Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06703


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Full Text
Anuo XXV.
Sablmrio "> ?
partida dos coancioi.
dolanna eParahlba, segunda e exta-feira.
!;o-tlraudc-do-Nor le, quintai-lcdras ao melo-
da. ,
' obo, Serliihem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
Macelo, no 1., a II e 21 de cada mea.
C, iianhuns e llunilo, a 8 e 23.
Hi.a-Viita e Florea, aJ3 e 28.
Vietor.'a, i* quinlat-felra.
(nula, todos o das.
irHUfEBIDC!.
Pastas o lo. Mlog. a 7, i ta.e 3m.dain.
Nova a 14, s 6h. c53in. da t.
Cresc. a 23, aos > in. da m.
Chela a 30, 3h. e .'un.dain.
H1I1K1B BE HOJE.
Priinelra 7 hora c t minuto damanh
Segunda a 8 hora c b minuto da tarde.
(I<; Noveiiibro de 1849.
N. 2*0
pnrtjos da suBScairoAO.
Por tres inezct (adiaatado) 4/000
Por eis tnexc 8/OMO
Por um anuo 15/000
SIAS da SEMANA.
29 Seg. S. Feliciano. Aud. do J. dos orf. c do m. da
1. vara.
30 Tere. S. Serapiao. Aud. da chae., do J. da I. v.
do civ. e do dos feilos da fazenda.
31 Quart. S. Quinliiio. Aud. do J. da 2. v. do civ.
1 '.'mu. ^f^f Pinta do lodos os Sanios,
2 sext. i'oiiiinciiiuraco dos delfinios. S. Victo-
rino. Feriado para os negocios forenses.
3 Sb. S. Malaquias. Aud. daChanc. e do J. da 2.
v, docrime.
4 Dottt- S. Carlos Borromeo.
Sata
CAMBIOS EM. 2 DE MOVEMBaO.
rs. a 60 das.
Sobre T.ondres, 28 d. por 1/000
. Paris, 3i(i
Lisboa, 100 por cento.
Ouro. Oneat bcspanlioes.......
Hoedat de CM00 vclhas
de 6/4IIG novas
. de 4/000.......
Patacoes brasileiros.. .
Pesos coluinnarloa.....
Ditos mexicanos........
Prata.-
30/000 a
17/000 a
18/500 a
c/:ioo a
1/H70 a
1/ii70 a
1/8811 a
30/500
17/200
lOjtfOO
9/501
Wt)
1/990
1/9C0
PARTE OFFICUl.
GOVERNO DA PROVINCIA.
ESPEDIENTE DO DA 29 DE OTJTDBRO.
OITicio. Ao Exm. presidente do Ceari,
rogando que declara qual o numero dns
sentenciados irlii existentes que, m virlu-
de do imperial sviso de 8 do correnle, teem
de ser reniettidos para a illia de Fernando
ilini de que possa resulv, r sobre a viuda
driles para a dita ilhs.
Mito. Ao Exm, liispo diocesano, parti-
cipando que por decreto de 8 do corrente
S. M. o Imperador houve por bom declarar
sein effeito o de al de julho do anno peasa-
do, pelo qgal frira presentado o padre Jos
Bezerra de Silva Villarian na freguezla de
Agoi-Prela desta provincia.
Hilo. Ao commandanle ds praca, para
(fno mande postar no pateo do Collegio,
ainanhila as a horas da tarde, um dos cor-
pos de primeira liuli, alim da fazer as hon-
ras do eslylo so Exm. presidente nomeado
ara a provincia do Maranhflo, Honorio Pe-
ira de Azarado Coutinbo, e bem assim um
diquele de cavallaria' para o scompanhsr
de palacio ateo porto de embarque. Ex-
pedram-se as convenientes ordens para se
darem as salvas do cottume na occasiSo di
sandia de (8: Etc., bem odio para o seu
transporta-
Hito. Ao inspector da Ihesouraria da
fazenda, commullicando que va i ser traus-
initlido directora do monte pi dos ser-
vidores do estado a relajo das cont ibui-
co que se teem arrecadado pela mencio-
nada ihesouraria depois da ultima rcmessa,
bem como a lettra do S90.989 rs. sacada por
Gaudino Agosllnho de Barros a favor da re-
fe ida directora. Neste sentido omciou-
se ao respectivo director.
Dito. Ao director da pagadoria militar,
para que foroect ao almoxarife interino do
arsenal de guerra um livro para as entradas
e sabidas da plvora namonaI a sed' cargo,
eoutro psra a respectiva caixa. Gommu-
nirou-se so director do referido arsenal.
Dito. Ao agente d companhia dos pa-
quetes de vapor, para que faca transportar
ao Pan s bordo da barca Pernambucanm o
alferes do qusrto batalhflo de oteadores Jo-
s Pedro Gonzaga, e a Parahlba ti desertor
do resprctiVo instincto corpo, Francisco de
limo da Encarnarlo. Cuinmunicou-se ao
commandanle da praca.
Dito. Ao mesoio, para que o comman-
danle do vapor Hernambucana conduza a seu
bordo serem entregues ao elude, de poli-
ca da Parahiba os reos de morle Alexandre
da Silveira Lima Veneno e Manuel Antonio
da Silva. Inteirou-se o chefo de polica.
Dito. Aocommandante do briguo Cal-
liope, para mandar presentar ao comman-
danle da crvela h'.uterpt o desertor delta
JoBo Martn* da Silva. Scieiililieou-se o
commandanle da referida corveta.
Hilo. Ao inspector da ihesouraria ds
fazenda provincial, ordenando mande adi-
antarao administrador das obras publicas
a quantia de um cont de ris para ser en-
tregue ao engenheiro Milet, alim de que el-
le possa oceurrer promptamente as despe-
zas a fazer com as obras do 16." lauco da es-
trada da Victoria ; e declarando que a men-
cionada quantia ser discontada das ferias
e mais documentos relativos as referidas
abras. Neste sentido oiliciou-seao admi-
nistrador das obras publicas e ao supradi-
to ungen lie i ro.
Uilo. Ao mesmo, para que informe
com toda a urgencia : 1.', que. q-ufritidade
de fumo estrangeiro se despacha annual-
neote pela alfandega desta provincia, ter-
mo medio ; a.u, quantas fabricas de tabaco
aqu existem: 3 ", quantss de charuto; 4.,
lim luiente, que poreflo de fumo consom
cada urna deltas; o, sendo possivel, com
ii.-1 inicuo do nacional eeslrangoiro.
Hilo. A administraefio dos esiabeleci-
meulosde caridtde, aulorisando-a a encar-
regar ao advogado Jos llernardo Galvao
Alcanforado da quesillo que tem de susleu-
ar com os hrrdeiros do tinado maiquez do
Kecife cerca do hospital de Sau-Joflo-do-
eu ; bem como a despender a quanlia por
que o referido advogado se subjeitma tratar
de tal quesillo.
Portarte. Momeando ajudanle do corpo
polica ao segn lo commandanle de
Agradeco-lbe tanta complacencia. Quei-
ra santar-se. De quandoemquando vejo
Francezes e Parisienses; porm isto nilo
me satisfaz. Quirera ve-Ios mais frequente-
mente em maior numero : e confesso-lhe
que esqueco todos os meus malos, quando
posso deter aqui ponlgum lempo aquelles
que inda se lembram de mm.
Creio, senher, que o numero destes he
mui grande.
Cr Vmc. isso? replicou o re com ar pe-
zaroso ; e depois, como se qnizesse repel-
lir um pensamcntotrhile, acrescenlou, sor-
rindo : Mas eu me ia esquecendo aue Vmc.
voio saber da minha sadeeda de minha
familia. Provavelmonte leu as gazetas
que Iguns accidentes nos hauiam aconto-
eido, nSo he assim ? Nito fui por meu goslo
que isso se puhlieou. Foi um mero acaso ;
agoa ma, e nada mais.
Porm V. M. lirio d mostia de ter esta-
do doente, e at parece char-se muito bem
disposto.
aNSo ; |eu n.1o dopci, e sou qnasi o nico
que conla esta felicidade. Meus futios ssf-
freram bastante e ainda estflo soffrendo. A
rainha estillo cama; porm creio que, com
o favor de Dos, dentro de poucos dias to-
dos estaiilo restabelecidos. Si'iineiita um
julgn qtle o perderemos
Um do fllhos de V. M. ? Perguntei eu
presadamente
*N!to, nao he um fllhc; mas he um amigo
eharissimo. pois o adiamos fiel na adversi-
dade. Pobre Vatenle! Todava-elle nSo
rnorre de um accidente, porm de um mal
orgnico.
Entilo rulo ha mais nenhuma esperance?
Perguntei eu.
Nenhuma! disseo rci,procurando,porm
tebalde, occultar as lagrimas que Ihe lirl-
Ihavam nos olhos. Elle morro longe da
l-'ranc. Ali.' inorrer no exilio he soffrer
duas mortes. Mas,como visse que a emoco
quesentia mecausava abalo, S. M. accres-
cenlou depois com um sorriso forgado :
Nilo quero penalisa lo; deixemos, portanto,
esles tristesassumptos de familia e du ami-
gos, e fallemos da Franca.
-Senlior, disse eu, a Franca est como um
borneai atacado de uina entermidade incu-
ravelv Elle se revolve em seu leilo e pro-
cura llvarasua dr, lomando urna nova
posicSo, porm desraradamente em ne-
nhuma encentra o allivio, pelo qoai suspi-
ra. Aqueila que Ihe pareca boa antes de a
ter tomado, elle a acha logo m; e, abando-
nando-a, loma outra vez a que antes aclia-
va inloleravel, e que agora cha aiu la
peor
to, e o liz sein pexar. Perguntei depois se ala-
da ae exiga inals alguina cousa de inim, res-
ponderain-ine que devia declarar a regencia
da diinueza de Orlean.
Me enlao tinlia eu consentido emtudo que
e exiga de mim em nome do interesseda
Franca, porque tudo quanlo tirilla sido recla-
loal ; era porque elle linha un corarlo desa-
piedado c duro.
Assim, quando este egoista rerusou duem-
bainhar a espada contra os Francezes, para de-
fender n i'in'ri que o povo francs Ihe dera;
((ii.uido elle deiceu, nao tria um nobre senli-
tnento, do throno a que 18 anuos antes fura
mado era (denle um ataque aos meus pro- elevado por aeclainacio, o povo pensou que a
prios direito; porm, agora que se quera ata- Franca ia respirar mais Mvremeiile. .. Todos
car a le, resist. O que os irnhores exigem de os nosso niales, disse elle, vilo ter fin; o re
mim, disse eu, he ttlegal, e n3o consentirei em Isto he, o vicio, o despotismo, as desgranas do
tal. Os enhores fizeraui una lei de regencia, povo, a vergonha do pala, a aulorid.ide vio des-
e por ella dclrgarain o poder an duque de Nc- apparecer; a antoridade, esta pesie assignalv
mours. Naquelle lempo isao Ihrs convinha, c da aulipalhia de toda a Franca como mais
eu ractifiquei o que os aenhores fieram. Ago- teraivel do que temida, a autoridade j val d.-s-
rajessa le nao Ihes convin mais; e, sein que appar-'cendo! Tudo est acabado... R o povo,
Ihes importe o que he justo nem Injusto, que- repito, liaba rasao de fallar assim, quando
rem violara lei. Nao comenllrcicui tal. Nao ajudava a queda deste rei que todos ataearan
violarei urna lei, para que ningueni nunca pos- e ningucm nunca defendeu.
a dizer que praliquei um acto illegal. Amo a Permita, Sr., que leinbrc a V. M. que em
duqueza de Orleans, conheco inelhor que nln- mu i tos casos os seus amigos, os ministros, o
guein, e aprecio as eminentes qualidades de defendcrain as gazetas, e na tribuna,
que he dolada; porm, para eleva-la regen- Vine, dizque elle! me defendern! ? Sim,
cia.he nuster que se viole uina lei e nunca farei defenderam-mc algumas vezes >ro forma, Ae
tal. Kilos mi insistir un. Perguntei outra vez p.issagcm;_.... mas completamente, seriamen-
te ae esperava du iii'in, de minha dedicaeo ao
paiz, alguin aacrilicio mais. A retirada'de V.
M. I' rol a resposta que me derani. K se cu
me retirar, tudo estar acabado? guarda nacional remover as barricadas. I'.
meus netos e sua mi nao correro nrnhum pe-
rigo.garautom-nie Uto ?< uNonliuni.- Ki.cio re-
liroiiue contente, porque laso era n -cossario
para prevenir a etlus-io de tanguc francez. Els-
aqui.Mr. K.,o(iiii(i e porque me retirei; eis-aqui
porque abandone! o campo, como Vmc diz.
Quanlo aquellos que attriboem OHtros molivot
mipha partida, nao os coiupreheudo ; c que
outroa motivos poda eu ter tido ? Algunt ga-
xeteiros, alguns hesciot a teem atlribiiido a mo-
do; porin olios iiiosnin au orooin no que di-
zoni. Nao, nao haem Franca, nao ha ni Eu-
ropa ti i ii ; ii <- tu. anda mesmo ntreos meus ini-
inigos mais raneurosos, que possa crr pur um
te, nunca! Meus ministros so cuidavam em
conservar as pastas que tinham as unios ; e
nunca linli-m tempo para defonder a popula-
ridade, a dignidade e a honra do rei. Desde o
principio do inon reinado cortas accusaccs
lorain follas contra mim, as quacs com una so1
palavra podiam ter sido refutadas ; poreni el-
las licu ii sem resposla, c deste modo torna-
rain-te [actos consummadoi. Slencionarei si>-
montc urna, a historii do l'rogramma rfo flolil-
dt- Ville. Quantas veies nao disseram as gaze-
tas. Ab se o rei uo permanece fiel ao pro-
gramla do II .di de-Ville, a Franca foi iludid ,
no da em que elle o jurn. Se este prograin-
ma livesse sido observado tudo leria ido o mo-
llior possivel ; parm o rei est arrepcudld >
do o ter adoptado em um momento, no qual
elle le ia promclliilo tudo, e tudo teria aceita-
do para oblor o direito ao dirimo, que era n
t momento que live inedo no dia 24 de feve- ohjeoto de 6iia auibiciiooi A verdado lie que
reiro. E deque leria eu lido inedo ? Corren sub ao Ihrono com repugnancia, e nina espe
|ue
minha petsoa pcrlgo? Se algum correu, de-
claro que nao o vi; e, se o livesse visto, elle
nao ni" loria feito fugir. Perigo Estuu acos-
liiuiado com elle, tculio-o encarado de peno.
Todo o mundo em Franca sabe que o encaro.
Como re, Sr., Isto he bem sabido. Todos
labem que as balas teem por mais de una vez
sibillado ao ouvidosde V. ". sem fazc-lo em-
pallidecer, tem faz-lo perder o seu adiniravel
anguc fri.
Josut! ditsc o rei, nao fallemos mais nisso.
Em Franca a curagom lio lllll i virlude lo coin-
miiin, qnc teria man gusto alardear de possui-
la. Nao he terlainenlc que te me tem acensa-
do ds falta de coragem, por isto nunca me del*
xci iiinrettionar por etla.ntiseravel calumnia.
A pstoridade, Sr., far juslica a V. M.
Isso, Mr. I.., he urna de suas benignas ex-
presses, c ella me consola um pouco; por-
fi de presentimenlo do Ininio. Fram so-
mente ot rogos c as tupplicas de todos aquel-
los em que ci confiara, o que me assegiiravam
que eu era o nico liomeni que poda tilvar o
paiz dos horrores da anarchia, que me li/.erain
ceder. Quanlo ao prograiuma do lolcl-de-Fil-
Ic, nunca o viole, c isso por urna lasao bem
simples ; era impossivel violar aquillo que
nunca exillio.
| oQue disse cu, n programla ollolcl-tle-
I'ille nunca existi ?
I Nunca, tal fui a resposla do rei.
i i Pois os 01 deputados que lora m ao Holel-
de-Villt otlereeer ao duque de Orloans o
posto do tenente-gcneral nSe fzeram ne-
I tilitimas conveiicOes ? ConvencOcs .No-
iihii'niis. Ah ciles linh mi ouiras cousas
liuade, |((*iik;ihi i que n.in 111111.1 iiuiiiui us (oaai l i^^ \"\Q foi (I
fortes para sustentar tao pesada carga como a .....'--,,,.
da iranqulllidado do inundo; e diziacoinmigo m <""'seuiao
mesmo: Sio aduladores ou amigos que exa- long ile ueiXi I
geram a parte que talvci cu lenlia na nianii-
lenco da paz geral. Entretanto, no dia em
de
coiupaiihia du o.,,...,!,,, corj0 j0flu Clinsosto-
inu i o i o i u dos 8 utos. Sciuntilicou-su
0 cuinuiaudaute do sobredito corpo.
EX-REILUIZFILII'PE.
A Orire publica urna conla mu: longa'
porm ioteressante, da visita|de um Hidalgo
francez, Mr L., ao ex-rei LuitsJ/ilippe em
1 laiemont no mez de novembro do anuo
pfoxmo passado. escritorylepois de fa-
zer algumas conidera(0es acerca de sua
visiu, contina do modo seguinle :
Apenas me liulia sentado, he Mr. I.. quom
lilla, quando uina porta su abri e o rei ap-
pareceu. Elle trazia na m'u a minha carta,
e cl.amandu-me por meu nome, disse :
Uons dias, Mr. L ; aoube que o Sr, veio
expressamento a Clatultant para saber de
niinha sado o da de miiih familia ; por
isso vonlio pessoatmente responder-lhe, co-
*> tamlicm agradeccr-lue osle signal de
inleresso. Diga-me: tom muila piessa, ou
pode dispensar um quartu de hora para
conversar commigo ?
Nao lento aue fazer, senlior; e portanto
~ i pode dispr de mim copio melbor ihe
m.io ie
M.pode
'ivor.
Pobre Franca, disse o rei; e, apoiando a
face sobre a inflo, esso face, cujas bellas
Coico,'.s a velliico e as desgranas nSo linham
mudado, permaneceu silencioso. De re-
pente, como se livesse completado um pen-
samento que Ihe linha occorrido, disse: E
oque dizem olios do mim ?
De quem lie que V. M. falla? Do scus
amigos, ou de seus iuimigos ?
Oh eu sei bem o que pensam os meus
inmigos, e isso pouco mo importa ; o que
me inlcressn lie saber quaes os senlimentos
de meus amigos.
Hesilei om responder; o re opercebcu,
e, blendo-ine no joelho com benigna f^nii-
liaridade, disse : .. Censa que nao sei cs-
cular a vordade t Ella nunca me assuslou,
e agora mais que nunca lindo o direito de
condec-la. An le I, falle.
kPoisbem.senhor, respond eu.os amigos
deV. M que:x*m-so de ter V. M abando-
nado o campo no mez de fevereiro com de-
masiada prosea
II rci,sallando da cadeira com urna viva-
cidade deque ninguem o teria julgado ca-
paz,vislo a sua idade,disse: He a segunda vez
quu se me faz hnje osla mesma bccusbciIo ;
pois digo-lhe quu lie inleiramente infunda-
da. Aquelles que a fazem, mo sabem o
que se piissou, ellei nao sabetn que todos os
que me eerc.ivam, ministros, amigos, cria-
dos, todos me dizam : Se V. M. ceder,
nem urna t gotlu de tiangue [ranee: ter der-
ramada Miles nfio sabem que com esta
mesma cxjressio fui ao principio iuduzido
a mudar o ministerio; elle nos-bem que,
por meio dcsle mesmo argumento, se oble-
vo a minlia alidicaco. I'orventura podara
eu, e mesmo devoria eu ter obrado do outro
modo ? Foi-mo representado que a guerra
civil eslava a romper, e chei que nao devia
conservar a cor por esto preco. Fui
informado deque os guardas naciunans pe-
diain relrmii, e que, se estas Ihes fossem
recusadas, o smuue correra, nSo o sangue
dos dosordeiros i/iiand mime, dos promolo-
res de disturbios ; porm o sangue do ver-
dadeiro povo, da guarda nacional, dos
obreros e dos honiens honestos: 1)6 V.
M. um ministerio reformalivo a essa guarda
nacional, a esse povo de obreiros e homens se a sua
honestos, os quaes pedem refrm.s, nSo, jc n meu ,-do conliIluou assim.
sabemos se com rasao, ou seinell, ctuuojCreio len|ll 0 direito de aecusar os meus
estar acabado ; um so lirondo ser dispa- !alll80, c de estranhar que entre tantos perio-
rado. Eis O quo me disseram. A vista jco rraDcezcse cstrangeirot que .quando rci,
disso consenli e mnde que as tropas so 'me proclamaran! como oNapolcao dapai, nein
rutii-assuiii em ordem afllll de nfio dar ne- um s se adiaste que, depois de nuuha queda,
nbum pretexto para urna collisilo. Apenas 'proclamaste que ellaiera iminerecirta. e Uisscs-
liz isto, lodos esclamaratn, reparo Vmc. | seque eu tml.a amado ii.neuipa. J-Je nha
bem to'jos: ^c.bou-se a ,n*u^io.dea-\*tiM'4f^%^?:%&?' '.le
tro de poucas doras o socegojeslara reslau-1 vlo.me fu-r, mio se deixou impressionar de
rado por toda a parle, a [minha partida A rasao he clara. Por espaco
Nao aconteceu, porm, assim. Ellet voltaram! de 18 auuos tnbani-lhe entinado a desprezar e
logo, e dlsaerain-me que a guarda nacional,' detestar a pertoolncacao da autoridade, essa
exasperada, uo queria inai contentar.se com salva-guarda do povo! Durante 18 auno a
um i.ini.ierio Thiert-Uarrot; que era nccctia- ga.elas Ihe dltterain emtodot o termo que o
rlaa minha abdicado. Ellet accretcentarain.he re era urna recaptlulacao viva de lodot ot -
verdade. aue urna tula era possivel, que ai ciot, que elle era um hornera avarento e mu
tropas alcancariain a victoria; porera que etla mesquioho, em cuja palavra e aecet n.ngue.ii
Mara caro, porquanto nao se trauva de poda confiar; que, e a classet tollredotas
um inotim senao de una guerra civil! Etta nao obUobam ot uielhoramentot que reclama-
oiii que pensar Eu anda nfio era rci, e j
quanlo, se devo-ter franco com Vmc, o que eslava cercado de cortez.*os. Quanlo ao que
ni ns me tem cuitado loflrer nao he a perda do s p,,<0 ll0 Holel-de-Ville, vou contar-lhe
brouo, nem mesmo o exilio, porem o .Heneo M yieniict leu-me OUlra vez a de-
luconcolnvel que tom sido observado por a- ...,.,
quolle que poder.au. ter dito multo en, minha elar,ac\':) ,la c*ra ,los depulados, que eu
defesa. Quando o poder eslava em minha* J" ** ouvi.lo o approvado no /'alacio
unios, multa gente me diiia: Senhor, V. M. Hayal. Ilespiindi com estas poucas palavras,
he a peJra angular da pai europea. Se V. M.' quu fiVun publicadas no Monileur. n l)c-
nio esllvetse aqui, o que serla da traiiqullll- ploro n eTusflo le sangue. E nada mais
dade do mundo .' Quando etlas palavras me disse. E a expressilo de l.afayel : Sr., V.
eram dirigidas, cu fa.ia um soniso de incredu- M S1>rg mi'lll.ir das repblicas
lidade, peinando que Dio llalla hombros a ,s,0 nfi0 f (|j,n n0 Hold-de-Ville ; po-
antes no 'alacio lloijnl, e
a sein resposta accres-
centei iininedialaineiito. a Nilo a nielhur
das repblicas ; pnrquo a mcllior inosmo
qiieesla adula,.m teve algiima apparencia de I nflO presta pora riada. Bam, disse o gene-
verdade, no dia em que, laucado o meu ihrono ra| l.afayel, enlflo una mnnarcli corea-
no po, a lava revolucionaria cslcndoii-se rc-
peiitinameiiie de urna outra extrrmitade da
Europa, na I.ombardia, na Sicilia, em Roma,
Vienu, Uerlim, Munich c na Hungra, urna
so voz nao te crgucu para perguntar : E este
homein que vamos condemnar a morrer no
exilio, nao contribuio para essa protperidadc
universal, a qual foi logo succedida |ior uina
Immensa ruina no moiiiento em que elle cable?
Por ventura nao se Ihe deve nem uina palavra
de despedida, uem urna saudade, ucn uina
lembrauca?
Pronunciando estas ultimas palavras, o rei,
o qual se linha deixado levar pelo calor do seus
leiituncntos, levantou-te da cadeira c poz-se a
passear pela livraria, pareceudo que nao te
lembrava que havia quem prcscnciatsc cite
desabafo de sua alma. Olhoi admirado para
este hornera to vigoroso c lo forte, do qual
ai gazetat radicaes teem dito, ha dez anuos: O
rei vai envelheceudq, o rei esl vclha, o rei
etl moribundo '
Paiinei da energa de seu corpo de ferro, da
llrraexa de .sua voz tonora e da vivacidade de
teus gestos. Parece que meu tcinblaule cx-
prestava a adniiracim que eu scDlia, porquan-
to o rei, parando em fenle de mim, disse :
Vine, parece que nao ouvio o que eu disse.
I'.ni que he que est pensando ?
Eslava pensando, Senlior, que V. M. linha
ainda multo auuos de felicidade que dar ao
povo fraucei.
Os Francezes, respondeu o rei (ornado, fa-
zem pouco caso da felicidade; elle sao lo
Athenleniet, que eslao aborrecidos de serein
chamados o povo feliz, aitiin como Alhenas
eslava aborrecida de ouvir chimar justo a
Ariatidea.
iiS. M receianda, tem duvlna.que eu tomas
se a tua obiervacio como seria, assumio lili-
mente a tua gravldade ordinaria, e,
ultima expressau foi bastante;
Etta
atsignei a mi-
vam, era porque a poltica do re era uina po-
uiiiina exitrtssio 101 udimi>< j*a,K,.^. .... ...... --
ubi abdicacao, algnl-a em lavar de etiae-, tilica falla de geoeroiidatte, opprewora e pet-
da de insliluiQoRS republicanas!' Ah
sim ili-seou, urna monarcha cercada de
instituicoos republicanas. Diga-me agora
ra Vmc. onde est um ludo islo o pro-
gramla ?
Nao vejo ncnhiim ccrlamente, respond
eu ; porm, seuhor,nnr quo razflo durante os
18 anuos do seu reinado, nflo disso V. M.
nada a respeito deste phantasma de pro-
grarnma, pelo qual aspaixOes fOram tan-
las vezes excitadas ? *
Ah .' varias vezes, muila vezes mesmo,
quiz refutaras falsi.lades publicadas a este
respeito; porm sempre encontrei opposi-
o ui a isso.
Do quem, senlior, perguntei eu f
De meus diflerentes ministros.
Es vontade do rci nunca tiinmphou da
dos seus ministros ?
K Ab Vn.c. lie como tantos outros L011-
hra-se de tudo o que se tem cscriplo acerca
da poltica pessoul do rci, acerca do sua
lenacidade invcncivel, e er geraimente
quj minha vontade nuncj encoulrou ne-
nhum obstculo Ella foi contraria la eui
toda a dirocoao o o.n lodos os lempos, e
assim devia ser, mo leudo rasando estra-
nhar isso. Eu linda, he verdado, niinluis
ideias particulares em poltica, e, quando
alguma quesillo se discuta em minha pre-
senta, piocurava fazer quu fossem adopta-
dos esses principios que, em minha cons-
eieneia de re e dt Francez, julgava serem
os verdadeiros principios; po m, fique
certo disso, minhas opiniOes ernm comba-
tidas, e livremente combatidas por aquel-
les de meus ministros que nao as adopta-
vam, e cu via-mc obrigado a ceder, quando
a.maoria delles se declarava esntra mim.
Isto aconteca varias vezes, nflo smenle
quando se discultam queslOes de pouca
monta, senflu lamben quanlo se deba-
tan! qucsles de grande importancia ; e
sem excepQflo acerca daquellas em quo so-
monte eu interossava. Por exumplo, fiz
os maiores esforQos para que a historia do
programma do llolcl-de-Vtllefsso refutada ;
porm sempre debalde. Meus ministros
promettiam-me sempro quo nprovelariam
a primeira occasiSo para o fazer ; porm ou
usa occasiilo nunca se oll'ereceu, ou ellcs
a nilo aproveitaram, pois nada nunca so
fez a este respeito Finalmente, cansado de
Canta dilaeflo, eu proprio escrevi urna re-
fulacflo.
o Fi-la clara, peremptoria e completa de-
Uaixo da ajstgiialura de UnBourgeoii de
Parit. Quiz manda-la imprimir ; porm,
antes de o fazer, resolv eommiiniea-la a
Casimir Prler, para verse mereca a sua
approvaciio; por quanlo, aqui entre nos,
sempre fui, Vmc. comprehende-me clara-
mente, sempro um re escrupulosa, e re-
ligiosamente conslitulcional. Eu o fui des-
de 7 de agosto de 183) al 2* do fevereiro
de 1818, sem interrupefio e sem nenbum
inlervallo, o posso accrescentar, sem ne-
iilium pozar. Casimir Prier leu a minha
obra, e achon-a ha. Nada se rde respon-
der a itson disse elle entilo. Que o rei iiuer
metter-se em polemi-cas. e expr sua obra,
seu nome a si:a pessoa discusslo?.' Nes-
te caso, nao istignarai O que val isto ? O
autor ser logo condecido ; porquanto pre-
sentemente ludo se torna publico, parti-
cularmente o que qiieaemos occultar. Sa-
her-se-ha logo que um forurgeoh de Paris
nflo lie nem mais nem monos que S. M.
t.uz Pliilippe ; e entilo quo ataques, quo
sarcasmos talvcz ?
aOSr, t m razflo, respond ou; porm digi-
me o quo acha quo so deve fazer; pois de-
liro trincamente quo hoja tempo de por
bice i circulando desta mantira'; de outra
sorleella acabar por ser crida, o islo nSo
convm, tanto pelo inleresse da monarcha,
como pelo inleresse da autor lade, a qual
tem mais uecessidade de respeito que da
fi.rca.
Pois bem, disso Casimir Pier, queira V.
M. confiar-me ooscrpto, quo prometi dar-
llic brevemente urna completa satisfaedo. .>
Entilo, vai publicaresta refutaeflo?* Eua
publicarei, porm de modo quo possa ser
lida portla a Franca, e por toda a Euro-
pa. Eu a lerci da tribuna, dopois do a ter
nitro liizid'i em alguma falla importante. t
Tom razflo, disse cu: isto he mui prefcrvol
ao que cu proprio propunha, e agradego-
Ihc cordialmenle tao boa ideia.
Casimir rrier tomou a minha refulacflo
e melteu-a na sua pasta para nunca mais a
tirar dshi.
E V. M nurre insisti sobre o cumpri-
nenio da promessa do ministro ?
Pelo contrario, insist multas vezes; mas
ello sempre mo responda que eslava es-
perando occasiilo opportuna: esta excepcSo,
esta rara avie que nunc i chegou para o rei.
S. M. disse-me depois, sorrindo : n Estou
cnnUiido-lhe cousas, as quaes Vmc pro-
vavelmento nflo toma mnhum interesa!, a
Itespotidi-llie que pelo contrario, ellas mo
inicressavum muito.
Eslimo ter oecasiflo de contradizer algu-
ma das baixiis calumnias que teem circulado
contra mim. ( O rei alludio aqui a varias
falsidades que tinham sido publicadas, o
entro outras a de ter elle dostruilo as flo-
restas, cortando arvoros antes do lempo
proprio. Elle accrescentou depois:,)
Vine, da de lembrar-sodas discussesvio-
lentas, as quaes a minda cobiQ, ;vicio, cu~
ja existencia ninguejn procurou negar, nom
mesmo os meus amigos; porque a cubica
do re l.uiz Philppc de presentcincntt) ama
sorte du p'ovrbio nis quies a minha co-
liica, digo, foi atacada, es? dcclarou quo eu
devia no esta lo qualro inildes de francos.
Mr. de Monlalivel ap.cllou desta decisflo
para o conculho de estado ; porm ninguem
ouvio mais nunca fallar disso, o sabe Vmc.
porque? Porque o concedi do estado dc-
clarou que, em vez do eu dever quatro mi-
HiOns ao estado, era o estado que mo devia
cincuenta mil francos. Quando o ministro
da fazonda me communicou isto, pergun-
tei-lhe quando pretenda propr acamara
a racliticacao da decisflo do concedi? Nun-
ca mo respondeu elle, porque, se eu fosse
tratar oulra vez desle negocio, se eu fosse
dizor cmara que o estado deve cincuenta
mil francos a V. M., o ministerio, a que le-
udo a honra de pertencer, seria immedia-
lamento arruinado.
Porm, senhor, hesitar em cumprir um
tal dever, ho urna fraqueza vil.
Jess.' Era a poltica ministerial. O peior
de tudo isto foi que, doixando-me exposlo o
som defesa aos mais odiosos e infundados
ataques, os ministros iam preparando, sem
o suspeitarem, a ruina nSo de um nionar-
cha, porm da monaredia ellesiam abrin-
do o camindo para a torrente de fevereiro.
Vmc. vio com que prodigiosa facilidade se
oifeituou esta conviilsflo ncrivel; Vmc. vio
quflo pouco caso se fez da moderaco e pa-
triotismo quo eu e mnda familia mostra-
mos nossii occasiflo ; Vmc. vio que a calum-
nia, um voz da ficar silenciosa, quando eu
ja nflo eslava presente, adquiri nova ener-
ga com a minda desgrana Eu part priva-
do de ludo e naquelle mesmo tempo se dis-
se que, preveudu o golpe quo havii deci-
dir um dia sobre minda cabeci, eu tinha
organisado de antcmflo para mim um au-
xilio dourado. Fallou-se de milhOes remet-
lidos por minha conla para a America a
para a Inglaterra. At fram publicados os
nomos de meus banqueiros nosles dous
paizos. Publicou-se o nome de urna ra,
da qual eu ora proprietario m Nevr-York,
e mencionou-se o numero das queeupos-
suia em Londres, o que ludo linha aido
comprado com as sobras de minha lista ci-
vil. Como um doinem que possuia tantos
milhues, como se dizia que eu possuia, nflo
poda ter precisflo de cousa alguma, a mi-
nda propriedade foi sequestrada. O que eu
nunca teria aulorisado contra o mais obs-
curo ciliada.) da franca foi som escrpulo
permiltido contra mim .' Sequestraram o
patrimonio de maulia familia, as rondas de-
dicadas aos meus lildos. Pobres fillios!
Que linham olios feito ? Poda existir em
Franca um s cidadfio, qur grande, qur
pequeo, que livesse amado sua patria mais
do que ellos a amavam ? Nenhum soldado
teria sido msis promplo em derramar o seu.
MUTILADO


"""-
KKTRiS4.'>>-M-IIJWILMK!JJ
FIQ7U0 pela rrniiQ-i ; porto eram meus fi
lhos. e islo parercu laslo suflleiente para
ano fossem i.volvidos rm minha desgrana.
Quz so que o ro, a rainha?o seus filhos. es-
sos p-anili's criminoso*, fioassem privados
le ludo. Qiiz-f quea familia Orleans sen-
tase a pnlroza cm una Ierra de exilio. Pois
liem, alegrem-se os meus inimigos, nos i
tomos solTrido. N8o poique nesta nobre
Inglaterra nos tenham rallado ofTcrecimen-
tos do assistcnrla ; nao: ellos teem chov do
sobro niim, disfarcados di-haixo das m'is
benignas e mal engenhosai formas; porcm
lenho-OS recusado todos. BstOU dcln-mi-
nado a fazcr rom que Be diga que o re I.uiz
l'hilippo, o re que consagrou Versailhes a
todas as glorias de SOU paiz, sofl'reu com sua
familia as matare* prvac/ies, e isto porque
os Reventadores da Franca, antes de lh<*
restituir o que era seu, quizeram examinar
fundamntala ente a fortuna dease Nababo
da nionarchia europea. Curiosidade insig-
niflcaole .' Porquanto deste exame, feilo
por homens que nflo eram meus amigos,
esiiltoii'que o Nababo, o qual se represan-
tava como tilo avareoto, que economisava
uma grande parlado* 12 mllboesannuao*
da sua lisia civil, devia 30 milhOes de frin-
ci s, quando deixou o ihrono. Eu requeiio
agora que examinen) tumbein a origem des
ta divida, e que, depois de a terem dcscobcr-
lo, a publiquen) p-ra onhecimento di
Franca ; po ni.creia-me Mr. L.. elles nflo
rada tal! Nflo ; ellos nflo farflo >so.'
llo-mc impos>ivel piular a energa e a
cmivircflo desenvolvidas pelo rei durante a
uHme parle desta conversagflo limas ve-
zesa fallado nobre aneiflo balbuciava ile-
li.nxo ile urna emoCflO <|uc ella de bable pro*
riirava ronter ; uut olhus llie i a ni salanlo rusto, porcm esta
emofSo nflo durava Ibais qu.- um momen-
to; vontade do rei continha logoasen-
sibilidade do homem EnDeanlo, quando,
estendendn as mfloa para o eco, como para
pedir llie jlistica, o illuslre orador pronun-
riuu as palavras : Ellos nflo fariio taiI! Nflo,
elles nflo farflo islo sua voz tornou-se fir-
me e scusomblanlo, posto que ainla per-
maneciese animado, reasumi sua exprs-
sflo ordinaria ; elle era ao mesmo tempo se-
rio e benigno.
O e.-crpior diz finalmenteque, querendo
retirnr-se, o rei Ihe fez prometiere qoe o vi-
sitara oulra vez antes de saliirda Inglater-
ra ; e que, indo para este fin a Claremonl,
e saliendo all que a familia se linlia mu-
dado para llicbmond, em consequencia da
injuria qoctiulia SolTrido em sua HUde por
causa da agoa daquellc sillo, foi v-la neste
ultimo lugar; porin queachouo re tflo
fatigado de vigiar sobre o leilo do principo
do Joihvillc, que nflo so attreveu a fallar*
Ihe. Elle conclue assim : \o dia seguinte
part para Pars, onde cheguci a lempo de
assislir a nebulosa, ebuvosa c sombra fis-
ta, chamada a Testa da COnstltuiclO. Tillbs
doixadoa realeza em urna eslalagem e va
Marrast debaixodeuros ranopeni
( ilorning Chronicle. )
rmmKBmantr".-xr33xm. *>
PEcijMMBUCQ
El EITORF.S DA FRECUEZIA DA SE' RE
CUNDA.
os SUS. VOTOS.
Joflo RspllSta da Silva Manguind 219
Francisco das Chagas Safguelro 217
ClirislovSodos Sanios Cavalcanto 215
.Manoel Joaqun) de Miranda l.obo 214
Manuel Jo-e Tciseira Bastos Jnior 213
Antonio Jos do Souza Gomes 212
Francisco do lleco Karros 212
Joflo G<>iicalves lloiliigues Franca 212
Jo de llarros Cavalcanle 212
Francisco Jos do Amaral 212
Jos Antonio Serpa 211
Francisco lloinom da Cimba d'E^a 210
Francisco Pedro Cileslno 210
Vicente Ferreira da Silva Braga 210
Francisco das Ghagaa do llozario 165
Ignacio Antonio do llarros Faleflo
.Silvano dos Santos L. 1 asli lio lli am o
Francisco Candido das Chagas
Francisco Antonio M.-n.ii;- Gurjflo
bernardo da Silva Guimarfles
Mano Alvos de Sanl'Anna
Manoel do Rozarlo Tavares
Antonio dos Santos Lopes
JOlo llaptisla de Azovedo
Joflo Soveroo do Romfim
Jos Francisco llapiisla
Joflo Antonio Itibeiro
Manuel *lves Cavalcanle
Manoel Antonio Alves de llrito
Marcilliiio Jos da Silva llraga
Marcellino Anlonio Dornellas
Jci- Tavares Gomes da Silva
Iternar.lino Jo* Serpa
Joilo dos Sanios Fragoso
Manoel Dionisio Gomes do Reg
Slanoel Thotnaz do Olivelra
JaselMonUlo6on.es do llego
Joflo Marraldos Santos
Manoel Clemente de Almeida
Joaqu jm Francisco de lanas
JoiluSoaros Raposo
Gandido Jos Serpa
FilppoNery de Faria
Joaquim d'Assumppfio
Jos Ferreira Maiinlio
Joflo l'aulo Ft-rrcira
Miguel Joaquim llarhoza F. de Carvalho
Abelio Tavares Gomes da Silva
ilemardiuo Jos Serpa Jnior
Filippe Manoel de Chrislo Leal
Manoel Ferreira da Silva
Manoel Jos da Tnndade
liento Alves Oezerra
Cuilherme Clemente Alves Racsltio
Jos de J'-sus Menezes
Paulino J. dos S. C. de Albuqucrque
Antonio Joaquim Itabello Pessoa
Francisco Joaquim das Chagas
Francisco Antonio das Chagas
Jos Tavares Gomes da Silva
JosLourenco Meira do Vasconcellos
Manoel da l'orciuncula Ferreira
Manoel Zacaras da Silva llraga
Placido Antonio dos Santos
VaKIED vDiJ.
da classificacao etilvtjcraphica, ou
da divisao dos haiiitadoites da ter-
ra secundo as suas lingas.
Para proseguir' nietlio ticamente nesta
classilicacuo do genero humano, que pare-
ce a mais duradoura que se poda Tazar, de-
vemos primeiramenta dar a delinicflo do
que bn niicflo.
Em geral fallando plein-se dar palavra
nacfln tres accepcOos diversas, segundo
s reputa nos sentaos histrico e polti-
co, geographico e ethooprapliico, 011 gene-
'IlliaCO.
No smlidu poltico ou hitlorico denomina-
e nac,A0 a lodos os povos que, posto q.10
irofessom difTeienlo relgiflo, fallcm dilTe-
rentos lingoas o estojam em differento grao
docivilisaQfio, vivem anda assini submet-
Iidos a un mesmo poder soberano ; 011 por
nutras palavras, quando formam na sua to-
talidade um corpo poltico inde'pendsnte de
nutro qualquer, o com qualqucr titulo que
soja. Assim, vrrbi-gmtiu, appellidamos llus-
*os lodosos queestSo submissos ao impe-
rador da Russia, anda quo tenham difJVrcn-
lereligflo. lngoa, rivilisaQo, etc.
No sentido geographico eoncubc-se por na-
QIn lodosos habitantes de um paiz que tcom
limites geographicos, quero altar, limites
naturaos, ndependent.mente das lingoas
que fallam e dos corpos polticos a quedi-
zem rospeito.
Assim, vtrbi-ijrath, engnominam-se In-
dios lodosos habitantes da va-da regulo in-
clui.la entre o llimalaya e o mar da India,
o Indo n oGangcs.
Fmfin appliea-se o nome de ntclo aos
habitantes de qualquer regio que fallam a
mesma lingos eseus diversos dialectos, in-
dopcndenle das distancias quo os separam,
dasdifforoncas dos.corpos polilieos a que
pertencem, das rellgiOes que professam o
dos graos de civilisaeflo em que se aoham
Por este nriueipio arpclliilamos Portugueses,
Hepanhu, Pranetsa e lngle:es a lodos os
descendentes dos colonos mandados ha tres
v rulos para as diversas partes do globo.
O nome d" nscflO no sentido poltico e
histrico be tilo mudavel como os successos
que trastornam tflo frequen temen te a face
da t-rra.
Urna divisSode povos eslriba.la sobrees-
t base ser, pois, a mais desconvcnienlo todas, pois lie a mais variavel e menos du-
radoura. A que classilcasse todas as na-
cOesda trra tomando por alicoree esta pa-
lma no sentido geographico, bem qua me-
nos inconstante que o precedente, nflo Si-
ria monos desconveniente ; pois qup, leudo
divisOes qu nflo corresponden! s da ethno-
graphia, estilo alm disso a maior parte das
veres em oppos:cSo com as divisoes polti-
cas, sem que por islo tenham a superior!-
dade deserem iinmiidaveis.
Esla quali lade se encontra nicamente
na divisflo etnnographica
A bngo 1 he o principal caracterstico quo
distingue uma na$30 da oulra ; e militas
vezes he o nico, por.|ue os oulros silo qua-
s imporceptlvois, como acontece boje entre
as na(Oos da Europa, entre as da India, In-
do-China, Malesia archipelago Indiano;,
ele.
Comliiilo a lingna, alm de scror.lnaria-
monte o nico o principal caracterstico de
qualquer nacflo, rene mais a creumstan-
cia de ser quas sempre nalleravcl, consor-
vandoso alravs dos seculos, porque nem o
decurso dos lempos, nem as alteracOes de
governo, nem as alleracos de relgiflo e
InstituicOes inoraos e polticas pdem, em
geral fallando, deirbal-a
Como na descrpcjlo geral de rada parle
do mu 11 lo se ha de ai resenlar urna tahua de
lodas as familias ethuogranhicas que Ihe
pertencem, com as suas liguas principaes,
restringir-nos-hornos aqu a dar a deliuicao
do que se deve compreliendor por familia,
por lng o irmaa e diultcto, c recopilaremos
depois o mappa-mundi elhnograidico.
Troncn,origem,nu familia tthnogruphtca he
urna collec$flo ou grupo do lingojs que te-
em entre si grande semelbanca
Pesem ver, por assim dzer, tanto as da
familia que se Iho icconhece uma origem
commiim, muilo mais quando a historia
ordinariamente vem em soccorro d'esla
presuinpcSo, dando-nos a conhecer os ves-
tigios das omigri'Coes dos povos qua as
fallam. EsUs lingoas muas constilucm as
familias 011 troncos ethnograpkicos.
Us dialectos, geialineiit.; fallando, sflo
maneirss dilTerenle de fallar a mesma
lngoa. lie a dcfiucflo menos inexacta que
algumas vezes so p.le dar, porque nflo ha
duvida que a miiido com a dill'ercnlo pro-
nuncia se inlroduzem igualmente difieren-
tes construciOe<.
estado impoifeitodaethnograpliia nflo
perniittio elassifie ir no atlaslcthoograpbico
senflo 860 lingoas, o obra de 5,000 dialec-
tos Deste n 11 mero de idiomas 153 perten-
cem Asia, 53 Fu opa, 115 a frica, 117
aOceauia e 422 Amer ci. Applicando a
ethnographa a .livisio do globo em 5 par-
les, dividimos todas as lingoas conhecidas
as seguiutes 5 classes,
M tPP UUNOI ETIINOGntPIlICO DO GLOBO.
I.ingoa asiticas, siihdivdidas em fami-
lias das lingoas semticas, o rabe, hehieu,
ClC. : lingoas dn regido caucsica, o ge rgio,
armenio, ele. ; familias das lingoas per-
sicas, o zin.l, o persa,. te. ; lingoas atin-
gido india, a familia sanokriiira, a familia
malabar, ele ; lingo da regido traiisgran-
gttica, as familias do Tibet, chnezs, japo-
noza, etc. ; grupo das lingoas tartricas, fa-
milias tunguse com o inanchu, mongol,
ele. ; lingoas da re/ido liberica, familias sa-
moyeda, ienissei, ele.
Lingoas europeas, subdivididas em seis
familias : a tasconca ou ibrica, o vascouc,o
ou oscuara, a cltica, o gallo o o cyrn-raog,
etc. ; a traco-pelasgicu ou g>ecdatina, o por-
tugus, bespanbol, francez, italiano, etc. ;
g rmanica, o alto allemflo, allemflo sueco,
ele. ; a lrica ou esclatonica, o russo, pola-
co, illyrio, etc. ; a urlica, o linlandico, la-
pflo, ele. Levando os limites da Europa al
a crista do Gaucaso como o fi/emos nesta
geographia deve referr-se a esta parto do
mundo obra de melado das lingoas quo se
fallam na regiflo do Caucaso, que por varias
rasOes incluimos todas na Asa no altas
elhnngiaphico.
Lingoas africanas, subdivididas em cinco gru-
pos : lingoas da regiao' do Kilo, a familia egip-
ciaca, uubica, IC. lingoas da regiao dos Atlas,
formando a familia das lingoas atlnticas, 01-
(lantico proprio ou amaiigh, rlc; lingoas da
Negricia martima, a familia mandinga, a fami-
lia achanlia, etc ; tingos da frica austral, os
familias congo, cafre, liottentole, gallas, etc. ;
lingoas da Segricia interior, familias haussa, bo-
uiuaiia, ele ; as lingoas t< uibuctu, uianiana,
eci.
Lingoas ocenicas, subdivididas ein familia
das lingoas mclesias, o grande nceaoico, o ja-
va vulgar, o inalaio proprio; lingoas dos negros
ocenicos e oulros povot, o teinbura, o SyUntg.
Lingoas americanas, subdivididas em ouie
gropoa: Kaoaaarm da regilo auitral da America
meridional, a ramilla chilena, as lingoas peche-
reza, patagnica, etc.; Ii'njoa da tequio peru-
viana, as familias inocobvabipu. vilrla-lule,
peruviana; as lingoas laiuca. chiquita, etc.;
lingoas da rrgiao tiuarani-brasilica, a familia
biatilica com o guaran proprio, obrasileiro,
o magua, ele; as ramillas purys, inachar-ca-
macau e payagua-giiaycurus ; as lingoas char-
ra, guayara, botrrudo, boroso, miindrucu,
ele; lingoas da rrgia'o OreniCii-Amasonasou An-
ilas-l'asima, as faniiliiscaribe lamanaca, saliva,
ocl.; tingoas da regiao' de (iuatrmnla, as familias
maya-quiche, linr .as cbnulal, ele; lingoas do
valo do Amahuac o do ilexico, a familia mrsi-
cana ; as lingoas uiisl.c.i, ele; Jingoas do pial
central da Amirica do norte e dos paites limilro-
phes a Une e oeste, as familias larahiiniara, pa-
ois-arrap.-ihocs, etc.; lingoas da regan' Missnri-
Colombiana, a familia eoliiinbiana, a lingoa
susser, ele; lingoas da regivi' Alleghanica ou dos
lagos, as familias mobilnalchei, niohawk-hiiro
ou roqueta, ote ; lingoas da coit'i oeelen-
lal da America do noria!, fonilias tvaicure, co-
chiiui-lyauoiia, etc ; lingoas da regiao' boreal da
America do norte, familia doi idiomas esqui-
mos com o esquimo, ect.
Kntrc esle prodigioso numero de lingoas
que acabamos de clasificar, quinze sao falla-
das por maior numero de individuos, ou dila-
tan! u seu dominio sobre mais rrgies. Kntre
estes idiomas, seis pertencem Asia, a saber :
o chinei, o rabe, n turco, o persa o hebreo c
osanskrit; oito Kuropa, a saber : o portu-
guez, o allemao, o inglez, o francs, o hespa-
nbul, o russo, o grego e o laliiu ; naOccanla
tmente o malaio.
(Tradozido do lllustraltd Lond'.n Seus.)
CGMMERLlO.
ALFANDEGA.
Rcndimento do dia 2.....
CONSULADO GERAL.
Rcndimento do dia 2.....
Diversas provincias......
4:30i,61
849,416
16,007
Sexta- Filra.
Das 8 e meia s 11 Inglez.
Das 11 o meia as duas Francez.
Sahbio
Das8e meia s 11 Geometra.
Das II o meia nsduas Philosophia.
N. R. Odia impedido por ser feriado
passar'i a ser como a quinta-fera.
Secretaria do curso jurdico de Olinda, 31
do outubro do 1849. O padre Miguel do Sa-
cramento Lopes dama, director. _________
f
Publicn-ao lilterari i.
Slcmorios lisloricas
da provincia tle Pernambuco por
JosllernarJo Fenandes Gama,
4 volumesom oilavo, com retrato do autor
em frente e diversos mappas e plantas to-
pographicas.
He uma obra de su mino interesse e de pr-
mira neccisidade para quanlos habitam
Pernamboco. He a historia mais curiosa
que possumos desdo a descoberls e funda-
dlo desta provincia al os nossos das, com
as particularidades mais minuciosas e do-
cumentos originaos que anda nflo lnbam
visto a luz.
Vende-se na prac,a do Commercio, es-
criptorio n. 2._________________
Publica^o medica.
Publics-se cm Lisboa, e vende-se na pra-
ca da Independencia, livraria ns. 6 e 8, o
Jornal das scencias medicas,
desde 1835 al 1848, um volume cm oitavo
por cada semestre, pelo proco de 3,000 rs.
por semestre, e 6,000 rs. por anno.
865,423
CONSULADO
non.lmenlo do dia
PROVINCIAL.
368,330
Movimento do Porlo.
Navios entrados no dia S.
Ro-de Janeiro 15 das, brigue inglez
Ladij-llarreq, de 145 toneladas, cap 1.1o
Jimesllay, cquipagom 9, em lastro; ao
cap tflo
New-London pela ilha do Fogo 56 das
do ultimo porto 10, galera americana Co-
rinthiun, de 503 toneladas, captUo Jere-
miah Stale, equipagem 21, carga petre-
clios para posea Vcm refrescar o se-
gu para poscaria.
Rio-de Janeiro 22 das, brigue hrasileiro
llom-Jesus, do 222 toneladas, capilflo Joflo
Ventura da Silva, rqupagem 14, carga
familia de mandioca eniais gneros; a
Manoel Francisco da Silva. Passag.ros,
Joflo Jos Rodrigues, Jos Maximiano de
Almeida Gabral, Joaquim l'ercira Cuima-
i3es, Antonio Jos dos Santos fernam-
buca, Rrasleiros; Reirn de Baquier,
Francez.
KDITAES.
Pela inspectora da alfaudcga se faz
publico que se hflo de arrematar em hasta
publica, na porta da mesma, no da S Je
uovemhro prximo futuro, na conformida-
le do artigo 288 do regulamcnlo de 22 de
jiinhode 1836, as mercaderias abaixo de-
claradas, apprehen ldas pelos empregados
da visila do descarga abordo da barca in-
glesa flonita, a saber : 97 latas com conser-
vas de peixe e orvbas, avahadas por arbi-
tramento em 48,500 ; 2 latas com aranques,
por arbitramento 9,000 1 nove vidros com
conservasde fruclas, pela tarifa 1,080; I v-
.Iro rom oito ont;as de mostarda em p, pe-
la tarifa 240 rs. ; 1 vaso com urna libra de
sal refinado, pela tarifa 30 rs.; 4 boifirs com
4 libras da doce, por arbitramento 1,230 ; 1
la a o, I vdro com pos para molho, por ar-
bitra mu uto 800 rs. ; 10 vidros com molho
cm calda, por arbitramento 5,000 ; 3 garra-
fas c un ervas para tempero, por arbitra-
mento 960 rs. : sendo a arrematarlo livre
de direitos.
Alio doga de Pernambuco, 30 de outubro
de 1849. O inspector, Luiz Antonia de
Sampaio Vianna.
I'cla inspectora da alfandega so faz pu
blico que, no dia 3 de novomhro prximo
vindouro, se hflo de arrematar em hasta pu-
blica, na uorta da mesma, depois do meio-
dia, 180 huidos de louca vidrada com lam-
pa, por factura um 160 rs. total 28,800 rs. _
impugnados pelo guarda Joflo Gregorio dos
Santos, no despachado por factura 11 667 de
31 do correte : sendo a arremalueflo sub-
ji'ii.i a drelos
Alfandega do Pernambuco, 30 do outubro
de 1849. O inspector, Luiz Anlonio di
Sampaio \ianna.
IWCAflORlA MILITAR.
Ii'.ir lom do lilui. Sr. inspector da paija-
diria edadoExm.Sr. presidente de indo
outubro prsenlo annuncia-se que, no da
3 denovembro futuro, se arrcniatarflo ante
esta mesma pagadura quarenta cavados: as
pessoas que os pretenderen) os poderflo ver
no quarlel da compnnhia de cavallaria, fi-
cando certas quo as 10 horas do referido
dia principiara a mesma arremalacflo em
hasta publica. I'agadoria militar de Per-
nambuco, 29 de outubro de 1849. O es-
cnvflo, Joo Ar cenia bar buza.
CURSO JURDICO.
I aro saber aos est oda ules do Collegodas
arles o do lyceu que, alim de lerem nos exa-
mos preparatorios a preferencia que Ihes
conceden! as ordeus imperiaes, be mistor
que instruam os seus requerimenlos com at-
iesta dos descus respectivos profossores quo
abonen) a sua frequencia e aproveitameuio.
Olinda, 27 de outubro de 1849. o padre
Mujttcl do Sacramento Lopes Gama, director,
l-'aoo saber a quom convor que os exa-
mes preparatorios do curso jurdico scrlio
distribuidos pelos das uteisda manoira se-
g'iinle:
Stgunda-Feira.
Das 8 emeia s II horas da manhfla
Geographia.
Das II e meia s duas Lalim.
Terca-Feira.
Das 8 e meia as II Rhotorica.
Das II e meia as duas Lalim.
Quarla-Fira.
Das 8 e meia as 11 Geographia,
Das 11 s duas Francez.
Avisos martimos.
_________________________^
Para o Havre sabe, com a maior bre-
vidade possivel, a barca franceza Zilia, ca-
pullo l.emellz : quem quizer carregar, ou
ir de passagem, para o que lom excellentes
commodos, dirija-se aos seus consignata-
rios, J. P. Adour & C. na ra da Cadeia,
n. 52.
Para a Rabia o patacho S.-Cru: segu
em poucos das : anda recebe carga e pas-
sageiros, para o que trata-se ao lado do Cor-
po-Saolo, loja de macamea, n. 25.
Para a Baha salto o hiato Flor-de-Cu-
ruripe, de primera marcha : para carga e
passageiros, trala-se na ra do Vigaro,
n. 5.
Para Angola e oulros por-
tas da Costa -d' A frica pretende sa-
bir, no dia 5 de novembro impre-
terivelmeute, o brigue francez Fa-
ber: anda recebe algnma carga e
passageiros, para oque tem ex-
cedentes commodos : os preten-
dentes dirijam-se aos consignata-
rios do mesmo, B. Lasserre & C,
ra da St'iiz illii-Vellid, u. I 33
.
descobrio quo a Nalalcnse dexou profun-
das impressii's no animo de todos ; proeu-
rou os dramas que se all representaras), n
pretendo leva-Ios secna, senflo eom aquel.
la pompa, ao menos com aquella decentU
e com o mesmo decoro, -rom que 04 levou
precitado sociedade.
O director reclama a assignalada prntec.
eflo do publico para o compl-to etilo de
sua empreza, e prometi trabalhar com to-
da as su as largas em nflo desmerecer a es-
quena estima qu tem procurado adquirir.
O praco das assignaluras dos camarotes
de frente ser 80,000 rs. por 12 noit.s, 0
dos camarotes do lado ser 40,000 rs., o da
platea 8,000 rs.--Tamben) so receba para (
noiles.
Eslo abortas as assignitnras na casa an-
iicxs ao mesmo theatro, residencia do di-
redor.
John Scott declara que Joo Regau n!o
p le fazer venda, ou por qualquer frim
dispr dos gneros que tem no armaiem do
trapiche novo, n. 28, e mais os motis exs.
lentes no primoiro andar da casa em qu
est o dito armazem ; por isso que est lu-
do hypothecado an annunrianto com a con-
dieflo de nflo poder o hypothecante vender,
on alienar sem expresso cons?ntimenlo do
annuncianle.
~ Roga-se so Sor. psdre Jos Emgdio
Jorge de Lima que por sua hondada quein
mandar remir a sua lettra que tem em umi
venda na ridade de Olinda.
Aluga-seums casa no sitio do CordeU
ro, margem do rio Capibaribe, com com-
modos para grande familia, cozinha f'rs,
estribara, cocheira e quarto para criado ;
uma dita mais pequea, tambem com bons
commodos para familia e estribara : a tra-
tar no paleo do Carmo, n. 1", eom Gabriel
Anlonio.
Aluga-souma das melhorcs casas no
Csxang, que fica 1.0 p da ponle, a qual
tem duas grandes salas, corredor lavado, 8
quartos, cozinha fra, banho no fund do
quintal: a tratar na rus de Horlas, n. 9.

.
?)
Le loes.
Ilenry Glbson far lelflo, por inlerven-
mento de fazeudas inglezas, tolas propias
do mercado : segunda feira, 5 do correlo,
as 10 horas da manhfla, no seu armazem da
ra da Cadeia.
Scliafheillim & Tebler farSo leilSo,
por inierveiiQSo do corretor- Oliveira, de
um ro pelo sorlimento >lo fazendas de
lila, I .1.10, soda, o de algodflo, todas pro-
piias do morcado: terga-feira, 6 do cor
rente, s 10 horas da manhfla, no seu arma-
/o 1. da ra da G'uz
m
Avisos diversos.
-- O Sr. Ezcqulel de Souza Cavalcanle,
mesl.-e de danos, quera dirgir-se livra-
ria, ns. 6 e 8, da pi ac da Independencia.
DIVERTIMIENTO PASTORIL.
Nflo sflo sempre mais bellas, nem mais
enrgicas aquellas cousas que sflo dilas
com palavras pomposas, e atrevidas liy per-
boles. As figuras, os grupos, as situacOes
da nossa historia, ou lia nossa Iradicfilo,
3oe para aqu lambem val, sflo assumptos
ignos da casta e severa penna de Eschylo,
e do apa i sonado Eurpides. Estos mcs'tres
da tragedia groga nflo se expriman) coma
lbenla le de Shakespeare, e be por isso que
elles agradam o hflo do ag>adar emquanio
houver na trra um coragflo para sentir.
Adansou nos conta, citando um critico
Alloman, que entre tantas tragedias de
Ignez de Castro, portugue/as, castelnanas,
allemflasc inglezas, nenhuma tinha sabido
duna de tflo nobre assumplo.
U mismo nflo se dir de Cames, que o
tratou com tanta delicadeza e uneflo, como
o nflo far lola algum. Reruandin de
San-Pierio, no SOU i 111 mortal romaiise l'au-
lo e Virginia, nunca desponta do sublime,
porque aquella simplicidad bblica, que
su o chrislianismo soube derramar, he a
cor natural do seu o.-lylo. ChalcauhrianJ
nos enleinece maviosamente na sua trage-
dia, Mny.-o-, Corneillee Racinn nos mar-
vilham cm as suas innocentes e patticas
scenss. 111 laga o qua vos commove em
todos os bons esc i lores, e acharis que s
a sirnplicidade possueesseprevlego. Dado
como incouleslavel este principio, que sce-
na n.ais inlernecedora que o nascimento de
Jess ? Que cousa mais tocante do que um
pobro horco, conteudo o senhor do lodas as
riquezas e de todas as pompas P Km nenhu-
ma parte, poiui, he o nascimento de
Ghri-to 13o rico e lo potico como no
brasil.
As bellas noiles do dezembro Ihe dio um
esplendido realce. As brilhantese nsonhas
estrellas do co brasileiro enloam o seo
lotivor; as pastoras, os poetas, lodos os ar-
listas, todas as classes eanlam a sua magni-
ficencia. c.ao ser bello unir esse immen-
so concert mais urna nota, anda quesiu-
gela? NSo sor louvavei aquello queae
propozer divertir neslas noiles o povo co
innocentes e tocantes espectculos? iNflo
sera til recreiar-se o espirito com algumas
lices de moral, depois dss folias ecanta-
res do Natal ? Deiiarnoa arespostaa ou-
trem. O director do theairo de San-Fran-
cisco, esludaudo a ndole do povo, que o
eteula, para poder merecer a aua atlencao,
DEPOSITO GERAL
do superior rap areia-prtta J
9 da fabrica de Gantois Pai' a~
Ihet&c Compania, na Ba- !
aj ni a.
# Domingos Alves Matheus, agente da 9
t>; fabrica de tap superior arcia preta <
#S e nieo grosso da llahia, tem aberio o
fj> seu deposito na ra Cruz, no liecifo a
n. 52, primeiro andar, onde se achara-t)
sempre desle cxcellenlee mais acre- a|
ditado rap que al o presente se tem %
4 fabricado no Rrasil: vende-se en bo- a
>> tes de uma e meia libra, por preco S)
>.! mais commodo do que em oulra qual- ^
* quer parte. i
Fugio, no dia 20 do prximo passado, 1
escrava Joseplia, de naclloCongo, de 26 an-
uos ; tem o rosto redondo, e falla de dous
denles na frente, de estatura regular, secca
e espigada ; he bailante preta, e bem co-
nhecida nesta praqa, por andar na ra ven-
dendo pflo ; levou vest lo de ganga azul
panno da Cosa com listras miudas ; quem
a pegar lovc-a ra estreila do Rozario, n.
18, segundo andar, quo sera gratificado.
Aluga-se uma prela queseja fiel e di
ligente, e que cozinhe, compre e faca todos
os mais arranjos de uma casa : na roa es-
treila do Rozario, n 20, segundo andar.
-- No Aterro-da-Roa-Vist, 11 5, precisa-
sede uni.1 ama secca para o servido de uma
casa de pouca familia.
Arronda-se pelo tempo da fasta, ou
anuualmenio, um exccllonio sitio com uma
grande casa decampo, conlendo esta duis
grandes salas na frente, seis grandes
quartos, cosin'a grande, cocheira para
carro, estribara o casa para protos, com
terrado na frente da casa todo o sitio
cercado, conlendo uma grande planta de
ananaz commum, nutra dita de ahacaxis,
bananas pialas e do dilTerentes qualidades,
jaqueiras, larangeiras, algumas tle emhigo,
una poucus de ps de frutapflo, cajueiros,
ps de roncas, com um jaiilim ao lado da
casa, bstanlos pesdocaf e proporcOes para
urna excellonte hoila. por correr o Prata
pela frente da casa, no lugar de Apipucoi,
junto ao engenho Dous Irmflos: a tratar
com o subdelegado barata, na ru ds Ca-
deia de S.-Antonio, n.
Precisa-se de uma criada, preferindo-
so eslrangeira, para servir rm uma casi de
familia e que d fiador a sua conduela : na
praca da Boa-Vista, n. 32, segundo andar.
Dflo-se ircsentos ou qualrocentos mil
rs. a premio sobre penhores de ouro ou
prata : na ra Nova, n. 47, segundo andar.
--A firma commercial de Cunta & Cam-
pos, com eslabelecimeiito ns ra do Cres-
pu e luja de fazendas n. .12, acha-a ex-
liucla de comrourn aecrdo com os interes-
sados, tendo licado a cargo do socio Jos
da Silva Campos mostrar a dita firma ex-
mela quito de seu debi'o passivo : por isso
os ciedores dola se devoran entender com
o abaixo assignado. Pernambuco, 31 da
outubro de 1819.
Jo.\i- da Silva Campos
O abaixo assignado faz scionlo aorespei-
lavel corpo de commercio desta praca, qua
tem eslahelecido uma loja da fazendas di
ra do Gres o, 11. 12, c tem ascultudo 1*1*
a gerencia do oito estabelecitnenlo ao Sr.
Joaquim Jos Feniandrs da Luz, ao qual
lem passado procurado com pudores ha-
tantea para poder comprar e vendar, psg'f
eassignarquaesquer documentos psssiv<"
com a firma de Jos da Silva Campo* <
C. tudo debaixo da rosponaabilidada do
abaixo assignado, em consoquencia do alto
conceitoque Ihe merece, cuja proeu'acflo
se acha Uncada em notas do tbelliilu
Colho.
Josi.' da Silva Campo*.
Precisa-se sabor quem representa nes-
la cidade por Domingos Alves Baiboza que
ae diz arromalante do um sitio no Arraial,
alim de so poder cobrar as rendas decor-
ridas deselembrode 18(3 at o presente''0
dito sitio, do qual se inculcava senhor, sem
o sor, por ter-sn jolgado nulla sss arre- ,
matai.no por sentouija quo passou cm j"("
gado : islo dcspja saber m interitsado.
Jos Luz Ferreira da Silva comprou e
liea cusen poder-, por conta de Fernjnd
Jos Gardozo Guimarfles, d Mosssoio.le* o
meio biHielo o. 5,587 da H lotera 5 ln I
nelcio do ih-alro da imperial cidatft di
Nictheroy.


I
'Tt

Desafio.
Tendo o Sr. juiz de pez ili fieguezi de
j.-Frei-Pedro-Goncalves, Francisco Mame-
d de Almolda, dito na presenc do Sr. des-
t,ni|.;irpador chefe de polica e ms is pessoas,
o arlo da eleicio da mesma freguezia, que
nilos1'"chava seguro tondo-me por detrs
dgnacadeira, eu o desafio para que pelos
joniaesMa provincia declaro a rasSo verda-
dera do seu modo, am de podermos en-
J trar em tliscu.'so, e leva-Ib barra dos tri-
bun.ies do paiz : se poiventura negar-se a o
mcu convite ter desoffrer.o ferrete de c<-
lumnidor.Recito, 8denove Mano'l Luiz da Feiga.
Caf de Prance.
PROPRIETAlllO EDUARDO JAMES
Ra Nova, pra?a da matriz de S.-Anlonio
Abertura domingo, de novcmbro de 1849.
Fsle holiquim ao modo ilos de Paria ha
de recommendar-ses pessoas que se dig-
naren! de o frequetar pelos os objectos de
consumo de primeiraqualidade por pre-
ces muito moderados.
Todoa oe das de manhaa havera para al-
moco caf com leite, e das 4 horas da tar-
de em diante tambem llavera calo promplo
a aualquer instante.
Nesle estabelecimento os amadores acha-
ran sempre qualquer especie de comestives,
conservas, vinhoi) Gnoa o ordinarios, lico-
res Fabrica especial de xaropes de groselas,
limao, laranja, etc.
O proprelario desse estabelecimento es-
pera que o zelo e activiciado empregadoa no
servico da casa, assim como a commodida-
do dos precos serfio ttulos aulllcientes para
merecers sympathias do publico.
Dao-seolgumas quautias pe-
queas a juros sobre penhores oo
boas firmad; na ra ib (.'abug,
loj de miudezas, u. I D.
-Faustino Jos dos Santos remello para
o Rio-de-Janeiro o seu escravo pardo, de
nome Joaquim.
OuYrece-se um moco portuguez, de IG
a 17 anuos, para caixeiro de engenho, ou
paraoutra qualquer arrumcelo: quem o
pretender, diriji-se ao Forla-do-Mat(bs,
venda do Sr.. Joaquim Goncalves da Silva
CuimarSes.
Jos Joaquim de Miranda embarca para
o Rio-de-Janeiro o escravo de nomo Mar-
cos, perlencente a l>. Mara de Castro
Araujo.
A Violeta n. 2
achar-se-ba amanilla a venda no largo do
Collego, loja n 8, no Alerro-da-oa- Vis-
ta, loja n. 58, e em mlio dos distribuidores;
o bem assiui o primeiro numero.
Alugam-se, para se passar a Testa, duas
grandes casas, com muilos commodos e
bom banhn, em S.-Anna-de-Dentro: u tra-
tar no mesmo lugar, com Joo Venancio.
O Sr. Antonio Joaquim Lamas qoeira
fazer o favor de pagar a quanlia de 15,840
rs. a Rozendo da Silva Cunta, pois a pedio
porum mezejifaz mais de 6 que est no
-esqurcimcnlo.
Trecsam-sede offlciaes de marceneiro,
e tambem de aprendaos : na ra da Con-
cordia, leu,|i grande de mnreeneria.
Precisa-sede urna ama para casa de
um humen) solteiro: no paleo do lu.;..,
ii. 27, primeiro andar.
-- Quem precisando urna ama parda ca-
puz para dentro de urna casa de pouca fa-
milia, dirija-se ra do Queimado, lojt n.
1, que ae dir quem he.
U abaixo assignado declara a quem
po*si ioteressar, quo acha-sea. fechar o in-
ventario a que esta procedendo por morle
da sua cooaorle D. Auna Joaquina lu irle
Moscoso;eaasiin quem so julgar com dirailo
a reCfher qualquer quautia, queira no pra
zo de oito dus apreseutar sua eunla pa-
ra ser embolsado ; e da inesma forma pede
aos que estilo devendu ao annunciaiile te-
nliain a bondade de solver seus dbitos
nanlo antes, uliui de evitar maiores com-
plicar; oes.
Declara nuis quenflo julgari valida Iran-
8ac;lo alguma feila em seu nomo, pois niio
teiu dado autorisucao a ninguem para o la-
zer, eassiui nSosa responaabilisa por divi-
da alguma que d'ora em vante apparect
sem ser por elle ordenado. Recite, 2 de
nuveoibro de 1849. -- Dr. I'edn, de Alahidt
Lobo Motelo.
--(1 secretario da i mandado de N. S. da
Soledade, erecta na igreja de N. S. do Li-
vramento, por orJem da mesa, convida a
lodos os irmos ila mesnia irinan lado para
comparecerem em o consistorio no da 4
do currante, J? 9 horas do dia, alim do que,
tas : no prigonlio Novo da Muribec, ou na
ra do Collegio, ii. 15, -terceiro millar,
NtlSZEPB NO TiiE/VTKODti
SAN-FKAN'GISCO.
GRATIFICAgA POR 12 NOlTIiS DE RE-
PriESENTACOES PASTOIUS.
Quem tiver meninose meninas habis pa-
ra bem desempenliar o divertimenlo pasto-
ril, dirija-so a senhora do director do mes-
mo llieatro o Sr. Santa Roza, das 6 s 8 lio-
ras ila noite, queserflo gratificados da ma-
neira soguinto:
Os meninos que represenlarem as primei-
meiras paites com 30,000, os que l'uerem as
secundas com 20,000;. as meninas que re-
presenta rem as primeiras partes com 40,000,
as que lizerem as segundos com 30,000 rs.

reunidos em mesa gcral, possam clegor a
nova mesa que tem de reger a imsina ir-
mandrde pera oanno de 1850.
Societiud Harmnico
Theatral.
Por motivos imprevistos sf faz scenle
aos Sis. socios que a recita de 3 do corren-
le, mo | dc ter lugar, o s sim quando no-
vameiilescannunciar.
A mesa regedora da innaudade do Se-
uhor Bom Jess das Dores, inslitituda na
igreja de S. Colgalo, avisa a lodos os r-
meos e devotos da mesma irmandade que
por motivos occorridoa foi transferida a
fesia do si;u padroeiro para o dia 18 do cor-
lente, as sim como flca marcado o dia II
para a eleicQo da nova mesa regedoia.
*- Uuem precisar de urna ama para fazer
"servicodeuuiaciss, dirija-se a ra dos
Martyiioa, n 4.
-A. L. dos Santos embarca para o Ro-
dc-Janero sua escrava de nomo Folicidade,
rreoula.
Precisa-so de urna ama de loite qu nao
'raga filho, para criar em casa de urna se-
nhora eslrangeira ama crianca ha pouco
nascida: os preleudenles dirjam-SB ao pa-
leo do Terco, padaria n. 3).
--Precisa-so de u.n menino de 10 a 12
annua, haoiiiiado km miudezas, a quo seja
ailiaii(ado na ra Direita, n. 81, ae dir
quem iiecessita.
Oes-ippareceu da barca dos
U olios ama pipa forrada de chum-
bo, cujo valor anda por oito mil
d-se a mesma quantia a
ijiiciu a levar a dita barca.
-- Precisase da um homem para caixei-
ro de encaixamcnto e de outro para reilor
decampo o de eugenho, que deem Dador
ou conhecimento idneo de suas conduc-
BOW.MAN de MC. CAI.I.UM engenhel-
ros macliinislas e fundidores de ferro, mui
respeitosamente annunciam aos Senbores
propietarios ilecngenhos, fazendeiros, mi-
neiros, negociantes, fabricantes e ao res-
peilavel publico, quo o seu estabelecimento
de ferro movido por machina do vapor con-
tinua em effectivo exercicio, e se acha com-
pletamente montado com apparelhs da pri-
meira qualiduile para a perfelta confccto
das maiores pegas de machinismo.
Habilitados para emprchender quaesquer
obras da sua arte, llowman & Me. Callum
desejam mais particularmente chamar t
attencffo publica para a sseguintes, por
terem deltas gratule sorlimcntoj prompta,
as quaes construidas na sua fabrica pdem
competir rom as fabricadas em paiz es-
trangeiro, tanto cm prego como em qua-
lidade das materias primas c inflo d'obra,
a saber:
Machinas de vapor da melhorconstruccilo.
Mochilas do caima para engenhos de lo-
dos os tamanhos, movidas a vapor por agoa
ou animaos.
Rodas d'agoa, moinhos de vento e serra
rtat.
. Manejos independeotes para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguillioes, bronzes e chumaceiras.
CavilhOes e parafusoa de todos os tama-
itos.
Taixas, pares, crivos e boceas de toma-
ina.
Moinlios de mandioca, movidos a inflo ou
por animaes, c prensas para a dita.
Chapas de fogilo e tornos de familia.
Canos de ferro, torneiras de ferro e de
bronxe.
Rumbas para cacimba e de repucho, mo-J
vidas a inflo, por animaes ou vento.
Cuindastcs, guinchos e macaco.
Prensas hydraulicas e de parafuso.
Ferragens para navios, curros e obras pu-
blioas.
Columnas, varandas, grades e portos.
Prensas do copiar cartas e de sellar.
Camas, carros do inflo e arados de ferros,
&c, 4c.
Ali'iu da superioriade das suas obras, ja
geralmeule recouhecida, Uowinau & Me.
Callum garanlcm a mais exacta confuriiii-
iiaile i um os mobles e dezenhos remelltdos
pelos Seuhores que se dignareui de fazer-
ihes encommendas, aproveilando a odcasiSo-
para agradeccrem aos seus numerosos ami-
gos e freguezes'a preferencia com que team
sido por ellos honrados, e asseguram-lhes
que nao pouparilo estoicos e diligencias
para conlinuaroiu a merecer sua conG-
arifa.
D. W. Ilaynon, cirurgiSu dentis-
ta, na ra do Trapiche-Novo, n.
14, re.ipeilosan ente informa ao
publico quo, pelos seus muitos afazeres, se-
ra obrigado a doiiiorar-se mais algum lem-
po nesta ciJade, anlcs de sua relira 'a para
os Estados-Unidos, e ofTereCi: seu prestimo
para toda qualidudo de operages i.'enlaes,
para por denles novos, tanto singlos como
dentaduras iuleiras, chumbar denles com
ouro e pra la, confoiuie as ultimas deseo-
bertas nesta ai le.
Aliiga-se o sitio da cst'ada do Cordeiro,
bem condecido, s propriQ para negocian-
te cstrangeiro ou quem tenha tralamen-
to ; bem como vai ios sitios o casas peque-
as para se passar a testa tanto na campi-
a como na ra da Casa-Forte : tratar na
i ua do Amorim, n. 15.
Hua largado Rozario,
n. 14.
Prudines, cutileivo e
armeh'o,
tem a honra de prevenir ao respeitavel pu-
blico que ello acaba de recebar pelo navio
fraucez Socrale um rico sortimento de cu-
tilaria lina como tesouras para cabellerei-
ro costura alfaiatee para unhas ditas
muito linas para so:bora bordar; eslojos
de navalhas muito ricos; caivetes de to-
das as qualidades, com cabos de marfim,
madre-pcrola c de tartaruga. O annuncian-
te uproveita essa occasifio para lembrar aos
seus freguezes, que ello tem um bom sorti-
mento do espingardas linas do cano trun-
xado e da uiasquinado, das molhores fa-
bri'caa de Franfa, obra muito boa e muito
segura proprias para so divertirem pelo
lempo de festa : tamban contina a amo-
lar as tercas, quintas o sabbados, e se en-
carregado qualquer concert perlencente
ao seu ollii'io.
Precisa-se do urna ama de leite que
nao tenha lillios, para criar urna crianca ha
pouco nascida, po*s he para urna casa es-
lrangeira : no pateo do Terco, n. 13. Na
mesma casa vende-so um checheo, muito
bom cantador.
laga-s urna propriedade do 3 anda-
res, siililo e i'iiniem concertada e pin-
tada ltimamente, por dentroc fura, com
muito bous commodos para qualqoer fa-
milia, sita no Recite, rus do Amorim : a tra-
tar com Jos Francisco llelin, no Forte-do-
Maltos, n. 12.
Precisa-se fallar com o Sr. Filippe Car-
los^Simes dos Santos a negocio do sou in-
teresse : a entender-so om Antonio Jos
Teixeiraasios, caixeiro dos Srs. Joflo Pin-
to do l.emos& Filtio.
--Alugi-soa casa terrea, D. 25, da rus
dos Pescadores ; a tratar ua ra da Cruz,
n. .
Allcncio-
Sabbado, 27 do prximo paasado, fugio
um papngaiocom umaargola no p, dama
Nova. Roga-se a quaiii o ra*aro especial fa-
vor do o levar a niesiiia ra, n. 41, primei-
ro andar, que ser gneros enle recom-
pensado.
-- Alu.a-se oarm.'zcm do sobrado n. 23
da ra do Sol: a fallar com Jos Cypriano
de Moraes Lima, no largo do Forte-do-.Mat-
los, n. 8.
Pergunta-se ao Sr. aforiiior se os ven-
dcIhOessoobrigados a alerivem lernos do
medidas e pesos complto, e mesmo sendo
jaferidos. se devem afeiir como novos e
tal pagar? E se ha alguma lei provincial
que sent dessa obrigacao ? Isto quer sa-
ber Um vendtlhdo.
Desappareceu, na noilo do 31 do ou-
tubro prximo passado, o prelo Joflo, natu-
ral da cidadeda Rabia, com ossignnes se-
guinles: representa ler de 25 a 30 anuos,
estatura pequea, rosto compridn, olhos
pretos, nariz chato, bocea regular, cor pre-
l o bas'ante barbado i tem os denles lima-
dos ; fo ha poucos das vaccinado de bexi-
gas ; levou camisa de chita escura ja usa^a
e caigas de algodfio mesclad.i; quem o
appreliender leve-o ua doCollogio, n. 3,
quo ser recompensado.
"Trapassam-so as chaves de una casa,no
sitio do Cajueiro, com sntflo e mais com-
modidades para se passar a festa: a trat r
na ra da Cadeia do Recite, loja n. 53.
Quem precisar de urna boa ama ilo lei-
te, dirija-se ra da Concordia, n. 7.
Aluga-sc um sitio no principio da Ca-
si-Forto confronte venda de Nicolao Ro-
drigues da Cunlia, o qnal tem bous commo-
dos para urna grande familia, urna gran-
de cacimba de podra e ral com boa agoa de
beber e bastantes arvoredos : quem o pre-
tender, dirija-se ra do Livraiiienlo, n. 5.
FURTO.
Furtaram urna sangra de cobre do um
viven n dosilio do abaixo assignadn, em
Santo-Amaro, em una das noiles dos das
20 a 7 do passado : ruga-se a pessoa a i|ii-in
for olferecida de a lomar, e se fur possivel
apprehender tambem o vendedor, o dirigir-
se fabrica de licores do Aterro-da-lia-
Visla, n. 17, quo se recompensar.
h'fedcrieo Chava.
Deseja-se saber a morada do Sr. pro-
fessnr Jos Nicassio da Silva, quo vcio do
Rio-Crande-do-Norte, a negocio de seu in-
tere^se.
Desappareceu, ha um mez pouco mais
ou menos, do porlo do silio do Sr. Jos Vi-
rissimo, na pOVOscfio do* A fugados, urna
canoa de um s pao, pintada do encarnado,
senil.i 3 pintura ja velha, rom cavernas ; ja
so tem visto algumas vejes nos Cocidos,
na Roa-Vista, ea pessoa quo a conduzia ja
se sabe quem he : por isso pede-se que a fa-
f;a conduzir cenlrcga-la nopoilo Jas ca-
nas, na ra Nova, ao capataz do mesmo, ou
nos Afogados.eslaloiro do Sr. Manoel: o ou-
tra qualquer pessoa que a conduzir, sem ser
esta que a tem a seu servido, ser hem re-
compensada.
--D-se 1:300,000 rs. a premio de 2 por
cento ao mez sobre hypotlieca em predios
livrese descmb>Tar;ados nesta praqa : na
ra Nova, n. 14, segnndo andar, so dir
quem d.
Alnga-se o primeiro andar da casa da
iua da Cadeia do Recife, n. 40, ptimo pa-
ra escriptorin, com muitus com modos, e
que he muito fresco : a ratar no segundo
andar do mesmo sobado.
Alugam-se prclos a 640 rs. por dia, a
secca para servf ntes de, pedreiio, no caes
do Passcio-Publico em S.-Amaio, nosegui-
mentoda ra da Aurore. : a fallar na mes-
ma obra, ou em casa do arrematante An-
tonio Jos Comes do Coi reio.
Urna pes-oa bastante habilitada em cs-
criptu-acTio mercantil i or partidas dolira-
dasesingelas so < ll'euvo para a fazer cm
alguma casa do negocio nos domingos e
dias santos, mediante um mdico estipen-
dio : quem de seu prestimo se quizer uti-
lisar, dinja-sea Fra-de-Porlas, n. 30, ou
a ra do Mmmanto, n. 38, primeiro andar,
quo se dir quem pretende.
I'recisa-sc alogar una ama que tenha
bastante leite para criar una menina de se-
le mez es a qual tenha lua conducta: na
ra da Cadeia do Recife, loja de l'azoudas,
n. 56.

Na ra da Cadeia do Recife, lojt de $,
cambio da viuva Vieira 6i Filhos, %
venderaoi-se da 20.* lotera a benefi- g
co do niouie pi os nmeros seguin- :t.
tes: i
Compras.
2,727
4,781
3,672
4,851
2,255
5,861
2,848
5,547
20,45
283
4,809
3,003
1,981
10*100,000
200.000
200,000
100,000
100,000
100,00;)
100,000
40.000
40,000
40,003
40,000
40,000
40,000
Precisa-se de urna ama para casa de
pouca familia, a qual saiba rozinliar e com-
prar: na ra da Cadeia-Vclli.i, 11.41, pri-
meiro andar.
Precisa-so de urna prela escrava para
o semen de urna casa de pouca familia :
no Aterro-da-Boa-Visla, loja u. 1.
I'recisa-se de urna prela
boa vended eir de doce: na ra
do Trapiche, n. .\'.
10,000 rs. (le gratilicacao.
Desappareceu, no dia 24 do correte, do
sitio do Sr. Kenworlhy, em S.-Jos do Man-
guinho, um cachoTnho nglez, de 10
meces do otado, do cor castanho-clara ; he
calador do ralos ; tem as mol lias cortadas ;
responde ao chamado do luiR : quem delle
souber e quizer entrega-lo em dilo silio,
ou na ra da Cruz, no Recife, n. 2, recebe-
ri a gralilica;.1o cima.
Lotera do Guadalupe.
O thesoureiro desta lotera contina aaf-
firmarque as respectivas rodas tenlo anda-
mento no dia 9 do crrenle; e,se a venda do
resto dos bilhelos continuar como ueste-
das, pensa o ni es ni o thesoureiro que as di-
tas rodas gyraro aules do referido dia.
Co:npra-se um soph e duas cadeiras
de bataneo : tu lo de poil'oleo, e ja usado
quem tiver innneie.
-- Comp'am-so cavallos para n cumpa-
ulia do cavallaria : quem os livor e quizor
vender, ilinja-se ao quaitel da dita com pa-
nilla, OU na residencia do comiii .mime da
iiiosira, ni na Nova. ij. 32
-- Compra-sc urna niulalinlia ou negri-
nha do 8 a 10 anuos, quo teja sadia e de
bonita n. ni a : na ra do Qucimado, n. (.
Compra-s un niulequc de 10 nonos
pouco piis ou monos, sendo de boa o in-
duca : refere-so de Angola, poro n ladino:
na praca do Corpo-Santo, n 2.
--Compra-so i.m II.mires grande par
deposito de azelo de carrapalo ; bem cuno
dous ditos pira vender azoile, oslando i
bom estado : quem tiver aununcio.
Vendas.
Lotera do Rio-de*Ja
neiro
Aos O.000,000 de re-.
N.i prac,a da Independencia, n. 1, vemleni-
se bilheles, meios, quarlos, oitavos e vig-
simos da 7." lotera a beneficio do Idea-
tro {de S -Pedro- fe-Alcantara. Na niosma
loja'mosiram-sc as lisias das loteras pan-
sidas.
E 13
*o9i
para curar da plilysicn em todos os fe\t
differentcs graos, ou motivada por const-
paQes, tosse, asllnna, pleuriz, escalios de
sangue,drde cosase peitoa, palpilacffo
no COrncflO, coqueluche, hrnnchiles dr
na garganta e todas as molestias dos orgflos
pulmonares.
Da todas as molestias que por heranca ti-
eamaocnrpo humano, neuliuina ln que
mais destruitva tenha sido, ou que tonda
zoinhado dos esforcis dos hoiiiens nins
eminentes cm medicina do que aquella
que he geralmento condecida por moles-
lia no bofe. Em varias pocas do se-
cuto passado, tendo-se olTerecdo ao publi-
co differentes remedios com atlcstados cas
extraordinarias coras que elle tem fui lo
porm quasi que om todos os casos a iluslo
tem sido apenas passngoirn, c o donlu
torna a rfCllljr em peor estado do que so
achava aillos de applicar o remedio tflO ro
commendado outro tanto no acontece
com es le extraordinario
Xarope do Bo que.
Fstes relo,-;ios que sao muito bem acaba-
dos, o tornam muito recommendsveti a
qualquer particular, o adverte-se que ha
entre ellos alguns que andam oilo dias sem
preeisarom de corda : na ra da Cruz, no
Recife, n. 55.
-- Vt ude-so mu relogiopequeo para pi-
re ( mufo bom regulador, por 35,000 >s :
in praca da ln le|iemleucii, loja do Moros.
-- Veude-se um. palanquim lo lo duira-
do, novo e muito bem feilo, com a su
compotenlu cubarla da panno; um lanc-
inarlo ora, ob/a de"a|)tirado gusto, con
tr.s faces de vidro ooles objectos vemlem-
.-o :.or sen dono nao poder conduzir para o
malta : na i ua da Florentina, n. 10 Na mes-
ma lanlbem so V- ndo u ti excellcnle guar-
da-roupa o urna mesa do moio do sala, de
angc ', obras novas e mui bem taitas.
Vendo-so nina prensado i opi^r cartas,
com seu compilante livro a mais pertences;
na ra de S.-Amaro, n. 10.
Aos 20:000^000 rs.
Vendom-se na ua ra do Queimado, can-
to da duCollogio, armazom de Itaymundo
Carlos l.eite.
7.* loleriade S.-Pedro-de-Alcanlari
da corte.
Itilhelo int iro
o ineio
. quarto
il oitivo
vigosimn
tPPK chegar a todos os minies a lisl^J
dos premios.
O remllente lestes bilheles lio aquelle a
quem a caprichosa fortuna tem oncodido
os mais brilhanUs premios que por sorte
lecm tenlo aos compradores desta cidade.
Vondom-sedous lindos courosdo on-
fa, proprios para manta : na ra larga do
Rozarlo toja de miudezas, n. 2(.
Vcnde-se nina bomba de chumbo, de
25 palmos do comprmanlo ni destilacSo
irivcssa ila Concordia.
-- Vende-aa una perita escrava de bonita
gura, boa costure!ra, pois faz qualquer
vestido de seda quo sa Ibe entregue, cn-
o mna bem liso, cozinhi bam, faz todas
1k as qualidades de doce, o lio da boa condue-
la ; _' mole | oes de l an os; um dito de
8 anuos ; uni escravo carrei
cravas do sei Vico de campo
ta, n. 3.
--Ven.le-se um bonito pmlo do 20 an-
uos pone > mais ou menos, <|ue he ptimo
para pagem :*o motivo por queso vendo se
dir ao Comprador: na ra do Queimado,
n. (I
(orles de briol fie coivs
com Hstras a lado, a
I/iilOrs.
Ven I mu-so cortes de hrim de coros com
21/000
10/500
5/200
2*600
1200
o ; e vanas es-
la ra Direi-
listras ao lado, a 1,280 rs. ; riscado do al-
nndSo americano", proprio para sciavos, a
110 rs. o covado : na ra do Crespo, loja da
esquina que folla para a cadeia.
,\ ruado Ocpo.loja da
esquina que volla para
a cadeia,
vendo, --eos acreditados lirios trancados
bliincs de listras e lisos, do lindo puro, a
1,500 rs. ocrte; dito a.nurello, h 1,500o
I,(00 rs. ; panno lino prelo o azul muito
bom, a 3,200 r*. o covado ; dito muito su-
perior, a .,5iio rs.; fusloes muito bonitos
para col leles, a 040 ra. 0 corte; ditos de
Novaos & Companhia, os unios agentes 1 velludo, a 2,500 rs. i ditos de se tira lavra-
nesta cidade e provincia, nrm ailos pelosj do, n 1,800 rs. ; ditos do gorgurilo de soda,
Snrs. lt. C. Yates & Companhia, agentes I a 1,600 rs ; cambraia lisa, a 8,780 a pe-
geracs no Rio-Ic-Janciio n u.laram o de-:cadevarase moia; c^ssa prela, a 1,440
lino, a
fazen-
posilo ileate xarope para a bolici do Sur. I
Jos Mara (',. Ramos, na ra dos Quarleis, n.,
rs. o corlo; esguiilo de linho muito
1,44o rs. a vara; o oulras -muilas
18, junto ao quartel de polica, onde sempre I das por precos conmodos.
acliaiflo o nico c verdadeiro, a 5,500 rs.
rada garrafa.
fVfWTWfTH>WfvW
Vende-se fafinha de
dioca. em barricas e snreas
Cicgucm ao barato
que poocas vezes
apparece.
Na pr.ir da Independencia,
asa amarella ti." i, com
fazendis,
de b: ni de lislras
lindo puro, pelo
;' /1S______________i.....j
->-
>
>
>
>

* vendem-so cites
f* cr de ganga, o de
W barato pieco do 800 rs. 0 corte ;
J ditos de brim pardo trancado, a 1,200
rs. ; dilos cor de ganga, de superior
j. qualidade, a 1,410 rs.; ditos da meia
{ casimira, a 2,500 rs. ditos de algo-
^ dilo de bonitos padrfies, a 1,200 rs-;
> esguiflo de algolo, a 3,200 rs. a,
P" p?a com 10 varas, o a vara a 320 1
S ". ; cortes do luslOcs do cores, pa- ^4
^ drflea muito modernos, a 1,200 rs. ; .<-;
> cissa-monitro.de excellentei gostos, > a 2,800 rs. o corte; editas do asseu- <;
> (o escuro, e do cures linas, a lio rs. *&3
:> o covado; ditas linas, i 200 is.; ris-
P- cadindos miudos de lindo para ja- <|
* quelas, a 440 is. ; gorgurOo do scila, J,-
*" com toiiue de mofo, proprio para for- J
man-
: nos
is de Motirao e Dias Fer-
al m a zn
reir,
O agente da fabrica do superior rap
araia-prcla o meio-grosso da Ratiia avisa
, no caes da Alfandega.
-
1 j a seus fiepuezcs que, pelo vapor Peanambu-
4ictma, recebeu um novo supprimento de
ros do casmas, a
. luv^iuvumii, a 400 rs ; nioi.is de S^, algodio mullo finas, pala senhora, a ^g
<)}> 480 rs. ; pefasjde madapnlo do 4 ^-,

/*
>
palmos de 'argura, a 3,800 ra. ; bre- 4t
lauda de linho para jaqueles, a 5C0 *<
rs. a vara ; e oulras multas fazendas ^
por pre(o commodo.
AAAAAAAAaAA&AAAnA*
Agencia de ^thvin IIaw.
Na ra de Apollo armazeni n. 6, do M. Cal-!
moni ft Compiinliia, aclia-so conslanten ente '
um grande sortimento de ferragens inglezas
para engenhos de fabricar assucar, bem I
como laisas de fetro coado c batido de dif-
tlenles tamanlios e modelos, mocnd.is1
do dito, tanto para armar om madeiracomo
rodas do ferro para animaes o agoa, ma-
chinas de vapor de fOrca de 4 ca vatios, alta
prosso, ropartideiras, eapumadeiras, etc.
ilc ferro estanhado. Na ui'.'sma agencia adia-
se um sortimento de pesos para balances ,
escovins pata navios. Ierro om barra, tanto
quadrado como redondo, salra para ferrei-
ro e urna porfo de tinta verde om latas :
tiiiio por barato preco.
Vcndem-se bustos de gesso represen-
tando muito lielmentea rainha Victoria e
o principe Alheito; relogios de ouro e de
-- Vendom-se 8 lindos moloques, de 12 a
18 anuos; 8 pretos, do 20 a 25 annos; 8
par.los, do 16 annos ; 3 pardas com habili-
dades, de 1(i a 18 anuos ; urna do 20 annos,
com habilidades, tundo dous lilhos, um de
5 annos e outro do um ; 8 prelas com habi-
li lades, de l(> a 20 anuos : na ra do Colle-
go, n. 3, so dii quem vende.
Vende-se a tfbern do pateo da S.-Pe-
3 i dio, n. 1, rom poneos fundos : a tratar na
i! mesma taberna.
Armacflo.
Vendo-so a armne/ito da loja do Aterro-da-
Roa-Vista, n. 78: a tratar na mesma ra,
n 58.
-Na na das Cruzes.n. 22,segundo andar,
vendem-sa 0 cscravos, sondo : dous mole-
ques de 14 a 17 anuos, sendo um del les co-
y.inbeiro ; um proto de naciTo, ptimo ga-
nhador do ra ; urna prela da Costa, pti-
ma quilandeira ; duas ditas do Angola, de
30 a 40 anuos, quo cozinham e lavam de sa-
bio ; o outros muitos cscravos para o ser-
vico de campo.

Tecidos de al^odao tran-
cado da fabrica de To-
dos-.'is-SaiilS.
Na ra da Cadeia, n. 82,
endein-so por atacado duas qualidades,
proprias para suecos do assucar e roupa de
osemos, a 280 o 300 rs. a vara.
-- Vcndem-se 21 saccas do gomma da
melhor quo pode haver : na ra do Cabug,
n. 0. .
Vcnde-se superior peixe
seccode 31ossamedes, chegado ul-
limamente na barca Tentativa-
Feliz : no caes da Alfandega, ar-
mazetn tic Bacellar.
Vende-se a taberna da ra do Alecrim,
com poucos fundos ; ou admle-se para a
mesma um caixeiro que dO conhecimenlo
lesna conducta, dando-se-lhe bom orde-
nado : .1 tralar defronte da matriz da Boi-
prata, ebegados ltimamente da Suissa. I Vista, taberna u. 88,
MUTILADO


w
Polha de Flandros.
Vendem-se mizas com folha do Flandres:
na ra ilo Amorim, n. 33. casa de J. J. Tas-
so Jiininr.
-- Vendem-se amarras de ferro: na ra
Ja Senzalla-Nova, n. 42.
Velas de cores.
Vendem-se, no armazem de moldados
atrs do Corpo-Saoto. n. 66, por prego com-
modo, velas do carnauba, sendo Bzues,
cor do rosa e lustrosas, as quaes se loritam
recommendaveis pela sua superior qualida-
de c aturaren) mais que as de espennacete,
c nfo fazerem morrSo.
Taixas para engenho.
N:i foadicno de ferro da ra do llrum,
acaha-so do rceeber um completo sortimen-
tode taizas de 4 a 8 palmos de bocea as
quies acham-se a venda por prego com-
modo e com promplidilo embarcam-se,
ou carregani-seem carros sem despezas ao
omprador.
Velas de espennacete,
das melhores que teeni vindo a este merca-
do : vendem-se em caixasde 24 libras, em
casa de Itieardo itovle, na ra da Cadcia-
Velha, n. 29.
Aviso importante.
Beneficio publico.
O armn/om antigo da ra da Madre-dc-
Ueos, n. 36, esta de novo egtabelecido de-
baixo das mesmns comliges, offerecendo
arrufu levando o casco. Nflo se admirem
os ftegticzes do baixo prego por que se ven-
do a deliciosa pinga, e sim da audacia do
proprietario querer sustentar o aniigo pre-
go, embora este genero Irnha subido o nie-
ihor de 3D,ooo rs. por pipa. Examinen o
amantes a qualidaile para rccoiihi'Ciinento
da verdades oontinuagflo da antig* fregue-
zia. Epara nflo baver usuras, esto promp-
las garrafas lacradas c com o competente
rotulo, assim como barns de diversos ta-
manhos para provlsio do prnzimo Natal.
0 propnetario conta com a concurrencia;
do contrario, lornarfio os pregos do reta-
llioa primitiva de 240 e 280 rs. a garrafa.
fta ra do Passeio, n. 5,
vendem-se chapos deso, de seda, para
Hornera e si>ubora, ditos de panninho, em
porg.lo i- a rctalbo. Os freguezes achar.lo
urna difXerenca no prego, pela qualidade
superior, ronslrucges das armages e co-
ros lizas dos ditos chapos.
Cal virgem.
Cunta & Amorim, na ra Cadcia do Re-
cife, n. 50, vendem cal virgem de Lisboa,
de superior qualidade, por prego miis ba-
rtllo do que em oulra qualquer parlo.
Vcndein-se ineias finas de
UniOi chegadaa ltimamente do
l'orto, por preco commodo, e di-
tas de algodSo grosso a 1,10 > rs. a
duzia : na praca da Independen-
cia, loja ainarclla com fazendas,
11. 1.
-- Vende-fe urna prela moga um mula-
ti filio de 10 annns : a preta coz i 11 ha bem,
engomma, coso, be quilandeira, e nflo tem
vicios nem achaques ; e mulatinbo be p-
timo para pagem, ou aprender ollieio, por
ser de bonita figura o ser milito esperto :
na ra da Concordia, passando a ponlezi-
nba a direita, segunda casa terrea.
Arroz de casca e milito
novo.
\o arm.'izem do Uraguez, ao p do arco
da Conceigo, vendcm-se saccas grandes
rom arroz de casca e n.ilho novo, pelo m-
dico prego de 3,000 rs. cada urna.
Nevos corles de cassa pa-
ra vestidos.
Vendem-se cortes de cassa para vestidos,
de cores (xas e de bonitos padres, a sele
e oito patacas o corte ; diales de larlatana ,
grandes a 800 rs. ; meios ditos, a 500 rs. :
na ra do Crespo loja da esquina que vol-
ts para a cadeia.
4cs fumantes de bom (>osto.
No armazem de molhaqps atrs do Cor-
po-Santo, n. 66, ha para vender, cbogados
pelo ultimo vapor vindo^lo sul superio-
res charutos S.-Felix, e de outras muitas
qualidades que se venderSo mais barato do
que em outra qualquer parle : bem como
cigarrilhos hespanbes ditos de palha de
roilho, que se estilo vendendo pelo diminu-
to prego de 500 rs. o cento.
Pos galvnicos para
p ratear.
Na ru do Collegio, loja n. 9.
Todas as pessoas que possuem objectos
prateados e que tenbam perdido a cor ar-
gntea, estando por isso indecentes, ou inu-
lilisados, tcem uestes pos um excedente
restaurador e conservador dos mesnios
objectos sempre como novos sendo o pro-
cesso para se usar delles o mais simples ,
nada mais do que estregar com um panno
de liiihu moldado em agoa fra e passado
nos mesmos pos.
lima mixiuha contendo quantidade suf-
flciente para pratear mais de 40 palmos
quadrados custa a mdica quantia de
mil rs.
Mocndas superiores.
Na fundigSode C. Starr A Companhia,
em S.-Amaro, acham-se a venda moendas
de caima, todas de ferro, de um modelo e
conslrucgiio muito superior,
-- Vendem-se 2 cabriolis inglczes em
muilo bom estado com todos os aeus rer-
tences por prego commodo : no Aterro-da-
lloa-Vista n. 52, coebeira de Luiz .Monier.
A 140 rs. o covado.
Vende se superior riscado do algodSo,
muito encorpado, a 140 rs. o covado : na
ra do Crespo, n. 6, loja junto ao lampeSo.
Vendem-se dous moloques, um eozi-
nha o diariode urna casa, e o oulro bom co-
ueiro e proprio para nagem ; las preta;
mogas, urna de bonita ligura c que he mui-
to boa para lavadeira, por sor alta e robus-
ta, e ambas eram ganhadeiras na Dahia, por
prego conimo lo : na ra da Cadcia do Re-
cite, n. 39.
Vendem-se rologios de ouro e prata,
patentes inglezes: na ruada Senzalla-No-
va, n. 42.1
Itixas.
Vendem-se bichas chegadas ltimamente
e de boa qualidade, o 160 rs. cada urna, em
porgflo de 25 para cima : na ra do Amo-
rim, n. 35.
AGINCTA
da fundicao Low-Moor,
RA DA SKNZALT.A-IOVA, N. 4*'
Neste estabelecimento conti-
na a haverum completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenho ; machinas de
vapor, e taclias de ferro batido e
coado, de todos os tamaitos,
para dito.
2^" Vendem-se corles do vestido de 4
se la de cores, de goslo muito mo- *j|
derno : cassa-chila decores mol H-
chitas fran- 5
cortos ^
ta com sorli- ;
varios ?
pregos; meias de algod.lo para se- *?
"* nhora, o mais lino possivel, de fio da *
^ Escocia ; riscados francezes estam- <5
l> pados em cassa, de muito bonitos ?'<
i> desenlins ; lengos brancos de cam- &
o braia de linho ; ditos de seda da In- <^
-> dia ; c entras fazendas de gosto por *
* prego commodo : na loja do sobrado *
ff amarell dos quatro-canlos da ra 2
^ do Queimadn, n. 29. ^k.
i> '>
Vende-se o bilhar do Passeio, com to-
dos os perlences, o qnal he bem afregue-
zado. principalmente quandu chega gelo :
a tratar no niesmo bilhar, ou na roa estrei-
ta do Itozario, n. 20, segundo andar.
Vende-se um fule de folear formigas,
por 5,000 rs : na ra do Passeio, loja n. 17.
Vende-se una bonita escrava de 18
annos, que coziuha, lava de sabto e de var-
rella o engomma com perfeigilo ; he muito
Stdia c nflo tem dbitos na ra Imperial,
n. 39.
-- No Aterro-da-Itoa-Vist, n. 70, ven-
dem-se bahs de follia de Hamlres de to-
dos os tamanhos, envernizados e por enver-
nizar, bacas para rosto, ditas para banho,
e toda a qualidade de obra do folba, por
prego mais commolodo que em outra qual-
quer parte.
-- Vende-se, a bordo do brigue Marcial ,
cliegado do Ro-Grinde-do-Sul bom sebo
em rama por urego commodo.
4
ja mostram-seas listrnsda 20 loleria do
monte pi o de todas as mais loteiias que
teem corrido at o presente.
Vende-se urna linda negrinha, propna
para mucama, e com principios de costu-
ra, a qual veio da Babia ; urna prela lava-
deira, alta e robusta : stas duas pegas, tan-
to em prego como em figuras, nao desagra-
darlo aos compradores : na ra da Cadeia
do Itccife, n. 39.
A 3,000 rs. o corte.
Vendom-se os mais ricos cortes de cm-
brala abertas, brancas e de cores, pelo ba-
rato prego de 3,000 a 5,000 rs. : na ra do
Queimado, n. 8,
# quatro-cantos da ra do Queimado, A
? n. 29, vende-se cassa de algodSo com <&
( listrasequadros de seda para vesti- #
A dos, a 400 rs. o covado ; cortes de 0
0 vestidos de cassa-chita, de bons pa- #
? drocs, a 2.20 e 2,500 rs ; ditos de (f
9 cambria com listn? decores, a 3,500 %
ti rs. ; cassa-chila de cores fizas, a 400,
500o 640 rs. a vara; riscadinhos fran- ?
cezes, a 160, 180 e 200 rs. o covado; (>
> lengos de seda de'cOres, a 1,000 rs. o 4
* covado ; e outras muitas fazendas ?
4 muito em conta. ?
i
casa, a qual tem boa figura e nflo tem vi-
cios nem achaques : na ra do Cano, 26.
Vende-se um bom preto mogo, sem
vicios nem achaques, proprio para qual-
quer servigo, por ser muito corpulento, 0
que carrega bem palanquim, ou cadeirinha;
tambem serve para o campo, por saber trs-
halherdeenxada: na ra do Collegio, n.
15, segundo andar.
Vende-se urna pedra de filtrar agoa,
com sua cadeira : na ra larga do Rozario,
venda n. 25.
Vendem-se, na ra do Crespo, loja a.
11,08 seguintes livros: I diccionario de
Constancio, em bom estado, por 6,000 rs.;
Thcologia de Uergire, em bom estado, 10
v. por 12,000 rs.; Historia sagrada, 2 v. ,
por 5,000 rs-.; obras completas de Filinto
Kliilo, 11 v., por 6,000 rs. ; diccionario por-
luguez o francez, por Roquete, 1 v., por */
rs.; dito de Constancio portuguez-rrancei
c francez-portuguez, 2 v.. por 2,500 rs. ; o
Diabo-Coxo, 3 v. novos, por 3,000 rs. ;a
llha incgnita, 6 v. novos, por quatro mil
ris; Cdigo dos juizes de paz, novo,
por 4,000 rs.; eoulros muitos livros para
aulas por prego commodo.
Vende-se urna bonita prela de 16 an-
nos, que engomma liso, cose cho, coz-
nha e fazo mais sorvigo de urna casa; be
sadia e muito fel: na ra larga do Roza-
rio, n. 35, loja.
No Aterro-da-Roa-Visla, loja n. 18,
^******1***. vendem-se meias para meninas, a 160 rs
Deposito de Potassa.
Vende-se muito nova potassj
de boa qualidade, em bairisziubo^
pequeos de quatro arrobas, por
prreo barato, como j ba muilo
lempo se niio vende: no rtecife,
ra da Cadeia, armazem n. 12.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. 17, ba
muito superior cal virgem de Lis-
boa, por precu muilo commodo.
O O
Q .1'111 pumo. O Vende-se um pimo muito bom para
cstndo, bonito e de ezcellente autor: flfc
f> na ra do Collegio, n. 9. Q
O O
GGOO00000
Barricas,
Vendem-se barricas vasias que frtram de
farinha em p e bem accondicionadas :
na na do Amorim, n. 35, casa de J. J.
Tasso Jnior.
Deposito da fabrica de
Todos-os-Santos naRahia
Vende-se em casa de N. 0. Itieber & C.
a ra da Cruz, n. 4, algodSo trangadn
daouella fabrica, muito proprio para saceos
de assucar e roupa de escravos.
Cha brasileiro.
Vende-se cha brasileiro no armazem de
molhados, atrs do Corno-Santo, n. 66, o
maisexcellente cha produzido em S.-Pau-
lo que lem vindo a este mercado, por
prego muito commodo.
--Vende-so, do urna pessoa qua se reti-
ra, um bonito escravo de nagflo, de muito
boa conducta, e que he Irahalhrdor do en-
xada : na ra larga do Itozario, n. 35, loja.
-- Vende-se um moleque de 14 annos, de
bonita figura ; 3 pretas de nagilo, sendo urna
deltas cum una Cria de anuo e niein, bem
nutrida ; 4 ditas com algumas habilidades ;
dous pretos bem robustos i no pateo da ma-
triz de Santo-Antonio, sobrado n. 4, so dir
quem vende.
l'arapagens.
Vendem-se chapeos envernizados para
pageos : na ra do Queimado, n. 19.
Na ra da Cruz, armazem n. 33, de S
Araujo, vende-se feijSo do Aracaty por to-
do o prego por estar principiando a Turar,
bem como sola superior, couros miudos,
sapatos, ditos de couro de lustro, caixas de
chifre, ele.
Aos 0,000,000 de ris.
Estilo venda na loja de cambio da viu-
va V.ieira & Filhos, na ma da Cadeia do Ite-
cife.'n. 24, os minios afortunados bilhetes
e meios ditos da 7.a loteiia do Diestro de
S.-Pedro-de Alcntara, cujas rodas deviam
andar no dia 29 do crrente. Na meina lo-
-- Vende-se, para fra da provincia, ou
para algum engenho distante desta praga,
urna escrava crioula, de 20 annos, que co-
zinha, engomma, lava, cosee no tem vi-
cies : na ra Augusta, n, 50.
ditas pira meninos, a 120rs.
Vendem-se, por preciso, duas escra-
vas mogas, de bonitas figuras, e com ha-
bilidades que so dirSo ao comprador: na
ra do Aragn, ti. 10, se dir quem vende,
Vende-se peixe[sccco muito'frescal e de das 7 s 11 horas da manhaa
superior qualidade, vindo ultimamento de
iossqmedes : na ra da MoJa, n. II, pri-
meiro andar.
v rados de ferro.
Na fundiglo da Aurora, em S.-Amaro ,
vendem-se arados de de ferro diversos mo-
delos.
Rom e batato.
Na um do Queimado vindo do Rozario,
segunda loja n. 18, vendem-se cortes de
cambraias de cores, a 2.600 rs. ; lengos de
setim de cures para grrvala, a 1,000 e 2/rs.;
cortes decambraia de seda, de modernos
goslos ; mantas de seda escoceza ; e outras
muitas fazendas por prego commodo.
A 00 ris.
Vende-se cha bysson de superior quali-
dade, pelo prego de 500 rs. a libra : na ra
do Crespo, n. 23.
-- Vendem-se tiscadinhos azues com to-
que desvara, a 120 rs.^ o covado ; lengos
pequeos de tabaco para*escravos, a 80 rs.:
na ra do Passeio, loja n. 17.
"^iflflC^'tWi'ffillWlf'rWWiT^W^'"- """ft -v>:.. ,0. HW^fW ^*P5WMt*r*a"c'P^i *^*t
i m
A *260 rs
Alpaca de linho.
Na loja de Antonio Luiz dos Sanios
f& Companhia, na ra do Crespo, n. p
11, vende-se essa rica fazenda, pelo M
f barato prego de treza vintens o co- 8
vado. ;
$ 9
amwwwmwmmw *Mmmmwwmm
Aos 20:000,000 de ris.
Na loja da ra do
urna casa ; um preto de Angola, remador
or prego commodo: vendem-se por se!
dono se retirar breve : na ra da Cadeia a
Rocire, n. 39, ""
Veudem-se superiores ve-
las de carnauba.
Na ra da Alegria, n. 9, conlina-sa.
vender velas de carnauba a imilago da
de espermacele de 6, 7 e 8 em libra, a pn(n
de 320 rs. cada libra das corlidas o muin
alvas.ea 280rs. porcortir: afianga-se boa
Para as sen horas de born
gosto.
Vendem-se os mais ricos maniteles
capotinhos para senhora, de chmalo!* lisn
e lavrado, de gorgurflo, de grs de Nido
les e de sarja, tanto preto como do cures
na ra do Queimado, n. 17.
- Vende-se um bom preto canoeiro, dis.
Mador, Ujoleiro, e que entende algum,
colisa de cozmha ; he muito lidio, moco ,
de bonita figura, pflr prego muito commo-
do: na ra da Cidria do Recite, loj di
calgado.de urna porta larga, n. 9.
DE G PORTA S NJ

--Vend-s milito superior farinha gal- CrCSpO, II. 5, qilC faz es-
lega, em meias barricas : na ra da Cadeia
do Recife, escripterio de lieano Voule & C. ,
ou no primeiro armazem do becco do Con-
ga I ves.
Cambraia monstro
a 2,80 rs.
Vendem-se corles de cambraia monstro,
decores muito lisas, e de ricos padrOes,
pelo barato prego de 2,880 rs. o corte ; pe-
gas de riscados oscuros, a 5,500 rs.: na ra
do Crespo, n. 14, loja de Jos francisco
Diis.
Pegas com 20 covados
por 5,20 > rs.
Na ra do Queimado, vindo do Rozario,
segunda loja n. 18, vendem-se pegas de
metilo verde, azul e cor de caf, a 3,200 rs.;
fazenda muito boa para vestidos de pretas ,
czlgas e jaqueta para homom e meninos,
por ser de umita duragilo; luvas brancas
compridas de torgal para senhora, a 1,000
rso par; ceroulas de meia, a 1,500 rs.; e
outras muitas fazendas por baralissimo
prego.
mmmmmmmmmmmmmmmm%
teiro, e be ptimo pagem, por a isso
estar acostumado : ni praga do Com-
mercio, n. 2, priineiro andar.
Aos 0000,000 de ris.
co do theatroda imperial cidade de Nic
theroy, da qual no primeiro vapor vem a
a lista : na ra da Cadeia do Recife, loja
de cambio de Tiburcio Antunes de Olivei-
ra, n. 38.
Vende-fe um moleque de 10 annos de
*8 Vende-se, por 280,000 rs., um bom
S carro de 4 rodas para 2 cavallos, com
X seus competentes arreios ; bem co-
5 mu por baiitissiino prego, que da
y mesma forma provoca aos compra-
| dores, urna cadeirinha de irruar, do
i muilo boa conslrucgiio ; 24 le ros de
ricas molduras para fabricar flores;
fuma porgan de aldrabas para vidra-
gas : na praga do Corpo-Santo, n. 2,
g priineiro andar.
mmmwmwB wmm#*mwmt
Vende-so um lindo mulaliuho de 16
annos, muito bom boeiro ; um preto bom
canoeiro ; urna prela de bonita figura : no
pateo da matriz de S.-Antonio, sobrado n.
4, se dir quem vende.
Veudem-se 10 escravos, sendo urna
prela de 20 annos, de nagflo Mogambique,
de n.uito bonita figura, boa engommadei-
ra, costuieira, e que serve muito bem a
urna caaa ; 2ditas que cozinham, lvame
vendem na ra ; urna dita de 35 annos, pa-
ra fra da provincia, perfeila cozinheira,
engommadeira, e que refina assucar e faz
doces ; urna negrinlia do 10 annos ; 5 [es-
cravos de 35 a 40 annos, que eslSo acoslu-
madosao trabalhode campo ; um dito bom
para trabaldar e bular sentido a um sitio:
na ra do Collegio, n 21, primeiro andar.
Que bom petisco !
lxcelleiiles qeijosde
prato :
vendem-se no Forte-do Mullos, na
ra do Amorim, armazem de A.
J. Vidal & C.
A 2,560 rs a [)c<;,t de 10
varas
de cambraias de quadros para cortinados e
babados na ra do Queimado, loja n. 8.
Vende-se potassa superior,
por commodo preco : no orma-
zem de Dias Ferreira, no caes da
Alfandega.
-- Vendem-se selljnsin
glezes,elsticos: ein casa
de Geo Kenworthy & C,
na i na da Cruz, u. 2
Vende-se urna escrava do gentio de f Vende-se um moleque, proprio para
Angula.propiia paratodo o servigo du una fpagem ; um dito qua coziuha o diario de
quina para a
ra do Collegio, vendem-se meios bilhetes,
quartos, oitivos e vigsimos da 7.' parto da
lotera do ideatro de S -Pedro do Rio-de-
Janeiro cujas listas cliegar.lo pelo primei-
ro vapor.
Vende-se urna escrava de
18 annos, que cose, engomma,
coziuha, e he de muito boa con-
ducta, por preco muilo baixo, por
es'ar com urna pequea molestia :
na un das Liran^eiras, n 1 !\, se-
gundo andar.
Lotera do Rio* d-
Janeiro.
Aos '0:000,000 de ris.
Na ra do Queimado, loja de miudezas,
n.25. vendem-se bilhetes da lotera do
theni i de Niclheroy : bom como do de
S.-!.dro.
Vende-se urna mulatinha de 1 annos,
de linda figura, e por isso ptima para mu-
cama : na ra Nova, n. 16.
Vende-so urna preta de nagflo da Cos-
ta, chegadn da Babia; I preto, proprio para
armazem de assucar, por ser bastante ro-
busto : na ra larga do Rozario, n. 4(, pri-
meiro andar.
-- Vende-se um piano com muilo boas vo-
zes, concertado e encord )ado de novo, de
um dos primeiros autores : na ii'.a das
Flores, n. 19.
Nesta loja vendem-se chiles de girga, a
Oto rs., e longos da mesma quilidade
160 rs.
Vende-se cal virgem de Lisboa em Lar-
ris pequeos, vinho do l'orto superior en
barris de quarto e quinto, e meias-ppii
enm dito, farinha de trigo de todas as qua-
lidades e em meias ba tricas : tudo por pre-
go mais commodo do qu em oulra qual-
quer parte : na ra do Vigario, armazem de
Francisco Alves da Cunta, n. II.
Vende-se um bonito cavatio nielado,
bom andador debaiso a meio : na ra do
Queimado, n. 10
Vendem-se 8 bois mansos, novse fi-
lhos do pasto; bem como urna carrog para
pipa, bem construida : na l'imiga, pouc
distante dos Afogados, casa de Jos Pedro
de Farias, ou na casa da aferigflo, na ra di
Peona.
scravos fuscos
Fugio, no aia 10 de fevereiro prximo
assido, gma escrava de nagSo, de nona
ulianna.de 40 annos pouco mais ou me-
nos, de estatura baixi: lem o p direito
mais grosso do que o esquerdo ; fuma ca-
chimbo com cabellos j brincos suppfle-
se andar por forra, e de presente sabe-se qui
anda pela freguezia de S -Jos ; he lindci-
ra de marisco ; foi vista vendendo : quera
a pegar lave-a a praga do Corpo-Santo, a.
2. que sera generosamente recompensado.
No dia 29 do corr ule, ausentou-se ilt
s.-Amaro, urna escrava crioula, de nutre
Mara, baila, grossa, bstanle feia ; irm
marcas de bexigas ; levou saia branca, mil
pode ser que tetilla mudado para um velli-
do de riscado usado ; bem Como levou mais
bu lite loriaran) 18 pegas de roupa que et-
lava lavando em urna hga no Cundo o\
ra de S.-Amaro, sendo 3 pires de caigas
de riscados de quadros oscuros, 3 jiquetai
do mesmo riscado, 1 rllelo de fuslio de
lislras azues, duas saias de madapolflo no-
vas, um lengo encarnado e mais alguns
vestidos e saias de escravas, o que ludo se
suppOc ler sido hurtado por outras lavadei-
rasesercslaa causa da fuga- tioga-se as
autoridades policiaes e espilles decampo,
que a apprehendam e levem-na ra doi
Tanneiros, armazem n. 5, cu na estrada di
S.-Amaro, primeira casa adianle do Snr.
Slwart, que serflo gratificados.
rugi, no dia 29 do passado, do sitio
da Tartiarineira, antes de ebegar a -Cruz-
de-Almas, um escravo pardo, alto, grosso,
com falla de vista no olhoesqueMo t.quen
o pegar leve-o ao mesmo sitio, ou no Reci-
fe, ra da Senzalla-Nova, n. 40, primeiro
i andar, que ser recompensado.
- Desappareceu, no dia 30 do proxime
' passado, o preto Hay mundo, crioulo, de 28
w anuos, alio, secco do corpo ; temos dedo*
Vende-se um pardo muito mogo, de # grandes dos ps um tanto arrrganliados, o
excellonle conducta, o que se garan- no pescogo urna marca de um talho, por ja
te; te in principios de ollicio de sapa- + se ler querido degolar ; lem o dedo ntni-
mo e o im mediato da mo direita estirados
os olhos um pouco avermclliidos e u vista
como espantada quem o pe|lr leve-u a rui
da- Cadeia do Hecil'e, a Jos Gomes Leal,
que gratificar,
~ Fugio um preto de nome redro, de ni-
clo Costa, de 20 annos, marcado de bexi-
Vendem-se bilhetes a 20,000 rs. e meios 'gas frescas, de altura regular, corpo cheio;
ditosa 10,000 rs. da 11 .* lotera a benefi- esta talhado em ambos os lados do corpo
do peito pira (ras: quem o pegar leve-o io
sitio de Joilo^arroll, no Manguittho-Papa
Ierra, que ser recompenssdo.
Fugio no domingo, 9 de se<
lembro. prximo passado, sem mo
idade, na botica de Itarlholomeo Francisco: tivo algum, do siliode seusenhor,
ila taires i>ii< Jn l..xn> .In 1.-. ,.._' ,. fia I C __
de Souza, ra do larga do Rosario, n. 36.
RAPE" l'AULO-CORDEIRO.
Vende-se rap l'aulo-Cordciro, vindo no
ultimo vapor do Rio-de-Janeiro, bem fres-
quinho ; os amantes da boa pitada pdem-
se dirigir loja de Antonio ioaquim Vidal,
na ra da Cadeia, por prego commodo.
Acaba-se de receberosseguintesro-
mances na loja do pateo do Col-
legio, n. 6, de J. da C. ou-
rado.
A Moreninha pelo Dr. Joaquim Manorl de
Macedo, 3.a eigio, augmentada com una
chcara para pianno, muilo linda ; O Mogo
Loiro pelo mesmo, romance muito interes-
sanle em dous volumes ; Mainilde por Eu-
genio Sue, em dez volumes; A Ceguinha
llrasileira romance em sele cantos, um
volunta.
Vende-se palha de coqueiro em por-
gOes : na ra Nova, n. 14, segundo andar.
-- Vende-se a casa terrea, n. 93, sita na
ra dos Pescadores em San-Jos : a tratar
na ruida Cruz, n. 64,
- Na ra larga do Rozario, loja de miu-
dezas, n, 2, de J080 Francisco alai*, ven-
T
dades.
dem-se oculos de armagSo para todas as
em Fonle-de-Ucha, o cabra es-
cravo, de nome Luiz, natural de
Igujrasii, de estatura c (*orpo re-
gulares, pouca barba ; tem os de-
dos dos ps abertos e rombudus,
por ter sido muito cambado, lat-
a descansada, olhos azulados ; '"
ma limito tabaco ; foi comprado o
Sr. Manoel Joaquim l'ereira da di-
la villa de lymrassi; consta por
nformac6es certas andar em dita
villa e seus suburbios "cm procura
de senhor que o compre : roga-se
de campo e pessoas particulares
que o apprehendam e levem-no ao
dito sitio, ou na ma do Trapiche
Novo, n. 36, que serSo gratif'
cados,

PiN. : Mi TTP. DE a I DB>*au.
-1849


Full Text
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