Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06901


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Full Text
Anno XXVf
Seo-nnda-feira 6
F1BTIBAS OS COKBMO.
Goianna e Parah'iba, segundase sextasferas.
Rio-Grande-dn Norte, quinta, felras aomeo-
Cabdo*Serlnhem, Rlo-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no I., a 11, e 21 de cadamez.
Garanhun e Bonico, a 8 e 23.
Boa-Visca e Florea, a 13 e 28..
Victoria, as quintas lelra.
Oliada, Codos os das.
FHtJEniDrj.
/Mine- a 4, s 8 h. e201 n. da m.
p... ,. JWoya nll,s 8h.e 'r9ui.dat.
l Chela a 25, s 9 h. e 48 m. da C.
IKIIMIB DE BOJE.
Prlmelra as II horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda as 12 horas e 6 minuto*, da (arde.
de Maio de 1880.
N. IO/1
Diat DA IIMAM.
6 Seg. S. Joaoance partam laiinam. Aud. do J.
mi' e m. 1 v.
7 Tere. S. Estanislao. Aud. do chae, do J. dal.
v. do clv. e do dos ditos da fazenda.
8 Quart. S, lidiadlo. Aud. do J. da 2.v. docivcl.
9 Quint. > :< Ascenpo do Senhor.
10 SexC. S. Antonino. Aud. du J. da I. v. do civ. c
do dos feitos da faieoda.
I'nr tresmezes (adianiadoi) 4/000111 Sab. S. An.iit.uin. Aud. da Chae, e do i. da 2.
Porseismezes a 8/0001 do crlme.
Por um anno 15/000 J12 Dona. S. Joanna Prlnceza.
rirgos da UBacuiroio.
CAMBIO* JUI
* DE MAIO.
Sobre Londres. 27'/, d. por 1/000 rs. a 60 das.
. Paria, 316.
Lisboa, 95 por cento.
Ouro. Oncas hespanhoes......... 29/000 a 29/500
Medas de 6/400 velhas.. 16/600 a 1G/S0O
de 6/400 oras.. l/200 a 16(400
de 4/000...........
Prtta.Patacoes brasllelro*......
Pesos columnarios.......
9/100 a
1/WIO a
1/S50 a
DiCos mexicanos.......... 1/800 a
9/200
1/080
1/970
1/820
BUCO.
>"
PARTE OFFICIAL.
GOVERND0A PROVINCIA.
I.EI N. 959.
Honorio Hermto Carneiro Leflo, presi-
dente dt provincia do Pernnmbuco. Faco
saber lodos os seus habitantes quo a as-
semnla legislativa provincial deerelou e cu
sariccionei a resoluc.So soguinte:
Artigo 1.aFica autorisado o presidento da
provincia a conceder a irmandade do Senhor
Ilom Jess das Portas um dos altares da
igreja da Madre de Dos para nelle ser col-
lacada a imagem do dito Senhor, cedendo
a irmandade a es pella que est edificada so-
bre o arco do Ilom Jess, para ser demolida
coro o dito arco.
Art. 9. Fica igualmente autorisado pira
indemnisigflo da mencionada demolicflo a
ceder irmandade do Senhor Bom Jess das
Portas o uso-fructr dos quartos especifica-
dos no artigo 3 da le provincial n. 8 de 10
de junho de 1835 qie julgar necessario*.
Art. 3. Ficam rehogadas todas as disposi-
(Oes emcont'ario.
Blando portanto todas as autoridades a
quem o conhecimen to e execueflo da refe-
rida resoluto pertencer que a cumpram e
facam cumprir tflo inteiramenfe como rio 11
se conten. O secretario interino da pro-
vincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recita de Pernamhuco, aos 4 de
maio de 1850 vigesimo-nono da indepen-
dencia e do imperio.
L. S. Honorio Hermlo Carneiro l.en
Carta de M pita gual V. I'xc manda
txecutar a resolueo da assembla legislativa
pfovineial, que anecionou, aulorisando o pre-
sidente da provincia a conceder irmandade da
Senhor Bom Jess, das l'ortas um da igreja da Madre de Dos, para nelle ser col-
locada a imagem do mesmo Senhor, e a ceder
referida irmandade por indemnisasio. da
captlla i arco, que vam ser demolidos, o uso-
fructo dos quartos especificados no art. 3 da lei
provincial n. 8 de 10 de unho de 18I5, que
julgar necesta'rios, ludo como cima se declara.
para Y Exc. ver.
J0S0 Valenlim Fuella a fez.
Sellada e publicada nesta societaria da
provincia de Pernambuco, aos das do
rnez de maio de 1850. O secretario interi-
no, Antonio francisco Pereira de Carvalho.
Registradas 11. 155 v. do livro segundo
das leis provinciaes. Secretaria da governo
e. Pcrnambuco, Ido maio de 1850.
Joao Policarpo dos Santos Campos.
TRIBUNAL DA HELAC40'.
SF.SSAl) DE 4 DE MAIO DE 1850.
ES1DBNCIA DO KXM. SENUOB CON-
I l'.l neino a/kvi-.ii 1.
A*s 10 horas'da manha, achando-se pre-
sentes os Srs.deseinbargadores Ramos, Villa-
res. Bastos, l.eo, S011/..1, Itrbello, Luna Freir e
Telles, fallando ciam cansa o Sr. desenibarga-
dor Ponce, o Sr. presidente declara aberla a
aessao.
JULGlMENTOS.
Apptllacoes eiveu. .
Appellante, Manoel de Alineida Ferreira ; ap-
pellado, joo Ferreira dos Sanios. Forain
desprezados os embarcos.
Appellantes, Machado : Pinheiro; appellado,
Francisco Alves de Leinos.Foi continua-
da a scnlcnca.
Appeltanlrs, Kilippe Francisco Cnvalcante e
sua mulher; appellados, Francisco Iludi-
gues Aleixo e sua iniilher.Despresados 01
embargos.
Appellanle, D. Barbara Francisca Xavier de
Mallos Moreiraf appellados, Antonio Lins
Caldas e oulros Continuada a sentcnca.
Appi'llanle, i, juizo dos feitos; appelladus, Joa-
qun! Feij de Mello e oulros. Reformada
a aenienca.
Appellantes, Manoel Lopes deSouza e oulros ;
appellados, JuaoSeverino de liolluida i'aval-
. canti. Conlirmada a sentcnca.
Appellanle, o juizo de ausentes: appellado,
Cosme da Rocha Bezerra. Vista ao curador
de menles e dextiubargadoi peo curador du
cora,
Appellanle, Manoel Elias de Moura ; appella-
do, Dclflno dos Anjos Tcixeira. Despresa-
dos os embargos.
Appellanle, Feliciano Jos Henrlque nitor d<
seus netos; appellado, o juizo. Vista ao
desembargador procurador da cora e cura-
dor de orphaos.
Appellanle, Jos Goncalves Torres; appella-
dos, a viuva e herdeiros de Joao da Silva
Santos.Conlirmada a sentenca.
Appellaca crimi.
Appellanle, Antonio Kaplitla Vianna ; appella-
do, o juizo.A novo jury
Denuncia de Josefa Epifana da Fouscca con*
Ira o Juii de dirrilo Custodio Manoel da Sil-
va Guiinares.io teve provimento.
Aggravoi.
O aggravo desea cidade em que sao:
Aggravanle, Joao a I ve de Carvalho Porto; ag-
gravado, Le Urelou Schiaiiiiu t) C. Mcgou-
se provimento.
Aggravanle, Joaquim Augusto Tavares Jaco-
bina, aggiavado, Francisco Manoel da Sil-
va lavares.Negaran! proviuienlo.
licurioi.
Reccorrentes, o julio e o bacharel Jos Ar-
cbanjo Figueira de Mello i recorrido, Joao
Porhro da Molla. Foi julgado procedente o
recurso.
Recrreme, Joao Antonio Leilao ; reccorrida,
a jusiiea Confirmado o despacho recorrido.
Foi assignado o prlineiro dia til para o jui-
camente das srguinces appellaces em que sao:
Appellanle, D. Anua Baymunda da Pa ; ap-
pellado, Joaquim Fclix da Mira.
EVISES.
Passarain do Sr. desembargador Villares ao
Sr. desembargador Bastos as seguales appel
taces em que sao i
Appellanle, Jos Antonio Go mes Jnior : ap-
pellado, Joao Pinto de Leu ios Jnior.
Appellante, o bacharel Man oel Jos Pereira de
Mello curador da parda Tiosa; appellada, D.
Mara Carolina Ferreira de Carvalho.
Apellaiice, Manoel do Am paro Caj appella-
do, Joo Frederlco de A.breu Reg.
1' r.-.11.un do Sr. deseniborgador Leao .10 Sr.
desembargador Suma as appellaccs crlmes
mi que sao :
Appellanle, o juizo ; appellado, Francisco An-
tonio.
Appellante, GAnf alo /os de Mello appellado,
Joao Das Ferreira.
Paisou do Sr. desembargador Souza ao Sr
desembargador Repello a scgulnle appellaco
einque sao :
Appellante, o julio; appellados, Vicente Fer-
reira I.i.uius e oulros.
Passiju do Sr. desembargador Rebello ao
Sr. desembargador Luna Freir a seguinte ap-
P1:1 la cao em que sao :
Appellanle, Jos Das da Silva; appellados,Jor-
ge Kenworth tcC.
l'assou do Sr. desembargador Luna Freir
ao Sr. desembargador Telles a seguinte ap-
pellafo em que sSo :
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco An-
tonio de Brillo.
Passaram doSr. desembargador Telles ao Sr
desembargador Ramos as seguinles appella-
(oes em que sao :
Appellanle, Joao Matheus ; appellado, Juliiio
Pegilinedr.
Appellanles, Francisco Jos de Albuquerquc
Pinto e sua nuillier; appellados, Luiz de Al-
buquerque Barrse sua mulher.
Appellante, UeuCo Jos da Costa; appellado, Jo-
s Joaquim Bezerra Cavalcanli.
DISTRIBDICES.
Ao Sr. desembargador Ramos o aggravo des-
la cidade em que sao :
Aggravanle, Prachedes da Fonseca Coulinho ;
aggravada, D. Mara de Pinho llorges.
Ao Sr. desembargador Telles o aggravo se-
guinte em que sao :
Aggravanle, D. Mara de Pinho Borges ; aggra
vado, Prachedes da Fonseca Cuulnho.
Levantou-se a sessao as 3 horas da tarde.
PERNAMBUCO
ASSEMBLEA PROVINCIAL
17.' SESSAO ORDINARIA EM 30 DE ABRIL
lli: 1850.
.ESIOENCIA DO SR. PEDRO CAVALCANTI.
( Conclusio.Video Diario n. 101.)
O Sr. S Pereira : Sr. presidente, com
bastante desanimo en vou entrar boje de
iovo na discusso da <|iiest3o que tarde-
mente bonlem fui encelada, e antes que en-
tre nella be preciso quo de urna explicaQio.
As primeiras emendas apresentadas hontcm
fram-trie muilo a tempo, entretanto que a
minha o foi o mais lardd possivel, e nfin
'touve, porm, da minhn parte motivo al-
gn sendo o de um sentimento interno que
bastantemente me scanha : com qualope
quesejaia i leia que apparece em minha nicn-
t>, eu tenho .1 presunugno de nlo ser rpi-
do em apresenla-la, urnas vezes procuro de
mora-la bostinto tempo em quanto con-
verso com tolas as pessoas com quoro ella
ple ter relacilo, para entilo apresenta-la
e em outras mesmo esperar que outras pes-
soassem serem por mim adveitidas, a apre-
sentem: e nestas duas oscilacOes dilTerentes,
sSo as cousas que em 111 iui se passam na pri-
iiu'irj, nflo obstante o que obteve das conver-
sbcOm met coraco como que so esquenta,
ininli s 1 xiremiila les como que resfrian): na
egunda .uccedeo inverso, meu coraefio rc-
fiesca.minhss extremidndes so torna ni nuen-
tes. Foi depois de ter ouvido os nobresdepu-
tados apresentarem suas emendas, e de ver
que aquella que eu quera so nffo apresen-
lava, que me determinei tflo tardamente u
apresenla-la, ea cancar os nobres deputa-
lus con sua sustent8c3o.
A emenda que apresentei foi por occasi.lo
de dizer o art. 3. do projecto 11. II o se-
guinte I l. )
Eu disse mais, ao cirurgiflo-mr : ao apre-
sentar esta emenda soffri opposicflo dos no-
bres deputados, mas urna oi>poic.1o que
nicamente se fundou na vanlagem da eco-
noma, so e nicamente na economa que
muitas vezes bode vantsgem;o n3o pela
destriiieru daquelles motivos coro que eu
susteutei que se devia dar ao medico de po-
lica urna eavalgadura ; e como, Sr. presi-
dente, ja a hora estivesse bastante avancada
quanuo enectei esta discussSo, quamlo ja
niniios deputados ou pela insipidez da ma-
teria ou fatigados por nutras iliseu-ses nSo
'Stavam prsenles, ou alientos, eu vou an-
da repetir parte das reflexAes que hontem
fiz e de novo chama-Ios quostaode prin-
cipios. Um medico, Sr. presidente, quo Leu
a seu cargo a direcedo de um hospital qual-
quer que elle seja,lula com trabalbos, queso
por quem for professional podero ser bent
perrebidos; niro he o trabalho material, n.e
he o pequeo trabalho de ver 10,12, 40 ou
50 docntes, que existem no hospital que
constituc o seu verdadeiro trabalho, aflo por
outras fonsidoraces, sao pelos trabalbos
de gabinete, silo pelo pensar continuo em
que elle est a bem do doenteluta sempre
com os livros, e volla 2, 3 e 4 vezea aonde
leixou o enfermo, allm de ver, e de novo
ordenar o que te deve fazer, e reparar se se
execula o que ordenou : e porque tanto Ira-*
balbu? Porque vida de um hornero nflo
lio por certo couaa Je pouca monta, o me-
dico deve atlenUr a ella com toda a consi-
ilcriiQfo possivel. Ja vem pois os noln e-
depulados que o medico que tom de tratar
da saude de 40 doentes, que lio o termo me-
dio dos doentes do corpo de polica, muitas
vezes, e em muitas circumstaucias, se ve nu
necessidade, por nao estar ao facto de tudo
3uanto pode ser necessario para salvar o
oente de recordar ideias que csldo esque-
cidas, e vollar n sua casa, avivar sua remi-
niscencia, consultar o anlign o moderno
mesmo ; e islo he um trabalho nao peque-
no, um trabalho quenohe so o de visitar
doci'tes. Eu fiz anda, Sr. presidente, outras
eonsideraces, fJz ver que o medico, que vai
dirigir um estabeleciment destes na paite
que Un; pertenre, luta com difliculdades que
nao se pdein descubrir quandose encaram
os ol jeitos solados e sero se alien le a
suas vastas relaces, que de necessidade
tem ; e para provarque os objectos sem re-
lcelo nenhuma, nenhuma importancia tem,
me serv de comparacOcs mosquinhas, he
verdade, mas reaes: eu disse que um peque-
no regalo, que no excede seus limites, e
ssim considerado, quenada importa va, mas
loando sealtendesse a suas relaces, quan-
do se altendesse a que elle :a at ao Chine/,
nulri-lo. que logo se conheceria sua impor-
tancia transcedente ; eu disse anda que um
lepulado considerado sem relacSo, 11S0 era
mais do que um hornero qu 3 vinlia aqui con-
versar com os seus collegag, vutar nisto, ou
naquillo, gozar desla bella casa, e por isso
que nada importava ; mas quandose alten-
desse s novas relacOos que seiam obler,
aos conhecimentos que se iam communica
e entiando na materia da ohrigacHo as rea-
cOes vastas que pode ter coro a provincia e
eom todo o imperio, entSo se conheceria
quanto vale, c quinto he til o deputado :
ninesmo itigo quanto no cirurgiflude poli-
ca, quando se notar que elle [nao se liroila
smente a ligar urna ferida, ou a ver um
doente, se se conhecer erofim que o medico
ne um liomem de gabinele, que tem de pen-
sar, que tem de Hender aos pedidos da-
quelles que estilo em relacSo com elle,tan
lo inferiores como superiores, Iho co-
nhercr-se-ba que seu trabalho he mais im-
portante. Se o 1.lli.',al tem confianza no me-
dico, e o china para trala-lo ello n5o rde
ax'imr-se de acudir a este chmalo, e niiu
he propro que ello receba urna paga de seu
superior; e se n3o obrar assim sofTrcr e
solfrer bastante, e eu me ab lenbo de dizer
o queja vi solTrer a um medico, porque se
eximio deste trabalho. Se este trabalho
para com o superior se ple considerar co-
rno ilhodo philantropia, se he favor du
medico fazer um servico quo ello n5o tein
i'bneaco de faze-lo, o mesmo senilo pode
dizer para a classe inferior, para o soldudo,
se be philantropia para com aquello, para
com este he um dever rigoroso : esta classe
com vencimentos t.lo pequeos nSo tem as
circumstancias do deente oulras vistas sc-
11:1o 110 medico : quando em sua casa alguero
de sua familia ailoeco.enlflo elle corre duas,
tres e msis vezes casa do medico, as vozes
eom as lagrimas nosolhos, pedindo-lhe que
v ver sua mulher, ou filba : o medico quan-
to nao aceite este convite, no compre com
a sua ohripacao, porque lio obrigacilosua
embira a lei nilolbecunsigneexpressameu-
te ; porque be preciso nolar-se que tal ser-
vico he e\i, id 1 pela necessidade ; e se um
liomem que mata por necessidade nSotero
erime, se um hornero que rouba por neces-
' la le n3o tem rrime, como nflo hade ser o
cirurgiflo obrigado a ir visitar a familia da-
inelle que Ihe p de por necessidade ? erime
lie o nflo faze-lo. Alm destas considera-
ees, Sr. presidente, eu anda disse aos 110-
lircs deputado, que s oppunbatn.ae ta ideia
da emenda e que dito eavalgadura aos ou-
lros oflkiaes ; que estos nflo tinham um tra-
halbo mais rpido n fazer, e mais urgente
do que aquelle, porque elles tinham do ron-
dar as palmillas qu-i se fa/iaro em difTeren-
tes pontos da cidade, eu liz tambero a mais
minuciosa applicaQflo, e disse que. o cirur-
g3a tinha tarobem de rondar as casas dos
soldados dientes que sflo espalhados pelos
dilTerentes pontos da cidade, e acliei tama-
ita analoga, e propriedade que disse que o
con)mandante era cirurgiflo ror dos bons,
o o medico o commandante dos doentes ; se
o commandante dos silos ia a vallo, o dos
doentes tambero devia ir. Fui anda, Sr.
presideote.obrigado a entrar em outras con
sideraces, eu liz ver que o governo, ou
qualquer corporaco, devesompre attendei
na distribuieflo da recompensa, a graduarlo
dos' individuos de que se compOe cada
classe : eu disse, Sr. presidente, que nflo se
polia empregar um bumem na sociedade
sem ver as suas posices, sem seattrnJei
s consideraces que elle tem no publico.
Da, um medico em (odas as sociedades do
Brasil tom um carro, ou um cavallo par
que com presteza acuda aos doentes ; mas
a isto se respondeu que era lidalgia, era
urna honra, que era proveniente dos recur-
sos que elles tinham, mas eu liz ver pelo
contrario que os mdicos tem alguns um
carro muilo sujo, e sem gala, e oulros um
cavallo tao magro que causa nejo, o que
prova que elles o nflo lem por luxo, mas sim
por necessidade, pela necessidade que elles
lem de ver frequcnle e rpidamente e seus
doentes, e he por e.so motivo que usam des-
se recurso. Es-ai{U as rcflexes qua tu liz
e que os nobres deputados nflo contraria-
ran!, porque smeule disseram quoseop-
punham ptlo interesse da provincia; e por
um aparte que pareca chamar-me para t
lado do interesse se disse, que a provincia
nflo perda cousa alguna, se salislizesse a
nimba etnen la que nflo era como ouvi di-
zer um pao cun umpedaco; mas que ir.
dar efectivamente o que era juslissimo. (Su-
surro na anembla )
O Sr. presidente reclama allencSo.
O Sr. S Pereira :Sr. presidente, pare-
ce-me que a quesillo be tflo despresivel, o
de tilo pouca importancia sua discussfli
pouco gosto : {nao apoiadt) be a natureza
da materia, e nflo a qualidade da pessoa que
devo reclamar a devida attenjflo.
Disseram os nobres deputados que as
pequeas diligencias que teem de fazer o
corpo de polica nflo he necessario o cirur-
giflo. Disse lamben! que um crurgiflo nflo
era para combater. Eu, Sr. presidente, nflo
sei o que vem isto ao caso : ser pela covar-
dia : posso dizer ao no! iv depulmlo que te-
nho cerlesa de que a classe medica desen-
volverse com valor |marcial a to la a prova,
nestas e oulras quaesquer circumstancias
em que ella se tenlia encontrado.
OSr. Francisco J0S0 :Estflo a costuma-
dos a lintar com a morto...
O Sr. S Pereira :Nflo he porisso. Sr.
deputado, he pela conscencia que elles te-
em do quo dovero poupar a seu sementan-
tes emquanto elles teem vida, devem pro-
tegemos ; devero salva-Ios.
Vm Sr. Deputado :-E pode para isso influir
a eavalgadura?...
O Sr. S Pereira:Pode, sim pode. A
eavalgadura, Sr. deputado, faz com que o
medico seja mais rpido em prestar os soc-
corros que dito a vida, ergo salva-os
, O Sr. Manoel Cavalcanli:Entilo he me-
llior um carro. .
OSr.S Pereira:Eu acceilo a emenda,
se o rtobre deputado a mandar, mas como
nflo quero que o cirurgiflo trabalhe s na
cid ule, equero-o para o campo tambem;
e como ah nflo possa servir o carro, eisa
rasflo porque peco um cavallo, cont*nlo-mi'
com o pouco, c o mais expedito. Mas disse
eu que a classe me ci desenvolve um ani-
mo i; arei.il a toda a prova, e para nao ci-
tar mnilos exemplos, citarei apenas dous,
quo sao contemporneos, que acontecern!
entre nos. 0 primeir.i fui suceedido na ci-
dade de Alagoas, quando ella luctava com
os monlauhezes que a invadram, e que o
presidente se vio na ntcessiiiado de ir para
bordo de um navio que eslava ancorado no
porto ; um corpo all exista do qual era ci-
rurgflo o Sr. Dr. Policarpo, o ponto aonde
elle se achav.1 foi atacado,junto ao seu quar-
leda s d-',[ o-qiie eslava no quartel da ba-
aagem, mas depois dos montanhezes terem
batido a tropa do governo, e levando-a de
rujo al esse ponto da cidade abi estava csse
"llieial medico que combaleu com toda a
bravura, e tendo um sollado que tenaz-
mente continuara o fogo sido ferido, e ro-
lando solue a areia, sem soccorro, e quasi
prestes a cahir as mitos de seus inimigos,
foi esse medico quero correu ao campo, c o
foi husca-lo em seus hombros, sero temer o
ebuveiro de bailas que no campo corra.
("m .Sr. Deputado Eslava a p, ou a ca-
vallo?...
O Sr S Pereira :-Estava a pe ; mas se
estivessea cavallo faria esse servico mais
repentinamente, e talvez que mais outras
vtimiis livrasse. O segundo exemplo foi
quando o governo mandou urna forci de
polica para Serra-Negra, com ossa fn,-i
marcho 1 o cirurgir-mr do corpo de poli-
ca, e quando houve o prinieiro choque elle
deu as vi; s rases em ilesaliono do terreno
escolliidn para a batalba etc., nsquaes nflo
foram atlcndidas; oque porsciencia mili-
tar a frca que all estava que era de parto
de mil homens marchou, licando o cirur-
giflo coro urna reserva de cincoimta horoens,
na retaguarda, com a bagagem; e foi sin
que ni iucipiou O fogo, este cirurgflo depois
de com sua grvala ligar o braco ferido de
um dos soldados, que junto delle estava, e
depois de ver outro caliir fulminado pela-
balas exercou com singue fro lodos os ac-
tos de sua prolssflo, levo por iim de comba-
ter, e o fez como ollicial o mais valente. Eu
s disse islo para que taes Tactos nflo fiquem
perdidos nos venios que hanliam a Serra-
Negra, ou sepultados as areias.de Jaragu,
e mais para defender a classe medica da
pecha de covarJe. Sr. presidente, parece-
me que nflo ouvi anda una s rasflo conlra
as que leuhu aprsenla lo ; e por isso julgo
quo ser justica approvar a casa minha
emenda.
Vai mesa e he apoiada a seguinte
emenda :
a Se passar a emenda do Sr. S Pereira,
diga-so depois da palavracirurgiflo-mr--
estando ciu marcha, ou em guerra.S. R.
Velles.
O Sr. Jos Pedro nota alguns defetos na
i-.dnceao do artigo, sustenta a emenda do
Sr. S Pereira, combato a do Sr. Manoel Ca-
valcanli e responde aos oradores que teem
fallado ero sentido contrario sua opiniflo.
O Sr. Manoel Caralcanti :-Ao brilhanle
discurso do nohre deputado, quo hontem
fallou em penltimo lugar, eu respondere
coro urna pequea reflexflo. Elle referi os
servicos nflo s do medico, como tambem
dos diversos funeciunarios do estado, cun-
ai 011-os, e mostrou que o medico fazia ser-
vicos que deviara ser muto bem pagos;
mas, quanto a mim, paga dos servicos, as-
sioi como a do tudo o mais, [o preco emlim
dequaiquer cousa nflo deve ser reguddo
pido presum! dessa cousa, mas sim pelo
que ella geralmente cusa; e porisso en-
tendo que, etnbora os servicos do medico
sejam muito grandes e muilo importantes,
nflo se lliedeve pagar senflo conforme o uso
e coslnmes. Se assim nflo fra, o medico
quo dessea vida a uro homem, devia recc-
nri deste tudo quanto elle possuisse ; qual-
quer nina dessas drogas que ah se vendem
as buticas, equesflo oulros tantos reme-
dios poderosos para as molestias que est
sujeita a bumanidade, devia ter um valoi
igual fortuna do individuo a quem elle
curasse ; poique creio que, para conservar
a vida, ninguem so escusana a dar tudo
quanto possuisse. Entretanto nflo.acontece
que os nobres deputados j me ouvem corolassiu, Esta reflexflo me parece bstanlo
pura responder a tudo quanto a respeito
disse o nobro deputado.
Disse tambem o Sr. deputado que o lugar
de cirurgi.lo-ajudante nflo foi prvido, por-
que a paga era pequea; mas eu creio, ou
supponbo, que a causa de nflo haver quem
quizesse esse lugar nflo foi a pequenhez
Jo pagamento, ncm tflo pouco a falta de
eavalgadura ; mas, sim, a pouca ou ne-
nhuma disnosieflo que os pretenlentes li-
nda m para fuer ossas viagens tongas a que
ltimamente estove obrigado todo o corpo
le polica. O cirurgiflo-mr e o crurgiflo -
ajudantc estavim acostumados a percebe-
rem seus vencimentos em todo o commodo,
0 porisso estranbararo a situicflo que se
Ibes apresentava como excepcional; mas
esto motivo provavelmente desapparecer
dentro em pouco tempo...
f'o Sr. Deputado :Quem sabe?!...
O Sr. Manoel Cavalcanli :-0 aprte do no-
bre deputado he bem desnecessario : quan-
do usei do adverbiopronau/wieae, nada
affirme, e apenas deixei aperceber que tai-
vez dentro em breve desapparecesse o mo-
tivo dessa falta de concurrentes ao lugar de
cirurgiflo-ajudante, que, so nflo livesse sido
supprmido, havia de ser solicitado por
multa gente, logo quo nflo houvesse preci-
sflo de sujeilar-se o corpo de polica a ossas
marchas forjadas e perigosas.
Dito isto, passarei a oceupar-me da mi-
nha emenda. ,
Os nobres deputados que a cembateram,
disseram que nflo acceitaram, porque re-
eeiavatn quecm ult'mo resultado fosso ella
nonos ecunuroici do que o art. 3 do pro-
jecto. Entretanto, parece-me que Ihes po-
lere provar que elles estilo ero erro, e q ie
portanto devem volar pela referida emenda.
Sei.hores, o anno que vai correndo he
justamente aquelle em que o corpo de po-
icia tero feto mais longase repetidas mar-
chas ; e salieis a quanto, isto nflo obstante,
e u-riieas a medida que ora quero restabele-
cecr, montan) as despezas coro ajudas do
costo de idevolla? A um cont e tanto !
Ora, se em quidra tflo excepcional, que eu
l'atjo votos a Dios pira que nflo mais a te-
uhamos, podemos gastar tflo pouco med-
anle a providencia pela qual ora pugno,
ara que haveinos do suhstilui-h poroutra
i|ue necessariamente acarretara maiores
despezas?
Anda se allegou corno tima rasflo contra
eaien la, que, a (optada ella, potera pro-
dazir augmento de doineza, quando liou-
vesse precisflo de mandar ufficaes a comar-
cas lo longiquas como da Iti-Visla. Nflo
creo quj scmelbante augmento se d ;
roas, anda quando tal acontecesse, a mu Ji-
la em nada se affastava das regras da ver-
ladeira econoroia, a qual consiste era gas-
tar a tempo, e em pagar bem a quera tra-
balha.
Por todas estas rases, voto pela minha
emenda, econ'ra o artigo.
O Sr. Francisco leda .' Sr. presidente, de-
pois de se adiar a hora tao adiancada, e como
ctuedo algnni modo prevenida Coda a argumen-
laco possivel uesla materia, eu me poder 1 dis-
pensar de tomar parte na discusso, na qual
entro com bstanle acanhamenlo ; porque pre-
vcjoiiue talveime sima foifadoa repetir o que
j se disse. Peco, pois, casa me dcscuipe de
me nao haver limitado a volar symbolicamente
tiesta questao ; e declaro-llie que assim proce-
do por mu motivo imperioso.
Sr. presidente, pronunciando-ine contra a
emenda que eiu por Iim dar uma eavalgadura
ao cirurgian-inr do corpo de polica, de nc-
iiliuin modo tenho em vi-.li molestar os inte-
resses do cidado.que oceupa este einprego, o
qual fui niiu auligo coiupautieiro decollegio e
meu amigo de infancia.
Sr. presidente, ou eu tive a infclicidade de
nao poder coinprehender a argumentacao do
tiobre autor da emenda, ou ella lende a uina
e un 111 s. 10 111 le 1 amen te contraria aquella a que
o nobre deputado quera chegar quando delta
se servio.
Folguci muilo de ouvir o panegrico dos se-
nliores mdicos, feitopelo nohre deputado, au-
tor da eoien la : nada mais natural e nada mais
verd.Vdeiio do que o elogio que elle tracou a
esses lillios de Esculapio. Prendeu tambem a
minha atteneflo quando disse a respeito um ou-
tro nobre deputado que, em sua argumenta-
do, chegou al ao ponto de desenvolver os
principios reguiadores dos ordenados; mas pe-
dir-ltie-hei licenca para nao acoinpanlu-lo at
.il.i. .
Sr. presidente, nao consintirei que ninguem
iticuospi-ne os servidos que prestain os mdi-
cos, os quaes constituem uma das classes da
sociedade ; mas desejo que lainbeni se pre-
zeui, e *e prezein muilo os servicos que as de-
maisclasses sem presCar, porque a sociedade
nao he seuao um coinposco de todas as classet,
cada urna das quaes tem direito retribuicao
de seus servicos e por isso nao deixarel que
as consideraces que devo aos que professam
a arte de curar me arraslrem a emiti- a ldeia
de que >c degrada aos olhos do publico o medi-
co que aceita o lugar de cirurgiao.mr do cor-
po de polica com os vencimentos que actual-
mente tem.
Sr. presidente, se eu quizesse acompanharo
nobre deputado nesta argumentacao, que, se
outro defeito grave nao tem, resence-se do de
exageraco, eu dira que degradado ficaria o
bacharel que se sujeitasse a exercer as impor-
tantes e dimcels fuuctues de julgador medanle
o tenue seuao meiuuiuho ordenado que estabe-
lece a legislacao Wlual; eu dira que se degra-
l.i i os que accicam a espinhosa missao de ar-
recadar e flsealisar as rendas da provincia, sem
que por sciuelhanle tarefa esljam vencimentos
maiores do que actualmente teem ; eu diria,
finalmente, que at nos nos degradamos vindo
servir aqui pela diarla que recebemos; e de
tudo islo concluirla que vivemos no mundo das
degradacoes. Mas uo he assim, Sr. presiden-
te ; e, poudo de lado esta arguuienlacao com
todas as suas cores, com todos os seus defeitoi,
liiutar-nie-lici a dizer que nao supponho de
u e nli un modo degradado o individuo que acei-
tar o lugar de ciruigio-mr do corpo de po-
lica com os veuciiuenios que actualmente
teem porque, em todo caso, he esse um lugar


que d direito s consideacdes e respeitos de-
que se fateredor aquelle que exerce ai subli-
mes fjncccs do medien, que habilita quein o
oceupa a receber remuneraran igual aquella
con que o estado cosluma retribuir aos que
itr i-inpenliaiii iguaes funecocs nos diferentes
corpas do exercito.
Para que podesse ser aceito o limite que se
socrorrerain os nobles deputads, ellcs deviain
rstabelcc-lo entre 09 clrurgles-mres dos dif-
ferentes corpo do exereito brasilriro e o do de
polica. E mciino assim nao seriain muito frC-
lltesj porque, estandoaquellrf corp< s sujei os
1 1111 mi 1 miiliiliil.i.le, este be permanente
por sua naiureza, c por conseguate nao priva
o respectivo ciriirgiao-inr de adquirir e con-
servar a clientclla a que lhe der direito sua ha-
bilidade.
Ito ponderado, Sr. presidente, ninguein dcl-
xar de reconhecer que o cirurgiao-mr do
corpo de pulira nao pode ser considerado co-
mo constituido as inesmas circuiiistancias dos
officiaes desse corpo e as de outros funecio-
narios.que dedicam todo o seu lempo ao cum-
plimento dos deveres inherentes ao seu cargo
publico, e cain inhabilitados para os outros
misteres da sociedade ; porque as suas obriga-
ees o uto inhibem de ejercer a sua proflssao
em favor de outros individuos que nao as pra-
cas e o officiaes de seu corpo. c 10 contrario o
habilitan a ter sua dlsposleflo um hospital;
oque lhe he tanto mais vanlajoso quanto he
sabido que as niaiores notabilidades medicas
ilevem sua reputaran pratiea dos hospitaes, e
a experiencia que com essa pratiea adquirirn).
E, senhores, nflo he s na medicina, que
he de pr;me proveito a loriga e continuada
piatica : ella he proveitosa e necessaria em
lodasasoutras ponssdesda vida. Na magis-
tratura, por rxemplo, distinguem-se mais
aquelles que, lendo principiado por setem
ji.izesde fta como anligamente se chama-
va ni, 011 juizes municipaes como hoje se
denominan), e havendo oceupado successi-
vamente os demais cargos que cssos se
vio seguindo, chegam aos mas eminentes,
depnis de haverem lido occasflo de estudnr
as diversas queslOes que se agitam no f<\ro,
de desenvolver seus cenhecimenlos, seus
talentos....
VmSr. Dtpulath: Entilo, pira se che-
gar a ser bom medico, he preciso comecar
ser eirurgiSo de polica?...
O Sr. Francisco Joo:--Nia he esta con
clusflo que se deve tira.- da minha argumon-
lacflo. Oqueeu quizeanda quero dizer, he
que, alin de otilrss vanlagens, o cirurgifln
rrir de polica goza a de ter sua disposi-
eflo un hospital, onde [ le dar provea de
aun Imbilidsde medica, e por conseguintea
habilitar-S' a adquiir clnica, sem os Iro-
peQos e difliculdaJes com que uin medico
soe lular quando cometa a curar : omle
adquirir a experiencia (lita da pltica des-
ses e-lalieleciinentns a que vito ler quasi
toiias as molestias, e em que setem occa-
siflo de observa-las quasi diariamente ..
l'm Sr. Deputado: Enlflo o sold do ci-
rtirgiSo mrde polica he a (.ag do tiro-
cinio ?...
O .Sr. Francisco Judo : Nflo, senhor ; es-
ta refiexflo serve paia provar quo o errur-
giflo mor do corpo de polici, alm de ser
tflo bem pagoquanlo o custuiiiam a ser os
leis funeconarios pblicos, gnza dessa
grande vanlagem.
Sr. ['residente, eu nunca pensoi que esta
queslflo cliegasse a oceupir a casa por tanto
t?nipo mas fol^ode ve-la nesse p, porque
ISSO indica que, ao passo que queremo.i mi
zelosos dos dinlieiros pblicos, drscjumn.<.
que os eoi pregados recebam justa relrbui-
co de seu traballiu
Entretanto, Sr. presidente, niTo posso dis-
petisar-nie de observar que a ideia de justa
niribuiclo do Ira lu I lio nos deve fascinar
ao ponto de que, sem procuuiriios aceom-
mods-li as ndssas circunstancias pecunia-
res, procuremosdar-lhe tola a expansflo,
com infallvel e nolavel prejuizo, com sa-
crificio mesmo das demas desnezas, que
estamos obrigados.
Sr. presidente, a estas considerares que
nrn parecem valiosos, accrescentarc outra,
vem a ser que salta aos olhos a improprio-
dade dos argumentos que aqu se tifio apre-
.scnlado em favor da emenda de quo me t-.'-
11I10 oceupario ; porque esses aigumenlo-
apenas poderianaproveltarparaoaugmoo t
do sold dn cirurglAo-mr du corpo depoli-
na; e decertoaprovetariam.senflolivesseni
contra si u rasflo de conrorrerem para que
se ennstilua, como ji demonslre, esse crur-
giflo 11 nr em Clrcuu)>UoO>8 nnllioiesd
que as dos debis funcciont>rios da me-ni.,
Callieguiia, (l( Xaililo assiill a,e ci-li.'i' que
tein alguma couaa de pessoal a medida qut
eiles apmlnnliam.
Cnnrluiido, direi que voto pela emenda
lo Sr Manuel Cavalrunli, a qual rstabelece
tma medida de verdideira economa que
coissle em gastar a ti inro e a proposito ;
e que nflo posso deixar de volar contra a
outra emenda tpezsr de reconhecer qu
ella favoreceos inlercsses de um amigo de
infancia, de um nuu rompanbeiro dn colc-
gio ; porque estou resolvdo a me nflo afas-
t-rdas regrasda juslica, e da bem ei.ten-
dida economa.
O Sr. Bello ttgo: Sr. presidente, cu
vejo a hora muito uvancada, e nflo quero
protelar a discussfioj darei apenas a rasflo
porque nflo posso vn'tar tela emenda pro-
posta pelo nobre deputado que so nssenta
milllia direila. (O Sr, Manuel Cavalcauti)
Ja 1 (Hik'iii eu disseque, si acusse en-
tender que os sidos dos officiaes de polici 1
sflosufflcientO para queelles dcduzaui del-
le as despezas dos destacamentos, si: nflo du
nada para taso ; mas, se o nao sao, cntflo
iip-se a quantia necessaria para e*sa despe-
ga, e nflo se fat;a cuino uclualinorit que nu-
da so dd quo cheguc ; e para o provar ja ci-
lei 1 xemplos que boje me vejo obligado u
repetir.
Supponha o nobre depuladoquesc man-
ila um official em ililigenca, dagui a duas
legoiis; para esta diligencia,pela emenda do
nobre depulailn, elle recebo apenas oit"
rentos ris. Ora, achara elle p>ssoa ilguma
io lie queira alugur um ravallo por una
tarde, oti por una inunhfla^n por um da,
se elle liver de se demoiW, por 800 rs r
Crelo que nflo. Entio digo eu : ou fe trf
cessurio que o ollicial va cavallo ou nflo ,
so he necc.-sui io, d-se-lhe com que'elle
possa ir ; scniTo he, acabe-se com tudo, nflo
se lhe de iiein csse cruzado, que he mai
i 111 ris do que lhe da a lei existente. Ku
ja oprwentel argumentos contra a disposi-
eflo da lei, que sul>sislcm quanto a emenda.
Olanlo outra emenda que manda dai
urna civalgadura ao cirnrgiflo-rrr, j hon-
ii'in disse o que entenda para que a casi
ilcsse a essa emendi o peso que ella mere-
ce; guando nad se ofTciccesse contra ella,
ijfio S3 ilie podo negar impiupriedude. Co-
mo dar-se cavalgaduru pracas que nflo
co do corpo t "Foi pela mesma rasflo quo a
commissflo n5o cont omplou as cnvalgadu-
ras ao secretario, ea o quartel-mostre.
Tambem onobra deputado que se assen-
t a defronte de mi un (O Sr. iosi l'edro) disse
que nao entendia a redaceflo do artigo; a-
chou-o mesmo onlrdltoro; mas parece-
mp que o nobre -deputado nflo prestou bas-
tante atteneflo ao modo por quoacommi-
sflose exprossa.
A commissAo quiz garantir cavalgadura
e frra>,*ens ao ollicial do corpo de polica,
oflo s a esses quo pelo projecto devem ter,
como aquelles que por leis anteriores ti-
nham dirtiito a ella. E nem se diga quej
o tinham ; porque, se a lei agora apresonta-
da so nao re ferisse ao artigo da lei anterior,
ou nflo esta.'elecese urna disposieflo, en-
tendia-se que ellas estavam supprlmidas:
he para garaiii'ir, pois, csse direito que se
fez essa daclara^flo no artigo..
( Diversos apar tes se dflo, a quo o orador
responde) .
O Sr. Freiidenle reclama a atteneflo da
casa. .
O .SY. Helio Reg continua anda a expli-
car o pensamento dar commissflo, e a iu-
lerprelacflo quo se devo dar ao artigo, e
conclue votando pelo artigo c contra todas
us em 'tidas.
0 .Nr Jos l'edro insiste nas suas ideias, o
respondu aos oradores quo as combatie-
ra m.
O Sr. Presidente nomca para a deputa-
eflo que tem de levar a sanc^flo do Exui.
Presidente, da provincia, os projectos, cuja
ultiinn redaceflo fui approvada, aos Sis. Mel-
lo llego, Soarcs de Maccdo o Corroa de
Brillo.
Encerrada a discusso, submettem-so as
emendas vuiacau ; e, tendo sido urnas re-
jciludus, e licundo outras prejudiradas, a-
cohtcccque o artigo tambem seja rejeitado.
Ha muito tem dado a hora.
o Sr. 'residente designa u ordem do dia e
levanta a sossflo.
IS.'SESSAO'
DllhlN MII.V.
DE 1850.
EU 2 DE MAJO
niESioNc no sa. Pedro cavalC.nti.
Summirio Approvacdo da acia da sesi"
anterior. Expediente. Projecloi. --Pa
rever.-- Discusso do projecto n. 11 at o
art. 5."
As II horas da manhfla, feita a chamada,
acham-srs prosenles 23 Srs. deputados, fal-
tando sem causa participada os Srs. Ma-
chado Dios, Soures do Macedo o (iuedes de
Mello, o com ella os Srs. Malaquias, c Ra-
lis e Silva.
O Sr. Presidente abre a sessSo.
OSr. 2. Secretario 16 a arta da sessflo an-
tecedente, que he approvuda.
OSr. 1." Secretario menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofllco do secretario da provincia ,
participando que no diu 2 do malo a 2 ho-
ras da tarde, S. Esc. recebar a commissflo
que tem dcaprcsentar-llic sanceflo algn*
actos legislativos: Inteirada.
Ijn requerimento tos artnazenarios das
mas do Apollo e Itium, pedindo a revoga-
eflo da lei, qu-1 creou a inspeceflu paraos
equenos voluntes de assucar. a' commis-
sflo de orea metilo.
Oulro de Tliomaz Percira Piulo, fiel da
llu'sourariu da fazenda provincial, pedindo
augmento lo respectivo ordenado. ~ A'
commissflo de ordenados.
Oulro de Izidoro Camello IVssoa do Si-
queira Cavalcanli eoutros propietarios de
Ipojuca, ledimloa reslatiracflo do art. 5.
da lei provincial n. 85 de 4 de 111:1 io de 1840.
-- A' commissflo de eslalislica.
Oulro do Exni. diocesano, requerendo
que na lei do oi^umenlo se marque a quota
lc2O0'J.O0O rs. para concert do seminario
episcopal de Olinda- A' comiuissflo do or-
ea ment.
Tica adiado, por pedir a palavra o Sr.
Francisco Jofio, o argate parecer :
A commissflo de fazenda e orcarnenlo,
julgandose incompetente para interpr o
seu juiso acerca dos requenmenlos Jos Goncalvos du Silvt, segundo u edteo
lo hospital de caridade desta cidade, em
que pede o augincnlu do seu ordenado, de-
volve-o mesa, c he do parecer que seja
remellido a commissflo du ordenados.
Sala das comiiiisses da assembla pro-
vincial do Pernanibuco, 2 d- ii.aio du 1850.
ot Pedro da Silva. Aluiwel Cavalcanli
turros Hrtelo.
He lido, julgado ubjeclo de delibera-
^flo, c mandado imprimir o seguinte pro-
jecto :
A'assembla legislativa provincial de Pei-
na mbuco decreta :
Art. 1." Fica creada na tlicsomaria da
fozenda provincial, mais una sccfflo de
conta-, que ser a le ce ira da inesuia the-
SOuraria, pasando a lerceira e qtiarla, que
ora cxisiem a denominarem-*e quaitu c
quinta.
Art. 2." Esta seceflo ter.i como sen
principal trabadlo a liquidarlo da divida
ucliva, e o exorne das contas dos respon-a-
vcls por despezas e cu branca da renda
provincial.
Art 3." Constar esla scccio de um pri-
meiro cscriptt rario, um segundo, c um t r-
ceiro, venci-ndo os dous primeiros os mes
nios ordenados quo vencern os empregados
da menciona Ja thesouraria que leeni igual
graduac,flo, e o tercero escri|iiurari'>, o or-
denado do pi inicuo amanuens".
Art. 4. Os amanuenses que actualmen-
te existen) empregados na referida thesou-
raria passarao a lera graduacflu de tercei-
ns escriplurarios, sem que sejum obliga-
dos a tirar novos ttulos.
Art. 5." US empregados que licatn
creados por esla lei, seiflo prvidos inde-
pendcnlo de concurso.
Art. 6. Ficam revogadas as disposi-
cO s em contrario.
Paro da 8ssemhla provi"C I, 2 de maio
de. 1850. -- Jos l'edro da Silva.
ORDEM DO DIA.
Conliiiuaca.i da disrus-flo do projecto 11.
II que liv.i a for^a policial para o anuo de
1850 a 1851.
U Sr. Presidente: Est cm discusso o
arl. 4.'
Va mesa o he upoiada para entraren)
disrussflo a seguinte emenda :..
0 major e o ujudante do corpo,percebe-
fio una gialilicu^u inunsai, aqutlle de
10,000rs., e-este do C,000rs. quo perderflo
sompre, etc. O mais como no art ~ S. R.
Bundeira de Mello.
O Sr. Ranieira de Helio : Sr. presiden-
te, descubro no projecto em discussflo em
quanto a sidos e gratilicacnes, urna laco
m, ou antesuma injustica, que muito con-
ven) quo fique remediada. Este ml, Sr.
presidente, he antigo, data de Icis anterio
res, assim doli nflo Taco responssvel
nobre commissflo quoapresentou o projec-
lo; porque levo a franqueza de declam
tiesta casa quo o ssu trabalho lora modcl-
lado pelo que j eslava estatuido, salvas al-
gumas IteracOcs.
Hesabido.Sr.presitlente.que o lugar doma
jordeumcorpoqualquer suppOe maior ser-
vico.attrbuicos mais onero-asdoqueas de
um capitflo commandante de_companhia ;
nem de outra maneira se poda justificar a
diil'er 'iica d salaiio de um, relativamente
a oulro. Tambem he corlo quo, sendo o lu-
gar do major importante e indispensavel,
todas as vezes que se der algum impedimen-
to nelle, este lugar deve ser inmediata-
mente substituido, eonomeado ocosluma
a ser por sua graduacflu, porque tem de
cotnmandar acaidtfles, um capilflo do mes-
mo corpo, que fdr mais antigo. Estsbeleci
dos estes principios que julgo necessarios.
eu vejo que o major do corpo de po'icia,
tem 80,000 rs. de vcncitnento, e que igual
vencimento lera um capitflo, porque recebe
70,000 rs. de sold e 10,000 rs. de gratifica-
cao. .Ora, o capitflo que vai servir interi-
namente o lugar de major, perde estagra-
ilicacflo que passa para aquelle que vai
l'a/er US sua i vezes commandando a compa-
nhia ; daqui, pois, resulla quo aquella que
vai servir de major, cm lugar de tima re-
compensa que olle devia achar por um ser-
vico maior, fica de peior coudicflo, porque
licii 1 cdu/.ido a 70,000 rs. de vencimentos
menos do quo titiha, quando alias tinha
menos trabulho.
Fui, pois, para salvar esta injustica, para
que o capilflo mandante nflo solTresse antes
urna perda, do que una vanlagem que de-
via ler em rasflo desse maior trabalho, que
eu formulei a emenda, que sujeitei con-
sideraeflo dn casa.
Tambem cuten io que a gratificado dada
ao major, e que tem depassarem seu im-
pedimento para o capilflo mandante, salva
urna injustica relativa qut hn entre o ma-
jor o o capil'lo cu-i iiianduiii de compa-
nliia. Foi apresentada tiesta casa a asser^flo
de quo tudo eslava bem provdenc3'Jo, por-
que o 3 commandante tem 50/r-.,o 2."60^
rs. o 1., 70/rs,; o o major 80,000 rs. Este
argumento assim aprsenla lo foi seductor,
eeuianibem me deixei fascinar por elle;
mas he faeloque esta gratilicaeflo se nflo d,
porque o capilflo tem 10,000 rs.de grali-
caco, por consequencia vem a roceber
um vencimento igual ao do major, log a
emenda tem a duplicada vanlagem do sal-
var esta injustica, fuzendo com que sejam
mellior apreciados os servidos prestados
pelo major.
Pode dizer-seque a gralifi(3o que se d
an capitflo, he para as despezas do expe-
diente, e que assim he quo sflo considera-
das as gratilicacOes na lei da xaffloda forca
provincial: aceito cm parte esta rasflo, e
tambem CO ella justifico a nimba emenda.
Se bom me record, quando li o regula-
metilo dado pelo governo para o copo de
polica, nolei que o major he o interposto
cutre os comniandunlcs das coinpanhius c
destacamentos e o commandante gerul do
coipo; is coriespoiidci cas citie os com-
andantes de Cinpanhia e destacamentos
e todos os seus mapas e papis, nflo |-
li'ui passar's nios do commutidatite gc-
senflo pelo mi iiiiedio do major. Ora,
O Sr. oti Pedro approva a emenda do prece-
dente orador.
Encerra-se a discussflo ; e, submettidos
vulaco o artigo e 11 emendas, sflo rejei-
tilos.
Eitra era discussflo o art. 5.*
Vai mesa, o he apoiada a seguinte e-
1 eiida :
O cirurgiflo mor do corpo dover vwitar
as respectivas pragis no bospitalon de ellas
l'rtrem tratadla*. Correa de brillo. >
O Sr. Jos Pedro declara que adopta a
ideia do artigo, mas nnla-llie ilgumts ti-
cunas e inconvenientes, que he necessario
remediar.
( Continuarse ha.)
DIARIO IIIPIMHUOGO.
RECIPE, S BE MAIO DE 18S*.
A assembla concluio hontem a segunda
discuss.lo do projecto n. 11, approvando o
sea artigo 6 com algumas modificacoes ;
rejeitou em primeira o de n. 13 ; adop-
tou, tambem em primeira, o de n. 14; e de-
cidi que ficasse adiado o de n. 15, at que
o prelado diocesano emita seu parecer a
r.'.speiio do que nelle se conlm.
A ordem do dia part a sessSo de ama-
n lia a : 6 ) lio a seguinte :
Primeira discussflo dos projectos ns. 16 e
17 {--segunda do de n. 7:-terceira dos
dens. 6e 9.
est bem visto que esla disposiciio nflo he
para que o n ajur sirva de ordenanca dos
seus subalternos, levando estes papis se-
cretaria do coinmaiidunto ; tem, pois, de os
enviar por va de ollicios, e umitas vezes
tem de dar n seu parecer sobre asieiten-
coes desses commandant s. Isto suppr)e ex-
pediente, e expediente nflo pequeo, pura o
qual se necessitu papel, peonas, tinta etc.;
despoza esla de que deve ser inile.mins.ida.
Depoiseu, pondo de parte estas rasOcs,
digo ainda que a grslifleacjto nflo se d sopa-
ra essa des, eza; e,a nflo ler assim,nflo sei co-
mo justificar a rasflo da lei qitnn lo diz que o
capilflo decompanhu, quando servir interi-
nan ente no coinmaudo de outra compa-
libia,' tciiliu s a mclade da gratilicaeflo:
se fO. porque ello lio o mesmo nas diversas com-
panliius, donde concb.o que a gratilicaeflo
que >e d, he raro inuis alguma cousa. Si1
lie para mais alguma cousa, cu quero que
lenha o major tamben essa cou se he pura expediente so, tambem quero
que o major a icceba paia elle, porque poi
sua parle tem expediente.
I'aiece-me quo ttiho juslicado a minha
emenda, e por estas rasOes que anresentei
hci de volar por ella.
Vai mesa, o he apoiada a seguinte c-
menJa:
Supprima-so o art. 4.' Barros lar-
reto'
USr. Mello Reg: Sr. presidente, eu voto
cuntra a emenda mandada a mesa, nao a acei-
ta ; mesmo porque ella tende a contrariar uina
votacao da casa, pois que, sb nova (orina, en-
vulve mu ideia que foi rejeilada hontem.
Tambem nao me conformo com a outra
emenda do Sr. Ilarros harreto, einquanto se
me iij provar que a secretaria das ordens he
foiueciua pela do corpo : scudo o, be desne-
orSiario o artigo ; mas, se o nao lie, faz-se de
ItiifUr que artiitreinos alguma quota para a>
despezas do espediente a que est ella obri-
gada
USr. bandtira le Millo: Sr. presidente, eu
mostr!que o lugar de major lie muito superior
ao do capitao; que aquelle tem maior trabalho
a que por coiisequencia devia ter una recoiu'-
pensa igual a c.>c excesso de trabadlo ; mu.
trel que o coiiimandante de conipanliia, pas-
sando a ser major, lu-ava rediuiJoa7U,Uu0 rs.,
perdendo ate mais vanlagens quando devia ter,
por isso IHCSmo que paisava a ler maior ser-
vco..._
.'m Sr. Veputado: E as forragens ?
O Sr, landeira de Mello : As forragens sao
para o cavallo, a nao passar a ideia de queelles
nao cuiiiprain cavallo, e couve tem cm piovci-
tipropiiu as forragens; mas, se assim lie, eu
nao as darei.
Mosirei tambem, que te he para o espedien-
te que se d a gratilicaciio, o major tambem u
tem c grande, s pela rato de ser o interpos-
to da correspondencia entre os uomiiiandautcs
das ccmpanliias e o do corpo, c o que te devia
habilitar para semelhante despeza com alguma
Acha-se preso c recolhido fortaleza de
Tamandar o clebre Vicente Ferroira de
Paula com alguns do seus sequizos, que,
como elle, foram capturados dentro das
maltas, onde se suppuaham fortemente a-
castellados, e ao abrigo das perseguicOes
la juslica, que tantas vezes aTrontaram.
Os armazens 1> lteos desse famoso caudi-
Iho estavam bem mal prvidos, e prova (Jue
ello vivera i custa do terror que soube ins-
pirar aos terroristas, ou da impericia e in-
curia das autoridades : apenas sa lhe acha-
rara 41 armas, poreflo de municOes, queja
estflo a bom recado.
O Sr. concelheiro de estado e presidente
da p'ovincia Honorio llermto Carneiro"
l-eflofez mais osle beneficio imporianiissi-
mo a Pernambuco : livrou-o do bandido que
nuiles males j lhe havia causado, e que
sem duvida anda outros lhe preparava.
Vicente Ferieira de Paula e seussalelites
esttrio na capital terca atquarta-feira pr-
ximas futuras, e tal vez trouxesseiii ^or com-
pinheiro devlagmi CaetanoAlves da Sil-
va, se pste banJido anda pisasse terreno
lesta provincia, e nflo vagasse, como nos
asseguram, pelo de Alagas.
Foi com cfTeito arcabusado hontem o in-
feliz Joflo Luiz dos Sanios, soldado do pri-
raeiro batalliilo da fuzleiros, addido ter-
cira companhia do segundo da mesma
arma.
A's nove horas e um quarlo da manhfla,
una divisflocoinposla do segundo batalliflo
do fuzleiros, do quarlo de artilhajia a p,
da companhia de cavallaria e da de artfi-
ces, e coaiinandada pelo Sr. commandanlc
la praca, oceupa o lugar da execmflo,
lisposta de modo a figurar um quadrado
aos olhos do espectador que, vendo-o de
longo, lhe nflo podesse descubrir a face
i-ie ella tinha e n aberto, eoudeseen-
xergava tima cadeira sobro a qual o pacien-
to devia receber os tiros dos camaradasque
"scandalisiia com um acto de iusubor-
lioacflo : s nove horas e vinto minutos,
separoii-se do grosso da frca a ala direila
do segundo de fuzleiros, e, dirigio-se psra
a fortaleza do Urum, alim d ir buscar o
desgia^ado Santos, que all esperava pela
h na extrema: as nove e tres quartos, scha-
va-se essa ala restituida ao campo, trazen-
do em sua frente o soldado a srcabusar, o
qual vinha no meio de seis religiozos, a sa-
ber, tres franciscanos, dous carmelitas e
um capuchinho, osquaes se nflo cansavam
le exhorta-loa arrepender-se de seus cri-
tnes e peccadns, eadodicarsua alma inlei-
ramenle a Dos, ante o qual dentro em pou-
CO rotnpai eceria.
Joflo l.uiz dos Santos pareca vr contric-
to ; mas dava mostras de bstanle presenca
de espirito para supporlir o golpe que lhe es-
lava reservado : elle approximou-se da es-
leir fatal ; e, apenas a oceupou, ura troco
de dozo soldados, seis em fronte, o outros
tantos na retaguarda, veio postar-se ante
elle distancia de vnto o cinco pass'is O
paciente ouvio ler sua senlenca, pralicou
por algurn tempo cora os religiosos, e ao
lancsr-lhe a venda sobre os olhos tenlou re-
pelli-la ; mas, advertido por um dos men
donados religiosos sujeitou-sea que lh'
pozessem-
Vendado, ligado pela cintura ao poste em
que descansava a cadeira que o suslinha,
recebeu JuSo l.uiz dos Sanios os tiros da pri-
meira lila dn ir. c i a que acabamos di nos
referir, o dentro em pouco tinha expirado,
perdendo assim ignominiosamente a vida
que io lera emprogar em setvico da patri ,
no quid i. Ivi-z se lornasse nutavel, se sou-
besse resp ilar e cumprir as regras a que se
sujeila lodo aquelle que se alista no exer-
eito.
Consumnado o acto, ao qual esleve pr-
senle nuinorosa poreflo de povo, o comman-
dante da praca dirigi tropa tima brevsi-
ma :ll"Ciicflo, ircommendiudo i cada uin
dos soldados | resentes que jamis se afas-
tasse do cuinpi itiicniu do seus deveres para
nflo terem nioxte igual ao do camarada cojo
cadver observavam ; allocucflo que foi pre-
cedida por urna pratxi no mesmo sentido,
feita pelo capuchinho i que mi reportamos
em principio.
Ent"ni a tropa desfilou a quarleis, e o |0-
V > foi pouco a pouco evacuando o espumo
que occu; aia.
Rrigue Fidee vinho e azeite.
Polaca Eugene-ienny idetn.
CONSULADO GEUAL.
Kendimento do dia 4 .... .
Diversa* provincias......
<55.,077
W7.548
1:918,625
EXPORTACA.O.
Despachoi martimos no dia 4.
Babia, hateT>raslero Son-yodo, de 44 to-
neladas : conduz o seguinte:
3 fardos fazendas, 1 caixa colchles, 1 dl-
la chapos, 26 volumes'ferrsgens, 49 barris
sardtnhas, 25 saccas pimenta, 90 ditas ceva-
dinha, 25 barris paios e chourlco*, 9 pipas e
3 quartolas aba tidas, 36 caizas velas de car-
nauba, 3 rolos panno de algodflo, 119 mu-
llios de palha de carnauba, 4 caixOes de do-
re, 1 barrica assucar, 1 arado, 19 barras e
100 chapas de ferro, 2 eixos com rodas el
guindsste.
ItECEBEbORIA DE RENDAS CEIUES
ISTEKNAS.
Kendimento do dia 4......1:810,567
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmento do dia 4......I:4t5,0t0
PHAgA DO RECIFE, 4 DE MAIO DE
1850. A'S 3 HORAS DA TARDE/
Revista semanal.
Cambios Os saques da semana fram
. effeetuidos a 97 3/4 e 27
1/ d. por 1.000 rs.
Assucar Os precos fram os mesmos
da semana antecodenle, e
as qualidades finas fram
prefeiidas,
Algodflo-- Vendeu-se a5,300rs. a ar-
roba do de primeira sorte,
e a 4,900 rs. o de segunda.
Entra ram 483 saccas.
Couros Offerecidos a 100 rs. por
libra.
Alazema Vendeu-se a 2,200 rs. por
arroba.
Azeite-doce dem a 2,000 rs. por galio
do do Mediterrneo, e de
9,700 a 2,800 rs. do de Por-
tugal.
Bscalhio Retalhou-se de ris 4,000 a
8,500 rs. por bsrrica. Fi-
caram por vender cerca de
2 800 barricas.
Rameas vasias Venderam-se a 320 rs.
Carue secca Entraram 4 cirregamentns,
inclusive ura hespsnbol,
que veio arribado. Ven-
deu-se de 2,000 a 2,600 rs.
A existente monta a 42,000
arrobas.
Carvflo de pedra Vendeu-se de 13 a 15,000
rs. por tonelada,
finchadas dem de460 580 rs. urna.
Farinha de trigo Chegou um carregamenio
de Trieste, e 100 barricas
de Cede.Os procos nflo
soflreram differenca O de-
posito monta a 10,000 bar-
ricas. .
Queijos Venderam-se de 1,000 a
1,200 rs. cada um.
Vinbos--------- Fieram-se ven das do de
Celte de 90 a 95,000 rs. por
pipa.
Ficaram no porto 69 embsrcaces, a sa-
ber : 5 americanas, 2 austracas, 36 brasi-
leas, 5 l'ianci'zas, 3 hespanhiilus, 1 ambtir-
gueza, 4 itiglezas, 9 portuguezas, 1 sarda, 1
chilena, 1 ditiamarqtieza e 1 oriental.
vlovinciento do Porto.
ISavioi entrados no dia 4.
Mar-Pacifico 70 das, tendo sabido de Nan-
tucktte ha 44 mezes, galera americana
Yovng-Hero, de 360 toneladas, capitflo
Starhurk S. Island, equipagem 2R, carga
zeite de peize; ao capilfls. Veio refres-
car e segu para Nanlucklte.
Parabiba 3 dias, hiate nscionsl Flor-do-
Ueeife, do 37 toneladas, capilflo Antonio
ilanoel Alfonso, equipagem 4, carga to-
ros de mangue ; a Luiz Borges do Siquei-
ra.
A'aeo sahido no mesmo dia.
Em commissflo do governoVapor de guer-
ra nacional Thetis, commandante ocapi-
tfio-tenente Antonio Francisco Percira.
Navio entrado no dia 5.
Sidney 70 dias, barca ingleza Maunl-
Stwart-hlphinslone, de 611 toneladas, ca-
pitflo H. c. I.aney, equipagem 36, carga
lia e cebo ;ao capitflo.
Navios sonidos no mesmo dia.
Bahalliate nacional San-ic4o, capitflo
Joflo Vicente Ferroira Pussos, carga varios
gneros. Passageiros, o Francez Ernesto
l.evener, os Africanos forros Francisco
Liberato com sua famila e Mino >l Bento
de Sa com sua familia, e o Brasileiro Mu-
noel do Sacramento.
Parabiba lliate nacional Parahibano, capi-
tflo N. F. da Costa, carga fazendas e mais
gneros. Presageiros, Jos C. de Souza
Castro com sua sunl.ora, ioi Joaquina de
Lima Jnior coro sua familia, Brasileiros.
ED1TAES.
<,OMMER~l-.i.
ALFA.NDEUA.
Rendimento do dia 4.....11:407,213
Deicarregam hoje 6.
Brigue fenturn-Filiz inercadorias.
Brigue Arugo vinho e azeite.
Briguo Julio idem.
gralilicacao; c, nao vendo os meus argumcii-l patacho Columbas gent-bra, queijos e
los combatidos, porque o nobre deputado nao I hniil- i
o fe/, eu persisto nas iiiinhas ideias, edeac-l oonjas vaslas.
cido com ellas voto pelaminua, emenda. J JJrigua Agront lamilla de trigo.
Pela inspectora da alfandega se faz pu-
blica que, no dia 6 do corrente, depois do
mein-dia, na portada mesma, se nflo de ar-
rematar em hasta publica 18 chapeos de se-
da para senhora, valor um 9,000 rs., tolal
162,000 rs., impugnados pelo amanuense
Domingos da Silva Cuimarfles, no despacho
por factura n. 47 de 2 do corrente : sendo a
arremslacflo sujeila aosdireilos.
Alfandega de Pernanibuco, 4 de maio
de 1850. O inspector, Luis Antonio de
Sampaio Vlanna
Pela inspectora da alfandega se faz pu-
blico, qim va n de novo embasta publica,
no dia 6 do corronte, depois do meio-dia,
24 pecas de aniagein com 1,425 varas, 8 di-
tas de algodflo riscado entranesdo com 199
varas, 10 ditas de panno de algodflo cr li-
sa com 165 varas, e 5 duzias de lencos ordi-
nsrios para tabaco com avaiia geral, a re-
queiiircuto de Adamson llowie & Compa-
nhia, e j annunciadas por edil.I de 3 de
Janeiro prximo passado : sendo a arrema-
tacin livre de direitos.
Alfandega de Pernambuco, 4 de maio de
1850. -- O inspector, Luis Antonio di Sam-
paio Munna.
Pela inspectora da alfsndoga sa faz pu-
blico que, no dia 7 do correle, dopoisdo
meio-dia, e na porta da mesma, se lia de
arrematar em Insta publica 1,566 arrobas o
li Ffivn



8 libras d orno de clurque, vindas de
Buonos-Ayres no brigue. brasilero Penia-
mmo, onde se acha depositada, e pode ser
examinada nelas pessoas que pretenderen!
arremata-la* a qtial foi abandonada pelos
consignatarios viuva Gaudioo & Filho: sen-
do dita arrematado livrede direilos.
Alfandega de Pernambuco, 4 da maio
de 1850.O inspector, Luis Antonio Je San-
paio J'ianna.
Deciaracoes.
Na tarde do dia 7 do corren te, i porta
da residencia do lllm. Sr. Dr. juiz dos fal-
tos, na ra das Flores, vio a praca para se-
rem arrematados, na forma do eatilo, oa
bensabaixo declarados, pcahoradosa di-
versos devedores da fazenda nacional:
A quinta parte de um sobrado na ra
da Penha desta cidade, penhorada ao coro-
nel Francisco Jos da Costa, avallada em
900,000 rs.
Urna escrava de nome Juliana, por 300,000
rs., penhorada a Joo Baptiata Pereira
Lobo.
Urna dita de nome Luciana, por 400,000
rs., penhorada ao meamp Lobo.
Outra dita de nome Francisca com urna
cria, por 360,000 rs., penhorada ao mes-
mo Lobo.
Um pardo penhorado ao major F. D. P.,
avalUdo em 450,000 rs.
Os pretndanles dirijam-se ao portelro
dojni/o pora ielhormento se informaren).
Pela subdelegada de San-Jos foi ap-
prehendido um moleque crioulo, que re-
presenta ler de 5 a 6 annos de idade, o qual
ora diz ser forro, ora escravo de um borne ai
dos A toga dos : quem ao mesmo se adiar
com direito compareca na mesma, para
vista desuas provas, Ihe ser entregue.
Pela gubdelegacia de S.-Jos foi appre-
hendido um cavallo ruco-pedrez, de meias
carnes e de tamanho regular: quem ao
mesmo se achar com direito, compareca na
mesma subdelegada, para que, dando as
competentea provas, Ihe sari entregue.
Pela subdelegada de S.-Jos fram ap-
prehendidoa, por se julgarem fui talos, os
seguintes objectos: 1 tranceln), de ouro
bastante grosso, urna grande medalha lam-
bona de ouro, 2 gran les annelei circula-
dos diamantes, doiurditos s com um dia-
mante no ineio, um dito sem pedras, 2 pa-
res de brincos, um lodo de ouro e o outro
com pedras, e um botSo de abertura : quem
dos mesmos objectos se achar com direito,
compareca na mesma subdelegada, pira a
vista das provas, Ihe serem entregues.
Leiloes.
-3
. --Schapheillin&ToblerfarSo leiltlo, por
inlervenc-to do corretor Oliveira, de um in-
teiro sortimento de fazendas de lei, e as
mais proprias do mercado : terca-feira, 1
'o corrente, s 10 horas da manhSa, no sen
armazn, ra da Cruz.
.-- 0 corretor Oliveira far luilo do pata-
cho americana Rotnp, de lote de 126 tonela-
das, forrado de cobre, muilo veleiro, e com
lodos os pertonces, cujo inventario pdem
os pretndanles examinar em casa dos Se-
nhores llenry Foster & Companhia ;'e
assim mais se venderSo por todo o pre^o,
os salvados de urna, barca, consutindo etn
todo omaqaroe, cabos, pios, panno, cor-
rentes, roda do lome, turcos de ferro, e to-
dos os mais objectos mesma perlencenles :
sexta-feira, 10 do corrente, as 10 horas da
mantilla, ra do Trapiche-Novo, e quasi
junto a este.
Avisos martimos.
Para Angolla segu viagem no corren-
te moz o patacho americano Chatsvoorth,
muilo veleiro e forrado de cobre novo: re-
cebe carga a fete e passageiros : quem pre-
tender embarcar, pode tratar com Manoel
Ignacio de Oliveira. na prac.a do Commer-
cio, n. 6. primeiro andar.
Ohiate Flor-de'Cururipe sabe impre-
terivelmente para o Aracaty no dia 9 do cor-
rente ; quem no mesmo quizer carregar ou
ir de passagem, dirija-se a ra da Cadeia do
Itecife, loja de Luiz Antonio de Siqueira
Para o Porto sahir al o dia 15 do
corrente, o brigue portuguez liom-Pastor,
de primeira marcha : receba ainda alguma
cama e passageiros, para o que olerece ex-
cedentes commodos : lrata-se com Baltar
& Oliveira, na ra da Cadcia, n. 12, ou com
o capitn Jos Gomes da Silva.
Para o Itio-de-Jaueiro segu viagem o
briguo-escuna Henriquela, capit3o Manoo!
Joaqun) Lobato : quem nelle pretender car-
regar, se entender com o mesmo capiao
na praca do Commercio, ou na ra da Ca-
dei-Velha, n. 17, segundo andar.
Para o tio-de-Janeiro salte,
no dia-la do corrente, o brigue
JJom-Jesus i para o resto da car-
ga, passageiros e cscravos a frele,
trnta-sc com o tapilSo, no caes da
Alfandega, ou na ra da Cadeia,
n. 4o, terceiro andar.
l'ropoe-sea carregar para a Parahiba o
hiate nacional San-Jos, do qual he mestre
e pratico Jos Manoel Rodrigues : os preten-
dentes dirijam-se. nestes tres das, ra da
Cadeia-Velha, loja de ferrugens, de Antonio
Joaquim Vi Jal, ou ao mestre a bordo do di
to hiate, Tundeado confronte ao trapicho do
algodSo. _
Para a Baha lalie no flmda presente se-
mana o hiato Ligeiro, forrado e pregado de
cobre : para o resto da carga epaasageiros,
trata-se na ra dn Vigario, n. 5.
Para o Bio-Crande do sul segu, at o
dia todo correle, o brigue Paquete de-Per-
nambuco : i 1<: receberalguma carga a fre-
te e escravos, e tem os melhores commodos
para passageiros quem pretender, poJer
entender-se com o proprietario, na ra da
MoJa, n. 7, ou com o capitSo, Alexandre
Jos Alvea.
Para o Itio-de-Janeiro sahe com muita
brevidade o brigue nacional ConccicSo : pa-
ra o resto da carga, passageiros e escravos
a frele, lra(a-ge com Manoel Alvos Cuerra
Jnior, na roa do Collegio, n. 21, ou com o
capitSo Fructuoso Jos Prreira fluir.
A vele ira escuna nacional Emilia, de
que lio capitulo e pratico Antonio Silveir
Maciel Jnior, deve chegar do Para poi
estes das, para oudo vollar com esca-
la pelo Maranho, com a maior brevi-
dade: quem na incsma pretender carre-
gar, ou ir de passagem, dever eulender-se
com Jn.lo Carina Augusto da Silva, na ra
di Cruz, no llecife, n. 13, armazem.
Para o Cear segu al o dia seis de
maio prximo futuro com toda a bre-
viJado o luigue nacional Josefina: quem
no mi sino quizer carregar ou ir de pas-
sagem, trate com Domingos Rodrigue*
de An.iiii.lt', no Trapiche-Novo, n. 4, ou
com Jos Carlos Fcrreira Soares Jnior, na
ra da Cadeia do llecife, ou com o capilSo
do mesmo, Marcos Jos da Silva.
Para o Porto segu com a maior bre-
vidade o brigue i ortuguez Vtntura-Feliz de
que he capitdo Zefeiino Ventura dos San-
tos : recebe carga e passageos, para o que
tem excedentes commodos, a tratar com
o refer-o capullo, na praca do Comilitn o,
ou com o cosignatario Joaquim Ferreira
Mondes Guimarcs, na rna da Cruz u. 49
pnmeiru andar.
Avisos diversos.
A pessoa que annunciou precisar d%
um caixeiro para um deposito, dirija-se a
ra do Queimado, n. 2, que .achara com
quem tratar.
Antonio Francisco da Silva Carneo faz
publico, que o Sr, Joaquim Francisco dos
Santos deixou de ter ingerencia em seu ar-
mazem na ra de Apollo, n. 4, desde o dia
18 de marco do corrente anno.
Roga-ae ao Sr. Jos liento da Costa o
favor de ir ra da Cadeia de Santo-Anto-
nio, n. 13, para recober urna carta vinda do
llio-de-Janeiro.
--Minoel Jos da Silva Pinto vai Por-
tugal.
Precisa-se de urna preta captiva, que
engomme, para casa de pouca familia : na
ra estroila do Rozario, n. 37.
Pede-se aos Srs Manoel Joaquim da
Fonseca Cal vilo, morador no termo de Igua-
rass, e liento de Carvalho Bastos, morador
em llapirema, o favor de se dirigirem ci-
dade de Olin.la, ra de San-Benlo, casa de
certo advogado, que os mesmos Srs. nao ig-
norain, para Ihe pagaren) o que Ihe sao de
ve lores.
Innandade do Senhor Bom Je-
signal no braco esq uerd > e com* as orelhas I bal, o segundo ao entrar no bacco direita,
lumias: quem a pegar leve-a a casa d a se- com casa de vtvenda, arvores de fructo, ter-
nhora, na ra da l'onte-Vellia, na Boa-Vis
ta, n. 30, que ser bem recompensado.
<3
w


i-
GRANDE
consultorio homoeo-
pathico.
rl
m

Dirigido pelo Dr. Sabino e r. Luz. <
'> Ra do Trapiche, Hotel- ^
Francisco. "^
ns lbenles pobres terSo gratuita- ^i
mente todos os das cousultaa e re- ^t
medios para o tralamento de sujs
molestias. -af
As visitas, fra deste consultorio,
ser9o feilas por qualquer dos dous *C
mdicos, unicamenle quelles en- *
sus das Portas.
Terca-feira, 7 do corrente, pelas 3 horas
da larde, havera mesa geral no respectivo
consistorio.
Precisase dos volumos 2.\ 5.e7.* do
Panorama : a pessoa que os liver e quizer
vender, annuncie para ser procurada.
O Sr. Jos Ferreira de Mallos tem una
carta na ra da Cruz, n. 10, una do Para.
Joaquim Marlinho da Cruz Co.reia re-
tira-so para fra da provincia
Precisa-se alugar urna escrava para o
servieo externo do collegio das orphas : os
pretendenles, dirijam-se ao referido colle-
gio, na ra da Aurora.
Precisase de 1:500,000 rs. a premio,
dando por garanta hypolheca em um so-
bra lo de um andar em boa ra : quem qui-
zer iV/er esse negocio, annuncie sua mora-
da para ser procurado.
-- Precisa-se de u na ama para o servieo
le una casa de familia : na ra da Manguei-
ra, n. 3.
Ni ra Direita, loja de calcado, n. 50,
precisi-se de ofciaes de sapi-leiro.
Aluga-se um pequeo sitio no lugar da
Capunga, defronte do Sr. Duburcq, com
excedente casa de vivenda, cozinha lora,
boas arvores de fructo, um parreiral, cos
plantajes de roseiras de differentes qua-
lidades : a tratar na segunda casa da rus
do Prazer, nos Coelhos, defronle do oitilo
lio hospital-
OSr. que annunciou precisar de um
caixeiro para deposito, dirija-se i ra da
Cadeia, n. 12.
-- Quem annunciou precisar de urna pes
soi (ara tomarcontade um doposito, dan-
do fiador a sua conducta, dirija-se ra
do llangcl, n. 9.
O abaixo assignado faz scienle ao res-
peilavel publico, que a taberna d) Iravessa
da ra do Vigario, n. 3, que at aqui gyra-
va com a firma de Macieira & Guimarfles,
licou extincta desde o dia primeiro de maio
do corrente, passando a ser possuidor da
mesma o ocio Antonio Joaquim* da Costa
Cui maraes, do mencionado dia primeiro
em diante, e responsavel pela salisfacitu das
dividas da mesma sociedade.
francisco Jos da Uva Macieira.
Precisa-se um feitor que aoja casado,
para tonar conta de um sitio cm S.-Anna :
na praca do Corpo-Santo, n. 11.
--Antonio Jos Moreira Pontes avisa ao
respeilavel publico que Antonio Moreira
Pontes daixou de ser seu caixeiro desde
29 de abril de 1850.
-Aluga-se o segundo andar do sobrado
da ra larga do Rozario, n. 40: a tratar no
primeiro andar do mesmo sobrado, ou na
ra estrella do Rozario, vetada doSr. Cam-
pos.
Juno Moreira do Jess, cidadao brasi-
leiro, vai a Portagal.
Aluga-se o segundo andar e sotSo cor-
rido do sobrado amarado da ra Augusta
a tratar na'rua do Amorim, n. 15.
(Juem precisar de urna ama portugue-
z, dirija-se a Ponte-de-Ucha, no sitio que
mora o Sr. Thomaz Dousley.
Fernando Belenot embarca para o Ma-
rar.li.1d' o seu escravo Marcos de nacao
Costa. v
A pessoa que annunciou precisar de
um caixeiro para um deposito, dirija se ao
largo do Llvranionto, n. 26.
Desappareceu, no dia 5 de maio, o pre-
to Jos, de naefiu Mocambique, vindo do si-
tio Passagein-do-Arrombado, trazeitdocom-
sigo um cavallo rueo-pombo, cora a marca
Carvalho Siqueira : o preto he alto.
Iristonho, magro, quebrado do eibigo,
cambeta dos ps e de quaroula annos : ro-
ga-ae s autoridades puliciaes, capilHes de
campo e pessoas particulares, que o appre-
lieiniam o levem-no ra do Rozario, onde
serfio pagos do seu trabadlo por Francisco
Antonio de C .rvalbo siqueira.
Papagai fgido.
Pegou-seum papagalo queandava fgi-
do, no dia 4 do corrente : quem for seu do-
no, dando os signaes, o procure na ra da
Aurora, n. 60, segundo andar.
Dosappiireceu, no dia 6 de maio corren-
te, urna preta do nome Lui/.a, do 20 annos
pouco mais ou menos, de nacfio Gabo e
com os signaos seguintes; prenhe, com um
frmos cujo estado mrbido os re- 2
clame em sua casa. ^
> AAattA A* aMNaStil IhMhMkMiO
Colonia de Mossamedes>
llavendo alm dos passageiros, que pre"
t"ndem seguir para esse deslino, diversas
mercadori8s a embarcar para a nova colo-
nia; vai-se immediatantenle fretarum na-
vio para o respectivo transporte, e por isso
rocommeuda-sea todos os que nelle tomam
interesse de sa ajustarem com as pessoas
j i condecidas e competentemente auto isa-
das para esse fim.
Iloga-se ao Sr. Dr. A. |J. S. G. que
tenha ahondada de ir na loja de fazendas
da ra do Passeio n. 21 pagar aquanlia de
142,117 rs. saldo da sua letra, vencida a 28
de maio de 1839, do contrario se far publi-
co o sou nome por extenso.
fe Chapeos de sol.
Ra do Passeio, n. 5.
Nesta fabrica ha presentemente um rico
sortimento destes objectos de todas as co-
res e qualidades, tanto de seda como de
. p:itiiiiiiho, por preeos commodos; ditos pa-
ra senhpra, de bom gosto : estes chapeos
s.lofeitos pela ultima moda; seda adamas-
cada com ricas franjas de retroz. Na mesma
casa se acha igual sortimento de seda e pan-
111 olios mniaudo setlas, para cobrir ai-
macOes servidas : todas estas fazendas ven-
do n-se em porcSo e a retalho : tamben* se
concerta qualquer chapeo de sol, tanto de
hasleas de ferro como de baloia, assim co-
mo umbelas de igrejas: tudo por prego
commodo.
Xa fabrica de caldeireiro
da ra Imperial, n. 181,
de Jos ftabo & BragM,
fazem-se machinas de Derosmee de outro
qualquer modelo para espirito, ferragens
nniarellas, almofarizes, candieiros de di-
versos modelos, escrivaninhas, perfumado-
res, palmatorias, esporas do salto e de cor-
r. ni, lorneiras para alambique, Na mesma
fabrica acham-se ufflciaes promplos a sa-
ln para qualquer engenbo desta provincia,
para concertaren! machinas e alambiques:
lambn ha para venderareia de fundir,
chegada ha poucos dius, e da mellior qua-
i la le que tem apparecido. Fundnm-se
hronzes para engenhos, parafuzos para ro-
das d'agoa e toda e qualquer obra de cobre
o bronze que se offerecer ueste estabeleci-
neolir, com legalittade e consciencia, cm
quanto a quahdado de metaes, por muilo
mais barato prego do que em oulra qual-
quer parte.
Precisa-sede um molcquo para servir
em urna casa e vender azeile, pagando-se
10,000 rs. mensaes : quem o liver, dirija-se
rus Direita, u. 89, segundo andar, ou an-
nuncie.
Hypolh?ca-se urna icasa terrea com
gran le quintal, na cidade de Olinda, ra
da Biquinba-de-S.-Pedro : quem quizer hy-
polhecar annuncie.
A viuva de Jos Joaquim de Misquita
avisa as pessoas que tinham penhores em
poder do dito linado, para que hajai.i do os
reigaUf dentro do prazo de oito das, con-
tados da data ile-li';do contrario, serio
vendidos para pagamento de seus dbitos :
bem como avisa ao publico quu a loja con-
tina tilo smente para liquiJagao. lleci-
fe, 27 de abril de 1850.
Aluga-se urna casa terrea no Aierro-da-
Boa-Visia, n. 73, multo propria para por
nogocio e morar familia, pelos bous com-
modos que tem: a tratar na venda imme-
diata, ou na prac,a da Boa-Vista, botica n. 6.
Aluga-se, ou compra-se um
preto que entenda do servieo de
pailari t.- na ra Direita, n. 8a,
padaria.
Precisa-sede um caixeiro que tenha
pratici de loja de miudezas, para Macelo :
na ra do Cahug, loja de quatro portas
Precisa-se de um feitor para engenho,
que tenha toda a pratica dos servaos do
campo e aprsenle attestados de sua con-
ducta, e do um outro para um sitio perto da
praca: no Aterro -da-Boa-Vista, n. 70. Na
mesma venda ha bichas da llamburgo para
sealugareme venderem, da mclbor quali-
dadequt tem vindo.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 8
da ra do Crespo ; a tratar na mesma casa.
-- Precisa-se de urna inulher i Josa, parda
ou crioula, para cozinbar e comprar para
um liomeni solleiro : quem esliver neslas
circumstaiicias, dirija-se ra da Cadeia do
Recite, u. 8, segundo andar, que achara
com quem tratar.
Aluga-se um pequeo armazem na ra
da Praia, cm lodo, os perlences para ven-
da de carne secca, exislindo no mesmo dois
arrobas : na ra do Vigario, ji. 19, primei-
ro andar.
- Precisa-se de um bom amassador: na.t
Cinco-I'onlas, padaria defronte da fortale-
za. Na mesma lamben! so vendem bolachas
de iniltio a oito patacas a arroba e a 80 rs. u
ibra.
Os administradores da massa fallida de
! irniinoJos Flix da Roza convidan) aos
credores da mesma massa para urna reunifln
no dia segunda-feira, 6 do corrente maio,
pelas 11 horas do dia, na ra do Vigario, n.
ras o baita para plantenos e cacimba com
boa agoa de beber : quem pretender, diri-
ja-se ra do Hospicio, casa terrea, n. 28.
Gra.ulo deposito na ra
Nova, n, 27.
Neste deposito acha-se urna grande por-
cSo de caixas con folhas de Flandres de
patente e todas as grossuras; ditas com vi-
drosde todas as dimencOes para vidracas ;
ditas de cobre de todas as grossuras para
forro de navio, pelo barato oareco de 560 rs.
a libra : onde tambem se acha um com-
pleto sortimento de alambiques, serpenti-
nas e todos os mais objectos do cobre,
bronze o follia para engenbo : ludo isto lla-
vera continuadamente grandes porgos, pa-
ra os compradores escolherem sua voli-
tado.
Precisa-se per aluguel mensal de um
escravo, que iio soja muilo afoito a bebi-
das, para o servieo ordinario de padaria,
dando-se-ltie o sustento o doze mil ris ca-
la mez: na padaria, n. 10G, na piara da
Santa Cruz.
Roubo.
Na noite de 6 para 7 do passado, foi fur-
lado a um preto que venda fazendas, urna
grande lata e um cart.lo com diversas fa-
zendas finas; pois tendo o mesmo pelo.
por motivos de embriaguez, chamado um
aullador para carrregar a fazenda, o mes-
mo se evadir com todas as fazendas e al-
gn dinlieiro que carregava. Iloga-se, por-
tanto, a policia ou a qualquer pessoa que
tnlia noticia do occorrido, de dirigir-se
ra ta Cadeia-Velha n. 21, casa de Manoel
Antonio Ja Silva Anlunes, que sergralili-
cado com 100,000 rs.
Jos de Sanf lina Coutinho relra-sc
para Portugal a tratar de sua sa Ir, levan-
do em sua rompanhia sua senhora I). Mari-
auna Cavalheira.
Antonio Jof Soares | retira-se para a
Babia.
Irniaiidade da Gloriosa
S Rita deCassia.
Sendo marcado pelo compromisso dcsi
irmandade o da domingo prximo futuro,
para el i i roo dos no vos funecionarios ; a
mesa rogcilora convi la pelo presento a to-
dos os ir man-, em geral, para que compare-
cen! no con-i-lorio da mesma igreja no dia
cima, pelas 8 horas da manliSa.
-- Luiz dos Sanios do Bego Barros reti-
ra-se para o llio Grande do Sul a tratar de
seu nteresse.
-- Antonio Ferreira de l'ieitas, Brasiloiro,
retira-se par) Portugal a tratar de sua
sade.
Tra"spassa-se o airendamento de um
engenho de boas Ierras da producn, por
preco rasoavel : tambem se vendem os per-
iquees do rendeiro, sendo animaes da roda,
muilo bons o gordo?, poldros, lavouras e
safra a colher : os pretenJenles, dirijam-se
ra estreita do Itozario, n. 32, que se di-
r quem faz este negocio e se dar3o todas
as informicjOet.
Agencia de passaporles.
Tram-se passaporles para dentro e fra
do imperio, despacbam-so escravos e cor-
rem-se folhas com a maior brevidade pos-
sivel: no paleo da matriz do S -Antonio,
n. 4 sobrado.
Na ra de Agoas-Verdes, casa terrea
n.26, engomina seelava-se toda a qv.ali-
daJe do roupa, com toJoasseio e prompti-
dSo, por preco mais commodo do que em
outra qualquer parte.
--Precisa-se alugar um preto que seja
fiel, para o servieo de urna casa estrangei-
ra : na na da Cruz, n 38
Um rapaz portuguez, de 31 annos de
i lado, se oirerece para caixeiro de ra, tra-
piche, ou mesmo para tonar cotila do urna
venda por bataneo ; tem alguma pralica de
ejrripturacflo simples quem precisar de
seu nri'si uno, annuncie para ser procurado.
Sociedade Apolnea.
NflO se tendo reunido, ao primeiro convi-
te, numero legal de socios da sociedade A-
polinea, para tratar se do materias vitaes
da mesma, de novo a direcoflo convida aos
Srs. socios para reuniilo geral no dia 7 do
corrente, polas 5 horas da larde, afim de de-
cidir-se negocios trauscedeutes ; procoder a
elcii;.lo de nova direccSo, e marcar-se a
partida do presente mez. Espera, porlanlo,
a actual iliieei;lo que os Srs. socios compa-
i ceam a Ul reunido, na corteza de que se
lomar qunlquer deliberado com o numero
rnenle Jos socios que se acharen) presen-
tas, conforme dispeo artigo 17 dos estatu-
ios da mesma sociedade.
As fazendas baratas venda por tras
do theairo volho, n. 20, fram transferi-
das para a ra do Rozario larga, no primei-
ro andar, por cima da padaria do Sr. Va-
lonea.
*l 83 abri a loja de seis
portas.
O novo administrador da loja sita em
frento da igreja de Nossa Senhora do Li-
vramento, querendo trocar por sedulas os
muitos alcaides que achou na dita loja,
tem resol vi Jo venJii los por todo o proco, |
o desta forma olTerece vantagena aos che-
fes de familias e senhores de engenbo a re-
fazerem-se do vestuarios por commodo
preco, pudendo Jirigir-se a dita loja a exa-
minar a boa qualidade das lazendaa, e esco-
lherem as que mellior conta Ihe lizerem,
acbanJo-so esta loja aberta das 6 horas da
manhSa al as nove da noite, ofTerecendo
assim coinmoJidades a algumas senhoras,
que de passeio queiram ir pessoalmenlo es-
colher e compiar a seu goslo e vontade : a
vista, pois, Je alirons preeos que aqui men-
ciona, conheceru oledor que he exacto i
iiuo Un: inanifusla, como sejam dulas de
bous pannos escuras, a 140, 160, 180 o 200
rs. ; chales de rede, a 320 rs. ; lencos da
mesma redo, a 160 rs. ; ditos brancos de
mSo para senhora, a ?40 rs.; panno da Cos-
a com 8 palmos de largura, a 320 rs. ; bre-
tanha de rolo com 10 varas, a 1,600 rs.;
lencos de seda para algibeira e hombros di
senhora, a 800 rs. ; cortes de cassa-chita de
bonitos padrees, a 2,000, 2,400 e 3,000 rs. ;
e tudo o mais se vende muito em conta por
se querer apurar dinheiro e sortir a loja de
fazendas novas.
A pessoa que tem um preto fgido meio
Engenho Qucluz.
Fregueziade Ipojuca.
Traspassa-se o arrendamenlo do dito en-
-enho, o qual tem a presante safra a tirar,
o tres a criar. A tratar na ra da Aurora,
ii, 26, ou no mesmo engenho com Miguel
Augusto de Oliveira.
N. B.O engenho tem excedente pasto,
he bom d'agoa, e tem bons cercados; e,
caso haja quem queira comprar a safra,
ser-lhe-h ella vendida, entregando-se in-
mediatamente o estahelecimento.
Jos Mara da Rocha, morador em Ma-
cei, provincia das Alagas, tendo de reti-
ra r-se para a Europa, julga nada dever a es-
la praca ; porm, no caso de que alguem se
julgue seu credor, haja de entender-se com
os Srs. Pontes & Simpaio, no |prazo de 8
lias da data deste. llecife, 3 de maio de
1850.
-- Antonio Conleiro da Cunha Jnior, ex-
segundo sargento da quinta comaauliia do
i'orpo de voluntarios, roga a todos oscida-
dilos que tiverem em seu poder armamento
la mesma companhia, que ohajam de res-
tituir em casa de sua residencia, ua la de
-anta-Hit, II. 101.
Aluga-se o segundo andar e
soto do sobrado atrs da matriz
la Boa-Vista, n aG, muilo fres-
co e com bastantes commodos: a
nal,ir na mesma ra, n. aa.
Um Pernambucano
faz acudes no leito do rio ou fra delle, em
qualquer parle e longilude, dundo a secca
laz sentir este genero do primeira neeessi -
lado, (obra bollan le/a ncorrupliv. I do
irroibamento de qualquer cheia.
Na ra Nova, loja n. 58, se dir quem
l a juros as quantias de 300, 400, 500 e
G00.O00 rs. sobre hypolheca em casas ter-
reas.
Compras.
Compra-se urna ovelha qued bstan-
lo leite : paga-se bem : na casa do fallen,dj
JiSo Mara, na ra do Seve.
-- Compra-s um cavallo ruco para car-
ro : na ra do Trapiche-Novo, n. 10, pri-
meiro andar
Compra-seum lelogio muito bom re-
gulador, e que seja moderno : na ra do
Queimado, n. 15, ou annuncie-
Vendas.
19, primeiro andar. bucal,uiriji-seao Ateno-da-Boa-Visla, nu-
-- Aluga-se um sitio na estrada do Pom.luiero 34.
Para quem vende obra IVita.
Na ra do Queimado, loja Jo harateiro,
n. 17, vendem-se cortes de colletes de casi-
mira de cores, A bon'to gosto, pelo dimi-
nuto preco de 800 rs, I
Venle-seum elegante bote, feito em
Inglaterra, de 13 ps de comprimenlo, novo
a bem construido, com pregos de cobre,
mastro, v^ las, etc. : quem o pretender, di-
rija-se ao Sr. Bernardo estivador, em Fra-
le-Portas, ou ra do Trapiche-Novo, nu-
nerj 12.
Ciscados imperiaes.
Silo clicgados os novns riscadinhos de
quailros miudos, o mais lino possivcl e dos
melhores desenhos, intitulados i nperiacs,
proprios para vestidos e roupes para se-
nhora o menina i na ra Jo Q'ieimado, loja
Jos barateiros, n. 17, a 320 rs. ocovaio ;
dlo-sc as amostras com o competente pe.
nhor.
--Ven !e-se um mulatinho de 12 annos,
com principios de sapaleiro, e que he pro-
prio para qualquer olTicio, ou mesmo para
l agem: na ra do AmoriD, n. 33.
-- Vendem-so ricas saci-rolhas de pa-
tente : na ra Nova, n. 20, loj de Julio
Ferndes Prente Vianna.
Anda existem algumas enxadas calca-
das de ac para so venderem : na ra Nova,
n 20, loja de loflo tenan los Prenlo
Vianna.
Na ra Xov, n. 20, loja de Joo Fer-
iiandes Prenle Vianna, vendem-se ricas
espillas troteadas, tanto de roca como sem
ella.
Vendem-se rolas de arcos de pao para
pipase barrica*, chegadas ltimamente do
Porto, por preco muilo barato: na ra da.
Cruz, no Rccife, n. 49, primeiro andar
Vendem-se duss casas terreas, sitas na
travessa do Peixoto : a tratar na praca do
Commercio, n. 2.
Para quem precisar.
Vende-se um braco de balance com cor-
reles e'conchas, um terno de pesos de
bronze de meia arroba a meia quarta, urna
balanea com marco para rap, um terno de
medidas para liquido, um dito para seceos,
um caixo com seus competentes vi iros,
uns fortes candieiros, duas pipas que leem
servido de deposito de ago'ardente, 2 bal-
ces, urna quartola para azeile de i-arrpa-
lo : ua ra da Sen/alla-Velba, taberna n. 15
Fazendas baratas e sem
defeitos.
Vendem-se novas alpacas de cordSo de
lila com differentes cores e muilo moder-
nas, proprias para casacas e palitos, a 800
rs. ocovado ; ditas de seda muito bonitas
bons pa Ji oes, sendo tambem proprias para
vestido de lulo aliviado, a 800 rs. o cova-
do ditas pretas de 13a muito finas, a 800
rs. ocovado; coi les de la para vestido,
com 16 cov.uios, a 4,500 rs. ; ditos de Illa e
seda, muito finos e de bom goslo, com 11
covados e meio, a 6,500 rs.; ditos de chita.
lime/a muito fina, com ptimo padrOes,
cores I i vos e chegados ltimamente, a 3,400
rs.; brim pardo trancado de linho para cal-
cas, a 1,400 rs. o corte; dito de quadros
azues, a 1,000 rs. o corle de calcas ou ja-
que ta ; e lodo o sortimento de fazendas fi-
nas egrosaas por muilo commodo prego:
na ra do Queimado, n. 27, armazem de
fazendas de Raymundo Carlos Leite.
Vendem-se 12 cadeiras, um sopb, duas
bancas e uui toucadur : ludo de oleo : urna
cama de angicoe um candieiro frincez : na
ra do Fogo, n. 12.
Na ra da Cadeia do Recife, loja de fer-
ragens de Pontes & Sampaio, n. 56, ven-
dem-se duas pretas crioulas, sendo urna de
15 a 16 annos, com algumas habilidades, a
outra de 18 a 19 anuos, que cozinha, lava 0
engompia perleilameute.


- "-
r 'Tr
BKM
Na bem eonhecida paje' da porlu, boje debaixodo sobrado da esquina
darua Velha, n. 406, de'Manoel Ignacio da
Silva Teixeira, constantemente se fabrica a
bolachinha doce, intitulada regala, s ahi e
na esquina da ra do Coilegio, voncta do
Sobral, se vende a 320 rs. cada libra, as par-
tes desua coniposicHosoda melhor quali-
dade possivel; nsslm como fatias o biscou-
linhos do n-csina qualidade. o excellcnto
pSo Provenga "do antigo, bolacha furada
de 4, 8 e 16 en libra, bolachinha da mesma
massa de 32 em libra, sendo qualquer del-
tas muito torradas e da melhor farinlia, e s
d'agoa e sal: taubem ha bolachas para ven-
da e para escravos, por"menos prego do que
cm oulra qualquer parle, o puro caf moldo
u do cevada, cha superior, assucr de todas
as qualidades, tinto em caroco como refi-
nado : ludo por prego rasoavel.
Na toja do Duarle na ra do Cabug,
vendem-so tesouras para alfaiate, barbeiro,
costurao unhas, ecaivetes linos de diver-
sas qualidadese da melhor fabrica de Cui-
marfles.
\Igodao da trra
Na ra do Qucimddo, n. 20, se recebeu
novamente urna porgilo do superior algo-
d3o da trra, que se contina a vender pelo
barato prego de 200 rs. a vara em porgilo, e
a retalhoa220rs.
Vende-so sal do Ass a bordo do bri-
gue Paquete-de-Pernambuco, fundeado na
volla do Forle-do-Matlos ; assim como boa
palba de carnauba: a tratar abordo, ou
rom I opoldo Jos da Costa Arsujo, na ra
da Moda, n. 7.
lo a fnrinhn.
' Vende-se farinha de mandioca de muito
boa qualiJade, sacca de alqueire, medida
de bordo, por preco mais barato do que em
oulra qualquer parte: na ra do l.ivramen-
lo, loja, n. 14,
Vende-se boa tinta preta de
escrever, em garrafas grandes :
no pateo do Coilegio. 1-ja do 1-
vro azul.
Vende-se, muito em conla, dous re-
logios, sendo um de ouio c outro de prata :
na ra do Qucin.ado, n. 10, loja.
A ."5,000 rs. a peca.
Vende-se novo madapulSo encorpado,
v com quatro palmos e meio de largura, pro-
prio para lenges, toalbas de mesa, etc. ,
pelo diminuto preco de 3,600 rs. a pega;
lindissimos tapetes com franjas de 13a ma-
tizados com o melhor goslo e diversidades
proprias para castigaos, jarros, laulernas,
vidros de cheiro, csnipainhas, etc.; ludo
chegado ltimamente: bem cunio um com-
pleto soitmenlo de fazenias finas e ordi-
narias, | or pregos muito baratos: na ra
do Queimado, n. 27, armazem de fazendas,
de llaymuiido Carlos I.' iie.
Sen. o menor defeito,
Vendem-se exccllentes chitxs azues com
llores amarellas, a 6,000 rs. a pega ; ditas
linas cor de ganga, claras e escuras, a 5,800
rs. ; ganga da India amarella de duas lar-
guras, a 1,000 rs. a p. ga ; lencos de ganga
encarnad, a 3,000 rs duza ; eoberloies
dealgnd.lodobrados, os mclhorcs, a 1.000
rs. ; lino madapoliio -> India, com 2i jai-
das, a 3,200 rs. a p> g i ; moilcrnos cli|ico.<-
francezes, a 7,000 rs. ; e lodo o mais sorti-
ment de fazendas finas e ordinarias, por
muilo barato prego : na ra do Queimado,
n 27, armizemde fazendas, do Ravmundo
Carlos l.eile.
--Vendem-se 5 aroliecs da companhia
de Beticribe : no armazem so p do irco da
Conceigao, n 64.
lloi (arfaba.
Na rus do l.ivrameiito, n. 14, vede-se
farinha muilo boa de S.-Malhcus, em sac-
ra, ou se ni ella, por mais harato prego do
que em unir qualquer parte.
Suba-parrilha de Sands
para remover e rurar radicalmente todas as
riifcrmidadcs que procedem da impuiezu
do sangue, ou habito dosystema.
Ksla medicina esta operando constante-
menle curas quasi incriveis, do molestias
que procedem da impureza do sangue. A
infeliz victima de molestias hereditaiias
com glndulas indiadas, ervos encolbi-
dos, e os ossos meios arruinados, licou res-
Ubelecida com toda sua s le e figas. 0
doenlo escrofuloso, coberlo de cbagas, cau-
sando nojo a si mesmo, e a quem o servia,
licou porfolio. Centenares de pc-soas que
linliam suffiilo ( por annos, a ponto de
desesperaren da sua sorto ) molestias cu-
laneaes, glndulas, rheumalismo chronico
o militas outras enfermidades procedentes
do desarranjodosorgilos do secreglo e da
circulagflo, teem-se erguido quasi nilagro-
saneiito do leilo da oiorlc, c boje, vum
consliluigOes regeneradas, com prazer al-
leslam a elllcaci desla incslimavel prepa-
rado.
Comquanto tenham apparecido grandes
curas 8t aqui produzidas pelo uso desla
eslimavel medicina, comtudo a experiencia
diaria aprsenla resudados mais notaveis.
New-York, 22 de abril de 1848
" Srs. A. I. e II. Samls. Julgando ser
um dever para com vosco e para com o pu-
blico em gcral, rometto-vos esle certificado
das grandes virtudes da vossa salsa-parri-
Iha, para que outros que boje estilo sof-
frendoestabelegam melhor a sua confianga
cfagamsem demora uso da vossa medi-
cina
Vi-mo perseguido com urna grande fe-
rida no tornozolo, que seestendia pela ea-
nella cima at o joelho, langava grande
porgiio de nojenla materia, com comichees
que me prWsvem nuulas nuiles do meu des
canso, e cram nvuilo penosas de suppor-
tar.
(i Sr. liiogo M. Coqncl, que havia sido
curado com a vossa salsa-parrilha, recom-
meudou-mo que cu uzease uso della.o do-
pois de haver tomado cinco garrafas fiquei
perfeitamente curado.
Tenho demorado um anno man lar-vos
um certificado, para reeonliecer com cer-
teza se a cu'a era permanente, e leudo ago
ra a maior satisfigfio em declarar que nSo
tenho visto, nein sentido cousa alguma du-
ranto todo esto lempo, e acho-nie perfdita-
mente restabclecido. Sou vossa, etc.
a Sarah M. Inlirt.
240, ra llelancey.
Ncsti provincia o nico agente desto ma-
ravilhoso remedio ho Vic nte Jos de Brito,
cum botica na ra da Cadeia do llecife.
Vende-se boa farinha de mandioca,
emsaccas de alqueire, a 3,200 rs, c barri-
os* a 4,000 rs. ; arroz pilado, a 11,000 rs. o
alqueire ; dito de casca o millio : na ru da
Praia, berco do Carioca, armazem de An-
tonio Pinto Soares.
Para manteletes. g
Vende-se chamalote de seda preta,
padre bonitos, proprio para man- A
toletes, a 2,000 rs. o covado : na lo-
ja do sobrado amercllo, dos quatro- ^
cantos da rua'do Queimado, n. 29. #
_* *t# Q99&&
Ka ra do Crespo, n. 12,
loja de % portas,
vende-so a pataca o covado de chita fran-
ceza de desenhos muito modernos, cores li-
sas e pannos de. superior tecido ; estas nflo
enganam.como tem acontecido em annuti-
cios feitos em outras partes, motivo por que
estes se leen tornado do pouco aprego
venham os freguezes, que conhecerfloa pu
reza da verdade.
$ Manteletes^
Ricos manteletes, cada um em seu 9
Y cailSo, chegados ltimamente de 7
1 Kranga : vendem-sena ra do Cres- *
po, n. 9, loja amarella.
A A
Urna propriedade.
Vendc-sc urna propriedade de tres anda-
res, sita na ra do Pilar, defronte da inten-
dencia, n. 145. a qual, alm da ptima vis-
ta que d'alli offerece, so acba collocada em
boni lugar para conservar qualquer estabe-
Iccimenlo: a tratar na mesma ra, n. 111,
romoSr. p.itr3o-mr.
Vcnde-se urna meia-commoda de mog-
no, com 3 gavelOes : na ra do Queimado,
segunda luje, n. 18.
__Vendo-se um bonito carro de qualro
rodas envidracodo, o um ravallo rugo, gran-
de, forte e ja ensillado para carro: na co-
olieira de Krederico llfsem defronte do
convento de S.-Francisto.
Vcnde-secera de carnauba,
e graxa do Rio-Grande: na rita
da Praia, n. 3a.
Ka loja de seis portas,
vendem-se rolles de cassa-ebita, padroes
escurosquo servem para luto, a 1,600 rs.'o
coi te de 11 covados.
Vende-se um lindo moleque para qual-
quer applicagilo : o motivo por que se ven-
de se dia ao comprador : na rus do Han-
gcl, n. 57.
Vende-se um moinho riepedra : nesta
typographii se dir quem vende.
Na loja de seis porlas.
l'roi'.iccSa dos alcaides.
Vendem-se cortes de vestidos de finas
chitas, com Ireze covados em diversos pe-
dacoa, a 1,920 rs.; metas pretas para senho-
a, a 200 rs. o par; ditas para honiem, tam-
bem pretas, aliO rs. ; chitas pretas a 160
rs. ; ditas de cores, a 140 e 160 rs. j e mui-
to linas, a 240 is. > algodSo monstro, com
oito palmos de largura, para lpnges de um
s panno, ou p*ra grandes loalhasde mesa,
por ser Irangado, a 800 rs. a vara ; e ludo o
mais por pregos a fzer conla.
Vende se um palanquim quasi novo,
por 100,000 rs.; um soph de Jacaranda,
I or C0.000 rs. ; dous pares de consolos com
lampos de pedra prela, por 100,000 rs.; um
toucador de Jacaranda por 6,000 rs ; um
par de bancas de Jacaranda, por 30,000 rs ;
urna cama de augico quasi nova e para una
s pessoa, por 14,000 rs. ; 6 cadeiras com
asseuto de palninlia, por 9,000 rs.; um la-
valoiiode aiiiarelln, por 3,000 rs. ; 112 ca-
pachos por prego muilo commodo ; panno
le linho, o melhor que so rJe encontrar,
muilo em conla allendendo a sua boa qua-
lidade : na ra do Sol, n. 9.
j Vcndcm-se os sr-guinlrs livros : Dic- (JJ
p\ tionaiy do pionuucmg; Higrsto por- 0
i tugue/; lliclionary english ; Cram- q
X nnlica fianceza por Sevene; Lobflo, q
~ segundas linhas, 3 v ; OrdenaeOes ^
'X do reino, 3v. Ceoinetiia de Eucli- ,,
^ i!es Telemaco; llisloiy of england; g
O tiirrioiurio tneleziior Vieira. 2 f. i y
espada dua? bandas em bom esUdo ; ta- gommar coz.nh.r e coser : n.ru
Vonde-aeuma escra/a propria para se
bem eu-
rua do lian-
Diccionario inglez por Vieira, 2 v.; J'
1'. Virgil, 3 v.; Calculo do Uezout, 9
O 2 v. ; Uevoirs de riiomem ; DircitO C

O dependencia, n. 12. O
O
Vende-se um moleque de elgaute fi-
.gura, com piincipios de alfaiate, e que co-
zinba ; um dito tauoeiro ; 2 pretas de todo
o servigo; 9 prclos bstanle robustos'; um
dito que se lioca por um moleque que este-
jHemidade.de aprender ollicio : no paleo
da matriz do S.-Antonio, sobrado n. 4, se
dii quem vende.
fazendas baratas.
Na ra do Queimado, loja n. 19, vnde-
se um completo sorlimcnlo de fazendas
baratas, por se querer acabar com algumas,
mesmo com abate de pregos : bem como
riscadmbosdecassa muito linos para ves-
lidose alguna de corea proprias para lulo,
a 300 rs. o covado; cortes do chitas linas
com 13 covados, a 2,000 rs.; chitas escuras
e de cores fixas paia roberas, a 200 rs. o
covado, e para vestidos, tamliem de cores
lixas, a 160 rs. o covado ; corles do cassa
chita, a 2,000 rs. ,e muito linos a 2,500 rs.;
cuales de cambraia adamascados, braneos,
e de cores, e brincos bordados com bico a
roda, a 1,200 rs. ; ditos de chita e de cassa,
a 800 rs.; lencos de cassa furta cores, a
320 rs. ; ditos de seda com franjo, a 400 is ;
ditos de cambraia com lavarinlo, a 360 rs. ;
moias para moninas a 160 rs. o par e i ara
meninos, a 60 rs.; luvas brancas do algodiio
para liomem, a H0 rs. o par.
Vendem-se 12 escravos mogos, de bo-
nitas figuras; um oplimo moleque oleiro ;
um dilo quo cozinba bem o diario de urna
casa, de 22 annos ; um dito carr.iro; um
moleque de 10 anuos; 3 negrotas de 14 an-
uos ; 1 escra vas multo lindas, que cosen,
engomuiaui o cozuuwn o diario do una
gel, n. 56.
Vendem-se as seguintes novelas : Des-
aragas da incooataocia, 2 v. ; Custavo, 3
v Historia de Bonaparte ; o Judeu erran-
te 10 v.: na praga da Independencia, n. 12.1
'___Vende-se sellins inglezes,
elalicos, cabecadas, e couros de
na ra da Cruz, n. 2, ca-
sa de Geo Kenworthy & C.
* Vendem-se ricos apparelhos
de. metal para cli na ra da
Cruz, n. a, casa de Geo Kenwor-
thy & C.
Vende-se bezerro para cal-
cado, chegado pelo ultimo navio :
na ra da Cruz, n. i, casa de Geo
Kenworthy & C.
Vende-se um piano inglez, em muilo
bom estado : na ra do Trapiche, n. 17, ar-
mazem de Jos Teixeira Basto.
Vende-se um oratorio, 6 calungas,' J
mesas de Jacaranda, 8 bancas de amarello,
3quadros de N. S. da Graga, e mais al-
gumas imagens tudo por prego commodo:
na travessa do pateo do Paraizo, n. 20 ta-
berna.
Attenco.
Vende-se, no nio-uoee, perto desta pra-
ga e anda mais de Olinda, um sitio com
casa de vivenda, 150 ts de coqueiros, pti-
mo terreno para qualquer plantagfio, com a
frente para a capclla de S.-Anna e para o
mar grande, com ptimos lugares para pes-
caras de costa e fundo: a fallar em Olin-
da com D. Luiza de Asaumpgfio Bastos, ou
no llecife, na ra do Kangel, n. 36, segun-
do andar.
Chegucm, froguzes, ao
barato.
Na ra Nova, n. 42, de-
fro te da igreja dos
militares,
vendem-se chitas muito boas, a 140, 160 e
200 rs ; riscadinhofrancez, a 300 rs.; ris-
cado monstro de mais de vara de largura, a
300 rs.; lengos de cassa, a 280 rs., padroes
delicados; ditos de chita, a 120, 160 e 240
rs; coeirospara meninos, a 200 e 300 rs.
cada um ; cortes de cassa, a 2,500 rs. com
perto de8 varase de bonitos padrees) lu-
cos, a 120.160,180 e 200 rs. ; ditos de soda
de largura de um palmo, a 400 rs. a vara;
cortes de colleles de velludo, a 2,500 rs. ;
lanzinba para vestidos da presente eslacilo,
a 206 e 280 rs. o covado ; fazenda para cal-
gas, a 2-20, 240 e 280 rs. de boa qualida-
de; e outras muitas fazendas por baralis-
simo pieco, por lr o dono de retirar-se.
Vende-se, ou aluga-se um
sitio na enlrada da estrada noya,
na Magdalena, com urna encl-
lenlo casa terrea com muito bons
commodos : o sitio esta bem plan-
tado e offerece todas as vantagens
para quem I verbo ni gosto : quem
o pretender, irija-sc ra do
Trapiche-Novo, n. io.
-- Na ra Nova, taberna u. 65, vende-se
urna porgode rebolos e pedrasdo amolar;
cerveja de muito boa qualidade, a 400 rs. ;
cha, a 2,000 rs. ; cevadinha de Franca mui-
to nova, a 210 rs. ; ararula, a 240 rs. ; fari-
nha do Maranliflo, a J20 rs.; e lodos os
mais gneros por prego commodo.
Novo sortiinenlo de fa-
zendas baratas.
Vcndcm-se cortes de cassa chita muito
bonitos, a 2,000, 2.400 6 2,800 rs.; riscadi-
nhos de linho, a 240 rs. o covado ; dilo de
algodo muilo encorpudo, proprio pan
roupa de escravos, a 140 rs. o cosado ; cor-
tes de brim braneo de linho, a 1,500 rs. ;
dito muilo "bom, a 1,700 rs. ; dito amarello,
a 1,600 rs.; dilo com lstra ao lado, a 1,280
rs. ; cassas de cores muito bonitas, a 320
rs. o covado ; riscadosmonslios com qua-
lro palmse mel de largura, a 240 ra. o
covado ; zuarte furla-cres, a 200 rs. o co-
vado ; pegas de cambraia lisa com 8 varas
e meia, a 2,720 is.; chitas de bonitos pa-
dres, a 160 rs. o covado ; ditas muilo fi-
nas, a 200, 220, 240, 260 e 980 ra. ; lengos
de seda para algibeira, a 1,000 e 4,280 rs. ;
ditos para gravhla, 1,280 ra.; e outras mui-
tas fazendas por prego commodo : na ra
do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia.
Vendem-se relogios de ou-
Vende-so a melhor ogo'ardenle de Fran- _._, ;,lPn snlwm'i'lp nntun.
ga ( pal Brandy) que tem viudo a esle mer-1 ro, COtll Vldro, e SaUoncie, paten-
cado, em caixas de urna duza, por prego le ingle!, CliegauOS agora: r
lim e canana : na ra Direita, n. 3.
Vende-se um grande sitio na estrada
dos Afilelos, com muito boa casa para fa-
milia, e rectificada de novo, muitas,diver-
sas qualidadesde arvoredos bera replanta-
dos, comoaejam: muitas larangsiras de di-
versas qulidades, sapolys, parreiras, fruc-
la-po, jaqueiras, coqueiros, mangueiras,
cajueros, e mais outras diversas fructeiras,; porCO
hortaliceagrande baixa para capim, que
s com a vista se poder melhor informar
ao comprador: na ra do Queimado, n. 10
--Vende-se um pardo bom ofilcial de al-
faiate : na ra da Cadeia do Recife, loja n.
56, se dir quem vende.
--Vendem-se duas escravas mogas, com
crias, e que silo coznheiras, euma dellas
engomma liso ; urna dita que faz lavarinto,
pSo-de-l. bolo de baca ovarios bolinhos:
todas de bonitas figuras: um sitio ni Ca-
punga, com 100 palmos de frente e 160 de
fundos, poucqmas ou menos, com novos e
diversos arvoredos de fructo, um bonito
tanque para banho, feito a moderna e com
qualro faces, um bom poco de escolente
agoa de beber, tambem feito a moderna; 1
terreno na ra do Prazer, por detrs de S.-
Congalo, com 150 palmos de frente, por ba-
rato prego ; um sobrado de dous andares,
no paleo do Paraizo : no Atorro-da-Boa-
Vista, n. 61.
Vende-se urna parte do sitio que foi do
Sr. Jos Rodrigues de Oliveira Lima, no lu-
gar da Boa-Viagem : l'az-se lodo o negocio :
na ra Augusta, a fallir com o professor
Castro Nunes.
Vende-se urna vacca torina,
muito boa leiteira ; no Hospicio,
sitio n. 8, de portSo verde.
Vendem-se pipas de ptima ago'ar-
dente : na ra do Hospicio, n. 9.
Vendem-se os seguintes livros em
francez, com bonita encadcrnacAo : liesu-
mo da historiado Brasil, Portugal, Ingla-
terra, Dinamarca, llollanda, China, Sueca,
Escocia, Estados-Unidos e Polonha. da re-
lK9o e tradiges moraes, formando a his-
toria de cada um dos estados mencionados
um volume que se vender junio ou sepa-
rado, a 400 rs. o v luine ; varias obrrs de
Jeau Jacques Itosseou, o 160 rs. o volume ;
pequeos romances sllemfles, truduzidos
do francez por M. I'.lise Voiart, 4 v., por
1,000 rs. a obra; Vida de S. Francisco de
Siles em francrz, 2 v. por 1,000 rs.; Histo-
ria de Thoodosio o grande, 1 v. por 600 rs.;
lambem.se Irocam por obras de aulas ou
novelas portuguezas; l'.uil'nu, a 100 ra. o
l'olheto : na ra do Crespo, n. 11.
& 9
.,-vj Na loja do sobrado amarello, nos Q
j quatro-cantos da ra do Queimado, q
2 n. 29, vendem se cortes de vestidos
X de seda de cores ; dilos brancos para ^
** casamento; ditos de corea, fazenda p.
jj a mais superior que aqui tem appa- "f
Jj* recido; ditos de chamalote preto; *-
dilos de cambraia de seda, padrOes *
O modernos ; chales e mantas de seda ;
O corles de colleles de setim bordados,
brancos e de cores ; esguiflo e cam-
braia de linho; mcias do algodSo
0 pora senhora, de fio fino da F.cocia ; (!)
Cha| eos de sol, de seda de cores; q
n panno de linho de 4 larguras ; c ou- rs
m lias fazendas linas e de gosto : ;tudo ,;v
Jj* por prego que agrada ao comprador. ?
0C30000<5
Cassas francezas a 500
rs. cada vara.
Na ra do Queimado, n. 8, vendem-se
cassas francezas de cores fixas, dos mais
modernos padrOes, a cinco tosles a vaja :
do-sc as amostras.
Vende-se urna preta crioula, de bonita
figura, muilo boa engommadeira, coznhei-
ra, coslureira, ecom todas as habilidades
necessaiias para o servigode tuna casa : na
ma l. iva do llozario, n. 39, no seguudo ou
tercero andar.
Noticia aos bons fre-
guezes.
lie chegado um carregamento de pinho
da Sueca, braneo e vcrmelho anda aqui
nao vislo, de 10 a 30 palmos de'compri-
mento, sem non, proprio para se enverni-
izar; lendo tamben) costado, cosladioho,
assualhos c forro para fundos de barricas.
Escuzado he decUrar o prego, porque o an-
|lii;o baraleiro est disposto a vender por
i lodo odinliciro, e quem quizer em maior
[quantidade e llie clarear avista, cautando-
1 ne ao ouvido, ser hem atlendido : alris do
| theatro vellio, armazem junto mai, ou
a tallar com Joaquim Lopes de Almeida,
coixeiro do JoSo Malheus.
casa de Geo
da Cruz, n. a,
Kenworthy & C.
Anda nao vistos.
Vendem-se riquissimos mante-
muilo commodo : na ra da Cadeia do lle-
cife, o. 48, casa de Augusto S. Corbelt.
\eude-se um carro de quatro rodas,
com arreios, quasi novo, tendo sido feito
em Inglaterra, da melhor con>trucgfio, com
assenlo pata qualro pessoas e para mais
duas un fenle : um dito americano novo, .
de4rodas, muilo leve: no sitio do falle-.letes de seda pretas e de cores,
cidoSr.G. C. Cox, antes de chegar ao Man- .)0r preco commodo. Adeverte-*e
8U--hVlende-Se.n. ra do Crespo, n. II, Lo- que este'smanteletes s5o do Ittai.s
b3o para o terreno anno, por 5,0C0 is. ; 'apurado gosto que tem vindo a
grammatica de Sevene, por varios pregos;* mercado or terem sido
cartas de Cicero, (.or 800 rs. ; Cornelios, f
por varios pregos; Ccographia por varios
l r (,' .-.; Magnum Lexicn, por 5,000 rs. ;
Diccionario de Vieira, por 3,000 rs.; Ba-
voux, direito, 2 novos volumes, por 3,000
ra. ; Virgilio, por vai ios pregos; Tito Livio ;
Horacio e Sulustio.
Merino i reto de duas
larguras.
Na ra do Livramenlo, n. 14, vende-se
mer no preto muilo fino, proprio para ves-
tidos de senhora que esliver de luto, a 1,800
rs. o covado; casemira mesclada para pa-
litos ; cortes de casemira de cores, a 2,800
rs.; e outras fazendas a troco de pouco di-
nheiro.
mandados fazer por um* seniora a
mais perita modista de I'ar'rs: na
ra do Crespo, loja n 16, esquina
qnc volta para o ra das Gruzes.
__Vende-se superior fio de al-
godSo, proprio para pavios de ve
lase para rede de pescara : na
i na da Cruz, n. 3, casa de Geo
Kenworthy & C.
Vendem-se lonas imperiaes,
as melliores que ha no mercado, e
brimzo para velas; na ra da
- Vendem-se bicha.de Hamburgo, che- Cruz caaa dc Qe0 Kenwor-
gadas pelo ultimo navio, a 25,000 rs o,cen-1 ., '
lo ; na ra do Vinario n. 8. I tny OC L.
Vendem-se bonla9 sera-
vas pretas e pardas de 18 a 3o an-
uos, que s5o engommadeiras, eos-
turairas, coznheiras, lavadeiras e
quitandeiras, entre as quaes duas
mulatinhasde 18 annos, e '4 pro-
tos macos de todo o servico : na
ra das Larangeras, n. i4, se-
gundo andar.
Vende-se urna escrava robusta o sadia,
sem vicios, de 40 annos, que cozinha o dia-
rlode urna casa, lava bem, e he ptima pa-
ra O servigo de ra: na ra do Queimado,
lado do boceo da Congregag.io, loja de fa-
zendas, n. 45.
Na ra dasCruzes, n. 9a, segundo an-
dar, vende-se urna preta de nacSo, muito
moga, com urna cria de 6 raeiea, molequi-
ulio, e com algumas habilidades; urna
crioula de 18 anuos, que engomma bem,
cose chito, cozinha e lava de sabo ; duas
pretas de naci, que oozinham, lavam de
sabo e sSo ptimas quitandeiras ; um mo-
lecotepeca.de nacSo Angola, propno para
lodo o servigo.
Vende-ae urna escrava crioula, de 20
annos, de bonita figura, propria para qual-
quer servigo, por prego commodo: na ra
Velha, na Boa-Vista, u. 33.
Vendem-se as Dcadas de
Coulo, em 15 tomos., por 8,ooo
rs. aquarta parte de seu valor :
no pateo do Coilegio, loja do 1-
vroazul.
lscravog FiigHoa
Fugio, no dia 26 de abril, a escrava
Thereza, de nseflo Angola, de 40 annoa;
tem urna cicatriz na testa de um couce de
cavallo, eosdentes um por cima dos ou-
tros ; he um tanto fula; sanio com saia
azul e camisa de algodno2nho: qoem a
pegar leve-a ao Aterro-da-ltoa-Vista, n. 38.
Desappareceu, no dia 3 do correte, o
cabra Benedicto, de-16 a 17 annos ; julga-
se ter sido sedo/ido por pessoa da Magda-
l< na, onJe elle he bem conhecido e tem re-
lagOes : gratica-se generosamente a qoem
der noticia on le elle se acha, ou pata onde
seguio mandado pelo sedutor, e prometie-
se guardar segredo, dando esta noticia no
sobrado grande do principio da estrada no-
va, ou no llecife, na ra larga do Rozario,
n. 16.
-- No dia 29 de abril, as 6 horai da tar-
de, fugio a prela Valentina, com um vesti-
do j deshilado e panno da Costa azj com
risquinbas encarnadas e franja do mesmo
panno ; ho de boa altura, bastante preta,
tost comprido, olhOs vennelhos, beigos
prelos. seio grande, ps apapagaiados ; tem
no brago direito um pequeo carogo : quem
a pegar leve-a ra de S.-Francisco, n. 20,
quesera gratificada.
G rali fi cacao.
Fugio, da Ci'dade de Maeei, no passado
abril, a escrava de nome Colela, do dou-
tor Jos Tavares Bastos, egratiHca-se a sua
spprelienso nesta praga, ra do Kangel,
n. 36, segundo andar : signaos seguinUs :
crioula, moga, disfargada, boa estatura,
corpo espigado, peitos escorridos, e com
visivel queimadura no rosto.
Fugio, no dia 3 de margo, da povoago
de Barrciro?, a parda Arcbanja, baixa, cheia
docorpo.com urna belida em um olho,
denles limados, com algumas-rugas na
cara, cabellos crespos e bastanlis miu-
dos : quem a pegar, ou a quizer comprar,
dirjase a povoagflo dos Afogados, a Manoel
Ignacio Rezerra tavalcanli, ou na mesma
povoagSo dos Barreiros, a Antonio Pedro
Cavalcanti de Albuquerquo.
l'ugiram, de bordo do br-
gue nacional Sem-Par, vindo do
h in-do-Janeiro,tres escravos, sen-
do : Sabino, pardo, de ao anuos
pouco mais ou menos; levou cal-
cal e camisa azues, e bonete en-
carnado : dous dilos crioulos, de
nomes Euzebioe Antonio, que re-
presenlam ter ?5 annos cada um,
de estaturas altas ; levaram calcas,
comisase bonetes azues. Hoga-se
as autoridades policiaes c capilSes
de campo, que os ppprebcndam e
levem-nos a Novaes & Compa-
nhia, na ra do Trapiche, n. 34*
Fugio,|do engenho de Tres-Boceas, no
dia 17 de fevereiro pascado, um pardo com
os signaes seguinlea: baizo, grosso, sem
barba, de 20 annos pouco mais ou menos,
cabellos enroscados, olhos grandes e aga-
ropados, bem feito de corpo, pernas e ps,
nariz chalo, beigos grossos, bocea regular e
com lodosos denles; intitula-so forro, e
como tal Nein munido de um passapoito fal-
so com o qual Iludi as autoridades da
Barra-Grande: quem o pegar leve-o ao di-
to engenho, ou ao llecife, em casa de lia-
noel Joaquim Amos e Silva que em qual-
qurr das partes ser generosamente recom-
pensado.
Fugio de bordo do patacho Asira em
13 de fevereiro prximo passado um escra-
vo maiinheiro, de nome Joaquim, cu'oulo,'
he alto, tem barba por bsixo do queizo,
lioxigoso, cheio do corpo o reprsenla ter
40 anuos, o qual consta que tem mfli na
cidade de Olinda : tan. bem fugio de bordo
do patacho Dom-de-Marco em 16 de atril
corrente, um esclavo inninheiro de nome
Miguel, naoilo Mina, cor preta, estatura
regular e cheio do corpo, representa ter 30
annos, levou vestido rou; a de algodfio usa-
da o inculca-se ser fono, os quaes sSo de
propriedade do Sr. Francisco d Silva Fio-
fes, negociante do Rio-Grande do sul. Pc-
do-se a todas as autoridades policiaes a vc-
rilicago de quaosquer escravos, que sejam
capturados, e aos capiUes de campo muilo
se recommenda sua captura, gratificando-sa
a quem os trouxer, na ra da Cadeia, n. 39,
casa de Amorim Irni.los, leconhecendo-so
os propria. pelo primeiro com 100,000 rs. a
pelo segundo com 50,000 rs o que se ga-
rante pelo prsenle.
PaaN. : na m, de m. us rAau.1850


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