Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06918


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Full Text
Anno XXIV.
Segnnda-feira 27
PARTIDA DO COMKIOS.
Goianna e Parahlba, segunda esexta felra.
RIo-Grande-do-Norte, quintas feras aomeio-
Cabo, Serinniem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
c Macelo, no 1., a 11. e 21 decadamcz.
Garanbuns e Bonitp, 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todo o dias.
ton.
MIng. a 4, s 8 h. e 20 m. da ra.
Nova a II, s 8b.e 40 m. da t.
Creso, a 18, 1 h. e 33 m. da t.
Cheia a 26, is 9 b. e 48 m. da t.
VltEAMAR DI HOJE.
Primrira as 5 horas 81 minutos da manhaa.
Segunda as 5 horas 42 minutos da urde.
de Maio de 1850.
N. 119.
mr.qon da ".onuonipoio.
Portresmezesfadiantadoi) 4/Ono
Ponis mezes UfOOO
Por un anno l.'j/lMm
da da mmajta.
27 Seg. S. Joo p. Aud. do J. dos or", e do m. 1. v.
28 Tere. S. Germano. Aud. doohanc, duJ.dal.
v. do civ. c do dos feilos da fazenda.
29 Quart. S. Maxlmiuiano. Aud. do J. da 2. v. do
civel.
30 Quint. &tiB Festa do Corpo de Dos.
31 Sezt. S. l'elronilla. Aud. do i. da 1. v. do civ. c
do dos eltos da fazenda.
1 Sab. S. Firmo. Aud. da Chae, e do J. da 2. v.
crime.
CAMBIO IH 23 DE MAIO.
1/WO rs. a 80 diu.
Diuii. S. Marcclliuo.
Sobre Londres. 26'/, a 27 d. por
. Parta, 346.
Lisboa, 100 por cento.
Ouro.Oncas bespanhoe..........
alcelas de 6/400 velhas.
. de 6/400 aovas .
de4/000...........
Prata.Patacdes brasileiros......
Pesos columuarios.......
Ditos mexicanos.
tnaa
M/000 a 29/50
18JB00 a 16/8
10/iOO a 16)400
9200 a 9/300
1/980 a 2/1100
J/W a 1/9H0
1/800 a 1/820
PE NAMBUCO
ASSEMBLA PROVINCIAL.
29." SESSA6 ORDINARIA EM 2* DE MAIO
DE 1850.
PaESIDKSCI*. DO .. KOBO CAVAI.i.'iNTI
SuMMAmn.Approvaciio da acia da tefio
anterior.Expediente.- Pareceres. Pro-
lecto.lndicatdo.Approvnco do projec-
lo n. 2* en primeira ditcusssdo.Eleico
de ugundo secretario. Adiamento, pela
hora, do proieclo que cria urna teredo de con-
loe na thesouraria da fazenda provincial,
A's It horas da manhfla, frita a cha-
mada, acham-se prosentes 31 Srs. deputa-
dos, faltando seni causa participada os
Srs. Machado 1< s, Manocl Cavalcanli e Ne-
mesio ; e com ella o Sr. A. (iliveira.
O Sr. Presidente abre a sessflo.
O Sr. 2. Secretario le a acta da sesso
antecedente, a qual he apprnvada.
O Sr. i.' Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do secretario interino da pro-
vincia, rcmmetlendo, rom infnrrriiiQito cmara municipal, um requerimento de
Joaquim dos Iteis Comes.A' cooiiniss8o de
ornamento de cmaras.
Oulro do mesmo, acenmpanhando um
requerimento em que a cmara municipal
desta cidade pide se crie em beneficio dos
cofres municipses o imposlo de 500 ris so-
bre cada rezque se maltr nojmiiadoiiro pu-
blico da capital.A' commissflo de orna-
mento municipal.
Outro do mesmo, acensando remessa do
um requerimenlo em que Manoel Goncal-
ves 1'en'iia. I.iiiih e Jos l'edto Vellozo da
Silveira pedem que se faco urna estrada qjje
v ter freguezia da ICscada.A' commis-
silo de commeicio e arles.
Oulro do mesmo, aecusandn recebido um
cilicio do primeiro secretario dosla assem-
bla queaccompsnhou o ornamento da obra
de tal lia da cspella-mr da matriz do Bo-
nito,edeclarandoque o apreseh'ou loEim.
presidente da provincia. -Inteirada.
Outro do inspector da alfandeg, partici-
pando que o primeiro escriplurariodaquelli
reparlic3o Jos Igoacio Soarea de Macedo.
' teiidu tomado posse do rcsiectivo em prego
no dia 83 do crrente, fez opno dos venci-
miJilos que Ihe competcm por aquella esta-
blo durante o lempo que istiver em exer-
cicio das funccOes dedeputado provincial
'-Inteirada;
Um requerimento da mesa regedora da
irmantlade do SS. Sacramento do Uairro da
lloa-Vista dosta cidade, pedindo que a as-
sembles se digno de macar na lei do orna-
mcnlo unta quola para a conclusSo das
obias daquella matriz.A' commissSo de
ornamento.
Oulro do vigario collado na freguezia de
S.-Miguel-dos-Rarreiros, pedindo que a as-
sembla marque urna quola na le doorca-
mento para as obras da sua matriz.A'
commissSo de ornamento.
Outro do padre Joflo Antonio Torres, pa-
rocho da freguezia dos Afiogadns, no mes-
mo sentido.A' mesma commissSo.
Outro de Antonio Muniz Pnreira, arrema-
tante do imposto de 2,500 ris por cabera
de gado, consumido no municipio de Ga-
runhuns, pedindo se mande rescindir o
contracto feito pelo peticionario com a the-
souraria da fazenda provincial, edesone-
ra-lo do alcance em que se acha para com a
mesma thesouraria. A' commissSo de or-
namento.
SSo litios e appfovadososeguinles pare-
ceres :
A commissSo de fazenda e ornamento,
tomando na devida considerado o requeri-
mento de Joo Facundo da Silva GuimarSes,
em que pede que a assembla Ihe mande
pagar os vencimentos de ser etario do lyceu
desta cidade, cojo lugar conlinuou a excr-
cer por alguns mezes depois de exlincto,
por nao haver o governo dado execucSo
le que o extingui ; he de parecer que sejn
o su pi I id ii lo altendido, e que no crdito
supplemcntar que se ha de votar para os
exerricios (indos, seja elle contemplado.
Sala das commissOes, 23 de maio de
8i0.-Barros llarrello.-Jos Pedro da Silva.
A commissSo de fszenda e ornamento,
examinando os requermentos de l.uiz An-
tonio Itodrigues de Almeida, Manoel Anto-
nio da Silva Multa, e Antonio Botelho Pinto
de ilesquila, em que pedem que seus rma-
seos sejam declarados pontos de embarque,
considerando que o objecto dos requeri-
menlos lio puramente administrttivo, e que
qucesla assembla nSo deve usurpar pre-
ragalivas do poilr executivo, he de parecei
que sejam os requerimentos remedidos ao
governo da provincia para resolver como
entender de Justina.
Sala das commissOes, 23 de miio de
S0.-Ilarros llarretlo -Jos Pedro dnSitva. s
A coirimissSo de fazenda e ornamento,
temi presente o requerimento do parodio
da freguezia da Varzea em que pede que na
lei do o oauo nin mari|ue-se urna quola para
reparos ua matriz da mesma freguezia, he
de parecer que seja o dito requerimento en-
viado ao administrador da provincia, por
ja exislirquota marcada na le vigente para
tal h ni -
Sala das commissds, 23 de m Barros burrito.os Pedro da Silva.
lleudo, julgado ohjeclo do deliheracffo,
o mandado imprimir o seguinte projecto :
A commissSo do Negocios eclesisticos,
tomando na devida considerando a repre-
senianSo que a esta casa dirigi o Exm
prelado diocesano, pedindo a creadlo de
urna freguezia em Fernando-de-Noronhs,
he de parecer, atientas as rasdes apresen-
tadas pelo mesmo prelado, com as quaes
se conforma inteiramente, que a dita repre-
sentanSo seja deferida favoravelmente, i
para isso oflerece considcranSo desta as
sembla o seguinte projecto :
A assembla legislativa de Pernamhu-
co decreta :
Arligo 1.* Fica erecta em matriz a ca-
pella curada de N. S. dos Remedios de Fer-
nando-de-Noronha.
Arligo 2 Esta freguezia ter por limi-
tes todo o terreno circunscripto na respec-
tiva ilha.
i I'icam revogadas todas as dispusieres
em contrario.
Sala das commissdos, 2* de maio de
1850. Gitiran. Floripet. Queirot Fon-
seca.
OSr. Velle: :Devo informar casa que o
Sr. Augusto Olivcira communicou mesa,
que, tndo de retirar-se para o Rio-dc-Ja-
neiro para ir tomar assento na cmara tem-
poraria como deputado poreala provincia,
mo podia continuar a assislir s sessOes
desla assembla.
OSr. presidente:--De conformidade com
os precedentes da casa, lem de proceder-
se eleinSo de segundo secretario, em
consequencio da communicanBo que aca-
ba de sur feita.
lleudo, eentra em discuss.lo oseguinta
requerimento :
i Existindo na casa duas p-opostas do
particulares acerca da construcnSo do'um
matadouro publico.requeiro que taes penas
sejam impressas e distribuidas afim deque
a assembla as possa considerar qusnlo se
tratar da segunda discussSo do projeclo do
Sr. deputado Jos Pedro sobre o mesmo ob-
jecto.
Sala das sesscs, 2* de maio de 1850.
Francisco Jado.
O Sr. Francisco Joto :Sr. presidente,
hern poucas sSo as considerantes que tenho
de ofl'erecer cas, servindo como de justi-
ficacSo ao requerimento que tlveahonra
le offerecer-lhe.
Na primeira discosflo do projecto a que
iIludo nesse requerimento mais de uma vez
instei por esclarecimentos que nos habili
lassem a formar juizo seguro sobre as pro-
postas de que ahi trato; mais infelizmente
tiveram m sorte as mondes, pelas quaes
pedi taes esclarecimentos; entretanto, co-
mo essas proposlas contem a/differentes
condinOes sb as quaes dous emprezario se
comprometa a contrstar semelhnnteohra,
e liem assimas clausulas que clles enten-
dem podrem ser estipuladas pelo governo,
paieceu-me que ellas de.viam de ser presen-
tes casa, para que esta as compararse uma
uma com as rio projecto j mencionado,
quaiilo elle tivesse de ser considerado em
segunda discussflo ; e como, nSo estando
ellas iinpressas e distribuidas, nSo polo-
riam seni duviJa prestarse a cssa compa-
ranflo que, a meu ver, hemuitonecessari,
assenlei, do mim para mim, que mecum-
pria propdr sua impressflo e distribninSo
Eram estas as considerantes que me leva-
ran a offerecer o requerimento que acaba
de ser lulo, e quo espero merecer a appro-
vacSo da casa.
O Sr. Jote Pedro vota contra o requeri-
mento, porque entende que a sua epprova-
clo importa a do adiamento do projecto i
que se elle refere : pensa que a casa, para
ser coherente comsigo mesma, deve de
acompanha-lo nesse voto, visto j ter re-
jeitado ideia igual que ora a monSo pre-
tende restabelecr, supposto que houvesse
sido en uncinda etn termos difTerentis :
lembra que as penas, cuja impressnu e dis-
tribuinilo se pede, fdram sujeitas pela casa
apreciando das commissOes d ornamento
municipal e provincial: observa que o re-
sutla.ln dos trabalhos destas duas commis-
sOes podem orientar muito a casa na mate-
ria ; e declara que ellas nSo teem apresen-
lado o parecer que sobre este objecto s
Ihes exigi, porque ainda nSoapoderam con-
ferenciar a respeito, e porque a de orna-
mento provincial, de que elle orador he
membro, ten estado oceupada por do-
mis.
O Sr. Francisco Jogo :9r. presidente, fe-
lizmente as observantes, que fdram feitai
pelo nobre deputado que acaba de sentar-
se, como que vcem em auxilio do meu re-
querimento.
O nobre deputado acaba de confesstr, que
as commissOes a que havia sido commetti-
do o exame dessas propostss, a comparinSo
deltas com o projecto por elle ofTerecIdo.ate
hoje nSo emittio o seu parecer a respeito :
o nobre deputado confessou anda mais al
guma cousa do que isto, porque chegou a
declarar que essas commissOes nflo se ha-
vim entretido sobre esse trabalho,que
Ihes foi encarregado, e do qual nos devem
uma solunSo. A casa, approvando o reque-
rimento pelo qual eu exigi o parecer dessas
dna commissOes reunidas, deixou perce-
ber que eslava convencida da necessidade
de um oxanie mais aecurado sobre o pro-
jecto do nobre deputado. Infelizmente,
porm, as commissOes ainda nos nSo disse-
ra in cousa alguma a respeito ; e, tendo eu
poucas ospraocs do que ellas nos apresen-
tem o seu parecer a lempo de poder apro-
veitar-nos, receio quo se d algum atro-
pello na segunda dincttssSo desse projecto,
caso se nSo voteao menos pela impressSo e
distribuinSo dessas pecas, que, sendo eitu-
ladas por cada umdens. individualmente
nuito pdem concorrer ara que o nosso
voto na materia s j bem regulado, o so nSo
resinta de precipilacSo.
ro publico; mas considerando que a crea-
c*o desse ostabelecimento tem de trazer a
de uma inposicSo sobee um genero de pri-
meira necessidade, como be a carne;
considerando que a renda proveniente
dessa imposin^o vira psra o futuro a fazer
parte do patrimonio da cmara municipal
desta cidade,creio que devemos pensar com
muita madurez e reflex&o sobre as condi-
nOes quo devem servir de base ao contrato
pelo qual o governo ou a municipalidade
houver de incumbir a particulares a cons-
trucnSo de semelhante obra ; e, pois, sup-
ponho, que essas condinOes nSo plem dei-
xar de ser pesadas por cada um de nos ;
tanto mais quantoo projecto do nobre de-
putado vai entrar em segunda discussSoe lie
nessa occssiSo que o seu pensamento pode
ser modificado ou ampliado por meio de
emendas.
O nobre deputado, desde que apresen-
tou aqui o seu projecto, se tem decclarado
contra todas as mondes que liSo ti lo por.
fim proporcionar casa os esclarecimen-
tot de quo ella carece sobre a materia de
que trata o mesmo projecto. Esto proendi-
mento do nobre deputado poder ser cau-
sa para que outros, que nSo eu, fiqem eu -
tendendo que elle quer atropellar a discus-
s.lo ; o que, entretanto, supponho que est
bem louge de suas vislas.
Para livrar, pois, o nobre dedutado desse
perigo, deisa censura injusta, he que eu
desejo que elle vote pelo meu requeri-
mento.
O Sr Jns Pedro : Peno a pa'avra.
O Sr. Presidente:-- 0 Sr. deputado nSo po-
de, em vista do regiment, fallar mais Del-
ta materia.
O Sr. Jos Pedro : Nem para uma ex-
plicacffo ?
O Si: Presidente : Para uma explicarlo
breve e simples tema palavra.
O Sr. Jos Pedro pensa que de suas pala-
vrasse n.lopodiam dcduzir as consequen-
cias que dolas lirou o precedente orador ;
pois que apenas leve em vislas mostrar que
a casa caliiria em conlradicnSo se, tendo
volido contra varios requerimentos pelos
quaes se propoz o adiamento de seu projec-
lo em primeira discussSo, approvasse pora
O do mesmo orador que, em sua opioiSo,
tendo a adiar o mencionado projeclo.
Ounnto censura quo parece so haver fei-
to s commissdes de ornamento municipal
n provincial por nSo ter apresenlado o lia-
balho que Ibes foi incumbido a lempo de po-
der ser aproveilado na segunda discus-
s.lo do projecto. pensa que ella, a ser cabi-
vel, nSose limita a elle,mas estende-se to-
los os outros membrns dessas commis-
sdes, que estSo pordemais justificadas pelo
fado de Ihe baverem incumbido o exame
de semelhante materia, quando se achavam
oceupadas no mais importante dos seus
misleres; isto he, na ronl'ertfo dos orna-
mentos das camaias e da provincia.
Encerrada a discussSo, he o requerimen-
to submeltido votaqSo, eapprovado.
He lida e remettida commissSo de po-
lica, a seguinte indicando.
* lie conformidade com o artigo t9l do
regiment, requeiro que.sendo ouvda,a me-
za, se interprete o artigo 122 de maneira que
as emendas em terceira discussSo tenham
duas volandas.Mello Ittgo.t
OREDM DO DIA.
Eu reconheqo, com o nobre deputado. a
necessidade da diiican'o de uro maladou-
CnntinuanSo da primeira dlscussto do
projecto n. 24, que reconhece o direito
que tem o professor de primeiras letras de
l'ontas-de-Pedras, a uma gratificarlo por
ter ensinado por mais de 12 annos conse-
cutivos com aproveitainento a um crescdo
numero de alumnos.
0 Sr. Francisco lodo : Sr. presidente,
so-bem comprehemlo a ergumentanilo de
que hontom se servio o nobre deputado
que se assenta defronte de mim, c que to-
iiiou a si a tarefa de repellir a preteonSo do
peticionario, cuja Justina foi reconhecida
pela commissSo de iuslrucno publica, elle
combateu o projeclo, j porque nos prc-
suppde do uso de stlribuigOes que, em seu
pensar, smenlo cabem ao poder adminis-
trativo, j porquo nSo Ihe parece muito li-
quido o direito que o mesmo peticionario
tema essa gratificarlo que a nobre com-
inissSo pensa Ihe deve ser concedida.
Sr. presidente, eu nSo desconhano que
devem de eslar especificadas na nossa legis-
lnSo as condinOes de quo depende o direito
do peticionario gratificarlo que requer,
nem tSo pouco que cabe ao poder adminis-
trativo a apreciarlo dessas condiendes;
mas desejo que, em todos os casos, o pro-
ce lmenlo desta casa seja reculado do for-
ma que suas decisdes se nSo resintam do
espirito da parcialidade; quero dizer, dezr-
jo que, qualquer que seja o individuo que
ante nos se aprsente na qualidade de pre-
tendente, nos o difiramos da mesma sorle
que, em casos idnticos, tendamos deferi-
du a ontfOA para que se nSo diga, que as
nossas deliberandes silo lilhas de considera-
coe pessoii s. Eu tenho noticia de que o
peticionario reclamou perante a autoridad^
competente o direito que Ihe reconhece o
projecto, e que osse direito Ihe foi denega-
do : a su petinfio, pois, deve de ser consi-
derada como um recurso, que dessa deci-
so de que se queixa, intorpde elle as-
sembla. Ora, sendo isto assim, parece-me
que> ninguem dir que esta casa nSo tem
direito de tomar conheciroenlo do facto;
visto como a quesillo se re.luz a conhecei
do exercicio de attribuindes nossas quefd-
ram delegadas do poder administrativo,
porque o nosso carcter ora he administra-
tivo, ora legislativo NSo sei se osla ininh
proposicSo ser recobida com repugnancia
maso que eu sei he que, depois da ioter-
pretanodo acto addicional. tiramos redu-
zidos a isso.
OSr.lost Pedro: Nesta parte nlngucm o
contesta.
OSr. Francisco Joo : Kem.... Mas o que
eu acho de toda a conveniencia he que a assem-
bla approve este projecto em primeira discus-
sSo, oque, na segunda, ou admita o recurso
do peticionario, ca vencam de que elle tcm direito gratilicacao
'|iio Ihe foi denegada pelo governo da provin-
cia, ou caso reonheca que Ihe nao compete lo-
mar ennhecimento de recursos desta orden),
estabeleca exame aecurado sobre todos os ou-
Irosda mesma especie, snbjeite-ns dlscusso,
o adopte para todos nina medida geral, c que
"Hti i ocunho da imparcialidade....
O Sr. Jas Pedro : Os casos julgados tam-
bem?....
OSr. Francisco Joo: Se sao mal julgados,
porque nao ?
O Sr. Joti Pedro: Dos me livre que passe
o principio de que esta assembla deve corri-
gir as que a precedern!.
O Sr. francisco loo: Eu anda me lembro
de um principio para mim muito crreme, e
he o que em sua origem, em seu principio he
Un que em todo o lempo tem carcter de
nullidade, o acto que le resenle de palpitante
inju O Sr. Jos Pedro: E qiiem he o juiz disso ?
USr. Francisco Joan : A pergunta he fcil
de responder Osjuies disto somos mis; to-
dos os dias exercemos essa attribuico..,.
O Sr. los Pedro: De maneira que nsha-
vemus de ser os censores dos que nos precede-
rn! !!... E estabelecldo este principio, outros
vlrao que a seu turno nos corrijam.
O Sr. Francisco Jco : Ora, eis-ahi como
sao as colisas !.... Eu suppunha que esta mi-
uha oppini'io fosse foccorridawpelQ nobre depu-
tado, que S. 8: Ihe dcse o desenvolvimeuio de
que ella carece ; porque o nobre deputado, no
seu ultimo discurso, de alguma maneira me
animou a oll'erej;c>Ja. dizendo o mesmo que eu
acabo de repetir; isto he, que esta attribuico
pie se qneria, fosse por nos exercida, cabia ao
poder administrativo, e que por isso nao nos de-
vamos de modo algum inlroinetter nesta ques-
lao. O nobre deputado asseverou isto aqui.,.,
O Sr. Jui Prdro: E o que tem isso com o
rclbrmar-se oquecsi feito?....
(i Sr. Franciico Joan: Seo nobre deputado
reconhece que esta deve de ser a norma do nos-
so procediinento, se confessar que dclla temos
abusado, he obrigado a concluir commigo que
convm reparar esses abusos; porque o que eu
nao desejo, o que nao desejar o nobre deputa-
do, o que nao deseja esta casa he qiie eiu taes
casos, procedamos de modo que nao autorise-
inos algueiu a dizer com bom direilo, e com
justa rasao que nos nos levamos mais por at-
teuces individiiaes do que por principios cer-
tos e iuvariaveis, fundados na justica das pic-
tenjes.
Sao estas as consideraces que ofl'ereco ca-
sa, e que espero seio acolhidas pelo espirito
de imparcialidade de que ella est animada.
Julgada a materia discutida, he o projecto
submeltido volaco eapprovado em primal*
ra disciisso para passar segunda.
O A'r. Presidente : Vai proceder-se eleico
de secundo secretario.
Corrido o escrutinio com as formalidades
prescriptas no regiment; e tendo entrado na
urna 31 cdulas, saheeleilo o Sr. Francisco Ra-
phael de Mello Reg com 19 votos.
0 Sr. deputado oceupa na mesa o lugar para
que foi elcilo.
O Sr. Presidente: Contina a ordem do dia.
Primeira discussSo do projeclo n 18 que cria
urna lecclo de conlas na thesouraria da fazenda
provincial.
O Sr. Mello fego : Sr. presidente, apezar
da boa vontade que tenho de prestar o meu
voto ao projecto do nobre deputado, eu nao o
posso fazer, semque obtenha algumas explica-
ces.
Eu nSo sei que vantagem provir dacreacao
de mais uma sec;o na thesouraria provincial.
H hoje o servico da thesouraria tem sido fei-
to pelos empregados que ella actualmente
tcm ; do proprio relatoiio do nobre inspector,
eu concluo que saosullicientes os empregados
que l exilien); porque, tendo o Sr. Tosa em
vil lude de reclamaco do Sr. inspector manda-
do engajar dous cjIlaboradoTs, arbitrando-
Ibes a gratieavo diaria de 1.0J0 rs., tuc-
i'Ji'ii que fotseui elles dispensados, logo que
foram prvidos os lugares creados naquclla
reparticao pela lei do orcainento vigente, dan-
do-se dest'arte a conhecer que, precnchidos
taes lugares, licra a thesouraria com o nume-
ro de empregados de que justamente carecia.
He isto o que se colhge do seguinte trecho do
relatorio que me refer, {t.)
A desnecessidade desses novosempregns, he
por si s causa baslautc forte para que eu me
veja emharacado no niobio por que liei de votar
sobre o projecto ; mas fico ainda mais perplc-
io quando considero que a casa est sol o do-
minio das rrgras da mais rigorosa economia, e
que, adoptada a ideia do nobre deputado, a des-
peza da provincia ser augmentada com ris
2:500,000 annuaes.
Di-iii -is o Exm. cx-presidente, no seu relato-
rio, nada diise a este respeito ; nao reclamou
creacao dessa seccao, c como que dcixa aperce-
ber que os empregados setuaes satisfazem s
necessidade da thesouraria.
Concluindo, Sr. presidente, declaro que me
nao opponbo desde j ao projecto: apenas
quero que seu autor me d os esclarecimentos
de que preciso para regular u meu voto.
U Sr. Joti Pedro esforca-se por dar ao prece-
dente orador os esclarecimentos por elle pe-
didos.
O Sr. Correa de Brito: Sr. presidente, nao
direi que ueste momento ihesinto disposto a
votar em primeira discusto contra o prrjecto
que a casa est considerando ; mas dectararei
apenas que as iufbrmacoes ou esclarecimentos
que seu autor acaba de dar nao poderam dc-
cidir-me a hypothccar-lhe desde ja o meu voto.
O nobre deputado descreveu com cores tao
negras o estado da thesouraria da fazenda pro-
vincial, que, permitta-me que Ih'o diga, for-
cou-mc a pensar que he assustadora a situac'o
dessa reparlicSu: segundo as proprias pala-
vras do nobre deputado, a thesouraria da fa-
zenda provincial se tem descuidado do que
mais devla prender a sua attenco; isto he,
tem posto de lado o exame de todos os docu-
mentos relativos arrecadacao das rendas, i
verificaco da divida activa. O nobre deputa-
do chegou a dizer que a ibciouraia. esta n'um
callos;!....
IC*.!''
O Sr. Jos Pedro: Nao falle! da thesouraria
actual ; iallei da antiga....
OSr. Correa de Brito:Senbores, o nobre
deputado cncareceu-nos muito o servico da the-
souraria, dess.i reparticao que vai licando em
inelbor condicSo do que as deinais da provin-
cia, porque ha lido a fortuna de ver no seu
inspector um dos membros desta rasa....
f.'m Sr. Reputado: S por isso ?
O Sr. Correa de frito : Sim ; parque elle
nunca se esquece de pugnar pelos inlcresses
de seus empregados; nunca se esquece de en-
carecer os seus servicos....
O Sr, Florines: At aqui nSo tiveram nada.
O Sr. Corre de tirito : O anno passado ti-
veram augmento de ordenado, no entanto que
se procarava diminuir os dos dentis empiega-
dos provinclaes.
Senbores, quando se tratou de reformar a
thesouraria da fazeuda provincial, quem quer
que desla reforma se encarregou, entendeu
que a nova reparticao dcvia ter menos enipi c-
gados que a amiga, eque os ordenados dos lu-
gares conservados,com a mesma ou com diversi
denominaciio, podiam ser rvdur.idos ; mil o au-
no passado, Ingo que se reuni a assembla
provincial, quando poucos dias de vid i linda
o regiilamento com que a thesouraria fora rc-
foimada, propos-se e conseguio-se a creacSo
de algum desses mesmos lug res que tinham
sido considerados como desnecessarios soli-
cilou-se, e conseguio-se que esses ordenados
fossem igualados aos qtiehaviam sido reputa-
dos excessivos : agora, com o pequeo inters-
ticio de um anno, exige-se a creacao de novos
einpregos. Se continuarmos assim, nao sei
onde iremos parar....
OSr. itt Pedro: lie consequencia do no-
bre deputado,...
O Sr. Correa de Brito: He consequencia fi-
llia da minlia falla de lgica, da flaqueza da
miiiha intelligeucM.
O nobre diputado, qucicndo provar a mea
quinhez dos ordenados dos empregados da Ihe-
uiraria, pnuderou que elles devem ser pro-
Milonaei as materiaque sao (raladas na rc-
pariicao em que servem. disse que deviam de
ser lionieiis de inlelligencia. He islo urna ver-
ilade, mas que lem applicacSo aos empregados
de lodasas rcparliccs.e nao aos di thesouraria
lmente, Qualquer que seja a estacan em que
um individuo serve, esse individuo deve de ter
intelligeucia ; deve de ser versado e profesio-
nal as materias de que depende o expediente
de semelhante estacao ; e, pois, a raio que o
nobre deputado apresentou como apaJnnha-
dora do augmento dos salarios dos empregados
da reparticao deque be chele, tambem deve de
proceder a favor do acciescimo dos venciinen-
los dos que preslam seus servicos em outras re-
parlicdes; a menos que o nobre deputado queja
ra fascr crerqueas habilitaces que se exigem
para a thesouraria sao superiores a todas as
oulras, a menos que o nobre deputado emen-
da, e queii a que nos entendamos com elle, que
nada tao ilillicil de aprender como cscriptiirar
livros por partidas simples e dobradas, fazer
clculos arithmeticos ou mesmo algbricos, ve-
rificar comas, ele, etc.
Senhores, tomemos por exemplo, uma secre-
taria de governo. Um ollicial da secretaria,
como cumprc que o seja, deve de ser versado
em toda a legislacao do paiz, deve de estar in-
teirado dos principios reguladores de urna boa
administradlo, deve al nao ignorar a scienca
das cifras, porque umitas vezes tem de exami-
nar e verilicar documentos de despezas, asss
importantes ; mas, apezar de ludo islo, ao pas-
so que u o primeiro escripturario da Ihesoura-
nada fazenda proviucial percebe o ordenado
de um cont ile ris, um ollicial da secretaria
o governo nao vence seno o de 800,000 rs.....
U Sr. Jos Pedro : E os emolumentos?
U Sr. Correa de tirito: Os emolumentos sao
a rctribuico de um servico secuudario: quan-
do terminado o servico publico (que assim o
manda o regulamento da secrelari' desla pro-
vincia, na qual j live a honra de servir) o olK-
cial se vai oceupar de um trabalho que sei lein
de aproveitar s parios, por esse servico que de
mais faz, por esse excesso de fadiga percebe
ni i. i rclribuicSo marcada na tabella regulado-
ra dos emolumentos.
OSr. Joi Pedro: Na thesouraria faz-se o
servico das parles sem gratificado alguma.
O Sr. Correa de Brito : Perde-mc o nobro
deputado que Ihe diga que nao he assim: quan-
do o Interesas das parles esta de tal forma li-
_ i 1 aos de fazenda, que se uao podem sepa-
rar, a thesouraria as serve gratuitamente, he
verdade ; mas, no caso contrario, nao. Os ter-
mos de arretnataeao c os de Banca, as certi-
ddes, .jS buscas de qualquer documento, que
potsa laietessar a um particular qualquer, pro-
duzem emolumentos, e emolumentos gordos
aos empregados da thesouraria.
Demais, vencido o lempo necessario para a
aposculadoria, o primeiro escripturario da the-
souraria ir para a sua casa com o cont de rs.
animal; mas o ollicial da secretaria nao per-
ceber seno os magros 8i 0,000 rs. Entretanto,
o primeiro escripturario da thesouraria traba-
Iha das nove horas da manhaa at as duas da
tarde, c quando multo at as tres; descanca
nos domingos e dias santos de guarda ; e, quan-
do o socego publico he posto em risco, nao tem
obrigacao de se apresentar na reparticao. E
he islo o que succede ao ollicial de seuictaria!
Nao, elle sahe da reparticao s seis horas da
tarde, c umitas vezes mais tarde; be obrigado
a tr.iij. ili.ii aos domingos e dias santos de guar-
da, seniprc que o administrador da provincia
assim o mande ; e quando os sinos tocam a re-
bate, e quando as cornetas chamam ao campo
da honra os defensores da ordem publica e das
iuslituices juradas, he elle um funeciooario,
que, expoudo-se a mil perigos, e correndo ris-
co de vida, apressa-se a alravessar as ras da
cidade para transportar-se estacao d'onde
einauaiii todas as ordens exigidas por circumi-
tancial tao momentosas!.'....
Mas deixemos do parte esta questSo inci-
dente, da qual somonte me oceupei para
provar que os empregados da lliosoursria
estSo em mclhor condin^o do que os da se-
cretaria e das domis repartines proviu-
ciaes ; vamos ao que importa.
Antes de ter sido reformada a repartidlo
das obras publicas, talvcz fosse menos dif-
libil sustentar a ulilldade do projeclo em
discussSo ; mas, operada essa reforma, pa-
rece-me que nSo ; pois que da combinarlo
dos arls. 71 e 75 do regulamedto com que a
verilicou o nobre ex-admiiiistrador da pro-
vincia, supponho que pode resultar a me-
tida por que taulo insta o autor desse pro-
jecto. Vejamos o que dizem esses artigo


7
^
" .-1'. 7*---Tod08 s empregados da dita
reparticflo. excepcflo dosengenheros e em-
pregados de escripluracSo, ora enislentes,
e do por teiro e continuo, fieam dispensa-
dor do servico.
Arl. "5 -Os ditos emprearlos de ea-
criDluraco licam adilidos thesouraria,
e continuarfii a vencerseus ordenados, son-
do emi regados na coadjuvacfld dos traba-
Ihos aecrescidos dita repartirlo ; devendo
o inspector, passados tres mezes, informar
sobre a idoneidado e prestimo, para seren
conservarlos os que forem habis e idneos,
e despedidos o que o nSo forem.
Ora, aqui est urna dsposicflo que, mo-
dificada apenas em urna phrase, habilitara a
thesouraria a fazer o trabalho para que o no-
bre deputado, seu inspector, prope a crea-
580 de mais tres empreados, e um aug-
mento de despe7a, que em nada importa do
que em 2500,000 rs. annuaea. Senhores,
eliminada do rt. 75 a phrase utulo em-
preado! no coadjuvac/io dot Irobalkot accret-
Cidos dita repartido ; subalituindo esta
phrase por oulra que ohrigue os emprnga-
dos da repartic.To exlincta a quaesquer tra-
balhos daquella em que vflo servir; o Sr.
inspector podei incumbir-lhes o servico
que quera corometter lal aoceflo de con-
las, e a provincia economisar em cada an-
no a somma de 2:500,000 rs.
E nao se diga queessa modificcao|he im-
poaaivel, ncm Uto pouco que tero incon-
veniente de fazer aproveitar esses emprea-
dos em servico para que nflocstejam habi-
litados : ii3p, queessa allegacSo nada apro-
veitar* a quem a apresenlar; visto como o
regulamento citado.esiando sujeito appro-
vacilo desta assembla, pode ser modifica-
do por nos em qujlquer de suas partes, e
no mesmo art. 75 est o correctivo para o
inconveniente que porvenlura ro.u!te ds
inhabilidade dos empregados, porque ah
se estatu que, paitados tres metes, o ins-
pector da thetouraria informe tobre a idonti-
dade e prestimo de/le para ttrtm conservadas
ot que forem habeit e idoneot, e detpeiidos 01
que o nao forem.
De feilo.esta dsposicflo do artigo he mui-
to boa, e parece ter sido formulada como
para destruir as objpccOes que porventura
se levantassem contra a minlia ideia : den-
tro de um praso bem curto, lindos tres me-
zes, a thesouraria se poder* desembarazar
desses empregados, se infelizmente elles
nflo forem habis e idneos Rara o servico
que os tai sujeitar ; e o governo se apressa-
r pm substitui-los por oulros capazes de
darem conta desse servido.
Surponharrios, porm, que anda com-
batem a medida lemhrada por mim, eque
a julgam menos proficua que a do projecto,
porque este pede tres empregados, e en
nflo dou mais do que dous, que s3o os que
sobraram da repartirlo das obras publicas.
Pois bem : por urra emenda le do orca-
mento. proroguemos a hora do trabalho da
thesouraria, e ludo ficar remediado. E
este expediente nflo he novo : a thesouraria
geral j o adoplou, e com muilo proveito;
a speretrria do governo por vezes so tem
servido delle com grande vantagem.
Sr. presidente, eu terminara aqui, se me
nflosentisse obligado a manifestar-me so-
lemnemente contra a disposicSo pela qual o
projecto manda prover, independenle de
concurso, os empreos que cria ; dsposi-
cflo que Dflo he senflo a repeticBo deoutra
que (jura na lei, em virtude da qual foram
1 reenebidos os lugares creados o anuo pas-
sado para a thesouraria da fa/enda provin-
cial, e que parece estar em palpavel contra-
dioc3ocom os principios do nobre deputado,
o qual, ao passo que proclama que os em-
pregados daquella reparlicSodevem ser ho-
mens mui intelligentes e professionaes as
materias de que depende o seu expediente,
como que Ihesjfecha aslportas.como que I lies
prohibe o ingresso, lalvez para ve-Ios pre-
fciidos por outros que, sem tor as suas ha-
bilil-cps, tem todava alguns annos de
servico na 1 c 1 11 lelo.
Se; pois, o projecto passar em primeira
discussiio, euproourarei emenda-lo nesta
parte, para que desappareca essa clausula
0 Sr. Jote l'edro respoude ao precedente
orador.
(Continuar-te-ha.)
to porigosa concurrencia, o obtem preces
mais vantajosos, gozando desde muilo des-
te bam entendido favor.
Se infelizmentea provincia nSo pode re-
duzir consideravelmento, ou mesmo extin-
guir estas imposicOes sobre os gneros de
uxportacfo, como se pratica nos paizes adj-
untados na agricultura, he de toda a rasflo
que n v* fazendo gradualmento e nos gene-
ros que lutam com maiores difilculdades, e
que pouco ou nenhum interesse deixam ao
pobre agricultor.
A eiportacSodocaf desta provincia sen-
do anda insignificante, he mais urna ras3o
para que se anime urna cultura de tanto in-
teresse, que tem enriquecido algumas pro-
vincias do sul do imperio. Nflo se deixe es-
morecer o agricultor, pela considerado de
que os transprtese direitos fiscaes absor-
vorflo a vantagem que poda colher,
Sobre os couros, comprehendida a sola
e vaqueta, sflo tantos e tflo pesados os im-
pastos que se percehem tanto nesta provin-
cia, como naquellas em que a maior parte
deste genero tem ongem, que bem necessa-
rio se torna a redcelo du taes impostus
He fra de toda a rasflo, impoltica e des-
conveniente, a cjhranca de 5 por cento de
direitos nesta provincia sobre os couros que
das provincias limtrofes vieram procura*
preco no nosso mercado, e quedaqui aflo
exportados, pelo simples facto de le em sido
aqu depositados por algur.s diasou mezes/
Tanta mais quando sabemos que tal genero
j tem pago os competentes direitos na pro-
vincia donde para aqui vieram.
Quanto reducc3o dos direitos provin-
ciaes sobre a agurdente exi orlada tambem
tem relac3o alguma das rases j enuncia-
das, lio falta de equidade sujeitar este ge-
nero, a maiores direitos que o assucar, s
porque o agricultor empregou um segundo
processo no fabrico com mais dispendio e
trabalho : e tanto mais injusta he esta im-
posieflo, quando sabemos que este genero
be pela maior parle exportado para as pro-
vincias do sul deste mesmo imperio.
A' vista 'pois do que acabamos de expr,
permittndo felizmente o estado lisongeiro
do cofre e rendas provinciaes a reduccSo re
clamada, e devendo-se reconhecer que esta
para o futuro ter de produzir vantagens,
pelo augmento da cultura, fabrico e expor-
tarlo daquelles gneros, sendo que he da
maior e mais palpitante urgencia a medida
lembrada, que nSo pode deixar de ser adop-
tada sem njustica, espera a associacSo que
esta sua representarlo ser benvolamente
aticndida.
A directo da assoeiaco com esta re-
presentarlo excede IbIvcz os lmites de seu
mandato ; mas ella toma sobre si a respon
sal.Mullid.- deste acto para com os seus so
cos. A sua lnguagem he a de cidadSos pa-
triotas e amigos da agricultura do paiz;
pois que na uualidade de commerciante
Ihe he mdifferente que os direitos de expor-
tarlo sejam do 10 ou 20 por cenlo.
Tencionava a mesma direefilo represen-
tar ainda urna outra vez sobre a inutilidade
da nspeceflo provincial do assucar o algo-1
d3o, bem como pedindo mais facilidade nos|
embarques dos gneros para exportaeflo
aquelles dous individuos bem como a Jos
Cordeirn Leal Bat liga, l'edro Jos Alves
Cirros, Joan dos Saotos Lima, Laurindo Jua-
tiniano de Mello, lWhardo de Allemflo Coc-
ino, Agostinho da Silva Cuimarflea Jnior e
Manoel do Nascimento l'orto ; declarando,
todava, que a amnistia s vigoraria, depoia
que os individuos nella contemplados as-
signassetn termo pelo qual sa obrigassem a
residir por seis annos, os dous primeos
fra do imperio em lugar approvado pelo
governo, e os demais em paragem que o
mesmo governo houvesse de designar.
Pareca que o capitflo Pedro Ivo e Miguel
Alfonso se deviam de sujeitar a este acto da
clemencia imperial, e agradec-lo cordial-
mente; mas nflo ae.iiiiteciiu assim: indo o che-
le do polifila intimar-Ibes o decreto que llics
dizia respelto, recusaram assignar o termo
de que elle trata, accrescentando o capitflo
que, tendo recusado a amnistia que, com
cundieres mais favoravois, Ihe offerecra o
Sr. conselheiro Carnelro Lefio, apresenlra-
se ao depois, persuadido de que a obteria
plena, e sem a mnima restricto !...
He mais um seto de loucura desse moco
imprudente e precipitado ; mas a opposieflo
se prevaleceu delle para barulhar, lanto que
o Sr. Souza Franco apreseutou na cmara
los deputados, om a sessflo de 11, o seguin-
le requerimentq :
Uequeremos que se peca o governo as
seguiules informadles :
!Foi a amnistia, concedida pelos de-
cretos de 3 do maio do rorrete, resollado
de ajustes e promessas feilas aos cheles re-
voltosos quando ainda em armas, ou efTeilo
simplesmente da clemencia imperial ?
2 'Pretende o governo estender este
esquecimentodoscrimes polticos commet-
tidos na rrovincia de Pernambuco e lim-
trofes a todos os cabreas que tenham depos-
to as armas, estejam presos, ou expatriados
dentro ou fra do imperio, ou limitar os ef-
feitos da imperial clemencia aos chefes prin-
cipies que, se conservando em armas al os
ltimos das, as depozeram afinal, e se sub-
meiteram s autoridades legaes P
3.'O que ha de exacto as noticias que
correm de liaver o capitflo Pedro Ivoe seu
companheiro se recusado a assignar o ter-
mo de residencia fra do imperio, principal-
mente por falla de cumprimento da pro
messa de amnista geral para lodos os ei-
volvidos nos movimenlos polticos da pro-
vincia e Pernambuco e limilrophes ?
^'--Entender o governo que a recusa
do assignar termo de residencia fra do im-
perio sujeita o capitflo Pedro Ivo e seu com-
panheiro a todos os resultados dos actos j
amnistiados, c que fique, por esta recusa,
sem Un.] o decreto de 3 do maio, e que a
elles se refero?
Sala das sessos, II de maio de 1850.
B. Sou*a Bronco.--A. /'. liamos.Vello fran-
co.-- Dial de Car val lio.
Depois de rentla e interessante dscus-
s.lo om que tomaram parle os Srs. Souia
Franco, Tosta, Mello Franco, .Concalves
Martina. Angelo llamos, Carneiroda Cunha.
SaySo Lobato, Wanderley. Rocha, e Ferre-
1 a de Aguiar, e na qual o Sr. Concalves Dar-
tina declarou que nada afiancra a Podro
cujo giavame eembaracos teem'sido "por|,vo 'm dos seus bous cilicios ornte o
ASSOCIACAO COMMERCIAL.
Em conformilade da deliberaeflo tomada
em sesaflo de 19 de outubro prximo passa-
do publicase para conhecimento do com-
meicio e agricultura a seguinte representa-
c3o, enderesaada Ilustre asscmblca pro-
vincial.
o Dignsimos senhores representantes da pro-
vincia.
A associaco commercial dest praca,
desejando atlenuar os males que aCabru-
nham a agricullura desta provincia que so-
bre oulros gravames carrega com Uto pesa-
dos impostos queabsorvem o lucro que po-
da ter o agricultor, e vendo por oulro la-
do o cresciment das rendas provinciaes, e
o estado Drente em que e acha o cofre pro-
vincial, vem pedir a esta Ilustre assembl
11 s.Iiiiiii- o benfica providencia, de redu-
zira imposieflo sobre o algodflo, caf, cou-
ros e agoardentc exportados, para os por-
tos do imperio ou para fra delle, a 3 por
cenlo; ficando desta sortea imposieflo so-
bre estes gneros igualada que actualmen-
te ae cobre sobra o assucar.
A baixa que alguns desles generos-tem
tido no n ercado, especialmente o algo 13o e
couros; a difficuldade e caresta de transpor-
tes, e a dinniiuicao que o primeiro dcstes
gneroso algodSotem soffiido na pro-
dcelo, a qual se tem tornado incerta por
causas naturaes e que nflo tem ainda sido
removidas, tem de tal sorte empobrecido os
seus agricultores, que mal podem elles sus-
tentar este ramo de agricultura, que nenhu-
rna vantagem offereco por ter, alm dos mo-
tivos enunciados, de concorrer na Europa
como de producc3o deoulros paizes.especi-
almcnle com o dos Estados-L'nidos.onde nflo
havendo imposto algum sobre esle ou qual-
quer genero de produceflo do paiz, a sua cul-
tura apenas comecada a 70 annos tem pros-
perado espantosamente Produceflo esta
tamanha e tflo barata, sempro progressiva,
quo causar por cerlo a ruina e exiinceflo
deste ramo de nossa agricullura.se os legis-
ladores representantes da provincia, desper-
tados, nflo procuraiem evitar ou atlenuar o
mal que a unenc 1 .' l'i.r estes motivos a cul-
tura do algodflo se faz indubilavelmcnte
merecedora da proteceflo desta Ilustre o pa-
tritica asseinblca, e com mais sobrada ra-
sflodo que o assucar, que florece AJ^gfi do
tantas vezes demonstrados ; mas deixa de
reflexionar mais sobre o primeiro desles ob-
jeetns, pela noticia que tem de que esta
exiinceflo fra proposla na le doorcamen-
lo, e que ser attendida como exigeiu os
interesara combinados da agiicultura ecox-
mercio, com a ulMidade publica : conten-
tanilo-se com apoiar ns representaces que
n-'sta aessflo fram j ender.'cadas a essa
Ilustre assembla, pedindo mais facilidade
nos embarques dos gneros dcexporlacflo ;
pois que he sabido que quanlo mais facili-
dade houvcr nos negocios, mais se anima
o 1 egocanle a emprehende-loa, e augmen-
tada a procura pela concurrencia, neces-
sariamente sobem os procos dos gneros, e
por Ciisequencla cresce a renda do estado,
a parda riqueza publica.
Espera pois a associacflo commercial
que spjam alien lilas 13o justas reclama-
Ses, como he de justiga e equidade, e con-
veniencia para a provincia.
a Sala da istOClacBo commercial do Per-
nambuco, 21 de maio de 1850.7'Aomis d
Aquino h'onii'ca, presidente; Antonio Valen-
tim da Silva Barroca, aecretario.
DE MAIO DS 1850.
A assembla approvou hontem em primei-
ra discus3o o projecto.queeria urna seceflo
de cuntas na thesouraria da fazenda pro-
vincial ; e principioua discutir pela segun-
da vez o projecto do orcamentu munici-
pal, cujo primeiro aitigoticou adiado pela
hora.
A ordem do da para a sessSo do 27 he a
meama de hontem, *mais adiacu projecto, que foi devolvido pela prraidencia,
e que prohibe neata provincia a venda de bi-
I heles de loteras peHeucentos a demaa do
imperio.
0 vapor Paraense, chegado hoje dos por-
tosdo sul, trouxe-nos jornaes do Rio-de-Ja-
neiro at 16 do cirreule, e da Baha at 23
leimee 1 remos por coiiiinonic.ir mis leito-
1 es o que colhemos as gazetaa fluminen-
aea.
SS. MM. II. e sua augusta familia nada lia-
viain soiVn lo em sua importante sa le.
Os jornaes davain noticia dos Irabalhos
das cmaras legislativa at 15.
Na vitalicia, onde poucas sesses linham
haviJo, nada so passra de que devamos fa-
zer especial nieiicflo; na temporaria, po-
rm, dera-ao discussfio renhida acerca de
um requerimento dos Srs. Son/u Franco,
Angelo Ramos, Mello Franco e Das de Car-
vallo*,o qual transcreveremos depois de tor-
mos leferido asoecurrencias que o prece-
deram.
A 7 deste mez entrara no porto do Rio-de-
Janeiro o vapor llahiar.u, eondii/iii lo a seu
bordo o Sr. Guncalves Martina, bem como o
capitflo Pedro Ivo Vellozo da Silvera e Mi-
guel Aflonso Ferrera.
Apenas desembarcaran!, PeJrolvoe Af-
fonso Fereira fram recolhidos fortaleza
da SanU-0'uz ; mas, no Jia iminediito, as
folhas olliciaes publicaram dous decretos
chih data de 3, pelos quaes S. M. o Impera-
dor,osando da all 1 bun,-.'nj quo Ihe confere o
^ 9. do art. 101 da conslituic-So, amnistia va
governo deS. II. o Imperador, e o Sr. Tos-
a allirmou que o governo nada prometiera
aos dous presos, bem como a amnistia f<-r:
puro efleito da clemencia imperial, a cma-
ra dos deputados rejeitou este requer-
memo, pelo qual apenas votaram os Srs.
Angelo Ramos, Das de Carvalio e Mello
Franco.
A fehro amarella continuava em decli-
na eflo ; mas deixa bem tristes recordaces,
pois do 1." de Janeiro a 30 de abril levou i
sepultura 3515 individuos, segundo um
mappa publicado pela polica.
Fra sam-i 1 inado o cod'go commercial;
e logo depois nomeada pelo Sr. ministro de
jusilla urna commissflo de jurisconsultos e
negociantes com a qual S. Exc. pretende
conferenciar sobre os regulamentos, que
se devem de expedir para a boa execueflo
Jo cdigo.
A 11.pelas duas horas emeia da tarde,'ora
I Mirado ao mar o vapor de guerra Pedro II.
acerca do qual o Jornal do Commercio diz o
seguinte no seu n. 129.
Esle vapor, construido no estabelec-
mento da Pona da Ara, foi poato no esta-
le>ro em 20 de aetembro do auno passado.
Hii da Torca de 220 cavados, tem 174 p.
de quilba e 26 de bocea, edeve montar dous
roduioa de 68 e 4 caronadas de 32 He
construido das melhorcs madeiras de Ici.e
suaalinhasde agua sflo as recenlemenle a-
doptadBS segundo o risco de Scott Ruasel
Sua superiondade est provada por muits
e repelidas expeiienciis.
A construceflo deste vapor mereceu e-
logioa de todos oa officaea eatrangeiros
que_u virain 110 estaleiro e especial appro-
vacflo do cupitfl Fisbbourne, commandan-
ie do vapor de guerra inglez Herma, e au-
tor de una obra muilo bem conceituada
sobre coiislnieco nava
O vapor Pedro II, poder receber 3S0
toneladas de caivflo, e estando calculado o
c insumo diario em pouco menos de deze-
nove toneladas, teri combuativ.il para 19
das, e 60 das de manlimenlos para a sua
guarnieflo. Espera-so que a sua marcha so-
ja de 12 militas. O machiuiamo he da fabri-
dus Srs. Miller, Raveuhill & Comp.*, de
Londrea.
No estaleiro da Pona da rea est em
construceflo, por conta do governo, urna
escuna, e vai dar-se ja principio a outro
vapor, igual ao l'edro II.
A Rtvitta Commercia do Santos de 6 do
corronle.referndo-sea cartas de Iguape.dh
que as lebrcs vam ah ceifando,e que os ha-
bitantes desse lugar nem ao menos teem
um medico a quem recoiram.
O precitado Juma/ aunune 1 que, tendo
sahi lo de Santa-Catharina para o Ro-Gran-
de dous barcos com tropa, consta ter ido a
pique um delles oito legoaa ao sul do Rio
Crude, aaivando-ae pouca gente.
Procedra-se na escola de medicina ao
examo dasmateriaa extrahidas do estoma-
go do fallecido Itoulor Jos I', reir de Arau-
j i Noves, presidente do Itio-Crande do npr-
te. Os pe los, aps varias consideraefies,
disaeram que nflo achav*m motivo aufficieii-
te para barruntar,e multo menos para aflir-
marem que o fallecido fosae victima de um
envenenamiento; e que infelizmente nflo li-
nham tambero certeza absoluta do quo o
nflo fosse, ain la que era muito mais prova-
(hJornal do Commercio, aecusando datas
ata4, o de Ituenos-Ayres al 20 do passi-
Jo, refere o seguinte :
Na praea sitiada nada linlia occorrido
de interesse. Da expedieflo franceza desti-
nada aquella ponto faltavam apenas os
transportes Aubi e hgrii, o vapor l'lam-
bard com 550 praeas de desembarque. As
950 praQis chegadas conservavam-se a bor-
lo,o ainda nflo se sabia quando desembar-
cariam.
0 Diftmor do Cerrito pHca urna parte
oflicial do commandante Egana, segundos
qual o coronel Lamas derrotou em Tacum-
Im, no di 12 do passado, ao barflo de Ja-
cuhy, cuja divisflo deJaOO homens foi acuti-
lada e perseguida por. mais de quatro leguas
at o passo de Santa Roxa, e arrojada 6
quemdoQuaraim.ondemuitoaaeafogaram
Aa cartas que vimos do Buenos-Ayres
referem que ae guardava o maior segredo
sobre as novas negocisc/Jes entaboadas
pelo almirante Le Prdour, mas que ainda
assim tinha transpirado que a Franca exiga
fosse simultaneo o deaarmamento da legiflo
franceza e a retirada das frcaa argentinas
do Ealado Oriental; que tanto na veraflo
Tranceza como heapanhola do tratado de paz
se d a D. Manoel Oribe smenle o titulo de
general, e que se trata da devoluc&o das
propriedades confiscadas por Oribe. Ac-
creacenlam easaa cartas que a opiniflo geral
era que o general Rosas nflo aceitara aquel-
lo tratado, mas que procurara proorasti-
nar a negociaeflo o mais que Ihe fosse possi-
vel, afim deque a frc* franceza nflo des-
embarcase, na espera nea de quo entretanto
norreria de inanicilo a praqa de Montevideo
por falta de commercio e de recuraoa.
Era opiniflo geral, como dissemos, que
nada se concluira. Entretanto urna carta
lepessoa que temos por bem informada,
liz que havia toda a probabilidade de che-
gar-se a um accordo.
O Britith l'ack'U de Buenos Avres do da
20 diz:
As negociarlos encetadas entre o go-
verno argentino e o plenipotenciario da
franca sflo dirigidas com a neceasaria reser-
va. Nada conseguintemente tem transpi-
rado que nos habilite a formar urna ideia do
progreaso foilo.
Entretanto (em chegado a Montevideo
alguns navios com parte das tropas posta
disposieflo do almirante Le Prdour para as-
segurar a obediencia dos seus refractarios
ompatriotas. Se depois de chegar toda a
frca proceder immediatamente o almiran-
te ao desarmamenlo da guarnieflo eslran-
geirs, be por corto couaa duvidosa.
O Comercio del Plata do da 123 do pas-
sado, referindo-se opiniflo corrente em
Buenos Ayres de que nada se concluira
com a Franca accrescenla :
Estes incidentes vieram aggravar a de-
ploravel condieflo commercial daquella pra-
ca. A inquielaeflo dos negociantes era sen
sivel, e nflo o era menos a creacente para-
lsaco das transaces. Parece que s ha-
via actividade no jogo do ouro. O estado e
movimento do porto indicam tambem a
condieflo do commercio. Existindo all or-
dinariamente de 220 a 230 embarcaces, ha
agora alli smente 127. lato de per si pou-
co significara, se tivrssem carga de retor-
no; mas ah est o mal: a maior parle
BhQ .. i. i.r,- |io,.|.n: us pioductos do paiz
sflo escassos e caros.
Diz mais o mesmo jornal, copiando urna
carta de Buenos Ayres :
Os indios tomaram a fazer das suas.
Todas as estancias que estflo sob a prolec-
c;lo da fortaleza e guarnieflo da Baha Bran-
ca fram saqueadas pelos slvagena. Oulro
tanto aconteceu no Partido do Azul e do
Bragado. Sorprenderam tambem a guarda
avancada da divisflo do sul,e mataram lu-
do.
pe posse de folha eeartas daq.uclle paiz
at 2 do corrente, o mencionado Jornal re-
sume assim as notic'as que ahi colhera :
De Buenos-Ayres havia noticias at 26
lo passado. Todas ellas se reJuzem a cal -
cMos e conjecluraa sobre o resultado da ne-
gociaeflo Le Prdour. Continuava, porm,
a ser opiniflo geral, que nada se concluira.
Urna carta que temos a viata diz porm :
Consta que j est rddigida a resposla
para Le Prdour. O general Rosa rejeita
todas as modficaces. Ainda nflo foi man-
dada a nota, porque o director quer demo-
rar o mais possivel o desembarque da expe
dieflo em Montevideo, e esperar as noticias
que deve trazer o paquete da Europa, espe-
rado por momentos. O Sr. de Roalan pare
ce estar j convencido que volla como veio,
mas o velho almirante ainda nutre eaperan-
eiis, fundadas na influencia que preaume
fra com actividade. O vapor -que conduito a
mala de marco Iraniportou para New-York
mata de um inilhao de pesoi.
Houve um grande incendio em Chigre no
dia 23 de marco. Metade da cidade flcou redu-
zlda a cimas.
Em Guayaquil rebentou una revoliicao
em JO de fevereiro.
De Londrea alcancam as datas a 23 de mar-
co. A nica noticia de importancia he a de ter
ido rejeitada por grande inaloria a inocao do
sr. Hutl sobre o trafico; da qual como disse-
1110a, tinha felto o ministerio queato de ea-
bnete.
Em-Mancheater houve no dia 22 um fogo
cujo prejulao era avahado em mais de cem nm
libras. '
De Par, ha data, at SI de marco. Al elel-
cde. nao tinh.m produildo. como ae e.peravu.
a inudan9a ou uiodicacao do ministerio Li-
inltara-ae ludo i sabida doSr. llarrot conti-
nuando a servir todos oa mala ministros'.
O presidente da repblica tinha e'scrlnto
uina carta ao Papa annunciando-lhe que o seu
Koveuo, estand cerlo do aasentimento da
inaloria da assembla nacional, continuarla a
prestar-I he por todo o tenipo que iiuaSantida-
de julgasse necessario O auxilio do exercito
francs para uianter a aua autoridade em Ro-
ma. Em coosequencia desta srguranca passa-
va por certo que Pi IX rrgresaaria a sua capi-
tal em 7 ou em 10 de abril.
Asaegurava-se que o governo trance/, la
mudar a maior parte da guarnlco de Paria.
O ministerio fraocez tinha soQrido um
revez na assembla. Oppondo-se a que fosse
laucada urna laxa sobre a transferencia das
apolices, como havia proposto a cmnniissao,
passou essa medida por 400 contra 232 votos.
r Do resto da Kuropa nada ha de Interesse.
A questao grega nao eslava terminada,
mas havia toda a esperanca de que se chrgarla
a um arranjo ainigavel.
u A dieta de Erfurt foi aberta no dia 20 de
marco. A Prussia rellrou o ministro que tinha
em Ha no ver-
Bahia Gcra tranquilla.
No AVcrcanfil de 21 do corrente leinos o se-
guinte:
Ao amanhecer do diadeaabbado, appare-
ceu roubado o escriptorio do Sr. Amonio Al-
ves Ribeiro, em una das rasas da ra Formosa
na cidade baia. Os ladroes abriram aa portas
com aazuas e roubarain cerca de aeis con tos
de res em papel e nove saccoa de cobre de
50,000 rs, cada um. A polica tem desenvolvi-
do a maior actividade para descubrir os auto-
res do crime.
Ucparlipao da polica.
PARTE DO DIA 21 DE MAIO.
Das partes recebidas hoje nesta reparti-
gflo consta que foram hontem presos: or-
dem do chofe de polica, Ladislao Pereira
doa Santos e Antonio de tal, para correlo
ordem do delegado do primeiro diatricto
deste termo, o pardo Francisco Solano de
Paula, por estar processado: edo subde-
legado da freguezia de S.-Frei-Pedro-Con-
ealvea, o Portuguez Jos Antonio de Souz,
para averiguacOes policiaca.
Tendo hontem a tarde a aparecido princi-
pio de incendio entre aa casas nmeros 16
e 18 da ra do Queimado, pde-se cora as
providencias que de prompto se deram
conseguir que dentro de poucas horas fosse
elle extinelo, son haver causado quasi
nenhum prejuizo.
COMMERCIO.
ALFANDECA.
Itendimento do dia 25.....10:361,360
CONSULADO GERAL.
Itendimento do dia 25.....1:737,171
Diversas provincias...... 58.1S9
ter sobre o espirito do general Rosas !
As noticias que o general Rosas espera-
va pelo paquete, chegaram lhe no dia 3 do
corrente, pois que na manhfla do dia 2 ae-
guio de Montevideo pata Buenos-Ayres o pa-
quele Keslnt Entre as boas novas quelite
levou, sabemos que nina dellas era a ratili-
cacHo do tratado Southern, pelo governo
inglez. _
O Comercio dit Plata de 2 do corrente
d as seguintes noticias sobra os mov ren-
tos do barflo de Jacuhy :
a No momento de entrar a folha para o
prlo noa communicam a aeguinte carta,
escripia no Uruguay em 22 do paasado:
a Agora que sflo qualro horas, fallo com
um aujeito, chegado de Mercedea, e mo in-
forma do occorrido depois do reconlro com
Lamas, em consequencia do qual retroceden
D. Servando al o Passo do Sanee no (Jue-
sruay, e, arroio de permeio, tinha em fren-
te as loicas do barflo. Esto lancou-sesobre
iquelle e o disperaou completamente. Coro
o resto da sua frca siliou-se D. Servando
no Arroio-Crande. O resulla lo foi marchar
i). Ignacio Oribe, mas com summo vagar,
pois me asseguram que foi bastante a van-
guarda do barflo para a ope aoo sobre Co-
mes a
Havia folhas de New Yoick at 13 do pas-
sado. O Jornal, a que por ultimo nos re-
portmoa, aecusandu-as recebidas, diz :
As duas quesloes que se discutiaiu no coo-
gresso, a da escravidau e a da aduiissao da Ca-
lifornia Uniio .\iuei n .ni i, ainda nu tinhaui
lidosolucao. i'areeia, porIII, que os estados
uppnslos escravalura inostravain melbor dis-
pusico de chegar a um accordo com os estallos
do sul. A legislatura de Michigan, por exem-
plo, linha rescindido as instrueces dadaa aos
seus representantes no congresso para volareiu
pela clausula Wiluiot.
Tinha fallecido o Sr. C'alhoun, um dos
maiores homens de 1 atado da Um jo. Era da
Carolina da sul.
i. 2ee,..lUnr'D0 ra.ll?CeSSe li'U"'" ."POple- E"' w"* navi. nocia. da California
xia e natureza a determinar axphyxta olal o I. de marco. O lempo tinha inelhotado
que explica a promplido da morte.
l:
a exploraco doa terrenoa HUSt" *"" recotne-
1:705,310
EXPORTACAO.
Despachos maiitimoi no dia 95.
Buenos-Ayres, brigue argentino D.-P-
dro, de 247 loueadaa : conduz o aeguinte :
1,400 barricas com 8,609 arrobas e 11 li-
bras de assucar.
I'i iladilphia, brigue-escuna americano
A -F.-Loper, de 208 toneladas : conduz o se-
guinte :
200 barricas e 2,100 saceos com 12,034 ar-
robas e 28 libras de assucar, 822 couros sal-
gados com 23,185 libras
Marseille, brigue francez Arago, de 268
toneladas : conduz o seguinte :
3,220 saceos com 16,100 arrobas de as-
sucar.
Marseille, polaca franceza Leverrier : con-
duz oaeguinte :
2,520 saceos com 12,600 arrobas de as-
s unir.
Ro-Grande do Sul, brigue brasleiro Pa-
quete-de-Pernambuco, de 194 toneladas : con-
duz o seguinte ;
460 barricas com 3,575 arrobas e 14 libras
de assucar, 4,800 cocos com caaes, 20 bar-
ra com 5 arrobaa de doce, 110 arrobaa de
estopa, 65 barra de niel, 30 pipas ago'arden-
te, 200 muidos palha de carnauba, 10 bal-
las de papel.
RECEBEDORIA DE RENDAS CERAES
INTERNAS.
Itendimento do dia 25......444,932
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmento do dia 25......725,240
PRACA DO RECIFE, 35 DE UAlO DE
1850. A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista temanal.
Cambios Aa tranaaecea da semana
fram effeciuadas a 27e26
3/4 d. por 1.000 rs.
Algodflo-- Vieram ao mercado460sac-
cas. Vendeu-ae de 5,600
a 5,800 rs. a arroba do de
primeira surte, e de 5,200 a
a 5,400 do de segunda.
Assucar- Entradas poucas, as vendas
do encamado regularan! a
900 rs. por arroba sobre o
ferro ; do branco embarrl-
cadoeenaaccado, de 1,950
a 2,300 rs por arroba, qua-
lidadea ha 1 xas, de 2,000 a
2,700 rs. oa finoa; e o
masca va do de 1,550 a 1,650
ris.
Couros Venderam-so de 102 1/2 a
105 rs. por libra, dos sal-
gados.
Bacalbo--------Entraram dous carrega mea-
tos, dos quaes um foi ven-
dido a 8,000 rs. e o oulro
tem sido retalhado pelo im-
portador. -- I Aisle m em ser
cerca de 4,500 barricas.--
As vendas a retalho regu-
laran! do 8,500 a 9,000 rs.
por barrica.


f
a^ggggggg
Cf-------- Vondeu-sde 8,500 a 9,000
rs. por arroba.
Carne sccca- O deposito anda por 20,000
arroba*- As vendas da se
mana eflcluram-se de rs
2.000 a 2,800 por arroba.
CarvUo do pedra Vendeu-se de ris 10,000 a
11,000 por tonelada.
Farinha de trigo Chegou um carregamento
de Itichmond coro 1,440
barricas.comoqual o depo-
sito anda por dez mil bar-
ricas. Os procos nSo ti-
veramalteracSo.
Dita de mand. Vendeu-se de 2,800 i 3,200
rs. a sacca.
I.ouca---------dem de 240 a 250 por cen-
to sobre a factura.
Ficaram no 'porto 64 embarcacOes, a sa-
ber : 6 americanas, 1 austraca, 36 brasi-
leras, 1 chilena, t dinamarquesa, 4 fran-
cezas, 3 hespanholas, 1 amburgueza, 5 in-
1 oriental e 5 portuguezas.
Alfandega de Pernambuco, 25 6% maio
de 1850.0 inspector, Luis Antonio de Sam-
paio Vianna.
-3
Declarares.
RIO-DE-JANEIRO.
cambios nodi.v 15 di mo.
Cambios sobre Londres 27 1/2 frouxo
1.isbii.l Sil Ir)
> Parla 340
Ha m burgo 630
Metaos. Oacaa liespauhlas 30/800 a 31/000
" ??,patria WOO > 30/500
Pecas de 6/400. velhas. 16/200 a I6#300
Modas de 4/000. 9/100 a 9200
Pesos liespanhes. .. 2/1)00
da patria. .' 1/940 a 1/950
Patacnes .... lftjjo a 1/960
Apolicea de 6 por cento 87 l;2
proviaclacs ... 881/2
(9ornai do Commercio.)
HAHIA.
CAuaies no u 22 he mo.
Londres........27
Paris.........355
Ilainburgo.......650
Lisboa e Porto
METAES.
unjas liespaiihlas. .
' mexicanas ...
Pecas de 6/400 ,
novaa.....
Modas de 4/000. ,
Pdtaces brasileirot. .
hespanhes .
mexicano. .
100 p. /,.
30/000 a 30/500
29/000 a 31/000
16*500 a 10/800
lO/DOO
9/200 a 9/i00
1/980 a 2/000
1/980 a 2/0..0
1/940 a 1*960
Mercantil).
iWoviinento do gofto.
Navios entrados no dia 25.
Parahitia 4dias, hiate nacional Tres-Ir-
rnaos, de 24 toneladas, capit.to Victorino
Jos Pereira, equipagem 5, carga toros de
mangue ; a Joaquim de Oliveira. Passa-
geiros, Joaquim da Silva Neves, Brasilei-
ro ; JoSo Frederico Mrdeiros Velho c Pri-
mo Pacheco Borges, Portuguezes.
dem ~ 4 das, hiate nacional Exalaedo, de
37 toneladas, capilSo Jos linar te de Sou-
za, equipagem 5, carga toros de mangue ;
a Jos da Silva Mendonca Vianna. Passa-
geiros, Ilenrique de Souza Nafra o Roza
Ilenriqueta do Carmo, llrasileiros.
Iinnder 62 dias, brigue inglez Britisk-
King, capillo Robert Miller, equipagem
12, carga carvSo de pedra ; orJem.
Fundfoa no l.ameirSo e rol visitado
Navio sahido'no mismo dia.
Rio-de-Janeiro Brigue nacional Usa, ca-
pitfio Joaquim da Costa Cardoso, carga
assucar, 8go'ardente e mais gneros. Pas-
sageira^ una escrava a entregar.
Navio entrado no dia 26.
Itio-de-Jar.eiro 9 dase 14 horas edo ul-
timo porto 16 horas vapor brasileiro Fa-
raense, de 250 toneladas, commandante
o capitodo Trgala Manuel Francisco da
Costa Pereira, equipagem 28. Passagei-
ros : para esta provincia. Fr. Joaquim de
N. S. da Piedade, Fr. Custodio de Saot'An-
na, Fr. Joaquim do Espirito Santo com 1
escravo, Cornelio Manoel Alves, o Suisso
Ulysses Dros e dous (soldados do quarto
batalhSo de artilharra a p.
Navios sahidos no mismo dia.
Buenos-Ayres Brigue argentino D.-Pe-
dro, caprino H. Mirerdich, carga assucar
Marseille Polaca franceza Levtrrie*, cap!
tilo Villeneuve, carga assucar.
Rio Grande do Sul Brigue brasileiro P-
(uetc-de-Pernambuco, capitfio Alexandre
Jos Alves, carga assucar e ago'arJente.
Passageiro, Lu dos Santos do Reg Bar-
ros, Brasileiro.
Rio-de-Janeirj Brigue brasileiro Bom
tiut, caprtSo Jos Ferreira dos Santos,
carga assucar.
Pela segunda seccBo do consulado pro-
vincial se faz constar a todos os senhores
propietarios de predios urbanos dos bair-
ros desla ctdade e povoacBo dos Afogados,
que (in lia t.* de junho prximo viodouro
se principia"! contar os trinta dras para o
pagamento, i bocea do cofre, da respectiva
decima do segundo semestre de 1849 a 1850,
incorrendo todos os que deixarem de pagar
nesse prazo, na multa de 3 por cento, sb o
valor de seus dbitos, sendo de prompto
"cutados.
Conipanhia de Beberibe
O caixa dacompanhiade Bebe-
ribe acha-se autorisado a fazer
quarto dividendo.
Cartas seguras, vindas do sul pelo va-
por Parainse, em 26 de maio de 1850. Para
os senhores D. Helena Mara do Rozarlo,
lente Francisco de Paula Meira Lima ,
Joaquim Ferreira Mendes CuimarSes, Jos
la Silva CuimarSes escrivSo Luiz Anto-
nio deSiqueira,Machado Pinheiro, Manuel
Joaquim Ramos e Silva, Silverio Marrano
Querido Lcenla, Santos Barros & C., Viu-
va Vieira e Filhos.
' O vapor Paraense tira as ma-
las para os portos do norte bo-
je 26 as duas horas da tarde,
principiando a fechar a 1 : to-
llas ss cartas que chegarem depois desta
hora pagarSo o porto dobrado.
Theatro de 8. Izabel.
3.* RECITA DA ASSINATURA.
Quarta-feira, 29 de maio de 1850.
Segunda representadlo do excellente e
muito applaudiJo drama ero 3 actos
O PAGEM DEAIJUBARROTA.
Terminar o espectculo a graciosa come-
dia em uui acto
O DILECTANTE.
--Precisa-so dahia ama para oservico
interno e externo da casa deum horrrem
solteiro: no palio de S.-Pedro, sobrado n.
10, segundo andar.
--.No dia 19 do correlo fugio da casa de
G'illherme Marques do Sooza, morador em
Olinda, um cabrinha de nome Domingos, de
16 a 18 annos ; levou calca de algodflo tran-
cado azul, carniza branca e boonet preto;
lie feio, do estatura baixa, urna arranha-
inra na testa e falta de cabellos dos lados
junto 4s orelhas: quem o pegar sor gene-
rosamente recompensado.
Precisa-se de um hornera que queira
sentar praca por oulro, dando-se urna boa
eratilieicao : no armazem do sal da Boa-
Vista, a fallar com Jas Maria Be/erra.
luga-se um moleque bom cozinheiro,
comprador e sem vicios : na ra das Cru-
zes, n. 10,
Precisa-se de um caixeiro para orna ca-
sa em Macei, com tanto que se ache habi-
litado para fazer a escrpturacSo da mesma
loja : nflo se duviila dar bom ordenado : tra-
ta-se com Carvalho & Maya, na ra do Cres-
po.
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 16
annos, e que entenda bem de baldo, para
urna loja de fazendas na cidade de Macei:
dando dador a sua conducta : trala-se com
Carvalho & Maya, ra do Crespo.
-- Aluga-se urna preta captiva, que cose,
engmala, trata muilo bem de meninos e
ensaboa, para casas estrangeiras, porj es-
t acostumada : na Passagem, entre as duas
ponles, o primeiro sobrado.
Alugam-se os terceiro e quarto anda-
res do sobrado da ra larga do Rozario, o.
36, juntos ou separados : a tratar na botica
de Bartholomeu Francisco de Souza.
Precisa-se de urna preta escrava, que
saiba coser muilo bem e engommar : no
Aterro-da-Boa-Vista. n. 26, primeiro andar,
at is 6 horas da manhSa.
Boa gratiicacSo.
Em dias do mz de oulubro fugio do en-
gentro Pindobitiha, um escravo de nomc
Fortunato, de 18 a 20 annos, alto, secco do
corpo, beicos grandes, candi is compridas;
tem duas fstulas no queixo inferior, urna
de cada lado. Este escravo lo i encontrado
nochafarizda Boa-Vista em dias do mez de
evereiro; segunda vez foi encontrado no
f^mmmammmmmkmmmkmmmmmm
Arrenda-se um sitio com grande casa
de vivenda, alguns arvoredos de frocto, e
pasto permanente para dozeou mais vaccas :
quem o tiver, dirija-se ra do Collegio,
lia >*
Quem tiver para arrendar um engenho
com alguns escravos, dirija-se ra do Col-
legio, n. 4, ouao engenho Novo de Muri-
beca.
Casou-se, no dia 22 do corrente, na
matriz da Boa-Vista, Gurlherme Birkmann,
primeiro engenheiro do vapor de guerra
T/iilis, com D. Margarida Noble, viuva de
Jofij Noble.
S. H. T.
O primeiro secretario da sociedade Har-
mnico Theatral faz sciento aos Srs. socios,
que, no dia 30 do corrente mez de maio,
pelas 40 horas da manhSa, ha reuniSo de
assembla geral, para o que os ditos Srs.
sSo convidados a comparecerem, alim de
elegerem nova dfreccSo ; o, -passada aquella
hora, se cumprir o que prescreve o artigo
ti do capitulo 2. titulo 2/ dos estatutos
llanocl Alves, subdito hespanhol, re-
tira-se para Portugal a tratar de sua saude
Compras.

Vende-se um sobrado de um andar por
70D.000 rs., e que rende 10,000 rs. mensal-
mente: na ra do Passeio, n. 10, loja de
fasendas. se dir quem vendo.
Vende-se arte de fumar de
rTarthelemy, traduzido pelo Sr.
Miguel Augusto de Oliveira, a 200
rs. cada urna : no pateo do Colle-
gio, loja do livro azul.
Vende-se urna negra, naefo Costa : a
tratar na ra do Vigario, 7.
Ra do Crespo, n. 10,
sobrado de 4 andares, vendem-se as segur-
les faiendas abaixo mecionadas, que por
uas ptimas qualidades torna m-se bara-
tissimas chales de Ida de quadros, a ris
1,280; cortes de brim linho cor decinza, a
1,000 ris ; cobertores do ISa, a 1,450 ris ;
suspensorios de algodSo, a 800 ris a duzia;
renda larga eestreita, a 80 ris a vara ; bico
branco de todas as larguras, a 80 ris a
pannos de bancas pequeas, cada um
challes cinta roxa, a 800 ris :
palha e linho, a 320 ris; lencos
Compra-se, offecti va mente, calcado de
lustro para senhora e menina ; bem como
papel do cmbrulho a peso : na ra largado
Itozario, n. 35, loja.
Compram-se, para urna encommenda,
escravos de ambos os sexos de 10 a 40 an-
uos de idade : na ra do Rangel, n. 57.
-- Compra-se um ornamento para cele-
brar missa, que esleja em bom uso: quem
tiver annuncle.
Compra-se um preto de 40 a 50 annos,
quesejasadio e sem achaques: na ra da
Praia, n. 15, a tratar com Silva Crdial.
Vendas.
A parte do Paulista ser feila pelol Manguiiho-no dia 20de marco do corrente
artista Germano Francisco de Oliveira.
Anda se recebem assignaturas para ca-
marotes e platea superior.
Os bilheles de plala s se venderSo no
theatro, no dia do espectculo.
Comisar s 8 horas.
Avisos martimos.
ED1TAES.
O lllm. Sr. oflicial-maior, servndo de
inspector da thesouraria da fazenda provin-
cial, em cump amento da resolucSo do tri-
bunal administrativo de 23 do corrente,
manda fazer publico que, nos dias 2, 3e4
de julho prximo futuro, rilo praQa, pe-
ranti; o mes no tribunal, para seren arre-
matados, a quem maisder.o imposto do di-
simo do gado cavaliar nos municipios se-
guirles :
Limoeiro, valiado animalmente
f>0* 71,000
Bonito, por 126,000
Garanhuns, por 40,000
Br.jo, por 61,000
Cimbres, por 122.000
Flores e Floresta, por 324,000
Bua-Vista e Exr por 216,000
A arremalacSo ser feila por lempo de
tres annos, a contar do i." de julho de 1850
a 30 de junho de 1853.
Os licitantes que se propozerem a estas
arrematacOescomparecain na sala das ses-
tes do mesmo tribunal, nos dias cima in-
dinados, pelo meio-dfr, com seus n^doies,
compoieuieniente habilitados.
E para constar se mandou afllxar o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 25 de maio da 1850.
~ O secretario, Antonio ferreira d'Annun
da cao.
Pela inspectora da alfandega se faz pu-
blico que, no da 27 do corronte, depois do
meio-dia, na portada mesma, se bao do ar-
rematar, em conformidade do arligo 291 do
regulamento, 4 jarras de barro avalladas
por arbitramento a 1,000 rs. 4,000 rs.; e
74 libras de passas do Corintho, contidas
nas ditas jarras, a 130 rs 9,460 rs., an-
prcheodiilas polos escripturanos na confe-
rencia do manifest di barca ingleza Prisci-
lis'. seudo a arremataco livres do direitos.
Para o MaranhSo sahe, em
[loncos das, o brigue-escuna Lau-
ra : aimla pode receber algunia
carga a frete: quem no mesmo
quizer carregar, on ir de passa-
gem, dirija-se ao capitSo n pra-
ca do Commercio, ou a Novaes &
Companhia. na ra do Trapiche,
n. 34.
-- Para o Ro-Grande do Sul seguir, na
presente semana, a polaca brasileira Vllrice,
* qual ja tetn parte da sua carga prompta,
inda recebe alguma carga a frete, assim co-
mo tem bons commodos para passageiros e
escravos: a tratar com os consignatarios,
Miiorm ImiSus, na ra da Cadoia do Reci-
ftf, n. 39.
~ Para o Bio-Grande do Sul seguir |o
mais breve possivel o patacho nac onal Emi-
liana : recebe carga a frete por preco com-
moilo, a.-sim como passageiros e escravos,
para o que tem bons commodos : trata-se
com os consignatarios, Amorim IrmSos, na
ruada Cadeia do Itecife, n. 39.
- Para o MaranhSo e Para sahir, com a
maior brevidade, o brigue-escuna ostpha,
capililo Jos Maria da Silva Porto : para car-
ga ou passageiros, trata-se com ocapitSo,
ou rom Manoel Duarte Rodrigues, na ra do
Trapiche, n. 26.
Para Angola sahe com toda a brevida-
de o patacho americano Chatsworlh, recebe
algn a carga a fete. Este patacho he de
primeira marcha o forrado de cobre novo :
quem pretender embarcar trate com Manoel
Ignacio de Oliveira, na praca do Commer-
cio, n. 6, primeiro andar.
Para o Havre pretende 'se-
guir com ninita brevidade o bem
conhecido brigue fnacei'Betiujeu
recebe carga e passageiros, para o
que tem excedentes commodos 1
os pretendentes dirijam-se ao es-
criptorio da consignataria do mes-
mo brigue, viuva Laftserre, na ra
da Scnzalla-Velha, n. i38.
auno viudo entrando para o Recife, trazen-
do ou puchando urna vacca. A pessoa que o
encontrou dirigio-se a elle para o appre-
hender, porm nSj Ihe foi possivel : nesta
mesma occasiSo ia passando um liomum,
que disse morava no Alerro-da-Boa-Vista, e
que aquellu moleque havia dous niezes que
eslava em sua casa a titulo de forro, e que
eslava apremenlo o olfcio de sapateiro;
tambem disse o dito homem que se chama-
va llulioo e que tinha um mano que mora-
va para as partes da Soledade, para onde
suppunha-se que o moleque tinha corrillo.
Itoga-se s autoridades policiaes e capitSes
do campo o apprehendam e levem-no 'rua
do Livramento, n. 14, a Francisco Cavalcan-
ti de Albuquerque, que se rao recompen-
sados.
-r A
Leilo.
II. Luttkeng far leilSo, por inter-
vencao docorretorOliveira, de fazendas in-
slezas, francezas allemftea, de algodSo,
1.1a n linho, Indas proprias do mercado : tei-
ca-feira, 28 do crrante, s 10 horas da
inanliaa, noseu armazein da ra do Trapi-
che-Novo, n. 14.
Avisos diversos.
OSr. J. B. V. venha ou mande pagar o
que lleve na botica da ra do Aragfio, na
quali.lailede lestamenteiro da fallecida D.
B. M. de C. ; do contrario, lera de ver o seu
nome por extenso nesta foi lia.
No dia 11 de junho vindouro, porta
doSr. Dr. juiz de direito da primeira vara
locrvel, na ra das Flores, D. 1, pelas 4
horas da tarde, se ha de arrematar por ven-
la um grande armazum com grande telhei-
ro no Tundo do mesmo, e porto de embar-
que, sito na ra do Apollo, n 32, penhora-
lo a Manoel Antonio da Silva Molla : quem
o pretonder comparoca, que he a ultima
prac.a.
-OSr Dr. A. J.deS G., morador nacida-
de de Olinda, haja Je ter a hondada de ir
loja da fazendas da ra do Passeio, n. 21
pagar o saldo da sua lellra, vencida a 28"d
maio de 1839.
pessoa que tiver urna es-
crava e a queira vender para Aira
da provincia, sabendo bem engom-
mar e com mais algumas habilida-
des dirija-se ra da Cadeia do
Kecife, n. 5i. a fallar com Ma-
noel de Almeida Lopes.
--Arrenda-se urna grande campia, pro-
pria para plantarles, e raslagem de gados
de todas as qualidades, na estrada nova,
lugar denominado Lucca ou sitio do Enhor-
cado : a tratar na ra do Vigario, n. 7.
Perdeu-se ou furtaram
um annel.to de ouro lavrdo, que tem por
signa! tres ouquatro furos pela parte de
dentro. Roga-sea quem por ventura forof-
ferecido, principalmente aos Srs. ourives,
de o tomar; e querendo entrega-lo a seu
dooo, receben Jo o que por elle houver da-
do, dirija-se a esta typographia.
Na ra Direita, padaria n. 21, precisa-
se de um caixeiro de 14 a 18 anuos, e que
dconhecimenlodesua conducta. Na mes-
ma casa precisa-se de um smassador.
Hdame Pelagie Langlay Dufrenoy em-
barca-se para a Babia.
Aluga-se urna mulher que seja capaz de
tomar conta do governo interno de uina ca-
sa de pouca familia: quem estiver nestas
ciicumstancias, ple dirigir-se ra do
Collegio, n. 5, para tratar do ajuste.
Manoel Jos Monteiro, Porluguez, reti-
rarse para a Europa.
-- Vieram no brigue americano/?. F. Lo-
per, ha pouco chegado de Philadelphia, duas
cartas encapadas em papel amarello para
John Donnelly, as quaes fram entregues
pelocapitilo do dito brigue ao agente do
correio Cuilheroie Slaple, como assevera
aquelle capilfio; e porque at o presente
no teuham apparecido em lugar nenhum
as ditas cartas, que deviam ser entregues na
adminislracfio do correio desta cidade, ro-
ga-se a quem das mesmas souber, que se
dignede o communicar, na ruada Cadeia
Jo Itecife, 11. 16, pelo qu njuito Iba licara
agradecidoJohn Donnelly
O tenenle-coronel Manoel do Reg Al-
buquerque avisa ao Sr. Manoel Clorindo Ca-
valcanti, morador no engenho Lavagem,
em Porto-Calvo, que em seu poder se acha
um escravo do dilo Sr. que o veio procu-
rar para o comprar, digoaudo-so o Sr. Clo-
rindo quanlo antes vr, ou mandar vnde-
lo, ou conduzi-lo para o seu poder, na cor-
teza de que se nao 1 de correr risco a fgi-
da ou outro qualqui r incidente que possa
por ventura apparecer ao dito preto, poden-
do dirigir-se povoacBo dos Afogados, ou
ra Direita do Recife, sobrado 11 10, se-
guido andar.
H. T.
-- \ ii.u, --.,,- uini dir^io ,;*! tfuio" patente
suisso, milito bom regulador, por prego
commodo na praca da Independencia, lo
ja do Sr. Meroz.
--Vende-se a bem conhecida taberna da es-
trella, na ribeira da Boa-Vista, com poucos
fundos, e commodos para um homem sol-
teiro : faz-so todo o negocio com o com-
prador ; a tratar na mesma venda.
Vende-se urna casa na ra Imperial,
junto ao sobrado do Sr. Cusuio, propria
para um grande estabelecimento de qual-
quer Jgenero: a tratar na mesma ra, n. 61
Vende-so um habito de Christo, de bri-
Ihantes: na na Direita, n 100.
Vendem-so pecas novas de msicas,
como sejam : romances, arias, ron !s, me
thodos e quadrilhas para piano e cantona ;
bem como duas missas em partitura, pro
prias para festivi lades do igreja ; um ex-
cellente fagote para msica militar; e pia-
nos de (odas as qualidades: na ra larga
do Rozario, n. 28, primeiro andar, casa de
Joflo Vjgnes.
Vendem-se sapatos do Ara
caly, proprios para tropa, pelo ba-
rato preco de 800 rs. o par, sendo
em porcao; na rua da Cadeia do
!ecife,
n. ai.
do Crespo, n. lo.
Freitas CuimarSes, vendem-
Va rua
loja da viuva
secamhraas francezas muilo linas e de bo-
nitos padrOes, a 750 rs. a vara; cortes de
rambraia de liana, a 4,500 rs. cada um i
corles de seda de barras brancas e de cores,'
proprios para casamentos, a 4,000 rs. cada'
um ; e outra* minias la.ondas de bom ges-
to que se vndenlo por barato prego
Para
vara
240 ris
b-im de
Je fil de linho de tres ponas, a 400 ris
cada um ; camisas de meia de 13a proprias
para fro, a 2,500 ris ; loncos prelos de
cambraia, a 240 ris; 'cortes de cassa de
Ista, a 2,000 ris; ditos de cambraia com
lista de seda, a 2,000 ris; ditos de dita
bordadas de agulha, a 3,200 ris; cortes de
fustilo para collele, a 240 ris; luvus bran-
cas proprias para soldado de c.vallara, a
160 ris; camisas de meia para meninos
de 15 dias, a 240 ris ; lila trancada cor de
mlie, 240 ris o covajjo ; riscado monstro
com 5 palmos de largura, a 240 ris 0 en-
fado ; camisas do meias azues para escra-
vos, a 500 res ; mantas de seda com toque
Je mofo, muito boas, a H.OrjO ris.
Vende-se excellente tinta pre-
ta ingleza, em grandes boides :
no puteo do Collegio, loja do li-
vro azul.
Vende-se muas e machos, vindos de
Montevideo : na rua de Apollo, em casa do
brigadeiro Almeida.
Vende-se um bom escravo : na praca
Ja Boa-Vista, taberna n. 13.
Vende-se urna escrava cioula, moca,
le bonita figura, boa engommadeira, cozi-
nlieira d fomo, cose chao, faz varias qua-
lidades de docee refina assucar: na rua da
Concordia, ullimo armazem de madeiras,
junio a ponlezinha.
A 500 rs.
A falla do Ihrono do armo de 1850 ; ana-
lyse ao discurso da cora e to Ja a disCussSo
lo voto de pacas, eni um folhelo bem im-
presso : no pateo do Collegio, loja do livro
azul. .
Astcs magnetisadas para espar-
tillaos.
Na rua Nova, n. 6, loja de Maya Ramos &
Companhia, vendem-se estas asles magne-
tizadas, que lecm a virlude de aliviar os ac-
cidentes nervosos, asdilTiculdados de re.-afn-
racBo, as molo-das de estomago, paulas
cores, alm de outros symplomas enfado-
nhus, queacompaiilium ordinariamente as
mais molestias.
Ierro
Pa
rui
O primeiro secretario da sociedade Har-
mnico Theatral faz scienle aos Srs. socios,
que a recita ordinaria do corrente mez de
ni*io lera lugar no dia 2S do mesmo : os bi-
Ihctes so distiiliuem nos dias 27 e 28 das 3
as 6 horas da tarde, e no dia 29 das 9 a 12
lloras da manhSa no salo da mesma socie-
dade ; e novamente se lembram as observa-
ces feitas nos transados anuncios, para es
noites de espectculo, Unto aos Srs. socios
como convidados.
-Aluga-se ama casa terrea na rua da
Conceicao da Boa-Vista, n. 129 : a tratar na
dita praga, n. 6, botica.
preservar o
da ferriiem.
Nova, n. 6, loja de Maya
Hamos & Companhia,
vende-se esta romposicBo em frascos pe-
quenos.Vwqual faz com que os objectos d-
ferro, ou ac sejam conservados sem fer-
rugem, anda mesmo em armazens hmi-
dos. Exposicflo franceza de 1849, nico de-
posi'o na loja cima.
Chapeos do mais apurado gosto
para senhora.
Vendem-se chapeos, os 11 ais ricos que
teem-apparecido, lano em goslo como 011
fazenda, ornados com plumago ji, represen-
tando o lindo pavSn : na rua do Collegio,
n. 13, segundo andar.
- Na rua das Cruzes, n. 22, segundo an-
dar, vende-se urna preta crioula, do 18 an-
uos, recolhida, que engomma, cose ch3o,
cozinha e lava de sabBo ; urna parda de boa
figura, que engomma, cose ch3o, cozinha e
lava do salan ; u-na ciioula de elegante ti
gura, com as mesmas habilidades ; urna di-
ta de nacBo Angola, com as mesmas habili-
dades; una dita de nac3o, que cozinha
bem, lava de sabSo, e tie ptima quitan-
dona ; duas ditas da Costa, de boas figuras,
e que sBo ptimas quilandeiras.
Vendem-se differentes tenenoi com a
frente para a estrada nova que vai para Olin-
da, e alguns tambem para a rua da Aurora,
no lugar de S.-Amaro, principiando no lu-
gar em que est situado o cemiteriu dos in
glezes al a ponte da Tacaruna; os quaes
lenos em alguns delles se pdern log
edificar: a fallar com Jolo da AllemBo da
Cmara Cisneiro.
Vende-se Fasles de la Fran-
ce ou lableaux chronologiques
sinchroniques et gcographiquesde
l'hisloirede France, depuis Peta-
blissement des Francsjusqu'a nos
jours, indiquant les vncments
politiques, les progres de la civi-
hsation et les Inmunes celebres
de chaquregne, par C. Mulli.
edifion de i845 : no pateo do Col-
legio, loja do livro azul.
- Vende-se urna mulatinba de 14 annos
pouco mais ou menos, e que he muilo ha-
bilidosa : na rua estrella do Rozario, n. ao.
segundo andar. '
-- Vende-se urna escrava moca, de boni-
t,-&i!n-,JuVd"C",eil Jo"ecife, loja
deJoaoJose do Carvalho Moraes.
Aviso aos Srs. artistas sa
plenos.
Moreira & Vellozo,
acabam de receber o melhor e mais bello
couro de lustro que a este mercado tem
viudo ; porque o lamanho das pelles e qua-
liiladado couro ha tal quo muilo deveagra-
dar aos Srs. tr.oslies sapaleiros, para me-
l'ior servirem a seus freguezes ; o preco a
vista da qualidades se dir, mas afianca-
si que sera commodo e bem commodo : na
rua Nova, loja n. 8, onde so vende unica-
I mente o dito couro.
Farelo de arroz.
Vende-se esta j (So conhecida quanto
til (substancia alimentaria para sustento
le cavados, em barricas com 4 arrobas para
mais, pelo diminuto preco de 3,000 rs. a
barrica: nos armazens de Onofre na ruada
Madre-de-Ocos, e no defronte do cbafariz
da ponte do Recife.
".airado.
Vendem-se de duas, tres e tres solas e meia,
proprios para o invern ; ditos
inglezes ; ditos do Aracaty: na
praca da Independencia, lja do
Arantes.
Vendem-se pecas de chitas pardas, co-
rea fixss, com palmas encarnadas, a 5,800
rs. e a 180 rs. a retalho : na rua larga do Ro-
zario, n. 48, primeiro andar.
(iMirij- s londrinos de 4 a
5 libras
multo frescos : vendem-se na rua da Cruz
do Recife, n. 62, armazem de Manoel Fran-
cisco Martina & irmao, por preco commodo.
-- Vende-se urna negrinha de t annos,
muilo propria para se educar : na rua do
Queimado, n. 38, segundo andar.
~ Vende-se, ou faz-so qualquer negocio,
co u duas dividas documentadas, urna da
fallecida l). Theresa do Huitines, eoulrado
rail- cido JoSo de Carvalho Paes de Andrade,
sendo a primeira detresentos e tantos mil
rs. e a s-gunda de dusentos e tantos mil-
rs, : da-se por metade a algum herdeiro
que queira promuver a cobranza : no Ater-
ro-da-ltua-Visla, n. 10, sobrado.
Vende-se urna pequea porcSo de car-
van, tanto mineral como artificial, da me-
lhor qualidade, por preco commodo: na rua
da Cideia, n. 48, escriplorio de A. S. Cor-
bett.
Vendem-se, na rua Nova, n. 4, loja de
alfaiate, pannos prelos e de cores ; cortes
de cohetes de seda de cores; ditos de fus-
t3o; corles de casemira preta e de cores;
brmsbrancos e de cores; merino preto;
setim preto : tambem se vendem obras fei-
tas, como sejim : casacas de panno preto s
Je cores ; caigas de casimira; cohetes de
setim ; ditos de chamalote ; ditos de fustSo;
robechamhres de chita ; ditos de seda ; pa-
litos de brim ditos de alpaca de linho. Na
mesma loja se fazem obras de feitio : ludo
muilo pm cunta.


4
Para camisas, a 280 rs.
o corado
Vendem-se finos e largos riscidos brin-
cos com salpico de cores, muito proprios
para camisas de hornero, pelo haratissimo
prego de 2S0 rs. o covado : na ra lo Ci^s-
po, n. 11.
Manoel da Silva Santos ven-
de arroz do Maranhao a 1,000 ris
cada urna arroba : quem preten-
der dirija-se ao armazem, que foi
do fallecido Braguez, na ra da
Cadeia, n. 64.
Tecidos de algodao tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-Santos.
Na ra da Cadeia, n. 52,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
Taixas para engenho.
Na fuiulic.no de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber um completo sortimen-
tode taixas de* a 8 palmos de bocea, as
qoaes acham-se a venda por prego cora-
modo e com promptidfio embarcam-se,
ou carrepom-soem carros sem despezas ao
comprador.
-- Na loja franceza na ra Nova atraz da
matriz, tero bonitos jarros de porcellana,
linternas de p do vidro, ditas de casqui-
nha inglezas, dita* fracnezas, candieiros
para sala, dito d^lalSo para estudantes,
bengalas de rana, bandejas finas, chapeos
de sol de seda de cores para hornero, fundas
para os quebrados, chapeos francezes de bo-
nitas formas, lencos de seda de 1,000 rs. al
5 000 rs. para senhora e homens, ditos de
norsulina, e oulras muitas fazendas : sa-
patos de duraque de cores para senhora a
mo rs., ditos de cflro de lustro a 2.000 rs.
Assim como loga aos seus devedores que
Ihe vam pagar, para no mandar tantas
vezes os seus caixeiros em suss casas.
Chegararo novaroente ra da Sen-
zalla-Nova, n.42, relogiosde ouro e praia
patente inglez, para homem e senhora.
-- Vendem-se peces de madapolSo com
aovaras, muilo largo e com algum mofo,
a 2,500 rs.; estopa rropria para roupa de
escravos e enfardar fazendas e tambero pa-
ra saceos, a 3, e 6 vinlens e a 160 rs. b
vara, coro alguma avari; chitas, a 4,000
rs. a peca : na ra larga do Rozario, n. 48,
primeiro andar.
He boa fezenda.
Na ra do Queimado, vindo do Itozario,
segunda loja, n. 18, tenriem-se lencos
brancos de rambraia adamascados para se-
nhora, a 5,^00 rs. a duzia; merino preto
bordado, a 1,200 rs. o covado, muito pro-
prio para vestidos de senhora, roupinhos
de meninos e palitos ; setim preto de Ma-
co, muito boro, a 2,500 rs. o covado; la-
pim cor de lirio para vestidos de senhora e
jpupinhos de meninos, a 500 rs. o covado;
mantas de seda e de sctim, a 9,000 rs. ;
cortes de cambraia lisa e lina, para vesti-
dos, a 3,200 rs. ; e piltras fazeudcs que se
vendem sem limites de preco.
Capas para invern.
Vendem-se caras de panno fino e barre-
gana e mais qualidades, para invern, por
preco commodo : na ra do Crespo, n. II.
-Vendem-se duas partes de urna cata
na ra da S.-Cruz, que faz esquina para a
ra da Alegra, e que 1 m taberna: estas
duas parles rendem 6,700 rs. mrnsaes : bem
como una parle de um terreno junto a
mesma rasa, por prego commodo: na tra-
vesa da rua da Concordia, sobrado n. 5,
das 6 s 8 horas da manba, e das 4 ns 6
da lardo.
Novo sor lmenlo de fa
yendas baratas.
Vendcm-se cortes de cassa-ebita muito
bonitna, a ',000, 2,400 e 2,800 rs. ; risradi-
nhos de linho, a 240 rs. o covado; dito de
algodSo muilo enrorpado, prnprio para
roupa de escravos, a 140 rs. o co\ado ; cor-
tes de brim brai.code linfeo, a 1,500 rs. ;
dito muito boro, a 1,700 rs. ; dito aroarello,
a 1,600 rs. ; dito com listra ao lado, a 1,280
rs. ; cassas de cores muito bonitas, a 320
rs. o covado ; riscados monstios com qua-
tro palmse mrio de largura, a 2C0 rs. o
covado ; vuaile furta-cres, a 200 rs. o co-
vado ; pegas de cambraia lisa rom 8 varas
e meia, a 2,7-JO rs.; chitas de bonitos pa>
dres, a 160 rs. o covado ; ditas mujlo fi-
nas, a 200, 220, 240, 260 e 280 rs. ; lentos
de seda para algibeira, a 1,000 e 1,280 rs. ;
ditos para gravatd, 1,280 rs.; eoutras mui-
tas fazendas por prego commodo : na ra
do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia.
Vende-se muito superior farinha em
meias bairicas : na roa da Cadeia do Itecife,
escriptorio de Deane Youle & C,, em seus
armazens do becco doGongalves.
Vende-se cevada barata : no
armazem de Joaquimda Silva Lo-
pes, na porla da alfandega.
Vendem-se, por atacado, 990 varas de
estopa, com alguma avaria, a 100 rs. a vara:
na ra larga do Itozario, n. 48, primeiro
andar.
~ Vende-se um sitio em Olinda, ao cor-
rer da ra do Jogo da-Bula, coro casa, min-
ios e variados arvoredos de fructo o boa ca-'
cimba : a tratar na mesma cidade, ra do
Amparo, n. 5.
*leP!A uimbuor oiuojuv op
lfo| 'siapeQ up etu bu aB-uiapuaA
: s.i ofrO
t 'o j a njt:d so i |nio if
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodo.
lia t odores
para portOes de sitise portas do escedas:
na ra do Queimado, n. 14.
Vende-se graxa em bexigas do Bio-
GrandodoSul, propri para velas, por me-
nos preco doqueem outra qualquer parle :
na ra da Praia, n.7.
Vendem-se cigarros de palha de milho,
bons, por prego commodo : na ra das Cru-
zes, n. 40.
Cascmira-preU a 1,300
o covado:
vende-se no Aterro-da-Boa-Vista, n. 18,
loja.
Vende-se um bonito escravo : na ru8
do Caldelreiro, n. 42.
A 3,000 rs. o barril de cal de Lisboa.
Vende-so, para fechar contas, um restan
les de barris de cal virgem de Lisboa, da
presento safra : na ra da Cadeia do Beci
fe, n. 50.
Potassa da Russia.
Vende-se superior potassa da Russia, da
mais pova que ha no mercado, por prego
coramudo : na ra do Trapiche, n. 17.
Vende-se espirito de 36 graos, a mil
rs. a caada : no pateo do l'araizo, n. 20
taberna.
Farinha de mandioca
nova, de S.-Catharlna,
a melhor larinha que ha no mer-
cado, vende-se a bordo do Maria-
Primewt, entrado no dia 6 do cor-
rente, por preco mais barato do
que em outra qualquer parte: a
tratar com Alachado & Pinheiro,
na ra do Vigario, n. 19. ou com
o capito a bordo.
.-Vendem-se amarras ae tarro: na ra
Ja Senzalla-Nova, n. 42.
Folhade I landres.
Em casa de J. J. Tasso Jnior, na ra do
Amorim, n. 35. ha um oplimo sorlimento
de folha de Handres, de todas as marcas, c
a retalho por prego mais barato doqueem
outra qualquer parte.
Na ru do Crespo, loja
da cquna que volta
para a cadeia,
vendem-sc cortes de casimira prcta, muito
boa, a 5,500 e 10,000 rs.; panno preto, mui-
to hom, a 3,200, 3.8C0 e 5,500 rs. o covado ;
cortes de collete de fustflo, a 640 rs. ; ditos
de selim de cores, a 2,000 rs.; dilos de gor-
gorflo, a I.COOrs. ; esguiflo de linho, muito
lino, a 1,280 rs. avara.
Urna pessoa chegada ha pouco de urna
das provincias do imperio tem para vender
urna porgSo de toalhas e fronhas de breta-
nhs lina e lavarinlo de muito bom goslo e
moderno, por muilo barato prego, por ter
de relirar-se para lora do imperio: na ra
Nova, n. 34.
Vende-se um grande sitio na estrada
dos Aflliclos.com muito boa casa para fa-
milia, rectificada de novo, com muitas di-
versas qualidades de arvoredos bem replan-
lados, como sejam : muitas larangeiras de
diversas qualidades, sapolys, fructa-pSo,
jaqueiras, coqueiros, mangueiras, cajuei-
ros, c oulras muitas diversas fiucteiras,
hortalirc, grande baixa para capim, queso
com a vista se poder melhor informar o
comprador : na ra do Queimado, n. 10.
Farinha de mandioca de
S.-Caf lia ria.
Chegou em dirntiira de S.-Catharina o
brigue nacional Minina, com um carrega-
inenlo do superior farinha muito nova, e
acha-se tundeado defronte do caes do lla-
mos, onde se vende a preco commodo, ou
em casa de .Manuel Ignacio de Olivcira, na
praga do Cominercio, n. 6, primeiro andar.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor,
BA D. SENZAI.T.A-NOVA, n. 4*.
Neste estabelecimento conti-
aa a haverurh completo strti-
Tiento de moendas e meias moen-
las, para engenho ; machinas di
vapor, c tachas de ferro batido t
coulo, de todos os taannos,
para dito.
Vende-so um dos dous engenhos, Tellia
Triumihos, silos na freguezia de Seri-
nhSem, com bastante Ierra c muilo produc-
tiva |> ra criar grandes safias : ambos bons
il'agoa, por serem copeiros, e dislam do
ambarque duas legoas : a tiatar com o pro-
prietario, JoSo Climaco Fernandes Caval-
canli, ou com Antonio de Silva GusmSo, na
ra Imperial, do Alerro-dos-Afogados.
Arados de ferro.
Na fundigSo da Aurora em S.-Amaro ,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
Loteiia do Kio-de
Janeiro
Aos 20:000^000.
Na praga da Independencia, n. 3, que vol-
ta para a ra do Queimado e Crespo, ven-
dem-se billietes, meios, quarlos, oilavos e
vigsimos da 11.a lotera da caridad do
Itio-de-Janeiro. Na mesma loja esl paten-
te a lisia da 22-' lotera do monte po da-
quella provincia.
I\a loja de seis portas.
A prodcelo de alcaiades.
O administrador desta loja reconhecen-
do ter anda mutos alcaides, osquaes quer
iroca-los porcedulas vende-os por barato
prego, como sejam : cassa prela de bonitos
padrOes, a 120 rs. o covado ; chales pretos
de rede, a 320 rs. ; ditos de cassa branca, a
480 rs.; ditos pequeos de chita para me-
ninas, a 240 rs.; alpaca decores, a 480 rs o
covado ; dita prela, a 610 rs. ; merio, a
1,280 1.600 e 3,000 lino; riscado monstro,
a 240 rs.; e todas as mais fazendas em um
complolo sorlimento, por pregos que con-
vidara a gastar-se dinbeiro.
_=4
Farelo novo $1 5,500 rs
Vendem-se sancas grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo navio
de llamburgo : na ra do Amorim, n. 35,
casa de i. 1. Tasso Jnior.
Cheguem ao barato.
Vendem-se lengos de pura seda, pelo di-
minuto prego de 1,280 rs.; luvasde pellica
pretaede ponto inglez, a 1,280 rs ; finas
casemiras pretas e de cores, a 5,000 rs.; go-
linhas e pescociohos para senhora; e ou-
tras muitas fazendas baratas: na ra do
Queimado, n. 9. DSc-se as amostras com o
competente penhor.
Novo sorlimento de fa-
zendas baratas, na ra
do Crespo, n. ao p
do lampea o.
Vende-se cassa-rhita muito fina, de bo-
nitos padroes, cores fixs e com 4 palmos
de largura, a 320 rs. o covado; cortes da
dita a 2,000 rs.; riscado da llstras de li-
nho, a 240 rs. o covado ; dito de algodSo, a
140 e 160 rs. o covado ; cortes de brim par-
do claro, com duas varas e urna quarla, e
1,600 rs.; riscados monstros, a SOOrs.o
covado; zuarteazul, a 200 rs. o covado;
chitas, a 160 e 180 rs. o covado ; fustSo, a
640 rs. o corte ; chales de tarlatana, a 500
rs. ; cobertores de algodao americano, a
640 rs.; e oulras muitas fazendas por bara-
to prego.
Moendas superiores.
Na fundigSo de C. Starr & Companhia|,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas
de canna, todas de ferro, de um modelo 'e
construcgSo muito 'superior.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de diffe-
rentes modelos : na fabrica de machinas e
fundigSo de ferro, na ra do Brum,
ns. 6,8e10.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Santos na Baha
Vende-se em casa de N. O. Bieber & C.
la ra da Cruz, n. 4, algodSo trangado
aquella fabrica, muito propro para saceos
de assucar, roupa de escravos e fio proprio
nara redes de pescar, por prego muito com-
modo.
Deposito de Potassa.
Vende-se multo nova potassa,
de boa qualidade, em barriszinhot>
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
tempo se nao vende: nc ecife,
ra da Cadeia, armazem n. 12.
Ka ra do Livramento,
n. II,
vendem-se sapatos de marroquim francez
para senhora, a 500 rs o par; sapatOes de
bezerro francez para homem, obra muito
bem feta, e propria para o invern; um par
de brincos com brilliante ; um annel com
diamante. Na mesma loja compra so cora
amarella.
Mullas.
Vendem-se 90 muas novas,
chegadas de Buenos-Ayres, na
barca americana Miishingam : na
rita do Trapiche, n. 8.
Para quem tcm bom
gesto.
Na ra do Queimado, n. 9, existo um no-
vo sorlimento de manteletes e capotiliios de
seda, gorgurflo e cliamalote preto e de 1 -
res, osquaes se vendem pelo diminuto pre-
go de vinlee dous mil rs. DSo-se amostras
com ne 11 llores.
Cassas pretas a 140 rs. o
covado.
Vende-se cassas pretas de muito bom gos-
lo a 140 rs. o covado : na ra do Crespo,
loja da esquina, que volta para a cadeia.
e Deposito de bichas. 9
s Nalravessa da ru do Vi- <
S gario, n. 1,vendem-se bichas *
* de llamborgo, ltimamente *
, chegadas, a 3o?rs. o cento:
f tambem se alugam por mais J
barato preco do que em 011- i
5 tra qualquer parle. J
* ....
Frasqueiras
com genebra de excellente quali-
dadee recenlemente chegada da
Ilollanda : vendem-se na ra do
Trapiche-Novo, n. iG.
Agoa de Sellz.
Vendem-fe cestos com botijas
de encllente egoa de Seltz : na
ra do Trapiche-Novo, n. 16.
Farelo a 5,000 rs. a
sacca,
e o melhor que lem vindo a este mercado,
na ra da Madrc-de-Deos, armazem do Vi-
cente Ferreira da Costa.
Novidade.
A I.OOOrs. o covado.
Na loja dos baraleiros da ra do Queima-
do, n. 17, vendem-se casimiretas de la,
pretas e de cores, proprias para caigas e pa-
litos para homem e meninos, a 1,090 rs. o
covado.
Vende-se um pardo mogo e de bonita
figura, perito crucial de alfaite : na ra da
Cadeia do llecife, u, 39.
Salsa-parrilha de Saida
parawtmovor e curar radicalmente todas as
enfermldades que procedem da impureza
do sangue, ou habito do systema.
Esta medicina esta operando constante-
mente curas quasi incriveis, de molestias
que procedem da impureza do sangue. A
infeliz victima de molestias hereditarias
com glndulas incluidas, ervos encolhi-
dos, e os ossosmeios arruinados, ficu res-
tabelecida com toda sua sade e frgas. O
doonte escrofuloso, coberto dfcehagas, cau-
sando nojo a si mesmo, o ajfbem o seivia,
ficou perfeito. Centenares W pessoas que
tinham soffrido ( por annos, a ponto de
desesperaren) da sua sorte ) molestias co-
taneaes, glndulas, rheumatismo chronico
e muitas ou tras enfermidades procedentes
do desarranjodosorglos de secragSo e da
circulagSo, teem-se erguido quasi milagro-
samente do leito da morte, e hoje, com
constituigOes regeneradas, com prazer at-
iestan) a ellicacia desta ioestimavel prepa-
ragSo.
Comquanto tenham apparecido grandes
curas at aqui produzidas pelo uso desta
eslimavel medicina, comtudo a experiencia
diaria aprsenla resultados mais notaveis.
New-York, 22 de abril de 1848..
Srs. A. B. e D. Sands. Julgando ser
um dever para com vosco e para com o pu-
blico em geral, rometto-vos este certificado
das grandes virtudes da vossa salsa-parri-
lha, para que outros que hoje eslSo sof-
frendoestabelegam melhor a sua confianga
e fagam sem demora uso da vossa medi-
cina.
Vi-me perseguido com urna grande re-
nda no tornozelo, que seestendia pela ca-
nella cima at o joelho, langava grande
porgSo de nojenla materia, com comichOes
que me privavam muitasnoites do meu des-
canso, e eram muito penosas de suppor-
tar.
OSr. Uiogo M. Connel, que havia sido
curado com a vossa salsa-parrilha, recom-
menduu-me que eu fizesse uso della,o de-
pois de haver tomado cinco garrafas fiquei
perfeilamente curado.
" Tenho demorado um anno mandar-vos
um ceitificado, para reconhecer com cer-
teza sea cura era permanente, e tendo ago-
ra a maior satisfagSoem declarar que nSo
lenho visto, rii.Mii sentido cousa alguma du-
rante todo este tempo, e acho-me perfeita-
mente reslabelecido. Sou vossa, ele.
o Sarah M. Inlirt.
240, ra uelancey.*
Nesta provincia o nico agente deste ma-
ravilhoso remedio he Vic. nte Jos de Brito,
com botica na rus da Cadeia do Itecife.
Vende-se a lenha tirada dos
arvoredos do sitio destinado para
o eemiterio de S.-Amaro, propria
para refinac5es, otarias e padarias:
a tratar com o procurador da c-
mara municipal desta cidade, das
io horas da manbSa a urna da tar-
de, no paco da mesma cmara, ou
emeasa de sua residencia na ra
Velha.n. 6i.
Vende-se urna boa casa em Olinda, por
1:200,000 rs., a qual rende 14,000 rs. men-
saes : na ra do Trapiche-Novo, n. 14.
-- Vendem-se 4 moleques de 14 a 20 an-
nos, sendo um delles bom cozinhero ; 2 es-
cravos de bonitas liguras, sendo um bom
carreiro, 6 escravas de 13 a 26 annos, de
muito boa conducta, e com algumas habi-
lidades ; urna parda de 30 annos, por prego
commodo : na ra Direita, n. 3.
Vende-se u pardinho da 12 anos ;
urna prcta que cose, engomma e cozinha :
isto barato que he para liquidar contas ve-
Ihas : na ra larga do Rozario, u. 46, pri-
meiro andar.
Vende-se boa cera em velas
do Itio-de Janeiro, de todas as
qualidades, por preco commodo :
narua da Senzalla-Velln, n. 70.
Papel para forrar sala.
Acaba de chegar loja da ra Nova, n.
11, de Jos Tinto da Funseca e Silva, suces-
sor de Guerra Silva & Coinpanhia, um com-
pleto sorlimento da muito lindo papel para
forro de salas, guanigoea e barras : ludo
do melhor gosto possivel, e tendo algum
dourado delicadamente, proprio para ador-
no de salas ricas, cpelas, ou consistorios ;
e duas salas de peisagens, por prego com-
modo.
Negocio de se ganhar
muito dinheiro.
Vende-se urna fabrica de faier volas de
carnauba, contendo grande porgSo de Tur-
mas soriidas, derretedores, coco de despe-
jar, bancos, taboleiros para curtir sebo,
alguiJares: ludo em muilo bom estado:
na praga da Boi-Vista, n. 2, loja de cal-
Qdo- .4 .
-- Vendem-se duas pretas crioulas de bo-
nitas figuras, boas cozinheiras. engomma-
deiras, lavadeiras, tanto de. sabio como de
varrella, e que reflnam assucar, fazem do-
ces de todas as qualidades; leudo urna
deltas duas (Ibas, proprias para escola : na
ra de Agoas-Verdes, sobrado de dods an-
dares n. 100, defronte do oilSo do Tergo,
das 9 horas da manliSa al s duas da larde.
Vendem-se 3 canoas bertas, duas de
carga de 1,500 lijulos. o urna de 800 ditos:
na ra do llrum.a primeir casa a esquer-
da, depoisde passar o chafariz, das 6 s 8
horas da manhSa, ou das 4 s 7 da tarde
Vende-se um teireno no lugar do Gi-
quii, denominado Cassote na ra larga
do Itozario, sobrado n. un.
Alpaca prela de cordo
e com 7 palmos de lar-
gura.
Vende-se alpaca preta de cordSo, muito
propria para caigas, subre-casacas o vesti-
dos: advertindo aos compradores, que
urna sobre-casaca sabe r or 3,840 rs e urna
caiga por 2,240 is. sendo o seu prego de
1,280 rs. o covado : lamben) se vendem 110-
vos cortes de cassa de cores, de muito bom
,'osto, a 2,400 rs.: na rus do Crespo, loja
la esquina que volta para a cadeia.
Vendem-se sacras com arroz, a 1,200
rs. a arroba : no caes da Aifaodega, arma-
zem do Sr. Annes.
ia1 1 b...../>m
Vende-se oleo de mamona, a 1,000 rs. a
garrafa ;bcm como o milagroso oleo de cu-
rar glndulas : na ra da Mores, n. 21.
Escravos Fgidos
Fugio.Jdo engenho de Tres-Boceas, no
dia 17 de l'evereiro passado, um pardo com
os signaes seguintes: baixo, grosso, sem
barba, de 20 annos pouco mais. ou menos,
cabellos enroscados, olhos grandes e aga-
ropados, bem feito de corpo, pernas e pes,
nariz chato, beigos grossos, bocea regular e
com todos os denles ; intitula-so forro, e
como tal vem monido deum passaporto fal-
so com o qual illudio as autoridades do
Barra-Grande': quem o pegar leve-oao di-
to engenho, ou ao Recife, em casa de Ma-
noel Joaquim llamos e Silva que em qual-
quer das parles ser generosamente recom-
pensado.
200,000 rs.
Fugiram, no dia 13 do prximo passado,
do engenho Novo de SerinhSem, os escravos
seguintes : Thomaz, cabra-escuro ; tem or
olhos e palmas das mfios amarelladas, ros
fula, representa ter 25 a 30 annos, com olll-
i'in de pedreiro, pescador e do cortar carne;
he muito regrista : Amaro, cabra-claro, de
45 a 50 annos, com bastantes cabellos bran-
eos, pernas finas, ps apalhetados lie mui-
to preguigoso para qualquer servigo ; he ca-
noeiro ; costuma andar sempre ebrio : os-
tes escravos quando fugiram fOraro a praia
do Gamella, do Kio-Furmoso, onde com-
praran) urna jangada e seguiram na mesma
para a provincia das Alagas, de onde o di-
to Amaro lie natural, e que tem prenles
para o centro : qudfc os pegar leve-os-ao
di lo engenho, ou nesta praga em casa de
Silvnrio Joaquim dos Santos, na Camba-
do-Carmo, 11.33, quesera gratificado com
200,000 fs.
Fugio, no dia 12 de margo, o preto Be-
nedicto; crioulo, que reprsenla ter 24 an-
nos, de altura regular, sem barba, cara re-
donda, olhos carrancudos ; tem os ps um
lano toi tos e urna das pernas: este escra-
vo veio do Maranhao para aqui ser vendi-
do por conta do Sr. Or. Francisco de Mello
Coutinho Vithena: quem o pegar ou der no-
ticia na ra da Cadeia do Recife, n. 51, pri-
meiro andar, ser gratificado.
Fugio, no dia 28 do prximo passado,
o prelo Jos Maceio, contiendo por este
nome por ter vindo daquelle lugar j ha al-
guna annos; levou camisa de algonSo bran-
co, e algasdo riscado ini-nu..... he de
estatura regular; representa ter 40 annos
pouco mais ou monos; custa a perceber
quando falla, parecendo lemorato ; lem as
(mellas das pernas signaes de feridas ; he
segunda vez que se tem ausentado, no
leudo sabido do Becife, do qual agora mes-
mo se leve noticia 3dias depuis da falta, e
desde entSo nSo se pOde cnlher mais noti-
cia algum ; julga-se ter ausentado para e
mallo. Itoga-se as autoridades policiaes e
capitSes de campo, que o apprehendam e
levom-no ra de Apollo, n. 12.
OO^OOO.
Fugiram de bordo do brigue
Sem-Par, vindo do Hio-e-Janei-
10, dous escravos, sendo um de
nome Sabino, de'cor parda, esta-
tura regular, de ao annos pouco
mais ou menos ; levou calcas e
camisa azues, e bonete encarnado:
o otilro de nome Euzebio, criou-
lo, de 2/1 annos poucc mais ou
menos, estatura alta; levou calcas,
camisa t bonete azues. Roga-se as
autoridades policiaes e capitesde
campo, que os spprebendam e le-
vem-nos ruado Trapiche, n. 34
casa de Novaos & Companh8,que
recompensar.
Fugio, no dia II do prximo passado,
urna preta de 30a 40 annos, de naglo .Con-
go, baixa, gordl, cor retinta, bexigosa,
olhos pequeos ; tem em urna das faces um
signal de carne, andar atrapalhado, porque
puxa por urna perna ; he bastante dese.111-
baragada no fallar, bastante anulosa e ca-
paz de Iludir qualquer pessoa que a nao
onhega bem; sabe de quasi todas as po-
voagesda provincia, por ter andado a ven-
der miudezas pelo multo, de cujo saber
talvez ge lenha servido para melhor Iludir
a vigilancia das autoridades, jorque j de
outra vez que fugio foi encontrada com um
balaio de miudezas para com elle subir pa-
ra o centro ; chama-se Mara Joaquina ; j
Toi escrava de um senhor de engenho, cha-
mado Manoel Buarque; levou vestido de
chita azul, panno da Costa, camisa de al-
godSozinho c mais urna trouxa com um
vestido branco, una saia prela de lila, um
panno preto, um vestido de riscado escuro,
um frasco d'agoa de Colonia, urna faca de
mesa, de cabo branco, urna ligella peque-
a euma colher de cha. Roga-se, portanto,
as autoridades policiaes, capitSes Je cam-
po e oulras quaesquer pessoas, que a appre-
hendam o levem-na ra dos Quarteis, lo-
ja de miudezas, n. 22, que sero recom-
pensados.
Fugio, na noile do dia 21 do corren-
te, a preta M.ria, crioula, de cor preta, de
estatura regular foi escrava de Jos Rodri-
gues de Ara ojo l'urto, que a houve por com-
pra do sertfio do Bom-Jardim ; representa
ter 22 anuos; levou vestido de cassa cor de
caf com lislras brancas, camisa de mada-
polSo com renda, panno da Cosa, brinco
de ouro ; tem os ps enrugados cumo quem
teve calor de ligado : quem a pegar leve-a
.ruadasTrinclieiras, n. 42, que ser* re-
compensado.
Fugio, no dia 22 do corrente do enge-
nho Aguas-Claras do Uruc, freguezia da
Cacada, da viuva Burgos & Kilhos, o escra-
vo Luiz, crioulo, que representa ter 17 an-
nos, cOr fula, loslo redondo, nariz afilado,
bocea grande, allura regular, orrlhas pe-
queas; levou caigas de algudio de enflai e
ja usadas, cau. isa de algodSo, e chapeo de
palha de abas grandes. Este escravo j foi
de Canipina-Grande : quemo pegar leve-n
ao dito engenho, ou na praga do Coinmer-
cio, n.2, que ser generosamente recom-
pensado. _______^^
Ppm,: battp. de k. u mu. 1850


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