Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06611


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Full Text
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Xnno XXV.
Segunda-feira 11
O ri/IRlOpublica-setodosOl diasque nao
fotfm de &**** P1*?0 da assignatura he
J.41UCOM. pprqunrtel, panoladiantsjit*. Os
aunUno" o aMisnwUf o inseridos a
ra.o de 2rs. por liuha, 40 rs. em typojlir-
Irrente, eas reperlce pela inetade. Offnao
jignant' pagira 80 i. por lioha e 160 r.
i upodiflereate, por'cada publicaeo.
PII*JK DA LA NO MEZ DE JUNHO.
La hela, a 6. 8 hora e 7 inin. da manh-
Minenante, a13,as 8llorase 4 miu.ua lard.
t ua nova,a 2. s li boraa49 ralo, damanh.
Cretcente, a 27,s8 horas #24 mi o..da manh.
PARTIDA DOS 00RREIO8.
Goianna e Paahlba, t tea, e teaUs-lelras.
Rio-G.-do-Norle, quinlas-felras aomoio-dia.
Cabo.Serinhaera. Rlo-ormoso, Porto-Calvo
Macelo, no 1/ a 1 l.e 21 de cada nei.
Garanhuns e Bonito, i 8 e 11,
Bo,-$l.ta e Flores, a 13e28.
Victoria, s qnintas-feiras.
Olioda, todoaoi dial.
PREAMAR DE BOJE.
Primeira, s 9 horas e 18 minutos da manh.
Segunda, i 9 hora e 42 minutos da Urd.
de Jnnfio de 1840.
N. l.
DAS DA SEMANA.
11 Segunda. S. Harnb, And. Jo J. dos orph.
do J.do civ. e do J. M. da 2 v.
1! Terca. S. Joao de S. Facundo. Aud. do J.
do c.da 1. v. e do J. da-paz do 2. disjL. de t.
13 Quaru. ** S. Antonio f. padrociro da
provincia.
14 Quinta. S. Bazilio. Aud. do J. dos orph.
c do J. M da 1.. v.
15 Sexta. >> O 85. Coracao de Jess.
10 Sabbado. S. Joao francisco Regs. Aud. _
J.doc.dal. v.e doJ.dc paulo 2. dist. del.
17 Domingo. S. Thereza rainlia.
LdofrVa
CAMBIOS NO DA 9 DE Jl'MK >.
Sobre Londres a24 d. por 1/000 rs. a60dlaa.
Paria 380-
Lisboa.lOOa 110 por cento de premio.
Rio-de-Janeiro ao par.
Desc de Iclt. de boas firmas a/ X ao mex.
Acedes da cotnp. de Beberlbe. a 50* .'P;
uro.-Oncashespasrfiolas. 31/500 a 31(800
Muas de 6/400 v. 17/700 a ITgCe
de 6/400 a. 16/700 a 16/9110
de 4/000.... 9/500 a (
'ralaPatacoes brasilelros
Peso* coluiunarioi.
Ditos mexicanos.....
2/020 a tf4
2/020 a 2)040
1/320 a 1/970
BUCO
PARTE OFFICiA!.
DECJIETO N. 608 DE 4 MAI0 DE 1840.
lUvoaani o tecnia n. 536 do primiiro de outubrodi 1847
atntabeleeeu dirillos dt/ferinciaei.
Tendo ouvido as srecoes reunidas dos negocios cstran-
ee iros e da fazenda do meoSSjoncelho, hei por bem revo-
car o decreto n. 536 do prmeiro de outubro de 1847 que
ortabeleceu dlreitos dlli'ercnciaes. Joaquim Jos Rodri-
gues torres, driB'u concelho, senador do imperio,
niliiistro e secretarlo de estado dos negocios da fazenda
?presidente do tribunal do thesouro publico nacional,
assim o icnha entendido c faja eierutar. Palacio do
Rio de Janeiro, em 4 de malo de 1849, vigesiuio-oitavo,
da independencia e Jo imperio. Com a rubrica de S.
M. o Imperador. Joaom'm Joi Rodrigues Totrei.
GOVERNO DA PROVINCIA.
l|JPED!F.NTK DO DA 23 DEMAIO.
OlfltMo Ao coininandanle das armas, tranimillintlo
cofia da provisto do concelho supremo militar de 24
de abril ultimo, sobre o abono de etape aos omelaes do
ejercito em concelho de guerra. lulcirou-se o ins-
pector da psgadoria militar.
Dito. Ao che fe de polica, rrcomincndamlo, em
conitqueocla de requiticao do presidente das Alagas,
a i xpedicao sus convenientes ordens afim de que a eu-
torldade policial do districto em que residir o hachare!
11.miroiico Jsxj de Figuelredo exija deste e remella a A.
SI, para ser^ransmltlldo presidencia, o processo de
responsabilidade contra o proesso de grammatlca
lrancrza Flix Rogarlo de Novacs, e que, segundo cons-
ta de Informacto do escrivo da cidade do Penedo, Joo
l.oureoco. Barreiros,.o referido bacharcl trouxera coin-
sigo, quando se reinara daquella comarca, onde havla
i xereido'o lugar de promotor publico.
Dito, Ao coronel Jos Pedro Velloso da Silveira,
duendo, cm respnsla ao offlelo eni que S. S. renova o of-
ferecimento que cm outra occaslao flzera de ceder be-
Delicio da ainortltaco da divida publica externa quaes-
quer venclmentos que Ihc compelitsein por servaos
prestador tysta provincia, que aceita a ollera que S. S,
agora faz, para ter a mctiiia appllcaco, da quantia de
1:250/ rs., em qoe Importara os seus venciinenlos, co-
mo cojwmsndante das frcas do Houilo e Victoria, du-
rante a'rebellio que felizmente se acha extracta, ; c
liiuvandn a-S. S por inais esta prova de patriotismo.
Olliciou-se aeate sentido ao gorerno imperial e ao' ins-
pector da pagadoria miliiar.
Dito. -- Ao promotor publico do termo do Reclfe,
n ni -mi nimio uui requerimento firmado por 19.presos
da cidria desta cidade, bem como a infoi inaco que a
respeito deu o rhefe de policio, alini deque, Vista da
que ah se contera, baja de requerer acerca dos mes-
inos presos aquillo que mais convier.
Dito. Ao inspector da pagadura militar, ordean-
do mande entregar por cautela ao coronel Jos Pedro
Velloso da Silveira (havendo dinheiro) a quarta parle
da importancia do prel que estiver por pagar. Meando
elle reaponsavel pela quantia que receber ate que se
linalise a liquidacao desuna comas, para oque sua iner-
te Ihc marcar prazo. Or&ciou-se oeste sentido ao re-
ferido coronel.
Dito. Ao inspector do arsenal de inarinha, comino
nicando que o Kxm. presidente das nlagas solicitara
do Exin. ministro da mariuha a nrcessaria autoriaco
para poder penniltir que Antotiio Dias da Silva Cardeal
mande corlar lias maltas daquella provincia astria
travs de sicupira, c oulros tamos praiichrs di incl-
ina inideirs que iiiliinaincnte'se obrlgou a fornecer ao
arsenal de inarinha -desla provincia.
PERNAMBUCO.
ASSEMBLEA PROVINCIAL. '
i SEiSAO EM 7 DE JUNHO DE 1849.
Prciliencia do Sr. Souta Teixeira.
SsJMMARlO.XWDiENTf.IndicafSo e requerimento do
Sr. J. A. de Figueiredo.Adiamento domes
mo requerimento Approvaca iat redactes
dos projeetotni. 17< 1.S.--.Ii/i"ij>ii do Sr. de-
pulido euppltnle Jote Jerony mo Pacheco d' Al-
iuoiurtiM aluronAdp.Relinda doSr. 1. A.
de Figueiredo.'-Tirtrira diecunao do orca-
tkenlo provincial.
k ne eitarem presentes 30 Srs. deputados.
O Sr.Preeidenle.declara aberta a sessao^-
" Sr.'i. Secretario le as actas das d'uas ultimas sessOcs
Citeriores, as, quaes sao approvadas.
Sr. i." Secrelario menciona o scguiule
tXPF.DlEMK.
fin requerimento de Joao Jos Velho, collector do
municipio do Orejo, representando que a cmara do
imimo municipio se negara a pagar-lbe a divida de
<>4,800 rs., -proveniente de dcimas atrasadas de um de
seus predjos, por falta de quota, para este Hiu designa-
da na le do orcamento respectivo, epedindo providen-
cias srVespeito.
A' eouunissio de fazenda eorcainento.
Val mesa e he apoiada a seguintc indicaco :
Indico que seja convidado a tomar assento nesta
casa o supplcntc Jos Jeronymo Pacheco de Albuquer-
que Maranhu, visto ser um dos siipplenles de superior
votacio, e se adiar na ante-sala.J. A. de Figueiredo. -
Approva-se para ir commissa* de coustituico e po-
deres.
Logo- dtpois he apoiado para entrar eiu discusso.o
se guite requerimento :
Requeiro que se peca ao governo a seguintc nfor-
inacao :
Qual o numero dos recrulas que teeui sabido desta
provincia desde ooveubro ultimo at esta datfrcom
ile laraco das Idades, estado e prolisso dos recruta-
ds.J! A de Figueiredo.
O Sr. J A. de Figueiredo : Sr. presidente, nenhura
l'eriiambucano havrr, por mais acrrimo inimigo que
11" ja do partido decabido, por inaior all'cicio que leuha
ao paxiMo aatual, que descouueca os abusos, as violen-
cias, o despotismo que o governo desta provincia ha
ejercido no recriitamcnto que se lera feito : e, senhores,
quando todas as provincias sejunem era urna so voz para
guerrear tao brbaro procediinento, quando todas ellas,
apreciando os inauferveis dlreitos dos cidadaos brasilel-
ros, exprobram l;io brutal procediinento, creio que nao
eslar bem ao'brio dos Pernambucanos conse vaiem-se
silenciosos, e deixarein de unir sua voz s vozes gene-
rosas dessa; 'provincias, exigindo do governo urna In-
fiirm.tao circuinstanciada |do numero, ia proflisao, do
esladu e idade dos que teem sido recrutados.
Sr. presidente, se ha imposicfio que deva ser cobrada
com toda a circumspeco, Com toda a prudencia, he
por certo o terrivcl imposto de aangue ; e, sea cousti-
tuico poltica dopaiz requer que nos iuipostos de me-
nor i mporlaucia haja toda a.igualdade entraos contri-
buiutes, ou ao menos a mais perfeita que possa ser. e
maiures eiforcos se devem fazer para que o imposto de
sanpue seja o mais igual, o mais justamente distribuido
por todas as provincias, ojnenos vexatorlo e brba-
ro possivcl; e por essa rasan, Sr. presidente, sao In-
nmeras as disposicoes legislativas que prescrevem a
num-ira por que o governo se deve portar nessa penosa
colhelta dehoinens que a sociedade autorisa ao poder
social para sustentar-se no desempenho de suas func-
edes. Porra a lerrivel revoluco por que a provincia
desgracadamente passou, os odios e as vingancls, que
de parte a parte se exacerbaran!, odios e vlngucas de
que se nao desplo nem o governo, uein os seus secta-
rios, deram lugar que numerosas victimas fosseui sa-
crificadas, fossem Indevidamente recrutadas, embora
manto protector da lei as guardasse, e as isentasse do
recrutamento.
Senhores, o recrutamento est regulado pelas ins-
trueces de 10 de juiho de 1822 com as alteracoes das
leis de 6 de outubro de 1835, de 29 de agosto de 1837, e de
26 desetembro de 1839, do decreto de 6 de abril de 1841,
das instrueces da mesnia data, e finalmente una lei
novisslma (creio que do anuo passado) dispoique o nu-
mero dos recrutas fosse proporcional ao numero dos
depulados de cada provincia : todas estas leis e decre-
tos, todas estas lustrucioes prescrevendo as condicnes
c maueira por que se deve fazer o recrutamento, ptes-
creveram tambera que elle nao seja feito com desigual-
iladc, que elle nao pete mais sobre urna provincia do que
sobre as oiitras, alim de que todas igualmente concor-
i aiu com o que devem para essa lerrivel lianosicao ; e
se astlu nao lora, senhores, a agricultura, (commer-
cio, a industria da provincia sobre que pesasse como
nesta a desigualdade, soHreriara demasiadamente.
Diste cu, Sr. presidente, que innmeras pessoas
quera a lei isentava do recrutamento, teem sido victi-
mas, e victimas smente de mesquinbas vingancas ;
porquanto, se elles eram criminosas, se tinham lomado
parte nessa revolta, como dlzem, deveram ser proces-
sadas, porm jamis recrutadas. v
Senhores, quando, na assenibla provincial do Rio-
de-Janeiro, se veulilou esta questao, nuando os brio-
sos deputados da opposico dessa provincia, lastiman-
do a sorte miseravcl de Pernambuco, victima de lo
barbara cacada, exprobraram o procediinento que ha
tido o actual governo, os depulados governistas, nao ou-
s.aslo contrariar a lingoagera poderosa do Tacto* ante o
excessivo numero de, recrutas que desembaicavam no
Rio-dc-Janciro, se limitaran! apenas aditereiu Ucfes.i
do governo, e cun a mais escarnecedora irona : Sao'
criminosos e vao' prestar valilos serviros no Rio (rrmle-do
6*1 Ut
Senhores, eu nao sel como se pronram seiuclliantes
palavras, e entretanto tenho ouvido aqui aos partida-
rios do governo actual justificaren! da menina sorte tao
brbaro modo de proceder era os ofllciaes da guar-
da nacional, uem os estudautes, nem os hoinciis de idadu
ayancada, nem finalmente os flboa nicos de inulher
viuva, teem sido poupados nessa horrorosa cacada de
que, de novembro para c, ha sido preza esta provin-
cia ; e, coinquauto eu me nao queira a esse respeito uli-
tilisar das listas.tr.nscriptas em varios joruaes da oppo-
sico, porque mo quero servir-mc de documentos que
nao sejam authciiticos, todava nao se me poder ne-
gar que urna grande parte dos recrutas teem sido pre-
sos illegalmente. Eu citare!, em prova desta asserco,
alguns conhcciilos ineiis que lecni sido recrutados in-
devidamente. F.i-los :
O fiho do coronel Feliciano Joaquim dus Santos, es-
tudanie de esperamas, moco cujo comportamento era
digno de toda a consideraco, (e cu o assivero, senho-
res, porque o conheco perfeilainente, por ter sido nieu
viziulio) que senipre apresentra grande aprotreita-
uirnto as aulas, r;;ucni faltava um 06 preparatorio
para inatricular-se no curso Jurdico, loi barbara e illc-
lluiente recrutadu, e boje ach.vse no Rio-Graude-do-
ul Seohures, o que tem o liiho Como procediinen-
to do pai ? Se esse coronel se liava>invulvido na rchel-
|i:io, o fi I lio nao devera espiar o CtMue que porventura
houvrsse coiniuettido o pal, nem soili cr as pcuas que
a lei tem decretado para os criminosos.
'Jtlaisoutro Tacto: ainila hontem eiiibttSjou canio rc-
cruta de inarinha o alfercs da guarda nacional Manuel
Alaria Cardoso, que suslentava a sua pobre e nao pc-
juena familia, composla de urna idosa mal e tres ir-
tMas solteiras : este moco apresentou-me a sua patente
de ullici.il da guarda nacional, e eu Ihcdisse que a inos-
trasse s pessoas competentes; elle apresentou-a, e foi ri-
dlcularisado!
Como estes Tactos, senhores, intuios se'deram, eu os
nao sel, por isio desejo que o governo d casa a iuTor-
macao pedida e tenha ao menos a dlgnldadc de nao
recuar ante-seu procediinento, de nao nega-lo...
Um Sr. Diputado:Nao tem esse direito...
.Sr. J. A. de Figueiredo :Temos direito de velar na
guarda da constituirn e das leis, direito inconcusso; e
uinguem me negar a vigilancia que devenios ter so-
ore a conslituico e as Iris eiixconscquencia do que nos
ordena o acto addicional: eu nao quero agora ag lar urna
qnesto, que tem sido tantas vrzes ventilada, nao s
uesta casa, como na assemba provincial do Rio-de-
Janeiro, e decidida sempre era favor da opposico.
Mas os recrulas, dir-ine-lio, erara calanos, eram re-
beldes. Convenho que o l'ossein: se eram rebeldes, qual
a pena decretada para os individuos invehidos na re-
bellio? Era porventura o recrutamento ? A.hl nao es-
tn as disposicoes do cdigo penal? Nao esli ah os arti-
gosque puneinoscabca, etsenuuadetodaapeua os que
uaoosao?Ahinoesloas leisque prescrevem o modo
porque se deve fazer recrutamento, e marcaiu.s iseuces
legars ? E como o governo ae podar defender ame a
existencia desses factoi, faclns que elle nao poder ja-
mis negar, porque a pcorincla toda os tem presen-
ciado t\
Sr. presidente, tenho dito quanto por ora me parece
suIHcientc para justificar o meu requerimento.
O Sr. Uackl Uonteiro combateo requerimento.
(i Sr. tltndis i/j C'uHata-Sr. presidente, eu sinto
muito que o nobre depluAo que acaba de fallar tratas-
se desta materia com algum calor : eu estou resolvido
a tratar della rom a nuiior trampiillidadc possivcl.
Nao lie scni cusi que eu fallo sobre o requeriuiento
que se discute, porque a iniuha idade, as inluhas ino-
lestlas.'e outra cousas que me combaten! o coracao,
me nao permitiera entrar em discussfies que postara al-
terar a paz do espirito; mas, attendendo a iniporlan-
cia do requerimento, e niio podondo ser indlllercnle a
opposico que se Ihc faz, eu me levanto apenas para
dar um teslemunlio de minhn fidelldade s ideias que
proftsso sobre a materia, e da indignarn que experi-
mento pelas violencias que soll'reui aquelles no meio
dos quaes eu tive a honra de nascer. Todos somos Per-
nambucanos, todos somos llrasilciros, todos sentimos
as desgracas de uossa patria e os males de nossns com-
patriotas. Eu Taco justica aos nobres deputados, elles
seutem como eu ; mas, Sr. presidente, ai alliancas po-
lticas nnsdiviilem no mrsmo ponto em que estariain.os
ais perfeilaineiilc unidos.se ellas nao fossem; o malig-
no espirilo de partido invade e preoecupa lodas as ih-
lelligencla anda as mais sublimes, e todos os cora-
coes, aind.i os mais bvm Tormados. (Apoiaos ) A ver-
dide lera sua lgica, o erro tem sua lgica, aspaixes
leein sua lgica ; porm a mais insupportavel de todas
he a lgica dos partidos, diila.um escriptur do sceulo
passado, e nrtte sentido exclamava Mlrabeau :
Ai da wicao'I desgranada nacao'aonde aquelles que nao'
soffrem, naii oilium tandi os oppreisores, como poitem odiar
os opprimidos mesmo.
Mas que teem us nobres deputados que oppr ao re-
i]un enlo ? Nada ; porque i llct nao pdem contes-
tar o abuso escandaloso do recrutamento, e a conlisso
de.la v ir .fule nao lie deshonrosa ao partido que perteu-
cem, mas sim aos despolas que o comineltein, ou eu
pens muito diversamente : os nobres deputados, lio-
sos de sen pulido, (c eu os loiivo mullo porisso) de-
vem comludo ebnheccr que o abuso do recrutamento
he um flagello e una devastacu da nossa patria com
i"mu, e a sua Coulisso um tributo que pagam' verda-
de e ao interesse de provarem que ha no partido ho-
niens honestos, como acredito, c amigos de seu paiz,
que reprovain tud'o quanlo o pode oll'cnder cprejudi-
c.ii ; era dar um teslemunbo comnosco do sentiuiciito
de que elles estn possuidos pela existencia desses abti-
t>t)i, e cu nao o duviuo, porque elles sao patriotas como
us ; mas, einfliii, ha esle melindre, ha esta circums-
laucla de se querer seiuprc defender qualquer acto do
partido, einbora vust aos ollius dos que se nao que-
rein (Iludir urna defesa que importa esseiicialmente um
accordo rcprchensivel, e Urna coudeninaco para o fu-
turo. Eu nao son assim porque, seuhores, quem mais
declamou do que eu contra os excessosdo partido de-
cahldo ? Onaoi.is vetes, quando apparcccu urna vraia-
na i, cu a applaudi, deitado no meu cannapc, cliuran-
do c amargurando este reslo de existeucia que Dos
pela sua misericordia anda he servido conservar-me ?
K parque a applaudi ? Porque suppunha que ella se
lunitava a coiidemiiar os errus para o lini de os corri-
gir mas eslava bem longe de erer que unlia feito urna
arribada com o intento de desembarcar em Constwitiuo-
pla. Nlo tenho motivos pessoaes para perteucer antes
a este do que aquelle partido, nem tambera para ligar-
me una lusoria, qualquer que seja sua iulliicucia e
din.nao. Relie seiuido umitas vezes disse e anida digo :
eu quero um partido, aluda que seja composto de 10
hoiueiis smenle, coiulauto que sejam 10 homens de
honra, desinteressados e de reputaco publica ; por-
que estes 10 ser.io a prova tas verdades de suas doutri-
uas, da purea de teus lins ; c estas doutritMs e estes
lies (aro tantos e to dignos nruselylos, cujo numero
ser o lypo daverdadelra uacionalidade.
Sr. presidente, os padree da amiga lei, espantados
ecim os |u iinenos aununcios do chi hlianilllin, nn pu-
dendo ap|iellar para a verdade, que Ihe ca contraria,
appellaran para os llttorcs de Feliz e de Feslus, e com
Uto nao liicram mais do que revelar os ses designios ;
astiin tamheiii os uobres deputados, zelosos como sao
da defesa do seu partido, nao pudendo appellar contra
o recrutauciilo brbaro e barbaristimo, com que nos
pretendan devastar, nem para as leis, nem para ajus-
n\.i, nem para a liumauidadc, appcllam para a revolta,
para os casos excepcouaes, para a ncccssldadc de cas-
ligar aquelles que se iovolveram na rayolta, e coui Is-
to os nobres deputados, a quem tantOTespcito, nao fa-
zeui mais do que levantar o veo monstruosa Iniqui-
dad*, de lal surte que lodos possain ver aquillo que el-
les com seus talentos- e por amor de seus correligio-
narios lauto se csfurcaiu por occultar. K deste modo
directa ou iudircclameute Tazciu um grande servico ao
paiz. Donde vera, pois, que o casos excepcouaes,
revolta e ouiras cousas temelhaiites sao materia sulli-
cieule para te calcar aos ps a iei.' Nao, Sr. presiden-
te ; c periuillaiu-me os nobres deputados que Mies di-
ga, que n.ni ; as leis nao pdem ser .subordinadas pelos
caso, alias nao ha lei que nao possa ser substituida pe-
lo arbitrio, nem arbitrio qua mo possa ser substituido
pelos casos.
Mat, nao podendo nos, nem lixar, ncui definir todos os
casos em que a applicaco da lei pode nao ser leita cora
successo, nem salisfazer as vistas liileretsadas dos par-
tidos, o que compre as euferiiiidades polticas he ap-
plicar aos casos os remedios que a lei tem previsto e pre-
venido, porque as leis nao pdem sahir lo perTeitas das
mosd os homcos como Minerva toda armada daca-
becade Jpiter: quem quiter gozar dos beneficios de
sua inlluencli protectora, deve resignar-se s cotidices
da imprevdencia humana, de que ellas nao pdem ttei-
xar de resentir-se ; e seuao, compare o nobre depula-
do (a cujos talentos c luses eu confio a compararn e
aapreciaco de se lis resultados) as couscqucucias da
applicaco da lei, em qualquer hypotlicsr, e ainda as
uiaiores dificuldatlea era que ella mo parefa su|licien-
te, com as conseojUeocias da violarn da lei nos casos
excepcouaes, hoja lo especialmeulc invocados e li-
lao me dir qual he o taelhor partido a seguir ; o cniao
rae dir que Tora da le nao ha seno ou despotismo ou
anarchia.--que Tora da lei a liberdade docidadono
vcui a ser seuo um jogo, e a justica um Tavor.
Seuhores, no lempo da repblica romana, ludo era
liberdade e patriotismo ; tudo era liberdade, mas era
a liberdade dos nobres e dos cavalleirsts; a raca plcba
nunca conquislou um s direito, que rae nao cuslasse ot
clamores do Jauicula e do Aveutino. c, nao obstante
suas reclainaces, seus triumphoi frain por muiUs ve-
pria justica cusa a indulgencia ou temor dos que Ih'a
negara.
O povo romano era eteravo, mas era escravo de con-
vlccao ; eslava persuadido que a escravldlttera uiu di-
reito; quando reclamava, quando exiga, era como le-
vado doinsliuctb da conservaco, que o adverta da ne-
cessidade de reparar as Injurias e privaces que soll'ria :
tudo nellc era a obra de neccasidade e da u alureza, na-
da da Tihylosophla e da reflcxo; porque a phylosnphia
antiga nunca poz ni duvida, era conteslou a legiliiii-
dade da cscravido : os mais sabios de eiilo, os qire
mais suubcrara resistir aos prejuizosdo seu seculo, con-
sagraram a cscravidSo, ou por suas mximas, ouyor seu
silencio. O divino PlatAo pova a sua repblica de es.
cravos; Aristteles dizia que homens havla que nas-
eiain para sereteravos, e que esees escrao esiav.ini pa-
ra com ot homeni livres na mesnia raso era queestava
o corpo para a alma, a besta para com os seres Intelli-
gentes, a mulher para o homeut. (Anda a.iul o inaga-
no coinparava bem, porqne neuhuma injuria fazia a
nalureta, bem que ti veste a este respeito ideias diversas
daquellas que a melhor civlllsacao reconhece.j Repa-
re-se que em todas at obras de Ulcero senfio enconlra
um i s pilavra, una expresso de cnmpaixo eu de
sympalhia ptra esta classe de iufelizes...
O Sr. Firreira llarrt i: Kstava reservado ss i para o
evaiigt'lho.....
O Sr. lUendesdaCwkt: Apoiado.... Mas quando as
inoiu iiilias da Palestina apparcccu un hornera, cujos
Inuros cabellos se derrainavaui pelas suas espadoas; um
homeiii, senhores, cujos olhot davara luz ao sol, e fa-
ziam desmaiar as estrellas, pregando urna doutrina toda
nova, e taa saala como elle mesmo, e at entio deseo-
nhecida a lodos os povot da Ierra, todaa-Juda eslre-
uieceu e o contrmplava.
OSr.Maciel Monleiro :Est potico.
Ohr, Hiendes da Cunha.:K materia o reclama. Mat,
quando a voz desse homein soou em toda o imperio ru-
mano da ni nena seguintc : --Todos somos Igliaes ( oh
que palavras:!);lodos somos lilhoi de um s pai;nao
adores seuo ao senhor leu Dos ;vos nao leudes se-
no ii ni senhor que lie Dos ; amal-vos uus aos oulros,
como meu pai celeste vos ama ;aquelle t|ue for o maior
d'i un e vos, esle ser o menor enllo os cesares eos
llionttrot que os segiiiram, eraquanto niandavam le-
vantar cru/et e accender foguelrat para devararcm ot
legiliniot orgaotdrsUs verdades, olhavam paraos thro-
n.is espantados como para ot despojos de urna ruina
i|ii Mies eslava ilumnente ; entio os jurisconsulto* ro-
manos, medida que a verdade ia flzendo conquistas,
comer i rain a escrever em teut livrot e consignar nelles
ideias de jutlica, o que ale all nao Jiavlain comprehen-
dido entilo, pela primeira vet, ouvirara-ae estas pa-
l iv i as de sua bocea : m mxima pare trguitalit est aua-
tilat; omnti Ilumine aquates sunt ; cnto um dos impe-
radores romanos mandn escrever em seus cdigos
estas nolaveis expressoes ': o principe quer que ot
seus rescriptos nao sejam obedecidos, qusndo elles
tio forera conformes ; e outro em seu jardiui, en-
tregando una espada a Saburanus, Ihe diste :'loma
esta espada para rae defenderes, emquanloeu defender a
lei, e para meferires comella.quando a leifrferida por
niiiii." Destes Tactos c oulros da nossa poca, e de lodas
as pocas do mundo, .i'ujos lien, cujos males sobeui e
descera como o mercurio drbalxo da prrsslo do ar no
tubo do termmetro, eu enneluo que uo pode haver
liberdade sobre a ierra, emqunuto a liberdade vicr da
ierra: a liberdade que vem da ierra,era breve se reduz
a nada como a Ierra lie : a liberdade lie um ralo de sol
que uo i Je vr seuo do alto; enlo, e s ento nos le-
remos Vivas e Trajanos, nao obstante a resistencia
dos Claudios e Pisistratos; ento, e s enlo ella ser
segura e permanente, e os a comprehendereinos como
Dos quer que o hornera goze della, e nao como no-la
ensiuam as theoriasdos philosophos, edos partidos que
veriaiu segundo tuat opinies e seut Interetsct
Mas como ha de a liberdade vlr do co ? (Etta he a
qiicstii. i Eu nao acho dilficuldade nenhuina : lede o
evangelho, meus irinos ; mas lede-o com o animo de
o seguir.
O Sr. Cunha Figueiredo :Omnii poleilar a Oro.
O Sr. Hiendes da Cunha:Isso he de S.-Paulo. nSo ha
do evangelho. l.ede o evangelho, mas irdr-o com ani-
mo de segul-lo, porque o que O ler c nao o seguir, faz
peior do que aquelle que o nao segu pela rasao de o
nao ter Udo ....
O Sr. Maciel Uonteiro d um aparte.....
OSr. Menta da Cunha:J.'sus-Chrlsto, pondo a lilao
sobre seus discpulos. Ibes ditie : Eit-aqui minba mi,
cs-aqul mus irmos ; mas minba mi e ineuiIrinos
sao aqu lio que eteutara observara a palavra de
Dos. l.dc o evangelho, porque os cootclhos que elle
da. as doutrinas que elle < usina, at consolaron eos sen-
limcnloi que elle inspira, j tao Inicios precioso! da li-
berdade, ja he o gozo inesuio da liberdade ; mas,' era-
quanlo nao lermos o evangelho.emquanlo nao oseguir-
nios, andaremos era desavenas com imadas,c licareiuos
redusidos ao estado que o recrutamento lera reduzido
provincia de Pernambuco ; o que prova que estes ho-
mens que recrutam nao leiu o evangelho, c te o Uem
la/.eni prolssu de o violar, e cora elle todas as lele da
huiiiauidadc e da justica do paiz.
O Sr. Ferreira Oarreto :--E os recrutados tambera o
nao ln ni.....
O Sr. denles da Cunha :--Os factos provaiu o con-
trario.
Seuhores, ha boincns, (eu os tenho conbecidoj ba
tuzeranoi para quera a pafavra pobreta nao exprime
na realdade teno a ideia de vadlo; para quera m iufe-
lizes c miseraveis sao assim uns seres destinados a sor-
ber, aliui de que os ricos e poderosos gozera com inals
srguraiira. c em toda a pleuilude de seus desrjos ; mas,
quando elles solIVeiu o mais- lev incomiiiodo, ai Jess
da uiiiiha alma toda a nalureta he ortendda era suas
pessoas,e parece que os mesiuoj cos devem ler aecusa-
dus de os nao alleuder promplaraenlc.
O Sr. Pedro Cavatcanle :E os recruladoi teein tido
doi pobre?... Os exemplot que se apreseniaram nao
bjraui dellcs.....
OSr. alendes da Cunha :A maior'parte tao pobres,
seuSo quati todot; e ot pobret tao tempre aquelles so-
bre quem pesara os inalt dutot tralamentos. yuera nao
sabe a inaneira por que alguns tuseranot do interior
tratara os miseraveis uue Incorreraiu na desgraca ae
Ihes nao cahir era graca ?! Equem nao v o que acou-
lecerU aquelles <|sts ot nao acompanharain em seut
scnlimcnlos politlees na crse revolucionaria ?. Nao %*
bem lodos que elles exercem para cora esses inlieraveu
mais atrot de todos es despotismos ? Eu sinto nao estar
utas irt idiimiutj, ji:uj li iuilt|>lsUB ii.ii.iiii lU( 11IUUU3 C- I Illa* tlt,iw *- **----------r,---- I l|" ti !*
zes illudido: tal Ue a sorte dos iufelizes, a quera a pro- presente na provincia o br. coronel ntuentel. n?
0.



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Si.
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uin homein Incapaz d negar o que diise, c diste a
inuilai pessoas, e at (eu nao offiriiio) ouvl dizcr que
"He o dlife ao mrimo presidente da provincia, e que o
dissera pela maneira seguinle :
Eipre V. Ec. por urna nova rcvolla, porque os
espancamentos, o* ironcoa, as prises barbaras e vlo-
lrntaa que tenho valo praliuar pelos delegados e sub-
delegades do interior, nao pdein dcixar de trazer uina
nova revoluco. *
So o proguostlco de una nova rcvolla beapenai urna
conjectura, urna suppostco ordinariamente usada, ae
nao tem setiao o valor que dao ana Cactos e a conse-
qunclas aquellea que meditara sobre ellas, elle nao
he uieiniH uina declararan positiva e vcrdadelra de
.(u mo (lie tlnha presenciado.
Lde o evangelho, e nao voa asaustein o horrores e
aa atrocidades, coin que sao e continan) a aer tratados
os infellzee l'ernaiubucanos.
Segu o evangelho e deixai que se recrutein velhos,
meninos, padres, frailes, doutoces, condes, duques c
marqueses ; porque, nen por Isso, os velhos, meninos,
padres, frailes, doutures, condes, duques e marquezes
deixam de ter menos dlreito a nao ser recriilados.
Doliera que se rasgue urna por"urna as paginas da
con.titulcao por esta maneira, e nutras que eu no re-
tiro, porque nein por isso nos teremos menos direitos a
serinosconstituionalineiite govern.idos.
Deixein que se rompaui todos os vnculos da socleda-
derlril, porque nrin j>or isso us lemos menos dlreiios
a ser civilmente guvernados ; porqne.sc o homein uu
pode vivjrr frajaja sociedade, o autor dos seres uo po-
de ser iiidiftennie ordrm conservadora dos seros.
Dei*ein que se exercite una especie de vfngvnc que
o jn li-iii iininc senii nos conselhot da inlquidade mu
arbitrio satnico, empregado para exercitar a usis bai
xa e a mala atrot de todas aa especies de vlngaii9a, <
que longe de por termo revolla >ci serve para revoltar
os nimos de todos os que ainda profeasaiu senlimentos
de uligi.'m e decaiidade. >
En nao Aillo do numero dos recrutados, porque ao
vailaMot os clculos ; d'elxo esta questo re parte, mas
ouvl dizcr que rhrgain a dous mil: como, portn, lia
incerteza, nao afnnuo o numero, mas afnriuo que se
tocio i emulado hoincns casados, meninos de 12 a 14 an-
uos, ofnciaes de guarda nacional, e outros que jservi-
viraui de sargentos na priiueira linha, lllhos nicos de
viiivas, riuvos coin uin grande numero de lilhos, pro-
piieiariose estocantes, e tildo isto se fez, .dizendo-se
que era assiin necessario para salvara provincia. Oh!
meu Dos! Esta desculpa he a propria condemnacaodos
autores des tas enormidades I...
Eu sel mullo bein de uin capilao reformado da guarda
nacional, morador na Casa-Forte,, que foi recrutado e
mandado para o Rio-Grande. Veja o nobre deputado
quimas iniquidades ola iniquidade. so porque a ni
quidade lie uin facbo.acceso, cujas falseas sao uulras
tantas iniquidades : violou-se a lei recrutando-se um
guarda nacional ; ullrajou-se a lodos os guardas naci-
naes, infringindo-se as condlccs hyerarchicas com que
a lei as lionrou : esta he a segunda infrac(o.
3.* Ou elle he, 011 nao he criminoso ; se nao he, ini-
pi-se-lhe nina pena arbitraria, o que he inadmissi-
velna nossa legalacao, he um segundo allenlado, uin
escndalo, e uin ultrage a todo genero humano.
4.* Alm de se Ihe impr uina pena arbitraria, impdz-
sc-lhc uina pena diversa daquella que os cdigos mar-
i mi para o ni.....de rebrillan, seguudo agramila clas-
siliraco que se Icui il.uio .1 revoluc.no.
5." Masse elle he criminoso.conio he que soU're a pena
de rrhrllio, alm de se Ihe impr urna pena arbitraria?
Porque elle fol pronunciado aqui pelo juiz for-iuador da
culpa ? Porque nao sei. Mas, Sr. presidente, se elle he
criminoso, ainda que o fotse smente na phanthesia do
juiz pi ii.es~.uiie, como he que o homein, que foi proces-
sado, he rccrulado ? I>to nao Importa menos do que
subtrahl-lo acc fio punitiva das leis, nao por espirito
de favor, mas por odio e malicia, porque uenhum Mi-
me teve.
U.' Temos, pois, aqni duas penas, uina arbitraria, mi-
tra legal, ou em virtude da lei mas duas penas para
uin delicio '.' Aonde vimos isto, a nao ser na polica de
Pernambnco ? Mas contra todas as legras de dlreito to-
das as mximas de juslica : Senatu censuii ntquii abidem
trimen pluribui Icgibui ni fierit. 0 senado nao quer
duas penas para urna s criine.
7,' As privaces.'os incoinmodos que leve em seu
transporte, o transime, de seus negocios, os dainos
que dabi Ihe retultain.
Ora, compare o nobre deputado todas estas iniquida-
des resultantes de cada uin dos outros factos, quepou-
co mala ou menos sae siiuilnantes, segundo a vos publi-
ca eo conheciuiento que temos de'outros individuos
tamben) recrutados, em iguaes ou melhores circuins-
tancias, e diga-me se ha na inilhologia untos infernos,
quanlos sao precisos para abrauger esta Ilimitada som-
ina de iniquidades.
Sr. presidente, as violencias'sao de una sorte tal, que
para ellas uo ha exemplo e isto da parte de um parti-
do que, cu confesso, tein em si recursos para proceder
de uina maneira legal. Me exprim mal referindo-me
ao partido, porque no partido ha nimios homens de
liein, inultos homens honestos, inuitbs homens que se
leoni Indignado de seinelhantca atlenlados ; inas'eu uo
sei como ae procura march r por uina vereda tortuosa,
podendo-se marchar por um caminho plano e irais cur-
to n i Interesse do mesmo partido. Nao admiro os per-
de Pernambuco, 6 de juuho de 1849. Figueiredo.Ila-
vignier.
Procede-se ao aorteio, e he designado pela orle para
sahlr o Sr. Jos Antonio de Flgueiredo.
Introdut-sr na sala o'Sr. Jos Jeronymo com as for-
malidades do estj lo, presta juramento e toma assenlo.
He lido, julgado objecto de deliberacao e mandado
Imprimir o seguinle projecto :
Artigo 1. Flca extincu a aldcla dos Indios de Bar-
reiros, sita na freguezia de Una da comarca do aMo-For-
moso.
Alt. 2. O presidente da provincia mandar escolher
um lugar prnprio, na Scrra-do-Urub, na fregueziade
Cimbres, para eatabelecer all urna aldeia, "para a qual
sero transferidos todos os Indios existentes em llar-
reiro
castigo. Desde esta poca, de triste recordado, inuito
se extremaran) os dous partidos desta provincia, de ne-
cessidade o partido da ordena de va udrobar saus Tor-
eo
nvino Pacheco d'Albuquerque Maranhao obtlvera 283 que 5l. eoncadjeu thcsonrajla provincial, t nln con-
votos para deputado provincial, quando os Srs. deptita- tribuir oom 3 por cenlo parta calxa econmica. As ra-
dos que teoui asiento na catarSebaatiao do Regarf Jos !f Oes sao inulto sabidas: o rendlmento do ^ patrimonio
Antonio de Figueiredo, liveram ambos 112 votdTT e Por nao cheg para as suas despesas, e como, pols, tlftr-lne
tanto he a commisso de parecer que o nriinelro tomo una parte, e i,so forjadamente?
assento, procedendo-se, na forma do cstWb, Ib sortea- ( \ otitra emenda he relativa ao profetsor de lallm
memo entre os dous de Igual votaeao, aiin de vr qual Goianna : nao peeo para ene professor etiao qW se -
o que deve ser conservada na ca.aT Ule wtfjltia o qa* se Ihe tirou a qm-stao he de rep. rcM 4n "**^2nie. pro-
- Sala das sessoes da assembla lefiislatlvtVovii.clal r,c<, : SPU ordenado era de rM0,0o rs. alm dail
leasidade o partido da ordem devia cedrobar iui e
;os, o Sr. Dr. ?oota *eU apresentoa^e vTd4(M
nambucanti combateu s idelas dos Pernambucanns de.
generadas. TratansW-te de se proceder deleito para
*s dous senadores prestnu os sei vicos cabiveii eiusuas
tricula dos srus alnmmos, jue era appllraa ao paga-
mento das casas ; mas,- naoTel jr que, esla assembla
diatnuio-lhe o ordenado......((Tnradorcontliiuou a fal-
lar coin tal ranidei, que nao podemos distinguir
bem os seus argsrmentos, no mel de algum usuro que
ieinava na casa mas concluiq recommendando a cata,
as emendas que oflfereceu.
O Sr. Jrui Pedro d algumas expiieaedes, e Justifica as
emendas orterecldas por parte da comuiiasao.
O Sr. Rtfo Barros combate a emenda do Sr. Lcinenha
ao art. 18, coin o fundamento deque o objecto nao he
da competencia da assembla, esfm dado poder Ju-
diclario, a quem o suppde ji eslar affecto.
O SV. I.emenh* sustenta a sua emenda e responde aos
argumentos do precedente orador, notando que o ne-
oSclo nao se acha anda affecto ao poder Judlciarlo. e
Art. 3. Sero cmpralos todos os predios e bens do lnsistlndo em que a assembla he competente para con-
Indios de Itarreiros (se os tiverem) para com seu pruduc- sidera-lo.
lo construirem outros no Urub. j Encerra-se a discussao, e he approvado o projecto
Art. \. O presidente da provincia fica autorisado orno passou em segunda, com as seguinle) euien-
para Orzer as despezas necessarias para, coin a posslrel. ,| ,s
brrvidade, seren mandados osdilos ludios para aquella
serra. .
* Art. a. Ficam revogadas toda as lels em contrario.
Passo da assembla provincial, 6 de junho de 1849.
Btnio use Ltmenha l.ini. -
ORDEM DO DA.
Terceira discussao do projecto do orcamento provin-
cial com as emendas apresentadas e mandadas impri-
mir.
Vo mesa, e sao apoiadas as. segiiintes emendas :
Artigo subsliltittvo ao art. 34.Com as despezas
eventiiaes, inclusive a do estudanle Antonio d'AruJo
Ferreira Jacobina Jnior, e a da Impressao dos traba-
dlos das rcpartlfesprovlnciaes, 2:200.000 ra.T-Peitoa.
Additivo ao ara? 27 3."Accrescenle-se depols das
palavrasordenado do procurador-llscal dando-se
una gralificaeo de 3<>0,000 rs. ao escrlvao do julso dos
feilos da fazenda E augmenlc-se a cifra.Or. Cunha
h'iquetrcdo.
Substitutivo ao 14 do art. 33.-12,800 ris por cada
casa de jogo de bilharc das seguintes eslalielecimeiilos
industriaos que tiverem mais de 2:000,000 ris de fun-
dos, a saber : de cada botica, loja que vende a retalho,
de cambio, de mobilia, armaicm de carne secc.i, de na-
driras, de lijlo c cal, de capim, taberna, boliquiui,
serrarla, olaria, typogrophla, cochelra c cavallarices
dealuguel, prensas de algodo.e fabricas.Uacie Non-
leiro.Joi Pedro.Pedro Cavalcante.
Na emenda do Sr. Molla Silveira, relativa aos ein-
prrgadns reintegrados, em lugar de dous auno, diga-se
3 anuos.Jor Pedro.
.i Ao art. additivo do Sr. Maclol Monteiro acerca da
lotera concedida a igreja do Guadelupe.A inesma gra-
ca se concede a respeito da inatrls da la-Visla .Dr.
Uunba Figueiredo. ...
Aoail. 5.- Depols da palavragrammallca latina
accresccnte-se~tendo o professor de Goianna o ordenado
de GOO.OOO ris.Or. Cunha Figueiredo.
Additiva ao arl. 12 Com o concert da cadeia d
Garanhuns. 1:000,000 ris : o mais como no artigo.S.
R.Nemeiio.
Emenda ao arl. 15Depols da palavramatrlzes
diga-sesendo um cont de ris para o reparo da ca-
pella-mr da matriz de S.- knlo :o mais cmo no ar-
lign.--5ousn teo.
Additiva ao art. '5__Com a malriz de Garanbuns
1:000,000 ris :--o mais como no artigo. Semeiw.
Ementa ao art- 38.Depois das palavrasPao d'A-
lhoaccrescentc-secom a factura de uina ponte de
madeira sobre o rio.Tapscur, onde passa a estrada que
legue da cldade da Victoria pela ra da Cabanga para
freguezia da Escada.So'iio Ldo.
O sr. Cunha Fiuueirrdo:Sr. presidente, erei multo
breve : maudci algunia emendas mesa, devo justi-
lica-l.is para que a casa salba as rasos que me levaran)
apresenta-las.
A primeira emenda he tendente a conservara mesina
Inspec9.n0 de assucar e algodao : V. Ex. sabe multo bem
que esla reparlio tem passado por diversas vicisitu-
des, ti 10 sido substituida, dupprimida, modificada, S;c
misino depols que foi cxtlncta, o coinmerclo faz petifao
para que ella se loslaurasse, c a assembla provincial
assiin o dcterinioou ; lto prova evidentemente a neces-
idade desta repatiiyao, ou pelo menos que o objecto
he digno de ser cotlderado coiri multo espaco e nao
he questao para e tf alar cm urna emenda de lei do or-
camento : a abotieo de uina reparticao desta ordem
merece um exame profundo: convem saber quaes os
inconvenientes que resultan) da aua conservarlo, e os
que 1 esultain de Sua extiiie : nao duviilo mesmo que
baja alguma necessidade de ser reformada esssr repar-
ticao ; mas parece-vne, Sf. presidente, que deve-sc tra-
tar disso em projecto especial c nao por occasio da let
do orcamento : sem e instituir", pols, um minucioso exa-
me ; cm que cada um de ns procure conheccr por
Additiva ao S "< rt- 3-*-do Sr- Xavier Lope.
Additiva o art 2.*S 5, do Sr Bego Dantas.
A ultima paste da offerecida pelo Sr. Mangnler o
art. 4. 1.
Ao arl 6. do capitulo 2. do Sr. pessoa.
so mesmo art. 6.0. doSr. Reg Barro.
Ao capitulo 7.', do Sr. Mavignler.
Substitutiva ao art. II, dos Srs. Jos Pedro e Maclel
Monteiro.
Substitutiva ao art. 11, do Sr. Jos Caetano.
A o art. i3opitulo4., doSr. Rocha.
Additiva ao art. 13, do.-r. Rogo Dantas.
Additiva ao mesmo arl., do Sr. Lemetiha.^
Ao mesmo artigo, do* Sr. Jo Pedro e Maclel Mon-
teiro.
\o art. Ift. do Sr. Motta Silveira.
Aoarl. 18, doSr. Aquiuo.
Addftlva ao mesmo arl., do Sr. Cunha riguelredo.
Substitutiva ao art. !0, los Sr. Jo Pedro e Maclel
Monteiro.
Dos inesmoiSr., Instaurando o art 2J.
Ao art. 27 4., do Sr. Cunha Figueiredo.
Addiliva ao art. 28. do Sr. Xavier tape.
Addlilra ao art. 33 capitulo 10. do Sr. Cunha Figuei-
redo.
A do Sr. Luna, instaurando o art. 37.
Snbemenda ao 3." do art. ., do mesmo Sr.
Artigo additivo rio Sr. Maclel Monteiro.
Artigo additivo do Sr. Aquiuo.
Addiliva ao arl. 13, do Sr. Nemezlo.
Ao mesmo art do Sr. Soma Leo.
Ao art. 12, do Sr. Nemezlo.
Ao art. 5, do Sr. Cunha Figueiredo.
A daSr. Cunba Figueiredo ao art. additivo do Sr. Ma-
clel Mouteiro, relativa lotera de N. Senhora de Gua-
A doSr. Jos Pedio emenda do Sr. Motta Silveira
acerca do empregado relulregados.
Substitutiva ao 14 do arl. 35, dos Srs. Jos Pedro e
Maciel Monteiro.
Addiliva ao art. 27 Jj 3.'. doSr. Cunha Figueiredo.
Substitutiva ao arl. 34 do Sr. Pessoa.
Ficam rejeitadas, 011 prejudlcadas as demals emen-
das que fram oerecidas '.
O Sr. Prndenle designa a ordem do dia e levanta a
tessao.
moitrou que desprezava esse meds que *inent!*Jterl
rain as almas fracs, proseguio firme em sustentar a can-
didatura do seu partido, e,Isto quando o meanin Sr. Dr
Arrulla, vlndo dessa capital, havla-se empenhado para
que elle nao tomasse parte na eleieo : tao lonvavel rxal-
lamento adquiri Ihe tna.ior condeit e maior numero
de amigos, c fez patale de quanla dlsposlelo he elle
dotado. Os bon habitante* liveram de entir a falla de
to digno cidado quando miidnu-se d entre elle, por
haver-se casado em urna das mal* diitlucla familias dos
serios da Hahia, onde residi por espaco de dous anuos,
at que, tendosldo reintegrad**, voltou para esta mar-
ca ein etembrodo anno passado.
0 Sr, Dr." Souxa Res tem recebido as metas provas
de estima, amlzadee respeito de queje tem feltoeredor,
como homein sizudo e de maneira mui afaveis, e como
empregado probo e intelligente, de sorte que os seas
inlmigos politicos, nicos que conhece, o aborrecem in-
teiramenle, tanto mais porque, qur em aua conversa-
ces, rpTr em seus escriplos, que a imprensa ah tem
publicado, tem pintado os praielros Caes qaaes sao, seas
que os offenda pesioalihente apesar de riiie para lasa
trin mui boas rases. He sabido que em 1848 rol decre-
tada a ua prisio como um dos chrfes de urna Imagina-
ria sedicao, em que, dizlain os praielros, eitavam en-
volvidos os primriros hornea d comarca, saquare.
mas; li sabido que um bando de praielros retobaran) 30
voluntes dos seus llvros na povoacao do Ourlcory, quan-
do foi varejada asua casa; he sfbidoemninquenapralei- I
ros flzeram eom que elle llvese o prejulzo de 300#t.,"
quanlia que abonou pracas do destacamento de poli,
ca; porm o Sr. Dr. Souza Hel tein multa pobreza de
senlimentos, pensa com madurea, e pois contenta."
com guerrear os seus adversarios como poltico, ei
como homem vil. A' vista do que succlntainente leaho
exposto fcil he acreditar que o Sr. Dr. Soma
Rel honra a clae dos cinprrgados, goza de ptimo
concoito, e h um dos cetarios do partido da ordem,
que mullo tein-ie prestado, e tem o nccessarlos dados
para sustentar ene partido oom aquella conklancia que
tanto o caracterlsa.
A Vmcs Srs. Redactores, ficar bastante gr.ato pela
publicaco desta tlnha mal tra;ada. O *uaFis.ii<>.
Srs. Redactoret.Como eu pens que urna, boa noticia
nao pode ser espalada de mais, appresso-meeiu Ihes
coininunlcar uinaque Vmcs. me farao favor inserir na aua
besa conceituada folha.
Todos os artista .da companhla franceza, querendd
ni ovar ao publico que iienhuma dosuniSaaT teve lugar
1 .. ^ ______-_ j^____.____1.1____i-.. ./.
RESULTADO DA ELEigiO PABA JIZES DE PAZ
AS FREGUEZIAS ABAlXO DESICNADAS.
versos; o qnc me cusa crer he como se conervam si mesmo os defeltos dessa reparlicjio, nao devenios ex-
indifterente a tantas malversaes e barbaridades os tingul-la. Dcuials, a Inspecao acha-se ligada aoconsu-
hoiiieiis do mesmo pariido, de cuja probidade e honra lado, he uina seceo do consulado, forma parle de um
nao se pude duvidar. todo, de um systema de arrecadacao c fiscalisacao: pare-
Sabe V. Exc. o que aconteceu ha pouco : aahio o che- ce-me, pols, qUe no devenios destruir cssa parle do
fe de polica para fra, eenlao'os misero presos vem- todo sem deixa-lo defelluoso e manco;etanto isto be
sena dura necessidade de gasur o ultimo vintciii, assiin que o nob re Inspector da thesouraria, que diz
vender o cordao dainiillicr, da lillia, se ao pobre, co- que a reparlicohe desnecessaria, e que aaupprhnlo ab-
1110 mullos dclles, para pagar a porUdores que andein solutamentc, acaba de apreienlar agora algumas einen-
pelo mallo procurando o chefe de polica para Ihe dar das criandoalgunaampregados parasupprirem afanados
despacho de recurso : tildo serve, porque tudo sao 1110- I de sa reparticao, Uto he, para que satisfacam algumas
dos de opprlmir e dilllcullar a Innocencia os recursos das obrigajes que compelcm a empregados actuaes Ha
iaturacs da defesa. iiispeccao. P01 todas estas rascs cntendo que a asseui-
Nao pora aqu ainvenco: antes de saliir da cidade, blcadeve dormir mais no caso; deve conservar a reparii-
mandou chefe de polica nina ordem ao carceciro,' {ao, reservando para occasiaooportuna ooecupar-seda
para qe consideris!- lodos os presos como recrutas e refrmo, ja nao digo da inspeccao soinenle, mas mc-
Oi Srs.
1 diitricto da freguetia de S.-Anlonio.
Joo Valentim Villela
Jos Narcizo Camello
Domingo! Alfonso Nery Ferreira
I.uiz Antonio Alves Mascarenhas
2.a ditlriclo.
Claudino Benicio Machado
Dr. Iguacio Nery da Fonseca
Dr. Angelo Henriqucs da Silva
Joo Francisco bastos
Os Sra.
1. diilrlo da freguetti u Fara.
Dr. Manoel Franclico de P. C. d'Albuquerque
Francisco de Carvalho Pae de Andrade
Jos Antonio Ferreija Gome
Francisco Xavier Carneiro Lln
, 2. dlrfelo.
Joaquim Canuto de Figueiredo
Manoel Thoinas de llar ros Can pe lo
Jos Themotio Pereira Bato
Manoel Correa Gome de Almeida
Voto.
278
227
223
158
i
150
- 143
Voto.
162
16O
156
127
4H
36
3li
24
entre ellcs, e que a eparacao da companhla provlnha o
te do director, resolvern! entre si dr
presoutaedea no theatro de Appollo em 1
iaprc
BI,
uati o re-
'eficio do
que lie iran qualro mezes sem emprego
A primeira reprelentafio lera provavelmente lagar
no da quinta-felra, 14 do corren te, e era eompoita da
maneira seguinle: *
Prlmeiramente a peja podida por multa penoas, in-
titulada o Anjo no texto andar : os papis sero prcen-
ehidos pela senhora Alexandre e os ^r. Achllles e Jnn.
Em segundo lugar o Ciro doe marvjot, canudo pela
companhla Inte ira em tragrs competen les: as ettropbes
sero cantadas pelo Sr. Achules.
Depois do canto seguir a peca que tem por titulo o
Tope tricolor, episodio da tomada de Argel, paca de-
corada com cautos, dancas, combates, odalitcoi rabes
e illuminscea. Esia peca era representada pela coin-
panhia inteira. Eita repreentacao lera rematada pelo
veaudevllle Jocqso : o Depoii da mtia-noile pcloi Srs.
Lambertv e Gabriel
as repreientacdes aguintes lio de ser representa-
das a (iraca de Deo, (sem uppresio alguma), JWnta
anno ou a vida de um jogador, o Caalo Si l'ari e una
opera cmica. I .
Alm disto os artistas,querendo provar que suas laten-
fcs sao de representar o meibor possivel, adoptarlo as
modifleaces seguintas: a orcheitra debalao da dlrfccao
doSr. Alexandre era duplicada, llIuminacSo augmon-
lada.e as pe9aeraorcpreentadaporintelrooom or-
natos de pintura e de vestuario e os cotnparcas neoeMa-
rios, cousa que faltaram as represenuce panadas
^sem fallatinal dellat). .
Qualro nuiles agradaveis a passar, urna boa accao a fa.
zer, bastam e sao de obojo para assegorar aos artistas
que o prego que faco boje ser lomado em considerado
e que lia vemos de ir em chusma para tomar uossa par-
te em um peusarnenlo tao generoso. umiao lirhu.
O^IMEHCSO.
ALPANDEGA.-Rendlmeiito do dia-9 .
4;
l3F03
ordem do preildente:.. quem nao ne
unir 11 1.1111." *.v.... j ---B-------i ------ --------a a,
ha de revollar! 1110 do contulado. Se, porem, esla assembla uao abra-
a vista ditq? Veja V Exc. a nauelra por que se prelen- Uar a ininha emenda, creio que a suppressao da Inspec-
iue aTel Ibes d ;'cao pude mullo prejudlcar o servio publico; no cn-
relacao'tabto que, se se guardar para logo o trabadlo de reror-
'mar iiitegralineute a reparticao do consulado, podem
de tirar aos miscraveis os recursos q
nas eu espero, c tenho dlreito a esperar que a
da provincia no se humilhe esla etlrategia miieravel
de um magistrado subalterno.
Eu nao fallo aqui das pronuncia proferida, sem
que os reos tivcssem .comparecido um motlenlo cm
joizo, para ouvirem jurar lestemunha e faicrem asua
el. lesa at o ponto que as leis Ibes perniilteni na forma-
se r bem altendldos nao s os inleretses. da fazenda, co
ao os dos contribuimos ; pde-se montar a reparllco
por tal modo, que se arrecado o mais possivel. com a
maior actividade e com o menor grvame das partes.
A segunda emenda diz respeito d consignaran de 4
ca'da culpa.' Igorara-selporveVtur^ con los de rcis para a edificao de urna caa para se *1'.Z'"
interlocntoria que pronuncia prisao? Pode se duvidar eslabelecer o collegio das orphaas: crelo que esta as- "' "'"".
sembla j est informada do estado drsvaulajosjo em
que sereba o iialrimonio dos orphos : a admiui>trac.o
carrega com uin delicit; porquanto, sendo a sua
receita 54 cunto, tem de despesa mais de 30 contos ;
carrega alm dlsso coin uina divida patsiva, com o al-
cance dos ex-thesoureiros, que -
Honlem foi encerrada a sesiao da assembla leglila-
tiva provincial, depois de haver esta approvado :
A redaccao do orcamento provincial, bem como aa
dos projectoa ni. 1L 12. 13, 15 e 19, o penltimo dos
quaes volara hontem mesmo.
O parecer cm qatf commlssao de posturas propo-
tera que. revgado o arl 5." do titulo 4.' da da cmara
municipal do Acvife, se permita aos lilhadores de car-
ne verde eslabelcccrcm acougues no Lugares que mais
convenientes Ibes pareceretn.
As posturas da cmara cima referida, em terceira
discussao. .....
deque o arl. 142 do cdigo do processo criminal que po-
sitivamente prescreve ? N.io he regra umversalmente
estabelecida em todas as legislacdes rasoaveis, eaopi-
niao constante de lodos os criminalistas, que he millo
todo o procesao em que e nao satisfizeram as solem-
nidades proscriptas no interesse da defesa? O mesmo
no deram ainda suas
outra
art. 166 do cdigo, que falla dos empregados pblicos. I conla, e de mais a mais tem a fazer alguns reparos nos
i suii*o a defesa do cmprrgado, quando Jie mandado'predios do patrimonio, e he obrigada a pagar o aluguel
ouvir por'eacripto ; mu, e eia frmula no tem lugar de 500,000 rs. pela cua aonde habitam as orphaas, casa
noprooeaao commum, como proceder-se contra o ac- que nao tem as coinmodidades nece*ias. como tem
cusado em estar elle presente.? Fique o roto para ou-' l'elto vJ^; a directora; meino nao tem
tra ve.
Sr. presidente eu lliuito-me a pouco, posto que pode-
ra fazer mais conslderacdes ; porm nao acrescemarel
cousa alguma cm quauto nao fr combatido.
Be adiada a discussao pala hora, Otando com a pala-
vra o Sr. J. A. de Figueiredo.
Sao lida* e approvadas a redaeces da projectos ns.
17 e 18: o primeira tra infer 11 do a de do termo da Fio-
rula para lacaral ; o segundo pa*aado a do termo do
Ex para Ouricury.
Logo depois he lido e approvado o icguin
te parecer:
eatabelcer-ie urna enfermarla ; nao pjide, porlanto, o
collegio marchar regularmente sem que se consiga uina
itra casa.
Ora, eu bem vejo que a quanlia de 4 coutos he multo
pequea para a conslrJBBPnWuui edificio regular;
mas parece-me que, medanlo algumas economa que
e poderao fazer, e 09 eaJbrc" que a actual admlnlstra-
A coinuilsiao do ennstiluieo e poderes, revendo aladmlnislra9o sao os mais ardentes.
seta geral d< apurafao do votos p"ara deputadoi a-j A outra emenda he a que determina que o patrimo-
aenibla geral e provincial, acbouque oJSr. Jo Jero-'nlo do collegio dos orphos goze do mesmo favor,
neacuantia de 4 cu
PWum ed
tediante algumas <
;Ubrc"< que a aclm
cao est empregjudo jara que cresja alguma coua a
renda do patrimonio, nao ei impossivel que breve
possamos ler edificado o collegio das orphaas : ao me-
nos posso assegurar essa assembla une os desejos da
T.l ...i., i., 1 ... -r... .;.. _-_-, a .
UI.1KIII IIEPI!R\.iiBI!Cll.
icm, 10 DUDiiaa os !.
He para notar que a assembla rejeltou o parecer
que a sobredlta commlssao Indicava que ae concedesse
aos cal'iereiros o prazo de um anno para a remocao de
Correspondencias
Senhare Redaclore: -- Conhecendo bem de perto o Sr.
Dr. Souza Res, actual promotor publico desta comarca
da UdiTVista, procuro ptelo, para que o respeitavel
publico salba que be elle um dos empregados que mul-
lo honram a sua nomeaeo.
Velo oSr. Dr. Souxa liis para este se ruto no anno da
1842 exercendo o mesmo cargo que hoje ocoupa; as sua
qualidade logo se tornaram tao apreciadas, que aspes-
toas da primeira ordem Ihe consagraran) tuaamizade;
no desempenho de seu lugar uiosirot tanta inielligencia
e nouradez, que os hbilintes em geral se felicitaran! de
ler entre si um verdadelro orgao da juslica publica, que
nunca encontrou embaracos para promover a punieo
dos criminosos, nem mesmo quando juiz de direito o Sr.
Dr. A'rruda, esse que nunca intimidou coin suas bravatas
ao promotor consclodo seas deveres. Em 1845 foi de-
tu i nido, atiento seu crdito poltico: o ordeirismonao
era possivel que crvisse ua poca que chamaran) de re-
gencracio, e demals o cu aferr nao permiltla que ae
esperuie um paitado, e poli cumpria que recebetae um
IMPORTACAO'.
Bonita, galera iBgleza, vlnda de Liverpool, entrada
ueste mexf con.ignada a Deaqe Youle k C, tnnfe"ou
"wol'me fazenda de linho.l dito dita de dito cagodao;
a Kalkmann Brothen. i_.it.
60 barricas soda a Delflno Concalves Pereira Lima.
38 volumes faseuda de algodao; a Ro.. "'
Si Companhla, .
13 vokimes fatendas de algodao ; a Fox Bromara.
8 barricas lerragens a W. C Cox.
1 caixa luva para enbora ; J. r. Kealdh.
30 barricas bolachas, 10 barris alcatrio, S lj
ou uarricas ifuiavni, tw m... .------, ,.
5 ferros, 5 caixas e 6 barrica objecios de Pin,B"; "
queijos e I barril manteiga, 1 caita cha, 1 eolbruii
obras de prata, 40 pretBnlos, 3 farao toucinho, *ac-
ca, 1 ealxa ignora-se; aWm. Kclley. tn-.i.
2 fardos coberlore, 1 calxa fazendas de l^'JlaJ0,
mes fazendas de algodao, 25 barris ferrageus, 97 bar
pregos, 1 caixa fasendas de llnho, 2 calzas brla de 1-
godo, 20 foHiael2l3 barras de chumbo; a Jones
Vcalxas'fazenda de nho, 100 calxa /olhatdea-
Idrc, 100 barris manteiga; a Me. Calmont & c...
' 13 volumes fazendas de abjodao, 2 fardos dIM de lu,
10 calas linhas de algodao ; all.lloyle.
13 volumes fazendas de algodao, 2 calxss linhas ae ai-
godo, 1 fardo flanella, I dito fazenda de lia; a Joo
50 caixas folba de flandres; a Antonio Valanm da
Silva Barroca. .
137 barr manteiga, 6 caija fazenda de liaba*e al-
godao ; a Jnhusloo Pater&C ... ,'
1 fardo fazendas de laa, 54 votttmes fazendas d algo-
dao, 1 cali pertenec de ellelros, 50 gigos, 100 raen"
ditos e 5 barricas 01 Companhla.
25 caixas tullas rVaJfabre, 70 fallas dito, 1 barril pre-
gos. Svolumcs faaBfce laa |C.S Astley
33 volns1Ba4a algodao, 1 fardo cobertores ; aU.Glbson -
10 caltas faicndas de algodao : a Jos Jeranynio
Monteiro.
1 calxa familia de avela ; a J, J. Araujo.
36 barrica ferragen, 6t ditas (prego, 37 ctabralhas
pis, 8 volumes faiendas de la, 1 calxa papel pintado
para Torro de casa, 2 fardo corda, 4 volume fazen-
das de algodo, 5 c-lta mludeza, 8 fardo faiendas d
linho," 1 embrulho relogloj de ouro, 1 caixa vidro,
eiubrulho varios objecios ; a G. Kenworthy di C
50 volume fazenJa de algodao, 6 caUas
ol de algodao ; a Rldgeway Jameisun b C. ,
6 volumes fazendas de algodao; a Adanuon Uowie
& Companhla, 4f
:___
MUTILADO !


*
-6 volume fazendat de algodo, 2 calas fcxenda* de
lin'bo ; C.
1 embrulho ppU etc.; J. Keller & C. -
I embramo lugoi e brlna; aC
1 caixa lgura-e
M3caUM' ferrgen, 2 dita anwstra de lo#*a; a E.
7caU. ferragent, Ljrado, de ferro. 3 cl.riac.dore.,
IVcX, e fce,U,>| oo e
'do .oadie-neroU, fr^jaa de .Igodio. e cixl P
,hV^Kp.8u"ho americano ** -'gS^V
entrado no corrente me., consignado Me. catmont
C inanlfeslouotcguintc : .,,..r.loi
650 barrica, de bacalho ; aoa con.lgnatralos.
CONSULADO GERAL.
Rendhuento do da 9,
Oivcrtat provincia .
.*
Convida-te a todas a* pe.toa. que tiverem coritas com
o director e outros da companhia, kirvam-se de anre-
1:002/268 tCntt-las hoje, nrsisjeasj^onipanbia, ra de S.-Fran
171/462 cisco Junto a secretan! Polica.
1:233/720
C0N8ULAD0 PROVINCIAL.
Rendlmento do da 6. ........
1:558/345
.Assucar -
PRACA DO RECIFE, 9 DE JUNHO DE 1849,
AS 8 HORAS DA TARDE."
Revista semanal. "
riuiblM ----- No principio da semana houve trn-
* .accoes a 24 14 d. por 1/rs., e nos
ltimos dia* a 24 d.
AlgodJo......Entrarain 740 tacca. O de prl-
"* metra forte vendeu-se de 4,o a
?,700 rs. por arroba, eodctegnnd
de 4.200 a 4.300 rt.
...... Aa entradas teem sido limitadas. --
O encallado vendeu-se de 1,200 a
1,250 rs. por arroba sobre o ferro;
__o emaccadoeembarrlcado bran-
ce.de 2.200 a .600 rt.,e o matcava-
doai,800rs.
Aeite-doce Vendeu-se a 2/rt. por galao do do
Mediterrneo, e a 2,200 do de Por-
tugal.
Bacalhdo......dem de 8 a 10/ rt. por barrica a
retalho. Chcgaram tres carrega-
mento.. um dos quae. fol negocia-
do a 7,600 rs. por barrica.
.___- Nao ha no mercado.
Carne-secca---------- Existen, hoje por vender 80,000 ar-
robas, inclusive dous carregamen-
tps entrados esta semana. Con-
tina-te a vender de 2/ a 2.000 rs.
pr arroba era partida,
Farinliade trigo- NSo houve entrada e a existente
monta a 4,000 barricas. Ot precot
fram ot meimot da semana ante-
cedente, Islo he. de 10.500 19/ rs.
por barrica, conforme a qualidaile.
Vinhoi......Vendeu-te de 110/ a 120/ rs por
pipa, e o de outros autores de 90
allOrs.
F.ntraram 12euibarcacee csahiram li.-ricaram no
porto53. a saben 3 americanas..! austraca, 25 brati-
ciras, 4 dinaniarquezas, 1 hollandeza, i lionovcriana,
il inglesas, 3 portuguexas, 1 aiciliana, 1 sueca, 1 Trn-
cela e 1 baiuburguc/.a.
>lovimenTo do Porto.
Batatas
Avisos m
aritim
os.
o> Para a.Babia, em pouces das, o htale Plor-do-Cu
mrp : para carga e patttgeiros, dirljam-te a ra do
Vigarlo, n. 5.
O patacho portuguez Mono & Joaquina partir
mpreterivelmonte no tlia 20 do corrente, para Lis-
boa, Figneira, ou Porto : raltam-lhe 2,500 arrobas
para completar seu carregamento guan nellequi-
zercarregir, dirija-se ao seu consignatario, Fir-
minoJ.F. da Roa, na ra do Trapiche.. **, ou
ao capilllo Manoel da rosta e S, na praca.
Para o Rio-de-Janeiro sane, com a maior bre-
vidade tiossivel, o patacho Fortuna : recebe alguma
carga a frele : os prelendentes traletn com Firmino
r F- da Rosa na ra do Trapiche, n. *.
Para o Rio-Grande pretende tahlr breve o brigne
Flii-Unto. por ter a maior parle do carregame.it..
prompta : quem no mesmo quier carregar, embarcar
escravo. ou Ir de passagem.pdc entender-te com o ca-
pitao, Jos Dent de Campo.. o. com ot cootignataiioi,
Aiuorimlrmos, ra da Cadeia, n. 39. ;_,_! Ai
Para o Rio-de-Janeiro pretende argir o brlgne Ce-
naris* : quem no mrsmo quizer carregar pode entender-
te com os consignatario!, Amorim Irmaos, na ra da c-
"p.r. o'xracaly tahe, at o da 16 do corrente, o Ma-
le Des-Moto, por ter proinpto o carregamento: para pas.
sagclros trala-se com o capito do iiieawo ou com M-
Ihar t Irma*, na ra da Senzalla-Vclha. n. Mi.
Para oRio-de-Janelro sahe, com brevidade, o pa-
tacho nacional Curioso, 'capitn Domingos Antonio de
A.evedo, por ter parle da carga prompia : para o res-
ume, paV.agelros e etvravoi a frele. trata-te com o mes-
mo capitn, ou com Lulz Jos de S Araujo '
i *X'\
Para o Aracaly saMe com brevidade, por ter parte
da carea engajada, a sumaca nacioual Carlota, mes ir e
dono Jos* Goncalves Simas: para o restante da carga c
pstagelrot, trata-te com o mesmo mesire. ou com
Lulz Jos de S Araujo, na ra da Cruz, n. A.
= Vende se o patacho nacioual Douro, forrado de co^
bre, fundeado defronte da poajte do Recife, prximo a
rampa da alfandega : quein o quier ver pode dirigir-te
a bordo, c para tratar a Gaudino Ajoaunho de llarrot,
alrdwoCorpo-Santo, cata n. 66.
= Para Lisboa tahe com a maior brevidade pp-ssivel o
b
Navios lhidoi no da 10
Blo-de-Jtneiro; brlgue-etcuna brasllelro Ollada, capi-
llo Joaquim Soaret Mearim, carga attucar c agoar-
dente. Pattagelro, un eteravo a entregar.
Parahiha; Tilate brasllelro Eipndarls, capito Victorino
Jos Pereira, carga varios gneros.
Macelo; barca Ingleza Hopsaell, capitao J. Newton, car-
ga a mesma que trouxe.
UccaracAo.
COLLBCTORIA DA CIDADE DE OLINDA.
O collector da dcima e maialmpostos do municipio
de Olinda fax publico, pelo pretWsfquc do i de junho
prximo futuro principia a cdftlar-se os 11 lias mar-
cados para n cobranca.arboaca do cofre, do segundo se-
mestre do corrente anno da dcima urbana, e que^ An-
do este prazo.pagarao a mulla de tret por centoalm de
terern execuiadot; oulro tiui declara que neste mesinn
prtxo cobrar tod&t ai mais imposlcdet a seu cargo. E
para que chegue a noticia a todos ot teut collecladot faz
o presente.
O arsenal de guerra precisa comprar 1,980 al-
quejreade familia do mandioca, pela medida nova :
quem liver para vender dita familia Ha e da methor
qualidade, compareca na salada directora do mes-
mo arsenal, trazendo suc pioposta com o ultimo
pieceemctrta fechada e. amostra no dia 11 do cor-
rente, pw
THIVI (O
OE SAN-KR/tNClSCo.
HOJE SF.GUNDA-FF.IRA 11 DE JUtJjyO.
Dlvertiincnto extrodmarlo, pela coiiipanhiaameriea-
combinada com director do theatro, o Stv Sanla-
ita.
GRANDE BENEFICIO EM CUMPRIMENTO
ao
S. C. R. Banks,
director e proprietarioda companhia
equestre.
ricue portuguez Conrfflo-dt-Aferia.por ter parte de tua
rea prompta : para o restante c |,assageiros, para o
ue ollerrce excellenlea comhiodos traU-se com ot
consignatarios, Thomax de Aquino Fonseca fc Filho, na
ra do Vigario n. 19,prlineiro andar, ou com o capitao,
Antonio Pereira Horget Jnior, na praca do Lonimercio.
Leiloes.
Henrique Voss. tendo em breve de retlrar-se para
Hamburgo, far leilo, por lnlcrventao do correlor
Oliveira, de tres lindos escravos, sendo urna negrinba e
dous moleques com habilidades, de toda mobilia de tua
casa, da ferramenla c mais uteotiliot da tua officuia de
ferrelro e serralheiro, inclusive una burra de ferro no-
va de sua manufactura : tegunda-fclra. II do corrente,
s 10 horas da manha, ra do Guararapes, n. *, em
Fra-defPortts. ,
Leilao de vinle barns com toucinho
de Santos
artnnzcm
lerca-feira, as lo horas da nianhaa
-Deane Youle t C. farao leilao, por inteavenco do
corretor Oliveira, do mais esplendido sorllmenio de
suas bem conhecidas e apreciadas fazendas nglezasit
auieiicanas: terja feira, i2 do corrente, s 10 horas da
inanhtjsjsnprctcriveliiiciiic, no seu armazem, ra da t.a.
dla doTfecIfe.
,,no caes da Alfandega,a portado Antonio jea/Moreira
' ,-, ,v B__:_. ... Antonio Manoel Basto
de l'rancisco Uias L'erreira, na ,,nl0110 GometLeai
da Cadeia do Recife, 'n. 25. prlmelro andar, existe a pes-
soa que quer vender um tltlo situado Junto da Soledad e
e urna casa de um andar na ra dat Trincharas, para
te evitar ai silladas machi na c8es que estao urdinao
contra a boa f de qualtfucr comprador, declara-te_ao
respeitavel publico, que este individuo que quer vender
He? predlot he o bem conhecido Manoel Rihelro da
Cunha Ollvelfa. que ett de Ilegitima potse dos bens
do catal do fallecido JoaquiraGnuiet da Silva e Azevedo.
cujot herdelrfts exitlem; eqliq sitio e casa que elle
pretende vender, pertencem ao casal daquelle fallecido
eclarate mais que. nao obstante o dito camneao. Ma-
bel Kibeiro, ser hoje casado com urna dat herdelras do
fallecido Joaquim Gomes, eiittem outros herdelros, en-
tre es quaes figura tamben o aballo asslgnado, que pro-
testa contra qualquer renda que porventura se Taca
dea tes bent. Joao' Eranotlisla Btllo.
-skOtterece-ie urna mullirr para ama de casa, mesmo
de ramilla, a qual sabe fazer todo o-tervico, menot coz-
nhar: na ra da Roda, esquina da de Sauto-Amaro.cata
de um ferrelro.
--Urna senltora casada te offerece para entinar me-
nina! a lr, eterever e contar; atslin tambeni toda a
qualidade de costura, e t que qulzerem enslna a fazer
floret tambem aceita meninas para astlttirem: ludo
por preco agradavel: na oa-Vltta, ra da Gloria, casa
Eu abaixo asslgnado declaro que Claudlno da Silva
Ferrcira foi calxelro de cobrancas da ininlia exclineta
Arma por espaco de mais de 18 annos, no que sempre se
comporlou coui a maior honra e fldelldade, sein que ja-
niait houvesse a menor falU: delxa hoje de ser meii
calxelro por me ter retirado do cominerclo. epor esse
motivo no precisar dosseut servidos. -- L. Q terrena.
=Arrenda-se um sitio no principio da estrada de Joao-
de-llarros, coinexcellenle cata, cochelra e muitas plan-
laces : na ra da Senialla-Valha, sobrado, n /U, pn-
inelro andar, ou defronte do mesmo sitio a fallar com o
Sr. Guerra.
-- Claudino da Silva Ferrelra agradece aos senhores
Lajii Guinea Ferrelra e filho o bom tralamento e con-
lianv-i com que n trataram durante o lempo que leve a
boma de ter calxelro de tua casa de comuirrclo, e
nqual por se liquidardcixou depertencer.
trecisa-se de pessoa ou familia que
se encarregue de Itvar e engommar cotn
toda a petfeicao a rotipa de tima casa de
ponca familii, respn abilisando-se pelas
faltas: quem esliver tiestas circumslon-
cias, nnnuncie, o dirija-se rtia do Ho-
ztrio larga, n. 30, segundo andar.
= Um preto forro e Idoso, bom cozinheiro e compra-
dor, se ollerecc para servir em una casa de pouca fa-
milia : queindoeus prestimos tcquUcr ulilisar, au-
im'iu-ie para ser procurado.
Aluga-sc um negra ou um niolcquc para oservico
de Mina casa de familia: paga-se meusalmenie, nao se
duvldando adiantar dons ou tres meics: na ra Impe-
rial, n. 105.
> Tendo-se detcncaminhado algumas palenles da ir-
mandadcdoS.. Sacramento da freguezla de S.-Frei Pe-
dro-Goncalvesdonecife.j cheiasle asslgnadas pelamesa
regedorailo lempo em que fui thcsourelro, no anno lindo;
declaro,para conhciinent.iedfnaanod jn.quc as inesmas patenlet nao teem validade alguma; c
t Ira aquellas que conliver. in s nomes dot tstenla e
nove teguiniet s nhores, que durante a mlnlia lliesou-
raria tiveram a boudade de alislar-se como irniaos na
referidairmandade. e cujos nomes se acliam taimados
nos respectivos livros de termos, entradas c recelta,
eneste tambem o Importe de suasi competentes joias.
como recebidas, no valor de 2700,000 ris. Retile. 27
de malo de 1849.Francisco Joao de Barros, cx-tliesou-
relro.
Os Senkowes,
Gullherme Jote Pereira
Antonio Ignacio do Reg Medelrot
Joto Jos de Lima
Francisco Jos Regalo Braga
Domingos Martlns Ponlet
Marcellino Jos Gonfalves da Fonte
Ignacio Silva
Antonio Joaquim Vidal
Antonio Bernardo Vaz de Garvalno
Antonio JoJPI^el Res
Anatlacio Rodriguei Fernandes \ iclra
Antonio Gomes da Cunha e Silva
Antonio Muniz Machado
Antonio Martint da Crui Ferrelra
Antonio Joaquim Tarares
reir Pontes
Bastos
lomeu Francisco deSow..^^ p,d(,ri> 0 ,
- Precisa-so de um
dconhecimento d> su
n. 82.
conducU: na ra Direite,
8-%recis-sede um amassador: na ru. Dire. ,
"i'ecisa-se de um. ama queh. ho. fn-
danle leite, para criar urna criahe. de mezes. na
ra do Collegio, n. 19, segundo andel:
- Quem tiver para arrendar um "J"0 cm "'
guma fabrica e gado, dirija-se a Nova, n. 51,
que se dir quem quer. ,___ ,. CM, da ra do
= Achando-se contratada a compra da cataionra
Callabouo, n. 1: rga-se a prttoa a nue* perwnce
mesmo terreno de declai r a tua inoradla, vltteqeere
rem pagar o foro exadetelo. na'obrl-
= Preciss-se de um fornelro que salba Ir';" Vfoort.
gc-o : na praca da Sanla-Cruz. Pl ""f1* Kt
8 L Riopenha se um escravo de aotosla. que re
presetua ter 35 annos, bom canoelro, Prlii
300/ rs., cando o tervlco do mesmo escravo peU
dTSua^ntir TO-eVcravo ^gffSS^X:
,,.., osh rt nelo seu inetmo omelo de canoeiro. ru
rue^ocoP;.ra.lZd.rumvex.^
tender dirija-te a ra das Flores *"' ,
ao .obrado' da esquina que volla para Catino, que ant
se dir com quem te.n de traUr este "'"
- Jacob, pardo, e 18 annos, secco do corpo e es
pig.do;temf.lU de um dente na ^^.>""^
queno lho n. m.QBa do rosto ; tem cabellos estira-
jo, e o mais visivel.sign.l he ter na. -jU' "
.le m caustico ; rugi emdezembro de I87 julga
se estar par. o lugar de Pin.lobi.il onJe lm c^
nhecimenlos: quem o peg.rlevcro, ru. Nora, n.
16, Josljlii Pereira, que griui:.rt.
-'- Ndt abaixo attignados. Ilcbrar.l *. 'da Tf.
rhen. 911 e22 leiiiot a honra de annunclar a Cita pra
V"c. a dllarde ioje. 8 de Junho de 1849, eo... c..a
"porTs-X-- toda. P.oa. -e t.verem cen-
ias cm a casa de maud.-las no pr.zo de oi_o d... Pa a
se,cu reconhecld... e lodat aquellat que tsaeiiwrern
.Ido contratadas por Hebrard cC '" em
Ncnhum dos empregadot la cita pode de heje em
diante pastar recibot em dlohelro ou fatendat, nem
mesmo comprar fiado
E
Hebrardt
do un ama para caaa do um
toJo o servico do porta e
40.000
40,000
40,000
^cr ."rqueaconfiant. que al^hoje no. mo.tra,
rain todas as pet.oa. que liver.m tratos conmosco, wra
continuada durante esta llqutdacSo. -
Quem precisar
lioinom solleiro, par
dentro : v a ra d. Calcada, n. 37.
Precisa-se Je urna mullter livro ou escrava, quo
tenlia bastante e bom leite seja.ada e HIWUM,
para dar de n.a....r um. ******** P/rf"
ciso mais dessa criaQa'o : na ru da Cade, n. 15 ,
primeiro andar.
Uoubo.
Na noite do da 4 para 5 do corrente, roub.r.m da tk-
br"cade chapeo, de'Uiri.tlanl I.:lrn.So.,,.lt..naru. No-
va. n. 44. o .egui.ite: 3 peca.de penela de :
enire a.quae. urna con. o numere > 1,314. eoetendo 31
covadot c ires uuarUt; urna dlla.de algodSo lino, tem
n. c? c la abena, com 44 covados, poucomalsou
SS umleslo de urna dita tamben, de algodao com
18 a JO covados ; urna ou duat pecat de teda "rulba-
dae.ii papel br.nco; 18 chapee. Je mola, sendo de me-
rino branco e entre c.le. alguns de dito preto olio di-
tos de palha da llalla finos e de copa alta ; 70 a.80 d lo.
do Cali IV rs. r,n cobre e 6j '_ e.n.edn.M. M*
'/
Avisos diversos.
= O.b.lxo ai.ignado, relirando-se para a cidade do
Porto a tratar da tua saude, e nao podendo pessoalmcn-
le despedir-se de lodos os amigos, o fas pelo presente
annuncio.oOereccndolhesseu limitado prestimo naque!
la cidade. Joo (jomes.
Amonio Soares Coulinho relira-se para Portugal.
>.- O eterivao da irmandadedo S..-Bom-Jetu.-das-Cha-
gat convida a todos ot irmaos que quizerem pagar o.
,f ni annuaea.que e.tao devrndo, que queiram compa-
recer no dia da fe.taque ter lugar no dia 15 do corren-
te, e tragam o. teut quadernos para levarem suat pa-
Flcou trantferida para ho|e im'prtterlvelmente a ar-
rematacao dos objectot de arinaxeni de assucar e mais
ija praca
"leve ar-
des*, objeco, outro mullo, de menor valer eahjun.
., pedliore.V ou.o.ele .. *t*&g"S**3Zt-
m (IO' nucr net.oa nue de tal roubo der noticia, ou quem to
IOOO r'en, offereciSo, alguns do. referido, ohjeclos. o favor de
40,000
40,000
40.000
40.000
40,000
movis do fahido'Pedro Alea.odrino Guinea cjaja praja
r n. ra do Apollo, onde o dito Goaae te
0 beneficiado tem a honra de annunclar ao re.pelta-
1 publico que a companhia do circo americano tem
itldo do Sr. Santa-Ro.a o theatro d* San-Franci.co
uara abl ser levada terna ulna repre.entaco extraor-
(n.iia'em seu beneficio, composta dos niel Mores
JOGOS ATULETICOS,
HTM MSTICOS
e M
pantomimos jocoso, ** JfM
pelet tenhore. da companhia ; e ( _
APIIECIAVEIS MOD1NHAS,
entre ellas
A QUITANDEIRA JJA BAHA,
pelo exencionado Sr. Sanla-Bo.a.
Para cotepleto ratreleniucnlo dos espectadores, appa-
recer em scena
O MACACO AFRICANO,
q ur far admiraveis habilidades.
O espectculo comecar t 8 hora! e taea, endo
programma dos traballiot annuclado pelot cartaiet.
ter luga
Detappareceu. no da 5 do corrente, do engenbo
Ucboa um burro'casianho escuro, um pouco velho, na-
neo de um quarto, lendo ja caDeca o ferro O. de Un
lado, alguma. marcat de esfera, e ajtjji o'ho urna bell-
de : quem o adiar queira lvalo aevmcsiiio engenho,
que ser aje compensa*. HL. j n j a
H .. tl.r.vilhado fiqei quando II ajwr.o de 9 do cor-
rente, onde deparel com um elogio, fe.to a direccao da
sociedade II. T cerdada com o%namenlo da sociedade
l-hllo-Dradatica. j.ry.Nesle i-undo ha cousas que seipa-
recem com seu dono. Stt >or afore "compen.o,ur.
jrS no fim de 13 dias foi je o autor acabou de llie lo-
mar o gosto. O California.
- Joaquim Dinli Pcreir. Cavalcante, morador no bec-
^o do C.rcereiro, avisa as pessoas que teem em seu po-
der penboresdeouro e prau.que foi roubado em a noi-
te d dia 7 do corrente, como he publico e notorio, e por
Isso nao pode retponder pelo.resultado do crime dos
eu, oubaoere.: e para que nlttgue.wle chame a Igno-
rancia/faz o presente annuncio em globo, e abaixo men-
ciona : urna faca apparclhada de prata, tres volt.s de
collar com um.cruz, um. v.r. de ratea "".. K
res de brinco, com diamante, um dito lP""y;
par de rozela. com pedra. de diamante., tre. botj.de
bertura, tres pare de belct de puuho, u.n par de fivel-
r. de suspensorio, ulna flvella de coz de caifa, e em dl-
nhelro 185/ r..; roubo este fello na cata 11. 2.
L Alug.-te urna casa terrea na ra do P^re-Florian-
no, n. 4.: a tratar na ra larga do Rotarlo, u. 39. tegun-
do andar.
- Leedo um aanunclo publicado no Diario de Ftraat-
buso de 8 do corrente, no qual se di qna casa da ra
. ntonio
Antonio Henrique llndriguet
Amonio Pereira Lopet
Antonio Jos de Sequelra
Bernardo Jota da Silva Guimaraes
Bernardo deOliveiraMello
Bernardlno Jos da Silva
Candido Alberto Sodr da Molla
Claudino Salvador Pereira Braga
Cnclano do Reg Totcano
Domingos Jos Pereira d Cosa
Domingos Alves Matheus
Domingos Rodrigues de And/ade
Elias Ignacio Je Oliveira
Francisco Custodio deSampalo
Francisco Goncalvc da Silva Pereira
Francisco Moreira Pinto Barbota
Francisco Antonio Crrela l ardozo.
Francisco Jos de Mello .
Francisco do llego alelrrllet
Francisco* Paula Pereira
G.iillicrniejreda/Ico de Souza Carvalho
Henrique Us da Cunha
Jos Ooncalves Braga
Joao Doaninguet Ramot
Joao Cyrillo de Souza Carneiro
Joo Jos da Cunha Lages
Joi Comes Moreira
Joo Marque Crrela
Joao da Silva Boa-VItla
Jos remandes Povoas.
Jos Loureifco Goncalvet
Jaclntho do Reg Melrellet
Jos llibeira Pautes
denunciar a autortd.de policUl oua .eu dono, que era
gencrotaincnle recompeutada.
- Furtaram um relogio patente inglez bordado ,
do terceiro andar da ra da Cruz, n. 9, no da 5 do
40,000corrente. Roga-o a qualquer pesso. 1"emni"r'
40 000 ferecido ou que lenha noticia do mesmo, que par-
40.000 ucipe na dita casa, que sera recompensad, ou
40,000 Lpprelieiida-o ale que se verifiqese he o n'csmo.
40.1KK) .. Nosjiiudacapellinha do Mondego, lugar pu-
MI Mico ,he commodos altse baixos, ra e.Ub-
*),00' lecimetilos de pad.rias: a tral.r no moamo .lio.
40,000
40,000
40.000
40,000
40,000
Offercco-se urna ama para cozinhar e ensaboar
em urna casa de pouca familia, e que eja capaz:
na ra das Flores, n. 7.
ra das llores, 11. t. ci.j
.. Aluga-se um sitio entre o Manguinhoe Soleda-
40,0001 d0 na esltada nova queutravossa pelo Tundo do si-
1 lio do Gadaull, coa boa casa de viventfa mu.to as-,
" ciad, e Torrada de papel estriban., mu.to. arvo-
redos de Tracto de tod.s as qu.l.d.des :& .^tr.Ur na
Joiio Jo. d Pelva
Julio Jos Lopes
Lsijrenco Lttek das Nev.
Manoel Calda Brrelo
Manoel Ferreira da Silva Tarro.o
Manoel Ignacio Pinheiro Jnior
Manoel Francisco de Souza Santos
Manoel Goncalves de Oliveira
Manoel Lult Yt ira
Manuel Alves Carduzo
Manoel Francisco Arruda
Manoel Joaquim Goncalves e Silva
-.noel Jote de S Araujo
Manoel Ignacio de Oliveira Jnior
Kodrlgo da Costa Carvalho
cbastio Jos de Oliveira
Salustiano de AquInoFericira
Vicente l ardozo A|fl
-

40.000
40,000
40.000
40.000
40,000
40,000
40.003
40.000
40.000
40,000
40,000
40,000
40,000
40.00Q
40,000
40,000
40,000
40,000
40,000
40,000
40,000
40,000
40.000
4ii. 000
40,000
40,000
40,000
40,000
10,000
40 000
40,000
40,000
40,000
40,000
40,000
40.000
40,000
40,000
40,000
40,000
40,000
40,000
40,000
40,009
40,-000
ru Nova, armazem do trastos,
S"~-- AhJga-se o segundo andar do sobrado da ra do
Caldeirciro : a tratar no pateo do Carmo n. 9, se-
gU~dQuematrver um oculo de ver ao louge em meio
uso que seja muito bom e o queira vender, dirja-
se a largo do Corpo-Sanlo casa da esquina da ra
ii.i Tdrres, lorceiro andar.
-Manoel Joaquim Pascoal Rmos continu rece-
lar oscrvos porcommaafloparaosvenderporcon-
a de seus senhores: quem de seu prestimo se qui-
zer ulilisar, dirija-se a ra do Collegio n. 2t, 1.
'"--^'recisa-se de um r.paz portuguez, par apren-
der a relinar assucar, ou que ja saiba : aasegura-so
bom ordenado : quem esliver nest.s c.rcum.Un-
C"Zg.-seum preto par. cas. eatr.ngeir. por
ser mu"odiligente'e saber bem comprar na ra :
mi larco do Corpo-Santo, n. 25. *
" .. N. ra do Trapiche, n. preciaa-ae de urna
,m." D* Paulina H. J Gomes segu para a Europa,
levandoemsua companhia seu filho menor, de*
annos.de non Alberto Guilberme.e sua criada Anua
Margarida.
_- Piccita-ie alugar um litio parto da praca. que te-
ha batuntet p. de l.rangelra, e de oulr. ervore ae
fruclo; .ssim como patio para 4 a 5 v.cca. de le.le
quem liver ennuncle, ou dlrija-te a ra Augus, ue
fronte da casa n. 17. .
Na botica da Viuva Cunha, praca
da Ba-Visla, precisa-se de um hbil
pharniaceutico.
=. Ha quinte para vlnle dia. fuglo um --
de non,? Ben.o. de 20 .uno. pouc.J^Xo" cincel-
ra regular, grotto do corpo,
orticialde olelro
Soninia ^m^m^r, toV*
Recife, 27 de malo de 1840. Francisco Joo is Uarroi,
ex-thetoureiro. ,
-- Aluga-se urna casa terrea na Iravessa
s n. 8 : a trat.rna ra largado Rozarlo,.. -|lfrMeniar u.^- --; af&a* _
gundo andar. mente '0''ri"unu7,n.I ara servio de urna... de
--OSr tenenteBemardoJofda Gra. temumal = Precitadeu.m.ajn^ ^ (bttbtit0t
carta 1 praca Ua Independencia, linaria ns. 6 e 8. | pouca fr-Uia. o. ruaua
t .-,..; ,,,.,.
, o.
^______ ^i


,M
Na ra de Agoas-Verdes, sobrado de .um andar
n. 16, fazem bolos de S -Antonioearmam-se ban-
deas de diversas qualidades : tambera se engomma
e lava-se, a 80 rs. a peca..
--Precisa-se dealguus ofliciaes de funileiro : na
praga da Independencia, n. 27.
Jos Antonio da Silva Grillo contina a morar
na ra do Amorim, n. 39, segundo andar, onde faz e
coneeru instrumentos maritimos, demarca trras e
tira plantas, etc. Dita casa tem taboleta.e nds fundos,
na ra de Moda tem um oitantc : quem de seu pres-
talo precisa.ro pode procurar a qualquer hora.
--0 abaixo assignado, leudo o Diario n. 123 de*
do corrente, encontrn um annuncio do seu pai
Francisco das Chagas e Freitas, declarando ao pu-
blico que ninguem contrate negocio algn com sua
mulher, o ra.1 do annunciante e bem assim co.m
elle sobre urna casa sita na ra e Agoas-Verdes,
n. 54: o annunciante declara ao respeitavol publi-
co que seu pai nada tem com a referida casa porque
o titulo dellafoi passado a sua mfli como alimentos
para ella e seus herviros, sem quo alguma outra
pessoa Inlervenha posse nella por consoguinte na-
da tem o pai do annunciante com a referida cas, e
a seu lempo mostrara o titulo que tem em virtudc
do qual so o annunciante sua mili o mais heideiros
he quem pdem disprdella; titulo esto passado por
scuav, prevenindo o grande mu que podesse cau-
sar, como tem causado, seu pai a sua familia, o que
lie publico portanlo, o annunciante e mais Irer-
deiros he quo estilo disposlos a anullar qualquer tra-
to que fizereni com seu pai.pois elles so os legtimos
senhores opossuidores, e por isso silo oa que pdem
dispr da dita casa. Marcellino Francisco dai Cha-
gas.
I'recisa-se alugar um escravo para tratar do um
pequeo sitio perto da praga : qucmotiver, dirja-
se a ra da Cadeia do Recife, n. 52.
~ Precisa-se liquidar coplas e anda restam para
se vender 18 taboas de assoalho de amasjello, as
quaesse d.lo pelo diminuto prego de. 50,000 rs. : na
ra da Praia, n. 85 ou as Cinco-l'onlas n. 32 ;
bem como um terreno no principio do Aterro, en-
tre a matriz nova e a fabrica de vinagre, e urna casa
nos Afogados na ra do Motocolomli, n. 16 : ludo
a tratar as Cinco-I'ontas, n. 32.
D. Mara Joaquina Machado embarca para fra
* da provincia o leu escravo Manoel.
Arreudir-se o engenho Vinagre na frcguezia'
de Iguarassu', de multo boa producgSo e que p-
de-se safrejarannnalmonte quatro mil p.1os de as-
sucar com cercado bastmile grande, e que acha-se
moeflle e corrente: quem oprelendor dirjase a ra
da Gloria, n. 70.
--Aluga-se un moleque bom cozinbeiro o qual
tem servido em casas eslrangeiras : atrs do thea-
tro, ns. 16 o 18.
ASSASSINATO HORROROSO!
D. Francisca da Cimba liandeira de Mello viuva
do Burgos, e seus lillios pedcm encarecidamente
sos Srs. delegados e todas as outras autoridades po-
liciaes, capililes de campo c pessoas particulares, a
apprehepsflo de dousdeseus escravos que, em o seu
engcnhd Agoas-Claras do L'rucu' da frcguezia de S.-
AnUlo, dirigiram-se a casa d seu administrador., o
Portuguoz lloroingos de Oliveira e all achando-o
dormindo assassinaram-nocom urna foucedando-lhe
um s golpe na testa, de maneira quo alirirain-na.
Este brbaro acontecimento teve lugar no dia 26 do
maio do corrente em alta noite, e assim que per-
petiaram esse crim evadiram-se ; e como os aiinuti-
ciantes querem os entregar aos tribunaes de jus-
tiga para devidamente seren sentenciados, fazein o
presente seguindo este outro.
200,000 rs.
I)-se esta quantia de gralificac,.1o a quem levar ao
engenho Agoas-Claras, de Uruc da viuva do Bur-
gos, ou nesta praga, no pateo do (armo, n. 18, se-
cundo andar, a Antonio Carlos l'ereira do Burgos
l'iuicede l.eon.os dous escravos seguintes que fu-
giram uosdiassabbado para domingo, 26 a 27 do
frrenlo : Vicente, pardo, de 26 annos, de altura
regular cabellos crcscidos e carapinbados testa
sobresabida olhos pegenos, nariz chato, tomador
de tabaco de caco rosto descarnado o com espi-
nlias, sem nenliuma barba; levou 1 camisa do mada-
pohlo nina calca de casimira usada, urna jaqueta de
bretanha, um bonete de velludo azul ja usado um
chapeo de palli, um dito de pello preto : Joaquim,
crioulo bastante preto, de 38 anuos, alto secco ,
cara pequea, bem barbado ; tem ocoslumo de le-
vara mflo a barba; lie gago; andar comnassado;
dizem ter mfia em Pajah-de-Flores ; foi escravo do
capillo Leandro Bandeira de Moura doApody, o
qual se acba pre.seiiteiiientc na venera do S -Anillo,
e tetn um sitio om Cravat ; presume-se terem par-
tido para o Apody onda lia muilos prenles do di-
to Mour ; cpmquaiito o primeiro andasscscmpie em
viagens dos seilOesdo sul ao pocnle, com os cobra-
dores desta casa : este ultimo escravo levou um cha-
peo preto de pello e outro de couro, duas jaquetas
brancas, 1 caiga do brim pardo 1 dita de riscudo t
camisa de niadapolo, duas ditas de algodlo da lar-
ra e ceroulas. Roga-se a vigilancia nestes dous es-
cravos que viudo com multa brevidade, serSo gra-
tificados ainda com mais do que se oOTerece.
O Dr. 31 ti I le r mudou-se da osa n
38 da ra da Cruz para a de u. i5 da
inesniania, segundo andar, aonde as pes-
soas que despjaai consuita-lo o achanto
lodos os das em casa, das 10 horas da
manliaa at o meio-dia.
O padre Francisco Joao de Azevc*
do participa aos paisdeseus alumnos que
inudou o seu domicilio da ra larga do
itozariopara o segundo sobrado do ce
do llamos, aonde contina a ensiuar,
alm de primeitas lctlras, os preparato-
rios Idtim, francez e geomelria ; e tendo
a casa para onde se passousuilicientescom-
modos, olTerece tambem a quem convicr
o su zelo c csorcos teudentcs ao bom
tratsmeuto e progresso dos alumnos iu-
lerno's quefrem confiados suadireccao.
= O bacharei Christovio Xavier Lopesadvoga, nesta
cidade, Unto no elvet cmo no criine : as pessoas <|ue
do teu pre.timo se quliervfo utilisar, o podt-rau procu-
rar na ra da Aurora, n. 4.
O Sr. acadmico
Fernando Candido de Alviar queir* dirigir-* ra
da Wadre-de-Ueos n. 3, terceiro andar, parase
i lbeeulregar urna carta de importancia, viuda do
Maranhao.
Precisa-se arrendar um engenho V
assucar, em urna das freguetias do sul
desU provincia, preferindo-se o que fr
mais perto desta praca ; a tratar com o
rendeiro do engenho lidio-Monte da fre-
guetia de N -S -da-Escada, o Sr. Virgi-
nio Barboza da Silva, ou com Gunha &
Amorim, na ra da Cadcia-do-Becife,
n. 5o.

Roga-se s autoridades policiaes,
coinmandautes de destacamentos, ca-
tes de campo, e a qualquer pessoa, lia
jam de &ppreheniler o moleque Benedic-
to, crioulo, que desappareceu no dia 11
do mei prximo passado, o qual tem os
signaes seguintes : preto, de altura regu-
lar, tem 18 annos de idade, secco do cor-
po, rosto comprido, ollios grandes e um
lano vermelhos ; na palma (Jamao es-
querda lern urna costura, proveniente de
um tumor : consta qu o dito escravo foi
encontrado adianlc de Santo-AnlSo, em
um comboi qtieia pra Garuar; por is-
so recommenda-se a quabjuer pessoa des-
te lugar, ou de outro qualquer, que o ap
prehenda e leve-o a ra Vellia, n. >.(>,
quesera generosamente recompensada.
l'rancisco Jos da Silva Araujo.
--Alugam-see vendem-sabichas hamburguozas :
na ra das Crozas, n. 40.
Sabbado, 9 do crreme, ter lugar a praca des ob-
jectos penhorados ao fallido Pedro Alexanrino Go-
mes, no niesino ariuaein onde se achain recolhidos os
referidos movis; tendo lugar arremataco a nina ho-
ra da tarde, em presenta do Illm.Sr. Or.juiz niuuicipal
da segunda vara.
O abaixo assignado faz publico que de seu poder
desapparecci-am dous eseravos, -um de noine Amaro,
baixo, barbado, do genlio de Angola e reforcado do cor-
po; e oulro de noiue Joiio Gabao, do genlio, de media-
na estatura e reforcado : os quaea, Ihe cousla, acliam-se
ocultos, e por isso protesta contra quem os tem oculta-
dos de haver perdas e dainuos e usar com lodo o ri-
gor das Iris ; assim como roga a todas as autoridades
policiaes, capilla* de campo ou qualquer pessoa que os
aprehendan!, c levem os a ra da Seuzalla-Vclha, n. 70,
que, exigiudo recompensa, seriio generosamente recom-
pensados. .Ihiiiii'u UemardrFtrreira.
J|CII APEOS DESOL
Ra do Passeio, n. 5
Oh! que peiincha para o amavel e respoitavel pu-
blico : novas sedas da mnlhor qualidade que se po-
de fabricar, por seicm de incommenda e da melhor
fabrica do Franca, recebidas agora.
O fabricante deste ostahcleciiuento adverte ao res-
petavel publico desta cidade que elle possue pre-
sentemente um rico sortimenlo do chapeos de sol,
assim como chapeos deso de seda furta-cres, dos
mais ricos que teetn apparecido nesto mercado, e de
cores couhecidas ; ditos para senhoras de.bom lom,
adamascados, lavrados.com suas competentes fran-
jas de retroz, ludo que tem do n.ais moderno e do
melhor goslo ; um completo sortimenla de chapeos
de sol de panninho de lodBS as cores' e de lodos os
tamanhos, para homens, senh'oras e meninos: ha
laniliMii igual sort i ment de fazendas para cobrir ar-
macOes, tanto de sedas de cores, como de panninho;
trancados e lisos unilatido seda. Adverte-se que os
freguezes serSo servidos com brevidade, e se aclia-
rao salisfuilos da boa qualidade, do bom goslo e do
bom preco.
Impe ial fcibrica do rap na-
cional
Tfl IS H A-DAS \ NTA-CR UZ.
^ ra da Cruz n. 63, primeiro andar deposito
geral do rap Andarahy Imperial o l'rinceza do llio-
lo-Janeiro da fabrica do commendador Joo l'erei-
ra de Andrade acaba de chegar o novo rap da Ter-
ra-da-Santa-Cruz.
Ilrasileiros .' lie j lempo de nos irmos emanci-
iniiulo da vergoulioss nela das fabricas estrangei-
ras cojos preprietarios Iransferem annualmente
para as suas respectivas patrias muilos milliOes do
cruzados, que nunca mais voltam ao Brasil a n3o so-
rom empregados cm quincalharias, que novamente
sorvam os melaes preciosos da nossa boa-terra.
Para que esto abetiQoado torran lloreca e prospere
he misler que leiihamos a vjrlude do pairiotismo c
que mostremos ao mundo inteiro quo os Brasileiros
em nada silo inferiores s mais abalizadas (naques
do universo.
Kxperimen'ai o rape nacional denominado Terra-
da-Sanla-Cruz, Icito com o maior esmero imagina-
vel, e no fabrico do qual se emprega a maior por-
cao possivel de productos brasileiros
Fazoi uso- constante do tape Terra-da-Santa-Cruz,
fabricado com drogas cuidadosamente cscolhidas e
sadius : o economisareis dinheiro a vos meamos e ao
nossopaiz; e evitsreis muilos suiTriinenlos pois
le ambos os sexos, de 10 a 30 annos : na ra do Col-
egio, n. 3.
Compra-seo quarto volume do Panorama: no
pateo do Carme, venda n. 1.
- Compra-se um carro de quatro ro-
das, ou cabriol, que esteja em bom
uso : na ra do Crespo, n. g.
Vendas.
nunca a amhicilo do lucro far com que na prepara-
clodelle se empreguem drogas quo, einhora agra-
dareis ao olfalo como a flor de espoogeira o outras ;
silo todava p^niciosissimas, s3o uV veneno.
De cada cidadOo brasileiro provas do* civismo pro-
prio de coracOes nobres c elevados como s.1o os nos-
sos, e o Brasil allingir brevemente ao grao de pros-
peridado u opulencia a que o chama a Providencia.
Coutiiia-se a vender em diversas lojas desta cida-
de pelo nicsmo preco por que se vende o rap meu-
ron.
mm
'Compras.
de boa
ra do
conducta
Crespo, n.
ComprlWum preto moco,
equeseja pMo
8 terceiro andar.
'--Na ra Nava, n. :n, Hbuma espada das
que actualmente usa Iciaes de cacadores.
t;mpra-sc ums pi i^tacas de 8 palmos
de.coniprimetilo urna | IrHu de varas para cercar
um sitio, sendo ludo de boa qualidaJo : Irs do
llicalro, ns. fro f^fl
C'impram-se 800 garrafas peqnenas, e tambera
potes de tinta : ludo vasio: na ra larga do Hoza-
no n. 2.
Compram-se, para urna cucommenda, escravos
A ella, freg-uezes.
Vende-se, por preQO com modo una cabra ( bi-
cho) com duas crias muito mansas, com muilo
bom leite e boa criadeira de- enancas: na rut de S.-
Goncalo, n. 14. ^k^ '
-- Ven le-se muil superfP Ra de carnauba : na
ra da Moda n. 11, a fallar com Silva & Grillo.
Vendem-se 250 couros de cabra, por muito com-
modo preco : na ra larga do Rozario, loja de miu-
dezas n 26.
PHARMACIA FRANCEZA.
Xarope peitoral adorante da gomma de angico
preparada por I.uiz Botlenluit & Companhia boti-
cario chimico da escola especial de Paris.
A gomma de angico he conhecida e empregada ha
muito lempo pelos habitantes do interior do Brasil
peilo ; mas era um oslado tal de impureza conten-
do corpos estranhos, que muitas vezes, impedindo
seus effeitoa, torna va m suspei las suas propriedades,
eobrigava o doente alomar urna porgSo de mate-
rias estranhas n.1o obstante que inertes mas que
no enianto difllcultavam o seu uso. -
Hojeemfim esta gomma he por nos levada ao
mais alto grao de pureza e assim com ella prepara-
mos o nosso xarope lito agradavel e fcil de tomar
como protnpto e eflicax.nos seus resultados. Os m-
dicos desta cidade e outros muilos que tem obser-
vado seus effeitos, provam sua superioridade abso-
luta para a cura das inflammacOes do peilo, toces,
defluxes,catarros, escarros de sangue, etc.; e ap-
plicam aos seus doentes como o melhor especifico
alhojeconhecido.
Vende-se na taberna da ra da Cadeia do Recife,
n. 25, delimite do hueco-Largo a 1,000 rs. a garra-
fa acompanhada de um recuitiiario de sou autor.
. Vende-so urna escrivaniuha de prata com 32G
oilavas, a 240 is. a oitava ; um par do casticaes de
prata com 1l oitavas a 160 rs : na ra larga llozatio loja n. 20, junto a padaria do Sr. Manoel
Antonio de Jess.
Vende-se urna taberna com poucos fundos par
seu dono retirar-se para fra desta cidade : na ra
de Agoas-Verdes, n. 15.
Vende-so urna preta moga, que cozinha o dia-
rio de urna casa, cose e engomma bem : na ra de
Praia-dc-S.-llita, n 43pu 25.
Vende-se um pretode bonita figura : no becco
das Roas, aimazem de couros, n. 13.
Vendem-se 5 molequos-de 12 a 18 annos, mui-
to lindos, e com bastante pratica do servido de cam-
po ; dous escravos de nacHo de bonitas figuras; 4
escravas mugas aendo uina dellas engommadeira ;
dous oplimos pardos sendo um delles mestre pur-
gador : todos sadios e da boa conductp : na ra
llireila, n. 3.
. Vendem-se dous escravos, sendo urna preta
crioula de 18 a 20 annosaA um preto de 30 a 35 an-
nos : na ra do Queimado, loja de miudezas, n. 25.
Vende-se um moleque de 18 a 19 annos, dena-
gau Uss, de bonita figura e que he bom cozinbei-
ro: na ra da Cruz,-n. 3.
11 ua Nova n. 5,
ventle-se urna mulatinha de 14 annos, muito linda,
prupria para urna seuhora educa-la a seu gosto; urna
negrinha de 12 anuos muito linda, o que cose sof-
frivel; 3 pelas proprias para trabalhr de enxada ;
um molecole de 18 annos de boa conducta ; um
preto bom coziuheiro ; urna preta, por 300,000 rs. ,
boa veneedeira de ra.
Vende-se urna escrava de nagSo, de 24 annos,
que cozinha o diario de uina casa, laVa de sablo e
varrella, e he quilandeira : na ra da Cruz, no Re-
cife, n. 23, primeiro andar.
Vendem-se 120 ps de coqueiros, ou mesmo a
retalho, e em bom estado do so plantarem a 200 rs.
cada pe : na ra do Quoimado, n. 57.
Vendem-se caixas com velas de carnauba, de
primeira sorte ; chapeos feilos no Aracaty ; caixas
de tartaruga ; courinh'os miudos ; caixas com cha-
rutos finos, regalos de S.-Fehx superfinos e caval-
K'iros cera de carnauba de primeira sorle a reta-
lho eem barricas de 4 arrobas: na ra da Cruz, no
Recife, u. 21.
Vende-se urna por^o de taboas do louro que
Ic'iram da armacao de una loja madeira esta muito
secca e propiia para marcenen o ; dous balceseC
caixillios envidragados, proprios para qualquer lo-
ja de fazendas, miudezas, ou calcado por seren de
cores : no Aterro-da-Boa-Vista n 72.
Vendem-se chitas com algiiin molo proprias
para cscravus a 5, 6, 7, 8 c 9 vnicos e finas muito
bonitas por mais prego ; liulius grossas de novelo,
com algum suju^a li0 rs. urna quarla ; luvas finas
de pellica, a 500Ts.; lencinbos de fil do liuho, pro
prios para meninas, a400rs.; ditos do cambraia ,
com bonitas palmas, a 400 rs, ; ditos de toquim ,
com franjas, a 640 rs. ; na ra do Passeio, loja n. 17.
Vendem-se sellins inglczes e camas
de ierro : na mu da Scnzalla-nova, n. !\i.
A 1,000 rs. o corle de calcas.
Vende-se brim trancado pardo de puro linho ,
mil rs. o corle de calcas : na ra do Crespo, loia'd.
esquina que volta para a Cadeia. *
No armazem que foi do fallecido Braguez, jun-
ao arco da ConcelcSo, vedde-se um preto de bo-
e com* principios da p
nila figura muito
dira.
mogo,
9 Na loja do sobrado amarollo da ra do Quei- m
% mado, n. 29, alm de outras muitas fazendas 2
(ft finas e de gosto, vende-se merino preto inglez, S
% fazenda muito superior, a 1,100 rs. o covado ;
% panno fino de cor fixa cor de vinho, de caf
9 o verde, a 4,000 rs. o covado ; dito preto de
i lodas as qualidades e pregos; setint maco
s>f; preto, a 4,000 rs. o corto de covado o quarta ;
% dita muito superior, a 5,000 rs.; guardanapos
% de puro linho, a 12,000 rs. aduzia; atoaihado
de linho puro com oito a nove palmos de lar-.
gura a 4,000 r. a rara ; lencos brancos de
cambraia de linho para hornera e senhora a
800, 1,000, 1,280 e 1,000 rs.
Rap rlao francf z.
Vende-seo superior rohlo francez : as lojas don
Srs. Caelano l.uz Ferreira no Aterro-da-Boa-Vista,
n. 46i Mhmaz de Mattos Estima, na mesma ra, n.
4; Francisco Joaquim Duarte, na ra do Cabuga
Pinto Irmitos, na ra da Cadeia do Recifej n. 1.
Vende-se um gamilo por prego comrrrodo : na
ra da Praia dcfronleda ribeirado peixe, ns. 9e II.
-- Vondem-se 4 escravas mogas com algumas ha-
bilidades ; u m lindo moleco de nago, deis annos ;^J
um preto de 25 annos, perito ofllcial de pedreiro;4
escravos, ptimos para o trabalho de campo: na
ra das Larangeiras n. 14, segundo andar. ,
Vende-se superior vinho da Madeira, em larris:
no caes da Alfaodega armay.em do Bacelar.
Vende-se par preco mullo coiniuodo umjogode ro-
das para earroca, sendo iluaa grande* e duas pequeas,
novas, e acabadas uestes das : na ra da Cloria, nume-
ro 93.
Na ruada Cruz, no Recife, arniaiem n. 13, vandein-
sc bandelras uacionacs de lindas cores de lodos os la-
nanrioa.
Vende-se urna negrinba moca sem
vicios nem acbaques, de idade de n an-
uos, pouco mais ou menos: quem a pre-
tender dirijase o ra do Gabug, loja de
miudezas, u. i I).
Vendem-se palitos de denles, de superior qualidade
c enfeitados, a ."mu rs. por inllheiro; na ra da Madre-
de lieos, arma/.cui n. 20, defronte da igreja.
Escravos Fgidos
Chocolate amargo de musgo
islndico, ou thcSouro do pe-
to, preparado por Mr. *l. G, C.
A tosso, estadoaoga to commum quando descui-
dada to graves silo suas consequencias quanlo pa-
rece ligeiraem seu principio 13o matadora por si
s como todas aa odlras doengas que consomem a
especie humana nao india para combale-la e des-
trui-la um medicamenlo especial e nico. Todas
pastilbase xaropesquo leem apparecido al boj
teem sido impotente*
Nao tem acontecido isto cora o chocolate de mus-
go. O principio que forma a sua ba principal oiTe-
reaa propriedades incontcstaveis e reconhecidas de-
pois de muito lempo, e ninguem ignora os felices re-
sultados da sua applicago em toJas as phleugma-
sias agudas ou chronicas do pulmSo affecges do
peito, phtystca, defluxos, toces, ele. para dar lom
ao estomago, abrir a vontade de comer, conservar j
asgengivas eo bomalito, mataras lombrigas, prin-
cipalmente as enancas. Vende-t nicamente na
ra do Queimado, n. 17. I
Fuglo um escravo crioulo com os signaes seguintes :
altura regular,'cor preta, barbado e bem fallante; tem
n'uina das orelhaa um lobiuho, e chaina-se lzidro: quem
o pegar leve-o a casa de Domingos Caldas Pires Ferrel-
ra, que generosamente recompensar.
Fuglo, no dia primeiro do corrente da cidade
de Oh tola o cabra Jos escravo do abaixo assig-
nado com os signaes seguintes : de 14 a 15 annos ,
cabello piebaim e um pouco crescido ; levou caigas
de casimira branca j vellias e camisa de riscado
azul; no dia 6 foi preso na estrada do Cabo, porm
consoguio evadir-sedos Afogados ; be provavel que
tenha seguido a mesma estrada, por ter sido de Una:
quem o pegar leve-o ra Nova, n. 53, que ser
recompensado generosamente. t Fiipp* di
Souza Ltio.
Aviso aos Srs. capitilesde campo o autoridades.
Fugio, no dia 18 de novembro prximo passado,
um escravo de nome Dionizio, crioulo de estatura
regular, delgado do corpo, cor preta com marcas
de boxigaspelo ros^u,; lom muitas cicalrzes de f-
rulas, em um dos bracas j de muito lempo; lie ofllcial
dopadeiro, por isso tem rias^ostas das nulos, em
o lugar da junta dos dedos, calos de amassarjlem
algumas marcas de chiclo pelas costas; talvez se
queira intitular de forro, por ser muito ladino ; eos-
toma mudar o nome quando foge ; consta que foi
apprehcmlido no engenho Caga-Fogo, e d'ahi lor-
nou a fugir com outro da mesma fabrica. DSo-se 50/
rs. de gralilicagSo a quem o levar, ou delle der no-
ticia cerla, na ra da S.-Cruz, n. 24.
Fugio una preta de n.igio, de nome Ca(harina:
representa ter 40 a 50 annos; baixa, delgada do cor-
po ; tem una peina mais grossa pouco do que a
outra olhos um pouco vermelhos ; levou vestido de
algodiio azul ja desbotado, ssia de lila, panno da
Cosa e sem camisa ; be bastante.falladera e muito
conhecida por andar vendendo agoa. j ha annos per'
losbairrosde S.-Jos e S.-Antonio, pelo que tem
um grande calo na cabega em cujo lugar nao tem
cabello ; quasi sempreanda bebada cuja -behedei-
ra I lio d para fallar muito : quem a pegar leve-a i
ra de S.-Thereza n. 10 que ser gratificado. Ad-
verle-se^iie ha toda a certeza que ella anda nics-
nio dentro desta cidade, ou pelos suburbios dclla.
Fugio, no domingo, 27 do passado, o cabra
Joilo ;^e baixo, reforgado do corpo ; lem pouca
barba gaforina alta, urna orclha Turada e o dedo
grande do p diieilo cortado; levou camisa de ma-
dapoln, caigas brancas de brim; lambem usa da
camisa branca com vivos azues no collerinbo e pu-
nlios, c caigas de chila decollar: quem o pegar le-
ve-o ao Aterro-da-Boa-Vista, n. 24, que ser grati-
ficado.
Fugio, na noite de 18 de maio, de bordo do bri-
guo Felii-ilnito, o escravo marinbeiro, de nome Jo-
s de nago Nag de viole e tantea anuos, de
bonita figura corpo regular ; levou calcas de bae-
lilo preto camisa de chita de cor. Ilecommenila-
sea todas as autoridades policiaes e capules de
campo a sua captura pois quem o levar a bordo do
dito brjgue fundeado dfrbnte do l'assefo-l'blico,
oua ra da Cadeia n. 39, om casa de Amorim tr-
aer recompensado.
Fugio, no dia 3 do correle, o preto Oiogo,
agio Congo de 98 a 30 annos cheio do corpo ;
lio bastante descansado no andar ; lem urna cicatriz
que principia da lace al junio a orolha esquerda a
na direita lem uina falla que principia do maio do
circo para cima ; levou camisa e ceroulas de algodo
da trra. Roga-se a lodis as autoridades policiaes e
pessoas particulares, que o apprehendain e levein-
no a ra larga do llozatio, padaria n. 18, que sero
gratificados generosamente.
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*> drtsgfl
-*&;
PERN. : NA TP. DE H. F. DE FAMA
1849
MUTILADO


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