Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06764


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Full Text
r ;
Anuo XXVI.
Seouiula-feira 21
riiiTiBA nos connuoa.
Golanna c Parahlba. segundas esextas 1
Rio-Grande-doNoile, quintas feiras ao
din.
Cabo, Serinhacui, Rio-Formoso, PorK
e Macelo, no I.', a 11, c 21 de cada
Garanhuns o Ronllo, n 8 c 23.
Hoa-Vtsta e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feira*.
Ollnda, todos ot das.
. *k. nik jijujtaraMtM
Jais.
tlCio-
Calvo
tucz.
|'PllSES D\ ID*.
KFRZKEHIDU.
MIng. a 5, as 6 h. e 18 ni. da m.
Nora a 13, di 9 h. da manh.1i.
Cinc, a 21, < 7h.e 2 ni. da ni.
Obela 27, s 10 h. e 3U in. da t.
utinim D MOJE.
Prl me ira ai. 11 limas e -V- minutos da tarde.
Segunda as 12 horas e 6 minutos da inanhaa.
de Janeiro N, 17.
PHECOS DA SUHSCRIPOAO.
DIA3 DA SIKAHA.
21 Seg. S. Iguei. Aud. do J. dos orf. e do m. l.T.
22 Tere, 8, Gaudencjo. And. da chae, do J. da 1.
v. do clv. rdo dos fritos da fazenda.
23 Ou.-irt. S. Ildefonso. And. do J. da 2 v. civel.
\ (.luiit. S. Tlienioteo. Aud. do J. dos orf. e do
in. da I. v.
26 Sext. S. Inanias, Aud- do J. da 1. v. do civ. e
do dos feitos da faienda.
^seisme^T^ ggg ^VfSSSTGtu Cnanc. edo ,. da2.
pnru,, .. iSEXn v. docnine.
Por mu auno
lofiw^y Dom s Jo-0 ,:nri,0Jl0lll0.
cambios ra 19 de javeibo.
rs. a 60 das.
Sobre Londres, 2S d. por 1/000
> Pars, -'li'i.
Lisboa, 100 por cento.
Ouro.Uncas licspanhoes.......
Moedas de 64O0velhas
de H.,'iii!i novas
de 4/000.........
Prala. PalacSri brasileiros
Pesos columnarios.....
Uilos mexicanos........
28^00 a 29/000
17/1)00 a 17/200
Ki/OO a l-100
9/000 a B/aOO
1*150 a 1#W0
1/1150 a 1/970
I/B00 a 1/8
PAitTE OFF'.CIaU.
GOVER NO DA PROVINO IA.
EXPEDIENTA DO DA ti DE JAS EIRO.
Omclo.Ao drrector do arsenal d guerra,
concedendo a nu lorlsacao que pede para des-
pender a qtlaiilla de 1:079.930 coi a compra
dos objectos ucees tarn* para satlstr ,j.er o pedi-
do, que devolve, de ftnlamcnlo pi ra compa-
ihiade arlilicrs.lottirou-se a inspector da
pogadoria militar.
Dito.Ao adminis irador das c bras publicas,
remetiendo as conta das despe xas fritas de 16
a 22 de dcienibro ul timo, e de 30 do inesnio
me/, nido crreme,c oni aobra do 17'' lauco da
estrada da Victoria, a priaieir a na importancia
de 53,820, e a segur, ida na d< 58,240, aflu de
que mande acreditar eng -nheiro Milet as
referidas qnanlias__Scleutif icou-se o mencio-
nado engenheiro.
Dito.Aoinesiuo, p ara fl ne mande acreditar
ao engenheiro Milet n a qu autia de 52.460 que
despeodeu do 1. a 5 do correntr coin a con-
cluso da segunda pai 'te do novo lauco da es-
trada da Victoria.ini leV.igenciou-se o ntesuio
engenheiro.
Dito.Ao inspector remetiendo as cuntas i l duplcala dos malc-
riar que fram compri id os para seren leniet-
tldosa ilha de Fernn.lo para construccao da
casa que deve servir de priso aos sentencia-
dos, e concert* das foi" taleas e reductos da
inesma Ilha, afm de que mande pagar a im-
portancia das ditas cun s s prssoas que as
lirinaram.Sci< utiliciui-* 1 o inspector do ar<
seal de marinha, e olive iou-te aocoinman-
dante da dila ilha, dizewa a que o patacho Vi-
rn/imnn condux para all as objectos cima ci-
tados.
Dito.Ao inspector de tl esouraria da fajen
da provincial, ordenando tu ande pagar, vista
da conta que remelte, ao < arecreiro da cadeia
da villa do Cabo, Esteva dos Anjos Porclun
culi, aquantia de 51,840 que elle despendeu
coin o sustento dos presos pobres da referida
cadeia, do !.* de jullio ao ultimo de deieiubro
do anuo prximo fiudo lutelligenciou-sc o
chefe de polica.
Dito.Ao engenheiro Mar nede, para que,exa-
minando o estad cm que te acha a ponte da
lina-Vista, organlse o resf ectivo orcamento,
alim de se proceder aos coi icertos de que ella
precisa.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DEPERNAM-
UUCO.
Pnrii, 19 de ouluhro de 1819.
TRIBUNAL DA iTELACAO'.
i
SESSAO OF. 19 DE JANF.l HO DE 1850.
MESIDRNCIA DO EXM SF.NIIOIl
CONCKLIlBinO AZE VEDO.
A's dex horas da manhaa, achando-se pre-
sentes os Srs. desembargador es llamos, Has-
tos, l.rao, Souza, Rebello, Lu.na Freir e Tel-
les, faltando cora causa os Sr s. deseinbarga-
dores Ponce e Villares, be abertaa sessiio.
O Sr. presidente apresentou um omcio do
F.xm. Sr. coucelhciro de estado presidente da
provincia, com dala de 15 do cerrente, envia'n-
do-lhe os exemplares do discurso coin qae S..
M. o Imperador abri a primelra sessao da oi-
tava legislatura da assembla geral.
ZCISKS.
Appellaco crimt.
Apprllante, Antonio P>'une Viamia ; appella-
dos, Antonio Martins Pedrinha e outro.
Fui julgada procedente a appellacao.
' ApteUaco ttvel.
Appellantes, os herdeiros de Joaqun) Antonio
de A mor un ; appr liado, Claudio I'rnira da
t osla.Fram recebidos os artigoi de hab-
lilaco.
OES1GNACOES.
Fol assignado o primeiro dia ulil para o Jul -
gamenlo das seguintes apnellacdes :
Appellanies, Joao Jos, Jos Joao, Joaquina
Jos; appellados, LulhercV l.ikhu.
Appellantes, Jos Lopes Denix e nutro; appel
lados, Francisco Perrira da Silva e sua mu-
Iher.
EV1SOES.
Passarain do Sr. desembaigador Rebello ao
Sr. deseniqaa-gador Luna Freir as appellacdes
civeis eni que so :
Appellante, D. Rarbara Francisca Xavier de
Mallos Moreira ; appellados, Antonio Lins
Caldas e Mara Caudida de Magalbaes.
Appellante, Antonio Germano das Neves ap
peilados, Me. Calinont H C.
Appellante, Joaquim Antonio do Forno ; ap-
p, liado. Jos da Costa Guimsraes.
A appellacao criinc ein que sao :
Appellante, Ponciano Jos da Luz ; appellado,
o juiz.
Passaram do Sr. desembargado!- Luna Frei-
r au Sr. desembargador Tcllea as appellacdes
civeis em que sSo :
Appellantes, Gabriel Germano de Aguiar Mon-
tarroyos, sua inulher e Manoel Antonio Go-
mes appellados, Manoel Fcrrelra Denlz c
ouln s,
Appellantes, Joao de Barros Reg Aclole e sua
miilher; appellado, Luix de S Teixeira
Lima. s>
Appellante, Lu Antonio Goniaga appella-
do, Jos Francisco Belm.
Passou do Sr. desembargador Triles ao Sr.
desembargador Ramos a appellacao civel ein
que sao :
Appellante, Anselmo Goncalves Pereira; ap-
pellado, Joaquim l'aiiieiro Leal.
DisrniBOicES.
O novo ministerio da repblica caminha
opti mmente ; e os quo, cm rasSo da pouen
importancia parlamentar dos novos minis-
tros, suppunham quo a combinac-lo nlo po-
derla durar, comecam a comprehendor que,
ti vista da vigorosa resolucto do presiden
te, :i maioria da assembla legislativa ser
ohrigadn a ccommodar-se como gabinelo
de caixeiros, que lia pouco n.lo quera.
Enlrclanlo desde o dia seguinto no em
que foi lida a mensagem travou-se entre a
minora o o presidenie guerra suida e mes-
qniulia, a qual tem por objecto quo>l0es7-
nhas do momento. Ein quatro ou cinco cir-
cumstancins, bem pouco impoilanlcs na
verdade, lom sido rejeitados os pedidos
do ministerio. Por isso, a semana passada,
vimosaassemblca conceder aogoverno fun-
dos que elle nlo pedia para comprar urna
caudolaria do que nflo procisava ; o logo de
pois rejeilar um po lido muito n\nilico para
despezns de alojatnnnlo do vico-presidente
la repblica. Repito a Vmc niio obstante
esses symptnmag de mi hu.iior, lio impos-
sivel que a maioria rompa cot o presiden-
te ; pois que us consequeu,cias do tal rom-
pimenlo aerilo ISo graves, que os maisoi-
sail.is. os mais deslnniidos recuarilo diante
do urna manobra que transtornara inteira-
mente a Franca.
Alin de que, cumpro sermos justos na-
da, nos actos do presidente o do scus mi-
nistros justifica hostilidades da parte da
maioria. O lodo das medidas toma Jas des-
de 31 de otitubro ho excellente. o n.lo da
motivo a criticas que o paiz estaja disposto
n acnlher. Tres ou quatro propostas imnor-
tanlissinus tdram apresentadas a assembla
pelos novos ministros ; e en no vejo o que
os espirilos mais prevenidos poderiam a-
char ah que censurar. As taes proposlas
so exccllenles em si mesmas, e al muito
molhorcs que as quo aprocntou o ultimo
gabinete.
Assiiri, o senhor ministro das (naneas ex-
pz um plano financoiro irroproliensivcl, o
que melhora singularmente o budget pre-
parado pelo sou antecessor. O ex-ministro,
o senhor I'assy, nlo consegua estabolecer
equilibrio entro a despeza e a reedita S"iiiio
coin a condieo doum cmpreslimo de 200
milhoes c um novo imposto sobre a renda,
cujo producto avaliava em 60 miiboes. O
senhor Feuld deca ron uno podia dispensar
oempreslimo o o novo imposto; eque com
os recursos ordinarios do estado, reaniman-
do apenas os imposlos existentes, ello po-
der occorrer a todas a* urgencias do anno
do 1850. Esta declaracao do novo ministro
das finanzas produzio, no publico, e prin-
cipalmente na pniou do com murcio, a mais
agradavel Impressfio.
Para chegar a este equilibrio das linancas
sem novo imposto, era necessario entrar
com franqueza na estrada das economas.
Tal foi clfecti vamento a conducta do gover-
iio ; e mis ja sabemos quacs as suas vistas
a respeito noque se refere repartiese mi-
irsterial quo cusa mais caro, quero dizer,
a da guerra.
O nosso exercito que o anno passado se
elevava ao eflVctvo de 500 mil homens, e
que baixou pouco a pouco ao de 420 mil,
vai descera 380mil homens ; cil a normal
do nosso cfTeclivo cm lempo de paz.
U novo ministro da guerra foi quepropz
assembla este planode reforma. Resid-
a de tal plano urna economa animal de 59
milhoes. O ministro lornou alm disso o
empenho formal de nunca pedir crditos
supplemenlares. Todasessas declaraces e
medidas do governo fAram muito bem aco-
lliidas pela opiniilo publica.
Oulra medida do goveniopreoccupou lam-
I rin o publico, o qual todava a conaidera
algum tanto arriscada. O presidente da re-
publica acaba de agraciar a mor parlo dos
deportados de juuho, que estavam dolidos
em Belle-lle, e que o ultimo ministerio que-
ra mandar para Argol. S fram excep-
tuados os individuos que, antes de serem
presos, tinham sido julgados. Aos Tactos
compete justificar o que esta amnista tem
mensos applausos, Oassumpto era novo e
dilficil; pois agora que todos os innovado-
res querem supprimr os impostos de consu-
mo, para fazercm poisar sobre a trra todas
as cargas publicas, elle sustentou que con
vinlia no interesseda agricultura e da in-
dustria dessggravar o solo, crear o tnaior
numero possivel de consumidores, e pedir
sobretudo ao consumo os recursos de que
necessta o Ihesouro publico ; tliese que he
verdadeira cm lodos os seus ponlos.
Eu fiquei extremamente admirado da
recliilio de pensanionlo de que o presiJen-
lo deu pravas nesse discurso.
Niio he s jior seus discursos que o pre-
sidente so reeommenda ; sous actos silo
tambera muito npplaudidna pela o niflu
publica. A populnc.no parisiense licou con-
lentissima ao saber da nomnaco do Sr
Carlior para a prefe-itura de polica. O Sr.
Carlrr nin he urna personagem pollica,
he apenas um homfm de polica, qu desde
20 annos passa pala mais hahii agenta dcs-
la nilministracf), r que a dirigir maravi-
Ihnsamente. Os inmigns da orlem fizc-
ram una careta logo que souberam dessa
norneucno; pois sahem que com Carlier os
conspiradores n3o terilo paz nem i reina, o
nada teem a esperar. E-te homem hbil
conhere-os todos ; sali o ftrtc e o fraco de
cada um ; e n.to ha um s acto das socieda-
des secretas quo Ihu niio soja revelado a
lempo pelos homens do confianca que tem
as fileiras dos rermelhos. Com tal prefei-
lo, estou perfeltamenlo tranquillo necea
do socego de Parla. Os vtrmelhos niio se m-
chenlo.
O tribunal supremo de Versainas acaba de
Ibes dar urna licito severa. Eu j fallei a
Vire, do p'ocesso que penda anta es-o tri-
bunal, e no qual eslava nvolvido eerto nu-
mero de representantes do povo e de clu-
bistas, aecusados da terem tomado parle na
insin iviein de junho : esse processo acaba
do chegar no seu destecho, muito mais le
pressa do]que so esporava. Os advogados,
aue silo os cumplices polticos dos arcnsu-
dos. liuham imaginado que se Ibes conce-
derla defender a theoria do dlreilo de in-
surrelgo. Um driles coinci;ou a disinvol-
ver esta Iheso monstruosa ; mas o presi-
dente alalhou-o, convidando-o a limitar
sou razoado aos termos que exige o respeito
devido sleis. O advngado insisti ; apre-
sentou os motivos pelos quacs se suppunha
autorisado a sustentar que, insurgindo-.se,
seus clientes tinham usado de um direilo.
a principio tinham applaudido a ideii de
urna Allemanha unitaria. Os homens poli-
lieos pen.sam que ludo isso so oncaminhar
restauraco Ja antiga diola de Francfort.
Italia, toma e /'iemonir.O papa anda
niio est decidido a entrar cm Roma. De-
putacnes da municipalidadc, do commer-
cio, etc., fram rogar a Sua Santidade vol-J
tisse para a capital. Elle acolbcu-as mui-J
mas nDo deu resposla alguma d-
lo bem
csva.
Espera que o nosso exercito evacu Ro-
ma, para entilo entra-la.
No Piemnntn a opposiQo demaggica faz
sempre muila bulla. Ella quebra acaliPQa
contra o tratado concluido rom a Austria,
que bem qu/era no aceitar. Como se a
guerra nao fosso consequenra da rccnsa-
Cilo SSo manobras muito falsas o ineptas !
dem, 19 de dezembro de 1819.
franca.Depois da uiinlia ultima caria,
a noisa assembla nccunnii-se quasi exclu-
sivamcn'.cde um projecto de le Onanceira,
oqua! tem por (im conservar ao Ihesouro
publico um rdito do too milhoes, que um
decreto da assembla precedente ameaca
arrebalar-llie Este rdito provm do im-
posto esUbelecido sobra as hedidas, qnea
Coustituinte, no momento de separar-so,
SUpprimiO a datar d/> primeiro de Janeiro
de 1850. Nosso budjet i est em drficittfo
preto de 300 milhoes. e Vmc. pode immag-
niir em que embamcos Ooaoceiroa nos lan-
Qariames, se so addicnnassem mais 109 mi-
llies n ess>! dficit : por isso tolos os ho-
mens de bom senso teem como jn lspensi-
vela couservacio do imioslo sobro as be-
bidas ; o o governo, quo pansiva como
olios, so apreasou em apresentar um pro-
jecto de lei, o qual pe lo a abolilo do do-
creto da assembla songtituinlo.
Os nossos republicanos vermellios fizeram
esforcos inauditos para agitar o pali com
-esla questSo. Ompo,to sobre as bebidas
Im pouco popular em Franca, pois fero es-
pecialmente a classo turbulenta o inmoral
dos consumidores do taberna. Appareceu,
ooia, grando numero de petcoes coaira o
imposto, mas, ipezardeasas manifeaiat^es,
0 governo'e a assembla passaram adianto ;
e, bom quo ainda niio esteja dado o voto
definitivo, lenlio f que o imposto se resta-
belecer,
Adiscussao foi violonl,* Os monlanhe-
zes, segundo seu trisle costme, procura-
ram amotinar os pobres contra os ricos,
representando esles como livres de todos
O tribunal, por um areslo roui notavel, re- ; os encargos, e os oulros como supporlando
pellio esta doulrina, smenlo propria do todo o peso dos impostos. Nada he menos
paizes anda selvangens. Entilo tudos os
advogados se reliraram ; e, gracas esta
manobra, os debates so no prolongaram,
0 o iiresto foi pronunciado.
er.l.ule iio que essss olenas lamonlacOcs ;
mas esses homens de desordem niio pen-
sarn um instantesequr em serem verda-
deiros ; oque ellos querem he impedir
Trila e um acusados estavam presentes: | lodo o custo que a tranquillidatle se resta-
onze fram absolvldos ; dezasele, declara-] belca em nos.-a infeliz Franca,e precipitar-
dos culpados em lodos os artigo*, fram i nos as mais horrveis catsstroiihes. atra-
...... I ......... i___1J_____. _.___nr- I., I... .'. :^ ..
de nos; entretanto a Franca tranquillisa-
se; os fundos pblicos sobem assfts rpida-
mente, o e-los chegados a um algarismo,
ao qual nunca chegaram desde a revoiuco
do fevereiro, isto he, a 32 por 5 por cento
Os nossos negocios no territorio argelino
lnliam-se dillicultado alguma cousa. lia-
vla mais do um mez qui nossos soldados
em numero de 20,000 fiziain o cerco de
condeuinados deportacio ; isto he, mais
grave pena ;(() visto eslar abolida a de mor*
teem materia poltica. Eiirn tres aecusa-
dos, a favor dos quaes o jury reconheceu
circunstancias altenuantes, fram cou-
dcmitados a cinco annos de datensSo.
Entre os acusados presentes lignravam
dez reprcsenlantes do povo, dos quaes s-
mente um fol absolvido.
ve.ssando a guerra civil.
Eu espero que tal no consigam ; e, para
o repouso, nfioda Franca smenle, mas do
mundo, convm que seus esforcos se mnllo-
grem. Semduvila, quando ellos inspiran)
as classes pobres a esperanga dcchegiuem
a lo los os gozos da vida, perturbara multas
consciencias e iranstornao) militas calm-
eas ; poiem unid i reatara, gracas aoco,
Os acusados contumazes silo 37 ; e enlrelinslinctos de moralidade, mesmo nos po-
ellesacham-so 20 representantes do povo
fram condemnados a deportaQilo.
0 chefo da montanha, sou mais eloquen-
le orador, Lcdru Holln, figura em o nu-
mero dos contumazes. Itefugiou-se em
Londres.
Esse ISo sabio e justo aresto contribuir
para que a ordem volte ao nosso desgrana-
do paiz; pois os homens da violencia co-
mecam r mlini a comprebender que suas au-
iiaciosas tentativas j nflo teem successo, e
que a espada da lol os ha de forir infallvel-
menle.
Alm de que, a Franca est agora segura
e tranquilla s Ihe fala alguma fe no futu-
ro, para recuperar sua antiga actividade, e
reconquistar a prosperdade que peidcu.
fusiia, Auitria, l'russia e Confederando
atlemJa.--Nunca as noticias do resto da Eu-
ropa fram 13o fallas de inlercsse o de mo-
vmento como nesta quintaos). Nada so
moveu. U imperador Nicolao nenhuma s
vez deu que fallar do si; e, quando o czar
lica immovel, j se ruten le que toda ajltus-
sia repousa. Os projectos conlra Constan-
AoSr. desembargador Ramoso aggraro de
iustriiiiicuto em que sao:
Ageravanle, Antonio Jos da Silva Jnior ;
aggravado, ojulzo.
Ao Sr. desembargador llaslos o recurso crl-
rac do Limoeiro em qae sio:
Recrreme, o juizo ; recorrido, Joo Rodri-
gues.
Lcvaulou-sc a sessau 1 l|2 hora da tarde.
de aecurada. Se osses homens porigososdes- tnopla inda estilo adiados.
involverem mclhoresseiilimentos.e nSo per-
turbaron mais a paz do nossas ras, toda
a gonte (cara sabondo que coubo ao presi-
dente o apagar este uilimo vestigio de nos-
sas lulas civis.
Emquanto os ministros vflo cortando as dif-
llculdadrs em que estavam coma assembla,
0 presidente busca occasies do se por em
CommunicacSo com o publico; e, quando as
acha, tira dellas ptimo partido para sua po-
1 ulaiidiiile. Ilouve na ultima qujnzena duas
drssas cccas0es;o em cada urna dellas pro-
duziram tparavilhoso elTeto as palavras que
elle pronunciou. No dia 3 deste mez, o se-
nhor Luiz llonapnrle presidio ceremonia
de institufilo da magslratura. Todos os
primeiroa presidentes o procuradores ge-
raes do Franca tinham sido convocados para
esta solemnidade ; e foi no meio dessa flor
da magistratura que o presidente exp/,
cm termos mu significativos, os deveres
da justica, e os beneficios que delles re-
sultan).
A II do coi rente urna nova solemnidade
reuni a flor de nossos Itiduslriaes. Trata-
va-se de distribuir os premios conferidos
aos que mais se tinham distinguido na nl-j
lima expositSo. O presidente lornou ainda 1
a palavra ; o as ideias que desinvolveu com I (I) Um delles he o Sr. Vaulhicr, que abi
perfeita clareza, l'iaui acolhidas com im-i servio como engenheiro.
Em Vienna, o mosmo socego e a misma
inaceflo se inanifisum, Comtudo faz-seahi
um tiabtlho de diplomacia ; e nflo me ad-
mirar se a Austria, um pouco assuslada
dos serviros que Ihe fez seu lemivel visi-
n o, d um passo para a Inglaterra, sua mi-
tiga alliada. Falla-so effcctivamcnlc de
uuia prxima mudanca no gabinete aus-
traco. O Sr. de Colloredo, que passa por
um dos mais zelosos partidistas da allianga
ingleza, substituir nos negocios eslran-
goirusoSr. de Schwartzeiiiuerg, o qual 11-
car presidente do concolho.
Na Hungra a poltica de clemencia (em
eailm prevalecido. Inda condemnam
inorie ; porm nflo suppliciain, e commu-
tam em detensfloa pona capital. Falla-se
de algumas insurreices locaes, as quaes
provocram a marcha de columnas movis ;
mas essas perturbarles nSo sflo serias.
O re da Piussia persiste, da sua parle,
na ideia de urna confederaciio allemiia, da
qual quor s r protector o chefe ; mas essa
recuiisliluirflo camiiilia lentamente: nas-
cein obstculos de toda a parte, qur soja
da Austria, qur dos pequeos estados que
bres. A noeflo do leu e meu, do justo e do
injutlo, ainda nfloseapagou em tenias as
almas ; o espero que o espirito publico
brevemente se manifest contra ellas.
Alm de que, o governo, que tomou
peito a guarda da sociedode, comprelieude.
bem seus devores, o des 'inpenlia-los-ba ca-
balmente. Os estragos que fizeram entre a
populacflo ignorante as doutrinaa socia-
listas, sflo consideravcissem duvida ; mas
Luiz Bonaparle c seus mniislros estflo fir-
memente rcsolvidos a pr-lhes termo. Ja
foram tomadas ou estflo preparadas medi-
das enrgicas. A mais importante dolas
esta agoia submctlda, sb a furnia do um
projeclo, ao voto da assembla. Trata-se
de cotlocirdebaixo da dependencia dos prc-
feilos OS instituidores primarios que ha 18
mezestCem sido, em nossosdepaitumenlos,
aclivissimos agentes da propaganda dema-
ggica. Esse projeclo, quo permittiri aos
profelos o deslituirem os msluidores quo
desvam dos scus devores os nossas pobres
camponozes, sera ccrlamenle volado pela
assembla logo depois da lei das bebidas.
O presidente est sempre mu resolvido a
manter ordem em nosso paiz. Tanto scus
discursos conioseusaclosalieslam suas leaes
iulciiccs. ltimamente, puroccasiflo do an-
iversario de 10 de dezembro, poca de sua
eleicflo, elle assislio a dous banquetes que
Ihe lram ofl'erecidos, um polo presdcnlo
da assembla, nutro pelo prefeto e pelo
corpo municipal de Pars. Ncssasduas so-
lemnidades, fui chamado a responder a
brindes quo lliedinglram, o seus discursos
fram muito applaudidos, como dando no-
vos pelln,res a causa da ordom.
Estou convencido do quo o presidente
ifuer conservar o poder, i eu nflo o censu-
ro porquanto este paiz carece sobretudo
do eslabilidade; o, se elle detesta a rep-
blica, he especialmente porque esla forma
degovemo, essencialmeiiio mobil, nflo da
aos ulereases as garantas que ellas ab-
solutamente necessta ni; mas, trabalhando
por conservar-so, o presidente nflo tom ven-
tado alguma de locar na conslituicflo, e ten-
tar un guipo do estado. Quer ( como elle ha
pouco disse a um dos mais disiinc'os perso-
nagens da assembla; que o imperio, se de-
ve chegar, cheguoporsi mesmo, epela vou-
lade da naciio, muiposilivimento manifes-
tada.
Essas eventualidades aluda esiflo longo
urna prnca situada no interior do deserto
argelino. Nos batiamo-nos contra desespe-
rados, resolvidosa vender-nos caro suas vi-
das; maso valor rrancpz superou essa re-
sistencia. Zaatcha cabio em nosso poder
depois de um sanguinolento assallo ; o 800
rabes (iciram morios no cunpo da ba-
ta I lia.
No entanto os Jemagogos lenlam por lo-
dos os meios reconquistar o terreno que a
firmeza do governo Ibes fez perder. Temos
em Londres urna triste c ilonia de condem-
nados contumazes que receisrn os esque-
cam, e quo nos enviam, sempre quo p*
dom, sous incendiarios escrlptos. Um del-
les, Luir, le Blanc, fiz publicar mensal-
monle en Paria urna collecclo, O Voco
Mundo, na qual dcsinvolvo descaradamenln
suas llieoiias ccmmunislas. A liberdado
da imprensa permiti rouitas cousas peri-
gosns ; o al ago'a ella preservou os detes-
Uvoia escripios de Luiz le Rlanc ; masseu
collega em exilio, i.-dru Rollin, inimou-m
com sou exe.nplo ; e qoiz, como elle, iniciar
a Franca em seus desvarios do proscripto.
Elle enviou osla oidade um folhoto. que
foi ImpreSSO sem ruido, e que nestes lti-
mos dasrebentou como urna bomba as
columnas de Bit* jornal vennclho; mas o es-
cndalo nflo durou limito ; o jornal foi ap-
prolienilido.ataiubcn o folhelo rm numero
de 15,000 exc tipiares ; e os nossos depar-
tamentos, on lo ns vtnnrlhoi assis se tCem
manifo-tado, f'am, graijas ao co, preser-
vados dessa perigoso apaello s paixes
ruins das massas.
Emquanto os contumazes montanhezes
se combinara para perturliarem a Franca, os
que a jusliQa nflo ferio, e lie r.un em
Pars co-n.Qiim a nflo enlender-se,e so dila-
coram < denladas. Por isso os senhores
Pedro Leroux o Proudhon so fizm, ha al-
gumas semanas, a guerra a mais joens.t pa-
ra os amigos da ordem. Elles modifleam as
palavras; mas seu mutuo rancurso mani-
festa asss larga, para q>ie niio chegoe
brevemenle o instante em que Prou Ilion
S"ji traalo de velliaco, e Pedro Leroux de
Imbcil, sem quo nos eti tal nos mottjmos.
As sciencias, artes 4 livraria quieta e se-
ria pouco avnluin no meio do turhilhilo que
nos arrastra ; pot is-o nada direi a sou res-
peito a Vine.: mas existe outra distraeco
do espirito que nunca pona em Franca
sous ilireilos, e que sobrevive a to las as re.-
voIuQiles,he o thcitro quo recobra agora
sua vogn. Nossos tliealros enchem-so. fa-
chel, a grando trgica, arrecida contribui-
^os monsiruosis no theatro francez. A
opera torna a veras oessoas gradas ; o seus
bailes, queja comecam cm rasflo da proxi-
midadedo enlrudo, atlrahera toda a nossa
m rilade dourada. Em Pars o publico di-
verte-se como senlo houvesse dia seguinle;
talvez, ai! em vespera de nina revolucflo !
Itussia e Turqua. As desavengas entre
o vi.ir o a i'.'i-ta-iiiionian.i estiloqussi aplai-
nadas. Sobre a recusa do silla i, enrgi-
camente apoiaila pelos (jabinetos de Fran-
ca e Inglaterra, o czar havia renunciado
sua primeira pretonQflo.consistente era exi-
gir a entrega dos Polacos refugiados nos os-
lados da Porta; mas Insista em que essas
mesmos refugiados fossem expulsos do im-
perio turro ; e, segundo os termos do tra-
tado de I77 que ello invocava, achava-se
completamente od seu direito. As nego-
ciaces que tivoram lui-ar entre o Sr. do Ti-
t in, ombaixador russo, o o hbil ministro
turco.Reschid Pacha, terminaram por se re-
solver que os refugiados fossem expulsos;
mas que os idos a Turqua com passapor-
los ingleses OU fiMnceznshouvesserrj o direi-
to de ah residirein, visto serom considera-
dos pela Porta como vassallos do Franca ou
de Inglaterra. Nflo se duvida que o czar ra-
tifique este arranjo
Austria, Prussiae Mlemanha. A Austria
tem agora alguna motivos de prcocuparalo.
A Hungra est submetlida, mas nflo dona-
da ; e os concelhos de guerra sflo obriga-
dos a procederem rigorosamente contra os
ntigOS rebeldes, conlra os bandos de re-
voltosos e ladres, que agora infestan) os
car.-.pos. As finaiicas austracas achara-se
em mao estado: ellas exigem economas
Iflo imperiosas quo o exercito foi re-
duzido a 0,000 homens. De outro lado,
a Austria inquieta-se singularmente acerca
do que se passa em Allemanha; e, emquan-
to a Prussia rene em torno de si os peque-
nos estados que pouco teem que perder com
o systema da centralis-icflo do imperio
allemflo, a Austria abraca a causados esta-
dos de segunda ordem das quatro monar-
Ctlias de Saxonia, Uaviera, llanover e Wur-
lembcrg, que nflo querem deixar-se absor-
ver pela Prussia. ludo at aqu se tem li-
mitado a notas mu agras e vivas, quo f-
ram trocadas entre os duus grandes gabine-
tes. A proxinndaJo da reuniflo do parla-
mento allemflo torna anda mais necessa-
rias as instancias da Austria, a qual nflo
quor, com toda a rasflo, que so despert ou-
tra vez a domogagia, ese contentara muito
bem com a restauraco da anliga dieta de
Francfort.
Inglaterra.Nada de novo no reino unido,
sean o opilo da viuva do re Ouilhenne, a r.-n-
nh i que gozava das arras, Adelaide. Era urna
boa e pia prtncea, a qual quiz a enlerrassem
teca fausto, nem estrondo, e por queiu os leae
Ingleze wanifeitaram sincero 0110161110.
II
IWLCI


mtmm _i-----
Btipmha>A pronhrz da ralnha Izbel II f..l
olbcialmenle annunciada. Kstc acontccmen-
10 rol acolhi.lo con grandes moslras .le alroria
pela Hespanlia mona rcb le.
Italia, IJomn e 7'urinSpRiimlo correspon-
dencias que julgo (cnissimas, o papa conse-
guio rinfliii contratar un cmpresiiino de seis
nillies de escudos, oqnal o.poi cm siacao
de eslabelecer alguma ordem cm suas finan-
jas, que a repblica roaism coiiinrnmetteu
tanto. Tirada esla difflculdade, nada di va
!2!
obstar entrada d santo padre cm sua capi-
tal : cascarlas de aples annunciavam que
ada teria lugar em 20 desle mei
ito general cm cliefe liaraguay
inba, em uina conferencia que l
lioso, novo general cm cliefe Baragnav de
lliliiera linlia, em Ulna conferencia que leve
com o papa, insistido sobre a necessidade
dessa volia, e vencido a resistencia que Ihe
oppunhan oi_cardiaca. Urna porciio do nosso
rxrrclloja dcixou os estados romanos.
A prova tentada pelo re do Pieinoiite, Vctor
Manuel, leve completo etilo. As cli-ices ee-
raes que acabam de ler lugar, do ao partido
conservadorc .nonarchico una brilbante vic-
toria. Todos os resultados anda nao sao co-
nhecidos ; mas j os moderados estao em
grande ntanria ; c os demcratas, que doini-
navan a ultima assembla. nao rntrao pela
quarta paite na coiiiposico da nova.
BIABIO E PIRNAIBDCO.
nxcirE ao de iameibo de uso
Emjunho Je 1848, ditculia-M ni assem-
fcl.'-.-i legislativa provincial a lei que manda-
va c-oiisiniir na cidado do Recite unta casa
le detonsflo, quando cntrou o nosso parlo
U F.kiii. Sr. Antonio da Costa Pinto, a quein
o governo imperial arenara de conliar a
presidencia di sta provincia.
Compenetrado da necessidade de seine-
Instile edificio, us uo cunhecendo anda
aqui pessoa a quem podesse encarregar a
oxecugflo da obra, S. Exc potito depois d )
liaver assmnidu as redeas da administragflo,
escreveu a un distinelo engenticiro do Mi-
nas, com qu^rn entretinhl relajos, e que
fora autor do plano, orean: en lo e descrip-
- gi>s i.'a cadeia de Ouio-I'relo, rogandu-lhn
qup, tenio em vista a le provincial n. 213
deque Ihe remetlia um ejemplar, houvcsse
dcl'oimuUr um projeclo para a referida ca-
sa de drtcnslo. A caria de S. Etc., porm,
uo foi respondida dentro do curto periodo
t or que ellerslcve testa dos negocios p-
blicos doste Pernainbuco ; e '. Exc. leve do
rclirar-se da presidencia, sem que Ihe cou-
hesse a gloria de dar principio a obra to ne-
ccssa'ria,e que sem duvida foi esquecida po-
los seos > ni media I os successores eni ronsc-
qticnciu das dilculdades que I lies crcou es-
sa desgragada guerra civil, cujos restos an-
da alii txistein as maltas de Agoa-Prcla, c
que, no seu enmecar, quasi que nlo con-
senta quea auluiidado publica pensasse
senfio nos nieio.i de exlingui-la.
Eslava, pois. adiada a execugflo da' lei
provincial n. 213 de 16 de aposto do 1848,
quando aqui chegou o actual presidente da
provincia, o Elffl. Sr. conseliieiro de esta-
do Honorio llermlo Carneiro Leflo; mas
pouco lardou queS. Kxc. nSn reconhecesse
precisfio de acabar com tal adamento, e
em conseqaencia incumbi o plano da casa
le delensflo, mandada construir por aquel-
la lei, beni como a esculla to local cm que
ella devia cor edificada, ao Sr. cngcnlieiru
Jns Mamcdc Alves Ferreira, um dos colla-
boradoies do pi ojelo do mclhoramcnto do
porto, e actualmente enenrregado da ad-
miliislragloda respectiva obra ; o autor
do plano,ornamento e i seos do grande Hos-
pital Pedro II, cuja conslrjiccflo cala di-
rigindo gratuitamente, em testemuuho de
scus seitlimentosde philantropia.
O Sr. Mamede aceitou protnptamciitc a
inissBo, e em lins de novemhro do auno
passado aprcsenlou S. Exc. o resultado
dos seus liabalhos, cuja sumnia he a se-
guinte:
A casa ser construida na margem diieita
do rio Capihniibe, um pouco ai imada pon-
te da lla-Vista, por lias da ra da Concor-
dia, cm um terreno de marJnh, anula ala-
gado lelas marea Cheias, sem cdilicagflo
nlguma, e que, sobre a vanlagem deescar
multo ao alcance do governo o das autorida-
des |Olfciaea e judelarias, tem de ficar
solado de qualquer edificio; oceupar
urna supcrlicio de 280 bracas quadrtdas ;
sera cercada por um muro de 20 palmos de
altura, em forma de hexgono, o qual, dis-
tando do lugar destinado as prisOes nflo
meOOS de 60palmos, foiniarauma ruaeulre
si c e>e lugar, leudo una guarila em cada
ngulo, aflu de que com facilidad se pos-
sa observara prevenir qualquer invasfloex-
teroa.
A lachada princi| al ficai do lado do rio;
e, alem de una euliada pelo muro de cir-
cuito, ollerccora outra para oedillicio inter-
no da prisfio ; (cando entre este o aquolie
a casa da guarda.
O systema do piis3o sei o panolico ra-
diante ; sin he, as pnscs cstarAo dis; os-
las de msneiri i|ue, de um ponto dado, o
observador possa ver ludo quanio nellas so
passar.
As referidas prisOes^ero distribuidas por
tres andares o oulros tantos raios da nianei-
u seguinte:
Andar terreo.--Vm corredor geral no cen
tro, e 12 celias de cada lado, cada urna das
quaea nao podei conler niBs de um indi-
viduo, porcm lera 12 palmos de largura, 20
de fundo e 20 de altura; sendo todas dis-
postas de modo que, alin de solidas, sejam
bem orejadas, e Ibes n3o falle luz.
Vrimtiro e segundo andan. Quatro col-
las em cada um dos cantos dos raios, e C0
salas de 27 palmos de laigura e 20 de fundo,
sendo 20 em cada mi, bem arejadas e es-
clarecidas, collocadas sobre as celias do an-
dar terieo; leudo cada urna a precisa ca-
pacidade para conter tres presos, mi me*-
jiio cinco em casos extraordinarios.
Cada um dos raios tci, na altura do respec-
tivo andar, urna varanda de lolla c bem as-
lim as estadas ntcessarias couiuiodidade do
aerrlco.
Km cada una das salas de prsao llavera nina
lalrlna assciada, e collocada de iiianeira que,
sobre nao dar lugar emanado algunia que
damnifique a laude, seja bastante segura, c
mi permuta a evasao dos presos.
Alm dislo, hovera em diilrcntes pontos
do edificio reservalorios d'agoa, que a condu-
zlrio a cada una das salas jiara o que lr de
inislcr bem como coniniodos para morada
dos cnipn gados, coilohl geral, armazeiu de
deposito, archivo, enfermarlas, salas para con-
ferencia de magistrados e interrogatorio de
presos, sala de bandos, c ludo o inais que deve
irr -. i, li. me estabclecimenlo.
roda a prsao contera 78 presos nos cubcu-
los, e 171 as salas,ao todo 285; mas, como
caita una deslas eiu casos extraordinarios po-
der receber 5 presos, resulta que he pnssivcl
ter as priirs 363 individuos, sem que estes
estejam incommodados.
A obra foi oreada em res 237:923.000 ; quan-
lia que nos nao parece superior s frfas da
provincia, e cujo dispendio dar cm resultado
vantagens muilissimo reaes.
I.ogo que o Se. Mainede poz o seu trabalho
as maos do F.xin. Sr. coqBclheiro de estado e
presidente da provincia, S. Kxc, dando cumpri-
ment ao art. 3. da citada lei n. 213, o suhjei-
tou ao examc de una commissao composla dos
srguintes Srs.:
Dcsembargador Gregorio da Costa Lima Bel-
monte.
Dr.Voaquim Jos da Fonseca.
Dr. Joaquim de Aquno Fonseca.
Dr. Jos Kuslaquio (oinci.
Joo lu/ Vctor f.ieuthicr.
t Francisco do Kego barros brrelo.
Esta commissao, depois de haver examinado
o projeclo, devolveu-o presidencia, acoinpa-
nhado de um relatnrioenique o approvava,me-
nos na parle relativa s prises individuaes por
suppo-las em dcsliarmonia com a nossa legis-
laeao penal; propondo por consrguintc que
fossem substituidas por salas para 3 ou 5 indi-
viduos, e 7 em casos extraordinarios, as celias
de que elle trata.
Dcniais.como o projeclo naoindicava o lugar
donde se deve haver agoa para consumo do es-
tabeleciinento, Idubrou a commissao a com-
pra de urna mi duas pennas d'agoa compa-
uliia de Beberibc
Depois pe ter considerado o projeclo c o re-
l.nono, S. Exc. expedio a portara infra :
O presidente da provincia, lendo em
vista o disposto na lei n. 213 de 16 do agos-
to de 1818, e depois de ouvido o parecer de
urna commissao composla de mdicos, ju-
risconsultos e engenhelros, resolve:
Art 1." I'ica approvado o projeclo para
COnstruCC.no de urna cadeia, orgauisado polo
engcnlieiro Jns Mamede Alvos Ferreira,
com declaraclo de que o andar terreo do
edificio ser dividida em celias na forma
projeclad, ecadaum dos oulros andares
ser dividido cm celias do dobro, ou do tri-
plo do espaen das do andar terreo.
Art. 2." A obra ser executada por ail-
mlnislracffo, debaixo dadirecclo do refe-
rido engenheiro que he autorisado a no-
mear administrador o apontador, e a ajus-
tar os trabalhadores e serventes necessa-
rios.
Art. 3." As ferias seriio organisadas po-
lo administrador, e. rubricadas pelo enge-
nheiro, que asconferiri com oponto.
Palacio do enverno de Pernambuco, 16
dejaiipirode \S'oO.--Hoorio llermlo Car-
neiro Uso.
Assim, pois.vamos ter urna cadeia,quecs-
lejade accordocom as lels,penses e que,co-
mo esla que ah existe,o quo de tal si tem o
noine, mo seja urna escola de porvorsilo,
da qual os criminososssbsm quasi sempre
mais inimorslisados do que eslavam antes
de penelrarem-na ;assim, pois, a provin-
cia do Pernambuco vai dever mais um be-
neficio real o importante ao Exm. Sr. Car-
neiro l.eilo, que tantos e 13o valiosos j Ih'os
tem proporciona lo,
Alm das gazelas que ltimamente rece-
hOmos pela Calumbas e pelo Seagull, le-
mosa vista muilas nutras gazelas, assim in-
glezascomn francezas, as quaes nos vie-
ra m i cni'i lillas pelas barcas (enevieve, Pris-
ei'la e L
amizadequoo povoe o governo dos Esta-
dos-Unidos consagram ao povo e s autori-
dades da repblica franecza. Nfio ha, senhor
presidente, duas nar;0es que posssm ler
molivos msis fortes, qur as recordacOes
do passado, qtir nassympathias o iuteres-
ses do presente, para cultivar entre si urna
constante boa inteligencia, e urna corres-
pondencia fraternal. Debaixo da influencia
desle sentimenlo, todo o povo dos Estados-
Unidos fax os mais ardentes votos pela feli-
cidade da Franca, o pela consolidaQo de
suas liberdades sobre a firme base da or-
dem, da religiflo e do respeito lei.'que,
hem como V. Exc disse ha pouco em urna
occasiao augusta, s3o odislinctivo do um
povo livre. Se no desampenho da tarefa
honrosa de que fui encarregado, tivera fe-
licidade de concorrer em qualquer grao pa-
ra que se aperlem os lac,or naturaes de a-
mizade entro a Franca eos Estados-Unidos,
terei cumprido a minha miss.lo da maneira
que melhor corresponder aos desejos e in-
lences do met governo, bem como aos
nii'us proprios.
Por um decreto do presidente da repblica
foi nonieada urna commissao de 18 membros
fiira o lim de determinar quaes as medidas
que devem ser propostas assembla nacional
para o inellioramento da condicao dos escravos
emancipados as colonias francezas. Esta com-
missao he presidida pelo duque de Broglie.
A revista que o presidente da repblica te
propunlia passar a guarda nacional e (ropa
existente cm Pars no dia 10 de de/.einbro, an-
niversario de sua eleicao, nao leve lugar e foi
adiada,por niio se achar elle anda inteiramen-
te livre do ncouiinodo de que cm um de nos-
sos passados nmeros disseiuos que eslava sof-
I re mi lo; muilas pessoa<,pori;iu, all rniava ni que
nao fura esta a causa real, por issoque assim
como o presidente pAde nesse dia montar a ca-
vallo no Klyseu, tambino teria podido fazer no
campo de Marte.
Um grande numero de individuos fram
nesse dia nomeados cavalheiros. officaes e
commendadores da legio de honra; porm a
opiuiao publica niio julgava a lodos digaos de
1:1o illust' e Coodeearaoie, e dizia-seque inul-
tos a 11 o liaui obtido mais por consdera(6es par-
ticulares do que por servicos que livessem
prestado ao pau.
O cholera tinha desapparecido de Pars ; en-
tretanto calcula-se em 20,000 o numero das
pessoas morus all por este Oagello desde mar-
co at oulubro do anuo passado.
Inglaterra. India e China.
Todos estes palzes licaram em socrgo; entre-
tanto na Inglaterra l.ill iv.i-se inuito de uina
crise ministerial em consequencia de divergi-
ii'ni entre s o membros do gabinete acerca da
questao cnlanial.
O parlamento inglez foi outra vez adiado
para l de Janeiro ; mas o lorning-Advirliier
de 18 de dezembro peusa que elle no ser
couvocado antes de 3 de fevereiro.
O concelbo, diz esta gazeta, tem-se oceu-
pado da regularisaco do prograinma poltico
que deve submetler as cmaras. Os ministros
examinaram seriamente a questao do Canad,
e lodos concordaran! que, no caso de junecn
do Canad aos Estados-Unidos, a Inglaterra
realisaria uina economa ; por isso que etsa
colonia custa-lbe annualmente nao menos de
800,000 libras esterlinas.
Corra em Londres que as relacdes diplom-
ticas entre a Inglaterra e a Hespanha, ha lan-
o lempo interrumpidas, iain ser restauradas.
Na China nada de extraordinario liava oc-
corrido. A questao de Wacao entre as autori-
dades chineas e porluguezas ainda nao tinha
tontt, c polo hrigue llchtrd, che-Isido ajustada. OsCliins propozeram aos Portn-
gsdos honlein eSinje, as duas priineiras o o [?> enlirgardlics a cabep e man, do infe-
K I l,i .......ii''i,l.,r mu. ullllii nuil im.i.ii.i a na
C.lo deixsram de ser eleitoi; entretinto
quedo partido conservador smenle dous
fram excluidos.
(I mi Historio sardo reeiisou carta de ds-
turalisacao ao Sr. Tcreiizio Mamiaui, ex-
presidente do concelho de ministros do pa-
pa Pi IX, o qual Tora ltimamente eleito
deputado assembla do Pieaonte pela c-
dade do Genova e por um o'tro collegio
eleltnral.
Esta medida do ministerio anulla de tac-
to as duas eleicOes, e contraria os projectos
do partido extremo, o qual rcserv.iva ao Sr.
Mamiani o papel de chefe da opposicSo na
nova cmara.
Informam-nos que vai declinando a fe-
bre de queteem sido atacadas aa tripola-
res de certas ombarcacOes estrangeir.ts,
aurtas no porto desta cidade ; assegurai.-
do-se-nos que ltimamente poucos mariti-
mos teem suecumbido ao mal.
Piiblicagad a pedido.
Diz Joaquim Lobato Ferreira que, cha-
irando a sua noticia que Manoel de Almeida
Lopes recorrer da pronuncia contra elle
proferida na queixa dada pelosupplicante ;
is queexigindo este sabor do escrivlo Ata-
iiiile qual foi o despacho da pronuncia ; res-
pondeu que requeresse o supplicante a V.
S. para mandar passar por certidSo; e como
o supplicante precisa para bem do seu di-
reito saber todo o romelo da pronuncia,
requere pede a V. S. seja servi lo mandar
passar cerlidilo na forma requerida. E R. Al.
ioaquim Lobato Ferreira.
despacho. Certifique, llecife, 10 de
Janeiro de 1850. Fhripet.
Francisco Ignacio de Alahide, escrivo vi-
talicio do juiz municipal da segunda va-
ra i -i exercicio na delegada do primoi-
io ,. nieto no juizode direito da segun-
da vai a e na polica desta cidade do Iteci-
fe, seu termo e provincia de Pernambuco,
por S. M. o Imperador que Dos guarde,
ote.
Certifico que, vendo os autos de que tra-
ta a peiicflo retro, delles consta a sentanca
da pronuncia pedida por certido, a qual
sentenca be do leor seguinte :
Sentenca. As testemunhas do presen-
te su minar io obrigam a prisoe livramento
aos reos Manoel de Almeida Lopes, Manoel
Francisco da Silva Barreto, e os escravos
Lourenco e Crigorio, stn acharem-se in-
cursos no artigo 2S6, segunda parle do c-
digo criminal; oescrivio lanceseusnomes
no rol dos culpados e passe as ordens ne-
cessarias para a captura dos que esliverem
sollos.
Cidade do Recife, 19 de dezembro do
1819. Joo Floripes Dias Jlarrelo.
E mais sonilo continha na sentenga que
(lea copiada por certidSo, a qual se acha nos
respectivos autos, e a elles me reporto ; e
vai a presente sem couza que duvida faca
pormim escripia e assiguada nesta cidade
do ecife, aos 1 -2 de Janeiro de 1850. Escre-
vi e assiguei em fe de verdado. O escrivo,
Franciico Ignacio de KlaltiJe.
FUETES.
Alinear.
P ira os portos nglezes no Cinal, 25 .
27 d.
> entre liamburgoe Havre, -.
30 a 32 d.
Genova, 20 a 30 d.
Estados-Unidos da America do norte
50 centesimos por sacco.
Portugal, -150 a 200 rs. por arroba.
Algoddo.
Para Franca,--400 rs. por arroba.
. Inglaterra, 1|2 por ceulo a 7|I4.
Barcelona, *50 rs.
Con iina o nosso porto n estar bem pr-
vido de navios, hoja licaram nelle 99 a sa-
ber : 5 americanos, 2 austracos, 37 brasi-
leros, .Idinamarquezes, i francez, 3 ham-
burguezes, 1 banoveriaoo. 20 in^lozes, 1
prussiaou, 5 portugueses, 8 sardos e 13
suecos.
Movimento do i.'orlo.
brigue de Liverpool, a lerceira do Havre.
As gazelas inglezasalcaucamapensa II
de dezembro pioximo (assado; as france-
zas, porem, chegam a 20 do mesmo mez.
A's noticias coutiilas lias duas cartas do
nosso correspondente de Paria cima eslanV
padas, asquaes nos fram entregues com as
gazelas cuja rccepQo j aecusmos, ac-
crescentareaios mais osegulnto:
Franca.
As dillerencas entre cssa repblica e o
imperio de Marrocos fram felizmonle ajus-
tadas sem quese tornasso necessario o em-
prego das armas. Como o imperador so re-
solvesse a dar as toWtUcfitt pedidas pela
Franca, asrelacoes amigavris fram logo
rsstahelocidas, eo pavilhfio francez foi ou-
tra vez aivor. do 0111 todos os consulados
A pasta dos n.'gocii s estrangeiros, que
Mr. de Rayneval uo quiz de nenhuma sur-
to aceitar, foi finalmente confiuda ao gene-
ral de la llitle, depois de ler sido offereci-
da a varios individuos, os quaes, bem como
o priuieiro, lambem rejeitaram.
Os embaixadores da Franca em S.-Peters-
burgo e Vicua, logo que liveram conlieci-
mentoda queda do gabinete Odillon Ihr-
rot edamens.igcm do piesidente da rep-
blica assembla legislaliva, deraai a sua
demissiio dos postos que exerciam.
O Monilcur, dando conla da audiencia par-
ticular quo o presidente da repblica
franceza admittio ltimamente o ministro
dos Fstados-Uni.los, Mr. Itives, expressa-sc
do modo seguinte :
Quiuta-lein passadafs de novembro)
o presidente da repblica admitlio a urna
audiencia particular o ministro dos Ella -
dos-Unidos, cujas rclages com a Franca li-
uham sido inlerrompidasom consequencia
dasditleroncas occorridas entro Mr. Pous-
sm e o ministro dos negocios estrangeiros
do gabincle de Washington. O presidente
da repblica deelarou ao ministro ameri-
cano que, no obstante se terem commetti-
dofaltasde ambas as parles, todava no
repugnava em daros prime i ros passos pa-
ra o lim de restaurar-sc a harmona amiga-
vel entre as duas grandes llagues; que urna
susceplibilidade, lalvez natural para con
urna D.ooarchia, niio Ihe pareca sriamoii-
to justificuvel para com urna repblica mais
velha. E le accrescentou que, cumquanlo
fosse mui zeloso da lioura daFianga, com-
ludo fazia liio alio aprego da intelligencia e
carcter do general Taylor, que nlo hesila-
va um s insianle ero reconhecer que mui-
to o havia de ter penalisado o ver senlimen-
los de umizade, 13o ntimos e tSo auligos,
enl'raquecidos por causa de urna desuitel-
gencia do ncii tuina importancia. O em-
baixadordos Estados-Unidos recebeu esta
franca e justa decjarago com a maior be-
nevolencia.
Eis-aqui a falla que Mr. Rives dirigi ao
presidente da repblica franceza, na occa-
siflo deapresenlar-lfie assuas credenciaes.
Sr. presidente Apresentando a V.
Exc. a carta credencial que o presidente
dos Estados-Unidos me oncarrogou do en-
tregar-llie, eu compreliendcna mu imper-
fetamcnie o espirito do minha missSo e as
ideiase seulimenlus daquelles que estou
encarregado do reprsenla!', se nao nssegu-
rasse a V. Exc. como o chele escolhidode
uuianagSo grande, da sincera e coideal
Ji/ goveruador assassinado, e juntamente a ca-
neca do individuo que diiiam ter sido o perpe-
trador desle atlenlado ; mas estes, crendo que
esla salisfjcao nao era completa, rejeitaram a
proposla.
Na luda o cholera ia fazenda terriveit des-
truicfs.
Kis-aqtii o que um correspondente do
Straits Times refere de seus estragos no rei-
no de Siam :
11 lie com dr que digo Vmc. que o cho-
lera, esse lerrivcl flagcllo, euviado por
Dos para castigo da bumauidade, chegou a
Bangkok, o lem feito os maiores estragos
entre seus habitantes. No domingo, I7de
jiinho, pnucos casos occorreram dentro dos
muros da cidade, porm na torga-feira so-
giiinte a epidemia linha-s j tornado tilo
lurte, que oae.-soas morreramatacadas por
ella.
.Na quinta-feira,sexla e sabbadoda mes-
ma semana lilo grande foi o seu furor, que
seus horrores no pdem ser descriptos.
Urna possoa no poderia sabir ra mesmo
em 1 e.100:1a distancia, sem que niloencon-
trasse cadveres estendidos em todas as di-
recgOes, e sem que no presenciasse varios
individuos seren atacados do mal ao passa-
reni de uina cslgada para outra. Os cor-
pos morios eram ajuntados em tulbas de
300-e mais, e dopois queimados sem ne-
nhuma cremonia, sem nenhun, funeral;
mas seu numero tornou-se logolao grande,
quo achou-se impossivel queima-los todos.
Mu 11 os eram enterrados e anda mais langa-
dos ao rio, assim que expiravam.
Nos res dias a-jima mencionados nflo
menos de 2 a 3,000 individuos morreram
ca cada um delles, e no lim de 12 dias ve-
nlicou-so que mais de 20,000 pessoas tinham
cabido victimas de tflo lerrivel flagcllo. De-
pois desse lempo elle tem diminuido mili-
to, porm ainda uo cessou inteirament.
" Alliiman que a morlalidade nlo lem
sido tflo grande entre os cbius como entre
os oulros habitantes. Calcula se que em
um rain de 25 a 30 militas niio menos de
30,000 pessoas teem sido levadas pela fatal
epedimia uestas duas ou tres semanas pas-
sadas *
Portugal 1 Sardenha.
As noticias de Lisboa chegam a 9 de de-
zembro.
Ijn Portugal nada de extraordinario ha-
via occorndo ; cnlretauto fallava-se muito
em modificsgiio do gabinete. A luta eslava
travada entre o conde do Thomar de urna
parte e o ministro da fazenda Avila da ou-
tra ; mas a crenga geral era quo o ministe-
rio continuara como se acha at reun fio
das cortes, a qual deveria ter lugar no dia
2 do crrenlo Janeiro.
A impreusa opposicionista atacava desa-
bridamente o conde de Thomar, e ltima-
mente at o tinlia aecusado de haver dado
urna condecoraglo a um eidadflo em conse-
quencia do o ter este mimoseado com um
carro eleganle.
No Piernn te tinham-so concluido as elei-
ges para a nova cmara de deputados ; e,
bem como nos informa em urna de suas car-
tas o nosso correspondente, de Paiis, o par-
tido moderado alcaugoii a victoria.
Segundo a Ltyije de l'uiim sahiram elei-
los 116 deputados conse vadoics, 46 da es-
querda e 17 do centro.
yuarcuta e soto dos membros da opposi- i
COMME1CIO.
AI.FAMIEGA.
Rendimento do dia 19.....16:350,314
rjeicarregam hoje 21.
Barca ingleza Columbui -- mercadoras.
Barca ngleza Genoveva dem.
Barca ingleza Precllla idem.
Hrigue americano lulieta familia.
Brigue inglez Cynth bacalhao.
Brigue inglez -- F.arl-of-Dot/taniea--carvSo.
Brigue brasilciro Minerva batatas.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do da 19.....1:553,530
Diversas provincias...... 186,658
1:740,188
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do da 19.....1:770,283
PRACA DO RECIFE, 19 DE JANEIRO DE
1850, AS 3 DORAS DA TARDE.
evista lemanal.
Cambios Sacou-se a 27 3|4 e 28 d.
por 1,000 rs.
Assucar- Enlraram 119 caixas, asac-
eos em abundancia. Os
precos loem declinadoalgu-
ma cousa. as vendas do
branco embarricado e cn-
saccado regularam de 1,950
a 2,600 rs. por arroba ; a
do mascuvudu de 1,55U a
1,6fl0rs.
Algodo---------- SofTrcu urna baixa de 4O0a
500 rs. por arroba, de sorte
que o de primeira sorlo
vendeu-se a 5,000 rs. por
arroba, e o de segunda a
4,600 rs. Vieram ao mer-
cado 282 stecas.
Couros As vendas estao a 100 rs.
por libra dos salgados.
Bacalhao- Enlraram tres carregamerK
los, dos quaea um seguio
para o sul, e dous fram
vendidos aqui a prego oc-
culto. -- Rotalhou-se de
8,500 a 8,600 rs. Ficaram
em ser 10,000 barricas.
Curne-secca As vendas da semana mon-
taran) a 12,000 arrobas aos
pregos de 800 a a,400 rs.
conforme a qualidade.
Ficaram em ser 68,000 ar-
robas.
Faruha de trigo A de Rchcmond vendeu-so
a 19,000 rs. por barrica ; a
de llalli more, de II 114,000
ra.; a de Philadelphia, de
11 a 16,000 rs.; a de Trieste
SSSF a 19 000 rs. Exslem
em deposito cerca de 14,000
barricas, inclusivo un) car-
rcgameiito chegado nesla
semana.
- Vendeu-se de 50 a 60,000
rs. por pipa do do Portugal.
Vinhos- dem a 146,000 rs. por pipa
do de Lisboa PRR tinto; e
a 130.000 rs. do branco do
mesmo fabricante, bem co-
Navioi intradoi no dia 19.
Liverpool 48 dias, barca ing,lexa Prlteilla,
de -?l8 toneladas, capllo M. Goble, equi-
pag.m 13, carga l'azendis; a Jahnson
Pato r & C.
Kondre.? 44 das, galern ingleza Quien-
Victova, de 322toneladas, capitlo James
Rangier, equipagem 17, cm lastro ; s
I. Brelc-n Schramm & C.
Terra-Nova 43.das, .brigue inglez 6'yn-
thia, de 206 toneladas, capitflo Williano
Gddsworthy, equipagem 13. carga 3680
barricas do bacalhao ; a Mo. Calmonlh &
Companbia.
Parahyba 24 horas, hiato brasileiro Con-
ceico-Flor-iiat-Tirl'tdit, de 24 toneladas,
capitlo Elian do Rosario, equipagem 3,
carga toros do mangue ; o capitflo.
New-1'oik -- 34 dias, patacho americano
Hungarion, de 200 toneladas, capillo P.
Ilanvood, equipagem 10, carga carne de
porco ; ao capitSo. Veo arribado por
causada retranca,e>segu para San-Fran-
cisco na California, fez quarenlena por
nflo trazer carta de sade.
Da Com missflo Vapor brasileiro de guer-
ra 7'Arris, cominnn lante o capUo-le-
nenie Antonio Jos Pereira.
Navio tahih no Mismo dia.
Trieste Brigue sueco ilding,cipUio E.
M. Ruthstrom, carga assucar.
Camaragbe Hiato brasileiro Nouo-Deiti-
no, capitflo ICsti viio Ribeiro, carga varios
gneros
Parahiba Hiato brasileiro Espadarle, ca-
pilflo Victorino Jos Pereira, carga varios
gneros.
Baha e Rio-de-Janero paquete inglez
Seagull, commtndante o lente Smail.
Em commissSo vapor brasileiro 7/,
commandante o capitlo-tenento Antonio
Jos Pereira.
Cruger Corveta ingleza Iwied, comman-
dante Lord Fraocis llupel.
Navios entrados \no dia 20.
Liverpool 37 dias, brigue inglez Richard,
de 196 toneladiis,capitflo \V. White, equi-
pagem 15, carga carvflo de pedia ; ao
capitlo
Brem 111 53 dias, brigue sueco Guslaf-Mi-
111,de 330 toneladas,capitflo C H. Schale,
equipagem 11,em lastro ; a ordero.
Havre -- 28 dias, barca franceza Leonie, de
229 tonelada, capitflo R. Reduchand,
equipagem 14, carga fazendaa e mais g-
neros ; a 11. I.asserre & C. Paasageiros,
Guippu Gaspar, Heppolito Bidoux, Re-
mard Lousac, o hachare! Antonio Freir
de Mallos B. e mais 17 pessoas que com-
poni una companhia de dancarino de
corda.
Genova 30 dias, brigue sardo Ninna, de
215 toneladas,capilflu JofiO llaptista Guia-
rella,equipagem 12, em lastro; aJoflo
Piuto de Lomos.
Antuerpia 40 dias, brigue hollandez Pau-
lini, de 187 toneladas, capitlo P. I. Van-
der Grienl, equipagem 8, carga envo
de ped a, quejjos, vidros de vidraga, es-
pingardas, batatas a mais gneros; a Le
Bretn Schramm & C.
Cello 58 dias, barca franceza tae Ray-
iiiond, do 181 toneladas, capitflo I. Bou-
net, equipagem 11, carga vinho, fazen-
das e mais gneros; a B. Lassorradc C.
Genova 52 dias, polaca sarda Feianzale,
do 260 toneladas, capitflo Podro Rebuflfa,
equipagem 15, em lastro; a Le Bretn
Schramm & C.
Havre 29 das, barca franceza Zampa, de
245 toneladas, capitflo M-iz, equipagem
17, carga diversas mercaduras; a P. C.
Adour.
Navio sahido ao memo dia.
Lisboa Brigueporluguez Anna-Adeluids,
capitlo Ignacio Jos Araujo, carga assu-
car emadeira.
Parahiba Hiato brasileiro Tres-lnntoi,
capitflo Eustaquio Mendes da Silva, car-
ga varios gneros.
West-ludus Patacho inglez Itamiswojd,
capitflo William Merson, em lastro.
EDITAES.
Vinagre- -
A cmara municipal da cidade do Recife
faz publico, que, estando a vencer-se o pu-
so do seis mezos, marcados polo artigo ter-
ceiro titulo quinto das posturas em vigor,
o contado da data da publicaglo das mes-
illas posturas pelo jornal ofilcia', para, lin-
do dito prazo, nflo seren mais permitlidas
no interior da cidade as ofllcinas de caldei-
reiro, ferreiro 011 qualquer outra, que pelo
calor do logo, fumo ou estrepito dosmar-
telloa, pnssa incommodar o* vjzinhos, se
acha em inteiro vigor o edital da mosma
cmara de 8 de margo do anno de 1849, pu-
blicado no Diario de Pernambuco, designan-
do os lugares para onde devem ser removi-
dos ditos eslabelecimentos.
E para quo chegue.a noticia a quero con-
vior, se mandn publicar o presente.
Pago da cmara municipal do Recife, em
sessflo de 19 de Janeiro de 1850. -- Jos Ca-
mello do Reg Horros, pro-presidente. Ma-
noel Ferreira Kecloly, secretario interino.
Pela inspectora da alfandega se faz
publico que, no dia 21 do crranle, depois
do meo-dia, na porta da mesma, se hilo de
arrematar em hasta publica 90 libras de
pregos do cobre e 4,945 libras de cobre, for-
ro, que foi da barca hamburgueza Syria,
no do tinto de oulros fa-lvinda de llamburgo, a requerimentu de
bricantea. I seus consignatarios, N. 0. Bieber & Com-


-4
r

psnhia : sendo a rrematacflo livre do di-
reilos.
Alfandega do Pernambuco. 18 de Janei-
ro do 1850. O inspector, Luis Antonio di
Sampaio Vi/inni.
O Sr.Dr.juiz de dir to eliofe de poli-
ca interino manda fazer publico que todos
os eslrangeiros qoe obtivoram ttulos de re-
sidencia por esta repartido, os devem aprc-
aentar para certa averiguscflo, no impror-
rogavel prazo de 30 lias, contados da pu-
blcacSo deste, sb as penas da lei. Se-
cretaria da polica de Pernambuco.il de
Janeiro do 1850. Antonio Joti de Freilas,
primeiro amanuense.
Declara cao.
ACADEMIA JURDICA DE OLINRA.
De conformidad com as ordeus impe-
riaesdeve a secretaria da academia jurdi-
ca de 01 inda comecar os seus trabalhos a 20
do curente, o que se far publico para co-
nhecimento dos interassados. Olinda, 19 da
Janeiro de 1850. 0 director interino,
Dr. A. I. Coilho.
lieparlico da polica.
lllm. o Exm. Sr.Segundo as partes hoje
recebidas nestt repartirlo, fram liontem
presos: A minha ordem, ea disposcHo de
V. Esc, O pardo Evaristo, 01 pretos Anto-
nio. I.ourenco e Pedro, escravos de Flix da
Cunlia, como rebeldes ; Antonio da ('.osla
Reg Monlelro, eFiancelino Jos dos San-
tos Costa Monleiro, por corrcc^So : A or-
dem do subdelegado da freguezia de S.-
Fre-Pedro-Concalves, os pretos, Joilo, es-
cravo de I.uiz Antonio Vieira, por tersido
encontrado com um caivete; Jeronymo,es-
cravo de Custodio Alves.por ter dado em um
menor ; Antonio Jos dos Santos Pernam-
biicn, per insultos : i or.ieni | do subdele-
gado da freguezia de S -Antonio, Caetana
M.-ii i c Antonio Jos Gomes, por corroerlo:
ordem iio'subdelegaduda freguezia de S.-
Jos, o pelo .Venancio, escravo de Antonio
da Silva Cusmflo, por dar um* escotada em
certo individuo, cujo nomo nilo me foi de-
clarado : '* do subdelegado da freguezia de
Muribeca, a pret Joana Roza, por enme
de offensas phisicas.
Dos guarde a V. Kxc. Secretaria da po-
lica de Pernambuco, 19 de Janeiro de 1850
lllm. e Exm. Sr. Honorio llerinto Car-
nein Ledo, concelheiro de estado, presi-
denta desta provincia.-ioi Nicolao Iteguii-
ro Costil, cbefeile polica interino.
Avisos martimos.
--Para a Baha sali mpretervelmenle
q uinta-feira, 24 do correte mez, a sumaca
Flor-da-Angilim, por ter o seu carregamen-
to promplo : recebe tilo smenle passage-
ros : trata-se com o meslre, Bernardo de
Souza, ou com I.uiz Jos doS Araujo, ra
da Cruz, n. 33.
-- Para o Arac.ty pretende sabir om pou-
cos das a sumaca Carlota, por so adiar
com tres partes da carga a bordo : para o
restante da carga o passageiros trata-se
com o mestre, Jos Goncalres Simas, ou
com I.uiz Jos de S Araujo, ra da Cruz,
n.33.
O brigue Ligiiro sahe para o Rio-de-
Janeiro qu8ita-feira, 3 do correnle : s
recebe alguma carga mluda, passageiros e
escravos a frete : trata-se com Novaes &
Companliia, na ra do Trapiche, n. 3i.
A escuna nacional Emilia, JcapitSo e
pratico Antonio Silveira Maciel Jnior,
iransferio a sua viagein para o Maranhflo e
Para, deixando por consequencia de fazer a
escala do Cear, o que se avisa as pessoas
que se dignaram offereccr carga para este
porto: recebe alguma para o .Maranliiu e
miudezas para o Para, e passageiros para
ambos os portos : trata-se com o capit9o
na praca do Commercio, ou na ra da Cruz,
armazem n. 13.
Para l.isbda, com escala pelo Porto, se
dispOe a recdier carga o bem conhecido
brigue portuguez ConeticHo-l'lor-di-Liiboa,
e a sabir breve, para o que lera engajado
urna parte do carrcgamenlo : qoem no mes-
mu quizer carregar, ou ir de passagem, po-
de entunder-se com o capilfio, Joio Burgos
Pamplona Jnior, ou com os consignata-
rios, Amuriin lrmilos, na ra da Cadeia,
n. 39.
-- Para o Rio-Grande do sul segu viagem
nestesdiaso patacho nacional liutirpe, ca-
pillo Manoel I.uiz dos Sautos, por ter o seu
carregamonto prompt, podeudo ISo so-
mante rocober algumas miudezas, passa-
geiros o escrvos a frete : trata-se com I.uiz
Jos de S Araujo, na ra da Cruz, n. 33,
ou na ra de Apollo, armazem n. 14-
Para o Cetra sahe o hiato l.igiiro.om-
do o pregado do cobre, na prseme semana,
por j se sear com seu carregamentu enga-
jado: para o resto o passageiros tratase na
ra do Vigario, n. 5.
Le i loes.
Ilussell M, Um s & (I. faro leilAo, por
intervengo do corretor Oliveira, de grande
vai ie laile de fazendas inglezas, para fechar
certas cuntas: segn la-feira, 21 do cor-
rele, s 10 lloras da n anilla, 110 seu ar-
mazem da ra do Trapiche.
Luiz llruguere continala, por inter
vencUo do coiretor Oliveira, o seu leilflo^de
fazendas fraucezase inglezas,consislindoem
manas o chales do seda, lencos, cassss,
corles de seda para vestidos, culleles, se-
tine, chapeo* de sol, de seda e de algud.to,
fitas, luvas, meiaa, perfumaras, merinos,
sarjas, cambraias, hiros, etc. : terca-feira.
2 iiu ira 1.lite, a i iioras da inanliiia, no
seu armazem da ra da Cruz, n. 1.
- l.cilo de una porcilo de nussas em
caixas, no dia 22 do correnle, porta do ar-
mazem de Francisco Das Ferreira, por con-
ta o risco de quem pertencer.
C. J. Aslley & C. farfio leiUo, por inter-
veneflo do corretor Oliveira, de grande sur-
t monto de fazendas inglezas, eoutras, para
ullima;8o de certas cuntas : quarla-feira,
23 do crrenle, slO horas da mantilla no
seu armazem da ra do Trapirhe-.Novo.
Avisos diversos.
- l'recisa-se ro de venda, Brasilciro ou Poiluguez, que
Icnlia alguma pratica da mesma e que d
fiador a sua conducta : defroule da matriz
da Bus-Vist, venda da esquina que volta
para o Hospicio.
Fabrica de asphalto, Fo-
ra-dc-Portas, cm fren-
te aochariz da ra do
Briim.
O proprietsrio tem a honra do annunciar
ao rospoitavel publico esta composiefio an-
da nSoconhecida nesta cdade, e que se
acha promplo a trabalhar em toda a quali-
dade de obra que admita a massa denomi-
nada asphalto, como seja ladrilhar casas
terreas, terracos, armazens, passeios de
ras, igrejas, tanques, at. Esta composi-
efio he forte como a podra ede grando uti-
lidade, desviando de si o damninho copim
e os ratos, o offerecendo mais a vantagem
de ser multo saudarel paro as senhoras,
podendo sem recei 1 algum sentarem-se
sem que Ihes seja precisa alcatifa. A mes-
ma composicSo admiti cores embutidas e
fixas, podendo-se lavar sem que largue as
edres. Assim tambem se faz flores de cures
o de pedra, ele. O proprietarioest muni-
do de tola a ferramenta, um bom mestre da
arle o gente bem habilitada no dito l raba-
Iho, como pode mostrar com obra ja feita
I nesta cdade. Para tratar, dirijam-se ao
I lugar cima mencionado.
OSr. Ilenrique Jos Breine de Son/a
Rangel queira por favor apparecer na ra
da Cruz, no Recife, n. 57 ou 63, para so tra-
tar de negocio : isto com brevida Je.
AI lenca o!
O abaixo assignado, vendo no Diario de
sabbado passado, n. IC, um annuiiciu em
que seu autor o convida a pagar urna leltra
vencida, (laclara que sabe perfeilamente
que existo esta leltra vencida ; o que, nilo
sendo o convite polo Diario meio propro
pel qual um credor possa haver do seu de-
vedor o quo llie pertcnce pois que as Icis
civis tecm eslahelecido a lal respe ti os
mi' i os competentes, so podo somelhanle
acto ser encarado como urna gratuita o odio-
sa injuria, irrogada ao abaixo assignado.
quo devolve-a toda ao seu autor, pela rasfio
de que quem injuria a outrem he que he
digno de ser injuriado : declara, pois, o a-
baixo assignado que, por falta absoluta de
meios o bens, nSo pJo presentemente pa-
gar a niuguem, e que, portanto, pordo seu
lempo quem qur qua I he lizer taes provo-
cacOes pelo Diario, para as quaes tcm pes-
soa alguma tanto direito quanto o provoca-
do de oiTereccr-lhe urna represalia. Quize-
ra o abaixo assignado declarar em particu-
lar a rada um de seus credores o que agu-
rs lie forcado a publicar para solemne des-
engao, que, emquanlo nJo mclhorarde
ci 1 Tiin.siiinci.is, nao pode pagar cousa algu-
ma a ninguem. Joi Brasilina da Silva.
TliCiitro de Apollo.
A commissiio administrativa da compa-
nhia de accionistas avisa a estes ltimos
Srs. que. achando-ss prompas as apolicos
do segundo emprestimo |iara a edificarlo
do mesmo Ihealro, tem autorisado ao seu
primeiro secretario para a competente en-
trega desses ttulos, a qual tora principio
boje, 21 do correnle,continuando lodosos
das uteisat 9 do feveroiro futuro, desde o
mcio-dia s 2 horas da tarde, na casa n. 6,
defroute do Trapcjie-Novo ; e ser feita s
proprias ptnoai a quem aquellas deverem
pertencer, om vista dos respectivos docu-
mentos que comprovem a sua proprieJade.
Roga-se ao Sr. Dr. A. J. de S. G. que
queira ter a bondade de ir na luja de fazen-
das da na do Passoio, n. 21, pagar a quan-
ti de 137,121 rs., saldo da sua lettra que
aceitn no dia 28 de marco de 1839 ; do con-
trario, lera do ver osen nomo por extenso
nesta folha at que embolcca ditaquantia
O Sr. Theodoro Tavaros Jnior queira
ter a bondade do ir na luja de fazendas da
ra do Passoio, n. 21, pagar a quantia de
39,684 rs., saldo da sua leltra que aceitn
nodia 17de setembro de 1836 ; do contra-
rio, ter de ver o seu nome at quo paguo a
dita q'ianlia.
Roga-se a qualquer pessoa o especial-
mente aos Srs. relojoeiros, a quem tur offe-
recido um relogio com caixa, sabonele, de
prata lavrada, com os eichos dourados, ma-
china cylindro, mostrador de prata esmal-
tado, trabalhan Jo sobre quatro diamantes e
n. 4,953, queira loma-lo, pois foi follado
sabbado demanhSa, 18 do correnle, da pa-
daradoSr. Barrollier, no Aterro-da-Ba-
Visla, o leva-lo ao mestnoSr. que genero-
samente recompensar.
O padre Francisco J080 de Azevedo
participa aos pais de seus alumnos o a
quem convier, que se iclia m abertas as au-
las do seu esta lielecimenlo no segundo so-
brado do caes do liamos, onde lambem re-
cebe pensionislas o meios pensionistas,
promeltendo desvelar-se no (ratamente dos
alumnos que frern confiados a sua direc-
fSo, o promover o adianlamento dos ines-
mos.
OSr. alferes M.
tenlia a bondade de mandar pagar os 23,00o
rs. que devo na luja da ra do Crespo, 11. 16.
Paro a provincia do Para ou M ira-
nho so offerece um Pernambucano que
tem muila pratica pa:a administrar enge-
nho, segundo o usa de muitos anuos, en-
tendo bem da agricultura da caima, de fa-
bricar e refinar assucar; lamliem entende
do machanismo de engenho de moer com
agua, ou animal ; faz assontamcutos, e em
sua pessoa se descobrem nutras muitas ha-
bilidades. O annuncianlc tem familia.
Quem de sen prestimosequizer ulilisar, an-
nuncic, poiso mesmo far todo o uegocio,
dan !o iiifiirmaco de sua conducta.
O abaixo assignado, proprietario du
engonhu S.-llosa, avisa a quem quer que
comprar, ou arrendar o engenho Mammu-
caia, so nilo Iluda com o terreno desto pe-
queo engenho que se ha utilisado umita.-
vezes das trras e mallas de S.-ltosa ; cujo
favor, ou descuido mo pdem, nem hado
continuar como at agora, o que so ante-
cipa o adverte para evitar contestaces ou
equvocos. Antonio da Costa Nogueira.
A pessoa que precisa de noticias sobre
J0S0 Machado MagalhSes, sua mulher o 0-
Ihos, dirija-se ra da S.-Cruz, n. 66.
Precisase de umfeitorque saiba tra-
balhar de boita, pomar o encliertar: no
AterrO-da-lloa-Visla, n. 43, ou na Magda-
lena, estrada da Torre, n. 78. *
Precisa-so do urna ama: no becco da
Bomba, casa que tcm duas jnelas com vi-
draijaa.
3L-
Novaes & Comoanhia remetiera para a
Baha a escrava Alai ia, pe teniente a Farias
& Conipalibia
Aluga-se urna excellento casa terrea
na ra da Mangueira : a tratar na ra larga
do Rozario, n. 38.
Alugam-so os primeiro o segundo an-
dares do sobrado do ra da Praia, n. 43 : a
tratar na ra do Vigario, r>. 19, primeiro
andar.
Pfecisa-se alugar um pri-
meiro andar e um armazem as
ras do Trapiche, Cruz, All'andc-
ga-Velha e Cadeia do Liedle, para
escriptorio de um negociante : na
na do Vigar o, n. 4-
* Precisarse de um sobrado de
um andar, ainda mesmo com pou-
cos commodo9, para morada de
um estrangeiro sem familia no
bairro da Boa-Vista at a Trera-
pe: na ruado Vigario, n. 4*
Precis-se alugar urna casa com com-
modos para grande familia, e que seja em
alguma das prncipaes ras do bairro da
Boa-Vista : quem tiver annuucie, ou diri-
ja-se ra da Cadea-Velha, u. 20, primei-
ro andar.
-- Precisa-se de urna ama para todo o ser-
vico de urna casa ; na ra du Cadeia do
Itecife, n. 27, loja.
Aluga-se o primeiro andar da cas n.
10 da ra do Queimado : a tratar na loja do
esmo sobraio, ou com o seu proprie-
tario.
.Os abaixo assignados fazt m publico
que dissolveram a soriedade quo tiveram na
loja da ra do Crespo, n. 17, que gyrou
com a lirma de Santos Neves &Cui maraes ,
desde o primeiro de Janeiro de 1845 at :ii
dodezombro de 1849; ticando o ex-socio
Jos dos Santos Neves encarregado de ha-
ver o activo, e obrigado a solver o passivo
da firma exmela, por ser quem licou com
oestabelecimento.Recife, l." Je janpro
de 1850. asi doi Snntoi Nevtt. Cuither-
me da Silva (uimardes-
Traspassa-seo arrendamento de um
engenho peito desta praca, com safra para
900 a 1,000 pSes, 20 animaes do roda o 8
bos mansos : quem pretender enlenda-se
com Joaquim Carneiro Machado Ros.
Terca:feira, 22 do correnle, a porta do
Sr. Dr. juiz do civel, so hilo do arrematar,
por ser a ultima prac/i, os movis novos, pe-
nhorados a viuva e herdeiros de Jo3o Hap-
lista llorbster, por execueo de Miguel Car-
neiro, e urna escrava penhorada a Paulino
da Silva Mendello, por execuc,3o de Antonio
Rodrigues Lima.
Na ra Nova, loja n. 58, se dir quem
d a premio a quantia de 400,000 rs. com
hypotheca em casa terrea. Na mesma loja
vende-se una carroca para boi.
Da-se dinheiro a premio sobre pe-
nhoresde ouro,prata, hypoliiecasem casas
terreas, ou boas lirmas : na ra eslreita do
Rozario, n. 30, segundo andar.
Manoel Francisco da Silva Coito, com
loja do fazendas na cdade da Parahiba do
norte, faz publico queem data de 18 do ie-
zcmlirji do auno prximo passado, desligou
a Joo Joaquim de Araujo da suciedade que
com o mesmo linha no dito estabeleeimin-
te-, sb a firma de Coito & Araujo, (cando
o annuncaute na liquidacilo da exlincta
firma e nico gerente as transaeces com-
merciaes.
O Sr. Custodio Jos Pereira tenha a
bon lude de appsrecer'na casa de Novaes*
Coini anhi.i, ra do Trapiche, n. 34, segun-
do andar, a negocii).
-- JoSo l.eite de Azevedo embarca para o
Rio-dc-Janeiro a sua escrava parda, do no-
me Justina, de 25 annos do idade.
Quem tiver para alugar urna escrava,
que saiba cozinliar fazer o mais servido
interno e externo de urna casa, dirija-suao
Aterro-da-Ba-Vista, armazem de louca da
Baha, que achara com quem tratar.
Alugam-so os primeiro e segundo an-
dares do sobrado na ra Direita, 11. 43, com
excellentes commodos e limito frescos, a
tratar com o barbeiro, quo mora na logo do
mesmo sobrado.
--Precisa se alugar urna preta"que saib'i
lavar, engommar e coser, para urna casa
estrangeira : na ra do Torres, n. 34, das
II horas ateas 3 da tarde. Na mesma casa
tambem se precisa alugar um prclo que
entenda do servido interno, e saiba tratar
le cavados.
Quem precisar de urna ama para casa
de homcm solteiro estrangeiro, dirija-so ao
largo do Pilar, n. 13.
--Aluga-se o terceiro andar do sobrado
da ra da Senzalla-Velha, n. 70, com bas-
tantes commodos: a tratar no primeiro an-
dar do mesmo sobrado.
--No botiquim da ra larga do itozario,
n. 27, precisa-so alugar uni molcque para o
servico do mesmo botiquim.
Aluga-se um sitio na estrada nova,
com casa de vivenda, cacimba d'agoa de
beber, bom pomar, e bastante terreno para
plantajes : a tralar no mesmo sitio com
Manuel Francisco Schellcr.
-- Aluga-se urna casa de um andar na ra
da L'niilu, com excellontes com:nodos para
grande familia, e boa vista para a barra:
os p'ctendcutes dirijam-se a Manoel Alvos
Guerra.
Precisa-se de um born cozi-
nbeiro para a galera t'ranceza
Achula, prompta a seguir viagem
para larseiiic: a tratar com o
c::pta, o com t. Lasserre 8c C,
consignatario da mesma.
l'recisa-se de urna mulher
de boa conducta, e que seja capaz
de ensinar bem as piimeiras let-
a negocio de sen nleresse : na ra diMa-
drc-do-Duos, n. 3, escriptorio de Silva
Grillo.
Compras.
Compra-se urna preta que seja perfeita
coslureira, engommadeira oque saiba fa-
zer vestidos, se agradar pega-se bem ; urna
dita quo saiba engommar o cozinliar oque
n5o seja viciosa, ambas silo para fra da
provincia: na praca do commercio, n. 6,
primeiro andar.
Compra-se um preto quo seja bom ca-
nooiro, que seja mojo, sem achaques e ro-
busto ; assim como tima canoa aberta, que
carreguo pelo menos mil lijlos : 11 lialar
na ra da Cadeia do Recife, loja de fazen-
das, n. 54.
Compram-se duas pipas quo lenham
servido de ago'ardentc, o urna dita que sir-
va para mol : todas em bom estado: oa
praca da Moa -Vista, n. 7.
Compra-se urna preta qne seja perfei-
ta coslureira e engommadeira : agradan-
do paga-so bem: no Aterro-a-Boa-Vista,
n. 18, loja.
-- Compram-se escravos do ambos os se-
xos, de 10 a 40 annos : pagam-so bem : 110
pateo do Carmo, n. 18, primeiro andar.
Vendas.
Almauak
DOS
OFFICUF.S DA 1.CL\SSE DO EXF.RCITO :
vende-se por 2,500 rs. cada oxemplar : na
livrarians 6e8 da praca da Independen-
cia.
Haya Ramos & C., com
loja na ra Nova, n. 6,
acabam de recebcrtim completo e variado
snrlinionlo de fazendas fraiioezas do me-
Ibor gosto o qualidado possivel, e que pro-
mettom vender por menos do que em ou-
Iroqualquer parto: as fazen las silo as se-
guintes: riquissmos hicos de blondo, tan-
to largos como eslreitos, bem alvos e de
bordados feitos com o maior cuiJado e
gosto ; serpentinas bronzeadas com 5 lu-
Z6ft cada una e com snas competentes
mangas linternas de p de vidro. tanto
--Vonde-se urna flauta do bano, com 5
chaves, eque he inuilo boa, por prego com-
modo : no becco do Ouvidor, loja de al-
faiate.
Aos amantes do bom
' gosto.
Aloja do charutos da ra Nova, n. 5fi,
acha-se preparada e asseiada do novo pa
receber bem o coro todo agrado a todos os
rreguozesquea procurarem, onde achar.io
um grande e variado sortimento das mo-
Ihoresqualidadesdo charutos quem team
viudo a esto mercado, contendo neste sor-
timento as qualidaJes seguintcs :
Daputados,
Senadores,
Saquareaias,
Libones,
S.-Flix vordadeiros,
Aicheiros,
Cacadores-da-Bahia,
Cavalheiros,
Venus,
Quein-fumar-ssbers,
A fama va,
Yaya,
cuntas mais qiialiiladcs de charutos que
serijo ptente aos freguezes e se vendero
conformo suas qualidades.
Na loja de miudezas da ra
do Queimado, n. aij, vende-se um
! completo sortimento de trancas de
retroz para enfeites de vestidos e
palitos de menines ; bem como
um sortimento de agulbas linas de
ns. 12, l3e 14, e unirs mu lis
miudcza;>, por preco muito em
conta.
-- Vende-se cera para litia do cheiro, a
1,000 rs. a libra : na ra do Rangel, n 52,
sobrado.
IfMtMmUMIiMM
grandes como pequeas; ditas de p bron-11
zeado, muito bafxase proprias para quem
l, esurevo e estuda de nolis; palmatorias
dec.'i.sjiiinha, queservem para piano; cha-
cees de palha aberta e fechada, para senho-
ra ; ditos enlejiados brancos, pretos e par-
dos para mininos ; meias de seda para me-
ninas de um anuo al 5; chales de seda
mems chales ; loncos e meios ditos, ludo
de muito boa seda e de padroes os mais mo-
dernos; mu lindos jarros de porcellaua
dourada-que. seivcm para so botar flores
naluraes ; veos pretos do seda de todos os
tamaitos ; sarja preta cspanhola ; soim
maeo ; sodas prelas e brancas para ves-
tidos ; luvas de pellica brancas e amarcllas
parahomem, as quaes podem-se comprar
sem receio de se estourarom, porque silo
feitaspelo mais acreditado fabricante do
luvas; luvas de pellica enCatadas para se-
nhora ; dilas curtas, peloTiimiiiulo preco
de l,2so is. o par; sapatos do couro do
lustro para senhora, pelo baratissimo pre-
co de 2,000 rs, o par ; luvas de camurca pi-
ra militares ; peonas de varias cores, pro-
pinas para enfeitar anjos de procissiio ; cha-
pos de merino pelo e de muilo lindas for-
u?as ; ditos de massa franreza caixas com
todos os preparos para barba, de varios

i
14,

Na rua Nova, n. G,
casa do com es t ve s.
Nesta casa rccebeu-se ultiinamento
de Franca um variado sorlimenlo de
conservas de superiores qualidades,
com sejam : latas com cepes, ditas
com carottes, ditas com asperges,
ditas com saucisses trulT, dilas com
alonte, ditas com becasse, ditas com
becassine,ditas com cnilles, ditas com
perdrix,dilas cotn grive, ditas com 9
trlichaux, dilas com carolles aujua, J
ditas com choux lleurs, ditas com pa- 9
l do Lievre, ditas com perdrix truff, W
ditas com.juliene, ditas com perdrix *
sans truffes, saucisses dauhes, pe- SI
tits pois, sarJinnes; tambem ha vi- 9
uhosde todas as qualidades ; licores fe
muito linos; absinth verdadeiro d> 9
Suissa ; kej-schc; cognac vieux ; v er- s)
mout'n ; marrasquinbo; cliampanlia, 9
o mais superior que ten vin lo a es- <4r
te mercado ; conservas em vinagre ; 9
ditas de frurtas em calda; e outros 9
muitos gneros ; bem como os supe- (9
nores charuloj regala de S.-Flix, fe
regalos de lia vana e oulro-, que avis- ?
ta dos freguezes ludo so vender por ffi
um preco rasoavel. #

itMHHMIHWIHM
Ns rua estreita do Rozario, n. 4, ven-
dem-se os seguintcs litros, por prer;o com-
modo : Diccionario jurdico do Pereira e
Souza ; dito portuguez de Constancio ; Or-
lanianhosc diversos precos ; o verdadeiro eiir-flk-sie hs do"reinoi"de Portugai.'pri-
trofrancez; clia(e is de palha mcira edigao ; T. Livio em francez o lalim.
da Ralis, dohrados e singelos para homem;
caixas para sabao, cscovas, fruteiras, tin-
teiros dourados, chicaras o pires, tudo de
porcellana dourada; baciasjarros.cai'xinlias
para escovas, dilas para sih.lo, tudo de vi-
2 grossos volumes ; dito em lalim, 6 v. _
Obras completas do Ouvidio, 4 v.; Diccio-
nario francez e lalim de Boeast, I v. ;
Cr.immaire des prammairis ou analyse;
Itaisonne des meilleures traites sur la lan-
dro lapidado efeito com muito asseio o de-Lu(, rrancais, 2 srossos volumes ; urna por-
licadfi-za ; caslicaes do vidro e do casqui-l cf0 lle |vros nglezes sobre religilo, com-
nhaiina; bonecasmu bem vestidas; coi- ,Dercio o navegav-flo, por muito diminuto
fas prelas para enancas de um mez al um
anno; caixinhas com ferro de limpar len-
tes ; pautes de tartaruga para prender ca-
bellos ; ditos para marral'as; espartilhos do
verdadeiro panno do liuho bem cheo de
baleias, nilo esquecendo a halcia larga da
preco.
9 <3
"i Na loja do sobrado amarello, nos ;;i
0 quatru-cantosda rna doQueimado, cspelhos do p-
pelo baixo preco
tras a urna menina, em um enge-
nho na freguezia de Ipojnca., onde
achara todas as commodidades e
excedente tratamento : a pessoa a
quem convier este negocio, an-
nuncie sua morada para ser pro-
curada.
--Dezeja-se saber se he vivo ou morln
Sr. Manoel Maitns de Carvalho, natural de
Sauta-.Maria do Mine, lugar da Foule-Cova,
e senhora; marroquins
redo ; jugos do vispora
de 1,280 rs.
--Vendem-se, na venda da esquina do
becco dos llarreiros, 11. 40, 200 barricas va-
sias, que fram de familia do Reino, em
bom estado, por praco commodo, para des-
ocenpar o lugar; I funil quo foi de azeite
derarrapato. em bom estado.
Vende-so superior algodSo da trra,
de muito boa qualidade, a 220 rs. a vara c a
200 rs. em porcOes ; cortes da cassa-chita,
de bonitos goslos, a 2,000, 2,400 e 2,800 rs.
o corto ; lencos brancas de rassa, a 200 rs.
cada um ; ditos do chita finos, a 320 rs. ;
ditos para grvala do bonitos gustos, a rs.
1,600; casimiras decores, do muito boa
qualidade, a 4,400 rs. o corlo ; panno lino
preto, de muilo boa qualidade: casimiras
pretas, e outras umitas fazendas, por pre-
co muito commodo : nos quatro cantos
da rua do Queima lo, 11. 20, loja de Jos Joa-
quim Xavier de Mendonca.
Vende-se cal virgem em pe-
dra, vinda Novn-Fcnccdoi\ chegado no cr-
lente mez
per... .,......,------
C do caigas de casimira de cores, a V
5,000 rs. havendo grande sortimen- 9
(3 lo de padroes para escolha ; risca- O
2 dosmonslrosdo quadros, e do urna <;>
Q s cor, a 220 rs. o covado ; e outras (1 muitas fazendas muito em conta. J
& O
Charutos de Havaua
verdadeiros :
vendem-se em casa de Kalkmann IrmSos,
na ruada Cruz, n. 10.
no trapiche do Barbo-
za, praca do Gorpo-Santo, ti. li.
-- Vende-se, ou Iroca-so por um bom
preto um pardo moco, de bella figura, o
que he ptimo para pagem tratar no
convento de S. Antonio desta cdade com
o guardio.
4.omina de engommar.
Vendem-se saccas com muito superior
gomma do engommar, a 9,000 rs. cada sac-
ca : na rua do A-noriro, ti 35, casa de Tas-
so Jnior.
Vende-se urna duzia do cadeiras do ja-
carando, urna commoda, um cannap, urna
marqueza de oleo, urna mesa propria para
alfaiate, djas dilas de sala, duas camas do
annuciio, e mais alguns objectos perlen-
centes a urna casa por preco muilo em
contal na rua das I.arangeiras, 11. 21, se
dir quem vende.
NA RUA DA CADEIA DO RECIFE, N 24,
LOJA DE CAMBIO DA VIUVA VIEIRA
& FILHOS.
Lotera du Hio-de-
lanriro.
Aos 20:000,000 de rs.
Pelo vapor fahiana, rocebemos os muito
afortunados bilhetes e meios ditos da 12*
lotera a beneficio do theatro do Nictheroy,
cujas rodas deviain andar no dia 8 do cor-
rente.
PRECOS
Bilhetes 22,000
Meios 11,000
Una ros 5,500
Oitavos 2,800
Vigsimo 1,300
II FGIVFL


-- Vende-so urna taberna por bataneo, na
estrada, dos Afflictos: a tratar na mesma
taberna.
Vende-se om mulatinho muito bonito,
proprio para so mandar ensinar um cilicio,
nu dar-se de festi a qualquer (libo, de 11
intus, o que he vendido por neeessidado :
na ra larga do Hozario, n.'35, loja.
Batatas.
Vendcm-se btalas a 1,000 rs.
a arrolla : no armazem da ra do
AzeUe-de-Peixe, n. ij, dcfronle
da Madre-de-Deos.
Vendem-se bons queijos londrinos,
ditos do prato muito frescaes e de superior
qualidade, presuntos inglezes para fiam-
bre, ditos portuguezes para panella, Utas
i mu 2 c 4 lihras to marmelada, ditas com
bolachioha de Lisboa, ditas de sardinha, di-
tas rom bervilbas, frascos com conservas
inglezas, queijos de qualtia vindos do Cea-
r, por barato preco, mantas de toucinbo
m:.'li / de rumeiro.de 7 8 libras cadauma,o
outros muitos gneros de boa qualidade :
a nrua da Cruz, no Kecifc, n. 46.
Cortes de cassa para ves-
tidos com 16 eovados
por 5,800 rs.
Vendeir-se cortes do rassa para vestidos,
com 16 tovados, a 3.5CO rs.; ditos com 8
corados, a 1,760 rs. ; pecas de cambraia li-
sas com nito varas e meia, a 2,720 rs. ; pan-
no de linho muito lino, a 480 rs. a vara : na
ra ti Crespo, loja da esquina que volla
para a cadeia.
Taixas para engenho.
Na fundioHo to ferro da ra do Brum,
araba-se do recebar un completo sorlimen-
lodo laixas de 4 8 palmos de bocea as
quaes uoham-sc a venda por preco com-
modo e com promplidfio enibarcam-se,
nu fui i! ..;in,->i-, ni carrossem despezas ao
comprador.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor,
BA DA SK?ZAI.T.A-iOVA, N. t\1.
Neste e.stahelecimento conti-
na a haverum completo sorti-
ment de moendas e meias moen-
das, par engenho ; machinas de
vapor, e lachas do ferro batido e
co?do, de todos os tamanhos,
para dito.
Deposito da fabrica de
Todos-08'Soiitos naltahia
Vende-se om rasa de V O. Iiieber & C.
a ra da Crui, n. 4, alendiio trancado
laquellit fabrica, muito proprio para saceos
de assucar e roupa de escravos.
Cha bnnileiro.
Vende-pe < li liasileiro no armazem'de
mol.arios, alias do Corro-Santo, n. 66, o
uiais exfolenle cha prodnzido em S.-Pau-J
Jo, quo tem viudo a este mercado, por
prceo muito commodo.
Ufeendas superiores.
Na fnndirode C. Starr & Companhiaf,
cm S.-Amaro acbatn-se venda moendas
de canna, todas de ferro, de um modelo e
construc^io muito superior,
4cs fumantes de bom gosto.
No armazem de molhados atrs do Cor-
po-Sanlo, n. 66, ha para vender, cliepados
pelo ultimo vapor viudo do Bol, superio-
res charutos S.-Felix, e de outras militas
qualidades que se venderSo mala barato do
que em oulra qualquer r*r'e : bem como
tiparrilhos hespanhes, ditos de palha de ragens, inda lia algumss saccas da ba
Fioporretc.
Vende-se superior fio porrete, o mc-
Ihcr quo tem vtulo ao mercado; bem co-
mo o superior lio de vela, por menos pro-
co do que em outra qualquer parte : na ra
da Cideia, n. 56, loja de ferrangens, de
Antonio Joaquim Vidal.
s mais ricos mantele-
tes e capotudos.
Vendem-se os mais asseiados mantelete:
e capotilhos de cbamalote de seda e gor-
guro, os mais ricos que leein apparecido s
na ra do Qucimado, n. 9.
Ferro inglez.
Vende-se um completo sortimento de fer-
ro inglez, por mdico preco na ra ila| Ca-
deia, loja de ferragens, n. 56, de Antonio
Joaquim Vidal.
Vendem-se cuites de cambraia de co-
res, pelo barato preco de 2,000, 2,500, 3,000
3,500 e 4,000 rs.; cambraia de seda, a 3/
rs. : meias para meninas, a 160 rs.; Ifli
com lislras de seda, a 600 rs. o covado; lan-
zinlia propria para roupa de meninos e ves-
tidos de senhora, a 240 rs.; 1.1a superior pa-
ra calcas, a 500 e 600 rs.; lencos de algo-
dito e seda com fi alija), a 600 rs. ; crtt.s de
rollete de velludo, a 1,600 e 2.500 rs.; cas-
sa-cliita, a 400 rs a vara ; garca de seda, a
50O rs. o covadO; cambraia de seda.a 5C0 rs.
o covado e outras mu las fazendas jor
barato preco : na ra do Crespo, n. 15, loja
de Juaquim de Oliveira Maya Jnior. -
Velas de eres.
Vendem-se, no armazem de molhados
atrs do Corpo-Sauto, n. 66, por preco coro
modo, velas de carnauba, sendo azues,
cor de rosa e lustrosas, as quaes se lornam
recommendaveis pela sua superior qualida-
de o aturaren) mais que as de espermaecte,
e nao fazerem morrSo.
Aviso importante.
Beneficio publico.
O armazem antigo da ra da Madre-de-
Deos, o. 36, est de novo estabelecido de-
baixn das mesmas condices, oferecendo
a deliciosa pinga do vinho da Figueira pe-
lo limitado preco de 180 rs. a garrafa, e
1,300 rs. a caada, a de vinho tranco de Lis-
boa por220rs. a garrafa, e 1,600 rs. a ca-
ada, a tle vinho de Bordeaux por 160 rs. a
garrafa levando o casco. Nfio se .admirem
os fieguezes do baixo preco por que se ven-
de a deliciosa pinga, e sim da audacia do
proprietario querer sustentar o antigo pre-
Co, enibora este genero tenha subido o ine-
llior de 30,000 rs. por pipa. Kxaminem os
amantes a qualldado para reconhrcimento
da verdade e conlinnaco da anliga fregue-
zia. Erara nio haver usuras, esto promp-
tas garrafas lacratias e com o competente
rotulo, assim como barris de diversos ta-
maitos para piovlsio do prximo Nalal.
O proprielario conla com a concurrencia;
do contrario, tornaro os preces do reta-
Iho a primitiva de 240 e 280rs. a garrafa.
Deposito de Potassa.
Vndese muito nova potassa,
de boa qualidade, em barriszinhot.
pequeos dOqualro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
tempo se nao vende: nc lecife,
ra da Cadeia, armazem n. 13.
Antigo deposito de cal'
virgem.
Ka ra do Trapiche, n. 17, ha
muilo superior cal virgem de Lis-
boa, por preco muito commodo.
Farinha de mandioca.
Na ra do Queimado, n. 14, loja do fer-
4
fib*i
yende-se a taberna sita na praca da
Roa-Vista, n. 15, com os fundos a vontade
los compradores este estabelecimento of-
ferece todas as vantagens, aluguel barato
obemafreguezadapara a trra : o motivo
por que se vende, lie por um dos socios re
tirar-se para Europa a tratar de sua sade :
a tratar na mcsma taberna.
Os mais modernos cor-
tes de cassa-chitas, a 2^
cada 11 m:
vendem-se na ra do Queimado, loja n. 8,
defronte da botica.
millio, que se estilo vendendo pelo diminu-
to preco de 500 rs. o ccnlo.
Cortes de brim de cores
com lisliasaolado, a
1,380 rs.
Vendem-se cortes de brim de cores com
lislraseo lado, a 1,280 rs. ; riscado de al-
gntlSo americano, pioprio para escravos, a
140 rs. o covado : na na do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
Tecidos de algodo tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-Sanlos.
Na rna da Cadeia, n. >*J,
vendem-se por atacado duas qualidades,
proprias para saceos de ussucar e roupa do
escravos.
Ruarles de furla-crcs a
200 rs. o cov Co e ris-
cado monstro a 220 rs.
Vende-se zuarte de furla-cres, muito
encorpado e com 4 palmos de largura, pro-
prio para escravos a 200 rs. o covado ; ris-
cado monstro muito bom a 220 rs. o cova-
do : na ra volta nari' a cadeia.
Vendem-se carros de mito, bem cons-
truidos ; duas carrocas novas, com os com-
petentes apparelhos : ludo por preco rom-
modo : na l'onte-do-Ucha, sitio do Joo
Carrol!.
Vendetn-sc ricas kvas de pellica, 8
1,280rs. o par : na ra larga do Itozario,
n. 26, loja de miudezas.
--Vcnde-se um molequo Crioulo, do 113
anuos, aprendiz de carpina, c que he pti-
mo para pagem : na ra da Aurora, n> 44.
Vende-se una paite dos sobrados de
tros andares, ns. 14 e 16, sites na esquina
da Cadeia, defronte do tlieatro de
familia de mandioca, muito alva e bem tor-
rada ; bem como urna porcflo de peonas do
cma, proprias paia espanadores.
Vende-se vinho do l'orto muito supe-
rior, em barris de quarto e quinto ; familia
de trigo de todas as qualidades e em meias
bai ricas; relroz do l'orlo, prlineira quali-
dade: panno e meias de linho ; arcos para
barricas ; fui inha de mandioca em sacras
grandes o a garncl a bordo da sumaca A.-
S.-do-Carmo: ludo por preco commodo :
na ra do Vigario, n. 11, piimeiro andar,
casa de Francisco Alves da Cunta.
--Vende-se urna parelha de embonos de
cedro, nova c por preco commodo : na ra
da l'ruia, serrara de Joo da Motta Holl-
ino.
Vcnde-se a refinaco da rna
limita, ii. 32, com lodos os ye us
perlences e bem afieguezada, lan-
o para lerr&, como para o mallo;
a halar na mesma a qualquer
liora.
- Vcnde-se graxa do Rio-Grande em be-
xiga, e utna canoa de carreiru nova : na ra
da l'raia, n. 32.
Farinha de trigo.
Vende-se superior farnha de trigo tran-
cis de l'rovenca, chegada ltimamente de
Marscllia : em casa tle J. J. Tasso Jnior, na
ra do Aun i,!., n. 35.
rados de ferro.
Na fundicSo da Aurora, cm S.-Amaro,
vendem-so arados de ferro diversos mu-
Cal virgem.
Cunda & Amotim, na ra da Cadeia,
da ra
San-Francisco a falla rno primeiro andar
\los ditos, com Joaquim Teixeira l'eixolo.
Trcm para cozinha.
Vomlcm-se panellas, cacerolas, chaleirts
o fregideiras loriadas de pnrccllana; e lam-
I,. ni o nif .-um mu lu.fian ilo luin'.i franec-
/a cstanhada, o um completo sotliincnlo de
. n.
50, continuam a vender barris com cal de
Lisboa, da mais nova que ha no mercado,
por isso mais barato do que em outra qual-
quer paite.
Follia de lato.
Vende-se folha tle lalfio de todas as gros-
suias, cm poreo c a retalho: na rita da
Cideia, n. 56. loja de ferragens, de Antonio
Joaquim Vidal.
Cortes de vestidos de cas-
sa a 2,000 rs. cada nm.
Ka loja de Maya Ramos
& C na ma ftova, n. 6,
vendem-so papis para forrar salas, de liff-
dos gostos ede boa qualidade, sobre sahin-
do entre files urna riquissima sala toda
dourada, com sua guarnicSo avelludada ;
la tu bem se vendem barras e guarnieres se-
paradas, e como nielbor o comprador qui-
zar. '
Chegaram novamenle i ruada Sen-
zalla-Nova, n. 42, relogiosde ouro e prata
patente inglez, para homem e senhora.
Novo sortimento de fa-
zendas baratas, na rna
do Crespo, n. 6. ao p
do lampea".
Vende-se cassa-chita muito fina, de bo-
nitos padrOes, f ores fixas e cum 4 palmos
de largura, pelo barato preco de 320 rs. o
covado ; cassa franceza de quadros, muilo
lina, a 260 rs. o covado; rlscadioho de lis-
tras de linho, a 240 rs. o covado; brim de
alcodito de cores com listra ao lado e de bo-
nitos padrfles, a 320 rs. o covado ; brim
pardo rlaro, a 1,500 e 1,600 rs. o forte de
duas varas e urna quarla ; cassa preta com
ramagem branct para loto, a 140 rs. o co-
vado ; zuarte de cores, com 4 palmos de
largura, a 200 rs. o covado ; dito azul com
vara de largura, a 200 rs. o covado ; risca-
do monstro, a 220 rs. o covado; chitas de
bonitos padrfles e cores fixas, a 160 e 180
rs. ocovadu; chales de tarlatana, a 500 e
800 rs,; cobertores de algodflo america-
no, muito superiores, a 640 rs.
Ka ra do Fasseio, n. 5,
vendem-se chapeos de sol da marca mui-
to grande, proprios para senhores e feitores
de engenho : estes chapeos sfo muito bem
construidos e muitos fortes.
Vendem-se 3 lindos mulatinhosde 14 a
18 anuos ; 3 escravos carreiros, de 20 a 24
anuos ; 4 ditos rara todo o servico; 4- mo-
lecotesde 10a 16 anuos; 3negrinlias com
principios de cozinha, e que tambe.n en-
goinmatn ; urna linda mulatinha recolbi-
da, boa engommadeira, e que tambern co-
se : na ra liireita, n. 3.
A bordo da brigue 5.-Jote, chegado
rroximamenle, vende-so farinha de man-
dioca de superior qualidade, e por menos
preco do que em outra qualquer parteos
pretendentes dirijam-se a bordo do dito
brigue, Tundeado defronte do arsenal de
gueira, ou ao Itecife, ra da Cruz, n. 66.
-- Vende-se, na taberna da ruada Praia-
de-S.-llita, n. 1, defronte do mercado do
peixe, e na ra Direita, n. 53, superior
azeito doce, a 4,430 ris a caada, e em
garrafa a 640 rs ; queijos novse frescaes, a
1,400 rs. ; farinha de trigo, a 80 rs.; assu-
car de todas as qualidades, por preco com-
modo ; bolachinha ingleza,280 rs ; passas,
a 240 rs. ; alelria, a 240 rs. ; graxa, a 200
rs. ; batatas, a 50 is. ; manleiga, a 320,
400 e 640 ra. ; toucinbo de Santos, a 160
rs.; alpiste, a 1,000 rs. a cuia ; vinho do
l'orto e de mais qualidades, por preco com-
modo ; espirito de 38 graos, a 1,200 rs. a
caada ; cha brasileiro, a 2,000 rs ; dito da
China, a 2,400 rs. ; e tudo o mais que per-
tence a una taberna, muito bom e por pre-
co commodo.
Estanto em verguinba e
folha de 1 lamn s.
Vcnde-sceslanho em verga, e folha de
Flandres de superior qualidade, em porcilo
ea retalho: na ra da Cadeia, n. 56, loja
de feiragens.de Antonio Joaquim Vidal.
Bracos para batanea do
autor Komfto&C;
yendem-se osexcellentes bracos para ba-
tanea, do meihor autor omito, j bem co-
nhecidos pela sua boa qualidade : na ra
da Cadeia, n. 56, loja de ferragens, de An-
tonio Joaquim Vidal.
Vende-se um sitio na entra-
da da estrada nova, na Magdale-
na, C0OI escolente casa terrea,
com muito bons commodos, e&l
bem plantado, e que oFerece to-
das as vantagens para quem livor
bom goslo : negocia-se em conta ;
quem o pretender, dirija-tic ra
do Crespo, o. 9, que se Ihc daiSo
as informacSes.
Vende-se um terno tle medidas de pao,
para sorco, e gigos com batatas ltimamen-
te cliegadas, a 1,280 rs. o gigo : na ra da
Cadeia-Velha, n.23.
>-Vendem-se amarras ue i/rro: na ra
Ja Senzalla-Nova, n. 42.
I'encencr, ou lunetas de dous vidros
estas lunetas fechadas parece de um s vi-
dro, mas logo que se loca em urna mola,
Iransfoima-se em um par de oculos de can-
gallas, osqutes se pd>m lixos no nariz:
esta descoberta he modernissima e a favor
da humanidade, porquo utna luneta de grao
npplicada por muitoiempo a um s odio es-
laga avisla do oulro 0II10 : vendem-se na
ra larga do lozario, n. 35, loja de miu-
dezas.
Rap IMnlo-Cordeiro
Acaba de cliegar do Rio-de-Janeiro, pelo
vapor Bahiana, ao deposito da ra da Ca-
deia do Keeife, loja do Antonio Joaquim
Vidal, o superior rap Paulo-Cordeiro.
Vende-se superior fio de al-
godao para paviosjde velas : em
casa de Geo : Kenworlhy & C.,
na ra da Gru, n. a.
Ao bello madamismo
se olTerece transparentes e lin lissimas cas-
saada miis moderna exposlcBo de Caris,
corles de 10 varas, pelo rasoavel preco de
7,000 rs.: na loja de Antonio Luis dos San-
tos & C., na ra do Crespo, n. 11.
Potassa nacional.
Vende-se potassa nova da fabrica nacional
do Itio-de-Janeiro ao haratissimo preco de
180 rs. a libra. Os senhores de engenho de-
vem todos mandar comprar desta potassa
afim de animar a fabrica que coro tantos
sacrificios se estabeleceu e fui a causa de
baixar a este preco : na pra?a do Comraer-
cio, n. 6, primeiro andar, escriptorio de
Manoel Ignacio de Oliveira.
A 520 ris.
Vendem-se potes de sal refina-
do iiglez : na ra do Cabug, lo-
ja de miudezas, n. 1 D.
.- Continuam-se a vender batatas, a 60
rs.; figos novos, a 100 rs.; letria nova, a
160 rs.; talharim novo, a 120 rs.; queijos,
a 1,900 e 1,406 rs.; superior cha, a 2,000
rs.: no pateo do Carato, n. 2, venda nova.
. -1 Na ra da Cruz, n. 22, segundo andar,
vendem-se 7 escravos, sendo : 2 escravos
de20 a 24 anuos, de elegantes figuras; 2
moloques de 13 a 15 annos ; 3 pretas de na-
C<1c, ptimas quitandeiras.
Ha-
>>
*>
?>

Atoalhado de linho. <
v "de-se atoalhado de puro linho, <:
co> 8 palmos de largura, a 3,500 rs. *
a vara ; dito com 9 palmos, a 4,000
rs.; guardanapos linos de puro li-
j* nho e adamascados, a 10,000 rs. a
. duzla; um completo sortimento de S
toninas da mesma fazenda, de varios <
s> tamanhos e de differentes precos: ^p
& na loja do sobrado amarello, nos r,
fc quatro cantos da ra do Queima- ,
*Vn.29. 2
O *. A ^ 4 A t i A ti A^AAAS
No sitio da Trempe, sobrado n. I, que
tem venda por baixo, vendem-se ps de
parreira muscatel, a mais doce que lia. No
mesmo sitio prerisa-se alugar homens para
trabalharem, e de pretas para venderem na
ra.
Borne barato.
Na ra do Queimado, vindo do Itozario,
segunda loja, n. 18, vendem-se corlea de
cassa para vestidos, a 2,000 rs. ; ditos de
casimira clstica e de bons padroes, a 4,500
rs.; panno fino muito bom, azul e cor de
azeitona, a 3,000 rs. ; lencos de seda, a
mil rs. ; riscados francezes, a 160 rs. o co-
vado ; cortes de calcas de brim pardo tran-
cado de linho, a 800 rs. ; ditos de brim par-
do liso, a 800 rs. o corte ; e outras oiuitas
fazendas por commodo t reeo.
Vende-se genebra da llollanda em fras-
queras; ago'ardente de Franca; vinho
ciare 1 em caixa de urna duzia ; charutos da
Babia : ludo muito barato: na ra da Al-
fandega-Velha, n 5.
Gaz hydrogeneoliquido:
vende-se na destilaclto da travessa da Con-
cordia, sonde os amadores o acharflo sem-
preesem inlenui'oio, em quanlidade suf-
ficiente e de boa qualidade.
Vendem-se 6 lindos moloques de 10 a
18 annos ; 8 pretos de20 a 25 annos, sende
1 delles ptimo sapateiro; 1 mulatinho do
16 annos, ptimo para pagom ; duas par-
das de 16 a 20 annos, com habilidades;
urna dita de 20 annos, com dous filhos,
urna de 5 annos e outrode 1 anno; 6 pre-
tas de 12 a 20 annos, com habilidades, e
que sao proprias para todo o servico: na
ruado Collegio. 11. 3.
Vendem-se chaloiras, fregideiras, pa-
nellas e escarolas de ferro forradas de por-
cellana; blese cafeleiras de metal : na
ra Nova, n. 16, loja de ferragens, de Jos
l.uiz Pereira.
Vendem-se pecas de algodffozinho com
20 jardas e com toque de avaria, a 640,
1,280a 1,760rs., e limpo a solo patacas;
pecas de chitas de bons pannos, a 4,500 rs. ;
o diccionario de Moraes da quarta edicto,
quasi novo, por 20,000 rs.; 1 foledefolea
formigas: no pateo do Carmo, n. 18, pii-
meiro andar.
-- Vendem-se 8 escravas; urna dita de
muito boa figura, que cose, engomma e co-
zinha, ludo bem feilo ; um escravo moco,
liomofficial de pedreiro ; um dito bom co-
zinheiro do diario de urna casa; um dito
bom ullieil de sapateiro de cortar e fazer
toda obra ; um dilo de meia idade, por
150,000 rs., ptimo para trabalhar e botar
senlidoa um sitio, ou servir a urna casa ;
dous moleques, um de 12 annos, e o outro
de 16 ; urna preta para quitandeira, por
preco commodo: lodos estes escravos ge
dito muito em conta : na ra do Collegio,
n. 21, primeiro andar, se diri quem vende.
Pcclihieha igual nao ha.
Na ra to Qneimado, vindo do Itozario,
segunda loja, n. 18, vendem-se ricos cortes
tle seliin pr.-to lavrado para vestidos, com
12covadose meio e mais de 4 palmos tle
largura, pelo haratissimo preco de 15,000
rs. : esta fazenda torna-so recommendavel
poreslnrmos prximos da ituaresma.
Novos riscados escocc-
zcs, a oili palacas o corte.
Vendem-se modernos riscados escocezes,
de quadros e com quatro palmos de largu-
a, a meihor fazenda para vestidos, tanto
pela variedade de padrOes como por screm
decores fixas, a 2,560 rs. o corte: na ra
do Queimado, n. 8, loja defronte da botica.
Vende-se superior farinha
de milhoem poredes e a retalho,
tendo de todas as qualidades a
Superiores arenques de
l.ochiie :
ventlein-te, em casa de Adamson llowie &
Companhia, em barriliohos pequeos, es-
tes superiores arenqaes, da meihor quali-
dade que he possivel, tanto pelo seu per-
feito estado de conservacSo, como pela ex-
celencia do paladar, por preco commodo.
ftr- Vende-se urna escrava de meia idade :
na ra Velha, n. 71.
Crammatica portugueza brevee clara,
acommodada a capacidade dos meninos, por
J. A. S. It. Caneca, tercoira edicfio: vnde-
se a 640 is., na praja da Independencia,
loja, n. 17.
-- Na fabrica de caldeireiro na ra Nova,
n. 27, acha-se promplo alambiques e ser-
pentinas de cobre de todos os tamanhos, u
se vendem ior piec.o mais conmodo quo
em outra parle.
Vende-se um [alambique francez, de
cobre e cora pouco uso, levando a caldeira
50 caadas, com muito boa serpentina de
estando, a qual pega 300 libraa e trabalha
pordous systemas, um para a garapa e ou-
tro para resillar ago'ardente, para este tem
tres retilicadores, os quaes fazeni com que
oalcool saia sem cheiro, muilo superior
em grao e muito simples para qualquer
pessoa poder trabalhar; acha-se montado
e promplo a trabalhar pata o comprador
ver, or prego commodo : no Atei ro-da-
lioa-Vista, n. 17, fabrica de licores.
Na ra Nova, n. 5,
vende-se um casal de escravos com urna
cria, sendo a preta perfeila engommadeira
e costureira ; 3 moleques de naco, de lin-
das figuras; um prelo de 22 annos, perito
oflicial de sapateiro; um dito de 22 annos,
de linda figura, e que he proprio para ca-
deirinha, por ser bstanle alio; um pardo
oflicial de alfaiate; um mulatinho de 15 an-
nos, proprio para pagem; un dito de Jl
annos, proprio para aprender olllcio, por
ser muito esperto ter boa memoria; um
moleque de 18 anuos, oflicial de alfaiate;
urna preta de 20 annos, boa cozinheira ;
urna dita de 16 annos ; urna mulatinha cum
principios de costuia e engommado.
--Vcnde-se, por muito commodo preco,
um carro de carregar elle i los da albudeca,
em bom estado do poder trabalhar : na ra
Direita, n. 70, a tratar com Jos Joaquim
de Abreu.
Vende-se superior farinha de millio,
pelo diminuto preco de 60 rs. : as Cinco-
l'onlas, n. 152, venda defronte da fortaleza.
Vende-se, na loja de remandes da Luz
&|rmSo, na ra do l.ivramento, n. 10, al-
godto da Ierra muito superior, por menos
preco do que em outra qualquer parte.
Escravos Futios
-- Na ra Nova, n. 25, loja de ferragens, i vnnlafl- ,! romtiratlnr or nrp-
na esquina do becco que volta para a Cam-)'vonI comFalor por pre-
Vendem-se cortes t'e vestidos tle cassa, de boa-do-Carmo vendem-se panellas, cac- CO mais Commodo doijiic cm OU-
bolesecafateiras de melal / na rus da Ca-'muito bom gosto, e com II covados : na ra'rolas echaleiras de ferro forradas do por- {ra qualnucr liarle lia TUO do
deia, n. 56. loja du ferragens, de Antonio.do Crespo, loja da esquina que volta para a jccllana, por preco mais commodo do que .. t>
Joaquim Vidal. i cadeia. I em outra qualquer parte. ilirum, u. 2o.
Fugiram, do engenho Matlo-Grosso,
comarca do Cabo, na noite do primeiro do
frrente dous escravos : liento, pardo, bas-
tante claro, baixo, feicOes regulares, pouca
barba, cabellos castanhos, denles limados,
pernas grossas e om tanto arqueadas ; leve
bexigas ha pouco lempo, por isso est com
a cara marcada ; tem aparencias de mari-
heiro e quer passar por forro ; nflo he a
primeira vez que foge ; foi prrso no anno
prximo passado no Brejo-da-Areia ; levou
camisa de algodilo, ceroulas e chapeo de
palha; reprsenlater de 24 a 25 annos;
Joo, preto, de naco Cabinda representa
25 annos, ladino, lieicudo, barbado, corpo
fe tamanho regulares ; tem parte da cabrea
pellada ; esta um tanto amarellado; fram
juntos : quem os pegar leve-osao dito en-
genho, ou no Herie, casa de Jos Theodo-
ro de Seini, que se. recompensado.
Fuglo no dia 10 do corrente pelas 6 ho-
ras da tarde um molequinho, de nome l.ud-
gerio, de 12 annos de idade, bem preto,
olhos grandes, tem em um p uoijdedo,
2ue levanta por cima do oulro, levou vesti-
o carniza de riscado e calcas de brim tizo :
quem o pegar leve-o na ra da Cadeia do
Itecife, n. 51, que seri recompensado.
I'ugio, no da 14, as 7 horas e meia da
noile, urna preta crioula, de 20 annos ; le-
vou um vestido de chita azul, camisa de al-
godSo fino e pao da Costa ; tem na mSo di-
reita urna ferida no dedo proveniente de
urna espetada que deu com um gaifo, urna
queimadura no braco direito, e urna marca
de ferro no tornozclo do p direito: quem
a pegar lave-a i ra Nova, n. 33, que seri
bem recompensado.
Fuglo, no da 31 de dezembro prximo
passado, um escravo pardo claro, de 55 an-
nos, de boa altura, grosso, espadando, ca-
bera calva e pintantlo.de branco, falla (lita,
anda meio carcunda ; foi escravo de Jos
da Rocha de Carvalho, morador na fregue-
ziade Tigicupapo, onde o dito escravo
naaceu e lem prenles ; quando foge cos-
tumairparao dilo lugar ; ha noticia que
elle tem andado vendendo palitos de fogo :
quem o pegar leve-o ao pateo do Carino,
venda n. 1, ouao sitio LamcirSo, ao p do
engenho Cordeiro.
Anda contina a eslar fgido o pardi-
nliu de nome Francisco que dcssppareceu
no sabbado, 12 do corrente, tendo vindo ao
Recito entregar ieite, como se lem annuu-
ciado por esta folha, apparecendo o caval-
loent Fra-de-l'oitas; consta que o mu-
latinho andar na cidade de Olinda, no do-
mingo, por isso he de supprque ande por
la, ou quo esteja occullo cm ahgutna casa ,
o qual tem os signaea se^uintes : de 12 an-
uos, cabellos grandes e bem sollos, cor al-
guma cousa descorada, vesgo de um olho,
falla (la; levou chapeo de palha, camisa
de ciiila azul, calcas de algodilo trancado
tambern azul: quem o pegar leve-o i ra
liireita, venden- 61, ou nos itemedios, ai-
llo quo fui do fallecido Joo de barros, que
ae recompensara.
20,000 rs. de gralificacno
a quem trouxer ou der noticia certa de um
escravo de nome Amaro, de nacSo Costa ;
he muilo rudo, mesmo porque tifio quer
fallar; anda nfio sabe dizer o nome de
seu seuhor; levou calcas de algodilo tran-
cado e camisa do mesmo, mas de riscado
j usado ; iftn em cima do olho direito um
signal do talho pequeo anda fresco de
poucos dias, rosto compido, barba preta,
olhos grandes, sem deleito algum, de 26
unos, de estatura regular, pouca barba :
quem o pegar leve-o a ra da S.-Ciuz, n.
24, quo receber a dita gralilcac3o.
PlBN. : Ni TTP. DE II I. UE Mili. 1850


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