Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06908


This item is only available as the following downloads:


Full Text
/nno XXVI.
Terpi-feira 14
PABTIDA DO OOJBBIO.
Goianna e Parahlba. segwidase sextas felras.
Rio-Grande-dn-fiorte, quintas toras ao meio-
Cabo'serinhaem, Rlo-Formoso, Porto-Calvo
e Macei, nol.\ a II. e 21 decadamez.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
Hoa-Viata c Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas reirs,
Ollnda, todos os das.

IPHHirBIDM.
/Miog. a 4, s 8 h. e 20 rn. da m.
.,,....... JNova a II, as 8b.e 40m.dat.
(Chela a 25, s llh.c 48ru.dat.
VnliMiB DE BOJI.
Primeira as (i horas e 54 minutos da tarde.
Segunda as 7 horas e 18 minutos da manha.
de Maio de 18*0.
N. 109.
raiqo* DA. lUBicsirijio.
Portremezes(dnima*>) 4/000
Porseismezes 8/O00
-Por un anno 15/000
IAS da ssmava.
13 Seg. S. Servado. Aud. do J. dos orf. c m. 1 v.
14 Tere. S. Gil. Aud. do chae, do J. da I. v. do
civ. e do dos feitos da fazenda.
15 Quflrt. S. Itidoro. Aud. do J. da 2. v. docivel.
l (Juint, S. Joao Ncpomuccno. Aud. do J. dos
o l'. edo ni. da 1. v.
17 Sext. S. Pascoal Uaylo. Aud. do J. da I. v. do
civ. edo dos feitos da lateada.
18 Sab. S. Venancio. Aud. da Chae, e do I, da 2.
do crime.
19 oiii. Pascoa do Espirito Santo.
CAMBIOS KM 13 DE MAIO.
1/000 rs. a 60 dias.
Sobre Londres. 27 a 27'A, d. por
. Pars, 3<6.
> Lisboa, 95 por cento.
Ouro.Oncas hespanhoes........
Hoedas de 6/400 velhas.
de 6/400 novas.
. de 4/000..........
Prata.Patacfies brasileiros.....
Pesos columnarios......
Ditos mexicanos.........
29/000
10600
16/200
9/100
1/(80
1/O
1/800
a 29/500
a 1G/800
a 16|400
a 9/200
a 2/000
a 1/980
a J820
I..--.-. *
PARTE OfFICIAL.
Com man do das anuas.
Ouarlil general na villa de Agoa-Preta, 10 de
abril de 1850.
OIUIKM D DA N. 32.
O marechal de campo graduado, comman-
dantedas armas.julga conseqtiente determi-
nar o sezuinte.
Que soja desligado do quinto halalhflo dn
fuzilairo, a que se acha addido, oSr. Ife-
res Temolefio Peres de Albuquerque ilara-
li.lo, do segundo da niesma arma, sendo
considerado at segunda ordem, em diligcn -
ca, no centro da provincia, e a este o Sr
es pililo do oitsvo batallifio de cacador-s
Jofio Teixeira Campos, que llover marchar
em perda de lempo conjuncta mente com as
pracas c!o mesrno balalhflo, queaetualmen-
to permanecen! na ciilaile do Recite, com
excepeflodos invalido*, dsentra no hoapi-
lal. mi presos, a reunlr-se ao respectivo ba-
talhflo.
Finalmente he desligado do suprscitado
segundo betalhfio de fuzileros, a que ej-la
addido o Sr. elferesda quarla clusse do exor-
dio Jorge llodriguea Sulreira.
Antonio Correa Sera.
dem, 12 de abril de 1850.
ORDEM DO DI A N. 23.
O tnarechal de campo graduado, comman-
dante das armas, Taz publico que o Erm.
Sr. consellieiro presidente ds provincia, na
data de 6 do corrento,mez, foi servido no-
mear para commamlante ds forra, em servi-
Co na comarca do Hrejo o Sr. coronel che-
fi" de legiAo Apolinario Florentino de Albu-
querquo Maranhfio, dispensando desse com-
inando o Sr. commandsnle superior do mu-
nicipio do Hiuiil i, Francisco Antonio de
arres e Silva, que por motivo do molestia
solicitou ser exonerado dessa comaiissflo.
O mesrno Exm. Sr. em igual data nomeou
os ciikiaes que devem servir as duas com-
panhias do conlingeote de cavallaria d
guarda nscionsl, que faz parle da mencio-
nad Wrca e sflo elles:
. Primeira Compinhia.
Capitflo, Francisco Vaz Cnvalcanti; tenen-
te, llaymundo Candido dos Pasaos ;alferes,
Jos Jeronymo .los Sanios.
Segunda Companhia.
Capilo, Pedro Cavalcanli de Albuquer-
que; lente, Paulo Cavalcanti de Albu-
querque; atieres, Manoel Rodrigues dos
Santos.
O msrechsl de campo graduado, Iranscrc-
ve finalmente na prsenle ordem do dia, pa-
ra o *m conveniente, a portara dasupraci-
lada data de seis, pela qual a presidencia
considerando o estado lisongeiro que apr-
senla a referida comarca do Brejo, no que
diz reapeilo a iranquilli lde publica, resol-
veu raduzir a frca quo para ella havia mar-
chado da villa do Bonilo 7 do inez de mar-
co prximo passado.
Portaria.-O presidente da provincia, at-
tendendo n que o estado lisongeiro, quanto
tranquillidade publica, em que se acha a
comarcado Brejo, pode dispensar paite da
frca, quo para all marclion, resolve:
Ocommaiidlnleda frca, que merchou
para o Brejo far regressir no da 20 do cor-
rente a guarda nacional de fra da comales
que alli se acha, e que fazia paite da dita
frca, para as suas respectivas comarcas,
exeeacflo de cem homens de cavallaria, que
continuara em servico, completa ndo-se este
numero com a guarda nacional dessa co-
marca.
A guarJa nacional que fr despedida,
percebei lodos os seus vencimnlos al
rrcolher-se as suas respectivas comarcas,
itiarcando-lbe para is*o o respectivo com-
matidante um prazo rasoavel, remetiendo
qunnlu antes a esla presidencia os respecti-
vos prets.
Palacio do governo do Pernambuco, 6
de abril de 1850 --Honorio Hertnto Carntiro
LeSo. Conforme. Ooflictal-maior. --Jos
Muir ir (indio Castelo-Branca
Antonio Correa Sera.
Outro do resmo, commonicsnrto que, m
rotisequencia do que representou o Exm
bispo diocesano, S. Exc. o Sr. presidente
da provincia resolveu mudar para as 5 horas
da tarde de 9 do corrente a trasladaco dss
imagens que s acham no arco do Senhor
Bom Jess das Portas para a igrejs da Ma-
dre do Dos"Inteirada.
Um requerimento de Alexandre Barboza
da Silva, arrematante do repeso das carnes
verdes que s consumirn na villa de Pao-.
d'Alho no anno de 1847 a 1848, pedindo S'
Ihe conceda um abate.- A' commissflo de
cotilas e orcamenlo das cmaras.
Oulro de Antonio Barboza da Silva Couti-
nho, arrematante do mesrno imposto no
anno de 1848 a 1849, pedind a mesma gra-
C.--A" commissflo de contas, o orcamenlo
do cmaras.
Oulro de Antonio Potelho Pinto de Mes-
quita, pedindo se Ihe conceda embarcar vo-
luntes no seu armazem da ra do Brtim.
A' commissflo do orcamenlo provincial.
Em seguida helidoeapprova lo o seguin-
le parecer :
A commiss.lo de peliQes, para dar n
seu parecer sobre o incluso reijuerimento
>lc Francisco Gonfalves dos Santos, nqual
pede o afora ment perpetuo de um terreno
ce'tencente ao patrimonio dos orphAos,
precisa que, pelos cansas competentes,
seja duvidn a respectiva administrar;,1!.
Sala das commissOes, 8 de maio do 1850.
Oliveira.Gitirnna.llatis e Silva.
He lido, julgado objecto de deliberacfio, e
mandado imprimir o seguinte parecer e
projeclo:
* A commissode legislac.lo, examinando
o requerimento de liara Theodora Vianna
deCarvallio, professora publica de primei-
raa leltras da freguezia de S.-Fiei-I'edrn-
Goncalves do Itecife, om que pede a esta
assembla se Ihe mande pagar desde a data
da le n. 169 a gratiftcacSo por mais do 12
annos de servico, que requereu ao governo,
e smente Ihe foi concedida de 4 de Janeiro
de 1819 por dianle, he de parecr, que a pel
HEz.NAfBUC
ASSEMBLA I'IIOVINCIAL
S.'SESSAO' ORDINARIA. EM 8 DE MAIO
li.. 1850.
l'liljlliINlU D0 SS. tiliMINGOS ALAQUIAS.
Slmmiiio. Apprvaco. da acta da stilio
anterior. Expediente. Parecer*. Pru-
jtetot.Approvacto do prstela n, 17 m
primeirm dttcvn^o. Adiamerlto, pela hora,
dude s. 16.
A's 11 horas da manlifla, felta a chamada,
acham-se preentes ao Sis. deputados, fal-
tando seni causa participada-os Srs. Ma-
chado Bies, bafao de Suassuna e Pedro
Cavlc8iili.
O ir. Presidente abre a sessflo.
O Sr. i." Secretario 16 a aita lia sess5o
anterior, que lie approvada.
Sr. 1.' Sicretario menciona o feguiite
EXPEDIENTE.
Um oflicio do secretario intmno da pro-
vincia, psrlicicipando que se transmillio
tlietouraria da fnzenda provincial a relaciVi
dos n.embros da asseuibla a que se refer
o oflicio de 7 do corrale.Inteirada.
Cionaria lem direilo a gr*.ificac9o que ped
acmiiar da data da citada lei do 18deno-
vembro do 1846 ; visto que, nevando en'r.i-
do no exe-cicio da caleira em outubro dr
1828, aotempo da promulgac.lo da le j
contava maisde 12 annos de servico, alm
de que tinlia grande numero de disri. ulns
Para mais corroborar o direilo, que as-
siste peticionaria,acommi.-sno observa que
igual gralifieacSo tem sido concedida a pro-
fessorasem idnticas circumstancias : vis-
ta do que a commissflo ollereca ap: rova-
(3o desta assembla a $egunte resoliigSo
A assembla l'gislativa provincial de
Pernamtiuco, resolve :
Artigo 1.- A professora publica de pri-
meiras leltras da fregiiezis de S.-Frei-Pe-
dio-lioncalves, Mara Tlieoi'ora Viantia de
Carvalho, lem direilo gratilicacfio conce-
dida pelalein. 169 de 18 de m.vcmluo de
1846, desde a data da mesma le.
n Art. 2. Ficum revogadas todaa as ds-
posices em contrario.
Paco da assombla legislativa provin-
cial de Pernambuco, 8 de maio de 1850.
Luit Paulino Caralcnnli Vellez de Guevara -
Italis e Silva. Souza Keis.
He lido, e adiido por pedir a palavra o
Sr. Jos Pedro, oseguinie paiecer:
Foi Frsente s commissOes reunidas de
curr.mercio e agricultura, e de representa-
res e negocios de cmaras municipaes urna
repn-sentsQflo da desta cidade, em que ella
pede a esta assembla a habilite a poder
construir um matadouro publico nesla ca-
pital, consignando-lhe por emprestimo os
fundos necissiros para xecucSo de obra
tailo mais til, quanto be urgculemeuti'
reclamada pelas regias da hygione publica.
Enlendendo as comtiiitses qun as de ir
carpento provincial e municipal sSo as mais
propriss para emitlirerri juijo seguro acer-
ca de semelhante pretendo; porqup, m
hecedoras das frfas pecuniarias da provin-
cia u das miiiicip. lidail.s, fcilmente po-
dero decidir se lie conveniente dar men-
cionada cmara o auxilio solicitado, ese
elle, en. vez desggravar ssua silntcfo linan
ceira, ao coolisrio a melhorar, accorda-
ra ni em devolver a mesa a referida represen-
la^So,para que seja submellida aoconheci-
mento das citadas commi.'ses de orcamenlo
provincial e municipal.
Sala das commissOes, 8 de maio de 1850
-Cierne de S Perira.--Cavalcanti de Albu-
querque.llarrt Strreto.Plorianno Correa
de Brtto.
l.ogo depois vai A mesa o seguinte reque-
rimento
Hequeiro a urgencia para a discussfto
do parecer adiado S. R.A. de Oliveira.
A ponido enlra em discuss3o.
Depois de breve debate, em que tomaraai
parte os Sis. Jos Pedro, Corroa do Brito,
Manoel Cavalcanli e A. de Oliveira; he o
requerimenlo subnutildo a votaclnr, e re-
jeitado; (cando subsislindo o adiamenlo
a p.rcer.
ORDEM DO DIA.
ContinuacBo da fr'meira disctisso do
projeclo t. 17, autorismdo o governo a
contratar com um ou mais particularesn
c.'iiMruccno de um mstaiiouro publico.
O Sr. PnttitUtUe :Tem a pslavra o Sr.
Barros Brrelo.
O Sr. llarrot Barrrto:~&r. presidente, casi,
t iiHoi/vido,secundo me parece, quanto bas-
t para poder omilt'r um Juizo esciar.-cido
sobre o piojeclo.queae arha em Mfcussao ;
fu, porm, sem ter a pie.-unrpcso de po
ter ii i 11 da maij eselare o -le, nflo p>sso ilei-
x-r de faer algumas ronsid>racO>a s lm
proiosicOes emillidasna s.ssilo de lioiiteo
I por tlous honrados uiembros da casa. An-
tes, rorm, Sr. presidente, de passar ao ob-
jecto, que me forcou a pedir a palavra, eu
peco permissSo a V. Exc. e casa para ma-
nifestar com tola a franqueza qual o pensa-
mento, que me moveu a pe.lir o adlamentn
do projeclo em discussilo, o qual, aprovei-
tando-me da occasiSo, pe?o a V. F.xc. me
consinta retirar. Eo, Sr. presidente, fui
movido a apreaenlsr o requerimento pedin-
do adiamento do projeclo, porque entend
que, tendo a casa om urna das sosses pas-
sedas, determinado que fossem ouvjdas ss
commissOes reunidas decommercio artes,
e de n-gocos de camsras. a respeilo desta
materia, ella mostrava desejos de ouvir a
opiniSo dessss comminsOes sobre quanto se
contem no projeclo. Foi este o motivoqup
me moven a pedir que o projeclo fosso s
rom nissiVs: nilohonve. pnrtanlo, da m-
nba parte o desejo de suffocar 0 projecto as
oaslas das commissOes, como algunshon-
rados membros suppozeram...
O Sr. Jote Pedro:Menos eu.
O Sr. Barro* Barreta :-Senhores.eu son o
primeiro a raconhecerem mim gnnd; falta
de habilitacOes para fazer baqnear un pro-
jeclo,para impugnar mesmo qualquer ideia,
mas sobra me coragem para emtttiromeu
voto,tiara oppr-mea qualquer prnjeclo.que
nSo selisfizer as necessidades publicas. Per-
ianto o hnralo membro, autor do projec
lo, que, vista do meu requerimento de
adiamenlo, pedio para retirar o mesno pro-
jecto, permilta-me dizer-lho que foi-leva-
do porumexcesso de amor prnprio ; nflo
>iuiz que o seu filho fosse nnm de leve tca-
lo por nulos alheias, quandn uonhum mo-
tivo tinha para suppo-lo. (faalguns apar-
te*. )
Dada esta cxplicacao, eu passarei ao ob-
jecio, que me moveu i pedir a palavra.
Similores, ouvi na casa dous honrados
iii-mliro>- dizerem que nflo he preciso vo-
tar-se grandes quantia< para obras publi-
cas, porque mo era possivel que ana I
quantias fossem gastas. 0< honrados mem-
tiros merecem um brevtl d'iiitanfion para se-
r.)m os primeiros'que isto dizem nesta casa.
Ora, um dos honrados membros.trouxe para
exemrlooqiie se passnu durante algumas
administracOes trarssetas que procura' am
lar o maior impulso s obras publicas ; mas
a creio que este honrado membro nflo foi
muito exacto, ou pelo menos nflo e.stavs
bem informado do que se passou na provin-
cia. Primeramente compre observar que,
se houveram sobras naqoelle lempo era
porque o dinhelro votado nflo existia, as
verbas eram ficticias, logo nflo se podiam
fazer essas obras necessarias ; nSo era pos-
si.vel esgolar-se as verbas das obras publi-
cas.
O Sr. oi Pedro : Apoiado, eram fic-
ticias.
O Sr. Barro* Brrelo : Alm disto, se-
nhores, bouve uma|disposii;lo na lei do orca-
menlo deum dos annos passados, pela qual
brava o presidente da provincia autorlsado
B pagar al a melade dos valores das obras
sos arrematantes, tirando a outra meladi
considerada como divida publica ; e consta-
meque algumas obras foram arrematadas,
e que os arrematantes nflo foram satisfeitos
de toda a sus importancia, que parte dol
licou sendo divila' publica ; donde resulta
que nflo s se gastava o que a lei do orca-
menlo marcv, como muito tnais.
Um nobredeputadodisse que2C0 contos
de ris, eram muilo sofficientes para as
obras da provincia, poique nao hava em
Pernambuco bracos livres para se emprega-
rem nellas, e que portanto, develo empres-
tar para as obras mnnicipaes o excedente
desla somma; mas. pergunto, sonde va1
nifloa cmara buscar bracos? S se tem
alguma varinha de cndilo...
O Sr. Vello llego : Nflo se disse isto,
O Sr. Barres Brrelo:Disse-se que s em-
preslasso a cmara para ella fazer taes e tes
obras. Ora, se asvbraa nflo pdem ser fei-
las pelo cofre provincial por falla de bra-
cos, esl claro que a ram*ra tem a virtude
do fazer apparecer (rabalhadores, aceenan-
lo talvez com alguma varinha de cndilo,..
OSr, Mello Bego : Est desfigurando os
argumentos.
O Sr. Barro* Barrito : A casa he lesto-
munliu de como o nobre deputado o disse
Urna das rasOes porque se nflr, gastav>
tambm a somma vetada, era porque se vo-
tavam, ou designsvam-se muilas obras ao
mesmo lempo, mandavam-se fazer ra.lri.i,
to Brejo, abrir rios, fazer calcadas, etc.
e isto em differentes lugares; e, para se
conseguir a conslrucciio dessas obras nflo
havia engenheiros sulficienles; porm, se
i applicasM'in as sommas votadas para as
Mas de communicaefio, que em todos os
paites da Europa sflo consideradas como a.>
M-trniis, que i'ilo vi las aos corpos sociaes.
asiar-se-hia;:: todas, porque reste ramo d<
s 11 iro publico lis temos tildo por faver,
nada esta feito ; e, sendo assim, como be
que 250 contos se julga urna quantia muil.
ex. essiva ? Senhores, queris estradas fei
tas? llandai faz-Us por meio dearremata-
i,'flo, que ellas se farflo em pouco tempo;
b'rain-sr assim, e nflo se d dinheiro de
empreslimo ; porque, no meu entender, he
isto o que se nSo pode fazer. E de mais,
seHhniKa, urna simples consideraeflo lo
bastante para provar que nos nflo podemos
nzeremprestirros : os dinbeiros psiblieos,
ou arreca.lados na provincia, sflo dinbeiros
perlencerrtes, ou resultantes das imposicOes
que rxlstem ; ob ellas sflo absolutamente
iieeeasaras para satisfazer as necessidade.'
publicas, ou excedem, se sio as necessarias,
nflo podemos emprestar ; se excedem, r
i'onlribuicflo pesa sobre os conlribuinles de
ora, sen jo assim, esta simples rasflo he bas-
tante para ge conhecer que nSo he possivel
fazeremprestimos, nem i cmara, nem a
qualquer particular. A cmara municipal
pede um emprestimo pira fazer um mata-
douro ; porm eu, nflo votando por elle ,
cnmtudo enteodo que cmara nSo esta
inhibida de contratar com algum ou alguns
particulares a factura, e coiistrucclodo ma-
ladourn. Ella j est aulorisada para fazer
esta obra ; mas hoje nos polo autorissefio
jara roniraliir um emprestimo, para o levar
i eiTeilo por si Com isto ella revela a im-
nossiblidade em que se t'm achdo de o
fazer. Pois bem, nflo duvidarei autorisi-la
de novo para contratar a obra com particu-
lares, volando pelo projecto que so dis-
culo.
E, senhores, parece-me rasoavel que, se
a cmara est na impossibilidadn, por falla
de meios, de fazer esta o cintras obras de
necessidade palpitante, de que est incum-
bida, o mcllior partido, quo temos a tomar,
he reennhecermos estas obras como pro-
vinciaes, o faze-las por conta da provin-
cia.....
Um Sr. Dtpulado :-EntSo j ha dinheiro ?
OSr. Barro* Brrelo: Nunca disse que
o nflo havia, s disse que, qualquer uu
fossea somma decretad para obraa publi
cas, poda si r consum la cun proveito i
utilidad.' publica.
Sr. presidente; os honrados membros pa-
recem-me soffregos em gastar estes 400 con-
tos que estilo na thesour.'i'ia...
O Sr. Mello Hcqo : 300 nflo silo nossos
O Sr. Barros Brrelo : Ha por isso mes-
mo que diz agora o honrado membro, que
eu os julgo como que sofregos por gaslarem
*ssa quantia ; parecem-me esses filbos pr-
digos que querem esbanjar denlroem pon-
eos das o fructo das eermomas e privaces
de spus pas en minios annos. (Bisada*.)
Senhores, nflo lenhamos esses desejos
nos podemos gastar em obras publicas, 500
600 coritos c mesmo muilo maior quantia.
O Sr. A. P. 4 Oliveira :~Tildo em um
anno?...
O Sr. Barros Brrelo:Sim, senhores ;
porque he preciso que se eslabelecs, urna
vez por todas, que nlo sflo s .tiente as obras
feilas por administraeflo que sflo bem feitas ;
nflo, senhores : a experiencia tem mostrado
que ess.is obras sflo sempre mais morosas e
a muilas vezes mais caras, e por isso nflo
vejo impossib lidade em quesejam feilas poi
arremataeflo com assistencia do engenheiro
nomeado pi.logovorn1).
Sr. presidente, cocluindo, cu peco a V.
Exc. liomca para relirar o meu requerimen-
to, porque um onlro existe sobre a mesa;
o esse meu pedido me parece lano mais ra-
soavel quanto eu vol pelo nroj'Cto em pri-
meira discussflo, protestando oppr-me, na
segunda, a algumas de suas disposic^s.
Consultada a casa, consente na retirada
do roauerim^nlo doSr. deputado.
O Sr. Correa de Brito: Sr. presidente, a-
doptnem primeira discussao o projecto de que
agora se trata, e adopto-o porque cntendo que
a idela cardral, que nelle se acha Incarnada, he
de tanta ulilidade, que nao piide deixar de ser
approvada. Fallo ilessc maladouro que o pro-
jecto muida cointriiir na capital deite Pe llalli-
buco, e cuja necessidade j de muito demons-
trada, e geralmente reconhecida, anda inais
palpitante se tornou depois que a medicina de-
cidi, c, a meu ver, com sobrado acert e. cri-
terio, que a falta de semelbante edificio muito
coucorreu para que a febre ainarclla se osten-
tase entre Q] llu forte e raivosa, quanto o foi
din ante os uiezes de feveiclro e mar(odo auno
que vai correndo.
Manifestando assim o meu voto, eu, como o
nubre deputado que me precedeu, pedirei II-
cenca a V. Exc. e casa para entrar na aprecia
vo de varias proposicoes que houleiii foram
aqu enunciadas.
Sr. presdeme, o nobre membro que se assen-
ta na |o. He lado, c que por felicidadc minha
esl agora mlnha dirrita (o Sr. Helio llego]
disse bontein, como j se observou, que era
impossivel absorver em jibrai publicas as so-
bras das despezai provlnciaes, porque nos ha-
viam de fallar bracos para levar efleito essas
bras.
Senhores, se o espirito de desorden!, se as
ulnas de .iii.ir. I.i.i. ae o desejo de cortar pela
raz as insliluices juradas, tiveram forca bas-
tante para traicr as pin lis desta capital inai,
de dous mil homens, o trabalho bem regulado,
um Salario equivalente a esse traballio, nao o>
Irar Uinbeui, e anda rom mais lacilidade?
Creio que sim.
OSr. Meti Btgo : Daquell* ves matou-se o
industriae a agricultura.
OSr. Corre de linio: Se a industria e a
agricultura proporclonasseiu a esses homens
o ni trabalho assiduo e aturado, de que Ibes pro-
viessem meio para acudir as primeira neces-
sidades da vida, elle nao as abandonariam
para se Incorporarrin aos revoltosos, e emita
. ompaiibia viren, baters portas delta cidade,
sabendo que ellas se Ihcs nao abririain facil-
m.-me, e que eriam recebidoa as ponas das
bayonetas,quaudo nao folie possivel afuyenta
los com o mosquete e o canbao.
enhorca, eu, como o nobre deputado que
liontem orou em pebulllmo lugar, la Sr. Fran-
ciseo loiio) creio que a miseria ou a necessidade
extrema he a primeira, he a principal chapai
da nossa sociedade....
O Sr. Mello Bego: E ha miseria no nosso
paii?
O Sr. Correa de Brilo: Se nao ha miseria
ha pobreta que muito se Iheapproxima : creio
que, feliiuifote para ui, ningueui ha nesta
provincia em situaco lio desgrafada, que se
possa snppr a bracos com a miseria propia-
mente dita, e com todo* os horrores que delta
scm ser couaequencla ; las acredito, e abi
est a experiencia para Oemonstra-lo, que una
.,Linde parte de nosso concidudo vivem em
pobreza lo extrema que muito lovlzinliades-
se outro cancro que corie multas das imces
europea.
Mal, como iadizendo, quanto a mim, a mi-
seria ou eua pobreza extrema sdb cujo peso
ad rrMrr,MTRAnO
um modo mais forte do que doreria pesar : I verga a mxima parte de nossos coinedadaos.
be a primeira chaga que temos a curar, porque
lie a mina que mais fcil e proveitosnmente
pode ser explorada pelos agitadores pblicos,
como j o tem sido, e romo ainda o hajde ser,
se p. i. v. nuil a ti veanos a incuria de nao obs-
truida de modo que ellees jamis Ihe achem a
abertura. E essacura, tonecessarla, nos nao
a poderemos conseguir, se nao proporcionando
muito trabalho quelles que carecein delle, ae-
no promovendo ein grande escala osmelbora-
meiiins maleriacs da provincia.
O Sr. Floripe*: a falla de illuslracao ?
O S'. Correa de Brito: A falla de illustra-
cao tambem he um dos males a que nos rom-
p- ... .inri mas n.1.1 li.'iiui mal de conse-
quenclas tii.i graves, eque exija remedio tiio
prompto e rpido, como est'oulro de que te-
nho fallado: por mais illuslrado que seja um
povo, elle se desbiidar, e em seu phrenesi f.i-
vouear os desvarios de qualquer cabecilha ou-
sado, se liver o estomago valle, ae viver em lu-
la continua com a lome e com as deniai pri-
vajes que Ihe servrm de cortejo. Bem illu>-
ira.la he a ti me i, nobre e cstimavel collega,
i .mri o atiesta a historia, e como o demonstra,
essa grande porco de obras de llttcratura e
sciencla, que quasl qiiotidianamenlc ella der-
rama no mundo civilissdo ; mas, isto nao obs-
tante, a tranca vive ein continua desordem,
vive coi rebolledo diario ; e agora mesmo, sor-
prendeiido a todos quantos pela experiencia
du passado lecm aprendido a lr no futuro,
mal correspoiidendo expectativa da gente
sensata, c levando o susto e o estreairciinento
as mais acreditadas pracas commerciaes, sua
capital, o rico e o Importante Pars, onde deve
de estar a II,ir das illustracdes francezas, acaba
de enllocar US i epi eseni.iean nacional tres dos
iiais pronunciados c phreneticos socialistas,
desses polticos de nova especie, que em minha
humilde opinio, forinam a retaguarda dos fac-
ciosos que, sob o titulo de vermelhoi ou monta-
nketei, tantos males lio feito patria de San-
l.ut/... Pnanlo, repito, a illustracioque re-
.niti'i-'i como mu dos meios a eilipregar na
moralisaco dos povos, nao he o mais podero-
so, nao be o principal, U povo, a quem se mi-
nistrar trabalbo diario, e frgulado de modo
que Ihe pro.luza o necessario para occorrer a
suas necessidades, vivir saiisfeito; nao se em-
in.ir.inli.il.i em desorden, nao ser fcilmente
inevido diqul para alli, c dalli para acola por
esses Catilinas que de quando ein aguando sur-
geni nos paizes mais civilisados, mas que vnl-
vem ao nada de que sahein, sempre que nao
..liiiii instrumentos que se presleni a seus ca-
prichos, e que os habiliten.) lornir-sc temi-
veis. E tamo he isto assim, que os pensadores,
que quelles que querem melliorar a socieda-
ile.sem revolv-la, sem transtorna-la, sem ni-
quila-la, pregam coastantemeute que to dif-
licil quanto honrosa tarefi deve de romr.-.u-
i el.i regnl.ii is ii.io d i Irabilbo.
E nflo arreceeis, senhores, que se indivi-
duos houve que, impclii los pola necessida-
le, e deslumhrados porpromessas seducto-
ras de um futuro prospero, ou ao menos
mais coinato lo, tomaram armas mortfe-
ras, eetn quali laJe de inimigos inva.dram
a nossa capital, nflo baja minios que, forct-
los'pelo mesmo motivo, mas convidados a
trabalho regular o lucrativo, a demanden
a pressa. Nflo, que fra isso urna injuria
aos nossos conci ladfios, contra a qual mais
da um laclo prolc.-l un altamente.
Ainda nflo ha muilo, quan lo admnistra-
va esta provincia o Sr. Francisco do liego
II o ros, nos vimos o afn com que, pela vez
primeira homens livres so apressavam a tra-
balliu- lias ulnas publicas...
O Sr, llarao de Suassuna : Pela primeira
vez, nflo.
OSr. Correa de Brito : Aceito o aparte
do nubre deputado,e al Ih'o agradeco como
um argumento de mais a meu favor; pois
que pruva que, sempre qi:j se proporciona
trabalno a liosa i populagao, ella o nflo des-
preza.
Agora mesmo, senhoies, as obras publi-
cas quecstflo ein andamento sflo feitas com
bracos livres ; e os nossos arsenaes, e a nos-
si alfandega, aexemplo do que se pratica
na coi 11 do impe o, tem como serventes
ou operarios a homens livres que, a nflo
se acharem ah oceupados, eslariam por-
ventura esmolando o pilo da candade, ou
nessaMimentavel siluacflo que, cama disse
em principio^ lano se approxima da mi-
seria.
E, senhores, he cedendo s. consideracOes
que ahi deixo feilas, que eu.com o nobre de-
notado que me precedeu, entendoque, antes
de ludo, devemos cuidar de obras publicas,
como o meio mais adaptado para moralisar
o povo, preferindo entre todas ellas as es-
tradas que, aopasso qrte facilllama coin-
municaeflo entre as diversas localidades,
concorrerflo para o augmento da renda da
provincia, e por conseguidle para o resta-
helecimento do nosso crdito financeiro,
ou para a consolidacflo daquelle de que ja
vamos gozando ; be por isso que eu, com o
referido nobre deputado, eslou persuadido
deque, por mais avultados que sejam os
fundos que votamos para obras publicas,
"lies nunca ser o de mais.....
/m Sr. Deputado : E a nossa obrigaeflo
he cssi mesma.
OSr. Correa de Brito : Sim, porque he
nossa obrigaeflo promover os meltinrameii-
los materiaes da provincia, dando preferen-
cia quelles que, como os de que tenho tra-
tado, Uem a grande vanlagem de concn or
para a moralisacflo do povo.
Sr. presidente sou o primeiro a reconhe-
cer que a discuseflo corre um pouen irregu-
1 rmenle, e eu vou me apartando do ponto
em que olla devia ser tratada ; mas outros
que nao eu Ihe deram essa direccflo, e for-
zoso me ho acompanha-la. Peco, pois, a
V. Exc. leilia a bou la Je de permit r-me
que continu.
O nobre deputado quo hontem orou em
penltimo lugar apresentou-nos um qua-
dro, contristaJor sim, mas verdadero, e
que muito mo compungi: ello figurou o
pobro artistr enterrado at os olhos em um
lamacal, contemplando a feliz situaeflo do
rico, que.em gordo e vigoroso cavallu, aira-


m
'*>
i
v.ssava fcilmente, e a poucos passos do si, a
mesma estrada om que se elTe achsva como
que collado; dgjftirou argumento para
provarqnanto illulWn o povo quedes que
n que em fazer persuadir de que todos os
h mienssflo guacs.
Scnhores, eu tcompanho ao nobre depu-
tado tiesto pensnment : menlem escanda-
losamente oo povo, illudem-no miseravel-
menl. com demasiada malicia husam de
sua boa fe, ecoainieltem mesmo um crime
de lesa naturez, aquelles qoe o querem
conveic.:rdavcrdade desse principio falso
o sem Dase, pelo qual o querem levar a crer
nessa igualdade absoluta, e quasi que ma-
leriri. Gases apostlos do propoganda tSo
f mentda quant, perigosa, empregariam
mellior o seu lempo se s rallassetn ao po-
vo da igualdade que, peranle a lei, Ihe he
garantida rea nossa constituic.flo...
O Sr. IHantel Cavalcanli: Ainda assini
uiio he absoluta...'
O Sr. Correa de Brilo --Deve-se dizer ao
homem do povo, deve-se pregara cada um
de nos que tambern fazemos parte do po-
vo : e Toda vez que estiverdes no caso ttt
ser protegidoe garantido pela lei, as auto-
ridades encarregadas de excrcitarem-na.hflo
de dar-vos essa proteceflo essa garantia,
qualquer que seja o individuo cora quem
concurris, rico ou pobre poderoso ou
fraco. *
lie esta a verdade de que cada um de nos,
oda um dos homens do povo devede estar
Senhores, o matadouro he urna obra mu-
nicipal segundo a sua naturrza; dev6 de
r>vor parte do patrimonio da cmara desta
c dade ; se nflo eatou engaado he a essa
corporaefo que, cabe inspecciona-lo, e d-
rigi-lo de modo que elle se preste perfeita-
mente ao mister, para que he destinado;
mas, iglo nfloobstante, equando ainda vi-
gora o art. 21 das disposiges geraes da Je:
provincial n. 141 de 9 dejunho de 1845,
pus que est citado em todas as leis muni-
cipaes queao depois se elaboraram, artigo
que autorisa a mencionada cmara a con-
tratar com particulares a conslrucc,3o de se-
melhante edificio caso nflo possa faze-lo
por si mesmo, o nobre deputado autor do
projecto bem longe de respeitar essa dis-
pnsigflo legislativa, e de conservar i muni-
i-ipalidade a autorisagflo que 'Ihe ella confe
'ia, Iratou de revogi-la, e de incumbir o
conlrato aogoverno da provincia !..
R porque proceden assim o nobre depu-
tado? Ser porque, durante o prazo de 5 an-
nos, a cmara se nfloprevaleceu de seme-
ntante disposiefio ?...
Este Tacto, senhores, nada prova contra a
cmara municipal do Itecife: elle he urna
consaquencia necessaria da siluacfio lasti-
mavel em que esliveinos pela mor parte
lessa poca desgranada, que felizmente ahi
fica a quem de nos, e que permita Dos j
mais se reproiluza oeste malfadado Pemam-
i uno; poca durante a qual o espirito de
vandalismo surgi entre n; com lano fu-
compenetrado ; no esta a" dontrina que de-|ro-, que, estragando e arruinando ludo, sem
e de ser pregada quotidianumenle: a con-[exceptuar mesaio as individualidades, le-
traria, alm de absurda e petigosa, he re-1 vou o desanimo c a desconfianza aos cora-
pellida por aquelles mesmos que a propa-lcrs dos membros da sociedade pernambu-
gam. Examinai alienta e cuidadosamente [cana, ao poni de fazer com que se ames-
ocouiporlamento do cada um dos apostlos [quinhassem as nossas relages commer-
dissa propaganda, e veris que elle, aojeiaes, os capitaesse fossem poncoa pouco
passo que se dizem iguaes aos que na escala
social oceupam posigflo mais elevada que a
sua, nflo consentem que se Ibes equiparen)
aquellos, cujoemprego, ou cujo tralamen-
to he inferior ao seu.
E, senhores,, ludo isso he tilo natural,
que se ila a cada da, a cada hora, e mesmo
entre as classes mais intimas do mundo.
Ide, por exemplo, s senzallas de qual-
qiier eiigclio, prescrutai oque ahi so pas-
sa entre os escravos que as povoam, e fica-
reis convencidos de que aquelles desses on-
tes qu.i lia mais lempo servem a seus senhns
res, que Ibes tcem dado mais cvidenle-
% provas de zeloedeJicagflo, querem ser su-
periores aosoutros, e exigem delleg, nflo
srespeilo, senflo tambem urna especie de
obediencia.
Sr. presidente, romo es'a, urna outra
oueslflo, inleiratrenle alheia ao projeelo
que se discute, fui hontem aventada na
casa, e eu, constante com a benignidad)-
deV. Exc vou tomar parle nella. Rei-
ro-me a esse emprestimo que de nos solici-
ta a cmara municipal desta cidade pera
habilitarse a fazer por si mesma o mala-
douro publico,- que deva de ser incorpora-
do ao seu lalrimonio.
Com amaioria da assembla, Sr. presi-
dente, -u me nflo pronunciara desde j por
sementante emprestimo; nflo pelas ases
qoe honlcm e hoja fram aqui apresenla-
das, maspotquenflosei.se, satisreilas as
neeessidades piovinciaes que ahi pululam,
anida lies sobrarflo fundos para prestar i
municipalidade para constitu la em cir-
cunstancias de, por seu turno, promover
o ii clliorament material da provincia, e
)est'rie coadjuvar-nos na grande misado
que estamos crnpi nhados, e da qual tenho
le quedaremos conta.
Sim, senhores, ho por esto nico motivo
que cu desdej me nflo pronuncio reloem-
prestimo, e nli porque seja elle destinado
a salislacflo de urna necessidade puramente
local, para a qual nflo devamos concorret
com o producto He impostos que pesam so-
bro a provincia inteira, sobre a totalidade
dos Pernambucanos contrihuintes. E, de-
leito, essa rasflosaproveitaria, setratasse
de una obra que smenle viesse ser mu
ao n.uncipio do llcc fe ; mas quando essa
obra be um maladuuro publico; quando
est reconheci lo e provado que o local, em
que orase procede malanga do gado, h
um fi.co perenne de tifecgflo; quando se
nflo \ ode contestar que os ptridos e com -
. sivos miasmas que dabi se desprendem, nflo
licam na capital, mas levados pelo aram-
biente, se dertamam por toda a provincia
quando em soecorro desta proposieflo, poi
si mesma evidente, vem um faci queab
se esta pausando sob as nossas vistas ; isli
he, quando a febreamarella, cuja inlen-
snlade nao pode deixar de ser em grandt
parte sllrihuida a esse deposito de podri-
does e immundices que mais cima me
reportei, a propotgflo que se desvia desta
cidade, vaifazendo sentir seus terriveisef-
fcilos em todas as comarcas centraes, tuja
villas e provages visita urna a urna ; quan-
do ludo istosed, digo, a tal'rasau de lo-
cslidade be creamente sopbislica, e nadt
ptoveita parase argumentar contra o em-
prestin o, que talvez tenba fa seu favor mo-
tivos mais ponderosos c plausiveis do que
aquelles que aconselharam o que recebemos
dos ce f es geraes, e em cujo goso ainda es-
tamos.
O que me leva a deixar de hypolheca
desde ja o meu voto por tal emprestimo he,
alm u'iMit'as cnnsiderages, o fado de es-
tar a provincia empenhada pira com a fa-
zenda geral, e bem assim a conviccSo em
que eslou de que quem deve nSoestem
circumslancias de fazer emprestimo. Se,
porem, mo irovarem que, paga a divida",
que pesa sobre os cofres provinciaes, < a-
iisfeilas as salientes e palpitantes neeessi-
dades a quo elles estilo obrigados, ficare-
mos em circumslancias de poder dispr de
algum dmheiro em favor da munioipalida-
de, sere o primeiro a pugar para que o
nonl.amos a disposisSo dessa eorporacffo.
Entretanto a prova que exijo me parece dif-
licil, senflo impossivcl de dar-se reve-
rnos 300 tontos de ris, e alm disso ahi es-
tilo em andamento obias agigantadas, coja
conclusuo demanda o despendi de algumas
centenas de cotilos ; ah esl a estrada do
uorle, ha muito reclamada, a qual nerr.
anda foi encelada, e cujos trabalboa pre-
paratorios nflo custaram pouco : abi est
linalmente, o theatro publico, para cujo aca-
bamenlo anda temos que votar unta quota
t-para cujo entreleniniento nflo poderemos
negar um subsidio.
Sr. presidente, eu terminara aqui se, en-
tre os defeitos que noto no projecto, nflo
i-nsergasse um que considero como capital,
esobre oqua-l tntendo dever dizer Igu-
ala cousa, nifsino ui-sta occasiiiu.
retirando da circularlo, c a odifleaefio pfra-
lisasse de sbito, segundo oalleslam varias
obras que ahi estilo principiadas, e que, an-
tes de concluidas, como que j se acham em
ruinas 1...
E esse espirito de vandalismo, de cujos
trrivcis effeitos ainda agora nos resenti-
mos, devastava tambem nessa poca o ve-
llio Portugal, entilo, como nos, sb o domi-
nio das ideias desorganisadorasque quasi
sempre o procedem ; do velho Portugal, cu-
ja sorte ina estamos comlcmnados a seguir;
como se elle ainda fOra nossa metropole ;
porque, senhores, por unta coincidencia fa-
tal, e quo em mais de una occasiflo me tem
sorprendido, os successos polticos daquelle
reino quasi sempre se reproduzem entre
nos, e s vezes com espantosa rapidez.
Sr. presidente, pedindo a V. Exc. e casa
me deseulpem esta digressflo, qual me ar-
rastrou o calor da discussflo, eu vou por ter-
mo s nimbas considerarles, declarando
que, apezardo deTeito que acabo de notar
no projecto, e da outros muitcs que Ihe cn-
xe.rgo, npp/ova-lo-liei em primeira discus
silo, porque me reservo o direito de corrigi-
los, ou de concorrer com o meu voto para
que se elles corrijam, quando livermos de
aprecia-lo em segunda.
O Sr. Manuel CataleanH:Sr. presidente
eu continuo a volar contra os adiamentos
proposlos, e o parecer que se leu boje na
casa, e que ficou adiado, deve pezar muilo
no animo dos Srs. depulalos, quo eslflo dis-
poslos a votar pelo adiamei-to ; deve con-
venc-l sde que com elle nada so consegui-
r! As cooimissfles, a cojo conhecimenlo se
nucria hontem que o projecto fosse submet-
lido, acabam de devolver mesa a reprosen-
taQflo da cmara, declarando-se incompe-
tentes para emittirem seu juizo a respeilo, e
opiriaudo para que ella v as commisses de
ornamento,provincial e inniclpal. Assim, de
delonga em delonga, nada Taremos; porque
he bem possivel que estas oulrascommissOes
tambem se dcclarem incompetentes, tam-
bem tlevolvam a representagflo a outras ; e
dest'arte nunca o negocio terminara...
O Sr. hi Pedro : A do ornamento he
muito natural que se julgue incompetente.
O Sr. Manoel Cavalcanli:Me verdade,
jdo ornamento niio competo conhecer des-
te negocio; porque ou, la -do alternamente
a represeutaeflo da cmara, vejo quo ella
nada peje aos cofres provinciaes.
A' vista dos termos em que a representa-
do est concebida, eu, como membro da
cnmmissflo de oiqamento hei de dizer que
esta nflo tem que entender com ella, evo
larei para que se a devolva a outra commis-
sflo. l-to daia motivo a mais urna demore
e vira em apoio da opinio que tenho emit-
lido na casa de que, se bem que o regi-
ment permita que fe mandem projectos a
comuiissOes eu s concorrerei com o meu
voto para que se adopte semelhante expo-
dient", quando qualquer projecto se achar
em estado tal, que nflo possa ser aprovei-
tado'.
Eujdisse que votava pelo projecto -c
as rases com que jusliliquei o meu voto,
fram as mesmns que, mais bem desovolvi-
das, apresentou boje o nobre depula lo que
acaba >le fallar.
No correr desta discussflo tem-so trata-
do de objcc'os um pouoo eslrannos ques-
illo ; mas nflo julgo isso mo porque Ros-
to muito das discussfjes-, quando giram
dentro de certa esphera: gusto uiuito de
discutir, ainda que mal o possa fazer, com-
praso-me de ouvir a quem discute bem, e
por isso nflo dou por perdido o lempo que
se gasta as iliscussOes. Aproveitarei, pola,
a occasiflo para de algum mo lo contrariar
urna opiniflo que aqui se enunciou.
Fallando-so da igualdade em geral, dis-
se-so que ella nicamente so dava peran-
le a lei ; que a igualdade absolutaU eia
impossivel; que a nossa constituirlo nflo
garante Casa igualdade; eu porem, accres-
eentarei que nem mesmo peranle a lei ha
igualdade absoluta.
Senhores, o acto addiciooal e a constitui-
do garatero a igualdade peranle a lei ;
mas em cei tos e determinados casos, em
certas e determinadas circumslancias ; e
nflo em todos os casos, e o.n todas as cir-
cumslancias.
O Sr. i'luripe --Camilo para receber o
premio e o castigo.
O Sr. Manat Cavalcanli:Neta nisso mes-
mo ha igualdade absoluta peanle a lei;
porque eu creio que o menos graduado,
quando commette cerlocrimo, nflo recebe
a mesma pena em que, pelo mesmo ciime,
incorre o mais graduado.
Senhores, voltando questflo, observo
que acamara j se emprestou urna somm
nflo p. quena para o cemiterio, e outra para
o cano deesgolo das agoas. Istoj he bas-
lanti; curupreque ponhamos termo a taes
emptestimos a meaos que estojamos resol-
vi dos a dar acamara municipal do Recife o
privilegio de absorver as rendas da | rovin-
cia. Se proseguironos ossjm, dentro de
dous unios as rendas provinciaes passarflo
para os cofres da cmara.
Voto, pois, pelo projecto.
O Sr. Mello llego :~Eu tenho pouco a
dizer, Sr. presidente. Nflo tenbp o intento
de protelar a discusso, quero smente dar
urna explicado ao nobro deputado autor
do projecto, nflo tratando de todas essas
quesiOes estranhas materia que so lem
trasido para essa discussflo, a qual uin-
guem por certo dir que nflo es'eja
deslocada de seu terreno natural; e noti-
rei smente que me parece um ponco ex-
traordinario que, havendo todos os nobres
deputados que leem tomado par e no debi-
to, reconhecido e confessado isso, se le-
nha lodos deixado levar pelas pisadas dos
que os precederm : uinguem tem trata-
do de coi lar a discussflo ueste ponto. En
que i'.n um dos que em principio trate! da
questflo nesse terreno estranho, conTesso
que tambem pequei ; e, confessando o
meu erro, peco perdflo casa pelo concurso
que involuntariamente preslei a esse desvio
que ie lem notado. (Ilaumapurt)
Eu conheco que. as nimbas ideias foram
um pouco inoppoi lunas, e he por isso que
agora declino de toda e qualquer discussflo
neste ponto, reservando-mo para a occasiflo
propria, quando se tratar de discutir a re-
presenlacflo da cmara municipal, e ento
responderel a algu.nas proposices, boje
avanzadas na casa.
O Sr. Manotl Cavalcanli d um aparte.
O Sr Helio Reg : Entretanto levo di-
ze-lo nflo fui meu intento, quando aventu-
rei aquellas proposites, o levar a discus-
se i ao ponto qu ella chegou. Eu vi que
alguns nobres deputados se deixavam pos-
suir de um santo ardor por economas, a
ponto tai que receei vil-Ios abrasados in-
tempestivamente,ap.worando-secom a ideia
de um emprestimo : julguei que seria con-
veniente apagar um'pouco esse ardor, lar.
cando-llie alguns borrifos da rasflo calma,
e raciocinios concludentes. alas infeliz
mente, Sr. presidente, aquillo qu eu jul-
guei ser um calmante, foi pelo contrario
um estimlenla tflo forte, que, tocando as
libras sensiveis de alguns meus honrados
collegas, po I o/ io essas dctouafes patri-
ticas que V. Exc. ea casa acabam de pre-
senciar. ( Risadas. Varios apartes.) Errei no
meu calculo, he verdade ; procurei acilu
me, irjitei I ...
O Sr. Manoel Cavalcanli: A discussflo
tem sido muito boa.
O Sr. Mello llego : Momentos houve em
que julguei achar-me em urna assembla
co isut imito, tratando de construir a socie-
dade sobro bases novas fallou dos direitos
do povo, da miseria do pobre, do fausto do
rico, e at da organisa^flo do trabadlo!
A discussflo, porm, nflo podo continuar
neste terreno, eu a evitarei, e vou oceupar-
ni'- exclusivamente da materia do projecto :
su tambem coucorri para esse estado irre-
yola rd a discussflo, mereco perdflo, pela in-
tengo com que o fiz...
O Sr. Manoel Cavalcanli :-- jerece al
galardflo; a discussflo tem sido muito
ba.
OSr. Vello llego: NSo, nflo mereco ga-
larJflo, como diz o nobre reputado em
seu aparte ; mas lambem nflo merejo pena,
porquo nflo o fz com m inteiiQflo ; nunca
suppuz que a discussflo ebegasse ao ponto
-le seren aprosentadas propositos que me
parecam nflo deveni ser tratadas nesta as-
sembla.
Sr. presidente, pela rasflo contraria por
que o nobre deputado, que se acha minha
esquerda, vota polo projecto, eu voto con-
tra elle. O nobre deputado icha-o bom;
justo e conveniente, eu o tciio mo, injus-
to e desconveniente.
O Sr. Jos Pedro: E mais aiguma
cousa ? .....
O Sr Mello llego : Se o nobre deputado
quer mais aiguma cousa, direi mesmo que
elle iic offensivo cmara municipal, por-
que ten le a dar-llie um tuto-, reputa-a
incapaz il administrar o que he seu.
" Sr. ia Pedro d um aparte.
OSr. MelloHego : Se tal fueasem ao nobre
ilepnlail.i. com mulla raio elle te havia de dar
por olIVndido ; parque nao sel oque querditer
o dar-t mu lutor a quem esl no perfelto
guzo de auas fatuidades iotellec(uaca e he
Uso precisamenle o que fai o projeelo com re-
lacao cmara, tirando-tlie a adminiitra;o e
luapecciiodaquillo a que ella lem direito real;
e real, porque j a cmara, pela le hontem ci-
tada na cata, lem autoritaco para conttruir o
matadouro, e para conlrala-lo com particula-
res, no caso de nao contrahir um emprettimo.
E se nao he etle o m,enlao o projeelo he In-
til. ; 11 u un, ii \i Ir
Sr. pcetidrnfe, eu me tinto acanhadn: quero
fugir de entrar naa quesids que hontem fo-
ram enunciadas na casa, e tempresou forjad
a volver minha altenciio para ellat
fosee: Kntn he contumaz, he renitente.
O Sr. Slellolte.o i Ue um defe lio inherente
fragilidade humana; cahi)not not errot que
centuramos..... Mat, einm, do que te trata
agora be do uielhor lucio de preparar um lu-
gar para matar-te boia, carneirot, porcoa, etc.:
vamos adame, deixemos a organlsacaodo ira-
balho....
Sr. presidente, nao pude ainda coniprahen-
dei .i rasan pela qual o nobre autor do projec-
to marcou o juro de 1 l|4porcento, aoqual te
deve necetsarianiente tujeitar o goTeruo: a
clin nitso inconveniencia, (//a algune uparles.)
Se nao posto discutir at disposi;0ct do pro-
jeelo em geral, nao tel para que serve rala
discuato. Eu nao quero mandar einendat,
nao quero esperar pela segunda discusso ; nao
conheco vantagem em nenhiinia dasdispoai-
cet do projecto aponio os defeitos que Ihe
acho, e mostr at rases >pjc me levaram a vo-
lar contra eHe, logo cin primeira discusso.
Repito, nao tei a raso porque o nobre autor
do projecto matcou o juro de 1 1/4 por eruto
nao sel porque nao marcou como maior leinil,
o juro de I 1/4, deixando ao governo a liberda-
de de contratar por menos, te acbaite quem
o qiiiiettc : aluda meamo que appareca quem
queira um juro menor, o governo nao o pode-
r aceitar.
O Sr. Jos Pedro d um aparte.
O Sr. Mello Reg : Repele-so outra vez
que isto tem lugar na segunda discussflo ;
pois bem nflo -lesejo parecer impertinente,
screi condesceiidenle abandonando essa
questflo; locarei, porm, em outro tonto.
O Orador contina anda a fazer algumas
reflexes resposta do Sr. Jos Pedro,
quando em a outra sessflo nflo produzira
os seus argumentos fielmente ; elle nflo
disseque o projecto era inexequivel, por-
que ignorava quanlo se devia gastar no
costeio ; a casa, que o ouvio, Ihe far jus-
tica ; nflo produzo um argumanto I i o
miseravei. He novameute levado a proJuzn
a$ rasos que j enjillir, e observa que, ha-
v.-nilo o nobre deputado a q'ie responde a-
presentado o sen projecto, deve supp-lo
li >m mteirado das neeessidades de um ma-
tadou, pois deve bem (er estudado a mate-
ria sobre dados positivos e necusaveis;
c impete-lhe, portanto, convencer a casa,
demonstrando que a quanlia de 7:200,000
rs. he sulUoienle pira salisfazar a todas a*
despezas do costeio.
Nflo querendo mais tomar o lempo cas
que j Ihe parece desejosa de encerrar a dis-
cussflo, nflo proseguir em as reTlexflct que
deseja alada fazer.
Kncerrado o debate he o projecto appro-
vado em primeira discussflo, sendo rejeita-
dos os adiamentos proposlos.
Primeira discussflo do projecto n. 16 de-
clarando que.as discusses do art. 3." titulo
5. das posturas da cmara municipal do
Recife s comprehendem as offlcinasque,
pelo calor do fogo e fumo, po?satn ofTender
s>de publica.
OSr. Jos Pedro com bale o projecto.
OSr. Cuedrsde Mello da aa reaes em que
apoia a necessidade do projecto, de cujo ap-
pareciment pede desculpa casa : susten-
ta-o com diversos argumentos valiosos, a-
pezarde reconhecer quesera mais curial
esperar pela discussflo das posturas da c-
mara municipal; e entende que os inleres-
ses de um grande uumero de artistas nflo
devem ser sacrificados a esiylos regimen-
taea ; guardando-se para a segunda discus-
sflo vota em primeira,sem o menor escrpu-
lo de ofTender aos rigores do regiment, e
al do arto addicional.
Depois de algumas reflaxei dos Srs. Ma"
noel Cavalcanli e Jos Pedro fica a discussflo
adiada pela hora.
OSr. Presidente designa a ordem do da,
e levanta a sessflo. ( Kram quasi 3 horas da
larde. )
a qual d nflo s os nomes dos candidatos
socialistas quo all sahiram vencedores eos
dos seus competidores moderados, que Aca-
rara vencidos, senflo tambem o.numero de
votos que cada um obleve, e varias outras
particularidades mais
Convencidos da importancia de urna tal
peca appressuramo-nos em traduzi-la ;
mas pela abunlancia de materias tifio pou-
do ser publicad* senflo a 9 do corrento.
... ?0t,ci.' r,!fer'd assim por tres gaze-
tas differenles, o gazetss tfl acredit-
is
8
O)
se
a.
a
oo
O
5?B
2.3
V.
-1
-4 (jx
es
a
ia,
5
-i.
n
o
-j)
>
a


o
=
H
C
3
?i
ff
I
1 o
>
r
M
M
i
5
I
a
H
g
1* B
i!- P
O
>|
ts o'


II
IIMHIO DE PEtmiBllCO.
BECIFX, 13 de MAZO SI USO.
A sessflo da assembla, cuja publicacflo
concluimos hoje, he de 7 do crrante, e
nflo de 6 como por engao se declarou.
Iloje tomara ni assenlo na assembla os
Srs. Ur. Lourenco Francisco de Almelda Ca-
lanho e viga rio Nemesio do S. JofioGual-
berto i -
Koi encerrada a terceira discussflo do pro-
jecto n. 9 que eleva categora do ci'iade
villa do Rio-Form eso ; ficando reservadas
para entrarem em ordem .lo da em occasiflo
opporluna as emendas quo se Ihe oQerece-
ra-n nessa mosma discussflo.
Em seguida a assembla approvou em se-
gunda discussflo o projeelo que regova as
oxcepcL-s da lei n.91 que crcou o cemite-
rio publico, com urna emenda pela qual pro-
poz o Sr. Barros Btrreto qua tal revogaeflo
se t's'ond'S- aos principes e bispos ;e em
tercira o que transiere para a villa doOu-
riciry a s fe da comarca da Ba-Vsta.
A ordem do da para a sessflo de 14 he a
seguinte :
Tereeira discussflo do projecto n. II, com
as respectivas emendas primeira dos de
us. 18, 21, 22, 23, 25 e 96 -segunda dos de
ns. U e 17 {discussflo das emendas do de
u 9, de que fallamos em principio.
Acabamos agora da saber que ha nesta
cidade quem, refei indo-se gazeta ingleza
o Times, a qual diz que recebra atUde
marco prximo psssado, outra negara vc-
racidade da noticia que em o numero 97
leste Diario demos da victoria alcancada
uelos socialistas de Pars e de varios depar-
tamentos da Franca as eleicos a que lti-
mamente se procedeu naquelle paiz che-
narecia urna dessas que se forjan por especu-
lado ou que si recebem por falla de criterio,
i porque urna semelhante aecusaefio pode
irazer algum desar a consideracSo que at
noje temos merecido do public, entende-
mos quo sempre levemos dizer aiguma
cousa em nossa delosa sem todava entrar-
'iios em justa com quem tilo desabridamen-
te nos accommette ; porquaulo estamos
convencidos de que com isso nada ganha-
riamns, entretanto que muito poderiamos
perder.
O vapor Northerner, ebegado de New-
York a a le abril prximo passado, trouxe
nflo omtule u Journal uf Contuerce, gazeta
daquella cidade da qual extractamos as no-
ticias que cm esumo publicamos, senflo
lambem mfjatly tnbttnee o UorningCourrier
que ao depois oblivemos. Em ambas estas
IoIIhs adiamos referido do mesmo modo
que na primeira o resultado das eleicea de
que cima tratamos trazando a ultima urna
corresponduucia muilo ititeresaanle, escrip-
ia dePiris e assignada pelo Cosmopolita,
KAtCI ll^
\W:laTV de "' t"t. duas das
qjaes iSo do mesmo tamanho, ou quasi do
mesmo tamanho nUeo Times, certamen.e
mereca que Ihe dessemos ioleiro crdito,
e he preciso muito arrojo para poder dizer-
se que .fra forjada por especuUcflo, ou re-
cebida por falta de criterio!
0 nosso contradictor apoia-se no Times
para impugnar o que dissemos, entreunto
he mesmo com o 2W que o vamos con-
fundir.
Em Franca, dissemos nos, e principal-
mente em Paris, donde temos noticias at
21 de marco, reinava grande agitarlo em
consequencia da victoria ganha pelos socia-
listas na eleifao a que I se procedeu a 10
do mesmo mez para preencher as vaga* dei-
xadas pelos representantes que fram ulti-
ma mente condemnados pelo supremo tri-
bunal de Versalhes.
No departamento do Sena todos os indi-
viduos eieilosflree,) silo socialistas, e nos
outros departamentos d'entre vinte e oito
representantes, dezoito pertencem ao mes-
mo credo poltico e smente dez pertencem
ao partido moderado e conservador.
Os undos francezes baixaram em Lon-
dres, Vienna, Betlim e Madrid, logo que se
recebeu neslas capitaes a noticia de um tal
resultado; mas ere-seque este efTeilo se-
ra transitorio.
No da 18 de mareo o resultado da elei-
eflo foi solemnemente proclamado de um
labiado frente do Hotel de Pille; mas os
os vencedores abstiveram-ae de assislir a
este aclo, em virtude de arios avisos que
fram antecedentemente publicados pelas
gazetasdeseu partido, ele., etc. a
O publico compare agora o que fica dito
com os egninles trechos da gazeta ingleza,
e ver* que para o nosso contradictor negar
a veracidade da noticia que damos e asse-
verar que Ihe pareeia urna dessas'que se
forjam por especuladlo, ou que se recebem
por falta de criterio, he mister, ou que nflo
tivesse li lo a mesma gazeta, ou que a nilo
livesse entendido.
0 Times de 15 de marco, publica na 3.a
columna da 6.' pagina una Carta do sea
correspondente de Paris, a qual comega do
modo seguinte:
Paris 13 de marco s 5 horas da tarde.
Esta manhfla pelas doze horas, publi-
cou-seoque se chama urna lisia completa
do resultado das cleices de Paris. 0 nu-
mero de votos obtidos pelos differentes can-
didatos, he o seguinte :
Carnot, 132,881 ; Vidal, 128,317; DcFlot-
te, 126,835 ; Foy. 125,673; Laliitte, 125,163 ;
Bonjean, 124,009.
lie quasi superfluo dizer a Vmr. que o
resultado das eleicOas. tal qual llienom nu-
niquei em minha carta de huntem, tom pro-
luzido aqui o mais dejifavoravel ellelo.
&.,&. *
Times de 16 de marco publica na soxta
columna di quinta pagina asseguintes noti-
cias de Paris, ii-cobiJas por va do telegra-
pbo elctrico.
A proclamado dos representantes ult-
mente eleitos por Paris ter lugar ao Hotel
de Ville sexta-eila tarde. Esta proclama-
ya'.!feundo se esPer". ser feita com pou-
ca differenca da maneira seguinte :
< Socialistas-Carnot. 132,797 votos: Vi-
dal, 123,439 ;de Flotte, 126,982.
Moderados-Foy, 125,643; De Lahilte.
125,472 ; Bonjean, 124,317.
a Segundo o tlonitcur duSolr, o qual an-
nima o resulta lo de 28 eleicoes, inclusive
as de Paris, (sendo 30 o nu ero total) s-
mente 11 dos condidalos eleitos silo modu-
lados, e todos os outros silo socialistas.
As gazetas socialistas recommendam ao
povo que nflo esteja prsenle no pleo do
Hotel de Ville durante a ceremonia da pro-
clamacflo; porque sabem quo se procurar
forca-lo a urna collisflo, &.
Na pritreira columna da sexta pagina des-
le mesmo numerolc-se anda o seguinte
tr dio da caria do correspondente de Pa-
ris :-
Corre nos circuios bem informados que
logo que o resultado das eleicoes de Paris
fui coiib.ciilo, o presidente di repblica
quiz resignar; porm que fra dassuaJido
disso pelo general Changarnier.
0 Times de 18 de marco publica na pri-
meira columna da soxta pagina urna carta
do seu correspondeuto de Pars datada de
15 do mesmo mez, na qual entre outros tre-
chos le-se o seguinte :-
Pelas dez horas e tras quartos 6 maires,
3 de Pars e 3 do Banlieu, apparoceram so-
bre o tablado Tente do Hotel de Ville, com
a cabega deScoberta o cingiJos de urna
facha tricolor, o emblema de sua aulorj-
dade.
Mr. Monin, mofea do sexto dstricto, e o
decano das autoridades municipses, col lo-
cado no centro, leu em um papel que tinha
na inflo os nomes dos individuos que Tram
eleitos representantes pelo departamento
do Sena, c o numero do votos que cada um
obleve. Estes individuos sflu os mesmos
que j esta manhfla noticei a Voic, convein
a saber: Carnut, 132,797 votos; Vi lal,
188,439; De Flolle, 126,982.
M-ahan lo de ler esta lista,Mr. Monin gri-
tou eici a repblica E agilou o seu chapeo
como si-nal para que o povo respoudesse a
este grito, o que a maior parle fez, sem to-
dava acrese.-iilar nenlinm epillieto. O
maire len depois os nomes dos candidatos
nflo eleitos queobtiveram maior votaclo,
desto modo --Fernando Foy, 125.643 votos;
l.ah'tie, 125.478 ; lloujean, 124,347. Finda
esta ceremonia, elle repeli o mesmo grito
e f-z o mesmo-signal, respondendo o povo
do mesmo modo que responder da primei-
ra vez. Viva a repblica'.
Poderiamos apresenlar muito maior nu-
mero do citages, iara mostrar a veracidale
da noticia que demos da victoria ganha pe-
ros socialistas de Paris na eleigao a que l-
timamente se procedeu naque lia capitil ;
mas eremos ter dilo bastante para levar a
convicgflo ao espirito de todas as pessoas
imparciaes, entretanto para acabar de con-
fundir inteira mente o nosso contradictor,
vamos transcrever ainda pait i da synopse
da sessfio do 21 do marco da assembla le-
\s
i\ mi


r
gislativa da Frang publicada pelo Times
em seu numero de 23 do mesmo moz na se-
gunda columna ds sexta pagina, porque
della mixta O.UO os tres representantes so-
cialistas eleitosror Pars j se acham com
assentona assembla.
Sendo de 2\ demarco.
..............
Mr. Salmn leu depois o parecer da com-
missilo sobre t e'eicops do Sena, as quaes
foram declaradas validas, em consequeDcia
do aue elle propz que os tres candidatos
eleitos.os Srs. Carnot,Vidal e de Flotle, fos-
sem declarados membros da assembla.
Vinte e sete protestos contra esta eleico
foram aposentados assembla, porm to-
dos se referan a factps que nao podian
exercer nenhuma influencia sobre o seu re-
sultado.
Mr. Denjny lovantou-se e observou que
um dos membros achava-se em urna posicflo
particular. Rile disse que Mr. de Flotle li-
nlia sido sentenciado a transporto por um
decreto da assembla constiluinte de 27 de
junho de 1848, a qul ordenara que lodos
o individuos reeonhecidos como lando lo-
mado parle na htsurreicSo daquelle periodo
fossem transportados, eencarregara ao ge
era I Csvaignaofentflo cltefe do governo)
da execucRo deste decreto. Que om quanto
o contrario hSo fosse provado, exista a pre-
xiimpcln legal e Mr. de Flotte, que com ef
feito lomara parte na insurrecto, era ao seu
ver, insurgente de junho. Mr. Denjoyper-
gunlou depois ao ministro da justica e ao
relator da commissBo se o governo linha si-
do convencido por meio dealgum exame
administrativo de que Mr. de Flotle fora sol-
t de Relie lile como victinfa de urna medi-
da arbritaria ?
Mr iiouher, ministro da justica, res-
pondeu que o govorno llnha considerado
devidamente a posigao legal deMr.de Flotte.
Que o decreto, que o sentenciara a transpor-
te, linha o carcter de um decreto de salva-
cfo publica, e nflo o. privara dos seus direi-
tos civia, nem polticos; porm simples-
mente da liberdade. Que Mr. de Flotte n3o
tinha sido julgado por nenhum tribunal de
justica, e que recobrara a liberdade com to-
dos os seus direltos civis e polticos. Que
porlanto o governo n.to tinha nenhuma ob-
jercuo que oppr contra a legalidado de aua
eleieSo.
A eleicflo de Mr. do Flotle foi depois pos-
tas votagoeapprovada. pola assemblaquasi
unnimemente.
5
Theatro de 8. 3/. .bel.
lar amigavelmente as desaproprlacea precisas
para o cemllerio publico, dirigido aoSr. Nor-
berto Joaquim Jos Guedes. proprlelarlo de A abertura do novo theatro de Santa
um sitio, cuja parle tinha de ser deaaproprlada, ,zab ,nnunci,dn D1M |,0ie terra-feira ii
para com elle contraUr dita desapropriacao,. ",! nnuncl"n para iioje lerga leira 1,
aquclleSr. nenhuma duvida pos. e al leve a \ nSo P* ter lugar, e dea transferida para
gencrosldade de ceder gratuitamente o terre- amanilla 15, com o espectculo ja annun-
no preciso, como se v da carta abatxo trans-j Ciado.O empresario, Germano franciico dt
cripta, que me apresso em publicar para co-
iihecimento do publico.
loi Pirti Ferreira.
Illin. Sr. Jos PiresFerreir. Em respos-
ta ao que me commuolru V. S. cerca da ces-
sio do terreno que tein de ser desmembrado do
meu sitio de Santo-Amaro para o cemiterlo, e
cuja desapropriaco est V. S autorisado a con-
tratar, apresso-me em declarar-lhe que nao po-
nbo duvida alguma em fazer a crsiao do men-
cionado terreno e gratuitamente, e de asslgnar
a competente escriplura se for preciso: entre-
tinta pude o engrnhelro da obra trabalhar em
dito terreno, e dellc J dispor, pola que desde
agora me considero delle desaposaado; e de-
claro lin ilnicnie que faco esta cessao pela uti-
lidade publica que resulta do dito cemiterlo.
Son eom estima de V. S. venerador, atien-
to e creado Nobrrui Joaquim loit Gutdit
Ilecife, 8 ds malo de 1850.
Keparlico da polica.
PARTE DO DIA 11 DEMAIO.
,. Fram honlcm presos: a ordem do do-
I egado do prmeiro districlo deste termo,
os olliciaes de justici Jnaquirri Dias Mar-
lins e Manoel Gongalves (ambos, por des-
obediencia : e a do subdelegado da fregue-
7ia de S.-Antonio, Vicente Ferreira, por
crime de furto.
OMMRCIO.
Com mu nica do.
CONTRARIA CONTRARIIS CRANTUR.
O Sr. II. F. deFarla, que se ttm mostrado In-
diil'ereiite s que sirtes hoinieopuihleas, publi-
cando inio seu D. dt l'trnnmbura eseriplosa fa-
vor e contra ; ltimamente nao quiz aceitar um
coimnunicado do Sr. Sabino Olegario, cu jo ca-
becalho he em verdade um insulto,una Indeco-
rosa provocarao ininbapessoa.e pelo meupro-
prio nome Quanto antes cuuipre-ine agrade
cer a attencao do Sr. Faria. Mas o Sr. Sabino
dirigio-se ivpographia da Sra. viuva Roma, e
esta nao hestou em publicar o insolente cum-
nunlcado em outro peridico. Nao me be des-
conhecida a mao, que me dispara o tiro: po-
rm.... miinf Aetl eompomre /Inclu.
Nunca imagine! que as iniuhas objecedes, du-
vidas, e ainda mesmo chancas acerca da im-
inreopalbia excllasse a tal ponto a iracibllidade
do Sr. Sabino, que me tralasse com tao des-
roiiiiiiiin.il ignominia a miui, que deitei aem-
)ire illes.i a sua pessoa. Nem me passou pela
dla, que a innlia boa, in ou irnica dele/.a
da hoiiircopalbla mista do Sr. Casanova fosse
nina oflensa pessoal ao Sr. Sabino. Desde a
in.'iis remota anliguidade o que se nao tem es-
cripto contra a medicina, e contra os mdicos
fin geral! Que finos e graciosos epigraiuiiias
ainda nos nosaosdias ibes nao desferio o poeta
Bocage! E au consta, que os homens proles-
sionac touiassem Isao em grosso e como o lien-
sa. e injuria s stiaspessoas.
Mas nao reflecli que o Sr. Olegario declarara,
ser o pal da homreopathia ein Pernambuco, e
por Indo rwe norte fra: nao pondere! que he
tal nessr Sr. o fama komapalhiet generani que
deiando os patrios lares, velo com o nico in-
tuito de formar una sua lilha ueste selvigem
Pernambuco tao carecedor da alta sciencia do
Sr. Sabino. K cutan a homreopathia he o noli
me tiinnrn deste Dr. das gentes : tocar ainda le-
vemente nrsta fillia de seu coracio he olen-
de-lo, he desafiar-lhe as iras, be esppr-se ao
que me eu expuz, lato he, a ser-me applicada
nao uina dosc infinitissima de algiim motejo
urbano, srno urna dose mals que Aiuorina de
insulto pessoal.
Ileui podera eu pagar-lhe com usura na mes-
in.i morda: segundo o antigo proloquio
Quem diz o que quer ouve o que nao quer
Mas nao descere! a lauto em .iti.ojio decen-
cia publica; e porque ao menos nessa parle
n.io quero parecer-me com o Sr. Olegario, dei-
xando que corra por sua conta e risco a gloria
bnmreopathlca de me haver doeslado. Se o Sr.
Sabino desrobrio ou alguem Ibe ensinou, que o
injuriar-me seria o meio mais aeguro de me fa-
zer reculher ao silencio, confesso que a estra-
tegia he de gentral amestrido.
Desde j protesto nao eicrever mais uina su
palavra. que nem de leve possa magoara lilha
querida do Sr. Sabino, a homoeopathia, quer
aejapura.qur uiUtica, qur de nalureza h-
brida. Sel argumentar; dotou me a naturea
do doin de temperar os nieus pobres escriptos
com algum sainele defacecias; maidescom-
por, injuriar, nao me lira bein, e be prenda
que me nao fas inveja. 's minliasduvidas, s
minnas oHJecces nao respondeu o Sr. Sabino ,
e decidain os entendidos, se ellas tem ou nao
frca e mulla forra. Fica-lhe, pola, o campo
livre para horntropalhitar o genero humino. 0
lempo, que tem destruida de lodo, ou modifi-
cado lautos tystemas da sempre fallivel medi-
cina, ha de fazer n devida justica (Iba do Sr.
Sabino, o qual, quando se retirar de Pernam-
buco com a sua fateiaa bem provida (de louvo-
res e glorias) lalvez se v rindo da credulidade
de minina : mas juro-lhe que por este lado
non. a se ba de rir do
Padre /.o;iri Gama.
P. S. Fica subentendido que lamben) nada
dirci mais a respeito dos senhorca curandeiros
homa'opalhas, embora a lilha do Sr. Sabino de
lu triplicados Dulcamaras do que de fiibos
leve de um s parto a heroica e valentona mal
dos Maccbabeos. Alm de ludo como he pos
sivel Iravar contestaces Iliterarias com gente,
que j disse pelo iario, que a hoiua'opathia
uo he um sysienia de medicina ; e agora por
outra gaiela, que he urna sciencia sublime?
Toda a humana sciencia depende essenclal-
nenle dos Tacos : he necessano arranja-los pa-
ra evitar a confuso : a ease arranjo lie que se
di o nome de sytteina. U que ser, pois, urna
sciencia sem systeiua ? Nao ser o empirismo ?
Tem i-asan o Sr. Sabino para insultar-me sua
vontade Que miseria! E que arrogancia de
bomens!
ALFANDEUA.
liondimento dodia 13.....21:917,298
Detearregam hoje ti.
Ksouna hamburgueza Antje genebra.
Galera ingleza Berasamercaduras.
Briguq brasileiro Xguia-do-Prala fumo
e salan.
Galeota hollandeza Eltea merca dorias.
Polaca franceza Eugtne-Uny vinho.
CONSULADO GEIIAL.
Renditneqto do da 13.....2:892,512
Diversas provincias...... 24,528
OUveira.
2:917,070
EXPORTACO.
Detpachog marilimot no da 13.
Rio-Grande do sul, brigue nacional -ii.mii,
de 198 toneladac : conduz o seguinle :
1,130 barricas com 7,946 arrobas e 9 libras
de aasucar, e 1,800 cocos cmn casca.
dem, brigue nacional Eipiranca, de 201 to-
neladas : condus o seguinte .
1,230 barricas cota 8,935 arrobas e 2u libras
de assucar.
ItbXKEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Rendimento do dia 13......522,500
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento dodia 13......2:411,006
.?i o vi me n to
LIS '[I I || W
do 'orto.
Avisos martimos.
,--Para a Rahii sabe no dia 18 do mez
crrante o hiato Ligeiro : para o resto ds
csrga trata-se com Lulz B. Cerqueira, na
ra do Vigario, h. 5.
Para o Rio-de-Janeiro segu com a
rrraior brevdado possivel o brgue-escum
Henriguela, forrado e pregado de cobre,
por j ter grande parte de sou carregamen-
to tratado : quem mais pretender carregar.
e ir de passagem, se entender! com o espi-
lo do mesmo Manoel Joaquim Lobato, na
pr8Ca do Commercio, ou na ra da Cadeia
velha.n. 17, segundo andar;
-- Vende -se o brigue nacional Pentamento
de primeira marcha, forrado eencavilhadn
de cobre, fundeado defronle do caes da al-
fandega : quem o quizer comprar pode de-
pois de o examinar, dirigir-se ao escrito-
rio da viuva Gaudino & Filbo, pracinha do
Curpo-Santo, n. 66.
Para o Maranho sahe, com
a maior brevidade possivel, o bri-
gue-escuna Laura : para c resto
da carga e passageiros, trata-se
com o capitao na praca do Com-
mercio, ou com ovaes tk Com-
paobia, na rua do Trapiche, n. l'i.
Para Anguila aegue viagem no corren-
te mez o patacho americano Chattvoorlh,
muilo veleiro e forrado de cobre aovo : re-
cebe carga a frele e passageiros : quem pre-
tender embarcar, pode tratar com Manoel
Ignacio de Oliveira, na praca do Commer-
cio, n. 6, prmeiro andar.
Para o Porto sahir at o dia 15 do
corrente, o brigue portuguez Bom-Pailor,
de primeira marcha : recebe ainda alguma
carga e passageiros, para o que olTerece ex-
cedentes commodos : trata-se com Saltar
& Oliveira, na rua da Cadeia, n. 12, ou com
o capitSo Jos Comes da Silva.
A veleira escuna nacional Emilia, de
que be capilSo e pralico Antonio Silveira
Maciel Jnior, deve chegar do Para por
estes das, para onde voltar com esca-
la pelo MarauhSu, com a maior brevi-
dade: quem na mesma pretender carre-
gar, ou ir de passagem, dever entender-se
com JoSo Carlos Augusto da Silva, na rua
ds Cruz, nu Ilecife, n. 13, armazem.
--NSopodenio deixar de responder aol Vende-se urna negrinha de 6 %><*
celebre annunclo do Sr. los ds Vestes, in-'propria para se educar: na rua no yuai-
serlo no Diario, e no farei sem prmeiro
por asmaos) as ilhargis mandando as ven-
tas do tai Sr. urna boa remessa daquelles
apetitosos vapores, que muitas veaes Ibes
faz inspirar as melodiosas serenatas, com
que olleem sua gaita de foles cosluma in-
commodar a visinhanca.
Adevirlo aoSr. Jos das Vestes que do-
mado, d. 38, segundo arralar.
Vende-se um sitio em Olinda, to cor-
rer da rua do Jogo-da-Bola, com cisa, mui-
jos e variados arvoredos de fructoe boa ca-
cimba : a tratar na mesma cidade, rua do
Amparo, n. 5.
Na loj de Maya Hamos
velicar sciente que o Aterro-da-Boa-Vista < f. na Tlia NOVtla lt ",
nSo he aquella lugar dos coqueiros, no 9 V* "* U .ih, i-
Aterro-dos-Afogados.enem'Umbem aquel- vfndem-se as mais superiores "'"" a.
aquel
la celebre tendinha da rua do nangel, aon-
deS. S. por um copo da patricia, tanto sa-
bia consolar os amigos com o seo ligeiro
toque de flautn) ou bazo, no quo hoje S.
S. he grande locador.
Muito aplaud ouvir fallar o Sr. Jos das
glezas para barba, coa cabs de marfirn,
estojos para barba ; ditos para costura de
seahora, com msica ; ditos de mathema-
tica; ditos do limpar denles; caivetes
multo finos; escovas para roqpa, cabello e
para denles ; e outros objectos que fazen
Vestes em aua reputacSo !!! S. S. Sr. Ves- conta aos compradores.
tes, que nao passadeunt tremendo pedan-
te, de um ..... d um.....cuja cara he
tao lisa de vergonha, como a da sua tilo
digna namoradi, a Sr." D. gallinha sem san-
gue, ompregar e orofanar urna t3o respe-
iavel palavra 11! Ora, deixe-se dsso Sr.
Vestes, ezerca o seu offlcio, e nSo se metta
com patacnadas a incotnmodar a gente,
que nem sempre est para o aturar. A deus
Sr. Vestes, al para outra vez, se assitn fr
servido. O palmnbela.
Urna mulher portugueza, viuva, se offe-
rece a ser ama de qualquer casa ingleza, ou
francoza : quem a pretender annuncie.
Aluga-se o prmeiro andar do sobrado
da rua Direita, n. 36, com commodos para
grande familia, cozinha fra, quintal e ca-
cimba com boa sgoa : a tratar no terceiro
andar da mesma casa.
Na rua Nova, loja n. 58, se dir quem
d quantias de 300, 400, 500, 600 e 700,000
rs. a juros, com hypotheca em casas terreas.
Precisa-se do um forneiro, e de um
amassador : na rua Direita, n. 24.
Jos Teixeira Bacallar retira-se para
Portugal, deixando por seus procuradores a
Francisco Antonio da Rosa e Joaquim Mau-
ricio Gongalves llosa.
-- Albino Jos Machado, subiilo do S. M.
Fidelsima, retira-se para fra do imperio.
Precisa-se de urna ama para urna casa
Papel pnra forrar sala.
Acaba de chegar loja ds rua Nova, n 11,
de Jos Pinto da Fonseca e Silva, sucessor
de Guerra Silva & C.; um completo sorti-
mento de muito lindo papel para forro de
salas, guaruce?e barras, lulo do melhor
gosto possivel, sendo algum dourado deli-
cadamente, proprio para adoroo de salas,
ricas, o pellas ou consistorios, o duas salas
depaisagens, vende-se por prego commodo.
Ililho.
No armaiem da rua do Rangel, a. 36, voii-
de-se milho, a 2,400 rs. a sacca.
Parinha.
Na rua do Rangel, armazem n. 36, ven-
de-se farinha de S.-Catharina, a 2,800 rs. a
sacca, eorJinaria a 2,000 rs. o alqueira da
me da velha.
~ Na nova loja da rua do Queimado, n.
3, ven le-se selim da Maco, superior, a
2,560 rs. o covado ; casemira preta fina, a
2,500 rs. ; cortes de dita de cores e de mui-
to bom go?to, a 7,000 rs. o corte ; coberto-
res de algo l"i i grandes c bons, a 64 rs ,
e miis pequeos a 600 rs.; cortes de col-
I- tes de fusUo, a 640 rs.; chales de la o
s ida de bom gosto, a 5,090 rs ; incas de
panno de linho superior com 2i) varas, pe-
lo diminulo prego d 11,000 rs. a pega; bem
de pouca familra, para rozinhar e engom- I como um grande sortimento de fazendas
mar: advorte-se sor pessoa de iJade e de! fiu egrossas, por menos preg do que
boa conducta : em Fra-de-Portas, rua do ero outra qualquer parlo.
Leilo.
-- Em consequecia de ter ado>cido das fe-
bres, o corredor Oliveira, ficini transferi-
dos os leilOes dos Srs. Jos Francisco Itibei-
ro de Souza, e F. II. I.ultkens, para o dia
qua se annunciarem.
Pilar, n 70.
No dia 15 do corrente, porla do Sr.
do Dr. juiz da segunda vara, se ha de arre-
malar urna escrava parda, penhorala a I)
Marcellina Maria da Pureza o Oliveira, por
oxecucilo, avahada cm 450,000 rs : he a
ultima praga.
No dia 15 do corrente, he a ultima pra-
ga pura arrematagSo de um sobra lo de 2
Vende-se um mulatinhode 10a 14 an-
nos, com principio de sapateiro. e proprio
para pagem : na rua do Amorim, n. 33
-- Vende-se urna osera va de nagao Costa,
do 18 annps, que cozinha. engommi e faz
o mais servigode urna casa do familia: nt
rua do Hospicio, n. 42.
Vendom-se sapalOcs do Aracsty, fei-
Io a cipriclio, muito inelhores que os anli -
Navio entrado no dia 13.*
Maranhaopclo Cear 39 dias, brigue-escuna
nacional Jottfa, de 116 toneladas, capitao Jo-
s Mara da Silva Porto, cquipagem 10, carga
varios gneros do paii; a Manoel Duarte Ro-
drigues. Passageiros, os naciouaes Severino
de Carvallio Jnior e Francisco Antonio de
Carvalho.
Illia de. Fernando 3dias, brigue-escuna de
guerra nacional Canoro, coininaudaiite o pr-
meiro lente Jos de Mello Christa de Ouro.
Passageiros, os prezos polilcos bernardo Jo-
s da Cmara, Manoel Ferreira Chaves, Pe-
regrino Antonio de.Oliveira, Francisco Ro-
chaefPcreira de Orillo, Pedro Gomes Ferrai
de Alboi|iier.|iie, Ignacio lenlo de Luyla,
Vicente Alves Itibeiro, Jos Vieira de Olivei-
ra Maciel, Francisco Jos da Costa Guitua-
raea e Jos Ferreira Caparica.
Rio-Grande do sul 25 dias, patacho nacional
Euteift, de 163 toneladas, capitao Manoel
Luiz dos Santos, cquipagem 10, carga carne
aecca; ao capitao.
Avisos diversos.
EDITA L
OSr. direetor do lyceu manda fazer
publico que, em execugSo a portara do
Kxm. Sr. presidente da provincia, do 8 do
corrente, est a concurso a cideira de pri-
meiras leltras para o sexo fenimno, da poa-
vog.lo dos Afog i.os : porlanto, as seuhoras
brasileias que quizerem oppr-se a refe-
rida cadeira, deverSo comparecer na sala do
palacio da presidencia, pelas 9 horas da an-
uhiia. da data deste a 60 dias, ten Jo reco-
Ihido a secretaria do lyceu os seus reque-
r mentos ja proparados, 8 dias antes do dito
concurso. Secretara do lyceu, II de
maio de 1850. O secretario interino e
professor de geometra, Antonio Egidio da
Si (vi.
Oecaraces.
Correspondencia.
liavendo-me na qualidade de eucarregado
pelo Exui. presidente da provincia, e conlra-
~ Peranto o conselho da adminislrtgno
naval, tem de conlratar-se a factura de 30
colines com travesseiros de patio de linho e
enximento [de lila, conforme a amostra
que fr aprosentada, pelo que convida-se
a quem quizer fazer ditos objectos, a com-
parecer na sala de suas se.*s0es s 12 ho-
ras da manliSa do dia 14 do corrente com
suas propostas e amostras do pao.
Compai.hia de fieberibe.
S3o convidados os Srs. accionistas, de
conformidade com a disposicBo do arl. 17
dos estatutos, para se reunirem em assem
bla geral no dia 15 do correlo, pelas 10
horas da uianlifia no escriptorio da compa-
nlia, aiim de tomarem contas a adminis-
tragjio, de su eleger a que deve substituir, c
deautorisaro quarto dividendo.
CORHEIO.
Cartas seguraa viadas do RiodeJanei-
neiro, pelo vapor D.-Affomo, para Os se-
gointcs senhorea : padre Antonio da Cunba
Figueiredo, lenle Candi o Francisco de
Sania Anua e Oliveira, Estevao Cavalcanti
de Albuquerque, Joaquim Rodrigues de
Almeida, coronel Jos Ferreira da Azevedo,
alferes Jos Joaquim da Silva Roa, doulor
Jos Maria Carduzo, Jos dos Santo Lages,
Luiz Epifanio Mauricio Wanderley, L. For-
tnalo Mendos, Rufino Jos Corroa de Al-
meida e Viuva Vieira & Filhos.
Precisa-se alugar um preto para tra-
balhar em um sitio em Olinda: dirijam-ses
praga da Independencia, livraria, n. 6o 8
Dos fundos do engenho Aldeia, da co-
marca do Rfo-Formozo, existe desmembra-
da urna propredade de ierras, denominada
Plmeira, com as melhorcs proporgOes rara
so levantar um engenho, visto ter quasi tres,
quarlos de legoa de fundo, e oitcentas
bragas de frente, conlendo em si as me-
Ibores maltas, que porventura exislilo
naquella con.arca, sendo a trra de cxcel-
lento qualidade, e al hoje oilo Irabalhada,
pelo que o.fferece os maiores inleresses na
agricultura do assucar. Quem quizer pro-
pr-se a levantar slli um engenho, nesla
lypographja se dir com quem deve ser
tratado o negocio, cujas condigOes ser.1o
offerecidas mediante as mais rasoaveis
piopo'cOes.
Luiz Gomes Congalves pedeaoauthor
do aunu icio d i Diario de lioutem, que pu-
blique o conta por oslenso, mis o annun-
cianle ignora o quanto elle deve, porquan
to nunca levo contas com os capitalistas do
Aterro, certo de quesenflo oozer com do-
cumentos firmados pelo annunciante, tera
de ver o seu rabo de palha arder nesle
Diario.
Jos Joaqnim da Costa, avisa a o res-
peitavel publico, que pessoa alguma faca
negocio com Paulo Jos de Almeida e sua
mulher, nem compren) a casa terrea n. 77.
sila na rua da Cloria da Ua-Vista, tis)
que a mesma casa se acha penhorada por
execug3o do supplicanlo contra os suppli-
ca.'os, pelocarloriodoesciivfp Raptisla, e
juiz municipal da segunda vara. E para
que ndo haja duvida, laz-seo presente para
conhecimenlo de quem coovier.
O abaixo assignado capitao do vapor
americano Northemcr,nHo pudendo pessoal-
mente pelos seus afazeres, aeradecer ao
llim. Sr. Rodrigo Theodoio de Frailas, dig-
no capitSodo porto desla cidade, os rele-
levantcs servigos que Ibe prestou para sal-
var o referido vapor de ir a praia do Brum,
faltara a um religioso dever se nao scienli-
(i's-c ao mesmo lllm. Sr. sua gralidao:
como ta ni bom aoslllos, Srs. commandan-
tes dos navios de guerra esiacionados nesle
porto, bmsiieiros e purtuguez, o afn
com quo se piel ram a cuaiijuvar aquelle
vapor, certilicsndu a estos senhores que
poderilo contar com sua gratldiloem qual-
quer paite do mundo onda o leve o eu
deslino. Huberto H. Watuman.
Precisa-se de um forneiro : na pada-
ria das Cinco-Poulas, n. 40, que achara
com quem tratar.
Aluga-se para ama de casa, ainda mes-
mo que lenha familia, urna patda de bons
costumos, e que tem as precisas habilida-
des : quem a pretender dirija-se a rua das
Cruzes, n. 41, segundo andar.
-- Respondendu-se ao annuneio trans-
cripto no Diario n. 107 de 11 do corrente,
dirigido a l. V. da L. declara-se que nDo
se tem entregado o par de brincos quo no
mesmo annuneio tr.ta aos portadores qu-
ise ii Indo buscar, por tifio levarem o im-
porte do concert dos mesmos, o que se fa-
ra logo que assim se execute.
Preeisa-se alugar urna ama para casa de
pouca familia, preferiudo-se pessoa idosa :
da rua da Cadeia do Recife, n. 54.
andares, silo na ruado llrum, por execugSo go*, pelas rocoamendages diqui feltas. a
' 1,000 rt para su liquidar : na rui largado
Rozario, n. 35, loja.
Vende-se um cscravo serrador, mogo
e muito robusto i na rua da Ponte-Velha,
na ultima casa juntoa mar.
Ven le-se urna escrava de 26 annos, que
cozinha, lava de varrclla, engomma e cose ;
nao tem vicios nem achaques: na rua da
Cadeia, n. 2, confronte ao theatro S.-Fran-
cisco, de meio-dia em diante.
Cliegnem ao barato.
Vendem-se lengos de pura suda, pelo di-
minu'.o prego do 1,280 rs ; I uvas de pellica
preta e de ponto ingle/, a 1,280 rs ; linas
casemiras pretas e de coros, a 5,000 rs ; go-
lnilia.se pescociolios para senhora; e ou-
tras muitas fazen las baratas: na rua do
Queimado, n. 9. Dilo.se as amostras com o
competente penhor.
Cheguem, fregueses, ao
barato.
Na rua Nova, n. 42, defronte da Concei-
gSo, vendem-se chitas linas, a 140, 160 a
200 rs. riscado monstro de vara de largu-
ra, a 300 rs.; cortes de cassa, a 2,500 rs.;
chales do Ifia, a 560 rs. ; brim branco Ira li-
gado, a 600 rs a vara ; pegas de brim cora
20 varas, 6,000 rs. ; lengos, a 120, 160 e
240 rs.; corles de casemiras, a 4,500 c 5,000
rs. ; hicodeseda com palmo de largura, a
320, 400 e 480 rs. ; chitas francezas, a 360
rs.; riscadinhos franco/es, a 180 rs ; fazen-
da para caigas, 200, 240, 280 e 320 rs. o cu-
vado ; brim pardo, a 600 rs. a vara ; lengos
de seda, a 800 rs. ; e outras muitas fazen-
das baratas.
Vendem-se bons e bem seceos toros de
lenha da Parahiba, bolando-seaonde os fre-
guezes quizer : na rua da Praia-de-S.-Rita(
n. 43.
Vende-se urna preta idosa, muito boa
quilandeira, por 200,000 rs., ou troca-se
por alguma negrinha: na rua da Roda, n 16.
Deposito da fabrica de
Todos os Santos na
Babia.
Vende-se, em casa de Domingos Alves
Matheus, na rua da Cruz, n. 52, prmeiro
andar, algodfio [ranga lo daquella fabrica,
muito proprio para saceos epara roupa da
escravos ; bem como fio proprio para redes
de pescare para pavios de velas, por prego
mais commodo do que em outra qualquer
parle.
Vende-se doce de goiaba, em caxi-
linas de quatro libras i as Clnco-Ponlas,
n. 82.
Vendem-se 12 escravos mogos, de bo-
nitas figuras; um ptimo moleque oleiro;
um dito que cozinha bem o diario de urna
casa, de 22annos; um dito carreiro ; um
dito de 10annos; 3 negrotas de 14 annos;
4 escravas muito luidas, que eugommam e
cozinham o diario de urna casa; 2 org.los
noniiMidn varias pr*as de msica 2 fardas
de guarda nacional; urna espada; 2 ban-
das em bom estado ; lalim e canana : na
rua Direita, n. 3.
Vendem-se*redes viudas do Para ; um
par de oculos para vista curta, de aros do
ouro, feitos em Lisboa ; urna estante de Ja-
caranda : na rua das Cruzes, n. 18, segun-
do andar.
Vendem-se cartas para enterro, da
primeiro eselimo dia obreias pretas, e pa-
pepel de peso branco com beira preta, para
quem est de luto: no pateo do Collegio,
loja do livroazbl.
~ Vendem-se toteiros do tetrgrapbo, da
opodeldoc, e da vinho do Porto: do pateo
do Collegio, loja do livro azul.
Carleiras grandes para b reparticoos
publicas, ditas para cdulase de algibeira :
vendem-se no pateo do Collegio, loja do
livro azul.
a viuva e herdeiros de Jos Joaquim de
Frcitas Cuimares contra o teslamenteiro
e a herdeira da falecida deve lora I). BriziJa
Maria de Castro.
No dia 15 do corrente, se ha de arre-
matar, por ser a ultima praga, na porta da
residencia do Sr. doulor juiz municipal da
segunda vara, a renda da casa da sobrado de
dous andares do Aterro-da-Roa-Vista, n.
38, por execugSo de Jos Francisco llelem.
- i.all.,i ion Minia da Conceigilo, pela se-
gunda vez, faz ver ao respeitavel publico,
que ningiiem faga negocio de qunlidade
algum com sen marido, Joiln Pedro da Ro-
cha, sem que ella {saja ouvida ; do contra-
rio, vigor nenhum ter, e a annunciante por
nada se r sponsabilisa.
-Manoel Alves, subdito hespanhol, reti-
ra-se para Poitugal a tratar de sua sade.
-- loSo liindseil, pintor, mudou-seda rua
da Cruz, n. 40, para a mesma rua, n. 55,
torceiro andar.
ti Pl< I MEU.OE GRANDE
consultorio homoeo- |
I p.ilbco. f
,jj Dirigido pelo facultativo 1. II. Casa- '^
nova.
' i
| Rua da Cadeia deS.- jj
Antonio, n. *l*l.
'? I
Asdses e consultas hoinceopathi- i
m cas silo reduzidas a 5,000 rs. para as 1
pessoas livres, e a 2,000 rs. para os 9
I: escravos.
Os doentes serfto visitados todos os :j
8 dias sem nenhuma outra piga.
Toda a pessoa que se apresentar %
S no consultorio declarando sr pubre, a
recebara consullas e remedios gra- g)
| tuitamente,sem prensar de attesiado.
mwsmwn&mww vwwvw&wmwi
m
Compras.
Compra-selaa de carneiro ; na rua do
Caluma, n.3, loja deselleiro,
Ccnpra-se,effectivamente, calgado de
lustro para senhora e menina; bem como
papel de cmbrulho a' peso : na roa largado
lluzaio, n. 35, loja.
Compra-se um preto velho, que nao
sejn bebailo e nem renlidode virilha : fies-
ta lypographia, ou annuncie.
Compra-se urna morada de casa terea
com basiantes commodos e quintal onde se
po lose urna pequea chocheira, s ndn as
ras Velha, Pires ou Hospicio: quem tiver
annuncie.
Vendas.
rS a botica de Bartholomeo,
vende-se citi uto de tnagnezia.
Vende-se a taberna da travessa do
Queimado, n. 5, com poucos fundos, e que
he bem afreguezada : a tratar na mesma
taberna.
y rua da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens, n. 56, veudem-ae duas pretas ci lo-
las, as quaes lavam, engommam, csinham
e eozeni soffrivelmente; na mesma loja pre-
cisa-se alugar um negro cozinheiro : quem
tiver annuncie, ou dinja-se a indicada loja.
Fcijao.
Vende-se saccas grandes com feij3o mui-
to novo : no caes da Alfandega, armazem
de Antonio Aunes.
iv ir*/>K i
a r\s\


M
Vendem-se relogios de ou-
ro, com vidro, e saboncte, paten-
te inglcz, chegdos ngora : na ra
da Cruz, n. a, casa de Geo
Kenworthy & C.
Vndese superior fio de al-
godSo, proprio para pavios de ve-
las e para rede de pescara : na
ra da Cruz, n. a, casa de Geo
Kenworthy & C
Vendem-se ricos apparclhos
de metal para clt : na ra da
Cruz, n. a, casa de Geo Kenwor-
thy & C.
Vende-se bezerro para cal-
cado, chegado pelo ultimo navio :
na rna da Cruz, n. 2, casa de Geo
Kenwortby & C.
Vende-se um piano inglez, em muilo
bom estado : na rua do Trapiche, n. 17, ar-
mazem de Jos Teixeira Basto.
Manoel da Silva Santos ven-
de arroz do Maranhao a 1,000 ris
cada urna arroba : quem preten-
der dirija-se ao armazem, que foi
do fallecido Braguez, na rua da
Cadeia, n. 64.

Manteletes e capotinhos.
g Na loja do sobrado amarello, nos if
. quntro cantos da rua do Queimado, jf
i n. 29, vfniem-se mrnileles e cspo- |
I linhos de chamalolc, pelo diminuto p
? prego de 25.0C0 rs.
i
Um piano.
Vende-se um piano de mogno, excellen-
te para se principiar a aprender, por mdi-
co preco : na rua do Collegio, n. 21, segun-
do andar.
Hualas.
Vendem-se batatas muito boas por prego
rnnimodo : na rua da Madre-de-Deos, n.
31, ao lado da alfandepa.
Vende-se um sobrado de um andar pela
(|i)aiilia de 700,000 is., oqual rende n en-
slmenle 10,000 rs. : na rua do Passeio, luja
Vemle-se una preta moj, e sem vi-
cios: na rua do Sebo, n. 15.
Tecidos dt algodo tran-
cado da fabricf; de To-
dos-os-San los.
N na da Cadeia, n. f>,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa ce
escravos.
Na r:ia do Crespo, n. 14,
loja de Jos Francisco
Das,
vende-se eyguiao de algodao, fa-
zenda dequalio palmos e meio de
largura e fina, pelo barato preco
de 3 20 rs. a vara ; brim ti anca-
do branco muito encorpado e de
listrn ao lado, a i,a8o rs. o corte ;
dito de puro linbo cor de ganga, a
i,Goo rs. o corte ; eum completo
sorlimento de fazendas por barato
preco.
Vende-se urna escrava de 18 annos,
com muilo bom leito pata criar, nao ten
-- Vendem-se saccas com farinha de man-
liora, vindas do Bio-de-Jsneiro no brigue
iostna, por prego commodo : no armazem
de Dias Ferreira, defronte da pseadinha, ou
a tratar com Domingos Rodrigues de An-
Irade, na rua do Trapiche-Novo, n. 4. Ad-
verle-sc que ns saccas sflo grandes.
Vendem-se pegis de madapolSo largo,
com 20 varas, proprio para forro e roupa de
escravos por ser muito forte, com algum to-
que.de mofo.a 2,500 rs.;e varejado.a 140 rs.;
pegas de chita com algum sujo, a 4,000 : n
rua larga do Rozario, n.por cima da pa-
daria do Sr. Valonea.
O q
> llomocopatbia pura. O
Rua do Trapiche, n. 40. O
O Boticase livrns para o tramonta- S
0 ment dos enfermos pela homceopa- P>
O thia : acliam-se a venda por icodi- Q
<> eos precos. n
~ O I ir. Luz se offerece dar todos x
J> os esclarecimesntos necessarios pa- Z.
O ra o meIhor uso dos mesmos.
o o
Farinha de mandioca
nova, de S.-Cathaina,
a melhor farinha que ha no mer-
cado, vende-se a bordo do Maria-
Prime ira, entrado no dia 6 do cor-
rente, por preco mais barato do
que em oulra qualquer parte : a
tratar com Machado & I'inheiro,
na rua do Vigario, n. iy, ou com
o capito a bordo.
-- Vendem-se amarras ae arro: na rua
la Senzalla-Nova, n. 42.
Vende-sel rozario, 1 par de brincos
com diamantes, cordfies, anneloes, bolOes
de abertura, vernicas, S relogios e una
correnle : na rua estrella do Rozario, n.
8, secundo andar.
Na loja de Jolo Jos de Carvalho Mn-
raes, na rua da Cadeia do ftecife, vende-se
ornis superior rap de Paulo Cordeiro,
chegado do Rio ha 4 dias, por isso o mais
fresco que he possivel, e quasi revalisa
com o princeza de Lisboa.
Xa rua do Crespo, n. 12,
loja de h portas,
vende-sc a pelaca ocovado de chita fran-
ceza de desenlio! muito modernos, cores fi-
xas e pannos de superior tecido ; estas n8o
enganam, corro tcm acontecido em annun-
cios feilos em outras partes, motivo por que
estes te teem tornado de pouco apreso :
venham os freguezes, que conhecero a pu-
reza il verdade.
Vende-se um moleque de elpgante fi-
gura, rom principios de alfaiate, e que co-
zinha ; um dito tanoeiro ; 2 pretas de lodo
o servido ; 2 prctos bastante robustos; um
dito que se troca por um moleque que este-
ja em idade de aprender ollicio : no palco
da matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4, se
dii quem vende.
Eslao-sc acabindo.
Vende-se um lindo moleque de. 18 an-
nos, proprio para todo o servico ; urna ex-
cellente escrava cozinhelrs e engommsdei-
i ii, e que he capaz de tomar conta do servi-
co de urna casa : na rua do Rangel, n. 57.
Vende-so urna escrava crioula, de 16
18 annos, sem vicios nem achaques, que co-
zinha eengomma : na rua do Vigario, n. 1,
loja de barbeiro.de Sebastiflo Jos do 011-
veira.
Vendem-se 24 acgOes da companhia
de Beberlbe : sendo boa occasiflo de com-
prar, por estes diaster-se de receber o di-
videndo : na rua da Cruz, n. 8, segundo e
terceiro Bndares.
Venda-so um carro de 4 rodas, para um
e douscavallos, muito maneiro e em mui-
to bom estado, tanto na sua consistencia
como de pintura, e do mais excellente gos-
to : para ver, na cocheira do Sr. Miguel, no
Aterro-da-Boa-Vista, e para tratar, na rua
do Trapiche, n. 42.
Vende-se, por preco commodo, um oi-
tante e um volumo de taboinlias nuticas
tudo em muito bom estado: na rua da Ca-
deia, n. 56 A, loja de ferrsgens de Antonio
Joaqun) Vidal.
Farelo novo a 5,500 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo navio
de llamburgo : na rua do Amorim, n. 35,
casa de J. J. Tasso Jnior.
--Vendem-se 3 duzias de costado de pu-
tumug, madeira da Baha, propria para
construcgOes navaes e para mercenaria : na
ruado Collegio, n. 21, segundo andar.
A elles
Vendem-se cortes de fina casimira preta
e de cores, pelo diminuto prego de 5,000
rs. : na rua do Queimado, n. 9.
Folhade Flandres.
Em casa de J. J. Tasso Jnior, na rua do
Amorim, n. 35. ha um ptimo sorlimento
de tulla de Flandres, de tudas as marcas, e
a relalho por prego mais barato do quecm c'j um 6ran(le sorlimento de modas, com
oulra qualquer parte.
Na rua do Crespo, loja
da equina que volta
para a cadeia,
vendem-se cortes de casimira prcla, muito
boa, a 5,500 e 10,000 rs ; panno prelo, mui-
lo bom, a 3,200, 3,800 e 5,500 rs. o covado ;
cortes de colirio do fustflo, a 640 rs. ; ditos
de selim de cores, a 2,000 rs.; ditos do gor-
fillio, e qncenpomma, cose ecozinlia ; urna jeorflo, a 1,600 rs. ; esguio de linho,- muito
entes que se
acaben]-
Vendem-se sapa les de couro de lustro,
pelo baratissimo prego de 2,500, 3,000 e
4,000 rs.; ditos de bezerro francez, feilos
no par/, a 2,500 rs.; sapatOes brancos do
Aracaly, a 1,000 rs.: na rua da Cadeia do
Becifr, n. 9.
Vende-se sellins nglezes,
elsticos, rabecadas, e couros de
poico : na rua da Cruz, n. 2, ca-
sa de Geo Kenworthy c C.
Novo sortiiTienlo de fa-
zendas baratas, na rufi
do Crespo, n. 6, ao pe"
do lampea".
Vende-se cassa-chita muito fina, de bo-
nitos padrees, cores fizas e com 4 palmos
de largura, a 320 rs. o covado ; corles da
lita a 2,000 rs. ; riscado di listras de li-
nho, a 240 rs. o covado ; dito de algodSo, a
140 e 160 rs. o covado ; corles de brim par-
do claro, com duas varas e urna quarla, e
1,600 rs.; riscados monstros, a 200 rs. o
covado; zuarte azul, a 200 rs. o covado ;
chitas, a 160 e 180 rs. o covado ; fuslfio, a
640 rs. o corte ; chales de tarlatana, a 500
rs. ; cobertores de algodSo americano, a
640 rs.; e outras niuilas fazendas por bara-
to prego.
Moendas superiores.
NafundigSode C. Starr A Companhiaf,
emS.-Amaro, acham-se a venda moendas
le canna, todas de ferro, de um-modelo e
construego muito 'superior.
Madama C. Aneelle,
com casa de modas franeczas no
Aterrc-da-Boa-Vista, n. ia,
receheu pelo ultimo navio viudo da Fran-
Novo sorlimento de fa-
zendas baratas.
Vendcm-se cortes de cassa-chita muito
bonitos, a 2,000, 2.400 e 2,800 rs.; riscadi-
nhos de linho, a 246 rs. o covado; dito de
ilgodSo muito encorpado, proprio para
roupa de escravos, a 140 rs. o covado cor
tes do brim branco de linho, a 1,500 rs. ;
Jilo muito bom, a 1,700 rs.; dito amarello,
a 1,600 rs.; dito com llstra ao lado, a 1,280
rs.; cassas de cores muilo bonitas, a 320
rs. o corado ; riscados monstros com qua-
Iro palmse mel de largura, a 280 rs. o
covado ; zuarte furta-cres, a 200 rs. o co-
vado ; pegas de rambraia lisa com 8 varas
e meia, a 2,720 rs.; chitas de bonitos pa-
drOes, a 160 rs. o covado; ditas muito fi-
nas, a 200, 220, 240, 260 e 280 rs. ; longos
de seda para algibeira, a 1,000 e 1,280 ra. ;
ditos para gravsla, 1,280rs.; e outras mui-
tas fazendas por prego commodo : na rua
do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia.
Vendem-se lonas imperiaes,
as melhores que ha no mercado, e
brimzSo para velas; na rua da
Cruz, n. a, casa de Ceo Renwor-
thv & C.
Cassas pretas a |>50 rs. o
covado.
Vende-se cassas pretas de muito bom gos-
to a 140 rs. o covado : na rua do Crespo,
loja da esquina, que volla para a cadiia
AGENCIA
da fundicao Low-Moor,
BU. DA SKKZAI.T.A-NOVA, N. 4a.
Neste estabelecmento conti-
nua a haverum completo serti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenho ; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido
coa do, de todos os ta man los,
para dito.
O iQ
g Na na do Trapiche, n. 8, O
^ escriptoriode llenry Forster ^
-Vendem-se queijos do reino, a 1,120 ri .
manteiga francezB.a 480 rs.; lingoigas.a
400 rs. a libra : na rua Direita, n. 14. ^a
mosm.i venda precisa-se de um feilor para
um sitio distante des'a praga 11 legoas, pre-
ferindo-se das ilhas.
Vende-se um pardo bom
oflicial de alfaiate: na rua do
Trapiche-Novo, n. 16, segundo
andar, das 6 s 9 libras da nia-
nhaa, e das duas as 5 da tarde.
--Vende-se urna padaria no Recife: no
Forte-do-Matlos, rua do Codorniz, n. 12.
- Na rua do Cabuga, loja do 4 portas, do
Duarte, vendem-se calungas feitos do bor-
racha, os pnmeiros que teem vindo do Pa-
rs, pelo commodo prego de 800 rs.
Ao resto, ap resto
dos mais lindos manteletes que tem vindo
de Franga : na fu do Crespo, n, 16, loja da
esquina das Cruzes.
dita com um lilho de 10 mezes, e que en-
gomina, coznba e faz todo o mais servlgo
de urna rasa ; Lm esciavo de 20 annos, de
boa ligura.e que he ptimo para o servign
de campo e da praga : na rua do Collegio,
11. 21, primeiro andar, se dir quem vende.
Taixas para engenho.
Na fundicHo de ferro da rua do Brum,
acaba-se de receber um completo sorlimen-
to de taixas de 4 a 8 palmus de boVca as
quaes acham-se a venda por prego cona-
tnodo e eom promptidSo embarcam-se,
ou carrepam-seem carros sem despezas ao
comprador.
Na loja franceza na rua Novatrazda
nutriz, tem bonitos jarros de porcelana,
lanteinas de p do vidro, ditas de casqui-
1 ia-1 inglezsa, ditas fracnezas, candieiros
para sala, ditus de latflo para esludantes,
bengalas de cana, bandejas finas, chapeos
de sol de seda de cures para liomem, fundas
para os quebrados, chapeos francezes de bo-
nitas formas, lengos de seda de 1,000 rs. al
5,000 rs. para tenbora e homi ns, dilos de
morsuiinn, e outras muilas fazendas : sa-
patos de duraque de cies para senhora a
hOOrs., ditos de curo de lustro a 2.000 rs.
Assim como roga aos seus devedores que
Ibe vam pagar, para no mandar tantas
vezes os seus caiseiros 0111 suas casas.
r- Vende-se, por prccisSo, urna casa ter-^
re1 no bairro da lina- Vista, anda nova, eai
chflos proprlos, com sala adiante e atrs,
urna boa alcova o dous grandes quarlos,
despensa, armario na cozinha para guardar
loug, copiar lora, um quarlo no quintal
para pelos, eoulro para despejo, um bom
cnlqueiro para gallinhas : no Alerro-da-
lloa-Vista, luja de miudezas. n. 72, se dir
quem vende.
Riscados imperiaes.
Sfio chegados os novos riscadinhos de
quadros miudus, o inais lino uossivel e dos
uielliiin-s desenhos, intitulados i penaos,
proprios para vtstidos e rou[es para se-
nliora o menina : na la doVjueimadu, luja
dos baraleiroe, n. 17, a320rs. o covado-.
di'10-se as iimosUas com o competente pe-
nhor.
Cbegaram novamente rua da Sen-
zalla-Nova, n.42, relogios de ouro e prata
patente inglez, para bouiem e senhora.
I
f
I
9
fino, a 1,280 rs. avara.
Ww99 999ff ff4 ff^t
H Rom e muito barato. *
Os propretarios da loja do sobrado ^
amarello, nos qualro-cantos da rua
do Queimado, n. 29, de.>ejando ulti-
mar a venda das fazendas abano
mencionadas, resolveram vende-las
lelos seguinles pregos :
Cortes de caigas de brim branco
de puro linho a 1,760
Ditos de dito amarello, a 1.440
Ditos de dito de cures, a 1,440
Ditus de Illa imitando casi-
mira, a i,6C0
Alf-aca preta fina, o covado a 900
Corles do vestidos de chita preta *
com Ucovados, a 2,000
Ditos de cassa de cores, a 2,000
Dilos finos, a ,41)0
Dilosde cambraia de listras de ^
cures fizas, a 2fsoo #
Sarja de la lavrada preta, o co- *"
vado a 560 9
I.engos de seda de cures, a 640 9
Cobertores de algodSo rncorpa- 9
dos pura rsmvus, a 4
9

i
m
i **9G9S99
Xa rundo io|r, !,
loj' de Jos Francisco
Dias, vende-se
rispado francez de quadros escures, fazen-
da muito fina e fiza, pelo barato prego de
200 rs. o covado; pegas do esguiflo de al-
godSo de 5 palmos de largura e com 10 va-
ras f meia, a 3,200 rs. a pega, e a 320 rs. a
vara.
I'cchincha.
Na rua Direita, taberna 11. 18, vendem-se
saccas eom fariua; chegadas ltimamente
Je S.-Catharna, pnrpr.go ir.ais commo'lo
do queem outra quahiuer parle. A ella an-
tes que se acabe.
Vendem-se, na luja de 4 poitas, na ru
lo Cabuga, do Diiai-ie, trangas pretas e re-
inililVs dos mellinreH de-enhos que teem
vindo de l'aiis: laiubent se vendem cau-
dieiros e palmatorias ioglezas.
sejam : chapes muito ricos de seda e de
palba, tanto armados como sem o serem;
fitas de seda para chapeos, tanto de setim
como de tafet, lisas e lavradas; lucos di
blonde e de linlio, brancos e prelos de (0-
dus as larguras; manteletes muilo ricos e
da ultima moda ; flores e plumas de todas
as qualidades ; romeiros de fil e de cam-
hraia bordados ; ricos lengos de ca brai
de linho bordados e com luco a roda, par
m8o ; luves de todas as qualidades, tanto
para liomem como para senhora ; e oulra.
militas fazondas por prego commodo. Na
mesilla casa fazem-se manteletes e chapeos
para senhora, do mais apurado goslo, por
menos prego do que em oulra qualquei
paite.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de diffe-
rentrs modelos : na fabiica de machinas e
undigSo de ferio, na rua do Brum,
ns. 6, 8 e 111.
Deposito da fabrica de
Todos-oS'Santos na Bahia
Vende-se em rasa deN.O. llieber & C.
ia rua da Cruz, n. 4, algodSo tuneado
'aquella fabrica, muito proprio para sacros
Je assucar, roupa de escravos e fio iroprio
para redes de pescar, por prego multo com-
modo.
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potasfa,
de boa qunlidade, em barriszinho.'
pequeos de quutro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
tempo se nao vende : nc tU-cife.
rua da Cadeia, armazem n. 11.
Bom e barato a 1,500 rs.
o covado.
3 & Companhia, vendem-se
O dous cavatios capado, e f 08
'2 muas, viudos de Buenos-
Ayres na barca americana
O Mvshingam: as pesoas que J? os pretender, dirijam-se 2
$ mesma casa.
O 0
No Aterro-da-Boa-Vista, loja n.
18, vendem-se por diminuto
preco as seeuintes fazendas :
meias para meninas, a 40rs. o par; chitas
inas de assento escuro, a 100, 120, 140 e
160 rs. ;*meios chales de ><1a escuros, a 320
ra.; fuslu branco, a 320 rs. ; fazenda para
loalb, a 320 rs. ; lengos de cambraia e de
C8ssa, a 240rs. ; ditus de garga, 500 rs. ;
cambia i ns e cassa de cOres, a 280 rs.; sarja
de lila de duas larguras, a 610 rs.; alpaca
preta o mais fino possivel, a 800 rs. ; casi-
neta de urna s cor e de quadios e listras, a
600 rs.; castores para caigas, a 200j 210 e
320 rs. algodo mesclado muilo forte para
escravos, a 180 rs. o covado ; lengo i'e se-
da para grvala, a 500 rs. ; corles do mais
lino e moderno fustSo, a 1,600 rs.; corles
de cassa para vaslidos, a 2,000 rs. ; risca-
dos monstros, a 240 rs. ; brins de linho,
branco e cor de palba, a 800 rs. a vara; ma-
dapul.to riscado com 4 palmos de largura,
a;240 is ; aaigelim com algum mofo, a 120
rs.; e outras muilas fazendas por baratis-
simo orepo.
Vende-se a taberna defronte da cadeia
de Olinda, que foi do finado Antunio Fer-
reira : a tratar no pateo de S.-Pedro-Mar-
tyr, defronte do passo, ou no Varadouro,
com Manuel da Silva Amorim.
Vendem-se duas casas terreas sitas urna
no pateo do Tergo o a outra na' rua Impe-
rial, com um grande sotilo na fenle e n-
vidragdo : ambas com grandes quintaese
cacimbas : ns rua do Queimado, n. 65.
Na rua das Cruzrs, n 22, segundo an-
dar, vendem-se duas pretas, urna de 20 an-
nos, ea outra de 30, que engommam, co-
sem chfio, cozlnham bem e lavam de sabflo ;
duas ditas de nagflo Angola c Cosa, ffpi-
mas qutandeiras, e que cozinham e lavtam
de sabio, por prego niuto commodo.
Na loja de Haya hamos
& C na rua Nova, n. 6,
vendem-se ricas bandejas de charlo, de to-
dos os,tamanboi, cuui guamiao de fina
casquinha ; ditas sem guarnigSo ; Jgrnal-
daspara noivas ; flores brancas, rozas, la-
ranja e avelludadas; trangts de diereuteslgo, b'axa, gorda, edr retinta, bexigosa,
cores e larguras e outras muilas fazendas olbos paqueos ; tem em urna das faces um
Jbscravos Fgidos
Cma recompensa.
Acha-se fug:da, desde o primeiro do cor-
rento anuo, a preta alaria da Cruz, do 40 e
tantos annos, cara redonda e enrugada ;
tem um dente fallo na frente ; he baixa e
um tanto chela do corpo, mflos e ps pe-
queos; tem asunhasdos ps retrocidase
muito grossas, tendo nos meamos alguna
cravose urna marca de ferida em um dos
lornozelos; tem urna canella quasi toda
oveira proveniente de outra grande ferida
que leve ; d muito cavaco qunndo Ihe fa-
zem cuz; he muito condecida de alguns
oftieiaeadc pedreiro, por ler Irabalhado de
srvenle em algumaa obras, e em algum
lempo que venda agua ; tem sido vista em
Olinda e nesta cidade a vender agoa.- quem
a pegar leve-a ;ao Aleno-da-Boa-Vista, n.
17, fabrica da licores, que ser generosa-
mente recompensado
Fugio, no dia primeira de maio, do en-
genbo l>edregulho, da comarca de Nazarelh,
um escravo de nome Luiz, carreiro, que
por indicios dever ter seguidou o csminbo
liara a freguezia de |Jna, d'oode he natural;
le cnoulo, baixu, alguma cousa cheio do
corpo, ps e mflos sadiosj tem o dedo n-
des da tnfio etquerda lorado quasi pelo
meio, com falta de denles na frenle do lado
superior ; tem boa falla e de phisiouomia
agradavel; pJeter25 a 30 annos; levou
chapeo de coura, malotflo do couro de ove-
Iha, camisa azul e caigas de riscado : quem
o pegar leve-o ao Itio-Forinoso, a JnSo Ca-
valcanti,senhor do engenho Ara goary, |-m
Una, ou ao Itecife a /os Mara Ferreira da
Cunha, na rua do Queimado, n 44, que se
recompensara generosamente.
Fugio, no da 0 do crrente, o prelo
Jos, de nagSo Angico, de 30 annos pouco
mais ou menos, alio, socco do corpo, olbos
grandes e vivos; he escravo de Antonio
Joaquim da |Silv>, que o hoove por com-
pra em Janeiro do correnle anno, ao Sr. es-
tilo Urbano Jos de Mello, senhor do enge-
nho Figueiraes. O annunciante offerece be a
recompensa a quem apresentar o dito escra-
vo na pracoha do Lvramenlo, loja do Jos
Antonio de Olivera ; assim como pioiesta
contra qualquer pessoa queso dilo escravo
tenha dadousylo.
-- Fugio, no dia 6 do correnle, o preto
Francisco, de nagflo Mngambique ; liecego
de um olho ; levou caigas de algodo da
ierra, camisa do mesmo j velho ; he bai-
xo, barba feila, cheio do corpo : quem o
pegar leve-o rua da Cruz, n. 12, casa de
Joflo Leilo Pita rtigueira, que gratificar.
Venceslao, pardo agarapado escuro,
alio, secco, de 18a 20 annos, quando do en-
genho S.-Antonio-Grande fugio, princi-
piando abarbar; tem urna cicatriz em um
dos lados do queixo, cabega redonda, ca-
bellos prelos e muilo cacheados ; tem olhar
de porco, olbos verraelnos, pernas e bragos
finos, nifl.is e ps grandes ; be tabaquista,
falla alguma cousa fanhoso ; fugio no dia
10 de margo de 1815, para o quilombo de
Vicente de l'aula, e d'alli om Janeiro de 1848
sabio para o centro por tei Ihe mandado
dar o mesmo Vicente dous tiros, dos quaes
smenle foi ferido em um brago : quemo
capturar, ou delle der noticia nesta prega a
Joo Francisco de Alahde, e as Alagas,
ao commendador Jos Paulino de Albu-
querque Sarment, proprietirio do enge-
nho S.-Antonio-Grande, ser recompensado
com 100,000 rs.
Fugio, do engenho de Tres-Boccss, po
dia 17de fevereiro passado, um pardo com
os signae seguinles: baixo,. grosso, em
barba, de 20annos pouco mais oa menos,
cabellos enroscados, olbos grandes e apa-
mpados, bem feilo de corpo, pernas e ps,
nariz-chato, beigos grossos, bocea regular a
com todos os denles ; intitula-so forro, e
como tal vem munido de um passspoite fal-
so com o qual illudo as autoridades de
Barra-Grande: quem o pegar leve-oaodi.
to engenho, ou ao Itectfe, em casa de Ma-
nuel Joaquim Itamoa e Silva que ero qual-
quer das partes ser generosamente recom-
pensado.
Fugio, no dia 11 do proximo-passado,
urna preta de 30 a 40 annos, de nagilo Cou-
tudo muito em
Vende-se, na rua do l.ivramcnto, n. 14,
merino prelo de duas larguras, a 1,500 rs.
covado ; meias Casimiras de bonito goslo,
a 2,500 rs, o corte; dilos de cassa-chita!
minio Gnos, a 2,200 rs.; ch les de seda, a
5,0(10 rs. ; panno fino preU> para casaca, a
.1,000 e 3,500 rs ; e muito fino, a 5,000 ra. ;.
chales de cassa com avaria, a 500 rs- ; ris-
eadinhos de linho para jaquetas, a 400 rs.
o covado ; boascambraias para vestidos, a
5,200 rs. 0 corte ; cambraia a seda, a 5,500
s. o.corte ; e outras muilas fazepdas bara-
tas, como sejam : msdapolOes, a 2,600,
2,800, 3,200 o4,000 rs ; c muito fino, a
4,800 rs.
Na rua do Cabog, loja de quatro por-
tas, do Duarte, vendem-se Irancinhas de
isa, proprias paraenfeiles do roupas de me-
ninos, decores, a 80 rs.
para enfeiles de senhora
conta.
-- Vendcm-se pegas de madapolSo com
20 jardas, muito largo e com algum mofo,
a 2,500 rs.; estopa r ropria para roupa del
escravos e enfordar farendas e tambero pa-
ra saceos, a 3, 4 e 6 vintens e a 160 rs. a
vara, com alguma avaria; chitas, a "|800
rs. a pega : na rua larga do Jiozano, n. 48,
pri ii e roa miar
Vende-se superior vinho engarrafado
ha mais de 7 anuos, lauto branco como lin-
io.; pipas varias de Lisboa ; e barricas lii-
pas : na rus das Crizis, taberna n.20.
Vendem se ricos capotinhos e romei-
ios de suda e fil ; bem como [nucas para
cruncas, grvala, de seda do diversas c-
r ?, por turao prego : na rua do Cabuya,
loja da Francisco Joaquim Duaite.
Venderse Cliefsd'oJiivre de Vultaire, 5
v. rn 18.' enead ; Diccionario portuguez-
franceze francez-porluguez, por Fonseca ;
Roqueta, i v. iu 8." grande por prego
commoflo: na rua do Cresio, n. 8.
Vende-se urna taberna com poucos fon-
dos, na l'assagem-da-Magdalena, na esqui-
ta que vira para o llene lio, por baixo do
sobrado, a tratar na mesma taberna, ou
uoAlerro-da-Boa-Vista, n.80.
signal de carne, andar atrapalhado, porque
puxa por urna p.rua ; be bastante desem-
bargada o fallar, bstanle arjilosa e ca-
paz dtfllludira qualquer pessoa que a n3o
con boga bem ; sabe de quasi todas as po-
ydagOesda provincia, por ter andado a ven-
der miudezas pelo mallo, de cojo saber
talyi z se tenha servido para melhor Iludir
a vigilancia das autoridades, porque j de
oulra vez que fugio fui encontrada' 1-0111,11 m
balaio de miudezas para com elle subir 1 a-
ra o centro; chama-se Mara Joaquina ; j
foi escrava de um senhor d engonho, chu-
mado Manoel Buarque; levou vestido de
chila azul, panno da Cuss, camisa de al-
godflozjnliu c mais urna trouxa cora um
vestido branco, urna saia preta de lila, um
panno pretu, um vestido de riscado escuro,
um frasco d'agoa de Colonia, urna faca de
mesa, de cabo branco, urna tigella peque-
a e urna collier de cha. Itoga-se, portanlo.
as autoridades policiaes, capiteles je cam-
po e outras quaesquer pessoas, que a appre-
h<-ndam e levem-na rua dos Quarteis, lo-
ja du miuJezns, n. U2, q i sero recoin-
penssdos.
l'BaN. : Hl TVP. DE H. V, DE filU. 1850


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E1P80CMTO_DDR4EJ INGEST_TIME 2013-04-24T19:05:36Z PACKAGE AA00011611_06908
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES