Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06751


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Full Text
I

- I,
AiinoXXVI.
SnMv'lo
S
VABTIDA8 DO COBREIOI.
Coianna o Parahiba, segundas paellas feiras.
Uio-Grande-do-Noilo, quimas feiras an melo-
da.
Cabo, Seiiiihiiem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
c Macelo, no 1.a, a II, e 21 de cada mcz.
Ciaranhiins e Bunito, a 8 e 23.
Koa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, squintas feiras.
((linda, todos os das.
zrai
USE!.
F'll'.SK'. !> MI.
Ming. a :>, s h. e 18 ni. da m.
Nova a i:t. s Oh.dainaiiliiia.
O esc. a21, s 7 li. e 2iu.daiii.
Chela a 27, as 10 h. c ti in. da t.
FUEAMAH DE HOJE.
Primelra ;is 10 horas e 6 minutos da inanha.
Segunda s 10 horas c 30 minutos da tarde.
Janeiro N. h.
P11EC03 DA 8UBSCIYIPCO.
Por tres 1ne7.es (aii/anado) 4/000
Por seis mezes 8/000
Por 11 ni iiiinii 1) 15/000
DJA8 DA SEMANA.
31 Seg. S. Silvestre.
1 Tere. >>$> (Jiicuincisao (lo Senlior.
2 Quart. S.'izidoro. Feriado para os negocios fo-
renses at o dia ti.
3 Quint. S. Aprigio.
i hext. S. Tito, discpulo de San Paulo.
5 Sb. S. SemeSo Kstellita.
(5 Uoin. Os Santos Res Magos.
CAMBIOS KM B* JAWEIBO.
Sobre Londres. 27'/, d. por l/00ffr. a 00
Paris, 340. .
. Lisboa, 100 por cento. _
.ru.-iifas hcspanlioes......... SaiJMO a
Moedas de (i/400 vellias. ll>/0"0 a
de 6/400 novas.. 10/2110 a
. de 4/000......... 9/2)a
Prala.Patacoes brasilciros..... '^j11,'0 a
Pesos coluinnarios....... ''i'" *
Ditos mexicanos.......... 1/njO
dias.
20/r.oo
17/100
161400
11/4110
l/'jStl
1/970
l|870
"
^kmmakauamrmnmLr'^i'irr ^ifii"'wi^^aamw^**aMfc'
PARTE OFFICIAL.
t
i
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 18 DE DEZEMBRO.
rnelo.Ao marechal conimandante das ar-
mas exlgindo, ein cunipriniento do aviso do
1 ministerio da guerra daladu de 20 de novem-
bro ullimo, urna rtlacao de todos os offklaes
honorarios do ejercito existentes^ nesta pro-
vincia, coin declarado dos que nao tcm ven-
cimento algum.
Dilo.Ao mesmo, communicando que S. M.
o Imperador, segundo fol participado em aviso
de 26 de outubro ultimo, houve por bein con-
ceder seis mezes de licenfa ao piiineiro cadete
Jos Libanio de Sour.a.
Dito.Ao mesmo, declarando que, segundo
conslou de aviso do ministerio da guerra data-
do de 20 de novembro prximo passado, o se-
cundo cadete segundo sargento do quinto ba-
lalhaode fuzllclros. Joaqulm Francisco deCar-
valho Menzcs, obteve passagem para o se-
gundo da memia arma.
Dito.Ao Inspector da pagadoria militar,
communicando que por despacho de boje (18
de dezeu bro) conceder novo engajamenlo no
excrcito ao sargento-njudante do terceiro ba-
lalho de arlilharis a p, Silverio Jos Nery,
coin a gralilicaco de 120,000. ......_
EXTERIOR-
QUESTA0 ROMANA.
Assembla legiilativa de Franca.
Sessflode18 do outubro.
Mr. de Tocqueville. ministro dos negocios
eslrangeiros, oblcndo a palavra, pronuncia
o seguinte discurso :
Senhores, o governo julgou, que antes
dos grandes debates que vflo comecar, seria
til dscusSo e agradavel assembla fa-
zer-lhe conhecer o marcha, e o fin das ne-
gociarles.
F.sla lio a missflo, que venlio agora cum-
prir. Minha inlencflo por tanto nflo lie dis-
cutir ; por ('mu exir: a discussflo vira mais
tarde.
O nico mrito que me proponho no em-
prear aqui urna completa franqueza eum
inlcira oxactdflo. Depois de cada uro de
minhas asserces, pedirei assembla li-
ceaca para Dio appresentar documentos.
Narrando a historia destas negoca-
ces, no romecarei senio a partir da to-
mada de Roma. I'orei de parte a historia
dos debates anteriores e limitar-me-hei a
esta observaeflo: s iodago qual o desojo,
dos quo votaram pela expcdicSo, creio que
tenho rasSo para dizer que todos desejavam
a restauraeflo do Pi IX !
Urna tos da Montanhn :--NSo '.
l'o;Mrf/r(f7 OSr. Pretidenle aos membros da esquer
do- uQerem, que islo soja urna discusso,
ou urna disputa ? Digam-o logo, seus ora-
dores serflo otividos. Deixem Tallar o mi-
nistro, alim de quo se Ihe possa responder
( o ruido recomer A eiqutrda.)
Pozes A direita :A ordem *
O Sr. Presidente: -Acham-s- inscriptos
contra os projectos: os senhores Malhicu
('de la Dime ), Victor Hugo, Bmmanuel Ara-
go, SavalierLarochc, Mauguin, Emilc Bar-
raut, Joly, Quinct, Kraucisque Houve, 60
general Cavaignac.
Acham-se inscriptos a favor.es Srs. 1.a-
roziere, de Montalemhert, Oliver, general
Favier, Mutiguy e la Moskowa.
F.stes oradores emorcgarSo una lingoa-
ecm parlamentar, e isto sera mcllior do que
iilerpella5s tumultuosas, contra as quaes
desde j protesto.
Mr. Tocqueville :--Interrompem-mo antes
de ter acabado a minha frase. NSo fallo,
dos que volaran contra a expcdicSo, fallo
dos que volaran) por ella, e digo queqimsi
todos, sen So lodos..... ( Nova c eslrondosa
inlerruprdo eiquerda.)
Mr. Cahrrat:0 senlior sabedisso ?
OSr. /'re. (aos interruplores;:Desejo sa-
ber so querem ou nio permillir urna discus-
sSo livre nesta assembla '
Mr. Je Tocqueville '.--.Multo einliorii lenha
de ser intcnompido lorceira vez, repito que
ijuasi a lolalidade, senfio a tolalidade dos
iLcmbn s da ussemblea conslituinte, que
votaram pela expedicfla de Roma, queriam
ci.in taes ou taes condicccs, ou ao menos
desejavam o restabelecimenlo de Po IX.
Todos admcltiam, que esta restaurarlo de-
via sir ao mesmo teinpo liberal e ele-
mento.
Islo foi dito por mu i tos oradores e pelo
propiio governo, e nitofoi por nitiguem con-
testado. Ainda mais, isto foi dito alm dos
montes e ninguem o conlcstou.
' Assim te 11 lio rasSo para dizer, que a ex-
uedicStf, conformo a ppinno do todos, de-
via ter por lim a restauracilo de Pi IX, nina
restauradlo liberal o clemenle. Eis qual foi
o ponto .10 partida de todas ts nossas nego-
ciacOeS.
Apenas Roma foi lomada, favorecemos
coin todos os nessos esforcos, e coin todo o
nosso poder o restebelecimenlo de Po IX
e o fizomos tanlo mais voluntariamenU-
quunlo estavamos coiivenridos, e esta con,
viccSo foi depois anda Ulal continuado pe-
los acontecimentos, o que a re>lauraQao do
PO IX era deseja.la pela liniiiensa maioria
dos haliitanlos dos eslados romanos. {Viva
inlirriiprao eujuerda.l
Votes diste lado: -- F.nlo porque os nSo
coiisultoii i1 .
U.i.a VOS direita : CalatVOS, cidadSos
romailiiS daqlli
Vosti etquerda Os senhores nao sao
dignos de o bw i
Mr. de loiaueville : Eu diaso que ossa
conviccSo augmntou muito com os suc-
cessos; mas repito que nSo discuto neste
momento, quo nSo fac.o senSo expr os fac-
tos ; ho porlanto intil interromper-me, os
senhores terSo mais tardo lempo para o fa-
zor. At;endam.
Que fizemos nos depois do restabeleci-
menlo dePiolX?Unsexprobram-nos o ter-
mos procurado indirectamente conslranger
a vontade do soberano pontfice. Oulros
nos faze.n urna accusac,3o contraria.
I'cclaro mui solemnemente quo nunca
nos veio ao pensamento constrang-r o so-
berano Pontfice. [Biada e rumores esquer-
da.) E isto ror duas rasfles: a primeira,
porque ao lado do prncipe sn achava o pon
llice.quehe o cabeca da relgiSocatholica,
e porque um governo, que representa urna
nac.lo essencialmento catholica, nSo deyia
querer conslranger a vontade de um prn-
cipe, que he o cabeca do calholecismo. A
segunda, porque o poder pontifical hu um
desses poderes immateriaes, incomprehen-
8iveis e intangives. (ttisada irnicas es-
querda.) Contra a qual muitas grandes po-
tencias maleriaes em lodos os lempos lem
tral) ilha lo em vilo, e em vSo trabalhariam
anda boje. (Signaes de approvacio direita )
O nico meio, que lem um governo callio-
lico, 11S0 dlrci de conslranger o governo
pontifical, Dos me livre de empregar una
tal expross.lo; mas de exercer sobre esto
governo urna legitima influencia, he pedir-
lhe cousas conformes com a justica e a equi-
dade, conformes coai o interesse do calho-
lecismo, e ao mesmo lempo com a raso e
o bom sonso; pedi-las respeitosa, mas re-
solutamente.
E quirs sSo as cousas que temos pedido?
Devo dizer prrmeiro que ludo, que nSo
temos insistido para obter do papa instilui-
cOes que podessem consliuir nos eslados
romanos uina grande liberdade poltica : e
nSo o lizemos; porque a experiencia da
historia recente, e as nossas proprias ob-
servarles nos tem demonstrado, quo na s-
luacSo actual dos espiritos nos estados ro-
manos, em presenca de um partido libera]
desorganisado, e do um partido anarrhico
cheio de furor, e de loucura, (Ruido es-
querda) era imprudente pedir ao pudre
santo quieconsliliiisse as instituyos que
oiiiiham derribado. Pedimo-lhc mstitui-
coes que podessem desde j dar aos eslados
romanos a fulcidade, o a lihordado civil, e
que os preparassem om um curto periodo
para a liberdade poltica.
Agora nada de melhor posso fazer para
juslificar o quo acabo de dizer, do que ier
a assembla os despachos que dirigimos
aos nossos agentes na Italia.
A ola que vou Icr lie de M. de Corcelle
edeM. do llayneval. Ella ho datada de 19
de agosto, o he dirigida ao cardoal secreta-
rio de estado ao cardeal Antonelli.
A primeia parle della reproduz o meu
despacho de 4 deagoslo; a segunda lio obra
particular de M. de Corcelle, o qual atacado
de urna molestia grsvissima, todava acha-
va em seu patriotismo eemseu zelo forca
para Iracar com una mSo quasi moribun-
da.....t risadas irnicas esquer da, murmu-
rios direita ) para escrever, digo, a unta
que vou Ier.
OSr. ministro leu rpidamente este do-
cumento, o qual em substancia diz o se-
guinte :
u 0 governo da repblica dirigo ao pa-
dre santo osartigos seguales, nos quaes
julga ter o direito c o dever de insistir :
(i t.* Que muilos dos principios geraes
Sintidns nos priiiiuirosarligus do estatuto
e l7demsic.o de 1818 sejam formalmen-
te reconheciJos de novo; principalmente
aquelb s que dizem respeito liberdade in-
dividual, a divida publica e a inviolabilida-
de das propriedades particulares ; estes
principios sSo consagrados em todas as so-
ciedades civilisadas, qualquer que seja a
sua forma de governo ;
2. Que urna organisacSo nova dos tri-
bunaes de verdadeira garanta aos ciJa-
dSos; ,
3. Que lescivis anlogas, as que re-
.iiiiiin a condigno das pessoas odas pro-
priedades na Alta Italia e em aples, se-
jam promulgadas;
4* Queseconcedam liberdjdcs muni-
cipaes e provinciaes ;
5. Que a administraos > publica seja
regularisada ;
C. Que se o padre sanio pretendo res
tabelecor a consulta encarregada de dar o
seu parecer sobre as quesloes de lnanc,as.
o governo da repblica prefere, que os
membros dota assembla sejam eleilos pe-
las corporacOes locaes, e nSo escoltados so-
bre urna lista preparada, como precedente-
mente se praluava ; que alm disto o go-
verno francczaconcelba que se conceda a
esta assembla o voto deliberativo, e nao
simplesmenlc o consultatvo, em materia
de imposto.
Taca so as petices que o governo
francez lem, ha muito lempo, encarregado
os seus representantes de dirigirem Sua
Santldade.
Osabaixo assignados viram com pro-
funda dore vivo pesar, pela declaracSo do
secretario de estado, o cardeal Ai.tonelli,
que as niteiico.s do governo pontifical no
correspomiem exactamente s pelicoos do
gabinete francez.
a Opadiesanlo, sen lo serviJo suspen-
der sua ultima decisSo at quo a Franca li-
lesse conhecer plenamente o seu pensa-
mento, os abaixo assignados creram dever
obedecer as ordena que tinliaui eventual-
mcnle receb lo. Files renovam, fortantc,
da maneira a mais formal s petices que
sio foi muladas mais cima; nao desosua-jum cuncelhu du unuislios, aiastiluitjao d
rando de ver a generosldado do Pi IX an-
nnir s mesmas, tomara a liberdade de as
apresentar c.im profundo respeito, e ao
mesmo lempo com perseverante energa.
Osabaixo assignados no pJem ter-
minar sem chamar a altencSo de Sua Emi-
nencia o cardeal secretario de estado sobre
cooslderacps de urna orJero mais gral e
mais elevada.
EllesnSo lembrar a Vossa Eminencia
quanto a FranQ he in (eressada debaixo do
ponto de vista ije suas crencas o de seus
costumes pblicos, em que o governo pon-
tificio nada perca da alliludo liberal que
ein 18l6lho grangeou o assentmenlo do
mundo inteiro Pouco tempo antes ileisi
poca quSo differenlcs no eram as tenden-
cias do qttys se mostraran) depois !
Era entilo o lempo das reacc,'s contra as
rrencas.... Pi IX subi aolhrono, e logo a
guerra f desararecau como por mila-
gro ;o com que transportes fram nolhi-
das enlSo as esperanzas emanadas do tbro-
no pontificio As reformas inauguradas por
Pi IX deram lugar a deploraveis allracti-
vos ; mas a elevaglo de Po IX 11 So deixou
de ser por isso uina assislcncia providencial
para a igreja to la. A Franca espra quo no
se tornara a ver mais uina mudan; 1 com-
pleta de tendencias.
Com effeiio urna nova reoccSs anti-re-
ligiosa se tornara te nivel /
Osabaixo assignados confiara que es-
tas consideraqes sern apreciadas pela sa-
bedoria do Sua Eminencia.
Senhores, conlini 1 M. de Tocqueville de-
pois desta lelura, as peliges contidas nes-
te documento nao fram augmentadas;
ellas fram especialsadas e detalhalas em
um despaclio subsequeiile escriplo por
mim, o qual nao lerei nesta casa; mas
inandarei inserir no Momteur.
Os artigos que a assembla otivio sSo as
petices originarias do governo Trance/, e
aquellas em que temos al ao (ni insistido.
En tinha nccssUa le de publica-las an-
tes de fazer allusSo a um dueumenlo, o
qual bem qie nSo constilua urna peca di-
plomtica, comtudo causuu urna g'andc
impressSobcm natural, quando so conside-
ra em sua importancia o ein seu autor.
Fallo da caita do presidente da rcpubli
ca 1 um dos seus sjudant'S de ordens.
Pora desto rocilo e no seio da romms-
sSo, varias pessoas perguotaram-nos se
poltica expresa pela caria do presidente
da repblica era a nossa, e se era a mesma
que temos ostentado e sustentado.
Respondemos, que, tomando a carta do
presidente da repblica em sua substancia,
isto be as petices, que formula, ella era
exactimenteda liiesnii poltica que os nos-
sos despachos.
Com effeito, que conlem a nota, que hi
pouro li, sen.lo a substancia da carta do
presidente da repblica ?
Esta caria pJe pois sr considerada co-
mo um resumo rpido e familiar, se o qui-
zerem, da nossa poltica. Ella pode ser cm-
cidorada como traduzindo em um impulso
generoso e altivo esla polilica.
Nos nSo a desapprovmos, npm nunca n
desapprovarenios. ( Approvacllo em muitus
bancos.)
O motu proprio do padre santo inlerycio
NSo ocultan i, e isso seria diflicil depois da
leitura que acabei do fazer. nao ocultarci,
que o motu proprio nao salisfez completa-
mente as nossas esperances ( Uisadases-
qnerdu). Entretanto ho bom observar que
este motu propiio,a qual como dis-e, nflo
realisou immediala c completamente todos
us votos dos nossos despachos, este motu
proprio escitou os mais vivos temores e as
mais profundas repugnancias no vellio par-
tido da resistencia na Italia. Este partido
julgou quo por elle o padre santo so torna-
va a coiiocar no mesmo docvio que o lan-
5011 no abysnio.
Do outra parte, no motu propno acham-so
pela maor parte as reformas quo reclama-
mos, e quasi todss as que ah nao se acham
desenvolvidas, acham-se en) germen. ( Es-
trondota interrupedo u esquerda ).
Admiro-me, destas negaces.
O que foi que pedimos? P.dtmos refor-
mas civis c judiciarias.
O moi proprio as prometi.
Vozes da Monlanha : Oh Muito bem !
Muito bem EnlSo nada ha mais quo di-
zer .
Mr. de Tocqueville : Os senhores podem
duvidsr da palavra do padre sanio, isso Ibes
ho permiltido ; nus....
Voits esquerda .yiio, nos nSo temos a
menor duvida .'
Mr. de Tocqueville : Os senhores, eu o
repito, i'dem duvidar da palavra libe-
ral de Pi IX; mas n3o poden) negar, que
estas promessas fossem feitas.
Fu continuo, e digo : pedimos reformas
as leis cvis e criiiiiiiaes ; ellas fram pro-
melli.las : pedimos liberdaues inuincipaes.
ellas fram concedidas e largamento ; pu-
dimos urna consulla, e ella foi dada
Pde-se pois dizer que muilas das peti-
ces da Franca fram completamente satis-
feitas o que a aaior parle das outras fram
annunciadas e promeltidas. Esta foi a ra
sSo pela qual o governo francez, logo que o
motu proprio foi condecido, enuouau seu
ministro om liorna o seguinte despacho :
30 do setembro de 1849.
Senlior, o governo francez tevoconbc-
ciment do manifest do padre santo data-
do de 12 do correnle, o be do meu dever
communicar a V. Exc qual a sua opiniilo
sobro esta peca, afS'm como as rcflexes,
que ella lhe suggei io.
O manifest consagra a in.-titiiielo ib
um concedi de estado ; elle eslabeleco do-
baixo do nomo de consulta urna assembla
deliberante, pro lucio indirecto da eleicSo,
consulta que examinar as quesloes do fi-
nancas e dar o seu parecer sobre a crea-
cSo, imposicSo c arreca.lacSo dos impos-
los.
O motu proprio concede, 011 mantara li-
berdades mnnicipies o provineises muito
eslensas. Elle annunciaa reforma dssleis
civis, das nstituickM judicUrlas e das leis
eriminaes. insUtuions, que nos pareceram
incompletas. V. EXC me participa que tem
feto, desdo j, reelamaces a este respeito.
Aprovo^sua conduela, posto quo nSo pos-
samns deixar do reconhecer que o motu
proprio realisa una parte dos votos por nos
expressis e Iraz situncSo dos estados ro-
manos notaveis mclhoramentos.
V. Exc. deva trthalhar com todooem-
penho aflm de obter, por seus coneolhogde-
si nleressados, o promplo oeflieir. desen-
vnlvimcnln do principio ilSSinslituicOe.S li-
beraos contido no manifes'o
Senhores. acabo de Tallar das instituices,
resta-me fallar das pessoas.
No quodizres'.ieito as pegSOSS, (levemos
ter una lingia'geTn mais viva e mais forte
do quo a respeito das instltoices.
Ja senSo tratava de conslranger o padre
sanio a dar Instiluices que podian repug-
nar sua prudencia e sua conscioncia.lrs-
tava-se de nSo consentir que so praticas-
sem aos nossos olhos actos, pelosquiicsa
. enerosliladc franceza e nOSSOS principios
livessem quosoirrer.
D.'pois da nossa entrada comprenende-
mos inmediatamente que tinbamos um llo-
ver o um direito. Nosso dever era acabar
de vencor.ou mies domara raec.So demag-
gica queja lindamos vencido.
Urna voz esquerda : Nao diga a facc.no
demaggica; diga a acQSo republicana.
Mr. de Tocqueville : O nosso dever era
dar ao pas que oceupavamus, urna paz real
e profunda. Para cumprir est 1 dever, ex-
pedimos 0 despacho seguinte. o qual foi es-
ci ipto antes da tomada de Roma, e he da-
tado do 26 do iutilio '
a depilo a V. Exc. que, logo que entrar
em Roma, a cidade devera ser oceupada e
administrada militarmente to las as pes-
soas dovero s rdesarmadas, eos eslran-
geiros perigosos deverSo sor todos, 011 ex-
pulsos, 011 presos; urna muncipalidade ro-
mana llovera ser estabelccida, e V. Exc. pro-
curar reunir e constituir um partido libe-
ral o moderado. [Huido A esquerda.)
Um rerlo numero de eslrangeiros foram
com ell'eilo expulsos e oulros presos, e urna
paz real foi csiabclecida em Hooia.
NSo nos limitamos sonriente a estas medi-
das.
Para facilitar a emigracSo (lestes horneas.
Miadas A esquerda fianineamo-llies, com
excepcSo de unt poueos.a entrada no nosso
territorio, e prodigalisamo-lhes soccorros.
* Mas ao mesmo lempo que lomavamns es-
tas precaucoes, eque recorramos estas
medidas, Sfltll do domar o partido demag-
gico ; ao mesmo lempo que raziamos estas
Cousas, eque cumplamos assim um dever,
tibiamos que tiiiliamos un direito : o di-
reito de ii'io consentir que se praticassem
aos nossos olhos o de alguma sorte por nos-
sas rollos, actospelos quaes a nossa genero-
sidade livesse quo solrrer.
Porque obravamo.s nos assim ?
Seguramente o niaior numero dos ho-
mens, que linhamos vencido, eram pouco
dignos do nosso interesse. Muitos dentro
elles eram daquclles que, depois do terom
perdilo a liberdade em su> pat a, n?0 ti-
nha m consentido que ella se estabelecesa
pacificamente em liorna.
Muilos tinham combatido de urna manei-
ra desleal contra nos. Muitos nos tinham
accumulado de injurias, de calumnias ede
ultrages; ainda hoje alguna delles espa-
Iham [ortoda a Europa ataques contra a
nacao franceza e contra o sou exorcilo.
{Humores nos bancos da Monlanha.)
Vozes desle lado: Os senhores sSo a ni-
ego ? Ho aos senhores que atacamos. Nos
respeilamos o exercito {Huidos A direita.)
Mr. de Tocqueville. E porque quizamos
nos proteger o salvar estes homens? He por-
que a Franca 11S0 poda abandonar aquelles
que tinha vencido,ainda mesmo quando el-
les eram indignos do seu pordo. {t.ilron-
:
gn
deos signaes de approvaeilo.)
Vozes da Monlanha : Nao falle em nome
da Frauca o Sr. nSo he a Franca.
Mr. Anlony Thourel : Que respeito mos-
Irou para coin a voulade da assembla cons-
lituinte?
0 r. Presidente: li. A. Thourel queira
lera'hondadedecalar-se. {O tumulto reno-
( Mr. de 'Tocqueville : Aquelles quo mo in-
terron>pem, achariam sen duvida mais pa-
tritico applaudr os ullrages espalhados no
miseravel folhetoao qu*l alindo.
lo:e da Montauha: .NSo ho a Franca,
que ncllo ho atacada, he o Sr.
Muilns vozes A direita : Ho a Franca que
lie insultada!
Mr. de Tocqueville : Aquellos quo me
interrompem adiaran) sem duvida mais
patritico ir a un Ibealro apupar mtsa
uandeira e nossos soldados. {Agitado prolon-
gada )
Pedimos ao padre santo quo estes aclos
Dilo IVissem platicados, ecomo sua sanlida-
de nflo eslava ein liorna nesse momento,
obramos do maneira que elles nao podes-
sem ter lugar. He nesle sent lo que se de-
ve comprehender a passagem segualo des-
te despacho:
19 de agosto.
O ministro dos suyos ios estranyeiros a Sr,
commandante emr.hefe, ......Emquanto es-
tivermos eo Knma.nSo devemos deixar quo
se praliquem asombra da lnodeira france-
zi aclos, que. temos o direito de impedir
estamos decididos a faze-ln. as violen-
cias contra as pessoas sSo deste numero,
e por ncnliiini modo os devemos tolerar.
Mais tarde sahendo que se um Tazor res-
triccOes amnista, publicamos as obser-
VacdoS seguintes :
Paris, 30 do setembro de 1B*9.
O ministro dos ne/jicios eslrangeiros a N. le
Corcelle.
O governo da repblica vio com peni-
vel sorpresa a notificaeo relativa amnis-
ta, que a commissaodos cardeaes publcou.
a 18 do coi rente.
omprehendemos que s commsso dos
cardeaes refusasso applicar a amnista a
alguna homens particularmente perigosos
para a tranquillidade do paiz ; mas eslava
mus persuadidos, (|ue estes homens sonara
omipequono numero,x que a commissSo os
dosignaria por seus fSpoprios nonies, afim
de Iranquilisar lodos os i|ue nao eslivessem
compreliendidos na lista.
Nunca esperamos porlanto que fssem
excluidas da amnista categoras tao nu-
merosas, ctSo mal limitadas.
V. Exc. representar ao governo ponti-
fical, que urna tal amnista nSo pode ter
em resultado sonao vivas inquietaees,
agitaeSo, profundos ressentimentos e gra-
ves perigos.
Pelo interesse do poder pontifical, e para
bem da igreja pessi ao padre santo quo
reflicta sobre esla medida, c quo mo-
difique profundamento o seu pensamento
e e licito.
O padre santo no pode querer que
as intencos benvolas de seu coracSo go-
nerosoe paternal sejam to incompletamen-
te realisadas.
Paga ver ao padre santo com profundo
respeito, mas tambem com energa, que a
Franca no pode associar-so directa, nem
indirectamente, aos actos de rigor que es-
tas excepces fa/.ein prever ; quo ellas vo
de encontr a um dos principaes fins, que
as potencias catholicas se proposeram, a
saber: a conciliacSo dos espiritos, e a pa-
lilieaco real do paiz.
Taes sao as pelicoes, que mandamos le-
var respeilosamenteaos ps do padre santo.
( Risadas A esquerda, 1 Espero, e tenho f na
palavra e n'alma de PO IX. Tenho fnellas ;
porque obrando de conformidade com nos-
sas |ictic,es, ellc.no tari mais que conli-
nuaressegrande papel laogloriosamepteco-
mocado, o ([lie lhe tem grangeado lanos
suffragios, e encourajamentos tSo Ilustres,
qoandoos espirites liberaos lhe gritavam do
lodosos pontos da Europa : Animo Animo,
padre santo!
la grande parte das restriegues, feitas
amnista tem sido supprimidas, ou modifi-
cadas, no sentido do nossos votos.
Pde-se pois dizer desde j,quo esta rc-
volucSe-romana, que comecou pela violen
cia.e poloassassinato... ( Violenta inlerrup-
ro nos bancos da Monlanha. )
Vozes deste tado. HSol NSo I ella nSo
comecou pelo assassinato.
M. de Toci/uevilie, continuando. Pde-
se dizer, desde j:i, que esta revoluco, que
comecou pela violencia, c pelo assassinato..
Nova interrupro A esqnerda. )
M. Teslelin.-O Sr. mente ( Exclamar-es
a direita. )
Vozes numerosas. A orden) a ordem o
interruptor!
O .sv.frciH//e,voltando-separa a esquer-
da -Tenho ouvido j multas interrupces do
mesmo genero partidas deste lado. Espe-
rava a occasio de distinguir um dos inter-
ruptores para o chamara ordem. CidadSo
Tcstcliii, a palavra que empregastes he um
insulto ; 011 vos chamo a ordem ( Muiln
bem '. muito bein 1 j
M. Tcstelin ( levanlanJo-se ) : ~- Susteato
a minha IntorrupoBo. (Novas exclamaces A
direita.)
O Sr. Presidente : Em vez de submel-
ter-vos, declaris que sustentis a expres-
sSo que empregastes; eu vos chamo de no-
vo ordem com nsrripcflo na acta. ( Muito
bem Muito bem )
M. Testelin levanta-se de novo ; mas os
gritos : A* ordem .' A' ordem I que par'em
do todos os lados, o decidem a tornar a sen-
tar-se.
M. 'oscal Duprat levanla-se tambem e m-
tcrpella ao Sr. presidente no meio do
bruido.
O Sr. Presidente : Mr. Pascal Duprat,
tenba a bundadedesentar-se ecalar-se.
M. de Tocqueville : Eu o repilo porque
he com convicio, e nSo tenho ocostume
de occuitBr a verdade, guando he negada,
esta revoluQflo romana, que comecou pela
violencia e pelo assassinato ....( Nova in-
terrnpc'10 nos bancos da Monlanha), esta re-
voluQo foi terminada por urna restaura-
do que al ao presente nSo tcm custado a
pessoa alguma ncm sua liberdade, nem
seus bens, nem sua vida. ( le rerdade '. he
verdade! )
Equanlo considero nos successos mais
ou menos trgicos qno a rcstauracSo de
oulros povos lem causado nesles ltimos
lempos, qur na Italia, qur na* outras
paites da Europa.....
Ima voz: \ execu?So de liatlhyani por
cxomplo.
M de Tocqueville : Quando considero
aislo, dso que aquelles que vencemos em
i; una, devem dar gracas ao co de sermos
noa..... Pira Intcrrupco^a esquerda.
SignatS de approvacio A direita)
Kcpilo, que aquelles quo vencemos, de-
II
IWaCI


Vero ilar grabas aoi-o de sor o braco da
Franca quo os vaneen.
Tenhu terminado, apeznr das inlorrup-
O-s inressantes partidas dos bancos don
nossos adversarios, a exposicio dos actos
Ja nossa diplomacia. Nada mais accres-
<-entare, a assembla e o paiz julgarfio.
( Signaes de itpprovuc&o n direita. )
A stvss.'o tica suspensa por espaco de um
quaito d'hora..
(Continu'a.)
mimo:
sua parle a mais larga o a menos conheci-
da. femais esta expedidlo por Ierra era
impossivcl a simples viajuntes, quo tinham
quo atravessar quasi sem acompanhamen-
lo, povoaces selvagense guerreiras, entre-
tanto que seria praticavel comosoccorro
ie um barco de vapor de pequea tonela-
gem. Foi somonte ao voltar de sua viagem,
que Mr. de Castelnau desceu o curso de um
desees rios, o Uyucali; mas foi-lhe im'pos-
sivel remontar com suas embarcares o
curso do Pachita, e sobretudo o rio llual-
laya, dous rios quo se se lanceo, o primeiro
ALAGOAS.
Extracto do expediente do Kxm. Sr. presiden-
te /)r. Jos liento ula Cunha e Figueire.Uo.
I. DE DEZEMBUO.
para mandar apromplar dous cavallos para
o alferes Antonio Jos da Fonseca, e um sol-
dado que lem de ir a urna diligenncia ama-
nha pela madrugada.
Hito. Ao l)r. juiz do direito da comarca
la Atalaia Manoel Jcronymo Coedes Alcan-
lorado, nomeanJo-o para substituir interi-
na ment o aclusl ebefe do polica Dr. Fran-
cisco Joaguim (ornes Ilibeiro, que tenido
partir para a corle a tomar assento como
depulado assembla geral legislativa, co-
mo acaba de participar.
verdade, atravs da America, porm nilo om minho mui bem traendo o continuo, o qual
alravcssa os Andes at Lima.
Assim o viajante quo remontasse o Mara-
nhlo, o Ucayali, o l'achitoa, o o Porura,
atravesara toJa a America meridional na
sua maior largura sem adiar iiem casca-
tas, nem obstculos invenciveis, at 30 lo-
goas em linha recta dos Andes. As 25 a 30
legoas do caminlio que Dio reslariam que
prcoiror para ebegar aos ane.lores das
villas peruvianas silo as nicas quo offere-
com rudcs obstculos
O padro l'lara podio alguns soccorros ao
governo poruanii para abrir um caminho
no Ucayali, o segundo no Maraiihiio, e quo com os seus. Canivos; mas estes soccorros
cercio os famosos pampas'do Sacramento,
que importa nilo confundir com o rio do
mesmo nome que corre'na California.
Se Mr. de Castelnau nilo conseguio per-
correr estes rios que silo os menos rpidos,
como poderia elle remontar as mil Outras
correntes daquclles paizes? Impossivel Ihe
foi por cjnseguinte penetrar no interior da
trra, nem fozer as observares necessarias
sobre seus proJuctos. Ah quantas ri-
quezas inmensas perdidas no meio dossas
solidOes!
As duas princ;paes nascencus do Mara-
nhiio silo ao norte I'astaza, o qual nasco no
cquador.junto do vulcilo Cotopaxi a 20 lego-
as aosul deQoito.enlreSt grao de longitude
a oeste do meridiano de Paris.e 1 grao de la-
tiluiie sul ao sudeste, o Funguragua.u qual
Dito. ao director geral dos Indios, ac- | p!irt ,|q lago de Lanzicocha, dep'artamiilo
Clisandoi aiccepcnu do seu cilicio de 25 do ; de JunlS, ;P. riij para o ponto de intersi c-
nicz lindo, edizendo-lhe quo mu breve se ci0 dos 77 graos de longitude, elOgraose
ino enva mais genio para o seo. ponto, o 25 minutos de latitude sul. Foi descend)
Cnlflo se llie mandar mais armamento ; as- j este rio para o lugar em que o Imasa se llie
sun como que nesla data se ollicia ao neg- I jUI,ta provincia de Ja.n que foi assassi-
cianie Lmigdio Jorge de Lima, oncarregan- nado, lia dous anuos, por seus proprios con-
10-0 de I hefornecerunii.tedous contosis. ductores Mr. dcOzeiv que fazia parle di
para as despezas a sen cargo, a proporcOo
do que llie fr requisitando.
Dito.-- A Kmigdio Jorge de Lima, para
f irnecer ao direcior geral Jos liodrigues
Leite Pitange, para as*>despey.as a seu cargo
un ale dous conlos de r:s, de cuja quanlia
sera prompiameule iiideinnisado pela llie-
souraria de fazciida vista dos recibos que
npresentar; esperando a presiJeucia do seu
conhecido presumo que nilo se poupar a
prestar este servico a bem da ordotn pu-
blica.
Dito. Ao ebefe de policia, dizendo-lbe
etn res posta ao seu de 26 de novembro pr-
ximo lindo, em que pede providencias so-
bre a pessoa que o deve substituir, que nes-
U data se lem chamado o juiz de direilo da
comarca da Atalaia Manuel Jeronymo Gue-
dea Alcanfuradu para tomar cou'la da po-
lica.
Dito. Ao romtnandanlc do vapor /"ar-
par
exnedico de Mr. de Castelnau. Ello se li-
lil 1 separado desle ultimo em Lima, e devia
descer s o Punguragua. Miles tinham
ajustado reunireni-se em um lempo dado
no confluente do Lea ali, pelo qual o rosto
da cxpeiic.ao devia descer.
O Maranbilo, oujo curso desde suas nas-
cengas al o Atlntico be do mais de 1600
leguas, receba um numero infinito de rios,
dos quaes os piincipaes silo : o Fungura-
gua, o lluallag, o Ucayali, o Yazavi, o Vua-
lay, o Chivaia, oMadcira, o qual por sua
parle tanibem recebe una infinida L- de ou-
tros rios, bem como o Iteni, o Mamoro, o
liuiez, etc., o I'astaza, o Topayos, o apo, o
Irn-Parana, o Vupura, o rio Negro, c cem
oulios que alravessilo urna eslenc,iio im-
aiensa do paiz, sobro os quaes nao se tem
nculiuns dados. A parte ala America me-
ridional ainla desconliecida tcm 350 a 400
leoas de no:lo a sul, e quasi a mesma es-
Navlo fallido no mesmo da.
Porto Brigue portuguez Gralid&o, capi-
to Francisco da Silva Molla Jun'or, 1 ai
ga assucar, arroz e madeira. Paasagoi-
ros, os mesmos que irouxe do Ilio-de-
Janciro.
EDITA L-
Pela inspectora da alfandoga contra-
ta s a oncomenda de 3000 libras de zinco
em folba, para coborta do terceiro lanco da
ponte da mesma alfandega as pessoas que
quizeram contratar diri}nm-se a sobredita
repartiijilo as horas do expediont?, at odia
8 do corrento.
Alfandoga de Pernambuco, 4 de Janeiro
de 1850.O inspector, l.uiz Antonio de Sam-
paio Hanna.
fieclaracoes.
iiambucana, para que informe que destino tencfio de ste a oeste,
leve o recrula Joaqun) Comes da Silva que
l'oi daqui recrutado a bordo do vapor do
seu commando para o servico da marinba,
em 23 de setembro ultimo, e declara o Exm.
Sr. ministro da marinha nao ler sido en-
tregue lia curte. '
Ihe iViram recusidos. Estas legoas licaram
porlanlo quasi ii^lransitaveis, eperininc-
eci'o assim a inda por muilo lempo.
Posto quo quento c ebuvoso, o clima des-
to paiz he mu siudavel. Durante tres me-
zes pouco mais ou menos que durou a via-
gem de Mr. Tenaud, nem elle nem seus lu-
dios soflreram a menor alterac.lo em sua
sade. Esle poni be importante, porquan-
toanligospreconcetos levamacrer geral-
menle na Europa que a America do sul he
doentia e febricitante. Isto be um erro ;
nilo ha realmente iicnbum lugar doenlio
(e isto mesmo so lem lugar .durante a esta-
co das chuvss; seno urna parte da Cuian-
11a sobre a costa do esle o Choco e o Pana-
m sobre a costa do oeste. Todo o resto da
America centml be peiTeilamcnte saudavel.
Nao exisie naiiireta mais inaravilhosainente
productiva do que a do Interior do Peiu. Por
loda a parle cneonlram-sc florestas inmensas
dusda.inonlannas, arvores de un.a allura e de'de marlnha se COtlVlda a todos OS
una grossura deseonbecidas na Europa ; enlre individuos livies, at O minien) de
estas adiase especialmente a arvore chamada'
da Cruz sobre as margens do Majro. Sua ana- 5o> 0,^ Se (|HIZCrcm empregar CO-
deira lie a mais bella e a mais rica para a cons- nin prvpnle as nhrfla i\n iiuwri,,,
truccaodc movis elegantes. Una vez sena- servente^ lias OBras UO lnesmo
das as taboas sioadmiraveis avista ; ella pa- ai'.st'nai e lias (lo IDelllOI'ilinenlO (O
recrin mosqueadas como a pellc do leopardo. 1
A. cada latante encoaitram-ae fructos selva- POHO, 8 SC CUteilllcrtlll) COtn O res-
pectivo inspector, o qual, em vir-
tud* de orJcns do Kxm. Sr, pre-
sidente da provincia, Ihes garante
a isenco do recrutamento, em-
. qtianto se oceuparern elFeclivamen-
escolher, se adiara a quina de lolivia. O ca- ; ae ueSsas olirat pnrln n iornal n
cao e o caf, ainda 110 estado elvagein, s.io de baS 0,ira>> > SenOOOjOrnal a
qualidade superior. Se esles paizes fossem en- dar-se de 6o TS. liorilia.
treges a agricultura, quantos productos ri-
cos, dispersos ao acaso pela naturrzi nao po-
deriam alii ser reunidos c cultivados ? !
Jos Narciso Camello, juiz de paz em
exercicio do primeiro districto da fregue-
zia do SS. Sacramento do bairro de s.-An-
tonio desta cidade, continuar a dar au-
diencia as tercas e sextas-feiras de todas
as semanas, sendo das uteis, na casa do
coslume, pelas duas horas da tarde, e est
promptoa despachar lodosos das que f-
rem de trabalho, das 9 horas da manbSa s
4 da tarde, na casa de sua residencia na na
da Cadeia de S.-Anloniu, n. 15.
Pela inspectora do arsenal
gens de todas as sortea. O cacao, o caf, a bai-
nilha, achaiii-sc all frequentemente; mais
nao reunidos ; o 1 nivoso, a goiniiia. o saugue
de draco, distillaiu naturalmente das arvores;
a quina se acba all em grande abundancia,
porm ningucui ousa affiruiar que seja igu^l
em \ irtude de Qissaya; todava como ha
umitas especies, be de presumir que, sabendo
Cartas seguras existentes na admnis-
trac.3o do correio para os Srs. Albino Jos
Depois do coullucnte do Porura c do Mayro 1 f'trr?'ra da Cunha, Antonio Francisco Silva
nenhuina cscala nao obstrue as coininunlca- Carrisso, Antonio Jos Vieira do Araujo,
cues, de sorte que os objectosquese carregas-! Bernardino de Seua o Silva, Uemardiuo
sem nrssas distancias em euibarcaceiqiie de-1 Teixeira de Araujo Silva Ferraz, Florencio
poucaagoa, cheganam sem obs-j da Costa e Oliveira, Francisco Antonio da
iiiaudasseui
DWii) DE PEtHAIBlC.
KECirE, 4 BE JANEIXIO DE 18S0.
Com a leiturado ollicio nfra, ficar1o sci-
e.ilcs nossos lilores do destino que leve a
gente que por algum lempo oceupou as
maltas-do Catuci, facto esle de que j da-
mos coilla nos nmeros 282 e 2S7 desle Da-
r/o.corrcspondentes ao auno prximo (indo:
lilil, e Kxm. Sr.Ilor.tem pelas" horas da
inaaillia live parle que bando de revoltosos,
ou salteadores sahiudo da analta de Catuc se
liavia reunido a outro bando que desta povoa-
rao se liulia orgauisado coin designio de resis-
tir a frca do governo (como cllrs dizeinj sen-
do todos cerca de 200 huinens, e que se aclia-
vsiii no principio desta povoaco; aaiandei iin-
anediitainente marchara gtaarda ayancada ao
inaudo do segundo lente jote Angelo de
Moraes llego, que a poneos passos os encon-
aron entrinclieiradus em grandes pedral tic
que abuuda o rio, tendo os llantos (uardados
por allos monli's quasi inacessiy^is, c com
grande quiniidade de espinhosa, c tendo rom-
pido o fogo mandei um pelulao no mando ilo
primeiro lenle Lropoldiuo da Silva e Azeve-
do, o qual com grande trabalho pode seguir
jioruiu 11 illio na falda da uioiilanha, eesicn-
dendo huhas, o segundo truente Cactano da
Silva Paranhos marchou com outra linha flan-
queadora pela esquerda, e o primeiro lente
benedicto Mariano de Ca.npos com outra pela
direita, esta linha depois de (aumentas dilli-
culdades conseguio tomar a trincheira da
inonUoha, donde pouco pode fazer pela ini-
inenta altura, e nao ser possivel descer. Os
levoltosos se achavam as uielliores posires e
liiibain rasiio de julgareni-se invenciveis; mas
depois de cinco horas de vivo logo liveraui de
Il sedendo as liimhi.iias abandonando-as pe-
las 3 horas da tarde. Sendo todas as circums-
tanciat favoraveis ao Inianigo, tanto pela torca
numrica, como pelas lories poaictSeti sollre-
ran grande prrjulio, tendo mais de uto mor-
os e bastaLtes feridos, entrando 110 numero
lestes dous dos intitulados officet dclles,
liemos qualro presioneiros. Da nossa parle
sii hoiiveram cinco feridos, o segundo lente
Antonio Jos Augusto Conrado, o segundo ca-
dete Joaquina Aires de Fechas c mais tres sol-
dados. Todas as pracas do bataio se porla-
raan corajosamente, todas reValitaram can
valor. Logo que chegue netta cidade Informa-
re! a V, l.c. do mais que oceorrer.
nCumpre declarar que encontr] toda a coad-
juvacao do subdelegado e mais autoridades
detle termo. Dispersado linalinenle, o bando
do revoltosos ou salteadores, dependendo o
mais dis autoridades loeaes ; nao tendo os
precitos lucios para se curarem os feridos, e
leudo parle do armamento arruinado, preten-
do pi -me em marcha ainanba para essa ca-
pital, levando os presioneiros. rogando a V.
l.\e. que se digne approvar esta medida.
lieos guarde a V. Kxc. Cuartel do quarto
balalho de artilharia a p, em marcha na po-
voacao da auaba, 31 de deiembro de 184'J.
Illm. e Kxm. Sr. Jos Joaquim Coelho, com-
mandante das armas da provincia de Pe nani-
liueo.Innoctncio Eustaquio t'errtimde Araujo,
teoeute-coronel graduado eouniandanle iute-
1 ino.i
RXPI.ORACAO' DO RIO MAItAMIAO' E DAS
REGIOES l.VIElilOllKS DO PER'.
\tc boje as grandes potencias tom dea-
pi -alo intciramenle a explorando da parb
. iof rososconflueiiles: poaloquouma invesl-
gac-loa este roijcitoseria ebea de nteres
Se deba i X 60 todos o pon los ie visU. A
<.'xpedisfli> de iir. do CasteJuau fe-e, bo
O exploradoi (|ue fornece estas informa-
COes, cliegou em 1845 al o confluente do
Mayro edo l'orurn, que se langao no Pacbi-
tea, o qual se reno no Uoyali 200 legoas
ao sul d Maianhilo.
Elle nilo era acompanbado seno por-al-
(flliiS Cholos que linha reunido sua cusa.
Para ebegar at esle ponto, os viajantes ti-
voram que ve:.cer os inaiores obstculos.
Obrigados quasi semprea abiirem caminho
co.'ii o machado na nio, por entre florestas
impenetraveis, sobre um solo limoso e h-
mido, forjados a alravessarem muilas ve-
les Icgo.is estensas', subindo a ngoa al
garupa dos machos sobre os quaes trans-
porta va m os seos viveros, e que abandona-
ran! logo. Pela noilu accendiam grandes
fogueiraS, eerant cnlio atorJoados pelos
uivos dos jaguares, e pelos silvos dos pumas
(leos da America), animaos que nao eppa-
reciam nunca do da.
K les chegaram assim depois de dous rae-
zea e meio de fadigas, de todas as soi tes at
s piimciras cabanas abandonadas dos Ca-
civoi, povoaco anlhopophaga, brava, po-
rm feroz que habita os pampas do Sacia-
menlo A estrada que os viajantes abrirn)
assim, podia ler 25 legoas de estoncfio.
O designio lie Mr. Tenaud era ir ao en-
contr de um anligo missionario, o padre
Piara, o qual deveria remontar o Pachles,
e alnir um caminho atravs dos disertos at
o lugar habitado pelos Indios civilisados,
O p^ilie Piara be o nico que poude 6.-Ca-
par do morticinio de quaronta missionarios
enviados pelo governo hesp.nhol paia ga-
libar os Cacivos aocliiisliaiiismo, ha p.rlu
de 42 annos. Estes desgracados padres,
victimas de seu zelo, fram morios em um
s da drpois lie borriveis solTrimenlns, e
devo:ados pelos barbaros 11.11 mez depois
de sua ebegada ente Olles
Fscapadu s, como acabamos de dzer,
desta matanc*| o padic Piara dopois de
dous mezes da viagem a mais penivel, clie-
gou quasi mOilO de fadiga, c dc, e devorado pela febre, s margeos do
Ucayali, onde foi tcolliido icios Conivos,
naciio selvagem e gueirena ; mas hospita-
lera e generosa. I'ouco a pouco elle ad-
querio um tal imperio sobre esle povo que
boje os Conivos o consideran) como seu rei.
O padre Piara al j conseguio cs'labelecer
urna mu,cusa aideia na margem esquerda
do Ucayali, e denominou-a Sarayaeu.
lie iiocnciiiitio ilesle mesmo padre Piara
de76 annos de da le, mas que lem cons r-
vado todo o fogo da DiOC lade, que Mr. Te-
naud quera ir. File era esperado entilo de
Sar.iv 1.11 em embatrarces" ligeiras rom
300 Canivos, os quaes deviam iju la-lo a
abrir um cuninbo at enlre os Peruanos.
Mr. Tenaud demorou-se inuilos das no
conflueiilc ilo Porura e do Mayro, porm
uno o vondo ebegar, re^ressou. o pudre
Piara nSo veo ellcctivamcnte sanfio dous
mezes depois, quando Mr. Tenaud ja tinha
partido va'a o equador. Ello leve que ba-
lallar muito lempo com os Cacivos que o
molestaran) com sus Hechas sobre as duas
margena do Pachftea. EU-aqui qual foi de-
pois a derrota do missionario, conforme a
rela{Ilo de um do seus compaiilieiros, de
viagem.
(begado ao confluente do Mayro e do
Porura, elle remontou algumas- legoas an-
da este ultimo rio: mas inUloas cscalas
Iho impediram a passagem. Elle mandou
ios indios quo desombaicassem, e a foro,
laculo at ao Allautico.
He para admirar que j se nao tculiam en-
viado alguns vapores ligeiros para explorar
tttes rios at ao lugar em que enmeco a se
tornar navegaveis, e riles o sao pelo menos o
iluallaga e o Pacbitca at 30 legoas dos Andes.
O combuslivel 11:10 poderia nunca faltar, por-
quauto esla viagem se I'aria 110 meio de flores-
las virgena.
Una tal cxplorac.o feita rom it,i r 111 vez
de carvo, seria sineute um pouco mais len-
ta. Seria fcil obter-sc do Imperador do brasil,
por meio de um tratado, o direito de explorar
rios, cujo curso, bem que alravesse urna par-
te de seus estados, todava tena permanecido
at ao presente desconhecido. Se a palito de
colonisar exislisseeni Franca, como existe em
Inglaterra quito fcil nao seria obler-sedo go-
verno pe liviano conccsscs de territorios para
aquelles que os quiessem cultivar? Quantas
riquezas nao ganhariaiii em poucos anuos esses
novos plantadores Quantos desgracados re-
dolidos ao desespero em nossas grandes cida-
des nao acliariam l pelo seu trabalho a abun-
dancia e a fortuna Quantos objectos de des-
eoberla nao encontrara sciencia I
Exilie can toda aquella ealrncao de paiz urna
grande quaniidadc de povoaedes selvagens,
porm quasi todas sao hospialeirai.
Aflirma-se que nomeiodesses paizes acbam-
se minas de ouro de una liqueza inaudita
Knlreodiade sua chegada ao meio dos Caci-
vos e o de sua anorte, os missionarios euvia-
rain a iluaiineo p< los soldados que os acompa-
iiharam inulto! graos de ouro que acharam la-
vando a areia de una iiioniaulia que se eleva
quasi s uu meio dessas florestas, e que elle
deiiriniiarain S.-Malhias. Ksles graos de ouro,
algunl dos quaes pesavam al 3 kilogrammas,
foram reineltidos ao vice-rei Pezucli, o qual
os envin pava o iiuiscu de Madrid, onde ain-
da i.ojese acham. Muilas pessoas dignas de t
aiTirman l-los visto e apalpado. Esta monta-
nha, diiem os missionarios, em sua corres-
pondencia, est situada a (i legoas, pouco mais
ou menos, d.i P.ichilea. na margem esquerda
e no nordeste do confluente do Porura c do
Mayro. Mr. Tenaud pode deslingui-la do eiime
de urna colina cin a distancia de quasi i2 le-
goas, c sua cr terrena se desenhava mui bem
sobre o fundo verde escuro das florestas. Ella
se divide em tres partes, tendo cada una a
lorma de um coniun pouco achatado sobre
sua base. A do meio parece ser a mais elevada,
lia oiio 011 diz anuos, alguns individuos se
pal (Iran separadamente de Panam ,. ae llu-
anino em buscado beinavcnlurado cerro de S.-
Malhias; mas at ao presente lieuhuin delles
vollou. Suppoc se que os jaguares, os pumas,
as serpentea e os Cativos pozeram termo sua
ainblcaio, e i?s iucessaules guerras civil que
tcm succedido guerra da Independencia tena
impedido os goveruos pouco estaveis do Peni
de fazeretn nenhama tentativa o este respeilo.
[Journal do Havrt.)
Cunha Pereira, francisco Paula Silva Lins .
Francisco Xavier Cavalcante de Albuquer-
que, Joilo Francisco Leito, Joilo Jos do
Espirilo-Santo, Leoncio Jos Barboza de
Oliveira, Manoel Antonio Ferreira Gomes,
Manoel Jos Lopes, Manoel Ilibeiro Cranj 1,
Nicolao liodrigues da Cunha, Porfirio da
Cuaba Moreira Alves.
awiaa lli .....mi. m mtmKHtttUKIUKISM
Ucpart^io da policia.
Illm. eExm. Sr.Segundo m\? foi hoja
communicado.nflo bouve nesla cidade outra
oceurrencia excepclo de ler sido honlem
preso mi nha orden), o prelo Caelano,
escravo de Francisco da Silva Santiago,
por assim o baver requerido o respectivo
senhor.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da po-
lica de Pernambuco, 3 de Janeiro de 1850
Illm. e Exm. Sr. Honorio Herir to Car-
nero Leflo, coneelheiro do estado, presi-
dente desta provincia. us. Nicolao Iteyuei-
ra Costa, chofede policia interino
Avisos martimos.
te o b *ue porluguoz S.-I>ominqos, capililo
Manoel Gonijalves Vianna : ajnda rocee al-
u'ina carga o psssageiros : a tratar com o
consignatario, Joaquim Ferreira Mendos
Cuimares, na ra da Cruz, n. M, primeiro
andar, ou com o referido capitSo na praga
do Commercio.
-- Para o Rio-de-Janeiro sabe com a
maior nrevi bule possivei, por ler paite de
seu carregamento prompto, o brigue na-
cional I.igeiro : quem no mesmo quizer car-
regar, ou ir do passagem, para o que lem
excellentes commodos, dirija-so a Antonio
Alvos de Miranda Cuimariies, 011 a Novaes
t Companhia, na ra do Trapicho, n. 3V.
- Para a Babia sabe no dia 15 do corren-
to com a carga que tiver a berilo, a suma-
ca FUr-do-Anqelim, mestre bernardo de
Souza: quem na mesma quizercarregir011
ir de passagem pode entender-so com o
mesmo mestre ou com Luiz Jos de S Arau-
jo, na ra da Cruz, n. 33.
9 Vende-se a bonita barca
franceza. Alcyon, de lote de 180
toneladas, de presente ancorada
defronte do trapiche do Angelo,
lado do norte. Esta barca foi cons-
truida em 1847. e be de urna mar-
cha muito superior, sendo por ja-
so propria para qualquer especti-
laf'o que reqneira promptido,
por estar provida de um tudo e se
taclaar prompta a seguir para qual-
quer porto. (Jspretendentes diri-
jam-se ao capilo a bordo, ou a
casa dos consignatarios, l>. Las-
serre & Companhia, para tratar do
ajuste.
Para o Cear.
O biate Ligeiro, pregado o Torrado de co-
bre, por j ter parto de seu carregamcoto
engajado, para o resto trata-se na ra do
Vigario, n. 5.
Veude-se o brigue sueco Sohn-Johnston
de primeira marcha, forrado e eucavilhado
do cobre, e prompto a navegar para qflal-
quer parte, de lote de 210 toneladas o de-
manda 13 ps, carregado: quem quizer ver
dirija-se a bordo ou a Tallar com os consig-
natarios C.*J. Asi ley & C.
Para Marseille pretende sa-
bir ale o dial 5 do corren te a mui-
to veleira barca franceza /chille :
recebe pnssageiros sineute, para
oque tcm excellentes commodos :
os prclendenles dirijam-se ais
consignatarios da mesma, 15. Las-
serie & Companhia.
Le i loes.
;r:
AI.FAMIEGA.
ftendiinento do dia 4.....
CONSULADO GERAL.
Itcndimoulo do dia 4.....
Diversa provincias......
10.652,701
2:643,980
25,378
2:669,258
CONSULADO PROVINCIAL.
Iten,lmenlo do dia 4.....3 017,373
do 'orto.
o vi rae tito
Navios entrados no dia 4.
do liaballioedo porsoveranga cliegou at
.Minina. Desde o fugar em que se efbet: -\
o desembarquoale esta ultima villa, habi-
tada pelos Cholos, p le baver 25 a ?.) le-
goas de distancia. Sobro e^tc r.iio nilo
exisie iieiriium Iraco de caminho. De Mun-
na a Chagua lia dc le.oas, a percorreudo
as un liomein a p, pio do quanJo em
quando seguir um caini dio meio iracadoj
.o Ci aglia l'anao ln 9 leguas, sendo ca-
1 B ic vol 1 ara um jiiiiiC.ilo ; d
|'ttuaoaliuauuioh14ios'oas, sendo o ca-l
Glasgow 48 das, biigue inglez Earl-of-
Dalkoutlt, de 222 toneladas, eapilo Ale-
xander Primrose, equipagem 13, carga
l/eudas; a Adamson lloiwu & Compa-
nhia.
Havre 50 das, brigue Irancez Georgelte,
de 153 toneladus, capillo Countois, equi-
pagem 9, carga fazen Jas ; a Croco panhia. I'assageiros, Paulo Alexandre
l'eri'jro, Sardo ; La Dame Morgat.
Parahihej lliale brasileiro ConceicAo-
l'lor-iuis-Virludes, de 21 toneladas, capi-
llo Elias do Rozario, equipagem 4, carga I Ci'ii
loros de mangue; a paulo Jos Ruptista.'
l'ara o ll o-de-Janeiro se-
gu em poneos das 0 brigue na-
cional Adamaitox : para o reslo
da carga, passageirose escravos a
frete, trata-se com Macbado &
Pinheiro, na rna do Vigario, n.
19, segundo andar, ou com 0 ca-
pilo na praca.
Paia a Figneira.com escala por Lisboa,
sabe com brevidade o muito veleiro pata-
cho portuguez Maria & oaquina, do qual he
capililo Manoel da Costa e Silva : para car-
ga ou psssageiros trata-se com os seus con-
signatarios, Francisco Severiano Rabello&
Filho, ou com o mesmo capilSo na f ra^a.
l'ara o MaianhSo. com escala pelo Cea-
r, segu, dentro em poucos dias, a veleira
escuna nacional Emilia, [cx-VaneUa -. capi-
19o Antonio Silveira Maciel Jnior: recebe
carga para ambos os portos : ira la-se com o
capililo na praca do Commercio, ou na ra
da Cruz, armazem n. 13.
Para o Aracaty sahe impreterivelmen-
te no dia 10 de Janeiro a sumaca nncio-
m\ Carlota, mestre Jos Congilves Simas,
por se adiar com a maior parle da car-
ga prompta : para o restante o passageiros,
trata-se com q mestre, ou com Luiz Jos
de S Araujo, na ra da Cruz, n. 33.
Para o l>io-de-Janciro sahe
por estes dias, por ter a maior
parte do seu carregamento promp-
ta, o bem conhecido e veleiro bri-
gue nacional Bom-Jesus : para
carga e passageiros trata-se com o
capitSo no caes da Alfandega, ou
na ra da Madre-de-I)co*, n. 3,
terceiro andar.
Para a itahia sabe, em poucos dias, a
sumaca tlor-do-Kngelitn, mestre Bernardo
I do Souza, por ter a maior parte da carga
prompta: para o restante e passageiros
trata-se com o mesmo mestre ou com Luiz
Jos de S Araujo, na rna da Cruz. n. 33.
Para as illias de S.-Miguel,
Terceira e Fayal salar brevemen-
te a erenna portugueza Favorito,
forrada e pregada de cobre, capi-
tao Antonio Jos de Mcdeiros: pa-
ra carga e passageiros, trata-se
defronte do trapiche novo, n 6, j
cun Tbomaz de Far.
O capililo Andrea Prev' continuara,
por intervengo do correlor Oliveira, em
presenta do Sr. cnsul sardo, e por conta
e risco de quem pertencer, o leudo dos sal-
vados da barca sarda Giusseppina, encalhada
no lugar denominado Mara Familia, con-
.-i-lindo 110 veame em bum estado, musla-
ros, vergas, bote, lancha, o de mais arligos
da dita barra, os quaes nilo poderam ex-
pOr-se venda em 3 do correlo por falta
do lempo : segunda-feira, 7 do correte, s
s 10 horas da maiiha, no trapicho da Com-
panhi-i.
-- Machado & Pinheiro farOo leililo, por
conta e risco de quem pertencer, segunda-
feira, 7 do crrente, no caes da Alfandega,
porta do armazem do Dacellar, de 63 ja-
cazes com toucinbo, viudos do llio-de-Ja-
ncirono brigue nacional Condescendencia,
entrado ueste porte em 22 de dezembro
prximo passado.
Avisos diversos.
_U advogado lbiapina con-
tina a ter o seu scriptorio na
mesma casa da ra do Oaideirei-
10, n. tu, primeiro andar.
Precisa se alugar um prelo idoso, que
sirva para tratar de um ou dous cavallos e
tomar conta de urna pequea casa de cam-
po : ua ra do Trapiche-Novo, n. 10, pii-
meiro andar.
Na ra da Cadeia de Sanlo-Antonio, n.
13, no primeiro andar, se dir quem lem
um negro de 30 a 35 annos sem achaques,
muito rubuslo, e propiio para servido
brazal.
ate Chapeos do sol
Ilua do Passeio, n. 5.
Nesla fabrica ha presentemente um rico
soi tmenlo destes objectos de todas as co-
res e quididades, tanto de seda como de
panninho, por precos commodos ; ditos pa-
ra senhoras, de bum gosto: esles chapeos
silo feilos pela ultima moda ; seda adamas-
cada conj ricas franjas do aelroz. Na mes-
ma casa se ncha igual sorlinienlo de sedas,
e pmininhos imitando sedas, para cubrir ar-
marles servidas : todas estas fazen las ven-
deni-se a porcilo oarealho: concertam-se
quaesquer chapeos de sol, tanto de basteas
de ferro como de baleia, assim como umbe-
las do igreja : ludo por pre?o com modo.
A

DEPOSITO GERAL
do superior rap areitt-preta 9
da fabrica de Gantois Pai-
l/tet&c Companhia, na Da- W
hia. ^
Domingos Alves Mathcus, agente da "-
fe fabrica de tap superior areia prcla S9
fe e meio grosso da Haba, lem aberto o ?
4 seu deposito na na Cruz, nu llecife, 9#
i n. 52, primeiro andar, onde se achara 4
<& sempre deste excelleute o mais acre- 4
>,j ditado rap que al o prsenle se tem 9
fabricado no Brasil: veude-se em bo- ?
@ les de urna e mcia libra, por prego ?
. mais coiomodo do que em outra qual- #
quer parle. \4
w
Itt
Saho para Lisbu.no dia ll do correa- ????????????*?*'


"3"
T
TREMIERE SOCITR' PIIU.ANTIIOPIQUE.
fFRME'U-EJ
Pttmirre uicrlpiion.
Les (lames francaiscs, desireusos demon-
Iror leur gralitude du gencreux procdc
cnvers elles do la sncil philantropiqun
( nu'ile ), el voulanl y ivpondre par la m-
i);e procede, s sont aussi rasscmblces cu
soclle du memo titre, ct pour proceder
avec plus do justsse el de vrite, (quoi-
<|iie r.immes^ sur lo veriUble mrito de cn-
lni de la dte socit qui elles devait de-
cerner uno medailli*, elles ont nomme une
cominissioo d'cnquette pour tirer les ren-
seignements el los preuves les plus veri-
dqiipsafin de n'lre pas lachesd.'injustico:
aprsle travail de cette commission qui
pour plus de surct puis les preuves du
rapporlqu'ellea faitdans les procos ver-
tir;! u\ de cerlaines archivos, ce qui ne peul
laisser aucun doule do la veril, a propos
de dcemer( l'bomme dubieu ) une me-
daille d'or, ainsi conque:
Effigie de lu medaitte.
Sur la face une poulo noire pondant des
u'iifs d'or, donl elle deja une cerlaine
qusnlil, el ecrit en lejendefJe le lu.* a-
massej.
Sur le revpits lecliapom (lela dito pon-
i, dautanl plus reconnaissable qu'il a un
argot du*ne paite decoupe, et indiquanl
de l'autro au bus do lui ce quatrain qui,
quoique vieux, n'en est pas moins veridi-
que, surlout celui uqui il est adrrsse :
De quelque maniere que vient le bien
l El u'imporle commeut il vient;
Pour 'Domine peu delicat
C'tst toujours du bien.
/'. Si. Cetle proposilion de la enm-
mission fut.adoplo l'uanimite avec d's
acclamalions de joiea et de rcconnaissuncp,
et la medaillo ful dcwrne aux vrai mri-
te. Seance leante, et la socil volta des
remcrCicmenls de felirilation ala commis-
sion d'enquetle, et la chargea de poursui-
vro son travail pour d'autres mdailles
qu'elle seproposail encor de vottermsis
tuujnurs avec des preuves Urces de sourr.e
pur.
Signes plusieurs (lames francaises qui
desirenl garderranonme,cupriant los mes-
sieurs FruiiQais so dissnt tres gallants.d'ap-
puyer l'avenir leurs actes philantropiques
comino elles en des preuves positivos el vc-
1 diques, le prevenant d'avanca quVn agis-
sant comme ils ont fail dans facle qu'ils
publient aveclant d'.mphase, loin de se
derobor la reconnaissanco de ees damps,
ils se livrent d'eux mmes aux mpris pu-
Mic, seule recompense que-1'on doit a lim-
posture. Une de dames fesant parte d lu
cmmission A'enquetle.
PitlMEIKA SOCIEDADE l'HILANTROPICA.
(IEMEA. )
Primeira subseripcSo.
As senhoras frsncezas, desujosas de de-
monstraren) seus seulimentos de gratidSo
pelo generoso procedimento da sociedade
pbilanlropica ( macba ) para com ellas, e
querendo corresponderse com toda a
igualdad?, reuniratn-se era sociedade sb
o mesmo titulo; e, resolvidas a procede-
rom com maisjustica e verda.le (apezar de
seren roulheres ) acerca do verdadeiro m-
rito do membro daquella sociedade ao qual i
desejam oflerecer uina medalba, nomeaiam I
urna commissilo do inquiricflo para collier
acerca dedicas informaeOos cas provas as
mais verdicas, alim de nio incorrerem na
pecha de injustas aps os trabalhos de
semelhante commissilo que, paramis se-
guranza, foi desenlranhar dos procesaos
verbaes existentes era certos archivos os
documentos que serfiram do baso ao seu
\ arecer, e que ri3o pdem deixar duvida al-
guma sobrea justeza do seu
ella que se cunferisso ( ao

/
urna medalha d'ouro, cujo progiamma he o
seguinto :
I Effigie da medalha.
Na faceuma gallinha negn pondo ovos
d'ouro, dosquaesja lem certa porcBo, com
a spguintc legenda : Eu fot amonlo.
No reverso o caplo da dita gallinha, tan-
to mais reconhccivel quanlo he indicada
por certa gyrin, abaixo da qual se le a se-
guinte quadra que, supposto seja velha,
todava nio he menos verdadcir.-i, princi-
palmente para aquello quem so applica :
Veuhao b<*in da onde vier,
Semprc he boni liave-lo, goza-Io:
Para o homeni pouco delicado
Tudo esl em saber conserva-lo.
P- S. Esla propnsla da coinmssio foi
adoptada unnimemente com acclamaces
de alegra e reconhecimento, ea medalha
conferida ao verda leiro mrito. Ent0o le-
vanlou -so a srssfco, ten do a soeedade vola-
do agradecimientos commissSo do inqui-
ricflo, e encarregadn-a do proseguir em
seus trabalhos acerca de outrus medalhns
que ella inda se propGea ollerecer, recom-
mendando Ihe tenha sc-mpre eai vistas pro-
vas colhiuas de fonto pura
Assignadiis muiias senhoras francezes
que desejam guardar o anonymo, e rogam
jios senhores francezes que se jactam de
briosos, que para o futuro hajam de bascar,
com ellas, em provas verdicas e positivas
seus actos de philantropia, declarando-Ibes
des Je ja que, procedendo como acabam de
azur nesse acto que publicaran! com tan
to enphase, bem longe de se furlarem ao
reconhecimento dessassenhoras, incorrerlo
no desprezopublico, nica recompensa que
se deveu impostura. Urna dai que fizaran
parle da c.ommitiao de inquiriedo.
Os Srs que devem loja de
ii.iudezas do ni. dos Queimao, n
a4, que perlencia a Joao da Coa-
la Domado e administra va Joao
Cliritostotno Lima Jnior, quei-
ram vir dentro de .3o das da dala
um dos pes lem burac 1 de cravo j seeatri-
zado. Icvou vestido camisa de madapolSo,
jaqueta do riscado com qnalros roxos o cai-
ga branca o listas da mesma fazenda e cha-
peo de baeta prcta du cipa ovada com bor-
las: o esrravo lom principio do padeiro, e
foi cra da casa do Jolo Zurique. Itoga-
se a todas as autoridades policiaes o as pes-
soas particulares por quem possa sor en-
contrado, o mande prender o enlrega-lo na
padaria de Mannel Antonio de Jess, ra
dos (juartes, n. 18, onde so compensar
com gencrosdade todo o trabalho que o
mesmo der para sua seguranca.
Josc* Maria de Figueiredo,
professor particular de primeiras
leltras, scientica" ao respeilavel
publico c aos pas de seus alum-
nos, que a i5 do correnle abre sua
aula e contina a en.sin.ir por prin
cipios a grammatica porlugueza,
latina e franceza, admittindo a-
11111.....s internos : quem de seu
prestimo se quizer utilisar, dirja-
se a ra da Cudeia-Velha, n. i3,
terceiro andar.
Novo mefhodo prtico e
Ihcorco da liugoa 'ran-
cczi, (ni arlefacilinia
de aprender com perfeicflo e em pouco lem-
po a fallar, trxduzire escrevor o francez.
Mnguem poder negar a util'iade da
li 111:0a Trancoza, por qtianlo que sendo ella
boje universal, rene em si un>a maviosda-
do inaudita, urna excallencia que Ihe he
propria : ella he abracada sem a menor exi-
lac:lo por lodos os povos do mundo conde-
cido, por sso os grandes homens do sccii-
lo presente teom envidados os seus exfor-
(os afim do que ella faga longevos sobre a
ierra, e para prova de urna tal assercilo
muito bem disse o Sr. Sovene ndispen-
cavel mutos a lingoa franc.za be de
summa utilidade para todos.
As pessoas, pois, que reconhecendo eslas
grandes vantagens, e nio estando em pos-
cHode subjeiUrem-se ao tirocinio escho-
lastico, sem duvida desejario encontrar um
nicio fcil o a commodado pira consegui-
r m esta iustniCCjflo, poupando d'est'arle a
fastidiosa tarefa de esludar de cor verbos
e significados, qual a da grammnlica do
Sr. I,uiz Antonio llenguim, dada a luz lti-
mamente no Rio-de Janeiro, e de que mu -
to elevad) conceilo faz o nosso cxcellente
professor, o Sr. doutor Jos Soares de Aze-
vedo.
Avsa-se, portanto, aos amadores da men-
cionada lingoa que ditas grammaticas se
acliam a venda napra^a do Commcicio, n
2, piimero andar-
Roga-sa ao Sr. Pedro da Silveira Ca-
valcante, morador em Maria-Farnha, que
v resgalar a lettra que se acha vencida,
na ra da Cuia; do contrario, se usara dos
di re i tos.
O abaixo assignado faz .'cenle ao com-
mprcio desla praca que desdo o primeiro do
corrente fez urna sociedade em comman-
dit, com seus iroitos Marcellino Jos (on-
Ca'ves da Koute e Manuel l.uiz Concalves
da Ponte, pyrando debaixo da lirma de
Ponte & Iruiao, cuja firma lica encarregada
da liquilacilo de todo o activo e passivo da
antiga firma Jos Ronca Ivs da Ponte, Itc-
rfe, X de Janeiro de 1850. Joi Guncalvet
da Ponte.
A pessoa que levou as amostras de O-
\ZndYbZ\ d"l0J' ? "UK-. >' G, do
V&
liuarle, queira lera hondada de as ir res
tituir.
Hoga-se ao Sr.
"/ tleSle ^a8ar "a '0ja do Palpo ',0
iy Collcgio, n. 6, tibio que vend a
mesma loja, e passado os 3o dias
serao chamados pelos seus nomcj
por c.st.'i follia.

Desappareceu um cabra por nome Car-
los, de boa eslatura, cheio do corpo, idude
de 19 anuos, com ponti de barba, leudo al-
gumasespinhas polo rusto, e este usi-pou-
cocompridoo bstanla sobranceiro na falla,
leudo um signal no dedo mnimo da mito
esqutrda, leudo a unha natural c outra
mus cima que espera sobre a natural e dos i Lapa, segund andar.
lados do mea-no dedo secatrizados de urna | .Na 1 ua das Ci uzes, n. 33, segundo an-
pizadela grnelo que sollVeu, da qual sobre-i dar, ensiiiam-se meninos o meninas a l(V,
veio us duasunhas uo memo deJoj.e eip | vscttyjr, contar. r|tliinctica. rumuntica
Antonio Lo-
pes Fereira de Carvallio o favor
de comparecer na ra da Cadeia,
n. 35, a negocio que Ihe diz res-
peito.
--Precisa-se do urna mulher que saba
cozinhar bem, engommar, e que cuusa al-
gumacousa : quem esliver ntslas circums-
t a netas, dirja-seao largo do Coapo-Santo ,
arn:a7e.r> n. 4, que se dir quem precisa.
Trapassa-se o arrendaniento do m
engenbo perto desla praca, com s,fra de
900 a 1,000 piles, 20 animaesde roda, 4 bots
mansos : quem esto negocio pretender, en-
teoda-se com Joaquim Carneiro Machado
Itios.
Arrenda-se anuualmente o excedente
sitio da viuvado Burgos, na estrada doAr-
raial, com elegante casa, e todos os mais
arranjos precisos para commodidado de
uina grande familia : a tratar com Uno Jos
de Castro Araujo, na praca do Corpo-Santo,
11.2
Ojuz da irmandadi* doN. S. da lloa-
Viageni participa ao irmflos da mesma ir-
mandade que, na forma dos artigos 14 e 15
do seu compromiso, bajam de compare-
cer i uipreterivelmente no consistorio da di-
ta irmandade, n'isdias 13 e 20 dosto mez
para em mesa geral se proceder a elefSo do
juiz e mais funcionarios da-mes regedora
que tem de servir no correnle anuo.
Er Joflo Capistrano do Mendonca en-
sina em sua casa na rus das Cruzes, n. 18,
primeiro andar, o seguiute: rhetonca, geo-
grapliia, tliocdogia, moral dogmtica e his-
toria ecclesiastica : as pessoas que quize-
rem fiequeigar estas materias, o poJer.lo
procurar a qualquer*bora.
Jos liernardino de Sena convida a
seus discpulos particulares para principia-
reni a dr suas licfles no da 16 du correnle.
Os abaixo assignados dissoiveram ami-
gaveimente a sociedade que linliam na bo-
lita da la da Cadeia-Vellia, n. 3, que gy-
rava sb a lirma do Pimonta & Cruz, (can-
do de oa a vaute o activo e passivo da dita
tiolica a cargo do primeiro assignaio.He-
tile, 2 de jnneiro de 1850. Antonio Jote
l'imenta. Joaquim Marlinno da Cruz Cor-
reia.
Aula de navegacao.
Agostinho Kernaudes Caianlio do Vas
concellos ensina navegacao pratica, e i
Iheoricu indispensavel para o conhecimen-
lo e demonstrado dos principios em que
que se bazeam as regias pralicas : no largo
da Assembla, c.isa da esquina da ra da
da lin;ro.i nacionnl: promclle-so a maior
actividad, tanto pira o progresso de dilas
disciplinas coio para a praiici de bons
costumes. Na mesun niila lambom se re-
cebem pensionistas.
Precisa-sede urna ama de Icite forra
ou captiva: na ra Direila, n. lid, primei-
ro andar.
-a PreCisa-se alugar um bomem forro ou
escravo, queenlenda de co/inlia, para urna
casa de pouca familia : na na da Cadeia do
lecife, loja n. 41.
-- Alug<-se para ama secca urna preta
iiht-i, a qual sahe faze'r o servido interno
do urna casa, preferindo estrangeira : na
ra da Cadeia do Itecife, n. 24.
O abaixo assignado declara a seus cre-
dores que a venda da ra da Praia, n. 82, na
qual linliam sociedade Arroda & Compa-
nhia, passou a pertencer a companhia Ma-
nocIJus de Mattos, licando o dito Mallos
subjeito a pagar as dividas a praQa da mes-
ma sociedade, que fram feitas al 19 de
dezembro de 1819, de cujas diviJas o abai-
xo assignado se responsabilisa pela falta
que possa haver. --Jos Ignacio de .irruda
--amado Qucimado, n. 14, segundo
andar, so dir quem da dinheiro a premio.
Na mesma casa so vendem varias obras do
ouro.
Precisa-sede urna ama para casa de
pouca familia : na ra do Rangel, n. 52, so-
brado.
A casa commercial debaixo da firma
Eduardo Bolli ficou dissolvida desde o di
primeiro de Janeiro do 1850 em dianle, o a
liquidaco do activo c passivo desla casa
enlreguo ao Sr. Augusto Mange, a quem se
passou proruraclo bastantea esso respeito.
J. P. da Silva rclira-se para lora do
imperio
Jos Duarte relira-Se para fra do im-
perio.
T. W. A. Tappcnbeck retira-se para a
provincia do Para.
Adolpbe Methlint relira-se para a
Franca.
Vende-so na ra da Cadeia do Recifa, a
verdadeira rezina da (DXico : na loja de
ferragem, n 53. do Joo Jos de C. Moraes.
Antonio Mximo de barros l.oile pro-
fessor jubilado na primeira cadena publica
do primeiras huras da cidado de Roianna,
faz scientc ao respeilavel publico, que SBB-
cha presentemente mudado para esla caii-
tal, e a sua residencia he dentro do Itecife
na ra da Cadeia, primeiro andar, n. 40, on-
de vai continuar no mesmo magisterio, po-
rom particular, e por isso convida a todas
as pessoas que quizere.m cJucar seus Hlho-
que ntos i cediera alumnos externos, co-
mo tambem internos.
--Alugam-se dous sitios na campia de
Casa-I'orte e um nutro na ra da inesmn po-
voagfio, com muilos arvoredos e ptimas
accommoda(;Ocs; bem como valias casas
pequeuas, proprias para se passar a fcsla -.
a tratar na ra do Amorim, n. 15.
Alugam-seas lujas do sobrado da roa
da Penha, n. C, e da ra Augusta, sobrado
an arello, proprias para qualquer csla-
belecimento : a tratar na ra do Amorim,
n. 15.
Precisa-se deum ou dous aprendizo
forros ou ca|itivos, de boa conducta, para
a prenderen) ooDiciode l: ro : quem pretender, dirija-se i ra das
Cruzes, loja n. 33.
Precisase de olliciaes de nll'aiale : na
ra Nova, n. 18. Na mesma casa vende-si
um par de dragonas para ollicial da guar-
da nacional.
_ Prccisa-sn alugar urna ama para o ser-
vico interno de nina casa e comprar: n
ra do Queimado, n. 46.
No dia 2 do correnle fugio um prcb
canoeiro com os signaes scguinles: chama-
se Caetauo, de nae;fio Cabund, eslatura re-
gular, cor um pouco fulla, cara redonda i
picada" das bexigas e pouca barba, lem um
signal de caustico no lugar do vazillio, lie
quebrado da vinilii esqui.'ida por onde po-
do ser bem couhecido, representa ter d"
idade 25 a 30 anuos : rog'a-se a todas as au
loriilailes policiaes e pessoas paiticulares o
apprehendam e entreguem-no na ra do Ro-
sario larga, n. 18, que se gratificar con:
generosidade.
Agencia de passapoies.
Tiram-se passaportes para dentro e fra
do imperio, por commodo preco, c preste-
za : na ra do Itangel, n. 57, sobrado.
-- Jos Antonio de Parias Coulo, Portu-
guez, vai a cidado da Rabia.
iduga-se treta de do armazem do pri-
meirrW)ecco da Camboa-do-Carmo, pelo
prr(o de 4,000 rs. mensaes: a tratar no
mesrro armazem.
Aluga-sc um sitio na Soledade, com
bom sobrado, jardim, cacimba, tanque
para banlio, nnmarde larangeiras n milita'
rruteiris de diversas qualidades : na ra
do Hospicio, n. 21.
O abaixo assignado faz sciente ao res-
peitavel publico, e com especialidade ao
corpo do commercio que tem associado a
sua loja sita na tua do Queimado, n. 42, a
seucaixeiro Silvcrio Jos l'ereia llorges,
sendo a firma gerente do Albino 3 Silverio
Albino ose" da Silva.
Precisa-se de um rapaz que tenha boa
lettra, e at mesmo eulenda de escriplu-
i ac.n : na ra Nova, arrr.azem n. 67.
-- O hachare! .Antonio Annes Jacomc Pi-
res prope-se a advogar, e recebe as pes-
soas que se dignaren) procura-lo a qual-
quer hora, no primeiro andar do sobrado
u. 14, no paleo da matriz de S.-Antonio.
Caetano Meudcs da Cunha Azevcdo en-
carrega-se de comprar e vender escravos,
mediante urna commisso rasoavel, para
cujo li ni prometleempregar toda activida-
de no o e-Huir desempenho dessa trela : os
prelendcntes o achoro nrompto na ras
de sua residencia, ua ra da Alegiia, n. 26,
no bairro da lina-Vista.
Precisa-se do um rapaz de 12 a 14 au-
nes, para caixeiro de venda, preferindo-se
os de fra da capital, e que d fiador sua
conducta : ua ra da ''adcio-Velha, n. 43.
lktssa portes.
Tiram-se passaportes para dentro e fm
do imperio, correm-se folhas, despacham-
se escravos e tiram-se lilulos de residencia
tes ; capolinhos,; visitas muito ricas ; tran-
cas de mullas qualidades ; bicos do Iinhos ;
filas muito ricas o dos> ltimos padres ;
capcllasde flores para bailes ccasamentes ;
lloros muito finas ;e muilos outros endites
para senlioras. Mamada Thcard faz sempro
enfeilfls com muito gosto, e na ultima moda
vestidos para bailes e casamentos ; cha
pos; bonetes du montara ; roupfias; palito
de meninos ,* vestuarios do mininos, e lo-
dosos enwites para senhora.
S Alugam-seevenilein-se as verda- >
(% deirasbixasdo Hamburgo : na pra(;a q
3 d.i Independencia, n. 10, ao voltar 0
n para a ra das Cruzes. Q
z >
OO>OO0tS56>^fi
Jos Soares de Azevcdo,
prolessor da lingoa franceza no ly-
ceu, temaherlo em sua casa, ra
do hozario larga n. 3( segundo
andar, um curso de I'iiilosophii e
otitro de LlXGOA FaawcEZA. As
pessoas que desejarem estudar tima
ou outra destasuisciplinis, pode'm
vende-so urna caldeira'de folba quo pega 6
irrobas, proptia para derroter sebo, e urna
trompe grande do ferro : tudo por preco
commodo.
Aula ?p primeiras
leltras.
Vici'nte Ferreira da Cruz declara ao res-
peilavel poblic >, e em particular aos pais de
seus alumnos, que a sua aula de primeiras
Idlras e grammatica porlugueza aclia-so
abert do dia 9 do corrente em vante, na
ra Velha, n 39, ondo o poderito procurar.
Iimbeliua Wanderley l'eixoto avisa aos
pais de suas alumnas o a quem couvicr que
no dia 14 do corrente estar aborta a sua
aula no segundo andar do sobraJo da es-
quina do becco do uviJor, na ra da Ca-
deia. Pelo bom acollmcnlo que tem lulo
a sua aula, e para progresso de suas alum
as, pretende dar urna nova forma ao seu
eslabelecimento, ensinando-so nio s a
ler, escrorcr, contar, arilbmelica e gram-
matica da lingoa nacional ; bem como ha-
veri) mcstres.de danca, msica vocal e pia-
no, geographia, francez cdesenlio; promet-
a se toda aclividade, tanto para a lianta-
menlo de ditas disc'pllnas, como adaiini<*
Irando as suas discipulas urna educacSo
fundada na moni, e assim inspirar-Ibes a I
Ula.' dirigir-se h indicada residencia a
les. Itecebcm-so pensionistas, meias-pen-
sinnislas o externas ;as pensionistas eusino qualquer hora,
do primeiras leltras o comedorias 20,000 mmi _n!. i
rs. mensaes; meias-pensionlstas 10,000 rs.
e exlernas 2,000 rs. As pessoas quo quize-
rem matricular suas filbas pdem entende-
rem-se eom a mesma prol'essora no dia 12
do corrente : os estatutos estaro patentes.
Precisa-se de um caixeiro para entre-
gar pilo a urna freguezia com um preto ; na
padaria do paleo da S.-Cruz, n. 6.
Auga-se um sobrado de um andar e
sotao no becco da Camboa-do-Curmo, in lo
da ra Nova primeiro becco : a tratar na
venda da entrada do mesmo becco.
Im orlante descoberta
para os denles
M. S Mawson, cirurgiio dentista, chega-
do ha pouco d<* Inglaterra com destino aos
porlos lo sol, pelos poneos das que lem
de demorarse aqui, offerece seu prestimo
a aquellas pessoas que precisaren! dos soc-
corros de sua arto: para o quo podo ser
procurado no Hotel-Francisco.
- O abaixo issigna lo faz sciente ao res-
peilavel publico, quo tem associado sua
venda sila na ra da Cruz, n 62, ao seu ir-
mo Aulouio Francisco Marlins, sendo a
firma gyrantn de Martina & Irmflo. ta-
noel FrancilOO Marlins.
-- l'erdi'u-sc no da 26 de dezembro, da
Trompe ali> ao subir no pateo da Santa-
Cruz, um alfincie de brilhantes: quemo
achou, querendo enlrega-lo, dirija-se roa
Nova, ii. 32, que ser generosamente re-
com cnsado.
No sitio da Trompo 0.1, precisa-se alugar
prelos e prctas para servir no mesmo sitio.
Tamhcm lerceira vez se avisa a quem fr
dono de uns carne i ros que entraran] icio
fundo do mesmo sitio e so acliavam des-
truindo a borla c macaclu-iras, os quaes,
sendo bolados [> ra fia tres vezes, conti-
nuaran) a entrar, e por isso lram amarra-
dos e se participa a quem fr seu dono, que
os v buscar cpagar a despeza queteem fei-
lo.poislia mais do 15 dias quoalli so acliam.
Uii'ii icssoa habilitada e querornini-
tf s anuos se tem dedicado ao eusino da nio-
cidade, propffe-se a snsinar grammatica la-
tina, dando doas lices por dia, e perce-
bendo a gralilicaQo mensa I do 3.000 rs.
por cada alumno: tamhem leccionar rlie-
lorica o geographia | ercebendo a gratifica-
do do 4,000 rs. : na na Direila, n. 120, se-
gundo andar.
s abaixo assignados scien-
liicam ao coniniercio dcsta praca
esdeo :.de jincir.) de 185^
BS
Compras.
-- Compram-sc, elTectiv.imente, botijas o
garrafas : na ra do Rangel, n. 54.
Compra-se urna carrosa para um ca-
vallo, i qual estei em bom estado: na ra
da Cadeia do Itecife, n. 60.
Vendas.
Folhinhas para 1850.
Na livraria ns. C c 8 da praQa da Indepen-
dencia, vendem-se as bem contiendas fo-
lhinhas impressis nesla typographia, das
seguiutes qualidades!
FOIJIIMI.V DE 1'OHTAcontendookalen-
dario, tabellas de frialo<, dias de auJien-
cia c resumo de pocas nacionaes cgeraes.
1)1 r.\ Dt AI.GIBEIRA contando o mesmo
cima, e um resumo de chronologia, a qual
tambem da presmar, e lem urna collecco
do reme los e segredos uteis para uso do-
mestico
DITA DE DITA com o almanack dos em-
pregldos civis, ccclesiasticos, militares, ad-
ministrativos e a nomenclatura de lodosos
eslabelecimentos fabris, mercantil e indus-
triaos, ao qual se adicionou um resumo es-
tilstico da cidade do Itecife ; ademonstra-
co das fregueziis, termos c municipios das
comarcas da provincia e final nenie a tabel-
la do uasriment" e ocaso do sol para regu-
lamento dos relogios, rganisada pelo ex-
cellente piloto Portugal, desaudosa lem-
branca.
Lolera do Itio-de-
Janeiro.
'20:000.000 de rs.
le, <
em diante, dcixa de ser socio da
lirma Oliveira 1 rios 8c Compa-
nhir o Sr. JosdeUlivcira e Mel-
lo, boje resiliente cm Lisboa. I'er-
namburo, 3i de dczembio de
t84y Oliveira r/niios 8c C*
O Sr. Antonio l'ereira Pin-
to di; I'aria v ou mande ao Ater-
ro-da-Ua-Vista, 11,105 do con-
tra) io, se dii por esla folha por-
que he chamado.
Alugam-se por preco rasoavel
o sobrado e loja da ra dos U11 ar-
lis, n. 10 : a tratar no )lomJego
coi L. G Ferreira
()Sr. Jolo Cyprianno Itangel queira
tor a boiidade de apparecer na ra da Ca-
deia de S.-Antonio, pira decidir sobre cer-
ta cunta que S. Me. recebeu.
parasempre : para este lim procura-se n
primada Independencia, livraria ns. 6 e 8,
c na ruado Queimado, u. 25, loja de miu-
dezas.
Precisa-se alugar urna preti para o ser
vi^o interno e externo de om casi de pou
ca familia, dando-se-lbe o sustento, o qui
seu sunhor se respoasubihso pela mesma
ua ra do llottas. ti. 0. iNrt uiosina.cas*'
A poca.
Aos senhores assignantes desle jornal se
faz coi lo e igualmente .10 respeilavel publi-
co, que acaba de chegar de l.isbu a conli-
nua(IIo dos nmeros desle jornal at o nu-
mero 5-2 ; e como tenliam chegado dilTeien-
les collceces complelas, convidi-se aos
amntesela insIruccSo a coucorroiem paia
a sua extracto, visto como he este jornal
do lauta impoi taucia.
Assigna-se na ra da Cadeia do Itecifo,
loja de eiragem de Joo Jos do Carvallio
Moraes.
O proco da assignatura lio :
Por um auno, dinlieiro a vista 6,400
Por seis mezes, dido dito. 3,200
-- Charles Chapront, relojociro francez,
ra Nova, n. 32, conceda relogios do todas
as qualidades com muito cuidado e muila
perlei^o, assfm como vende relogios pa-
tentes, inuitosuperiores.
.lirmino llaptista Itibeiro, Brasilciro,
relira-sa para as provincias do sul a tratar
de seus negocios.
Precisa-se de um bom cozinheiro, for-
ro ou captivo: na ra larga do Itozario,
n. 34, boliquim.
Modas franrezas.
Madama Tbeard, com loja de modas, ra
.Nova. 11. 32, recebeu um sorlimento muitu
neo de chapos de seda.de escomilha, d.-
cima, de lile de palha, todos do muilo bom
go.to ; chapos de pitilla para ir >s e
niuinnas. do moda mullo nova : .
los
Na praca da In lepcndencia, n. 4, ven-
dem-se billietes, meios, qusrlos, oitavos e
vigsimos da 8.' lotera a heuelieio do thea-
Iro de San- Pedro-de-Alcantara. Na mesma
loja se moslra a lista da 51.' lotera da M-
seiicordia.
Os Srs. bahuleiros teein um
sortiiiunto du couros espichados
as Cinco-Ponas, n. 91, que se
vendem cm conta, e em pequeas
porcocs.
Vendem-so duas toalhas e dous lencos
de lavarinlo, obra do bom gosto e bem fei-
ta ; 12 saccas de gomma de engommar;
300 couros miudos : na ra estreita do Ito-
zario, n. 13.
-- Vende-so, para fra da provincia, um
pardo de bonila figura, official de sapatei-
ro, de 25 a 26 anuos ; um habito de estame-
nha para terceiro de S.- Francisco, em
bom uso : tudo por preco commodo : na
ra das Ciuzes, n. 1.
Xa r o pe do bosque
para cura da plilliisica em lodos os seua diilr-
rrntcs (los, qur motivada por cnnslipa-
cOeii losie, asthiua, pleuriz, escarrosde san-
gue, dr de costado c prito, palpitafao no
coracao, coqueluche, bronebite, dr ua gar-
gunta e todas as molestias dos orgaos puliuo-
uaret.
ACENTESGEIIAKS NO IIRASIL,
niO-DF.-JANEIBO, RA DO HOSPICIO, N. 40.
Sub-ttgentei:
Babia, o Srs. Lima Irinaoi.
Pernatnbuco, os Sra..Novaes & .C.
Cear, o Sr. Uenrique Ellery.
Macri, o A'r. Diogo Iturncll.
Maranhao, osSrs. Jos Domiu?oi Castro StC.
Pai.oSr. Alfredo lireloir.
Rio-Grande do sul, o r. Antonio Teixetra
Palhares.
Campos, o Sr. Eugenio Bricoleus.
Porlo-AloRre, o Sr. A. Cornctt.
S.-Paulo, o Sr. Uenrique Fox.
Para nagua, o Sr. Joo Croston.
Porto-as-Caias, os Srs. Neves & Tinoco.
Cidado de Paracal (provincia de Minas), o
Sr. Jo:o Jos do Santa-Anua.
Porto da-Estrella, o Sr. Francisco Alves Ma-
chado.
S iuicn. o Sr. Sabino de S Vasconccllos.
Desterro (Sauta-t atharlna), o Sr. .los Gon-
calves dos Sanios Silva Juntor.
Porto, o Sr. Chai les John Kunharal, ra de
S -Miguel, n. 47.
Lisboa, o Sr. Jos Mara Carral, ra do Ouro,
ns. i'M e 231.
Leuibrar-se-ha o publico que cada garrafa
tem dous papis com a propria assignalura dog
agentes II. C. Yates A: C., um na garrafa com
una perfeita direccao sobre o modo de usar
delle, e oulro no papel iuvolto.
pode ser mandado com toda a seguridad?
para qualquer parle do imperio. A's ordi-iu
cxeculam-sc ponlualineote.
Vende-se na ra dos Quarteis, n. 12'
O barateiro da ra do
Crespo. *
Vendem-se cortes de brim de I i n lio da
cores, a 1,440 rs.; ditos de brim pardo es-
euro, a 800 rs. o corto ; guardanapos de li-
nho adamascado, muito linos, 10,000 rs.
a duzia ; ditos mais inferiores, a 7,500 rs.;
cortes do fustiio para colletes, a 500 rs. ; e
outrus muiias fa/endas : na rus do Cresp'o
u. 21


""
Queijos de Hias.
Chegnram pelo*ultimo vnpor vindo ilo
sul drstes superiores qugijos muito frs-
eles, dos methores que toem vindo a este
mercado : vendem-sc por prego rommoilo,
no armazem de motilados atrs do Corpo-
Santo, i). 66.
-- Vendem-se bons queijos loiriiinos,
ditos do prato muito frescaes o de superior
qualidade, presuntos 1ngle7.es paca liam-
lire, ditos portugueses para panelta, latas
com 2 e* libras de marmelada, ditas com
liolachinha de Lisboa, ditas de snrdinha, di-
tas com hcrvilhas, frascos com conservas
inglezas, queijos de qualha vinilos do Cca-
i, por barato preco, mantas de toucinbo
ingle/ de fumeiro.de 7 a 8 libras cadauma,e
oulros inultos gneros de boa qualidade :
a nrua da Cruz, no llccife, 11. 46.
Corles de cassa para ves-
tidos com 16 ovados
por 5,500 rs.
Vendem-se corles de cassa para vestidos,
com 16 covados, a 3,500 rs.; ditos com 8
(ovados, a 1,760 rs. ; pegas ile cambraia li-
sas com oito varas e meia, a 9,790 rs. ; pan-
no-de linbo muito fino, a 480 rs. a vara : na
ma do Crespo, loja da esquina que volta
para a cadeia.
Tsiixas para engolillo.
No 111111! 11.~i 11 de ferro da ra do Hrum,
caba-si! de receber un completo sortimen-
lodc tslxas de 4 a 8 palmos de bocea as
quaes acham-se a venda por prego com-
modo e com promptidSo embarcam-se,
ou carregani-seem carros MB1 despezas ao
comprador.
Arados de ferro.
Na fundieflo da Aurora eni S.-Amaro ,
venijem-se arados de ferio diversos mo-
delos.
AGENCIA
da fu nd cao Low-lfoor,
T.UA D\ SKNZALT A-NOVA, N. !\1.
Neste estabelecimento conti-
(|iinlquer servico de urna casa ; na
na da Cadeia do Recife, loja de
JoSoda Cunha Magalliiles, n. 51
Os mais ricos mantele-
tes c capotilhos.
Veodem-seos mais nsseiados mantelete:
c capotilhos de cbamalote de seda e gor-
gorito, os mais ricos que teem apparecido s
na ru> do Queimado, n. 9.
Vcnde-se superior farinha bordo d
polaca N.-S.-iIo-Carmo, fundeada defronte
do Passeio-Publico, por commodo preco, e
fin saceos : na ra do Vigario, n. II.
Polassa da Bussia.
Vende-se a verdadeira polassa da Russia,
desembarcada agora, em harria pequeos :
em casa dos Srs. Itothe & Didoulac, ra do
Vigario, n. 4.
-- Vendem-se cortes de cambraia de co-
res, pelo barato preco de 2,000, 2,500, 3,000
3,500 e 4,000 rs.; cambraia de seda, a 3/
rs. : mcias para meninas, a 160 rs.; 13a
com listras de seda, a 600 rs. o covado; lan-
zinlia propria para roupa de meninos e ves-
tidos de senbora, a 240 rs.; 10a superior pa-
ra caifas, a 500 8 600 rs. ; lencos de algo-
dito e seda com franja, a 600 rs. ; crt g de
collete de velludo, a 1,600 e 2.500 rs.; cas-
sa-ebita, a 400 is a vara ; garfa de seda, a
500 rs. o covado; cambraia de seda,a 560 rs.
o covado e oulras muilas fazendas | or
barato prego : na ra do Crespo, n. 15, loja
de Joaquim de Ulivcira Ukyi Jnior.
Velas de cores.
Vendem-se, no armazem de moldados
atrs do Corpo-Saoto, n. 66, por prego com-
Dnodo, velas de carnauba, sendo azues,
cor do rosa e lustrosas, as quaes se lornam
recommendaveis pela sua superior qualida-
de c alurarem muis que as de espermacele,
c nao fazerem morrSo.
Aviso importante.
Beneficio publico.
O armazem antigo da ra da Madre-de-
Deos, n. 36, est de novo estabelecido de-
baixo das mesmas condigOes, ofTereccndo
4
na a haverum completo sorli- a deliciosa pinga do vinho"da Figucira pe-
..ment de moendas e meias .noen-\l^JXM&&SSSU
das, para engenlio ; machinas de: boa por220rs a garrafa, el,ooo
vapor, e taclias de Ierro batido e
coado, de todos os taannos,
para dito.
Depo
rs. a ca-
ada, a ile vinho de liordeaux por 160 rs. a
garrafa levando o casco. No se admirem
os fieguezes do baixo preco por que se ven-
do a deliciosa pinga, e sim da audacia do
proprielario querer sustentar o antigo pre-
co, emhora este genero tenlia subido o me-
Ihor de 30,000 rs. por pipa. Examinen) os
amantes a qualidado para reconliccimento
da verdade e continuadlo da anliga fregue-
zia.Epara nilo haver usuras, esto promp-
tas garrafas lacradas e com o competente
rotulo, assim como harria de diversos ta-
manhos para piovlsao do prximo Nalal.
O proprielario cenia com a concurrencia;
Vende.fecli'b.asileiVornoarmazeiD'de1:'" contrario, tornarlo os precos, do reta-
isilo da fabrica de
Todos-os-Santos na ltahia
Vende-se em casa de N.O. Ilieber & C.
a ra da Cruz, n. 4, aletidlio trancado
daquella fabrica, muito propriu para saceos
do assucar e roupa de escravos.
Cha brasileiro.
Farinha de mandioca.
Na ra do Queimado, n. 14, loja de fer-
ragens, ainda ha algumas saccas da boa
farinha de mandioca, muito alva e bem tor-
rada ; bem como urna portjo de pennas de
cma, prorrias para espadadores ; urna es-
crava de 20 annos, propria para todo o sor-
vico ; outra dita que se vende barato, por
ser de mais idade, e que he boa para ven-
der na ra, e sabe muito bem lavar roupa ;
urna parda mofa, do bonita vista ; saccas
cravos: na rna da Cadeia dollecife, n. 51 | Vonde-sc urna escrava crioiiln.de 20 e
primeiro andar se dir que vendo. ; tantos annos, parida de 15 dina, con mui-
Vende-se um sitio a beirn do rio, com tu bom leite, e com algumas habilidades:
Instante.terreno para plantarles e baixa de [ na ra Augmita^ji. 52.
grande casa modorna, com "
molliados, atrs do Corpn-Santo, n. 66, o
mais excellente cha produzido om S.-Pau-
lo que lem vindo a este mercado, por
preco muito commodo.
Moendas superiores.
Na fundigode C. Starr & Conipanhia',
em S.-Amaro acham-se a venda moendas1
de carina, lodas de ferro, le um modelo e
con.slrucgiio muito superior,
dos fumantes de bom gosto.
No armazem de molhados atrs do Cor-
po-Sanlo, n. 66, ha para vender, ebegados
- pelo ultimo vapor,, viudo do sul, superio-
res charutos S.-FpIx, o de oulras muitas
cualidades que se venderSo mais barato do
que em oulra qunlquer parle : bem como
cigarrilbos hespanbes ditos de palha de
milito, que se eslSo vendendo pelo diminu-
to preco de 500 rs. o cenlo.
Corles de brfm de cores
rom lislras ao lado, a
1,380 rs.
Vendem-so corles de brini do cores com
lislras ao lado, a 1,280 rs. ; riscado de l-
godSo americano, pioprio para esclavos, a
140 rs. o covado : na 1 ua do Crespo, loja da
esquina quc volta para a cadeia.
Tecidos de algodao tran-
cado da fabrica de To-
dos- os-San los.
Na ra da Cadeia, n. i'i,
v?",;!rrv -en rir fl*ifdn iln.o ..... i .1 1...
lmi* ... J..J1 ...... uu..v .( .............. f
pioprias para saceos de assucar e roupa de
- esclavos.
Ruarles de fu ra-cores a
200 rs. O coi i ni e ris-
cado monslro a 20 rs.
Vende-se zuarte de furta-cres muito
encorpado c com 4 palmos de largura, pro-
prio para escravos a 200 rs. o covado ; ris-
cado monslro muito bom a 220 rs. o cova-
do : na ra do Crespo, loja da esquina que
Milla oarr a cadeia.
Para queiu tiver bom
08tO.
Vendem-se redes de cores muito grandes
e muito bonitos padres, e o melhor que
tem apparecido nesle aereado na ra do
Crespo, loja da esquina que volta para a
I cadeia.
--Vendem-se amarras uc i/rro : na ra
da Senzalla-Nova, n. 42.
de gomma de engommar, muito alva : tudo
se vende barato.
Vendem-se chaposzinhos ricamente
cnfeitados para meninos e meninas do um
a Ires annos : no Alerro-da-Boa-Vista, n. 1.
Chegaram novamenle ruada Sen-
zalla-Nova, n.42, relogiosde ouro e prata
patente inglez, para homem e senhora.
Bons queijos do serlao.
Na ruado Queimado, loja de ferragens,
n. 14, vende-se este excellenle petisco, por
prego commodo.
Novo sortimenlo de fa-
zendas baratas, na ra
do Crespo, 11. 0, ao p
do lampear.
Vende-se cassa-ebita muito fina, de bo-
nitos padrOes, cores (xas e com 4 palmos
de largura, pelo barato preco de 320 rs. o
covado ; cassa franceza de quadros, muito
fina, a 260 rs. o covado ; riscadinho de lis-
lras de linho, a 240 rs. o covado ; biim de
algndflo de cures com listra ao ledo e de bo-
nitos padrOes, a 320 rs. o covado ; brim
pardo claro, a 1,500 e 1,600 rs. o corte de
iluas varase urna quarta ; cassa preta com
ramagem branca, para luto, a 140 rs. o co-
vado ; zuarte de cores, com 4 palmos de
laigura, a 200 rs. o covado ; dito azul com
vara de largura, a 200 rs. o covado ; risca-
do monslro, a 220 rs. o cpvado; chitas de
bonitos padrOes e cures fixas, a 160 e 180
rs. o covado ; chales de larlatana, a 500 e
800 rs,; cobertores de algodSo america-
no, muito superiores, a 640 rs.
SSSF.
.Manocl da Silva Santos vende
Ciiiiilia ilc trigo superior da marca
cima mencionada c chegada a es-
te mercado no ultimo navio vindo
de Trieste : quem pretender, pode
dirigir-se ao armazem do Armes,
no caes da Alfandega.
j *
IRua doCollegio, n. 0.1
LOTERA D IU0-DE-
JANEIRO.
j 20; 000^000 I
m I
!; 8." do Iheatro de San-Pedro.
***** w w*mwmmKw*
Vendem-se chapos de todas as qua-
liJades, para senhora ; finos manlelclcs e
capoliiihns de cbamalote, tafet e bico; lu-
yas de pellica, de seda e de rod ; chapcos-
zinlios ricos, para meninos e meninas : no
Alerro-da-oa-Vista, n. 1, casa de modas
tranceiu,
Na ra dos Guararapes. n. 7, em Fra-
de-Porlas, vende-se urna negriiiba crioula,
de 9 anuos, de muito bonita figura, o com
principos de costura.
Vende-se rap rolao liam-
burguez em garrafas; na ra da
Saetas com farclo novo,
de 80 a O libras, a >y:
vendem-se no armazem de Antonio Annes,
nn caca da Alfandega, e no de Vicente Fer-
reira da Costa, na ra da Madre-de-Dcos,
ehegadas ulliniameiile de Lisboa e de
Franca.
- Vende-se urna paite dos sobrados de
ln s andar, na. 14 C 16, siles na esquina
da roa da Cadeia, drl'roule do Iheatro de
San-Francisco : a falla rno primeiro andar
dos dito*, rom Joaquim Teixeira Peixolo. |
. V?nde-se una escrava cii-
Ihoa primitiva de240e 280rs. a garrafa.
Deposito de Polassa.
Vende se muito nova polassa,
de boa qualidade, em barriszinliot.
pequeos de quatro arrobas, por
preco barato, como j ha muito
tenipo se nao vende : no itecife,
ra da Cadeia, armazem n. 12.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ruado Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal virgen de Lis-
boa, por preco muito commodo.
Vendc-se superior vinho de
Champanhe : na ruado Trapiche, Cadeia do liedle, n. l5.
n_ j3i I -- Vendc-se urna prela muito boa coz-
'.. 1 a 'nheira, que engonima e cose, e por isso
l\a ruado / niorim, ns. 86 propria para ama de casa, mesmo de ho-
e 58, vendem-sc farelos cm sac 'niemsolleiro, altendendo a sua boa con-
, iluda : na ra larga do Itozario, n. 30, lo-
cas grandes por preco commodo : ju de mlodttas.
a elles otiles que se acabnn. Vendem-so 1,000 harneas vasiasde fa-
rinha do trigo, por preco nsoavel, para
desocenpar-se o lugar dellas, recebendo-se
o seu produelo cm assucar : na ra do Ito-
zario larga, padaria n. 18.
Oculos patente. 0
Na ra do Queimado, loja do fiiagens,
n. 37 A, vende:n-se excellentes oculus de
ver ao longe, por preco commodo.
-- Vendem-se pe;as de algodozioho
com 20 jardas, com toque de avaria, pro-
priu para escravos e pannos de cozinha, a
1,280 rs. ; ditas de chitas de bons pannos
e com tuque de arvaria de chuva, propria
paia pretos e fonos de bahs, a 4,5(0 rs. ;
historia da America ingleza em porluguez;
por 5,('00 rs ; (uarda-l.ivros modernos, por
6,000 is ; Saluslio traduzido ao pe. da let-
tra, por 5,000 rs.; Diccionario de Moraes da
quinta edicao quasi novo, por 20,000 rs. ;
umlolc do Mear fonnigas : no paleo do
Caimo, 11. 18, primeiro andar.
Vcnde-se un esclavo bom coziuheiro
na ra do Collegio, 11. SI, nilmeiro andar,
sedii quem vende.
Vendc-se urna loja de couros : na ra
Direita, 11 56.
Vendc-se um jumento proprio para
tirar casta : na ra das l.arangeiras. n. 18.
Na ra das Cruzes, n. 22, segundo an
dar, vendem-sc 10 escravos, sendo : duas
pretas cngomniadeiras, e quecoseui chao,
coziiiham e lavam de sab.to ; 3 ditas de na-
eflo, ptimas quilamlairai; 3 escravas pro-
prias para lodo o servido; 2 moleques de
13 a ISannos.
Vende-se un a armadlo de vi nda, com
caixespara amostras, de 7 palmos cada
um ; una halanca com pesos de meia arro-
ba para baixo; e alguna temos de meJi-
dasde folha e Ce pao : ludo por junio, ou
separado: 110 Alerro-da-lioa-Visla, n 9.
--Vendem-se 6 lindos moleques de 12 a
20 anuos ; 4 pretos bons para toJo o servi-
co, sendo um delles bom bolieiro ; um par-
I do de 20 anuos ; uin mulatinlio du 10 an-
CaVcado francez
sabido da alfandega ha dous dias, sendo sa-
patos de como do lustro para senhora, a
2,000 rs.; ditos de urna sola paia lioiueni,
a 4,000 rs. ; ditos de bexcirc de Mantea, SO-
ls giossa e lina, a 5,000 rs.; su pal oes de
couio de luslro, a 6.C00 rs.; borzeguins
gaspeados, a 7,000 rs. : na ra do Crespo,
ao 1 o do arco, loja de miudezas, de Joaquim
Delinques da Silva.
fe
Chai eos do CIic
u
9
de superior qualidade. a>
>
Pelo ultimo vapor receberam-so
W mais cha|os do Chile de superior
{*! qoaliilade, que routiniiam a vender- c
j se ( a precos mais coiumodos do que jf
($ em oolia qualquer paite ; na ra do *
, Collegio, n. 9. *
Su I ci ores chapeos do
Chile.
Vendem-se chapeos do Chile em por^Aes :
na prai;a do Cominercio, 11. 6, primeiro an-
dar, sao muito bous c muilo claros.
Farinha de 8.-Caihariua.
Vende-se a bor 'o do briguo Voui-Amigor,
fundesdo drfro'Hc do caes do llanos, on
na praca do Coininrrcio, 11. 6, piimeiro an-
dar, farinha de S.-Catharina.
Farinha de digo.
Vendc-se superior farinha de trigo fran-
ceza de Prowncs, chegada iiltinianiente de
Narsi'lha : cm casa de J. J. Tasao Jnior, na
ra do Amorim, n. 35.
Vendem-se s t j aloes de couro de lus- nos, muilo esperto; urna mulalinha de 7
Iros, obra bem feila, aJJidOOjs. : na ra do anuos, com principios de habilidades ; urna
Cabuga, n. '.*. dita de 12 annos, muito desembarazada ;
-- Vcnde-se una preta crioula, de 20nn-| 12 prelascom habilidades e lfll ellas, e
nos.de elegante figura, sein vicios nom que s.to boas quitandeiras, de 12 a 25 an-
adia
ouia, bonita lig.ua, propria para W**LVSS'
|UCS, e que he proj lia para todo o ser- nos; duas ditas de meia idade, que se ven-
jdeui muiloerucoala ;.e oulros uiuilos es-lcoin i\ovaes&C.
capim, com .
iluas grandes salas, dona gabinetes, duas
alcovas, tres quaitoso cozinha, perto da
praga, por ser antes de chegar o Puco : na
ra do-S-Amaro, n 16.
Vendem-se duas casas terreas, urna
airas de S.-Jos, n 23, e a outra as Cinco-
Ponlas, n 86 : ambas do lado da sombra o
com bons quintaes: a tratar na ra da Cruz,
n.64.
-- Vende-so urna prela moga, de boa fi-
gura, que cose, engomma e cozinha, ludo
muito bem urna dita que lava n vende na
ra, por prego muito commodo ; 2 mole-
ques, um de 12 annos e o outro de 16, p-
timos para o que se quizer aplicar; um pre-
tnvelho, ptimo para servir a urna casa,
por 200,000 rs.; um mulatinho de 10 an-
nos, muito esperto para servir a urna casa :
na ra do Collegio, n. 21, primeiro andar
se dir quem vende.
Conlioa-se a vender bolacha de fari-
nha de uiillio, a 80 rs. a libra.
-- Vende-se urna preta crioula de 19 a 20
annos, de bonita figura, propria para o ser-
vico de casa : na lloa-Visla, travessa do
Veras, n. 9.
Vende-se, por prego commodo, um
prelo de idade, proprio para um sitio : na
ra de Ilortas, n. 110.
Vendo-sea nova e ultima grammatica
franceza por llurgain, adoptada ultima-
mente por lodos os professores: no Ater-
ro-da-lloa-Visla, n. 10.
Vendc-se um bomcavallo com arreios
novos, ou sem elles : pde-se ver na co-
cheira do Sur. Pcssoa : na ra da Praia,
n. 18.
Vende-se um banheiro de folha de
(landres, grande, muito bem envernizado,
com torneira para despejo das agoas e cy-
lindro com lodos os perlences para accen-
der o fogo ; assim como se adverlc a quem
o pretender que ainda est novo conforme
se comprou, porque mo foi necessario ser-
virse delle ; tambem se vende um caixote
com diversas ferragens proprias para qual-
quer um mestre de marceneiro ; urna por-
g3o de (landres Vasios que loram de agu-
Ihas : ludo por prego commodo: na ra lar-
ga do Itozario, antig'amente dos Quarteis,
loja de Victorino & GuimaiSes.
Vendem-se commendas de
Christo, ditas deollicialda Hoza,
hbitos de ( hristoe ditosda Hoza,
recentcmenle chrgadosdo i; io-dc-
Janeiro : na rna do Crespo, nu-
mero 17.
Vende se um bonito escravo crioulo,
de 32 annos, ranoeiro, trepador decoquei-
ro, prutico nos Irabalhos de olaria, sadio e
possanie : para v lo no Itecife, em casa do
Sr Moiaes, n. 25, e para ajuslar, nos Heme-
dios com o Macamhira.
Na ra da Crur, aimazem
n. 33, de S Araujo, vende-se su-
perior rap de Lisboa em irascos
de meia libra, chegado pelo bri-
gue Maa-Jos.
Vendem-se sementes de abacachy no
Passf io-l'ulilico, n. 23, casa de sorvetes.
--Vende-se um prelo muito possante.de
25 annos, proprio para sitio, ou para engo-
lillo, por ser bom (rahalhador de enxada : na
ra do Queimado. n. 44.
Veudem-sc 4 molecotesde 14 a 18 an-
nos ; 2 Jilos de 22 annos, de bonitas figu-
ras, c com olficio de carreiro ; 5 negrinhas
de 16 a 20 annos, que engominam e cozi-
nban: na ra hireita, n. 3.
Vende-se vinho do Porto muilo supe-
rior, em barril de quarlo e quinlo ; farinha
de trigo de lodas as qualidades e em meias
barricas ; retroz do Porto, prlmeira quali-
dade : panno c meias de linho; arcos para
huiricas ; farinha de mandioca cm saccas
grande! c a garnel a bordo da sumaca 'V.-
S.-tlo-Carmo : ludo por prego commodo :
na ra do Vigario, 11. II, primeiro andar,
casa Uc Francisco Alves da Cunha.
A 1,000 rs.
Vendem-se queijos do reino, de superior
qualidade, pelo diminuto prego de mil rs.:
no puteo do Carmo, n. 13.
Vendem-se, por preco com-
modo., endeiras de Jacaranda e de
oleo, viudas pelo ultimo navio do
I'orlo- no armazem deronle da
igreja do Coipo-Santo, n. i5.
Voiide-se um lindo moleque de ISan-
nos, de excedente conducta : o motivo por
que se veuuc se dir ao comprador : na ra
do Itangel, n. 5", sobrado.
Vende-se urna bonita mulalinha re-
colinda, de 16 annos, pro, ria para moca-
ma por ter as qualidades precisas : na ra
do Itangel, 11 57, sobrado
Vendc-se, a loja de calgado da Ierra,
na roa do I.mmenlo, 11. 25 : a tratar na
ra de Ilortas, n. 9, primen o andar, das 3
horas em dianle
Vende so a taberna aila na ra da Lin-
gi'iMa, n. 6, com poucos fundos : a tratar
ron l.uiz Coi rea da Conceicfio, ua ra do
Vigario, 11. 6.
VendeJre grsxa em bexigas
c urna canoa de carreira nova :
na ruada Praia, n. 3a.
N'aruacslreita do Itozario, n. 4, ven-
dem-se os aeguintes livros: Primeiros
constiluigOes siuodaes do arcebispado da
Babia-, 1 v. em folio; Eabogo de um diccio-
nario juiidico por Percha e Souza, 3 v. ; S.
biblia em porluguez, I v. ; dila cm hes-
p.iliol, 1 v. ; Memnri s histricas de Per-
naiiibiico, 4 v ; Quadros hisioriros de Por-
tugal, 1 v. ; Diccionario da niarinba, 1 v.;
T. I 1 vio (nn hiinn e francez, 2 v. ; Pbiloso-
phiado Cousin, 3 v. ; Cbronica de Cum
por Comes Calmes' de Azurara, 1 v. rica-
mente impreaso ; Pr.tica criminal, 1 v.. e
tambem se trocam por|outros, quaesquer
elisias obras.
Vende-se, por prego muilo cm ronla,
Jacaranda muilo superior, no caes da Al-
fandega para examinar; redes do Para; cha-
peos de palha do Chile; baudeiras nacio-
naes ; farinha de mandioca : nos armazens
de Illas Kerreira, no caes da Alfandegj, n.
I, ou na la do Trapiche, 11 34, a fallar
Jb.scravos Futidos
Fugio, no din 15 de novembro prxi-
mo passado, uin esclavo crioulo de nomn
Amaro, que representa ter 40 annos; dcs-
con(ia-se ter sido seduzido : quem o pe.
gar leve-o ao engenho Coqueiro, ou no Ite-
cife, ruada Cruz, n. 43, que ser bem re-
compensado.
~ Fugio, ha 8 dias, o rscravo JoSo, de 30
annos ; he alto e nSo muilo cheio do corpn
lignina cousa fulo; temoflicio de pedrei-
ro. Este escravo quando foge costuma an-
dar pelo Pogo-da-Panella, Casa-Porte, Man-
guinbo, e tambem pela praga trahalhando
pelo olficio : quem o pegar leve-o ra das
Larangeiras, que ser tem gratificado.
Fugio um prolo de nomo Antonio Joa-
quim, de 20 annos, altura regular, cheio
do corpo, bem feilo do pes o mitos, o de
bonita figura ; fugio ha 3 tres mezes, e
julga-se ter ido para o Ico, 1 or ser de l na-
tural : quem o pegar leve-o ao seusenhor,
Jofo Francisco Xavier Paz Brrelo, ou na
ra das Larangeiras, 14, que ser recom-
pensado.
100,000 rs. de gratn
cacao.
Fugio, no dia 16 de dezembro, pelas 4
horas da tarde, um prelo da Costa, chega-
do ltimamente da itahia, que mal sabe fal-
lar editer quem he seu senhor; tem um
grande golpe por cima de urna tontee um
pedago dcorclha de menos; levou camisa
de algodflo branco trangado e caigas de al-
godo riscado americano : quem*) pegar
leve-o a praga da Independencia, ns. 6 e 8,
cjue lecebera gralificagflo cima e se llio
lieara agradecido.
Fugio, no dia 15 de dezembro prximo
pastado, o prelo Herminio, de 40 annos
pouco mais ou nif nos ; he sapateiro, de al-
tura regular, 1 es bem feitos, ('mellas finas,
anda com passos muidos e ligeiros; lem
urna gomma no peilo junio ao pescogo,
maior que um ovo e j querendo arreben-
tar, o cabello j pinta, falla bem claro;
quando se embriaga he muito fallador e
quer ser va lente ; tem cravos em uin pj
levou caigas de riscado azul e camisa de
madapolflo grosso. ltnga-se a lodas as au-
toridades policiaes, inspectores de quar-
teirlo, commandentes de destacamentos e
maispessoas dejustiga que o encontraren]
ou delle tenham noticia o apprehendam e
levem-no ra da Cadoia do Recife, defron-
te do llecco-l.argo, n. 25, ou na Trempe, 11.
1, sobrado com venda por baixo; assim
como se roga nos Srs. capitfles de navios
que conduzem escravos para fra exami-
nem escrupulosamente os que se Ihes apo-
sentar, uo seja este um delles que se quer-
r evadir, o no caso de o encontrar se Ibes
pede o favor de mandar entregar na men-
cionada casa cima, onde ser paga toda a
despeza que se tiver feilo, o ao mesmo lem-
po se protesta contra qualquer pessoa que
o tiverem casa delido, ou apoiar a sua fu-
ga, coma qual se usar rom lodo o rigur
da Ici.
Fugio de bordo do patacho Niclheroy,
em principios do mez de outubro, o prelo
Vicente, do nago, de 30 a 40 annos, de es-
tatura baixa, magro: quem o pegar leve-o
atrs do Corpo-Santo, casa n. 66, quesera
recompensado.
Fugio 110 dia 21 do passado mez de de-
zembro, de bordo do brigue brasileiro Inca,
um caboclo de nomo Manuel, o qual repre-
senta ler de idade 35 a 40 anuos; lem fci-
gSode branco, e he bastante escuro, ja com
alguns rain los branros na barba; levou
vestido camisa e caiga de algodilozlnho, bo-
nrto manija : quem o pegar pode leva-I.)
atrs do Corpo-Santo, casa 11. 66.
No dia 3 do correle mez, fu-
gio da casida ra do Crespo, ir
lo, uiua escrava de aG a a8 an-
nos, de neme Ilaymunda, de esta-
tura regular, muito gorda e fula,
cara redonda, bons olhos e bous
denles, p* muito direitos, mas
muito ebeios, dedos- muito linos ;
levou urna pequea trouxa com 2
camisas e 2 vestidos, sendo um de
assenlo branco com riscas encar-
nadas ecravos encarnados, e ou-
tro novo azul com urnas listras e
lolliinlias prctas, um panno da
Cosa azul ; levou vestido nina
saia de tamageni de coberta, e
una camisa branca com babsdos
nss mangas: quem a cncontiar
queira leva-la ra do Crespo,
n. 10, pi incito andar, que sti
bem recompensado.
Fugio, em novembro prximo passado,.'
o preto fortnalo, crioulo, que reprsenla
ter IB a 20 anuos, alto, secco, beigudo;
tem duas fstulas no queixo inferior, una
de cada lado ; he canellurlo, e tem os bra-
gos rompridos ; fugio do engenho Pindo-
binlia : quem o pegar leve-o a Camanf -'
casado Antonio l.ourengo Tavares dea,, ai-
queique, que recompensar.
Fugiram, no dia 2 do correte, 'dous
esclavos um de nomo Candi lo, dVslatu-
ra regular, com um O atravessad'cm cima
Je uin dos pedos; he bem fdlaote. que pa-
teco crioulo: o segundo de'nomo Pedro,
giosso do corpo, com urna cicatriz na ma-
gua do brago : ambos cauoeiros : quem os
pegar leve-os ra da Praia-de-S.-ltila, ca-
sa de ManoeUos Dantas, que recompen-
sar.
Fugio, no dia 20 de dezembro, um pre-
to do Angola, de noine Blum, de 40 anuos
pouco mais ou menos; lem alguns cabel-
los trancos e nianqueija do um p ; lovou
caigas e camisa do riscado j uin pouco ro-
tas : quem o pegar leve-o a ra do Sebo,
n. 20, que ser recompensado; suppe-scan-
dar mesmo pela cidade ganhaudo para o
lado das Ci uro Ponas.
I
Pin. : VA TTP. us',u, I. t)E mi*. 160


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