Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06629


This item is only available as the following downloads:


Full Text
a ii no, XXV.
Quaita-feira 5
3,
sor.
(
ida-
! I
c.
Ka.
10-
IC
r
rr-
I
Din
d
PARTIDAS SOI C0BBE1O.
p.oianna eParahlba.scgandas esextas-felras.
Itio-Gra = de-do-Norte,quifllaa-fcira ao melo-
Cabo.Serinhaem, Rio-Formoso, Porto-Calvo
Macelo, no i., a II c 21 de cada inei.
Garanhns e l'onito, a 8 e 23.
Boa-ViiU e Flores, a 13 e 28.
Victoria, as quious-feiras.
(ilinda, lodos os das.
lHEMEniDES.
rauES D" loa. Chela a 1, as 2 h. e 58 m. da L
Mlug. a 9, s 4 h. e 30 m. da t.
Nova a 16, lh.c4iu.da u
Cresc.a24, 9h.e 4 n. dam.
PBXAMAB DE HOJE.
Primelra as 7 horas e 42 minutos da (arde.
Segunda as 8 horas e 6 minutos da manh.
de Sctcmbro de 1849.
N. 107.
rn. 1:901 da ajuBScairoAo.
Por tres mezes (arfsniadoi) 4/000
Por seis mrz.es 8/XH)
Por uui auno l/000
das da UDUXi,
3 Seg. S. Eufemia. Aud.do J. dos orf.e do m. 1. T
4 Tere. S. RosadeVilerbo. And. da chae, do J
da 1. v. do clv. e do dos fe tos da fazenda.
5 Quart. S. Antonno. Aud. do J. da 2. v. do civ.
Qulnt. S. Libania. Aud. do i. dos orf. c dom
da 1. v.
7 Sext. S. S. Joo. Feriado.
8 Sab. ** Natividadc de Nossa Senhora.
9 Dom. O Sanlisilmo Nome de Maria.__________
CAMBIOS EM DE SETEMBRO.
Sobre Londres. 26 d. por 1/000 rs. a 60 das.
. Pars, 370.
> Lisboa, 110 por cento.
Ouro. Oncas hespanhoes......... 31/000 a 31/ljOO
Moedas de 6/400 velhas.. 17/2110 a 17/400
. de 6/400 novas.. 16/200 a 1(1*400
. de 4/000.......... 9/200 a 9/40O
Prala.-Pataces braslleiros...... 1/990 a 2/m
Pesos columnarios....... 1/990 a '2/n
Ditos mexicanos.......... 1/900 a 1/92Q
PERMMBICO.
PARTE OFFiCIAl
i
II
10

GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 3 DE SETEilBRO.
onicio.Ao Exm. bispo diocesano, com-
munlcsndo haver designado a igreja matriz
de S.-Antonio tiesta oidade para a rouniilo
do respectivo eollegio eleitoral que no da
5 do correrte lem de encelar os trabalhos
relativos a eleicfio dos deputados por esta
provincia assembla geral legislativa, c
ennvidando-o para que se digne de celebrar
ni nit'sma igreja a missa solemne do Espi-
rito-Santo de que trata o artigo 7*2 do capi-
tulo primeiro do titulo terceiro da le do 19
de agosto da 1846.Neste sentido officioii-
se a cmara municipal desla cidade, ir-
mmdade do Santissimo Sacramento da re-
ferida matriz e aojuiz de paz do primen o
uistricto da freguezia de S.-Antonio
Dito.Ao commandante das armas, re-
commendando haja de darsuas ordens para
que o oommahdante do destacamento que
se acha estacionado em Agoa-Preta ponha
i disposieflo do respectivo juiz municipal
un ordenanza efleetivo.- Scientilicou-se o
juiz municipal do referido termo.
Hilo.Ao inspector da tliesousaria de fa-
enda, Iransmiltindo o aviso de urna lettra
da quanlia de 350,000 rs., sacada pela tlie-
sonraria do Hio-Grande-do-Norto sobre essa
e a favor de Jo.io Ctirisostomo de liveira.
Parlicipou-se ao presidente da mesma
provincia.
Dito.Ao mesmo, determinando que nos
termos do decreto de 7 do maio de 18*2, o
al queoExm. ministro da fazenda resolva
o que ff servido, mande pagar aos empre-
gados da recebedoria de rendas internas a
porcentagera que tem vencido c devem con-
tinuar a vencer al o ultimo-do dezembro
do correte anno pela arrecada(3o das
rendas do exercicio de 1849, visto achar-so
esgolado o eredilo concedido para osse ar-
tigo de despeza.
Dito.Ao juiz dedreito da segunda vara
prime, Iransmiltindo, em addilamento ao
oflicio de 28 do agosto ultimo, oque dirigi
o major director do arsenal de guerra acom-
paado da copia do balanco a que elle
mandn proceder no paiol da plvora na-
cional a cargo do almoxarife do mesmo a i -
seal Joolternardino de Vascocellos, bem
como da deinonstracflo da falta que, segun-
do o referido bataneo combinado com o li-
vro do entrada o sabidas, se encontrou na
mencionada plvora.
Dito.Ao inspector da pagadoria militar,
Sara quo mande entregar ao ihosourciro da
uzenda provincial a quanlia de 903,999 rs.
que o colloctor do Brejo etitregou ao com-
mandanle superior da guarda nacional
daquelle municipio para as despezas de um
destacamento que atII estove em servico.-
Scieotificou-se o inapector da thesouraria
da fazenda provincial.
Dito.Ao inspector da alfandega, decla-
rando quo pode Smc. admiltir de ora om
(liante os despachos de plvora, chumbo e
armas, vislo haverem cessado as razes que
aconselharam a prohibido dellcs.
Dito.-Ao agente da companhia das bar-
cas de vapor, recommendando baja de ex-
pedir suts ordens ali.ii deque o vapor Im-
rutris receba a seu bordo e conduza para a
corleo imperial marinheiro Luiz Menee o
addido Joaqun) Francisco, que,achando-se
invlidos, vilo recolher-se ao respectivo
corpo na mesma corle.--Inteirou-se o com-
mandante da corveta Euterpe.
Dito.Ao mesmo, para que de suas or-
deus n li ni de que o commandante do vapor
Imptratrii conduza a seu bordo para a corto
o papelillo do stimo batalhio de cacadores
fre Jos de S. I.uiz Bimbert, e os ofliciaes e
cadete mencionados na rclacilo que remel-
le por copia.communicou-se ao comman-
te dipnea.
Dilo. Ao mesmo, ordenando d as con-
venientes ordens alm deque o comman-
dai le do vapor Imperatriz receba e condu-
za para a corte o alteres da companhia (xa
decavallaria do Minas-Geraes Jos Negrei-
ros de Almeida Sarinho e sua mulher.
Dilo. A' rian lado do S. Sacramento
da freguezia da Ba-Vsla, communicstido
liaverapprovado a nomeaciio qucSs. mes.
flzeram do Marioel Goncnlves da Silva para
thesourairo da lotera concedida pela le
provincial de 9 de maio de 1842 para as
obras da matriz daquella freguezia, bem
como o plano da referida lotera, do qual
enva copia, afim dique Ss. mes. (or elle
se regulem.
Dito. Ao juiz municipal de Nazareth,
dizendoque oseleitores que devem servir
nos concelhos de recurso silo os que fram
ullimaniente nomeados para a eleicSo a que
te lem de proceder no dia 5 do crtente.
Dito. A'cmara municipal do llecife,
te, em virtude da qual ficar sem elfeito
qualquer pronuncia contra elle preferida
pelo dito crime, se Ihe dar baixa na cul-
pa, e nSo poder mais ser procossado pelo
mesmo crime. Igual ao bacharel Filippc
Carneiro deOlinda Campello.
r D
i
conceden Jo a autonsacSo queSs. mes. pe-
detn para'despendcrcm a quanlia indispen-
vel cora os concert a fazer na ponte da
da Aurora.
Dito. Ao admioislrailor das obras pu-
blicas, declarando que deve ordenar aoeii-
Si'nhciro das ohras publicas J. L. V. Lieu-
icr indique os concert de que necessi-
tim as ponies da Magdalena e dos Aloya-
dos, e organso os respectivos ornamentos
l'oitaiia.O presidente da provincia,
usando da attribuicflo que lhe foi conferida
por decreto de 11 de Janeiro do crranle an-
no, ha por bem conceder amnista em nome
de S. M. o 1. ao vigario da freguezia de Una,
Joaquim Jos do Azevedo, pelo crime de re-
*";'io ltimamentecommelitido na mesma
Vincia.
Commando da praja.
Quinte! do commando da prncana cidade do
fceife de Pernambuco, S de setembro de
1849.
ORDEM DO DIA N. 27.'
yPublco.paraconhecimenlo da guarnicSo,
qve por oflicio do Exm. Sr. presidente da
provincia do !. do crrante me foi conr-
municado que, por aviso da rcparticilo da
gera de 14 do passado, liouve S. M. o Im-
perador por bem determinar que soja con-
siderada de favor a licenca com que se acha
na corte o alteres do quinto batilhflo de l'u-
zilciros Joaquim Luiz Teixeira Lopes Ma-
Iheiros.
Outro sim, que por oflicio de igual dala
ordenou o mesmo F-xm Sr. presidente que,
para cumprir o disposto no aviso da repar-
tirlo da guerra de 27 do baleado, he misler
que se remeta com urgencia os mappas men-
saes de toda a frirca existente tiesta provin-
cia, qur do* corpos do exercito, qur dos
eorpos da guarda nacional em destacamen-
to, desde o lempo em que deixaram de ser
dados em consequoncia das circumstncias
extraordinarias em que estova a provincia;
pelo que compro que os Srs. coinmandan-
les dos corpos remellam com a urgencia or
donada ao qtiartel deste commando os refe-
ridos mappas mensaes desde o mencionado
lempo.
Havendo hontom dado parte de prompto
oSr. tenenle-roronel Luiz Jos Ferreira,
commandante do oitavo batalhio de caca-
dores ; asstn o faqo constar.
Assignado, J*sn Vicente de Atnorim Bezer-
r.i, coronel graduado e commandante.
vada. ; Os senhoros comprehendem e apro-| lo. Este he, pois, o principio das leis de
vam o que digo? Tanto mclhor. Sigam-lsetombro, o principio de lodosos governos
me com indulgencia e talvez venham a pen-1 Depois de 24 de fevereiro de 1848 permittio-
sar como eu ; isto no he provavel, porm I se ao povo dizor e fazer ludo. Os governos
experimentemos. ( Rito e approvacJo.) A li-1 precedentes, os quaes nlo podiam deten-
berdade illimilada, repito-o, nao he possi-|der-se,fram infamados.
No mez de mar-
EXTERIOR.
vel ; mas pergunto, ser porventura possi-
vel urna liberdade de imprensa Ilimitada ?
Para dizer que sim, ser preciso provar que
a lingoa e a penna nao p Ion fazer tanto
damno como o braco Se, pois, a lingoa
podo ser urna arma to formidavel como o
braco, he necessario, pelo mesmo princi-
pio, limitar a liberdade da penna ; ella de-
ve ser nivelada com a liberdade dos ou-
tros. Estamos concordes sobre este ponto.
Visto, pois, que a peona ptido.fazcr tanto mal
quanto a mais violenta achilo, um freio lhe
he necessario. Como estamos concordes
sobre isto, daremos um passo para di-
ante.
Se os individuos devem sor defendidos,
nflo o devera ser tambem o estado? Talvez
me respondam que no, c digam quo, com-
qnimio ningucm possi discutir os negocios
de seu viztnho, todos podemos criticar os
do estado. Confcsso queahiesta diili-
cuidado; porm vejamos se nilo podemos
concordar tambem em llxar um limite so-
bre este ponto. He verdade que lodosteem
o direito de anilysar aos actos do governo,
mas nSo he menos verdade que ninguem
tem o direito de fazer nada que pos-a des-
truir o governo. Este he o limito que es-
tabeleco. Ab! so eu vos dissesse, senhores,
o quo se vos disse no cornejo da monarcliia
representativo, vos me inlorromperlois;
vos nodiscuterieis nunca a malcra com
calma. Vos tericis o direito de interrom-
per-me ; porm eu disentir! p da maneira
que vos agrada. Eu vos, lomarei sobre o
vosso proprio terreno, e, faion Jo isto, dcvels
confessar que obro liberatmente. Indivi-
duos que nada sabem, que sahiram ha pou-
co das aula*, ( rim que nao teem sciencin
dos negocios do estado, quo nada poderam
fazor uem como advogados, nem como m-
dicos, nem como negociantes, apresen-
tam-sc, nao obslanlc isto, pira darem li-
cOes a homons experimentados ; talvez os
possam regenerar, o no lamentarei isto.
Tenho-vos fallado do ignorante, agora pas-
sare a fallar-vos do improbo, daquello cuja
co um movimento teve lugar, e no do abril
outro ; e se n! fra a prompta reunio da
garda nacional, o joven governo teria sido
derribado. Km maio a assembla nacional
foi por um momento oxpellida da casa de
suas scsses, e em junho foi necessario der-
ramar torrentes de sangue para salvar a so-
ciedade. Foi depois de ter desrespeitado
todos os principios que os liomens da revo-
lucflo, preferindo um dia ser contradicto-
rios comsigo mesmos, ao deixarem perece
a socieda le, flzeram a lei do II de agoslo
de 1848. O que he que ella determina? Ella
preservou os principiosque agora proclamo.
Permtti-me analysar algumas de suas dis-
posicoes. Esta lei, vos bem o sabis, foi a
obra dos republicanos da la t>l/(da vespe-
ral. Ella foi apresentada por Mr. Marie, e
sustenlaila por Mr. Julio Favre. {Murmuriot
i't etquerda.)
Urna voz a' eequerda :~Ns a combatimos
O Sr. Presidente : Os senhores a comba-
te ram ; mus, isto nflo nflo obstante, ella foi
approvada. [Rito.)
Mr. T/iiers: Os senhores dizem-me
constantemente que estas leis fram a obra
do passado, a obra dos homens do passado;
logo nflo me pdem ne^ar o direito do res-
ponder com o nome de Mr. Marie todas as
vezes que cilarem o de Mr. Thiers: Mr Marie,
gracas torrente que os senhores deixaram
correr, acha-sc presentemente as (ileiras
dos homens do passado. (ApP''tH' lei que nflo flzcmns, que nflo inspiramos,
commina penas rigorosas, penas de dom,
tres, quatro o cinco annos de prisflo. Nflo
a censuro por isso. Ella impOo multas de
1, 2, 3, 4, 5 e i;.olio francos e prisflo por cin-
co annos a quem atacar a assembla ou o
governo oxecutivo, ou o principio das ins-
tituiedes republicanas, ou anda o principio
tlieoricoe abstracto da soberana do povo,
expresso pelosuffragio universal. Permit-
tam os senbores que diga que flzeram mais
do que as leis de setembro. Sobre a ques-
tn da soberana do povo fram severos ;
porm nlo os censuro : entretanto, umho-
contlucta o tem privado dos direilos do mem pule ser multo bom o muto perfeito
cidadflo,. o quo smente dos-ja um Irans- fepublicano.e todava tor sobro esta quostilo
torno geral da orde.n para obter emprego' U'11* opimilo mu diflerente. Ella p Je ser
pois he-lho mpossivel conseguir isto do-entendida era um sentido mais ou menos
baixo de um governo honesto e regular, absoluto, c do mesmo modo quo o pnnci-
L'm tal hornera aecusar de ambicilo aos P10 mooarchico o foi antes della.
homens mais eminentes o mus dedicados. A monarchi nunca pumo a discussflo
Islo assim deve ser. OIoiicj condemnar .desles prinoiaios com cinco annos de pn-
o homem de juizo ; o desgracado aecusar sflo, e comtudo os senhores (izeram o que
o honesto. Se isto acontece muitas vezes, I a monarchia nunca sonhou fazer. Nflo os
tambem acontecer tnuilas vezes que o he- aecuso por isso ; porem quero que nflo se-
mem honesto adoptar bs mesmos meios ; jam tilo tnexorave's, tflo msultuosos para
porm, se arclo inloira e completamonte. I com os homens que nflo flzeram tanto quan-
sera oxceptuara calumnia, a liberdade de t" os senhores. (ipprovar.w.) Os senhoros
discussflo, nao posso ir mais adiante. A I proservnram a lerabranca destes insultos, e
calumnia, dir-me-hflo, desanimar os ho- quizeram proveni-los, insenndo em sua le
tnens que estiverom no poder. Respondo- "'"a clausula quo pune com multa de 6,000
rci que aquelles que tiverem poJr do es- francos e cinco annos de prisflo a to lo a-
pirilo e coragem nflo serflo embarazados huelle que excitar odio ou desprezo pelo
por calumnias; s os homens fucos nflo governo da repblica, o no artigo 3 prolu-
ous.ii'jo iivanear qual o soldado quo tre-
me ao primeiro encontr, e que he neces-
sario deixar no hospital. Tanto peior paia
ellos; asociedade s he feita para os ani-
mosos. ( Apoiados. ) A discussflo, portanto,
pode ser illimilada quanto loucura e a
calumnia, porm nflo quanto destruieflo
do governo. Para quo he, pertcilta-se-
me esla pergunta, para que he que se fazem
leis? Para que he que se fez a constilui-
eflo, a qual hechamud a le das lois, se-
no para substituir a discussflo violencia,
assim na Inglaterra como na A:ierica? Se
fosse possivel rocorrer violencia, de que
serveriam as leis? Ellas sonara leltra mor-
a. O quo fazem, pois, esses homens que
alacam o principio do governo ? Isto he,
aquelles que dcbaixo de urna monnreha
gritam pela repblica, e debaixo de urna
repblica pedem a ionarchia, senflo pro-
vocar a destruieflo das inslilui^es neces-
sarias ao repouso de todos ? O que fazem
lodos esses homens queprovoom a guer-
ra civil senflo commelter um crime anda
maior, quando a guerra civil que provo-
010) he de urna classo contra oulra, a mais
abo'iiinayel de todas as guerras? Isto he o
que a lei deve prevenir, sb pena de ser a
mais pueril ea mais ridicula das inconsis-
tencias. Permitti-me, senhores,que vos ex-
plique a contradiceflo em que cahreis,
adoptando qualquer outro systcma que nflo
seja o quo acabo de desenvolver, lia era o
nosso cdigo criminal umailigoquo pu-
ne a i ebeliiao de um homem, o qual quan-
do preso resisto aquelles quo o dciccm. Se
puns o insimlenlo, como nflo devora ser
punido o instigador ? Pois que! Punis o
pervertido, e nflo punis o perversor; pu-
nis o ctl'eito o nflo punis a causa Isto soria
a mais barbara ea mais iniqua das incon-
sistencias f Xpoiadoi).
Senhores, disculindo a questSo seguida-
mente e ponto por ponto, esperei que seria-
mos talvez obrigados a confessar que esta-
mos concordes. Os principios, portanto,
sflo estes enhuma liberdade illimilada ;
liberdade de discutir os actos do governo,
porm nenhuma liberdade de ameacar a
existencia do governo. Estes fram os
principios de todos os governos preceden-
tes. Podis queixar-vos da punieflo, da ju-
RE PUBLICA. FRANCEZA.
ASSEMBLA. LEGISLATIVA
BSSAO DE 23 DE n l no.
Diicuno de Mr. Thiert tobre a liberdade
da imprenta.
Cidadilos representantes, logo que tive
assenlo as asseaiblas da repblica, for-
mei o proposito de nflo subir tribuna se-
nflo quando as questOes ventiladas apre-
sentassem esse carcter geral e social sobre
o qual todos temos, nflo direi igual direito,
mas igual propiiedade de fallar. Sempre
que -e teem discutido questOes especiaes,
tenho deixado que os homens especiaes
fallem sobro ellas; homem do passado. te-
nho deixado aos homens do prsenlos ta-
refa de debal-las: entretanto os que so-
mos apellidados homens do passado temos
sido tantas vezes e 1,1o directamente pro-
vocados, que julgo nflo poder deixar do di-
zer slguma cousa nesta occasiflo, epor isso,
conliado na bondade da assembla, peco-
llie licenca para declarara minha opiniflo
sobre o objeclo que esl em discussflo, pro-
testando desde j nflo abusar do direito
que temos, cu o os meus amigos, de rctor-
quir as aecusaces contra nos dirigidas,
antes usar delle smente at um certo grao,
sem faltar consideradlo que devo aos
meus collegas.
Os meus adversarios esforcaram-so por
dizer algumas verdades, osfurcar-me:hei
lamben) por dzer-lhes algumas. O paz e
a assembla julgarflo entro mira e elles. Se
conseguir o que pretendo, provar-lhes-hei
que, independentomenlo das formas de go-
verno, ha csrlos principios de conservaeflo
que sflo tflo necessarios s repblicas co-
mo s monarchias, principios sem os quaes
nflo he possivel que exista sociedade ; pro-
var-lhes-hei talvez que sem rasflo se rr.os-
t'am tflo indignados contra o quech-tnsm
as novas leis de setembro, porquanto em
o anno proxro passado, em plena assem-
bla conslituinle, consenliram que estas
mesmas leis do setembro sahissem das mflos
do quem f Das mflos do seu amigo, Mr.
Marie. ( InltrrupcHo.) Sim, ds mflos de Mr.
Marie e com a aprovago de quem? Goma
approvacflo de Mr. Julio Favre. Sabis, se-
nhores, quando este Tacto se deu ? Quando
foi discutida e approvada a lei de II de
agosto de 1818 ; mas esla nflo fui a primei-
i a vez que os hoaicns do presente tomarain
emprestadas as leis do passado. Nos 18
mezes ltimos, sempre que quizeram fazer
alguma cousa duravel, sempre que quize-
ram governar, fram obrigados a proceder
do mesmo modo. Portanio, para que nos
possamos entender uns aos oulros, para
que possamos alcancar o objrctoaque as-
piramos, julgo me sera permitlido apre-
senlar aqu alguns principios. Screi bem
conciso, e espero poder talvez convencer
os meus adversarios de que nlo pode haver
liberdade Ilimitada.
Sabis, senhores, oque he a liberdade illi-
milada ? He a sociedade em um oslado de
barbarismo, no qual o mais forte opprime
o mais fraco. O mais forte tem toda a li-
berdade da qual despojara o mais fraco;
( opprovacdo) todava elle encontr lam- risdiceflo que as partes acusadas fram
bem outro anda mais forte que ooppriine, Jsubjeladas; porm os principios fleam per-
e reconhecendo imroediaUmonte que a li-Imnenles. Elles sflo os das leis de selem-
berdade se loma assim a causa de toda esla bro, a qual tflo ardentemento atacis. Nflo
violencia, concorda com os oulros om por- preciso justilica-los aqu, porque he a hislo-j qem os senhores tanto estimatu( o orador val-
lhe limites: entilo asleis se fazem, easo-[ra enflo vos, queos ha dejulgar. Vos vos \ia-ie para a esquerd* ) querer tambem des-
---a.i~K.x ._,i,.,;Ii. / nrm-nc/in r I ITII Ar\A
bom, o que he mui honroso para os senho-
res, lodo o ataque contra os lacos de pro-
priedade e familia; porem pnnem smen-
te esta olTensa com tres anuos de prisflo,
isto he, com dous annos menos do quo a
pena comminada contra o crime de excitar
odio o desprezo pelo governo, ou em outras
palavras ossonlioros expressam por sua lei
que tem o direito de defender o principio
do governo mais do que os lacos da proprie-
dadeoda familia. Nflo os censuro, repito,
nem os aecuso por isso; mas, visto que
dizem que a repressflo comeca boje, devem
permittir-nie dizer-lhus que os senhores a
comecaram primeiro. Os senhores decidi-
rn) que nflo devia haver nenhuma discus-
sflo sobre o principio do governo.
Vma roz i esquerda: A quem se dirige
agora.'
Nr. Pedro Urroux : Nos combatamos
esta lei. .
OSr. Pretidente: Todava a opposicio
que flzeram foi infructfera. (Rito.)
HJr Thien:' Os senhores dizem que a
combaieram ?
Mr. Laurneo ;de f Arde.che)- -- Sim ; e eu
proprio o disse. a Mr. Marie ~ [Gritos tleti-
lencio, silencio! Sdo interrupco.)
O Sr. Presidente : Nilo posso consentir
taes inlerrupccs, as quaes todas procedem
do mesmo systcma.
Mr. Thiert: Sei que os senhores a com-
baieram ; porm nflo me he possivel ago-
ra enumerar os uouies dos quo volarama
favor ou contra ella. Bem sei que Mr. Ma-
rie foi aecusado por sua lei, assim como nos
o lomos sido; porm Mr. Marie nflo he
um homem do passado; ello nflo he um an-
tigo minislro da monarchia. Desconflaram
os senhores de Mr. Marie.
Votes eiqutrila.Sim, tim ; desconfiamos.
{ /nlcmi/ifii. )
Mr. Theiirs. Os senhores applaudiiam l-
timamente a Mr. Julio Favre, entretanto elle
leve parte nesta lei. f fliio ) Nao quero pro-
nunciar aqu o nome de uina persunagem con-
slderavcl, de um homem que exerceu um alto
posto no estado. Alludo ao Sr. general U-
vaignac.
O Sr. general Cavaigntic. [ Di seu lugar.) Se
he para o interesse da discusso, naohesiW.
Mr. Thiert Nao lie minha Intenjao censu-
rar a V. Esc. (o orador volia-ie para o gnu-
ral Cavaignac ) senao smente aproveltar-me
de sua autoridade. Porventura, pergunto, o
Sr. general Cavaignac querer destruir a re-
publica ? Porventura Mr. Julio Favre, -
nacaprrsenlou esta lei de II de agosto, e Mr.
Julio Favre a suslcotou ; porm esta lei nio
lie tudo ; osprocessos que em virtude della sr
fizeram dlxein alguma cousa tnais. Mr Marie
quit accrlera-los, elle pensou que, pelo Inte-
resse da jiistlca, era necessario que o julga-
menlo livesse lugar dcbaiio da impressao do
facto, e por isso quli apressa-lo. Mr. Mariequi/.
que um peridico fosse julgado pelo tribunal
de Aitises dentro de tres dis depois de com-
meltida a oflcns.i, c, rcduilndo a dez das o
periodo da appellacao, tornou inuteis todos o
subterfugios ; e tudo Isto em urna lei que Mr.
Marie nilo teve tempo para tornar definitiva ;
mas, islo nao obstante, os senhores gritam con-
tra a que he agora proposta consideracto da
assembla I Os senhores discm que ella rm-
baraca o progresso do espirito Inmuno aflir-
main que estamos destruindo a repblica, que
estamos trocando o principio de liberdade pe-
lo de autoridade, que estamos substituindo o
passado ao futuro ; mas, se assim pensain, por
que rasan d.-uarain passar a lei de II de agos-
to ? Estas aecusaces enchem-me de pasmo.
Qual he o li ni da lei que sustentamos ? Ma
desenvolve de urna maneira mui branda as
leis de setembro d repblica, propostas por
Mr. Marie. O artigo 1. protege o poder ee-
culivo elelto agora pelo povo, assim^como o
da Icl de II de agosto potegeu o entilo elelto
pela assembla. O artigo 4. pune aquellas
pessoas que tentaron) desviar o exercito de
seu ilev. Os senhores, sem Juvida nenhuma,
ii rni ciiiiManca em suas opiuicse esperain tri-
umphar, c entao desejarao certamente ter um
exercito que Ibes obedeca, e que nSo faca
causa coininum com os conspiradores. Se
i-.iiu he, o.in pdem de ncnhuin modo
coinbotler o artigo em qucsia.i. O artigo 3."
pune as pessoas que fabrican) documentos fal-
sos. Os senhores certamente, ae eslivessem un
podOr.nao havlamdc permillir que algucm, por
ni- i,i de iiiformaccs falsas, ou de papis da
mesma qualidade, excitasse disturbuios c pro-
inovessc a iusurreleflo ; pois temos exacta-
mente os mesmos sentlmentos. Quanto ao
processo, elle he literalmente copiado dipro-
jeclode Mr. Marie. Srin rasao, portanto, os se-
nhores denominan) esta medida lei delinee.
e, attendendo-se a este tan estranho abuso que
faicn dos termos, podcr-sc-hla realmente
aitppor que a nao leram.
l'assareiagora ao que chaina ni a parte polti-
ca do projecto. Os senhores dizem que elle
deslenle o passado, que est em contradice,;!
com ludo quanto tem sido sustrutado durante
os 18 annos ltimos. Sim, admiti Islo; po-
rm observo que, todas as vetes que hao ten-
tado governar a sociedade, teem fclto exacta-
mente o mesmo. Sempre que os senhores teem
procurado legislar, lio desmentido tudo quan-
to disseram nos IS,unios passados, nos ter-
mos os mais insltame}. Quando fomos obri-
gados a defender a ordem as ras, quando
nos vimos na necessidade de responder com
tiros de espingardas s provocaces crimino-
sas, os senhores denominaran) a nossa conduc-
ta as carnificinas do convento de S.-Mcry, e da
ra Transnoniana. Quando fomos forrados a
appllcar as leisdo estado, de sitio cidade
que a insuiTCican linlia convertid-i em um i
praca de guerra, os senhores acharara esta
conducta de nconstitucioual e abominavel.
Quando para assegurar a salvado publica,
julgamos necessario por lim s excitacOcs II-
Icgaesquc se p'raticavaiu, os senhores etligina-
11 sai i ni islo como a abominaeo das leis de se-
tembro. Do mesmo modo na poltica cstran-
geira, quando a fim de assegurar a paz, fiz.e-
mos tratados, os senhores denoiiiiuarain nos-
sos actos a humilhacao dos tratados de 18 lo;
quando investigamos se havia na Ruropa al-
guma potencia, i qual pela analoga de habi-
tps cinstinctosnos convisse unir-nos, os se-
nhores denominaran) isto a vergonha da al-
liane i Ingleza ; entretanto sem embargo de
lerem empregado esta lingoagem por espaco
de 18 annos, qual foi a conducta que tiveram
i|liando iin ;!i de fevereiro subirn) ao poder?
Chamados a defender a sociedade, derrama-
ran) mais sangue do que nunca se vio na rc-
volucao. nem na monarchia. NSo digo Isto
como uina etprobracao, porquanto reco-
uheco que foi urna triste necessidade ; mas
apresento-o como uina prova de que pelo in-
teresse da sociedade um homem v-se tnuitas
vezes na necessidade de obrar quasi em con-
tradiccaodo que antes professava. ( Apoiados.
Os senhores fram obrigados a appllcar duas
vetes o estado de sitio, e estenderam-no mul-
to alem do que nunca se fez; porquanto at
suppi inoran] as gazetas, acto sabio, pois
era necessario. ( Movimento ) Examinando as
leis que lixeram sobre a imprenta, acharaos
que pelo menos igualaran) as Irla de setembro.
tSao quero entrar em recriuiinacocs secunda-
rias porm sempre perguntarei o que nao
teriain dito se o governo mooarchico tivesse
tentado organisar os clubs para Influir as
elelces, ese tircssemachado no orcamento
urna despoza de 100,000 francos, appllcada ex-
travagantemente para esta ihnf (Apoiados. )
Mas, passando s despejas publicas, pergun-
tarei : diininuiram-nas ? Nao ; pelo contrario.
tudo foi infinitamente mais caro em todas as re-
partieoes do ijuc d'autrs. Finalmente na po-
lilica estrangeira esses execrareis tratados de
1815 que tantas vetes atacaran) fram por-
ventura rasgados ? No, os senhores declara-
ran) que eram a lei da Franca e das outras M-
ces! E aallianyaingleza acabaran Cornelia:'
Nao ; perservaram-na com a inaior lolicitude.
Quaiido sobiram ao poder, e foi necessario
ulh.rcni roda para ver qual potencia seria
melhorque recorressem, qual foi aquella para
a qual se dirigirn)? Para a Inglaterra! E nao
ha multo ouvirain o Sr. general Cavaignac de-
clurardesta tribuna com urna lingoagem mar-
cada pelo bom senso, que; quando alguma na-
cao pareca disposta a entrar em relaedes com
elles, procuravam ter uina detintelligrncia
com ella, porm antes delle U. Lamartine, que
muitossem duvlda nio desapprovarao.
O Sr. oeiwral Cavaignac: {Deten lugar.) Tal
vez!
Mr. Tho'rt.-OSr. general Cavaignac du tal-
vez. porm teja o que fr, o Srs. Ledru
Holln, Lamartine, Garniez Pags estavain
no governo ; rasgaran! porventura os tratados
de 1816 poicram lim allanta inglesa? >ao.
Tudo quanto antes censuraran) elles o conser-
varan) tudo o que chamaran crime, elles o
iuiilaraiii urnas vete* con; mais falta de
destreza, outras con maior grao de violencia,
conforme os perigos eram man gravea ou mais
urgentes. Os senhores todos seguirn og
mesmos principios um poitco mais ou me-
uos de falta de destreza, un pouco mais ou
/


.
menos de violencia esta foi a nica dilTeren-
c. ( Mo f apoiadoi.) Usbomens que chaua-
ram hoinensdo panadoe que deslgnaram co-
iiio o ininigos da repblica, nunca procu-
i mu ocrnltar seus lenlimcntos ; porm vi-
rapj nunca que atacassem un su ininislcrlo ?
Nao ; i II. s sustentaran) todus os ministerios
liesde o nia em que entro! para a asseuiblca
constituinte at o prsenle, tculio seinprc vo-
tado por todos os ministerios, coinecando mes-
110 pela coininlssiio eircutlva. Sim! votei
por lodos, coinquauto nao tivesse necessidade
de ucnliuin ; pols, sem embargo do que disse
Mr. Julio r'.iur, uioguciu me vio nunca as
antecmaras da repblica.
Vma vm: Nos salOes.
O Sr. TMtrs : Nem nos sales. Aquellos
3ue denominis inimigos da repblica po-
i.iiji ter triumphado, quando viestes an
nuncier-lhes que foi smente depois de cin-
ro 'iias ilc un cmbalo sanguinolento que,
a ordem fora restahejecida ; quando viestes
propr o estado de sitio ; quando apresen-
tastes vossos oreamenlos de 1,700,000,000
ou 1,800,000,000 francos ; quando respoi-
tastes os tratados que antes linheis ataca-
do! radiamos ter triumpbado em conse-
quencia de vossos actos inconsistentes ; po-
damos 1er recusado sanecionaras despozas
que nos a presentaste*. Filemos isto ? Nflo,
sustentamos todos os ministros; e na dis-
cussao sobre os orea men tos tomos nos que
defendemos os funecionarios, quando qui-
zestes dar cabo delles; e lzemos isto, nflo
por motivos pessoaes, mas por un senti-
inento de devtr. Porvenlura, torno a per-
gunlar, procuramos triumphar, valendo-
nos de vossos actos da loucura .' Porvenlu-
ra lnMeamos mlo da censura o dfamacflo
que empregastes contra nos para cuspi-las
sobre vos coni muito mais rasflo ? Nilo; col-
locmos os interesses do paiz cima de lu-
do, e presentemente sustentamos a Mr O.
liarrot, assim como sustentamos o general
Cevaignac, e assim como sustentamos a
commissflo execulva. (\poiadot.)
Passare agora a estes mcios de repressflo
que, segundo asseverai?, teem destruido to-
dos os governos. Ah! silo reminiscencias
allliclivas Sim, admiti que nosso solo es-
la juucado de ruinas; varias monaichias
t.em cabido; a repblica tambein foi derri-
bada ludo, com effcilo, lem sido arruina-
do. Nilo quero predizor nada; porm, se a
excellmicia dos governos deve sor avaliada
por sua duraeflo, a repblica certamento
nilo ter avanlagem. (Uovimenlo) Dizeis
que as medidas cocrcivas destroem. So
assim he, nada devenios fazer para salvar a
sociedade, nunca deveremes resistir aos
ataques que contra ella se fizerem. Creioquo
as medidas desto genero sSo Talaos aos go-
vernos que leem concodido somonte urna
pequea poreflo do liberdnde, ou que nflo
teem concedidojienhuma; pniqueiito a li-
Lerdade he a necessidade de nossos lempos;
porm, quando aquella quo lio necessaria
tiver sido concedida, nflo se devera acaso
parar ? A Franca que no lempo da conven-
go tovo um goveruo constitucional, leve-o
oulra vez debaixo da monarcha- do julho.
Islo nilo vos satisfez; --quizestesmais, o
dcstruistes a monarchia. Tendes presen-
temente a repblica. 0 que queris ainda?
Allirmaslcs-nos que com a repblica nflo
haveria mais insurrcici'S, quo um sys-
tema seria pacillcamentc substituido por
nutro. So fordes consisten les, um lempo
vini, .-em diivida, era quesera necessaria
paiar, ou em que dever comecar um syste-
ni.i, nflo direi cia rucioiiavcl.
Onde, pois, queris parar, senfl onde
estis presentemente.1' Que! ainda nao
lie chegado o lempo de resistir a todos estes
espritus mose turbulentos que perturbam
a sociedad em nume das ideias sociacs ?
Se alguma dessas ideias sao sflas, apresen-
tem-nas aqu, e moslrem quo sflo capazes
deexamc e realisaeflo. fu mesmo desafiei-
vos para o fazer, quando se discuti a pro-
posta do Mr. Proudhom. Aflirmais que to-
dos os planos de mellioramcnlos ja fram
pruposls, presentemente faco parte de
una commissflo rom Mr. Arago, elle que
diga se rejeilmos systematicamcnte como
dizeis todas as propostas dcsle genero.
Queixai-vos de que a imprensa vos he in-
terdicta ; porm nflo existe a tribuna ? Mr
Pedro l.erroux nflo acaba de fazer uso della?
(Hito.) E que nos propoz elle ? Uina trans-
urmacflo eslranlia da humanidade, um
syslema no qual a sua triada deve tormo
lugar. {Rito.)' Porque nflo leve elle, como
Mr. Proudhom, a coragem de expor clara-
mente a sua theoria ? Se o lizesse, nos a dis-
cutiramos, como discutimos a de Mr. Prou-
dhom, pea qual volaiam smente Mr.
Proudhom e um outro meinbro que creiu
nilo lem mais assento na casa.
Voset: Sim, sim Fui Mr. Creppo !
(Mu.)
!2!
( Applnuto estrondoto direita ; agitaca'o et-
nuirda.) V. quando eslabeleco assim urna
fiypolhese, nflo esquecs ir.os que ella foi j
realisada Depois de 2* de feveroiro, vos
e vossos amigos podieis fazer tudo, e ellos
tentaiam tudo quintos fantasa Ihes sug-
gerio. Nada os deleve, nada E o que li-
7cram ? ( Movimento.) Tiveslos as conferen-
cias do I.uxemburgo, porque nflo reali-
sasles com ellas o que havieis prometilo ?
As conferencias do l.uiemburgo conduzi-
ram meramente a cssas associac,es de ope-
rarios pira as quaes depois votamos alguns
murios. Quando derribastes o governo
'le joiho, devieis estar seguros dos meios
de effeiluar a felicidade do povo ; mas por
que rasflo nunca deelarastes esles meios ?
Por que nflo sabis sobra este ponto nada
mais do que sabamos i {sensata'o } porque
ninguem lem em suas nios a folicidade
das naces ; porque lie smente o tempo,
a.paz, a prosperdado, a manuteneflo cons-
tante do traballio, que produzem urna tal
felicidade. Aquelles que a tivesseni as
minos e a nflo apresentassem scriam gran-
demenlo culpados ; mas aquelles que a nflo
possuem, sflo ainda muito mais crimino-
sos, annunciando-n como um engodo po-
pulacho que soffre. Esto heocrime que
queremos reprimir. ( Xppl^/ito estrondoso. )
Urna vos ttquerda :O senlior nflo osla
expondo o caso como elle verdadoiramento
he. ( Oh\ oh !)
Mr. Thiert:Dizeis que nflo estou expon-
do o caso como elle verdaderamente he.
Uem ; entilo, descomi da tribuna, faco-vos
esta ntimacflo--apresenUi aqu os meios
que, dizeis ler de melhorar a sorte do po-
vo. Este ser o mellior meio de confun-
dir-me. Sim, peco-vos que exsonhais
este grande remedio que alardeis pos-
suir^ apresenlai-o para a felicidade do
paiz. Se o tendes, trazei-o para a tri-
buna, se o nao tendes, nflo continuis a an-
nunciarque deve ser dado, por que entilo,
prometiendo o que nflo possuis, devesi
sollrer que com justica se vos designe como
impostores. ( Lnn'ios npplausot.)
Ao descrela tribuna, o orador foi arden -
temente congratulado por seus amigos, e a
emoeflo causada por seu discurso durou
por minios minutos.
PEhNAMBUC

Mr. Thiert: ~ Mr. Pedro l.erroux diz que
urna sciencia como a sua nflo pode ser dis-
cutida na tribuna; islo he verdade. Somos
tima assemhla legislativa e nflo urna aca-
demia ; poim aprsenlo elle urna propos-
ta, e orna commissflo ser nomead* para
examina-la. A assembla decidir eulfio
em fruncir instancia, e o paiz depois.
Emquanto nflo fizerdes isto, nflo tendes o
direito do lancar-nos em rosto que recusa-
mos os melhorsmenlos que vos mesmos
ignoris. O que queremos impedir-vos,
nflo he a discussio, mas os escriptos cheios
de fel e inlencoes abominaveis, nos quaes
se diz ao povo que na um estado de felici-
dade que podemos dar-lhe, e llie recusamos
porque sumos ricos e perversos. Isto he o
que queremos prohibir, e nada mais. Se-
nilo apresentais alguma cousa ditferente,
alguma cousa que teiiha um carcter cura-
tivo, he porque nenhuma conheceis. {n-
ttrrupcio esquerda.) Se sabis de alguma,
porque a nflo apresentais ? Pois que! Ten-
des os meios de tornar o povo feliz, e nflo
dais a conhecer aos oulros estes meios .' Se
realmente tendes esses meios, sois os mais
culpados dos entes humanos, por nflo pu-
blicados; porm, se nflo os possuis, nflo
airmeis ao povo, o qual soffre pela desor-
den!, da qual luvuluntaiiaiueiilo sois a prin-
cipal causa nflo Ihedigis que os meios
de felicidade llie pdem sor dados; porque uo
dia de vsso Iriumpho, sealgum da o alcan-
Sruea,vos acharis entestado de nada poder
zar. Ah! dizei-me, se tivesseis vencido no
conservatorio das artes e ollicios, o que po-
derieis ter feto? Nada, absolulaineiile na-
da .' ( Ktilaca'o. Que resposta terieis dado
aos impacientes requeiinienlos que vos se-
ridm Icilus ? .Nenhuma ; e leis ileado
exposlos indignacflo que vossas loucas
pronussas terlam Justamente provocado:
pois o que he que uuo tendes promettido r
CAMAMA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSAI EXTRAOnDIMXalA EM 27 DB AGOSTO DE
18*9.
Presidencia do Sr. Oliveira.
Presentes os Srs. Marros, Carneiro Mon-
teiro, Franca, Barata, Oliveira o Vianna,
f'lian.io eom causa participada os mais se-
nlioros, alirio-se a sesso, e foi lida e ap-
prnvada a acta da antecedente.
O secretario fez a leitura do seguinte ex-
pediente :
Um oflieio do fiscal de Sanlo-Antonio,
consultando sobro o deslino que llevo dar
aos pesos e medidas que se acham falsifica-
dos, visto que o artigo 2.' titulo 11 das pos-
turas o nilo declara. Que se respondesse
que apprehenda lacs objeclos, e entregue
ao procurador para, no caso d* necessida-
de, servirem do prova, e, "depois do julga-
meuto, seren intilisados o restituidos a
seus respectivos donos.
- Outro do procurador, pedindo que aca-
mara llie mando abonar a despeza que Hie-
ra com o' | agamento da dcima dos predios
municipses, constante do cinhecimento que
j.inlava, do segundo semestre do anuo II-
nanceiro passado, quo exigencia da re-
partiQflo competente satislizera, afim de e-
vitar execuQflo contra a cmara, embora
existisso apenas para esse pagamenlo a
quantia de 75,128 rs. Quo seolliciasse
a contadoria, autorisiindo dita despeza.
Outro do eagenheiro cordeador, pedindo
se llie mande pagar a quantia tle 8,!>60 luis
que dera a Jos Caelano liarboza por con-
dlizir 24 marcos de pe, li a do largo das Cin-
co-Pontas para a Soledadc, Capunga e Cam-
po-Verde, como constava do recibo quo do
mesmo juntava. Quo se passasse manda-
do do pagamento.
Outro do fiscal da Boa-Villa, remellen-
do o termo de vistoria quo proceder no
predio denominado Fabrica-ilo-FuniIflo
que actualmente serve de hospital mili-
tar, pura que a cmara dssa as providen-
cias que julgasse acertadas,una vez que foi
reconhecida a ruina do referido predio, e a
possiliilidade do dcsabamenlo de alcuma de
suas paredes, o quo pode ser mui fatul aos
iluei i-s all recolhidos. Que fosse dito
termo remllalo ao procurador para proce-
der de conformidade com as posturas.
Outro do mesmo fiscal, pedindo paga-
monto da quantia do 13,800 rs. que despen-
der com enterramiento de cadveres, se-
gundo a cunta que aprosentava. Que se
passasse mandado.
Outro de Manoel Lucas do Araujo Pinhei-
ro, paiticipando nflo poder comparecer a
prestar juramento do careo de juiz de paz
do segundo districto da freguezia de San-
Lourenco, iiordocnto. Inlcirada.
Outro do porteiro da casa, participando
nflo poder comparecer Inteirada.
Fram approvados dous pareceres, um da
commissflo de edificaeflo sobre a preteneflo
de Manoel Antonio de Jess Jnior, o nutro
sobre a preteneflo dos mercadoros de pei-
xe na rihoira.
Mandou-seoffieiarao governo da provin-
cia, pedindo aulorisscflo para se fazer a
de-1 e/a necessaria com o concert da pon-
te da ruada Aurora, visto nflo haver quilla
na le doorcamenlo para islo.
Mandou-se ofliciar aos (iscaes, recom-
meudando-lhes a fiel execueflo das postu-
ras municipaes que fram publicadas na
folliaoflicial do governo no corrento mez,
e que desde esse tempo so acham em exe-
cuco, com especia'idade as dispusices
que dizem respailo aos pnsseios das casas.
Deliberou-se que o procuradordsse con-
ta das despezas feitas com o dinheiro rece-
bido das lettras manOadas tirar do cofre na
passada sessflo, visto faltarem-lhe apenas
dous documentos.
Dcsignou-se o da 17.de setembro futuro
para principiar a terceira sessflo ordinaria
iloorrenle anno, e mandou-se aflixar edi-
taes para arrematarlo de diversas rendas
municipaes, sendo a primeira praca no re-
ferido dia 17, e a segunda e terceira nos
dias 18e 19seguinles.
Mandou-se remoller ao fiscal do flecife,
para informar, o oflieio do cordeador sobre
Despacharam-se 'as petices de Anglica
Manoela Gomes Braga, de Antonio Pedro
das Nevcs, de Benlo da Conceicfio Ferreira,
de Claudio* Dubeux, de Domingos Jos Ri-
beiro Gouvim, de Domingos Antunes Villa-
Ca, de Jos Jeronymo Montciro, de Joaquim
Lobato Ferreira, de Ignacio Joaquim Gon-
ca I ves dn Luz, de Jos Nabo do Amara! Lo-
bo, de Jos Carneiro da Cunha, de JoSo Joa-
quim du Sanl'Anna, de Joflo Martina da Sil-
va e oulros, de Manoel Dias Fernandes, de
Manoel Cardoso da Fonseca, de Manoel Ta-
vares de Aquino, de D. Maria Jos Pinheiro,
de Manoel da Paixflo Paes ( 2), de Thom
Corris de Araujo, o levantou-se a sessflo.
F.u, Joto Jet Ferreira de Aguiar, secreta-
rio, a subscrevi. Oliveira, presidente.
- Mamede. Carneiro Uonteiro. Maraes.
Oliveira. fianna franca.
PARECERES A QUE SE REFERE A ACTA
SUPMA.
A commissflo de edificaces.nflo encon-
trando nenhuma duvida na preteneflo de Ma-
noel Antonio de Jess Jnior, om que pede
ao Exm. Sr. presidente baja de considera-lo
oreiro fazenda do terreno na ra Augus-
ta onde tem edificado urna casa, he de pa-
recer que nesta conformidade se informe
ao mesmo Exm. Sr.
Recife, 27 de agosto de 18*9. Os verea-
dores, Barata.b'ranca.
A commissflo cucarregada para dar seu
parecer a respeilo do requerimento de Joflo
Martins da Silva e oulros, tendo examina-
do o lugar no qual os peticionarios pedem
para levantaren* um tilheiro, he de pare-
cer que esta cmara nflo deve conceder tal
licenca, nflo s por desaformosear o edificio
d ribeira do peixe, como por llcar o te-
Iheiro quo os supplicantes querem levantar
em frente de urna ra principal desla cida-
de, o lirar este lelheiro servindo de asylo a
malfeitorcs em um lugar que com facilida-
de podern fazer ataques aos moradores da
mesilla ra, e aos que por olla transitan!.
Sendo o lim principal do lelheiro abri-
gnrem-se do sol os que fazem o mercado-do
peixe, a mesma commissflo lombra que esta
cmara pode conceder licenca aos peticio-
narios para levantarem toldas durante o
dia, com tanto que noite nflo conservera
o lugar coberto.
Paco da cmara municipal, 27 de agosto
do 1849.--Josa1 Joaquim de Oliveira.t'ran-
citco Luis Maciel Vianna.
EDITA L
Correspondencia.
Pela inspectora da alar.dejja se faz pu-
blico que, no dia 5 do corrente, se liflo de
arrematar em hasla publica o na porta da
mesma, depois de meio-dia, por consumo,
as seguintes mercadorias que existem na
alfandega alm do tempo marcado pelo ro-
gulamonto, eque fiam anunciadas por
edltal de 22 de junho proximo.passado a sa-
ber : l caixa com bolacha damnificada, I
dita com 7 forros de panno parachapos.ea
courinlios para ditos, 1 emhrulho com 2
pares do botins de duraque gaspeados, 1
lata com 33 varas de hicodeseJa, 1 emhru-
lho com retalhos de papel, 3 ditos com
amostras de fazenda cm retalhos, i caixa
com 24 duzias- de baralhos de cartas fi-
nas para jogar, 2 podaros com 10 varas de
brim de linho entrancado, 1 canaslra vasia,
I pauella de folha com 6 libras de paio, 2
embrulhos com jornaes portuguezes, 1 cal-
xflo rom nozes, peras e amendoas, em mo
estado, 1 sacco vasio, 1 fardo com palha do
centeio, 1 molho de tullas de louro, 1 vaso
de barro quebrado, 80 barrs com cal vir-
gom, e 1 caixa com 390 runelos arte de fu-
mar : sendo a arremataran livre de direilos.
Alfandega de Pernambuco, 1 de setem-
bro de 1849.O inspector, Luie Antonio de
Sampaio Vianna.
tratar com o sea consignatario
Manoel Joaquim Hamos e Silva.
HSBHHK
Leilo.
Ilcclaracoes.
UMA CANDIDATURA A'GERAL.
J.einhramos aos Srs. eleitores o benemrito
general Antonio Crrela Sera.
Pcrnainbucano, bravo, illustrado c amigo
fiel das instiluirdes que nos regein, S. Exc. nf-
ferece todus us quesitns para oeni prerncher
a importante uiiisao de ser na cmara qua-
irlcnual um dos representantes dcsta provin-
cia.
Recife, 1. de setembro de 1840,
_________ S...
U)MME*C|0.
ALFANDEGA.
Mendlmenlo do dia 4.....13:144.484
IMPOMTACO.
Corf', Irrigue inglez, vindo deClasgow,
entrado no mez prximo passado, consig-
nado a Itidgway Jamisson & C, manifestou
0 seguiute :
200 barris cervejn, flcaixas fazendas de
algodflo ; a Adamson llowio & C.
9 barricas ferragens, 20 pesos para balan-
cas, 100 chapas para foges; a S. T. Johns-
ton & C.
30 gigos de loua ; a Jones Patn & c.
1G eaixas linha de algodflo, 17 caixas fa-
zendas de algodflo ; a Johnslon Pater & C.
40toneladas de ferro bruto; a Rowman
e Me. Callum.
10 caixas fazendas de algodflo, 3 barricas
fsforos, 275 barricas cerveja. 12 ancoras,
1 crreme de ferro, 4 pecas de artilharia,
5 fardos lona, 200 chapas, 100 barras, 40
feixes de ferro, 8 feixes de ac e 100 tonela-
das de carvflo de pedra ; a Ridgway Jan son
6 C.
CnuoJ, patacho americano, vindo doPhi-
ladelphia, entrado no correte mez, con-
signado a Mathous Austin & C, manifestou
o seguidle:
454 volumes fazenda de algodflo, 150 bar-
ricas bolachinlia,367 barricas farinna de tri-
go, 150 caixas sahflo; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 4....... 1:483,946
Diversas provincias........ 56904
1:510,850
CONSULADO PROVINCIAL. ~
Rendimonto do dia 4...... 665,014
iovimento do Porto.
Navios entrados no dia 4,
Babia 4 dias, barca francoza Jeime-Nellij.
de 187 toneladas, capitflo Tombarell, e-
quipagem 12, em lastro; a Didier Co-
lumbiez. Passageiro, Joflo Devereaux.
Camaragibe 2 dias. hiate brasileiro No-
vo-Detlino. de 21 toneladas, capitflo Es-
tevflo Ribeiro, equipagem 4, carga varios
genoros ; a Jos Manoel Martin?.
Assu 14 dias, briguedinamarquez iVana,
de 219 toneladas, capitflo M Rondo, e-
quipagem 9, carga sal; a N. O. Bieber.
Navios iahidos no intimo dia.
Porlos do su I Vapor brasileiro Imperador,
commandante o primeiro-lenente Joa-
quim Salom Ramos de Azevedo. Alm
dos passageirosquetrouxedos porlos do
noria para os do sul leva a seu bordo :
para Macei, Antonio Jos Vianna de A-
raujo, Domingos Jos Fernandos, Joflo
Soarcs de Albuquerque com 1 escravo,
Jos FilippodeSouza Rodrigues; para a
Babia, D. Maria Lemos de Almeida Al-
buquerque com 3 escravos. Candido Fer-
nandos Lima, Emilio Crocco, Firmo Jos
Chaves. Rafael Jos Machado, Dr. Poli-
carpo Lo, es de Leflo com 1 escr.vo, C.
Dleslell com 1 criads; para o Rio-de-Ja-
neiro, Edion Rayner, o Francez Philippc
Freoman.Fr. Jos deS. Luiz Bimbort, 3
ofliciaesc 1-cadete com suas familias.
Alcobaca (Tale brasileiro San-lienedicto-
Grandc, capilSo Mauoel da Silva Jorge
em lastro. Passageiro, Joflo Baplista dos
Santos, Brasileiro.
u obra que no mesmo bairro pretende fazer jCanal Brigue inglez Jryphma, capitflo
Antonio Pedro das Noves. I Ruomaj <". carga asaucar.
JUIZO DOS FEITOS DA FAZENDA.
No dia 11 do corrente. as 4 horas da tar-
de, parante o lllm. Sr. Dr. juiz dos feitoa da
fazenda, na casa do sua residencia no Hos-
picio, vjn a praca os bens seguintes :
Urna armaeflo para botica, com todos os
vid ros e per lencos quo sflo a esta necessa-
rios, avaliada em 305,740, por execueflo da
fazenda contra Joaquim Jos Moreira ; di-
versos trastes, por 54,500, peuhorados a J.
F. de Ahreu llego; duas pedras de marmo-
re para mesa redonda, avahadas em 60,000
res, o penhoradas a Juliflo Beranger ; di-
versos movis em mo estado, avahados
em 18,000 rs por execueflo contra Manoel
Jos Soares deAvellar; a armaeflo da loja
n. 26 as Cinco-Ponas, avaliada em 30,000
rs., penhorada a Jos Maria de Amorim J-
nior ; urna casa na ra da Casa-Forte, ava-
liada em 500,000 rs., e penhorada a Manoel
Teixeira Bartellar; um sitio na estrada de
Belm, de renda annual por 150,000 rs., e
penhorado a Joflo Francisco Ferreira ; um
pardo, avahado em 400,000 rs., e penhora-
du ao major F. D. Pereira ; militase diver-
sas in 11 ule/ as, por procos di versos, penhora-
das a Pereira &Guedes.
Os pretendonles dirijam-se ao porteiro do
juizo.
Itecife.1 de setembro de 1849.-0 solicita-
dor dos foi:os da fazenda nacional,/-'/-ann's-
eo Antonio Contieno e Silva.
O escrivflo servindo de administrador
da recebe doria de rendas internas goraea,
abaixoussignado, avisa aos llovedores de
imposto do tojas abcrlas da freguezia da
Ba-Vista quo vonliam pagar o que eslive-
rem a dever, relativo ao nnno linanceiro
prximo (indo de 1848 a 1849 t o dia 9 do
corrente mez, lindo o qual so a relaeflo
dos devrdorcs remetlidu paia juizo, para
ser all cobrada judicialmente. Manoel
Antonio SimSet do Amoral.
Perante a administraeflo do patrimo-
nio dos orphflos se lio de arrematar a
quem mais der, e pelo lempo que decorrer
do dia ila iiT-'iiiataefu) alolioi do junho de
1852, as rendas do aru.a/.im da casa n.li na
ra do Azele-de-Peixe,e as da casa n. 27 na
ruado Vigariu;e bem assim a quem por me-
nos lzer os concerros de quo precisa o col-
legio dos orphflos cm Olinda : as pessoas
que se propozerem o arrematar ditas ren-
das e concerns, poderflo comparecer no
dia 6 do corrente mez na casa tlassisses
da mesma administraeflo as 4 horas da lar-
de com seus fiadores.
Secretaria da administraeflo do patrimo-
nio dos orphflos, 1 de setembro de 1849.
Joflo Francisco deChulnj, secretario.
-- O fiscal da rrogueziade S.-Antonio do
Recife manda publicar o art. i.a do Ululo
II das posturas de30dejulho de 18*9, para
que tenha o dovido cumprimento.
< Art. 1. As casas publicas de bebidas,
tabernas ou barracas, que venderem mo-
Ihaios, sci Ao fechadas as nove lloras da
noile, e no tempo em que estiverem abertas
do dia ou de noite, o seu dono nflo consen-
tir ajuulamento do pretos e vadios dentro
dellas. o logo quo ellos esliverera prvidos
da mercadura os Cira iinuiedialamenle sa-
bir : si'ib pena de pagar o dono da taberna,
loja de bebidas ou barraca a multa de seis
mil ris.
Theatro de S.-Francisco.
Quinta-feira, 6 de setembro de 1849.
A beneficio de dous particulares, vai
scena o grande drama.
O NOVO DESERTOR FRAMCEZ.
No lim do dito drama, as duas jovens dan-
caiflo a Mazurka.
Finda esta, oSr. Pedro Raptista de Santa
llosa cantar a mui applaudida ariu que
tem por titulo
O SOLDADO ENAMORADO.
Terminando u espectculo com a mui jo-
cosa luir; a.
A CRIADA ASTUCIOSA, OU O BICUDO
SONOLENTO,
na qual o dito Sr. Sania Rosa se esforcar
para bem desempenhar a parte do bebado.
O espectculo principiar as horas do
costo me.
avisos lijartiuuoS.
O corretor Oliveira fara leilflo, porcon-
ta e risco do quem pertencer, de 49 harris
de manteiga ingleza, chegados ullimaman.
te pela escuna Tentadora e desembarcados
em 27 de agosto prximo lindo: quinta,
foira, 5 do correle, as 11 horas da manhSi
em ponto no largo frente da alfandega
Ilussell Mellors & C. farSo leilflo, p0r
interveneflo do corretor Oliveira, de um ti.
plendidosortimentode fazendas ins|gjls
todas proprins do mercado : quinlt-fera"
6 do corrente, s 10 horas da manh no'
seu armazem da ra do Trapiche-Novo.


Avisos diversos^
Para a Baha sabe, em poucosdias, po
so adiar com mais de'meia carga a bordo,
a sumaca Flor-do-Kngelim, meslre Bernar-
do de Souza : para o restante e passageiros.
trata-so com o mesmo mestre, ou com Luiz
Juse de S Araujo, na ra da Cruz, n. 33.
Vende-se o patacho pprtu-
guei Clrnientinn, prompto de to-
do o nece.ssario para cmpreheniler
qualquer viagem e de marcha mui-
lo veloz: quem o pretender, pode
dirigirse a bordo do mesmo, para
o examinar, que se acha Tundeado
deronle dn Trn/i-lV.
Muito se deseja saber se nesta cidail
ou provincia existem Manoel Jos Affoosoe
o padre Cabriel Pereira de Castro BacelUr,
qno para aqu vieram de Portugal em isu
ou 1817, sendo o ultimo sobiinlio dn bri-
gadeiro Manoel Joaquim, que aqu morreu
na revolucSo d 1817. Os mesmo, ou it
pessoas que delle Uverem noticas, dirijutn-
se a esta lypographia.
Sn. redactoret.-Moht possivel por miii
lempo deixar de mostrar ao publico a mi-
neira escandalosa o atrevida por que se
tem portado um Sr. Franciscano, mora-
dor cm certo lugar do matto que, nflo
contente com o praticado quando aqu
guardiflo, tem chegado a aeu descari-
menlo a tal auge de alugar urna casinhi
contigua a seu convento, e ahi morar (nflo
perdrndo por isso uuia s vez o pobre refei-
(orio acompanhndo de um seu filho) com
tres negras irmflas, sem se lembrar da falla
do respeilo que tem s familias vizinhas, e
ao seu convento, e para completar todo seu
atrevimenlo abri urna porta no muro do
mesmo convento'por onde passa urna dellas
dormir parte da noile no seu cubculo.
Que tal? He at onde pode chegara auda.
cia I! Como quererflo os Srs. religiosos que
se Ibes deem esmolas, quando o publico lie
Icslemunha ocular de lanos escndalos, e
com especialldade desle Fcrralho dondtLa
capellflootal fradepio? NSo deeerlo. PW
isso pedimos encarecidamente ao beme,
rito comissario o Sr. fre Manoel de S.-Fi-
lippe baja de deitar suas piedosas vistas so-
bre estas entras militas infamias pralica-
das por este seu degenerado subdito,- do
contrario nflo nos calaremos, e trraaios de
mostrar por esta folha, a sua decantada
guardiania aqui, ..e a maneira por que tinba
dous o tres 'avahos na estribara ; mesmo
para que o pVublico fique scienlilleado de
quo o prelado) nflo apoia Iflo torpe e infa-
m e proced in! o s proprio de u m za ngio.
Queira, poib, Sis. redactoro? acceitirem
seu concetuajdo jornal estas liuhas, as
quaes nflo teem oulro lim serillo a emenda
do passado, aobrto do presente, e cautela
do futuro ; e'llie ficar obrgado quem he
dos Srs. redactores o Canuta Sargento.
Precisa-se, com urgencia, de um ofllcial
machinisla para administrar o vapor de um
engenho contiguo ao passo do Camaragibe
na provincia das Alagas, onde ha oulros
engenhos de igual natureza, dos quaes po-
de obter mu bom partido: advertindo que
precisa-se j, afim de tratar-seda machina
para por om estado de moer* a tratar na
praca do Commercio, n. 2, primeiro andar.
O abaixo assgnado faz setenta a quem
convier, que comprou no da primeiro do
corrente aos Srs. Silva & Costa a sua taber-
na, sita na ra do Rosario da Ba-Vista, n.
2, o quo, (cando encarregado de pagar i
praca o debito dos mesmos senhores, romo
onusta de nina relaeflo em sen poder, dada
pelos mesmos, importando em879 062rs.,
succeJc que algumas contas nflo teem con-
ferido, c por isso roga a quem se julgar seu
credor queira apresontar-lhe suas contas
correnles por serem legahsadas, lito no
prazo do tres dias, contados da dala deste;
do contrario nflo se responsabilisar por
qualquer differenca que possa haver. -- loat
Martim de liarrot.
Precisa-se de urna ama para uina casa
de familia decente, para cozinhar o diario
de urna casa : na ra do Hospicio, n. 4.
Obacharel A. R. de Torres Bandeira,
professorsubstituto de rhetorica e geogra-
phia no lyceu desla oiilnde, se prope a dar
lices das mesmas disciplinas e bem as-
sim de lingoa nacional, philosophia e fran-
cez : quem de seu presumo se quizer uti-
lsar.dirija-se ra estreita do Rozario,
n. 4|, segundo andar.
egociam-se, por qualquer
quantia, tres lettras aceitas pelo
reverendo padre Ambrosio Bodri-
gues Machado e Silva, morador
antigamente na cidade de Goian-
na, negociante de gado do serlSo
para esta praca, e hoje na sua fa-
zenda Lageiro-je-Queixerainobim,
as quaes eslo vencidas e impor-
tam principal e juros em 4:8oo,ooo
rs.: a quem convier, dirija-se ao
Aterro-da-Boa-Vi.sta, n. 63,: pri-
meiro andar.
Precisa-se alugar um obra-
do de dous andares pequeos, ou
de um andar grande, com quintal
e bons commodos para familia.
Annunciarpor este Diario.
Precis-se deum bom orneiro : paga-
so bem : na padaria do pateo da Santa-
Cruz, n. 6. .
Quem annunciou por este Viartorf*
191 querer comprar urna prel* boa coii- I
nheira, procure na Senzalla-Nova, n. w,
primeiro andar, para so Ihe dizer quoni a
tem. .. 1
-- Precisa-se alugar urna preta que sai na-**
cozinhar: noAterro-da-Boa-Vista, n. ii
ou annuucie.
Aluga-so um silio na Magdalena, es-
Irada da Torre, com tima casa i margem i
do rio Capiharibe, com seis quarlos. cozi- I
nha fra, casa para pretos e para estribara,
cacimba e tanque cobertos, com Jiaslanie
arvoredo e terreno para plautaces : no a-
terro-da-lla-Visla, n. 43. J^A
Jamos SkipperAdam. suliJHojj^j^jJJ^
aj i-tii i
<


*
7
BOWMAN & MC. CALI.UM engenhel-
ros machinislas e fundidores de ferro, mu
respetosamente annunciam aos Senhores
proprietarios deongenlms, fazendeir'os, roi-
neiros, negociantes, fabricantes- e ae res-
peitavet pblico, quo o seu estabelecimento
de ferro movido por machina do vapor con-
tina em electivo exercicio, e ae acba com-
pletamente montado com apparelbos da pri-
meira qualidade para a perfeita confocgflo
das minores pecas de machinismo.
Habilitados para emprebender quaesquer
obras da aoa arte, Bowman ck Me. Callum
deaejam mala particularmente chamar
attenefio publica para a aaeguinles, por
terera deltas grande sorlimento ja. proropta,
as quaes construidas na sua fabrica pdem
competir com as fabricadas em paiz es-
trangeiro, Unto em prego como em qua-
lidade das materias primas e mo d'obra,
a saber:
Machinas de vapor da melhor construego.
aloendss da cnna para engenhos de to-
dos os tamanhos, movidas a vapor por agoa
ou animaes.
(todas d'agoa, moinhos de vento e sorra
rias. ""*
Manejos independeutos para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhoes, bronzes o chumacciras.
Cavillifles e parafuaos de todos os tama-
nhos.
Taitas, ptres, crivos e boceas do forna-
Iha.
Moinhos de mandioca, movidos a mSo ou
por animaes, c prensas para a dita.
Chapas de fogfio e frnos de farinha.
Canos de ferro, torneiras do ferro e do
brome.
Bombas para cacimba o de repucho, mo-
vidas a mo, por animaes ou vento.
(Guindastes, guinchse macacos.
Prensas liydi ulicas e de parafuso.
Ferragens para uavioaj carros e obras pu-
blicas.
Columnas, varandas, grades e portees,
v.' Prensas do copiar cartas e de sellar.
Camas, carros de mito e arados de ferros,
&c, &e.
Alm da superioriado das suas obras, j
geralmenle reconhecida, Bowmao & Me.
Callum garantcm a mais exacta conformi-
dade com os moldes e dezenhos remettidos
pelo Senhoreg que se dignarem de fazer-
llies encommendas, aproveitandoa occasiSo
para agradecerem aos seus numerosos ami-
gse fregueses a preferencia com que teem
sido por elles honrados, e asseguram-lhes
qun nao pouparflo esforgos e diligencias
para continuarem a merecer a sua confi-
anga.
-- Precisa-se alugar um escravo para tra-
t r de cavallos : na ra do Sol, n. 15.
Offerece-se um rapaz portuguez para
caixeiro de qualquor casa de negocio, por
t> r bastante pratica de commercio : quem
doseu prestimosequizer utilisar, dirija-se
,a ra da Cadeia, tonda de carpira, n. 15.
Os verdadeiros charutos
de llavana, do mais superior qua
lidade, chr-gados agora, eslao o
venda na ru.i d.i Cruz, n. 5i, ar-
inazein "de J. U. Elster.
A inda est para vender a excellente cff-
sa (errea.sitaem Fra-de-Portas, no largo
do Pilar, com sol3o o trepeira quintal,
cnzinlia fra, por preco rasoavcl : na ra
da Senzalla-Nova n. 42.
-- Aluga-se urna bonita casa nova, para
sepassar a festa, sita no Poco-da-Panella,
ao p dorio e junto a do Sr. Vioira Mon-
teiro: a tratar na ra Imperial, n. 67, ou
na ra do Vigario, n. 7, primeiro andar,
onde tambi'in se alugam escruvos.
O abaixo assignado, procurado' do ma-
jor l.uiz Soares Raposo da Cmara, mora-
dor na villa do Extremos, provincia do
Rio-Grande-do-Norle, faz certo que, tendo
expirado o arrendamento do vinculo da
ilba de S.-Miguol peitencenle a seu cons-
tituinte, por falta do pagamento, es-cn-
cial base do arrendamento conferido por
seu conslituinlo a Antonio Muniz Pcrcira,
e por este cedido a Jarinlho Soares llaposo,
representado por seu procuiador Jos Joa-
quim de Mesquita, por isso convida-se
es perlendentes a comparece rom e trata-
ren) de um arrendamento por dous tricn-
iios para o que est o abaixo assignado com-
petentemente aulorisado. Recite, primei-
ro de getembro de 1849. Jote Utas da
Silva.
. _.....
i.uiz Gomes Ferreira, no Mondego, o escra-
vo JoSo, pardo trigueo de 19 annos, de
estatura pequea, cara larga bocea gran-
de 8 bons dentcs : quem o pegar levo-o ao
ditoSr., quedar 50,000 rs. de gratifica-
cSo.
Precisa-se de um bom amassador : nSo
se olha ordenado : no pateo do Terco, nu-
mero 30.
5o,ooo reis.
Furtaram, na tarde de 8 de fevereiro do
corrente anno, do sitio no Remedio perlen-
cento ao abaixo assignado, um preto de no-
mo Vicente, nsgfto Benguella, que repre-
senta de 35 a 40 annos, cor prela, altura e
oorpo regulares,pouca barba, pequeos sig-
naes de bexigas roda do nariz, um talho
no meio do queixo, que a barba encobre;
pisa um pouco esbarrado e apapagaiado,
com os dedos grandes dos ps abortos pa-
ra denlro quasi nunca falla, pelo que pa-
rece mudo, equando falla he (fo pouco,
confusoealrapalhado, que parece bucal;
he um pouco leso ou maluco : quem o pe-
gar, ou delle der noticia, ser bom recom-
pensado ; porcm quem o presentar ao a-
baixo assignado, senlior do dito p'reto, re-
cebar 50,000 rs.; e nllo se quer saber quem
o traz, nem onde o pegn, basta entrga-
lo na ra do Rsngel, n. 54, fabrica do lico-
res, que receher o premio de
Victorino Franeiieo do Sanias
Precisa-se de um caixeiro para um de-
posito tic padaria : no pateo da S.-Cruz, pa-
llara de urna so porta.
Manoel de Almeida] l.opes que coslu-
nia comprare vender escravos mudou sua
residencia da ra do Vigario, n. 24, para a
ra da Cadeia do Recifo, n. 40.
Quem tiver reerbido ha seis mezes ou
ha 1 anno a esta parte alguns negocios viu-
dos da cidade do Porto por mando de Do-
mingos Francisco Maia, queira declarar por
esta folln, ou dirigir-se ra da Praia, n.
31, sendo para negocio de seu interesse.
-- Precisa-se de quatro trabalhadores de
enxada para trabalharem no concert da
estrada nova, dando-se-lhes as enxadas :
na rea Dlreila, venda que foi de'Jos da Pe-
nlia, n. 23.
Carlos Gillain faz publico
que mudou o seu estabelecimento
da ra Nova, n. 19, para a mesma
na, loja n. 30, onde seus trege-
les o ocharao sempre prompto pa-
ra o for du seu officio.
OSr. Jos Antonio de Souza, Machado
nlo lie mais procurador volanto da admi-
t isliago da exlincta companhia de Per-
nambuco e Parahiba.
OSr. Franca, empregado no consula-
do provincial, queira vir pagar 18,000 is
que deve do aluguel da casa, visto ler ca-
guado ha 2 annos; e se nao pagar sahir seu
nome por extens
ftoeiedade Harmnico-
<3
Tlicatral.
3^ Cliapos de sol 3J|
Rita do Passcio, n. 5
Nesta fabrica ha preicntemcnlo um rico
sorlimento de chapeos do col de lodos as
qualidades e de todas as cures, asmis
Iixbs que pdem haver; cliapos do sol pa-
ra senhora, doa mais ricos e do ultimo gus-
to da Pars : bem como um rico sorlimento
de sedas e p'nninhos imitando seda para
Cobrir armagfles servidas chegado lti-
mamente do Franca. Ncate estabelecimen-
to UnRbem ha chapeos muilo grandes para
feitores de eogenho.
Dentts ai liiciaes.
J. A. S. Jane, dentista, participa ao res-
peilavel publico que contina a exTrcer a
sua proOssJto, na ra estrella.do Rozario,
1). 16, primeiro andar.
--Aulonio Jos Vieira de Araujo vai pro-
vincia das Alagas.
Precisa-se de urna ama de leite, furra
ou captiva : paga-se bem : jao pateo do Pa-
(&iio, sobrado do dous andares que faz es-
pina para ra da Roda, n. 30.
Antonio Tixeira doa Santos comprou
a tondade r.lnistiano JosTavares, sitara
fc Tiaio do corrente anno, a qutl desde esse
da que corre por sua conta.
Previne-so aos Srs. commandanles de
navios de guerra e mi ranles que nao re-
cebam a seu bordo, seja qual fr o pretex-
to o escravo J u3o, pardo (rigueir, de es-
tatura pequea, o qual tem por vezes ten-
lado evadir se desta cidade por mar, j em
"avos mercante, j offerecendo-se rara
asentar praca a Ifordo de navios de guerra.
a r\r\
O primeiro secretario avisa aos Srs. so-
cios que os carlOes para a recita do 7 do cor-
rente dislribuem-se nos das 5 o 6, e neste
ultimo, is 4 horas da tarde, se achara reu-
nida a c!iri'f(;!i para approvaQIo dos convi-
dados, cei tos de que na noile do espectcu-
lo nSo so approvai convidado algum. Ad-
verle-se que devem firmar os cartoes de ga-
lera para evitar abusos apparecidos, assim
como que sem elles nflo entrar pesaos al-
guma ; e e ao proprio socio, ou por ordem
sua por escripia, poder.lo os mesmos ser
entregues.
PEGUKM O JOS' VISTOSO.
No dia 3 do corrente fugio um rapaz por-
tuguez, conhecido por Jos Vistoso; levou
vestido camisa Inanes caifa de panno fino
azul e colletc amarello : quem o pegar,
queira-o levar ao Bacorotc, amor san ven-
tura, que promete, alm da goncrosa paga,
um copo de vinlio do Porto.
Aluga-se urna casa na Passagem-da-
Magdalena, junto.aponte, com excellente
banlio e seu pequeo sitio lodo murado : a
Iratar na ra da Ciuz, n. 61.
Jos Antonio da Cunta faz scienleao
publico que nlo facain negocio algum ron)
urna Utlra sacada por Jos I.uiz de Rrilo e
aceita porelle Cunlia, pois o annunciante
tem de questionar em juizo sobre a mesma
lettra.
Na ra Nova, n. fio, pieri-
sa-sede umclliiial de alfaiate pa-
ra concertos.
Prccisa-se de urna perita doceira, tan-
to de doce de calda como secco : na ra du
Trapiche, 11. 44.
Roga-seaoSr. Antonio Maximiano da
Costa que baja de ir ra do Amorini, n. 6,
a tratar de cerlo negocio que muito lliu diz
respeito.
Precisa-se de um Portuguez do 12 a 14
anuos para caixeiro do una loja de fazen
das na Parahiba : a Iratar no Holel-Fran
cisco, com I.uiz Antonio Nogucira de Mo-
raes.
-- Um amigo do Sr. Joaquim Bernardo
da Cunta, seolindo que ello se relirassc
il.'s'.a cidade para a de Lisboa sem Ihe dar
m abraco e o adeos da despedida e par-
ticularmente porque n3o satisfoz as rrgra
dodeverede gralid3o para com a pessoa
que Ihe preslou sua casa e mais favores at
aoccasutodo seu embarque, Ihe offerece
lodavia nesla provincia seu diminuto (res-
limo. ***
-- Hita Francisca do Monte faz publico
quedissolveu a aociedade que leve com o
Sr. Jos da Silva Muniz na casa de pasio da
ra da Cruz, no Recite, n. 18, desde o pri-
meiro do corrente, licaudo a aiinuDcianle
com a parte que em dita casa leve o dfto
ex-socio Muniz, de cuja parte recebeu 100/
rs. e 90,000 rs. em duas lettras a vencer a
primeira a tres e a segunda a 5 mezes a
annunciante fico ubrigada por todas as di-
vidas contratadas com a dita casa, bem co-
mo a receber todas a*que se eslao deven-
do a mesma e continuando esta no mes-
nio gyro debaixo da administrado do Sr.
Jos Connives Nunes de Faria.
Pede-se ao Sr. JoSo Nepomuceno Fer-
reira de Mello morador em Salgad inliu o
favor de ver se algum dos escravos tem os
argnaeaseguintos: denome Benedicto, de
mais de 50 anuos, ebeiodo corpo estatura
regular, ros'o cheio e comprido, olhos pe-
queos e cor de logo bastante barbado ,
linge-ge maluco mes he muilo 'adino ; ten.
o costume de abaixar a cabera quando fal-
ta n Drinr.inalmnnte ouando se briga com
elle: se alo se verificar, dignar-se-ha man-
dar para esta cidade a entregar 10 mejor
Mtyer, senlior do dito oseravo que est
prompto a cooperar coma despeza alm
de ficar muito nbrigadn.
Desencaminliou-su I barril de mantei-
ga ingleza, com a marca R, n. 10, pequeo,
com 58 libras, cujo.pcrtence ao abaixo as-
signado comprado a Onofre Jos da Costa
em3do corrente. Roga-se a quem o rece-
beu de o entregar ao abaixo assignado ,
pois o portador no he estranho, e logo que
apparega se indagar a quemo entregou :
tambem se proceder contra quem o tiver
oceultado. lanoel Das l'ernaiules.
Aviso.
Quem pretender engenhos para om 2 ho-
ras socar urna caixa, ou 6 barriaas de as-
sucar, oceupando una s pessoa e um ca-
vado, carros para condcelo de formas
com assucar, tambem por urna sua pessoa,
nto querendo ser engaado, dirija-se rui
do sol, n. 13. Adverte-se quo nfio sao carros
de forquilha... por baixo do fundo das for-
mas : deslesos acharflo na fabrica dos Srs.
Starr & Companhia.
* *
i-1 Caetano Xavier Pereira de Rrito,
doutor em-medicina, annuncia ao
fi respeilavel publico, quo fixou a sua "j
? residencia no Alerro-da-BOa-Visla, <
n. 43, onde poder ser procurado a '1*
qualquer hora ; o d consultas gratis 4
j. aos pobres, das 6 as 9 horas da mu- 4
nbSa. 4
.*
Lotera lo Guadalupe.
Est marcado odia 14 do corrento mez
para o andamento das rodas desta lotera,
se nistoconsentirem os amadores deste ju-
go, que devem concorrer para que se com-
plete a venda dos bilhetes.
I)escja-se fallar aos Srs.
Vendas.
Vende-sn urna mobilia composta Je
18 eadoiras, sof, bancas e mesa de meio de
sala, em bom uso e bem construida de ma-
deira deangico : na ra larga.do Rozario,
n. 36.
Na ra do Crespo, loja de quatro por-
tas, vendem-se riscados francezes, muito
bonitos padrOeg, a meia pataca o covado ;
corles de Victoria para vestidos, fazenda do
milita economia, a tres mil res ; cortes de
sedinha, proprios para vesl'dos de vurilo, a
dous mil n'-is.
Vende-se urna farda o urna barretina
para oflcial da guarJa nacional, por preco
commndo : na ra do Cabugt, n. 6.

3 Vende-se urna preta da Cosa, de
:}' boa figura, que cozinlia e engomma,
'i; por preco commodo : na ra do Jar-
din", n. 40.
JIM
, do Porto : na ven la ao p do Sr. Manoel
ICardosoda Fonseca.em Santo-Amaro.
Vendc-se urna caixinha com
excellentesinstrnmeiitos de cirur-
gia, os indispensaveis a todo o
operador. Kua larga do Hosario,
n. 36, segundo andar.
Vende-se um balcSo proprio para urna
venda ou outro qualquer estabelecimento :
em Fra-de-Portas, n. 145.
Vende-se urna propriedade distante do
Recife menos do urna legoa, com duas boas
casas, sendo urna terrea e outra de sobra-
do de um andar e solio, com 3 otarias, com
muito bom barro, dous grandes viveiros e
autros quasi promptos, com urna vertenie
d'agoa que corre todo anno, todo cercado
do ospinhos e vallas com alguns arvore-
dos do fructo o proporcOes para ae fazer
urna engenhoca, pela exleasSo que tem
de terreno e ferlilidade do mosmo com
I sufllciencia para ter muitas vaccas de leite,
mmmmmmmm'mmmmmmmUWm- W mto abundante de pasto de inyer-
Carlos
Magno
(la Silva c Pedro
Celestino da Silva a negocio que
diz respeito a sua familia : na ra
do Crespo, n. 17.
Antonio Francisco Martins de Miranda
participa ao respeilavel publico c as pes>oas
com quem tem IransaCfes, quo mudou a
sua venda da ra Dircila para a ra da Praia
do Santa-Rita, n. 1. *
*' '?
I Deposito de rap.
f Domingos AlvesMatheus, agentada $
fabrica de tap superior arcia preta i
J e meio grosso da Rabia, tem aberto o -5
* seu deposito na ra Cruz, no Recife, -i
f n. 38, primeiro andar, onde se achara -)
f sempre desie excellente c mais acre-
^ ditado rap que at o presente se tem %
% fabricado no Brasil: vende-se em bo- 4
?i les de urna e meia libra, por preco 4
mais commodo do que em outra qual- #
quor parte. #
m
Aluga-se, para o servido interno de
urna casa capaz, umaescrava parda, anda
de pouca idade de muito boa conducta,
e de excellenles costumes, cose jierfeita-
mentc, veste urna senhora, propara urna
mesa com cli e fazer a contento todos os
mais aira njos de urna casa, menos cniinhar
e engommar : quem se quizer utilisar de
seu prestlmo, dirija-e ra das Saudades,
na Bua-Vista, casa junto ao Sr. coronel Cy-
priano Jos do Almeidu que ahi se darilo
as informaeOesque se quzercm obter.
Sociedade Apollinea.
Faz-se certo aos Srs. socios que a direc-
(ilo marcou para a partida do corrente mez
o dia 22 lo para receber as prospostas para
convidados mesma odia 11 as horas do
costume, na casa da sociedade.
Para as pcss<>as que ten-
cin afta seguir viagem.
No paleo doS.-Pedro csa-lerrea n. 8,
liram-se passaportes para dentro e fra do
imperio, corren.-so folhas e dcspachain-se
escravos e para este lim tai:-.bem pde-se
procurar na piuca da Independencia livri-
ria ns. 6 e 8.
Prccisa-se alugar um sobra
do de um andar com leja no bair-
rode Santo-Antonio, preferindo-
se as ras de San-Francisco,
Crasos eQuarteis: quem o tiver
annuucie, ou dirija-se ra da
Cadeia do lecife,n. 9, que adia-
r com quem tratar.
Madama Millochau tem a honra de
pai tcipar que mudou a sua casa de modas
fraucezas do primo andar do Aterro-da-
Boa-Visla n. 1, para a loja da mesma ca-
sa, aonde as S'nhoras ccharSo sempre um
grande sorlimento de mudas como: cha-
pos, manteletes, iencos, luvas, bicos, fitas,
dores, bordados, o em geral ludo que usam
as senhoras', por pceo commodo : tam-
bem se fazem chapeos vestidos camisi-
nlias, etc. ludo na verdadeira moda.
Quarla-flira, 5 do corrente, s 4 horas
da tarde, perante o Sr. juiz do civcl da se-
gundo vara, he o ultima piuca da arrema-
laQIo de urna pequea casa em cliHos fo-
reros no lugar do Ciqui, por execu^fo
de Amaro Concalves dos Santos contra a
viuva e mais hei deiros de JoSo Antonio dos
Santos
Quem precisar de urna ama de leite,
sendo esta urna crioula forra, dirija-se ao
becco do Carcereiro, n. 9.
Compras.
Compra-se o tratado elementar de geo-
giaphia, por D. Jos Urculu', impresso no
Porto, e da mais recente edieflo : na ra
da Praia, n. 28, defronte da casa amarella.
Compra-se una preta que ugomme,
cozinher cozi : ludo com perfeicHo, pois
que depois de ser experimentada paga-se
bem : no becco da Thealro-Veltio, n. 2, se-
gundo andar.
Compram-seduasduziss de laboas de
pinho ou louro, que j tenham servido em
obra : quem tiver annuncic.
Compra-se prata e ouro sera feitio: na
ra Velha, n. 54.
Vende-se ou aluga-se o buhar do Pas-
seio com toda a mobilia e pcrlences, por
preco commodo, a dinheiro ou com segu-
ranza : no mesmo bilhar, das 10 horas do
dia em danlo.
Se a cura da vista curta ou cansada
zomhou at certa poca da medicina, nllo
acontece agora o mesmo na presenta de um
par d'oculos adaptados ao grao de vista do
pacirnle, os quaes se vendom na ra larga
do Rosario, loja 11. 35.
Vende-se o Genio do Christianismo,
cor Chateaubriand em francoz, novo, o a
iifilncc.'o de Horacio ao p da lettra : na
praca da Indepencia, n. S.
-- Veiitlom-so I ti vas de
pellica para homein e se-
nhora, a I$000o par: na
ra Nova, loja de Maia
llantos > *>
Vende-seo tresenariodo S. Francisco
de Paula, obra til aos devotos do dito San-
to a 240 rs. cada livrinho : as tojas de li-
vros dos Srs. padre Ignacio, airas do Cor-
po-Santo ; viuva Carduzo Ayres & Filhbs ,
ra da Cadeia ; em S.-Anlonio, fraca da
Independencia n. 6 e 8.
Vende-se cha brasileiro, a 1,600 rs., na
ra Dircila, n. 14.
Vendem-se, na ra do Crespo, loja n.
12, cliapos de castor preto de superior
qualidade a 3,000 e 3,500 rs.
llilho novo.
Vendem-se saccas com superior milho,
por baralo proco : no cues da Alfandcga, ar-
mazens de Oas Ferreira e Hace llar, o no ar-
mazem da ra da Cadeia, junto a botica de
Antonio Pedro das Neves.
Vendem-se resmas de papel almaeo
perlina do primeira qualidade e por prego
baralo : na loja da praca da Independencia,
n. 4.
Vendem-se queijos de prensa, muito
frescos e de muito boa qualidade: na ra
das Larangeiras, venda n. 16.
Vendcin-so portas de ropartiinenti do
uso mitigo o urna vidra^a para alcova : na
ra de Hurtas, n. 119.
CARNAUBA.
Na ru de llorius, n. 112, vende-se car-
nauba, nao superior, a 5,030 rs. a arroba.
Vendem-se 3 uceadas de podra da Ier-
ra, 1 cama, 1 marqueza de angico, 8 qua-
dros de sila grandes, 1 mesa, 1 secreta, 3
coupoteiras, 12 garrofas "do vdro, 1 lustro
de sala, 1 lallier de licor e 1 dito de azeito:
a tratar na ra das Larangeiras, n. 29.
Vende se urna caixa de cita-
rao para costura, com apparelbos
Je u 1 lini : ludo moderno ede de-
licado gosto : na ra do Crespo,
no n vero: esta propriedade rene em si
muitas proporcOes vantajosas pois tanto
serve para recreio como para se fazer uso
dos estabolecimentos que em si tem, como
tambomdeoulros muitos que ella ofTere-
ce, pois quem a comprar, querendo, pode
ncllater de rendimento annual para mais
de 800,000 rs., sem em prego de capital, co-
mo se l'ar ver ao comprador tambem se
vende em separado a casa terrea com os
seus arvoredos, otaria e grande terreno,
ludo a vontade do comprador: tambem se
recebem en pagamento alguns escravos e
casas neste praca : a Tallar na ra de S.-
Francisco, palacete junto a maro, com Jos
remandes l.irs.
M*&Mim*fiNifii* mmmwmm
lAt'.'iicfto aos baratearos
do Aterro-da Boa-
Vista.
$ No Alerro-da-Boa-Vista, loja de
I miudezas, n. 54, dos bem conhecidos
2g barateiros Eslima &'llamos, vende-
( se um rico sorlimento de botOes de
$ seda do retroz e de metal dourados,
$ do melhor gosto que tem vindo a
5i este mercado ; ricas caisas de costura
| com realejos para senhora ; superio-
^ res estojos com navalhas de mola ,
($ chegados ltimamente delnglate/ra;
. ji ricas fitas de seda lavrada e de todas
. ts larguras ; bicose rendas de liuho
1$ do melhor gosto possivel; superio-
tres escovas para denles toucas de m
I fa para meninos e senhora; papel de
t cores ; dito para lulo; dito de peso;
J dilo de machina ; dito de perlina ; j
i peonas muito superiorese de todas *,
asqualidades; lapis para desenho 5 -
f* creoes finos para canelas ; caivetes
finos pira pennis ; superiores tesou-
raspara unhas; ditas para alfaiate;
' ditas para senhora ; bautejas de to-
1 das as qualidades; meias de algodSo
5 de cores, para senhora o meninas;
dilas brancas; ditas de seda preta;
? escovas para cabello,.casaca e cha-
| peo ; facas e garfos de cbo de mar-
I li 01; ditas de cabo de unicorne; leite
I virginal de rosas para tirar manchas
jjj esardas do rosto; lencos francezes
% de algodo; suspensorios de todas 9
3 as qualidades; penles do loariim e de
I bfalo superiores ; agulhas france-
1 zas; bengalas de baleia ; e oulros
muitos objectos que a vista da boa
qualidade e prego commodo nin-
| guem deixar de comprar.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda ,
obra do Pono em muito bom estado e sem
mais preciado deasseioalgum a saber : 12
cadeiras; 2 bancas;1 sopb; Harneada
I
n. l), toja tic l.unlia tjutmaiaes Cxi meio de sala ou sem ella, com o compe-
Companbia.
Vende-so a taberna da ra Direita dos
Afogndos, n. 38 com os fundos de 250,000
rs. muito afreguezada para o mallo: o
motivo por quo se vende he por seu dono
relirar-sc do lugar : a tratar na mesma ta-
berna com seu dono, SebastiSo F.lario Ca-
alciuile de Alliuquen]ue.
'I A 22,000 rs.
^ Ililhetes da loteria do Rio-do-Ja-
% neiro, em quarlos, oitavos e vigesi-
mos : vendem-se na ra do Collegio,
n. 9.
mmwmmmmmm mwmwwwmw
-- Vendom-se 12 lindos molcques de na-
(!o ocrioulos, de 12 a 20 annos, sem vi-
cios ncm molestias ; 6 pretos de 20 a 30 an-
nos ; um dito bom cozinheiro ; um mole-
que muito lindo bom olllcial de alfaiate ,
de 15 annos; um inulatiuho de 14 anuos,
bom para pagem ; um. bonito pardo de 20
nnos de boa conducta e que he copeiro
e enlende de booiro ; 3 mulatinhas de 16 a
0 anuos, com habilidades; urna preta de
18 annos, recolhida que ingomqua per-
feita ment cose o cozinlia; 2 negrinhas
de 10 a 12 annos, com bons principios de
costura; urna preta de meia idade ; 4 ditas
com algumas habilidades; bom como outros
muitos escravos : na ra da Cadeia do Re-
cife, n. 40.
Dse ripea o histrica do
Brasil, por F. Dem's,
Colombia e Gnyanas, por J.
Famin.
Estes excellenles escriptos nao precisam
de recommendagSo para seren procurados
com afn milito mais que o primeiro lie
prodcelo do nico eslrangeiro que tem
estudado com atlenc3o os costumes, liltera-
tura, etc. do Brasil e que trata tuJo com
muita imparcialidade, ao que o habililou
urna tonga demora na bella trra da S.-
Cruz.
Aobracomp0e-sede2 volumesem quar-
to de quasi 400 paginas cada um, iropres-
iosembom ppele bom typo: vende-sena
rus do Collegio, n. 9. pelo diminuto pre-
go de 4,000 rs., brochada.
Vende-se a taberna da ra de Agoas-
Verdes, n. 48. a dinheiro, ou com firmas
a contento: a Iratar na mesma taberna.
Vendem-se canarios do imperio de
muito boa qualidade, chegados de prximo
tente panno ; 1 candieiro inglez de patente;
I relogio para cima de mesa, ptimo re-
gulador ; 1 poltrona : 1 bom tapete; 1 qua-
dro grande com o retrato fiel de S. M. o Sr.
0. Pedro II; 1 guarda-livros pequeo, en-
vidragado e envornizado de preto 2 bancas
de angico com gavetas o chaves, envernlza-
das da mesma cor; 12 cadeiras de palhinlia,
fornidas, americanas, de cor preta e com
alguns dourados; 1 boa commoda de araa-
reilo; 1 jogo de mangas de vidro bordadas,
com os competentes castigaos; urna dita
lisa ; 1 cama de angico com enxergOes e
sobre-co; 1 dita de vento guarnecida de
sola: 1 mala de couroem cabello; 1 capa-
cho : na praga da Independencia, loja de fu-
nileiro n. 27, das 7 as 9 horas da mantilla,
o das 4 da tarde em dirnte, se dir quem
vende.
Vende-se, na loja do Duarte, na ra do
Cahug n. 1 ('.., toucas de lila para senho-
ra e meninas ; seda para bordar de todas as
cores, c flores, vindas ltimamente de
Lisboa.
- Vendem-se bustos de gesso represen-
tando muito fielmente a rainha Victoria
o principe Alberto; relogiosde ouro e de
praia, chegados ltimamente da Suissa.
Estes relogios que sao muito bem acaba-
dos se tornam muito recommendaveis a
qualquer particular, e adverte-se que ha
entre cites alguns que andam oito dias sem
precisarem de corda : na ra da Cruz, no
Recife, n. 55.
Vende-se por preco com-
modo superior farinba de Soruby
em barricas, e em saccas da de S.-
Catbarina : no armazem do Calaia,
no caes da Afandega : a tratar no
mesmo armazem, ou com Novaes
& Companhia, na ra do Trapi-
chen. 34.
No armazem de Vicente Ferreira da
Costa na ra da Madre-de-lieos, vende-se
um moleque de bonita figura, de 30 annos,
que cozinha o diario de urna casa, por
500,000 rs.
Na ra das Cruzas, n. 22, segundo an-
dar vendem-se 6 oscravos, sendo : 3 mo-
lecotes sendo um dellcs serrador outro
cozinheiro e ouiro para lodo o servico;
urna crioula de 20 annos, com habilidades;
duas ditas quilandeiras.
Vende-se urna casa terrea, na ra da
Gloria n. 31, em chaos proprios, com 3
quartos, quintal todo murado, cacimba e
cozinha fra: na ra do Pires, n. 23.


-*-"
Na loja da ra do Crespo, n. 6,
ao p do lampeSo, vendem-se as
segiiintes fazendas por metade de
seu valor:
curtes de brim escuro. 1,280 rs. ; dito cor
de ganga a 1,440, 1.500 o 1,600 rs. ; dito
hriinco, 1,500 rs. ; dito lislrado 1,500
rs. ; picote niuilo encorpado, a 180 rs. ;
chitas finas e de cOres flxas, a 160 e 180 rs.;
cobertores de algodflo americano, os rne-
llioros que lia no mercado, a 640 rs.;, rai-
ilapolio multo fino e com pouco moro, a
3,600 rs. a peca, e a 200 rs. a vara ; chapeos
de massa a 400, 640 e 1,600 rs. ; fustSo ,
a 480 rs. o cavado ; dito muito Tino e do
cores lisas, a 640 rs.
Saccas com farinha de
mandioca, a5,000 rs.
Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca, a 3,000 rs. a sacra, e sacca grande a
3,500 rs.: na ra do Codorniz armazem
ii. 11.
FoEha de Fia odres.
Vendem-se canas com folha de Flan-
dres : em rasa de J. J. Tasso Jnior : na ra
do Amorim. n. 35.
Superior cb brasileiro.
Vende-se superior cha do S.-Paulo em
eaixinliasdeumaeduas libras: na ruado
Cadeia do llccife, n. 51.
Barricas.
Vendem-se barricas vasjas que fram'de
farinha em p e bem accondicionadas :
na ra do Amorim, n. 35, casa de J. J.
Tasso Jnior.
A 4oo ris.
Vcnde-se superior esgui.lo de algodo de
quatro palmosemeio de largura, proprio
para camisas de senhora e jaquetas pelo
barato preco de 400 rs. a vara ; bretanhas
do rolo com 10 varas, a 1,600 rs. ; supe-
riores cortes de fustes alenchoado a
1,28o rs.; ditos miudos a 400 rs. o corte
na roa do Crespo, n. 14, loja de Jos Fran-
cisco Das
Deposito da fabrica de
Todos-os-Snilos na Unira
Vende-se em casa de N. O. Bieber & C.
a ra da Cruz, n. 4, algodSo trancado
daquella fabrica, muito proprio para saceos
de assucar c roupa de escravos.
i,a8o ris.
Vendem-se superiores cortes de brim
trancado do puro linho cor de lama de Pa-
rs pelo barato preco de 1,280 rs.: na ra
do Crespo n. 14, loja de Jos Francisco
Dias.
Charutos de Havana
verdadeiros: em casa de Kalkmann Ir-
/n3os, na ra da Cruz n. 10.
llar melad a nova.
negada ltimamente do Itio-de-Janeiro,
vende-se por prreo commodo: rt's do Cor-
po-Sanlo, armazem de moldados, n. 66.
Pechincha.
Vende-se cha hysson de superior quali-
dade, pelo preco de 500 rs. alifara : na ra
do Crespo, n. 23.
Vendem-se caitas com cera om velas
do Rio-de-Janeira ; charutos do palha de
iiIb",muito superiores; vidros de pos anti-
hiliosos de Manoel Lopes: tudo por preco
rasoavel : na praca do Commercio, n.,
primeiro andar.
A ellas antes que seacabem.
Vendem-se ricas luvas de pellica para
homem e senhora pelo diminuto prego de
1,000 rs. o par: na ra do Queimado, n. 17.
l5o-se as amostras.
A 560 rs.
VenirS-so hamburgo muito fino, de 3 pal-
mos e meio de largura proprio para len
cues e ceroulas, pelo barato preco de 360
rs. a vara ; chitas muito finas, escuras e de
cores minio flxas, a 200 rs.; ditas lavradas
de diversas cores, a 180 rs o covado : na
ra do Crespo, n. 14, loja de Jos Francisco
las.
Na ra da Cruz, n. 3, vende-se cera de
carnauba de superior qualidade por preco
commodo.
Vendein-se riscados escocezes, com
vara de largura, a 290 r. o covado ; cassas
pintadas de cores flxas, a 240 rs. o covado;
pecas de panninho de vara de largura, com
12jardas, a 2,000 rs. : na ra do Crespo,
loja n. 10.
Vende-se farinha de mandioca em sac-
cas, de superior qualidade, muito alva e
fina, e medida de cuia caoulada a 140 rs. :
no pateo do Terco, venda n. 7.
Ao barato.
Vendem-se, na loja da ra do Crespo,ao p
do arco de S.-Antonio,n. 5 A,corles de cassa
com sete varas e do cores flxas, a 2,500 rs.;
ditos superiores, a 3,000 rs. ; corles de col-
lele do gorgurSo de seda a 2,500 rs.; ditos
de fustflo branco a 500 rs. ; rocas do cas-
sa para baados, a 2,560 rs.; cortes de cal-
Cas de pelle do diabo, fazenda muito en-
corpada a 1,000 rs.: ricas mantas de seda
para senhora e meninas, a 6 e 8,060 rs ; cor-
les de casimira elstica de urna so cor cla-
ra, a 4,000 rs.: bem como tambeni se ven-
dem objectos de armador como sejam es-
peguilhas, rendas, volantes, etc.
4
Farinha barata.
i
Vendem-se saccas com muito boa fa-
rinhn do mandioca por barato pre- fffi
co : no armazem do Racelar, em fren- fi
teda rampa da alfandega a tratar 9l
com Machado & Pinheiro.
a
IX a ra do Crespo, n. 5.
loja que faz esquina para a ra do Collegio,
vendem-se chitas francezas largas e de pa-
drees muito modernos pelo barato preco
do 280 rs. cada covado.
Tecidos de algodao tran-
cado da fabrica de To-
dos-os-Santos.
Na ra da Cadeia, n. >*2.
vendem-se por atacado tres qualidade*.
proprias para sacros de assucar e roupa de
escravos a 250, 280 e 300 rs. n vara.
A bordo da escuna Tentadora, rhegada
do Itio-iirande-ilo-Sul, vende-se sebo em
rama, por barato preco.
Pannos finos pretoeazul,
a 5,000 rs. cada covado.
Na loja da ra do Crepo, n 5, de Cuma-
r3es& Heoriques, vendem-se pannos pre-
to e azul, finos, pelo barato prego de 3,000
rs. cada covado, e alem destes ha um com-
pleto sorliroenlo de todas as cores e pre-
08 commodos.
Castorina francez, a OSO
rs. cada covado. -
Na loja que faz esquina para a ra do Col-
legio n. 5, vendem-se os novoc castorins
franceies mullo encorpados, padrOes no-
vos escurose com lislras pela boira, pelo
barato preco de 560 rs. o covade.
Chales de Roberto do
Diabo.
Na lojadeCuimarSes & Henriqus ra*
do Crespo, a. 6, que faz esquina para a ra
do Collegio vendem-se os novos chales
grandes intitulados Roberto do Diabo pe-
lo barato proco de 1,600 rs. cada um : esta
fazenda se torna muito recommendavel,
por ser de padrOe novos, o de lindas
aanjas.
Madapoles inos
3,600 rs. a peca.
Vendem-se madapoles finos, com 24 jar-
das com um pequeo loque de mofo pe-
lo preco de 3,600 rs. a peca : na ra do Cres-
po lujada esquina que volta para a ca-
deia.
Vcndem-se escravos baratos na ra
das Larangeiras, n. 14, segundo andar, a
saber : dotis mulatinhos ptimos pagens ;
S pretos paja o servio de campo; um mo-
leque de 12 annos; urna ptima escrava
que rngomma, cose e cozinhi, ludo com
rerlejefio ; una prela de nacfio Costa ; urna
dita crioula de honifa figura, e com al-
gumas habilidades; e mais alguns escra-
vos.
-- Vende-se o sobradinho n. 65 da ra
Direits com commodos suflicientes, livre
e licscinliiii'iieailo : na mesma ra, n 6.
Vende-se urna escrava de bonita figu-
ra moca cliegada ha pouco de fra : na
ra da Cadeia do Hecife, oja de Juio da
Cunta Magalhes, n. 51.
Cortes de brim de puro
linho, a 1,280.
Vendem-se cortes de brim trancado
pardo de puro linho, pelo diminuto preco
de quatro patacas : na ra do Crespo, loja
da esquina que volta para a cadeia.
Vendem-se relogios de ouro e prala,
patentes inglezes: na ra da Senzalla-No-
va, n. 42.
ap rolfto france2,
Vende-seo superior rap rol3o francez,
nicamente as lujas dos Srs. Caetano I.uiz
Ferreira no Aterro-da-ltoa-Vista n. 46 ;
Thomaz de alados Fstima na mesma ra,
n. 54 ; Francisco Joaquim Duarte ra do
Cabug ; Pinlo&lrooSo na ra da Cadeia
do ftecife, n. 19. .
Para escravos.
Vendem-se cobertores de algodSo ameri-
cano a 560 rs. cada um; zuaite de chadrez,
a 160 rs. o fovailo ; dito trancado, a 200
rs. o covado ,- pecas de ganga azul da India,
com 4 palmos de largura e 12 covados a
2,400 rs.: na ra do Crespo, loja n. 10.
Queijos londrinos.
Vemlem-se pelo mais barato preco de
640 rs. a libra, superiores queijos londrinos,
chegados rccentemenle : na ra do Amo-
rim, n. 36.
Vende-se cal virgem de Lisboa de
superior qualidade, em barris de 4 arrobas,
cliegada neste mez pelo brigue Maria-Jo$ :
a tratar na ra do Bruoi, armazem de
Antonio Augusto da Fonseca, ou na ra do
Vigario. n. 19.
Vende-se vinho de Champanha, da ver-
dadera marca cometa : na ra da ''ruz, ar-
mazem n. 27. de Crocco & C.
Vende-se vinho engarrafado ha 3 annos,
tanto linio como branco, o mais superior
que ha boje no mercado; bem como vinho
da Figueira a 160 rs. a garrafa : na ra
das Cruzes, n. 20.
Cha brasileiro.
Vende-se cha brasileiro no armazem de
moldados alias ilo Corpo-Sanlo, n. 66, o
mais excedente cha produzido em s.-Pau-
lo que tem vindo a esto mercado, por
preco muito commodo.
Vendc-se um cabrinha de 18 annos
olio', sadio de bonita figura, e que he pro-
prio para bolieiro, e s se vende para a (ira-
ca e nao para o mallo para o que se afian-
za a sua conducta ; um moleque de Han-
nos sadio e bem prelinho : na ra larga
do Rotario, loja n. 35.
A el les que se estao
ac balido-
Silo chegados pelo ultimo tapor vindo do
norte os superiores queijos de prensa na
ra do Queimado, n. 25, loja de miudezas.
Honi gosto.
Na ra do Queimado, vindo do Rozarlo,
segunda loja n. 18, vendem-se ricos cortes
de cambra a de seda cora barra e sem ella ;
ditos do cambaia branca com barra; len-
cos brancos de linho ; ricos chales de seda
matizados de cores ; mantas de seda de bo-
nitos gostos ; eoutras nuiUA fazendas por
preco commodo.
Boin e barato.
Queijos londrii os e pre-
suntos
para fiambre ; conservas; lalinhas com bis-
coutinho inglez : tudo chegado de Liver-
pool pelo ultimo navio, por preco mais
commodo do que em outra qualquer parle
atrs do Corpo-Sanlo, armazem de molha-
dos, 0. 66.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor,
RA DA SKNZAI.T.A-NOVA, K. l\1.
Neste estabelecimento conti-
na a ha ver um completo sorti-
mento de moendas e meias moen-
das, para engenho; machinas de
vapor, e tachas de ferro batido e
coado, de todos os* tamanhos,
para dito.
des fumantes de bom gosto.
No armazem de molhados airas do Cor-
po-Santo, n. 66, ha para vender, chegados
pelo ultimo vapor vindo do sul, superio-
res charutos S.-Flix, e de outras muitas
qualidades que se venderSo mais barato do
que em outra qualquer parle : bem como
cigarrilhos hespanhes ditos de palha de
millio, que se eslflo vendendo pelo diminu-
to preco de 500 rs. o cento.
Vcnde-se urna paite da casa da ra da
S.-Cruz, que faz esquina para a ruada Ale-
gra a quul existe com venda e junta-
mente urna parte de um terreno junto a
mesma casa e com frente para a ra da S.-
Cruz por preco commodo : na travessa da
Concordia sobrado n. 5.
-a>aV4la>a>'"e#
1,280 rs. o corte ; dito cor de ganga, mui-
to lino, a 1,500 rs.; dito liso escuro, bem
proprio para jaqueta, a 800 rs. ocrte: sao-
do todos de puro linho: cortes de castor
de liatras e quadros, a 800 ra. o corte.
~ Vendem-se limas proprias para sorras
d'agoa : oa ra Nova, loja de ferragens, nu-
mero 16.
A melhor fazenda para
vestir escravos.
Na ra do Queimado,
loja n. 8,
vende-se picote en trancado, fazenda a mais
propria para roupa de escravos, por aer
muito encorpada a 5,000 rs. a peca com
27 covados e a 200 rs. o covado.
tfWtT f?ft
Para forros do carros.
Vende-se casimira ingleza muito
encorpada e de varias cores, pro-
pria para forrar carros : na na do
Queimado, loja do sobrado Lrfiarello,
n. 29.
V
Cera em velas.
Vcndem-se caixas pequeas com
cera em velas e muito bem sortidas,
por ser del al 16 em libra, fabrica-
da no Rio-de-Janeiro em urna das
melhores fabricas por preco mais
barato do que em outra qualquer par-
te : trata-se com Machado & Pinheiro,
na ra do Vigario, n. 19.
A
i

Ijj
.-Vendem-se amarras de ferro: na ra
da Senzalla-Nova, n. 42.
A 640 rs. cada um.
Vendem-se cobertores de algodSo ameri-
cano, encorpados e grandes, a duas pata-
cas ; chitas escuras de bons padrOes e co-
res seguras, a meia pataca o covado : na
ra do Crespo, na loja da esquina que vol-
ta para i cadeia.
Taixas para engenho.
Na fundicao de ferro da ra do Brum,
acaba-se de receber um completo sorlimen-
tode taixas de 4 a 8 palmos de bocea, as
quaes acham-se a venda por preco com-
modo e com promplidBo embarcam-se,
ou carregam-seem carros seftr despezas ao
CDmprador.
cadeiras de palhinba e
de ha lauco,
bem com ontros mu i tos trastes: vendem-se
em casa de Kalkmann lrmilus, na ra da
Cruz, n. 10.
Nos armazens de Francisco Dias Fer-
reira c no de Leopoldo Jos da Costa Arau-
jo. ha para vender o mais superior vin lio do
Porto que tem vindo a este mercado, ero
barris de 4\ 5o, 7* e 8": 08 apreciadores p-
d-m sortir-se porque poucas vezes c vero
fazenda igual.
No anligo deposito de cal
virgem e de potassa, na ra do
-Na ra do Queimado, vindo do Rozar
rio, segunda loja n. 18, vende-se panno
fino verde e preto, a 2,000 rs. o covado ,
suspensorios de seda a 500 rs. ; lencos d
ISa para pescoco a 160 rs.; lencos pretos
para grvala;, a 200 rs.
Vende-se ma escrava com habilida-
des : na ra do AragSo, n 10.
Vende-se urna barretina para oflicial ou
oflicial superior da guarda naeional ainda
nova, por preco commodo y na ra Verta',
In. M.
Trapiche, n. 17, vende-se muilo
nova e superior cal virgem de
Lisboa e potassa da lUissia, por
procos muito commodos. .
-- Vende-se utn rabecSo pequeo uro
baixo, ou clavic por mdico preco : na
ra da Cruz, armazem n. 27, de Crocco &
Companhia.
Praga da Independencia,
n. 57.
Aos 20:000,000 de ris.
Chegou grande sorlimento de bilhetes ,
meios, quartos, oilavos e vigsimos da lo-
tera do Rio-de-Janeiro concedida a bene-
ficio das casas de caridade da provincia:
igualmente se mostram as listas das lote-
ris passadas.
Freguezia.
Vende-se vinho da Figueira de superior
qualidade a l,280rs. a caada e a garra-
fa a 160 rs., sendo enganafado e lacrado ,
dando o freguez a garrafa vasia; vinho
branco de Lisboa a 200 rs. a garrafa ;
grSo de bico a 60 rs. a libra ; bolachinha
doce e de soda, a 160 rs. a libra ; araruta,
a 200 rs. a libra ; carno de toucinho a 80
rs. a libra : no pateo do Terco, venda n. 7.
Vende-se urna caixa com utensilios
para pianos, por barato proco na ruada
Cruz, armazem n. 27, de Crocco & C.
Vendem-se muito bons pos para denles,
que nlo s limpam como fazem conservaros
mesmos : na ra Velba, n. 54.
A 5,600 rs. a peca de
madapoln.
Vendem-se pecas de madapoln muito fino
com pequeo defeito de mofo, pelo prec
de 3,600 rs. e 200 rs. a vara: na ra do
Crespo, n. 6, ao p do lampeSo.
O o
O m piano. q
O Vende-se um piano muito bom para x
O estado, bonilo e de excellento autor: $
O na ra do Collegio, n. 9. @
doooo^o^ 0qoqqooqS
Para calcaste' jaquetas.
i\a ra do Queimado,
loja n. 8 ,
vende-se- brim (militar) trancado branco,
1,440 rs. o corte; dito dito escuro, a
OAAA ~Vende-sem em porfSo e a retalho meias
de linho, linha do miada muito fina, bicos
de todas as qualidades, babado bordado do
Porto de todas as larguras, meias de ISa
para padre, ditas de 13a, franjas de todas as
larguras, e muilas outras miudezas : na ra
do Cabug, loja n. 4, do Castro.
Vende-se a armaco da venda da ra
Bireita, n. 53, com alguna pertences : a tra-
tar com Antonio Francisco Martins de Mi-
randa, ua ruada Praia de Santa-Bita, ven-
da n. i,
Vende-se superior arroz branco e ver-
melho, dito de casca e superior farinha de
Santa-Catharina, a 3,000 rs. a sacca, aba-
nos, etc.: tudo por menos do aue em qual-
quer parte : na ra dn Praia, neceo do Ca-
rioca, ultimo armazem, aopdo tanoeiro.
Cheguem, freguezes, aos bons charutos
que ba na novo deposito que se abri ha
poucos dias no becco da Lingoeta n. 14, on-
de achar.to um sortimento de charutos fi-
nos da Baha e da Ierra mais batatos do que
em outra qualquer parle, e a vontade do
comprador.
--Na ra Nova, n. 10, vendem-se ence-
rados de todas as larguras e de superior
qualidade; um novo sortimento de trancas
e franjas de seda de cores para vestidos;
mantaletes; aventaes ; roupoes para meni-
nos chlese mantas de seda; cortes de
seda para vestidos ; bicos de blonde; fil
branco e preto para capotinhos; loques mui-
to ricos ; jogos de domin e chadrez ; sel-
lins para montara de homem e senhora ;
couro de lustro e bom marroquim.
Aos amantes da lotera do Rio-
de-Janeiro.
Aos 20:000^000 de ris.
He rhegada a lista da quaita lotera da
fabrica de vidros, e com ella um grande sor-
limento dos muito afortunados bilhetes e
cautelas da 10 lotera das casas de carida-
de, cuja lista chega no primeiro vapor
elles antes que se acabem : narria da Ca-
deia do Recife, loja de J0S0 da Cunha Ma-
galhes, n. 51.
Vende-se por preco commo-
do farinha de mandioca em sac-
cas e superior potassa em barri-
quinhas : no armazem de DiasFer-
cngenho.uma esefava moca, o* bonita fi-
gura, que faz lodo o scrvico de orna casi da
pouca familia coso chflo, he porfeita en-
gommadeira e cozinheira: o motivo poi-
que so vende sa dir ao comprador- ,
ra da Cruz, n. 35.
Vende-se cera de carnauba de moito
superior qualidade: na ra da Madre-d
Dos loja n. 34.
" Vendem-so 12escravos, sendo: di
mulatinhos de 14 a 18 annos; um pardo da
30 anuos; 2 escravos sendo um delles co-
zinheiro7 escravas mojas com bonitij
figuras : na ra Bireita, n. 3.
Vende-se urna preta de 28 annos ,,U(
engomma, cozinha o faz todo o mais Spr.
vico de urna casa : na ra da Aurora, 0,50"
Agoa de tngr cabellos e sulssas.
Contina-se a vender a agoa de tngrc.
bellos esuissas : na ra do Quefinado, n 31
O methododeapplicar a dita agoa aconipi
nha os vidros.
J Pre<;o mdico,
Vende-se retroz preto e azul-ferrete ,,
libras : na casa n. 6, defronte do trapiche
novo.
Vende-se urna parda de bonita figure
de 25 annos, cozinheira e engoromadeiri
na ra do Queimado, n. 44.
Aos amadores e litteratos
Na ra ra do Crespo, loja n. 5 A, de R.
cardo Jos de Freilas Ribeiro, o defronte d0
trapiche novo casa n. 6, vondo-se por pre-
go contmodo o alguinio ;
Revista Universal Lisbonense, jornal da
litteratura, bellas artes, industria, agri-i
cultura, etc.
Historia do consulado e do imperio, por
Thiers traduceflo porlugue/a 6 voluntes,
publicados.
O Preso, obra modernissima que descre-
ve o eaiado lemenlavel das cadcias.
F.nsaiosde critica e litteratura obn de
mrito, por A. P. Lope de Mendonta.
Revista militar, jornal contendo mulloi
conhecimenlos uteis e novos inventos pin
a nobre profissSo das armas coro as plan-
tas e estampas necessarias para inlelligen -
ca do texto.
Historia do cerco do Porto, 2 voluntes
obra moderna e interessante pela narraes
deste heroico feito de nossos dias, e de ou-
tras noticias pela carta topographica
linliasda dita cdade.
Portugal, recordscoes do anno de 1842
da viagem que desse reino fez o principe'
Licknowshy, traduc(fio portugueza.
Musen Ptioresco, ns, 1 a 21, jornal scien-
tifico, contendo muito boas estampas.
Conlos da minha trra bella tradiccSo
da provincia do Minho, pelo littcrato A P
da Cunha.
Organon de llanheman.
Manual do fazendeiro, do pai de familia e
do ca pililo de navio.
Jornal das Bellas artes, archivo de pin-
tura .archeologia etc., com excedentes
estampas.
reir, no caes da Alfandega: a
tratar no mesmo armazem, ou com
Sovaes & Companhia, na ra do
Trapiche, n. 34.
Lotera do liio-dc-Ja-
neiro
Na praca da Independencia, loja n. 4, ven
dem-se bilhetes, meios, quartos, oilavos o
vigsimos da 10.a lotera a beneficio das ca-
sas da caridade da provincia do Ro-de-Ja-
neiro. Na mesma loja se mostra a lista da
lotcria passada.
Cha brasileiro,
o melhor que tem apparecido nesle merca-
do: vende-se a retalho em casa de Elias
Raptista da Silva na ra do Sol, n. 1.
-Vendem-se72 caixasvasias para assu-
car por preco commodo : na ra do Sol,
n. 1, casa de Elias Raptisla da Silva.
Diccionario da liugoa
poi tugueza,
por Constancio, de ptima encadernacSo,
por preco muito commodo : em casa de'
Elias Baptsla da Silva, na ra do Sol, n. 1.
Baratissimo.
Vendem-se meias de seda brancas e pre-
tas. compridase algumas abertas, de 1,000
at2,000 rs. o par; luvas de pellica para
hornero e senhora, de 160 al 1,000 rs. o
par; um faldamento proprio para pagem de
palanquim ou cadeirinha, de panno azul,
muito fino e com abotoadura dourada : na
ra do Crespo, loja n. 5 A, ao p do arco de
Santo-Antonio.
Che/mem ao barato.
No Passeio-Puhlco, loja n. 11, do Fir-
mano Jos Rodrigues Ferreira vende-se
urna porcSodealgodfiozinho com loque de
avaria por commodo preco ; bem como
outras muitas fazendas de gosto, por pre-
cosqua nflo desagradarfio aos Srs. com-
pradores.
Phanlrsia de Pars.
i
m
i
i
Rap
Meuron, Santa-Cruz, Princeza e cha-
rutos: vende-se na ra do Collegio,
n. 9.
Vendem-so lanternas de papel de varias
cores, proprias para illitminsces, por se-
ren bonitas e baratas na praca da Inde-
pendencia, ns. 13 e 15.
CA..
Vende-se cha d muflo boa qualidade ;
ditc; brasileiro muito bom, a 2,000rs. : no
patee do Collegio, n 6.
Chpos dophile.
No arco de S.-Antonio, n 3, loja de cha-
peos, e ni praca da .Independencia loja
do ntiudezaa, ha um sortimento de chapeos
do Chile, chegados no ultimo vapor do IIio-
de-Janeiru :>endeni-se por preco oais ba-
rato do que em outra qualquer parte.
Vendoji^para fra d provincia, oii
Pos galvnicos para
pratear.
, Na ra do Collegio, loja n. 9.
Todas as pessoas que possuem objectos
praleudos e que lenham perdido a cor ar-
gntea, estando por isso indecentes, ou inu-
lilisados, teem nestes pos um excellento
restaurador e conservador dos mesmos
objectos sempre como novos, sendo o pro-
cesso para se usar delles o mais simples,
nada mais do quo esfregar com um panno
de linho molhado em agoa fra e passado
nos mesmos pos.
Urna caixinha contendo quantidade suf-
ficionte para pratear mais de 40 palmos
quadrados custa a mdica quanlia da
mil is.
s 31 vsterios da inquisi-
cao, por P. Fval.
Esta interessante obra he ao mesmo lei-
po um bellissimo romancee a historia exac-
ta das atrocidades da inquisico, e tem
merecido o mais distincto acolhimento:
vende-se na ra do Collegio, n 9.
Um Galucho,
por Paulo de Rock, 4 v. em 8.
Acha-se terminado ate interessante ro-
mance, urna das mais engracadas prodc-
eles de seu bem condecido e estimado au
lor; tendo-se posto na traducc<1o lodo o es-
mero. Espera-se, pois, que o interesse di
obra, a bondade da traduceflo e a modici-
dado do preco, convidarSoa procura-la.
Os Srs. assignantes que anda nOo rece-
bo ram muito obsequiarilo o edictor man-
dando buscar o quo Ibes faltar da obra oa
ra do Collegio, n. 9, e declara o mesmo
edictor que se responsabilisa por qualquer
defeito com que sahissem da sua mfio oa
volumes.
Conlinua-se a vender manleiga ingle
za muilo superior, pelo diminus preco
de 640 rs. a libra : no Aterro-da-*-Vis-
ta, venda n. 54.
Escravos Futaos
l'ugio, do engenho Tindobinha. f
guezinha de Ippjuca um cscravo de n
me Francisco de 25 annos, cor fula, fall
grossa baixo, pernas finas ps grandes 1
cambados; sup^Oe-se andar nesta praca
onde j tem sido pegado de mais vezes qu
tem fgido. Boga-se as autoridades pr '
oies eapilloa de campo, ou qualquer f
soa que 4 apprehendam e levein-no ao
engenho, ou nesta praca ra da Cadeia
doReccife, cnicasa de Jos Perera data-
nha, Aie gratificar.
-- rugi, no da 24 do prximo passado,
a crioula Ignacia, com os paitos e barriga
um tanto grandes; tem os denles da fren
podres ; desconfla-se ter seguido Pf
mallo ; levou vesljdo de chita amarella des-
botada chale azul de quadros e palmas
brancas : quero a pegar leve-a a praca da
Independencia, n. 12.
C2
i'il
!
no
ra
sa
E
63
ve
na
?a
da
ti
*
Ibi
lo
a
lal
u
a 11
du
Ul
in-
P.KRH. : NA TTP. Di U

DE mu.
-1!


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EYTYPWGHQ_1MTYT3 INGEST_TIME 2013-04-24T18:48:25Z PACKAGE AA00011611_06629
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES