Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06920


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Full Text
Anno XXIV.
Qnarta-fera 29
rAB.TlD.4B SO> COJIHE108.
Golanna c Parahlba, egunda eaexlas feiraa.
Rio-Grande-do-Norte, quintas feras ao meio-
Cabo, Serinhaem, Rio-Formpso, Porto-Calvo
e Macei, no (,*, a 11. e 21 de cada rnez.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
iloa-Vista e Flore, a 13 e 28.
Victoria, i quinta fciras.
(ilhiila, todo o dias.

IfUIWEBIDU.
Ming.
*&
Chela
a 4, s 8 h. e 20 m. da ra.
a II, i Sh. e 4(1 m. da t.
a 18, 1 h. e 33 m. da t.
25, 9h. e 48ua.dat.
VREtMAH DE BOJI,
Primelra as G hor
Segunda as 7 hor
54 minutos da manbaa.
18 mininos da tarde.
: J.m.iu rasssrengt
de Maio de 1850.
N. 121.
ffHyz\--;5Sccra
VREpOS BA UBSCHIPgiO.
Portresmezes(adiuntado>} 4/000
Porieismezes 8/XM)
Porumifhno 15/000
. i II II mil !! I II i lili i Jl ill W^ft*ttfll
DIAS HA UKAWA.
27 Seg. S. Joao p. Aud. do J. dos orf. c do m. 1. v.
28 Tere. S. Germano. Aud. do chae, du J. da 1.
V. do civ. c do dos fcitos da fazenda.
29 Qu.irt. S. Maximiniano. Aud. do J. da 2. v. do
civel.
30 Quint. S>B FcstadoCorpo de Dos.
31 Seat. S. 1'. irniiilla. Aud. do J. da 1. v. do civ e
do do* IVitos da i un la.
1 Sab. S. Firmo. Aud. da Chae, e do J. da 2. v.
crime.
2 Dom. S. Marccllino.
CAMBIOS El 28 SI MAIO.
Sobre Londres. 28'/, a 27 d. por 1/000 rs.
. Par. 346.
Liboa, lOOporccnto.
Q*ro.Onca bespanhoe.........29/000 a
Moedas de 6/400 velhas.. 16/000 a
de 6/41)0 novas .. l200 a
. de 4/000........... 9/200 a
r*rata.Patacdes brasileiros...... 1/180 a
Pesos columnarios....... fiSS a
Ditos mexicanos.......... 1/800 a
a 60 dias.
29/500
Kfiti
161400
0/300
2(1100
l/.iSO
l/80
arawc^ ^. av
INTERIOR.
RIO-DE-JANEIRO.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SBSSiO DE II MAIO.
Presidencia do Sr. Gabriel .Vendes dos Santos
RKQUERIMERTO SOBRE A AMNISTA AOS SUS.
PEDRO IVOKMIGURL AFFONSO.
(Con/inuar 0 Sr. Mello Franco:Depois do que acabo
de ouvir ao nobre ministro da marinha, vou
enlmr nsta discussSo rom grande acanha-
ii'i'iilo, porque ignoro quaes as circunstan-
cias quo o nobre ministro lem para dizer
que asta quesillo he inopportuna, como que
existe ainda alguma cousa de mysterioso,
pela qual se nao deva entrar no conheci-
mento della. Todava, como S. Exc. se en-
trincheirou na declaraclo que Tez de que
nenlium ajuste houve para que fosse conce-
dida a amnista de 3 de maio, eu quero re. -
rir os relos que tem chegado ao meu conhe-
cimento, e que especialmente procurei bo-
je saber dos individuos que fdram amnis-
tiados, diiigindo-me para isso prisilo eni
que se acham, pelo que me convenc de que
alguns ajustes se deram, que promessas so-
lemnes frain feitas, tanto pelo nobro presi-
dente da Rabia como pelo presdanlo das
Alagoas.
Os factos que tenho para assim pensar
silo os que vou apresentar. Consta dedo-
cu moni s oniciacs que o Sr. presidente de
Pernambuco distara que lamciitava que o
governo imperial no Ihe livesse feito com-
mimicacHo para prevenir conflictos de juris-
dicSo, SiTopre perniciosos entre autoridades
superiores. Tenho lembranca que o mrs-
inii presidente dissrra assemlila provin-
cial que convencOes com o capitSo Pedro
I vm e outros eram inuteis quando elles fos-
sein vencidos, e perniciosas no caso contra-
rio...
OSr. Tolla:--Essss convences cs,l3o na
ImaginacSo do nobre depulado.
f/m Sr. Depulado :O Sr. Honorio nunca
falln em convencOes.
O Sr. Sousa Franco :--He informaciio vo
cal.
O Sr. Sauda Lobato :-Ab / informacHo vo-
cal .'
O Sr. Presidente :--Altenc1o !
OSr. Mello Franco: Doiiilededuzo que
alguma cousa so faziu ptra se retirar o capi-
tn Pedro IVO das mallas.
Outro facto.geralmcnteconhecldo be que
os Srs. capitrin Pedro Ivo e Migue) Alfonso
Ferreira estiveram as Alagoas desdo odia
3 al 27 de marco com completo conbeei-
mentu do governo, sollos, gozando de intet-
ra liberlade ; entretanto que, sendo condu-
zidos estrs individuos para bordo do bri
gue-escuna Canopo, arompanhadospelo ca-
pitffo de fragata o Sr. Fiiippo Jos Ferreira.
oconteceu que este oflicial, observando as
instruccOes quo Ibe ders o presidente da>
Alagoas, chegou a bordo e prevenlo B com-
mandante do referido brigue que aquellos
individuos alli se acbavam, e entSo este
commandante, julgando que ellos j esta-
vam a borlo, deelarou que passaria a curo-
prir as instrurces que linba do presidente
de Pernambuco : nesta occasio o Sr. capi-
llo Filippe Jos Ferreira mamlou immedia-
tamente Urgar o escaler, Btirou-se sobro
elle, e reconduzio os dous individuos parn
as Alagoas. Iledozo ilfqiii que,b presiden-
te de alguma maneira eslava comprometli-
do com elles, nem outra cousa so polo de'-
duzir deste fado que me parece nao podei
Das Alagoas seguiram para a Rahia, eo
nobre presiilente '(aquella provincia estfc
presente, creio que no todera negar qui
ellos la estiveram em plena libcr.lade Ora,
se esses homens alli estiveram com perfoito
cnnhecimenlo do governo, se algumas vezes
IVmiiii fallar ao nobie presidento at no seu
proprio carro. .
l!m Sr. Depulado:l'ois fallaram no car-
ro.
O Sr. Mello Franco :- Rom se enlendo oque
quero dizer ; S. Kxc. mandou o seu carro pa
ra elles servircm-se dalle, irem a palacio fal-
lar-lhe.
Dizia eu que estes individuos estiveram
em plena liherdade ni Rabia, com ronheci-
nicnto do governo, e islo mo era possivel
ter lugar sein que alguma promessa hou-
vesse da parte do nobre presiilente. ( Kpoia-
dos.) Ainda no dia em o,ue deviam ser con*
duzidos para esta corle, ou no dia anteea-
dente, o Sr. Miguel AITnnso Ferreira fui a
presenta do honrado presidente da Rahia, c
Ibe manfeslnu algum icceo que tin! a d>
vir para a corte, e a resposta que levo foi
que S. F.xc. se compioinelteriade alguma
maneira, se elles nSo viessem. Parece-mc
que he verdadade o que estOU dizendo ..
O Sr. Goncalvtt Martins : lu fallara.
OSr. Mello Franco :--Se pois he ceilo que
csse senhor se dirigi ao nubre presidente,
manifestando os recelos que linha de vii
pra a cite, se lie verdade que o nobre pre-
sidente Ibe disse que nflo tivesse recelo al-
g'JDi, que viosse, porque se outra cousa a-
conli ces-c elle presidente se comprometie-
ra, isto be, quiz dizer que a sua palavra, as
suas proitu ssas ao governo imperial deixa-
riam de ser cumpridss.
Silo estes os Tartos principaes pelos quae.-
acreditu que liouve promessas tanto de um
como de nutro presidente. Nem outra cou-
sa se podo lgicamente deduzir, por isso
que esses individuos, apenas chegados aqu,
a amnista ja referida na casa se publicou
Tumbem estou iuformado que uSo fui pe-
la raso que o nobre ministro da marinha
deu que elles recusaram assignar o termo,
que Ihes foi apresenlado pelo chefe de po-
lica. Sei que esta recusa levo por funda-
mento no se ter comprido o que solemne-
mente se Ihes linha promettido ..
O Sr. Aprigio :-Solemnemente ?
O Sr. Mello Franco : Julgo que he pro-
messa solemne quando um presidente diz a
um individuoV. faga isto quo eu me com-
prometi a obter aquillo ..
UmSr. Depulado ; Analvsaremns isso.
O;Sr. Mello Franco: Lastimo, Sr. presi-
dente, que a diScussHov me fazendo acre-
ditar que em verdade houve perfidia e m
f....
OSr. Tosa :- Retire a palavra ; perfidia
e m f lanca-mc o nobre depulado !?
OSr. Presidente .l'erdoe-me o Sr. depu-
lado, a palavra perda e m f, attribuida ao
ministerio, nlo he parlamentar.
OSr. Mttlo Franco :--Eu nSo tinha acaba-
do a minha proposirjQ : no me roferi nom
ao ministro nem a nenlium dos nobres pre-
sidentes, reflro-me a quam_ a pralicou...
Digo que isto houve a respeito do in liviano
que manfeslnu essa promessa ao capitao
Pedro Ivoe ao Sr. Miguel Affonso, porque
mo he provavel que individuos as circuns-
tancias em quo elles estilo, achando-se pre-
sos om urna fortaleza, recusem aceitar um
aclo como aquella que tem chegado ao nos-
so conhecimento por urna folha que he qua-
si ofllcial, e que nSo he contestado.
O Sr. Sayio Lobato : liiiin audacia a pon-
to de loucura pode explicar islo.
OSr. Presidente : AUencSn Rogo aos
Srs. deputados que nSo interrompam o ora-
dor.
O Sr. Mello Franco : Como o Sr. presi-
dente da Rahia j pedio a palavra, aguardo
o que elle houver de declarar em relacSo aos
lacios que acabo de mencionar ; porque en-
tendo quo tudoquanlo se puder a este res-
pailo dizer nilo pode ter importancia senSo
lepois que ouvirmos a S. Exc.
O Sr. Concaltes Martint (.profundo silen-
cio) :-Sr. presidente, eu agradeco aos no-
bres deputados terem-me offerecido orea-
sino de dar algumas explicados sobre o mou
procudimenlo acerca dos negocios de Per-
nambuco, e com especalidade pela apresen-
ta(3o dos dous chefes ltimamente arma-
dos as maltas, Pedro Ivo e Miguel Alfonso
Ferreira porque, senhores, eu eslimo mul-
to o meu paiz, estimo milito a honra do
("OMfftiO e da nacSo, mas ludo isto estimo
*o;n prejuizo do meu carador, da minha re-
autaeflo, que devo zelarsempre. ( Apoiados.)
Jamis quererei ser tido por prfido nem
iesloal, embora alguns meus amigos pol1-
licos, que s vezes fdzendo o seu raciocinio
de cas, do seu escriptoro, julgue n que a
conduca do presi lente da Btuii neste ou
naquelle facto deve merecer censura, ou
talvez alguma cous mais. Vou, portauto,
senhores, declarar casa o que ha de real
icerca do presidente da Rabia ; ella fara o
seu juizosobreo ultimo sconlecimento, s i-
bro a conducta do governo, que, pelo que
liei de dizer, repulo nSo brigado por pro-
messas ou convencOes.
Senhores, eu desejava ardenlemente a paz
Jo un, ei in ; desejo-a sempre com i menor
sacrificio, com nenlium derramamento de
sangue, se fr possivel, e desejo mais anda
que ella se consiga sem qoebra da dignida-
le do governo, e principalme: le da cora.
[ Numcrosus apoiados.)
O Sr. Sousa Franco : Isto he s com os
ministros.
O Sr. Goncalves Martins : Alguns esfor
qos, Sr. presidente, procurei fazer para a-
ju lar o governo na pacificacfij de Pona n
buco( apoiados) ; nilo liz nislo miisdo que
meu dever. A pacificacSo dessa provincia
eslava quasi realisada. O Sr presidente
Honorio Mermlo Cu nuiro Lefio, ni segun-
da poc da historia da revolugilo, onton-
deu, como os nobres debutados entendem,
que os meios conciliatoiios cram os mai.-
adequados para concluir de lodo essa paci-
lie.u.-n ; a nuil ver DWM occasilo exagerou
elle OS meios ile Ciinciliac.lo ; e oum elt'eitn
o resultado foi que a guerra, longo de se ex-
tinguir, tornou a ganhar alguma frca. Foi
preciso empregar novos melos de coagir es
sos bomens para conhecerem seus deveres,
e o nobre presidente, que tinha lanzado milo
dos meios conciliatorias, mostrou que sabia
empregar os de rigor. Empregou-os, e
paeiiieaeo se conseguira Indubilavelmen-
le por elles : os rebeldes estavam balidos
, ur lodosos lados ; poderiam conservar- domse conservan!, foragidos, criminosos,
ao meio das multas, como se tem conservi-
do Vicente de Paula por muilas vezes as
maltas das Alsgas. Entretanto lie lambem
tndubitavel que existira sempre naquelle
lugar, emquanlo elles alli se conservass"in,
elementos quo u'uma outra quadra menos
feliz se poderiam ampliar, e complicar lam-
bem a posicSo local da provincia e do im-
perio; por consecuencia a extmccSo com
pleta do mal, o arrancamiento das maltas
daquelles que i-lli livessem penetrado e fos-
som buscar um escondrijo, essa pacificacSo
completa era sempre til principalmente
quando podiam occorrer novas dilliculdades
for outro lado, que o imperio poJiam so-
krevir.
Houve lempo em que os negocios do sul
moslraram appurentemento que o Brasil se
poderia adiar em eniharagus com alguma
guerra eslrauha.e entilo, senhores, mi he
le censurar que aquelle que mais que tudo
pieza o sentimento da nacionalidade, dese-
jasse ver lodos os seus irmfios unidos, so-
badas as quostOes de familia para nos mos-
trar poderosos ante o eslrangeiro. ( nume-
rosos apoiados.) Eu participei deste sent-1
alguma dojgoverno ( declaro debaixo da pa-
lavra de liiiuiein que deve ser homom de
bem ), tendo occasio de ser procurado por
Pedro Antonio Velloso da Silvera, pai de
i'edro Ivo, tendo-me elle lamentado o esta-
lo em que se nehava seu filho, eu Iheper
guntei a rasSo por que nijo linha elle dado
passos para retirar seu filho desse estado
que deplorava. Mostrou-me elle entilo una
earta do Sr. ministro da justica, a quem elle
se hava dirigido, na qual o Sr. ministro da
justica se recusava a essa missfio de Pe lro
Antonio para seu filho. Lendo essa larla,
percebi que a recusa provinha de estahelo-
cer ello condQOes para essa missfio, como a
amnista quo o Sr. ministro diziaque. era
tardo, que no era mais lempo de conceder.
Disse-lhe entilo que o Sr. ministro tinha ra-
sSo, porque elle no tinha direito de estabe-
lecer condifcs ; o criminoso acoita as con-
dcOes, no as eslabelece ; que eu entretan-
to julgava que independente dessa conecs-
sflo, por um sentimento proprio de pai e de
cidado, elle devia empregar todos os seus
esforcis. A isto, me observou que nSo o
poda fazer por Ihe ser preciso, como mili-
tar, urna lioi'iie, i para sahir da provincia,
Essa, respond eu que Ih'a conceda ; que a
requeresse, que ou Ih'a dava. I'edindo-me
licenca eu Ih'a conced por tres mezes, com
meio sold, conforme me he permitlido, e
entilo lite disseque era melhor fosse pelas
Alagas, por ser mais perlo, do que por Per-
nambuco, querendo mesmo desvia-lo do
foco do partido que Ihe poderia impedir a
sua ida at o lugar em que snu filho se aeha-
va, tanto mais quanto elle se moquoixava
le que suas repetidas cartas no tinlinm l
chegado, e por consequencia os mnsmos
esforijos podiam ser empregados pira que
elle nao podesse avistar-se com o filho.
Disse-lhe pois que fosse pelas Alagoas
mas, accrescentei que, como pai de Pedro
Ivo ; podia ser reputado suspeito, o que
por isso Ibe dara urna carta para o Sr. pre-
sidente dasAlagoa?, na qual d ria, comn
disse, que na qualidade de pai de Pedro Ivo,
o Sr. presidente nSo o sospeitasse, porque
era pacifico e linha boas inlencoes, quando
se diriga a seu filho ; que o protegesse em
suaviagem. Ped ao agente da companhia
quelhedssa passagem, como lhe deu. Foi
o Sr. Pedro Antonio para as Alagoas, eco
perdi trilho do rurno que levou, porque
n3o tive mais correspondencia com ello.
Antes de continuar por diante a eslo res-
peito, perniil mi ine os nobres deputados
que Ins toque em um ponto essencial. por-
que cuquero ser franco em tudo. Sesou
criminoso, far;an)-me o processo ; se me-
rejo censura, facam-na, porque eu julgue
obrar em minha ennsciencia ; sentirei per-
der sym patinas, boas gracas ; mas, como
eslou fot lo nells, tenho firmeza baslanL
para rejeitar qualquer joizo desfavoravel a
meu respeito. OSr. Pedro Antonio disse
me :o que bei do eu dizer a meu filho alm
do que pode dizer un pai quedeseja voi
seu filho arrancado a urna carreira crimino
sa '--Res;ond-lhe que me cscrevesse urna
c*rla camimiinicaiido as suas intenefles;
1M0 eu Ihe respondera, e elle tera nesta
esposla alguma cousa que podesse anima-
' fez-me elle^sjta carta :
. Exm. Sr. conselheiro presidente Fran-
c,sco Concalves Marlins.Tenilo requerido
uma liceii(,a a V. rxc, julgo do meu de-
ver explicara rasflo por que a desejoi.
Ha muiln que o meu rorac/o de pai c
de i'i'l iLio se acha dilacerado por es.-n de
astrosa guerra civil que infelizmenle lavra
na minha provincia de P'rn mbuco, e na
qual meu filho Iludido tornou t3o grande e
tilo aclvn parto.
Os nobics depula ios veifo que nesta car-
ta uo lia I co al-um, porque IIni pai nfin
arma laeo a sen filho ; e no embeodo a im-
putarlo de perfidia nem ao governo, nem
ao presidente da provincia, poderia cal>e
ao portador? No he possivel que coubesse
a impulsr;lo de perfidia ao pai, era mais ns-
tu'al neste caso que coubesse ao presidente!
I Contina a lr.)
devastada por urna causa sem nacionalida-
de, por una causa puramente caprichosa,
por uma causa emlim que s a atnbicfio, di-
go-o francamente, e o desvario pederiflo
criar e dar-lLe incremento; vtndo meu fi-
lho ahi envolvido, meu filho que soldado e
brasileiro, s devia de tirar sua espada ptra
defesa da constituicSo e das los, de S M.
Imperial edo seu governo, e finalmente pa-
ra a defesa da integridade do imperio, e que
se Juzido e illuddo alli se acha, desejava ir
arranca-lo do meio daque'.les que, sem ra-
sfo, fazem coi rer o sangue brasileiro.
VSo vendo os nobres deputados que a mis-
sao foi esponinnea ; ou judei, porque
elle procurou todos os meios de a realisar.
(Continua a ln) -
Esperei que ello, conhecendo os seos
deveres, retirsse-se, e para islo escrevi-
Ihe, e niiiihas cartas perderam-se, no Ib
chegaram is mSos. Neste caso pensei i
em pcssua ; mas, baldo de meios, procu-
rei haie-los de Pernambuco, nilo os obtive ;
lambem o8o podia partir sem licenca, im-
petro -a agora de V. Exc.
Recebendo-a, como.espero de V. Exc.
correrci a ir salvar a patria e filho ; pois
se como cidado imito a Veluria, como pai
uo me acho com forjas de imitara Rruto
e confio que V. Exc. me proteger e me aju-
dar a conseguir o fim que lodos os bons
lirasileiros almejam.Tenho a honra, Exm.
Sr., de ser com todo o respeito, de V. Exc,
subdito muito reverente e brigado criado.
Babia, 5 de Janeiro de 1850Pedro knlonio
Yellozo da Silveira.
Eu respond a esta carta ; e esta resposta
inuiiiu, e iudepenJciiteuienle de insinuacQo I be tudo quanto ha; a meada toda est aqu
(mostrando um pa^el) no ha mais nada,
nem de palavra nem de escripto. [t.)
lllm." Sr. tenente-coronel Pedro Anto-
nio Vellozo da Silveira.--Recebi a carta de
V. S., datada de 5 do correnle, na qual se
lignou communcar-me quaes as vistas com
que pedir e alcanzara d mm uma licenc,a
do favor por trez mezes: louvo milito os
senlimenlos quoV. S. nuil", na qualida-
lo do pai o de ci la 'fui ; como pai, lamen-
ta o ca -r.lnho errado em que se acha emma-
ran Inicio um filho que ama, e digno, por seu
valor, de uma melhor sorte; como cida-
do, deplora os males do seu paiz, que pe
divisflo de seus filhos, se no-da fraeo e
abatido ante o eslrangeiro, e at como que
rociando na carreira da civilisaijfio. Siga,
pois, os desejos do seu coradlo; como pai,
procure seu filho, e como cidado, condu-
za-o ao seio da sociedade. No Ihe falla
occasilo de mostrar valor em defesa de ob-
jectos mais sagrados, como sejamothrono
le um Imperador quo nSo cansa de ser mag-
nnimo e clemente; de uma constituicSo
que iguniou todos, e de Icis que s t^em o
defeilo de s^rem demasiadamente brandas,
V. S.,!pnrtaiito,piiil" seguir sua viagem e go-
zar da licenca alcancada ; e se alguma vez
com seu filho fallar no presidente da Rabia,
liga-lhe que elle nlo aviltar jamis aco-
ra, negociando com aquellos que ofienJem
asleis; mas um bravo militar que ntre-
la sua espada a seu pai, o o procurar, en-
contrara neste presidente todas assympa-
t'iias oileci.ii la proteccSo,interpondo quaes-
iuer lerviCOO quetenha prestado em favor
le seu novo amigo, certo, como esta, de
que a mfio munificente do Imperador ainda
mo dcixou de sasignir perdOes o amnista,
quando o pode fazer compalivclnienle. com
a dignidade de sua cora. Seja V. S. feliz
em todos os seus intentos.
MuitosSrs. Ilcpulat/us.-Muito bein mui-
to bem !
O Sr. GoupdltMt Martins :Acabou-S", no
ni mais nada. I.u pois, seobores, me jul-
go obrgado a ser o protector de Miguel Al-
fonso, c Pedro Ivo ; advirta-se que aqu no
fallo em mais iiinguem do que em Pedro
Ivo, pola cirrumslancia de ser um filho que,
ilioileeeu 1 a a mu pa i, ol 11 o; a \ a as ai mas ,
nem osoutios que vinham com elle podiam
'c /1: el,i in mu i promessa que eu fiz, era
Pedro Ivo s ; no melembrei de mais nin-
ue o ; julgue dever ajudar seu pai, pnr-
niescn lo eu pai, e desojando arrancar un
lilbo de sonielhante estado, desejaria en-
contrar iiin i.'ini,'iive.s Mu lins quo me aju-
lasse. OUuitos apoiados.) Eu desde ento
perdi directamente tuda a marcha de Pedro
Antonio ; cemecei a sabe-la por Pernambu-
co. A primeara noticia que eu Uve delle
foi dos liros qu ello levara, polo quo fiquei
Um pouco desanimado. (Ha um aparte.) En
no eslou moralisaniio esle acto de dar ti-
ros ; poda ser um corpo oslranho, homens
emboscados. Eu no quero criminar a Pe-
dro Ivo, porque eslou persuadido que da
snu parle e da parte de seus amigos no po-
deria partir senielhante ordem ; era gente
lelles, disto no ha duvida, mas eslou que
foi casual, porque me disse Pedro Amonio
que quando Boflfreu b des-arga urna pesaos
de seu squito dsserahi o pai de Pedro
Ivoque esses homens, assoiubra los, lar-
garan* as armas a fugiram. Eslou que nSo
houve o pioposito de assassnar a Pedro An-
n o : quero dar o seu a seu dono; quero
crer que nSo baja senlimentos tilo baixos
A segunda ve/ queeu I ve noticia da mar-
cha de pedio Antonio, ou do resultado da
sua espontanea, miaafio, qual tinha eu da-
do urna pequea cnadjuvaC/lo, foi por una
caria do Sr. presidente de Pernambuco re
meltendo-me urna de Pedro Antonio, es-
cripta fo general Ser, c oulra do general
Sera ao Sr. presid nie de Pernaaiburo
Quando Pedro Antonio parti da Babia, an-
da os rebeldes tinham forja armad i, ainda
-ua attilcde era outra do que quando a linal
houve cata desfecho; cu no podia encarar
os a c iiieei nienl os senSo como elles se apre-
sentavam no momento em que elle sabio da
provincia ; os rebeldes,nosse segundo perio
do d revolt.i Pernamhurai a, anda tinham
frca armada em frente a nossa Asegunda
carta fn do Sr. presidente de Peruambuco,
comniuiicando-ine a derrota que tinham
solfiido os rebeldes nesse ataque geral, e
o eslado deploravel em que se achavam, ac-
cre-centando que a a paciraco eslava mu
prxima, ou quasi concluida, masquecom
aquellas cartas ella seria mais aprensada
Quexava-sc de que Pedro Anlonio quizrsK
que as tropas do governo, par que secn
summasse o seu acto, licassem paradas,
nilo procedess'm segundo as consequencia.
do ataque; aonunciava-so naquellas com-
muiiicaces que Pedro Ivo e seus compa-
nhriros deviam enlregar-se a om dos presi-
dentes das provincias vis in lias, (lomo a mis-
fio linha partido da Rabia, na carta do
jenn.'il Seaia se di/a quo m-l ni almenli
osla a ri-seni. i;f o seria na provincia i'a Ba-
bia, perqu dalii linha partido n pai. F.u
ncrodiiei, uessedia, que ella se reahsaiia,
e tendo cu de comniumcar as-e.i b'.i pro-
vincial o eslado dos negocios de l'ernambu
co, tinha acabado de dizer que os rebeldes
i'.-t v.iui destrocados, que em pitucos dia-
esla pacificacSo seria completa; ecbegan-
ilo o vapor pouco antes de eu ler o meu re-
latorio, pude accrescentar um tpico dizen-
do que, de facto, se rcalisava a pacificado
de Pernambuco, que os rebeldes se enca-
iii.nhava i. a alguma das espitaos das provin-
cias visiubas a enlregar-se clemencia im
perial. Devo accrescentar neste lugar que
tacs circumstancius, sempro quo ellas se
davao, eu no deixava de as communi-
car particularmente a algum dos Srs. minis-
tros, como era de meu dever e de minha
"aldade. O governo no me den misaBo
alguma para mandar Pedro Antonio, mas
qtiando o mande!, communiquei-o ao go-
verno. Quando eu recebi esta noticia da pr-
xima chega la dosseshomens.eu a communi-
que no ollicialmente, mas em cartas. Mas
como dizein os nobres deputados que a nego-
cirmelo que Ibes parece t^r havdo foi segui-
da ou acompanlnda pelo presidente das Ala-
goas, com quem alias no tive correspon-
dencia alguma sobre taes fados, e como
poderfio persuadir-se que delle be quo par-
lio urna promessa mais positiva, porque a
minha j foi lila, devo dizer que oSr. Jos
liento be urna pessoa dota la do toda a cir-
cumspeceSo apoiadot), eu dou tolo o cie-
lito a suavpa! tvras, n seus escripto-, ; pin-
lauto eu leroi um pedaco do urna especio
le oilieio delle, quando encaininhou esses
homens para se entregarem ao presidento
la Rahia.
A' excepc'o de Ihe dizer, como lambem
Ibe disse V. Fac, que omonarcha n3o li-
nha anda esgotado o seu tbesoiuo do gra-
cas, nada mais Ibes aflancei, nem declarei
sm meu nome, ou em nota do governo,
como ellee coofessaram.
( Continuarse ha. )
PEhNAMBUCO
ASSEdIHLKA
PROVINCIAL.
MAIO
30.' SESSA ORDINARIA EM 25 DE
HE 1850.
PRUIDBHCIA DO SR. PEDRO CAVALCINTI
SuMMtnio. ApproMtSo da acta da sesso
anterior.Expediente.- Pareceres *p-
proi.nrcio em pritneira discusMo do projec-
lo. que cria umauma seceso de contas na
thesouraria da fasenda provincial. Adia-
menlo, pela hnrn, da primeirn diicusso do
orcaincnla provincial.

A's II 119 horas da manhia, feits a cha-
mada, acham-se presentes 27 Srs. deputa-
dos, fallando sem causa participada os
Srs. Reis o Silva, Oliveira Mello, Queiroz
l'onseca, Nemesio, Machado Ros, Manuel
Cavalcanli e baro de Buiasuna.
O Sr. Presidente abre a scsso.
OSr. 2. Secrclaiio l a ada da sessSo
antecedente, qual he approvada.
O Sr, 1.' Secretario menciona o scguiule
EXPEDIENTE.
Um olico do secretario interino da pro-
vincia, remetiendo tres represenlaces da
cmara municipal do Limociro, acompi-
ntladaa das posturas da mes-mn cmara.
A" commissBo de negocios de cmaras,
Outro do mesmo, participando quo se ex-
peli ordem thesouraria para paitar,iju la
di cuslu ao menibio da assembl* o Sr.
Francisco Raphael de Mello Reg.Inle-
i ada.
l'm requorimento da associaco commer-
Oial desti ri lado, pedndo se redim a m-
posico sobre o algold, caf, couros, e
igoar lente, exprtalos para os porlos do
imperio ou fra delle a 3 por cento, e que
se d alguma''providencia para que baja
nais iiicil.d ni nos embarques dos dilo.s
gneros.A^commissilo de or^imenlo
lie lidu e mandado imprimir o seguinte
parecer:
A commissode polica, a quem foi pre-
sentes mdicacITodo Sr depulado Mello Re-
g, para quo se int'-rpelre o art. 122 do re-
giment, enten le que a dita indicelo so
funda em justica, e por isto he de parecer
que o citado artigo do regiment seja en-
tendido do mxlo que abaixo so declara,
sendo a commisso levada a pensar assim
paia evitar que no fim da tere-ira discussHo
de um projec'.o si aprsenlo n emendas quo
sem a precisa madureza e reflexao s'jsm
votadas como por sorpreza : isto, por n,
se oaila com a medida presentada pela
commisso, visloque essas omendas fleam
sujeitas a uma discussu em dia posterior
ultima discusso do projecto em que ellas
se offerecem, Picando por conseguiute sulli-
cienle espato para serem consideradas as
o in o lu. Porludo islo julga a commisso
que o art. 122 do regiment deve ser enten-
dido e observado do modo seguinle :
Art. 122. Terminada a lerceira discus-
discnssSo do projecto e das emendas que
liverem occorrido, pora o presiJente vo-
tos as emendas, as quaes serSo de novo snb-
inettidas a discussfio em oulra sesso. Fin
da eta segunda discussSo das emendas, na
qual mo sent admittidas novas, propor
o presidente d^ novo a votos as mesmas
emendas, e depois propor asscmbla se
adopta o projecto com as emendas appro-
vaues i caso o lenbam sido ), e o resultado
desla questSo sei do projecto.
..Mil,, das commisses da assembla le-
gislativa provincial de Pernambuco, 25 de
maio do 1850.--Pedro Francisb de Paula Ca-
valcanli de Atbuqutrque.--Lui* Paulino Ca-
vuicanli Veiles de Huevara.Francisco Rapha-
el de Mello Reuo
so lidos e vpprovados os seguinles pa-
receres :
A commissii de polica, quem foi pre-
sente o requerimento de Joaquim Izidoro
SimOes, pedindo que se Ihe arbitre o orde-
nado animal de 400,000 ris, pagos meus l-
mente a maneira dos empregados da assem-
hlea, lieando considerado como tale addi-
do secrelsria respectiva, como Ihe foi
marcado na scsso passada, alim do poder
continuar no esludo da arte de tachigraphia
que se lem dedicado, attendendo a caren-
cia de lacbigraphos que ha ua provincia, e
a necessidade mu sensivel de se iubiliu-
u'in nolla ci lados quelujam mostrado v
ITTP
ILEGIVEL


precisa habilidad?, attondendo que. secun-
do a ihform^aodo director do lycou, apo-
sentada nesta casa, o peticionario se rooslra
com sufhcient aplido para esse estndo,
que ja frequentou no lyceu com nproveita-
menlo, he de parecer que seja deferida fa-
voravelmente n pretenc.lo do supplicunte,
marcndose na lei do orcamentoa prscisa
qiiot para que c I lie pague o ordenado de
400,000 ris. na forma por ello pedida ; f-
cando add i!o secretaria da assembla,
para preslar o servico necessario.
Sala das commissOes da assembla, 18
maio de 1850.Pedro Francisco de Paula Ca-
valcanli de Mbugucrgue.-L. P. Cavalcanti
Vnieylel.ueiwra-P. (i. de latiie Silva x
X commisefio de commercio, agricultu-
ra, obras publicas, etc., examinando o re-
querimento de Manoel Concalves Pereira
l.ima e Jos Pedro Vellozo da Silveira, m
que pedem presidencia da provincia que
mande continuar a estrada da Escada c
que por ella foi transmitido a esta asse'm
bla, attendendo que a importancia dess
estrada ja foi reconhecidapela commissao
de orcatnenlo, incluindo-se no numero da
tres estradas principaes, para as quaes mar-
cou cen contos de res no projeclo de le
do orcamento que se acha em discuss3o, he
de parecer que dislose Taca sciente o presi-
dente da provincia.
Sala das commissOes, 25 de 1850.--
Aguiar.--Burros liarrelo.
!2!
OREDM DO DA.
Continuado da primeira discusso do
projrcto n. 18, que cria urna sccc.no de con-
Ibs na lliesouraria de fazenda prnvincial.
OSr. Presidente-.--lem a palavra da ses-
s3o passada, o Sr deputado Francisco Jo3o
O Sr. Francisco loan: Sr. presidente, eu
nao quererci de nenlium modo acompanhar a
discussao no poni eni que ltimamente a col-
locou um doi nobres depulados; supponho
que nao devo dirigir-me aqui pessoalmeiilc ao
aulor do projeclo descubro mesuio suas in-
conveniencias em as questee que se resentcni
do espirito de nersonalidade, pois que ellas,
alem deexporema discuasaoos individuos qu
as iralam, como que os acanham, cont que os
privain de argumentar com a nccessai a liber-
dadr.
Keitas estas considerarles, Sr. pr sidente, V.
Exc. me permittira que en entre na apreciaran
do verdarieiro pensamento do projeclo, que ou-
tro nao fura, nem poda ter sido, senao o de
inelliorar a siluacao da lliesouraria ; inelhora-
ment que o nobre aulor do projeclo suppoi
nao poder ser espacado, sem que sollesse a ar-
recadacao das rendas, e continuasse o alrazo
da respectiva escripturacao, com grave prejui-
20 da faienda publica.
Sr. presidente, acompanhando ao nobre au
tor do projecto nesse pensamento, declaroque
nao posso deixar de adoptar os lucios que (n-
dala drscnvolv-lo ; apelar de me ter cons-
tantemente pronunciado contra augmento* de
despeza, -n, i.) me dispostoa votar por aquellas
que foraui lao proveilosas como me parecem
aquellas que teuliain pur fin adiautar servico
de que dependaiu o augu.enlo e arrecadacao
das rends publicas, que lenliam por fim tor-
nar inais clara c simples a respectiva escripiu-
raciio, e por conseguiite facilitar a scalisaciio.
Mas, Sr presdeme, pensando assim, desfjo-
so de yolar por despejas proveilosas, porque
com ellas uao se perde, c ao contrario se lucra,
eu coniludo me opponho ao projeclo, porque
me parece que elle nao corresponde perfeita-
ii,fi. 11- s n,,nh i- vistas.
Se, para conseguir os dous fina que all deio
apuntados, e pelos quaes muilo se deve enme-
ndar o inspector da lliesouraria da fazenda pro-
vincial, qualquer que ella si ja, o nobre depu-
tado propo/esse o augmento dos ordenados ou
estipendios dos actuara empregados drssa re-
parlicao, e a prorogacodas horas do traballio,
eu nao duvidaria eoncorrer com o meu vol
para que tal propuslafossc adoptada porque,
ao passo que desejo que esses empregados e-
jam devidamente remunerados, reconheco que
he necessai io limitar o mais possivil o seu nu-
mero ; pois que, a meu ver, disto depende em
grande parle essa fscalisacao que o nobre de-
putado lano deve querer e desejar.
Sr. presidente, eu emendo que sobre a aprc-
ciacao da parle m-terial da lliesouraria. a res-
pisto das obrigacOes a incumbir a cada uina
dassrccors que ahi-existrm, acerca da divisan
e distiiliuico dos Irabalhos a cargo de cada
uina dessas seccoes, ninguem nos poder dar
melliorrs ,ni,,,,,,......, do que o ebefe deasa re-
partilo: emqualquer medida que houvessc-
moa de tomar a respeilo, muilo m. ria o seu juilo. Jlas, quando se irata de reme-
diar um mal da qualidade desse de que falla o
nobre diputado,.isto he, quando se trau de
pur em da esse servico impoitautissimo que o
nobre diputado coi.lessa estar em grande alra-
so, ecomo que pnsio inargem, posso apar-
tar-me daa suas opiuies, como deceno ni.
aparto, entendendo que conseguiremos me-
Ihor o lim, prorogando a> horas de trabalho.
ainda que augiiiemriiii>s um pouco mais os or-
denados dos acluaes euipn gados, para p lo.
aiobeno das leutaccs c abeiracoes que inle
lmiienle est snjeila a huuianidade quando lu-
ta com a pobreta, com a falla de mrios para
i.. i,! e acudir as prlmciras uecessidade
da vida. ..
O Sr. Carneiro da Cunha: B nesse caso, tem
direiloqualili.acao de virtusso aquelle'qm
n -i-u- a seinelhantes teularoes.
GSr. francisco Joiio ile vrrdadr, eiie ven
ce obstculos ili i por dia ; soll're uecessidade.,
e privacesquotidiaias: mas isto que lie limi-
to bello, c que dar Iheui.i para bonitos episo-
dios a quem liver de escrever obras que toquem
o rur.i, u luiii,aiio, nao deve eulrarnos clcu-
los de quem bouver de formular regulamentos
de que dependa a boa orgamsaco da soceda-
de.....
L'm Sr. Diputado : Resta provar como, com
o incio que piopoe, se coosrgue o fim que se
quer.
O Sr. Franeiieo loao: Sim... Com estas
simples nliM'i v,i,,,,'-, com as quaes apenas li -
ve em vislaa manifestar a maneira como enca-
ro a queslo, e que nada se resenlem de falla
iln respeilo e da deferencia que guardo ao no-
bre autor do projeclo, parecc-me ter dcixadu
aperceber que apprbvo a ideiado melhoramen-
lo da escripturacao da tbesouraria, pa.a qu
desappareca o granife alrazo dos seus traba-
Ihos, mas que supponho que mais fcil e com-
modamentc o conseguiremos mediame oalvi-
ire que lcmbre^eque desejo seja adoptado de
preferencia : antea quero que se mrlhore a con-
il i,,,.io dos actuacs empregadoa drssa repartijao.
.-nuda mes mi) que se os sujeite a mais algumas
horas de trabalho; e por iaso votarei contra o
projeclo, ua esperaoca deque, poruma emen-
da aeja a ininha ideia incamada na lei do orca-
mento
O nobre deputado autor do projeclo, que
lamb m he mimbro e collaborador deasa lei,
pode emenda-la de modo a precisar a desen-
volver este meu pensamento.
Um nobre deputado me convida, cin aparte,
a provar que pelo augmento do numero de ho-
ras de trabalho equivale ao de empregados,
propoato pelo projeclo. Poiabem : eu Ih'o pri.-
\ ai ii inalbemalicaiuente.
Oa empregadoa que o projeclo exige de mais,
sao tres,- ae elles trabalharem, como os ac-
luaes, cinco horas por dia, faro quiuzc horas
de trabalho; mas, se aujeitarmos o% emprega-
dos existentes trabalharem por inaia tres ho-
ras, como esses empregadoa sao seis, ao fechar-
te a reparllco, terao trabalhado por mala 18
horas do que presentemente, por mala tris
horas do que esses que se querein caaar. E
nem se diga que isto he impoaaivel; porque
nao ha homem, que tendo a precisa robuslez
oara ejercer empregos de rsi-i ipiurn, a,,, n.i,,
inssa desempenhar, das 8 horas da manhaas
1 da tarde, as funcedes a elle inherentes ; tanto
mais quanto se augmenta os lucros, e por COJJ-
i vni ii- este capediente tambem aproveita
mulo ao inspector da thesouraria,' pois que
lie incontestavcl que Ihe ser mais fcil inspec-
cionar e scallcar o trabalho de seis emprega-
dos do que o de nove.
Sao estas as considerarles que tenho de offe-
recer < casa : reservo-me para dar-Ibes manir
lesi'u vn I v i memo, ae pela discuasao for provo-
cad > a iaso.
0 Sr. C.uedei de Mello. Sr. presidente,
edi a palavra para justificar o meu voto,
i desde j declaro casa e a V. Exc, que
tem de ser elle em favor do projeclo; e tem
de serem favor do projecto,porque eu reco-
ndeno, e pretendo demonstrar que a the-
souraria est com um numero de emprega-
dos inuito diminuto, e que niio correspon-
de aos irabalhos que pelas inslruc(0es e
leis reglamentares Ihe devem pertencer...
O Sr. Francisco loio : EntSo o defeito
vem do regulamento..,
0 .Sr. Guedei de Mello : A thesouraria
nrovineial, j foi dito muitas vezes nesta
iliscussao, s tem seis empregados de es-
i'ii|iliir*c;io; mas pela lei de 18*8. que mon-
tou esla reparticTo, deve ella regular seus
Irabalhos de conformidade com a lei de
4 de outubro de 1831 o instruccOes poste-
riores, no que toca aosystema de escriptu-
racHo ; sendo por isso a thesouraria pro-
vincial nada menos do que una thesouraria
geral, urna reparticilo anloga...
OSr. Francisco Jodo : No nome ; quanto
ao mais ha sua difiereiifa.
OSr Quedes de Mello : He urna reparti-
cilo anloga, no s%ente porque he urna
thesouraria, que tem de fUcalisar todas as
lespezas e receitas publicas da provincia;
mas porque, com.ij i disse, aleique inon-
toua reparticilo ltimamente sujeitou-a a
regular sua escripturacHo pelas inslruccAes
"leis que regulam as thesourarias geraes.
I'artimlo daqui, eu vejo que a lei do 4 de
nuluhrn eas instruccOes de 26 de abril de
(832 dilo s thesourarias de provincias um
numero de empregados, muito superior ao
que actualmente tem a nossa thesouraria
provincial. A thesouraria geral tem, por
excmplo, 30 empregados...
O Sr. Francisco oio : -- Do escriplu-
ra?Ho ? ...
O Sr. Guedei de Mello : Nilo, senhnr ;
n)8s de escripturacao, tem 4 primeiros es-
criturarios, 6 segundos, 4 liTceiros, dous
lliciaes maiores, don- ofliciaes, dous ama-
nuenses, por outra, 20 empregados de es-
criptuiac,3o.
Eu nDo quero dizer que esse numero sej
igualmente necessario thesouraria pro-
vincial, ecreio que de caito n3o he.quandn
o seu honrado chefe, autor do projeclo, s
pretende urna diderenra dd tres sobre seis ;
mas, vendo quoo piojeeto prelenle apenas
a crear,il) de tres empregados, sou Toreado
a reconhecer que nilo ha por crto una
pretenefio menor... He urna seccilo de tres
empregaiios para o fim especial de exami-
nar as cuntas dos diversos re>ponsaves e
deve,lores da fazenda.
O nobre deputado, que se assenta em
frente de mim, me convida para entrar ni
comparabilo, me parece, das reluches de
deveres que existen) entre os empregados
'a thesouraria geral e os da provincial,
mas eu Ihe peco quo recorra instrurcoes
le 26 de abril de 1832. e l achara as diver-
sas ohrigaeocs, e o estado em que deve
ser comparada com a nossa thesouraria a
thesouraria geral ; porque a lei ullima de-
termina quo o syslema de cscripturacSo
dessa reparticilo seja de conformidade com
as iistrucc,esque tenho referido; por ahi
ver que a paridade est demonstrada.
Sen llores, ambas as thesouarias silo Abri-
gadas a regular-se pelo mesmo modo ; logo
a thesouraria provincial deve ter um nu-
fii*ro suflicieule de empregados, em pro-
oorQilo equivalente soque tem a thesoura-
ria geral, visto que tem transaccOes anlo-
gas, senilu idnticas; porque, ao passo que
a geral tem algumas que nao tem a provin-
cial esta tem outros que aquella nao
tem,
ImSr. De/miado :- Tem rcparticOes in-
termediarias...
0 Sr. Guedcs de Mello : As repartieres
interine liaras nilo dispensan) a lliesouraria
provincial de entrar de novo ness-s traba-
llios ; p-lo contrario, posso asseverar, por
experiencia, que nilo se deve louvar nos
Irabalhos das repaiuces intermediarias,
poique as Ihesouraiias leein suas contadu-
ras, que sao obrigadas a rever tolas as
rontas de todos os responsaveis, e verificar
eserupuloaamente a rereila despeza de
tolas as reparlir,0es ; epor mais hem de-
monstradas, por mais bein fetas, por m -
lliojes que ellas sejam, nilo dispensan) os
empregados da thesouraria de proceder a
novo exames i he um trabalho novo, inde-
peudenle, que as reparticOes secimJarias
nao auxilian) senao pela arrecadac3,>.
Mas os nobres deputadoa, que impugnam
o projecto, indicaran) urna medida que eu
aJmittiria, se mo achasse inelTicaz ; pois
Hes, oppondo-se creagilo de novos em-
pregados. indican) a prorogaco das horas
do trabalho. Ora, se bem que at aqu nSo
ma posso queixar de injustica, porque os
nobres depulados, Tallando em augmento
de trabalho, tambem fall.iram em augmen-
to de ordenado, com tudo, Sr. presidente,
a este respeilo devo anda dizer que a the-
souraria provincial nilo est no caso dess;>s
repsrlicoes de arrecadacSo que llie estilo
ujeitas; porque teem ellas um Mimla
diario, de hora em hora que he a porecnta-
gem que teem os seus empreados do malor
capital arrecadado, o que faz com que o
empregado dessas repartieres achem um
goslo c interesse na proroga(.1o do respec-
tivo trabalho, do qual resulla o augmento
das sommas donde teem de ser divididas as
suas porcentagens, o que rio acontece na
th.'souraria, cujos empregados se entreteem
com um exercicio enfadonho e secco, que
nao pode exceder de 5 a 6 horas por dia,
merc do ridiculo ordenado que Ihes est
marcado ; emquanloque nasoulras repar-
tieres, os empralos de igual calhegoria
teem venuimeulos de 200 por cerno mais do
que estes ..
OSr. Francisco hao:k ideia pode ser
aproveitada para a diminuico desses orde-
nado.-.
OSr. Guedei de Mello : -Tem-se dito aqui
que adinrente de fuoccOes cstabelece a
dilTriiMn;,'! de merecimentos ; e, em apoio
dessa Ideia, direi aos nobres deputadns que
os requisitos necessarios a um empregado
deliscalisaQo nlosiio inferiores aos que
se exigem para asdemais repartieres, por-
quanto o empregado da thesouraria n.to
se limita a verificar o calculo das cifras,tem
le examinar mais se as operacoes de recei
ta e despeza foram feitas dentro dos limi-
tes das lers; e, se a isto se n3o altender,
bastantes prejuizos poder soffrer a Taionda
publica, na i s pelo que pertence receila,
como peio que pertence despeza-
rlas, insistindo-se na prorogatto da hora
do trabalho, devo declarar, Sr. presidente,
queem consciencia nSo posso, na qualidade
de deputado, votar por semelhante medi-
da...
Emfim, Sr. presidente,' tocando de passa -
gem na autoridade que tem para mim o no-
bre autor do projecto, direi t3o gmenle
que eu a reconheco solemnemente, se nilu
qor obseqnio sua pessoa, ou ao seu no-
me, por obediencia aos principios regula-
dores da administracSo, que consagran) es-
se respeilo ao testemunho dos choTes de
reparticOes.
Entretanto, adoptando a ideia capital do
projeclo, eu nflo posso prestar meu apoio
ao ir!. 5 porque sou tilo apologista da
concurrencia, que al para os provimentos
por accesso quizara que ella se obser-
vasse.
O Sr. Jos Pedro agradece ao Sr. Floripes
a bondade com que Ihe teceu immerecidos
elogios ; procedimento que muito o penho-
rou, masque roga ao nobre deputado nfio
repita, par que nilu excite as iras de ni
guem, e nilo o sujeite ao sarcasmo e ao ri-
diculo de que foi victima na sessflo passada,
e que o pozeram sem achilo.
Entrando na quesISo, o orador insiste em
sustentar o projecto em disrussao, decla-
rando que acha inipossivel que um empre-
gado, cujo principal servico, he o de cal
culos, possa traballiar mais de 6 horas, t
que, comquanto confie muito nos emprega-
dos do consulado provincial, que todava
desligan) dahi para concentrar na thesoura-
ria, a verifica(.1o e arrecadacSo da divida
activa,pois deseja prevenir queseellas atra-
sen) por falta de bracos, ou que sejam feilas
sem a necessaria imparcalidade, remetten-
do-se para juizo, afim de serem accionadas,
anles a deste do quo a daquelle indi-
viduo,
llvela que ainda se n5o principiou a
escriplurar o lirru-nuslre nem tilo pouco O
diario ;e que, desde a creado da reparti-
cilo das obras publicas, e da do consu-
lado provincial, anda se Ihes nSo tomou
contas.
Compara o servido da thesouraria geral
com oda provincial, e conclue por dizer
que, supposto aquella tenha mais trabalhos
a seu cargo, he mais que certo que a dille-
renca entre os seus empregados eos desta
nilo est em proporcilo com a dos afazeres
que pesam sobre cada urna dolas.
Julga impossivel que, com os emprega-
dos que actualmente tem, a thesouraria
provincial d conta das incumbencias a que
esl obrigada, tanto mais quanto er que
se nSopuder dividir proveitosamenie por
elles a escripturacao e contabilidade de que
- dependen).
assustadosem consequencia de um grande
numero de mortes repentinas que all tem
liiln lugar, causadas por ataques deapople-
xia fulminante. Entre oulras pessoas dis-
linetas morreu o marquez deS. Iria, par do
reino, tenente-general do exercito e cama-
rista da ranilla.
O porto destn provincia e o da Bahia f-
rnm declarados infectados pelo conselho de
sa le de Lisboa, e conseguintemente os
navios daqui partidos silo sujeitos cua-
rentena nos poitosde Portugal.
O projecto de lei sobre a imprensa foi ap-
provado na cmara dos deputadog por 6|
votos contra 19 ,- mas na. amara dos pares,
3 opposigao conseguio, por 22 votos contra
14, que elle fosso remettido s commissOes
reunidas de legislado e administrarlo pu-
blica, viato que o conde de Tlmmar em va-
nas conferencias que tivera com os mem-
bros da primeira, concordara em algumas
concessoes a respeilo do mesmo.
A consequencia provavel desta votaeflo
he que o conde de l.avradio eo Sr. Fonceea
Maga Daos-, que fazem violenta opposicSoao
,'abinete, l'arao com que O conde de Thomar
mo possa prevenir que algumas das dispo-
sicOi's do projecto sejam classificadas como
ioconstitucionses.
In lependentemente do grande numero
de pessoas quo conlinuavam a assignar pro-
testos contra o projeclo, varias petices de-
rihtn ser aprosenladas cmara alia, entre-
tanto que nem urna s foi presentada
cmara dos depulados.
Tendo expirado a srgsSo ordinaria annual
das cortes; um decreto real prorogou-as
at 2 de junho, em consequencia de nto te-
rom sido ainda votadas as leis do oresmen
to, da reforma eleiloral, da tarifa das alfati-
degas, etc.
A alfandega de Lisboa rendeu em margo
Jo ciiirente auno a quantia do 170.O0O.00j
rs. o as Sete-Casas a de 67:000,000 rs.; n
Irelsnlo que no memo mez do anuo pas-
sado a alfandega rendra 225:000,000 ris
e as Sete-Casas 61.000,000 ris.
O governo tinha notificado ao conde de
S. I.ourenco a suppressSo de urna commis
3o realista por elle presidida, e que ha
muito lempo se oceupava em colilgir soc
corros pecuniarios para remetl-los a I)
Miguel.
Acha qu a i Jeia do Sr. Francisco Joflo he
menos econmica do jiie a do projecto; e
declara que negando-se-lhe os meios de
que precisa para bem cuinprir as obriga-
e deshgam-no ale certo nonio da respon-
sabilidad em quo essas obiigacOes o
constituem.
OSr. Vello llego :-Sr. presidente, o no-
bre doputado que acaba de sentar-se, agra-
decendo a outro nobro deputado os elogios
que elle chama inmerecidos, mas que a<
eu chamare! merecidos, podio-lhe que nSo
conlinuasse com elles, porque hso o arras
lana a bigorna do rediculo... Tambam
agradecenJo a quem elle suppoa te lo ri-
dicularisado, parece q-.o se dirigi a mim...
O Sr. Ui Pedro : Nao, senhor; nem
ouvi quem me dirigi apartes.
OSr. Mello Reg :-Sr. presidente, nao
responder! ao nobre deoutadi); eu estou
tranquillo em miuha consciencia, nao s
porque respeilo em particular a cada um
dos meus nobres collegase a lo los em ge-
ral ; como tambem purquo vejo que essa
persuasfio do nobre depula lo nasce da pre-
veiicHo tambm emquese elle acha, e da
extromasuseeptibilidade que mostra sem-
ire neala casa, todas as vezes que silo aqu
contrariadas suas ideias. Direi apenas qm,
tranquillo,cuino digo, em minha conscien-
cia. eu me supponho em altura que n3o
podem ebegar essas palavras do nobre de-
putado, que me parecem ter um carcter de
reprehensilo... N3o aceito repreheuses
Uir. Jos Pi.lro :- Tambem uSq estou
aqui para uuvir insullos de ninguem.
Vil mesa, e he apoiado, o seguiiite ro-
querimenlo :
llequeiroque o projecto fiquo aliado
i a Milla seguinle : Correa de lirito.
(Continuarse-ka ]
alo
UIABI l PjWMIWCt.
B.ECIFZ, 28 DI MAIO DI 185.
A sssemblea approvou hoje a rjdaccSo do
projeclo, que lixa a frca policial para o
exercicio de 1850 a 1831; e bem assim o or-
camenlo municipal at o art. 10 inclusive,
com algumas emendas.
A ordem do dia para a sessSo de 29 he a
nvamadehoje.
Das gazetss inglczas, cuja recepeo I
tem aecusamos, exlriamos
noticias :
)OII-
seguinles
Inglaterra e India.
O prixeiro deslesdous paizes continuav
em perfeita tranquillidade. 0 parlamento
ja se achava outra vez reunido, sendo lti-
mamente posta votac3o urna medida pro-
posta pelo governo, a maioria decilio-se
coutra ella.
Em llirzapur [India) a populacSo india e a
mulsumana levanlaram-se urna contra ou-
tra dcbaixo da influencia do fanatismo reli-
gioso, e tal foi a desordem que reinou nesta
occasiao que a cidade foi reduzida a cinzas
Portugal.
Este reino ficra tranquillo ; mas os ha-
bitantes da capital eslivam bastautumenle
Heipanhi.
Tinham sido renovadas as negociaces para
o ajuste daa differencas entre esta potencia e a
Inglaterra.
O rei dos Belga obra como canal de cominu-
nic.ii'i) entre os dous gabinete, e affirma-ie
que acouaelhra ao governo hespanhol para
aceitar aa condicoes propoalaa por lord Pal-
merston, isto he, a expressao de pesar pelo que
tem occorrido.
Aisevera-se tambem que o ex-rei Luli Filip-
pe escrevra recentemente i rainha Mara
Chrislina, recoinmendando-lhe muito que neu-
tralisasse a inllucucia dos que se oppOcni ao
dito ajuste, e que fuesse o que podse para
que a quesiao com a Inglaterra folie terminada
antes que o negocio e toroaasetu mal com-
plicados.
Era opinio geral que desta vez seriam resta-
belecidas a relace amigavels cutre a duas
potencia.
A questaoi de Cuba lein-ie tornado assusta-
dora. Corra que, no caso de haver perigo real
de ,-rpaij(.io da ilha da melropoli, o respecti-
vo caj>iti1u general linba ordem de em ultima
uecessidade libertar a populaco escrava e por
logo i cidade antes que eixa-ia cahir naa inos
dos Americanos.
O correspondente do rime em Madrid eoin-
munica a esta gazela que o nuncio do papa
apresenlra urna nota diplomtica ao gabinete
hespauhol. exigindo em termo imperativos o
restabelccimento dasconimunidadcs religiosas
na Hespaoha assim como a creaco de um tri-
bunal cccleslastico inleira da santa s, cncarregado de tomar conheei-
nienli) de todo os negocios que de qualquer
uiododlsserem respeilo s pessoas ligadas com
a igreja. Accresccnta o correspondente que a
nota exiga alm disso o ealabelerimento de
q u.ni u casas decorreceo debaixo da direccao
immediata do nuncio <1> papa. Ogoverno tub-
loiiion ,i nota consideraco do conseibo real,
o qual completamente a rejeitou; porm como
o nuncio peraiatiise aempre em sua exigencia,
ogoverno retirar a permsso quehavia dado
para a fonnacode uina legiao heapanhola,que
devia aer posta ditposieo do papa.
O governo consullou o conselho real acerca
da conveniencia de restituir a principe da paz
os seua bens, ha (auto lempo acquestrado; o
conselho respondeu pela aflirmaiiva, e a rai-
nha por um decreto eu ractificou ela deciso.
Opovo hespanhol espeiava ancioaopelo boni
successo de aua soberana.
Se a rainha der lu um principe, este to-
mar o ttulo de principe das Asturias.
Os delegados dista provincia que devem as-
si.lir s ceremonias que ho de ter lugar nesta
occasiao j se acham u nucidos.
A liquidarte de principe das Asturias foi ins-
tituida em Valencia as corles de 1588 pelo re>
de (.: isiell.i D. Joiio II em favor de aeu rilho D
Henrique no periodo de aeu casamento com
enharina de Inglaterra, lilha do duque de Lan-
caslre.
O governo hespanhol acha-se oceupado em
examinar a quesioe relativas projeclada
concordata com a santa s j m.i cr-e que
iieiihuoi resultado ser obiido em consequen
cia de exlitir eutre os ministros grande dilli-
renca de opinio a esto respeilo.
caixas cha, 1 pipa c i barril vinagre, 20 bar-
ricas farinha de trigo, 4 barrls genebra, 1
caixa queijos, I barril al pista, 1 sacca ceva-
1, 1 dita enxoTre, 1 dita drogas, 2 lats e 1
garraf.lo oleo, 12 saccas arroz, 500 arrobas
b, 4 voluntes miudezas, 36 chapos, 1 moi-
nho, 8 volumes ferragens, 14 resmas papel,
I enibrulho chapos de sol, 1 caixa um ap-
parelho de cha e 3 ditas fazendas.
Baha, hiate nacional JJgtiro, de 78 to-
neladas : conduz o aeguinte :
10 caixas garraas de licor. 97 volumes
papel, 6 ditos fio, | caixa .cartas de jogar,
toditas clcheles, 62volumes ferragens. 1
caixa pennas, 50canastrasalhos. 6 caixas
cobra, 16 barra eitanho, 19 volumes lona,
27 ditos fazendas, 40 caixas espermacete, 2
caixas relogios, 10 fardos erva-doce, 103
mlhos palha de carnauba, 9 barra oca, 5
ditos presuntos, 1 caixa miudezas, 1 pedia
de filtrar, 30 saccas feijilo, a sinos, 13 cai-
tas velas de carnauba, 16 ditas rap, 1 em-
hrulho pellesde'oiiQa, "0 arrobas garras de
couro.
Canal, patacho hamburguez Columbui, de
181 toneladas : conduz o seguinle :
2.100 saceos com 10,500 arrobas de as-
sucar.
Amsterdam, escuna hollandeza Anf/e:
conduz o seguinle.-
1,100 saceos cora 5,500 arrobas de assu-
cr, 3,200 couros salgados com 3,027 arro-
bas e 19 libras.
RECEBEDOniA DE RENDAS GEflAES
LNTEKNAS.
Rendimenlo do dia 28......934,077
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 28.....,2:231012
?'ovinaenio do Porto.
Navioi tntradoi no da 28.
New-York 34 dial, vapor americano Gene-
ral-Wanen, de 309 toneladas, capitn Tho-
masSmlh, equipagem 26, em lastro; a
Deane Youle & Companhia. I'assigeiros,
24 operarios americanos, que vilo para a
California.
Baha 6 das, sumaca nacional Trei-Ir-
iao, de 132 toneladas, capitao Jos de
Campos Magalhaes, equipagem 8, carga
varios gneros; a Machado & Pinhero.
Passageiroa, o nacional Jos Domingues
o 13 escravos a entregar.
Navios lahidos no mesmo dia.
Val-Paraizo Barca chilena Nuevo-Paciflco,
capitao M. P. Henrlchen, carcaassucar.
Amsterdam Escuna hollandeza hnije, ca-
pitSo E. Rueten, carga assucar.
Observando.
Fundeou no LameirSp um brlgue bras-
leiro, porm nilo se sabe d'ondo vem.
EDITA ES.
Lieparti^ao ta polica.
PARTE 1)0 DA 28 DE MAIO.
Foram preso : ordem do delegado do
pnmtiro dslricto deste termo, a prela Ju-
liana, rscrava de Jos Mara do Amorim
porsuspoita: e a do subdelegado da fre-
guazia da Ba-Vista, o crioulo JoSo, para
correccSo. v
COMjli^C|i>(
ALFANDEGA.
Itondiraento do dia 2?.....26:015,088
betcarregam hoje 29
Barca Genoveva ~ mercaduras.
Barca James-Slteart bacalho.
Brigue Waiar-H'iirA farinh.
CONSULADO GERAL.
-Olllm. Sr. ofllcal-maior, servindo de
inspector da thesouraria da fazenda provin-
cial, em vii lude da resoluto do tiibunal
administrativo de23 do corrente, manda fa-
zer publico, que nos das 10, 11 e 12 de ju-
nho prximo futuro, ao meio-dia, peranle o
mesmo tribunal, se h3o de arrematar em
hasta publica, a quem por menos lizer, por
lempo de um auno, a contar do l. de julho
de 1850 at 30 de junho de 1851, os contra-
tos da illiiiijinacalo publica seguintes :
Do caes do Collegio e palacio do governo,
avaliado o costeio diario di) cada lampeSo
por 23! rs.
Da freguezia do Recife, idem por 178 rs.
Da freguezia de Santo-Antonio, idem por
178 rs.
Da freguezia de San-Jos, idem por 178 rs.
Da freguezia da Boa-Vista, idem por
178 rs.
Da povoaQo dos Afogados, idem por
141 is.
Da f/eguezia dase deOlinl, idem por
140 rs.
Da fregnezia de San-Pedro-Marlyr, idem
por 140 rs.
As pessoas que se propozerem a estas ar-
rematacOes comparecen) na sala das sessdas
do mesmo tribunal, nos das cima indica-
dos, reom seus lia dores, comp ten teniente
habilitadas.
E, para constar, se mandou alllxar o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secietaria da thesouraria da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 25 de maio do 1850.
O secretario, Antonio Ferreira d'.lnnun-
ciaedo.
-- O lllin. Sr. official-maior, servindo de
inspector da thesouraria da fazenda provin-
cial, em cumpruiento da resolucao do t'i-
luiuiil administrativo, de 23 do corrente,
manda fazer publico, que nos das lo, 11 e
12 de junho prximo futuro, peranteo mes-
mo ir liuii.il, se ha de arrematar, a quom por
menos lizer, o foinecimeuto dos medica-
mentos e ulensis para a enfermara da ca-
deia desta cidade, pelo lempo de um anno,
a contar do 1." de julho de 1850 a 30 de ju-
nho de 1851.
As pessoas que se propozerem a cala ar-
rematucSo comparecen) na sala das sessOes
do sobredito tribunal, nos das cima indi-
cados, pelo meio-dia, com os seus flsaores,
competentemente habilitadas, que ah Ihe
serao presentes o formulario e cundieres da
airemalacao.
E, para constar, se mandou allixar o pr-
senlo e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria da fazenda pro-
vincial de 1'ernauibuco, 25 de maio de 1850.
O secretario, Antonio Ferreira d'Annun-
ciaedo.
Deca raides.
Rendimenlo do dia 28.
Diversa provincias
2:410,397
174,297
2:585,321

EXPORTAfAO.
Despachos maiitimoi no dia 28.
Parahiba. hiate nacional San-Jot, de 46
toneladas : conduz o seguinle :
190 barnc.s bacalho, 10 barris o pip
cniia.Jembiulhoscanella e erva-doce, K\de Crvalho Uedtiroi, vice-consul.
Pe segunda secc3o do consulado pro-
vincial se faz constar a lodos os senhores
proprielarios de predios urbanos dos bair-
ros desla cidade e povoacflo do Afogados,
que uo ta l.'de junho prximo viudouro
se principia a contar os Irinta das para o
pagamento, bocea du cofre, da respectiva
decima do segundo semestre de 1849 a 1850,
incorrendo lodos os que deixaretn de pagir
nesse prazo, na mulla de 3 por eruto, su o
valor de seus dbitos, sendo de prompto
executados.
O vice-consul da Bussia se acha em
exerciciodasfuiicces consulares em Per-
nambuco. e qualquer subdito do imperio da
Russui, ou outra pessoa, que pelo dilo con-
sulado pretender alguma cousa, dirjase
Boa-Vista, n. 44, ra airas da matriz. Boa-
Vista, 24 de maio de 1850. Joie Candido


Pela stihdelegacia do Recife saTaz pu-
blico, que fo apprehendido na na da Cruz
da mesma rrepueza, un quarto bastante
niagro.com cangalha,o qual se achava solt:
quem for seu dono, dirija-fe i mesma sub-
delegacia para Ihe ser entregue, dando os
signacs verdadeiros.
Pela subdelegada do Recita so faz pu-
blico, que foi preso o preto Pedro, por
andar fueido, o qual diz ser escravo de JoSo
Mendes Cuimarnes,' morador na Cruz do S.-
Miguel da provincia de Macelo, do qual po-
der tendo sido furtado lora vendido a Ma-
imi'l da Silva Barros, inorsdar as Candeias,
freguezia d* Muribeca.
Pela subdelegacia do Recife se faz pu-
blico, que foi preso o preto Victor, o qual
diz ser escravo de Vicente Soarea, morador
em Culinguiba da provincia de Sergipe, de
cujo poder tendo sido lunado, boje adia-
se vendido ao Dr. Manoel Francisco de Pau-
la Cavalcanli de Alhuquerque.
venesianas, um rico apparelho branco de
porcellana para mesa de 40 pessoas, dous
excellentes aparadores, um sellim para
montara de senhora, porta-licor com guar-
nicto de prata, garrafas de edr, e muitos ou-
tros artigos uteise indispensaveis, um bom
escravo, crioulo, robusto, moco e pro-
prio para armazem de assucar ou engenho :
soxta-feira, 31 do corrente, s 10 horas da
manhfla, no primeiro andar da casa jun-
toaao escriptorio do Sr. Schramm, ra do
Trapiche-Novo.
Thcatro de S. Izabel.
3.' RECITA DA ASSIJNATRA.
Bofe, 29 de maio de 1850.
Segunda representando do excedente e
muito applaudido drama em 3 actos
O PAGEM DEAIJUBARROTA.
Terminar* o espectculo a graciosa come-
dia em um acto
O DILRCTAKTE.
A parte do l'auli.-ta sera frita pelo
artista Germano Francisco de Oliveira.
Ainda se recebem assigoaluras para ca-
marotes e platea superior.
Os bilhetes de platea s se venderSo no
theatro, no da do espectculo.
Comeeara s 8 horas.
O empresario acaba de numerar os luga-
res da platea superior, e previne lo publico
que a entra.la para a dita platea ser de lio
je em diante pela porta do lado do norte. Os
bilhetes serSo igualmente numerados, e
nenhum espectador podera sentar-se em
oulra cadeira que nio seja a do numero cor-
real ondente ao bilhete que bou ver com-
prado. O empresario solicito eoibem pro-
mover a commodidade aos amadores da sce-
na, t"m diminuido o numero dos bilhetes da
platea geraI, e espera que nenhuma recia-
maguo appareca, e que flquem todos von-
tadeem seus lugares.
Avisos diversos.
Avisos manimos.
-
Para o Rio-Grande do Sul seguir o
mais breve possivel o patacho uac onal Emi-
liana : recebe carga a frelo por prego com-
modo, assim como passageiros e escravos,
para o que lem bons commodos : trala-se
com os consignatarios, Amorim Iroi9os, na
rua da Cadeia do Recife, n. 39.
-- Para o Maranh.to e Para sahir, com a
niiiinr brevidade, o brigue-escuna ioitpha,
capitto Jos Mara da Silva Porto : para car-
ga nu passageiros, trata-se com ocapit3o,
ou com Manoel Duarte Rodrigues, na ra do
Trapiche, n. 26. -
Para Angola saho com toda a brevi Ja-
de o patacho americano Chalstoorth, recebe
eIguma carga afiele. Este patacho he de
primeira marcha o forrado de cobre novo :
quem pretender embarcar trate com Manuel
lgnaciode01iveira.ua praga do Comii.er-
cio, n. 6, primeiro andar.
Para o Havre pretende se-
guir com muila brevidade o bem
conhecido brigue francez Beaujeu
recebe carga e passageiros, para o
que tem encllenles commodos
os pretendenlesdirijam-se ao es-
criptorio da consigna la ra do mes-
inii brigue, viuva Lasscrre, na rus
di Senzalla-Velba, ti. 138.
Para o Rio-de-Janeiro se
gue rm poneos dias, por ter par-
te i'c su'i carga ptompta, o brigue
nacional Alaria-Primeiro, forra-
do e pregado de cobre, de lote de
sete mil arroba : para o resto d
rarga, escravos e passageiros, tra-
ta-se com Machado \ Pinheiio,
na roa do Viga rio, n. ig, ou com
o rapito na praca-
Para a Baha sahe nestes oilo dias, com
a carga que tiver a bordo, o hiate Sociedade
para o resto da caga e passageiros, trata
se na rus da Cruz t o Recife, n. 2*, ou cum <
mestro do mesmo, no trapiche do algodSo
Para o Riu-de-Janeiro tem de partir na
seguinte semana o brigue-escuna Henrigve-
t.i, por ter quasi completa a sua caiga :
quoo amia pretender canegar e ir de pas-
bs'geai, pode entender-se com o capitflo,
Manuel Joaquim Lobato, na praga do Com-
nercio, ou na ra ta Cadeia-Velha, n. 17,
segundo andar.
Para Parahiba sabe o hiate nacional Et
podarte, no da 1.* de junlio impreterivel-
mnule, por ter maio/ parle da carga
prompla :quem no mesmo quizer canegar
ou ir de passagem, trate no trapicho do al-
godSo, ou na ruado Amorim, n. 36.
JLeiloes.
-- l.eilno, por conta de quem perlencer,
do 30 bar is e 60 meios ditos com manteiga
l'ranceza, em pequeos lotes, vontude do
comprador: quarla-feira, 29 do co-ienie,
na ra da Matrc-de-Deos, armazem, n 24
Jos Fiancisco Ribeiro de Souza, es-
tando a retirar-se para o campo, far leilo,
por intervenrSo do corretor Oliveira, de to-
da a mobilia da casa de sua residencia n.
piaca, consistindo em um ptimo forte pia-
no o isonUl, consulos com pedra marmore,
mesas para jugo e uieio de sala, cateiras dr
varias quididades, commodas, bergo, mesi-
nl.ii de costina, relogios excellentes paru
cima de mesa, vasos para flores, lanlernas,
candciro to sala, leilo de Jacaranda para
casados, e escadtnhs pare o mesmo, tuura-
dor, guarda-louca, guarda-vestidos, ilusa-
de jantar, niaiquezas, carteiras grande c
pequea para escriptorio, armario para pa-
pis, mesas para coznha e engommar, ap-
parelho de porcellana i ara cha, galheteirn
para licores, caixa de chrfio Fara c", c
pos. gairulase compoleiras de crystal, lan-
o brancas, como de cores, pedra de filtrart
Previne-se aos Srs. devedores da loja
de qulnquelharias do fallecido llenrique Ga-
millo l-'erreira, sita na ra dos-Quarteis, ou
Rozario larga, n. 20, que s serSo levados
em conta os pagamentos que flzerem, por
conta de livro ou leltra, i pessoa que pelos
c odores do mesmo fallecido fOr competen-
temente autorisada para a dita cobranza ;
pois llcar sem vigor qualquer pagamento
que clandestinamente li/crum.
-- Roga-se pessoa que he de faci e do
direito agente da companhia dos vapores
nesta cidade, queira declarar porjeata tulla
seu nonie. ~ T. F.
O-se cem [mil ris a premio sb pe-
nhores de ouro i na ra do Gabug, n. 1 C,
se dir quem da.
Sahio luz o terceiro numero da Sau-
dade : vende-se nos lugares do coslume.
Precisa-se alugar una casa na cidade
do Olioda, a qual lenha bastantes commo-
los e quintal com cacimba : quem a tiver
annuncie para ser procurada, ainda mesmo
sendo nos arrabaldes.
Precisa-se de urna ama que tenha bom
leite, preferindo-se captiva : na ra do Quei-
mado, n. 28, loja ou piimeiro andar.
A administradora do vinculo de S.-
PantaleSo do Monteiro, D. Mara Elena Pes-
soa de Mello, faz sciente aos Srs. que nan-
ila ni buscar agoa na bica do Monteiro, que
dodia 30 de maio em diante deixa de ven-
der agoa em dita bica.
Sur. Zeferino- Rodolpho
Delgado de Borba, dirija-se ra
Nova, n. 35, a negocio que lite diz
respeito.
Em 11 do corrente, subtrahiram de
Placido Caetsno Itorges, urna carteira con-
tando dentro cinco mil rise alguns papis
depouca importancia, e duas leltra* urna
de 309,000 rs. assignada por Jos Mara
Goncalves Ramos, acoita em 30 de abril a
.'! mezes, e oulra dita de 140 000 rs., assig-
da por Antonio MunZ Goncalves, a 7 do
corrente,a 40 dias; as quaes letras fcaram de
nenhum effeito, para o que os aceitantes ja
estilo prevenidos, com a publicacSodeste e
assignaram oulras.
-- Precisa-se alugar urna escrava que en-
tonda decosinha, pHgando-se bem : na ra
largado Rozario. n.48.
Precisa-se alugar urna preta que venda
m ra, responsabilissndo-se seu senhor,
pela dila venda : na ra estreita do Rozario,
n. 43, primeiro andar.
Jos Fernandes Povoas & C. vepde-
ram lioje a sua taberna, sita na ra do Gor-
iloniz, u. 10, no Forlo do Mallo desta ci-
dade, aos Srs. Mendes e Macirira, com a
condigno, poim, que os mesmos senhores
rom quem ultimar! a referida venda se
obrigarlo a pagar todas as dividas, que a
nicsma ixtincta lirma eslava devendo aca-
ta piaca at esta dala: e por ser verdade
"'zeram a presente declaracSo. Recife, 27
de maio de 1850.
Precisa-se de urna mulhor capaz para
ama nter or de urna casa de pequena fami-
lia : na ra do> Queimado, loja ti. 32.
O ahaixo assignado, tendo si.lo notriea-
dojuiz municipal para o Marantifio, e nflo
podeudo pela velocidade desua pailida no
vapor i'atueme despedir-se de todos os seus
amigos, o faz por meio do presente, agrade-
cendo cordialmenle aquellos que o ob-e*
quiaram com suas visitas, durante os pou-
cos dias do sua estada nesta provincia, oof-
fereceudo-lhes naquella o seu limitado pres-
umo. -- Firmo Jote de Mallo*.
Perdeu-se da ra do Rozario ra da
Santa-Cruz o primeiro tomo da RevolugSo
Frauceza por Thiers, o qual tem esciipto o
nome de Caldas : quem o achou Uvc-o ra
da Santa-Cruz, n.78.
O Sr. padre Francisco Colorianr.o de
Carvalho faga o favor de ir ra o Quei-
inad i, ii. 30, realsar negocioi que Ihe u3o
silo eslranhos, desde 1843.
Alugam se o armazem 'do sobrado da
ra do Sol, n. 23 ; urna mei'agoa com bons
commodos, no becco do Quiabo, n. 13 ; ou-
lra dita, na ra da Guia, n. 41 : a fallar con.
Jos Gypriano de Moraes Lima, no Forte-
do-Maltos, defronle do chafarz, II. 8, se-
gundo andar.
O Sr. padre Antonio da Cunta Figuci-
rrdo, capelfio do primeiro batalllo de ca-
ga dores, tem urna carta, viuda do Rio-de-
Janeiro, no.largo do Corpo-Santo, n. 6, pri-
meiro andar.
-- Precisa-se alugar urna preta captiva,
quesaiba engommar, para urna s pessoa :
no becco do Bomba, casa n. 1.
William Hughes, subdito nglez, ret-
ra-se para Inglaterra.
Aluga-se um sitio ni estrada do Cor-
deiro, propriopara pessoa que tenha trata-
menlo, qur nacional ou estrangeira; e
bem assiin mais dous sitios, um na ra da
Casa-Forte, e outfo na Campia : a tratar na
ra do Amorim, n. 15.
Na ra da Roda, n. 10, lava-se e cn-
gomiiia-sc por prego o mais commodo pos-
sivel, a 80 is. a peca.
Precisa-se fallar aoSr. Francisco Jos
de oliveira a negocio de aeu interesse : ua
ra dp Sol, 0. 9-
Aluga-se urna sala mu decente, pro
pria i ara escriptorio ou residencia de lio-
mem solleiro, na ra do Queimado, sobra-
do amarello n. 29, primeiro andar. A tratar
oo mesmo sobiaJo.
Precisa-se alugar urna ama secca de
bous costumes para o servico de urna casa
de pouca familia. Dirgir-se ra do Roza-
i io larga n. 36, segundo andar, por cima da
botica do Sr. Bartholomeu.
--Quem precisar de urna ama forra para
casa de pouca familia, dirija-se ao largo da
Itibeira, u. 5.
Jos Antonio de Souza, subdito portu-
guez val cidade do Aracatv.
Precisa-se de urna ama para pequea
quem estiver n-slss c'c:imsUncias, dirja-
se ra do Roz-rio larga, n. 26, terceiro
andar.
No mez de abtil do corrente anno des-
appareceu da ra Direita, casa n. 119, o
primeiro tomo da obra o Evangelho em
Triumpho: roga-se a quem por ventura
o obleve, o favor de o>nlregar na sobredita
casa, onde receber pronplamente a qnan-
tia que dcsembol;ou, o se Ihe Ticar obri-
gado.
Pergunta-se ao Francez barbudo, de-
sertor da Franca, quo emigrou para a Cha-
pida Diamantina na Baha (onde diz perdeu
loda sua fortunare dahi para diversas pro-
vincias do Brasil, e iiitimamciil.il para l'a-
ja-dc-Floros, e boje no Forte-do-Mattos
onde he sua residencia, e a quem velo re-
commendado, pois se Ihe dezeja fallar,
alim de dar urna informaco ex*ta,dases-
talisticas destas provincias.
O Curioio
Pergunta-se ao barbas longas qual be
a sua industria, ou se a sua arle correspon-
de a de Joro das Mollas ; isto dez*)a saber o
inimigo dos cavalleiros de industria, e
mariyr do seu modo de vida, com o seu
bredidor magro.
O Judeo Errante.
- Precisa-se de urna preti cativa para o
snrvico de urna casa franceza : no Alieno
da ROa-Vista.n. 1.
Manoel Fonseca deMedeiros, natural
desta provincia, retira-se para onde Ihe
convier.
Francisco Manoel Vieira da Cruz, reti-
ra-se para lora do imperio.
Apanhou-se um pao que ia por agoa
abaixo, com 50 a 60 palmos de comprido, e
que anda nSo est lavrado : quem fr seu
dio, dirija-se ao Aterro-da-Boa-Vista, ti
80, que se dir onde existe dito pao.
Um capadocio que tem tido
a ousadia de ir a casa de diversos
negociantes inglezes deprimir do
crdito de alguem, que Ihe he su-
perior, nao s em sua vida publi-
ca e particular, mas desde o seu
nascimetilo..... queira sustar seu
aire e metilo, a nao querer que se
Ihe publique a sua vida, e mor-
mente alguns feitos de suas ulti-
mas transaccoes.
O conselheiro.
Aluga-se urna casa terrea na ra Au-
gusta, no oitSo do sobrado do Sr. Jos Ma-
na Placido de MagaltiSes, pelo diminuto
preco de 7,000 rs. : quem pretender, dirija-
se ra Formse, terceira casa dolado di-
reito
( fferece-se urna pessoa que lem bas-
tante pratica de commercio e de escriptu-
raco mercantil, e que d fiador sua con-
ducta, para caixeiro de qualquer estabele-
cimento 1 quem precisar, annuncio.
O abaixo assignado, tendo feito urna
conciliacSo geral em seus leligios, com seu
cunhado Jos Feij de Mello, declara a quem
inleressar, que ficou em poder do dito seu
cunhado a quantia do 2:436,932 rs.de legi-
tima de seu fallecido irmiio Manoel Pedro
le Moraes Maycr, para pagamento dos cro-
dores do dito fallecido, que em consequen-
cia se devem dirigir no dito seu cunhado,
como alguns j o leetn feito, e teem sido
em holgados, segundo dissn o mesmo seu
cunhado. Jos Gabriel de Moraei ilayer.
Precisa-se de urna ama captiva ou for-
ra, que saiba bem coziuhar : na ra do
Queimado, n. 40.
Muito se deseja fallar com alguns her-
leiros ( se hn qua existem ) dos Srs.'seguin-
tes: Joaquim Jos Mendes, D. -Gertrudes
Magna Hellena da Piedade e Christvo de
Barros Falciln, para interesse dos mesmos
herilcir'is; e roga-se queiiam dirigir-se
ra de S.-Francisco, n. 20
liesap aieci-ii urna canoa de carreira
pequena pintada de encimado por fra :
qunm souber da mesma, annuncie, ou di-
rija-se a Fra-de-Portas, ra dos Guarara-
pes, n. 34, que ser recompensado de qual-
quer trabalho que lenha tido com a mesma
canda.
Furtaram ou perdeu se urna luneta de
ouro, redonda e de grao : quem a achsr, en-
tonda-se com Manoel Joaquim Gomes, na
ra do Crespo, que gratificar.
'A quem fOr offerecido um castigal de
porcellana, que furtaram de cima de urna
mesa no dia 25 do corrente, haja de o ap-
prehender e levar ra do Encantamento,
armazem n. 11.
Quem quizer alugar um escrava, que
co/inlia, lava eengomma sofiYivel o diario
de urna casa, dirija-se tua da Uniilo, se-
gundo sobrado.
Manoel Jos de Oliveira Mello, senhoi
do engenho Morojo da freguezia de Tracu-
nhem, comarca de Nazar.-th da malta, faz
sciente ao publico, que no seu engenho se
8cha um escravo de nome Joaquim, que diz
que foi captivo do prelo Bernardo, Angico
da Costa, e que esto morrra das febres, mo
deixaodo herdeiros: portante, quem se
julgar com direito a elle, procure-o no mes-
mo engenho Morojo, que, dando os signaes
certos, Iho ser entregue, adverlindo, po-
rm, que oannuneiaute se nio responsabi-
lisa pola moneo fuga do mesmo escravo.
-- Aluga-se o segundo andar do sobrado
da ra Nova, n. 19 : quem o pretender, di-
rija-se loja do mesmo.
Aluga-se um bom escravo que entendi-
do todas as plantages, qur de orla, qur
dejardim; tambem sabe tratar de vaccas,
tirar leite, etc.; tambem enlende o trata-
mentode cavallos, alm dislo he bolieiro.lzcm.
caialor o tem conherimenlo de pintura ou
borrador : quem pretender us seus servidos,
annuncio.
-- 0 Sr. Antonio Jos Ribciro da Silva ha-
ja de apparecer na ra do Vigario, loja de
cabos do Luiz Rorges Siqueira, para lomai
conta de 200 caixas com charutos, vinda
da llahia no hiate Flor-de-Cururipe, quando
nio serilo vendidas para pagamento do fri-
to e mais despezas que fizeram os mesmos
charutos.
Precisa-se comprar um sobrado de um
andar ou casa terrea, sendo no paleo do Gi-
mo : quem tiver e quizer vender, dirija-se
ra da l'raia, sobrado de um andar, 11
5. que se dir quem compra.
Quem liver para arrendar um engenho
Gasou-se, no dia 22 do corrente, na
matriz da Boa-Vista, Guilhermo Birkmann,
nrimeiro engenheiro do vapor de guerra
Thetii, com I). Margarida Noble, viuva de
J0S0 Noble.
Precisa-so de um caixeiro que entenda
do loja de. ferragens : na ra Nova, n. 16.
Precisa-se alugar um sitio, que tenha
bastantes commodos para numerosa fami-
lia, niio se exige que seja casa asseada,
quer-se, porm, que tenha bastantes arvo-
redos de fruto, pasto para vaccas, oa baixa
para capim, nio se olha localidade, ainda
mesmo s .lu para as parles de Olinda ou
Beberibo : quem o tiver annunrie, ou trate
na ra da Senzallu-Nova, n. 42, segundo
andar.
Fazem-se bolinhos para bandejas, e bo-
los de S.-Joio de todas as qualidadas e mui-
to bem feitos, e com promptidSo : na ra
das Larangeiras, n. 14, primeiro andar.
O Sr. Jlo Germano de Paula queira
quanto antes mandar pagar 42,010 rs. que
deve em urna taberna ua Boa-Vista ; certo
de que, emquanlo o nio lizer, andar o seu
nome nesta folha,
Na ra Nova, loja n. 58, se dir quem
d a juros quantias de 300, 400,500, 600 e
700,000 rs. sobre bypothecas em casas ter-
reas, ou pequeos sobrados.
Negoci > interess.inte.
Faz-se todo e qualquer negocio com duas
lettras de 493,024 rs., vencidas ha mais de
is annos, edeclaram juros de2 por cento
ao mez, aceitas pelo Sr. capillo Antonio Pe-
reir Freir, que morou no engenho Cainita,
e que ha 3 ou 4 annos se muJou de Taqua-
ratinga para Quebrangullo, comaica de Ga-
ranhuns : na ra da Gadeia do Recife, loja
11. 50, a fallar com Cunta & Amorim.
No dia 11 de junho vindouro, porta
doSr. Dr. juiz de direito da primeira vara
docivel, na tua das Flores, n. 1, pelas 4
horas da tarde,'se ha de arremalar por ven-
la um grande armazem com grande telhei-
ro no fundo do mesmo, e porto de embar-
que, sito na ra do Apollo, 11 32, penhora-
do a Manoel Antonio da Silva Motta : quem
o pretender comparuca, que he a ultima
praga
-O Sr. Dr. A. J. de S G-, morador na cida-
de de Olinda, haja de ter a bnndade de ir
loja de l'azendas da ra do Passeio, 11. 21,
pagar o saldo da sua leltra, vencida a 28 de
maio de 1839.
Precisa-se do um caixeiro para urna ca-
sa em Macei, com tanto que se ache habi-
litado para fazera escripturac^o da mesma
loja : nio .e duvida dar bom ordenado : Ira-
ta-se com Carvalho & Maya, na ra do Cres-
po.
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 16
annos, c que entenda bom do balciTo, para
urna loja de fazeudas na cidade de Macei:
dando fiador a sua conducta: trata-se com
Carvalho & Maya, ra do despo.
Aluga-se urna preta captiva, que cose.
engonma, trata muito bem de meninos
ensaboa, para casas estrangeiras, porj es-
ta acostumada : na Passagem, entre as duas
I otile--, o primeiro sobrado.
-- Alugam-se os terceiro e quarto anda-
res do sobrado da ra largado Rozario, n.
36, junios ou separados : a tratar na botica
le Bai llmlnmeu Francisco de Souza.
--Precisa-sede urna preta escrava, que
saiba coser muito bem e engommar : no
Aterro-da-ltoa-Visti 11. 26, primeiro andar,
t s 6 ho'ts da nianha.
A pessoa que tiver urna es-
pessoa que tiver
era va e a queira vender para fra
da provincia, sabendo bem engom-
mar e com iiiis algumas habilida-
des^ ditija-se na da Codeia do
ecife, n. 5i. a fallar com Ma-
noel de AI mi'i (11 Lopes.
Compras.
-- Compra-so um preto de 40 a 50 annos,
que soja sadiu e sem achaques: na ra da
l'raii. 11 15, a tratar Com Silva C,iili I
Compra-se urna machina de copiar car-
tas : na mada Cadeia-Velha, armazem de
l'az.en I s, 11. 37.
Compram-so algumas soleiras e hom-
breras de pedia, sendos estas do 12 e aquel-
las de 8 paln os : na ra de Santa-Hita, nu-
miro 85.
1 1 11 I ra-se lima prela de l'oa conduc-
ta, e que seja perfeita engomoiadeira : na
ra da Cruz, n. 18, segundo andar, defron-
t' do chafarz.
--dnipiani-se apolices da divida publica
geralf; na ra do Gabug, 11. 10, loja, se
dir >|o- 111 compra.
-- Compram-se breviarios, em qualquer
estado, com tanto que niio faltem follias :
i|il-in 11 Vel" ,11111.1111 i'-.
M
Vendas.
-- Vende-se um violSo por 5,000 rs.: na
ra do Fugo, n. 12.
Veiidein-.se livros para copiadores de
cartas, tintatpara copiar e papel de copiar,
em resmas : na ra do Trapiche-Novo, 11.
18, primeiro andar.
Veode-se urna prela de 22 annos, en-
gommadeira, cozinheira, e cose soflrivel;
urna parda de 27 annos, com principios de
engommadoecoztnha, e entende de cos-
tura : na ra doRangel, n. 38, segundo an-
dar, se dir quem vende.
Vende-se um mulatiuho de 10 a 11
ridos, bonito, bem gil e excellente para
pagem : ua ra do Trapiche, n. 11, arma
. com alguns escravos, dirija-se ruadoCol-
famtlia, que saiba cuzmhar, engommar ellegio, n. 4, ou ao engenliu Novo de Muri-
fazer oulro qualquer servigo ,de urna casa : I beca.
3^E(3E? aj^Tt^^s,
ww <*!. es
Manteletes a 20,000 rs. 9
Ricos manteletes moJemos, viudos ^
de Frange, vendem-se pelo diminuto
prego de?0,000 is. : na ra do Gres-
po, 11. 9, loja Joio Antonio Gomes ($
GuimarSes, nicamente. #>
S* ***.** ****. ?*#?#-
~ Vendem-se no Atierro da Ba-Vista, n
I, maatellotes e capotinhos de seda preta,
e de cores, das ultimas modas de Paria.
--Vende-se um lauque que leva de 30
40 pipas, propno para deposito de mel :
na la das Larangeiras, n. 18-
Vende-se um escravo de Angola, de 32
anuos, sapateiro t na ra doCabug, n. 10,
loja.
Grande sortimnto (le
m'isicas
Acaba de receber a casa do livro azul, no
pateo doColleglo, n. 2, para piano, asae-
guintes pegas :
L*i Fidanzata corso, msica del M. Ci
Pacini.
Nova Castro, drama heroico, posto em
msica e offerecido ao condedo Farrobo.
Roberto devereux, msica del M. Do-
nizetti
Cristina di Svezia, del M Alessandro.
1 'l -ule di Roma, melodrama heroico
posto em msica porG. Donizelti.
La figlia del reggimento por Donizelti.
Bondelmonte por Geovanni Pacini. a
Caterina Cornaro, msica de Donizotti.
Clemenza di Valois, msica deGahussi.
Oherto cont di S. Bonifacio, G. Verdi
Mana regina d'inglaterra, msica de G.
Pacini.
Filena da Feltre, musica-de Mercadanti.
1,1-.un di Parici, msica de Donizeti.
Esmeraldi, msica de Alberto Mazzucato.
I dues ligare, musica de Speranza.
La Pricioue di Edimburgo del Frederico
Ricci
Zaira, msica del Mercadanti.
Souvenirdas operas modernas por Doni-
zotti, Merendante, Belline, Verdi, e ou-
tas pegas, duelose pequeas msicas pe-
les mesmos compositores.
Farfulla Na ra do Livramento, n. 14, vende-so
boa farinha de S.-Catharina, em saccas de
3 qu-iilas e meia, medida de >>ordo, o mais
barato do que em oulra qualquer parte.
Clieguem ao novo
barate iro.
Na nova loja do Passeio-Publico, n 19,
de Lomos Amaral & Companhia acha-se
um completo sortimentojde fazendas, como
sejam : madapolo muito fino, a 4,200 rs.;
pegas de chita muito finas e de cores fixas ,
a 6,000 7,400, 8,000 e 8,500 rs. e a 160,
200 o 240 rs. o covado ; [cortes do brim de
linho e de lindos paJrOes, pelo diminuto
prego de 1,400 rs. o corte ; ditos de meia
casemira, a 1,600 rs. ; chales de 13a, e que
tambem servom para mesi do meio de sa-
la, a 1,800 e 2,200 rs.; cortes de cambraia
do seda, a 4,800 rs. ; ditos de cassa chita, a
2,000, 2,600 e 2,800 rs. ; lengos de cambraia
bordados para senhora, a 500 rs. ; e oulras
muitasfazen las que por baratasdeixam d i
or ,11.....ociadas,- bem cii mantas de fi-
l de linho bordadas, a 2,000 rs.
Aviso ao mada misino
per ambncano
Na nova loja do Passeio-Publico, n. 19,
de Lentos Aniaral & Companhia, vende-se
cissa muito fina para vestido de senhora,
do muito lindos padres, denominad* Per-
namburana, pelo baratissimo prego de 780
rs. a vara. A ellas, pois a fazenda va ; b-'m
como chales de fia de cores escuras, a 800
ris.
Ven !e-so urna casa Ierre 1 no pateo do
S.-Jos : a tratar na ra Nova, n. 9.
-- Vende*sa urna preta de naglo. moga'
le bonita Qgurs, que cozinhi o diario do
urna casa, cose bem e engomma solTrivel :
na 111a do Crespo, n. 15, loja.
-- Vendem-se, por prego muito commodo,
duas caixas de tartaruga paia rap, feilas
na Aracatv : na rn-i do Gabug, loja da es- .
quina defronte da matriz
VenJem-se, na rna do Gabug, loja de
qualrn portas, do Duarte, capotinhos e ro-
meiros de fil o seda, e toucas de setim pa-
ra ba plisados.
Vende-se um cavallo de estribara,
muito b mi andador, bastante novo e gor-
lo, por prego rasoavel : ua cocheira da ra
la Florentina.
'ia rua do Cabug, loja de qua-
tro portas, do Duarte,
vendem-se lesouras proprias de alfaiate;
ditas para costura de senhora ; ditas para
millas : todas fabricadas pelo melhor autor
de Guimarfies, por prego commodo.
Vendem-se meias barricas
com farinha gallega, a melhor pos-
sivel / caixas com velas de es-
peimcete americano de diversos
t iiitanlios : na rua do Trapiche,
n. 36 escriptorio de Matheus
Austiii & C.
-No Atierro da Boa-Vista, n. 1, existe
para v< nder umso t ment de chapeos de se-
nhora, cabegOes c mantas de bico, lengos
le pestogo e de mlo, cambraias impressas,
fitas, collaiinhos e cainisinhas bordadas, e
mais fazendas baratas p da ultima moda.
tGravatas de mol is.
Grvalas de mola de nova uiveii-
g9o; lengos de setim preto e de c-
3 res; ditos de fio da Escocia; ditos
1 leerlo do norte ; chapos francezes ;
3 boascasemiras; pannos pretose de
cores; brins com lecido de lona ; e
'I oulras umitas fazendas, nio s para
I homein como para senhora 1 tudo
S vemle-s 1 1 or commodo prego : na
f rua do Crespo, n. 9, loja amirella.
m^m -ir #* mttmmmtimmm*
Vende-se Vicar of Wakefield, e Pare-
dire lort ricamente encadernado : na praga
Ja Independencia, n. 18.
a rua Aova, loja, n. 2,
atrs da Matriz,
receben se um sortimnto de encerados
pintados, proprios para mesas de jantar,
por ser de largura de 6, 5 o 4 palmos; man-
gas para castigaes; chapos de seda para
limii' m, ditos de manilha, canas verdadei-
ras da India raa bengallas, a quede urna
se ifz duas ; lengos Ue cambraia de linho ;
Candieiros para sala, diles de corda, lengos
de seda, a 1,000, 2,000 e 2,400 ris ; irascos
.f agoa de colonia, a 2,000, 4,000 e 6,000 rs.;
igoa | ara tingir cabellos, espedios peque-
os, a 2,000 ris; chapeos de palba para
senhora, sapalos de cono de lustro, a 6,700
ris ; ditos de marroquim, a 1,500 ris;
Jilos de lustro, a 2,000 ris; botins gas-
peados para senhora, a 5,000 ris, ditos de
cores para meninos, a 4,000 ris; o peles do
cou io do lustro francez.


f
Tende-r.il um bom escrsvo: n-^ praga
da Roa-Vist', taberna n. 13.
Vende-se urna escrava crioula, moga,
de bonita figura, boa engommadcra, cozi-,
nheira de Torno, cose chao, faz varias qua-
lidadesdo doce o refina assucar: na ra da
Concordia, ultimo arraazem de madeiras,
junto a ponte'inha.
Astes magnetisadas para espar-
tilhos.
Na rua Nova, n. 6, loja do Maya Damos &
Companhia, vcndem-se estas astes magne-
tisadas, que leem a virtude de aliviar os ac-
cidentes nervosos, as difficuldados de respi-
ragSo, as moloslias de estomago, plidas
cores, alm de outros syuploma enfado-
nhos, queacompanham ordinariamente as
Hu* molestias.
Candieiros para cima de
mesas.
Vendem-se, na loja da na No-
va, n. ii, de Jos Pinto da Fon-
seca e Silva, lindos candieiros pa-
ra mesas de salas, de uin maclii-
nismo multo simples e fcil para
fazer subir o azeite, e conservam
Com 8 palmos de largu-
ra o novo algodo monV
tio trancado california.
Na loja confronte ao arco de S.-Antonio,
n 5, vende-se o novo atgodSo monstro tran-
cado, com 8 palmos de largura, pelo barato
prego de 800 rs. a vara.
Atoalhado de linho de
California com 6 pal-
mos de largura.
Na loja de Guimares & Henriques, nn rua
do Crespo, n. 5, vendc-se o novo atoalhado
california de puro linho e com 6 palmos de
largura, pelo barato prego de 1,120 rs ; as-
-i m como lia de 5 palmos de largura, a 1,000
rs. a vara.
A U,000 rs. cada um.
Chales de seda grandes
c de bom gosto.
oja de GuimarSes & Henriques, na
iades;uma dita de nagSo, que cozinlia
bem, lava de sabSo, e he ptima quitan-
deira ; duas ditas da Costa, de boas figuras,
e que silo ptimas quitandeiras.
Chapos do mais apurado gosto.
para senhora.
Vendem-se chapeos, os oais ricos que
teenvapparecido, tanto em gosto como em
i'i/.i'inlii, ui nados rom plumagea, represen-
tando o lindo favSn : na rua do Collegio,
n. 13, segund andar.
Ierro
Nal _
rua do "Crespo, n. 5, vendem-se chiles de
seda, grandes, de bom gosto e de bonitos
padrOes, a 8,000 rs cada um ; cortes de ca-
simira de cores, de muito superiores pa-
tima brilhante luz por muito lempo. r^LT^""' pel b"ra,, prrecrde 6,00
,, r ,' rs. cada corte; panno preto fino francez, a
- Vende-se una parte das trras deno- 2,500rs o covado; dito inglez, a 1,440 rs.
minadas Cuaxuma, que demarcam com o o covado.
ongcnho Ferricoza : na rua da Cadeia do
llecife, n. 27, loja.
iN a va! has de patente.
Vendem-se navalhas finas de
patente para fa/er barita ; estojos
completos de todos os ferros para
ciruigia, obra muito fina, por pre-
co commodo : na rua da Cruz, no
Recife, n. 43. loja de Joaquim
Antonio Cainciro de Souza Aze-
vedo.
Vende-se urna escrava do genlio de An-
gola, de 25 anuos esem vicio algum, a qual
he boa ira i ii 11-1 r,i de rua: vende-se por
preci.-So : quem quizer, dirija-so a Fra-do-
I'ottas, rua dos Guararapes, n. 34, que acha-
ra com quem t-alar.
Florete de linho.
Covado .*iO rs.
Para vestidos de senhora, roupas de me-
ninos, palitos para homem,] casacas, etc. :
vende-se na rua do Crespo, n. II, loja lie
Antonio l.uiz dos Santos & Compannia.
Instrumentos de msica
baratissimos.
Nn loja da rua Nova, n. II, de Jos Pinto
da Foueei e Silva, successor de Guerra Sil*
va .\ Cumpa.ihia, Iih para vender corneta
de latSo de chaves, proprias para teios, a
16,000 rs. ; ditas de cobre com chaves, a
12,000 rs. ; iiombaitou, ou baixode harmo-
na i infundo com pisles, a 35,000 rs. ; nm
bom fignte, pur 30,000 rs. ; obus de difl'e-
renlcs piejos ; planos, a 1,000 re. ; cornetas
lecobreaio-ples, a lo.OOO rs.; um cani-
lhSo com 11 eampiohlolias, por 12,000 rs.; c
alm destis lem muiliis oul.os instrumen-
tos, como sej, (rompas, trombones, clav.-
cor, Clarn! lisos ea pisto, caoinas, clari-
ne'as C, violes, tabicas, flautas, lligeoli ts,
llautins, etc.
Bichas de Ilambmgo.
Vendem-se as verdadeiras bi-
chas de Uaniburgo, aos ceios e a
retalho : tambem sealugame vao-
se applicar a quem precisar : na
rua di Cruz, no Uecife, n. 43, lo-
ja de Joaquim Antonio Carneiro
de Souza Azevedo.
Vende-se, para fra da provincia, um
escravo de iiagSg Costa, de 60 anuos, por
muito commodo prego para ver, no qu-ir-
lel do polica, e para Halar, na tua Fonno-
.sa, quem vat da rua da Aurora, sexta casa.
Cht'guein pechinchri
.\a rua iia praia, n. 21, vende-se sebo em
beiige, muilo novo, a 4,500 rs., sendo em
porgo de arrobas.
Vende-se a ilha denominada San-Joo,
contigua aos Afogados, a qual tem duas ex-
celletiles casas de pedra ec.il, dous vivei-
ros, cenlo o tantos | s de coqueros, e mais
algumasarvorcsdeliuto; assim como um
sitio na l'assagem ao p da estrada nova,
om excellenle casa, estribara para'dous
cavallos, grande poco de boa agua de be-
ber, bastantes (sde larauge.iras, una lu-
tada de uvas, valias arvoresde fiulo, lodo
murado e com dous poitdes de ferro na
frente: ludo se vende por commodo prego, a
dinheiru ou a prazo, uu a titeo de qualquer
objecto de valor : faz-se'todo o negocio : na
rua da Cadeia do lie ole, n. 54. Na mesma
casa se vende urna canoa de carreira nova,
que carrega oito pessoas.
oooooooqooogqoooo
Obras de borracha
H uuras de borracha nnper-
,jj miaveis*
g) Suestes ou chapeos proprios para
vj quem anda emlnrcado; ricas capas
5 l'nra a estagSo invernosa, nrs quaes
"'y nflo pode penetrar agoa ; botas a Na-
~ poIcSo, que chegam muito cima dos O
X joelhos, e podendo-se com ellas y)
X transitar por dentro de rio, sem que
jg os ps e peruas sintam humidade ;
fc onbornaes para conduzir inantimen- 0
*3 tos ; frascos para qualquer liquido,
<& utilsstinos para quem viaja por ter- q
4j* ra, ou para os amadores da caja; ??
v) ditos para deilar esponjas. J?
& Salva vidas.
9 Qurt poda conter 5 pessoas, sem 0
JjJ nunca se atondaron, custa esta ex- <3
O cellenle loveocfio um i.reijo diminu- c\
5 tissimo em vista do seu grande pres- n
Q timo: qual ser, pois, o capillo de j
0 navio que deixe de It a seu bordo >
Q a seguranza de scua das a troco de ~
a algumas patacas ? 'i*
<> Muchinas para nadar. i
3 Dolante para com elledeitar-se a su- -.
j perfice d'agoa e nadar as horas que ?
p\ lite parecer, sem a menor fadiga e
iseiitodemoirer afogado? Alm des- *X
:>
3
tfS c oulras muilas obras feilas que
porseu numero enorme deixam de i

ser uununciadas.
Amazona de borracha
de crtr a7.i I, verde, pelo e cnzenlo.
temi toda ella o tecido de merino, e
sendo frralo de um I ello rscocez
ra preservar o
da ferrusem.
Na rua Nova,n. 6, loja de Maya
Ramos & Companhia,
vende-se esta composic^o em frascos pe-
queos, a qual faz com que os objectos de
ferro, ou a$o sejam conservados sem fer-
rugem, anda mesmo em armazens hmi-
dos. Expsito franceza de 1849, nico de-
posi'.Q na loja cima.
Va rtia lo Crespo, n. 10,
loja ds viuva Freitas GuimarSes, vendem-
se cambraias francezas muito finas e de bo-
nitos padrOes, a 750 rs. a vara; cortes de
cambraia de baria, a 4,500 rs. cada um;
ni les de seda de lu' rus brancas e de edres,
propnos para casarr.entos, a 40,000 rs. cada
um ; e outras umitas l'a/eu as de bom gos-
to que se vender.lo por barato preco.
--Vendem-se pefas novas de msicas,
como sejam : romances, arias, ron los, rae-
thodos e quadrilhas para piano e cantoria ;
bem como duas missas em partitura, pro-
prias para festivi lades de igreja ; um ex-
celente fagote para msica militar; e pia-
nos de todas as qualidades : na rua larga
do Rozario, n. 28, primeiro andar, casa de
JoSo Vignes.
Vendem-se snpatos do Ara-
caty, proprios para tropa, pelo ba-
rato preco de 8oo rs. o par, sendo
em porcao: na rua da Cadeia do
Itecife, n. ai.
--Na riheira da lloa-Vista, praca da fari-
ola, n. 41, ha urna porcflo de farinha ordi-
naria, propria para aniniaes, que se vende-
r a tres patacas e meia o alqueire.
Fabrico nacional.
Cimba & Amoro, na rua da Cadeia do
Recife, n. 50, vendem polassa branca, fj-
bricda no Rio-de-Janeiro, a mais nova que
ha no mercado, e a mais supeiior que ha
ueste genero, poi prego rasoavel.
--- Alpaca com 7 ra-
mos de largura, pelo di
minuto preco de 1/280
i is o covado, cambraias
pintadas do melhor gosto que tem appare-
ci lo nesla fazenda a 2,400 rs. o corte, chitas
linas escuras pelo diminuto prego de 180
rs. o covado: na rua rua do Crespo, n. 6,
ao p do lampenho.
O tenente-coronel Mannel Joaquim do
liego Albnquerque vende um terreno ^ia
rua da INaia, com 60 pamos de frente e200
de fundo, faz>ndo esquina em urna rua de |
travesea que vai a mr, ptimo e milito
quo queira promover a cobranza
ro-da-Boa-Vista, n. 10, sobrado.
Calcado.
Vendem-se sapaloes de bezerro
de duas, tres e tres solas c meia,
proprios para o invern ; ditos
inglezes; ditos do Aracaty: na
praca da Independencia, loja do
Arantes. *
Vendem-se pecas de chitas pardas, co-
res (xas, com palmas encamadas, a 5,800
rs. e a 180 rs. a retalho : na rua larga do Ro-
zario, n. 48, primeiro andar.
Farclo de arroz.
Vende-se. esta ja tfio conhecida quanto
til substancia alimentaria para sustento
de cavallos, em barricas com 4 arrobas para
mais, pelo diminuto prego de 3,000 rs. a
barrica : nos armazens de Onofre na rua da
Madre-de-Deos, e no defronte do chafariz
da ponte do Recife.
Aviso aos Srs. artistas sa-
pnteiros.
loreira & Ye Mozo,
acabam derecebero melhor e mais bello
couro de lustro que a este mercado tem
vindo ; porque o tamanho das pelles e qua-
lidade do couro ha tal quo muilo deve agra-
dar aos Srs. n estrs sapaleiros, para me-
lhor servirem a seus freguezes ; o prego a
vista da qualidades se dir, mas afianga-
se que ser commodo e bem commodo : na
rua Nova, loja n. 8, onde se vende nica-
mente o dito couro.
Vende-fe excellenle tinta pre-
o Ater-1 do todo o servigo de casa, as quses se dfio a
'contado do comprador: na rua Direita,
n. 3.
Vende-se urna canoa nova de carreira:
na rua estreita do Rozario, n. 16, primeiro
andar.
Eecravos Furrios
lliiiidinho ; he ptima, llflO SO pa
caras, como para japonas, sobrclmlo S* (proprlo para qualquer estabelecimento, tan-
ta ingleza, em grandes boides :
no puteo do Collegio, loja do li-
vroazul.
Vende-se muas e machos, vindos de
Montevideo : na rua de Apollo, em casa do
brigadeiro Almeida.
A 500 rs.
A falla do Ihrono do anno de 1850 ; ana-
lyse ao discurso da corda e toda a di.cussfio
do voto de gragas, em um folhelo bem im-
presso r no pateo do Collegio, loja do livro
azul.
Na rua do Crespo, n. 10,
sobrado de 4 andares, vendem-se as seguin-
les fazeudas abaixo mecionadas, que por
suas ptimas qualidades tornam-se bara-
lissimas : chales de lila de quadros, a lis
1,280; cortes de brim linho edr de cinza, a
1,000 ris ; cobertores de ISa, a 1,450 ris ;
suspengorios de algod3o, a 800 ris a duzia;
ruda Urga e estreita, a 80 ris a vara ; bico
branco de todas as larguras, a 80 ris a
vara ; pannos de bancas pequeas, rada um
240 ris; challes chita roxa, a 800 ris :
b im de pnlha e linho, a 320 ris; lengos
de lili'i de linho de tres punlts, a 400 ris
i ala um ; camisas de meia do la proprias
para fri, a 2,500 ris ; lengos pretos de
cambraia, a 240 ris; coi tes de cassa de
isla, a 2,000 ris; ditos de cambraia rom
lista de e la, a 2,000 ris ; ditos de dita
buriladas de agulha, a 3,200 ris ; curtes de
pal i tus e casacis para fri: vendo- <3 |l" Pf,|as duas fenles que offerece, como por
g se na rua do Crespo, n. II, luja do fa- O I "l0 'Ci,r embarque ao p : a tratar na rua
O zendas. Q j do Crespo, n 10, segundo andar.
9 0 Vende-se um relogio de o iro patente
Q0C000OOOOO|8UM0'.muil hom 'eg'ilador, por prego
- Vende-se urna pre.a de nagflo Cos, de ffE&JJSJ"* ualnde^nJe''ci'. '
9
Vendem-se ptimos cha- 9
pos sem pello, pretos, pardos J5
e luancos, muito proprios i
para passeio, theatres e bai- 9
les: na praca da Indepen- *
dencia, ns. i!, *(> e a8. Z
f
?
Vende-se urna preta e um moleque, am-
m .; muito hiiilus, seui vicios uom acha-
ques, c muito baratos : quem os pretenier,
dnija-se a rua do Ltvramenlo, n 4, que se
dir quem vende.
Vende-se um cano de cobre, muito bem
feito, proprio para lomo do padaria, pot
ter sido fcito com tojas ]as dinieusOes We-
cessarias para tal (im : na rua da Cadeia de
s.-Antonio, n. ni, luja de marconeiio, se
dii quem vende.
Muito barato.
Na loja da rua Nova, n. II, de Jos Pin
toda Fonseca e Silva, successor de Guerra
Silva & Companhii, ha para vender auspen-
fcorioa de Lu racha e de seda pelo barato
i r.go de 600 rs. o par.
18 anuos c de bonita liguta, a qual ongnm-
ma, coziiil.a p faz o mais itranjo de nrua
casa, ludo com perfeigilo: na rua do Hos-
picio, n. 42.
Vende-ie um piano nglez em bom es-
tado, muito proprlo para se apicnder, pelo
barato prego de cen mil rs. : na rua Nova,
n."i,segundo andar.
Vendem-se, na rua Nova.n. 4, loja de
alfaiate, pannos pretos e de edres ; cortes
de cohetes ilo seda de edres; ditos de fus-
loo ; edrtcs de casimira preta e de edres;
hriiis brancos e de edres; merino prrto ;
setim prelo : tambero se vendem obras fei-
las, como sejm : casacas de panno | reto e
de cores; calcas de casimira; Golletes de
setim ; ditos de cliamalote ; ditos de fUStSo ;
robeclumbres de rlnla ; ditos oeseila ; pa-
litos de brim ; ditos d al| ac de linho. Ka
mesma l"ja se fazem obras de feilio : ludo
milito < m couta.
-Vende-se urna negra, nagHo Cosa: a
(rutar na roa do Vigario, 7.
Vende-se urna mulatinba de 14 annos
pouco mais ou menos, e quo he muito ha-
bilidosa : na rua estreita do Rozario, n. 0,
segundo andar.
Vende-se urna escrava moga, de honi-
t giira : na rua da Cadeia do llecife, loja
lo Joao Jos de Carvalhn Moraes.
Vende-se urna pequea porgSo do car-
vo, tanto mineral como artificial, da me-
lhor qualidade, por prego comino lo: na rua
da Cidea, n. 48, escnplorio de A. S. Cor-
bett.
Vende-se Fasles de la Fran-
ce ou tableaux chronologiqnes
ja do Sr. Meroz.
Vriide-sea bem conhecida taberna da es-
|trolla, na riheira da Roa-Vista, com poucos
(nudos, e com modos para um liomem sol-
teiro : faz-sc lodo o negocio com o com-
prador ; a tratar na mesnia venda.
Vende-se urna casa na rua Imperial,
junto ao sobrado do Sr. CusotSo, propria
pura um grande cslabelecimcnto de qual-
quer (genero : a liatar na mesma rua, n. 61.
A 640 rs. o covado de al-
paca preta tua.
Loja ii. 5,
ileCuimarfles& Henriques, que faz esquina
para rua do Collegio,'vende-se alpaca pre-
la lina, pelo diminuto prego de 6*0 rs. o
covado, | reg este por que nunca se vcudeu
fazenda igual.
--No da 26 do corrente, a tarde, fugin
da Magdalena, o escravo Lulz, de nacBoj
que representi ter 50 annos pouco mais ou
menos jlevou caigas de algodSo azul o ca-
misa do dito tranco, na qual tenV urna lis-
tras em urna das mangas, chapeo de palha ;
tem o dedo mnimo torado, e nos peitos
urna cicatriz ou enruga : quem o pegar le-
ve-o a rua do Queimado, n. 38.
Fugio, no dia 18 do mez prximo pss-
ssdo, do engenho Murim, da freguezla de
Una, urna casal de escravos: Jos, de nagSo
Angola, do 40 annos pouco mais ou monos ;
he liaixo, de edr preta, corpo regular, meio
zanoio, beigos grossos, barbado, mas no
queixo debaixo, pernas um tanto linas, ps
relugares : Josephina, de nagilo Angola, de
50 a 60 annos, baixa, j com bastante falla
de denles, beiguda, bem preta, corpo re-
gular. Estes escravos foram do serlSo. Ro-
ga-se as autoridades policiaes e capitfles de
campo, queosapprehendam e levem-nos a
seu senhor, Domingos Jos Cordeiro, mo-
rador no dito engenho, ou nesla praga, a
Manoel Antonio de S.-Tiago l.essa, mora-
dor na rna Formosa, que se pagarSo todas
as despezas.
-- Contina a eslar fgido, desde o dia
8 de abril prximo passado, o cabra Narci-
so, sapateiro; foi comprado ao Sr. Albu-
querque, de Frs-dc-Porlas, e hoje perlen-
ceao Sr. major Joaquim de S Cavalcanti,
do engenho Jardim ; tem 20 annos pouco
maisou menos, de estatura regular, ps es-
parrados, olhos vivos, rosto redondo, no
mal parecido; cosluma ter o dedo pollegar
da mo direila com a unha grande, porque
toca guitarra jandava com um chapeo do
palha vi-lho, e roupa tambem velha ; fur-
tou urna calca de casemira nova, um col-
lete de seda bordado, que o senhor man-
dou buscar, e algum dinbeiro que levou fe-
chado em urna carta, por isso talvez mu-
dassede traje ; tem sido visto pela Capun-
ga e pateo do Carmo : quem o pegar leve-o
ao dito engenho. ou a Cypriano de Moraes
Lima, no Forte-do-Maltos, defronte do cha-
fariz, n. 8, que ser recompensado.
--Fugio, ha 2 para 3 tres mezes, urna es-
crava crioula de nomo Christina, de 50 an-
uos pouco mais ou menos, de estslura re-
gular, cheia do corpo, com falta de denles
na frente, setos grandes e cabidos, olha
semprepsra baixo ; levou camisa de algo-
dSozinho, vestido rouxo; desconfia-seque
lenha embarcado para fra : quem a pegar
leve-a ao pateo do Paraizo, n. 20, que se-
r recompensado
--Fugio, no dia 22 do corrente do enge-
nho Agoas-Claras do Uiuc, freguezia da
Kscada, vo Lui7, crioulo, que representa ter 17 an-
nos, edr fula, rosto redondo, nariz litado,
bocea grande, altura regular, nrelhas pe-
quenus ; levou caigas de slgodflo de enflar e
j usadas, can isa de algodSo, e chapeo de
I Iba de abas grandes. Ksle escravo j foi
ife Campina:Craude : quemo pegar leve-o
fnstfo para collcte, a 240 ris ; lovas bran- j R0 dito engenho, ou na' praga doCoininer-
cas proprias para sol ledo de cavallar.a, a I Cio, ... 2, que ser generosamente recom-
160ieis; camisas da meia para meninos i pensado
?eJ.5 -J! *2*0 rh ;.lila trancaua f0r ''e I -- Fugio, do engenho de Tres-Boceas, no
monstro dia 17 de fevereiro passado, um pardo com
caff, 240 ris o covado
com 5 palmos de largura, a 2.10 ris o co-
vado; camisas de ninas azues para escra-
vos, a 500 ris ; mantas de sed com loque
de mofo, muilo boas, a 8,0u0 ris.
Vende-se um sobrado de um andar por
700,000 rs e que rende 10,090 rs mcnsal-
menle: na rua do Passcto, n. 10, luja de
fasendas, se dir quem vende.
Vende-se arte de Imitar de
liarthelemy, traduzido pelo Sr.
os signaes seguinles : baixo, grosso, sem
barba, de 20 annos pouco mais ou menos,
cabellos enroscados, olhos grandes e aga-
ropados, bem feito de corpo, pernas e ps,
nariz chalo, beigos grossos, bocea regular e
com todos os denles ; inlitula-se forro, e
como tal vein monillo de um passapotte fal-
so con. o qual Iludi as autoridades de
Barra-Grande: quem o pcgr leve-o ao di-
to engenho, ou ao Recife, em casa de Ma-
noel Joaquim Ramos e Sil.a que em qual-
Jiguel Augusto de Uliveira, a 200 quer das partes ser generosamente recom-
Pregos admiiaveis.
sinclironiques et geographiquesde
Phistoirede Franee, depuis l'eta-
blissement des Francsjusqu'a nos
jours, indiquanl les vueinents
p litiques, les progrea de la civi-
lisalion et les domines celebres
de chaqu regne, par C. Mulli,
edition de 1 845 : no pateo do Col-
legio, loja do livro azul
~ Vonuem-se differentcs terreno* com a
frente para a elrada nova que vai para (tun-
da, e alguns tambem para a rua da Aurora,
no lugar de S.-Amaro, principiando no lu-
gar em. que esl situado o cemiterio dos in-
glezes at a ponte da Tacaruna ; os quaes
lenos em alguns delles se pdom logo
edificar: a fallar com Jo3o de AllomSo da
Cmara Cisneiro.
Na rua dasCruzes, n. 22, segundo an-
dar, vende-se urna preta crioula de 18 an-
nos, recolbida, que engomma, cose chflo,
1 0/1 uha e lava de SabSo una parda de boa
ligura, que engomm, cose cliilo, rozinhae
lava desabri ; una crioula de elegante fi-
gura, com as .ursinas habilidades; urna di-
ta de uarao Angola, com as mesmasr babili-
Cassase cambraias a 200, 240 e 280 *V
rs. o covado ; chitas a 160 a 200 ris .
o covado ; chitas francezas moder- i>
as a 280, 300 e 320 ris o covado ; <
meias pelas para senhora a 120 ris sj
o par ; chales de lila a 1,000 e 2,000 j>
rs. cad 1 um ; meios dilos de seda a s>
1,600 rs. ; lengos com franja a 1,000 ^
rs. golinhas de seda a 320 rs. ; pesco-
4 einLos a 1,000 rs. e 2,000 rs. cada um; f,
4 bicos de blonde e de linho a 500 e800 fj
<9 rs. a vara; mantas de fil e escoin.lha $
# a 1,000 rs. c ida unta ; luvas de seda *
4 para senhora a 320 e 500 rs. o pr; f,
'4 dilas de peluca a 80 rs. ; lengos de 4>,
0 grvala a 320, 500 e 640 rs. cada um ; S
tt cortes de collete 1,000, 1,120 a 2.U00 #
4 rs, cada um, sendo de gitrgurilo, se- fe
? da e veludo etc. ; chceos a 1,600 a m
4 2,000 rs.: di(os de sol a 2,800 ris ; $
4 edites do brim modernos de lindos %
1$ padrOes a 1,280 I.; brins depuro >
4 linho modernos a 1,280 rs. a vara : fe
'* vei.dom-se na rua do Crespo, loja, fr
4 numero 9. t>
* i
Qiieijus iondrinos de 4 a
libras
multolrescos : vendem-se na rua da Cruz
do llecife, n. 62, armazem de Mmioel Fran-
cisco Marlinse. Irmilo, por prego commodo.
Vende-se urna negrinha de 6 annos,
muito propria para so educar: na rua do
Queimado, n. 38, segundo andar.
Vende-se, ou faz-so qualquer negocio,
com duas dividas documentadas, urna da
fallecida O. Theresa do Bulhdes, e oulra do
fallecido JoSo de Carvalho Paes de Andrade,
s ndo a primeira de tresentos e tantos mil
rs. e a segundada dusenlos e tantos mil-
la. : da-se por metade a algum lierdeiio
rs. cada urna ; no pateo do Colle-
gio, loja do livro azul
Charutos e Ha va na,
do superior qualidade : vende-se na ruada
Cruz, n. 10, csade Kalkumann IrmSos.
Yin lio de Bordea ux,
de superior qualidade vende-se na ruada
Cruz, n. 10, casa de Kalkn.ai.n Iranios
Instrumentos para m-
sicas.
Vendem-se instrumentos para msicas
militar s ; bem como pianos e violdes muj-
Issidos ricos : na rua da Cruz, u. 10, casa
deKalkmanu limaos.
Cdeiraj de palhiuha,
esohs para meninas: vendem-se na ruada
Cruz, n. 10, casa de Kalkmann IrmSos.
Itiiif as de lo i o
du muito boa qualidade, e com segredo pa-
aras abrir: veudem-se na rua da Cruz, n.
10, casa de Kalkmann IrmSos.
Vendem-seca.xas com muito bom sor-
timento de sera em velas, faiinha de trigo
em barricas e meias dilas, alhos do Porto,
relroz de todas as edres, vinho om barris d
quinto e dequarto, arcos para barricas, lio
crrele e pregos, ludo por prego commodo :
na .uado Vigario, armazem de Francisco
Uves da Cunta, n. 11.
Na rua do Cabug, loja de qu-
tro portas, do uarte,
vendem-se boto as de Pedro II; ditos para
cavallaria ; ditos para infantarii; ditos pa-
ra eslado-maior ; dilos para cagadores; di-
los para paltlds ; ditos de diversas qualida-
des ; ditos para tibie de pageos, por pre-
go mais commodo do que em oulra qual-
quor parte.
iNa rna do Cabug, loja de qua-
tro portas, do Duarte,
vcndem-se loucas de ISa ; brreles de dita
p.ira homem ; ligas de seda com borracha
para senhora, viudas ollimament de In-
glaterra jgravalinhas de setim para senho-
ra ; trai.cinhas de ISa para enfeilos do rou-
p.s de meninos, a 80 rs. a pega; trangas
e franjas para enfeitei de manteletes e ves-
tidos de senhora
- Vendem-se 6 molecoles mogos, de bo-
nitas figuras, sendo utn delles bom coz-
nheiro e outro carreiro ; 5 escravas mogas,
pensado.
- Fugio, no dia 28 do prximo passado,
o prelo Jos Macei, conhecido por este
nomepor ter vindo daquelle lugar j lia al-
guns annos; levou camisa de algooSo bran-
co, e caigas do riscado americano; he de
estatura regular ; representa ter 40 annos
pouco mais ou monos; cusa a perceber
quando falla, parecendo temoralo ; tem as
candas das pernas signaes de Irruas ; he
segunda vez que se tem ausentado, nSo
leudo sabido do Recife, do qual agora mes-
mo se leve noticia 3 dias depois da falta, o
desde entilo nSo se pdde colher mais noti-
cia algum; julga-se ter ausentado para e
mallo. Roga-sa as autoridades' policiaes e
capitSes de campo, que o apprehendam e
levem-no rua de Apollo, n. 12.
Fugio, no dia 12 do margo, o preto Be-
nedicto, crioulo, que reprsenla ter 24 an-
uos, dealtura regular, sem barba, cara re-
donda, olhos car.aneudos ; tem os ps um
tanto torios e urna das pernas: este escra-
vo veio do Ma.a.il.So para aqui ser vendi-
do por cunta do Sr. r. Francisco de Mello
Coutinlio Viihe.ua: quem o pagaron der no-
ticia na rua da Cadeia lo Recife, n. 51, pri.
meiroandar, ser gratificado.
Boa gratificaran.
Em dias do mez de oulubro fugio do en-
genho Pindobinha, um escra\o de nome
Fortunato, de 18 a 20 anuos, alto, secco do
corpo, beigos grandes, Camilas compridas;
tem duas fislulas no queixo inferior, urna
de cada lado. Ksle escravo" foi encontrado
no chafariz da Roa-Vista em dias do mez do
fevereiro; segunda vez foi encontrado no
Mauguiuho no dia 20 de margo do corrente
anuo viudo entrando para o Recife, trazen-
doou puchando urna vacca. A pessoaqueo
enconlrou dirigio-sa a elle para o appre-
heuder, porm nS.) Ihu foi possivel: nesla
mesma occasiSo ia passando um homem,
que disse morava no Alerro-da-Roa-Vista, e
que aquello moleque havia dous mezes que
eslava em sua casa a titulo de forro, e que
eslava aprendenJo o ollicio de sapateiro;
tambem disse o dito homem que secl.ama-
va Rufioo o que tinha um mano que moia-
va para as parles da Solodade, (ara onde
suppunha-so que O moleque linha corrido.
Ro^a-se as autoridades policiaes ecapilSes
do campo o apprehenJam e levem-no rua
do Livramcnlo, I). 14,a Francisco Cavalcau-
li de Albuquerque, quo scrSo recompen-
sados.
Pkn. : m* ryp. de h. i. db fama.-1850


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