Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06895


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Full Text
Anno
XXVI.
Qiiinii-fra 28
partid* oa conMioe.
Golanna e Parahlba, segundase sextas feiras.
Blo-Gi ande-do-Noite, quinta* reirs ao meio-
Cabo Serlnhiem, Ro-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, ao !.' a M,e2l de cada me/..
Garanhuns e Bonito, a8 c 23.
Boa-Vlata e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, lodos o dias.
IPBXMEBIDES
Ming. a 5, a 5 n.e4bm.dat.
Nova a 13, i 8h.e57m. dat.
C.e.c. a2l, 1 h. e38 m. da m.
Chela a 27, is 9 h. e 7m.dat.
PHEAMAII DE HOJI.
Primelra ai 4 horat e 30 minuto da tarde.
Segunda as 4 horas e 54 minutos da manhaa.
de Margo N. 71.
FRENOS DA IUBSCBIP9O.
Por tres mezes(adin Por seis mezes 8/000
Por uin anno
BUS da bxkava.
25 Seg. >5* Annunciacao de Nossa Scnhora.
26 Tere. S. Ludgero. Feriado paraos negocios fo-
renses por toda a semana.
27 Quart. de Trovas. S. Roberto.
28 Quine, de Kndoencas do incio dia ein
diante) S. Alejandre.
29 Seat, d Paixo ( S* at lucio dia)S. Bertoldo.
30 Sab. d'AIleluia S. Uomnlno.
i^ft >" Sabl a A"c""a a- uomnlno.
1D#"* J31 Doin. de Pascoa da Kesurreicao S. Halblna.
CAMBIOS KM 27 DIMAafO
Sobre Londres. 28'/* d. Por 'Z500 M dlM-
. Pars, 346.
0;ro.^%^^T....... 29^0 a 29/500
Mra>o1neo?a/:::
. de 4^00........... 9/100 a M3
/.-PatacSes brasileiros...... J/M0 a 1/W.
Pesos columnarlos....... >/^0 a 1/HbO
Ditos mexicanos.......... 1#800 a 1/840
EXTERIOR.
REPBLICA FBANCEZA.
iSSEHBLEA LEOIStiTlf A.
Sanio de 3t de desembro.
QUESTAO' DO PRATA.
(Concluido.)
M. de Mornay :Aceito, no que roe diz
respailo, a queslflo nos termos em que a a-
presenlou o nobre preopinante ; mas eis
aqui o quelhe direi:--A constituieflo que
crin iiovos dirpitos, cria tambero, novos 'le-
yeres. A assembla foi revestida pela cons-
tituicSo do direito, da prerogativs, que
pertencia ou'r'ora cor, ao poder exc-
rutivo, do direito de declarar a paz ou a
guerra. Sendo assim, a commissflo nflo de-
via apresentar uas conclusOes assembla
em os termos vagos que terminam seu re-
latorio. Eira quer urna negociacBo arma-
da, dizo Ilustre relator, e depois a guena;
mas porque rasBo nflo declara ella que es-
pecie de guerra quer ? (Snsnrro e risadas no
extremo da etqtttrda.)
Me fcil rir rnterrompendo um orador no
meio de urna phrase ; mas seria melhor es-
perar que elle completasse o seu pensamen-
lo, Quando pergunto que especie de guer-
ra a commissBo quer ? Bem sei que a guer-
ra se faz com lirosdecsnhflo; mas nBo sei
porque ; nem a quem se a quer fazer; e lie
por isso que peco commissBo que deter-
mine mais as suas conclusOes.
Tenho para isso muito boas rasOes. A
rommissfio conta no numero dos seus mem-
bros romeos eminentes, que tomaram par-
te as dscusses, que anteriormente tive-
ram lugar sobre esta queslBo. Por minha
parte, assisti discussflo que em 1846 leve
lugar na cmara dos deputados, eeis o quo
ouvi dizer a M. Thiers :
Quinto a mim, nunca pensei em fazer
urna guerra a qual consisleria em correros
pampas em perseguido das guerrilhss ame-
ricanas ; mas pensei que urna frpa france-
za pouco numerosa que desembarcasse,
poderia fazer um assallo ellicaz......Offereci
a Mr. deMarkau o commando desta expe-
dicBo, a qual deveria compor-se de 6,000 for, *s negociacOes pendentes entre
missfio. a negociacBo est esgotada, en 8 o
nos resta senflo escolher entre o abandono
ea intervencBo.
Sendo a quostBo assim apresentada, digo
que he necessario tomarmos urna delibera-
cSo iromediata.
Quanto ao que deveremos fazer, declaro
que a accBo pode nBo admittir urna decla-
ra cSo de guerra a Rosas. (Movimentos di-
versos.) A expulsflo dasfOrcas de Oribe do
territorio da repblica oriental, nflo he se-
an a execucBo pura e simples do tratado
del8t0, ohoesteum modo de aceito abso-
lutamente difTerente do que se tem feito
at ao presente.
Muitas vozes :Isso he a guerra !
itf. J. Parre :Sustento que a presenca
denossas fot cas pode obler issosem effu-
sflo desangueesem declararlo de guerra,
e proponho conseguintement- que aos arli-
gos da le dos crditos se accrescente esto
outro:
O governo, renunciando negociacOes
reconhecidas inuteis, se enllocar imroe-
diatameute em estado de proteger osinle-
resses dos nossos concidadBos, libertando
a cidaie de Montevideo, e fazendo respeilar
a independencia da repblica do fragua v. *
' f'olos Fotos )
O Sr. Presidente :-Esta nBo he a unioa
emenda que ha; ouiras muitas teem sido
mandadas mesa.
M. de Mornay :--A commissBo que nos
apresenlou o seu ultimtum, deve tambem
ter que comrnunicar-nos o seu plano de
campanha. Peco que seIhe conceda lem-
po para reflectir sobre elle, e que porcon-
seguinte Ihesejam remettidosaasim o pro-
jeclo, como as emeodas.
OSr. Presidente :J disse que ha duas
queslOes, urna do crditos, e oulra de paz
ou de guerra. Esta he proposla em urna
emenda. A assembla j tem conhecimen-
lo da emenda de M. Julio Favre; ella co-
nhece tambero a de M. de Rane; mas este
senhor acaba de modificar a sua emenda.
Tra la-so de uro crdito de 10 roilhOes; M.
de Rane linha dito 8 milhOes, mas agora
elle diz lOroilhOes.
Um crediio do 10 milhOes he aborto aos
ministros da marinha e da guerra para o flu
de apoiarem pelas armas, se necessario
a ro-
bme's, e elle o aceitn.
Pareceu-me resultar desta discussflo que
nao se pensava en fazer guerra a Bueuos-
proclamo nos seguintcs termos o resultado
do escrutinio:
Votantes 627
Maioria absoluta 314
Pela considerarlo da emenda 3<5
Contra 312
Em consequencia disso, salva a verifica-
Cilo das sedulas, a emenda he tomada em
ronsi.leraro, e remet i la commissflo. A
assembla, sendo consultada, nSo tomou
em considerado a emenda de M. La voy e.
OSr. Presidente declara que a discusso
nBo p le continuar senflo depois que a
commissBo apresentar o seu parecer sobre
a emenda de M. de Rane, e levsnla a
sessBo.
{Conilitutionnel.)
INTERIOR.
M-DE-JANEIR.
CMARA DOS SRS. DEPliTADOS.
SESSA'0 DE 20 FKVERElRO.
Orcamento do ministerio da marinha.
ConclusSo.
O Sr. Ferrtirt Penua : V. Exc. ha de
fazer-mea justica de reconhecer que para
defender-me vejn-me obrigado a responder
s diversas observemos do nobre senador,
pnisque, se elle julgou dever apresenta-
las por inleresiisr isto a sua honra, eu
tenho por mim igual rasflo. ; Apoia-
dus.) Lmhrei-mo de responder logo pela
imprensa, mas n3o me parece esse meio
muio proprio havendo este debate come-
gnln na tribuna, entend queaqui mesmo
deveria terminar: entretanto procurarei
nSo desviarme da recommenda<;Bo de V.
Exc.--Diz o Sr. Paula Souza (Itnio): Eu
tinha aqu dito que linha sido engao,
equivoco do Sr. Ilerculano o alirmar que
eu o bavia convidado para a i residencia de
Pernambuco ; mas nnnea neguei ( e pelo
que?) que elldme linha feito a honra de
procurar-mu, e que tinbamos conversado
sobre as provincias do norte, e mrmente
sobre Pernambuco; nflo foi, pois, sonho seu
o lembrar-se desta conversado ; foi sim
sonho o lembrar-se de ter sido por mim
publica franceza o a repblica argentina.
V. Savoye mandou a mesa urna outra
en en.la concebida nos seguintes termos
Ayres mas que smente so quena expedir A assembla declara que o ullim*tumque lenho, poderia lembrar-me delle, e
Oribe do estado orieolal. Se ho isto o que sobro a base da independencia da repblica nessa quadra, para tal presidencia? Sim,
sequer, digam-no, queeu me encarrfgo dedo Uraguay sera apresenlado ao general repito, o Sr. Ilerculano'le Tacto foi a mi-
mosliarauue peiigosseexporia o paiz, vo | Rosas, e que a negociacBo a resueito desle nba casa quando ebegou do norte. Todos
"""flici- sabeni que o estado da provincia de
como entBo hoje he que eu quererla fal-
tando a bonra e ao dever satisfacer a
esses ?
Eu estimara, Sr. presidente, que o no
bre senador ou algum amigo seu relendo os
meus discursos houvesse de apontar a!gu-
ma proposicSo minha a que se possa dar o
sentido que elle lhe deu. Parece-me que
nBo poderflo acha-la, pois que referindo
simples.....ule o laclo nflo tratei de desco-
hrir as rasOes do procedimenlo do nobre
senador, e muilo menos de inculcar moti-
vos que 1 lie fossem donairosos. Assim, pois,
poda elle mui bem dispensar essa tirada da
sua respnsta.
Contina o nobre senador, dlzenJo que
bastar altender-se ao carcter e opinifies
polticas de cada um de nos para conha-
cer-se que elle nBo poda nomear-me pre-
sidente da Pernambuco, e para reforcar a
sua arguientacBo accrescenta que, liaven-
dn-lhe rummunicadn uai memoro do oii-
nisteiode8de marco que so lembrra de
mim para essa commissflo, S Exc. lhe fez
ver o erro de tal nomeacSo.
Ora, eu nBo pretendo de maneira algu-
ma queslionar sobre o grao de conceto
quo pos porque isso dcoende absolutamente do
juizo particular de cada um, e deixo s-
menle ao bom senso do publico o decidir
se haveria nada do extraordinario ou de ini
crivel em ser smplesmenle lembrado na-
quella poca para a presidencia de Pernam-
buco o mesmo homem queja havia oceu-
pa lo a do Para, i|ue fura tambem indicado
por um dos membros do ministerio de 8
de marco (facto este de quo s agora tve
noticia ) quo lorum dos proprios colle
gas de S Exc. fora convidado para a presi-
dencia daRiliia, que ao mesmo Sr. paula
Souza einfini pare.ceu capaz de dar infor-
macOes sobre o estado de Pernambuco a
ponto de suscitar a lembranca de urna no-
meacBo que presumo ter sido bem aco-
llada por S. Exc.
Accrescentou anda o Sr. senador que IBo
desacertada era a minha nomeacBo que o
proprio ministro que a fez demitlio-me
inmediatamente, e eu confesso que nunca
esperei da sua lealdade que recorresse a
um tal argumento.
Se se fiz ver cmara com toda a eviden-
cia, no meu prmeiro discurso, que a de-
convidado para a presidencia do Pernain- i inissBo da presidencia de Pernambuco foi
buco. Como eu, tendo as ideas polticas por mim solicitada por mais de urna vez,
lendo al urna caria que sobre este objecio
tando urna tal expedicBo.
ultimtum sera apoiada porhVcas sulliei
Concilio, portanto, repelindo que nBo,entes para assegrar Montevideo contra
basta que a commissflo diga que quer urna qualquer sorpreza da pane da repblica ar-
negociaeflo armada ; mas que he preci-o.geulni.
alero disto que declare que forma de ataque
quer (Susurro.)
la. Thiers : Lembro ao orador que nBo
sou membro da commissBo.
O Sr Presidente :A discussSo, a conti-
nuar como vai, ple durar anda muito lem-
po sem que seja possivelcbegar a urna solu-
O Sr. Presidente l depois a seguinla
emenda ; mas nos nBo pedemos ou vi r o no-
mo de seu autor:
O poder executivo dover tomar tolas
as medidas necessarias para assegrar as
vidas e os bens de nossos concidedfioi, as-
sim corno dos habitantes de Montevideo,
cao. Foi por occasiflo de dous pedidos do | dado o caso em que a cidade seja obligada
crditos que a quesiao da siluacflo geral dos a capitular
negocinsdo I'rata foi introduzida, e a este
respeito a commissflo nflo formulou ne-
iiluima proposla.
Nada ha, nortanto.que por a votos sobre a
queslflo pul i lira, e o nico meio, que ha de
sabir da difilcul lade, he pOr a votos os pro-
jectos financeiros, reservando para depois
a queslflo poltica.
uirrii votes :NBo NSo
prmeiro a q-ieslSo poltica !
O Sr. Prndenle':A assembla quer di-
A esta leitnrn>succede um tumulto, no
meio do qual eremos comprehender queseu
autor a retira.
OSr. Presidente :-M. RaudotpropOeesta
oulra emenda :
u A assembla convida o presidente da
repblica franceza a participar immediata-
nii'ii:e ao governo de Montevideo, confor-
Decidamos meoart. 2 da convencBo de 12 de junho do
1848, a resolucBo tomada pela Franca de
nao continuar o pagamento das 40.000 pias-
.' Importa
a palavra,
peitencea
'os bem Es-aqui urna emenda apresen-
tada por M. de Rane:
Um crdito de 8 milhOes de francos he
aberto aos minaros da guerra e marinha
para o fim de apoiarem pelas armas, se ne-
cessario for,as negocaseos entre a repbli-
ca franceza e a repblica argentina.
Quer a assembla, prosegue o Sr. presi-
dente, que a discussflo geral sobre esta
emenda continu, ou quer que seja encer-
rada ?
fozes numerosas :Nflo nao
que a discussflo continu.
O Sr. Presidente :-Neste caso,
segundo aordem da iuscripeflo
Mr. de Laussal.
M. de Laustut .--Eu a cedo a M. Julio
Favre.
Jf. J. Favre :Ao meu ver, a queslflo do
subsidio lie secundaria ; a incidente he que
agora se tem tornado principal.
Sabbado, a commissflo, pelo orgflo do
seu relator, disse que nSo se devia mais ne-
gociar.
M. Dan: ascondicOes do passado.
M. J. Favre :0 nobre relator diz que a
commissflo entendeu emendar a sua pro-
posla oestes termos : Que nBo convinha
mais negociar as condiges do passado.
Se isto be assim, a commissBo nada disse
absolutamente; ella nos faz entrar outra
vez no provisorio 13o vergnnhoso e tBo fa-
tal para osinleresses da \ ranga.
A negociacBo he urna illusflo. Tudo est
esgotado. A negociacBo nflo teria outro
resultado senflo o tratado l.e Prlour. A
assembla ja foi informada que Rosas nBo
concenteiia nunca em outra cousa.
Examinando o relatorio da commissBo,
vejo que elle diz duas cousas, a saber :
Que importa deixara iniciativa ao governo,
e que releva abandonar a negocalo e cui-
dar na intervenirlo ; que o governo deve
tomar um partido o pedir assembla os
ineios que iulgar necesaarios para a sua
execugao. Isto he claro. Ao ver da coin-
cidir primeramente a queslflo poltica Iras por mez,desde o dia da notificaban do
l'er-
n iiilnico em miiitia npini.'io era muito me-
lindroso. Eu acabava de entrar para o mi-
nisterio : nSo poda eu deixar de informar-
me do estado em que se achava o norte,
principalmente a provincia de Pernambu-
co, para poir julgar o que deveria obrar.
Conversamos, pois, a esle
mes se aponiaraui; mais tendo
dirig o Sr. presidente do cnncelho, se
isto foi confirmado pelo honrado ministro
da marinha, te a par d* demissflo receb
urna nova prova da confianza do governo
impenni no despacho para o Mamullan, co-
mo sejulgao nobre senador autorisado a
usar de semelhanle arma para ferir-me?
Eh ja disse, e repito, que nflo julgo ficar
desairado ou desacreditado ocidadflo que
he demittido de una presidencia ou de ou-
icsuoito, e no- tro emprego semelhanle quando be isso
ndotodaa cer-'exigido pelas conveniencias do servico pu-
tratado.
Em seguimento desta emenda M. Raudot
accrescenta : Peco que se delibere inme-
diatamente sobre a queslflo, e que o pro-
jecio de tratado Le Prdour seja remeltido
urna commissBo especial.
Finalmente, urna einendi que s se refere
i le do crdito, he proposta por M. Dcs-
mousseaux de Civr. Este senhor pro, u
ou so diminua 500 francos ao crdito pe-
dido. ( Humor confuso.)
O Sr. Presidente: Devoconsultar a as-
sembla para saber se ella quer tomar em
considerarlo estas diversas emendas e por
conseguinte remetl-las commissBo.
A assembla, sendo consultada, declara
que nSo toma em considerarlo as emendas
de MM llesmousseaux de Givre Raudot.
0 Sr. Presidente: M. Julio Favre acaba
de modificar a sua emenda nenies termos :
O governo, renunciando as negociacOes
agora esgotadas, se enllocar inmediata-
mente em estado de proteger os nossos cun-
cidadflos, etc., etc. O resto como na primei-
ra redacBo
A assembla, sendo consultada, nflo loma
oui considcr;flo esta emenda.
A assembla he depois consultada sobre
a emenda de M de Rane, e sendo succes-
sivamenle declaradas duvldosas duas vo-
lapis, feilas pelo processo ordinario, pro-
ce le-ae ao escrutinio.
Os Srs. secretarios enganam-se muitas
vezes na conta dos votos. A operaeflo do
escrutinio dura aasim mais de meta hora.
OSr. Presidente: -- Antes de proclamar
o resultado da apiirecflo, como ha apenas
um vol cima da maioria absoluta, devo
fazer urna observarlo. He evidente queso
se descubrir um erro na veniicaQflo das
sedulas, se porexemplo se achar duas ve-i
zes o mesmo nome, ou se se achar o nomo
do um membro notoriamente ausente; o
escrutinio ser millo.
ebaixo do beneficio desta observarlo,'
teza de que nflo fallei ao Sr.
para essa presidencia, nem poda fallar-
he, porque como j disse, sendo o estado
de Pernambuco, em minha opiniBo, muito
melindroso, nflo era possivel que eu podes-
so lembrar-me do Sr. Ilerculano.
Da passagero que acabo de ler v a cma-
ra mui Claramente que o nobre senador nBo
nega a existencia da conversa que tvemos,
nem contesta as circuuislancias que refer,
assim como crein que as nflo contestara
aparte que 1 e diz respeito o Sr. Muniz
Brrelo, quo felizmente para mim acbava-
se em urna das tribunas desta casa quando
profer o meu primer o discurso, e teve as-
sim occasiflo de ouvir as miniias propiias
pal avias ; mas o nobre senador nBo se dig-
nando dar-mo urna satisfecho completa,
anda reservou um meio de eontrariar-ine
atiribuindo-ine sempro urna assercao que
nflo cmilti, para lera vantagem de comba-
t-la. hu nunca disse que o Sr Paula Sou-
za tinha resolvdo a minha nomeacBo para
Pernambuco, nem que me convidou a acei-
ta-la ; mas, sim, que me declarou que o
meu nome tinha sido tambem lembrado en-
tre oso tros, etc. .como se pode ver dos
meus discursos anteriores, e depois de tflo
explicado o sentido desta conversa, eu nBo
esperava cortamente que o nub o senador
insistisse tanto em negar o que eu nunca
alurmei. Direi mais que, se o nobre sena-
dor tivesse f. ito no sei prmeiro discurso o
que fez no segui.do isto he, se houvesse
declarado que com elle i lo conversamos so-
bre a nomeaeflo de um novo presidente
para Pernambuco, mas que havia engao
de minha parle, que comprehendi mal as
suas palavras quando entend que o meu
nove linha aido tambem lembrado, eu nflo
faria a menor reflexflo, e dara logo por
Anda esta polmica, maso nobre senador
limitando-se a tratar da presidencia da ha-
ba, de quo fallou-me outro membro do
ministerio, esprimio-se em termos laes
que faziara rrer que cutre nos nunca tinha
havido conversa al^umajBl respeito de l'er-
natnbucn, e assim obri|Hu-mo a entrar em
mais minuciosas explica (Oes.
Qual sera o motivo (diz o nobre senador)
por que, so acaso tivesse acontecido este
facto, havia ueeu nega-lo ? O Sr. Ilercula-
o.inculca motivos que me sflo desairosos...
em rasflo : em geral os homeiis julgam os
mais por si : elle inculca que eu tinha re-
cejo de olleuder a alguna, e que por isso
quero occullar os lacios ; mas basta retlec-
tir-se que se cu quando ministro nflo du-
videi desagradar a esses a quem ailude o
Sr. Ilerculano, nflo satisfazendo a seus de-
sojo* quanto a esculla do presidente, como
d a entender o mesmo .Sr. Herculano,
Ilerculano blico, e isto estarnos nos vendo todos os
dias ; mas admira-me que um homem que,
como o nobre senador, dispoo dos recursos
de urna intelligencia superior, que lem
por si o presligiu e autoridade de um nome
respeitado, nflo attendesse bem origen]
ecircumstancias desle facto antes dealle-
ga-lo contra mim.
Disse mais o nobre senador, que sendo
o mnilerio solidario nflo era possivel que
n'uma queslflo to ardua como era entBo a
esculla de um presidente para Pernambu-
co, deixasse de ler parte todo o ministerio;
que lodosos seus membros estflo vivos, e
poderflo dizer se alguma vez S. Ex. lem-
hrou-sedemim para essa presidencia. Se
procede o argumento, eu perguntarei ao
nobre senador se a respeito da presidencia
da Babia nflo bavia solidariedade do minis-
terio ? Se era considerado de pequea im-
pottancia a non eacflo par essa presidencia
na poca em que fui lembrado ? Creio que o
nobre senador nflo responder aflirmativa-
mente a estas porguntas, mas entretanto
observo que quando trata da presidencia da
Babia exprime-se elle de maneira que da a
entender que nSo teve parte alguma na in-
lencflo de nomear-me, e S invoca a soli-
dar.edade a respeito de Pernambuco, o que
nBo posso realmente comprehender. Eu
nBo sei se os outros membros do ministe-
rio tiveram conhecimenlo da conversa que
houve entre mim e o Sr. Paula Souza, mas
para provar que o seu objecto nBo foi um
segredo, lerei as duas seguintes hullas do
Correio da Tarde de 10 de junho de 1848,
quo fram transcriptas no Lidador n. 301
de tu de j o I bo : OSr. Fernandes Torres,
convidado para aceitar a preaidencia de
Pernambuco, apresenlou em aeu lugar o
Sr. Ilerculano Ferreira Penna. lato he um
segredo que nossos leitores uSodevem di-
vulgar.
NBo sei tambem se esta noticia teve al-
gum fundamento, nBo sei se o Sr. Fernan-
ues Torres lembrou o meu nome, e posso
isseverar que a tal respeito nflo disse urna
s palavra aos redactores do Correio da
Tarde, com quem nBo tinha relacOesalgu-
inas. nem enlflo concorri de qualquer ma-
neira para enlflo que se divulgasse o facto,
mas trago islo para provar que mais al-
guem soube do objecto da conversa do Sr.
Paula Souza commigo, e que nSo foi um
caso por mim invena.lo. (Apoiados.)
Havendo o Sr. Paula Souza dito, que as-
sim como eu me havia engaado quanto ao
facto de nSo luver elle dado instruccOes al-
gumas ao presidente nomeado para Pernam-
buco (engao que ja mostrei que nflo hou-
ve), tambem poda ler isso acontec lo a
respeito da nossa conversa que aqui refer:
eurepliquei observando que era igualmen-
te possivel que o engao, equivocaeflo ou
esqueciment ostvesse da parte de S. Ex.,
como j se tinha visto em outra questSo ha-
vida entre ello e o Sr. senador Carneiro
I."o. a 11 ti lindo simplesmente a este caso,
eu nflo alterei do maneira alguma as suas
circunstancias, pois quo nSo|referi urna s
rlellas, e assim siihjeite a minha proposi-
(Boao juizo dequemquizess'' ver nos jor-
naes o debate que sobre elle houvo, maso
nobro senador allirma que ainda a est res-
poito nBo roo portei coro a dignidade e leal-
dde que elle poda esperar; diz que o
facto nSo foi como eu dei a entender, e ap-
pell finalmente para as tstemunhas pre-
senciaes, e para a publicacBo do debite feito
no supplemento ao Jornal do Commercio de
5 de agosto de 1848. Ora, tanto he a boa
f com que procedo, tanto he o desejo que
tenho de nBo inverter ou alterar urna s
das proposicOes do honrado senadnr, que
de muilo bom arado aceito as mesmas pro-
vas que elle olTerece en sua defesa.
Sim, eu tambem appello para o tesle-
miinho dos honrados membros da cmara
Vitalicia, que anda se recordarem do facto
o suas circunstancias, eargumentarei com
as proprias palavras publicadas no Jornal do
Cemmercio.
Trataa-se do]projecto de le de eleicoes Af-
ferecido pelo Sr. Paula Souza, o examinado
por urna commissflo d que era relator o Sr.
Carneiro l.eflo. Entrando ero discussflo um
paragrapho assim concebido :A eleicflo de
s oidores continuar a ser feita na forma
dnsarts. su e ni da le, concorrendo pira
ella todos os dislriclos da respectiva pro-
vincia, pedio a pilavra o mesmo Sr. Paula
Souza e fez ver que nflo se conformava com
esla disposi^flo. OSr. Carneiro LeBodisse
entBo :NBo percebi bem a opiniBo do Sr.
presdent do concelho. se fallu contra ou
a favor desle paragrapho. Por algnnsins-
tiiut-s sabi, e nfloo ouvi b>m; e o Sr. Pau-
la s 11 / a respondeu-lhe :--() quo d que nSo lendo passado a minha idea dos
circuios senatoriaes nflo entrara na discus-
sflo deste artigo, reservando-me a roodili-
ca-lo neste sentido na 3." discussflo.
Achanilo-sc mui claramente r sumida
nestas palavras a opiniflo do nobre senador
contra a doutrina do paragapbo julgou o
Sr. Carneiro l.eflo d-ver entrar em mais
am las explicarles, decorando que esta
ideia linha sido ap esent na pelo proprio
Sr. Paula Souza e aceita pela commissflo an-
tes de haver ella resolvido a questflo relati-
va aos ci i culos de um ou de dous deputados,
e nflo s invocou em apoin da sua BSSercBo
o lesteinunho da outros membros da com-
missflo, mas tambem apresenlou a emenda
escripia pelo Sr. Paula Souza, e disse entro
oulras observarles o seguinte : Senhores,
seo filhohemo, se he adulterino, carre-
gue S i \ com elle, porque foi S. Ex. que
0 produzio : estflo prsenles os documen-
tos e-ci pos por leltra sua, que confirmam
esta verdade. .. Assim, Sr. presidente,
pelo que me diz respeito tambem enjeilo o
lilho ; se elle he adult-rino siga a sua sorto.
caa se tem de cali ir, mas saiba o publico
que a ideia foi do Sr. presidente do conce-
lho, que fot S. Ex. que com suas explica-
ees me forcou a apresentar estes documen-
tos escripios, explicacesque, setivessem
apparecido no Jornal taes quaes, tendiam
a renegar a palerndade deste aitigo
He verdade que depois deste discurso dis-
se o Sr. Paula Souza que nflo era preciso
queoSr. Carneiro Lefio apresentasse taes
provas, quando elle nflo negava o facto,
confe.-saudo que a emenda era sua, e que
havia mudado de opiniflo; mas quem at-
tiidcr a toda esta discussSo, que nflo posso
agora reproduzir por ser muito extensa,
reconhecera que eu nflo falte lealdade
nem dignidade quando a Ilud a este caso.
Essa diacussao di a conhecer que o nobre se-
nador uao conservava perfeita lembranva do
que se havia passado entre elle e a commisso,
e foi isto nicamente o que eu quli apresentar
como urna prova de que igual esquecimento
ou engauo poda elle ter na nossa questao. An-
da provocado, eu fajo parlicularJ>studo para
sei justo para com os meus adversarios, para
uao enipreuar contra elies qualquer mel que
possa parecer desleal ou indigno, e por isso jul-
go-nie habilitado para repellir a infundada ar-
guico que me dirigi o nobre senador.
Disse mais o nobre senador que, se quiesse
imitar a minha argumenUcao, isto he. se qui-
zesse porlar-se de urna maneira menos digna e
leal, poderia diter muito sobre o meu passa-
do sobre a minha carreira poltica comecada.
em 1833 sombra da opiniao liberal, e que se-
ria bastante referlr-se a carta do Sr. Costa Pin-
to ha pouco publicada. Creio que o nobre se-
nador allude priineira correspondencia que
o Sr. Costa Pinto fea publicar unir mim no
Correio Mercantil, e que j respond, assim
coma segunda, e achando-se essa nossa pol-
mica subjrita ao juizo do publico, eu espero
que os hoiuens iiuparciaes facain justica a
quem a merecer. Eu observo que estes dous
senhores procuram auxiiiar-se reciprocamente
nos ataques que tem ju.lga.du conveniente diri-
gir-me, e parece-me isto muito natural, mas
nem por isso receio um s Momento que seja
supplantada a verdade e a juanea.
Que querer dixer o sabr senador quando
records que comecei a minha carreira poltica
i sombra da upinio liberal ? Que boje sou ini-
migo das instituiedea que regem o nosso paiz?
Nao basta dli-lo, be necessario prova-lo. (4-
poiadoi.) Rao sou do numero daquelles que
ais oceupam a attencio da cmara com dis-
cursos ; mas sendo denutado por tnuitos .omos,
varias occaiies tenho tido de manifestar mi-
nha opiuio sobre oa pontos mais importantes:
consullem-se oa jornaes veja-se se tenho sus-
tentado duutnuas que possam causar-me qual-
quer veame, ou que revelein o mais ligeiro
senliinento de hostilidade s iostituices hvres.
Muito longe ira eu se quizesse agora discor-
rer sobre o euiupoi lamento d cada um dos
partidos, e de muitos bouiens notareis do nos.


tam
gh
.. Mil ; mas nao sendo a occaaiao opporluna,
ilmitar-me-heia rerguntar: 0 que tiueii i o
virlidopropruiiiei.te chamado liberal un 1833?
^*
A raecucao, o dcsrnvnlvimentopraiico dicons-
1.....(<"> aa Imperio (npniari,,i\ c com c.-laa vis-
Ut marcliou elle nnl.lo ale poca da proiuul-
caeiid doacio addicional. Desde etit.i come-
cou a dmsao que se f-i ainrta man sensivcl
qumdo se tralava di |e de inteipretacao do
liiesmo arto addicional; mas n ceno lie que
ii.uiUishnineus de estado que enlo a ul-^r i m
contraria cunsliluicao, e etnrbil.nle das fa-
CUldadM da legislatura ordinaria, nunca qui-
z'iam modifica la de maneira alguma. apegar
de lerrm lido ocrasloes de fafl-lo. (Apoia,lo$.)
Ora, ni crcio que su-trulo boj- os ltennos
principios (|ue suslentei cm IT3.1; mas, se
por libei .ili.mo se riiiendc a adhraao a certas
idehs que vao agora apparrrendo. como, v. g ,
da Convocarlo de una Cunstltuilite, declaro
que iiaoacompanhoosqucas profesam (nume-
ro apelados ; muito 6em), porque tenho a pro-
funda conviccao de que so pude convir-nos a
ciacta e leal observancia da cousliluicao (apoia-
dn), c nada de certas reformas que agora se
apregoain, e que lem tanto de desnece.ssarias
como de perigosas ; nada de tentativas ein que
possa arriscar-se a sorte do imperio. (Numero-
sos apoiados )
Singo fOr bastante para justiflear-me a ma-
nilcstacao das opinides que professo, recrra-
se aos actos por inim praticados cm diversas
provincias, e veja se se esto Fin contradico
coiu ai mullas palavras (opoiadus); se alguma
vez tvc o governo 011 o corpe legislativo o
dissabor de ouvir queixas contra mi ni por ha-
ver calcado o direitos de qualquer cidadao, 011
por haver platicado algum acto de violencia
ou de despotismo. (Apoiaioi.)
O Sr. IMortrs Smenlo: De certo nao lia
ninguemque lenlia menos geito para platicar
arlos de despotismo.
Sr. Penetra l'enna : Nilo sd so inda-
gando o "ii'ii passado querer o nobre se
nndorrepelir a accusacSo que so me lem
feito por haver sarvido empregos do con-
iiancast'ib administracfl'S de diversas co-
cieres politiras, roas nio receio entrar tam-
liem nessa discussilo Cotnecando pelotlu-
gar de secretario de presidencia de Minas,
eu tenho a conviccilo de haver fei lo quanto
cahia era tninhas frens para cumprircooi
*elo e lealdado os deveres que lile eram
inlierentes [opoiadoi ) e se al,; unas vezes
tivoodesgoslude ser atacado,n,1o por Taitas
cotnnietlidas no exercicio de tninhas func-
cO s, mas porque se me quera attriliuir a
responsabilidade de certns actos praticados
pelos presidentes, consolava-meao mestnu
lempo a consuleraciio de seren summa-
.. mente injustos csses ataques, acontecendo
muitas vezes imputarem-se-me opinio-s
diamelralinente oppnstas s que eu liara
sustentado quando ouvido subte os nego-
cios que coi i liini pela secretaria
Em abril de 1812 fiquei temporiamente
encarregado da adminisirarAo da provincia
de Minas como primeiro vice-presi lente,
por haver adoccido o nosso honrado colle-
ga o Sr. Carneiro de Campos, que era pre-
sidente ; e posto que o ministerio muito me
honraaae eom asuaconliant;, cu apres-ei-
me a declarar com toila a franqueza a un
de seus membros que,.-. ler do ser dispen-
sado o presidente, confina dar-lhe ontro
successor que nSo fosso eu. A respeito da
Presidencia do Espinto-Sanlo he v.rdade
que saliendo cu que o nosso honrado colle-
ga o Sr. D. MiDoel bavia obtido a sua de-
inissSo, disseneata cata a urna pessoa de
iniiiliii amizade que nlio rtuvid>ri:i aceta-
la, porquealm d6 oulras rasOea esperava
poder proalar o .-ervico de fazer abrir urna
e-Irada de couimuiiicaQiio com a provincia
do Minas, ja comegada cm 1814, e que se me
figuiava como milito interessanle. (Apoia-
dos. ) Miuha Icmbranca foi benignamente
acolhida pelo governo imperial, eindo eu
uceupar aquella presidencia em fins de
1845, tit. quanto de inim dependa para
rumprir tninhas promessas. ( ApoiWos )\
remocilo para o Para foi resolvida quando
eu a nio esperava de maneira alguma, sen-
do minislro do imperio o honrado Sr. Mar-
rol I i no de Bailo-, e o mcsn'O aconteceu a
respeito de l'ernambuco o Marantiflo,
He. pois, verdaduque, honrado pela con-
fianza de diversos ministerios, nSo obstante
a difl'i tenca desuna opniOes polticas, te-
nho aceitado e exercido esle emprogos
como o lem feito outros Bmsilciros muito
respetaveis, cetnbora seja por islo accu-
sado, licar-me-ha sempr.; a lisongeira con-
viccilo de liHver-me prestado com lodo o
ZClo e lealJaile ao sim vico do paiz npoin-
ilos i nio servindo jamis de instrumento
s paixes alhrias. Sei que a minha pro-
pria mo^eracjlo, que o deseju que tenho de
mnslrar-me sempre leal e agradecido a
quellesque urna vez me honraram com su-
estima e confianza, expa-me aos ataques
de um e outro lado; mas, apezar disto,
prorurarei i.o desviar-uie do caminho qne
julgo dever seguir.
(juiz, finalnn nle.o nobro senador lae ir-
me em rosto como um desara minha eleQ."o
de dci>ntado pela provincia do Mar nhilo.e en
minio IheagradeQoo haver-me facilitado a
OCcasiSodedizeralgumas palavn.s>obre es-
te Tacto, que em verdade causou-me gran-
de desgoslo, nilo porque toase realmente
desaiinsa, nSo porque a consriencia me
arguisse de o haver promovido con vonlaiie do governo, ni s porque vi desde
logo que n uitas pessoas poderiam int>r-
preta-lo de m modo desfavoravel emquan-
lo uo esiivessem infoimadas de suas ver-
dadeiras circumstancits.
Se eutivesseem vistas a minha elei^o,
parece-me que nao se a dillicil consegu'
grande numero de volos do i r.iprio parti-
do da oppoiicBo, Tazemlo-lliealgumas cou-
cessOes, e seguindo una linda de conduca
um punco diversa da que segu desde que
cheguei a provincia ; mas, animado s-
nienle pelo Leutimento do mcu dever, pelo
d'sejo de consultar as conveniencias pu-
blicas como eu as cumprehendia, tratei de
chamar nos cargos da polica e da guarda
nacional quelles honens que se mostra-
ran! dedicados poltica do goverun de
quem cu era delegado, dispualos a sus-
tenta-la a custa de indos os tacrilicius.
Apoiados. ) Esercendoesledireitodesalei
entura ni i m as iras da opposiQilo, mis n>
mcio de suas hortilidade.4 procure! mos-
trar-me generoso, conservan lo muitos do^
priucipaes membrosdesse paili lo em em
pregos lucrativos que orcupavam ( apoia-
doi, e cuja influencia pedia ser-Ihea mui-
to proveilosa na mesma queslo das elei-
eOes. Exnmine-se a lista de todos essrs
empregados, e ver-se-ha se he ou nao exac-
to o que estou dizendo.
entdo MaranhSo, dMinas-foraes e desta
ertrte, que s deWjirVa ser candi talo ni pro-
vincia do meu nascimento {opoiadoi), e
que se os eleilores mineiros houvessem de
recusar-me cssa honra, que j por ver.es me
haviam concedido, eu me resiunar deixan-
dode pertencerao corpo legislativo. Ne>t-
senlid'i flz ai mis ob'mnps decltr-cfi-s pe-
\a imprensa iapni'idos); alm disto, dirig
me por mel de cartas particulares a malta*
das ppgsnas mais influentes o com que'ii t>-
nlia r-'liicri-s, fazendii-llips cnnlii'C'T que n
eleic.no pelo Mrnh3o, em taes crcnmst cias, seria para mi n um co nprimttimcn-
to, e se nto escre>i a todos os eleilores, fu
i orqup rece-i que se ppnsasse ser pste um
m-in indirecto de fiz-T-me lomhrado, "ti de
obter reyposlas lisongctras. Ora, se alguom
ha que se persuada quo um homem colloca-
ito na posirilo que eu oceupava poda re-
baixar a sua dignidadee o seu bro a ponto
do fazer declaracOes llo solemnes e ao mes-
mo lempo solicitar votos por meios indirec-
tos ou occullos, eu o desalo a que apresen-
toas provas em que por ventura se funde o
spu juzo. Pdenlo apparecer muitos olfi-
cios e carlea minlips aos commandantes de
Torcas o a oulros Tuncoionarios, recommen-
dando-lhes moderac.lo, imparcialidade e
vigilancia, sobro a Iranquilllade publica
durante a crise tas elcices, mascreio que
ninguem poderi affirmar que cu I he gisse tuna s palavra a bem da minln eli-
Qu. I.iia-se urna exlonsa represenlacfo que
a esta cmara foi dirigida contra ase'eicos
do MaranhSo, examinpm-se os numerosos
documentos que a instruem, o veja-se se
algum na que possa nein deleveprovar a
arg'jifflo do haver eu liguradona queslfio
como paite interessad ; examincm-s>) t.im-
bem as decsOes por mim 'ladlt a respeito
dasduvidas que occorreram na execucSoda
le e decilam oshomens imparciaesse eu
fui por acaso movido pela paixfo do nleres-
se pessoal.
N3o obstante este mcu procedimcnlo, tive
a honra, senhores, de ser eleito deputado
pelo MaranhOtl; mas, por que rasio ? Por-
que o part lo que all apoiava com enlhu-
siasmo a poltica do governo actoal, que
contava com grande maioria devotos tiara
elegir mo s os deptiUdos, mais tamhem
alguns supplentes ( apoiados \cntendeu de-
ver fiizer urna solemne manifeslacilo de seus
senlimentos, dando tilo subida prova decon-
sideraQo e estima ao homem que os rebel-
des de Pernambuco linham votaio execra-
(Tfo publica. ( Numerosos apniadot.) Eu fui
muito franco em communicara probahili-
datle de que hsvia do ser eleito pela_minha
provincia ; mas os Maranhenscs, amigos do
governo actual, qtiizcram que anda ueste
caso oceupasse eu um lugar honorfico na
sua lista de diputados.
O Sr. lanstn do Paco :--Apojado ; e nio o
fariam cortamente se a nnr.-ha do governo
nilo eslvesse de necrdo com as suas con-
viccOps.
O Sr. I'erreira l'enna :--Eu pollera anda,
senhor presidcnle, citir artigos de varios
jornaes do MaranhSo, e de oulras provincias
do nnit, em que estes fados seacham bm
explicados, podera argumentar com pala-
vras proferidas na assembla provincial por
um dos mais dislinctos memhrosdi opio-
seSo que manfestam o seu juizo sobre o
modo como so fizetam estas eleicoes, pude-
ri apresentar um pequeo artigo por elle
escripio, em que faz-me justica, apezar de
nao haver-me prestado o seu apoio...
O Sr Moraei Sarment :Apoiado ; Isso
he um documento valioso.
O Sr. I'erreira l'ennt: M is o qie tenho
lito parecc-me stilficicnte para mostrar que
lie inf itidada a accusaQo com que preten-
deu ferir-me o nobre senador ; que nio se
leve lilo fcilmente atacar a allieia reputa-
Qlo, que se filialmente o nobre senador en-
tend* que a eleic,io pelo Maranhio foi para
mim um desar, eu a aprecio o agrade^o com
urna prova de estima e considerarlo porque
sei que as pessoas que m'a doram nunca pen-
jaram que podesse ser Ifio odiosamente in-
terpretada. ( Apoiados.)
nohic senador concluio o seu discurso
lizendo que as pessoas que nos ronhecem
julgarSo entro inim e elle, e eu repito a
mi sin a cousa.
Crcio ter cumprido o meu dever dando
estas explicaces em resposla ao nobre se-
nador por quem fui provocado quando me-
nos o esperava, quando acabava de dar-lhe
novas provas de minha consitleraQo : agra-
dece a enmara a bondade que levo de ou-
vii -me edeclaro que n3o tnriiarei a oceupa-
la com esta questao s>< nio occorrereni no-
vse lories motivos que a isso me nhri-
guem. Desejando, como j disse, nio fal-
tar lustica, inda mesnio a respeito da-
qucllaa pessoas que mais me offeudem, ain-
da repetirci que nunca pretend por em du-
vida a probidade do Sr Paula Souza. Ites-
peito-o muito, mas creo quo mo ha probi-
dade do homem algum que mereja mais
acatamenlo do que a ventado dos factos.
( Apoiados.)
de ip/em satisfeiut a titulo de einprestiino pe-
|u rorre provincial.
Dito. Ao inspector das obras publicas,
para coadjuvar quinto fjr potsivel aos encar-
regudns da nlira da matriz e menno ficalistr
a sua direcca para que mi se couiioetta al -
ginn erro de e.
Dit'i. Ao encarregado do deposito de arll-
gos bellicos, dizendo Ihe que se expediram as
convenientes ordena, afui de sprem atisfeltas
as requi-i(des deque trata o seu ollicio de 15
do crreme.
Dito. Ao inspector da Ihesnuraria de fa-
zenda, direodo-lh'*, ein resposla ao sen ollicio
de honlem sob n. 48, que a presidencia auto-
risi. il.-t) ixo de sua responsabili lade a desle-
la que ae li/.er cotn os 400 correames requisi-
tados pelo iillnil encarregado do deposito de
arligos bellicos, asalto como a graiificaco de
200 iris diarios a cada opeiari que se empre-
gar na factura dos ditos corr limes,
Dito. Ao capitn do porto interino, dizen-
do-lhe que pon ha ein andamento a obra do te-
Iheiro que tem deservir para o deposito de
madeiras do estado, de cuja direccSo scientlfi-
ca he encarregado o engenheiro inspector das
obras publicas; reconunendando-se-lhe que
einpregue todo o sen zelo afiu de haver a
malor economa com os dinbeiros pblicos.
Dito. Ao juiz de direito da capiul, disen-
do-lhe que,a vista da informarao que acaba de
dar sobre o requerimento do cidadao preso Jo
s I.uiz Keltrao Mavignier, se aclie justificado o
motivo por que nio tcm havido reunlao do ju-
ry, em a qual podesse ter elle respondido pelo
c'riine em que se acha pronunciado, todava
aitendendo ao espaco de lempo que ha decor-
rido desde a pronuncia at hoje, cumpre que
se disponha as sobreditas reunies, de modo
que quanto antes seja convocada a sesso ein
que devein ser julgados os pronunciados Ma-
vignier c Dr. Jos Angelo Marcio da Silva.
Dito Ao inspector das obras publicas, dl-
n ml.j -1 i,e que, devendo continuar-se a obra
do telheiro que ce e>t edificando em Jaragu,
a inspeccione scicntilicamcnle, afiui de acr a
suaonstrueco a mais apropriada ao Hinque
se requer.
uifliii i>i nniniin.
lodos os negocios da igreja. ser Iludido
pelas espertezas e Iramoias desse lio nem ;
vou, para evitar que S. Exc seja engaado,
xa leis do paiz espesinhadas, e o publico
pornambucano ludibriado, levar ao conhe-
cimputo do mes'isn puhlico.q ie o Sr. pa Iro
Caelano Pin'od-s Lempa, he cidadao por-
liigu-z, e por conseguinto nio p le tln mo-
do algum pretender a dita vig *rara Alguna
lempo depois de 1835 apo lou as nossas
p'aas viudo de IVrliu'al, sua patria, o Sr.
pdrn Caelano, quo des le entilo reside en-
tre nos gempre litio por estrangeiro, a pon-
to do nunca ser qualiflrado, nem mismo
durante o dominio do pailido hoje em op-
posicAo, nflo nbslanle aer o Sr. padre Le-
mos um dos seus nuis acrrimos panegy-
iislas
Muito admira que o Sr. padre l.emos, que
sempre foi tido por estrangeiro. at pelos
seus proprios corr< l'gonarios, o que at o
diza, so aprsenle agora como oppositor a
vigararia da Escala, fazendo por Isso crua
e desapiedada guerra ao lllm. Sr. padre Ma-
noel Jos Perera Pinto de l.emos, actual
coidjictor da dita freguezia, o lambom
prctendente a vigararia ; seu irmSo, seu
generoso bemfeitor, que he estimado e ad-
mirado por todos os seus parochianos, por
sua alma bemfazeja e vi la irroprehenavel,
ecujos exemploa de virtude jamis o Sr.
I.ems sera capaz de imitar.
Tenho dito quanto me parece suuloiente
para chamar a alinelo de S. Exc. Itvm. so-
bre a nacionaldade do Sr. padre Lentos, e
juntamente a do respoitavel publico per-
uambucano.
Com a insereno destaa lindas muito obri-
garlo a seu constante leilor
0 malulo da Escada.
COMMEBCIOj
O Sr. Sanios Almeida : |. cslo anda
hoje qiuisi todos nos seus lugares.
O Sr. r'trrcira l'enna :Logo que foi dis-
solvida a cmara cu declarei aos meus ami-
BECirE, 37 BE HABOO DI 1850.
A guarda nacional desta cidade como que
se vai desmoralisando, e certo tocar ao
termino da relaxacflo, se providencias
promptas o enrgicas nochamarem-na ao
cumprimento de seus deveres. 0< dous Tac-
tos que vamos referir provam quanto te-
mos dito.
Finda a marcha do da 25 do correte, e
quando j eslava na respectiva parada o pri-
me! obatalho da guarda nacionaldeste mu-
nicipio, travaram briga, estando em forma,
dous guardas da quarta companha : o me-
jor, que commandava o batalhfio na ausen-
cia do tenente-coronel, deu voz de preso a
um dos mencionados guardas ; mas elle re-
sisti ; e, havendo-o o major empurrado,
alguns dos outros guardas proromperam
em voznrias, distingui lose entre todos
um da teresira companhia, sobre o correr-
me do qual pz o majo.- a mlo, sem duviJa
para faz-lo conter, em consequencia de 16-
|o elle desattendido por varias vezes que o
mandara calar. Entilo, o guarda, dequem
traamos por ultimo, desembainhou a bayo-
neta, etentou ferir seu comman Jante inte-
rino; mas semelhante crime nSo foi con-
summado, o j se acham presos 20 e tantos
dos amolinadores, que esperamos seiio de
vi lamente punidos.
Este aclo de insubordinaco he bastante
significativo ; mas a capital presenrioit ou-
tro no citado dia 25. o qual he tanto mais
censuravcl, quanto he de suppr que tenha
concorri lo para o empeioramento dos enfer-
mos que a febre reinante ain la aln conser-
va no leito ddr: queremos fallar desses
tiros que, derois da parada, andaram os
guardas a disparar pelas ras da cidade, sem
a mnima attengS > a poca calamitosa em
que estamos, na qual um pequeo estam-
pido he por si s bstame para r.brevar o
passamento de qualquer das infelizes vc-
timas da peste quo anda nos flagella. En-
tretanto, esta oceutrencia se no tivera da-
do, se, terminada cada urna das salvas, fos-
sem escrupulosamente revistadas as patro-
nas da todos os guardas, como em outro
lempo se pratirava.
ALFANDEGA.
Hendiraento do dia 27..... 6885,010
Deicarregam hojel.
Calera fngleza Seraphina mercadorias.
Patacho nacional losephina farinha de
trigo.
Hiato DuoUoto gneros do paiz.
Barca Conrad farinha e bolachinha.
JMPORTAQAO.
Csnrad, barca americana, viuda de Kich-
inond, entrada no crreme mez |>or franqua,
consignada a Joo Malinos, manifestou o se-
guinte:
19 callas algodao de cor, 150 ditas cha, 300
barriqulnhas bolachinha, 2,270 barricas fari-
nha e 150 meiaa ditas dita ; aos meamos con-
signatarios.
CONSULADO GERAL.
Ilondimento do dia 27.....2:218.831
Diversas provincias...... 135,3(9
2:351,180
ALAGOAS.
Extracto do expediente do Exm. Sr. presi-
dente Dr. Jos Dent da Cunha Figueiredo.
21 DE FEVEItF.lllO.
(inicio. A cmara municipal, dizendo-lhe
que, lornando-ac infelizmente cada vez mais
geral a febre que tem grastado nesla cidade, e
val-se j estendendo aos recnncavns, julgou-se
conveniente consultar aos facultativos, afun
de indicarem algumaa medidas a tomar como
mcio de prevenir o progresso domal.ouao
menos mitiga-lo quanto fosse possivel. R i
vista dos relalorios que alguns delles acalnun
de apresentar, e que se remette por copia, cum-
pre que a cmara, a quem particularmente pe-
lo sen regiment incumbe cuidar da sade pu-
blica, ijn-tc com urgencia um ou dous mdi-
cos de partido, conforme as peessidades da
occasiao, os quaes, durante a epidemia, sejain
encarregados nao s do curativo tas pessoas
miseraveil a quem se mandarn forncerr os
precisos inedicainentos, como tainbem de apre-
aentarem por rscripto alguma especie de ine-
tliodo curativo e hygienico, a* coinmodado s
circuinslancias da quadra, sendo exposlo de
maneira que fique ao alcance de qualquer Tn
teillgencia, para ser comuiunicado a todas as
cmaras da provincia, e por estasaos seus inu-
nictpes pelos meios mais promptos e conve-
nientes. Outro sim, que couvem que ponda
tod posturas munlcipaes, no que diz respeitu i po-
lica medica, sobre ludo acerca das eapecies
mencionadas nos ditos relalorios que devem
ser mui considerados. Sen .o houver dinlici-
ro sullienle no cofre da municipnlidadc para
as despezas a fazer-se com essas medidas, d a
cmara disso parte com (oda a brevidade, afiui
Chamamos a attencilo dos leitores sobre
o olficio, datado de honlem, cm que o Sr.
chele de polica participa ao Exm. Sr. pre-
st lento da ptovincia a apprehensflo de mais
algumas notas falsas, e que vai exarado no
lugar competente.
Comiminicario.
Acaba de chegar esta cidade o insigne
artista drammatico, Cermano Francisco de
Oliveira. Consta-nos quo vem ello com in-
teneo de organisar urna companhia, afim
de estrear o nosso novo theatro, e ah con-
tinuar um suas representaeflos. Muito esti-
mamos quenssim seja : teremos de admi-
rar um dos melhorea artistas brasilcros,
onflo o melhor, que tilo dignamente sabe
oceupar a sua arte.
Contamos quo S. Ex. o Sr. presidonte,
incansavel protec^r das artes, o que tanto
se tem esmerado B engrandecer nossa bel-
la provincia, facultar ao nosso artista os
meios para bem salisfazer a espectaliva pu-
blica.
Correspondencia.
Sr. redactor.--Como lem de ir a cocutio
a vigararia da freguezia de N. S. da Escada,
e pn tenda apresentar-se como ojposilot
a ella um estrangeiro, que genioiente por
tal he conhecido, e possa S. Exc rtvm.,nu
obstante o seu zelo e attencilo qJe presta a
EXP0RTACAO.
Despachos martimos no dia 27.
" Fhiladelphia, hrigue americano sculo, de
290 toneladas: conduz o srgulnte:
2,580 saceos com 11,400 arrobas de assucar.
Liverpool, brigue inglczcVmma, de290 tone-
ladas : conduz o segiiinte:
li'J _saccas com 4,000 arrobas c 8 libras de
algodao.
Lisboa, patacho portuguez .I'otu /, de i n
toneladas condus o seguinte :
7 caitas e 1,288 saceos com (i ,828 I y), arrobas
de assucar, 1-2 taboas de amarello,200 vaquetas
Rio-Grande do sol, escuna nacional Europis-
ta, de 116 toneladas : conduz o seguinte:
I ,."iiiil alqueires de sal da medida nova.
Parahiba, biate nacional Espadarte t conduz
o seguinte:
8 calas cha, A barricas tnanteig, 2 melas
ditas dita, 3 pipas e 2 barris vinlio, 2 ditos
azeite, 2 caixas papel pardo, 1 canastra bata-
tas, 2 ancorelas azeitonas, I? caitas genebra,
2,000 ceblas, 2 pipas vinagre,I volume drogas,
2 caitas utensis para chapeos, I dita cola, I
fardo papel de einbrulho, I barrica massas de
chapeas e mais objectoa, 1 barril refolhos de
conserva, 21 massos de papelao, !2ditosde
taubinhas, 3 ditos de palhinbas, 0 pacoles fa
/codas, 2 gamellas e 1 caita cera, 76 barricas
farinha de trigo, 150 arrobas de carne, 15 bar-
ricas bacalho, 2 balas papel pardo, 50 resteas
alho, 3 barricas bren, I fardo alfazcuu, 1 cal
ta copos, I dita chapaos americanos, 1 molho
de calabrotea, 1 farda fazendas, I pacote cha-
lea de chita. I barrica genebra, 3 ditas bola-
chinha, I dita pregos, I dita dobradicas, 6du-
zias de caitas de raiz, 10 aaccas arroz, 12 ditas
bolacha, 100 arrobas de carne, 42 duziaa de
cocos de pao, 30 caitas cora 30 arrobas de aa-
bao, 5 ditas com on libras de rap. 1 lata de
falla, 1 meta pequea, I barrica com 1 arrolia
de bolacha.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmento do dia 27. .
1-110,223
Vlovimeiito do *orto.
Navios sahidos no dia 27.
Portsa do norte Vapor brasilriro Bahiana,
commandante o primeiro lente Jos Se-
gundino de Gromensoro. Alm dos passa-
gelrosque troute dos portos do sul paraos
do norte leva a seu bordo : para Maranhao,
o deaembargador Gregorio da Costa Luna
Beluiont, sua senhora, 4 lilhos, 2 criados
e 13 cscravns, Antonio Jos Ribeiro Guima-
raes, sua senhora, 2 lilhos e 3escravos, Joa
Bulo Jnior.
Liverpool ^- Hrigue ingle2 Emita, capitao W
Williams, carga algodao e aasucar.
Gibrallar Polaca sarda Kugtnia, capitao G.
Jacouir llnmoro, carga assncar.
Santa-Catharina latacUo braslleirn Novo-
l.ui, capitao Francisco de Paula Fonseca,
carga assucar e cuneos. Passagelros, o ma-
jor J. ilc Si uncir I.rao Ribeiro Cruz e sua
familia.
0 Sr director do lyceu man la fazer pu-
blico quo, cm cumprimento portarla do
Exm. Sr. presi lente da provincia do 22 dn
frrente, esta novamenle a concurso ca-
deira de primeras leltras' para o sexo femi-
nino ta cidade da Victoria : portanto s
aenho'as hrssileiras, que quizerem oppOr-
aerpfetitla cadeira, dovero comparecer
na sala do palacio da prest leticia pelas !i
horas da mantilla de 21 desto corrento m. z
60 dias, leudo leColhido a secretaria do
'yc'uosspus requerimemos ja preparados
8 lias ames do dito concurso.
Serrelaria do lyceu,23 le marco de 1R>o
-() secretario iiiti-rino, Antonio Egudio da
bilva, professor de geometra.
-- Pela segunda seccSo da mesa do con-
sulado provincial se annuncia a todos ns
collectadoa para pagarem o imposto de
12,800 rs. creado de conformidade com o *j
14 do artigo 38 da le do orcamento n. 2*4
de 16 de junhode 1849, que se est arre-
cadando passivamente pela dita seccSo se-
melhante imposto, desde Janeiro do cor-
rente anno ; e que, flnalisado o prazo mar-
cado pelo regulamento do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 12 de novembro do
ann prximo passado, se proceder exe-
cutivamente contra todo aquello que nio
tiver salisfeito dito imposto.
O escrivSo servindode administrador da
recebedorjade reodas internas geraes con vi.
da aos Srs. livreiros que se quizerom encar-
regar da factura dos hvros que teem de ser-
vir na mesma repartido, no anno finan-
ceiro prximo, de 1850 a 1851, comparecam
para tratarem do ajuste, preferindo-se a
quem por menos li/.er.
O arsenal de guerra compra azeite de
carra pato e de coco, vellas de carnauba, fio
de algodao e pavos: quem taes gneros
quizerfornecer comparecer na sala da di-
rectora do mesmo arsenal, no dia 30 do
crrenle, trazan lo sua proposla com seua
ltimos preros em carta fechada.
Perante a administrarlo do patrimo-
nio dos orphos se ha do arrematar,a quem
por menos fizer, e por tempo de 3 annos, o
fornecimento dos medicamentos para os
collegios dos or, bSos : as pessoas habilita-
das, que quizerem fazer semelhante for-
necimento pdenlo comparecer na casa
das sessOes da administracBo em o dia 4 do
futuro mez, as 4 horas da larde.
Secretaria da administracBo do patrimo-
nio dos ui pililos, 26 de mar co de 1850.
Jodo Francisco de Chab/, secretario.
-- Pela subdelegara da rrcguezia de S.-
Jos do Herir fot capturado um preto que
diz chamar-se Antonio llazilo, e ser escra-
vo de Manuel Eleutero Correia, lavrador do
engenho Aralangy : a quem penencer a
possee dominio do dito preto, cotuparpea
na mesma subdelegada, com os competen-
tes ttulos.
Existe na subdelegada dos Afogados
um cava lio a lazo, de estribara, e tres mais
de carga, dous pedrez e um castanho, que
parecetu do sertao.
PtihUcacao religiosa.
Sabio luz um livrinho com o titulo de
DEVOTO CIIRISTAO,
o qual contum a doulriua clirielfta, breve
noticia dos misterios da missa, obras que
devem fazer o christo, oracOes para dema-
nh.la o a noite, ditas para a cnnlIssSo e
commtinhuo, exeteicios para cada di, no-
venas das almas, assenr,.1o do Senhor, Con-
ceco, Menino Jezus, Santo Anlouio, modo
de resar a estacSo, breve emenda dos erros,
signaea de Christo, sentongas de plalos,
tnethodo tle resar o rozaiio e le reo de Nossa
Senhora, mysterios gozosos dolorosos, e
gloriosos, ladainha de Nossa Senhora, ora-
(3o de S. Bernardo, dita para pedir paz,
responso de S. Antonio, escada myslics,
un i la cao dos justos, suspiros pela gloria do
eco, etc : vende-se na hvraria, ns. 6e8, da
praca da Independencia, a 640 rs., em meia
oticadernacSo.
Hcparticao da polica.
eclarayoes.
O Sr. director de ;/eu manda fazer pu-
blico que, em eie^nigilo a portara do Exni.
Sr. presidente A provincia de 23 do cr-
reme, est a concutso a cadeira de primei-
r s leltras para o seso masculino, da fre-
guezia (iji'apiraca : portento, os cilla ISus
brasiliroa, qUe quizerem oppor-se a referl-
'.'i cadeira, devetSo comprccer na sala do
palacio da presidencia pelas 9 horas da ma-
ndila, no dia que -ominar 60, contados da
dala deate, tendo rumetti Jo secretara do
lyceu os seus requerimentoa documenta-
dos 8 dias antes do referido dia.
Secretaria do lyceu, 27 de marco de 1850
O secretario interino, Antonio Egydio da
Suva, professor de geometra.
lllm. e Exm Sr.Tendo-se honlem adia-
do urna nota de cinco mil ris em milo do
mendigo Jos Felicio da Fonseca, fiz con lu-
zireste a minha presenc<, e havendo-o in-
terroga to a respeito soube que elle a tiuha
tomado com nutras que se inulilisarim a
um menino filho de um preso da cadeia, o
qual, apezar das deligencias que se empre-
garam, nao pode ser encontrado, a vista do
que mande por eoi sitio a mesma cadeia
onde, havendo dado urna busca, descobri
em todr de Isabel Mara da Conceico,
mulher do preso Antonio Pontea dos Santos,
quarenta e quatro notas de dous mil res,
euma de cinco mil ris, e na prisSo do
crime mais quarenta notas de cinco ris,
lo las ellas de estampa igual, ao que parece
a das que foram ltimamente apprehendi-
das, e como a dila prisSo eslvesse com un
principio de arrombamento, e eu suspei-
tasse que nella havam notas enterradas,
ordenei a remocho dos presos para a do se-
guro, iili n de so proceder a um exame oais
minucioso que tenho reservado para a oc-
casiao do concert, para o qual rogo a V.
Exc que se digne de expedir as necesarias
ordena.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da
polica tle Pernaanbuco, 25 de marco de
1850lllm e Exm. Sr. Honorio Mrmelo
Carneiro Leilo, ctncellieiro de estado, pre-
sidente desta piovincia.- Joj< Nicolao Re-
guera Costa, chef de polica interino.
lllm. e l.xni. Sr.-Das parleaenderecadss
a esta i epin tigao desde o da 24 lo crrente,
consta tir.Mii sido presos: minha ordem
os prelosjos Antonio Uapliala, porvoffen-
sss physicas ; e Eslevo, escravo, por cor-
"cccriit : a ordem do delegado do segundo
dislricto deste termo a prela Benedicta, por
crime tle furto : ordem do subdelegado
da freguezia de S.-Antonio as pretas Apo-
louia Mara dos Passos e Mara Macota, ior
offensas phyaicas commettidas na pessoa
de Antonio Francisco Macota : a ordem do
subdelegado de S.-Jos o pardo Jo-e dos
s.nioH Lima, por desobediencia : a ordem
do subdelegado do segundo di.-trtclo da
freguezia tius Afogados Joilu, escravo de
Joao Pinto de Lemos ; Pedro, escravo de
Fuiano Vellozo ; e Antonia, escrava de Jos
da Fonseca e Silv, por briga, de que resul-
tara um ferimenlo : e a do subdelegado da
freguezia de Muribeca Matioel Barbalho,
para averiguacoes policiaca.
O delegado de polica dn termo do Lt-
mooiro, por cilicio de 19 deste mesmo mez,
parlicipa,que no dia 14, em o lugar de Ma-



ripic, pafUncntaaos'g'inl ilUtrlcla la
fregnazia de B>m-Jr m, TiVa assasma lo
JooDimio, com duas rc.ifs, que Ihe
dera Ignacio Joq cha preso, eea- s-o lo prncessidn.
Doos guarde V. F.xc. Secretaria lica de P-rnambUeo, 26 da marco do 1850.
Illm. e F,*m. Sr Honorio Mrmelo Carnei-
nairoI.oBn, concelheiru da estalo, presi-
dente desta provincia.lote N'cot-o Reguei-
ra Cosa, chefe de polica interino.
Illm. eF.xm.Sr.-- Segundo as communi-
caces n0J* recebidas, fnram hontnni pre-
sos : minha o- Iimh i;ji'.it'.Im Jo- Silves-
tre, por ebrio: i orleni do subdelgalo da
freeuozia de S -Amonio I). Loiz Kugenio ile
Locio, o Martinln, escrava da Jos Moiri-
cio, por crinie de furto ; Emilia Candida e
Thodora, escrava de P. Bernardina de Tal,
por correcefio ; e Joaquim, escravo do Dr.
Pedro Beltro por assim o baver requisitado
o respectivo serhor : do subdelegado da
freguezia da Varzea o pardo Jos Pedro do
Carmo, por baver delxado fugir um deser-
tor.cuja conducho Ihe tnha sido confiada
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da
polica de Pernambuco, 27 de marco de
1850 -Illm. eExni- Sr. Honorio Heroito
Cameiro Lefio,'concelheiro de estado, pre-
sidente desta provincia. Sot Nicnlo Re-
gueira Cosa, chefe de polica interino.
Relacio das ptisoat hoje despachados com pas-
soporte por esta repartiedo.
Para o Rio-Grande do sul a prcta Brasi-
liana escrava do capito Manoel Jos.da
Soledade.
Para o Rio-Grando do norte Feliciano
Joaquim dos Santos Jnior.
Legitimaram-se para obterem pastaportes.
Para Portugal os subditos portuguezes
Antonio Joaquim Tavares e Joaquim l'e-
rera Arantes, e o subdito inglcz Jos Ale-
xa ndreCubian.
Secretaria da polica de Pernambuco, 27
de margo de 1850,--j4n primeiro amanuense.
dade: quem na mesm pretender carre-f
0r, ou ir de passagem. dever enlenler-se
com Joo Garlos Augusto da Silva, na ra
di Cruz, no Itecife. n. 11, armazem.
--Para a Iba de S.-Miguel pretende sa-
bir cm brevidade, por ler meta lo do .car-
regamento prompta, o briguo nacional
fsplritO'Sanlo, capiflo Alejandro Jos Al-
ves : para o resto da carga e passageiros,
trata-se com Francisco Martin* Ferreira, no
largo do Terco, n. 139. ou com o mesmo
capito, na praca do Commercio.

*mtmm
Avisos diversos.
Caetano da Costa Morera faz sriente a
quom iuterrtssar, que elle tem hypo hera le-
gal nohiate nacional Sn-Ju teao casal do fallecido Manoel de Souza
Couto, pela divida de 430,000 rs. prove-
niente do mesmo hiato e seus apparelhos ; e
camo esta hypoltaeca affecta a cousa ; e Ihe
consta que a viuva quer vender o referido
hiate. por isso faz o presente annuncio ; e
desde ja declara o annunciante que esl
certificado que anda no houve a venda.
Offerece-se urna ama para casa de he-
mem soltero : quem precisar procure na
ra larga do Bozario, (antiga ra dosQuar-
tes) n. 8, sobrado.
Avisos martimos.
Para Marseillc pretende se-
guir al odia 3odo rente mez,
amuito conhecida barca franceza
Julis: anda recebe aigutna car-
ga e pussageiros, para o que tem
excedentes commodos : os pre-
tendeutes dirijnrn-.se ao escriplo-
rio da consignat-nia da mesena,
viuva Lasserre, na na da Senzal-
la-Ve!ha, i.l38.
--Para o Rio-de Janeiro sahe, impre-
tcrivelmente nn dia 6 de ab>il prximo fu-
turo, o brigue Brasilero Sn-/oi<, por ler
parlado seu carregamento abordo, fallan-
do rnenle algum resto, para abarrotar:
quem liver decarregar, ir de passagem e
remoller escravos a froto, dirija-so ao
escriptoriodeGaudino Agostinho de Bar-
ros, atrs do Corpo Santo, n. 66, ou ao
capito Jos llamos de Souza.
I'ar e Maranhao,
o liom mullendo patacho nacional Joxephi-
tia, capito e pratico Jos Manoel Barboza.
segu vlagem para o Para com escalla por
Maranhflo : tem a maior parle de sen care-
gamento promplo : para o resto e passagei-
ros, tria-so com o c.-ipil.to na praca, ou
com Jos liaptisla da .Fonceca Junior, na
ra do Vigario, n. 23, segundo andar.
ParaoAss segu infallivelmente no
da 4 de abril, o brigue Paquete-de-Pernam-
buco'. recebe carga a frete muilo barato:
quem'quizer carregar, dirlja-se a bordo do
mesmo, Tundeado ao p do trapiche do al-
godn, ou a ra da Mod, n. 7.
-- pro o Coar segu viagem com mu-
ta brevidade, por j ter boa parle de seu
carregamento a bordo, alm d'outras car-
gas j tratadas, o hiato Kovo-Olinda, mes-
tre Antonio Jos Vianna : quem nelle mais
pretender carregar e ir de passagem, se
entender com o mesmo mestre, ou na ra
da Cadeia-Velha, n. 17, seguido andar.
-Para a illia deS.-Miguel
tem de seguir viagem nestes 15 das, com
carga que Uvera bordo, o briguo portu-
guez Oliveira, que j do Rio-de-Janeiro
conduz parte de seu carregamento para o
mesmo destino : qum nelle pretender car-
regar e ir de passagem, se entender com
o respectivo capito na praca do commer-
cio, ou com Joo Tavare Cordeiro, na ra
do Vigario, n. 8. O mesmo navio tam-
bem pode receber carga o passageiros para
as iiiias de Faial eTerceira, appureccndo
de forma que convide ll escallas.
A escuna Sanla-Cru segu para o Rio-
Grande do sul impreterivelmente no dia 31
do crrente : recebe passagoiros e escravos
a frote para o que tem bons commodos : a
fallar com o capito Manoel Parera de S,
ou com Jofio Francisco da Cruz, rur da
Cruz, n. 3.
Vende-se o patacho ameri-
cano fomp, de lote de i 26 tone-
ladas americanas, fornido de co-
bre, muito veleiro, e prompto pa-
ra seguir qualquer viagem : os
pretendentes, dinjam-se aos con-
signatarios, Henry Forster &
Gompanbia, na ra do Trapiche,
n. 8.
-Para o Ro-de-Janeiro sahe, com roui-
ta brevidade, o patacho nacional Curioso
capito Domingos Antonio de Azevcdo, pur
se tenar cum parte da carga prompta : para
o restante, passageirose escravos a frete,
trata-se com o mesmo capitn, ou com i.uix
Jos de S Araujo, na ra da Cruz, n 33; i
Vendb-se a burea nacional Princesa,
de loto d 267 toneladas, forrada de cobre c
prompta rom lodos os perlences para fazer
viagem : quem a pretender, pode ir exami-
narabordo, a qual se ach Tundeada de-
fronte do Passeio-Publico, e Iralar com
Amurim Innos, na ra da Cadeia do Ite-
cife. n. 39.
A veleira escuna nacional Emilia, de
que lio capito e pratico Antonio Silveira
Maciel Jnior, deve ebegar do I'ar al o
dia 25 do crrante, para onde voltar com
escala pelo Maranhao, com a maior brevi-
coti du'is "cas 'li fif* oulra pintada a leo para }*ntr, 14 quar-|8. e na rm d > QuVinvi lo. n. 25, Hji de
tos, muito fresco o com ripiis-orn vista da
praca da Boa-Vista e que tambem bola para
a ra do Arago. eco'io chaTariz na Tren-
te, por preco commodo: tambero se alu-
gam os segundo e lerceiro an lares, no s
juntos como separados, do sobra lo da ra
das Agoas-Verdes, que Taz esquina com a
trnv-ssa do Aniorim, ha punco lelilieado,
tambero muilos fresco ecntn bonita vista e
bastantes coaimodos : a tratur na ra .Nova,
ii. 67.
Na ra Nova, armazem n. 67, conft-
noam-se alugar para Testevidades, como
lamliem enterro* h para casa* particulares,
como sempre foi costume, mohtliag o es-
leirs a vontade dos prelenl utas, e pelo
lempo queconvier, por preco mais comino-
do do que em outra qualquer parte.
O abaixo assignado previne aos Srs. lo-
Kislas,o em geral a todas as pessoasdo com-
mercio que no.fiem quaesquer valores.qur
em dinhero, qur em fazendus, a quem
mili te/, is, dn Sr. Joaqnim M inteiro da Cruz
Francisco Malaquias Soares, cida Lio
braseiro, vai ao Para a negocio de seu n-
l.eress-% e deixa o seu pequeo eslabolec-
mento a direcco desua senliora, o de seu
mano, JoSo Belarmino Soaros.
I'recisa-se alugar um pn-ta captiva
ou forra, quesaiha cozinhar e engommar,
e tenha hoaconducta, paracas* de un ho
mem soltero : na ra do Queiinadn, n. 2
-- Jusi' Cnneiilves la Funii-, Ion iu de re-
tirar-se para Portugil, avisa a quem se
ju'gar*'u eredor de apresentar sua conla
para ser indeinnisado.
Betira-se vara Portugal rom sua mn-
Iher e um criado o abaiXO assignad faz publico para quem tiver algum pentior
em seu poder, por boa composico, o rs-
gate at 30 do corrente ; quando o no fa-
ea, ser vendido para seu embobo. Ma-
noel Alaes da Silva Cosa GuimarScs.
Quem annunciou querer alugar urea

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aV
th
m

*>

w
Consultorio homoBO-
pathico.
Ra do Trapiche, Hotel-
Francisco,
Dirigido pelos doutores SabinoO. I,.
Pinho, J. A. Luz, e C. Chidloe.
<
al
af
<:
<*
M
Todos osdias, desde as 7 horas da <-
manha at as 3 da tarde, pdem ser 45
procurados qualquer dostes Snrs. <
As consultas sero recebidas por
qualquer dos tres mdicos que se *
achar no consultorio.
As pessoas necessitadas continua- 2
ro a receber gratuitamente, todos ^
:> ossoccorros de que precisarem, <|
-> qualquer hora do dia ; adverlindo
'> que, sero soccorridos com prefe- -41
* rencia, aquellos que log no princi- *
* pi da molestia recorrerem i ho- *
: ^ moeopalhia, sem haver tomado re- j.
ij> medio ulgum allopalhico. ^
-m
OAAAftAA4AAAAAilkfcliA*A*v3
O patrio docaixeiro que foHiispedi-
do, e que di/, a scis amigos e mal a algu-
mas pessoas que, no sabe o motivo ; 0 que
estiniava muito fosse publicado pelas l'o-
Ihas, osi de acrrdo satisrazer-lhc o deso-
jo :--0 d'to Sr. Toi meu cniMiro quiltro an-
uos incompletos, durante este tempo, nun-
ca Uve oquedizer : porm, ha seii mezes,
segundo me informam, e estam promptos
para provar, quo, como tivesse bom cora-
o.'io, compadecia-se de urna familia dispon-
do para isso do meu cstabelccimento, oque
com effeito he fcil dispr dos bens alheios
para amparo dos que Dos he servido cas-
tiga-tos com esses martyrios : no echando
en justo, dispedi-o, ilizcndo-lhe: quo os
bens deoutrem no so para qualquer com-
padecido, valcndo-se del les, amparar aos de
mais ; e quem livor compaixo, dsponba
antes do seu que do alheio: oque julgo
bastante ter satisfeito.
Roga-se a qualquer pessna a quem fr
oiTerecido urna lanterna dourada, com cas-
lical, ludo de vidro, o favor de a apprc-
hender, porque foi furtada, c leva-la ao
becco do Peixe-Frto, n. 2, ou a ra Augus-
ta n. 48, quesera bem recompensada.
-- Jos l'oreira faz sciente ao publico
que, de hoje em dianle.se assignar Jos l'o-
reira de Al incida, por assim Ihe ser neces-
sario.
Deseja se fallar ao Sr. Jos
da Silva A Ivs que negociou na
cidade da Victoria, comarca de
S.-Ant3o ."'na pra^a da Indepen-
dencia, ns. i3 e l5.
A mesa regedora da irmandade de N.
S. do l.vramento, tendo do patentearaos
fiis a proci3s.1o de enterro que ter lugar
pelas 6 horas da tarde, do dia 29 do corren-
te, e tambem a da resurreico pelas 7 ho-
ras da manha de 31 do mesmo mez, to-
mando a de enterro a dirccco seguinte:
ao sabir da igrejj pela ra da pracinha do
l.vramento, largo do Collegio, ra do mes-
mo nome, ao hairrodo lu rife, ras da Ca-
deia e Cruz, travessa da l.ingota, em fren-
te do Corpo-Santo, ra do Vigario, traves-
a do Azeite-delVixe, ra da Madrede-
Deos, ao arco da Conceigo, at ao de S.-
Antonio, ras de S -Francisco, das Cruzes,
Queimado, estreita do Hozarlo, Trinche)*
ras, Nova, Flores, Camboa-do-Carmo, pa-
teo do mesmo nome, principio da ra de
lionas, travessa do l.obo, pateo de S.-Po-
tro, ra de Agoas-Verdes, largo do Terco,
ra Direita, ao enlrar a igreja. Emquanto a
la resurreico lomar a direcco seguinte :
ao sahir da igreja, pracinha do l.ivratnen-
to, largo do Collegio, ra do mesmo nome,
ras de S -Francisco, das Cruzes, Queima-
do, estreita do Bosario, Trincheiras, Nova.
Flores, Camboa-do-Carmo, largo do mes-
mo non e, ras do Hurlas, Martyrios, Au-
gusta, Aterro, e d'ahi emsegiiirnento a ra
das Cinco-Pontas, largo do Terco, ra Di-
reita, ao entrar na igreja. A mesm a mes
re,;e lora pede as pessoai que tem de acoru-
panharum as ditas procissoes de se acha-
ren! na respectiva igreja as horas cima
indicadas.
No becco da Bomba, n. casa torrea
defronte >>o nicno, existe urna pessoa que
se offerecc para urna ama do casa de um
homem solleiro, ou viuxo, a qual cose, co-
zinba o Taz o maisservico interno de urna
caaa.
-Manoel Antonio de Barros Veigas vai
tazar nina viagem para iralar de sua san lo,
o qual no lem coulasseiiOo com seu ma-
no, e nada mais se julga a dover.
Avisase ao Sr. Antonio Pe-
re ira Pinto de Paria para que
mande ao Aterro-da-Boa-Visla,
n
guma, queem seu nome os Tr pedir ; e que
s se julgar responsavel a vista de ordem
sua expressa, e escripta d? seu proprio pu-
nho. Jos Roberto de Moraes e Silva.
O tenente-coronel commandante inte-
rino do quarto balalho de artilharia
mais ofllciaes summamente agradecidos aos
lllms. eitvtns Srs vigario da Treguezia da
Boa-Vista e seu digno clero, Taltariam a
um dever se no patentiassem o seu reco-
nhecimento pelos obsequios recehidos
dos mesinos Srs., os quaes alm de se
prestarem gratuitamente para o Tunera! e
memento da visita da cova de seu cainara-
d i,o padre C. Manoel de Araujo Lano.muito
os coadjuvaram p, i a que mais solemne Tos-
se o reTorido acto : ao Illm. Sr. padre Ma-
noel Cerylo rendem muitos particulares
agrsdecimentos pelo inlaresse imniediato
que lomou ; ea todos os Srs. que se dig-
naran! honrar com sua assistencia, tambem
dirigem seus agr lecimenlos.
Precisa-se alugar dous pretos para to-
do o servico de relinacio : a tratar na ra
da Concordia, n. 4, refnaco.
Engeiiho Qiicluz.
Freguezia de Ipojuca.
Traspassa-se o arrendamento do dito en-
genho, o qual tem a presente safra a tirar,
e tres a criar. A tratar na ra da Aurora,
n. 26, ou no mesmo engenho com Miguel
Augusto deOliveira.
N. B.O engenho tem excellente pasto,
he bom d'agoa, e tem bons cercados ; e,
caso haja quem queira comprar a safra,
ser-lhe-ha ella vendida, cntregando-se im
mediatamente o estabelecimento.
quer que seja, sem excepc3o de pessoa al- canoa, dirija-se ra da Praa, n. 55, ler-
- ceiro andar.
Aluga-se o primeiro andar do sobra-
do da ra da Lapa, no Becife, n. 13: a tra-
tar na praca da Boa-Vista, n- 7.
Precisa-se de urna loja para
fazendas, as ras do Crespo,
Queimado, Cabug, ra e pracinha
do Livramento : quem tiver, diri-
ja-se ao Hotel-Francisco, que a-
char com quem tratar, ou an-
nuncie
Joo Francisco Ferreira da Silva Braga
subdito Porluguez retira-se para fra da
provincia.
Itoga-se a todas as pessoas que tiveram
contas com o fallecido J. Tobler, caixeiro
da casa do Sctiafheitlin a Tobler hajam de
apresentar suas contas no praso de 8 das,
da data deste, em casa dos mesmos ci-
ma, e desta data cm diante, nao se respon-
sabisam por mais nenhuma.
Atlen^o!
O abaixo assignado, por fazer tencio de
se retirar para fra da provincia, faz publi-
co a todas as pessoas que leem penhores em
sua mo, de os ir tirar no prazo de 8 dias;
o.n.l o fazendo, o abaixo assignado os ven-
der para seu pagamento e juros.
Jeronymo de Abreu.
- Apparcceu na ponte da Passagem-da-
Magdalena. e existe em poder do abaixo as-
signado, um cavallo ruco : quem se achar
com direito a ello procure no sitio do mes-
mo abaixo a. sitio do Sr. Francisco Antonio do Oliveira,
que dando os signaes Ihe ser entregue, de-
pois de pagar as despezas.
Lu* Antonio Rodrigues do Almeida.
O Sr. cadete Francisco Xavier Couti-
tinho, sargento da segunda companhia do
lerceiro balalho de artilharia, queira di-
rigir-se a ra do Trapiche-Novo, n. 16, a
tratar negocio do seu iuteresse, e receber
urnas cartas de sua familia, ou aununciar o
lugar da sua eslada ou morada, para ser
procurado.
Lotera da matriz da Boa-
Vista.
O respectivo Ihesourero, Manoel Goncal-
ves da Si'va, pretende no i Iludir a expec-
taco do publico com annuncios importu-
nos do andamento das rolas desta loteriar
esTorcar-se-ha quanto couber em suas Tor-
cas para com a possivel presteza annuncia ;
DEPOSITO GERAL
zo superior rap areia-prsta J
da fabrica de Gantois P ai- <4
Ihet&c Companhia, na Ba- '
ida. |
Domingos Alves Matheus, agente da '4
fabrica de rap superior areia preta %
e tneio grosso da Babia, tem aberto o 4
seu deposito na ra Cruz.no Itecife 4
n. 52, primeiro andar, onde se achara (.4
sempre deste excellente e mais acre- 9
ditailo rap que al o presente se tem 9
fabricado no Brasil: vende-se em bo- '%
tes de urna e meia libra, por preco >
mais commodo do que em outra qual- ^
quer parte. 4
7
to as mesmas, pode dirigir-se a dita casa
tem demorado o andamento das nossss lo-
teras ; por isso limita-se por ora a annun-
?reeues ciara venda dos bilhetes, e a extrah-los
P i.'. i ,.. 1.....,...a. ._ m j com todo o empenho, afim de poder asse-
r ^rd^^,e""8^ deves
.e.Vf.r!!.^dSC?rAn,!.n.?.! ^^Lr^l'raclla impreterivelmente correr '
A vantagem do plano j publicado e o fin
le Janeiro do anno vindouro de 1:071,599
ris, aceita pelo Sr. Jos Joaquim Borges
de Castro, a favor do abaixo assignado:
quem a tver adiado a poder entregar ao
abaixo assignado, na praca da Independen-
cia, loja n. 3, ou ao proprio aceitante na
mesma loja, pois que o mesmo j se acha
do aceruelo a no pagar"; e por isso se pre-
vine a qualquer de fazer alguma transac-
Co com a mesma.Joaquina Francisco dos
Sanios Maya.
Desappareceu, no da 20 do corrente,
um pardo de nome F.uslaquio, de ostatura
Tn'81-' hseccm lico;r' rerseuU ,er?4 rSnd^r;sjs;io da-s ch.gas,
annos ; he oflicial de sapateiro ; quando
anda arrebita os dedos dos ps e (raz soni-
do
io, concluir o negocio que sa-
be, porque nao se pode mais es-
perar.
-Aluga-se um lerceiro andar a soUo,t efe para sempre: paraestefim, procura-s
pre as ventas cheias de tabaco .- quem o
pegar leve-o a botica da prace da Boa-Vis-
ta, n. 6, que ser bem recompensado.
0 testamenteiro do finado Jos Ferreira
da Silva Leite, roga aos credores do mesmo
que ama n.io apreseutaran suas contas
correntes, de o fazorom at o da 31 do cor-
rente para se poder fechar o inventario:
na ra Nova, n. 3.
Fr. Joo Capistrano de Mondones abre
no dia 3 de abril prximo futuro, no pri-
meiro andar do sobrado n. 18 da ra das
Cruzes, um curso de theologia moral e
dogmtica, o outro de historia sagrada o
ecclesiastica : os aspirantes ao estado sa-
cerdotal que quizeremlfrequenlar qualquer
dostas iluas disciplinas, podero dirigir-se
a mencionada casa, das 10 horas do da
em diante Outro sim, avisa quelles que ja
estilo matriculados, que as heos continua-
rflo desse dia em dianle regularmente as 3
horas da tarde.
Precisa-se de um feitor para um sitio
perto desta prac* : a fallar no Forte-du-
Maltos, com Jos Francisco Bclm.
Pesca-se nos dias quarla, quinta e
sexta-Teira da presente semana, no viveiro
ilo Aterro, perlenccnt&ao sitio que foi do
fallecido Muniz. w
--Precisa-se de urna ama de leite. Torra
ou captiva: na ra do Rangel, n. 36, pri-
meiro andar.
Precisa-se de um Tornero : na ra lar -
ga do Bozario, n. 48, padaria.
Precisa-se de um Tcitor para um sitio,
que saiba tirar leite, e d Gador asna con-
ducta : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 17.
Pasaportes.
Tiram-se passaporles para dentro e Tora
do imperio, corrom-so fi.lhas, despacham-
se escravos e tiram-se ttulos de residen-
religioso para que foi esta lotera concedi-
da, convida e seduz os tentadores da sorte
a concn orom sem demora para a compra
dosnumiros que Ihes preparam a suave
acquisico de bens da fortuna, sem risco
de grande capital, e com o importe gmen-
te da diminuta quantia de 5 ou 10,000 rs.
por poneos dias.
Desde j achar-se-ho os bilhetes: no
Recife, lojas do Ihesourero e do Vieira
cambista ; em S.-Antonio, botiea de Joo
Moreira Marques, no pateo da Matriz, e de
na ra do
l.vramento; loja de Bernardino Jos Mon-
teiro, prarinha do Livramento, n. 44 ; no
Aterro-da-Boa-Vista, lojas de Guimares,
n. 44. e de liuarte Borges da Silva, n. 18.
Rictus de Hunburgo
Alugam-sa por preco muito conmolo
bichas hambiirguezas : no Aterro da B>i-
Vista, n. 78, venia por haito do sobra lo.
Precisa-sealugir urna preta que sii-
ha lavar, engomm ir e co estrangeira : na ra do Torres, n. 3, das
11 horas da manha s 3 da tardo. Na mes-
maca>a tambem so precisa alugar um pre-
10 que entenda do ssrvigo interno e de tra-
tar de cavillos. ,
Precisa-se alugar um preto para botar
sentido a urna pequea casa de campo : em
casa de Jon'S Patn & Companhia, na ra
do Trapiche-Novo, n. 10.
-- Precisa-se de um homem idoso nacio-
nal ou ostrangeiro, sem familia, que saiha
or e esciever, reunindo a isto suas boas
qualidades, e qued fiador a su conduc-
ta : quem estiver neslas circunstancias,
dirija-se ra Nova, n. 25, que se dir para
o fim que he.
-Na ra Nova, loja n. 58, se dir quem
da a juros quanlias de 300, 400, 500 e 600/
rs. sobre hypotheca em casas terreas. Na
mesma loja vende-se um carro para boi.
Aviuva de Canuto Jos Vellozo da Sil-
veira avisa aos Srs. Antonio Rodrigues de
Moraes e Benlo Francisco de Farias Torres,
quevenham resgalarseus bilhetes de efei-
tos que tomaram na venda de seu finado
mando, nos Afogados, podendo entender-
se os mesmos Srs. com o seu procurador,
Joaquim de Albuquerque Mello, na ra do
Collegio.
Aluga-se um sobrado de um
andar, sito na ra dos Guarara-
pes, n. 2, com grande quintal e
cacimba, commodos para grande
familia e pintado de novo : quem
pretender, dirija-se ra do Tra-
piche, n. 19, armazem de Do-
mingos Soriano Goncalves Fer-
reira.
precisa-se de um criado pardo ou pre-
to : a fallar com o Guimares, na ra do
Hospio, em urna das casas do Sr. Thomaz
de Aquino Fonseca.
--Acha-se despejado o sobrado de dous
andares da praca da Boa-Vista n. 6: quem o
quizer alugar, dirija-se a mesma casa, bo-
tica de Ignacio Jos de Couto.
Desappareceu no dia 16 do corrente, do
enfccnho Tapera, freguezia de Santo-Ama-
ro-Jaboato, o escravo de nome Tirmo-
genes, que tem os sgnaos seguintes : preto
creoulo, um pouco alto, secco, cara com-
prda, quoixo lino, sem barda, fes e mos
rom militas marcas de b'xos e representa
ter de idade 22 annes : quemo appreliender
leve-o no engenho cima mencionado, qua
ser generosamente gratificado.
Precisa-se de urna ama, forra ou cap-
tiva, que saiba bem engommar e cozinhar,
para urna casa de pouca familia, san pn-
alo de meninos : na ra do Pilar, n. 72,
segundo andar, em Fra-de-portas.
Precisa-se alugar um preto : na ra da
Cadeia de Santo-Antonio, n. 13, na loja.
Precisa-se de um Porluguez, com pre-
ferencia filhodas ilbas, que saiba traba-
Iharem sitio, para trabalharem um no lu-
gar do Bemedio : quem estiver nestas cir-
cunstancias dirija-so ra do Crespo, n.
14, lerceiro andar.
Compras.
->
IIOMOEOPATIIIA PUBA.
Ra 0% Trapiche, n. 40.
Boticas e livros para otratamen-
to dos enfermos pela homoeopathia :
acham-se a venda por mdicos
e-
C,
<:
<
-<
<'
m
precos. 4
O Dr. Luz seofferece dar todos ^;
os esclarecimentos necessarios para ^
o melhor uso dos mesmos. 43
Pretende-se alugar urna casa de dous
andares na freguezia de S.-Antonio ou S.-
Jos: d-se algum dinheiro a vista : procu-
re na ra Direita, n. 66.
-Bartolo da Costa Moura.cbegado ha pou-
co do Porto, relira-se para o Kio-Crande do
sul.
Se alguma casa estnngeira precisar de
urna hbil criada portugueza dirija-se a ra
do Collegio, livraria n. 9.
lio libo.
Na noite de 6 para 7 do passado, foi fur-
tado a um proto que venda fazendas, urna
grande lata e um carto com diversas fa-
zendas finas; pois tendo o mesmo preto,
por motivos de embriaguez, chamado um
ganhadorparacarrregar a fazenda, o mes-
mo se evadir com todas as fazendas e al-
gum dinheiro que carregava. Boga-se, por-
tento, a polica ou a qualquer pessoa que
tenha noticia do occorrido, de dirigir-se
ra da Cadeia-Volha n. 24, casa de Manoel
Antonio da Silva Antunes, que ser gratifi-
cado com 100,000 rs.
Compra-se um preto de 20 a 25 annos,
que saiba cozinhar o diario de urna casa,
e que se afiance a sua conducta: pagi-se
bem: na ra da Cadeia do Itecife, escrip-
torio do corretor Oliveira.
Compiam-se caixasde amarello, anti-
gs : quem liverannuncie.
Compram-se sapalos de todas as qua-
lidades, para homem e senhora, feitos na
ierra : na ra larga do Bozario, n. 35,
loja.
Compra-sc adragonas e bandas de can-
notilhos velhas, e do officiaes : na praca da
Independencia, n. 19.
pescoco, que seja de ouro esmaltado, sim-
ples c sem pedras: na praca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 e 8.
Vendas.
Oleo de mamona.
Vende-se oleo de mamona ,
l,a8o rs. agarrafa, e em porcSo
1,120 rs. : na ra das Mores,
a
a
n. 21.
Vende-se um mulatioho proprio para
aprender qualquer offico, ou para pagem :
na ra de S.-Amaro, n. 16.
Aos senhoresde eng nho
Na ra Nova, n. 20, loja de ferragens, de
Joo Fernandos Prenles Vianna, vendem-
se superiores enxades calcadas de sqo : es-
tas euxadas se tornam recomniendaveis pe-
la sua fortido. A ellas, freguezes, antes
que se ac bem.
Vendem-so pipas com ptima ago'ar-
dente, por preco commodo : na ra do Hos-
picio, n. 9.
Vendem-se larrachas para ourves, li-
mas de agulhns: na ra Nova, n. 16.
NOVO TREM PARA COSINHA.
Chaleiras, fregideiras. cassarollas, pa-
nellas de ferro forradas de porcellana, bules
e cafeteiras de metal, machina para caf :
na ra Nova, loja de ferragens, n. 16, do
Jos Luir Pereira.
-- Chegou novamente gelo e se vender
hoje, 28 ,),. marco, pelo mesmo preco, ad-
verte-se ns pessoas, que mandavam bus-
car com bilhetes, que tendo o vendedor
perdido alguns, no Ihe convm mais ven-
der assim; e os portadoref traro o impor-
te ito gi lo quequizerem.
Vende-se queijoa londrinos, chegados
na Seruphina, muito frescos e por preco
commodo): na ruada Cruz, armazem n. 62.
Vende-se um escravo da Costa moco, e
de bonita figura : na ra do Fogo, n. 14.
Acha-se na cadeia desla cidade um es-
cravo pardo, do nome Joaquim, bonita fi-
gura para ser vendido: quem o pretender,
dirija-se ao armazem da ra da Cadeia da
Santo-Antonio, n. 17, que achara com quem
tratar.
II
1% #11


'4
VenJco-se i elogios patentes, tanto do
ouro eomo de pi ata ; trencelins de ouro e
prnta ; anneis de ouro ; pennas de ouro
rom cacetas de prata ; abotoaduras de ou-
ro ; canelas de prata : todo por prego com-
modo: na ra do Trapiche, n. 44, arma-
zn,
Vende-se urna das melhoros lojas de fa-
zondas, no Passiio-Publico, cuja arn ag5o
he toda envidragada : vende-se com f izen-
das ou sem ellas : se faz todo e qualquer
negooio : os pretendentes pdera diripir-sc
ao niesmo Passeio, loja n. II.
INa ra Nova, n 11, loja de Jos
l'inlo da Fonseca e Silva, anti-
gamente de Guerra Silva & C,
vendem-se os seguinles objecls
pretos, prrfprios para a quares-
ma, como sejm:
meias de seda, laiae algodlo para senho-
ra e meninas ; ditas pan homem ; veos de
seda e de linho de 4, 5 e 6 quarlas ; luvas de
seda de todas as qualiJados para senhora e
meuinas ; ditas para homem ; ctalos de
seda, merino e de touquim ; franjas e tran-
cas de seda para guarnirles ; seda lisas e
lavradas ; sderego ; lencos de seda e de gar-
(vi para senhora e meninas ; ditos de setim
de Maco, para grvalas; hicos de hlonde,
sedae linho ; manas; charos de pnlha
prota para senhora ; fitasyitsfs e lavradas.
Vendem-se amarraste i>-rro : na ra
da Senzalla-.Nova, n. 42.
Vrndem-se veos pretos de lodos os la-
ntanhos, alianga-se aos compradores screm
a nielhor fzenda que existe no mereado ;
sarja prela liesraohola, muilo superior;
luvas do seda | reta, ahertas, rom dedos e
semelles, para smhora ; sapalos de lustro
e bor2Pguins para senhora ; meias de seda
preta para senhora ; bicos de blonde pre-
lo para enfeites de vestidos ; neos leques
de madre-perola para senhora ; lindas litas
lavradas para enfeites; meias de laia para
padres : pentes de taitaruKa para prender
rahello ; ditos para raarrafa ; luyas de seda
preta e de cores para homem ; dilas de pel-
lica para homem ; chapeos prelos franrezes
para homem ; eoutras muitas fnzends de
goslo : ludo por preco muito commododo,
pela circunstancias do lempo, e pela gran-
de falta de dinheiro que ha : na esquina da
rua do Cabog, loja junto a botica do Sr.
lOHoMoreira Marques.
Vende-se superior fo de al-
godSo, proprio para pavios de ve-
las, assim como para redes de pes-
car : em casa de Geo: Kemvor-
thv & Companhia, na rua da Crin,
n. i.
Vendem-se 3 lindos moleques de 12 a
16 annos, sem vicios; 8 pretos de 20 a 30
annos, bons para todo o semgo, e alguns
delles bon< ganhadores de rua ; um pardo
de bonita figura, de (8 anuos, ptimo para
pagem, e com ofTicio de sapalero ; umdito
de meia idad, ptimo para sitio ; um pre-
lo bom holieiro, e de boa conduela; urna
mulatinha de 12 annos, muito carinhoaa
para meninos, e rom muito bous principios
de habilidades ; 5 preas, sendo urna dol-
as quitandeira perfeita, de mullo liumla
figura e sem virios, o que se afinca; 3 ditas
com alpumas habilidades, de 16 a 20 an-
nos ; urna dita que cozinlia muito bem, en-
gomma soffrivel, cose e faz doces ; urna di-
ia de meia idade ; e ouiros mullos escra-
vos por prego com modo : na rua da Cadea
jo Iterife, n. 51, primeiro andar, se dir
quem vende.
Na rua do Crespo, n 9,
toja ama relia
Vende-se cassa rocha muilo, lina a 480 rs.
a vara, Jilas de cores a 8Co rs. brim de al-
godo rom lista ao lado a 320 rs. o covado,
brim de linho de cores a 1,280 rs. a vara,
cortes de brim de linho poro a 2,000 rs.
pannos pretos linos a 4,000, 5.000 e 6,1.00 rs.
o covado, casimiras de coies e pretas ior
mdico prego : assim como muilas outras
i'azendas de gostos modernos.
Vendem-se superiores sel-
lins elsticos e de conro de por-
co, chegadosha pouco : em casa
de Geo: Kenworthy & Compa-
nhia, na rua da Ouz, n. a.
-- Vendem-se arados de ferro de diffe-
rentes modelos : na fabrica de machinas e
fundigllo de ferro, na rua o Brum,
ns. 6, 8e10.
Vende-se Jum sobrado de um andar, em
rhios propnos, sito na rua das Cinco-I'ou-
las, com quintal, cacimba e bons bons
rommodos tambern se recebe emnacu-
inento cscravos possantes para o trabalho
decampo : na ruada Cadea, no segundo
andar do sobrado da esquina do boceo do
Onvidor.
Vende-sa fumo em folha para capa e
milo de charutos, muito boa fazenda, por
preco commodo : nos arniazcns do falle-
cido Uraguez e Dias Ferreia, no caes da
Alfandega, ou a tratar rom Novaes & Com-
panhia, na rua do Trapiche, n. 34.
Tecidos de algodo tran-
cado da fabrica de To-
dos-nS'Santos.
Na rua da Cadea, n. 5*2,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saecus de assucar e roupa de
t-scravos.
PARACABAR.
Vendem-se sapalos do marroquim de
cores para senhura, pelo barato prego de
500 rs o par : nado Liv rameo lo, n. 11.
--Vcnae-se um cavallo grande e gordo,
proprio para cairoou sella, por ser carrega-
dor e esquipador, por prego commodo : no
pateo do Terco, n. 7, taberna.
Vendem-se 60 enxameis de sedro, pro-
prios para obras de casas, por preco com-
modo : na rua do Vigario, n. 5.
Vende-se um escravo pega, oplimo pa-
ra o servido de urna casa e o testo do dia
galibar na i ua ; um dito com belidas nos
olhos, per precco commodo ; un dito bom
cozinheiro ; um dito bom holieiro; una
negrinha de t6 annos, por prego commodo:
na rua do Collegio, n. 21, primeiro andar,
sedirquein veudo.
Deposito da fabrica de
rodos-os-Santos na Baha
Vende-se em cass de K. O. Bicher & C.
ta rua da Cruz, n. 4, algodSo trancado
'aquella fabrica, mnito proprio paraS8CC08
do assucar, roupa de escravos e fio proprio
para redes de pescar, por preco muito com-
modo.
AGENCIA
la fundco Low-Mocr,
RUA DA SKNZALT-A-KOVA, N. [I.
Neste cstabelecimento conti-
na a haverum completo sorti-
tnento de moenas e meias moen-
das, para engenho ; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido a
:odo, de todos os t&manhos,
para dito.
Vende-se, no fim da rua da Aurora,
n. 4, um prelo crioulo, de me ia idade, por-
prio para armazem de assucar, serrara ou
engenho, por sor muito forte esadio.
IMheles do uo-dc-
Janero.
Aos 20:000,000 de res.
NA RUA DA CADEA DO RECITE, N 24,
I.OJA DGGAIIBIO DA VIUVA VIEIRA
& FILIIOS.
Pelo vapor enlrado neste porto no dia 26
do correle, dos portos do sul, recebmosos
muilo afortunados bilhetes, e cautelas da
9 loteiia a beneficio do Ibeatro de S.-
Pedro-de-Alcinlara : bem romo a lisia da
2.* da fabrira de tecidos de Fructuozo
fui/ da Mulla, on le se ve os premios ven-
didos na mesilla casa.
PREMIOS
3,840 10:000 000
519 400,000
1,578 200,000
1,310 200,000
5,146 100.000
3,:>90 11.0,000
1,629 40.000
5,66 40,000
3,94(1 40,000
Acbam-si! a venda sempre os bilhetes c
cautelas pelos precos seguintes :
Bilhetes 22,000
Meios 11,000
uarlos 5,500
Oitevos 2,800
Vigsimos 1,300
Vende-se peixe salpreso de
Lisboa, ruivo, pescada e atum,
por preco commodo : na rua No-
va, n. 5o, esquinado becco de S.-
Amaro.
A 2,000 rs.
Vendem-sc borzeguins de dutaque de
sola e vira para senhora ; sapalos do couro
de lustro e de sola c vira, a 1,600 rs. ; ditos
linos, a 1,600 e 2.000 rs ; ditos de cordo-
voe marroqoim, a 1,440 rs. ; ditos dedu-
raque francez, a 1,600 rs. ; ditos de Lisboa,
a 1,000 rs ; sapalrs de couro de lustro, a
3.060 e 7,000 rs. ; ditos de beztrro, de 2,500
a 5.0C0 rs.; borzeguins de duraque para
homem, a 4, 5 e 7,000 rs ; sapalos finos
para baile, a 4,000 rs.; lengos pretos e de
cores para grvala ; chapeos francezes ; di-
tos de sol; luvas de pellica para homem e
senhora; n anoquios de todas as cores, a
1,920 rs. ; rouiu de lustro francez o ham-
burguez ; franjas a livolas para sapatos ;
atacadores | ara borzeguins de senhora;
ricas perfumaras, por preco commodo : na
praga da Independencia, us. 13 e 15, loja do
Arantes.
Deposito de Potassa.
Vende-se muilo nova potassaj
de boa i|iiali(l:ule, cin bal i iszinlio?.
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ba muito
lempo se nao vende: nc itecife,
rua da Gadeia, armazem n. 12.
_ Vendem-se bons qrjeijos londrinos
ditos de pralo muito frescaes e de superior
qualidade, presuntos inglezes para fiam-
bre, ditos portuguezes para panella, latas
com 2e 4 libras de marmelada, dilas com
bolachioha de Lisboa, dilas de sardinha, di-
tas com hervilhas, frascos com conservas
inglezas, queijosde qualha vimlos do Cea-
r, por barato preco, mantas de toucinho
inglez de fumeiro.de 7 a 8 libras cadauma,e
oulros mullos gneros de boa qualidade
na rua da Cruz, no Recifc, n. 46.
Potassa da ltussia.
Vende-se superior potassa da Russia, da
mais nova que ha no mercado, por prego
commodo : na rua do Trapiche, n. 17.
Vendem-se a 3,500 rs
sacras grandes com fardo: no armazem
pegado a botica do arco da ConceigSo, do
finado Uraguez ; bem con o gigos com ba-
tatas, por lodo o prego, para fechar conlas.
Vende-se, para tora de provincia, urna
prela crioula, que he boa engommadeira,
coslureira e doeeira, alm de saber cozi-
nhar o ordinario do urna casa: na rua da
UniSo, ua ultima casa de sobrado.
Vendem-se dous bois mansos, e urna
carroga : a tratar com Jos Ignacio Rorges,
na estrada nova, sitio do llerculano.
Vende-se arroz, a 50rs. a libra ; agoa-
ardenle do reino a 700 rs. a caada; espi-|
rito de 36 graos, a 1,000 is. a caada : no
paleo do Paraizo, n. 20.
.- Vende-se resina de angico, as librase
om pofco : na rua da Cadea, loja de JoSo
Jos de Camino Moraes.
Novo sor limen lo de fa
zendas baratas, na rua
do Crespo, n. 6, ao p
do lampea.
Vende-se cassa-chita muito fina, de bo-
nitos padrOes, cores fixas e com 4 palmos
da largura, pelo barato prego de 320 rs. o
covado ; cassa franceza de quadros, muito
fina, a 20 rs. o covado; rlscadinho de lis-
tras de linho, a 240 rs. o covado brim_ de
algodSo decores com listra aohJdoe de bo-
nitos padrfles, a 320 rs. o covado>; brim
pardo claro, a 1,500 e 1,600 rs. o corte de
duas varase urna quarta ; cassa preta com
ramagem branca para luto, a 140 rs. o co-
vado ; zuarte de cores, com 4 palmos de
largura, a 200 rs. o covado ; tito Mar com
vara de largura, a 200 rs. o covado ; risca-
do monstro, a 220 rs. o covado; chitas de
bonitos padrees ecOres ixes, a 160 e 180
rs. o covado ; chales de tarlatana, a 500
800 rs,; cobertores de algodSo america-
no, muito superiores, a 640 rs.
A !T000 o corte.
Vendem-sc cortes de cassa-chita, Una, de
bonitos padrocs e com 6 varas e meia, pelo
diminuto prego de 2,000 rs. o corle : na
rua do Crespo, n. 6, lojaao pd do lampeSo.
Farelo novo a 5,500 rs.
Vendem-se sacras grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ullinio navio
de llamburgo : na rua do Amrim, n. 35,
casa de J. J. Tasso Jnior.
Ovas do serlao.
Vende-se este encllente petisco: na rua
do Queimado. n. 14, loja de rerregens.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ruado Trapiche, n. 17, ha
muilo superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodoj
Arados de ferro.
Na fundigSo da Aurora em S.-Amaro
vendem-se arados de ferro diversos mo-
delos.
Na rua do Queimado, n. 14, se dir
quem tem para vender urna preta de 20 a
22 anuos, de bonita vista.aqual cozinba o
diario de urna coS, Cw Igi principio
de engoinmar e lavar ; bem como urna par-
da de 25 annos, que engomma, lava e cozi-
nlia ; um pardo de 10a 18 anuos, de boni-
tr figura, proprio para pagem, por ser mui-
lo esperto.
Mar melad a nova,
viuda pelo ultimo vapor do sul, vende-se
atrs do Corno-Santo, n. 66.
JMoendss superiores.
Na fundigSo de C. Starr A Companhia',
em S.-Amaro, acham-se venda moendas
de canoa, todas de ferro, de um modelo e
conslrucgao muilo superior.
Taixas para engenho.
Na fundigSo de ferro da rua do Rrum,
acaba-se de receberum completo sortimen-
t de taixas de 4 a 8 palmos de bocea as
quaes acham-se a venda por prego com-
modo e com proniptidSo embarcam-se,
ou carregam-seem carros sem despezas ao
oomprador.
Na rus Nova, n. 11, loja que foi de
Guerra Silva & Companhia, vendem-se li-
vros em luanco de todas as qualidades e
tamaitos.
de S.-i(a-
Farinlia nova
iheus, por preco mui-
to commodo :
vende-se a bordo do patacho na-
cional Amizade- Constante, entra-
do recentemente daquelle porto,
iefundeadoem frente da escadi-
nha do Collegio, ou a tratar com
Machado & l'inheiro, na rua do
Vigario, n 19, segundo andar.
O verdadeiro oleo de
Kissino,
em meias garrafas, para commo-
didade das familias, por preco
mais commodo do que em outra
qualquer p:.rle : vende-se na rua
do Trapiche, n. 44, armazem de
owsley & (J.
Lotera doBio-de-
laneiro.
Aos 20:000,000 ders.
Na praga da Independencia, n. 3, que
deila para as ras do Queimado e Crespo,
eslo a venda bilhetes, meios, Iquartos, oi-
tavos e vigsimos da nona lotera a benefi-
cio dotheairo de S.-Pedro daquella pro-
vincia. Na n.esuia loja est patente a lista
da 2.' lotera da fabrica de tecidos daquella
provincia.
Na rua Nova, n. 6, loja,
de Maya Kamos^C..
arham-sa venda deas ricas salas de papel
com paizagens, a tomada de Roma priosj
Francezesem 1849,0 a batalha de Isiiy
Vendein-se elogios de ou-
ro, patente inglez, do mais supe-
rior fabricante,.chegados ha pon-
co : em casa de Geo : Kenworthy,
& Companhia, na rua da Cruz,
n. a.
Vende-se urna escrava de Angola, de
29 annos, sem vicios, e que engomma sof-
frivelmente e cozinha o diario de urna casa:
emOlinds, ruado Ampiro, n. 4, junto
botica. ^afe:r .
Vende-se a casa n. 88, alta na rua das
Cinco-Pontas : a tratar na Camboa-do-Car-
nio, n. 27.
Smenles dehortalice.
Vndern-se simentes de liortalice de to-
das as qualidades, muito novas e chegadas
de Lisboa na barca I.igtira: na rua da 'Cruz,
no Recife, armazem n. 62.
-- Vende-se arroz do aHranhlTo, moito
bom, a 60 s. a librar, e medido a 320 a cuia,'
garrafas de assafroa muito nova : defronte
da matriz da Boa-Vista, renda nova de 3
portas.
Luto.
Na rua do Queimado, n. 24, aesba-se de
receberum completo sorllipento de ador-
nos para senhora, como sejam : braceletes,
alflnetes, brincos, garganlillus. e rosetas :
ludo de bom eosto.
Charutos regala.
Vendem-se charutos regalia, em porgSo
de um milheiro para cima, a vonlade do
comprador : em casa de Edoardo II. Wyatt,
na rua do Trapiche-Novo, n. 18.
~ Vendem-se uva brancas,
por preco commodo : na rua da
Conceicao da Boa-Visla, n. 58.
Vende-se urna eo minen da e
um habito da ordem da {tosa, para
um commendador: vendern-se
por terem viudo do Rio-de-Ja-
npjro por engao, que era para
official da metma ordem, de limi-
to bom goslo : as Cinco-Pontas,
tt. 36.
Vendem-se, na rua das Cruzes, n. 22,
segundo andar, 8 escravos, sendo urna de
Mpgflo, de 20 annos, perfeita engommadei-
ra, que cozinha, lava de sabSo e cose chilo;
urna parda de 20 annos, que engomma, co-
se chilo, cozinha e lava de sabo;duas pre-
as da Costa de elegaules figuras, que co-
/mliam, la>am de sabSo o sHoquitandeiras;
3 dilas de necSoe crioulas, com as mes-
mas habilidades; um mulalinho, de 13 an-
nos, proprio para pagem.
A dinheiro ou a prazo.
Vende-se um terreno com 80 palmos de
frente e 50de fundo, j com alicorees feilo-
para urna grande armazem. no caes do Ra-
mos que faz esquina confronte ao armas
zem de farinha doSr. Jofio Matheus : d-se
em conla com a condigSo de edilicar-se lo-
go : no Aterro-da-Roa-Vista, n. 10, so-
brado.
Vende-se urna prela boa'cozinheira e
engommadeira, e que cose solT'ivelmenle :
quem a pretender dirija-te a rua Nova, n.
52, se- gundo andar.
-- Vendem-se, na praga da Independen-
cia, n. 12, os seguintes liy os : Iligesto por-
tugnez ; iclionary english, por Vieira, en
formato grande ; lito porttil ; Tratado da
religiDo. 3 v. ; Suspiros poticos e sauda-
des ; Walker diciionary de pronouncinc ;
Magnum Lexicn; Oflicio da semana santa ;
Thompsons ; Officiode Mara Virgem; Li-
gesde liltciatura e de moral; Cuardi-I.i-
vros modernos, 3 v. ; Maca re, direilo po-
ltico.
Farelo a 5,000 rs. a
sacca,
e o melhor que tem vindo a este mercado :
na rua da Madre-de-Deoa, armazem de Vi-
cente Ferra da Costa.
Vende-so o mais superior doce de
caj secco, a 400 rs. a libra ; hostias para
missae para remedio: na ruada Cloria,
n. 60.
~ Vendem-se telhas de vdro de supe-
rior qualidade, em grandes e pequeas por-
gues, por prego comino lo : na rua da Cruz,
n. 48, armazem.
A dinheiro oua prazo.
Vendem-se quatro moradas de casas na
villa do Limoeiro, sendo duas muito boas,
depedra ecal na rua da Matriz, e outras
duisde taipa, na rua do rogo: d-se em
conta, e troca-se por escravos, casas no Re-
cife, ou outra qualquer cousa : no Ater-
ro-da-Boa-Vista, n. 10, sobrado
Vendem-se uvas brancas muito boas :
na rua do Rozario da Boa-Vista, n. 2, se di-
ta quem vende.
-aaaaBHHP**
bfcravo* Fue;! ios
250,000 rs.
Do engenho Sipo, da comarca do Itio-
l-'ormoso, fngiram (os seguintes escravos:
no dia primeiro doanpo correte, o cabra
Antonio, claro, apellidado do liaren, ou
Piloto ; representa 50 annos pouco mais ou
menos ; he alto, cheiodo corpo, rosto com-
(ii ido e barbado, boebechas sumidas, bra-
cos carnudos, pernas grossas como incita-
das e urna mais que a outra, ps curios e
dedo pequeos como sumidos, andar vaga-
roso : este escravo depoia da fgida, foi vis-
to em Ierras do engeiilioCoianna, daquella
inesma comarca, comprando ago'ardente
em urna venda. Na noilede 3 do enrrento
mez, os escravo's: Andr, baixo, secco,
olhar sombro, bocea acangulada e com fal-
la de um ou mia denles na frente, repre-
senta 35 anuos, pernas curtas, andar miu-
ricos panea P/";.. f^.J.n" B""" do l apress.do como que remando, ou p-
meces e barras, lano avelludadas como as-, _._,,K. ,., a.. ^rn. ., .. mi.
i (.oes
satinadas
ricos jarros par. flores naturaes;
."' xando por urna das pernas que parece mais
curta duquea outr* : Rita, mulher do di-
k:?s;i^
to beiguda, representa 25 annos ; est com
para Tmezesde gravidez. Na noite de 6
do mosmo, os escravos : Simplicio, de ca-
ntis barattfpossiel.
Los pretos.
Vendem-se os verdadeiroa los prelos dei (atura regular, cheio do corpo, queixo fino,
linho. bordados a seJa, de muito bonitos i rosto com imillas marcas de bexigas, olhos I
Soslos, por prego muilo commodo : na rual sempre chorando e remelosos ; as vezes re-1
o Crespo, n. 21.
u%*
cem-lhe cravos as solas, de modo que no
pode pisar bom; he um tanto gago; foi em
clcela com Manoel, baixo, corpolento. bej-
gudo, pescogo curto, muito fallante, e cada
um representa 25 annos. Roga-se a qual-
quer pessoa,ou campanha. que apprehen-
dam ditos escravos,para cujo fi fl se offarece
250,000 rs. de gratilicaciTo, sendo 50,000 rs.
pelo de nome Antonio, 100,000 rs pelo ca-
sal de nomes Andr e Rita, e 100,000 rs.
pelos dous de nomes Simplicio e Manoel.
Os apprehondedores de ditos escravos, ou
de qualquer delles, os poderflo levara rua
das Cruzes, n. 30, ou a sou oroprio senhor,
o doutor Candido Cougalves da Rocha, em
dito engenho Sipo, certoa que receber3o a
gratificaefio mencionada por cada um, bem
como qualquer despeaa feitaa bem da cap-
tura.
. -i.-Fugio, no dia 13 do eorrenle, do enge-
nho Penedinho, freguezia da Goianna, o
prelo Manoel, de 25 a 30 annos, alto espa-
da do, ps e mSos grossas, olhos fundos a
pequeos, nariz chato, testa ovada, com
um cicatriz pequea em cima do ollio es-
querdo : quem o pegar leve-o ao dito en-
genho, e sendo nesla cidade na livrarin da
praga da Independencia, n. 6 e 8, que sera
recompensado com generosidade Este pre-
lo foi do l'ar, e usa do sobre-nomo da di-
ta provincia.
Fugio, do engenho Guararapes, fre-
guezia da Monlx'ca, ao amanhecer do dia
20 do eorrenle, o escravo Julio, de 26 an-
nos pouco mais ou menos, crioulo, de altu-
ra regular, cor,>o proporcional, cor algum
tanto fula, rosto descarnado e com passa
piolho; levou chapeo de couro, caigas
azues, camisa de riscado; sabio montado
em um cavallo rugo, magro, cauda rapada
faca at o aabugo. Em companhia deste es-
cravo vai urna mulher forro de nome Rita,
de 40 e tantos annos, baixa, cor clara, ca-
bellos curtos, e para maior signal.tem um
lalhona testa : quem o pegar leve-o ao di-
to engenho, que ser recompensado.
Oualquer rapitSo de campo poderi pe-
gar a escrava crioula Ignez, bem preta com
marcas de bexigas na cara, bragos grossos,
e levarem na travessa do Veras, na Roa-Vis-
ta. Esta escrava be lilha de llantarac, on-
de tem mfi, por isso he do crer que li es-
leja, segundo noticias que d.lo, e devem
coolarcom boa paga pelo trabalho.
Fugio, no dia ao do corren-
te, de bordo do brigue nacional
Sem-Par, o prclo Euzebio, criou-
lo, representa ter a& annos pouco
inais ou menos, de estatura sita,
sem barba ; levou calcase camisa
de algodao azul, ebonete depanno '
azul na cabecB. l\oga-se as auto-
ridades policiaes e capitaVs de
campo, que o apprchendam le-
vem-no rua do Trapiche, n.34,
cesa de Novaes \- Companhia, que
serao bem recompensados.
Fugio, de bordo do brigue nacional
Sem-Par, vindo do Rio, um pardo de no-
me Sabino, que representa ter 20 annos;
levou caigas e camisa de algodSo azul, e
bonete encarnado : quem o pegar leve-o a
casa de Novaes & Companhia, na rua do
Trapiche, n. 34, que ser bem recompen-
sado.
Em a noite de 28 do prximo passado, '
fugio, da povoagSo doMonleiro, da osa da
residencia de Manoel Antonio da Silva An-
iones, a prela Maiia, do genlio de Angola,
moga, de estalura e corpo regulares, cOr
preta, rosto aboceitado, falla bem o tulgar;
tem os i es um lanogro>si>s: quem a pe-
gar leve-a rua da Cadeia- Velhs, n. 24,
que ser gratificado.
Fugio. no dia 12 do 'corronte, pelas 9
horas da nnie, o prelo Benedicto, crioulo,
que representa ter 24 annos, de altura re-
gular, sem Larba, cara redonda, olhos car-
rancudos; tem os ps torios, e lie cambado
de urna perna ; levou caigas e camisa de
riscado e est j rota, e bonete; quem o,
pegar leve-o rua da Cadea do Recife, n.-.
51, que ser bem recompensado.
Fugio, em dias do mez de ferereiro,
urna mulatinha de nome Marcellina, mas,
talvez tenha modado de nome, como coarj^
turna, de 13 a 14 annos pouco mais ou me-
nos ; lie secca do corpo, cabello corrido ;,
tem urna quebradura no brago esquerdo,
3iio ficou muito fino, por ser mal encana- -
o, todo esfolado e com a pella foveira no
lugar da quebradura ; levou saia de cbita
branca com palmas encarnadas, e urna sua
mana de 9 annos, de nome Antonia, vesti-
da com camisa de riscado azul : quem a
pegar leve-a rua do Jardim, n. 42, que
ser recompenstdo : assim como se pro-
testa com lodo o rigor da lei contra quetu
tiver oceulta.
Attenco!
Fugio, do engenho Maragy-d'Agoa, um es-
cravo crioulo, de nome Faustino, de 22 an-
nos pouco mais ou menos; foi comprado
em Guarabra, na provincia da Parahib, a
Jos Rodrigues Ramos; (em os signaos se-
guintes : cor um pouco fula, cara redonda,
bons denles, corpo reforcado, altura regu-
lar, ligeiro em suas accoes, systema de fal-
lar pouco; levou carniza de madaroljo,
caiga azul, chapeo depalha; lem os dedos
grandes dos ps virados um pouco para
dentro, julga-se que iris para a mesma co-
marca de Guarabra, donde he natural :
quem o apprchender, leva-o aodilo enge-
nho, no termo do Rio-Formoso, ou i rua
do Vigario, armazem de assucar de Tito&
loinpanhia, ou rua do Collegio, casa de
'lanciscoTavaresdel.ima, n. 16, terceiro
ndar, ndo sa pagarSo as despezas e se re-
compensar rom generosidade.
Fugio, do engenho Pindoba, da fregue-
sa de Ipbjuca. em dias do prximo passado
mez de fevereiro, um escravo do nomo Jo-
-.', com os signaes seguintes : altura regu-
.jr, cor pouco fula, pernas finas, ps apa-
Ihetados, falta de um ou dous donles na
frente do queixo de cima; he de Angola;
levou caiga parda, um coleta preto e cha-
ceo dito, ludo isso j velho. Pode bem ser
ue elle ande escundido por oiinda, onde
i urna vez foi preso em outro torhpo. Os
-Pprehendedoresconduzam-noao dito en-
genho Pindoba, ao seu senhor l.ourengo de
S eAlbuquerque Jnior, ou ao engenho
Guararapes, que serSo bem gratificados.
beiiUm-lbeos dedos dos pes, e appare- Pkn. MU
ttp. ue *. UE. raaia. 1850
Mi itii Anr.


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