Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06906


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Full Text
Anuo XXVI.
Sabbado II
PARTIDA DOS COnBIlOI,
Golannae Parahibn, segndate sextas feiras.
RIo-Grande-dn-Norte, quintas feiras ao meio-
dia.
Cabo, Scrinliarm. Rlo-Formoso, Porto-Calvo
e Macel, no I .i 11. e 21 de cada mez.
Garanbuns e Bonit> a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, as quintas feiras.
Ollnda, todos os das.
1*3.
Ming. a 4, s S h. r 20 ni. da ni.
Nova a li, 8 Rh.e 49m.da t,
Cresc. a 18, i 1 h. e 33 ni. da t.
Chela a 25, s 9 b. e 48 ni. da t.
vuuua DE BOJE
Prmelra as 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda as 4 horas e (i minutos da manlma.
de Maio de 1850.
N. 107.
rHZrjOa da mjBScnippAO.
Por tres mezes (adianfados) 4/000
Por seis metes 8^000;
I Por uui aiiiio__________15|000|I2
ni A* DA SMAHA
6 Seg. S. Joiio ante portara lalinam. Aud. do J.
orf. e m. 1 v.
7 Terc.S. Estanislao. Aud. do chae, do J. dal.
v. do civ. e do dos feitos da fazenda.
8 Quart. S. Ilclladio. Aud. do J. da 2.v. docivel.
9 Quint. ** Ascenco do Senhor.
10 Sen. S. Antonino. Aud. do J. da I. v. do civ. c
do dos feitos da fazenda.
11 Sab. S. Aii.ist.itiii. Aud. da Chae, e do J. da 2.
do crime.
Dora, S. Jii.iiin.i Princeza.
CAMBIOS EM 10 DE MAIO.
Sobre Londres, 27'/3 d. por 1/000 rs. a 60 dias.
. Paris, 346.
Lisboa, 95 por cento.
Ouro.Oncas bespanhoes.........29/000 a 20/500
iloedas de 6/400 velhas.. 1i>/iv> a llj/SOO
de 6/400 novas.. 16/200 a Hif-100
. de 4/000........... 9/1/10 a y/200
Prut: Patacoesbrasilelros...... 1/Vti') a 1/980
Pesos columnart....... 1/9^0 a l7o
Ditos mexicanos.......... 1/800 a 1/820
-M >, iTVCgTO
PARTE OFFICIAL.
GOVERNODA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 25 DE ABRIL.
Oflicio. Ao commandanle das armas, intei-
r>ndo-o de ter enviado ao Exin. ministro dn
guerra as guias e relaeo das nove pracas que
p. Rxc. mandou desligar, ein cumprlmento I -
aviso Imperial de 20 de feverelro ultimn, dn
primclro batalhao de rajadores a que perten-
ciam por se acharem ellas em outras provin-
cias.
Dito. Ao commandante da praca, scienli-
ficando-o de haver concedido dous mezes (Ir
lietifa ao segundo tenrnle da tcrcelra classr
do exerclto, Bernardo Pereira do Carino.
Dito Ao mesmn, devolvendo os processos
doalferes Jos Joaquim Rodrigues Itraganca, o
3nal foi julgado pela junta de justica, e do sol-
ado do primeiro batalhao com despacho do
niesino tribunal, exigindo que junte ao mesmo
prncesso a nomeaco do conselho de guerra.
Dito. Ao commandante da corveta Janua-
ria, reeommendando a expedieo de suas or-
dens, afiu de que passe para o brigue-escuha
Andorinha o segundo tenentc da guarnleo da
corveta sdb seucoininando Luzcbio Jos Antu-
nes, que ser substituido pclosrgundo tenente
da guarnicaodo dito briguc Manad Ernesto de
Souza, Franca. Ncite sentido ofTiciou-se ao
commandante do mencionado brlgue.
Dito. Ao inspector da thesonraria da fa-
tenda provincial, para mandar pagar ao enge-
nheiro Mamede, vista dos dous documentos
que lemettc, a quanlia de !..ionn is sendo
100,000 rt. pelos rncenos feitos na cadeia des-
n i ni.nlc e 15,000 rs. pelos reparos do calca-
inento da ponte da Boa-Vista.lommunicou-
se ao mesmo engenheiro.
Dito. Ao mesmo. para que mande pagar a
Jos Lopes Gulmarars a importancia por que
elle conlratou fazer os concertos da ponte du
#Carvalhos, visto ath.ir.se concluida a mencio-
nada obra deconformidadeao respectivo orea-
inento. Inlcirou-se ao administrador das
obras publicas.
Dito. Ao intsino, ordenando que mande
adianlar ao engenheiro Joao I.ni/. Vctor Lien -
thier a quanlia de 1:500,00o rs., sendo 1:000,000
rs. para principio das obras a fazer-se na ponte
deGoianoa e 500,000 rs para elle promover os
rsludos graphicos da estrada do Po-d'Alho.
Scienlilicou-se aomesiiio engenheiro.
Dito. Ao director do arsenal de guerra,
autorisando-o a despender a quanlia de 45,420
rs. com a compra de 49 1|2 libras de cobre em
lencol, una caixa com vidros, e 16 limas de
rame de ferro para contiiiuaco dos trabalhos
das oflicinas de laloen o e ca pina de obra bran-
caScienlificou-se o inspector da pagadoiia
militar.
DEM DO DA. 26.
Oflicio. Ao presidente do Para, remetien-
do as guias das sele pracas do lerceiro bata-
lhao de ni iilh ii i.i a p, as quaes S. F.xc. em
virlude do aviso circular do uiinisteiio da guer
nos avisos datados de 11 do dezambro do
anno findo, n 20 de feverelro do convnta.
que baixaram pela secretaria de estado dos
negocios dn guerra, as quaes fram trans-
mitidas a este commando em oflicio do
lllrn.e Exm. Sr. eonselheiro de estado Ho-
norio llermto Carneiro Leflo, presidente
desta proviucia, com os feichos de 22 o 23 de
marco ultimo, determina que us proQas do
primeiro balalhflo de ai diluira a i o, que
divididas em duas companhias sol) a deno-
minaeflo de contingente do mesmo balalhflo
eram a'diJas, urna ao segundo b incsiiia arma, e a outra ao primeiro dito de
caladores, sejam mandadas a presen lar com
guias de passagem, estas para o balalhflo n
4 de arlilharia a p, e aquellas liqu-m con-
sideradas efTectivas no referido balalhflo n.
2 desta arma.
Importa que os Srs. com man Jantes dos
corpos, nos quaes tonham rstado addidas,
ouannexas quaesquer das pacas dosupra-
citido contingonta, enviem com urgencia
aos referidos enmmandantes do segundo e
quarto balalhe* de arlilharia, e a este quar-
tel-general, relat is nominaes designando
os lugares em que actualmente se irham as
p; atas em questflo, coinprehendendo as no-
lis conc plenles ao (iceni rmenlo de eta-
pa, prel, e o o tros venc melos respectivos,
que as relatos de mostra se lites liajam
alionado, alim do evitar-se nto s a irregu
laridade de voncimentos cm duplicata, mas
Umhem habilitara estes dous commaudin-
les para procederes opportunamenle aos
ajustamentos de emitas relativas a essas
pracas, que propende a crer o mesmo gene-
ral esto seguramente a maisdeum anuo
privadas de receher os arligos do fardamen-
to a que teem direilo, visto como consl,
tifio liaverem os mesmns corpos para ellas
ecehido a consignaeflo em ris para seme-
lliantc lim estipulada por le.
.l/i/oino Correa Sera,
ilem, 10 de abril de 1850.
ORDEN 1)0 DA N. 21.
ra do primeiro de dezruibro do auno prximo
nassado,mandou addir ao corpo flxo do Piauhy
ora estacionado uaquella provincia.Commu-
nicou-se ao cominaudaute das armas.
Dito. Ao presidente do Ccaiu, devolvendo
compcteulemenlc julgados pela junta de jus-
tica os processos dossuldados do corpo lixo de
cacadores da iiicsma provincia.
Dito. Ao commandante da praca, sclenli-
licando-o de ler arbitrado a graliesco de
60,000 ra. ao paisano Joao Francisco da Silva
que voluntariamente se oirereccu para servir
no segundo batalhao de fuzileiros. loicIH-
genciou-sc ao inspector da pagadoria militar.
Dito. Ao coinmaiidanle do brigue-escuna
Ltgalidadt, ordenando que mande para bordo
do brigue-escuna tnrforinAa, alim de ser alli
empregado o despeuseiroque foi nomeado pa-
ra substituir ao comrainario do navio sb seu
commando,Olliciou-se neste sentido ao com-
iii andan te do brigue-escuna Andarinlm c ao ins-
pector do arsenal de inaiiuha.
Dito. Ao inspector da tlicsouraria da fa-
xend provincial, ordenando que por coma da
ultima prrstacao da pintura do theatro publico,
mande entregar a Andr VVilmer a quautia de
1:400,000 rs. em vez de 1 820,206 que devia re-
ceber, visto naoacliar-se anda concluida a re-
ferida pintura.
Dito. Ao agente da companhla das barcas
de vapor, para que mande d-r passagem para o
Para ao alteres do quarto batalhao de catado-
res Anlouio Eloy daCunha c .Mello.Scieulili-
cou-se o tomn.unanle da praca.
Dito. Ao dn ci i r do collegio dos orphaos
de Olinda, declarando que deve consideiar
despedidos daquelle collegio os dous orphoj
Joao llrindislty Fox e Miguel Klias de Andradr,
este por nao ler mclhorado da molestia que pa-
dece, e aquelle por se uo ler apresentado lin-
do o lempo da licenc que obteve para passar
a lesia do natal lora do mesmo collegio.
Dito. Ao engenheiro M i le, inleirando-o a
despender a quanlia de600,<00is. com a ex-
traecoda pedreira eucoulrada as eicavatcs
db 18.* lauco da estrada da Victoria, e bem a>-
sim a comprar um barril de polvoiapaiao
broqueameiilo dapedra.
Portaiia. -- Nomcando subdelegado do dis
ii icio de Goianua ao cidadiio Antonio de Ai su-
jo e Albuquerquc. Coniiiiuuicou-se ao clpsfe
de polica.
lua. Dcuiitllndo Francisco Rodrigues
Pinlieiro do cargo du subdelegado do dislriclo
de Capoeiras c Horneando para o substituir no
dito lugar a Blanucl Francisco de Ainonni.-
Mcienlitlcou-se ao chele de policia.
Dia. Nun r.um.i p.n a ut lugares de aup-
jilenles do juiz municipal e de orpbos do ter-
mo du Uoiiilo os cidados seguidles: -
1." Pedro Ferrelra Leile.
2." Jos Aiiluiiio da Porciuncula Lage.
3 "Francisco Fio da .-Uva Valeuca.
A.' Candido Jos da Silvcira.
b." Jos Gomes Cabial.
6. .Manuel de Paula Torres Gallindo.
Fizeram-se as convenientes coimuuuicaccs.
Caommando das armas.
Quarle 'g'neial na villa de Agoa-Prela, 6 de
abril de 1850.
(ililiLM DO DA N 19
Oumptindo ao mareehal do campo gra-
duado, commandanln das armas, liarpon-
tual ezccurjSo s imperiaes ordens coniiJa.-
Ilo orlem do Sr. mareehal de campo gra-
luado, Antonio Corres Sera, commandan-
le das arms, se faz publico, qu o Sr. ca-
pitn do segundo batalhflo de arlilharia a
p, TrisliTo Pi dos S ntos, passou a respon-
der a conselho de guerra, de conformidade
como resultado do conselho de invesliga-
Clo formado por ordem do Exm. antecessor
do Sr. general, exarada em seus odieios de
10 e 31 de dezembro do anno findo, medi-
ante o comportamento militar do mesmo
Sr. capitao, como commandante do ponto
de Capoeiras no da 4 do refe; ido mez.
llavcndo o Sr. coronel graduado, Jos Fer
reir de Azeveiio, apresentado ro acampa
nienlo do Verde ao Sr. mareehal de campo
graduado os inlerrogalorios, que mandara
proceder, conc-mentes noticia que a seo
conhecimento havia chegado de terem os
Srs. capitn Clemenlino Antonio Delgado, e
segundo lenle Antonio Caelano da Silva
Kelly, do tercairo batalhSo de arlilharia a
p, aluciado os inferiores e soldados do b i-
Ulho, para si recusaren! ao servico sh
pretexto de nfio csjarem pagos dos respec-
tivos ^encmenlos, mandou a 25 de feverei-
ro ultimo o mesmo Sr. general, que os di-
tos olliciaes fossein transferidos da villa do
'Bonito presos para a fortaleza do llium, or-
denando a 2 do marco proiimo passad, que
cong'cgaJo tim cotiselliojie investigarlo,
em visla de taes inlerrogalorios, em segui-
da l'ossa instaurado o de guerra, a que'de-
vem responder os mesmos ollicis-s."Mantel
Hodrigutt llurrot lonteca de Urito, CapilSo
ajudiinte de ordens.
mmmmmwmm
PEi^NAMBUC
ASSEMBLEA lMlOVINdAL
0.-SESSAO' ORDINARIA, EM 6 DE MAIO
DE 1850.
PHESIOUNCIa ll I SR PSDR0 CHVXLCASTI.
( Concluido.Video Diario n. 106. )
O Sr. Presidenlf.-F.u entendo que nenhu-
'iia das emendas que se achim sobre a mesa
esta na Formado regiment, o qual diz no
arligo 72 Nlo se proporo adiamento>
indefinidos ; e por conseguidle o deputado
q leo propnzer, deveri logo indicara poo,
para que ha ile ser deferido o negocio ; e,
seoutrodepulado propozer ouiro adiamon-
to, a votsc.lo da assemhla decidir qual de-
ver susbstituir. He verdade que nuda
s.iosqo existe no regiment, que parece
contrariar esta : porm, supponlio que essa
disposiglo se refere a outro caso, isto he,
que m'i lem applicaco antes de ser qualquer
prujeclO julgado objecto de ilelil, raen.
I".o lauto para que os re nei iinenlos possam
ser tomados em consideradlo, he necessa-
rio que os nobres deputsdos fixem um
poca.
O .Sr, Francisrn lorio : En reformo, pois,
0 meo requerimento, ligando para o ada-
me mu o prazo de 5 dias uteis.
O Sr Mintoel Cnvnnli : Eu nfio posto dt
que sejam sujeilas censura previa das
nininisMi \s as i leas que qualquelSr.de-
putapo aprsenla nesl casa; a este respeito
sou muitn liberal; e, pois, n.lo approvarei
nenhum dosrequeriraentu.s que estilo sobre
a n. us i. S volare! para que um projecto va
s urna coiiiinissilo.oii quando seu autor o pe-
dir, ou quando ostiver tilo imperfeito, quo se
reconheca a impossibiliJade de corngi-lo
no correr das discussSo : o de que se trata
nao est no primeiro caso, nem Iflb pouco
no segundo ; pois que seu autor declara que
onSoquer sujeitar s comrnjgsOes de que
tratam os roquenmenlos, e sojSposlo que,
em minha opinilo, tonha alguns defeitos,
ao sflo de tal quilate que o toruem incapaz
le ser melhorado na casa por 'rucio de urna
ou mis emendas : atm disto, a sua ideia
capital parece-me boa, eu a adopto, e por
conseguinte nflo posso deixar de volar por
elle em primira discusso. Demais, sem
querer suppor ms intenedes nesta ou na-
quella commissilo, e fallando em geral, re-
ceio que qualquer dellas, quando entender
que um projecto nlo deve ser discutido,
guarde-o na pasla,e desl'arle prive a assem-
hla do entrar no cnnliecimento delle...
O Sr. Mello Rtgo : A commissilo de le.-
gislacHo tem em sos pasta um projecto que
na 15 is llie foi remetlido, e anda nSo
deu parecer cerca delle.
O Sr. Manni'l Cavilcanli : Eis-ahi um
ficto que juslifica os meus recnio. E isto
que se deu com a commissilo de legislac/lo
pode dar se com as duas de que tratam os
requerimentos em discussflo. asquaes sendo
compostas de 0 memln-os, dilficilmente po-
dero reunir-so, e chegar a um accftrdo.
Sr. presidente, quaulo a mim, nSo proce-
de a duvi la do nobre segundo secrela-
i- i 11, v i-di que, sin la mesmo que se verifique
que o projecto excluo da concurr ncia e da
inspeccao da obra a cmara municipal des-
ta cidade. hepossivel emenda-lo de inanei
ra a estahelecer Mil concurrencia, e>sa
inspecfiln. Para Isto rstou eu disposlo
mas, se a mencionada camar i, segundo den
a entender o nobre segundo secreUrio, quer
quo os cofres provinciacs, alm do qui
j Um lem emprestado, ponham sua dis
posiciloa somma necssaria para a cons-
truc^So do natadouro, nao cont commi-
go : as obras publicas provinciaes crecem
demaior incremento ; e, se nos cofres ha
com eTeito algumas sobras, compre qu as
appliquemos a este ramo de servico.
Sr. presidente, a ideia do projecto hi boa;
vote-se por elle, e na segunda discussfi
emendem-se-lbe os defeitos,
O Sr. Jos Pedro aprsenla diversas eon-
deracOes geroes acerca da materia, respon
de aos argementos pro luzidos peloSr. se-
gundo sccrelarioe insiste pela rejeicfio do>
requerimentos.
O Sr Franciico lodo : --Sr. presidente, de
conformidad'* com as disposices do nosso
regiment, a discuss.lo lem de vesar ja so-
bre requerimentos offerecidos como adia-
mento, j sobre a utidade e conveniencia
do projecto a queesses requeiimentos dizem
respailo; e, pois, suslei.tando o requeri-
mento que tive a honra de offerecer a con-
siderado da cusa, serei fofeadoa entrar em
algumas consider <;'"ies geroes sobre o pro-
jecto, que boje foi iido.
Sr. presidente, eu sou ni ni lo respeitador
los p cosa ment .s de qualquer membro des-
ta ca*, sou tamboril milito lili o ai a este
respeito, e nesta parto estou muilo de ac
ciirdo com o pensamenlo do meu nobre
companheiro que me preceleu, o qual, pe-
la rasfio de liberdadee por algumas outras.
nfio 111 -1- quo seja remetlido a commissilo
alguma o projecto que se acha em discussau.
.Vio he da censura previa, dessa tesoura ar-
rasadra, [que ora so traa ; nao he della
que se oceupam os requeiimentos que estilo
na mesa, mas sim do apioveilamento das
ideias dos nobres meaib.os dessas commis
sOes a que se quer quo o projecto seja r.i-,
meltido ; ideias que minio nos pJein
orientar na discussflo. Eu ronheco que he
possivel as duas commissCes enunciarem o
seu i.eiisao coto durante a disruss3o, e, i m
meio de emendas, incarna-lo no projecto;
mas parece-meque elle vira em mclhor or-
dem, e aproveitar muito mais, se nos Mr
apresentado depois de esludada erifleclid
c inliinaeao entre os vanos metnbros d
que se ellas romfCcm.
Sr. presidente, cu ouvi com grando pas-
mo algu.ras proposicOes que, pisto sejam
verdad iras, nflo pdem todava considerar-
se cono absolutas ; o uvi a algem dizer que
os cofres provinciaes nSo devem do nenhum
modo auxiliar as cmaras municipaes. por-
que a estas c impele cuidar das necessidades
dos seus municipes, e propdr os mcios di-
que caercem para prover a laes necessida-
das. Esta propnsi(fio, que he belh, que be
verdadeira, llha em mais de um caso ; e
Mha, por culpa mesmo nossa.
Sr presidente, eu nSo quorerei de manei-
ra alguma contrariar a verdade da propo-
sicSo que acabo de repetir; mas entendo
que devenios pensar rcfleclidamente sobre
a importancia e alcance das necessidades a
cargo das cmaras municipaes, sobre a.'
forcas dos patrimonios dessas corporarOs-,
u por conseguinte sobie os mcios de que
ellas pdem dispr, para chegarmos a con-
sideiaeoes que inuito dev. m pe.-arem nosso.'
nimos, e convem sujeitemos a algumas
excepcOes semelhatilu proposito, lie i -
xando, pori'ir, como adiada esta parte da
Iiscussilo, para a qual fui ai rastrado quasi
i|ue insensiveimeine, cu vullarei ao ponto
por que eniiii'i'ei o meu discurso ; isto h ,
dalaiei Jo juslilicar o meu rcquerimenlo.
Como disse, ha pouco, eu nSo quero su-
jeitar o projecto do nobre deputado cen-
sura previa, a essa tesoura devst*.dora,
que estraga em vez de apeifeicoar, que ben
lonxe de separar as boas das ms iJeias
como que as enfeixa para dcstrui-las Indas
mais vontade ; o que eu quero, o que de-
sojo ardenlemente he aproveitar as ideias
das comriiisses a que ja se acha aflecto o
negocio de que trata o projecto. E nfi i sel
como, apezar do cuidado co.n que mani-
fest! este meu pensamenlo, declarando ate
que, se o nobre deputado engeitasse o son
lillio, eu o adoptara, Ibo pude inspirar o
recelo de estar disposto a aniquilar sua
obra. Dito isto, Sr. presidente, passarei
a tratar da quest.lo incidente que ahi deixei
adiada.
Disse eu que, por culpa nossa, as cmaras
flxislam em estado do dcsfallecimento ; e,
pois releva que o provo.
Senhores, he regra geral, suoposlo que
subordinada s condiQOes do nosso syste-
ma tinaiiceiro, que a mtiosicSo s deve ser
paga por aquellos que della se aproveitam
Desta regra resulta que, quando se estabe-
lecq um imposto qualquer para com o seu
nroducto se occorrir a certas e determina-
das necessidades, esse producto dova ser
entregue a quem est incumbido da prover
a laes necessidades : entretanto heocon-
trario disto que justamente succede. Entra
rnuitos fictos quo de tropel so me apresen-
t m imaginac*o,uscolherei um para provar
esta minha proposiclo. ()s carros ferrado-,
as carrosas o oscarrlnhos de luxo pagam
corta imposico, cujo producto deve servir
ara as despezas a fazer con os reparos das
ras e calcadas que ellas eslragam; maso
condimento de semelliante imposicSo vai
para os cofres geraes, ao passo que s mu-
ilegalidades cabe o dever decorar de taes
leparos. Como este, outros rnuitos defei-
lose abusos se dilu no lanijamento edis-
tribuijlo dos imposto* ; defeitos e abusos
q le persistern por culpa nossa, pois qu he
prnvivel que houvessein sido corregidos, se
tivessemos representado a respeito
Sr. presidente, eu terminara aqui o meu
discurso, se nfio vira que os requerimen-
tos qic ahi se aaham sobre a mesa eslo
mneados de morte quasi infalivel; mas,
como isto so d, e cont com a bondadede
V. Exc. e da casa, peco licenca para entrar
en algumas consideraces sobre o projecto
om discussflo.
F.u disse em principio que apoiava a ideia
capital dcsle projecto, porque entend i que
a construceo do maladouroera urna necea
sidade reclamada, nfio direi pela nossa ci-
vilisiiQi'o, (porque o estado do nosso mata-
dourn he degradante e vergonhoso) pela
hygiene publica, pela obrigaefio quo temos
de nos conservar. Sim, Sr. presidente, nlo
ha rnuitos dias que a peste, que fez estre-
mecer a cada um de nos por si mesmo pe-
1 s pe-soas quo Iba sflo mais charas, de-
monstrou quaulo he palpitante esta neces-
sidade, que nflo sci se licar esquecida com
odesapparrcimenlo do mal, e que s-'ja de
i'ompto satisfeila,assim como o foi a do ce-
rniterio publico, que, a nfio ter si lo come-
ta lo no ineiodo terror produzido pela fehrc
amare||a, talvez cxcilass! os clamores das
eonfrari :s e das irmn lades, que em sen
apoio exploraran! porvenlura a uiina das
superslicrtes pira ver se Iho era possivel re-
presentar aqui a scena que nutr'ora leve lu
gar na Babia, e de que foi principal auto
ini tal Sr. Santlnho, ou visconde de IMra-
, que pelo nome nlo perca. Mas, apoian-
lo por stas eonsideraces a ideia capital do
rojecto ; sendo-mc indilTerente qu o ma-
tadouro seja fcito pela enmara municipal ou
por empresarios particulares ; mas deso-
jando antes que, a ser possivel, o faga a
mencionada cmara, para augmentar o seu
patrio.onio, e por conseguirte o seu crdi-
to, que nlo depende smente da COnflanc
que ella possa inspirar, mas tamben d.
possibili lade a solver os dehitos qu' por
I ventura ronlrahir, eu peco licenca aono-
[ bre autor do projecto para me oppr a mui
tas das ideias que elle ahi consignou, rc-
servando-me desde ja o direilo de emenda-
las na segunda discussflo.
Sr presidente, este projecto est redi-
gido de modo, quo, a passar tal como se
acha, o Jmatadouro Dcari pertencando ai
perpetan, e exclusivamente aos empresa-
nos. Examinemos o art. 1., que diz. (!/).
Este artigo t> m duas partes das quaes
i pri ni'ir.i diz respeito ao premio a quefl-
r.'im os emprezarios com diruito pelo cai'-
lial que despen lem.
Sr. presidente,nfio ha empreza publica,ou
particular que possa prosperar, sendo ten-
tada com dinheiros lomados ao forte pre-
mio de 1 ;,,' ; ao menos aquellas de queeu
loiilio conhecimento ou noticia, que alias
sfio mais impoi't ules do que esta de que
so (rala, nilo teem lomado para seus cal-
culos sciiielhanlc base, cm verdade capa/
de fazer esmorecer o mais ousado empre
hendedor, qualquer que seja u paiz em que
elle viva. Esta paite, pois, do artigo 1. do
projecto carece de reforma.
A segunda parle desse artigo, tambem
deve de ser modificada : ainda mesmo que
se espace um pouco mais o praso do privi-
legio, cumpre que reduzamos a imposiefo
de 1,000 rs. porcada res, que ahi se osla bo-
leco a favor dos emprezarios. Sr. presiden-
te deve haver muila circunispecrjio, mui-
la delicadeza mesmo no iaucamento de se-
melhaule imposieflo ; lano mais que ella
vai recahir sobre um genero Uto importan-
te da piimeira necessoiade, como lio entre
nos a carne, sobre a qual, s mu fallar das al
cvalas, ja pesa ni duas indisposites; isto
uaturnlmente vem em socenrro do meu
requerimento e da opiniflo de todos quau-
tos entendem que cmara municipal dcs-
la cidado compete, quando monos, a ins-
peceflo sobre scmi-lhante obra, lia porven-
lura na casa una planta, um ornamento
dessa obra ? Vio : ha apenas um esboro
lo planta, que a assemhla anda nflo ox:i-
muoii, ainda nflo considerou, e queesla
snjeilo ao conhecimento do urna das com-
missi'ies a que cu desejo que o projecto se-
ja r.'mcttido. Convem deixar assim ao ar-
bitrio dos emprezarios o mximo do preco
da obra, para quo ainda se prolongue o usu-
fructo do edificio em detrimento dos intc-
resssda muinicipalidade, que flea forcadn
a doixa-los correr revelia, pois quo nem ao
monos se Iho dcixa o direilo de inspeccio
na-los? Nfio, cerlamente.
O nobre deputado depois do explicar o
seu pensamenlo, pronunciou-se logo con-
tra toda equalquerconcessflo que porven-
lura se que iva fazer commissilo, o pin-
lou-a de modo que em verdade ella llic uo
deve licar multo agradecida ; visto como,
por aclos menos significativos, a alguem so
lem dado curadores. No dizer do nobre de-
putado, a c niara toma 0 aprestado e nfio
paga, nfio goza de crdito, e porisso nfio
llio llevemos dar auxilio algum...
O Sr J Pedro : Eu nflo disse isso...
OSr. Francisco Jato Ao menos disse
que ella nfio tinha crdito ; c se o nobre
deputado reoonhece isso, deve acompanliar-
nos no desejo quo temos de |iroporcionar a
essa corporacSo os meios deque carece pa-
ra readquirir o crdito...
U Sr. Jos Pedro i E oque lio credilo
commercial ?..
O Sr. Froncisco Joto : Como ac u 1 men-
te nflo sou senfin malulo, lalvez me cuate
a dar-lhe a definicilo que pede; mas mo
pireceque crdito commercial he aqu He
que resulta daconliunc-i que o contratante
inspira pula possibilli lade de cumprir as
obrigoetjes a que se sujeita.
O Sr. Jos Pedro E eu podia crear cic-
dito?..
O Sr. Francisco Joo: Toda a g-'iite sabe,
que quem restaura os forcas pecuniarias
de qualquer individuo, c o habilita salisfa-
7er seus empenhos, restabeleci) ou cria o
crdito desse individuo ; e, se nos podernos
proceder deste modo pan coma cmara
nunicipal, be claro, he evidente quo po-
demos crear-Ihe crdito ou restabelecer o
que ella ja leve.
Depois de emittir a ideia que ahi fiea
commentada, senfiu combatida.o nobro de-
putado ricu-se ao trabalho du enumerar,
urna a urna, as obras provinciaes que lo-
mos a fazer, pon lerou que ellas se nfio fa-
riam, se dislrnhissemos dos cofres da pro-
vincia para os da municipalidade urna som-
ma qualquer, c concluio por declarar que
se opporia a qual.juer empreslimo que so
quizesse fazer aos ullimosdos mencionado;
cofres. Ilecouberjo a obrigicfio 601 que es-
tamos de occorrer a OSSaS nece o nobre deputado enumerou ; mas quando
pon lero que he preciso augiuenlaro patri-
monio da cmara ; quando considero quo
cii'ni re faz-lo sem crear novos impostux ;
quando me record de que grande parle das
existentes, que, por sua na tu reza, perlen-
cem as cmaras, eslflo sendo arracadadaa
pelos cofrts geraes c provinciaes, eu nflo
recuo ante a ideia de semelhante auxilio ;
lauto mais quaulo vejo un ella acaba de
rcceb-lo para a obra do esgolo das agoas,
e para cimeco do cemilcrio ..
O Sr. los Pedro :Para isso houve urna
rasflo imperiosa e especial ..
O Sr. Franciieo Joao :--Bem : logo quo
liaja rasos imperiosas e especaes, i Ode-
sa e deve-se lazer emprestiuios munici-
pal ide,
Sr. presidente, fazendo as eonsideraces
que a casa acaba de ouvir, eu nflo s quiz
enurreiar as ideias que pretendo inearnar
no projecto, por meio de emendas, quan In
'lie entrar em segunda discussflo, senflo
tambem entrega-las a rcllexflo do nobre de-
putado que o idaboron, para que, pesando-
as devi lamente, Ibes d o apreco que ine-
recerem.
Tem dado a hora.
OSr. Prndenle designa a ordem do din,
o levanta a sessflo.
SESSAO ORDINAItIA EM
ni: i.s.oi.
7 DE MAIO
he, a de2,500 sobre cada rezquefr mora
a lecido entro nos, he pago as provincias
lemilrophes, donde veril a mor parte do
gado que consumimos, visto como nflo he
a nossa provincia a que mais se distingue
por eminentemente creadora de gados. E,
a visla dislo, nflo he necessario que pen-
semos, e pensemos muito acerca de qual-
quer imposieflo quo huuvermus de laneai
sobre a carne, para que nflo venha a licar
ainda mais raro este generu de primeira
necessidado ? Parece-me que sim.
Ainda outra ideia cacorra o projecto, que
s pode ser aceita depois de maduro ere-
ticclido exame ; fallo da somma do 120 con
tos em que o nobre deputado fixou o cus-
i da obra ; circumstancia que quasi que
FBESIORNCU DO SB. MORO CtVALCANTI.
SuMMaRio. /iprovacao da arla da tuio
anterior Prujecto, Pareceret. A lia-
m'iito, pela hora, do proeclo n. 17.
A's II lloras da manhfla, feila a chamada,
acham-si! presentes 29 Srs. deputados, fal-
lando sem causa participada os Srs. ba-
rflo de Suassuua, Machado Ros c liis o
Silva.
O Sr, Presidente abre a sessflo.
O Sr. 2. Secretario l a acia da sessflo
anterior, que he approvada.
O .Sr. 1." Stcieturio menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Um oflicio do secrcrio interino da pro-
vincia convidando de ordem de S. Exc. aos
me libros da assemhla para acninpan'iai cu
a procissilo que no dia 9 do corrento tem de
fazer-se para a Irnsladacjflo das ima'r'cns da
capella do Senhor Bom Jess das Portas,
para a igreja da Madre do D.os.Inteirada.
lie Iido, julgado objecto de delibe'acflne
mandado imprimir o seguinle prujeclo :
A assembla legislativa provincial do
l'ornambuco, resolver
u Artigo nico. Fica cm vigor para a le-
gislatura prxima futura a le n. 127 de .10
de abril de 18*4.


Ficam rovoga'das as disposiges em
contrario
Pago da assembla legislativa provin-
cial de Pernambuco, 7 do maio de 1850.--
Barros BarrHUt.
SBo lidose approvados os seguintos pa-
receres :
A cnmmissilo de ordenados, para com
2-
todo o fundamento dar.sou parecer a res-
peito do rcqucrirnenKHJo l)r Jos Congal-
ves da Silva, precisa que administragilo
do lioipitak de candde se pegam informa-
gfles sobre o que allega a respeito.
S>la das commisses, 6 de maio 'de
1850.--.V. Cavalcanti.tluedes de Mello.
Manoel ioaquim Carteiro ta Cun/ia.
A commissSo de conslitiiigfio e poderos,
quem foi "presente o diploma do Sr. de-
purado Francisco de Paula Rodrigues de
Almeida, passou a verificar dito diploma, e
achou-o conforme com a apuracfto feita
pela commissllo Momeada por esta assem-
bla ; e, sendo o Sr. deputado o quarto
supplente, lie a commissSo de parecer que
tomeassento.
Sala das commissOes da assembla le-
gislativa provincial de Pernambuco, 7 de
malo de 1S50.--Jose Quintino le Catiro /.edo
Francisco lodo Carneiro da (un,a.
O Sr. presidente convida os Srs. secreta-
rios supplentesa recelercm na ante-sala o
Sr. deputado supplente Francisco de Paul*
Itodrigues de Almeida, o qual, sendo inlro-
duzido com as formalidades do estylo,
presta juramento, e toma assento.
{Conlinuar-se-ha )
DIARIO HE PIKUIIDCU.
BECirx 10 SZ MAIO DE 1850.
A assembla approvou boje o parecer das
eommisses de commcrcio e de negocios
do cmaras municipaes, acerca da icpre-
seniacBo destu cidad* sobre o maiadouro
publico e decid que licasse adiada a 3.'
iliscussio do projecto n. 11, al que se im-
pi imissem as emendas a ello oflerecidns.
Km seguida discuti pela 3.* voz o pro
jeclo n 9, que lirn adiado pela bora.
Eftectuou-se honleni a trasladado das i-
magens do creo das portas para a igreja da
Aladre-de-Deos.
Er.im 5 '/, lior is da tarde, quando sabio a
procisso, disposta du modo seguidle
Km lenle un andor com a imagen) de
Nossa Senhora do Kozario, carregado por
irmiins do Espirito Santo ; logo a pus ou-
tro com a do Santo-Antonio, levado por ir-
miios do Sacramento ; cm seguida outro
subre os hombros do Kxm conselheiro de
estado e presidente da provincia, presiden-
te da asse.i bla legislativa provincial, ins-
pector do arsenal de marinh e comman-
dante superior da guarda nacional do Ite-
cife, com a imagem do Senbor llom Jess
dus Portas ; c finalmente um tmulo sb
palio com o Senbor Morto, trazido por cl-
rigos.
0 2." hatalhiio de fuzileiros com a res-
pectiva msica punha termo procissilo
que, acompanbada pelo prelado diocesano,
membros da assembla legislativa provin-
cial, commandante da piuca, olliciacs do
liiiba oda guarda nacional, cheles das le
|iarticOes, inuitas pessoas gradas, e grande
porgao de povo, desferio pelas ras da Cruz
; Cadeia c da Madre-dc-eos at recolher-
se igreja de>te noine.
A boaordem que presiJio ao acto, os ve-
hementes signaes de veneragSo e ucalamen-
to que se divisaram nos semblantes de lo-
dos quantus a elle cslivcrain presentes ; tu-
do provouquo os mais pos senlimentos o
acuiiselliaiain.
Tomou posse do cargo de subdelegado
da freguezia do Santissimo Sacramento da
Boa-Vista o Sr. Itufino Jos Corra de Al-
meida.
A mancira como o Sr. Correa de Almei-
da lu servido em diffcrenlos pocas luga-
res do polica j os esforcos que ee cmp>e-
ga para bein cumprir asobrigacoes inhe-
rentes qualquer misso que Ihe he con-
fiada ; ludo isto he causa para que espe-
remos que o Sr. Corroa se portar digna-
mente no excrciciode scu novo emprego.
Vamos concluir o extracto das noticias
que pela Deraza recebemos.
Italia.
Todos os estados em que se acha dividida
esta pennsula conlinuam em paz; entre-
tanto na Toscana liavia consideravel inquie-
tacao em consequencia de urna reclaiuacHo
que lora apresenlada pelo gabiuele hritan-
nico ao respectivo niinislerio, pedindo l'os-
sem indi nillisados os negociantes inglezes
que sofTreram cm suas prupriedades duran-
te os acontecimentos que liveram lugar em
Lime.
ministerio loscano insisti em que nao
era responsavel pelos damnos sofTridos por
estes negociantes, e fez algumas objeccOes
c reclificJfes em valias das reclamaces.
I.ord Palmerston, respondeudo ao dilo mi-
nisterio, invocou os principios do direito
das gentes e sustentou que os residentes
inglezes eslavam debaixo da protecgflo do
governo toscano, e que por tanto este era
obrigado a indemnisa los. O ministro dos
negocios eslrangeiros toscano pro z sub
metter a querido arbitragSo, ou modiaeflo
de qualquer potencia que I.ord Palmerston
quizesse escolher, e este aceilou a proposla,
concordando em suhme'.ter a solucSo da
qin stiln ao goveinn sardo.
Ei tretanlo a Difamad) 12 de marco diz
que llic asseguraram que o piincipe Lick-
tenstein liana recebido ordem de repellir
frca por frga no caso do que os inglezes
so apiesenlassem com inlcnges hoslis di-
ante de Lime, e que um curpo de 8,000
austraco entrara inflnr dialameutc na Tos-
cana, se os inglezes puzessem por obra as
suas amoagas.
Em consequencia destes recejos a ilha de
Kllia eseus fortes fram postos tm estado de
defensa.
A duqueza do llcrry lnba chegado Flo-
rones no dia 8 de margo.
Do Piemonte temos smentc que noticiar
o casamento do duque de Genova com urna
princeza da casa de Saxonia. A cmara dos
deputados informada desse acto a 22 de mar-
co pelo ministro dos negocios eslrangeiros,
decidi im mediatamente que uu a depula-
i ,io de sele de seus inembros fosso de sus I
parte felicitar o rei e seu emito. No mes
mo dia a. cmara resolveu unanimente que
urna deputaco do 10 de seus membros as-
sistisse ao funeral que no dia seguinte devia
ser celebrado pelo repousn das almas da-
quelles que morreram no campo de Novara
defendendo o rei e o paiz.
Boma finir preparando-se para receber
o padre santo, o qual para l devia regres
sar no principio de abril.
Urna carta de aples de 15 de margo, tra
lando da volts do pontfice aosseus estados,
diz o seguinte :
A partida do papa no principio do mez
prximo futuro foi officialmente annuncia-
da ao rei le aples e ao corpo diplomti-
co. Odia fixado dizem ser o 5 de abril ea
viagem ser feita por trra ; lodavia ho pos-
sivel que o Vauban leve o papa at Terra-
cina. Km todo o caso este navio levar par-
te dos cardeaes, os archivos, as secretarlas,
&. Porlici est em movimento, fazendo pre-
parativos. O papa e o rei estilo recompen-
sando osservos m do outro: Pi IXtem dis-
tribuido condecorarles s pessoas mais
distinctas da corte napolitana, e o rei lem
felino mesmo s principaes pessoas addi-
las corte pontificia. Monscnbor Garibal-
di, nuncio do paja em aples, recebeu o
grande oordilo de S.-/anuario. O papa vai
celebrar em Casera as ceremonias da quin-
ta-feira santa, s quaes assistirSo o rei e to-
da a familia real, &.
Gira ca ta de Boma datada de 15 de mar-
go diz o s gllinte :
No dia 12 o protocolo diplomtico foi
fechado em Porlici, Parece que os mem-
bros da conferencia decidiram que o papa,
logo depois de sua volta Boma, organisa-
ria a consulla do estado, o publicara urna
constituido modellada pela da Austria. O
papa convorru um consistorio secreto para
o dia inmediato ao da sua chegada. Sua
Sanlidade ser acompanhado pelo rei de
aples, pelo general Baraguay de llilliers,
pelo manchal Kadelzky, por um general
liespanhol e pelo general napolitano Nun-
zialo Os tres cabidos deS.-Pedro, S.-JoSo,
e Santa-4laria-Magdalena ilevem vir encon-
trar o papa, o qual devora ser recebido em
Albano pela municipalidade, &.
Segundo uina carta de aples publicada
pelo Corriere Mercanlile de Genova, a muni-
cipalidade daquella cidade apiesentra ao
rei no dia 9 de marco uina pelillo assigna-
da por 20,000 pessi as, pedindo que a consti-
i uie.in fosse abatida por le, bem como o os-
la defacto.
Noticias posteriores dilo como j promp-
to o decreto do rei lara a suppress.To da
i'onstiluicflo; e aflirmno que este decreto
sera publicado juntamente com um outro,
o qui.1 concede urna amnista quasi geral.
Allemanha.
0 parlamento de Kifurt, que, como ja em
outro numero noticiamos, rcunio-so em 20
le marco prximo passado, escolheu para
sen presidente u Sr. Sinson, o qual nhleve
98 votos, 1- nJo o principe de llohenlohe ob
tido 73.
(i re da Prussia resolveu mandar retirar
o seu embaixador da corte do rei de Wur-
temherg ; e o ministro de Wurlemberg em
Berlin, sendo disso informado por meio da
seguinte nota do gabinete prussiano, pedio
os seus passaporles.
ii A necessida le me obriga a desenrenhar
um dever do baixador extraordinario e ministro pleni-
potenciai o de sua magoslade o rei de Wur-
lemberg o espanto que causou ao governo
do lei ineu soberano a I' lia do throno diri-
gida porS. .Magesladc o rei de Wurlemberg
aos estados de seu paiz no dia 15 do corren-
te. Esta pega ofh'cial nilo s contm aecu-
sagOrs cnnlra a Prussia, sen jo tambem lan-
ga asperses sobre os motivos de acgio de
nossa patria, contra as quaes o governo de
S. Magestade nilo poude deixar de protestar
com a mais profunda indignagflo. O gover-
no de S. Magestade no podo condescender
em discutir ou refutar taes accusagOes que
silo as mais inesperadas, por p'orclerem
como procedem de um tal lugar e de um
govrno federal allemSo. O governo de S.
Magestade nao julga compativel com a sua
dignidade continuar as relagOes diplornali
ca- com um governo que n3o escrupulisou
em collocar-se em tal posigflo; c o em-
baixador da Prussia na corle de Wurlemberg
foi instruido por expressa ordoin de S. Ma-
ge.sla le o re a deixar Slultgard com todos
os membros de sua eaibaixada. Comonuni-
cando esta medida a V. Exc, deixo-lhe a
liberdade de adoptar o procedimeulo que
julgar conveniente.
Berlin, 22 da margo. Sou elc.--5c/(/-
nitz.
O seguinte acto addicional vai ser sub-
metlido considerago do parlamento de
Erfurt. Os arligos de que ellesecompOe
deveriio permanecer em vigor, at que lo-
dos os estados da coufederagfio germnica
leubam por sua livre volitado consentido
na constiluigflo do imperio.
Ait. 1. A totalidade dos estados que
recoiiliecem a conslituirSo, forma o estado
federal allemno debaixo do uome da aUniSo
Germnica, e as duas casas (a alta e a liai-
va; sao denominadas o parlamento da Uni3o
Germnica.
Arl. 2.* As rellffcada lluio com oseata-
dos alleinaes que recusaren! unir-ae a ella, de-
veriio ser determinadas por meio de urgocia-
fes.
Arl. 3." A Unio Germnica, como uina lo-
alidade polilica, exerce (teatro da confedera-
(o Germnica todos aquelles direitos e cum-
pre todoa aquelles deveres que al boje teem
pertencidu t suas ditl'erentes partes compo-
nentes.
Arl i.' A repre todo doa vsladoi Tederaea pertenceutea Unio
(paragraphos ti e 7 da conslitui(o) he exercida
a respeito daquellrs calados alleiiiaes que nao
sao membros da dila Uniao.
i. Arl. 5.' Os poderea de pai e guerra (veja-
aeo paragraplio 10 da consliluifao; pertenceu-
tea I man uo deveriio ser exercidos a respel
todosesladus allcmes que nao furem mem-
bros da dila Uniao. As reiacra da Unlo com
os dilus esladoa sero determioadas pelas dis-
posicoes da legislatura federal de 1815. Oes-
i.iin-ii iiineniu militar da Uuio dever ser for-
mado de urna maueira coriespoudente com o
estabelecimenlo inililar da Confederacao Ger-
mnica.
Art. ti.' O collegio de principes couijie je
dos scguioles votos :
< 1 l'rusaia.
2 Saxonia, Saxonia-Wriuiar, Saxonia-Mei-
ii ingen-llildburihaussen, Saxonia-Coburio-Go
iha, Saxonla-Altenburgo, Aobalt-Uessnu, An
halt-Heruburgo, Anbatl-Kolhen, Schwarzbur-
go-Sondershausen, Schwartburgo-ttudolstadt,
Htuss-Maior, Iteuaa-Menor. I
3. Uauovre, Bruaiwick, Mecklcmburgo-I'icndiiutjiilo do da Id
Schwerim. Mecklenburgo-Strellti, Oldemlmr-
go, Lubcck, Hremen, Hainburgo.
n 4. Kadein.
yb. Ilessen-Eleltoral, .giaa ducado de Hei-
sen, Nassau, Waldek, Scitaunburgo-Uppe, Lip-
pc. Os estados que se ajuntarem Unio to-
ma rao seus lugares, segundo as dlsposices do
paragrapho 67 da constituirn.
Arl. 7." Na condi^ao presente da Unio os
membros da casa alia sero dados na seguinte
proporjao : Prussia, 40 membros ; Saxonia,
12; Hanovre, 12; aden, 10; Heiaen-Eleitorai,
7 ; Grao ducado de Hessen, 7 ; Mecklenburgo-
Schwerlo, 4; Nassau, 4; Brunswick, 2; 01-
denburgo, 2; Saxonla-Wcimar, 2; S.ixonla-
Meiningen-Hildburgbausen, 1; Sxonia-Cobjir-
go-Gotna, 1 ; Saxonia-Altenburgo, 1 ; Me-
chlenburgo-Sterlits, I ; Anhalt-Deasau, I ; An-
halt-Rernburgo, 1; Anhalt-Kolhen, 1; Schwan-
burgo-Sondershausen, 1 ; Schwartburgo-Ru-
dolsladt, 1; Waldeck, 1; Ke-iss-Maior, I; Reusa
Menor, 1; Schauenburgo-Lippe, I; I.ippe-Det-
inold, 1 ; l.olieik, 1; reiiirn, I Hamburgo,
2, fazendo ludo um total de 120 membros. Os
estados allcmes que se ajinitarrm Uniao,
enviarn seus membros, segundo as disposi-
ces do paragrapho 85 da constiluican. >
Art. 8.a Aquelles membros da Uniao que
sao actualmente empenhadoa em tratados com-
merciaes, ou de tarifas com estados nao mem-
bros da dita Unio, nao pdem ser despensa-
dos de cumprir os deveres que Ibes sao iinpos-
tos pelos inesmos tratados. Conseguiotemen-
te as dposic. s dos artigos 2 e 7 da conslitui-
co lie.iin suspensos al a expiraco do termo
ou termos dos ditos tratados.
< Art. 9.' As restiicces do artigo 8 tem
t ooliein applica(o aos arligos 2 e9daconli-
lui(o, quando haja tratados sobre meda, pa-
pel-moeda, pesos e medidas.
Art. 10. A adheso dada por um estado al-
ienlo Unio nao traz nenhuma allrrafo
constituico
0< res de Uaviera SaxoniaeWurtemhergcon
cordaram em um contra-projecto federacn
prussiana; o qual foi j publicado.
Esta nova consliluico define as funcefies e
deveres do hunti, os quaes sao quasi os inesmos
queoa daantiga confederaca >. Ella assegura
uina repreaentacao coinmum da Allemanha
nos paifs eslrangeiros sein privar os estados
separados do d ireilo de loanilarein einbai xado-
res, de declararen! a guerra e fazerem a paz
de commandarem a tln e. armada por mar e
Ierra, de inspeccionaren! as relay-Oes comer-
ciara do tlunil ele.
ti governo do Itunil deve compor-se do exe-
cillivo. da reprcseulaco nacional e do tribunal
Je arbitrarn ou appcllaco.
O executivo constar de sele membros dis-
tribuidos da mancira seguinte'. Austria, I;
Prussia, 1 ; Baviera, 1 ; Saxonia, 1 ; Hanovre.
I ; Wurlemberg, 1 ; o Eleilorado eo grao du-
cado de llesse, 1.
O governo executivo (leve (er sua sede em
Franckfort sobre o Meno. Elle mantera a con-
nexo com todos os e indos separados por meio
de plenipotenciarios. Todas as decisdes do cor-
po governante deveiu ser tomadas pela sim-
ples inaoria. Smenle sobre as propostas de
II telarn da constituirn se exige que a vola-
rn seja unnime.
Os membros do executivo sao obrigados a
obrar segundo as iisirucccs de seus respecti-
vos governos; porm nao pndem deixar de vo-
lar allegando falta de taes instrucedes.
O governo executivo nomeia seus officiacs.
A representagilo nacional compOe-se de
300 deputados. 100eleitos pela Austria, 100
pela Prussia c 100 pelos outros estados do
funl. Ser considerado indiffrente quera
Prussia e Austria accedSoao Dund com to-
das as suas provincias e-estado, qur somon-
te com parta delles. Cada estado do Dund
lar pelo menos um deputado.
As cmaras u o Landtage em cada estado
devem oleger os deputados reprrsenlagSn
do liund. O governo executivo convoca a
issemleei e tem o direito de adia-la e dis-
solv-la. Em c su de dissolugSo, a ora
eleigo devera tor lugar dentro de seis se-
manas. A assembla toma parte em toda a
legislago do l'.und ; o governo executivo
uo po le publicar uem declarar nenhuma
eisem o seu assenlimcnlo. Este assenti-
mento he tamhem necessario para o etnpre-
g i dos fundos do poder executivo assim
como para a arrecadagQo da renda. As con
tas das despezas sero apresenladas as-
sembla pelo governo executivo de tres em
tres anuos. As contribuigOes dos diirerentes
oslados para o fundo central serSo propor-
cionadas ao numero dos deputtdus porelles
eos i i os assembla.
Sobre certas quesles, a decisio da as-
sembla sosera valida, sendo tomada por
uina manira de dous tercos do corpo inlei-
ro. Esles pontos silo qualquer allerag.lo da
lei fundamental do Dund. a rece, gao de no-
vos membros em sua uniSo. e questOes que
digam respeilo k r. ligio. I'm tribunal per-
manente de appellagSo do Dund, dever ser
estabelecido.
Logo que todos os membros da antiga
Confederagilo Geimanica tiverem dado seu
assentiment a estes artigos, o Dund ser
formado e lomar o lugar da actual com-
misso interina.
O primeiro acto do governo do Dund ser
organisar sobre a base dos artigos antece-
dentes um cdigo de leis fundamentaes pi-
ta a federagflo, o qual sendo approvado poi
lodos os governos, lomar o lugar do acto
da confederagilo do 8 do junho de 1815 e do
acto final concluido em Vicnna a 15 de maio
do 1820 As leis fundamentaes serilo sub-
mellidas approvagSo da assembla, logo
que esta estiver constituida, &., &.
Creca Turqua.
As desavengas entre a Grecia e a Inglater-
ra anda n3o se acham reguladas. O minis-
tro trance/. Mr. Gross, mo obstante os
grandes esforgns que tem feito, quasi nada
lem podido conseguir. Presentemente os
ministros e o povo grego lem os olhns vol-
tados para o imperador Nicolao, e delle es-
pera m remedio conlra as vexagocs da In-
glaterra,' O Czar j declarou quecomquan-
to deseje muilo ver arranjadas as difieren-
gas entre a Gran-Bretanha e a Grecia, toda-
va s dara o sen assenso a este arranjaiteu-
to cem a eundigo deque nadase tentasse
conlra os direitos deste ultimo paiz cotno
reino independente.
O rei de Baviera protestou tambem con-
tra o procediraento da Inglaterra para com
o rei ctiiiiu, seu irroSo, e o povo grego po
elle governsdo. Copias desle piotesto fo-
rani enviadas a todas as cortes da Europa
e por todas foram bein rccebiJas
Na Bosnia f Turqua ) huuvera ltimamen-
te um levanlamenlo, ejos iusurgeulessc
Li n h i ni batido com as tropas do SultSo- O
numero de homens armados actualmente
existentes naquella provincia era avadado
em 160,000.
Desearrtaam hojeU.
B igue dinamarquez Fide vnho.
i; i lera Berasa mercadorias.
i,alela liollanieza EU*a dem.
Patacho hamburguez--Co/wm6ii -cimento.
Mate Agui-Brasiltira vaquetas.
Brigue brasileirb Kguia-do-Prala fumo
e sabo.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do da 10.....2:117,893
Diversas provincias...... 13,481
2:131,351
RECEBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Rendimento do dia 10......352,041
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 10......1:436,646
enrrcaiiJiLri'iEr:. i Bcrxnrji
'lovimento do Porto.
Navios sabidos no dia 10.
Havre Brigue francez Too/, capltao Durruly,
carga aasucare algodao.
Marseille barca francesa Pleiadis, capitao
Ca, carga ataucar
Lisboa Brigue portuguez Tanjo, capltao Ma-
noel de Oliveira Faneco, carga assucar, al-
godao e mala gneros. Passagciros, os bra-
zileiros menores Manuel Gnnealves Pereira
Lima, Agostioho Gonralves Pereira Lima e
Ernesto Pereira Lima, os Porluguexes Jo
Pedro Morcira, sua familia e uina creada
menor, Antonio Joaqulin Tavares, Policarpo
Jos layne, Thomax Fernandca da Cunha e
um tillio menor.
Tamandar Vapor de guerra nacional Tkelii,
commandante u capilo lente Antonio
francisco Pereira.
EDITA L
-- O IIIm. Sr. odlcial-aiaior, servndo de
inspector da Ihesouraria da fazenda provin
i-i 1, em cumpriineiitn da ordem do Exm
Sr. presidente da provincia de 7 do correo-
te, manda fazer publico que, nos dias 4, 5
o 6 de junho prximo futuro, ir praga,
peraute o tribunal administrativo da mesma
ihesouraria, para ser arrematado a quem
por menos fizer, as obras db caes e rampa
10 Porto-das-Canas do bairro do Recife,
sb as clausulas especiaosabaixo transcrip-
tas, e pelo prego de 3:685,000 ris.
As pessoas que se propozerem a esla ar-
rematago comparegam na sala das sessOes
lo sobredito tribunal, nos das cima men-
cionados, pelo meio-ilia, competentemente
Habilitadas.
f para constar se mandn aflixar O pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretaria da tnesourariada fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 8 do maio de
1850. O secretario, Antonio t'emirada
A ununciaedo.
Clausulas especiaes da arrematando.
i I.* As obras do caes e rampa do Porto-
das-Canas serSo feilas da conforraidade
com o orgamento nrsta dala apresentado ao
Kxm. Sr. presidente da provincia, pelo pre-
go de 3:685,000 rs.
2.' Esta obra ser principiada no prazo
le dous mezes.e concluida no de seis me-
zas, ambos contados conforme o artigo
10 do regu lamento de 11 de j ni lio de 1843.
3 Os pagamentos da arrematagilo se-
r.lo l'eiios da mancira determinada no arti-
go, 15 do supracitado regulamento.
4." Todos os maleriaes sero previa-
mente examinados, e approvados langar-
se-ha um tormo, em que assignarflo o arre-
matante e o engenhero.
5.* Para tudomais que nflo estiver de-
terminado as presentes clausulas, seguir-
se-ha inteiramente o que dispOe o mencio-
nado regulamento de II de julhode 1843.
Recife, 7 de maio de 1850. O enge-
nheiro do termo do Recife, Josi Mamede Al-
ves l'erreira.
Avisos martimos.
Vende-so o brigue nacional l'ensamtnio
le primeira marcha, forrado e encavilhado
de cobre, fundeado defronte do caes da al-
fandega : quem o quizar comprar pode de-
pois de o examinar, drigtr-sa ao escripto-
rioda viuva GaudinoA Filho, pracinha do
Corpo-Santo, n. 66.
O bergantn) nacional Uaria-Libania ,
linda ple recob r alguma carga a freto
para o' Rio-de-Janeiro bem como passa-
geiros e escravos : os pretondentes pdem
tratar com ocapitao, Vicente Jos de Al-
meida, a bordo, ou na ra da C.adeia,
ns. 12 e 14.
Para o MaranhSo salie, com
a maior brevidaiic possivcl, o bri-
oue-escuiia Laura : para c resto
ila carga e passageiros, trala-se
coio o capilo na praca do Com-
mercio, ou com ovaes & Com-
panhia, na ruado Trapiche, n. 34.
-- Para Angolla segu viagem no corren- .
te mez o patacho americano Chatsvoorth,
nuito veleiro e forrado de cobre novo: re-
cebe carga a frele passagn ros: quem pre-
tender embarcar, pode tratar com Manoel
Ignacio de Oliveira, na praga do Commer-
co, n. 6, primeiro andar.
Para o Porto sahir at o da 15 do
corrcnle, o brigue portuguez Dom-Pastor,
de primeira marcha : recebe ainda alguma
carga e passageiros, para o que offerece ex-
cedentes comiuodos : Irata-se com Bailar
o Oliveira, na ra da Cadeia, n. 12, ou com
o capilSo Jos Gomes da Silva.
Para o Rio-de-Janeiro sabe,
no dia la do corrente, o brigue
Bom-Jesus : para o resto da car-
ga, passageiros e escravos a lete,
trata-se com o capilSo, no caes da
Alfandega, ou na ra da Cadeia,
11. 4> terceiro andar.
Para o Ccar segu at o dia seis de
maio prximo futuro com loda a bre-
viJade o brigue nacional losefina: quem
no mesmo quizer carregar ou ir de pas-
sagem, trate com Domingos Rodrigues
Je Andrade, no Trapiche-Novo, n. 4, ou
com Jos Carlos Ferreira Soares Jnior, na
ra da Cadeia do Kecife, ou com o capilSo
do mesmo, Marcos Jos da Silva.
A veleira escuua nacional Emilia, de
que he capilSo e pralico Antonio Silveira
Maciel Jnior, deve chegar do Para por
esles das, para onde voltar com esca-*
la pelo MaranhSo, com a maior brevi-
dade: quem na mesma pretender carre-
jar, ou ir de passagem, deftr eotender-se
com JoSo Carlos Augusto da Silva, na ra
di Cruz, no Recife, n. 13, annazem.
Leilo.
Deca rucad.
Com panilla de Beberibe.
Silo convidados os Srs. accionistas, de
conl'oriiii lade rom a disposigSo do art. 17
dos estatuios, para se reunirem em asseni
bla geral no dia 15 do corrento, pelas 10
horas da manhila no escriptorio da compa-
nhia, alim de lomarem contas a adminis-
tra go, de c eleger a que deve substituir, c
deautorisaro quaito dividendo.
Thcalro de S. fzabel.
O administrador do novo Iheatro de S-
I2ABEL, asim denominado pelo Exm. Sr.
conselheiro de estado, prndente, da pro-
vincia, faz publico que se acham abertas a-
assignaluras tanto para camarotes, como
para platea superior, pi deudo ser procura-
do no escriptorio do Uiealro.dasO horas da
manhSasSda larde.
Os Srs. assignautes tero o seguinte aba-
timento nos pregos designados: por um
anno20 por rento, por 6 mezes 12 por cen-
to, e por 3 mezes 8 por cenlo.
Prtccs estobe lecidos.
Primeira ordem 6,000
Segunda 10,000
Terceira 8,000
Uarla a 4000
Platea superior 2.000
geral 1,000
Calera na primeira ordem 2,000
Varilllas 640
As assignaluras serio pagas adiantads.
Os senhores queja leem camarotes esco-
llados, po lem mandar porelles ao escrip-
torio do mes a o theatro.
Jos Francisco Ribeiro de Souza, es-
tando a retirar-se para o campo, far leililo,
oor intervengSo do corretor Oliveira, de to-
la a mobilia da casa de sua residencia na
praga, consistihiloem um ptimo forte pia-
no orisontal, consolos com pedra marmore,
mesas para jogo e meio de sala, cadelras de
Varias qualidades, com modas, bergo, mesi-
nlia de costura, relogios exccllenles para
cima de mesa, vasos para flores, lanternas,
candioiro desala, leilo de Jacaranda para
casados, e escadtnha pare o mesmo, touca-
dor, guarda-louga, guarda-vestidos, mesas
de jantar, marquezas, cartoiras grande e
pequea para escriptorio, armario para pa-
pis, mesas para coz parelho de porcellana iara cha, galheteiro
para licores, caixa de charSo para cha, co-
pos gairafase compoteirasde cryslal, tan-
to brancas, como de cores, pedra de filtrar,
venesianas, um rico apparelho branco de
porcellana para mesa de 40 pessoas, dous
excedentes aparadores, um sellim para
monlara de senhora, porta-licor com guar-
uig.'io de prata, garrafas de cor, um bom es -
cravo, crioulo, robusto, anida mogo e pro-
prio para annazem de assucar ou cngeiilio,
e moitos outros artigos uteis e indigpensa-
veis: terga-feira, 14 do corrente, s 10 ho-
ras da maniia, no pruneiro andar da ca-
sa junta a do escriptorio do Sr. Schramm,
ra do Trapiclre-.Novo.
LomniiiiCio.
ALKAMIIECA.
15:441,75o
Publica ao litterar i.
l.apliatl, paginas da juventtule.
Esta excellcnte obra de Mr. Lamartine,
chegada recenlemenle do llio-de-Jaueiro,
vertida em bom poituguez, e precedida dt
um interessante prologo do traductor, adia-
se venda, pelo mdico prego de 3,000 rs.
come ncadernagSo ingleza, na ra da Ca-
deia do Recife, u. 38, e ra Nova, n. 11.
O merilo da obra he alteslado pelo nome
do autor: oella depara ioslrucgo e deleite,
o philosooho. o romancista, o poeta, e ge
ramenle quew quer que queira apreciar um
bello escriplo.
Avisos diversos.
Precisa-se alugar um preto para 1ra-
balharem um sitio em Olinda: dirijani-se a
praga da Independencia, livraria, n. 608.
os fundos do engenho Aldeia, da co-
marca do Rio Formozo, existe desmembra-
da uina propriedade de ierras,, denominada
l'almeira, com as inelhorcs proporges | ara
se levantar um engenho, visto ter quasi tres
qusrtos de lepo 1 de fundo, e oilocenlai
bragas de frente, coiilendo em si as ine-
lhorcs mallas, que porventura exiatSo
naquella comarca, sendo a trra deexcel-
lenle qushdade, e al boje ello trabalhada,
pelo que offerece os maiores inleresses na
agricultura do assucar. Quem quizer pro-
pr-se a levantar all um engenho, nesta
typograpbia se dir com quem deve ser
tratado o negocio, cujas coudigas sor.lo
offerecdas mediante as mais rasoaveis
proporces,
-.Justino Joaquim da Rocha faz ver 10
respeitavel publico que lendo sociedade
com Antonio Bernardino de Lem os e Silva
na taverna da ra do Padre Floriano n. 72,
desde odia 10 do corrente que deixou de
ersoi'i), passando o mesma aoSr. Lentos
e lodas as pessoas, que tiverem contas com
a casa poJem procurar na mSo do diloSr.
I.ctnos; pois eslou desonerado da dila casa.
Dasappareceu um bolSo de ouro, q tem figura deum cabuclo, de urna camisa
que com o vento voou de urna dasjanellas
da casa do sitio do Campo-verde, que per-
lenco ao llitn. Sr. senador Manoel de Carva
I lio Paes de Andrado quem do mesmo
Suuber, equeira restituir a seu dono no mes
mo sitio ou na ra do Cologiu n. 15 segundo
andar, recebera oacPaJo: tambem alguma
pesso que o compiar sedara o prego por
quanio o comprou.
-Aluga-se urna casa que serve para agoti-
gue, por ler sepo, balangas, pesos e lodos
os mais necessarios para es e misler : osta
casa he bstanle antiga ueste negocio, na
ra da Guia, n. 35 : a tratar com Joaquim
Lopes de Almeida. A


.....
--ePrec isa-serle un in pan un casa I Urna senhora de idade que saiba co-
de pouca familia : na padana da Santa- ser cozinhar.e quizer esta
5
Cruz, n. 6.
Precisa-se do 1:500.000 rs. a premio
sobre hypotheca em propriedade ncsta pra-
ga : quem convierannuncie sua morada.
--Aluga-se um sitio muito perlo des-
la praga, por ser na ra Imperial, quasi
defronte da fabrica de sab.lo, lem boa casa
de morada, commodos sullicientes para
grande familia, sanzalla para pretos, estri-
bara : trata-se na ra Direita, n. 82, pri-
meiro andar.
Quem precisar de um caixeiro para
venda do que lem bastante pratica, ou ou-
tro qualquer estabelecimanto ; dirija-ae a.
travesa da Madre-de-Deos, n. 1, ou an-
nuncie.
Precisa-se do urna ama para oiervico
de urna casa de familia : na ra da Man-
gueira, n. 3.
Ao publico.
Em das do mez de marco pastado, ten-
do marchado o Sr. major Kelly para o Bo-
nito, aconteceu que urna carga on le vi-
nham as preciosidades do batalh3o desen*
caminhando-se fossa ter a casa do Sr. ma-
jor Jos Vieira destello, cirurgiSo-mr re-
formado, morador no lugar denominado
Campina-do-Bonito, o qual fez remoller
fielmente dita carga quolle major, que
expressamenteagradeceu a inteiresa e pro-
bidade do mesmo major Vieira, merecedor
por sem duvida de todos os elogios.
bSo-se 250,000 rs. a juros de dous por
ceolo ao moz sobre penhores de ouro ou
prata : na ra do Cabug, n. 1 E, loja de
miudezas.se dir quem da.
O Sr. Trislito Francisco Torres quein
ir atrs do thealro, armazem de taboas de
pinbo, ou a ra da Cruz, n. 63, a negocio.
Achou-se urna carleira com alguns pa-
pis de pouca importancia : quem for seu
dono, dando os signaefoertos, lite ser en-
drogue, na ra da Praia, n. 39.
Agencia de passapoites.
Tiram-se passa portes para dentro e Tora
do imperio, com presteza e prego comino-
do : na ra do ngel, n. 57.
Domingos Jos Ferreira Braga fazscien-
te ao publico, que, por haveroutrode igual
nome, seassignar do boje em dianle Do-
mingos Jos Ferreira.
-Aluga-se o segundo andar do sobra-
do n. 18, na ra do Fogo : a tratar no Ater-
10 da Boa-Vista, n 80.
Aluga-se urna escravt que cozinha, la-
va bem desabito e varrella, cose chao, e be
boa arranjadeira de casa; nao foge, n3o
bebe, no furta, e tem bom genio: na ra
do Sol, n. 9.
A pessoa que precisar comprar o 2.,
5. e 7." volumes do Panorama, dirija-sei
ra de S.-Amaro, n. 16.
--Arrenda-seo segundo andar da casada
ra da Aurora, n. 8 : a tratar com o lllm.
Sr. Jo Pinto do Lemos Jnior.
Quom tiver para vender urna Historia
romana em ingloz, dirija-so ra do Col-
legio, n. 4.
Precisa-se fallar ao rtlm. Sr. Jo3o de
Carvalho Fernandes Vieira : na liviana da
esquina do Collegio.
-- o nha no assigna lo, tendo comprado
a Antonio Cardozo Caldeira oesUbeleci-
men'.o que o mesmo possuia na ra do Ara-
g3d, aceitou ao mesmo duas lettrasaven-
cor a dous e a quatro mezes, sendo a pri-
meira da quantia de 150,000 rs., e a segun-
da de 100,000 rs. ; e como o dito Caldeira
se aehasse a dever, alm de outros dehilos,
os alugueis da casa do estabelecimento, (o
que o annuncianle ignorava) e em vez de
ter solvido seus dbitos, ao contrario desap-
parec>u semquedello haja noticia, o an-
nuncianle previne pelo presente que nin-
guem faca negocio algum com as refer las
duas letras, porque a importancia de las se
aclia embargada judicialmente em poder do
aniiuncijjnte pelos aluguiesque deveoso-
bredito Caldeira, cujas letr. s fram aceitas
no da 30 do nez prximo passado abril; e
o annuncianla protesta des leja nao as pa-
gar emquanto nflo fr paga pelo referido
Caldeira a importancia dos alugueis que
deve, o relaxado u embargo a que sepro-
cedeu, epara que ningueni se chame de-
pois ignorancia, se fz o presente. Iteci-
fe, 8 de uni de l&SO.lManotl Mara da
Cosa Pinto.
O Sr. Pedro Teixeira de Souza, mora-
dor em S -Antao no engenho Caxoeira
(.ramio, ou quem suas vezes lizer, se quizer
ter noticia do seu escravo Baphael, enten-
da-sc com o padre Bernardno Jos de Quei-
roz, residente da ra Direita, n. 16.
No sitio do LeSo no Hospicio, precisa-se
de uoi perito feitor que de tudo emenda, e
que seja desembarazado de pciis0es,e que se
nflo poupe ao traablho: quem Ihe convierdi-
rija-se ao dito silio, que achaia com quem
tratar.
A pessoa que annunclou precisar de um
bom forneiro e um una-sador para a pada-
na nova nos Afogados ; se arham promp-
tos, pagando ao forneiro 32,000 rs. e ao
amassador 25,000 ; isto de, pagando adian-
tado, ou dando flsdor ncsta praca.
-- O abaixo assignado faz sciente io pu-
blico ou a qnem ronvier que tendo appare-
cdo em seu engenho Cara, na comarca de
Coianna, um escravo do Sr. Manuel Jero-
n> mo llarreiros Rangel, morador ao Reme-
dio, fregueiia de Afogados, procuran 'o-o
para o comprar, elle dirigi ao senhor
do mesmo escravo por intermedio de um
terreiro, atim do o comprar, e como bou-
ve alguma demora nesae ajuste, e o escra-
vo naturalmente dado a fgidas desappare-
ceu do engenho Cara, e foi encontrado
entro os engenhosklamulenga o Juina co-
marca de Nazareth e munido d'um divin-
te ; o abaixo assignado tintn felto toda a
r na compa-
nnia de urna pequea familia, livredepen-
des, pelo sustento e algum vestuario, di-
rija-sa ao Mundo-Novo, n. 30.
-Precisa-se deum bom forneiro e um
amassador para urna padana nova, na ra,
Direita dos Afogados, casa n. 35 : a tratar na
mesma freguexia com Theofilo de Souza
Jardim.
Precisa-se alugar ama ama, que tenba
hom leite, forra ou captiva : no Passeio-
Publico, loja de fazendas, n. 13.
Aluga-se urna boa casa e sitio com mui-
tos bons commodos para grande familia,
sonzala para pretos, estribaria, cochelra pa-
ra carros e outros muitos commodos, cuja
casa he a margem do rio Caldeireiro : a tra-
tar na cass das afericOes.
No da 90 de marco passado desappa-
receu da casa de Prxedes da Fonseca Coi-
tinhooscu pardo Eustaquio, oiTicial desa-
pateiro, secco do corpo, bem parecido, olhos
e bocea pequeos, nariz adiado e de asta-
tura ordinaria ; quando anda arrebita os de-
dos dos ps para oima, e sempre com as
ventas sujas de tabaco; tem andado pela
Casa-Forte, servindo deservente de pedrei-
ro, com o nome de Manoel ; quando se au-
sentou levou camisa de panninho, caiga de
hrim brancoe jaquelado panno preto : ro-
ga-se a qualquer pessoa que do mesmo sou-
ber, que oapprehenda e levo-o ra Real
da Boa-Vista, n.7, quesera recompensado.
Um rapaz brasileiro se oflerece para
caixeiro de qualquer estabelecimento, ex-
cepto venda, o qual d dador sua conduc-
ta : queinde seu prestimo se quizer ulili-
sar, il rija-so ruadas Cruzes, n. 39, pri-
meiro andar.
Aluga-se o segundo andar e sotSo do
sobrado da ra Direita, n. 90, com bons
commodos para familia : a tratar na mes-
ma ra, n. 93, primeiro andar.
Aluga-ae o segundo andar do sobrado
n. 53, na ra do Rozario da Boa-Vista : a
tratar na praca da Independencia, n. 26,
loja de chapeos.
Os Srs. Antonio Corroa Comes de Al-
meida e Manoel Correa Comes de Almeida,
ambos moradores em S.-Anna do oiteiro de
S -JoSo da Varzea, queiram mandar pagar
quanto antes o que devem em certa botica
lesta cidado ; certos Je que, emquanto o
nao flzerem, andar3o seus nomes nesta fo-
Iha.
D. Joaquina Ignacia Mavignier Ferrei.
ra, viuva de Jos Alexandre Ferreira, tendo
ficadona sua viuvezsem meios para poder
subsistir, foi obrigada pela necessidade a
vender e a alugar algumas das suas escra-
vas para ter com que alimentar-se: escra-
vas estas de sua nica propriedade, fazendo
hoje una pequea parte dos que levou quan-
do casou, como consta da escriptura de ca-
samento e inventario, tendo a infelicidade
dehojoqoasi nada possuir do quo levou.
Tendo, porm, uina escrava de nome Auto-
nla, tintelo Angico, que possue ha mais
de 2:1 annos, mesmo em solteira, a quales-
tava alugada em casa doSr Francisco Igna-
cio de Atalude, cuja escrava andava na ra,
e como nunca tivesse fgido, e nem hou-
vosse motivo algum para tal se desconfiar,
desappari'Ccu com tudo no da 29 de abril.'
e esperando a annuncianle quo ella viesse
para casa, al ao presente nao Ihe apparc-
ceu, constando-lhe agora que a dita escra-
va fui pegada e escondida por pessoa, cujo
nico fira heesgolar-lhe o ultimo recu'so,
e ve-la na miseria, pessoa que n3o deixa-
va seu defunto marido ganbar um vintem,
que nSo apparecessu um motivo de Ih'o ar-
rancar. Avisa, portanto, que ninguem com-
pre e faca negocio algum com dita escrava,
porque a annuncianle protesta usar com to-
do o rigor das Icis contra quem Ihe tiver
escondido, furtado, ele. : e essa mesma es-
crava lem os signaes seguiutes : he mnito
letinla, falla mal, ps muito grandes e lar-
gos, e sem peitos, qu apenas (em urnas
tontas. A sununciante roga, e espera que
as autoridades pociaes, atlcndendo a po-
sicjo em que pode estar urna viuva, a quem
querem tirar seus ltimos recursos, e mes-
mo em dosaggravo das leis, providencien)
para que seja descoberta, e pegada que se-
j 1, a levem ao Poco-da-Panclla, casa ua an-
nuncianle, defronte da igreja, recompen-
sando algum* despeza que se lizer pelo in-
conunodu de all a levaiem.
Precsa-sedeum coziuheiro para fa-
zeruma viagema Portugal: quem. estiver
neslas circuuislancias, dirija-se ao largo do
Corpo-Sauto, n. 6, armazem de Jos Mara
Palmeira.
O Acadmico.
~ Precisa-se do um 0,1 xeiro que enten-
da bem de venia, pois nao se duvida dar
bom ordenado, sendo que 0 tnereca : a fal-
lar na ra das Cruzes, 11. 40.
Aluga-se urna casa terrea na ra Au-
gusta, no oitSo do sobrado do Sr. Jos Ma-
ra Placido Magalhaes : a tratar na ra l'or-
mosa, terceira casa.
--Quem precisar de um pequeo de ida-
de de 13 anuos, proprio para se admittr
em algum estabelecimento, procure-o na
ra do Encantamento, armazem de molha-
dos, por baixo ao sobrado do reverendo vi-
gario do Recifo.
O abaixo assignado faz publico a todas
as pessoas que se quizerem utilisar de seu
prestimo, que seacha mudado para a ra
do Rangol, casa n. 38, segundo andar, con-
tinuando a receber escravos a venda por
commissSo, dando toda garanta que fr
exigida, e bom tratamento e commodMade
para os escravos.
Caetana Mtndet da Cunha Azevedo.
Mariana Monica Joaquina da ConceigSo,
viuva de Jos Mauricio de Barros l.ins Wan-
derley, se aclia a inventariar os bens do seu
cassl,pilo juizo de orphaosda cidadeda Vic-
toria, por cuja causa convida a todos aquel-
les Srs. que se julgarem credores de seu fi-
nado marido, queiram legalisar os seus
dbitos em tempo, afm de serem pagos no
dito inventaro.
O eserjptorio do agente da companhia
dos paquetes de vapor mudou-se para a ra
do Trapixe, casa n. 40,segundo andar.
O Sr. Joaquim Rodrigues de Oliveira
residente em linda, queira apresentar-se
o agente dos .barcas de vapor para receber
uina carta com dinheiro.
Aluga-se urna casa terrea no Alerro-d a
Boa-Vista, 11. 73, muito propria para por
negocio o morar familia, pelos bous com-
modos que lem : a tratar na venda imme-
diata, ou na praca da Boa-Vista, botica n. 6.
Precisa-sede um caixeiro que tenha
pratica de loja de miudezas, para Macei :
na ra do Cabug, loja de qualro portas.
Grande deposito na ra
Nova, n. 27.
Neste deposito acha-se una grande por-
C.1o de caixas com folhas de Flandres de
patente e todas as grossuras ; ditas com v-
dros de todas as dimences para vidracas;
ditas de cohre de todas as grossuras para
forro de navio, pelo barato prego de 560 rs.
a libra : onde tambem seacha um com-
pleto sortimento de alambiques, serpenti-
nas e todos os mais objectos de cobre,
bronze o folha para engenho : tudo isto lia-
vera continuadamente grandes porgues, pa-
ra os compradores escolherem sua voli-
tado.

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G R A N D E
consultorio homceo-
pathico,
Dirigido pelo Dr. Sabino e Dr. Luz
Ra do Trapiche, Hotel- %
Francisco. J
Osdoentes pobres lerao gratuita- ^
mente todos os das consultas ere- ^g
medios para o tratamento de suas ^?
molestias.
As visitas, fra deste consultorio, S
ser3o feitas por qualquer dos dous *
mdicos, nicamente quelles en- J
fermos cujo estado mrbido os re- 21
clame em sua casi. 2
3**A*M4*t*MiM**i3
O padre Leonardo Antunes Meira llen-
riques acha-se residindo na ra Nova, 11.
65, primeiro andar.
Jos l.uiz da Silva GuimarBes embarca
para o sulo seu escravo Francisco, sapatei-
' o. crioulo.
Vende-so papel de Hollanda de cora,
dito de peso do diversas cores, dito de de-
senlio, grando e pequeo, dito da lustro,
dilo para dores, dito de ouro e de prata, di-
to marmore, dita mala horrSo, facas de
mardm, raspadeiras, lapes finas, lacre mui-
to fino: no patea do Collegio, loja do li-
vroazul.
Carteiras grandes para as repartieres
publicas, ditas para cdulas e de algibeira :
vendem-se no pateo do Collegio, loja do
livroazul.
--Vende-se um molerlo de olio annos,
muito sadio, e que he ptimo para ollico :
na ra do Cabug, n. 9, loja.
Vendem-se caivetes finos com mola,
quo de um aparo tica a penna prompta : na
ra du Cabug, n. 9, loja.
-. Vende-so urna taberna com poucos fun-
dos, na Passagem-da-Magdalena, na esqui-
na que vira para o Remedio,, por baixo do
sobrado a tratar na mesma taberna, ou
no Alerro-da-Boa-Vista, n.80.
Vende-se, nofim da ra da Aurora,n. 4,
umbilhar com duas andainas de tabellas,
bolas e candieiros, por 50,000 rs.; duas
carteiras de umas face, com giades de
bronze em cima para os livros, onde pdem
escrever tres pessoas em cada urna, por
30,000 rs.; urna canoa de um s pao, que
se p le abrir, por 30,009 rs. ; urna dita do
1,200 lijlos que precisa de fundo novo, por
30.000 rs. ; um temo de tambores antigos
com aguilhes o rodetes, por 300,000 rs.;
temos de carretas para os ditos, a 20,000
rs. o terno.
No Aterro-da-Boa-Visla, loja n.
18, vendem-se por diminuto
preco as seguintes fazendas :
meias para meninas, a 40 rs. o par ; chitas
finas de sssento escuro, a 100, 120, 140 e
160 rs.; meios chales de 13a escuras, a 320
rs. 1 l'uslfio branco, a 320 rs. ; fazenJa para
toalh, a 320 rs. ; lenco9 de cambraia e de
cassa, a 240 rs. ; ditos de garga, a 500 rs. ;
cambraias e cassa de cores, a 280 rs.; sarja
d.' I.la de duas larguras, a 610 rs. ; alpaca
preta o mais fino possivel, a 800 rs. ; casi-
neta de urna s cor c de quadros e lislras, a
600 rs. castores para caigas, a 200, 210 e
320 rs. algodao mesclado muito forte para
escravos, a 180 rs. o covado ; lengo de se-
da para grvala, a 500 rs ; cortes do mais
fino e moderno fust3o, a 1,600 rs.; cortes
de cassa para vastidos, a 2,000 rs. ; risca-
dos monslros, a 240 rs. ; brins de linho,
branco ecr de palha, a 800 rs. a vara ; ma-
dapoln riscado com 4 palmos de largura,
a 240 rs.; saigehm com algum mofo, a 120
rs.; eoutras muitas fazendas por baratis-
simo prego.
Batedores
para porlOes de sitise portas de escadas
na ra do Queimado, n. 14.
Vende-se urna escrava de 20 anuos,
que engomla e cose; ti) fardamento pe-
ra ofllcial superior da guarda nacional : na
ra Direita, n. 32, sobrado
Vendem-se os seguintes trastes em
bom uso : um armario para guardar louga ;
um dito de Jacaranda envidragado para
guardar papis e livros de commercio com
muitas commodidades para esse uso ; urna
grando tina para bando ; um esquentador
para a mesmo; duas cadeiras de bataneo
de Jacaranda quasi novas: na ra Nova, n.
58, segundo andar.
-VenJe-se um preto serrador mogo e
muito robusto : ua ra da Ponle-Velba,
n. 1.
Na ra Nova, n. 20, loja de Jo3o Fer-
nandes Prente \ amia, vendem-se ricas
espadas prateadas, tanto de roca como sem
ella.
Vendem-se rodas de arcos de pao para
pipase barricas, chegadas ltimamente do
Vende-se urna escrava de 26 annos,
boa cozineira e perita doceira, e quo
tem mais algumas habilidades : na travessa
da ra Bella? n. 6 : o motivo po; que se ven-
de se dir ao comprador.
Para quem precisar.
Vende-se um braco de balanga com cor-
reutes e conchas, um terno de pesos de
hrcinz-i d.Miieia arroba a ineia quarta, urna
balanga com marco para rap, un terno de
medidas para liquido, um dito para seceos,
umcaix3ocom seus competentes vdros,
uns fortes candieiros, duas pipas que teem
servido de deposito de ago'ardente, 2 bal-
cOes, urna quartola para azeile de carrapa-
to : na ra da Senzalla-Velha, taberna n. 15
Fazendas baratas e sem
defeiios>
Vendem-se novas alpacas de cordBo de
13a com dilTerentes cores e muito moder-
nas, proprias para casacas e palitos, a 800
rs. o covado ; ditas de seda muito bonitas e
bons padres, sendolambam proprias para
vestido de lulo aliviado, a 800 rs. o cova-
do ; ditas pretas de 13a muito finas, a 800
rs. o covado ; cortes de 13a para vestido,
com 16 covados, a 4,500 rs. ; ditos de ISa e
seda, muito finos e de bom gusto, com 11
covados e meio, a 6,500 rs.; ditos de cbita
chineza muito dna, com ptimo padres,
cores lixas e chegados ltimamente, a 3,400
rs.; hrim pardo trancado de linho para cal-
cas, a 1,400 rs. o corte ; dito de quadros
azues, a 1,000 rs. o corte de caigas ou ja-
quela ; e todo o sortimento de fazendas fi-
nas e grossas por muito commodo prego:
na ra do Queimado, n. 27, armazem de
fazendas de Raymundo Carlos Leite.
Leiam tambem este.
A propaganda homecopathica em
Fernambuco, pelo Dr. Sabino Ole-
gario, em um foi neto bem impres-
so no pateo do Collegio, loj 1 do
lisio azul.
Vende-se urna preta que cose, engom-
mae cozinha; dous parJinhos, um de II
annos, e o outro de 6 : todos muito em
conta : na ra do Fogo, n. 23
Vende-se farinha de mandioca de su-
perior qualidade, em saccas de estopa e al-
f.'o Io a 2,600 rs. a sarca : no armazem ao
p di. arco da Couceigao, 11. 61, que foi do
allecido Braguez.
Arroz e casca a 5,300
rs. a sacca
vende o na ra do Amorim, n- 35, aro>a-
zem Uu Tasso Jnior.
Polassa da llussia.
Vende-se superior potassa da Russia, da
mais p-iva que ha no mercado, por prego
comniv/do : na ra do Trapiche, n. 17.
Farelo a 5,000 rs. a
sacca,
e o melhor que lem viudo a este mercado
na ra da Madre-de-Deos, armazem de Vi-
cente Ferreira da Costa.
0099*990090900090499
o o
oCera em velas do Hio-o

a
9
de Janeiro.
Vendem-se caixas com ce- ^
ra em vehs fabricadas em O
urna das melhores fabricas
Compras.
PERIDICOSCIENTIFICO E LITTERAIIIO.
Sabio luz o 1. n. deste peridico, con-
tendo : introducg3o, biographis docapitao
de mar e gueria Joaquim Marques Lis-
boa, phases da vida humana, a humanidade,
o ministro nglez e a Europa, Kossuth; poe-
sa) e um judicioso pensamento. Assigna-se
a 500 rs. mensaes na livraria da ra do Col-
Jo, ii. 9, onde se Vende avulso, a 160 rs.
o exemplar.
Sociedade Apollinea.
Ilavendo comparecido muito limitado
numero de socios, na reunido convocada
no da 7 do correte, e direcgSo escrupu-
lisando tomar qualquer deliberarlo com
tSo pequea assembla, decidi de novo
convidar aos Srs, socios por ultima vez a
renirem-se terga-reira, 14 do crrante,
pelas 5 horas da tarde, afim de se tomar de-
finitivamente urna resolugBo, a vala do es-
lado da mesma sociedade.
Precisa-se alugar duas canoas abortas,
que leve cada uina mais de mil lijlos : na
ra das Larangeiras, n. 18.
Compram-se, para urna encommenda,
escravos de ambos os sexos, de 10 a 40 an-
nos : na ra do Rangel, n. 57.
--Compra-so o primeiro volume das Or-
denagoes, e o primeiro volume das Prinei-
ras luiiias, sobra o process) civil: quem
tiver annuncie.
~ Comprase um cofre do ferro com 3
palmos de tamaito: na ra do Crespo, o.
16, loja, ou annuncie.
Compram-se todas as qualidades de
trastes usados, e tambem se trocam por no-
ves : na ra Nova, armazem de trastes do
Pinto, defronte da ra de S.-Amaro, n. 59.
Vendas.
diligencia para o capturar sem que at o '"I."[rceUa-8e" uear ui ama
presente lenha realisado essa captura o1- n. que tenha
i baixo assignado protesta nSo.respousubi-
lisii'-se pelo referido escravo.
Kngenho Cara, 6 de maio de 1850.
Chriitovio Vitira de Mello.
bom leite, forra ou captiva : na ra Direita,
n. 27, segn lo andar.
Na ra da Cadeia, n. 39, primeiro an-
dar, existe una carta para o Sr.' Antonio
Jos Rodrigues, que so nao tem entregado
po~ ae ignorar a sua residencia, e que a po-
dara mandar buscar.
Se houver alguma mulher
alguma
portuguea que deseje retirsr-se
Preciss-se de urna ama de leite : na
ra larga do Rozario, n. 39, primeiro an-
dar.
Roga-se ao Sr. J. F. da I. que haja de
fazer o favor de levar ou mandar entregar
o par de brincos que sua merc levou da ara n rlrlntL A* U/
casa dr ra da Santa, n. 22, para concertar P8 8 C,l<,aIe do. WO em com-
no
na
boje, (8) ter de v6r o seu nome por extenso da 15 do corren te : Dse pre
'su mha al os levar. j ferencia a alguma que tiver leite e
f-VnI:ava.s.e- engomma-se com loda aper-,qzer amamentar urna enanca,
fegflo e delicadeza, por commodo prego: ? ,, -iuya,
no becco do Rozario, n. 2. iiazeiiao-se-llie boa vanlagem.
aa dr ra da Sania, n. 22, para concertar ,. -J"**" .um-
) mez de abril de 1848 ; pois basta de se panilla de urna familia, iJiriia-sc
andar portadores em sua casa e i.3o o rua ja Cadeia do Kecife, n 3 at
zendo por estes oito das, contados de .. i?, ic
iie. ra lera de v6r o seu nome or extenso'0 na Ij do corren te : Uase nre-
Vende-se doce de goiaba, em caixi-
nhas de quatro libras : as Cinco-Puntas,
n. 82.
Vende-se urna escrava crioula : na rus
de S.-Miguel, nos Afogados, n. III.
Altencao.
Na ra rus do Rangel, armazem n. 36,
vende-se um pardo, por grande precisSo,
ptimo para bolieiro, coifl 18 annos pouco
mais ou menos, por prego rasoavel.
Vendem-se 12 escravos mogos, de bo-
nitas figuras; um ptimo moleque oleiro ;
um dito que cozinha bem o diario de urna
casa, de 22 annos; um dito carreiro; um
dito de 10 annos; 3 negrotas de 14 annos
4 escravas muito lindas, quo eugommam e
cozinha m o diario de urna casa; 2 org3os
contendo varias pegas de msica ; 2 fardas
de guarda nacional; urna espada; 2 ban-
das em bom estado; talim e canana : na
ra Direita, n. 3. rt '
-- Vendem-se redes vindas do Parjum
par de oculos para vista curta, de aros de
ouro, feitos em Lisboa ; urna estante de Ja-
caranda : na ra das Cruzes, n. 18, segn
do andar.
~ Vendem-se cartas para enterro, de
prmei;o estimo da obreiis pretas, e p.i-
pepel de peso branco com beira preta, para
quem est de luto.' no paleo do Collegio,
loja do livroazul.
Vendem-se roleiros do telegrapbo, de
opodeldoc,e de vinhodo Porto: no pateo
do Collegio, loja do livroazul.
Vende-se arte de msica, reguladores
dosdiis e*mezes, regras e boas estampas :
no pateo do Collegio, loja do livro azul.
Vende-se um dos dous engonhos, Telha
e Triumjihos, sitos na freguezia de Seri-
nhleni.rom bastante trra e muito produc-
tiva para criar grande safras : ambos bons
d'agoa, por serem copeiros, e distam do
ambarque duas legoas : a tratar com o pro-
pietario, JoSo Climaco Fernandes Caval-
canti, ou rom Antonio de Silva Cusm3o, na
ra Imperial, do Aterro-dos-Afogados.
Vendem-se ptimas bichas Je llainhur-
go em qualidade eem lamanho, pelo mais
barato prego que ha no mercado: na ra
Direita, confronte ao boceo de S.-Pedro, lo-
ja de llernardinodeSena
Vende-so urna preta moga, que engom-
ma, cozinha, cose e faz todo o servigo de
urna c isa com perfeigao, reunindo a tudo
isto boa conducta; um mulatinho de II
afinos, muito habilidoso, e que he proprio
para aprender qualquerofficio ; oculos pa-
ra lo las as idalos, recentemente chegados
da Allemanha, que he aonde baos uielhu-
res oculistas : na ra larga do Rozario, n.
n. 35, loja.
Vende-se a falla do throno no
anno de i85o, analyse ao discur-
so da cora e toda a discussao do
voto de jracas : no pateo do Col-
legio, loja do livroazul.
Novo riscado monslro.
Vende-se, na ra So Queimado, loja n.
19, riscado monslro de lislras azues, mui-
to proprio para jquetase palitos, a 240rs,
o covado ; castonm de lislras com dilTe-
rentes cores, para o mesmo elTeitii o para
caigas, a 160 rs. o covado.
II i eos baratos*
Na ra do Quintado, loja n. 19, vendem-
se bicos com tres dlos Je largura, a 140
lto-dc-Janeiro : sorli-

Porto, por prego muito barato: na ra da j S do
Cruz, no Recife, n. 49, primeiro andar 2
ononni.n Taii.. ** menloa yoiiI,'ide do cos- o
2 prador, por preco mais ba- 9
<3 rato do que em outra qual- Z
O qtter parte : amado Vi- O
? gario, n. 19, a tratar com
<5 Machado & Pinheiro. q
0
' rallos de ferro.
res a vara : ua mesma loja vendem-se
cortes de cassa chita muito liuos.a 2,500 rs>,
chitas escuras e lixas para cuberas, a 200
rs. o covado ; ditas escuras tan.bem lixas
para vestidos, a 160 rs. o covado, e a 6,000
rs. a pega ; meias para meninas, a 160 rs. o
par, e para meninos a 60 rs. ; luvas brancas
de algodao para homcm a 100 rs.
Vende-se urna escrava de 20 annos, que
cozinha soffrivelmeitte e engomma perfei- !do-Giqui, 11 128.
tamenle : na ra Formosa, quarta casa,
direita, a qualquer hora do da.
Vendem-se cigarros de palha de milito,
bons, por prego commodo ; na ruadas Cru-
zes, n. 40.
Na ra do Cabug, loja de quatro por-
tas, vendem-se gravatinhas de selim para
senhora, a 1,000 rs. ; luvas de torcal, leitas
em Lisboa ; capolinhos de fil de linho -
bicos de todas as larguras; bicos do Porto
a lila.: ,l,i ia!Iii<~
Na funJig.to da Aurora em S.-Amaro ,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
Novidade.
A 1,000 rs. o covado.
Na loja dos barateiros da ra do Queima-
do, n. 17, vendem-se casirmretas de 13a,
pretas e de cores, proprias para caigas e pa-
litos para homem e meninos, a 1,000 rs. o
covado.
Pechincha para os bahu*
Icros.
Vendem-se chitas proprias para forros da
hans por estarem fracas, a 3,500, 4,000 e
5,500 rs. : na ra do Crespo, loja da esqu-
quina aue volta para a cadeia.
--Vendem-se amarras ae rarro: na ra
la Senzalla-Nova, n. 42.
Antigc deposito de cal
virgem.
Na 1 uado Trapiche, n. 17, ha
mnito superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodo.
Vende-se um sitio com excel-
ente casa de vivenda, cochei-
"T qubaccommoda30cavallos.
e carros: o sitio he cercado de cerca nati-
va, tem grande extensao de terreno pro-
prio para loda e qualquer planlagBo, com
150 pos de coqueiros que d3o fructo, e mais
arvoredos uteis, duas cacimba d'agoa de
beber e mais bemfeiloriasque com avista
o pretendente se agradar : no Aterrinho-
e fitas de velludo.
- Na ra do Cabug, loja de quatro por-
tas, vendem-se ISas de cures para bordar
toucas e capolinhos de 18a, proprios de me-
ninos; chapeos braucos de moja, a 5,000
rs. ; ditos de cores para meninos ; oleados
ricos para mesa.
Vende-se Liz Teixeirs, obra interes-
santissima para o terceiro e quarto aonoa
da academia, por prego mais commodo poa-
sivel : no pateo do Collegio, loja do livro
azul.


-'' I-II-." ll1"1 ""'
Manoel da Silva Santos ven-
de arroz do Maranhao a 1,000 ris
cada urna arroba : quem preten-
der dirija-se ao armazem, que fi
do fallecido Braguez, na ra di
Cadeia, n. 64-
I
Maneletes e capotinhos.
Na loja Jo sobrado amartillo, nos T'
01 quatro cintos da ra do Quoimado, 9
41 n. 29, vendem-se manteletes e capo- |
l- i intus de cham8lotc, pelo diminuto jj
prego de 25,000 rs.
Um piano.
Vende-se um piano de mogno, excellen-
te para se principiar a aprender, por mdi-
co prego: na ra do Qollegio, o..21, segun-
do andar.
-- Vende-se urna negra da costa multo
moga, de boa figura e conduela regular :
no aterro da Boa-Vista, fabricas de lico-
res, n. 17.
Ha la las.
Vendem-se batatas muito boas por prego
enmmodo na ra da Madre-de-Deos, n.
31, ao lado da alfandega.
Vende-se um sobrado do um andar pela
quaritia de 700,000 rs., o qual rende mon-
.salmcnle 10,000 rs. : na rui du Passeio, loja
de fazendas, D. 13, se dir quem vende
Vende-so urna preta moga, e sm vi-
rios : na ra do Sebo, n. 15.
Triciclos de algodao tran-
cado da fabrica de To-
dos-os* San tos.
Na ra da Cadeia, n. 5*2,
'endem-se por atacado duas qtialidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
K'a rua do Crespo, n. 14,
loja de Jos Francisco
Das,
vende-se esguiao de algodo, fa-
zenda de quatro palmos e meio de
largura e fina, pelo barato preco
de '10 rs. a vara ; brini ttanca-
do branco muito encorpado e de
listra ao lado, a i ,a8o rs. o corte ;
dito de puro linbo cor de ganga, a
i,6oo rs. o corle ; e um completo
sorlimenlo de fazendas por barato
preco.
- Vende-se utis escrava recolhiJa, de be-
nita figura, com 18 annos pouco mais ou
menos, que engorrona, cose e ensalma : na
rua principal de Fra-de-Portas, n. 19.
-- Vende-se urna escrava de 18 annrs,
rom muilo bom leite para criar, nflu tem
tildo, e que enpomma, cose e cozinha ; urna
dita com um lillio de 10 mezes, e que en-
guaiina, cozinha e faz lodo o mais servigo
ilc urna rasa jumescravo de 20 annos, de
boa figura, e que lie ptimo para o servigo
de campo e da praga : na rua do Collegio,
n. 21, primeiro andar, so dir quem vende.
Vende-se una parda com urna cria de
i. n ezes, a qual he moga e com habilida-
des : o irolivo por que se vendo se dlia o
comprador: na ruk da Alegria, n. 9.
Agencia de l'dwin ilaw.
Na rua de Apollo armazem n. 6,de.M. Cal
moiit&Companhia.acha-se constan(emente
um grande sorlimenlo de ferragens inglezas
de Dias Ferreira, defronte da escadinha, ou
a tratar com Domingos Rodrigues de An-
drade, na rua do Trapiche-Novo, n. 4. Ad-
verte-se que as saccaa sito grandes.
Vendem-se pegns de madapolto largo,
com 20 varas, proprio para forro e roupa de
escravos por ser muito forte, com algum to-
que de moro,a 2,300 rs.; e;varejado,a 1(0 rs.;
pegas de chita com algum sujo, a *,000 : n
rua larga do Rozario, n.--por cima da pa-
daria do Sr. Valenga.
9 ,. '9
i? Itomoeopathia pura.
Rua do Trapiche, n. 40.
Boticas e livros para o tramonta-
ment dos enfermos pela homceopa- f
tliia : icham-sea venda por oodi- (?,
$ eos pregoa. j
O l>r. Luz se offerece dar todoa p\
-4
=aaB5
K*3
ifc:.i
9
os esclarec meslos necessarios pa-
ra o mellior uso dos mesmos. 9

O
Farinlia de mandioca
nova, de S.-Catharina,
a melhor farinha que ha no mer-
cado, vende-se a bordo do Maria-
Primeira, entrado no dia 6 do cor-
rente, por preco mais barato do
que cin outra qtialquer parte : a
tratar com Alachado & Pinheiro,
na rua do Vigario, n. 19, ou com
o rn pililo a bordo.
Na rua doCabug, loja do quatro por-
tas, vendem-se toalhas de lavarinto de bom
gosto, fritas no paiz, por prego commodo.
Xa rua do Crespo, n 12,
loja de 4 portas,
vende-so a pataca o covado de chita fran-
ceza de desenhos muito modernos, cores fi-
xas e pannos de superior tecido ; estas nfin
enganam, como tem acontecido em annun-
cios feilos em outras parles, motivo por que
estes ^e leem tornado do pouco aprego :
venlum os freguezes, que conhecero a pu-
reza da verdade.
Na loja de seis portas,
vendem-se cortes de cassa-chila, padrOes
escurosque servem para luto, a 1,600 rs. o
corte de ti covados.
Vende-se um moleque de elegante fi-
sura, com principios de alfaiale, e que co-
zinha ; um dito tanoeiro j 2 pretil de todo
o servigo ; 2 pretos bastante robustos ; um
dito que se troca por um moleque que este-
ja em idade de aprender olficio : no pateo
la matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4, se
in quem vende.
Estao-sc acabando.
Vendem-se cortes de fina casimira preta
e de cores, pelo diminuto prego de 5,000
rs. : na rua do Uueimado, n. 9.
-- Vendem-se 2 ptimos escravos, por
precisfo, sendo um crioulo de 22 annos,
honi saialeiro, e o oulro bom carreiro, de
nagao Congo, de 33 annos : na rua larga do
Rozario, n. 52, no segundo andar do sobre-
do da esquina.
Na rua do Cabug, loja de quatro por-
tas, vendem-se vuluntes, trinas, gale?, es-
pigullias : tudo por prego mais commodo
Folhade Flandrcs.
Em rusa de J. J. Tasso Jnior, na rua do
Amorim, n- 35. ha um ptimo sorlimenlo
de folha de Flandres, de todas as marcas, i
a retalho por prego mais barato do queem
outra qualquer psrte.
Na ni do Crespo, loja
di ce quina que volla
para a cadeia,
vndem-so cortes de casimira preta, muito
boa, a 5,500 e 10,000 rs ; panno prelo, niui
lo bom, a 3,200, 3.800 e 5,500 rs. o covado
i
i
*
t
para eneenhus de fabricar assucar, lien
como taixas de ferro coado e lialidode dif-
terentes tamaitos e modelos, moendas
de dito,tanto para armar em niadeira como
rodas de ferro para animaes e agoa, ma-
chinas de vaporde frga de 4 cavallos, alia (or,eia descolleto de fusulo, a 640 rs. j ditos
presso, reparlideiras, espumaderas, ele
de ferro estauiado.Na mesma agencia adia-
se um sorlimenlo de pesos para balangas,
acovins paia navios, ferro em barra, tanto
quadrado como redondo, salra para ferrei-
ro e urna porgiio de tinta verdoem latas:
tudo por barato prego.
Na rua do Queimado,
n. 9,
cha so venda um completo sortio-.ento
ue manteletes e capotinhos para senhoia,
de chamelote ondeado e de lislras ; bem co-
mo de seda furta-cres, os quaes vendem-
se por menos prego do que em outra qual-
quer parle. IMo-se amostras aos compra-
dores.
Taixas para engenhq.
Na funitigSo de ferro da rua do Brutn,
acaba-se de receber um completo sorlimer.-
todo taixas de 4 a 8 palmos de bocea as
quaes acham-se a venda por prego com-
modo e com promptidSo embarcam-se,
ou earregam-seem carros sem despezas ao
comprador.
Na rua doCabug, loja do quatro por-
tas, vendem-se botOes de Pedro II; ditos
amarellosde bom gosto para casacas; di-
tos para marinha; ditos para o estado
maior; ditos de libr de pagem; dtospie-
tos de diversas qualidades, por prego mais
barato do queemoulra qualquer parte.
-- Na loja franceza na rua Nova atraz da
matriz, tem bonitos jarros de porcellana,
lanteinas de p do vidro, ditas de casqui-
nha inglezas, ditas fracnezas, candieiros
para sala, ditos de latSo para estudantcs,
bengalas de rana, bandejas finas, chapeos
de sol de seda de cores para homem, fundas
para os quebrados, chapeos francezes de bo-
nitas formas, Iigos de seda de 1,000 rs. al
5,000 rs. para senhora e honn id, ditos de
morsulina, e outras muitas fazendas : sa-
patoa de duraque de cores para senhora a
800 ra., ditos de coro de lustro a 2.000 is.
Assim como ruga aos seus devedores que
llie vam pagar, para nflo mandar tantas
vria's os seus caixeiros em suas casas.
Vendem-se saccascom farinha do man-
dioca, vindes do Itio-de-Janeiro no brigue
joseima, por prego commodo : no armazem lFoite-do-Matlos, rua do Codorniz, n. 12.
Na loja de seis portas.
I'rodnrcSo dos alcaides.
Vendem-se cortes de vestidos de finas
chitas, com treze covados em diversos pe-
dagos, a 1,920 rs.; nielas pretas para senho-
ra, a 200 rs. o par; ditas para homem, tam-
bem pretas, a 120 rs.; chitas pretas a 160
rs.; ditas de cores, a 140 e 160 ra.; e mui-
to finas, a 240 ra. ; algodSo monstro, com
oito palmos de largura, para lenges de um
6 panno, ou para grandes toalhas de mesa,
por ser trangado, a 800 rs. a vara; e tudo o
iais por pregoa a fazer conta.
Sem o menor defeito.
Vendem-se excellentes chitas azuea com
flores amarellas, a 6,000 rs. a pega ; ditas
linas cor de ganga, claras e escuras, a 5,800
rs.; ganga da India amarella de duas lar-
guras, a 1,000rs. a pega; longos de ganga
encarnada, a 3,000 rs. a duzia ; cobertores
de algodflodobrados, os melhores, a 1,000
rs.; fino madapolSo da India, com 21 jar-
das, a 3,200 rs. a prga ; modernos chapeos
francezes, a 7,000 rs. ;e todo o mais sorli-
mento de fazendas finas e ordinarias, por
muito barato prego : na rua do Queimado,
n 27, armazem de fazrndas, do Uiymundo
Carlos I.eite.
Merino preto de duas
larguras.
Na rua do I.ivramento, n. 14, vende-se
merino preto muito fino, proprio para ves-
tidos de senhora que estiver do luto, a 1,800
rs. o covado ; casemira mesclada para pa-
litos ; cortes de casemira de cores, a 2,800
rs.; e outras fazendas a troco de pouco di-
uheiro.
Vendem-se bichas de Hamburgn, che-
gadas pelo ultimo navio, a 25,000 ra o con-
t : na rua do Vigario, n. 8.
Vendem-se bonitas escra-
*as pretds e pardas de 18 a 3o an-
nos, que sao engommadeiras, cos-
tureras, cozinbfiras, lavadeiras e
quitandeira9, entre as quaes duw
mulatinhasde 18 annos, e 4 Pac-
tos mocos de todo o servico : ne
rua dos Laratgeiras, n. i4, se-
gundo andar.
Vrelo novo a 5,o00 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo navio
d0 liamburgo : na rua do Amorim, n. 35,
c*sa de J. J. Tasso Jnior.
Vendem-se ricos apparelhos
de metal para cha : na rua da
Cruz, n. a, casa deGeo Renwor-
thy & C.
Vende-se bezerro para cal-
cado, chegado pelo ultimo navio :
na rua dt Cruz, n. 2, casa de Geo
Kenworthy & C.
Vendse um piano inglez, em muito
bomstado : na rua do Trapiche, n. 17, ar-
mazem de Jos Teixeira Basto.
A 3,600 rs. a peca.
Vende-se novo madapolSo encorpado,
com quatro palmos e meio de largura, pro-
prio para lenges, toalhas de mesa, etc.,
pelo diminuto prego de 3,600rs. a pega;
lindissimos tapetes com franjas de lia ma-
tizados com o melhor gosto e diversidades
propriaa para castigaos, jarros, lanternaa,
vidros de cheiro, campainhaa, etc.: tudo
chegado ltimamente: bem como um com-
pleto sorlimenlo de fazendas finas e ordi-
narias, por pregos muito baratos : na rua
do Queimado, n. 27, armazem de fazendas,
de Hay mundo Carlos Cuito.
Boa farinha.
Na rua do U*reraento, n. 14, vende-ae
farinha muito boa de S.-Matheus, em sac-
ea, ou sem ella, por mais barato prego do
que em outra qualquer parte.
Novo sortimento de fa-
zendas baratas.
Vendem-se cortes de cassa-chila muito
bonitos, a 2,000, 2,400 e 2,800 ra.; riscadi-
nhos de linho, a 240 ra. o covado; dito de
IgodSo muito encorpado, proprio para
roupa de escravos, a 140 rs. o colado; cor-
les de brim branco de linho, a 1,500 ra. ;
lito muito bom, a 1,700 ra. ; dito amarello,
\ 1,600 ra.; dito com listra ao lado, a 1,280
rs. ; cassas de cores muito bonitas, a 320
rs. o covado ; riscados monstros com qua-
tro palmse mel de largura, a 200 ra. o
covado ; zuarte furla-cres, a 200 rs. o co-
vado ; pecas de cambraia lisa com 8 varas
emeia, a 2,720 rs.; chitas de bonitos pa-
drOes, a 160 rs. o covado; ditas muito fi-
nas, a 200, 220, 240, 260 e 280 ra. ; lenco*
de seda para algibeira, a 1,000 e 1.280 rs. ;
ditos para grvate, 1,280 rs.; e outras mui-
tas fazendas por prego eommodo : na rua
do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia.
egoes na vaos e para mercenaria : na
rua uo Collegio, n. 21, segundo andar.
Vendem-se relogios de ou-
Vendem-se 3 duzias de costado de pu- ro, rom vidro, e sabenete, patrn-
lumug, madeira da Baha, propria par- te inelez, chceados agora: na rua
construegoesnavaese para mercenaria: na 6 & n
da Lrtiz, n. a, casa de leo
Kenworthy & C.
Vende-se superior fio de al-
godo, proprio para pavios de ve-
las e para rede de pescara : na
rua da Cruz, n a, casa de Geo
Kenworthy & C.
Vendem-se lonas imperiaes,
as melbores que ha no mercado, e
Mantas
pretas de fino crep, e tambem de 5
cores para senhora e meninas, pelo 9
barato prego d 800 rs.: na rua do *
Crespo, n. II, loja de Antonio Cuiz #
dos Santos & C. 9
9 9
99999%^Oi9%%9t9%99%99
A el les
le aetim de core, a 2,000 rs ; ditos do gor-
20'lio, a 1,600 rs. ; esguio de linho, muito
lino, a 1,280 rs. a vara.
99i9999M99*9999M%9 991
1
^ Rom e mnlo barato. %
9 (ls proprietarios da loja do sobrado
? amarello, noa qualro-cantos da rua
** do Queimado, n. 29, de>ejando ulti
^ mar a venda das fazendas abaixo
r. mencionadas, resolveraifl vende-las
Coi les de caigas de brim branco
a de puro linho a 1,760
S Hitos de dito amarello, a 1.44o
j* Ditos de dito de cores, a 1,4t0
Ditos de lila imitando casi-
mira, a 1,600
Alpaca preta fina, o covado a 900
H Cortes do vestidos de chita preta
com 14 covados, a 2,000
*' Ditos de cassa de cores, a 2,000
% mos finos, a 2,100
* Ditosde cambraia de lislras de
9
riVes fixas, a
Sarja de lila lavrada preta, o co-
vado a
Lencos de seda de coros, a
Cobertores de algodSo encorpa-
dos para escravos, a
2,500 9
W
560 9
640 9
9
640 fi
\\ rundo Crespo, n I/i,
loj de Jos Francisco
Dias, vende-se
riscado francez de quadros escuros, fazen-
da muito fina e (xa, pelo barato prego de
200 rs. o covado; pegas do esguiSo do al-
godflo de 5 palmos de largura e com 10 va-
ras o inoia, a 3,200 rs. a pega, e a 320 rs. a
vara.
F'echincha.
Na rua Direita, laberna n. 18, vendem se
saccas com farinha, chegadas ltimamente
de S.-Catharina, por prego mais commodo
do queem outra qualquer parte. A ella an-
tes que se acabe.
-- Vende-so urna padaria jio ftecife : no
Miles que se
ncabem
Vendem-sesapalOesde couro de lustro,
oelo baratissimo prego de 2,500, 3,000 e
4,000 rs. ; ditos de bezerro francez, feitos
no paiz, a 2,500 rs.; sapalOes braocos do
Aracaly, a 1,000 rs.: na rua da Cadeia do
Recite, n. 9.
Vende-se sellins inglezes,
elsticos, cabecadas, e couros de
porco : na rua da Cruz, n. 2, ca-
sa de Geo Kenworthy & C.
Novo sorlin enlo de fa-
zendas baratas, na rui.
do Crespo, n. 0, ao pe*
do lampea -.
Vende-se cassa-ebita muito fina, de bo-
nitos padrOes, cores fixas e c de largura, a 320 ra. o covado; cortes da
dita a 2,000 rs. ; riscado d* lislras de li-
nho, a 240 rs. o covado ; dito de algodSo, a
140 e 160 rs. o covado ; cortes de brim par-
do claro, com duas varas e urna quarta, c
1,600 rs. ; riscados monstros, a 200 rs. o
covado; zuarte azul, a 200 rs. o covado;
chitas, a 160 e 180 rs. o covado ; fust.lo, a
640 rs. o corte ; chales de larlatana, a 500
rs. ; cobertores de algodo americano, a
640 rs.; e outras muitas fazendas por bara-
to prego.
Vloendvs superiores.
NafundigSode C. Starr & Companhia|,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas
de caima, todas de ferro, de um modelo e
construcgSo muito 'superior.
A ellas, a ellas.
Vemlem-se riqoissimas golas e pescoci-
nhos para renbora, pelo dimiuuto prego de
2,000 rs. cada um; na rua do Queimado,
n. 9.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de ferro de diffe-
rentes modelos : na fabrica de machinase
fundigSo de ferro, na rua do Brum
ns. 6,8e10.
Deposito da fabrica de
rodos-os-Santos na Itahia
Vende-se em casa de *. O. ieber & C.
a rua da Ouz, n. 4, algodSo trangado
daquella fabrica, muito proprio para saceos
de assucar, roupa de escravos e fio proprio
ptra rodea de pescar, por prego muito com-
modo.
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassa,
ie boa qualidade, em barriszinhoA
pequeos de quatro arrobas, por
preo barato, como j ha muito
lempo se nao vende : nc Hccife.
rua da Cadeia, armazem n..ia.
Vendem-se 2i acgOes da companhia
de Beberlbe: sendo boa occasiSo de eom -
prar, por estes diaster-se de receber o di-
videndo : na rua da Cruz, n. 8, segundo e
terceiro andares.
-- Venda-se um carro de 4 rodas, para um
e dous cavallos, muito maneiro e em mui-
to bom estado, tanto na sua consistencia
como de pintura, e do mais excellente gos-
to : para ver, na coeheire do Sr. Miguel, no
Atorro-da-Boa-Vista, e para tratar, na roa
do Trapiche, n. 42.
Vende-se, por prego commodo, um ol-
ante e um volume de taboinhas nuticas :
tudo em muito bom estado: na rua da Ca-
deia, n. S A, loja de ferragens de Antonio
Joaquim Vidal.
-- Vende-se um lindo moleque de 18 an-
nos, proprio para todo o servigo ; urna ex-
cellente escrava cozinheira e engommadei-
ra, e que he Capaz de tomar conta do servi-
go de urna casa : na rua do Itangel, n. 57.
Vende-se urna escravh crioula, de 16 a
18 annos, sem vicios nem achaques, que co-
zinhaeengomma : na rua do Vigario, n. 1,
luja de barbeiro, de SebaatiSo Jos do Oli-
ve ira.
2>OOOQOQOO O&OOOOd
O T 0
9 Na ruado Trapiche, n. 8, O
g escriptorio de Henry Forster %
9 & Companhia, vendem-se o
dous cavallos capados, 'o8 O
muas, viudos de Buenos- ~
Ayres na barca americana o
Mashingam: as pessoas que O
os pretender, dirijani-se %
Q mesma casa. q
t miibo.
No armazem da rua do Itangel, n. 86,
vendem-se saccas com milho, a 2,400 rs.
a sarca. Adeverte-se ser bom milho.
Para os artista.
Vendem-se regias das cinco ordens de
archileclura, segundo os principios de
Vignhola, contendo noventa estampas : no
paleo do Collegio, loja do livro azul.
K-.-cravos Fu(CiiOS
biimzSo
Cruz
para
velas: na rua da
n. a, casa de Geo Kenwor-
thv & C.
Atienda ni e vejam !
amada Cadeia do Ke-
cife, n. 50, loja de Cu
nlia & Amoriiu,
?endem-se pecas de bretanha de
rolo com io varas, fazenda supe-
rior, a i,(loo rs. ; panno meseta-
do com duas larguras, a l,ooo rs.
o covado; panno fino preto, a 3,5oo
rs. proprio para casaca ; corles
de cambraia fazenda superior, a
i,oco rs. ; c; .ssa pintada, a i,8oo
rs ; algodao trancado mesclsdo,
proprio para escravos, a 18o rs. ;
chitas escuras pota vestidos, i4o
rs. i lindeza, a i!\o rs. o covado ;
madapolo fino, 4,ooo rs. a pe-
ca ; alpaca d algodSo, fozenda lar-
ga, a 3ooo covado ; pecas de bre-
tanha de linio de role com 10 va-
ras, fazenda fina, a 5,8oo rs. ; len-
cos de cassa para grvala, a 3oo rs.
cada um ; e outras muitas fazen-
das por preco commodo, que se
mostrarlo ao freguez.
Caf-sas pretas a 140 rs. o
covado.
Vende-se cassas pretas de muito bom gos-
to a 140 ra. o covado : na rua do Crespo,
loja da esquina, que volla para a cadi ia
He cozinheiro e moco de
navio.
Vende-se um prelo mogo, de boa figura,
e que ja anda embarcado ha 8 annos: na
rua Direita, n. 93, priir.eiro andar, das 6as
9 horas da manh&a, e das duia as 4 da
larde.
AGI-NCIA
da fundico Low-Moor
BOA DA SENZALT.A-nO-,A, N. 4i.
Neste estabelecimento cor.tj.
,16a a haverum completo Botti
tnento de moendas e metas moen-
las, para engenho ; machinas de
vapor, e tachas de Ierro batido %
coado, de todos os tamaitos,
para dito.
Chegaram novamente i rua de Sen-
zalla-.Nova, n. 42, relogios de ouro e prata
patente inglez, para homem e senhora.
Fugio, no dia 28 do prximo rassado,
o preto Jos Macei, conherido por esta
nome por tervindodaquclle lugar j ha al-
guna annos ; levu camisa de algodSo bran-
co, e algas de riscado. americano ; he de
estatura regular ; representa ter 40 annos
pouco mais ou monos; custa a percebrr
quando falla, parecendo leir.orato ; lem as
cundas das pernas signaes de foridas ; he
segunda vez" que se tem ausentado, nflo
leudo sahidodo ftecife, do qual agora mes-
moso leve noticia 3 dias depois da falta, e
desde entSo nfto se pOde colher mais noii-
cia algum ; julga-se ter ausentado para e
mallo. Itoga-se as autoridades policiaes e
capites de campo, que o apprehendam e
levem-no rua de Apollo, n. 12.
lima recompensa.
Acha-se fug:da, desde o primeiro do cr-
reme anuo, a preta Mara da Cruz, de 40 e
tantos ajaos, cara redonda e enrugadaj;
t-m un/Vente fallo na (rente ; he baixa e
un lano ctu-ia do corpo, mios e ps pe-
queos ; lem as unhas dns ps retroci las e
muito grosaas, tendo nos meamos alguna
cravose urna marca de ferida em um dos
tornozelos; tem urna canda quasi toda
foveira proveniente de outra grande ferida
que leve ; da muito cavaco quando llie fa-
zem cu/.; he muito condecida de alguna
ofliciaes do pedreiro, por ler trabajado de
servente em algumas obras, e em algum
lempo que vendia agoa ; tem sido vista em
linda e nesta cidade a vender agoa : quem
a pegar leve-a ao Aterro-da-Ooa-Vista, n.
17, fabiica de licores, que ser generosa-
mente recompensado.
Fugio, no dia 24 de abril, oeacravo Cu-
cas, de estatura ordinaria, cheia do corpo,
bastante espadado, olhos grandes, nariz
pequeo, barba radiada, suissas grandes e
tjda cheia at o queixo, pe as meias ar-
queadas ; lem na iniio direita o dedo se-
gundo ao mnimo torto para dentro ; levou
urna camisola de estopa al os |s, e cha-
peo de palha ; quem o pegar leve-o a Olin-
da, rua daSenzalla, dcfrtnte de S. Tliorc-
sa, casacom 6 janellas de frente, que ser
recompensado.
--Do eugonlio Jurissaca, sito na fregu-
zia do Cabo, fugio, em oulubro do anno
prximo passado, um preto de nome Ale-
xa nd i o, crioulo, alto, ebeio do corpo, ros-
to bastante carnudo, muito barbado, de 40
annos,; tem urna ferida quasi chrouica em
urna das pernas : quemo pegar aera grati-
ficada generosamente pelo ren.eiro do dito
engenho.
Fugio, no dia 95 de Janeiro prximo
passado, da fazenda Alag-de-Cavallos,
um par.lo de nome Antonio l'aoema, de 2i
anima, do cor bastante alvacenta, estatura
baixa, rosto redondoe cheio de sardas;
tem urnas quei-i aduras de quando fui pe-
queo, olhos grandes, nariz afilado, bugo
de barba ; pode muito bem rassar por for-
ro, pelo que avisa-se as autoridades com-
planles do recrutameulo : quemo pegar,
ou der noticia certa ao seu senhor, Manoel
Vicente da AununciagSo, aera recompensa-
do generosamente.
-Fugio, no dia 27, o crioulo Vicente, na-
tural do Aracaly, de 38 anuos, de estatura
alta, groiso, espdaudo, cahega redonda,
olhos naluraes, nariz chao, bocea grande,
beigos grossos e levantados, pscogogrosso,
pes e mos bstanles grandes ; levou cal-
gas, camisa e chapeo de couro: quem o
pegar leve-o a Olinda, ruada Senzalla, por
detrs de S -Theresa, casa com 6 juntllas,
que ser recompensado.
Fugio, uo dia 12 de margo, o prelo Be-
nedicto, crmulo, que representa ter 24 an-
nos, de altura regular, sem barba, cara re-
donda, olhos carrancudos ; (em os ps um
tanto toitos e urna das pernas : osle escra-
vo veio do Maranhfio para aqu aer vendi-
do por conta do Sr. r. Francisco de Mello
Coulinho Vilhena: quem o pegaron der no-
ticia na rua da Cadeia Jo Kecife, n. 51, pri-
meiro andar, ser gratilicado.
Pian. : a xre. de m. t. n Fian. -1850
MFI WHR FYFMPI AQ rMrnMTDAnn


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