Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06892


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Full Text
Auno XXVI.
Sabbado S5
PABTID4 KOI COHKEIOS.
Goianna e Parahiba, segundas e senas feiras.
lUo-firande-do-Piortc, quintas feirai ao ineio-
'* ...
Cabo, Serinbaem, Rio-Formoio, Porto-Calvo
e Macelo, no 1 .*, a 11, e 21 de cada mez.
Garaobuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista c Flore, a 13 c 28.
1 Victoria, quintas feiras. _
OJInJa. todot o* dlaa.
Phise.s da r.ns.
ranoBisii.
Miug. a 5, s 5 b. c 40 ni. da t.
Nova a 13, s 8 h. e.W in. da t.
Cresc. a2l,s 1 h. e.'W m.da in.
Chela a 27, s 0 b. e 7 ni. da t.
rnilMAn de hojk.
Prirocira aos 30 minutos da tarde.
Segunda aos M minutos da manba. *
de Marco de 1850.
N. 68.
da o a sucha wa.
18 Seg. S.Gabriel. Aud.doJ. dosorf. e do 111. I. v.
IU Tere. :--: Jos, esposo de Nossa Scnliora.
20 (Miart. S. Focio. Aud. do J. da2. v. do civel.
21 uiiim. S. liento. Aud. do J. dos orf. c do ni. da
1. vara..
22 'u. S. Emigdio. Aud. do J. da 1. v. do civ. e du
dos feitoi dafaienda.
PBEtjoa da aua3caii.r-.io.
n .... ,,;.. I dos feitos dafaienda.
Portresmezes(d.aNtarfo) Porseismezcs 8>O0j do crillie.
i'or un anuo
io/uu(i|2^- Dom.de Ramo3. Instituicao do SS. Sacramento.
CAMBIOS 01 33 D MABOO.
Sobre Londres, 28'/4 d. por 1/)00 r. a 60 di.
. Pars, 316.
Lisboa, 95 por cento.
Otiro. Oncas hespanhoes.........
Moedas de 6/400 velbas..
.. de 6/4 . dctyllOO.......-
Prata.Patacdes brasileiros......
Pesos columnarios.....'--
Ditos mexicanos..........
28/1100 a
IIWGOO a
KtflOO a
9I00 a
1/!K>0 a
l/!it0 a
1^00 a
di
28/500
1QB00
16#300
9/tOC
1/980
l/i80
1/820
PARTE OFFiCUL.
MINISTERIO OA MABINHA.
" Senhor. A fisro do numero e forca dos
navios de diversas classet que devem compr
aesquadra do imperio, parece ser neerssaria
'para complemento das dispnsicVs legislativas
sjue annualmente determnalo o pessnal que se
deve empregar em circunstancias ordinarias c
extraordinarias.
Na falta desta medida, he quasi imposslvcl
calcular as despeas provavris que se leem de
fazer em cada um anno; torna-se dimcil ava-
llar a sufnclencia do quadro cll'ectiv i dos nlli -
c'aet di armada e dos de'faienda e nutica ; be
irrrgular e-srin sjstema a con-n ucean de no-
vas embarcacoes. niio podendo contar-se com
os necess.iri.is para qualquer eventualidade de
guerra; be aludadillicultoso providenciar con-
venientemente sobre reservas de madeiras de
construccao, de arlilharla e ariiiainento, e de
gasnunlcoes de certas especies, de que alias ciini-
pre ter semprc prvidos os armatens nacionaes.
A falla desta medida pode ser aitribuida em
boa parte -decadeucia do material dw armada,
pnls que todos os esforcos admininistrativns
sao de resultados pouco duradouros, quando
ic nao assigna actividade da adlninistrac.no
um un i determinado por meio de processos sys-
tcmatlcos e inv.iri veis, que sein impecer n
progrrsso conservam um certo respeito para
com o que se acha estabelecido.
Nn intuito de ocerrer esta necessidade, le-
nho a houra de propor a V. M. I.o decreto junto
cujas disposices o lempo ir desiuvolvendo c
coriigludo.
O estado fnanceiro do paiz, o pessoal de que
podemos laucar mo, o destino e appllcaco
que devem ter as nossas frcas navaes, servi-
rao de base para a ti tacan do que se trata. Se-
ria na verdade pouco sensato elevar o material
da armada, com graves sacrificios, no ilelieien-
cia de um pessu.il que Ibe corresponda, e que
se nao pode improvisar em pouco lempo, uem
srguudo a uossa vout.idc.
Determinando o numero das cmbarcacocs
armadas em circunstancias ordinarias, alteu-
deu-se ao servico indispensavel do nosso ex-
tenso litoral e da poltica interior, sem perder
de vista a tenuldade dos recursos pecuniarios
do paiz. As outras disposcocs do decreto sao
complementares das duas capitaes.
Suu, sculior, com o mais profundo respeite
de V M. I. subdito fiel, o ministro e secretario
de estado dos negocios da mu iuha Manorl Viei-
ro Tosa.
Paco, em 26 de Janeiro de 1850.
DECRETO N. 667 DE 26 DE JA1NEIRO DE 1850
tiigna a rea naval do imperio.
llel por bein que a forca- naval do imperio se
coiiiponha. das seguintes embarcares, que de-
vero ser armadas pela maucira aqui indicada,
artigo 1."
Ds vela.
Duas fragatas.
Duas corvetas debaterla coberta ou de pri-
ineiri ordem.
Oito ditas de batera descoberta ou de segun-
da ordem.
Dore brigues e brigues-ltarcas.
Desasis caulioiiheiras fortes i patachos ou
brigues-escunas.
A rapor.
.Na hatera superior :Vinte e dous ca-
lillos obuzes* de calitrre trinta, francez.
Corvetas de balera coberta.
Na Imtaria :Vinte c qustro canhOes
Qualro fragatas de .'500 cavallos.
Seis corvetas de 220 ditos.
Qustro vapores de 100 a 150 ditos.
Seis ditos de 40 a 80 ditos.
Numero indeterminado de (anchoes e barcos
armados, quando furem necessarlus.
I'.ui caso de guerra, conforme as circuns-
tancias cxlgirem, poder ser elevado o nume-
ra dos navios da armada.
artigo 2.
Em circumstancias or linarias conservar
te-ha em completo armamento o numero
obuzes do calibre trinta, trance/.
Na tolla :Seis cironadas de dito.
Corvetas de segunda ordem.
Em balera :Dezaseis a vinte canhoes
iiImi/es de calibre 30.
Brigues e brigues-oseunas.
Em batera :Dez a dezaseis ditos.
Canhnneiras fortes, patachos ou brigues-
estimas.
Dous a dez dito.
Vapores.
De tresentos cavallos :Dous rndizios do
sessenla o oito, calibre nglez (n. 2) n qua-
tro negas longas de calibre trinta, francez
dem.
lie duzentos e vinle cavallos dem
Du cen a cento e sessenla ditos :Dous
rodizios longos de calibre trinta, francez,
e qualro caiiboes obuzes do mesmo calibre.
De quarenta a nitenla ditos :--Dous a
qualro eanlii'ies obuzes d doze a trinta,
francez, segundo as respectivas A i menso s
Os navios actuaos que Uto podrem com-
portara ariilh.uia aei na desiznada, con-
servarflo aquella que estver em relir;,1o
com a suu construrcilo e capacdade.
As fragatas e corvetas de prmera ordem,
bem como os vapores de foren de duzentos
e vnte cavallos, nclusivp, para cima, tra-
r.lo lambem ohuzes de'montanlia de culi -
bu) cnnvenienle para desembarque. \s
lanclias e esealcres serHo igualmenle ar na-
dos com obuzes da calibre proporciooal a
sua.s capacidades.
Nos navios a vapor, havero machnismn
propriu para o servido de foguetes de
guerra.
ARTIGO 7.
Os navios de guerra em lempo de paz
truro de menos a ;;,, par'e da anilharia
que devem montar, e os vapores a lerga
parle.
Manoel Vieira Tosta, do meu cnncelho,
ministro e secretario de estado dos nego-
cios da (ramilla, o lenlia RSSim entendido
e faga execular co"n os despachos necesa-
rios. Palacio do Rio-de Jaueiro, em2(ide
Janeiro de 1850, vigesimo-nono da indepen-
dencia e do imperio.-Com a rubrica de S.
II, o Impiradur.H/l/nnoe Vitira Tosta.
balo, presidente da provincia. loaquim
Pinto fie Campos.
* lllm. eEsm. Sr. Tenhoa honra de com-
mumcarV. Ex., que hnntem chgmos
esta villa, lendo antes varejado lodos os
lugares, onde se achavam ncaslelMos os
revoltosos, os quaes, cobardes como som-
pro foram, nlo quizeram mais urna vez
experimentar o valor dos briosos defenso-
res da lei, abandonando sens fcns e in-
trinchelramenlos com asimples noticia de
nossa maroha.
J Consta-nos que alguns leem procurado as
duas provincias limitrophes, e que oulros
anda vaguoam nos bosques desta comarca,
vivendo de pilhagens ; e eu.de ecrdo com
o respectivo delegado qu leu sido in-
cansavel na restaurado da ordem, preten-
do nflo perder momento.em promover a
captura de laes bandidos;c ih-'nd i-ma aqui
confessar a V. Ex., que a populiQo d->-le
termo hegeralmente paciea.e militas pro-
vas vai e\hibindo da sua lubmisffio s leis.
Oqucmaiitem H-gellado este territorio
he a 11 ii ti. i' sa iiiiiivi.'.o de criminosos fugi-
tivos das maltas e dos oulros lugares, que
para aqui term vindo, e OJUii to benigna-
mente nllo sido accblhidos por mina cida-
dflos que por fatalidn le eoinprelien leram
que devem conquistar as posigoes olliciaes
por meio do punlial c do l>HCnmarte.
A columna a meu mundo tem-se portado
bem, lano n haiih.oi oilavo, commanda
ilo i elo digno lenente-coronel Joio Cinlher-
me de Il'u-ce, com a guarda nacional, cuja
perseveran^a he ilun i de elogios.
Daos guarde a V. Ex. Acampamento na
villa do llrejo, 17 de marco de 1H50.lllm
c E^di. Sr. concellieiro Honorio llernn-to
Carneiro Leflo, digno preidooto da piovin-
cia.francisco Antonio de llanos e Silva,
coinniaudaiile da lrga
mar cqntra os perigos de que elle n."n pJe
crer-se amearjado
Uma fos :O qun he isso prova .*
O Sr. general Ijihitte :Pergnntam-me o
que isso prova! Isso prova,-senhores, que
GOVERNODA PROVINCIA.
lllm.e Exm. Ir.Participo V. Ex. que
no dia 16 do corAnte entramos tiesta villa,
depois de haverMos perconido os mais no-
laveis valhacouJKs dos rebeldes, co no bem
Tacaimb. Tacaft, Jurema e outros covis,
onde se dizia feralmente haverem bandos
revoltosos, seol que lodavia encontrasse-
mosoutra cousm, alm dos vestigios, e ar-
raiaes deserto; porquanto os ban lidos,
H>enas preaendram que a fOrca legal se Ihes
apT-iximiva,ef adiram-se n mais cnmpl-ta
dispersAu ; iiriKuraudo uns as mmodiaces
da provincia ln Pamhiba ; outros as de Ala-
gOaa ; assim Como consla-nos que algons
os taesCaudillos anda rrrm com peque-
nos grupos em terrenos desta comaica; as-
severando i V. Exc. que (leamos as mais
romniamlo da prac;i.
OI10FM liOC.nMMANnODV GUARNICIN*.
ClliADE 1)0 llECIFE, 22 DE MARCO DE
1850.
Tendo em o dia 22 do corrente de sabir
da igrejado Paraizoem procisso o Senhor
Rom Jess das tragas, determina o lllm.
Sr. coronel cnmtpandunte da gusrnicBo
que n (na 11 o liai a i Nao de artilharia a \\i se
che postado no refeiido dia. s tres ho-
ras da tarde, em frente da mesma igreja,
ilini de acompanliar a dita pr icissiio.
Outrosim, o mismo lllm. Sr. coronel
man convidar aosSrs. olliciaes das qua-
lro classes do exereito e cadetes, afim d-
se acharen! s supracitadaa horas na mes-
in* igreja, para acompanharoin a procisso,
esperando o mesmo llm. Sr. coronel que
os referidos Srs. olliciaes niio deis*m de
GOmcarecer a tito solemne acto. Alexan-
Ire Augtisto de Trias Tillar, ajudaute de
ordens encatregido dodetulhe.
EXTER'^K.
de Irinti e seis navios e seis mais em dis- rt'Vs_ diligencias de captura-Ios, o que
ponibildade, comanlo que a guarnic3i de "n.sera Weil de conseguir-se, sujiposto
lodos nflo exceda o numero de pravas de
lodas as classes, decretado na lei re Ihacao
das toreas n. vacs. A disponibilidade con-
o desapontamenlo em que vivem.
J'iigo do meu deyer fazer justica urna
parte integrante da populacho desta comar-
siste em ter o nsvio ludo aquillo que he ne- 5"'.c"J.f le.,i!.m.e"l.?^e 05de,n> bem lonec
cessario
com e
ca e oe -.,, -. p--....^,-, ^..u <. .-m.
casse compor da sexta parle de siu lola-|"ni coboneslar as tendencias i.ernieosas
Cflo, pelo que respeita as i racasdepile de de cerlos mandOes que, abusando de sua
*TIII ICI \M IIB1IU > ti ii ir .' t j (i I 1 i ir litis.- 11(7 ||('- i -*-------------------------------------------~...p ^. ... .. p, .
ro para seu com lelo armamento, i a" *f "O' como descreveu o meu antecessor,
ixcepcflo smenle de munic0esdeboc-'a Vei0 ronlra'"io dignos de elogios. I're-
le guerra, e da guarnicDo. qt.o neslei*umo !"** graluila imputaeflo leve por
. __ ... llm e.. .ln mu. 1 i r ... I .... 1......... .. .. ........
mandOes
superioridade de fincas sobre o incauto po-
yo, o teem arrastrado com enibusles e tor-
turas violentas aos abysmos do erro : e no
lini de ludo islo accu'sa-se o povo Este
pnvo que suspirava mais pela vinda de urna
jfTCadogiivernoqueos garanlssc, do que
o vclho Semiflo pela luz da reveladlo .'
A prova do que digo temos b m manifos-
la no olvoioco e enthusiasnio com que a
columna pacificadora ha sido sauada pela
popiilariio indnsti insa, Cumprilldo-ine no-
iiiii iiiliageiii, tendo, alm do cummandan-
te, aquelles olliciaes que frem i:,dispensa-
veis o servic'i.
artigo 3.
Serflo construidas successivimente.esem
interruigSo, as embarcaeOes precisas para
completar o quadro lixado.
artigo 4.
Depois de inleirado o quadro, sonto [os-
las nos esl8leiios, e tiles conservadas lar V.' Exc. que o genio do'mal qe'lem
de um te ico a um n to de adianUmento, infestado este termo sSo os^ialfeilores das
seis embleseles de vela e a vapor, propiias maltas e de outios lugares, que em grande
para substituir as que se fOremai ruinando.'copia bSo diluido ara aqui, sendo para
aktiGo 5 I deplorar que laes bandidos hajain eiicon-
tiado iisy lo ii.is man loes, cujo falso presli-
llaver mais nos diversos arsenaesdo im-' gio espetamos que dcsai paiecei em bteve
peno madeiras galiadasnilos para a cons- lempo, mediante a aucao vigorosa das
ti ucean de seis vasos de hrigue para cima e lea.
das imeiiBOesfixadas, mas lambem para o Consinla V, Exc. queeuexpiima neste
do nuoierode csnlioneiias que frein ne- momento os mcus votos de graliJiio ao
cessarias. [ prestante commandante superior Erancisco
Havtra tsmbem nos mesmos arsenaes Antonio de llarrose Silva pela maueira des-
una resorva de munnOes navaes e de guer- velada com que, em qualidade de coinman-
ra, assimcomodeartilhaiia, fuzisearma- danle geial da columna, se tem portado
ment de mflo, nunca inferior so prteiso a bem dorestabeiecimenlo da ordeni: aien-
para a sexta paite dos navios ds armada. jeto nflo menos homosa merece o dislinclo
artigo 6 i le"p"le-coronel graduado Joilo Guilherme
.... de Bruce, commandanlo interino do bata-
Aartilharia dos navios de guerra das di- lliflo oilavo ; louvaudo iguslmente a cons-
versas ordens ser regulada da seguinle Unca e lealdade da guaros nacional de llo-
maneira : niio, aempre enlhusiaala e sempre prompta
. I para as lepetidas exploracOes por lugares
Fragatas de cincoenta pecas. ingremes e monlanhosos.
Ni batera principal:Vinle qualro pe- Heos guirde a V. Ex como se ha misler.
cas longas de calibre truila, frsncez.e qua- Delegada do llrejo-da-Madre-de-lieos, 18
tro cmihois obuzes do calibre sessenla e de marco de 1850.--lllm. e Exm. Sr. conce-
oito, uglez (t;. Iheiro de estado Honorio llermto Carueiro
REPBLICA rilA.NCEZA.
ASSl'MM i:A lbgislativa.
Sessdo de 31 de deembro.
questao' do pbata.
'Con/inuardo do n. 67.)
O Sr. Presidente :--0 Sr. ministro dos ne-
gocios cslrangeiros tem a palavra.
O Sr. general I.nhille :A quesillo que bo-
je nos oceupa, senhores, he Iflo grave e Iflo
complicada, que nflo dtivido que cada mem-
liin desta assembla deseje apoiar Seu vol
obro os dados os mais completos. Por es-
a rasflo he que subo agora a tribuna aflu
|e rcticar erros que o nobre relator da
comniissfloapresenlou em seu brilhantedis-
CU'SO como os principaes motivos sbreos
quaes se fonda par sconselhar-nos a aceflo,
o que para lodo o mundo quer dizer uma
expedir,flo armada.
Itecebi esta man hila m memorndum do
encarregado de negocios do lirasil em Pars.
A assembla estar lembrada sem duvida
que um dos principaes motivos invocados
pelo senhor relolor he a necessidade de pre-
servar o llrasil de ums invasflo da "ftirte de
llosas, e de salvar assim as vsntag^nsWum
eommercio de 60 milbOes, que fazeinos
com este imperio.
Eis o que pensa a este respeito o encarre-
ga do de negocios do lira si I em Pars.
O pi-.recei .la commissflo, diz o repre-
sentante do llrasil, I ral ou da quesillo pol-
tica da interv. iniio franceza no Prata.
lntre ss rasOes polticas apresenladas
no parecer da nobre commissflo pura a con-
tiiiilH'o da inleiventan fianceza, llota-se
esta : A necessidade de preservar o Brasil
dopeiigocom que o anteaba a vizinhan^a
da confederarlo argentina. Esta allegafflo
da logr a nttrpretar,0os contrarias a ver-
dade e s conveniencias iulenacionaes O
represenlante do Brasil em Pars, nflo obs-
tante spreciar os sentiaieiilos de sympa-
Ibia que inspiraram s nobre conimisso,
julga lodavia do seu dever declarar o se-
guale :
A repre8entac,5o do governo brasileiro
em Pars nflo deu um so passo olliei.l, ou
oflicioso, directo, ou indirecto, para pro-
vocar esta maiiifesla(flo da nobre com-
missflo.
Um tal passo nflo poda jamis ter lu-
gar, porquanto o governo brasileiro tem sem-
pre guardado ums sitela neulralidade para
coma confe eragflo argentina; a conducta
liru.e e leal do governo brasileiro da-llie o
diretto de nflo temer uma aggressflo. t)
Brasil nflo tem precau;flo nenhumaque tu-
o encarregado de negocios do llrasil em Pa-
ris nflo partilha os t"mores da cnmmissSn,
( Huid } Accresccnlo que proeurei no ar-
chivo do meu ministerio documentos ema-
nados de nossos diversos representantes no
Brasil, os quaes justificassem estes temores,
e nflo ache iipnhum.
EmRn vi, ha pNiucos das,- o represenlan-
te do B'asil em Londres, o qunl passou por
Pars, eem urna con,verscflo. elle me dsse
esta pnraae. a qual recommendo altenr;3o
da assembla.
As nossas relacCes com llosas acham-se
presentemente nos melhoros termos. A'm
disto, s" por acaso a reptlhlica oriental suc-
eumhisso, o fosse reunida i repblica ar-
gentina, llosas tera no seu paiz muita cou-
M COm queso nccipar, loria graves inln-
resses que sustentar e qu nflo Hie permt-
liriam ir atacar o Brasil. Esta nos separados
do Prata por grandes campias egrandes
deserlos.
Sealguem objeclasse contra esta opino,
os estoicos fetos pelo representante do Bra-
sil em 18t5 para conseguir a interven<;3o
da Franca ed Inslilerra, cu respondera
que hoja a situado do Brasil he mu diPfe-
rente do que era enlflo. O Brasil tem as
suas frnn'eiras fdr;as que o asseguram e
pdem igualmente asseg-rar-nos contra as
eventualidades que se temen, sem que. fa-
tamos urna eiped'C&O armada contra Rosas
Mr. faru : -- So tcnlio uma palavra qde
responder.
A commissflo nflo tnha mais que verifi-
car os fados. Ora as insirucc/ips dadas a
Mr. Deffaud saos 22de marco de 1815, acha
moso seguinle :
Iris prmeiro ao Bio-dp-Janeiro para
informar o governo do Brasil da vossa va-
gem, porque as communic-c/Vs que elle
fo2 por Intermedio do senhor de branles
he que determinaran! os governosda l'ran-
t;a eda Inglaterra a tomarem a rcsolUQflo
de inlervir em commum *'
A' vista dsso devamos crer que o Brasil
tirina nteresse na intervenQflo.
Nflo llaveros fallado a nenliuma conside-
raeflo para com o Brasil, nflo pozemos em
duvida aun elle esteja em estado de se de*
fender pelas armas. Ao nosso ver, nflo sflo
as armas de llosas que o Brasil deve temer ;
mas llosas somonte pela proclamadlo da li-
berdade dos negros deste imperio p le fa-
z-lo correr os mais graves perigo-,e pen-
samos que be do nteresse das potencias
europeas apartar psles per i gos. ( Susurro. )
V. Il'uher, ministro da justica.Senho-
res, antes de entrar na disciissflo da ques-
illo,, peco quemeseja permiltido determi-
nar em i oucas palavras o papel constitucio-
nal (Ihs dual potencias. Peco tambem que
me seja conredido fazer a apreciadlo ds
allilude tomada pela commissflo nesls ques-
illo,e o papel que ella quiz impOr ao gover-
*io. ( Susurro. )
O poder executivo negocia e ratifica os
tratados ; mas he son ente a assembla que
Ibes d ums sanceflo definitiva.
O poder exeeulivo vela na defesa do es-
tado ; poroi nflo p le emprehender a guer-
ra senflo com o consentimento da assem-
bla.
Quando o poder exeeulivo, por va de ini-
ciativa, prnpiOea assembla una declara-
i;flo de guerra, liga estreitamente a sua res-
poiisaliilidade com a da representafflo na-
cional ; mas, se elle oppoe a um pensa-
monto de guerra uma resistencia absoluta
OU lin (i ;iri.i, oseupipel loma seentfli
differnle ; elle aconselha, elle adverte, e,
quando a assembla loma urna decisflo, elle
a execula rom le ga ( opprovaco ) ; he esta questflo de res-
ponsabilidade que venho apreciar. A com-
missilo iiouiea I a pela assemjila, devendo
esclarecer as delibersQoM e guiaros votos
da mesma, resumi as soluces posslveis
nos seguintes termos : ratilicar, negociar,
obrar, abandonar.
A ralificacflo do tratado Le Prdour pa-
receu-lhe impossvel. a iiegociacflo pare-
ceu-lhe inudmssivel e por isso dsse: Es-
kolhei entre o abandono o a acrjflo ^
E, como se o governo se achasse anda
muilo a comino.lo no meio das dilliculdades
de-la queslfln, M. Daru em uma lingoagem
niagnitica accrescenlou : O abandono se-
tia uma vergoulu, persislindo entretanto
em dizer ao governo: Escollfi. Todava,
ape/Brda sua resolueflo, opensamenio en-
cerrado em seu discurso foi menos resolu-
to do que pareca ao principio ; porque o no-
bre relator dsse: Ao governo cumprira exa-
minar se a aceito despertar vivamento as
susceptibilidades da Amrica du norte c do
commercio ingle/.
A assembla v que a commissflo,pronun-
ciando a p,> 11vri Iflo gravo de aceflo, empre-
gou una timidez de lingoagein, que nflo
posso approvar. (Adhesio. ) Accr.-scenle
3ue o governo nflo tem que escolher entre
ous termos. A responsalijlidade da escu-
lla pertence toda assembia ; e, se a como
missflo seguir a estrada que fui trgala na
ses.sflo de nlc-honlem, he misler pedir a
reprtsentacflo nacional um voto especial
para s guerra. Sose. falla perante a assem-
bla de considerarles tiradas do que pensa-
riam a Inglaterra a America do norte, lie
mister claramente apreciar estas conside-
rado 'S e encara-las sem hesitafflo.
A commissflo, repito, nflo deveesquecer
responsabiliiadoda ssambla. Niio dis-
imulemos, uem uns nem outros,
do paiz as uossas i espousabilidados.
BSi'
Militas t'o;ej:Muilo bem Muilo bem !
M. Kovhtr:A assembla foi posta em
presenta da acc,flo. A aceflo be a guerri ;
nrdonc-a a assembla, que ella se far !
Quanto a nos. resumiremos em poucas pa-
lavras a situavflo. Crcmos qui nem os nos-
sos" interesses, nttm a nossa honra nos ohri-
gam a fazer a guerra immediatamente
eremos que a continuaeflo das neg iciaces
comecadas he anda admissivel em nossas
rel*cnes com Rosas. Interrupcdo es-
i/ucrda. )
Duas queetOea ha que eonsiderar, a qnes-
i o de interesse commercal o a questflo de
honra. Trta-se de ambas.
Iire depois em poucas palavra* por que
rasan qiiereinos a tnnlir.iiae.1o da nego-
ciaeflo.
Ques Mram os interessesqno determi-
naram a mediacOo armada do 18H ? Fomos
determinados aes'a me liaqflo armaba por
Ires rasOes prfnci tea : o nt-resso do nosso
rommercio c dos nosso nacionaes, o deso-
jo de nflo deixar que ests ntervenQflo fos-
se praticada |>el Inglaterra, ou pelo Brasil,
litan lo nos de fra ; finalmente a vontade
de manier a iiidepeiidencia di repblica
oriental, que tinhainos estipulado em um
tratado anterior, lana destas rasOes aca-
ba de desapparecer pelo incidente que sa
agitou enlie o ministro dos negocios cs-
lrangeiros e M. Daru. O Brasil, bem como
a assembla acaba de ver, aprecia os seus
interesses de urna maneira dilTerente da
commissflo, c os considera como preserva-
dos do poder de llosas.
Mas em-primeiro lugar estflo nsnossos in-
teresses cnnimereacs, e neste ponto con-
cordo com o nohro relator da commissflo.
Os estados do Prata, por seus numerosos
rios. por sen solo Iflo rico, apresentim ver-
daderos recursos e grandes meios de ex-
portacSo.
O estadistas que, por uma longa serie de
tratados, prepararan! estas relarjfies, liveram
l asanle rasflo ; elles comprehenderam as
ucee-..ul,oles da nossa m,dilatan exube-
rante, ms onde est a quesillo a este res-
peito r* Est no instrumento por cujo meio
devemos desinvolver estas relac;0es com-
merciaes
Em 18t* havia em Montevideo quinze, ou
vinte mil Eraucezes: o interesse francez
era enlflo asss preien'e c -asss absoluto
para dominar o principio de neulr.ili lade,
que neste lempo diriga a politiea geral da
Era n(4.
Mojo nflo ha em Montevilo senflo dous a
tres mil Eraucezes, tanto liomens como mu-
ilieres e meninos.
Em Biienos-Ayres, pelo contrario, lia ho-
je dez mil Eraucezes estaboleci los, dez mil
Francezes que se emnregam em operaQoes
eommerciaes, que sao protegidos pelo go-
vernador llosas em sua exislencia)en: seu
commcrcio. E porque Porque o conmer-
cio de exporlacflo e de lroca com a Europa
he a lei natural daquelle paiz ; porque esse
commercio pode deslocar-se por*causi da
guerra ; mas existe sempre.
Comprimido em Montevideo, elle se reti-
rou para Buonos-Ayres.
Assim em 1844 os nossos interesses eom-
merciaes eslavam em Montevideo Em 18t9
elles mudaram de lugar o se acham em
Buenos-AiTes.
A commissflo prope a guerra como um
meio de restaurar a nossa Influencia com-
mercal naquellc paiz ; mas como protege-
remos os nossos concilladnos reunidos em
tflo grande numero em Buenos-Ayres.se de-
clarannos guerra a Rozas '.' Porque, senho-
res, nflo devemos esquecer que ha dez mil
Eraucezes em Buenos-Ayres entretanto
que 80 ha dous mil em Monlivideo. vimentos.)
Eis aqui os factos.
i"/o Voz a diroita :--Elles sflo falsos.
M- Rouhcr : !)izcm-me que sflo falsos;
mas posso prova-los com a seguinle carta
do almirante Le Prdour, datada de 20 de
fevereiro de 1819 : A cidaJe de Buenos-
Ayres acha-se. em uma vis de prosperiJsde
extraordinaria, llosas conseguio concen-
trar nell.i lodo ocommeicio do Prata, lin
cons'anie dos seus estorbos. Mais de du-
zentos ecincoenta navios de todas as ui-
I^6>s aiulhaiu o porto de Buenos-Ayres. Os
eslrngeiros alllneui para ahi de todas as
parles, mas principalmente os nossos Con-
cidadflos, os quaes sflo ahi excessivamente
numerosos. Por toda a parlona repblica
argentina se filia francez. O numeo dos
nossos compatriotas estahelec dos em Bue-
nos-Ayres nflo p le ser avahado em menos
de dez mil liomens. Em nenliuma parte o
nosso commercio e a nossa superabundan-
cia de populacho achuran tantas vantsgens
como aqui.
lia, repito, em Buenos-Ayres dez mil
Francezes, que leem lodos abastsnea,
ecuj msior parte acha-se a testa de ein-
prezas importantes que devem enriquce-
los, se os negocios do Prata se podrem
ajuslar por qualquer oulra maneira quo
nflo seju a guerra.
A siluagflo das cnusas devia levar-nos
a fazer ha qualro annos a expedieflo que
foi feila ; mas nflo ha a mesma opportuui-
dade boje que llosas so aclis Iflo poderoso
e que he misur oppr-lhe 8 a 10,000 ho-
ineus em vez de 4 ou 5,0 JO que tenaui sido
bastiles ,no principio.
Assim, stnhores, contina oSr. minis-
tro, o que eu disse do deslocamento dos
oossos interesses eommerciaes, lien pro-
vado.
Em face ds guerra, os nossos concols-
simulemos, nem uns nem outros, em face dflos se transp-orUram para Bueiioa-Ayres.
le vivem uaquella citado protegidos pel
W


governo que ha viole annos l se cha csta-
heleciao.
A commisso nos propoe uma achilo in-
mediata. Ella nos diz que sto melhoraria
a siluacfo commercial. Por niinha parlo,
nn coiilii*co senflo urna influem'ia l'avora-
vei aorommereio, esta influencia he a paz.
lima Vm :--Mas no a paz a lodo cusi.
1H. Konh'r :Eu disse que havia nosla
questlo duas ordena de consideraros : os
nossos inleresse* e a honra nacional. Quan-
do entrar na questn da honra nacional,
enlo ''re leal e francamente a opinifio
do governo : presentemente trato da queg
1.1o comnercial, e digo que o comnoreio
no se pode desinvolver seno com a ajuda
da paz.
Ilem sei que podemos ser ohrigados a fa-
zer a gueirs ;&;<- dire que he fomente
pela paz que as ni ssas trocas poderSo mul-
tiplicar-se, he smenle por ella que tere
moa o verdadero meio de fior pela civili-
sa^o urna importanlo conquista sobre a
barbaria.
Me mister, pois, apartar a coosidera^lo
dos nleresses do commercio, porque osles
intrrgMs nos conduzem antes paz do
que guerra.
Km 1845 tivemos o magnifico combate do
Obligado, masasuactlerilidade n.1o pode
ser dissimulada aos olhos do nobre arhii-
ranle l.ain seno pela sua gloria.
Com effeito esta areflo gloriosa para as
nossas armas no pode coiuluzir-nos pa-
CiflcacSo ; mais tarde o bloqueio foi decla-
rado pelas potencial ingleza c franceza,
porm foi mistir successivamente abando-
na-lo.
Ouando se falla de guerra inmediata,
dizem quo poJeriamos fazer urna empre-
za militar elicaz .sen um desinvolvimento
consideravel de toreas, Uns crem que
qualro mil honiens serian suflicienles, ou-
tros que cinco mil, oulros finalmente qge
dez mil-
l'm governo sabio deve querer as propor-
Qes as mais elevadas. A victoria nos pr-
tentela sem duvida ; masito mister asse-
gura-la. He mister saber apreciar desdno
principio todas as conseqooncias d expe-
die,o. Tenho fallado sobre o desinvolvi-
nenlo das torcas. Passare agora a apre-
ciar as ronsequencias di victoria. Que Ta-
remos i* Iremos at Bueuos-Ayres ?
Kilo o sabemos nom o podemos saber.
Queremos occuiar.Montavidoal o resta be-
leeimento completo desta colonia ? Mas en-
i'II um bloqueio pesara sobre o commercio
de todas as naodps, e importa que a assem-
bla cnnideiohem isso.
O nobre relator da cummisso invocou a
opnin do general San-Marlin.
Eu lambern invocare! a npiniiio do mes-
mo general, e urna npinio da mais r-
cenle data.
Eis uma carta do general San-.Martin, da-
tada de 23 do corrente.
i t'1'iil'i'c.ii pestoalmcnte que a questo
be m; i- grave do que se pensa Os muitos
annos durante os quaes tenho tomado par-
te nos successos que teem agitado este
paiz. p'-m-me em estado de apreciar as
difliculdades ennrmcs quea questSo apre-
senta : dilliciildades devidas pnsieflo geo-
era|bien do raz, ao carcter dos habitan-
tes, e inmensa distancia que ha entre a
Franca e o Prata.
No ha ceriamenle nada queseja im-
rossivel ao poder da Franca, e intrepi-
dez.de seus soldados; mas .antes de enpre-
bendeien, os bunrns polticos quereni
pesar as vanirger s e os inconvenientes.
A-d llicul.l.-des e a desneza seiian in-
mensas p, um vez empenhda a Iota, no
lia previsto humana que possa calcular a
sua duraco ; ro'quanlo a Franca, um
vez empenliada, no recuaria mal*.
Es'a he, senhnres, a pura verdad. (I qup
n cimmj^i.'ni nos propOe, com effeito, he
i'on-tMuir una Algeria a tres mil legoas
da Franca. Se a honra nacional pslivesse
omppnliada, eu riiiiaque, nio obstante o
cnmprointttinento dos nossn* iulpresses
commerciaes, e osnnvos encaraos quepc-
sariam sobre o thesouro, era'mister qui
ella ficasse sa e salva ; mas ha aqui uma
dessas quesles que nlo p lem ser ligei-
ranenle resolvitias. A assembla deve re-
l arar que, se nos emreriliarmos nesla guer-
ra, nio podaremos mais recuar, p estare-
mos a Iips mil legoas da Franca. Ella dew
examinar se no estado em que se acha a
nnssa patria, se no estado eiri que se acha
a Europa, quando a Franca apenas come-
ca a convalescer dos males ila guerra civil,
devoremos desde ja empenhar-nos em una
tal empresa (Viva oppravaco emmuilos
franco*.)
Tenho apartado da discusson inleresse
commercial e o inleresse le influencia po-
ltica ; nassarei agora i quesillo da honra
nacional
Pelo tratado de 29 de oulubro de I8i0 ga.
..iiiun .-a ni lepemlenciil i!,i i epul i-, ori-
ental. Carantimo-la, i orqne estipulamos
que a repuldica mu nial nfin deveria ser in-
cnrpnradaconfederarlo argentina. A inde-
pendencia da repblica oriental no foi,pn-
rm, a nica cousa que gaiuntnns. M
reconhecenos e qui/enos una conpleta
rii'iiir.,1 idade na queseo da eleifilo do pre-
sidente dossa repblica.
As bases llood realisrm completamente
estas duas condi<;Ces. O tratado l.e l'rc-
dour mo realisa seno uma, a indepen-
dencia da repblica oriental.
O gnvriio pensa que as estipulacOes do
tratado le l'idour comr romettem muilo a
Franca na queslfio interior da eleicfio do
presidente oa repblica oriental
Talvez baja naquella repblica aspira-
cOps animadas para a paz ; porn pela no<-
sa lu nra, pela nossa digimlade, una vez
que | roclananirs a neutralidade, devenos
DiantO-la. {tpprovaroem um grande numero
de bancus. )
Sera isfo una rasSo para fazer a guerra ?
Ser ella bastante para nos determinar a
suspender as negociares, e proclamar um
guerra inmediata ?
com uro Uro de cantillo! Isto nos parece
impossivel. Espero que- poderemos sahir
le oulia sorte das difliculdades da si-
tuaefio.
O governo vos supplica, senhores, quo
no vos empenheis nos perigos de uma
poltica precipitada,o que no vbspreoccu-
peis demasiadamente da lenbran<;a dos
enbaracos que esta questSo apresentou
no lempo do precedente governo. Nos vos
supplicamos que vos associeis comnoscu
no pensamento de novas negociles.
lie-I i o pensanento de hunanidade, e
a esto respeito direi que durante as nego-
ciaqos o governo nao se descuidara do
prtr os nossos eoncidadSos a salvo de todas
as eventualidades, de todos os perigos, de
podrieui ser ameaqados. [Agucelo )
Terninundo, resunirei o que tenho dito
nestas ir s palavras. Nada de guerra im-
mediata, coutinincao das negociares,pro-
tecQlo seria aos nossos concidados contra
todas as eventualidades. Esta lie a polit'Ca
do f overuo, nella e elle, persiste. ( Apprn-
vafiotm tnuiloi bancos. Agitacio.) '.
( Continuar-se ha. )
UIARi E PERMUICl'CO.
BEcirr, 32 de MABtpO SE 1850.
Falleceu o actual presidente da provincia
do Ho-C.rande do norte.
me foi entregue ha pouco, tenho a dizer n
V. S.a que.nSo tendo dado poder especial aj
ineu procurador Manuel Lopes Machado,
para onerar-me com osindossos, garantas,
mi aceites em ledras quaesquer que fos-
sen, onessas que V. S. aecusa, nem para
onerr-ne com dbitos; julgo-me des-
onerada de pagar essas obrigacOes que
aquello Machado,con abuso de minha pro-
eurae/iu, niiilraliiu era uieu irjin.!, e he esta
a rasSo porque no pague, nem eslou re-
solv la a pagar essas ledras.
Heos guarde a V. S. mudos anuos. Son
de V. S. nuito allenciosa serva
Francisca Thomatia da Cunta.
Itecife, 22 de narco de 1850 a uma hora
da tarde.
Tendo-se o quartel -mostr do corpo de
polica, Jos de BiitoSalgueiro, apropriado
de dinheiros da fazenda publica, foisub-
medido lionlenva concelho, e por este con-
dcinnadoai 1S mezes de prisao; mas hon-
len iiiesino a noite evado-se do eslado-
maior do referido corpo, ao qual seacha-
va rccolhdo.
O governo nilo possa assin. Elle julga
que as negociacos anda poden ser con-
tinuadas con fructo.
O nosso representante assignou um tra-
tado. Este tratado foi precedido de um ar-
misticio, oqoal fol-lealneiito observado
Nossos concidados silo protegidos em
liuenos-Ayres por um governo Cruel, se
o quizirem ; mas que se ha tornado sabio ;
asaim pelas nocessidades conmeiciaos do
seu paz, cono pelas nocessidades da po-
ltica, e quiiem que s negociarles co-
I'ublica^ops a pedido.
HOMOEOPATIilA PUBA.
FACTOS CLNICOS
Cura hom hiipo diocesano.
Tendo sido S Ex. o Sr hispo diocesano
I). Jlo da Purficacao Marques PerdigSo
accommettidos, en fina do moz passado, de
una cong-stfio cerebral, foi tratado ho-
mceopatimenle pelos Srs. Paula e nj.ir
Mnura, que. uepogi|ando toda a confianca
no sy.tena, mo hesitaran en adminis-
trar una dse de medicamento, com o qual
S. Ex. recobrou os-scntidos o pareca en-
trar Pin sen oslado nornal.
Das dapois, leudo S. Ex. loma lo por ali-
mento uma topa-de pilo, um segundo ata*
quedecongesWo. conplicando-se conos
>ynptniiias da febre rc-nante, poz en riaco
sua vida. Fui entilo convidado para vO-ln ;
e ja se I lie lluvia administra lo algunas d
sos de acn,.guando me foi possivcl acu-
dir ao chamado. Dcpois ile examinar al
lentamente tolos os tymptomaa, mande]
que sfcontinuass' com o mesmo medica-
mento al quo a febre oeclinasse. Xodia
saguillti fui vsla-lo; arbei-o son t bre,
e con os septi los recuperados; poro 111 o
pulso eslava choo, intermitiente e le a pelle fria e igualmentoasexlremiilados, a
lingoa mnito cmbranquiQada, balito ftido,
estado soporoso, dillicnlda le de ouvir, res-
puac-lo sonora, indiflerenca para o que se
passava ao redor do leilo, c nstipaCo de
vpnlre, e mais nutros symplomas do opio.
Administroi este ncdica'mciito en duas d-
ses. No liin de :l lias ja liaviam desappa-
reci to estes symplomas, restando-llie em-
pacha ment 410 eslamago e prisao de vert-
ir, que ludo f.igio ;i presenca de una dose
de nux-v da 30." dynsrnisac&o. B, grabas
honiiroiathia.o venerando postor esta res-
litu1do.1i) gao rebanbo.
Ten-se dito por ah quaS Rxc. no foi
cuia o pelos, medicamentos homo;apti-
cos quo Ih-alaiiuMrei, e sin pelos neios
ellopatbicoseapregadospeloSr dnutorSar-
incn o ealg'uem me ten asseverado qu
oiivira lato mesno da bocea deste illuslre
medico. Posto que nio dss- muitnerediloa
semelhanle airir-intiva dirgi-me comtu-
doao palacio deS. Exc.e Ihe ped que com
toda a franqueza n>i decaratsa su havia
tomado remedio algn allopalhico ; e elle
me responden,que linhn por entume, i/unn-
(lo se entregava aos cuidados dealgum medico,
nao se njjustar duquillo i/uc esU Ihe prever-
va, e qw, conecendo a siiicciiladc de carc-
ter do sr. diiutur Sarment, achata-se habilili-
ludapnra a/prmur-me que este senlior nao era
capaz de Ut dito semelhanle Covsa
A vala, pois, de ludo i.to,ningunn pde-
la negar que S. Ele. deve a vida a houieOB-
palliia, qu 1 poV duas ve/cs o livrou dos tr-
nenlos produzidos pelos sinapismos, pelos
cau>ticos, pelas sangrias, ote, etc.
Soja nais cute fado registrado nos an-
uaes da homecejalhia ; e sirva ello para
provar que as dse iidiiiitesinaos, qnando
enpregadas cora sciancia e opporlunidade,
sflosenpre rfUcazos eiulolas al molestias
que l'requenteinente zonban da medicina
ordinaria.
Itecife, 20 de marco de 1850.
I)r. Sabino Olegario Ludgero I'inho.
Manoel Jote de Sant' Xnna Rtis, actual secre-
tario da cmara municipal de P'i-d'.tlho,
em nirlude da le, ele.
Certifico, que revendo o livro das actas,
em nenhuma das sessoes p'ocedidas de Ja-
neiro ale boje consta que a caara despa-
chasse ao professor de prineiras ledras
petic-lo alguna, o en nenhuna das ditaj
sesses se acha o nome do dito professor
sob'e objecto algum, e nem provi lencias
sobre a substituidlo do dito professor em-
quanto ausente; pois a sua ausencia n.to
eslava reconheoida pela cmara. Vai sem
cousa que duvida faQi, por min escripia e
assignada nesla villa e enmaro 1 do Po-lo-
Albo, aos 13 do marco de 185o, vigesimo-
nono da 111 lepen lencia e do imperio do
Brasil. En le de ver lado. f> secretario
da Cmara, Hannel Jos de Sont'Anna feis.
Manoel Jos de Sant'Anua liis, etc.
Certifico que, revendo o livro das actas
desta cmara, en sessSo alguma desde Ja-
neiro deste anno at hoje consta quo o pro-
fessor de prineiras ledras tiesta villa re-
queresse a cmara licenca alguma. Vai
sem omisa que duvida faca,por mi n escrip-
ia e assignada nesla villa e enmare 1 do I'ao-
do-Alho aos 13 de marceo de 185o, vigesimo-
nono da io lepen lencia e do imperio do
imperio. En f de verdade.U secretario,
Manoel Jos de Sant'Anna Helt.
Eslavam reconhecidos.
du Varzoa, 20 de margo de 1850.Francisco
de Paula Corrriade Araujo, subdelegado.
Public icao religiosa.
Sabio luz um livrinho com o titulo de
DEVOTO CHRISTAO,
o qual i'onlein a doutrina chrislfla, breve
noticia dos misterios da missa, obras que
devvm fazer o chrst.lo, oraces para dena-
nli.la e a noite, ditas para a confissSo e
oommunliUo, exercicios para cada di, no-
venas das almas, assenclo do Senhor, Con-
ccicao, Menino Jezus, Sanio Anlouio, modo
do resar a eatafto, breve emenda dos erros,
signaes de Christo, sentenijas de pilatos,
me Unido do re.-ar o 1 o/ai 10 e le en de Nossa
Senhora, my-terins gozosos dolorosos, e
gloriosos, ladainha de Nossa Senhora, ora-
cao de S. Ilernardo, dita para pedir a paz,
responso do S. Antonio, oseada niystica,
1111 iiai'ao dos justos, suspiros pela gloria do
co, ele : veudem-se na hvraria, ns. C e 8,
da praca da Indepen-cia, a 6(0 rs., em meia
oncadernag3o.
< 1 11 io. ni 1
avisos martimos.
COMM6HCIU.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 22..... 3 039,987
Deicarregam hoje 23.
Culera inglcza Seraphina nercadorias.
Hriguainglcz Magnct idem.
Escuna brasileira Otaria-Firmina sola.
Barca portuguoz.a Bracharense -- sal.
CONSULADO OEIUL.
Rendimento do dia 22..... 2:1.13,763
...... 177,391
2:611,15t
Diversas provincias
EXPORTACAO.
Despachos martimos no dia 22.
Marselhas rom escalla pela Parabba, a
polaca franceza llelnpotiz: conduz o so-
guinte :
1,000 saceos com cinco mil arrobas de as-
sucar mascavado.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 22.....1:527,088
------------------------1""
UOVIIDCIllO di; *orto.
Navios entrados no dia 22.
Genova,--35 das brigue sardo Does-Fratel,
de 232 toneladas, capilflo loflO llaplista
Gorlelo, equipagem 12 pessoas, carga
lastro; aOhveira Irmlos & Comjanhia.
I icou de i|uareidla.
*l________________________
Det
tfll'ilC
t;oes.
Illma. Senil ora.--Existe en meu poder
pira seren protestadas oito ledras, sendo
urna ila quanlia de 111,320 rs., por parte de
Jos Saporiti ; outra da quanlia de ria
1:0*9,88.1, por parte de Janes Crabtreo <5
C. ; uulra da quanlia de 595,056 rs., por
parte de Fox Dpolliers ; oulra da qUantia de
200,219 rs., por parle d-El. Bolli ; outra
da >|ii iiilia de 774,288 ris, por parte de
Kalknann IrniSos ; oulia da de 582,721 rs.,
por parte de Heane Youle & (). ; outia pin
parle (! Johiistou Pater & C.,da quanlia do
1 031 632 rs. ; e outra por parle de llenry
Cibsoii, da quanlia de 2:tU8,97 rs. ; todas
aceitas pelo Sr. Jos Joaqun da Silva
Maia, iudussadas por V. S. pelo seu procu-
rador Manuel Lopes Machado: mi va-so,pois,
me dar as causas por que as no prgou para
as mencionar no protesto quede mi 111 se
exige.
Itecife, 21 do marco de 1850.
Ocscrhfiu dos protestos,
I"i7o Fiock \iomano.
Illm. Sr. Tito Fiock Romano.Em res-
a>w -1----------------- -1------ ----- ** !< >>|. 1111/ 1 1 'V ti iiuiiiuiiu,-----i'HI aJ-
me$ad(s respondamos immediaUmentelposta sua caria datada de bonteui, que
A caara municipal manda scienlifi-
Cir as em'; 01 a(;i'ies religiosas o mais pessoas
aqun convidou para assislirem a benoao
do cemiteriu publico, que essa cerinonia
religiosa lera lugar 110 dia 21 do corrente
(domingo), pelas 4 horas da larde e roga as
mencionadas pessoas c s que forcn ainia
convidadas, se dignem de comparecerem
a semelhanle co, para seu naior brilhan-
tisno.
-- Pela segunda secc3o da mesa do con-
sulado provincial se annuncia a lodos os
COlleetados para pagarem o imposto de
12,800 rs. creado de cunformidadecom o
14 do artigo 38 da le do orcanenlo 11. 244
de 16 de juntlode 1849, quo se esta arre-
cadandu passlvameote pela dita sei\.1n se-
ineliunie imposto, dpsde Janeiro do cor-
relo anno; e que, liria lis Ju o prazo mar-
cado pelo regula meato do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 12 de novembro do
anuo prximo passado, se proceder exe-
cutivamente contra tolo aquello que n3o
liver salisfeilo dito imposto.
Pela capitana do porlo desta provin-
cia se faz constar aos pescadores e mais in-
dividuos, enpregados no trafico do porto,
quo achiren algumas latas, quo sesup-
pem terem sido laucadas ao mar de bor-
do da barca porlugueza liracharenie, con-
teni nolas falsas, que eulregando-aa ao
chele de polica, rocebeiuo delle una gra-
tificarlo proporcional a quanlia encontia-
da na mesma lala : segundo as Ordens da
presidencia.
Pela subdelegada da fregueza de S.-
Jo-e do Rccil'e l'oi appreheiidioo un barril
con iiLunLciga aura prelo, que oandava
vendando queni ae julgar com direilo a
elle, du ija-sc a nie.sni.i, Va\ a dupu i.s de |n n-
var a sua posse, llie ser entregue.
Pela subdelegada de polica do pr-
meiro districto da villa do .Na/.ii otli, acliain-
se presos e recolhidos a cadeia da mesna
villa porandaren fgidos os prelos, Joilo
cabra quo diz ser escravo du capilo Jos
liiilinoda Villa do l.imoeii'o ; Anloi.in, di/
ser esclavo de Jos Salvador senlior do en-
gentio Sibauoa em Macei; e Manuel, que
diz ser escravo de Adriano do llego da villa
de Iguarassii e para que a todos chegue a
noticia so faz publico pelo preseule jornal.
Por esta subdelegada so faz publico
que, tendo apparecido un cavallo mellado
SUIII dono, ai lia -se depositado, u quoiii so
julgar com direilo a elle apresente-se con
a competente justilicaco. Subdelegacia
Para o Rio-de-Janeiro sahe, con a
maior brevidade possivel, o brigue nacio-
nal Sem-Part para o resto da carga, pas-
sageiros e esclavos a felo, trata-se com o
capilo, Jos Juaquim da Costa, na praca
do Comnercio, 011 con Novaes i Conpa-
uhia, ua ra du Trapiche, n. 34.
Vende-sc o patacho ameri-
cano Rompt de lote de iuG tone-
ladas americanas, forrado de co-
bre, muito veleiro, e prompto pa-
ra seguir qualquer viagem : os
pretendenles, dinjam-se aos con-
signatarios, llenry Forsler &
Companhia, na ra do Trapiche,
n. 8.
Para o Rio-de-Janeiro sahe no lim da
presente semana o palhabute nacional Ame-
lia : para o resto da Carga, passageiros c
escravos a fete, trala-se com Novaes &
Companhia, na ra do Trapiche, n. 34.
Para oCeara pretende seguir viagen,
al 30 do crrente, o hiato Noro-Ulinda,
por lor j grande parle de seu carreganen-
lo a bordo : quun nclle mais pretender car-
regar ou ir de passiigem, se entender com
o mesmo mesire, Antonio Jos Vianna, ou
na ra da Cadeia-'Velha, 11. 17, segundo
andar.
Para o Rio-de-Janeiro sahe, con mili-
ta brevidade, o patacho nacional Curioso,
capilo Domingos Aulonio de Azevedo, por
se achar com parle da carga pronpta : para
o restante, passageiros e escravos a fele,
Irata-se com o mesmo capilo, ou com Luiz
Jos de S Araujo, na ra da Cruz, n 33.
Vende-se a barca nacional Princeza,
de Iota de 257 toneladas, forrada de cobre c
prompta con todos os periences para fazer
viagen : quen a pretender, pode ir exami-
nar a bordo, a qual se acha Tundeada de-
froiilo do Passeio-Putilico, e tratar con
Anioi un IrmSos, na ra da Cadeia do Ite-
cife. n. 39.
A veleira escuna nacional Emilia, de
que be capilo e pralico Antonio Silveira
Maciel Jnior, deve ebegar do Para at o
dia 25 do correte, para onde vollara con
osala pelo Maianliao, com a maior brevi-
dade : quem na mesma pretender carie-
gar, ou ir de passagem, dever entendei-se
con Joo Carlos Augusto da Silva, na ra
di Cruz, no Itecife, 11. 13, armazem.
Avisos diversos..
O escrivfio da contraria do Senhor
Bom-Jesus-das-Chagas, por orden da mesa
regndora faz publico, que no dia domingo
de Ramos, tem de se pateolear aos olhos
dos fiis a prucisso do mesmo Senhor, cu-
jo transito he o segiliute : so sahir da gro-
ja seguir pela ra da Roda, travassa do Sol,
ra do Sol, ra Nova,, ra do Cabug, ra
das Cruzc-k Ordtim-Toi coi 1 a a seguir para o
Recile, roTda Cadeia, ra da Cruz, ra dos
Tanueiros, ra do Trapiche, ra do Viga-
rio, traveasa do Cordiniz, ra da Moda.
ra da Madre-dp-Daos a seguir para San-
to-Antonio, ra do Collegio, praclnha do
do Livramento, largo do Livramento, ra
Direila, largo do Terco, traveasa dos Mar-
tyrios, ra e Hurtas, largo do Carino, ra
eatreitado Besarlo, ruadu Queimado, ra
das ruzes a recolher.
Pede-se aos Srs. moradores das ditas
ras, que lenliam a bondade de varrer e
aceiar as ditas ras, e tambero pede-se ao
Sr. administrador dos lampeos, que oa
mande lirar por este dia, aim de nSo em-
barazar o transito.
. Manoel Rento de S e sua mulher, Ma-
riana Monteiro, ambos prelos forros e de
nacio Costa, retn am-se para a Bahia.
Precisa-se deum armazem e de um
primeiro andar, em as ras da Cadeia do
Recite, Cruz, Trapichee Vigario : a tratar
na ra do Trapiche, n 14.
olio re ce-so, para ama de uma casa de
pouca familia, una psrdkde 40 anuos pon
o mais ou menos, a qual so se encarrega
de cozinhar o diario de uma casa e lavar
roupa:quema pretender, diriji-se* ra
do Crespo, n. 23.
Precisa-se de uma ama do leile : pre-
ferc-se captiva : na ra do Cabug, loja do
qualro portas.
Thomaz Fernandas da Cunha retira-se
para Portugal, com sua familia, a bem de
sua sade.
Para l'arululu, sahe inipreterivelmen
te 110 dia 27 do ntrente A biale nacional
Espadarle: queiii no mesmo quizer carre-
gar, ou ir de passagem para o que lem com-
modos : trate na ra do Anoiim, n. 36, ou
com o mestre no trapiche do algodilo.
Fura o lio-dc,-Jaueiro sa-
he, no dia 26 do corrente, a mui
to condecida e veleira burea na-
cional Firmeza, capilao Narciso
Jos de S -Auna : nimia recebe
alguma carga, escravos a fete e
passageiios : a tratar com o mes-
mo capilo, ou na rita da Cadeia
do Kecife, n. 4o, terceiro andar.
O biigue Sem-Par sahe para o llio-do-
Janeiro com escala por Macei : recebe car-
ga para ambos os pin tos: quem no mesmo
quizer carregar, dirija-se a Novaes & Com-
panhia, na ra do Trapiche, n. 34.
Para a ilha de S.-Miguel pretende sa-
hir con brevidade, por ler nela le do car-
r 'gnenlo piompla, o brigue nacional
Espirito-Santo, capilo Alejandre Jos Al-
ves : para o resto da carga e passageiros,
trata-se con Francisco Martins Ferreira, no
largo do TeiQO, n. 139, ou com o mesmo
capilo, na praga do Commercio.
Leiloes.
O corretor Oliveira far leilo, por or-
den e em presenca do Sr. cnsul da rep-
blica franceza, de um escravo moco, car-
neceiro e de militas nutras bdas habilida-
des, porlonc ule a liquidaco do finado
Joo Dubois, subdito fraucez ; asssini co-
mo nutro escravo com principio de fer-
reiro, uma carteia para qualro pessoas,
uma espingarda, um relogio patente
de ouro, una purro de roupa, perlen-
cente ao finado Jouanet, tambiii subdilo
francez : terca feira, 26 do Cui'ieute, ao
meio-lia en poni, no respectivo consu-
ado, ra do Trapiche-Novo.
O corretor Oliveira far leilo, poror-
dnm c em presenca de Illm. Sr. juizdoci-
vel desta cidade, da armncao e todas as
fazendas da loja do finado Cabriel Conexi-
vos Lomba : sita na esquina da ra do 1.1 .in-
undo, principio da praciuha dol.ivramen-
to : sobrado, 23 do corrente, as lo horas
da maiiliaa, na referida loja.
lenlo Jos da -Silva Magallles por seu
bastante p'ocurador, no leudo podido ef-
fectuar honlen o leilo de 19 barris de
manteiga ingleza do irmeira qualidade,
cono aiinuiic ara, declara que lei luga,
boje 23, pelas 10 horas da manha, defron-
le da porta da allandega.
--Jos Rodrigues Pareire, inventarente
dos bous que ficaratn por fallecimenio de
seu o uni, Lucio Rodrigues Pereda, tendo
de proceder a inventario, roga a quem se
julgar credor do dito finado, o obsequio de
a presentaren suas cantas, aim de aerem
competentemente descriplas no mesmo in-
ventario, com be de le.
S. Se has tifio.
Na ra Nova, n. 01, existe uma rica e
nunca vista estampa da milagrosa imagem
de S. SebastiSo, a qual conten 2 versos a
margen ; assin como as eslampas do Se-
nhor Crucificado, depositado oa igreja da
Madre-de-lleos N. S. da Sada, S. Panta-
leo, S. Brz eS. Amaro: todas estas es-
tampas so advogadas da peste que presen-
temente nos assols. Na mesma casa exis-
to uma pinoo de dulereles outras estam-
pas, que se daro por proco commndo.
A dona da casa da. villa do l.inoeiru,
em que mora Joaquim Jos Lopes Cuima-
racs, declara que nesla data tem escripto ao
mesmo, proveuindo-ode que lie pagando
de boje em diante o aluguel de 10,000 rs.
mensa os al Ihe seren entregues em sua
no as chaves da dita casa: protestando
desde j contra o mesmo inquilino por
qualquer dainno, ou ruina que sobrcveuha
a mesma casa : e para que no alegue ig-
norancia para o fuluio, faz a presente de-
claradlo.
ull'eroce-so um administrador para
engenlio, do que lem pratica : na ra do
Collegio, n. 25, taberna.
Desappareceu, em dias do correnle>
mez, um quarto melado, capado, com
diase cauda prelas, sendo esta aparada :
quen o pegar leve-o a ra da l'enha, n. 1,
prineiro andar, que ser reennpensado.
Oahaixo assignado faz sriente que Jos
Francisco de Oliveira deixnu de ser seu
caixeiro desde 18 do correle. Jos da
Costa C'arvalho Guimarllet.
-Aluga-se um sitio na estrada de Beln,
com bastantesarvoredos de fructo, terre-
no para plantaco, pasto para duas vaccas,
casa para pequea familia, boa agoa de
beber, por preco contundo : no Aterro-da-
lloa- Vista, n. 17, fabrica de licores.
Aluga-se um moleque liom enzinhei-
ro e comprador, para casa de bomem sol-
teiro, ou de pouca familia : na ra das Crn-
zes, n. 10.
Aluga-se um sitio muito perloda So-
ledade, que tem uma grande casa que ser-
ve para duas fanilias pelo bom renarlimen-
lo que lem, com bom armazem, muitos
pi'-s do laranjeiras, ligueiras, parreiras
oulros muitos arvoredos de excellentes fruc
tas ; uma cacimba de boa agoa : os preten-
denles dirijam-se ao largo da Trompo, so-
brado, n. I, que tem venda por baixa ; e
ahi mesmo, vende-se psdoparreira mus-
calel de cheiro da melhor que ha na terrs.
Desappareceu no dia 16 do corrente, do
eiio'iilio Tapen, fregueza de Smto-Vna-
1 o-J ili.lilao, o escravo de nome Tirmo-
genes, que lem os signaes seguintes ; prelo
creoulo, un pouco alto, secco, cara con-
prida.quoixo fino, sem barda, ps e n.los
con militas marcas de b'xos o representa
terde idade 22 annes : quemo apprehender
leve-o 110 cngeolio cima mencionado, que
ser generosamente gratificado.
Porgunla-se ao senhor juiz da irman-
dade do Divino-Espirito-Santo, a raso por
que a irmandade quaudo sala incorporada
deiaa de an lar por ras largas, e anda por
beccos eslreilos.
i'recisa-se de uma parda ou preta de
boa conducta, para o servico de uma casa :
na pingada Independencia loja n. 3.
Luiz GouQalves Itoirigues Franca
agradece a Sra. Mana Tress-, o final de seu
aununcio inserido no Diario de 30 do cor-
rele inez, e no pode deixar de eslraiiha'r
a prevenco que Taz ao respeitavel publico
sobre papis p.ssadus pelo o amiunciaiite,
seu beinfeitur, que o nao ser annunciante
a Sra. Tresse, j estara no outro mundo
com uuia grande porcjlo de .... a Sra.
Tresse no lem bens algum que no soja
una saraliua em casa de seu mano, unas
wdragas veluas, una cangatha prupria pira
. un sitio arrendado ao Illm Sr. Fre-
derico Chaves, e alguna trasles velhos de
casa o ni ais Dos b.. ten consum lo e n.lo o
a n n uncante, lidin ciuiliecido pelos seus pa-
tricios nesla provincia, aoude tem bens de
raa e no pequea heranca de seu lio Fran-
cisco i.oncalves Rodigiies, e a de seu pai
Manuel Conexivos Rodrigues.
Lu: oncolces Rodrigues Franca.
--Amonio Soaies, subdito purluguez,
relira-se para fra da provincia.
MUTII ARO


i
Ijj lrmandade do SS. Sacramento do
bsirro'de S.-Antonio do Recile.
A irmandadedoSS. Sacramento do bair-
ro de S.-Antonio lo Recife.de acerdo cora
o reverendo parocbo interino, tem resolvi-
dn transferir pura depois de Paacoa a des-
abriga dos enfermo da treguona, em con-
ilqiienciadeseacharem muitos dos saos
mos doentes, e outros polo mesmo moti-
fra da cidaie : e por isso se faz o pre-
sente annuncio, para conhecimenlo de
jrjaquem possa inleressar.
Lotera do Rio-de-

lam
eiro.
Ans 20:000,000 de rs.
Na prega da" Independencia, n. *, ven-
dem-se meios bilheles da seguala lotera
beneficio da fabrica de lecidos; bem como
'inarlos, oitavose vigsimos di 9.a lotera
de S. Pedro de Alcntara.
Francisco, de naci Coate, retira-se
para a Babia, levando em su companhia
su* mulher Marianna, e duas Ollias Runa
e Rita.
- Antonio l'ias GuimarBes, subdito de
S. M. F., retira-se para Portugal.
f Joflo Alfonso Torres, subdito portu-
ffuez. retira ae para Lisboa.
--Hoie, 23 do correnle, portado lllm.
Ir. Dr. joiz municipal da segunda vara, se
13o de arrematar duas tabernas, penhora
das a Joo Jaciiibo Morejra, por execug.lo
de Joaquim Pinheiro Jaco ne e outros: be
ultima praca.
--Aluga-se um sitio annualmente, que
soja em Ponte-de-Ucha, ou as immedia-
, g>sd Manguind, com preferencia i mar-
genado rio Capibaribe: quem tiver, diri-
ja-sc ra do Creipo, n. 7.
-- Precisa-se de urna ama de leite: na
ra do Quoimado, loja n. 9, ou na ra d
Cadeia, n. 22, segundo andar, quasi defron
Te da cadeia.
-Nsabaixo assignados fazemns scien-
te ao respeilavel publico que, leudo annun-
. ciado por esta folha, em 21 de Janeiro pr-
ximo passado, que Manoel Jos da Silva
CuimarHes deixava deser caiteiro da nos-
sa cas*, agora de novo fazemos sciente que
desde lOdo crrante tornou a entrar para
casa, aflro de evitsr-lbe qualquer um mo
destino que a sorte Ihe possa acarretar, vis-
to ter-nos pedido desculpa de qualquer er-
ro co nmetlidu sen) precaucfio,' e por mo-
tivos das mas guias e conselhns. Recite,
20 le marco Ue 1850. Victorino & Guima-
rei.
Jofto Vignes, fabricante
de panos, ra larga do
Rozario, n. 28,
fabrica riquissimos pianos, de proposito
para este i ai?, os quaes teem todas as qua-
idade reunidas con seguranca, elegan-
cia, e machinismo de sua invengflo, como
nSo tem appajecido, que nunca poden l'a-
thar; as principaes qualidailes dos pianos
do dito fabricante he ter urna grande soa-
vidado, urna perfeita igualdades respeiti
dos sons, um teclado e machinismo fcil,
ou para m'clhor dizer intelligenle pan
executar e roproduzir com l'acili lade e fe-
licidade as mais delicadas mudangas d
msica.
Attcncao!
Agencia de passaportes.
A anliga agencia da ra do Rangol, n. 9,
sobrado, contina a tirar passaportes para
dentro e fra do imperio, c despacham-se
escravos, pelo mais commodo prego que he
posslvel.
Q O
g Ilomoeopathia. g
0 O consultorio homueopathico S de Pernambiico, na ra da O
Cadeia de Santo-ntonio, $
n. aa, dirigido por J. B. |j
Casanova, estar aberlo O
todos os das, desde s 6 5
horas da maoha at as 6
d* tarde.
Os doentes s'-rfo vizitados todos os
O dias, nSo sendo muito longo.
9 A pobreza receber ossoccorros da O
O homoeopathia gratuitamente.
ooooooodooooo lloubo.
Na noite de 6 para*7 do passado, foi fur-
tado a urrfprelo que venda fazendas, urna
grande lata e um carino com diversas fi-
zedlas finas ; pois lendo o mesmo preto,
[ior motivos de embriaguez, chamado um
ganhador para carrregar a fazenda, o mes-
mo se evadir com todas as fazendas e al-
gum dinheiro que carregava. Roga-se, por-
tamos polica ou a qualquer pessoa que
tenha noticia do occorrido, de dirigir-se
ra da Cadeia-Volha n. 21, casa de tftnoel
Antonio da Silva Antunes, que ser gratifi-
cado com 100,000 rs.
'3
9
o
9
o
o
o
Q
o
o
o
Fnrlaratn, iimlia 'iodo cor-
rente, da ra da (lonconiia, de ci-
ma de urna mesa, um. bahtizinho
de tartaruga com 3 imagens den-
tro, urna de S. Antouio, outra da
GonccicSo, outra de 8. Benedic-
to e alguns resistas ; bem como i
caderno de msica : o ladro foi
um preto : quem tiver noticia, ou
Ihe for oierecido, dirija -se ao lar-
go do Terco n. aa, ou annuncie,
que ser generosamente recoui-
pensarloo
-- Jos Bernardo Jnior, Brasileiro adop-
tivo, retira-se desla provincia.
Se-
HOMOEOPATHIA PURA.
Rua do Trapiche, n. 40.
Boticas e livros para otratamen-
to dos enfermos pela homecopalhia :
acham-se a venda por mdicos
precos.
Compra-sc dragonas e bandas de esn-
notilhos velhas, e do olliciaes : na praga da
Independencia, n. 19.
-Compra-se um habito de Christo, par
pescogo, quo seja de ouro esmaltado, sim-
ples e sem pedras : na praca da InJepeii
dencia, iivraria ns. 6 o 8.
Compra-se um melhodo de Carulli para
violto, dri quarla ou sexta ediclo : no lar-
go do Te. co, n. 22, ou annuncie.
Compra-se papel do Diari t-Velho. a
3,840 rs. l arrnuba : na ra ilo Rozario-
larga, n. 21, fabrica desigarros, per lia ix >
do sobrado "
Compra-seas arvores que dao aj so-
seguioles fruclas, em estado do se piantu-
rem o sflo : piuhas, sapolis, romii's, Anua
da Indi, geninichame, condena, jaholica-
ba, g.iialias de differentns quaiidad>>s,
mangaheira, limeira, limes doces o la-
ranjas sellas, assim como de oulras quaes-
quer qualidades : na ra do Crespo, n. 9.
Compra-se um escravo mogo que nllo
leuda vicios nem acnaques, prufeiindo-se
sendo padeiro : na ra Direita padaria,
n. 24
Vendas.
ODr, Luz seofferece a dar todos J
os esclarecimientos necessarios para li
o melhor uso dos mesmos. o
DEPOSITO GEIUL
do superior rap areia-prtta
da fabrica de Gantois Pai- g#
Ihet&c Companhia, na Ba- 9
hia. ^
Domingos AlvesMalheus, agentada #
; fabrica de rap superior arcia prcla s#
aj e meio grosso da Rabia, tem aberto o 4
0 seu deposito na ra Cruz, no Recife 4
? n.52, primeiro andar, onde se achara 4
f sempre desie excellentc e mais acre- 4
// ditado rap que at o presente se tem
f: fabricado no Brasil: vende-se em bo- 4
|i; tes de urna e meia libra, por preco 4
|p mais commodo do que emoulraqual- S
quer parte. 4
I
mtsicas novas, ra larga
do Rozario, n. 42ii,
Jolo Vignes recebeu pplo ultimo navio vin-
do de Fianca superiores pianos, assim como
muitas pecas novas de msicas, como mu-
dos, finlasias, variaefics, valga*, quadri
Ihas, polkas, methodos, msica de cauto-
ria, entre as quaes as novas Icmhrancas d
Pernanihuco, poesia de um dos maisdis
tinelos Pemambucanos, com ricas estam-
pas, todas ipropriadasaos senliaieiitos das
pegas pelos xeus autores, duas missas en.
partitura o 11 m excellenle fagote
Lotera da matriz da Roa-
Vista.
0 respectivo thesoureiro,Manoel Gonca-
vel da Si'va, pretende no illudir a expec-
tacilo do publico com annuncios importu-
nos do andamento das rodas desla loteriai
esforcar-se-ha quanto couberem suas fr-
gas para com a posivel presteza Innuncia ;
o dia, alem do qual nSo devera passar a es-
peranca dos compradores porque enlende
queaessa illusDo em que alguns teem po>
vezes deixado o respeilavel publico, se de
I ve essa especie de descrdito, que tanto
i tem demorado o andamento das nossag lo-
' tenas ; por isso limita-se por ora a annun-
I ciara venda dos bilhrtes, e a extrahi-los
I comlodooempenho, afim de poder ase-
gurar aos compradores o dia em que deve.
riclla imprelerivelmente correr.
A vantagem do plano ji publicado eolim
religioso para que fui esta lotera concedi-
da, convida e seduz os tentadores da soru-
a enneorrerem seui demora para a compra
m dos nun ros que Ibes preparam a suave
. acquisicSo de lieos da fortuna, sem risco
, de grande capital, e com o importe smen-
te da diminuta quanlia de 5 ou 10,000 rs
por poucos dias.
1 Desde j achar-se-bSo os bilhetcs: no
Recife, lujas do thesoureiro e do Vieira
cambista ; em S.-Antonio, botica de JoSo
1 More ira Marques, no pateo da Matii, e de
Francisco Antonio das Chagas, na ra do
*l.ivrameulo; loja de llernardino Jos Mon-
teiro, priirinha do Livramenlo, n. 44 ; m>
,Aterro-dBoa-Vista, lujas de CuimarSes
n.|M. e de liuarte Borges da Silva, n. 16
Pommateau, cultleiro,
no Aterro-da-Roa-Vis.
la, n. 16,
previne a todos os seus freguezes que se
Ihe faz preciso fazer agora una viagmn al
a Franca, e deixa a testa do rea estabelpci-
nienlo o seu crucial, o Sr. Keller, para o
supnrir durante a sua ausencia, e pors-us
procuindores, os Srs. Julio Pedro Adour &
Companhia ; assim como pedo a todas as
1 c-.-oas com quem tenha cuntas, de as vi-
re 111 fiualisar porestes dias.
O uli.iixn assignado, credor
da massa de Francisco Jos Pe-
reira Braga, convida
Srs. credores
-
:>
:>
-
Sa- 41
Agencia de passaportes.
Tiram-so passaportes para dentro e fra
do imperio na ra do Rangel, n. 57.
ROUBO.
Custodio Manoel Goopalvcs com loj 1 de
ouvires no Altei'O-ila-Ba-Vista, n. C9, faz
publico que fui roliliada a mesnia sua loja
na imite de 17 para 18 do correrte estamlo
o annuncianle com toda a sua familia no
Monleiro, e lendo o ladrflo, ou ladrOes abor-
to urna das portas da casa com una chave
falsa verba mas limada de novo ( cuja dej-
xaram flear na mesma purta ) e entrando,
aliriram todas as mais portas interiores e
roubaram as obras abaixo especificadas. O
annuncianle suspeila quem seja o ladrao,
nflOSO por certas circumsianciasanteriures
ao roubo, como por alguns signaes que fi- jcaixinhas sorlidas ; Caixinhas de alliueles
caram delle, mas para melhor verificar es- de ''regar costura ; livrinlios de marcar;
sas suspeitas gratificar generosamente a agnlhas grossasde coser saceos* chapeos;
quem Ihe descub> ir verdadeiramente o rou- Hrnhoj do alphabeto para meninos ; agu-
l'O o os ladies, prometiendo lodo o segre- H'eiios de louc n vidro; cayetas de me-
d : e roga aos mais senliores ouvjres que ilal e casquinha ; lapis finas ; penuas de eco
nlo comprem e antes pprebeiidilo qual- o de pato ; vidrinliosde tinta parariscar;
rea finwir.iin rabera, e arrebentaram laos an-
do gr ni le o irjo de sangue e materia. Depoia
d^ ler i.....iiiii >4o pelo espado de 'S mezea com
u reui'di 'i uinha innlettla ceasou iniera-
iii' ni-, e .-o Iiri me rfiabelecida de perfeita
atilde, i, n .le desde aipi.lle lempo i'm en mi-
tin o" si tu a menor all'eclayao de eiiferinida-
de. Neaua rlreunutanciaa he que me resolv
ao priiieip' 11 i'ITerec-ld ao publico, flrinr-
menie oiiucih UU> de que he o nico remedio
que c lem liMcabrtto. no qual se pode ter
1 mili.ni.. 1 para a ra ilc plithisiea p. 'inonar.
('urou onde (niioa i mais remedios til iiam fa-
lliado. e, so l.r l mado eappllcadoi'cundoas
iln i'ia irs, piiueaa vive deuarri de pruduzir
11111:1 cura radl' al.
O seu prim l|do de nperar he fcil de expli-
car : lUatiaa e acalma a inciiiuioda tosae,
amadurece o ..:.- .-^> >. facilita a salivaeo, e
em pouco tenipo livra os bofes da materia que
se retnenos tubos de ar. ll.uul.i as funecet
11-11 o s sefli necesidade de oiitra qualquer me-
dicina. Tonifica o systema e purifica o saifgue.
NSo conini, nem mercurio, opio, ou outro
qualquer ingrediente venenoso, e he feito ni-
camente de raiut e fierra. Tein-ae usado b
mais de nove anuos, e he iiniversalinente con-
siderado cuino o grande e nico remedio para
eita horrorosa molestia. Os seua efl'eitos so
em todos os lugares o niesuio, admiraceii e lii-
umpkanle '. '. !
Como medicamento preventivo e antidoto
contra as tendencias do clima para a plithisica,
he de grande valor, e nao d,segundo faz qual-
quer medico ou couhecedor de drogas, porin
Constitiiicao e cdigos.
,.__j.__ 11 1 1 1 I eiiiouanlo se est paliando coui oslas enganotas
Vende-se a collecio de |egislaCflo con- I nll-,/urat|0 oeaU J.,, rpidamente empeiuran-
tendo a consliluigto do imperio, cdigo do
processo, reforma, reuna montos :ns. 120,
122 e 143, cdigo criminal, regala monto do
sello, f regiment de Minas; ludo enca-
dernado em um volume por 4,000 : na pre-
ga da Independencia, Iivraria ns. 6 e 8.
Os Evangellios
Vendem-se os evangelhos de N. S. Jess
Christo, em franc-z, em um volume, im-
pressfio de luxo e illumnada, por prego
muilo diminuto : este livro pode servir
para exeicicioda lingoa franceza : Na pra-
ga da Independencia, Iivraria ns. 6 e 8.
Vendem-se, na loja de quinquilha-
riase miudezas ta roa larga do Rozario,
n. 2-2, de Victorino & Guimarfles, pur pre-
eos muito favoraveis aos compradores, bi-
cos e ran las ; fitas de varias qualidades, de
I111I1 o, 1.1a e seda ; frOCOS ; fitas de velludo
franja de algo 13o brancas e de cures ; a
guillas francesas ns. 12, 13 e U ; ditas de
aos outro
para se teunirem
na casa de sua residencia na rua
Nova, n. 4 -, para tralarem solare
os seus interesses, isto no dia 12
do correnle, as 10 horas da ma-
uliaa. Manoel Carneim Leal.
querdas obras roubadasque silo pouco mais
ou menos as seguinlcs: urna gargantillia
de filagram ; um alfiuete lavrado com 2
diamsntes e urna grisolita no meio ; um
par de argollas de bollas de ouro; 2 res-
plandores redondos de ouro ; 1 cajado de
S.-Jos com 3 anglicas de ouro ; 2 pautes
de tahua larga coberlos de ourucum car-
ranca no meio : 8 ditos para marrafa ; 14
ditos fuscos; um S. Colgalo de prata de
quasi um palmo ; 24colheres de mi.. ul-
gumas contrastadas) 24ditas para cha; 1
par de esporas de correles ; 19 fivelas de
cor rentes para suspengoi ios ; 2 pares de di-
tas lavradas sem concilles ; unan culher
grande de. tirar sopa ; una dita de lirar ar-
roz ; urna correnle de praia ; 2 ditas peque-
as para chaves ; urna porgo de resplan-
dores redondos de piala, outra dita de
pomada de cheiro francoz; holes para
abertura, de mullas qualidades; dilos de
madre-pernla e louga para can isa ; ditu-
de osso finos o (para colirir ; dilos pretos
de velludo e massa para casaca"; ditos gran-
des cor de leite para fobre-casacas braneas;
; aljofares ; brincos de dito sortidos, duura-
lilos, francezes e de vidro com cores dilTe-
renles ; milao lnaiicoe amaiello; pontos
de baloia e de chifio para a lisar e prender
cabello ; Iravessas de laitaruga ; ditos de
inarlim ; Itnhl de carretel de 100 e 300 jar-
das; dita de mciadinhas grandes e peque-
as, grossas c finas ; carretela do retroz :
linhasde novelo de lodos os nmeros; di-
las de moiada de poso cfinas para canihraiii;
cordOes para vestidos : bicos pretos e fitas;
louga e refiu para escre.ver; oslojos de na-
vallias milito finas; lesouras muito linas
meia la alguns canudos para cristeis, de- para unh. s e de oulras quali ladea4 caui
*
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a>
>
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Consultorio lionueo-
palhjco.
Rua do Trapiche, llotel-
. Francisco,
Dirigido pelos doutores SabinoO. I..
Pinho, J. a. Luz, e C. Cbidloe.
m
4?.
JJ
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Todos os dias, desde as 7 horas da '
manhSa at as 3 da tarde, pdem ser -^
0
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c.
al
dais de prata e fivelas para caigas; um re-
logio saliniiele de prata; 3 ttulos do Se-
iihor, de ouro ; algumas coroas menores e
maiores; 1 pente do melal com borlas ; 6
facas com cabo de prata e om cdulas ris
29,000.
-- A viuva de Canuto Jos V'ellozo da Sil-
veira, avisa aos Sis. A. II. deal.elt. F. ilo
F. T. para virem resgatar os seus bilhe-
les deeffcilos que tomaram na venda de
seu finado marido em Aflogados, e quando
o, nflofagam, terflo de ver os seus nomes
por extenso e o conteudo dos bilhi tes.
--Alugam-se 2 escravos e 1 muala, que
serve para todo o servigo de urna casa :
na rua Direita junto ao capullo Pessoa ; na
mesma casa toma-se roupa para mandar
lavar de varella.
-- Preclsa-se do um homem para caixei-'
rod casa de purgar, qued finnga, ou co-.
nhecimento idneo de sua conducta : no 1
engenho Novo da Muribeca.
files; uavalllas de aliar; li unoolin-, de liur
racha, pelos e de Corea ; dilos de .retroz,
om pegas e vares ; caixas de massa muito
finas; ditas de biifiloe de oulras minia
qualidades; charulciras de vidro; cigar-
reiras de folha; colheres de metal bianc
e amarello para lirar aoupa; d'tis peque
as; luvas de pellica, 13a e seda para se-
niiuia ; volt is de cuntas piolas, finas e or-
dinarias ; brincos; eseuvas para denles
fiara ounves e para falo; dediles brandse
amarellos para senhora e meninas C'iXas
toril espoletas ; ditas com obreias ; oculo
de armaran, a/ues e brancos ; dito- peque-
nos ; caixas e niassinhos com paljtus de
fogo ; fita propiia para chapeos de padre ;
grampos ; lamparinas ; fio ci e aniarelln
superior para sapateiro ; sombra do varia.-
cores ; argolas doura.las para cortinados,
fivelas 1 lateadas para coa | relogios pai
meninos ; medalhas proprias para jogo di-
ilivoi 11 nenio ; botos de melal para cal
procurados qualquer desles Snrs.
As consultas serflo recehid is por
qualquer dos tres mdicos que se
adiar no consultorio.
Aspessoas neerssiladas continua-
ran a receber graluitameiile, lodos
-- Precisa-so de urna ama, forra ou cap-'?"s>" medidas do fita para alfaiate
tiva, que saiba bem engommar e cozinbar, \ Jas PHra caniieiro franecz.
para urna casa de pouca familia,
torci-
do, c cada dia mais e mais colloca o seu cas
/lira do alcance de eipcranfat! Nao auccede as-%
sim com esta preciosa medicina He sempre
-alniai, e seus eHeilos nunca sao damnosos.
Nao he opitica, nau he tnica, nao he um me-
ro expectorante, nao tem por objecto afagar o
dninle para ter urna fatal eeguranca. He um gran-
de remedio, una grande cuinposico curativa,
o grande e nico remedio que a sciencia e o
conheciuiento medico teem al hoje produzido
para o trataiiienlo desta molestia, at boje I11-
conquislavel.
Eaa una palavra he o melhor remedio no
mundo, c nenhuma pessoa locada com cale fia-
gello da familia humana ser justo para si e para
seus amigos, se descer sepultura sem alies
tar suas qualidades virtuosas. I uta nica gar-
rafa quasi que em todos os casos produzir
urna conaideravel mudanca no estado de gual-
quer dnenca, teja ella qual fr.
Tem curado casoa que se suppunham supe-
riores ao poder medien. Tem levantado doen-
tes como que da sepultura. Tem curado de-
pola que ja todos os ouiros systemas, medica-
mentos e meilimlus de tratamento teem falla-
do. Km urna palavra, phlhiiica cura-se.
A antiga opiniao de que phthitica nao po-
da curar-sc tem desapparecido desde a iutro-
duccao desta milagrosa medicina. A phthisica
pela dcscoberla deste medicainento acha-se
despida de motado dos horrores que cautava.
Em lugar de se entregaren! ao desespero quan-
du e-i n un seguros de que a phthisica llie ti-
nlia l.in.aiPi as suas ganas, milhares de pes-
soas teem recorrido a esto infaliivel remedio, e
com praier e rrgusijo euuliuuam desftuctando
s uide 11. sle secuto que produtio lal honclieio
raga humana.
Leiubiem-se todos aquelles que se acham lo,
cados de molestia pulmonar, qur por loase-
constipaces, asllima, bronchites, pleuris. es-
caos de sanguc, dr de costado e 110 peito,
palpiaco no corafan, dr de garganta, c to-
das as mais molestias dos orgaus pulmonares,
que o nico remedio seguro he o jarope do
bosque. r
l.einbrar-sc-ha o publico que cada garrafa
ti 111 dous papis com a propria assignatura dos
agentes II, C. Vales e Coiup., um na garrafa
cuiu una perfeita direcfo sobre o methodo
de usar delfe, e outro no papi I involio.
Piule ser mandado com toda a seurdade
para qualquer parte do imperio. \s ordena
execulam se |ioiilualnicnte.
Veude-s na rua dos Quarteles. 12.

BOWMAN & MC.
& ossoccorros de que precisaron), a o
qualquer hora do dia ; advertindo
que, serlo soccorridos com prefe-
rencia, aquellos que logo 110 princi- *
po da molesjia recorrerem a ho- J
mceopalhia, sem haver tomado re- i!
meiliil nli/lim alInnalKinn
. sem pen-
aflo de meninos : na rua do Pilar, n. 72,
segundo andar, em Fra-de-porlas.
3* Roga-se a Sra. D. J. M. N. T. que
tenha a bondade do mandar pagar aquella
letlrade 100,000 rs. e juros, que se acha
vencida ha dous anuos e 5 mezes, a 16 do
conenledesteanno; pois, nao mandando
por estes dias, tora o desgoslo de outro ir
cobrar nositid, do que nao ha de gustar,
porque essa pessoa nio olha a choradeiras.
Xarope do bosque
paia cura de phthisica em todos os seus dille-
reir graos, quer motivada por constipa.
cues, toase, astlima, pleoriz, cscarros de san-
;-nc dr de cnsljdo c peito, p^lpitaco uu
( na .ni, coqueluche, in mu inie. dor na gar-
;: 1 n i 1 e tudas as molestias dos orgos pulino-
uares.
De todas as niolcttias que por bcraiifa ficain
an e ii|ni hiiniano, iieiibiima ha que uais des-
tructiva tenha sido, ou que tenha /miijiadu dus
' esforgos dos hoiuens mais emiiieiiies em medi-
_i....n i .... n .. i.------";""' 1 calreos dos lionions mais eu.iiieiiiescui medi-
r.Z. L", ,Z' LJ .q"e f01 do ciuado que aquella que he geraltocnte conlie-
(uerra Silva & Companhia, ha lustros che- cida pora mcUilia na bofe. Em vaiiA pocas
gdos ltimamente de Franca, proprios pa-
ra ornatos desalas, ou de capellas, sendo
de 6, 8el2luzes, dourados e bronzeados,
centre estes um de cryslal dourado, do
meliiorgostopossivel, cem 12 luzes, por'
prego commodo.

Chapeos de so.
Rua do Paselo, n. 5.
Nesta fabrica ha presentemente um rico
i aortimento desles objectos do todas as co-
fres equilidaJes, tanto de seda como di
paminiio, por pregos commodos; ditos pa-
ra senhora, de bom gnsto : estes chpem-
elo feitos pela ultima moda ; seda adamas-
cada com ricas franjas de retroz. Vi mesm>
casa se cha igual soitimentodeseda e pan-
ninhos Imitando sedas, para cubrir ar
magues servidas : todas estas fazendas von
de n-se em pnrgSo e a retalhu : tamben- s
concerta qualquer chapeo de sol, tanto d
basteas de ferro como de baleia, assim cu
mo umbelas de igrejas: tudo por pregt
commodo.
Ovas do serto
He chegado alguns pares deste excel-
lenle petisco : na rua do Queimado, loja de
ferragens, n. 14.
fi .i 6)
^j Alugam-se e vendem-se as verda- rt
Q deiras hixas de liamburgo : na praga i\
q da Independencia, n. 10, ao vollar c
g para a rua das Cruzes. ^

Precisa-sede urna una forra ou capti-
va para todo o servigo de una casa : na tua
estrella do Rozario, n. 37.
Joo da Silva Regadas, lendo de reli-
rar-se para Portugal, roga a quem for seu
credor le apresentar sua reclamacSo para
sersatisfeita. '
Precisa-se alugar um preto : na ruada
Ca lea de Santo Antonio, n 13, na loja.
Precisa-se de um Portugucz, com pre-
ferencia a filhodasilhas, que saiba traba-
Iharem sitio, para trabalharem um no lu-
s dirija-so a rua do Crespo, n. j ierra : na rua larga do Rozario, n. 35,
Associa^o comino; cial
de l'ernamhiico.
Na sala desta associagiJo, no Recife, de-
fronte do Corpo-Sanio, seesl distribuindo
gratuitamente a traducgflo da memoria de
Mr. Mclsens, sobre o novo processo do fa-
brico do assucar. Os Srs. do engenhn e agri-
cultores a quem inleressar possa esta me-
moria, queiram mamia-la procurar na re-
ferida sala, em poder do archivista encar-
recado da distrihuico. Reara, is de
margo de 1850. secretario, Silva bar-
roca.
Compras.
-- Compra-se o n. 260 deste Diario, do
mez de novembro doanno passado: na Ii-
vraria da jo nga da Independencia, ns 6 e 8
Compra-se um bom cavallo : paga-se
bem : na casa da afeiigSo do municipio do
Recifn
-- Compram-sc sapatos de todas
as qua-
li, lerceiro andar.
: ioj-
do seclo pascado tem ae oflerccido ao publico
dille i mes remedios com atlestados eaa extra-
ordinarias curas que ellos teem feitu, poiin
quasi que em ludes os cases a llUSo tOItl Sido
apenas passageira, e o doenie torna a recahii
em peior esi.nl.i do que ae achava antea de ap-
plie.tr ii reno di i lan recouiiiieiidado : oulru-
la ni o nao acontece com cate extraordinario xa-
rope do bntque.
O prop tei.ino ao principio foi induzido a of-
ferecer este xarope ao publico, depois de le
cJIei di ido em si metmo urna cura permanente,
c depois de ter a opiniao dos primeiros medi-
os da Europa e dos Estados-Unidos, de que
aou ealado ja nao dava esperabas e era como segu. No auno de 1837 apanhei
nina gruudc constipado que me utucuu o pri
to, e todos os sjmploiuas de plithisica pulmo-
nar Iiifu se seguiraiii. bu linha urna loase lun-
tiiiuada cun dur no peito, salivava una ti. ti-
ma dina e algumas veaes uiislurada com san-
gue, urna febre tica, sumos de noite, ema-
greci rpidamente, e rui pouco tempo tquet
reduzido extrema debilidade.
Os ineus oiediciU (eiiiie os (|iiaos havia al-
guns dos principaes dos Estados-Unidos) junta-
mente com meus amigos perderam luda a es-
poiane i de ineu oieliini a un mu, e espcravaui
que en brevemente succuiiibiria.
Neste estado de molestia porcasualidade en-
contrei com unta antiga reoeita dos Indios, r
reaolvi-me com o cunsentiuiento dos meus me-
dicas a experimenta-la, visto o catado deses-
perado do ineu caso.
Qual nao sera a admirado dos ineus medi-
co, e n meu contenlantento vendo que desdi
que principie! a tomar o xarope, conl.ecl logo
urna mudanca no meu systema, c pela cont-
nuaco do uso a molestia madurou, os tumo-
CAM.U.M, engenhei-
'0s machinistas e fundidores de ferro, mu-
respeitosamente annunciam aos Senliores
proprietanos deengenhos, fazendeiros, mi-
neiros, negociantes, fabrioanles e ao res-
peilavel publico, que o seu estabelecimento
de ferro movido por machina de vapor con-
tina em elTeclivo exercicio, e se acha com-
pletamente montado com apparellios da pri-
neira qualidade para a perfeita confocgSo
las mainres pegas de machinismo.
Habilitados para emprehender quaesquer
obras da sua arte, Ilowman \ Me. Callum
lesejam mais particularmente chamar a
ittengo publica para a sseguintes, por
terem dellas grande sorliineiito j proinpta,
II quaes construidas na sua fabrica pdem
competir rom as fabricadas em paiz es-
trangeiro, tanto em prego como em qua-
lidade da materias primas e inflo d'obra,
a saber:
Machinas de vapor da melhor construcgSo.
Moendas de canoa para engenhos de to-
los os tamanbos, movidas a vapor por aga
UU animaos.
Rodas d'agoa, moinbos de vento eserra-
as.
Manejos indepeodenles para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhes, bronzesechumaceiras.
CavilhOes e parafusos de todos os tama-
olios.
Taixas, pares, crivos e boceas de forna-
Iha.
Moinhos de mandioca, movidos a mSo ou
por animaes, c prensas para a dita.
Chapas de fogiio e finitos de farinha.
Canos de ferro, lorueiras de ferro e de
bronze.
Bombas para cacimba e de repuebo, mo-
vidas a mo, por animaes ou vento.
Cuindastes, guinchse macacos.
Prensas hydrauhcas c de parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras pu-
blicas.
Columnas, varandas, grades e portoes.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros do mflo e arados de ferros,
etc ele.
Alm da superioridade das suas obras, ja
eralmente reconhecida, Ilowman & Me.
Callum garantem a mais exacta conformi-
lade com os moldes e dezenhos remet idos
lelos senhores quo se dignarem de fazer-
llies oiienii.mondas, aproveilandoa occasiSo
aara agradecerem aos seus numerosos a mi-
nos e Ireguezes a preferencia com que teem
sido por elles honrados, e asseguram-lben
iuc nao pouparao esfurgos e diligencias
para continuaren! a merecer a sua confi-
anga.
->'


Chegon do* Itio-dc-J.inniro recenta-
mente a intareggsnte olira d Mr. de l.umar-
line, Raphael paginas da juvente tra-
duzidas ero portugoez ; prego 3,000 rs. :
acha-se a venda na ra da Cadeia do Re-
rife, n. 38, primeiroandar.
Vendem-se relogios patentes, tanto de
ouro como de prata ; irancelins de ouro e
prata ; anneis de ouro ; pennas de ouro
com canelas de prata ; abotoadurss de ou-
ro ; caetas de peala : ludo por prego com-
modo: na ra do Trapiche, n. 44, arma-
zern.
Vende-se urna das melhores lojas de fu-
yendas, no Passeio-Publico, cuja armado
he toda envidracada : vende-se com fazen-
das ou sota ellas : te faz todo a qualquer
negocio i os preleadenles pdem dirigir-se
ao niFsmo Pass/io, loja n. 11.
.
M
s 6
o |
^
1
2
9 Na pritcii da I:depen-
dencia, n. 59.
Vendem-se bilheles, meios, quartos, oi-
tavos e vigsimos da 2.' lotera a benefi-
cio da fabrica de tecidoa Na mesma loja
existe a lista da 13 das matrizes.
PRE$0S.
Bilhetes 22.000
Meios 11,000
Quartos 5,500
Oitavos 2,800
Vigsimos 1,300
Vendem-se amarras au -rro: na ra
da Senzalla-Nova, n. 42.
Charutos retalia.
Vendem-se charutos regala a relalho e
em porcSo de um mllieiro para cima, a
vontado do comprador : em case de Edoar-
doll. Wyalt, na rua do Trapiche-Novo, n. 18.
v Vendem-se veos pretos de lodos os l-
mannos, afianca-se aos compradores serem
a melhor fazehda que existe no mercado ;
sarja prela hespauhola, muilo superior;
luvasde seda preta, bertas, com dedos e
sem files, para senhora ; sapalos de luslro
e borzrguinspars senhora ; meias do seda
preta para senhora ; bieos de lironda pre-
to para enfatles de. vestidos ; ricos leques
de madra-perola para senhora ; lindas lilas
lavrndas para enfeites; meias de laia para
pAlres : pentes de Urtaruca para prender
cabello ; ditos para marrafa ; luvas de seda
preta e de eies prB hornero ; ditas de pel-
lica para liomem ; chapeos reos franceies
para honiem ; eoutras mu i las fazendas de
goalo* tudo por prego muilo commododo,
pela circums'.ancias do lempo, o pela gran-
de falta do dinheirn que ha : na esquina ra do Cabug, leja junto a botica do Sr.
Joflo Mnreira Marques.
~ Vende-se a taberna da travessa do Serj.
gado, n. 1, com poucos fundos, e bem afre-
guezada : abale-soalgiima cousa. na arma-
c3o, do preco que est no balango : a tra-
tar na rua Oireila, 11. 69.
Vende-se superior fio de al-
{odo, proprio para pavios de ve-
las, assim como para redes de pes-
car : em casa de Geo: Kenwor-
thy & Companhia, na rua da Ci ui,
n. a.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Santos na Baha
Vcnde-se em casa deN.O.Bieber & C.
ta rua da Cruz, n. 4, algodSo trancado
aquella fabrica, muito proprio para'saccos
de assucar, roupa de escravos e fio proprio
para redes de pescar, por preco muito com-
modo.
AGENCIA
da fundicao Low-SIoor,
RUA A SENZALIA-NOVA, N. 4a.
Neste estabeleciuiento eonti-
nn havenmi completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenfao; machinas de
vapor, e tachas-de ferro batido
com do, de todos os taannos,,
para dito.
Vende-se urna bonita cscrava de An-
gola, propria para engenho,- por ser moca
e robusla : airas do ineatro velho, n. 20,
primeiro andar.
Lotera doRio-de-
Janero.
Aos 20:000,000 ders.
Na praga da Independencia, n. 3, que
deila para as ras do Queimado e Crespo,
' estSo a venda bilhetes, meios, quartos, oi-
tavos e vigsimos da segunda lotera a be-
neficio d* fabrica de treidos daqulla pro-
vincia. Na mesma loja esl patente a lista
da 12.* lotera a beneticio das conslrucfies e
reparos das matrizes daquilla provincia.
- Vendem-se os nielhores charutos tin-
gados da Babia, ha poucos dias : na rua da
Cadeia do llecife, n. 48, casa de Augusto S.
Corbett.
toiioq 1 oiunf'ope5|B3
ap afn| 'ci u 'oiuaiuijai'i op SOJ bu : op
ouiuino oSajd jod 'oy5i.ij.md tuoo 'epusuj
-uioatio op ajqo poi jazaj -apuauj ap bS
-0.1 i0113 9SOIUO0 roiss joquas e uioiuoi|
III l il s,ipi-pl|i:l',I> sllM;pi>| ;lp SO)Kd*S .' s lili ni
-aui soiii(i.iin ap got'iii |i i|,.s- np (i|ii,iini) K:s
mn soujuaiu 3 uiauoq ejnd '/.mu: j ojjoz
-oq ap >oo|> des !-s-j oiir'i n'ii.ioiions Bji-d
oiajd uirjjs op sniHilis -sj 000't 'oxn
oiuod ap 'njjsni ap saoiades as-iuapua^
SJ OHO'fr V
4'
-Vende-se resina de angico, as librase
em Dorcffo na rua da Cadeia, loja de Jofio
Jos do Carvalho Moraes.
Novo sortimento de fa-
zendas baratas, na rua
do Crespo, n. 6, ao p
do lampea.
\>nde-se cassa-ehita muito fina, de bo-
nitos padrOes, cores fixas e com-4 palmos
de largura, pelo barato preco de 320 rs. o
rovndo ; cussa franceza de quadros, muito
fina, a 960 rs. o covado; riscadinlio de lis-
Irasdelinho, a 240 rs. o covado,- brim de
algodSo de cores com listra ao lado e de bo-
nitos padrOes, a 320 rs. o covado; brim
Sardo claro, a 1,500 e 1,600 rs, o corte de
uas varas e urna quart ; eassa prela com
ramagem branck para loto, a 140 rs. o co-
vado; zuartede cores, com 4 palmos de
largura, a 200 rs. o covado ; dito azul com
vara de largura, a 900 rs. o covado ; risca-
do monsiro, a 2i0 rs. o covado; chitas de
bonitos padroes e cores fixas, a 160 e 180
rs. o covado ; chuls de larlatana, a 500 e
800 rs, i cobertores de algodfio america-
no, muito superiores, a 640 rs.
*
m
Teeidofl de algodao tran-
cado da fabeica de To-
dos-os-Santos.
Na rua da Cadeia, n. 1>U,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de essucar e roupa de
escravos.
Potassada Bussia.
Vende-sn superior polassa da Russia, da
mais nova que ha 90 mercado, por preco
commodo : na rua do Trapiche, n. 17.
Farinha nova de S.-lla-
theus, por preco mui-
lo commodo :
vende-se a hordo do patacho na-
cional Jmizade-Constante, entra-
do recentemente daquelle porto,
e fondeado em frente da escadi-
nha do ollegio, ou a tratar com
Machado & Finheiro, na rua do
Y gario, n ig, segundo andar.
Vendem-se relogios de o-:
ro, patente inglei, do mais supc-
i
- Na rua Nova, o. 11, loja. qu, fu
ierra Silf% Companhia, Jvendem se n
jm m bramo de todas U quaM, e
taroanbos. H "ues e
Vende-se, por muilo menos de seu
valor, efaz-se ludo o negocio com
carro de 4 rodas, com seus arreine #I rior'fabricante" clieCados*ha no-
paradouscavallus: na prar/ado Cor-a^| ^ \ r u _.i
po-Santo, n. 2.
g co em casa de Geo : Kenworthy,
Guerra Silvas Companhia, vendem-se Ir
'-anco de todas qu,,",*'
Na rua Nova, n. n
,o,ja
- Com-
panhia, vendem-se muito lindas
trancas de varios feitios cores e
larguras ; bem como
retroz>preto
modo.
que foi de Guerra Silva & r,
franjas de
tudo por preco cora-
BcraTos Fukilos
A S^fOOO o corte.
Vendem-se cortes de eassa-chita, fina', de
bonitos padrcs e com 6 varas e meia, pelo
diminuto preco de 2,000 rs. o corle : na
rua do Crespo, n. 6, lojaao r do lampeQo.
Fardo novo a 5,o00 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo navio
de llamburgo : na rua do Amorim, n. 35,
casa de 1.1. Tasso Jnior.
Iliscados monslros a
500 rs.:
vendem-se na rua Nova, n. 42, defronle da
ConceicSo.
--Vendem-se 3 lindos moleques de 12 a
Itiannns, sem vicios; 8 pretos de 20 a 30
annos, liona para todo o servido, e alguns
dalles bonsganhadores de rua ; um par.lo
de bonita figura, de.18 annos, ptimo para
pagem, ecom offieio de sapateiro ; umdito
de meia idad, opliino para sitio; um pre-
to bom bolieiro, e de boa conducta; una
mulatinha de 12 annos, muilo crinhnsa
para meninos, e com muito bous principios
de habilidades ; 5 prelas, sendo urna dol-
as quitandeira perfeita, de muilo bomia
figura e sem vicios, o que se afinca; 3 ditas
com algumas habilidades, de 16 a 20 an-
nos ; urna dita que cozinha muilo bem, en-
gomma soffrivel, cuse e faz doces; urna di-
la de meia idade; e oulros muilos escra-
vos por preco commodo : na rua da Cadeia
do liecife, n. 51, primeiro andar, se dir
quem vende.
Na
0,
rua do Crespo, n
loj i amardla
Vende-se cassa roctia muito, lina a 480 rs.
avara, ditas de cores a 800 rs. brim de al-
godflo com lista ao lado a 320 rs. o covado,
brim de liuho de cores a 1,280-rs. a vara,
cortes de brim de linhn puro a 2,000 rs.
pannos pretos finos a 4.000, 5 000 e 6,(i00 rs.
o covado, casimiras de coi es e
Billetes do iMO-de-
Janeiro.
Aos 20:000,000 de ris.
NA HIJA DA CADEIA DO RECIPE. N 24,
LOJA DE CAMBIO DA VIUVA VIEIItA
& I unos.
Pelo vapor l'araentt, entrado nesle porto
lio da 14 do correle, recebemos os muitoo
afortunados bilhetes, meios e cautelas da
2" lotera a beneficio da rubrica de teci-
dos : beai como a lista da 12.' das ma-
trizes.
Bilhetes
Meios
. Quartos
Oitavos
Vigsimos
Premios vendidos na
PHECOS.
22,000
11,000
5,500
2,800
1,300
casa de cambio
Ovas do serto.
Vende-se este excellente petisco na rua
do Queimado. n. 14, loja de ferragens.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na roa do Trapiche, n. 17, ha
muilo superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muilo commodo.
radas de ferro.
Na fundirlo da Aurora, em S.-Amaro,
vendem-se arados de ferro diversos mo-
delos.
-Na rua do Queimado, n. 14, se dir
quem tem para Vi nder urna preta de 20 a
22 annos, de bonita visla.aqual co7uhao
diario de urna casa, com algum principio
de engommare lavar; bem como urna par-
da de 25 annos. que engnmiua, lava e cozi-
nha ; um pardo de 10 a 18 anuos, de boni-
tr figura, proprio para pageoi, por ser mui-
to esperto.
Vendem-se garrafas com agoa de la-
barraque, recentemente chegadas : na rua
da Cruz, n. 48, arma;em.
Marmelada nova,
vinda pelo ultimo vapor do sul, vende-se
atis do Corpo-Sanlo, n. 66.
Chegaram novamenle rua da Sen-
zalla-Nova, n.42, relogiosde ouro e prata
patente iiiRlez, para.homem e seuhora.
i i^K8M!S^W^fcWW^rwSm SclViifti
n. a
-- Vende-se.um macaco manso ; um can-
dieiro francez ; urna capa de gorguifio roo-
xo : na tua do'Queimado, n. 39, ou na rua
estrella do llozario, n. 32.
VAHA ACARAR.
Vendem-se sapatos do niarroquim de
cores para senhora, pelo barato preco de
500 rs. o par : na do Livramentn, n. 11.
1.1/ TKIXI IIIA R BENTIIAM.
Na livraria da rua do Collcgio, n 9, ven-
dem-se os seguintes livros, muito impor-
tantespara o tereeiro e quarto annos da
academia, por preco commodo ; Direilo ci-
vil, ou commentario a Pascual Josde Mel-
lo, por Li/ Teixeira ; Tratado de l.egisla-
CSo civil e penal; Protas judieiarias por
J. Bfilham.
Vende-se um escravo pe^a, ptimo pa-
ra o servico de urna casa e o resto do .lia
gauliarna rua; um dito com belidas nos
olhos, perprecco commodo ; um dito bom
co7nbeiro ; um dito bom bolieiro ; urna
negrinha de 16 annos, por preco commodo:
na rua do Collegio, n. 91, primeiro andar,
so dir quoin vende.
Vendem-se meias de linho ; panno de
dito superior, chegado ltimamente do
Porto ; agulhas francezas Imuilo finas, de
ns.11,12, O e H; ditas surtidas em caixi-
nlias ; linhffs muilo finas e em caixas, pro-
prias para bordar; luvas pretas de torcal,
com dedos e sem elles; ditas de pellica
para senhora ; ditas prelas de seda para ho-
mem ; e outros mais objectos, por prego
commodo: na rua do Cabug, n. 19, loja
de miudezas, defronle da rua das l.aran-
geiras.
Na rua Nova, n. G, loja de Maya
Romos & Companhia.
acha-seum lindo sortimento de trancas de
seda de todas as cores para enfeites de ves--
lidos: lamhem sn acham a venda ricos
lustros de 6. 8 e 12 luzes, entre elles um
de vilro com 12 luzes, proprio para urna
ca pella.
A ,000 rs.
Ricos los pretos, recentemente chegados;
bomselimde Macao, a 2,400 rs. o covado
Fugio, no dia ao do corren-
te, de hordo do tn-igue nacional
Sem-Par, um prcto crioulo, que
representa ter a5 annos pouco
mau ou menos, de estatura alta,
sem barha ; levou raleas e camisa.
de algodao azul, ebonete depanno
azul na cabrea. Uoga-Se as auto-
ridades peliciaes capites de
can.po, que o apprebendam e le-
vem-no ruado Trapiche, n.34,
cf sa de Novaes & Companhia, que
da
viuva Vieira ct Filhos, da 12. lotera das
matrizes.
vendem-se na rua do Queimado, n. 94, lo-
Vendem-so caixoes p.r assucar, j' dfl mi"dMa!i-
por muito commodo prreo ; 9 pran- fi \ eodeill-SC a
chOcs de sji*pira,com 30 palmos de ~
comprimento o 2 de largura : na pra-
5.862
2,737
5,217
2,775
3,479
3,963
3,709
3,937
2,182
4,598
5.752
3.8-20
3.174
2,200
4,755
S 674
5,675
1,466
3.C56
20:000 OOO
1:00ll.000
100,000
100.000
100,000
11-0.000
100.000
100 000
40.000
40,000
40,000
411,01111
40,000
40,000
40,000
40,000
40,000
40,0(10
40,0011
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassa,
de boa qualidade, em barriszinhot
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
; lempo se nao vende: nc lecife.
9jf ca do Corpo-Santo, n. 2.
mwnmemmm mw&mmim
Vendo-se urna rica barretina para oli-
cial ou inferior da guarda nacioual; na rua
do Cabug, n. 9.
Vende-se orna canoa aberta de carro-
gar agoa cOm 65 palmos de comprimento e
9 de largura, em muito bom estado e mui-
to bem construida : quem a pretender, en-
tenda-se com o propietario desta tvpo-
graphia. Jr
Vendem-se lonas e hrins americanos;
lio de alsodo para coser velas e sarcos de
assucar; encerados alcatroados
brir cargas de assucar : ludo
para co-
- por preco
mais commodo do que em oulra qualque
parle.- na la do Trapiche, n. 18, seguudo
,v.oeiuks superiores.
pretas por,
mdico preco : assim como multasoutras rua da cadeia, armazem 11. la.
fazeudas de gostos modernos.
Farinha de mandioca
NafundicSode C. SUrr 4 Companhia',
em s.-Amaro, acham-se venda moendas
le raima, todas de ferro, do um modelo e
construccAo muito ^superior,
Vende-se urna preta moca, de 18 a 20
annos, com habilidades: o motivo por que
sa vende se dir ao comprador: na rua do
Pilar, n. 70.
Tai xas para engenho.
Na fundicSo de ferro da rua do Brum,
acaba-se de receber um completo sortimen-
to de taixas de 4 a 8 palmos do bocea as
quaes acham-se a venda por preco com-
modo e com prowptidSo embarcam-se,
ou carregam-seem canossem despezas ao
Oimpradnr.
Ro-
Vendem-se bous queijos londrinos
ditos de pralo muito frescaes e de superior
qualidade, presuntos inglezes para fiaiv-
Vende-se farinha de Santa-Catharina pare, ditos porluguezes para panella, |i,tas
muilo superior por preco emomodo, a bor-'ora 2e4librasde marmelada, ditas com
do do hrpue Ccnce>co, fuudiado na volta' bolachioha de Lisboa, ditas de sardinh, di-
do furle do-Matlo, ou a trartar com m-'las com hervilhas, frascos com conservas
noel AlvesCuerra Jouior, ou ua ruada Ca- inglezas, queijos de oualha vindos do Cea-
deia do Recife, n. 38. Ir, por barato preco, mantas de loucinho
-Vemle-je ipreladeiO annos queengom-'"K|ez de fumeiro.de 7 a 8 libras cadauma.e
ma.cozee cozinha o diario de urna casa, lava outros muilos gneros de boa qualidade:
de sabSoevarellaenflo leu vicios.o motivo "a rua da Cruz, 110 Recite, n. 46.
se dir ao comprador : na rua da Concor-| Vendem-se pecas de madapollo com
diapassandoa pontrziuha a esquerda se-|2 varas, com algom toque, a 2,509 e 2,600
gunda casa terrea, se dir quem vende. rs. e limpo a 2,800 rs., e varejdoa7 e8
Vendem-se Miperiores sel-'vinU'"8 peca* de chitas, propnas paraes-
):_,,.1 I cravas, n 4,200 rs. ; dijas de algodSozinho
lins elsticos C de COUrO de por- om20 jardas, a 2,240 rs. ; um fule do ro-
co, chegados ha pouco : em casa ' l.''on. u,,, ,, .i... j, i-___ litio, n. 20, primeiro andar
debeo: Kenworthy & t.ompa- : .-Vanuem-se queijos do reino, os me-
nina, na rua da Ctltz, n. a. ilhoresqueha no mercado, a 1,120 rs. : na
paSMe^ga^tt SKEi de easM a ..5O0: k^XZ?%&? Se
;';;^,r^Tse2lrl,quem^nd.n" ConceXnar"NOVa'n- "' ^^ *" Sntf ^^ ^ ^b^"uo
& Companhia, na rua-daC-n* se,So compensados.
Fngio, d bordo do brigue nacional
Sem-Por, vindo do Rio, um pardo de no-
me Sabino, que representa tee 20 annos;
levou calcase camisa de algodflo azul, o
bonete encarnado: quem o pegar leve-o a
casa de Novaes & Companhia, na rua do
Trapiche, n. 34, que ser bem recompen-
sado.
Fugio, da casa de J080 l.oubet, na no?-
tedeli do correnle, um preto de noma
Joflo, de nacio Munbageh, idadde25 an-
nos para mais, pea cambados, corpo magro;
tem urna costu'a de (albo por cima de na-
riz, e no meio da testa alguns caroeinhus,
usn de sua Ierra ; lem testa cahida as
enlodas muilo levantadas para cima, bor-
ra grande e loveira apparerendo nos be i-
eos; foi comprado a om Franrez que re-
sidi no llolel-Frr ncisro em 1849 ; rlescou-
fia-se ler embarcado para fura. Itoga-se a
todos os capites de navios que o ajlo rece-
ban) a bordo, e^as autoridades foliis* a
capitSes de campo, quo o apprehendam a
levem-no rua do Passeio, n. 5, Inja de
chapeos de sol, que seri gratificados.
Km a noiie de 28 do proxiapo pa.-sudo,
fugio, da povoacSo rtoMonleiro, dCria da
residencia de Manoel Antonio da Silva n-
lunes, a prela Maiia, do geiilio de Angela,
moca, de estatura e cipo regulare, cOr
preta, rosto abocetado, falla bem o vulgar;
tem os i s um tnlo pross : quem a pe-
gar leve-a rua da Cadeia-Veltia, n. 24,
que ser gratificado.
--Fugio. no dia 19 do 'correnle, pelas 9
horas da noile, o prelo Benedicto, crioulo,
que representa ter 24 annos, de altura re-
gular, sem barba, cara redonda, olhos car-
rancudos; tem os ps torios, e Ub cambado
de urna poma ; levou caigas e camisa da
riscado e estj rola, e bonete; quem o
pegar leve-o roa da Cadeia do Recite, n.
51, que ser bem recompensado.
- Fugio,-em dias do" moz do fevereiro,
urna mulatinha de nove Marcellina, mas
talvez lenha mudado de nome, coma cos-
tuma.de 13 a 14 annos pouco mais ou me-
nos; hesecca do corpo, cabello corrillo;
tem urna quebradura no braco esquerdo
que ficou muito fino, por ser mal encana-
do, todo estillado e com a pello foveira no
lugar da quebradura ; levou sala do chita
branca com palmas encarnadas, e urna sua
man de 9 annos, de nome Antonia, vesti-
da com camisa de riscado azul: quem a
pegar leve-a i rua do Jardim, n. 42, que
sera recompensado : assim como s pro-
I

saccas grandes
3,S00
com Trelo
rs.
no armazem
finado lliaguez : bem como gigns com ba-
tatas, 1 or tudo o preco, para lechar cuntas.
Na rua INova.n. 0 loja de
Maya liamos & (J. .
irha-sea venda un: rico sortimento de
pegado a botica do arco da Concec3o. do te*.,a com lodo ri8or dI ,ei eo"t que
ti ver o r culta.
A lien cao !
Fugio, do engenho Maragy-d'Agoa, um es-
cravo crioulo, de nome Faustino, de. 92 an-
nos pouco mais ou menos ; foi comprado
em Cuarubira, na provincia da Parahib, a
cas para senhora e meninas; sapatos de
selimbranco.de lustro e marroquim : ri-: f'*?"" ."?* pea *,r?"?os u* Pueo P
coschapus de palha abarla para senhora, I de,,,ro' f1**" 9U "".para a
os mais modernos, por terem vindo pelo
-- Vende-se a (alterna sita na rua do
zarioda Boa-Vista, n. 41, esquina qun vol-
lo pata a rua do Arago, muito propria para
qualquer principiante, pelas vanlagens que
unVrece, tanto pelos fundos que a mesma
contm, com por sor ella bastante atregue-
zada para a tena, e vender diariamente de
12 a 16,000 rs. : lia rua do Arag5o, n. 40.
Vendem-se arados de Teiro de diffe-
rcnles modelos : na fabiica de machinas e
fundiclo de ferro, na rua do Brum .
ns 6, 8e10.
Vende-se um sobrado de um andar, em
chitos propnos, sito na rua das Ciuco-I'on-
las, com quintal, cacimba e bous bous
jcommodos! tamben) se recebe empaga-
ultimo navio de Fiauca ; veos pretos, gran-
des e pequeos ; e outras militas fazendas
de gosto : ludo por prego commodo.
Na rua Nova, n. 0, loja
de Maya Kamosc^C..
arha-se venda duas ricas salas de papel
coiiipazagens, a tomada.de liorna pelos
Francezesem 1849, e a batalha de laiijr ;
ricos papis par furrar salas; ricas-guar-
nieses e barras, Unto avellu-tadas como as-
silmada; ricos jarios para limes naturaes;
serpentinas com 5 luzes; lanternas com p
de vidro, de metal e de casquinha':- tudo o
mais barato possivel.
-- Na rua do Hospicio, del'ronlo do sitio
doSr. Atccnio Foi tuna lo da Silva, na se-
gunda casa, vende-se leile puro, todos os
diaa at s 9 horas da manbfta.
Vend-sa fumo em falla para capa e
milo de chorlos, muito boa fazenda, por
prego commodo : nos armazens do falle-
cido lira nuez e Dias Farra-ira, no Caes da
Airandega, ou a tratar com Novnes & Cou.-
pauhi.i, na rua do Tiapiche, n. 34.
Vendem-se dous escravos mocos, de
bonitas lisuras, e que sQo bous currciros ;
um molequede 10 annos: 8 esCravas de
14 a 22 anuos, muito lindas, e algumas del-
las cun habilidades; na rua Direita, n 3.
Batatas novas
Vendem-se btalas novas chegadas l-
timamente: na rua do Azeitc-de-1'eixc, ar-
mazem, n. 19.
Na rua Nova, loja de ferragens, n.
25, na esquina que vira para a Cambua-Jo-
Carmo, recebeu-se ltimamente um gran-
de sortimento de Tollta de Flaudres de pa-
terno, que se vende por prego mais conuno-
uodoquci-iii oulra qualquer parle, tanto
a retalbo como cm poico. 3
grandes dos ps virados um pouco
ia para a
marca de Cuarabira, donde he natural :
quem oapprehender, leva-o aodito enge-
nho, no termo do Rio-Formoso, ou a rua
do Vigario, armazem deaasurar de Tilo &
Companhia, ou rua do Collegio, casa de
Francisco Tavares de Lims, n. 16, tereeiro
andar, onde sn pagarSo as despezas e se re-
compensar com generosidade.
Fugio, do engenho Pirdoba, da fregue-
zia de Ipojuca, em dias do prximo passado
mez de revereiro, um escravo de nome Jo-
s, com os signaes seguintes : altura regu-
lar, cor pouco fUa, pernas finas, ps apa-
lliftadoa, falta da um ou dous denles na
frente do queixo de cima; he de Angola;
levou calca parda, ota colete preto e cha-
peo dito, tudo isso j velho. Podo bem ser
que elle ande escondido por Olinda, onde
j urna vez foi preso em ou tro lempo. Os
apprehcndf dores condiizant-no ao dito en-
genho l'indoba, ao se ti senhor Lourenco de
Sa e Albuquerqiio Jnior, ou ao engenho
Guararapes, que serio bem gratificados.
-- No dia 15 do rorrete de-appareceu um
moleque do nome AbrahSo, da Costa, de 14
anuos pouco mais ou menos, da rua do
Hospicio para o lado do pombal, com os
signaesseguintes: caiga de bilm trancado
com IMras miudas azues ja desboladas, ca-
rniza de algo lo trancado, cara chala,
otlhos papudos, com todos os denlas, com
urna costella mais alta que a outra, corpo
cfozeiito, com muilas samas j stecas, | s
e tortuizelos grandes : roga-se a todas as
autoridedes polieiaes e capites de campo
de qualquer parte que o dito moleque baja
d apparecer de o pegar e leva-lo rua do
Hospicio, n.42, que sero generosamente
gratificados.
plan. : Ni PTTP. DE
M. I DE PAKIi. 1860
mijtii Ann


Full Text
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