Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06814


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Full Text
Anuo XXVI.
Tenja-fera 10
PARTIDAS DO COBQI10I.
Colanna e Parahlba, segundas escita felras.
Rio-Grandedo-Norlc, quintal fciras aomeio-
. di.i.
Cabo, Seiinliacm, Rio-Formoso, Porto-Calvo
e Macelo, no 1.*, a II, e 21 de cada uiez.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
lina-Vista Flores, a 13 e 28.
Victoria, quintas felras.
Olinda, todos os dias.
irarjitmoii.
PHiSES tk LDl.
,'Mlog.
I Nova
i O esc.
[Chela
a 3.asl0h.e59m.dat.
a 12, s 4h.e Oin. daiu.
a 19, s 5h.e52 ni.dal.
a'211, s 9 b. e-11 m. da m.
VHEAMAm DE HOJK.
Primeira as 10 horas
Segunda as 11 hora
54 minutos da manhaa.
18 minutos da larde.
de Fevereirode 1850.
N. 41
bbboOs da sunscainjlo.
Por tres mezes (adianlado) 4#000
Por seis me/es a 8/000
Por uui anno
das da semana
18 Seg. S.Thi-otouin. Au I. do J. or', e do n. 1. v.
19 Tere,, Conrado. Aud. do chae, do J. d.il.
v. db clv. e du dos feilos da fjirnda.
20 Quart. S. Eleuterio. Aud. do J. da 2. v. doclvel.
21 liuint. S. M iximiaiino. Aud. do J. dos orF. e do
ni. dal.v.
22 Seit. S. Margarida. Aud. do J. da 1. v. do civ.
e do dos fcitos da fasenda.
23 Sab. S. Laiaro. Aud. da Chae, e do J. da 2.
v. do criiue.
ltyX)00J24 Dom. S. Malhias, apostlo.
CAMBIOS EM 18 DB PEVf B.EiaO.
Sobre Londrei. 28'/. d. por 1/000 rs. 60 das.
. Paria, 3<0.
. Lisboa, 95 por cento. ^^^
Oyro -Oncas hespanhoc.......... 28/1100 a 2H/D0O
Sedaa afStm vclha... lliJGOO a g*
. de0/4.K)novas.. Ib/200 a 16*400
. de. 4/000........... 9/21.0 a 9/40
Prala.-Palacoes brasileiros...... /* a 1/980
Pesos columnarios....... W \
Ditos mesicanos.......... 1/800 a 1/820
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
O presidenta da provincia, querendo pro-
videnciar do melhor modo n tralamento das
pessoas indigentes que frem acommatti-
dns da fehro reinante, resolve o seguinte :
Os liotif arios, que por portarla de 15 do
correnle fram designa los para fornecerem
os me licamenlos necesarios para o curati-
vo das pessoas inligonlcsque sofTrerem das
febres ruinantes, nviarflo niio sas receitas
dadas pelos mdicos especialmente encar-
regadosda visitados doentcs pobres, mas
tambem. as que frem pastadas por quai-
quer oulro facultativo, uma vez que estes
declarem, no alto da receita, serem ellas
destinadas pciaoa indigente, designando
sen nome o mura la, equea receita assini
feita seja rubricada pelo parodio e inspec-
tor de quurlciriio, um que residir o en-
fermo.
Palacio do governo de Pernambuco, 18 do
feveroirode 1850.-//oiforo Hermto Cma-
ro Ledo.
BISI'ADO DE PERNAMBUCO.
D. Jodo da Purificando Marque* Perdigdo,
eonego regrante de Sanio Agoilinho, por
grucadt feos e da Santa S Apostlica, bls-
po de l'trnambuco, do concelho de S. M. I.
eC.,&.,&.
A paz, asaiide e abencaodo Pastor F.terno
seja com todo* os nossos diocesanos.
Dilcct issi ni os (litios predilecto rehanhode
Jesus-Clirislo: a benigna Providencia, cons-
tantemente solicita em promover a sortc
eternamente venturosa dos que habitan)
sobre* face da trra, jamis deixa de ani-
mar e confortar ns pastores que instituo
para regerem e defenderomas ovellias que
devom escutar a voz da verdado, inspiran-
do-Ibes caridosos sen tmenlos, pe'os quaes
as exnoi t-m observancia das leis.
lista exhortarlo, mais urgente nos tem-
pes do anno, em que a solicilude pastoral
he adstriclamente recommendada e pros-
cripta pela santa igreja, nos inspira maior
esperanza do colher abundante fructo e
mais avantajado resultado de seu desvelo
em piol de seos iilhos.
Equetempomaisproprio que o da qua-
resma para vos recordarmos os sentimen-
tosorthadoxos, de que deveis estar anima-
dos, principalmente quando presenciis a
actual relax*c3o nos cnstumes manifest
indicio do mdico e diminuto fructo da
ao pelos c exercicio cum o sincero animo de felicitar
os que nfto deveni viver smenle do pilo,
mas de toda a divina palavra, mals neces-
sai-in nuiriciio espiritual, que o p3o ao ali-
mei>to corporal!
.Nao eslranheis esta nossa caridosa ren-
sura, motivada pelo nte'esse de vossa si I-
va(,-"ici, (qual tanto mais em nos so aug-
menta, quanto maior he a caridade quo vos
tributamos na proximilade do termo de
nossa oxistencia ) porquanto pusto que
os nossos diocesanos manifestem religiosa
alten^flo aos sermOes que ouvom nos tem-
plos, como temos pirsenciado nesla capital,
e as cinco provincias, pelas quaes transi-
tamos, explicindo o evangellio esatsfa-
zendoa outros deveres ; lo la va, pondera-
das as necessarias excepcOes, tillo divisa-
mos, nem nos consta terem npresenlado
fructo correspondente aquella attencSo que
ora mencionamos.
Nos, poini, sensiveisao irrcflectido pro-
codimento da maior parte, quizeramos que
os perlencenles grey peinambiicans, es-
cutando vidamente a voz da religiflo, in-
sinuada porseus respectivos ministros, nSo
so eulregassem a outros objeclos menos
importadles, sem que a sement da divina
palavra creass.e raizes om seus corarlos,
como Jesus-Christo diz por S.-I.ucas, ex-
plicando a parbola do semeador, qualj
em outra oocasiSo apresentamos. Este se-
ria o meiu de se dedicaren! aoexercicio das
virtudes, por Jesus-Chrislo ensinadas e pra-
ticadas, para nossa inslrucan. Da outra
roaneira n.lo roderemos esperar correcto
no povo cbrist.1o,u continuaremos a sup-
portar e lamentaros borriveis efTeitos da
escandalosa immoralidade o corrupto ge-
ral, que consideravelmenle opprimeago-
rae,3o humana, sem qu e-la pnssa respirar
no uni d..s se lic es, o maior flagello que
a nalureza humana pode experimentar por
celeste disposiejo, para castigar tanta au-
dacia, tanta ousadi, laman!) i relaxaban.
O procedimento de mohos, repugnante
exacc'io dos deveres religiosos e civis,
contra o qual declamamos como interno
de promover sua relractai;l.i, exige que n.lo
afrouxemos na assiduidade de nossas ex-
hortarles em favor daquelles por quom
somos responeaveis, quando sobejos mo-
tivos nos furnecein para lmennos se cons-
liluam inexcusaveis no acto de seu julga-
meiilo na futura eteruidade, no qual devem
comparecer, quando lalvez menos rellic-
tam. para res; onder pela desordenada con-
ducta, em que vivcraih e moneram.
Qu utos sao esque cumprem o primeiro
prreeitoda le que professamos Quantos
os que olservam o segundo, igual ao pri-
meiro iirsia mesma le Ah! os M*M>i
nios, osrouhos, os odios, as rixas, os en-
redos, as calumnias, suscitadas i- nutridas
contra a caridade devida aos que lio uiisier
considerar somelhai.ics a nos; o inconsi-
derados insultos, perpetrados ( etn casas
particulares contra familias decentes e ho-
nestas,) porcidad3os destituidos do educa-
clo, pejo e temor, como frequentemente
nos consta por supplicas, dirig lasa obviar
pela prevenc.no, ou a medicinar taes atten-
tados, nlenamente manifestam o profundo
esquecimonto en quo existe a observan-
cia dos deveres p*ra com Dos e para com
aquellos em obsequio de quem be necesa-
rio promover fazer realisar lodo o hem.
quo para nos queremos, sobre cujo objecto
j lamben) em nutras occasiO's esclarece-
mos os nossos diocesanos, algn1 dos quaes,
pertinazes na imrenitencia, proceded! no
transneto procedimento, nflo llies merecen-
do considerac.lo alguma a urgentissima
execuilr das leis, quando rnente esta e
nio as emissOes da voz, quic dirigi la pa-
ra illudir pela dissimulac.lo, nos qualilica
o designa sinceros obedientes ao Evan-
gelbo.
Assim o disse Jesus-Christo oroferinlo
palavras de vida eterna.e diz ainda boj > -r
seus evangelistas, fazendo igualmen'" v, r,
que nem lodos os que dizemSenur, Su-
nhorenlrarflo no reino do co.
Em consequencia desla infallivct verda-
do, llevemos reconhecer v3a a esperanza
daquelles que esta fundamentara na tbeo-
ria, inconlorme com a pr'ica, pois que
aquella sem esta os precipitar ^o horro-
roso chaos da divina dindignacS *, porque
no conformarilo o seu prorelim r'to com
a viva crenrja, nica capaz d'os santificar.
O opposto raciocinio, originado na Iluso-
ria e falsa philosophia, enllocar no ahys-
mo os que a lempo niJo se retracUrem a
cujo respeito j os nossos diocesanos f-
ram por nos prevenidos, para que a dissj-
minaco de varias e perigos-is doolriuas,
quaos o Principe dos Apostlos menciona,
e quo infelizmente grassam por lo l'o orbe
com o maior escndalo e detrimento do
christianismo, os n.lo comprelieuda.
Para eviiar esta cataslrophe, parece-nos
conveniente cxp> com aquella liherdado
quo o nesso ministerio nos confere) os sen-
timentos do{Aposlo!o virgem, aos quaes nos
referimos :--So alguem vos anniinciar um
outro F.vangelno, dilTerentedaquelle que
recebeslos em vossa religiosa elucaQflo,
n.lo Ihe tributis a menor allenco ; rug
dalle, como d'um publico seductor, frau-
dulento impostor, infractor detod'alei,
lilho da pcrJicilo!
At quaiiJrJ) Deus de infinita bomla-
de, supportareis o procedimento,* viva voz
e os escripias, que Impugnan v.issn dou-
trina, nica que p le salisfazer os que se
desviam do caminho da probidado, di hon-
ra e da reclidSo .'
Porquanto tempo mais omitliremos o de-
ver de palenltar pela constancia napitica
das virtudes a sinceridade di nossa fe, o
fundamento da nossa esperanza, a firmeza
da caridade, sem a qual he incoiitestavel a
poslerga^ilo de todos os premios.'
O Apostlo, escrevendo aos naturaes de
Galacia para os persuadir de quo n3o de-
viam escutar diversa dout'ina da que elle
evangelisava, ainda quo fosse annuiiciada
por um Anjo do Co. querendo, p*r esta hy-
potbesf impossiveUle se varifiear, demons-
trar a firmeza dos dogmas da religiao ,
sempre invariaveis, sempre inilleraveis diz
tamben aos Corinthi js e a n*. que, exclu-
sa a caridade, somos como metal quo soa,
ou eomo o sino quando dobra !
Sectarios do mundo, residentes e disper-
sos por tolos os paizes e estados, que vos
deleitis na l'nncflo de illicitos praz^res,
involvidos no ahysino das puixdes, pelas
quaes vosdcclarasles periiuazes persegui-
dores da religilo catholica usurpadores
dos legtimos governos e perturbadores do
socego publico, de cujos suaves efTeitos
despojastes as nacOes, occasionando gravis-
simo detrimento a iunumeras familias, co-
mo se n.lo fosseis responsaveis pela desor-
den) e confusio universal, em qu collocas-
tes os pacficos cidadflos, impnsslbililados
de occorrer a tilo ingente calamida le, e
restituir aoorbe civilisado sua pacifica es-
tahilidade ; qual ser vosso desiiuo no tre-
mendo porvir Smenle a infinita Omni-
potencia podo, por urna singular commise-
racSo, fnzer cessar a impetuosa torrente
dos males quo inundam toda a Ierra, tai-
voz mais corrompida que na poca do
deluvio universal, qual, segundo a divina
promessa, no tem de ser segundado. No-
tai, porm, que osla eterna promessa no
Comnrehendeu ouira especie de deluvios
com que o Creador detcrmiiie rechupar a-
rremente a desinvolta licenya que as crea-
turas adoplaram.
Ao poder irresistivel pertence, quando
conveniente l'r, fazer seccar asagoas da
geral coulradiCfSo.por cujas portas os uni-
versaes innovadores, os mais inconstantes,
teeni iulroduzido cummuns tribular,s,
que o p.to da angustia sustenta !
Que fareis logo que bajis de responder
pela carencia da devidos dispusicoes cun
que devom comparecer na presenca do Juiz
dos vivos o dos morios aquelles a quom a
turbulencia, por s genealisada, foz vic-
timas, sacrificadas a vossa omnmoda am-
biQilo /
Cercados do mil *fllicc.0es de espirito
quando o pungente remorso vos assalia,
qual deve ser vossa sorte na futura eterui-
dade!
Ainda, porm, vos resta um poderoso de-
signio, pelo qual podis applucar a divina
indignaeo, e ailr.hir a immensa piedade
d'um Heos indulgente a touo o momento,
em quo a verdndeira dr o clllcaz contric-
coil appaiecerem em sua presenca.
A procraslinacSo de vossa cordial conver-
sa o vospJe ser fatal.1 Eaiquauto a Divi-
na Providencia vos conserva no deploravel
desterro, cogitai ua celeste patria, pun-
cindo vossas consciencias pelo Snerament
da Penitencia, para evitsrJes a final mpe-
nitencia que vos e*p 'la !
A detestai;no do erro e o abandono dis
trevas que vos cercam, dissipand) o Iri-
Iho de vossa crirriinalidade, atlrahirAo so-
bre vos o fulgenlo olarfln da luz etrni, que
Ilumina a todos es habitantes do universo.
Imilai vossos anteoassidos, que oppor-
tunamenle so retractaram, e pela congru-
ente penitencia C0at*ffuirarn a po-s-^e da
perenne felicidade. Vos n3o sois de peior
Oondicfio. Se quizcrdes.podeis oblar a mes-
ma ventura.
Qual o ente sobre a teri-J.quequeira ser ex-
acto no cumprimnto de sus deveres,o no
pnssa alcanzar esta solida gloria I No p le
sem o adjulono da grar;*, atienta a fragili-
dade humana? Prximos estn os Sacra-
mentos, instituidos pira o santificar! listes
Ihe subministram os mcios de ser apto
idneo para o reino de Dos, que jamis
pdem ser adquiridos pelo sequilo da rela-
xaQSo.
Como, porm, podero os Sacramentos
conferir as graqas e auxilios, que Ihe silo
proprios, aquelles que neglicenc^am sua
digna recepQ.lo, que abandonan) ou despre-
zam sua frequencia !
( Sacramento da Penitencia, o mais pro-
prio para reparar a innocencia perdida, he
o menos frequentado !
Poder*,porm, occorrer mente humana
algum meo termo entre a innocencia e a pe-
nitencia,quando nicamente umdeslesdous
extremos podo justificar o homem na pre-
senta ilo Escrutador dos con>r;es ? N3o be
possivel. Se os qu no frei)ucntam os
Sacramentos reflexunassem sobre sua con-
ducta, sem dlvida coinprehendeiiam a im-
piedad que ro iiellem ludas as vezes que
I frustran) os benignos designios do Jesus-
I Cbristo, sempre solicito da salvaqOo dos
' que remio com seu precioso sangue.
I Filhos prcdilectissimos, so as nnssas re-
flexOes hilo so sulllciontes para mover vos-
Isoscoraijo s, e vos contristar para a pmi-
I tencia, sejm-vos propicios os infinios
J mritos de Jesus-Christo. Soccorra-vos sua
sacratissima paixSo e morte. Prolejam-
1 vos as suis preoiosissimas cliagas, s quaes,
'com maior conflanca, affeicoados, suppli-
jcai o perdfloddS vossas fallas. Venham fi-
' mmente em vosso favor as dores e adlic-
1 Qes extremas, qui sua Sanlissma Mili sof-
1 freu desde a prisio al a morte de s-u
Unignito Pililo, pelas quaes mereeeu o
magnifico e inromparave! titulo de Corre-
demptora do genero humano.
Dcos ite imuiensa piedade,cuja clemencia
tem protegido superabun lanlemente oslo
brasileiro, dignai-vns attender os rogos dos
que de vos exoram compaixilo e misericor-
!dia, porque em vos confian). 0 pastor da
grey pernamhucana, proslrado com o maior
acatamenlo entrego vestbulo e o aliar, mu-
nido ilaquella le que vos di jna-les exaltar
: para cxemplo dos pusillamines, implora
1 em prol do reliando, que Ihe esta confiado,
vossa eterna beneficencia. Com o ptenle
' i ni uNu de vossa gra^a, e pelo attributo
I proprio de vossa omnipotencia, cooperan*
do a leitura da doutnna que elle expe em
i nos dever, f.izei terminar a geral immoral la-
de, cujo projtrcssu t-"m gerado as rnaisdg-
lorosas dissenses pela desunirlo dos espiri-
to*. Fazei desaparecer as sediciVs, con-
trarias a canAde e paz, que deve reinar
entre o vosso povo. Diguai-vos minorara
opprcssiio que supportamos, por vos eni-
vi ida para reprimir a humana temeridaiie.
Convencidos de que as nossas mi ui la les
sflodiynasde maior reprehen>ao,reconbecb-
mos, e confessamos a suavidado de vos^
juslica. Nossa triste condic.ao nos faz per-
INTERIOR.
RI-DE-JANE1RO.
CMARA DOS SRS. IIF.PUTADOS.
srssA Em 23 de JANFir.0 nE 1850.
Presidencia do Sr. Gabriel SUnilct dot Santot,
ORDEN I>0 DA.
Discussdo do projecto de respoila < falla
do throno.
(Continuac&o don. 40.)
O .Sr. Ferreira ferino -.--Mas, como creio
quenenhum dos meus collejas querar en-
carmgar-so de uma tarefa tilo desagradavel,
nHo tenhn outro expediente senSn tomar
por base de minlm reflexOes dom docu-
mentos que me psrecem importantes, por-
que resumem as principaos queixas que tc-
nbn ntivi lo contra o govrno em lt\lSo
aos surcessos de PSrnsmbuco; sendo um
dalles o in*nif**ta assigna lo p|oi oilo de-
pul nlus daquella provincia, em que se pre-
sentan) solemnemente perante o Brasil to-
das as causas justificativas da rcvolta
Com t;a o manifest. ( L.) Oozava a
provincia do l'e'nambuco da mais perfeit
paz quindo a ella chegou no di 16 do pr-
ximo passa'o mez do outubro o Exal. Sr,
llerculaiio Ferreira l'cnna como seu presi-
dente. A dcuiisso do Sr. Costa Piulo e a
mu lanei do gabinete no Itio-de-Janeiro
piuca lensacffo causaran) na provincia, e o
partido liberal resignou-sea ludo,esperan-
do do nrivo ministerio o riiuiprimenlo do
seu programan administrativo.
A respeito do estado da Iraniiuillidale.eu
ja fiz algumas nflesOes indicando as causas
dos bem fndalos receios quo gcralmenlc
se manifcsUvam e quaiilO a sensaQ.lo cau-
sada pele niudiiiu; i do gabinete, que os de-
putadns dizem t>-r sido pouca, apello para o
ait)go que ja li do Correio Mercantil, publi-
clo nosta corle quando ebegou o vapor
Bahiana ; apello para a proprie circular da
sociedade Imperial Permmbucana, para o
artigo do Diario-Novo, em que o diz quo
era o successo mais transcen lento ou ex-
traordinario de que ha mullos anuos liavia
noticia em Pernambuco. (juaulo resig-
nacSo que o partido liberal leva com a mu-
danc de poltica, reliro-me aos debito! ba-
vido nesta mcsina casa, llof orde-se a c-
mara do que bouve enlao, recnr.le-se do
voto de censura Inserto na acta sem oiscus-
sSo (muito< apoiados,, dessa senlenpa con-
demnando urna
sentado um s a
li ola anda dad
silo fui condemnado, contra o regiment
[apoiados), contra os estylos, contra a rasan
(apoiuios ; sem que se permillisse queums
dupulado lzesse a menor reflejo (apoia-
d;s), um dos cheles do partido liberal per-
gunla indignado a esse ministerio o que es-
pera conseguir na pOC em que os povos
e^tao conquistando pelas armas as libcrda-
ales publicas, o muda se chima a isto r-
algnacfio!? Confesso, seuliores, que, se
merec) til nome o que aqu presenciamos
nos primeiios das de outubro de I8t8, eu
b3o sei quaes serSu os termos proprios para
Indicar os senlimentos da "Mo, do furor e
da indignaQao... ^Nmeros!,.-miados.
(Cuiiliiu'ii a lar:)
l.ogo queoSr. Peona foi >',"n)eo'o.D.re-
sidenlo para esla provincia, a depulnijao dJ
Pernambuco leve um aziago presenlimen-
to, e alguns de nossos collogas ileclaiarun
na cmara que elle seria intenso provincia
e infenso ao partido liberal.
lies,-li lo a isto com a circular da socie-
dade Imperial Pernambucana, assignada
tinazes na culpa, iusensiveis aos beneficiosji] por alguns dos mesmos deputados, em que
chefe de polica, eu Iba respond que es-
lava mal informado, que o chefe do polica
era oulro, que provavelmente seria bem
aceito pelos praieiros.
Desembarcando em Macei, dirigi-me im-
mediatamente casa do Sr. desembargador
Firmini), onde se achava tambem presente
o nosso collega oSr. Comes llibeiro, ecom-
municando-lhc nseu despacho, responde i-
me elle que a commissilo era bem ardua,
mas que c.-Uv* promuto a obedecer ao go-
verno eadar-me mais uma prova de sua
amizado parlin lo commigo para 0 Recife.
He veidade que s ento souberam os de-
putados dest despacho, mas eu tive o pra-
zerdcnuvir-lhesque nao havia rasdo para
queixarem se, pois que o Sr. Frmino era
um magi-traln honesto eesiranho s lulas
dos | artidos de Pernambuco Exoosto assim
fielmente o fado, haver porventur moti-
vo algum de queixa ou de censura ? Com-
melleria cu alguma falta nflo divulgan lo
desde logo a nomeaclo feta pelo governo.
Creio, p--lo contrario, que cumpri o meu
dever. ( Apoiado',)
Tambem se lia dito que eu ped aos depu-
tados que me apoiassem na administrarlo
fazendo-lhcs certas promes-as, e que as
nao cumpri; mas, ltenlas as circunstan-
cias da provincia e da poca, e-a nccessa'io
que cu fosse nimiamente indiscreto e le-
viano paia ligar-me a semolbantos com-
prnmissos. Eu prometli trata-Ios cun mo-
derac.no e jUStiga, como era do meu dever,
e s imli a desejar que me relribuisseni
com um comporiamcnlo legal o pacifico.
Quanto s oulras noineac/ies e demissOis
de que fui premunido com nvolavel so-
givdo, nada digo, porque nSo me record
do qualquer oulra excepca-xla do coro-
nel Joaqun) Jos I.uiz de Souza para cum-
ulan lanle do segundo bahillii de arlilha-
ra e interino das armas ; masessa mesma
licou sem elTeito por achar-se elle j alica-
rio da molestia do que falleceu, eemquauto
nao ebegou o general Coellio continuou em
exeicicio O coronel Rozado.
(Contnii a ler:)
n Depois da sua posse, alguns Jos nossos
collegas visitaran) o Sr. Penua, e a sua ln-
goagem foi sempre a mesma, de modera-
cao, de imparcialidade, e at inimigo de
reacfOes, a isto mesmo disse e prometluii a
varias passoss do nosso lulo. Sem embar-
go apregoavam os nossos contrarios quo
esla supposta moderarlo acabara assim
que embarcasse o Sr. Costa Pinto, que se
havia demorado es| erando a chegada do
vapor do norte. Fosse esta ou nao a causa
que nos prestis em lo los os momentos de
nossa precaria existencia; nos, porm,pro
legidos pela prestancia de vossa paiticular
assistencia, esperamos cumprir uossos da-
veras. Vos esperis nossa conversan du-
rante a severidade de vossa justa indigna-
cao; logo, poiai.quo sobre us desee vossa
commiseraciTo, desla abusa nossa fragilida-
de, u3o satisfazendo as promessas feilas no
tempo da iribulacilo. Se contra nos vos in-
dignis, supplicamos remissao; se esta nos
concedis, dilatan.os nossa ngralldlo. Sus-
pondei, Sennor, a espada do vossa rigorosa
juslica, pasar do nosso enorme demerito, e
conveitei para vos aquelles que do nada
creastes. Concedei a paz ao muupo
fazei orecer e brilhar vossa divina reli-
giao Coinmunicai ao vosso povo a grags
e soccorros, de que elle iiecossita para ce-
lebrar alienta e devolamenle o mysterio de
voss" paixao e morte. Fazei-o exacto ob-
servante das vossas leis e das de vo>sa pre-
dilecta Esposa, do quem sao filhos. O
vosso indigno servo, prelado da Igreja, a
que preside em vosso nome e virtude. im-
plora vossa clemeule piedade a favor do sa-
cerdocio, do imperio edos que nao assegu-
rum, por todos os meios ao seu alcance, a
sal vacuo de suas almas,por VOS remidas pa-
ra seren isenlas das penas eternas, e as
coudecorardes com a estolla da immortil i
dado, quo faz verdaderamente ditosos os
seus possuidures. Kazei-loes ver, segundo
a fragilidad e iiisullloiencia da ment hu-
mana, qual Uilereiica entre o prazer e o
tormento eternos.
Palacio da Solidada, 16 de fevereiro de
1851).
lodo, blspo diocesano.
_^k .
se encontrara estas expresser:--O governo
pesou muito as nomea^Oes para Pernambu-
co, u o novo presidente Horneado, o Sr.
Ileiculano Ferreira l'enna, se nao be nosso,
parece pelos menos possuido das i leas de
mo leraran qoe o presidente do concelho
insinuou emscu progrmala
(Contini a ler:)
O Sr. Penna, viudo do passagem com al-
guns dos nossos collegas, mnstrou-se a
bordo inteiramenle pacifico, e al contrario
toda a icaivj.i e violencia,mas 110 (un J le
sua alma oceultava o narctico com que
pretenda adormecer-nos, pois que s as
Alagas se soube da nomeafilo do novo che-
fo de polica, quo elle oceultou sempre de
seus cullegas, e s depois de sua ciiegada
aqu soubemos das oulras demissOes e no-
moa(es de que vinba premuiiido com in-
vioiavel sgillo.
Duraule a viagem do vapor, seuliores, cu
tive para com os deputados aquello com-
portamentu que lie pfopriQ dn meu caracler
e do meus luimos, uproveilanJo todas as
:;.-:.... -.'.-, e meios de tranquillifa -los, e afi-
aii;audo-lbes que do nimba paite nao bave-
ria acto algum de perseguido ou de vio-
lencia contra ellos e seus amigos ; mas al
disto se me faz um crime !
Quanto a naotereu publicado a nomea-
<;."ui do chelo de polica, nao s que peso
possa ler a hccusac.30 ; mas explcarei este
mesmo laclo. Quanlo parlimos da corto
eu sabia que o Sr. desembargidor Firmino
Antonio de Souxa achava-se nao em Per-
nambuco, mas em Macei, no gozo de urna
licenca que eu mesmo Ihe havia remelli-
do ; e prevendoo caso do nao podr elle
aceitar a nomear,3o para entrar logo no
exercicio, julguei conveniente uo divul-
ga-la. Dizendo-me entretanto um dos de-
putados que o governo ja havia dado uma
prova de suas tendencias reaccionarias com
a iiuiiicac,.iu do Sr. Uclia Cavalcaute para
,, c que no I, v,a .p "" *W<** e torpr em que p rec, con-
lo Um ministerio que no .^^ar-se o Sr Penna. o cor o n q a na
lo motivo menor aggres- vespera. o embarque do Sr. Costa linio fm
revelar-lhe to lo o mysterio de sua appa-
rente inactividade, eentSo Ihe disse que ia
fazor uma inversilo completa, e queja tiulia
comeeadoem segredo pelas comarcas mais
distan les, pois Que tal era a condiclo com que
os guabirs Ihe promtltiam oteu ap:>io.
u No dia do embarque do Sr. Costa Pinto
fram alguns dos nossos amigos despedir-
se delle logo pela manhaa, e ah os preve-
nio elle de todas as desgranas imminentes
sobre o partido liberal, e do animo delibe-
rado em que estava o presidente Penna de
fazer urna completa inversSo na provin-
ci i, no poupamio al os ofikiaes subalter-
nos da guarda nacional, nem os ltimos
supplentes dos delegados e subdelegados.
Al agora era au aecusado, Sr. presidente
de proceder em ludo com calculada reser-
va e dissimulacflo para adormecer e illu-
dii-'o part lo liberal; mas na parte do ma-
nifest quefiea trancripta afll'mase que cu
mesmo revelei ao meu antecessor o mys-
lerioso plano que havia forinado do uma
nversKo com nieta ni provincia, sanio es-
ta asser<;ao revejida de circumstanciis pi-
ra mim laonovase tao extraordinarias, que
me induzcm a crermui fcilmente quu o
mesmo meo anlocessor foi victim, como
eu, de mais de urna calumnia dos praiei-
ros. Como ser possivel, Sr. presidente,
canciliaras siuistras ietences que se m*
altribuom com a simpleza e leviau lade qu
seriam necessarias para fazer cssa revelt-
e8o, q.ie tao funestas consequencias da-
ver i'a tor? Seeu tonbo provado que tal n-
vers.1o n.lo entrava em meus cnlculoi, e
lamo que nunca se realisou, com queQis,
com que interesse havia eu de calu'nniar
a mim mesmo, fazendo essa declaracSo
que tanto poda prejudicar-mi? ( Apndos )
NSoduvilo, seuliores, e era at nimio
natural, que, ouvm lo a oplnlSo do meu an-
[iceuor sobre varios emprezados da pro-
vincin, sciente do juizo que ello formava, e
que manifesloii no seu relatorio a-respeito
do carcter o situacilo dos partidos, eu
tambem Ihe cominunicasse a intenejio
qui linda de fazer algumas mu tancas que
ja enlao me parecan) necessarias, mas era
impossivel que ou llio dissessa cousas taes,
queaiitori-assem essa declara^ao que ap-
parece no manifest.
OSr. Vasconcello* : -- EoSr. Costa Pinto
cunlranou essa parlado manifest.J
i. O Sr. Ferreira Penna : N3o sei, nao
vi declarado alguma a tal respeito. Dado,
porm, o caso ue haver eu feito a revela-
gao que se me ailnbue, deque poderci
ser aecusado ? De ler sido demasiadamen-
te franco em uma conferencia toJa con-
conlidencial ? Anda assim prefiro a mi-
uhi posir;.ao poscao de meus adversa-
rios. ( Apoiados)
O Sr. Vasconcelos: A'DOSc,ao do Sr.
Costa Pinto.
O Sr. ferreira Penna (continuando a ler):
u Esta noticia, comquanto extraordi-
naria, nos no sorprendeu de todo, e qui-


L.
B"'--------n-
*w
im
7.ems tentar ainda um meio rscifico o
priu'.rnle, fim de evitaras serias conse-
qucnciss que rreviamos. [Mando pr-
senlos algiins dos nossos collonas, toma-
mos a deliberaciio do irmos todos entcn-
!er-nos com o Sr. Penna, e mnstrar-lhe o
aliysmo que elle a cavar cot oslas mo-
llinas violentas ; pois que, comqiianto po-
dcssemos do cerio modo allenuaros seus
eleitos na capital, nilo o pederamos
de cerlo no interior, onde j appareco-
ram nssomos descro desconteniamenlo.
A lirigospem do Sr. Penna fol j outra
muito diversa comnnsco ; o homem esta-
va animado rio dras contrarias toda a
especie de inoderacAo, e at respiran corto
ar de marcialidarie'que nos espanlo.e con-
cluio dizendoque linha muitos recursos
para mantera Iranquillidaileda provincia,
quaesquer que fssem os resultados de suas
medidas, pois que o governo eslava em seu
direitodemillindo enoa.eandoa quea I he
parreesse.
Pondo de parte algumas expre sOes que
os aulores do manifest empregarn muilo
de proposito para tornar odioso u meu com
porlaniento nessa conferencia de 3 do DO-
vembro, de queja Iralci, s tenlio a notar
quanto he admiravrl que, havendo o I)r
Lopes Netlo di clarado na sus carta da 28
de outubro que nenhuma rasilode queixa
tinham contra mim, rolessem tflodepres-
sa descubrir os assomos de serio desoon
tentamenlo que diziam existir no interior
da provincia, sun que toiava se apresen-
tisso un s tacto para justilica-lo.
(Contina a lerO
Cumpre notar que no llio-de-Janeiro
tinha a deputacSo pernambucana as-onla-
do que, anda quando o Sr. Penna foso?
hostil bo partido liberal, a nossa opposi-
co devia ser om todo o caso de muita nio-
derncilo, de muita prudencia e at de re
signado; e nesse sentido nos unimos lo-
dos ao directorio da sociedade Imperial l'er-
nambucana e fizemos urna circular, ele.
Ora, senhores, sebe coito, como diz o
manifest, quea deputacSo pernanihucana
tinha feitoaqui protestos, tinha contraludo
cia, mais para t. supplente, e reintregoei-
o no posto dn commsndaiite de legiSo.
Caldas de Goyanna. Quoin ouvir fallar
i'cste homem por semelbanle modo pensa-
ra que hn um reo de atrozes delictos, en-
tretanto no um hacharel eslabelecdo, pai
trasi nenhuma imputac.lo odios,; ho de-
dicado causa da ordem, preslou relevan-
tsimos servicos na pecaran da revolla,
pcritfu parte de sous lien?, etc. ( Apoiados.)
E difamia a estocidadilo aquellos meamos
que exalUm um Nogueira Paz, que ainda
hojo aatol i a comarca de Floras.
i)iz o manifest quo f'am juslamontc
os liabitan'os ou as victimas 11 s munici-
pios de Olin la, Ijiuarass, Po-d'Alh o
Nazareth que prmeiro so armaram, no
para aggredir o governo, mais par* defen-
der as suas vidas ; mil vezes se tem exili-
cado e provado que nenhuma mudanza de
empn'gados so havia verilicado nesses lu-
saies quando houve o roinpimento, e nilo
me demorarei mais sobre este ponto
Diz mais que a rasa do infeliz capitn
Luiz Alves Perreira, do Po-Amarollo, f>i
invadida e saqueada, ele, ole. Ora esle
homem era uin dos pr-ncipaes agentes da
opposictlo, e logo que houve o roiiipimonto
em Olinda conslou que a sua casa era o
ponto de reuniflo dos desordeiros. Para
.Ni se dirigi a Torca do governo, mais nfo
os sobando por terem j seguido para Igua-
ras-t'l, mandou o delegado dar nina busca
na casa por constar que ahi tamliem havia
um deposito do armamento e municOes.
lie esle o Tarto que constantemente se tom
ajresentado como urna das principacscau-
sas da revolla.
l'm homem (contina o manifest),
cuja vid he um leeido de alrocilades.
que se havia armado contra o enverno da
provincia e Teito derramar muito sangue
em marco o abril do correnlo anuo, o ce-
lebre Jos Pedro dns l.ages, emlim foi cha-
mado, armado novamenle pelo Sr. i'enna,
a revestido de plena suluriiado para amo-
lar o sul da provincia.
Senhores, muito se Tallou do coronel J i-
o deverde nilo se revoltar, ainda que o pre- s Potro Resta casa quanlo se iralou do
silente da provincia Ihefoss^ hostil, comolconfliclo ou resistencia que houve no e:-
cumprio elle esta promes.-a ? Lu no pos-
so in-ixarde pensar quo nestes protestos
havia urna retrireflo mental que valia ludo,
feto he, calvo o caso de ser mulada qual-
quer auturnlade policial, porque este caso
importa um rompimento ou o recurso a
armas. Invocam, apresentam como lesle-
lliunlio deslas iiilonciVs a lingoagem de
quauSOU a sociedade Imperial Peruamhu-
cana na ciicular queja li, c ao mesmo lem-
po aecusam o partido da ordem de multo
cx-gerdn, mullo imprudente, muito viu-
Jentoe desejoso dos opprimlr e levar *
ferro o fugo (ira, se yule.....i o caso a cir-
cular da sociedade Imperial Pe-namhurana,
soessa rircnl ficas, timhein deve merecer mui a consi-
ilpracflo a outra circular que diri.-io a di-
rectora do partido da ordem a s--iis corre-
ligionarios quando chogou a Pcrnaiiihuco
a noticia da mudanza do gabinete. Lore
urna parle desse documento, que bem mos-
tra os siTitimeiitos de paz e mu Irraclo que
ella pncurava Inspirar a todo o parli-
Ncstas rircumstanciss, a directora do
partido da ordem julga de seu rigoroso de-
vor ilirigir-se a V. S. nilo s para felirur-
se Coletudos os scus aliados pelo fausto
iieoi'teciiiieiito que no .lia 29 do mez ulti-
mo 13o vasto horizonte atiri s esperancas
patriticas de todo o imperio, sen.'io lain-
bm para reclamar a conliuuaco do seu
7elo e ifo* seos esforgos no empeiiho de
maniera ordem publica e a soberana da
lei, afim de que o governo ,\, provincia,
confiado boje a um cldadSo digno por tan-
tos ttulos das nossas sympathiss a dos nos-
sus roseeilos, pnssa rom sabe loria c crite-
rio roalistr suas vistas dn mol hora ment,
reparando lanas irrjust'cas filtrantes e Ta-
zi ndo eieatriaar tantas chag^s dolorosas.
l'.ra que tilo lisnngeiras osperancas sojam
cornadas do prospero successo eutende a
directora Cnmo unidos principaos recur-
sos a mais escrupulosa prudencia o nrode-
racSo dos seus aliados em lace dos seus an-
tigos adversarios, alim de que s ao poder
publico peitenca odesagiavode provoca-
Ces feitas, ou de offensa soffridas ; e con-
liada como est n*s utenedes patriotreas
que animam o novo presidente da pro-
vincia, ella invoca dos seus aliados esas
prudencia o moderacilo como urna nova
prnva do seu patriotismo e amor a ordem
publica.
neos guarde a V. S. Recife, de outubro
de 1848 Anlonio Peregrino Uaciet Motilen o
--Joo Jote Ferreira de Aguiur, 1. secreta-
rio.Augusto l'rtdenco de Ovtira, 2,* se-
cretario.
l.onln.i'ia a lr.-i
Niio contestamos nem conteslaremos
ao presidente da provincia o direilode de-
miltir os empregados de mera confianca,
nem as demiss s nos assuslavam ; potm
as nomeaiVs recnliindo om |esoas reco-
nheciuamenle atrozes por seus precedent-s
horroriisosdeviam alarmai toda a provincia,
eassimaconteceu. Um Joaqim Cavalcante
de Paulista, um Francisco do llego, e um
Jos Mara de Crusahy, i le.
Ora, quem era Jo.- Joaquim Cavalcante?
Sera por ventura o homem das qualidades
que ilesrrevemos autores do nuniroalo ? lie
um rico propriolario, pai de Tamilia que Tez
grandes servicos causa da ordem. Nem
fol nomcado soles da revolts, massim por
occasio do lomiinenio. Knto fui In-
formado de queillerra capaz de prestar
muito bous servicos causa da legalidade,
ea-simo most'og seompanhando acolua-
na do coronel Hizorra, dando todas a pro-
videncias para que s i facilitas..e a ua mar-
cha, ex ondo-so a sacrilicius mu penosos
( i/' lullt I
Francisco do Rogo, do PO-d'Alho, tio
loi por mim nomeado para eiiipngo al-
gum, posto que eu o considere mui o ca-
paz. Era coronel de legiao, e conservei-o
nekte lugar.
Jos Maris de Crusahy, lamben descrpin
como Uto homem coIipUu de ennn-s quem
sera ? Um pai de familia rico, propietario
anligo, con nien-iador da ordem de Chrle-
lo, quo por occaslo da rovolla reuni e
n antev a priuieiras lrca no municipio
de .Nzarelli, eern -2 dn Tevereiro VoOU oe
sua rasa para defender s Capital da provin
ca, oi.de ^restuu mullos sei vicos. ( Apoia-
doi.) Mu o uODieei para delegado de poli-
genho das l.ages coi abril de 1818; mas
estes aconlocimenins j teem sido multas
veies explicados, e o mesmo Jos Pedro
prururoii justificar-so declarando pela im-
prensa que nflo oppunha resistencia au-
toridade legitima, mas sim a seus iiiimi-
gos, que pretendan que elle li vase s mes-
ma sorte de seu pai, isto he, ser aaSISsi-
nado por occasio de um varejo em seo
engentio.
No meacho habilitado para discutir to-
das as eircumstannias desse ficto, nem
trato agora de justilica-lo, devendo, porm,
notar q'in no se formou processi, e i|iie
i coronel Jos Pedro nilo eslava nrononcia-
lo quando choguei a Pernarr.huco. I.ogo
que rehentou a rovolla ollereceu elle seus
servicos ao governo, e realmente os pres-
lou co-n muita actividade e coragem, nilo
como auturida le policial, porque nilo levo
para isso nomeacfto alguma, massim corno
militar, pow que h itambeitl lenle coro-
nel do milicias, sen 'o enearresado pelo
o iiiiiini -nli' .l-s armas de dirigiraS'frir-
C18 que se reuna in ras comarcas do sul, ele.
O llio t'ormoio fui iiivtvtiilo, ote Aqui
mencin un os a olores do manifestojos con-
flictos h ivilos e,m varios lugares, asslgoa-
lan lo-os como causas d revolla, m s bas-
tara altouter as dalas para que so couheQa
o contrario, isto he, que forain ro'isoquon-
ciasdella. Co .-!OQado o mov monto, dado
o prlmeiro signsl sos partidos, trsvou-se
urna lula maisou monos perigosa em di-
versos districtos, sem que o governo da
provincia tivesse disso um conhcirnenlo
anticipado, nem os nicios necessarios inra
fazer COSsar em todos os pontos esle estado
de anarchii.
O governo fliz ainda o manifest), lon-
go de ailender a jusia canoa desse armii-
meiito forjado, longo de cu.dprir co.n a
mandando que o ehefe de polica se apio-
seutasse nos lugares do rounirtes armadas.
pura ouvir a queixas dos perseguidosff
mandou-os pelo contra io ospingardear pr
urna columna da frrji de pruneira linda ao
mando do coroi'' .e/erra, n
Ora, vis' 'da tianeira porque comecou
a revolla ,l0 intsmo lempo em diversos
pontos, ni,) tg#lo o chefe de polica po-
diiio avistar.os revoltosos que marc'iaram
deUlindaacm que houvessem dirigido ao
governo da provincia a menor represen-
lago '/U queixa, havendo multas razOes
par* acreditar-se que era um plano geral,
a cuja execuofio deram principio sssaiian-
do i nMia o s, desarmando destacamonl's.
espancauloe ssassinanilo, o que me cuw-
pria fazer 1 Cruzar os brafOS, o drizar que
suas frgas cada v^z mais engrossassem, ou
procurar ainda desprcza-las como so fosse
um simples ajuntainenla ilhcilo .' E sinda
que o tentasM n3o podendo o chefe. de p I i
ca acudir lo los os ponlos.quaos seriara as
autoridades encarre^aias de umB tal dili-
gencia t As que faxiam causa commum corn
os revollosos, ou as nova icnte nomeadas,
a cuja posse e cxeiccio se oppunha a resis-
tencia armada ?
Accusa-se o prriidcnte da provincia deaan-
giiinario e viidenlu ; mas quaiidn elle ua sua
proclama(o de 22 de ncvemliio ralla ver aos
Periiainbiicanos o nbysmo a que os conduzlim
oa direitorcs da revolla ; quando di/.i.i aos ja
c,iui| riiioi-ii dos que coiiiiassein na clemencia
do oonircli.i; verdadeiras iiicnciies do governo em termos
que se poiliam laxar de cxcessiv.iiiienle bran-
dse moderados, oqiicTjz.ini os autores do
iiianifrslo ? Diziam ao povoqueiiaucoiilias.se
na pal.ivras do presidente da provincia ; pro-
i ni av.iii: excitar cada vez leal) as suas paixi's,
fui.iiii i/htfin circular par toda a partf as pru-
claiiiaces que pas-oa ir:
i l'i roanibueanos, O partido absoluto que
se acba nublo aos Porlugurzei do Illo ilc-J.i-
neiro r d'aqui, acaba de dar principio i Obra
de nossa rscr.ividao a macliuia inTernal do
presidente da provincia vai entregar-nos de
novo ao punhal c bacamarle dos Cavalcantea
o assasslnalo c ri ubo vo ser exeicidos na
maior escala ; neiibum de ni'u escapar pei-
leguicao c inorle ; cumpre, P'ds, que crra-
nos amarina- como acabaiu de f.i/cr i.s nossos
patiicioi drNaziiirtli e Po-d'Allin, que \. ir acouipauhailos prlasoutiai comarcas. A'a
armas, luetischae, palriclot, e mi tenais os
vasos de guerra Jim lu-ir/. s que e nchaoi
unidos com o-, vaos e gueira Uo Kio-de-Ja-
netro conrpradi pelos Poituguezes. Uilloe
Curageiii, que a viciuria ser nossa. A's armas.'
meiis patricios, s armas !! a
Pernambucanos O partido absoluto mi-
guelista que se aclia lio poder unido aos l'or-
tuguezcj do lUo-de-Jaueiro d'aqui, acaba dc
d r principio obra de nosia escravidao, en-
tregando nossas vidas e propriedades aos no>-
sos mal encaruicados lulinigns, os l'ortiigue-
ies, c o Intitulados ftdalgos Cavalcantrs, rujo
desrio de vlnganca. contra o verdadeiros Per-
n ni liue iiris lu- iu'snciavel, porque naopdem
sunportar o monopolio dos priinelro no coni-
merclo, e o roubns e aaiasainatos dos tegun
dos. A machina infernal fabricada pelo Por-
tuguez Jos Clemente est sendo executada pe
lo presidente carrasco dos i'ernainbucanoi,
que pretende enlrcgar-nna de novo ao punh.il
e liariiii.-ii ie dos tars Cavatcantet e Portugur-
ea ; este presidente escolhido e comprado pe-
los Porlugueies da ra da Quitanda para es-
trangular os Pernambucanos, entregando-os
aos seus algozes, est niaureatamente procu-
rando deseuipeoliar esta horrivrl niisi.il>; ne-
iiliiiio de nd cumpre, pois.que cm ramos s armas com pres-
teza e valor pira ajusta' nonos laaos do cen-
tro, que denodados j.vteein balido as Torcas do
governo, e em breve triumpharao desse pu-
uhado de degenerados que u servem Os nus-
sos bros e a uoisa dignidade nao consentan
que nos curvemos ao jugo de Trro de liilml-
gos lio raneo rosos ; mil vetes tuorrrr com as
anuas na inao, vendendo caras as nossas vidas,
do que cohardrs siibjeitarmo-nos a una escra-
vidao lo vergonhosa.' Vnao e coragem e na-
da temis, a victoria ser iuTalliveluiente nos-
sa. A's armas, mcus patricios, s armas!!
Alm deslcs uicios empregados pira conci-
tar todos os odios e paixdes, tratavain alihca-
damente de seduzir a tropa de linha, (apniadoi)
como o provaui liiiiumeravci:' Tactos, como o
prava um documento que aqui teuho, cuja let-
Ira labres rja bem condecida. Sao uus arti-
gos em que se ileclarava quanlo vcuceria cada
soldado desertor, o modo e a occasiode sal ir
do UeciTe, re Era, porm, muito satisfacto-
rio observar, senhores, que emquanlu asslm
pmcediaiu aquelles que tinham por principal
obrigaco maiiter a conslitiiico, aintegridade
do imperio ca paz da provincia, o simples sol-
dado de Mol i dar admiraveis exeiiiplot de li
delidade ao sen juramento! (Numtroioi apota-
doi.) i i,-, .un,,s de sedueco pouco ou nada
aproveltaraiu, e isto deve ser proclamailo em
honra da tropa que guarneca Pernatubuco.
(Muineruios apoiudui.)
\ lingoagem das incendiarias proclamajdes
que acabo de lr fai-nie lembrar, Sr. presi-
dente, um outro assumpto sobre o qual nao
posso deixar de dizer algumas palavras, por-
que he de grande Importancia, e convin que
Iiquc bem esclarecido. Quero Tallar dessa in-
triga que ha lempos a esta prtese tem levan-
tado contra um partido poltico, attribuludo-
Ihe a utenco de saciificar os iuteressrs nacio-
uaes aos dos estraugeiros. e particularmente
aos dos Portugueses, A principio parecia-nic
tan absurda a invencao que mu merecia ser
aqui discutida ; mas cu observo queosdepu-
tados de IVrnambiico na sua proclamaco de
dezeuibro de ISiS ja se animar,un a diirr que
a independencia do Brasil est com efleltu
ameacada pidos Purtuguezes, t o Uiario iVofo
rxplicou-sc ainda mais, declarando que a rea-
lUaco ila Independencia depende da adopeo
das leis sobre couimercio a rendho, pela9 quaes
tem pugna lo o partido liberal. 11, a. quando
pessoas que sr .i i 11 un na poiicao daquellas a
quem me ndro, se animain alrmar seme-
I liantes cousas,, be. muito para recriar que a
parte menos illustrada da |>opulaco se dcixe
l'aciliueute seduiir, que encare pelo lado mais
odieso a questo que nao pode bem compre-
hen.ler, c que os resultados de urna tal intriga
sejaiii ainda mais funestos do que ja tem sido.
( IpotMl.) G ser verdade, senhores, ses projeutos sulireu coinmercio a retalho, que
se pretende coiivcrlcr em bamleira poltica,
tem sido exclusivamente defendidos por um
partido e combatidos pelo outro? Se nao he
verdade, porque un se ha de T.izer Isto mesiiio
bem patente ? Porque n.io ha de cala um to-
mar a irspoiisabilidade da sua opiniuo cui tu
das as i iieuoisia ci ,s e lugares ?
L'm Sr. U'puluin: O Sr. Soma Franco com-
bateii o projecto.
' O Sr. Fin eir I'enna: Sci que o Sr. Soma
franco al.icou o projeeto por julga-lo prejudi-
cial aos inleiesses da pnpul cao lirastlen-.i, c
rstou corto de que siiitelitar ainda hoje a
mesina oplniin; mas nao me refiro particular-
mente a elle, sim aos partidos em geral. O que
cu vejo das actas da cmara he que a disposi
cao principal do projecto foi vigorosamente
combatida por una commlsao composta dos
senhores Gomes dos Santos, Toldas c llego
Monteiro, que nao pdcni ser de nianeira al-
ttuma suspeitos, que o proprio autor do Libetlo
de Timandro, (rindas) o Sr. Salles, consldcrou
a projecto lohorroioso que enteudeu dever
fier iinuiedialaueiite rejeitado, por baver peri
"go em conserva-lo addi.ido, e que Tinalmrntea
maioria da cmara o reprovuu ; mas as pro-
vincias eonia se esta historia por maneira mili
diversa, eassim allimenta-se a entriga de que
leolio fallado.
A (lemisso do subdelegado do Po(o-da-Pa-
iu-11 i Carlos Mam us de Almeida lamn- n li;u
Cldadaos llvres (di alada o manifest},
tem sido acolitados no quirtel de polica em
pleno dia, e Tace do povo com ultragc das
leis e dos magistrados,*
A rcspeilodo nico factodeque tlve noticia,
c a que parece allndir esta passagein do mani-
fest apparcccu tambero na Recife ulna incen-
diarla proclamaco, ese quizerdes saber, se-
nhores, o que ha de verdade em tuda isto, re-
petirei a inTormaco que me foi dada pelu com-
mandante do corpn de polica, que he Um olli-
cial digno de inteira confianza. Brigando na
priso do quartel um recrula e um desertor,
acudi elle, e delerminou que se aquielas-
irin i mas como nao nbedeisem, deu-lhes al-
gumas chibatadas. Kra assiiu que se ae.out i
vam cidados llvres em pleno da, face do
povo com ultragc das leis e dn> magistrados.
l'onimiar-ir-/m.)
Dli.fl m PEBNABl'CO.
nzetre, s se rtvmmo di isso.
A barca portugueza Camilla, capilo An-
tonio Das da Cruz,a qual se diriga do llio-
Grande do sul para o Porto, nauTragou no
recite ao norte da Barra-Grande ( provincia
das Alagoas) na noite de 7 do ro rente,
conttndo 31 das de viagem.
C0WWGia,
i a ni manifest dos deputados como urna das
maiores provas di perversidade no presidente
le Peruaiiibuco, como urna das principaes cau-
sis da revolla, r por isso vejo-un- na uecessida-
de de explica-la cmara.
No lempo do Sr. Pires da Motta parrceu que
i.uineaco do Carlos Martins para subdele-
g ido do Poco, seria um dos meios de Tazer dis-
persar a reuoio armada ipie se havia forma-
do as maltas do Catuc, sol. o comiiiaudo de
Joan Roma ; mas, como o desembar|;ador Fie-
uni do vi-las.e |oo|,o la. no velo arealisar-.se
depois que elle drixou a r.partico da policia.
Quando cheguci a Pernambuco ainda era elle
subdelegado, mas pedio-me, logo demisso,
allegando que nao desrjava servir com o mei-
noclielc de policia que o nao linha julgado
digno da sua conanca. Ouvido o ilesembar-
g.ulor l-'irmino, iuformou-me que tinha drixa-
do de prop-lo, uo por qualquer indisposicao
pessoal, mis por entender quea sua nuiueaco
uo seiia conveniente, alientas as circuuislan-
cias i'iu que eolio se achava o dislricto, mas
que estando j nomeado uo havia rasao para
ueiilitilr-se.
O Sr. U-iraet Sarment: lie homem muito
de bem.
O Sr. Ferreira Penna: Nao duvido, mas
ou(a o nobre deputado cuino o caso se passou.
A lista da inTormaco du chcTe de policia ne-
gu! a demisso ao subdelegado, como consta
do meu ollicio de 29 de outubro imprrssu no
Diario Hopo n. 240' que passu a Icr, c at Instei
com elle para qnc eutrasse em exercicio, mas
dcixott de Ta/.-lu por mullos das,
J se v, pois, que eu tinha a seu resucito as
melhorrs disposi(ea. A 10 ou II de novem-
bro, quando a revolla progredia, riuando j
havia gente reunida as malas do Catuc sdb o
cooiniando de Joo Roma, aprcsenla-se Carlos
Martins a tomar a vara ao primeiro supplente,
que ia cuiiiprlodu com multa actividade e vi-
gilancia os seus di-ver.-s, algun i habitantes
do lugar inosii nain-se logo assustaUos por sa-
berem ijue elle era amigo do mesmo Roma, e
que nao podei ia prrveuir seus criminosos pro
je, io Monilei-n i liiiii.u e pprgiinlri-llie em
pie estado se achava o dislricto? respoadeu-
ne que em perfeito sncrgn; o que pensava
elle da reunio catuc l que era urna falsidade
inventada pelos nnnigos de liorna. A' vista
desla resposta sobre ficto to importante e j
sabido por toda a gente, entend que a dema-
siada boa T a respeilo dn seu amigo o inhabi-
lita va para servir cm taes circuntslincias, c
resolv deinilli-lo. II; autores do manifest
dcscreveram e exageraran! este pequeo acto
ALFAM-EGA.
Rendimento do dia 18.....1fi:75,833
hetcarregum hoje 11).
Brigue inglez Vtttal -- bacalhao.
Ilalc americano--i4!'ej'ti'idem.
Ilrigua inglez Cirntliu dem.
lingo; americano Araad-Wine-farinha
e bolachitiha.
Ilaicj americana Francklin faiinha o
lalmado.
Barca ingleza Bonita cabos o man-
teiga.
Hiato brssi'eio kguia-BrasiUira sola,
:o\siii..\iM GEIt.VL.
Rendimeiuo do dia 18.....5:506,609
Diversas provincias...... 60,388
5:566,997
EXPOKTACAO.
Despachos maritimat ni dia 18.
I'araliilia, hiatc nacional Flor-do-llicifc: cou-
du/. o seguinle :
500 arrobas de carne de Huenos-Ayres, 4 bar-
ricas sardiohas, 1 fardo alfazema, i quarldas
vinhii, 10 duiias de frascos genebra, 2 caixas
com muse a id, I gigo loilf.'i, 2 caitas cha, 2 har-
neas mautciga, 25 garrafes vasios, 1 caita pa
pe, li barricas serveja, 21 lijlos de limpar fa
cus. 2 caixas traques, 3 gigos iouca.l caixaoco
pos, 30 barricas bacalhao, 5 barris vinho bran -
co, i ditos AgOS, 25garraTcs vazios, i barrica
Terragens, I caixa c I caixfio miudezas, I harn-
ea graixa, 1 dita dobradices, 2 cuuhetes ac,
50 barricas bacalhao, 2 pipas vinho, I barril
toiiciulio, 2 caitas cli, I arroba de canella, I
barrica alpisla, : caixas massas, 2 ditas espar-
uiasele, 1 dita papel, I baila dito pai do, 24res-
mas dito, 1 arroba de cravo, 5 caixas passas, 3
ancorrtas azeitonas, I pipa vinho, lio barricas
bacalhao, I pipa vinho, i caixas passas. I bat-
ril s ii diolia-, 1 ditos loucinho, I caixa quei-
jos, I dita espcim iscle, 1 dita cha, I bail
inanleiga, 2 meios ditos dita, I caixo latas de
sardiuhas, I dito marmeladi, 5 latas bolaclii-
nlias de aramia, 2 caixas gigos de licor, i em-
lirulliii chapeos de lenhora, I dito t sellim c
mais nbjectos, I caixao uiiudezas, 2 amarrilhos
com 120 pares de eixos, 2 saceos com 5 arrobas
e 18 libras de gengibre, I dilo com 300 duzias
de bili'os. 2 rolo, de fumo com 4 arrobas e 16
libras, 5 saceos com 28 arrobas e 20 libras de
dito, 18 caixas com 500 libras de sabo, 4 ditas
com 5 arrobas de vela de carnauba, 4 rollos de
Tumo com 8 arrobas e 8 libras, 20 gigos bala-
las, 3 barricas com 9 arrobas de bulachiuhas
doce, I dita com 30 garrafas de licor, 2 rollos
de lumo com 4 arrobas, (Saaccas com 10 arro-
bas de bolacha nao embarcou).
cii.wa.Aim ptitivi.MdAi..
Itcndimenlo do dia 18.....2 999,059
3. 0 arrematante comecara s obra no
praso de um mez o acabar no do Iros mu-
zos, ambos contados na conformidade do
art. todo regulamonlo das arrematacOus de
II diijulho de 1843
3. O pagamento d'arrematacSo realisar-
se-ha do modo determinado no srt. 15 Jo
supracitado regulamento.
4. Tolos os malerises serio examina-
dos pelo engnnheiro anlcs de sprem empro-
gados, e approvado lsvrai'-se-ha um termo.
5. Para ludo o mais que no esliver
determinado as prsenles clausulas, se-
gur-se-ha intoiramente o que disroa o re-
gulamento mencionado de 11 dejolho do
1845.Recife, 7 de fevoreiro do 1850.0
ongenheiro do termo do Recife, Joi Mame-
de Alcex Ferreira.
O lllm. Sr. segundo escriplurario, ser-
vindo de inspector da thesouraria da fazeu-
da provincial, em cumprimento da o'dem
loEim Sr. presidente da provincia da 14
do conenie, manda fazer puM'co qu, nos
dias 12,13 e 1* demarco prximo vio ion-
io, Ir a praea, petante o tribunal admi-
nistrativo da inesina ihcsourari para ser
arrematada, a quem por menos fizar, a obra
da conlinuacSo do caes denominado Ra-
mos, sob as clausulas especiaos abaixo
transcriptas, e pelo prec,o de Il:3s5,000 rs.
As pessossquese propozerem a esta sr-
remaUgo conipareijam na sala das sessOes
do sobredito tribunal, nos dias cima men-
cionados, pelo meio-dia, compelenlemenlo
habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o pre-
sente o publicar pelo Diario.
Secreta.ria da thesouraria da fajenda
provincial de Pernambuco, 13 de fevereiro
de 1850. 0 secretario, Antonio ferreira
d'Xnnuneiaciio.
a Clauulut especian da arremalario.
1 .* As obras da C'.niiiiiuarao do caes de-
nominado Ramos sero feitas de conformi-
dade com a plaa e orcamenlo ivsta data
apresentados ao Exm. Sr. presidente da
provincia, pelo preco do 11:385,000 rs.
2* Esta obra sera principiada no pra-
zo de dous mezes, o concluida no do 7, am-
bos conforme o artigo 10 do regulamento
das arrematares dn 11 de julho de. 18*5.
3.a Os pagamentos da arrematarlo se-
rio feilos segundo dispo o artigo 15 do su-
prjeitado regulaoiento.
4* Todos os maleriaes serflo examina-
dos pelo engenheiro antes de seren empre-
gados, e, approvados, lavrar-se-ha um ter-
mo em que assignarilo o engenheiro e o ar-
rematante.
a 5.' Para ludo mais que no estiver de-
terminado as presentes clausulas seguir-
so-ha inicuamente 0 que dispO ; o mencio-
nado regolamento de 11 de julho de 1843.
Recife, 13 de fevereiro de 1830. O en-
genio-iro do termo do Recite, Jote Mamede
Atvts Ferreira.
Pela inspectora da alfandega so faz pu-
blico que, no dia 19 do corrento, depois do
meio-dia, na porta da mesma se ha de ar-
rematar em hasta publica, 3 aunis de bri-
Ihantes a 40,000 rs. ca la um, total 120,000
rs.; 1 alfineite de poito de dito por 50,000
rs., e 1 dito dilo por 40,000 rs. : apprehen-
di los pelo ajudante do guarda-mr, Flo-
rencio Jos Cariu-iro Monteiro, a bordo da
polaca sarda Comanla, por nflo virem ma-
nifestados: sendo a arrematadlo livres de
dirrdos.
Alfandega de Pernambuco, 12 dn feverei-
ro de 1850. O inspector, Luis Antonio de
Sampaio VantiO.
Declarares.
Hovimento do Porto.
Navios entrados no dia 18.
Fernando 3dias, brigue de guerra brasile-
ro Culiope. cninuiaudantr o capitn lente
Antonio Carlos de Figuelra,. Pass Francisco Carlos lioeno Uechamps e 2 sol-
dados.
dem Patacho brasileiro Pirapimn,eomcan-
dante Gamillo Leles da Fmiseca Conduz 4
presos que acabaran! seu lempo e mais I dito.
Genova 44 dias, barca sarda Felicia, de 19G
toneladas, capitn Rlpo, equipageiu 12, coi
lastro; a Oliveira Irmos.
dem 38 dias, polaca sarda Brisolei, de 219
toneladas,.capllao Chante!, cm lastro j a Le
Bretn Scliranun & C.
Obsirvacdo.
Kstasduis embarcardes nao tiveram com.
municaco com a trra, e esto Tundeadas no
Laiueiro, amule se demorarao tslea 4 ou 5
dias, a ver se acbaiu frele, alias seguiro via
geni.
Pela inspectora do arsenal de mari-
nha se convida a lo los os individuos livres,
al o numero de cincoenta, que se quise-
rem empregar nomo srvenles na obra do
mesmo sismal, o ins do m.diioramenio do
Iporto, a so entonderem com o rosp-clivo
Wspector, o qual, em virtu lo das ord mis do
Exm. Sr presidente da provinos, Ihes ga-
rante a insencilo do recrula metilo, em
quanlo se einprogarem effclivamente nes-
sas Obras.
O vico-consul de^S. M. o re de Sarde-
nha nesta provincia, ordena ao marojo An-
tonio Massone ds polaca sarda Engento, que
fugio de bordo depois de morrer o seu cs-
pliio e piloto, baja de se apresentar neste
consulado no decurso de tres dias, a contar
da primoira publicaco de-te ; alias, seri
considerado desertor, e como tal punido
com todo o rigor da lei.
Avisos martimos.
Para o Rio-tic-Jan iro
ED1TAES.
0 lllm. Sr. inspector ds thesouraria
da fazcmla provincial, em cumprimenio do
ordem do Eses. Sr. presidente da provincia
de 8 do corrente, manda fazer publico, quo,
nos das 19, 20 o 21, ir a pracs, peranle
o tribunal administrativo da mesma the-
souraria, para ser arrematado a quem poi
menos fizer, o concert da ponto do Vara-
douro em Olinda, sb as clausulas especiaos
abaixo transcriptas, e polo preco de 1:03\#
As pessoas que se propozerem a esta ar
rematad-So romparecam na salla das sessfles
do sobredilo tribunal, nos dias cima men-
cin idos, polo meio-dia, competentemente
habilitadas
E para constar se mandou allixar o pe-
sen'0 e publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria ds fszonda pro
vincial de Pernambuco, 9 de fevereiro do
1850.-0 secretario, Antonio Ferreira d' An
nunciucdo.
Clausulas especiaes d'crrcmutac'to.
1. Os cotcenos ds ponte do Varadouro
sero feitos conforme o orcamenlo aprsen-
lo resta uala a ap. rovaciio do Exm. Sr,
como inasljies couveio, mas licou-nie semprel presidenta da provincia, sen lo a imporlun-
a cuuvicco de haver cumplido o uicu devci.' cia 1:034,000
s\I ITII Afif. L
segu, pin poucos dias, o patacho nacio-
nal Industria,- novo o forrado do cobre ;
tem parte de sua carga prnmpta : para o
reslo da carga, oscravos o passaiccirot, para
oque lem excedentes commolos, trata-so
corn Machado & Piohcirn, na ra do Viga-
ro, n. 19, ou com oca pililo na praca.
Para a Babia sabe, no dia 20 imprete-
rivelmonte, n patacho Santa-Cruz: para
alguma cargaepassageiros trata-so sola-
do do Corpo-Sauto, n. 25Joja de massa-
mes.
Para o Rio-de-laneiro sahe o mais bre-
ve possivel o brigue Minerva, por ter a bor-
do mais de dous tercos de seu carregamen-
to: qiietnquizercarregar o rosto, mandar
escravos a frete ou ir de passagem, colen-
da-so com o capitilo a bordo, ou com o seu
consignatario, Francisco Alves da Cunha,
na rundo Vigario, n. II, primeiro andar.
Para Lisboa sali impreterivelmenle,
no dia 27 di corrente, por ter maior pirt
de seu carregamento prompo, o briguo
portuguez Novo-Vencedor : anda recebe al-
guma carga a frete e passageiros para o
que offereco excellentes commodus: os p-e-
lon lentes rod-ro tratar com Thomaz de
Aquino t'otisera & l-'ilho, na ra do Vigario,
n. 19, ou com o capitn, Antonio Jos dos
Santos Lipa, na prai;a do Commercio.
- Para o Rio-de-Janeiro sabe, na prsen-
lo se nana, o brigue nacional Itous-Amig ;
tem a ni la lugar para pooca carga miuda,
passageiros e oscravos a frete : quem pro-
tender embarcar procure o sen consignata-
rio, Manuel Ignacio de Olivtira, na prac
do comino rio, u. 6.
Para o Rio-dc-Janero sahe, no dia 21
do ctnrenie, o patacho nacional Valmtt:
paia alguma carga miuda, passageios, e
escravos frote, trata-se coai Novaos &.C.,
ua ra Jo Trapiche-Novo, u. 3i.
II
iwiti
L


jkjr
m
-- Para u MaranhSo sihe.no dia 24 do cor-
rente, o velelro liiile nacional Aguia-Brati-
leira, forrailu n pregado do cobre : os pro-
tendcntos carga ou passagcm, dirijam-se
com antecedencia ao escriptoiio do Mmoel
<.ium;iiI ves da Silva, na rus da Cadcia do Re-
cife, nu ao meslre a bordo.
~ Para o Hio-de-Jnili'iro segoe com brc-
vitada, porter parlo da carga prompla, o
briguo Caidtittndenela : para o resto da
cargaeescravos a frcle Irata-secom o ca-
pitlo. Joaquim Jas Martins, ou com Joflo
Francisco da Cruz, na ra da Cruz, n. 3.
JBHBUl !.
Lcilo.
Tergs-feira. 19 do correlo, havera lei-
llo, p< lis 10 horas da mandila, no arma-
zem do I.uiz Jos da Costa Amorim, de urna
pequea porgfln de manteiga inglez, de
limito boa qualidade e eni lotea a vontade
dos compradores.
.. .. i i i
Avisos diversos.
~ Francisco O.ongalves de Moraes, Dr. em
medicina, sendo nomeado pelo Kxm. Sr.
presidente da provincia para tratar' das pes-
soas indcenles da freguezia do Rocife a-
commetiidas das febres reinantes, avisa a
estas innsmas possoas, que precisarcm de
sut assistencia, aue o pdcni procurar'na
ra da Cadeia-Velhn, no primeiro andar do
sobrado n. 59, oudo mora.
O Dr. Francisco Antonio Vilal de Oli-
veira Taz sciente aos habitantes da fregun-
zia de Santo-Antonio quo se aclis nomeado
pelo Kxm. presidente da provincia para tra-
tarlos enfermos pobres desta freguezia,
podenJo ser procurado a qualquer hora n
rasa de su residencia, na ra do Livramen-
to, n. 30.
OI>r. I'edro ftornellas Pessoa, tendo
sidonomeailo pelo Kxm. presidente da pro-
vincia para prestar os auxilios mdicos aos
indigentes do bairro da Boa-Vista, que f-
rem assalta tos das febres reinantes, decla-
ra que podei ser procurado, d maiilr.l lio iraii le hospital da caridade, e
tas mais horas na casa dosua icsidencia,
na ra Nova..
-- O Dr. Ignacio Nery da Fonscca, encar-
regado olo govenio da provincia le visi-
tar os enfermos indigentes da freguezia de
Kan-Jos desta ciJade, que. sendo atacados
das febres reinantes, mo tiverem os meios
necessarios para so proveiem do medica-
mentos pagarcm ao f cultaivo, anniincia
que deve ser procralo a qualquer ho-
ra na casa do sua residencia, roa Direita,
n. 31.
BOWMAN & MC. CALI.UM, engonhei-
ros machinislase fundidores de ferro, mu-
reapeitosamente annunciam aos Senhores
proprielaros de engenlos, fazendeiros, mi-
iii i ros, negociantes, fabricantes e ao res-
peitavel publico, queoseu estabelecimento
de ferro movido por machina de vapor con-
tina em effeclivo exercicio, e se aclia com-
pletamente montado com apparelhos da pri-
mi'ira qualidade para a perfeita confecgflo
das mainres pecas de machinismo.
Habilitados para emprehender quaesquer
obras da sua arle, Bowman & Me. Calium
despjam mais partirularmento chamar a
attengflo. publica para a sseguintes, por
terem delasgrande sorlimento j prompta,
as quaes construidas na sua fabrica pdeni
competir rom as fabricadas em paiz es-
trangeiro. tanto em prego como em qua-
lidade da materias primas e inflo d'obra,
a saber:
Machinas de vapor da melhorconstrucgSo.
Moendas de canoa para engenhos de lo-
dos os tamanhos, movidas a vapor por agoa
ou animan?.
Rodas d'agoa, moinhos de. vento eserra-
83.
Manejos independentes para cavallos.
Hoilas denla.las.
AguilluVs, bionzes e chumacciras.
Cavilh6es e parafusos de todos os tama-
itos.
Taixas, paros, crivoa e boceas de forna-
lha.
Moinhos de mandioca, movidos a mflo ou
por aninaes, e prensas para a dita.
Chapas de fogflo e fruos de farinha.
Canos de ferro, lomeiras de ferro e de
bronze.
Bombas para cacimba o de repucho, mo-
vidas a mflo, por animaos ou vento.
Guindastes, guinchos e macaros.
Prensas hydrauhca* e de parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras pu-
blica*.
Columnas, varandas, grades e portes.
Prensas de copiar carias e sellar.
(.'amas, cirros do inflo e ralos de ferros,
etc, etc.
Al i da soperioridade das suas obras, j
geralmento reconhecida, Bowman & Me.
Callum garantem a mais exacta conformi-
dade com os moldes e dezenhos remet i los
pelos senhores que se dignarem de fazor-
llicsencommendas, aproveitandoa occasiflo
para agr lecerem aos seus numerosos ami-
gos e freguezes a preferencia com que leen)
sido por elle* honrados, e asseguram-lhes
que no pouparflo esTorgos e diligencias
para continuarem a merecer a sua conli
angs.
- O glorioso S. Roque, tito celebre e-n
Inda a Kuropa christBa polo explendor de
sua saulidade, e pela lllcacia do seu patro-
cinio contra o mal da peste, entre nos he
desconliecido. O primeiro theatro que abn-
Ihailion este here do c!.i islanismo, em sua
saulidade, aos infi ccionados do mal da pes-
ia, i'.,i a ciliado do Toscana, onde servio
nos hospilaes com a mais heroica caridade,
fizedlo cessar em poneos das o terrivel
mal. Saliendo o santo que o pestfero con-
tagio fazia tmnives estragos na cidade de
Osera| all corren pressuniso exeroilando
a virludo qu' mais o distingua e falliendo
o nicsmo fructo Parti para Roma, demo-
rando-sen sla ridado tres annos o servio
do aos enf rims impostados nos husptaps
l.omtiar.li.i e Placencia lambn! presencu-
ram a sua milagrosa cura. Nestes penosos
exereicioscumprio a sua carreira mortal,
rendendo o espirito ao Creador, leudo 34
annos incompletos. Por sua morle aohou-
soesloescripto : Os faridos do mal da
peste que invooarem ao met servo Roque,
pela sua .itercessflosariJo livros mmedia-
tamente desle mal. A sut miraculosa
imagem existe collocada, om Olinda, ni or-
dem terceira do convento de San-Francis-
co, sendo patrono da ni-siria igreja. n> fiis
desta cilade queirain dingir-lho as suas
oragOes que o mal dominante entre nos
desapparecei por urna vez, atienta a sua
vii lude para com o Ente Supremo.
Por un Olindense.
Pede-se ao provedor dairmanlade do
Sr. Rom Jess das Chagas, Joflo Evangelis-
ta Passo, que s itisfag i ao aiinuncio que
pude os nomes e quanlias das possoas que
deram suas esmol.is para o palhio, e sendo
quo existe urna commissflo como diz o Sr
queira ella salisfazero que so Ihe pede, vis-
to andar o Sr. provedor tflo oceupado cmi o
seu borrador como membro da mesma
commissflo. Sr. Passo, |oque se quer sflo
os nomes e quanlias dos quo deram ases-
molas ji dlas, oque tanto o tem afilelo :
cunto o porarello quo faz de si para com o
autor, e nconselho-o que se locolha ao si-
lencio, e melta a mflo em sua conscenci,
que talvcz nflo estar tilo pura como a do
autor: lambom protesto desdeja que nflo
I lie respondo mais as suas asneiras, porin
que sempre Ihe pedirei os nomes e quan-
lias dos que Ihe deram esmollas para o pa -
lino, enteude, Sr. Passo.
O irmlo passoca.
A' casa da residencia do Dr. I.oureneo
Trigo de Loureiro.no bairro da Boa-Vista,
ra da Saudade, defronle do Hospicio, po-
den dirigir-se por Carta, ou pessoalmenlc,
alo o lini do mez de feverciro prximo fu-
turo, todas as pessoas, que quizerem sai
assignanles do novo compendio de pratica
do processo adoptado pola congregado ibs
lentes do curso de sciencias sociaes rj.|.
riilic.is de (ihndi para a segunda ai..a au
ij u i ii lo auno, sendo cinco muris 6 prego
daassignatura de cada i xemplar; e eoi lo-
do o lempo as que o quizerem ser do inlc-
ressaiilissimo ndice chronologico da le-
gslagilo biasileia que ha de conter em
oito volumos infolio, ou pouco inas, toda
a legslagflo brusileira vigente desle I8
al 184S, a qual, rom a que est revogada e
a que tem cabido em desuso, cnm,>onas
coIlecQOes acluaes vinto e tantos grossos
volum>s, c cusa para mais de 150,000 W
enirelanto quo o prego da assignatura do
referido in'ice he a pequea quantia de
31,000 rs paga ao receber o 1. e 2.' volu-
mos, de queja r\i lv n varios exomplares
em poilr do aununciante e brevemente sa-
hr aluzo tercero volume. ^a loja de
livros do Sr. reverendo padre Ignacio Fian-
cisco dos Santos na ra da Cruz do Rcci-
fe, e na do Sr. Manoel Figueiroa de Paria
na praga da Independencia, pJe tambein
asignar o seu nome quem quizer ser as-
siguante de qualquer das referidas obras.
Us Srs. assignanles que j receberam o pri-
meiro volume do ndice chronologico, dig-
nem-se mandar buscar o segundo a casa du
annunciante.
--0 abaixo assignado pergunt ao pu-
blico ou aos defamadores do crdito alheio,
se foi o abaixo assignado que fra causa da
prisflo e embarque pira Santi-Olharina
de I.uiz Ignacio dos Prazeres Maciel, e se
se nflo lembram que o abaixo assignado lle-
ra urandes passos o tirara alleslados sella-
dos e reconhecidos o favor do mesuio Ma-
ciel, muito deseja o abaixo assignado que
apparega em publico unta pessui; que pu-
blique por esta Tulla scmelhante procedi-
menlo, qunl o mesmo que dizein fzera con-
tra um seu amigo; pois que apparecendo
este calumniador tem da o desmentir e mc-
Ihor fazer verao publico a sua innocencia,
asna honra o o seu carcter dispido de se-
mentante pro eliiienlo. A rogo de Jos
Midi de Azevedo, Cmalo Hurga rfil l-onsiea.
Quem precisar de nma ama deleite
forra, dirija-se s Ciuco-Ponlas, n. 91.
-- Pede-se a cmara, a salubridale ou a
quem competir baja por caridade e alten
c3o ao lempo mandar remover o grande
numero das na praia confronte ao Becco-I.argo, no
Recife, pois que ae nflo pode inspirar por
aquella lugar.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra do Rangel, n. 7 : ni ra da Madrc-
de-l>eos, n. 3.
Novaes & Companhia remeltem para o
llio-il'- J neir i oescravo Jofl i, perlenceute
a Antonio Francisco de Mello, residente na
cidade da Baha.
Precisa-se de'urna ama de leito, que
seja parda, para acabar de criar urna meni-
na: no Alerro-da-Bda-Vista, n. 80.
Na ra Nova, n. SS, existo urna carta,
viuda de Montevideo, para oSr Francisco
AlvesPirto.
Precisa-se deum felor para um sitio
perlo da praga : a tratar na ra da Cruz, uu
meo 2.
Prrcisa-sede urna cozinheira forra ou
escrava : a tratar na ra Cruz, n. 2.
--Na loja de Antonio Joaquim Vidal, na
ra da Cadeia do Recife, ileseja-sn fallar
com o Sr. Manoel Antonio Nogueira, ou
pessoa por elle, a negocio de interesse
Quem se julgar crednr do tinado Jos
Ferreira da Silva Leil, aprsenle suas cun-
tas na ra Nova, n. 3.
Precisa-so de una ama para lodo o ser-
vigodouma casa: na praga da ludepon-
dencia, loja n. 3.
A i i ni i ma Je do Sr. liuin-
Jesus dos Passos da matriz do
Corpo-Santo, bom convencida de que os
males que actualmente pesain sobre esta
ci lade sflo effeitos da jnslica divina, irii-
tada por nossoscrimes, eque nenhum ou-
trom-ionos resta para acalma-la se nflo
implorar a Divina Misericordia com acto-
de verdadeira penitencia e ardente carida-
de, tencions trunsportar em procisso de
!>enitencia para a matriz da Boa-Vista, no'
lia quarla-feira, 20 do crrente, pelas 10
lloras da noile, a imagem do Senhor coa
t'assos. a qual tem delicar depositada na
sobredita matriz, at ser rcconduzda em
pruciisfls solemne para a sua igreja na sex-
ta fera de Passos, como hd de cotume : e
para quo se platique com mais fervor este
acto do piedado, lem empregaduos meio
liin de que baja suraiflo ao sabir da procis
sflo no ii.i'o da Senhora da Couceigflo, e ao
recollier na matriz da Boa-Vista. I'o.tanti
rogo aos fiis, que fervorosas concorram ii
osle piadoso acto, onde, supplicaodo ca I
um por si e por todos, consigamos com-j
mover aquello Pai do Ron la 1 j, que ji-_
msissonega a qu->m cont ico oproenra"
-- O arsenal do gi"rr precisa de um bom
ferrero, pagan to-se ?,0(10 rs. polo da do
trabalho, edous carpidas polo prego que
so convencionar : a tratar no mesmo arse-
nal com oajudante do director.
Aula de primeiras lettras.
O abaixo assignado, ainda mal reslabe-
lecido das febres que o atacaran, participa
aos pais de sou< alumnos, que os exorcicios
le sua aula, por essa causa i,ilerrompido<,
continuam como dantos regularmente do
dia 19 do crranle mez en (liante.
Jote Xavier Faustino Ramot.
Precisa-se de pretas emoleques para
venden: m pflo, mediante a paga que se coi-
vencionar : na ra larga.do Rozrio, pada-
ria, n. 48.
Precist-se de urna ama de leito: na
ra estreita do Rozario, n. 2, terceiro
andar.
Precisa-se do um amnssador : na paila,
ria defronte da fortaleza das Cinco-Pontas-
Na mes na tambem precisa-se de um fornei-
ro, que queira ir para o mallo, distante
desta praga duaslegoas.
Aluga-se o primeiro andar da casa, n
41, da ra do Amorim, com pouros com-
modos, propr'o para bomem solleiro : a
tratar no mesmo sobrado.
O abaixo assignado avisa ao re*neiti-
vel publico, que uiiiguem contrate com Se-
verino Jos Filguera deMenczes a compra
do eugenho Sun-Severino; porquauto as
trras desle engenlio perlencem ao vinculo
do Sanio Andr, de quo he administrador
o abaixo tssignado, o qual pretende reinvi-
d:ca-las polos meios competentcs,a vista dos
ttulos claros que possue.
Antonio de Sn e Atbuquerque.
-Na loja do ferragens de Antonio Joaquim
Vidal, ra da Cadcia do Recife, deseja-se
sabor das mora las ou fallar-so coin os aliai-
Sp inscriptos ou alguem por clles a nego-
cio da interesse do ambas as parles : os se-
nhores Antonio Jos Pinto; Joflo Francisco
Coriolano; Jos Joflo, caixeiro que fo em
Olinda em 1837; Vicente Ferreira do ('; J.>-
s Fernandos da Silva; Joaquim Mends.
pintor que ha pouco lempo morou na ra da
Calcada; Manoel Francisco da Cruz; I) i-
mingos Jos Soares ; Jos Ignacio da Silva
Rosvou, miisico : assui como so faz qual-
quer negocio coin urna letra que he llove-
dor I.vio Lopes Castalio llranco Silva, da
quantia de8J5,073 vencida em selembro de
1841,
-- Desappareceu, no dia 15 do corrente,
da praga do Corpo-Santo um quarto ala-
sflo-caboclo, bam novo, frente aborta, cal-
gado dos dous ps at os joelhos. urna das
orellias com a ponta recitada : quem delle
soiiber e quizer dar noticia, di riji-sn as Cin-
co-Ponas, n. 82, que sera beui recompen-
sado.
- Faz-se Miente a todos os devotos da
capella dos Nnvigos da ordem tercaira do
Carmo, que estando a mesma ornada, para
no dia 15 do corrente, (sexta-fe.ira) ireni
elles fa/er suas oragOes, como era do cos-
tume, nflo lave lugur esseacto religioso,
por llaver O prior da mesma ordem prohi-
bido a abertura da referida capella, nem s
naquello dia, como em todos os mais que
frem sexlas-feiraS.
O V. Jos Cottliio da Silva e Araujo lem
2 cartas na praga do Corpo-Santo, u. 2, viu-
das de AlagOas.
Qualquer sonhor de engenho qua pre-
cisar do um bomem brasileiru para ad-
ministrar, ou feitorisar esrravos,annuncio
para ser procurado, ou dirija-so na ra da
Cadeia, u. 17.
Piecisa-se_ de urna ama secca pura casa
de pouca familia, que seja do lua codducta
e (iie ruten !,i do coziiha, alm do preciso
arranjo de urna casa : quem tiver ncsias
circumstancias dirija-sedo Recife, ruado
Torres, d. 14.
Joaquim de Qu'iroz Monteiro retira-
so para Portugal a tratar da sua saude.
-- Prccisa-se do urna ama secca : na ra
Velba, d. 98.
OlTerece-so um menino brasileiro de
idada de l;i a 14 annos, para caixeiro de lo-
ja : quem o pretender dirija-scao pateo da
Riheira, n. 3.
Anda est para se alagar o segundo
andar do sobrado da ra lrga do Rn/ario :
a tratar amado Mundo-Novo, n. 30.
Oanuuncio sabido no Diario HiPer-
nambuco de 16 do corrente chamando o Sr.
.Manoel Francisco da Silva a ra do Crespo,
loja n. 21, nflo se ei.leude de forma alguina
Com o Sr. Manoel Francisco da Silva, que
teve loja no Passeio-Publico, 11. 17, mas
sim com outioSr. distribuidor do Cummer-
i-uil que tem exactamente o mesmo nome.
I'recisa-se de um bom refi-
nador, livre 011 escravo : na ra
do l'ilar, outr'ora de Fra-de-
l'oitas, n. 74 primeiro andar, se
dita quem (iietende.
Precisa-sede um forneiro : na ra Di-
reita, padaria n. 8i.
Permito o doutor juiz municipal da
segunda vara, porta da casa de sua re-
sidencia, na ra Nova, so ha de arrematar
em praga publica, nos das 20 e 23 do
corrente, urna morada de casa terrea de
podra e cal, sita na ra da (loria da Boa-
Vista, penhoraila por exccugflode Jos Joa-
quim da Costa contra Paulo Jos de A Inun-
da esua mulher : os pielendenlcs compa-
rcgain nos das indicados, ts 4 horas da
larda, no lugar disignado.
Alnga-sea loja de um sobrado da ra
da Uiiiflu, pertencente ao Sr. Cuarra : a
tratar 110 iiIumiiu sobrado
O Sr. Antonio Wilruuio Pinto Bandei-
ra e Accioli de Vasconcellos quena ir a ra
do Sebo, 11 8, a i'egocio do seu inlercsse :
isto at o dia 25 do corrente.
O abaixo assignado avisa as pessoas
quo leein penhoresem seu poder de os ir
tiiar no prazo de 15 dias, contados da data
deste; do contrario, publicar os nnfes
das pessoas, papis de trato e mais docu-
mentos, e serflo ditos penhoros vendidos
aara seu pagamento. -- Custodio Jos da
Silva.
Precisa-te de olliciars de sapateiro, as-
si como tambem se adniillem aprendizes
forros 011 capilivos : na travessa da ra do
Vigario, loja nova.
AfTouso Jos de Oliveira, professor ju-
bilado na cadeira de geographia e historia
do lyeeu dista cidade, tem aberto sua aula
particular do primeiras lettras egrammati
ca latina : as pessoas que de seu pi estimo
se quizerem utilisar, p Je ai procura-lo na
ra Direila, n. 120, segundo andar.
Jos Kaymundo da Nativi-
dade Saldanha c Joatuia l.ourcn-
ca da Conceico Ferreira Salla-
nlia acham se com aula de pri-
meiras leltras na casa de suas re-
sidencias, na ra Direila, n. 2o,
primeiro andar.

Casa de commissao
de escravos.
Recebem-se escravos do ambos os
sexos para se venderem de commis-
sflo. para a provincia e fra della,
garantindo-se toda a seguranga aos
.....sinos, eoi;o se irova : 11a ra das
l.arangeiras, n. 14, segundo andar.
A pessoa que do Rio-de-Janeiro teve
rdem para entregar nesta praga dinheiro
"o segundo lenle da armada Carlos Anto-
nio de Carvalbo, queira aniiiiiiciar sua mo-
rada para ser procurada, ou entilo tenha 1.
bon'adede dirigir-se a bordo do briguo-
escuna Legalidnde a eutender-se com o
iiiesino segundo lenlo.
MI
Modo asseiado e econmico 9
para allumiar urna sili. *.
f# II-! reronheci lo que o caz hylrogn- f.
%JI neo liquido de todos oscomlmstives ?
J qut so em prega rain at noje para ala- g>
j- miir-Se, he O mnis econmico, mais
asseiado, cqiieda luz mais brillian-
V le. Os arranjos dos candieiros de gaz
i', sflo mui limpies, e nflo saencuntram
neos o inconvenientes que a cada
IV instante spresentam os de azeite. Os
ama lores do paz echarlo sempre em
*; quantidadesulliciente, o de boa qua-
?' lidade, na ileslilaqflo franeza d.it'a-
W vessida Concordia.
Compras.
~ Compra-seum cahriolot com coberla,
ou un carro da 4 rodas paral cavall t.tnn lo
boas molas, embora estoja volho : quem ti-
ver annuncie.
-Compra-'fl um se!|in gran U inglez, mo-
derno, que estej.i eni bont esta lo : na na da
l'raia, n. 24.
Compra-so um bom" cavallo : pagase
hem : na casa das afengOes, na rui do mu-
ro da Ponha, n 4.
(ompram-seescravosde am-
itos os spxo.i de benitas figuras,
com habilidade e ollcios, de ida
de de 11 a i& annos, para fra di
provincia c para trra : pagina-
se Itetn se agradarem : na ru* d is
Larangeiras, n. 14, segundo an-
dar.
Compra se o diccionario inglez Jo
Vieira formato grande! na p'aca do Com-
mercio, n. 2, primeiro andar. Na mesma
casa vendem-se caixftes para assucar, por
prego rommolo.
Comrff.i-se lita de frec'ia barriguda a
fi.OOO rs. a arroba : tambem COmpra-sa 13
locarneiro : na rus Nova, defrnnteda gro-
ja dos militares, n. 2S, loja de aefiairo.
Comura-se urna canoa de carruira, de
um s pao, usada, mas em bom estado, a
que seja mane ira, de modo que quiltro ho-
mens a possain transportar para qualquer
parte : quem tiver annuncie por esta folha.

Vendas.
X '!-'_'
O arremtanle das afencOes desto
municipio do Reeifa ven ie as mes mas afi-
nco-s da freguezia de Santo-Xmaro-Ja-
lioaiflneda freguezia do Miiribee.t por pre-
go commolo, pois he da intereiisc para
quem as pretender, principalmente moran-
do em qualquer das ditas freguezias : q'ierrt
as pretender, dirija-se a casa da mesma afc-
rigflo, na na do muro da Penha. n. 4.
Vendem-se 4lindos moleques perfei-
loscnziiihfiros, de 18 a 20 anuos, sera vi-
! cos ; 1 dito bu n bolieiro e do boa conduc-
^S2f l''' > 8 "''os de 20 a 30 annns, bons para lo-
U" jdo o servico ; urna parda de21 annos, mni-
<.|]|>0. [toboa eostureira e ensommadeira ; 1 dita
N'a noilo de 6 para 7 do corrente, foi fur- de 12 annos. com principios de habilidades
lado a um prolo que venda fazendas, urna p BHitocirinhosa pan meninos ; umi pre-
: 1 an ie 1 1,1 e mu cartflo com diversas fa-1' i'Mwnte Hgura> de nagfln e som vi-
zenlas linas; pois tendo O mesmo preto, ^cios, perfeita quitan Icira o cozinheira ; tres
pir motivos do embriaguez, Clamado urn ditas com alguinas Inhilidades, de IVa 20
ganhadorpara carrregar a fazenla. o mes-
mo se evadir cam todas as faz-ndas e al-
gum dinheiro que carregava. Itoga-se, por-
lanlo, a policin ou a qualquer pe.isoa que
tenlia nolicia do ocoorrido, de dirigir-se
ruada Cideia-Vollia n. 21, primeiro an-
dar, que ser gralilicado.
O (.y
<^ Alugam-se e vende jt-se as verda- fy
r.y deiras luxas de llaiiiburgn ; na praea ^
q da Independencia, n. lo, ao vollar j
^ para a 1 ua das Cruzes.
O 0
--Prccisa-se do urna ami de leite, que
nflo teulia IImi : na ra da Cadeia de S.-
Antonio, IMcl-Commercio.
annos ; umn dit* de meia idada ; assim co-
mo nutres monos escravos por pregos Mui-
lo rasaaveis : na ruada Cadeia do ReciTa,
n. 51, primeiro andar se dir quem vende.
Vendom-se capsulas de oleo
de mamona, de stilphato quinnino,
de pos contra vermes, de oleo de
figido de bacalli.o, de dito dito
detrraia, de (ptinna amarella, de
ruibaiboda China, de oleodern-
paiba com eomma quinno, idem
m
Chapeos- ci
ftua'doP
ol.
asseio, n. 5.
f-
33?
Nesta fabrica ha presentemente um rico
sorlimento distes obj-clos de todas as c-
rese qualidade*, lano do seda como de
piiininlio, por pregos commodos; ditos pa-
ra senhora, de bom gusto : estes chapos
sflo feitos pela ultima moda; seda adamas-
cada com ricas franjas de retroz. i\a mesma
casa se acha igual sortimeiito desda e pan-
niribos imitando sedas, para cubrir ar-
niages servidas : todas estas faz Midas ven-
do n-secni pnrgflo ea retalhi: tmbense
concena qualquer chapeo de sol, tanto de
basteas de ferro como de balcia, assim co-
mo umbelas do igrejas : tuda por prego
commo lo.
--Precisa se alugar urna preta que saiba
lavar, engommar e coser, para urna casa
estrangeira : na ra do Torres, n. 31, das
11 horas al s 3 da tarde. Na mesma casa
lamben se pr-'Cisa alagar um preto que
entend do servico interno, e saiba tratar
Ja'eavaHoi.
Lotera da matriz da Roa-
Vista.
O respectivo lliesoureiro, Manoel Conga-
vel da Si'va, pretende nflo illudir a expec-
lagflo do publico com annuncios importu-
nos do andamento das rodas desta lotera ;
esfor^ar-se-ha qiianto couber em suas Tor-
gas para com a posalvsl presteza annunciar
o dia, ali'ui do qual nflo devera passar a es-
peranga dos compradores ; porque enlende
que a essa illusflo em que alguns teem por
vezes deixado o respeitavel publico, se de-
ve essa especie de descrdito, que tanto
tem demorado o ainlamiiilo das Dola! lo-
(ei las ; por isso limita-se por ora a anniit-,
ciar a venda dos billietes, e a cxlraln los
com ludo 11 cuijii 11I111, alim de poder 8SS6-
curar aos compradores o dia em que deve-
ra ella imprclerivelmente correr.
A vanlagem do plano j publicado o o fin
religioso para que foi esta lotera concedi-
da, convida e seduz os tentadores da sorle
a concorrerem sem demora para'a compra
dos nmeros que Ibes preparam a suave
equiaigSde bens da fortirVia, sem risco
de grande capital, e com o importe semen-
t da diminuta quantia de 5 ou 10,000 rs.
porpoucos das.
Itesde ja achar-se-hflo os bilhetes : no
Recite, lujas do lliesoureiro e do Vieira
cambista ; em S.-Antonio, botica de Joflo
Mureira Marques, no paleo da Maliiz, e de
Francisco Antonio das Chagas, na na do
l.ivraineiiio ; loja de Hernardino Jo Mon-
teiro, pracinha do Livramento, n 44 no
Aterro-da-Roa-V'ista, lujas de Cuimarfles,
n. 44. e de Iiuarte Uorges da Silva, n. 18.
Na ra Direita, padaria 11. 26, dase
pflo do vendagem a pelas sobre a respou-
sabilidade de seus senboies.
Precisa-se alugar um preto para botar
sentido a urna pequena casa de campo : na
ra do Trapiche-Novo, n. 10, casa de Jones
l'aion it Companhia.
de dito por Itera I, dem por a-
qnin, cbt'gadas prximamente : na
botica da praca da Boa-Vista, nu-
mero 24.
-- Ven le-se ou troca-se urna escrava de
meia Idado por urna dila de 10 a 12 annos,
l-ropria para se e lucar, OU por um mole-
que do bonita figura, vollando-se o que se
convencionar : ua ra do So!, n. 9. Na mes-
illa esa se dir quem da dinheiro a premio
.sb peuhures de ouro ou prata.
Os mclhores charutos de
S.-Felix.
Sio cliegados os melbores charutos da
S.-Flix : na ra do Queimado, n 9, loja.
A elle.
Fumo de corda em barra ; charutos sol -
tos e en oamnhas, viudos da llahia pelo
palacio .S -Crui, muito em conta e a von-
tade dos compradores : na ra da Cadeia do
Recife, n. 31, primeiro andar.
Na ra das Cruzes, n. -21, segundo an-
dar, vendem-se 10 escravos. sendo: urna
crioula de 18 annos, com algumas habili-
dades ; una dita da 20 anuos, com um do-
Teiioenium olbo ; uin casal de escravos
de meia ida le, com um lilho mo'eque de 6
annos ; um escravo para o servigo decam-
po ; um cabritilla de 13 annos, ptimo para
na_em ; um niuleque de 13 annos; 3 pie-
tas que coziuhau.lavam da sabflo c vendo
na ra.
Vendem-se pegas de madapolflo largo,
milito enenrpado, com 20 varas, a 2.500,
2,600 e 2,8(0 rs.; ditas de chitas, a 4,200
rs. ; ditas de atgodflozinho, boa largura,
com 20 jardas, a sele patucas; el fula de
folear farmig>s : por tris do theatro velho,
n. 20, primeiro andar.
Vendem-se seis lindos moleques de 12
a (8annos; dez pretos de 20 a 30 annos,
sendo um ptimo sapateiro ; quatro pardos
de 1G a -JO anuos, sendo um bom sapateiro
e outro cozinheira ; tres pardas de 14 a 20
annos, rom habilidades ; quatro pretas de
18 a 20 anuos, tendo unta bom leite com
urna cria da 8 mezes ; e mais algumas com
habilidades: na ra do Collegio, n. 3.
Lotera do ltio-do
Janeiro.
A"* 20:000,000 de rs.
Na loja de miudezas da praca da Inde-
pendencia, n. 4, vendem-se meios bilhetes
da 52.' luteriada da sania casa da Miseri-
cordia.
Vende-se a casa terrea, n. 25, da ra
dos Pescadores, concertada de novo, a qual
renda 10,000 rs. mensaes : o prego he com-
uiodo : na ra da Cruz, n. 64
Veode-saumsqbrado de dous andares,
em chitos proprioa e em urna das principaes
ra da freguezia deSanlo-Aiitonio.: quem
o pretender, dirija-se a ruada Cadeia do
Recite, escriptono doSr. Jos Antonio Bas-
tos, o qual so aciia aulorisado para tratar
do ajuste.
Oh que pecbincha !
Nflo pode baver causa mais barata do que
lengos de pura seda a 800 rs. por cada um,
na loja nova, 11. 13, no aterro da Ba-vista j


-- VenJe-se, para pagamento, um es-
cravo peca, de bonita figura, sem vicios
unm achaques, e que he ptimo cozinhci-
ro : na ra da Cadeia-Velba, n. 41, loja.
Bom e barato.
Na roa do Queimado, viudo do Rozario,
segunda loja, n. 18, vendc-so sarja do sed
llespanhola, pelo commodo pin o do 2,000
ra. o covado : as amostras serSo francas ao
comprador, com o competente penlior.
-- Vende-se urna preta moca de bonita
figura, sala e sem vicios, com algumas la-
bilidades; um molequa de bonita figura,
son< vicios ncm achaques: na rua da Cadeia-
Velha.n 33, se dir quero vende.
Vendo-se um moleque crioiiln.de 16
annos pouco maisou mciiiis, de bonita fi-
guro, bem sailio o niiiiio esperto: na rua
da Cruz, no llecife, n. 49, primeiro andar.
Vende-se um limito bom alambique de
cobre, que a caldeira leva SO caadas de li-
quido, com urna serpentina de estanbo lino
que pesa 300 libras, o qual serve para des-
tilar garapa, e tainbem fazer espirito a 40 graos, por proco commodo, por ter-se de
mudar de lugnrem que se aclia moniada
no Aterrc-da-Boa-Visle, n. 17, fabrica de
licores.
AGENCIA *
da fundido Low-Moor,
RUA DA SFNZALT.A-NOVA, N. 4?.
Reste estabelecimento conti-
na a haverum corr.pieto sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenho; machinas de
vapor, e taclias de ferro batido e
coado, de todos os taannos,
para dito.
Taixas para engenho.
Na fundicSo de Trro da rua do Brum,
acaba-se de receber um completo sorlimen-
tode taixas de 4 a 8 palmos de bocea, as
quaes acham-se a venda por preco com-
modo e com promptidSo embarcam-se,
i u carregam-seem carros sem despezas ao
comprador.
Tecidos de algodo tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-Sanfos.
Na rua da Cadeia, n. '2,
vi-ndiMii-si' por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de assucar e roupa de
escravos.
Potassa da Itussia.
Vende-se superior potassa da llussia, da
mais nova que lia no mercado, por prcp
commodo : na rua do Trapiche, n 17.
- Vende-se um mutalinho de 15 linos,
muito lindo fara pagem, e ptimo para ser-
vir a urna cas, por ser de muilo boa con-
ducta : na rua do Collegio, n. 21, primei-
ro 8ndar, se dir quem vende.
Vende-se um cavalloiuco-pedrez, no-
vo, capado, bom andador de baixo a egqm-
par : na rua da l'raa, n. 20.
rada ; bem como urna porefio de pennas do
orna, proprias para espanadores.
Farinha de
Pichincha.
Na rua do Queimado, viudo do Rozarlo,
segunda loja, n. 18. vendem-se corles de
collcte de selim prtto lavrado, a 2,000 rs. o
corte.
A ellas.
Vendem-se lnvas de pellica preta, poni
inglez, as tnelliores que Irem vindo a esle
mercado; bem como meias pintadas pa-
ra meninos de lodos os lamadlos: na rua
do Queimado, n. 9.
Veni:e-se a 3,500 rs. a scca grande
de milbo :noarmazem defronte da escadi-
nlia da alf'mdeg. *
Vende-se a venda n. -i da
rua do l'edre-Florianno, com pou-
cos fundos, porcm com bastante
3* freguezia para trra, regulando
por dia de to a 13,000 rs : a tra-
tar na traversa da Concordia, so-
brado n. 5, das 6 s 8 botas da
manliaa e das 4 s 6 da tarde.
Vendem-se cortes de cambraia de c-
rp, pelo barato preco de 2,000, 2.500, 3,00(1
3,500 e 4,000 rs.; cambraia de sed, a 3/
rs.: meias para meninas, a 160 rs.; Ifla
com lislras ile sed, a 600 rs. o covado; lan-
zinha prnpiia para roupa de meninos e ves-
tidos ile senbora, a 24o rs.; ISa superiur pa-
ra calca.", a 500 e 600 rs. ; lencos de algn-
d3o e seda com franja, a 600 rs. ; crli s de
collete de velludo, a 1,600 c 2,500 rs. ; cas-
sa-chil, a 400 rs a vara ; garca des"da, a
("> rs. o covado; cambraia de seda.a 560 rs.
o covado, e oulras muilas fazendas |or
barato preco : na rua do Crespo, n. 15, loja
do JosquimdeOliveira Maya Jnior.
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassa,
de boa qualidade, em barriszinhot,
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
tempo se nao vende: nc llecife,
rua da Cadeia, armazem n. ia.
Vende-se vinho do Porto muito supe-
rior, em barril de qurlo e quinto ; farinlia
de trigo de todas as qualidades e em meias
bairicas; retroz do Porto, prlmeira quali-
i!.de : panno e meias de linjio ; arcos para
barricas; farinha de mandioca em saccas
grandes e a gamela bordo da sumaca '.-
S.-tlo-Cartho: ludo por prero commodo :
na rua ilo Vigario, n. 11, primeiro andar,
casa de Francisco Alves da Cunha.
Antgo deposito de cal
virgem.
Na ruado Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodo.
FiitSi;i de mandioca.
trigo.
Vende-se superior farinha de trigo trn-
cela de Provr-nca, chegada ltimamente de
Marselba : cm casa de J. J. Tasso Jnior, na
rua do Amo! m, 11. 35.
Arados de ferro.
Na fundicSo da Aurora em S.-Amaro ,
vendem-se arados de ferro diversos mo-
delos.
Vendem-se amarras ae >rro : na rua
da Senzalla-Nova, n. 42.
Chocolate de saude.
IV todas as Substancias alimentares, que
sendo em seu principio consideradas como
cousas de luso, tornam-se pelo tempo adj-
unte de um uso geral, o chocolate pode sem
contradices, oceuparo primeiro lugar.
KlTectivamento, quaiiias pessoas nflo ve-
mos nos preferir boje ao uso do quelite caf,
o uso do chocolate e nisto seguir opiniflo
dos mdicos mais celebres, que do com-
mun accordo, sobre suas preciosas quali-
dades, o indican! como um dos nossos me-
Ihmes estomticos aquellas pessoas, cuja
sau'de lio dbil e delicada !.. I'rescrevem-
no sos seus doentes, rconselham-no aos ve-
Ihos eo recommendam s milis de familia
para seus filhos. Km urna palavra, o con-
sumo vetdadcirameute extraordinario que
todas os classes da sociedade fazem deste
alimenlo, he o mais bello elogio que nos
lite podemos fazer. Chegou do Maranho,
linde he fabricado, un novo sortimenlo
deste chocolate j bem coubecido nesla ci-
dade por muilas pessoas que lem feilo uso
delle, econstantemente se venderlo mesmo
lugar j annunciado, na venda da rua da
Cadeia do llecife, n. 25, defronte do Becco-
I. reo. a 480 rs. a libra de n. 3 entr Uno, o
a 640 rs. o de n. 4 lino.
Vendem-se bons queijos londrinos
ditos de pralo muito frescaes e de superior
qualidade, presuntos inglezes para fiam-
bre, ditos porluguezes para panella, latas
com 2 e4 libras de marmelada, ditas com
bolachioha de Lisboa, dilas de sardinha, di-
las com hervillias, frascos com conservas
nglezns, queijos de quallia vindos do Cea-
r, por barato preco, manas de toucinho
inglez de fumeiro.de 7 a 8 libras cadauma.e
nutres mullos gneros de boa qualidade :
na rua da Cruz, no llecife, n. 46.
Jtf oendas superiores.
Pa fundicSo da C. Slarr & Companhia ,
em S.-Amaro, acham-se venda moendas
de canoa, todas de ferro, de um modelo e
construccio muilo superior.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Santos naliahia
Vende-se em casa deN.O. Itieber & C.
aa rua da Cruz, n. 4, algodSo trancado
daquclla fabrica, muilo proprio para(saccos
de assucar e roupa de escravos.
~ Vende-se um escravo peca, de 20 an-
nos : na rua do Crespo, loja da esquina que
Milla i ara a cadeia.
Chegaram novamente rua da Sen-
zalla-Nova, n. 42, relogiosde ouro e prala
palete inglez, pura homein e senbora.
Velas de cera.
Vendem-se caixas com cera em velas, fa-
bricadas 00 l'.io de-Janeiro, surtidas ao
goslo do comprador e por pieco; nuis con.-
iiiodo do que em oulra qualquw paite: a
Halar com MachaJo & l'inheiro, na rua do
Vigario, n. 19.
Arroz a 50 rs a libra e 1,400 rs. a
ai lela, sendo em sacca anda por menos ;
espirito de 37 graos a I.OOrs. a caada :
no pateo do Hospital do l'araizo, venda
n. 20.
Confeitos deCis,
e conl de laclo de ferro, approvado pela
academia de medicina de l'aris, confor-
me o parecer de urna commiKaAo compos-
la dusSrs. Ilnuillaud, Kouqujer eliailly.
As preparares ferruginosas so conlam
noiiunieio dos medicamentos, cujas pro-
priedades no se pdem por em duvida
4
'.i
Novo sorlmento de fa-
zendas baratas, na rua
do Crespo, n. 6, ao p
do lampear
Vende-se cassa-chita muilo (loa, de bo-
nitos padrOes, cores filas e com 4 palmos
de largura, pelo barato preco de 320 rs. o
covado-; cassa franceza de quadros, muito
fina, a 260 rs. o covado; rlscadinho de ls-
Irasdelinho, a 240 rs. o covado; brim de
algodSo de cores com listra ao lado e de bo-
nitos padrfles, a 320 rs. o covado ; brim
pardo claro, a 1,500 e 1,600 rs. o corte de
duas varase urna quarta; cassa preta com
ramagem branc* para luto, a 140 rs. o co-
vado ; zuarle de cores, com 4 palmos de
largura, a 200 rs. o covado ; dito azul com
vara de largura, a 200 rs. o covado ; rlsca-
do monstro, a 220 rs. o covado; chitas de
bonitos padrese cores fixas, a 160 e 180
rs. o covado; chales de larlalana, a 500 e
800 rs,; cobertores de algodSo america-
no, muito superiores, a 640 rs.
A bordo da brigue S.-o$, chegado
prximamente, vende-se farinha de man-
dioca de superior qualidade, e por menos
preco doqueemoutra qualqucr parte: os
pretendenles dirijam-se a bordo do dito
brigue, Tundeado defronte do arsenal de
guerra, ou ao llecife, rua da Cruz, n. 66.
amado Crespo, n._15, loja de Joa-
quim de Oliveira Maya Jnior, ha, alcm das
fazendas j annunciadas, e de nutras mili-
tas por barato preco, um sortimenlo de lin-
dos chapeos de sol, de pa un inflo estampa-
do, muilo proprios para os meninos e me-
ninas que andam na escola, e mesmo para
as senhoras que ainda estilo no cinpo, pe-
lo preco de 2,000 rs.
Vende-se superior farinha
de milbo em porcoes e a retalho,
tendo de todas as qualidades a
vontade do comprador, e por pre-
co mais commodo do que em ou-
tra qualquer parte: na rua do
Brum, n. 28.
A <2,?000 o corle.
Vendom-se cites de cassa-chita, fina, de
bonitos padiOcs e com 6 varas e meia, pelo
diminuto preco de 2,000 rs. o corle : na
rua do Crespo, n. 6, loja ao p do lampeo.
Farinha de mandioca.
Vende-so a tordo do patacho Industria
chegado de San-Matlieus,tundeado defronte
da escadiuha do Collegio, a melhor fari-
nha que ha no mercado, por sor muito no-
va, em grandes e pequeas porcOes, e por
preco 111 is commodo do que em oulra
qualquer parle : trata-se a bordo do dito
barco, ou na rua do Vigario, n. 19, com Ma-
chado & Pinheiro.
PIlAllMACIA FRANCESA.
Xarope ptitural adobante da gommn deaugieo,
preparada por Luis lloltenluit & C. 60/-
(ai ni cliimico da ttrolia ttptcial re l'aris.
A gumma de angico he conhecida e em-
pregada ha muitolempo pelos habitantes do
interior do brasil, como um excollenle re-
medio para as molestias de peilo ; mas em
um estado tal d'impunsa, coutendo corpos
estraolios, que muilas vezes impedindo
seus efTi'itos, tormivam suspeitas suas pro-
piedades; e obiigavam o doente alomar
uina poroto de materiaseslranhas, nflo obs-
tante que inertes, mais que no entanlo dif-
hrnllava o seu USO.
Iloje, enilim, esta gomma he por nos le-
vada ao mais alio grao de puresa, e assim
com ella preparamos o nosso xarope tilo a-
gradavel e fcil de lomar como promptoe
1 lie a/ nos seus resultados, (is mdicos des-
la cidade e outros muilos que teem obser-
vado seus efl'eilos, provamsu superiorida-
deahsoluta para a cura das ii llamuno oes do
peilo, toces, difluxos, catarros, e.-c n ros de
san(,'ne, etc. ; e applican aos seus doentes
como o melhor especifico t boje Condeci-
do. Chegou 00 MaranhOo, aonde he fabri-
cado, nina qo. mi ole dote xaropeja bem
condecido nesla cidade por muilas pessoas
que delle lem usado: constantemente se
vende no mesmo lugar j annunciado, na
Chitas de assentos oscu-
ros, cores jfix*s, a 180
rs. o covado.
Vendem-se as melhores chitas de cores
escuras fixas a novo vinlrns o oovado :
na rua do Queimado, n. 8, Iota dofronte da
botica.
Vendem-se lima mulatinha de 14 "5
t
annos, muito linda, e que cose bem;
urna muloca de 16annos, que cose,
engomma e cozinba bem; um mo-
leque de 9 annos, muito esperto e
bonito, e que he ptimo para apren-
der qualquer oflicio; um prelo de
nacilo, de 25 annos, bom compra-
> dor, muilo diligente, sem vicios, e por isso ptimo para o aervico de
urna casa ; e mais alguns escravos :
na rua das Larangeiras, n. 14.
Vendem-se saccas com muilo boa fa-
rinha de mandioca, a 2,500 rs. cada sacca :
na rua da Cadeia do llecife, ao p do arco
da ConceicAo e junio a botica do Sr. Anto-
nio Pedro das Neves.
Escravos Fgidos
Fuglram do engenho Talvor os seguin-
les escravos, pertencentes a Ignacio de Mol-
inada Silva Cusmflo : Manoel, crioulo, do 22
annos pouco mais ou menos, sem barba,
apenas principia a bucar, de boa estatura,
um pouco ful* e liem parecido; urna escra-
va, mulher do mesmo prelo cima, de nomo
Maiia, bem alta, de bom corpo, bonita fi-
gura e do 22 pira 23 annos ; um pardo cla-
ro, de nome Raymundo, de boa estatura,
de 22 a 24 annos pouoo mais ou menos,
bem apessoado, cabellos pegados e sem bar-
ha ; e um cabrinha de nome Casimiro, de
14 annos, cabellos bem pegados, olhos
grandes, bastante esperto, cara larga e um
lano acangalhado das pernas : todos estes
escravos fugiram do eogeoho' cima ao
amauheccr do dia 14 de fevereiro de 1850 :
quem os pegar ou delles der noticia ser
gratificado.
Fugio, ha oito das, um par-
do claro, escravo, de nome Mar-
cellino, de 2 3 annos pouco mais
rom illeito ha pitucas pieparacfles medicas venda da rua da Cadeia do llecife, n. 25, de-
que teiiliam sido estudila- com tanto es- fronte do liecco-Largo, a limo cada garra-
mero por observadores saldos. boba, tcoinpaiiliaudo nin receituario do seu
s mdicos mais acreditados receitaram autor.
estes confeitos com muilas vanlagens, e-
pois de lereni au.ilysado sua eompoa(fio.
O benvolo acoliii.liento que esta picpa-
racBu obteve da escola de o edieiua de l'a-
ris nos dispensa de fazei seu elogio.
Estes con fe 1 los r-io einpregados.com gran-
de sucresso na clorosis ou pallidus cns,
ns iniViiiim. i-, chronicas do estomago
edis inteslinos, na falla doappetite, as
uiieiioi 1 heas, ou suppressilo de menatrus,
as enferniidades escrophulosas, o inconti-
nencias das urinas, provenientes da debili-
tado da bexlga 1 na leucuirliea ou (lores
abrncas, opilafflo, batimenlo de frcas,
noescrobulo, em lodos os casos de cufia-
queein-enlodo organismo, na aiiimya, vul-
go Irialdade, na bydropcsia. consequenria
destas molestias, emfim em todos os casos
1 ni que ha alteraeo na coinposico do
sangue.
A respeilo da dse que se leve lomar,
bastant ires confeitos pela manliila, e ou-
tros tres de tarde, e o mais distante pos.-i-
vtl das lloras da comida, augmentando pro-
gressivamente ate 6 de aiiiauhila e 6 de
tarde.
Itelalivamenle aos meninos, as doses va-
riam coiifuimn a idade; mas lomando o
termo medio, se dar.lo de 6 a 8 lodos os
dial, na idae de 6 a 12 anuos, c 4 aos mais
juviis.
Em as principaes cidades da Europa se
aidi ao os depsitos dos dilcs confeitos, em
Peruambuco na botica do Sr. I'aranbos, na
rua eslreita do Itozario, n. 10, e no arma-
zem de drogas e Untas da rua da Cruz, no
llecife, defronte da loja do Sr. Padre Ig-
nacio.
Farelo novo a 5,o00 rs.
Vendem-se saccas grandes com 3 arro-
bas de farelo, chegadas no ultimo ntvio
de llamburgu : na luadoAmorim, n. 35,
casa de J. J. Tasso Jnior.
A 5,000 1 s. a pe le.
Vende-se couro de lustro, a 3,000 rs. a
Vende-se urna porco de bi-
sas de muilo boa qualidade, e l-
timamente chegadas, por preco
commodo: na rua da Senzalla-
Velha, n. i38.
Chapeos franecz.
Na loja do sobrado amarello nos
quatro-canlos da rua do Queimado,
n. 29, vende-se um granJe sorliaten-
to de chapeos francezes de formas da
ultima moda, a 6,500, 7,000 e 8,000,
- Vendem-se cascos vasios, sendo bar-
ricas de bacalho, bairis de vinbo, dilos de
azeitedoce, dilos de manteiga, etc.: na
Iravessa da Concordia, sobrado n 5, das
6 s 8 horas da manhaa, e das 4 s 6 da
larde.
Elmumlo rtutham, na rua do Aragflo,
tom para vender.porprfco commodo, mag-
nificas mobilias para unta sala de goslo,
compostas do consolos com pedras. Iremos
rom eapelhossoberbtM, sophs, jardineras
com pedras ricas, cadeiras, Jilas de balan-
Co, vanos consolos com pedras, ricas me-
sas de sala c jogo, soberbos aparadores pa-
ra sala de janlar, mesa eiastica para 40 pes-
soas, camas de n inacao e de vento com di-
la : tudo, ou em separado para liquidacflo.
Charutos de Havatia
verdadeiros :
1 vendem-se eni casa de Kalkmaon IrmSos,
na rua da Cruz, n. 10.
-- Vendem-se 3 molecotes de 10 a 20 an-
nos, muito lindo- e proprios para lodo o
seivico ; 4 negrotas do 14 a 19 anuos, sen-
do duas de naci, que engommam, cozi-
nlian; e lavam ; i escravos mocos, de boni-
tas figurase bous carreiros ; 3 mulalinhos
NA HIJA OACADKIA DUI1ECIFE, N 24,
LOJA DE CAMBIO DA VIUVA VIEIHA
& FILHOS.
Lotera do Kio-de-
Janeiro.
Aos 20:000,000 de rs.
Pelo vapor San-Salrador entrado neste
porto, no dia 13 do correle, recebemos os
muilos afortunados biihetes e meios ditos
da 52.* lotera a benencio da Santa-Casa-da-
Misericordia ; e tambem recebemos as lis-
las da priraeira lotera de S.-Joilo, e da se-
gunda de N.-S.-da-Gloria.
Biihetes vendidos na mesma loja, da I. lo-
teiia de S.-Joilo, com os premios :
145 10:000,000
1.373 1:000,000
2,932 400,000
449 400,000
4,072 200.000
1,320 100.000
1.139 100,000
1.156 40,000
5,338 40.000
XAHOPE DE BOSQUE.
CASO DETJM (NEGOCIANTE UKSTA PRACt.
Eu abauu aisignado (o cerlilicado original
disto molra-se a qualquer pe.ssoa que quizer
chegar rua do Rotullo, n. 40, llui-ile Jan, i-
10, verificado pcranle o labelliu Cauro) com
casa de negocio, declaro que ha viole e dou$
annoi que padeca de uina palpitaco dn cora-
9.10 ; esla palpitado cralao forte que, quando
lie atacar*! perda os srnlidns, e a rrspira;o
de tal forma, que as pessoas que preaenciavaui
notas occasies esperavain aentpreque eu uc-
cuinbisse em alguns desle Irrrivris alaquea ;
todos os recursos da medicina quantos me fd-
r.nn prodigalisados nunca srrviaui mais que
para nejlas occasiet diminuir lao terrircl mo-
lestia ; pnini nunca pude obler mclhora al-
guma. Ali'ni di-si.i inoleslia sobreveio-ine nina
oulra : qual bavia ella ser? a errivel phlhlsi-
ca, causada por uina conslipacoo; e tao rpi-
da ae ili'c 11 mu, que suppunha 11 meu nico re-
medio ser a inorle : o sangue que continua-
mente deilava pela bocea, a palpiacao, a los-
se, o fasiio, os auores i noile a febre conlfiiua,
tudo isto frz-ine perder todas ai esperan-
fas, e eslava bem persuadido que era impossi-
v*l |mii|,'t livrar-ine da morte. Nesla deplora-
vel crlse, entregue i Iritleta, e vendo que li-
nlia gasmdo nao pequea quantia e sem ne-
idiiiiii proveito, foi quando de volta das Laran-
geiras, onde eslava residindo, por felici-
dade ininli 1 nioalraraiii-iiie um annuncio em
mu jornal que na rua do Hospicio, n. 40, ae
venda o xarope dos bosque, remedio que j
linha feito admiiaveis curas na America do
norte; resolvi-me e fui comprar na dila casa
uina garrafa. Princlpiei a lomar, como declara
o autor em un papel que acouipanhacada gar-
rafa ; foi a niinli.i calvaco esle poderoso reiue-
ou ao
Agoa-
larde,
pelle, de muilo boa qualidade e eui muilo'muito lindos, ptimos para pagens, sendo
.Na rua do Queimado, n. 14, loja de lei-
ragens, anda na algumas saccas da boa bom estado : na rua do Queimado, n. 16 1 bom holieiro; 1 parda de todo o servico :
familia de mandioca, muilo alvae bem lor-iloja deutudezas. (na rua Direita, n. 3.
dio : mi menos de oito das de uso j era ou-
11,1 pessoa; desapparecerain o 9angue pela boc
c.i, o fastio, a losse e os suores de noile : con
linitei a lomar, e fram desapparecendo to
cnuslderavelineote todos os ineus solliiinentoi
le lal forma, que lodos 01 mcu* amigos e co-
nliecidos se adiuiavaui de ver-inc lao rpida-
mente mi I Ion ai : boje o que me resta de lodos
os meus sollrimenlns lie de dias a dias me ip-
pareccr a palpitafSo; porin vejo-ine de lal
inaneira que j me nao d cuidado, porque
umitas veiea lem sido snlTicieute um copo de
agoa para faier desapparecer, ou temando uina
COlher do xarope do bonijuc desfeilo em uina
pequea porco de agoa : digo que nunca pai-
aei lobe 111 de sade durante viole e um anuos
de molestia como agora lia sele para cilio nie-
les, depois que pi iucipiei a lomar o xarope do
bosque, porque eu recupere! o que julgava
perdido, que foi a triinha sade, se nao perfei-
la, ao uieiius quasi peifeila. Rao fui s eu em
iniiliii casa que f'17. uso desle poderoso xarope
live inultas occasics de o applicar em pessoa
de mu,lia lamilla rm c-sos de conilipacdes e
losse, e un sino leulio dado deale xmope a al-
gumas i essuat do meu conheciinenlo, e anda
cm ni iiloiin 1 occaiiao falliou de produzir ad-
iniraveis clleilos; portanto, rrcomiuendo n
todas as pessoas que he o mala excellenie re-
medio para as molestias que o leu autor re-
coiiiuieuria sem exageracao porque liin^ueo
poder dlzer mellior o que lie esle remedio do
que cu nirsino.
Tudo 1111.111 lo cima tenho declarado lie
pura verdade debalxo de niinha palavra de
lumia, o que jurare! se neceisarlo ffl
e Jusiificarci com quaulas pessoas foteni
neci'ssi'i kis as que me vi i .un doenle, c me
eslao vendo agora no estado em que me
aclio ; e qualquer pessoa que mellior se qui-
aer informar pode dlrigir-se rua do Hospicio
n. 40, que o abaixo assignado llie relirir im-
iiiensns casos em os quaes o excellenie xaiope
do bosque lem feiio seus extraordinarios rf-
feilos.
Esta minha deelaracao mandel faz-la e as-
ignei de mulla Mvre vontade, e com o nico
Interesse de prestar um le vico huiiiaiii.nlr
lie que a fu para ser mostrada a quem quizer
J.iber o que he o xarope do bosque do Dr,
Molts.
Iliode-Janeiro, 4 de Janeiro de 1848.
Veudc-c na rua dos Quaneis, n. 12.
pouco
ou menos, com os signaes seguid-
les : cheio do corpo, estatura re-
gular, pouca barba ; levou carni-
za azul e calca branca bastante su-
ja ; poim, como levasse toda a
roupa he de presumir que tenha
mudado : rogs-se s autoridades
loliciae- a apprehensSo do dito
escravo, e a quem o pegare entre-
gar a seu senhor, Jos Goncdlves
l'erreira Costa, morador na rua
da Aurora em Santo-Amaro, se
llie dar 5u.sooo rs. de gratii-
cacao.
Fugio, no dia 10 do correte, do enge-
nho Pintos, freguezia de Santo-Amaro-Ja-
boa tflo, o crioulo i: luardo, de estatura mais
que regular, bastante feio, gr-osso do cor-
po e com urna falta cm urna das orelbas :
consta frequenlar, no lugar do Giqui, um
cazehrc contiguo a urna olaiia velha : quem
oapprehenderser generosamente gratiG-
cado, levando o ao mesmo engenlio, ou
rua Direita, n. 121.
Kligio um pardnho captivo, de nome
Joo, de 7 annos. a 16 do correle s 4 ho-
ras da madrugadi, comossignses seguin-
tes : levou baieta com traresseiro, carniza
de dula ; he alvo, e est amarello por est
bstanle doente, pernas i ochadas e queirna-
das de sanapismo : roga-ae s autoridades
policaca, ou a quem o pegar que o leve
roa do Fogo, por baixo do sobrado da Sra.
I>. Anna, ao sabir no pateo de San-Pedro,
que se gialifcar a quem o trouxer.
Fugio o escravo Jos, crioulo, de c6r
uia, baixo, ebrio do corpo, ros e pernas
linas, sem baiba.de 22 annos; lem todos
os denles ; teni una pelladura tris da ca-
bera, procedida do ferro que trazia ao pes-
coco ; tem urna ferda junto da bocea que
parece boub ; j foi sumido, por isso an-
da tem as marcas ; he bem fallante : quem
opegarleve-o tuada Cruz, n. 66,
engenho Cuimhuca, freguezia de
Preta, que ser recompensado.
-- Fugio, no dia 13,s5 horas da
um pardo de nome Luiz, alto, cheio do cor-
po, de 20 annos, leices grossas, oielhis
grandes; levou calca amarella e jaqueta pre-
ta ; tem urna perna ep nchados provenien-
te de erizipela : quem o pegar leve-o a ps-
daria da Camboa-do-Cartxo, que aera gra-
tificado.
-- Fugio, no dia 21 de Janeiro do correnle
anno, do engenho Miranda, comarca de
Goianna, o escravo J0S0, de nacflo Congo;
foi do Acarac. no Ccar, no lugar serra da
Biruoca ; he de altura iegular, cheio do
corpo, representa ter 40 annos, rosto re-
dondo, testa grande ; quando olha cai-lhe
ossobr'olhos; lem urna corda na Caheca,
fallo de denles na frente, cor fula, pernas
um tanlo finas em proporcto ao corpo ;
tem pouca barba, levou um bal 11 de Flan-
dres j velho, cliaio de couro, mais oulro
de relio dentro d uina caixa de papelSo :
quem o pegar leve-o ao dilo engenbo, ou
aoSr. Manoel Concalves da Silva, na cida-
de do llecife, que recebera 60,000 rs., sen-
do conduzido de pequea distancia, e se
fr de lugar longinquo ser generosamen-
te gratificado.
Fugio, na segunda-feira passada, urna
preta de nacilo Angola, de nome Calharina,
estatura regular, cheia do corpo, nariz
chalo, beicos grossos e o hombro esquerdo
levantado ; tem urna marca preta no dedo
maior de urna das mos ; levou vestido de
chita azol c panno da Costa ; anda venden-
do laranjas pelas bandas da Soledade e
Magdalena, e costuma recolher-se a noite
para o porto velho das canoas no Becife :
quem a trouxer casa de seu senhor, na
ruado Trapiche, sobrado n. 17, receber
as alvicaras.
Figiram do engenho Novo do Cabo os
dous escravos segu les : Manoel, ciioulo,
carpina o meslre de assucar, baixo, pouca
barba, cabello j bastatile ralo e de 30an-
nos pouco mais ou n.ei.i s; e Benedicto,
crioulo, de 20 annos, boa estatura, nrriz
bastante chato e 1 es grandes: quem os pe-
gar levo-oseo referido engenho, que ser
bem recompensado.
-- Fugio, no dia 13 do correnle, urna pre-
la crioula, de nome Ignrz, de 20 annos,
com os signaes segundes: bonita figura,
bracos grossos, inflos pequeas e com sig-
naes de bexigas; levou panno da Costa
azul ja usado e urna Irouxa com roupa: a
preta be lilha de Itamaiaca, para onde se
supi Ce ler rugido : recommenda-se a quem
a pegar que a leve rua da Cadeia do lleci-
fe, loja 11. 51, que se recompensar gene-
rosamente.
- Fugio, no dia primeiro do correnle,
tima mulatinha, de nome Benedicta, de 11
annos pouco mais ou menos, magra, cor
um tanto alva ; levou saia de madapolilo
com babado em baixo, e camisa com ren-
das nos assenlos j suja : qunn a pegar
eve-a rua da Cadeia do lenle, n 51, pri-
meiro andar, quesera bem 1 ecom pensado;
issiin como se protesta contra quem a tiver
oceulta.
Prn-K. : n xrr. de h. r. ut raai*. 1850


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