Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06915


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Full Text
Anno XXVT.
Quinta-fe ira U5
t
FAB.TIDAB DOS COBBIIOI,
Goiaunac Parahlba, segndale sextas feiras.
Rio-Grande-d Norte, quima feiras ao meio-
dia. .
Cabo, Serinhem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no I.*, a 11, e2l decadamei.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
*a-Vlsta e Floref, a 13 e 28.
Victoria, s quinta feiras.
Olinda-, todos os dias.
Punas BA LOi.
iisn.
Ming. a 4, s 8 h. e 20 m. da ro.
Nora all.f 8b.e 49 m. da t.
Creso, a 18, 1 h. e 33 ui. da t.
Cheia a 25, s 9 h. e 48 in. da t.
VBItHlB DI HOJC.
Primelra as 2 horas (i minutos da tarde.
Segunda as 2 horas 30 minutos da manha.
BI-9SS
de Maio de 1880.

N. 116.
das ba uaasu.
20 Seg. SUR l'rimeira oitava. S. Beruadiuo de
Seua.
21 Tere.. Segunda oitava S. Mancis.
22 Quart S. Rita de Caula.
23 Qninl. S. S. Basileo. Aud. do J. dotorf. edo
lu. da 1. v.
24 Seat. S. Aira. Aud.do J. da 1. v. dociv. edo dos
s-axcjoa BA srjBSOKiPOAo. I feitos da fazenda.
Por tres mezes (diantsaV) 4/0U0|2 Sab. S. Gregorio. Aud. da Chae, e do J. da 2.
Portis mezes 8/0001 do crime.
Por uw anno 15jp0012ti Uqua. da SS. Triodadc.
ios
33 DE MAIO.
Sobre Londres, 27 a27'/, d. por 1/000 rs. a 60 das.
. Paris, 346.
Lisboa, 95 por cento.
(Juro Oncas hespanhoes.........29/000 a 29/50*
Moedas de 6/400 velhas.. 16/600 a 16/8
de 6/400 novas.. 16/200 a I tifln
de 4/000........... 9/100 a 9/200
Prtta.Patacdes brasileiros...... 1/980 a 2/000
Pesos columnarios....... 1/W>0 a 1/980
Ditos mexicano.........., 1/800 l/*20
PARTE CFFICIAL
RELATOBIO
que fez o Kxm. Si*, eonselhelro de
estado Honorio. Hcrmto Car
nelro Leo no acto de entregar
a presidencia ao Kxni. Sr. Jos
Ildefonso de Smiz Itamos.
/He, t Kxm. Sr.--Felicito a V. Etc. pela pos-
a que aeaba de tomar da presidencia desla
provincia. Comqunnto a nova revolta e guer-
ra civil, que a assnlou, se possa considerar ter-
minarla, comtudo sua administraco aprsenla
difficuldadel que tornam necessarias qual i
ladcs eminentes ao administrador, que Ihebe
destinado.
A circumstancia de ser V. Eic. extranho aoi
Inleressrs, que por Teies tem estado em Jngp
nesta provincia, e-que tanto influiram para o
estado anarchico.em que ella se achara la mui
to antes da rebelln de 1848, que prodiitiram
esi rebelllo, e finalmente a guerra clv|l das
maltas, que felizmente se acha terminada;
energa, liabilidade, clrcuinspeceao eprudencia
que ornain o carcter de V. Exc., garanlem
provincia urna administrarlo sabia e previden-
te, e Ibe promettem nflo s a cnnsolidaco da
ordein e da paz, de que corneja a gozar, seno
tambeni um grande desenvolvimento de seua
recursos, e sua consequente prosperidade. He
cordialmentc que eu dou provincia de Per
nambuco e a V. Exc. os parabens peta acerta-
da rscolha do governo iniprvial.
Entregando a V. Exc. a administrara da
provincia, como me ordena a carta imperial de
83 de abril, he meu dever cumprir a disposi-
co da circular de 11 de marco de 1848.
No dia 7 do referido mez de abril fiz a aber-
tura da assembla provincial, e enlao Ihe lii o
relatorio do estado dos negocios pblicos, como
ine incumba a lei. Esta data recente me dis-
penca de repetir aqui, o que all se acha ron-
signado.
Addtando pois ao que ahi xponhp no artigo
tranquillidade eseguranca publici.Vnhoa in-
formar aV. Exc, que o desarinamento dos ha-
bitantes das maltas da Agoa Preta foi conti-
nuado coin cflicacia, e que grande numero de
armas ahi tomadas se acha recolhido no arse-
nal de guerra.
Alguna chefes dos bandidos que all fizeram
guerra civil se acham presos ; mal* o prin-
a
cipaldelles, Caetano Aires, no foi anda'por-
que acolhido na provincia das Alagoas, pare- j assassinosa'lii reunidos no ponto da Serra-Ke-
ce ter ah encontrado algum apolo. Creio que gra pertencenle ao termo de Floresta ou Taca-
por causa de sua longitude, Julgo que os pro-
cessos dessa comarca devem ser enea'regados
ao juiz municipal, se porventura voltar cedo
ao exerciclo de sua vara, delxando a substitui-
fo da vara de juli de direito, que aluda se
acha vaga.
Gomo indiciados na nova rrvolt, e promolo-
res da guerra civil das maltas, fiz prender al-
guns individuos ein numero de dez, que man-
de! deter no presidio de Fernando de Norouha;
porm nao parecendo sufficientes, para poder
motivar urna condemnaro, as provas contra
riles colindas, at porque sua prisao logo no
comrro das primrlras tentativas impedio que
prestassein revolta maior e mais patente con-
curso, julguri nao dever continuar a dele-Ios
eos fiz soltar ; nao iinpedindo, comtudo, que
sejam de novo presos, se o processo que se val
instaurar os houver de obrigar prisao vista
de provas mais evidentes, que ora se nao leem.
O es.ado actual das inattas dosul me parece
satisfactorio, e proprio a inspirar srguridade
aos habitantes de soa visinhanra qur dolado
dest provincia, qur do lado da de Alagoas;
porm para que essa seguridade se torne per-
manente e se consolide, julgo necessario cou-
tlnuar-se ajuanter all nina forra respeilavel.
Alni dlsso limito conveniente seria que no
centro das maltas se eslabelecesse urna ou mais
collonias militares, que fossem regidas, ein-
quanto o estado de barbaridade oexiglsse, ein
conformidade de regulamcnlos especiaos, apro-
piados a esse estado.
Apontarei o Riacho do Mallo como ponto
principal a ser oceupado pelos aqu.ii lelanien-
tos ; e d'onde deveriam partir estradas que se
dirigissem villa da Imperatrli, a Jaculpe, a
Porto-Calvo, a Agoa-Preta e d'ab pela rlbeira
de Una at Earreiros.
A realisaco dessa ideia e de outras que Ihe
devem ser associadas, depende de medida le-
gislativa ; mas independente della, eslou per-
suadido que crssado o rigor do invern as tro-
pas estacionadas n'Agoa-Preta s poderiam oc-
cupar utilmente mediante concesso da gra-
tificaco de uinaetape extraordinaria, na aber-
tura de estradas que faciljlem o ingresso das
multas, c suas explorares. A primelra estra-
da a l'.i/.er nesse caso seria a de Harrriros
Agoa-Prcta ; as outras preferencias a dar de-
vem resultar de exames ulteriores fritos por
engenheiros habis.
Asseverando a V. Exc. que a paz e a ordemse
acham restablecidas ein lodos os pontos da
provincia, devo fazer excepro da comarca de
Klores, parque comquanto presuma, que a es-
ta hora cstrjani dispersados todos os grupos de
as autoridades subalternas niin teein feito dili-
gencias para rO'elluarsua prisao.
_ a cielito que all se lenta a sua aprearnta-
fo ; mas essa se no tem rea Usado. Nao d lvi-
do que a ultima tentativa que o corpode late-
dores eo quinte decoradores firram, entrando
pela provincia das Alagoas em diligencia de
prender o ref.irldo candilho, r que se malo-
gro possa drcedl-lo a effeitua-la. Se liso nao
acontecer, lie minha opiniao que convem se-
gu anca e tranquillidade de ambas as provin-
cies, que suas forras sccombinein no proposi-
to de per-egnii em incrssanlemenlc este caudi-
Iho at eH'i amar sua prisao.
I lev ssadas as niatt-s, parecru-me ndispen-
savel dever ordenar aprisa de Vicente Ferreira
de Caula. Este celebre caudilho conhecldo em
lodo o llrasil pela fama dos seus chines, nao se
decidi a tomar parte na rebelliiio de t848 pos-
to que solicitado pelos autores della. Minio polo
contrario parecen inclinado a c-mbater em
favor do governo, por isso algumas pessoas iute-
rrssadas pela causa do mesino governo o convi-
dara! em Janeiro do anuo passado a rruuir-se
aforra legal,que se achava as imuiedlarocsda
Agua Preta cercando os rebeldes rnlp reuni-
dos na dita villa, proxlmanianie epoca/m
que marcharan!sobre esta cidade.
O caudilho nao cnmpareccu no ponto, que
Ihe era marcado, porm depois do dia 2 de fe-
vereiro diiendo-se partidiza do governo,
apresentou-sc na pnvoarfio de L'apociras acom-
panhado do seu sequilo, mas fiel aos seus pre
ral; comtudo o nao posso asseverar, porque
me nao chegaram ainda as parles olticiacs da
occuparo desse ponto, e disperso dos bandi-
d ., que contava receber ames de entregar a
V, Exc. a administrarlo da provincia. Entre-
tanto, u-nlio a iuformar a V. Exc. que lendo-se
reunido na villa de Flores o quinto batalho
de fuiileiros, o contingente do corpo liso do
Cear, o do corpo de polica, e duas compa-
n'ias de batedores : da guarda nacional mar-
chou o teoeme-coronel Joiio do Reg Barros
I'.ile.ii., com essa forra sobre a Scrra-fiegra, e
na madrugada do dia 3 do crreme, fez atacar
por uina partida deltas a um grupo de60 ban-
didos que se achavam reunidos no lugar deno-
minado Logrador, c que eram commandados
por Seralim de Souza Fcrrai, um dos chefes
dos bandidos da Serra-Ncgra. F.ste grupo foi
dispersado com perda de alguns morios, e a
prisao do dito chele e do cabecilua Jos Pedro
de Si.
O referido leneote-coronel commandante of-
liciando naquella data, declara que no dia se-
gulntc dara um alai|ue geral, e diz que pela
dcsiiioralisarao cm que seacbavam os bandi-
dos, por perderein o inclhor dos seus chefes,
pndia all incai-ine que em breve estaram to-
dos presos ou dispersados, e rcslabelecida a
paz neste ponto da provincia.
l.oiistaiiilo-ine que uina quadi ilh i vinda da
barra de iNatuba, provincia da l'arahiba, assal-
larauanoilc de 10 do mez passado a casa de
JoSo Climaco Filgueira de Albuquerque pro-
cedentes., em vez de contribuir p-ra o rrsta-l prletario do engenho Serra-Verdena frrguezia
bclccimenlo da ordem, assolou aquello distric- do Bom-Jardi, comarca do I.imoeiro, c ahi
to.roubando gados ecscravoi Informado dessas
c.r. nnist.iiicias, prescind completamente d si
caudilho, durante a nova revolta, sem embar-
go de sua concentracao nas mallas, circuns-
tancia que poda tornar sua coupeacao pro
(lena.
Esta prisao podra ser tentada desde o me/
de marco porm oonvlndo que fosse prece-
dida pela de muros bandidos das maltas, foi
ion iiniiia ordem adiada, e naimcnle t'oi el
feiluada, no territorio da provincia das Alagoas
em 30 do mez |iassado, pelo major Francisco
Vctor de Albunucrquc Mello, commandante
do corpo de batedores, dirigido por inslruc-
foe do benemrito couimai.dante das armas.
O vapor Thelii conduzio o caudilho de Ta-
iii.-mk1.ii para este porto, e iinmcdiatamente o
tiz seguir para o presidio de Fernando de No-
rouha, no brigue Catiopt.
Vicente Ferreira de Paula be reo de mullos
criines de raorles e roubos ; mas nao posso i-
t i mar a V. Exc. se a rrspeito delles exisieui
processos :
foriuasie.
assassinara a mulber dodlto proprleiario, e a
um seu cunhado, e roubara Idescravos e ou-
tros objectos, evadindo-se depois para Halaba!
ornciei ao Exm. presidente da Parahiba, e fi
daqui partir o segundo batalho de candares,
em busca dos releridossalteadoies.
Km resultado da diligencia foi preso um des-
ertor do sexto batalho que confessa ser un
dosassassinosda mulher de Joo Climaco. e ap-
prehenderam-sesetedosescravos roubados.que
licaram entregues ao commandante superior
da comarca do Liniorro, por haver fallecido
da febie reinante,o incacionado Joo Climaco,
que escapara do assalto dado em sua casa.
Na barra de Natuba licou um destacamento
do segundo batalho, encarregado de prender
os outros assassinos e os escravos roubados, e
ter de voltar concluida a diligencia, ouquan-
do V. Exc. o ordenar.
Conservam-se ainda no presidio de Fcrnan-
do-di -Noionlia os presos polticos condi inna
dos pelo jury dcsla cidade, com excepeo do
iiiclino-iiic a crer que nenhuin se ipreso Jos Ignacio de Abrcu Lima, que se acha
O terror que elle inspirava e a iin-
possibilidade de efleituar sua prisao deverlo
contribuir para a negligencia das autoridades
policiaese jiidicariax da visinliaura das mal-
tas, e at certo ponto explica-la.
V. Exc. depois de Informad, deliberar so-
bre as ordens que convir dar s referidas auto-
ridades a seu icpcito (Juaudo provas nao
liouvessem dos inniimeraveis dclictos deste
caudilho, para ser elle conservado em Feniau-
do, bailarla a violaco da cundir com que
creio haver-lhe sido concedida a amnista pelo
crime de sedic.i commeltdo na provincia das
Alagoas em 1844.
Tenho Incumbido ao chefe de polica a for-
naco de culpa, no s dos comprometi!,,,
na ultima revolta. como dos autores de varios
assassinalos coinmetldos por occasio della ; e
aponlel a este magistrado os lugares onde
deveria ir para iustaurar os competentes pro-
cessos.
Outras occupacocs da repartro Ihe nao tem
pe monillo ainda sahir drsta cidade, mas limi-
to convir, que V. Exc. d pressa ao chefe de
polica a que exrcute as ordens que por uiim
Ihe fram dadas, se V. Exc. nao julgar mais
conveniente que os processos de que o encar-
rrguei sejam incumbidos a outras autoridades
lHjlici.es.
I)
dens
evo aqu declarar a V. Exc. que cssas or-
nao comprcliciidcni a comarca de Flores,
recolhido fortaleza do Bruui, por ter de res-
ponder a novo juiy.
U numero de todos os presos sentenciados
existentes no referido presidio era em 9 de fe
vereiro do crrente anno 325. A guarnico
compunba-se de ISOprara*. A pbpuiarao total
comprrbendendo os ofiiciaes e empregados ci-
vis, suas familias, a dos senleuciados, e as pes-
soas livres residentes, monlava a 711 almas.
luformado de que todas as fortalezas e fortes
leste presidio precisavam de grandes reparos
e concerlos, aulorizei os mais urgentes, e man-
de! com ti i r laubcm um aquailellamenlo pa-
ra os presos, obra que eslava nos alicerecs e
parada, ha milito lempo. Os malcraos e lena-
gens necessarias Iciu sido comprados nesta ci-
pade, e o patacho Ptrapama tem ja feito duai
viagrns para os conduzir. Parece-me conve-
niente que estas obras sejam activadas c que
se nuo deixe em abandono as fortalezas arrui-
nadas.
Desde que para este presidio foram enviados
os presos polticos, julguei necessario inautcr
all constantemente tandeada una das embar-
eares de guerra ao seryro detla provincia,
para coadjuvar o commandante militar, e pre-J
venir a i'calisa(o de quacsqurr projectos de
evaso.
Aciualmenle acba-se all estacionado o brl-
gue-escuna ytniorinlia. Esta emBrcacao deve
ser rendida, com lempo de estar de volta neste
poitu no lini de juubo, poca em que lera con-
sumido oa dous mezes de mantlmentos que
levou.
Constando-me que abusivamente alguns par
liculares possuain gados que ocenpando aspas-
lagens da liba, mpediaiu o augmento do que
he de propriedade nacional, que decrescia em
proporco do augmento do pertencente aos
particulares, del providencias para vedar esse
abuso, bein como o negocio que os coniman-
danles e ofiiciaes costuinavam fazer em detri-
mento da disciplina das pracas da guarnico,
quequando voltavam daquellc presidio pre-
ciam antea mendigos do que soldados.
Del taiiiliein algumas providencias para cul-
tura, nao sii de .irvores fructferas cuino prin-
cipalmente da mandioca ; e fiz remetler para
ailha urna prensa e mais pertences par fazer
f.irinha ; bein como o necessario para a cous-
truccodo iii moinho.
Resta milito a fazer para que se consiga o
aproveitamento das trras cullivaveis da ilha,
para economa, r, gimen dos presos e seu mil
emprego, nos dillerenies trabalhos a que s
devem destinar.
Sou de opiniao que he conveniente mudar a
guarnico de seis ein seis mezes; e nao permit-
tir que para ella sejam escomidas as pracas
mal morigeradas, e que nas mudanras devem
ser comprehendidos os oRieiars.
A guarnirn actual da ilha consta de cerca de
60 pracas do qnai lo de artilbaria a p c oulras
lanas do segundo da inesina arma.
O documento queannexo a este relatorio,in-
dica os pontos em que se acham os balalhdes
de primelra linba existentes na provincia. Du-
rante a guerra civil estiveram em armas dife-
rentes destacamentos de guardas nacionaes;
mas todos se acbain actualmente dissolvidos,
com excepeo das duas companhias de batedo-
res reunidas na comarca de Klores : e do con-
tingente de guardas nacionaes reunido ao cor-
po de batedores do commandn do major Fran-
cisco Vctor de Albuquerque Mello
Nesse contingntese comprehendem 120 In-
dios de Cimbres, excedentes soldados que fize-
ram bons soi vicos. Estes Indios desejam vol-
tar s suas casas e rever suas familias, e pare-
ce-ine conveniente atlendcr ao seu desejo. Es-
tou certo que passado o iuverno, se o governo
precisar de novo do seu servlco, ellos yirao
presta-lo com piomptido e boa vontade. Os
referidos Indios foram conduzidos ao acampa-
mento pelo tenente-coronel Joo Leite Torres
(..illimo, a qnein dei essa incumbencia emou-
luliro do anno passado. Queixam-se elles de
usurparnos de suas ierras do Urub. e parece-
ne que he bem fundada sua quexa. Seria
conveniente dar-lhes um diretor e incumbi-lu
da defesa dos seus direitos.
As fortalezas do Hriim e do Buraco estn em
bom estado, convenientemente reparadas e
foi nocidas dos objectos precisos.
Nao acontece o inesmo s outras e tenho pe-
sar em apuntar cutio as que esto em ruin, a
mais vasta de todas da provincia, e que defen-
de o inollinr dos seus portes, a de Tamaudar.
0 arsenal de guerra he um eslabelecimento
interessante, que actualmente se acha dirigido
por ii ni ollie al de mrito e intelligencia. O ar-
mamento recolhido le sido e Tai sendo
promplamrnte concertado. Parece-me conve-
niente que le active o recolhimento j orde-
nado.
A casa destinada inorada do director era
ii I liman ule oceupada pelo lyceu, e antes li-
nha sido por nutras repartinos. Com damnn
do regiinem do rstabelecimeiito o director era
obrigado a inorar fura de lio. Passando o lycru
para a casa do hospital do Paraizo, aulorisei a
fazer na casa que antes oceupava, os reparos
e divises iodispeusaveis para que tiresse seu
primario destino.
Oarscnal de marmita tem por insppclor o ca-
p to de mar e guerra Rodrigo Theodoro de
Krellas de igual mrito e zelo. A direccao ero*
iioniica e administran va das obras do n llnna
ment do porto Ibe est incumbida, e a scirn-
tifica ao engenhriro civil Jos Mainedc Alves
Ferreira. O progreaso e andamento drslas
obras, bem cniuo o bom estado das ofiicinas,
iniia/iih e obras do arsenal de marinha de-
monstran! o zelo daquelle official, e quando se
compara as obras rxecutadas com a despeza
iiita, nao se pdedeixarde reronbeccr sua boa
liso alisara e econoinia.
Nas di -cisnes que live a dar sobre o pagamen-
to das desperas militares, fui minio auxiliado
pelo zelo que o coronel inspector da pagadoria
militar manifrstou constantemente, durante
ni i o lia ailnnins liar.ni pelos interesses da fazen-
da publica.
Esta repartirn se acha enllocada no andar
(neo da casa da thesouraria. A casa nao tem
as aconunodarocs precitas para, o trabalho dos
empregados e lugar destinado ao rrcebimentn
das partes. Estas sendo rrcebidas no lugar
destinado,ao trabalho, o perturban!, e deslra-
liem a alientan dos empregados. Os ordena-
dos e venciinenlos destes sao muito escassos e
asss insufticientes para recompensar empre-
ados de Ascalisacao, em que se exige intelli-
gencia, probidade e zelo.
A rrlaro te acha provida de numero sufli-
cicnle de desembargadores e distingu sem-
pre em seu digno presidente e mais membros
esclarecido xelo pela juilica.
Todas as comarcas, excepeo da de Flores,
eslo providas de juizes de direito. O da co-
marca da lio-i-Vista se acha no goio da licenca
de seis meses, concedida pelo governo impe-
rial. Tres dos magistrados desla cidade sao
depulados assembla geral ; sendo um delles
o chefe de polica; pelo que incumb esta ir
parlico aojuiz de direito de Garanbuns, em
que i deposito toda acoulanra.
Todos os jennos esto prvidos de juizes mu-
nicipaes. havendo comtudo alguus de uomea-
ao inteiina da presidencia, u de Olinda, pr-
vido pelo governo imperial, ainda nao loiuou
pos:e.
abril mostrava existir em notas a quantia de
ris 365:395.000.
O rendimento da alfandega nao obstante a fe-
bre que tem reinado nos ltimos qualro mezes,
contina no inesmo progresso em relaeo ao
res. Calcnla-se que chegara acerca de ris
3,400:'00,000 no anno financriro; somraa que
necessitar um terceiro crdito pira a porcen-
tagem e capataiia. To grande rendimento,
que. ha um anno, pareceu fabuloso, he devdn
ao zelo, intelligencia e fiscalisaco do digno
inspector, coadjuvadn por alguns empregados
habis e probos que elle tem sabido distinguir
e animar. Urna fiscalisaco lo exacta que era
desconheclda nesta repartico, nao podia ser
desenvolvida pelo digno inspector, sem que
cncontrasse difnculdades, contrariedades e de-
tractores.
He dever da presidencia nao Ihe faltar com o
ipnio e autordade moral de que precisa para
continuar, e progredir em sua tarefa ; e pela
minha parte creio hav-lopreenchldo.
O consulado geral acha-se collncido em uina
caa particular sita na piara do Corpo-Santo.
Parece-me urgente no interesse de facilitar
o espediente, e melhorar a fiscalisaco a mu-
danca desta repartro. ('mu dispendio talvez
menor do que 30:000,000 rs., se poderla cons-
truir una casa apropriada para o seu estabele-
cimenlo ao lado do Trapiche do algodo. Con-
seguida a mudanca da repartico para esse pon-
i, talvez conviesse designar para pontos de
embarques de gneros de exportarn, ou tra-
piches alfandgados sinente armaiens sitos
nas ras de Appollo e Hriii. As alvarengas car-
regadas seriam obrigadas a passar em freotedo
consulado, e em tal caso as conferencias se de-
veriam faier todas na repartico, com econo-
ma de empregados, e porventura coin melhor
fiscalisaco.
O consulado provincial se acha ainda em urna
casa particular da ra de Appollo ; porm or-
lenci que fosse transferido para o tnrreo da
alfandega, em que se achava a repartirlo das
obras publicas provinciaes, logo que por esta
fosse desocupado.
A econoinia exigirla urna reforma nesta re
parlico, que tem empregados cujas funerdes
sao imitis, e sem presumo.
As linhas que percorre o correio lerreste nao
sao s ilicin tos par.i satsfazer s necessidades
da correspondencia ofiicial ; alm de nao toca-
re! em lodos os pontos em que conviris, os
crrelos existentes nao sao lo frequentes co-
mo o servio publico o exige foi-me pois pre-
ciso mullas vezes recorrer a paradas,e a eslafe-
tis extraordinarios Pretenda proporangoverno
imperial, o augmento de algumas linhas, e al
teraco do curso de outras, mas nao me sobrou
o lempo para oceupar-mc convenientemente
desta parte.do servic. publico.
Resultando de algumas indagardes de policia
que alguem ofirecia vender clandestinamente
sclos para portes de cartas, ordene ao inspec-
tor da thesouraria que procedesse a um exo-
rne na administraco do correio, e me infor-
massequal a sonima de papel selado viudo da
corle e restante delle, e o producto da ven-
da ; comparando a existencia com a entrada o
venda.
Sendo necessario ouvr a administra, ao geral
dos coi ri ios na opiuio do inspector, enviei o
resultado do dito exame com a representaco
que me fez o administrador ao governo Impe-
rial para resolver o que fosse justo.
(hamo a allenro de V. Exc. sobre os rsla-
brleeimeniosde caridade. Pelo meu j citado
relatorio lera V. Exc. coiihecimenlo do que oc-
corre relativamente aos bous do hospital di.
I'ai.ai/o A administraran est hnje na posso de
documentos que reputo valiosos; e cstou cer-
to que V. Exc. activar a acro da justira, pa-
ra que o hospital geral possa brevemente ap-
plicar s necessidades dos pobres enfermos
o riiiil.....ni dos bens do patrimonio do hos-
pital do Paraizo.
A le geral de 13 de outubro de 1831 nao foi
plenamente escoltada no que toca aos bens
patrmnniaes c outros rendiincntosdo hosp-
t ilfda Misericurdia de Olinda. A admmislraco
dos i si ii I, lmenlos de caridade nao entrnu
ni posse desses bens ; e a notoredade publica
os da por di-lpidadns. Consta que alguns II
vros de (mnbamentns de escripturas de afora-
monto ile dividas des.appareceram ; e que di
mi: i os -o arrancaran! militas folias. Com vagar
e sem a inquietarn da guerra civil, cu teria
frito minuciosas indagaces sobre este objec-
to ; e i studado os Dielus de malograr a prevari-
carlo, e de fazer verificar a in indicien da-
quelle patrimonio dos pobres. He uina tarefa
gloriosa, que deiso a V. Exc. e que espero nS"
ser tentada intilmente c sem proveilo para
OS polo es s
Usando da aulorisa(o concedida presiden-
cia para a reforma da repai lico das obras pu-
blicas, fiz um novo reglame!, no qual prri-
crevi os deveres dos differenles empiegados,
asregras grraes do servir, procurando dar-
Ihe unidade, adoptando, compilando e aditan-
ou por clausulas comidas nos ttulos de afora-
mento, a fazer sua custa o caes que do arco
da Conccico deve seguir na direceo da ra do
ilruin ; e do arco de Santo-Antonio para o lado
do palacio do governo, concedi-lhes seis mezes
de prazo para dentro delle conclulrem os re-
feridos caes sol) pena de seren mandados fazer
por administraco sua rusta. O procurador
fiscal foi encarregado de fuer a intimarn
judicial c promover o julgamento por sen-
lenca.
Creio ser necessario fazer proceder na the-
souraria geral a mais minuciosas indagarnos.
ea e\ mes sobre o terreno, para se verificar se
i lista de ties furelros enviada pela thesoura-
rii lie completa, e se lia alguns logradores pu-
blicos na exteuso das dita* praas, afim do
mandar fazer pelos cofres provinci ,es as par-
tes relativas do* referido* caes, se porven-
tura a sua conslrucrao nao estiver rompre-
hendida nas obrigaroes que comtrahrain os fn-
reiros.
Verificando que tres predios possuidoi um
por Jos Francisco Beleui, outro pelo casal de
Antonio da Silva y Coinpanhia, e oulro por
Francisco Mauoel da Silva Tavares, estavam
edificados sobre as muralhai e terreno oceu-
pado antigaiiieute pelo Forte-do-Mattos ; acre-
ditando que a edificaco desses predios se ti-
zesse clandestinamente e sem competente con-
cessao do terreno e murallias referidas; e pa-
recendo me alm disso que esses terrenos sao
necesitarlos para usos nacionaes e para logra-
dores pblicos, ordenei ao procurador fiscal
da thesouraria da fazcod* geral qui* por via de
uva competente fizesse com que o ditos in-
dividuos exhiblssein perante o jmzdos feitosda
fazenda, os ttulos de sua occuparo das mu i-
llias e terrenos do mencionad Furto ; e que
sendo apresenlados os ttulos se nao fossem
suflicientes para transferir dominio, houvesse
de revindica-los, participando presidencia o
que fosse occorreudo a respeito de cada urna
das aesaios.
Manilci proceder a cxaines para me informal
do titulo com que a irmandade de Santa-Anna
erecta na igrrja da Soledade possuia o predio
em que est estabelecido o hospital regen-
la!, e que he contiguo dita igreji.
Ouvi acerca dos documentos que me fiam
remctlidos pelo provedor das capellas ao des-
embargador procurador da cora; e mandei
proceder a novos cxaucs que n\> sao ainda
completos, e que se acham na secretaria para
sf rem submrtlidos a V. Exc.
Estou persuadido que convem progirdir nes-
ses exame* ; porque presumo ou que o dito
predio e outros possuidos pola irmandade dr
Santa-Auna pertencem ao hospital dos lazaros,
c indcvidJinenic est no goto da dita irman-
ilade, ou que pertencem narao por causa do
Cominillo, c em execurao daileil deamorti-
saro.
Em um o outro caso a V. Exc. pertenro pro -
vidrnciar a respeito
Tenho a informara V. Exc. que o palacio do
governo est precisado de grandes reparos.
0 cupn o tem destruido, chove mais ou
menos em todas as salas c quartos.
Passado o rigor do invern he indispcnsavel
fazer os reparos precisos, e para isso ennvirn,
pedir autorisaeo ao governo imperial.
1 "ni i comiiiisso presidida pelo barodctsom-
liui se enearregou de agenciar na corte urna
subscripta cm lavor dos orphos e viuvas das
pessoas que nnn rcrain nesta provincia, com-
batendo cm favor da ordem, o tamben) da
Ii ll. s que pelo inesmo motivo ficaram alcija-
dos, mutilados, ou inulilisados por fcriinenlos
graves. Trinta e cinco conlos que arrecadou
furain posto.* minha disposicop.ira os dis-
tribuir. O commendaiTor Fiancisco Antonio
de Oliveira, como thesoureiro de urna com-
misso que institu, os recebeu.
Desta quantia distribu por vezes a somma
de 24:000,000 rs. Por con la desla somiua o dito
eommendador pagou rflrclivamcnte a quantia
Ie2l:700,000 rs.. c enviuu-mc os recibos e qui-
taroes que se acham na secretaria ; restando
pagar 2:300.000 rs. que ainda nao fram procu-
rados pelas pessoas habilitadas a reccbe-los.
Importando a disttibuico que fiz em ris
24:OOO,O0O,resta a dstrbuir-sc 11:000,000 rs.
Persuadido que esta sonima foi posta mi-
nha disposico para fazer a distribuir como
presidente da provincia, passo a comniisso a
V. Exc afim de continuar a distribuir os res.
tantos 11:000,000 rs. pelas pessoa* que cstive-
ii'iii no caso de ter parte uella ; e creio que se
as pessoas habilitadas para pretender essa dis-
Iribuico, nao absorverem loda aquella, V.
Eso, Trceder conforme as intenedes dos
subscriptores, entregando o que restar ao hos-
pital de caridade.
Precisando a provincia das Alagoas de algu-
ina forra de primeira liuba, e havendo o Exm.
presidente por vezes requisitado a remessa de
alguma, e convindo que a policia das mallas se
faca naquella provincia, com a mrsnia efucacia
que orase faznesla,pretenda enviar par a di-
la provincia, conformando-me com a opiniao
Fiz nouieacors de novos supplrnlrsde jnizes
iniinicip.ii s nos terinas em que os amigos ha-
vijni terminado o quatiirn.iio. As noineacocs
para'esla cidade e para outros termos em que
o qiialrieiuiiu dos suppleiiles deve terminar no
.prximo mez de junlio, esto por fazer.
K thesouraria geral tem chele hbil ederc-
couhecida probidade. O balan? desla repar-
tico no mes de abril aprsenla o saldo de ris
i ,034:020,125, incluidos oabilheles da alfande-
ga a vencer, eas lemas vencidas e a vencer: a
mesma vaniagem cabe thesouraria proviu-
ciai. O tiabalbo das comas da antiga iheiou
raria provincial nao teui progredido, como se-
ria para desrjar. No intuito de facilitar e abre-
viar esse trabalho incumbiao inspector interiu
a confeccio de un regulamento, que nao che-
you a ser-me presentado. O balanjo dontez de
- ----- --------------------------- ^ |nj,iMu,| i'iin'iiiidiiu-iin IUih a opiniao
do o que achei estabelecido em outras prorin-[do beuemerito coinmandanle dai armas, o
cas do imperio e que mais acertado me pire-lquarto batalho de artilharia a p em subsli-
ceu. A experiencia e pratlca apresrntar as de-
ficiencia! deste regulamento, e V. Exc. far as
precisas corircroes.
Alm das obras que do citado relatorio cnus
ta estn ni em andamento, mandei fazer por
adiuinisiraco 25." lauro da estrada da Vic-
toria ; e proceder a arrematares do 7." lauco
da estrada do sul, do caes do porto das Canoas
c do aterro da camboa dos Remedios.
A obra do theairo de Sania Itabtt est con-
cluida, menos o saloda frente; assim dar-se-
ha boje nejlc a primeira representaco, e V.
fie. julgar da coinpanhia engajada pelo em-
nresMilo.
Nao se tendo conseguido ainda o ajuste ami-
gavel dos terrenos que sao necessario* para o
cemiterio publico, cuja compra cncarreguci ao
verrador Jos Pire Ferreira, nao pude por em
execuco a lei n. 91. Submelto ., V. Exc. al-
guns prnjectos de regulamento que me foram
ollrcridoa pelo presidente do coiiselho de sa-
lubridade, pelo Dr. Mavignier e dezembarga-
dor Martiniano da Rocha Bastos.
A referida lei n. 91 estabelece duas elasses
de sepulturas, as de tres annos, e as perpetuas
e hereditarias : era minha iitcnro adinitlir
no rrgiilaiueiitn uina terecira clatie, a das se-
pulturas por 40 annos, e difneultar a compra
das perpetuas elevando o seu preco. Pretenda
giiiar-me pelo regulamento dos ceiniterios de
Pari* modificando o, e adaptando s clicums
laucias diversas do uosso paiz.
Constando-me que dilli entes individuos que
receberam por aloramenlo terrenos de mari-
nha na ra de Appollo e praiade S.-irancisco
esiavam obligados ou por tertu:s espeeiaes.
tui(o do segundo de cacadores, que j all es-
leve, c que reverteupara esta, afim de se liqui-
dar suas comas na pagadoria. Retardel a re-
messa do referido batalho por esperar suc-
cessor; e por entender que devia reservar a
execurao dessa deliberac.no, para subuieite-la
a V, Exc.
Tendo concluido o que tinlia a expr, rogo
a V. Exc. que releve a escaisez das informa-
rles que Ihe submelto, com alteuco sinccrl-
dade e lealdade com que o faco, e que acceite
meus votos pela felicidade, prosperidade e glo-
ria de sua administraro.
"Coi guarde a V. Exc Palacio do governo
em Pernambuco, 18 de inaio de 1850.
Illin, e Exm Sr. Jos lldcfnusu de Souza Ra-
mos, presidente desta provincia.
Honorio Herthln Carneiro l-rdo
PE. NAMBUCO
ASSEMBLA PUOVINCIAL
26." SESSA ORDINARIA EM 17 DE MAIO
DE 1850.
l'i.l slI)l>Ct* DO S. FF.DRO UlAMtim
{Concluslo.Fide Diario n. 115 ;
O Sr. Correa de Brtlo :--Sr. presiden!,
ii.ui lie som grande dilliculdide que entro
tiesta iiiseussao. lie lodos os menihrutl Ubs-
ta augusta Hs-senihliM, -u cu o meaos pro-
r


----------------------------------------------------------. 111 -------------------------.--------------------------------------------------------
prio para envolvor-me nn questo, que oro
nos occupa; porque, attentas as rolares do
amisade que estreitamente me llgam ao no-
bre depulado dequetratam a indicacSo, o
parecer a emenda, talvez alguem suppo-
nha que osae nobre deputado me deu procu-
racflo para advogar aqui osseus nteresses.
Entretanto declaro desde j mu solemne e
categricamente que nflo recobi semelhan-
te inissiio : o Sr. Mello Mego he muito ho-
nesto, he muito delicado; e, pois, nflo
viria reclamar da casa urna repararflo a of-
fensas feilasa seus interesses pecuniario!,
nem pedira a amigo seu que o lizesse. E
tanto he assim, que agora mesmo o nobre
deputado retirou-se da sala, receoso de
que a sua preseoga concorresse para que se
desse menos liberdade, qur na discusso,
qur na votacito do parecer.
Feita esta declarado, Sr. presidenta, eu
peco licenca a V. Exc, o permiasio ao no-
bre primciro secretario, para justificar um
aparte em que Ihe disse que a secretaria,
nflo s podia, como devia corregir falta
que commettra com relacJJo ao Sr. Mello
Reg.
Sr. presidente, quando qualquer funccio-
iii io publico tem de dar exccucfio a urna
disposicflo legislativa, e sua consciencia, e
suajinlelligencialhedizeni, que esta dispo-
sic;."io em nada se barmonisa com outra que
1 he servio de base, que Coi, por assim dizer,
i sua fonte ; esse funccionario tem obriga-
Cflo de procurar todos os esclarecimentos
que porvenlura possam habilita-lo a fazer
desapparecer essa desharmonia, essa con-
lradicc3o. Isto posto, e leudo o nobre pri-
mciro secretado contestado que sua cons-
ciencia, ao mesmo lempo que sua i ti le 11 -
gencia, o fez conliecer que a disposicSo da
lei do orcamento vigente se acba de accr-
do cornado srligo22do acto addieion.l,
parece-me que nflo poler contestar que
eslava na reaprieta ohrigarflo de solicilai
providencias que ev.lasem semelliBnle
desaccordo.
E nilo se entenda que, me exprimindo as-
sim, eu lenhoem vistas irrogar injuria ao
nobre ptimeiro secretario, nem tambem ac
cusa-lo 13o grave e seriamente, que o quei-
T ver punido ou responsabilisado; nflo,
mil vezrs nflo. A falta do nobre primeiro
secretario be venial; he da nalureza (aquel-
las que qualquer de nos pode commetter
involuntariamente, e por si mesmo revela-
las som receio de ver perigar o seu crdito,
a sua reputac3o.
A aecnsaeflo que porvenlura se Ihe Taz he
muito simples ; dola Ihe nflo pode resultar
o menor desaire.
Parece-me, Sr. presidente, que, tenho
justificado o meu aparte, pois que demons-
tre que o nobre primeiro secretario devia
de ter solicitado esclarecimentos que hab -
litassem a fazer desapparecer a desharmo-
nia, o desaccordo qu se dava enlre essas
di.as disposices legislativas, urna das quaes
pareca destruir a outra. Ao menos eu, se
fora primeiro secritario, tivera procedido
assim.....
O Sr. Vellez :Mas nflo se segu dahi que
eu ou oulro devessemos obiar do mesmo
modo.
O Sr. Francisco lodo :--Era o procedimen-
to natural.
O Sr. Correa de Brilo :Era natural sem
duvida. Entretanto nflo quero dizer que da
parte do nobre \ rimeiro secretario houvesse
o proposito, o deliberado desejode prejudi-
cr o de| utado de que se tracta. Nflo ha
nada que autorise semelhante. supposi(So :
descuidou-se um pouco, e nada mais...
O Sr Velles;Tive conhecimcnto da cau-
sa ; j me expliquei.....
O Sr. Correa de frito :Perdoe-n.e que
Ihe diga : a sua explicado nflo me salisfez.
Sr. presidente, reconhecido que a dis-
posicSo da lei do oreauenlo vigente nflo
est de aecrdo com a do acto addicio
nal que manda darajoda de custo a qual-
quer deputado que nflo resida no lugar
em que se rene a assembla, me parece
quo devenios lomar una deliberado a res-
peilodaquella que compele aoSr. Mello Me-
go ; eessa deliberado, quantoa min.dcve
ter por base as disposi^es legislativas que
a respeito vigoran), embora as rasos que
contra essa minha opiniSo raiu apresen-
lados na casi.
Sr. presidente, eu enlendo que a base de
8,000 ria por da, calculado cada da na ra-
sflo de seis legoas, he a que deve servir para
ocaso de que se trata. Sim, anda mesmo
que, segundo o calculo do nobre deputado
que fallou em ultimo lugar,a adoptar-se esta
base, venha a ajuda de custo do Sr. Mello
llego importar em 800,000 res, he minha
opiniflo que a nflo prescrevamos ; pois que,
bem longo de tornar-se essa ajuda de cusi
superior a que se d aos deputados por esla
provincia a assembla geral legislativa,
como quiz fazer crer o referido nobre de-
pulado, ser-lhe-ha inferior.
E de feito, Sr. presidente, o que allegou o
nobre depulado para provara sua aserc,3o?
Allegou que, sendo os ditos deputados ge
raes emn gados pblicos, c devendo reas-
sumir o exercicio do seus eiupregos no fin
de cada sessflo, licam obrigados a dar qualro
viagens.e que distribuida por estas a quan-
lia que se Ibes da para despezas de i la o
volta, cabera a cada urna a somma doris
300,000. Bem : o Sr. Mello Reg pt rtence
ao eslado-maior do exercilo, e poi conse-
guidle be obrigado a esidir na corte, onde
com i IV.' lu demora ; para | oder vir exercer
asfuneces de depulado provincial, solici-
tou e obteve liceiica do goveino imperial,
cujo | razo lie igual aquelle porque tem d
durar os nossos trabalhos ; linda rssa licen-
ca \ ola i a a corte, para regressarem marco
do anno vindouro, e iranspoitar-se anda
una vez para all, logo que linde a presente
legislatura provincial: dar, pois, qualro
vhgens ; e, uividindo por ellas a quanlia de
S00,000 ris, o nobre deputado vei que
toca a cada urna a de 200,0110 res j isto lie
100,000 res menos do que a cada urna das
viagens que, segundo o computo du illus-
tre preopinante, csla sujeiio caua um do.
depulados por esta piovincia a assembla
geral legislativa. Entretanto muguen) dir
que as despezas de um deputado geral que
se transporta de Pernambuco ao llio-de-
Janeirosfio superiores s do deputado pro-
vincial que passa do Mio-de-Janciro para
Pernambuco : a im[0Haiicia das passagei.a
he a uiesnia ; e, se aquelle eve aprestar
se decentemente, a este cone igual obri-
Por todas estas considerarles voto pelo
parecer, epela emenda que tive a boma de
mandar mesa.
O Sr. Velles :--Sr. presidente, acha-se em
discusso orna emenda ao pareoer de que se
trata : tomei a palavra para declarar que
roto por essa emenda : reconhecendoa jus-
(ica do parecer na parte em que d ao Sr.
Mello Reg direto para receber a ajuda de
listo, en devo escolher urna base para essa
ajuda de custo; e, reconhecendo justa
i base tomada pela {emenda, devo votar por
ella : as considerandos faltas pelo nobre
depulado que por ultimo fallou a respeito
la sua emenda, meparecem justas ; eu as
subscrevo inteiramente.
Aproveitando a occasiSo, Sr. presidente,
eu devo responder aos nobres deputados
3ue se dirigirn) ao primeiro secretario
a assembla, fazendo-lho urna accusacSo
seria e gravo ; e deixarei sem resposta os
apartes dados por mu nobre deputado;
porque apezar da mansidflo que elle pre-
tende ostentar, esses apartes revelam muita
acrimonia, e decidido gosto de ofTende
aos seus collegas; quero deixar isto de
lado, para nflo entrar n'uma quesillo odiosa;
nSodesejo provocar um incidente desagr-
date! : fique a gloria dease procedimento
que censuro para aquelles que assim se
i orlam ....
O Sr. Francisco Joao Isso he um jogo.
Sim, he um jogo ; mas noto que, se nelle
pode haver ganho alguma vez, a perda he
quasi sempre certa...!!
O Sr. \ellez : Mas, Sr. presidente,
as rasos apresentadas na casa nflo me
pdeni convencer de que a secretaria
fosse obrigada a incluir o Sr. Mello
Reg na lista, dando-lhe urna ajuda de
custo. O nobre deputado que fallou em
penltimo lugar damonstrou exunerante-
mente que pela lei do orcamento vigente
nflo se podia dar ajuda de custo ao Sr. Millo
Mego ; p'ovou que o acto addicionil Ihe
Java esse direito, mas que na lei vigente
nflo exista para essa ajuda de eusto : per-
gunto, qual devia ser o procedimento da
secretaria da assembla ?..
O Sr. Correa di Rrito .-Pedir a quota.
O Sr. Francisco Joo :Expr o mal, e so-
lieitar o remedio.
O Sr. Vel/les : O procedimento do se
cretario devia spt este: nflo considerar o
Sr. Mello Reg na lista, porque nflo era de-
putado do interior. Mis dissi-se quo a se
eretaria devia trazer logo a duvida caca,
e tratar do esclarecer-se ; permittam me
porm, os nobres deputados que Ihes decla-
re que reconhecendo eu que pelo acto add-
oional o Sr. Mello Mego linha direito a urna
ijuda de custo, Ihe desse de mota proprio, e
em que elle nada me perguntasse, quena
qualidade de deputado, ( e nflo como secre-
tario, porque o meu dever eslava feito ) re-
clamara em occasifloopportuna, para que
ossi ajuda de custo Ihe fosse restituida, e
essa occasifloopportuna era a discusso da
lei do orcamento onde apresenlaria urna e-
ini'iida porque, como exercicios lindos,
despezas eventuaes ou por qualquer outra
forma, Ihe fsse reparada a inju-dca da lei
lo orcamento; nfio se diga, que, como a
secretara nfln fez sso vontadedos nobres
deputados, nfio procedeu como devia ; he
isto una increpaeflo que eu repillo, porque
nflo me cabe, visto que se procedeu em vlr-
tu le da lei escripia, e quando se execula
urna lei como se deve executar, nflo me pa-
rece que baja falta de, cumprimento de de-
veres.
O Sr. Correa de Brilo : --Mas he preciso
proceder de molo que da execucS-i da lei
nflo resulten) absurdos.
OSr. Velles : E qual he o absurJo ?..
O Sr. Correa de Brilo : Ficar o deputa-
lo privado da ojuda de custo que o acto ad-
dioional Ihe concedeu.
OSr. Velles:-- Eu eslou justificando o
meu procedimento ; estou demostrando os
meios que tioha para reme liar isto; que
nfio o fazia fra de lempo e que proceda
assim, porque nflo podia contrariar a le do
orcamento.
Um Sr. Depulado : Mas devia executar
tamhemoart. 22 do aclo addicional.
O Sr. Vcllez : Sim ; pelo meio legitimo.
Um Sr. Depulado : -- A lei tinha ferdo n
acto addicional; sera por conseguinte
buscar remedio para a ferida.
O Sr. Vellez : Eu me eslava guardando
para lei do orcamenlo ; eu me guardava pa-
ra occasiflo opportuna ; era entilo que se po-
da remediar esse mal que o collega sofTYia
Urna vos : Porm tarde.
OSr. Vellez : TarJe ? Pois a lei do or-
camento nflo se ha de discutir esto anno ?
Creoquesim. Enlfln nflo era tarde.
O Sr. Cor rita de Brilo : Eu entendo que
o era.
O Sr. Velles: Eu entendo que nflo, por-
que a lei do orcamento hade discutr-se, c
era esta segundo mesmo a opiniSo dos no-
bres deputados, a occasiflo apropriada
para se tratar dislo ; porque os nobres de-
pulados querem guardar ludo quanto be
despeza para a le do orcamenlo ; eu estou
pois, as deias da casa. Repilo, nflo mere-
ca a increpaeflo que se me tem feito.
Vai mesa, e he apoiada para entrar em
discusso, a seguinte emenda ;
'A ajuda do custo de ida e volta rloSr.
deputado Mello Reg, ser na rasflo de
300,000 rs. por vagem ~ los Pedro.
Julgada a materia discutida, he o pare-
cer submeitido votaeflo, e approvado enm
a emenda do Sr. Jos Podro, sendo rejeita-
da a do Sr Correa de Rrito.
Discusso dos emendas olTereciJas em
terceira ao prnjeclo n. 9, que eleva cathe-
gora de cclalo as villas do Rio-Formoso e
Naxareth.
O Sr. (vedes de Mello votar a favor do
projeclo, bem como pelas emendas que ele-
van) a cidades as villas de Mazareth e Igna-
ras, ; e porque eutende que esta, por sua
antgudide e posieflo geographica, esl
mais no caso de recetor semelhante titulo,
do que qualquer Jas nutras villas da pro-
vinncia votara contra ludas, s Ihe nega-
ron tal calhegoria, visto como nflo quer
concorrer para urna iujuslica.
O Sr. Correa de Brilo : Sr. presidente,
alguns apartes que tive a honra de dar ao
meu nobre e charo amigo o Sr. primeiro se-
cretario, quando, na ultima sesgflu, se elle
envolveu na discussflo do prnjecto a qte te
referen) as emendas que vamos apreciar,
censlituiram-me na rigorosa obrigaQflo de
pedir a palavra ; mas declaro ante V. Exc. e
a rasa que nflo he sem grande repuguancia
quevou lomar parte na discussflo, porque
ver-me-hei Toreado a revolver o passado,
empreza de que smenle me encarrego
quando circunstancial m'acon&elbam, co-
mo presealemeute.
Sr. presidente, voto pelo projeclo que ele-
va calhegoria de cdade a villa do Mio-
l'ormoso, e fra incoherente commigo mes-
,no so de outro modo procedeaae, porque
entre os respeitavei* Domes que o lirma-
ram Iwura o meu ; nas nem por aso estou
obrigado a volar por todas as emendas que
se acham sobre a mesa, sol pena de incor-
rer na pecha de menos justo; pois que sc-
melhanle qualillcacflo s mecaberia, se me
podessem provar que as villas que essas
emendas dizem respeito eslflo no mesmo
caso que a do. Rio-Formoso : entretanto
-reio que ser difflcil, sendo impossivel
lar-se essa prova, de que nflo quero, nem
poss prescindir.
Sr. presidente, se ao enunciar o men vo-
l, eu apenas tivesseem vistas asminhas
conveniencias particulares, e nflo o ioteres-
se publico, corto que nflo ousaria oppor-me
a essas emendas que ahi formigam dando a
calhegoria de cdade a villas cujos collegios
eleitoraes silo importantes; porque corre
por ahi que o deputado que tiver o ard men
to de offender, anula que de leve, as suscep-
tibilidades desse* collegios, expOe-se ao gra-
ve risco de ser excommungado por ellos,
le nflo merecer-Ibes um voto sequr ; mas,
como j disse, anteponho aludo o nteres-
so publico, e nflo temo o anal liorna terrivel
com que se me ameaea ; porque, romquan-
to aprecie em muito a honra de representar
a provincia', anda nflo n busquei, e se aqui
meacho nflo he ero virtude deminhas dili-
zencias, mas sim das de alguns amigos de-
dicados que se le rubra rain de apresentar o
meu pobre nome aos eleitores pernambuea-
nos, os quaes t veranil a summa bondado de
acolh-lo. r
Igusrass he com effeito urna villa anti
ga. o chela de recordares histricas ; mas
ssas recordares como que apenas exslem
na imaginaeflo de alguns, ou as paginas
de certos livros ; os monumentos que as
attestavam, eque serviriam para transmit-
t-las de geraeflo cm geraeflo, ou desnppa-
receram inteiramente, ou eslflo tSo estra-
gados c arruinados, que dentro em pouco
suecumbirfo sem deixarem de'si um ves-
ligio se quer. Releva, urge mesmo que re-
paremos esses monumentos, que os resta-
iielocamos, para que os nossos vindouros
nos nflo tachem de desle xados ou de semi-
brbaros ; mas nflo be dando-lhe a cathego-
ria de cdade que cumpriremos esse dever.
Senhores, nflo he com titulo de cdade
que se ergue das ruinas um lugar que pare-
ce condemnado pela Providencia a definhar-
se, a aniquilar-se: ahi est a bem poura
distancia de nos a velba e outr'ora famosa
01 inda que, comquanto conserve esse titu-
lo, contina em completa decandencia.
Mas, Sr. presidente, quanto a Iguarass,
eu me nflo limitarei as considerares que
ah deixo fulas ; procurare provar que elb
nflo tem direto ao titulo de sempre leal
com que o quiz honrar o nobre primeiro
secretarlo.
O Sr. Velles : Nflo fui eu, foi o alvar
de I8ii.
O Sr. Corra de Brilo : Podia ser que
nessa poca a villa de Iguarass tivesse di-
reito a semelhante titulo ; mas hoje, derois
da grande parte que tomou na rebelliflo,
conservar-lh'o quasi que he um epi-
gramma.
O Sr. S Perira :- -Isto prova a sua im-
portancia.
O Sr. Correa de Brilo: Mo, meu nobre
colloga, prova as suas ten lencias para re-
belliflo, por conseguinte o pouco ou ne
nliiirn direto que tem para conservar o li
lulo ile sempre leal que Ihe conferio esse
alvar de data tflo remota.
Senhores, a rebelliflo ergueu seu hedion-
do eolio em oiimla, he verdado ; mais re
conheceu mme Malamente quo eslava mI
segura, e foi acastellar-se em Iguarass,
cujas portas, mu voluntariamente e sem a
mnima resistencia, se Ihe abriram de par
Ol) par.
Vozes : E dahi sabio.
Um Sr. Deputado : E em consequenca
disso nfio i le ser cdade !
O Sr Correa de Brilo : Nflo, senhores ;
mas nflo tem direito ao titulo de sempre
leal.
Vozes : .- E o Recife ?
O Orador : O Recife resisti, e resisti
vigorosamente ; mas Iguarass nflo proce-
deu assim: toda a sua populadlo, ou a
maioria della, inclusive as proprias autori-
dades, adherio a revolia. Foi em Mussupi-
nho, foi em Maneota, lugares estes perten-
cenles a Iguarass, que liouveram lugar os
primeiros enconlros das Micas imperiaes
com as da rebelda ; foi ah que a rebelliflo,
coadjuvada por grande parle da popularlo,
pela guarda nacional e at pela magis
tralura do municipio, sustentou as lu-
las sangrentas e encarnicadas, do furor
quo a ilommava, da firme resolucflo em
que eslava de fazer correr riosdesrngue
E urna villa que assim procede lem direito
ao titulo de sempre leal* Parece-me que,
conscienciosamente, ninguem oafllrmara.
Anda mais, m aprtese me diz d-qqel-
lelado, quo era natural de Iguarass o de-
generado Calabarque, seduzdo pelo ouro,
vendeu sua patria ao eslrangeiro Parece,
pois, que esse lugar est condemnado
ver sabir de seu mo os homens que mais
se teem distinguido pela deslealiade ; mas,
isto nflo obstante e como que frQa,
querem conservar-lhn o titulo de temvrr
leal. *
Tambem em aparte se me observa deste
lado quo a rebelliflo por igual se demorou
em.Nazareth. lio isto urna verdade incon-
lestavel. Massabeis, senhores, quanlo lo-
grou a rebelliflo estabelecer-se, anda que
momentaneamente.ern Mazareth? Foi depois
de tor esta villa heroica lutado com ella pe-
toa pei lo, bi ac a braco;--foi depois de I tu-
le r disputado n Iprrrenn palmo a palmo-fo
depois de haver gasto o ultimo car.uxo:'foi
quando o seu pi queno destacamento eataf t
aprisionado, e os respectivos ofliciaes
corriam o risco de serem arrabusados. En-
IruUnto.lguarass recebeu a com os bracos
aberlos, sem lzer-llie a miiiimaresislen-
O Sr. S Pereira : As portas estavam
abertas, nflo bavia quem as Cefendesse.
O Sr. Cortea de Brilo : Permita o no-
bre depulado o observar-lhe que est per-
mtanteme engaado : Iguarass tinha un.
destacamento igual ao uo Nazarelh ; e, s
esse destacamento liouvessesidocoadjuvado,
como o oulro, pelos habitantes da villa, ge
estes habitantes estivessem, como aquelle,
b odouiiniodos principios de erdem. a
FU|,u|imn .....i...f. .u'..:.!____ .
i que Ihe oppozeram os Nazareno*,*o Igua-
rass podra entflo conservar o titulo de
lempre leal, que, por frca das considera-
oiVs que tenho feito, nflo posso deixar de
-ontestsr-lhe.
Um Sr. Depulado :E o decidade?...
O Sr. Correa de Brito : J disse que
elle Ihe n9o pode ser dado; e, j que us
nobres depulados o exigem, proourarei jus-
tificar o meu dito.
Senhores, as cans, um porte mais ou me-
nos vergado, urna face rugada pelos annos
nflo silo, a meu ver, os nicos ttulos para
>s galardrles : a fim que estes .bem assen-
om, e nflo fiquem desapreciados, releva
que a parda velhce estejam a illustracflo,
a virtude, os bons servicos e os meios para
sustentara dgnidade do brasflo a conferir.
Iguarass esta velhn, he verdade; mas tflo
lcrepilo e tflo pobre, que mal pode sus-
tentar o titulo de villa: e, pois, dar-lheo
te cidade ser o mesmo que pr-lhe sobre
>>s avelhenttdoS e deb I issi moi hombros um
peso que, por superior s suas frcas, o fa-
r verga r.
Sr. presidente, se Tormos escrupulosos
em conferirs villas a calhegoria de ma-
lo ; isto he, se nflo honrarmos com seme-
lhante ttulo senfto aquellas villas que das
outrassedslinguirem no commcrco.na in-
lustria e na agricultura, esse nosso proce-
limenlo ter por consequencia necessaria
urna ulilidade publica muito real; quero
lzer, ser causa para as demais villas que
aspirarem mesma houver afaoem-se por
quiparar-se a queja a houver recebido ;
esforenm-se por fazer tambem progredir o
eu commercio, a sua agricultura, a sua
industria : e dahi provir a importancia lo-
cal da nossa provincia, e dahi provir con-
sideravel augmento as rendas publicas,
que augmentarflo na rasflo directa do pro-
gresso daquellas fnnti-s da riqueza dos esta-
dos. Mas, se precipiladamante, como que
a esms, e sem termos em cnnsideracflo es-
sas ra.'Oes de grande peso, frmos confe-
rindo titulo de cidade cada villa que oso-
licitar, concorreremos, se bem que indi-
recta e involuntariamente, para que ellas se
deleixem de si mesmas, p, de decadencia
em decadencia, cheguetu ao aniquilamen-
to.
Rio-Formoso, Sr. presidente, est no ca-
so de ser elevado acidule: sua populacSo
he numerosa, seu commeroio he quasi tflo
animado como o desta praca : all', co-
mo aqui, os especuladores, os caixeiros,
crusam-se usa ras; o lidar commercial
i'omcci com o raar do da e com elleaca-
bi; ra ha all que, como a nossa a que se
denomina Nova, est guarnecida de bellas
li-jas, cujos fundos n-ontam a 40, 50 e 100
contos de ris ; propretarios e capitalistas
lem essa villa, cujos possuidos montam a
mais do 130 contos de ris. Animemo-la,
pois ; provemo-llie que temos na devida
conta os esfnrens que ella tero feito para se
lislinguir das outras ; galardoemo-la. De-
pois do Rio-Formoso, Sr. presidente, d-
mente Nszaretli me parece digno do titulo
do cidade; e, portanto, eu tambem con-
correre com o meu[voto;paraque se Ib'o d
Torminaici aqui, perlindo a casa me dis-
dense de haver oceupado a sua atteneflo
por mais lempo do que pretenda.
O Sr. ti/le; :--Sr. presidente, eslava de
animo deliberado a dar o meu voto symbo -
licamente a favor do projeclo e das emen -
dos :i:rosi-nlodns ; o com osso proposito
entrei hoje na casa : mas o discurso do
nobre deputado, que por ultimo fallou, me
obrga a quebrar esse proposito,e a dizer al-
guma cousa.
Senhores, filho de- Iguarass, de qu;
muito me honro, eu nflo posso com In-
li iVoi-enca ou vir tildo quanto o nobre depu
lado disse a respeito dessa pobre villa. A
assembla hi de recordar-se quo,quando eu
fallava na ultima sessflo a favor de Iguaras-
s, o nobre deputado em parte disse o mes-
mo que acabou de referir : a casa ha de re-
cordar-so tambem que eu desde logo pro
teslei contra essas injurias...
OSr Conia de Brito :Nflo silo injurias.
O Sr. Velles :(lontra essas offensas.
O Sr. Correa de Brilo d um aparte.
O Sr. Velles --Senhores, na ocoasiflo de
1 ne trato, moslrei que a villa de Iguaras-
s' era a mais antiga villa da provincia, e
creio que os nobres deputados, lidos como
sflo na historia patria o nflo plem contes-
tar : eu disee mais, que essa villa pelos
seus flos d'armas; pelos seus fetos glo-
riosos, mereceu o ttulo de sempre leal villa
de Iguarass, o que Ihe concedeu um alvar
le 1811, e que com direito anda o conser-
va ; mas he noste ponto que o nobre depu-
tado mais insiste e mais ataca ; o nobre de-
putado diz {que a villa de Iguarass' nflo
poda merecer o titulo de leal: cumpre,pois,
antes de ir adianle,responder a isso ; e m s-
sas vistas declaro que as rasos apresen-
tudas nflo me convencen) de qu ella seja o
que pretende o ilustre orador. O nobre de-
putado allegou quo os rebeldes marcharon)
para Iguarass, queahifram bem rocn-
Ios, que a villa abrio-lhe os bracos, econ-
oluio por isto que ella nflo pode merecer
conservar o titulo de que fallo.
Esse argumento nflo ho convincente ; por
que he coito, eninguem poder contestar,
que nflo foi Iguarass' que se rebellou ;
que a revolta principou na cidade de (Hui-
da, que dahi marcharan) os rebeldes para
Iguarass,que assallararr. eoceuparam. Ora,
sendo assim, como pJe a villa morco, r o
labeo que lancou-lhe o nobro deputado ?
K. senhores, como nflo haviam de entrar
ah esses homeus, adiando a villa desguar-
necida, sem haver ahi tropa nenhuma.nem
armamento e munic.'iu, e quando oin la se
nflo conhecia a revolta, entrando por con-
seguinte os rebeldos por verdadeira sorpre-
za ? Nflo sabe tambem o noli o deputado.

que esses itomcni tatrearatn a sua carreira
or um assassinato em Po-Amarello e;que a
homens destinados a ludo affrontar, nflo se
podia resistir sem tropa e sem armas ''
Um Sr. Depulado :Mas Nazarelb mil-
to-lhes.
O Sr. Velles :Em Nazarelb bavia um
destacamento, hara quem podesse resistir.
Um Sr. deputado :--E demais ja se sabia
da revolta.
OSr. Velles Senhores, he preciso con-
vir-se que.se a villa de Ignarussu' nflo me-
rece o titulo de leal, pela rasflo de ter sido
eccupada pela revolta, a cidade do Mecife
uerece o ttulo de rebelde, que nem o no-
bre' debutado, nem eu Ibes podemos dar.
Nos sabemos que em Apipucos ostiveram
mu i los rebeldes, nos sabemos, que nesses
lugares, que he termo da cidade doKecife,
belliao encontrara ah resistencia igual 'esta va o loco da revolta.....
[Ha muilos apartes). O nobre deputado
sabe, que na cidade do Recife foi onde a ro-
vlta se oslentou enm mais furor. J so
nflo lonibra do dia 2 de fevereiro, em que
disputando os rebeldes o vencimenlo de sua
causa, oceuparam osla cidado fazendofo-o
por mais de doze horas ?
Um Sr. Deputado:Maso Recito resisti.
O Sr. Xelles :Sim resisti, porquo es.
lava guarnecido e preparado para essa luta.-
mas so smente pelo facto da oceupaeflo dos
rebeldes, um lugar pode ser considerado
como rebelde, enlo o Rec:fe o devo ser
tambem, e muilos lunares; mas o nobre
deputado admitle isso ? Nflo ; e estamos do
aecrdo neste ponto. Eu quero lera casi
um documento offlcial, quo muito defendo
a villa de Iguarass'. He um relatorio do
Sr. Tosa feito assembla no anno da 1849,
elle he bailante para defender a villa do
Iguarass'tflo injustamente aggredida. (/.<-. i
O primeiro indicio da revolta appare-
ceu em Pao d'Alho em fins de outubro, ten-
tando o proprio commandante do destaca-*
memo de polica subleva-lo contra a legiti-
ma autoridade para encorporar-se aos in-
surgentes que comecavam a rennir-ae no
engenho Lavagero, a 4 de novembro o pro-
prio delogado do governo em Nazarelb reve-
la vo em ofllcio presidencia seus temerarios
intentos. Em Olinda marchando para fora
da cidade, urna parte da guarda nacional
aluciada e commandada por seus proprios
cheles foi oceupar a villa de Iguarass'.
Mote bem a assembla : o relatorio, cuja
leitura acabei de fazer no diz que a villa d
Iguarass' se rebellou ou revoltou-se : o
governo da provincia diz que os rebeldes
a oceuparam, oque na fraseologa propria
quer dizer, que a assaltaram, que toma-
ranuna de asfalto.....
lu Sr. Deputado : -Tomada n8o ; ell i
deu-se.
(Ua oulro uparte.)
OSr. Velles :As autoridades pollciaes .'
Eu j disse, em aparto que as autoridades
policiaes de Iguarass nflo tomaram parte
0a revolta ; o Sr. delegado Manuel Jos
Serpa (condecido por Rad ) nflo pactuou
com a revolta, e seja dito isso em obsequio
verdale, eem louvor desse digno funccio-
nario ; Ha mesma serte o Sr. subdelegado
lr. Salerno nflo se envolveu nella, pelo con-
trario foi perseguido e at preso pelos re-
beldes...
Um Sr. Diputado :Isso nflo prova nada.
OSr. \tiles :Prova o que estou referin-
do, o que o nobre deputado nflo pode con-
testar i esse facto abonna muito a conducta
desse cidadflo, e prova que as autoridades
policiaes nflo pactuaram com a revolta. .
( Ha um aparte.) A guarda nacional ? Nflo
sei se os nobres depulados querem fallar
do Sr. Muraos de Inliaman, que oceupava
posto na guarda nacional, entretanto se Tal-
lam doli, isso nfio prova quo essa guarda
nacional se rebellasse, porque devo lembrar
aos nobres deputados, que aquelle senhor
eslava reformado ; elle nflo era comman-
dante da guarda nacional .quando entrou na
revolta. A'vista do exposto, senhores, nflo
he possivel diaer-se quo a villa de Iguaras-
s foi rebol le, o que nflo merece o titulo de
sempre leal.
O Sr. Brilo:--Isso he irnico.
O Sr. Velles :Saiba o nobre depulado,
que eu estou filian lo sem irona ; eu eslou
fallando muito, muito serio, como costumo
proceder nesla casa, onde nflo enuncio o
que no be de minha conviceflo: o nobre
depulado nflo quer convencor-se das rasOes
que tenho exposto, paciencia, nflo posso
onsina-lo, nflo son seu mestre, nem o nobre
deputado precisa de mestre.
O Sr Brilo :Me honrara muito em rece-
ber asces do nobre deputa lo.
O Sr. Vellf.Hsi, senhores, dexando em
paz a pobre villa di Iguarass com o mere-
cido e honroso titulo, ir i adiante, e nem
faca peso no animo du case a allegado fei-
ti em aparte por um nobre depulado de
que Callabar era natural dessa villa, porque
sabe muito bem a assembla quo u u filho
degenera lo nflo pode olTuscur os mereci-
meutos do pai, porque sabe casa muito
bem, que comquanto um filho polo seu mo
proco.lmenlo se nflo houve a si, nflo p le
prejudicar o tnerecmento e qualidades que
o pai possa ter. Entflo porque Calabir foi
lilho de Iguarass, segue-se que todos Ihe
sejam semclhanlos, que lo los sflo rebeldes?
Nflo. Cumpre dizer que nos devemoi olhar
para essa villa, com mais alinelo, con
mais respeito.. .. ,
(Ha um aparte.)
Insisten) anda os nobres deputados no
que tenho respondido : aos apartes respon-
do, que as ideias da maioria de urna povoa-
C-io representan) sim, as ideias dessi povoi-
Clo : mas suppondo que alguns de Iguaras-
s entrassem na revolta, nflo se pode con-
cluir dahi, que Iguarass se revoltasse:
mostrem os nobres deputados concludente-
nieule que a maioria de Iguarass se rebe-
lasse ; demonstren) isso queeu callar-me-
hei, mas anda o nflo lizeratn, nem o i ode-
rflo nunca fazer. Vejamos agora. Sr. pre-
sidente, se a villa de que fallo es' as cir-
cu.uncios des t elevada calhegoria do
cidade Na sessflo passada alguma cousa
eu disse a respeito.....
OSr. Floripet d um aparte.
OSr. Velles --Prove que a villa de Igua-
rass esta em taes circunstancias; se o
contrario se pretende, entilo cumpre con-
fessar que nenhuma das villas da provincia
esl neslas circuinstancias, que s o Recife
e Olinda deven) ser cidades.
Eu duvdo que baja urna villa que esteja
no caso de Iguarass. Esta villa situada em
lerem elevado, tnargem do rio Santa-
Cruz, possue urna elegante poote de pedra :
lem muilo sofirivel porto,onde enlrflo gran-
des canoas, Picando meia legoa, de distan-
cia na barra, ig yamiCaa com murcio ntes em
assucar e algodfl ; possue muilos templos,
alguns bem importantes : o seu municipio
compOe-se da villa, da ilha de Itatnarac,
e da povoaeflo do Pasma o. ...
Um Sr. Depulado --Que tem dado pro-
vas de muita lealdade.
O Sr. Villa :--A ilha di Itamarac he tflo
imprtame, que foi escolhida pelos liol
landezes para sor a capital de Pernambuco.
Um Sr. Deputado --Isso nflo prova a favor
da lealdade.
O Sr. Velles Continuarei no quedizia ;
peco aos nobres deputados que me nflo in-
lerrompam assim; dsixem mostrar de qu a ri-
las povoacOes se comiOe o municipiu de
Iguarass : compe-se, como eu dizia, do
seguinte da villa propriam -uto dita, da
povoac3o de Pasmado, da ilha de Itamara-
c, e das povoacOes Camba, Marcos, Cruz-


do-Rebgo, Maricota, Maria-Farinha, Ita-
malho, Guerers, e outras. e Conceigfio,
Pilar, o S.-Paul na Iha. Que villa da pro-
vincia abrange taas p ovoacOoa.no seu mu-
nicipio?
Vm ir. Depulado : E a popula;ao de cada
uina ?
O Sr. relies: Peatlnava-me a locar nesse
ponto : a villa de Ignarau tem mals de 3i mil
habitante, e teosnobres deputadoa duvidain,
mi Ihes aprearntarel uin documento autbentico.
Vm Sr. Depulado: Qual he ?
ii Sr. Vtllt*: He a qualitlcaco (Vita no an-
uo de 1342 peto partido saquarima. Eu nao
quero escolher a qualificafao feila peloi ho-
meni da violencia no anno de 1847, que elerou
Iguarass auma populacao que ella realmente
no teni ; quero lervii-i'ue da qualiflcacao fel-
t.i pelo partido saquareina, que os nobresdc-
putaos assim como eu pertencrm, e que nao
pode ser-nos suspeita (apoiadoi); lrvo-me da
qualiflcacao feila por esseparli do que vive da
verdade e s verdade.
Vm Sr. tpulado : Assim inesino prova de
mals.
O Sr. Tiln : O nobre depulado dii que
prova de mala; e como,'aenhores?? (ha al-
nns apartes.) Eu j diste que nSo fallo da qua-
ificacao feila pelos homent da vei li-em, trago
a dos notaos correligionarios. Eis-aqul o do-
cumento, que he a apreciacSo do dominio
praielrooeaia provincia (mostrando una bro-
xurt). escripia pelos iiossus amigos e correli-
gionario!. E a face do cxpoalo qucm dir que
Iguarats, a vista de ua populacho e de suas
Sovoaccs, ele. nao est no caso aeier eleva-
a cathegoria decidade?
Vm.Sr Depulado : E ((llanto rende ?
OSr. filies: "Querendo tocar nette ponto
e responder ao aparte eu devo prevenir ao no-
bre depulado que nunca se deve fazer o calcu-
lo da riqueza de urna villa pelas sitas arreca-
ilacoes munleipaet.
O meimo Sr. Depulado: E entao porque?
OSr. fcllez: Este calculo deve fundar-se
ein outrot dado*,
f.'m Sr. Depulado : Entao nio aervem os do-
cumentos olliciaea ?
II Sr. Vellts : Eu dou-lbe a rasilo do meu
dito. Sini, nein todot os eiijpregadot das ca-
A assembla, ao depois de ter continuado
hojea discutir as emendas offerecidas ao
projrcto n. II, approvou o mesmo projecto,
e bem assim as emendas que abaizo vSo
transcriptas :
Do Sr. Frannico Jodo.Ari. additivo : O
ajudanto do corpo percebera urna gratiflea-
gflodo i,000 rs. mensal, que a perder sem-
pre que se nflo achar em exercicio, lcando
com direito a lia o ofllcial que exercer suas
funccOas
DusSn. Mello Reg e Mac/do.-krl. addi-
tivo : As despezas do curativo das pracas
snriiu auppridas com os descontos feitoa na
forma do art. 17 da lei provincial n. 25 de 9
le jutilio de 1S36, os quaes para esse fim de-
vem ser recolhidos thesouraria, (cando o
presiJente da provincia autorisado a man-
dar supprlro rosto de despeza se os refer -
dos descontos nSo forem sufllcienles para
ella.
Dos Srs. Mello Reg e Maedo.Emenda ao
iirt. 6 :-- Fica em vigor o art. 6 da lei n
235 de 21 de maio de 1819.
DoSr. Mello llego.--Art. additivo : -- Os
fundos destinados para o fardamento serfio
recolhidos caixa do sorpo, que passa a ser
administrada por um conselhocomposto do
commandante, que presidir ao mesmo con-
selhn, do tnajor, como fiscal da caixa, e de
um capilSo thesoureiro o mais dous olTicises
vogaes, nomeados pelo presideute da pro-
vincia ; o qual fica autorisado a dar um re-
gulamento em que defina as altnbuiges do
conselho e determine osystema de escrp-
luragfi da caixa ; obrigado o mesmo conse-
lho a dar conias todos os annos Ihesoura-
ria provincial, devendo esta fazer elTecliva
cobranza dos crditos ora existentes em
caixa, e fie indo ravogadas as disposicOes do
art. Oila lei n. 210de 28 dejuohoda 18*8
DoSr. ilacdo.kil. additivo :- Os oul-
ciaesque destacarein, ou forem mandados
em servico para fra da capital, teooi direito
<5
de Souza com 1 criado, Ant nio Joaquim
Teixeira de Carvallio com I ciado, o A
moricano Luis K fie com 1 criado e o
Portuguezes Joflo Rodrigues dos Pasaos,
Antonio Martins da Silva e Jos da Silva
Eduardo.
Navio sahido no mismo din.
Parahiba Hiate nacional Flnr-do-Reeife,
capilSo Manoel Antonio Alfonso, carga
varios gneros.
Obtervaeao.
Levantaran ferro do Lameirfio para o
Mosqueiro as duasbarcas inglezas James-
Sticart e Piornal, e o brigue americano Wa-
ter-Wilch.
aapaa
Leilao.
EDITA L
Acamara municipal desta cidadefaz pu-
blico, para conhecimenlo de todos, que no
dia 18 docorrente, tomara posse da admi-
nistracfto desta provincia o Exm. Sr. Jos
Ildefonso de Souza Ramos, nomeado por
carta imperial de 23 de abril ultimo, em
consequencia de t"?r S. M. o Imperador acei-
tado adamissfioque deste cargo j e 'm o
Exm. Sr. conselheiro de estado, Honorio
HormtoCarneiro Lefio, segundo foi com-
municidn mvsmi cmara por aviso de
igual data, expedido pela secretaria de es-
tado dos negocios do imperio. E, para cons-
tar, se mandn publicar o presente. Paco
da cmara municipal do Itecife, em sessfio
de 22 de maio de 1850. Francisco Antonio
de Oliveira, presidente. Manoil Ferrcira
Aecioli, secretario interino-
BBJ
II. II. Swift, estando prximo a retirar-se
para fra do imperio, far leilflo, por nter
vengfio docorretorOliveira.de toda a mo-
biliadoseu uno, consistindo em cadeiras
de Jacaranda, ditas de bataneo, sopbs,
bancas de jogo e de outras qualidades, cen-
slos, mesa redonda, dita de jantar, guar-
da-roupa e guarda-vestidos, commodas,
toucadores, marquezas, esleir de forro,
relogio de cima de mesa, um fogBo de fer-
ro patente amaricano, louga e vidros, trem
de cozinha, c outras muilas cousas necess-
rias para uso de casas, e que tudo se ven-
der sem limites em precos ; assim como 2
carros de rodas rom arreios, 2 cabriolis
novos, sendo um muito maneiro, 1 cavallo
I carro, urna vacca torina ingleza : sexta-
feira,2ldo corrente, as II horas da ma-
nhSa, no sitio que se tem annunciado para
se vender, do Sr. JoSo dos Santos Porto, no
.Manguinho-Papa-Terra, que fica defronte
dos sitios dos Srs. Carneiros.
Avisos diversos.
Declaracoes.
niaras ao excmplaret no cumprimento de ia transporte na rasilo de 400 rs. por te-
teus deveret; nein todos aabem promover os
interesaetdas municipalidades como estas exl-
gein ; d'aqui resulu que mullas vezet a rique-
za de um municipio fica mtiiio alin da tua ar-
recadacao. (H* um aparte.) O termo de Igua-
rast tem mala de 50 engenhot, quer mals ri
queza ? IHa immentot apartti.)
OSr. I'ellet: Ora, seuhorea, um munici-
pio tao populoso, que lein mala de 50 enge-
nbos, um municipio que conten lanas povo.i
(Sea, aleni da importante i Iba de Itamarac,
no pode ser elevado calliegoria decidade?
Urna ultima consklerac.i" firei em favor da
villa de Iguarass : quero fallar dos acus mo-
iiiimenins que nos tuscitam recordacoei hlilo
ricas : he precito que nao despresemos oa mo-
numentos dot nostos anlepastadot, que nos
tri/ein ideiat dos nostos a vi is; he precito que
com niao protectora para ellos attendamot,que
bonraodo-o*, inottremos honrar-uot,
Vm Sr. Diputado: Entao nao falla do Li-
tuoeiro ?
ti Sr. Yellet:Vou fallar iln I.iinoeir.) ; at
agora esllve fallando da minha patria, e me
parece que nio restar mais llovida alguma a
seu respeits Emquanto ;i villa do Limoeiro
j declare! na seisao pastada as clrcumstan-
cas em que te acha a villa para merecer as
honras que peco para Iguarasa : basta com
parar Limoeiro com Naiareth. He verdade quel
eu devera fugir desta comparadlo, para evitar
que se oflenda o nobre depulado que hejulz
municipal na ultima destat villas, o qu>l j te
mstrou por esse respeilo um pouco enfadado.
Eu supponho que a casaesl* possuida do dte
jo de que Naiarelh teja elevada cidade.
Eu ja disse que l lie presto o meu voto, e en-
tendo lambem que a villa do Limoeiro deve
aer elevada inesnia cathegoria. pois est as
nrsina*, aenao em melhores circunstancias
(no npoindo.)
Oh! teohoret, a villa do I iinoeiro tem uina
popuhco maior do que Naiareth. assim como
um iriiiliiiiciito mais rreacido do que esta vil-
la, comonasessao pastada demonstre!, e del-
xo de o fazer agora para evitar enfadonha re
pelicao : para provar que a populacho da villa
do Limoeiro he maior do que a de Naiareth,
basta dizer que all ha um cominando superior,
emquanto que em Na/.aretli existe apenas urna
legiao. lsto igualmente ae prova, tenhoret,
pelo numero de eleitoret : loda a gente sabe
que o colleglo eleitoral de L'inoeiru he maior
que o de Naiareth, portanto deve-tc presumir
que a populacao daquclle he maior que des-
te, tendo assim he una verdade o que enun-
cie!, que e Limoeiro no est em melhores
circumtlancias do que Nazarelh para mere-
cer a honra de que fallo, ao menos acha-se,
no em circunstancias iuferioret, mas em
idnticas.
A pora em muito puncas palavras traUrei
do Rio-Formoso. A villa do Rio-Formoso foi
deacripla ptimamente pelo nobre depu-
tado que por timo falln, elle disse ludo
quinto era bastante para satisfaier com-
pletamente i casa : demonslrou com valio-
sos argumentos, que a villa do Rio-Formo-
so, eslava tuuito no caso de ser elevada
cathegoria decidade; que resta pois f vo-
lar pelo projeclo. Agora, senhores, cuoipre
d8o perder um aparte que do lado direito
i'oium nobre depulado ( o Sr Lopes), a li
morador, e que nos merece todo o crdito
evemaserque minias das casas de com-
merclo de menos fundos possuiam quarcuta
a cincoenta contos de tis no Rio-Formoso.
Ora, um lugar em que o seu cojnmercio
esi rom esse adiantamenlo e pros; eri la-
de, faz-se digno de no.su attencilo, e reu-
ni io-5o a isso oulros requisitos j enun-
ciados na casa, parece sem quesillo que po-
de merecer a honra que Ibe d o projerlo.
Finalmenle, concluo, pelo projecto e pe-
las emendas, menos a que eleva a cidaaes
todas as vil las da provincia, porque para eu
votar por essa emenda, fra preciso que
si demonstrasse que todas as villas da pro-
vincia estilo as circunstancias das 4 de
que fall.'i : isto se nSo fez, nein he possivel
fazer-se, porque nos saben os da pobreza
e decadencia de muilas das nossas villas.
Voto, portanto, no sentido exposto.
Depois de algumas rellexOes sobre ama-
mira de se propr votaefio a materia, silo
julgadas as emendas discutida e, leudo
sido submettidas votacSo, alio rejeitadas,
exclusive smenle a do Sr. ilandeira de
Mello, a qual foi approvada com o projeclo
O Sr. I'residi-nt designa a ordcni o dia
e levanta a scsso. ( Erain quasi 3 horas da
tarde ;
goa.
Em seguida a assembla approvou em pri
meira discussSo o projecto de orcamento
municipal para o anno vindouro;e, tendo
encelado a do de 24, relativo i pretenefio de
certo professor de prjmeirss lettras, succe-
deu que ficasse elle adiado pela hora.
A ordem do dia para a sessfio de 23 he a
mesma de hoje, e a primeira discussflo do
prnj-iclo ~n. 27, relativo ao novo engaja-
mento do professor de lacbigraphia Luiz
Antonio de Mosquita Falcfio.
1m-i>si.1..
Ucparlit^ao da polica.
PARTE 1)0 DIA 18 DE MAIO.
lias partes recebidas hoje nesta reparli-
co consta qui foi hontem preso nesta ci-
dade: ordem tricto, Jos Caetann de Medelros, por estar
indiciado em crime de norte.
DEM DOMA 22.
Das partes recebidas nesta reparticilo
desde o dia 19 al boj, consta terem sido
presos : ordo n do delegado do primeiro
districto deste termo, o pardo Sumi Jos
Correa, pordesonleiro ; Eustaquio, escravo
de Piaxedes da Fons;ca Coutinho; e Ti-
burcio, escravo de Antonio Gomes" Villar,
para correnlo; ordem do subdelegado da
freguezia de S.-Frci-Pedro-(Jonr;alves do
lt-cife, o prcto Benedicto da Silveira, por se
-u ,'pAr escravo ; e o Portuguez Jos Mendes
da Silva Cuimaruea, porcumplicidade d
crime de ofTensss physicns: ordem dn
subdelegado da freguezia da S.-Antonio o
Portuguez Julio Jos de Miranda, para cor-
recebo ; e o prelo Joilo, escravo de JoSo
F ancisco Paes nrrelo, por andar fgido i
ordem do sublnlegado da freguesa da
Bo i-Vista, o msico Claudino Cezario de
Oliveira, por infracefio de posturas muni-
cipaes : ordem,do subdelegado do p i-
m-iirn dislricto dos Afogados, Jos Alexan-
drj Muniz, Jote Pedro de Barros e Mano'I
Francisco Alves, por suspeilos e Vicente
Ferreira Carlos, por haver extraviado o ar-
ma men o da nacfio, que tinha em seu po-
lr : ordem do subdelegado da freguezia
do roen, o pardo Mariano Pereira, por es-
p mea monto : e a do subdelegado |da fre-
Kuezia da Varzea, Jos Luiz e Joaquim
Francisco, por amiarem armados de faca
de ponte.
Pela inspecloria do arsenal de marinha
se convida aos odlciaes de primeira, segun-
da e terceira classe de carpinteiros que qui-
zerem trabalhar as obras do mesmo arse-
nal, com preferencia aos livres, a se enlen-
derem com n resrectivo inspector, com to-
da a brevidade possivel.
Cnmprinha de Beberihe
N.fo tendo sido possivel, no dia 15 do cor-
rente, reunir-se em assembla geral, por
causa da chova, os Srs. accionistas, de novo
silo convidados, de conformidade com a dis-
posico do artigo 17 dos estatutos, para se
reunirem no din 24 do corrente, pelas 10
horas da mai ha, no escriptorin da compa-
nhii, afim de lomar conta administrado,
de se elegor a que dnve ^ubstiluir, e de au-
torlsaro quarto dividendo.
De ordem do governo da repblica do
Per convida-se os pretendenles consigna
cfi> temporal do guano em Londres a apre-
sen tn*m suas proposlas ao encarregado
receb-las pelo mesmo governo : na ra de
Apollo, n. 16.
K'ublicaQOt'S litierari is.
A CASTALIA lillASll.l-.il; \.
Esta publicaco, que brevemenle ter
principio, comprehende tudo quanlo de
mais precioso tem creado a musa brasil.-i
ra, lano anliga como moderna.
Sahe precedida de urna introduccHo ide-
qnada ao ohjeclo, o ser feita peridicamen-
te, sendo dados i luz 8 nmeros annuaes, de
-24 paginas, pelo preco de 2.000 rs.
Subscrovo-se nos segnintes lugares : li-
i'i-aria da esquina do Collegio, do Sr. Cardo-
so Ayres, da ra do Collegio n. 9, e na ofii-
cina de encadernacSo da ra estreita do Ro-
zarlo n. 4.
(Uphael, paginas d) juvenlude.
Esta excellenle obra de Mr. Lamartine,
chegada recnlemonte do Rio-de-Janeiro,
vi riida em bom portuguez, e precedida de
um interessanle prologo do traductor, acha-
se venda, pelo mdico prec,o de 3,000 rs. ,
com encadernacSo ingleza, na ra da Cadeia
do Recife, n. 38 e ra Nova. n. 11.
O mrito da obra he altestado pelo nome
do autor : nella depara instruceflo e deleile
o philosopho, o romancista, o poeta, e ge-
raltnenle quem quer que queira apreciai
um bello e.-ciiplo.
'.0!^f5fl^iJ
ALFANDEUA.
Itendimento do dia 22.....15.784,364
Deiearregam hoje 23
Barca Joma farinlis
Hiato-- Kguia-Brasileira carne secca.
Galera Beraia mercaduras.
Barca Jamei-Sltvart -- bacalho.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 22.
Diversas provincias. .
1:673,310
1'7,003
1AHI0 IIE PKRUHBCI).
Bioirr, 33 SE MAIO DI 1850.
A manhSa (23) ao meio-dia embarcara
no vapor .-Affonso, com deslino corte, o
lixm. Sr. conselbeiro de oslado llonoii j ller.
neto Carneiro Leiio.
1.850.313
RECEBEDORIA DE RENDAS GERA^
LNTERNAS.
Rendimento do dia 22......320,873
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 22......t;923,870
:OViito do Porto.
Navioe enlradot n dia 22.
MaranhSo 22 diaa, escuna nscioss! Emi-
lia, de 111 toneladas, capilfio Antonio
Ferreira Macicl Jnior, equipagetn 9, car-
ga varios gneros.
Rio-Grande do Sol 22 dias, brigue-escu-
na nacional Alegra, de 150 toneladas, ca-
pilfio Manoel (lomes de Oliveira Magano,
equipagem 8, carga charque ; a Leopoldo
Jos da Costa Araujo. Passageiros, Mara
Magdalena da Conceicfio, Urasileira ;
Francisco de Souza e Francisco Goncal-
ves da Rocha, Portuguezes.
Babia 4das, patacho inglez fleiiard, de
141 toneladas, capilfio Fale, equipagem 9,
em lastro ; ordem. Fundeou no La-
meirfio vindo o capilSo Ierra.
Angola 17 dias, patacho portuguez Ando-
rnha-do-Tejo, de 172 toneladas, capilfio
Pi Marlins de Miranda, equipagem 16 ;
ao capilfio, Passageiros, Uanbel Gonies
Avisos martimos.
Para Parahyba segu viagem o hiate
Aguia-Brasileira : quem no mesmo quizei
corregar, dirija-se ao escriptorio de Msnoel
GonQalves da Silva, na ra da Cadeia do lie
cife, ou ao meslre a bordo do mesmo hia-
te, fondeado na volta do Forte do Mallo.
Para Parahiba sahe o hiate
nacional S'-Jas, do qual he mes-
lre e pratico Jos Manoel Rodri-
gues : quem no mesmo quizer car-
regsr, dirija-se ra da Cadeia
Velha, loja de ferragens, n. 56 A.
a fallar com Antonio Joaquim Yi
dal, ou com o meslre a bordo do
dito hiate, Tundeado confronte ao
trapiche do algodao
Para o MaranhSo e Para sahir, com a
maior brevidade, o brigue-escuna ionpha,
capilfio Jos Mara da Silva Porto : para car-
ga ou passageiros, trata-se com o capilfio,
ou com Manoel Duarte Rodrigues, na ra do
Trapiche, n. 26.
Para o Rio-Grande do Sul seguir, na
presente semana, a polaca brasileira Ultria
qual j tem parte da sua carga prompia,
in 'a recebe alguma csigs s rete, sssita co-
mo tem bons commodos|para passageiros e
escravos : a tratar com os consignatarios,
Amorim Iruifios, na ra daCadeie do Reci
i>, n. 39.
Para o Rio-Grande do Sul seguir o
mais breve possivel o patacho nac onal A'ati
liana : recebe carga a frelo por prego com-
modo, assim como passageiros e escravos,
para o que tem bons commodos : lrala-sc
com os consignatarios, Amorim Irmfios, na
ra da Cadeia do Recife, n. 39.
Para o Rio-de-Janeiro segu com toda
a brevidade o brigue-escuna Uenriquela,
forrado e pregado de cobre, por j ter tra-
tado a maior parle de aeu carregamenlo :
quem nelle mais pretender earregar, enten-
da-se com o capilfio Manoel Joaquim Loba-
to, na (iraca do Commercio, ou ua ra da
Cadeia-Velha, n. 17, segundo andar.
O conselheii'ortc i -lado Honorio
IJermto Carnclro Leo nao ten-
do potlldo ili-\>t Iir -i de tiul\- as
pesaons que o fioiirnram com -un-
visita", rOf a aquellas para qucm
csteja ni falta, o liaja.ni de es*
cusar.
- A pessoa que annunciou precisar de
urna engommadeira, que se responsabilise
pela lavagem da roupa, dirija-sa ao pateo
de Y s. lo Terco, n. 17, que adiar com
quem tratar.
Jofio Ferreira Teixeira, Brasileiro, reti-
ra-separa fra da provincia.
Bernardlno Jos da Silva mudou i sua
residencia da ra da Gua para a ra Direi-
ta, n. 36.
Um rapaz portuguez desoja arrumar-se,
tem bastante pratica de venda e de refina-
efio : quem do sen preslimo se quizer ulili-
sar, dirija-se ra do Amorim, venda nu-
mero 17.
Precisa se de tima ama de leite : na ra
Manoel Gomes, Portuguez, retira-se
para fra da provincia.
A pfssoa que quizer traspassir a hy-
pntheea de urna casa lerrea na ra da Glo-
ria, n 88. dirija-se ra eslreila do Ro-
zario, n. 16.
rVegoci') interessanle.
Faz-se todo e qualquer negocio com duas
lettras de 493,021 rs., vencidas ha mais de
s is annrs, t declaram juros de 2 por cento
ao mez, aceitas pelo Sr. capilSo Antonio Pe-
reira Freir, que morn noengenho Cainha,
e que ha 3 ou 4 annos se dUldau de Taqua
relinga para Quehrangullo, comarca de ii-i-
ranhuns : na ra da Ca lea do Recife, loja
0. 50, a fallar rom Cunta & Amorim.
No dia 22 do corrente, ao meio dia,
furlaram um violfio pequeo c novo, de
cima de urna commoda, da casa da ra de
Norias, n. 64. Roga-sea quem fiir offerec-
i de n lomar e levar a'dita casi que ser
gratificado. Adverte-se que ovinlfio be fran-
eez e eslava com prima de retroz.
~ Silo rogados os Srs. alitixo declarados
para que venbam, ou mandem saldar suas
c mas : atlendendo ao lempo que ha deeor-
rido, j'ilpa-s nlo lia ver rasilo de queita,
vejam os annos, eattendam que um artista
nffo he capitalista para empatar Ilotas quan-
lias ; e como ignore-se a mu a la de alguns
destes Srs. por falta de cuidado, sfio por es-
te meio lembrados : padre Calisto Corris
Nobrega 205,830 rs., do 1842 a 1814; Dr
Viilmiii) Joaquim de Figueiredo Seabra, pro
motor do Limoeiro, 82,480 rs. de 1814 ;
Manoel Jonqnin de Figueiredo Seabra rs.
13,780. de 1814; alferes Reg Brrelo, ou
Carapinima ( no Cer ) 40,280 rs. do 1842;
FranciscoSoares da Silva (no Cabo) 12,000
rs., de 1843 ,- Josa Thomaz da Silva 17,400
rs. de IS43 ;Jos Joaquim de Figueiredo
( no MaranhSo 21,000 rs. de 1842 Joaquim
los da Cos'a ( em Goianna ) 10,O u rs de
Theatro* de S. Isabel.
0emprezario previne ao respeitevel pu-
blico, que em nada concorreu para que o
Sr. da loja do livro azul fizesse effectiva a
venda de bilhelesde plsta em sua cisa, e
muito mais pelo duplo do proco estipulado.
Previne mais, que de hoje em diauta os bi-
lhelesde platea sse vndenlo no theatro
no da do espectculo, das 4 horas da tar-
de em diante.
O Sr. Joaquim Jos dos Santos Barraca
queira ir ou mandar pagar a quantia de rs.
3J,460 na ra da Cadeia de S.-Antonio, n.
13; do contraro, lera de ver sempre sen
nome por esta folha.
Pde-so aoSr. Parrudo, que annunciou
alugar urna casa atrs da malriz da Boa-Vis-
ta, quo declare a sua morada para ser pro-
curado.
Quem quizer um criado para cocheira
de carrinhos, ou mesmo para armazem, di-
rija-se ra dos Acouguinhos, n. 5.
Sociedade Apolnea.
A direcQfio convida aos Srs. socios para
urna sessfio geral no dia 24 do corrente, vis-
to nfio ler hivido no dia 14, por causa da
chuva.
Antonio Jos Plmenta da Conceicfio
v<-n leo a sua botica, sita na ra da Cadeia-
Velha, n 3, aos Srs Campos & Irmfios.
A pessoa que annunciou dar roupa pa-
ra lavar e engommar, dirija-se i ra da
Praia, bcCco do Carioca, sobrado da es-
quina.
I'recisa-se de urna ama para todo o ser-
vido interno e externo de urna casa de pe-
quena familia : quem esliver nestas cir-
cumstancias, dirija-se Boa-Vista, casi
que fica confronte ao oitfio da Sana-Crur,
n. 22, que achara com quem tralar.
Pede-se aos lllms. Srs. chefede polica
e primeiro amanuense dignem-se de man-
dar annunciar os ttulos de residencia : isto
pede a Ss Ss. O precisado.
Desappareceu, no dia 8 do corrente, da
iravessa de S. Pedro, um cavallo ruco com o
ferro E na anca e no queixo do laao di-
reito ; tem tim p meio lorio ; levou urna
cangtlha e dous couros de carga em cima ;
oertanca ao Sr. Estevlo Rodrigues da Silva,
senhor do engeuho l>ous-Brico<<-da-Cma,
freguezia da focada : quem souber, dirija-
so a ra Direita, n. 16, que se pagurfio as
despezas.
--0*balxo assignado roga panol que '
por engao lirou do correio urna carta, viu-
da do sul polo vapor .S. Salvador, entrado no
lia 17 do ccrrenle, queira a entregar na ra
do Hospicio, n. 7. ou no Forte do Mallos,
trapiche do algodfio.
Manoil Ferreira Chaces iunior.
--Os Srs. Francisco Xtver Carneiro da
Cunta Campello c Jos Xavier Carnelro Ro-
drigues Campello qtieiram ir ou mandnr a
ra da Cadeia do Recife, loja de Cunlu &
Amorim, ao fim que nfio ignoram.
No dia 19 do corrente a noilo entregan-
do-so urna cama de armacHo para um preto
a earregar, esse se evadir com a mesma, e
como se desconfi annde a mesma se achn
vendida, por isso, para avilar conteqdas,
baja de a levar a ra Nova, n, 58, primeiro
andar, que se dar o impoite porquecom-
prou.
O Sr. Bernardo Damiilo Franco queira
mandar a ra da Cadeia do Recife, loja n.
50, realisar a trnnsaccfin que l.fio ignora.
--Piecisa-se de um fcitor para um enge-
iilin, distante 8 legoas desta cidade : no
Aterro da-Boa-Vista, n 63, segundo andar.
Nesta typograpliia se dir qucm vende
a cisa de dous andares da ra do Burgos,
n, 7.
Compras.
Compra-se um braco de balanQa, um
terno de pesos de duas arrobas at meia
lilaila : liiloein I..... e-tadu : no Aterro-
ua-Boi'Vitla, n. 73.
Vendas.
- Na ribera da Boa-Visla, pr.ica da fari-
n'm, n. 41, ha urna porc/n de farinhl ordi-
naria, propra paraanimaes, que se vende-
1844 ; JoSo Leite do Rodaval ( em Apipu- ra a tres patacas e meia oalqueire.
lente om com- Vende-se um escravo de boni
eos ) 3-2,000 rs., de 1847 ; lenle om com
missilo Manoel Cavalcanli da Silveira, natu-
ral da Parahiba, 53,520 rs. de 1842 ; Caeta-
no Jos Coelho 97,180 rs., de 1842 a 1845 ;
Manoel Theodnro dw Almeida Albuquerque
'l'arai iba .. 13.000 rs. de 1842; Jos de
Santo { l..noeiro ) 31,000 rs de 1845 ; Jo-
s Rodrigues Pinheiro 20,640 rs., de 1818 ;
Manoel Rodrigues Pinieiro 3,500 rs. de
1844 ; Francisco Berenger de Almeida Gue-
des 10,000 rs., de 1845 ; Antonio de Medei-
ros 8,000 rs de 1815; Manoel de Oliveira
Cavalcanli 3,000 rs. de 1845 ; Jos Pcn ira
da Cosa (engenho Mu imite) 8,000 rs. de
1843 ; Manoel Joaquim do Reg Barros rs.
12,000, de 1845 ; Joaquim Euzebio 7,600 rs. ,
de 1841 ; Francisco Caelano Pereira Guima-
riles 2,100 rs., de 1845 ; Francisco do Paula
Albuquerque Miranhfio 18,000 rs. de 1845.
Os que esliverem comprehendidos ues-
te mesmo lempo, lero de ser lembrados
a saldtrem suas contas, na ra Nova, loja de
alfaiate, n. 18.
m99m cetoe s
I
vi O Dr. Luz retira-se para a Babia no A
tt primeiro vapor do norte, e roga a lo- 0
das as pessoas que o honraram nesta 9
cidade com sua amizade, queiram s)
disprdeseu prestimo naquella ca- ^
%f pital, onde faz residencia ra da 4
# Preguica, n. 13. Cidade do Recife em
# Pernambuco, 22 de maio de 1850.
oi Aiint uu uu, m
# I
999999i% 9mm989%m*
-Precisa-sede umfeilor para um sitio
pett Ja praea, com preferencia so souber
desleitar vaccaa : na ra do l.ivramentu, nu-
mero 33
A pessoa que quizer, entrando com al-
guns fundo, associar-se nos lucros de urna
daa melhores tabernas de Fra-de-Portas,
dirija-se ao mesmo lugar, n. 92, que achara
com quem tratar.
Trecisa-se de um caixeiro portuguez
de 12 a 14 annos, que saiba ler e escrever,
e d conhecimenlo de sua conduela : na
Uoa-Vista, ra Formosa, venda.
-- Oflerece-se ua rapaz portuguez para
caixeiro de venda, o qual da mesma tem
muila pratica : quem precisar, dirjase ao
Aterro-da-Boa-Vista, n. 80.
bonita figura
e hbil para todo o servico ; na ra do Col-
legio, venda, n. 12.
Vende-se graxa em bexigas do Rio-
Grande do Sul, propria para velas, por me-
nos prego doqueem outra qualquer parte :
na ra da Praia, n. 7.
Fabrico nacional.
Cimba & Amorim, na ra da Cadeia do
Recife, n. 50. vendem potassa branca, fd-
brica^a no Rio -de-Janeiro, a mais nova que
ha no mercado, e a mais superior que ha
ueste genero, por preco rasoavel.
Vende-se um pardo moco e de bonita
figura, perito ofiicial de alfsite i na ra da
Cadeia do Recife, n 39.
Vendetn-se ancoretas com azeitoras
muito boas, das ultimas chegadas do Porto,
por prego commodo : no caes da Alfandega,
n. 7, aimazem de Francisco Das Ferreira.
-- Vendem-se caceas com arroz, a 1,200
rs. a ai roba : no caes da Aifaodega, arma-
zem do Sr. Annes.
Vendem-se duas escravas crioulas, de
bonitas figuras, muito boascozinheiras, en-
gommadeiras, e que lavam desabfio e var-
rella, refinana sssucar, fazem doces e cosetn
chSo tendo urna dellas i Ulhas, proprias
para urna escola : na ra de Agoas-Verdes,
sobrado de dous andares n. 100, defronte
do oitfio do Tergo, das 9 horas da mauhfia
s duas da tarde.
Vende-se um sitio margen) do rio,
com 1,200 palmo* de fundo, trras proprias
e boas de plantarles, casa de pedra e cal
com janeasenvidragadas na frente, duas
salas, 2 alcovas envidragadas, 2 quartos,
urna despensa, copiar, cozinha, casa de pre-
tose feilor, fra, ludo de pelra e cal, boa
cacimba de pedra com soltrivel agoa de be-
ber e lavagem, coqueros, cajueiros, tama-
rineiros, parreiras moscatel, romeiras fi-
gueiras, tudo dando fructo ; mangueirs e
larangeirasjacrescidas, bananeiras, e mui-
ta trra devoluta, com boa visU, porto com
embarque e desembarque a loda hora, por
isso proprio para urna olaria, e por ter lam-
bem barro; he muito perto da praga, pois
he antes da Passagem : a tratar com o seu
proprielaro, Victorino Francisco dos San-
tos, na rua.do Rangel, n. 54.
Vendem-se cigarras de palha de milho
bons, por prego commodo i na ra das Cru,
zes, a. 40.


mm
j
Vendem-se chapeos de palha de Mani-
lha, muito linos para hornero ; canna da In-
dia verdadeira, propria para bengalas, que
de una se p Je fazer duas: na ra Nova,
n.2, luja airas da matriz.
Para camisas, a 280 rs.
o covado.
Vendem-se finos e largos riscadus bran-
cos rom salpicos de cores, muito proprios
para camisas de homem, pelo baralissimo
preco de 2S0 rs. o covado : na ra do Cres-
po, 11. ii
-Vendem-se dez lindos moleques de 8
a 16 annos ; 8 pretos de 20 a 25 annos, sen-
do um driles aipateiro ; 3 pardos de 18 a 20
annos, sendo um delles perito coiinheiro,
holieiro e empalhador, e que he de boa con-
ducta ; duas pardas com habilidades; 7 pre-
tas com algumas habilidades, de 14 a 35 an-
nos, propries para todo o servico : na ra
do Collegio, n. 3.
Manoei da Silva Santos ven-
de arroz do Maranhao a 1,000 ris
cada urna arroba : quem preten-
der dirija-se ao armazem, que foi
do fallecido Braguez, na ra da
Cadeia, n. 64.
Tecidos de algodao tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-Santos.
3Va rua da Cadcia, n. 52,
vendem-se por atacado duas quslidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
Taixas para engenho.
Na fundicSo de ferro da rua do Brum,
acaba-se de receber um completo sortimeo-
tode taixas de 4 a 8 palmos de bocea as
qoaes acham-se a venda por preco com-
modo e com promptidSo embarcam-ae,
i:u carrepam-seem carros sem despezas ao
eomprador.
-- Na luja frnnceza na rua Nova atraz da
matriz, tem bonitos jarros de porcellana,
linternas de pe de vidro, ditas de casqui-
i lia inglesas, ditas fracnezas, candieiros
para sala, ditos de la tito para estudantes,
bengalas de rana, bandejas finas, chapeos
i de sol de seda de cores para homem, fundas
para os quebrados, chapos francezes de bo-
nitas formas, lencos de seda de 1,000 rs. al
5,000 rs. para senhora e homrns, ditos de
morsulina, e outras muitas fazendas : sa-
patos de duraque de cores para senhora a
800 rs., ditos de coro de lustro a 2.000 rs.
Assim como ruga aos seus devedores que
1 lie vam pagar, para n3o mandar tantas
vezes os seus caixehos em suas casas.
Cheparam novamente rua da Sen-
zalla-N'ova, n. 42, relogifsde ouro e prala
patente mul/, para homem e senhora.
-- Vendem-se pecfs de rradapolo com
20 varas, muilo largo e com algum mofo,
a 2,500 rs. ; estopa propria para roupa de
escravos e enfardar ftzendase tambem pa-
ra saceos, a 3. e 6 vinlens e a 160 rs. a
vara, com alguma avaria ; chitas, a 4,000
rs. a Ma : na la larga do Kozario, n. 48,
primeiro andar.
Vende-se um pardinho de 8 a 10 an-
nos, de in o ii o boa conducta, por ser do n ai-
to, e que he vendido por piecisSo: um dito
de 18 unos, ptimo paia pagem ; um preto
de 25 anuos, com c flicio de- cozinhtiio : o
motivo por que se vende se dii ao com-
prador : na rua do llangel, n. 38, segundo
andar.
ramilla de S.-Mathcus,
de superior qualidade, vende-se por preco
commodo : bordo do patacho Lima, tun-
deado em frente do raes do Collrgio.
He boa fazenda.
Na rua do Queimado, vindo do lt02ario,
segunda loja, n. 18, enilrm-se lenco.
hraucos de rambrsia adamasrados para sc-
iilion. a 5,500 rs. a duzia ; merino preto
toldado, a 1,200rs. o covado, muito pro-
prlo para vestidos de senhora, roupinhos
de meninos e palitos ; selim pelo de Ma-
ceo, muito bom, a 2,500 rs. o covado; la-
pim cor de lirio para vestidos de senhora <
loupinhos de meninos, a 500 is. o covado;
mantas de srda e de setim, a 9,000 rs.
cortes de cambraia lisa e fina, para vesti-
dos, a 3,200 rs. ; e outras fazendes que se
vendem sem limites de preco.
Capas para invern.
Vendem-sc capas de panno lino e barre-
gana e mais qualidades, para invern, por
preco commodo : na rua do Crespo, n. II.
--Vendem se duas parles de urna.casa
na ruadaS -Cruz, que faz esquina para a
rua da Alcgiia, e que Um taberna: estas
duas parles rendem 6,700 rs. mensaes : hem
Cunto urna parte de um terreno junto a
niesina rasa, por pceo commodo : na tra-
vesa da rua da ConcorJia, sobiado n. 5,
das 6 s 8 horas da niauba, e das 4 as 6
da tarde. .
Aovo sortimento de fa-
zendas baratas.
Vendem-se cortes de cassa-chita muito
bonitos, a 2,000, 2.400 e 2,800 ra. ; riscadi-
nhos de linho, a 240 ra. o covado ; dito de
algodSo muito encorpado, proprio para
roupa de escravos, a 140 rs. o covado ; cor-
tea de brim branco de linho, a 1,500 rs. ;
dito muito bom, a 1,700 rs. ; dito amarello,
a 1,600 rs.; dito com listra ao lado, a 1,280
ra. ; cassas de cores muito bonitas, a 30
rs. o covado ; riscados monslios com qua-
tro palmse meio de largura, a 260 rs. o
corado; zuaite furta-cres, a 200 ra. o co-
vado ; pecas de cambraia Usa Com 8 varal
e meia, a 2,720 rs.; chitas de bonitos pa-
droes, a 160 rs. o covsdo; ditas muito li-
nas, a 200, 220, 240, 260 e 280 rs. ; lencos
de seda para algibeira, a 1,000e 1,280 rs. ;
ditos para gravita, 1,280rs.; e outras mui-
taa fazendas por preco commodo : na rua
do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia.
Vendem-se tres lindas escravas com
todas as habilidades piecisas ; um moleque
peca, de 18 annos : todos de boa conducta :
na rua do flangel, n.-57.
Vende-se, por preco commodo, urna
pequea casa- terrea rom sotao, sita no
Aterro-dos-Afogados, do lado do mar, n.
141: na rua da Peuha, n. I, primeiro an-
dar.
Vende-se um sitio em Otinda, ao cor-
rer da rua do Jogo-da-Bola, com casa, inul-
tos e variados arvoredos de fruclo e boa ca-
cimba : a tratar na mesma cidade, rua do
Amparo, n. 5.
Oleo de linhaca.
Vende-se superior oleo de linha-
ca em botijoes: quem pretender,
(iirija-se a Manoei da Silva San-
tos, no armazem do Aunes, np
caes da Alfandega.
-- Vende-se um ptimo terreno para se
edificar, por ser perto do rio e de esquina,
com 60 palmos do frente, e com urna casa
de taipa, sito na Baixa-Verde do Mangui-
nho ; bem como urna pequea casa con-
fronte ao mesmo terreno, Com cambo de
embarque e desembarque no fundo : na rua
da Penha, n. 1, primeiro andar.
Vendem-se pipas de ptima ago'arden-
to, por preco commodo : na rua do llospi-
-io, n. 9.
Vende-se espirito de 36 graos, a mi)
rs. a caada: no pateo do Panizo, n. 20,
taberna.
Farinha de mandioca
nova, de S.-Catharina,
a melhor farinha que ha no mer-
cado, vende-se a bordo do. Mara-
Prmeira, entrado no da 6 do cor-
rente, por preco mais barato do
que em oulra qualquer parte: a
tratar com Machado & I'inheiro,
na rua do Vigario, n. 19, ou com
o capito a bordo.
Vendem-se amarras ao i*rro: na ru
da Sen/al la-Nova, n. 42.
Folhade landres.
Em casa de J. J. Tasso Jnior, na rua do
Ai&i ni, n. 35. ha um ptimo sortimento
de folha de I-landres, de todas as marcas,
a retalho por preco mais barato do que em
outra qualquer parte.
j\7a rua do Crespo, loja
da esquina que volta
para a cadeia,
vendem-sc corles de casimira prcta, muito
boa, a 5,500e 10,000 rs.; panno preto, 11.ui-
lo bom, a 3,200, 3.8C0 e 5,500 rs. o covado ;
corles de collele de fuslio, 0 640 rs.; ditos
de setim de cores, a 2,000 rs.; ditos de gor-
goiSo, a 1,600 rs. ; esguiSo de linho, muito
lino, a 1,280 rs. a vara.
--Vende-se urna vacca lorina de 4 annos,
chegada ha 3 mezes de Lisboa, com urna pe-
quena bezerra, muito boa leiteira : no Hos-
picio, u. 8, sitio do portSo verde.
Urna pessoa*chegada ha pouco de urna
ilas 1 rovinrias do imperio tem para vender
urna p'ircode toallias e I' ondas de brela-
nha fina elavarinto de muito bom goslo e
moderno, por muilo barato preco, por ter
de retirar-se pera tora do imperio: na rua
Nova. 11. 34.
Vinde-se um grande sitio na estrada
dos Afileles, com multo boa casa para fa-
milia, rectificada de novo, com minias d-
v< rsas i| ni loiaili s de arvoredos bem rcplan-.
lados, como sejam : muitas larangeiras de
diversas qualidades, sapolys, fiucta-pflo,
jaqueri-s, coqueiros, mangueiras, cajuei-
ros, e outras muitas diversas fiucleiras,
liurlalice, grande baixa para capim, queso
com a vista se poder melhor informar o
comprador: na rua do Queimado, n. 10.
I'arinhade mandioca de
S.- allini ina.
Chegou em direilura de S.-Catharina o
brigue nacional Minina, com um carrega-
uicnto 1I.1 superior farinha muito nova, e
acha-se tundeado defronle do caes do lla-
mos, onde se vende a preco commodo, ou
emeasa de Manoei Ignacio de Oliveira, na
praca do Commereio, 11. 6, primeiro andar.
Vende-se urna bonita emoa, propria
para conduzir familia : em I ra-de-l'uitas,
iua dos Cuararapes, 11. 4.
Vendem-se dous urubs rei : na rua
Je S.-Amaro, n. 16.
'4
Manteletes francezes.
Vendem-se ricos manteletes fran-
cezes, niuilo modernos; e grvalas'
de molas : na rua do Crespo, n. 9,
loja amarilla.
llua do Crespo, n. 10.
Na loja da viuva Fr citas Gui-
u.arifs, vendem-se cobertores de
algodao, pelo barato preco de oo
rs ; cortes de casemira patente,
a 4>ooo rs \ picote azul de xa-
drez, a loo rs. o covado ; brim
pardo liso, a loo rs. o covado;
cobertores de' laa, a i,5oo rs. ;
cortes de cassa-chita de muito bo-
nitos padioes, a 3,200 rs. ; cortee
de meia casemira, a i,5oo rs. f al-
daode JUtras, a 160 rs. o covado ;
cassa franceza, a 160 rs o covado;
e outras muitas fazendas que se
vendero por baratissimos pi ecos.
AUNCA
ia findico Low-Moor,
BA DA SKNZALT-A-NOVA, W. 4a'
Neste estabelecimento conti-
noa a haverum completo strti-
aiento de moendas e meias moen-
das, para engenho ; machinas de
vapor, e taclias d
coido, de
para dito.
todos
Ierro batido c
oa tamaitos,
Farelo novo 5,500 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo navio
de llamburgo : na rua do Amorim, n. 35,
casa de J. I. Taaso Jnior.
Vende-se urna commoda grande de an-
gico : no'beoco da Viracin, n. 35.
- Vende-se um sel 1 i ni inglez, de couro
de porco, quasi novo, por preco commodo :
no Aterro-da-Boa-Visla, n. 5, fabrica, de
charutos.
Vende-se um pardo bom
oflicial de allaiate : na rua do
Trapiche-Novo, n. 16, segundo
andar, das 6 s g horas da ma-
iilula, e das duas as 5 da tarde.
Cheguem ao barato.
Vendem-se lencos de para seda, pelo di-
minuto preco de 1,280 rs.; luvasde pellica
prcta e de ponto ingle?, a 1,280 rs ; finas
casemiras pretas e de cores, a 5,000 rs.; go-
linhsse pescocinhos para senhora; e ou-
tras muitas fazendas baratas na rua do
Queimado, n. 9. Iiiio-se as amostras com o
competente penhor.
Novo sorlioiento de fa*
zendas baratas, na rua
do Crespo, n. 6, ao pe"
do lampean.
Vende-se cassa-chita muito fina, de bo-
nitos padres, cores fixas e com 4 palmo;
te largura, a 320 rs. o covado; cortes da
dita a 2,000 rs.; riscado d llstras de li-
nho, a 240 rs. o covado ; dito de algodao, a
lio e 160 rs. o covado ; cortes de brim par-
do claro, com duas varas a urna quarta, e
1,600 rs.; riscados monstros, a 200 rs. o
covado; zuarte azul, a 200 rs. o novado ;
chitas, a 160 e 180 rs. o covado ; fustflo, a
640 rs. o corte; chales de tarlatana, a 500
rs. ; cobertores de algod.to americano, a
640 rs.; e outras muitas fazendas por bara-
to preco.
Moendas superiores.
NafundicSode C. Starr & Companhia|,
em s.-Amaro, acham-se i venda moendas
de canna, todas do ferro, de um modelo e
construccSo muito superior.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de dife-
rentes modelos : na fabrica de machinas t
fnndieflo de ferro, na rua do Brum
na., Seto.
Deposito da fabrica de
rodos-os-Santos na Baha
Vende-se em casa de N. 0. Bieber & C.
aa rua da Cruz, n. 4, algodllo trancado
daquella fabrica, muito proprio para saceos
de assucar, roupa de escravos e fio proprio
pira redes de pescar, por preco muito com-
modo.
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassa,
de boa qualidade, em borriszinho:
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
tempo se nao vende: nc Hecife,
rua da Cadeia, armazem n. n.
Vende-se muilo superior farinha em
meias bar ricas : na roa da Cadeia do Recife,
escriplorio de fleane Voule & C em seus
armazensdo becco do Concalves.
Ka tua do Liviamento,
n l,
vendem-se sapatos de marroquim francez
para senhora, a 500 rs o par ; sapales de
lie/erro francez para homem, obra muito
hem feita, e propria para o invern ; um par
de brincos con. brilliante ; um annel com
diamante. Ni mesma loja compra se cera
aruarella.
Vcude-se um obrado de um andar no
largo do Carmo, que volta para a Camboa-
do-Carmo, n. 24: a tratar no mesmo largo,
o. 2, com Narciso Jos da Costa
Mullas.
Vendtm-se 90 muas novas,
chegadas de Buenos-A y res, na
barca bmericana Mushingam ; na
rua do Trapiche, n. 8.
Para quem tem bom
gOslO.
Na rua do Queimado, n. 9, existe um no-
vo sortimento de manteletes e capolilhos de
seda, gorgurfio e cliamalote preto e de co-
res, os quaes se veniem pelo diminuto pre-
co de vinte e dous mil ra. DSo-se amostras
com penhores.
Vende-se um piano tinglez em bom
estado, proprio para quem quizer aprender,
por barato preco : na rua Nova, n. 71, ae-
gundo andar.
la loja de seis portas.
A produccao dealcaiades.
O administrador desta loja reconhecen-
lo ter aluda muitos alcaides, os quaes quer
troca-losporcedulas vende-os por barato
preco, como sejam : cassa prela de bonitos
padrOes, a 120 rs. o covado ; chales pretos
de rede, a 320 ra ; ditos de cassa branca, a
480 ra.; ditos pequeos de chita para nie-
niuaa, a 940 rs.; alpaca de cores, a' 480 rs o
covado ; dita prcta, a 640 rs ; merino, a
1,280 1,600 e 3,000 lino; riscado monstro,
a240rs.; e todas as mais fazendas em um
completo sortimento, por precos que con-
vidan! a gaalar-se dinheiro
Vende-se cevadabarata : no
armazem de Joaqunda Silva Lo-
pes, na porta da alfandega.
Vendem-se, por atacado, 990 varas de
estopa, com alguma avaria, a 100 ra. a vara:
na rua larga ao Kozario, n. 48, primeiro
andar.
Vende-se o engenho bataria, silo na
cidade da Victoria, que demarca Com o en-
genho Oiteirflo
gen 00.
Charutos do superior qualidade : vende-se na ruada
Cruz, n. 10, casa de Kslkamann Irmos.
Vinho de Bordeaux,
de superior qualidade : vende-se na rua da
Cruz, n. 10, casa de Kalkmann Inultos.
Instrumentos para m-
sicas.
Vendem-se instrumentos para msicas
militares; bem como pianos e violOes mul-
tissimos ricos: na rua da Cruz, n. 10, casa
de Kalkmann IrmSos.
Cadenas de palbinha,
esohs para meninas: vendem-se na ruada
Cruz, n. 10, casa de Kalkmann IrmSos.
tiurras de Ierro
do muito boa qualidade, e com sagrado pa-
ra as abrir: vendem-se na rua da Cruz, n.
10, casa de Kalkmann Irmos.
Vendem-se caixaa com muito bom sor-
timento de aera em velas, farinha de trigo
em barricas e meias ditas, alhos do Porto,
ret oz de todas as cores, vinho em barra de
quinto e de quarto, arcos para barricas, fio
porrete e pregos, ludo por preco commodo :
na rua do Vigario, armazem de Francisco
AI ves da Cunta, 11. 11.
Vendem-se os sobrados do pateo do
Terco, que faz esquina para o becco do Lo-
bato, em chffos proprios, livres e desem-
barcados de todo e qualqner embaraeo de
jiistiga : na rua de S -Rita, n. 65 : tambem
se vende urna parda que cozinha o diario
Je urna casa e engoinma lito ; nSo tem vi-
cios nam achaques,oque se afianca por 6
mezes: o motivo porque se vende ae dir
ao comprador.
Itelogios sais-sos com cai
xa u6 ouro.
Vendem-se 2 relogios suissos e horison-
taes, com caixa de ouro e mostradores de
vidro, sendo um delles proprio para se-
nhora, por preco commodo : na rua do Tra-
piche, o. 42.
Sellins nulezes.
Na rua do Trapiche, n. 4a,
acham-se a venda ptimos sellins
inglezes, com todos os sens per-
tences, por preco commodo.
Vendcm-se 3 pardas de 16,
18 e a5 annos, sendo a prmeira
costureira de cortar e fazer urna
camisa de homem, bordar, mar-
car, fazer lavarinto, e que tam-
bem engomma ; asegunda engom-
ma bem e cose ; e a terceira en-
gomma e .cozinha ; 1 molecas de
16 annos ; 3 pretas de todo o ser-
vico ; 3 pretos fortes para todo o
servico ; e mais alguns escravos :
na rua das Larangeiras, n. I'i, se-
cundo andar.
Cassas pretas a 140 rs. o
covado.
Vende-se cassas pretas de muito boni gos-
lo a tiors. o covado: na rua do Crespo,
loja da esquina, que volta para a cadeia.
(ano de quatro rodas
Vende-se um ptimo carro de
quatro rodas, pura um ou dous
cavallos, muito maneiro, de boa
construccao, de excedente gosto e
em muilo bum estado, o que se pe-
de ver na coche ra do Sr. Miguel,
no Aterro da-Hoa-Visla : a tratar
na i na do Trapiche, n. 4a.
* Deposito de bichas.
> .Na travessa da rua do Vi-
y. gario, n. i,vendem-se bichas
* de llamburgo, ltimamente
^ chegadas, a 3o#rs. o cento:
> tamben se alugam p >r mais
> batato preco do que en ou-
* tra qualquer parte,.
Frasqtieitas
com grnebra de excellente quali-
dade e recenttmente chegada da
Hollarda : vendcm-se na rua do
Trapiche-Novo, n. 16.
Agoa de -Sellz.
Ven dem-ee cestos com botijas
de excellente agoa de Seltz : na
rua do Trapiche-iNovo, n. 16.
Vende-se um sobrado de um andar e
slito, silo na rua Augusta : a tratar na tua
de S.- Francisco, casa apa laca da, de mantilla
ou de tarde.
A 3,000 rs. o barril de cal de Lisboa.
Vende-se, para fechar contaa, um reatan-
te de barris de cal virgen presente safra: na rua da Cadeia do Keci-
fe, n.50.
L.icavo8 F- g -os
Fugio, da b.rcaca Jouphina, onde an-
dava embarcado, um pelo crioulo, de li-
me Antonio, de 25 anuos, de estatura re-
gular, pouca barba, rosto comprido; he es-
cravo do Sr. Antonio Joaquirn de Souza,
morador em MacaodoAs.su; levou camisa
Jebaieta azul o calcas de algolUozinho :
iiuem o pegar leve-o a rua da Madre-de-
Deoa, casado Jos Antonio da Cunl.a & Ir-
mios, que recompensar.
Fugio, no di 26 de Fevereiro do cor-
a tratar no mesmo en-trente anoo, do engenho Aguiar, termo da
(villa do Igual sbs, o esclavo lliomc, alto,
^^^^^ggggLLg'. I lM'"|.-JWpj
magro, cor fula que'parece cabra, olhos pe-
queros.cara comprida, orelhas pequeas
com muilo pouca barba, pernas finas, m-.
grandes, mellados e cinzentos que pareco
soffi er de calor de ligado ; be tallador e re-
grisla ; quando fogo inculc-se forro- ha
noticias de 4er andado por Po-do-Alho o
Limociro, principalmente nos dias de feirn
e tambem costuma alugar-se para o servic
de campo. toga-se as autoridades policiaes
capitaes de campo e pessoas particulares'
queoapprehendam elevemnoao dito en-
genho, a entreger ao rendeiro, Torquato
Hennque da Silva, ou nesta cidade nii rua
de Hortas, sobrado n. 28, de Agostinho Hen-
nque da Silva, quo serSo recompensados.
Fugio, na noite do dia 21 do corren-
te, a preta Ha ha, crioula.de cor preta, de
estatura regular, foi escrava de Jos Rodri-
gues de Araojo Porto, que a houve por com-
pra do sertflo do Bom-Jardim ; representa
ter 22 annos; levou vestido de cassa cor de
caf com listras brancas, camisa de mada-
polSo com renda, panno da Costa, brincos
de ouro ; tem os ps enrugades como quem
leve calor de ligado : quem a pegar leve-a
rua das Trincharas, n. 49, que ser re-
compensado.
Fugiram, na noite de SI para 22 do
correte, do engenho Bento-Velho, comar-
ca da Victoria, 3 escravos pertencentes ao
bacharel Pedro Bezerra Pereira de Araujo
Beltr3o, a saber : Simplicio, de Angola, re-
presenta 35 annos, cara lalhada, de altura
a grossura regulares : Antonia, prela de An-
gola, representa 30 annos, fula, secca do
corpo: Domingas crioula, cheia do corpo,
bem preta, representa 28 annos ; os quaes
escravos foram comprados aoSr. Jofio Evan-
gelista de Vasconcellos, que morou na co-
marca do Cabo nos engenho* Trapiche e
Maltapagipe, para cujas partes lerfto natu-
ralmente procurado. (Juem os pegar lve-
os ao dito engenho, ou na travessa da Con-
cordia, n. 5, que se gratificar.
Venceslao, pardo agarapado escuro,
alio, secco, de 18 a 20 annos, quando do en-
genho s.-Antonio-Grande fugio, princi-
piando abarbar; tem urna cicatriz em um
dos lados do queixo, cabeca redonda, ca-
bellos pretos e muilo cacheados ; tem olhar
de porco, olhos vermelfios, pernas e bracos
finos, mitos e ps grandes ; he tabaquista,
ralla alguma cousa fanhoso ; fugio no dia
0 de marco de 1815, para o quilombo de
Vicente de Paula, e d'alli em Janeiro de 1848
sabio para o centro por le llie mandado
dar o mesmo Vicente dous tiros, dos quaes
smente foi ferido em um braco : quem o
capturar, ou delle der noticia nesta praca a
Jofio Francisco de Atahide, e naa Alagas,
ao commendador Jos Paulino de Albu-
querque Sarment, propietario do enge-
nho s.-Antonio-Grande, ser recompensado
com 100,000 rs.
00000 rs.
Fugiram, no dia 13 do prximo passado,
do engenho Novo de Serinhfiem, os escravos
seguales .' Tliomaz, cabra-escuro ; ten or
olhos e palmas das mfios ajnarelladas, cs
fula, representa ter 25 a 30 annos, com offi-
ciq de pedreiro, pescador e do cortar carne;
he muito rgrista : Amaro, cabra-claro, de
45 a 50 annos, com bastantes cabellos bra li-
eos, pernas linas, ps apalhelados ; he mui-
to preguicoso para qualquer servico; he ca-
noeiro; costuma andar sempre ebrio: es-
tea escravos quando fugiram fram a praia
do Gamella, do Kio-Formoso, onde com-
praran urna jangada e seguiram na mesma
para a provincia das Alagoas, de ondeo di-
to Amaro he natural, e que lem prenles
para o centro : quem os pegar leve-os ao
dito engenho, uu nesta praca em casa de
Silverio Joaquirn do* Santos, na Camba-
do-Cermo, n. 33, quesera gratilicado com
200,000 rs.
Gratificara o.
Fugio, da Cidade de Uacei, no passado
abril, a escrava de nome Colecta, do tor Jos lavares Bastos, e graliflea-se a sua
apprehensSo nesta praca, rua do Rangel,
n. 36, segumio andar : signaes aeguintrg :
crioula, moca, disfamada, boa estatura,
corpo espigado, peilos escorridos, e com
visivel queimadura no rosto.
Fugio, no dia 22 de abril prximo pa-
sado, o preto Bernardo, de 40 anuos pouco
mais ou menos; levou camisa de chila
azul, calcas brancas o jaqueta de riscado
amarello desbotado ; j pinta do cabello ; be
de altura regular; tem ps pequeos e bem
feitos ; tem urna costura oe gomma cm ci-
ma da garganta, duasao lado e oulra no
meio do peilo ; fugio com um taboleiro da
fructasquu andava vendendo, por isso nSo
levou chuico; tem sido visto paia as par-
les de Beln com o mesmo ta holeiro com-
prando fructas e vendendo ; tamben be sa-
pateiro. hoga-se a todas as autoridades
policiaes, capjtfies de campo e pessoas par-
ticulares que o apprehendam e levem-no 4
roa da Cadeia do llecife, n. 25, ou no largo
da Trempe, sobrado n. 1, que tem venda
por baixo, quo serio generosamente recom-
pensados ; assim como se protesta usar
com todo o rigor da lai contra quem o ti-
ver occolto.
Fugio.Jdo engenho de Tres-Boceas, no
dia 17 de fevereiro passado, um pardo com
os signaes seguioles: baixo, grosso, sem
baiba, de 20 annos pouco mais ou menos,
cabellos enroscados, olhos grandes e aga-
rppados, bem feilo de corpo, pernas e ps,
nariz chato, beicos gros'sos, bocea leguUre
com todos os denles; intitula-ae forro, e
como tal vem moflido de um passaporte fal-
so como qual illudio as autoridades de
liarra-Crande : quemoprgrr leve-o ao di-
to engenho, ou aoltecife, em casa de Ma-
noei Joaquirn lltmo e Silva queem qual-
quer das parles ser generosamente recom-
pensado.
Fugiram, na uoile de 4 de maio do cr-
ranle anno, os esciavos seguintes.- Jofio,
crioulo, representa ter 28 unos; hesito,
desdentado na frente, com pouca barba,
ps largos e compridos: Cosme, tambem
crioulo, cor de taioca, bastante baixo e
grosso, rosto bem chato, barba quasi nen-
liuma, representa ter 25 anuos Estes es-
cravos fugiram da iropriedade Boa-Uniflo,
comarca e fregueziade S.-Aino; suppe-
seterem procurado os serldes de Pajali,
Hoa-Vita, ou Carirys, por onde j andou
um delles. Quem os pegar leve-os a dita
propriedade, a seu senhor, Joaquirn de Bar-
ios Correia deQuoiroz, que gratificar ge-
nerosamente.
Piih. : ium. DB a. t. de nal*. 1850


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