Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06887


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Full Text
BMMMM>K*
Anuo XXVI.
Sabbado 16
FAUTIDAS DO* OOBBXKM.
Goiannae Parahlba, aegundas eacatas feiras.
Kio-Gi ande-do-Norte, quintal feiras ao mrin-
dia. *
Cabq, Scrinhaem, Rlo-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no I.*, a 11, e 21 de cadamez.
Garannuns e Bonito, a 8 e 23.
' Boa-Vista e Florea, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feira*.
Ollnda, todos os dias.
i>... jiiiiiii'Mi "laaaa
PuiSIS DA LM.
Primelra as
Segunda as
irauu&IOB.
/Mlng. a 5, s 5 b. e<6ra.da t.
Nova a 13, a 8 b. e.'.7 m. da t.
(Creso, a 12, s 1 h. e38 in. da w.
(Chela a 27, as 9 b. e 7iu.dat.
inctMiB DE BOJ.
(i horas e M minutos da manhaa.
7 horas e 18 minutos da tarde.


de Marco DAS da SEMANA.
11 Seg. S. Candido. Ker. pira os neg. forenses.
12 Tere. S.Gregorio. Aud. do chae, doJ. da I.
v. do civ. e do dos feitos da fasenda.
13 Quart. S. Kufrazia. Aud. do J. da 2. v.doclvcl.
14 niiini. S. Malhildes. Feriado para os negocios
forenses. .
15 Seat. S. llenrique. Feriado para os negocios lo-
Por tres mezes (adi'anMdos) 4/00011(j ja^, (Jyrlaeo. Aud.da Chauc. e do J. da2. v.
Por seis meies .V. do crime.
Por um anno ,0J" 117 Doin. S. Patricio.
uaSMMMkBP
FBcqos DA srruscmpgio.
CAMBIOS mis DEMARCO
Sobre Londres. 28'/, d. por 1/000 rs. a 60 dias.
- Pars, 3i6.
of. -ionhc0aVh9c.p^nhCoes,:........ *|000 a fiOO
0"f- Mofda. deV^velhas.. jUGOO a uSSQO
de G*4oo novas.. 10#100 a 181300
: de4/)00.......... WI0. 8300
/Vala.-Paiacoesbrasileiros...... 1/3 Vg
Pesos columnarios....... 1/* a {**
Ditos mexicanos.......... ,8(?LL ,
PABTE 0FFIC1AL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 5 DE FEVEREIRO
OQicio. -- Ao commanilante das armas,
communicando que S. M u Imperador hou-
vera por bem aulorisar o presidente da Ba-
ha a conservar all o Dr. Pedro Carlos di
Costa Cabral, segundo cirurgiSo do corpo
de sade do exercito, emquanto osseus ser-
vicos rrem necessarios naquella provincia.
Dito. Aomesmo, inleirando-o de ha ver
S. M. o Imperador dignado-se de conceder
permissSo ao alferes do estado-maior da
primeira classe do exercito Francisco Ra-
phael de Meti Reg, para vir tomar asenlo
na assembla legislativa desla provincia,pa-
ra a qual fdr eleito depuUdo Scieiitiil-
cou-se o inspector da pagadoria militar.
Dito. Ao mismo, scentilicando-o d"e
terS. N. O Imperador concedido a demissSo
que pedio o brigadeiro Francisco Sergio de
Oliveira do commando militar da Iba de
Fernando deNoronha. Inteirou-se o ins-
pector da pagadoria militar.
:l)ito.--Ao mesmo, communicando qu,
segundo consta de aviso do ministerio da
guerra de 28 de Janeiro ultimo, no dia 9 de
otubro do anuo prximo passado fra as-
sassinado em marcha para a cidade de Cuis"-
bo piimeirotenerne dolercairo batallio
dearlilharia a p Antonio Correia da-Costa
Pimental, e no dia 23 do referido Janeiro
fallecer na corle o primeiro tenante do
quarto da mesma anisa Luiz Pedro de Mo-
raes Mosquita de Lamare. Scientificou-se
o inspector da pagadoria militar.
Dito. Ao mesmo, interando-o de ha-
ver-se ordenado que seguissem para esta
provincia a reunirem-se a seus corpos Cal-
feres do segundo batalhSo de fuzileiros JoSo
Xavier Pestaa e o capitSo Nabor Dellino
l'ercira do quarto dearlilharia a p, e para
sern convenientemente emprogadososte-
nentes do stimo batalho de caladores An-
tonio CaetanuTravassos, Jos Joaquim de
Souza e Beoedicto Jos de Barros Scien-
lificou-se ao inspector da pagadoria mi-
litar.
Dito.Ao mesmo, communicando que
S, M. o Imperador houvera por bom conce-
der tres mezes de licenca com sold sim-
ples, para ir ao ftio-Crande do sul buscar
sua familia, ao capitSo do terceiro bstalhilo
dearlilharia a pJos llodrigues de Olivei-
ra, que se (Cha na corlo Inteirou-se ao
inspector da pagadoria militar.
Dito. Ao director do curso jurdico de
Olinda, para que remella com a possive
tirevidade urna relacHo das aulas do colle-
gio das artes com declarado do numero de
alumnos quaas frequenlaraai no anuo pr-
ximo passado, aliui de ser enviada ao Extn.
ministro do imperio que a requisita.--
Nesleseiilidoolliciou-.se ao director do ly-
ceu, exigindo-se urna rulacSo das aulas pu-
blicas, tanto primarias como secundarias,
existentes nesla provincia.
Dito. Ao inspector da thesouraria de
fazenda, remetiendo as liliacies dos corne-
tas Vicente Ferreira de Sant'Anna o Manuel
da llora do .Nasciment Jnior, que fram
engajados para servirem no sexto batalhS
da guarda nacional deste municipio, afim
de que Ihes mande abrir assentametilos de
praca. Communicou-se ao comu.andante
superior respectivo.
Dito. Ao presidente do concelho de sa
luhridade. -- C.onstando-me que tem havido
didlculJade em achar-se pessoas que se en-
rarreguem de enterrar os cadveres das pes-
soas monas pela febre reinante no lazareto
da illi do Noijueira, e dos que para alli sao
conduzdos, resolvi fazer seguir para alli os
Africanos livres que se acham no arsenal
de guerra s6b a guarda de dous sollados de
artfices, aflrn de seren empregados em ca-
var as sepulturas dos que perecerem ; e re-
comoendo muiloaVmc. empregue todo o
seu zelo e actividade para que os doentes
sejamalli bem tratados,eos morios sepul-
tados inrttiediataoiente, cada uroetn sua se-
pultura, a qunl deve ser bastante funda.
\111e. far recomuieiidar pessua que se
acha encarreginla du bospilal toda a vigi-
lancia nos mencionados Africanos livres.
olciou-se neste sentido ao director do ar-
senal de guerra.
Portara. Para que o commandante do
brigue-eseuns Legaliade faca transportar
para a corveta iunuaria os sentenciados viu-
dos da l'srahiba, que se acham a seu bordo
com deslino a Iba de Fornando.
DEM DO'DI A Mi.
Ollicio. Ao commandante das armas, in-
teirande-o de ler S. M. o Imperador con-
cedido psssagem para o quinto batalhSo de
caradores ao primeiro cadete do primeiro
de fuzileiros Luiz Antonio Ferraz Juuior.
Dito --Ao mesmo, communicando que S.-
II o Imperador houvera por bem proiogar
uor In-S mezes a licenca de favor, com que
se acha na corte para tratar do sua saude o
alferes do quinto balall.So de fuzle.ros Joa-
uiw l-u.z Texeira Lopes Malheiro -Intei-
rou-se o inspeotor da pagadoria militar.
Dito.Ao presidente da relajo, scent-
ficando-o detersdo nomeado juiz mumei
pal edeorphans para o termo deTaruarii,
ltimamente creado por decreto n. 666 de
22 de Janeiro ultimo, o bacharel l.ourencn
"Frahclsco de Almeida Calanho.-Fizeram-si
es convenientes communicacOes.
Dito.Ao vigario da freguezia de Flores,
communicando que segundo consta de
aviso imperial de 13 de dezembro ultimo,
S. M. o Imperador houvera por bem conce-
der S. me. viiii anno de licenca para resi-
dir fra de sua parocina com vencimeoto da
respectiva congrua, e remetiendo a nota
da despeza a fazer-se com, a mencionada li-
cenca, afim de que mande satisfa/or a sua
importancia na thesouraria de fazenda.Fi-
zerarn-se neste sentido as convenientes com-
niuuicucoes.
Dito.Ao commandante do vapor Urania,
declarando que deve propor pessoa idnea
para substituir ao dispenseiro da barca de
seu co nmando Miguel Jos de Araujo, que
que falle, era tiontcin.
Dito.--A cantara municipal desta cidade,
recommendando haja de dar as mais termi-
nanlosordens aos respectivos fiscaes para
que sejam solcitos em fazorem enterrar os
animaes morios que muitas vezes se en-
contrara em estado de putrefacto, o bem
assim em remover os enlulhos c ironiundi-
ces dos quintaes das casas e de oulros luga-
res, que servem de corromper o ar em dam-
no da sade publica.
Portara.Demittindo o promotor publi-
co da comarca de Flores bacharel Jo2o de
Souza Iteis, visto nao ler at o presente
entrado em exercico.Expedram-se as
convenientes commuuicaces.
Dita.Nomeando o bacharel Joaquim
Eluardo Pina para o lugar vago de promo-
tor publico dacomarc de FIores.-Fizeram-
se as convenientes communicases.
Ditallemovendo o promotor publico de
Coianna,bacharel Francisco Perreira Freir,
para o Pao d'Alho.--Neste sentido fizeram-
as convenientes communicaqOes.
lua --Mandando passar titulo de promo-
tor publico do Goianni ao bacharel Antonio
drt Vasconccllos Menezes de Drumond.--Fi-
zeram-se neste sentido as communicagoes
necessarias.
PE NAMBUCO
CONCELHO CEIWL DE SALUBRIDAD^.
H A. I* I' \ dos doentes tratados na enferma-
ra estrunqeira do hospital provisorio da
ilha do Noijueira do dio 25 de Janeiro ao
ultimo de fevereiro de 1850.
1 iniii"isr--"r"-"- -a""
MAPPA dos lenles tratados na enfermarla brasilr.ira do liospiUil
lirovlsorlodallha do Noeueira do da IS de Janeiro ao ultimo de
fevereiro de 1850.
NATURA-
LIDADES.
N O M E S.
Oliservaces.
Sardo
NOMES. r 9 2 5 E OliservncfKS.
f *
" s U
Constant Groschet. . 1
Alexandre Sinten. 1 No diasegunite.
San Redgnar. . 1 x
M.ilt (.'allemure. 1
0. Srjvert. 1
i. Slurli 1, k. 1
Isa.0 Hockelev. . 1
K. Wilsou. 1
I'".d. Huid . 1
Ab Mourant. 1 dem.
H. GrostatT 1
I." Le Fenre. . 1
5. Scheppers. . 1
Watsou Whlt. . 1 dem.
In Sinit. . 1 dem.
Airied. Unisn. 1 dem.
I'rancis Evans. 1
Thomas Porler. 1 dem.
Thos Richardson. 1 dem.
Jeremiah Kceve. 1
James Ferguson. 1
lid. Lainpdon. 1
wiii. Defervey. 1 dem.
Mur Murphy. . 1
Velti Ilollieiu. . 1
D. Sheigthton.. 1
Wiii. Pearce. 1
San arkenrie. 1
Fe Marchard. . 1
Willian. . 1
Thoui. Seblem. 1
HlllMI. SC.1I y. . 1
Thoui. Ilullun. . 1
James Ileroui. '. 1
[zaac Voltercll. 1
Peter .'ason. 1 -
Roberto Mcholsa. . 1
-anuid Sai.ds. . 1
Thos Sivvart 1
Joseph Rnph. . 1
Willian Herkel. 1 1
James Munay. . 1
I'cicr Ji lioiisoii. 1
Jacob Doubie. . 1
James Eylon. 1
A odre Itaronton. 1
Wilhehu Uanspeper. 1
Marck Kiiueel. . 1
Ciotled Nelson. . 1
Rilas Jonhonston. 1
Jus Ilanson. 1 dem.
Lars Jilliioru. . 1
I.uii Kainus. 1
John t:liilsinu. . 1
i.hnMiaii Meskinan. 1
John Nelson. . 1
John Peileson. 1
John Adausoa. 1
Luduvlc Uorgia. 1
Noberg. . 1
Shoniberg. 1
Scli.-irenseo. 1 1
Rergvist. . 1
Ia 1 non , 1
in.* Fiaher. 1 dem.
la. F. llamn. 1 dem.
K. Rosenqulsf. . 1
John Roche. 1
M.xlis Hauson. . 1
llaus Auson. 1
TOTAI..... 25 41 1
Franccz
Porlug.
lirasileiro
Joao Raptisla Chape. .
Jos Raptista Chape. .
Joaquim Rolo.
Niculo da Mou11. .
Felipinn-.....
1-ni. MoyslSCO.
f.uit Rega.....
Joae lio .el 1.....
Domingos Prev.
Paschoal......
Pepino Telrpiano.
AihIic Grape.
Laiiuay......
Constancio Tetre.
Charles......
M.inoel Nunes.
Jacintho Antonio.
Francisco.....
Manoel flonjalves Porto.
Jo/io Ribeiro.
Joaquim......
Manuel......
('.runele da escuna Lindla.
TOTAL.
Recife, 10 de Marco de 1850.
13
No dia seguiute. (beleceu.)
Foi para bordo convalescente. onde se resta-
Tres horas depois de ler entrado,
Seis dem, idein.
Duas idein, iiieni.
Cinco idein, dem.
(remedios
Oepois de cur mclhor nao qalt uiais tomar
Horas depuis de ter entrado,
F.vadlo-sc do hospital dias depois.
Quator/.c h ras depois de ter entrado.
Ficoii convalescente.
Mein.
lloras depois do ter entrado.
I)e horas idein, dem.
No dia seguiute.
Dr. Joaqnhn ile .li/nii Fonceca.
DIARIO III PBNAIBl'CO.
RECIFE, IS DE MAHCO DE 1850.
Ao amanhecer de tioje appareceu enca-
lliada nos arrecifes dos baixos delinda a
barca ingleza Esther-Ann, sabida bontem
para Liverpool. Foi logo soccorrida pelo ca
pililo do porto, o qual mandn incontinente
lanchas competentemente guarnecidas, e
com lodosos aprestos necessarios para sal-
va-la, assm como habis pralicos ; conse-
guin.lo-se por laso que a barca as 8 horas
e tres quartos estivesse livre do perigo, e boje leem tido lugar nomperio
ja de vella para o LarjieirSo.
A niesina barca bateu bastante, porcm
nilo soffreu prejuizo algum alm da perda
de utna ancora, e comta que contina a
sua viagem.
livres, de colonos industriosos e morigera
dos, o progresso e maior desenvolviniento
da lavonra, a cnnstruc?!lo de estradas e ou-
lros meios de coii.municaQuo, o aproveita-
menlo de terrenos incultos de oulros re-
cursos de que abunda opsiz, 6 conseguin-
Icmentc a riqueza, civilisaQo e prosper-
dade do estado. nSn so tornar por corlo
onerosa aos cofres pblicos, porquanto a
fundaeo e desenvolvimcnlo da mesma co-
lonia sero rcalisados com o auxilio dos
ca pitaes e oulros meios proprios, e dis-
l' '-...,,"0 da soceiladc emprezaiia, a qual,
inleiramenle desinteressada a essse respai-
lo, nao reclama concessArs que niio sejam
sementantes as de que tem gozado maisou
menos oulras emprezas da mesma natura
za, cnlietanlo que silo ellas menos ampias
emais rasoaveis do que auuellas que ate
llcclfe, 10 de Marco de 1850.
Dr. Joaquim de quino Fonceca.
Na sessfto da cmara quatrennal de -20 do
passado foi julgado objeclo de delibcracilo
e mandado imprimir, para entrar na ordem
dos trabalhos, o seguiute parecer :
u A commissSo de commercio, agricul-
tura, industria e artes foi presente o decre-
to do governo imperial de 21 de Janeiro
prximo passado, pelo qual fra approva-
do o cntralo celebrado na mesma dala pe-
la reparlico do imperio com o senador
Christian Malinas Schrneder, por seu pro-
curado' c agente nesla edrte, Arthur Gui-
gtier, afim de que a sociedade co'onisa-
dora, estaheler la na cidade de llamburgo,
representada por utna commisslio proviso-
ria, de que he presidente o dito senador,
possa levara effeito a fundacSo de utna co-
lonia agrcola em trras da provincia de
Santa-Catharina, pertencentes ao doto da
serenissima princeza a Sra. D. Francisca,
augusta esposa de S. A. o principe de Join-
ville, em viriude da concewflo de8legos
quadradas das ditas Ierras, feita aquella
sociedade pelos mesmos principe e prin-
ceza ,
llavendo attentamenlo exammado lo-
dos os papis relativos a este objeclo, nfio
pode a commissSo deixar de apreciar as
immensas vantagens resultantes para o paz
do estBbelecimenlo da colonia agrcola pro-
jectada pela referida sociedade, e promo-
vida pela generosa intervengo e augustos
auspicios de-SS. AA. o principe c a prin-
ceza de Joinville, que, concedendo espon-
tneamente para o indicado fim parte das
trras que possuem no imperio, dilo urna
elevada prova do vivo interesse que tomam
pela sua prosperidade.
Se esla considerarlo, sem duvida va-
liosa, e que despert gratos sentimenlos,
j predispOa a commissSo a formar um jui-
zo favoravel da enipreza de que se trata,
nSo menos concorre para convenc-la da
sua importancia, utilidad egarantas, a lei-
lura das clausulas ou condicOes, sabiamen-
te esaradas no contracto, sb consulla do
concelho de estado, medanle as quaes a
mencionada sociedade podera proseguir na
mesma ompreza; propondo desde ja a coai-
inissSo que seja (eita a eliminacSo da clau-
sula fi pagar o governo imperial a passa-
gem dos colonos menores, de 6 a ti annos,
eliminaQSoesta que nSodeixa desercon-
sentanca com os principios administrati-
vos e de urna sSa poltica, hojegeralmeole
recouhecdos e adoptados em materia de
coloqisacSo.
< Confirmando-se pois, o decreto su-
pracitado, o approvando-se o contracto a
que elle so refere, segundo as condicOos
abaixo declaradas, entende a cooimissSo
que a projeclada colonia agrcola, ao passo
que promover necessariaiuenle o augmen-
to da populasao, a introdcelo do braqos
- E estando, aln disso, convencida a
comniissio deque a mencionada empreza
correspondar de maneira mui satisratoria
as vistas e desejos de todos os llrasileirqs,
aos palriolcos sentimenlos do corpn legis-
lativo, e necessidade altamente proclama-
da pela coroa quanto introducQao d bra-
co* livres n inlustriosos que siilis'iluaiii os
que vo fallan lo lavoura, e quanto aos
nielhoramenlos maleriaes c SOCiaeS do paiz,
julga dever observar que a sobredila socie-
dade colonisadoia prometi dar o fecundo
exemplode urna colonia agrcola estahele-
Cida no imperio, prosperando com vanta-
gens, garantase bem estar dos colonos, e
deslrundo assim por Tactos patentes em
seusfelizes resollados asimpressfleadaata-
voraveis que lenliam appareci lo na l.uro-
pa, e n rmenle os precouceitos ou as hos-
tilidades que pnssaiu ter partido da impren-
si allemSa cotilra a emigrac.lo para o llra-
Sll.
Em summa, compenetrada a cotnmis-
silo da ideia deque esta cmara desejar,
assim como ella, que este vasto imperio,
nn progresso de sua grandeza e civilisaQilo,
participe das inimensas vantagens que tem
colhi lo at hoje os estados Norte-Ameri-
canos, e alguna oulros paizes da grande
corrente deemigraco espontanea que os
tem ajudado a prosperar, he de parecer
e conlia qun seja julgado objeclo de consi-
derago, discutido eapprovado o seguinto
projeclo de resolufo:
A assembla geral legislativa resolve :
Arl. Fica approvado o contracto cele-
brado einii de Janeiro deste anno, a qun
se refere o decreto do governo da mesma
data, mediante as condic^es abaixo decla-
radas, afim de que a sociedado colonisa-
dora, estabelecida na cidade de llamburgo,
representada pelo senador Christian Malinas
Schroeder, presidente da commissSo pro-
visoria da mesma sociedade, e por seu agen-
te nesta corle, possa levar a elleito a futiJa-
cao do una colonia agrcola em trras da
provincia de Saiita-Catharina, pertencen-
tes ao dote da princeza a Sra. 1). Francisca,
em virtude da conccsso de oito legoas qua-
dradas, feita aquella sociodade pelo prin-
cipe de Joinville e a dita princeza.
1. As embarcares que transporta-
ren! da fui upa OS colonos < .'lcitos abaixo
designados, podero seguir directamente
para o porto de S.-Francisco na dila pro-
vincia de Sanla-Cathanna, onde podorilo
livremenle desembarcar os mesmos colonos
e eil'eitus, comanlo que estes coustem da
hagagein e dos utensis de uso domestico
d'aquclles, dos instrumentos de seus o lu-
cios, das scoienics e animaes destinados
lavoura e trabadlos da colonia, dos man l-
menlos para sustentaco desla, e dos objec-
los que a sociedade fizer transportar para
a fundaeo e trabalhos da mesma colunia.
> $ a. Fica, portanlo, prohda n'aquel-
le porto de S.-Francisco a imporafSo de
qualquer objeclo que se destine ao com-
mercio, ou por conla dos colonos ou da
sociedade, ou de qualquer outra pessoa
ou corporacHo; bem como o exercico de
qualquer acto mercantil, com excepeo
nicamente dos que tiverem por fim abas-
tecer as embarcacoes surtas no dito porto,
dos vveres, agoa, lenha e mais objectos
necessarios para a nianutencto dos colonos
e genio de bordo, durante a eslada das
mesmas embarcares nesse porto, e para
a suslentacSo desla e dos passageiros du-
rante a viagem de regresso, qur esla le-
nha lugar para o porto de sua procedencia,
qur para oulro qualquer.
^ 3. Para que se possa fiscalisar a exe-
cucBo das duas conoicOea precedemos, a
referida sociedade, logo que tiver (retado
urna emb rcaQio para transporte dos co-
lonos ou olTeitos permitidos- para o porto
de S.-Francisco, ou logo que lito haja dado
este deslino, quando ella seja de sua pro-
u'10.la,le, o participar ao cnsul lirasilei-
ro respectivo, o qual fnt disso aviso in-
mediatamente ao governo imperial, repe-
tindo este aviso. Esta mesma participsQSo
far o agento da sociedade residente ooala
corle, ao dito governo e ao presidente d.i
provincia de Santa-Catliarina.
t i. O dito cnsul liscalisar para que nao
sejain recehdns a bordo das embarcafdtB di-
que cima se faz. inencJo, objeclo: qu.e nao se-
jam dos especilieados na cundico primelra, -
disto passai um attestido com toda a indiv-
du.icao conveniente, do qual remetiera 11111
exeniplar ao governo imperial na primeira oe-
easio.
11 i 5. O inspeclar da alfandega da provincia
:le s'jnia-Calliariu.i, a quem o presidente da
mesma provincia dar logo aviso da eiiibarca-r
(9o que se destinar para o porto de San-Fran-
cisco nos termos anteriormente declarados, no-
mear com approvaeao deste, um einprcgado
da dita allainlega, de nicira confianca, para
assislie ao que ella trouser. A despeza que ene endroga-
do fuer na viagciu de idae vulva daquelle por-
to c eslada uelle, er feita por conta da socie-
dade e segundo fr eitlpuiado com o lelerido
presidente.
0. A embarcacao que nao apresentar ao
einp'regado de que traa a condicao anteceden-
te o respectivo manifest, com a declarado ilo
consol de que todos os elleilos embarcados sao
dos que licam declarados na condicao pi iinei-
ra, ser obrigada a descarregar na alijo.le. .
da provincia de Sanla-Calliarina; e aquella
que trouxer elleilos nao periniltidos, ficar .1-
lem disso subjeila s mullas e penas impostas
pelos regulamentos das alfandegas do uipciio
aos que imp .rtam ohjectos nao coinprehendi-
dos no manifest, e islo anda no caso de vl-
rem uelle declarados os sobroditos eBkltos,
pois.considerar-se-lio como nao vindos. Alm
dcstas penas perder sociedade a concessao
feita na mesilla condlfao primeira.
7. As embarcacues que importareni colo-
nos iio soro subjeilas no imposto de ancora-
geni, seno no caso de que, depois de la
os colonos 110 porto de San-Francisco,
em outro qualquer porto do imperio
que tragam alguna carga, o anda que soja el-
la da periniltida na condicao primeira ja ci-
tada. ,
t8. Scrao sontos dos dircitos de consumo
e espediente os elleilos de que trata a referida
condi So primelra, una vcsq-ic sejam impor-
tados as cuibarcacoes que tronxercm colo-
nos, e de conformidad* das leis cui vigor.
. $9. He concedida a isencao de imposto:
aos objectos abaixo designados:
rgaroni
entrem
mperio, anda
I." Oa niela na alenacjo onerosa das
embarcacies que se ciii|>rcg.irem no commer-
cio de cabotagcui, pertencentes aos colonos na-
lur.ilis-ido.s .
u 2. Do impoito respectivo os barcos do in-
terior depropriedade dos colonos, qur natu-
ralizados, qur estrangeiros; ontendendo-se
por barcos do interior aquelles que uo nave-
gan! barra fra, c siui smciilc as agoas do in-
terior da provincia. .
3.* Do imposto de siia na primelra venda
dos bem de rail pertcuccntcs a qualquer dos
colonos, .
n }.; Do imposto de armaxcm, taverna, loja,
casa le moveis e roupa feita, carro, carrofa,
sege, o em gcral de todos os huposlos da natn-
reza dos mencionados, comanlo que nao se-
jam ellos de imposco das cmaras municipae
e assemblas legilativas da provincia.
10. He prohibido absolutamente o em-
progo de bracos escravos na colonia, assim co-
mo a venda a retalho de bebidas espirituosas.
Estas prohibieres scro liscalisadas pelo direc-
loi da colonia (salvo o direlto que compete ao
governo), que poder conceder una tal venda
das ditas bebidas nos casos de necessidade, po-
rin com as cautelas e restriccocs convenien-
tes para se eviiar o abuso.
. *i II. O contrallo assim approvado, me-
diante as coodices anteriores, lera vigor por
tempo de cinco annos o qual podera todava
ser renovado por outro tanto tempo se por-
ventura a sobredlta sociedade colonisadora
vler a aceitar outra sorle de terraa que Ihe f-
rem Igualmente concedidas na provincia de
Santa-Catliarina, pertencentes ao dote cima
mencionado.
Paco da cmara dos depuUdos, 19 de feve-
reiro de 1850. l. A- Natetntttdi Azambuja
Dr. Casimiro Joii de Jf. 5'armno. los /aren
do l'aco.
RecebOmos varios nmeros do 7Vme da-
lados de 22 de Janeiro a de fevereiro pr-
ximos passados, e o que de sua leilura co-
ll.i'ii.n- be o seguinte 1
Inglaterra e. Grecia.
No dia 31 de Janeiro leve lugar a abertu-
ra da teicera sessSo do actual parlamento
brila 1111 ico por urna commissSo especial no-
nica 1.. pela rainha para esle fim. O lord
chanceller leu nesta occasiSo a falla do
Himno, a qual he do loor seguinle :
Mylords e tenhores.S. Mageslade orde-
na-aos que asseguremos a Vv. Excs.que
nenie a maior saligfacSo em recorrer ou-
tra vez ao concelho e assistencia de seu
parlamento.
A morte de S. M. a rainha Adelaidaaf-
fligio summamenle a S. M. A grande cari-
dado, e exemplares virtudes da 1 Ilustro fina-
da fram seuipre a sua memoria chara
nacSo.
S. M. contina felizmento em paz e
amizade com todas as pontencias estran-
geirss.


.*>,
m
No decurso .Jo nnlono dflerencas i ro carcter serio levnnlaram-se entre os
.ovemos dt Austria e Lussi de umagajarte,
a Sublime Porta da oulra, a respeito do
Iratamenlode 11111 numero consideravel de
individuos que, depois da terminacSo d*
guerra civil na Hungra, se refugiaran! no
lerritorio turco.
As explicaros que liveram lugar entre
os governps lureo e imperial, romovcram
felizmente todo o perlgo para a paz da Eu-
ropa que estas ilillerencas (oleran) ter oc-
casionado.
S. M para a qual o sulto appellou
tiesta oceasio, uni os seus esforeos aos
.lo governo da Franca, ao qual urna appel-
laco scmelhante lora tatnbeo leita, a(im
de, pelo empiego de seus bons olicios, pro-
curar compr amigavelmenteesUs difleren-
c.as de uin modo consistente coin a dign-
dade e indei endeuda da Porta.
S M lem-se empenhado em rom mu-
nicaces com os eslados esirangeiros so-
bre as medidas que puJrm lornar-se ueces-
sarias por causa do relaxamenlo das res-
(ricces outr'ora impostas pelas leis de na-
vegacflo deale paiz.
Os governos dos Eslados-Undos da
America e da Suecia tomaram prompta-
mente medidas para assegurar aos navios
mgle?es, nos porlos de seus respectivos
paizes, vantagens semelhanles s que os
seus propnos gozam actualmente nos por-
los hrlannicos.
A icspcito daquelles eslados eslrang.-i-
ros.cujas leis de navegado teem sido ale au
piesente de um carcter restrictivo, S. al.
lem reeebdo de quasi lodos leguraucas
que in emplo conduzir brevemente a urna grande
e geral dimiuuico dos obstculos que pre-
viamente existiai para urna livre corres-
pondencia por mar enlre as naces de>
mundo.
l\o verSo e outono do anuo prximo
passadooreino uuiJo foi outravez visitado
pelos estragos do cholera ; poim, o Om-
ni potente, em sua misericordia foi servido
lazer pa>ar o progresso da mortalwade e
acabar com esla peste 13o lemivel. S. ..
esta persuadida que o melhor meio de inos-
trannos a nossa graliuo, lie louianno.
as necessarias | recauces contra as causas
mais obvias da doenca, e ipplicarinos uina
considerado Ilustrada iquellaspessousque
s3o mais expostas aos seus ataques.
S. II., em sua ultima visita a Irlanda li-
cou grandemente aalisleita com as provas
de lealdade eafleico que llie fram mani-
festadas por todas as cUsses de seus vassal-
los. Comquanto os elleUos dos priniriios
annos de penuria anda sejam claramente
sentidos naquella parle do reino unido,
lodaviaelles acham-se mitigados pela ac-
tual abundancia de vveres, e pela tranquil-
lidade que all presentemente reina.
S. M.sentii grande salisaco em con-
gratular-so com o parlamento pela coudi-
co melhorada do commercio e das manu-
factura*. He com pezar quo S. ||. tm ob-
servado as queixas que em mullas parles
do reino teem levantado os pi.ssuidores e
lavradores de lenas. S. II. sent profun-
damente que qualquerporcSo de seus vas-
salios esteja sollrendo misen! ; poiem, be
para S II. urna fonte de sincera satislacao
leslemuiihar o augmentado gozo das cou-
*>s necessarias e conforios da vida, que a
iMiateza e abundancia lem permillido a
inaioria do seu poo.
Stnkortl da ana (foi rowwii/m,S. M. lem
dado as ordi ns uecessarias para quo o or-
ea ment do anno fuluio vos seja presen-
tado. iNeste orcametifo dbservuu-se a mais
restricta economa, sein todava desalten-
der-se illiciencia dos diversos ramos do
servicoiublico.
S. .M. ve com salisfaco o actual estado
das rendas uo paiz.
IHylordei esenhore, algumas das Inie-
dulas que lram adiadas no lm da ultima
sesso por falta de lem|o para serem bem
ponderadas, seio oulra vez | roposlas a
vossa consideaco. Enlre as mais ini| or-
lantes destas medidas sobresalte a que um
porobJeclo melliortr o governo das nos-
sas colonias da Australia.
S. M.soubecom prazer que as medidas
propostas para o limde assegurar a s.dc
publica, lem sido ja em pai te approvada.s, e
colilla que, assim na metrpoli como as
diversas partes do reino unido, procura-
reis remover as eonsas que arruinam a
iaude e bem estar de seus vassallos.
A divina Providencia tem al ao pre-
sente preservado este reino dus guerras
econvulsoesque, durante os dous ltimos
annos, abalaran! tantos eslados do Conti-
nente europeo.
S. M. espera e ere que, combinando n
iherdade com a ordem, preservando o que
lie valioso e emendando o que be defectuo-
so, sustentareis o edificio Ue nossas usti-
tniees como a morad e o abrigo de um
povo livie e feliz.
O limes do 4 de fevereiro publica o se-
guirle artigo exlrahido do glpit '. gazeta
grega ) de 17 de Janeiro :
Oesqua.tro inglez, que, commandado
pelo almirante Parker, ancborara em Sa-
lamina a II do correnle, foi antes de hon-
lem admiltido livre pratica lile cotn-
pOe-se de tres navios de linha, quatro fra-
gatas e seis vapores de guerra.
Hontem pela manha o ministro dos
negocios estrangeiros, o Sr. Undo, foi in-
loimado pelo ministro briUnnico nesla coi-
te que o almirante Parker viria fsllai-lhe
pelas duas horas da tarde, afim de cominu-
nicar-lhe certas instruccOes do seu gover-
no. OSr. i.ondo esperou-o com ehVilo a
hora marcada.
eslivenim presos, durante alguns annos,
como cmplices nos movimonlos. sedicio-
sos que liveram lugar em Elis;
6' CompcnsaQSo a oulros Jonios que
foram presos pela polica em Pairas, e a
um subdito inglez que foi espancado ;
7. Juros de todas as indemnidades
a cima no valor de misde um mllhilo e
meio dedrackmas.
. O almiranto Parker exigi resposta
dentro 24 horns e retirou-so. O ministro
referi todo o negocio ao re, e convocou
i inmediatamente, um concelho de gabinete,
o qual depois de algumas reflexes, resol-
veo ouvir a opimAo de um concelho judicial.
Hontem, pelas ti horas da nuite, am
concelho judicial foi convocado, tomando
nelle paite os presidentes do Aroopago e
da Helado o varios jurisconsultos distic-
tincos. Este concelho, depois de madura
consideracno, declarou que as exigencias
do governo inglez n3o eram fundadas em
direito, e deu as rasOcs em que basoava
esta opiniao. O ministerio communicou as
exigencias do almirante Parker aos repre-
sentantes da I-Yanca e llussia, pedindo-lhes
a sua assistenciu,e ao mesmo lempo inti-
mou verbalmenle ao almirante Parker que
suas exigencias nfio poJiam dn nenhum
mudo ser salisfeitas em primeiro lugar,
porijue fallavaraos ineios pecuniarios para
este lm, e em segundo lugar, poique, con-
foruie a conviccilo do ministerio e a opi-
IItilo do concelho judicial, estas exigencias
uo eram funda-las em direito.
u i< ministro inglez pelas tres horas da
tarde de boje maiidou urna nota ao minis-
tro dos negocios estrangeiros, pcdindo-lhe
que coinmunicasse por escrpto a resposta
que 11nlia verbal mente dado as exigencias
do ilmirante Parker. Ao mesmo lempo o
consol inglez avisou a todos os subditos
bi ilinuieos residentes aqu e uo Pyreoque
lzessem um inventario do suas fazendas
e ineieadorias, c se preparassem tara
partir.
O loar nal ile Pebatt Irauscreve a seguinte
Carla de Alhenas datada de 18 de Janeiro.
Em a lioiledo dia Itido correnle urna
ola fui enviada pelo ministro dos nego-
cios estrangeiros ao ministro inglez, pro-
fundo o arbitramento das outras potencias
protectora, a 11 anca e a llussia. Ao mes-
mo lempo o governo grego communicou a
nota aos ministros francez e russo, e so-
licilou a intervenirlo dos mesinos com Mr.
Wise para indiizi-lo a aceitar as proposlas
por elle le tas. Esta medida ii3u leve ne-
nhum resultado. O ministro inglez per-
sisti em suas primeiras rcsolur;Oes, po-
rm urna nova dllaffio de 4 huras foi con-
cedida. Este termo expira no momento um
que eslou escrevendo esla a Vmc. Desde a
mauha de boje que se falla aqu da mlell-
.u do almirante ingle/, de bloquaar os
po1 los ile Syra, l'yreo e Pairas, e de apos-
sar-se das alfaodi gas desias placas ; poim
nada de positivo se sabe anda a este rei-
ne! to.
O ministros france/. e rusto nao iceiu hesi-
tado em dar ao governo grego lodo o apoio
nue poVein.c, opiniao publica Ihrs be inteira-
inente favoiavel. A familia real expressa al-
lamenle a sua gralido.
No Pjrco e em Alhenas a iritaciio contra
os Ingleses be mui grande, bem sei que islo
de nada valere ".oiilia o tanbau do aluiirault-
Parker ; poim be a completa annlqoillafSo de
Mr. Ala roeai da lo (opailido lu|ile>} e de srui
amigos, os quaes n.-io uiisam mais apparecer
em publico. He impossivel queein moa a Eu-
ropa nao se faca, cuino em Albenai, una justa
apreciacao do que ueste uioinento se passa ni
Grecia. Independeiilemenle do faci rm ai
mcsino, havera urna so puteucia que nau deva
lunsirar-iir olleudida da conducta dcsiespeilo-
sa dus Inglezes, os quaes leudo proclamado
que jaui regi'Cksar paeilicamenlc para Alalia,
em diacr uma t palarra a respeito nem ao
almirante Parseval, nem ao general Auplik,
van por tima faca aos peitos da Grecia sobre a
mais frivola pretenclo, preienro que uo me-
recerla tornar-se o objectu ni ni inciuio de uma
negoriacau ?
- P. i. No ii,cnimio de fechar esta caria
soube que o almirante inglez decidir empre-
gar medidas coerov .s. Todas as costas da Gre-
cia estao collocadas eiu um estado de bluquelo
para os navios gri-gos de guerra smenle. To- I
,ln *^.,i ^,......i........ ..____ ........I-- ... I
do o navio armado que nver a baadelm grega|,ui roelhoral8gttarJa, eella nao i
enviaran, um. mensagem aorei.approva,X os KS?*!^ ""*? "even"'d .. nlimentos c a polilii a do governo do mesmo. Vlle10 se cOVerla t m um abuso mi
vertal-
as
O almirante Parker chegou acompanha-
do do ministro inglez, e depois dos cum-
primentos usuacs, communicou veri.
mente ao ministro gregu que, segundo
ordens do teu governo, exiga :
l.4Jina somna de 800,C0O drachmas
como ii.demnisacao ao judeo Pacilkos
subdito brilannico, cuja casa lora saqueada
no anno de 1826 por um grupo de indivi-
duos embriagados, os quaes tiesta mesma
occasilo queimaram um judeo em ef-
igie ;
t 2 Uma somma de 500 libras ester-
linas pelo insulto feloao dito Pacifikos
3.a indemnisac3o pelo edificio pertc'n-
cente a Mr.Fmlay, que foi addido ao palacio
do re;
4. Compensacao a certos barqueiros
Jonios roubados, ha alguns annos.no rio
Acheluus
j
t'rauQu e Suma.
Este paiz consciva-se tranquillo, todava
reinava em Lio grande aguacho em con-
sequenciadas intrigas dos socialistas refu-
giados na Suissa, e al cria-se quealgtima
Ifuliva seria all leita para o lm de pertur-
bar a ordem publica no illa 24 de fevereiro,
anniversario da proclau aeo da repblica ;
mas o governo eslava vigilante, e linba
dado as providencias necessarias para suf-
fuca depromploqualquer lentativa de n-
surreiffio.
'orna que os soberanos contincnlaes ha-
Viam lepresentadn contra as facilidades
que os refugiados polticos eucoulram na
Suissa para organisarem novos tramas, e
a este respeilo o Journal des Debut publica
o seguinte artigo.
Nao be serniisSoque a altenc3o pu-
blica se dirige actualmente pa-aa Suissa.
As colisas vilo omiiihando apressadamcnle
naquelle paiz para uma cnse decisiva, e
ciemos poder moa allii mar que ellas teem
sido rtcenlemente o objeelo de urna ola
de duas das grandes potencias do coniinen-
te ao governo franoez liepois da represso
dos moviiiientos revoltosos que na Allc-
uilia, Italia e Franca seguiram a revoluto
de fevereiro. a Suissa lem-se tornado o re-
fugio de lodos os homens que bao sido
obrigados a lugu da areno das leis de sus
palna.
Se esles individuos tivessem smente
feito uso daquelle paiz como um lugar de
refugio, nenhum curaeo generoso, ou li-
vre, se lena quenado. A Franca he a pri-
meir a considerar do su dever e noura
dar hospilalidade sos refugiados polticos,
protegc-los e assisti-loscomo seu diuheiro;
porm a hospilalidade cessa de ser devtda
a aquel les que uo fazem escrpulo de
violar as leis as mais sagiadas, e sao para o
paiz que os acolhe uma occasilo de pertur-
barlo interna, e de perigo externo.
A Suissa, ou seja com o. seu consenti-
mento, ou sein elle, lein-so tornado agora
para todos os que tem escapado das itisur-
reises exlraugeiras, no somonte um sim-
ples lugar de aaylo, seno tambem um la-
boratorio revolucionario enllocado no
proprio centro da Europa, e dirigido para
lodos us paizes que o cercain. Era im-
possivel uo prever que um tal estado de
g.' piusiiti u.iu pretor que um tai estado ue
tompensaefio a renos Jonios que'cousas n3o. poderla existir sem despertar
a alloncjo das potencias vizinhas, mais di-
recta e iinniedialamenleamear^adasa Aus-
tria o a Prussa.
ii A nota dirigida por estas duas polen-
cas ao nosso governo sobre este ponto, diz
que o propsgandismo demaggico conser-
vado as suas portas ohriga-as a manler
exercitos cnormes-a Austria COO.000 ho-
mens, e a Prussa 490,000 ; que as despezas
necessarias para sustentar esta forca ar-
ruina as suis finaneas, e que a continuadlo
de um tal estado de cousas ada indifinida-
menteo rcstabelecimento da paz na Alie-
iiiaiilia, e fm-cii-as a occupar.ou o ducado de
Haden, ou a Saxonia, ou Wurtemberg ;que
a Iranqulidade e segurauca da Italia sep-
tentrional silo igualmente comprometlidas
pela iimi'i; i perpetua de aggresso daqtiel-
la parte da fronteira suissa ; que em suni-
ma, ellas eslao determinadas a exigir da
Confoderecilo que expilla os refugiados de
seu territorio.
a As duas potencias expressSo a esperan-
za de que a Suissa voluntariamente annuir
a esta exigencia ; porm, declaram ao mes-
mo lempo que, dado caso que o nSo faca,
ellas nccupanlo militarmente o seu territo-
rio e expeiin.il) d.iiii os refugiados. A
communicaQo feita ao govorno francez
tem porobjecto convida-lo a cooperar pa-
ra medidas, as quaes a Franca ha tSo in-
leressada como ellas propiias ; poim, se
o governo francez no considerar de seu
dever tomar parte nellas, as duas potencias
as executanlo por si sos, para sua propria
seguranza, assim como para a tranquilli-
dstle geral da Europa.
Corroquo uma communicaQSosemelhsn*
te fora feita ao governo sardo, o qual decla-
rou que esperara pela resposta di Erau^a
Ni>s anda esperamos que a Suissa ser sa-
bia e bastante forte para obrar por si mes-
ma, e queums intervengo militar dn Aus-
tria e Prussa no ser neessaria ; porm,
no caso de que ella se torne inevitavel,
qual ser a conducta da franca .' A franca
uo pdedcixar dedesejar a re ooco des-
tes icfugadosque procuram abysma-la ou-
lra vez nos horrores da guerra civil, e des-
truir a ordem social. Quaesquer que fos-
semas crcuslancias, seasemprezas publi-
camente preparadas s suas portas, sssu-
missem um carcter mais amcagadvjr, 'illa
no hesitara em fazer o que a Austria e a
Prussia qnerein fazer em virtudo de direito
de defesa propria.
A Franca, porlanto, nSo pode pensar
em oppor-se medida que Ihe he cotnmu-
nicada. Uuanto a cooperar para ella, he
esta urna queslSo que s podo ser resolvida
pelas cicumstancias. A prnpaganda anar-
hii a, que tem a sua sede em Cencbra e
l.osanua, ame.ica a Ir.mea Unto Allemanlia. Os departamentos fraucezos
as bordas da Suissa scham-se em estado
de sitio, e esla sitac9o excepcional Le ne-
cessaria por causa da aggressio permanen-
te estabelecida em nossas fronteiras, a qual
iiu nos deixa nem paz, nem tregoa.
a A Suissa he o ponto enfermo da Euro-
pa, que conserva uma nfUmmacSo geral.
A aeco esliaugeira da Franca deve natu-
ralmente depender muito da inllui-ncia que
os acontecimenlns dos quaes a Suissa pare-
ce destinada a lornar-se otheatro, exerce-
rem no interior, qur em Le3o qur em
Pars ; porm islo uflo passa do urna pura
hypulhese, e esperamos que a Suissa sabe-
r dirigir seus propros negocios e prevenir
a neri ssi.lade de uii.a intervenc;o eslan-
gera. Se a dieta e o governo federal orde-
naren! a expolsfio dos refugiados, poderSo
encontrar resistencia em alguns ranles ;
porm, estamos persuadidos que esta re-
sistencia ser fcilmente vencida. A Suis-
sa pode fazer em 1*50 contra o radicalismo
oque fez em 1847, e pode faze-lo com as
mesmas forras, os momos chefes e o mes-
mo general. O exempln da Italia deve pro-
duzr seus effeilos sobre a Suissa. Se, ro-
mo fu proposto, os governos e estados dn
Italia livesse tomado sobre si reslabelecer
paz na pennsula, a Europa e a Fiiuca
no teriam ldo ocrasio de intervir. Mas
inaos da Suissa anda est preservar essa
neutialidade que al ao presente ha sido
poderi
m pri-
lolera-
vel.
A Marine publica a seguinte noticia :
A expediento do Prala acha-se finalmen-
te esolvida. Ordens lram ja expedidaspara
que o Bpertier e Caffaretti trsnsportem de
i.he'bi r.o para Brest tres companhias de
inf.ntatia de uiwiniia. Ordens ja fram
igualmente expedidas para que dentro do
mais curto espaco de tempo possivel se ar-
me a corveta y4f(6e e so colloque uo p de
guerra a corveta de vapor Archimede, islo
be, sua tripuladlo consistir de 123 ho-
mens. 0 Cafjarelli, a F.grit e a Ueurthe
compietarllo o arma ment. Tres corpos de
infantaria conlribur.lo para a expedigo, e
foroecerfio t o primeiio 403 homens ; o se-
gundo, 289; o lerceiro, 583: por ludo,
1,285 homens os quaes SdiSo commanda-
dos por um tenente-corouel A l'-'irca de cada
eotnpanha ser de 96 homens, os quaes de-
vero servir por espaco de um anuo. Os
navios que fazem paite daexpedc3o deve-
lan sabir, uus de Tulon, e os outros de
Brest. Dous ongenheiros hydraulic.is se-
rio addidos a rxpi-dicfio, a qual sera com-
mandada pelo vice-alu.raute Dubourdieu.
Eis-aqu tambem o que diz o Conttitulion-
nel a esle respeito :
Ha alguns das que corroin os mais con-
tradictorios boatos acerca das inieucOes do
governo sobre a questo do Psala. Estamos
habilitados para declarar que o governo es-
t, e tem sempre estado, lirmemeole resol-
vido a execular ludo quanlo se comi.ro-
melleu a azer, aceitando a emenda |do Mr.
de Itaiic ; isto he, garantir a honra eosin-
teresses da repblica, proteger seriamente
os notaoa concidadSos contra quaesquei
contigencias que possain provir, o ao mes-
mo tempo man ter a independencia de Mon-
tevideo, conforme fra estipulado no trata-
do de 1840. As negociaces abarlas pelo al-
mirante Le Pr rompidas. Ellas serviro, porlanto, como
um ponto de paitida para novas negocia-
Qiies, segundo a inlenc,3o do gabinete ex-
pressa perante a ssssembla.
Debaixo deslas circumstancias he na-
tural que o governo emcarregue o almiran-
te Le P.edour de continuar a missSoque Ihe
foi confiada. 0 governo enva de mais a es-
te olllcial general reforcos que o habilita-
r3o a defender oossos concidados, e que,
maniendo a seguanla dus mesmos, quaes-
quer quefr.rem as circumstancias, Ihe con-
cederlo a hherdade moral de que elle po-
der ter necessidade como negociador, lato,
que no pode ser considerado seno co-
mo uma medida protectora em favor
dos interesaos de nosos concidados, e
completamente independente da eventua-
lidad* de um rompimento, dar s nego-
ciarles uma consideracno queatao pre-
sente no lem tido ; e demais, se eslas
negnciacOes forem iulerroinpidas, a Wtr-
ca em quesillo po-ler servir psra oceu-
par a cidade de Montevideo e a lha de Mar-
tn-Garca com o designio de mantor o ala-
fu //lo'al que uma decisSo ulterior seja lo-
mada. Mr. Goury de Reslan, primeiro secre-
tario da legacfio, o qual residi muito t'Ul-
po na america hespaiihola, e desempenhou
com successo as t'uncces de encarregado
de negocios 'cid circumstancias deflicels, he
enviado para ajudar o almirante Le Prcdour.
Elle he o portador de iusirucciies clrcuinstan-
ciadas e he alni disso encarregado de iusiruc-
cocs verbaei para, se ecessario fr, completar
a eipresso das iutencoes que suggerlrain as
dewriiiiuafcs do governo.
lim.
lio he lmente na Franca que o invern
tem sido rigoroso, uma caria de Turim datada
de 1(1 de Janeiro dit, que o fri tem sido eicea -
sivo assim na 'fosean.i como no Piemonte F.m
flr. ii(a o iheruAPinetro linha dcscido a 12
groaabaiiodeiero, e as campioai do Pie-
monte e da Lombardla a 18. Geuova e ai coa-
las vizinhas ficarain cobertas de nove or man
de: horas. '
O Con.tlulion,l publica aeguint* artigo
cerca dos negocios de Roma :
O \otioMle M muros peridicos vermelhoi
eilao clielos de declainafe a respeito das se-
veridades do goveruR papal contra os partida-
rios e faulorea da revoluto llounna. Segun-
do cites dizeui, Roma acha-ie presenlemente
entregue a todo o furor de uma Macelo .-cu,
picdade.e notio exercilo permanece tranquillo,
rudo uto he pura calumnia. No Mtuenqtr c/j
la lmame encontramos noticias de incontcsla-
vel autlicnlicldade, que reduzein a nada estas
exagoraces. Os leltores eilarao lembrados
que depois do moiM-propr de Pi IX, mu de-
creto da commisso dos cardeacs lixou restric-
edes i amnista. Ritas restrieces inclua. 0a
triunviros, os meuibros da asscmbla consti-
luinte.os meuibros dogoveroo revolucionario,
o olhciacs superiores do exercito, e aquellas
pesoi-, j.i auiulstiadasque ser-ir.m com o go-
verno revolucionario. Nunca foi da Inteuciio
do papa circular literalmente este edicto, po-
rm islo nao obstante, foi aempre um erro o
ter adoptado ete syitemade catlicgorias, por-
quanto, parecia que o papa quera conservar
suspensas sobre milharcs de cabreas medidas
severas, entretanto que sua imcucao era s-
inenie puuir um pequeo numero de homens
perigosos e incorreglteii.
Mr de Corcelles e Mr de Ravneval empre-
garain todos os seus esforfot "para o Boa de
oblerem deliuir;es mais claras, e em sua
misso de humanilade fram admiravel-
meiii aju lados pela benignidade de Pi IX.
As palavras membros do governo> que po-
diam parecer amea^ar empregados admi-
nistrativos ou mnnicipaes, decidio-so que
eram applicaveis somonte aos ex-minis-
tros; na assrmbla constiluinte minia-.
iseuces fram concedidas aos depulsdos
que nSovotaram pela queda do papa, ou
que fram moderados; os odiciaes superio-
res do exercilo exceptuados da amnista
lram roduzidos a um numero mui peque-
no ; reslavam smcnlo os individuos j
urna vez amnistiados e outra vez crimino-
sos ; a amnista de 1818 foi applicada a
1,600 pessoas, das quaes 600 voltaram para
os eslados da igreja. Muitas dellas se ci m-
prometleram nos ltimos movimentos re-
volucionarios. 0 governo papal, lalvez
nao sem rasSo, mostrou grande severida-
de para com estes homens que linham des-
presado os beneficios ue um primeiru per-
illo. .Nosos agentas trab iltuiram para que
0 numero destes unlivi luos fosse reduzi-
lo, e appellando par,, o corceo benigno de
Pi IX, conseguirn* isto atjum certo pon-
to, i) resultado de todas est..s modiliences
fui que as excepc/ies amnista fram re-
dundas a menos do 300 pessoas. Da parte
do lerritoiio que oceupamos 39 destss ex
cepeo hSo sido real.sidas; porm, con-
cedeu-se s pessoas implicadas a esculla de,
ou ficarem para serem julgadas pelos tri-
bu nacs do paiz, ou i.artirem com um passa-
porle france/. Ti uta e oilo preferiam a
ultima alternativa, e destes, quatorze pedi-
rn) soccorros pecuniarios eos receberam
da Franca.
.. Ouanto aos ofllciaessuperiores do exer-
cilo, o seu numero foi reduzido a nove, e
smenle se procedeu contra dous, o coro-
nel Mas e o Sr. Calderari, commandsntes
dos carabineiros. Ambos se retiraram com
passaportes francezes. Eotre as pessoas
ja uma vez amnistiadas, smenle um indi-
viduo, o Sr. Palazzi, ex-coronel da guar-
da movel, foi obrigadoa retirar-se. NSo
tem havido nenbuuia execucSo, nem con-
liseaco, nem pnsSo preventivaesta boa
verdade relativa aos pietendidos excessos
de vinganca poltica, eem ludo isso nada
ha que possa lecordsr, como se tem dito,
o espirito e os actos da inquisieo.
k O numero dos presos neste anno he ufe
riorao dos annos preceticotei e em ves dse
achareui encarcerados, como se tem arTirina-
do, urna grande porfo de padres, tmente
oito jazem em custodia por criinet eccletiasli-
cos. Podemos accreacentar que a administra-
to francria tem coQtanteiuente dado provas
de urna paciencia quasi excessiva. Nosso con-
celhos de guerra condeinnaraiu morte a 16
individuos, assastiuos de soldados francezes,
ou de romanos criminosos de svmpalhia para
com a nossa causa. Um desle atsasslaoa,
chamado Trabalia, cortou o pescoco de um
padre francs, o abbade llhoder, poner ensi-
llado o e iininlio a mu de nosost olliciaes. Ks-
tas sentencas aioda nao fram executadas.
Oeste modo pde-se bem ver a que e redu-
zein as asser(des calumniosas da imprensa
vcrmelha. Priiuelramente ella publicou que
toda a adminiitrarao romana achava-se as
oaos dos padres, tu. uiappa official mostrou
que a .limiM.ii.u.iu s cu.nava !Ou emprega-
dos ecclesiasticos, ao paaso que tioha f),0UO Ici-
gos. Presentemente ella grita contra as pros-
criprdes do governo papal, e lodavia a mode-
ra;.e> dn padre santo e a iuterven(o humana
dos irpirsrlitantes da Franca sao prvidas por
(guras positivas e por Tactos inoegaveis.
1 na carta de aples, transcripta pelo roa*
lilulioniwl diz, que o rei conceder amnista a
1,846 individuos que se achavam presos na
provincia de Aquila por crimes polticos.
A AnimbUi Nar.nali, tratando deste facto,
assim se exprime :
rano nnntificr, nina amnista a seus vasiah -
rebeldes, ao partldovencido. F.sta amnista n\'r
adeuein uma estensa escala e quasi lem exig,-
arrepcndiinento do* criminlos- Nao ae eoui-
muvcrain vista disso esses republicanos. qUr.
enviaram seus innos para as preslgangu.
NSo cessaram alies de conspirar contra
o governo que per loa com Uo paternal cle-
mencia Declamaran) ainla contra os res
que os livram de seus ferros, como he de
tradiceo desdo os das de S.-Luiz ? Esta
amnista concedida solicitacOo do papa
faz-nos conceber as mais favoraveis espe-
rances quanto ao pleno e completo perdOo
que o padre santo outorgar aos seos
propros vassallos, quando vriltar aos seus
estados. Cheios dosta convierto recom-
mendamos que se delxe ao Po IX a manr
liberdade do areno acerca do governo dos
seus estados; estamos certos que a clemen-
cia de Po IX ser grande. Sejam-lhe con-
cedidas torca eliberdade desceo, que o
perdo salara hecessariamente do seu co-
raeo.
Segundo] uma carta de aples parece
estar positivamente decidido que o papa
voltaria para Roma no dia 2 de fevereiro.
Atlemanha.
Na Bohemia, Moravia, Silesia e Austria
propria o invern tem sido Ido rigoroso que
uo ha memoria de ter havido outro igual.
Todas as communicaces entre as diferen-
tes provincias e cidsdes acham-se inter-
rump las em consequencia das grandes
massasde nev que cobrem as estradas eos
caminhos de ferro. No dia 99 de Janeiro o
thei mometro marcara em Vienna 19 Rros
abaiio Uezero. Junto de Paareodorf um
olhctal e onze soldados perderam-se em
urna lempestade de nev e morreram de
fro; em Vienna tambem varios soldados
teem mor n Jo de fro, andando de ronda.
Na Prussia na la de extraordinario havia
tido lugar. 0 rei declarou ltimamente
concluida a revso da carta da consliluico
e communicou ao parlamento, que eslava
prompto para jura-la solemnemente no dia
6 de feverejro.
Carlas de llerlim de 28 dejaneiroannun,-
i-iam que nenhum progresso se tinlia an-
da feito as negociares psra a paz com a
Dinamarca, tendo sido celebrada a prlmei-
ra conferencia para este tiiu no da 17 d
mesmo mez.
Correspondencia.
5n. redactores Vin lo da cidade do
Porto, onde me demnrei por dous annos pa-
ra tratar de mtnha sade ede meds nego-
cios, fui logo preso e recolhido fortaleza
do liruin, onde fui conservado inenmmuni-
cavel por seis das ; e pelos ioterregalorios
quetenho sotfrido, e pesquizss a que se
tem procedido uo navio em que vm, e que
he de mnha propredade, presumo quo
ludo isto lem havido lugar por suspeitas de
trazereu, 014 virem no meu navio cdulas
f ilsas, visto que al ao presente uo me foi
remellla nota da culpa, e tem-se-rae dito
que eslou picso para averigua^es policiaes.
Na impossiblidade da defender-me aa-
tisfactoriamente, no s porque tenho es-
lado atribulado pelo que commigo tem or-
corrido, como porque eslou privado de to-
dos os meus pspeis que fram epprehendi-
dos, apreco-me em protestar desde j pela
mnha innocencia, que tem sido victimado
suspeitas levantadas por meus desafeicos-
dos : espero que em breve poderei ple-
namente uslificar-me, pos que tenho a mi
nh 1 consciencia tranquilla, uo s^udo scre-
litavel que sendo eu aqu estabelecido com
negocio e propriedades, que tenho adqui-
. ido com inou trabalho, o leudo aqu a m-
nha familia, mo subjeitasse s contingen-
cias sempre fataes de um crime to atroz, n
que de mais a maia viesse sacrificar o navio
que mandei construir com grande dispendio,
e para faze-lo navegardesla provincia para a
dollioe para Portugal. Todos sabem que
tenho lojas de fazendas em grande ponto,
que tentio feito atgum negocio, e d'ahi, e da
economa com que sempre viv, resulta a
pequea fortuna que possuo. No existe
contra mm prova alguma de brer em
qualquer tempo iulroluzidu cdulas falsas,
nem luver concorrido para semelhante tra-
ficancla, que sempre reprorei, como hei de
mostrar em tempo opportuno, e resignado
espero pelas diligencias a que est proce-
den.lo a polica para eoto convencer de
que nSo era merecido o tratamento que hei
tido.
Brevemente publicare! o exame que se
procedeu nos meus bahs, e em outros ob-
jectos trazlos de bordo para a tlfandega, e
irei publicando o que fr occorrenJo, para
que o publico faca um juizo seguro sobre
esle negocio, e no se deixe embar por ap-
parenciaa fallazes Entretanto julguei de
meu dever fazer desde j o protesto mais
solemne de mnha innocencia, para que se
uo iuUrpetrc em mal o meu silencio, lle-
vo satisfaeo a miin, a mnha familia, aoa
meus amigos e ao publico, e espero m Deoa
da -la plena e completa.
Pela inserso destas linhas muito obriga-
rliu ao seu, etc.
liento Jos da Silca MaalhSu.
Ilecife, 15 demarco de 150.
COMMEhCIO.
< Naocestari por fimo povo de clamar con-
tra o priucipes, mil vetes mais indulgente),
mais elemntese mais humanos do que lodos os
.leiiiiicraia<, i.io selragens quaodo ae aeham i
frente do goveruo e da sociedade ? Acabamos
de receber de .aples a boa noticia de que o
rei lerdando (esse urbon contra o qual tanto
ae ha declamado) conceder, a pedido do lobe-
ALFANI)E(.A.
Itendimento do dia 15..... 6:479,072
Deicarregam koje 16.
Patacho portuguez Abreu-I lagedo.
Brigue inglez Ararat gigs de loutja.
Barc portugueza Braeharcnsn merca-
duras.
Brigue inglez Arabella bacalho.
Birca ingleza Seraphina mercadorias.
Patacho nacional Corioio barricas va-
zias.
Iliate Amelia fumo e charutos.
Brigue inglez Emma mercadorias.
CONSULADO CERA...
Itendimento do dia 15.
Diversas provincias. ,
3:118.469
11,501
3:129,970
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimento do dia 13.....2:304,524


MovImentO dp PorlO. J/J- 0fS(,"iw Gnilherme, por andar fo-
- Daos guarde a V. Exc. Secretaria da
Nav,o**nlr*osiud*i&. po|IPJ de p,.rnambuco, u de mrc0 de
Parahiba 1 da. hlate nacional Trti-IrmXot, 1850--lllm. e Exm. Sr. Honorio Mermlo
de 31 toneladas, eapitJo Eustaquioda Silva, Carneiro Leflo, concelheiro de estado, pre-
qulpagem4. carga toros.de *W- sidenle desla provincia,--./.*I tffeeUe He-
arfiroi, rroncisco Lorreu da .Suva, i.iMi- ,,-;- ri_ w i; i *
ncFda Silvrir. Montrlro. Ilras.leiros. 'mn Cosla- cMe de TOllCla interino.
Rio-Grande 41 dias, brigue nacional I.uzia,
de 170 toneladas, capilao Joaquim da Coala
Cardozo, eqnipagem lO.carga carne de cbar-
I na- ; a A mor ni trillaos.
Navio* tahidoi n mesmo da.
Parios do sul Vapor braaileirs San-Salvador,
Avisos martimos.
Para o Rio-de-Janeiro sahe, com a
maor brevidado possivol, o 1>rigue nacio-
cominandanleOdon. Alm dos passageiros. nal Sem-Par : para o resto da carga, pas-
que trouie doi portoa do norte para o do wgeiros e escravos a frete, trata-se com o
*...... 5-*
sna taberna que piiism i n.i rin do Viga-
rio, li. 15, por se lelirar par lua rio, e como se persuade nada devor a esta
prac,a ; comludo, se alguem ao julgar seu
crodor aprsenle na cunta, no prazo de 8
dias, na mesma taberna, paia ser paga, o
passandoeste prazo nfo se responsahilisa
por ruis cousa alguma.
Roga-se, por muito favor,
aoSr. Bernrdino Antonio da Oos-
--Jos Soares de, Azevedo, professor del Procisa-so alugar urna ama quj ralba:
iugoa franceza no lyeeii, lem aberto na eozinhar e engommar : na ra estrellar.,
rua do Rimado, n sobr,do amarello. ^^V^Sffi^P^X '
primeiro andar, um curso de PHII.OSOPIHA
e outro de LINGOA FRANCF./.V. As pessoas
que quizerem estuihr urna ou onlra destas
disciplinas pdem dirigir-se referida re-
sidencia lodos os dias uteis, desde as 7 llo-
ras da manhfla at s 10, e desde o meio-alia
ta de anuunciar a sua morada, ou i al as 6 horas da tarde.
res Cainpello Jacome Gama, Bernardo Jos
Aflbnso. Joaquim Francisco Goncalves Pon-
ce de Leao Jnior, madama Clara Leocadia
Nobles, Francesa.; Antonia Tclaelra de Arau-
jo Guliuaraes, Portuguei; 1 pra9a de prel, 1
desertor, 47 rccruiaa para o ejercito, 2 es-
cravos entregar, os Africanos llvres Anto-
nio, Lima e o Ingle* Joo l.ilie.
Pnno do norte Vapor brasileiro Parame,
uoinmandante M. F. Cosla Pereira. Alm
dos Passageiros que irouxe dos portosdo
sul.para os do norte leva a seu bordo : para
uortc, Francisco Antonio Almeida Albu-
sileiro S.-ios, por ler parte de seu carre-
gatnenlo prompto para a sua completa
carga: quemquizer carregar, ou irdepas-
sagem, e embarcar escravos a frete, dirja-
se, a Gaudino Agoslinho de Barros, na pra-
cinha do Corpo-Santo, n. 66, ou ao capilo,
Jos Ramos de Souza, a bordo.
Para o Cear segu viagem o hiato
Novo-Olinda, lie que he mealre Antonio Jo-
s Vianna, por lor j tratado parte 4e seu
carregamenlo: os protendenies a carga e
passageiros, dirijam-se ao mesmo mostr,
querque Jnior, Augusto Carlos Almeida| u r"ua da'Cadeia-Velha, n.~17,~ segundo
Albuquerque e doua esclavos, Francisco Jo- mfor
Para o Rio-Grande do sul seguum com
brevidade o brigue brasileiro Juno e o pa-
tacho Ailrea : quem nos mesmos quizei
carregar, ou ir do passageni, para o que
lem Imiis commodos, e mesmo para escra-
vos a frete : trata-se com Amorim Irmaos,
na ra da Cadeia do Recite, n. 39.
Com destino a ilha de San-
aligue!.
Esl a ebegar do Rio-de-Janeiro,o brigue
porluguez Olieeira, j com a maior parte
do seu carregamenlo, e receber nosle por-
to o restante para abarrotar : quem nelle
pretender carregar e ir de passagem, se en-
tender com Joflo Tavares Cordeiro, na ra
do Vigaro, n. 8.
Vende-se o patacho ameri-
cano Ro/np, de lote de 116 tone-
ladas americanas, forrado de co-
bre, muito veleiro, e prompto pa-
ra seguir qualquer viagem : os
pretendentes, dirijam-se aos con-
signatarios, Hcnry Forster &
Companhia, na ra do Trapiche,
n. 8.
s Pacheco de tledeiros.
California com escala pelo Rlo-de-Janelro
Vapor americano lf.-J,-F(al;,capilo l'.duar
do Jesupe, ein lastro.
Jtio-dc-Janeiro Patacho nacional Induitria,
capilao Pedro Lopes de Murca Louro, carga
assucar. Passageiros, Iiidoro Jos Caparica
Jnior e una escrava com cria entregar.
Canal Barca sueca Anna-Margarttli, capilao
A. Jamn, carga assucar.
Observaras.
O brigue brasileiro, dado bontem fundeado
no I.iim-irao, chamase Luzia e nao Altgrete
EIMTA I.
Pela inspectoriaa da Ifandega se faz pu-
blico que, no dia 1S do rorrete, depoia
do neio-dia, na porta da mesma, se ha
de arrematar em hasta publica, SOOmlhos
de ceblas, viudos de Lisboa no patacho
portugus Abren I, e abandonados pelos
rece hedores Oljveira Irmlos & C.: sendo
dita arrematarlo livre de direitns.
A Ifandega de fernambticn, 15 de marco
de 1850.(i inspector, Ims Antonio de Sam-
paio Vianna.
n
JJticTwmyoes.
-- Pela segunda seceflo da mesa do con-
sulado provincial se annuncia a todos os
colleclados para pigarem o imposto de
12,800 rs. creado de conformidade com o
14 do artigo 38 da le doorcamenlo n. 244
de 16 de junho de 1849, que se esta arre-
rallando passi va mente pela dita seceflo se-
mrlhante imposto, desde Janeiro do cr-
reme anno ; e que, flnalisado o prazo mar-
cado pelo regula meoto do Kxm. Sr. presi-
dente da provincia de 12 de novembro do
anno prximo passado, se proceder ele-
ctivamente contra todo aquelle que nflo
tiver salisfeito dilo imposto.
Perantea admlnistrscfio do patrimonio
do orphflos se ha do arrematar, a quem por
menos lizer, o fornecimento dos medica-
mentos para- o coltegio dos orphAos, por
lempo de 3 annos, que hflo de ler principio
de 24 do presente mez em diante: as pes-
soas habilitadas queJJquizerom fazeres^e for-
necimento podero comparecer na casa da
sessOes da mesma administraran no dia 21
do cor rente, as 4 horas da tarde. Secre-
taria da administrarlo do patrimonio dos
orphSos, 14 de marco de 1859. Joao Fran-
coo de Chaby, secretario.
----------------- ^
ltcparlio da polica.
lllm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que, das partes recebidas nesla reparlicao,
consta lerem sido presos : minha ordem,
Antonio Duarleda Silva, por querer espan-
car a sua mili : e do subdelega lo da fre-
guezia de S.-Frei-Pedro-Concalves, o par-
do l.ino Joaquim dos Santos.por suspeito ue
haver commellido o crime de furto.
O subdelegado de polica do segundo
distncto da Tieguezia dos Afogados, parti-
cipou-mo por oflicio de 10 do correute que,
margem do rio Gapibaribe no lugar deno-
minado Toque, encilliara um cadver, que
pelo estado de putrefaeflo, em que se acha-
va, apenas se | de conhecer que era .le
um homem pardo, que se presume ler uior-
i ido afogado.
O delegado de polica do terceiro djslric-
to do termo do Recife, communicou-me por
oflicio da mes na data, que no dia antece-
dente Ma<>oel Francisco, soldado do segun-
do batalhflo do artilharia, tentara assassi-
nar no engenho Morenos a Apolinorio dos
Santos, dando-lhe um tiro, de que este
felizmente escapara, nflo se lendo podido
prender aquelle por se haver logo evadido.
delegado de policia do termo do l.mo-
eiro, participou-me por odlcio de igual da-
ta, que em Janeiro prximo passado no lu-
gar do Estreno, freguezia de Taquaritinga,
um individuo por antonomazia uod, dra
um tiro em Manoel Pedreiro, doquo resul-
tou Picar esle com urna perna fracturada, *
offeudido coro cinco caro(os de chumbo um
menino que se acliava junto delle ; assim
como que no dia 27 do mez passado Joflo
do Arruda Cordeiro, morador no logar Ri-
beiro-Grende do dislriclo de Bum-Jardin,
ecebra tamhem um Uro dada por liuio-
cencio Jos da Silva, sendo que ambos esses
scleaHis se poderam evadir.
Oeos guarde a V. Exc. Secretaria da
polcia de Pernambuco, 13 de marco de
1850.lllm. e Exm. Sr. Honorio llermto
Garnoiro Leflo, concelheiro de estado, pre-
sidente desta provincia.Jote Mrolo Iti-
gueira Coila, chefe de polica interino.
lllm. e Exm SrSegundo as partes diri-
gidas esta leparticiio, foram hontem pre-
sos : a ordem do subdelegado da freguezia
de S.-FreiPedro-Goncalves, o marujo Fran-
cisco Antonio, por ter sido encontrado com
um caivete: ido subdelegado da fre-
guezia de S.-Antonio, Joaquim Uintz Cav|-
cantee Alexandre Thomaz, por correceflo
e a do subdelegado da freguezia da boa
Ao publico.
A mesa regedora da irmandade de Nossa
Senhora da GonceQflo dos militares, alten
lleudo n grandecalamidade ecuiisternacflu,
que reina na populacho desta cidade. em
consequeocia das febres, que grassam com
tanta intensidade, e eslando certa, que
esse mal sniente f ile ser altenusdo,
exlnclo pola hondado do Ser Supremo, sem
llovida irritado conlra os habitantes desla
provincia, em consequencia dos nossos gra-
viss'unos peccados, lem resolvidp a referi-
da mesa tejedora, apresentar no dia 18 umi
prncissflo do penitencia, fazendo sabir a
milagrosa imagem do Senhor Rom-Jesu>
dos Navegantes da referida igreja da Con-
ciMcfio, a ser depositada na igreja da Madre
de Dos, donde ser conduzida em procis
sao de lausperenne para sua igreja, quan-
do, desaggravada a justica divina, cessaro
lerrivel flagello da peste; tendo um ser-
mfle na sabida da imagem, e outro na sua
chegada a dita greja da Madro do Dos.
A mesa regodorra, pois, convi 'a ao Itvm.
clero desla cidade, assim como a todos os
seus habitantes, e bem assim a todos os
Srs martimos e consignatarios de navios,
como aquelles que mais tcem sido flagella-
dos da peale, a comparecerem pata um ac-
to 18o i el i gioso e educante no dilo dia.
A procissflo sahir mea noi-e : nflo p
dem as senliorase meninos acompanha-la ;
e espera a sobred'ta mesa que as senhoras
com seus lilhos eslejam nesla orcasiflo pros-
Iradas ante seus oratorios a dirigir preces
o Ente Supremo, e nflo colloquem-se as
verandas, como infeliz e abusivamente se
tem pralicado.
ATTEiVCA'O.
A mesa regedOra da irmandade de Nossa
Senhora da Conecicflo dos militares, pene
Irada de profunda magoa pelo lerrivel fia
gello da peale que nos tem opprimido, con-
vencida de que- he um visivel castigo de
Dos, offendido pelos nossos gravissimos
peccados, e anda mais pela nossa impeni-
tencia e pertenacia em seguir a pasaos
largos pela estrada de lodos os desvarios
e convela de que o remedio so nos pode vu'
daquelle que nos fere, e nunca dosesfocos
dos homens ; ceita de que he a mfli de
Dos, rujas enlranlias puras silo todas de
misericordia, a maiaellicaz e poderosa me-
daneira an le o Ihrono de seu divino filho,
lem resol vi.lo expor no cruzeiro a Santissma Imagem de sua excelsa pa-
droeira. afim de que os liis de todas as
idadese ambos os sexos, ah venliam i su-
plo i a r todas as noiles o seu tilica/, patro-
cinio para que ella nos alcance do Dos que
tanto a honra, o termo deste cruel flagello
da peste. A exposieflo principiara doa de
hoje eni dame.
Francisca Mara da Assumpcflo decla-
ra que, no 13 do crrente, appareceu em
sua casa o. 4, teiceiro andar do pateo do
Paraso, urna preta de nome Calharna,
iTicnl i, ijue diz pertoncer ao Sr Manoel
Antonio llozerra, morador eo> Nazareth-da-
Matta ; por isso a annunciante avisa ao
mesmo sr. que a mande buscar, caso a n3o
queira vender, porque a annunciante oflu
se responsabilisa pela fuga da dita escrava
Mana Antoinetle Aglae i- Tresse, avisa
o publico que o Sr. Luiz Goncalves Roiri
gues l>ranea deixou de ser seu procurador
desdo o da 13 do correte mez em diaute
om qualquer papel, ou negocio tendentes
annunciante que lenliam aparecido ou qual
quer negocio feito pelo mesmo, sera lod.
millo. Pelo prosete agradeco ao mesan
Sr. Franca assuas bas maneiras e servico
prestados a anuunciaute.
Manoel Cardozo de Figueiredo ven Je
dirigir-se ra da Hoda, ^n. 17,
a. andar, casa de Gaspar da Sil va
Fres, para dar noticia e morada
de certa pessoa que Ihe vendeu
um escravo, da qual venda sua
merrfoi testemunha.
Aluga-se um botn e posSanto oscravo
para armazem|de assucar, no quoj esl
pralico : na ra da Roda, n. 17, segundo
andar.
OSr. Luiz de llollanda Gavalcanle de
Albuquerque, esludante em linda, tenha
a !ioiidnde de dirigir-se ra do Urom, se-
gundo armazem de assucar, a enlender-se
com Antonio Martins de Carvalho, a nego-
cio que Ihe diz respeto.
-- Dflo-se 280,000 rs. a premio de um e
meio por cento, sobre hypotheca, ou firmas
a contento : na ra Direila, n. 122.
-- OfTerece-se un pequeo brasileiro
de 14 anuos, para caixeiro de venda, do
queja tem pralica, o qual d fiador a sua
conducta : quem de seu presiimo se quizer
ulilisar, annuncie.
Convidam-se aos irmos da
irmandade de N S. do Terco pa-
ra reuniao de mesa geral, terca-
feira, ig do corrente, para se
proceder a eleico do procurador
geral, que. se aclia vago.
-- Dflo-se urcas luvas a quem levar a casa
do_Sr. general Coelho, ou denunciar onde
existir um jogo de pistolas de algibeira,
que lite furtaram, asquaeslem o signaos
seguintes : curias, rannoesquinado, forni-
das,pois sflo dn adarme 13, apparelha las de
prata, sflo de fuzil e tem um gancho para
pregar nocinlurflo.
-- Jos Francisco da Silva relira-se para a
Europa.
Antonio Evaristo da Rocha embarca
para o Rio-Grande dn sul os seguinlcs es-
cravos de nomes Gtiillierme.Gelestino, Pau-
lo e Francisco^ para erem entregues a Jos
da Silva Flores ; e Luiz, de D. Mara do
Ganno, no mesmo porto.
Dezeja-se Jallar urna pesada que che-
gou no vapor Pnronsca 1* deste mez, ten-
do vindo do sertflo do Urub, na Babia: an-
nuncie sua morada para ser procurada.
--Quem anuunciou querer comprar uns
brincos de 011ro sem feilto, procure na ra
do Mundo-Novo, n. 30.
Msicas novas, na larga
do Roza rio, n. 28,
Joflo Vigncs rocebeu polo ultimo navio vin-
do de Franca superiores panos, assim como
multas pecas novas de msicas, como ron-
dos, fantasas, variacOcs, ralea*, quadri-
Ihas, polkas, metiiodos, msica de canto-
na, entre as quaes as novas lemhrancas de
l'ernamhuo, poesa de um dos Tnaisdis-
tinclos Pomaoahucanos, com ricas estam-
pas, todas aproprindasaos scnlimentos das
pe?as pelos seus autores, duas missas em
paititura e um excedente fagote.
Oabaixoassignado, capilSo da barca
portugueza Bracharenie, surta neslo porto,
avisa aos consignatarios a aquaesquer pes-
soas inleiessadas no seu carregamenlo,
que tondo sido preso no da 8 do corrente"
mez, nflo Ihe lem sido posstvel ira bordo,
ai ozar de ter sido solt ; nem tomar pro-
videncia alguma sobre a conservado e
guarda da carga, por nflo Ihe ser perroit-
tido estar a bordo da dila barca, pala pro-
hibieflo da polica ; e como quer que possa
haver extravio, avaria e Ma de pneo
neste morcado, dos gneros que conduzo
O abaixo assignndo, desde j protesta para
que nflo incorra em responsbilidade al-
guma ; e avisa por esta forma aos interes-
sados no dilo carregamenlo, cujos nomes
vflo abaixo declarados, para quep'ovejam
ceica do seu diroilo, ltenlas as circuins-
lancias que lem occorrido at a presente
data. R go Joaquim Crrela. -
OsSenhorcs.Manoel Antonio Voira,
Jos da Silva Loyo, Francisco Alves da Cu-
nlia, Angelo Baptista do Nascimento, Anto-
nio Joaquim Vaz de Miranda, Francisco
SeveiianuoRabello & Filho, N, o. Biober &
G., Antonio Francisco dos .Santos, Antonio
Fernandos Thomaz, Miguel Antonio da Cos-
ta e Silva, Joaquim Itiheiro Pontos, Ma-
noel Ignacio de Olivcira, Jos Joaquim Pe-
rejil, Bernardino Francisco de Azevedo
Campos, Antonio Francisco de Morana, Au-
Pede-se ao Sr. que lirou utna caria
docorreio, vinda do sul no vapor Paraeme,
para Lino Jos de Castro Araujo, de a
mandar levar na praQa do Gorpo Santo, n.
2, que so Ihe agradecer, ainla mesun
aberta.
A casa annuncia.la no Diario de Pernam-
buco, sita na ra da Gloria, tem de ser ar-
rematada no dia 16 no corrente, s quatro
horas da tarde, porta da residencia do
Sr. Dr. juiz do civel da segunda vara, na
ra Nova, por sor esta a ultima praca.
OfTerece-se um rapaz porluguez, de
idade de 18 annos, para caixeiro de qual-
quer casa de fazendas, escriptorio ou outro
qualquer estabelecimento. tem pratica tan-
to d'aqui, como de Portugal : na ra lar-
ga do Rozario, ti. 39, se dir quem lie.
O abaixo assignado, lendo de retirar-
se para a Europa a tratar de sua saude, dei-
x.i licar as aual casas de negocio gyrando
da mesma forma que at agora tem gyrado
dehaixo da firma do Joflo Antonio Carpi*
teiro da Silva &C, deixando licar por seus
bastantes procuradores! primeiro,*1 seu
socio o Sr. Jos Mara Smpaio ; segundo,
o Sr. Jos Antonio Corris Jnior; tercei-
ro, o Sr. Miguel Garpinteiro da Silva ; Pican-
do o primeiro administrando a mesma so-
ciedade, como sen socio que he, e os ou-
tros na falta d'elle. Os meus ere.lores ba-
jan de Ihe apresentar as suas contas cor-
rentes no praso de oilo dias, para podrem
ser conferidas ; c os seus devedores lia -
jam de Ihe ciiiholcardeseus dbitos al 31
do prsenle ; pois ja por vezos o lem
exigido; e doconlraro, ver-se-ha na ne-
cessidudc de os seus procuradores cohra-
rem judicialmente. Recife, 15 de marco
de 1850.
JoiJo Antonio Carjmiteiro da Silva,
Acha-se despejado o sobrado de dous
andares da praca di Boa-Vista, n. C: quem
o quizer alugar, drija-se a mesma casa, bo-
tica de Ignacio Jos de Coulo
Na ra Nova, n. 37, loja de ferragens,
desoja-se saber se existe nesla cidade, ou
provincia, Manoel Rodrifcues Vaz, filho de
Manoel Jos Vaz o sua inulher Joauua Fran-
cisca da Silva, do lugar de Castro, fregue-
zia de S.-Joflo da Hibeira, julgado de Pon
ta-de i una, reino de Portugal, e caso ji
nflo exisla e haja pessoa de sua familia, ou
mesmo pvssoa que dt1 noticia delle, tura a
hondade deapparocer na loja a cima; pois
que se Ihe ficar gralo.
Prccisa-ae de um bom cozinheiro for-
ro ou captivo : na ra do Torres, n. 20.
Precisa-se alugar dous pretos : na r
da Coucor lia, u 12, relinaeflo.
Aluga-se parte do piimeiro andar do
sobrado da esquina da ra da Senzalla-No-
va, ii. 42, muito arejado, o nflo he devalada,
porprocu commodo, o que he proprio para
pequea familia, ou hornom solteirn, por
constar de urna grande sala, urna alcova e
cuzinha.
D. Hoza Prima Feliciana Galvfln, vi uva
do fallecido Marcellino Jos GalvSo, faz
leiente aos credoreado seu finado marido
que a presente m suas emitas no prazo de
oilo dias, contados da pul>lcn<;3o desle em
diante, para seren conferidas.
Diogo Paulo Gec faz publico que no dia
16 do prximo passado selembro, lora fur-
tado, na villa dn Porto-Calvo, um seu ca-
vallo ruco, capado, gordo, cauda eomprida,
com ferio no lado direilo. Este cavallo di-
zem que foi Cortado por um tal Silva, o
qual seguin com elle para Pernambuco, pa-
ra d'alu embarcar para a Babia. O annun-
ciante roga a polica que nflo Ihe d passa-
porle emquanto elle nflo entregar o caval-
lo. Este homem he de estatura baxa e|
costuma andar de oculos.
Aluga-se o aimaznm do sobrado n. 23,
na ra dn Sol : a fallar com Jos Gypriano
de Moraes l.iaia, no largo da a.ssambia, ca-'
sa n. 8.
A pessoa que Ihe faltar Ires ovelhas,
sendo urna deltas mais pequea, dinja-se
aos Afogados, ao p da ponte, n. 6, que,
dando os siguaes, Ihe serflo entregues.
Feliciano Joaquim dos Santos Jnior e
Amaro Jos Ferreira vflo ao Rio-Grande do
norte, levando em sua companhia o sen es-
cravo Benedito.
A abaixo assignada previne a toda e
qualquer pessoa que nflo trate negocio
alguin rom seu maiido, Joflo Kieuie, por
isso que pelo jui/.o competente tem ella de
prova'r a inrupacidadeque elle tem de re-
ger os hens de seu casal: e para que nin-
guem se chame ao engao, faz o preseute
annuncio Anna Mara Kreme.
OfTere-s um rapaz Brasileiro para cai-
Aluga-se urna casa lerrea na ra do
Cano, n. 2: a Iralar com Jos Gypriinno
do Moraes, no largo da Assemblua, n. 8.
\a ra Nova, n. 58, loja, se dir quem
d a premio 300, 400, 500 e 600,000 rs., con.
hypotheca em casas terreas. Na mesma loja
vende se urna carroca para boi.
Offerece-se urna ama para casa de ho-
mem solteiro, ou do pouca familia : na ra
da Praia, u. 3, confronte a ribeira dopeixe.
Furto.
Na noite do 13 do corrento mez furtaram
no lugar da estrada nova, junto ao engenho
Poeta, um cavallo com os sgnaes seguin-
tes : gordo, cor ruca, 1 lobinho as dinas,
um carimbo no quarto esquerdo, sobre
cana em urna mflo, 1 joelho relado, cauda
muito curta e repida, estradeiro baixo e
lem differentes marcas de ferro : roga-se
s autoridades o pessoas particulares que
delle liverem noticia, oapprehendam e le-
vem-no na l.agoi-Comprida, comarca do l.i-
moeiro, ou no Recife, ra do Crespo, loja
n. 16, que serflo gratificados do seu (ra-
bal lio.
Precisa-se de um Porluguez, com pre^*
ferencia a filho das ilhas, que saiba traba-
litar cm sitio, para trabalharem um no lu-
gar do Remedio : quem estiver nestasrir-
cumstnnciBS dirija-sc ra do Crespo,
t, terceiro hdar.
Aluga-se om moleque bom co/.inheiro
para casa de um homem solteiro, ou es-
trangeiro de pouca familia : ni ra das Cru-
zes n. 10.
Segunda-feira, 18 do corrente, s 4 ho-
ras da tardo, na praca do doutor iu_jz do or-
phflos, se ha de arrematar a taberna que foi
do finado Manoel Vilgues, na Ponle-Je-
I'i'Iim.i : os pretendentes antecipadamenle
pdem veros fun los que a mesma tem pe-
lo escriplo em po lr do porleiro.
Na ra do Rangel, venda n. 11, preci-
sa-se alugar um preta, ou preta quo saiba
cozinhar o diario de una casa. Na mesma
vende-s.i manteiga france/.a, a 240 rs. pro
pria para tempeiro.
--Firmino Jo.- Machado deixou de ser
caixeiro de Francisco Simes da Silva .Ma-
fra desde o dia 7 do corrente.
Precisa-sede um prcto que saiba re-
finar assucar : na ra da Alegra, n. 42.
Precisa-se de um caixeiro que seja ca-
paz, e u fiador sua conducta, para um de-
posito de pflo o bolacha: no paleo da S.-
Cruz, padaria n. 6.
Segunda-feira, 18 do corrente, vflo a
praca, a porta do Sr. Dr. juiz. de orphflos,
os trastes o. escravos pe.rlencentes a lieran-
ca jacenle de Gabriel Goncalves Lomba.
Desappareceu, da ra da l inflo, um
carneiro mocho, todo branco, com a ore-
llia esquerda golpeada, e a diretta com um
recorte, com a lila curta, por ter sido tos-
queaJa ha potico e muito hem tratado : gra-
tifira-.se a quem der noticia, ou levar o dito
carneiro a dita ra, na ultima casa do lado
do norte,
Precisa-se de urna ama forra ou capti-
va para todo o servico de urna casa de pou-
ca familia : na ra estreita do Rozario,
n. 37.
A mesa regedora da mandado do Se-
nhor Bom Jess dos Passos, nflo podeudo
vencer todas as difiiculdades que tem sohre-
vindo, por causa da febro reinante, resolv u
transferir a pi'orissflo do mesmo Senhor,
que devia ter lugar a 15 do corrento, para ti
dia 22.
Precisa-se de dous amassadores que
sejam peritos em seu oflicio : paga-se bem,
agradando : em Olinda, padaria do Vara
douro.
--Precisa-se de um pequeo do 14 a 1t>
annos para caixairo de urna venda, o qual
d fiador a sua conduela : cm Fra-da-Por-
tas, n. 86.
Precisa se alugar um preto para botar
sentido a urna pequea casa de cjmpo : u.i
ra do Trapiche-Novo, n. 10, casa de Jones
Patn & Companhia.
No pateo da matriz de Sanlo-Anlonio,
sobrado n. 4, liram-se passapoitcs para
dentro e fura do imperio, dospacham-se es-
cravos e correm se folhas com a maior bre-
vidade pnssivel, e por diminuto preco.
aja-aja.
Compras.
IonioGoocalvas Feneira, Novaes&C Bea-1*e'** '0"" C8S" ae commcrco, equa|
to Jos da Silva Magalbiles, Manoel Anto- d fiador a aua conducta '" '< t-
o ei
II
:!. I III
nio Torres, Manoel Joaquim Ramos e Sil-
va, Antonio Marques Rodrigues, J Francis-
co Cruz, Antonio Jos de Oliveira Braga,
Luiz Comes Ferreira, Jos Rodrigues Vel-
lozo, LTias & Tarrozo, Antonio Joaquim
Pereia da Silva, Joaquim Maria Ribeiro de
Andrade, Jos Monleirode Sequeira, Anto-
nio Joaquim de Souza Ribeiro, Antonio
Valenlim da Silva Barroca, 1). Margarida de
Jess, Manoel Duarte Rodrigues, Vicente
Alves de Souza Garvalbo.Francisco Ferrei-
ra Bailar. Jos Pereira da Cunha, Augusto
liuarte de Mura, Antonio Marques Rodri-
gues, Antonio Francisco Rodrigues.
Joo Vignes, fabricante
de pianos, ra larga do
Hoza rio, n. 28,
fabrica riquissimos pianos, de proposito
para esle paiz, os quaes teem todas as qua-
lidade reunidas com seguranca, elegan-
cia, e machinismo de sua invoneflo, como
nflo tem appa ii-cido, que nunca pode.n fa-
Ihar ; as priucipaes qualidades dos pianos
lo dito fabricante he ter urna grande sua-
vidade, urna pcrfcila igualdade a respeito
dos auna, um teclado o machinismo fcil,
ou para melhor dizer inteligente para
executar e reproduzir com faciliuadee fe-
licidade as mais delicadas mudancas di
~usica.
C paleo doTei-
Compra-se toda a qualidade de trastes
usados, e tamhem se trocam por novos : na'
ra Nova, armazem de trastes, defronto da
ra de Santo-Amaro, n. 5*J.
Compra-se um roquete de esguiflo ou
lirctanba muito lina, de lavarinto, ou de
outra qualquer fazenda fina, mas quo soja
bordado e obra de hom goslo : na ra No-
va, n 35, se dir quem compra.
Compram-se diarios ou outra qualquer
qualilade de papel de cmbrulho : no pateo
do Terco,"n. 13.
Compra-se um prcto de na cao, com
tanto que nflo seja do mallo, embora soja
de outra provincia : na ra da Senzalla-Vo-
Iha, n. 96.
Compra-so nm preto canoeiro : na rua
S "... o ^ .., .. Ido Brum, casa da esquina por detrs doar-
- Roga-se ao Sr. D. VV. Baynon o favor sena| lje m,rllhi.
de apparecer na na da Cruz, no Recife, ar-'
mazern n. 62, que muito se Ihe deseja fal-
lar a negocio, e por se ignorar a sua mora-
da, he que se faz o presente annuncio.
Desencaminhou-se, do poder do abai-
xo assignado, urna letlra da quanlia de
500,000 rs., aceita ha 3 raezes, em 18 de
levereiro do correle anno, pelos Srs Fran-
ca Al Irmflo, a favor do anuuncianle, cuja
lottra tica sem vigor algum, por ja se ler
prevenido os aceitantes, e estes haverem
nesta data passada outra da mesma quantia.
Manoel Carneiro Ltal.
Precisa-se do um amassador psra urna
padaria : na rua da Senzalla-Velha, n. 96.
Casimir Garnier vai a Franca, por isso
roga as pessoas com quem ti ver contas de
Ibes apresentar uestes oilo dias.
Agencia de passaportes
Tiram-se passaporlcs para dentro e fra
do imperio, e correm-se folhas para prelen-
c/m's ; na rua do Rangel, n.57.
Aluga-se um preto possante para ven
der fazendas na rua em um taboleiro : quem
tiver, dirija-seruadoQueimado, n. 46.
Precisa-se de um capel! Jo para o en-
genho S.-Rosa, offerecendo-so mesa, ou sem
ella, i: bom ordenado, com a cndilo de
acabar de ensinar um pequeo : na rua Au-
gusta, no segundo sobrado dos do Muniz,
enlender-se com Joflo Baptitta de Sa.
Compra-se ouroe prata sem feitio:na
na rua Velha, n. 54.
Compra-se urna canoa de carreira, de
um su pao, usada, mas em bom estado, e
que seja maneira, de modo que quatro ho-
mens a possam transportar para qualquer
parte : quem tiver annuncie por esta folha.
Compra-se um cabriolelde duas rodas,
que esteja em bom estado, e seja por pre;o
commodo : na rua da Aurora, n. 48.
-- Compra-se um sellim usado, mas que
eslea inteiio: na roa do Rangel, n. 60.
Compram-se garrafas vasias, a 60 e 100
rs. : no pateo doCarmo.in. 2, venda nova.
Vendas.
Oleo de mi mona.
Vende-se oleo de mamona ,
a l ,a8o rs. a garrafa, e em porco
a i.iao rs. : na rua das Flores,
n. ai.
Vende-se um cavallo muito grande o
gordo, proprio para carro ou sella, pois he
muilo passeiro : em \pipucos, venda do Ja-
cinlho.
Vondem-se 4 accOes da companhia de
Bebaj/ibe : na rua do Crespo, n. 16.


'4
Vendem-se 10 lindos moleques de 12) -- Vende-so tim piano ; utn guarda-ves-] -Vende-se resina de angico, sr libra. e TTlixaS para CnffCllllO.
a 18 annos, sendo um delles ptimo cozi-.t'dos ; umn cadeira de rebugo, ou da Ba- emporcSo : na ruada Cadeia, loja de Jo3o f |Wffc ', f a ,,..
nW.ro... outro .mp.Ih.dor; 8 preto. de.hia ; "'l^^}*^, fom ga_- josedeCarv.lhoMor.es. J^SXta ^^m compleosortimen:
20 a 25 annos, sendo um delles bom sapa-j*"*: eir-
teiro ; 4 pardos, sendo um delles bom co- CO.IHO,
zinheiro, eoulrooplimo sap.teiro; 3 par- J,'., v.
das de 16 a 20 annos, com habilidades; 8
pretasde!2a 25 annos. com algunas ha-
biliciades, e quo silo proprias para todo o
servigo : na ra do Collegio, n. 3, se dir
quem vende,
jRua do Collegio, n. 9.|
LOTER1ASDOIUO-DE-
JANEIRO.
20:000#000
2.a DA FABRICA DF. TF.CIDOS.
Pelo vapor Paraense sabido do Rio- jj|
de-Janeiro em 2 do corrente, vieran S
biHieles e cautelas desta lotera; bem }
como a lista da 12.a das malrizes. %
-- Vendem-se queijos do reino, os mais
novos possivel, 1,120rs. : n. la Direita,
n. U.
Vendem-se relogios de ouro
e prata patentes para algibeira ;
panno azul para capotes de tropa,
por pirro mnito em conta : em
casa de Bussell MellorF 6c C'om-
panliia, na na do Trapiche, n. 11.
Vende-seo novo mapp. geograpbico
de Portugal, em grande formato, gravado,
dividido por provincias, distiietos, admi-
nistrativos e concelhos, conforme a uliinia
leda divisiio do lernloiio, e cotendo a
demarcagito dos paite, vinh.teiros no liou-
ro e Bairraila, as estradas milit.ies, todas
as trras e lugares notaveis, com designa-
go daquellas em que ha correio ordinario,
a escaladas distancias das Ierras princi-
pies entre si, o m.ppa dos concelhos e n-
meros dos fogos de que se compde cada
districto administrativo, correlo e me-
Ihorado em todas as suas especialidades,
segundo as IteragOes que tem havido al
boje : na ra da Cadeia-Velha, loja de li-
vros, de Cardozo Ayres.
Vende-se um p'ianno inglez em bom
estado, por prego commodo : na ra Nova,
n. 35,
Vende-se urna burra ingle/a, por pre-
co commodo : na ra do Trapiche, n. 14.
-- Vendem-se os melhores charutos cli>-
gados da Babia, ha poneos das : na ra da
Cadeia do Recife, n. 48, casa de Augusto S.
Corten.
Vendem-se dous lindos escravos, sen-
do um moleque de 18 annos, e o outro he
bom c.noeiro ; urna linda mulatnha reco-
Ihiila, ptima para servir a nina familia, por
saber coser, engomm.r e fazer todo o mais
servigo com perfeicSo : na ra do Kaiigcl,
n. 57, sobrado.
A os amantes dos bons
charutos.
A nova fabrica de charutos do Aterro-da-
Bo.-Vista, n 77, jui.lo a matriz, araba de
chotear um grande c variado sortimento dos
melhores chai utos que teem viudo a este
mercado, de entre os quaes s.to dignos de
especial mensOo os
Imperias-regalos,
Cavalheiros,
A fama-va,
l'.-i mores,
Senadoras a vista faz f,
Fncanlus de la llavana,
Integridade,
Impeiiaes-Arcbeiros,
Beija-FIr,
Venus,
Begali. de.S.-Felix,
Lanceiros,
Senadores-Boa-Fama,
Regalos e mimos de yaya,
Fluminenses,
Deputados,
Jmperiaes,
Regalos-de-ll.vana,
Quem-Fum.r-Sater,
Literata,
Archeiros,
Populares:
estes charutos, alm de serem fabricados
com fumo da mais superior qualidade, sSo
feitos com a maior delicadeza o perfeico,
por elles se v os progressos que tem feito
a arto na provincia da Babia : os bous fu-
mantes, dirijam-se a fabrica mencionada,
onde pdenlo fumar bom e mais baialo* do
que em oulra qualquer parte.
em cas. do general Jos Joaquim
irinha de mnndioen.
Vendcm-se penn.s deem. ; muito boa fa-
i inha de mandioca : tudo por prego com-
modo : n. ru. do Queim.do, n. 14.
Vende-se um bonito cscra-
vo, que he muito bom trabalbador
de campo, pelo barato preco de
35o,ooo rs.: o motivo por que se
vende se dir ao comprador: no
Hospicio, casa de D. Francisca
Thomazia da Conceico Cunha.
M Tbe.rde, modista franceza, na ra
Nova, n. 32, recebeu pelo ultimo navio vin-
ito de Franca, um rico sortimento de cha-
peos de seda de todas as cures ; trancas de
algodSo; capel las de flores para batiese
casa meiitos ,- sarja achamalolnda de pura
seda ; forma-copa para chapeos ; enfeites
o miudezas para checa, muito ricos e if.o-
dernos ; baleias para vestidos ; espartillios
de todas as qualidades, de molas e sem cos-
turas, de urna nova invenc.loe muito com-
modo ; blonde e rendas de linho ; e outras
muitas cousas de bom gosto, que se \en-
dem muito em conta. Taml.em sempre se
fazem no ultimo gosto vestidos para bailes
e casamentos, ditos de montara, mante-
letes,- capotinhos e vizlMl, de padies
n.uio modernos e anda nio vistos aqu.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Santos na Baha
Vende-se em cas. deiN.O. Bieber & C.
a. ra da Cruz, n. 4, algod.1o trancado
aquella fabrica, muito proprio para'saceos
deassucar, roupa de escravos edo|iroprio
para tedes de pescar, por prego muito com-
modo.'
AGENCIA
da fundicao Low-Moor,
RA DA SKNZALTA-NOVA, N. 4a.
Neste estahelecimento conti-
na a ha ver un completo sorti-
mento de motndas c meias moru-
llas, p ii a engenho; machinas de
vapor, e taclias de ferro hatido c
coado, de tojos os tomatillos,
para dito.
- Vende-so urna caixa de tartaruga, lo-
da ene.sto.da de ouro, propria para pre-
sente : na ra Velha, n. 51.
Vende-se urna canoa aber-
ta que carrega um millieiro de ti
jlos, por barato preco : no Hos-
picio, casa de D. Francisca Tho-
mazia da Conceico Cunha.
Vendem-se amarras ue iarro : na ru.
Ja Senzalla-Nova, n. 42.
Vende-se um mulatinho de II annos;
um moleque da n esn'.a idade, milito sado,
eque he propio para qualqurr ofllcio; rft-
do barato, | o ser de urna |cssoa que lem
neressidace de liquidar : na ra largado
Rozario, n. 35, loja.
Vende se, ou inca-se ror casas ou es-
cravos, um sitio no lugar i!o Remedio,
bcia i!n rio, que divide com o sitio do Sr.
Manuel Claudio de QueirOZ, t m chitos pro-
piios, cun mais de mil palmos do fundo,
com cerca nativa pelos lados, grande ca-
cimba de lijlo, boa casa com 4 quaitos,
diis salas, 2 despensas, copiar, cozinha fra,
quarto para prelOS, dito para feilor, com
todas as alcovas e janellas envidragadas,
coqueiios, tamarintiros, eicelleules ca-
jueiros, algunas larangeiras novas, um
Novo sortimento de fa-
zendas baratas, na ra,
>-, _*.. ./. ou carregam-seem carros sem despezas .o
do Crespo, n. 6, ao pe comprador.
aciiii.-sc de recener um completo
tode taix.s de 4 a 8 palmos de bocc. .a
qu.es .ch.m-se a venda por prego com-
modo e com promptidSo embarcam-se,
do lampea .
Vende-se cass.-chita muito fin., de bo-
nitos p.droes, cores fx.s e com 4 palmos
de largura, pelo barato prego de 320 rs. o
cov.do ; c.ss fr.ncez. de quadros, muito
lina, 260 rs. o cov.do; risc.dinho de lis-
tras de linho, 240 rs. o corado ,-brim de
algodSo de cores com listr. .o l.do e de bo-
nitos padrOes, 320 rs. o cov.do ; brim
pardo cl.ro, 1,500 e 1,600 rs. o corte de
duas varase urna quarta ; c.ss. pret. com
ramagem hr.net. para luto, 140 rs. o co-
vado; zu.rte de cores, com 4 palmos de
largura, a 200 rs. o cov.do ; dito azul com
vara de largura, a 200 rs. o covado ; risc-
do monstro, a 2:20 ra. o cov.do; chitas de
bonitos p.droes e cores flx.s, a 160 e 180
rs. o cov.do ; chales de tarl.tana, a 500
800 rs,; cobertores de algodSo america-
no, muito superiores, a 640 rs.
-- A bordo da brigue S.-Joi, chegado
prximamente, vende-se farinha de man-
dioca de superior qualidade, e por menos
prego do que em outra qualquer parte: os
prelendenles dirijam-se a bordo do dito
brigue, fundeado defronte do arsenal de
guerra, ou ao Recife. ra da Cruz, n. 66.
A #000 o corte.
Vendem-se corles de cassa-chita, fina, de
bonitos padrOes e com 6 varas e meia, pelo
diminuto prego de 2,000 rs. o rrle : na
ra do Crespo, n. 6, loja ao p do lampeSo.
Farelo novo a 5,500 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, ebegaaas no ultimo navio
de llamburgo : na la do A114011111, n. 35,
casa de J. J. '11 sso Jnior.
Os melhores charutos de
S.-Felix.
SSo chegados os melhores charutos de
S.-Felix : na ra do Queimado, n. 9, loja.
Ovas do serto.
Vende-se este exrellente petisco na ra
do Queimado, 11. 14, loja de ferragens.
Vende-se vinho do Porto muito supe-
rior, em barril de quarto e quinto ; farinha
de trigo de todas as qualidades e em meias
barricas ; retroz do Porto, prlmeira quali-
dade : panno e meias de linho ; arcos para
barricas ; farinha de mandioca em saccas
grandes e a garnel a bordo da sumaca "*.-
S.-do-Carmo: ludo por prego commodo:
na ra do Vipario, n. 11, primeiro sudar,
casa de Francisco Alves da Cunha.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgcni de Lis-
boa, por pirro muito commodo-
rados de ferro.
Na fundigSo da Aurora em S.-Amaro ,
vendem-se arados do Ierro diversos mo-
delos.
Na ra do Queimado, n. 14, se dir
quem lem para vender urna preta de 20 a
22 annos, e bonita vista, a qual cozinha o
diario de urna casa, com algum principio
de engomm.r e lavar ; bem como urna par-
da de 25 annos, que engomma, lava e cozi-
nha ; um pardo de 10.' 18 annos, de booi-
tr ligura, propiiopar. p.gcm, por ser mui-
to esperto.
Vendem-se dous pianos re-
cenlemenle ebegados, por preco
arma-
parreiral de' uvas moscateis cheirosas, ha-. mullo commodo, para liquidar
n.neiras prata e ni.sses, e outras frutas, 'conlas, visto O dono retirar-se pa-
tudo dando; temas inelliores proporgOes a _. __ j p
para se fundar una olaria, por ler excellen-,ra ,ra naa oa L.ruz,
te porto e barro: os prelendenles entendam- zein 11. .') 8.
secomopropriet.no, Victorino Francisco! V*,rwl ... .,m !,:,.
dossantos.iiaiua do Rangel. n. 54, das 8> Vende-se um bonito caval-
horas da manlnla as 5 da larde dos dias.lo, e milito bom, por prero Com-
g Arco da Conceico, g


II. h.
20:000^000
2.a LOTERA DOS TECIDOS.
Pelo vapor Varatnse, sabido do
2J Rio-de-Janeiio Pin 2 do correnle,
*f vieram bilheles e cautelas desta lo- ..
O malrizes. O
.O O
Fabrica de charutos na
ma estreila do ltozrio,
11. A
O dono deste estahelecimento recebeu
ltimamente um bom sortimento de tumo
par. charutos, d. n^elhor qualidade que ha
na Bah>a, sendo de qualidade regala, pa-
tente, primeira e segunda sorle, que se
vende por prego commodo, mesmo em
qualquer peso : tambem tem charutos li-
nos, com M'jam : lama da Babia, vjst.-.-faz-
A', quem uinar-sabera, regala de S.-Felix,
bajonelaa-imperiaes, cigarros de Mamlha, e
outras muitas qualidades, quo se alianga
sos compradores a boa qualidade e bara-
tez..
uteis, e nos domingos e das santos,>o dito
sitio.
Vende-se um mulatinho, proprio para
aprender odicio, ou para pagem ; na ra de
S.-Amaro, 11. 16.
.Na iu. do Arago, n. 4, leuda de n ai
ceneiro Dellian, vende-sn uuia aimag;*o de
pinho, toda envidracada, propria para miu-
dezas, por pngo minio cot modo.
r
:>
S>
i
>
Sf
O


;_? bilhetes da segunda loleria da latn -
g. ca de tecdos, cuja lista ebegara no
> primeiro vapor: na ra da Cadeia
do Itecife', loja de J0S0 da Cimba Ma
gallules nesta loja vindeam-so os
picmiosseguinles da 12.a lotera da
Misericordia a saber:
5,862 20:000,000
2,7:17 1 000,000
a
i
*&
<
i
<

<;
<-
Aos amantes dos
20:^00^000
Lotera do Kiu-de-
Janeiro.
Vendem-sc os muito afortunados ^
4
A
<
<
<-;
<
<
100,000
ti'a&AAAAAAAAA&AAiW
A 4,00 rs.
Vendem-se sapalOes de lustro, de ponto
lixo, a 4,000 rs. ; sapa tos de selim preto
para senliora, a 1,500 is.; sapttOcs de be-
zerro fiancez, paia homem e meninos ; um
soi lmenlo de sapatinhcs de meninos e me-
ninas ; sapa los ue todas as qualidades paia
homem e senliora ;assnn como se encarru-
ga de mandar fazer toda obra de encom-i
Luda, com peiMgao por prego ^^^^^^^^"^L^
ti.z:":^i rr.nl0' ",9> ,ja d0 ru.*.F.orauo..i,..
modo : no Hospicio, casa de D.
Francisca Thomazia da Contci-
c5o Cunh*
Veniem-ie 4 lindos moleques ; 1 par-
dinhode I6ann8s, bom copeiro ; 3 pretas
de todo o servigo de casa; 1 dita para o
campo ; 1 preto de 25 annos, muito fiel e de
boa conducta : no pateo da matriz de San-
lO-AnlOliio, sobrado n. 4, se dir quem
vende.
Vende-se um rreto mogo, robusto, de
bonita ligura, sem vicio algum e hbil para
qualquer servigo : na ra do Queim.do
loja 11. 21.
A bordo da escuna Sanla-Cruz, ancora-
da em frenlo do caes do Collegio, vende-se
sebo em raua de superior qualidade.
Vende-se a melhor ago'ardcnle de
Frar ga ( [ ale Brandy ) que tem vimlo a es-
te meicado, em caixa de urna duzm : n. ra
da Cadeia'^lo Recife, 11. 48, casa de Augusto
S. Coihell.
Vendem-se pilul.s vegetaes de James
M.rison, ja bem conhecidas nesta provin-
cia : na ra da Cadeia do Recite, n. 48, c-
sa de Augusto S. Corbelt.
Vendem-se garrafas com ago. de I.-
barr.que. recenlemente chegadas : na ra
da Cruz, n. 48, armazem.
A 2,000 rs. o par.
Sspdtos de cou'0 de lustro para senliora
de muito boa qualidade, despachados hon-
lem, a 2,000 rs. o par; dito decordavSo,
1,440 rs e para meninas a 1,000 rs. : no
Ateiro-da-lloa-\ista, loja n. 58.
llarinelada nova,
\inda pelo ultimo vapor do sul., vende-se
airas do Corpo-Santo, n. 66.
Vende-se a 9,000 rs. a arroba
calgado, junto a botica
.\os Sis. bcademicos.
Vendem-se livros, a qualquer hora do
da. para academia, desdo o pii.i.eoo al O
quinto anuo, ltimamente chogadosd. Fu-
ropa, por prego comuiodo : na ra do Sol,
n. 24, segundo andar, defronte du porto das
canoas.
Vendem-se capotinhos pretos de blon
di, por barato prego ; loucas de setim de
Tecidos de algodao tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-Santos.
Na ra da Cadeia, n. i5l,
vendem.se por atacado du.s qualidades,
propri.s par. saceos de ssucar o roup. de
escravos.
Polassa da Russia.
Vende-se superior polassa da Russia, d.
m.is nov. que h. no mercado, por prego
commodo : na ra do Trapiche, n. 17.
Farinha nova de S.-Ma-
1 hetis, por preco mui-
to commodo '
vende-se a bordo do patacho na-
cional Jmizade- Constante., entra-
do reccbtemente daquelle porto,
e fundeado em frente da escadi-
tilia do Collegio. ou a tratar com
Machado & Ii'inheiro, na ra do
"V gario, 11 19, segundo andar.
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassa,
de boa qualidade, em barriszinhob
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ba muito
lempo se nao vende: nc lircile,
ruada Cadeia,armazemn. 13.
Vendem-se bons queijos londrinos
ditos de prato muito frescaes e de superior
qualidade, presuntos Tnglezes para fiam-
bre, ditos porluguezes para paridla, latas
cun i v. I libras de inaimelada, ditas com
holachioba de I i-ba, ditas de sardinha, di-
tas com hervilh.s, frascos com conservas
inglezas, queijos de qualha vindos do Cea-
r, por barato preco, mantas de toucinho
inglez de fumeiro.de 7 a 8 libras cadauma,e
outros muiios gneros de boa qir lidade :
na ra da Cruz, no Recife, n. 46.
Moendas superiores.
Na fundigSo de C. Starr & Companhia1,
em S.-Amaro, acham-se venda moend.s
de caima, todas de ierro, de um modelo e
construcg3o muito Isuperior,
Vendem-se relogios patentes, tanto de
ouro como de prata ; Iranrelins de ouro e
prata ; aunis de ouro ; pennas de ouro
com canelas de prata ; aboloaduras de ou-
ro ; caetas de prata : tudo por prego com-
modo : n. ra do Trapiche, 11. 44, arma-
zem.
Vendem-se pegs de m.d.pollo com
20 varas, com algum toque, a 2,500 e 2,600
rs. e limpo a 2.8C0 is., e .rejado 7 e 8
vintn. ; pegas de chitas, proprias para es-
crav.s, 11 4,200 rs.; ditas de algodozinho
com20 jardas, a 2,210 rs. ; um folc de fo-
lear formigas: por detrs do theatro ve-
Iho, n. 20, primeiro andar.
Vendem-.-c velas de carnauba, chegadas
ltimamente do Aracaly, sendo estas as
na s -upii lores, pela sua duragilo e boa
luz, a 320 rs. a libra : na ra estreila do
Rozrio, n. 8.
Vende-se um bonito escra-
vo, bom (.molno ; duas escravas
de bonitas figuras, que lavam, en-
gommam, cozinham e cosem : no
Hospicio, casa de D Francisca
Thomazia da Conceico Cunha.
Vende-se um cavado rugo, andador de
baixo al neioe muito forganle, o qual sei-
ve para carro, por ser muito ardigo : na ra
da Cadeia dollicile. n. 38, loja de cambio.
Vende-se um casal de. mulatos claros,
ambos com menos de 25 annos, sem vicios
nem achaques, por isso proprio para enge-
nbo, porque o mualo tem pratica desse
servigo, he bom pagem, entende de sapa-
teiro, ehebeni apesso.do ; .ssimeomo, a
ini.llier entende optiniamente de engom-
mar, coziohar, coser, lavar e ensaboar : no
largo da Assembla, n. 8, se dir quem
vende.
Vende-se, na ru. das Cruzcs, n. 22,
segundo andar, urna crioul. di 18 annos,
recolhida, e com algumas habilidades;
duas ditas quilandf iras, e que cozinham c
lavam de sal.o ; um lindo mulatinho de
13 annos, opimo para pagem, ou | ara otli-
eio. +
Vendem-se dous escravos de bonitas
liguras, eque sSo bons carreiros ; 2 mi le-
gues de 10 a 18 annos; 4 negrotas muito
lindas, que coscm e engomm.m ; 3 escra-
vos de lodo o servigo: na roa Direita, n. 3.
Venuem-se, na ra da Madre-de-Dos,
n. 31, batatas francezas, a 600 rs. o gigo.
Vendem-se dous consolse urna mesa
de Jacaranda : tudo com peora e de moder-
no gosto, por prego rommodo: n. ru. do
Vig.rio, n. 25, segundo andar.
Vende-se a taberna da travessa do Se-
rigado, n. 1, bastante afreguez.d., e com
poucos fundos: a tratar na ru da Assump-
go, o 50.
Loteria doRio-dc-
Janeiro.
Aos 0:000,000 de rs.
Na prag. d. Independencia', n. 3, que
algunsque andam 8 di.s sem precisaren!
de corda : na ra da Cruz, no itecife, n. 55.
Vende-se cera em vel.s do Rio-de-Ja-
neiro, muito bom sortimento, em c.ixas
de 144 libras, por prego moito commodo :
a tratar com Novaes & Companhia, n. ra
doTr.piche,n. 34.
~ Vende-se um. excedente carteira do 2
faces, em muito bom estado e forte, propria
paraum escriptorio: na ra da Senz.lla,
n- 42, primeiro andar, de manha t s 9
horas, e de tarde d. 3 ts 5.
*" Vender um. escr.va de n.gSo, de
20 nnos, que cozinha bem o diario de urna
casa e faz todo o mais servieo : n. ro. do
l.ivrainento, n.28.
Bezerro fruncez.
No Aterro-d.-no.-VisU, k.j. n. 58, vn-
dese1 beierro fr.ncez, muito gr.nde.de mui-
to bo. qualidade, a 3,520 rs. a pello ; e
couru de lustro de auperior qualidade.
E.*cravos Fgidos
-- Em a noite de S8 do prximo passado,
fugio, da povoagBo do Monteiro, da casa da
residencia de Manoel Antonio da Silva An-
tones, a pela Milis, do gento de Angola,
moga, de estatua e corpo legularcs, cor
preta, io.-lo al ocnt.do, fulla bem 0 vulgar:
tem os ts um tantogrosos: qurm a pe-
gar leve-a ma da C.deia-Velha, n. 24,
que ser gratificado.
-- Fugio, no da 10 do corrente, um c-
hrinb.de 12 nnos, de nome Francisco-
levou chapeo de palh, camisa de chita j
desbotada, caigas de risc.dinho de linho ja
velha ; he bem parecido, secco do corpo
olhovivse bastante desinqoetos; tem o'
embigo quebrado; he natural de timla
foi cria do fallecido Custodio Le.l; deseon-
Ti.-se que ande mesmo por esta cid.de, ou
na deOlinda : quem o pegar leve-o a cas.
de .Manuel Kimono Kerreira, na ru. da Con-
cordia, ou em Oiinda, a Antonio Kerreira,
com venda defronte da cadeia, que ser
gratificado.-
Fugio, da cas. de J0S0 Loubet. n. noi-
te i'e 14 do corrente, um preto de nome
Joflo, de n.gSo Munhagen, idadede25 an-
nos para m.is, ps cimbados, corpo -magro;
tem urna rostu'a de talho por cima do na-
riz, e no meio da testa a'guns carocinbos,
uso de sua Ierra ; lem a testa cabida e as
entradas muito levantadas para cima, boc-
ea grande e foveira apparecendo nos bei-
cos; foi comprado a um Portuguez que re-
sidi no Hotel-Francisco em 1849 ; descon-
lia-se ter embarcado para fra. Roga-se a
todos os c.pitSes de navio, que o no rece-
bara a bordo, e as autoridades polciaes e
rapites de esrapo, quo o apprehend.m e
levem-no ra do Passeio, n. 5, loja de
chapeos de sol, queserSogratificados.
Fugio, uudia 8 do correnle, do ehge-
nbo Barbalbo do Cabo, urna escrava de no-
me Joaquina, de nag3o Angola, cor preta,
de 16 annos pouco mais ou menos, secca
do corpo, altura regular, br-igos grossos,
bocea grande, com bastante ciavos pelos
ps ; usa de apragatas ; supuOe-se ter sido
seduzida por um caboclo de nome Jo9o,
baixo, cheio do corpo, cOr plida, de mais
de 20 nnos, rosto redondo, pouc* barba,
olhos pequeos, bocea grande. Rog.-se as
autoridades policiaes ocapitiles de campo,
que a appii tiendam e levem-n. .0 dito tn-
geulio, ou ru. do Apollo, .rm.zem de *s-
sucar, de Candido Lobo, que Mr3o gratifi-
cados generosamente.
Fugio, de bordo do brigue nacional
San-Par, viudo do llio-de-Janeiro, um par-
do de nome Sabino, que representa 20 tu-
nos pouco m.is ou menos ; levou raigas de
algodfio azul e camisa da mesma fuyenda, e
bonete encarnado : quemo pegar leve-o a
casa de Novaes & Compinhia, na ra do
Trapiche, n. 34, que ser bem recompen-
sado.
Fugio, no dia 12 do Tcorrente, pelas 9
horas da noite, o prelo Benedicto, crioulo,
que representa ter 24 annos, de altura re-
gular, sem barba, car. redonda, olhos car-
rancudos; tem os ps torios, e he cambado
de urna perna ; levou caigas o camisa de
risc.nin e est j rota, e bonete: quem o
pegar leve-o ru. da Cadeia do Recife, n.
51, que ser bem recompensado.
-- Fugio, no dia 4 do corrente, um mula-
tinho de nome Thomaz, com fllcio de
m.rceneiro, baixo, cheio do corpo, cabello
c.rhe.do, loim coitado: quem o pegar
leve-o .o Aterro-d.-lloa-Vista, n. 3, ter-
celro andar, que ser recompensado; assim
como se protesta contra quemo tiVer oc-
rullo.
Fugio, no dia 4, o pardo Thom.z, de J8
annos, com ofticio de m.rceneiro. baixo,
cheio do corpo, cabellos cacheados, m.s
corlados, rosto redondo, olhos grandes e
psrdos. n.nz filado, bocea grande, bei-
gos encarnados, denles largos ; tem no (
esquardo um dedo cortado, junto .0 mni-
mo, pos chatos ; Iraz as mitos sempre su-
jasde tintado mar ceneiro; quando tr.ba-
h. lir. a c.mis. ; tem un. pannos pelas
cost.s e pescogo ; roslum. mud.r de no-
me. Pede-se ao Srs. capules de barcos, ca-
so ello esleja trabalhando em algum barco
que o mandem agarrar, e no o deixem
emb.ic.r, pois o rlito pardo anda dizendo
que he foaro. Este pardo he prrtencenleao
casal du fallecido tenenle-coronel Jos do
llego Rarros. Quem o pegar leve-o .0 Aler-
ro-d.-Boa-Visls, n. 34, terceiro andar, a sua
senliora, I). Anloni. Florinda Pessoa de Hel-
io ; assim como se prolest. contra quem o
trver oceulto.
Fugio, no di. 10 do corrente, do en-
genbo Conccicfio, a crioula Calh.rin, do
30 anuos, alta, corpo regular, cor fula, bem
fallante ; levou saia de algodSo azul e mais
alguma roup...Esta esersv. veio para o Re
cife com uuia prela boceteia, aonde foi
vista, sendo seu senbor, Manoel Antonio
Rezeira, n mador nu mesmo engenho. Ko-
g4-se a iodas as autoridades policiaes e ca-
piles de campo, que a apprehendam e
deita paraa. ruis do Queimado e Crespo, I levem-n. ao Passeiu-I'ublico, a Firoiiano
estilo a venda bilheles, meios, quarlos, oi-
tavos e vigsimos da segunda loieria a be-
neficio da fabrica de ttcidos daquella pro-
vincia. Na mesma loja esla patente a lista
da 12.a loteria a beneficio das construgOes e
reparos das malrizes daquella provincia.
~ Vendem-se bustos de gesso represeu-
muito bom goslo, proprias para baplisa-jtando fielmente a rainlia Victoiiae o piin-
dos: na ma do Calinga, loja de miudezas,] cifie Alberto; relogios de ouro e de prata,
do Hilarte. | chegados uliim.nieiite da Suissa : estes re-
Chegaram novamente i ra da Sen-.logiosquesDo mu bem acabados, se tor-
zalla-Nova, n. 42, relogios de ouro e prala nam multo recoinmeudaveis a qualquer
p.teiite inglez, p.r. homem e seiihora. 'particular, e .dvorte-se que b. entre .lie.
Jos Rodrigues Kerreira. OU .0 dito enge-
nho, que serSo gratificados.
-- Fugio, de bordo do patacho Nota-Luz,
umescravode nome Joaquim, crioulo, uu
25 anuos pouco m.is ou menos, com pouca
barba, cabellos gr.ndes ; levou c.lg.s e ca-
misa branca, chapeo pelo de Braga, euma
trouxa com roupa : quem o pegar leve-o
prag. do Comniercio, u. 6, que sera recom-
pensado.
r--
PanN. :na pryp. de., i. pe pa.u.1850


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