asdiscus-
soes, em que se Ihe nSo pode negar muita
habilidade, a par de vivo Interosse pela po-
ltica do seu governo. Prasa a Dos que
este noftre general nSo encontr no ciumo,
e na brutalidade do dictador do Buenos-
Ayrcs uma paga bem diversa do mrito dos
aervicos prestados a sua patria .'.,.. O Gui-
do he o nico dos generaos da independen-
cia, o nico argentino capaz de fazer trente
a Rosas, que rosta para ser.degolado, Cuzt-
lado, ou envenenado por este novo ero
No Ihe quero estar na pelle, e sinto a sor-
te que agouro ao homem, que, com quan-
to ervisse a uma causa m, e em compe-
tencia com auossa patria, he sem duvida
um excellente cavalheiro, e um pai de fa-
milia respeitavel. Tendo-o por pessoa de
honra nfio posso duvidar de que o Guido
retirou-se do Brasil bastante sensiblisado,
e agradecido ao ptimo tratamento, que
constantemente teve no Rio de laneiro. Sua
dslincta Camilla, aqu acolhida carnhosa-
nente, e to relacionada, como se flumi-
nense fra, despedio-se debulhada em la-
grimas. Serfio as saudades de tantas fami-
lias com quem contrahira aroizade? Ser
a idea fxade que a sua patria tom da entrar
em guerra com o pai/, que Ihe prestara to
bondadoso acolhimenlo? Ou ser tam-
bem esse tilo sentido apartamento um fu-
nesto presagio da sorte, que os espera em
Buenos-Ayres ? Um novo agouro suc-
cedeo a sahida da barra, que foi abalro-
ar o lli/leman com um brigue-nsctina, que
entrava de Mangaratib, por ser noite, e la -
zermuita cerraco, resultando alguma a-
varia de parte a parte, e tomar o comman-
dantedo vapor o expediento defundial-o,
e mendar conduzir o brigue para dentro do
porto.
Na ante-repera do embarque lol o Guido com
a familia apreaentsr sua peasoac despedidas
Suas Magestade lmpcriae, e consta que forao
rccebldos com acoslnuiada bondade, nuistrau-
do-ae a Sra. e lilha do Cuido exu-emamen te com-
movidas, e lacrimosas.
llavendo-se rompido as relceles diplom-
ticas entre a cnufederaciTo argentina e o Hra-
sil, seguir-se-ha lininedialainenle a guerra ?
Digo que nao. Ser ella linpreteri vel ? Digo
tiiiihrm que nao
a Da parte do governo imperial sobrfio as pro-
ras de que nao ha desejo algum de lancar o
Brasil em uma guerra, em quanto a paz for
compatlrel com a honra e dignidade nacio-
nal ; c ae duridas reslasiem obre as iotence
do noaso governo, a b eslara pira dissipa-las
o ultimo periodo da nota du ministro dos ne-
gocios eitranaeiros, quando reinetteo os pas-
saportes ao Guido. Iranscrere-lo-hel textual-
mente :
O governo imperial, pelo conirario, tem
apto e he lio leal, que nunca duvidar ubs-
tiluii disuustcles interinlnaveis e extcrcis por
rouvenedes suleiunes, que aa evilem para o
futuro, e que, regulando por tuna maneira po
sima e clara todos os pontos que tem sido ; e
infe.luiente anda ho de ser causa de discor-
dia entre at nacionalidades que oceupo o
sul da ainerlca meridional, cuutribuio para
continuar slidamente a sua independencia,
e com ella a paz, a liberdade e a ordem.
Da parle de Rosas, com quanto se mostr
elle altivo, arrogante, desarrasoado, sedalo
de sangue, e inquieto, como lodo os lirau-
oo e ambiciosos; aluda nao es elle desempedi-
do das coniplicarncs cota a Franca, posto que
houresse asslgnado uma conveucao com o
almirante Le l'redour, a qual j lu remelti-
d 1 ao governo'frauce/. em um navio, que aqu
ent-ou arribado, nao se podendo aflirmar qu
srja fufalliretiiieole lafilic.nla.
Concdldo ainda que a Franca anprove a
couvcnco Le Predour, e por uma poltica la-
qualiliuavel concorra para entrega da praca
de .Montevideo i Oribe, que uao be seoao lu-
gar lente de Rosas, tem este de ir primero
atacar o Paraguay no duplice Hu de comple-
tar o aoligo vicereioado de buenos Ay.es, aug-
mentado a suas turcas, e cercar o rasil por
todo o lados posstvei pondo ciu pratlca o
eu inslinclus de odio e de vingaiifa, equi-
;a ni. sino de maior eugrodeciuienlo de ter-
ritorio a cuna da unlo, e iulegridade do im-
perio.
Nao contesto que realisado o plano de
Rosas de conquistar o Paraguay com essas vis-
tas de inclhor aggredir o Urasii, a guerra vlr-
nos-ha mais larde slm, mas sempre a terciaos;
c oeste sentido nao poda eu negar 11 inipie-
lerivel, que niuitos alriuao. Todava ba u-
ma conaideracao a faier-se, e he que ludo i-
so praticaria Hoaas, se vtsse o Brasil de inios
atadas, inerte medroso, ou descuidado do
seu futuro, e vtaes iutereses. Maa nao cs-
laino oeste caso. O gorerno ao lado da pru-
dencia, que Ihe acousclha a poltica, e o re-
cunhecinienlo de suas neccisidades, prepara-
se mu seriamente para tornar o Imperio rW
pcilavel, e poder interrir elilcazineote nau-
tenucao da independencia do Praguay, reco-
nbecda pelo brasil; c, logo que ae acn ne.
te poni, Kosas ba de arrear baudeira, ou
addiar os eoi plano, entretanto que reoba
o diabo, e o carregue paia alivio da huiua-
nidade ; ou aoras exploae inieruas Ihedeeui
que fazer no circulo da actoal conlederacai.
Em summa lenho como remedio iufalli vel
para erilar-se a guerra do lui o preparar-no
seriamente para ella.
Pelas providencias, que vejo ir dando o go-
verno, emendo que elle compiehcnde bem
a siluaco, e nao admira que at o ti ni do
auno teuha collocsdo na provincia do Rio Grao
de urna torca de 14 mil horneas da diversa
armas, contando com a G. N. daquella pro-
vincia, orgaulsada como vai sendo, em vir-
tude da autorisaciio sobre eK auxiliar do
exercito as .proriucias frouteira, que foi vo-
tada na priiueiru tessao legislativa desieanno.
O vapore da companlua Imperador e mpt
rarii, que foro levar o segundo batalho de
fuzileirot, apena chegaretu ( e nSo txrdaro
a laso) tur nao coaduzado o qu'-'
dores, com taais de oito cenia
IMauuau pC.U :- T-, -
comprovinciano o lente coronel Tamarindo,
e uma companhia de arlilberia.
O cooselheiro Sebastin do Reg BatajB
I
circumi itanclai que aooncelharam dar-e de
mioe i^colher-se o Pedro Ferrelra, em quei
concorc i a circunstancia de achar-ie cm di
cm os nrgociosdo Rio da Pral, onde t.-ni
coiutnai tdado. a claco annos desta prrtea(].
vi on val, que l temo estacionada, dando
de si bo a contas, e mostrando par tu cor-
r -pondencla com o gorerno, que comprchen-
de perf. ilamente aaquealfleaque c all renti-
latn, e a poltica que mais interessa ao imperio,
e se conforma coin a vista do gabinete. Re-
conhecea mais o gorerno que o Pedro Ferrelra
osstxe (entiinentos verdnleiaainenle naci-
mes, bantaute actlvldaoe, e deaeju ardente de
tornar-se notarel por meio de serrinos impor-
tantes, nao Ihe fallando capaeldade itellectual
para bem administrar uma provincia. Parece-
me tamben que o Pedro Ferreira se acha mul-
lo asaC.o para a diresefio da provincia do Rio
('.rindeno sentido das vistas pacifica do go-
verno imperial em relacio a> qursuScs oovn
Oribe,. Digam lo que quixeremdo Pedro Fer-
relra ; eu o lerti sempre por homem ordelro,
anillo do Brasil, penetrante, ralente e aspiran-
te ilc gloria, c sobre taes predicado Julgo
nao'ter aldo infeliz a aua noiutacao para pre-
sidrmte da provincia do Rio Grande na ac-
ta ea circumstancias
'* Para substltullo no cotnmando da diviao
do Liio da Prata fot oomeado o Marques Lisboa,
a quem se deu tambera a fragata (JoMiiluifdo ;
toas coaita que eiedlllncioulficialde marlnba
represenlou que oao poda seguir lio depressa
para seu destino, pedindo um mez piafase po-
der apromptar. Nao sel se foi attendiu ou se
per Uso lera o goveruo de laucar mo de ou-
tro, J ouri d|zer que serla chamado serrl-
eo o Taylar, e empregado nesta commissao.
Sem disciplina, e disciplina rigorosa, nunca ae
portera ter nem exercilo nen armada, que
trvao he preciso que se teoha muito einrls-
11 esta rerdade e nada poupar, nem por descu-
dln, nem por condcceodeocia, para realissla
entre n como be inlsler.
'' O general Antero Ji ae rcha etnposssdo no
cominaodo das arma deala corte, concedendo-
se a dnmlsaao que pedir o conde de Casias,
conforme annunciel na inluha precedente sarta.
Este tacto oceupou bastante as couversaces, e
alguma cauta o jornalismo, querendo todas In-
vestigar a causa do puso que deu o conde, e
formando cada una o seu julio a rtspeit Eu
j dlsse que a raiao foi o desgosto por ter o
ministro da guerra nomeado uma commissao
para inspeccionar o carpo, existentes su cor-
te'; e insisto em que esa razio foi, pelo me-
nos, a ostensiva, e he a que melhor quadra
com alealdade e carcter brioso do nobre con-
de. O Imperador concedendo a dlinisso pe-
dida, mauduu lourar ao metmo ooodc pelo
serrinos prestados, e bom deseinpcaho do car-
go, que acabara de txercef. A ordena de
S. U. I. foram cumprida mediante um ariso
pelo mi uist rio da guerra. Ule-se que o con-
de se tornara -to desgoitoso que parta paira a
Kuruna no prximo paquate loglec com sua
familia, e at alirmou-se ler para |o pessa-
gem paga ; ina fot iovenco dos novellista, a
que nao dera causa o cunde, ante preparon-
..-, como tem feito. para ir ftatsar o rerao na
ua i'azenda de caf. siU B' extremas desta
prorincls, e auturisou a alguu joroalista pa-
ra declararen falsa a noticia eapalhada de ua
Ida para a Europa. Qulquer que teja a In ils-
posl(o, em que saache
ninsterio, especiaTToeate domiu
ra, tifio diutluue late se
que profesa, o respeitoegraii
o conde a respeilo do
gfsWo inonbarca, e a cuna
co a que ae acha uaatato;
da guei-
ordcui,
cousa-
Ijaollti-
u disto
iarte uestes da bordo do paquete Ingles
para Europa afim de engajar estrangeiros, con-
forme a autorisaco da le do orcamento, prlu-
cipalmeiile, olDciaes, e praca Habilitadas aa
arma le arlilberia de que bavemos inuiu pre-
ciso, e da Europa nos poda vlr esse forne-
chamou o marecbal Uro-
duride, aguarde-:
clamado osseus lervicaa, aj.-----
no couceito que formo desta Uatincta bra-
aielro.
' Por occaslo teste a outros. eineUiaale
fallatorio, espalbaiam tjkve estiva a dUool-
: uuinodilicar-se o miaiteno, daudo-ie
organisadurdostoro o Honorio Herm-
o,' ly raudo o UolUadt, Caraalc ni-, na ubi tu o
Caxiav Kol essa uma das lillas noticia cha-
madas da meia-iioiie, que ae tnveolaui a cada
passo. Nfio ba motiva algum 1 ara mudancas
ao gabinete, que tem, a cuaftanea da cora, e
se acba unido em vista polticas, possuido
dos nial patritico* entntenlos, que o lerain
a fazer lodosos sacrificios a bem da causa pu-
blica Qual seria, poi, a rata* para diuolier-
se, ou niodilicar-se um uiiublcne, que tem
sustentado a ordem no Interior, e dirigido as
qnesles externa de um modo lio prudente
eilluslrado? O (imples prazer de verem-se
trocadas algunas entidades peitoaes ? Uto
nao be admiMivcl em um pala regido seria-
nieiite. nem por qualquar iiiteressa secunda-
rlo se deve fazer urna mudaoca que ic torna-
ra corocoadora dos iiiisagos Internos e ex-
ternos da unio ilo Imperio, rendaJ oividido
ou fraccionado o parildo da ordem. Nfio ha
necessidade alguma de darein-se por gasto
estadistas qae o uo cali Ouilalslerio aatwal
acha-se anda mais b ibllita o paiz do qua no momento d.: sua lrVacao,
poique ento adlfficuldade eram luutrnsas.
legadas peto ataido deaorganaadur,que etteve
ou poder por malfadados a..nos,e boje depois
deseparada grande parle uellas.oi mluislros do
Imp- rador c>ta<> usis bem iuloraxadu doa ne-
gocios de sua respecta ves repar lines, e capa-
zes de prestar aaalor somma da servlcos coin
o acert, que Ibes tem dado a pratica. Ad-
iiiiniblraiivamente te tem muito pouco adlan-
t ido o Hrasil e qual seria a razio ? He que
os niuiteriu tem sido bao efmeros, que an-
da nao lem co laido s luforinacdesaecessarias
para onentar-se, ej sao mudado, a ostuman-
do-se o poro observacao de um rerialilidadr,
nada edificante. Nao quero com isla dizer que
os ministerios deram ser perpetuos, como he o
chefe do estado : nfio ha um meio termo entre
os dou rairemos, que he Justamente, onde es-
t o bom, e este be mal seguro do que o p-
timo, multas veres liuaginaiia
Tenho ouvido dizer que 0 visconde de
Monte-Alegre nfio pode dispensar-sc de ir
para S. Paulo logo que ape le o ver So, en
consequencia do seu estado lisico. Seja as-
siiii ; un,POI-U.U0 iiia po car encarregada nterinamcnro a outro col-
quinto de caca- |ega por dOUS ou trez meos to sua au-
O preco uas plices usm nunauo no
mercudo deata capital al a 83, dando-su
orno ciusa a supposic.Sod guerra como
la-Prata. tiiiendo tifio ser esta nica
j mas sim a execucto das lei( de
credHtr*. para pagamento de exercicios Dn-
dos, qne *o tem de verificar naturalmente
com emissoes de novas apolices, e a consi-
iera^fio deque, estando o governo autori-
ciiiieutu. U coveruo .... v
in par. o exercito, e creio que val er col- lado para fazer iods as observacOcs de cre-
lucado frente das Torcas da provincia do
Rio Grande. 0 velho marecbal be bravo, iu-
telligeule, c j couhecedor das caiupanhus do
sul: considei-o-o, pois, muito idneo para or-
ganiar o nosso exercito, disciplina lu, e lva-
los ao combates se for preciso, etu boora a
gloria do paiz, a que se dedica.
No da ztidaqui sabio o vapor de gnrrra
l'aqucltdu Sul com destino ao Itio da Prata.
levando a noiueaco oo Pedro Ferreira para
presidente dollioGrande ; conduzio taiubeiu
para disar =squ?!!s provioca tirsi pcr.sa de
recrutaa. A nomeacao do Pedro Ferreira, que
se divulgou depois la sahid deste rapor, cau-
sou multa admiracao por inesperada e nao e
f. llar at ento seuo nj conde de 'Jixlas, Ne-
mryor e Joao Paulo. Coin cfleiii precedeu
, ,ti uouieacaoa iuleufio de mandar-e qual-
uuerdesles tres, las uao foi cousa asseotada
liifinitivameuic por lodo o mioisterlo, ou ae
aisenlarain a respeilo de algutu, ocuorreram
dito, que julgar mais convenientes para o
pagamento da divida externa, cojo praso
tem de Ondar breve, pode ser queajulguo
indispcnsavel nacionatisar ao tneoos uma
parte desse debito eslrangeiro. E
Com as noiieas de boas vendas do
nosso ssucar em Bucnos-Ayres, e ideia de
um bloqueio naquelle porto por accasic
da guerra que aa reccia, consta que nego-
ciantes tiesta prafa tem Ceilo multas eu-
coHm^!' de carreKamentos de assucar
de Pernambuco para' quelle oslado; he
natural que lambem o fcil o da Baha, 1
om tal caso loriamos um subtitulo pan
preencher parte do vasio da Europa pan
tomar carga durauta 11 Vuro, mu quanto
se nfio diMipfio todos os reoaios da reap-
naiC#0 us iouio naTCnti. .sm. pCr.G j-
axperemenla consideravel falta de navioi
MUTIL


. receber carca.tendo necessariamenle
sub Jo o preco doa fretos. o o mais he
uc ja se conta que nfio havcr navios pa-
ra C'rsgtr toda a safra de cafo este anno.
Pelo ministerio dos negocios da jusil-
la fornm promulgados ltimamente dou
decretos: um regulando a eleicSo doa mem-
bros do trbunal da commercio : Outro clas-
silicando na primeira entrancia a comarca
de Monte-Santo, e na segunda a de Cama-
mu, novHmento croadas pela assembleadcssa
provincia. Este classiflcucfio concorda con.
o que eu expend na minha anterior cari
respeito da clttsiflcacfio das comarcas
dessa provincia, e moslra que nos traba-
lhosdo ministro da justica, se ha algum
erro.ou incoheroncia, nfio he por espirito
de patronato, ou por outro qualquor mo-
tivo menos diene. O Eusebio hesem du-
Tida um ministro austero, e summamon-
te inclinado a resgatar., a roparticilo da
justica das miserias d m antecessores
< Anda n3o a* sabe quem sera despa-
chado para prealdeuto da nova provincia
do Uio-Negro; consta haverem empennos
par este lugar em consequencia da de-
putucflo, e a >enatoria, que tem de haver
por essa provincia ; mas estou certo que
o ministro ha de propor ao monarcha urna
nomeacBo que satisface as vistas senas e
patriticas daquella creacflo. e nfio a mes-
qninlios interessesde caballas eleitoraes,
que tudo oorrompem e adulteran^ ao con-
trario, ai doquellcs povoa, que" ir&o ser
mais infexes, do que tem sido at hoje I
Abi havia-e do ler fallado em um
barco de vapor, que aqui mandou fabricar
um ceHo negociante conhecido pelo apel-
lido 6e Maneta, ( nao dou este nomo com
intenOo de offender ao individuo, que
nem ao menos conheco de vista ) e que tai-
vez por ter relaces commerciaes para a
Costa d'frica, dizlfio que o Ul barco era
des'inado ao tranco Ilcito, e lho davflo
o nome de Serpenle. O certo be que o
cruzeiro inglez tinha o olho no Serpenle, e
constava estar esto jurado para ser agar-
rado apenas largasse do porto se aqu
mesmo o no izcssem em um dia, em que
os noaaoajWio/forfoaquizoasom mostrar o
me respeito para com a soberana e inde-
pendencia, oe qoem Unto se ve obrigado
a atralos. Estes boatos fizeram com que
o dono do Serpenle acautelasse o seu pre-
juiso, procurando vende-lo ao governo ; e
como o prestimo e preco do tal baTco
fez "conte depois de procedidos os necessa-
rio* exentes, o governo realisou a compra,
que servio de thema ao celebre opposo-
nista Aino para fazer uma estpida ac-
cusaefloao ministerio. Depois mesmo de
pertencente ao governo dizia-se que os In-
gle liaviam de (oina-lo das maoi dos olft.
claei da armada brailteira. O gover no .pi r p.
vou-o do modo o mala conveniente, deu-lhe
boa officladade e trtpolacao, inudon-ltic u
nome deSerpnle para o de Uotfinko, nao obs-
tante permanecer na proa o,iyinboloque Ihe
dera o priioeiro nome. e maudou-o em coin-
xnutao para o Rio-da-Prala. Ao locar o tiot-
finko era Sanla-Caiharin;i encontra um brigue
denominado Calo, indiciado de ter vindo d >
Coala d'Africa com contrabando, e escapado da
pertt-guicau do cruteiro luglrii e nao eateve
E'loa aulua, fez a competente apprehensao
liein, na afirmo, que o Callo era proprieda-
de do aobredito Maneta; e e a.slm he. inaiil
uma tuoralidade e eitrahe dene facte O pro-
firi t'-tir to Mercantil, votado a todos o Inte-
reanes ingleze eargentlnoa. procurando tein-
pre d. ad.iurar quanto hr aoveraoe administra
' fio brat'lrira, annuucla o Mo 'do ei-5rpe*(
com iouvor. Oragracaaa Dos!.,..
Cncumslancia.ia como be, a carta que
abi tica Iranscriplt, pouco nos deia a dizer
gobre objtctos de que se oceupam as folhas
fluminenses, cuja reeepefio aecusamos mais
cima.
Alten'en'oso que Ihe representara o Sr
con elhciroFranciscoMunizTivaros.monse-
nhur da capells Imperial, S M. o Imperador
dignara-se de acceitar a renuncia que elle
fe/, daquello benoflo, cooservando-lhe as
hofirai a elle inherentes, e assento o poste
na mesota eapelli.
O mesmo augusto Senhor, dignsra-se de
conceder ao juiz de dlretto Jeronymo Maxi-
mo da liveira o Castro, a remocho que so-
licitara da comarca de Jequilinhonha, para
do rio de S. Francisco na provincia de Mi-
nas Geraes. j'
-Ogoverno irnflt i oomprra o brigue
americano Colonel-Ctietu-t, e armara ooo>
um rodizio de 30, e quatro caronedat-tto
metuiocalibre; sendo que-'mandari lambe i.
armar tana 'rodizio de 30 a Paixhans e uma
caesmd lo mesmo calibre o biate apresa-
do pelo vtpor Urania.
O supremo tribunal Ido Justina descidira
que, ao Sr. dezemb>rga lur Punce de Lefio
compele o lugar que nelle vagou pela apo-
enladoria do Sr. Arsujo Vianna.
llavia data de Santos at 23 do passado.
A Revista Commerciut, dando conla do
que occorrr em Coritiba por orcasifio da
eleicBo de de eelembro, screscenla :
Consta que o commandaute militar des-
ta cidade leva boje (23). por uflicio de data
mais moderna, a satisfactoria noticia de
que a tranquilidade em Coritiba esta cm-
plela mente restahelecida
Mercantil de Santos publicou o
guile;
Segundo te l no Tpiranga de 10 do cor-
rele, o Sr. mejor Be.urepaire ja encetou
os Iratialhos acerca da estrada do Sanios ; e
vai levantara planta de toda a Imita da es-
trada e terrenos lateraes. Consta-nos que
o novu iiapcciui !> procici_atj| co-
nhecimento completo destes loan gf com
o intuito da verse he possivel | Ir a es-
trada, aproveilamlo o maia que puder a
'varzea qoo comtca as imotodlacoot desta
cidadf, o que segundo toda ta informa-
coe, *e prolonga em muila axtensSo. Tsl-
vez teja esse o plano maia adquado para
abrir-oe uma estrada de carro al a Sorra.
Se o resultado corresponder a expectaco,
sera na extraordinario torneo prestado a
provincia pelo digno inspector.
a lid com muita tatisfaco que exlracla-
mot esta importante noticia o a registramos
em noasit columna.
Na Baha nada occorrra de extraordi-
nario.
nas engn"i-me compleltmento: ahi tppa-
ro nt Imprenta ( oapel) n. 32 um artigo
sib-e o theslro de S.-lzabel, em que o
teu autor vomita conlra minha pessoa todo
i fel da mais revoltante maledicencia ; ig-
noroquero saja o autor desse arligo.mas pt-
rece-meser um individuo que pretende ap-
phcaroescirpelloda ctlomnm sobres mi-
nha reputacSo : est elle redondamente en-
canado, jamis o consentir!; e'.lreUnlo,
como n9o veio todo o srtigo publicado, pe-
co o publico que suspenda o seu juno, e to
eriebre escriptor que no fim da sua iflftio pu-
blicacSo assigne o seu nome ; so assim he
que lho poiere responder; a anonymot nao
se responde, nem com lies me ocecupo.
Queiram, Sra. redactores, dar publicida-
le a estas toscas linhas do
seu constante lottor
0 pudro Joa Capirnno de Minionca
Ilecife, 15 de outuhr.i dn 1850.
do vaceum consumido frerueziaa do
Afogados. Vare, P co, Mu'ib ca.Jabontio
e S.-Lourenco. Oj licilai'le* pod>m compa-
recer na casa dai sessOe da msma cma-
ra, nos indicados dia, oiunl los de dadores
idneos. ..._
E par que chegue ao conhecimentode
ouem roovier, se mandou publicar o pr-
senle Par,o la cmara municipal do nocife,
em sesslIO do t* de outobro de 1850
Francisco Kntonto de Otiveira,
presidente.
Joco Joi Ftrriira dt Aguiar,
secretario.
Declaragoes.
COMMERCIO.
ALKANIW.A.
Rondimonto do dia 15 18.060.S
Descarraam hoje 16 di outubro.
Barca Rober- frinhade trigo.
Galera -- Columbus mejeadorits.
Barca Eldorado bacalbto.
Brigue Runnymidt idem.
C0N8ULADO GERAL
Hendimonto do dia 15..
Diversas provincias .....
2:907,382
51,16
As malas que deve condoiir o
vapor Bahiana par os portot
- -. do norte, prlncipiam-te a fe-
char hoje (t6), as 11 hora do dia, recoben-
do-so corrospondeias com o porte duplo
at ao meio dia, (Indas as quaes nSo se re-
ceberBo mais.
Cartsu seguras vindat do sul para os
stnhoru :
Firmino Antonio de Bou. JoSo daCunha
MagalhSes, JoSo Pinto do Lemos & Filhos,
Rolde ii BidouUc.
Correio geral de Pernambueo, 15 de ou-
tubro de 1850. ______
Ed Bolli far leilflo. por inlerven?So do
corretor Oliveira, para liquidaco de contas,
e or todo o prco, dos Higos seguintes :
12relogios do prata orisontaes e patentes
novos em perfeito ostade, 1 dito de ouro,
17 de prata o 6 do eobre, 6 dilos usados de
Mixa de pao para parede, um sortimento de
pe'tences e accessorios pan relojoeiro, uma
colleocflode estampas, retratos, paisagens,
etc. lithografados, uma caixa de varias
miudezas,. ferragens, botoes de osso, pen-
tes, lvellas, ferros de goivas, brinquelos
d'osso, cruciixos, etc. garrtfinhas com
tinta encarnada para escrever, letlras tm-
oressstem frencei, bilhetet de enterro, r-
tulos para livros, 52 pegas de renda grossa
de a I god So, uma burra grossa de ferro ba-
tido, livros impressos em francez e enca-ler-
nados. os quaes tratam de viagens e de ma-
terias instructivas : sexta-feira, 18 do cor-
rente, s 10 horas da manliSa, no seu es-
cripto'io, ra da Cruz.
0 r. Pedro Pereira da Silva Gumar3es
far leilfio, por intervenco do corretor Oli-
veira, e para liquidacSo, de diversos escra-
vos, mocse velhos, com habilidades esem
ellas; o que tudo melhor se explicara no
acto da arremalacSo i sabbado, 19 do cor-
rete, as 10 hora da mantiSa em ponto, na
ra d'Apollo n. 14.
| em leltrat, querendo surl.r de novo mu
estabelecimnto, eao mesmo lempo preve-
nir duvidasparaofuturo, rog^ aos brs. ai-
miienarioa do tr.piche qoe ujalgma
dores do referido estabeleciment ht
Avisos diversos.
2:958,531
EXPORTACAO.
Despacho ntaritimo o fia 15
Rio-de-Janeiro, patacho nacional Vain/,
le 130 toneladas: conduz o seguinle: 1
encapado folhetos, 2 caixas rap, 1,500 co-
cos com casca, 750 alqoeires de sal, du-
ziaa de taboas de amararlo, 7 caixOes doce.
9 dilos calcado, 2.177 meios do sol, 1 ctixa
locesecco. 18 barris tamarindos, 2 eaixs
charutos, 2 ditos rap, 70 stecas com 390
arrobas e 27 libras de algodSo, 2,000 meios
deso, 1 caix com rondas do patz, 1*0
mlhos coso 1.100 courinho do cabra, cai-
tas fazendas. 1,650 panellas de ferro, 100
caixinhaa-velaa de espermaoete. 4 ditas pa-
,el,50diUsvelaslleesnermcota,3 pacota
fio pornM dito botoes e *asa.
RECKliEUlUA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
. 783,95
aWSULADO HWvINClAL.
imeto do di.-t. 2:428,4
IUO-IIK-JANK1UO.
CAiiaio KOtnSs OTOaao
Cambios sul) i <: l.ondnaa
Lisboa
Pari .
llainburgo .
. Onfas neapaiihla .
> da patria i
Peca de 6/400. velha.
Moda de 4|00. .
Peao hespanhe.
da patria .
.i PaUcrte.....
Apolicea d b por cinto .
proviuciaet
Theatro de S. Isabel.
84." RECITA DA ASSKNATURA.
Quarta-feira, 16 de outubro de 1850.
Represenlar-se-ha t comedit em tres
icios
AS MEMORIAS DO DIABO.
No fim da comedia o Sr. Theodoro Oreste,
i pedido de alguns amigos, tocar* na sua ra-
bees lindas variacoes.
Terminar o espectculo a graciosa farsa
O velho perseguido,
que lnalisari com o coro da galopa la.
Comecar s 8 horas.
Os bilhetes acham-se venda no lugsr do
eostume. .
Rendimento do dia 15^.
canales
Londres.......
Par........
Ilamburgo......
UtbAa e Porto ....
MtTil.
Onca heapanhiat. .
> mexicana
Peta de 6/400 ....
nova .....
Moda de 4/000. .
Paiacoes braaileiro. .
heipanhes .
mexicano.
98li2
S9
330
610
3IO00 a 3I/M0
31/100 a 31/200
16/200
9/000a9|2Oe
2/00O
1/910
ir
82 l;4
(Jorswi do Camsnercio.)
UAHIA. .
no bu 9 di ooTcaao.
.... 28
.... M
.... 635
. 105 a 110
Theatro de S.-Francisco.
BELLAS ARTES.
Hoje torca-feira. 15 de outubro, acha-se
abertt a galerit, oom as seguintes vistas no-
vas, a saber:
O monumento que foi eollocado em Lu-
cerna, { na Suissa ) em memoria das tropas
Missas por occasio da revolocSo franceza,
em 10 de agosto de 1792.
O Bota-Fogo, junto ao Rio-de-Janeiro.
O interior da matriz nofi de San-Jos do
Recife, em pernambueo.
AsTolherias, em Paria.
A pfc de Sn-Mrcos, em Veneza.
O banqueta dos frailes, em um convenl
na BelRic.
O naufragio ds fragata franceza mui,
cujas victimas andaram quinao dita ex
oostas as furias dts ondas sem comer
Kahp>
Constantinopla, pelo lado do mar Mar-
30/500 a3l/W)0
. 301000 a 30/500
. 16/400 a 16*600
, 16/000 a 16/400
. 9/0110 a 9/200
1/960 a 1/08O
. 1/960 a 1/980
1/940 a 1/960
( Jlareonlil. )
mra. .
Um Bazar, na llalla.
O interior das pyramides do Egypto
A cidade de Londres, pelo Tamisa.
A ripoalcSodestss vistes continua todo
os das, es-arando o director que os Srs. ea-
pecttdores lquem bastante tttisieitos com
as vistas mencionadas.
A galera estar aborta s horas do cos-
tim^,aBaaBa^aa"aMaj>aa.apaaaBaaaaa
Pubiicacao lileraria.
O major Jos Gabriel de aloraos Mayer
vti to Rio-de-Janeiro.
Joaquim de Azevedo Pereira Mya ex-
porte par o Rio de Janeiro o seu escravo
Custodio, pardo.
Quem se juigar credor por
quaesijuer foroecimenlos feitos
barca p3rtuguezn Bracliarence,
queira apresentar a-, contas na ra
do Crespo, n. n, para screm con-
feri las e pagas.
Pergunta-se ao administrador da ca-
deia nova oSr. liento Jos deSena.qual o
motivo porque despedio ao feitordme-
ma. o segundo lente da quarta classe Jo-
s da Trindade Grsvat, sendo elle Gravis
empregado pelo Exm. presidente Honorio.
Com isto muilo obrigar a um Curioso.
Pede-se ao lllm. Sr. redactor denomi-
nado J. Mentira de reparar que historias el-
le costuma contar dehomens de bem, al
mesmo porque o dito Sr. tem porcostume
Miar a venado, e murmurar du crdito
alheio. Cada um que. esta in lepoiidenlo
pode viver ao seu oslo, o no precisa, dar
salisf cer segn la ve/.,temos militas folhas, Como
a Marmota, etc., para publicar fados, que n
mesmo Sr. nSo ha de gustarfin amigo.da
verdade, e que nao se dtixa engaar.
Roubo.
Ainda seno po le descobrir nenhum dos
autores do roubo feilo na ra da Prata d.-
um cont trejentos e tantos mil ris. sendo
sce lulas seguintes : 2 de 100,000 rs., 8 d<
50,00) rs 22 de 20.000 rs.,e 20 de 5,000
ra.as mais todas de 10 000 rs., 7 patacOes.
3 moed'sde2 patacas, 2 de ouro do 20 pa-
tacas, i do 4,000 rs. e 2 pares de botoes de
punho: quem descobrir tal roubo e os I
dres, recebe' 400,000 rs.
UUr. J. S. Santos Jnior, O
~ medico homceopatlia puro
mudou sua residenciada ra q
> do Crespo, n. lo, para a O
^ rus Nova, n. 58, primeiro ?
,cn de spresentar no mesmo suss contas^no
pr.iodetrosdias da data deste, ab pena
de connrmacUo do que fica dito, e, o abt.xo
..signado isenlo de loda o W^f"e3~
..bUidado a resneito Recite, 16 deloolu-
bro do 1850. Francisco d Paula Perora
de kndrade. -_
-Oliveira IrmSos & Companhia faxem
scientea quem inleressar, que para reguta-
ndade de sus casa precisara Tazer um oxa-
me as lettras em gyro, quor como aceiian-
tes. ou indocantos, ou sscadores : quom as
livor, queira.presenta-las desde o'"
rente al 19, das 9 horas ao meio-dia ao so-
cio Manoel Francisco de Souza Santos, a>i-
verlindo-se que todss as lettrss que nBo K-
rem a presentadas para este exame, Bcarllo
do nenhum efTeito ; outro sitn que do hoje
cm diantes compet3ao socio Santos a as-
ignatura da Brm social Perntmbuco, is
de outubro de 1850.
Alugt-se uma casa terrea ?com sotao
no silo do Cordeiro, margem do rio Capt-
bribe, com commodos pira grande familia,
cozinha fra. quarto para criado, estriban.,
cocheira para carro, etc.; um. dita ra-is
pequea nu fundo do mesmo sitio : a tratar
no pateo do Carmo n. 17, com Gabriel An-
Precisa-so alug.r um. ama para cfflt
pequen i familia estrangeira ; na ra da -.a-
deia de Santo-Antonio n. 22.
Constando ao abaixo assignado que a
viuv de JoSo Carlos Augusto de Barros, D.
Isabel Mariade Mello, preteode vender os
foros, na Boi-Vist, e mais bem que herdou
le seu p.i Joo M-rioho FalcSo, o d.quelle
seu marido, e como o abixo assiin.do le-
nha um. execucSo pelocarlono do esert-
flo llego, contra o msmo casal, de mis do
quarenta contos de ris, previno ao respei-
lavel publico, par que ninguem contrate
com taes bens. Cooriei Antonio.
o Sr.
llod'rigb de Frailas Pires Guims-
res, caso lho f.lte alguma encummenda,
vinda na primeira viagom da b*rca Sanla-
Crus, dirija-so defronto da ribelra do peixo
n 3, a fallar com Jos Estoves Vianna.
.. ii Sr Ventura Joaquim da Hoza naja do
vir pagar'n. roa da Gru n. 49, a ouami. que
no ignora ; do contrario, tera de ver nest.
folh. o seu nome at que pague.
Alugs-so o pri neiro anlar da os. n.
31 da ra do Trapiche : a tratar no armazem
lo mesmo. __.,.
O abaixo assignado, vendo um annun-
eion.sleOor/odel4ol5 do corrente, as-
,igntdo pelo Sr. JoSo da Cunta Res, pelo
aV..I o publico ver elle sustentar no mes-
mo, que u abaixo assignado ho un ladrao .
nunca mais pode affast.r a llencilo du pu-
blico uma Ho vil e tilo ridicula expr-cAo,
,ue de si aff igenU lod. a civilid.de o I

Correspondencia.
Sr. ieauiiiTd
ver-mc por mais temp netaas mingas,
qur publica, qur pariiculare, entend
que devi oceupar-m rente em traba
lliar pr adquirir com tionr oi meios de
tninha tubsislencl ; eslv persuadido que
me achavt acoberlo dos tio df calumnia,
Mov me oto do Porto.
/Vario entrados no dia 15.
Rio de-Janeiro e porto intermedios 10 das
elaboras vapor BoAiaaa. comniand.nte
o primeiro lente Jos Segundino de Go-
mensoro. Passageiros : para esta provin-
cia, o conselheiro Antonio Peregrino Ma-
ciel Monteiro com dous criados, os Drs.
Manoel Mendesd Cunha Azevedo. Augus-
to Frederico de Oliveira com 1 escravo e
Gaspar de Menetes Vasconcellos pru-
mond, Jos Candido de Barros com 2 es-
cravos, o leres Henrique hdurdo Costa
Gima, Johu Diaceii. Henrique Adour. An-
tonio Lopes Vianna, Manoel Carlos Tenet
ra, Francolino Domingos de Mour Pes-
soa, Manoel Joaquim deStnt Anna, Dona
S M de Faria o 4 escravos a entregar
para o norle o alfares Jos Pina Bangel
com sua senhora, o l)r Jos Jtnsen do
Paco, Feliciano Nunes Bolfort, J. W.
Thorpo com sua senhora.
Ilichinoiid -53 diaa, barca americana Hover.
de 358 tonoladaa, capilSo II. S. Nclson,
equipagom 1S, carga farinha ; a Deane
YouleeV Companhia. Passageiro, o Hes-
panhol Manaono Pieilago.
Parahiba 1 dia, lancha nacional N.S.-
Si-Nevet, de H 1/2 toneladas, meair
arique de Souza Mafra, equi.agem 4.
Carga toros de mangue; a Joan ui -:.r:
Mendonoa Vianna. Passageiros, os Porlu-
guezes Manoel da Silva Medeirus, Antonio
Pereira Vianna o Francisco Tavares Fea-
San-JUtheus- 16 dias, biate Alecto, de 37
toneladas, meslre Joaquim Baptista Pi-
tia, equipagem 6, carga farinha ; ao mes-
mo mesire.
Ass 14 dias, barca nacional hven-lnno-
cinle, de 327 toneladas, cspitSo Antonio
Piolo Leas, equipagem 14, carga sal; ao
ao mesmo ctpitSo. Veio Urgir o prttl-
CO u legua para Bthii.
[lavlot taidos no mesmo dia.
Barcelona Polaca hespsnltola Despasada,
capitfio Corando Marislany.carga IgodSo
Porto, do sul Pqueie ingtet Craita, com-
maodiole John l'afson. Conduz os pss-
tigairot que trouxe
lara quanlos presain a rellglfto,
a plertade e os bons costnmeti.
Sahio linalmenlo i lu oja annunciado
oputeulo com o tunjo Observacden erl-
ticua sobre o romance do Sr. Ka-
genio Sue, o Jmlen Krrantc, onde
se moslrm as impiedades,[e o rencor desta
obra contra a lacrosancta religiHo de nos-
sos pais, e faz-ae a victoriosa defeza d.
mui digna, e prestimos compsnhia de Je-
ss. Vende-se em S.-Attlonio na loja do It-
vro tzul.no paleo do Gollegio, e ni Boa-
Vist, botica do Sr. Gameiro, a dex tustes
cada exemplsr.______
Avisos martimos.
Para o Rio Grande do Sul, segu com
brevidade a escuna nacional Santa-Cruz,
capilo Manoel Pereira de S, recebe algu-
ma carga e escravos a frele, a Tallar com
JoSo Francisco da Cruz, na ra da Cruz,
n. 7.
O veleiro e bem conhecido patacho na-
cional Alfredo segu para a Babia em poucos
dias, por ja tera raaiorpurle de sua carga
prompt : para o resto e passageiros, para o
que offerece excedentes commodos : trata-
se com Francisco Alvo da Cunha. na ruado
Vigario n. 11. oucon o capitSo.
--Para Baha pretende seguir viagem
com brevidade a sumaca nacional Carlota,
meslre Jos Goncalve Simas : para.csrga e
passageiros Irsl.-se com o mesmo meslre,
ou com Luiz Jos de S Araujo, ra da Cruz
numero 33. ,
Para o MaranhSo e Para
sean *<.; m.ior brevidade possivel. a
escuna nacional Emilia, e que ne capilSo
e pralico Antonio Silveira Miciel Jnior
quem na mesma qulzer carregar ou ir de
pass.gem, entend.-se com JoSo Carlos Au-
gusto da Silva, ou com o capilSo, na ra da
Cruz, armazem n. 13.
-. A polaca nacional .-S.-do-Carm* se-
gu para o Ass sexta-feira, 18 do correte,
imprelenvelmente: recebe alguma carga
queseltiecfleress para aquello porlo, as-
sim como passageiros : lrala-se no escri| -
lorio do Francisco Alvos da Cunha n. ti.
>- Perante a camtri municipal deate ci
iadeeataitapraca uoadi.s 16, 11 t 21 d.
corrale a riboira da freguezia da Boa-Vis-
ta, o imposto da 500 ra. por ctbeca. de ga-
$ andar.
Altrlieuo.
Oahaixo assignado roga aos Srs redacto-
res do Diario de Pernambueo queiram ter a
boniade de declarar publicamente se elle
he o sutor do aviso inserto ao seu jornal n.
2J0, porquanto o abaixo assignsd i he iccj-
sado pelo dono da barca portuguesa Bra-
charense, e passa erradamente na opiniSo
publica ser ess. advertencia obra sua ; do
contrario ver-se-ha na extrema necessidade
de chamar Ss Ss. a juizo competente, afim
de provarem ou negarem o quo Ihe a
buom Joaquim de Oliveira Mello
OSr Joaquim de Oliveira Mello nSo h
autor do aviso quo menciona OS HR
l.i o annuncio com que quiz res;onder-
me o Sr. Sebastiao dos Oculos Arco Verde
Pernambueo Cavalcanti, e como, apesar de
sua ambiguidade, parece elle conter insi-
nuar Oes de menos boa f que quor laucar-
me o Sr. Sebastiilo, cumpre me oeclanr que
he falso ter esta lo preso em mulla casa o
escravo Sibino, e nem mesmo sollo, por-
que l nilo entrou he tambem falso ter es-
tado trancado ew casa doSr. Antonio Ri-
cardo, porque andava ti. ru. No sei o tl-
cinse com que dirii o Sr. Arco Verde que o
escravo parece ler voado, e pot isso deseja-
va que se explicasse ; bem como que decla-
rasse se fui eu que Ihe assegurei a bond.de
do escravo, visto que eu nunca fiz negocio
algum com S. S. Os documentos que legilt-
>oam a licil posse do escravo a Jos Ferroi-
ra Barbos, j. eu os mostrei ao Sr. Sebea-
USo dos Oculos, eexislem anda em minha
mSo promptos a quem os queira ver. O 8r.
SebastiSo a despeito da sua idade, que eu
muito respeito, lem sido um pouco liviano
em dar lauto peso aos simples ditos de um
earav. Fi 9SBS8 dirsi, c rcsp!t"j me
nSo liz negocio algum com o Sr. Arco- Ver-
de relativamente ao escravo em questfio, e
o que s me cumpre mostrar he que Sabino
he escravo, e nio forro ; bem como que seu
legitimo senhor foi quem m'o corooiissio-
nou do MaranhSo, o por sua ordem aqu
vend .o Sr. Jo^ d. Fonseca e Silva. Ites-
pons.biliso-me por tudoqu.ntohaj. de du-
vida uestes dous pontuse nada mais ; e de-
claro ao Sr. Sebastiflo dos Oculos que nfio
posso sustentar polmicas pelos jornaes,
visto quo as mullas occupa<0es mo mo a fio
dhomemdebem (ira uma firma ISo hon-
ra da como a doSr. Reischega a assignar-se
en um Diario publico pera involuntaria-
mente ultrajar o crdito alheio, mas he por-
,i.ie rSo acha o ultrajado fornectlo com as
i'ropircoes comoaeschi o perlido ultrajan-
ie. Nada mais triste do que achar-se otr.n-
uillo paslur vigan loo rebanho que, uas-
'" atando as inedonhas serras. ra de aoro-
(itar o pasto verde que nellas s.1o criados,
inconlra o carniceiro lobo, que, com as
ostumadas emboscadas, se vem aproveilar
do innocente cordeiro que a sombra da ar-
voreseacha entregue ao desea neo.
AllegacBes feitas pelo Sr. neis.
1.* Que o ab.izo .ssign.do em outro lem-
po foi seu caixeiro 7 mazos, e que se ga-
nhou qualrocentos e tantos mil ris. nSo so
lenbrando o diloSr. R-sque a mtior ptrto
dos gneros eram comprados pelo abnxo
assignado, e por outro seu caixeiro que es-
tava na padara do grande nome JoSo Gon-
calves da Silva liis! (Se fosse rei tinha vas-
salios ) .* Que sahio de sua casa levando
s de fundos nenio e tantos mU ris : n5o sei
ni il foi o corioso que deu osse balancete
m meu bih, Ulvez fosse tlgum re sem
vassa I los, que para corioso he bou, e me-
lhor he... 3. Que forrei uma filhnha ou
iIiii minha : he verdade nSoo neg, e por-
> Vende-se a b.rc.asaJareru Fehs, que M lucih, de outubro de
ega em 40 caixts ; prompla para fazer i- .^^ unor
=^,"1^.00:^.-.^^^ Preca-se fa.lar com o Sr.
latios: quemt pretender dirjase a ra . u..a.i. .rm.simi auedeita Dar o rorte ,., ,, ____ _. /-..i. _,
pegt
v
optim- -
Mallos: quem i pretender dirjase
da Moda, aroiasem quo delta para o
do Mallo, do Sr. Vianna, ou a ra Augus-
ta, o. 86. ______
mtWMMBsm^SSS^m
que era captiva, nfio he verdade, meas ami-
gos ? Foi como meu dinheiro e nSo com o
daquella que tfio vergonhosamente se quer
imiluiar usurpado. ( Nfio sei como n8o se
annulla a dita alforria.) Nesta allegacBo
liz o Sr. Reis que foi a alforria feta na ol-
la de minha viagem do sul, nfio digo que
falla a verdahe, por nSo passar por impol-
tico, pois fui feta antes de minha viagem,
informaram-no mal. 4." Que lornei para a
sua venda, e que sah em litis de junno pas-
sado. o que os meus lucros eram do 300,000
rs. mas com aquillo que eu tinha gaoha-
do com o suor de meu roslo inMivelmente
f^zia miorquantia;ecomo oSr. Keisdiz
tfio arroganiemeote que eu o usurpe, o
qu.al foi o motivo que seotindo-se usurpado
nfio reelamou de co que appareceem campo, depois de eu li-
quidaras miuhas conls. eS me. passar-
uie um documento de (icar pago do que lho
locou de nossa liquidacSo, que foi feta ha
uerlo de 4 mezes. ( Nem tfio calvo que so
divulgue o mioulo.) 5.' Que emprestei ao
Sr. Silva Reis a quautia do cem mil rs. :
eram meus e nSo da usurparlo intitulada
faltauienle Dlo dilo Sr. Res, de cujs quau-
tia me passou documento, cujo ja nfiu mo
perlance por ter feito com elle negocio.
Emauaoto asoulras allegacOS sSo falsas o
'--"ste! -iziois 5 fonda maulo, a cujas
nfio respondo" por serem imaginarias. Diz
mais oSr. Reis que sabe de ceila branqui-
ntia do abaixo assignado, por cuja expros-
sao deaJe ja protesto por todos os aleivos
uueodiloSr. Ileislem declarado por osla
lolha. Parece-moeersufllcionleeate minha
declaracfio, para quo o resdeiuvel publico
,16 a palma a .quello que a "1r5ar- '^T
narabuco, 13 de outubro de 1850.- Jo* Bor-
aes de Me'ieiros.
Jos Mondes de Freitas embarca para
o Rio Ciando do sul os seus escravo etbraa
JoSo e Francisco.
Lfiles.
O leilfio de tazendaa de Schaflreillin &
ir flo
jiici ara.
Miguel Garcez, morador no eoge-
aho Ilha das Cobras, no Cabo : n
ra da Cadeia do Hecile. n. 55.
O abaixo assignado com eslabelecimeii-
to do motilados na ra da Cruz do Ilecife
II- 14, julginJu liquidadas t> justas SUS
contas com os Srs. urmaieiiai ios do trapi-
* srrv^etTeir.od.Vo'a^\srL.r.
Vendas.
Vende-se, ou permut-se por ecrvos,
um sino no Remedio, margem do rio, em
ierras propri, com boa csa, cacimba
ndecoin bo ago, porlo e erar a toda
fira'Tia ra UoiUgsl, n. 54, IrsU.-cos
Victoriui' Frtncisoodos Sanios.
.- Veude se cna prelo : uo armazem de
R.ymond & Companbia, ra. do Trapicha
n. 34.
ADO I


m
T
-zz- -
Na rim do'Cabug loja de linarle, van-
dem-se suspensorios de seda, ditos horda-
dados a seda, vaios de vidro de diversas
cores, chirotes inglezea Dar carros, ditos
para cavallos.
Vend i-se orna caga Ierre feita a mo-
derna, sita na ra Velha dohuirro da Boa-
Vista n. 92 : a tratar onm Hypolito Jos
Elias, na mesma ra n. 106.
Vende-se urna grande porreo de entu-
Iho o extrume : na ra da Assumpe,So n. 36.
No deposito de ago'argento, defronte
da igreja da Penha, n. 10, vendem-se todas
aa qualidartes de bebidas espirituosas, li-
vres do consumo que se deve pagar ao es-
tado, principalmente as vendas que no no-
em comprar cargas : o seu preco he, alm
do rusto, o importe do consumo.
Bonetes de panno a 2$ooo.
Vendem-se bonetes francezes, de panno
niuito Qi o e forrados de seda, para bo-
niens e meninos : na jua do Queimade n.
18, loja de Jos PiasSimOes.
1 Na loja do sobrado amarello, nos
(jua tro-can tos da ra do Queimado 5?
* n. 39, vendem-se as seguintes fa-
J zendas : 9
J C'tes de caifas de casemira a 3,500, A
2> 5,000 e 7,000 rs.
B Ditos de dita de algo Lio, a
W Ditos deeolletes de fust.lo de
*? cures e branco, a
flr* Ditos de dito superiores, bor-
W dados, a
<* Ditos de velludo de cores, a
* Ditos de gorguro de seda com
9 listras, a
*& Loncos de se la de c ** grvala, a 800,1,000 e
I ivas de algod.to, fio da Esco-
da ca, pra homem, a
9 Ditas de torcal, a
* Al, ac de slgodio para casa-
ra cas e palitos, o covado a
aa
2 000
i
1,000
9
2,400 ti
4,000 *
2,000
1,500 #
t
400
1,000 f)
Vende-se por preco commodo farinha
muito superior, a bordo da garopeira It. S.
la l'rnha, chegada do Porto-Seguro, a Ira-
lar a borlo da mesma, ou com ovaes & C.
na ra do Trapixe n. 34.
Na ra da Cruz, armazem de S Arau-
jo, vendem-se atecas cot superior milho,
vindo do Cear, co'uros Oiiudos, sapatos,
chapeos, etc.
Na ra da Cadeia-Velba, primeiro an-
dar da casa n. 24, de Manoel Antonio da Sil-
va Antones, vende-se um rico sortimento
de chapeos de palha de Italia, abertos, para
-culturas ; camizetas de rambraia, coleri-
nhos, romeiras, manguitos, ponhos, tudn
"Xcellentemente bordado, bioos finistimos,
ricas fitas, e outros ohjectos de goslo; bem
mu um completo sortimento de faxendas .
tu Jo so vende por precos muitos rasoaveis
Bombas de ferro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pe adulas e picota para cacimba:
na ra do Brutn, ns. 6, 8 e io,
Iundicao de ferro.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro
Jifferentes modelos
na ra
de
do
de
300 *'
Vende-se farinha de S -Matheus, mui-
to boa, e que nfio faz dirTeronr-a a de S.-Ca-
llisrinna : a bordo do patacho Lima, ou da
sumaca Bello-Carolina, defronte do trapi-
che, ou ao lado do t'orpo-Sanlo n. 25.
Farinha de mandioca.
Na ra da Cruz, no Kecife, armazem n.
13, e na ra da Cadeia, armazem de Cam-
pello Filho, vende-se farinha de mandio-
ca do Cear, inuita alva, gotnoiosa e de ex-
cellento gosto, Unto em pequeas como
em grandes pories, por preco commodo.
Travessa da Madre-dc-Deos, ar-
mazem. n. 5,
Acha-se estabeleeido um deposito, onde
encentrarlo os fregnezes un bom sorti-
mento de licores, espirito de vinho, e to-
das as mais qualiJades ; superior vinho de
caj ; cha mate ; e liabas de vitne, a precos
moderados.
Tal xas .para engenho.
Na finidicHo de ferro da ra do Brum,
acab-so de recoher um completo sortimen-
to de taixas de 4 a 8 palmos de bocea as
qnaos acliam-se a venda por prero com-
modo e com promptidao embarcam-se,
on carregam-seem carros sem despezas ao
comprador.
Deposito de potassa e cal
Vende-se muito nova e superior polassa
e cal virgem de Lisboa, em pedra : tudo em
barr pequeos de 4 arrobas, por preco ra-
soavel : na ra da Cadeia do Recife, n. 12
armazem.
Vende-se por muito commodo preco,
tima rica secretaria com estantes para li-
vros, bastante grande, propria para advo-
gado, sendo de amarello e ainda nova ; as-
sim como, seis cadeiras e duas mesinhas
de abrir : na ra eslreita do Rozario, n.
28, ultimo andar, das 2 horas da tarde ecn
diante.
Farinha de Tapuyii*
igualmente em sabor, finura e cor a de Mu-
ribeca, propria para mesa : vende-se na
ra da Cruz, no Recife, armazem n. 13.
Deposito da fabrica de Todos os
Santos na Italiia.
Ven.ie-se em casa de V O. Uieber & C.
ra da Cruz, n. 4, algodAo trancado
daquella fabrica, mnito proprio para saceos
de assucar, roupa de escravos e do propria
para redes de pescar, por preco muito com-
modo.
Tceldo
Brum,ns. 6, 8 e io, fabrica
machinas e fundicSo de ferro.
J o barato causa admlrncao !
Isto acontece na ra do Crespo,
n. 6, loja ao pe do lampeV
Vendem-se cassa-chitas de muito bom
gosto, a 940 rs.; cortes da ditas do melhor
gosto que leeiii apparecido, a 2400 rs.; chi-
tas linas de boas tintas, a 160 e 180 ra. o
covado jrscado americano, a 140el60 rs.;
dito trancado, a 180 e 200 rs.; algodSo
mesclado, a 200 rs. ; zuarte azul com 5 pal-
mos, a 200 rs. ; dito de cores, a 200 rs.;
cassa preta para luto, a 120 rs. o cuvado ;
cortes de fustSo muitu bous, a 560 rs.; cha-
les de tarlatana, a 320 e 1,280 rs. ; coberto-
res de algoJu de cor, muiio cncorpados e
proprios para escravos por serem muito
quentes, a 640 ra.; alpaca preta de cordo,
com 7 palmos de largura, a 1,280 rs. ; ris-
cados de puro linho, a 210 e 360 rs. o co-
vado.
Antigo tleposit > de cal
virgem.
Na ruido Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodo.
QG
p Deposito geral do superior ra-
q p Areia-I'reta da fabrica
deGaotois l'ailhetck C.
na Babia.
'4:
caixas de 32 libras; charutos da Babia de
muito boa qualidade
Veiidom-se, na ra da Moda, armazem
n. 15, meias barricas com ral virgem de
Lisboa, a mais nova que bao mercado, por
prego commodo.
*^Rap PaclO Cordeiro :^J
vende-se na ra da Cadeia do Recife, n. 51,
loja de fazendas, do J0B0 da Cariha Maga-
Ihfles.
Lotetlado ttio de Janeiro
Vos *o:ooo$ooo.
Napraca da Independencia, loja n. 3, con-
fronte ra do Queimado, vendem-se Mne-
les, meios, quarto, nitavo e vigsimos da
24." lotera do Rio de Janeiro a beneficio do
monte pi, vindos pelo ultimo vapor.
iVIllhoe arroz com casca n 2$5oo
r. cada sueca.
Vende-se no armazem do Braguez, ao p
do arco da Conceicfio.
Chumbo de mullicad.
Vende-seno armazem de J. J. Tasso J-
nior, ra do Aniorim, a. 35.
Vende-se urna escrava boa quitandei-
ra, equeeozinha o diario de urna casa : na
ra de S.-Jos n. 7, confronte ao muro da
l'enha.
Fogoes para co/inha
muito proprios para sitios e qual-
qualquerlugaraonde nao ha cozi-
nha, por preco commodo ; ven-
dem-se na ra da Gru, n. lo,
casa de Kalkmann Irmaos.
Vendem-se amarras ue ferro: na ra
la Senzalla-Nova, n. 42.
0Oa(?
Ora em velas.
Vendem-se caixas com ce-
X ra em velas, fabricadas no *
sortida, por ser de umia
O 16 em libr, por preco mais
0) barato Jo qne em otitra qual- q
Q quer : ,ia ra do Vigario, n
V 1 n_ at*cfl\nAn anAar a j^jj
tapado e cacimba propria, e que rende 12/
mensaes : quem a quizer p le ir corre-la, e
tratar na ra do Collegio n. 19, primeiro
andar.
Venderse urna preta de nacJIo, ptima
engommadeira, cozinheira e lavadeira, sem
vicios nem achaques .- na ra da Cruz n. 17,
terceiro andar.
A I8600. o covado.
Na loja n. 3, defronte do becco do Peixe-
Frito, vendem-se casemiras escuras de bo-
nitos desenhos em xsdrez, ptimas para
pannos de cima de bancas, a cinco patacas
o covado : esta (azoada lorna-ae muito re-
commendavel pelo aeu modernismo.
mttmmm # 9 #
9 Na loja do sobrado amarello, nos
O quatro-cantos da ra do Queimado
O n. 29, Ivendem-se as mala modernas
{chapelinbas de seda de cores para se-
nhora, muito bem guarnecidas ; bem
como manteletes de seda furta-cres,
os mais modernos que existem : tudo
9 por preco commodo.
Vende-se a taverna da
do Pa.ire-Floriano n. Ta,
poucos fundos, a qual
i a,ooo rs. por da .- a
travessa da Concordia.

fe
g ig, segundo andar, a fallar
q com Uicliado c\- Finheiro.
O
Domingos Alves Matheus, agente da
Q
m i/ciiuiii^iiA jiivt-s iNfitucus, H^i-uit; uas^
A fabrica de rap superior Areia-I'reta da~
^rBahia, lem alierlo um deposito na ra"
Jj*da Cruz, no Recife, n. 52, primeiro an-ty
dar, on-le se achara sempre dente ex-O
cellenlee mais acreditado rap: ven-
de-se em botes de urna e meia libra,O
Opnr preco commodo.
0O
iN'arua da Cruz, n 10,
casi de Kalkmann
Ir inaos,
vende-se um grande sortimento de
instrumentos de msica, com se-
j-nii :
Caixsde guerra, e tambores.
Zabuntbas e pandeiros.
Arcus de campainha, e pratos.
Baixos de harmona, trobSes.
Trompas, pistes e clarins.
Cornetas, flautas, e pifanos.
Glarinetas, e requintas.
Viol5es.
L muitos outros



00O9
Venda-se um preta de nac>i Minat
muito moca e vistosa, que engomoa, co-
zinha e faz todo o mais servido de urna ca-
sa : na ra do Amoro), n. 15.
Charutos de liavana,
de superior qualidade : vendem-
se na ra da Cruz, n. 10, casa de
Kalkmann Irmaos.
i de algodao tranendo nn
fabrica de Todos os Santos.
Na na da Cadeia n. 52.
vendem-se por atacado duas qualidadcs,
proprias para sacos do assticar e roupa de
escravos.
Arados le ferro.
Na fundico da Aurora, em S.-Amaro,
ven-lem-ec arados de ferro de diversos m-
telos
Moendas superiores.
Na fundicSode C. Starr & Compahia,
em S.-Amaro acham-se a venda moendas
do i-auna, todas de ferro, de um modelo e
onstrucQn mnito 'superior.
Mnssa de vapor.
Acha>se aberla a padaria da ra do Bur-
gos, Forle do Mallos, na qual se achara
diariamente todas as qualidades de massas
linas, trabalhadaa por machinismo ; tam-
bera ae fahrieaw eicellente pao e bolaxi-
nlia de araruta, ditas ingleas, bolaxoes
quadrados e redondos, p nutras mjis mas-
sas tudo obra prima : as mesmas se scharHo
no deposito do nateo doTrrrn. n. ti
los aenhoresi de cgenho.
dem-se coherlon-s escuros de algo-
ili't proprios para escravos, por serem de
umita dtiracmi.prlii diminuto preco de 640
rs. cada om : na ra do Crespo, esquina
que volta para a cadeia.
Cortes de caira- a mil reis.
Vendem-se brins com listras ao lado
brkncos e de cores, a dez tusloes o corte d
raleas: na ra do Queimado n. 8, loja con-
fronte a botica.
Vende-se farinha de Santa-Catharina,
muito superior, a bordo da galeota Snnii$i-
mp'Tdade, Tundeada junto ao caes do
Collegio. ,
Vendem-se na ra do Cabug loja de 4
portas do Duarte, oceulos de todas as gra-
duar;of s, por preco mais commodo que em
outra qualquer parte, cinleiros de couro de
lustro para homrns e meninos.
Vende-se ce moran oe iinio lina, a
4,000 rs. a vara ; na ra Nova n. 2.
-- Vende-sealiadores de curtica, muito(K
nstrumentos.
AGINCIA
la fundico l.ow-Moor,
HDA DA SKNZALT.A-NOVA, N. t\t,
Neate cstabelecimento conti
aa a haver um completo sorti-
mento de moendas e meias rnoen-
Jse, para engenho ; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido
co-wlo, de todos os tamanhos,
para dito.
Capotinlios e manteletes.
Na ra Nova n. 6, loja de Maya Hamos & C,
acaba-so de receber capolinhos o man
teleles de can.braia branca bordada, da ul-
tima moda, e multo bem guarnecidos com
luco a mitacSo de blonde : os precoa con-
vidara aos compradores.
~ A. Colombiez, com .oja na ra Nova,
atrs da matriz, va i ter ellectivamente um
0r""-C wr^iioiu no rai^auu ,,..;.. I.wmiciii
esenhora, que os vender mais barato, por
ler contratado com um dos melliore fa-
bricantes de Parla, Na mesma loja vendem-
se pelU-s de couro do lustro ; bem como
cortes de sapatos j feitos do mesmo couro.
a 1,000 rs.
Vende-se um sortimento de vidros de
cores para mesas, sendo copos para vinho e
para agoa, campoteiras, garrafas, fruteiras
e pratos, por prego commodo: na ruado
Cabug loja de 4 portas Je Duarte.
Joo Kellcr t COmpanhia, na
ra da Cruz., ii. 55,
Vendem a precos commodos, vinbo mus-
catel de Selubal, em caixas de urna du-
zia; dito "muito bom de l.avradio e Col-
lares, em barris de quinto; dito de Cltam-
panha, da mais acreditada marca ; dito tin-
to de Cortaillod, de superior qualidade:
extracto de absynth e kirsch ligilimo da
Suissa, em canas de urna duzia "vrrdadei-
ro cognac vellio, e da melhor fabrica de
"ranea, em barra de 80 garrafas pouoo
Vinlio de Bordeaux :
vende-se na ra da Cruz, n. io,
casa de Kalkmann Irmaos
Panno verde escuro.
Vende-se ranao lino verde escuro, pelo
diminuto proco de 4,000 rs. o covado : ain-
da resta algumas chitas francezas, com al
guni mofo, que sevendero a quem coni-
por peca, a 14ors. ,oa retalhoa 16o rs. o
covado: no Allerro-da-lloa-Vista n. 18,
Km a nova refiiiac,9o da ra do Vigario
ti. '~ l.t a.-suc.ir n linadii de di veras qua-
lidadcs, do melhor que tem vindo ao mer-
cado.assim como,caf moido, etc.; ludo por
preco commodo.e a contento dos frogueze*:
o dono desle novo eslabelecimentu espera
pela concurrencia dos freguezes, a quem
proroette agradar. -.
Os i riiailil ri- riscados monstres
a 36o rs. o covado.
Na loja da ra do (jueimado n. 3, vea-
dem-se ricados monslros de quatro palmos
e meiu de largura, pelo baralisslmo preco
de 260 rs. o covado.
Vcudem-se xapatdes
ebegados agora n.esmo do Aracaly, Yeitos
a capricho, segundo aa lecommendacoes
que para l se lem feito, por mdico preco,
parase liquidar: na ra larga do Rozario
u. 35.
Gf f f fff <9 V W f ff f *f f
a>
i
>
i*
proprios para navalhaa de barba: na ra I mais ou menos : tambem se vendem
Na loja do obrado amarello, nos *
quatro-cantos da ra do (Jueimado *"
n. 29, venem-68 cortea de vestidos 2
de cassa-seda com llores, a 7,000 rs.
cada corte ; ditos de cambraia bran -
ra com barra bordada e adamascada, *
a 6,000 rs.; ditos de cambraia-aeda,
ricos o de m-iiu modernos gostos, por diiferentes precos, havendo de *
tudo grande sortimento para sa esco- *S
Iher ; rrtes de vestidos de seda, de 2
gosto muito modernos, e por preco ^
em conla ; eoulras fazendas finas e ie gosto. Sjt
AAAAAA* AA A *AA*AA*AA
Vendem-se dous preto'a os mais pro"
prios para carregar palanquim que p le ha*
ver, e que ganham na roa .por da 640 rs. >
um cabritilla de (4 aniius, multo lido para
pagem ; um dito de 10 annos, que serve
uein a una casa ; um molequede 16 anuos,
muito linda pe;a "tima preta de 20 annoa,
que cozinha. lava e cose : na ra do Colle-
gio, n. 21, primeiro andar, ae dir quem
vende.
... __.._..
por
r-streit. do Rozarlo n. 21, loja de Harbe.ro. tpreao muito r.so.Tveia. de" B ^m Iquint.Vmu.do, com"po^o ^o bX; p^OTisS' m "l 4m
uvivim tiw itnf-i,C-.riCiiv.
Vil- 3osooo*|ooo.
Na ra eslreita do Rosario, travessa do
Queimado, loja de miudezas, n. 2 A, de
Joaquim Krai.cisco dos Santos Maya, exis-
te anida um resto de cautelas da 1I-* lotera
do ttiea tro des. Pedro de Alcntara que ae
extrahioa 25 do prximo passado; tam-
bem se rececebeu um sortimento de bilhe-
les, meios, quartbs, oilavos e vigsimos da
24.* lotera a beneficio do monte po geral
da economa doa servidores do estado, e
para maior commoddade dos compradores
estar a loja abena at as 9 Doras da noite.
Cordas para violflo e rabeca.
Sa ra estrella do Kozario, travessa do
Queimado, n. 2 A, de Jyaquim Francieco
dos Santos Maya, vendeuise as muito su-
periores corda e bordoes'para violSo e ra-
beca, por preco mala commodo do que n
nutra qualquer parte.
Vende-se um carro do carregar na |al-
fandega : na liavvssado Veras, u. 15.
Vende-se uina aorada de casa terrea,
sita narua lloda n. 94, com eazinha fura,
ra
com
faz to a
tratar na
sobrado
n. 5, das 6 s 8 horas da manhaa,
e das 4 s 6 da tarde.
He grande pechincha.
A 2oo e a4 rs
Vende-so urna porcSo de cbitaa francezas,
de 4 palmos do largara, rozas, de cores fi-
zas, a 200 rs. o covado ; cassas francezas
de bonitos padroes, a 240 rs. o covado : na
ra do Crespo n. 14, loja de Jos Francisco
Diaa. .
Lotera do Itio de Janeiro.
\os 2o:oooooo.
Na ra da Cadeia do Recife n. 40, loja de
fazendas, de Francisco C.oncalves da Silva,
vendem-se bilbete, meios e quartos da 24.a
lotera do monte pi geral do Hio-de-Janei-
ro, chegados no vapor S.-StbatiiSo.
A 46o rs. o eovado.
Defronte do becoo do Peixe-Frito, loja n,
3, vende-se ganga amarella de listras, pelo,
baratissimo preco de 460 ria: esta fa-
zenda torna-se limito recommendavel por
ser muilo lina e de padroes agradaveis.
< 'lu a 5oo rs. a libra.
Vende-se cha hysson, de muito boa qua-
lidade, a 500 rs. a libra : na ra do Crespo,
n 23.
a Vende-se urna mulata que corta e -faz
camisas de homem, cose com toda a perfei-
cSo costuras de alfaiate, isto he palitos, cal-
tas, jaquelaa e colletes, engommadeira, boa
cozinheira do diario de urna caaa, no be-
be espirito de qualidade alguma, he muito
fiel e boa compradeira ; urna preta de An-
gola, de bonita figura, moca, sem achaques,
boa engommadeira e com oulras habilida-
des que se nformarilo; Unta mua tirilla de
10a II annos, com principios de costura, e
de bonita figura : na ra larga do Rozario
n. 48, primeiro.andar
Manteletes e eapotinhos.
Na ra Nova n. 8, loj.S de Maya Ramos & C,
acaba se de receber de Frirnoa um sortimen-
to de manteletes a capotiulios do seda la-
vrada e lisa, da ultima moda, e que se ven-
dem muito em conta.
Cha superior.
Cha'Superior, brasileiro, e da
India a 2,000 rs. a libra : no
pateo do Collegio, casa do livro
aul
Para vestidos de senhoras.
Vendem-se os mais assoiados manguitos
para vestidos de senhora : na ra do Quei-
mado n. 9.
A preciat'So da revolta praiei-
ra em l'ernambuco, pelo doutor
Urbano Sabino, ornada com o re-
trato do desembargador Nunes
Hachado : vende-se no pateo do
Collegio, casa do livro azul.
Veode-se urna bonita crioula d
nos, que engomma, cozinha e faz lavarinto;
atrs do* Martyrios, 1 ua (do Caldeiro, n. 46.
O
O Vende-se farinha de man-
dioca muito barata em sac- &
q cas : na ra da Cadeia n. 1. q
09
Vendem-se 3 mei'agoas no becco do
Ka lea o : na ra Imperial n. 34.
--Vende-se urna escrava crioula de 16 a
18 annos, que engomma, cose e cozinha :
na ra do Fugo n. 23, se dir quem vende.
Sapillos baratos.
Vendem-se borzeguina para homem, a
7,000 rs. o par ; sapatos de Na 11 tes, a 5,000
rs.; ditos de lustro de urna sola, a 4,000 rs.
A ellesquesflo baralissimose poucos: no
yterro da Boa Vista n. 58, loja junto a de
selleiro.
-Vendem-se facas para, meaa e aobre
mesa com cabos de rnarfim e de osso, mui-
10 linas ; cciueres de metal de principe pa-
ra terrina, soupa, cha a assucar ; clialeiras,
panellas, iregioeiras ca*>rvas ae Ierro
forradas de poicellana ; bulea e cafeteiraa
de metal ; machinas de fazer caf : armas
linas para cafa ; fechaduras linas com 2
chaves para portas de aalas : na ra Nova
n. 16, loja de le rugeos, de Jos Luiz I'e-
reira.
- Vende-se, para fra da provincia, ou
para o interior, um bonito escravo de 25
anuos, crioulo : o motiva porque se vende
se dir ao compeador: na ra larga do Ro-
zarlo n 36, botica de Barlholomeu Francis-
co de Souza.
Na rubrica de carronos oelhos,
defronte do hospital novo,
vende-se um cabriolel descobarlo, novo e
com os perteners tambem novos, do ujelbor
gosto.
I ni par por 6,5oo rs.
Vendem-se sapatos de couro da lustro fran-
cezes, de turma aiii aglcza, pelo dni-
nuto prego de 6,500 rs. o par; canna da
ludia verdadera, para fazer bengalas ; cha
, eos de Mautlia linos : ua ra Aova, 11. 2.
Vendo-se urna preta mota com cria,
he cozinheira ; porm queso quer servir
quem a mandar para a ra : na ra do Cres-
00,n. 17.
Vende-se um escravo muito bom ser-
rador; umdito sapatelro, eom. principios
le pedreiro, e he muito bom caiador, de 20
mnos ; um molecote de 15 annos, de muitu
bonita figura ,-urna escrava com Urna cria
femoa de 3 annus ; urna dita do servico de
ampo, he muito boa quitandeira a lava
bem : na ra do Livramento, ti. 4, se dir
quem vende.
Vendem-se, a dlnheiro a vista, superio-
res chapoa de castor branco, pelo diminu-
to preco de 10,000 rs. : na ra Nova, n. 2,
atrs da matriz.
Vende-se vinho do Porto em barris de
quarto e quinto ; azeitonas superiores ; ar-
cos para barricas e pipas; farinha de trigo
em barricas e meias ditas ; fio porreta ; ce-
vada; progos de todas as qualidades.em bar-
ricas; enxadas do Porto ;coeiros de algo-
dio ; retroz fino do Porto : tudo por pre$o
commodo : na ruado Vigario, n. ti, arma-
zem de Francisco Alvee da. Gonha.
Vendem-se os mais superiores charu-
tos deS.-Felix, que at agora teem fiado,
os quaes os apreciadores poderSo ver na ra
do'Cabug, loja do Duarte.
.....
Escravos Fgidos.
Fugio, no da II do correlata, o preto
Jos, de 18 annos, alto, sacco, bm preto,
pernaa comprdaa a alguma cousat tortas,
pos grandes, rosto pouoo redondo e buebei-
'xudo, beicos grosos, denles chatos ; levou
camisa de algodSo trancado branco, calcas
azues de algodfio. Roga-se as autoridades
paliciaase eapilSas de campo, que o ap-
prahendam e lerem-no ruaAug usta, oasa
terrea defronte do autaeco 16, que serio
recompensado.
-Acba-ae rugido, desdo aetembro do
anno passado, um preto da Costa de nomo
Victorino, oHloial de carpina.que represen-
ta 80 atino, com talaos no rosto, oso de
sua trra ; consta andar trabalhaudo occul-
lo em algumas obras* titulo de ferro ; este
sera vo foi da fallecida 1). Mariana The reza
de Jess Siqueira : quam o pagar leve-o
defronte de S.-Francisco, n. 7, por cima da
choobeira do Sr. Frederioo.
No da 3 da agato proxi.no aassado-
rugi, do sitio de SebastiSo des Ooulos Ar-
co-Verde l'ernambuco, no Ipgar da Ce*
pelln ha do Mondego, o seu escravo de ne-
me Sabino, crioulo, ragular, refdrcado do corpo, testa redonda,
denles maos, beicos grossoa, bem fallante
falla branda ; be natural ale alaraabRo;
foi estravo do fallecido Antonio Rodrigu*
de Miranda, e foi maudado vender cala ei"
dade pelo testamenteiro : quem o pegar le-
ve-o ao dito sitio ao annunciante, que gra-
tificar generosamente.
Fugio, no dia 13 do corrente, ama pre-
ta crioula de nome Anna Rita, de 40 annos
pouco mais ou menos, com um deffelto no
dedo da mSoesquerda ; tem falta de den-
tes, de estatura alta, reforcada do corpo;
inculca-sa de forra a todos.qua a mo co-
nheceroj he bastante regrisla : asta preta
j eslevo om casa do Sr Figueiredo para aer
vendida ; be bem coobecida em Paraube
por ter sido escrava de D. Alesaadrina, e
nesse mesmo lugar de l'aratibe j foi cap-
turada odi casa de um Miguel do tal; sup*
pfle-setir ido para esse mesmo lugar, on-
tem a dita preta prenles, ou esteja a Cuita-
da em alguma* das casas da ribeira ; levou
vestido de cassa branca a camiaa de panno
de linho. Roga-se as autoridades policiaes
e c*pii.les de campo, ou outra qualquer
pessoa que a apprehendam e lsvem-na' a
ra do Rangel, n. 8. que serlo gratificados
com generosidade ; bem como aa protesta
contra quem a tiver oceulta.
No primeiro do corrente, fugio, do ai-
lio da Trempe, n. I, urna preta de tiacHo
Costa, de nome Mara, bem alta e gorda;
tem varios signaes de sarnas pelas pernaa,
e urna costura na munheca da mo esquer-
ra ; tom os beicos preto, deoles alvo*.
pernase bracos bem grossoa; levon vesti-
do de chita encarnada e panno da Costa
azul ; tem sido vista pela Boa-Vista ; an-
'. ._ tes de vir para a prace, foi moradora em
.;," Meria-Farinha, e dopois foi escrava de JoSo
de tal, com venda no becco largo, e a tra-
zia vendandoefleilosda sua venda ; ultima-
nienie foi vendida ao annunciaate; tem
peitos grandes e j cabidos ; representa ter
28 annus. Roga-se as autoridades policiaca
e capitaes de campo, que a apprebendam e
levem-na ao dilo sitio, ou na ra da Cadeia
do Recife, defronte do Becco-Largo, n. 25,
que serSo gratilicadoa generosamente: tam-
bem rogase aoa Srs. commandrnles de
embarcagOes que conduzeni aioravos para
fura, de examinarem oa que ae Ihes apre-
sentar, nSo aeja ella um dalle, que se quei-
ra evadir com a protecSo de alguem ; da
mesma forma se protesta contra quem a ti-
ver recolhida, ou Ihe dar abrigo, eom todo
o rigor da lei. O mesmo aviso sa faz de ou-
tra escrava, perlencenle ao meamo dono,
a que fugio no meadode aetembro prxi-
mo passado, da nome ilaiiu, de nacflo Ca-
laba, de 50 anuos, baixa do corpo, bem pre-
ta ; tem a bocea meia torta de tomar ca-
chimbo, peitos pequeos e cabidos; tem
urna costura em cima da paito direiio ; he
muito falladeira, voz grossa. bracos a ter-
nas meia fovelras; levou vestido de chita
encarnada de ramos ; quando foge costu-
na a ir tirar mariaco, por ser marlscadrira;
lambem costuma andar pela Gasa Forte,
onde foi pegada na u tima fgida que fez.
No da 4 do corrente fugio um preto
de nome Joaquim, de naco Ccense, esta-
tura regular, representa ler 20 e 22 annos,
com pona de barba, cOr um pouco fula,
cara redonda, nariz chato, mas todo arra-
panhado em roda que parece ter sido quai-
madora ; levou ceroulas ecamis-i de algo-
dio trancado. Roga-se as autoridades po-
liciaca e caplaes de campo, que o apre-
henda m e leveui-no a ra larga do Kozario,
11. t, que serio gratificados.
--Fugio, no dia 12 de sotembro prximo
passado, o escrava crioulo, d* nome Jorge;
he silo e aecco do corpo, cOr bom preta S
tem falta de dente na freule, porm be
moro : ouam o njr leve-o ao Aterro-doa-
Afogadoa, a Antonio da Silva Guamfio, qua
graliflcar,
cria, que.
BSjajM II !! T ITIlazUTI -!
PW. : RATir.MH. r. aar.au. 4850
*.,<:


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