Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06907


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Full Text
Anuo XXVI.
Segunda-fera
15
partidas nos ooaxtzioa.
Colannae Parahiba, segundas e sextas feiras.
Rio-Grande-dn-Norte, quimas feiras aomeo-
Cabdo',aSerDhem. aio*orinoso. Pi',0JVffl
e Macelo, no IA e 21 de cadamez.
Garanhuns e Bonito,a 8 c3.
Roa-Vlsta c Flores, a'*c/8-
Victoria, s quintas i""-
, Olinda, todos of dias.
- i
DHEMIHIDU.
Mlng. a 4, s 8 h. e 20 m. da ra.
Nova a 11, as Hh.e 49m.dat.
Cese. aI8, 1 h. e 33 m. da t.
Cheia a 25, s 9 b. e 49 va. da t.
PBEAMAR M HOJI
Primelra as 0 horas e 30 minutos da tarde.
Segunda as (i horas e ti minutos da manha.
de Maio de 1850.
N. 108.
BIAA DA laUVA.
I.'i Seg. S. Servado. Aud. do J. dos orf. e m. 1 v.
14 Tere. S.Gil. Aud. do chae, do J. da 1. v. do
clv. e do dos feltos da fazenda.
15 Quart. S. Izldoro. Aud. do J. da 2.v. do eivel.
l Quine. S. Juo Nepoinucrno. .Aud. do J. dos
orf. e do m. da 1. v.
17 Sext. S. Pascual Kaylo. Aud. do J. da I. v. do
clv. e do dos fritos da faienda.
18 Sab. S. Venancio. Aud. da Ctmc. e do J. da 2.
rBEOOS DA SUBSCIWFOAO.
Por tres iney.es (oiiaiHado) 4/000
Por seis mezes 8/000
Por um anuo 15/000 119 Dom. Pascoa do Espirito Santo.
8)000 i do crlme.
CAMBIOS IB! 11 DE MAIO.
Sobre Londres. 27 a 27'/ d. por 1/000 r. a BO.diai.
. Paris, 346.
> Lisboa, 95 por cento. ______
Onro -Oncas hespanhoes......... 29/000 a 20/500
Moedas de 8/400 velh.s.. IS/T. m a 16/800
. de 6/400 novas .. 11*200 a 10)1400
. de 4/000........... 9/100 a 9/200
/r,U._PaUc5esbr&os...... I/WO goOO
Pesoscolu.nnarios....... |/* |{
Ditos mexicano!.......... l/800al/82O
nrrifsrr^ >y *1^ .' -;
PARTE OFFICIAL.
GVERNODA PROVINCIA.
I.EI N. 25.
Honorio Hermto Cerneiro LeSo, presi-
dente da provincia do Pernambuco. Faco
sabara todos os seus habitantes que a as-
sembli legislativa provincial decrotou e eu
sanecionei a resolueflo soguinte:
Artigo l. Fica revogada a segunda parte
do art. 9 da lei n. *0 de 9 de junho de 1837,
extinctoolugar de escrivflo privativo de
bypothecas.
Art. 2. Fies rovogada a lei n. 31 do 15
j unho de 1836, e betn assim a de 9 de junho
de 1837 na parte relativa i celebrarlo das
esrripturas de hypolhecas.
Mando portanto a todas as autoridades a
quemoconhecimenloeexecur;5o da refe-
rida resoluco pertencer que a cumpram e
facam cutnprir 18o iriteirainenfe comonella
se contera. O secretario interino da pro-
vincia .a faca imprimir, publicar e correr.
Cidada do Itecife de Pernambuco. aos 11 de
maio de 1850 vigsimo-nono da indepen-
dencia e do imperio.
. 5. Honorio Hermito Carneiro I4S0
Carla de M P'l oual F. hxc manda
txecular a retolueio da attembla legislativa
provincial, que tanecionou, revogando a le
provincial n. 31 de 15 de junho de 1836, o re-
jundo membro do art. 2 da dt n. 4 de 9 de iu-
b/io de 1838, e a parle tifia relativa a cele-
braedo das eteriplurat de hypothecut, e extin-
guindo o lugar de etcrivdo privativo dat tnei-
11,ut hypothecat.
Para V. Etc. ver.
Manoel Jote SJarlint a fez.
Sellada e publicada tiesta secretaria da
provincia de Pernambuco, aos II demoio
de 1850.
Antonio Francitco Pereira de Carvalho.
Registrada a II 156 v. do livro segundo
das leis provinciaes. Secretaria do guvorno
de Pernambuco, H de maio de 1850.
Joao Domingutt da Silva.
TRIBUNAL DA BJ5LACAO .
SESSAo DE 11 DE MAIO DE 1850.
aaasiDBNCu do kxm. seniior con-
M.l II KIIIO AZEVKDO.
A's 10 horas da manhaa, achando-se pre-
sentes o Srs.deaembargadorca Ramos, Villa-
res. Leao, Souz.Rebello eTelles,faltando coln
causa ns Srs. deseinbaigadorcs .Bastos, Luna
Freir e Ponce, o Sr. presidente dahtai a aberta
a seiso.
JULGAMINTOS.
Appellaco erime.
Appellantc, os jurado das Alagoas; appella-
do, Domingos Jacob Dantas. ro julgaua
Improcedente a appellacfio.
O llabeucorpui de Florencio de barros Montei-
ro.Foi denegado.
Appellacti civtit.
Anticuantes, Boilacio Jos Correa e oulro;
appellado, llanocl Rodrigues da Costa. -En.
diligencia.
Fq aasignado o primeiro dia til para o jul-
gamenlo aasseguintesappellacdcs em que sao:
Recurrentes, Antonio Jos Kernandes de Oll-
veira e outro ; recorrido, o dcseuibaigadoi
Jos Mariani. ,, .
Apellante, Francisco Jos Pereira; appellado,
Martinho Horges.
Anpellante, Anselmo Goncalvcs Pereira ; ap-
pellado, Joaquim Carneiro Tea).
Ai'ncllante, o juit presidente do jury de Olin-
da appellado, Joaquim Pacs brrelo.
Appellaote, o Dr. promotor publico ; appella-
do, Francisco. Autouio
Anpellante, o julio do crime do Puo-d Alho;
appellado, Francisco Autouio Corlea de
Appellaote, Manoel Jos Pereira de Mello; ap-
pellado, Joo de Barros itrandao e oulro.
Appellantc, Jos Autouio Usslo ; appellado,
Vicente Jos de Brilo.
Appellante, Manoel Jos Soarcs de Avelar;
appellado, Domingos Jos Marques.
aevisES.
Pasiaram do Sr. desembargador Ramos ao
Sr. desembargador Villares as segulnlesappcl-
co em que sao : -
Appellaote, Antonio Mauricio da Fonseca ; ap-
pellado a juslica.
Appellante, o Dr. promotor pub ico appella-
do, Porliro Ferreira dos Santos.
Passaram do Sr. desembargador Leao ao Sr.
desembargador Soma as appellacocs clvcis
em que sao :
Appellante, Manoel Claudio de Quciroz; ap-
pellado, a fazenda nacional.
Appellante, o bacharel Manuel Jos Pereira de
Mello curador da parda Rosa; appellada, D.
Mara Carolina Ferreira de Carvalho.
Appellante. Antonio Vital da Fonseca llauanei-
ra- appellada, Auna Joaquina de Freilas.
Appllantes, Juao Francisco Regs Coelho;
appellado, Joio Filippe de Souza Leao.
Passaram do Sr. desembargador Souza ao Sr.
desembargador Rebello as srguinles appclla-
cOes em que silo :
Appllantes. Marcolinn Jos de Queiroz e ou-
tros ; appellado Elias Fraucisco de Saiupaio.
Appellaules, June Patn & C.; appellado, eran-
cisco Joaquim Duarte.
Passaram dor. desembargador Telles ao Sr.
desembargador Ramos as seguintes appclla-
ces em que sio : .,.,..
Apiiellanie, Francisco Jos da Costa Cumia-
rles ; appellado, Joaquim Antonio do Forno.
Foi distribuida ao Sr. desembargador Telles
a denuncia de Amonio Fabin de Meudoiica,
coutra o Dr. Allomo Arlhu de Almcida e Al-
l,lli|lleri|lie.
Levantousc a sessao mcla bora da larde.
PERNAMBUCO
ASSEMBLEA PROVINCIAL
21.a SESSAO' ORDINARIA. EM 6 DE MAIO
DE 1850.
rHESIDKNCU DO B PEDRO CAVaLCASTI.
( Conelitido.--Vid$ o Diario n. 107.)
(il'.HKM DO DIA.
Conlinuaclo da primeira discussSo do
projecto n. 17, que aulorisa ao presidente
da provinci a contratar com quslquer par-
ticular a edilicacilo do um maladouro pu-
blico ; e bom sssim dos requerimientos de
adiamenlo offeMciJos na aessflo anterior.
O Sr Jote Pedro sustenta o projecto, res-
pondendo aos oradores que'o combateram,
ou pronunciram-se pelo adiamenlo.
O S. A. F. de Ollveira :Sr. presidento
com bstanle acanhamento torno a pedir 11
oalavra ; e, se nSo conflasse na benignida-
do desta cis, nflo me animara de certo
ainda a tomnr paite nesto debate.
Di>se o Ilustro deputado, signalario do
projecto, que nJo convinha que se confir-
rjUSM a aulorisagSo j concedida acamar
municipal em leis anteriores para que ella
fiodesse construir um maladouro publico,
ou por via de emprestimo, ou por meio de
ompreza; mas me parece que n.lo provou
terminantcmenti'* sua assercOo, porquo em
lodas as rasoes por elle produzidas nenuhu-
ma ha que seja de tal frga, que nos leve ao
nonio do retirar cmara esse voto de cod-
lianca ; voto de conQa que na realidade o
lie, ou que pelo menos eu o julgo assim. E
por certo nflo sei como.tendo as assembla.'-
passadas, composlas de depulados de um
credo conlrario.conservado esta autorisarjfli
a cmara municipal, sempre composta tam-
ben! de individuos de credo opposto ao des-
sas assemlilas, sejamos dos agora que Ih-
liremos esse voto de conlianca, Istuquando
a muuicipaliiiade he, por assim dizer, fei
tura nossa, c composta do pessoas a quen
lodos nos devenios tributar a mais alta con-
siderado...
O Sr. Manoel Cavatcanti :Isso de credo
he o mosmo.
O Sr. A.deOlivera:-X3o lie o mesmo
para mim ; c, se o nobre deputado fosse
?ereador,tlvex muilo se dosse...
O Sr. Manoel Cavalcanli :-N;lo acredito
nos taes credos ..
O Sr. A. P. de Oliveira: -- Bem... O nobre
deputado pode pensar assim, eu pens di-
versamente
O projecto cncerra em si urna s ideia,
que he a construcc.3o ae um maladouro por
oifl'o de emprezi : mas esta ideia j fu
consignada na lei do orc,amenlo municipal
de 1845, lendo igualmente revivido em to
dos os ornamentos seguintes. logo a utili-
dadedo projecto nSo se justifica, visto que
o fim a que elle se propOe j se sena indi-
cado na legislacilo vigente: a o a raso d
cmara uestes cinco annosno haver podido
consl: uir um maladouro por meio de emprc-
^a, nem por meio de emprrstimo, no irle
parece sufilcienle para se Ihe retirar acnII-
anga; porque todos nos sabemos que duran-
te estes cinco anuos as vicisitudes polticas,
poique passamos.e que trouxeramam resul-
tado depois da mais-phrenlica inversilo urna
guerra civil, nio periniltiram a realissQBo
de obras publicas por meio de emprestimos
ou emprezas. Sendo assim, eu enlcndo qui-
so deve conservar cmara a autorisaijflo
que se Ihe tem dado, e quo re|"mi'iCCo n
lei vigente. Dcmais, o fado de se nflo le
feito cssaolir, nflo he motivo para que se
nflo de faculdade 4 cmara para que tente
fa/e-la ; porque uessa liypolheso deviamo-
lanibem concluir, que se nflo devia autori-
sarao governo a facturi de outras, visto
que muitas tectn sido decretadas, e nflo
executadas lie verdad que a cmara nflo
p.le coulraliir esse emprestimo; mas,
sabemos nos se ella o podera cohtrahir hoje?
Nflo sabemos. Demais, a cmara devo. pro-
ceder com muita pruJoncia porque ha
comas que, quando se tentain, c nflo se
conseguem, s servoai para do-creJit1). Se
a cmara, por meio de editaes, ou por n eio
de urna commissflo, so dirigisse ao commer-
cio pedindo um emprestimo, eo nflo cons--
guisse, islo diminuira o seu credilo.e seria
mesmo um motivo mais plausivelpara se
formara opiniflo desfavoravel que faz ono-
bre depulad de sua reputaeflo. Mas, repito,
p le ser que o consiga esse emprestimo, vis
lo que elle he destinado para urna obra,
que offerece lanos lucros, queja tem des-
pertado a ambico, ouacobica de alguns
particulares ; ;iorque, senhores,' esses par-
ticulares nflo sflo levados sopor patriotis-
mo : nflo quero dizer que nflo baja al-
gum, mas o principal motivo que os guia,
he o inleresse.
Sr. presidente, en experimento serios
mbaraeos nesla discussflo.e reconheco poi
um lado quo nflo sou o mais proptio par*
meapresinlsrcomo defensor dos inlere-
ses da municipalidade ; pelo menos ou te-
nlioesse escruplo, e talve* que as minna>
palavras parecam dictadas por um senti-
iiii'iiio menos nobre, mas o receio de seren
as minhas IntencOes as mais puras invert
das, e envenenadas pela malevolencia, nun-
ca me fa recuar perante o cumprimenlo
de um dever ; ( aptiadoi) porque meu pa
faz parto da cunara municipal desta cidado,
quando eu aqu tomo a delesa dos inleres-
ses da municipalidade, ntu defando os in-
leresses de um individuo, m aun os de
80 mil habitantes, para nflo dizer os in-
leresses de toda a provincia, porque ella
luda mais ou menos goza dos beuolloio u
commodidades da capital; e debaixo desse
poni de vista entendo eu que as assemblas
deveriam olhar com mais alguma atiendo
para o estado pouco favoravcl dessas cor-
poraefles.
O Ilustre deputado que bonlem fallou em
nllimo lugar,qui descreveu debaixo de co-
res verdadeiras a posiQo'iias cmaras muni-
cipaos : as assemblas, geral e provinciaes
brida solta correm sobre todas as imposi-
Qfles, tomam tu lo, nada deixam para as po-
bres municipalidades, entretanto quo as
cmaras, pela lei de sua creafjflo, teem urna
importante njissflo a cumplir, e deixam de
satisfacer ao scu mandato na sociedade,
por falta de meios que Ihe sflo incompeten-
temente denegados, ou tirados pelo poder
legislativo.
Nostas circunstancias se Icmlirou a mu-
nicipalidade desta capital de appellarpsra
o patriotismo o Ilustrado desta assem-
bla, pedindo-lhc um emprestimo dos co-
fres provinciaes ; porm essa ideia causou
grande repugnancia na casa, e foi antes
aqui considerada por alguns Srs. deputados
como uro sacrilegio, dizendo-se mesmo que
a cmara eslava desacreditada, balda de
recursos, e que mesmo nflo pagava as suas
dividas; mas os nobres deputados, que
assim se expressram, acharam muito natu-
ral quo o (hesouro provincial, muilo mais
rico e recheado cusa de lanas imposi-
to pelos colres geraes, (muilot apiados)e
que por consoquencia nflo devium suprr
Hiten-,menle fura do proposito que a cma-
ra tambeai fssesoccorrida porum er pres-
t mo provincial ; ( apoiadm ) e anda mais o
nobre deputado aulor do projecto sa nflo
iembrou ile haver aqui referido quo a c-
mara municipal nunca fra pesada as cofres
provinciaes, que uias, ou menos ella hia
satisfazer sempre seus empenhos ; o que lie
verdade, por qua ha piuco ella pagou urna
mida de alguns cotilos de ruis, hypothecn-
Jo mesmo as rendas de alguus de suus pre-
dios para esse fim. ...
O Sr. ot Pedro : --Eu nunca disse islo
O Sr. A. I', de Oliveira : --O nobre depu-
tado como nflo consente que seus discur-
sos sejam publicados, julga que basta o di-
zer quo nflo, para ser accreditado, suppon-
do que nflo se Ihe p Je notar contradic(!1o,
como agora succede ; poiin eu neste caso
appello para o testemunho da casa, par-
que diga se nflo ouvio o nobre deputado
dizer que a cmara municipal nunca fra
pesada aos cofres provinciaes.
OSr. os Pedro :-- Mas hoje est deven-
do 19 conlos e quer se llio dar ixais nflo
sei quanto...
OSr. A. F. de Oliveira : Sr. presidente,
eusei que a occasiflo no he opporluna pa-
ra ventilar-se a questflo do emprestimo ,
( apoiadus ) entondo que esta queslflo deve
ser tratada na discussflo da lei do ornamen-
to ; ah, em vista das necessdades a que Ii-
vermos de acudir, veremos se he possvel
alten er requsieflo da cmara municipal,
eu nflo quero esolver esla questflo agora,
desejo so adia-la, afim de que nflo se deixi
por prccipitacflo, e sem (leo conhecmen-
to de causa de 1 cine liar a um mal ; ina-
tambem nflo desojara que se tirassej A c-
mara loda a nlervenQflo no contrato, eem
urna obra que Ihe pertence pela le geral
Tambem o lluslre signatario do projecto
asseverou que as obras por arrematarlo e-
rato muito mais proveilosas e menos dis-
pendiosas do que as feitas por adminislra-
eflo. Eu nflo uegatei o fundamento desl.
proposito em alguns casos; sou todava
forjado a declarar que, posto que algumas
obras possam com aperfeicoamento e van-
lagem ser execuladas por arremataeflo, ou-
tras, pela sua natureb'a, s pdem olTerecei
a necessaria durahlidade quando felas poi
sdillioistraffto. Mas em lodo o caso, si
porventura a cmara podesse conseguir um
emprestimo qualquer nflo haveria inconve-
niento algum 0111 que o maladouro fsse
constiudo por arrematado ; poisque, de-
pois de appiovada pelo governo a plant
com seu respectivo orcamenlo, ella poria
essa obra em arrem8lac,ao,*se julgassj esse
moo mais vanlajoso.
Sr. prosidente, alera dos inconvenientes,
que acabo de indicar, o projecto tem oulro
vicio radical: elle he evidentemente incons-
liluicional, e fere o $ *.' do art. 10 do ac-
to addirional que diz o seguiute : Compe-
le as assombra legislar sobre a polica, e
economa municipal, precedeudo proposla
das cmaras.
Ora, nflo se podendo negar que os mata
douros pblicos sflo comprchendidos ne
cousas de economa e polica municipal, de-
via aqui aprcsjntai-so urna proposta da c-
mara antes do projecto ; ( apoiadoi) e, como
essa fonualidade couslituicioiial nflo foi
precnchida, o nobre deputado formulou
um projecto Inconstitucional. ( Apeiudot..
O Sr. Helio llego da um aparte...
O Sr Jos Pedro: Esses apartes sflo
muilo acinlosos-
O Sr. Helio liego : Ora, que mal este,
apoiar eu as ideias do orador qua Talla
bem, e contrariar as do nolire deputado...
O Sr. Jos Pedro : l'eea a palma, e e
nuicieos seus peusamenlos...
OSr. Mello Kego : -- Eu o farei, quando
entender preciso ou conveniente.
O Sr. A. F. de Oliielra : Voltando
inale ia, eu pe(u licenca para tirar o meu
requerimento de hontem, visto quo das ob
servaces por V. Exc. feilas, se collige
que elle he contrario as disposc,0?s do regi-
ment.
Agora falla-rae provar a offens ou inju-
ria que encena o projeclo contra a cmara
municipal : parece-me que ludo quanto eu
disse srova evidentemente esta injuria, e
affirmo i casa que, quando vi este projecto,
duvidei que ello fsse assignado pelo Sr
Jos Pedio da Silva, que alias tem apresen-
lado neata casa projeclos muilo bem ela-
borados ; porm, este declaro, que nunca
pensei que frse assignado pelo llustre do-
putado ; visto que, sendo esta obra da c-
mara o nobre deputado so nio Iembrou,
que xistia cousa quo se chama --cmara
municipal. Isto me parece extraordinario,
muito mais quando eu entendo que se Ihe
lira essa interveneflo porque nflo se tem
conlianca nella, e que ella uflo tem crdito.
I'ermilta-me o nobre deputado, autor do
projeclo, que eu Ihe diga que a thesouraria.
lopois do roubo escandotoso que lizeram
seus empregados, reduzindo miseria al-
sumas familias do reconhcciJa honradez e
probidade, de certo merece hoje menos ere
dito do que acamara...
OSr. lose Pedro : No meu relalnrio, eu
isse que o governo nflo tinha crdito pata
contrahir empreslimos, e nem por isso o go-
verno se julgou offendido, ou injuriado.
O .Sr. A /'. de Ollveira : Ao menos os
emprcgidos da cmara nunca lesaram os
particulares.
OSr. Mello llego:-- Ao menos acamara
municipal nflo foi Iflo negligente como o
governo...
O Sr. 4. F. de Oliielra : Eu sei que o
nobre depUado nflo leve parto imsse nego-
cio, fall geralmente sobre essa falta de
i'.inliaiK'.i : se o nobre deputado enxcrga na
cmara falta de confianza, nflo he muitn
quo eu argumente do mesmo modo ; nflo
devendo, porm, tsquecer que nflo lia inul-
tos annos que certa pessoa offereceu c-
mara um emprestimo de urna quantia avul-
taria pelo juro de um porcenlo, afim do te
eflecluar urna importante obra ; islo lie, 5
ou 6 anuos, o nflo o fez porque ella fazia
parte da cmara, c receiou que se nflo dis-
sesse que se approveitara da sua posicffo
para defraudara municipalidade. Ora, as-
sim como isso acontecou urna vez, pode an-
da acontecer, e nio^ba motivo para se tirar
acamara a aulorisac,io que Ihe foi conce-
dida.
Por lodas eslas rases, voto contra o pro-
jecto considerando o intil, incontitucional
i: finalmente offensivo a cmara municipal.
O Sr Mello llego :~0 nobre depuladh au-
tor do projeclo declsrou hontem que o que-
ra retirar da discussflo ; nflo sei se elle ain-
la persiste nesti ideia, ou desisto Jalla ; ve-
jo que a discussflo contina, o por isso enun-
cia rei o meu voto nesla queslflo.
Sr. presidente, pretendo votar a f ivnr do
requrrimeuto que submetleao conhecimen-
lo das comtnisses reunidas de negocios das
cmaras,e de nbraspublicaso proieclodono-
lire deputado. J hontem se observou aqu na
casa que.tendo a cmara municipal'feitourna
proposta a esla tfsembla sobro a construc-
Qflo do seu maladouro, o tendo essa repre-
senlacflo si'o remet ida s ditas cotnmis-
si reunida*, pareca que nos devia mos
esperar pelo seu parecr, para ver sobre que
base ella dava a sua opiniflo, od se aprsen-
la v,i ti m projecto que polessc*atisfazer as
vistas que leve a casa ; e nenhum mal pode
vir em retardar-so a dlscussSo do projecto
donobio deputado, porque at mesmo po-
dar acontecer que as commisses acoilem
como base as ideias consignadas no projec-
to. Ora cu, como eslou disposlo a votat
contra o projeclo em prim :ira discussflo
quera anles que elle fosse s commisses
tiara ver se ellas, depois do acurado exame,
poderiam apresenlar ideias que me salisli-
zessem, porque as consignadas no projeclo
nflo as aceito.
Sr. presidente, V. Esc. me permillir que
ou entre na aualise de alguns atligos, e que
le la conclua, quo O projecto, ou vai estabe-
lecer um favor perpetuo para aquellos que
constroircm o maladouro, ou ternar-se-ha
Intil; em qualquer dos casos, eu o julgo
inconveniente e hei de volar contra elle.
I'i! ni' ir,Hlenle he ncccssario que o nobre
deputado mo demonstre, por algarismos,
que a empresa do matadouro pode dar em
resultado um dividendo liquido nunca me-
nor de 15 por cenlo, como primeira condic-
eflo. Mo smente para salisfazer o juro do
capital desembullado, j nfl fallando Da
possibilidade de ganho para os empresarios,
o que nflo ser para admirar, seelles busca-
re m l-los. E aclia o nobre deputado que de-
venios assim facilitar emprezas qu del
dividendos tflo altos, sem uui motivo muito
bem demonstrado, quaudo se foro oulioj
inlercsses?
Eu vejo, Sr. presidente, que empresas
principalmente como estas, emque nfloexis-
tem receios de graves sinstros, como por
exemplo, as companbas de seguro,, que
pela emergencia de um incendio,ou de um
tempestad*! podeinlieararruinadss, ellas se
organisam eacliam muita vaiitagem no lu-
cro de 1 por ceuloao mez, ou un la 10por
cento o anuo. Eu vejo que no Rio-de-Ja
neiro associaces exislem com o lucro de 11
por cento, quo esto muito satisfeilas; e
purtanto, aciio exageraeflo em organisar-se
una associaco, marcanJo-so-llie um di-
videndo liquido de 15 por cento, que he
quinto consigna o projecto Silo, pois, ne-
eessarios IScoiitos lquidos para salisfazer
o juro dessa divida. E nflo se diga que nflo
subirs tanto; porque marcando o projec-
lu 120 conloa, os emprosarios tarflo diligen-
cia, por conveniencia propria, de elevar o
CUStodtf Obra a essa qiiHiilia. Admillindo,
porlanto, que sejam 15 por cento lquidos,
como disse, o juro desta quantia deve mon-
tar a 18 cotilos de res por anuo. Ora o no
bre deputado tomn por termo me lio do
consumo 70 rezes o quo produz una renda
de 25:200,000 rs. ; quantia essa com a qual
so devo nflo s fazer a amortisac,flo, senflo
tambem supprirss despezss do costeio an-
ntnl do matadouro. Subtrahindo, pois, llal-
la 18 conlos dos juros do capital emprogado,
rostatn 7 cintos para as mais despezss. E
ser esta quantia-a sufilcientn para que a
emprezapossa satisfazer a todas as necessi-
dade a que tem de occorrer ? Supponho
que no. Nflo o poderei demonstrar rigoro
sanente, porque nflocstou bem inteirado
dasnecessidadesde um matadouro: nflo sei
qusntos carnicoiros sflo precisos, quanlos
administradores, que poreflo de agoa lio ne-
cessaria.
0 Sr. Jote Pedro :Se nflo sabe, nflo pode
aflirmar que lio inexequivel.
O Sr. Mello llego :- Eu nflo posso demons-
trar rigorosamente j mas tomo urna base tal,
que pode ser aceita ; lomo bases geraes, o
com ellas posso mesmo dizer que 7 conlos
sflo pequea quantia para esas despezas,
urna vez que os empresarios hito do ter ad-
Dinislradores, carniceiros, agoa, cobrado-
res, &. ; e estas-cousas nflo p lem exigir
menos, so nflo mais do que esta quantia,
para seu costeio, notando anda que a es-
sas despezas deve addicionar-so a quo tem
le ser feita com o< reparos e concertoS do
matadouro, segundo est eslahelecido no
projeclo. E devo tambem dizer que cot
essa disposieflo acerca dos reparos 0 nobro
lepulado abri urna porta para illudir-se o
lensamenlo do projecto ; posso dizer sso,
porquo por ora nflo vou o fen ler a nin-
,'uem ; como anda nflo est feito o contrato,
nflo fallo indiv:dulnnnte. Mas, como ia
dizendo, he certo que os empresarios p lem
fazer construir matadouro de maneira quo
SOlTra urna ruina tal todos os annos quo de-
manJe una grande despezs para seu repa-
ro. ..
O Sr. os Pedro-.-Uso entra as condi-
efles do ropiratn.
OSr. Mello llego: -Ningucn di que lio
muilo tres ou qualro contos de ris annuaes
para ropar.i de um matadouro que custou
130 contos; 4ou5eontbs^nBo serlo sin la tslvez
uinaquanliasulllcient-'.donilose vqueuma
pequea somma ficipara pagaras domis
despezas ; logo toda a renlado matadouro
deve ser absorvida, no s pelo juro, como
por outras desposas, e nada por consoguin-
te fiera para amoriisacflo do capital desem-
holQado. D.iqui se conclue evidentemente
quo 011 o governo se ha de ver na necessi-
daile do nflo contractar a eonstruceflo do
matadouro por causa dessas rases qii
acabo deexp-, ou se lia de con-cntir quo
seja construido em favor de urna compa-
as eternamente. {Ha um aparte)... Ocian-
do muito a amortiSSoKo nnua sor de
300/000 rs. 011 detlOOO/DOO o qu de cer-
lu ser de tima morosid ide que.'imporlar
quas urna eterni lade. Diz-se acamara:
Vos tereis um maladouro um dia o lon-
gos dias ha de ella esperar por ess^dia 1
hso me faz lembrar o que outr'ora li nos
livros de igreja : a cmara nflo ficar em
melhor CondiccSO, do que os captivos de
Uabvlonia, a quem os padres, prometiendo
a liberdade, mat.davain esperar CO annos,
para serem livres do captv.-iro quando na-
turalmente j estsrlam morios, a esses
pelo menos marcava-sa unn poca, e a
cmara nem isso lera, levar toiasvids a
esperar!.....
Sr. presidente, cu nflo posso, como ja
disso, votar pelo projecto do nobre deou-
tadocom as bases em que elle se acha fir-
madq qu elabora lo, e ho essa a rasflo por-
que eu quera que o projecto fossarometti-
dos duas commisses, sllm de quo ellas
o modilcassem da maneira que fossom sa-
tisfeitasas necessdades quo nsdesejamos
se satlsUseth).
Vejo ainda outra disposiQflo que me pa-
rece rasoavel o lie quo o nobro deputado,
exign lo que a construcofio do maladouro
satisfaca as necessdades presentes, e as
futur?s do psiz, afasti-so desse principio
em oulra occasiflo-
l'erguntoeu, como lie que se| pJe calcu-
lar as necessdades futuras ? Nflo p Jo ser
senflo attenlendo-so aa augmento que a
populacflo pode ler, o quo ho provavel le-
nha ; ora, sen lo sso exaclo, nflo sei porque
rasflo o nobre depulado, quando trata de
applicara rendado matadouro, calcula-a
s nenio pela actualidsde, nflo da possibili-
dade de augmenta de populacflo, que traz o
maior consumo do carne, e consegmnle-
mente maior renda do maladouro, o esla-
helecenoart. 5., sem motivo algum que
me partea justlicavel, quo a renda seja cal-
culada smente pelo consumo sclual, que
vemasera mesina cousa que o cjnsurao
medio dos tres ltimos annos ?
Senhor presidente, o nobre deputado ci-
lou lia pouco na casa alguns algarismos,
certas cifras, e coucluio desses clculos, que
11.m.1 um saldo de dez contos de ris ; mas
eu nflo sei como o nobre deputado pode ti-
ar essa conclusflu, porque vejo tambem,
por meio do cifras, que, custando a obra
120 ouotos,6 vencen lo esta quantia 18 con-
los de ris snnuses de juros, nflo da aiem
desta quantia oulro lucro empresa,deven-
do suida descer quando os juros forem de
de 15:000,000 l'S.
O Sr. Jote Pedro:--0 rendimcnlojdo msta-
douro he 25:200,000 rs.
OSr. Mello llego: He verdade ; porm,
quera mealiuica que esses 1O:2O0,Oi)O rs.
iflo para as despezas? Ese dflo, o nobro
deputado que o demonstre. ( Ha um aparte)_
Isso acontecer dado o caso de quo a obra'
cusi 100000,000; mas, marcando o pro-
jecto o capital de 120.090,000 os juros se-
rilo 18,000,00) quo doiuzido do rendimen-
lo do 25 000,000, da para as dcmais despe-
zas :OO,000 ; o que por certo nflo he sufil-
cienle para as despezas de un matadouro
MFI HOR FXEMPLAR ENCONTRADO


Com certos proporr;es, incluindo-88 os
competentes reparos.
Do que tenho dito, pois, se concluc que
rasflo tive para dizerttpe o presidente nao
nade dar cxccusfloflnisposices do pro-
jecto, ou ha do ser obrigado adaraos par-
ticulares um praso tal, que equivale a pr-
llie pora sempre o matadouro as nios,
como se nosso fim fosse crear um favor para
clles o he por isto quo cu nflo posso votar
pelo projecto.
lia outrn qonsideracflo cm a qual eu nSo
inccstendcrci, muilo, porque o Sr. segun-
do secretario j produzio rases tflo valio-
sas, que nflo pdem ser fcilmente eomba-
tidas.e yem : ser que o nobre deputado pelo
seu projecto vem como quo a dar um tutor
cmara, s.>bre envolver urna ideia que
me parece inconstitucional...
O Sr. Jos l'edro : A nulnrisacn pira
contratar com os particulares, para mim he
iniliilerente que sed cmara, ou ao go-
vcrnit...
O Sr. Mello Iltgo : Entilo, sendo assim,
lmila-so o projecto s ideia da construe-
eflo de um matadouro, o quo he intil,
porque para isso j a cmara est sulori-
sada...
OSr. os Pedro :-Dito assim, he escu-
sado; mas o projecto marca as bases do
contracto ; logo he mais alguma cousa...
OSr, Kelh liego : As bases que o nobre
dcpulado marca, sSo as mais desfavoiaveis
que se pdem dar, ede mais lira-se c-
mara a nspereflodeuma obra ein que ella
he mais interessada do que ninguem jiare-
e que so entende, que ella nflo conhccc
quaessrio osseus interesses, o islonilu jul-
go multo conveniente, nom sei mesino se
muilo constitucional, porquo a ella com-
pele a iniciativa, coreo a mais habilitada
para condecore apreciar suas necessidades
o interesses.
Sr. presidente, por todas pssas rases vo-
tando contra o projecto, devo ainda dizer o
que pens acercado outro objecto, que se
tem ligado a discussilo.
Tfim-se aqui apresentadona casa a ideia
deumempreslimo cmara, e essa ideia
tem adiado opposcflo, em muitosde metis
honrados collcgas. Eu, porm, declaro que
me nio atorro Cornelia; noho mesmo que,
sem grande grvame paraos cofres provin-
ciaes, sem se preterir as deinnis necessida-
des, pode fazer-sc este emprestirno. Aca-
lmara municipal possue um local que tem
jcerto beneficio feito, aonde fcilmente se
pode conslruir um matadouro muilo pro-
prio a satisfacer as necessidades da cidade,
desem bolea ndo-se nisto 50 ou 60 coritos,
por isso que nesse local, romo disso, ha
certos beneficios que diminueni milito o
preco da ConstruccQO da obra, por ja csta-
rem as principies bases laucadas no torre-
no. Porque rasflo, pois. a assembla que
reconhecequo o matadouro lie una necea-
sidade publica, nflo lia devir em soccorro
dn cmara,da cmara que su broca rrega com
despezas, com que nao sproveifa, taes como
as cus s de processos qu nflo tcem anda-
mento? Nflo vejo rasflo nenliunia para
isso.
Sr. presidente, o nobre deputado susten-
toucorn todo calor que nflo se podia em-
prestar dinlieiro cmara municipal. A
isso respondera eu, s ello mesmo se nflo
encarrogasse de responder, quando dous
minutos dopoisdisse que o presidente Ji t-
nha feito um emprestimo aos cofres niuni-
cipaes ao qual o nobre deputado nflo s nflo
so oppoz, como at achou-o justo e necessa-
rio, por ser em cjso extraordinario em que
r sade publica se vio amoscada. Mas como
0 matadouro he um beneficio local, onlende
elle quo os cofres provinciacs nflo devem
eoneorrer para sua construeeflo, por nflo
aproveitar provincia intoira.
Essa rasflo nflo pode proceder, c antes de
tudodevo observar que a provincia ha de
sor cmbolcada pela cmara da quanlia que
emprestar; alem de que eu mesmo nflo sei
se este beneficio lie puramente local, so
a necessidade fez com que j se conlra-
; hisse um emprestimo, essa necessidade p-
dc,rcpetir-se...
O Sr. ot l'ero ; Mas n&o ha urna ne-
cessidade qualquer, he urna necessidade es-
pecial...
O Sr. ello llego : Mesmo assim nflo
seise, entrando em comparares, s pode
dizer que um matadouro nflo he de urgen-
te necessidade, que loca i maror numero
de pessoas do que o cemiterio ; porque nem
todos os que morrim so enierram nelle,
quando naquelle a niaior parle aproveita,
porque lodos que veem a esta cidade teem
de comer carne.
Sr. presidente, como ia dizendo.niio com-
parlilho desse grande terror que leem a-
presentado os nobres depulados quinte ao
empreslimo ; porque, emendo que seuj'pie-
juizo das dentis necessidades, rde om-
preslar-se cmara 50 rontos do ris, vis-
to que o nobre deputado, confessou na ca-
sa que haviam em cofre 143 cont?. As
iiossas rondas aclualmenie Balito calculadas
de maueira (al,quo sitisfazem as ntssas ees-
pezas, ainda m smo que se queira augmen-
ta-las esleanno, podemos fazeSlo sem in-
conveniente, para as obras publicas como
se lemdilo. Podemos no orcamenlo que te-
mos de votar, augmentar a quota ctmsig-
nadi paradlas com mais 50 contos do que
nos annos anteriores, o isso scri muilo suf-
iciente, a menos que se queira, como dis
se o Sr. 2." secretario, decretar-se por luxo,
avultadas soturnas para ts obras publicas,
sem se atlender a que ellas nio poJcrflo
sor gastas. (lia um aparte) .. Para isso al
nflo haveria na provincia bracos dispoui-
veis...
OSr. Burros Brrelo d um aparte...
O Sr. IHanoel Cavalcanli: Nao sei como
se pode dizer tolo...
!1 Sr. Mrllo Keijo I Hciimirrs, iemos a
experiencia dos anuos anteriores ; as ne-
eessidadts da provincia nflo pudeni'ser sa-
tisfeilis de momento; nilo achinamos bra-
cos disponiveis para empregar em obras
que oonsumissom animalmente 500 e 600
coritos, como se diz aqui em aparte : liaba-
lliando regularmente, nflo podaremos esgo
lar lacs quanlias dentro de um anuo; e nos
so devenios votir quotas que rasoavelmen-
te possam ser gaitas, ou para despezas pro-
vaveis
!2!
Outro Sr. Deputado : At no Rio-Gran Je
J norte se p lom gastar 200 contos...
O Sr. Mello llego:-' A difficuldade est
em achar bracos que nflo facam falta la-
voura, para encatregar-se desso servido...
Vozes -- Acham-se, sem duvida...
O Sr. Mello Reg : Duvi Jo: as necessi-
lades do nosso pau silo muilo variadas,
nilo ha um s ramo de trabalho ; e he por
isso que eu digo que as nossas obras nao
exigem animalmente urna quantia de 500
ou 600 coutos, porque nSo esl as frcas
da populacho da provincia o gasta-Ios.
O Sr. Francisco oto : E seria at um
meio altamente moraiisador, o emprego dos
bracos.
O Sr. Mello llega : E quera diz o con
trario disso ? Eu digo porventuri, quo nilo
he um meio moraiisador? Nilo, ptjtcorto;
n&o he isto o que estou dizendo. Sr. pre-
sideote, os apartes me teem distrado;
mas eu volto ao que quera dizer, isto he,
que ha urna sobra dos cofres provinciaes do
oento e tantos contos, e que augmentando -
se i verba das obras publicas com 50 ou 70
contos fleam 50 ou 40. A cmara munici-
pal nflo vonstreum matadouro em um an-
uo ; nos podemos, pois, emprestar-I he este
anno 30 ou 40 contos, e no anno seguinleo
restante, e assim construir ella o seu> ma-
tadouro sem sacrificio seu, nem da pro-
vincia, que dentro em muilo poucos annos
sstar paga, porquanto sendo, como j se
disse, a renda do matadouro de 25 contos,
gastando ella delles 10, flcam-lhe ainda 15
oara aumilisar a divida dos 50 contos que
se Un; emprestar o quo p Je conseguir t>,n
4 annos. Assim tetemos, sem nos ser peno-
, creado urna renda para a camarr, a
quern daremos a mflo.
M Sr. Deputado : He preciso mostrar
que as necessidades provinciacs propia-
mente ditas, nflopdem sor prejudicadas.
O Sr. Mello Reg : -- Senhores, nunca, em
outro lempo mesmo, quan lq a admiuislra-
cto mais se osforcava nesse ponto, se gas-
tou mais de 200 contos.
O Sr. hsc Pedro : Nunca seemprehende-
ram obras Iflo valiosas.
OSr. Mello Reg: Eu considero um aug-
mento de 70 coritos.
Sr.presidente.a casa devej eslar Migada
com esta discussilo: 'nao apoiados) eu conclno
votando a favor do requerimento ; e, se ello
nilo passar.volarci contra o projecto.porquo
elle 'le modoalgum me satisfaz, e sobretu-
lo me pan-co inconstitucional.
O Sr. Francisco Joo :-Sr presidente,
hoiilem quasi que involuntariamente I unc
parte na discussilo, e infelizmente meexpli-
quei i .".o mal, ou fui tilo mal comprehen-
dido, que ainda hojo me Vejo obrigado a
offerecer casa algunas cons'derages que
sirvam para esclarecer as i lejas que emitli
quando fallei pela | rimeira vez.
Sr. presidente, no co!rer da disCUSSffo,
a qual se me ha augurado qual outra tem-
pestado, mais de una ve tenho visto em
risco do naufragar o projecto os nobres
depulados que o sustontam, a cmara mu-
nicipal e esses particulares que ahi se apro
sentam* desejosos de levarem a olTeito a
construeeflo de um matadouro nesta capi-
tal ; mas do discurso que hontem profer
se nflo pJe dcJuzir que cu desoje seme
lli.ii]te naufragio, pois que ad ha qcc con-
tonea ideia capital do proj'Cio; isto hn,
a salisfacio de necessidade iflo palpitante
como a da construeeflo de un matadouro
publico na bella, rica e populosa ciJadedo
lleoife.
Talvcz, Sr. presidente, me seja mpossi-
v I acompanhar a discussilo em todas as
suas pilases, visto como tem ella d vagado
bastante; mas, rosuinindo-a de alguin mo-
do, principiare! por encarar a queslilo snb
o pomo de vista deque, em meu enlen ler,
nflo se adevra de ler afaslado a conve-
niencia d construcQo de um matadouro.
Qualquer que seja o curso que tenham da-
do as suas dlas os nobres depulados. ereio
que tii-ii' iini lia que desconbeca a ulilidade
desse mclhoramento, e quetoJas asduvi-
das lein versado sobre a maueira de lva-
lo a elTeilo. De um hilo, s<< dizque a em
preza no deve ser confiada cmara
municipal do Kecife, porquo ella tem al
hoje deixado de curar desse ramo do servico
a seu cargo; de outro lailo ontonde-se que
essa tarera Ihe deve ser incumbid!, e quo
grave Injuria se Ihe irrogara se de maneira
diversa se procedesse, porque relrar-se-hia
dessa corporacilo um voto de conllanca que
fora conservado por assemb'as compostas
de individuos que, em polilca, nJo pen
sa va ni com ella ; oulros ainda ha. enifim
que peusam se nflo deve proporcionar
mencionada cmara esse lal, ou qual em-
preslimo, que ella de nos parece solicitar,
porque a presumen em e,-tado de nflo po ler
salislazer seusempenhos.
Pondo de parte a questflo do emprestimo,
cuja resolueflo depende, quantoamim de
circumstancias quo ainda nflo pdam ser
vahadas, eu emendo que a municiplida-
de. compele intervir ua constriiccSo di ma-
tadouio, porque he esta urna obra sobre
que ella tem indispulavel direito de inspec-
cSo. Entretanto, cu nflo irei Iflo lonReromn
o nobro segundo secretario; isto he, nflo
qualilcarei o projecto de inconstitucional,
por providenciar sobre objecto deecono
ma e polica municipal sem que tivesse pre-
cedido iniciativa da camama; porque orejo
que es-a iniciativa se deu, e quefoi em enn-
sequencia dola que se juserio as dUposi-
oOes geraes lo orcamento municipal de 1845
lart. 21, citado pelo mesmo nobro segundo
secretarlo, e que segundo sua opin flo, con-
ten essi voto de confianca, que ell \ enten-
de nao deve ser retirado. Isto poto, ape-
nas nos resla averiguar quaesos ineios que
elevemos adoptar para quo se leve a elleito
obritSoutil, e tflo urgentemente ivclima-
ca pelas necessidades publicas.
Sr. presdeme, quando me dai ao traba-
dlo de entrar orn certas coiisideracoeh.or
ca do projecto que ora se di cute, nflo ti
nba em vistas fazer-lhe mal algum, nem
Iflo pouoo desnaturar o pensamenlo que uel-
le se acba capitalmente incarmdo ; eu ape-
nas quena que elle recebesse a ultima de
mflo, ou que fosse aperfeicoado, se tjate
se loniasso neccssirio polas duas cominis-
ses a quealludo no requeriuiento que, re-
digidoe lirma lo por mim, se acha sobre a
en esa ; mes infelizmente esta minba ideia
foi atacada com muita violencia pelo nobre
deputado quo elaborara o (rojceio.....
Sr. presidente, eu estou persuadido que,
gssiando-se regularmente, satisfazendo-se
as necessidades das obras que rasoavelinen-
le sSo reclamadas nos nao podemos gastar
em um anno mais d" 250 contos, porque... I batida com toda a brandiira.
OSr. ManuelCatalvanli: isto foi cousa| O Sr. Francisco lodo :ro atacada com
O Sr. Jos Pedro :Pelo contrario foi com-
putado suppozque eu tirina em vistas des-
f ciar tiro cerlero e aniquilador sobre seu
projecto, entretanto que eu nada menos
ucria dar-lhesenSo umspoio, fraco sim,
porm sincero. .
Quinto sos meios deque deremos laucar
mflo para levar a elTeito a construeeflo do
matadouro, eu j disseque, san apreciar
eerlas circumstancias que nflo pdem ser
avoriguidis j, no me decidir! pelo em-
preslimo que a municipalidide parece so-
licitar de nos; mis agora accrescentirei
que nflo estou muilo disposio a concorrer
com meu voto para que tal emprestimo se
reilise, nflo porque supponha a cmara bal-
ita de ero.lito, ou na posso de um patrimo-
nio tflo consideravel, que a habilite a cu-
rar, sem esse auxilio pecuniario, de todos
os melhorimentos a seu cargo ; mas porque
entendo que os cofres provinciaes esto
obrigados a oulras necessidsdes nSo menos
palpitantes, entre as quies e as de que ci-
ma tratei cunpre escolher aquellas a que
mais promplamente devenios prever En-
tretanto desejo estahelecor um meio termo
entre a opiniflo dos que vntarem por esse
emprestimo que por omquanlo se me figura
quasi como impossvel, e a daquelles que
querem confiar a particulares a construccSo
lo matadouro, sem a mnima mtervuneflo
da municipalidade; pois que julgo que ca-
ita urna desias opinics se rsente de exase-
racilo, e deve ser corregida. A meu ver
Mido isto se remedia dando-se cmara o
direilo de suprema inspeceflo sobre a obra
de que se trata, e determinando-se que ella
intervenlia na celebra;3o do conliato que
se bmiver de fazercon os particulares, em-
bora fique presidente da provincia.
Este pensamenlo que, ao passo que me
parece bom, iiooffeiide as susceptibilida-
des da cmara, nem tflo pouco as da admi-
nistrac/io provincial, e que he o mesmo que
hontem enunciei na casa, foi mil interpe-
trado pelo nobre autor do projecto, oqud,
iiiiibalendo-o, dissa que eu quiz colloca-
lo em falsa p.osicflo para com a camira mu-
nicipal desta ci lado.
Sr. presidente, sseguro a V. Exc. e a
lo la asscmbla que nflo foi esta a minha in-
tencSo, e que, sa disso que das palivras do
nobre depuledo c podia deduzir quecum-
pria dar curador c miar i, foi porque elle
a pintou en estado de ruina, iccrescentan-
lo que ella nflo satisfaz os empenhos a que
se sujejta.
Estas consideracOes, porn, que team
to la a relaciio com a naleria que se discute,
i'Oram causa para que se enunciassem na
casa propositos, que eu nflo es pe. a va ouvir
aqu, e que anda mais me sorprendern)
por terem sido avancadas por um nobre de-
putido que se assenla neste lado.
Disse elle que, anda mesmo que a as-
sembla geral uosquizesse dar por esnola
os 300 contos quo os cofres geraes empres-
taran aos provinciaes, nos nflo os poderia-
mos consumir nos melhoramentos mate-
riaes da provincia, j por nSo termos tan-
las obras a hzer, ja por falta de bracos. Sr.
presidente, poca houve em que a repart-
eflo das obras publicas estove aqui s ffrivel-
mente organsada e dirigida. Entilo muitas
obras se fizeran ; mas urna grande parlo
dos trabadlos grapbicos que servirn) de
base para suas obras, e mais todos aquellos
que hoje podiira aproveitar, e cuja oxis-
lenria me fazem constar da corresponden-
cia hivida entre o engenhoiro em che fe des-
si repartieflo e a presidencia da provincia,
desappareceram ou frin extraviados du-
-inte essss administraces que, se desgra-
cadamento nasceram eviveram enlre nos,
felizmente j morroram, ealli jazem no es-
lueciiii-uto donde permita Dos que nunca
siiani. Sim, durante, essas administraces,
cojoi actos nSo quero agora apreciar, por-
que, receloso de rnos sonhos, nilo gosto
de oceupar me com d. Ionios; durante
essis administraces, que pareceram des-
tinadas a estragar e destruir ludo, inclusi-
ve aquillo que podera aproveitar no futuro,
desappareceram esses trabadlos graphicos
que, se estivessem nos archivos da repart-
eflo das obras publicas, muito uteis nos se-
na ni, e facilitaran a factura das estradas
de que carecemos, e que eu nflo posso
dexar de considerar con o iras (antas
a rlerias da provincia ; mas, isto nflo obs-
tante, Como O processo dellas no he Iflo
complicado, que nflo possa ser levado a ef-
feito con os poucos engonheiros que temos,
entendo que nada se oppe a que as ence-
lemos des lo ja : e, comecadas ellas, ver
o nobre deputado que temos em que consu-
mir na.) s esse* 300 contos a que so refe-
ri, sen flo lamben quanlias anda mais
avultadas.
E,, Sr. prndente, o empregar deste modo ai
rendas da provincia, bem como qualquer pm-
presliino ou auxilio uue rila teuba tecebido,
ser lauto mais proveitoao, quauto por esse
me lo, ao palto i|iie promovemos os nielhura-
inentot material s deste Pernainbuco, inorali-
s.u emos oa teus lialiii.iiiti s, e Ihe provaremos
que nem sempre a renda publica be malbarata-
da. Sr. presidente, eu peuto que a frlicidade
humana uao pode nascei senao do seu aperfei-
(oamentn, porque para tanto lende o hoinem ;
mas o bomeiii nao se pode apeiTeicoar senjo
ii.ili lh.io.lo intrllectuil cphysicaiiicute.se nao
mello.molo os meios de aua existencia mate-
rial, para que a sua existencia moral tambem
seja melborada : e sao estes os fructoa que nos
u ou\e a civilisaciio moderna.
Que importt ao hoiiiem do povo, que se Ihe
diga : V.ia sois livre ; vos tendea urna constitu-
cao vos sois igual ao rico, e outraa cousas
dcsta naturea? Oue ihe iu porta isto, quando
a cada momento elle ve o contraria, quando
todos os Tactos que testeiuunlia, revelam o con-
trario.' Dit-se ao hoinem do povo : Vos aois
igual oo rico; vos podis competir com qual-
quer. Entretanto o pobre artista alravessa a
e_strada eoberto de lama ataus olhos, se Ii nao
lica enterrado, emquaiitoque o rico, cavalgan-
do forte e vigoroso giuete. passa or junio .j..i.
le, sem lu,, cjiii iieiihumi daa dilliculdades
que o ccrcain. Eulao o pobre, o infeliz ariisia
:e que o llludiram, e tualdiil a quera
queaiuda niuguem disse...
Ihe mi-ii to.
Senhores, eu entendo que nos devenios pre-
gar ao povo, pregar a nos i.........,, que .,',
povo, que o nosso aperfeicoaiiiento. que o nos-
so engiandeciinenlo s pode provlrdos melha-
rameiitoi aiaterias e inoraea do pili, Ua fac.ll-
dade as vas de coiiimuuicacao, que sao as ar-
tel las da suciedad-, da reatricia observancia
das lela divinas e iiuuiaua, do amor ao tra-
balho.
Sr. preaidente, varias pdem ser ai rauaas
das desoldeos; masa principal de todas, quau-
to a mim, he a miseria. Ciuatrize-se esta clia-
ga, e os desorderot deaspparerero ou ao me-
os nao tero iusti unir utos....
L'm Sr. Diputado : Mo he s da mlteria ;
I muda lorcae violencia, porque o nobre de-Iba taubciu outrai cautei.
0 Sr. Francisco Joo: A miseria he a prin-
cipal ; as oulraa lao accldculaes e quasi que
apparentes. Da miseria nascem os criines mais
airozes; e he miseria que oa governoa se
verm muitas vetes obrigados a reiponder com
a bayoneta, com o recrutameiito e e.om nutras
medidas que nao diiferera do mal que ac qur
evitar, mas que sao o nico remedio para elle!
Com estaa reflexbea tenho jusiiiicado o meu
pensamenlo, e com ellas concluo ai couaidera-
riVi que tlnha de fater caaa
OSr. Manott Caealcanli: O projecto u. 17
tem dado lugar larga discussao, e lia sido ata-
cado por mullos pontos l entre oulros pela sua
inconatltucionalidade. Eu crelo, Sr. presiden-
te, que a ideia incarnada oeste projecto nao he
nova: no anuo passado, segundo crelo, apre-
senlou se um projecto quati como este, ao qual
precedeu proposta da cmara; mas, le isto no
basta, aqu tenho a petieo da cmara a ene
respelto, e que me parece autDciente para pro-
var que o projecto nada tem de inconstitu-
cional.
Senhores, tem-sc dito que a cmara pedio ana
emprestimo para fazer a obra de que trata o
projecto; mas nao ha tal. Pode aer que ella
queira isio, mas nao he o que se couclue da
sua representado. Vejo ahi um mbrulho tal,
que nao poderel coinprebender, se nao sede-
rnn ao trabalho de explicar-ine....
l'm Sr. Deputado: Enlo o que quer a c-
mara '
O Sr. M. Catalcanli: A cmara quer que te
Ihe permita um einprestiino ; e penniltir um
eiupiestioio nao be emprestar ; ao menos eu
assim o creio
O Sr. Mello Reg: En la o o quehe ?
O Sr. IU. Cuttleanli: O que he ?! Eu posso
prrmiitir empresiiiuoa a multa gente; para
penniltiremprealiiiioa, lempre eatarei promp-
to, qualquer que leja o iudividuo que me peca
a perinllsao; mas, para emprestar, nao. A*
vista disto, senhores, eu arelo que a queitiio a
reapeilo de empreiliino eit decidida, porque
a cmara nao o pede. Entretanto, tem se tr-
fido para a discussao o tai einpreitimo, e ale ae
disse que he poisivel g star-sr as obras da
provincia a quota que se pretende votar; eu,
porm, entendo que, le votarmos 600 mil con-
tos para obras publicas, podemos gasta-los util-
mente, apezar de se nao achar a reapectiva re-
parta* pouco prvida de engenheiros, poli
que esta falta pode desapparecer dentro eiu
pouco.
Mas, deixando de parte este incidente, per-
gunto eu: Elle matadouro, para cuja eons-
Iruccao diieni que a cmara pede mu eniprea-
limo, nao pude icr feito por particular? El-
la be que he a questao : emquanlo nao prova-
i era que a obra ae nao pode faier por particula-
res, nada tero adiautado os que pugnam pelo
emprestimo.
Quanto ao crdito da cmara, creio que em
nada foi ollendido : ae ella nao tem dinheiro
como ha de ler crdito ? (Apoiadoi e nao apoia-
doi) Ka insisto na miaba propoiico; quem
nao tem dinheiro nao tem crdito. Succede
muitas ve/es lci-se rete icm aquelle; mas or-
dinariamente he quando ie suppe que existe
o dinheiro. Portanto uo le fez olensa algu-
ma cmara. Quanto Ihetouriria, apezar da
desgra;a que nella houve lugar, crelo que ten)
muilo ni.os crdito do que a cmara, porque
iem com que pagar o juro e auiortiaar o capi-
tal do einprestiino.
Or. Mello Reg : Mas ainda nao pagou o
ultimo emprestimo.
O Sr. A. di Uliveira : Segundo os princi-
pios dos nobres depulados, se nao pagou, uao
tem crdito. (On varios apaitrs.)
O Sr. M. tnvaleanti: Pde-se nao ter di-
nheiro no momento, mal hav-lo dentro de
poucos dias, e cnto goxa-se de crdito. E he
islo o que acontece com a Ihesouraria.
Eu mundo que te deve adoptar a ideia prin-
cipal do projecto, isto he, que devenios cot-
correr com o nosso voto para que se faca o ma-
tadouro do modo que fr possivel, admlltida a
concurrencia dos particulares; mas acho me -
Ihor que o contracto leja frito ante a cmara
municipal, qual compete a insp*ce(ao da obra,
por sua naluiei.i, Entretanto, parece-me que
islo nao he motivo para que se rrjeite o pro-
jecto em priiiicira discussao ; porque pde-ae
corregi-lo na segunda.
Voto contra o requerimento de adiamento ;
porque emendo que, no correr da segunda dit-
cuiso, as coinmissdea pdem incarnar nelle
por meio de eineudas, as ideiai que livcrem -
cerca da materia de que se trata.
Vai mesa e be lido o teguinte requeri-
mento:
Requeiro o adiamento do projecto n. 17
at a api esculapio dos pareceres d.u cuiniuis-
ses de voinniercio e de comas ; e negocios dr
cunaras acerca das pelicci aobre a cooslruc-
(o do matadouro. S. H A.de Ulidira.
OSr. Presidente declara nao poder admitlir o
requerimento de adiamento proposto; porque
sendo elle indelinido, uao esl nos termos do
regimeuto.
Move-se una discussao de ordem acerca dea-
la materia.
Tendo, porm, dado a hora, Oca a discussao
adiada.
O Sr. Presidente designa a ordem do da,
elevadla asessilo.
iiiAniu ii ptmyiii;.
acoirs, 12 de maio d* tase.
A assenbla deixou de lunc ionar hon-
icrn, por se nflo terem reunido deputaios
,.m numero sufficioute para haver sesso.
Acaba de chegar da corte en o vapor /->.-
Alfonso o Exm. Sr. Joa Ildefonso do Souza
llanos, presidente nomoado pira esta pro-
vincia.
S. Exc. acha-se no palacio do governo, pa-
ra onde se dirigi em companhia do Extn.
conselheiro de eslado e presiieiite da pro-
vincia, do Sr. chefe do polica interino, o de
naisalguns cidadflos, apeaas desembircou
no caes do Collegio.
O vapor I) -Affonso, chega lo hoje da
te, Irouxo-nos jornaes fluminenses at
corrente.
cr-
5 do
A 4 pela manha volliram para I'etiooolis
SS. MM. II.
A 3 houve lugar a sessHo imperial do en-
cerranieulo da primeira e da abertura da se-
CTItnitmBCCffA lia nlln -:.l#..-- -.
uuvasi *i.vtsuw v. uoavu nf,i]iiiioi ua asscui-
ble.i gcral legislativa, como consti di acta
afra :
a Ao meo-dia, reunidos os Srs. depula-
dos e senadores na sala das sesses do sena-
do, sflo eleitos para a do,iulai;flo que deve
receber a S. M. o Imperador, os Srs. depu-
lados Gomos llibeiro, Aprigio, Uliveira, Cac-
ea, Wauderley, llenriques de Itesondo, bri-
lo de Olireira, Fcrnaudes Vieira, llabia, Cas-
tro lavares, Quadros Araulia, Dominguea
da Silva, Nonos de Aguiar, Azambuja, Jus-
tinimo da Hucha, Silva GuimarSes, Paes
Itarreto, Franco de S, Victor de Ohveira,
Fran-jisco Antonio Itibriro, Santos e Aluiei-
da, Venancio Lisboa e (.oes e Vaso -meollos,
os senhores senadores conde de Ca-
xias, llollauda Cavalcanli, llaplisla de uli-
veira. viacondu de branles, Miranda llibei-
ro, Foruaudes Torres, Cleuteule l'ereira,
Paula Pessoa, Lopes Gama, Lrmpo de Abren
visconde de Olinda e Cavalcanli do l.acor-
da ; o para a deputaciio que deve receber a
S. M. a Imperitriz, os Srs. deputidos vis-
conde de Baependy, D. Manoel, Rogo Bar-
ros, o Carnelro da Cunha ; e os Srs. senado-
res Araujo Vianna e Mello Mallos.
A' 1 hora da tarde, annunciando-se a
chegada de S. M. o Imperador e de S. M. a
Ifbperalriz, sahem as deputaces a espra-
los poita do edilicio.
Entrando S. M. o Imperador na sala, he,
ahi recebido pelo Sr. presidente e secreta.
rios, os quaes unindo-se deputaciio, icom-
panham o mesmo augusto Senhor at o
throno, no qual toma assento. 8. M. man la
assentarem-se os Srs. depulados e senado-
res, e pronuncia a seguinte falla :
Augustos e dignissimos Srs. represen-
tantes da nac,flo.
Algunas cidades do nosso litoral, e es-
pecialmente asdaBshii, Rio-de-Jineiro e
l'ernimbiieo, leen sido assaludis nestes
ltimos mezes de urna febre epidmica. Os
estragos da enfermidade, que alias nflo es-
lo em proporcSo com o terror que tem cau-
sado, affligem profundamente meu corceo,
(iracas a lieos, vai diminuindo o mil, e es-
pero do sua divina misericordia, que ou-
vindo nossas preces, arrodo para sempre do
Brasil semelbanle flagello. O neu governo
ten empregado todos os meios ao seu al-
cance para acudir aos enfermos necessi-
tados.
Este estado de coosas influio no anda-
mento dos trabalhos legislativos ; certo es-
tou, porm, que na pres-nte sesillo comple-
tareis as medidis que ltimamente Uve oc-
casio do lembrar-vos.
A provincia de Pernimbuco acha-se pa-
cificada. Os grupos que se haviam rolrabi-
do js matas fram dispersados, es'tis prin-
cipies cheles submelteram-se autoridade
publica.
As nossis relar;flos com as potencias es-
trangeiras permanecen! no mesmo eslado
em que se aciiavatn na poca a aboitur da
sessflo | assada. Coiiliiio a desvelar-fne em
manler a paz.
. Alguna subditos do imperio, auxiliados
por emigrados dos estados vizinhos, conse-
guir m formar reunfias, e entraran arma-
dos no territorio alm do Quaraim, no obs-
tante as ordens do presidente da provincia.
O meu governo, ao mesmo lempo que lem
dado as instiuceos eprovidencias neces-
sarias para chamara seus deveres esses Ura-
sileiros, nflo cessa de procurar a remocho
das causas que dorara lugar a Iflo deplora-
ve I succe>so.
Agradcco-vos a coailjuvacflo que ten-
des prestado ao meu governo, e cont com
a cllicacia dola para reunir a grande fami-
lia brasileira no ponsamento coinmum de
promover a consolidado da ordem publi-
ca e a prosperidade do imperio.
Esl fechada a primeira e abena a se-
gunda sesso da actual legislatura.!
Terminado este acto, reliram-se SS.
MM. II. rom o mesmo ceremonial con quo
haviam sido recebidos, eimmedialamenle
O Sr. presidente le va na a sesso.
Agora que os leiloresj sabem deste fac-
i, bom he que' sejam informados dos lti-
mos trabalhos do pai lamento brasileiro na
sessflo linda.
Be 23 a 28 de abril, o senado approvou em
ii recua discussilo, o ilevol .cu a imlra ca-
mera, o orcamento MOlal da roo ita o dos-
peza Jdo intnert) para o futuro anno finan-
ceiro ; a rBolucflo que manda vigorar a lei
do ori;anieiit6 em quanto nilo Cor promulga-
da a que (ica reierida, e c pensflo concedida
ao soldado voluntario Jos Mara de Albu-
querque HaranhSo. Da caara dos depu-
lados Inenconaremos aquelles da seus
trabalhos quo nos pirecerem mais impor-
tantes.
A 23 do passado, oSr. ministro da rairi-
nha mottvou e ipresentoii o seguinte pro-
jecto que ro juigado objecto de delibenclo.
Ait. 1 Oseleitores de parocliia, elei-
los en virtuda doarl. 80 da lei n. 387 do
19 de agosto de 1846, silo competentes para
proceder qualquer eleicio di senador que
haja de fazer-se durante a legislatura res-
pectiva.
Art. 2. Ficam sem vigor as disposices
em contrario.
A 30 mandou-se imprimir, para ser dis-
cutido en lempo, um parecer em que a com-
missflo deco.isttuicflo epoderes.emlilindo
sua opiniflo sobre o processo crime de
responsabihdide, organisido pelo juiz de
dreto da comarca do Serr contra oSr.
deputado Antonio Cabriel de Paula Fonse-
ca, declara que a pronuncia no procede,
que o processo nilo p Je continuar pela fr-
na menos regular por que foi feito, a qu,
portanto, os papis a elle relativos devem
le ser remellidos ao governo, pira que es-
te ordeno ao juiz forrnalor da culpa, que
proceda sobre tal objecto con a devida re-
gularidade.
Nesse mesmo da leve doslno igual ao do
precedente pirecer o voto separado, pelo
qual o Exm. Sr. Souza Ramos, roembro da
referida commissilo, manifestoii nflo con-
cordar com seus collegas quinto a entende-
rem que o privilegio de deputado so come-
es depois queoleito he declarado lal pelo
poder competente.
Ao detnais, essa cunan rejetou o pro-
jecto que isenlava de exames de prepara-
torios para poderom frequenlar as acade-
mias aos alumnos do lyceu da 1! ilua: ap-
orovou em segunda discussilo, para passar
tereeira, o projecto que faz extensiva s
apolices de um cont de ris a dsposifAo
que permute a transferencia das de menor
valor por meio de escriplura publica, ou
esc ipto particular; o que autorisa o gover-
no a dar estatutos s escolas do medicina,
com um artigo que inhibe a crear-So de no-
vas esdeirss, com outro ffue permillca
refrma dos estatuios das academias jurdi-
cas ;- o que commollo ao jiilgamento exclu-
sivo dosjuizes de direito os crimes de mu-
di falsa, roubo o homicidio en alguna
Cisos, resislancia e tirada de presos, e bsu-
ca-rota :adoplou, linalmanle em terceia
discussao, para depois de redigidos serem
prsenles ao senado, o projecto sobre as
comarcas o remociio dos juizes de direMo,
e bom assim o relativo provincialisafflo
das notas eo que uiz respeilo ao modo de
iustallar-so o jury quando houver fallado
numero legal de jurados.
Nflo concluirenosa nossi breve narrativa
sobreacmara leii)porarj,senaccrescentar
nos que haviam tonado ahi assento, como
supplentes pela provincia de Minas-Ceraes,
os Sis Jos Pedro Das do Carvelho e Mu-
lool do Mullul'ia neo.



A assemhla provincial do Rio-rJe-Janciro
foi prorngada at 90 do correle.
Em (odaessa provincia anda reinavam as
febres ; e, comquanto sodiasesse queiam
em deorescimento, he todava ce to qup
ellas continua vam a fazer baixar sepultu-
ra slgutnns victimas mais.
Tinham fallecido o Srs. conselheiros de
estado visconde deMacah e Bernardo Pe-
reira de Vasconcellos, ambos senadores :
este pela provincia de Minas, equellepela
Baha.
Oftlleeimento do Sr. Vasconeeilos pro-
duaio scnaacSo tilo dolorosa, que deu lugar
a que na cmara dos deputados se lessea
seguate proposta do Sr. Hiendes de Almei-
da:
Proponho que em consecuencia de ha-
ver hontem fallecido o Sr. conselheiro de
oslado Bernardo Pereira de Vasconcellos, o
mais distincto dos nossoa, estadistas; e um
dos mais firmes, dedicados e leaes defenso-
res da monarchia constitucional no Brasil,
acamara des Srs. deputados, manifestan-
do a sua profunda dr pela perda immensa
que acaba de selTrer opai/, tome luto por
tres das, deixando hoje de funecionar. *
Se bem que esta proposta, tendo sido
considerada como indicaeflo, e por conso-
guinte sujeita aos competentes transmites,
fsse retirada pelo seu autor, todava a c-
mara temporaria nflo s demorou em dar
um testen-unbo publico e solemne da dor
qoe llie causara o passameuto do distincto
Sr. Vasconcellos; pois que, a requerimen-
to do Sr. Wanderley, nomeou urna com-
. missTo de 5 meifibros para assistirao fune-
ral do eximio estadista.
O Jornal do Commtrcio noticia em o o
26 do passado que o Sr. Salomn Benua-
lon, redactor da respectiva parte commor-
cial, nceumbira no dia antecedente s fe-
bres reinintes.
O citado lornai publica o seguinte em os
ns de 1 e2 do corrente:
Do edificio de dous andares da ra dos
Ourives, n. 57, que eslava em reconstruc-
co, desabaram liontem pelas II horas e
meia da manhua as paredes do fundo eh-
do esqoerdo, esta de meia casa para traz, a-
l o vigamento do primeiro sobrado, ca-
liimlo lanibem partedeste vigamento.
Resgrar;adamente liouve algumas victi-
mas. Ja se tirou das ruinas um clmelo
mortn, e sahiram gravemente feridos o Sr.
Irias," dono da casa o contrameatre da o-
bra, c nove offlciaes, qu uro dos quaes sao
escravos. Continua ni os traballios, e receta-
se haja inda algumas victimas enterradas
as ruinas, pois consta .faltaren! dous ou
tres officiaes.
> As autoridades compareceram imme-
diatamente, e a ellas se deve a boa drec-
cilo eaclividada dos trabalhos pira salvar
os feridos e evitar maior damno ao predio
contiguo do lado esquerdo, que sendo de
um sobrado muilo soffreria as viesan a ca-
hir a parte da parede lateral que licou em
I e llie esta sobranceira.
a (Tuvimos dizer que esta catastoplire he
devida ioiperfeicflo da obra e impru-
dencia de algueoi. I'arece que as paredes
fram feilas sem nenhum travamento, com
mimo ma argamassa o pedra redonda, e
que sobre ellas Collocaram, em moiile.gran-
de poreflo de vigamento pesa lo, para dali
ser dividido por to la a extensflo da casa.
As paredes, mal construidas, uilo poderam
resistir esse peso.
Dos feridos tirados hontem das ruLas
da casa da ra dos Ourives, falleceu o Sr.
Ir ias, iliinn da obra.
As autoridades oceuparam-se hontem
exclusivamente da deniohig3o do resto das
paredes,-alim de evitar maior damno. Con-
cluido aquella Irabalho, retirou-se a frca
policial, e foi entregue a casa ao proprie-
taiio. Hoje dovem continuar qs trabalhos
de il escniu I lio, para verse ha algum cada-
ver debaixo das ruinas.
A 8 dole um/devora de ler sabido para o
Rio Grande e Montevideo o paquete Je va-
por Imperalris-, conduzilido 130 inarinliei-
i-os para a esquadra brasileira, estacionada
noRiOdol'rala.
0 Jornal, a que nos referimos por duas
vezes, aecusando recopilo de gazelas do
Ilio-Grndc at 20, de Montevideo at 16,
o de Buenos-Ayres at 1* de abril ultimo,
resume assim qtianto nellas colhra :
Quanto provincia de|S.Pedro, as car-
tas do (Juaraim tornavarn a aununciar a
derrota do coronel oribista Lamas pelo ba-
ro de Jacuhy ; mas as noticias da frontei-
rasnem geni p re merocem crdito.
r O vapor Todosot-Sanios tinha sido al-
liviado da quarentena. O Rio-Grandense
diz:
Somos informados que na viagem do
vapor Todos-os-Santos, doltio para esta pro-
vincia, houveram tres casos da febre ama-
rilla. Uous mariuheiros da tripuladlo do
incsiiio vapor, os quaes ficaram tratndo-
se em Sauta-Catliaria, e um padre italiano,
qu | i'P'eeu na viagem.
Suppondo baldados todos os esforco?,
ltenla a pouca eoiisideacto que se presta
aqui a objeclos de tilo alta magnilude, pe-
dimos eucarecidamenla a S. Ec. oSr. pre-
snlent da provincia quejiioisoccurra coma
sua presenca.quo venlia at esta cidadelazcr
por em pratica as convenientes medid is
para salvara nossa provincia do contagio
da, epidemia reinante no Itio-de-Janero.
Coaveaea-ae S. ESO. que tola a defesa
dependo da boa polica na barra, e que lie
justamente isto o que nos Ma. Venlw S.
Exc. mcsnio por termo a, inconsideradas
condescendencias, e... que podem sacrifi-
car a nossa provincia, Venha S. Exc...
Vciilia... o Rio-Gran le o implura.
Em Mon'ovj.io nada oceor era de im-
portancia. As einbarcacoes sabidas do Itio
pira sq'.'e!!-? po to'estavam si deq'uaicr,-
icna, oa bordo equasi lodis se tinha in-
felizmente manifestado a febre reinante
em parte do litoral do imperio. A fragata
americana Hrandyteint, que apenas se de-
mrala tres das ueste porio, Uvera a bordo
28 casos, e bavia perdido 3 nlliria.es. O va -
|or inglez Cormorand perder 7 pravas, e
a crvela Tweed 18, t-ndo anida 21 cm tiu-
tamenlo. O vapor francez \rchimtdes per-
deu na viagem para Montevideo 2 pravas, e
o rVsny 4, ten lo fallecido mais duas de-
pois da sua ebegada quelle porto. Do dia
13 at o dia 16 neulium cus novo se linlia
manifestado, nem a epidemia so havlf
coinmunicado a nenhum dos hircos proce-
dentes de outros por los u menos a pessoas
du le ra.
Como dissemos no Jornal do Commercio
de lionleui, tinha chegado a 11 ueuos-Ayres
o almirante I,c Prdour. Apenas desombar-
cou foi quinta de Palermo onde so achava
o governador Rosas. Cartas daqiiella cida-
decom datado 13 dzem que se tinha po-
corto que o dictador havia declarado ulto
admiiliria a menor alleracao no tratado de
I.e Prdour.
a De Buenos-Ayres continuam a affirmar
queexste profunda dcsintelligencia entre
os generaes Rozas e Urquza.
a Tinham chegado a Montivido perto de
OOpracaseo estado maior da divisilo ex-
pedicionaria franceza. Nenhuma parte des-
sa forca tinha desembarcado. O almirante
antes de seguir para Buenos-Ayres decla-
rou ao govorno de Montevideo que prova-
velmente faria desembarcar parte da expe-
cio, mas, que nio saba quando, nem cm
que forca. O almirante tomara as maiores
precaucOes para evilar o contncto dos sol-
dados que cjicgavam de Franca com os le-
gionarios da piuca. Nada porm tinha con-
seguido, pois que os poucosquetidham ido
trra om lon^a haviam fraternisado
cornos seus compatriotas.
Tirilla sido preso em Montivido um
dos cmpiistol ulores da typographia do Co
inercia da la Piala. Confessaudo o sou cri-
me, accrescontra que tinha sido levado a
commelte-lo por indceles de Ignacio So-
ria, primo do general Oribe, e que lencio-
navain laucar fogo typographia em domin-
go de Paschoa, plano que havia ralbado.
O general Oribe lancava m3o do todos
os incios para augmentar as forjas que
conGou a seu irmSo Ignacio para o Um de
hateras partidas do barSo de Jacuhy. Em
todos os pontos tinham feito pegar em ar-
mas al aos fazondeiros o negociantes, e de
Mercedes tinha sido obrigado a marchar o
propro Relauslegui, cunhado de Arana.
Parle das milicias do San-Jos assegura-se
que dispersaran) a andavlo fgidos pelos
montes.
Depola de rscriplo o artigo cima, reerbe-
moa algumas carias e follia que nos faltaran).
As salas dos representantes da provincia de
lluenos-Ayrcs autorlsou o general Rosas pira
gastar o que bem Ihe parecesse at a conclmo
da qnrstao com a Franca, e H que a repbli-
ca do Paraguay fotu reincorporada Confideraco
Argentina. Eata determiiiaco tomada por lio-
mi'iis que representan), quaudo inulto, a pro-
vincia de Hiieiius-Ay es. sobre urna questao
que s poderla ser tratada em um cnugresso de
todas as provincias, lie por sem iluvi i.i a res-
posta que d o general llosas s propostas do
Paraguay. F.is a le que passou unnimemen-
te, j se sabe, na sala dos representantes :
Fi'im a Confederadlo Argentina !
Marrtim 0$ ielvagtni unitarioi'.
Buenos-Ayres, 19 de marco de 1850.
A honrada junta de representantes da pro
vincia, usando da soberania ordinaria e ex-
Iraordjnaria que teui, em scaso desta dala
sauccionou a seguinte lei:
Artigo l.* A honrada junta de representan
tes approva o orcamento ger.il das deapezas pa
ra o presente anuo de 1850, apresenlado ein
o primeiro de Janeiro do mcsuioanno, resul-
tado dos orcaiuentos particulares de cada re-
partico, importando na quanlia de setenta e
um milhet tresentos e trinta e tete pesos e
dous quartos de reaes.
Art. 2." Sem prejuio da soinina votada no
artigo anterior e emquanto nao seconclue com
honra do nouie argrntino a iiegociaco pen-
dente com a repblica franceza, pe-se dispo-
sicao do Htm. Sr. governador c capilao-general
da provincia, brigadeiro D. Joo Vlanoel de Ro-
sas, todos os fundos, rendas e recursos de todo
o genero da provincia sem liinitaco alguina.
Art. 3. I-iea igualmente autorisado oKun.
Sr. gorernailnr e capitao-gnneral da provincia,
biigadeiro I). Joao Manuel de Rosas, para dii-
l'.'.i sem limiacao alguma de todos os fundos,
rendas e recursos e lodo o genero da provin-
cia, a: que se faca effecliva a reencorpnracilo da
provincia do Paraguay Confederaclo Argentina.
Art. 4. Cummunlquc-se ao poder execu-
tivo,
O presidente da junta,
Miguel (jareta.
O depulado secretario,
Euitaquio 1. Tirrei.B
Cartas de Buenos-Ayres annunciain mais
que o governador Roas tinba dado ai conve-
nientes irih'in para estar a esquadra argentina
prompta a levantar ferro ao primeiro signal e
l>oito se ignorasse o destino que quera dar-
llic, cointudo, a lei, sanecionada pela sala dos
representantes, relativa ao Paraguay, que ci-
ma publicamos, e a noticia de ter havido una
nova Incursao dos Paraguayos no territorio de
Corrientes Indicain lalvez o destino daquella
llotillia.
O Diaria do Rio-rande de 20 do corrate
diz o seguinte : ,
EntrOu hoje de Montevideo o vapor Impe-
ratrit, peloqual liveinos noticias daquella cl-
dade at o dia 18.
Jalli eslava grande parte da eipedicao
franceza ; a saber : duas fragatas, dous vapo-
res e um brigue; todos com cerca de 800 pra-
vas de desembarque.
' OSr. Le Prdour linha seguido para llue-
nos-Ayres no dia 9, onde fura bem aceito no
seu novo carcter diplomtico ; mas, cartas re-
cebidas em .Montevideo asseveram que Rosas
Ihe declarara na entrevista que com elle leve,
que Italia nada le poder faxer do que propunha o
goeerno francet, por $er a la miuao acompanhada
de forca armada. Logo que esta noticia se di
vulgou em Huellos-A j res subirn) as unas.
linha chegado do Rio a Montevideo o
vapor de guerra francez Prony, com despachos
para o Sr. Le Prdour, aquem foram iinmedla-
tamente enviados por oulro vapor. Diiia-se
que esles despachos continliam novas inslruc-
coes do governo francez ao seu agente.
Nada se sabia dos movimeiUos do baro de.
Jacuhy. Ignacio Oribe marchara sobre as fron
leiras, e a forca que guarnece estas era calcu-
lada em 3,000 pravas, ficando cerca de outro
tanto numero no Lerrito.
Constava que Urquisa nao viva em boi
intelligencia com Rosas; e de suas operators
sobre as forjas do Paraguay tambcua nada
transpirava.
Os navios sabidos de Montevideo para Bue-
nos-Ayres licavam all sujeilot ligorosa qua-
rentena.
Era opinio corrate, nos circuios mais
bem informados; que a guerra se tornava ine
vilavel entre o llrasil e Buenos-Ayrea.v
para averiguacOes polioines ; JoSo Bonifa-1
ci, por se tornar suspeilo : e n do subde- r0.
legado da fregueza da lli-Vista, os pretos
Manoel e JoSo, para-correcco.
O delegado do segundo rustrido deste
termo, em cilicio do 7 do crtente me par-
licipou haver JoSo de Medeirossoffrido urna
Tacada que Ihe dora Jos dos Santos, o qual
se aclia preso, alim do se proceder a seu
respeito na forma da lei.
COWWEBCIO.
6:653,*71
ALFANDEGA.
Rendimanto dodiall .. .-
Duearregam hoje 13.
Polaca franceza Eugene-ieny vinho e
mercaduras.
Galeota hollandeza ~ Eli*a idem.
Brigue braaileiro Kguia-do-Prata fumo
e sabio.
Galera inglezaBtrazamercadorias.
Iliate nacional Aguia-Bratiltira vaque-
tas.
Escuna hamburgueza nl/e Queijos e
oleo.
CONSULADO GERAL.
Henil i ment do dia II .
Diversas provincias....
1:835,588
80,810
1:916,428
EXPORTACAO.
Despachoi maritimot no dia 11.
Porto, barca portugueza Flor-da-Maia, de
299 toneladas : conduz o seguinte :
3 calzas, 1,602 barricas e 12G saceos com
12,818 arrob.j e 17 libras de assucar, 100 sac-
cas com 558 arrobas e libra de algodao, 0 bar
ricas e 6 laceas farinlia de mandioca, 2 aaccas
11 ro, I barrica com 1 arroba e 20 libras de ca-
f, 54 barril e 3 quartolas niel, 3 caixas e um
eeslu cun 072 libras de doce, 170 couros seceos,
I sacca castanha, 65 paos de quir, 50 cocos,
9 barril de vidros quebrados.
Trieste,brigue auslriaco Airone, de 311 tone-
ladas : conduz o leguinte:
3,700 saccoi com 18,500 arroba de aisucar.
Genova, brigue inglez Adam-Smith, de 306
toneladas : conduz o seguinte :
3,900 saceos com 19,500 arrobas de assuccar.
dem, polaca sarda Matilde, de 185 toneladas:
conduz o seguinte:
2,550 saceos com 12,750 arrobas de assucar,
4,000 chil'res e 30,000 un has
Canal, brigue inglez Leoen-Ian, de 287 tone-
ladas : conduz o seguinte :
3,800 saccoi com 19,000 arrobas de assucar.
RECEBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Reudimento do dia 11......260,833
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmento dodiall. ,
/Varo entrado no dia 12.
de-Janeiro 5 dias e 23 horas, vapor de
guerra D.-Affomo, cominandante o capitao de
fragata Jenulno Lainego Costa. Pasiagci-
ros, o Exni. presidente Jos Idelfooso de Sou-
za Hamos, o depulado Joao Lourencu Paes
de Son/a, o Piloto extra numerario Francis-
co Jos de Araujo Vianna de \lineida, 4 sen-
tenciados de justica, 2 ex-grumetes da corpo
de imperiaes na: inheiros e uiua cx-prar.a do
exercito.
Navio* taidos no menino dia.
Genova Polaca larda Matkilde, capitn Pedro
Narrizano, carga assucar.
TriesteBrigue austraco airona, capitao Fran-
cisco Caracivich, carga assucar.
Porto Barca portugueza Flor-da-Maia, capi-
tao Jos de Azcvedo Canario, carga assucar e
algodao. Passageiros, os Portuguezes Jos
(lucillo c sua familia, Antonio Jos Soarea
Jnior e sua familia, Cypriano Jos Correa e
ina familia, Manoel Jeaqulin Lamas, Anto-
nio Jos da Cosa e Silva, e o brasileiro Joao
Moreira de Jess.
EDITAL
646,110
RIO-DE-JAN'EIKO.
CAMBIOS NO DA 4 l>K MUO.
Cambios sobre Londres 27 1;2a273/4
Lisboa 89l;2
Paris 340
llamburgo 630
Metaes. Oucas hespanhlas 30^200 a 30/400
> da patria 30/009
Pecas de 6/400. vclhas. 1/U00 a I6J200
aiodas de 4^)00. 9^)00 a 902110
Pesos hespauhes. 2/000
da patria 1/930 a W940
Patacocs .... 1/J40 a 1/910
Apolices de 6 por cento 87
provlnclacs ... sii \).
(Jornal do t'.ommercio.)
- O Sr. direelor do lyceu manda fazer
publico que, em execucSo portara do
Exm. Sr. presidente da provincia, do 8 do
crrante, est a concurso a cidoira de pri-
meiras lettras para o sexo feminino, da poa-
vo;flo dos Afogados : portanto, as senhoras
brasilciras que quizerem oppOr-se refe-
rida cadeira, deverilo comparecer na sala do
palacio da presidencia, pelas 9 horas da nia-
nhila, da data deste a 60 dias, tendo reco-
Ihido a secretaria do lyceu os seus reque-
rimentosja preparados, 8 dias antes do dito
concurso. Secretaria do lyceu, 11 de
maio de 1850.O secretario interino e
professor de geometra, Antonio Kgidio da
Silva.
Ueclarat^oes,
-- Peranle o conselho da adminislrafilo
naval, tem de 'conlratar-se a faclura de 30
ciiUiTcs ciiin travesseiros de pino de linhoe
enximnnlo de capim, conforme a amostra
que Mr apresentada, pelo que convida-se
a quem quizer fa/er ditos objeclos, a com-
parecer na sila de suas sessoes s 12 ho-
ras da manhfli do dia U do correnle com
suas propostas e amostras do pao.
Pela subdelegada de S.-Antonio se
faz publico que foi approheudido um quar-
lo com cang-alha, na note de 8 do corren-
9
- A Viuvn Diniz'.o: Filhos, fazm publico
que, o Sr. Manoel Botelho Cordoiro, de hojo
em dianle nao Tie mais gen caix'siro, equo
porisso nenhuma gerencia lem mais nos ne-
gocios dos annuncian tes,o por esta rasiloprc-
vinem aos seus devedores que n.lo pagunm
ao dito Botelho quanlia alguma que deva)
a caga dos annuuciantes, exc^pcSo de ros
142,800, qu o mesino Botelho por sita coti-
la havk liado, como de urna ielacSo de di-
versos devedores e quanlias (todas som-
mandoos 142,800 rs.) que uesta data os an-
nuuciantes assiguiram, o enlregaram ao
dito seu ex-caixeiro para por ella poder co-
h-ar.Recife, 10 de maio-de 1850.
9 AVISAliX DE'CORE'S 1)E JIIILLET. t>,
* Les prescriptions legales concernant
$ leport de ladcoration de juillet, diipo- jk
a) aent que la couleur du r'uban toi't lileu ,
M moir liier de rouge'. t-
a Certaius decores de j'tlllcl, dans le but
S vide'nl d'assimiler rcTet extricur de
T cette dcoration a celui de ladcoration
* de la Legin d'IIonneur.changent le Ru-
4 ban legal lileu inolr llser de rouge el
jf porlcnt le ruban rouge lisr de noir.
* L'artielc 259 du code peoal est ainsl
4 conf":
',Z a Toule personnequi aura publique- j
* ment purt un costume, un uniforme ou
9 une dcoration quine uiappartiendra pal, w
4 sera puni d'un emprlsonaentenl de six ?'
4 iiluis .i deux ans. 4^
Philogono Adour, nSo lendo podido
dnspe lir-so de seus amigos, visto a brevi-
dade de seu embarque para Lisboa, no brl-
gue Tnrujo Primeiro. roga-lhes o queiram
desculpar, e ofTerece-lhes seus servicos em
Paris, onde muilo se honrar em executar
as suas ordena.
Terc,a-feira, 14 do corrente s 4 horas
da tarde, na praga do Dr. juiz do civel, n
ra das Flores, se arrematarlo 2 escravos,
diversos movis, o algumas obras de prata
e ouro, penhorados por execiic.no de Joso
de Medeiros Tavarcs a JoSo Francisco Fer-
reira.
No dia 15 do corronto se hado arre-
matar em praca publica, do Sr. Dr. juiz
municipal da segunda vara, um preto e um
cavallo, por cxi'cuqSo de Francisco Jos
Rodrigues contra Jos Nunes Branco : os
prelendentcscomparecamque he a ultima
prac^i.
No dia 15 do corrente, s 10 hotas da
manada, he a arrematacSo do escravo, mo-
to : quem se julgar com direilo ao mesmo, vek' r"; ." r T. ?* "ikT V ? '
Minnaraei naiu ...lal.iaa.ni. "- vci? o fazendas da loj do finado Franciso
comprela nesla subdelegacia.
Jos Pereira Braga, ao p do arco de S.-Ao-
tonio.
Uctaviano de Souza Franca
rog* a pessoa que tem em seu po-
der urna carta, vintla de Lisboa,
PRACA DO RF.CIFE, .11 DE MAIO DE
1850. A'S 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios Os saques da semana f-
ram de pequea importan-
cia, regularan) de 27 a 27
1|2 d. por 1,000 rs.
Assucar- as entradas lom diminui-
do, e as vendas continua-
ra m a efTecluar-se de 1,950
a 2,300 ris a. arroba do
branco ensicado e embar-
ricado ordinario, do 2,500
a 2,700 rs. o fino,e de i ,550
a 1,650 ris o masca va do ;
o encaixado obleve 900 rs.
por arroba sobre o ferro.
Algodao---------- A entrada nSo foi grande, e
obleve 5,400 rs. a arroba
de primeira sorte, e 5,000
ris a de segunda, sendo
mais procurado para os
porlos llespanhos. '
Couros Pouco procurados a 100 rs.
po libra.
Azeite-doce- Vendeu-se de 2,350 a 2,400
ris por galo do de Por-
tugal
Bacallao--------NSo (vemos entradas deste
genero, e o preco a retal lio
regula de 4,000 a 9,000 ris
a barrica, Picando por ven-
der cerca de 1,800 barricas
- Os preens continuarais de
2,000 a 2,600 rs. por arro-
ba, ficando em ser 30,000
a i robas.
O Sr. lente Paulino dirija-so ra da
Cadeia de S.-Antonio, n 13
Vendas.
Thcairo de s. Isabel.
TERCA-FEIRA, u rl MAIO DE 1859
SUn F. APPAIUTOSO ESPECTCULO,
em festejo da inauguracto do novo thtatro. I para o annunciantc, tie fazer o fa-
Logo que o Exm. Sr. conselheiro de esta- j vor de a mandar entregar raa da
do, presidente da provincia, tnlia assoma-> ,r i
do a tribuna, a orchestra executir urna l^'"2'n-'> primeiro andar.
pequea introduccSo, depois da qual ibrlr-
se-ha a scena, e peranle a cfTfgie de S. M I ,
o artista emprezario Cermano Francisco de
Olivoira, recitar um
MONOLOGO,
seguindo-se, cantado pela co'mpanhia dratn-
malica, o
IIYMNO NACIONAL.
Ter lugar, depois de urna brillnnte ou-
vertura pela orchestra, a execugSo do ex-
peliente drama em 3 actos
O P.VGEM DALJUB ARROTA.
O empresario a nada se tem poupado para
que o espectculo satisfaga em tudo ao pu-
blico, nico dezejo queoacompanharsem-
pre, durante o lempo de sua adminislracSo.

Carue secca -
Avisos martimos.
Para o Rio-de-Janeiro segu com a
maior brevidado possivel o brigue-escun*
Hen'iqueta, forrado e pregado de cobre,
por j ler grande parte de seu carregamen-
toi tratado : quem mais pretender carregar.
e ir de passagem, se entender com o capi-
ISo do mesmo Manoel Joaquim lobato, na
iraca do Commercio, ou na ra da Cadeia
velha, n. 17, segundo andar.
- n aaiaaaat.a>
Leiio.
V. II. Lutlkens far leilSn, por nter-
vencSo do enrretor Oliveira, do grande por-1"* dltas ue Pe'Uca a 80 rs. ; lencos
inglezas, francezas e alie- S ravala 320. 500 e 610 rs. cada u
(So de fazendas
miles, de algodSo ISa e seda, todas proprias
do mercado : quarla-feir, 15 do corrente,
s 10 horas da manhSa, no seu armazem da
ra do Trapiche-Novo, n. 14.
Avisos diversos.
Precira-so de um Irabalhador de mas-
seira : na ra Direita, n. 89, padaria.
Francisco de Paula Pires llamos em-
barca para os porlos de sul a sea escravt
Francisca.
Fazem-se almocos e janlares etc., para
Fariohadetr.goOconsummo foi regular e qem Ihe convier, por preco comiedo,
os precos de 11,000 a 19,000 com promptdSo e #ssoio, acontento dos
rs., continuaran! sem alte- freguezes : no oitSo da Penha. n. 2.
rac.lo; a existente andar
por 9,000 a 9,200 barri-
cas.
Preiuntoa- Venderam-so a 10,000 ris
por arroba dos Ue Por-
tugal.
Ficaram no porto 61 embarcages, a sa-
ber : 4 americanas, 2 austracas, 36 braai-
--Vende-se t.tna taberna bem afreguezada
para a trra, a qual vende diariamantede
12,000 a 16,000 rs., o lambjm ple ser ba
pira o malo, por seiem urna das principaes
ras desta ci lado : vista do comprador se
dir o motivo porque se ven le : na ra dos
Marlyrios, n. 36.
-- Vendem-se dous bonitos moleques,
ambos ptimos ofiiciaes de sapaleiro, sem
vicios nem achaques: quem os pretender,
dirijam-se a ra Dircta, n. 115.
1 i
'<% Precos admira veis. j)
* *
a) Cassjsecmihraiasa 200, 240 e 280 f,
^ rs. ocovido; chitas a 160 a 200 ris *,
4 o covado; chitas francezas moder- *,,
t^ as a 280, 300 o 320 ris o envido ; ^
9 meias pretas para senhora a 120 ris
9 o par ; chales de ISa a 1,000 e 2,000 a,-.
4) rs. cada um ; meios ditos de seda a a,i
1,600 rs. ; lencos com franja a 1,000 ^
4 rs. golinhas de seda a 320 rs.; poseo- f ,t
4 cinlios a 1,000 rs. e 2.000 rs. cada um; q
bicos de blondo o de linhoja 500 e800
<* rs. a vara;;mantas de fil e escomilli i ft|
4 a 1,000 rs. cada urna; luvasdeseda
para senhora a 320 e 500 rs. o par;
de
m ;
cortes de collete 1,000,1,120 a 2,000
rs, cada um, sendo de gurgurSo, se-
da e veludo etc.; chapeos a 1,600 a
2,000 rs.: ditos de sol a 2,800 ris ;
cortes de brim modernos de lindos
pudines a 1,280 is.; brins depuro
_ Iiii'iii modernos a 1,280 rs. a vara :
? vendom-se na ra do Cresdo, loja,
9 numero 9.
4
4


&999 9t#9 9999 99B99
.-- Alpaca com 7 paL-
mos de largura, pelo di-
minuto preco de 1,380
ris o covado, cambraias
Balbina Custodia de Oliveira Diniz,
viova que licou do finado Manoel Ferreira
Diniz, faz publico a quem convierque suas
casas de negocio conlinuam a girar como
de antes, e que sua firma commercial d'onf
em vante beViuva Diniz & Filhos, eque
as pessoas engarregulas de compraren) I rw l:n An
para as ditas casas sSo, seu cunhado Mano-1 A*a loJa Maya 11.1111 OS'
pintadas do melhor gosto que tem appare-
cdo nesla fazenda a 2,400 rs. o corte, chitas
finas escuras pelo diminuto pceo de 180
rs. o covado : na ra ra do Crespo, n. 6,
ao p do lampenhSo.
Kcparticao da polica.
parte do di\ 10 de maio.
Segn Jo as coinmunicac.0* hontem e hoje
recebidas nesla reparlicSo, lom ni presos :
ordem do chefe de polica, Jos Joaquim
lenlo, para corretelo : ordem do subde-
legado da freguaia de S.-Frei-Pedro-Con-
i;alves do Recite, Themoteo pardo, escravo
Je Francisco Ooncalves Pereira Duarie, re-
sidente no Rio-de-Janeiro, por andar fgi-
do ; e o crioulo Manuel Antonio da Porciun-
ciila, por suspeilo : a ordoni do aubdeb-gd-
do da freguezia do.S.-Antonfo, o escravo
Luiz, por se presumir fgido; JoSo, p correcgSo : a ordem do subdelegado da fre-
guezia duS.-Jus, o po tuguu Joaquim Pe-
reir Lobo, por critr.e de furlo; pret.
Theroza, escrava do Jeronymo do Abreu,
, ~ j J- ------ ----"* finta ou "ii" wopoj .t.h/, oraj
leiras, 1 chilena, dinamarqueza, 3 fran- I el do Reg Lima, eseu caixeiro Jos Fran- I&r f na ni |%Jr~ a
cezas, 3 hespanhlas, 1 amburgueza, 3in- cisco de Azevcdo. I^tt" Uta llld AO\il. II. |>,
glezas, I oriental e 6 porlguozas.
ti -aasaa -n-aa^ajaaa^^^gi
Moviment do .Porto.
A (icio entrado no da II.
Balda 7 dial, encuna bollande/.a -riljV, de 106
toneladas, capitao diriman Uuiten, equipa-
geui 7, carga queijos e genebra; a Brander a
Braudia.
Navios sahidos no mtsmo dia.
CanalBrigue inglez Leven-Lmis, capitao Johu'
Mai-Oonald, carga assucar.
Califuruia por Kuenoa-ayrea Vapor aanerica-
ri New-Urleans, capitau J. D.. Waad, aiu
lastro.
Genova Brigue inglez Adam-Smilh, capitao
David Guurty, carga aisucar.
Femando Transporte de guerra nacional Pi-
rauam*i, 'cuniui.unante o pillo di armada
tmido Lelit da Fonseca,
Perdeu-se na tarde ile9do corrente, I vendem-se os u.ais modernos damascos
desde a ra da Florentina al a igreja da
Madre-de-Deos, um cordilo do ouro com cu-
rabilo de cornalinas, quem o tiver adiado e
o quizer restituir, dirija-se ra do Encan-
tamento, armazem, n, lt, porbaixo do so-
brado do reverendo vigario do Recife.
Francisco Moreira Pinto llarboza, Por-
tuguez, retira-so para lora do imperio.
1*0 sobrado da Trempe, n. 1, que tem
venda por baixo, precisa alugar duas pre-
tas, ou pretos, que ha para venderem fruc-
las : qoom as quizer alugar, allancando, di-
rija-se dita casa.
Avisa-se ao Sr. Luiz Comes Gongalves
quo tenha a bondade ue ir pagar a quanlia
quo nflo ignora, na ra Imperial, p. 49 : do
contrario ter de ver o >cu nomo nesla fo-
Itia, emquaulo o mo lizor.
com flores de cores, para vestimenta de pa-
dres e paramento de igrejas; ditos para
colchas de dillerentes cOres, por preco
commodo.
Alpaca preta de cordo
c com 7 palmos de lar-
gura.
Vende-se alpaca preta de cordilo, muito
propria para calcas, sobre-casacas e vesti-
dos: adveilindo aos compradores, que
urna solue-casaca sabe por 3,8*0 rs e urna
calca por 2.240 rs. sendo o seu preco de
1,280 rs. o covado : tamben) sa venden) no-
vos cortes de cassa de cores, de muito bom
gosto, a 2,400 rs. : na ra do Crespo, loja
da esquina que volla para a cadeia.


BBBBBJ
Sm
kaai
l*.T*|
Vendem-se relogos de ou-
ro, coni vidro, e sabonete, paten-
te inglez, chegftdos a^jora : na ra
da Cruz, n.' a, casa de Geo
Kenworthy & C.
Vndese superior fio de al-
godSo, proprio para pavios de ve-
as e para rede de pescara .-na
ra da Cruz, n. a, casa de Geo
Kenworthy & C.
A3,C00rs. a peca.
Vende-se novo madapolflo encorpado,
com quatro palmse miflde largura, pro-
prio para lenges, toalhas do mega, ele.,
pelo diminuto prego de 3,600 rs. a peca ;
lindissimoa tapetes com franja* de 15a ma-
tizados com o melhor gosto e diversidades
proprias para castigas, jarros, lanternas,
vidros de cheiro, campainht*s, etc.: ludo
chegado ltimamente: bem como um com-
pleto sortimentodefazedas linas e ordi-
narias, por presos muito baratos na ra
do Queimado, n.27, armazem de fazedas,
de Itaymundo Carlos Leite.
Vendem-se ricos apparelhos
de metal para cha ; na ra da
Cruz, n. a, casa de Geo Kenwor-
thy &<-'.
Vende-se bezerro para cal-
cado, chegado pelo ultimo navio :
na ra da Cruz, n. 2, casa de Geo
Kenworthy & C.
Vende-se um piano ingle?, em muito
bom 1 simio : na roa do Trapiche, n. 17, ar-
mazem de Jos Teixeira Basto.
Manoel da Silva Santos ven-
'de arroz do Maranho a 1,000 rcis
cada urna arroba : quem preten-
der dirija-se ao armazem, que fei
do fallecido Braguez, na ra da
Cadeia, n. 64.
#.*** mmmmmtmmm
o s
"? Manteletes e capotinhos. a
1 v 1
tNa loja do sobrado amarello, nos !|
quairo cantos da ra do Queimado, 1
S 11. 20, vendem-se mtnteleles e capo- j
?| tinhos de cliamalote, pelo diminuto |-
j prego de 25,000 rs.
9
mwi
Um piano.
Vende-se um piano de mopno, excellen-
te para se principiar a aprender, por mdi-
co prego : na ra do Collegio, n. 21, segun-
do andar.
la talas.
Vendem-se batatas mnitoboas por prego
commodo na ra da Madre-de-Deos, n.
31, ao lado da alfandepa.
Ventle-se um sobrado de um andar pela
quanlia de 700,000 rs., o qual renden.cn-
salmente 10,000 rs. : na ra do Passeio, loja
de fazedas, n. 13, se dir quem vende
-- Vende-se urna preta moga, e sem vi-
cios : na ra do Sebo, n. l.
Tecidos de algodo Irn-
cado da fabrica de To-
dos-os-Santos.
Na ra da Cadeia, n. 5*1,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa i'e
escravos.
Na rua do Crespo, n. 14,
loja de Jos Francisco
Dias,
vende-se esguiao de algodc, fa-
zenda de quatro palmo. e meio de
largura c lina, pelo barato preco
de 3?o rs. a vara ; brim ti anea-
do branco muito encorpado e de
listraao lado, a i,a8ors. o corte;
dito de puro linho cor de ganga, a
i,Coo rs. o corte ; eum completo
sortimento de fazedas por barato
preco.
-- Vende-se urna escrava recolliida,'de bo-
nita ligura, com 18 anuos pouco mais ou
menos, que engomma, cose e cnsaboa : na
ra principal de Fra-de-Porlas, n. 19.
Vende-se urna escrava de 18 annos,
com muito bom leite para criar, n.To tem
lillio, e que engomma, cose e cozinlia ; urna
dita cu ni um fillio de 10 mezes, e que en-
gomina, cozinha e faz todo o mais servigo
de urna casa ; um cscravo de 20 annos, de
boa ligura, e que lie ptimo para o servigo
de campo e da praga : na ra do Collegio,
n. 21, primeiro andar, se dir quem vende.
Vende-se urna parda com urna cria de
6 aezes, a qual ho moga e com habilida-
des: o motivo porque se vendo se dir ao
comprador ; na rui. da Alegra, n. 9.
Na ra do Queimado,
n. 9,
aclia se venda um completo sortimento
de manteletes e capotinhos para senhora,
de chamalole ondeado e de listras ; bem co-
mo de seda furta-cres, os quaes vendem-
se por menos prego do que em outra qual-
quer parte. l)3o-se amostras aos compra-
dores.
Taixas para engenho.
Na fundigSo de ferro da ra d Brum,
acaba-se de rereber um completo sortimen-
to de taixas de a 8 palmos de bocea as
' quaes acham-se a venda por prego com-
modo e com promptidSo embarcam-se,
ou carregam-seem carros sem despezasao
comprador.
Na loja franceza na ra Nova atraz da
matriz, tem bonitos jarros de porcellana,
lu.le as de pe do vidro, ditas de casqui-
nba inglezas, ditas fracnezas, candieiros
para sala, ditoa do latSo par estudantes,
bengalas de cana, bandejas finas, chapeos
de sol de soda de cores para hornero, fundas
para os quebrados, chapeos francezes de bo-
nitas formas, longos de seda de 1,000 rs. al
5,000 rs. para senbora e homens, ditos de
morsulina, e outras multas fazedas : sa-
patos de duraque de cores para senhora a
00 rs., ditos de coro de lustro a 2.000 rs.
Assim como roga a03 seus devedoros que
Ihe varo pagar, para n9o mandar tantas
vezes os seus caixeiros em suas casas.
Vendem-se saccas com fafinha de man-
dioca, viadas do Rio-de-Janeiro no brigue
Josefina, por prego commodo : no armazem
de Dias Ferreira, defronte da eseadinha, ou
a tratar com Domingos Rodrigues de An-
drade, na na do Trapiche-Novo, n. 4. Ad-
verte-se que as saccas sito grandes.
Vendem-se pegis de madapolSo largo,
com 20 varas, proprio para forro e roupa de
escravos por ser muito forte, com algum to-
que'de mofo.a 8,500 rs.; e varejado.a 0 rs.;
pegas de chita com algum sujo, a 000 : na
ra larga do Rozario, n.por cima da pa-
daria do Sr. Vlenos.
o ,.
O Ilomoeopathia pura.
O Ra do Trapiche, n. 40. O
O Boticas e livros para o tramonta- 0
O ment dos enfermos pela homceopa- (J
<5 thia : acham-se a venda por modi- ^
/a eos pregos. ^J
O Dr. Luz se offerece dar todos q
*** os esclarecimesnlos necessarios pa-
O rio melhor uso dos mesmos.
o
Farinlia de mandioca
nova, de S.-Camarina,
a melhor farinha que ha no mer-
cado, vende-se a bordo do Mara-
Primeira, entrado no da 6 do cor-
rente, por preco mais barato do
que em outra qualquer parte: a
tratar com Machado & Pinheiro,
na ruado Vigario, n. 19. ou com
o capitao a bordo.
Na ra do Catiug, loja do quatro por-
tas, vendem-se toalhas de lavaiinlo de bom
gosto, fritas no paiz, por prego commodo.
Ka rua do Crespo, n. 12,
loja de h portas,
vende-se a pataca o covauo de chita fran-
ceza de desenlios muito modernos, cores li-
sas e pannos de. superior tecidn ; estas nilo
engaan), como tem acontecido em annun-
cios feitos em outras partes, motivo por que
estes te teem tornado de pouco aprego :
venham os freguezes, que conhecerao a pu-
reza da verdade.
~ Vende-se um inoleque de elegante fi-
gura, com principios de alfaiate, e que iv-
zinha ; nm dito tanoeiro ; 2 pretas de todo
o servigo ; 2 pretos bastante robustos ; um
dito que se troca por um moleque quu este-
ja em idade de aprender ollicio : no paleo
:a u.aii iz iio S.-Antonio, sobrado n. 4, se
ilir quem vende.
Eslao-sc acabindo.
Vendem-se cortes de fina casimira prela
e de cores, pelo diminuto prego de 5,(00
rs.: na rua do Queimado, n. 9.
Folhade Flandres..
Em casa de J. J. Tasso Jnior, na rua do
Amorim, n. 35. ha um ptimo sortimento
de folba de Flandres, de todas as marcas, c
a retalho por preco' mais barato doqueem
outra qualquer parte.
Na na do Crespo, loja
da esquina eme volta
para a cadeia,
vendem-se cortes de casimira piola, muito
boa, a 0,500 c .10,00(1 rs. ; panno prelo, mu i
to bom, a 3,200; 3.8C0 o 5,500 rs. o covado ;
corles de collete de faalfio, a 640 rs. ; ditos
de mI un de cores, a 2,000 rs. ; ditos de gor-
gorBo, a 1.C00 rs. ; esguio do linho, muito
fino, a 1,280 rs. a vara.
# 99^9999 &999Q #
Bom e muilo barato. J
a Os proprietarios da loja do sobrado mf
m amarello, nos quatro-cantos da rua ^
m do Queimado, n. 29, desajando ulli- mj
m mar a venda das fazedas abaixo
* mencionadas, resolverm vende-las
* rt-los seguintes pregos:
Z Cortes de caigas de brim branca
+ ile puro liuhp a 1,760
Ditos de dito amarello, a 1.440
*
Ditos de dito decores, a
1,440
. Ditos de 19a imitando casi-
mira, a i.ceo -
Alpaca (reta fina, o covado a 900
Corles de vestidos de chita preta
com Ucovados, a 2,000 J
Ditos de cassa de cores, a 2.C00 "
... Ditos finos, a 2,400 -
Ql Ditos de cambraia di listras de
9 cores fixas, a 2,500 9
Sarja de lila lavrada preta, o co-
vado a 560
9> Lengos de seda de cores, a 640
Cobertores de aIgodSo encorpa- 9
9 dos para escravos, a 640 4
)09ttit
IV rurdf Cifpo, n !,
loja de Jos Francisco
Dias, vende-se
riscado francez de quadros escuros. (sien-
da muito fina e fixa, pelo barato prego de
200 rs. o covado ; pegas de esguiBo de al-
godBo de 5 palmos de largura e com 10 va-
ras e meia, a 3,200 re. a tega, e a 320 rs. a
vara.
I'echincha.
Na rua Direila, taberna n. 18, vendem-se
saccas com farinha, chegadas ltimamente
de S.-Catharina, por prego mais commodo
doqueem outra qualquer parte. A ella an-
tes que se acabe.
Vende-se urna padaria no Recife: no
l-orte-do-Mllos, rua do Codorniz, n. i.
.- Vendem-se amarras de rro: na rus
la Senzalla-Nova, n. 42.
Para os artistas.
Vendem-se regras das cinco ordens de
architectura, segundo os principios de
Vignhola, contondo noventa estampas : no
pateo do Collegio, loja do livro azul.
Vende-se um lindo moleque de 18 an-
uos, proprio para todo o servigo ; urna ex-
cediente escrava cozlnheira e engommadei-
ra, e que he capaz de lomar conta do aervi-
go de urna casa : na rua do Rangel, n. 57.
Vende-se urna escrava criouli, de 16 a
18 annos, sem vicios nem achaques, que co-
zinha eengoroma : na'rua do Vigario, n. 1,
loja de barbeiro, de SebastiBo Jos do Oli-
voira.
Vendem-se 24 acgOea da companhia
de Reberibe : sendo boa occasiflo de com-
prar, por estes dias-ter-se da receber o di-
videndo : na rua da Cruz, n. 8, segundo e
Icrceiro miares.
Venda-se um carro de 4 rodas, para um
n dous cavados, muito. maneiro em mui-
to bom estado, tanto na aua consistencia
como de pintura, edo mais excedente gos-
to : para ver, na cocheira do Sr. Miguel, no
Aterro-da-Boa-Vista, e para tratar, na rua
do Trapiche, n. 42.
Vende-se, por prego commodo, um oi-
tanle e um volunto de laboinhas nuticas :
tudoem muito bom estado: na rua da Ca-
deia, n. 56 A, loja de ferragens de Antonio
Joaquini Vidal. 'r
Vende-se urna negra* da costa multo
moga, de boa figura e conducta regular:
no aterro da Boa-Vista, fabricas de lico-
res, n. 17.
Sem o menor defeito.
Vendem-se excedentes chitas azues coa
flores amarellss, a 6,000 rs. a pega ; ditas
linas cor de ganga, claras e escuras, a 5,800
rs.; ganga da India amarella de duaa lar-
guras, a 1,000 rs. a pega; lengos de ganga
encarnada, a 3,000 rs. a duzia ; cobertores
dealgodBodobrados, os melhores, a 1.000
rs.; fino madapoIBo da India, com 24 jar-
das, a 3,900 rs. a pega ; modernos chapeos
francezea, a 7,000 rs.; e todo o mais sorti-
mento de fazedas finas e ordinarias, por
muiio barato prego : na rua do Queimado.
n ;7, armazem de fazedas, do Itaymundo
Cario l.eite.
Vendem-se bonitas escra-
vas pretas e pardas de 18 a 3o an-
nos, que sao engommadeiras, eos*
tureiras, cozinheiras, lavadoras e
quitaiulciras, entre as quaes duas
mulatinhasde 18 annos, e 4 le-
los mocos de todo o servico : na
rua das Larangeiras, n. i4, se-
gundo andar.
Farelo novo & 5,500 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo navio
dellamburgo: na rua do Amorim, n. 35,
casa de J. J. Tasso Jnior.
Vcndem-se 3 duzias de costado de pu-
lumug, madeira da Baha, propria para
cousti ueges navaes e para mercenaria : na
rua do Collegio, n. 21, segundo andar.
A 'ellos tutes que se
acabem-
Vendem-se sapatOes de couro de lustro,
pelo baialissimo prego de 2,500, 3,000.r
4,000 rs.; ditos de bezerro francez, feitos
no paiz, a 2,500 rs.; sapatOes brancos do
Aracatv, a 1,000 rs.: ua rua da Cadeia do
Recife.'n. 9.
Vende-se sellins inglezes,
elsticos, cabecadas, e couros de
poico : na rua da Cruz, n. 2, ca-
sa de Geo Kenworthy & C.
Novo sor tino en to de fa-
zedas baratas, na rua
do Crespo, n. 6, ao pe"
do lampea'*.
Vende-se csssa-chita muito fina, de bo-
nitos padrOes, cores fizas e com 4 palmos
de largura, a 390 rs. o covado ; cortes da
dita a 2,000 rs, ; riscado d listras de li-
nho, a 240rs. o covado ; dito de algodSo, a
140 e 160 rs. o covado ; cortes de biim par-
do claro, com duas varas e urna quarta, e
1,600 rs. ; rucados monslros, a 200rs.c
covado; zuarleszul, a 200 rs. o covado;
chitas, a lOe 180 rs. o covado ; fustBo, a
640 rs. o corte ; chales de tailatana, a 500
rs. ; cobertores de aleodflo americano, a
640 rs.; e outras muilas fazedas por bara-
to preco.
Moenda* superiores.
NarundigBode C. Starr A Coropanhia|,
em S.-Amaro, acham-se a venda moendas
de canna, todas de ferro, de um modelo e
construcgBo muito 'superior.
A ellas, a ellas.
Vemlem-so riquissimas golas e pescoci-
nhos para renhorn, pelo dimiuulo prego de
2,000 rs. cada um : na rua do Queimado,
n. 9.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de diffe-
rentes modelos : na fabiica de machinase
fundigSo de ferio, na rua do Brum ,
ns. 6, 8el0.
Deposito da fabrica de
rodos-os-Santos na Baha
Vende-se em casa de N. O. Rieber & C.
aa rua da Cruz, n. 4, algodBo trancado
(agella fabrica, muito proprio para saceos
le assucar, roupa de escravos e fio proprio
para rede* do pescar, por prego muito com-
modo.
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassa,
de boa qualidade, em barriszinhoa
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
lempo se nao vende: no tfecife,
ruada Cadeia,armazemn. 12.
Novo sortimento de fa-
zedas baratas.
Vendom-se cortea de cassa-chita muito
bonitos, a 2,000, 2.400 e 2,800 rs.; riscadi-
nhos de linho, a 240 r. o covaoo ; dito de
aleodo muito encorpado, proprio para
roupa de escravos, a 140 rs. o covado ; cor-
les de brim branco de linho, a 1,500 rs. ;
dito muito bom, a 1,700 rs. ; dito amarello,
a 1,600 rs.; dito com listra ao lado, a r,280
rs casias de cores muito bonitas, a 320
rs o corado ; riscados monstros com qua-
tro palmse mel de largura, a 200 rs. o
covado ; zuarte furta-cOres, a 200 rs. o co-
vado ; pecas de oambraia lisa com 8 varas
emeia, a 2,720 rs.; chitas de bonitos pa-
droea, a 160 rs. o covado; ditas muito fi-
nas, a 200, 220, 240, 260 e 880 rs.; lengos
de seda para alglbeira. a 1,000 e 1,980 rs. ;
ditos para gravata, 1,880 rs.; e outras mul-
las fazedas por preco commotlo : na rua
do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia.
Vendem-se lonas imperiaes,
as melhores que ha no mercado, e
brimzao para velas: na rua da
Cruz, n. 1, casa de Geo Kenwor-
thy & C.
Cassas pretas a 140 re. O
covado.
Vende-se cassas pretas de muito bom gos-
to a 140 rs. o covado : na roa do Crespo,
loja da esquina, que volta para a cadeia.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor,
BA Da. SENZAIXA-KOVA., *.'*.
Neste estabelccimento conti-
na a ha ver u m completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, pera engenho ; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido c
eoado, de todos os lmannos,
para dito.
-- Chegaram novamente i rua da Sen-
zalla-Nova, n. 42, relogios de ouro e prata
patente inglez, para homem e senhora.
r><*
O Na 1 na do Trapiche, n. 8, O
2 escriptorio de Henry Forster *|
9 6k Oompanhia, vendem-se q
O dous cavallos capados, er 08
2 muas, vindos de Buenos- 2
9 Ayres na barca americana Q
O Masliingfm: as pessoas que O
S os pretender, dirijam-se j
> mes 111 a casa. q
-O
oocsocooccooooo
Saha-parrilba de Sands
para removor e curar radicalmente todas as
enfermida'lis qiio procedem da impureza
do sangue, ou habito do syetema.
Esta medicina esta oieando constante-
mente curas quasi incriveis, do molestias
que procedem da impureza do sangue. A
infeliz viclirra de molestias bereditariaa
com glndulas indiadas, ervos encolhi-
dos, e os ossos meis anuinados, flcou res-
tabelccida com toda sua srde e foigas. O
doente escrofuloso, coherto de chagas, cau-
sando nojo a si mesmo, e a quem o servia,
ficou rerfeito. Centenares de pessoas que
tinham sofTrido(por annos, a ponto de
desesieraremda sua sorte ) molestias cu-
ta neaes, glndulas, rheumalismo, chronico
e muitas outras enfermidades procedentes
do desarranjodos igaos de secreefo e da
circulagSp, teem-seerguido quasi milagro-
samente do lelo da morte, e hoje, com
conalituigOes regeneradas, com prizer at-
istame eflicacia desta iue.-limavei prepa-
ragfio.
Comquanto tenham apparecido grandes
curas at aqui produzidas pelo uso desta
estimavel medicina, comtudo a experiencia
diaria apretenta resultados mais notaveis.
. New-York, 22 de abril de 1848.
Srs. A. II. e I). Sands. Julgando' ser
um dever para com vosco e para com o pu-
blico em geral, remello-vos este certificado
das grandes virtudes da vossa salsa-parri-
Iha, para que outros que noje estfio sof-
iendo eslalielegaiii melhor a sua confianga
e fagam sem demora uso da vossa medi-
cina
a Vi-me perseguido com urna grande fo-
nda no tornozelo, que so eslendia pela ca-
nella cima al o joelho, langava grande
porgflo de nojenla materia, com comichOes
que me privavam muilas imites do mou des-
canso, e cram muito penosas de suppor-
tar
O Sr. Uiogo U. Coiind, que liavia sido
curado com a vossa salsa-parrilha, recom-
iiu-nili ii-nie que en lizesse uso ilella, e de
pois de haver tomado cinco garrafas fiquei
erfeilamenle curado.
Tenho demorado um anno mandar-vos
um ceitificado, paia reconhecer com cer-
teza se a cura era permanonte, e leudo ago-
ra a maior saliafagSoem declarar que 11 Jo
tenho visto, nem sentido cousaalguma du-
rante todo este lempo, e acho-me perfeita-
mente restabelecido. Soa vossa, etc.
a Saruh M. lu re.
240, rua Delancey.
Nesta provincia o nico agente deste ma-
,-. vil ,05n remedio ho VC' nte Jo. de linlc,
com botica na rua da Cadeia do Recife.
Bom e barato a 1,300 rs.
O coviido.
Vende-se, na rua do Livramento, n. 14,
merino preto de duas larguras, a 1,500 rs. o
covado ; meias casimiras de bonito gosto,
a 3,500 rs, o corte; dilos de cassa-chita,
muito finos, a 2,200 rs.; chiles de seda, a
5,000 rs. ; panno fino preto para casaca, a
3,000 e 3,500 rs ; e muito fino, a 5,000 rs. ;
chales de cassa com avaria, a 500 rs- ; ris-
cadinhM de linho para jaque tas, a 400 rs.
o corado ; boas cambraias para vestidos, a
5,200 rs. o corte ; cambraia de seda, a 5,500
s. o corte ; e outras muitas fazedas bara-
tas, como sejam: madapoloes, a 2,600,
2,800, 3,200 e 4,000 rs.; e multo fino, a
4,800 rs.
VendeT-se um pardinho do 18 annos,
com principios de sspateiro ; um preto de
25 annos, que he cozinheiro: na ruado
Itangel, n. 38, segundo andar.
-- Vondo-se, por prcciso, urna casa ter-
rea no balrro da Boa-Vista, ainda nova, em
chSos proprios, com sala adiante e atrs,
urna boa alcova e dous grandes qunrtos,
despensa, armario na cozinha para guardar
loug, copiar lora, um quarto no quintal
para pretos, e outro para despejo, um bom
chiqueiro para gallinhas : no Aterro-da-
Boa-Vista, loja de ntiudezas, n. 72, se dir
quem vende.
--Vende-sel rozario, l par de brincos
com diamantes, cordOes, annelOes, botOes
de abertura, vernicas, 9 relogios e urna
correte : na rua estreJU do Hozario, n.
28, segundo andar.
N.-i loja de JoSo Jos de Carvalbo Mo-
racs, na rua da Cadeia do Recite, vende-se
o mais superior rap de Paulo Cordeiro,
chegado do Rio ba 4 dias, por isso o mais
fresco que be possivel, e quaai ravalisa
com o'princeza de Lisboa.
Madama C. Ancelle,
com casa de modas francezas no
Aterro-da-Boa-Vista, n. la,
recebeu pelo ultimo navio vindo da Fran-
ca, um grande sortimento de modas, como
aejam : chapeos multo ricos de seda e de
pallia, tanto armados como sem o serem;
fitas de seda para chapeos, tanto de setim
como de tafet, lisas elavradas; bicos de
blondo e de I inlio, brancos e pretos de to-
das as larguras; manteletes muito ricos e
da ultima moda ; flores e plumas de todas
as qualidades; romeiros de fil e de cam-
braia bordados ; ricos lengos de cambraia
de linho bordados e com bico a roda, para
mSo ; luvas de todas as qualidades, tanto
para homem como para senhora ; e outraa
muitas fazedas por prego commodo. Na
mesina casa fazem-se manteletes e chapoa
para senhora, do mais apurado gosto, por
menos prego do que em outra qualquer
parte.
Riscados imperiaes.
Silo chegados os novoa riscadinboa de
quiidros miu.los, o mais lino possivel e dos
melhores desenbos, intitulados iu periacs,
proprios para vestidos e roupOes para se-
nhora o menina : na rua do Queimado, loja
dos baraleiros, n. 17, a 320 rs. o covado -.
dflo-se'as amostras com o competente pe-
nhor.
Vende-se um elegante bofe, fello cm
Inglaterra, de 13 ps de cornpi imento, novo
e bem construido, com pregos de cobre,
mastro, velas, etc. : quem o pretender, di-
rija-se ao Sr. Bernardo estivador, em Fra-
de-Porlas, ou rua do Tiapiche-Novo, nu-
mero 12.
E?cravos Fugiios
Fugio*, no dia 22 de abril prozimo pas-
eado, o prelo Bernardo, de 40 annos pouco
mais ou menos; levou camisa de chila
azul, caigas brancas e jaqueta de riscado
amarello desbotado ; j pinta do cabello ; he
ile altura regular; tem ps pequeos e bem
feitos ; tem urna costura uegomma em ci-
ma da garganta, duasao lado c outra no
meiodopeito; fugio com um taboleiio de
fructas que andava vendendo, por i-so nSo
levou chapeo; tem sido visto para as par-
tes de Rejm com o mesmo laboleiro com-
prando fructas e vendendo ; tambem hesa-
paleiro. hoga-se a todas aa autoridades
policiaes, capitSes de campo e pesaras par-
ticulares que o apprehendam e levem-noi
rua da Cadeia do Recife, n. 25, ou no largo
da Trempe, sobrado n. 1, que tem venda
por baixo, quo serSd generosamente recom-
pensados ; assim como se protesta usar
com todo o rigor da lei contra quem o li-
veroccullo,
. Fugio, no dia 28 do prximo rassado,
o prelo Jo.- Macei, conliecido por esle
nome por ter vindo daquelle lugar j ha. al-
guna annos; levou camisa de algod.fo bran-
co, a algas de riscado americano; he do
estatura regular ; representa ter 40 annos
pouco mais ou monos; cusa a peiceber
quando falla, parecendo temuralo ; tem as
candas das pernos signaos de feridas ; he
segunda vez que se tem ausentado, nilo
leudo sabido do Recife, do qual agora mes-
mo se leve noticia 3 das depois da falta, e
desde enlflo n8o se pode collier mais noti-
cia algum ; julga-se ter ausentado par%e
mallo. Roga-se as autoridades poliriaes e
capitSes de campo, que o apprehendam e
levem-no rua de Apollo, n. 12.
Fugio, no dia 24 de abril, o escra vo Lu-
cas, de estatura ordinaria, cheia do corpo,
bstanlo espadado, olhos grandes, nariz
pequeo, barba radiada, suissas grandes e
tjda cheia al o queixo, pernas meias ar-
queadas ; tem na inflo direita o dedo se-
gundo ao mnimo torio para dentro ; levou
urna camisola de estopa al os ps, e cha-
peo de palha ; quem o pegar-leve-o a iiiin-
da, ruadaSenzalla. dofruile de S.-Tuert-
ea, casa com* 6 janellaa de frente, que ser
recompensado.
-- Uo engenho Jurisssee, sito na fregu-
zia do Cabo, fugio, em outubro do auno
prximo pastado, um preto de nome Ale-
xandic, ciioulo, alto, cheio do coipo, 104-
lo bastante carnudo, muito barbado, do 40
annos,; tem um ferida quasi dirimid em
urna das pernas : quem o pegar aera grati-
ficada generosamente pelo rondoiro do dito
engenho.
--Fugio, no dia 27, o crioulo Vicente, na-
luial do Arucalv, de 38 annos, do estatura
alta, giosso, espadado, cabega redonda,
odios naturaes, nariz cha'.o, bocea grande,
beigo grossose levantados, pscogo grosso,
pus e mflos bastantes grandes ; levou cal-
gas, camisa e chapeo de couro : quem o
pegar leve-o a Olinda, rua da Seozalla, por
detrs de S.-Thcresa, casa com 6 jauellas,
quo ser recompensado.
Fugio, no dia 12 de margo, o preto Be-
nedicto, crioulo, que representa lar 24 an-
uos, de altura regular, sem barba, cara re-
donda, olhos carrancudos ; tem os pos um
tanto torios e una das peritas: este escra-
vo veio do MaranhSo para aqui ser vendi-
do por contado Sr. Ur. Francisco de Mello
Coutinho Vilhena: quem o pegar 011 der no-
ticia na rua da Cadeia do Recife, n. 51, pri-
uieiro andar, ser gratificado.
Pbsn. :nattp. de m. i. de mu.-1850
I I 1*^1"^
v/r-IViirH


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