Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06889


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Aun XXVI.
Qiiarfa-feira 20
* rlBTIBU SC COBRX10I.
oiannae Parahlba, segundase sextas felrai.
Itio-Graudc-do-Norte, quiuta. feiras aomeio-
dla.
Cabo, Serlnhetn, Blo-Formoio, Porto-Cairo
e Macelo, no 1.', a 11, e 21 de cada me/..
Garanbun. e Bonito, a 8 e 2').
Hoa-YIrta e Florea, a 13 e 28.
Victoria, as quinta, feiras.
linda, todo oa diaj.
ion.
Ming. a 5,a 6 b. e 16 m. da t.
Nova a 1-. 8h.c57 in. dat.
C.e.c.a2l,. 1 h. e38 m. da m.
Chela a 27, 0 b. c 7 io. da t.
miimn de mojz.
Prlmelra n 10 Moras e G minutu da inanlia.
Segunda as 10 horas e 30 minutos da tarde.
Marco das da sisma va.
18 Seg. S.Gabriel. Aud. do J. dos oif. cdom. 1. v.
I!) Tere, ; 20 Quart. S. Pocio. Aud. do I. da 2. v. docivel.
21 Oulnt. S. liento. Aud. do i. dos or. e do ni. da
1, vara..
vuelos da srajcmvqiAo. 2.2 Sext s Elll;gQ0. Aua. a j. .... dos feltos da faienda.
Por tres mezes(diamod<) 4/O0O|23 Sal) s Ke(|x Aud- da chae, e do 1. da 2. v.
Por seis niezes 6y000j do erline
Por un anno lb/0001^ D de Ram03. lnsttuifSo do SS. Sacramento.
CAMBIOS EM 18 O* MARCO.
Sobre Londres. 28'/, d. por 1/000 rs. a 80
. Paria, 316.
Lisboa, 95 por cento.
0ro.Oncas hespanhoes......... gfJSJ' a
Mocdas dettlOOvelha.. 10/600 a
de 6/100 novas.. 16/100 a
. deljlOOO........... 9/IOOa
Prta.Pataees brasilelros...... "r, *
Pesos coluiniiarios....... 'aSn *
Ditos mexicanos..........| 1/nOu a
das.
28/500
16/800
16/300
0300
1/980
1/9811
1/82
LIRIO
si-*.^vi Ttmrea7av.
PARTE OFFtCIAL.
GVERNOOA PROVINCIA.
ANNTJSCIO.
S Esc. o Sr. presidente da provincia manda
fater publico aos pescadores e quae.quer pes-
aoas que aeliarenl alguuia. latas, que se sup-
Ke trrem sido lancadas ao mar de bordo da
rea porrugtieza fimehamci, contendo olas
falsas, que, entregando-as na secretaria da po-
lica ao respectivo chrfe, receberao urna grati-
licaco proporcional quantla encontrada as
mesmat latas.
Secretaria do (ovrrno de Pernambucn, 19
de maree de 1850. O olucial, ot Ignacio
Suartt di IIacido.
INTERIOR.
RIO-DE-JANEIRO.
CMARA DOS SUS. DEPUTADOS.
. sessa'o de 23 FBVEiEao.
Crdito fiara a epidemia reinante.
O Sr. Jobim : Sr. presiente, illo sei
aemehepermiltidodizer lambem alguna
cousa, que soja 'le conveniencia e de utili-
dade publica ilizer.se, sobre a epidemia
que contina a graasirno paiz. Os senhores
que me precederam teem fallado a este res-
peito, parece que lambem tenho direilo de
dizer o que pens, tanto mais que sei que
algumas questesinteressantissimas sa-
de publica teem sido agitadas ltimamente
entre mdicos verdadeiros, entre mdicos
de senso commnm, ou de hom senso, reco-
nlieeidos como taes.
Sr. presidente, contino! seguir mes-
tua opiniflo que ji uma vez aqu emitti so-
brea contagiosidadeou Iranstnissibilidale
doata molestia : com efleito ella me parece
"transmissivel, ms para certos individuos e
debis.o de certas ciicumstancias. ltima-
mente tive occasilo de consultar una me-
moria de um medipp liespanhol muito c-
lebre; D. Ignacio Garbo, que praticou a
medicina muitos annos em Vera-Cruz, o
depois observou a epidemia de Cobre ama-
relia, que se''osinvolveu em 1821 em llsr-
celons, Rarceloneta. Palma, e outras cida-
de, da Hr-spanha. Sustenta cllle que a fe-
bre amarella nflo he contagiosa no paiz em
que he natural, masque em Barcelona, on-
de appareceu naquella poca com muito
furor, era eminentemente contagiosa.
Ora, eslacircumslanria do grande furor
de semelliante molestia,qnandu transmigra
do seu paiz natal para outro muito diver-
so, nola-se tamhem a respeilo de outras.
Sabemos que o chorela-morbus no Indos-
tilo, em C-lcute.Boiibay, quu heoseu paiz
siderarcono inconveniente aadopclodos
lazaretos e das quarentenas, ao menos para
os que chegam.
Agora jirel alguma cousa sobre a natu-
reza da molestia.
Sr. presdante, a natureza da molestia,
3ui' por ora se aprsenla no interior da ci-
ado do Rio-de-Janeiro, lie extremamente
benigna. ( Apoiados doi Sri. mtdicoi. ) Creio
que de com casos baver apenas um funes-
to, um fatal, qualquer que seja o molo de
tratar a molestia, com tanto que se nflo
perturbe a marcha da natureza. N* todos
sabemos que l lorgos pelo meaos das
molestias quo apresenlam presumpeflo de
grvida,lo aos olbns du vulgo, curam-so
com a medicina expectante. Isto he sus-
tentado nilo por reiticeiros ou nigroaiant -s,
mas pelos proprios mdicos, os mais ins-
truidos, e por escolas inlelligentcs, onde
nflo se adoptam paradoxos e absurdos como
principios soienlificos. ( Apoiados.) Oollii-
ci do medico uestes casos reduz-su a
afastar oszelusda ignorancia e do pedan-
tismo, acalmando a imaginie.no do doenla ;
entilo a natureza cura por si mesn a mo-
lestia. Direi, pois, quo afebre qua se ma-
nifesta no Itio-dc-Janeiro i or ora nflo apr-
senla de modo algum a gravidade quu al-
guna iiiculeam. A proporeflo dos casos fa-
taes lalvez sejam ( e at duvido que sejam )
de um para cem doenles. Mas, Sr. presi-
dente, nos.... eu ao menos tenho bastante
recodo de fallar aqui nesta materia, porque
muias ve/es inverlom-se as minhas pila-
vras, attriliuinilo-se me aquillo q'ue nunca
quiz dizer. Nos lo los, Sr. presidente, fal-
lando com a franqueza propria de qncm se
orcupa de scieucias, nflo temos em vista
aterrar a ninguem, nada ganhamos com
isso ; mas, su he necessario fallar, (levemos
dizer a verdade : creio que algueni meque-
rer fazer passar por terrorista, taires
mestno houvessequem livesso muito pra-
zerem fazer acreditar quesoueuo autor
da epidemia do Itiu-le-Janeiro (risadis)
assim como tenho siJo autor do muitas
cousas de que n.1o tenlio nuticia seno de-j
z.ircio; a salvaco de um doente depende
mullas vezes de sita prompta retirada de um
lugar que Ihc he nocivo, c da applicaco tam-
bem prompta dos meios convenientes; atin
disto por esses navios ficam os docntes que es-
to em condiedes mais favoravels para sarar;
estes tratain-sc mesino a bordo, donde svao
par o 11/1ii-lo aquelles que se consideran! co-
mo perdidos; por consequencia a estatistica
que aprsenlo nao coinnrehende o numero to-
tal dos que adoecein, mas smente aquelles que
ja em tristes condiedes se querriii mandar pa-
ra o lazareto; daqui se segu que a proporcAo
total dos morios nao he nesta estatistica relati-
va ao numero total dos adoecidos. Ora, tiran-
do-se estes moribundos, c os que morrein den-
tro das 18 horas, cando urna proporca de 15
por cento dos .nortos para os saos, be a mor-
landade muito pouca em n-\ > ;.o> ao que se
tem visto em outros paires.
Quer agora a cmara vr o que tem sido rala
epidemia em outros paiies? F.u Ib 'o mostr.
Em 1821, em Harcelona, Palma, Tortosa, em
Gibraltar no periodo da sua recrudescencia, de
sele individuos atacados morriam cinco a seis !
Por isso do os Ingletes cita febre o titulo
de destructiva por cxcellencia drXrurliec fevrr;
porque, como vemos uestes casos de furor ex-
traordinarios, ella he mais mortfera do que o
cholera-morbus, em que os morios pouco pas-
s un alcni da ineadc dos all'eclados ; nos luga-
res onde n febre amarella se tem apresentado
com mais benignidade, apenas sacritica de cin-
co 3 um, ou niesmo pouco menos, entretanto
que no uosso lazareto a proporcia dos morios
n.io chrga l.i. I.iinito-me a estas observacoes
por ora nao posso eitender-uie mais, poique
tenho outras cuntas que ajuslar, c a hora esl
j unilo adiautada.
Sou obrigado a dizer cmara.dos senhores
depulailos do brasil que he suniiiiameuic dolo-
roso, triste c ale vcrgonbosn ter de entrar em
um i <| in-si.it> que agora se quer agitar no scio
do corpo legislativo ; creio, Sr. presidente, que
nao Ma exemplo uo ni mulo, de nina cmara le-
gislativa ueitcr-se a discutir sobre preferen-
cias de inclinlos curativos ; at boje era isso
reservado aos horneas prolissionaes smente ;
e euibora seja esta cmara composla, como
creio, das maiores illuslracoes do paii, niio
sendo juii competente em taes malcras, perde
pelo menos o seu tempo, se be que nao faz
tamlicm um papel muilo pouco airoso.
O Sr. IVanderlty: s senhores foram os que
aqu
sequizernm, c as sciencias elles nSo nos
servem de guia, nem i dem servir. Como
he possivel, Sr. presidenlo, addmittir-se
por exemplo como principio de um scien-
cia este absurdo ou pradoxn:a mnima par-
tode um todo tem infinitamente mais virtu-
des, mais forca e poder do que o -mesmo
todo? Polcr servir de base para alguma
rcligiai) nova, que faca muitos fanticos,
mas par urna sienecia ? Oh miseria das
miserias! Ku n.io quero proseguir: cada
principio dessa pretendida scicncia homceo-
patbica he um absurdo, he umn falsiilade
tilo revolt-.'iitante como esta. Esse troca-
dilho religioso dos semelliantes lie 18o ridi-
culo como falso aos olhcsde lodo aquelle
que o quizer experimentar, e tiver um pou-
cu du senso commun.
Meus senhores, para os tiomepsestranhos
nnssa i-roli-sn que nflo quhcssem fazer
um papel punco nubre, apregosndo cousas
destas, baslirll u seguinte consideraQo
moral : quaes sSo os campeOes, os susten-
tculos, os prnpugnadores da tal sciencia
do- myiterlos? Os priores cstudantes. da es-
cola de medicina, que depois quo de la sa-
bem.com acbela quasiouca.encliem-icom
esUs colisas que os mais talentosos nunca
romprciiendcm nem seguem ; porque tenoi
ronliancia noque possuem. Uueni uiaisPSr.
presidente, n3o quero nem devo entrar em
analyses indiviituaes. Porm.qual ser a ra-
sao desta teima em nflo se adoptar nn esco-
la do medicina Iflo bolla descoherta ? Co-
mo he que, nem em Portugal, nem na rfi-
lincta escola de Montpellier, ncni em Paris,
nem emE tinburgoscsBgu^csta incompara
vel descoherta. quu pOn a medicina no al-
cance de qualquer criado de boliquini?
Devo dizer que lodos os anuos recebo gran-
de rnrc,flo de tbeses das universidades da
Allemanba, que me f z o favor de mandar o
Sr Sluit,nosso cnsul em Ilamliur^o, cujo
zelo pelo pi o'.'i'i'sso das sciencias e da ivlfl-
sai;rio no llrasil he digno de todo o elogio
'/i/)oi'adoi.nflo posso louvarassaz oSr. Sturtz
pelos soiis esforcos a bem do paiz. IScssas
tbeses, Sr. presidenle, que lercorro sempre
com grande atteneflo, nem urna palavra en-
contr que licute o menor caso dessa in-
dustria chamada homreoaathia, havendo
alias uma liberdade intellerlunl nessas
llic-es, que s vezes me parece al escanda-
losa.'!!
Quandu esses homens fizeranj erup^flo
prla Kuropa com asna constancia Inahala-
potsdefeitas. (Mi.jlu, Sr. presl-(*;Sfftlbm lenhore..
denlo, he dever nosso dizer sempre a vcr--fae enl hullla.0,,alha,, ou ompatbias, he pa-
dade. flavra que agora aqui pronuncio pela primeira
Em todss as epidemias lia um periodo de vez: tenho sim tallado em charlatanismo a
InVtS&O que muilas vezes he nimiamente, charlates; e com que flin havla en de fallar
benigno, depois vein um rucruJecencia, c'nio? Para disputar preferencia? Ira de en-
lioaimentc a decadencia. Como lambn.! c,"lro ao preceito dos homens.mais Ilustres
contece em todas as molestias. Nflo sei se da pro"io. dos mais sabio mes.re, de
a actual febre, quo aprsenla tanta analo-
ga com a fubre amarella, anda que mui-
lo benigna, lie do natureza a trauquilisar- que nos acabruuba, que nos aiugcnta ; iras al. j proicida lio
nos sobre o futuro. la esta inscripciio-, onstuneii iiwalavW na Iesnsnlosos n
1'mSr. deputao i Quu agouro imurudencia, na ousadine na falsidade Desde i
O -37\ JobiM : Nos sahornos quo nos Hipcrates, que foi o primeiro a regular racio-.
naizos onde erassa a febre amarella com "almeme os preceiios da arle de curar, Me de [Stullorim tufitUtu est vurnerus-, isto he,-
utten1id.de ,f ,ovo ve.n no con.\%imen'o re^ '"l"; ''6s "S "...bater, "5o qaeitlonar;" numeodo. tolos nflo tem limite.-, mol.
uequeosprcservalivos de nana strvem, aostaum oomito. Oesde que ella se apre- por luda a paite ye li/.eram experiencias
[que o principal preservativo da febre ms.{MDUSll ,,,,, e nobe repellldapela Ares pan verificar rs lO.r.vllhH promettidas,
"'I'' f'"do- j pe|1(S inn08 Je ,83.2 a t83s# QUa| fi 0 re.
las, dii-sc- ;SU|(a )o u|lS i.se^aeOes feitas por toJos os
arle de curar. Desde os lempos os mais remo- vel na impudencia, na ousadia e na falsida-
los existi ou iniriiuicltcu-se na nossa profissao j de, coiihuido son duvida com a senta da
una classe de Individuos, com uma baudeira b ndeira da sociedade-.Uere-/b/r>, de Dijan-,
or um hispo, e que depois do
puntosos progresos foi de.-truida pelo
governo francez, senha que assim dizil :--
.-. .v r.w ...........---- c-- i nnu.iirr c |ii ido jitiu.ru ... acuilltl, uiiiiu lio I
o sei dizer. 0 que so tem observado ho quo-Rjo.Grande do >ul se sent c se percebe en. I |lobre cn(e pcr (o ia a prlc com grandes
ordinariamente veem precursores do
mal mais grave
deiro mal. Islo
Icra-morhus e
para diminuir estes recelos lemhreino-nos, j^j isl0 a6raua BiiiUao povo, Ilude, introductor. Quando este famoso mgico da
de que, tendo o Brasil as conduces ua na-, eIllliaca llluiloSi c assim ha de ser sempre ale niuntanha ( riladas ) gi itava nos peridicos.
turalllade da molestia, sssim cono ella : 0|U1 jo mundo. Agora os verdadeiros nirdi- com n,ajs forca do que a preta dos pastis
a ser comparativamente b- nigua no 'cos.cheos de sucerdade, amigos reaes da ver- j (10 cant0 ja ra, apregoando a sua quitan-
q
tro-----------,
jaluza sua invasflo, uclia-se no muio de
nos. No entanto creio quo ache-siiembora
a molestia j em um ou uutro lugar, sondo
ella contagiosa, ser a cidade menos conta-
giada porum individuo do quu por cem
ou mil. Por isso creio que como medida
de prudeuci e cautela uunca se pode con-
natl, nflo ataca senSo a gente que vive
exlZr.aJnonb?enze.' loTlm ?5 i !*" "e a meslna f-bre' is, "e" 1ue ^^! P""''"-'" S"K de",oVo can
extrema M'"" "0 PoJem..."''"'"'" le que a leinonvet-rto rao do iuteiisidade he a ...ais profunda reverencia,
aoscuidadosemeos hygiumcu .poupando ^ Pr(U Jew>J 0J di- ha, quaes sao o caracie.es dl.linolivo. dessa
aquelles que v.vem regularmente se n com- f b i jd d ir(o beitj(.na. KS.'KCnlu> tomo a couhece vos ? Lde historia
rxitlter CXCl'SSoH ttnutmti iir.i7Q
mas
onde
o contra
emigrou
extraordinario, como (em atacado nelies
nflo nicamente os desregrados e pobres,
coso dase j, mas tamhem os individuos
das mais altas posices sociaes. Na sua
v agem em que lavou mais de 28 annos,
marchando do Indostflo para o oriente,
depoia para o norte e para o occidente,
entrando na Europa pela llussia, al for-
mar um circulo completo, mandando irra-
diarles para diversas partea, a niorlaudade
era eon alguna lugares de mais de melade, e
os alTeciados numerusos,conlrao que se ob- |.L
seiv.i no seu paiz natal Areapeitodeoulras)
molestias tamben, trausmissiveis, obsrva-
selo contra.o assim sabemos que o lypho
da Europa quando emigra, como acontecen
quando elle veio o Rio-de Jsnoiro, he
asas I enigno, comparativamente ao que
lie no seu paiz, e ha pouco tranamissivel.
Assim tainbein a peste do oriente, quando
acontece transmigrar, he ordinariamente
benigna, e desvauece-se logo nos paizea
ondoapparece.
Nos presentamos sem duvida alguma as
mesmasCjndlcOes que apresenlam o paites
do Norte da America, em que a febre ama-
rella he endmica ou natural; ha, portento,
motive para crermoi que ella ser aqui o
mesmo que he nesses paizes. Entretanto
la meamo.se ella he muilas vezes benig-
na, ocrasioes ha em que, qur nos estados
do sul da Uniflo americana, como em No-
va-Orleans, por exemplo, qur as Anli-
Ibaa c Mxico, ella aprsenla um furor
extraordinario, e nesses casos ho geralmen-
te considerada coi o transmissvol. Esle
aentimenlo ao norte dos Kslados-Unidos he
iiiiiiiu piiifiii.'in < lien, fundado : os habi-
tantes do norte, tendo sido em outro tempo
muito subjoitos a epidemias de febre ama-
rella, virma-as cessar depois que tomaram
med las sanitarias extraordinarias nos
seus porto* ; e ha muitos annos qua ella
nflo consta ter l apparecido. Ora, e po-
deria mostrar, se quizesse ser nimiamente
longo, que os fados aqui acontecidos lam-
bem provam a coniagiosidade da molestia
em cerlo gio de inlensidade. Mas diz-su
ue, uma vez que o inimigo j se acha den-
ro du cidade, sflo escusados os lazaretos,
mdicos os mais distinclos,
dessas
do pelo medico, he vulgar e innexacti ;
nos temos obrigagflo de esperar at o ulti-
mo momento, de acompanhar at l o en-
fermo; nesse estado de perigo eminente ap-
plicamos os mais enrgicos remedios, de-
pois he necessario esperar, prmo-nos em
observaeflo dous e tres dias ; neste tempo
os prenles o circumstantes impacientes
fazem vir um urnmnle p anle p.....
OSr. D. Manoel :--lsto he preveneflo.
O Sr. Jobim :--i)go o que estamos vendo
lodosos diss :vem o uromantecom as suas
ovas de aranha (risada) e o doonto flca
hom Quu victoria, que maravilh Gri-
la-se logo. E nos quando vemos estes efTei-
tos, calamo-nos, porque he um desdouro
muilo grande enlre nos apregoar estus fac-
los como milagrea ou maravilhas ; e como
paran povo quem aiais grita he quom tem
mais rasflo, quem mais aproga he quem
mais vende, elles ronlinuam a gritar como
a prelinlia dos pastis e vflo bem na sua in-
dustria. Um bomem tloente, senhor presi-
dente, he um ho/nem alordoadn que nflo sa-
be muitas vezes o que faz nem o que ha de
fazer ; se o proverbio que diz os homens
sflo ciiancas grandes he applicavM ao ho-
mem sflo, ainda mais o hnao .lenle, quo
ole comparar-se o desgranado que se v
prestes a morrer ffogadojso o p ilelle
estiver um individuo grave e silencioso, que
em duvila alguma seja cinaz de o salvar,
e outro com muito menores propnrQes pa*
ra .-so, mal que grito para elle e o chame
como mesmo furor com quo os cha rlatfles
gi-itam nos jornaes, neeessaria e infallivel-
ment'i o desgranado corre para o pregoeiro,
abandonando o silencioso hunesto, serio e
rsve, que confiava no lio ti senso doator-
oado en. perigo ; o logo vem o milagro exa-
gerado pelos jornaes, apregoado por cem
troinbetas; mas vejamos como se falta
verdade nesle mun lo.
.Appareceu nesla rasa um requerimentu
le certo sujeilo pedin lo nflo s^i que em fa-
vor desti descoherta sublime chamada ho-
mocopathia, nova redempeflo da nossa es-
pecie ; alii diz o aulor quo no lazareto a
mor I inda de tem silo de 50 p. c, e elle pro-
melle re luzi-h a 10 p. c. como j o fez na
Rabia n mesuia bomceopathia. Onde he que
ella o fez? Foi em algum lazareto ? Onde
esl essa estilstica o esse lazareto i1 Foi
na Clnica civil que houvo essn proporgo de
10 p. c. ? Entflo nos c somos mui'o mais
felizes, porque cu creio podfiralTirmar que
na nossa clnica da cidade a proporfflo dos
morios para os que saram nflo ho nem do um
pira cem. Diz mais que a hornee ipnlliia se
i s t : 11. j -1 na Europa railianlc da sua aureola
divina quando a Europa foi devastada pelo
cht.li ra-morhus 0 n, eis-aqui o que diz a
este respeilo a Gavia Medica de Paris do
maio do anuo pastado, de 1819 ; he um pe-
rio lico scii'iitifieu de immenso'crdito, lido
em todo o mundo civilisado : No princi-
1 io da epidemia, quando os casos eram de
uma extrema gravidado e quasi lodos mrr-
taes, a administrneflo doshospitaes ( peco
cmara que atienda bem como l so proce-
ilcii ', a vi-1 i de o u pedido feito ao minis-
llcarum pouco cuidadoso a respeilo do que cll|.Ui a ar[e he ionga, a occas.ao fugitiva, a|ag, 0>sa presenea.
possa acontecer: fallo dos navios donde experiencia engaadora, e o juio diftkil. Esta res,,jor ?yue Dio I
S'tciii transportado OS doenles para ola-'he a verdade; mas nao agrada ncin.iosioc.il-
zarelo. [ cs prrguicosos que preferem o lo. decisivo,
Devo fazer agora uma exposieflo ca-' nem ao povo queprclere a quem mais pro-
mara du oiovimenlo que se tem ^ssado ,u^ealdonado e df,prado o pr.cel.o de HiP-
nesse lazareto desde que existe. Creio^que 'SSi^Si a medicina a esse. precei-
a cmara nflo se desdenhara de a ouvir Ja |0J ,m-Jattlo, ,,uc ncm a rasao, nem a expe-
qje su tem entrado em outras quesloes que; rcnCja approvain....
nflo mereciam a pena de tratar-so deltas, __M i.. k. ,. h.
aqui, como por exemplo a homoeopatbia. OSr. 4for Sarment : Iaao he o que dl-
( A'do apoiadoi. ) ""' os I'P'US-
O S,. Resende : Ouvi dizer muito ma! J OSr. Jobim: Direi ao nobre deputado que
do lazareto. I essa expressao de allopath be rlducula e des-
OSr Jobim:-{Lindo.) f preiivel: he de Invencao cbarlaia...ca ; foi
Mm-i'nienlodn lazareto desde 19 de ia- lancada sobre nos sen. o menor discern.menlo,
? '-"i6"-1.?. r. l*"rfi .. o, ..i r.L?_ nen. nos a pode.no. ,ceilar. porque assent so-
bre u.n fu.idameuto falso ; e, e e.sa cena a-
nalisadora icm odire.to de nos por um apprl-
lolo.i oao lainbtm o leein as outras que lora.
con.guadas na emenda que apre.eutei, c que
teem ldo toda, osseus faunlicos. Sr presldcn-
neiro, em quo foi creado, ate 21 do feverei-
ro de 1850.
Entraram 39S.
Sahirain 139.
Fallecern!, a saber: De 22 nacionacs
que enlrarain, *; l'oi tuguezes, 61 ; Suecos,
21; Russos. II; Francezes, 7 ; America-
nos, II ; Inglezes, 6 ; Dinamarquezes, 10;
AllemSes, 2 ; Irlandezes, I ; Belgas, 2 ; Sar-
dos, 2 ; Chilenos, I j.Uespanhcs, I; Ita-
lianos, 2 ; llumburguez, 1; escravos, 3 ;
sem falla. 6. Total, 152.
Existem 10i-
Enlre os 152 fallecidos, 90 fram as pri- fcbril(;amos e s(.gUnios com n vid,
meiras 48 horas, como se *_^l^0j.J"i|0doOI fados que urna experiencia he
le, nos nao podemos ter, nem quizemos e.n
tempo algum ter outro nonie srnao o de mdi-
cos .accionaos ; segumos o racionalismo rom
mais ou menos ace, lo, e a experiencia ; so-
mos mdicos racionaea e experimentaos
ao mesmo lempo ; aproveilando nflo s a
nossa experiencia,como lambem a dos nos-
sos predecossores durante seculos. Dizen-
do que somos experimentaes, queremos di-
- avidez
cando portanto 62 fallecidos postenurmen-
te ; logo, a propor^flo he de 15 por cont e
uma fr.ieco.
3 em 1|2 hora, I em 1 dita.l em I l|2dita.
4 em 2 ditas, I em 3 ditas, 2 em 4 ditas, 3
em 5 ditai, 4 em 9 ditas, I em 7 ditas, 7 em
8 dilas, Sem 10 ditas. 5 em 12 ditas, 1 em
16 dilas, 1 cui SO ditas, 28 em 24 ditas,
23 emlSdit-s, 2 chegaram morios.
Parecc-me de luda a r. sao que os doenles
que enlrarain;
biecarregueui
aveguada nos mostr, embora esso facto
nflo se possa explicar rasoavelmenle ; as-
sim o fasemoa, o o Taremos sobie a vacci-
na, que foi por mis mesmo descoherta ;
mas nesles tactos, puramente experimen-
taes, que a rasflo humana nflo pude expli-
car, nflo ha absurdos nem parodoxos revol-
antes para a inesina rasflo humana ; e nos
lazeuius timbre Das sciencias de nunca
SrN^;KMir esta rasflo que Dos nos deu ;
,Jo computo do. monos uo la-1 baja embora lias religies os. inystenos que
Que havia elle de
se animava a ir pra-
licir a sua industria em um hospital, por-
que os miasmas -dos hospitaes neutraliam
os olleitos dos remedios homoeopatiiicos! !!
Daqui se vo que.se esta medicina he ptima,
nflo o ho us hospitaes; ah ha m asmas,
mas eu nflo sei quu nuva enlidade uiaravi-
vilhosa he esta dos miasmas quedistroee
nflo pode ser destruida pelas maraviibas da
lilil.,1' .p illlIJ.
Julga a cmara que estes meus senhores
queiram subjeilar-se mais a fazer experien-
cias dianle de verdadeiros mdicos? Com
os mesroos empregados ? Diante uns de ou-
tros? Nessa nflo caba o mgico da monta-
nlia, e os seus discpulos aproveitaram
ben>. Ellos sflo como as mariposas que so
vivera no meio das ircvas, o que udiaule das
luzes morrein. Elles querem uui hospital
ou lazareto especial mente seu, ond pos-
sa m a sua volitad- fazer cuno os que engo-
lem fojio, espadas enof mes, curtam e tor-
na m soldar peacocoa de gsllinha; nesle ge-
nero vi um Mu ncm em i'ans que me aduti-
rou, em um listante llruu do uanz um
cesto de ovos, nflo pude coinpreheiider
como elle razia cousas sdiniraveis, nflo
quiz acreditar que l'ossem ovos, ped licen-
ea, fui apalpar, e eraui realmuule ovos!
[Miadat protongadai.)
Cumolallci ueste bomem admirayel, di-
rei lambem a cmara urna cousa inters-
sanie; em medicina explicamos muitos
Cactos para o vulgo milagrosus de um mo-
do natural: cHes se leproduzem todos os
das a nossa vista sem quo turamos bulla
alguma, sem que cantemos victorias, que
s pode,o exislir aos olhos dos ignorantes ;
acontece muilas vezes vermos um doeulo
em estado quasi desospeado, nos nunca
o desengaamos essa expresado, desdiga-
do a commissfl respon lido que a homteo-
pathia nflo constitua uma arle especial, que
nflo havia por consequencia necessidado
nem de proliihir-se nem de prescrever-se o
emprego Jos medirarrentos em tal ou tal
lise, e que era perfeitamente licito aos che-
les do servido medico cnipregir debaixoda
Ma responsabili'lade aquello methodo do
Iratamenlo, aquelles niolicamentos, e na-
quellas dses que Ihes parecessein conveni-
entes C note-se que ncnhiim dos chefes do
servido dos hospitaes, sendo olles lalvez nflo
menos de 50 mdicos d'Stinctissimos, achou
digno de empregar por sua conta a homajo-
palhia, a medicina das dses maravilhosas),
M. Guillo! julgou dever, a visla da gravida-
de das circunstancias, apellar para a ho-
mceopathia. Pedio lumili seus collegas
quefosse elle mesmo aplicaros medica-
montos homo3opathcos preconisado contra
o cholera ; dcbaixo da sua responsabilida-
de o Dr. Guillot submetteu ao emorego
destes remedios sele doenles que elle jul-
gou ein ms eircumstancias, e que, segun-
do todas as appsrencias, nflo tirariam re-
sultado vantajoso do emprego das meJica-
cOesnr.linaras.
il/ouaa Senhores :-0ra, moribundos!
O Sr. Jvbim :--Sc eram moribundos, para
que us aceitn til homteopalha '! Entflo
muilo estupido e presumpeoso era elle,
quo os tomou na persuado sem duvida de
salva-Ios; nao si encarregassodelles; o caso-
lio que encarregou-se, e, contina a Caseta
Medica : adrninislrou successivainenie a
estes doenles sem os abandonar o arsnico,
a noz vmica, o carvflo e a bryonia, na vi-
sima dilluicflo. No dia seguiute todos
estes sote doentos lintiam morrido. Asex-
perieucias nflo fram levadas mais adiante ;
paroceram sullicientes para provar de uma
partea in< (Reacia do tratamenlo,.da outra
a boa volitado com que loria sido acolhido,
se se tivease mostrado superior aos outros
tratamenloa.
Alguns Sinhorts :~0h Oh !
O Sr. iubim :--Sum duvida. ninguem que-
ra servir de ludibrio ao publico, ou de oh-
jeclu de novas logracOea {apoiados ), por-
que, como ja disse no principio, desde 1839
al 1838 foi esla especulaoSo examinada
pelos melhores mdicos de Paris, o nonti um
Me achou furo. Se o nobre deputado quur
comludoque novos eusaios se facaui, nflo
sei por que rasflo uflu se hfloale tambem fa-
zer experiencias sobre os principius de ou-

MIITII Ano


lias seilas charlalaniris maravillosas, ro-
mo as que fram consignadas na minha
emenda additlva, a uromancia, os feitcos,
o mesmerismo, a hydrosudopathia, ele ,
ele, que todas teem tido numerosos fan-
ticos ?
Meas senhores, nestas cousas he necessa-
rio attendermos tambem um pouco aos
lempos passados, consultarmos a historia
da medicina, que faz tambem parte da his-
toria da noasa pecio : esta historia no he
para se desprezar, ella nos faz conhecer tai-
vez melhor do que nenhuma outra o que he
o espirito o o corceo do homem, e como
esleeonhecmento interessa muito sos ver-
daderos homensdeestado, Iguns teem h-
vido que no se teem desdenhado de folhear
a melhor que temos em nove grandes vo-
lumes, escripia por um paciente aulor alld-
mflo, Sprengel. Este eslu lo pelos nossos
nos pnuparia lecerlo alguns desagrados ;
nhi se veris o que tem sido o charlatanismo,
a sua ousadia no erro, o seu orgulho e a
sua taima ; ahi se aprendera a bem conhe-
cer o homem, e ninguem o pode conhecer
melhor do que nos, que vivemos em Uo
pioxrn o contseto com elle, quaoesluda-
mos de todos os modos, que o segnimos na
sua vida e penetramos nosseus ltimos es-
condrijos.
E ja que rallamos em antiguidade conta-
lei um caso. Existi um medico grego de
(.rando nomeada, chamado Erasistrato. Se-
leuco.rci da Syris, vendo seu lho Antio-
cho Sost?r muiio iloente, maniou-o cha-
mar. Apenaschegou Erasistrato ao aposen-
to do principe, na presenca do rei o dos gran-
des da corle, tomou-lhe o pulso, me utou,
e diste em tom grave : este pulso indica
urna grande paxao, e quoesta paixSo he
por Stralonice, vossa madrastra ; o princi-
po confessou que era verdade; e, como o re
desejasse muitoa sade do seufilhoe na-
quelle lempo o casamento oilo oa um sa-
cramento, deu-lhe a sua mulhcr c o prin-
cipe sarou. I'ouco lempo depois fui o le
assassinado e Antiocho subi ao tlirono. A
famado Eiasislrato foisnuvens eellefoi
ronsidera.do como um simi-deos ; e, para
satislazer a avidez de tantos admiradores,
compoz urna obra, sem duvida maravillm-
sa, sobre o estudo do pulso e as suas indi-
cagues ; pois esta obra preciosa, meus se-
nhores, foi objeclo dos resi eitos da pobre
especie humana durante 400 annos I Que
lie feito della O mesmo que de infinitas
entras queja desappareceram e que eram
tilo adniiraveis como anda o sao para al-
guns as oblas de homrcopalhia.
Prrmiila-nie agora acamara quceu re-
corra expliescto de um grande homem,
que ninguem pode dizer que nSo conheciao
corac3o humano; nilo sei se a cmara adop-
tar o seujuizoque nao he inuilo favora-
vel quelles que pretenden que por toda
parte so deve prevalecer o sysiema repre-
sentativo comtudo a autoridaJeque vou
cilar deve ser grande para todos os libe-
rtes ; sustntelo elles embora que a opiniilo
publica deve ser a base fundamental de to-
dos os governos. Esta autoridad be M
Voliaire. Diz elle que a Opinifio be a rai-
nha do mundo, \ Apoiadot,)
OSr. Moris Sarment : Apoiado, nfl
ha duvida nenhuma.
OSr. lobim :Has he urna rainha muilas
vezes injusta, capijchosa e desairasoada ;
quando a rasflo a quer combalcr ( vejan que
he Voltairequem filia), be comicomada
moile, e para que ella ras.lo triumplio e
desloquea usurpadora, be-lbe neeessario
que nnasc viole vezes das suas cinzas.
Donde me parece que se pode concluir
que, sea opiniilo vulgar aceita urra vez,
erra pelo menos vinlc, porque be necess*-
lio, para prevalecer a rasflo, que vinte ve-
zes ella destrua a opiniilo : tal he a atipalhia
entre a opiniSo e a rasSo .' Assim este peo.
samento thilosophico de Voltairc he urna
advertencia para termos duvida pelo menos
sobre aquillo que nilo lie da nossa profissflu
e que entretanto he poralguns apregoado !
I or alguns, he verdade, porque ha um pro
vcrluo francez que acho muilo exaelo ; il
il a plus de tromp que de trompilles : o nu-
mero des embicados be u.aior do que o da-
quellcs que confessam que o fram.
A f ste rcspeilo referirei um caso ha dias
acontecido com um medico respeiluvel ie
la sua idadee saber, e cujo nonie nao esiou
aulonsado para declarar : oi elle chamado
para \r um doente que se julgava s por-
tas da morle com esta mesma fbre que
grassa agora ; conheceu o medico a pouc
importancia do caso, que ilguem entende-
na impossivel de sarar sem meios enrgi-
co, o receilou apenas um ligoiro suduii-
lico; no dia'seguinte continuava um cc-
ihalalgia intensa com bastante tabre, o
doenie mostrou-se impaciente, e disse que
eslava n uilo mal, que, nfln tendo liJo alli-
vio comaallopathia, quera mudar para a
horr.cropslhia, que ia mandar chamar n5o
sei quem. Disse-lbe enUo o medico :--i\ao
he neeessario, eu tambem applicoa goslo
dos enfermos a homceopalhia, e reccitou
emhyerogliphicos ou garalujas umaspv-s
de aranha ; foi prevenir o bolicarlo que/prr-
parasse urnas peloticas pequeas com mi-
lo depilo ecanella, tendo recommendado
ao doenie que lomease urna s com muita
caulella; veio a receila, e poz o doente
urna das laes ovas na tonta da lingos, en-
golio com muito cuidado, e no mesmo ins-
lanlo sentio um ventosinho que da pona
da lingoa Iho foi parar na unha do dedo
grande do p. ( Hitatlai prolongada, ) No
da srguinte volla o medico, e diz-lhe o
doente que se acbava muito melhor ; entilo
lome oulro glbulo com loda a cautella ;
yem no dia seguinte, e d por bom o doen-
te que eslava muilo contente com a ho-
mtpopalhia; o medico manda virovidri-
nho dos glbulos. desreja-os na palma da
rnin, c er,g..,|e-os todrs na presenca do
doente admirado {risa*;, que Ihe pergun-
so i' Faca-me o favor de mandar vir: des-
pejou um vidrinho inteiro do glbulos na
raima da mflo e engolio; j ia engolir
mil i o e a botica toda, quando o Sr. Breves
Ih'a tomou pensando que o homem quera
se matar.Como matar-me? disse o es-
trangeiro, sto he farinha de trigo com as-
sucar de canns, nem assucar de leile he.
Disse o Sr. Rreves, que desd entilo com-
megou a perder a f primeiro que outros
mullos. Como este ha urna inflnidade de
casos ; e ser vista delles vista de mil
allegarles falsas, vista desla tendencia na-
tural do homem para o maravilhoso, vista
de urna infinilade de experiencias feitas
pelas primoiras intelligencias do mundo na
arte de curar, que vos queris que nos si-
gamos essa sciencia mgica do homem da
montanha, essasciencia magcaj julgada
pelo mundo sabio, que as facal lades de me-
dicina do Itrasil, assim como a de Coimbra,
a de Montpellier, a de pars, a deEdin-
burgo, as de Allemanha, etc., etc., que
vsquereis finalmente que os melhoes es-
ludantes em plena liberdado intelleclual
renuncien) ao uso da rasflo para seguirem
aquillo que logo prmeira vista esl em
manifestacontradiccflocom ella? Obi mi-
seria das miserias e compara-se esta re-
pugnancia e rejeiciio, esta repulsa das pri-
meras intelligencias do nossoseculo com
oquesepassou quando um homem intel-
ligenle tez ver que era a trra que se mova
e nao o sol f Que desgraca / Qual fui o ho-
mem de subida intelligenca, quaes fram
as corporaces sabias que desprezaram esse
facto physico e perseguirn) o seu autor ?
Apontem-so essas verdales physicas que
tenham sido perseguidas pelas pr i metras
intelligencias humanas, pelas primeiras
corporaces sabias, pelos humens piofis-
sonaes, para depois vircm a ser adoptadas '
uo falta de conliecimenlo da historia das
scicncias, que injustica .' que niquidade !
Os mdicos aecusados deinimigos da ver-
dade, de teimosos perseguidores della !
Ooofessai e reconbecei antes que smente
elles, com a experiencia que teem das cou-
sas desle mundo, o com a historia la sua
arle na milo, he que estilo habilitados para
dar aos embusteiros mysterosos o valor
que merecen). Elles teem siJo nimiamen-
te francos e sinceros em lodos os secuto,
mas pertinazes, desprezadores do embuste
o do charlatanismo, desprezadores dos in-
linitos apregoadores da dogmas e mysterios
quo teem sido o flagello da arlo de curar,
a>le sem duvida alguma extremamente diT-
ticl, que osera sempre por motivos quo
n/lo posso agora analysar. e cujas lifficul-
dades nem por sso lie licito cortar com
dogmas e supposccs gratuitas. Eslava
reservada pera a ci lado do Itio de-Janeiro
a gloria de fanalisa:-se pela liomeropalhia ;
eslava reservada para alguns homens de
estado do lirasil u gloria de aban lunar os
seus homens profissionacs para correr os
bracos de aventuremos que ninguem conhe-
ee, que nenbumaa garanliaa deram nem do
su saber, nem da sua moralida le; esla-
va reservado para nos preferir os peiores
eatudantet das nossai escolas aos memores.'
'2'
*
quiuhas de oxames de preferencia de trata-
mientos e do systemas curativos me parecen)
indignas posta casa ; desojo que as corpo-
races elevadas do estado nunca mais se
oceupem com ellas, nem mesmo os homens
mais olevsdos da nossa sociedade; outras
cousas devem oceupara sua attencio.
A LAGO AS.
Extracto do expediente do Exm. Sr. prn-
dente Dr. Jote Bento da Cvnha Figueiredo.
17 DE FEVEREIRO.
(JUicio. Ao agente da companhia. doi va-
por, para que mande receuer a bordo do va-
por llahiana, para conduiir para a corte a se-
ren entregues adisposico do Exm. Sr. minis-
tro da guerra os 11 recrutas comanles da re-
lacao que se Ih envia.
DEM DO DIA 18.
Ofliclo. Ao inapector da thciouraria de
-hienda, detennlnandj que mande pagar a
Jcronyiiio Vicente Pontea a quantia de 16.000
ra. do aluguel de dous cavalloa que conriiui-
ramcartuxaine para o Paco-de-Cau>aragibe.
Dito. Ao director do'lyco. Attendendo
ao que varios estudantes do lyco desta ridade
prloi inconvenientes das febre que actual-
mente rcinam, nao teem podido matricular se
do praso marcado pela lei, e querendo de al-
guma sorte remediar esse mal, mando que V.
me. os v adinittindo a matricula cmquanto
nao derem as faltas que mportain a perda do
anuo.
O reatante da carga que trouie do Havre.
Santoi peto Aas, brigue nacional Cymiiicm-
ca, de 189 toneladas : condiu o aegul-nte t
Seis embrulhos com cadclraa e lastro de
areia.
CONSULADO PROVINCIA.!.
Itendlmento do dia 18.
1:725,745
DMRII) III PIBIMHDCO.
REOIFK, 19 SI Sf ABOO Sal 1S50.
Pela leitura da parte de polica de hon-
tem, que vai transcripta no lugar compe-
tente, terfio nossos leitores conhecimento
daapprebenalo de algunas cdulas falsas,
adiadas a beira-mar da cadeia desla ci-
lade.
riovimenio do Vorto.
Navioi enlradot no dio 18.
Rio-Grande 41 dial, brigue nacional Eine-
rnrifa. de 152 tonelada), capltao Magalhaea
Battoi, equipagein 13, carga carne de char-
que ; a Amoriiu & Irinaus.
Uueuos-Ayrrs 3U di is, polaca heapanhola
flori, de 130 toneladas, capitn Geraldo Ma-
risleni Garcia, equipageai 10, carga, carue
de charque ; a Joo Pinto de temos l Filtio.
Fundcou no Limeiro e veio o capito i
-ierra.
Miillgen 56 dias, galera Inglexa Parn, de 309
tonelada* capltao John, quipagein 16, car-
ga fazeudas ; a Hidway Jaiiiison \ i'..
Perou 75 dias, galera l'raaceza Paul-Uubtrl,
-de )87 toneladas, capito Jicaux, equipagein
|8, carga salitre e cobre ; ao capito. Velo
refrescar.
Suvio anido no mesmo dia.
Porto-AlegreUrigue nacional Flore, capltao
Antonio Evaristo da Hucha, carga assucar.
Passageiro, Jvaquhu Jos Gomes, Urasilciro.
Obseruacao.
Seguio vlagcm a barca Franccza Le-VailtaM.
Levaetou ferro do l^tineiro para o Alosqueiro
o brigue iugle A/agnel.
flavioe entrados no dia 19.
Correspondencias.
e que sngularidade.' que arrojo.' como
elles depois de iniciados nrsles mysterios
se turiium injustos e crueis pura com seus
proi ros meslrcs, como esse quo me aecu-
sa de falto de caridade ; quando elle mes-
mo heumaprova do contrario; (os nflo
foi por mim approvado." Mecerlo que eu
eslou no sexto aono, na porla da sabida,
como bei de reprov r um moco j uo fin
da sua earroira, como hu de coluir de una
mancha tal vez per clua o seu nome o a
sua reputacao t O ceno he que estas e ou-
Iras consideracoes no< fazem ser as vezes
benignos de mais. (Apozados )
l'm Sr. deputado :Era neeessario haver
mais rigor.
OA'r loblmiTermino por boje aqu, a
hora esl niuito adiantada, nilo quero con-
tinuar a lomar lempo a ornara. Dire s-
menle que lamento muito que, tendo s t3 :-Que he isu, Vmc. quer morrer ? .Qual
morrer, respondeu o medico, islonSovsle
nada, he milo de p.locom canella, para
outra vez nao. a0 .. ng0Seja foto,
lunadas)
OSr. commendador Joaqnm Rreves.indo
na barca de vapor desla cidade para Niitie-
rohy, contou aoscircumstantes que, como
quasi lodos os fazendeiros, tambem linda
cabido no logro de comprar urna bolica ho-
meeopathica ; tinha j eilo suas curas com
ella, eslava contente, quando Ihe spparc-
ceu um estrangeiro Ce alguma illuslracilo,
cujo nome me no lembra; achando-se
elle iiicommodado, peigunlou-llie o Sr
breves se quera tomar liotnceopalhia; res-
pondcu-Jbc o estrangeiro:Pois tem c is-
O oulru da apoiada a emenda do Sr. depu-
tado pelo Rio-Grande do norte, nao o fosee
boje a minha que moslra as consequencias
que daquella devem sabir ; a minha emen-
da cu a considero romo salvadora da digni-
dad" desla cmara, onde urna quesillo dea*
ti Orden nunca devera ler apparecido.
fices reclamar-Oes ; apoiadot e ndo npoiados )
Quando no mundo se vir se he que o mun-
do se orcupa do nos, eu creio que nflo, por
causa mesmo deslas cousas pequeninas,
pelas quaes se pude julgar do tnaisj.quando
no mi n lo se souber que no nosso paz
sin despre/ados os seus homens prolissio-
naes, que estudam, queimam as suas pes-
taas para estarem ao facto do que se i assa
na mundo sabio ; quando se.vir que silo a
elles preferidos os saltimbancos, aventurei-
ros, os mseles, ote que entram e sahem
livremenlo por toda a parle, muito mal se
deveagourar da sorte futura desle paiz
En tola a parle se exige sevo.-as garantas
dequem pralica a arle de curar : sabe-se
a influencia que estes homens ploniter
nasociodade: penetrando no interior das
rain Mus,c| les as pdem seduzir para as dou-
Irinas as mais subversivas e anarchicas,
sobietudo quando nos seus principios ha
alguma cousa do coramunismo.
Alguns tenhores : -Oh Ol! ( Reelama-
C6es.)
OSr. Joliim:Sito estas facilidades que
me l'.izem ter medo do futuro do meu paiz
silo estas facilidades, com que se dcixa an-
dar por S.-Paulo, Minas, etc., estes mas-
cates de fazeudas e de ovas de aranha, que
ldem quando quizerem servir a qualquer
poder estrangeiro! Sao estas facilidades
que me fazem dizer agora que ou ha muilo
ba le da parte dos homens de estado que
teem estado testa dos nossos negocios, ou
entilo elles nao teem compaixilo de nos.
Meus senliorcs, por toda a prtese exigen)
severas garantas dn quem xerce a arto de
curar; em alguns paizesal se. exige que el-
la nSo possa ser exercida seniio pelos nacio-
naes ; direi mesmo que luias intelligencias
teem havido que teem sustentado que, as-
sim como os governos teern urna roligio
do estado, assim laiiibem devenam ter urna
medicina do estado, porque no interessa
mais aos governos desle mundo a salvacao
das almas dos seus subditos na mura vi ia,
do quo a conservaeflo da sua mesma vida e
sade nesle mundo em quo vivemos.
Alguns senhoret :--Oh .' Oh !
OSr. Jobem :--Quero fazer sentir ao me-
nos que este abandono no deve permane-
cer, que he neeessario olhar com mais at-
Srt. redactores. -- Permiltam-me que, por
inlermodio do seu conceituado jornal, ve-
tilla boje occuoar por um pouen a attencilo
dos leilores, ofterecendo consideracilo pu-
blica um pequeo eshoco a respeito das
eximias quajlidades que ornamo espirito
do lllm. eExm. Sr. marechal Antonio Cor-
roa Seara, boje commandante das armas
desta provincia: sim.senhores redactoros.se
de ha muito eu naotivessea honra de conhe-
cer a S. Exc. e naofosse grande apreciador
das mu singulares qualidades, que ornam
o magnnimo corac.no dcste distincto mili-
lar, e agora mesmo nao fosso tesiemunha
oceular de sua grande aclivdade, muita
enegia eboas disptsices para com a co-
lumna que marchou para o Rrejo-da-Madre-
de-lieos, organisada no Bonito, alm de um
zelo incansavel que apresentou em todas
asoperagOes, cortamente eu nilo me ani-
mara a dar um testemunho publico do
quantosei sprecaro verdadeiro mrito do
actual commandante das armas desta pro-
vincia, aquem peQo desculpa pela ofl'ensa
uue fato sua modestia. Entretanto, como
probo e mui inlelligente militar e Pernam-
bucano, amigo liel de seu paiz, vista de
inntimcraveis exemplos e muitas provas
que tem sempre dado a favor da causa da
ordem, convm que seja conhecido e apo-
sentado quelles que anda n.loliveram o
prazer de communica-lo. Portento, possui-
do de nobre orgulho.ingenuamente cones-
so que o Brasil inteiro deve ufanar-se de
possuiremsuaslileirasum militar t.1o dis-
lincto ; c Pernambucano mui principalmen-
te deve gloriar-se por ter um (iiho ido res-
peilavel que boje felizmonte commanda as
armas da provincia.
Queiran portento, senhores redactores,
inserir em seu Diario estas mal escripias
linhas.com o quo muito obrigarSo ao seu
constante loilor.S. M. A.
Paral.iha 19 oraa, liiate nacional Eipadarte,
de 127 toneladas, capito Victorino Jos P-
reira, equipagein 5, carga toros de mangue.
Pass>geiros, Antonio Tulentino de lie lio. tira-
silclru e o Purtuguez Joao Pereira da Silva.
Maranho por Carac i3 dias, escuna nacio-
nal .MtiMii-Firiniiiq, de 122 toneladas, capito
Joo Hernardino da Kosa.equipagem 9, car-
ga gneros naciouaes ; a Joo. Antonio has-
tos. Pasiageiroa, 3 escravoi e urna escrava
d entregar.
Rio-Grande 36 dias, brigue nacional Amima,
de 111! toneladas, capiUo Joaquim Gomes de
Olivelra, cquipageo 11,carga carne de char-
que ; a a mor ni i\ Irmua.
Sumatra 88 dias, barca americana Borneo, de
800 toneladas, capito C. Natting, equipa-
geni 15, carga pimeuta : ao capito.
Navios tahidut n mttmo dia.
Parabiba Hiatc nacional ConceifSo-Flor-dai.
Virtudes, capito Elias do Rosario, carga va-
rios gneros.
liba de Fernando Transporte nacional Pira-
puma, co'mmandantc Cimillo Delelis. Passa-
geiro, o preso poltico Antonio Joaquim Xa-
vier Horgcs.
Declt
a rayo es.
Srs. redactores. Constando-
me que em um dos ltimos n-
meros da nio lora publicada
urna correspondencia assignada
pelo Sr. Dr. Luii de Franca Mu-
nizTavares, em que meu ilho, o
Dr. Joaquim de A quino Fonseca,
he gravemente injuriado, servin-
do-se quem escreveu essa corres-
pondencia de meu nome ; declaro
que he calumnioso o que se Ihe im -
pula relativamente a mim, e dei-
xo aos homens de bema aprecia-
cao de suas accoes eaos Iribunaea
o castigo que merece aquelle que
O ilistllloil.
Becife, 18 de marco de i85o.
Thomaz de A quino Fonseca
- A cmara municipal desla cidade, faz
sciente as corporacOes religiosas e pessoas
gradas, a quem fram entregues officios de
convite para bencffo do cemiterio publico
no dia 21 do correte, que por motivos jus-
tos, ficou transferida a dita bengilo para o
dia que sohouver de desigoar.O secreta-
lio interino, Manotl Ferreira Accioli.
Pela segunda seceflo da mesa do con-
sulado provincial se annuncia a lodos os
colleelalos para pagarem o imposto de
12,800 rs. creado de conformidade com o
14 lo artigo 38 da lei dnorcamento n. 244
de 16 de junhode 1849, quo se esl arre-
cadando passiva mente pela dita scccSo se-
melhanle imposto, desde Janeiro do cor-
rele anno ; e que, finalisatlo o prazo mar-
cado pelo regulamento do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 12 de noyem^'o do
nno prximo passado, se proceder exe-
cutivamente contra tolo aquelle que n3o
tiver satisfeito dito imposto.
Perante a administrarlo do patrimonio
dos orpbilos se ha de arrematar, a quem por
menos flzer, o fornecimento dos medica-
mentos para o collegio dos urpli.los, por
tempo de 3 annus, que hSo de ter principio
do24do presente mez em diante: as pes-
soas habilitadas quo|quizeromra7er esse for-
necimento poderlo comparecer na casa das
sessOes da mesma administracSo no dia 21
do coneiitc, as 4 horas da Urde. Secre-
taria da administrarlo do patrimonio dos
orphnos,-14 de marco de 1851. Joao Fran-
cisco de Chaby, secretario.
sos recolhidos enfermara da cadeia desla
edade arrombarnm o forro e coberta da
mesma onfermaria, passando algnns delles
para o telhado da casa contigua, do qual
desceu por urna corda o preso Alexandro,
escravo de Jos Antonio llastos.quefoi logo
capturado pela sentinella,em virtude do que
voltaratn os outros para a enfermara,n3o se
navendo assim roalisado a projectada fuga.
Apenes informado deste acontecimento. di-
rigt-me cadeia, e ahi dei as provideoerts
que me parecern) necessaras. Aproveilo
a occasiio para pedir V. Exc. a expedi-
m ?M l?rdcn fim de q"e Proceda
em continente ao concedo de que necessi-
fir. lim 1LV" qoe com rrombamento
Iicou sem aegurauca alguma.
Dos guarde a Y. Exc. SecreUri. da po-
inJ ^I?US, ,6.deCode 1850.
-Illm e Exm. Sr Honorio Mrmelo Carnel-
rioiro l.eflo, concelheiro de estado oresi-
dente desta provtnca.-.y0, Neol 0nme.
ra tosa, chee de polica interino
Illm. e Exm. S.-Partioipo V. xo. que
hoje pela manliHa a menor Generosa fKtta
do preso Jofloda Silva Homem existente
na prisSo do crime da cadeia desta cidade
estando a pescar atrs da mesma cadeia'
encontrara um (landres fechado junto as
grades dos canos da latrina, o qual levara
a seu pal, que,abrndo-o,achra dentrouma
porc.no de notas deque elle eos mais pre-
sos se apossaram, o que ludo tendo-me
sido communicado pelo carcereiro interi-
no, fui cadeia; e, dando ahi as buscas ne-
cessaras, apprehendi na pr8o do critbe
em peder de alguns presos apenas a quan-
tia de quatrocentos e vinte e tres mil ris
em notas, saber: quatrocentos e einco
mil i>s em notas de cinco mil ris, e
dezoito mil ris em notas dn dous mil
ris, sendo que be sem duvida que o
(landres, alienta a sua capacidado, nilo
poda trazer menos de oito a dez con tos de
ris ; devendo-se por isso presumir que os
presos passaram notas para fra da pristi
antes que o carcereiro livesse tido conhe-
cimento do facto. De ludo mandei lavrar os
competentes termos, remetiendo ao ins-
pector da thesouraria da fazenJa as notas
apprehendidw para (.ellas se proceder eos
devidos exames.
Dos guarde a V. Etc. Secretara da
polica de Pernambuco, 18 de marco de
1850.Illm. e Exm. Sr. Honorio Hermto
Carneiro l.eflo, eonselheiro de estado, pre-
sidente desla provincia.Jos Nicolao Re-
gueira Costa, chefe de polica interino.
Illm e Exm. Sr.Das partes hontem e
hoje recebidas nesta repartiefio consta te-
rem sido presos : minha ordem, N. P l'ri -
berg, capullo do brigue sueco Friketem, e
os passageiros do mesmo, Antonio de Cas-
tro, George Muchli e llenrique Weicbler,
para averiguaces roliciaes: ordem do
subdelegado da freguezia de S-Fre-Pedro-
Goncelves do Recife o l'orluguez Marioel de
Bencvidcs, por haver com um carro ferido
levemente a um individuo qoe encontrn :
e do subdelegado da freguezia de S.-Anto-
nio, a crioula Mara de tal, por ebria e des-
ordena.
Dos guarde a V. S.~Secretaria da poli-
ca de Pernanbuco, 18 de marco de 1850.
Illm. e Exm. Sr. Honorio Hermto Car-
neiro Leilo, concelheiro de estado, presi-
dente desta provincia.--^twe' Nicolao Eegutira
Coila, chefe de polica interino.
Relaco dat pessoas hoje despachados com pas-
tapurle por esta repartido.
Para o Rio-de-Janeiro o preto JoSo, "*s-
cravo de Antonio Jos Pedro Goncalves.
Secretaria da polica de Pernambuco, 16
de marco de 1850.Antonio Jos de Freilas,
(i i i me i ro a w a u uense.
Avisos martimos.
COMIMEHCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 18..... 8 656,952
Desearregam Ao/ft20.
Galera ingleza --Sera/jAmi-.mercaduras.
Hiato brasileiro Amelia dem.
Patacho nacional Corioso dem.
Barca porlugueza racharense -. jdem.
Brigue inglez Emma bacalho.
I.MPORTACA0.
Ararat, brigue inglez. vmdo de Liverpool,
entrado no corrrnte mez, consignado aliul-
gay Janiisoii le C, in.inifestou o seguinte :
l8 toneladas de carvao de pedra, 100 gigos
e um cesto lou;a aos meamos consignatarios.
CO.\Slll.ADO GERAL.
Rendimento do dia 18.....2.498,7*3
Diversas provineias...... 65,327
l'tihlic uAo religiosa.
Sabio luz um livrnho com o titulo de
DEVOTO CHRISTAO,
o qrial conlcm a doutrina chrisIBa, breve
noticia dos misterios da missa, obras que
devem fazer o christflo, oracOes para dema-
nhla e a noile, ditas para a confissflo e
commiirili.ln, exercicios para cada da, no-
venas das almas, assencilo do Scnhor, Con-
ceicflo. Menino Jezus, Santo Antonio, modo
do resar a e-tac.no, breve emenda dos erros,
signaca de Christo, sentencas de plalos,
methodo de resar o rozai io e terco de Nossa
Senhora, mysterios gozosos dolorosos, e
gloriosos, ladainha de Nossa Senhora, ora-
eflo de S. Bernardo, dita pira pedir a paz,
responso de S. Antonio, eseada mystifia,
milacSo dos Justos, suspiros pela glora do
co, ele: vendem-se na hvrara, ns. e 8,
da praca da Indepen-cia, a 640 rs., em meia
oncaderna^So.
Ucparti^So da polica.
2564,080
consideradas, oas que estas questes mes-\ |22 toneladas: conduz o seguinte:
EXPORTACAO.
Despachos martimos no dia 18.
tencSo para estas cousas, assim em grande llahia, patacho francs franroir Xavier, de
Illm. e Esm Sr.-I)as parles dirigidas i
osla reparlicflo consta que bonlern nflo oc-
corrra novidade alguma.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da
polica de Pernambuco, 15 de marco de
1850.Illm e Exm. Sr. Honorio Hermto
Carneiro Le3o, concelheiro de estado, pre-
sidente desla provincia.Jos Nicolao Re-
gueira Coila, chefe de polica interino.
Illm. e Exm. Sr.O que nicamente cons-
ta das parles dirigidas a eslo reparlicflo, he
que fra preso a minha ordem Francisco
Antonio do Camino, por ter si lo encon-
trado s 10 lioras, tornan io-so assim sus-
peilo.
Dos guarde a V. Exc. Secretara da
polica de Pernambuco, 16 de marco de
1850 Illm. e Exm Sr. Honorio Hermto
Carneiro Leflo, concelheiro de estado, pre-
sidente desta provincia. Jos Nicolao Re-
gueira Costa, chefe de polica interino.
Illm. Exm. Sr.- Participo V. Exc. que
Iboje a urna hora e meia da maubfla os pre-
Para o Rio-de-Janeiro sabe, com a
maior brevidade possivel, o brigue nacio-
nal Sem-Par i para o resto da carga, pas-
sageiros e escravos a frelo, trata-se coro o
capitSo, Jos Joaquim da Costa, na praca
do Commereio, ou com Novaes & Compa-
nhia, na ru i do Trapiche, o. 84.
Para o Rio-de-Janeiro
segu, com muita brevidade, o brigue bra-
sileiro S.-los, por ter parte de seu carre-
gamento promplo para a sua completa
carga: quemquizer carregar, ou irdepas-
sagem.e embarcar escravos a rrete, dirja-
se a (iaudiuo Agoslmho de Barros, na pra-
cinha do Corpo-Santo, n. 66, ou ao capito,
Jos Ramos deSouza, a bordo.
Para o Rio-Grande do sul seguem com
brevidade o brigue brasileiro uno e o pa-
tacho Airea : quem nos mesmos quizer
carregar, ou ir de psssagem, para o que
tem bons co.-nmodos, e mesmo para escra-
vos a frete: trata-se com Amoro) irmios,
na ra da Cadeia do P.ccifo, n. 39.
Vende-so o patacho ameri-
cano Romp, de lote de 126 tone-
ladas americanas, forrado de co-
bre, muilo veleiro, e prompto pa-
ra seguir qualquer viagem : os
pretendentes, dirijam-se os con-
signatarios, Ilenry l'orsler &c
Companhia, na ra do Trapiche,
n. 8.
Para o Rio-de-Janeiro saheno fim de
presente semana o palhabole nacional Ame-
lia : para o resto da carga, passageiros e
escravos a frete, trata-se com Novaes &
Companhia, na ra do Trapiche, n. 31.
-- Para o Cear pretende seguir viagem,
te 30 do crrente, o hiate Noeo-Olinda,
por ter j grande parte de seu rarregamen-
lo a bordo : quem neile mais pretender car-
regar ou ir de passagrm, se enteudera com
o mesmo mostr, Antonio Jus Via una, ou
na ra da Cadcia-Velha, n. 17, segundo
andar.
Para o Rio-de-Janeiro sabe, com mui-
ta brevidade, o patacho nacional Curioso,
capit.lo Domingos Antonio de Azevedo, por
se adiar com parte da carga prompla : para
o restante, passageiros e escravos a frete,
trata-se com o mesmo capiSo, ou com l.uii
Jos deS Araujo, na ra da Ciuz, n 33.
Vende-se a barca nacional Princeza,
de lu.: de 257 toneladas, forrada de cobre e
prompla com todos os pertences para fazer
viagem : quem a pretender, pode ir exami-
nar a bordo, a qual se ach tundeada de-
fronto do Passeio-Publico, e tratar com
Amorim IrmSos, na ra da Cadeia do Re-
cife, n. 3.




t
Avisos diversos*
No da 16 do correute per-
deu-se uina lettra n. fea5, sacada
porJosquiui Jos A Ivs, do Ma-
ranho, a pgar ne6ta praca a or-
demde Manoel Joaquim Ramas e
Silva, da qoantia de i:o55,63o
rs. sobre o Sr. Antonio Joaquim
de Araujo, e por este mesmo acci-
ta no mesmo dia iG, o qual j se
acba prevenido ; cornudo trna-
se a previnir ao mesmo Sr. para
que a nao pague scno a Manoel
Joaquim (tamos e Silva, que tam-
bem roga a qiiem a acbou de a en-
tregar no seu escriptorio.
Precisa-se lugar urna ama que saiba
cozinhar e engommar : na ra eslreila do
Rozario, no pnm.eiro andar do sobrado pas-
sando a botica do Sr. Prannos.
Os abaixo assignados fazem sciente
3ue o Sr. Heury Fosterdeixou de ser socio
a casa commercial de He' ry Foster & c.
desta praca em31 de dezembro de 1815, e
que elles.os outros socos.leem continuado,
e continuarlo a musma casa debaxo da
ni es ni.'i firma.Eilirin Portier Adamt, Al-
berl Portier Damon, t Humpreii Halharrau
Swift. *
Associaco comnicrciil
de Pernambuco.
Na sala desta associafSo, no Recite, de-
fronte do Corpo-Santo, se est distribuindo
gratuitamente a tradcelo da memoria de
Mr. Melsens, sobre o novo processo do fa-
brico do assucar. Os Srs. de engerido e agri-
cultores a quem intressar possa esta me-
moria, queiram manda-la procurar na re-
ferida sala, em poder do archivista encar-
recado da distribuicKo. llecif, 1* de
marco de 1850. O secretario, Si ira Bar-
roca.
Joaquim Ferreira da Silva rctira-se
para Portugal a tratar de sua sade.
O (serivfio da irmanda-
de doEspirito-Sanlo
faz sciente aos irruios para que so dig-
nen) comparecer no dia 21 do corrente pelas
4 horas da tarde,alini de irem assistir a ben-
co do cemiterio publico,, para cujo lim
foia rrnandade convidada pela lllma c-
mara municipal: assim como deverSo com-
parecer no dia 22 pelas a l|2 horas da tar-
de para acompanharem a procissao de Pas-
aos ; e para roaior decencia dos ditos actos
deverflo comparecer de falo preto.
-- lima parda de bona coslumes se offe-
icre para ama de casa quem a quizer pro-
cure na ra do Hozario larga, segundo an-
dar por cima da loja de touca.
Joto Alexandre Cubian, subdito de S.
M. Brilaiiiiica, retira-se para fra do im-
perio.
Antonio Pereira da Silva Martina, sub-
dito portuguez, retira-sa para fra do im-
perio, a tratar de sua sade.
I'recisa-ss cjeuin caixeiro para venda,
qued fiador a sua conducta: na ra do
Appollo, aimazem n. 24, se dir quem pre-
cisa.
0 abaixo assignado declara que Firmino
Jos alachado da Cunha est encarrega-
do dereceber as conlas pertenceules a sua
casa.
Proneitco SimOtt da Silva i/afra
-- Offerecn-se un reverendo sacerdote
para cSpellilo de qualquer um ongenho
que nao reja de grande distancia desh
praca, preferindo na freguetia de Nossa
Scnhora da Eseada : quem pretender, pode
dirigir-sea fallar com o meamo, na ra de
Appollo, n. 93, em casa do Sr. Rodrigo da
Coat Carvalh, ou annuneiar por esta
folha.
O abaixo assignado declara, quetendo
aceitado tres lettras de 336,000 cala, saca-
das por o Sr Cabriel Alfonso llegueira
como procurador do Sr. Manoel Antonio
Alvsres'do Brlo, a vencer, a primeira em
26 do corrente, a segunda em 26 de jolln,
e a terceira em 26 de novembro do corrente
anno, sendo todas provenientes da compra
do estahelecimento de funileiro, da ru*
Nova, n. 38, desta cilado, que fra do dito
Krilto; succedeque nodia 16 do corrente
mez, a requerimento de Me. Calmont & C ,
e por mandado do lllm. Sr. Dr juiz muni-
cipal da segunda vara desta mesma cidade,
pscrivflo Santos, se fez penhora em m3o do
annuuCianleda importancia das ditas let-
tras, signando o mesaio annuncianleo
deposito ; e por isso previne ao ni es m o
Sr. Cabriel Alfonso Reguera, para que
nSo as negocie com pessoa alguma, o que
ninguem com ellas faca negocio ou transac-
cBo, por isso que as ditas lettras conslam
do titulo de venda do estabelecimenlo, e
silo provenientes da dita compra.
Recife, 18 de marco de 1850.
lote Baplitta Braga.
Aluga-se, para o interior de urna casa,
urna escrava parda que sabe cozinhar, co-
ser, ensaboar e engommar ; tem muila ca-
pacidades que se afianca : aluga-se por
pi eco com modo, por estar criando urna f-
Ihinha, que a lia de acompanhar, a qual j
tem 7 me/es, e lie multo mansa : ua ruado
Sol, n. 9.
D. Anna Isabel de Souza I.eSo, viuva
de Antonio Francisco dos Santos Braga, de-
clara que contina a ser caixeiro de sua
casa, Domingos Martins Puntes, e est carregado, no s de fazer os recebimen
ios coiii dos negocios da mesma casa.
Precisa-se de serventes para as obras
militares : paga -se a 720 rs. por dia, pagos
lodosos sbados: a frutar com o meslre das
ditas obras, no armazem por baixo do con-
vento deS.-Francisco, defronte da secreta-
ria da polica, das 6 s 8 huras da manliSa,
e do meiu-Jia as 3 da tardo.
--Ilornardiuo Francisco de Azevedo Cam-
pos, socio que foi desde 30 de Janeiro de
1837 al 30 de Janeiro de 1850, as fabricas
de charutos da ra das Triucheiras, n. 43, e
na da ra estreiti do Rozario, n. 45, previ-
ne aos devedores das mesmas, que desde
o dia 30 de Janeiro em vante, nlo paguem
quantia alguma sem que llies aprsenle
urna relacto onde esleja seu no me, e assig-
respeetivn pertenco ; do contrario lerSo do
pagar outra veza quem perlencer.
Quem quizer urna ama, procure no pa-
teo do Terco, n. 137.
Aluga-se urna casa terrea na ra Rel-
ia, com duas salas, 3 alcovas, cozinha fra,
quintal e cacimba : a tratar na ra do Col-
legio, n. 15, segn lo andar.
Attenco!
Agencia de passaporles.
A antiga agencia da ra do Rangel, n. 9,
sobrado, contina a tirar passaportes para
dentro e fra do imperio, o despacham-se
osernvos, pelo mais commodo proco que he
posslvel.
as Cinco-Pontas, n. 9i,
precisa-Fe de urna ama de leite,
que o tenha com abundancia.
O abaixo assignado faz sciente a quem
convier, que, segunda --reir, 18 do corren-
te, apprehendeii urna colher de prata a urna
pretil que a andava vondendo: quem fr
seu dono, dirija-so ao pateo do Terco, n.
13, que, dando os signaos, e pagando oan-
nuncio, Ihe ser entregue,
i' Antonio Moreira Meit.
--Jos Branco retira-se desta provincia.
Foi desencamlnhada urna carta datada
de 23 de fevereiro prximo passado. dirig-
la da Paraliiba ao abaixo assignado, a qual
continha urna ordem n seu favor de 200,0001 gundo armazem de assucar
brado n. 8, onde pJe ser procurado a qual-
quer hora do dia, dando consultas gratis
aos pobres pela manhSa.
Compras.
a?
que todo e qualquer mal que possa sofTrer
o mesmo abaixo assignado nesta cidade,
ou fra della, ser p >r causa do mesmo
abaixo assignado estar pelos tribunaes pug-
nando pelos direilus de sua mulher como
Ihe cumpre ; e por isso partir smente d'a-
quclles que teeui querido delapidar, a que
estBo de posse da fazenda de su mulher,
visto que outros inimigos o abaixo assig-
nado nflo tem, como he publico e notorio.
Mareellino lote Lopes.
Mara Antoinelte Aglaa Tresse, avisa
a1) publico que o Sr. I.uiz Concalves RoJri-
Sues Franca deixou de ser seu procurador
esde o dia 13 do correute mez em diante,
em qualquer papel, ou negocio tendentes a
a n ii o uante que tenha m aparecido.ou qual-
quer negocio feito pelo mesmo, ser iodo
millo. Pelo presento agradeco ao mesmo
Sr. Franca assuas boas mane i ras e ser vicos
prestados a anuunciante.
Manoel Cardozo de Figueiredo vendeu
a sua taberna que possua na ra do Viga-
rio, n. 15, por se retirar para fra do impe-
rio, e como se persuade nada dever a esta
praca; comludo, se alguem se julgar seu
ere lor aprsente sua cunta, no prazo de 8
das, na mesma taberna, para ser paga.e
passandoeste prazo nflo se responsabilisa
por mais cousa alguaia.
OSr. Luiz de llollanda Cavalcante de
Alliuquerque, estuilaiite em OMnda, tenha islo he, sendo novo, ou estando em bom
a bondadededirigir-se ra do Rrum, se- estado : quem tiverannuncie.
Compra-so adragnnas e bandas de can-
notilhos velhas, e do olliciaes : na praca da
Independencia, n. 19.
'ompra-se um habito de Christo, para
pescoco, que seja de ouro esmaltado, sim-
ples c sem pedras: na praca da Indepen-
dencia, livraria us. 6 e 8.
--Compra-se um melliodo de Carulli para
violilo, da quarta ou sexta edieao : no lar-
go do Teico, n. 22, ou annuncie.
Compra-se um cavallo ruco novo, que
sirve para carro ; no Alerro-da-Roa-Vista,
n. 10, sobrado, ou annuncie para se ir ver.
~ Compra-se ouro e prata sem feilio : na
na ra Velha,n.54
Compra-se urna canoa de carreira, de
um s pao, usada, mas em bom estado, e
que seja maneira, de modo que quatro ho-
mens a pussam transportar para qualquer
parte : quem tiverannuncie por esta folha.
Compram-se garrafas vasias, a 60 e 100
rs.: no pateo do Carmo.'n. 2, venda nova.
Compra-se um carro dos que usam
para carregar gneros fra da alian iega.
i'S. sacada contra ao lllm. Sr. Manuel Con-
:aives da Silva, o este mesmo Sr. ja est
prevenido de a niJo pagar senBo ao proprio
dono Roga-se a pessoa em poder de quem
i mesma possa estar o favor de a levar a
ra do Cabug, loja de miudezas, n 1 I), ou
annuncie. jse Aires da Silva Guimaret.
JoBo Xavier Pestaa, alferes do segun-
do balalhode fuzileiros, qm ira dirigir-se
a praca da Independencia, n. 19, a negocio
que Ihe diz respeito.
Precisa-se. de um amassador : no pa-
teo do Terco, n. 13. ,
A quem pertencer urna caxinha de
folha, contendo alguma roupa senliora, e
appareca atrs do thealro voltio, n 20, pri-
meiro andar, que, dando os signaes, Ihe
ser entregue.
Precisase fallar a negocio de inleres-
se com o irmlo do finado Joilo de FreiUs
Silva e Aragao, (litio desta cidade, e ou-
tr'ora morador em Macei, provincia das
Aligas, aonde falleceu ; na ra da Praia,
n. 35, segundo ailar.
O abaixo assignado retira-se para fu-
ra do imperio a tratar de sua sade, por is-
so quem se julgar seu credor queira com-
parecer para ser immediatamente pago, o
mesmo faz saber aos seus. devedores para
pagaiem promptamente.
Franciico Diat Porlet.
O abaixo assignado lendc o annuncio
inserido no Diario de Pernambuco n. 62, do
dia sexla-feira, 15 do corrento mez e an-
no, mandadopublicar por sua mulher, Auna
Mara Kreme; o mesmo abaixo assignado
faz sciente ao respcitavel publico, que o
aviso foito por sua mulher be falso, be ca-
lumnia argida pela mesma, para meo
tu ira infamia que perpetrou na ausencia
do abaixo assignado, pois que tendo este
sahido para o campoa tratar de sua sade,
por se Bchar doenle, sua mulher adulterou
com Lourcnco Ferreira Alves, aponto do
estar vivendo com o mesn o de portas a
dentro, a face do publico, (cando com to-
dos os lense at tuila ruupa do abaixo as-
signado em seu poder, sem querer entre-
gar ; pelo qual crime de adulterio o abai
xo assignado protrst* procurar o recurso
da lei contra ambos, pelo competente tri-
bunal : por isso avisa a todas as pessoas
que nilo facam transacc0es algumas enm
( mesma sua mulher, pois se a fizerem se
torii,ii ao nullaaft.se para que se nao chamem
gnorancia, faz o presente annuncio.
Joio Kreme.
Precisa-se de um homem para tratar
de um pequeo sitio dentro desta cidade.
pela cpoiida, alguma roupa, botica o ex-
cellente tratamento : no Hospicio, sito n.
8, de portflo verde, junto da viuva Cunhar
O abaixo assignado retira-se para fura I
a entender-se
com Antonio Martins de Carvalh, a nego-
cio quo I fie diz respeito.
Dezeja-se fallar urna pessa que chc-
gou no vapor Paratnse a lideste mez, ten-
do vindo do sertflo do Urub, na Babia: an-
nuncie sua morada para ser procurada.
Quem innunciou querer comprar uns
brincos de ouro sem feitio, procure na ra
do Mundo-Novo, n. 30.
Msicas novas, ra larga
do Rozario, ti. '28,
Joflo Vignes recebeu pelo ullimo navio vin-
do de Franca superiores pianos, assim como
muitas pecas novas de msicas, como ron-
dos, fantasias, variarles, valcas, quadri-
Ihas, polkas, melfiodos, msica de cantu-
ra, entre as quaes as novas lemlirancas de
Pernambuco, poesia de um dos maisdis-
tinctos Pernamhucanos, com ricas estam-
pas, todas a inclinadas nos senli (rentos das
pecas pelos seus autores, duas missas em
partitura o um encllenle fagoto
-- Precisa-se alugar um preto : na ra da
Cadeia de Santo-Antonio, n 13, na loja.
Quem tiverpara alugar tima escrava
que saiba cozinhar o diario, cngoaimar al-
guma cousa e fazer todo o servico interno
e externo de urna casa, dirija-se a secreta-
ria da polica, a fallar com Antonio lus de
Freitas.
Precisa-sede urna mulher para ama de
urna casa de homem solleiro, porm, alm
de reunir boas qualidades, saiba engom-
mar e coser perfeitamenle : adverte-se que
tem quem sirva na cozinha : na travessa da
Madic-dc-Di'os, n. 26.
-- OfTerecb-se um rapaz portuguez, de
idade de 18 annos, para caixeiro dequrl-
quercasa de fazendas, escriptorio ou outro
qualquer estafielecinanto, tem pratica tan-
to d'aqui, cuinu de Portugal: na ra lar-
ga do Rozario, D. 39, se dir quem he.
Acha-se despejado o sobrado de dous
andares da praca da Roa-Vista, n. 6 : quem
0 quizer alugar, dirija-se a mestna casa, bo-
tica de Ignacio Jos de Couto
Aluga-se parte do primeiro andar do
sobrado da esquina da ra da Senzalla-.Nu-
va, u. 42, muilo arejado, e nao lio devacada,
por preco commodo, e que be proprio para
pequea familia, ou homem solteiro, por
constar de uina grande sala, urna alcova e
cozinha.
Ii. Roza Prima Feliciana GalvSo, viuva
~ Compra-se um prflo de 20 a 25 annos,
que saiba cozinhar o diario de urna casa,
e que n afiance a sua conduela : paga-se
lien .- na ra da Cadeia do Recife, escrip-
torio do corretor Ollveira, s-) dir quem
compra.
Compra-se um calmlet no-
vo, ou que esleja em bom estado :
no Hotel-Francisco, a tallar com
o Dr Sabino.
mmmm
Vendas.
Os Evangelhos
Vendem-se os evangelhos de N. S. Jess
Christo, em franca!, em um volume, im-
pressilo de. luxo e Iluminada, por preco
muito diminuto : este livro pode servir
para exereicio da lingoa franceza : Na pra-
ea da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
Constuicao c cdigos.
Vende-se a collecfio de legislando con-
tendo a constituido do imperio, cdigo do
proeesso, reforma, regulamenlos ns. 120,
122 e 143, cdigo criminal, regulamento do
sello, e regiment do Minas; ludo enca-
dernailo em um volumo por 4,000 : na pra-
Ca da Independencia, livraria ns (> e 8.
Na rua das Cruzes ; n. 22, segundo an-
dar, vende-se um moleque do nacSn, de
18 annos, que cozinha bem o diario de
urna rasa e faz todo o mais servico; um
ni"l tint.ii de 13 anuos, proprio para pa-
gem ; tres pretas, mocas, quitandeiras, que
cozinbam elavam de sabo ; c una dita de
naclo, que eiigomma bem, cozinha, lava
0 C07C clilo.
Vendem-se resmas de papel alunen
perlina, branco e azul de primeira ffliali-
dade, ditas de peso branco, ditas de alina-
co branco de segunda qualidade : na praca
da Independencia, n. 4*
Vende-se nina canoa aberta de carre-
gar agoa com 65 palmos 9 de largura, em muilo bom estado e mui-
to bem construida : quem a pretender, en-
lenda-se com o propietario desta typo-
grapbia.
Vende-se um prelo moco, robusto, de
bonita figura, sem vicio algum o hbil para
qualquer semen : na rua do Queimado,
loja n. 21.
.-. ________________!________
pola circurmtaocias do tompo, o pela gran-
de falta de dinhoiro que ha : na esquina da
rua do Cabug, loja junto a botica do Sr.
JoSo Moreira Marques.
Vende-se a nova grammatica franceza
por Burgain, sem uso algum, por 5,000 rs.;
o romance Conde de Monte-Christo, enen-
dernadoe novo, por 14,000 rs em 6 vo-
luines : no Aterro-da-Boa-Vista, n. 10, so-
br'do- -. K J
-Vendem-se uvas brancas muito boas .
na rua da Conceicfio d Boa-Vista, n. 58.
- Vende-se a taberna da travessa do Sin-
gado, n. 1, com poucos fundos, e bem arre-
guezada : abate-so alguma cousa na arma-
Cao, do preco quo est no balango : 8 tra-
tar na rua Hireita, n. 69.
Oleo de m moni.
Vende-se oleo de mamona ,
a 1 ,a8o rs. a garrafa, e em porcSo
ai.i-ao rs. : na rua das Flores,
n. ai.
Compra-se um carrinho de duas rodas,
com coberta, e que seja inglez e bastante
love : na praca do Corpo Santo, n. 11.
-----|l, |H/(I I lllllii l i l" linin Uiiltiin. Hit til ft f,
do fallecido Mareellino Jos GalVflo, faz --A bordo d, escuna &f.a-Crw3lancor-
sciente aos credores do seu finado marido da,em fre," *. CrS do.toll""? nde-se
que apresentem suas contas no prazo de
oito das, contados da publicacSo deste em
diante, para serem conferidas.
furto.
Na noile de 13 do corrente mez furtaram
Vende-se um moleque de 16 a 18 an-
nos, de bonita figura e sem achaque, o qual
cozinha u diario de urna casa com muita
limpeza : o motivo por que se vende se d.i-
r ao comprador; na rua Praia, armazem
de carne secca, n. 12
Salsa pnrrilba de Sands
para remover e curar radicalmente todas
as enfertnidades que procedem da impu-
reza dosangue, ou habito do systema.
Esta me licina est operando constante-
mente curas quasi incriveis de molestias
que procedem da impureza do sangue. A
infeliz victima de molestias hereditarias,
com glndulas indiadas, ervos incolhidos
e os ossos meio arruinados, ficou restabe-
lecida com toda sua sade e fincas. O doen-
le escrofuloso, coberto de chagas, causan-
do nojo a si mesmo, e a quem o servia, fi-
cou perfeilo. Centenares de pessoas que li-
nham solTrido ( por annos a ponto de deses-
perarem da sua sorte ) molestias cutneas,
glndulas, rlimimatismo'clironico e muitas
outras eufermidades procedentes do desar-
ranjo dos orgSos de secrecilo e da circula-
Clo, leem-se erguido quasi milagrosamen-
te do leito da morte, c boje, com constitui-
coes regeneradas, com pra/.er allestam a ef--
licacia desta ineslimavel preparacSo.
Comquanto tenliam apparecido grandes
curas at aqui produzdas pelo uso desta
estimavel medicina, coentudo a experien-
cia diaria aprsenla resultados mais no
taveis.
Ncw-York, 22 de abril de] 1848.
Srs. A. II. e I). Sands. Julgando ser
um dever para com vosco e para com o pu-
blico em gcral, remetlo-vos este certifica-
do das grandes virtudes da vossa salsa-par-
rillia, para que oulrns que liojo estilo sof-
frendo esUDelecinf melhor a sua confian-
C e facam sem demora uso da vossa medi-
cina.
Vi-me perseguido com urna grande fe-
rida no lornozelo, que se eslendia pela ca-
nda cima al ao joelho, lanema grande
porcBo de nojeuta materia, com comiches
que me privavam muilas nuiles do meu des-
canco, e eiam rnuilo penosas desupportar.
OSr. lingo M. Conoc, que bavia sido
curado com a vossa sal-a-parrilfia, recom-
memlou-mc que cu (izesse uso delln, ^ de-
pois de bnver tomado cinco garrafas fiquei
perfeitamenle curado.
o Tenlio demorado um anno mandar-vos
esto certificado, para coriheccrcom certe-
za se a cura era permanente, e tenho agora
a maior satisfaefio em declarar que nflo te-
nho visto, nem sentido cousa alguma du-
rante lodo esle lempo, e acho-me perfecta-
mente restabelecido. Sou vosso, ele.
Sarah U. lntire.
o 2i0, rua "Delancey.
Nesta provincia o nico agente deste ma-
do imperio a tratar de sua saude: quem-se no |u(;arUa estrada nova, junto ao engenho
julgar seu credor aprsente suas contas no
prazo do oito dias para ser enhocado. Joio
Eitpiranle.
O abaixo assignado, como administra-
dor de sua mulher, filha do finado Jos An-
tonio Alves da Silva, apressa-se a azer sci-
ente a todosos devedores do casal do dito
Alves da Silva, que nflo paguem dividas al-
gumas ao Sr. bacharel Francisco Joilo Car-
teiroda Cunha, perlencentes ao dito casal,
senilo qmndo o mesmo abaixo assignado
tambem firmar os recebimenlos, vislo que
o inventario dos bens do dito Alves da Silva
est em andamento pelo juizo da priinaia
vara do civil da cidade do Recife, caitorio
lo escrivilo Motta (por engao em outro
annuncio se disseque era pelocarlorio do
nsciivito Baptiala ), ej ler o lllm. Sr. juiz
mandado por sentenca proceder a partilha
ios bens e por isso smente aquella herdei-
roque esliver autorisado por todos poder
receber as dividas; do contrario, protesta
des le j o abaixo assignado baver pelos
meios da lei d'aquelles devedores que paga-
rern sem aulorisacao do mesmo abaixo as-
signado, porque a parte da heranc* da mu-
lher do dito abaixo assignado, s elle an-
uunciante pode dispr della, e no os ou-
tros herdelros visto estarem descriptas em
dito inventario estas dividas, pela invnta-
mele ; alm disto se v, que pela sentenca
ja publicada no Diario de 4 do marco cor-
rente, todos os bens do dito casal esto le-
tigiosos, com a pena de sequestro, em cun-
sequencia de eslarem obrigados pela ex-
mela socirdadequegyrou shlirma de Nu>
va Alves da Silva & Filfins. ifa qual foi soeia
a mulher do abaixo assignado, ainda em
tempode solleira, o socio gerente o Sr. ba-
charel, cuja sentenca o obriga a dar contas
com a pena de sequestro em todos os bens
do dito casal, e nos do proprio socio geren-
te; assim, pois, obrando os devedores, (arto
um grande beneficio a mulher do abaixo
assignado, aliin do nSo perder toda heran-
Ca que seu pai trabalhou com o suor do seu
rosto. O mesmo abaixo assignado faz o
presente annuncio porque o Sr. bacharel
nenbuma autonsacSo tem do abaixo assig-
nado para receber estas dividas, e smente
tem da sogra do abaixo assignado.que eslao
ria por ella, so os dinbeiros recebidos pel-
Sr bachaiel pasnassem paro o poder de sua
sogra e delles dsse contas, mas o contri io
Poeta, um cavallo com os signaes seguid-1 Marison, j bem conhecidas nesta provin-
tes: gordo, curruca, 1 lobinuo as cimas, [ca: na rua da Cadeia do Recite, n. 48, ca-
uin calimbo no quarto esquerdo, sobre- Sa de Augusto S. Corhett.
cana em urna mio, 1 joelho relado, cauda | Vendem-se pefag de madapnliln com
muito cuita erepida, eslradeiro baixo e,20 varas, com algum toque, a 2,50) e 2,600
sebo om rama do superior qualidade.
Vende-se a mellior ago'ardente de jravillioso remedio he Vicente Jos de Brito.
Franca ( pal Brandy ) que tem vindo a es-
te mercado, em caixa de urna duzia : na rua
da Cadeia do Recife, n 48, casa do Augusto
S. Cnrbelt.
Vendem-se pilulas vegetaes de James
tem diil'erenies marcas de ferro : roga-se
s autoridades e pessoas particulares que
delle livercm noticia, oapprehendam o le-
vem-no ua Cagi-Comprida, comarca do l.i-
iiioeirc, ou no Recife, rua do Crespo, loja
n. 16, que serBu gratificados do seu tra-
ba I h o.
Precisa-se de um Portuguez, com pre-
ferencia filhodas tilias, que saiba traba-
Ihar em sitio, para Irabalhar em um no lu-
gar do Remedio : quem esliver nestas cir-
cunstancias dirija-se rua do Crespo, n.
14, terceiro andar.
Jos Francisco da Silva retira-se para a
Europa.
Precisa-se de um pequeo de 14 a 16
annos para caixairo de urna venda, o qual
rs. e limpo a 2,800 rs., e varejadoa7 e8
vintens ; pecas de chitas, proprias para es
cravas, a 4,200 rs. ; ditas de algodozinlio
com20 jardas, a 2,240 rs. ; um fule do fo-
lear formigas: por detrs do llieatro ve-
llm. n. 20. primeiro andar.
Vende-se um cavallo muilo grande e
gordo, proprio para carro ou sella, pois fie
muito passeiro : em Apipucos, venda do l-
cintho.
Lotera do Rio-de-
< ou ci los de ( lis,
d fiador a sua conducta : em Fra-d^-Por-
tas, o. 86.
Precisa-se alugar um preto para botar
sentido a urna pequea casa de campo : oa
rua do Trapiche-Novo, n. 10, casa de Jones
Paln & Cumpa nina.
Janeiro.
Aos 20:000,000 de rs.
Na praca da Independencia, n. 4, ven-
dem-se bilhetes, meios, quartos, oitavoso
nada pelo aiinuncianle e pelo seu ex so- tem acontecido. O mesinu abaixo assigha-
cio, Manoel Jos da Costa Oliveira, cora o Ido desde j previne (o respeitavel publico
vigsimos da segunda lotera a beneficio da
l'afi ie.i de le culos ; bem como quartos
oitavos e vigsimos da 9." lotera de S. Pe-
dro do Alcntara.
Ainda esta para se vender a retn::cio
da rua Direila, n. 22, com todos os seus
-No pateo da matnz de Santo-Antonio, |perlenceg. uem como dous escravos peri-
sobrado n. 4, tiram-se Puporlcs para tos na nles'ma arte fjz.se tdo 0
dentro e fra do imperio, despacham-se es- i
cravos e correnvse fulhas com a maiur bre-
vidade possivel, e por diiniuulo preco.
Mobilias de aluguel.
Alugam-se cadeiras para bailes eolicios,
tambem so alugam niobilias n voutado do
Charutos regala.
Vendem-se charutos regala a retalho e
em pcic.io de um mteiro para cima, a
alugador; na rua Nova, armazem de tras- Ivontade do coa pradur : em casa de Edoar-
les, defronte da rua de Santo-Amaro, d. 59 do II. Wyalt, na rua doTrapcbt-i\ovo, n. 18
negocio,
por seu dono retirar-se : a IraUr ua mesma
rdiii cao a qualquer hora do dia.
Ovas do serlo
He chegado alguns pares desle ased-
enle pelisco : na rua do Queimado, loja de
ferragens, n. 14.
- Vendem-se veos prelos de todos os la-
madlos, alianca-se aus compradores serem
a uiellior fazendn que existe no mercado;
sarja preta hespauhola, muilu superior;
luvas de seda preta, abertas, com dedos
,-i .n'inftAmrw.mm,. luvas ue sena prea, alienas, com dedos e
OV o
Alugam-se e vendem-se as verda- e borzrguins para seuhora ; meias de seda
preta para senhora ; bicos de blonde pre-
to para enfei'es de vestidos ; ricos leques
de inaJre-perola para senliora ; lindas litas
lavradas para enfeites; meias de laia par
padres : pentes de tai taruga para prender
cabello ; ditos para marrafa ; luvas de seda
prela e do cies para homem ; ditas do pel-
Pedro Carlos da Costa Cabral, doutor j lica para homem ; chapeos pretos Irancezea
em medicina, chegado recen teniente a esla para homem ; e outras muitas fazendas de
capital, reside na rua da Conceic&u, so- j goslo : ludo por preco muilo comiuododo,
,'Vj deiras bixas de llamburgo : na praca A
q da Independencia, n. lo, ao voltar sa
rif para a rua das Cruzes. X
e cont de lacto de ferro, approvado pela
academia do medicina de Pars, confor-
me o parecer de urna commissfo compos-
ta dos Srs. liouillaud, Fouquier eBailly.
As preparares ferruginosas se contam
no nunicru dos medicamentos, cujas pro-
predudes nao se pdem por em duvida :
com elleito ha poucas preparares medicas
que leuham sido estudad8S com lano es-
mero por observadores sabios.
Us mdicos mais acreditados recetaram
estes conTeilos com muitas vantagens, de-
poisde lerem analysado sua composico.
O benvolo tcolni.nenio que esta prepa-
r.ie.Hi obteve da escola de medicina de Pa-
rs nos dispensa de fazer seu elogio.
Estes con fu i tos nao em pregados com gran-
de successo na clorosis ou paludas cures,
as inflammaces ebronicas do estomago
edns intestinos, na falla de appelite, as
amenurrheas, ou supprossflu de menstrus,
as enfermidades cscropliulosas, e inconti
neocias das urinas, prevenientes da debili-
dade da bexiga : na leucorrhea ou flores
abrncas, opil.icao, abatimento de frcas,
noescrobutu, em todos os casos de enl'ra-
quecic.ento do organismo, na animya, vul-
go frialdade, na hydropesia, consequencia
destas molestias, eaifim em todos os casos
em que ha alteracjo na composic&o do
sangue.
A respeito da das que se deve tomar,
baslam tres conidios pela manlifia, e u-
tios ti es de larde, comis distante possi-
vel das horas da comida, augmentando pro-
gressivamente at 6 de amanbHa e 6 de
tarde.
Relativamente aos meninos, as duses va-
i unu conforme a idade; mas lomando o
termo medio, se dar&o de 6 a 8 lodos os
das, na idade de 6 a 12 annos, e 4 aos mais
jovens. ^^
.Em as prncipes cidades da Europa so
actinio os depsitos dos ditos conidios, em
Pernambuco na botica do Sr. Paranhos, na
rua eslreila do Rozario, n. 10, e no arma-
zem de drogas e tintas da rua da Cruz, no
Recife, defronte da loja do Sr. Padre Ig-
nacio.
Vende-se um grando sitio no lugar do
Manguinho, que tica defronte dos sitios dos
Srs. Carneiros.com grande casa de.viven-
da, de quatro aguas, grande senzalla, co-
chera, estribara, baixa de capim que sus-
tenta 3 a 4 cavallus, grande cacimba com
bomba e tanque cuberlo para banho, bas-
tantes arvoredos de frueto : na rua da Con
coma, primeiro sobrado novo de um andar.


Vende-so um excellerite cavado de'e9
tribaria, sellado e enfreado e com bons an-
dares :. ua ra Nova, n. 39, casa de cabcl-
lereiro.
Vende-se urna preta ptima para en-
genho, por ter vindo do matlo para paga-
mento, por b Boa-Vista, n. 10, sobrado.
--Vende-se um pianno inglez em bom
estado, por prego commodo : na ra Nova,
n. 35.
mmmmmmmm m*mmmm+
|Rua do Collegio, n. 9.|
LOTERIASDORIO-DE-
JANE1RO.
so.ooosooo
i
1 2.' DA l< ABHK A DE TECIDOS.
8 ( A extrahir em 6 do corrente.) 8
Pelo vapor Ptraetise sabido do Rio-
3 de-Janeiro em 2 do corrente, chega- jj|
| ra-m bilhetese cautelas desla lotera ; h
.' liem comoa Hatada 12.' das matrizes. g
-i $5
i..- fc.-^*rK-M:gr#.:
A bordo da brigue S.-ioi, chegado
prximamente, vende-fe farinha do n>an-
Vendem-so amarras ne varro: na ru
da Senzalla-Nova. n. 42.
Vonde-se um mulalinbo de II nnnos ;
um moleque da mesma idade. mu i lo sadio,
eque he proprio para qualquer olicio : lu-
do barato, por ser de urna pessoa que tem
necessidade de liquidar: na ra largado
Rozario, n. 35, loja.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Santos na Baha
Vcnde-se em casa deN.O. Kieber & C.
a ra da Cruz, o. 4, algodSo trancado
daquella Fabrica, muito proprio para|saccos
de assucar, roupa de escravos e fio proprio
para redes de "pescar, por prego muito com-
modo.
AGENCIA
da fnndicao Low-Moor,
RA DA SKNZAI.TA-NOVA, M. l\1.
Neste eatabelecimento conti-
na a haveium completo sorti-
mento de nioendas e meias moen-
das, para engenho; machinas de
e tachas de ferro batido *
todos os tamanhos,
vapor,
eosdo, de
para dito.
Na ra doAragilo, n. 4, lenda do mar-
dioc. de superior qualidade. e por menos 'cenwro Dethan,vende-se urna armaefio de
preco do que em outra qualquer parle: os! P,nll'todj "nv.dracada, propr.a para m.u-
pretendenles dirij.m-se a bordo -lo dilo,Uem' por preco muito commodo.
pret
brigue, fuudeado defronte do arsenal de
guerra, ou ao Itecife, ra da Cruz, n. 66.
Vendem-se relogios patentes, lano de
miro como de prata ; trancelins de ouro e
prata ; aunis de ouro ; pennns de ouro
com canelas ile prata ; abotoaduras de ou-
ro; caetas de prata : ludo por prego com-
modo : na ra do Trapiche, n. 44, arma-
zem.
Vendem-se corles de cam-
braia pintada, muito fina, a 2.400
rs. ; dita franceza, a 160 is. o co-
vado ; pecas de cambraia bordada
deagulha, a 2,560 rs. : na ra do
Crespo, n. 10, loja da viuva Fre-
tas (i 11 i mar es.
~ Vende-se um aderego, vindo do Hio-de-
Janeiro, por prego commodn, por baver
preciso : na ra da Cadeia 1I0 Itecife, n. 48.
-- Vende-se urna das melhorcs lojas de fa-
zendas, no Pnsscio-Publico, cuja armngilo
be toda envidiagada : vende-se com fazen-
dag ou SetD ellas : se faz todo e qualquer
negocio : os pretenderles pdem dirigir-sc
ao mesmo Passeio, loja n. II.
-- VcuJe-so a venda da ra do Vigario,
D 15, a tratar na mesma.
Vendem-se 200 es 'de coquriros, ou a
porgo que convier ao comprador, cm bom
estajo de se plantar, a 200 rs. cada p : na
ra do Queimadu, n. 57.
m
Aos amantes dos

50:000^000
Loleria do Kioilc-
Janeiro.
Vendem-se os muito afortunados ^
:.'> billietes da segunda lotera da fabri- ^
.-> ca de teC los, cuja lista cliegar no ?
> primeiro vapor : na ra da Cadeia <;
do llccife, loja de JoSoda Cunlia lia- <;
t* galhfles. Nesta loja vrndciam-sc os *;
ft premios seguinlcs da 12." lotera da <3
U Misericordia a saber :
5,862 20:000,000
2,737 1 000,000
772 100,000
O

as O
0
"S o "1

J ca
0 *
1
l
do lampea".
Vende-se cassa-chita muito lina, de bo-
nitos padroes, cores lixas e com 4 palmos
de largura, pelo barato prego de 390 rs
covado; cassa franceza de quadros, muito
(ina, a 260 rs. o covado; riscadinho de lis-
Iras de linho, a 240 rs. o covado, brim de
algodSo de cores com listra ao lado e de.bo-
nitos padroes, a 330 rs. o covado ; brim
pardo claro, a 1,500 e 1,600 rs. o corte de
duas varas e urna quarta ; cassa preta com
ramagem branca para luto, a 140 rs. o co-
vado ; zuarte de cores, com 4 palmos de
largura, a 200 rs. o covado ; dito azul com
vara de largura, a 200 rs. o covado ; risca-
do monstro, a 220 rs. o covado ; chitas de
bonitos padroes e cores fixas-, a 160 e 180
rs. o covado ; chales de tarlatana, a 500 e
800 rs,; cobertores de algodSo america-
no, muito superiores, a 640 rs.
i
$ Vende-se, por muito menos de seu ?
~ valor, e faz-se todo o negocio com
ff) carro de 4 rodas, com seus arreios ?
t para dous cavallos na praga do Cor- *
m po-Sauto, n. 2. m
Epcratos Futidos
40,000 rs.
I.l||0(| I! Ci) II11 f '|I|IHA|I!.)
)p f(i| '(jl -U '01U9UIIJA|'| op KDJ io : op
-Olllll.n.l 11 .Vi id .10 I 'ueif.iJJOil KI11J 'l pil.llll
-ino.iii.i ,ip imio epi 1 Jezaj 1 1 11 111 ap ntt
-.iiie.iu.i esoiuo3 uiissr tjoquaa a uiomoq
e 11 d SJpnpi|Kllb si: 'epoi 3|i so|K.Ihs .' skiiiii
-o 111.1 loujoam ap soquiiadiis p oiuoiunjos
tun soiiiiioui .1111,11111 q i;j 1 d '/i.iiibi.i 01.1,1/
-oq op tvgiadtl! si OOfi'l 'uoilUM ajad
0|djd uiiijs up soiadks : '?.i 000 t a 'oxrj
0|UOd Op 'OJ)8ll| h; v..j i;,| i.s ,>-. Uldpiia.\
sj oeo'r v
Ven'em-se 4 lindos molequcs ; 1 par-
dinlfb de 16 anuos, liom ropeiro j 3 pretal
de todo o servigo de casa; I dila para o
campo ; 1 1 reto de 25 anuos, inuilo fiel ede
lioa conducta : no pateo da matriz de San-
to-Antonio, sobrado n. 4, se dir quem
vende.
racio; Tito Livio; Selecta; Cornclio ; Fa-| TaixaS Darft llgeilllO. ',, "" ydB- 'ous 'S"Jos de |,fil
bulas Respoata do general Abren e Lima, { "Y. ", ,,.' ,. .. ._, "guras, eque so bons ca reros ; 3 negro-
,.or 500 rs. Poesas de Barros, por 640 rs.:' N? fundll^0Jhef"m ^!.w^' laS' M.sl.eiDglez;Atlasde Simencourl e ou- 'fb-!*^r.b" ^lA'rT.lT'10 'ndas ; 4 escravos mogos um. padr!
iros ; Diccionario de fbulas; llhetorica :, ">de t,x"df* JE" d!2S* J* dB. P^pria para o servco de casa; a rea-
ludo mais barato do que cm outra qual- >" ,ch,m,-* ^^^^.^Z'^9^'moamf''''io^nin'^' ''
qucrpaite. modo e Cm Pron,P,,dSo em.b"rc,lin-8.e' vanas pegas dcceoK 8 para esse lm : na ra
q-Vendr resina de.ngico, as librase u c.rreg.m-seem carros sem despwM .o meM%\ 3.
em porgflo : na ra da Cadeia, loja de J0S0 compraaor.
Jos de camino Maraes. Tecidos de algodo tran-
Novo sortimenlo de fa- ^o da fabrica deTo-
zendas baratas, na ra dos-os-Santos.
do Crespo, n. 6, ao p Na rua da cadeia, n. 5,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
Potassa da Russia.
Vende-se superior potassa da Russia, da
mais nova que ha no mercado, por prego
commodo : na rua do Trapiche, n. 17.
Farinha nova de S.-Ma-
ihens, por preco mui-
to commodo '
vcnde-se a bordo do patacho na-
cional Amizade- Constante, entra-
do receiitemente daquclle porto;
e fundead cm frente da escadi-
nha do Collegio, ou a tratar com
Machado & Finheiro, na rua do
Vigario, n 19, segundo andar.
Deposito de Potassa.
Yende-se muito nova potassa,
de boa qualidade, em barriszinhot
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
lempo se nao vende: nc ftecife,
rua da Cadeia, armazem n. 12.
Vendem-se bons queijos londrinos
ditos de pralo muito frescaes e de superior
qualidade, presuntos inglezes para fiam-
bre, ditos portuguezes para panella, Utas
com 2e4 libras de marmelada, ditas com
bolachioha de Lisboa, ditas de sardinha, di-
tas com hervilltas, frascos com conservas
inglezas, queijos de qualha vindos do Cea-
r, por barato preco, mantas de toucinho
inglez de fumeiro.de 7 a 8 libras cadauma,e
Vende-se este expeliente petisco na rua|0,ltros muitos gneros de boa qualidade:
A 2^000 o corte.
Veniiem-sc cortes de cassa-chita, fura, de
bonitos padres e com 6 varas e meia, pelo
diminuto prego de 2,000 rs. o corte : na
rua do Crespo, n. 6, loja ao p do lampeSo.
Farelo novo & 3,500 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, ebegadas no ullimo navio
de llamburgo : na la dQ Aniorim, n. 35,
casa de J. J. Tasso Jnior.
Ovas do serlo.
m
Napracida Indepen-
dencia, n. ro.
Vendem-se bilhetis, nieios, quartos, o-
tavos e vigsimos da 2.' Icteria a beneli-
cio da fnbrca de tecido.i Na mesma loja
existe a lista da 12 das mslrizes.
PRECOS.
Bilheles 22,000
Meios 11.000
Quartos 5,500
Oitavos 2,800
Vigsimos 1.300
~ Vendem-se 10 lindos moloques de 12
a 18 annos, sendo um delles ptimo cozi-
nheiro, e outro empalhador; 8 pretos de
20 a 25 annos, sendo um delles bom sapa-
teiro; 4 pardos, sendo um delles bom co-
/inbeiro, e nuiro ptimo sapateiro; 3 par-
das de 16 a 20 annos, com habilidades; 8 ^fortunados bilhetes. meios e cautelas da
de taci-
das ma-
liillietes do hio-de-
laneiro.
Aos 20:000,000 de ris.
NA PIJA DA CADEIA DORECIFE, N. 24,
I.OJA ECAMBI11 DA VIUVA VIEIHA
& lll.HOS.
Pelo vapor ParathM, entrado neste porto
do Quelmado, n. 14, loja de ferragens.
Vrnde-sevinho do Porto muito supe-
rior, em barril de quarloe quinto ; farinha
de trigo de todas as qualidades e em meias
barricas ; retroz do Porto, prlmeira quali-
dade : panno e meias de linho ; arcos para
barricas ; farinha de mandioca em saccas
grandes e a garnel a bordo da sumaca !.
S.-ilo-Carmo: ludo por prego commodo :
na rua do Vigario, n. 11, primeiro andar,
casa de Francisco Alves da Cunha.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na rua do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodo.
**rados de ferro.
Na fundigio da Aurora, em S. -Amaro,
vendem-se arados de ferro diversos mo-
delos.
Vendem-se cortes de brim
trancado branco de linho. a f,ooo
rs. ; ditos de cores,, a 800 rs. ; di-
to pardo liso de linho, a Ijo rs. o
covado ; cortes de I a a e de meia
casimira, a 2,000 rs. : na rua do
Crespo, n. 10, loja da viuva Fre-
tas --Na rua do Queimado, n. 14, se dir
quem tem para vender urna preta de 20 a
22 annos, de bonita vista, a qual cozinh o
diario de urna casa, com algum principio
de engommare lavar ; hem como urna par-
da de 25 annos, nueenpomma, lava ecozi-
nha ; um pardo de 10a 18 annos, de boni-
lla rua da Cruz, no Hecife, n. 46.
Moendas superiores.
NafundigSode C. Slarr i Companhia1,
em S.-Amaro, acham-sea venda moendas
de carina, todas de ferro, de um modelo e
construcgSo muito (superior.
g Arco da Conceicao, g
O
n. fi.
120:000^000
DA FABRICA DOS TECIDOS.
i>retas de 12 a 25 anuos, com algumas ha-
bilidades, eq\ie sito proprias para todo o
servigo 1 na rua do Collegio, n. 3, se dir
quem vende.
Vendem-se os melhores charutos ch-
gmtnt da lialiia, ha poucosdias : na rua da
cadeia do Itecife, n. 48, casa de Augusto S.
Corbclt.
Fabrica de charutos na
rua cstreita do ltozario,
11. AS.
O dono deste oslabelecinjento recebeu
ltimamente um bom sortimenlo de lumo
para charutos, da melhor qualidade que ha
na Itahia, sendo de qualidade regalia, pa-
tente, primeira o segunda sorle, que se
vende por piecn cominodo, mesmo em
qualquer peso : lambeni lein charutos li-
nos, con sejam : fama da Babia, vislcflZ-
f, quem fumar-saber, regalia de S.-Fe4ix,
baioiielas-imperiaes, cigarros de Manilha, e
outras mollas qualidades, quo se alianga
aos compradores a boa qualidade e bara-
te-/,1.
Lotera doRio-de-
2 loleria a beneficio da fabrica
dos : li.::n como a lisia da 12.
trizes.
PRECOS.
Bilhetes
Meios
Quarloi
Oitavos
Vigsimos
Premios vendidos na
viuva Vitira & Filhos, da 12.
matrizes.
22,000
11,000
5,500
2,800
1,300
'asa de cambio da
lotera das
Janexp.
Aos 20:000,000 de rs.
Na praga da Independencia, n. 3, que
Vende-se, na loja de livros u* rua do
Crespo, n. 11, os livros seguiutes : Cdigo
deila para as ras do Queimado e Crespo,' com inercia I porluguez; Cuarda-I.ivros mu-
cslSo a venda bilhetes, meios, quartos, ni-1 derno ; Diccionario do Itrasil, com seu
tavos e vigsimos da segunda loleria a bc-:allas ; Crammalicas de Sevene e outras
nelicio da fabrica de treidos daquella pro- terica e pralica; Historia sagrada; Me-
vincia. Na mesma loja esl patente a lista moras histuiicas; Historiado Brasil; Sy-
da 12.a lotera 1 benelicio das construefles e nopsis ; (durnia, philosonhia ; Felice, di-
reparos das matrizes daquella provincia. reito natural ; e outros muitos livros para
Venem-e, na rua da Madre-de-Deos, academia ; Diccionario inglez com pronun-
n. 31, batatas francezas, a 600 r. ogigo. [ca ; Itegrom, historia da philosophia ; Al-
Vende-se urna bonita escrava de An-jmanakde nutica; Telemaco j Kuclides ;
gola, propria para rngenho, por ser moga l.acroix ; Ceographia ; Diccionario francez;
e robusta : atrs do theatro vclho, n. 20, Fbulas de l.afoiitaine ; Kusaios sobre al-
primeiro andar. guiu sinnimos ; Virgilio; Saluslio ; Mo-
no da 14 do corrente, recebemos os mu loo Ir figura, proprio para pagem, p'orser mui-
to esperto.
I Vendem-se dous pianos re-
.centemente ebegados, por preco
muito commodo, para liquidar
con tas, visto o Mono retirr-se pa-
ra Cora : na rua da Crin, arma-
zem n. 48.
Vendem-se garrafas com agoa de la-
barraque, reeentemente ehcgtdas na rua
da Cruz, n. 48, armazem.
A 2.000 rs. o par.
Sapato decouro de lustro para senhora
de muito boa qualidade, despachados hon-
lem, a 2,000 rs. o par; dito decordavlo, a
1,440 rs e para meninas a 1.000 rs. : no
Ateiro-da-Boa-Vista, loja n. 58.
llar melada nova,
viuda pelo ultimo vapor do sul, vende-se
atrs do Corno-Santo, n. 66.
--Vendem-se capotinhos pretos de blon
de, por barato prego ; toucas de selim de
muito bom gostn, proprias para baplisa-
dos : na rua do Cabuga, loja de miudezas,
do liuarle.
Chegaram novamente rua da Sen-
zalla-Nova, n. 42, relogios de ouro e prata
patente inglez, para homem e senhora.
Vende-ye picote azul, a lao
rs. o covado ; cobertores de algo-
do americano, a 600 rs. ; pecas
dezuaile da India, muito laro,
com 24 covados, a 4,800 rs. r na
rua do Crespo, n. lo, loja da
va Frcilas (.nin, a raes.
5.862
2,737
5,217
2,775
3,479
3,963
3,709
3,937
2,182
4,598
5,752
3,80
3,174
2,200
4,755
5.674
5.675
1,468
3.656
20:000 000
1:000,000
100.000
100,000
100,000
100,000
100.000
100.000
40,000
40,000
40,000
4(i,uoo
40,000
40,0"0
40,000
40,000
40,000
40,000
40,000
viu-
Vendem-se toalias de Cumares, de
14 palmos de comprimento, e igualmente
guardanapos grandes, por prego comniod;
na rua da Cadeia do Hecife, loja de Anlonio
Joaqun* Vidal.
( A exDahir em 6 do corrente.)
Pelo vapor l'araense, sabido do
Hio-de-Janciro em 2 do corrente, e
^' chegaram hilhetes e cautelas desla "
O loleria; bem como a lista da 12." das J
O matrizes. 0
Vendem-se lonas e brins americanos;
fio ile algodu par coser veDs a sarcosde
assucar; encera Jos alcalroados para co-
brir cargas de assucar : ludo por prego
Unis commodo do que em outra qualqie
parle; na rua do Trapiche, n. 18, segundo
andar.
~ Vende-se um armacSode charutos, na
rua Imeita, n. 32 : a tratar na de S.-Gon-
galo, i. 43.
Carlos llardy, onrivcs,
na rua nova, n 54,
acaba dereceber de Franga um soitimonto
de obras de ouro da le, brincos esmalta-
dos de bom gusto para meninas do prego
de 4 000 al 8,000 rs., proprios para a idade
de 4 ale 12 annos; e para senhora, a 9,000,
10,000 e 12,000 rs. ; anneis muilo moder-
nos, para senhora. esmiltadoseabertos a
buril, a 4,000, 5,000 e 6,000 rs.; de casinha
cgui diamante, a 7.000 rs.;e brilhante, a
11.000 rs.; aderegos e meios aderegos,
queso vendern pelo custo, por se querer
acabar com o negocio de ouro, por isso
os l'raguezes devem-se aprnveitar desta boa
occasio para compraren! barato. Na mesma
loja tem-se recebido os mais ricos chapeos
de seda, enfeilados com bico de blonda e
Iroco, da ultima moda ; urna grande por-
cau de, chapeos de palha da Italia, arrenda-
dos e fechados, enlciladoa e sem enfeites,
para stnhoras e meninas ; touc.s para bap-
tisados de meninos ; meias de seda para
criangas ; pennachiuhos para enfritar tou-
cas e chaposzinhos de meninas ; ramnhos
de llores para toucas ; ramos de (lores e
pennachos para chapos de senhora; ar-
magOes de chai eos de todas as cores, para
chapeos de seda e crep, a 1,000, 1,200 e
1,600 rs. cada um; luvas de pellica para se-
nhora ; luvas.) retas de rede eom palmas
decores; camesinhas com golas de cam-
bala de linho bordada, muito linas, para
senhora; camisinhas e vestidinhos para
baptisar criangas ; lengos de seda pretos e
de cores para grvala ; ditos de algibeira
i:na liomem ; lindos lengos de garga para
senhora ; lengos de mSo, bordados ecom
bico de linho verdadeiro cm roda ; man-
teletes e ca otinhos de sarja preta guarne-
cidos de franja o requifes do retroz, para
senhora, a 12, 14 e 16,000 rs. cada um ; seda
cor de rosa, azul e branco para chapeos.
a
Vendem-se caixrtes para assucar, fj
, or muito commodo puco; 2 pran- i};1
chesde sieupira,com30 palmos de p
Comprimento e 2 de largura : na pra-
ga do Corpo-Santo, n. 2.
I;
tmwifmxmm Mwpwwwwf r
i'r ,88i8odo offerece 40,000 rs. do
gralilicacao a quem pegare levar ao nge-
nho Pirapama-Novo, na freguezia do S.-An-
tao, o seu escravo Jofl, que Tugio no dia
23defevereiroproximopasMdo; heeriou-
lo, de boa estatura, de 30 a 35 annos, lo-
leirSo, bem prelo, cara abocetada ; lem o
beigo inferior um tanto cabido ; nariz cha-
jo, pernas finas, pea bem fe i tos ; levou cal-
gase jsqueta de algodSo (airados, emais
urna jaqueta de panno azul fino, e duas ca-
misas de algod.lozinho americano azul,
descoufia-se ter vindo para esta capital.
Padrt Joilu llerculano do Reg.
Fugio, de bordo do patacho Nora-tus,
um escravo de nome Joaquim, crioulo, de
25 annos pouco mais ou menos, com pouca
barba, cabellos grandea; levou caigas e ca-
misa branca, chapeo preto de Braga, e urna
trouza com roupa : quem o pegar Inve-o
praga do Commercio, n. 6, que sera-recom-
pensado. '
Fugio, no dia 10 do trrenle, do en-
genho Conccic.no, a crioula Catharna, de
30 annos, alta, cerpo regular, cor fula, bem
rallante; levou saia de algodSo azul e mais
alguma roupa. Esta escrava vrio para o He-
cife com urna preta bocett-ira, aonde fo
vista, sendo seu senhor, Manuel Antonio
Bezerra, morador no mesmo engenho. Rc-
ga-se a todas as autoridades policiaes e ca-
pilSes de campo, que a apprehendam e
levem-na ao l'asselo-Publico, a Frmiano
Jos Rodrigues Ferreira, ou. ao dito enge-
nho, que i-r'io gratificados.
Fugio, no dia 4, o pardo Thomaz, de 18
annos, com oflicio de mareeneiro, baixo,
cliem do corpo, cabellos cacheados, mas
cortados, rosto redondo, ollios grandes e
pardos, nariz afilado, bocea grande, tfi-
cos encarnados, denles largos ; lem no (
esquerdo um dedo coitado, junto ao mni-
mo, pes chatos ; Iraz as miles sempre su-
jasde tinta do mareeneiro; quando traba-
dla tira a camisa ; lem una pannos pelas
costas e pescogo ; postuma mudar de no-
me. I'ede-se ao Srs. capililes de barcos, ca-
so elle esteja trabalhando em algum barco
que o mandem agarrar, e n.lo o deiscm
embarcar, pois o dito pardo anda dizendo
que he toa ro. Este pardo he pi Menenle ao
casal do fallecido tenenle-coronel Jote do
Bego Barros. Quem o pegar leve-o ao Aler-
ro-da-Boa-Vista, n. 34, lerceiro andar, a sua
senhora, D. Antonia Florinda Pessoa destel-
lo ; assim como se protesta contra quem o
tver oceulto.
Fugio, no dia 12 do corrente, pelas 9
boras da noite, o preto Benedicto, crioulo,
que representa ter 94 annos, de altura re-
gular, sem barba, cara redonda, olhos car-
rancudos; tem os ps torios, e lie cambado
de urna perna ; levou caigas a camisa de
riscido e esl j rota, o Soneto ; quem o
pegar lave-o a rua da Cadeia do Hecife, n.
51, que ser bem recompensada.
--Fugio, de bordo do brigue nacional
Sem-Par, vindo do Itio-de-Janeiro, um par-
do de no me Sabino, que representa SO an-
nos pouco mais ou menos ; levou caigas de
algodSo azul e camisa da mesma fazenda, e
bonete encarnado : quemo pegar leve-o a
casarle Novaes & Compendia, na rua do
Trapiche, n. 34, que ser bem recompen-
sado.
-- Fugio, no dia 4 do corn nte, um mula-
tinho de nome Thomaz, com i filcio de
mareeneiro, baixo, cheio do corpo, cabello
cacheado, rorm corlado: quem o pegar
leve-o no Alerro-da-Bou-Vista, n. SI, ler-
ceiro andar, que ser recompensado; asaim
como se protesta contra quem o liver oc-
eulto.
A lteiicao !
Fugio, do engenho Maragy-d'Agoa, um es-
cravo crioulo, de nome Faustino, de 22 an-
nos pouco mais ou menos; foi comprado
em Cuarabira, na provincia da Parahiba, a
Jos Rodrigues Ramos; tem os signaes se-
guintes : cor um pouco fula, cara redonda,
bous denles, corpo reforgado, altura regu-
lar, 1'geiroemsuasacgOes, yslema de fal-
lar pouco; levou carniza do madapolo,
ctlga azul, chapeo de palha ; lem osdedoa
grandes dos ps virados um pouco para
dentro iulga-se que iria paia a mesma co-
marca de linar, bira, donde be natural:
quem o apprehender, leva-oaodilo enge-
nho, no le ano do Rio-Formoso. ou rua
do Vigario, armazem de assucar de Titu &
Companhia, ou rua do Collegio, casa do
Francisco Tavares de Lima, n. 16, lerceiro
andar, ondo se paga rilo as despezas e se re-
compensara com generosidade.
Fugio, do engenho Pinduba, da fregu--
zia de Ipojuca, em uias do prximo passado
mez de fevereiro, um escravo de nomo Ju-
s, com os signaes seguiutes altura regu-
lar, cor pouco fula, pernas finas, ps apa-
nalados, falla de um ou dous denles na
frente do queixo do cima; he de Angola;
levou caiga parda, um colete preto e cha-
peo dito, ludo isso j velho. Pode bem ser
que elle ande escondido por Olinda, onde
j urna vez foi preso em outro lempo. Os
apprcliendedorcsconduzam-noao dito cn-
lienlio l'indoba, ao seu senhor l.ourengo do
Sa eAlbuquerqiio Jnior, ou ao engenho
Guararapis, que serio bem gratificados.
No dia 15 do corrente desappareceu um
moleque de nomo AbrahSo, da Cosa, de 14
anuos | ouro niais ou menos, da rua do
Hospicio para o lado do Poinbal, com os
signaesseguintes : caiga de brim Mancado
com listras miu Jas azues ja drsbotadas, ca-
rniza de iIo.j3o Mangado, cara chala,
olhos papudos, com todos os denles, com
umacustella mais alta que a outra, corpo
eiiizeulo, rom umita. sarnas ja sc-ccas, | es
e tornozelos grandes : roga-se a todas as
autoridades policiaes' ecapit3es de campo
de-qualquer parte que o dilu moleque luja.
de apparecur, de o pegar e leva-lo a rua do
Hospicio, n. 42, que scrao generosamente
gratificado*.
rt"N. :i*4 prvf. em. t he au -1850
MIITII Ano


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E5FPP7Z40_ULITH9 INGEST_TIME 2013-04-24T19:10:56Z PACKAGE AA00011611_06889
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES