Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06912


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Full Text
Anuo XXVT.
Sabbado 18
PARTIDA DO OOBBMOS.
Golanna e Parahlba, segundas eesta felra.
Rlo-Grande-do-Noite, quinta fera ao melo-
da.
Cabo, Serinhaem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, dI'i e2' decadamez.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flore, a M e 28.
Victoria, squinta reir.
Olinda, todo o da.
, ..^jiaagat
1IDB.
Ming. a 4, s 8 h. e20 m. da m.
Nora all.a 8h.e 49 m. da t.
desea 18, 1 h. e 33 m. dat.
Chela 25, 9 h. e 48m.dat.
vatiHAE DI HMI.
Primelra as 10 hora e 6 minuto da tarde.
Segunda a <0 hora e 30 minutos da manhaa.
de Maio de 1880.
N. US.
PBLXpO DA DBlCalKJO.
Portresraezes(adianla4o) 4/000
Porieitmezet 8/000
Por uui anno 15/WMl
DA DA UUKA.
13 Seg. S. Servado. Aud. do J. do orf. e m. 1 v.
14 Tere. S. Gil. Aud. do chae, do J. da 1. v. do
civ. e do do feitos da fazeuda.
I;'i Qu.irt. S. Izidoro. Aud. do J. da 2. v. docivel.
1(1 (jiiint. S. Joo Nepouiuccno. Aud. do J. dos
ni r. e do ni. da 1. v.
17 Sexl. S. l'ascoal Hayl.ii>. Aud. do J. da I. v. do
civ. edo dos feito dafazena.
18 Sab. S. Venancio. Aud. da Chae, e do J. da 2.
do ciiiiii-.
19 Dom. Pateca do Espirito Santo.
cambios in 17 de MAIO.
Sobre Londres, 27 a 27'/, d. por 1/000 rs
. Pars, 346.
> Lisboa, 95 por cento.
Ouro.Oneas hepanhoes......... 29/000
Hnedadrfi>i00velrias.. lGlfiOO
de 6/400 novas.. 16/200
. de 4/000........... y/ioo
Prats.Patacfle brasileiros...... l/'
Pesos columnarios....... ir''"'
Ditos mexicano.......... 1/800
a O dias.
a 29/50-^
a 16/8Vf>
a 16H00
a 9/200
a QOOO
a 1/980
a 1/820
..'X.-...TV.MI nifigaanaa
PARTE OFFICIAL.
bOVERNODA PROVINCIA.
I.EI N. S57.
Honorio Hermto Carneiro LeJSo, presi-
dente da provincia de Pernamhuco. Faco
saber a todos os seus habitantes que a as-
sembl legislativa provincial decretou o
eu sanecionei a resolucSo seguinte :
Artigo un miso da irmandade do Santissimo Sacra-
mento da matriz de Nossa Senhora do O' do
Altinho, com as seguintes nindiicacOes:
1.* O dominio sobre a igreja, culto c
economa religiosa, que, pelo capitulo oita-
vo do compromisso, compete irmandade,
he da privativa competencia do parodio,
alientos os caones em vigor.
S i.' As sepulturas, deque trata o capi-
tulo 23 do citado compromisso, no pdem
ser iberias dentro da capella-mr e sem
previa prticipaeflo ao parocho, e quando
gratuitas nao prejudicam aos direilos paro-
cliiacs.
Mando portanto a todas as autoridades a
3uem o conhecimedto e execuco da referi-
a resolucSo pertencer que a cumpram e fa-
(am cumprir toinleiramento como nella te
contm. 0 secretario interino da provincia a
faca imprimir, publicare correr. Cidado do
Recife de Pernambuco, aqs 13diasdomez
de maio de 1850 vigesimo-nono da inde-
pendencia edo imrerio.
i. S. Honorio Hermto Carneiro Leo.
Carla de le pela qval V. Exc. manda execu-
eutar a resolucad da assembla legiilattva pro-
vincial, que lanccionou, approvando o com-
promisso da irmandade do Santissimo Sacra-
mento da matriz de \ossa Stn/iora do O' do
Altinlio com as modicaces cima rnencia-
nada.i.
Para V. Exc. ver.
Franeitco Lucio de Castro a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria do
governo de Pernambuco, em 13 de maio de
1850.
Antonio Francisco Ver eir de Car val lio.
Registrada a II. 159 v. do livro segundo
de Iris provinciacs. Secretaria do governo
de Pernambuco, em 14 de maio de 1850.
Joao l'olycarpo dos Santos Campos.
le distribuir a de 24:000,000 ris da subs-
cribo agenciada na cOrte a favor das viu-
vas e o philos dos que pereceram nesta pro-
vincia combatendo em prol da ordem e da
conslituico, e dos invlidos e aleijadns
lelo mesmo motivo. Hess quantia de ris
21:700,000, constante dos documentos que
V. S. me remiteu, e que ficam archivados
nesta secretaria, Ihe-dou quitago pelo pre
seiile, (cando em sen poner a quantia de
2:300,000 ris que anda nflo foi recebida
pelas pessoas porquem foi distribuida, e a
le 11:000,000 rvis que ainda est por dis-
tribu ir.
Dos guarde a V. S. Palacio do governo
de Pernambuco, 16 de maio de 1850 Hono-
rio Hermto Carneiro Leio.Sr. Francisco
Antonio de Oliveira. _
PERNAMBUCO
ASSEMBLA PROVINCIAL
23.SESSAO" ORDINARIA, EM 10 DE MAIO
DE 1850.
paasioEscu do sa. pbdro cavalcanti.
( Concluido.Vid* Diario n. 110. )
O Sr. Vellis de Guevara : Sr. presidente.
lllm. Exm. S.Accusandoa recepgo dos
tres oDicins de V. Exc. datados de 4 do Ja-
neiro,9 de margo e 13 de maio.scompanhan-
do tres relacOes designando os nomes das
pessoas, enm quem V. Ene! se dignou repar-
lir a quantia de 24000,000 rj/f parle di
subscricSo agenciada na costaba favor das
vinvas e orphos dos que nfreceram nesta
provincia, combatendo em prol da ordem <
constituirlo, e os iuvaliiios c aleija mesmo motivo, tenho a honra de remetter a
V. Exc os recibos e documentos de todos
aquelles que j receberaoi'as quantias men-
cionadas as mesmss relacAes, no valor de
21:700,000 lis, fleando a me.i cuidado en-
tregar a quantia de 2:300,000 ris aquel
les que leem deixado de receber, o enjos
nomi'i so arham na relago junta. Rogo a
V. Exc. que se digne desenerar-meda quan-
tia de 21:700,000 ris, proveniente dos i a-
ga'ntos j Mo, ficando a meu cargo dar
coatxs em devido lempo da quanliade ris
2:3(10.000, pertencentes aos que ainda no
quiseram receber, alm dos 11:000,000 rs..
que re-tam do principal da subscribo
("35:000,000 rs.) eque se acham dsposii
da presidencia deota provincia.
D.os guarde a V Exc. Recie. 15 de maio
de 1850-lllm. Exm. Sr. Honorio Hermto
Carneiro Lefio, conselheiro de estado e pre-
sidente (l.i provincia Francisco Antonio de
Oliveira, lliesoureiro.
Nomes ios individual incluidos na reluci n.
1 de 4 Janeiro de 1850, que no receba um.
N. 13.(Irphilo do soldado
Uanoel Francisco de Moura
N. 33.-Jos Juaquim Dnuailo
N. 44.--I.uiza e Ricarda,lilhas
do finado Maooel Antonio do
Amaral
N. '56,-Fdhos docapitoA-
meriro Ferilaiides da Cunha
N. 57.Hila Joaquina d Al-
meida, viuva do lenle Narci-
so Baliieuse de Aimeida
50,00n
100,000
200,000
500,000
RELACAO" N. 2.
N. 8.Mari Francis-
ca de Jess 150,000
N. 11.Viuva Mara
Jos da Rocha 200,000
500,000
1:350,000
--------- 350,000
DITA N. 3
N. 10.Viuva e Rlhoa
do soldado da guarda
nacional do Bonito Jua-
quim Flix 200,000
N. 19.--JoSo Francis-
co Pita 200,000
N. 20. Viuva Mara
Ferreira da Couceic.ao 200,000
.----------- 00,000
Rs. 2 300,000
Pernambuco, 15 de maio de 1850.Fran-
eitco Aniunio de Oliveira, lliesoureiro.
lllm. Sr.-Accuso a rocepco do olTicio de
V. S. daladu de honleo, ao qual aCumpa-
nliaram os documentos relativos a diversas
quantias na importancia de 21:700,000 re
por V. S. pagos as pessoas por quem man-
ual aparte, que dei aonobre deputado, que
em primeiro lugar defendau o projeclo,
obrigou-me 1 pedir palavra, afim de en-
trar nesta airsrussflo, e sustentar a emenda
que mandei fnesa.
O nobre deputado considerou Iguarass
como a mais inferior de lodas as villas da
provincia.....
/itijuns Srt. Depuladot: No apoiado ;
no apoiado.
O Sr. Vellez de Guevara : Se o no disse
expressamente, ao menos o deixou aperce-
ber ; e, como isto me parece uma injastlca,
nSo posso deixar de dizer algumr cousa a
respeito. Eu no me oppnnho a que a villa
de Itio-Formoso seja elevada cathegoria de
cidade : acreditando na descripQo que me
tem feilo dessa villa, pens que olla est no
caso de receber a honra que selhe'quer
conferir. Tambem no me opponlio a Na-
zarelh e a Limoniro; mas entendo que
biienli 11111 desses lugares est ims cirrnins-
tancias de preterir a rumio nobre 1 sempre
leal villa de Iguarastu',
O Sr. Correa de irito :- Sempre leal, nSo
( Ha Mullos uparles. )
O Sr. Fellts de Huevara : lie urna inju-
ria muito atroz, he uma injustica mu i lo gra-
ve esas que se fas villa de Iguarass. To-
da a gente sabe que no foi villa de Igua-
rass quem se rcvoltou ; toda a gente sabe
|ue a revolla desla provincia comeQou na
i'idade de minia, e que foi dahi que pas-
sou para Iguarass. Portanlo, como dizer-
seque a villa de Iguarass foi a primeira
que se ergueu contra o governo 'i
O Sr. Correa de riln : No quero que,
com deiii sia 1.1 parcialidade, e fazendo-se
injustas gravissima a oulros lugares, se ln-
chame muitoleal villa.
O Sr. Velle: de Guevara: -- Iguarass sem-
pre yo/ou dos foros de muito antiga e mu
lo leal villa. ( Apoiadot e nao apoiadot. \
O Sr. Velle* de Guevara: .....Muito no-
bre 1 sempre leal villa, sSo os ttulos de que
se honra Iguarass ; so os ttulos de que se
ufanam os seus habitantes.
Mas, senhores, dexemosde parto este in
cidente, tratemos da queslo principal.
Me paieco que, sempre que urna villa 1 sin
as circunstancias de ma 11 ter seus embre-
ga ios municipaes custa de seus proprios
rend atentos, ese.n grvame dos cofres da
provincia, merece ser elevada cathegoria
de ci ade ; lauto oais qllanto dau nenhum
mal, iii-niiu n prejuizopde provir.....
Sr. Munoil Cavalcanti : -- Ksla engaa
do : disso ('dem resultar males e prejuizos.
O Sr. Velles de Guevara ; Eu creio que
no.
O Sr. Corra de linio : Hei de prova
que, em vez de males e prejuizos, dshi pro-
vm ulilidade.
O Sr. Vellez de Guevara : En to est nos
meus piiucipios.
Vnu 1 ruv..i aos nobres deputados que i>
villa do Liuioeuo est no caso de ser eleva-
da a ctviheguria de cidade. Ainda agora,
almdeoulrua faclos que se allegaran! co
uio comprobatorios do direito que a villa
do Bio-Formose tem ao titulo de cidade, ci
tuu-seodestT ella asede de um collegio
muito numeroso, que, se cumpojido de 9o
eleitorrs, demonstra quanto aquelle lugai
he populoso.....
Um Sr. Deputado : EnlSo Ouricury esta
no caso de ser cidade.
O Sr. Melles de Guevara : Ora, se Islo
procede a favor do Rio-Formo.su, lamben
leve aprovetar a Limoeiro, que d lio
ele i lores...
O Sr. Conca de Brito : Res, ousabilisa-
se pela exaclidfio do censo ?
O Si: Velles de Guevara : Senhores, eu
no possu respoiisabilisar-me pela exacti-
dau o bom censo ; cito apenas um laclo
existente ; e, sem querer argumentar con
busos, pois me nao quero persuadir de qui
se lies suecudam a cada passo, perguolo
se ni,, ieUl a seu favor a presumpgo de sui
mu 1 tu bt, nuvuuiio o lugar que d 110 e-
leilores?....
Im Sr. Vep^fajo Se jgl0 pr0V1 algumn
couaa.ha a lavlo t0do o lermo, e udo d^
villa Mmenle.
O Sr. Velles de Gue** 0ra, os nobres
depuUdos lazem que*,,,, dislnccOcs Ibes
parece.....
Um Sr. Deputado :-S.-lOvreal0 Unben,
da mullos eleilores.
0 Sr. fellez de Guevara : Eis-ahi o ou.
eu nBo cuntiste; mas, se- casa est dispos-
t a conferir o titulo deridade a Nazareth,
qne apenas tem uma legio de guardas na-
cionaes, nSo sei como, a querer ser justan
imparcial, pod-lo-ha negar a Limoeiro que
tem um commando superior.....
Sr. Corra de Brito : Um commando su-
perior que talvez' no merec/i ser uma le-
i?So.
O Sr. Vellez de Guevara : En son ohri-
gado a receber os faetos taes como sffo, e a
confronta-loscom a le: uma villa que tem
um commando superior, sem duvida ha de
ser maior, ha de ser mais populosa do que
aquella onde ha uma legio. Eu sm obri-
gado, repilo, a receber os faclos taes como
so, e a deduzir driles as consequencias na -
turaese rasoave's : no se pJesuppor que
se d-so commando superior a uma villa
que O IIO inerec ; nfio poSSO soppi'ir qu
:inina villa aonde apenas podessehaver uma
legio, se creasse um commando superior..
O Sr. Correa de Irrito:Como est inno-
cente !...
O Sr. Velles :No sou innocante, mas
nSo quero argumentar com abusos, esim
com a le'.
I) -mais, eu supponho.quoas remlas da ra
mar municipal doLimoero,sIo maisavul-
tadas do que as de Nazareth... {Ha algunt
uparles Fu eslou estihelecen lo como pon-
to de comparaijo a villa de Nazareth.
Air/nns Srt. Depulados Faga a compara-
do com o lio-Forrooso.
OSr, Velles :lluixemos o Rio-Formoso,
acerca do qual me parece que no ha duvi-
da alguma na maioria da casa ; tomemos
para termo de comoaraco a villa de Na/a -
rjih que, sem qu esteja as cirenmstancias
dsquella, supponho que ser elevada ca-
thegoria de cidade.
As rendas da cmara municipal de Naza-
reth s}o inferiores s da cmara de Limoei-
ro.....
OSr. M. Cavalcanti:Aqui ost o contra-
rio na le.
O Sr. Vtllex :--Faca-me o nobre deputado
favor de recorrer ultima edicc8o,-- lei de
1849 : W) he ahi que o reidimenlo da cma-
ra do Limoeiro he maior que o da outra.....
Um Sr. Deputado :Ainda outro din se dis-
se aqu que essa cmara no tirilla sobre
qu* impr : hoje se diz o contrario.
O Sr. Velles : Nflo fui eu que o disse. (fa
muilot apartes.) Ora, sedoexame da lei de
1849 rsulla que os rendimentos da villa do
Limoeiro so maiores que os da de Nazareth,
porque se ha de negar aquella o titulo que
>e quer dar esta ?
Isto posto ron'inuemos a tratar de Igua-
rass. Ainda ha pouco toda a casa ouvio
uma proposiefio que muito me ha de servir,
que constituir a base de minha argumenta-
Co, pois que a compararlo dos rendimen-
tos de varios municipios foi para nrm argu-
mento secundario. Sim, ainda lia pouco se
disse que as honrase os ttulos so sempre
dados como galsrdSo ao mereciniento do
Individuo. (Apoiados ) Ora, se islo lie as-
sim, porque rasSo havemos de negar o titu-
lo de cidade villa de Iguarass Talve?
que dentro todaa as villas da provincia os
nobres deputados no ache n uma quee taulo no caso de ser elevada a ct>lh> goria de
cidade ; cathegoria qual tem direilos poi
muitos e valiosos ttulos...
O .Sr. SI. C.uralnanli :--Qiiacs SO el les ?
OSr. Velles :Oh o nobre deputsdo ig-
nora a historia da nossa provincia ? NSo sa-
be* dos feitos d'arma dos futios de Iguarass?
Um Sr. Deputado :Que se ideniificaran
com a revolla.
O.Sr r'e7("i:No ha tal : he urna injus-
ta grave que se Tazaos Igiiarassuenscs. O
nobre deputado mais ulico do que eu, com
i'onhecimentos que eu no lenho, lleve de
eslar ao coi lente da historia da nossa pro-
vincia, e por conseguinle nao he possivel
que ignore os servteos prestados pelos Igua-
rassuenses : elles merecem o titulo que Ibes
tenbo dado defllhos da minio anligaesem-
pre leal villa de Iguarass.
UmSr. Deputado :He lo velba queja
est caduca,
'OSr. Velles:K assembla he que a faz
caduca ; a assembla que Ihe nega os meios
de que ella caiece para prosperar he que a
faz caduca ; e se no fossem os nobres de-
putados pesso's a quem lano respoilo, eu
dira que caducos so aquellas que a fazem
caducar.
Senhores, se esta assembla attender aos
monumentos, aos edificios rlieios de recor-
da(0es histricas que Iguarsss contm ; se
se compenetrar da obriga^o em que est
deconseiva-los, ede concorrer para a pros-
peridade e engrandec ment do lugar que
os encerra, no poder deixar de confenr-
Ihe o titulo de cidade, para arranca-lodo
abysmo de que so vai approximando.
Mas dir-mc-ho : v. o titulo de cidade
ser por si a sufliciente para produzr tama-
nbii etfeito ? a Responderei pela aflirmativa
Toda a gente sabe a repugnancia que temos
em residir nas vinas,para 1180 termos o titu
lo de matulo ou vilao ; toda a gente sabe que
s cidades afllue maior numero de habitan-
tes, e que pur conseguinle ocommercio he
ahi maior o mais animado; toda a geiit>
sabe eiiifim que nas cidades ha mais illus:
tra(8o do que nas villas e povoaeOes : poi
conseguioie eleva-las cathegoria de cida-
des, quando ellas o merecem, hedar-lhes
incremento, he faze-las prosperar.
Senhores, a hora est minio adianlada ;
a casa acha-se fatigada; coi.cluirei, pois,
volando pelo projeclo e pelas emendas que
estilo em discusso, exclusive a que eleva
lodas as villas da provincia a cidades.
Tem ha muito dado a hora.
O Sr. Presidente declara a discusso sdia-
da, designa a ordem do da e levanta a ses-
so.
24." SESSA0 ORDINARIA EM 13 DE MAIO
DE 1850.
FBF.SIDBSCIA DO S PEDBO CAVALCANTI
Summario. Expediento. Pareceres. En-
cerramentn da lerceira discussio do projec-
to n. 9. jiflra ser votado em outra sessio
eom ai emendas offerteidae a elle. Ap-
provaea em segunda discussio, do projeeto
n. 7, com uma emenda do Sr. Barros hr-
relo
A's 11 horas da manlia, feta a chamada,
acham-se presentes 22 Srs. depulados, fal-
tando sem causa participada os Srs. Ma-
chado Ros, e baro de Suassuna, Manoel
loaqulm, Macedo, Mello Reg, Manoel Ca-
valcanti. Selle, Gnedes de Mello, Augusto
le Oliveira, Drumoml e Correa de Brito.
O Sr. Presidente abro a scsso.
Nao se l a acta por nao se adiar sobre a
mesa.
0 .Sr. 1. Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um olTicio do secretario interino da provin-
cia, remetiendo um requerimento dejoaquim
Jo Helio, acompanhado da Informacao da c-
mara municipal desta cidade A quem fez
a requisicao.
Outro do iinsnii), transinittlndo com infor-
macao da cmara municipal, 11111 requeriiiirn-
to ein que Francisco Jos A Ivs da Gama, por-
telro da iiicsma cmara, pede o augmento do
ordenado. A coinmissao de coatas de c-
maras.
Outro do mesmo, acoinpanhando a informa-
0 pedida pela assembla acerca do aprovei-
1 inifiit'i dos alumnos de tacliigraphia Joao
Ferreira Villela c Jnaquim Izidoro Siines,
subsidiados pela provincia. A'quem fes re-
(uisicao.
Um requerimento do.vigaro collado da fre-
guezia de Sin -I. 'im ,-n, -ii da Malta, pedindo se
rri.ul vnu as duvidas que se Icem suscitado en-
tre elle e o vigario da freguezia da Vanea.
K' coinmissao de cstatistica
Outro de Luiz Antonio Mcsquila Falcao, pro-
fejs'ir de tachigraphia, engajado para o ensino
da mesma arle no lyceu desia cidade em vir-
liie do disposlo no art. 10 cap. 2 da lei pro-
vincial n. 244 de 10 de junho de 1849, art 1."
1I0 regulameulo de 31 de agotto do mesiiio au-
no oti'erccendo-se a continuar em tal ensino,
mediante a gralificacao de um conlu de res, e
pedindo que o prazo do conlrato seja o de
quatro anuos, beincoino que selhc d um ad-
junto para ensioar a iheoriada arte, com o or-
denado de 600,000 r., enomeado sob sua pro-
posta. A' coinmissao de inslruccao publica
He lido e approvado o seguinte parecer :
(1 A coinmissao de coiistiluicao e poderes, a
quem fram presentes os diplomas dos Srs.
deputado LourrnfO Francisco de Aimeida
i.'.n.inliii c vigaiio Nemizio de S. Joao Gual-
berto, passamlo a examinar os ditos diplomas,
achou-os conformes com a apuracao feita pela
coinmissao nomeada por esta assembla, sen-
do o primeiro deputado do numero dos 3, e
n segundo, supplcnte em oilavo lugar, he a
coinmissao de parecer que devem tomar as
liento'.
Paco da assembla legislativa provin-
cial de Pernambuco, 13 de maio de 1850.
F. i. Carntiro daCunha. Jos Quintino de
Castro 113ii.
Introducidos na sala comas formalidades do
eityllo, os Srs. deputadospieslaiu juramento,
e toiuam assento.
Em seguida he tambem lido c approvado o
seguinte parecer :
a Acominisaoi'e negocios ecclesiasllcos, he
deparecerque se devolva ao Exm. presidente
la provincia, n iiipincinnili nlir.i de entalha
da capella-mr da matrit do Bonito, que ba
pouco se requisiiara da presidencia ; ticando
todavia na secretaria dcsU assembla orna co-
pia do dito oi'cameiito para a coinmissao faicr
della o uso que adiar conveniente.
Sala das commissoes,~11 de maio du
1850. Giliranua. Floriptl. Quciroz
Foncecn.
11c li lo e adiado, por ha ver pedido a palavra
0 Sr. Marros Harreto, o seguinte parecer :
A commissaode legislacao, aquem foi pre-
sente o projeclo do Sr. deputado Francisco do
Reg Harros Harreto para sobre elle interpi
seu parecer, vein dar conta de sua misso,
i/en. 1.1 ao projeclo tuna breve aualy.se em
todos os seus artigos e sent a coinmissao
nao poder approva-lo.
O primeiro artigo parece intil porque a
1 ihi 1,1.ele consignada, est no artigo 2 da
lei n. 129 ; notando-se, poiui, grande dille-
renca entre esle e aquelle : poique, ao passo
que o artigo do projeclo he concebido em ter-
lui mu genricos que pdem suscitar duvi-
das e ij 111 siiirs, e com ellas lra"zer muitos pre-
juizos, o artigo da lei citada lie ridigido de mo
Jo a evitar essas duvidas e questes, de sorte
|iic esle conten a clareta e precilo que fal-
tam aquelle.
O artigo segundo do rrojecto, parece
commlsso ullensivn da conslituicao porque
esta smcnle admitte a desappropriacao por
iiiiuiediata utilidade publica, entretanto que
nos termos desse artigo, d-se a desappro-
priacao por ulilidade parlicular.e quando mui-
to so per un-iili )n publica.
. Oartigos3, 4. 5, 8, ',8,9, 10, como de-
pendencias do segundo, nao pdem ser admit-
tidos, a proceder o que lica dito ; porque elles
nal un do processo dessa desappropriacao.
O art. II contm uma rilsposlclo da des-
appropriacao por ulilidade municipal ; ( ver-
dadeira utilidade publica, ) mas, como nao
pode ser destacado dos artigos antecedentes,
e se .u lia no caso de que falla cse artigo preve-
nido na citada lei, parece dever seguir a sorte
Jos oulros.
Releva dizer que, ainda inosmo que o ar-
tigo segundo e os seus correspondentes nao
oUeiidrssem a conslituicao, seria forcoso re-
conheccr que elles nao ulieiceei iain a necessa-
ia garanta s partes contraanles ; nao so
porque sujeita ao conhecimento da cmara
municipal a verieacao da ulilidade, fazeo-
10-.1 juu e parte ao mesmo lempo, o que nao
pode deixar de ser asss velatorio aos pro-
prirlarios; como porque, no caso do dcsac-
crao dos arbritras acerca do valor da indem-
msacao, sujeita a deciso a June leigos como
o os de paz.
commissao reservar-e-ha para, no correr da
discussao, propdr a suppresso dos arts. 1." ,
i." c seguintes, siibstitiiindo-os por outros em
que se mande seguir em tudo o proeesso e
disposicet ila mencionada lei n. 129.
Sala ds commissoes, 6 de malo de 1850.
l.ui l'avlino Cavalcanti Vellez de Guevara. Iteii
e Silva. .S'iiu;:! Riis.
O Sr. los Pedro : Sr. presidente, na
sessio de seis do corrente, por oceasi"o de
se discutir o projeclo que autorisa o ^re-
sidente da provincia a contratar com parti-
culares a edificaQo de um maladouro pu-
blico, dei um aparte, quando fallava o Sr.
A. Frederico de Oliveira, em referencia ao
saldo actualmente existente na thesouraria,
o qual no apparerc no jornal da rasa com
esla n ferencia, por isso que ss diz aqui {li.)
O que allirm* ter eu dito qae esse^aldo
era o da verba das obras publicas, o quo
ccriamente nflo he exacto.
Felizmcnteacconteceuapoarecer no Diario
o li.ilani.-o do mez prximo findo, com o dis-
curso do nobre deputado a quem mo redro,
e por esle balando se v que o meu 8parlo
em referencia ao saldo que existia na the-
souraria he exaclo: ped a palavra para
fazer esta correcQo.
ORDEM DO DA.
Continuado da 3.'discussso do projee-
to n. 9, que eleva cathegoria de cidade h
villa do Rio Ponnoso, com as emendas ol-
rereci.las ao m"smo.
O Sr. llandeira de Mello :Sr. presidente,
sou forralo a tomar parto na dicu para ver se consjgo salvar de um grave com-
prumetiiiiento e perigo o meu pobro Na-
jare Ih.
Eu, Sr. presidente, tivo a culpa disto,
porque livoa imprudencia, o arrojo mesmo
de o trazer ba'ha com o pedido qjie fiz a
esta casa para que Ihe ennferisse o honroso
titulo de cidade.
Sr. presidenle, timho obrigaQo de ser
breve, para no repetir o que outr'ora j
lis-.', quando i-xpuz oque havia de bati
na comarca de Nazareth que tenho a hon-
ra do pertencer como magistrado : a miulia
larefa vai limilar-se a res; onder a aluuns
argumentos, quenasesso passada fram
ira/i los a esta casa.
Sr. presidente, o nohre deputado que de-
fenJeu o projeclo, cfallou em segundo lu-
gar, for<;a de muito elevar o seu Rio-For-
moso concluid o seu discurso quasi nesteg -
termos : S o Rio-Foriiioso he milito brta
cousa, Xaz nlh :11ra nada presta ; eu voto
pelo Rio-Formoso, nflo voto por Nazareth.
Oh Senhores, o nobre depulado no re-
il'Ctio, perdoe-mo elle a sua ausencia, que,
estando lioje incarnado Nazareth no pro-
j cto que eleva cidado o Rio-Formoso,
no poda votar contra Nazaielh, sem que
ao mesmo lempo no vo'assc contra seu
predilecto Itio-Formoso. O nobre deputalo
no reflretio que entre o que he muito bom
e o que para nada presta, ha um mcioteimo
que se traduz por bom ou por melhor, e
que Nazareth po iendo estar ueste meio ter-
mo, devoria concluir que Rio-Formoso pelo
seu sublime (eiia de ser cidade muito bella,
e que Nazareth, no sendo lo elegante, II-
cava ontretanlo no numero das cidades
boas.
lie, pois, de parecer a coinmissao que o
projeclo nao seja approvado.
Se, pineni, esta assembla entender que
se nao d a referida incoostilucionalidade, a
Ser de jure, Sr. presidente, que tods es
cidades lenham o mesmo peso e medida ?
O nobre deputado me poleria responder
qual he a bilola, qual he a medida de ele-
vadlo e grandeza de uma villa pela sua po-
pulacho c rique/a, para que ella muilo ufa-
na de si se possa apresentar nesta casa, e
dizer-nos ; Eu cheguei ao cogulo, quero ser
pidlde P No be fcil dar resposla a islo :
em questo desta ordem s o nosso pru-
dente arbitrio he o verdadeiro regulador.
Senhores, uu ja vos mostr! que Naza-
reth era imporlmile pelo lado desuajopu-
laco, no podendo aoresentar uma esta-
tistira, eu fz essa calculo pelas suas po-
voa^Oes, pelas suas freguezias, pela sua
iVirea de guarda nacional s pelo numero
de|elcilores. Pelo laclo do commercio a
riqueza, eu li/ esse calcu'o pelo numero
de seus engenhos, pela sua fe ira, talvez
a melhor de lodas as da provincia ; eu mos-
trei a importancia de Nazareth pelo nume-
ro de casas de negocio e tendas de artistas
queexislem na villa. Pelo lado da illustra-
r.i'Vii disse que Nazareth ja leve a honra de
er uma typographia, e hoje tem um Ihei-
tro muito bello, que no parecer de muitos
entendedores, he mais asseiado e do me-
Ihores decorarles do que esse nosso titea-
do anligo, chamado eapoeira, e que grabas
a Dos, esl para se acabar. Accrescentarei
anula que Nazareth tem a basofia de dizer
que tem muitos do seus filhos hachareis
formados, alm de outros mocos que se
acham na Rabia applicados ao est'udo de
outrassciencias. Pelo lado do interesseque
la a provincia, eu j disse que a collectoria
produzis para os cofres pblicos uma gran-
de somma do ilinhnirn, alm do multo que
se cobra nesta prac, pago p%los Nazarenos
pelo seu assucar, algodo e outros muitos
objetos de sua industria e agricultura. Se
he preciso fallar em cifras, eu direi que
esle anno, s no artigo de 3,500 ris por
ca liega de gado do consumo, Nasarelh paga
quatro conloa e quatroccnlose tantos mil
ris, eisto porque esla imposigo se acha
ariematada, e calculada na raso de tri-
la e tantos bois, por causa sem duvida,
Id estado excepcional da provincia ; mas
eu sou testemunha de que na villa de
Nazarelh, em lempos normaes se conso-
niem de cincoenta a sessenta bois, e tem
havido fe 1 ras em que o consumo exce-
do Htenla rezes; a tocar a cem. Direi
mais que ueste artigo, Nazareth at aug-
menta o rendimento de algnmas comarcas
limitrophes, como Pao-d'Alho, Limoeiro o
3| AR FNCONTRADO


Goianna; porque maitos habitantes,'queI maleriaes e moraes desses lugares, c que
ni ir um nas Yisinhsncas deslas Comarcas he lab'tcnhamoa de chrlsma-los apenas.
'2<
ni, he siestas comarcas que se munem de
croe, e de ludo quanto carecem. Portan-
te, senhores, cu julgp que esta casa nflo
lera de que se envergnnhar, conferindos
villa de Mazarelh o litulode cidade.
Agora, senhores, responderei a um ar-
gumen o que aqui foi spresontido, deque
os professores viriam incommodar A as-
sembla, para se augmentar os seus orde-
nados.
Senhores, este argumento nlo procede :
os motivos que nos devem levar a alterar
os onlenadosda qualquer ompregado, de-
vem ser o maior ou menor servico desses
ompregidos, os mciosmaisou menos com-
modos de viver que elleg toem no lugar de
Mui destino ; ho esto o fundamento por que
se deve augmentar o ordenado dos profes-
sores; e, sa esta casa foi foreada n aug-
mentar o ordenado dos professores das ci-
dades foi sem duvida por estas considera-
Cues, o nflo so pelo estril motivo de serem
professores de cid .de.
Sr. presidente, devia terminar aqui, se
en no faltaste ainda responder um argu-
mento do nohre deputado primeiro secre-
lorio.
O Sr. \\illei :Eu nUo impugno o pro-
jecto.
O .Sr. Bandeira de Mello :-...quando com-
paron o Lirroeirocom Nazareth...
O Sr. \ellez :Mas eu lamben) gosto de
nazsreth.
O Sr, llandeira dt Mello-.-O nobre deputado
d,sso que a municip lidade de Limoeiro
ra mais rea do quo a de Nazareth, apor-
re? Porque l.imoeiro tinha despendido
"> atino de 18*9 a 1850 mais alguma
cousa do que Nazireth. Mas, senhores, a
maior despeza nem sempre lio signal da
maior liqueza ; deve-se antes calcular pela
receila ; e, se este argumento do nohre de-
pulado ha de proceder, recorra entflo so
on; ment de 1818 e ver que Nazareth
nesle anuo despenden mais ile que l.imoei-
ro. Concedamos, rorm.oque neg, que
Limoeiro (enha urna renda municipal mais
avullada do que Nazarelh: pergunto, que
proveito dar Limoeiro para os cofres p-
blicos cm relscflo a .\azarelh ? Nflo serei
exagerado se disser que talvez haja de Li-
moeiro para Nazarelh urna differenca na
rasflo de 1 para 5. Toda a riqueza de Li-
moeiro consiste na creacfl de gado e al-
gum slgodflo: por aqui|sever qual deve
ser a importancia de Limoeiro, relativa-
mente a Nazarelh.
Nfio quererei, portento, que se eleve
muito Limoeiro cusa de Nazareth. Eu
dare o meu voto a favor do Limoeiro ; Mas
o que ho cerlo he que, se Limoeiro Mr uina
boa cidade. Nazaielh ha de ser urna cidade
melhursiniia.
Conclualo, Sr. -presidente, voto pelo
projecto ,ea favor das emendas, exclusive
a que eleva a Cidhda todas as villas da pro-
vincia.
Vai mesa e be apoiado o seguinte re
queiimento.
Requeiro que (que adiada a discus-
sflo do projecto n. 9, al a sessflo seguinte,
alim de ver se comparecen os autores das
i mlulas que estilo sobre a mesa. Flori-
pes
OSr. Fellei de Curvara :Sr. presidente, pe-
d a palavra para declarar, que voto emita o
requeriinenlo de adiampnto. E me parece cx-
tranlio que o nobre deputado o apieseulasse
hnje. O nobre dcpulado.que, era utas occa-
sies ein que n.r.o teem comparecido os auto-
res de prnjectos, nunca pedio o adiainrntn.
rrquer hoje o da discussao de um projecto que
ja lem coiisiiuiido dous das smenle porque
seniio aclia presente o au'or de una emenda :
OSr. Floriprs d mu aparte.
O Sr. Vellri '--Falla um s ; o Sr. deputado
Manoel Cavalcanti, autor desta emenda que li
ein ii l li mu lugar. Mas, por nao eslar elle pr-
senle, nao se segu que deva ser alleodido o
rcqui ruin iiiu do nobre deputado.
Srs., ha alguns das, entrn ein discussao
una resuluco a favor do prnfessor de msica
vocal e instrumenta] dncollcgio dos orphaos
de Olinda : a casa niio se leinbrnu (|iie o rela-
tor da commisso que tinha presentado esse
projeclo, nao estava prsenle ; vulou e, e r. jei-
lou-o : c, se o noble deputado nao pedio eolio
o .iiiiMii'iiin dessa discussao, como pede boje
oda presente, quaudo alcm do excmplo que
apresantei, ha outros inuitos ? Tem-se volado
constantemente sem que eslejam presentes os
autores das emendas ; hoje smenle lie que o
nobre deputado pede um privilegio exclu-
sivo.
O Sr Floripit d um aparte.
OSr. Vellc :--Mas, isso nao be raso para
que o projecto seja adiado.
O Sr. Ilarroi Brrela:Se morrer algum au-
tor da emenda, he preciso esper tr que resus-
cile para que se possa votar sobre ella ?
U Sr*. Velles:Eu eutendo, que o rrqueii-
ii ruin ile adiamento nao deve ser approvadn
smente pela raso apiescntada pelo nobre de-
putado ; podem haver, ein alguna casos, raides
poderosas para licar adiada una discussao ;
.....4 i i ii;,n vij.i necessidade. Portantode-
claro que voto contra o adiamento, pois que-
ro ver hoje mesmo passar, ou morrer o pro-
jecto, apezar d lile dar o meu vol de todo o
coracn, es emendes lulas, meos que eleva
todas as villas a cidades.
O Sr. Floripe sustenta o seu requeriinenlo
de adiamento.
O Sr. francisco Joo :-Sr. presidente, cu j
disse nesta casa que estou sempre prnmpto
para apoUr qualquer medida quetenda a pro-
mover o melhoramento material do paiz, que
o> meus iiubres collegas deviain at considerar
o meu voto como que hypolliecadoa taes medi-
das, aliento o enthusiasmo com que sempre
applaudo ideias desta ordein ; mas, apreciandu
as que se achain incaruadas no projecto, e ain-
da ii .ii. as que teem sido enunciadas na dis-
cussao, reconheco que a questo se rrduz em
ultimo resultado a palavras ; pols que tanto
importa a elevado das villas de Rio-H'onnoso,
Mazarellr. Iguarass, Limoeiro e por igual ( co-
mo foi requerido) a de todas as villas da pro
vincia a cidades* visto como cada una della
fica sendo o que he actualmente ; lito he. Rio
Formosu continuar a ser una villa que pro-
ineile crescere prosperar, mas que, pela mr
parle est situada rm terrenos pe tenientes
potentados que mandam deitar casas abaixo, e
por conseguinte niio est as condlcdes de sei
elevado cidade. N7.irelh, que uo est as
iiiesmas circutnstanclas de Itio-Formoso, c -
rece, lodavia, de meios de -engrandecimenlo,
e cerlo os uo conseguir sem que a estrada,
que est comecada, llie chegue, ou bata por-
ta. Iguarass, que he una villa cheia de re-
cordares de iiiuitos factos histricos, e como,
ainda ha pouco Ihe chainei, una ebronica di
pedra, est necrssltada de ludo, e at de urna
ponte, que deve servir para abrir communica
cao entre ella e toda a estrada do norte. As
uulras villas esl.-io. pouco mais ou meuos, as
iiiesinas ciicuiustancias. I'orlanto, emendo que
he inelliur, mais nobre e mais proveitoso cul-
parme* priuieiramentc dos iiielborameulos
He, cedendo a estas considerarles, que es-
tou dispnsio a volar contra o projecto: nao de-
sejo concorrer para q_ue nesta casa nao se faa
cousa alguma que nao seja digna della'; nao
desejo proceder de modo a dar motivo para se
diier que,em vezde oceuparmo nos seriamente
le ideias que eslejam ligadas sos indhoramen-
tiia maleriacs e moraes, gastamos o tempo em
discusiOes, cujo resultado vem a ser nrnhuin
Siiu, he por i,,n, he pela ennsideracao que de-
vemos a nos inesmose ao publico.que nos esl
observando, que eu me opponho an projecto,
e nSo por cousas lhas do momento, nem to
pouco pel desejo de contrariar as IdeUs dos
uobres deputados autores do projecto e das
emendas.
Sr. presidente, assim como nao desejo que
leiili.imns mu exercito e fortalezas em nome,
tambeui nao desejo que desta osa saiam leis
denominando de cidades lugares que talvez
anda o possam ser, mas que realmente o nao
sao -, e. pois, se entre todas as ideias que pnr
esta occasio tem sido aventadas algumi ha
que inerera applauso, he certamentc a que ele-
va todas as villas da provincia calliegoria de
cidades, porque ao menos tem o mrito de
completar a fantasmagora.
V. hxc. me pcrmUtir que eu ainda addicio-
ne nina observaco s que acabo de ter a hon-
ro de fazer casa, e vem a ser que a approva-
fo deste projeclo me parece pouco decorosa,
cal allentaloria da moralidade que deve sel-
lar a todos os nossos actos, tu desejra que
todas as nossas delibera(es tivessein o cunho
da uiilidade publica ; que em ludas as nossas
decisoes ella se revelasse por si incsnia, ou ao
menos fosse demonstrada no futuro pelos elTei-
los de qualquer le elaborada aqui ; desejra,
por ixeuiplo, que, quaudo Iralassemus dos me-
lliurameutos moraes e maleriaes da provin-
cia, nao recuassemos ante o einpeiilin de votar
graudes soinmas, anda surassealtiiuenlea gente menos pensadora,pm
que esse nusso procedimento sera por demais
justificado pelos hendidos que de taes despe-
zas resultaran! ao paiz. Mas, digain-inc os
nobres deputados, esperam elles que, dentro
de dous mi quatro annoa, esses lugares a que
quereradar o titulo de cidade prospeiem dema-
neira a justificar o pensamenlo que nianilVs-
tam no projecto e as emendas que o acompa-
uhiui/ Creio que nao teem raso para tanto .
e, pois, peruiitUiii-iiic que vote contra tu lo
islo.
O Sr. hanieira e A/ello .-As grandes discus-
sdes he que nos roub.'im o lempo.
O Sr. Francisco Joiio : Eu respondo a esle
aparte. He esta a primelra vez que lenlio oc-
casio de fallar nesta inatciia ; e nao o lizse-
nao para resuniidamente olferecer casa as
cousideraces que ah deixo l'eitas. Em verda-
de miiil tempo tem sido consumido ; mas lian
por ii. i ni : a culpa, puis, nao lie miiitia, nem
dos que se oppem ao projeclo e s emendas ;
mas sim daquellesque.aprcsciitam ideias que
a serem approvadas, nenhoma ulilidade Iraro
ao paiz. (om una discussao acerca do nielo
a realisar tal, ou qual nielhoramenlo material,
jamis perderamos tempo ; porque, termina-
da ella, haveria uina iileia de ulilidade a rea-
lisar mas, mira mi de que se irata nao succe-
de assim: a ideia he um pouco cphemera; e,
appr rada que seja, ueiihum beneficio nos
prnduzir.
Senhores, repito,por consider.ic.ao a ni mes
inos, por un -ule a. an ao publico, nao vote-
mos ideias, cujns resultad is sejam nullos, ou
pelo menos nada tenliam de animadores.
Voto contra o pi ojelo.
OSr. Ratii e Silva iSr. presidente, ha-
vendo ests casi consummido j tanto lem-
po na (liscussfo do projeclo, eu nQo tinha
tenc-lo d pedir palavra para fallar sobre
olle; mas algumas proposicoes euntli I s
pelo nobre depula lo qu aciba de fallar,
me forgam a desistir do m"u proposito, pira
respoiider-lhe; pouco, porm, direi, por-
que desjjo que a iliscussilo acabe.
Disse o nobre depulado que, se rcaso a
materia do projeclo foss um heneflefo ma-
terial para a provincia, nao tinha duvida
eii presiar-lhe o sku roto ; islo he, que su
levemos votar por aquillo que lr em heno-
lirio material dn paiz,
Sr. presidente eu lambem estou as ideias
do nnbre deputado, mas nao suu llo rigo-
roso como olle; enlenlo quo ludo quanto
possa envolver ulilidade publica, mediata
ou mmediat8,|deve merecer a tiossa appn -
vacSo...
(>5r. Francisco io''o :-E qual he a utili-
dadi aqui ?
O Sr. Ralis e Silva :--Eu direi: hontm
se disse nesta casi que nonlioma ulililadc
havia cm sera villa de Hio-Koiiiioso eleva-
da calhegorii do cidade... .
0 Sr. Franeiio Jo'i:--Seria de mais uti-
lidade paia ella, qio se Ihe desobstruas,'
o porto,
0 Sr. /fii e Silva :Senhores, eu entcn-
doqua ha ulili la c em elevar a ealti"go'ia
ile cidade uina villa, que)es' nasciicuais-
tancias da de Itio-Formoso ; e. para prova
lo, hasta a de ilo RiO-Ford)080 em urna das sessoes passa-
ias. Eu mostrei a sua importancia com
relaco ao commercio, populacho, ele. ;
e accrescenlo agora que a sua elevaran
calliegoria de cidade lera a ut'lidade de aug-
:'.:':I i a|iii|'iil,iVV', de chamar para osen
seio um muilo maior numero de habitantes,
o que sem duvi la alguma produzra a civi-
lisa;Do : aliu disio estas circunstancias
ennenrrem milito podeosanient-i para li
augmento da edificarlo, e desde que a villa
fr elevada rathegoria de cidade, deve
concorrer para ella muilo maior numero di
pessoas lllustradas, eessa concurrencia Ira
r sem duvnla ocrescimenlo de aua illus-
Iracfio e civilisatao. E nlo he esla urna
ulilidade publica ? Creio que sin. Logo o
projecto, se nSo contm una medida de uti
lidade material, encerra uina medida ce
ulilidade mota], eessa utilidade no deve
ser despresada
Disse nuiis o nohre depulado, rcbaixan-
do a villa dojllio-lorinoso, que ella i.flo nv-
recia nem o nome de villa: parece que 0 no-
bre deputado tem alguma indis; osicAocoiiki
Rio-Formoso ; mas consinta que loe obaer-
ve, que, sea villa do Rio-lormoso nSo me
rece esse nome, neiihuma mais o merece ,
si o Rio-Fonnoso no merece o nome di-
villa, entiio ac.be-sc com todas as villas da
provincia, acabe-setal deuoininar;3o.
Senhores, eu hoiitem descrevi oque lie
a villa do Rio-Formoso ; e visln dessa d s-
eripeflo creio que a inaiona darasae.-t ra
de accordo ein que a villa de Kio-forinoto
deve sor elevada a cidade. Me urna m-
justi^a villa do Rio-Formoso o dizer-seque
ella nao merece otillo de villa ; islo me
faz acreditar que o nobre depuUdu lem al-
guma queixa do Itio-Formoso.....
OSr. Franciico ^uo-.Proponha a aber-
tura de um canal, que cu vol por ella.
O Sr. Rain e Silva : Disse o nobro depu-
lado que oa terrenos da villa eram de paiti-
rulares. Sr. presidente, o nobre depulado
moUra quo n3o tem o menor conhec.imonto
da villa do Rio-Formoso; talvez que l ain-
la no fosse.
IIj verdade quo houve lempo em que se
na i i o lia i'dilirar e n Rio-Formoso, porque
aquelles terrenos partonciatn a particulares,
que apenas os arrendavam, e quo, fiado o
arreiidamento ou mesmo antes disso.porque
muilas vezes o niilliMcarai), de novo se
inossivaii driles: entilo a machina soci
nlo andava multo em seuseixos, e por isso
se davam s vezes violencias contra h pro-
priadade. Isto fazia com quo aelicacilo
casse parausa la, e concoma para que as
pessoas que desejavam edificar o niio lizes-
s'tn, o que por cerlo era um mal. Mas ho-
ja quo felizmente contamos com mais ga'an-
tias, n.tosuccedoo mesmo; porque os ter-
renos silo alTorados, e os contractos de af-
l uamenfo perpoluo pouco diUerem de urna
v -i.d i. Logo lem desapparenido esse incon-
veniente que o nobre deputado encherga.
IIn eiiten lo que o foro perpetuo, dando o
dominio til, equivale propriedde. As-
sim he que se acham edificados os predioa
le liin-Formoso, esecoutinuam a edificar,
silo alTorados e no arrendados os terrenos.
Est, pois, dada a garanta que o nobro de-
putado queria.
OSr. Queiros Fonseca :A cmara j pos-
sue hoje parte dos terrenos da villa. ...
O Sr. Ralis e Silva :He verdade, terre-
nos ha que pertencem cmara, e em que
se est edificando.
Sr. presidente, eu ii.fo sei qual he a ra-
sflo por que o nobre deputado si pronun-
cio!! tao i'o tr uns' coilra a ideia do pro-
jecto, rcbaixando mesmo a villa do Rio-For-
moso o irrogan lo-lhe at_ urna injuria
for nal ; porque nflo he possivel desconhe-
cer-sea ulilidade moral que resultado pro-
jeclo, nem menos negar o merec ment do
Itio-Formoso : niio sei, pois, a quo possa
allribuir o procedimento do nobre deputa-
lo, seno a urna m vontade a respeto do
Itio-Formoso ; a niio ser isto, nflo sei o que
-a. Mas agora me lemhro deque talvez o
nohre deputado esleja preoecupadu dessas
ns informac^s, dessas ideias de mo con-
ceitos de que go^ava antigameole o llio-
Fonnoso : S su lie isso. Entiio leria o no-
bre depulado alguma rasflo; porm estes
arejuizos acabiram, e pnr consiguilo eu
uflo vejo rasflo para que o nuble depulaJo
nsista contra o pr-jeclo.
A' vista dostas observacoos que acabo de
fazer, espero que o nohre deputado dt> o seu
issentimento ao projecto.
y un uto ao adiamento, muilo bem j disse
o meu nohre collega o Sr. primeiro secre-
tario, e por isso nada accrscenlarei ao que
lie expoz, reservan lo-me apenas para vo-
lar contra elle ; lano mais quanto vejo qua
i materia est S'illicienl'inenle discutida, e
que por consnguint-i he desnecessario estar-
nos protelaudo as materias que devem de
ser trata las nesta casa com promptido e
urgencia.
V.,to, portanlo, pelo projecto e contra o
adiamenlo.
' O Sr. Francisco Jodo : Sr. presi lente, eu
mili a palavra, nflo para reproduzir sdh no-
va forma as considerares quelive a honra
le 11' r- <--i- cas i, mas sim para sustenta-
o requerimento de adiamenlo que existe so-
!ir a mesi.
Eu nflo sei como si possa alguem opprir
rom vanagem ao adiamento : o praso nelle
narctdo ha o mala curio possivel; o po
jecto j est em lereeira discussfli), e ase-
nenias que Ihe forain olfer-cidas, e que de*
tora do Sur consideradas com tnadureza c
i'flflexflo, serflo approvadas ou rejoit-tiliis
precipua lamente, se desde j votarmos so-
'ire ellas. Esla circiimslaneia fra por sis
sufliciente para pronunciarmo-nos pelo adia-
mento, que alias tem sido combatido por
alguns Srs. deputados, um dos quaes as-
sentou de corroborar sua opioiflo com o
facto de havercm dado para ordein do dia e
rejeitado en pi imeira discussflo um projec-
to, sem queestivesse presente quem o havia
a asignado,
E>te argumento, porm, nflo procede : ta/
Toject'i niorreu em primeira discussflo, is-
to he, logo que nascru, porque a casa en-
teudou que a i.lcia, nelle inser la, nflo era
lina. ...
OSr. Fellez de Guevara:-- A commissSo
le policia foi a causa disto.
0 .Sr. Francisco JoSo : Nflo sei se a corr-
missflo conco'reu para isso, mas creio que
o nohre deputado nflo querer que censure
a casa por ter procedido assim ; pois que o
seu proco lmenlo foi, sem duvida, lilho da
convieeflo cm que ella estava da inutilida-
d, OU ao menos da iuopporlunidade da me-
d I* propnstt no projecto.
Nflo he esta a primeira vez que a casa es-
psea a votacao de um projecto de um para
oulro dia, he este o mais curto de todos os
diamentos permitlidus pelo nosso regi-
ment. Eutrelauto, se fura possivel adiar
id iirpitiiuiu o pinjarlo ein discussflo, nflo
seria man. He smente o que loilho a dizer :
votarei a favor do adiaajentn ; e, se elle nflo
passur, votarei contra o projeclo.
O Sr. Vtlles: Sr. piesidente, tenho al-
-uiii acauliamento de entrar tiesta discus-
flo, porque o nobre depulado, quo por ul-
timo fallou, lanruii de algum modo urna
censura sobre aquelles que sustenta va m o
rojeclo, li/r.'i lo que, sendo o resultado
le>ta discussflo dn nonliuma ulilidade pu-
nlica, a respousabili iade da perita de lem-
po r, nina sobre aquelles que assignaram o
.irojecto, e que o gustentam. Eu, pois,
iuo sustento o projecto, eu quo estou dis-
gusto a votar por elle, devo ter. algum ac-
nliameiito, como disse, em entrar na discus-
sau, porque estou compiehendido na cen-
iura do nobre deputado ; mas apezar disso
o fuco, porque me anima, e esla a meu la-
vor urna, cousi Jeia^flo, e vem a ser que o
nobre dej utado que censura os seus collo-
gas por entraron nesia discussflo, caba
agora mesmo de tallar duas vezes, sobre is-
u que clin julga de neiihuma importancia.
E lie precau que eu note a casa que o nobre
deputado enlende que esta discussflo de
ceito modo nos d scmc-ilu para co a o
lublico ; porm, apezar de ter essa opiniSo.
vota pelo adiamenlo, para que eslejam pre-
teules os autores dasemenias ; emlim para
|ue estes as suslenlem, e para que nos, quo
sustentamos o p.ojecto e algum.s emendas,
lae respondamos ; por consequencia, para
que haja maior discussflo. Me parece, pois,
que o nobre deputado, para ser coherento
comsigu uiesiuu, devia volar coulra oudia-
nento, devia fazer con que o projecto mor-
sentes os autores das emendas, que estes
as sustenten, que obriguom os ouiros a to-
mar a palavra e fallir, he querer o contra-
rio do que diz deaejar; quaudo se entende
que a discussHo he inconveniente, quer-se
tue ella contine A coherencia dos prin-
cipios do nobre depulado estava em votar
contra o adiamento e contra o projecto, o
qie ni! i lae seria eslranhado ; maso que eu
noto, o que eu Ine eslranho, (s; he possivel
eoipregar esta palavn) tic que vote pelo
adiamanto.
Agora note a casa o procedimento da-
queltesqoe sustentara o projecto, eo da-
quelles que o combalem, e suppSem resul-
t i-oos descooceito desta discussflo.....
O Sr. Francisco l'oio :--Dtqui por diantr
iei de ter franqueza completa, quaudo
fallar.
OSr. \$lles : Sem duvida I.... A fran-
queza he muito necessaria, quando o nobre
deputado que esl com tanta vantagem so-
bre mima qur, como nflo a quererei eu ?.-.
Porm o que eu digo lie, que o nobre depu-
t ido deu-me mais urna rasflo, pela-qual eu
Ihe peco me acompanhe neste voto contra o
adiamento, embora vote contra o projecto
raiia tanto he necessario quo se diga a casa,
que nflo se pode'entender que desconceito
algum resulta desta discussao, porque nin-
guem pode negar que do projecto resulta
ulilidade publica, que p Je ser bem conlie-
cila.....
0 Sr. Francisco iodo: Urna ulilidade ne-
gativa.
0 Sr. Vellet: Nflo, senhores ; nSo he
urna ulilidade negativa, no he urna utili-
dade que se possa dizer que ninguem co-
nhece. E o nobre deputado squerquens
entremos em discussOes de objecios de um.
importancia sobre que se nflo suscite algu
ma duvida ? NSo he possivel ; he necessa-
rio tratar de todos os objectos, de grande
e de menor importancia
Mis, Sr. presidenta, la eu dlzendo que he
preciso notar a difterenca dos que suslentam o
projeclo e dos que o cuinbalem oa primeiros
nao emende ni resultar-nos desconceito com a
discussao, aias querein v la terminada j para
passarmos a outros objectos : os segundos sen-
leudando-nos como descooceituaiios por tal
discussao, querein que ella continu '. !
Agora vnu ver e posao reprllir de inlin una
especie de inainuaco que fez o nobre depu-
lado.
O nobre deputado disse < Quando vejo que
I ,',uar..ssii precisa de todo, e al de uina ponte ;
quando eu vejo que Nazarelh precisa de uina
estrada, quaudo vejo que Rio-bormoio est
edificado ein terrenos perlencentes a potenta-
dos, u.ni posso votar pela creaco de cidades
Nos devenios (anda disse o nobre deputado
cuidar desses melhoraiuenlos maleriaes, e de-
pois farcinos o que quercui ot uobres deputa-
lus a Ora, perdoe o nobre orador, parece-me
que elle nao leve raso ein fazer esla censura
aquelles que assignaram a emenda que eleva
Iguarass e Limoeiro a cidade ; nem to pou-
co aos que propozeram que tal conceisao fosse
leit.i a Rio-Formoso e Nazareth i porque elle.
no se dispens iran, por esse faci, de pronr
quaesquer medidas tendentes a esses melhora-
nienlos maleriaes qu.indu se iratasse das obras
publicas. Nao, senhores; elles o que cnlende-
rain, e enlendein segundo a opinio da casa,
he que a opportunidade anda nao era chega-
da, visto que a le do orcainenlo ainda nao foi
apresentada, c he esta lei aquella aonde se de-
vem propur taes medidas; aguardamo-nos,
pola, pira propr isso em tempo conveniente;
mis, por pensarmos assim, nao se segu que
nao possamos votar pela creaco de urna cida-
de. U nobre depulado, porm, nao peusa as-
sim; est no seu direito. ..
0 Sr. Francisco iodo: Eu quero que ellas ae
elevem a cidade, quando tunan realmente ci-
dades ...
O Sr. fellez Agora mesmo o podem ser,
poique as villas por cuja elevaco eu voto, teem
lodos os requisitos uecessiilos para ae Ihe dar
tal cathrgorla.
Voto pelo projeclo, e pela emenda que lve
a honra de assignar, e contra o adiamenlo e
emenda que eleva todas as villas cathegora
de cidade.
Encerrada a discussao he o requeriinenlo
de adiamento submetiido a votacao e rejei-
tado.
OSr. Presidente: A discussao esl por si
mesilla adiada. Em vista do regiment, as
niemas ol. i cridas eiu ter.-eir discussao de-
vem solrer una oulra." He isto o que resulta
da coinbinacSo das disposiedes do artigo] 121
do mesmo regiment. Dizo artigo l-.ll.
. Nesia tercelr discuss.j debatcr-ie-ha o
projecto em globo ; podendo-se, coinludo, fa -
zer quaesquer emendas : mas para seadmilt-
n'iii discussao. deverao ser apoi idas pela ter-
ca parte da assembla, e no caso de serem
apiadas, soll'rerau esla- uina nutra discussao -
Ora, daqui se deve concluir sem a menor du-
vida, que encerrada a discussao do projeclo.
romo est, lima nova discussao deve haver so-
bre as emendas
He verdade que al hoje se nao Km proce-
dido assim ; mas como eseculor do regiment,
devo cumpri-lo exactamente, e he por Isso que
reservo aaemendas para urna nova discussao;
linda a qual, >e terminara de todo a do pro-
jeclo.
oegunda discussao do projecto n. 7 que re-
voca o artigo 5. da li n. 91 de 7 de maio de
184!. na parte que esiabelece urna excepeo
em favor dos parnchos, Cnnegos, religiosos
proesso, padrneiros e dotadores de capellas
Val mesa, e he apoiada para entrar em dis-
cussao a seguate emenda.
n Uepois da palavra favor diga-se dos
principes e bispos. O mais como no artigo.
S. R. Barros Brrelo
O Sr. Francisco loio vota pelo projeclo e pela
emenda, mas comprometie-se a apresentar na
lereeira discussao urna medida que. augmen-
tando a pena Imposta n.is posturas inuuiclpaea
ao que mandaren! fater enlerraineiitos fra
do ceinteriu, privo inicuamente seinelhinlr
abuso, e prohiba a abertura dessas sepulturas
i- catacumbas em que foram inhumados os ca-
dveres dos que suecumbiram pesie, para
que nao succeda que ella se renov entre mis.
O orador eslranha que alguns sacerdotes,
abusando de seu ministerio sagrado, busquem
iuuocular no povo ideias contra o cemileriu
publico,que, indo ser rslabelecido em lugar
sagr.do, nada concorrer para que se nao guar-
de aos cadveres o acalamentn que se lli.s de-
ve votar, e '../. varias cuuaideate geraes so-
bre a materia.
Encerrada a discussao, hetaubmeltido o pro-
jecto votacao. c approvado coma emenda do
Sr. llanos Karrrto.
Extingue-se a ordein do dia.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia,
e levanta a sessflo. ( Eram quasi -i /loras da
Urde. )
===
da do Sr. Dandclra de Mello que d Igual titulo
a Nazareth.
Tomaram parle na discussao os senhores Vel
le, Correa de lirito e Guedes de Mello.
A ordein do dia para a sesso de 18 he conti-
nuacao da de hoje, e paimeira discussao do
projeclo n. 24.
Htciet, 17 de maio di tesa.
A assembla approvou hoje ein tercelra dls-
resseja.ja; e que lormiuaSSe por urna Vjz cusso o projeclo n, 9, que eleva i calliegoria
esta engaado, ou mal iilor.nado; temj lI discussSo: mas querer que eslejam pre-| de cidade a villa uo Rio-Eoru.oso.com a eintu.
OExm.Sr. Jos Idelfonso de Souza Ramos
presidente nomeado para esta provincia, pres
tara jurament ante a assembla a 18 do cor-
ente, ao melo-dia.
Correspondencia.
Senhores redactores Se ao empregado pu-
blico corresse inevltavcl obrigacao de respon-
der a todas as aggresses e Injurias que pela
imprensa Ihe arfemessam os seus desaffeiroa-
dos ou aquelles cajos inleresses por dever do
seu cargo contraria ; eerto, seria losustentavel
a posico das que, como eu, testa de uina
importante repartirn fnc.il. em lucia diaria
com exigencias muilas vetes fra de (oda a ra-
ao e justica, vem-se na necessidade de crear
descontentes. Sempre, porm, que algum ac-
to da minha adininistracao me promove mal-
querenf as, e que estas fatem explosao em in-
jurias pela imprrnsa, qual he elle trazido
adulterado, obscurecido ou parcialmente refe-
rido ; be meu cosime, nao responder s inju-
rias, mas rectificar o facto, eexpr esse acto
em toda a sua verdade, deixando ao juio pu-
blico o seu julgamento : lano he o respeito
que consagro opniio publica para quem e
appella, quilo pouco receladas suas senleocas
para as declinar.
Fui aggiedidn descomedidamente n'uina cor-
respondencia firmada pelo Sr. J. Candido de
(tarros, publicada no seu jornal de hoje ; ex-
porei o facto que a provocou, e despresarei os
doestos.
He falso que eu desattendesae sem relleao
ao pedido de abatiinento por avarla na carne de
charque du Sr. Barros. Communicando-me
agente da casa que cbmecava a apparecer al-
truma carne deteriorada que mereca abatiinen-
to, prrgiiiiiei-lhe se essa exigencia era ein ra-
-ao de ella uo ler preco no mercado ouse real-
mente por ararla, rlespoiideu-inequeera real
a delerioraco, e eu diise-lhe que me reque-
resse para mandar fater vistura pelos feiloret
conferentes: ninguem roe requereu. Isto nao
he desatiender aein reflexao; nem he o Inspec-
tor quem arruira as avariaa: assitte a ellas, e
decide segundo a maiorla das opinldet. Nem
poda deixar de fazer aquella perguuta, reco-
nlieeei.do o estidc do mercado, c i vista dadis-
posc.-io clara da segunda parte do artigo 4." do
regulamento sobre avarias que assim dii:
-Vfm to pnuco seroconsideradas como avarias por
vicio intriitseco as merendaras que por sua inferior
qualidade nao liverem prreo no mercado.
No dia 4 do crreme fo-me apresentada uina
declaraco rm.ida pela Si a. Viuva Gaudino &
Filho de abandono, pelos direitot de 1,666 ar-
robas de carne, resto ilo carregamento que es-
tava por despachar. Por ser genero corrupli-
vi-l, mandei proceder iiiiuiediatamenie arre-
oi.at .cao. mas, no acto do leilo vendo que al-
guns Untadores que appareceram, apenas che-
H a rain a -200 rs. a arroba, allegando existir tai-
res a inetade multo arruinada, adiel o leilo
para oulro dia, entendendo que pao devia con-
sentir na arremataran ,|r gneros alimentares
corruptos, (artigo 283 do regulamento; os quaes
devem ser Untados ao mar.
Ido posto, iiimieei a dous feilores para o exi-
lie, conferencia e peso da mercadura, afiu
uno s de se conferir a descarga com o m-tnifesto.
como para exactido dos editara e termos de
consumo que se tivessein de lavrar (artigo 283
do regulamento; ; e cuino fosse a vistura a
bordo, mandei que assislissem o Sr. guarda-
mr e escrlvo de descarga (artigo 172 e 5.* do
artigo 113.) O artigo 6." do regulameuio para
consumos obHgava me a assim prallcar; diz o
seguinte : Art. i." Para que hoja toda a exacti-
d.io no editaesdt que trata o artigo precedente (eii-
taes para consumo) erdo as mercadorias previa-
mente examinadas, conferidas e classilicadas
por dous feilores designados pelo inspector, ele. :
he a isto que ordene!, o que o Sr. Jos Candido
chama arbitrio, caprichoa e no sei mais o que
do inspector da alfandega!
E aqu cabe rectificar una imputaran groi-
seiraueuie errnea, se uo foi calculada para
deprimir o inspector da alfandega : trato da
ordem que me he attribuida para a genle de
bordo escolher e separar a carne sa da deterio-
rada. Seria inepcia indisculpavel de minha
parte, se tal tivesse incumbido a outros que
nao os peritos da alfandega, que sao os feilores;
e raso leria o Sr. Barros paracensurar-nie se
lal Imiivera determinado : lela-seo meu despa-
cho de 7, e ver-se-ha a verdade.
Noquiz, porm, o Sr. Jos Candido que os
empregados nomeados para rssa conferencia a
ullimassein; e fazendo voltar a bordo o cap- ,
lo fez emb.iraca-la, recusando a gente de bor-
do para a descarga da carne. Infirmado de se-
melhante recusa por parte do navio, a qual s
podia ser desculpada pela inexperiencia dos
usos do commercio, e pouca pratiea do consig-
natario, pois he cousa inqueslionavel que para
as descargas perlencentes ao porto, conferen-
cias da fiscalisaen, etc., he sempre a gente de
bordo a obrigada a esse servico, sendo que al
para irem os guardas para bordo sao os navios
obrigados a darein os seus boira, nao obstante
a alfandega tcrescaleres ; mal comprehenderia
cu semelhante procedimento, se me nao fosse
coiiimuncado pelos empregados. Neslaeon-
juuclura, a bem da liscalisafo e da aulnridade
com que havia ordenado o ruine e conferen-
cia da mercadura, cuuipria-ine faier obedecer:
a ininlia portai ia de 8 do curenle, que val
lambeiu publicada, mostrar o como proced.
Se o Sr. Jos Candido, por querer linar o
capiao de incommodos em que imprudente-
mente o metiera, ou por outros quaesquer mo-
l vos que me sao desconhecidos, c que nem de-
sejo saber, quiz deacer da sua posico de te-
en te-coronel e cnsul para a de inestre do
biigue, como soube ao depnis, culpa nao he
minha, pois nem dn Sr. Jos Candido trata a
uiinh.i portara, como se pode ver. O que he
ceno be, que ignorando anula n conducta do
Sr. Jos Candido a bordo, e que fra eHe quem
resistir principalmente minha portai ia em
termos Improprios prronte os empregados
meus subordinados, nada Ihe disse de ollensi-
vo quando se aprrsentou a uilin, e me pergun-
tou se podia relirar-se, lembra-me at que o
uaici com toda a altrnen (do que ainda hoje
me nao arrependo) dizendo-lhe que estimarla
antes que ae retinase, "lo que vr-me na ucees-
-i.iade ae fazer proceder contra ciie.
Foi depois da sua sabida que se me apresen-
tou a ce r t id ao da inliniaco leila a bordo, e que
lu informado de lodo o criminoso proced -
nimio do Sr. Jos Candido : remen! a ceriido
cun o auto que mandei lavrar por um dos guar-
das que acompanharain a diligencia, tulori-
dade competente (artigo 86 do regulamento **
2. do de 29 de dezembro de 1847 ; fiz o meu
dever; o resto nao me pertenre ; cumpra cada
un o que Ihe prescreve o seu.
Nada mais direi, senhores redactores, por-
que o que sucintamente fica ezposto he sufr-
cente para esclarecer o facto, e mostrar que
nao fui o capricho, nem a iuiquidade do inspec-
tor da alfandega que o tevarain a proceder des-
sa forma. Prescindo de recrmlnacdes fra de
meas habltc-s e educar/ao ; nem me caneare!
em repellir as asserces de violento, possesso,
inslenle, etc., com que fui mimoseado pela
urbauidade do Sr. Jos Candido, depois do


prhndro encontr que commigo leve. Lido
dia ri i: ni- ii 11' Com centena, de pessoas; s vetes
importuna* vigencias apreientadas com Ins-
tancia podaran eausar-me, asslin como a qual-
quercrninlnha poslcao, alguna momentos de
vlvacldade, mas nuaca ao ponto de me esque-
cer da que dero a inim, e do que devo aos ou-
tros. Durante un anuo tere umitas occaiides
o Tallecido pal do Sr. Jos Candido de tratar
negocios na alfandega, nunca leve de miii
queia, e seinpro encontrei naquellc Sr. ma-
m-i r.. decavalheiro: primelra occasio que o
Sr. Jos Candid.o commigo se avista, e que tein
de tratar negocio na alfandega, exprime-te do
modo queja s vr, c elle mesmo o publicou ;
pois bem, ajuizc-sedeque lado se deve presu-
mir a prudencia, plncidrie dignidade.
Nao darei Sin a esta explicaran, aenhores re-
d.islnres, em agradecer-lhc, aiart-cotno re-
daccao do Commtrcial, a obsequiosa aliento
que commigo houverain naa observaedes que
ae dignaram fazersobre a correspondencia que
publicaran! contra mim. Os direitos da i.n-
pren>a sao por demals sagrados, para serem
sacrificados a considerares de obsequlosidade;
e rase asvlo dos que se julgam opprimidot de-
ve de estar sempre aberto para receber as suas
queltas. Aceltem, pois, aenhores redatore,
quaesquer reclama; .V a contra o Inspector da
alfandega, sem recri de que em miiu tenha
quebra oa bons sentimentos que nutro para
com S. S. te ibreni judiciosas e bem fundadas,
estimare!, nellas corrigir-uie; se indecentea,
injuriosas c injustas, far-me-liao justica, por-
quanto, tenbo j lempo sulTicienle de ezeraicio
no mru emprrgo para que se possa a meu res-
pello formar julzo
Reclfe, 15 de malo de 1850.
O iaspector da alfandega.
Lu: Antonio di Sampaio Fanna.
llliutriiimo Senhor inspector da alfandega.
Diario Viuva Gaudino St Filho, consignatarios
do brigue brasilelro Ptniaminto, rpirado em
22 de Janeiro prximo passado de Huenos-Ayres
com nove mil quairucrntas e seis arrobas e oi-
to libras de carned e charque,equarenta couros
eeccot, que teodo j despachado tete mil oilo-
ceotat e quarenta arrobas de carne e pago aeus
respectivos direitos nesta alfandega, retlam
poaco inals ou menos mil'quinhentas e tesseu-
ta e seis arrobas, oito libras pur despachar de
carne deteriorada,e como tal resolvidot aaban-
pedem a votsa tenhoria que atienda ao referi-
do.E R.Mc.--Viuva Gaudino & Filho.
Facam-se editaet para arrriuatar.au no dia
G do corrrnle depoit do uieio-dia.
Alfandega de Pernainbuco, i de malo de
1850 Sampaio f'ianna.
Lavrou-sc editara para arrrinalacao.
o Alfandega. 4 de malo de 1850 .--O amanu-
ense. Si.
4chando-se segundo informaran! os lan-
cadnres no leila>, muilo arruinada a carne, e
sendn preciso proceder se a consumo naquella
porfi que esliver ein estado de ruina, que te-
ja nocivo i tade publica, os Srs. feitores Ta-
varrt e njudanle Olivelra, procedam a exame,
c "in assitlencia do Sr. rscrivo da descarga e
gnarda-mr: fazendo pezar a que tiver de ser
laucada ao mar para se descontar na totalidade
da existente que ficar, e que dever ser tao s-
menle a que esdver em estado de poder ser
vendida ; lavrando-se de ludo termo.
Alfandega de Pcrnaiubuco, 7 de inaio de
1850 -Sampaio Vianda.*
Os Srt escrivo da descargac feitores en-
Cdrrrgadus de examinaren! a carne de charque
abandonada pelas consignatarios do brigue
l'eniamenlo, separa rao a que esli ver eni estado
de ser aproveilada, c faino (aojar ao mar, de-
pois de pesada, toda a que se achar em com-
pleto estado de ruina, lavrando-se disto termo
de consumo, na forma do meta despacho dala-
do de limite ni ; exjgindo do capitn do navi-
a gente precita para se proceder a esse trabao
lho.de descarga a que he ohrigado, sb pena
de desobediencia : e caso o dito capitao recuse
preslar-se ao exorne c consumo a que se tem
de proceder por parle desla alfandega, o Sr.
rscrivo da descarga Ihe far intimara presen-
te portara por un guarda, o qual certificar
a desobediencia, e em seguida o far acompj
iili.ii por dous guardas em custodia a esta re-
parlicao, para se cumprir o determiuado na
segunda parte do artigo 85 do regulaincnto de
22 de junho de I H.'iti: o que cuinpram.
Alfandega de Periiainbuco, 8 de malo de
1850 Sampaio Vianna.m
REGULANENTO.
Miguel Caluion du Fin c Almelda, do con-
selho de Sita Magestade o Imperador, e presi-
dente do ti iiniii.ll do Ihesouro publico nacio-
nal, parao fin de bem se mantera ordem no
expediente das diUerentes reparlicoees do mes-
mo thesouru, das thetourarias proviuciaes, e
ii,.iis estarces da adininistracao e arrecadaeao
da fatenda nacional, ordena que se observe o
teguinte :
l. Os chefesdat diversas repartiedes do
Ihesouro publico nacional, das Ihesuurarias
provincial!, e de quaesquer nutras eslacdet da
adminislraco e arrecadaeao da fazenda u i-
cional, l'.nao auto ir e prender pelos conti-
nuis, crrelos, ou guardas, qualquer emprrga-
iln drllas que for acharlo em flagrante delicio
c lavrado por nm dot ditos continuos, correiot
ou guardas mu auto circumttanciado de adia-
da verihVaco do delicio que ser asslgnado
pelo respectivo chefe, ou remetiera aojuii de
paido ditlriclo para proceder conforme o di
reito.
2. O metino se praticar cora quaesquer
outros individuos adiados rm llagrante dentro
dat repartir oes, ou fue deiobedteerem an$ empre-
yiiduj rm raio de tem o//\ctm, ou o dealtende-
iim, e injuriarem, ou le portaran de modo que per-
turben o expediente.
m Kiu'ile-Janeiro, 20 de dezembro de 1837
Miguel Calman du Pine Almeida.
Arl. $f>doregulamento de '22 junho de 1836.
a Sendo adiado em flagrante delicio qual-
quer empregado da alfandega. o intpeclur o
far prender pelot guardas, continuos ou cor-
reiot, e mandar lavrar por un dilles un au-
to clrrumslauciado da adiada, e verificacn do
delicio, que ser assignado pelo Inspector e
pelo escrivo, e o-reiucller com o delinquen'
te ao jii i/, de paz do dislricln para proceder con-
forme o direito. O mesmo praticar com quaes-
quer outros individuot adiados em flagrante
dentro da alfandega, oa que o deiabedeeerem em
leu ufflcio, e ieattrnderem aot empregadoi, ou le
com orlarem ii modo que perturbem o expediente.
cravode Vicente Soares, por andar fgido :
edo subdelegado da freguezia da ;Ba-
Vista, Julo Francisco, por uso de faca de
ptinti. Ks'e mesmo subdelegado partici:
pou ao chefe de polica,haverjapparecido na
porta d igreja do Rozrio, um cadver, em
o qual ia mandar proceder necessaria
velloria.
,0 delegado do termo de Naza'elh com-
municou ao chefe de polia, que Severlno de
tal morador na povoacflo de Tracunbem,
espancara a Joaquim Flor, que tendo
sido preso em flagrante se podara evadir
d'onlre a palrulha que o escollava.
!5
ALFANDEGA.
Rendimento dodia!7j.....14:351,089
Detearregam Ao;>18.
Marca americana Jortia farinha.
Polaca F.ugenc-itnu vinlio.
Patacho -- Liza mercadorias,
Galera Berasa idem.
Brigue- Aguia-do-Prala idem.
Iliate Aguia-do-lraiil bacalhio.
te ser pago, pop.n lo o incornmodo de ser
cotopollido eobrigado a pagir pelos .trans-
mites que a li tem marcado.
-- lloje, iNdo c -rronte, S3 ha do arrema-
tar em praca publica to doutor juiz muni-
cipal da segunda varo, um e.-cravo e um ca-
vallo, pqr execu(So de Fraucisco Jos Ro-
drigues contra Jos Mues Branco.
-- Precisa-se de urna ama para urna casa
de paquena familia : na ra do Bangel.
n. 17. B '
Joaquim Antonio Carneiro comprou,
por coma do Reverendo rigario do Acara-
cu Antonio Xavier de Castro e Silva, o meio
bilhete da 15 lotona a beneficia das obras
da casa da correcc3o da corte, de n. 2,352,
o qurl fica em poder do annunciante.
O vendelhao quo recebeu no dia sexla-
feira, 17 do crreme, urna manta de carne
do Cear, com urna arroba e 7 libras, da ca-
neca de um preto que nSo acertou com a
casa para onde ia, queira ca'nduzi-la i ra
Dtreita, n. 114, ouannuncie, que se lhe fl-
car grato.
Segunda vez roga-se ao Sr. Jos Miguel
de Lira que venha receber urna carta que
ha das veio de SerinhUem, a qual versa so-
bre negocio que lhe interessa : na ra a
Florentina, casa confronte o theatro novo,
e que na esquina tem lampean.
Aluga-se um sitio muilo perto desta
CONSULADO GERAL. ..,.., UII. o,u
Rendimento do dia 17.....1:309,8991 Pr,ca, porserquasi dcfronle da fabrica de
Diversas provincias...... 184,290 ""bflo, cum >oa casa de morada, com cotn-
modos para familia, senzalla para prctos e
1:494,189
RECEBEDORIA DE RENDAS CERAES
INTERNAS.
Rendimento do dia 17......1:419,695
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 17...... 914,982
Deca ragao.
OSr. director do Jyceu manda fazer
publico que, em exeeucflo i portara do
Iaiii. Sr. presidente da desta provincia, do
13 do crrante mez, est a concurso a c -
deira de primeiras lettras para o sexo mas-
colino, da freguezia de S.-Jos-dos-Beznr-
ros. Os cidadHosque se quizerem oppr
referida radeira, deverio comparecer na sa-
la palacio da presidencia, pelas 9 horas da
manhfia, do dia cotitido da data ileste a SO
das. Secretaria do lyceu, 16 de maio
Je 1850. 0 secretario interino e professor
le geometra, Antonio Kgidio ia Silva..
ra Diretta, n. 82,
estribara : a tratar na
primero andar.
-- Precisa-se de um amassador : na ra
ireita, ti. 82, padtria.
Precisa-se de urna engommadeira, que
tambetu se encarregue de mandar lavar
roupa de um homem solteiro, sendo pessoa
capaz, jque se| responsabilise pelas faltas,
e|que more na freguezia de S.-Jos : au-
nuncie.
I. Kladt retra-se para a California.
Precia-ss de una ama que atiba cozi-
nhar, engommar e coser, para urna casa de .
pequea familia : na ra larga do Rozario, I r gratificado,
n. 26, noterceiro andar porcimada loja daj Trspassa-se
na cidade de Olihda, queira leva-la ruu ido que tinham mioja de farragem, sita na
do Livramento, n. 4, sobrado. I ra da Cadeia do Recife, n. 56, sobre a fir-
Aluga-se o segundo andar o sotfJo do
sobrado da ra Direta, n. 20, com bons
comino los para familia : a ti alar na mes-
ma ra, n. 93, primero andar.
a- Os Srs Antonio Correa Gomes de Al-
meida e Manoel Correa Gomes de Almeida,
ambos moradores etn S.-Anna do oiteiro de
S-JoSo da Varzea, queiram mandar pagar
quantn antes o que devem em corta botica
desta cidade ; certos de que, emquanto o: Trapiche-Novo, n. 10.
no flzerem, andarSo seus nomes nesta fo-'
Iha.
-- Aviss-se ao Sr. Luz Gomes Goncalves
que tenha a bondadedeir pagar a quantia
que nSo ignora, na ra imperial, n. 49 ; do
contrario ter de ver o seu nome nesta fo-
Iha, emquanto o no fizer.
mi de Pontos & Sampaio, (cando a liquida-
cao da exlincta firma a cargo de Sr; Fran-
cisco Custodio Sampaio, a quera passou a
perlencer de hoja em diante a mesma loja.
Reeifo, 16 de maio do 1850.lotquim Hi-
beiro Pontes. Pratteiioo Cuilodio Sampaio.
Precisa-se aUigarum preto ciptivo, de
boa conducta, para o ervco itilento de urna
casa estrangdra : paga-se bem : na ra do
0 Sr. tenente Paulino dirija-se ra da
Cadeia de S.-Anlonio, n. 13.
Aluga-se a casi da esquina da ra do
Caldeireirocom arniariio para venda e rom-
modos para familia, com quintal, cacimba
e porISo para a travessa, a qual pelo local
uTerece muita vanlagem : na praea da In-
dependencia, livrara ns. 6 e 8.
-Os Srs. JoiqoiOi Pessoa Sezera da Cu-
nta e Francisco Bringer de Almeida Guedes
hajam de dirigir-se ao Passeio-Publico, lo-
ja n. 9, a negocio que n3o ignoram.
-- Arrenda-se um siiio no principio da po-
voacfio dos Afogados, todo murado com um
excellente parreiral e muitss fructeiras, casa
de vivenda com grandes commodos, boa ca-
cimba para rega e lavagens de roupa, um
excedente viveiro com muilo peixe e com
embarque na frente e no fundo do mesmo :
quem o pretender dirija-se mesma povoa-
c>i no primeiro sobrado do lado direito de-
pois da ponte.
Do quintal da casa da ra de Agoas-
Verdes, n. 80, HurUno urna bacia grande
de rame e dqus vestidos de chita rouxa
com palmas pretas. Rogase a quem taes
objectos frem offerecidos o favor de ap
prehemle-los e levaretn a dita casa, que se-
. Apossoa que no dia 16 de abril prxi-
mo passado, fui na ra do Sol, n. 9, pedir
2,000 rs. sobre um relogio, com pretexto
de pagar d'abi ha dous ou tres dias, pelos
menos, pois assim o promltteu, e para isso
se lhe Dfto lovou juros ; e como al a data
I deste, o offo lenha fcito, roga-se-lho o favor
de ir pagar no prazo de 3 dias contados du
boje (17); do contrario, se vender dito re-
logio para pagamento : por isso se faz o
presente annuncio, para n3o haver igno-
rancia.
Grande vantagem !
Dos fundos do engenho Aldeia, da co-
marca do Rio Formozo, existe desmembra-
da tima propriedade de Ierras, denominada
Plmeira, com as melhores proporc^Jes tara
se levantar um engenho, visto ter quasi tres
quarlos de legoa de fundo, o oilocenlas
bracas de frente, contendo em si as me-
ntores mallas, que porventura existfo
naquella comarca, sendo a Ierra de excel-
lenlc qualidade, e al hoje lulo trabalhada,
pelo qu offerece os tnaiores inleresses na
agricultura do assucar. Quem quizer pro-
pr-se a levantar alli um etigetiho, nesta
lyi'ographia so dir com quem deve ser
Ira lado o negocio, cujas condc<3.-s sorilo
ofTerecidas mediante as mais rasoaveis
proporces.
Theatro de 8 1/ilxl.
lloje sabbalo, 18 de maio do 1850. lera
lugar a aborlura do novo Ibeatro, com o
espectculo j anuncia 1o.
Avisos martimos.
- Para o Rio-de-Janeiro segu com a
maior brevidado possivel o brigue-escuna
Heriqueta, Torrado e pregado de cobre,
por ja ter grfido parte de seu carregamen-
to tratado : quem mais pretender rarregar.
e irde passagem, se entender com o opi-
mo do mesmo Manoel Joaquim Lobato, na
praca do Commercio, ou na ruada Cadeia
velha.n. 17, segundo andar.
- Para a llahia sahe, nestes oito dias,
com acirga que Uvera bordo, o Iliate So-
ciedade : para carga e passagoiros-, trata-se
na ra da Cruz, no Recife, n. 24, ou com o
meslre do mosnio, no trapiche do algo ;io.
~ HHBBBBBB
Avisos diversos.
lieparticao da polica.
PARTE 1)0 DIA 15 DE MAIO.
|its partes rec> bulas hojn nesta reparti-
t!o, ronsla nicamente ter silo honten
t'es" a ordem do subdelegado da fregue-
zia de S.-Frei-Pedro-Goncalves do Recife,
Virtorinu Jo? Soares, por itisullos dirigi-
dos ao coiiinaodante m urna palrulha.
IDKM 1)0 Dl\ 16.
Das partes boje recehidas tiesta repar-
tirlo, n n-iii snirnle ter-ido preso, a or-
dem do chefe de polica, e rorolhido ca-
dei a de-ti cidade, o pardo VirginioMarlins,
I ti i a aseriguacOes pnliciaes.
IDF.M DO DIA 17.
Das partes hje recebidas nesta reparti-
cSo, frain hontem presos : ordem do
subdelegado da freguezia de S.-Frei-I'edio
Goiu)aliftM o Itecue, o Portuguez Manoel
Gomes de (lliveira, por estar armado de
um faca de pouti e um ccelo ; Fianeisco
\ mesa regedora da ir-
mandade do Divino
Espirito Santo
na esperanza deque o seu Divino Pidroei-
ro permiltir a suspensHo das chuvas por
estes dias, pretende festeja-lo no dia 19 do
crrante, com mista solemne de manlifla, e
Te-Deum a noite, sendo o orador do evan-
geltto o Reverendo padre mestro pregador
ila capella imperial Irei Joilo Capistrano de
Mcn.lonca.edo Te-Deum o Reverendo fr. i
Antonio de S.-Camilfo ; e no dia 20 a Urde
irclende expo-lo vista dos liis emsolem-
ne procissiio, percorrendo as ras da Cadeia
de S -Antonio, em direccSo ao Recife, ras
la Madre-de-Deos, Azeile-de-Peixe, Viga-
rio, Lingoea, Cruz, Cadeia do Recife, pon-
te, ruis do Crespo, Cabug, Nova, Flores,
Camboa-do-Carmo, largos do Carino o S-
l'edro. ru:s de Agoas-Verdes a voltar de-
frome do Terco para as ras Direita, Livra-
mento, Quoimado, Cruzes, a recoiher-se pe-
la rui de S -Francisco. Roga.portanlo, aos
moradores das supraditas mas letihaiu a
hondada de mtndar slimpa-Ias, na certeza
de que a prociss.lo dcixar de transitar por
aquellas que nflo estiverom limpas e com
a devida decencia. Outrosim roga aos ir-
mSosqne olfereceram figuras para a pro-
cissSo hajam de apresenla-las promlas no
dia 20, as duas horas e meia da larde im-
preterivelmeiiie ; e aquelles meninos que
tiverera devetir-se do convento, deverSo
aehir-se no consistorio s 10 horas da ma-
uhta do supracitado dia.
Quem precisar de urna ama sadia e
eom muilo bom lcitepara criar, dirija-se
ra do Queimado, n. 57.
-Aluga-se una casa terrea na ra da
Conceico da Boa-Vista, n. 129 : a tratar na
dtla praca, D. 6, botica.
Quem liver para alugar urna escrava
que saiba fazer bem o servico interno e
externo de urna Casa, annuncie, uu dirija-se
si crelaria da polica a fallar com Antonio
Jos de Freitas.
-Jos Caetano Coelho, subdito portu-
guez, relira-se para Portugal a tratar de
suastde, levando em sua companhia sua
inulhere cinro lilhos menores.
lloje, 18 do crrenle, na porta do llltn.
Sr. Dr. juiz da segunda vara, se ha de ar-
rematar una escrava ptrda, penhorada a
D. Mat'relima Maria da Pureza Oliveira, ava-
dada em 450,000 rs. : he a ultima praca
Precisa-sede ------ ....
Sr. TOomaz de Aquino.
Pede-seao Sr. Manoel Jacintho Noguei-
ra da Gama, primeiro cadete do oitavo ba-
talhilo de caladores, addido ao segundo de
fuzileiros, que antes de ir para a corte,
mande ou venha pagar o que deve no bo-
liquim Cova-da-Oaca, como consta da sua
obrigacjlo.
O Dr FranciscJ Alves Pontes roga a
quem lhe tirou do correio a carta n. 159,
vinlailos portos do sul, no vapor S.-Svlua-
or, baja de Iihiq i-la no mesmo correio,
visto nflo servir a pessoa algumi, se nflo ao
annunciante,
Offerece-se urna ama para casa do pou-
ca familia e que nflo tenha meninos : a tra-
tar na ra do Florentina, n. 15.
-- Por causa da chuva dcixou desorno
dia 15 a arrematado da casa da ra dos Pes-
cadores, n. 23, a qual ftcou transferida para
ltoje'18, as 4 horas da tarde, conforme se
annuneiou.
Perdeu-se urna letra da quantia de
40,000 rs, aceita por Gadault Krercs, eja
vencida em 30 de abril prximo passado i
quem a achar queren lo restituir, a noder
levar ti Jos Peres da Cruz, pois de nada lhe
servir, visto j estar prevenido o aceitante.
No dia 14 to correte, sallando urna
praca de tnarinha, com utua trouxa de rou-
pa, edando-a a um preto para a carregar,
ete desappareceu. Roga-se a quem dita
treuxa for olTcrectda, de a tomar e levar
ra larga do Rozario, n. 30, loja de selleiro
quesera gratificado.
iSMS!MMaWft& MMemmmmmmx
i
o airendamento de um
Compras.
Compra-se utn melhodo de flauta por
Viene : na pr$a da Independencia, n. 17.
Compra-se, elTeclivamente, calcado do
lustro para senhora e menina ; bem como
PMIMEIROEGRANDB
consultorio liomocu-
p engenho de boas Ierras de produeflo, por
preco rasoavel: lambom se vendem os per- | papel fe ombrulho a peso : na ra larga do
tnees doj-endei.ro,_ sendo animaes de roda, | Rozario, n. 35, loja.
Compra-se urna morada do casa Ierre
com bastantes commodose quintal ondoso
possa fazer urna estribara para seis caval-
lose irna pequeoa ehocheira, s^mlo as
ras Veiha, Pires ou Hospicio : quem tiver
annuncie.
Compra se a obra de Molla Silveira : ni
Iliaca da Independencia, n. 12.
Cumpram-.-e as nove lias Conde de-
Monte-Clirislo 20 annos depnis ou 3 mos-
qoeteiros : na ra da Florentina, casa da
esquina confronte uo lliealro novo.
muilo bons e gordos, poldros, lavouras e
safra a colher : os pretendentes, dirijam-se
ra estreita do Itozaiio, n. 32, que se di-
r quem faz esto negocio e se darflo toda
as informad-Oes.
Um Ingle* casado e com
pouca familia, precisa alugar um
sitio pequeo perto da praca :
quem o liver, dirija-se rita do
Trapiche-Novo, n. 4a
Aluga-se o segundo andar do sobra-
do n. 18, na ra do Fogo -. a tralar no Ater-
ro da Itoa-Vista, n 80.
Precisa-se de urna ama para o servico
de umt casa de familia: na ra da Man
gueira, n. 3.
Na ra de Agoas-Verdes, casa terrea
n.26, engomma se e lava-se toda a quali-
dadederoupa.com todo asseio e prompii-
dflo, por preco mais commodo do que em
outra qualquer parte.-
Graidi
nm
deposito na
Nova, ii. 27.
Neste deposito acha-se una grande por-
eflode caixas com folhas de Flandres de
patente e todas as grossuias; ditas com vi-
dros de todas as dimencOes para vidracas ;
tlitas de robre de todus as grossuras paia
forro de navio, pelo barato preco de 500 rs.
a libra : onde lambem se acha um rom-
pelo sortimento de alambiques, serpenti-
e todos os mais objectos de cobre,
Vendas.
tt Dirigido pelo facultativo J. B. Casa-
nova.
| Ba da Cadeia deS.-
1 Antonio, n. S-
1 I
I As dses o consultas homceopathi-
cassfloreduzidasa 5,000 rs. para as !
I pessoas livres, e a 2,000 rs. para os 3?
S escravos. |j (
Os doentes serflo visitados todos os g
dias sem nenhuma outra p^ga. 8{
g Toda a pessoa que se apresentar $
aj noconsultoiio declarando ser pob'e, S
^ recebara consultase remedios gra-
$ tuitamente.sem precisardeattestado.
bronze e folha para engenho : ludo isto lla-
vera continuadamente grandes porces, pa-
ra os compradores escolherem sua von-
tade.
Aluga-se urna casa que serve para acou-
gue, por lar sepo, balancas, pesos e todos
os mais necessarios para es'e mister : esta
casa he bastante antiga neslc negocio, na
ra da Guia, n. 35 : a tratar com Joaquim
Lopes de Almeida.
A cidade de Pars.
Fabrica de cl-apos de sol, ruado
Collegio, n. 4-
J. Falque participa ao respeitavel publico
I desta cidade, que elle abri o seu novo es-
tabelecimento. ondo se encontrar sempre
um grande e botuto sortimento Uestes oh-
. jectos dos mais modernos e variados, como
jj sejam : chapeos de sol para bomensdese-
i das chan'alidadas e liz-is, de cores e prelos,
J dilos de armarflo u'aco muilo fortes com
mW&WmVW&WlW mWmWmWmWm>' I sf'Uste l0,|s s c<>s, dilos para senhoras
-.0 Sr. Joaquim Jos dos Santos Barraca S^'^'^rmu.to &T $!!!&? "?
quetra dirigid ru. da Cadeia de S *-1 f.'n'0Jgj?SSSSlUSP.ff 5
Lote ia do ftio-de-
Janeiro.
Aos 20:000^000.
Na praca da Independencia, n. 3, que vo|J
tapara a ruado Queimado e Crespo, ven-
dem-se bilheles, meios, quarlut, oitavos e
vigsimos da II. Intcria da caridad^ do
Rio-de-Janeiro. Na mesma luja esl paten-
te a lista da 22.'lotera do motile pi da-
quella provincia.
Casa de modas francezis.
Buessard Millochau.
No Aterro-da-Boa-Vista, n. i,
recebeu-se pelo Yolof, ultimo navio vindo
do Havre, um prandeeortimento de modas,
com sejam : ricos manteletes de seda e de
bico ; capotinlios, visitas, etc.; chapeos pa-
rSfr,liorise meninas; gravatinhas e lenci-
nbosdeseda e de parca ; ditos de rede de
retroz de (odas as cores; ricos cabecOes de
ntco; collennhos, camisinhas e pescoci-
nnosda ultima moda; lencos de cambraia
de l:nno bordados para mSo ; um lindo sor-
limeio de fitas as mais em moda ; trancas
de retroz de todas as cores para enfeites de
vestidos ; cortes de vestidos para casamen-
to | ires ; moias; bicos de blonde; luvas;
bicosde linbo; rambraias finas impremi-
das cortes de seda furla-cres para man-
teletes ; espartilhos ; (il ; cambraia de li-
nlio; luvas de malha a berta, muilo finas
com dedos e sem eJJes, para senhora e me-
ninas; o mais nutras fazendas, por preco
mais barato do que em outra qualquer par-
te. Na mesma casa fazcm chapos e man-
teletes de senhora, da moda verdadeira. oor
preco commodo.
- CoMlntia.se a vender boa mantoiga in-
gleza, a 400rs. a libra; bom cha, a 2,000
rs. ; caf moi lo, a 200 rs. ; cevada, a 80 rs.;
vas de carnauba de 6, 7 e 8 em libra,
320 rs. espermacete de 6 em libra, a 800
rs.; arroz do Maranhffo, a 80 rs.; aletria, a
280 rs.; talharim, a 200 rs.; azeite de coco,
a 400rs agarrafa ; que'jos novos, a 1,120
rs. e frannezes frescaes, a 1,280 rs. : cai-
uma ama pura casa de
homem solf.no, para comprar e coli-
ndar: no pateo de S.-Pedro, n. 10, segun-
do andar. "
--Manoel. Joaquim do Reg Albuquer-
que pede encarecidamente ao Sr. Manoel
de Soma Pereira que venha pagaros alu-
gueisdequ'hedevedor de um sobrado no
CalJeireiio, alugado por seu Tinado pai, uu
apresentar o recibo que diz ter do meamo
.ira, para corrocg.io ; o preto Luiz, es-i finado e ser seu credor, que promptamen-
aos seus credores, por isso pede enoreei-'IZuZrTS"jT :""'?!" se conre-se xOesdedocede goiaba de assucar sume-
damente aos t*0. StATt'm3|mI.'PlEP^A*!**"4^***' "^e ?'}?''" "da um, .640rs.
mente aos mais amigos, de mandaren, oa-1 i^',l?178.qU,'e8 """ h."8 Sed,s e ?"<">* r" d" 6 'LDr,s- :* M s no pateo do
gar al o lim do cSrrinU ; Uc, conlwo.! Z K .M.t' "JeCtS nnem? ^rmo. n. 2, venda nova.
ve-sena dura necessidade de recorrer .0 < aue7m on.^. n,,t ?' Pr T" pr6C d
meios jud>ciaes ; pois o annunciante nao I Q ,?( (>ua,<>uer *-,
pode mais esperar/por ter urna gran le son.- a7,?J," ,pl?r, ,g!'le d* ""P*""
ma fiada e quasi ludo nesta comarca, o nn0 dnV ^ > nPo'mu0tt-f Pra a rus
lhe he possivel receber nada ; assim espe- ^"l"*!S ".' "V*0 t"*"'
- O escrv3o da rmandade do N,,.rHB, AltencaO.
{ <,-..., .....i j. c -i "' ,,pde (, "la '5 do corrente, por occa-
&;. ^eramento da freguezia da s.So de conducho do uns trastes,i. Capun-
ga para o Recife. se estraviou um relogio
de ouro com corrente do mesmo metal, ten-
do os signaes seguinles. 0 relogio he des-
coberto do lado do mostrador, hurizoutnl
ira balita sobre qustro rubios e sobre o lam-
po de dentro que cobre o machiiiismo tem
gravado dous passaiinhosbeijando-sen por
bailo tos mesmos uma dancanna seguan-
do com as mflos em uma manta que traspas-
sa p..r cima da cabeca ; ea correte he de
enflar no pesclo e lem o passador mu ru-
-ho, que pondo-se perpendicular, desee sem
sei preciso locar-lhe : rog-e por tanto a
quem for ofiVrecidi, de o tomar e reslituin-
do-t- a seu respectivo dono ser generosa-
mente recompensado : na ra da Cruz do
' V7* Casa de Crocco Companhia
s abatco assigttados fazem sciente ao
Boa-Vista convida, a todos os ir-
mflosda mesma irmantlade, para compare-
cerem 110 seu consistorio no dia 19 do cor-
rele, domingo do Divino Espirito Sanio,
pelas 9 horas da mantilla, para se proceder
a oleicflo da nova mesa, em virlude do dis-
poslo no capitulo 1 do seu compromisso
A vista da importancia do objecto, espea-
se que todos concorrerSo, anda com al-
gum sacrificio.
Pieciaa-se de tima ama forra ou cap-
tiva, para casa de uma so pessoa : no becco
da Bomba, n. I.
Precisa-se de um catxoiro : na ra Di-
reita, n. 94, padaria.
Precisa-se alugar uma ama captiva ou
forra, a qual saiba bem cozinhar na ra do
Queimado, o. 40.
- Quem annuneiou uma escrava com leilj
-yinde-se, nofim da ra da Aurora.n. 4
um billinr com duas andainas de tabellas'
boles e candieiros, por 50,000 rs.; duas
cartetrasde uma so face, com grades de
bronze em cima para os livros, onde pdetn
!.crJ!I*r "*PS PtS8oas em cada uma, por
30,000 rs.; urna canoa de um so pao, que
se pode abrir, por 30,000 rs. ; uma dita do
1.200 lijlos que precisa de fundo novo, por
30,000 rs. ; um ternode tambores antieos
com agutlhes o rodetes, por 300,900 rs -
temos de carretas para os ditos, a SO.o
rs. o terno.
Na rua Nova, n. 10, loja franceza,
recebeu-sa pelo ultimo navio vindo de Fran-
ea ricos cabeefles de blonde branco ; ricas
loucas com bico de maline e (lores, chalos
de pallu, abertose fechados; cortes de se-
da branca para casamentos; bicos de blon-
de seda ; um sortimento de trancase frail-
as para vestiuos e mauteieles; chapeos
rancezespara homem; pe.fumarias mui-
lo lmas; lindos encerados de todas as lar-
guras para mesase pianos ; e outras mui-
las fazendas novas e superiores por com-
modo prego.
respeilavol publico
arados de ferro.
Na fundicSo da Aurora em s.-Amaro ,
i.?=^S0?iTs



-*--**:
IManoel da Silva Santos ven-
de arroz do Maranbao a 1,000 ris
cada urna arroba : quem preten-
der dirija-se ao armazem, que oi
do fallecido Braguez, na ra da
Gadeia, n. (<].
Vende-se urna pret moga, e sem vi-
cios : ni rua do Sebo, n. 15.
Tecidos de algodo tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-Santos.
Na ra da Cadeia, n. 5#2,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
Na rua do Crespo, n. 14,
loja de Jos Francisco
Dias,
vende-se esguiao de algodo, fa-
zenda dequatro palmo. e meio de
largura e fina, pelo barato preco
de 3ao rs. a vara ; brim lianea-
do branco muito encorpado e de
listraao lado, a 1,380 rs. o corte ;
dito de puro linbo cor de ganga, a
1,600 ra. o corte ; e um completo
sor lmenlo de fazendas por barato
preco.
Vende-se urna escrava de 18 annos,
com nuito bom leite para criar, no teni
lllio. e que engomma, cose e cozinha ; una
dita rom um filho de 10 mezes, e que en-
gomma, cozinha e faz todo o ruis servgo
de urna casa ; um escravo de 20 annos, de
boa figura, e que he ptimo para o servico
de campo e da praga na rua do Collegio,
n. 21, primeiro andar, se dir quem vende.
Taixas para eugenho.
Na fundicSo de ferro da rua do Brum,
caba-se de receber um completo sorti men-
t de taixas do* a 8 palmos de bocea as
qaaes acham-se a venda por preco com-
modo e com promptidSo embarcam-se, |
ou carregam-seem carros sem despezas ao
comprador.
Na loja franceza na rua Nova alrai da
matriz, lem bonitos jarros de porcellana,
lanteinas de | do vidro, ditas de casqui-
nha inglczas, ditas fracnezas, candieiros
para sala, dilus de latSo para esludantes,
bengalas de cana, bandejas linas, chapeos
deso de seda de cores para humem, fundas
para os quebrados, chapeos francezes de bo-
nitas formas, lencos de seda de 1,000 rs. al
5,000 rs. para senhora e homens, ditos de
morsulina, e outras muitas fazendas : s-
palos de duraque de cores para senhora a
mo rs., ditos de coro de lustro a 2.000 rs.
Assim como roga aos seus devedores que
Ihe vam pagar, para nio mandar tantas
vezes os seus caixeiros em suas casas.
Cbegaram novamente a rua ua Sen-
zalla-.\ova, n. 42, relogios de ouro e prala
patente inglez, para homem e sonhora.
rVa rua do Cabug, loja do 4 portas, do
Duarle, vendem-se calungas feilos de bor-
racha, os | rimeiros que leem viudo de Pa-
rs, pelo colmenlo prego de 800 rs.
Vende-re superior vinho engarrafado
ha mais de 7 annos, lano branco como tin-
to ; piras vasias de Lisboa ; e barricas luli-
pas : na rua das Crizes, taberna n. 20.
-- Vende-se urna taberna com peucos fun-
dos, na l'assagem-da-Magdalena, na esqui-
na que vira para o Uenedio, por baixo do
obrado: a tratar na mesma taberna, ou
no Aleno-da-Boa-Visla, n. 80.
-- Vendem-se pegss de niudapolSo com
20 varas, niuilo largo e com algum mofo ,
a 2,500 rs.; eslopa iropria para roupa de
escravose enfardar fazendas o lambem pa-
ra saceos, a 3, 4 e 6 vileos e a 160 rs. a
vara, com alguma van; chitas, a 4,000
rs. a teca : na rua larga do Itozario, n. 48,
)>i iii.tiro andar.
Ycndeiu-se, na rua do
Crespo, n. 1!,
caixasde linlias linas, a80rs., com 8 no-
velos ; limas para ourives, a 80 rs. ; suspen-
sorios de malla, a 100 (s.
Agoa de Ungir cabellos.
Vende-se agoa de lingir cabellos: na rua
Nova, airas da matriz, n. 2.
Sorlimenlo de chapeos.
A. Colombier com ioja franceza na rua
Nova, atrs da matriz, vende chapeos fran
cezes para homem, a 7,060, 8,000 e9,000 rs
ditos de palha lina, a 4,000, 5,000 e 6,000
rs. ; ditos de palha com tve ido de cabello;
ditos de renda e fil para stnliora e homem'
chapeos de seda para chuva, com armecii
de ferro e de baleia ; ditos de sol, para se-
nhora.
Chitas baratas a C$400.
Na rua do l.ivramento, n 14, vendem-se
peras de chita rouxa com flores encarna-
das e cores lizas, pelo barato preco- de 6,400
rs. a peca, e a retalho a nove vintens; pe-
cas de madapolflo com 20 varas, a 3,000 rs.:
vende-se por este preco por ter cabido un
pingos de goleiras e ter molhado grande
poigflo desia fozenda.
Superior qualidade.
Vndese doce do entre rasco da goiaba,
muito beni feilo, em camuas de quatro
linas : nasCiuco-l'ontas, taberna n. 82.
Capas para invern.
Vendem-e capas de panno lino e barre-
gana e niais qualidades, para invern, por
preco comuiodo : na rua do Crespo, n. 11.
-Vendem-se duas partes de urna caa
na ruadas -Cruz, que faz esquina para a
rua da Alegra, e que lem taberna : estas
duas panes remlem 6,700 rs. mensaes : bem
como urna parle de um terreno junto i
mesma casa, por preco commoJo : na tra-
vesa da rua da Concordia, sobrado n 5
das 6 as 8 horas da mauha, e das 4 s c
da larde.
Vende-se o engenbo balara, silo na
cdade da Victoria, qua demarca com o en-
gerido Oiteirao : a tralar no niesmo en-
genbo.
--Vende-se um sitio.em Olinda, ao cor-
rer da rua do Jopo -da-Bol, com casa, mui-
tos e variados arvoredos de fructo o boa ca-
cimba : a tratar na mesma cidade, rua do
Amparo, n. 5.
Oleo de linhaca.
Vende-se superior oleo de linha-
ca em botijoes : quem pretender,
dirija-se a Manoel da Silva San-
tos, no armazem do Annes, no
caes da Alfandega.
O O
S> Ilomoeopatbia pura.
O Rua do Trapiche, n. 40. O
O Boticas e lvros para o tramenta- Q
O ment dos enfermos pela homoeopa- Q
<> thia : aeham-se a venda por modi- (
O |)r. Lux se offereee dar todos q
v os eselarecimesnlos necessarios pa-
O ra o mt'lhor uso dos mesmos.
Q
Farinlia de mandioca
nova, de S.-Catharina,
a melhor farinha que ha no mer-
end, vende-se a bordo do Maria-
Primeiro, entrado no dia 6 do cor-
rente, por preco mais barato do
que em outra qtialquer paite: a
tratar com Machado & I'inheiro,
na rua do Vigario, n. nj, ou com
o (apilao a bordo.
-- Vendem-se amairas ce uno : na rua
Ja Senzalla-Nova, n. 42.
Xa rtia do Crespo, n. 12,
loja de h portas,
vende-se a pataca o eovaUo de chita fran-
ceza de desenlio* muito modernos, cores li-
sas e pannos de superior tecido ; rstas nflo
enganam, como (em acontecido em snnun-
cios fcitosem outras parles, motivo porque
lestes -e teem tornado de pouco a prego :
venham os freguezes, que conhecerSo a pu-
reza da verdade.
Folhade Flandres.
Em casa de i. 1. Tasso Jnior, na rua do
Amorim, n. 35. ha um ptimo sorlimenlo
de folln de Flandres, de todas as marcas, r
retalho por prego mais barato do que em
outra qualquer parte.
Na rua do Crespo, loja
da esquina que \oIta
para a cadeia,
vendem-se eites de casimira prela, muito
boa, a 5,500 e 10,000 rs ; panno pretq, mui-
to bom, a 3,200, 3.8(0 c 5,500 rs. o eovado ;
corles de rllele de fustlo, a 640 rs. ; ditos
desetim decores, n 2,000 rs.; ditos de gor-
gorito, a 1,000 is. ; esguiiio de linbo, muito
lino, a 1,280 rs. a vara.
\a rua do Crespo, n I,
Ioj* de Jos Francisco
Dias, vende-se
riscado francez de quadros escuros, fazen-
da moito fina e liza, pelo barato preco de
200 rs. o eovado; prcas de isguio de al-
godilo de 5 palmos de largura e rom 10 va-
ras e meia, a 3,200 is. a iega, e a 320 rs.
vara.
-- Vendem-se, na loja de 4 portas, na rua
do Cabug, do Duarte, trancas prelas e re-
quififes dos melhores de.-enhos que leem
n.lo de l'aris: tamhem se vendem can-
dieiros e palmatoi ias ingle/as
Vende-se um grande sitio na estrod;
dos All.i ii s com muito boa easa para fa-
milia, rectificada de novo, com muitas di-
versas quslidadis de arvoredos bem replan-
lados, como sejam : muitas laranpeiras de
diversas qualidades, saiolys, fiucta-pio,
jaqueias, coqiifiros, nangueiras, cajuei
ros, e outras muitas diveisas fiucleirsa,
horlalicc, grande baixa para capim, queso
com a vista se poder milhor inlormar o
comprador: na rua do Queimado, n. 10.
-- Vende-se um ptimo sobrado de un
andar, silio na rua das Cinco-li utas, en.
chios proprios, por preco commodo: Da
rua da Cadeia de S -Amonio, no segundo
indar do sobrado da esquina do Leceo do
Ouvidor.
Vende-se um escravo de naglo, de 25
annos pouco mais ou menos, de honila li
gura, o sem virios : na la da Praia-de-S.-
llita, n. 17.
JNa rua Nova, airas da
matriz, loja n. 2,
vendem-se lencos de seua, a 1,000, 2,000
2,400rs.; penles de tartaruga para prender
cabello, a 5,0o0, 6,000, 8,000 c 10,000 rs. ;
sapalos de couro de lustro para senhora,
2,000 rs.; ditos de marroquim, a 1,500 rs. ;
ditos de duraque preto, a 2,000 ra. ; ditos
do cores, a 800 rs. ; bolins gaspeados pan,
homem, a 5,000 rs. ; sapalOes de eouro de
ustro de forma iogleza, a 6,700 rs. ; bolins
gaspeados de duraque de cores para meni-
nos.
Vendem-se, na rua Nova, n. 39, loj.i
le ferragens, boles dnurados lisos paia
fardas, por prego commodo.
O c
\ Manteletes francezes. (;
O Vendem-se ricos manteletes fran-
9 cezes, muito modernos ; e grvalas ''
^ e molas : na rua do Crespo, n. !), Q?
O luja amarella. C
O
- Na rua do Cabug, loja de quatro por-
tas, vendem-se ricos capolinhos de fil ; ro
menos para senhoras e meninas, do mello.i
goslo de l'aris, pur prego o mais comino lo
pussivel ; loucas para baptisados de crian
gas, da ultima moila. Ka mesma loja com-
pra-scuma porgilo de biquinhos e rendas
Celtas no pai/, sendo bem leilas.
Vende-se urna bslanga grande com
seus pesos : nos Coellios, Oelroute do hos-
pital novo, u. 13.
Vende-se urna espada e lima banda pnra
nfficial subalterno da guarda nacional, por
preco commodo: na Camboa-Uo-Carmo,
n. 33.
Farinha de mandioca de
S.-Catharina.
Chegou em dimitir de S.-Catharlna o
brigue nacional Minerva, com um carrega-
menlo da superior farinha muito nova, e
acha-se Tundeado defronle do caes do lla-
mos, onde se vonde a preco commodo, ou
em casa de Manoel Ignacio de Oliveira, na
raga do Commercio, n. 6, primeiro andar.
-- Vende-se, por prego commodo, um oj-
iante e um volumo de taboinhas nuticas :
tudo em muito bom estado: na rua da Ca-
deia, n. 56 A, loja de ferragens de Antonio
Joaqum Vidal.
Fardo novo a 5,500 rs.
Vendem-se saecas grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo navio
de llamburgo : na rua do Amorim, n. 35,
casa de J. J. Tasso Jnior.
Vendem-se que'jos do reino, a 1,120 rs.;
manteiga franceza, a 480 rs. ; lingoicas, a
400 rs. a libra : na rua nimia, n. 14. a
mesma vende precisa-se de um feitor para
um silio distante desla pi ac 12 legoas, pre-
ferindo-se das ilhas.
A ellos antes que se
acahein
Vendem-se sapalOes de couro de lustro,
pelo baratissimo prego de 2,500, 3,000 r
4,000 rs. ; ditos de bezerro franrez, feilos
nopaiz, a 2,500 rs.; sapalOes brancos do
Araeaty, a 1,000 rs.: na rua da Cadeia do
Re,cife. n. 9.
No sitio da Trompe, sobrado n. 1, que
lem taberna por baixo, vendem-se excel-
lentes ps de parreira moscatel, goiabeiras
brancas e nutras diversas plantas, para as
quaes o lempo he o melhor dse mudar.
Vendem-se, por atacado, 990 varas de
estopa, com alguma averia, a 100 rs. a vara:
na rua larga do lio/ario, n. 48, primeiro
andar.
Novo sor to en lo de fa
zeudas baratas, na rua
do Crespo, n. 6, ao p
do lampean.
Vende-se cassa-chita muito fina, de bo-
nitos padrOes, cores fizas e com 4 palmos
de largura, a 320 rs. o eovado; cortes da
(lila a 2,000 rs. ; riscado d listras de li-
iilio, a 240 rs. o eovado ; dito de algodiin, a
140 e 160 rs. o eovado ; cortes de brim par-
do claro, com duas varas e urna quarla, e
1,000 rs.; rifeados monstros, a 200 rs. o
eovado; zuarte azul, a 200 rs. o eovado;
chitas, a 100 e 180 rs. o eovado ; ftislio, a
640 rs. o corto ; chales de tarlatana, a 500
rs. ; cobertores de algodflo americano, a
640 rs.; e outras muilas fazendas por bara-
to prego.
Utoendas superiores.
Na fundicSo de C. Starr A Companhiaf,
em S.-Amaro acham-se venda ir.oendas
le i'a mu. todas de ferro, de um modelo e
conslrncglo nuito 'superior.
Madama C. Ancellc,
com casa de midas Iranerzas no
A Ierre -da- Boa-Vista, n. ia,
recebeu pelo ultimo navio vindo da Fran
ga, um piando soitimento de modas, como
sejam i chapis muito ricos de seda e de
pallia, tanto armados como srm o seren:
lilas de seda para chapos, tanto de setin
como de tafd, lisas e lauml-s; bicos d<
tdonde e de lnlio, blancos e prelos de to-
das as larguras; manteletts mulo ricos i
da ultima moda ; flores e plomes de toda>
as qualidades ; romeiros de fil e decam-
braia bordados ; ricos lengos de cao braif
le linbo bordados e com luco a roda, pan
iu9o ; luves de todas as qualidades, tanl<
para horrem como para senhora ; e outra..
muitas fazendas por prego commodo. Ni
mesma casa fazem-se manteletes e chapeos
para senhora, do mais apurado goslo, poi
menos prego do que em outra qualquei
paite.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de difTe-
rent's modelos : na fabiica de machinas'
fundigSo de ferio, na rua do brum,
na, 6,8co.
i>epsito da fabrica de
Todos-os-Santos na Bahia
Vende-se em casa de fl.'O. Dteber & C.
ia rua da Cruz, D. 4, aleodSo trangado
aquella fabrica, niuito proprio para arcos
le assucar, roupa de escuvos e fio proprio
tiara re.les de pescar, por prego muilo com-
muJo.
De [>osito de Potassa.
Vende-se muito nova potasft,
le boa (inilidade, em barriszinko:
pequeos de qutro arrobas, por
eco barato, como j ha muito
lempo se nao vende: nc rtecife,
rua da Cadeia, armazem n. ii.
Bom e barato a 1,500 rs.
o eovado.
um delles carreiro; 6pretssmogas de bo-
nitas figuras.de 14a 19 annos: na rua Di-
reita, n. 3. .
Novo sor lmenlo de la-
zendas baratas.
Vondom-se cortes de cassa-chita muito
bonitos, a 2,000, 2.400 e 2,800 rs.; riscadi-
nhos de linho. a 240 rs. o covaoo; dito de
algodSo muito encorpado, proprio pirra
roupa de escravos, a 140 rs. o co>ado ; cor-
tes de brim branco de linbo, a 1,500 rs ;
lile muito bom, a 1,700 rs. ; ditoamarello,
1,600 rs.; dito com listra ao lado, a 1,280
rs. ; cassas de cores muito bonitas, a 320
rs. o eovado ; riscados moostros com qua-
tro palmse meio de largura, a 200rs. o
eovado ; zuarte furta-eOres, a 200 rs. o eo-
vado ; pecas de cambraia lisa com 8 varas
emeia, a 2,720 rs.; chitas de bonitos pa-
drOes, a 160 rs. o eovado; dilas muilo li-
nas, a 200, 220, 240, 260 a 280 rs. ; lengos
de seda para algiheira, a 1,000 e 1,280 rs.;
titos para grvala, 1,280 rs.; eoutrag mul-
las fazendas por prego commodo: na rua
do Crespo, loja da esquina que volta para
i cadeia.
Cassas prelasa 140 rs. o
eovado.
Vende-se cassas pretas de muito bom gos-
lo a 140 rs. o eovado: na rua do Crespo,
loja da esquina, que volta para a cadeia.
AGENCIA
la fundi^o Low-Moor,
ROA DA SKNZALtA-NOVA, N. 4
Neste estabelecimerto conti-
nua a haverum completo serti-
nento de moendas t meias mom-
ia-?, para engenbo ; macbmas de
vapor, e taclias de ferro batido e
coado, de talos os t.nianbos,
para dito.
$
bolieiro e empalhador, e que he de boa con-
ducta ; duas pardas com habilidades; 7 pre-
tas com algumas habilidades, de 14 a 25 an-
uos, proprias para todo o servico : na rua
Jo Collegio, n. 3.
Vendem-se chapeos de palha de Man-
Iha, muito finos para homem ; ranna da In-
dia verdadelra, propria para bengalas, que
de urna se pode fazer duas : ua rua Nova,
n. 2, loja airas da matriz.
Lencos c<>m lvarinto.
Vendem-se lengos de cambaia com lava-
nnto e bico, a 560 rs. e sem bico a 360
rs.: na rua do Queimado, n. ,19, loja.
# No'novo estabelecimento da rua do 9)
Rangel, r. 36, vendem-se os seguin- A
tesligumes, por diminuto preco, a #
? saber : a
O Farinha deS.-Calbarina, aaccaa gran-
9, Dita inferior para criaco. a 2,300 a>
Milhoem bom estado, saecas m>
grande, a a,400
Esteiras encorpadas para in- m
verno, a 400 e 480
Palha de carnauba, mlho a 400 m
Arroz pilado, a 1,600 S
Dito com casca, alqueire da m
medida velha a 3,360 +
Na rua do Trapiche, n. 8, O
eacriptorio de Henry Forster ^
& L'ompanbia, vendem-se
dons cava!los capados-, e ro8
muas, viudos de Buenos- Sj
A y res na barca americana q
Vende-se, na rua do l.ivramento, n. 14,
merino prelo de duas larguras, a 1,500 rs. o
eovado ; meias casimiras de bonito Rosto,
a2,.">00 is, o rrle; ditos de cassa-chita,
nuito finos, a2,200rs.; chiles deseda, a
5.0H0 is. ; panno fino prelo para casaca, a
3.000 f, 3,500 rs ; e muito lino, a 5,000 rs.;
chales de cassa com avsria, a 500 rs- ; ria-
cadinhos de linho para jaquelas, a 400 rs.
o rovado ; boascambraias para vestidos,
5,200 rs. o corle ; cambraia do seda, a 5,500
s. o corle ; e outras muitas fazendas bara-
tas, como sejam : madapolO a 2.600,
2,800, 3,200 e 4,000 rs. ; e muito fino, a
1,800 rs.
.\'a rua do Cabug, loja de quatro por-
tas, do Duarte, vendem-se trancinhas de
.ia, proprias para enfeites de roupas de me-
ninos, decores, a80rs.
~ Vendem-se 3 molequea do 15 a 18 an
aos; 4 escravos para todo o servico, sendo
O Mushingfim: as pestoas que O
os pretender, dirijatn-.se 2
:'^> mesma casa. n
O %
No Aterro-da-Boa-Visla, loja n.
18, vendem-se por diminuto
preco as seguintes fazendas :
rreias para meninas, a 40 rs. o par ; chitas
finas de assenlo escuro, a 100, 120, 140 e
160 rs. ; meios chales de lila escuros, a 320
rs. ; fusISo branco, a 320 rs. ; fazenda para
loalh, a 320 rs. ; lengos de cambraia e de
(.-sa. a 240 rs. ; ditos de garga, a 500 rs. ;
cambraas e cassa de cores, a 280 rs.; sarja
de ISa d duas larguras, a 640 rs.; alpaca
prela o mais lino possivel, a 800 rs. ; casi-
neta de urna s cor o de quadros e listras, a
600 rs. ; castores para caigas, a 200, 240 e
3-'Os. algodflo ine.-clado muilo forte para
escravos, a 180 rs. o rovado ; lengo i'e se-
da para pravala, a 500 rs. ; cortes do mais
lino e moderno fusISo, a 1.6C0 rs.; cortes
de cassa para vaslidos, a 2.000 rs. ; risca-
dos monslros, a 240 rs. ; hrins de linho,
hianeo c cor de palha, a 800 rs. a vara ; ma-
dapolflo riscado com 4 palmos de largura,
240 ra.; saigeltm com alguin mofo, a 120
rs.; e outras muitas fazendas por baratis-
simo prego.
fta loja de seis portas.
A producto de lea ia des
O administrador desta loja reconheren-
lo ter anda muilos alcaides, os quaes quer
linca-Ios por cdulas vende-os por bai.tn
prego, como sejam i cassa prela de bonito
:n iln'u's, a 120 rs. o eovado ; chales pretos
de rede, a 320 rs ; ditos de cassa branca, a
480 rs.; dilos pequeos do chita para me-
ninas, a 240 rs. ; alpaca decores, a 180 rs o
eovado ; dita prela, a 640 rs. ; merm, a
1,280 I.6C0 e 3,000 fino; riscado monslro,
a 240 rs.; o todas as mais fazendas em um
completo sorlimenlo, por pregos que con-
vidarn a gaslar-se dinhero.
Vende-se cevada barata : no
armazem de Joaqum da Silva Lo-
pes, na poita da alfandega.
Vende-se urna vacca boa de leite, e que
serve para agougue por estar gorda, e com
urna cria de um anno : na rua da Cruz, uo
Recife, n. 5, sobrado.
-- Vende-se urna taberua na travessa do
Queimado, n. 5, com poucos fundos, eque
he bem afreguezada: a tratar na mesma
taberna.
Agencia de Jdwin Sfaw.
Na rua de Apollo armazem n. 6,de M. Cal
mont&Companbia.acha-se constantemente
um grande sorlimenlo de ferragens iugleza
para engenhos de fabricar assucar, ben
como taixas de ferro coado e batidode dif-
terenles tamanhos e modelos, moendas
de dito,tanto para armar em madeira como
rodas de ferro para animaes e agoa, ma-
chinas de vaporde frga de4ravallo, alia
press3o, repartideiras, espumadeiras, etc.
de ferro estanhado.Na mesma ajnela acha-
se um sorlimenlo de pesos para balangas,
escovins paia navios. Ierro em barra, tanto
quadrado como redondo, salra para lerrei-
e urna porgilo de tinta verde em latas:
f
Ruado Crespo, n. 10.
Na loja da viuva Freitas Gui-
mares, vendem-se cobertores de
algodo, peio barato preco de 600
rs ; cortes de casemira patente,
a 4 i000 rs > picote azul de xa-
drez, a 100 rs. o eovado ; brim
pardo liso, a loo rs. o eovado;
cobertores de 13a, a i,5oo rs. ;
cortes de cassa-chita de muito bo-
nitos pedrcs, a a,?.oo rs j cortes
de meia casemira, a i,5oo rs. ; al-
d3o de listras, a 160 rs. o eovado ;
cassa franceza, a 160 rs. o eovado;
e outras muitas fazendas que se
venderao por baratsimos precos.
( hci-tiem ao barato.
Vendem-se lengos de pura seda, pelo di-
minuio prego de 1,280 rs.; luvasde pellica
prela e de ponto ingle/, a 1,280 rs ; finas
casemiras prelaa e de cOres, a 5,000 rs.; go-
linhas e pescociohos para senhora ; e ou-
tras muitas fazendas baratas: na rua do
Queimado, n. 9. Dilo-se as amostras com o
competente penhor.
Vendem-aecaixas com muito bom sor-
limenlo de sera em velas, farinha de trigo
em barricas e meias dilas, albos do Porto,
retroz de todas as cOrea, vinho em barra de
quinto e dequarlo, arcos para barricas, lio
porrele e pregos, tudo por prego commodo :
na rua do Vinario, armazem de Francisco
Alvesda Cimba, n. 11.
Vendem-se hons e bem seceos toros d->
lenha da Parahiba, bolando-se sonde os fre-
guezes quizer : na rua da Praia-de-S.-llita,
n. 43.
tudo por baralo prego.
l*ara camisas, a 80 rs.
o eovado
Vendem-se unos e largos riscados bran-
cos com lpicos de cores,-muito proprios
para camisas de homem, pelo baratissimo
prego de 2S0 rs. o eovado : na rua do Cres-
po, ii. II.
Vi ii lem-se del' lindos moleques de 8
t 16 annos ; 8 pretos de 20 a 25 "anuos, sen-
do um delles sapaleiro ; 3 pardos de 18 a 20
annos, sendo um delles perito cozinheiro,
Fugio, nodia 16 do correte, do so-
brado n. 10 do pateo de S.-Pedro, um mo-
leque de nome Domingos, de 9 a 10 annos ,
Cheo do corpo, um pouco feio, nariz chato;
levou caigas de riscado pardo : quemo le-
var ao dito sobrado, ser recompensado.
Fugio, no dia 22 de abril prximo psa-
sado, o prelo Bernardo, de 40 annos pouco
mais ou menos; levou camisa de cbila
azul, caigas brancas e jaqueta de ijscadn
a ma relio desbotado ; ja pinta do cabello ; ha
de altura regular ; lem ps pequeos e bem
lettos ; tem urna costura oe gomma em ci-
ma da garganta, duas so lado e outra no
meio do peilo ; fugio com um laboleiro de
fructas que andava vendendo, por sso nflo
levou chairo; lem sido visto paia as par-
les de llelm com o niesmo laboleiro com-
prando fructas e vendendo ; lambem be sa-
paleiro. hoga-se a lodas as autoiidades
policiaes, capules de campo e pesxoaa par-
licuares que o apprehendam e levem-ao
rua da Cadeia do llecife, n. 25, ou no largo
da Trempe, sobrado n. 1, que tem venda
por baixo, quo ser3o generosamente recom-
pensado* ; assim como se protesta usar
com todo o rigor da lei coutra quem oli-
var oecullu.
Fugi", no dia 98 do prximo passado,
o prelo Jos Macei, conhecido por esi.i
nome por ler vindo daquelle lugar j ha al-
guna annos; levou camisa de algo.'Bo bran-
co, e caigas Uo riscado americano; he de
estatura regular ; reprsenla ler 40 annos
pouco mais ou monos; cusa a perceber
quaudo falla, parecenilo lemorato ; tem as
candas das pernas signaes de feridas ; lie
segunda vez que se tem ausentado, n'.o
leudo sahido do Itecife, do qual agora mes-
mu se leve noticia 3 dias depois da falla, e
desde enlo n5o se pode onllier mais noti-
cia algum ; julga-se ler ausentado para e
mallo. Iloga-se as autoridades policiaes e
captSes de campo, que o apprehendam o
levem-no rua de Apollo, n 12.
Fugio, nodia 12 de margo, o prelo Be-
nedicto; choulu, que representa ter 24 an-
nos, de altura regular, sem barba, cara re-
donda, olhos carrancudos ; tem os ps um
lano torios e una das peritas: esle atora-
vo vejo do alarauhSo para aqui ser vendi-
do por conta do Sr. Dr. Francisco de Mello
Coutinho Vilhena: quem o pegar ou der no-
ticia na rua da Cadeia do Itecife, n. 51, pri.
meiro andar, ser gratificado.
Giulicacao.
Fugio, da Cidade de Macei, no passado
abril, a escrava de nome Colela, do dou-
lur Jos lavares Bastos, e gratihca-se a sua
apprehens&o nesta praga, rua do llanel,
n. 36, segundo andar : signaes seguinUs :
crioula, muga, disfargada, boa estatura,
corpo espigado, pellos escorridos, e com
visivel queimadura no rosto.
fam. : ha nr, os u. ds mu.1850
Y


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