Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06893


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anuo XXVI.
Terrja-feia 26
RTICAS IX COmMIOt.
Golannae Paralaba, segundase sextas feir.u.
Kio-Grande-doNorte, quintas feras aomeo-
Cabo, Serinhiem, Rlo-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no I.', a II, e SI de cada inez.
Garanhuos e Bonito, ai c 23.
Koa-VIsta c Florea, a 13 e 28.
Victoria, aquintaa feras.
Olinda, todoa oa diaa.
i atfingfarMaWMIWTi
mamiBn.
Ming. a :>, as ftfc.e4lim.dat.
Nom a 13, *. 57in.dat.
Cr.,c.a2l,aa Ib. e.'M m.da m.
Chela a 27, a b. e 7 m. da t.

rULiMAIl DE HOJK,
Primelra aa 2 hora e M min utos da Urde-
Segunda aa 3 boraa e 1 minalos da uianha.
de Margo de 1850.
N. 69.
viieooi da somcninjAo.
Por tres nieles (adianado) 4/000
Por seis inezes 8/0U0 ),,
a 15/0001 jf
Por um anuo
."iiawiiwii
da ba imana.
2.'i Seg. >5< Arinunciacao do Nossa Senliora.
26 Tere. 8. Ludgero. Feriado para os uegocios fo-
renses por toda a aemana.
27 Quart. de Trovas. S. Roberto.
28 Quii, de Kndorncas (!<:< do mel da eui
diante) S. Alexandre.
29 Sext. d> Paixo ( S* at meto dialS. Bertoldo.
30 Sab. d'Alleluia S. Domnino.
Dom. de Pascoa da Resurreicao S. tlalblna.
un
CAMBIOS ZM 33 BEM 40.00.
Sobre Londres. 28'/ d. por 1/000 rs. a 60 diaa.
. Parla, 316.
Lisboa, 95 por cento.
Oiiro.Oncas hespanhoes......... 29/000 a 49/500
Moedaade6'00velbaa.. 16/600 a 16/800
. de 6/100 novas.. 16/100 a lfloo
. de 4/000........... 8/100 a 9/3 yraM.-PatacSes brasileiros...... J1{ !,?S
Pesos columuarioa....... i*M a '/JJ
Ditos uiexicauos........... 1/800 a 1/8-
aaaaaM-"1-
PARTE OFF1CIAL.
i
I
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO OTA 23 DE FEVEREIRO.
Ofllcio.Ao commandante da praga.com-
munrenndo haver mandado dar passagem
par* a corte no primeiro vaporque para aIIi
seguir ao alteres do quinio batalhflo de-fu-
yileiros lmioecnein Eustaquio Ferreira de
Arnujo, que ohteve licenga do governo im-
perial para continuar osesludos de sua at-
ina na escola militar.
Dito.Ao inspector da thesouraria da fa-
jeada provincial, par que mande pagar a
Jos de Mello i.e/nr de Andrade a quantia
lie 19,840 ris, despendida com o sustento
doa presos pobres da cadeia de Olinda, era
o mez de Janeiro uitimo.luteirou-se o
chele de polica.
Dito.Ao dontor Manoel Adriano da Silva
Pontea Achtido-se doecto o dontor Ig-
nacio Nsvy da Fontica, medico encarreca-
do de visitar os indigentes aocommettidos
da febre reinante na freguezia de S.-Jos,
nomeio a Vine, para no seu impedimento
encarregar-se do tiatamento dos ditos en-
eimos, e dos da freguezia de Afogados, se-
gundo as inttruccdes que a respeito se de-
ram ao referido medico.
rrovisoriamenle a botica designada para
fornecer medicamentos ans enfermos po-
bres da freguezia do S.-Jos o far igual-
mente para os de Afogados, emquantoall
so nao designar urna botica para esse Uta.
OUloiou-se ao doutor JoSo Jos Innocencio
l'ogge.inleirando-o de haver aceitado a de-
clararan que verbalmenle fez do nSo aceitar
b cominisslo, para que fra nomeado, de
visitar os indigentes das freguezias de S.-
Jos e Afogados, que fortn accotnmettidos
da febre reinante.
DEM DO DA 25.
Ollicio.Ao comaiandanl* da praca, re-
metiendo a guia do soldado Vicente Ferrei-
ra de Castro, que vcio do MaranhSo para
rcunir-se ao quinto de fuzileiros, a que
perlence.
- Dito.Ao inspector da pagadoria militar,
ordenando, em consequencia de requisgflo
do Exui. presidenlo do Para, que declare,
com a possivel brevidaato, al quando pela
pagadoria rniliUr de.sta provincia fam
suppridasde fardamenlos ss pragasdoter-
ceiro batalhflo de attilharia, que naque lia
provincia ficaram addidas por nOo podo-
reni a archar ; ou se nos prels organisados
pelo dito batalhflo deixaram de ser contem-
plad,s as mesmas praQas.
Dito.Ao doutor Manoel Adriano da Silva
Pontos, declarando jicar sciente de se acltar
Sn.c. lacado da febre reinante, eporessa
causa inipossihiliado de desempenhar a
commisflo, de que o encarirgou, de visi-
tar as freguezias de S.-Jos e Alogados,
durante o impedimento do doutor Ignacio
Neiy da Fonceca, as pessoas indigentes
que fossem accoinmeltidas d referida
febre
l'oitaria Para queoagenle da cumpa-
nliia das barcas de vapor d as suss ordens
aim de seren, receido! bordo do vapor
Imperador e couduzrds par a corle os
primeiros e segundos tr.nerrtes do segundo
batalhflo de arlilliaria a p Carlos Bernar-
dina de Moura eTiburcio Hilario da Silva
lavares, os segundos-lenentes do quarlo
da inesina arma Antonio Jos Augusto
Co rado e Jo> Feliciano do Figueiredo, o
cadete do terceiro l.uiz Firmino de Souza
Caldas, e os alferes Jnflo Guilherme Manath
ehinoccncio Eustaquio Ferreira de Araujo
Jnior, este do quinto batalhflo de fozilei-
rus, exquelle do segundo, os quaes vio
contiiiuai os seus esludos na escola mili-
id r liileirou-so o comniaudanle da praca
EXTEHIOt.
MH
REPBLICA FUANCEZA.
ASSEMBLA LEGISLiTlV*.
Sendo de 131 de denembro.
QUESTAO' DO PRATA.
(Continuacio do a. 68.)
M. Daru, relator da comaiissSo :- Se cora-
prelicndi bem as concluses do nobre mi-
nistro da juslica, ellas consislem nisto :
Continuar aa negociages apoiando-as com
frcas kullicientes para por os nossos con-
cidailSoao abiigo de todas astveolualida-
Ucs. ( Nutimentos tm futidos divert*. )
viiai Vote :--Nflo! Nao! Elle nao fallou
em furias.
M. )aru :Nflo estou aulorisado para ex-
pliear-me em o noma da comniissflo sobre
a iu6 v qu iCau de ser onunciatla ua
tribuna ; mas direi que o discurso, que a
aMseiulda acaba de ouvir, respuudea un
oulro que nfio lie o mcu.
No relatorio eu nao determinei nenhum
modo de accilo, fallei smenle do una ae-
Cflo, da qual o governo determinara a for-
ma o a medida. Eis como o relatorio se ex-
prime sobro este puni:
Importa ou que abandonemos ludo, e
nos retiremos, qunnlo ao presente, da qu lo, ou que substiluuiiios urna acc3u qual-
quer, debaixu de urna forma diffeiente, ao
modo actual de inlervenc,fio.
A commi.-s5o se pronuuciava pelo ultimo
partido, mas nao se pronuuciava enlrelanto
lela g-icrra.
A actflo, com cffoilo, pde-se revestir do
frmaa mui difidentes seai cliegur al
guerra. ( Bxcumacie cttronduss. Longa
inltrrup^Au.)
Yozes do extremo da eiqnerda iBasta .' Vo-
tos! Voto? I
M. Daru, dirigin lo-se ao extremo da es-
querda A ailmirac,9-> que os senhores mos-
Iram prova que uo leram o relatorio,
Vozetdo extremada eiquerda-:SU& ouvi-
mos osen discurso !
If. Daru :A upiniio da commissS sobre
este primoiro ponto est claramente formu-
lada, nanlo, porm, ao modo de aceito,
que corffislisse om enviar inmediatamente
urna expedidlo, a commissiio declamo que
issopra muito raais grave, e que suscitara
muitas ohjcccOos. A commissilo examinon
os diversos moilos de acgflo enSoexcluio
nenhum. ( Rumoree eitrondoios. Agitnc4o
viva e prolongada.)
Foa. do extremo da eiquerda :- Basta Vo-
tos .' Votos!
il. Daru :A commissilo no seu relatorio
ii.i" propz de nenhum modo urna expedi-
oao militar. Ella nflo tomn anda em con-
sideraco a nova proposta folla pelo gover-
no ;(susurro) e por isso requer que esla
proposta Ihe si^a remetlida alim de que es-
clareza o que poder anda conter de obs-
curo. ( Exclamares ditersas e agitadlo rui-
dosa. )
rozts do extremo da etqverda : Votos !
Votos! .
M. de l./irorhejat/iielein :Pela agilaQIoila
assembla he fcil de ver-se que elia nflo
d niais grande valor aooue se passa. ( /li-
sos de adhetio em muito Lance.) PeQO li-
cenca para determinar a queslflo.
Anda ha pouco, o senhor ministro da Jus-
tina subi tribuna e pronuncinu o discur-
so que a ass inblca ouvio. ( llilaridade ge-
ral.)
Una Kor: Islo he claro e incontes-
tavel.
.W. de Larorh'ejaquelein :--Serv-me de pro-
posito da palavra ouvio Nflo disse com-
prehendeu, porque o discursodo senhor mi-
nistro da juslica fui comprehendido do dif-
ferentes maneiras. A prova he que o nobro
relator da commissSo acaba de dizer que o
senhor ministro da juslica apresonlra urna
ideia nova, queS. Exc. pensa que convem
enviar um negociador ao Prata, mas com
frcas sullicieules.....(Interruptao.)
Urna Voz : Elle nflo disse frcas, disse
rnSios.
M. de Mrochejnquelein :Pois sim.....com i
meios siiftlcicnie* para proteger os nossos
concilladnos. Elle requer que esta propos-
la s lodos nos vimos o senhor ministro da justi-
ra fazer um gesto negativo, quaudo o nobre
relator all'niara 8*0.
O ministro decla'a que nflo fez nenhuma
proposta nova, logo na la lia que soja preci-
so remelicr a commissilo.
Por ni i iili ; parte, creio quo a queslflo de-
ve ser apresentada claramente.
Os que approvam o tratado Le Prdour,
desejam a paz por temor rejeitam e>to tratado, querem a guerra,
porque pensam que lio impossivcl fa/er-
se a paz. Assim a quesillo devn ser estahe-
lecida entre a paz e a guerra. ( Approvaco
no extremo da esquerda. )
M. Huru lio seu lugar.--Se requer que a
commissflo fosseouvida, fo porque me pa-
recen que a lingnsgem do senhor ministro
da jasiii,-a nflo liuha o senlid.0 que Ihe d
o nobre preopinante; mas, se este he cmn
ell'cilo o sentido das ^alavras do senhor mi-
nistro, cnifln nfio vejo utilidade aleuma nes-
se acto. ( Suiurro e riladas em viuitoi ban-
co. )
Muitas Votes :Entilo o senhor ministro
que se explique de novo.
IU. Houher : -- Espero po4er explicar- mo
em termos tflo claros, que nenhuma cotilla-
dieflo oais se poder levantar.
Deplrasela: continua(flo das negocia-
rles.
Ilumanidade: precauefies que serflo to-
madas para proteger os interesses e a vida
de nossos coneidadflos.
Muitat Voz : Mas como ? Com que ?
( Y iva e tumultuosa agilacio.)
M. E. Arag insiste em que a queslflo sn-
ja proposla mais claramente. Elle diz que
o senhor ministro da juslica nflo fez mais
do que reproduzir hoje a proposta feita na
sessflo precedente pelo senhor ministro dos
negocios eslrangeiros; que desde ontflo nflo
lia no debate nenhum elemento novo.e que
o siluacflo he boje exactamente a inesina
que era no fin da sessfio de sabbado.
Admira, contina u orador, que se requei-
ra que a commissilo soja ouvida. Nflo creio
isso possivel. A queslflo hd hoje, apezar do
discurso de M. Houher, a mesma que era
unle-honlem depois do discurso de M Daru.
Achamo-uos absolutamente na mesma po-
iefjo.
Tomemos urna determinacSo. Nada de
demoras ; porque* so o abandono he vergo-
tihoso, as demorss sSo um abandono vi rgo-
nlio.-o da nossa dignidade.
Al. de Uornay : Li o relatorio da com-
missflo, e veju com pozar que elle nada con-
clue.
M. Daru :O senhor ost engaado.
" -de lumay :--iioin sei que no seu re-
latorio, o sonhor empiega a talavra acedo,
mas quanto custara esta aceflo ? Quanlu
nos render ella em honra e dinheiro? yuan-
lo nos cus tara em homens o sacrificios pe-
cuniarios ? Peco 4 comuiissao que nos di-
ga isso. (Adhesdo. )
Peco tambem que nflo nos diga em ces-
sr que toda a responsablliJade pesa sobre
o governo. Nflo, senhores: a assembla tem
o direito de apreciar a paz e a guerra. A
commissflo, portanto, devo esclaiecC-U so-
bre este poulo. Ella nflo he comuiissao
senflo para isto. Pe?o, pois, que ella se ex-
plique.
fosesnumerota --Apoiado .' Apoiado !
IU. Daru, relator.-O nobre preopinante
esquece o carcter da commissflo. A com-
missflo foi consultada sobre a questflo do
subsidio. Tratando desla queslflo, ella dis-
se claramente ao governo : Ou abandonai
a questflo, ou enlflo obrai de urna maneira
inleiramentedifferente daquella pela qual
at ao presente se lern obrado.
Muitas Yozes :Isto nfloho baslante)cla-
ro ; sej mais explcito.
M. Bourzat:--Diga simplesmenle se quer
a paz ou a guerra.
V. Daru :- M.deMornay parece crer que
nflo ha meio termo entre a guerra e a con-
tinuaeflo das negociaiCies comecadas; mas,
quaudo M. de Mackau, enviado frente de
frcas militares, fez o tratado de 18*0, nflo
foi isso urna negociaeflo armada ? Nflo foi
isso um meio termo enire a paz e a guerra '
Em Mogadqr nflo houve igualmente um
meio termo entro a pazo a guorra? ( Inler-
rupcAo. )
Vma Vo i Foi a guerra sim: lesmenle.
M. /)aru:Perguntam-n>e por que rasflo a
commissSo nflo apresentou conclusOes mais
categricas? Respondo que foi porque
ha questOes que por sua nalureza s o go-
verno pode resolver. ( nlerrupcdo) liem
sei que a consliluieflo diz que he esla as-
sembla que pe lene decidir em ultima
instancia das queslGcs de paz ou de guerra ;
mas ella nflo diz que se poder prescindir
da iniciativa do'governo. Importa que es-
sa inicaliva tetina ludo o seu pudor c loda a
sua libe'dade.
Vma Voz etquerda :~E so elle nfio qui-
zer fazer ?
M. Daru :Agora vou dizer assembla
o que nflo estava autorisado a dizer-lhe at
ao presente ; elle que a commissflo era de
parecer que so enviasso ao Prata um nego-
ciador armado....... ( Intcrrupc^o) um
negociador armado de meius snfficienles
para fazer respeilar os direitos eavonlade
da Franca.
U. Hubert de l'hit Segundo entondo,
a commissflo s linha urna cousa quo fazer,
eera formular urna petir;3o dectedito para
a expedido. Imroita sahirmos da silua-
cflo em que estamos.
Eis-aqui como ritiendo que a queslflo
drvis ser apresentada : o niini-terio aceita
e.-U propo-ia que Ihe faz a commissflo ?
Apnrova elle a commissflo armada ? Fallou-
se de Maocos. Disse-se que tamben) para
aquelle impeno setinha querido a nogocia-
'Qflo armada. He verdade, quiz-se urna ne-
Hociacflo armada ; mas por fim quiz-sea
guerra. A missflo do M. de Mackau era
lamhem urna negociaeflo armada ; nas
por fim era a gueira, so acaso se nao ne-
gociasse.
Em Marrocos nflo se negocinu, e em Rue-
nos-Ayres em 1810 se negocinu.
lie "p-eciso, pois, que nos entendamos
bem. Agora trata-se de urna negociadlo
armada; mas, se nflose negociasse, oque
que acontecera ? A guerra evidentemente.
M. Daru :Sim.
f. Huber de flslt :He preciso que desde
hoje a assembla saiba se as frcas que devo
hontem, se he da iniencflo de S. Exc. in-
cluir desde j nesses crditos toda a quan-
tia necessaria para os phares, ou se ost
resolvido a aceitar alguma das emendas
que se team olTerecido Urna dellas aug-
menta a verb do orcamenlo com 8.000,000,
e outra com 10:000,0:10; mas eu observo
queso osdous phares de llaculumy e
Sanla-Anna, na provincia do Ma'anhflo,
cuja conservaeflo he de absoluta iMCMii Ja-
de para a navogaeflo (apoiados) exigam
multo maior quantia para o seu concert.
J se re* i ou faz6 la por meio do arremata-
Cflo, mas o governo imperial nflo resolveu
a approvagflo do contracto, e quaudo eu
alli estiveenviei ao ministerio da marinha
os precisos esclarecimento?, assimcomoo
orc,amenlo da despeza que, se bem me re-
cord, foi calculada em 21:000,000 rs., pe-
dindo aiiioris le.'n e meios para mandar
fazer as obras por adminslrac.flo. Estes
papis devein existir na secretaria de es-
lado, e he para receiar-se que, a nflojhaver
toda a presteza e actividade em taes obras,
venha o thesouro a fazer muilo maior dis-
pendio, porque os edificios ameacam in-
minente ruina. Se, pois, o nobre ministro
entender que ped s>r admiltiJ* urna
emenda quo consigne maior quantia, eu
nfloduvidarei ofl"erec-la.
Outra obra, a favor da qual fallei na ses-
sessflo de 18(8, e que contino a julgar de
urgente necessidade, he urna ponte no
porto da caiiilaldo Cear, emquanto nflo
se pode const'uir um caes. ( ^poaJos. ) J
su lheconsignou%io orgamenlo a quantia
de 10:000,000 rs., no nobro ministro de-
clara no seu relatoi io que espera os escla-
ri cnenlos quo exigi do presidente da
provincia ; mas eu creio quo, anda setn os
ter presentes, pode a cmara autorisar de
novo esta obra, cuja utilidade nflo pode ser
mais manifesta c por todos reconhecida.
( Apoiados. ) Hoje nflo se pode alli embar-
car ou desembarcar senflo em certas horas,
isto he, na mar baixa ; e, quaudo lia man
lempo, torna-so isso summameii'e dilficil e
peiigoso, vindu portanlo a solTrer grande
ncommodo e detrimento nao s os pas-
sageiros, mas tambem o commercio e o
servico publico, mrmeuto quando he ne-
cessano embarcar ou desembarcar .cono
presteza tropas, mimices, hagageus, etc.,
etc. Ja onvi dizer que he impraticavol a
cunstruceflo de urna ponto naquelle lugar,
porque qualquer alliceice, uu esteio que
se assenle sera logo arrancado pela forca
do mar, ou licai coberto de um moutflo de
reias ; mas a oulras pessors entendidas
leniiu ouvido que he fcil prevenir estes
inconvenientes que dflo-se igualmente em
oulros portos onde existen) puntes, e creio
que, se o governo fizer cOtnectr a obra, co-
mo reclaman) os interesses daquella capi-
tal quo sal crescendo em populacho e
commercio, nflo doixar ella de ser con-
cluida com nr.ior ou menor dilliculdade.
Mais ampiase positiva informu;0es poJe-
rflo dar i obre este objeclo us nobres depu-
tadus do Cear ; mas eu tomo a liberdade
de recnmmenda-lo attenfflo da cmara e
do governo; porque, haveinlo-o j feito em
I8i, tivo anda novas occasioes de obser-
vara fa.laquefaz esla obra, e de ouvir as
enviar, sea frota que devo expedir, se os Jus,as queixas que dahi procedom.
soldados que frem transportados nesla
frotv, devt rao ou nflo ser empenhados cin
una guerra. Repito que he preciso quo se
responda claramente a esta questflo : O mi-
nisterio esla dlsposto a aceitar a proposta
feila pela commissflo .'
mas J'oze .Mas que proposito ?
II. Hubert de l'hle :-A cummisslo for-
mula assun o seu pensamento : A negocia-
eflo armada e por lim a guerra. Seo mi-
nistei io aceita esta proposla, comprehendo
que ella seja remetlida a commissilo ; mas,
se o ministerio nos declara quo nflo quer a
negociaeflo armada, a discussflo eve se-
guir o seu curso.
( Continuarse ha.)
INTERIOR.
niO-Dfi-JANEIRU.
CMARA DOS SUS. DEPUTADOS.
SESSa'O DE 20 FBVESElRO.
Orcamenlo do ministerio da marinha.
O Sr. Ferreira Penna : Poslo que eu le-
nha sido prevenido por oulros ui adores as
observaces que protendia fazer sobre al-
gumas verbas do orcamenlo da marinha,
nflo me julgo exonerado do cumprimento
desse dever serei, porm, muito breve.
Comecando pelos phares, cuja cons-
truci;uo e melhoramenlo he, como toda a
gente reconhece, um dos maiores beneficios
que o governo eocorpo legislativo pdern
fazer navegaeflo eao commercio (apoia-
dos ), eu noto que o nobre ministro da ma-
rinha limita-se a pedir a quantia do rs.
30:139/740, que supponho ser nicamente
applicada ao estabelecimento do um novo
phail do ferro na barra do Rio-Grande do
sul, e assim licar o governo destituido dos
meios precisos, j nflo digo para novas
construyos, mas anda para o concert
dos que existen) em diversos pontos do
imperio. Bem vejo que o nobre ministro
deblara no seu relatorio que nflo ncluio no
orcamenlo a despeza de conslrucces no-
vas ; porque, sendo de quanlias que so nflo
podciu lixar de anlemfio pelo que se des-
penden nos anuos anteriores, entend que
he tnais regular socilitar do corpo legisla-
tivo crditos especiaes ; mas nflo sei, por
nflo ler asistido toda a discussflo de
mi .tu Ann
nanlo obra do caes da Sagrar;o na
capital do llaranuSo, tenho a observar que
em 18(Gou(7 fui aiiio isiilo o presidente
da provincia, como diz o nobro ministro
no seu iclaioi in, a fater coutinua-lo at
queso ronsiimissem os materiaes quj j
eslavain comprados; mas cm cada um dus
dous ltimos exercicios consignou-llie u
governo um crdito que nflo excode a 10
conlos. t;om o dispendio desta quantia tem
a obra progredido mui lentamente, sendo
insullicienie o numero de operarios que
lidia se empregaui para conslruir-se nflo
s a muialha, mas tambem o grande a-
Ierro de quo depende a sua seguranca.
Assim nflo poder olla ser concluida senflo
em longo espado de anuos, lia vendo entre-
tanto o perigo do arruinar-so alguma par-
teja feita : creio, pois, que, consignando-
se-lho urna quantia que habilito o presi-
dente da provincia para dar mais iaotivo
andamento aos trabalhos, flearflo conci-
llados os interesses do thesouro com os da-
quella capital, para cujo aformoseament
o commodidades muito deve contribuir
esta obra.
Outra necessidade que se pode classifi-
car entro as priucipaes da provincia do Ma-
ranhflu he o melhoramonlo do porto {apoia-
dos ), do que ha muitos annos se falla que
ja foi tonudo, mas que nflo tem lidu b1 me-
nor impulso Ello val lican lo tai obstruido
pela aeciiniiil .(,'flo das areias, que pessoas
entendidas na materia reciam que om
poucos annos venha a fechar-se de maneira
que as embaicaces'nflo possam approxi-
mar-sa a piulo algum da cidade, onde
ainda hoje se faz o desembarque, o e.h,
mesma observaeflo foi ainda ha bem pouco
lempo communicada por inim a assembla
provincial, como se v dasaeguintes pala-
vras do meu relatorio : A navegaeflo sof-
fre troperos aliu dos riscos da entrada do
porto por falta de i'un leaJouru seguro o
com mudo. Ha 30 anuos pouco mais ou
menos fundeavam os navios no rio Uacan-
ga, quasi defroulo da igreja das Merces, e
hoje llcam mais de ceui bragas para a par-
te da foz : enlflo poda o porto admiltir um
grande numero delles, porque fundeavam
tres a tres cm urna s linha, mas hoje nao
cabem mais de dze a quinze, e mu pou-
cos lugares ha proprios para os domis de
500 toneladas. Parece-me, pois, que nin-
guem contestar a urgente necessidade de
cuidar-se desla obra, para a qual so con-
signou especialmente urna quanlit uu ul-
fe
EB''
timo orcamenlo, e que nflo pode ser mais
adiada sen) gravissiaios prejuizos. ( Apoia-
do. ) Ja em outro lempo o governo deu
ordens para que s apromptassn urna bar-
ca de excavaeflo, fazendo remelter daqui
ou da Europa a respectiva machina, mas
esta ordem deixou de ter inteiro cumpri-
mento por motivos de que nflo estou in-
formado. Cuistan ln-mn quo a machina
ainda all existia no arsenal de marinha,
ni ni.lei examina-la, e, nutando-se-lhe a
ruina ou filia do algumas pegas, lembrei-
me dea fazer reoclter para esta corte, ou
para o Recifu, onde existe tamb3m urna
fundieflo em grande escala, pira ser con-
certada ; mas nflo o fiz por faltar-me auto-
risagflo para tal despeza. Se, pois, o nobre
ministro houverkle renovar a ordem de que
tenho feito mencjlo, poder-se-ha em pouco
lempo couiecar o melboramento do porto.
Eu vejo que na verba do nrcamentunflo se
designara as obris que deve ser applicada
a quantia que sj vota, e tambem nao re-
quererei que isto se faga. Depositando in-
tuir coiilianiM no zulo e discrigflo do hon-
rado ministro da marinha, cuten lo que
devemosdeixar ao seu prudonle arbitrio
essa dosignaeflo ; mas observo S. Exc.
que a obra de que trato he Inquestionavel-
mente do numero dsquellas que merecen)
muito particular attengflo. ( Apoiados.)
Outro objeclo de queja fallei na discussflo..
da le que fixa as frgas de mar. e sobre o
qual julgo conveniente fazer an la algu-
mas observages, he o engajamento ou alis-
tamento do menores para o servigo naval.
Eu enlflo disse que, Inven lo recebido or-
dens do governo para promov-lo na pro-
vincia do MaranhSo, nflo as cumpri como
des java e devia,tanto por parecer-uto que,
emquanto se tratasse deoleig-s, podra
esta diligencia dar lugar a vexames e abu-
sos, como por faltar-mu crdito para paga-
mento das eralieaioes que devia arbitrar
aos mesmos menores, ou aos cheles das
familias a quo pnrtencessem.
Nflo duvido que a principio se encontrem
algumas dilftculdades na exccugflo de taes
ordens, mas creio que o governo poder
r.Miinve-las especificando em um regula-
menlo, e fazondo bem publicas as condi-
eoes do enganjamento ou alislamanto, por-
que ha coi lamento as provincias grande
numero de meninos desvalidos que, achan-
do-se entregues urna vida ociosa e mise-
i.ivel, pieui tnrnar-sc membros uteis da
snriedade, sendo educados n cusa da na-
gflo para o servigo naval. II) muito natu-
ral a repugnancia que leem os pais.ainda os
mais indigentes, em deixar sabir seus Q-
Ihus para muilo longe da sua companhia,
ou para lugares donde nflo plem fcil
mente recebar noticias do aeu destino; mas
parece-me quj o governo poder ir vencen-
do essa repugnancia sn pormittir que du-
ra i.le i primeiros annossejim os menores
educados a borJo dos navios especialmente
destinados aos servigos das provincias do
son Mascllenlo, ou iiies.ro nos arsenaes,
como su pralica na reparligflo da guerra,
at que, chegando certa idade, e bavendo
adqoirido o necessario desinvolvimento,
passem a servir em qualquer outra parte
do ion crio. {Apoiado.) Para prova de que
nflo faltam meninos neslas circunstancias
julgo poder citar o exemplo das duas casas
de educandos artfices que existem as ca-
pitaes do Pa-a e Maranhflo. A primeira, fun-
dada pelo Sr. (renoral Andrea, chegou a
ler mais de cein jovens que, alm dero-
ceberem a instrucgfloprimaria, aprendiam
diversos odelos mecnicos ; mas eu vi-
me na necessidade de reduzir o seu nume-
ro por ser exorbitante o dispendio Jo the-
souro provincial em rasflo da f.lta do es-
cripluragflo ede oulros defeilos da admi-
nislragflo : hoje nflo sei exactamente o
estado em que se acha, mas eslou bsm per-
suadido de que o actual presiJente o Sr.
Coclho te> cuidado de melhora-la nomo
zolo eintelligencia que o distinguen?. A
do Maranhflo, fundada pelo nosso illustre
collega o Sr Miranda, he justamente consi-
derada como um dos ttulos do gloria da
sua administraeflo, (apoiados) e vai prospe-
rando cada vez mais, sendo isto em grande
parle devido aos esforgos do honrado al-
feres Jos Antonio Falcflo, que a dirige.
(Apoiadoi.) Nos primeiros tempos destes
estabelecimenlos era quasi necessario ra-
crutar meninos,ou compellir os pais a entre-
ga-Ios para seren alli adiintiidos ; mas des-
de que se fram fazendo bem couhecidos os
beneficios que ellas receben) com a educa-
gflo, lornou-se isto objecto de grande em-
P 'olio, havendosempro grande numero de
piden ionios, nflo so as capitaes, mas no
interior das provincias. Nflo he cortamen-
te possivel accommodar a todos, porque
isso importara urna despeza muito supe-
rior s posibilidades dos cifres provui-
ciaes, e portanlo creio qoe, se o governo
houv.ir de regular O nngajamnntQ, OU S9-
tamento para o servigo da rcpartgflo da
marinha pela maneira que touhosucciuta-
tamenti indicado, oSo deixari de coliier
bons resultados.
Eu nflo vejo no orgamento quantia algu-
ma especialmente destina la esta despeza.
Um Sr. deputado :O 28.
O Sr. ferreira Penna -. Zi trata de
despezas extraordinarias e eventuaeg, e eu
nflo sei se pdn ser assim qualiflcada a que
se lioii ver de fazer com os menores. Tai-
vez estoja olfa incluida com a do oogaja-
ineuio de uiaruja a premio na verbafrga
naval.
{IIa tim aparte.)
Diz-mc agora um Sr. deputado que o no-
bro ministro ja incluio no oiesmo 22 a
quantia necessaria para o engajamento de
uiaru a, o o que me resla saber he se 8, Exc.
% MW


tambem cotnp relien de nesla denominado
os menores, ou so julgi necessaria alguma
emenda que n3o duvidarei tambem ofle-
recer.
Tendo concluido, Sr. presidente, as ob-
servemos que me oceorre'am sobre o orga-
mentoda aiarmha, aproveitarei a occasifio,
quo me parece opportuna, para pedir V.
Ezo. que me permuta dlzer algumas psla-
vras sobre um assumpto que, como j disse,
interessando-me muito possoalmente, n.lo
dcixa tambem de interessar esta augusta
cmara. Fallo da quesISo suscitada entre
mim c o Ilustro senador o Sr. Paula Souza
a rospeito de factos que qui refer, e que
lram por elle contrariados. Bu respond
anseu primeiro discurso, mas S. Exc. re-
plicou, como se v do supplcmento ao Jor-
nal do Commercio de H d corrente ; e as-
sim tenho anda urna divida a pagar-lhe, o
que nfln fiz mais promptamenle; porque,
como lodos sabem, nio he licito ao deputa-
do fallar todas as vezes que quer, e ainda
queeu tentasso raz-lo fra da ordem, V.
Exc. o nllo consmteria. Agora, porm, que
se trata de urna materia que admiti obser-
varles mais geracs, creio que poderei faze-
lo sem incorrer em censura, mrnienle
quando observo que, para respouder-me,
aproveilou o nobre senadora orcasi.lo em
que ofTereceu consideraeflo do senado um
requer ment concernente os empresti-
inus de Londres, que cerlamente n.lo teem
relapso alguma conn o nosso caso. (Risadas)
Alm daquella rasSo que me inhibi de ser
mais prompto na minba resposta, urna ou-
tra existe, e be que, em vez de ter algum
prazer, sinlo certa repugnancia em prose-
guir nesle debato; e se o faco, he porque
sou a isso olirigado. Se o nobre senador
entendeu deverdar esplicacOes que ressl-
vassem a sua honra, eu pens da mesma
maneira pela parle que me toca, porque
a honra n.lo he propriedade exclusivamen-
te sua, e ou tenho, como elle, lodo o dtre-
to de defend-la. Ihpoiados.) Espero, pois,
que a cmara anda esta vez seja benigna
em ouvir-me.
Pifio tendo jtmais nutrido a menor inds-
posicio contia o Sr. senador Paula Souza,
liavendo ai dado provas de tnbutar-llie
particular consideraeflo e respeito, como
confessei no ineu primeiro discurso, cu
deixana fcilmente de citar os fados so-
hre que versa a nossa queitflo, s podesse
prever que elles teriam de causar tanto in-
commodoS.Exc.at porquenflo eram elles
indispeusavcis para conseguir os fins que
tinha em vista quan lo tratei dos succcssns
de Pernambuco Citei-ns porque me parv-
eara m mui simples, verdicos u inconlesta-
veis; e,apressando-se o nobre senador a ue-
ga-los, collocou-me na rigOM necesaidade
de piovar que nilo tinha rasao para faze-lo.
(Apoiados.)
Dous frain os tacto, mas um driles nein
esse nome merece, porque eu nada nftiriuci,
referindo apenas a noticia que corro de haver
o Sr. I1 ni i --1 11 / .< declarado que nculiumas
instrucces tinha a dar ao novu presidente de
Pernambuco, etc. Sobre este ponto nada mais
dizS. Ec ; e, acreditando eu haver dado e-
plicaces salisfatnrias, nao accrescentarei ago-
ra observadlo alguma.
Consisti o mu ci Tacto em haver eu asseve-
rado que o governo desejava nomear para Pernam-
buco um presidente que, inerccendo-lhcintei-
ra couliauca, nao desagradasse aos dcpiiudos
praieiros; que rntre oiitras pessoas linha eu
sido tambem lenibrado ;' quo S. Exc. estar
persuadido de que eu satisfara a primeira con*
dico, mu que nao sabia scjiodeiia satisfazer
a segunda, etc., etc. llespondendo esta par-
te do ineu discurso, di-se o nobre seuador em
termos multo positivos que o faci mi era ex-
acto ; e, naj dando a menor ideia da conversa
<|iie tivemos, declarou que eu me baria equi-
vocado ou engaado, pois que elle apenas
sabia que um de seus collegas me hara falla-
do para aceitar a presidencia da llahia, e que
en pedir escusa, etc. Nao tendo eu provas al
guias que podesse apresentar alm das que
ininistrasse a minlia memoria, nao so declarei
o diae o lugar onde tivemos a co.iversa mas
tambem refer algumas circumstancias deque
anida merecordava, como fosse a de ter appa-
recido uessa mesma occasio o Sr (.'ampos Mil
lo ; a de liaver-me S. Esc, fallado da iiomraco
do Sr. Atsis e Almeida. que tambem pedio es -
cusa ; a de haver eu lembrado o Sr. Muuiz br-
relo, etc.; r conclu dizendo que, te as pcsinas
quera me refera, e principalmente o nobre
senador, recordando-se tambem destas cir-
cumstanciat, houvessem de declarar que o Cac-
to nao tinha sido por mim inventado, eu mul-
to estimara ; mas que.no caso contrario,s me
reatara o recurso decalar-me, eesperarquea
Providencia Divina, o acaso ou a propria cons-
ciencia dos meus adversarios descobijase al
guin meio de conhecer-se a verdade. A isto
deu ni i; ni amen ie o honrado senador a resposta
que passo a lr...
O Sr. Vrtiidenu: F.u nao desejo tolher ao
nobre depuiado o direilo de defender-se, mas
nao me parece muito propria esta occaslao -
pnr isso prco-lhe que se restrinja o mais nos-
nir-ol
,-----_t
apparelhoque elle requisita em sen oll'icio de
hornera.
Dito. Ao tcnente-coronel Manoel Faustino
do Reg barros, mandando que dissolra o des-
tacamento de guardaa nacionaes do Paco de
Camaragibe, enniervando era seu poder e bem
acondicionados o armamento e miinces que
Ihe frairt remettidos ; e dlzendo-lbeque, se
pelo coronel Jacintho Paes de Mendonca Ihe
fr feita alguma requisicn de gente, arma-
mento ou muniedet, a satiifaca.
Dito. Ao director geral dos Indios, dizen-
do-lhe que tambem foram contempladas na
subscrl [ i v .11) tirada no Rio-de-Janeiro a favor
das familias doa fallecidos na luta contra os
rebeldes de Pernambuco as vi uvas dos Indios
Anselmo Jos da Costa e Semino loares, bem
como o Indio Pedro Jos da Costa Pilar, e que
o dlnheiroque Ihcs tocn j foi reinettldo a
este gorerno, que o ar. enviar ao mesrao di-
rector na primeira occaslao segura.
Dito. Ao alferes Manoel Joaqulm Bello,
deterininando-lhe que marche para a Barra-
Grande a tomar contados destacamentos, era-
pregando toda a vigilancia e actividade na ma-
nii [mefio do socego publico, capturando a -
iiuelles individuos que por seus actos o per-
turben), e se tornera infensos ordem deven-
do cumprir as requisices das autoridades po-
liciaca, e obstar a qualquer desembarque de
armamento mi inunicoes que por all se tente
fazer para auxiliar os rebeldes, dando pane
circumslanciadainenle de toda a oceurreocia
Bao so a presidencia, como ao coronel de le-
i'i.-in de Porto-Calvo Jacintho Paes de Men-
Mendonca.
Dito. Ao tenente de engenheiros iospec-
tordas obras publicas, determinando que fi-
que a obra da matriz da capital sb sua loa-
peclo.
m

< l) presidente da p'orincia, usando da
attriliuig.lo que Ihe confere o $ 2.* do
r art. 2* da lei de 24 de agosto de 1834, re-
solve adiar para odia 7 de abril prximo
futuro a abertura da sessiio ordinaria da
< assembla dosis provincia do correle an-
no.
Palacio do governo de Pernambuco, 23
de marco de 1850.
a HONORIO iiriuirto ctiiNKtao i.e.\0.
=5**
DIARIO DE PSINikIBDCO.
HECIFC, 25 DE MARCO DE 1850.
sivel.
( Continuar- se-ha ]
ALACOAS.
Extracto do expediente do Exm. Sr. presi-
dentc Dr. Joti Denlo da Cvnha Figueiredo.
20 DE FEVEREIRO.
OhVio Ao rice-consul de S. M. Ilritanni-
i a, transmiltindo-lhe copia do oIBcio do chefe
de polica, declarando qual o resultado que
tiveram as indagaces que o governo man-
dn proceder sobre a morte do subdito daquel-
la n a cao Antonio Ilarvey.
Dito. AO capillo llurit, diiendo-lheque
val ser salisfelta a sua requisicao cnvlando-se-
lhe a quantia pedida pelo sargento Clario Ro-
drigues da Silva.
Dito. Ao inspector das obras publicas, ap-
provando as instruccoes para a administrarlo
da obra da cadeia das Aiagoas, podendo logo
po-las em etecucao.
Dito. Ao coronel Jacintho Paes de Men-
donca. Dc-ine Vine, notu-ias do que ha oc-
eorrido de novo acerca da estada dos rebeldes
as maltas de Jacuipa, e Ihe recommendn cuc
procure evitar o augmento de despeza.s coiii a
conservafo de gente armada onde (Or pur,i-
vel dlspensar-se, devendo dissnlver-se ou di-
minuir o do 1 uoili, na caso de
que esta medida nao prejudique de forma al-
guma a seguranca publica.
Dito. ni apiio do porto, tranamittindo.
Ihe um oll'n ni do rngenheiro Inspector das
obras publicas, afmi de satisfazera requisicao
de rinprestimo que nellc fas o ditu enge-
nhelro. "
Dito. Ao inspector da thesouraria de fa-
zenda, afim de mandar abonar ao capitao hu-
nii aquanlia de 525,160 rs. paia pagamento
dasi-taps de 82 pracas que coiiimanda m, Ca-
lilo do-Melo.
Dito Ao Inspector das obras publicas, dl-
zeodo-lhc que nesla data fram expedidas as
.'oiiveuieiites ordens para ibe ser fornecido o
Finalmentente vamos ter um cemiterio
publico; esse ostabeleciraento ha tanto
tetnpo reclamado pela salubridade da capi-
tal, bem como pelo respeito de que Dos he
creilor, cujo templo Dfio (leve cerlamente
ser o deposito de podridOes taes como os
corpos humanos quando em estado de cor-
rupciTo ; masque, por urna dessas leis do
mofado, s quaes quasi sempre nos adia-
mos subjeitos,tem sido retardado desde que
foi sanecionada a lei p la qual a enmara
municipal desla eiiladn foi autorisadi a
iuslalla-lo, ainda mesmo que para cunse-
gui-lo eontrahisse um emuresli no.'...
Foi hontem, pelas 5 1|2 horas da larde,
que houvc lugar a beDCfio do campo desti-
nado para o icferido cemiterio. isto he, do
sitio iK'ihi'Miiiinlii tlrainl- de Santo-Ama-
ra, que a referida cmara comprou, S'-
gundo nos infortnsm, pela tiiihntia de 10
c unos de rs., e em cuja casa est cslahileci-
docom a devida decencia un oratorio,don-
de os ministros do Senhor, ou os fiis chris-
Iflos drigirSo preces ao Tudo-Poderoso
pelas almas daquells cojos cadveres f-
rom all sepultados.
OITieou no acto o reverendissimo vigario
da fieguezia do Saiitistno .Sacramento da
llu-Vista, em prcseiica de nutiiero>o con-
curso de espectadores.
Entietanto, porcm, que a gente sensata
considera o cemiterio publico como urna
obra do palpitante necessidade, equetes-
temunhar aos vinouros que, coniquanlo
consagremos respeilo as cinzas dos QOSSOI
maiores,todavia nao exageramos esse sent-
ment ao ponto de confundi-lo com a vene-
racfloquo devemos a Dos, e de insistinos
em que os templos,mente destinados para
ca-as de oradlo,estejam reduzidos a depsi-
tos de immundicies, e a focos perennes de
infeccilo ; os supersticiosos, os phanalicos
se nilo cansam de clamar contra semcllnn-
teeslahclecimentn, n.lo oceultando que o
ropiilatn anli-rcligioso Mas os que
assim pensam como que nilo reflecten
que em Roma, a capital do mundo ca-
Iholico, n3o he nos templos que se inhu-
mara os cadveres dos liis, e que a
propria historia sagrada nos induz a con-
dt'uiiiir tal abuso quando nos refero que,
de posso do sacro-santo corpo de Jesus-
Christo, Jos de Arimalha e Ncodemos,
esses dous dedicados discpulos do Flho
de Dos, no fOram deposita-lo em um tem -
Dio, mas sim n'um sepulchro inteira-
menle novo, sito em certo jardim que
ficava prximo ao lugar em que os Ju-
deos haviam crucificado o Itedemptor
do genero humano. Rcflictam, pois, em
ludo isso; e, dando de milo a taes prejui-
zos, no s applaudam comnosco o esta-
belccmento do cejiiterio publica, mas
tambem nos acompanhem nos votos que
ora fazemos para que a munielpali lade
encarregue de dirigi-lo um sacerdote de
conduela cxemplar, cujos senlimentos de
pedade nao possaro ser poslos em duvi-
da ; bem como para que providencie afim
de quo mo haja a minina demora nos en-
terra menlos.
Concluindo, nSo deixaremos de obser-
var que he sem rasiio que alguns receam
que do cemiterio provenha a decandeocia
das irmandades, por n.To ter^m de contar
com seguro jazigo aquelles que nellas s
houverem de alistar ; porquanto essas ir-
inan !n les pdem obter no mesmo cemi-
terio urna porgilo de terreno, onde fa-
Qam construir tmulos ou catacumbas para
os corpos de quantos Ibes perlencorein.
Hoje, anniversaro do juramento da cons-
tituicrio do imperio, nao so houve parada,
mas tambem salvaram eestiveram emban-
deiradas as fortalezas eas embarcares de
guerra surtas no porto.
Correspondencia.
Contra factoi poiitivot
Nlo ha argumento.
Sr. redactor.Amtnte como sou da can-
dida verdade, venho rogar-lhe u especial
obsequio de inserir as columnas de seu
jornal estas nial alinhavadas luidas, aflm
de que o publico condena quanto he de-
vivui- a homeus que, a despeito de todos
os ncommodos, voam de longe cu soccor-
ro da misera hutnanidade alllicia e aban-
donada.
NHo silo j desconhecidos os immensos
bens que a humanidado ha recebido com
o tralamento homaopathieo.e tanto mais de-
pois na chega la a esta cidado alicta dos
tres insignes doutores. Sabendo de alguns
Tactos praticados peloSr. Dr. Jos Antones
da Luz, levara longo tempo a narra-Ios:
um nico ser sufficiente. Um menino
portuguez, desses infelizes aqui aportados
em obligue Mara-Feliz, fui accomtnetli-
do das febres reinantes, acompanhada, de
omito preto. Foi salva pelos asforcos do
Dr. I.uz esta crianga, caixeiro de Jos
llaptista, negociante e morador na ra do
Vigario. Ha mais factos idnticos de que
em breve o publico ser sabedor, pois he
justo que elle aprecie devidamente quem
he capaz de salvar ou matar.
Tambem Ihe rogo quoira transcrever esse
artigo, que vein no mercantil da Rabia, n.
49, de 28 de fevereiro do corrente anuo.
Adeos aloutra ve/.- Zumb
flccife, 20 de marco de 1850.
llom&.opnthia.
Em 23 do corrente parts para Pernam-
buco nosso amigo e eomoanhsiro, o Dr.
Jos Anlunes da Luz. Deixa-nos por 2 a
3 mezes, se mais nos fr mister, afim de
propagar all melhor a homreopaihia, para
all soceorrer aos nossos irmAus que ge-
niem Mih o peso da maligna epidemia.
Convencido da superioridade dosystema
de llahncmann, muito em da na sua appli-
catfin, dolado, demais, de uina alma bem-
fazeja, c de siminia resignQ3o suportali-
va dasinjlllleai e persegoigOes do nn-sm
adveisarios, ha de elle de eerto preen-
cher com sullicieocia a sublime e esponta-
nea missfio de que se encarregou : qor
seja rico, qurenteado da fortuna, a n3o
poucas victimas dore de arrancar das gar-
ras da morle, o mesma da allopathia. Me-
dico generoso, no visou, nem Iheassom-
bram ns incommo 'o* e riscos provaveis de
urna viagem de mar, e ootras inclemencias
que soAVe aquella que e^l em trra que
nfio na sua ; poz de parte as saudades da
sua chara esposa, de sua innocenlo ilhi-
nba e de seus amigos emlim ; deu de mfio
sua clnica, ao' seu hospital e aos cargos
que ocoupara ; ludo isso com vistas sobre
ludo deaproveilar a humanidado carece-
d6ra de allvio
Urna dedicagSo toda de imtar-se, ta-
manhos sacrificios pois, cumpre que nao
fiquern ou esqoecioiento. Quem benefi-
cia aos seus semelhantes sem inlcr.'sse im-
mc lalo, quem utilisa e prov aos males
de seu prximo, muito pequeo Ihe ha de
ser sem duvida o corago para conter o
sontimento de bem-estar com a sua cons-
cienc, para guardar o merecido prazer
que dahi resulta esaborea-lo.
praza iliin que volva o nosso digno
collega sao e salvo a sua provincia, aos seus
lates domsticos! Ha de volver ; que Dos
he justo. Assim o esperamos.
a Baha e consultorio da ra do Coberto-
Crande, 27 de fevereiro de 1850.r. Mis-
quita, n
(Ifereanfldallahia.)
1'caUa llvroi e objectoi de clrurgia ; a Kru -
ckcrhurg.
11: fardos e 39 oaixas fazendat de algodao,
4 fardos e 1 erabrulbo fazetadas de 13a, I caixa
fazendat de linho a Rossell & C.
i calvas tintina de algodSo e 4 ditas faiendas
de algndao; a Kalkinann.
1 barrllinho carne salgada ; a Comber.
90 barricas ferragens, 4 fardos lio de sapa
teiro, b barricas brooze, 150 fogfiei, 53 chapas
de ferro, 1 burra de dito, 5 oaixas lindas e 8
embrullios de ps ; a Brender a Brandis Si C.
2 fardos fazendaa de laa e algodao, 4 caixaa
fazendat de algodao, I dita chapeos de sol; a
Crablree St C.
2 caixat Icnc-os. 45 fardos e 28 caixas faien-
das de algodio, 5 caixas e 1 barrica arreios e
sellins, 1 caixa miudezai ; aGibson.
21 fardos e 43 calas faiendas de algodao ; a
I. Hyder Si C.
5 toneladas, 2 quiotaes, um quarto e I ti li-
bras de ferro ; a L. I II de Souza.
1 caixa com t sello c 3 caixat especies ; a Bie-
ber & C.
12 barricas ferragens, 2 ditas bronze, 17
caixat e 8 fardot fazeudas de algodao, 1 dita
luvat, 1 dita especiet; a Deane Voule i C.
18 fardos e 2 caixas faiendas de algodao ; a
Rozas Braga St C.
75 fardos e :7 caixas faiendat de algodao, 1
dita dita de linho, 1 dita utensis de eteripto-
rio c 1 dita cohetes de algodao; a Fox Broihers.
1 caixa fazendat de algodao c 1 dita llvrot;
a J. J. Mouteiro.
7 caixat queljos, 40 presuntot, 4 barrs e 1
caita conserva, I barrillnhomantelga e 1 bar-
ril agoardeaie de Franca ; a Marter.
6 caixas metal amarcllo, 10 ditas e 9 barri-
cas cubre, 17 fardos e 43 caixat faiendat de al-
godao, 3 ditas ditas de cassa, 1 fardo di tai de
laa, 2 barrls carne salgada ; a J, Ryder di C.
7 fardos faiendas de algodao e linho, 22 cal-
ate 12 fardot ditas de algodao, 'ditas vesti-
dos de cassa, 2 fardos fazendas de linho, 1 cai-
xa cohetes de algodao ; a R. Itoyle Si C.
42 fardos e (1 caixas fazendas da algodao,
30 barricas enxadas, 12 caixas iinhas, 1 dita
q n i n cal barias, l barricas, I caixa c 1 gigo fer-
ragens, 5 barricas pregot, 2 caixas faiendas de
linho e algodao, 5 fardos ditas de linho, 4 cai-
tas mudetas, 1 caixa obras de telleiro, I gigo
Iniiea, 2 fardos baeta, I dilo fanella, I pacute
utensis para cscrptorio, 1 dita sola e fer-
ragens. 3 ditas ineas de algodao, 1 dita lencos
de seda. 2ditas e 1 fardo sellins e seus penen-
ees. I pacole vidros ; a G. K. Si C.
13 caixas e I fardo fazendat de linho, 2 bar-
rls estando, 10 caixat cobre, 125 calas fulhas
ile Flandret, 15 correles, 33 caixat r. 60 fardos
faiendat de algodao, 8 caixas chapeos d tol,
I cala peanas e papel, 1 barril llugoas a Ja-
mes Patn c< C.
'.i f.r'lns e 11 caixat (aseadas de algodao, 12
ditos e 1 dita dita de laa ; a Adamson Howie
fe O.
23 taiat de ferro, 6 embrulhoi parafutos, G
barricas cravos, 13 ditas ferrageiu, 1 caixa coi
caixinhas de papelo, 1 dita obras de lato, 2
barricas vidrot, caixas fazendat de algodao,
4 ditas fazeudas de linho, 4 barris pos prelot, 2
barricas e 4 caixat drogas, 1 barrica rame de
ferro, 2 ditas dito de I u.in, I dita redas para
fogareiros, 200 fogareirot, 1 caixa e I barrica
culelaria, 1 dita cerveja, J ditat tinta branca ;
a S. P. Johnstoo & C.
Magnet, brigue inglez, vindo de Glasgow, en-
trado no corrente me/., consignado a H. Jamei-
son v C, maiiifestou o seguinte :
2 caixas fazeudas de algudo de cor ; a or-
dem.
17 fardot fazendat de algodao e 100 barricas
cerveja; a Adamson Ilowie Si C.
1 caita livros e 1 pacote (res mappas ; a C.
A. Austln
250 chapas de ferro batido, 70 feixos de dig>
ditu, 38 chapas de siiico ; a Christupher Slarr
i C.
1 barrica carvao de pedra; a ti. & Me. Callun.
barricas ferro balido; a S. 1'. Jobnstom
&C.
I e.ux i fazenda de linho de em, a Kalkmann II.
10 caixas liuhas de algodao, corrente de
le n> batido, 18 ancoras de dilo dilo, 325 bar-
ricas cerveja, 80 toneladas carvao de pedra; a
R. Jame i, un M C.
Cambios -
Assucar- -
transarles dini-
28 I|2 d. por rs.
CONSULADO PROVINCIAL.
Bendlmento do da 23.....1:967 858
PRAQA DO RF.CIFE, 23 DE MARCO DE
1850. AS 3 HORAS DA TARDE.
fli'nii lemanal.
Houve
utas a
1,000.
- Nflo soffreu differenca de
preco; e, bem que as entra-
das fossem regulares, foi
. menos procurado.
Algoo---------- Entraram 902 saccas.-Foi
muito procurado: o preco
continuou a 58,00 rs. a ar-
roba do de primeira sorte,
e 5,300 rs. o de segunda.
Couros As vendas contlnusram a
102 9|3 ris por libra dos
salgados.
Baca llio Rettlhou-se de 7,500 a 8/
rs a barrica, e flcaram por
vender 13,000 barricas; nfio
tendo entrado carrega men-
t algum.
Carne-secca Inclusive dous carregamen-
tos entrados esta semana, o
deposito he de 35,000 arro-
bas. --As vendas regularan)
de 2,000 a 2,701 rs. a ar-
roba.
Farinha de trigo Vendeu-se de 17,500 a 19/
rs. a barrica, eticarara eiu
ser 12,000 barricas.
Folhasde Flan 1. Vendeu-se a 21,000 rs. a
caixa.
Manteiga dem a 400 rs. a libra da
ingleza, e de 400 a 410 rs.
da franceza.
Vinagre----------dem do 55,000 a 70,000 rs.
a pipa do de Portugal.
Vinlios- dem a 140.000 rs. o de Lis-
boa PRR, e de 115,000 a
120,000 rs. o de oulras mar-
cas.
Ficaram fondeadas 85 embarcacOes, sen-
do 2 americanas, 1 austraca, 49 brasileiras,
I dinamarqueza, 3 francezas, 1 hamburgue-
za, 15 inglezas, 5 pottuguezas, 3 sardas e 5
suecas.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 23.....
Diversas provincias......
2:862.152
80,0*2
2:942,534
O Exm. Sr. conselheiro de estado e pre-
sidente da provincia adiou para 7 de abril
prximo futuro a abertura da sessfio ordi-
naria da assembla provincial no corrente
anno, como sa ve da seguate portarla :
Sr. redactor. Gonsta-me quealguem fez
espaldar nesta cidade queme tenho occul-
lado, ou que me refugiei; e, para que se
suspenda qualquer juizo mo que em ra-
s3o disso se baja feito do mi ai, venho por
me i o do sou acreditado jornal declarar
que fui alTeclado das fehres epidmicas
em a noile de 17 do corrente, e que por
isso me lulo tem sido potsivel sahir ra
o que todava farei, logo que esteja resta-
belecido.
Com a nserefio destas Iinhas muito o-
brigara, Sr. redactor, ao seu muito venc-
rador ubrigado.Rodrigo ioaqutm Coma,
capitao da barca portugueza Uracharense.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 23.....10813,235
Detcarregamhojei6.
Calora ingleza Seraphna roercadorias.
Sumaca nacional Carlota ~ gneros do
pal/.
de
Patacho nacional losephina farinha
Irigo.
Escuna brasileira Mara-Frmina sola
e farinha de trigo.
IMPORTACAO.
Sirafina, galera ingleza, viuda de Liverpool,
entrada no corrente mei, consignada a J. Pa-
ter C, maiiifeslou o seyuiile :
I caia torcidat de algodao ; a Dotvalrr V G.
10 caixas fazendat de algodao; aLuukent.
1 cala faienda de linho ; a J. Mrn.ui.
23 caitas drogat e 3 barricas cotudas; a N
M. Leiouat.
8 caixas faiendat de algodao; a Aslley & C.
11 fardos fazendas de algodao ; a Amorim Si
Irmos.
30 caitas e 14 fardos fazendat de algodao, 1
dita e 2 ditos ditaj de laa; a Me. Calmoni & C.
1 caita I i/einia de seda e linho aTorbeli.
10 fardos faiendat de algodao; a Lathaiu & C.
1 embrulho bons de laa; a Wolfhopp.
EXPORTACAO.
Despachos martimos no dia 23.
Liverpool, brigue ngle Flint, de 407 tone-
ladas: conduz o teguiile:
42 caixas e 8(10 saceos cora G,390 arrobas de
assucar.
Canal por Macei, barca hambuiguea Afa-
riniiiir, de 346 toneladas: conduz o seguinte :
120 toneladas areia, 3caitas com 159arrobas
c meia de atsucar, lio pipas caxaca, .'t.'i cnuroa
cora 11,950 libras, I caia dillereutet objectot,
1 llandres obras de prata vclha.5 volumet dif-
ieren tes odjeeios, 2 livros vclhos, 3 caixas qua-
clrns, > tabiileiros, 2 caitas com 102 libras de
doces, 1 dita com 7,000 pataces para Macei
Trieste, brigue tueco Pranrkln, de 295 tom-
ladat : conduz o seguinte :
3.G00 taceos com 18,000 arrodas de astucar.
Acarac, patacho nacional fc'mulnfdo, de 134
tonelada: conduz o tegulote :
1 sacca 4 libras de caf, I barrica 32 garra-
faa de licor, 1 dita 51 botijas genebra, IU pipas
com 1,000 caadas de ago'ardcnte, 4 barrica*
com 20 arrobas e 26 librat de assucar, 10 pipas
cachaca, 3 barricas com 22 arrobas e 20 librat
de assucar, I dita com 110 botijas de genebra.
1 doa com 42 garrafas de licor, 4 barris com
160 medidas novas de inel, 16 barricas com 109
arr. e 14 lihs de assucar, 6 caixas com 6arro-
bas tabo, 3 caixet 155 cbapot, 2 talxat com
60 librat de cobre, 1 mala roupa de uso.l taita
de cobre com 9 librat, 1 embrulho com G4 li-
bras de doce, 4 laicas, 1 barrica e 1 cunbele
com 24 arrobas e 8 libras de astucar, 5 barri-
ca! bacalho, 11 dit is farinha, 3 barril vinagre,
1 volunte miudeat, I dilo fazendat, I cndete
ac, 4 barrat de ferro, 2 glgot louca,2pipat vl-
nlio.l sacca piuacata',14 barricas familia de tri-
go, 4 dilat louca, 1 dita cerveja, 2 volumet fer-
ragcot, '< duiiat de caitas de tolda, 3 cuuhetet
co, 1 chaleira, 2 calas folha, 16 librat cua-
ndo, 2 libras rame, ? volumet faiendat, 1
lata com una caifa pela, I serra, 1 calan fa-
iendat, 1 bariicas ferragent, 1 embrulho cha-
peos do hile, 15 voluntes fazendas, 1 dilo
graixa, 1 dito louca. 7 barris viudo, I pipa vi-
nagre, 1 caixa cha, 5 b rris mamclga. I garra-
l'.Mi aieite-doce, I barrica bolachloat, 2 caixat
massas,? meios barrit manieiga, 2 caixScs fer-
ragens, I cunhelc ac, I caita folha de Fln-
dres, 1 dita vidros, 2Upanellas de ferro,l4 bar-
ras de ferro, I sacca alfazema, 5 i;igot louca, I
barrica cerveja, 3 botijas oleo, 3 caitas cha, I
garrafa easeucia de genebra, I torno de ferro,
i cndele ferragens c tintas, 2 rergalhet de
ferro, I iiiissal para igreja, 1 cndete ac, I
dilo ferragent, I turno, I safra e 5 barras de
ferro, I cauo ferragent e iniodezas, l fardo
cera, 2 barricas bolacbinhas, 4 reamas papel,
2 taccas pimeuta, I garraf.io azeiie-doce, I au-
coretadilo, I dita vinagre, I dita viudo, I ret-
ina papel, I lata cha, 3 saccas pi.ncnla, I gar-
rafo viudo, 5 resmas papel, 12 volumet fa-
zendat. 1 dilo ferragens, I tacca pimenta, I
embrulho Serrotes, I sacca alfatcina, I garra-
fa azeiie doce, 2 barris viudo e vinagre, 8 li-
bras llores cordeaes, libra man, 1 libras
travo. i
rlovioieiito do *orto.
Navios entrados no da 23.
Maranhao 16 das, patacho brasiteiro Jote-
phinn, de 120 toneladas, capitao Jote Manoel
Harboza, equipagein 9, carga arroz e mala
geoeros; ao capitao.
Lima 90 das, barca franceza Alexandre-Her-
irn, de 2>8 toneladas, capilo S. Ginller,
equipagein l4, carga cobre, quina e mais g-
neros ao capilo. Vera refrescar c segu
para Bordeaux.
Navios sahidos no mesmo dia.
Nerv-York Brigue ingles Arabetla, capilo
Richard Kaovey, em ltiro.
Rio-de-Janeiro .pela habla Brigue Inglez
Fatter-Uatheus, capitao G. Le Haniuan, car-
ga bacalho.
Macelo barca hamburguesa Marianna, capi-
tao N. S. Rlet, em lauro de astucar.
Balliuiore ltate americano Abnjail, capillo
G. Mnitli, carga assucar
Navios entrados no da 21.
Araealy 0 diat, hiate brasiteiro OuviJoio, de
43 toneladas, capitSo Jos Joaqulm Aires da
Silva, equipagein 57carga varios gneros ; a
Jos Manuel Martins l'astageirot, ift' A-
nastacio de Albuquerque Mello, Jote Libe-
rato Harroio, Joo Gomes Katto, Antonio Jo-
te do Nasciineulo e o menor Jote Ferreira,
Brasileirnt.
Ilnhcivaj-Kaiiniiili 44 dial, brigue inglez
ilary Fuylor, de 148 toneladas, capitao John
Caljauder Jnior, equipagein 9, carga car-
vao de pedra ; a Rid Jamcitou Si C. |
New-York 29 das, barca americana h'aihfeu,
de 306 toneladas, capitao II. Heriner, equi-
pagein 13, carga farinha e bolacha; a H.
Foraler & C,
Barcellona 32 dlat, polaca hespanhola F.i-
Irella, de 120 tonelada, capitao Joiio Mara,
equipagem 10, em lattro ; a J. P. de Lemot
Si Filbo. Ucapitao nao quiz ter cominunica-
cao com a trra e tegulo para bordo para fa-
zer-se de vela para os portes do sul por cau-
ta das febres.
Navios sahidos i mesmo Ha.
Acarac Patacho bratlleiro Emulacn, capi-
tao Antonio Gomet Perelra, carga fazendas,
ago'ardente e mais gneros. Patiagelrot, o
padre Antonio Thomai Teixelra Galrao, Fre-
ilenco Rodrigues Piracntrl, Fr Jos ate San-
I.ourenco.
Goteinburgo l'rigue tueco Francklin, capi-
tao C. N. Norbohn, carga alinear.
Marios entrados no dia 25.
Havre por Fado tilde 63 das, e do ultimo
porto 29diai, barca franceza BarreHemry,
de 271 toneladas, capitao 6'amiis, equipagein
19, em lastro; a Le reion Schiainin R> C.
/oston 36 das, brigue escuna americeno Sy.
einiVi, de 196 toneladas, capitn Thomaz
Elias, equipagein 7, carga gelo; a Henry
Fotter R> C.
Rechiinond 28das, b.rca americana Con-
rait. de 247 toneladas, capitao P. Smack.
equlpagem 14, carga farinha, fazendat, cb
e mais generot; a Matheus Austln & C.
Rio-de-Janeiro 24 dias, brigue portugus
Oteveira, de 158 toneladas, capitao Francisco
Sereriano de Mendonca, equlpagem 48. em
lastro de assucar; a Joo Tavaret Cordeiro.
Pastagciro, Joo M. da Costa Jnior._______
Declara 9 o es.
- Pela segunda seccSo da mesa do con-
sulado provincial se annuncia a todos os
collectados para pagarem o imposto de
12,800 rs. creado de conformidadecom o
14 do artigo 38 da lei dnorcamento n. 844
de 16 de junhode 1849, que se est arre-
cadando passivamente pela dita sereno se-
melhante imposto, desde Janeiro do cor-
rente anno ; e que, fina I nado o praxo mar-
cado pelo regultmeotodo Exm. Sr presi-
dente da provincia de 12 de novembro do
anno prximo passado, se proceder exe-
cutivamente contra tolo aqueile que So
tiver satisfeito dito imposto.
--OSr director do lyeeu manda fazer pu-
blico quo, em cumprimento a portara do
Exm. Sr. presidente da provincia de 22 do
corrente, esia novamenle a concurso a ca-
deira de primeiras lottras para o sexo femi-
riiiiu da cidade da Victoria : portanlo as
sbiiIio-hs brasileiras, qui quizerem oppOr-
se a referida cadeira, doverilo comparecer
na sala do palacio da presidencia pelas 9
horas da manhfla de 21 desto corrente uiez
a 60 dias, tendo reculhtdo a secretaria do
lyceu os seus requerimenlos ja preparados
8 dias aillos do dito concurso.
Secretaria do lyceu,23 de marco de 1850.
O secretario interino, Antonio F.gydio da
tira, professor de geometra.
MI ITII Ann J


-- Pela subdelegara da freguezia de S.-
Josido Recife foi capturado, un preto que
diz chamar-se Antonio Bazilio, e ser escra-
vo de Manoel Eleuterio Correia, lavrador do
engenho Aralangy : a quem perlencer a
posse e dominio do dito preto, comparece
na mesma subdolegacii, com os competen-
lea titulo.
Piihlicaco religiosa.
Sabio a luz um livrinho com o titulo de
DEVOTO CHMSTO,
o qual conlm a doutrina chrisMa, breve
noticia dos misterios da missa, obras que
devam fazer o christ.lo, oracoes paradema-
nhfla e a noite, dilas para a confissSo e
communhSo, exercicios para cada da, no-
venas das almas, assencSo do Senbor, Con-
ceicSo, Menino Jezus, Santo Anlouio, modo
de resar a estacSo, breve etenda dos erros,
signae de Christo, sentencas tle pilatos,
methodo de resar o rozar o e terco de Nossa
Senhora, mysterios gozosos dolorosos, e
gloriosos, ladainha de Nossa Senhora, ora-
cSo de S. Bernardo, dita para pedir a paz,
responso de S. Antonio, estada mystica,
imitacSo dos Justos, suspiros pela gloria do
co, etc : vendem-se na livraria, ns. 6 e 8,
dapra^a da Indepen-cia, a 640 rs., era meia
encadernacSo.
Avisos martimos.
A escuna Sanla-Cru* segu par* o Rio-
Grande do sul imprelerivelmente no da 31
do corren te : recebe passageiroseescravos
a fete para oque tem bons commodos : a
Tallar com o capllSo Manoel Pereira de S,
oii com JoSo Francisco da Cruz, ra da
i Cruz, n. 3.
Vende-sc o patacho ameri-
cano Romp, de lote de 126 tone-
ladas americanas, forrado de co-
bre, mnito veleiro, e prompto pa-
ra seguir qualquer viagem : os
pretendentes, dirijam-se aos con-
signatarios, Hcnry Forster &
Companliia, na ra do Trapiche,
n. 8.
Para o Rio-de-Janeiro sabe, com roiii-
Ma tirevidade. o patacho nacional Curioso,
' capilflo Domingos Antonio de Azevedo, por
n Cliar com parte da carga prompta : para
jo restante, passageirose escravos a fete,
trala-se com o mesmo capitn, ou com l.uiz
Jos de S Araujo, na ra da Cruz, n 33.
Vende-se a barca nacional Princeza,
f de loto de 257 toneladas, forrada de cobre e
. prompta com lodos os pertences para fazer
2 viagem : quem a pretender, pile ir eiami-
Mnarabordo, a qual se aclis Tundeada de-
I fronte do Passeio-I'ublico, e tratar com
Amorim Irmflos, na ra da Cadeia do Ite-
" cife. n. 39.
A veleira escuna nacional Emilia, de
v que lio capitto e pralico Antonio Silveira
Maciel Jnior, deve cliegar do Para ale o
da 25 do correte, para onde vollara com
' escala pelo Maratihlo, com a niaior brtvi-
dade : quem na mesma'pretender carre-
. gar, ou ir de passagein, dever entendei-se
I com Jo9o Carlos Augusto da Silva, na ra
di Cruz, no Itecife, n. 13, armazem.
Para o Kio-de-Janeiro sa-
lte, no dia i(> do corren te, a mili-
to conliecida e veleira barca na-
cional Firmeza, capilao Narciso
Jos de S -Anna : ainda recebe
alguma carga, escravos a frele e
passageiros : a tratar com o mes-
mo capilao, ou na ra da Cadeia
do Itecife, n. 4<>, terceiro andar.
O brigue Sem-Par sahe para o lo-dc-
Janeiro com escala por Macei : recebe car-
ga para ambos os porlos: quem no mesmo
quizercarregar, dirija-sea Noves& Com-
" panhia, na ra do Trapiche, 11. 31.
Para a ilha de S.-Miguel pretende sa-
bir com brevidade, por ler metale do car-
r-guenlo piompta, o brigue nacional
Etpirito-Santo, capullo Alexandre Jos Al-
ves : para o resto da carga e passageiros,
trata-se com Francisco Mariins Ferreirs, no
largo do Terco, n. t39, ou com o mesmo
i'j(iiiilo, na praca do Commercio.
Leiloes.
Hoje, 26 de marco, contina o leudo de
mauteiga ingleza de primeira qualidade, e
por preco que convm aos concurrentes,
que faz lenlo Jos da Silva MagalhSes, por
simi baslante procurador, e por cont< de
quem pertencer 1 as 10 lio-as da manha no
caes da alfandega.
O leilflo annunciado para hoje nos
nena dos finados subditos Francczes Joflo
Duliois e Jouanet fica transferido, em con-
sequencia de adoecer o Sr. cnsul francez,
para o dia que se ha de annunciar.
Avisos diversos.
- n 1
- Manoel Bento do S e sua mulher, Ma-
riana Monteiro, ambos prelos foiros e de
nacflo Costa, retiram-se para a Baha.
-- OUVrece-se, para ama de urna casa de
pouca ramilla, urna parda de 40 anuos pou
cu oais ou menos, a qual s se encarrega
de cozinliar o diario de una caaa e lavar
roupa : quem a pretender, dirija-se ra
do Crespo, 11. 23.
-- Precisa-se de urna ama de leite : pre-
fere-se captiva : na ra do Cabug, loja de
quatropoilas.
Tlioniaz Fernandes da Cunta relira-se
para Portugal, com sua familia, a bem de
susi. le.
Jos Rodrigues Pereira, inventarente
dos bens que licaram por tallecimenio de
seu millo, l.uco Rodrigues Pereira, tendo
do proce.ier a inventario, ruga a quem se
julgarcredor do dito finado, o obsequio de
presentaron! suas contas, lim de seren
competentemente descriplas no mesmo 11-
venlario.com he de le.
Prccisa-se de urna mulher capaz para
ama lateral de urna casa do muito peque-
familia a tratar na ruado Queimado,
" 32, na loja 011 no terceiro andar.

Atteneo!
Oabaixo assignado, por fazer tencio dn
se mirar para tora da provincia, faz publi-
co a todas as pessoas que teem penhores em
sua mSo, de os ir tirar no prazo de 8 dias;
e.nSo o fazondo, o abaixo assignado os ven-
der para seu pagamento e juros.
Jeranymo le Abreu.
-- Appareceu na ponte da Pasaagem-da-
Magdalena. e existe em poder do abaixo as-
signado, um cavado ruco : quetnseachar
com direito a elle procure no sitio do mes-
mo abaixo a-si^nado, na Torre, confronte o
sitio do Sr. Francisco Antonio de Oliveira,
que dando os siguaes llie ser entregue, de-
pois de pagar as desnevas.
l.uiz Antonio Rodriguet do Almeida.
O Sr. Jos Francisco da Silva, que afi-
ancou os^alugueis da casa da ra da Cuia,
em que mora a Sra. Clara Felicia da Annun-
ciaefio, baja de manda-Ios satisfazer quanto
antes; do contrario, ser a iaso obrigado
pelos meios competentes, visto que por
bem mo o tem querido fazer; e isto antes
que se retire para fra da provincia, como
consta oquer fazer.
O Sr. radcie Francisco Xavier Couti-
linho, sargento da segunda companhia do
terceiro batalhSo de artilharia, queira di-
rigiese a ra do Trapiche-Novo, n. 16, a
tratar negocio do seu interesse, e receber
urnas cartas de sua familia, ou annunciar o
lugar da sua estada ou morada, para ser
procurado.
"Pretende-se alugar urna casa de dous
andares na freguezia da S.-Antonio ou.S.-
Jos: d-se algum dinheiro a vista : procu-
re na ra Direita, n. 66
NOVO TRF.M PARA COSINIIA.
Chaleiras, fregideiras. cassarollas, pa-
nellas de ferro forradas de porcellana, bules
o ctfeteiras de metal, machina para caf:
na ra Nova, loja de ferragens, n. 16, do
Jos l.uiz Pereira.
Pede-se ao chefe de certa repartido,
quo nao d importancia a cerlo emprega-
gado que trahio seu antecessor publicando
o conleudo de um ofilcio reservado, que
por elle foi copiado, e com esta IraicSo deu
lugar a muitas Intrigas e malversares.
O Zamba.
Baillo da CostaMoura,chegailo ha pou-
co do Porto, relira-se para o Rio-Grande do
sul.
Se alguma casa estrangeira precisar de
urna hbil crida|portugueza dirija-se a ra
do Collegio, livraria n. 9.
.Bichas de Ilambnrgo
Alugam-se por preco muito commodo
bichas hamhiirguezBS : no Aterro da B6a-
Vista, n. 78. venda por haito do sobrado.
\a ra Direila sobrado de um andar, 11.
33, ao ( de um do dous de varanda doura-
da, fazem-se bnlinhos para cha de muitos
modelos delicados, e bandejas dos mesmos
enfeitadas com ramos, flores, e figuras;
tambem se fazem frutoiros de doces seceos,
e tan.bem se vendem doces seceos de min-
ias qualidades; fazein-se podins, bolos
francezese inglezes,pastis de carne ede na-
ta, doces de ovos, tortas, Iremedeiras, ar-
roz de leite e pao-de-l enhilado com alfe-
nins.
Precisa-se alugir urna preta que sai-i
ba lavar, engomniar e cosor, para una casa '
estrangeira : na ra do Torres, 11. 34, das
II horas da manilla as 3 da tardo. Na mes-
ma casa tambem se precita alugar um pre-
to que enlenda do servico interno e de tra-
tar de cavalloa.
Precisa-se alugar um preto para botar
sentido a urna pequea casa de campo : em
casa de Jon^s Patn & Companhia, na ra
do Trapiche-Novo, n. 10.
Precisa-se alugar urna canoa que car-
regue mil a mil e duzentos lijlos de alve-
naria grossa : quem tiver annuncie.
-- Precisa-se de um homem idoso .nacio-
nal ou estrangeiro, seru familia, que saiha
ler e escrever, reunindo a isto suas boas
qualidades, e que d fiador a sua conduc-
ta : quem estiver neslas circumsiancias,
dirija-se ru
o lim que he.
Na ra Nova, loja n. 58, se dir quem
da a juros quantias de 300, 400,500 e 600/
rs. sobro hypotheca em casas terreas. Na
mesma luja vende-se um carro para boi.
-- Aviuva de Canuto Jos Vellozo da Sil-
veira avisa aos Srs. Antonio Rodrigues de
Moraes e Bento Francisco de Farias Torres,
quevenham resgatarseus bilhetesdo efei-
tos que lomaram na venda de seu finado
ma'ido, nos Afogados, podendo entender-
se os mesmos Srs. com o seu procurador,
Joaquim de Albuquerque Mello, na ra do
Collegio.
Aluga-sc um sobrado de um
andar, sito na ra dos Gtiarara-
pes, n. *, com grande quiutal e
cacimba, commodos para grande
familia e pintado de novo : quem
pretender, dirija-se rua do Tra-
piche, n. 19, armazem de Do-
mingos Suriano Goncalves Fer-
r ir.
roga-seaoSr. J080 Manoel de Barros Wan-
derley, em casa de quem falloceu a dita
senhora, haja de mandar fazer o inventa-
rio de seus bens, a bem dos herdeiros c da
fazenda publica.
Precisa-sede um criado pardo ou pre-
to : a fallar com o GuimarSes, na ra do
llospio, em urna das casas do Sr. Thomaz
de Aqu no Fonseca.
Convidam-se aos irmos da
de N. S. do Terco para compare-
cerem na respectiva igreja, ama-
nhaa, 27 do corrente, as 6 horas
da mantilla, alim de acompanha-
rem a procissao do Senbor aos
enfermos da Ireguezia de S.-Jos,
para qual foi convidada.
~ Acaba de chegar do Rio, e vende-se,
por mdico preco, a excellenle olin Au-
nuario poltico, histrico e estatisco do
Brasil, ou archivo interessante da historia
nacin il: na praca da Independencia, ns.
6e8; na ra da Cadeia, loja do Sr. Ber-
nardo CerdOtO Ayres & IrmBo; ua ra da
Cruz, n. 56, loja dos Srs. Santos & Com-
panhia.
Chegaram novamenle ra da Sen-
zalla-Nova, n. 42, relogiosde ouro e prata
patente inglez, para homem e senhora.
--Acha-se despejado o sobrado de dous
andares da praca da Boa-Vista n. 6: quem o
quizer alugar, dirija-se a mesma casa, bo-
tica de Ignacio Jos de Couto.
~ Precisa-se de um armazem e de um
primeiro andar, em as riTas da Cadeia do
Recife, Cruz, Trapichee Vigario : a tratar
na ra do Trapiche, n 14.
A dona da casa da villa do l.imoeiro,
em que mora Joaquim Jos Lopes Cunna -
raos, declara que nesta dala lem escripto ao
mesmo, preveniudo-o de que fica pagando
de boje em diante o aluguel de 10,000 rs.
tnensaes al Ihe seren entregues em sua
0)80 as chaves da dila casa : protestando
desde ja contra o mesmo inquilino por
qualquer daino, ou ruina que sobrevenha
mesma casa : e para que nao alegue ig-
norancia para o futuro, faz a presente de-
rl ir; e.io. '
Desappareceu, em dias do corrente
mez, um quarto melado, capado, com
dinas e cauda pretas, sendo esta aparada
quem o pegar leve-o a ra da Penha, n. 1,
primeiro andar, que ser recompensado.
Oabaixo assignado faz sriente que Jos
Francisco de Oliveira deixou de ser seu
caneiro desde 18 do corrente. Jos dp
Costa Carvalho GuiMnret.
Aluga-se um sitio na estrada de Belm,
com bastantes arvoredos de fructo, terre-
no para plantac.lo, pasto para ditas vaccas,
casa para pequea familia, boa agoa de
beber, por prego commodo : no Aterro-da-
Boa-Vista. n. 17, fabrica de licores.
--Aluga-se um moleque hom coz.inhei-
ro e comprador, para casa de homem sol-
leiro, ou de pouca faalia : na ra das Crn-
zes, n. 10.
Desappareceu no dia 16 do corrente, do
engenho Tapera, freguezia de Santo-Ama-
ro-Jaboatilo, o escravo de nome Tirmo-
genes, que tem os signaes seguntes : preto
creoulo, um pouco alto, secco, cara c prila, qmtixo fino, sein barda, pg e OlflOI
rom muitas marcas de h'xos e representa
ter de oale 22 annes : quem o apprehcnder
leve-o n<> eiiiienho cima mencionado, que
ser generosamente gratificado.
Antonio Soaies, subdito porluguez,
relira-se para fra da provincia .
Precisa-sa de una parda 011 preta de
boa conducta, para o servico de urna casa :
na praca da Independencia loja n. 3.
Irmandade do SS. Sacramento do
bairrode S.-Antonio do Recite.
A irmandade do SS. Sacramento do bair-
) de S,-\ntonio do Recife.de aecrdo com
efoiiri Vigiles, fabricante
de pianos, ra larga do
Itozario, n. ilt,
tfa ra Nova, n. 6 loja de
Maya Ramos & C.
Sumi-se, no dia 23 do corrente, da
vendan. 14da ra da Cruz, urna carteira
com urna Irttra da quanlia de 66,999 rs. ,
sacada por Calino & Companhia contra
Joaquim Alves Camello de Araujo Pereira
e endocada epaga ( por estar vencida ) por
Francisco de Paula Pereira de Andrade;
um meio bilhcte da lotera da mat'iz da
Boa-Visia, tendo as cusas a firma S. G
Guerra ; um quarlo da segunda lotera a
favor da fabrica de lecidos do Rio de-Ja-
neiro ; porlanlo, previne-so aoSr Joaquim
Alves do acontecido para sua inlelligencia ;
assim comoao Ihesoureiroda loUria, alim
de nSo pBgar, e fazer a verigunfiio preci-
sa : iniem a achou e quizer resiitnir, dili-
ja-sea mesma venda, que sera recompen-
sado.
Convidiam-se a todos os ir-
mos da irmandade do SS Sa-
cramento da freguezia de S. Jos
para acompanharcm o Saulissiino
Viatico aos enfernos cm solemne
procissao, amanhaa, *y do corren-
te, as 6 horas da inanba em
ponto.
Como se tenham passado melhor de 7
mezes que falleceu l>. Mara Jos da Con-
o reverendo parocho interino, tem resolvi-
Nova, n. 25, que se dir para' do transferir para depoisde Pascoa a des-
obriga dos enfermos da freguezia, em con-
sequencia de so acharem muitos dos seus
IrmSos doenles, e outros pelo mesmo moti-
vo fra da cidade : e por Uso se faz o pre-
sente annuncio, para conhecimento de
quem possa interessar.
Lotera do Rio-de"
Janeiro.
Aos 20:000,000 de rs.
Na praQa da Independencia, n. 4, ven-
dem-so meios bilhetes da segunda lotera
a beneficio da fabiica de tecidos ; bem como
quartos, oitavose vigsimos da 9.* lotera
de S. Pedro do Alcntara.
Frannisco.de naco (.osla, relira-se
para a Baha, levando em sua companhia
sua mulher Marianna, e duas iilhas Rufina
e Rita.
Antonio Dias GuimarSes, subdito de
S. M. F. relira-se para Portugal.
Joilo AfTonso Torres, subdito porlu-
guez, retira se- para Lisboa,
Aluga-se um sitio annualmentc, que
seja em Ponle-de-Ucha, ou as iinmeda-
(,'oi'S do Manguinho, com preferencia mar-
gem do rio Capibaribe : quem lver, diri-
ja-se ra do Crespo, n. 7.
Nos abaixo assignados fazemos scien-
te ao respeilavel publico que, tendo annun-
ciado por esta folha, em 21 dn Janeiro pr-
ximo passado, que Manoel Jos da Silva
GuimarSes deixava de ser caixeiro da nos-
sa casi, agora do novo fazemos sciente que
desde 10 do corrente lornou a entrar para
casa, alim de evitar-lhe qualquer um mo
destino que a sorte Ihe possa acarrelar, vis-
to ler-nos pedido desculpa de qualquer er-
ro commetlidu sem precauc^lo, o por mo-
tivos das ms guias e conselhos. Rccie
20 de marco de 1850. Victorino & Guima-
rei.
IItsicas novas, ra larga
do Roza rio, n. J8,
Jolo Vignes recebeu pelo ullimo navio vin-
do de Fi anc.a superiores pianos, assim como
muitas pecas novas de msicas, como mu-
dos, fantasas, variacOes, valfas, quadri-
liias, polkas, meiiiodos, msica de canto-
ria, entre as quaes as novas lcmbrancas de
Pernambuco, poesa de um dos maisdis
lindos Pernambncanos, com ricas estani-
pas, todas auropriudasaos sentimentos das
pecas pelos seus autores, duas missas em
fabrica riquissimos pianos, de proposito
para este paiz, os quaes teem todas as qua-
lidade reunidas com seguranza, elegan-
cia, e machinismo de sua invencSo, como
nao tem appajecido, que nunca pode n fa-
Ihar ; as principaes qualidades dos pianos
do dito fabricante he ter urna grande sua-
vdade, urna pcrfeila igualdade a respelo
dos sons, um teclado o machinismo fcil,
ou para melhor dizer ntelligenle para
executarereproduzir com facili lade o fe-
licidade as mais delicadas mudanzas da
mjisica.
Precisa-se de urna ama de leite: na
ra do Quoimado, loja n. 9, ou na ra da
Cadeia, n. 22, segundo andar, quasi defron
te da cadeia.
Altcncao!
Agencia de passaportcs.
A antiga agencia da ra do Rangol, n. 9,
sobrado, contina a tirar passapoites para
dentro e fra do imperio, e despacham-se
escravos, pelo mais commodo prego que he
possivel.
o o
2 IIomo?onathia. 9,
q U consultorio bomecopalhieo Q
O de I'ernambuco, na ra da O
Cadeia de Santo-Antonio, x
n. ?..!, dirigido por J. B. q
Casanova; estar aberto O
todos os dias, desde s G '"
horas da maulen at as 6
d i larde.
Os doentes lerfio vizitados todos os
O dias, nao sendo muito longe.
(? A pobreza receber ossoccorros da O
Q homceopathia gratuitamente.
o o
Ovas do sertao
He chegado alguns pares deste excel-
leute pelisco : na ra do Queimado, loja de
ferragens, ti. 14.
OOO<900CJC00 Q .. 6
q Alugam-se e vendem-se as verda- .
q deiras hixas de llamburgo : na praca q
X da Independencia, n. 10, ao voltar n
n para a ra das Cruzes.
O o
Precisa-se lugar um preto : na ra da
Cadeia de Sanlo-Anlonio, n 13, na loja.
Precisa-se de um Porluguez, com pre-
ferencia a ilho das ilhas, quesaiba traba-
Iharem sitio, para traballiarem um no lu-
gar do Remedio : quem estiver neslas cir-
cumsiancias dirija-se ra do Crespo, n
14, terceiro andar.
-- Jos Bernardo Jnior, Brasileiro adop-
tivo, r^tira-se desla provincia.
Precisarse de una ama, forra ou cap-
tiva, que saiba bem engomniar e cozinliar,
para urna casa de pouca faiuilia, lem pen-
so de meninos : na ra do Pilar, n. 72,
segundo andar, em Fra-de-portas.
O
O
O
o
o
o
Compras.
Conipra-sn um preto de 20 a 25 anuos,
que saiba cozinliar o diario do uia casa,
e que so afiance a sua conducta: pagn-se
bem: na ra da Cadeia do Recife, escrip-
torio do corretor Oliveira.
Compra-se um bom cavallo paga-se
bem : na casa da aferirao do municipio do
Recifo
Compram-se sapalos de todas as qua-
lidades, para homem e senhora, feitos na
ierra : na ra larga do Rozario, n. 35,
loja
Compra-se adraconas e bandas de can-
notilhos velhas, e de cfficiaes : na prac,a da
Independencia, n. 19.
'onipra-se um habito de Christo, para
pesclo, que seja de ouro esmaltado, sim-
ples e sem pe.dras : na pra^a da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 e 8.
Compra-seas arvores que dSo as se-
seguintes fructas, em estado do se pianta-
rein e silo : pinhas, sapotis, romies, Arar;
da India, genmicJiarre, condena, jabotica-
ba, guiabas de differentcs qualidades,
mangabeira, limeira, limries doces e la-
ranjas sollas, assim como de nutras quaes-
quer qualidades : na ra do Crespo, n. 9.
Compra-se um escravo moco que nflo
tenha vicios nem achaques, prefeiindo-se
sendo padeiro : na ra Direita padaria,
n. 21-
Vendas.
a^ ii 9
Coiistitueao c cdigos.
Vende-se a colle^So de legislaco con-
tendo a consliluicAo do imperio, cdigo do
processo, reforma, regnlameiilos[n. 120,
122 e 143, cdigo criminal, regulamenlo do
sello, e regiment de Alinas; ludo enca-
dcinadoem um volume por 4,000 : na pra-
ca da Independencia, liviana ns. 6 e 8.
Os Evangelhos
V'epdem-se osevangelhos de N. S Jess
Christo, em frailee!, em um voiume, im-
pressflo de luxo e iluminada, por preco
muito diminuto : este livro pode servir
para exeicicioda lingoa franceza Na pra-
?a da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
I.\ ros para a academia.
Vendem-se llossi, direito penal ;_ dito,
curso do ecconomia
Bireiio penal ano, r,io-de-Janelro, em 2 de aelembro de 1848.
poltica ; Say.dilpxdB- T\a da Princeza doa Cajueiroa n. 118.Virio-
ceicao.-deix.ndo bet.s, como be publico, ^t^uZuXS ,.
Oleo de ni mona
Vende-se oleo* de
dila; n anual i!e direito C0mmercj4T7pnr tino Ignacio Camitlo.
Bravard Veynres; Felice, UirFTttfnatural e Vende-se na ra doa Quarleii, n. j2.
das pentes : na pia^a da Independencia,
tifiarla n. 6 e8.
Vende-se um escravo pega, ptimo pa-
ra o servico de una casa e o i esto do dia
galibar na i ua ; um dito com belidas us
olhos, per preveo commodo ; um oito bom
cozinbeiro ; um dito bom bolieiro; urna
iiegrinlia de 16 annos, por preco commodo.
na ra do Collegio, n. 21, primeiro andar,
se dir quem vende.
acha-se venda um rico sortiment de
grinsldas ; flores proprias para eneites de
vestidos ; ricos blondes de seda branca ;
luvas de pellica, curiase compridas; ditas
le seda de todas as cores o qualidades, bor-
ladas e lisas; meias de seda pretas e bran-
cas para sonhora e meninas; sapalos de
setimbranco.de lustro e marroquim ; ri-
cos chapos de palha aberta para senhora,
os mais modernos, por terem vindo pelo
ultimo navio de Franca ; veos prelos, gran-
des e pequeos ; eoulras muitas fazendas
le gosto : ludo por preco commodo.
Vendem-se dous boia mansos, e urna
carroca : a tratar com Jos Ignacio Borges,
na estrada nova, ailio do Horculano.
-- Vende-se arroz, a 50 ra. a libra ; agoa-
ardonte do reino a 700 rs. a caada; espi-
rito de 36 graos, a 1,000 rs. a caada : no
pateo do Paraizo, n. 20
Vendo-se um mulatioho propne para
aprender qualquer ofilcio, ou para pagoni
na ra de S.-Amaro, n. 16.
Aos senhoresde cngnho
*.Na ra Nova, n. 20, loja de ferragens, de
Joilo Fernandes Prenles Vianna, vendem-
se superiores enxades soldadas de ac : es-
las enxadas se tornam recoraroendaveis pe-
la sua f o i nlao. A ellas, freguezes, antes
que se acabem.
Vendem-se pipas com ptima ago'ar-
dente, por prego commodo na ra do Hos-
picio, n. 9.
Salsa-parrilba de Sands
para remover e curar radicalmente todas
as enfermidades que procedemda impu-
reza dosangue, ou habito do systeoa.
Esta medicina est operando constante-
mente curas quasi incriveis de molestias
queprocedem da impureza do sangue. A
infeliz victima de molestias hereditarias,
com glndulas indiadas, ervos incolliidos
e os ossos meio arruinados, ficou restabe-
lecida com loda sua sade e furias. O doen-
le escrofuloso, coberto dechagas, causan-
do nojo a si mesmo. ea quem o servia, fi-
cou perfeito. Centenares de pessoas que li-
nham soffrido ( por annos a ponto de deses-
peraren! da sua sorte ) molestias cutneas,
glndulas, rhmiinatismo chronico e muitas
outras enfermidades procedentes do desar-(
ranjo dos orgSos de secreto o da circula--
eflo, leem-se erguido quasi milagrosamen-
te do leito da morte, e hoje, com constitui-
efles regeneradas, com prazer alteslam a ef-
(icacia dejla ineslimavel preparar;3o.
Comquanto lenliam apparecido grandes
curas at aqni produzidas pelo uso desla
"slimavel medicina, comtodo a experien-
cia diaria aprsenla resultados mais no-
taveis.
New-York, 22 de abril de'1848.
Srs. A. B. e D. Sands. Julgando ser
om dever para com vosco e para com o pu-
!>lico em geral, remetio-vos este certifica-
do das grandes virtudes da vossa salsa-par-
iilha, para que outros que boje estilo sof-
riendo eslabeler;am melhor a sua confian
ca e facam sem demora uso da vossa medi-
cina.
Vi-me perseguido com urna grande fe-
nda no loriiozelo, que se estendia pela ca-
iclla cima al ao joelho, lancava giande
porclto de nojent.-i materia, com comichOes
que me privavam muitas noites do mou des-
canco, e eram muito penosas dcsupportar.
O Sr. [Mogo M. Connel, que havia sido
curado com a vossa salsa-parrilha, recom-
mendou-me que eu fizesse uso dola, a de-
poisde baver tomado cinco garrafas Oquei
perfeitamente curado.
Tenbo demorado um snno mandar-vos
este certificado, para conhecereom certe-
za e a cura era permanente, e tenho agora
a maiorsatisfac-lo em declarar que n3o te-
nho visto, nem sentido cousa alguma du-
rante todo este lempo, e acho-mo perfeita-
mente restabelecido. Sou vosso, etc.
Sarah M. Intire,
240, ra Delancey.
Nesta provincia o nico agente deste ma-
ravilhoso remedio he Vicente Jos de Brito,
Xarope do bosque.
UMA OUTR* GRANOF. CURA DA ASTHMA.
Seria una irreparavrl falta de ininha parle
deixar em silencio o que acaba de acontecer
coininigo. e que passo a relatar para que o pu-
blico seja sabedor.
Nos primeiros mezes do anno de 1842 em
una noite de muito calor, dirigi-me ao mar
para tomar um hanlio, e com etl'eilo toinci-o;
voltei para c.s.i sentl-ine constipado, c como
j era larde nao pude cuidar em tralar-me, no
outro dia senti-me muito mal da garganta
do [ni lo, mu o i losse, dores de cabera, frios e
febre e outrns incomim dos que seinpre acoiu-
panham as conslipa^es ; nessa noilc toinci
um suador, ao da acgUlnle coiut-ct-i a tratar-
me ed'ahi emdianle com dill'errntes remedios
una applieados por professores, oiilrosque me
ensinaram algiinias pessoas ; de neni um lirei
proveilo continua tosse que me allligia ; por
lim declarou-se-iiierm aslluua : qualio anuos
fui victima desla lerrivel molestia que squein
a (em ou leve he que aabe os ofl'rimenlos por-
que passa o que tem a infelicidade de ser por
ella accommellido hoje poriu com orgulbo
pusso dizer que acl-ei um remedio que zombou
da asthtna ; foi o xarope do bosque que e ven-
de na ra do Hospicio, n. 40 ; pois julgava-uie
incuravel, porm nao auccedeu asiiui : logo
que principie! a lomar o aobredito xarope nao
precisou mais do que poucos dias para eu co-
nhecer que o tncu mal com eate precioso i eme-
dio podeiia ser completamente curado, e nao
me enganri, porque acho-me completamente
livre de lodos os incominodos que al o prin- .
cipio do mes de julho desle auno, poca em
que principie! a lomar o xarope do bosque,
nao foi s em ininha prssoa que este bom re-
medio prodigalisou seus beneficios, tem tam-
bem prndlgalisado cm outras pessoas do meu
conhecimenlo, que vendo o bom erTeito que
me ia fazendo resolvern) loma-lo para outras
difireme) molestias do pollo, e os que expe-
rimentaran) acharam o desejado etleiio. Rcs-
la-me, porlanlo, a satisfazlo de dizer que es-
tou restabelecido completamente da astbina,
anda digo, terrlvel molestia.
mamona ,
a l,a8o rs. aganafa, e em porco
a 1,1-jo rs. : na ra das Mores,
n. ai.
-Vendem-se larrachas para ourives, li-
mas de agulhas : na ra Nova, n. 16.


J I IIBIIIHI IIIIJ
Chegon lo Uo-de-Janeiro rrceate-
niente a nteressanle obra de Mr. de Lamar-
tine, Raphael paginas da juvente tra-
tltizidas om portugus ; preco 3,000rs. :
aelta-se a venda na ra da Cadeia do Re-
cife, n. 38, primeiro andar.
V.endem-sc relogios patentes, tanto de
ouro como de prata ; tranceln de ouro e
urata ; aunis Je ouro ; pennas de ouro
com caetas de prata ; abotoaduras de ou-
ro ; canelas de prata : tudo por prego com-
modo: na ra do Trapiche, n. 44, arma-
zn!.
-- Vende-se urna das melhorcs lojas de fa-
zendas, no Passt io-Pubco, cuja armado
lio toda envidrbala : vende-se com f.izen-
das ou s ni ellas -. se Taz telo 6 qualquer
negocio : os pretendientes pdem dirigir-se
ao mesmo I'assdo, toja n. 11.
O

a O
o u.
o O
1
CU
CU V
"8
Na praca da Indcpcn-
dencia, n. 59.
Vendem-se bilhetes, meios, quartos, o-
tivns e vigsimos da 2.a lotera a benefi-
cio da fabrica de tecidoj Na niesma loja
existe a lista da 13 das mairizes.
PRECOS.
Bilhetes 22,000
Meios ti ,000
Quartos 5,500
Oitavos 2,800
Vigsimos 1,300
Vendem-se amarras nc tarro : na ra
da Senzalla-Nova, n. 42.
Vendem-se vo8 p re tos de todos os ta-
maitos, sfianca-se aos compradores serem
a melhor fazenda que existe no mercado;
sarja preta hespauhola, muito superior;
luvasde seda preta, alertas, com dedos e
sen clles, para setihora ; sapatos de lustro
"e borzeguins para senhora ; meias de seda
preta para senhora ; lucos de blonde pre-
lo para enfeites de vestidos ; ricos leqoes
de ntadrc-perola para senliora ; lindas fitas
lavradas para eitfeitcs; meias dejaia para
pudres : pentes do tartaruga para prender
cabello ; ditos para marrafa ; luvasde seda
preta o do coi es para homem ; dlas di- pel-
lica para lioniem ; chapeos prelos francezes
para homein ; eoutras muitas fazendas de
gosto : luiln por preco muito commododo,
pela circunstancias do lempo, o pela gran-
de flta de dinheiro quo ha i na esquina da
ra do Cabiig, lija junto a botica lio Sr.
Joflo Moreira Marques,
Vende-se superior fio de al-
godSo, proprio para pavios t!e ve-
las, assim como para redes de pes-
car : em casa de Geo: Kenwor-
thy & Companliia, na ruada Cid,
n. a.
Deposito da fabrica de
rodos-os-Santos na Baha
Vende-se em casa deN.O. Iiieber & C.
ta ra da Cruz, n. 4, algodSo trancado
daquella fabrica, muito proprio parapetos
de assucar, roupa de escravoa e fio proprio
para redes de pescar, por preco muito com-
modo.
AGENCIA
la fundicao Low-Sffoor,
RA DA SENZAI.T.A-NOVA, N. 4*.
Ueste esabelecimento conti-
na a havc'um completo sorti-
mento de moendas e ineias moea-
Jas, para engenho; machinas de
vapor, e taclias de ferio batido c
ondo, de todos os tamaitos,
para dito.
Vende-se orna bonita cscrava de An-
gola, propria para engenho, por ser moca
e robusta : atrs do thealro velho, n. 20,
primeiro andar.
Lotera do U i o-de-
Janeiro.
Aos 20:000,000 de rs.
Na praca da Independencia, n. 3, que
deita para as ras do Queimado e Crespo,
estilo a venda bilhetes, meios, quartos, oi-
tavos e vigsimos da segunda loleria a be-
nelicio da fabiica de ticidos daquella pro-
vincia. Na inesma loja esl patentes lista
da 12.* loleria a beneficio das constru Oes e
reparos das matrizes daquella piovinca.
*B3j|oq BOiunf'opv5|o
op vfo| *6( -u 'oiueiiij.\r| op SOJ bu : op
-nuiiiii'.i u.Vud jod 'oeSi.'jJdd moa 'epuaui
-tuooito op Bjqo epoi jbzij jeputttu ep t%
-ajjcoua 0SOUIO3 m|SSi ejoqus e mouioq
i:j i:il s.ipupi | vii I) su sapo) ap sojadvs .' sen ni
-atu a souioaui ep S'ji|iif)cdvs op o)iiaui|)jos
llill sull 111,1111 O lll,iuiiil| tj I d '/.l.HIBJJ OJJSZ
-eq ap IOQ)(dH -SJ 005*1 a 'ejoqusv jvd
ii|.i.id uiii.is op Solidas t'U 000'V v'ovi|l
ojirod op 'ojjsni apsagiedmi as-tuapueA
SJ OGO'* V
'4
aaaaaeva
ese
Vende-se resina d ngieo, as 'brasa
em rorcSo : na ra da Cadeia, loja de Joflo
Jos de Carvalho Moraes.
Novo sor timen lo de fa-
zendas baratas, ha ra
do Crespo, n. 6, ao p
do lampea>.
Vende-se cassa-chita mullo fina, da bo-
nitos padrOes, cores (xas e com 4 palmos
de largura, pelo barato preco de 320 rs. o
covdO; cassa franceza de qnadros, muito
lina, a 960 rs. o covado; rlscadioho de lis-
tras de linbo, a 240 rs. o covado,- brim de
algodSo de cOres com listra ao lado e de bo-
nitos padrees, a 320 rs. o covado; brim
pardo claro, a 1,500 e 1,600 rs. o corle da
duas varas e urna quarla ; casa preta com
ramagem hranct. para loto, a 140 rs. o co-
vado ; zuarte de cores, com 4 palmos de
largura, a 200 rs. o covado ; dito azul com
vara de largura, a 200 rs. o covado; riaca-
do monstro, a 220 rs. o covado; chitas de
bonitos padrOese cores fixas, a 160 e 180
rs. o covado ; chales de larlatana, a 500 e
800 rs,; cobertores de algodSo america-
no, muito superiores, a 640 rs.
Kiscados monslrcs a
500 rs.:
vendem-se na ra Nova, n. 42, defronte da
Conceicflo.
Veudem-se 3 lindos moleques de 12 a
16 annos, sem vicios; 8 prelos de 20 a 30
annos, bons para lodo o servico, e alguus
driles bons ganbadores de ra ; un pardo
de bonita figura, de 18annos, ptimo para
pagem, e com offlcio de sapalero ; uin dito
de iiiri.i idad-, ptimo para sitio ; uin prc-
lo boro hulieiro, e de boa conduela ; una
mulatinha de 12 annos, muito cartnhosa
para meninos, e com muito bous principios
de habilidades ; 5 p re las, sendo urna dol-
as quitandeira perfela, de mullo bonita
l.Hieles do i>io-d-
Janeiro.
Aos 20:000,000 de res.
"'V,?JA.,.?A-r*."E,A "ORECIFE, N 24,
l-OJA
das ma-
ECAMRIi DA VIUiA VIEIItA
& FIEMOS.
PtlO vapor 'meme, enlrado nesle porto
no da 14 do crreme, recebemos os muitoo
afortunados bilhetes, meios e cautelus da
2 luleiia a beneficio da fabrica de luci-
dos : bem como a lista da 12:
trizcs.
PRECOS.
Jlilheles 22,000
Meios 11,000
Quartos 5,500
Oitavos 2,800
Vigsimos 1,300
A 2.(100 rs.
Vendem-se borzeguins de duiaque de
sola e vira para senhora ; sapatos de coiro
de lustro e desoa e vira, a 1,600rs. ; ditos
linos, a 1,600 e 2,000 rs
Vende-se, por muito menos de seu
valor, e faz-se lodo o negocio com 0
carro de 4 rodas, com seus arreios <*>
f, para dous eavallos : lia praca do Cor- ^
I po-Santo, n. 2. \y
A !#0OO o corte.
Vendem-se cortes de cassa-chita, fina, de
bonitos padiOcs e com 6 varas e meia, pelo
diminuto preco de 2,006 rs. o corle : na
ra do Crespo, n. 6, lojaao p do lampe&o.
Farelo novo a 5,500 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, ebegadas no ultimo navio
de llamhurgo : na ra do Amonio, n. 35,
casa de J. J. Tasso Jnior.
Ovas do serto.
Vende-se este excellente retisco na ra
do Queimado. u. 14, loja de ferragens.
Antigo deposito de cal
virgen.
Na ruado Trapiche, n. 17, ha
mnilo superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodo.
A rados de ferro.
Na liindicSo da Aurora em S.-Amaro ,
vendem-se arados de ferro diversos mo-
delos. -
Na ra do Queimado, n. 14, se dir
quem lem para vender urna preta de 20 a
22 annos, de bonita vista, a qual cozinha o
diario de urna casa, com algum principio
de engommar e lavar ; bem como urna par-
da de 25 annos, qucengomnia, lava e cozi-
nha ; um pardo de 10 a 18 anuos, de boni-
ta figura, proprio para pagem, por ser Bul-
lo esparto.
Vendem-se garrafas com agoa de la-
barraque, receniemente chegadas : na ra
da Cruz, n. 48, armazem.
Tecidos de algodSo tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-Santos.
Na ra da Cadeia, n. 52,
vendem-se por atacado duas qualidades,
prorirUs para sacoo de assucar e roupa de
escravos.
Poiassa da Bussia.
Vende-se superior potassa da Russia, da
mais nova que ha no mercado, por precio
commodo : na ra do Trapiche, n. 17.
Farinha nova de S.-Ma-
llietis, por preco mu
to commodo :
vende-se a bordo do patacho n-
cional Jinizade-Constante, entra-
do recentemente daquelle porto,
e Tundeado em frente da escadi-
nha do Collegio, ou a tratar com
Machado & l'inheiro, na ra do
Vicario, n. 19, segundo andar.
Vendem-se relogios de ou-
ro, patente inglez, do mais supe-
rior fabricante, chegados ha pon-
c.o ; em casa de Geo : Kenworthy,
& Companhia, na ra da Cruz,
n. a.
M ar melad a nova,
viuda pelo ultimo vapor do sul, vende-se
atrs do Corpo-Santo, n. 66.
-,sm i I
Vendem-se caixoes para assucar, :ir
por muito commodo pri co ; 2 prau- t
cliOos de scupira, Com 30 palmos de S
i'oiupi 1 iin'iito o 2 de largura : na pra- f
(a do Corpo-Santo, a. 2.
Vende-se urna canoa aberta de carro-
TARAACARAR.
Vendem-se sapatos de marroquim de
cores para senhora-, pelo barato preco de
500 rs. o par : na do I.mmenlo, n. 11.
Na ra Nova, n. 6, loja de Maya
Ramos & Companhia.
acha-se um lindo sor lmenlo de trancas de
seda de todas as cores para enfeites de ves-
tidos : tambem se acham a venda ricos
lustros de 6, 8 e 12 luzes, entre el les um
de vidro com 12 luzes, proprio para urna
capel la.
A 8,000 rs.
Ricos los prelos, recentenfonte chegados;
bom selim de Uaco, a 2,400 rs. o covado :
vendem-se na la do Queimado, n. 84, lo-
ja de miudezas.
Vendem-se a 5,1500 rs.
saccas grandes com farelo: no armazem
pogado a botica do arco da Conceico, do
finado Rraguez : bem como gigos com ba-
tatas, por ludo o preco, para fechar contas.
Na ra Nova, n. 6, loja
de Maya Ramos^C..
arham-sa venda duas ricas talas de papel
com paizagens, a tomada de Roma pelos
Francezesem 1849, o a baialha de Isliy ;
ricos papis para forrar salas; ricas guar-
nicOes e barras, lano avelludadas como as-
seimadas; ricos jan os para flores naturaes:
serpentinas com 5 luzes; lanternas com pe
de vidro, de metal e de casquinha: tudo o
mais barato possivel.
Na ra do Hospicio, defronlo do sitio
praca da Independencia, n. 6 e 8, que ser
recomrensado com generosidade. Este nre-
to foi do Para, e usa do sobre-nome da di-
ta provincia.
Fugio, do engenho Guararapea, fre-
guezia da Moribera, io amanhecer do di*
20 do correte, o escravo JuliSo, de 26 an-
nos pouco mais ou meos, crioulo, de altu-
ra regular, cor^o proporcional, cor algum
tanto fula, roalo descarnado e com passa
piolho; levou chapeo de Cooro, calcas
azues, camisa de riacado ; sabio montado
em um cavado ruco, magro, cauda rapada a
laca at o sabugo. Em companhia deste es-
cir'! VV um" rau,ner forrad nome RiU,
de 40 e lanos annoa, baixa, cor ca-a, ca-
bellos curtos, para maior signal tem um
talho na testa : quem o pegar lete-o ao di-
to engenho, que sera recompensado.
Fugio, no da ao do torren-
te, de bordo.do brigue nacional
Sent-Par, um prcto crioulo, que
representa tef a5 annoS pouco
mais on menos, de estatura alta,
sem barba ; levou ragase camisa
de algodSo azul, ebonete de panno
azul na cabeca. Hoga-se as auto-
ridades policiaes e capt3fs de
campo, que o apprchendam e Ie-
vem no ra do Trapiche, n. 34,
casa de Novaes & Companhia, que
seao bem recompensados.
Fugio, de bordo do brigue nacional
Sem-Par, vindo do Rio, um pardo de no-
mo Sabino, que representa ter 20 annos;
levou calcas e camisa de algodflo azul, e
bonete encarnado: quem o pegar leve-o a
casa de Novaes & Companhia, na ra do
Trapiche, n. 34, que ter* bem recompen-
sado.
Fugio, da casa de Joflo I.oubet, na ro-
te de 14 do corrente, um preto de nona
Joflo, de nacflo Munhageo, idadede25 an-
nos para mais, res cambados, corpo magro;
lem urna costu'a de talho por cima do na-
riz, e no meio da testa alguna carocinhos,
uso de sua Ierra; lema testa cabida e ai
enlradas muito levantadas pata cima, boc-
ea grande e oveira apparetendo nos bei-
?os; foi comprado a um Francz que re-
sidi no Hotel-Francisco em 1849; descon-
fia-se ler embarcado para fura. Roga-sea
todos os capitfles de navios que-o nflo rece-
bam a bordo, e as autoridades policiaes a
capilflesde campo, quo o appfehendam o
levem-no ra do Pisseio. n. 5, toja de
chapos de sol, queserSo gratificados;
Km a noitedeasdo prximo passado,
fugio, da povoacflo doMonteiro, da casa da
residencia de flanoel Antonio da Silva An-
tunes, a preta Maiia, do gento de Angola,
mo(a, de estatura e corpo regulares, cor
preta, rosto aboceilado, falla bem o vulgar;
tem os ps um tanto grossos : quem a pe-
gar leve-a ra da Cadeia-VeWa, n. 24,
que ser gratificado.
Fugio, no da 12 do Tcorrente, pelas 9
boras da noite, o preto Benedicto, crioulo,
que representa ter 24 annoa, de altura re-
gular, sem barba, cara redonda, olhos car-
rancudos; lem os ps tordos, e he cambado
do nina perna ; levou Calcas o camisa de
riscado e esl j rota, 6 bonete; quem o
doSr. Arcenio Fortunato da Silva, na se- pegar leve-o ra da Cadeia do Rccif,
gunda casa, vende-se leite puro, lodos os 51, quesera bem recompensado,
das al s 9 horas da manbaa.
Vende-se um pardo moco,
de i8a2o a mus. com principios
de pedreiro, sem vicios nem acha-
ques : na ra do Cabi'g, h. I D.
n.
Fugio, em dias do" mez de fevereiro,
urna mulatinha de nove Marcellina, mas
talvez tenha mudado de nome, como cos-
tuma, de 13 a 14 annos pouco mais ou me-
nos ; he secca do corpo, cabello cor/ido ;
tem urna quebradura no braco esquerdo
que flcou muito fino, por ser mal encasa-
--Vende-se, para for. do provincia, una do. todo esfolado e com a pelle foeira no
preta crioula, que he boa engommadeira,' -
costurera e doceira, alm de saber coli-
ndar o ordinario de urna casa: na ra da
Uoiflo, na ultima casa de sobrado.
. ditos de cordo
lgura e sem vicios, o que se afinca; 3 ditas,3oe manoquiui, a 1,440 rs. ; ditos de du- 'gar agoa com 65 palmos de comprimento e
com algumas habilidades, de 16 a 20 an-.ra nos; urna dita que cozinha muito bem, en-1"'0u0 rs sapatflcs de couro de lustro, a to bem construida : quem a pretender, en-
gommasoffiivel, cose c faz doces; urna "di- 3.0h0 e 7,000 rs. ; ditos de bezfrro, de 2,500 tenda-se com o proprielario de'sta ty po-
la-de meia idade; e uniros muitos cscra- 5.OC0 rs.; borzeguins do duraqun para graphia.
vos ror preco commodo: na ra da Cadeia, homnm, a 4, 5 e 7,000 rs ; sapatos finos I Vendem-se lonas e bros americanos;
do llecife, u. 51, primeiro andar, se dir, Para baile, a 4,000 rs.; lencos prelos e de fio de algodflo para coser velas e sarcosd
yucui vende. j cores para grvala ; chapeos francezes ; di- assucar ; encerados alcalroados para co-
Nmtma l/i nn n la ts de sol: lu vas de pellica para homem e '
rUl CIO l^reSpO, II. U senhora; o arioquins de todas as cOros, a
1,920 rs. ; couro Je lustro francez e ham-
buigucz; franjas o fivelas para sapalos ;
atacadores para borzeguins de senhora ;
ricas perfumaras, por preco commodo : na
praca da Independencia, ns. 13 e 15, loja do
Arantes.
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassa,
de boa qualidade, em b&inszinhot.
loj
j t atu titila.
Vende-se cassa roctia muito, lina a 480 rs.
a vara, dilas de cores a 8C0 rs. brim de al-
godflo com lista ao lado a 320 rs. o covado,
brim do liuho de cores a 1,280 rs. a vara,
corles de brim de linho puro a 2,000 rs.
pannos prelos finos a 4,000, 5 000 e 6,00o rs.
o covado, casimiras de crese prelas por
mdico preco 'assim como muitas oulras
la/.codas de gostos modernos.
Vende-se 1 preta de20 annos queengom- pequeos de quatro arrobas, por
ma.coze e cozinha o diario de urna casa,lava I nr desabfloev.rellaei,aotemv.cios,oinlivo Pfe?0 baral?* comO ja ha multo
brir cargas de assucar ludo por pre^o
mais commodo do que em outra qualque
parle : na la do Trapiche, n. 18, segundo
andar.
Moendas superiores.
se dir ao comprador : na ra da Concor-
dia passando a poiilezinlia a esquerda se-
gunda casa terrea, se dir quem vende.
Vendem-se superiores sel-
lins elsticos e de couro de por-
co, chegados ha pouco : em casa
de Geo: Kenworthy & Compa-
nhia, na ra da C1117, n. a.
Vendem-se arados de ferro de diffe-
renles modelos : na fabiica de machinase
lundic&o de ferro, na ra do Brum
as. 6, k e 10.
Vende-se |um sobrado de um andar, em
chaos propnos, silo u m dt> Cinco-l'on-
tae, eom quintal, cacimba e bons bons
cooimodos i tambem se recebe empara-
mento escravos possantes para o trabaltio
decampo : na roa da Cadeia, no segundo
andar do sobrado da esquina do neceo do
Onvidor.
Vende-se fumo em falla para capa e
milo de charuto, muito boa Tazenda, por
preco commodo : nos armazens do falle-
cido iiraguez e Das Kerreua, no caes da
Alfandega, ou a tratar rom Novaes & Com-
panhia, na ra do Trapiche, n. 34.
lempo se nao vende : nc itecife,
roa da Cadeia, armazem n. n.
Vendem-se bons queijos londrinos
ditos de prato muito frescaes e de superior
qualidade, presuntos inglezes para fiam-
bre, ditos porluguezes para panclla, Utas
com 2 e4 libras de mu melada, ditas com
liolai liinha de Lisboa, ditas de sardinha, di-
tas com hervidlas, frascos com conservas
inglezas, queijos de qualha vindos do Cea-
r, por barato preco, maulas de toucinho
inglez de fumeiro.de 7 a 8 libras cadauma,e
uniros mullos gneros de boa qualidade :
na ra da Cruz, no Recifc, n. 46.
~ Vendem-se queijos do reino, os me-
Ihoresqueha no meicado, a 1,l2tt~rs. : 11a
iuu Direita, n. 14.
Coi les de cassa a !2,5O0:
vendom-se na ra Nova, n. 42, defronte da
Conceicilo.
Batatas novas
Vendem-se balaUs novas chegadas ul-
l mu n,ei ti-: na ra do Azeitc-de-l'eixe, ar-
mazem, 11. 19.
Na ra Nova, loja de feragens, n.
25, na esquina que vira para a Camboa-Jo-
NafundcSode C. Starr & Companhia1,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas
de caima, lodas de ferro, de um modelo e
construceflo muito Isuperior.
Vende-se urna preta moca, de 18 a 20
annos, rom habilidades : o motivo por que
se vende se dir ao comprador: na ra do
Pilar, n. 70. m
Tai xas para eng-enho.
Na fuiulicilo de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber um completo sortimen-
tode taxas de4 a 8 palmos de bocea as
quaes acham-se a venda por preco com-
modo e com promptldSo embarcam-se,
ou carregam-seem carros sem despezas ao
comprador.
Na ra Nova, n. II, loja que foi do
Guerra Silva & Companhia, vendem-se li-
vros em branco de lodas as qualidades e
ta manbos.
Na ra Nova, n. n,o|ja
que foi de Guerra Silva & Com-
Ja..*eravo I11 igloos
250,000 rs.
Do engenho Sipo, da comarca do Rio-
Formoso, fugram'os seguintes escravos:
no dia primeiro do anno corrente, o cabra
Antonio, claro, apellidado do liaren, ou
lugar da quebradura ; levou saia de chita
branca com palmas encarnadas, e una sua
mana de 9 anuos, de nome Antonia, vesti-
da com camisa de riscado azul : quem a
pegar leve-a ra do Jardim, n. 42, que
ser recompcnsido : assim como se pro-
testa com todo o rigor da lei contra quem
a livor oceulta.
AI tencao !
Fugio, do engenho Maragy-d'Agoa, um es-
cravo crioulo, de nome Faustino, de 22 an-
nos pouco mais ou menos ; fui comprado
Piloto ; representa 50 anuos pouco maon em Guralor, na provincia, da Parahiba, a
menos ; he alio, cheio do corpo, rosto con- Jos Rodrigues llamos ; lem os signaas se-
prido e barbado, boebechas sumidas, bri- guintea : cor un pouco fula, cara redonda,
eos carnudos, pernas grossas como incha- bons denles, corpo reforeado, allU'a regn-
das e urna maisquea oulra, ps cuilos e lar, ligeiro em auas acedes, systema de fai-
dedo pequenoscomosumidos, andar vaga-, lar pouco; levou carniza de miriiiaifo,
roso : este escravo depois da fugiJa, foi vis-I calca azul, chapeo, de palha ; lem oa dedos
toem Ierras do engenho Goiauna, daquella grandes dos ps virados um pouco para
mesma comarca, comprando ago'ardeule dentro, julga-seque iiia para a mesma-eo-
em urna venda. Na noilede 3 ao corrento marca de Guur.bira, donde he nataral :
mes. os escravos: Andr, baixo, secco, quem oapprehender, leva-o aodito enge-
olbar sombro, bocea canguladae Com fal- nho, no termo do Rio-Formoso, ou ra
u de un ou mais denles na frente, repre- doVigario, armazem de assucar de Tito&
senta 35 anuos, peruas curtas, andar miu- Companhia, ou i ra do Collegio, rasa de
do e aprestado como que remando, ou pu- Francisco Tavares de Lima, n. 16, tereciro
ii.-inli
la, vendem-se muito linda
Vendeoi-se dous escravos mocos, de Caru.o, recebeu-se ltimamente, um gran-
bonitas figuras, e que aflo bons c-rreiros ; de sotlimentode fulbu de Flandres de pa-
ummolequedo 10 annos : 8 escravas de'tente, que >e vende por preco mais coturno-
14 a 22 anuos, mnilo/indas, cajgumas del- do do que em oulra qualquer parte, tanto
las com habilidades: na ra direita, n 3. 'a rolalho como em potcao. Jgciras,
Mi itii Ann L
s
(raneas de varios eitios, cores e
larguras ; bem cerno franjas de
retroz prcto : tudo por prero com-
modo.
Vendem-se meias de linho; panno de
dilo superior, etiegado ltimamente do
Porto ; agulhas francezes Intuito finas, de
na. II, 12, 13 e 14 ; ditas surtidas em calxi-
nhas ; Imitas muito finas e em caixas, pro-
priaspara boidar; luvas prelas de torcal,
com dedos e sem elles ; dilas de pellica
para senhora ; ditas pretaa de seda para ho-
xando por 11 mu das pernas que parece mais
curta do que a outra : Rita, mulher do di-
lo, alta, grossa, andar desembarazado, ros-
to comprido e carnudo, ventas chatas, mui-
to neteuda, representa 25 annos ; esta com
6 pata 7 mezes de gravidez. Na noite de 6
do mesmo, os escravos : Simplicio, de es-
tatura regular, cheio do corpo, quexo fino,
rosto rom mullas marcas de bexigas, odios
sempre chorando e remelosos ; as vezes re-
benlam-lhe os dedos dos ps, e appate-
ccin-llie era vos Das solas, de modo que nflo
pode pisar bem ; he um tanto gago; fui em
calceta com Manuel, baixo, corpoleulo. be i-
godo, pescoco curio, muito fallante, e cada
um reprsenla 25 anuos. Roga-ae a qual-
quer pessoa, ou campanha. que apprehen-
dam o tus escr 250,000 rs. de gratificado, sendo 50,000 ra.
pelo de nomo Antonio, 100,000 m pelo ca-
sal de nomes Ande e Rita, e 100,000 rs.
pelos dous de nomes Simplicio e ilanool.
Os apprehondedores de ditos escravos, ou
de qualquer delles, os pdenlo levar a ra
das Cruzes, n. 30, ou a seu proprio senhor,
0 .louioi Cuii ndo t.uucalves da Rocha, em
dito ongtiilto Sipo, cerlos que receberfiu a
graltticacao mencionada por cada um, bpm
como qualquer despeza feita a bem da cap-
tura.
- Fugio. no dia 13 do corrente, do enge-
1 lio l'eiiedinho, (reguozia de Goianna, o
preto Manuel, de 25 a 30 anuos, alto espa-
da udo, pes e mflosgrossas, odios fundos e
niem; e outros mais objeclos, por preco) pequeos, nariz ctalo, tests ovada, com
commodo: na ra do Cabug, n. 12, luja j um cicatriz p de miudezas, defronte da ruadas l.aran-iiue'do-.quemo pegar leve o ao dito en-
andar, onde se pagarflo as despezas ese re-
compensar com generosidade.
Fugio, do engenho Pindobs, da fregue-
zia de Ipojuca, em diaa do prximo passado
mez de fevereiro, um escravo de nome Jo-
s, com os signaes seguintes : altura regu-
lar, cor pouco fula, pernas finas, ps apa-
nalados, falta de um ou dous denles na
frenlo do queixo de cima ,- he de Angola ;
levou cal(a parda, um colele preto e cha-
peo dito, tudo sso j velho. Pode bem ser
que elle ande escondido por Olinda, onde
j urna vez foi presoem outro lempo. Os
apprehendedoresconduzam-noio alto en-
genho Pindobs, ao seu senhor Lorencode
Si eAlbuquerqe Jnior, ou ao engenho
Guararapes, que serllo bem gratificados.
No dia 15 do corrente desappareceu um
molequede nome Abraho, da Costa, de 14
annos pouco mais cu menos, da ra do
Hospicio para o lado do Pombnl, com os
signaesseguintes: caifa de brim trancado
com li.iras miudas azues Ja desboladas, ca-
rniza de algodflo trancado, rara chala,
odios papudos, com todos oa denles, com
urna cusidla mais alt que a outra, curio
dmjnto, com militas sarnas j seccas, i s
e lornozelos grandes : rogare a todas as
auloridrdes policiaes ecapilflis do campo
do qualquer parte que o dilo moleque baja
tle apparecer, de o pegar e leva-lo ra do
Hospicio, n 42, que serflo geneiusamenle
gratificados,
i geiiho,c*eiidonesia cidadena livraria da'pht.N. U ptre. des. f. de raiu. 1850
1


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ECXBNVPHI_H66Y8C INGEST_TIME 2013-04-24T19:51:39Z PACKAGE AA00011611_06893
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES