Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06888


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Full Text
Anno XXVI.
Segunda-feira 18
i-AnTiDAj do comnrioi.
Goianna c Parhiba, legundaaeiextaifeirai.
Itio-Grande-do-Norle, quintal feiras ao meio-
C dla-
Cabo, SerinuSem, Rlo-Pormoto, Porto-Calvo
e Macelo, oo 1 .*, a 11, e 21 de cada uiez.
Garaobuns e Bonito, a 8 e 23.
Hoa-Vista e Florea, a 13 e 28.
Victoria, as quintal feiras.
Olloda, todoi os (iai.
IFHEMEBIDU,
Ming. a 5, as 5 b.e46m.dat.
Nava a 13.ii 8h.eS7 in. dat.
Creic.aI2,a I h. e38 m.d.m.
Chela a 27, i 9 h. e 7ra.dat.
razAKAa se ion.
Primelra ai 8 horai c 30 minutos da manhaa.
Segunda as 8 horai e 54 minutos da tarde.
de Margo de 1850.
fheoob da suBscaiv^Ao.
Por tres mezes (odianfado) 4/000
Porieismezei H/ihi
Por 11111 anuo lbfOOO
DIA.S DA 1XMAVA.
18 Seg. S.Gabriel. Aud. do J. dnsorf. edo 111. I. V.
1!) Tere. B Joi, esposo de Nossa Senhora.
20 Quart. S. Foeio. Aud. do J. da2. v. docivel.
81 Ouint. S. Bcnto. Aud. do J. dos or. c do 111. da
1. vara..
22 Sext. S. Emigdio. Aud. do J. da I. v. do civ. e do
dos feitol da faienda.
23 Sab. S. Flix. Aud. da Chae, e do J. da 2. v.
do criinc.
24 Uoui. de Ramos. Instituido do SS. Sacramento.
N. M.
aaamnanii^aoa^a^i"
CAMBIOS IB 16 D1M?0.
Sobre Londres. 28'/, d. por 1/000 n. a 60 dial.
. Paria, 316.
&SSgZ.....m ag?
Mra'0f^/nrs8::aW
. detfMO........... 9/IOOa W
rV.fc.-PaUcSesbrlslIelro...... iW *
Pesos columnarlos....... 1*0 a 1A
Ditos mexicanoi.......... i/800 V8'
PARTE 0FF1C1AL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 18 DE FEVEREIRO.
Ofltoio.Ao commandante das armas, re-
i'ommendaudo. em cumprimenlo de aviso
imperial, haja de expedir suas ordens para
que os nlllciaes p cadetes, que foremaliu-
nos da escola militar e quizerem concluir o
curso de suas respectivas armas, apresen-
teoi-se ncsli capital at o ultimo do mez
correte.
Dito.Ao commandante da ilha de Fer-
nando, intelligenciaodo-odehaverS. M. n
Imperador, por decreto de 3 de Janeiro ul-
timo, commiilmlo a pena de degredo per-
petuo, a que Cora condemnado o reo Fran-
cisco Caroc-olle de Lira' Barros, que se acha
naquella ilha, na-de trabalhos de forlilica-
cOesna provincia do Par, e ordenando que
envi o referido reo para esta capital na
primeira occasiSo que se ofFerecer.
Dito.Ao inspector da pagadoria militar,
remetiendo o orcamenlo. do que se faz ne-
cessario para o presidio da ilha de Fernan-
do no futuro semestre, afim de que man-
de preparar os objeclos constantes do mes-
mo pedido para serem remet idos ao com-
mandante do dito presidio que os requisita.
Dito.Ao mesmo, remetiendo, em cum-
primento ao aviso do ministerio da guerra
dest de Janeiro prximo passado, os po-
pis relativos divida, de que pede paga-
mento o alferes ajudanto reformado da ex-
tincta segunda linha, Jnaquim Pedro de
Souza MagalhSes, afim de que satisfaca as
exigencias da informicflo, que cobro os re-
feridos papis.
Dito. Ao inspector do arsenal de mari-
Dha, communicando que S. M o Impera-
dor, segundo consta de aviso da msrinha
de 29 de Janeiro prximo lindo, bouvera
por bem approvar a deliberacSo, que a pre-
sidencia inmou de fazer abonar a Chris.lo-
vflo de S.-Thiago Oliveira, pratirante da
contadoria deDiarinha a gratificacSo men-
sal de 10,000 rs.Intolligenciou-se o con-
tador de marinlii.
Dito.--Aomesmo, enviando copiada re-
laciio das madeiras, que ocapitflo do por-
to das Alagoas declara haver-se remeltido
para ossada do brigue, que aqu lem de
conslruir-se, afim de que informe se laes
madeiras fortn recebidas no dito arsenal.
Hito.--Ao commandante do brigue-escu-
na Legalidad, prevenindo-o de que deve
ir receber na pagadoria militar aquanlia
de 15:907,963 is. para ser entregue ao com-
mandante da ilha de Fernando.
Dito.Ao administrador das obras publi-
cas, remetiendo as cuntas d is despozas fei-
lasde 20 de Janeiro ultimo at 9 do Crren-
le com a eonliiiuac.no da obra do dcimo
sexto lauco da estrada da Victoria, alim de
que fica acreditar o engenheiao alilet na
quantia de 700,310 rs em que impoitam
as mencionadas contas.Intcii ou-se o dito
engenbeiro.
Dito.Ao mesmo, enviando as contas do
que se despenden de 4 a 16 do Correle com
a conclusflo do dcimo segundo lineo da
estrada do Pao-d'Alho, afim de que faca
acreditar o engenheiro Milet na quantia de
2l2,4io rs., em que importam as mesinas
conUsbcientiOcou-se o referido enge-
nbeiro.
Dito Ao engenheiro, Jos Mamede Al-
vos Ferrcira declarando que approva o
contrato de compra que S. me. fez com a
Casa de N. O. Bieber & C de 400 barricas de
cimento de Hamburgo, segundo a escriplu-
ra queremelteu.
Dito --A cmara deOlinda, approvandoa
arrematadlo dosalugueisdasxasinbas da ri-
lii ira daquella cidade, pela quantia de
128,000 rs.
Dito.A cmara deCoianna, para que re-,
mella o contrato da arremataeflo da pas-
sagem do Rio-Japumim, a cuja execu;So
tem obstado Antonio de Arroda Cmara.
Dito--Aos subdelegados do Itecife, S.-
Jos, S.-Antonio e Boa-Vista.Podendo a-
conlecer que alguns dos doenlcs indigentes
dessa freguezia no chamem ao medico no-
meado para cuidar do seu iraiaroenlo, ou
por ignoraren esta irovidencia, ou por
n.lo lerem pessoas, por quem o facant, cum-
ple, que V. me. ordene aos inspectores,
que visitem diariamente os seus quarteirOes
Ehia ti rom conhecimenlo dos doentrs po-
res, que nelles exislirem, e avisaren ao
medico, enviando-lbe urna relacflo cum os
uomes dos .lenles e de suas moradas, lis
causando V. me. este servido como convem
ao bem da humanidade.
DEM DO DA. 19
OiTlcio.Ao commandante da praca, de-
<1 iranio que, avista do resultado da i ns-
pecfo de s'aide, que se subjeilou o pai-
sano Antonio de Paula Btzerra Cavalcaule,
que se oflVneeu tara servir no exercito.
Ihe tem arbitrado a gratificacao deoiteota
mil ris.lnteitou-se o inspector da paga-
doria militar.
Dilo.Ao mesmo, inteirando-o de haver
deferido o lequerimento em que o pri-
meiro lenle do segundo batalhflo de arli-
Iharia a p, Callos Bernadino de Moura,
pedia licenca para no coneute anno fre-
quentar o sexto da escola militar, visto nao
ter linda completado o curso de sua arma.
Dilo.Ao itspi clor da lliesouraria de fa-
zenda, auloiisando-o a mandar entregar
aoii.spcclor da pagadoria militar, a vista
do pedido que devolve, a quanlia de 40:000/
lela para conlinuacSo das dospezas milita-
res em o rorrenle mcz.
Dilo.Ao inspector da thesouraria da U-
c, re
stuirio
zenda provincial, remetiendo a conta de
sustento e vestuario fornecidos aos presos
pobres da radeia de Goianna nos mezesde
novembro e dezembro do anno prximo
passado, afim de que mande pagar ao res-
pectivo fornecedor a quantia de 219,590 rs,
em que importa a referida conts.-Scienti-
licnu-so o chefe de pMicia.
Dito.Ao inspector do arsenal de mari-
nha, enviando as seis contas das despezas
taitas com o curativo de tres marinheiros,
pertencenles guarnicio do brigue Callio-
!>', as quaes estiveram recolhiilos ao hospi-
tal da ilha de Fernando, alim de que man le
indemnizar pagadoria militar da quanlia
de 19,8ICrs, emque importam as menciona-
das contas.--Intelligenciou-se o comman-
dante da dita ilha, eao inspector da paga-
doria militar.
Dito Ao administrador da* obras publi-
cas, remetiendo as contas das, despezas fri-
tas de -2H ile Janeiro ultimo a 9 do corrente
com a obra da segunda parte lo nouo lan-
co da estrada da Victoria, afim deque fi-
ta acreditar o engenheiro Milet na quanlia
de 187,440 rs., em que importam as mesmas
cootas.Inleirou-seo referido engenheiro.
Dito-.Ao mesmo, para que manda rece-
ber os concertos fetos por Jgs Concalves
da Porciuncula na ponte do CaXahg, vislo
estarem de conformidade com o respectivo
orcamenlo.
Dilo.Ao inspector da pagadoria militar,
dizendo que,visto scharem-se a dever a cai-
ta do sexto batalho ilocacadores o len-
te do sexto de fuzileiros, Rernardo Jos
da lir.ica, a quanlia de 44,800 rs., o alferes
secretario do referido sexto hata^io. Coi
Iherme dos Santos Sazcs Cadet a de 150,000
rs. e o alferes do estado-maior da segun-
da rlasse, Alexandre Auguslo deFrias Vil-
lar a de 50,000 rs segundo foi declralo
em aviso da guerra de 3 de Janeiro ultimo,
fir-a descontar dos sidos dos mencionados
ofllriaes a quinta parte, que ser destinada
a indemnisar referida caixa das quantias
quo elles devem --Scientificou-so ao com-
mandante das armas.
Dilo.Ao mesmo, para que mande en-
tregar ao commandante do brigue-escuna
Lrgaiidade, para ser remeltido ao comman-
dante da ilha de Fernndo-de-Noronha a
quanlia de 14:234,785 rs., em que, segun-
do o orcamenlo quo S. me. envinu, im-
portam os venciini nlos. al maio do anuo
corrent", dos destacamentos de primeira
linha all existentes, bem como as despezas
a fa-zer com a compra de gneros para o ar-
mzem da referida ilha, e com o pagamento
das diarias dos sentenciados militares e de
Juslca.Scieiililicou-su o commandante da
mesma ilha.
Dito.Ao juiz municipal da primeira va-
ra, remetiendo, para lerem o conveniente
<'eslino,os autos de visloria dos quaes cons-
ta haverem fallecido na ilha de Fernando
os sentenciados, Francisco Rodrigues de
ftiiva, Si nio Jos Pereira Ribeiro, Jos
Pedro Corrcia e Antonio Justo Rarana.--
Intelligenciou-so ao commandante daquel-
la ilha.
Dito.--Ao mesmo, ordenando remella
com urgencia, alim de serem!cnviados ao
commandante da ilha de Fernando, que as
exige, as guias dos presos, Miguel Joaquim
do Nascimenlo e Izidoro Dias dos Santos,
que l'iram remettidos para a mencionada
ilha com ofllcio daquelle juizo de 4 .le id-
ilio de 18(8, sciii que fossem acompanha-
dos das mesmas guias.Intcirou-se ao
commamlanle da dita ilha.
I) to -o promolior publico deste termo,
dec aran 10, que na primeira emharcacilo
de guerra que partir para a ilha de Fernan-
do se expedir ordem ao commandante da
mesma ilha,afim de remetler para esta cida-
de o reo Jos Ignacio de Abren e Lima ru
lem de responder a novo jury.
Dito.Ao juiz de paz da freguezia de Po-
d'Aiho.Em soluqSo duvi Ja por Vmc. pro-
posta em seu oficlo de 14 do corrente,
tenbo a decUrar-lhe, que, de conformida-
de com o aviso do 8 de Janeiro desto anno,
se acha sem ell'eito a (lualilicaco, que
se procedeu nessa parochia com os eleilores
da legislatura linda, devendo, poi tanto,
Vmc. convocar os da legislatura presente
para um novo acto na forma do citado aviso.
Poliuria.Oidenando ao commandante
do patacho /*r/)aia,ponlia a ilsposc3o do
juiz municipal da primeira vaia os reos
Luiz Cama de Mendoza, Manuel Francis-
co Paulino e Auloniu Pereira dos Sanios, e
a do commandante do corpo de polica o
soldado Felippe .Vi y de liarcelos, os quaes
vieram da ilha de Fernando por haverem
cumplido as suas senlencas.--Communi-
fou-se o dito juiz e 80 commandanto do
corpo de polica.
DEM DO DA 20.
(Illicio.--Ao inspector da thesouraria da
fazenda provincial, para que mande adian-
tarao engenheiro Milet um como de res
para continuacao das obras do decimo-se-
timo lauco da estrada da Victoria, visto
achar-se quasi esgotada igual quanlia que
para o mesmo fin se lhe mandou abonar.
Intrirou-sc aoadministrador das obras pu-
blicas cao dito engenheiro.
Hito.Ao administrador das obras publi-
cas, remetiendo as contas das despezas fei-
tasde 28 de Janeiro ultimo 9 de fevereiro
correle com as obras do dteimo-selimo
lauco da estrada da Victoria, afim de que
mando creditar o engenheiro Milet as
quantias de 100,480 e 181,570rs. em que im-
portam as mesmas coritas.Scientilicuu-se
o dito engenheiro.
Dito.Ao inspector do arsenal de maii-
res de farnha, medida nova, que, segundo
consta do condec ment que remelle, f-
ram fornecidos pelo almoxrifado da Iha
de Fernando ao brigue Calliope, em onse-
quencia de requisc?lo do respectivo com-
mandante. Intelligenciou-se o comman-
dante da referida ilhae aodo mencionado
brigue,
Dito.Ao delegado do Rio-Formoso, de-
vulvcndo 1 conta por Smc. assignada, das
despezas fetas com o sustento dos presos
pobres da cadeia' d'aquello termo nos me-
zas de junho a selombro do anno prximo
passado, afim de que mando organisar, de
conformidade com as informacO*"* que re-
melle da th'sourara da fazenda provin-
cial, duas contas das referidas despezas,
urna das diarias de que foram pagos os diU
presos em o exercicio lindo, e oulra das do
corrente.
Dilo.Ao delegado do Olinda.--Rc.spon-
dendn o olllcio de Vmc. datado de 18 do
correnle, tenbo declarar-llie, que nesta
data teolio nomcado o doutor Joan Jos In-
nocencio Poege para visitar as pessoas in-
digentes, que nessa cidade forem accom-
mettidas da febre reinante, (cando a arbi-
trio do referido facultativo designar a bo-
tica, que para o curativo dos ditos en-
fermos deve fornecer os remedios pre-
cisos.
nanlo a segunda parte de seu cilicio le-
nliu a observar-lhe, que individamente
tomn Vmc. a deliberacuo de remetler pa-
ra a ilha do Nogueira os cadveres dos in-
lividuos fallecidos nessa cida le, vislo no
se ter designado aquello lugar para enter-
ramenlo dos referidos cadveres, deveudo
Vmc. escollier um ponto conveniente para
0 dito lim nos arrabaldes dessa cidade.
Neste sentido o(lciou-se ao l)r. Pogge.
Dilo.-A'camaia do Recife, ordenando d
suas ordens para que os respectivos fiscaes
1 11 i 111 111 aos prop-ietarios do alagado, que
existo entre o caes da ra da Aurora e o ter-
reno firme, que tratcm de aterra-lo dentro
do prazo de dola inezes, sb pena de per-
deremos ditos terrenos, visto que, segun-
do consta de ofilcio do engenheiro do ter-
mo, se nilo fr o dito alagado aterrado a
natureza pode seduzir algnns espintos, a
esses espirites in 1 risos, que nem querem
a paz, nem a guerra ; mas no devemos dis-
simular, que ella ira parar n'uma illusio,
Rozas no quer negociar, o quo ello dezej*
he a prolongado da guerra, Elle j pro-
vou so fazendo-nos proposices inaccei-
elle ser sempre contra nos, oslara sempro
em nossos flancos.
Diz-se quo he preciso urna ncello : islo
podo parecer urna soluco para a tribuna,
para a Frinc ; mas a soluto para o Trata
he a destruico de Rozas. Ora, no pode-
remos e aprehender sto sen.to :i costa de
urna nova iespeza de20mlh0es, inscripta
A" ass^m-
inleres-se
lavis ; e certamente nilo he urna exiedico
1.1o diminuta [quo o fui ceder agora, n.lo indefinidamente no orcamento.
tendo cedido outr'ora em presenca do umajbla toca examinar-se uor um
intervenc.lo mais ameacaJora. i mu conteslavel dever adoptar um tal
Na segunda hvpotheso proposta pela' syslema.
*. Collai :-Senhors o Sr. almirante
commiiso, 1.000 bomens desembarcarjam]
em Mnntivido para levantar e sustentar a
corage n dos habitantes dessa ei lado. Res-
peilo milito os Montevideanos, quPdo este
conceliio, honro s?us senlimento*, porm
digo que com 1,000 homent n.lo faromos o
que a-Inglaterra nilo pdle fazer com 1,400
bomens
Em cutra poca, a Inglaterra leve 1,400
tompo de ser fechado o caes, vira a tornar-guerra a Uuenos-Ayres I Admira-mo na
se nocivo, no s obrado mesmo caes, IVCIU ''o do pouco que a experiencia Instrue
como at a sade publica. Inteirou-se ojoshomem.
mesmo engenheiro. orador (.Ilude aquiao cerco de Ziat-
Dito --Ao medico, cnearregado da visita cha, e lembra que, por se ter commcltido a
das pessoas indigentes da Treguezia do Ite- fal,a de comecar osla empreza com algu-
ijife, queforein accommettidas da fubre rei- mas centenarde homens, fui preciso dous
liante, para que remella no fim de cada so-: mezo* de, ois enviar para l 8,000 bomens.
mana urna reacito das pessoas indigentes, f"i preciso perder l 1,000 homens : e aAI-
que, residentes n'aquella freguezia forern gori foi um moi.enlo abela-la llnlcrrup-
accommeltidas das febles reinantes e por; rdo. ) Quem comeca com frcas insullicieii-
Smc. tratadas, com declaracilo, das que los he depois obrigadu a augrrentar estas
perecerem das mesmas e das quo se restabe-, frcas consideravelmente. N;1o comparo a
lecercm. -Neste sentido ofiiciouse aos me-; Algeria com Montevideo. Digo smente que
dicos encarregadosde igual commissHo nas se se tivessc atacado Zialcln com frcas suf-
frcguezias de Santo-Antonio, S.-Joso Roa- licienles, n.lo leriamos perdido la 1,000 lio-
Vista.
EXTEBSOf.
REPBLICA FRANCEZA.
ASSE.MULKA I.El.lSJ.ATIVA.
Setso de 28 de deembro.
' QUESTAO' DO PIIATA.
(Cotttinuaclo do n. 62.)
9l.de Lasteyrie ( continuando )
negocio como em todos os
Neste
oulros, nesle
Liin expoz ssembla os motivos po-
d rosos, quoiiSo permittem ratificar o Ira-
lado concluido por Mr. Le PrJour. A pa-
lavra do nosso nobre collega, que enroman-
dou por lano lempo as nossas frgas no
l'rata, tem urna autoridad tilo g'anlequo
julgo nflo dever mais entrar nesta parte da
discussfo. Eu mo collocarel em out'o pon-
bomec.s em Montevideo, quo nio estava jto de vista, o seguirei o nobr-< proopinaii-
te no terreno, a qun ello Icou o debite.
O orador eslabalece primeiramente que n
intenco de Rozas no lie nada menos do
que estender o sen dominio sobre ti las as
provincias das margens do Prata, e excluir
dessas paragens toda a influencia eslranici-
rn, sobrehilo a da Franca, qual nunca
perdoar ter animado a resist ncia de Mon-
tevideo contra elle.
Examinando depois que conducase de-
vora seguir nesta quesillo, o nobre mcn-.
Uro declara quo omsua opinio s ha dous
partidos a tomar : ou o ab;n lono comple-
to do Prata, ou um ultimtum apoiado
por (oreas slfinonlos para obter aqjiillo,
que reclamam ao mesmo lempo os interes-
ses comeiciaes e a honra oi Franca a hu-
manidaJe codireito das gentes, indigna-
mente menosprezados pelo dictador Jo Bue-
nos-Avies.
O abandono, diz o orador, he o signal
da qula do Montevideo, ho o signal das
vingancas de Rozas contra os defensores
daquella ci lado, he urna maldico laucada
sobre a Franca por homens, quo cauiram
no erro de contar muito com a honra e le il-
dade do noiSa patria ; porque n.lo silo
aventureiros, como muitas vezes se tem ro-
petido, sao commerciaiiles, s.lo obreiros
honrados, que a propria Franca tem pela
maior parte enviado a rssaspovoacfiPS lon-
ginquas, e que l tem fcito fortuna frtrea
de trabalho, que emfim tomaram RS armas
contra Rozas, obodecendo aos nossos con-
seibos, bomens, que temos eonstanlemen-
te apoiado na gueira, que fa/em hade?,
anuos. [Approvarao.) O abandono do Pra-
ta seria urna vergonha para nos ; seria a
per-la da nos-a iniluencU na America do
sul. S resta agora um partido : um ulti-
mtum apoiado por urna exnodicBo sufli-
cienle. O orador sustenta quo o>s> expe-
diefioseria infalliveltenle bem succedida ;
he sem rasilo que Be nos representa a Oribe,
como devendo escapar-nos incessantemen-
teeoium paiz, queapresentaria a um cor-
po expedicionario innmeras difllculdades.
A este respeito tom-so andado de cxngo-
racoes om exageracOes ; a verdade he que
Oribe no lardara em ser alcancado o ven-
cido. Nenliuma consideracHo seria se op-
abalilo, e arruinado como est boje, que
estiva pelo contrario cheio de coragem. e
d'ardor.entretantoque-Qrlba aatava-se mui-
to enfranquecido, e toJavia osles 1,400 bo-
mens fiiam obrigailos a retirar-se. Mas os
nue'ilo esle concel/10 bem sabem quo a
Franca depoi* de empenhadn.nlo recnana. o
se mil homens n.lo fossem sufficicnles, ella
e:iviaria outras fnjas. Com effeilo.a pardes-
tes li.nii ms de Montevideo ha aqui oulros
que nSo cesaam do repetir. Me preciso tomar
um partido, he preciso salvar Montevideo
con a maior prompti-lo possivel, envian-
do aquella cidade una expediefio cnnsi le-
ra vel ; este he o nico meio de no prolon-
gar eternamentn a lula.
Passando terceira hypothese, a qual
consiste em enviar 2,000 homens para com-
balter Oribe, o orador diz que he preciso
nao ler conhecimenlo das frcas de que
esse general dispe, o do paiz em que ope-
ra, pai- ir um conselho to temerario.
Estimo, diz elle, os bravos soldados, os ou-
zdos marinheiros que propem urna cx-
pelico "in tacs COndicOes mas confesso
quo estimara menos urna assembla, ou
um governo que os esculasse
lie com 2,000 homens quo se quer fazer
mena.
U. Daru, relator, -- Mr. J. de Lasteyrie
quer permitlir-mo que o interrompa por
un* ni nucido .'
IU. I. de Lasteyrie : D) mu boa von-
tade.
M. Daru:lio nicamente para citar 11 m
111 tii tu 11 11 lima t itai 11 n -------- _._...._ _
fragmento de um despacho de M Cros, da-IPO". prtanlo, a que se faCa aquillo que
lado de 23 de agosto de 184*. Ei-lo Os I na opiniilo de todos mais convem aos in-
soldados de Oribe so quasi rabes; elles teresses e a honra da Franca.
moni m bem a cavallo. So rabes em lu-
do, menos na coragem, pois so covar-
des.B
M. i. de Laiteyrie : Nao fiz nenliuma
comparadlo entro as dlTorentcs co-agens.
maisdd queem qualqucr oulro, a diflicul- pisso sa.enloque quan lo se faz urna ex-
dade est em tomar um partido. j pediQiio, deve-se faz-la logo desde o prn-
A commiss.lo rejoita o tralado l.e Pr-oiplo sufficionte, sb pena de compromet-
dour. Ella se oppu conliniiacfio da s- ler o prestigio das armas francczis, e lerde
tuaco actual. Creio que todos concorda- enviar depois frcas consideraveis e "
rSo sobre o ultimo ponto.
A situacj actu I he m para o Ihesouro,
e contraria humanidade. Cumpre sahir
dalla.
A commissSo para sahir do embaraco
prope o que ella chama a acfdo, mas no
defino esta sceo. Aprsenla ao governo
certo numero de hypolhcses ; fecha-lhe de
alguma sorte as sabidas, eo impee difii-
nilivamento em urna direccSo, naqual en-
contrara graves perigos.
Comprchendo que um membro da oppo-
seo se limito a criticar. Comprchendo
que urna commssSo mesmo se limite a di-
zer : A slujco he m, releva sahir della, o
governo deve cuidar nisso.
Comprchendo igualmente que urna com-
misso faca o que fez o 11.en amigoM. Daru,
comprehendo que diga : A situaeo lio m ;
entre as medidas que se pdem adoptar op-
poroo-nos esta, aquella, aquella outra, o
quo iliilin 1 tivaiiieiite deixe alguma ii certe-
za nobre o meio que, julga dever emprc-
gar-so.
Mas como a commissSo deixa incerteza
neste poni, como be prreisamepto nelle
que consiste toda a quesillo, como toda
a queslo est na aceito, c, nas cousequen-
cias quo ella pdu ler, a assembla me per-
mittir seguir a commissOo nas diversas
hyiolheses que cslabelcce.
o maior pengo nesta qucsto seria deixar
Rozas suppr que urna eipedico, a piin-
cipio niinima, no seria seguida de no-
vas f'Cas ; voii demonstrar que a expedi-
Cfiu nflo poderia parar scnSo Uepois da des-
inni,ao de liuenos-Ayres e de Rozas; e
sendo assim, lerei o direilo de dizor que o
graiK'e esforeo, que de nos se exige, nao he
pioporcionado ao inleresse que lemos nas
margeos do Prata.
Exaininarei a primeira hypothese dacom-
missflo. -Nesta hypothese enviaramos um
bitallioes a bordo de urna esqua-
mui
dispendiosas, l.-s 1 he verdade, a--c.ii IIO
Prata, como em qualqucr outra parte.
O orador l depois os despachos do al-
mirante Le Prcdour, odelles concluo que
seria desaro/.oavel enviar ao Prata menos
de i;,in o Homens. Vejamos agora, aceres-
cenia o orador, qual seria a despeza ucees-
.-ana para SM. U transporte de 6,000 ho-
mens no custa menos de 6 milhes de fran-
cos, e una quanlia igual he necessaria para
susienta-los por espago de um anno D-j-
maisse Irablhamos pola repblica do Ura-
guay, repblica opprimida de miseria, de-
voremos continuar o subsidio. Que acon-
tecera, se retirando-nos, deixassemos um
governo impotente? So precisas, pois, duas
cousas : Rater Rozas, e sustentar com di-
nheiro o governo Oriental. O subsidio, e
a frota custam-nos presentemente 5 ini-
Scm duvrla, diz o orador terminando,
nflo estamos mais no lempo, em quo Fredc-
rico o (ran le dizia : Se eu fosse rei de Fran-
ca, querera que nSo so disparasso um s
11ro de canhflj na Europa sem a minha per-
msso. To alias pretendes cerlamente
uo nos assentariarr. boje bem ; i>orm fe-
lizmente aiuda no temos descido lauto
que devamossoffrer todas as exigencias de
Ruzas. {Approvacdo.)
(Coni'nuar-11-ha.)
INTERIOR.
ACAGUAS.
Extracto do expediente do Exm. Sr. presi-
dente Dr. Jos liento da Cunha Figueiredo.
16 DE FEVEREIRO.
Olncia. Ao inspector da thciourararia de
faieuda, para que de ordem ao aliiioxarife des-
la cidade para iornecer ao deposito de arligos
bellicos oi400 correiainei que requisita no of-
ficio qucie remelle, o olllclal encarrcgaJo do
mesnio deposito, iiiforinando quanto as grati-
iic 11 rs que propoe para o operarlos.
Dito. Ao inspector interluo da lliesouraria
provincial, approvando a Hornearan que fez de
Luii Joaquim da Costa c Joaquim Antonio de
Ihcs ; a des; eza uo poder sor menor pa- Alineida para collaboradorcs,durante a auten-
ra o fuluro : 12 milhes mais 5 fazem 17 .ciados empregados ellectivos.
Dito. Ao inspector da lliesouraria de lu-
ou dous
11 lia, ordenando manilo indemnisar paga-da, u uegocimiamus com Ruzas ola pu-
jona militar da importancia aeoiioaiquei-1 sijao conminatoria". Urna hypothese desta
milhes. Alm disto sera rrociso fazer vol-
tar os refugiados montevideanos, que se
acli.iin na provincia do Rio-Craudc, ou no
Rrasil. Entilo a despeza so elevar a 18 ou
20 milhes. Serfio estes 20 milhes des-
pendidos por urna s vez? Se issiin fra,
cu vos dina anda > Recorrei aos crenos
supplemenlares, pois I i vos tes 582 milhes
de laes crditos dentro de dousaunos. Os
20 milhes do Piala senlo tamben) segui-
dos de seus credilos supplemenlares, po-
rm esta n.lo he a minha hypothese. Sus-
tento que os 20 milhes nSo sero concedi-
dos por um anno ; sustento que elles sero
inscriptos no orcamenlo pur um tem o in-
determinado. Ser mister com efleito que
mantenhaiso vossn exercito al que a re-
pblica oriental seja reconstituida em face
do Rozas : uo fco niuilo caso do poder de
Hoy a-;mas repare a assembla quese nos pro-
pe nfloUca-lo. Ora, o homeni que no be
atacado, nflo lem rasilo de ceder, nSo lem
rasflo de temer. Rozas nflo lem augmenta-
do seuflo pelas nossas faltas, pelos nossos
combates desgranados. Se no o atacarmos,
zeuda, para mandar satisfaicr a Jos Domin-
gues Alexandre de Oliveira a quantia de 48,000
rs. do aluguel de quatro cavallos que condu-
/ir.iiu cartuxainn para o Porto-Calvo Indo em
um dellcs o alteres M.uioel da Kcssurreirjo e
Oliveira que acoinpanliou tal remesia.
Uno. Ao mesmo inspector, para que man-
de salisfater a Zacariai Crrela de Araujo a
importancia do aluguel de seii cacillos, cada
um > 14,00 rs., que condnziram armamento e
carluxaiue para o eugenlio Novo de l'oriu-Cal-
vo, a que acompanhou o lenle Ignacio Fer-
reira i-haves.
Hilo. Ao coronel de legiao de Porto-frlvo,
communicando que le mande recolher a tapi-
tal o alferes Francisco Xavier Crrela da l'.ou-
ceicao, que se acliav 1 destacado cin Barra-
Crande, cumprindo que S. 111c. mande para al-
l um oftlcbl da mesma legiao at que o go-
verno poisa enviar outro de primeira linha.
Uno. ( Ao engenheiro inspector dai obras
publicas, Irauniillindo-le o ofliciu da cuna-
ra niiiiinip.il da villa de San-Miguel, respon-
dendo as queslcs propostas acerca do coucer-
lo da ponte daquella villa.
Dito. Ao capito commandanle do desta-
camento do Galho-do-Meio, approvando a me
mi mi Ano


dida que lomo de Incorporar ao destacamen-
to do seu commando ai 12 pracas aposenta-
das pelo inspector de quartelrao.
Dito. Ao Inspector da alfandega, diiendo,
em retposta ao seu oflicio, que d auas ordens
afin de ser levantada a quarentena da sumaca
Titlalwa, visto nao liaver aella pessoa alguma
doente.
PEhNAMBUCO
CMARA MUNICIPAL DORECIFB.
3.* SISSAO OaDINAau EM 11 UC FEVESEI-
O DE 1850.
Presidencia do Sr. Olivara.
Presentes o Srs. Barros, Msmede, Car-
nciro Monteiro e llenriques da Silva, faltan-
do rom causa os oais senhores, abrio-se
a sesso, e fui lula e approvada a acta
da antecedente.
0 secretario fez a leitura do seguinte ex-
pediente :
1 ni odelo do Exm. presidente da provincia,
participando ter expedido ordetn ao inspector
..a Ihesouraria da fazeoda provincial, para que
empreste a esta cmara a quantia que pedir
de 8:000,000 rs. para cometa continuar a obra
do acqueduclo c calcamento dos pateos de S.-
Pedro eCarin.-). devendo ser dita quanlia paga
dentro de um anno, a contar do primeiro de
julho futuro em diante, eiu preataedes de
i-i.tiUi rs. por cada um inez.Inteirada, e que
si: eipedisse ordem ao procurador para receber
dilo dinlieiro, e se participasse a conladoria.
I na informaeo do fiscal da lla-Vista a fa-
vor da prctencao Ue Manoel Tavares de Aqulno,
reqnerendo para collocar um forno de padaria
no sen terreno no becco das Barrciras.__Con-
cedeu-se a licenea pedida.
Outro do inesmo riscal, sobre a prr tencao de
.los llaptista braga, i rquere.ido para ser con-
servada a sua olTiciua de funilciro e latoeiro na
ra Nova, n. 38, por traballiar em cadinho
Adiado.
Foi approvado um parecer da commissao en-
carregado de eiaminar as contas da receita e
despea dcala cmara do annno pass-do, que
h em de ser remeltidas ao gove no da provin-
cia e por euterniedio deste a asseinblca provin-
cial.
Despachou seapetico de Manoel Tavares de
Aquino, de Angelo Custodio dos Saotos, de
Joaquina Mara Pereira Vianna, de I.uis Jos
da Costa Araujo e de Antonio Teixeira dos
dantos, e -m>vgnl| seeso.ssaa
Eu, Manoel Ferreira Aeeioli, secretario in-
terino, a escrevi. Olheira, presidente. -
dimetro Monleiro. -- Mamede. tarrot.
llenriques da Silva.
Rio i.ramio dp norte, 25 de fevereiro de
1850.
Joilo Carlos Wanderley.
lJiibicao u pedido.
>&
liMA LAGRIMA
SOBRE 0 TMULO 00 ILl." 8R. EMJLIO
SOARES DE AZEVEDO.
OFFKRKCIDA,
como signal do profunda magoa,
A SEU Pal,
O lU.m* SB BB, JOS SOASES E
AZEVEDO.
Ante meo arillos, lamquim prarenlis mago
Aaret el extinrtam viven fingl amor.
(Ovio, di p0m. l. 1." elec. x )
K velo a inorte, e, levantando o braco
Com negro manto rebucou -Ihe a face,
E o sorriso apagou-se.... para aempre .'
Ililllll) IIE PER.WHBI'CO.
BECIFE, 17 DZ BIABOO DE 1850.
Ilontem, dia designado para a priiueira ses-
anno, apenas couipareceram ao tribunal sete
jurados, e por isso foi anda espassada a mes-
ma sessao para 20 do corrrnte.
Comiminicado.
AO PUBLICO.
Nunca foi nossa intencio publicar pela
, ir prensil utna palavra sequer a rcspeito do
ex-juiz do direito da comarca desla capi-
tal e ebefe de polica da provincia o lir. Jos
Vieira llodiigucsde Camino o Silva, posto
que pan o fazer tivessemos sobejas rases
e motivos asss ponderosos ; mas, lendo
pnuco na gnzeta Norlisla n. 33 d 18 do
correnle um pequeo arligo man la lo pu-
blicar peloSr. I)r. Vieira, e por elle assig-
innli), em n qual cbama atlticto do publico
sobre as _frazesinsultuosas.com que nesse
artigo brinda os Exoia. Srs. I). Manoel de
Assis Mascarenlias e l)r. Cazimiro Jos de
Moraes Sarment, pela nica rasflo de ha-
verem na tribuna proferido verdades in-
conleslaveis a seu respeilo', somos levados
pelo sagrado e imperioso dever da amiza-
dc, que sincera e cnrdialmente consagra-
mos a estes dous distinctos brasileiros, dig-
nos por semduvida do respeilo e ronside-
tsco do Sr. I)r. Vieira, a repellir essas in-
sultuozas phrases e grosseira InsinuacSo.
quesedignou langar sobre pessoas tilo res-
peitaveis e ouzando dizer : Que o Exm.
Sr H Manoel cosluma cuspir a mito de seu
liemfcitor. Isto f poda certamenle ca-
ber na bocea do Sr. Vieira !--S pode ser
proferido por um homem sem consciencM.e
que esqufeido de todo o senlimento de dig-
nidade, atreve-se por tal modo a ferira re-
ptatelo alheia !
Quizcramos queoSr. Dr. Vieira nos de-
clarasse qual essa mo bemfaseja, que j
urna vez fosse conspureada pelo Sr. I). Ma-
noel.* Felizmente oSr. I). Manoel e o Sr.
I)r. Moraes Sarment silo bem conliocidoi
no Brasil, e silo justamente, vallados, go-
zando de um conceilo muito subido c assas
equidislanle, por oSo dizer inteiramenle
contrario, ao deque goza o Sr. Dr. Vieira,
quem esses distinctos e benemritos bra-
sileros, bem convencidos estamos, votam c
mais justo e soberano desprezo.
Dissemos que verdades inconlrastaveis
luviam proferido na tribuna os Srs. I) Ma-
noel e Moraes Sarment a respeilo do Sr. Dr.
Vieira, o agora accrescentaremos : quo to-
das as verdades nSo fram proferidas e nem
era mesmo possivel, que os Ilustres repre-
sentantes da na (Do, que per aeeidetis se oc-
cuparam do Sr. Dr. Vieira, estivessem infor-
mados de todos os aclis caprichosos e de
todos os desregramentos da polica do Sr.
Vieira, praticados nesta provincia na qua-
dra daseleicOes e mesmo depois della, por-
que sendo repellida a sua candidatura pelo
partido sulisla o repellida com toda a digni-
dade, a ponto de ler apenas contado 7 votos
em toda a provincia, tinha necessanamen-
te vingancas a exercer contra lodos os brio-
sos eleitores sulistas, que se n curvaram
as sitas ameacas, e que, ( honra Ibes seja
IV i la) souberam resistir aos golpes da po-
lica ; e seria por corlo bastante enfadoiiho
se na tribuna fossein relatados lodos esses
actos, que bem revelam o carcter do Sr.
Dr. Vieira, queqtiizeramos fosse dotado de
melhores qualidades, que o lornassem um
perfeito magistrado, deixando de ler em
menos conta a juslica e os seus deveres.
Felizmente est o Sr. Dr. Vieira removi-
do desla provincia para a comarca do Pe-
nedo, e fazemos os mais .sinceros votos para
quo os habitantes daquella comarca ten ha ni
urna oielhor estrella.
Elle passou!.. o sonho da existencia
Bem cedo s'esvalo!... triste saudade
Iloje s resla ao coraco magoado !
I'uia eaperanca- desfulhou-se em breve,
O sepulcro a tragou, ahi jaz involta
No veo da noitc, cm perennal silencio.
Oh! nivslerio da vida quao depressa
Te abafas no terror da cternidade!
Um suspiro, e nao mais... o lucto e a inorte !.
Elle passou na campa solitaria
Sninio-scpara seinprc! Foi ensato
De imi i vi la melhor? foi lenitivo
A's penas que solivia neste mundo?
Mi.' que o nao sci! Oppresso d'aniargura,
Eu \un siinlio ao fnebre moimento ;
E a saiutosa inscrtpcau hei de eu grava-1'a,
Com a dor no peitu, e as lagrimas nos ullios.
Desbaratada a flor, perde os seus mimos,
E cal e morre no terreno estril :
Sobre o leito de pedra, no deserto,
Vni mais ha de ungir, que o puro esmalte
J l se foi, co brilho esvaeceu-se.
Kls do existir o syinbolo prrfeilo .'
Quebrani-sc os quadros de falla/, ventura,
Ao riso encantador succede o pranto,
linagens do prazer desapparecem
Ante o vulto sublime da verdade.
Como a lli'ir que se murcha, o charo Albo
Foi arrancado aos paiernaes ca indos,
Nos duros transes d'um tormento acerbo.
Tenaz doencaoonsuinio-lhe os das,
E, escurecendo a aurora de seus annos,
A lirio-Ihe a porta ao lbrego jazlgo.
Que thesouro d'amor, d'obediencia
l'erdru-se para o pai.'.... loi-sc a esperanca;
Como sombra veloz cahio por trra
O prompto apoio lnguida velhice.
F.is all o lugar els o sepulcro!
O emblema da tratela, o verde-negro
E funeral cypreste all s'eleva,
E apnnt. ao caminliantc, c Ihe descobre
A tenebrosa rrgio dos morios.
Tamueni all ao coraco ne falla
I'ina le ni lirain; i que p'ra m im nao morre,
A tempranea do amigo. K como a pgina
Do livro do Destino, o sello eterno,
Qu'inda conserva um noiuc abencoado
Quantas praicres ao nascer de um fillio!
Quantos cuidados para o pai que vela
Na sua educacao Apenas surge
Doce fruto d'amor, crescem desvelos;
K na estacan da fresca mocidade,
Sao as caricias os primeiros termos
Desta lingoagem que nao tem refllios,
Que lie iiin.i como o co. liicamiiilia-l'a
Pelo trillio da solida virlu.le,
Cuia-l'a pela nio, moslrar-llie a senda
Que vai gloria, que o dever prescreve,
Kis o ofricio d'um pai, que nutre n'aima
O desejo do bem na vida incerta.
A sincera eipressaodo lenliiuenlo.
Salics qu'eu fon fiel, que nao despreso
A lei da gratldao, suspiro egetno,
E sempre hel de geiner, curvado pena.
Que o meo pello retalha e dilacera.
Vive na gloria. Peregrino, errante,
Ku passaret na Ierra, einquaolo arrastro
Este manto do exilio afadigoso.
Ao menos, levante! un leslemunho.
Que mais talla por niim a voz solemne
Do mcu pobre alade eu hora extrema.
E o que te dlrel eu, presado amigo ?
T, desvelado pal, que viste o Albo
o Instante do morrer.que Ibe fallaste
Na lingoagem de dor, quaudo em seus olhos
Desmaiava o crepsculo da vida, .
Eogeltars a fnebre bomeoagem,
Que val unlr-se s lagrimas que choras ?
Nao este canto incerra o que Dio pode
Siimir-se i luz no imperio dos finados;
Urna saudade !... urna saudade amarga '
Uoje no mundo que prazer encontras?
O painel da fatal melancola,
E a cada passo a iruagem qu'inda volta
Dos escuros umbraes da elernidade.
Eases, que ficain, melindrosos fruclos,
Pdem ser lenitivo angoa inleosa.
Mas ah .' lalves (fue ne lies ae despert
O duro sotfriinento que te opprime /
Elles mesuios tan puros, innocentes,
Fazem volver a cada psso a idela
D'aquelle que morreu, quejas no tmulo.
Ah I quantas vezes no brincar da Infancia
Par* o i mio sorriam... que nao vive,
Nem jamis voltar para aflaga-l'os!
Aquelle lillio, o emprego de tros olhos,
Aquella esp'ranca que iugio lao cedo,
Aquelle arbusto que inurchou na Ierra,
Deixou rrcordaces que nao se acabain.
T me condeces eu naosou fingido;
Como ao ten lilho m'insplraste n'aima
O amor das lettrae, e me desle o ensino.
E quando te vote slngelo canto,
Fructo do imaginar que a juventude
Excitou em mlnb'almaao primo adejo
lia poesa, quem dissera, ao menos,
Que'inda lias aras da amiade santa
Eu devera chorar, que ao p d'um tmulo,
E de amigo to cbaro!... ah qu'eu nao posso,.
F.is a miuha lingoagem verdadeira',
Que vai como un suspiro mavioso
Ligar-se aos leus, ao pranto que derramas. ,
Recebe-o como voto verdadeiro
D'essa amitade que me uni p'ra sempre
A'quclle cuja parda irrrparavel
llnje lamen (as. Ilumrnageui pobre,
Mas que tein para ti grata harmonia,
Como o echo de lgubre floresta.
Como a sombra da noite pavorosa.
Recebe, amigo, a InspiracSo profunda,
A ininha dr, as lagrimas ardentes,
Que a fricsa da campa as nao aecera !
E quando urna s flor brotar no ermo,
Em torno do jazigo, ahi tens a piova
Dos entunemos que por ti me agitain.
He a flor da saudade que nao murcha;
Eu a deponho no lugar sagrado.
Perdeste uui lilho.... a pena te lacera.. .
tas ha quem te compr'enda e le acoiupanhe.
No longo suspirar, quem au s'eaquire
Ao culto d'amizadc sacro-santa.
mmmmmammmmmmmmmmmmmmt
Garoe-secca Nao houveram entradas.
O deposito he pequeo.
Cabos de Cairo-Venderam-se de 20,000 a
39,000 rs. por quintal
CarvSo de pedra I tem de 10,000 a H.ooo rs-
por tonelada.
F.nxadas dem de 450 a 480 rs. cada
urna.
Farinha de trigo Som alteracBo dos ltimos
precos.
FolhisdeFlanJ. Vendeu-sn de 21,000 a 93f
rs por caixa.
Toucinbo dem a 6,000 rs. do de Lis-
boa.
Vinagre- l lem de 54,000 a 70,000 rs.
por pipa.
Ficaram no porto 83 embarcares, sendo
2 americanas, 1 austraca 46 brasileiras, 1
dinamarqueza, 4 francezas, t hamburgue-
la, 14 inglezas, 1 napolitana, 5 portuguezas,
2 sardas e 6 suecas.
ilovimento do 'orlo.
Navios entrados no dia 16.
Parahiba 12 horas, hiale nacional Exalac'io,
de 37 toneladas, capito Jos Duarte de Sou-
za, equipagein 4, carga toros de mangue.
Passageiros, Uenrique de Souza Mafra.
Rio-de-Janeiro 17 das, galera franceza, l.e-
Vaillant, de 600 toneladas, capito Horondoi,
equipagein 31, carga Jacaranda, caf e mais
feneins Ve tu refrescar. Fiiudeou no
.ameirao viudo o capito trra.
Glascow 02 dias, brlgue inglez ilagnel, de
122 toneladas apitao William M. Grcdie,
equipagein 7, carga faienda, a Ridgivay Ja-
inisson & Ci
Observaras.
Levan tou ferro do Laiuelro para o Mosquei-
ro o brigue sueco Active.
Seguio viagein do l.ameiio a barca inglesa
Bilkar-ilm
Navio mirado no dia 17.
Ilha da Assumpco 9 das, brigue inglez Ro-
sad', de 230 toneladas, capito tilomas May,
equipagein lo, em lastro; a Calnioul fe C
Fuudeou no Lamelro
Navios sahidos no mesmo dia.
Gibraltar Polaca napolitana Hara,xapllao
C. Searpat, carga assncar.
Stockolin i itriguc sueco, Frihelen-N.-P.-Fri-
dir, carga) aasucar. Fundeou no I.-iinei-
rao,e no'eguio viagein por nao ler tripola-
[o completa.
Observatso.
Existem a vista cinco embarcaedes, nao se
sabe as naedesa que peftencem.
Itecife, 28 de fevereiro de 1850. o en-
gfmheiro do termo do nocir, Jos Mamede
Alvos Ftrr*ira.
0 lllm. Sr. Inspector da Ihesouraria de
fazenda desta provincia manda dar pefeli-
cidade & circular abaixo.n. 3 de 43 de feva-
rtiro prximo passado, declarando qttala
moda que se deve receber as eslarjOrs
puhlicss.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de
Pernambuco, iede abril de 1950 -No impe-
dimento do o llicial-maior, Antonio f.ulz do
Amoral o Silva.
Circulaur.-N. 3 --Joaquim Jos Rodri-
gues Torres, presdeme do tribunal to the-
souro publico nacional, para removor a du-
vida occorrlda em algumaa estaoOos publi-
cas, sobre dever, ou no receber-se nellas
moda estrangeira depois da publicacilodo
decreto de 28 de julho de 1849, declara que,
as esUcoes publicas, s te deve receber
moda de cunho nacional, visto que o de-
creto de 98 de novembro de 1816, que au-
torisava o recobimento de algumaa mo-
das de ouro e pratra, flcou derogado
nessa parte pelo mencionado decreto de 28
dejulho.
Thesouro publico nacional, eos 13 de
fevereiro de 1850.Joaquim Jos Rodrigue
Torres. Conforme, Jodo Marta lacobina.
Declaraijoes.
Eis do meu coraco a voz Ingenua,
Possa a Retigio ser teu conforto.
/
Rccife, 11 de marco de 1850.
Pelo seu discpulo e sincero amigo,
Antonio Hanget de Torres Dantleira.
CmtEClO.
Se boje nao vive o carinhoso amigo,
Devo acaso esrpiecer que o pai pr-irlente
Cumprio, fiel, deveres tao sagrados?
Ol! jamis o farei! Foi elle uiesiuo
Que pela mo seguro o conduzirA
Ao templo da sciencla, quem ihe dera
A precisa instrueco, iniciando-o .
Nos segredns da sa philosophia.
O novo arbusto llnreceu singelo :
Um prospero futuro j de longe
Llie acenava na vida, como ao nauta
Acea o porto, apoz longa viagein.
Ah/ quautas vezes, folheando os livros,
Onde o saber sollicito beber,
O boui amigo atiento meditava,
Ebrio da gloria que reluz as letlrai:
E quando mais o espirito subia,
Investigando os magestosos quadros
Da vasta nalurea, quando os vos
Da frvida raso mais se alongavam,
Vcm a docnca, c dissipnu-lhe austera
Os alemos vitaes Tyranna inorte!
Por que sem custo Ihe embargaste os passos
Na bullanle carieira que segua ?!
Por que chegaste, c, destechando o golpe,
Roubaste ao coraco d'uin pai cuidoso
seu amor, seus extremos de ternura,
E Ihe inibebesle o pendrante ferro
Da insnpp irtivel dor, que he sem limites ? !
K's um bem, mas que monta?... quaulos males
Envolves tn'essa hora de marlyrlo?
Quanta consternaco! quantos desastres!
Ah drsses olhos que ind'h pouco o viram,
yuenellesc fitaraiu, conleinplando
O surgir d'uma llor esperancosa,
Quantas lagrimas correm fio a fio !
Quantos solucos! quantos ais pungentes
Despedaco essa alma onde s'rncrrrain
Os atcelos de pai! Ah que eu nao posta
Qucbrar-te o sceptro e arrebatar-te a presa I
Inda te vejo, abencoada sombra,
Voltear no sepulcro! e.n turno aos quadros
Da funrea jaiida, cu vou sentar-ine;
Jamis te esquecerel : t s a iinagem,
Que ante os meus olbos rpida se ostenta.
Vas que nao foge a se esconder no olvido.
Se te aniel n'esle mundo, inda conservo
Tua lembranca escripia no mcu pello.
Vai cumprir leu destino, eu fico ancioso.
Orando so por ti, vertendo aQlicto
O tributo cm que a dor se drsafoga.
Mcu companheiro d'iuiprobas fadigas '.
Meu amigo iiei! Eis teu repoiso.
Aspiravas gloria ; e que mais queres ?
Ella te he dada na inanso dos anjos,
Onde podes gozar prazer supremo.
Trevas da noitc! nao turbis minh'alina.
Quadro da inorte tuas negras cures
Nao mcaterrain jamis. Vencendoafoito
U longo esparo que de ti ine afasia,
Eu vim como o rumen o que procura
A cruz do ceiuiterio, e nao recela
Abracar-sc com ella, humildemente,
No jaiigo da paz e do silencio.
T nao vives, Emilio?!... masque importa?
Vive o teu nome impresso na memoria,
Que o niarmore da campa nao consume.
Fui teu amigo e satisfis meu voto
Agora mesmo a candida amizade
Nao a'cnvegouhj de cabalar saudosa
ALFANDEC.A.
Itendimento do dia 16.....11:036,658
Descarregam hoje 18.
Escuna Tentadora mercaduras.
Barca portugueza -- Bracharense dem.
Brigue inglez Arabella bacalho.
Calera ingleza --Seraphina mercaduras.
Patacho portuguez Abreu-I lagedo.
Iliatc Amelia fumo, oleo e charutos.
Brigue uacional Ilomlesus mercaJo-
rias.
Brigue inglez Emtna mercaduras.
IMPORTACAO.
Emma. brigue ingles, viudo de San-Joao,
entrado no correnle inez, consignado a James
Crabtree & C, manifestnu o seguinte :
2,5(10 barricas de bacalbo; aos inetmos
consignatarlat.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 10.....1:181,014
Diversas provincias...... 38,423
.DITAES.
1:219,437
EXPORTACAO.
Despachos martimos ni dia 16.
Gibraltar, pataca napolitana Mario, de 306
toneladas: conduz o seguinte:
>0I caixat, 1 feche e 1,500 saceos coni 17,628
arrobas de assucar
Canal, brigue inglez Qucrn, de 224 tonela-
das* conduz o seguinte :
3.050 saceos com 18,250 arrobas de assucar:
Porto-Alegre, brigue nacional Plores, de 247
toneladas: condut o seguinte :
1,550 barricas com 10,545 arrobas e 5 libras
de assucar,30 arrobas de estopa de llnho, 1,550
cocos com casca.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 16..... 933,117
1'HACa DO RECIFE, 16 DE MARCO DE
1850. AS 3 HORAS A TARDE.
Revista semanal.
Cambios Fizeram-se transac(oes re-
gulares a 28 1|2 d. por 1/
ris.
Assucar- Os precos continuaram
1,000 rs por arroba, sobro
o ferro do encaixado ; de
1,950 a 2,600 rs. o embarri-
cado o ensacado branco; e
de 1,600 a 1,650 rs. o mas-
cavado dito.
Algodflo--------Entraram 473 saccas.Foi
muito procurado, e obteve
um augmento de 400 rs. em
arroba, porquanlo vendeu-
se a 5,600 rs. a arrobado de
primeira sorle, ede 5,200
rs. o de segunda.
Couros Continuaram a 102 2|3 rs.
por libra, dos salgados.
Azeile-doce Ha falta.
Bacalho 'I vemos tres carregamen-
tos, dos quaes desembar-
car m e fiii-din vendidos um
e metido de outro a preco
oceulto. O mercado est
sufcientemenle prvido,
tendo-se retalhado de 7,500
a 8,000 is. por barrica.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria da
zenda provincial, em cumprimentoda or-
etn do Exm. Sr. presidente da provincia de
oje datada, manda fazer publico que, no
dia 21 do correnle, iri a praca, perante o
tribunal administrativo da mesma thesou-
rari i, para ser arrematada, a quem por me-
nos fizer, a obra da continuacSo do caes de-
nominado Ramos, sobas clausulas especiaes
a Im ixo transcriptas, e pelo preco de ris
11:385,000
As pessoas que se propozerem a esta ar-
retnatacSo comparecen) na sala das sessOes
do sobredito tribunal, ne dia cima men-
cionado, pelo meio-dia, competentemente
habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria da fazenda
j^iucial de Pernambuco, 14 domarlo de
1850 O secretario, Antonio ferreira d'An-
nunciac'w.
Clausulas especiaes da arremalacto.
1.' As obras da continuado do caes de-
nominado Ramos sero feitas de couformi-
dadecotn a plaa e orcamenlo nrsla data
a presentados ao Exm. Sr. presidente da
provincia, pelo pieco de 11:385,000rs.
2.* Esta obra ser principiada no pra-
zo de dous mezes, e concluida no de 7, am-
bas conforme o artigo 10 do regulamento
das arrematares de II dejulho de 1843.
3.' Os pagamentos da arrematarlo se-
r.lo feitos segundo dispon o artigo 15 do su-
pracitado regulamento.
4.* Todos os materiaes serihi examina-
dos pelo engenheiro antes do seren empre-
ados, e, approvados, lavrar-se-ha um ter-
mo em que assignarSo o engenheiro e o ar-
rematante.
5.a Para ludo mais que n3o estiver de-
terminado as presentes clausulas seguir-
se-lis inteiramenle o que dispOe o mencio-
nado regulamento de II de julho de 1843.
a Recife, 13 de fevereiro de 1850. O en-
genheiro do termo do Recife, Jos Mamis
Alves Ferreira.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria
da fazenda provincial, em cumprimento da
ordem do Exm Sr. presidente da provincia
de 6 do correnle, manda fazer publico que,
nos dias 18, 20 e 21, ir a praca, perante o
tribunal administrativo da mesma Ihesou-
raria, para ser arrematado a quem por me-
nos fizer, a obra dos concertos do caes do
Passeio-Publico e no do Ramos, son as
clausulas especiaes abaixo transcriptas, o
pelo prego de 1:98O,0O0 ris
As pessoas que se propozerem a esta ar-
rematado comparecam na sala das sessOes
do sobredito tribunal, nos dias cima men-
cionados, pelo meio-dia, competentemente
habilitadas.
E para constar se roandnu afiliar o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria da fazeoda pro-
vincial de Pernambuco, 7 de marco de 1850.
-- O secretario, Antonio Ferreira da Aunun-
eiaedo.
Pela segunda seccSo da mesa do con-
sulado provincial se annuucia a lodos os
conectados para pagarem o imposto de
12,800 rs., creado de conformidade com o S
14 do artigo 38 da lei do orcamenlo n. 244
de 16 de junhode 1849, que se est arre-
cadando passivamente pela dita secco se-
melhante imposto, 'desde Janeiro do cor-
rente anno ; e que, linalisjdo o prazo mar-
cado pelo regulameoto do Exm- Sr. presi-
dente da provincia de 12 de novembro do
anuo prximo passado, se proceder exe-
cutivamente contra todo aquella que nSo
tiver salisfeito dito imposto.
Perante a administradlo do patrimonio
ios orplios se ha de arrematar, a quem por
menos fizer, o fornecimento dos medica-
mentos para o collegio dos orphSos, por
tempo de 3 annos, que I180 de ler principio
de 24 do presente mez em diente: as pes-
soas habilitadas que|quizerem fazer esse for-
necimento pdenlo comparecer na casa das
sessOes da mesma administra^SQ no dia 21
do correnle, as 4 horas da tarde. Secre-
taria da administragrio do patrimonio dos
orphnos, 14 de marco de 1850. ./o*> Fran-
cisco de Chaby, secretario.
Carlas seguras, vindas ullimimentedo
Rio-de-Janeiro, para os Srs. Antonio Car-
los Marques da Silva, Antonio Carlos Ro-
drigues, Bemardino Antonio de Miranda,
Francisco Carlos BrandSo, Jesuino Jos
Tavares e Joaquim de Albuquerque Mello.
Vende-se um moleque del6 a 18 an-
uos, de bonita figura e sem achaque, o qual
cozinha o diario de urna casa com multa
limpeza: o motivo por que se vende ae di-
r ao comprador; na ra Praia, armazem
de carne secca, n. 12
Clausulas especiaes da arremataedo.
1 .* As obras do concert do caes do Pas-
seio-Publico, o no do Ramos serfio feitos
de conformidade com o ornamento nesta
data apresenlado ao Exm. Sr. presidente da
provincia, pelo preco de 1:980,000 rs.
2.' Esta obra ser principiada no prazo
de um mez e concluida- no de cinco mezes,
ambos contados em conformidade do artigo
iodo regulamento das arrematares de 11
do julho de 1843.
3.a Todos os materiaes sero examina-
dos pelo engenheiro antes de seren empre-
gados, e approvados lavrar-sc-ha um tormo.
4.a O pagamento da arrematado ser
feito conforme determina o arligo 15 do
supracilado regulamento das arremata-
(Oes.
a 5.* Para luJoque nSo estiver determi-
nado uas presentes clausulas, seguir-se-ha
inteiramenle o que dispOe o regulamento de
II de julho de 1843.
Publicitario religiosa.
Sabio luz um livrinho com o titulo de
DEVOTO CIIRISTAO,
o qual conten a doulrina christla, breve
noticia dos misterios da misas, obras que
devem fazer o christlo, oraces para dema-
nhfla e a noite, dias para a conflssao e
communhSo, exercicios para cada dis, no-
venas das almas, assen^So do Scnhor, Con-
ceicio, Menino Jezus, Santo Anlouio, modo
do resar a eatacSo, breve emenda dos erros,
signaes de Christo, sentencas de plalos,
melhodo de resar o roza i io e terco de Nossa
Senhora. mysterios gozosos dolorosos, e
gloriosos, ladainha de Nossa Senhora, ora-
cilo de S. Bernardo, dita para pedir a paz,
responso de S. Antonio, eseada mystica,
imiaco dos juslos, suspiros pela gloria do
co, ele: vendem-se na livraria, ns. Ce8,
da praca da Indepen-eia, a 640 rs., em tneia
encadernacSo.
MI ''3
Avisos martimos.
Para o Rlo-de-Janero sabe, com a
maior brevidade possivel, o brigue nacio-
nal Sem-Par x para o resto da carga, pas-
sageirose escravosa frele, tratase com o
capitSo, Jos Joaquim da Costa, na praca
do Commerrio, ou com N'ovaes & Compa-
nhia, na ra do Trapiche, n. 34.
Para o Rio-de-Jsneiro
segu, com umita brevidade, o brigue bra-
sileiro S.-los, por ter parte de seu carre-
gamcnlo prompto para a sua completa
carga: quemquizer carregar, ou irdepaa-
sagem, e embarcar escravos a frete, dirja-
se a Gaudino Agostinho de Barros, na pra-
cinha do Corpo-Santo, n. 66, ou ao capito,
Jos Ramos de Souza, a bordo.
Para o Rio-Grande do sul seguem com
brevidade o brigue brasileiro Juno e o pa-
tacho Astrea : quem nos mesmos quizer
carregar, ou ir de passsgem, para o que
tem bons coxmodos, e mesmo para escra-
vos a frete : trata-se com Amorim IrmSos,
ns ra da Cadeia do Recife, n. 39.
Vende-se o patacho ameri-
cano Romp, de lote de t a6 tone-
ladas americanas, forrado de co-
bre, muito veleiro. e prompto pa-
ra seguir qualquer viagein : os
pretendentesjdirijam-se aos con-
signatarios, Henry Forster &c
Gompanhia, na ra do Trapiche,
n. 8.
Para o Rio-de-Janeiro saheno fim da
presente semana o palhabote nacional Ame-
lia : para o resto da carga, passageiros e
escravos a frele, trata-se com ovaesdc
Companhia, na ra do Trapiche, n. 34.
Para o Cear pretende seguir viagem,
at 30 do correnle, o hiate Novo-Olinda,
por ter j grande parte de seu carregamen-
to a bordo : quom nelle mais pretender car-
regar ou ir de passagem, se entender com
o mesmo mostr, Antonio Jos Vianna, ou
na ra da Cadcia-Velha, u. 17, segundo
1 andar.
MUTILADO


T^S
m
Avisos diversos.
i
Ao publico.
A mesa regedora da irmandade de Nossa
Senhore da Conceicfio dos militaros, alten
clendoa grande calamidade econstcrnacilu,
que reina na populacho desta cidade. em
consequencia das lebres," que grassam com
tanta intensldsde, e estando certa, que
esse mal smente pude ser altenuado, e
exlinclopela bondade do Ser Supremo, sem
llovida irritado contra os habitantes desta
provincia, em consequencia dos nosjos gri-
vissimos peccados, lem resolvido a referi-
da mesa regedora, apresentar no da 18 urna
prooissBo de penitencia, fazendo sahir a
milagrosa Imagem do Senhor Bom-Jesus
do* Navegantes da referida igreja da Con-
ceielo, a ser depositada na igreja da Madre
de lieos, donde sera conduzida em procis-
siio de lauaperenne para sua igreja, quan-
do, desagpravada a justica divina, cessaro
terrlvel flagello da peste; tendo um ser-
mSe na saluda da imagem, eoutronasua
chegada a dita igreja da Madre do Dos.
A mesa regedorra, pois, convida ao Kvm.
clero desta cidade, assim como a todos os
seus habitantes, e bem assim a todos os
Sra martimos e consignatarios de navios,
como iquelles que mais teem sido flagella-
dos da peale, a comparecerem para utn ac-
to tSo religiosoe educante no ditodia.
A prociasfio sahir meia noite : nflo p-
dem as sehlioras e meninos acompanha-la ;
e eayera a sobrad ta mesa que as senhoras
com seos Albos estejim nesla occasifio pros-
tradaa ante aeus oratorios a dirigir preces
ao Ente Supremo, c no colloquem-se as
varandas. como infeliz e abusivamente se
tem praticado.
fio dia 16 do corrale per-
dcu-se urna lera n. ii!>, sacada
por Joaquin Jos A Ivs, do Ma-
r nhSo, a pagar nesla praca a or-
demde Manoel Joaquim Ramos e
Silva, da quantia de i:o55,b3o
rs. sobre o Sr. Antonio Joaquim
de Araujo, e por este mesmo acei-
ta no mesmo dia 16, o qual j se
ach prevenido ; comtudo torna-
se a previnir ao mesmo Sr para
que a nao pague scoao a Manoel
Joaquim Hamos e Silva, que tim-
bem roga a quema achott de a en-
tregar no seu escriptorio.
A quem pertencrr urna caixinha de
follia, contandoalguma roupa senhora.de
ap parees atria do theairn velho, n. 30, pri-
meiro andar, que, dando os signaes, I he
ser entregue.
Precisa-se fallar a negocio de interes-
e com o irmSo dn finado Joflo de Freitas
Silva e AragSo, fllho desta cidade, e ou-
tr'ora morador em Macei, provincia das
Alagoas, aondefalleceu : na ra da Praia,
n. 35, segundo andar.
O abaixo assignado retira-so para f-
ra do imperio a tratar de sua sade, por is-
so quem ae julgar aeu credor queira com-
parecer para ser immediatamente pago, o
mesmo faz saber aos seus devedores para
pagareni promptament.
O doutor Vital do Oliveirt achando-se
restabelccido do incommodo do que foi
accommellido, contina a tratar dos doen-
les pobres da fre#uezia de S.-Aotonio, para
o que foi nomeado pelo Exm. Sr. presi-
dente.
o t)
(J Eu seria engrato se no patenteas- q
<3 se ao publico a grande gratidfio em
FS que eatuu para oom o Sr. Paula Car-
Q que eaiuu para oom o or. rauta (.ao
0 neiru Lefio; esae anjo, que destina- }
g? do pelo Creador veio salvar-me e j:
m restitulr-me'aoseiodo minha fami- ^
q lia, victima das febres reinantes, foi J*
X meu curativo entregue a allopathis, 5?
^ edediaemdia mais se avizinhava v
J* de mim a discarnada morte : depois O
jj dealgunsdias de padecimento, fui O
O mandado sacramentar e ungir. Pe- O
9 nelrada dedr minha chara mili, re- <)
O correa a homoeopalbia, e roandou
O chuar o Sr. Lefio, que ministrando-
Q medeu-me vida e zombou dos un- X
Q dicamentos allopathas. Aceite esse ":
t. Sr. meus votos do eterno reconheci- JJ
** ment, e crea que emquaiito eu fdr O
vivo, tem no abaixo assignado um
O verdadeiro amigo e criado grato o O
O obrigado. ~ Manoel Ferreira da Fon- <3
O itca Lira. 0
O O
0 abaixo assignado lendc o annuncio
inserido no O/ano de Ptrnambueo n. 6, do
dia sexla-feira, 15 do corrente mez e au-
no, mandado publicar poraua mulher, Anna
.Maria Kreme; o mesmo abaixo assignado
faz sciente ao respeitavel publico, que o
aviso feito por sua mulher he falso, he ca-
lumnia argida pela mesma, para enco-
brir a infamia que perpelrou na ausencia
do abaixo assignado, pois que tendo esto
sahido para o campo a tratar do sua sade,
por aeacbar doente, sua mulher adullerou
com l.ourenco Ferreira Alves, aponto do
estar vivendo com o mesmo de portas a
dentro, a face do publico, ficando com to-
dos os bense at toda roupa do abaixo as-
signado em seu poder, sem querer entre-
gar; pelo qual crime de adulterio o abai
xo assignado proleaU procurar o recurso
da leicootra amboa, pelo competente tri-
bunal : por isso avisa a todas as pessoas
que no facam IransaccOes algumas enm
a mesma sua mulher, pois se a fizerem se
tomaro nullas: e para que se nao chamem
a ignorancia, faz o presente annuncio.
Joto Krtme.
Perdeu-se, no dia 15, da igreja do Pa-
raizo at o porto da ra Nova, um lenco
bordado largo, e con a (Irma A. J. A. I. :
quem o achuu, dirija-se a ilharga do Trro,
casa contigua a toja de cera, que ser gra-
tificado.
Prccisa-se de um homem para tratar
de om pequeo sitio dentro desta cidade.
pela comida, alguma roupa, botica o ex-
cellente tralamento : no Hospicio, sito n.
8, de porlfio verde, junto da viuva Cunhar
Compra-se um carrinho de duas rodas,
cora coberta, e que seja inglez e bastaulel
leve : ua praca do Corpo Santo, n. 11.
O abaixo assignado relira-se para fra
do imperio a tratar de sua saude : quem se
julgar seu credor aprsente suas contas no
prazo de oito dias para sor enhnlcado. Joo
Eiipirantt.
0 abaixo assignado, como administra-
dor de sua mulher, filha do tinado Jos An-
tonio Alves da Silva, apressa-se a fazer sci-
ente a todos os devedores do casal do dito
Alves da Silva, que nfio psguem dividas al-
gumas ao Sr. bacharel Francisco Jo lo Car-
neiroda Cunha, perlencentes ao dito casal,
senSo quando o mesmo abaixo assignado
tambem firmar osrecebimentos, visto que
o inventario doa bens do dito Alves da Silva
est em andamento pelo juizo da primeira
vara do civil da cidade do Recife, caitorio
do eicri vSo Molla ( por engao em outro
annuncio se disse que era pelo cartorio do
escrivfio Baptisla ), ejtero lllm. Sr. juiz
mandado por senlenca proce lor a partilha
dos bens e por isso smente aquello herdei-
roque estiver autorisado por toJos poder
receber as dividas; do contrario, protesta
desde j o abaixo assignado haver palos
meios da lei d'aquelles devedores que paga-
rem sem autorlsaeio do mesmo abaixo as-
signado, porque a parte da heranca da mu-
lher do dito abaixo assignado, so elle an-
nunciante pode disprdetla, enSoosou-
tros lierdclros visto estarem descriptas em
dito inventario estas dividas, pela inventa-
rente ; alm disto se v, que pela sentenca
j publicada no Diario de 4 de margo cor-
rente, todos os bens do dito casal estilo le-
tigiosos, com a pena de sequestro, em con-
sequencia de estarem obrigados pela ox-
t neta sociedadequegyrousblirma deNiu-
va Alves da Silva & Filhos, da qual fui sucia
a mulher do abaixo assignado, anda em
lempo de solteira, e socio gerente o Sr. ba-
charel, cuja sentencia o obriga a dar contas
com a pena de sequestro em todos os bens
do dito casal, e nos do proprio socio geren-
te; assim, pois, obrando os devedores, farilo
um grande beneficio a mulher do abaixo
assignado, atim de n.lo perder toda heran-
ca que seu pai Irabalhou com o suor do seu
rosto. O msalo abaixo assignado faz o
presente annuncio porque o Sr. bacharel
nenhuma autorisafSo tem do abaixo assig-
nado para receber estas dividas, e smente
tem da sogra do abaixo asslgnado,que estao
ra por ella, se os dinheiros recebidos pel-
Sr bacharel passassem para o poder de sua
sogra e i'elles dsse contas, mas o contrario
tem acontecido. O mesmo abaixo assigna-
do desde j previne ao respeitavel publico
que todo e qualquer mal que possa soffrer
o mesmo abaixo assignado nesta cidade,
oh fra della, ser por causa do mesmo
abaixo assignado estar pelos tribunaes pug-
nando pelos direitos de sua mulher como
Ihe cumpre; e por isso partir smente d'a-
quelles que teeiii querido delapidar, e que
estilo de posse da fazenda do sua mulher,
vislo que outros inimigos o abaixo assig-
nado nfio tem, como he putilico e notorio.
Marcellino ot Lopes.
Francisca Maria da Assumpcflo decla-
ra que, no 13 do corrente, appareceu em
sua casa n. 4, terceiro andar do pateo do
Paraizo, urna pela de nome Catharina,
crioula, que diz pertencer ao Sr Marioel
Antonio Hozcrra, morador em Nazareth-da-
Matta ; por isso a annunciante avisa ao
mesmo Sr. que a mande buscar, caso a n.lo
queira vender, porque a annunciante n3o
se respors ilulisa pela fuga da dita escrava
Mana Antoinette Agla<) Tresse, avisa
ai publico que o Sr. l.uiz Concalves Ho Iri
gues Franca deixou de ser seu procurador
desde o dia 13 do corrente mez em diante
em qualquer papel, ou negocio tendentes a
annunciaiile que tenham aparecido.ou qual-
quer negocio feito pelo mesmo, ser todo
millo. Pelo prsenle agradece ao mesmo
Sr. Frane i as suas boas maneiral e servicos
prestados a anuunciante. '
Manoel Cardozo de Figueiredo vendeu
a sua taberna que possuia na ra do Viga-
rio, n. 15, por se retirar para fra do impe-
rio, e como se persuade nada dever a esta
praga; comtudo, se alguem so julgar seu
credor aprsente sua conta, no prazo de 8
dias, na mesma taberna, para ser paga,e
passandoeate prazo nSo se respoosabilisa
por mais cousa alguma.
Roga-se, por muito favor,
ao Sr. Bernardino Antonio da Cos-
ta de annunciar.a sua morada, ou
dirigir-se ra da Roda, ^n. 17,
i. andar, casa de Gaspar da Silva
Fres, para dar noticia e morada
de certa pessoa que Ihe vendeu
um escravo, da qual venda sua
mercfoi testemunba.
-- Aluga-seum bom e possante escravo
para armazem de assucar, no quoj est
pratico : na ra da Roda, n. 17, segundo
andar.
0 Sr. Luiz de llollanda Cavalcante de
Albuquerque, estudante em Ulinda, tenha
Amaro Jos Ferreira vfio ao Rio-Grande do [de Moraesl.ima, no largo da assamhle.a, ca-
norte, levando em su* companhis o seu ea- sa n. 8. *
cravo Benedito. Apessoo que Ihe faltar Ires ovelhas,
Msicas novas, ra larga
do RozaHo, n. 28,
iodo Vignes recebeu pelo ultimo navio vin-
do de Franca superiores pianos, assim como
muitas pecas novas de msicas, como ron-
dos, fantasas, varales, valgas, quadri-
Ihas, polkas, methodos, msica de canto-;
ria, entre as quaes as novas lembrancas de
Pernsmbuco, poesa de um dos mais dis-
tinclos Pernambucanos, com ricas estam-
pas, todas apropriadasaos sentimentos das
pecas pelos aeus autores, duas missas em
partitura o um encllente fagote.
Prccisa-se lugar um preto : na ra da
Cadeia de Santo-Antonio, n. 13, na loja.
Quem liyrpara alugar urna escrava
que saiba cozinhar o diario, engommar al-
guma cousa e fazer todo o aervico interno
e externo de urna casa, dirija-se a secreta-
ria da polica, a fallar com Antonio los de
Freitas.
Precisa-se de urna mulher para ama de
urna casa de homem solteiro, porm, alm
de reunir boas qualidades, saiba engom-
mar e coser perfeitamente : adverle-se quo
tem quem sirva nacozinha : na travessa da
Madre-de-Deos, n. 26.
A Violeta.
Sahioluzon. 6eacha-se a venda nos
lugares docoslume, assim como os nme-
ros anteriores.
O abaixo assignado, captfio da barca
portugueza Braehareme, surta nesto porto,
avisa aos consignatarios a a quaesquer pes-
soas interessadas no seu carregamento,
que tendo sido preso no da 8 do corrente
mez, n.lo Ihe tem sido possivel ira bordo,
arezar de ter sido sollo ; nem tomar pro-
videncia alguma sobre a conservar;fio e
guarda da carga, por nflo Ihe ser permit-
ido estBr a bordo da dita barca, pola pro-
hibicSo da polica ; e como quer que possa
haver extravo, avaria e b.iixa de preco
neste mercado, dos gneros que conduzio
o abaixo assignado, desde ja protesta para
que nio incorra em rcsponssbilidade al-
guma; e avisa por esta forma aos interes-
sadosnodito carregamento, cujos nomes
vfio abaixo declarados, para queprovejam
cerca do seu direilo, atientas as circums-.
Uncas que tem occorrido at a presente
data. Recife, 15 de marco de 1850.--ltdri-
go Joaquim Crrela.
0> Senhores. Manoel Antonio Vieira,
Jos da Silva Loyo. Francisco Alves da Cu-
nta, Angelo Baptisla do Naacmento, Anto-
nio Joaquim Vaz de Miranda, Francisco
SeverannoRabello & Filho, N. O. Bieber &
C., Antonio Francisco dos tantos, Antonio
FernandesThomaz, Miguel Antonio da Cos-
ta e Silva, Joaquim Itibeiro Pontes. Ma-
noel Ignacio de Oliveira, Jos Joaquim Po-
reira, Bernardino Francisco de Azevedo
Campos, Anlonio Francisco de Moraes, An-
tonio Connives Ferreira, Novaes & C lien-
to Jos da Silva Magalhfies, Mnnoel Anto-
nio Torres, Manoel Joaquim Ramos e Sil-
va, Antonio Marques Rodrigues, J. Francis-
co Cruz, Antonio Jos de Oliveira Braga,
Luiz Comes Ferreira, Jos Rodrigues Vel-
lozo, Elias & Tarrozo, Antonio Joaquim
Pereira da Silva, Joaquim Maria Ribeiro de
Andrade, Jos Monleiro de Sequeira, Anto-
nio Joaquim de Souza llibciro, Antonio
Valentim da Silva Barroca, I). Margarita de
Jess, Manoel Duarte Rodrigues, Vicente
Alves de Souza Carvalho,Francisco Ferrei-
ra Bailar, Jos Pereira da Cunha, Augusto
Duarte de Mura, Anlonio Marques Rodri-
gues, Antonio Francisco Rodrigues.
Jus Soares de Azevedo, professor de
lingoa franceza no lyceu, tem aborto na
ra do Qucimado, n. 29, sobrado amarello
primeiro andar, um curso do PIIILOSOPIIIA
e outro de INCOA FRANCEZA. As pessoas
que quizeremestudar urna ou outra destas
disciplinas pdem dirigir-se referida re-
sidencia todos os dias uteis, desdeas 7 ho-
ras da manlia at s 10, o desde o meio-dia
at as 6 horas da tarde.
sendo urna dellas mais pequea, dirija-se
aos A fugados, ao p da ponte, n. 6, que,
dando os signaes, Ihe serfio entregues.
Roga-se ao Sr. D. \V. Baynon o favor
de apparecer na ra da Cruz, no Recife, ar-
mazem ii. 62, que muito se Ihe deseja fal-
lar a negocio, e por se ignorar a sua mora-
da, be que se faz o presento annuncio.
Iiescncaminhou-se, do poder do abai-
xo assignado, urna letln da quanlia de
500,000 rs. aceita ha 3 mezes, om 18 de
tevereiro do corrente anno, pelos Srs. Fran-
ca & Irmfio, a favor do annunciante, coja
lettra Tica sem vigor algum, por j se ter
prevenido os aceitantes, e estes liaverem
nesta data passada oulrada mosma quantia.
Manoel Carneiro Lia/.
Furto. .
Na noite de 13 do corrente mez furtaram
no lugar da estrada nova, junio ao engenho
Poeta, um cavallo com os signaes seguin-
tes : gordo, cor rufa, 1 lobinho as clinas,
um carimbo no quarto esquerdo, sobre
cana em urna mfio, 1 joelho relado^ cauda
muito curta e repida, eslradeiro baixo e
tem dilTerentos marcas de ferro : roga-se
s autoridades e pessoas particulares que
delletivcrcm noticia, oapprehendam e le-
vem-no na Lagoi-Comprida, comarca do I.i-
moeiro, ou no Recife, ra do Crespo, loja
n. 16, que serfio gratificados do seu tra-
balho.
Precisa-se de um Portuguez, com pre-
ferencia filho das ilhas, que saiba traba-
Iharem sitio, para Imbalharem una no lu-
gar do Remedio : quem estiver nestas cir-
cunstancias dirija-sc ra do Crespo, n.
14, lerceiro andar.
Scgunda-feira, 18 do corrente, s 4 ho-
ras da tarde, na praca do doutor Juiz de or-
phfios, so ha de arrematar a taberna que foi
do finado Manoel Vilgues, na Ponte-de-
Ucha: os pretendenles antecipadamente
pdem ver os fun los que a mesma tem pe
lo escriplo em po ler do porteiro.
Precisa-se de um pequeo de 14 a 16
anuos para caixaiio de urna venda, o qual
d fiador a sua conducta : ero Fra-de-Por-
tas, n. 86.
Precisa-se alugar um preto para botar
sentido a urna pequea casa de campo : na
ra do Trapiche-Novo, n. 10, casa de Jones
Patn & Companhia.
-- \ii pateo da iiinli i/ de Santo-Antonio,
sobrado n. 4, tiram-se passaporlcs para
dentro e fura do imperio, despacham-se es-
cravos e correm se folhas rom a maior bre-
vidade possivel, e por diminuto preco.

Consultorio homoeo- %
pathico.
Ra do Trapiche, Hotel-
Francisco,
Compras.
Compra-se toda a qualidade de trastes
usados, e tambem se trocam por novos : na
ra Nova, armazom de trastos, delronle da
ra de Santo-Amaro, n. 59.
Compra-se ouro e prata sem fetio : na
na ra Velha, n. 54. .
Compra-se uma canoa de carreira, de
um s pao, usada, mas em bom estado, o
que seja maneira, de modo quo quatro e-
meos a possam transportar para qualquer
parte : quem tiver annuncie por esta Tulla.
Compram-se garraas vasias, a 60 e 100
rs. : no pateo do Carmo.'n^2, venda nova.
Compra-so um carro.dos que usam
para carregar genero fura da alian lega,
islo he, sendo novo, ou estando em bom
estado : quem liver annuncie.
Compra-se um preto de 20 a 25 annos,
que saiba cozinhar o diario de uma casa,
e que su afiance a sua conducta : paga-se
bem : na ra da Cadeia do Recife, escrip-
torio do corretor Oliveira, se dir quem
compra.
Compra-se um cabriolel no-
vo, ou que esteja em bom estado :
no Hotel-Francisco, a lallar com
o Dr Sabino.
Vendas.
Dirigido pelos doutores Sabino 0.1..
Pinho, J. A. Luz, e C. Chidloe.
Todos os dias, desde as 7 horas da
manhfia at as 3 da larde, pdem s,er <-.
procurados qualquer desjos Snrs. <
As consultas serfio recbidas por *
qualquer dos tres mdicos que se "*|
achar no consultorio. *":
As pessoas necesitadas continua- '
rfin a receber gratuitamente, todos <-
i_> os soccorros de qua precisaron!, a ^g.
'> qualquer hora do dia ; advcrlinlo <;
8> que, serfio soccorridos com prefe- * roncia, aqaellesque logo no prinoi- *
? pi" da molestia reenrrerem a ho-^
g^ mecopathia, sem haver tomado re- ^
C medio algum allopalhico. >=
> <>
tloao Vignes, rubricante
de pianos, ra largado
lo xa ro, n. 2 .i,
l>ieo de m mona.
Vcnde-se oleo de mamona ,
a 1,28o rs. a garrafa, e em porc5o
a 1,120 rs. : na ra das Flores,
n. at.
Vende-se um cavallo muilo grande e
gordo, proprio para carro ou sella, pois he
muilo passeiro : em Apipucos, venda do Ja-
cintho.
Vende-se, na loja de livros du ra do
Lrespo, n. 11. os livros seguintes: Cdigo
commereial portuguez ; Cuarda-I.ivros mo-
lerno; Hiccionario do Brasil, caro seu
atlas ; Grammaticas de Sevene e outras
terica e pralica; Historia sagrada; Me-
morias histricas ; Historiado Brasil; Si-
nopsis ; charm, philosophia ; Feiice, di-
reilo natural ; e oulros muitos livros para
academia ; Diccionario inglez com prouuiK-
cia ; Regrom, historia da philosophia ; Al-
manakde nutica; Telemaco; Euclides ;
l.acroix ; Ceographia ; Diccionario francez;
Fbulas de l.afontaine ; Ensaios sobre al-
guns sinnimos ; Virgilio-; Salustio ; Ho-
racio ; Tito l.ivio ; Selecta ; Cornelio ; F-
bulas ; Resposta do general Abreu e l.ima,
cor 500 rs. ; Poesas de Barros, por 640 rs.;
Meslre inglez Atlas de Simoncourt o ou-
tros ; Diccionario de fbulas; Rhelorica :
ludo mais barato do que em oulra qual-
quer parlo.
Vende-se nma canoa aberla de carre-
gar agoa com 65 palmos do comprmanlo e
'J.de largura, om muilo bom estado e mui-
lo bem construida : quem a pretender, en-
tenda-se com o proprielario desta typo-
graphia.
fabrica riquissimos pianos, de proposito
A casa innuiiciada no Diario de Pernam-] P'ra este paiz, os quaes teem todas as qtia-
buco, sita na ra da doria, tem de ser ar-
rematada no dia 16 no corrente, s quatro
a bondade de dirigir-se a ra do Brum, se-
guido armazem de assucar, a entender-se
oom Antonio Martins de Carvalho, a nego-
cio quo Ihe diz respeito.
Dfio-se 280,000 rs. a premio de um e
meio por cento, sobre hyaotheca, ou firmas
a contento : na ra Direita, n. 122.
-- Offerece-se um pequeo brasileiro
de Mannos, para caixeiro de venda, do
que ja tem pralica, o'qual d fiador a sua
conducta : quem de seu presumo se quizer
utilisar, annuncie.
Convidam-se aos irmSos da
irmandade de N S. do Terco pa-
ra reunio de mesa geral, terca-
fcira, i g do corrente, para se
proceder a eleico do procurador
geral, que se acba vago.
Jos Francisco da Silva relira-se para a
Borona.
Antonio Evaristo da Bocha embarca
para o Rio-Grande do sul os seguintes es-
cravos de nomes Guilherme.Celestino, Pau-
lo e Francisco, para serem entregues a Jos
da Silva Flores; e Luiz, de Maria do
Carino, no mesmo porto.
Dezeja-se fallar uma pessoa que che-
gou no vapor Paratnse a 14 desta mez, ten-
do vindo do serlSo do Urub, na Babia: an-
nuncio sua morada para ser procurada.
Quem annunciou querer comprar uns
brincos de ouro som feitio, procure na ra
do Mundo-Novo, n. 30.
Feliciano Joaquim dos Santos Jnior e
horas da tarde, a porta da residencia do
Sr. Dr. juiz do civel da segunda vara, na
ra Nova, por ser esta a ultima praca. <
OfTerece-se um rapaz portuguez, de
dado de 18 annos, para caixeiro dequrl-
quercasa do fazendas, escriptorio ou outro
qualquer estabelecimento. lem pralica tan-
to d'aqui, como de Portugal: na ra lar-
ga do Bozario, n. 39, se dir quem he.
Acha-sedespejado o sobrado de dous
andares da praca da Boa-Vista, n. 6: quem
o quizer alugar, dirija-se a mesma casa, bo-
tica de Ignacio Josle Couto
Na ra Nova, n. 37, loja de ferragens,
deseja-se saber se existe nesla cidade, ou
provincia, Manoel Rodrigues Vaz, lilbo de
Manoel Jos Vaz e sua mulher Joanua Fran-
cisca da Silva, do lugar de Castro, fregue-
zia de S.-Jofio da Ribeira, julgado de Pon-
la-de-l.ima, reino de Portugal, e caso j
nfio exista e haja pessoa de sua familia, ou
mesmo pessoa que d noticia dclle, ter a
bondade de apparecer na loja a cima; pois
que se Ihe ficara grato.
Precisa-se alugar dous pretos : na ra
da Concordia, n 12, refioacSo.
Aluga-se parte do piimeiro andar do
sobrado da esquina da ra da Senzalla-No-
va, n. 42, muilo arejado, e nfio he devacada,
por preco commodo, e que ho proprio para
pequea familia, ou homem solteiro, por
constar de uma grande sala, uma alcova e
cozinha.
D. Roza Prima Feliciana Calvfio, viuva
do fallecido Marcellino Jos Galvfio, faz
sciente aos credores do seu finado marido
que apresentem suas contas no prazo do
oito dias, contados da puldicacSo dste em
diante, para seren conferidas.
Diogo Paulo Gec faz publico que no dia
16 do prximo passado selembro, fura fur-
tado, na villa do Porto-Calvo, um seu ca-
vallo ruco, capado, gordo, cauda comprida,
com ferro no lado direilo. Este cavallo di-
zem que foi furtado por um tal Silva, o
qual seguio com elle para Pernambuco, pa-
ra d'ahi embarcar para a Baha. O annun-
ciante roga a polica que nfio Ihe d passa-
porte emquanto ello nfio entregar o caval-
lo. Este homem ho de estatura baixa e
cosluma andar de oculos.
Aluga-se o armazem do sobrado n. 23,
na ra do Sol i a fallar com Jos Cypriano
lidade reunidas com seguranca, elegan-
cia, e machinismo de sua invenefio, como
nfio tem appajecido, que nunca podem ra-
lbar ; as principaes qualidades dos pianos
do dilo fabricante he ter uma grande sua-
vidade, uma pcrfeila igualdadc a respeito
dos Sons, um teclado o machinismo fcil,
ou paia mclhor dizer intelligeuie psr
oxecular e reproduzir com facili lade e fe-
licidade as mais delicadas mudancas da
msica.
Chapeos de sol. Jft
Ra do Passeio, n. 5.
Ntsta fabrica ha presentemente um rico
sortimento destes objectos do todas as co-
res o qualidades, tanto de seda como 1
panninho, por precos commodos; ditos pa-
ra senhora, de bom gosto : estes chapeo-
sflo feilos pela ultima moda ; seda adamas-
cada com ricas franjas de retro/. Na mesma
casa se acha igual sortimento de seda e pan-
ninhos imitando sedas, para cobrir ar-
maedes servidas : todas estas fazendas ven-
den-se em porefio e a retalho i tamben" se
concerta qualquer chapeo de sol, tanto de
basteas de ferro como de baleia, assim co-
mo umbelas de igrejas: ludo por prego
commodo.
Mobilias de aluguel.
Alugam-se cadeiras para bailos eoflicios,
tambem se alugam mobilias a vontade do
alugador; na ra Nova, armazem de tras-
tes, ile'ronie da ra de Santo-Amaro, n. 59
Pedro Carlos da Costa Cabral, doutor
em medicina, chegado recentemenle a esta
capital, reside na ra da Conceicfio, so-
brado n 8, onde pode ser procurado a qual-
quer hora do dia, dando consultas gratis
aos pobres pela mandila.
Ovas do sertao
He chegado alguns pares deste exce-
lente pelisco : na ra do Queimado, loja de
ferragens, n. 14.
O G
q Alugam-se evendem-se as verda- r>
q deiras nixas de Hamburgo : na praca a
q da Independencia, n. 10, ao vollar q
m para a ra das Cruzes. q
O O
OOOOQ90000000 0G09
llilliclcs do s^io-Ue-
laneiro.
Aos 20:000,000 de ris.
NA BA DA CADEIA DO RECIFE, N. 24,
LOJA DE CAMBIO DA VIUVA VIEIRA
& l II lilis.
Pelo vapor Paraentt, entrado neste porto
no dia 14 do corrente, recebemos os muito
afortunados bilheles, muios e cautelas da
2 Loteiia a benoficio da fabrica de teci-
como a lista da 12.a
dos bem
trizes.
O

ss O
o u
-a 0)

*
> Q)
Si rs
das
ma-
Na praca da Indepen-
dencia, n. 59.
Vendem-se bilheles, meios. quartos. oi-
tavos e vigsimos da 2.* lotera a benefi-
cio da fabrica de teciiloi Na mesma loja
existe a lista da 12 das matrizes.
--Vende-se uma bonita escrava de An-
gola, propria para engenho, por ser mo?a
e robusta : airas do tbeatro velho, n. 20,
primeiro andar.
Vende-se um adereco, vindo do Rio-de-
Janeiro, por preco commodo, por haver
precisan : na ra da Cadeia do Recife, n. 48.
Vende-se uma das melhoros lujas de fa-
zendas, no Passeio-Publico, cuja armacSo
he toda envidracada : vende-se com fazen-
das aci ellaa id faz ld e qualquer
negocio : os prelendenles pdem dirigir-so
ao mesmo Passeio, loja n. 11.
Vende-se a venda da ra do Vi gario,
o 15, a tratar na mesma.
Vendem-se 200 ps de coqueiros, ou a
porefio que convier ao comprador, em bom
eslado de se plantar, a 200 rs. cada p -. na
ra do Queimado, n. 57
Vendem-se bustos de gesso represen-
tando fielmente a rainlia Victoria e o prin-
cipe Alberto; relogiosde ouro e de praia,
chegados ltimamente da Suissa : estes re-
logios que silo mili bem acabados, se tor-
nam muito recommendaveis a qualquer
particular, e adverte-se que ha entre alies
alguns que andam 8 dias sem precisaren!
descorda : na ra da Cruz, no Becife,; n. SS,


1 ....I J- ...
Vondcm-so 10 lindos moloques de 12
a 18 annos, sendo um delles ptimo cozi-
nheiro.e oulro coipnlhador; 8 prelos de
20 a 25 annos, sendo ura dellos bom sapa-
leiro ; 4 pardo?, sendo um delles bom co-
znheiro, e oulro ptimo sapaleiro; 3 par-
das de te a 20 annos, com habilidades; 8
uretas de 12 a 25 annos, com algumas ha-
bilidades, equo silo proprias para todo o
servico: na ra doCollegio, n. 3, se dir
quem vende.
|Rua doCollegio, n, O.jl
LOTERAS DO B10-DE- |
JANEIRO.
90:000^000
2.' DA FABRICA DE TF.CIDOS.
Pelo vapor Pnraense sahido do Rio- f;
de-Janeiro em 2 do corrente, vieran* a
bilhetes e cautelas desta lotera; bem 5
como a lista da 12.a das matrizes. M
I "mwmtmmm mmwwmm*wmm
Vende-seo novo mappa geographfco
de Portugal, em grande formato, gravado,
dividido por provincias, districtos, admi-
nistrativos e concclhos, conforme a ultima
leda divisSo do territorio, e colendo a
demarcado dos paizes vnhateiros no Dou-
ro e Bairrada, as estradas militares, todas
as trras e lugares notaveis, com designa-
do daquellas em que ha correio ordinario,
a escaladas distancias das Ierras princi-
paes entre si, o mappa dos concelhos e n-
meros dos fogos de que se compe cada
districto administrativo, correcto e me-
(horado em todas as suas especialidades,
segundo as alterares que tem liavido al
hoje : na ra da Cadeia-Velha, loja de li-
vros, de Cardozo Ayres.
Vende-se um panno inglez em bom
estado, por preco commodo : na ra Nova.
n. 35.
Vendem-se os melhores charutos ch-
gados da Baha, ha poucos das : na ra da
cdela do Recite, n. 48, casa de Augusto S.
i Corhett.
Aos amantes dos bons
charutos.
A nova fabrica, de charutos do Alcrro-da-
Boa-Visla, n. 77, junto a matriz, arabn de
checar um grande e variado sortimento dos
melhores charutos que teem viudo a este
mercado, de entre os quaes ido dignos de
especial meusilo os
Imperias-regalos,
Cavalheiros,
A fama-va,
Primores,
Senadores avista faz fe,
Encantos de la llavana,
Integrdade,
Imperaes-Archeiros,
Beja-Flor,
Venus,
Regala de S.-Felx,
Lanceiros,
Sena>lores-Boa-Fama,
Regalos e mimos de yaya,
Fluminenses,
Depb lados,
Imperiaes,
Regalos-de-llavana,
Quem-Fumar-Saber,
l.iberaes,
Archeiros,
Populares:
estes charutos, tilm de sercm fabricados
com fumo da mais superior qualidade, sao
fetos com a maior delicadezas perfeico,
porellesse vi> os progressos que tem feilo
a arte na provincia iia Baha : os bons fu-
mantes, dirjm-se a fabrica mencionada,
onde podero fumar bons e mais barato do
que em outra qualquer parte.
Vendcm-se amarras ae rmo: na run
da Sen/alla-ifova, n. 42.
Vende-se um mulatinho de II annos;
um moleque da mesrna ilude, milito sadio,
e que he propro para qualquer ofllcio : lu--
do barato, por ser de urna pessoa que tem
necessidade de liquidar: na ra largado
Hozarlo, n. 35, loja.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Santos na Baha
Vende-se em casa de N. O. Beber & C.
aa roa da Cruz, n. 4, algodSo trancado
daquella fabrica, muito proprio para'saccos
deassucar, roupa de escravos e fio proprio
para redes de pescar, por preco muito com-
modo.
AGENCIA
da fundicao Low-9loor,
HUA DA SENZALt-A-NOVA, R.$9s
Neste estabelecimento conti-
na a haverum completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenho ; machinas de
vapor, e ruchas de ferro batido c
coadf, de todos os tamaitos,
para dito.
Vende-se urna caixa da tartaruga, to-
da encastoada deouio, propiia [taia pre-
sente : na ra Volita, n. 5t.
Vende se, ou treca-se por casas ou es-
cravos, um sitio no lugar do Remedio, a
heia do rio, que divide com o sitio do Sr.
Manuel Claudio de Queiroz, em chos pro-
prios, com mr.il de mil palmos de fundo,
11,111 cerca nativa pelos lados, grande ca-
cimba de lijlo, boa casa com 4 quarlos,
dus salas, 2 despensas, copiar, cozinha fra,
quarto para prelos, dito para feitor, com
todas as alcovas e janellas envidiadas,
coqueiios, tamarinciros, excelleules ca-
jueiros, algumas larangeiras novas, um
parreiral de uvas moscateis cheirosas, ba-
nanciras prata e massiies, e outras fruas,
ludo dando ; tem as melhores proporces
para se fundar urna olaria, por lor excellen-
te porto e barro: os prelendentes entendam-
>e com o proprietirio, Victorino Francisco
dos Santos, na ra do Rangel, n. 54, das 8
horas da manhia as 5 da larde dos das
uteis,e nos domingose das santos, jio dito
sitio.
Vende-se um mulatinho, proprio para
aprender cilicio, ou para pagem : na ra de
S.-Amaro, D. 16.
Va na do Araglo, n. 4, tenda de mar-
ceneiro Detban, vende-se urna armacAo de
pinho, toda envidraeada, propria para iniu-
iie/as, por preco uiuilu cou modo.
'4'
Arco da Concei^ao,
o
o
n. h.
20:000,$000
2.'LOTERA DOS TEC1D0S.
Pelo vapor Paraente, sabido do
Jg nio-de-Janctro em 2 do corrcnle, _
'> vieram t-iihetes e cautelas desta lo- "
3 teria ; bem como a listada 12.- das O
O matrizes. f->
Fabrica de charutos na
ra cstreita do Boz2rio,
II. /.;>.
Aos amantes dos
20:000^000
Lotera do Rio-de-
Janeiro.
* Vendcm-se os muito afortunados
bilhetes da segunda loleria da fabri-
;_> ca de lectdos, cuja lista chegara no
i>
>
:->
&>
,>
O
i
C:
e
<-
c-;
<:
<3
primeiro vapor: na ra da Cadeia <~
iln llccil'e, loja de Joo da Cunta Ma- -^j
galhftea Kcia loja vi ndetam-sc
piemiosseguintes da 12.' lotera
Misericordia a saber :
5,862
^. 2,737
772
W
20:000,000
1 000,000
100,000
<:
<
<
Vende-se resina de angico, as lbrate
em pnrcao : na ra da Cadeia, loja de Joo
Jos de Carvallio Moracs.
Novo sortimento de a-
zendas baratas, na ra
do Crespo, n. 6, ao p
do lampea".
Vende-se cassa-chita muito fina, de bo-
nitos pudines, cores lixas o com 4 palmos
de largura, pelo barato preco de 320 rs. o
covado ; cassa franceza de quadros, muito
Tina, a 260 rs. o covado; riscadinho de lis-
tras delinho, a 240 rs. o covado; brim de
algodo de cores com listra ao lado e de bo-
nitos padrOes, a 320 rs. o covado; brim
pardo claro, a 1,500 e 1,600 rs, o corte de
iluas varas e urna quarta ; cassa preta com
ramagem branct para loto, a 140 rs. o co-
vado; zuarte de cores, com 4 palmos de
largura, a 200 rs. o covado ; dito azul com
vara de largura, a 200 rs. o covado ; risca-
do monstro, a 220 rs. o covado; chitas de
bonitos padrOes e cores fixas, a 160 e 180
rs. o covado ; chales de tarlatana, a 500 e
800 rs,; cobertores de algodfio america-
no, muito superiores, a 640 rs.
A bordo da brigue S.-]oi, chegado
prximamente, vende-se farinha de man-
dioca de superior qualidade, e por menos
preco do que em outra qualquer parte: os
prelendentes dirijam-se a bordo do dilo
brigue, fundeado defronte do arsenal de
guerra, ou ao Recife, ra da Cruz, n. 66.
A !#0OO o corle.
Vendem-se cortes de cassa-chita, fina, de
bonitos padrOes e com 6 varas e meia, pelo
diminuto preco de 2,000 rs. o corle : na
ra do Crespo, n. 6, loja ao p do lampeSo.
1 arelo novo a 5,500 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de trelo, chegadas no ultimo navio
de llamburgo : na ra do Amorim, n. 35,
casa de J. 1. Tasso Jnior.
Os melhores charutos de
S.-Felix.
SSo chegados os melhores charutos de
S.-Felix : na ra do Queimado, n. 9, loja.
Ovas do serian.
Vende-se este excellente pelsco na ra
do Queimado, n. 14, loja de ferragens.
Vende-se vinho do Porto muito supe-
rior, em barra de quarto e quinto ; farinha
de Irigo de todas as qualdadrs e em meias
barricas; retroz do Porto, prlmeira quali-
dade: panno e meias de linho; arcos para
barricas ; farinha de mandioca em saccas
grandes e a garnel a bordo da sumaca 1.-
S.-do-Carmo : ludo por preco commodo
na ra do Vigaro, n. 11, primeiro andar,
casa de Francisco Alves da Cunha.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ruado Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem de Lis-
boa, por preco minio commodo.
Arados de ferro.
Taxas para enge.ho.
Na fundicBo de ferro da ra do Brum,
caha-se de receber um completo sortimen-
to de tainas de 4 a 8 palmos de bocea, as
quaes acham-se a venda por prego com-
modo e com promptidjo embarcam-se,
ou carregam-seem carrossem despezaaao
comprador.
Teeidos de algodao tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-Santos.
Na ra da Cadeia, n. 5*2,
vencrem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de asiucar e roupa do
escravos.
Polassa da Itussa.
Na fundirlo da Aurora em S.-Amaro ,
arados de ferro diversos mo-
brini
B3||oq e ojunf'opB5|R0
Op f0| '61 "U 'OlUSUlMJAl'l opaj eu : op
-1, m ni' .) oiajd JO'l Vc.'h i ia,i ni,..) 'i piiaui
-uui.,11.1 op Bjqo spoi jeztj jvpuuiu ap b8
-ii.ue.iii.i isdiiioj utjssu : imiii|ii,is a utauoq
1-jimI s.iwpi|Bnb s'Bsapoi ap (oiedN SBIllll
-aut a souioaui ap soqiuiBdiisop o)iiauii)is-
lUn soiiMMiii a lliaiiiiii| einl 'z.i.iiii; i| OtJUZ
-oq ap saoindBs -si OOS'1 b'BJoquas Bjsd
oiajd ujiijs op soiBdes -gj ooo't 'oxij
opiud ap 'oJtsn| op saojEdus as uiapua,\
j oao*^ v
Vendem-se 4 lindos moleques ; -1 par-
dinho de 16 anuos, bom copeiro ; 3 prolasj
de todo o servco de casa; 1 dita para o
campo ; 1 prelo de 25 annos, muilo liel e de
boa Conduela : no paleo da matriz de San-
to-Antonio, sobrado n. 4, se dir quem
vende.
Vende-se um prelo mogo, robusto, de
bonita ligura, sem vicio algum e hbil para
qualquer servido : na ra do Uueimado,
loja n. 21.
A burdo da escuna Santa-Cruz, ancora-
da em frente do caes do Collegio, vende-se
sebo cm rama de superior qualidade.
-- Vende-se a melbor agu'ardcnte do
Frai ca ( | ale Brandy ) que tem vindo a es-
te mercado, em caixa de urna duza : na ra
da Cadeia do llecilVf, u. 48, casa do Augusto
S. Corhett.
O dono deste estabelecimento recebeu Vendem-se pilulll vegelaes de James
ltimamente um bom sortimento de fumojalarison, ja bem condecidas nesta provin-
para charutos, da melhor qualidade que ha cia : na ra da Cadeia do llecil'e, n. 48, ca-
na Babia, sendo de qualidade regala, pa- sa de Augustos. Corhett.
(ente, primeira e segunda sorle, que so f Venue-se una excellente carteira do 2
vende por pceo commodo, mesmo em faces, em muito bom e^ado e forte, propria
qialqucrpeso : tambem tem charutos li- para um escriptorio: na ra da Senzalla,
nos, com sejam: Tama da Oahia, viste-faz-| n. 42, primeiro andar, de manha aleas 9
f, quem umar-saber, regala de S.-Felix, i horas, e de larde das 3 at as 5.
baonetas-imperaes, cigarros de Manilha, o I Vende-se a labern da travessa do Se-
outras militas qualidades, que se a lia rica ri gado, n. 1, bstanlo afreguezada, o com
aos convpradores a boa qualidade e bara- poucos fun Jos : a tratar na ra da Assump-
tez.
Lotera do lio-de-~) l
Janeiro.
Aos 20:000,000 de rs.
vendem-se
dlos.
Vendem-se cortes de
(raneado branco de linho. a l.ooo
rs. ; (Jilos decores, a 8oo rs. ; di-
lo pardo liso de linho, a lao rs. o
covado ; cortes de laa e de meia
casimira, a 2,ooo rs. : na ra do
Crespo, n. 10, loja da viuva Frei-
tas Guimaraes.
Na ra do Queimado, n. 14, se dir
quem tem para vender urna preta de 20 a
22 anuos, de bonita vista, a qual C07nha o
diario de urna casa, com algum principio
de engommare lavar ; bem como urna par-
da de 25 annos, que engomma, lava e cozi-
nha ; um pardo de 10a 18 annos, de boni-
U (gura, proprio para pagem, por ser mui-
to esperto.
Ycndem-se dona pianos re-
cenlcmente chegados, por preco
muito commodo, para liquidar
coitlas, visto o dono relirar-se pa-
ra fra : na ra da Cruz, arma-
zem n. 48.
Vendcm-se garrafas com agoa de la-
barrsquc. recenlemente chegadas: na ra
da Cruz, n 48, armazem.
A 2.000 rs. o par.
Sapatos decouro de lustro para senhora
de muito boa qualidade, despachados hon-
tem, a 2,000 rs. o par; dito decordavo,
Vende-se superior potassa da Itussia, da
mais nova que ha no mercado, por preco
commodo : na ra do Trapiche, n. 17.
Farinha nova de S.-IIa-
theus, por pre^o mui-
to commodo :
vende-se a bordo do patacho na-
cional Jmizode-Constante, entra-
do recenlemente daquelle porto,
e Tundeado em frente da escadi-
nha do Collegio, ou a tratar com
Machado & Pinheiro, na ra do
Vigario, Ft 19, segundo andar.
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassBj
de boa qualidade, em barriszinhob
pequeos de quatro arrobas, por
pirco barato, cmo j ha muito
tempo se nao vende: nc lecile,
ra da Cadeia, armazem n. 13.
_-- Vendem-se bons queijos londrinos
ditos de pialo muito frescaes e de superior
qualidade, presuntos inglezes para Ham-
bre, ditos porluguezes para panella, Utas
com 2 e4 libras de mermelada, ditas com
bolachinha de Lisboa, ditas de sardinha, di-
las com hervilhas, frascos com conservas
inglezas, queijos de qualha viudos do Cea-
f, por barato preco, manas de toucinho
inglez de fumero.de 7 a 8 libras cadauma.e
oulros mullos gneros de boa qualidade :
na ra da Cruz, no Recife, n. 46.
Mtiendas superiores.
NafundicSode C. Starr & Companhiaf,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas
de canna, todas de ferro, de um modelo e
construc(9o muito Isuperor,
Vendem-se relogios patentes, tanto de
ouro como de prata ; trancclins de ouro e
prata; aunis de ouro: peonas de ouro
co.m canelas de prata ; abotoaduras de 011-
canetas de prata : ludo por preco com-
na ra do Trapiche, n. 44, arma-
---------.1 -LBgL'ggJ!!!_____^P
mais commodo do que em oulra qu alque
parle: na ra do Trapiche, n. 18, segundo
andar.
Vende-s um armacSo de charutos, na
ruaDireita, n. 32 : a tratar na de S.-Con-
lo, n. 43.
I efo> n 50
Vcndem-se dous escravos de boriitas
liguras, eque sSo bons carreiros ; 2 mole-
ques de 10 a 18 annos; 4 negrotas minio
lindas, que coscm e en^ommnm ; 3 escla-
vos de lodo o servii;o : na ra Direita, n. 3.
Vende-se, na ra das Cruzcs, n. 22,
u Na praca da Independencia, n. 3, que segundo andar, urna cnoula de 18 annos,
daila para as ras do Queimado e Crespo, j recolhida, e com algumas habilidades;
estloa venda bilhetes, meios, quarlos, oi- duasdilasqnitandeiras, e que cozinham e
tavos e vigsimos da segunda loleria a be-!lavam de sabilo ; um lindo mulatinho de
neficio da fabrica de ticidos daquella pro-113 annos, ptimo para pagem, ou para odi-
vincia. Na mesma loja est patente a lista ci.
da 12.' loteras benelicio das eonst'ucOes el Vendem-se pegas de madpol!Io com
reparos das matrizes daquella provincia. 20 varas, com algum loque, a 2,50i e 2,600
--Vendem-se dous consolse urna mesa rs. elimpoa 2,800rs. ,e varejado a 7 e8
de Jacaranda : tuJo com pedra e de moder- vinlens ; | ocas de chitas, proprias para es-Jguardaiiapos grandes, por preco commodT
110 goslo, por pret;o commodo: na ra do cravas, a 4,200 is ; ditas de nlgodozinhoj na ra da Cadeia do Recife, loja de Antonio
Vigaiio,n. 25, segundo andar. com20jardas, a 2,240 rs.; um fulo de fo-JJoaquim Vi Jal.
Vendem-se, na ra da Madre-de-Dos, lear formigas : por detrs do llieatro \o-l Vundem-sc 4 ac^Oes ds companhia de
n. 31, btalas francezas, a 600 rs. o gigo. lho, n. 20, rnmeiro andar. i UeLeribe : na ra do Crespo, n. 16.
1,440 rs e para meninas a 1,000 rs.
Ateiro-da-Roa-Vista, loja n. 58.
farmelada nova,
viuda pelo ultimo vapor do sul, vende-se
atrs do Corpo-Santo, n. 66.
- Vende-se a 9.000 rs. a arroba de velas
de cuiuiiki, de multo lioa qualidade : na
ra da Florentina, n. 30.
Vendem-se capotinhos pretos de blon
de, por barato preco ; toucas de setim de
muito bom gosto, proprias para baptisa-
dos : na ra do Cabug, loja de miudezas,
do liuarle.
Chegaram novamente ra da Sen-
zalla-Nuva, n. 42, relogios de ouro e prata
patente inglez, para homem e senhora.
Vende-te picote azul, a lao
rs. o covudo ; cobertores de algo-
dao americano, a 600 rs. ; pecas
dczuaite da India, muito laro,
cun 24 covados, a 4,800 rs : na
ra do Crespo, n. lo, loja dj viu-
va Frcilas (iiiiii.niacs.
Vendem-se toallas de Cuimai.les, de
14 palmos de comprimento, e igualmente
ro
modo
zein.
Xarope do bosque.
i;it a mu CUSA.
p.\ao podendo de oulra maneira faier mais pu
blica a miaba gralidao pelo bom reiullado que
oblive de em pouco lempo e debaixo seui|iie
de tuna in eslarau, como a que tem sido enea
ltimos meiea, lempo cm que principie! a cu-
rar-me de urna enlermidade bastante grave
que j a mais de nove me jes a si,liria.
Una impertinente tosse que fe-me passar
bastantes noites sem quasi poder reconciliar o
mino ; naj obstante que'sempre estivesie em
uso de remedios nunca pude ver-ine livre de
lao alllicliva moleatia, a conlinuaco da tost
acarretou-me outra molestia, que juntas cau-
saram-me tantos sollrimcnios, a tal ponto que
julguel limitas vezes o fatal termo de niinha
eiisteiicia, que era na occasiao da losse vl-
rem-tne votnjlos de aanguc ; vendo-me neasa
triste situafo pouco esperanzosa, ouvi fallar,
e fui aconsclhado que lomasseo xarope do bos-
que que se vende na ra do Hospicio, n. 40
nao Uve logo muito desejo de o tomar, quiz
ntiiiiriro ouvir o consellio de algum professor,
dirig- me a utn bem acreditado nesta corte,
espuz-lhe o estado de tuinha molestia, ouvio-
ne, edisse-tne que o meu mal tieceasitava ser
curado com bastante cuidado, porque era mo-
lestia que de em pouco tempo se tornara mui-
to inaia grave, perguntei-llic o que dizia do xa-
rope do bosque se teria bom, retpondeu-inc
que iesse uso delle, pois quejulgava-o mullo
convenirme para ininli.i cura ; dirigi-me im-
nieiliaiainenle tobredita cata da ra do Hos-
picio, n. 40, compre! urna garrafa do dito xa-
rope, attim que cheguei minha casa toturi
urna die deste sempre precioso remedio, por
mesmo na casa do professor terdritado em sua
pre-rnca urna porco de saogue, e muilas ve-
les live ettet ataquet as ruat e ein catat de
algum dos uieut amigos que te admiravain
como eu anda podia viver com semelliante
molestia ; continu! a tomar com a graca de
lieos-, e o bom elleito que produtio o xarope
do bosque, em menos de oito das ja nao dei-
lava mait sangue pela bocea, a toase j era
multo menos, j podia dormir soil'rivelinente,
continu! sempre a usar do xarope, nao precl-
sei mais do que duas garrafas dcale precioso
remedio para ver-mc perfeltainente bom tem
o menor iocoiniiiodo, e restabelecido ao meu
autigo etlado de sade do que poucas esperan
(as tinlia da recuperacao de lia, o que agora
poiso di/.er sem lisonja, que o xarope do bus-
que he um insigue remedio contra as moles-
tias do peito, pois que antet do uto di He com
neiihu'm dos que lomei acbel o menor allivlo,
|,or,111 com o xarope do botque achei o que
jutgava perdido, que era minha sade.
Ksta minha declararan fui frita de minha
mino livre voiilade. e ofl'erecda aos Sis. |nu-
Miido res do xarope do bosquc.para ser publica-
da da maneira que llies con viei,para que todas
as pessoas que tiverem a iufelidade de solre-
reni o que eu sofl'ri, taberem aonde ho de
"!:.i:' o allivio de teus males assim como eu
achei.
Rio ile-lanciro, JSdeoutubro de 1848.Ra
de slata-Cavallos, u. iii-l. 1. / Podtita.
Vende-sena ru dos Quarteit, n. 12.
Vendem-se ce res de cam-
braia pintada, muito fina, a 2.400
rs. ; dita fianceza, a 160 rs. o co-
vado ; prcas de cambraia bordada
de agullia, a i,>l,o is : na ra do
Crespo, n. 10, loja da" viuva Fiei-
tas Guimaraes.
Vendem-se lonas e brins americanos;
lio de a!_'i),in,) para coser velas e saceos de
assucar; encerados alcilroados para co-
brir cargas de assucar : tu lo por proco
Eg era vos Fgidos
40,000 rs.
0i*nb"il "si8Ddo offerece 40.000 rs. de
*!,* iVC*?So '<,uem Pe8ar e far ao ""B6"
nno Ptrapama-Novo, na freguezia do S.-An-
Uo. o seu escravo Joflo. que fugio no da
1 $ r*?areiro Proxioao passado; he crou-
0. de boa estatura, de 30 35 annos, to-
en-So, bem preto, cara abocetada : tem o
beieo inferior usa tanto cabido ; nariz cha-
lo, pernas Tinas, pea besa retios; levou cal-
Cas ejsquets de algodSo Iletrados, emsis
urna jaqueta de panno azul (loo, e duas ca-
misas de algodSozinho americano azul
descoufa-se ter vindo para esta capital. '
I'ndreJoJ Herculanodo Reg.
Em a noite de 98 do prximo passado,
fugio, da povoaco do Monteiro, da casa da
residencia de Uanoel Antonio da Silva aii-
lunes, a preta Msiis.do gento de Angola,
moca, de estatura e corpo legulsres, cor
preta, rosto aboceitsdo, falia bem o vulgar;
temos ps um tanto g rosaos : quem a pe-
gar leve-s a la da Cadeia-Veiba, n. 24,
que sea gratificado.
-,-Fugio, no da 10 do crranle, um ca-
brinha de f2 annos, de nomo FranoMco ;
levou Chapeo de palha, camisa de chita j
desbotada, calcas de riscadinho d linho ja
velha ; he bem parecido, secco do corpo,
olhotvivse bstanle desnquetoa; tem q
embigo quebrado; he natural de Oiinda ;
ro cria do fallecido Custodio Leal: descou-
fia-se quoande" mesmo por esta cldade, ou
na de Oiinda : quem o pegar leve-o a casa
de Ma noel I irmino IVneia, na ra da Con-
cordia, ou cm Oiinda, a Antonio Ferreira,
com venda defronte da cadeia, que sera
gratificado.!
Fugio, da casa de Joo I.oubel, na noi-
te c*e 14 do corrente, um prelo de nome
Joio, de nacSo Munhagen, idade de 25 an-
nos para mais, ps cambados, corpo magro;
tem urna coslu'a de taino por cima do na-
riz, e no meio da testa alguna caroeinhos,
uso de sua lena ; tem a testa cabida e as
entrtdss muito levantadas para cima, boc-
ea grande e foveira apparecendo nos bei-
cos; foi comprado a um l'orluguez que re-
sidi no Hotel-Francisco em 1849; descon-
fia-se ter embarcado para fra. Itoga-se a
lodos os cap tiles de navios que o nao rece-
ban) a bordo, e as sutoriddes policiaes e
capitSes de campo, quo o apprebendam e
levem-no ra do Passeio, n. 5, loja de
chipos de sol, que serSo gratificados.
Fugio, no da 8 do correle, do enge-
nho Barbalho do Cabo, urna escrava de no-
me Joaquina, de nacilo Angola, cor preta,
de 16 annos pouco mais ou menos, secca
do corpo, altura regular, be icos grossos,
hoces grsnde, com bstanlo era vos pelos
ps ; usa deapragates ; supoOe-se ter sido
seduzida por um caboclo de nome Joflo,
baixo, cheo do corpo, cor plida, de mais
de 20 annos, rosto redondo, pouca barba,
olhos pequeos, bocea grande. Roga-se as
autoridades policiaes ecapilSes de campo,
que a apprebendam e levem-na ao dito en-
genho, ou a ra do Apollo; armazem de as-
sucar, de Candido Lobo, que ser3o gratul-
es,los generosamente.
--Fugio, de bordo do brigue nacional
Sem-Par, vindo do Rio-de-Janeiro, um par-
do de nome Sabino, que representa SO an-
nos pouco ma is ou menos ; levou calcas de
algodo a/ul e camisa da mesma fazenda, e
bonete encarnado : quemo pegar leve- a
casa de Novaes & Companhia, na ra do
Trapiche, n. 34, que ser bem recompen-
sado
Fugio, no din 4 do corrente, um mula-
tinho de nome Thomaz, com cilicio de
maiceneiro, baixo, ebeio do corpo, cabello
cacheado, poim corlado: quem o pegar
leve-o aoAlerro-da-Roa-Visla, n. 34, ler-
ceiro andar, que ser recompensado; assim
como se protesta contra quem o tiver uc-
cullo.
Atiencio!
Fugio, do engenho Marsgy-d'Agoa, um es-
cravo crioulo, de nome Fsusiino, de 22 an-
uos pouco mais ou menos; foi comprado
em (".nambira, na provincia da Parajtiba, a
Jos Rodrigues llamos; (cm os signaos se-
guintes : cor um pouco fula, cara redonda,
bons denles, corpo reforjado, altura regu-
lar, ligeito em suas accocs, sy stema de fal-
lar pouco; levou carniza de madapolSo,
cuica azul, chapeo de palha ; lem os dedos
grandes dos ps virados um pouco psra
dentro, julga-se que ira para a mesma co-
males de Cuartbira, dondo he natural:
quem o apprehender, leva-o aodito enge-
nho, no termo do Rio-Formoso, ou ra
do Vigario, armazem deassucar de Tito o;
Companhia, ou ra doCollegio, casa de
Francisco Tavares de Lims, n. ti, lerceiro
andar, onde se paguSo as despezss e se re-
compensara com generosidade.
Fugio, do engenho I'indoba, da fregue-
zia delpojuca, em uiaado prximo passado
mez de fevereiro, um escravo de nome Jo-
s, cotn os signaesseguinles : altura regu-
lar, cor ponen fula, pernas finas, ps *;s-
Ihetados, falta de um ou dous denles na
frente do queixo do cima ; he de Angola ;
levou csl^a parda, um colete prelo e cha-
peo dito, tudo isso j vellio. pode bem ser
que elle ande escondido por Oiinda, onde
j urna vez foi preso cm oulro lempo. Os
appiclicndedores conduzam-no ao dito en-
genho I'indoba, ao seuseuhor I ourenco de
Sa e Albuqucrque Jnior, ou ao engenho
Cuararapcs, que ser.lo bem gratifica ios.
No da 15 do corrente desapparecetj um
moleque de nome AbrahSo, da Losla, de 14
anuos ionio mais ou menos, da ra do
Hospicio para o lado do Puntual, com os
Mgnaesseguiules: calcado brim traucado
com lislras miudas azues ja desbotadas, ca-
rniza de algojfio trancado, cara chala,
olhos papudos, com lodos os denles, com
urna cusidla mais alta que a outrs, corpo
i'inzeiitu, com muilas samas j stceas, s
e lornozelos grandes : roga-^e a todas as
autoridades policiaes ecapilues decampo
de qualquer parle que o dilo moleque baja
doapparecer, de o pegar o leva-lo a ra do
Hospicio, n. 42, que *er3o generosamente
gratificados.
IBN. :k prrp. de m. he rAtu.- i80


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