Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06896


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Full Text
. I
Anno XXVI.
Sabbiulo 30
BASTIDA* BO COKHBIOI.
Golannae Parahlba, sagndasesexta feiras.
Rio-Grande-do-Norte, quinta feiras ao meio-
Cabo, Serlnhacm, Rio-Fornioso, Porto-Calvo
e Macei, oo !., a 11, e 21 de cada mez.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista c Florea, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os dias.
monaiBn.
-Mini;, a 5. as 5 b. 46 m. da t.
_____ (Nova a 13, a 8h.e57 m. dat.
PHUMBaLDt. Cre.c. a2l,ia I h. e38 rn. da in.
(Cheiaa27, s 9 h. e 7m.dat.
HElnAB DE HOJE.
Primelra as 0 horaa r 6 minutos da manha.
Segunda as (i hora e 30 minutos da tarde.
B5-BI
de Margo fbeoos da auscaipolo.
Portresmezcstadiantadnij 4/000
Por seis mezes 8/000
Por un anno 15/000
DAS da SSMAWA.
25 Seg. (B* Annunciacao de Nossa Scnhora.
26 Tere. S. I.udgero. Feriado paraos uegocios fo-
renses por toda a semana.
27 Quart. de Trcvas. S. Roberto.
23 Quii, de Kndoencas ( :! do mcio da em
diante) S. Alexandrc.
29 Seal. :<0 Sab. d'Alleluia S. Domnlno.
31 Dora, de Pascoa da Kesurreicao S. Ilalbina.
i**mmaaK**-'*v*~<*< iwisw as
N. 72.
W*m*stmsmmatmLWS*mmt*msnssnaatwmstman*smjiasmm
CAMBIOS ZM 28 Dxt MARCO
Sobre Londres, 28'/ d. por 1/000 re. a 60 dias.
. Pars, 346.
^.^Vb^nS:,..... gO. a g
-d"a:n^::W"S
de 4/000.......... 9/100 a 9/300
/'r..(.-Patacoe. brasileiros...... J/M0 a JaJWjj
Pesos coluinnarios....... '< a
Ditos mexicanos.......... tfSpOa '^
PARTE OFFXIAi.


MlMSTltalO DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DA 5 DE MAItCO.
Ao presidente da provincia do Espirito-
Santo, em resposta ao seu oflicio de 15 de
fevereiro, que nflo pode ser approvado o sen
procedimento suspendendo o inspector da
thesouraria, porquo os presidentes s po-
dem suspender os empregados de fazenda
por abuso, omissiio, ou erro commettido
em seus oflicios, como he expresso na lei
de 3 de outubro del831,art. 5 8, e niio se
verifica islo no caso controverso, dando em
virtude de um oflicio por provada a injuria,
que diz Ihe irrogara o inspector, o pune
com suspensfio : outros eram os meios a
que devia recorrer, ou aosjudiciarios, ou
ao de representarlo ao governo para provi-
denciar ; cumprindo, portanto, que seja le
yantada a suspensfio.
DEM DO DA 7.
A'tliesouiaria do MartnhSo, declarndo-
se que o simples fado de. requerer-se a
qualquer reparlic/lo ou autoridade com do-
cumentos nSo sellados, no se pode consi-
derar sublraccfio nos termos do Hrtigo 66 do
regulamenlo de 26 de abril de 1841 para ef-
feilo dse mi r a multa de 20,000 a 100,000
rs. : I.", porque as ditas repartieres e auto-
ridades o que incumbe he niio allender olli-
cialineule ou deferir qualquer requeiimen-
to ou papel instruido de documentos niio
sellados, para no incorrerem na multa do
artigo 65 : i", porque as duvidas susci-
tadas entre as parles e os agentes fiscaes
cerca da tasa correspondente ao titulo que
devo pagar ; a respeilodo prazo para ri-
val idacSo; esobre mullas por nfracgilo do
citado regulamento, devem ser julgadas pe-
Jos chefes das estacOes iscaes que arreca-
dam o imposto do sello, conforme o artigo
69 do niesmo regulamenlo, e com os recur-
sos estabelecidos nos arligos seguiutes.
INTERIOR.
1UO-DE-JANEIRO.
CAMAItA DOS SRS. DEPUTADOS.
sissa'o de 6 m*"co.
/'residencia do Sr, Gabriel Vendes do$Sanios.
CDIGO DO COUHERCIO.
Entra em dlscussao as emendas do senado ao
cdigo do coinmercio.
O Sr. preiidU: Km 28 de Janeiro do cr-
reme anno foi approvado un parecer da mesa
sobre indicaco do Sr. Joao Antonio de Miran-
da, afm de que a cmara podesse discutir vo-
tar em globo sobre eslas emendas. Eu vou,
pois, consultar a casa se com efleito quer ad-
nittir este methodo de discutir e volar.
O Sr. Sonsa franco (pela ordem) pede a le
tura do parecer da mesa. O Sr. priiuciro se-
cretario faz esta leilura.
OSr. Preiidenle: Eu entendo que o pare-
cer he facultativo. A cmara pode discutir e vo-
tar em globo querendo, assini como pode tam-
ben) considerar individualmente as emendas.
OSr.Soum Franco: Eu queria leiubrar
cantara um meio para esta discussio e votacao.
Se nao acho conveniente que ae discuta e vote
aiu> por artigo (e o cdigo consta de mil ar-
tiyos), taubem nao julgo conveniente que se
discuta e vote englobadainentc. Lembrava,
pois, que se dividisae a dlscussao e votacao
por partes. O cdigo consta de quatro partes:
pi une.ra, cominercio em geral; segunda, con*
inercio martimo; terceira, quebras; quarta.
urgauisacu. Rngava, pois, a V. Exc. que con-
sultasse a cmara para ver se ella quer que, se
divida a discusso eiu quatro parles para que
se discuta cada uina das partea separadamente.
(> Sr. I'rtiid/nie: Vou consultar a cmara
sobre este requerimento do nobredeputado....
O Sr. Carearla Uorlira Eu creio que o re-
queriuienlo do Sr. debutado deve ser discu-
tido.
O Sr. Preiidenle: Pois bern : o nobre depu-
tado pelo Para tenha a bondade de mandar o
seu requerlmenlo a mesa.
lie lido, apniado e entra em dlscussao o se-
gurle requerlmenlo i
K Rrqueiro que a dlscussao e votacao se faja
por parles do modo srguiute:
a 1.'parle. Do coinmercio em geral.
2.' Commerclo martimo.
* 3.' Das quebras
4.* Titulo nico da administrado da jus-
lica nos negocios e causas comuierciaes.
Aouja frailea.
O Sr. Miranda: Tenha V. Exc. a bondade
de me mandara disposico regimeutal vencida
anula lia puucoa dias sobre indicaco iiiinha.
(He ialiifeit-i.) Creio que o requerimento do
nobre deputado nao pode ser approvado. Pela
disposlco anterior do regiinenlo as emeudaa
que vlnkain do senado, all propostas e appro-
vadas sobre qualquer resolucio da cmara,
eram discutidas uina por urna ; mas, como en-
tend (e commigx eulcuderaiu muitos nobres
depuladosj que o cdigo commercial era ob-
Jecto tue devia de ser volado como pus uccla-
inaco (apoiadoi), que deveriamos e*iiar quanto
podesse ser longas discussdes (apoiado*), por-
que a adopeo do cdigo commerpial he ueces-
sidade urgeulisslina de que o pai/. nao pode
prescindir, levado destas cousiderajes, man-
de! a mesa uina iudicac .o com o l'un de ser re-
formado o artigo do regiment na parte rela-
tiva a semcllianle objecto. nto se venteo o
srguinte. (aparecer da neta.) Assim, pois,
est vencido por deliberaco da casa, lilba da
dlscussao sobre uina indicaco, que as emen-
das ao cdigo sejaui discutidas e votadas em
globo, lie ni v V. Exc. que, se hoje- se reconbe-
cesse utilidade em serem discutidas por parles
estas inenda*, fazendo-se a divisao que quer o
nobre deputado pelo Para, Ir-se-hia por um
simples requerimento, por urna simples vota-
cao, reformar o rtgimculo em urna parle em
que forzosamente seria preciso que seadup-
tasse una outra Indicaco. Seria uecessario,
para hoje lotutu-ac uina. deliberado opposu
aquella que foi tomada sobre indicaco minha,
que houvesse nova indicaco, que esta indica-
cao fosse mesa, e, depois de discutida, fdsse
approvada (apoiadoi); mas por um simples re-
querimento inverter as formulas regimentaes,
he cousa que me parece extraordinaria, que
nao poder obter a approvaco da casa.
A' vista desta simples consideraco, o reque-
rimento nao pode ser approvado. Desejarci
milito que os nobres depulados me acompa-
iih. ni no iuluito de approvar o cdigo tal qual
est.. .
O Sr. Rctende: Por acclamacao, nao
0 Sr. Miranda : He questo de nome vo-
tar por acclamayo ou votar sem discusso. O
;iue eu desejo he que seapprovem as emendas
do senado para que nao tenhainos adiaucntos,
protelaedes, embaracos e fusao. A necessida-
de que temos do cdigo do coinmercio he por
todos reconhecida urgenlissima. [Apuiadut.)
Desejo que o cdigo passe tal qual. A expe-
riencia, as observaces das Autoridades encar-
regadas de executa-loguiaro o governo, guia
rilo o corpo legislativo no melhor meio de re-
mediar as fallas e necessidades que forem ap
parecendo. Portanto, hei de dar o meu voto
contra o requerimento do nobre deputado pelo
Para.
U Sr. Soma Franco : Se o honrado deputa-
do pela provincia do Rio-de-Janeiro podesse
mostrar que a* disposiedet do cdigo que se
querern discutir e votar engloliadaiuente, sao
objectos que se decidam naoccasio, e sem ai-
lenco alguina ; se podesse mostrar que est
j decidido que se discuta de uina vez todo o
cdigo, ento teria vencido a sua quesrSo, Cu-
tio terla mostrado que eu nao tinha raso. No
cial, nSo poderia restringir o ponto da dis-
cussfio; ns navegaramos em um mar tilo
vago como se fossemos discutir englohada-
mente todo o cdigo. ( Apoiados. ) Se acaso
as emendas fossem mais limitadas, se acaso
se podesse discriminar a natureza deltas, se
fnssem sobre urna ou outra parte de modo,
que nos podessemos encarar essa quesillo
especialmente, seria necessario que niio abs-
traissemosda discussilo por partes ; mas a
dlsnissiio como propOe o honrado deputado
vem a ser ociosa. Se passar o requerimen-
to do nobro deputado, qui'rcndo o nolire
depuludo discutir a primeira iaii seria
obrigadn a tratar de um liio grande numero
de emen las que nem a sua lUenQo, nem a
da cmara seria bastante por causa dos mui-
tos arligos que haveria a rontcmplar. Por-
tanlo 0 resultado do iei)iterimento do uo-
bre deputado venta ser nicamente perda
do lempo. Se acaso o nobro deputado aclis
que he precise discutir slgumas das emen-
das, elle o pode fazer engloliudaniente com
o mesino successo como 83 acaso passasso o
seu requerimento, porquanto, como discu-
tidor, tanto Irahalho ou dilliculdade tenho
em fallar em urna materia que tem 50 arli-
goo como em urna que tem 200 ou 300, por-
que tanto urna como outra cousa excluo a
precisSo de limites que devem ter os ponlos
de discussBo. Alm disso, propendo a crer
que o requerimento do honrado membo j
eslava em parte prrjudicado pela emenda
entreinlo he do regiment dacasa, quequan-1 regiment il : desde que se reconheceu que
do se val por em dlscussao um objecto se pos- a (jjScuss5o devia ser em globo, no sei CO-
?*.rl'! a.PaLa"" ^'f ^?!?Z',5 ..?e""["*r I mo se possa admittir agora a este respeito
a melhor mancira des
sao, eque, portan
proceder sua discus-
una quesillo de ordem.
rmenlo. Note o
tao nao est vene
I
ato, te... lugaromeureque-iu"a M"'- <" "".' ".
nobre deputado que aque3-!t,,do pede que a discusso seja dividida
ida: diz o parecer, que sendo,* Partes, niio sera licito a outro deput
Se o imlii- depu-
em
ido
...conveniente disculir-se tiiii por um os arti-. pe iir quo seja dividida em 8, ou 16, e no
gos -j cdigo, a cmara decidir quanto i sua (icaria assim contrariado o vencimcnlo da
discusso em globo, mas nao que se discut s- ca* Portan to voto contra o requerimento
sem todos ao niesmo lempo, e nem a expresso 0 noure deputado, n5o SO porque suppo-
em globo exclue a discusso por tres ou quatro nhl) ( cerlo ponlo hl) a questi1o Ven-
6,De.^^
ta sobre este ponto ; o nobre deputado quer cs-"> st>bre as pane* iz luz aigu-
que a materia entre em discusso, e se nao ma sobre a materia.
discuta! O nobre deputado quer a votacao por | Alm disto, devo dizer, para sai. i
acclamacao e sem discusso (Apoiadoi.) O no- todas as susceptibilidades e amor dit,
bre depurad tras nina novidade nesta mate-! s3o que apresentou o nobro deputado, que
ra; he verdadeira novidade exigir de urna'este cdigo, comquanto fosse approvado
cmara, de um corpo deliberante que vote por por cclamacilo nesta Cmara, om 1834, OU
acclamacao, isto he, sem discuasno, urna ma- -p,.!...,.., >,,, eomliido um dos Ira-
teria destas. (Apoiadoi.) Eu emendo corno o 3 .a.sl ",CC.,!>" comtmio um uos tra-
nobre deputado. que conveulu la I vez fase r balhos legislativos que tem sido ma.s elabo-
passar estas emendas ; mas fazer passar depois T"io "M cmaras ; ComeQOU em 1827 ; leve
de examiua-las todas, dando um voto conscieu- urna discussilo luminosa no senado ; n3o
cioso, e niio um voto ceg por acclamaio. Eu pode haver nesta cmara urna discussSo
suppouho niesmo que lie necessario que haja mais luminosa do que a que leve esle codi-
discusso, porque as discussdes as cmaras g0 no senado brasilciro
sao uina especie de continentalus muito ne- 0 Sr D Uanocl :-Eu quero ouvir aqui as
:is. ftao se enteudcn umitas das' .. ^
emendas, e he preciso que o nobre ministro 2 c 'i j ii.ai >'. t..k. v
da justica, que he que.n loma a direccao desia I Sr- Si/eeira da Molla Eu tenho bem
discusso, as explique. A cmara dos deputa- presentes as discuSsOcs do senado, ecom-
dos nao be um corpo deliberante que deva vo- qtiiint" n ronlieo i que O co ligo he suscep-
tar sem exanie algum materiaes desta ordem, tivel de melhoramntito, que no he por cer-
que d sua saneco sbpalavrade outremsem lo unn obra completa, que ha de ter imper-
exarne algum. N'o podemos, uo devenios vo- feirOes, direi que mo s acho que houve a
lar por acclamacao emendas que vieran,, nao respelo uma .lisci.SSIo muito vantajOH,
de0assssjr*p ro ra,"irSreconheco umb*m qr oi,c?rpos ct
U Sr. V. Manuel: J o luen.os assim uma Uw, que as cmaras legislativas nflo
vei. i silo pela sua natureza muito proprias para
Sr. Atambuja: l'in 1834....
(lia outros noarlrs.)
OSr. I'reiidmte: Altrnco! altencSo !
a discussilo de cdigos ; sempre que as c-
maras legislativas se inlromelterem a pene-
trar e tllerar o sj^st^ma de codih'caces, hilo
O Sr. Soma franro : Se se fes, nao he isso ]e)0 comprometter a unidade desses traba-
motivo para agora o repetinnos, se se fez fot ||II1S
destas emendas, afim de que possa sabir o
cdigo mais correcto, e com perfeicSo ?
NSo ser islo de mais utilidade pira o paiz,
dooue darmos o exemplode votar por ac-
clamarjfio uma materia de tanta msgnitu-
de, um syslema que tem de dirigir as re-
lai.r. commerciaes do Brasil inleiro i' Cer-
lo que semelhanle proceder niio se compa-
dece com o decoro e Ilustrarlo da ca-
ntara.
0 nobre deputado pela provincia de S.-
Paulo poder assegurar que algum, ou al-
guns dos nobres niembros da casa fossem
capa/es, durante o intervallo da sessSo de
hontcni, para hoje ler e examinar rada urna
destas emendas, combina-las com as dispo-
sires do cdigo para emitlir um juizo se-
guro sobre ollas ; pois que se niio pode con-
siderar s emendas, sem recorrer-se os ar-
ligos do cdigo de que fazem ellas parte ?
NSo, Sr. presidente, eu duvido que se
aprsente alguem que digaeu tive lempo
porque era materialmente impossivel exa-
minar as emendas e coteja-las comas dis-
posli/i.'s (li> cdigo. Algumas cousas ape-
nas pude lr, e alguma cousa vi que merece-
ra ser discutido nesta casa ; porque Date
curio espado de tempo niio era possivel oc-
cupar-se um individuo de cada urna das
materias deque traa o Cdigo, por que sa-
be muilo bem a cmara que este cdigo con-
ten materias muito importantes, materias
dilfic is, materia que de algum modo vai ne
onconiro a disposit;0es de leglslicfio ante-
rior, do que necesariamente ha de resul-
tar inconvenientes na pratica. A inalenu
sobre letlras de cambio precisa de alguns
reparos. As disnosiedes sobro hypolheca
deviam ser melhor atend la. pela canta-
ra, e principalmente aparte da organisa-
E ssim muitos outros ponlos deviam ser
nula considerados, para que essa obra
fosse melhore podesse gozar de tola a fr-
5a moral, porque se ha de dizer sempre--
he obra das cmaras. A materia de um c-
digo commercial, niio sendo tilo liquida
corno se presume, alguna utilidade ha em
casa oceupar-se com a discussiio dessas
u.nendas. Atienda a enriara quS0 vai dar
ao paiz uma legislarlo toda nova, a qual
vai firmar preceilos e destruir usos que
esto j encaixados no commercio. I'ara
isto chamo a vossa attencBo, meus senho-
res. A argumentarlo do nobre deputado
em minha opiniilo o que provou foi que nos
no devemos examinar os artigos segundo
as quatro partes do cdigo commercial,
martima, de quebras e orgaiiisago da
jusliga ; mas que devemos examinar cada
unidos arligos do per si Fundindo-se, pois,
a sua argumentado nesse corollario, i.So
tem lrQa alguma porque prova de mais.
Allegou-sclamhoin que esta materia ti-
nha j siJo distribuida na casa
Atijuns Senhorrs: lis mais de mez.
O Sr. Angelo Raiirm : Conce lo de
bom grado, foram distribuidas essas emen-
das ha mais de um mez, porm que importa
islo .' Estivemos nos adstrictos ao estudo
dessa materia ? \o, meus senhores, estove
a cmara oceupada com projectos de ou-
tem a palavra para responder como autor
do requerimento.
O Sr. miranda : -- J Mlou duas vezes.
O Sr Suiza Franco :-N'So quer queeu fal-
le tambtim neste caso ? Est visto que nao
gosta das discossOes.
O Sr. Prndenle: O autor do requeri-
mento pode fallar duas vezes, niio se conta
a vez que falla para fundamentar o re-
querimento. Tem a palavra o Sr. Souza
Franco.
O Sr. Souza Franco : Sr. presidente, o
meu honrado collega que se senta a meu
lado desfez de tal sorte os argumentos do
nobre deputado por S.-Paulo, que eu es-
peruva quo outro nobre membro sahisse
em seu apoio ; mas como ninguem pedio
a palavra. ...
OSr. diranda d um aparte quo nioou-
vimos.
O Sr. Souza Franco : ... e como o nobre
deputado pelo Itio-JeJaneiro diz que no
he necessario, porque elle quer volac/io e
nao dlscusaSo, o nobre deputado quer vo-
tos e nfio quer esclarecimentos Como nin-
guem to'iiou a palavra, eu accrescentarei
aoque foi dito que o nobre deputado por
S.-Paulo nfio sentir a contradicQilo em que
cahiadizendo, que linba havido una dis-
cusso luminosa no senado, e que os cor-
pos legislativos nfio silo os mais proprios
para tratar dest-s materias : isto quer di-
zer que o senado, que tambem he corpo le-
gislativo, he muito (iroprio pjra discutir es-
tas materias, e que a cmara dos amputa-
dos nfio tom os cutihecimentos precisos Eu
i>ei;o ao nobrd deputado que tenha em me-
hor conta a cmara dos depulados...
O Sr. Silveiru da Molla : Eu estou per-
suadido que o senado be mais proprio do
que a cmara.
OSr. Sonsa Franco: Quer dizer que o
senado he mais illustrado ; acredito que o
seja at certo ponto, mas nesta casa ha
tambem illustracao, ha membros distinv
toscapazes de discutir estas questOes de
maneira que salisfaca ao paiz, que satisfa-
ga os deveres que cada um de nos tem.
Dase o nobre deputa loque.se nfio he possi-
vel discutir-se tudo de uma vez, no he
possivl discutir-se dividiudo-se o cdigo
em quatro partes. Quando a discusso se
limita s a urna materia, como o dirailo
commercial, aquello que laucando suas
vistas sobre esta materia fizor della um to-
do, nfio lera mais coherencia do que se, co-
mecando pelo direito commercial, passar
inmediatamente a martimo, passar as
quebras e a organisaeflo ju liciaria ? Nao
p le o nobre deputado sustentar que, se he
dillicil discutir 960 arligos juntos, nfio seja
mais fcil discutir cada vez 150 ou 200 ar-
tigos. Cutio sustentar o nobre deputado
que nos nfio po leremos discutir melhor al-
tenlen lo a ca la urna das partes em s do
que tratando de tudas as parles ao mesmo
ternpo ? O que se dicidio niio queria tai-
vez dizerludo de urna vez--emglobada-
menle quer dizer tambem discutir cada
uma das partes principaes de per si, em-
glnhadamente.
Er quero lernbrar ao nobrd deputado por
acamara oeronaoa com au rtius uo uu-1 ------- -, -_ j-, -,;
tra ordem. teve outros Irabalhos de que S.-Maulo que estaj emondaafAra taU-
quo havia oe attender para |daa ha mais de dous anuos, equejasellie
um abuso.
(I Sr. O. Manuel: Nao apoiado, nao fui.
OSr Souza Franco:Eu entendo que a
quesillo nflo esta anda decidida ; o parecer
da mesa foi para que se nfio discutiste arti-
go por artigo, mas haverMguem quo te-
nha a prelemjo de dizer que ern quiuze ou
vinte horas pude ler todas eslas emendas,
todos estes arligos que vamos volar? Se
ninguem os pode ler, ha alguem habilitado
para dar um vol conscieitcioso nesta ma-
teria?
Uut Sr. Deputado:Est distribuido na ca-
sa ha muito das.
OSr. Sousa Franco :Mas foi distribuido
em occasio em que tiohamus diversas ma-
terias de mais importancia que uos uceupa-
vam lodos os das, quero dizer, que oceups-
vam aquclles que do atloncfio s materias
que se discutem na casa, e he a respeito des-
tes que eu fallo. Se nos estivemos oceupa-
dos toJos os dias, se ninguem pode lanzar
os oliins sobre estasemenias, como se quer
que volemos sobre ellas sem a mener refle-
xW NSo seria bem etnpregada uma dis-
Cussfio de dous ou tres dias, que explicasse
eslas emendas ? Em uma palavra, nfio con-
correrei nunca para que a cmara dos se-
nhoros depulados vote por acclamaffio ma
teria desta ordem e he por isso que liz este
requerimento.
O Sr. Silveira da Molla :Sempre defen-
sor dos direilosda discussBo, eu nSo duvi-
daria acomianhar as suas vistas o honra-
do autor do requerimento se acaso pela ma-
neira por que elle esta concebido por ventu-
ra se podesse obter o resultado que o nobre
deputado tem un visla, quo he uma iuves-
ligacilo miudade todos os artigos de que
trata o cdigo commercial; mas, pela ma-
neira por que esta concebido o requerimen-
to do nobre deputado pelo Para, o resulla-
do que se obler he o mes 110 que se hou-
vesse uma discussiio em globo ; a divisSo
em 4 partes em que ae divide o cdigo com-
mercial nfio inauz a possibilidade de uma
discussiio especial.
O Sr. Aprigio :--Nlo he o cdigo que est
em discusso, silo aa emendas.
O Sr. Souza Franco :Sflo tantas as emen-
das que he todo o cdigo.
O Sr. Silveira da Molla Mas como es-
sas emendas se referem a todas as partes,
anda assim o pensamenlo do nobre depu-
tado no poderia ter resultado algum, nfio
poda trazor base para uma discu&>3 espe-
Nfio sou apaixonado dos corpos conecti-
vos para as obras de codilicaQo ; conten-
to-me, pois, com esta discusso que houve
no senado a respeito desta queslfio des-
canso ni cooperario de muitos homens ha-
bis que leeni tido parte nos Irabalhos do
cdigo do commercio, e desejo satisfazer a
anxiodade publica com que he reclama la a
satisfcelo dessa necessidade. Voto, por tan-
to, contra o requerimento do nobre deputa -
do do Para.
O Sr. Angelo Hamoi :--Senhor presidente,
o que ac bou de dizer o nobre deput-do pe-
la provincia de S.-Paulo confirmou-me mais
na ideia em que eslava de que a discussiio
das emendas do cdigo do commercio n.lo
devia serenglobadamente.
Disse o nobre deputado que o requeri-
mento do meu nobre collega deputado pela
provincia do Para iade encontr ao regi-
ment da casa porque havia passado uma
disposieilo determinando que a discussBo
das emendas do senado ao projecto do cdi-
go commercial fosse feila englobadamente
e assim tambem a votacao ; mas eu julgo
que o nobre deputado porS.-Paulose en-
gannu, porque a disposiefio regimeutal he
faoltaliva, ella diz 1 Possa a cmara a pe-
dido de algum de seus membros determi-
nar, etc. Logo, se apparecer un deputado
que requeira que a discussiio e a volaco
tillo seja l'eita em globo, mas que o seja por
partes, por artigos, pode a casa tomar urna
leliberaclo acerca deste requera ento.
( Apoiadoi.) Assim, pois, foi muito bem apre-
sentado o requerimento pelo meu nobre
collega pelo Para.
Disse mais o nobre deputado, que a dis-
cussiio a respeito do projf co do cdigo do
commercio linha sido muito luminosa no
senado. Eu nfio duvido, porque confo as
uzes dos nossos senadores; a discussilo foi
extensa, foi luminosa, pensou-se muito so-
bre esle objecto ; inss, senhor presidente,
por ventura s.egurara o nobre deputado
que uma, ou outra cousa nfio livesse escapa-
do perspicacia dos nobres senadores que
tomaram parto nessa discussiio .' O nobro
deputado no se lembra desseanlgo pre-
mio da Horacofluanr/ooM onsii dornutat
Hornera e porque se niio engaaran) os
nobres senadores em algumas dessas emen-
das? Nao s3o infalliVBis ? Senhores, que
inconveniente pdevir de se oocunar a c-
mara durante 2 ou 3 dias com a discusso
encarregasso
poder discut-los o esclarecer o paiz. Sa
havia materia que chamava a alinelo dos
nobres depulados com preferencia a esta,
claro esta que o argumento nada prova.
Em minha opiniilo o que se deveria terfei-
to era marcar esta materia para ordem do
dia, em occasifioem quo estivesse acama-
ra desenveocilhada il'ssas materias mais
importan tese domis ponderagfio que absol-
vem toda sua attenr;ilo,ouquandohouvessem
alguns dias de folga que ao menos dessem
lugar niateralm-iile parase ler tantas e-
mendas, quando niio permittissem esparto
de lempo para as examinar, e livessomos
entilo descanso para attender a essa inli-
nidade de emendas: porem, de um da
para outro be isto materialmente impos-
svel.
Um outro argumento, que foi apresenta-
do e desenvolvido pelo mestno nobre depu-
tado por S.-Paulof#con8islio em que as c-
maras eram improprias para tratar destas
materias. Sr. presidente, se as cmaras
silo improprias para tratar das materias
commerciaes, porque rasfio tem-se gasto
tanto lempo com o exame desse projecto do
cdigo commercial ? Teria sido melhor que
o cdigo livesse sido feito por uma com-
missfio, e que a cmara decretasse que vi-
gorasse, e que a proporefio que apparecesse
a ni cessidade de reformar um ou oulro ar-
tigo, fosse a cmara fazendo resOluc,6es
parciaes, porque dest'arto evitara a perda
dotempoquegastou tratando do um sys-
tema que so irlia iinperfeto, podendo-se
oceupar de necessidades urgentes que tem
o paiz, e a que era indispousive attender ;
porm, una vez que o corpo legislativo
encetou a obra, deve acaba-la. As emendas
saofructode um dos ramos do poder le-
gislativo, ao outro ramo compete examina-
na-las, esobre ellas omitlir o seu juizo, e
nflo submelter-so. Esse melhoJo experi-
mental seria mais conveniente e mais de-
coroso do que pretender-se volar por ac-
clamacfio, o quo importa dizer no se
examinesubjeitando-se a cmara a decisSo
do senado sem envesligacS* alguma. As
emendas do senado emlim dandoao projecto
do cdigo commercial o carcter dos pro-
jectos etn geral submetlidos consideradlo
do corpo legislativo, niio pode a cmara
prescindir de discutir essas omendas. Em
face das reflexes queaesbode fazer, ufio
posso deixar de volar pelo requerimento do
honrado deputado pelo Para.
O Sr. Praidente. 0 Sr, Souza Franco
scntirain os erros. Depois dessa poca j o
proprio governo ern seus decretos fulminou,
derogou muitas parles destas doutrinas;
ha decretos do governo posteriores passa-
gem dessas emendas em que muitas douiii-
nas aflo postas de parto; e lembrarei ao
nobre deputado o decreto de 10 de Janeiro
de tsi9, o decreto sobra os correctores,
materia que be preciso discutir, eque por
esemplo no pirecer do c.jtiselho de estado
que se refere a este regularnenlos elle diz
que nfio era da digniJado do paiz e do go-
verno imperial decretar que os correctores
cstrangeiros uma vez nomeados e servindo
nestes 5 annos fossem depois despedidos
como determina uma Jas emendas do cdi-
go commercial, que exige que depois dos 5
annos os correctores sejam necessariamen-
le Brasileiros.
Se nos dous annos passados ha alteracoes
destas feitaspelo governo.com quer o nobre
depulado que passe o cdigo tal qual ? Re-
pito anda, d-se dous ou tres dias para de
novo considerar-S9 este negocio, embora
depois se volem as emendas, e nfio sera
lempo perdido para o paiz. Nfio se trata
de um cdigo inteiro; obra de algum sabio
que nfio convesse contrariar em sua unida-
de : sflo pelo contrario emendas de oulro
ramo do poJr legislativo as quo temos de
votar, o declaro muito formalmente que se
passar a discussSo em globo de lodo o cdi-
go por utna vez, eu nfio tomarei parle nel-
la, e nfio volarei na quesillo ..
O Sr. Angelo llamos :Apoiado, tambem
eu.
O Sr. Souza Franco :.. porque acho
improprio demim eda cmara volar mate-
ria destas sem su ii'rciiua ter pJidu -la,
porque ninguem leu esle cdigo as 1-2 ou
15 horas que se nos deu paralo fazer.
O Sr. Pacheco :Sr. presidente, a discus-
sSo do cdigo do commnrco nSo he nem
deve ser encarada politicamente.....
O Sr. Sousa Franco :Quem he que a eo-
carou politicamente .'
O Sr. Pacheco : Devemos tratar desta
questao com a inaior franqueza e sangue
fri possivel, pondo de parle as susceplibi-
lilades de partido; assim no posaodeitar
de estar nesta occasio do accordo com o
nobre deputado do Par, e de votar pelo
seu requoiiineulo.
Trata-se de satisfazer a uma necessidade
do pai/ ; o commercio de ha muilo lempo
reclama lois proprias, duras e methodicas ;
recouneco esta necessidade, pois actual.



KM
metilo regemo-nos ncste ramo por algumas
leis ospalhadas aqui e all, pelo usos com-
rt creaos, e peine leis das nacCes eivilisa-
las ; lie pois conveniente accolher os re-
clamos contra esta nctoalidarie, mas devo-
remos marchar sem exame? Ser um facto
ave'igosdo que osle cdigo he hom, ou
mesmo menos nao, que nilo trar talvez
maiores males aocommerelo ilo que aquol-
I09 que seiualmonle deploramos? Ku nflo
assevero que os trapa; nflo fiz ainda um
maduro exame, desejo estuda-lo, e por isso
quero a discusso, ea cmara devo quero
la. N5o foi a cmara actual quem discutio o
cdigo; para nos he elle inteiramente es-
tranhu.....
O Sr. Morar Sarment :Apoiado.
O Sr. Pacheco :Trtta-se agora de discu-
tir urna mullidflo de cmenda quo quasi
fazem um coiligo, as quaes fram appro-
vadas no senado e temos de discuti-las sem
que nos fusse dislribuido o cdigo, para
com elle as compararmos. He bom.portan-
tn, que ao menos as estudamos, e discuta-
mos em quat'o parles. So ain'a assim
pouco so adianto r a discussno.como se diz,
por maior torga de rasilo mais dilficuldades
so darfio em una s discussSo em gluho.
lio ohvio que se nto he fcil Uro la exa-
minar e discutir toda a parte commercial,
-i martima, a parte da organisagflo dos t' i
huntes, etc., separadamente, peior ser
reunindo-se todas estas materias. Senho-
res, nfiodissimulo que conven) melhorar-
ii.os as leis do commcrcio, mas nflo lie esta
a nccessidaile mais palpitante dopaiz; nu-
tras existem, que mais urgem, cuja satis-
farn lie cu n mais anxiedade reclamada ;
que lem pois que gastemos seis, oto das
nesta discusso? Que grande rasflo lia que
nos oliriguo a privarmo-nos do direito de
exame que temos sobre esta materia ?
Sr. presidente, eu comparlo o pensa-
mento dn meu nobre collega pela minha
provincia ; cu julgo com elle que os corpos
deliberativos silo os menos proprios para a
oonfecgflo de cdigos que exigem um sysle-
ma quo requerem unidade em todas as snas
partes ; mas esta unidade lalvez esteja bo-
je dislruHa oj ;-o menos oirendida com as
emendas do senado Longe de mim o sup-
I<"!' que a discussSo do senado mo fosse lu-
minosa ; mas ser impossivel queasemen-
das approvdas tenhain alterado o systema,
e que resulle um todo imperfeto ? Tinha o
senado tempo de profun tar questes com-
plicadas de dircilo commeroal e martimo '!
Nlo ser ho.n que tamben) nos examinemos
esta mt-ra? Nilo quero dizer que assim
procedamos para a loptarmos novas emen-
das. NtO| minha opiniflo he nu ou as
approvonos sem alteracSo, ou as rejeile-
mos com. lelamente : cumprc, poim, que
nilo nos p-vemos desse tame, que nflo
deix>mo< de avallar se convm a adopg.lo
do cdigo tal e qual so acha, ou so nflo con-
vni. Digamos, sim ou nflo, porm s-
llenlo o que fa/emos.
Falln se no regula ment que o governo
deu a rcspeitu dos correctores; he mais
urna rasilo que tenho para dosejar profundo
estudo. Itcceio que a adopclo e exf cuc'io
do cdigo tenha lalvez de acarretar males
ao commercio, nflo s por defuito do syste-
ma, como d rcdacgflo. Se o icgulam-nto
dos corredores, que he irais mi menos,
com pequea alteradlo, a doctrina do co li-
go que queremos auuptar, suscitou taas
qucixas no coinineicio, quem sabe oque
nflo succeder da execuc.no de todo o cdi-
go ? S pela exccucilo de uma pequea par-
le levuntaram-i'C : 1..11 :. clamores, Nflo
coiiviria examinar se por ventura aexecu-
gflo do endipo lera de acarretar ainda maio-
res clamoresP Ju1g'n,porlantO,quo adiscus-
s.lo snhre esta materia he mais importante
do que sepeus ; -leixemn-nns de eppro-
\agflo poracelamacilo (apoialos,, i cm seria
ato digno da cmara, neni seria convenien-
te ao piz, porque ocodigo uo seria exc-
eutado coin aquella Mica moral que sem-
prc tilo as disciis-es.
O Sr. Souta Frauco :Apoiado.
O Sr. Carneiro da Cunta :--l'eco a pala-
vra.
O Sr. Pacheco : Senhores repito que
iiflo be do meu intento injuriar o senado.
que eu muito acato, mas o senado nio po-
da fazer mais do que fez, qoe fol aprcel-
tar disposices dos coligo* francez e por-
lugiie/, formulaiulo-as cm emendas. N'ilo
li im.i mesmo lempo para mais.....
Finalmente, senhores, se o cdigo livor
grandes e consideraveis imperfcigcs, con-
vira neste caso procurar algum antidoto,
isto be, cumplir armar o governo de auto-
risagflo para que,| or meia de reglamelos,
possa remediar os defeilos. V. para se en-
trar no coiibiciu ento de ludo islo nao sera
preciso que meditemos? Tem-sc acaso re-
cejo que no passein as emendas ? Tcmpo
ha de sobra, o a maiuria tem malos de en-
cerrar a discussSo. Ku nflo duvjdarei vil-
lar por ellas; o que quero be convence r-nt*
do quo he mais conveniente que passein,
de que a sua execugflo nflo lie impraticav I
Para qu' entremos ncste conliecimcnto jul-
go bom que pusse o requerime nto do nobre
depulado do Para. Voto, pois, por elle.
f Continuarse ha. }
ALACOAS.
Extracto do expediente do Exm. Sr. prn-
dente Dr. Jos liento da Cvnha Figueiredo.
21 DE FF.VF.REIRO.
Offloio. Ao delegado de San-liento e Barra-
Grande, dizendo-lhe que coadjuve ao mektve
da lia rea porlugurza Ctimilta, na arrecadafao
dos objeclos naufragados nesga costa, os quaes
devem er conduzidos para esta capital.
Dilo. Ao inspector da iliesourarla de fa-
/enda, para mandar entregar aoalferes Rozru-
do Jluiiteiio de Lima 7:000,1100 de ris para os
levar ao coronel Jacialho Paes de Mendonca,
para as despezas da guarda nacional deiiacada
em Inn ln
Dito. Ao raplto do porto interino, dizen-
ilu-llie que trate de aprestar quanto cnlc9 o
P ii.i. Mu/','!- Vniio com a Irlpolaeo, uianll-
uiciito e apparillio necetsario para Ir ao I\io-
iii -1 ii.i u ... drvendo dar do seu navio os cabos
e mais objectos que poder dispensar, e manda
lo abarrotar de niadeira do estado que esliver
mais proinpta, afini de poder seguir iieslen
tres ou i| ii 1(1 ii iis.
Dito. Ao director geral dos ludios, dizen-
do-lbe que pude autorisaraucirurgio ajudail-
le Ah.liiin (Jomes de Araujo, para faser o for-
iicciineiito dos mi- K-aiiieiiius precisos para os
curativos de que se acha encarregadn, perec-
bendo por essa despeza a quaulia de 40,000 rs.
inensal.coino elle propdej c que quanto aos
uiensis para uso dos docntes e enferuiaria, se-
rao remetlidos ein occaiiao oppoiluua, deven-
sssjssjacaaCTMassB11 11 "* ttsttm^v^vBawmtBSB
do, entretanto, o inesiuo cirurgio lupprir essa
falta do modo que o lu;ar periulltir ; e que
nesta occasio va o ser entregues pelo alteres
Itoiendo ao coronel Jaclntbo Paes de Mendon-
ea, para Ihe seren enviados os 300 mil reis
que vieratn de Pernainbuco perlencentes ao
Indio Pilar," e familias dos ludios Anselmo c
eraAiu.
Dito. Ao Dr. jui> municipal desta capital,
nomeando-o para proceder arreinatacao dos
M i ve os dos 75 Africanos appreliendidos na
Barra-dc-C'amaragihe, e que fram julgados
bocaes, como consta da copia do processo que
se Me ii'iuiiir, devendo proceder uas diligen-
cias das instrucedes de ):.) de outubro de 1834,
e 19 de noveinbro de 1835, afin de cessarem as
despezas que com taes Africanoi estao carre-
gando os cofres pblicos: rcincttcndo-sc-llie
igualmente as competentes cartas de liberda-
de, passadas pelo Dr. chele de polica para se-
ren entregues a cada um dos Africanos no ac-
to il.i arrem.ii.i. :ci em i iiiiI'iii iiicl.iile il i- mes-
illas instrucedes.
Dito. Ao coronel Jacintho Paes de Men-
donca, (ti/.endo Ihe que pelo alferes Rosendo
Monteiro de Lima Ihe ser entregue a quaulia
de 2:000,000 de rs. para occorrer as despezas da
guarda nacional destacada em Jundi, deven-
do observar a respeito deste destacamento o
que se i'ecommendou em olricio de 20 do mes-
mo correute mes; renietlendo-se-lhe igual-
mente pelo dilo alferes a quaulia de 300 mil
ris para a mandar entregar por portador se-
guro ao director geral dos Indios.
Dito. Ao delegado da Imperan i, duendo-
Ihe que Oca entregue o dccrlor que remelleu
acompaiihado por um cabo o ires suldados da
guarda nacional daquellc municipio.
Dito. Ao coronel Jaciulho l'aes de Mendon-
ca, em additameniO a ontro desta data, ili/en-
ilu-lbeque pelo alferes .Manoel d. Ilessuirei-
980 c Oliveira Sobral em vez d.i alferes .Rozen-
do ilouleiro de Lima se Ihe remelle os dous
ionios de ris para a guarda nacional destaca-
da em Jundi, e os 300,000 rs que devem ser
u'un'indos ao director geral dos ludios.
Dilo. Ao Dr. cliefe de polica, communi-
caiiiiu ihe que nesta data fui nomeado o Juli
municipal e de orplios dcsia cidade para pro-
ceder a ..i 1 r111.1i c .1 1 .lie. serviros dos Africanos
apprelieudidus, reinellendo-se-llic a copla do
processo da apprehenso, o as cartas de liber-
dade para seren entregues aos ditos Africanos
na fiirini dos regulaineiitos em vigor.
Dito. Ao capillo do porto interino, dizen-
do-lheqiie faca o orriiiieiilu do que se puder
ilespendcr com O concert das lanchas, cwmo
requisila em seu oflicio desta dala, e o remet-
a tliesouraria de fazenda.
a ladainlia dos Santos; o andor foi carrejado
pelos terceirns carmelitas e franciscanos.
Ao chegarem frente da matriz de Santo-An-
louio, ouvio-se o toque de urna campa, e todo
o povn se prostrou; ueste momento n Rvm
pilur dos Carmelitas fez ouvir esta supplici
Senhor Dtot miierirordial supnlica que foi
repetida semprc que se passva pela frente de
alguina igreja oucapella.
Ao rccolher-se a procissao na Igreja da Ma-
dre-de-Deo, subi novamente omesmoreli-
giosj franciscano ao pulpito, c improvisou um
oulro semino sobre o nicsmo objecto, fazendo
ver que a peste que nos assola he um evidente
$ inconteslavel castigo da jusiica divina con-
tra nos irada pelos nossos grandes peccados, e
que o remedio para acabar to grande nial nao
nos poda vir dos esforcos humanos, e soda mi-
sericordia' do mesmo Deus, He impossivel
descrever-ae a uncao religiosa de suas palavras.
Era um homem inspirado por Dos, era Joas
chamando penitencia os Ninivitas, era Eic-
quiel reanimando os ossos seceos e minados,
era Izaias mostrando no nielo das pracasde Je-
111. 1 1 ni as maldades do povo, era einfnn Jere-
mas lamentando a ruina e a desconsolada viu-
vci da princesa das provincias.... (*)
lleleva notar que umitas pessoas gradas a-
companliaram a procissaoenvolias no sacco do
peni leo le, couuucrciaiitcs, militares de Ierra e
de mar, muitos capiles de navios ulereantes,
com parte de su.is tripularles : via-se que em
varias casas se enlretiiihain quando por ellas
passou a procissao em cantar o terco ; nao se
vio uas mas 11 m s menino, nein as varandas
urna s mulher. Proceda assim o povo per-
nambucano, esqueca esses inveterados odios
que os [1111 desunido, busque o Senhok, ande
pelos seus caminbos, c a Ierra da Saula-Cruz
ser a trra da prouiisso, c nos o seu povo
amado.
Dos de misericordia, compadccci-vos de nos.
Ilasla, Si- \ii.)n. basta este espectculo de dor e
de angustia para ablandar a vossa colera, c fa-
ier 11 ni- de nos te 11 liis mizcriconlia,
II'.
DIARIO HE PEimiJEUCO.
BCOirz, 20 s MAnqo de isso.
He uma caria do ltio-frande do norte
com dala de 20 do correte, escrita por pes-
aos leligna, copiamos o seguidle :
S'i've esta tflo ^6 nento pata rommuni-
car-lhe que, no dia 15 do correle pe 18 9
e meia huras da manlia. foi Dens servido
de chamal'a sua sania gloiiaoE\m. presi-
dente desta provincia o doutor Jos IVreira
de Araujo i\i ves, perecendo v:Ctima de un
ataque dd puplexia fulminante, segundo
declararan! ps mdicos doutnres Tbomti
Cardo/o de Almeida e Joaquim Anlfio de
Sena, que vistorlaram o cadver, com as-
aistoncia dodouior chefcdepolicia.e do pro-
moior publico. Logo que se esoalhou este
acontecimento, propalou-se a i Iria Je que
a morte fra conserjuoncii de veneno, e
aqtiell > que a-si ni o publicara ni corrern)
ao quaitel militar, e piocuraram aliciara
forca publica, para, reunidos a olla,prcm a
capital em alarma, e obstar a que tomSM
conti do governo o vice-presi lente,o Kxm.
Sr. Joo Carlos W'aiidniey, de quem s3o
desafectos; mas a tropa foi sorda a'suas in-
sinuaces, e coi.servouse quieta, e pronip-
ta a obedecer a quem dtvia, e a popula-
e,~\o se pronuiiciou em peso contra lal
projecto : por coiiseguintc assumio o re-
lerido ce-ptesidente as redea da atlmi-
iiislracilii, e as cous:'S eutruram em seu
curso ordinario, lio para notar que ludo
islo so passou islando exercendo o lu-
gar de chele do polica um homem que em
nada ho (Tocto quelle vice-presidente, o
qual s no dia 18 deixou de exercero refe-
rido lugar, por se adiar removido para a
comarca do l'enedo.
Kovimeniu do Porto.
OomiuunicatJo.
Tcve lugar no dia 18 do correte a procissao
de penitencia, que fez a irmandade de N. Sra.
datonceicao dos militares desta cidade, c nos,
que aaalstlniOf a ella, c leconliecemos que me-
rece ser mencionada pela regularidadc com
que fui feila, o que Ihe deu o carcter de ver-
dadeira penitencia.
Era ineia-noiie ; essa hora em que todos os
vvenles procuran! no repouso recuperar as
toreas atenuadas pelas fadigas do dia, essa ho-
ra em que o santo rei David ao harmonioso to-
que de sua divina harpa bcmditiu e louvava o
StHHoa, foi tambem a hora em que o pnvodcs-
ti capital debulhadoem lagrimus, esubmerso
em um profundo pelago dedr, corren ao tem-
plo do lieos vivo para implorar as suas miseri
cordias. O campanario da, templo fez ouvir
ao louge seu lgubre e compassado snni, nos
j all eslavamos a igreja acliava-se chela de
iiomens de todas as elasses, logo um Francis-
cano ln-iii conhecido nesta cidade pela sua pr-
ga(o evanglica sobio ao pulpito, e improvi-
sou um locantisslmo discuisocheiode piedade,
em que inoslrou com as ezpressocs as mais pa-
ldicas que o objecto desse aclo era Implorar-
inos a Dos termo dos males que nos teem
causado o terrivel llagello da pesie por uma
sincera e verdadeira pnitencia: a venerauda
iinagem do SENIlDll BOMJE9S DUS NAVE-
GANTES, que eslava cm meio do cruzeiro da
igreja cm uiu andor elegante, mas simples, o
accenlo doloroso da voz penetrante do orador,
as lagrimas que rcbeutavam de seus ollios, de
tal su, ce coiiiiuoveraui o numeroso audiclorio,
iiiie lodo se prostrou inscpaiadmenlecmsolu
eos aule a referida imagein. Eludo o sermu
apagaram-sc todas as luzes, e o digno coadju-
tor pro-paracho desta lieguezia com o seu clero,
e mi. nos oiiiros reverendos senhores sacerdotes
das oulras parochias, unidos aos reverendissi-
inos religiosos carmelita! e franciscanos, en
loaran) opsalmo A/inererr.e sua v .1 eraalgumas
vezes abalada pelo vivo retiir das disciplinas,
coin que grande parte do povo rasgava suas
carnes.
Terminado este tocante espectculo, que fa-
ria commover o coi .can do mesmo impo, sabio
a |n oeissao.e dcstilou pela ra Nova com direc-
cao ao hanro do Ue.il'e. He impostivel iie,-
crever-se a oiilciu que reinou em ludo o t ul-
po em que percorreu varias ras : um silencio
leligioso c o mais profundo reinou sempie en-
tre urna iiiiiliiilao de hoiuens cujo nuuieio po-
lleUlOS di/er,sem exageraran,sulii i de il. lis mil,
silencio que s era interrumpido pela voz lorie,
e ao mismo lempo commovida do Rvm. prior
dos carmelitas, que ciuoava coiupassadauentc
Navio entrados no dia 28.
Itio-de-Janeiro10 dias, polaca brasilei-
ni Sociedade-I'eliz, de 16!) toneladas, ce-
pililo JoSo alaria Solero do Oliveira, e-
quipagem 11, carga farinha e mais gne-
ros; a Oliveira rmio?. Passageiros.MaaO' 1
Francisco l'eireira e Jesuino Rodrigues
Carioso, Brasileiros.
Rio-Grande do sul 38 dias, barca sueca
Harmonio, de 425 toneladas, capilSo 1. i.
I.agus, equipagem 13, carga couros; ao
cnsul
Buenos-Arres 3C dias, brigue hambur-
guez IKi/Ae/mina/de 176 toneladas, capi-
tflo <;. C. llonson, equipagem 10, en)
lastro ; a N. O. Biober & Cutipanliia.
Trieste por Regusa i 18 dias e do ultimo
[orlo 60, brigue austraco Cond-Artig,
de 366 toneladas, capitSo Antonio Per?
sich, equipagem 12, carga farinha de tri-
go ; a N. O. Riel er & Companhia.
Patagonia U dias, brigue inglez Marga
re, de 175 I"" las, capitSo David
Crechlon ,-gem 7, carga guano;
ao c
R' ,edosul-29dias,brigueporluguez
.i Pastor, de 170 toneladas, capililo Jos
Gomes da Silva, equipagem 17, cm las-
tro ; a Balthar & Uliveira.
Navios sahidos no mesmo dia.
Lisboa Patacho purtoguez Abren-I, capi-
Ifio Pedro Maris de Sanl'Anua, carga as-
sucar.
Rio-de-JaneiroEscum brasileira Nereida,
capito Manoel Jos de Senna Martins,
caiga assucar. Psssageiros, Antonio Luiz
(ORQaives l'crreira e Jos Francisco Tho-
maz do .Nasciii.fiiiii, Brasileiros.
Ilavre-de-(race--Barca franceza Leonie, ca-
pito Ifed icltaud, carga assucar. Psssa-
geiros, Kalkmaun enm sua familia, na la-
me Bcrlhaou com sua familia, Francezes
Navios entrados no dia 29.
New-Forck40 dias, brigue ameiicano Lo-
relhe, de 149 toneladas, capilflo C. f.g-
gens, equipagem 8, caiga faiinba de Di-
go e mais gneros; a llenry Forter &
Comianhia
Macei-f-3 d a-, brigue-escuna de guerra na-
cional Canofo, commandante o piimeiro
lente Jos de Mello Christod'Ouro.
M.i i Pucifico, ti n Jo sabido de Sag-lUbor ha
' 22 mezesGalera americana Wushengton,
do 310 toneladas, ea alan David C. Droke,
equip'gem 22, carga azeilc de peixe ; ao
capilflo.Veo) refrescar e segu para Sag-
llabor.
Havre98 das, patacho francez Eclipisse,
de 109 toneladas, capilflo l'annicr, equi-
I i g-nn 8, carga fezendas ; a B. Lasserre&
Companhia.
rVtvtio sabido no mesmo dia.
Rio-Grande do sul-Escuna nacional F.uro-
pista, capilo Francisco Cardozo, carga
. assucar e mais gneros.
pura tratarem do ajuste, preferindo-ie a
guem por menos fizer.
O arsenal de guerra compra azeite de
carra pato e de coro, vollas de carnauba, lio
do algodilo e pavios: quem taes gneros
quizer fornecer comparecer na Bala da di-
rectora do mesmo arsenal, no dia 30 do
correte, trazendo sua proposta com seus
ltimos precos em carta fechada.
Peranle o concelho de adminislracSo
n val tenfdecontratar-se por arremataQUo,
por lempo de tres mezes a lindar no ultimo
do junho vindouro, o fornecimento dos g-
neros seguintes, para os navios armados e
hospital demarinha : arroz branco pilado,
assucar branco, agoa'ardente.azeitodoce de
Lisboa, hacalho, caf moido, carne verde,
carne secca, farinha de mandioca feijSo,
toucinho de Santos, vinagre de Lisboa, es-
permaceteamericano,ecarnauba em vellas :
pelo quo con vi lase a quem convier fazer
semelhanle fornecimento comparecer as
12 horas da mandil do dia 3 de abril, muni-
do do proposlas em que se declare o ultimo
prero, e quem o fiador, que ser para esse
lim pcssa competentemente habilitada.
-- Peranle a administracDo do patrimo-
nio dos orplifios se ha de arrematar,a quem
por menos fizer, e por tempo de 3 anuos, o
fornecimento dos medicamentos para os
collegios dos or. lios : as pessoas habilita-
das, que quizerem fazer semelhanle for-
necimento pdenlo comparecer na casa
das ses- res da adminislraQflo em o dia do
futuro mez, as X horas da larde.
Secretaria da adminislracflo do patrimo-
nio dos orphflos, 26 de marco de 1850.
Jodo Francisco de Chabg, secretario.
-- Existe na subdelegada dos Afogados
um cavado alazflo, de estribara, e tres mais
do carga, dous pedrez e um castanho, que
pareccm do serillo.
PiiiiMciU'ao religiosa.
Sabio luz um livrinho com o titulo de
DEVOTO f.HRISTAO,
o qual conlm a doulrina christfla, breve
noticia dos misterios da missa, obras quo
devem fazer o christio, oraco-ea para dema
nhila e a noite, ditas para a conlissSo e
communhfio, exeicicios para cadadia, no-
venas das almas, asseneflo do Senhor, Con-
ceifflo, Menino Jezus, Santo Anlouio, modo
de resar a esta^So, breve emenda dos erros,
signaea de Christo, sentencas de pilatos,
methodo de resar o rozario e terco de Nossa
Senhora, mysterios gozosos dolorosos, e
gloriosos, ladamli i de Nossa Senliora, ura-
tjilo iic s. bernardo, dita pira pedir a paz,
responso de S. Antonio, estada mystica,
imitacSo dos justos, suspiros pola gloria do
co, ele : vende-se na livraria, ns. 6 e 8, da
praca da Independencia, a 640 rs., em meia
encadematjo. ____ .
regamenlo prompla, o brigue nacional
Espirito-Santo, capitfio Alexandro Jos Al-
ves : para o resto da carga e passagen-os,
trata-se com Francisco Martins Ferreira, no
largo do Terco, n. 139, ou com o nicsmo
capito, na praca do Gommercio.
-- A escuna Sanla-Cru* segu para o Rio-
Grande do sul imprelerivelmente no dia 31
do correte : recebe passageiroseescravos
a frute para oque tem bons commodos : a
fallar com o capitfio Manoel Pereira de S,
ou com Juao Francisco da Cruz, ra da
Cruz, n. 3.
Dt.c.la.-.U'es.
O Sr. director do lyceu manda fazer pu-
blico que, cm execucAo a portaiia do Exm.
Sr. presidente da provincia de 23 do fr-
renle, esli a concurso a cadeira de prime-
r:..s letlras para o sexo masculino, da fro-
gueza do Papacara : i m tanto, os ciita los
brasileiros, que quizerem opir-sea referi-
da cadeira, deverfio comparecer na sala do
palacio da presidencia pelas 9 horas da ma-
nda. ., no dia que sommar 60, contados da
dala deste, leudo rumellilo a secretaria do
lyceu os seus requerimentos documenta-
dos 8 dias antes do referido dia.
Secretaria do lyceu, 27 de marco de 1850
O secretario interino, Antonio Eijydio da
Silva, professorde geometra.
Pela segunda seceflo da mesado con-
sulado provincial se annuncia a todos os
collectados para pagaren) o imposto de
12,800 rs. creado de conformidadecom o
14 do ai ligo 38 da le do orcamcnlo n. 244
de 16 de juniio do 1849, quo ce osla arre-
cadando passivamente pela dita secedlo se
nc limite imposto, desde Janeiro do cor-
rele auno ; e que, linalisado o prazo mar-
ca lo pelo reguUmeulu do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 12 de novembro do
anuo prximo passado, se proceder exe-
cutivamente contra todo aquelle que nflo
liver salisfeilo dito imposto.
--0 escrivfio servindode administrador da
Avisos martimos.
Para o Rio-de-Janeiro sahe, impre-
lerivelmente no dia 6 de abiil prximo fu-
turo, o bligue llla.-ller u .Sun-Vine, por ter
parte do seu carregamento abordo, fallan-
do somonte algum resto, para abarrotar:
quem tiverdecarregar, ir de passagem e
remeltir fscravos a frote, dirija-se ao
escriploriode Gaulino Agoslinho de Bar-
ios, atrs do Corpo Santo, n. 66, ou ao
capito Jos Ramos de Souza.
l'ar e Maranho,
o bem conhecido patacho nacional Josephi-
na, capililo e pralico Jos Manoel Barboza,
segu vlagem fara o Para com escalla por
Maranho tem a maior parle de seu earre-
gamento prompto : para o resto e passagei-
ros, i'a i a-se com o capilflo na praca, ou
com Jos li-Milisia da Fonccca Jnior, na
ra do Vigario, n. 23, segundo andar.
Para O AMO. segu infallivelmonte no
dia 4 de abril, o brigue Paquete-de-Pernam-
buco: recebe carga a frete muilo barato:
quem quizer ca regar, diija-se a bordo do
mesmo, fundeadoaop do trapicho do al-
godflo. ou a ra da Mu da, n. 7.
p..ra o Ceai segu viagem com mul-
ta bievidade, por j ter boa parte da seu
carregamento a bordo, alm d'outras car-
gas ja tratadas, o hiato Noto-Olinda, mes-
ire Antonio Jos Viaiina; quem nelle mais
pretender carregar e ir do passagem, se
entender com o mesmo mostr, ou na ra
da Cadeia-Vclha, n. 17, segundo andar.
Para a iiha de S.-Mguel
tem de seguir viagerr. nettes 15 dias, com
a carga que tivera burdo, o brigue porlu-
guez Oliveira, que j do Ric-de-Janeiro
conduz parte de seu carregamento para o
mesmo deslino : quem nelle pretender car-
regar e ir de passagem, se entender com
o respectivo CapilSo na praca do commer-
cio, ou com Juo lavares Cordeiro, na ra
do Vigario, n. 8. O n.csmo navio tam-
bem pode receber carga e passageiros para
as i ibas de Fatal elerceira, apparecendo
de forma que convide s escallas.
'ara O l'orlo,
ate do vindouro mez de abril, sahe o bri-
gue porluguez Maria-Feli:, capilflo l.ou-
renen Fernandos do Carmo.por tero seu car-
regamento q- asi completo, podendo smen-
le leceber algumas miudezaa c passagei'os,
para o que tem bons commodos : os preten-
denles tralem com o dilo capilSo na praca,
ou com o consignalaiio, Antonio Joaquim
de Souza Itiheiro.
Para Lisboa sabe, no dia 12 do abril, a
barca porlugueza /.eim,de que he capilflo
Antonio Joaquim Rodrigues: para o resto da
carga trata so com o mesmo capilflo, ou
cum Francisco Severiano Rabello i Filho
Para o Rio-de-Janeiro sahe, com mili-
ta brevidade, u patacho nacional Curite,
capilflo Domingos Antonio de Azevedo, pul-
se ..clan' i..ni parle da carga prompla : para
o restante, passageiros e escravos a frete,
trata-se com o mesmo capilflo, ou com Luiz
Jos de S Araujo, na ra da Cruz, n. 33.
Vende-se o patacho ameri-
cano Iiomp, de lote de i iG tone-
ladas americanas, forrado de co-
bre, muilo veleiro, e prompto pa-
ra seguir (iiialijiuT viagem : os
pretendeutes, dirijam-se aos con-
signatarios, llenry Foister &c
recebedoria de rendas internas gentes convi
da aos Srs. livreiros que se quizerem ei.car-
regar da factura dos livros que teem de ser-
vir na mesrna roparticflo, no anno finan JCorupanliia, na ra do Trapiche
ceiroprximo, de 1850a 1851, comparecam q r
{*) O franciscano deque fallamos he o Rvm' --Para a ilha de S.-Migue pretende sa-
padre mesticFr. JooCapistrano de Meudouca hir cou) brevidado, por ter melade do car-
Avisos diversos.
HOMtEOPATHlA
Ao Illm. Sr. Dr. J. J. de M, Sarment ou as
suas quatro afflnnalvas da correspondencia
publicada no Diario di Psmimoaeo, de homem
27 do correte. OSr. Dr. Sabino nao responde
hoje mesmo por se achar desde homem arrec-
iado das fiebres da actual epidemia: entre-
tanto pdcS. S. contar com a devlda resposta,
licando desde j certo de que tambem mim
coube a satlsfacSo de assislir para mais de
uma vez as consultas que fez S. .c. Rvm., o
Sr. bispo dioaesano boinieopathla, durante o
tratamento que Ihe dergia o notso collega Dr.
Sabino, queeoM bstanle rasio se gloria de ha-
ver salvado tao preciosa vida.
R ecife, 28 de marfo d? 1850.
Dr. Lus.
OITercce-se urna ama para casada he-
mem solteiro : quem precisar procure na
ra larga do Rozario, (antiga ra dosQuar-
teis) n. 8, sobrado.

BOWMAN ct MC. CALLM, engenbei
ros machinislas t fundidores de ferro, mu
respetosamente annunciam aos Senhores
propietarios de ongenhos, fazendeiros, mi-
neiros, negooiantes, fabricantes e ao res-
peilavel publico, quo o seu estabeleciment
de ferro movido por machina de vapor con-
tina em etTeclivo exercicio, e se aeda com-
pletamente montado com apparelhos da pri-
meira qualidade para a perfelta coufeccSo
das maiores pecas de machinismo.
Habilitados para emprehender quaesquer
obras da sua arte, Kowman & Me. Callum
desejam mais particularmente chamar a
atteneflo publica para a sseguin'tes, por
terem dellas grande sortimento j prompla,
as quaes construidas na sua fabrica pdem
competir com as fabricadas em paiz es-
trangeiro, tanto em prego como em qua-
lidade da materias primas e inSo d'obra,
a saber:
Machinas de vapor da melhorconstruccSo.
Moendas de canna para engeridos de lo-
dos os la manilos, movidas a vapor por agoa
ou animaos.
Rodas d'agoa, moinhos de vento eserra-
as.
Manejos independentes para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguillujes, bronzesechumaceiras-
Cavilhes e parafusos de todos os tama-
nhos.
Taixas, pares, crivos e boceas de forna-
Iha.
Moinhos de mandioca, movidos a mSo ou
por animaes, e prensas para a dita.
Chapas de fogdo e frnos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e de
bronze.
Bombas para cacimba ede repucho, mo-
vidas a mSo, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Ferrageus para navios, carros e obras pu-
blicas.
Columnas, varandas, grades e portos.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros do inflo e arados de ferros,
etc, etc.
Alm da superioridade das suss obras, j
geralmente reconhecida, Bowman & Me.
allum garantem a mais exacta conformi-
dadecom os moldes e dezeohos remeltidos
pelos senhores que se dignaren) de fazer-
Ibes eiifom Hiendas, a prove lando a OCCasiSo
para agradecerem aos seus numerosos ami-
gos e fieguezes a preferencia com que teem
sido por elles honrados, e asseguram-Ibta
que nSo pouparSo esforcos e diligencias
para continuaren) a merecer a sua conli-
anca.
CfVfVfffffW?tffffff
i*
:>
>
i*
a>
a>


Consultorio homa'o-
pathico.
Ra do Trapiche, Hotel-
Francisco,
Dirigido pelos doutores SabinoO. L.
Pinho, J. A. Luz, e C. Cbidloe.
4*
m

Todos os dias, desde as 7 horas da <$
:> manhSa ateas 3 da tarde, pdem ser <3
procurados qualquer deates Snra. 41
-> As consultas a*rflo recebidis por *
? qualquer dos tres mdicos que se *
r achar no consultorio. *j
? As pessoas necessiladas continua- ^
Ir rflo'a receber grotiiitameiite, todos ^
'> ossoccorros de que precisareni, a ^
qualquer hora du dia ; adverlindo
que, serflo soccorridos com prefe- 4S
'-> rencia, uquelles que logo no princi- 4R
pi da molestia recorrerem a ho- J
mu.' ipaiiiia, sem haver lomado re- S
medio algum allopalhico. ^
O h> *-'.' ftMAAftAM.ft.*4A4C:>
Jos Peieira faz sciente ao publico
que, de boje em diante.se assigoar Jos Pe-
reira de Almeida, por assim Ihe ser necos-
sario.
Attungao!
Agencia de passaportcs.
A enliga agencia da ra do Rangel, n. 9,
sobra lo, contina a tirar passapo.'tes para
dentro e fra do imperio, e deapacham-se
escravos, pelo mais commodo proco que he
possivel.
Deseja se fallar ao Sr. Jos
da Silva Alves que negociott na
cidade da Victoiia, comarca de
S.-Ant5o na praca da Indepen-
dencia, ns. i3e 15.


_n. Aon* Tberesa ,1o Senni Coulo. viuva
do finido Manoel de Souza Couto. faz sci-
ente a todos os credores de mu casal que se
X procodendoa inventario dos bens de
seu casal, pela prime.ra varado c.vel, es-
crivHo Santoa, por onde devem lega I isa r
seus dbitos para seren altendidos, sam o
nue nto pode satisfazor debito algum em
uanto nno frem para isso separados os
bens as partilhas ; o para que se nao cha-
mem ignorancia faz o presento.
.. o abaixo assignado, como administra-
dor de sua mulher, fillia do fina lo Jos
Antonio Alves da Silva, declara que nin-
gucm receba em pagamento urna lottra da
quantia de 2:0*3.000 rs., scala pelo dito
Alves da Silva, o aceita pelo finado Hanri-
que Poppe Girfio, vencida em 22 de dezem-
bro de 18*7, a qual foi cedida a casa dos
Srs. Le Bretn Schramm & C. pelo sacado',
e que hoje por transacces que os ditos Srs.
Schramm &C. tiveram com aextincta so-
ciedade de Viuva Alves da Silva & Filhos,
da qual era soda anda em tempo de solle-
raa mulher do abaixo assignado, e socio
gerente o Sr. bicharel Francisco Jofio Car-
neiro da Cuitaba, em poder do qual para a
dita lettra ; e nfio obstante esta ledra per-
tencer aos herdeiros do dito Alves da Silva,
j apresentou-se um credor da\lita lettra.no
inventario dos bens do finadoaceilante.l'op-
peCirflo, que prosegue na villa de Iguaras-
s,e ao depois declarou queenganadamcnle
se tinhaapresenlado credor, porque a let-
tra era perlencente aos ditos herdeiros; c
como a referida lottra pode anda ser ne-
gociada enganariamenle, por isso o abaixo
assignado faz o presente anuuncio, para
prevenir outro qualquer engano,qucsap-
parecou depois que os Srs. Schramm & C. fi-
zeram cerlo ao abaixo assignado que a let-
tra perteocia aos herdeiros do dito Alves da
Silva.
Fique certo oSr. bacharel Francisco Jo.To
Carneiro da Cunha que o abaixo assignado
ha de continuar a defender com ntrepilez
osdireitos de sua mulher pranle os tribu-
naes, onde ha de obter justica, para oque
tudn arriscar, e onde continuar a provar,
como j lem provado, que oSr. bacharel s
tem por flmdelapidar a fazenda da mulher
do abaixo assignado ; se isto nilo he verda-
de, contrari pelo presente Diario.
" Narcellino oti Lopet.
Sor vete.
No botiquim junto ao theatro ha muito
bom sorvete, e com asseio; e m quadra ac-
tual Oiuito approveita, em raafio das febres:
todos os das das 6 e meias horas da tarde
em diante.
O Sr. procurador da mandado do
Bom Jess da Via-Sacra queira MI.ir com
Antonio Joaquim de Souza Itbeiro, na ra
dn Cadeia, a negocio de interesse da mesma
irmandade.
Francisco da Cunha Freir remete para
o Itio-dc-Janeiro o escravo Lzaro, cabra,
pertencente ao Sr. Ilanoel Francisco Xavier
do Reg, da Rahia.
-- Na rus do Rangel, n. 71. sobrado, pre-
cisa-se alugar urna casa, sendo as fregue-
zias de S.-Antonio ou S.-Jos, e queoseu
luguel seja deoitomil rs. pormez.
-- Antonio Vaz da Silva Pinto, portu-
guez, relira-se para fra do imperio.
.-- Carlos T. Aslley retira-se para fra do
imperio.
O Sr. Ignacio de Souza Lefio tenlia a
bondade de dirigir-se ra do Vigario, n
25, segundo andar, mi annunciarsua mora-
da por esta foiha.
OSr. Jos Xavier Carneiro Rodrigues
Campello dirija-se ra do Vigario, n 25,
segundo andar, a negocio de seu interesse.
O O
Q O abaixo assignado faz scienle ao q
0 Sr. Ilanoel Morena de Jess que nilo $j
0 pague a pessoa algum o que devia
z\ o fallecido Francisco Joaquim Ante- j
n io, por perlencer a nielado da divida
~? ao abaixo assignado, como j fez ver
5f rom documentos a pessoa que di
O
O
vi
O
pessoa que diz
liin perlencer a heranca daquclle
fallecido, sb pena do Ihe pagar u
parle que Ihe pertence.
O
Francisco da Cosa Azeved e tMcllo.
pO0OOO0O0O000OOOC
l'recisa-se alugar un escravo para ven-
der fazendas, pagando-se-lhe 1*,000 rs.
mensaes : na ra Imperial, n. *9
Precisa-se de um moco brasileiro, ou
portngiie/, rara caixeiro no Passo-do-Ca-
maragibe : na prar.a do Commorcio, n. 2,
primeiro andar.
O abixoassignado, como administra-
dor de sua mulher, sobrinha e herdei-a do
lina di i lenente-coronel llenrique Poppe Ci-
rilo, faz sciente, pela lerceira vez, que exis-
lindo urna lettra da quantia de 1:886,520
rs. que se diz ser aceita pelo dito' Cirfio,
por isso quem possuir a mesma lettra, haja
de justifica-la no inventario dos bens do
referido Cirilo que prosegue polojuizo mu
nicipal da villa de Iguarass, afim de se
conhecer de sua veracidade, e preparron-
se bens para seu pagamento. Que i lettra
existe ha urna verdade. porque acha-se pe-
lo Sr. escrivfio dos protestos apontida e
protestada, mas se he verdadeira lie o que
resta conliecer-se a vista da justilicnc/m, ou
o Sr. bacharel Francisco'Jofio Carneiro da
Cunha, romo inventarianle dos bens do di-
to Poppe Cirfio, declarar se he ou nao ver-
dadeira a referida lettra, porque necessa-
i lamente deve do saber da existencia da
mesma. O niesmo abaixo assignado desde
ja previne aorespeitavi-I publico, que todo
e qualquer mal que possa soffrer o mes od
ahano assignado nesta cidade, ou fura del
la, ser por causa do mes no abaixo assig-
nado estar pelo* trifeunaes pugnando pelos
direitos de sua mulher. como Ihe rumpre
por isso partir soieule daquelles que
teem querido delapidar, e que estilo de pos
se dajfaz-nda de sua mulher, visto que
outros inimigos o abaixo assignado nlo
ten), como he publico e notorio. Mnrctl-
lino Jos Lopet.
Joo Vignes, fabrcame
de panos, ra larga do
Itozario, n. !H,
fabrica riquissimos pianos, de proposito
pa ra este paiz, os quaes teem todas as qui-
etado reunidas com seguranca, elegan-
cia, e inkchiuisuio de su invenefio, com I
do dito fabricante he ler urna grando sua-
vidade, urna perfoila igualdadc a respeito
dos sons, um teclado e macliiuismo fcil,
ou para melhor dizer intelligenle para
xecutar e reproduzir com facilitado e fe-
licidade as muis delicadas mudancas da
msica.
Ovas do serto
He chegado alguns pares deste excel-
lente petisco : narua do Queimado, loja de
ferragens, n. 14.
b Chapeos de sol. J^
Ruii do Passeio, n. 5.
N6sta fabrica ha presentemente um rico
sortiment destes objectos de todas as c-
rese qualidades, tanto de seda como de
panninho, por pregos comino los; ditos pa-
ra senhora, de bom gosto : estes chapeos
silo feitos pela ultima moda; seda adamas-
cada com ricas franjas de retroz. Na mesma
casa se acha igual sortimento de seda e pan-
ninhos imitando sedas, para cobrir ar-
mafOes servidas : todas estas fazendas ven-
dem-se em porco e a relalho : tamben-se
concerta qualquer chapeo de sol, tanto de
hasteas de ferro como de baleia, assim co-
mo umbelas de igrejas: tudo por prego
commoJo.
o <
DAURORA
C. Starr & Companliia teem a honra de
avisar aos seus freguezes, e ao publico em
geral,quea sua grande fundiefio em S-
Amaro, alm do sortimento que constan-
temente tem acha-se de novo provida de
muilas mnendas de caima, e de varios l-
mannos feitas no mesmo estabelecimcnto
pelos inais peritos olllciaes, e com o maior
cuidado e perfeicfio ; tanto assim he, qus
os annuncianlcs se ufanam em garanti-las
pelo primeiro anno. As moendas inteiras
todas de ferro', construidas as ofiicinas
dos annunciantes, silo muito superiores
quaesquer outras da mesma nalureza que
al agora teem sido aqui olTerecidas, pois
aquellas encerram em si certos e importan-
tes inelhoramentos resultado de mais de
20 anuos de experiencia e pratica do paiz.
<( patrilo do caixeiro que foi dispedi-
do, o que diz a seus amigos 0 mais a algu-
mas pessoas que, nilo sabe o motivo ; e que
rslimavH muito fosso publicado pelas tu-
llas, esl de acrrdo satisfazer-lhe o deso-
jo :--() dito Sr. foi nieu caixeiro quiltro an-
uos incompletos, durante este tempo, nun-
ca tive o que dizer : porm, ha seis mezes,
segundo me informan), e estam promplos
para provar, que, como tivosse bom cora-
gfio, compadecia-se de urna familia dispon-
do para isso do meu estabelecimcnto, o que
com etTcito he fcil dispr dos bens alheios
para amparo dos que Dos he servido cas-
liga-los com esses martyrios : nilo adiando
eu justo, dispedi-o, dizcndo-lho : quo os
bens deoutrem nilo silo para qualquer com-
padecido, valondo-se delles, amparar aos de
innis; a quem tiver compaixfio, disponba
antes do seu que do alheio:. oque julgo
bastante ter satisfeito.
Caetano du Costa Moreira faz sciente a
quem interessar, que elle tem hyputhec le-
gal no hiate nacional San-Judo, pertencen-
te ao casal do fallecido Manoel de Souza
Couto, pela divida de 480,000 rs. prove-
niente do niesmo hiato e seus apparolhos ; e
como esta hypolh ca a (Tecla a cousa e Ihe
consta que a viuva quer vender o refeiilo
hiate, por isso faz o presente annuncio ; e
desde j declara o annunciaiile que esl
certificado uue ainda nilo houve a venda.
A mesa regedora da irmandade de N.
S. do Livramento, lendo do patenlearaos
fiis a procissfio de enterro que ter lugar
pelas 6 lloras da tarde, do da 29 do corren-
te, e tamhetn a da resurreicfio pelas 7 ho-
ras da manhfia de 31 do niesmo mez, to-
mando a de enterro a direccSo seguinte:
10 subir da igirja pela ra di praciuha do
Livramento, largo do Collegio, ra do mes-
mo nomc, ao bairrodo Recifo, ras da Ca-
deia e Cruz, travessa da Lingota, em fren-
te do Corpo-Santo, ra do Vigario, traves-
a do Azeite-de-Pnxe, ra da Madre Deos, aoarcodaConceicfio, al ao de S.-
Antonio, ras de S -Francisco, das Cruzes,
Queimado, eslreita do Rozario, Trinchei-
ras. Nova, Flores, Camboa-do-Carmo, pa-
teo do mesmo nome, principio da ra de
Dorias, travessa do Lobo, pateo de S.-Pe-
dro, ra de Agoas-Verdes, largo do Terco,
ra ireita, ao entrar a igreja. Eniquanto a
da resurreicfio lomar a drccc.0o seguinto :
no sabir da igreja, praciuha do Livramen-
to, largo do Collegio, ra do mesmo nome,
mas de S -Francisco, das C'u/es, Queima-
do, eslreita do Rosario, Trincheiras, Nova,
Flores, Camboa-do-Carmo, largo do mes-
mo nou e, ras de Hortas, slarlyrios, Au-
gusta, Aterro, e d'ahi emseguimonto a ra
das Cinco-Puntas, largo do Terco, ra I)i-
reita, ao entrama igreja. A mesma mesa
regeJora pede as pessoas qua lem de acom-
panharem as ditas procissdes de se arha-
rem na respectiva igieja uas horas cima
indicadas.
Fr. Jofio Capistrano de Mendonca abre
110 da 3 de abril prximo futuro, no pri-
meiro andar do sobrado n. 18 da ra das
Cruzes, um curso de theologia moral e
e,nfio o fazondo, oJL^iafTass ornado os ven-
der para scujuinFienlii e juros.
Jeronijmo de Abreu.
0 e
0 Alugam-se e vendein-so as verda- Q
r\ deiras bixas de llamburgo : na praca q
c, da Independencia, d. 10, ao voltar 0
para a ra das Cruzes. >
0 O
No becco da Bomba, n. 6, casa terrea
defronto do nicho, existe urna pessoa que
se olTerecepara urna ama de casa de um
homem solteiro, ou viuvo, a qual cose, co-
zinhaefazo maisservico interno de urna
casa.
-Manoel Antonio de Barros Veigas vai
fazer urna viagem para tratar de sua saude,
o qual nilo tem cuntas seniio rom seu ma-
no, e nada mais se julga a dever.
Avisa-se ao Sr. Antonio Pe-
reira Pinto de Faria para que
mande ao Aterro-da-Boa-Yista,
n. 10, concluir o negocio que sa-
be, porque nao se pode mais es-
perar.
Aluga-se um terceiro andar e solilo,
com duas ricas salas forradas de papel c
outra pintada a oleo par jantar, 14 quar-
tos, muito fresco e com riquissima vista da
praca da Roa-Vista e que tambem bota para
a ra do Aragilo, e co 11 o chafariz na fren-
te, por prego commodo; tamben) se alu-
gatn os segundo e lerceiro andaros, nilo s
junios como separados do sobrado da ra
das Agoas-Verdes, quo faz esquina com a
travessa do Aniorim, ha pouco relilicado,
lamben) muitos fresco e con) bonita vista e
bastantes commodos : a tratar na ra Nova,
11. 67.
Narua Nova, armazem n. 67, conli-
nuam-se alugar para festividades, como
tambem enterros e para casas particulares,
comosempre foi costume, mobilias o ca-
deiras a volitado dos pretendonts, e pelo
tempo queconvier, por preco mais commo-
do do que em outra qualquer parte.
O abaixo assignado [revine aos Srs. lo-
gistas.e em geral a todas as pessoasdo com-
mercioque nilo.fiem quaesquer valores,qur
em dinheiro, qur em fazendas, a quem
quer que seja, sem exceptu de pessoa al-
guma, que em seu nome os fr pedir ; e que
s se julgaf responsavel a vista de ordem
sua expressa, e escripta de seu proprio pu-
nho. Jos Itoberio de Moraes e Silva.
Prccisa-sc alugar dous pretos para to-
do o servico de refinaco : a tratar na ra
da Concordia, n. 4, renar;3o.
Engenho Qucluz.
Freguezia de Ipojuca.
Traspassa-se o arrendaniuulo do dito en-
genho, o qual tem a presente safra a lirar,
e tres a criar. A tratar na ra da Aurora,
n. 26, ou 110 mesmo engenho com Miguel
Augusto deOliveira.
N. B.engenho te excedente pasto,
he bom u'agoa, e tem bous cercados; o,
caso haja quem queira comprar a safra,
ser-lhe-ha ella vendida, entregando-se im-
nicdiatanieute o estabelecimenlo.
i
Aluga-se o primeiro andar do sobra-
do da na da Lapa, no Recife, n. 13 : a tra-
tar na praca da Boa-Vista, n. 7.
Precisa-se de urna loja para
fazendis, as ras do Crespo,
Queimado, Cabug, ra e praciuha
do Livramento : quem tiver, diri-
ja-se ao Hotel-Francisco, que a-
char com quem tratar, ou an-
nuncie
Jofio Francisco Ferreira da Silva Braga
subdito Portuguez retira-se para fra da
provincia.
Roga-se todas as pessoas quo tiveram
contascom o tallecido J. Tobler, caixeiro
da casa de Schafheillin a Tobler hajam de
apresentar suas contas no praso de 8 das,
da data deste, em casa dos mesmos ci-
ma, e desta dat 1 em dianle, no se respou-
sabisam por mais nenhuma.
-- Appareceu na ponte da Passagem-da-
Magdalena, e existe em poder do abaixo as-
signado, um cavallo rugo : quem se adiar
com direito a elle procure no sitio do mes-
mo abaixo assignado, na Torre, confronte o
sitio do Sr. Francisco Antonio deliveira,
que dando os siguaes Ihe ser entregue, de-
pois do pagar as despezas.
Ama Antonio Rodrigues do Almeida.
Lotera da matriz da Boa-
Vista.
O respectivo thesoureiro, Manoel Conejal-
ves da Si'va, pretendo nfio Iludir a expec-
taQo do publico com annuncios importu-
nos do andamento das todas desta loteriar
esforcar-se-ha quatito couberem suas fOr-
^as para com a possivcl presteza annuncia ;
o da, alem do qual nfio dever passar a es-
pi'i aura dos compradores ; porque entende
queaessa illusiio em que alguns teem por
ve7es detxado o respeitavel publico, se de-
ve essa especie de descrdito, quo tanto
tem demorado o andamento das DOSSal lo-
teras ; por isso limita-se por ora a annun-
ciaravenda dos bilhetes, e a extrahi-los
com todo o empenho, afim de poder asse-
gurar aos compradores o dia em que deve^
rd ella impreterivelmente correr.
A vanlagom do plano j publicado e o fin
religioso para que foi esta lotera concedi-
da, convi Ja e seJuz os tentadores da sorle
a concorrerem sem demora para a compra
dos nmeros que Ihes preparam a suave
ar Iumi.-o de bens da fortuna, sem risco
de graii'le capital, e com o importe smen-
te da diminuta quantia de 5 ou 10,000 rs.
por poucos das.
Desde j achar-se-hfio os bilhetes: no
Recite, lujas do thesoureiio e do Vieira
cambista ; om S.-Antonio, botica de Jofio
Moreira Marques, 110 pateo da Malri7, e de
Francisco Antonio das Chagas, na ra do
Livramento ; loja de llernardino Jos Mon-
ten o, praciuha do Livramento, n. 44 ; no
Aterro-da-Boa-Vista, lojas de Cuimarfies,
n. 44. e de liuarte Borges da Silva, n. 18.
Vendas.
nfio lem apparecido, que nunca podo n fa-l co a todas as pessoas que teem pnhorea
Ihar ; as piiucipaes qualidades dos pianos! sua oilo, de o* ir tirar no prazo de 8 di
dogmtica, e outro do historia sagrada e
ccclesiaslica : os a-pirantes ao estado sa-
cerdotal que qnizerem.freqiientar qualquer
dustus duas disciplinas, poderfio dingir-se
a mencionada casa, das 10 horas do dia
em dianle Outro sim, avisa aquellos queja
esto matriculados, que as lices contina-
ro desse dia em dianle regularmente as 3
horas da tardo.
Peaca-se nos dias quart, quinta e
sexta-feira da presente semana, do viveiro
do Aterro, perlencente ao sitio que foi do
fallecido Muniz.
--Quem annunciou.querer alugar urna
canoa, dinja-se ra da Praia, n. 55, ter-
ceiro andar.
Attencao!
O abaixo assignado, por fazer tenefio de
rpara lora da provincia, fazpubli-
en
las,
DEPOSITO GEIIAL
(lo superior rap areia-preta
da fabrica de Cantis Pal- ($
Ihet&c Companhia, na Ba- f[
hia.
Domingos Alves Matheus, agente da S
it fabrica de rap superior areia preta %
e meio grosso da Rabia, tem aberto o ^
(r-, seu deposito na ra Cruz, no Recife .:}
n.52, primeiro andar, onde se achara 4
f sempre deste excelleuto e mais acre- (%
f ditado rap que at o presente se tem 4
'.. fabricado no Brasil: vende-se em bo- ^
>,: tes de urna e moia libra, por preco .
f>.) mais commodo do que em outra qual- 4
$, quer parte. ,-j
w #
Foi entregue por engao na ra do
Collegio, 11. 19, primeiro anuar, por dous
pretos desconhecidos du is trouxas de ropa
lavada: a pesso quo sejulgar com direi-
to as mesmas, pode dirigir-se a dita casa
que, dando ossignaes certos, Ihe serfio en-
tregues.
esappareceu, no dia 20 do corrente,
um pardo de nome Eustaquio, de estatura
regular, secco docorpo, representa ler 24
annos; he clicial de sapateirn ; quando
anda arrebita os dedos dos ps e traz sem-
pre as ventas cheias de tabaco.- quem o
pegar leve-o a botica da praca da Boa-Vis-
ta, n. 6, que ser bem recompensado.
Precisa-se de um feitor para um sitio
perto desta praca a fallar no Forte-do-
Mattos, con) Jos Francisco Belm.
-Precisa-se de urna ama de leite, forra
ou captiva: na ra do Rangel, n. 36, pri-
meiro andar.
Precisa-se de um forneiro : na ra tai-
ga do Rozario, n. 48, padaria.
Precisa-se de um feitor para um sitio,
que saiba lirar leite, ede fiador a sua con-
ducta : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 17.
I'assaportes.
Tiram-se passapories para dentro e fra
do imperio, correm-se ftlhas, despacham-
seescravos e tiram-se ttulos de residen-
cia para sempre : para este fim, procura-se
na praca da Independencia, livraria ns. 6 e
8, e na ra do Queimado, n. 23, loja de
miudezas.do Sr. Joaquim Modteiro da Cruz.
Francisco Malaquias Soares, cidadfio
brasileiro, vai ao Para a negocio de seu in-
teresse, e deixa o seu pequeo estabeleci-
mento a direcefio desua senhora, ede seu
mano, Jofio Belarmino Soares.
l'recisa-se alugar urna preta captiva
ou forra, quesaiba cozinhar e engommar,
e tenha boa conducta, para casa de um ho-
mem solteiro : na ra do Queimado, n. 22.
Jos Goncnlves da Ponte, ten Jo de re-
tirar-se para Portugal, avisa a quem se
julgarsi u credor de apresentar sua coota
para ser indemnisado.
Retirase para Portugal com sua mu-
lher e um criado o abaixo assignado, o que
faz publico |iara quem tiver algum peuhor
em seu poder, por boa composiefio, o res-
gateat 30 do correte; quando o nfiofa-
ga, ser vendido para seu embolco. Ma-
noel Alves Ja Silva Cuita GuimarSei.
:>
a>
a-

i*

IIOMOF.OI'AIIIIA PURA.
Ra do Trapiche, n. 40.
3
liolcas e livros para otratamen-
to dos enfermos pela homceopathia :
acham-se a venda por mdicos
precos.
O Dr. Luz se ofTerece dar todos
os esclarecimentos necessarios para
u> o melhor uso dos mesmos.
9
4 OAAAAAAAAAAAiflst&AAAAO
Precisa-se alugr urna preta que sai-
lia lavar, engommar e cosor, para uina casa
estrangeira : na ra do Torres, 11. 34, das
II horas da mauhila as 3 da larde. N.) mes
macasa tambem se precisa alugar um pe-
to que entenda do servico interno e do tra-
tar dexavallua.
l'recisa-se alugar um preto para botar
sentido a urna pequea casa de campo : em
casa de Jones Patn & Companhia, na ra
do Trapiche-Novo, n. 10.
Na ra Nova, loja n. 58, se dir quem
d a juros quantias de 300, 400, 500 e GOOg
rs. sobre hypotheca em casas terreas. Na
mesma loja vende-se um carro para boi.
l'recisa-se de um criado pardo ou pre-
to : a fallar com o Cuimarfies, na ra do
llospio, em una das casas do Sr. Thomaz
de Aquino Fonseo.
Houbo.
Oleo de mamona. -
Vende-se oleo de mamona ,
a 1,280 rs. a garrafa, e em porefio
a 1,120 rs. : narua das Flores,
n. ai.
Livros para a academia.
Vendem-se Rossi, direilo penal; dito,
curso de ecconomia poltica; Sy,dilode
dita ; manual do direito commeroial, por
liravard-Veynres; Felice, direito natural e
das gentes: ha praca da Independencia,
ivraria n. 6 e 8.
Acabadechegardo Rio, e vende-se,
por mdico preco, a excellonlo obra An-
imarlo poltico, histrico e estalisco do
Brasil, 011 archivo interessante da historia
nacional: na praca da Independencia, ns
6e8; na ra da Cadeia, loj do Sr. Ber-
nardo Carduzo Ayres & lrinfio; na ra da
Cruz, n. 56, loja dos Srs. Sinlos & Com-
panhia.
~ Vendem-se bustos de gesso represen-
tando fielmente a rainha Victoria e o prin-
cipe Alberto ; relogios de ouro e de prata,
ebegados ultimamonte da Suissa : estes re-
logios que sao mui bem acabados.se tor-
nan) muito recommendaveis a qualquer
particular, e adverte-se que ha entre alies
alguns que andam 8 dias sem precisaren)
de corda : na ra da Cruz, no Recife, n. 55.
-Vendem-sc larrachas para otirives, li-
mas de gulhas : na ra Nova, n. 16.
Lavas de pelica a 1,000 reis.
Vendem-se luvas de pelica para senhora,
de superior qualidade, a 1,000 rs. o par:
na ruado Queimado, n. 16, loja de miude-
zas, de Jos Dias SimOes.
Venie-scum moleque crioulo de ida-
de de t9a 20annos para fra da provincia:
quem o pretender, dirija-sa a ra Augusta,
casa, n. 72
Luvas de pelica.
Vendem-se luvas de pelica para senhora,
e igualmente para homem, da melhor qua-
lidade possivel, sendo de cores brancas e de
cana : na ra do Queimado, n. 16, loja de
miudezas, de Jos Dias Simfies.
Linha de carretel de 200 jardas.
Vende-se a superior qualidade de linha
em carretel de 200 jardas, den. 20a 130:
na :rua do Queimado, n. 16, loja de miude-
zas, de Jos Dias SimOes.
-- Vende-se urna preta mor;a de bonita fi-
gura, ecom habilidades : na ra do Cres-
po, n. 15, primeiro anJar.
-- Vende-se em conta urna armaefio no-
va que serve para armazem de molhados
ou de charutos, c tambem se vende urna
porefio de telbas novas e alguns caibros : a
tratar na ra da Cruz, n 7.
Vendem-se por preijo commodo urna
muala de idade do 30 anuos, ptima para
o servico de urna casa, cose, lava, engom-
m1 perleitamenle, e faz doces do todas as
qualidades : quem a pretender, dirija-se a
ra das Cinco-I'ontas, n. 70.
Vende-se 200 ps de coqueiros, em
bom estado de se plantar, ou a porefio que
couvierao comprador, a 200 rs. cada p :
na ra do Qneimado, n. 57.
Coneitos dcCclis,
o cont de lacto de ferro, approvado pela
academia de medicina de l'aris, confor-
me o parecer de urna commissfio compos-
ta dos Srs. Booillaud, Fouquier e Bailly.
As prepararles ferruginosas se contam
no numero dos medicamentos, cujas pro-
priedades nfio se pdem por em duvida :
com ell'eito ha poucas preparacOes medicas
quetenham sido estudadas com tanto es-
mero por observadores sabios.
Os mdicos mais acreditados receitaram
estes confeitos com muitas vantagens.de-
poisde lerem analysado sua composiffio.
O benvolo acolni.nento que esta prepa-
raefio obleve da escola de medicina de Ca-
ris nos dispensa de fazer seu elogio.
Estes confeitos afio empregados com gran-
de successo na clorosis ou paludas cores,
as mil iinmaeoes cliroicas do estomago
e dos intestinos, na falta deappetite, as
amenorrlieas, ou suppresfio de menstrus,
as enfermidades escrophulosas, e inconti
nencias das urinas, provenientes da debili-
dade da bexiga : na leucorrhea ou flores
abrncas, opilac,o, abalimento de frcas,
noescrobuto, em todos os casos de enfra-
queciu.ento do organismo, na animya, vul-
go frialdade, na bydropesia, consequencia.
destas molestias, eoifim em todos os casos
em quo ha alterac,fio na composiffio do
singue.
A respeito da dse que se deve tomar,
bastam tres confeitos pela manhfia, e Oti-
lios tres de tarde, e o mais distante possi-
vel das lloras da comida, augmentando pro-
gressivamente at 6 de amanhfia e 6 de
larde.
Relativamente aos meninos, as doses va-
riam conforme a idade; mas tomando o
Na noile de 6 para 7 do passado, foi fur-
tado a um preto que venda fazendas, urna
grande !*ta e um carliio com diversas fa-
zendas finas ; pois lendo o mesmo preto,
por motivos do cmbiiaguez, chamado um
gauhador para carrregar a fazenJa, o mes-
mo se evadir com todas as fazendas e al-
gum dinheiro que carregava. Roga-se, por-
tento, a polica ou a qualquer pessoa que
tenha noticia do occorrido, de dirigir-se
ra da Cideia-Velha n. 21, casa do Manoel
Antonio da Silva Aniunes, que ser gratifi-J rm'0 medii" sedarfiode 6 a 8 lodos'os
cado com 100,000 rs.
Acha-se despejado o sobrado do dous
andares da praca da Roa-Vista o. 6: qem o
quizer alugar, dirija-se a mesma casa, bo-
tica de Ignacio Jos de Couto.
Precisa-se de urna ama, forra ou cap-
tiva, que sai ha bem engommar e cozinhar,
para urna casa de pouca familia, sem pen-
s) de meninos : n ra do Pilar, n. 72,
segundo andar, em Fra-de-portas.
Precisa-se alugar um preto : na ra da
Cadeia de Santo-Antonio, 11 13, na loja.
l'recisa-se de um Portuguez, com pre-
ferencia a liiho das illias, quesaiba traba-
lharem sitio, para tmbalharem um no lu-
gar do Remedio : quem estiver nestas cir-
cunstancias dirija-se ra do Crespo, n.
14, lerceiro andar. .
Compras.
- Compram-se caixasde amarello, anti-
gs : quem livor aiinuiicie.
Compram-se sapatos de todas as qua-
lidades, para homem e senhora, feitos na
ten? : na ra larga do Rozario, n. 35,
loja.
-- Compra-so adragonas e bandas de can-
notlhos velhas, e do ofliciaes : na praca da
Independencia, n. 19.
-'ompra-seum habito de Christo, para
pescoco, que seja de ouro esmaltado, sim-
ples o sem pedras : na prac,a da Indepen-
dencia, livraria ns. 6e8.
dias, na idade de 6 a 12 annos, e 4 aos mais
jovens.
Em as principaes cidades da Europa se
acham os depsitos dos ditos confeitos, em
l'ei nanlineo na botica do Sr. Paranhos, na
ra eslreita do Rozario, n. 10, e no arma-
zem de drogas e tintas da ra da Cruz, no
Recife, defronte da loja do Sr. Padre .Ig-
nacio.
Vende-se um grande sitio no lugar do
Manguinho, que llca defronto dos sitios dos
Srs. Carneiros, com grande casa de viven-
da, de quatro agoas, grande senzalla, co-
cheira, estribara, baixa de capim que sus-
tenta 3 a 4 eHvaus, grande cacimba com
bomba e tanque coberto para banho, bas-
tantes arvoredos de fructo : na ra da Cor!
coruia, primeiro sobrado novo de um andar.
Aos seiihoresde engtiiho
Na ra Nova, n 20, loja de ferragens, de
Jofio Fernandes Prenles Vianna, vendem-
se superiores 011 xadea calcadas de ac : es-
las euxadas e tornam recommendaveis pe-
la sua fortidfio. A ellas, freguezes, antes
que se ac bem.
Vendem-se pipas com ptima ago'ar-
denle, por preco commodo : na ra do Hos-
picio, n 9.
Vende-se urna das melhoros lojas de fa-
zendas, no l'assoio-Publico, cuja armaefio
be toda envidracada : vende-se com fazen-
das ou sem ellas : se faz todo e qualquer
negocio : os prelendeotes pdem dirigir-se
ao mesmo Passeio, loja n. 11.


/
<
p
VenJem-se relogios ptenles, Unto de
ouro como de prata ; trancelins de ouro e
prata; timis de ouro; peonas de ouro
<-om.canetas de prata; tiotondurns de ou-
ro ; caetas de prata : ludo por preco com-
mod* na ra do Trapiche, n. *4, arina-
zem.
INa ra Nova, n n, loja de Jos
Pinto di Ponseca e Silva, anti-
gamenle de Guerra Silva & C,
vendem-se os segninles objectos
pretos, proprios para a quares-
ma, como sejam:
raeias de seda, lea e algodio para senho-
ra e meninas ditas para hometn veos de
seda e de linho de 4, 5 e 6 qliarlas ; luvaa de
seda de todas as qualidades para senhora e
meninas ; ditas para homem ; chales de
soda, merino e de touquim ; franjas tran-
cas de seda para guarnieres ; seda lisas e
lavradas ; adereco; lencos de seda e de par-
ra para senhora e meninas; ditos de setim
de Maceo, para grvalas ; bicos de blonde,
sedae linho ; manas; chapos de palha
preta para senhora; fitas lisas e lavradas.
-- Vendem-se amarras uo larro: na ra
Vendem-se veos pretos de lodns os ta-
maitos, afiaoca-se aos compradores seren
a melhor fazenda que existe no merradn;
sarja preta lies j -auliola, u.uilo superior;
I uvas de seda preta, alertas, com dedos e
semelles, para senhora ; sapatos de lustro
e hor/rguins para senhora ; meias ile seda
preta para senhora ; bicos do blonde pre-
to para enfeiles do veMidos ; ricos leques
'le madre-perola para senhora ; lindas litas
lavradas para enfeiles ; meias de laia para
padres : pentes de taitarugn para prender
cabello ; ditos para marraa ; luvas de seda
preta e de cores para homem ; ditas de pel-
lica para homem ; chapeos pretos francezes
para homem ; e outras umitas fazendas de
gasto : ludo por prego muito cummododo,
pela circunstancias do lempo, e pela gran-
de falta de dinheiro que ha : na esquina da
ra do Cabug, loja junto a botica do Sr.j
I.i.lo Morena Marques.
Vende-se superior fio de al-
godo, proprio para pavios de ve-
las, assim como para redes de pes-
car : em casa de Geo: Kenwor-
thy & Gompanhia, na rtia da Cruz,
n. i.
Vendem-se superiores sel-
lins elsticos e de couro de por-
Bep'osit da fabrica de
ToJos-os-Santos na Baha
Vende-se em casa de N. O. Rietter A C.
la ra da Cruz, n. 4, algodao trancado
aquella fabrica, moito proprio para'saccos
de assuear, roupa de escravos e fio proprio
para redes de pescar, por preco muito com-
modo.
AGENCIA
!a fundicao Low-Moor.
ROA DA. SKNZAtT.A-HO.yA, V. fa.
Neate est.belecimnto conti-
na a haverum completo sorti-
Tiento de moendas e meias rnen-
las, para engenho ; machinas de
vapor, e taclias de ferro batido c
o^do, de todos os tamanbos,
para dito.
Vende-se, no flm da ra da Aurora,
n. 4, mu preto crioulo, de me ia idade, por-
prio para armazem de assuear, serrara ou
engenho, por ser muito forte osadio.
Vende-se resi
em porcSo : na ra
Jos de Carvalho Moraes
**
de fa-
na ra
co, chegados ha pouco : em casa
de Geo: Kenworthy & Gompa-
nbia, na ra da Cruz, n. a.
Vendem-se arados de ferro de diffe-
renles modelos : na fabrica de machinase
iiindico de ferro, na ra do Brum
us 6,8 e 10.
Vende-se arroz, a 50rs. a libra ; agoa-
ardente do reino a 700 rs. a caada; espi-
iitode36gros, a 1,000 rs. a caada : no
pateo do Paraizo, n. 20.
Vende-se uina preta de nac5o, de 20
anuos, com urna cria de G annos, de bonita
lisura esem vicios: na ra Direita, n. 55.

O
- O
o -
-a 0)
aa
efl es
0) 1
O V
JZ T3
Bilheles do hio-de-
Janeiro.
Aos 20:000,000 de ris.
NA PA DA CADEIA OOIIECIFE, N 24,
LOJA E CAMBIO DA VIUVA VIEIMA
& FILHOS.
Telo vapor entrado nesle porlo no dia 26
do correnle, dos porlos do sul, recebmosos
muito afortunados bilheles, e cautelas da
9 luteria a beneficio do llicalro de S.-
l'edro-ile-Alcantara : bem romo a lista da
2.' da fabrica de lecidos de Fructuozo
Luiz da Multa, on Je se v os premios ven-
didos namesma casa.
I'IIEJIIOS
3,840
512
t,578
1,310
5,146
3,390
1,629
5,266
3,946
Acham-se a venda sempre
Novo sor ti ib en
zendas baratas
do Crespo, n. '6, ao p
do lampea^.
Vende-se cassa-chita muito fina, de bo-
nitos padroes, fAres fixas e Com 4 palmos
da largura, pelo barato preco de 320 rs. o
rotado ; cassa franeeza de quadros, muito
fina, a 960 rs. o eovado: riscadinlio de lis-
tras de linho, a 240 rs. o covado ; brim de
a Igodo de cores com I istra ao lado e de bo-
nitos padroes, a 320 rs. o corado ; brim
pardo claro, a 1,500 e 1,600 ra. o corte de
duas varase urna quarla ; cassa preta con
ramagem branca para luto, a 140 rs. o co-
vado ; zuerte de cores, com A palmos da
largura, a 200 rs. o covado ; dito aznl com
vara de largura, a 200 rs. o covado ; risca-
do monstro, a 220 rs. o covado; chitas de
bonitos padroes e cores fixas, a 160 e 180
rs. o covado ; chales de tarlatana, a 500 e
sio rs,; cobertores de a Igodo america-
no, muito superiores, a 640 rs.
A !E#000 o corte.
Vendem-se cortes d cassa-chita, fina, de
bonitos padroes e com 6 varas e meia, pelo
diminuto preco de 2,000 rs. o corle : na
ra uo Crespo, n. 6, loja ao p do lampeSo.
Farelo novo a 5,500 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo navio
de llamhurgo na ra do Ainoriui, n. 35,
casa de J. J. Tasso Jnior.
Ovas do serian.
Vende-se este encllente pelisco: na ra
do Queimado. n. 14, loja;de ferragens.
ulico deposito de cal
virgem.
Na ruado Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem de Lis-
boa, por preco moito commodo.
Vendem-se relogios de OU-i".con>fd ai direcces para uio, a um no
D I papel deTora.
O, patente mglez, do lliaiS SUpe-1 Pode ser enviado com toda a aeeurldade
r\ ___... _i____J__ l ____ nara auatnnor narin A i.,...i. _.__.
rados de ferro.
10:000 000
400.000
200,000
200,000
100.000
100,000
40,000
40,000
40,000
os buhles
i\a praca da Indepen-
dencia, n. 59.
Vendem-se bilhetrs, meios. quartos, oi-
tavos e vigsimos da 9." lotera a benefi-
cio do lliealro de S.-l'edro-de-AlCantara.
Vi mesma loja existe a lista da 2.1 da fa-
brica de lecidos. .
PRECOS.
Bilheles
Meios
Quartos
Oitavos
Vigsimos
Vende-se fumo em folha
22.000
11,000
5,500
2,800
1,300
para capa
milo de charutos, muito boa fazenda, por
preco commodo nos armazeos do falle-
cido Braguez e Das Ferreia, no caes da
Alfandega, ou a tratar rom Novaes & Com-
panhia, na ra do Trapiche, n. 34.
Tecidos de algodo tran-
cado da fabrica de To-
dos-os*SanlcS.
Na ra da Cadeia, n. V2,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de asaucrr e roupa de
eseravos.
PARA ACABAR.
Vendem-se sapatos de mirroquim de
cAres para senhora, pelo barato preco de
ni is ii par : na do l.ivranienlo, n. 11.
-- Vende-se un-, cavallo grande e gordo,
proprio para carro ou sella, por ser carrega-
dor e esquilador, por preco commodo : no
pateo do Terco, n. 7, taberna.
-- Vendem-se 60 enlamis de sedro, pro-
prios para obras de casas, por prego com-
modo : na ra do Vigario, n. 5.
Veude-se um escravo peca., ptimo pa-
ra o servio de urna casa e o'resio do dia
ganharnaioa; nm dlo com betidas nos
olhos, per prcco commodo ; um dito bom
cozinlieiro ; um dito bom holieiro; urna
negrinha da 16 annos, por preco commodo:
na ra do Collegio, n. 21, (i mi nu andar,
se dir quein venda.
A dinheiro oua przo.
Vendem-se' quatro inoradas de casas na
villa do Limoeiro, sendo duas muito boas,
depedra e cal na ra da Matriz, e outras
duas de taipa, na ra do Fogo: da-se em
conta, e troca-se por escravos, casas no Ite-
cife, ou outra qualquor cousa : no Ater-
i-o-da-Boo-Vista, n. 10, sobrado
Vendem-se uvas brancas muito boas
na ra do Rozario da Boa-Vista, n. 2, se di-
r qucni v nde.
caulelas pelos prcos seguinles :
liil heles 22,000
Meios 11,000
Quartos 5,500
Oitavos 2,800
Vigekimos 1,300
Vende-se peixc salpreso de
Lisboa, riiivo, pescada e atum,
por preco commodo : ama No-
va, n. 5o, esquina do beccode S.-
Arnar.
Deposito de Potassa.
Vndese muito nova potassa
de boa qualidade, em bairiszinho
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ba muito
tempo se nao vende: nc lecife,
ra da Cadeia, armazem n. 19,
Vendem-se bons queijos Ion-trinos
ditosde prato muito fres raes e de superior
qualidade, presuntos inglezes para fiam-
bre, ditos portuguezes para panella, latas
Na fundicSo da Aurora em S.-Amaro ,
vendem-se arados de ferro diversos mo-
delos.
Marmelada nova,
vinda pelo ultimo vapor do sul, vende-se
alias do Corpo-Santo, n. 66.
Moendas superiores.
Na fu mi ic.no de C. Starr & Companhiaf,
emS.-Amaro, acham-se venda moendas
de caima, todas de ferro, de um modelo e
conslruccSo muito Isuperior,
I aixas para engenho.
Na fundicSo de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber um completo sortimen-
tode taixas de 4 a 8 palmos de bocea as
quaes acham-se a venda por preco com-
modo e com promptidlo emharcam-se,
ou carregam-seeni carros sem despezas ao
mmprador.
Farinha nova de S.-Sa-
iliens, por preco mui-
to commodo :
vende-se a bordo do patacho na-
cional Jmizaf/e-Constante, entra-
do i< ((lilemente daquelle porto,
e Tundeado em frente da escodi-
nha do Collegio, ou a tratar com
Machado &c l'inheiro, na ra do
Vigario, n ig, segundo andar.
O verdadeiro oleo de
Hissino,
or-fabricante, chegados ha pou-
co : em casa de Geo : Kenworthy,
& Companhia, na ra da'Cruz,
n. a.
Vende-se urna escrava de Angola, de
29 annos, sem vicios, e que engomma sof-
friveImonte e cozinha odiarlo de urna casa:
en Olinda, ra do Amparo, n. 4, junto a
botica.
Smenles dehortalice.
Vendem-se smenles de liorlalice de to-
das as quaiidades, mullo novas e chegadas
de Lisboa- na barca I.igetra: na ra da Cruz,
ao Recife, armazem n. 62.
Vende-se arroz do Maranh.to, muito
bom, a 60 s. a librar, e medido a 320 a cuia,
carrafas de assafroa muito nova : defronte
da matriz da Boa-Vista, venda nova de 3
portas.
Luto.
Na ra do Queimado, n. 24, acaba-ae de
receber um com plato sortimenlo de ador*
nos para senhora, comosejam : braceletes,
alfinetes, brincos, gargaotilnas e rselas:
ludo de bom eosto.
Vendem-se uvas brancas,
por preco commodo : na ra da
Conceicao di Boa-Vista, n. 58.
Vende-se una commenda e
um habito da ordem da (tosa, para
um commendador ; vendem-se
por te re ni vindo do Rio-de-Ja-
neiro por engao, que era para
olicial da mesma ordem, de mui-
to bom goslo ; nas Cinco-l'ontas,
n. 36.
Vendem-se, na ra lia* Crujes, o. 22,
segundo andar, 8 escravos, sendo urna de
nacSo, de 20 annos, perftta engommadei-
r, que cozinha, lava desabffoecoee chSo;
urna parda de 20 amiui, que aafmmi, co-
se chio, cozinha e lata de sabSo ; duaa pre-
las da Costa de elegantes figuras, que co-
zinham, la>am de sabSo osSoquilandeiras;
par quilqoer parle do imperto, e ai ordena
erao pooiualnienlc ejecutada.
M..uar',e '{'"""''"e n botica do Sr. Jo.
Mara Goncalve Hamos, ra do. Quarteis,
- Vende-se queijos londrinos, chegados
na berophtna, muito frescos e por preco
commodol: na ruada Cruz, armazem n. 62.
; Ve.nde-e um escravo da Costa moco, o
de bonita figura: na ra do Fogo, n. f.
-- Acna-se na cadeia destn cidade om es-
cravo pardo, do nomejoaquim, bonita fi-
gura para ser vendido: quemo pretender
dlnja-sc ao armazem da roa da Cadeia d
Santo-Antonio, n. 17, que achara com quem
tratar. n
NOVO TREM PARA COSINHA.
Chaleiras, fregideiras. cassarollas, na-
nellas de ferro forradas' do porcellana, bules
ecafeteirai de metal, machina para'caf-
na ra Nova, loja de ferragens, n. 16, de-
jse LuizPereira.
~ Chegou novamente gelo e se vender
boje, 28 de marco, pelo mesmo preco, ad-
rerte-se as pessoas, que mandavam bus-
car com bilheles, que tendo o vendedor
perdido alguna, nio Ihc convm mais ven-
der assim; e oa portadores IrarUo o impor-
te do gelo que quizorera.
- Chegaram novamente ra da Sen-
zalla-Nova, a. 42, relqgiosde ouro e prata
patente mglez, para bomem e senbora.
cravos Filarnos
3 ditas do nc3o e crioulas, com i mes-
mas habilidades; um mulalinlio, de 13 an-
nos, proprio para pagem.
Aarope do bosque.
<- Fugio, no da 13 do correnle, do enge-
nho Penedmho, freguezia de Goianna, o
preto Manoel, de 25 a 30 annos, alto espa-
daudo, ps e mflos groases, olhoa fundos e
pequeos, nariz chato, testa ovada, com
um cicalrii pequea em cima do ollio es-
querdo : quem o pegar leve-o ao dilo en-
genho, e sendo nesta cidade na livraria da
praca da Independencia, n. 6 e 8, que ser
recompensado com generosidad* Este pre-
to foi do l'ar, e usa do sobre-nome da di-
ta provincia.
Fugio, do engenho Cuararapes, fre-
guezia da Moribeea, ao amanhecer do dia
20 do correnle, o escravo JuliSo. de 26 an-
nos pouco vais ou menos, crioulo, de altu-
ra regular, corpo proporcional, cor aleum
tanjo fula, rosto descamado com passa
piolho; levou chapeo de couro, calcas
azues, camisa de nscado; fatuo montado
em um cavallo ruco, magro, cauda rapada a
Taca ale o sabugo. Em companhia deste es-
A toirduccaodoiarop(oiofiemoB7a"8li cravo v urna mulher forro de nome Rita,
foi animada por succciso em igual no Em-1 de 40 e tantos anuos, baixa, cor clara, ca-
dos-Unidos, ende depei dr m-k- anuos de ex- I helios curtos, e pira maior signal tem um
periencia e uso foi elevdo a tao alto mrito, | tlbo na testa : quem o pegar leve-o ao di-
que a. veje, ai eiigeneiaa rxcediain iuuio lo engenho, que aera recompensado,
quanlidade que e poda manufacturar. I Oualouer ranilSnilp Mmnn rfi
No principio de aua introduccao aqui nao se r ar f.,1. iL,TP P PS"
pode loeo asseverar o eu mrito .este clima ."..?! R ^" Vni* COm
mas as imineuaaa prova que o aeentes rece-1 > MS bM,M bracos grossos,
bem diariainenle das curas uiaravilbota qn f ev.rem M lr,es 0o >". Boa-V8-
ta. Esta escrava he filh de llamarac, on-
de tem mi, por isso he de crer que l es-
trja, segundo noticias que dio, e devenj
contar com boa paga pelo trabalho.
l^ugio, no dia ao do corren-
te, de bordo do brigue nacional
Sem-Par, o preto Kttzebio-, criou-
lo, representa ter a5 annos pouco
elle produz os babiliu a cei tificar que oxtro-
p da boiqut he una cura ceru para a pluhiaiea
em todo otieu diaeraatteagraee, quCrmoti-
vada por consnpace, tosa*, coqueluche,
pleuriz, astlmia, broucliite, palpilacao no co-
racao, dOrde coslado e pello, escarns de an-
gue, ili- na garganta e todas a molestias dos
orgaos pulmonairs. I
Ilepois de tantas provas do aeu inerreimento,
como outrosim depois de se trateinunhar um
firme augmento da vendadette remedio, como i
igualuieutea accuiuuiacode tanto tactos que, UiaiC OU UlCnOS, de estatura alta
comprovam o scu boiu succeso duranlea e-l l.__li. I
periencia de 24'nicaes. os agentes uo erao ',8em bar>a ; levOU Oleas C Camisa
acensado de terriii imposto .obre o publico, de algodao azul, ebonele de nanno
rccoininendando um remedio de um valor In- i ',. = |"nnu
certo, ou de exigir de qualquer invalido que *2,,l na CabfCa. HOga-Se 88 aulo-
fixeasaua eaneranca deeurapor umallivlo'rirlal, nnliriaea e rai.lia- A.
imaginario. Ouo principal do raro* do 6o-| CS polICiaeS e Cajillaes de
ulem sido feilo nicamente na cidade do Rio- Can.po, que O apnrchcildam Jp-
de-Janeiro e suas viziuhaii(a ; uta, agora que ..__, '
assuas vil lude e pdem cooacicnciosamente 1 *'',>" no ** r"
asseverar,
co
os agcBtet
n
^. .t w.vw., r. iu,uc;m 3 y ata (loiiuiia, llis
com 2 e4 libras de marmelada, ditas com|em me'as garralas, para conimo-
boiachinhadeiisbOa.ditasdesardinha.di-'didade das familias, or nrecn
tas com hervilhas, frascos com conservas1 j i |'iev
inslezas, queijos de qualha vindos do Cea- jma'f Commodo do que em outra
de-se na ra
. armazem de
D
Lotera doRio-de-
Janeiro.
Aos 20:000.000 de rs.
Na praca da Independencia, n. 3, que
r, poi barato preco, mantas de toucinho qualquer parle : ven
mglez de fumeiro.de 7 a 8 libras cadauma.e' L Tranir.,. n a/
outros mullos gneros de boa qualidade: lrap,cne-n' 4j,
na ra da Cruz, no Recife, n. 46. Dowsley & C.
Poiassatia Uussia.
Vende-se superior potassa da Russia, da
mais nova que ha no mercado, por preco
commodo : na ra do Trapiche, 17.
Vendem-se a 5,500 rs
^^'BE$mmmm
gigoa com ba
latas, i or lodo o prreo, cara fechar contas
V i "" iiuvi.. na .11.-.i,,,,, ma caa patente a usi
enuein-ae, na praca da lo- da a." lotera da fabrica de tecidos daquell
1 provincia. ""
ciodolhealro de S.-Pedro daquella pro-
vincia. Na mesma loja est patente a lista
dependencia, loja n. /j, bilheles e
cautelas da muito acreditada nona
latera a beneficio do theatro S.-
l'edro de-Alcantara do lUc-de-
Narua Kova, n. 6, loja
de Maya Hamos^C.'.
ruado Trapiche, n.34,
o offerecem ao publico 'ca8a de Novaes & CoUiDanhia nu)
...lamai segura conlianca, e queemqual-1 ""**":B tx ^"uspaulia, que
quer cao e achara um remedio de Infallivel Sd 3o bem recompensados.
meritu como de folix successo. i.-,,,,;,, ,u i.,/ j 1..1-
Ha ca.o. dc.ia, mole.ti... u.ndo por ne-' c ",l*'*'A* d br,ue. nc0"-
gligencia.e dei.a que a mole.tia tom' T-lS T ?"rd d" -
obre a substancia do bofe, al que os reato "' oabiiio, que representa ter 20 annos;
desle fiquem iusuBicieote (e a tua declina- 'evo Micas e camisa de aigoddo azul, e
cao poder singue aoi elemento necesarios i vida de c* de Novaes & Companhia, na ra do
uu.a pesua, e scmelliante esos sao e serao, Trapiche, o. 34, que ser bem recompen-
tempi-e aleni do ccnbeciiiiento da assistencia sado
humana, che peior quecharlatao aqi.rlle que -km a oile de8do nro.imo Dasaado
quner euganar a alguem com esprranea fal- ..~i 1 lJ,u*,,,,0,P",'*,a?
... de cur; mas ha mullos ra.o.nue arcare- I fi5* < P,VO.fl0 Monl*,ro- u c"*
cem em e.peran9a., mas pdem .er curados'''ocia de Manoel Antonio da Silva An-
coni remedios proprio.. 1 lunes, airela Maiia,do genlio de Angela,
Com alguna a tendencia pra eaUa anole.tta moca, de estatua- e coipo ieguiares, Cf
vein de pais pan lhos. e par es ir B( nova-' prela, losto aboceilado, ralla bem o vulgar;
mente transiniltida as suas deceudenclM. Isto, temos ps um lano erosaos: qarm a pe-
ne geralmentc conhecido por pblbl.ica con-, gar lave-a a 111a da Cadeia-Velb n 24
l.tucional En. semelhante. ca.o a doen9a que ser gratificado
appareee geralmenle na mesma familia f n H r ,' ,. i rf. ,,i. .1.. .
una certa idade, e familias inteira.fallecem u -*"*"> n, UHI ,s do correnle, pelas
proporcoque vao ebegando quclie perillo. I ,,S n0,,e' P'*'0 Benedicto, crioulo.
Como dissemos cima, remedio alguu pode uue rePresei'la ter 24 auno, de altura re-
rcmediar este casos, oude urna longa males- guiar, sem barba, cara redonda, olhos car-
lia e acba arrrigada, e por consiguile trui rancudos; tem os | (orlos, e he cambado
consumido todos o. recursos da vida, ma> he deumaperna; levou calcas e camisa de
inte remedio como o xaro- riscado e esl j rota, e bonete : quem o
pegar leve-o ruada Cadeia do Recife, n.
acham-se venda duas ricas salsa de pap<
aueir.O, sendo os maicies pie- compaiz.gens, a tomada de Roma pelos
mios 2o:oooooo e .o.ooos'ooo' $Z^X^^'
Vendem-se, na praca da Independen- nicoes e barras, lanto avelludadas como as-
is, n. ia, rs seguidles livi os : Digesto por- satinadas; ricos jarros para flores naturaes-
tugnez ; Dictionaryenglish, por Vieira, en serpentinas com 5lotes ; lanternas com n
formato grande; dito porttil ; Tratado da de vidro, de metal e de casquinha : tudo o
religio, 3 v.; Suspiros poticos e sanda-[mais barato posvel.
; Walker.dictionaryde pronouncinc ; J -- Vendem-se tainas de vidro de sope-
iiialidad* i-m "randes e pequeas por-
Magnum Lexicn ; llicio da semana santa
Thompsons ; Ofliciode Mara Virgem; Li-
Cdes de lillerutura e de moral; Cuard.-l.i-
vros modernos, 3 v ; Macarel, dirtilo po-
lilico.
A diuliciro ou a prazo.
rior qualidade, em
Vende-se um terreno com 80 palmos de
fente e 50 de fundo, j com alicerces feito-
paia urna grande armazem. no caes do Ra-
mos que faz esquina confronte ao armas
zem de farinha do Sr. Jolo llalheus : d-se
em ron 1 a rom a ciiiIi;;1ci deedificar-selo-
go : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 10, so-
brado
Vende-se a casa n. 88, sita na ra das
Cinco-l'outas : a tratar na Caniboa-du-Car-
iiio, n. _'/.
COes. por preco commodo: na ra da Cruz,
n 48, nrmazem.
Farelo R 3,000 rs. a
sacca,
e o melhor que tem viudo a este mercado :
na ra da Madre-de-Deos, armazem de Vi-
cente Ferreira da Costa.
---Vende-ae o mais superior doce de
caj secco, a 400 rs. a libra ; hostias para
missae para remodio: na ruada doria.
n. 60. ^
Vende-se urna prela boa coziuheira e
engommadeira, e que cose soffiivelraenle :
quem a pretender dirija-so a ra Nova, n.
52, se-gundo andar.
Mi itii a nn I
pido botqne, e o inulto cuidado na aade, que
e.te periodo critico se pdem pastar, e a vi-
da e pode prolongar at una idade avancada.
Km ca.o de molestia de bofes, occasinnado
por expo.i(o ou n>uligciicia, a niolcatia ap-
proxlma-.e por dtilcrenic, rmas, mas qur
110 broebial ou asilimatica, as ineiubrauas sao
aireclada e a aua secretee Impropria ou
mais que excitadas fazeiu logo seiitirein-*e
.jmpiomas que nao e devero desprezar;
311a conatlpacin pode produtir uina inflamma-
0 na delicada membrana, que guarnecen!
o. tubo brouebiaes, e.ta irritacaoprodui ama
to.se, e em seu turno a to.se augmenta a iu-
llaiiiiuacao ; e, se >e despreza, a uienibraua.
do bofe tornam-se aeinelhantemenle att'ecla-
das, e por din a mesma substancia deste. he
atacada. He verdade que inultos bofe, sao bas-
tante forte., > vetes, para re.lstir aoprimelro
cuno, se e.te nao for muito forte ; na nin-
quem escapa de uina inaneira fcil, uina ves
que tenha padecido molestia que lenha atacado
guelle. Ue purlauto ajete elle precisain de
alguiu remedio seguro pata ajudar o (yitcoia,
afim de corrigir a sccrecOes e restaurar frca
aos orgaos pulmonares; eiu casos como este
0 zaropr do boiqui lem-.e lomado infallivel, e
nao be no principio como na forma .imple,
deslas mole.tia. que este remedio he uina cura.
1 < i'in j baviil mullos exeinplo ein que a sa-
e tem restaurado a peasoaa que baviaiu aV
da abandonada pelos teu. mdicos e amigos
U xarope do bosque nao se oll'errce como um
remedio para qualquer doenca, inaa liio h
oaTerecido coi ulna perfeita confianca como
iiMtla til remedio at aqui de.coberto para aso
molestias de garganta e dos bofe, o qual h
ciimpoilo nicamente de vegetaes, e que se
pude tomar sem aquello cuidado em prilica
qur na dieta ou no exercicio.
O publico deve-se lerobrar que cada garrafa
(em dou lelieiros coma pioprla at.igoalura
dus agentes II. ^. Val e Couip., umua garra-
51, que ser bem recompensado.
Fugio, em das do niez de fevereiro,
urna inulatinha de non o Uarcellina, maa
lalvez lenha mudado de neme, como eos-
turna, de IS a 14 angajapouco mais ou me-
nos; he secca do corno, cabello corrido;
tem urna quebradura no braco eaquerdo
que Gcon multo fino, por ser mal encana-
do, todo esfolado o com a pclle foveirs no
lugar da quebradura ; levou suia de chita
branca com palmas encarnadas, e urna sua
mana de 9 annos, de nome Antonia, vesti-
da com camisa de riscado azul: quem a
pegar leve-a ra do Jardim, n. 4, que
sari recompcnsidu : assim como se pro-
testa com lodo o rigor da lei contra quem
a tiver oceulta.
Fugio, de bordo do brigue
nacional Sem-Par, no dia 26 do
correnle, o prefoda Costa, de no-
me Antonio, de 35 annos pouco
maia ou menos, de altura regular,
Iqvoh calcase camisa de tigodao
ful, i.-liipcu de palha na cabeca :
fjliem o pegar leveo a casa de No-
vaos & Companhia, na 111,1 do Tra-
piche, n. 34, que ser recompen-
sado.
PM. : TTP. DSM. 9. M PABtt. 1850


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