Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06921


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Full Text
Anno XXIV.
Sexta-feira 51
FABTIBAI DOS OOBBXlA
Golanna e Parabiba, segunda tieilai felras.
Rio-Grande-do-Nortc; quintal feras ao mcio-
dia.
Cabo, Serinhacm, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1., a 11, e 21 de cada inez.
Ci.h nnliiins e Bonito, a 8 c 23.
Boa-Vista c Flore, a 13 c 28.
Victoria, as quinta feiras.
linda, todos os diai.
,. v^.Maau6MMa
UDU.
Pmsss ot Lii.
MIog. 11, s 8 h. e20 m. da m.
Nova a 11, ) 8 b. e 9 m. da r.
Cresc. a 18, 1 h. e 33 ni. da t.
Chela a 25, s 9 h. e 48 m. da l.
VSCtMJtR DE HOJE.
Primeira as 8 horas 30 minutos da manhaa.
Segunda as 8 horas 54 minutos da tarde.
..J,lj III ........'I'
de Maio de 1850.
N. 192.
CREPOS) DA SDUOailyio.
Por tres raezes (adianladosj 4/000
Por seis metes Kjrniln
1 Por un anno 15/000
DIA DA aaHAWA.
27 Seg. S. Joo p.. Atid. do J. dos or', e do m. 1. v.
28 Tere. S. Germano. Aud. do chae, do J. da 1. (Sobre Londres, 2G'/, a27 d. por
IARI0
v. do clv. c do dos feilos da fazenda.
29 Quart. S. Maximiiiiaao. Aud. do J. da 2. v. do
civel.
30 Qint. 68 FestadoCorpo de Dos.
31 Seat. S. Petronllla. Aud. do J. da I. v. do clv. e
do dos feito da faienda.
1 Sab. S. Firmo. Aud. da Chae, e do J. da 2. v.
criine.
2 Dom. S. Marcellino.
S$H9kW9
CAMBIO* Zkt 29 DE MAIO.
1/000 rs. a 60 das.
Paria, 346.
Lisboa, 100 por cento.
Otro.Oiica hespanhoe.........
Vloedas de 6/400 velhas..
> de 6/400 novas..
> de 4/000...........
/V.iU.PatacSes brastleros......
Veno columnarios......
Dito ineiicauo
29/000 a 29/50-"-
16/600 a 16/8)
10200 a 16K40C
9/200 a 9/300
1/1180 a 2/000
1/160 a 1/I80
1/800 a 1/8-20
JSbUt.-K-
9-MLm
PARTE QFFICUL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA i.' DE MAIO.
Omclo. Ao coromandanle superior da guar-
da nacional do municipio do Medie, para man-
dar dispensar do servico activo o alteres Pedro
Alejandrino Bezerra, sargento Lulz Alvares Ca-
valcmiti e cabo Claudio Jos de Miranda, todos
do oilavn batalhao da guarda nacional sol sen
coinm.indo superior, osquae forain nomeados
inspectores dequartoiro na freguezia deSan-
to-Amaro-de-Jaboalo. Scienlificou-se ao
ebefe de polica.
Dito. Ao inspector da thesouraria dafazen-
da Iransmlltindo o aviso de unta lettra da quan-
tia de 100,000 rs., sarcada pela thesouraria do
Rio-Crande do norte sobre esa, e a favor de
Jos. Ignacio Fernaodr Marros Kolachinha. _
Panicipou-.se ao presidente daquttla provincia
Olio. Ao cominaudaole da praca, decla-
rando, que devefaier praca efl'ectiva do segun-
' do batalhao de artilharia a pe o paisano Marti-
nho Jos dos Santos, que se achava addidoao
respectivo contingente por se suppr desertor
do mesmo batalhao.
Dito. Ao capitao do porto. Em respista
ao iillicio que Vine, me dirigi em data de boje,
representando acerca das orden que o subde-
legado da fregueiia de Santo-Antonio dirigi
ao capataz das candas do porto da ra do Sol,
tenho adeclarar-lhe que ao dito subdelegado
ordeno que retire as ditas ordens, c que pare-
cendo conveniente prescrever regias aos cap i-
laies para melhor regular o serflco de polica,
que ti les sao obrigados a prestar com lodos os
canoeiros, ein conformidadedas disposicVs do,
regulainent n. 447 de 19 de maio de 1846, ar-
tigo 78 c seguintes, baja de dirigir-se a Vine.
ou directamente ou por intermedio do chefede
policia, afim de pondrrar-lhe quaes sejam as
ircessidadcs do servico, quer no Intuito de a-
caulellar e prevenir os delicio, qur no de
piender os que coininetterem crluies, e qur fi-
nalmente no de prestar auxilios aos afogados,
ou que cstivereui ein perigo de o screm, e Vine.
sendo competentemente requintado pelas au-
toridades policiaes dever annuir s suas re-
quislcde, queforcm conducentes a regulaiisar
o servico de policio a que os homens do mar se
devem prestar, na ihtclligencia de que a i i> -
(io de onus elvis de que falla o artigo 68 do
dito rcgulamento se emende de obrigaces
alheiase eslranhas aos individuos empregados
na navrgaco, e na > daquellcs onus que sa
proprios dos empregados nesse mister, e que
podemser cumpridos sem que do mesmo mis-
ter srjain desviados. Neste sentido ofticiou-
se ao subdelegado cima mencionado.
- Dito. Ao inspector da pagadoria mil lar,
inteirando-ode haver expedido ordem para que
principie boje inesiuo a ser conduzida pan
bordo do patacho Pirapaui a l.n inh.i (pie Sme.
mandn apromptar no navio Hella-Carvtina ;
bem como para que o commandante do referi-
do patacho passe recibo diariamente das sac-
cas desse genero que Ihe foreni sendo entre-
gues. Gmciou-se ueste sentido ao inspector
do arsenal de mariuba.
Dito. Ao u-sino, exigindo para que tenha
o conveniente destino, a guia do alfcres d
quarto batalhao e caradores Antonio Eloy da
Cunta e Mello, que trm de seguir para o Para
no vapor que acaba d_echegar dos porto do sul.
Dito. Ao inspector interino da thesoura-
ria da fateuda provincial, remetiendo cinco
cuntas das despezas feitas do primeiro de ju-
nho do anno prximo passado ate 31 de marco
ultimo com o sustento dos presos de juslica da
cadela de N.-uan tl>, para que mande pagar a
Jos Mara Ferreira da < unba, procurador do
delegado daqueile termo a quantia de 349,270
rs., coi que inipoi lam ,14 mencionadas coutas,
lu ni u -se ao mencionado delegado.
Dito. Ao director do arsenal de gueira, in-
teirando-o de haver resolvido que en qnanio
existirein os motivos que uerai lugar s reprc-
seniacdes raco datadas de 55 de abiil ultimo, se aboneui
di.11 mime ao referido commandante mais
linas luze.s alm das que Ihe teeiu sido f rnei i
das at aquella data, e bem assun que seja ele
vado a oito baldes por dia o forneeimetito de
agoa para a mencionada fortaleza. Cmniu-
nicou-se ao comiuandante da praca.
Dito. Ao director do collegio dos orphaos,
mandando considerar despedidos do ra-snio
collegio os orphaos Hermenegildo de UarroA
M.iiinliii.C.I.indino Marques Viannac Juu Mar-
ques Vianna, que se evadlram delle.
Dito V cmara municipal do Unjo, aparo-
vando a medida que tomou de por em arrema-
tacao o imposto sobre as medidas de farinlia t
lrgumes d'aqurlle municipio.
Portarla. Momeando supplentes do jui
municipal c de orphaos do termo do Cabo aos
cidados seguintes:
1." Bacharel Victoriano de S e Albuqucrque.
2. Bacharel .Manocl Carnciro Litis de Albu
qoerque.
3.' Bacharel Duarte Coelhode Albuquerque
c Mello.
4 Antouio de Paula Souza Leo.
i.' Ile'nardo ioliuitiiin Manso da Costa Re
li." Jos ,y*>iiio Pires Faleo.
Expcdiram-se as convenientes cominuuica-
ccs.
Dita. Nomeando supplentes do juit muni-
cipal e de orphaos do termo do l.linoeiro aos
cidados abaixo declarados.
I. Antonio Rodrigue Revoredo.
2. Joaquim AnlonioCorra Galo.
'S* Jos Leo Percira de Mello.
4.' Rento Jos de Albuquerque.
5. Coronel Antonio Gomes da Silva Cumar
6." Marljnho da Silva Costa.
Kizeram-se a com'muulcaedes do esiylo.
Dita. Dispensando o colleclor Francisco
das t.hagas Salgueiro do cargo de segundo sup
pente do subdelegado da freguezia da "Se do
termo de Diinda, por nao poder servir o dito
cargo em virlude do disposio no aviso de 26 de
abiil do anuo prximo passado. Iuteirou-sr
o chefe de polica. _u.
Dita. Nomeando supplentes do subdelega-
do da freguezia da S do termo de Olinda os
cidados abaixo mencionados.
1. Manocl Zacaras da Silva Braga.
2." Major Miguel Jos Teixcira.
8.' Tenente Jos de barros Cavalcanti.
4! Capitao Francisco do llego llanos.
.). Dr. Manocl Ferreira da Silva.
ti. JnanSoarct Baposo.
lnteirou-se ao chele de policia.
Dita. Nomeando interinamente para o car-
go de juiz municipal e da orphaos do termo do
llrrjo ao bacharel Jos Rodrigues do Paco.
Hxpedirin-se as necessarlas communlcacOes.
Dita. Mandando passar patente de major
do segundo batalhao da guarda nacional do
municipio de Nazarrth ao capitao Joao Caval-
canti do Reg Barros. Communlcou-se ao
chefe de legro daqueile municipio.
Dita. Ordenando que se passe patente d
tenente-coronel commandante do primeiro ba-
talhao da guarda nacional do municipio de Se-
rinhem anjmaJorCorlolano Velloso da Silveira.
Scientlficou-se ao respectivo commandante
sitpe'lor.
Dita. Nomeando guarda da alfandega desta
cidade a Francisco F.gydio de Luna Freir.
Scientifcou-sc o inspector da thesouraria da
fazenda.
Mandando passar titulo de guarda da alfao-
dega desta eidade a Hermenegildo Jos de Al-
cantara. -- liiteirou se ao inspector da thesou-
raria de fazrnda.
Dita. Nomeando promotor publico da co-
marca de Garanhuns ao nacha 1 el Rodrigo Cas-
tor de Albuquerque Maranho. Fiserara-se
as necessarias couinaunicaccs. .
Dita. Nomeando Interinamente para o lu-
gar vago de porten o da pagadoria militar a Ma-
nuel Pereira do Canto. Communicou-se ao
inspector da referida reparticSo.
IIIF,\I 1)0 DA 2.
Ofilcio,Ao presidente do Para, remetiendo
a guiadoalferes Antonio Eloy da Cunba e Mel-
lo, que segu para aquella provincia a reunir-
se ao quarto batalhao de caradores a que per-
tanca.
Dito.Ao Inspector da thesouraria da f.t-
renda, rcmrttendo a corita doetimentada dos
remedios forneerdos pelo boticario Bartholo-
rneu Francisco de Souza para curativo de varias
pessoas indigentes que forain accommettidas
da febre reinante as freguezia de S.-Jos e
Mingados, aliui de que mande entregar ao re-
ferido boticario a quantia de 68,140, em que
importaran! os mencionados remedios.
Dito.Ao commandante da praca para que
mande assentar praca como voluntarios no
quinto batalho de caladores, fim de servl-
1 em na msica do mesmo, aos menores llenri-
que Alvcs de Santa-Anna, Antonio Ferreira da
Silva e Francisco Antonio Pires, que pelo res-
pectivo mestre he serao apresentados.
Dito. Ao mesmo, communicando que, S
M. o Imperador, segundo constou de aviso do
ministerio da guerra de 17 de abril ultimo,
houvera por bem indeferir s pretenedes de
Francisco Joaquirn Carvalho Menezes, segun-
do cadete e primeiro sargento do segundo ba-
talhao de fiizilciros e de Waria Honoria da Sil-
va, pedindo aqurlle passagem para o quart >
liatalliao de cacadorrs, e esta baixa para seu fi-
Ihn tianoel da .Silva Parans.
Dito.Ao inspector da pagadoria militar, in-
teirando-o de haver S. M. o Imperador segun-
do constou de aviso do ministerio da guerra de
8de abril ultimo, demittido do lugar de por-
teiro itaquclla rcpai t(o Mariano dos Res
Kspindola.
DitoAomesmo.-Do incluso cooheeimento
ver Vine, que foram entregues no almoxari-
fado da liba de Fernando os 14:234.785, rs. que
por essa pagadoria lu am para all enviados.
Por esta occasio tcnlio, nao s a declarar a
Vine, que, segundo me fui communicado pelo
eo un. 111I.111 te da referida ilha em officlo de 4
de malo ultimo, j ficavam pagos de seus ven-
ciiiienlos ateo ti ni de fevereiro passado as pra-
vas do segundo e quarto batallles de artilha-
ria, e os sentenciados elvis e militares, mas
t inilieni a recommendaf-lhe, que as rcmessas
de dinloii n para aqurlle presidio sejam feitas
como ni un i-n n mero de cdulas de 1,000, 2,000
e 5,000 rs. e de inoda de cobre que fr possi-
vel obter.
Dito.Ao mesmo, para que mande satisf.i-
scr repartico de marinha a importancia de
uin cabo, que foi fnrnecido ao couimandante
da ilha de Fernando pelo coinniamlante do
brigue escuna l.egalidade Neste sentido ofli-
1 ion se ao iusjiector do arsenal de marinha, e
ao comiuandante da mencionada ilha.
Dito.Ao mesmo, inteirando-o de lie u- re-
colhido ao cofre do almoxarifado da ilha de
Frutando a quantia de 41,300 rs. em que Im-
porta a pastagem do gado vacum, cavallar e
lauigero, que ainda conservam algnns particu-
lares ha referida ilha, pertencenteao mez de
marco prximo lindo Commuuicou-se ao
ei......e'iiid inte ila dita ilha.
Dito. Ao mesmo, scirnlific ndo-o de ter
expedido ordem ao inspector do arsenal de
marinha para facer indemnisar aquella repar-
tico da quantia de y,'510 rs., cm que importa-
rain as despeas feitas na ilba de Fernando
com o curativo do mar inheiro Joaquini de Frei-
tis Bruno, pertencente guarniro do pata-
cho Prnpiima. Neste sentido oIRciou-se ao
Inspector, do referido arsenal, ao contador de
non inda, e ao coinuiandanle da di:a ilha.
Dito.Ao diiector do arsenal de guerra, sci-
eniiiiiMini0-11 de ter sido approvada, senundo
foi declarada em aviso de 8 de abril ultimo, a
notneaco de Jos Luciano Labral para o lugar
de eonli .1 niesli e das ofBcinas de pi lineira e
segunda classe daquMIe arsenal.
Dito.Ao contador de marinha inteirando-o
de ter mandado abonar a Jos Faustino Porto,
mestre de apparelho e vrllas do arsena.' de
marinha, a grallflcaco mensa! de 30,001 rs.,
emquanto elle estivr no exerelelo de patro-
mr do porto desta cidade.
I uto -Ao commandante do corpo de policia,
para mandar por diariamente disposico do
subdelegado da freguezia da la-Visla urna
guarda de tres soldados e un cabo do corpo
sb seu eiiin mi nrlii ]i ira ser collocada na ri-
beira daquella fiegucsia afim de evitaros ilis-
turbios, que alli apparecem, e mesuro para au-
xiliar as diligencias policiaes a largo do refer i-
do subdelegadoCoiuuiunicou-se ao chele de
policia.
Dito. A Francisco Joaquim Pereira Lobo,
scientificando-o de ter S. M. o Imperador, se-
gundo constou de aviso do ministerio do im-
perio, concedido a licenca, que pedir para
aceitar a Cnndrcoraco e usar da insignia de
cotulnendador da ordem de Christo, que Ihe
loi .1 conferida por S. M. Fidelissima.
Portarla. O presidente da provincia, at-
ti 11 ilenilu a que nenhuma vantagrm tem re-
sultado ao sei vii,o publico da divisio do ter-
mo do Krcife cintres dlstrlctos de delegadas,
conforme reriresrntou o Dr. chefe de policia
em o sen 1 llieiode 30 de abril ultimo, resolv'
alterar a divi-ao actual, ordenando que lique
uterino dhidldoeui dous dlstrlctos semiento,
comprebendendo o primeiro as fregueztas do
Recife, Santo-Antonio, S.-os, Ba-VIsta, Poco. I Appellante, Antonio Jos Pereira ; appcllado, I tjava o anno tln esterilidade.tam ulfmamen
da-Panella._Varieae Afogados, e o segundo ai Lula Rodrigues Samico. te ido tnais favoravel : e coniectura-se qne
de Jaboattio, S.-Loureuco-da-Malta e Mun- Appellante Agostlnho Tarares Rodovalho ap.1. novltlade, tanto de fruclas, como de ce-
beca, pellado, Joaquim Pereira Homem. r.aes era ahnndai.lo
Dita,Dispensando o tenente-coronel Anto- Appellantes, Jonhston Pater ItC,; annellado. I '
nlo t.arueini Machado '
Ros do cargo de dele-
gado do segundo dlstricto do termo do Recife,
a bem assim a Joaquim Juvencio da Silva e a
Tlioinaz Jos da Silva Gustno Jnior de pri-
meiro e segundo supplentes do mesmo dele-
gado.Communicou-se ao chefe de polica.
Dita.--O presidente da provincia de confor-
midade com o disposto no ai ligo 8 dn regu-
I.iiuenio n. 113 de 3 de Janeiro de 1842 resolve
nomear provisoriamente professor de msica
iusti iiment I do arsenal de guerra desta pro-
vincia a fedro Nolasco Raptista, o qual ven-
cer a gratificacao annual de 40 0000 rs.
Intelligenciou-se ao director do arsenal de
guerra.
Dita.Nomeando a Bernardo da Veiga Lei-
ni 11 Ariusn para pharinaceutico da ilha de Fer-
nando.-Fizeram-sc as convenientes comniuni-
caces.
Dita.Nomeando primeiro supplcnte do de-
legado do primeiro districto deste termo ao
tenente-coronel llodolpho Joo Barata de Al-
incida, devendo o primeiro supplente passar
para segundo e assim successivamente.Lom-
iuuiiieau-se ao chefe de polica.
TRIBUNAL D,\ RELACA'.
SESSAO DE 28 DE MAIO DE 1850.
Manoel de Souza Guimares.
Levantou-se a sessao s 2 l| horas da tarde.
mmmmmmmmmmmmmm
!
aan
EXTWOS.
PRESIUKNCI*
SKLI
DO EXM. SKMIUK
l'IHO AZEVRDO.
A's 10 horas da manha, achandn-se pre-
sentes os Srs.desembargadores Ramos. Villa-
res. Bastos, Leo, Souza, Rebello, LiinaFreire e
Telles, faltando com causa o Sr. desembarga-
dor Pouce, o Sr. presidente declara abena a
sessao.
JULGtUENTOS.
Retilla civel.
Recorrentes, Antonio Jos Fernandes de Oli-
veira e outro ; recorrido, o desembargadnr
Jos Marianni. Julgou-se na forma pedida
pelos recurrentes.
Aggravoi.
Aggravantes, Avrial Sz Irmaos; aggravado, Do'
mingos Antonio Gomes Guimares. Nao ce
tomou conhecimento por ter sido apresenta-
do fora do praso.
Aggravantr, Antonio Jos Soarcs de Avellar ;
aggravado, Jos Venceslao Alfonso Rigtreira
Pereira de Bastos. Nao se tomou conheci-
mento por ter sidoapresentado fura do prazo
Aggravante, Manocl Joaquim Silveira; aggra-
vado, o juiz de dircilo do civel. Negou-se
provlmeulo.
AppellacSes crimet.
Appellante, o promotor da comarca da Maiori-
dade provincia do Ro Grane do norte, j 111 -
garam procedente a appellaco para ser jnl
gado em novo jury o leo I.ourenco Rodri-
gues da Costa e julgaram millo o prucesso
q 11 mo .aos reos ausentes Vicente Ferreira de
euros e Francisco de Lemos.
Appellante, o promotor publico ; appellado,
Jos Lourenco Martins. Improcedente.
Appeltaces civeit.
Appellante, Francisco Carneiro Ja Silva ; ap-
pellado, Joo Alvesde Carvalho Porto.Con-
lirmada a senteuca.
Appellante. Antumo Vital da Fonseca llananci-
ra ; appellada, Auna Joaquina de Fieilas.-
Confirmada a sentenca.
Foi assignadu o primeiro dia til para o jul-
gameuto das appellaccies elveis em que sao :
Appellante, o bacharel Manoel Jos Pereira de
Mello como curador da parda llosa ; appella-
da, D. Mara Carolina Ferreira de Carvalho.
Apprllante, Mauoel Claudio deQueiroz; ap-
pellada, a fazenda nacional.
Appellante, Jos da Costa Guimares; appella-
do, Joaquim Antonio do F'orno.
Appellantes, Francisco Jos de Albuquerque
Pinto ; appellado, Luiz de Albuquerqu<
Barros.
Appell me, Antonio Gomes Villar ; appellado,
Domingos Francisco Tavares.
Appellante, Jos Carlos Teixeira ; appcllado,
Joaquim Jos Pereira de Saul'Anna.
Foi assignado o primeiro dia til para o jul-
gaiuenio das appellaces criines em que sao:
Appellante, o Dr. promotor pub ico ; appella-
do, Porfiro Ferreira dos Santos.
Appellante, Antonio Mauricio da F'onscca ; ap-
pellada a juslica.
Appellante, o jury ; appcllado, Jos Antonio de
Souza l'i'lioa.
BEVISOES.
Passou do Sr. desembsrgsdor Ramos aoSr
desembargador Villares a srguiuie appellac/io
ein que sao:
Appellante, Catharlna Francisca do Espirito
Santo ; appellado. Joo Leite de Azevedo.
Passaram do Sr. desembargador Villares ao
Sr. desenibarganor Basto as seguintes appel
Isciies em que sao :
Appellante, Domingos Pires Ferreira ; appella-
do, Augusto Fescher.
Appellante, o juizo ex-olficio ; appellado, Neu-
tel Nastrou Alencar Araripc.
Passaram do Sr. desembargador Castos aoSr
desembargador Leo as seguintes appcllacoe*
em que sao :
Appellante, Francisco Joaquim lardoso; ap-
pellado, Francisco Ferreira da Silva.
Appellante,Bento Jos da Costa; appcllado, Jo-
s Joaquim Bezerra Cavalcanti.
Appellantes, o juizo e Manoel Joaquim Soa-
res ; appellados, Latham & Hibcrtt.
Passou do Sr. desembargador Leao ao Sr.
desembargador Souza a seguinte appellaco
em que sao :
Apllame, Jos Vlelra Brasil; appcllado, Jos
Fernaudo da Cruz.
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao
Sr. desembargador Luna Freir as seguintes
appellaccies cm que sao i
Appellanle, Joo Francisco Regia Coelho c
sua inulhcr; appellado, Joio Fllippe dcSou-
za 1,1 ao.
Appellante, Francisco Carneiro Machado Hio-
c sua inulher; appellado, Manoel Joaquim
do Reg Albuquerque.
Passaram do Sr. desembargador I.una Freir
ao Sr. desembargador Telles as seguintes ap-
pellaces ein que sao:
COHIIESPONDENCU DO DIARIO DF.
PERNAMBUCO.
Lisboa, 20 de marro de 1850.
Entran em liscusso o prnjecto de le dns
abusos da i*nprensa, e o dbalo tm do
longo, b*m disputado e renhi lo.* J dura
ha dni das, e amia ha milito* oradores
inscriptos, sem que se saiba qtiando termi-
nar.
Sobretodo foi tio'avl o diseurro do dn-
pula lo Antonio di Cunta Sotito-Maior, pola
"crimoniae insolencia com que se dirigi
aos ministrse commisso que redigio o
nroiecto. e o intitulou Cdigo da imprensa
Basta dizer que semclhante tl'.scurso ( que
duroii perto de tres horas), se s^ publicar
tal qual, ese incorporar no Diario das Cor-
les, dsqui ha annos, ningue-n acre.litar
que foss proferido em parlamento, e qup
I11111 ves,o ramsra que o tolerasse. O presi-
denta por vezes o interrompeu e ameacou
de consultar a cmara pura Ihe tirar a pa
!avra ; mas a cmara de certo nSn tinhr
Mrrja para o fzcr, e deixou-o fallar livre-
rnente.a ponto de ella declarar que sent
d3o perleneer.no partido se'embristi, por-
que en to iliria verdades mu lo mais seve-
ras, que fariam cotn que a maiona corasse
Je vergonha.
O conde de Thomar no lem assisliiio a
esla diseussSo por ter estado doente de ca-
ma. Os jomaos da opposieiio tnn dito qu<
a diieiiea he nngid, para evitar esta lut
na esmara dos depulalos; mas se, pelo
proprio facultativo assstente, que ello 1 v.
um ataque catarral agudo que exigi serio
iraUmenlo. Agora vai melhor, mas anda
no sai.
0 Tacto mais importante da situacio, e que
a pode complicar milito desfavoravelmente
para o conde de Thomar, he a publicacSo
de um optisculn que acaba de fazer o du-
que deSaldanha, papel que remedo a V
por este mesmo navio, por ser um docu-
mento importante. Corno V. ver, o duque
requero, ao ministro da guerra qu* Ihe
mandasse instaurar um conselho de guerra;
para se averiguarem as culpas que parec.'
se Ihe itnpulavam no decreto da demisso
do cargo de mordomo-mr. O ministro di
guerra ouvio o do reino, o qual disse que o
cargo era atnovivel vontade da Soberana,
e por isso denegaran! oconselho que o du-
que e\i.-i.i. Saldanha publicoii cuino o re
i|di 11 a i-tilo que lizera, os oflicios que rece-
in'-ra, e as cartas que sobe este assumpto
escrevera ao ministro da guerra, entre as
quaes ha urna de que elle se deu por muilo
o (Tendido.
No dia seguinte ao da publicacSo deste
opusru'o, appareceu no Diario ,lo Govemoo
decreto que demittia o marechal duque de
Saldanha de ajudante de campo deel-ni e
de menibro do supremo cottsclhode juslica
militar.
Semclhante acto de revindicta escandaii-
sou a todos, e foi milito mal recebido pelo
exrrcitn, a ponto de logo nesse dia voiitreiti
contri o governo alguns commandanles de
corpos que silo deputados.
Agoia lem o conde di Thomar mais esla
grande influencia contra si, o que Ihe d
serios cuidados. Parece que o duque de
Saldan n declarara qne nio descansara em
quanto no (izesse degradar lo la a (familia
luaCabriea. Consta-nos com fundamento
nue elle vai esciever outro opsculo cercii
da reaecflo de 6 de otilubro.
O conde de Thomar, para cot,trabalan;ai
est opposicSo de Salasnna, fez com que a
rainlia dsse o curgo de mordumo-inr ao
duque da Tercera, e deu-lhe o governo das
armas da capital, vago pela exoueracilo que
pedio o visconde de Fonle-tsova, parcial di
duque de Saldanha. Falla-se em mais al-
sumas demissOes militares; mas por ora,
nao se sabe em quem recahiro.
O duque de l'almella cuntina doente :
leclarou-se-lhe uina diabelis chronica, e os
mdicos j perdern) a esperanca de o cu-
rar.
Cotitinuam as assienaturas de todos os
('(Hitos do reino, contra o projeelo de le d*
mprensa. No se passa dia sem que os jor-
nal s de Lisboa e Porto ttagam grande nu-
mero dellas.
Pubhcou-se e tem lulo muita extrsccn<
um 1 nmplili 1 contra o condo de Thomar.
intitula lo.O passado, o presente e o faln
de Costa Cn'jral. Ilecscrii lo por Latino Coe-
lho, que foi redactor da Etnancipaeo, e um
dos tnelhores escriptores polticos que bOJ<
tem o paitido moderador-carlista.
Estes ltimos dias lem corrido o boati
de que o enndede Thomar vai nomear novo-
pares, para ter maioria na volaeflo da le
da impronsa : rste boato, apezar de tersid
desmentido pelos jornaes minisletiars, te-
mo-lo por bem fundado, porque est ji
feilo o calculo de que o governo tem tres vo-
tos contia, de maioria, na cmara dos pares,
na lei de itnprensa. Se o conde nao achai
tneio de11 Hastar da cmara estes pares qui
dfto a maioria contra o seu projeelo, ere-
mos que nenhuma duvida lea de fazt-i
quanlfs nomeacAes Iheaprouver. Km bre-
ve saliremos como se ha de resolver esls
collisilo, que pode ser vital para o crdito
do paralo.
Reina trsnquilli Jade em todo o reino. A
estacao que, por tnuilo secca e quente amea-
A9SEMBLEA PROVINCIAL
30.' SF.SSA ORDIVAIIIA EM 25 DE MAIO
DE 1850.
l'li I -llil'.M \k DO SR. PEDRO CAViLCiKTI
fioncluslt. Vid Diario n. 121 J
OSr Correa de frito:-%T.presidenle.o mn
rcquerimcnlo tem apenas por tiin dar tempo
1 casa para obter alguns rschrecimentos 011
1 nformacfies que porventura 1 dem hal'i-
lila-la a votar sobre este prrjecto de ma-
iieira a evilsr a pecha de precipitada : se
olle merecer pprovnc.lo desta assimhla,
comprazer-me-hi de o ter apreseniado ; se
fftr rejeitado, resignar-me-het deciio da
cata.
Justificarlo assim o meu requerimento,
ir. presllenle, en peco licunja de V. Exc.
para entrar em outras consideracOes.
O nobre dopiitadti au'.or do projeelo co-
mocou por dirigir agradecimentog ao nohrc
Inputado que se a-snnta defronte de mim
lo Sr. 'Iorpes)\ie\o pomposo elogio que hon-
tm lite teceu, e por censurar todos os que,
por um 011 outro uarte, deram a ent"mler
que i. o eslava 01 disposlOS a .'companha lo
em semelhanle proce lmenlo. O nohre
lepntado foi anda mais longe : exageran-
do o sentido do-,es apartes, pliaulasiando
offensas para poder proporcionar se um
Jesabafo, disse que o haviam insultado!!...
Sr. presidente, tenho convicQUo do que,
luanle a disciisso que liouve lusar na
asa e o a s"o passada, no se proferio
urna s palavra que esleja no caso de ser
qualilicada de nsiiltuosa; e, pois, sem nada
arriscar-me, rogo ao nobre depiilado que
enumere um a um esses insullos que diz
recelira, para que possa eu provar-lhe que
elleeslem erro. He bem possivel que o
demasiado amor proprio de algu^m leve-o
a i| 11 .>11 Mear He insulto qualquer conlradic-
eei a nina opinian sua ; mas a qua!fica<;3o,
por caprichosa e infunda la, carece de pro-
vas, e silo estas as que eu asznra exijo.
Posto, porin, de parlo este incidente, eu
pasurei a dar casa as infiirmac/>i*s que
me refer em principio, e que desojo sejam
avahadas pelos seus 1 Ilustres membros, de-
pois de as haver cada um delles combinado
com as que po lr obter por si mesmo.
Senhores, dentro do mesmo edificio em
que est collocada a Hiesour ra da fazenda
provincial acha-se a de fazenda geral: esta
arrecada animalmente a quantia dequalro
milcoiitos,noetilanloque aquella apenas nr-
recada a de seiscenlos contos; examina e ve-
rifica asconUs da alfandega,consulado,me-
sa de rendas internas, arsenal de marinha, e
colleclorias; inlretem correspondencia com
estas repartirles, com a presidencia desta
provincia, enm as de mais Uiesourarias do
imperio, e rom cada um dos ministerios ;
faz regularmente as remessas dos balancos
e balancetes que est obrigada, e todava
anda no precisou de urna seceso de con-
tas. E, senhores, a contadoria da thesou-
raria geral, obrigada a trabalhos que, com-
parados com os que eslo a cargo da de fa-
zenda provincial, os excclem em muito
mais do duplo, faz o seu expediente enm
doze empregados, no en la uto que a outra
lem seis.
Sr. presidente, eu nio quero dizer, como
paren ao nnhre iiepulado, que, propondo
a ereacSo de urna sccqo de coutas, leve
elle en vistas cercr-se de mais emprega-
dispaia proporcionar-so um cortejo mais
lirilhantc e numeroso: he heni possivel que
o nohre depulado esleja convencido da con-
veniencia de sua proposta ; mas esta sua
popviccSo no i iiu:iii;iiu possamus lar
em contrario. He verdode que o nobre de-
pulado, como inspector da thesouraria, de-
ve conliecer mais de perto as necessidaJes
dessa repsrligdo ; mas, se comparada ella
com outra da mesma naturrza, reconhece-
mos que podo dispensar esses empregados
cuja civac'io so pmptV, se anda lemos de
experimentar o alvitre lemhrado por mim e
por ontro nobte depulado que se assenta
daqueile lado, parece-me que, sem incon-
veniente algum para o servido publico, po-
il remos espacar psra mais longe, ou rejei-
tar por agora a medida que o nobre dapu-
tado lano nos ha encarecido.
Sr. p.esidente, o nobre deputado, insis-
tindoem querer fazer-nos crer que os em-
pregados da 1 -epa n iro de que he chefo, Ira-
balham mais do que os da secretaria do go-
verno, iiilii 111011 que esles aiii se demorain
tanto lempo, uo porque eslivessem oni
contino stvco, mas sim porque era ai
ohngados a conservar-so a disposici) do ad-
ministrador da provincia para :;!,.,!;,,., de
niiiii cun, mi casuaes ; eaccrescentuu que,
indo certo da a mencionada secretaria, s
cinco horas da larde, achara os respectivos
empregados em descanso, sem nada fa-
zerem.
O nobre deputado, procurando hontem
refutar aquella parle do meu discurso ein
que eu livo a inqualiftcorel ousadia de entrar
na aprociacSo dos trabalhos a cargo da the-
souraria da fazenda provincial, teve a boa-
dade de ponderar-meque un tilias assercOes
se resentan) da ignorancia completa em
que eu eslava arena do que occore dentro
dessa repsrlico; permita-me, pois, que
agora Ihe diga que, por ignorante do que
se passa na secretaria do governo, he que o
o nobre depulado arriscou na casa as pro-


T
WC
posigOes que, com referencia essa esta-
cao, acabo de repetir.
Senhores.a secertaria do governo he urna
roparUcao que estem correspondencia dia-
na e effecl i va com indas as da provncia.com
as providencias de todo o imperio e com
cada um dos ministerios; o rascunho di
cada ofRcio que ella expede, almde se
pasdo a limpo, be lancado em livro conr-
petente ; e este trabalio fura por ai so bs-
tanle para conservar seus cmprfSidos em
servico effectivo por mais horas do que
essaa que o nobre deputado julga impos-
sivel subjeitar os da thesou-aria. Entretanto
quem considerar que, alm disso, a secre-
taria exiede e registra todos os titulos dos
empregados cujas nomeacOea competem ao
governo provincial; que registra todas no
meaces de fuoccionarios pblicos, que sfli
despachados para este Pernambuco pelo gn-
verno-imperial, hem como todas a* orden.
que o tribunal do thesouro acerta de exre-
ilir a thesouraria de fazenda; quom consi-
derar ludo isto, digo, nflo poder deixar do
maravilhar-se da seguridade com que o
robre deputado veio aqui dlrmar-nos que
os empregados da secretaria s tinham >
seu cargo servicos casuaes, trazendo-nos
l ara prova desta sua ass-reflo o faeto de ter
visto esses empregados em descanso e sem
nada lazerem cinco hora da tarde de cer-
to da.
Scnhores, he nossivel, he mesmo natu-
ral, que o nobre deputado, ou qualquer de
nos, indo a secretaria do governo, veja os
seus empregados em descanso e espera
desse trabalho casual ou accidental, a que
se elle reportou ; massaheis quando? I)e-
pois de cinco horat da tarde : quando, aj
oito horat de continuo trabalho, gastas cm
rascunhar, copiar ou registrar olficios, em
expedir ou registrar ttulos ou passaportes,
estilo em demasa Migados, e como que
exhaustos de frcas; mas, anda assim,
dispostos para esse servico casual, com que
o nobre deputado tanto embirrou.
E sirva isto de argumento contra aquello
com que o nobre deputado pensou esmagai
os que se pronnnciaram pela prorogacilo
He horas de trabalho na thesouraria da fa-
zeiicta provincial, asseverando-nos quenin-
guem resistira a oito horai de trabalho de
escripia. Eu, por exemplo, que tive a honra
le ser emprega.lo da secretaria do governo,
aempre me suhjeitei a essas horas de traba-'
I lio com muilo prazer ; e, veucidas ellas,
, ia dar-me a oulro quemuitas vezes prenda
me carteirs at meia-noite. Entretanto
estou aqu no gozo de perfeita stde, e en!
nada a arruinei.
O nohre deuutado suppe dfllcil MD&n
impossivel crear na thesouraria provincial
xm seccao de contas sem esses emprega-
dos que demas exige Eu. porm,' apezai
da cuiteza da minha ntelligenci, ou mes-
moiorcausa dessa curteza, creio que tal
(lillirulili.de se mo d ; tanlo mais quanto
hecerto que e-si rep-rtiefio vai receber os
dousemprega los que sobrara m da do obra
publicas, o ror conseguinte lera mais bra-
Cos, ter mais intelligencias a sua disno-
licSo... r
O Sr. ot Pedro : Esses empregados
podem s*r previ los naquelles lugares...
O Sr. Correa de tirito: Sim, mas aug-
menlandci-se cnnsi leravelmente a despez-
publica. Se riles fdrem aprovelados com
aa (lennmmuOes e os vencimentos que
anda conservam, a provincia, para oblc'i o
servico que o nobre deputado apresen!
como urgentsimo, despender 900,000 por
unno; ins. se passareni a ter a calhegoria e
os ordenados que o prnjeeto Ibes da essa
despoza montara a 2 5u0,0, 0 rs. ; islo be,
gravaremos oscofres provinciaes com o dis-
pendio de mais 1:CO0,OO rs. em cad
Demas, eu nio julgo indispensavel ess
seccao de contas, sem a qual tem passulo
niuito bem a thesouraria geral, e as demas
do imperio, exclusivo a provincial do Har-
nhOo.que agora se me diaem a parle havc-l..
creado; tanto mais quanto considero que
liaveudo-semodelladoo rePulamento com
que foi reformada a nossa thesouraria pelo
que tinha a dessa provincia, (entro em pouco
lempo fui e'le julgado impeifeilo, erone-
gi.io em algumas de suas paites por um
projecto, que augmentou o numero do-
empregados, elevou os ordenados dos qu.
existiam, edeu-lhns novas dlhegorias A
arrecadaeflo da divida activa pote conti-
nuar a ser fela como o tem sido ale agora
a menos que o nobre deputado. Bornete pu-
ra ter ludo sb suas vistas, smente par.
contrallar a arrecadaeflo, e por conseguin-
te alargar anda mais o circulo dessas at-
lribuic,Oes que nSo quer distribuir cun nio-
Ruem, s>m recuar mesmo ante a responsa-
bilidade i inmensa que va pesar sobre si
queira, como isse, drigi-la mais inme-
diata, mais directamente.
Voto contra o projecto.
Encerrada a discussflo. he o idiamenlc
proposto peloSr. Correa de tirito submcli-
lido votacao, e rejeilado ; sendo approva-
do o projecto em primeira discussao por 13
votos contra 12.
He approvado em primeira discussflo o
projeclo de orcamento provincial.
OSr. Horros Barreta requr dispensa do
intersticio, e que este projecto seja dado
para ordem do dia da essffo seguate,
Deposde breves reflexOes do Sr. Jos
Pedro, he o requerimenlo retirado com as-
senlimentp da casa, e a poJido de sei>
autor.
Segunda discussao do projeclo de orea
ment municipal.
O art 1. Hca adiado para o fim da dis
cutsflo do projecto.
Entra em discuss3o o art. 2." redicido
assim :
Art. 2. Acamara municipal da cidade do
l'.ecile, tica autoiisada a despender com o
objectos designados nosseguintes paragra-
plloa a qiiaima de 99.136,682 rs. ; a saber
1. Com o aluguel do puco da
cmara
2. Com o ordenado do secre-
tario
3. Com o do contador
4. Com o do Porleiro
5. Com os quiltro ajudantes
doportoiro, leudo o que serve
nos jurados 530,000 rs e tres a
300,000 rs.
6. Com os 5 por cento do pro-
curador, calculados
antes que estiverem em exer-
nirio 2:800,000
8. Com o fiscal do Poco da Pa-
nella 400,000
9. Com o do Afogado 200,000
10. Com o do engenheiro cor-
deador 900,000
11. Como advogado da c-
mara 403,000
12. Com o cirurgiflo do par-
tido 600,000
13. Com o expediente, com-
;i re lleuden do as mpresses 300,000
14. Como tribunal do jury e
leicOes 9:000,000
15. Com o ordenado do pre-
soeiro do jury 200,000
16. Com as cusas dos preces-
sos criminaos e nfracc,es de
posturas 2:730 093
17. Com azeite paraluzesda
cadeia 300,000
18. Com llmpeza das ras 2:000.00"
19. Com calcamenlo das ditas 1:00,000
20. Com concert de predios 723.001.
21. Com negocios forenses 150^000
22. Com despezas eventuaes 1:000,000
Dtf pesas extraordinarias.
500,000
1000,0(10
700.000
600,000
2:050,000
1:216,320
7. Com os qualro liscaes da
pidadf, sendo de ordenado rs.
:150.00o e 359,000 rs. de gratifi-
cado que perceberflo os aju-
23 Com a quarta e ultima
prpstacSo por conta dos rs.
5:598,130. que deve a fazenda
provincial 1:603,534
24 Com o que deve a Jos
leronymo de Faria por saldo
le 334,318 rs 213,733
25. Com o que deve a I). Fe-
licia Mari* Benedicta por saldo
le 1:133,000 rs. 550,000
26. Con o pagamento de m-
ladedo e.npreslimo d 8 000,000
rs. feito pelos cofres provin-
ciaes, para a obra do esgolo do
paleo do ('.armo, etc., dividido
'm quatro letras de rs.1:000,000
cala urna a venceremno 1." de
Janeiro, abril, juttlQ e selembro
' 1831 4:000,000
27. Para a execuiflo da obra
lo cemitero publico, com um
'mprestimo do- 60:000,000 rs.
feito pela thesouraria provin-
ciial alm dos 11:000,000 rs. j
recebi.los, devendo esta divida
ser amortisada sem juros pelos
rendimentos do mesmo predio 71:000,000
O Sr. fatis e Silva : Sr. presidente, en
tenho de fazer algumas observaefies aceren
le alguna dos paragraphos do artigo en
discuss3n, e principalmente sobre aquello
que da quatro sjudantei ao porteiro da en
nar municipal. Nao tenho conherimento
algum das ohrigaces do porteiro da cma-
ra, mas me parece extraordinario que o
oorloiroda cmara tenha. quatro ajudantes
me parece mais que sufliciente um ajudnn
le, ou dous quando muilo: nisto convenho
eu, pleser ; mas quatro .' Para que?
Senhorea.eu creio que as obrigaefles do
porteiro da cmara n3os3ooutras mais do
que abrir fecharas portas, ter em limpesa
a^ easa. fomec-li de agoa, lint, papel, etc,
Creiotambem que tem do acompanhir os
liscaes Mas todo esle trabalno nao he la-
manlio, que exija quatro ajudantes. Eu,
comludo, nao me levanle p^ra fazer o ipo-
SjcfJo, quiz s provocar a ca-a a dar-me es-
clareciment'is a este respeito. Sj m con-
vonrerem da neees dos, votarei pelo parayrapho ; quando nao,
opporme-hei ; e estou no firme proposito
de mandar urna emenda mesa ueste sen-
tido. o qual reliraiei, se me comencer que
n3o he convenienle.
Saohdos e apoiadas para eiitrarcm em
liseussflo as seizuinles emen las :
Primeira.- Em lugar de 4 ajudantes do
porteiro, diga-se a dous ajudantes do por-
leiro llalii e Silva.
Segunda Fica app-ovado o augmen
lo de ordenado do fiscal da Ua-Vi,ta, que
sol) responsabilidade da cmara municipa'
Inc foi dado. S. II. Castro Ledo. ..
Tercaira. Em lugar de 5 por cento,
diga-se 6 por cento, e ueste sent lo aug-
inente-sj o quantitatvo. Florines.
Velle
Quarta. Ao 8. Diga-se, com os fiscao;.
do Poco da Pan-Ha e Atogados, t 400,000 rs
800,001) rs. Mac do. o
Quinta.Accressente-se o com especiali
dade o largo da igreja do Terc,o. S. It.
(itirana.
Sexta. --$ aldilivo. Com o ordenad
da mu sollicitador 200,000 rs. Francisco
joo, n
OSr. Jos Pedro nao lora duvi la em volai
polo ariign em discusao, te os iiiembrus u
eommlaaio llic derem os Ciclarecimonioi dr
que nccossila. e quejulga lano mais preciso"
quanto nao foi impreaao c distribuido a orea-
manto apresenlado pela cmara, c que llie po-
den servir de guia.
Confrontando a le vigente com o projecto,
observa que a commisso elevara o ordenado
de uin dos ajudantes do porleiro ; porquanlo
lendo a Ici vigente marcado 550,000 rs. para
un dos ajudantes, 500.000 rs. para cada um dos
outrot dous. e 400.000 rs. para o uuarlo, esli-
pulou para um o ordenado de 550,000 rs.. e o
de 500,000 rs. para cada um dos oulros. Quer
pois, saber o motivo de seinolliante augmculo!
que acaba com dillerc.ica outr'ora havida en-
tre os venciinentos dessos empregados, e que
nao poderia provir aeno da qup exista enti.
suas funccei.
i\ola que o paragrapbo dimiouia a por-
crntigein do procurador, quando Ihe nao Dna-
la que o rendimento da dinara municipal lo-
nha augmentado, e quando as funecocs contl
nuain a ser at inesmas. Islo parece-IIie inju
lo, a menos que a ciiininissiio tenha alguina ra-
sao especial com que defenda o teu proced
memo.
Desoja que so Ihe declare porque e reduzi"
de 400 a 3l)0,000 rs a quola doparagrapho 13,
Julga que o paragrapbo 17 pode dar lugar a
duvidas ; porquaiuo, tratando eJIe to smenti
ile azelie para tuses da cadiia, he posilrel que a
cmara se supponha dispensada de ......,, u
cauoielros c as torcidas.
Declara que a municipalidade deve a fazenda
provincial 1:402,012 r> e nao I :iii.;i .">:! 1 rj., co-
mo se l no paragrapbo 23,
IVo sabe porque, tendo a commisso propoi-
lo verba para pagamento de credorea particu-
lares da cmara, excluir dessa verba a um a
I ni ni na le vigente se manda dar nma pres-
lacao por coma do que a cmara Ihe devia.
(.mi i I ni' impugnando os paragraphos 26 27.
o primeiro por alterar o contracto que a cama
ra fez. quaodo contrtalo o emprestiino de que
.ilii te trata ; e o segundo porque o cofres pro-
vinciaes nao podeui diipr de loda essa som-
iii.i i| ni- demais se pede para a coustruceo do
i i-nuil i i'i
O Sr. Francisco Joo congratula-sc com a ca-
ta por ver deafeita a borrasca que ba pouco a
ameacava de ter de navegar em mar mais bo- I
nancoso, sem opongo de encontrar ondas en-
capelladas, e coipo qife dispostas a envolvcrcm
e sutlbcaiem navio, tripolacao e passa^eiros.
Nao ser, pois. o orador que com as poucas re-
llexes que val faier provoque de novo a tem-
(.-i ule ou afugente a bouanra que nsnnlia o
aflavel ahi se aprsenla.
Acamara municipal doRecife deve, na opi-
ii .o do nobre deputado, funcolonar em casa
que, cotlocada no centro da cidade, e sendo
de um andar.ou qaando multo de dous, (eoha
conunodos para a respectiva secretaria, ou con-
tadoria, para aa seatdea e para oa especladorrs
I ni" a ellas quierem assistir ; urna caa com
semelhantet proporcoes se nao pode alugar por
011,000 rs. annuaV; e. porlanlo, ihe parece
jue etla verba deve de ser elevada.
Suppe que a porcentagein de cinco por cen-
to he paga suMcientc para as funcedes que ao
inherentes ao cargo de procurador ; mat, co-
mo esle est incumbido de obrigaedes que Ihe
luloperlenceni, e que nao poder bein desem-
penhar cumulativamente com as outras, j
porque demandan! muita celeridade, j porque
exigem o carcter de solicitador de auditorio
que elle nao tem, insiste na ideia que contig-
iiuii na emenda que inandou mesa ; isto he,
l ni i quo a cantara municipal, aasim como lein
un advogado, assiur cuino paga cusas judi-
siata, tenha uin solicitador de partido a quein
l 200,000 ra. annuaes.
Sente-se disposto a volar pala emenda que
supprimc um ou dous lugares de ajudantes do
porteiro; porque acha extraordinario o nume-
ro destet empregados.
Parcce-lhe acertada a medida que sujeita
perda da metade do vencimento o fiscal que
nao estiverem exercicio; mas julga-a incom-
pleta, e desojara que esses fuuccionarios per-
deosein, mi beneficio de quem o subsiitue,
nao metade do ordenado, mas todo elle : por-
que nao bejustoqiieo salario nao esteja na ra-
sJo directa do trabalho.
Nao (abe da raso porque o fiscal do Poco-da-
Paneila tem malor ordenado que o dos Afoga-
dos, quando Ihe parece que nao trabalha mais
do que este; e por isso julga que etses ordena-
dos devem ser igualados. Entretanto anda
nao est decidido, em leu espirito, a maneira
como se deve reparar esta njuslica relativa ;
e pelo augmento do menor ou pela redueco
do ni ii.ir Pensar nislo com madurexa.
Km sua opinio, a cmara pode ser aliviada
da dospe/.a a fazer com uin cordeador; pode
proveitar nesle niistcr os servicoi de um dos
engciweiros das obras publicas, apexar de quo
Ihe d urna gratificaco, que em lodo o caso
importar em milito menos do que o ordenado
que percebe o mesmo cordeador.
Prevalece-te da opportunidade para ponde-
rar casa a necessidade de dirigir-ga assem-
bla geral legislativa nina repretcniacao, res-
poiiosa sim, porm enrgica, enj que se Ihe pe-
ca resiilua municipalidade cortos impostos
que Ihe perteucem e de que est privada, co
no o de carros.
Conclue por notar que se peca um empres-
tiino de 0 conloa para o cennterio, no entanlo
que nao ha un orcamento das despezas a fazer
com esta obra, e que nada se tem dito a seme-
ntante rospoito.
OSr. lialii e Silva: Sr. presidente, quando
pedi a palavra, tinha tenco de fazer algumas
ohse vaciles acerca de quasi lodos os paragra-
pbos do artigo em discussao; mas como pola
einend que inandei mesa, fui interrompido
pelo nobre deputado, que alcancou a palavra,
tornei a pedi-la para continuar o que tinha a
fazer.... (Faris Srs.deputados pedem a palavra
timultanetimente e ha muilot apartes.) Mas, romo
j fui em grande parle prevenido pelos nohres
depii lados que me precederam ; pouco aceres .
centarei, e fallarei tulliente acerca do que din-
poe o 9, do projecto; em o qual apenas um
delles tocn. Me parece que tambem j fui
prevenido nesta parte pelo nobre deputado que
se lenta defronte de mim com a emenda que
'ii ni .n li,n a mesa; todavia sempie direi al-
guma cousa.
Bu creio que ha injustifa manifest n dis-
iribuicao que faz o projeclo, a repeto dos or-
denados dos fiscaes do Poco-da-Kanella e Afo-
sados: supponho que as altiibuicOos que tem
um empregado sao as mesillas oo outro.
m ir. Deputado : Porque nao reduz o or-
denado n.ii i.
O Sr. Italis e Silva: Porque acho ponen pa-
ra um fiscal quanlia menor de 400,000 rs. Eu
digo aos nobles diputados que o fiscal do Poco
nao tem tanto trabalho como o dos Afogados :
o fiscal dos A togados suppre asfaltas dos As-
eaos de qualquer dos bairrns da cidade o que
seno d a rospoito do fiscal do Poco, que he
lo mallo ; islo he mais urna rasan para queso
iguale o seu ordenado ao do do Poco. N*o pos-
so concordar com a opinio do nobre depulado
que quer diminuir o ordenado do fiscal....
Um Sr. Diputado: Ha liscaes al de 100,000
ris.
Sr. fatis e Silva : Mas que fiscaes? Fis-
caes de uina villa que, por assim dizer, n|o
t. ni que li-i- ilis.u-sc mas neste caso se nao
uli un os fiscaes dos suburbios da cidade; teem
muilo que fazer, e 400,000 rs. nao be grande
ordenado.
Como j ha urna emenda iguahndo os or-
denados dessos dous liscaes, eudeixo de man-
dar a que tinha feito.
Terininarei por ora as obse vacos que tinha
t fazer, porque j fui muito prevenido pelos
uobroa doputidos que me precederam.
O Sr. Corneirn da Cunha : Cuiiifcarei o fine
tenho a duer analjsando cada una das emen-
das; e, principiando pela primeira que mr
choga as maos, dirci que o objecto delta j te
acha prevenido. A cmara municipal do Re-
cite sob sua responsabilidade augmenlou o or-
denado dcste fiscal, mandando-o por isso pres-
tar una Ranea ; para, caso nao losse esse aug-
mento approvado pela assemhla, restituir elle
o adiamntenlo feilo: islo j cita remediado,
porque foram j approvadas as contas; a c-
mara julgou que este empregado eslava mal
pago...
Um Sr. Deputado: Acsiin nao reolve a
questo.
OSr. Cinii-iio da Cunta: A cmara aug-
inenlou Ihe o ordenado ; mas diste que n'-o po-
ma fazer a despeza sem ser aulorsada para
lila ; e as suas contas disse: Com o fiscal da
[regueiia da Han Villa tanto; a ficaudo coiutudo
ujeito approvaco da attembla.
Um Sr. Depulado : E o fiscal rrcebeu ?
OSr Carneiro da Cunha: tlleclivamente
i relien de algumas sobral...
Um Sr. i epulado : Sobras da cmara .'!
O Sr. Carnciro da Cunha; Enlao suppOe
I o i- ii. i ii 11 i,|, n haver sobras? Em geral nao :
mas as sobras de unas verbas passam para ou-
tras. E supponha que nao h. sobra !! O anuo
ni un ( ii (, aluda nao acabou...,
IIm .Si. Ihpuia.l,. .. Mas uma raso.
O Sr, Carneiroda Cunha : N-o se tendo vo-
tado o anuo pastado este auguirulo, a duvida
he esta: D'onde lirn a cmara ene dinheiro'
Tirou-o de diuheiro que eulo exislia ; porque
o anno financeiro aind nao se acabou, c a c-
mara, nao querendo carrogar com a responsa-
bilidade, obngou o empregado a prcsiai urna
llanca.
U.Sr. Jos Pedro d um aparte que nao ou-
VIIUOS.
O Sr. Carneiro da Cunha: O anno financeiro
anda nao esl acabado. F.u aceito qualquer
emeoda no icntido desle pensainento, mas,
indi (i aos roceios do nobre deputado, devem
licar desyavecidos, considerando que esta des-
peza est ia i (.mi nie approvada..,.
UmSr. Deputado: Nao est seno al ie-
i-milio do auno pastado.
hade ella alcancar ao vigente, cujai contal l-
mente pdem ser apresentadas e approvadas
dopois delle concluido, o que ser na esso
icguinte.
Esta oulra emendadla: Km lugar de qua-
tro ajudantes do porteiro, diga-se dous aju-
dantes de porteiro-
Sr. presidente, a commisso leve muito em
vistas nao augmentar, nem ordenados, nem
empregados. Tambem o numero desses em-
pregadoi fez alguma cxpectaco no animo dos
membros da cmnmlssao; mas, informando-se
a respeito, veio no conhecimenlo de que esses
dous outros ajudantes do porteiro eram em-
pregados ein escripturacao da easa, servindo
atS um delles de secretario, quando esle ser-,
vonluario eslava ausente, accreicendo que ser-
viain de escrives as corridas que os fiscaes
fazem.
Quanto ao augmento de ordenado de que se
falln, eu supponho que loi uin erro de redac
cao, erro que pasiou, porque lempo nao bou-
ve de corregir as provas da iinpreito, e he
por liso que a couimlssao est diiposta a reti-
rar etse augmento ; porque, comquanto aca-
mara diisesse que esse empregado devia ter
manir ordenado, todavia essa lembranca no
foi attondida ; e assim julgo que esse erro pro-
vin de lapso na redaran do projecto eu de cu-
gano ou na sua impressao.. .
O Sr. Velles: Ou de pouco cuidado.
O Sr. Carneiro ia Cunha ; Pode sor: a com
inissao nao pode pretender ser dotada do acu-
ramento Ilimitado do nobre deputado.
casa bem le recorda creio que ha de
concordar em que trabalhmos alguma cou
sa sobre islo; houve suat dilficuldadet; po-
da muito bem escapar alguma cousa; mai
nao se diga que se quix dar 50,000 ris de
augmento de ordenado; nos nos guiamos
pelai informacoei das cinaras, eu nSo conlle-
vo nenhuin desse empregadoi. Se alguma
couia fizemoi, despresando taes inforinacdes,
foi diminuirmoi despezas. quando o fundo de
que as municipalidades podem dispor, nao et-
lo em relaeo com os gastos que querem f<-
xer. Nao sel se assiiq licar o nobre deputado
taliifeito. .
A todas eslas considerarles, por mim
ponderadas, accresce uma outra relevante,
que o nobre deputado nSo deve perder de
vista, e he que nenhum fiscal pode proce-
der a correccOes sem que tenha quem o au-
xilie escrevendo os termos; funccSo que
deve ser desempenhada pelos ajudantes do
purteiro, que neslas diligencias empregados
dia ou noite vem todos seus momeatosoc-
ctipados.
O Sr. Velles :Eniao os empredagos nSo
cumprem com as suas ohrigar;oes.
O Sr. Carneiro da Cunha NO compre-
hetido bem o seu aparte. A' commisso
nao deve importar : commisso s cum-
bre considersr o servico que ellos devem
prestar, e ella o fez.
Nestn casa tambem se fazem leis creando
empregados : mas.se o governo as escu-
llas nomear homens inbabeis, a nos isso se
nSodeve iaipular.
a Estes quatro ajudantes nao bastan para
as quatro freguezias da cidade. Com quem
irSo os fiscaes ? Por quem serao feitos os
termos ?
Outras muitas cousns pede a cmara, a
que mo foi possivel satisfazer em conside-
raeflo pequea receita de vinte seis contos
de ris que ella tem.
Consorvem-se os empreados existentes ;
porque a necessidade delles esl mais que
muilo reconhecda pelo quo venho de dizer
Anda ontra emenda consideraren que
he a que diz :
< Em lugar de cinco por cento diga-so
seis por cento. Neslo sentido augmentn-sc
o quantitatvo pura o procurador, a Esta
se acha assignada por dous membros desta
casi.
O Sr. Floripe:Deliraremos, se augmen-
tar o rendimento da cmara.
O Sr. Carneiro da Cunha :Senhores, nos
vemos que os seis por cento calculados so-
bem a 1.800,000 ris. Qualquer empregado
que tem 1 :.iU0;O00 ris pode muito bem
servir n'uma reparic,ao, ecom esso orde-
nado ha empregados de primeira calhego
na ; alm de que o trabalho do procurador
desta municipalidade nAo he Mo enfado-
nhn, como o de outras; bem como a de
Olinda, onde pelo transtorno da escritura-
C8o vicio que vem de long, e por outras
ciieumstancias. silo suas funecoes mais la-
boriosas. Portento bem aqunhoado lira-a
o procurador com 1:200,000 res. Sim, qu
mos Mohecer por meio do representacOes
qm r||.drijam as cmaras. Esperemos,
porlanlo, por esse reriuerimenlo quo fo'i
mandado a informar Cmara, que nao
tardar om vir, que sua aprescnlac,3o nos
orientar.
Eu no sou da oainiSo de um ilustre col-
lega, que quer se augmente o ordenado des-
se fiscal, iudependenlemente dessas escla-
recimentos : eu declaro positivamente que
tenho muita repugnancia em -seguir esso
arbitrio.
O Sr. Vtlles d um aparte que nSo ou-
vimos.
O Sr. Carneiroda Cunha : -Ha urna emen-
da do Sr. Gitirana que diz : {L). Eu no sei
se nos podemos azer islo : parece-meque a
escolha das obras pertence cmara*.
Iliim nobre deputa io innsinuou que os
engenbeiros da provincia deviam servir
igualmente de engenheiros da municipali-
dade ; mas me parece que isso he impossi-
vel, porque esses empregados pelo reguia-
meiilo de sua repartefio teem trabadlos
marcados fra da capital, esto sujeitoa a
viagens, etc. Se o nobre deputado acha que
para as necessidades da municipalidade se
nio adiar um engenheiro propriamenle
lito que se snjeite a um ordenado de rs.
800,000 entao o remedio seria augmen-
tar-so a verba.
Agora apresentarei uma observaco mais,
queserveajuslificsradistinccSo entre or-
denados e gratificares dos fiscaes ; distinc-
rjao estabelecnla pela commisso em con-
siJeracan revelavao qae nos Tez a cma-
ra municipal ou algum de seus membros de
que a vista da racilidade com que os lis-
caes se apresenlavam impedidos para o ser-
vico, e dilTiculdade de siislitui-los de uma
maneira vantajoaa, vista mesmo da in-
conveniencia e odiosidades das demissOes
eembaracos de novas notneacOes, algum
alvilre devia ser tentado em ordem a re-,
mover taes inconvenientes.
Aconteceu, Sr. presidente, que estas con-
sideraefles caiassem no animo da commis-
so, e em resultado leve a mesma por
convenieute fazer que em proveito do
substituto do fiscal impel lo revertesse
parte do ordenado, considerado cono
gratificaco; medida esta que salvou to-
dos os inconvenientes cuja remocSo se ten-
tava
Um S>: Dtfutado-. V. porque rasSo a
commisso nBo estabelece isso para todos
os fiscaes das differenles cmaras ?
O Sr. Carneiroda Cunha : lie porque s
a cmara do Rncife fez assembla as nc-
cessarias rerlamaces ; nAo o temi feito as
outras, ou porque nao sentiam os mesmos
embaracos, como acredita a commisso, ou
porque foram descuidadas nesta parle, o
que nSo he de presumir.
vemos nos empregados com Ordenados qua-
si Iguaes em catheonas. Um juiz de direi-
to. por exemplo, quanto lem d ordenado .'
Umjulz munic'pal oque pdc fazer? Qu ni-
do muito 800,000 ris. Ora, eu nao quere-
rci comparar um procurador de cmara a
qualquer dos empregados destas duas clas-
ses. Alm disto a cmara do Recife tem
um contador, que, iela qualidsd de deve-
res que desempenha, muilo allivia o traba-
lho quo n'oulrus cmaras estao a cargo
:aqtielle empregado.
m Sr. Deputado :~Slas nSo tem que
contar.
O Sr. Carneiro da Cunha:Ha outra ornen
da igualando os ordenados dos fscais do
Poco-da-i'anella e dos Afogados. Contm
peusamentoque nSo escapou commisso,
e mesma me parece de justica ; mas, como
a cmara nada prdisse a este respeito,
nada deu a commissflo. Eu estou conven-
cido de quo a freguezia dos Afogados tem
tanlo a fiscnlisar quanto a do Poco; e ale
adiantarei mais alguma cousa. Na casa
apresentou-se m requerimenlo do fiscal
di s Afogados, solicitando providencia igual
da emenda, lesrobrii.do algum direito
na pretencao do peticionario enxergo dessr-
razoamento na maneira de exp-lo ; por-
que se aprsenla elle requerendo que se
augmente seu ordenado, pela consideracSu
de ter sidoaugrrenladoodo seu compa-
nheiro do Poco-da-Panolla. De maneira que,
se porventura tives<9 lido por algum prin-
cipio o augmento de cotilos, elle os exigira
I ara si, sincnle para ser equiparado.
Aqui me pernnttir V Exc uma obser-
vaclu que pdc caber a este caso, e applica-
vcl a outros, o hequeempregns ha para
os quas sao exigidas habitaces especiaes,
consumo de leo po, e nirsmo estragamen-
tos de su mo; quu para taes lugares se dceui
grandes ordenados be do justica; quena
verdade oulros existen fra destas conej-
eos que n3o Irazem nem a necessidade de
habilitacOes especiaes, nem mesmo a inha-
blitacflo para outros genciosdeviita.de-
pois que sao elles abandonados: he urna
verdade que mnguem podei contestar;
verdade tambem toca ao emprego de fiscal
de que se trata.
OSr. Carneiro da Cunha :-Tambem a appro-
vacao agora dada no vena seno sobre o an-i 4
no l.nanceiro prximamente lindo, que naoj sulliciencia d'elles, o que Smenlo podere-
E mesmo, Sr. presidente, se da inconve-
niencia em nos babituarmos a augmenta!
indecrimiiiadamenle os ordenados, em
que esleja competentemente provadi
Estranhou um nobre deputado f o Sr. i'ni-
p.-riur ilu thesouraria, q ue, Inila n do rom mis-
sHo do quantitatvo marcado para izo [e para
luz da ca Jeia.nlo tivesse declarado o quan-
tum para torcidas nem para candieijos te-
mendo elle por isso que as torcidas fossem
invadir a thesouraria na occasiao em que re-
olamassem seus pagamentos. Nflo sei bem
como se devia explicar a commissSo; du-
vido mesmo que se tornasso necessaria a
ileclaracao du torcidas e candieiros para
ficar conhecido o destino do azeite ; mas
o que posso asseverar he que a commiss.lo
e explicou agora da mesma maneira que
todas as outras commissOes, nao memoran-
do torcidas, que n5rt sei por quem serflo
fabricadas, mas que em todo o caso suppu-
nha acommisao comprehendidas na verba
azeite--; po-que n3o se pode presumir,
que uma rcpariicjao fornecesse o azeite ou-
tra dsse as torcidas, uma lerceira apresen-
asse candieiros ; o quo seria inexplicavel.
Emlim eu peco ao nohre inspector que,
lendo pena da cmara, nao se embaracanlo
em torcidas, deixe a commissflo alliviada
desse nosn,
Anda por ultimo urna observarlo farei
que serve de justificar o emprestimo conce-
dido para factura do cemiterio. Fomosle*
vados a marcar esia quota vista do relato-
rio do Sr. presidente, em que esle nos disse
que, alm dos II contos j despendidos,
eram.precisos mais 60 para conclusSo desse
importante estabelecimenio. Ora, vista
da discuasflo queem sesses anteriores se
suscitou quando se tmtava do matadouro
publico; e accidentalmente de consigna-
tfi's para estradas, va-se como pensamento
da casa que circumstancias se podiam dar
como justificativas, em alguna casos, des-
ses emi reslimns, e devemos hoje concluir
que, anda exislindu grandes espitaos dis-
ponveis, elles nflo poderflo ser immedia-
tamoiile empregados por falta dos Irabalhos
grapbicos ou preparatorios, o oor isso enten-
demos que, nSo se dando esse embaraco
quanto a esta obra, convnlia conclui-la im-
mediatamento ; sendo mesmo que esse di-
nhe.iro assim despendido ter de voltar uin
dia ao cofre da thesouraria, e l (cara para
po ler ser applicado a outras obras.
E tanto mais, Sr. presidente he conve-
nienle, a medida iembrada, quanto nin-
guem poder deixar de nconhecer coiumi-
go, que o beneficio resultante dalla letn de
comprebender mmediatamente o munici-
pio eeslender-se a toda a provincia; por-
que na iiotu-ilnl: de a abertura dessassepul-
luras, cm qiii: se enterrara ni os cadveres
'los que moriera m do II'olio da felire, leii-
leria a renova-lo, e com elle todos os sus-
tos, lodos os horros que Ihe servirn, de
triste castigo. E n.to causa reparo o quan-
tilntivo assim fixado de C0 contos, po quu
esta he justamente a sornma necessaria para
sera obra completada ; sendo que a de 40
conloa da emenda, til ve/ possa ser conside-
rada como nsufiicienle para por o mesmo
estabeleciment em estado de servico efTec-
livo, vin lo por isso a ser sua applicagflo
qu si infructfera.
Sr. presidente, terminarei aqui conciuin-
do as reflexOes que tinha a offerecor como
explicaces do pensamento da commissflo ;
e, se pnrveniura nellas algiiina cousa esca-
pou-me, certo que nao foi por esquecimen-
to, e sim porque oa multiJ&o de apartes
quesecrusavam natural era assim succo-
lesse ; mas prompto me acho a voltar 4
discussao que procurarei sus'enlar tanto
quanto permillirem minhas debis frcas.
(O orador, dando todas as explicages
peJidas acerca do artigo em discussflo, e
respon lendo aos que o precederam, fallou
por mais de uma hora ; mas a rapidez com
se elle exprimi, os apartes que simult-
neamente selhederam, fram caus para
que nos, que pela primeira voz o ouvimos,
nao poJessemos tomar todas as suas pala-
vras./1


OSr. Presidente declara que naa-aassos
seguintes a discussio dos dous orgWent os
ter logar successivamente, comm'ecando
ao meo-dia ; discutindo-se at essa hora
os outros projectos. .
S5o tres horas da tarde.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia,
e levanta a sessid.
[I:lli!ll DE P8BTOHC0.
BSOirX, 3* DE BfAIO DI USO.
A assembla occupou-se honlem com. a
discussfio da emenda pela qual o Sr. Glti-
rana propoz a creacSo de urna caleirade
primeiras letras para o sexo femlnino na
rilla_ do Limoeiro, e a de outra em Ca-
ruar, bem como com a segunda discus-
sio do oreamanto municipal, a qual, como
aquella, flcou adiada pela hora.
A carta do nosso correspondente do Lis-
boa, que sob a data de SO de marco uliimo,
inserimos no lugar compelent, nos foi 1ra-
zida pelo brigue portuguez Eolo chegado
a 39 do corrente daquall corte.
Das pazelas que us Irouxc a barca Gene-
viev extractamos anda as seguimos noti-
cias :
Franca.
Este paiz ficra tranquillo; posto que an-
da nto inteiramenterestabelecido do abalo
8ue Ihe causara a victoria ganha pelos so-
alistas na ultima batalha eleiloral.
O dia 28 de abril tinha sido (liado para
nello se proceder a eleicto de mais um re-
presentante pelo departamento do Sena, e
os dous purtidos empregavam todos os seus
esforcos para ver qual delles fcaria victo-
rioso.
Os socialistas haviam resolvido votar no
bem conhccido romancista Eugenio Sue, e
os moderados no cididio Leclere.
Tresentos memores da assembla, inclu-
sive oa generaea Cavaignac e Lamoricire, o
duque de BroglieeosSrs. Dufaure, Iterryer,
di clararan) que sustentaran) a candidatu-
ra de Mr. I.eclere cuino um protesto contra
o principio de insurreicto imrcoralidade e
desprezoda religito quesequer impraos
habitantes de Pariz na pessoa de um candi-
dato socialista.
Mr. Leclere uilo pertence a nenhuin par-
tido poltico : perguntando-se-lhe em que
lado da assembla se sentara, e que opi-
nifles advogaria no caso de ser eleito, res-
pondeu o seguinte:
Defender! na assembla a opinito que
defend as barricadas, isto he, a da ordem ;
e em sua defensto ilesenvol ven-i toda a
energa que esliver ao meu alcance.
Em junho de 1848 Mr. Leclere distingui-
se na tomada da barricada da porta, de S.
D.enis. Cahindo morloaossu lado osen li
Jho primognito varado de 17 halts, Mr. Lu-
ciere, carregando cadver, o levou para a
casa, e chamando o seu segundo iillr, ra-
paz de 18 annos, dcu-lhe a arma que liutia
cabido das mfios do primeiro, dizendo-lhe :
a Vai e imita a teu imito I Defende a or-
dem contra os rebeldes, ese cahires, lerc-
bra-te que morres a morte de um srldado
edeumbom ridadto. Vai, defende a la
patria e vinga teu irmiio.
Alguns clubs eleiloraes socialistas tililiam
sido fechados por ordem do goveruo, e va-
rios individuos de m catadura tiiiham si-
do obrigados a sabir de Pars.
Oque levou ogoverno a mandar frchar
assim esses clubs, fram os discursos que
nelles diariamente erain pronunciados, em
ataque da ordem c da sociedade.
Um orador disse que nflo reconhecia ou-
tro Dos sent o sol, e este mesmo porque
era visivil!
(julru suslentou que o solo pertencia s-
meuie ao povo, e que isto uto obstante no
estado actual os pobres ertm escravos e ser-
vos dos ricos
Outro, querendo mfrerer as sympathias
da sociedade, coufessou quelinha derrama-
do muilo sangue, e que, ha muilos annos,
cons, irava contra toda a lrma |de governo,
etc. etc.
Suina.
A confederacio helvtica contina em
paz.
O governo havia ordeado a 560 mem-
bros da sociedade UniSo dos operarios ger-
mnicos que evacuassem o ten itorio suis.o,
e colocara a 214 outros debaixo ca vigilan-
cia da polica.
De um came feilo por ordem do gover-
no no procedimentn desla sociedade, re-
sultou o seguinte : 1.* que est plenamente
provado que os operados germnicos na
Suissa se ertflo organisando e provendo dos
niMus necessarios para fazercm urna revo-
Incio ufo someuto para Bcaharem com os
governos da Allemanha, sen.lo tambero
para deslruirem todo osystcma actual de
sociedade:
gar enlro o eleitor, o gratn-duque de Hesse
" o principe da Prussia, resultando dellas
que o eleitorado e o gram-ducado de Hesse
permaneceram membros da liga prus?
siana.
A Prussia tomou posse dos principados de
llohenzollern com todas as formalidades, e
nessa occasitoorei dirigi aos seus novos
subditos a seguinte proclamado :
Habitantes dos principados de llohen-
zollern Cedendo s repetidas e urgentes
propostas de vossos principes, lenho assu-
midoa soberana de vosso territorio. Por
urna patente datada de hoje tumei posse do
governo eo presidente bario Von Spiegel-
Borlinghausen appareceri entre vos para
por esta medida em execucto. Vossos pri-
meiros soberanos tem-vos desobrigado da
obediencia que Ihes devieis. Eu vossaudu
como meus subditos, e ordeno-vos nto se-
ment que de hoje por diante rnereonhe-
Qais como vosso legitimo re egovernador,
sent tambem que juris obediencia a mim
e aos meus successores, e compris as mi-
nhas leis e decretos. Em relribuicflo asse-
guro-voso meu paternal cuidado ea minha
prqteccto. Os meus novos subditos da Sua-
bia permanecerto de hoje por diante na
niesma relacio para commigo que os habi-
tantes de meus antigos territorios. Vos nun-
ca fustes estranhos mioha casa, nem ao
meu coracto. O castello hereditario de mi-
nha raca coros urna de vossas montanhas,
e urna porcto de vossos territorios foi o do-
minio de familia de meus maiores. Vossos
principes e a casa real da Prussia tiram |a
sua origein de um antepassado commum. O
ramo real da linha de llohenzollern nto as-
sume agora sent direilos que por antigos
tratados ha omito tempo Iho pertencem.
Por urna lei datada de agora os territorios
que habitis licam unidos aos estados prus-
sia nos, e de conformidade com ella, pela
patente que ordena a tomada da posse, le
olio publicado nos principados a constitu-
cto prussiana, a qual vos confere os direi-
los evos im, Oe os deveres dos outros meus
subditos em sua mais plena validado. Vos-
sos filhos de hoje por diante servirto as
lileiras do exercito prussiano, e os soldados
suabianos da Prussia nto acreditarto me-
nos as nossas fdreas do que os baixo-saxOes
e os liliios do Rheno, cuja benigna recep-
clo entre os vossos oiteiros me tem dado
grande prazer. Vossa religito ser plena-
mente protegida pela constituido prussia-
na. A mais cuidadosa silencio ser dada
s vossas escolas. Vossa industria e agri-
cultura serio promovidas e animadas. Con
fio que, lembrando-vos das-calamidades oc-
casionadas un o anno prximo passado pe-
las dilTorentes insurreices, vos portareis
como verdadeiros e fiis subJitos, e vos
mostrareis dignos de ser chamados Prus-
sianos.
Chartollenburgo, 12 de abril de 1850.
l'riderico Guilherm*
C Referendada pelos ministros. )
Um numero ronsideravel de operarios
i ranee/es em pregados em lierlim, princi-
palmente chapeleiros loram obrigados pela
polica a sahirem da cidade.
Na AusUia nada de extraordinorio tinha
tido lugar.
O Ueichiseitung ofllcial de Vienna de 13
de brl eo tem as seguidles importantes
noticias:
O Interim tem servido al hoje como
s pedra angular da confederadlo Germani-
ce, porm fallou-lhe forrea e influencia e
por isso tornou-se presa das dissencies rei-
nantes.
Algumis pessoas esperavam ve-lo com o
andar dos lempos mais compacto, enrgico
e ii fluenlc, e por esta rasflo fiziram ludo
para sustenta-lo ; mas depoisde um longo
periodo de ir resol ucio foi decidido substi-
tuir o Inierim por um orgio mais enrgico.
Somos informados da que os plenipotencia-
rios de todos os governos germnicos oceu-
param o lugar do Interim e desle modo tur-
ma rain o ogao da Confederadlo em suas
relacOes estrangeiras at que as questes
cons iiiicini ai s que presentemente causam
dissencOes lenham sido resolvidas. o gabi-
nete, austraco tem emprehendido drigi
urna nota aos membios da Con feder.ic, tu
convidando-os para se reunircm em Frank-
fort ro ciimeiiodia de maio debaixo da
presidencia da Austria. Corre que a Prussia
uto se oppOe a este plano. *
Turqua e Hussia.
OS'inurgenUs de Bornia continuam a ga
nhar terreno e ere se que se a Porta nto a-
doptu promptamente as mais vigorosas me-
didas, o esultado da questto sera prova-
velmentc (car aquella provincia quasi inde-
pendiente da Turqua, e smente ligada com
esta pelos fracos lagos que ligio acualmen-
to o principado da Servia que lliu (ka visi-
olio..
A Itussa lem ltimamente manifestado
un- uuio bellicas, una {6r<* enorme se
s
ala
freguezia da Boi-Vista, o prato Joto, cscra-
vodeJoaquim Jo FerreiiiI por us de fa-
ca de pouta : nonhumai occoirencia mais
houve nesse dia.
ALFANDEGA.
Itendimento dodia-J'.l.....9.964,533
Deicarregam hoje 31.
fia rea Genoveva merendonas.
Iliate Duvidoio gonerol do paiz.
CONSULADO GERAL.
Itendimento do dia 29..
Diversas provincias .
2:365,966
83,380
2:4*9,346
EXPORTACAO.
Despachos martimos no dia 29.
Porto, brigue portuguez Bom-Pastor, de
-238 toneladas : conduz o seguinte :
1,319 barricas com 9,938 arrobas e 31 li-
bras de assucar, 1 caixole com 3 arrobas de
dito, 155 couros seceos, S saccas farinha de
mandioca, 2 ditas arroz, 1 barrica caf, 1
dita gomma, 1 volume doce.
Rio-Grande do Sul, polaca nacional II
trice, de 295 toneladas : conduz o seguinte :
2 500 alqueires de sal, 250 barricas com
1.969 arrobas e 29 libras de assucar, 1,000
cocos com casca.
Liverpool com escala pela Parahiba, bar-
ca ingleza Norval, de 303 toneladas : conduz
o seguinte :
8(0 saceos com 4,200 arrobas de assucar.
Rio-ae-Janeiro, barca americana Jorca :
conduxo seguinte:
50 tuneJadas de lastro de areia.
Liverpool, galera nglcza Beraw, de 493
toneladas : conduz o seguinte :
1,000 saceos com 5,000 arrobas de as-
sucar.
RECEBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Itendimento do dia 29......414,716
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmento do dia 29. .
^ovin-ento do Porto.
Marques, Manoel Connives Servira, Ma-
oel Fernandos da Cruz.
Os quaes hto de servir durante a referida
sessio, para oque sto pelo presente edita I
convidados devendo comparecer as-iui co-
mo os interessados no dia e hora designadps
sob as penas da lei. E para que chegue
noticia de todos mandei passar o presente
que sera^uhlicado pela imprensa eaffita-
do nos lugares mais pblicos deste termo,
lado e passado nesta sobredita cidade do
rtecfe, 29 de maio do 1850.
Eu, Jos Alfonso Guedes Alcanforado, es-
crivto do jury escrevi.
Jos faymundo da Costa Menezes.
Declarares.
achava presentemente prompla par entrai
2.\ que esta propaganda ro-Ido concentradas'na' Poon'i
voluciouaria, assim se denomina a socie-
dade central, nilo tem a sua origem na
Suissa, nem so limita a este raiz smrnte,
mas que seus centros se 'acham na Al-
lemanha, na Franca e na Inglaterra, que
be destes centros que as sociedades filiaos
tiram a sua existencia, uto sendo sent
aunis na grande cadeia da Unito Social
Democrtica, que na Suissa esses corpos
podem obrar muilo mais claramente do
que em outra paito, e seus ohj.ctos sto
conseguinterr.enle melnor conhecidos, po-
rm que seus cbtfes |nia maior parte se
tcham em paizes estrangelros, e que ei
qualquer momento decisivo na Allemanha,
sumente o contingente germnico ser reti-
rado ;da Suissa : 3., que est provado que
as ditas sociedade se acham intimamente
ligadas com os fugitivos de Ha em, e de
Pfalz, e que os cahecas desla insurreicto
ato principalmente sustentados e assisliuos
iwy ellas.
) Allemanha.
Os dilferenles estados de que se compc
. -osle paiz (icaram todos tranquillos.
O parlamento de Erfurt discuti em globo
e approvou a caria constitucional da Allema-
nha e no da 14 de abril o gabinete prussia-
no, picsidido pelo rei, decidi em conse-
Iho que esta resolucio do parlamento fosse
ssnecionada. Nesle mesmi dia parti de
Iterlim para Erfurt o bario de ManteutTel
aliui de infonnar asdua casas do parla-
mento da delerminacio do conselho.
Cartas de Frankfoit de 15 de abril publi
esdas pelo llolner leitung, noticiam que va-
rias conferencias tiversm ltimamente lu-
em servico activo. Tropas russas e.-tiib son-
;Yi frouleira
prussiana acha-se estacionada urna fdrea de
bem 160,000 hmeos ; o que nto deixa de
ler inquielado de alguma surte toda a Allo-
manha ; entretanto cre-se que o czar nto
tem teiifilode inlrometter-se nos negocios
de i'us visinhos, salvo se estes persist
renrPm adoptar medi Jas que violando aber-
innnMiie os tratados existentes, possain ou-
tra vez convciler a allemanha em urna sce-
na de guerra e matanca,
Urecm.
A questto grega anda nSo seacha resol-
vida. O rei Otilio recusa recon iccer a jus-
nea das reclamacOes inglezas; massem em-
bargo disso est determinado a pagar a
quanlia que fr arbitrada por Mr. Groas,
embaixador francez. A interrupciodocuii'.-
ii erem occasionada pelo bluqueio e o te-
mor de sua reno vacio tem reducido o paiz
maior miseria.
O governo do c;ar dirigir outra nota aos
embaixadores do mesmo em Londres e Pa-
rs; insistindo em que os navios gregoaJ
aprisionados sejam restituidos primsira-
mente para que a questto da Inglaterra com
a Grecia possa depoisser tomada em consi-
deracio, accrescenlando o conde de Nelsi 1-
rode que o governo do czar nto consentir
em reconhecer nenhuma proposta que o ha-
rto de Gross tenha de fazer, se acaso os di-
tos navios uo forem restituidos.
Navios entrados no dia 29.
Itio-Grande-do-Sul 29 das, brigue nacio-
nal Echo, de 230 toneladas, Manoel Joa-
quim dos liis, equipagem 8, carga char-
que ; a Jos Percha da Cun ha. Levan-
tou ferro do Lameirio para o Mosqueiro.
Lisboa--40 das, brigue portuguez Eolo,
d i 168 toneladas, capilo Estevio Jos
Tavares, equipagem II, carga vinbo-, ce-
bolas e mais gneros. Conduz um Portu-
guez passageiro do estado para I -1 ti i do
briguo l'uuro. Tem de seguir para Mo
(ambique com outra carga o mais breve
possivel.
Aracaty-- 16 das, hiale nacional Duvidoso,
de 43 toneladas, capilto Jos Joaquim Al-
ves da Silva, equipagem 5, carga couros,
cora de carnauba e mais gneros ; a Jos
Manoel Martina. Passageiros, os nacio-
naes, l.uiz Camelo de Vasconcellns, An-
tonio Bernardo Maitins, Joto de.Nepuino
ceno e Elmiro l.uiz de S Pereira.
Navios sahidos no mesmo da.
Parahiba -- Iliate nacional San-Jos, capilto
Jos Manoel Rodrigues, carga varios g-
neros do paiz. Passageiro, o nacional
ilenrique Jos da Molla.
Liverpool Galera ingleza Beraga, capilto
Campbell, carga assucar.
Canal Patacho hamburguez Columbas, ca-
pilto J. Junga, carga assucar. Passageiro,
o Allemio Carlos Augusto William.
Observando.
Fez-se de vela do Lameirio um brigue in-
glez. que se achava Tundeado ha dous das,
carregado decarvtodepedra.
Navios sahidos no dia 30.
Rio-de-Janeiru Barca americana Jowa, ca-
ailto William G. Coflln, carga assucar.
Rio-Grande do Sul -- Polaca nacional Vltri-
ce, capilto Pedro Jusde Mattos, carga sal
e assucar.
Babia Iliate nacional Ligeiro, mestre An-
tonio Eneas Gustavo Calvto, carga varios
gneros. Passageiros, o nacional Antonio
Um ges Gal vio llch.i e 1 escravo a en-
tregar
Ilavendo S. Exc. o Sr. presidente da
provincia removido o professor publico de
primeiras lettras de Ingazeiro para a cadei-
ra vaga do Loreto, oSr. director, por ordem
do mesmo Exro. Sr. pOe aquella cadeira a
concurso com o nrazo de 60 das, contados
da data deste. Secretariado lyceu, 29 de
maio de 1850. Januario Alexandrino da
Silva tabello Caneca, professor de desonho
o secretario.
-- O arsenal de guerra compra diversas
limas e limates i as pessoas que so quize-
rem propor venda das mesmas, hajam de
comparecer na sala da directora, no dia 31
do cadente mez, com sua proposta e lti-
mos precos em carta fechada, e as amostras.
0 arsenal de guerra compra azeite de
Garrapato e de coco, velas de carnauba, lio
le algodto e pavios : as pessoas que ditos
gneros quizar fornecer, hio de comparecer
na sala da directoria, no 1. de junho pr-
ximo vindouro, trazando sua proposta com
seus ltimos precos em carta fachuda.
Pela capitana do porlo se declara a to-
dos os individuos empregados na vida do
mar, matriculados na mesma capitana, que
Domingo, 2 de junho prximo vindouro,
pelas 9 lloras da manha, lera lugar a revis-
ta de que trata o artigo 66 do regulameoto
das capitanas.
Pela segunda secclto do consulsdo pro-
vincial se faz constar atlos os senhores
,:329>766|proprietariosde predios urbanos dos bair-
----------[rus desla cidade e povoacio dos Afogados,
|que do lia l.'de junho prximo vindouro
se principia a contar os (rinta das para o
pagamento, bocea do cofre, da respectiva
d.-cima do segundo semestre de 1849 a 1850,
incorrendo todos os que deixarem de pagir
nesse prazo, na mulla de 3 por cento, s o
valor de seus dbitos, senJo de promplo
executados.
O segundo batalhto de cacadores, pre-
cisando de alguns msicos para preencher
sua banda, convida aos professores que esli-
ver m im riso de servir na msica, hajan>
'le apparecar na secretaria dobHalhio, na
fortaleza das Cinco-Ponas, alim de se con-
trataren! convenientemente.
Avisos martimos.
O brigue portuguez Bom-
Pastor sahe para a cidade do Por-
to no dia sabhado, primeiro de
junho.
Para o Ceari pretende seguir viagem
Som rnuita brevidade a sumaca nacional
Carlota, mestres Jos Gon^alvcs Simas:
quem na niesma quizer carregar, ou ir de
Sahio luz o n. 19 da Marmota, est o
melhor quo he possivel, porque fez iioutem
annos o seu redactar: est a venda na Boa-
Vista, toja de miudezas do Sr. Estima, n.
51; em Santo-Antonio, largo doCollegio,
loja do Sr. Dourado, n. 6 ; no Rtcife, loja do
Sr. Cardoso Ayres, n. 31 ; e no largo do
Tergo, n. 7.
Manoel Joaquim da Silva Figueircdo,
Portugueavai fazer urna viagem para fra
da provincia.
Preciis-se de urna preta escravs, que
saiba coser e engommar bem : quem a qui-
zar al "gar, dirija-se ao Aterro-da-Boa-Vs-
ta, n. 26, das 7 s 9 horas da manhta.
" Precisa-se, no sobrado n. 59, segundo
andar, da ra da C.adeia-Velna do Itecfe,
de urna ama com abundante leile para criar
urna enanca: quem esliver nestas crcums-
tancias, dirija-se ao mesmo sobrado para se
ajusfar,
Do sitio do abaixo assgnado desenca-
minhou-seou furtaram urna vacca de leile,
Cr amarella, com urna estrella branca na
testa, ferrada na perna direita, e com asar-
mas voltadas para dentro : quem da mesma
souber ou der noticia, poder dirigir-se a
Santo-Amaro, casa de M. C. Cintra, que se-
ra generosamente recompensado. Manoel
C, Cintra.
Os abaixo assignados, reconhecidos aos
lllms. Srs. primeiros lenles Jos de Mello
Christa d'Ouro, l.udgero de Salles e Olivei-
ra, guarda-marinha Francisco da Cunha
Calvto e escrivto Francisco Jos Coelho pe-
los obsequios que receberam a bordo do
brigue -escuna Canopo, vem por meio des-
te agradacer-lhes, pedindo aos mesmos Srs.
que os ccopem em objeclos de seu servico,
porque por semelbanle forma moslrarto
que ato gratos a aqu Mies, que suavisaram
sua sorte na conduccio de seu exilio da
ilha de Fernando de Noronha para esta ci-
dade. Becfe, 28 de maio de 1850. Bernar-
do Jos da Cmara. --Padre Francisco Ro-
chael Pereira Rrito de Medeiros. Padre
Pedro .niiKs Kerraz de Albuquerque.
Francisco Jos da Costa Guimartes, -- Jos
Vieira de Oliveira Maciel. -- Ignacio Bento
de Loyulla. Manoel l'erreira Chaves.
Em 11 do corrente sublrahiram de Pla-
cido Ca tao Borges urna carteira, conten-
do dentro cinco mil ris e alguns papis de
pouca importancia, e duas lettras, sendo
urna de 309,600 rs., assignada por Jos Ma-
ri Goncalves llamos, aceita em linde abril
a 3 mezes, eout'a dita de 140,000 rs. assig-
nada por Antonio Muoiz Concalves a 7 do
oorrenft, a 40 dias, as quaes ledras ficam
denenhum efTeilo, para o que os aceitantes
ja estio prevenidos com a publicagto desto,
eassigiurto outras.
Iloje, pelas 4 horas da tarde, na praga
do doutor juiz do civel, na ra das Flores,
se lito de arrematar dous escravos, diver-
sos movis e algumas obras de prala e ou-
ro, penh,irados a Joto Francisco Ferreira,
porexecucto de Jos de Medeiros Tavares.
Quem annunciou precisar de ornamen-
to para a celebrado da missa, dirija-se
ra do Aterro, o. 18, primeiro andar.
-- No dia 4 do prximo mez de junho, pe-
las 4 horas da larde, porta do Sr. Dr. juiz
do civel da primeira vara, se hio de arre-
matar em hasta publica, 4 moradas de ca-
sas terreas, sitas na travessa do Lima, por
exeeuea.i de D Const un in i Jacictha da Mofe-
ta cmiiia Manoel de Almeida Lima.
Penla o lllm. Sr. Dr. juiz de orphtos
supplente, no pateo da l'enha, se hio de ar-
rematar, por ser a ultima praca, os bens do
expolio da Uada Isabel Francisca de Jn-
passagem, pode entender-so com l.uiz Josl8UB, que sto os seguintes : duas moradas de
leSaAraujo, na ra da Cruz, no Kecife,JcllSds terreas de peira e cal, urna dita do
taipa, um mocambo coherto de palha, sitas
n. 33
Para Parahiba sahe o hiale nacional Es
podarle, no dia 1." de junho impreterivel-
mmite, por ler a maior parte da carga
prompla : quem no mesmo quizer carregar
ou ir depassageni, Irate no trapiche do al-
go lio, ou na ra do Amorim, n. 36.
jLeiles.
EDITA L
Keparlicao da polica.
PARTE DO DIA 29 DE MAIO.
Foi preso, a ordem do subdelegado da
-- O Dr. Jos Raymumlo da Costa Mene-
zes, juiz municipal supplente em exercicio
da segunda vara do termo do Recife, e pre-
parador dos processos qu > toem de ser sub-
mettidos ao jury, por S. M. Impeiial c que
Dos guarde ele.
Fco saber que pelo D'. juiz de direito
interino da segunda vara docrime Gervasio
Gongnlves da Silva me foi feila a parl'Cipa-
qo de haver nesle termo convocado para o
dia 14 do prximo mez vindouro pelas 9 ho-
ras da manhta a segunda sessio ordinaria
deste anno para a qual sahiiam sorteados
os 48 jurados que seguom.
Miguel Seraim de Castro Nunes, Jos
Francisco Pereira da Silva, capilto Manoel
Ignacio de Albuquerque Maranhio, Jos Go-
mes Leal, Joto Ferreira dos Santos, Ande-
lo Jos de Mendonca, Joto Cuncio Gomes
da Silva, Manoel Rumio de Carvalho, Ma-
noel Francisco Schelfel, Jos Alexandre Iti
beiro, Jos Guedes Salgueiio, Jos Antunio
de Oliveira Antunes, (ldano Pinto do Ve-
ras, Manoel Jos dos Santos, Simplicio Ro-
drigues Campello, Dr. Jos Quintino de
Castro l.eto, Manuel Cardozo Ayres, Jos
Antonio Carneiro, Francisco de Salles Albu-
querque, Joto Francisco Ponte*, najoi
Francisco de Paula Paes Brrelo, Jos Lucic
I ms, Antonio Filich.no Rodrigues Selle,
Manoel Luiz Concalv. 8 Jnior, Manoel Eu-
genio da Silva, Domingos Soriano Cordeiro
SimOes, Manoel Joaquim de Miranda, An-
tonio Carlos de Pmho Borges, Jos Marinho
Pereira dosSanios.Marcelino Antonio Perei
ra, Jos Concalves da Silva, Manoel Pire;
Ferreira, Amonio Goncalves d-Moraes, Luij
Pedro das Neves, Dr. Fulgrnio Infante de
Albuquerque Mello, Joto Cordozo Ayres,
Lucio de Almeida Pessoa, Francisco de Pau-
la Pires Ramos, Jos Jimqu'in das Chagus,
Claudino Benicio Machado, coronel Ju-
quim Frincisco Pereira Lobo, Francisco An-
tonio Vieira da Silva, Antonio da Giinlin
Soares Guimartes, Jos Maria Seve, Joto
Cancio Pereira Freir, Manoel Francisco
Jos Francisco Ribeiro de Souza, es-
tando a rctirar-se para o campo, far leilio,
or intei venci do corretor Oliveira, de to-
la a iinil-i i i da e.isa de sua residencia na
crac, consislindo em um ptimo forte pia-
no orisontal, consulus com pedra marmore,
mesas para jogo e meio de sala, cadeiras de
varias qualidades, commodas, herco, mesi-
nha de costura, relugios excellenles para
cima de mesa, vasos para flores, lanternas,
candiciro de sala, leilo de Jacaranda para
casados, e escadinha pare o mesmo, tuuca-
dor, guarda-lou^a,guarda-vestidos, mesas
le jantar, marquezas, carlciras grande e
pequea para escriptorio, armario para pa-
pis, mesas para coznha e engommar, ap-
i'.n.-Um de porcellana rara cha, galheteiro
para licores, caixa de diario paradla, co-
dos gai rafas e compoteiras de crystal, lan-
o brancas, como de cores, pedra de Mitrar,
venesianas, um rico apparelbo branco de
porcellana para mesa de 40 pessoas, dous
excellenles aparadores, um sellim para
montara de senhora, porta-licor com guar-
nicio de prala, garrafas de cor, e muilos ou-
tros artigos uteis e indispensaveis, um boni
escravo, crioulo, robusto, moco e pro-
prio para armazem de assucar ou engenho :
sexta-feira, 31 do corrente, s 10 horas da
manhta, no primeiro andar da casa jun-
to ao escriptorio do Sr. Schramm, ra do
Trapiche-Novo.
Ilenry Forsler & Cumpanhia farto lei-
lio, por intervencio do corretor Oliveira,
da porcto de burros quanto baste para oc-
correr aos direitos e despezas fetas com os
mesmos ueste porto, e da barca ameiicant
Muskmgham que osconduzio de Buenos-A y-
res, e prxima a seguir seu destino com os
restantes ; assim como de dous cavallos pro-
prios para cairo, luies a vontade dosconi-
pradores: segunda-fcira, 3 da junho,'' as
10 lio'as da manhia, na estribara que fui d
David, antigo porto das canoas.
' '
Avisos diversos.
William Hughes, subdito inglez, reti-
ra-se p ra Inglaterra.
Jos Antonio de Souza, subdito portu-
guez vai cidade do Aracaly.
-- Manoel Fonseca de Medeiros, natural
desta provincia, relira-se para onde Ihe
convier.
Precisa-se alugar um sobrado de um
andar com quintal, no bairro da Boa-Vista,
MI as immediac,0es : a fallar na venda no
largo da Boa-Vista, n. 18.
no lugar denominado Catuc, na povoacio
dos Afogados, um oratorio com algumas
imageus, um cordio com urna cruz deou-
ro biixo, urna mesa do amarello usada,
urna escrava de meia idade boa vendedeira
de ra.
~ Aluga-se o terceiro andar do sobrada
da ra do Vigario, n. 18, muito fresco o
commodos -para familia : a iralar no pri-
meiro andar do mesmo sobrado.
Quem fr credor da casa de Joto de
Azovedo dos Santose I). Auna Rita de l'a-
ria e Azevodo aprsenle seus ttulos, no
nrazode30 das, na ra da Praia, armazem
n. 41 ; assim como previne-se ao publico
quo nto faca negocio algum com bous por
estes deixados, por estarem anda pro in-
diviso, e de presente se trata de proceder a
inventario.
Quem tiver para arrendar um enge-
nho moente ecorrente, com alguns escra-
vos ou sem elles, dirija-se a ra do Colle-
gio, n. 4, ou ao engenho Novo da Muriheca.
--Aluga-se urna esenva parda de boa
conduela, para todo o servico de urna casa :
na ra do Pires, n. 9.
paecisa-sc de um homem casado ou
solteiro para traualharem um sitio dentro
da praQa, fazendo-se-lbe bastante interes-
S3 ; na ra do Mondego, ns. 29 e 31.
Precisa-se de um rapaz para caixeiro
de urna padaria, e que tambem queira en-
tregar pto com i preto de manhia em urnas
freguezias : a ra do Mondego, ns 29 e 31.
Antonio Luiz dos Santos embarca para
fra da provincia os seus escravos l.ourenco,
Mara e Secundina.
0 abaixo assgnado faz sciente a todos
osseus devedores que Jos Rodrigues de
Moracs deixou de ser seu caixeiro de co-
brancas, desde o dia 21 do corrente: por
isso inhabilitado de receber de qualquerde-
vedor desde aquella data. Recife, 29 de
maio de 1850. Manoel Ferreira Ramos.
Pergunta-se as autoridades policiaes
se existe alguma lei pela i|,:al se possa jo-
gar em vendas com escandolo e mais a di-
nheiro. O jocoso.
o. cr. dores do fallecido Ilenrique Ca-
milo Ferreira sto convidados a reunirem-se
no di 3 de junho, ao meio-dia, em casa de
J. I). Wolfhopp & C. a ra da Cruz, n. 16,
.-ara deliberarom s>obre o qua se deve fa-
zer a csse respeilo.
Vendas.
Vende-se um violto por 5,000 rs. : na
ra do Fogo, n 12-
Vendem-se duas prelas que engom-
in a ni, czinham e lavan de sabio edevar-
rela, urna dellas cose alguma cousa, e a ou-
tra retina assucar e faz o mais servico do
urna rasa : nto lem vicios nem achaques :
na rus da Ordem Terceira de San-Francisco,
sobrado n. 6.
Venle-seummethoJoparaiflautaj: na
prac da Independencia, u. 12.


Vende-se om bom escravo: na praga
da Boa-Vista, taberna n. 13.
Vendo-se urna cscrava do gento do An-
gola, de 25 annos e sem vicio algum, a qual
he boa quitandera. de ra : rcnde-se por
praciaSo : quem Portas, ra dos G lararapes, n. 3*, que acha-
ra cun quem tratar.
Florete de linho.
Covado 300 i$.
Para vestidos de senhora, roupas de me-
ninos, palitos para homem,! casacas, etc.:
vende-se na ra do Crespo, n. II, loja de
Antonio Luiz dos Santos & Companhia.
instrumentos de music
l)a ral issi m os.
Na loja da ra Nova, n. 11, de Jos Pinto
da Fonseca e Silva, successor de Guerra Sil-
va & Companhia, ha para vender cornetas
de lati da chaves, proprias para ternos, a
16,000 rs.; ditas de cobre com chaves, a
12,000rs. ; nombartou, ou baixo de harmo-
na profundo com pistoes, a 35,000 rs.; um
bom fagote, por 30,000 rs. ; oboes de difTe-
rentes pregos ; pfanos, a 1,000 rs.; cornetas
do cobre simples, a 10,000 rs.; um carri-
IhSo com 11 catr.panhinhas, por 12,000 rs.; e
almdestestem muitos oulros instrumen-
tos, como seja, trompas, trombones, clavi-
cor, clarn lisos e a pislon, campas, clar-
netas C, violes, rabecas, nautas, flageolets.
Ilautins, etc.
-Vende-se, para fra da provincia, um
escravo de nagflo Costa, de 60 annos, por
truilo commodo prego ; para ver.no juir-
tel de polica, epara tratar, na ra Formo-
s, quem vai da ra da Aurora, sexta casa.
Chegiiem pechinch
Na ra da Praia, n. 24, vende-se sebo em
bexiga, muito novo, a 4,500 rs., sendo em
porcflo de arrobas.
Vende-se a ilha denominada San-JoSo
contigua ai.s Afogados, a qual tem duas ex-
cellenles casas de pedra e cl, dous Vivei-
ros, cento e tantos res de coqueiros, e mais
algumasarvoresderruto; assim como un
sitio na Passagem ao p da estrada nova,
com excellente casa, estribara para dous
cavallos, grande pogo de boa goa de be-
ber, bastantes | s de larangerss, urna Ja-
lada de uvas, varias arvorrsde fiuto, todo
murado e com dous por (Oes de ferro na
frente: ludo se vende por commodo preco, a
dinheiro ou a prazo, ou a troco doqualquer
objerto de valor : faz-se todo o negocio : na
ra da Cadeia do Recife, n 54. Na*mesma
casase vendo una canda de carreira nova
que canega oilo pessoas.
Multo barato.
-Na loja da rus Nova, n. 11, de Jos Pin-
to da Fonseca e Silva, successor de Guerra
Silva 6; "oni| anhi, lia para vender susien-
sonos de Lorracha e de seda pelo barato
tre^o de 600 rs. o par.
Cota 8 palmos de largu-
ra o novo aIgodo mons*
tro trancado california.
Na loja confronte ao arco de S.-Antonio,
n 5, vende-se o novo algodflo monstro trau-
cado, com 8 palmos de largura, pelo barato
preco de 800 rs. avara.
Atoalhado de linfio de
California com 6 pal-
mos de largura.
Na loja de GuimarSes & Henriques, na ra
do Crespo, n. 5, vende-se e novo atoalhado
california de puro linhoe com 6 palmos de
largura, pelo barato preco de 1,120 rs ; as-
sim como ha de 5 palmos de largura, a 1,000
rs. a vara.
A 8,000 rs. cada um.
Chales de seda grandes
e de bom gosto.
Na loja de GuimarSeg & Henriques, na
ra do Crespo, n. 5, vendem-se chales de
seda, grandes, de bom gosto o de bonitos
padrOes, a 8,000 rs. cada um ; cortes de ca-
simira de cores, de roulo superiores pa-
drOes modernas, pelo barato preco de 6,000
rs. cada corle; panno prelo lino francez, a
2,500 rs. o covado; dito inglez, a 1,440 rs.
o covado. *
O
9 Ubras de borracha imper-
miaveis- *>
q Suestes ou chaios proprios para S
q quem anda embarcado; ricas rapas X
q para aestagfio invernosa, as quaes J
nflo pode penetrar agoa ; botas a Na-
X poleflo, que chegam muilo cima dos
Jj* joelhos. e podendo-se com cijas <)
'-< transitar or dnntrn dn ro om nua ,.'.'\
-4
rntfHm
Vende-se una negra, nacSo Costa : t
tratar na ra do Vigario, 7.
Loja de modas na ra No-
va, n 34, defronte da
ConceicAo.
Madama llosa Hardy,
modista brasleira, tema honra de parlici-
tai a seus freguezes, e particularmente as
seriboios suas patricias que recebeu lti-
mamente de Franca, e ven-e porpreco mul-
lo commodo, ricos manteletes de groa de
aples furta-cresde dilTerentcs feitios e
delindissimogoslo ; capollhos pretos de
cbamalote ; (rangas de todas as cores par
enfeilar vestidos ; bicos de blonde ; fil li-
so ; crep de cores; setins; camisas de
cambraia para senhora ; loucas para bapti-
zados: bem como lem constantemente um
variado e rico sortimento de chai eos de se-
da pera senhora a pceo de 8 a de 30,000rs. :
chapeos de jaiba enleitaJos ; litis deselim
esjpatos: tambem faz vestidos para casa-
mentas e para bailes, da ultima moda, com
muiUjerfeicao, e por mais barato preco
doqueemoutra qualquer pailo; tambem
taz o;aoteleles, carolilhos, visitas e mui-
tos outros objeclos de uso de senhora : lu-
do de armages de chapeos de senhora paia
cubrir ce seda ecrep, a 1,000 e 1,500 ri.
Farfulla de mandioca.
w transitar por dentro do rio, sem que Q
y* os ios e pernas sntam humidade ; 0
O embornaes para conduzir mantimen- f)
tos ; frascos para qualquer liquido,
:) utilissimos para quem viaja por tor- 2*
O ra, ou para os amadores de caga ; L
J ditos para deltar esponjas.
9 Salva vidas. q
g Que pode conler 5 pessoas, sem {>
9 nunca se afundarem, custa esta ex- Q
<9 cliente iuvengflo um prego diminu- q
V lissimo em vista do seu grande pres- n
Q limo: qual ser, pois, o capitSo de \
<> navio que deixe de ter a scj bordo 5,
Q a seguianga de seus dias a Iroco de rf
?j algumas patacas ?
Machinas para nadar.
Quem deixa de comprar um collele

9
Q> boianlepara com elle deitar-se a su-
perficie d'agoa e nadar as horas que S
q lhe parecer, sem a menor fadiga e ~
m isenlo de morrer afogado ? Alm des- jj
2f Useoutrasmuitss obres feitasque
S por seu numero enorme deixam de O
S ser annunciadas. O
0 Amazona de borracha
de edr an-l, verde, preto e cinzento. ?
dades; urna dila de nagflo, que cozinha
bem, lava de eabSo, e he ptima quitan-
deira ; duas ditas da Costa, de boas figuras,
e que sSo ptimas quitandeiras.
Chapeos do mais apurado gosto
para senhora.
Vendem-se chapeos, os mais ricos que
teem- apparecido, Unto em gosto como em
fazenda, ornados com plumagoai, represen-
tando o lindo pavo : na ra do Collegio,
n. 13, segundo andar.
Para preservar o ftrro
da flrrugem.
Na ra Nova, n. 6, loja de Maya
Ramos & Companhia,
vende-se esta composieflo em frascos pe-
queos, a qual faz com que os objectos de
ferro, ou ago sejam conservados sem fer-
rugem, anda mesmo em armazens hmi-
dos. Exposicvfrancezade 1849, nico de-
posito na loja cima.
Na ra do Crespo, n. 10,
loja da viuva Frelas GuimarSes, vendem-
se cambraias franeaias muito finas e de bo-
nitos padroes, a 750 rs. a vara; corles de
rambraia de barra, a 4,500 rs. cada um ;
cortes de seda de barras brancas e de cores,
proprios para casamentos, a 40,000 rs. cada
um ; e nutras muitas fa/endas de bom gos-
to que ae venderlo por barato preco,
Vrndem-so pegas novas de msicas,
como sejam : romances, arias, ron los, me-
thodose quadrilhaapara piano e cantoria ;
bem como duas missas em partitura, pro-
prias para fesliv ladea de igreja ; um ex-
folente fagote para msica militar; e pia-
nos de todas as qualidades : na ra larga
do Rozario, n. 28, primeiro andar, casa de
Joo Vignes.
Vendem-se sapatos do Ara-
caly, proprios para tropa, pelo ha-
rato preco de 8oo rs. o par, sendo
em poirao ; na ra da Cadeia do
Kecife, n. ai.
Fabrico nacional.
Cunha & Amorim, na ra da Cadeia do
Recife, n. 50, vendeni potassa branca, fa-
bricada no Itio-de-janeiro, a mais nova que
ha no mercado, e a mais superior que ha
nesle genero, poi prego rasoavel.
O tenente-coronel Manuel Joaquim do
hego Albnquerque vende um terreno na
ra da Praia, com 60 palmos de frento e200
de fundo, fazendo esquina em urna ra de
travessa que vai a mar, ptimo e uiuito
proprio para qualquer eslabelecimento, tan-
to pelas duas frentes que oflerece, como por
lhe ficar o embarque ao p : a tratar na ra
do Crespo, n 10, segundo andar.
-- Vende-se um relogio de ouro patente
suisso, muito bom regulador, por prego
commodo : na praga da Independencia, lo-
ja do Sr. Meroz.
Vende-se a bemeonhecida taberna da es-
trella, na ribeira da Roa-Vista, com poucos
fundos, ecommodos para um homem sol-
teiro : faz-so todo o negocio com o com-
prador ; a tratar na mesma venda.
Vendem-se pegas de chitas pardas, co-
res llxas, com palmas encarnadas, a 5,800
rs. e a 180 rs. retallio : na ra larga do Ito-
zario, n. 48, primeiro andar.
Farelo de arroz.
Vende-se esta ja tSo conbecida quanto
til substancia alimentaria para sustento
de cavallos, em barricas com 4 arrobas para
mais, pelo diminuto prego de 3,000 rs. a
barrica : nos armazens de Onofre na ra da ~ No da 26 do correnle, a tarde, fugin
Madre-de-Deos, e no defronte do cbafariz da Magdalena, o escravo Luiz, de nacHo'
i .,._*_ ntia runrar^nl. t.. rA .______._____. __ '
I "TVo Atterro da Roa-Vista, n. 1, existo
1 para mander um sortimento de chapeos de se-
nhorf/.cabegOes o mantas de bico, lencos
de pescogo e de indo, cambraias impressas,
filas, collarinhose eamisinhas bordadas,
mais fazendas baratas e da ultima moda.
Escravos Fgidos

i ni- u a/i i, vnnc, picio i' cinzenio. i, I //,
$ tendo toda ella o tecido de merino, e g|A 40 TS. O COVado UC al-
n sendo forrai'a de um l.ello rscocez g
Na ra do l.ivramento, n. 14, vende-se
boa larinha de S.-Callianna, em saccas .1e
3 qur-itas e meia, meuida de J-ordo, c mais
barato do que em oulra qualquer parte.
Cfaeguem ao novo
bal a te i i o.
Na nova loja do Passeo-l'ublico, n. 19
de Lemos Amaral & Companhia aeha-si-
un com. lelo sortimento d t'.,7Pniia cono
sejam: niadapolao muito fino, a 4,'jo rs
pecas de chita muito linas e de tie. fixas'
a 6 000 7.400, 8,000 e 8,500 rs. e a 16o'
200 e240 rs. o covado; corles de biim di'
linio e de lindos paiOes, pelo diminuto
prego de 1,400 rs. o corte ; ditos de meia
casenira.a 1,600 rs. ; chales de ISa, e que
tambem aeiveni para mesa de meio de sa-
la, a 1,800 e 2,2t0rs.; cortes de cambraia
ie seoa. a 4,800 rs.; ditos de cassa chita, a
2,000, 2>6b0 e 2.800 rs.; lengos de cambraia
bordados para senhora, a 500 rs. ; e oulras
muitasIa2endas que lor baratas deixam dt
ser annunciadas ; bem como minias de til-
l de 11iiIio borUaas, a 2,000 rs.
A\isoao macla mismo
per, ambueano.
Na nova loja do 1'asseio-Publico, n. 19
de Lemos An aral Companhia, vende-se
cassa muito lina para veatidu do senhoia
de nuilo lindos paUrOiS, denominada Per'
lian, butaiia, pelo baratsimo preco de 780
rs. a vara. A ellas, pois a,zeuda va ; bem
como chales de ISa de cores escuras a 800
ris. '
-- Vende-se urna casa terrea no palco de
S.-Jos : a tratar na ra Nova, u. 9.
Vende-si urna prela de Utgfio, moga
de bonita figura, que cozinha o diario de
urna casa, cuse bem e engomma solfnvel
na ra do Crespo, n. 15, loja.
la ra do Cabug
paca preta ina.
Loja ii. 5,
de GuimarSes & Henriques, que faz esquina
para ra do Collegio, vende-se alpaca pre-
ta Tina, pelo diminuto prego de 640 rs. o
covado, prego este por que nunca se vendeu
fazenda igual.
?
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4
?
Prrgos admiraveis.
>

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*
I
*
Cassase cambraias a 200, 240 e 280
rs. o covado ; chitas a 160 a 200 lis
o covado; chitas francezas moder-
nas a 280, 300 e 320 iris o covado ;
meias prclas para senhora a 120 ris
o par ; chales de 13a a 1,000 e 2,000 f>
rs. cada um ; mejos dilos de seda s t>
m 1.600 's.; lengos com franja a 1,000 :
$ t. golinhas de seda a 320 rs.; pesco- fr
-.4 cinhos a 1,000 rs. e 2,000 rs. cada um; t
4 bicos de blonde e de linho a 500 e 8)0 fr
4 rs. a vara; mantas de fil e escomilba >,
X miudinho ; he ptima, n,1o s para O
2? capas, como para japonas, sobreludo
^r palitos e casacas para fro : vende-
9 se na ra do Crespo, n. 11, luja de fa-
zendas. 5
0000l
No armnzrm de Joaquim da
Silva Lopes, vende-se farelo, a
3,ooo rs. a sacca, e farinha de hi-
go franceza da marca Baro, por
preco commodo.
Vende-se, por prego muilo commodo,
e para fra da provincia, ou desta cidade
urna preta crioula, de 26 a 28 annos, que'
cozinha o diario de urna casa, e entnide
alguina colisa de engommado : a Iralar na
ra eslreita do Itozaro, 11. 41, leiceiro
andar.
--Vendem-se 9 duzias de taboas de as-
soalbos, nove ditas de.foiro tudo de lou-
ro, por prego commodo : na ra do ApdoI-
lo, n. 2 R. K
-- Vende-se urna preta de nago Costa, de
18 aunse de bonita figura, a qual engom-
ma, cozinha e faz o mais arranjo de urna
casa, ludo cum pe feigfio : na ra do Hos-
picio, n. 42.
Vende-se um piano inglez em bom es-
tado, muilo proprio para se aprender, pelo
barato jirego de cem mlrs. : na ra Nova,
n. 71, seguuuo andar.
Vendc-se una cscrava moga, de boni-
U figura : na ra da Cadeia do llecile, loja
deJoiloJos de Carvalho Moraes.
Vende-se urna pequea porgo de car-
vo, tanto mineral como artificial, da me-
lhor qualidade.por prego commodo: na ra
da Cidea, n. 48, escriploiio de A. S. Cor-
nete
Yende-se Fasles de la Fran-
ce ou lahleaux chrbnologiques
sinchreniques et geographiquesde
rhistoiredeFrance, depuis l'cta-
lilis.seiiK nt des Francsjusqu'a nos
joun>, indiquanl les vnemenls
m litilies lpsnri-o-rP8.il. |j ,i,.; ; pilinques, le pn gres de la CIVI- cn.quanlosua oplima qualidade; Ulvez
lisation et les bommes celebres muiros anda cheguem tarde para compra-
de chaqu rrgne. nar C Mullir- -rtm1 s poucos que anda restam, e eni.lo
iua4ueitgni, pal U. JUilllL. tardeserao seu arrependimento, sabendo
ecition de 14 o : no pateo do Col- que se cahra tilo pncioso nctar; apro-
Jecio, loiadolivroazul |Veiten., pois emqun.to he tompo, a occa.
Vanain sa ^ifT r- ilY. I81"0 de "* r,r*2eren de um vinho que sabe
r a'.'i- .'. o'BVreiite Unnps com a engarrando ptr n enos de 6.000 rs/. oUin-
f.ente para a estuda nova que vai para Clin- doqualqu.r das qi.alhJades do noro, e ".
al,000 rs cada una; luvas deseda %
para senhora a 320 e 500 rs. o par; %
ditas de pellica a 80 rs. ; lengos de r>
grvala a 320, 500 e 640 rs. cada um ; 1
cortis de collele 1,000, 1,120 8 2,000 (>
rs, cada um, sendo de gurgurilo, se- f
da c veludo etc.; chaios a t,600 a #
2,000 rs.: ditos de sol a 2,800 lis ; %
corles de brim modernos de lindos *
padiOes a 1,280 iv ; linos de puro %
linho modernos a 1,280 rs. a vara : 2
vendem-se na ra do Ciespo, loja, +
numero 9. ^
Queijns iondrinos de \ a
5 libras
multo frescos : vendem-se na ra da Cruz
do Recife, n. 62, arnazem de Manoel Fran-
cisco Martnsi Irmflo, por prego commodo.
Ocorretor Oliveira tem ltimamente
concluido avulladas vendas de precioso vi-
nho do Porto, muito velho, reslando-lhe
apenas alguna bainlinhos dsete e oilo em
pipa, mm proprios para mimos: a modo
ponte do Recife.
Aviso aos Srs. artistas sa-
pateiros*
freir & Vellozo,
acabam derecebero molhor e mais bello
epuro de lustro que a este mercado tem
vindo ; porque o tamanho das pelles e qua-
lidade do couro he tal que muilo deve agra-
dar aos Srs. n. estrs sapateiros, para me-
Ihor servirem a seus freguezes ; o prego a
vista da qualidades se dir, mas afianga-
se que ser commodo e bem commodo : na
ra Nova, loja n. 8, onde so vende nica-
mente o dito couro.
Vende-se excellente tinta pre-
la ingleza, em grandes boioes :
no puteo do Collegio, loja do li-
vroazul.
A 500 rs.
A fallado fhronodo annode 1850 ; ana-
lyse ao discurso da corda e toda a tJUcuss3o
do voto de gragas, em um folheto bem im-
presso : no pateo do Collegio, loja do livro
azul.
Na rua do Crespo, n. 10,
sobrado de 4 andares, vendem-se as seguin-
tes faiendas abaixo mecionadas, que por
suas ptimas qualidades lornam-se bara-
tissimas : chales de IBa de quadros, a ria
1,280; coi tes de brim linho cor de cinza, a
1,000 ris ; cobertores de 19a, a 1,450 ris ;
suspengorios de algodflo, a 800 ris a duzia;
renda larga e estreita, a 80ris a vara ; bico
branco de todas as larguras, a 80 ris a
vara ; pannos de bancas pequeas, cada um
240 ris; challes chita roa, 800 ris :
I) i ni de pal ha e linho, a 320 ris; lengos
de fil de linho de tres ponas, a 400 ris
cada um ; camisas de meia de 13a propriss
para fri, a 2,500 ris; lengos pretos de
cambraia, a 240 ris; ri tes de cassa de
lista, a 2,000 ris; ditos de cambraia com
lista de seda,'a 2,000 ris; ditos de lila
bordadasdeagulha, a 3,200 ris; corles de
foslllo para collele, a 240 ris; luvas bran-
cas proprias para soL'ado de cavallaria, a
160 ris; camisas de meia para meninos
de 15 dias, a 240 ris ; lila trancada cor de
falle, 240 ris o covado ; riscado monstro
com 5 palmos de largura, a 240 ris o co-
vado; camisas de meias azues para escra-
vos, a 500 ris; manas de seda com toque
de mofo, muilo boas, a 8,0o0ris.
Vende-se um sobrado de um andar por
700,000 rs., e que rende 10,000 rs. mensal-
mente: na rua do Passeio, n. 10, loja de
fasendas, se dir quem vendo.
Vende-se arte de lumar de
Harthelemy, traduzido pelo Sr.
Miguel Augusto de liveira, a 200
rs. cada urna : no pateo do Colle-
gio, loja do livro azul
-- Vendem-se caixas com muito bom sor-
timento de sera em velas, farinha de trigo
em llameas e meias ditas, alhos do Porlo,
retroz de todas as cores, vinho em barris de
quinto e de quarto, arcos para barricas, fio
porrete e pregos, tudo por prego commodo :
na rua do Vigario, armazcm de Francisco
Alvesda Cunha, n. 11.
Na rua do Cabug, loja de qua-
tro portas, do Duarte,
vendem-se bqtfles de Pedro II; ditos para
cavallaria ; ditos para infantaria ; ditos pa-
ra estado-maior ; dilos para cagadores; di-
los para palitos ; ditos de diversas qualida-
des ; ditos para libr de pageos, por pre-
go mais commodo do que em oulra qual-
quer parle.
Na ruado Cubng, loja de qua-
tro poitas, do Duarte,
vendero-se loucas de Ifla ; brreles de dita
para homem ; ligas de seda com borracha
para seoiiora, vindis ltimamente de In-
glaterra ; giavat inhas de selim para senho-
ra ; 1 ranoiiiias de 13a para eufeiles de rou-
pus de meninos, a 8u rs. pega; trangas
e franjas para eiifeites de manteletes e ves-
tidos de senhora
- Vendem-se 6 molecotes mogos, de bo-
nitas figuras, sendo um delles bom coz-
nbeiro e oulro carreiro ; 5 escravas
, loja de qua-
ti o portas, do Duarte,
vendem-se lesouras proprias de alfaiate-
ditas para costura de senhora; ditas para
millas: lodas fabricadas pelo meUior auloi
oe Gujmaraes, por prego commodo.
lenos em algons delles se pdem logo
fililn-ai : a l'.-11 1 cum Joao de AllemSo da
Cmara Cisneiro.
- Na rua das Cruzes, n. 22, segundo an-
dar, vende-se urna preta crioflla de 18 an-
nos, recolbida, que engomma, cose oh3o,
Vendem-se 40 saceos com tremossos :
na rua da Cruz, no Recife, n. 47, taberna.
Vendem-se, na lo|a do Passeio-Publi-
co, n. 7, corles de cassa pintada de bom
gosto, com 7 varas, a 2,000 rs ; cortes de
brim trancado de listras, a 800 rs. e a 360
cozinha e lava de sebflo'Toaia"p'ardaVebJa J* var* 'e"os encarnados da labiica, a
>se chao, cozinha e jl60 r*'
figura, que engomma, cose
lava iin sfiim ; u 1 a crioula oe elegante II-! Vpnde-se urna morada de cata terrea,
gura, com as mesmas habilidades; urna di- fita nobairro da Roa-Vista, becco do Quia-
I la do nagflo Angola, eom as mesmas faabili- Lo, n. 12: no Aterro-da-Boa-Visla, 11. 74.
de todo o servigo de casa, as quaes se dito a
conteni do comprador: na rus Dircita.
n.3.
Ven!e-se urna canoa nova de carreira:
na rua estreita do Rozarlo, n. 16. primeiro
andar.
Mil no.
N rua do Rangel, armazem n. |36, vce-
se 11. iltio, a 2,500 rs. a sacca.
Ka rua Xova, n. 10,
vendem-se manteletes, capotinhos, lengos
de garga, loucas ijcas para senhora, encera-
dos de todas as larguras, por commodo
j reg.
Na rua de Apollo, ai mazem n. 4, ven-
dem-se, por muilo commodo prego, os tras-
tes seguinles : urna duzia de cadeiras, um
jogo de bancas, 2 mesas de meio de sala,
um loucador, urna mesa de ama relio, pro-
pria parajantar, e varias miudezas neces-
sarias a urna casa de familia.
-- Vende-se urna preta moga, quecozinhi
0 diario de urna casB, lem principios de en-
gommado ; nao tem vicios nem achaques :
del'ionle da ribeira do p- ixe, n 3.
Vende-se uina preta de ng3o Costa, de
24 anuos poufo oais ou menos, do bonita
cara e figura, boa eusaboadeira, muito fiel
sera vicios nem achaques, o que ae afianca-
o motivo por que se vende, he por nSo qoV
ror estar em casa, e sim vender na rua na
rua Augusta, n. 17
--Vendem-se os seguinles livros : Trate-
do de medicina operatoria em purtuguez
Histoire des plilegmasiea, por Broussais;
curso completo de cirurgla em francez, 6
v.; Nouveaux elmens de physiologie : na
rua larga do Ho/aiio, n. 42, botica.
que representa ter 50 annos pouco mais ou
menos; levou caigas de algodflo azul e ca-
misa do dito branco, na qual tem urna lis-
tras cm ama das mangas, chapeo de palha
tem o dedo mnimo lorado, e nos peitos
urna cicatriz ou enruga : quem o pegar le-
ve-o a rua do Queimado, n. 38.
Fugio, no da 18 do mez prximo pas-
sado, do engenho Murim, da freguezia de
lina, urna casal de escravos: Jos, de nagflo
Angola, do 40 annos pouco mais ou menos ;
he baixo, de cor preta, corpo regular, meio
zanoio, heioos grossos, barbado, mas no
queixo debaixo, pernas um tanto finas, i s
relugares : Josepbina, de nago Angola, de
50 a liliamios, lnixa, j com bastante talla
de denles, beiguda, bem preta, eorpo re-
gular. Estes escravos foram do sertSo. Ro-
ga-se as autoriJades policiaee e capitKes de
campo, queoaapprehendam e levem-nos a
seu senhor, Domingos Jos Cordero, mo-
rador no dito engenho, ou nesta praca, a
Manoel Antonio de 8-Tiago Lcssa, mora-
dorna rua Formosa, que se pagarlo todas
as despezas.
Contina a estar fgido, desde o da
8 de abril prximo passado, o cabra Narci-
so, sapateiro; foi comprado ao Sr. Alhu-
querque, de Fra-de-Portas, e hoje perten-
ceao Sr. major Joaqnim de S Cavalcanti,
do engenho Jardim; tem 20 annos pouco
maisou menos, de estatura regular, ps es-
parrados, olhos vivos, rosto redondo, nBo
mal parecido ; cosluma ter o dedo pollegar
da mSo direita com a unha grande, porque
toca guitarra ; andava com um chapeo de
palha velho, e roupa tambero velha ; fur-
lou urna caiga de casemira nova, om col-
lele de seda bordado, que o senhor man-
dou buscar, e algum dinheiro que levou fe-
chado cm urna carta, por isso Ulvez mu-
dasse de Iraie ; tem sido visto pela Capun-
ga e pateo do Carino : quem o pegar leve-o
ao dito engenho, ou a Cypriano de Moraes
l.ima, no Forle-du-Mattos, defronte do cba-
fariz, n. 8, que s-?r recompensado.
Fugio, ha 2 para 3 tres mezes, urna cs-
crava crioula de nome Christina, de 50 an-
nos pouco mais ou menos, de estatura re-
gular, cheia do corpo, com falta de denles
na frente, seos grandes e cahidos, olha
sempre para baixo ; levou camisa de algo-
dSozinho, vostido rouxo; desconfla-se que
lenha embarcado para fra : quem a pegar
leve-a ao pateo do l'aiaizo, n. 20, que se-
r reaompensado
--Fugio, no dia 22 do corrente do enge-
nho Agoas-Claras do Uruc, freguezia da
Kscada, da viuva Rurgos & Filhos, o escra-
vo Luiz, crioulo, que representa ter 17 an-
nos, cor fula, rosto redondo, nariz afilado,
bocea grande, allora regular, orelhas pe-
quenas ; levou caigas de algodlo de enfiar e
j usadas, can isa daalgodBo, e chapeo de
palta de abas grandes. F.ste escravo j foi
de Campia-Grande : quemo pegar leve-o
ao dito engenho, ou na praga do Coinmer-
cio, n. 2, que ser generosamente recom-
I cnsado.
Fugio, do engenho de Tres-lluecas, no
dia 17 de fevereiro passado, um pardo com
os signaes seguinles : baixo, grosso, sem
barba, de 20 annos pouco mais ou menos,
cabellos enroscados, olhos grandes e aga-
ropados, bem feito de corpo, pernas e ps,
nariz chalo, beigos grossos, bocea legular e
com todos os denles ; inlitula-so Torro, e
como tal vem monido de um passapoite fal-
so com o qual illudio as autoridades de
Rarra-Grande : quem o pegar leve-o ao di-
to engenho, ou ao Recife, em casa de Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva que em qual-
quer das parles ser generosamente recom-
pensado.
-Fugio, no dia 28 do prximo passado,
o preto Jos Macei, conhecido por cale
nome por ter vindo daquelle lugar j ha al-
guna annos ; levou camisa de algouSo bran-
co, e .algas do riscado americano; he de
estatura regular ; representa ter 40 annos
pouco n,ais ou monos; custa a perceber
quando falla, parecendo temorato ; lem as
candas das pernas signaes de feridaa ; he
segunda Vez que se tem ausentado, nflo
leudo sabido do Recife, do qual agora mes-
mo se leve noticia 3 dias depois da fulla, e
desde entilo nflo se pode colher mais noti-
cia algum; julga-se ter ausentado para e
mallo. Roga-se as autoridades policiaca e
capitflcs de campo, que o apprehendame
levom-no rua de Apollo, n. 12.
Fugio, no dia 12 de margo, o preto Be-
mogas, i 'adicto, crioulo, que representa ter 24 an-
nos, de altura regular, sem barba, rafa re-
donda, olhos carrancudos ; tem os ps um
tanto torios e urna das pernas: este escra-
vo veio do MaranhSo para aqu sor vendi-
do por conta do Sr. Dr. Francisco de Mello
Coulinho Vilhena: quem o pegaron der no-
ticia na rua da Cadeia :o Recife, n. 51, pr.
meiro andar, aera gratificado.
Boa gratificaeo.
Em dias do ..tez de outubro fugio do en-
genho Piidoliinli', uin escravo do nome
Fortunato, de 18 a 20 annos, alto, sneco do
corpo, beicos grandes, canellas comprdas;
tem duas fstulas no queixo inferior, urna
de cada lado. Esle escravo foi encontrado
no cbafariz da Boa-Vista em dias do mez de
fevereiro; segunda vez foi encontrado no
Manguinho no dia 20 do margo do crreme
anuo viudo entrando para o Recife, Irazen-
do ou puchando urna varea. A pessoa que o
encontrou dirigise a elle para o appro-
hender, porm nflo lhe foi powival i nesla
mesma occasiflo ia pastando um homem.
que disse morava no Aterro-da-Boa-Visla, e
que aquellu nioleque havia dous mezes que
eslava em sua casa a ttulo de forro, e que
eslava aprendondo e ollico de sapaleiro;
tambem disse o dito boiiiem que se chama-
va KuIqo e que linlia um mano que inoia-
va paia as partes da Soledade, (ara onde
suppuuha-sequeonoleque linba corrido.
Hoga-se as amurillados policiaes e capilSes
do campo o apprelienjam e levem-no rua
do l.ivramento, n. 14, a Francisco Cavalcan-
ti de Albuquerque, que serflo recompen-
sados. '
PlKN. I H TTP. DR H. a, db Man.- 1850


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