Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06564


This item is only available as the following downloads:


Full Text
'
AJNO XXXIII N 100
Por 5 mezes adiantados 4,S'000.
Por 3 mezes vencidos 4$500.
DIARIO
1)1 IMA FEIRV 16 DE JIMIO DE 18.J7
Por anuo adiantado l.ii'OOO.
Porte franco para o subscriptor.
MBUCO
ENCAHRKGADOS DA SIJBSCRIPCAO DO NORTE.
Panhiba, o 8r. Joo Rodolpho Gome*; Natal, o Sr. Joaquina
1'Pereira Jnior ; Ararat;, o Sr. A. de Limo Braga; Cu-
ra*, o Sr. J. Jos do Oliveira ; Maranbao, o Sr. Joaquim Mar-
qnr* Rodrigues; Plauby o Sr. Jos Joaquim Avelino ; Pa-
ra, o Sr. Juatino J. Kamoi ; Amazonas, o Sr. Jernimo da
Coila.
PARTIDA DOS CORBEIOS.
Olind* : Indos os dias, aaOa m.'in liorna do da.
Manase', Coima e arahitm: au Kfaaib......Uu-foirii.
S. And... ni.-rr.... Itonilj, Caru.iru'. .xlliiit... .- Geranhua*: na
S. Loareaeo, P4* d'Alho. >aiarc.ti, taire..ai... atraa., Pc-ilucira
Piona, Villa-Helia, lloa-V,i., Ourlcnr. a En', na.,uaru-l. i..
Cabo, Ipnjoca. herinhicu, llin Formo*., Ina, Baireiro-, Aiiiu-Preta. Pi-
mrnleirase .\utal : quinlan-leiraa.
Tedos ot COriaiM parlera a* 10 horas da llUl
urea tdta.
Ingaaeira,
AUDIENCIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quinlas.
Relacao : tercas feras e sabbados.
Fazenda : quartaa e sabbados ai 10 horas.
Juizo do commercio : segundaa as 10 horas e quintas ao meio dia.
Juno de orphaos ; segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel : segundea eseitasao meio dia.
Segunda vara do civel uartas e sabbados ao meio dia.
EPBEMEBIDES DO HEZ DE JILHO.
7 La cheia as 4 horas e 2i minutos da manhaa.
14 Quarlo minguante ai 10 horas e 87 minutos da manhaa.
21 La nova as 3 horas e 53 minutos da manhaa.
-S Quauo crocante as 6 horas e 55 minuto da tarde.
PREA.MAR DE HOJE.
Primeira as 11 horas e 42 minutoi da manhaa.
Segunda as 12 horas e 6 minutos da tarde.
EXTERIOR.
Le-ie o siguile no "Journal des Debis :
Ha seii mezei fizemoi a revista dos casamento
que se prepararan] entra priocipe a princezai per-
lencenle* is casia soberanas da Europa, e assignala-
mos aquella ein que roais te faltava desde moito
lempo,o do principe Frederico Guilherme da Pru-
na e da priiicea Victoria, piinceza real da I n.; I a -
tetra, fllia maii velha da rainha Victoria. Este ca-
samento o annoncia lo olticialmente por ama men-
sagem da rainha ai duas cmaras do parlamento,
na setiflo de 18 de maio. A mansagem foi ipre-eu-
tada cmara dos lordi pelo lord chanceler, e por
lord l'almerstoa cmara dos comimius. Cumprtra
ver om inleresse politicn mi ao menos um pei.sa-
mento poltico ueste calamento '.' Ha poacoi dial
negavmn islo geralmente na llemanha, onde veem
cora certa desconfianza a umau que vai aproximar as
duas familias reaes da Graa-lirelanha eda Prussia.
E en aqoi em que termos ae exprima a esle respai-
lo uina correspondencia de Borlim ordinariamente
hem informada : estao geralmente de accordo a
nao dar grande importancia poltica ao calamento
do principe Frederico Guilherme com a princeza
real da Inglaterra, tanto maii quinto a Inglaterra
ha sempre tido em pouca conla os lerna de familia
da loa caa real quando te trata dos seos interesses
polticos e commerciaes. Mas, mesmo na Alleraa-
nli.i, ja ntngaem nega o alvo poltico do casamento,
desde que se couhpcem as declararse* feitas por
lord Palmarston ante a cmara dos communs no
momento em qoe apresenlava a e-ta cmara a raen-
lagem da rainha. Lord Palmerston pronuncioa am
discurso em que ae obervoa a paisagem seguinle :
Indapandente da felicidade qoe proroeltem
princeza real as alias qualidades do principe que
lia escolhen para esposo, eile casamento da In-
glaterra, sob o aspecto politicn, esperan;.- qoe me-
recen a allericflo da cmara. Todos sabemos qoan-
to k olliancas de familia tendem a savisar as as-
peretm que de quaodo am quando reinllam neces-
aariamenle das divergencias polticas que occasio-
nalmenta lurgem entre as grandes potencia* inde-
pendentes. Este casamento pode ser considerado co-
mo devendo aperlar mais intimamente os lai;o.
de amizade entre as grandes potencias da Eu-
ropa. >
Aaiim, o gabinete britannico e-pera muilo do ca-
lamento ajnsladn entre a fillia mu- velha da rainha
Victoria e o lierdeiro do re Frederico Guilherme ;
pois jue esla casamento, que deve dar Inglaterra
grandes eoperaagn sob o aspecto poltico, far ees
sar ai divergencias qoe poderiam naicer entre a In-
glaterra e a Prussia, e formara "d rcslabelecera en-
lre as grandes polenrias da Europa es lacos m lis
streitos de orna amizade inima. Segando a lio-
goagem de lord Palmerston. este casamento nflo he
somente am negocio de allenriiea reeiprocas enlre
a duas familias, lie para a Inglaterra om srcalo
rnmideravel cujoi reaultados mo se farao esperar,
e qoe loca por varios lados fl poltica geral da Eu-
ropa.
Este casamento interessa p-cislmenlo a Alle-
manlia ; a Inglaterra perdeu sobre a llemanha a
ana anliga inlluencia, desde que os seos soberanos
ressaram de t os soberanos do reino de Hanovre.
Quando as duasroroas eatavam reun las sobre a ca-
bera do rei de Inglaterra, ele rei, na sua qualida-
dederei do Hanovre, era memhroda Hiela grrma-
nica e conslanteiuenle ein reanles com os E-lados-
nllemaes. A influencia do re de llanovra era gran
de e incole.la.I.i, porque por Iraa do principe alle-
inao via-se sempre o principe iagtoi ; e por Iraz do
Hanovre, potencia allemfla do segunda ordem, a
' ir.la-ltret.inli ., potencia europea de primeira nrdem
Durante a Diurna, guerra, a Inglaterra seaperceieu
mais de ama voz do inconveniente que lhe causaba
o seu iiolamento da llemanha. nao seria impos-
sivel que o inri lente- dcsla guerra tivessem feilo
nacer em Inglaterra o pensamenln de se aproximar
da Prussia e consolidar cein ella nina allianca pol-
tica, funda la sobre ama allianca de familia.
O rei da Prussia hoje renn-.nl.' era canhado do
imperador Nicolao, e os fngle/es os(flo convencido.
de que ella cirenmstancia ha lido para muilo na po-
ltica de Frederico Ouilherme IV. Porque rarao a
poltica de Kre lerico Guilherme V no lena um dia
mais inglez e menos rusia do qoe a da Frederico
Gailherme IV, pois que Frederico Guilherme V ae-
ra' unido a' familia real de Inglaterra como Frede-
rico Guilherme IV lia unido a' familia imperial da
Kussia '.'
O casamento do futuro rei da Prussia com a prin-
ceza real da Inglaterra, podo ter para a llemanha
a duplice eonsequencia de aproximar a Prussia d
luglaterra, substituir a' influencia da Kussia sobre a
Prussia a ioflu-ncia da Inglaterra, e fazer penetrar
a influencia ingleza no gremio da confederarlo ger-
mnica. He outra lula que a Inglaterra na prepara
a sustentar contra a Kussia, aturando a Rossia so-
bro o proprio terreno das suaa alliancas de familia.
Ve-se como lord Palmerslon leve razao para dizer
cmara dos comrauns que o caiamenlo annanctado
era felu para dar a Inglalerra eiperaiis dignas da
allenc.au da cmara.
('. imprehendeinoa mail diflicilmente qu esla ca-
samento deva aperlar intimamente os lacoa de ami-
sade enlre as grandes potencias da EoropaD ; enlre-
lanlo lord Palmortton odeclaroo a' cmara oosom
miins. ir.iis sem entrar em explicarlo algoma. Quaea
iao, pois, as grandei potencias em'que lord Palmers-
ton quiz fallar f Sera' a Franca '? Ser a Austria ?
mai urna e oolra >ao iiidiffereiitea aiconven^oes de
familia de Inglaterra a da Prmiia, e uao tem nada
a ganhar n'uma allianca poltica, intima enlre eslaa
duas potencias, que seria a eonsequencia das soa
al!' Mica- de familia ; e as cmisequeo-ias da allianca
da familia se desenvolvessera no sentido indicado por
lord Palmerston, seria nA > em proveilo da Franca
a da Inglalerra, mas em grande damno dellas. Por
oulro lado a Inglaterra nada tem que desejar do lado
da "ranr.a e da Austria ; a allianca das Ires poten-
cial asta' lao aperlada quauto ple s-lo ; foi ce-
mentada pelos (rucio- da paz, depois de ter ido
constituida no meio dos azares e perigos da guerra.
Dar-ie-ha caso que lord Palmerslon queira pelo
intermedio da Premia aproximar-se da Kussia. afim
de consolidar por meio de-la unan as vanlagens que
a Inglalerra deve a guerra do rlenle e a paz de
Pars ? He pos-ivel, e muilas pessoas o arredilan*.
Se he eite eom elleilo o pensamento secreto de lord
Palmerslon, lem razilo para contar com o concurso
activo e com o zeln da corte real da Prussia. P.iile-
- .illi'inar sem medo de engaar -se, que el-re da
Prussia tratara' com ardor de aproximar a Ingla-
terra da Kussia, no dia em qoe aemelhante appro-
\iniac.i i for possivel. A aino da l'rassia, da In-
glaterra a da Rutsia he cortamente am dos volos,
mais ardenles de el-rei da Prussia, a existe em San
Petersborgo om partido poderoso e numeroso, sem-
pre promplo a coadjuvar os esforcos de el-rei a im-
pallir para esta allian;a o imperador Allexaodre.
O resulladns qoe lord Palmerston aguarda do ca-
samento da princeza da Inglalerra com o joven
principe da Prussia sarao 13o segaros como eite mi-
nistro parece crer '? Podtra3i duvidar. O* casamen-
to* polticos nem sempre correspondem as esperan-
cas daquelles que os negociam, e as combinares
polticas de que sao o fundamento, nautragam as
mais das lew. As allanjas de familia s3o quasi
sempre sem influencia sobre a marcha dos governos,
porque sao sempre dominados pelo* interesses dos
paizes e do* pnvos. Todava, quando o* inlereises
nao estao em opposi;ao com as allianca de lamilia,
eslas allianca* preparam e facililam a* convencoes
ommerriaes e polticas ; abrem ao bom xito deslas
convncete* prnbabilidades.qiie podem ser decisivas
n'nm momento dado ; estas probabilidades, o casa-
meulo da princeza Vicloria com o princepe Frede-
rico Gailherme, a*egara-09 ao mesmo lempo a' In-
glaterra e a' Prussia.
ORHDASMOmmiS.
ron EDMUNDO ABOUT.
I
IIT8R1QR
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. S. Anacleto p. m. S. Joel e Esdras propbeUs.
14 Terca. 8. Boaventura b. card e dout.
15 i .loara. S. Camilo de Lelins, fundador.
16 Quinta. >'. Senhora do Carmo.
17 Sexta. S. Marinha v. ; s. Aleiso.
1S Sbado. S- Rufino b. e i. Frederico.
19 Domingo 7.0 Anjo Custodio do Imperio.
ENCABREGADOS DA SCBSCRICAt NO SIL
Alagues, o Sr. Claudino Falcao Das: Babia, o Sr. D. Duar
Bio de Jaueiro, o Sr. Joo Percira Marns.
EM PERXAMBL'C.
O proprieUrio da DIARIO Manoel Figueiroa de Fana na mi
vraria, praca da Independencia n. 6 e 8.
RIDEJANEIKO.
SESSAO EM 18 DE JUMIO DE 1897.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cacalcanti de
Lacerda.
A' hora do coitume, feila a chamada, arhando-se
reunido numero legal, abre-ie a esiao.
I.ida a acia da anterior, he approvada.
O Sr. Prmero Secretario 16 o seguinle parecer :
a O senado, approvando o requerimenlos de
dous de seos membrus, resolva qae foise remelli-
do a* roininissie- reunidas de nslriirrao publica
e fazenda o prujeclo otTerecido oa lenflo de 183.5,
augmentando o vencimentos qoe percebem os len-
te e mais empregadoa da escola militar da corle e
da academia de marinha, para qne as referidas
coramisaOes dessem parecer acerca da materia delle.
Entendeu a maioria das mesmas commissOes
que nao podia cumprir risa preceilo do senado sem
qae exigissem do goveruo certas informarles, as
queesforam com ell-it prestada, parte na mesma
aessao e parte na do .inno panado, discordando po-
rem dessa opiniao doui membrus della, os quaei
ollerereram om projeclo substitutivo do primitivo
impresio cora a letra C.
n Tanda porem a lei de 110 de junho de IS'iti, n.
811-2, aotorisado o governo para reformar os estatu-
tos da escola militar e de marinha, enlendem as
commisses que nenliuina resolucao te deve por or
tornar.
o Banco ; mas o projeclo de que se
traa Imite a elTecluar esse consorcio.
Ora, ser.i un e conveniente por em contado im-
modlalO e constante o goveruo com as operai;es do
Banco do Brasil-; E por venlura estar o senado
bem inrormalo do modo por que se lia de fazer
aquelle coixorcio ? Couhece-se o dote ; isto he, sa-
be-se que sao os saldos dupooiveis ansenles no
Ihesooro. Mas acaso declara o projeclo qu.il he o
moto por qui serao faias eisas transaccOei enlre o
goveruo eo Binco.' Nao.
O nobre enador pelo Kio le Janeiro expoz eslns
e outrai duvid.is. e o nobre ministro nflo as dea-faz.
Nflo explicou como polia eslabelecer-se no projeclo
as retiradas lires vista do estalulos do Banco,
que a isso se oppde quando o depsitos vencem ju-
ros. Tambam nao explicou se pretenda para o de-
psitos feitos no Banco pelo governa maiores vanla-
gens do que aquelle estabeleciinenlo eosturoa conce-
der, ou se satisfaz com a regra geral.
i He verdade que o nobre ministro diste que se o
l.nco nao podeise alguma vez sujeilar-sede promp-
lo i retirada livre de toda as qaanlias depositadas
pelo governo, este leria sempre toda a aliene lo cora
om estahelecimento qae alTecia Uo da perlo os in-
leruses do paiz, etc. Ja se ve que islo n.lo he a lei
cominum do* uniros depostos da mesma naluraza ;
ma* porque o nobre ministro nao diz bem clara-
mente o que qoer e o que nao quer ?
Assim tambera nada diz o projeclo a respeilo do*
juros que esaen saldos dispouiveis bao de vencer do
Banco. E podera adoptar nesle termos om projeclo
que vai fazer Orna verdadeira reforma no Banco do
Brasil, lera ter a esle respeilo ii.formaces cabaes f
De rerto que n3o.
Disse o orador ama verdadeira reforma e
nflo relira a expressflo ; de eerlo qae osera. Se o
governo, inlnrisado por esta resolucao, enviar para
os cofres do Banco em deposito avulladasquanliai, o
que ha de o Dancu fazer se nflo dar oulra direceflo
;is quaulias qun tem aceilado lambem em deposito,
e que muilas vezei farSo superabundar os capilaes
alem das necessidade* do eslsbelecimento *
O mesmo nolire minislro foi qoem disse que este
projeclo ia por os claras o modo por qoe o Banco
Paro do leado. 15 de junho de 1857.J. V.
Vianna.J. de Arnojo Kibeiro. Bapti.ia do Oli-
veira.M. de Atirantes___V. de Ilaboraby.
ORDEM 1)0 DIA.
Conlinaa a 1. discusaao da proposicao do senado
autorisando o governo para depositar no B.nco do
Bra-il e suas calas filiaes os saltloi disponiveis exis-
lenles no thesouio publico e as thcsouraiias pro-
vinriaes.
O Sr. Visconda de Jequilinhonba enlra com a-
canhameulo na discussao. Parecia-lhe melhnr qoe
eslas materias fossem tratadas'por esciiplu do que
em dicorsoi improvisados, nol quaps os lioi das
iJ.is lillicilmenle se conserva. Ocrorre lambem
que o discur-, proferido honl-m polo nobre sena-
dor qae encelou o dbale ( o Sr. Visconde de Ilabo-
raby ) foi Iflo illu'lrado que indi deixou a desejar.
Assun, concordando i. orador com asacas de-e
gen* .
Nao era possivel. Havia de procurar meios de
contrabalanrar os unos que desse deposilo Ibc pro-
vinhain. E seria esses meio. os prescriplos pela*
neressidades do commercio He o que o orador
depon exa-ninara'. Por nra s.i pretende provar a
tendencia das vnlas do governc para urna reforma
do Banco
Mai enlao o melhor era que o nobre minislro of-
ferecesse antes um projeclo abrangemlo todas as
sua* vnlas a que podis, como bonlem disse S.
I'.xc, levar o Boco a fazer os henelirios que ainda
nflo preslava a industria e en pala. Seria islo mais
cordato. Do contrario nao nompreheiide como se
possa adoptar om projtclo que apenas consisto em
urna medida delineada, ein nexo nem com osesla-
luloi .lo Banco, nem com a orgaiiisar.lo do proprte
(hesouro.
Rerorda-se de que o nobre minislro perg
v mas c :,r-hTU"',1era ,""f '"mrS,e P"la-|,e "'nro P"""-' Ur" ">"-oro s8 Liasse a
no'ideraonlr '"","'" u"',"^ 'OT T~ "f"""" "" "**** Tes mil conlns de
ao nobra leador pelo Rio de Janeiro, fez re,-, em olas do llancr., pagando juros de-a gran-
an discurso tal que nao poda deixar de produ-
cir sensaeflo ao senado, nao lano pelas ideal pro-
fanada* por S. Exe. qoe desde a primeira al a ul-
tima palavra do seu decurso eslrve sempre em for-
mal ronlradiccflo com o* verdaderos principios da
sciencia, como porque nao foi uulra coosa mais do
qoe urna completa declamadlo ; a foi o que prin-
cipalmente induzio o orador a nao ceder a palavra
que tinlia pedirlo contra o projeclo.
O nobre minislro pr. Banco recusava o beneficio qoe o governo pretenda
fazer-lhe. era, ou porqub o Banco iguorava os meios
de aproveitar esse beneficio, oa porque decidida-
mente queria resistir ao governo em suas vistas de
inleresse do Ihesouro. J *e v que esta aserc,3o
nao passa da mera declamarao, e devia prodazir
desagradivel effailo.
A' vina diito nao era possivel qae o orador ie
iltenlas. e,n concorrer nicamente com o sea vo-
to aymbolieo; nflo podia deixar de deia)ar tirar de
cima di i a odiosidade qne o nobre minitro pa-
receu querer lanrar sobre o discurso laminoso do
nobre senador pelo Rio de Janeiro, cora o qual o
orador est de accordo.
Alem desle molivoi, ha um ootro qne o levou a
nao ceder da palavra ; islo he, como qoe o desa-
lo rerlo pelo nulire ministro para que o orador en-
irasse na discussao, *lmplsmenle porque dva ig-
nae de approvarao a* idea* que eram enunciadas
pelo nubre senador que impugnou o projeclo.
Enlr.ndo em materia, observa que se den nma
nolevcl coincidencia enlre a apresentac.ao de um
piojecto na cmara dos depolados, autorisando o
governo para garantir empreslimos da sete aailbSea
de libra eilerlnai destinados as obras de ealradal
da farro. da um milliflo de libras ao Banco do
Brasil, c o ofTereciment no senado da proposieflo
que te discute. Esta coincidencia indica o desejn
as inlenrei que tem o goveroo de melhorar, refor-
mando, o Banco do Brasil.
O Sr. Souza Franco lernbra que i um projecto
lio do governo.
O Sr. Viiconde da Jequilinhonha suppoe que o
r! -luirlo mimbro da cmara doi depolados, que of-
fereceu all o primeiro desses projeclos, nao o aven-
turara iem ter algura previo accordo com o go-
veruo.....
O Sr. Sooza Franco declara qae si. leve delle co-
nhecimeulo quando o leu no. jornaei.
O Sr. Vuconde de Jequilinhonha, aceitando a
declararan de S. Ex. entende que mesmo assim
anda pode deduzir .ii do projerlo que se discule no
senado a iulencao do governo mieni -r urna verda-
deira reforma do Banco do Brasil. Vera' se o pode
provar.
VI
' .1 ttatSo.
( (onlinuarao. i
Nao Ihe cnnlare os Ires dia que passaj em miuli"
cmara na Campanliia de Vaaiho. E*M palife den-
me all urna dose de enlato r|ue nao quero repelir
com nnignein. Nflo me quena nenhum mal ; linha
ale cerla sympalliia para comign. Greio qoe se me
liveue feto prisioneiro por -tu conla, ell
aliado sem rejgiie. Meo semblante a
deste o primeiro lance de vista. Eu asseraclhava
me a um inna i que elle perder no jury. Porm
MI demnnsirae* de aniia.lc unporlunavam-me
cem vezea mais do que o peior tratantehlo. Elle nflo
esperava qne o lol nascesse para dar-me bom-dia, c
an auoilecer nunca deiv iva de sau.la>-me daaejaO-
do-me preipendade, ruja li-ta cr. loag, Abalavi-
na no mais profondo de man inmno pira pergao-
lir-mo e eu e-lava bem tobarle. A' mesa servia-rue
runo mu bol criado ; ,i sobre meia culava-ine ln--
li'ias.uii pnii,, ln q,,,. Ih'aa eonlaiie. E sempre
e-l-iileiidn s garras para ap.ilar-ine a inflo De
muilia parla appaaha a sua boa ventada non forte
resi-iencia. A'.-m ,U qnjt parec i-mc liiulii incluir
omas-alnr de menina* ni li la de mena amigo., re-
pugnava-me apealar a m.l de um homem, cuja mor-
a euli tilia d'ci'iio. A riinscK'.i.-i, permillia-me
mala-lo : nao eslava no raso de IcgiLma defeza ?
Mas eu lena n lo eerapalo de mata la i Irair.lo, e
ao menos evi. prevaei lo pela nimba alMade'hos-
til e taaaaeadora. Repalhn.lo eUs adlaalamentos,
deslanliando soa palidea en rapreiliT o maamo
lempo com cuidado a oeeatile de evadir-me porem I
..ia amuaile maisi eilanle qo. ., |, :, p.r_
dia do Vala um sd m-lanle. n,, | M1 4ebrorava
me lobre a clcala para gravar na memoria as vari-
edades do terreno, Vaiiho arrancava-me mnha
coiilcaipla-ao com solicilode maternal : Cuidado !
dizi elle poxando-me pelos pea ; se por acaso V.
S. calnsse, au me aeeu'aria disto (oda a minha vid i]
Qoan.lo de notta (enlava levanlar-me forlivamenle.
elle sallava logo do leito per*unlando-me *e precisa-
va de algu.na cou'a. Nunca se liaba vialo um pali-
fe mais alerla. Elle ayrava ao redor de mim como
una barda em gaiula.
O que anbreludo fazia-rae desesperar, era soa con-
fanos em mim. Teslemunhei om da o desejo de ex-
aminar suas armas. Elle metteu-rae o ponhal na
man. Era um pnnhal russo da fabrica de Toula.
Tirei a lamina da hainha, experimenlei a pona io-
bren meu dedo, dirigi-a para seu peilo escolheudo o
lugar enlre a quarla e a quinta costella. Elle disse-
mo sorrindo : o Nao carregoe, o -en m me mala-
ria, n *
I."lamento carregando um pnuco eu I has lerla fei-
Injuslica, porem alguma cuusa releve-me o braco
He para lamentar que os bomens honestos ruslem
le mo Iciia laolo a malar os asassinos. os quaes ruslam lao pou-
gradoa-lhe ro a mala-loi. Tornei a melter o panhal na bal-
aba. Vasillo apresenlou-me a pistola, mas rerusei
loma-la dizendo-lhe que eslava selinfeita a minha
carinsi.iade. Elle armou o cao, moslroa-me a es-
corva, apoioo o cano sobre ma cabera, e disse-me :
Ei* aqu o senhor nao (aria mais goarda.
de sornina ; e depon fallou em cnipre (re rt"' orphaos. S acaso se quer depositar no Ban-
co do P.ia.il os diuheiros dos nrpliflo., porque se nao
diz que esse he o nico fim do projerlo 1
E aqu -n'.-ere-e ao orador urna observaeflo.
Cre a nobre minislro que esles saldos bao de conti-
nuar, de manetra que o Ihesooro lera' sempre Iflo
avulladas quanlias em diipnnibilidade t Nao serao
estes saldos excepcionaes e devidos a causas que den-
tro em pnuco lerao de desapparerer '
Se porvenlura o nobre ministro entenle que as
sobras nao de continuar sempre em grande escala,
enlao oalro seria o meio deemprega-lai com muilo
maior vanlagemdo paiz. Appliquem-se em livrar
o eslado de alguos onu que pesam sobre elle ; ap-
pliqum-se em diminuir a divida publica, oa em
aliviar o imp.. tos, por exemplo, os dous por cenlo
qoe gravara a lavOaV*.
A'sim ia-se al com ss vislas do proprio gover-
no. O nobre mini.lro he o primeiro a tuslentar
que um grande mal pesa sobra a sociedade, islo he,
o augmento do prero d,-,s vveres, mal que a le
ponco pode concorrer para alliviar.
Um das poneos meios que a le para is tornar mais favoravel a sorte do cnnlribuinle. Com
efleilo as cl.iss-s abisladaa enlre nos ainda podem
resistir ao eslado de caresta geral, mas a classe po-
bre he muilo vezada. Qnando as casai nobres ape-
nas dito aos seus proprielarios um juro de 5 cu 6
por cenlo ao anno, se tanto, os casebres dos pobres
pagam lal renda que dfto aos proprielarios um juro
de 10 por cenlo, livre* de despezaa da decima urba-
na, reparos, ele.
Ora, quando as classes pobres sofliem vexames
desla nalureza, porque nao ha de o governo empre-
ar as sobras do Ihesooro de maiieira qued algum
allivio a essa* classe., am vez de dar esse saldos
ao K inri para negociar com elle* ?
Se porm laes saldos sao transitorio*, nflo leem
de continuar a appaiecer, qual he a vanlagem des-
le projerlo Se oa saldos exilenles no Iheiouro
forem para o lauro, para serern retirados daqoi a
qninze dias ou um mez, para que servir' o projec-
lo Nflo e sabe, he oro verdadeiro imtho.
Se o nobre minislro quer alguma coosa mais do
que o que parece revelar o seu projeclo, enlao de-
clare-ge.
Kecorda-se agora de qae em om aparle disse o
nobre mini-lro qoe era mesmn para melhorar a
orle da rlasaes pobres que se tralava de mandar
para o Banco os saldos disponiveis do Ihesouro. Isto
servir para ligar a primeira pane do dncdrsn do
orador com a segunda. Mas, como pode o deposilo
de laes qaanlias no Banco ier\ir para alliviar. mi-
Ihorar a lorie da sociedade.' l-aiciido diminuir
no um ramponez convidado para a casa de om h-
dalgo. Pouco a pouco o viiiho aproximen as dis-
tancia*. Ai oilo lloras da noile meu guarda expli-
cava-me seu carcter. A'* nove horas rnnlava-me
balbuciendo as aventuras de soa mocidade e uma
sene da (acanha* que leriam feilo arripiarem-se os
cabellos de om juiz proctssanle. A's dez horas elle
cabio na philanlropia : esse corarflo de aro funda-
se no rhaki, assim como a perola de Cl'eopalra no
vinagre. Juroa-me qae se Olera salteador pelo amor
da humanida.le.que quena enriquecer em dez annos,
fundar um hospital com suas econn.r.ias, e relirar-sc
depois para um convento do monle All i. Promet-
leu nao esquecer-se de mim em san orace. Apro-
veitei essas boas disposiro"s para olTerecer-lhe maia
um copo de rhaki. Teria podido olerecar Ihe pez
nllammado : elle era muilo meo amigo para rejei-
lar nada de mim, Pouco depois perdeu a voz ; sua
rahece inclinou-se da direila para a esquerda e da
esquerda para a direila com a regularida la d uma
pndula ; elle eslendeu-me a man, encontrn um
rosto de asi ido, apenen o cordialmei.le, denou-se
cahir de cosas, a adormeeea profandamenle co-
mo os etphinges do Egyplo que o canbao fraucez
nflo acordou.
Eu nflo linlia nm inslanle a perder : os mnulos
eram de ouro. Lanc.i mflo de soa pistola, e arro-
jei-a Do riacho. Tornei seu punhal, e ia expedi-lo
na mesma direreflo, quanlo rellecli que podia ser-
vir-me para corlar a relva. Mea relngio marcav.i II
horas. Apaguei.as duas tochas de madeira reziuosa
; que illnmiuavain nasal mesa : a clandade podia al-
I Iralur a allnele do rei. O lempo eslava bello. Nflo
era noile de luar, mas h.via estrellas rom profoaao :
Nflo leria mais guarda Era iso meimo o que eu
desejava. Porem a oeeaaiio era demasiiidameule bel-
la e o traidor me paraly.ava. Se eu o lives-e morlo
em semelliante moinento, nao leria podido suslenlar
seu ullimo olhar. Era melhor pmiicar es.a aceflo I
durante a noile. Por iiifeliridadc ein ver de nei-nl.
lar sua armas, elle as depo.il.va ai ciars enlre o '" no"e,">,1, "" ^"vinha A relva corlad, as
seu leitn e o me... """ 'anlava-se como lencaa. Meu, mlenne. li-
., r | caram promplos an cabo de orna hora. Uando eu
... '.I?. -''. '.'-'n !a".H.!"s" "?m a.cr:1-lo. e I cunduzia a fonle tropecei no cerpo de Vaalio. Elle
levanlou-sc pesadamenle, e per:unlon-me por lia
(Vid. Diario o. 159.)
em degola-lo. Essa idea vei.i-ine no domingn 1
re rnaio a's (i horas. Eu linha observado no dia da
A-eensflo que Vasillo eosleva de bber, c emhriaea-
va-se faciliuenle. Conviileio-O a jantar cornigo E-
e Uslemiinlio de ami/ade perturboii-lbe a oabaea '
o vinbo de Reine rea reilo. lia.Ici Slavroa, qae
nao me havia hnralo com uma s visita desde que
eo perder ua llllraa, lralava-me ainda tura gene-
rosa hospital I ..le. Mmha mesa ara mellir r aervida
que a sua. Eu leria podido beber um odre de vi-
nlio e um tonel de rhaki. Vasillo admiltido a parli-
ripar deasas magnificencia, rnmicnii a comer com
bumildade. Conservava se a ire ps da mesa, co-
bito se precisara re alfruma cmsa. Diivei cahir o
meu fardo, a.seutei-rne a seu lado, e rngoei-lli que
liebeaseainda um ropo a minha sau le. a Sim, disse
elle, e'lnu com s.ile. Encbl pela ultima vez o
copo de cobre. Elle hebeo melade, drrramnu o realo
sobre o queix i e o pescuco. tenlou levanlar-se, tor-
nnii a eahir de face para n chflo. e-i-udeu os breos
n.lo moven-se mai. Corr ao man diqne, e em-
bora los.e nvalo ilalhei -i.li.1a nenie o riacho em 15
minlas : eram Ireiquarlos de hora depois de meie
noile. Ao rumor da caicila su?cedeu om lilencio
profondo. Tive medo. Rellecli que o rei devia ler o
?a procura oulros meios de chegar ao mesmo resul-
tado.
Ora, na Inglalerra, assim como aqui, grila-se
muilo contra a alia da laxa do joro, e ainda ulli-
in mn-iile n Economiil teva de publicar nma de-
feza dessa alia ; mas a verdade he que a alia da
laxa do joro em nada lem diminuido a industria e
o commercio daquella naco. e que nflo esla' no pe-
der dos Bancos diminuir aquella laxa.
Acaba de ouvir dizer ao nobre minilrn, em uro
aparte.-Queremos augmentar a ollera.Pergun-
lara' porm a S. Exc. se accredila poder augmentar
a offerta de capilaes sem graves inconvenientes.
Pensa o orador qoe nflo. desde que S. Exc. nao po-
de deixar de coucerdar que lia no mercado lei que
regula a relaeflo eulre a moeda e o capital. He essa
le que aogmenlaa ollera e a procura ; iito nflo
esta, as maos de eslabilecimenlo algum.
O oobre minislro deu uma ignilicacao impropria
aos termos capital e moeda. E o orador, sem que-
rer apreaenlar ao senado uma prelecrao da econo-
ma poltica, ve-se abrigado a recordar a S. Exc.
que a definicao de capital hetrahalho aecuraolado
que ainda se nao despeudeu.A moeda lie o sym-
bolo do capital.Mas porvenlura o capital e a moe-
da nao leeui enlre si relacao alguma ? De cerlo
que leem. Quando o capital augmenta mais rpi-
damente do que a moeda esla cresce em valor. Ne-
cessan.menle qoando a moeda augmenta mais r-
pidamente do qoe o capital aquella diminue da va-
lor. Sendo assim, como po-ie o nobre inini'tro pen-
sar que eita' as las maos marcar a relaeflo entre
a moeda e o capital ?
E se he verdade, como anlende o crador, que a
moeda deve eilar em relacao rom a parle do capital
empregado em fazer prosperar a industria, nao he o
nobre minislro exacto quando soslenta que pode
.-loamenlar sem risco o meio circuanle.
Disse o nobre ministro na oulra cmara que uma
das causas da careslia dos gneros era o augmento
da prii.iurr.i" do ouro. Sobre esle objeclo lembrara'
aonobre minislro que nflo se lem allendido a um fac-
i ; islo he, que lem-se extrahido muilo ouro da- mi-
nas, he verdade, mas nao obstante nflo diminuto a
procura desse metal em todos os paizes, o qoe sig-
nifica queaoflerla nflo lie sopenor a demanda.
Porlanlo, nao he tambera aceilavel este argumento
do nobre miuislrn.
Pretende o nobre minislro que esla medida dar'
ao Banco meio de conibaler a alta do juro. Ora, ja
se provou que es.a alia he proveniente de falla de
nieio circuanle ? Tem e nobre ministro dados para
alTirmar islo .' \s0. Pelo contrario o nobre sena-
dor pelo Itio de Janeiro provou bonlem que nflo era
possivel que un Brasil houvesse falla de meio circu-
anle, poj que esle motila a cenlo e do/.e mil eoli-
tos de ris, qoanlla que de cerlo nflo deixa de eslar
em relaeflo com o capital do paiz. Por esle lado,
pon, lambem o nobre minislro nao provou a ulili-
dade do projeclo.
Su-leii!,i lambem o nobre ministro que lia falla de
capilae. E que meio adopta S. Exc. para augmen-
ta -los ? O nieto qoepropoe he augmentar o meio
circuanle. Miar n que esta' presa no Ihesooro r
manda-lo tiara os rnfres do Banco para que polilla
em cirriilaelo essas quanlia. Mas o aradorqulie-
ra que S. Exc. deaaonalraasa como he que-ir,' aug-
mentar eapitaea, fazando reverter para a caisa do
Banco as suas nold que esta, relidsi no cofre do
Ihesouro.
Ninguem nega que o mea. circuanle conrorre em
cerla parle para auxiliar a prolaccSo do pa>, e
porlanlo para a formaeflo de capilae*. Mas nflo po-
de r..ilion hender como he qoe o nobre ministro ron-
cebe que, levando o Banco uma massa de meio
circuanlo, aogmenla ns capilaes. Ii.se que se
quebrar o equilibrio enlre o capilal e o meio circu-
anle necesarinmenle o capilal ha de "OITrer ; como,
pois, vem S. Exc. dizer que augmentando o meio
circulante augmenla os rapiue Era uma grande
fortuna, um bello Polosi, que assim fosse ; nflo ha-
via nada mais fcil do que pr liras de papel em
cumiaran para crear immedialamenlo capilaes.
Assim, er ler demon-lrado qoe o meio emprega-
do pelo nobre minislro nao he ustentado pelos prin-
cipios da ciencia, nem apoiado pelas nossas circomi-
tanciai.
O projecto, poi, he am verdadeiro mvlho. Ha
de ser um des.es projeclos qoe no primeiro dia de
execucao, enconlra logo dilflculdades laes que o mi-
nislro diz: Ilo he uma simples aulorisacao, nflo
quer dizer que se faca por forra ; nada faz, e deixa
ludo na mesma. He verdade que nao sera perdido o
lempo que com esle projeclo se lem gaslo, porque
houva bonlem uma discussao luminosa, de qae o
paiz se aproveilai, lamenlavel somente pela stlua-
rflo em que o nolire minislro se vio, e que o ohri-
gou a declamer desde o principio aleo lim do seu
discurso, Eslii porem cerlo o orador de que bonlem
mesmo o nobre ministro arrependeu-se ; e com
elleilo. mide iria parar a ronciliarflo se acaso se po-
zesie lermo ,i inlelligeoria de um senador, s por
esteexercer um ououtio emprego publico 'J Est,
pon, eerlo de que S. Exc. c lera arrepentido, e
he por islo qoe nflo daaiiUo da palavra, afim de dar
lempo ao nobre minislro para reformar as suas opi-
tiies.
Nflo se acredite qu os capilaes qoe os Bancos
lem actualmente sflo(inaullicienles. Tem presente
om autor qae diz que 'em 10:15 Bancos nflo ha mail
capilal do que IDUmilhes de libran slerlinas. I)e
18-25 para ea o ouro exlrahido as minas sabio a ol.'l)
milhoesde librai. Tirados o 100 milhoes que ei-
lao nos Bancos, reslam .5110 milhes de librai. Des-
le 500 mlliOcs, dedutido o ooro empregado em
adornos e objeclos da lino, ve-se que nio lie dema-
nado o que resta como meio circuanle.
Ora, o meio circuanle, sendo um svmbolo de
capilal. todava nflo he um elemento indi-pendente
de riqueza. He erro acradilar-se que moeda he
elemento iiidependenle de riqueza, quando nao lie
raai* do que um representante de mercaduras, se-
gundo alguus economistas, ou um svtnbulo de ca-
pital, conforme oulros. Erra, poii, o nolire minislro
quando suppAe que augmentar meio circuanle he
augmenlar capilal. E se S. Exc. tivisse a boodade
somno leve como lodos os velboa, e que esse silen-
cio desu.ado o acordara proravelmenle. No lumul-
lo de ideas que oceupava-me o pirita lemhrei-me
de nm arena doBarbeiro de Sevilhaem que
finlholdo acorra, apenas cessa de ouvir o piano.
Dirigi-me por baixo das rvoras al a escoda, e per-
corri com a vista o gabinete de lladgi Slavros. (
re repousava tranqoillainenle, an lado da seo chi-
boudgi. Cheguei al vinte pasaos de sea pinheiro, o
appliquei o ouvido : ludo dorma. Voltei ao meu
dique alravez de uma poca de agua fra que suba-
me ja al os lornozelos. Debruoei-me sobre o a-
byaiDO.
A encostada monlanha brilhava imperceplivel-
menle. \ 3o-se de eiparo em espaco algumas cavi-
dades em que a agua se liaba demorado. Tumei
nula disso ; eram oulros lautos lugares em que po-
da por e p. Voltei a minha leinla, tomei minha
rana que eslava suspensa sobre o meu leito, e col-
loqaei-a as costas. Passando pelo lugar em que ti-
nhamnsjantado, apanhei a quarla parle de um pao
e um pedarn de carne qoe a agua anda nflo linha
molhado. llalli eisas provildei na caita para meu
almoro do dia aeguinle. O dique resista, a briza
linha enxugado o caminho ; eram quasi duas horas.
Eu quiz levar o pUohal de Vaiilio para iervir-rpe
delle no caso de algum mo encontr, porem eslava
dehaixo da agoa, e n3o perd lempo em piocura-lo.
Tirei ossapaios, alai-o pelos cordoes, csu-pendi-os
scorreias da ealxa. Em lim, de|iois de ter cuidado
em ludo, lancado um ultimo olhar ao meu aterro,
evocado selembranCM di ra-a paterna, e enviado
um brijo na ilirercflo de Alhenas a de Marv Ann.e*-
tandinraa perna pr cima do parapeilu, agarrei-me
a umaibuslo que penda sobre o abyimo, e poz-ma
em caminho encommendanilo-me alleo.
Era nina deseida muilu mais diflcil do que eu
sappozera de cima. O rnrhedo mal emolo "cau-a-
va-me ama sensaeflo de fri.> como (1 contacto de uma
serpenle. Eu julgara mal das distancias, e os pontos
de apoio eram muilo mais raros do que esperava.
Duas vezeserrei o caminho irrcl.nando-me para a
esquerda, live de vollar a Iravez de inrnveii dif-
li. ullale-. A esperanra abamlonna-me rauilaa vr-
zes, mas nflo a vonlade. Faltoo-me o p, lomei uma
sombra por uma sacada, e cahi quiuze oa vinle pl
de altura, umu.le as niai. e lodo a eorpo a encuata
da monlanha sem adiar nada a que podese acar
-me. L'ma raiz de ligueira prendeu-me pela man-
ir o governo e o Hinco, di-e o nobre senador pela
Baha qoe a approvajao do* estalulos nflo era um
contrato. O orador soslenlou que eia ; vai pois ex-
plirar-se.
Crc que quindo a lei eslahelereu as condijes pa-
ra a crearflu de um Banco, e marceo as obngaroe
reciprocas do governo e da asonacflo eslabeleceu
um conlratn bilateral. De um lado disse o governo
an Banco :lereis o direito de eaaillir. direilo que
nflo dnu a lodos, e receberei as eslaroes publicas
os bilhcles da vossa emi.'flo. Da oulro'lado dase o
Banco ao governo :obrigo-me a resgalar o voiso
papel em laes prazos. Ilo foi am verdadeiro con-
trato bilateral, que lem de dorar :in anuos, na for-
ma da le.
Quanlo approvacflo dos eslalulns, faz dslniecao
dos eslalulus de companhias anonymas, que nao ti-
veram por base leis, impon io-lh"s onus e privile-
gios : na approvarao desles nflo lia contratos. Mas
na hv pudiese em quesillo a approvacflo dds estatu-
ios ha a confirroaeflo de um contraio bnaeado em
lei. O governo leve de examinar o< estalulos do
Banco para ronherer se e.lavam de accordo com a
lei de ere ,el,. de>te eitabeleciraeuto. He por isso
que diz a le que quaesqaer que sejam as alterarles
teilas pelos arrionistas neses elaluloi, nao ierao
postas em xecue,flo sem previa approvacflo do go-
Ro orain os eslalulns que constituirn, o contralo,
mas a lei que eslabeleceu a. condenes reciproca
entre o governo e o Banco. Ora, lite nflo acontece
qoanto aos estaflos dos oulros Banco, embora
lambem as alleraees que nelles fiz-rem os accioni-
las nao paaaaaa ler vigor sem proceder approvarao
do' goveruo.
Disse o nobre senador por s. Paulo qae o governo
lem meios poterosos para regular a circulaco. O
orador penss que nem o governo nem eitabeleci-
menlo algum lem laes meios ; o que er he, qne
o governo lem meios muilo poderosos para pertur-
bar a circularlo ; ninguem os lem melhoros nem
mais enrgicos para i-so. Mas regular a cirrula-
eflo, islo he, augmentar oa diminuir normalmente
o meio circuanle, he couso que nao est as maos
do governo.
O Sr. Carneirn de Campos declara qne o que
disse foi que nenhum governo poda saber bem
qual a quutidade de meio circuanle precisa no
paiz.
O Sr. Visconde de Jequilinhonha nflo desconhece
osla verdade. Mesmo em Inglalerra aso u3o se sabe
com exactidao.
Soube-se, por exemplo, queda 1K!ia 18.i aug-
menloo a emissao de papel do Buicoad E-cossia,
1,345,400 libras sleilmas, e dos Bancos di Irlanda
1,769.183 libras, ao passo que a emisario do* Ban-
ces de Inglalerra diminuid 2,763,409 libras ster-
lina.
Ora, romo se explica o phennmenn da Inglalerra,
naquelle prazo, auginenlaiido tres vees o seo com-
mercio, fazendo prosperar a soa in luslria, vr di-
minuir o seu meio circulante no valor da3,763,409
libras slorlinas, enlronto que a Kaaesaia e a Irlanda
que nflo IIverara tflo consideravel augmenlo no seu
commercio e iduslria preeisaram de augmentar o
seu meio (irruanle em 3,114,525 libras ? ludo islo
denende do modo de I i/.er a* operec,S*i.
tira, leudo o papel dos llanros de Inglaterra di-
minuido naquelle praio 3,763,409 libra, qoando
a iiidusiria e o commercio aogmentoit ires vezes e
a |i'pulacan leve um accrescim. extraordinario ; se
0 papel dos Bancos lose capilal. se laucado na cir-
cu'acflo prodotlue o elleilo da variuha de coniao,
tornaiHo-se um Potos, he claro que o meio circu-
anle lena all augmentado na mesma proporrao da
Industria, do commercio e da popularan. Mas nflo
houve jal aoginenlo, a nao obslanle a prosperidade
da Inglaterra foi espantosa.
Ora, na Inglaterra nflo ha hilhele de Banco de
menos da .> libras mas na Escossia os ha al da
1 libra, circumstancia qoe dispersa muilo ouro da
circulaco. Isto ja explica a differinra de qoanlida-
de de papel dos Bancos exigida nos itoos paizes.
Na Inglalerra ludas as trnsi-roes aalda- meio de ama especie de balanrea'menlo de cootas
Rito* no Bancos, balanccamenlo em que o meio cir-
cuanle nflo entra par cousa nenbu.na. Alem disto,
ha osncheksa quodispensam mudo meio circuanle,
pois que correm Ires, qualro a muro Banco, ante,
de aerem realizado... M.s, para evitar exceasos e
cnses, ha o cao* de balanceamenlo, nos quaes o
agentes dea diversos Bancos so eneonlram em cerina
din e fizem o encontr dos seus nclii'ks,n e quando
leem de pagar o balanrjo desses enconlros, ainda
assim nao te d diuheiro, di-se nm chek lobre o
Hinco.
ludo iato prova, qoe conforme o milhodo das
transacroes, assim se pode di-pensar minio meio
circuanle ; e ileve-se arredilar que na praca do
Kio de Janeiro denlro de muilo puuro lempo hao
de ci I.eli.....r-.e esses meios de poupar-se meio cir-
culautr.
Como o nobre enador por S. Paulo declara que
nao sustenlou que o goveruo podia regular o meio
circulante, nao insistir nesle ponto, e paisara a
oulro.
0 nobre senador sustenlou o projecto pela fici-
lidade que presla ao Banco de augmenlar a circo-
lacflo. Se islo fos.e possivel, era mesmo por i.lo
que o orador combatena a proposieflo. Nflo llave-
ra nada mais prejudicial ao paiz do qae pegar em
uma grande masa de meio circuanle e alira-lo na
praca.
Disse mais o nobre senardor pnr S. Paulo que a
Banco do Brasil era ama inslilnirflo fiscal e finan-
ceira. No sentido genuino deslas dais. expressOes nao
pode o orador coraprebender o nobre senador, e
grandes inconvenientes podem dar-se se granar lal
Idea.
Tambera nflo pode romprehender como ansenla
o nobre senador que o Banco nflo emita papel rea-
lliavel a vonlade do parlador ; que o Ihesouro na-
cional responde pelo papel do banco ; e que esle
papel he papel moeda. Al ideas que o orador lem
da papel moeda sflo diversas as idai que lem
de papel de Banco. Papel moeda nflo esl obrigado
una ave, queeslava mcllidn em uma cavidade do
rochado, sabio lao sublilmenle por enlre iniulias
pernas que live medo de cahir de coilas. Eu cami-
nliava r-m os p e com as mflos, sobrclado com as
maos. Eslava cornos braros cunado, e ouvia Ireme-
rem lodo, os ervos como as cordas de uma harpa.
Minuai onhas achavam-e 13o cruelmente doridas
que eu alo ai lenlia mais.
Teria lido lalvez maii forra se hoovesse podido
medir quanlo me reilsv.i deveer ; mas quando lenta
va vollar a cabera para alraz. dava-me a verligem,
c sMitia-me ir ao abandono. Para alentar minha co-
ragem exltava-me a mim mesmo, fallava-me em
voz alia enlre os denles cerrados, (lina : mais um
paiao para mea pai! inaisiim pasio para .Mary Aon !
mais um passo para a ron fu,flo dos salteadores e
para o luror de lladgi Slavros !
Emfim mona s pozeram-se sobre nma chapada
oais larga. Pareceu-me que o terreno mudara de
rr. Curvei osjarrctlos, assentei-me, vollei (inii-
damenle a cabera, ^lo eslava a mail de dez pai-
sas do nacho : linha chegado aos roebedos verme-
IbM. I ma superfine plana cheia de pequeos fu-
ros que a agua amda oecupava permilllo-ino lomar
respirarflo e descansar um pooen. Tirei o relogio :
nflo eram mais do qae duas horas e mcia. Pareca-
me que minha viagem durara ire noilei. Apalpe!
os bracoi e as pernas para ver se eslava completo :
nessas especies de expedirfies sabe-se o qoe parle,
mil se sabe o que checa. Eu lora feliz ; linha so-
ineiile algumas conluses, e duas ou Ires esfoladu-
ra-. O mais docnle era rneu palito, l.evanle os
olhOf, nflo pira render ainda graras an co, mas
para cerlilirar-me de que nada mnvia-se uo meu
anligo domicilio. Ouvi somenle algumas gollas .le
agua que lillravam alnves do meu dique. Minha
retaguarda eslava segura ; en sabia onde havia de
achar Alhenas : adeos p ns ao Kei da- iiionlanhas !
1 i sallar no fundo do riacho qnan lo uma forma
Mbranqoirada ergoen-se dianta de mim, e ouvi o
mais furiu.o latido que jamis despeno.! os echo* a
i ai II hora*. Ah! senhor, eo nao linha entilado rom
es rfles. Esse injmigo rio homem andavam a loda
a hora an redor do campo, c um delle me farejra.
O furor e i, dio que experimenlei ao seu encontr
he inipossivel
a troco ; papel de Banco he pago vonlade do por- te. A responsabilidada do* tliesourett.n as provincia*
A a. r.i i,a i r. nflo equivale ai vanlagem que elle, prrcabeai. i>
t Sr. carneirn de Campo, pergunta como he pa- governo v-ie muilai vezes na necessidade da rosar
8 ri S vTnL.urts"7"" k ped,r p,ra *ch,r V"" ""* "'" ,u"--ro*
a- .i 1 Jeiiuilinhonba observa qae esst oulro lado os Ihesuareiros enlendem que podem cr
disllncijao de pagar em ouro ou ein papel do gover- commercianles e commisiarios, e com efleilo c sio
no nao deslroe em nada o argomenlo. aando o as vezes com approvacao taclla do lheouro, entre-
o nao tiver papel do goveroo, ha de pagar em I lano qoe um empresa io publico nao pode com raer-
ooro.
O Sr. \ isconde de llaboruhv lerabra que, para
sobsluoir o papel do governo por papel realisavel
em ouro, foi que o Banco se eslabeleceu.
O Sr. Visconde de Jequilinhonha er ler mostra-
do que nao se pode confundir papel moeda com pa-
pel de Banco. Esle be realisavel, o oulro nunca se
paga.
Ouer-e tirar da lei qoo mandn receber nn es-
taches publicas o papel di! Banco a illacflo de que o
governo he responsavel por esse papel. Qual be a
lei que diz isso .' Pois porque o governo quer
lavor receber o papel do Banee.segue-se que he por
elle responsavel, que o ha de pagar
O Sr. Carueiro de Campos pergunta se nflo o ha
de o governo pagar se o Banco quebrar ?
O Sr. Visconde de .lequilinlionha respon la que se
o Banco quebrar, perder o goveruo o valor das no-
las do mesmo Banco que tiver nos cofres do Ihesou-
ro ; mas nunca ser obligado a pagar as oulra- no-
tas do Banco que olivarera em circulacflo. He pre-
ciso piir eslas coosas bem clara, para que se nflo in-
duia o povo em erro.
Tem exp .-lo a sua opiniao a respeilo do projeclo.
I'e- j na que o governo se o nao relirasse, ao menos
0 reconsiderasse, fizesse com que nao progreiisie a
discossAo, a apresvnlasse uma medida cmplela, que
abrangesie um sistema. Como esla concebido o pro-
jecto.a medida be complelarneule imperfeila. E con-
vem que sobre esle objecloi nao ie legisle sem
nexo, com dnposi^oes desligadas, que deixam a or-
le do Banco do Brasil suspensa, esperando hoje uma
reforma, aroanhfla oulra. Islo nflo pode de modo al-
gum convir a om eitabeleciment de tanta magni-
lude.
O Sr. Ferraz entenda que a discussao lem sido
mais vasla do qne o objecto reclamava ; entretanto
pensa que o paiz leni lucrado com islo.
Nao seguir a mesma senda ; procurar cireams-
crever-se i materia do projeclo, examinando quaes
as suas vanlagens em i elar.io ao governo, ao Banco
a o ctrculacio.
Em relaca i ao governo. acredita que o projeclo
he tunea poda ser levado para campo man ex-
tenso, d. n.ind de parle oa casos excepcin .es a
considerando os fados ordinarios.
Em an* opiniflo, para htm do governo e do Band-
eo, deveriam os fundos de governo eslar ein conl
crrenle com o Banco c suas caixas filiaes, alim de
evilar-.e o mal que se d as provincias quando o
governo llalli relira de golpe grande copia de meio
circulante, produzindo assim a eseassez imme lala
deslc, e o- apuros em que se leem vislo a* pracas da
Baha e Poroambuco ; apuros tanto mais lamenla-
vets quanlo o meio circuanle que assim se naraiaaa.
consiste em grande parle uas cdulas de cinco, dous
e um mil rea.
Oolra vanlagem das rontas correntes he a farili-
dade dos saque aem perturbar a circularn. Esla
vanlagem lera sido contienda por narres que ae
acbam nesla materia quasi nal nossas cirrumslan-
Cias, como os Eslado.-l'nidos Ao principio os fun-
dos do governo eram depositados em cofre* lorae.,
que nflo Imliam nexo enlre si. nem com o cofre
cenlral. Depois da croara do Banco uarional reco-
nlieciMi o goveruo a cunvniencia de depositar o
seus fundos no Banco e suas filiaes ; ao mesmo lem-
po que o Banco lira lamli-m daln lanlu proveilo
que d ao governo, para ler o privilegio d receber
01 eu* finid i*, um milhfl.i o qninheulu* mil dolan.
Oolra* oares lem lambem tirado vanlagens des-
te expediente. -,.i Blgica a aoeiedade geral do coin-
merno ein cortos lugares servil de rerebedoria e
collecloria do eslado, receben Jo por mo urna por-
cenlagem que ranea de 1(8 a l| ,.
Na Inglalerra os fundos d lina.los an pagamento
dos juros da divido publica -flo dep .sitados no Banco.
Sobre estas bases lem os Eslado* mais esclareci-
dos adoptado orna metida Mnimamente proveiloia,
e que deveriam i. lambem areilar.
Islo quanlo ao governo. Pelo que reapeila ao Ban-
co do Brasil exaraine-se se ie pode tirar vauligen
de semelhante medida. Tanto o Banco reconhece
que pode tirar vanlagens de receber dinhtirq a pre-
mio que annumia que o loma. Concebn-ie bem
lata, quando si labe que certas operarei nao podem
er realisada* pela banco lenSo com o leu capital e
cum o capilaes lomados a premio. Silo essas ope-
rarse* de Ir. nalurea* : saques de omai para ou-
Iras caixa. filiaes ; compra de melaes e da camlnae-
para os mandar batear a paizes estrangeiros ; e em-
preslimo. e desenos sobre rerlas cauci.es.
Esl demonstrado, porlanlo, qae uma metida per-
manente, concebida no sentido que o orador acaba
de expor, sera (lo vanlaiosa para o goveruo como
para o Banco.
Pelo que respaila i circulacJIo, nflo se pode dei-
ronhrcer que deve lambem resultar grande vanla-
gem de-a medida permananle. lie inntcavel que os
saque, repentino* do governo de ama para oolra
prarja quasi sempre perturbara a circulado das pro-
vincias ; e que es.e mal se evila adoptando-se o ex-
pediente n.ado em oulros Estados.
Do mesmo modo, er que a necessidade que lem
o commercio de certas provincia* de pagar o seus
saldos com meio circulante, por nflo poder paga-Ios
com o leus propiios producid, deve inflair para a
adoprflo da medula permanente em que fallou. Com
elleilo, esa provincias, qne nflo podem pagar com
o seos proprios productos os qae recebera de ou-
Iras, leem para esse pagamento de fazer movimenlo
de fundos : islo importa movimenlo de capilae., ou
de seo represntame, islo be, da meio circuanle.
Ora, a remes-as de meio circuanle para ocenrrer
ao saques de urnas para oolra* provincia* prodoz a
alia de juro emquanlo sa nflo eslabelece de novo o
equilibrio da circularlo. Ora, a medida lembrada
tornece ao Banco e ao commercio meios de fazer
cesar esles inconvenientes.
Agora rilar um fado qu* nao deve ser cquecido.
Mullas vezes os saques do Ihesooro para as provn-
olas, a 15 das de visla, apezar desse* avallado* sal-
dos existentes uas Ihesourarias das provincias, sao
apaeadaa.
O Sr. Manoel lelis.rdo : Oh enlao o diuhei-
ro do eilado anda aim passeiaudo ?
O Sr. Ferraz sustenta o que avancoa, e qoe esse
avulta los saldos riislenles nos colres das Ihesoura-
rias provincia"., sera grande e aturada li-c.ili-acflo,
dao com efeilo esses Dasseio, e que em resallado o
pagamento dos saques do Ihesouro he espacado.
Alm desse grande mal, dJ-ie oulro incunvenien-
ctar, sob pana de ir.r.orrer oa -anecio penal.
Todos esle* males le minoraran, o*a afailavam rom
a medida indicada.
Vollando ao projeclo. pergonla e era obhcaloria
para o Banco do Brasil 11 nobre enador pelo Ki
ila Janeiro nao deicoohecea bonlem a* rantagea*
da prnpo*i$ao redig la por oulra maneira. A onica
objerrflo que olTereceo foi que o governo podia exi-
gir juro man forte do que seria possivel ao Banco
pagar ; e que se o Banco se onpuzesae isso tana le-
vantar logo uma celeuma. Hat, a orador ..rredila
por que a.la oi.jecc.ao cabo, porque a palavra .. contra-
lar, i. empregada pelo projeclo. d.-u, |.a i.i...r-
dade de ajad* das eonditoe*. Nao ha caolrato sean
por cooveocao enlre as parles. Nflo dovida. poi*.
.tul mi- ir o governo para esae ronlral. cerlo d qoa
ludo se fara com a harmona que asista enlre rila a
0 Banco, harmona de qu> reulta que o governo
lem sempre lido o descont de suas letras por pre-
mio menor do que o Banco exig na* Iranoacroet
qae fat com a praca. Em lodo o ca.o lien ao Ba'n-.a
a Mierda i- de aceitar ou nflo.
Para obviar qualquer objeceflo ira man loni-e,
dinaou qualquer oulro Banco ; mas. romo o
oulro. Baneo nao leem filiaes nal provincia, per-
der-ie-hia a grande vanlagem do* mn>nnruto.de
fondo*.
O nobre senador pelo Bio de Jaoeiro oppoz orna
duvida grave.
Osc.laluloa do Banco nfla pirmitlem na deposita
am conta crranle a juro com retirada livre ; a e-
se estatuios nao podem ser reformados, maimo por
le, sem que p.eceda proposta da assembira dei er-
ciomslas do Banco.
Mas nao *c poderi remediar esla mal 1 Pede-*'.
fcra aulomar o governo a contratar o deposilo eu
conla crreme limpie*, t*lo *e-n vencimenlo de .orna
e com rehrada livre, e depoi.lo com joro* a O ai**
de prazo.
Uma medida permanente nesle sentido pode mr
moilo nlil.
Eslabelecida pelo governo a conla crranla nni-
pves para as quanlias que de um momenlo para oa-
lro fosse n.i.ler exiir, poda ler sempre loa tra-
pos cao ominas imprtame., bem guardad*., evi-
tando a soa domara nos cofres das ihesouraries
com augmenlo de re-p.....,!,", |.... das lheo*raria.,
com augmento de rcpomabilidade d.n I he.no re ros,
ou ese p,.-eio. que obrtgam a e.pacar os page-
mentos dos ,que* do governo. eulrelanlo qu* ha
salios as Ihesonrarias, J assim le evilavam dosis
male.
Considralo o projeclo por esta aaaneira, pode
passar em primeira di-cus..io ; e de cerla a nol
ministro nflo repellir na s-guuda qoaeMuer emei -
das que Iba de mais ampliaao. Ha de, pois, votar
pela proposicao.
O nolire orador passa a fazer algumas observa-
n^> sobre o dncur-o boje prolendo pelo asUe a-
nader pela Babia, e diz qoe, como S. Exc c.loa
"tlson, p.dir-lhe-ha que a respeilo de cirralarle
ua .lene do seguir asse doulo orripmr.
O nobre sena 1or confundi capilal circolanle raro
meio circuanle ; daqui resullou que nao aa poda
bem c uiiprelien ier o leu dncursa.
Segundo Wil-on, a parla do maio circuame que
propnamenie considera circulaco taiiaaai vem a
ser a parle que he mero in.lrumenlo de permalacaa
e qoe por isso nao serve para a reproducidlo ; a io-
ira pa.le. que ho destinada prodi.rrflo, ell* eon.j-
era |.ro|iriamenle capilal.
He lambem Wilsou quem con-irlri* qu* a parle
" in-iorirrula.ile que lica por algn, lempo in.r
Uva nos rofre do. B.nre. he eaaiUl.a carao lal
nao pu ie deixar de *er aanaiiarada.
; Estas opiiie. do proprio amor citado pelo nobre
isenadnr pela Baha, eslflo em oppo.icao rom as ,dr
u-ienladas por S. Exc.
Na momanlo actual a enlrada em nrrolarfla do*
.re mil e lano* ronlo* qu? eslao relidoa nos "cefre
Jdo ihesouro ni polia produzr a baixado juro ae ella
esluesse mal assenlada.
Mas, e a exlensflo das traniaccftes. pela canlrar-
raoi do crdito, he lal qoe p.,,., abaarver aqarlla*
aldos. e nflo produzr a abundancia, como o orada*
ronha que nao.produzir. eulfl em vea da prarraiu
om mal a entrada desse* Ira* mil conla* na eireala-
cao ha de prodazir um bem.
Nflo concorda eom o nonre .enador pelo Hie da
Janeiro, em que a* natas do banco qoe eillli nos
cofres do Iheiouro j foram suhsliloida na circula-
{e. Pelo meno deseja qoeS. Exc. explique o*(.
inechanisino. *
Diss* o mesmo nobre senador, que a circolacao da*
noln do Banco representa a* necewidade* do mer-
cado ; e que, se a emissao for apenar a casa* oere.-
idade, ha da haver om refloxo da* nota* a caixa
do Banco, alo qae o excessoiaia em ouro, para rr-
labelecer-se o nivel.
: Ma. o nolire leador deve lembrar-se oae *a ran-
idera propnamenie circolarao aquella parle marli-
Va do meio circuanle qoe o po**aidor p.ende na
jlgibeira, debauo da previaflo de uma nereseidade
Nesle caso, a circulacflo da prara do Kio de Ja-
neiro he igaal a somma do meio" circuanla qae a*.
Ha servindo de jn.lrumeulo de pe mua, reanida a
rs.es saldos que eslao inactivos nos cofre* do Ihesa.n-
I. Assim. nao ia ple direr que a* ola* da
1 aneo exilenles no Ihesouro ja* foram subtliluida*
lia circulaco.
Tralouse lambem da ilr, do prejo do* vivera*.
I e qursiao moilo complexa, roja apirriacan rigo-
r.a dependa muilo de dado* eilalnticoi qoe nflo
lati coilraente. Eulrelanlo, a verdada he qoe
o augmenta da popul.ra e a*ecaez das eolheitai,
optrazo da agricultura, operam moito sobre as r*a-
s* que dflo em resultado esta alca de pmaa.
lAinda ha para mo oulra cauaa, e he qoe hoje ha
nd mundo maii conforto do que ia dava anterior-
mente.
Explicando o aparle qae deu a respeilo da aser-
C* de qoe a approvacao dos estatuios do banco im-
. otlava um contrato enlre esse eslabelecimento o
gobern, diz que eoxerga contrato bilateral enlre o
Banco e o governo na parle relativa ao ona* impo*-
loao B.nco. dere-.-ai.tr o popel do governo, e a*
vanlanen* qoe por e-sa raza.. Ihe foram concedida-.
Ma* a simples approvacao de estalulos nao pode fa-
zer considerar o governo como parle contraanle,
porque eua approvacao nao na*ce tenlo da lulrlla
que o governo deve exercir (obre a*saciacO* qoa
folmioaole qoe o arsnico Eram man de Ir* ha-
raa, e o effeito* de minha invenrfla lardaram cruel
menle. A Ir* e meia o can noz-*e a nivar eom
loda a sua ferea. Eu nao ganhava moito nio la-
tidos ou uivos, gritos de faror oa de angustia um
eiopre ao mesmo lim, alo he, ao* ouvido* de liadci
Slavro*. Pooco depois o animal leve horrivai* con-
vul.ei; escumou. leve naeieaa, e fez rsforeo* vio-
lenlospara eipellir o iuimigo interior que o devora-
va. Era om espectculo raai delicioso para mim,
e eu gozava o nrazer dos deo.es ; ma* i a mora
ferai vflo cara para si mesmas ; mas qoe se devia
pensar des,e bol rendo cao que ia rievorar-me com
p*lrondo, e para agradar ao velho lladgi Slavros !
Cuinolei-o de injurias, fiz choverem sobre elle os
nomes mais odiosos ; porm debalde, elle fallava
man alio do qae eu. Madei de ola, lenle o ellei-
lo das boas palavras, inlerpellei-n brandamenle cm
gregn, na lingaa de seus pais ; elle nao sabia mais
do que uma resposla ao qae eu dizia, e sua respos-
ta abalava a m mi anua. Fu silencio, era uma idea :
elle c-aloa-ie. Deil*i-me enlre ai poca de agua, el-
le e.leudeo-se ao pe do rochado rosnando. Fing i do inimigo poda lalvar-me, e eua lardava Fu ei-
dormir, elledormio. iixei-me escorregar insensi- "
velmente para o riacho; elle levanloo-se de um sal-
lo, e apenas tive n lempo de vollar ao meu pedes-
1)1. Meu chapeo ficou enlre as maos ou ante- enlre
pera qae vencido pela dor ella dar-me-hia eralim
passigem ; mas elle enfureca se contra mim. mn-
Irava-me a goela cheia de eicuma e cnaanauenuda
como para ecusar-me do qoe lodria. a duer-a
os denles do inimigo. lm inslanle depois nao era que nao morrena sem vinganr I.ancei-lha o mea
mais do que uma massa. urnas papas de chapeo! '
CoiladOl eo lamenlava-o; punha-me *m leu lugar.
Se houveise podido livrar-me dahi medanle algu-
mas mordidelas, nao leria feilo grande caso disso,
teria satisfeilo o cao. Porem esses monslros nao
cunlenlam-se de morder, devorara !
I.embrei-me de que sem divida tinha fome, a que
se eu arhasic com que farla-lo provavelmente elle
rae mordera anda, mas nao me devorara. I razia
provis.es, (iz um sacrificio mea nico pezar eia
nao ler cem vezes mais. I.ancei-lhe melada de meu
pflo, alie engolio-o sem demora ; foi como um seixo
que cabe em um poen. Elle olbava tristemente pa-
ra o pooco que reslava-me ellerecer-llie quando re-
lenrodaalgibeira; elle dilacerou-o Uo vigorosa-
mente coln, o chapeo. O reo comeeav, rsclarecar-
se. c ea preseulia que linha feilo uina mora iuulil.
I ma hora depoii os salteadores estiriam .. minha
procura. Eu ergua a cabec para e,ai cmara mal-
dita qoe deixara sem espirito da vi.li... e para a qual
o poder de nm cao ia fazer-me vulur lina ca-
choeira formidavel lancou-me de bracos.
Porr.ies de relva, ieixo, fracmcalos de rochedo
rolavam ao redor de mim com orna trrenle de agua
mu fra. I) dique fura quebrado, e lodo o lago der-
ramaxa-se sobre minlia cabera. Senli um Iram.ir :
cada onda paasanda levava alguus graos de meu ca-
lar animal, e in-u largue l.ri.ava-se Irio cooao n de
c.mbeci no lun.lo da caixa um embrulbo branco que um pene. Lauco os olhs sobre o eflo ; eslava amda
deu-meideas. Era uma pequea provisflo de arsc- ao pe do rochedo luanlo cm a atarte, eom a Inr-
inro de.linada s mmbas preparar.ies zoolgicas. renle, com ludo, de bocea abarla e de .dbos filos en,
>ervia-me delle para empaliar pas-aros, mas ne- mira. Cn.npria acabar rom elle. Ile-prendi minha
nhuma le rae prohiba melter algumas g.anima, no ; caira, e bat sobre e-a honenda rabera, n,m lamo
rorpn de urarfln. Meu inlerlocolor, caja ap| el.le teror quo o inimigo deix.io-me a Campa ala balalha
fura dHperlado ealava diaposto a continuar a refei- | A torranle lumoa-o de lado, volveu-o duas on Ir*
vc/es, e levou-o iijo le para onde.
Sallo na ?gua ; eu a linha al o meio do eorpo .
io da corren-
gnlo : Viva
c Espera, disse-lhe eu, vou dar-le um pialo a
meu modo !... O embrulbo cnnlinlia obra de Irin-
la e cinco grammas de um p alvo e lirdb.nt". Iler-
; ramei riiico ou seis em um pequeo re.erxaloro de
agua clara, e raelli o reslo no bollo. Prepare! cui-
dadosamente o quinhao do anirral, espe.ei que o
accido arsnico esliveise bem diasolvido ; meiii na
; solacio um pedago de p.lo, o pial emiebeu ludo co-
da dizer-se : nflo deleala*aa a eara
pomo um rola irracional. En lena preferido arh .r-1 ",,u"la "ponja. (icio l.mr ,a se de bom appelde,
me .liante de um lobo, de um ligre, ou de um urso, e nobres animaes qoe ler-rne-biam devorado sem di- Mas porque nflo me tilma eu munido de um Doa-
ga do pablo aqo, lao ,s marcas. Pouco adente zcr nada, mas que u.i, me leriam d.uuuciado. As I co de eslriclini.ia ou Je algum oulro vtueo Mil
aa-arro-ma ana roebedos da inargem,
ie, diego a ribancetra, mcii lo-me
Marv Aun !
Qualro salteadores sshem da Ierra, segnram-m*
pela gola di/endo : Kmlim (e apauhamoa, a.a.vno !
Venham todoal Elle esla aqu re ha de tirar
mnleiite VaUlia ser vinsadu !
Parece que sem o saber eu linha afogado o mea
amigo \ t-ili...
' mtnntr m h$).


xercein tanta iulloencia na sociedade, como sao os
lid neos.
Concluindo, observa que o nnbrn senador pela
Italna usleiiiuu que qualquer Moldar lem a >lu rilo
jeilas ao came do senado ; e ceiisuruu ,n> noble
niinulro ri. I Hernia par allodir ao limar de presi-
dente do Bancu do Brasil, que ocrupa o nobre se
nador pelo Kio de Janeiro, que lie por ce hluln
um empregariu do governo. o orador he a arte res-
pe!" da escola do proprio uobra senador pelo Itio
de Janeiro; calenda qqe, quando um senador f.,r
empregadudo governo e qu'zer uppur-se e embara-
zar qualquer mediila qua o overuo julga iodi-pen-
MARIO DE PERNHBUGO QUINTA FEIRA 1( DE JULHO DE 1857
savell i sua marcha, deva fazer antes o qu o nobre
sonador pelo Hio de Janeiro fe/ quando den a sua
demissao de presidente do Hio de Janeiro. Bala he
a marcha seguida un lodoa os govemos rspmenla-
a '" 'f'n" "ob" *"dor pala Babia. .toso.mi,r.....,-
no-a. ralloa em poltica de paz e enneiliaelu. Mas.
qiiaesqurr que sejaiu ti idai de concillado que mi-
litetn, iienhum governo qua preie a prupiia (ligni-
na le deiiar de sujeilar-.e aquella marcha.
Se porni a discosiiu he propriamenle identifica,
nao se traduz pur embancan opposlas pelo empre-
ado do governo a marcha deslc ; a questao colloca-
e em ooiro pe. e en: io a marcha a seguir nilo deve
ser a mesma. Nao he possivel que continu entre
ni o lempo em que-os ministros aoppunhain que o
m.iii r e melhor servido que te Ibes podia fazer era
guardar siloocio. Nao. U nono s)ilema ha o dai
(llscussOes. Quem ngo liver talento a Ilustrado nao
queira ser ministro em um rgimen como o aeeao,
no qual os ministros trem obrigacno de expor clara-
menle aa suai ideas e defeude-lss na tribuna.
Postas ai cousas uestes (ermus, nao pode deiiar
de louvar a maneirn por qua hontem se porloa o uo-
bra senador pelo Kio de Janeiro.
O Sr. Soaaa Franco (ministro da fazenda) lomnu a
palavra depois das 2 horas da larde. O estado de
ladina em que nos achavamos, nao nos permillio co-
Iher apoulameulos nem reproduzir o discurso de
S. Ex.
A discossao fica adiada pela hora.
O Sr. presidente declara que a ordem do dia he a
roesma.
I.evanta-se a icsiSo quasi as tres horas da tarde.
CMARA DOS SIS. DEPliTADOS.
SESaAO' EM 18 DE JUNHO DE 1857.
Presidencia do Sr. tisconde de Baependy.
A hora do coslume, leila a chamada, e achan-
do-se reunido numero legal, abrn-ie a seisilo.
I-ida a acia da antecedente, heapprovada.
Coroparerem depois de aberla a sessao os Srs. I er-
nandes da Cunhd, Anlunes de Campos, Cusa Mo-
ren-a, Santa Croa, Das Vieira, Araujo Jorge, Jarin-
itio de Mendonra, Aracin e Mello, J.ima c Silva,
rrauco de Almeida, Gaviao Peiioln, Brandao, Pei-
xuto de Azevedo, Delphino de Almeida, Sampaio V-
an na, Rodrigues dos Santos, Teiieira Jnior, Silva
Miranda, Cunda Figueiredn, Dalas, P.derneria,
l.omes de Souia, Bretas, Salles Torres flomem, Coc-
ino de Ca Monleiro, BarSo de S. Benl", Viriato, Paulino, Car-
rao. Fausto, llenriques e Pinlo de Mendonca.
ralla com causa participada o Sr. Filippe de A-
raujo.
O .Sr. Vrimeiro Secretario d eonla do seguinte
expediente :
Lm ollicio do ministerio da juslica, enviando o
decreto pelo qual foi aposentado o juiz de direilo
Jos Gaspar dos Santos Lima coro o ordenado cor-
respondente ao lempo de servico. A' commi-so d
pensiles e ordenados.
Dito do ministerio da fizando, comniunicando ha-
ver S. M. I. se conformado com a resol-JCAo de 1:1
do frrenle, sobre a iiidemnisacao que pede Mauoel
Jos Teiieira, e remetiendo a mesma esoinrao c-
mara para que esta habilite o governo com os meins
necessarioi para o pagamento rio que ao supplicanlc
ae deve. A' commissao de faienfla.
Um requenmento de Joo Perora Lima, pedimiu
para ser o governoautorisado a conceder-lhe aposen-
ladona no lugar que exerce. A' cummiisilu de
pensSes e ordenados.
Dilo de Andrelino Azevado Marques, ajudanle dos
ccnferenles da alfandega de Saulos, pedindo urna
gratilieacao pelos servico* que conta. A' commis-
sao de penses e ordenados.
Dilo de Domingos Marlius da Silva, ei-varredor
da capaila imperial, pedindo urna gratificado. A
commissao de penses e ordenados.
Uilu dos eslud.nte* do 5. auno da faculdade de
direitodeS. Paulo pedindo urna alterado na lei que
rene a* 'acuidades de direilo do imperio em reanlo
a ordem dos estados no ulliuin anuo do curso. A
commiasBo de iiilrucru> publica.
Dilo de Domingos Marlins Alves, pedindo o pa-
gamento de quanlia documentadas que cahiram em
atercicios fiados. A' commissao de fazenda.
He approvado sem dbale a parecer da eomu 'issio
de penses e ordenados, mandando ou\ir o governo
sobre a reclamado do Dejte Mara Lope da Cus-
a, secretario da escola de medicina da corle.
. Sao julgadui objeclos de deliberacao e v.lo a
mprimir os pareceres:
Da commissao de podsres, aotorisaode o governo a
conceder carta de naturalizan ao subdito brilan-
uiciS Jorge Pelcbell, residente em Pernamhuco.
Da commissao de pensoes n 'ordenados, epprovan-
do o decreto que coucede aposentadora ao destm-
hargador Pedro Madeira de Abren Brandao.
O Sr. Brandao ( pela ordem ) pede qua seja dado
para ordem do da da sessao seguinte o projeclo n.
51 do enno psssado, qua prohiba conservar aberlos
nos domingos e das santificados quaesquer eaUbela-
cimentos commerciaes, oiTiciiias e fabricas, eiceplu-
ando aquellos que venderem gneros de primeira
necessidade.
O Sr. Presidente declara qoe o pe ido do honrado
membro sera lomado na devida ronsideracao.
ORDEM 1>0 DIA.
Continua a discuseao do projeclo n. 12 do crran-
le auno, que autonsa o governo a mandar adrailtir
.i malricols das ficuldides do imperio, ouvidas as
respectivas eooerega^es, oalumnos que por moti-
voa joslilicados nao sa apreseiilarein no prazo deter-
minado pelo estatuios.
O Sr. Y. claviano pronuncia-se contra o projec-
lo qua, em sua opiniao, pode dar lugar a mullos
abusos.
Enlrelanto ja proctirou resolver aa maia argentes
neces-ida.lis desse s-rvico, Horneando commisades
que ealflo encarregailas de aprecia-las, mirando
iiessc esame as provincias de Santa Cathariua, la-
bia, etc.
S. Em. porm lembra ainria urna vez que he mol
pequea a verba de que dispoe para rsses melhura-
imrios; cirriiinsiaiii-ia qu lornava impotentes os
leutanteeesaore quando a" vista (, um avulladu nu-
mero de n-rlamac,iies no tnesruo sentan recnnheciem
a Imposiibilidada de difcri-lai ravoravelmenle.
Tratando do mesma aisuiuplo lembra S. Em. a
conveniencia de irear-sr um centra Npecial da ad-
mmitlracao para servico de pbares que aera' deaaa
modo inai- irgul-r e peifeilo.
Sobre a rollocacao de um vai r no Amazonas, diz
que infurmando-ie da possil.....lade dessa medida,
que ronsi.lera ctmo til, foMhe respondida neto
qiiiirlel general que oaobavio um vapor para tal
lim ; nao podar poiialiafaier desde ja a o,la raqui-
ai^ao do honrado mtnibrn, lano man porque ava-
lla a maior conveniencia da navegaran do Para-
aoay, que lambrrn nao pode ser de promplo reali-
saria.
Nao entrar S. Exe., no exame minucioso da se-
goranea e nlilidade do forte oe Obidoa, de que lam-
ben) Iralou u nohre dapolailn ; asiegura porem que
o de Maeapa lem mercci-lo di paite da Revent -e-
vera allnelo, coiislando-lhe que a sua caoalraccao
he solida e segura.
O Sr. Cunha .Mallos :Apoiauo.
O Sr. Ministro da Mariana ('continuando respon-
de ao .scurso rig nobre deputadn pela provincia do
Mar.minio. (O Sr. Viriato.)
Diz a S. Ble. qoe embora n3o seja desdo ja pds-
-ivel atlender a reclamaeao que fe sobre pliaruea na
deve ni reca toda a altene.la, porque alem de bello i vidava-lbe sabii n roa ha dous (lias. Dais que muito
a aprativel, alli ce acham cullocadaa a maior pule sendram a falta da su praaeoca.
das eslares publicas. Pugnamos por tanto pelo cal-I Ao cahir da noile srrvio-se u janlar na talado
cemento, c confiamos que te realisero os oumoi de- i fundo da cas-, brllhaolemenle illominada. A m ->,
^rJ"~- a que se as-eutaram os convivas, entre jarros e,i-
(. nala-noaqoao Sr. Germano tencin*, enla-1roadasde inimoaai flores eitantava iguarias vara-
las e delicados vinhos. () Sr. Dr. Aiilrnn,
bolar rom a presidencia algoni dcboco a re-peito do
lliealro, e secando nn informa pessoa habilitada, o
que ello piel, "de piopor be de mulla vanlaa.m pa-
ra nao so os diletiantei das companliiaa lyrlcaa, co-
iio para o- apreciadores da decl.imac.lo. O Sr. Ger-
mano irnuxe 'ia lioiopa um varladiasimo reperlorio
d is n ais bellas msicas, vaadcvillcs, e de dramas
inda nao representados aqu, nem mesmo na Euro-
pa,romo lejam algaoi que em maiiuscriplo Ihe ( Ba-
racen 0 Sr. Mondes l.e.il.rcinponca.osua. S'inos lam-
bein informado*, que o Sr. Germano lenciona moii-
lar nuvamenle o guarda roupa do lliealro que em
verdane esta' romoama canaslra da presepeara
para u que lem boje em Pars, pessoas para isto
i no. iieja.i.i-. i 'i .i, oin i.an in-s- i. Sr. Germano a
contratar urna cnn.panhia lyrica a organisar
urna oulra ile declamacao. somos de parecer, que S.
E\e. o Sr. vice-presidenle deve aproveilar tao boro
ensej.i para ercuer o noo bello Santa Isabel do es-
tado de .ibaiimeiiio em que acacha. Ja' he lempo
de nao lermos que mvejar as demall provincias, que
va o ollei 'recudo aos seus habitantes os lliealro como
a uuict distreccao, que o pnvo pode aproveitar sem
Ibi ser preciso um carlao de convite....
O gabinete ptico, ltimamente aberlo no Ater-
ro da lio i Vista.ii. 1 leve urna extraordinaria con-
currepcia na primeira noile ; ( bou em ) para mais
de duzenias pessoas o visilaram, e ale nos que de
oplica estamos enjoadas.la fomos lr, e a fallar ver-
dada Dio nos arrependemos de la' ler ido. A
barra de sua provincia, collocando-se os que sao pre-1 vistas sao magnificas, e sobre todas aquellas qoe lem
cisos em suas diversas paragens, trata o gov,rno de I relacao com a Guerra da Crimea, e lambem urna
exerular oulras medidas que all sao da m'sma soile i apanbada do largo do lliealro S. Joao da Babia ;
reclamadas, em rujo numero rolta orna barca re j nada mais natural; a illusao lie completa, ulga-
ev.'av.ioao que .lev snvir dent'o cin pouco lempo, "ios estar Desse poni, donde viamos pcrfeilainenle
Sobre a competencia da capitana do porto para loda vasta a baha,e o aprasivel litoral onde cstao o
recrutar mariiiheiros para a armada, remorada pelo lanluo Collesio dos Jesutas (Agua de Meninos: Mon-
Il4nf l.ln mam h,. .I... ll ^.._ .._, .-13__.. > f
honrado membro. diz S. Exe., que o rrsulaineoto
des>a repartirn | )he aj 0 j,rc,|0 ^e piooeder ar-
bitrariamente em sen abuso ; ao contrario ronfere-
Ihe apenas a atlriboicao de ercolher entre os indivl-
doos lascriplns nos seas livros os que jolgar habili-
tados para o servic d. manaba nacional.
O ora :or he o primeira a lamentar a Ma d* urna
lei nessa sentido ; pnrm teconliece que compele a
c niara inicia-la como urna iieces:idade vilal para a
maiinteui.a.i poiadot.)
Ao nohre deputado pela provincia do Caara'/i)
Sr. Jagnaribe pede S. Exc, que Ihe permita nao
emiltir o seu juizo inuppurluno sobre o qna diaae em
relacan a n vrgacao oe cabolagem faculladi aa es-
te Serrato, Ilomfim, etc.
Cnnlaram-nos que urna patrulha dentro do Ue-
cife, mallrata'ra horrivelmenle com espaldeiradas,
um pubre valhinho que enconlra'ra talvez perdido
nos lorlurosos beccos rt aqoelle bairrn !
limante a eslada tiesta capital do Exm. Sr.
ronselheiro Tiburcio Valeriano da S. lavares, S.
E(C. que se acbava hospedado em casa do stu cu-
uhado o Sr. Loyo'la, foi sempre visitado pelos seu
aaligos auugos ; ao seu eir.baique assislio ride nu
mero de amigos e conhecidos. Apprtecemos-lhe
leliz viauem.
Lrmbramos a sociedade dramtica emprezaria
que n.lo olvide o dramallabrirl e Lntbel o os
milagres de Santo Antonio, para o qual se achara
Irangeiro ; he aaae ponto nao m muito melindroso aliena urna asslgnalora e o publico ancioso agoarda.
como de atlribaifie especial do ministro que tem a i Esse bello drama, de ricas aceas e immanso clleito
O Sr. Agoiar discorda do honrado membro, por en
leader que, a dar-se da parle do governo algam abu-
so na cunceisiio de iguaes licencas, tem sempre o
corpo legislativo o direilo de discursao, de aoalyse
e da censara sobre os sensatos.
O Sr. Vilella Tavares lambem ere que o governo
he competente para conferir essas licencas, depois de
ouvir aa congreg'cfjes dos lentes das respectivas fa-
culdadea, como dispe a projeclo.
' S. Exc. eslranha anda o calor com que foi essa
simples aulorisacdo combatida pelo nobre deputado
pela proviocia do Para, quando outras de maior im-
portancia Ihe tetn sido conced.la-,
O Sr. Tito : Nao com o meu voto.
O Sr. Villela lavares ( continuando ). Diz mais
que be gratuito e piecipitado o receio de abusos pra-
ticaoos por esse motivo pelo governo, visto que elle
nao proceder isoludamenle, mas a par do parecer
dos lentes que tem de consultar.
O Sr. Tilo : lie a porla que se obre.
O Sr. Villela Tavares ( terminando ) vol a favor
do projeclo.
O Sr. I.uiz Carlos sustenta a aulorisac_ao que em
su.i opnn.ii, resulve urna queslao de equidade, seno
de Justina, a hem dos esludanlcs que, por motivos
alheios i sua vonlade, nao podorem eurupir as lis
posicoes terminantes dos regulamenlos acadmicos.
Encerrada adiscusiao, he approvado o projeclo a
passa u 2,ii tliiriaHi.
2.a parle.
Conlioaa a disctissao do art. 1 do projeclo do go-
verno, que fue a forja naval para o nenie o linan-
ceiro de 1838 a 1859.
O Sr. Sariva ( ministro da marinha ) oecupa a tri-
buna.
S. Ere. comer por declarar que nflo linha neces-
sidade de tomar parte na tiscussao, por que nao lem
de respondar a censuras que nao Ihe foram dirigidas,
nem tem motivos para fazer tongas disserlac&ta ; em
deferencia porm aos nobres oradores que 'iralaram
da materia, S. Etc. responder' a seus discursos, na
ordem en quo foram proferidos.
Dirigindo-se enlin ao honrado depulado pela pro-
viucia do Bio Grande do Sol, ( O Sr. Jaciulhu de
Mendonga ) diz a respeilo da pralicaem da barra
dessa provincia, qua o governo allendcu a's infor-
inaoi.s dalas pelos seus representantes, apenas clie-
garam a corle ; que pessoalmenle examinou o que
lnvia feito na sua repartirlo, em relajo a esse ramo
essencial de servico, e que euronlrandn sobre elle
um trabalho do Sr. coronel Jardim, nrganisou una
tabella de vencimentospara os praticos daquclla bar-
ra ; considerando especialmente os perigos a qua os
neimos aili csiao sujeilos leudo por esta razio dirct-
to a um lalurio maior.
Sao estas disponfora relativas an pessoal da rcp.ir-
l.i.ao ; qii.ini i ao material, sendo multas as suas ne-
casssidades, razovvlmente scr.lo resolvidas com me-
nos celeridode; ordenou porem S. Exc. que se prom-
plilicas'C a barca de reboque destinada ao servico da
barra.
O governo avalia os cuidados indispensaveis a* c-
Guranga da navegacao nessas juas ; porem sabrm
os honrados depulados que esos coidados exlgem
eslodn aecurado e desperai extraordinarias; por coja
ra/.io peoo algum Lnipo para rralisar ; o primei-o
vio pudendo principalmonle Cilcular as leguudas
S. Exc. diz mais, qua a' vista de algana Irabalhoi
que nislcm na sua rcpar(ir,ao, condece que os seus
aulcsessoios lucnun sobre esse ponto o que deviam
podiarr. fazer.
Reapondanda enlSo ao que diste O msnno honrado
nifiuoio sulnc a coinpaiihia do piquetes, observa S.
Exc. que no rclaturio desla fui allendida a uecei i-
d.idc de strem oniprcuados na n.ivecarao da sul va-
pares de maior loria ; e que propon lo-sa a aallsfa-
zer ella aveceaaida le, a directora lombra-se da ttn-
pregtr algam des vapores mais fortes da rarreii.i
sea cargo o dcsenvolvimenli do rummercio ; [apoia-
dos'^nao o discutir porlautn, apelar de declarar que
fara' todos os esforcos possiveis para que o paiz pus-
sua urna boa marinha mercante.
Ha ooiro ponto do discurso do honrado membro
a que S. Exc. apresa-se a responder. Versou e-se
sobre a maior conveniencia de sercm dirigidos01 ne-
Kocios da armada por homens dessa cla-se.
O orador concorda com S. Exr. ; recouhece que
o actual ministro dessa reparticao nao he a pessoa
mais competente para bem administra-la nao apoia-
dos): e se conaratularia de ver em seu lllger um
des-es dignos oiciaes da nossa armada, ajo nomo
he um paorao de gloria nos stusaiinaes ; fe puini
lal nao sorcedeu e acha-se investido des-as altribui-
ciei he porque foi essa a vonlade suprema da cora
quedevia obedecer, alleudemlo tainhem a um de-
sojo intimo deservir o seu paiz. (Muitos apota-
dos.)
Na Inglaterra, contina S. Exc, dao-se icuaei c-
xemplos; diriiem a reparlijiio da marinha domen-
que nio sto professionaes. Emenden pois S. Exc,
que nao poda recusar a honra que se Ihe Confera,
estando no firme proposito de ouvir a vez da expe-
riencia e de consultar lodos os cheles da sua repar-
tilo, afim de fielmente desempenhar o seu dever ;
nao ter o orgulho de querer dispensar consclhas e
pareceres uteis para obrar isoladaineule ; ao con-
trario, sera a illoslracao dos ohefes da sua repartidlo,
sera o seo zelo e a sua assiduidade em novi-loaa ga-
ranta mais secura da sua administradlo.
Sobre a reforma do corpo euletiailico da armada
diz que acbando-se a saa reparticao ja cheia rie an-
lorlucSea dadas a seus anlecc.-sore> nio di soja rece-
ber mais nenhuma sem antes re.iliiar as que iom (a-
poiados); como depulado oppoz-se S. Ese, sempre
a largas autori nao as agradece, porque esses presentes poitem- Ihe
ser funestos se por meio da experiencia e do paludo
Rgo os cunverlor cm v.rdadfiros bebeficioa publico.-.
Miiilos apoiado*. Minio ben, !
Ein relacao a cieacao de nina capitana no porto
doCear, diz S. Exc, qae essa mertioa pede despe-
zas e Iraz didicuklades que a Impossibililam de mar-
ear um prao cerio para a sua exeruoao ; aprecia
enlreanlo e prumette atlender as neeessi ade.- espe-
ciaos que olt'errre esse porto.
Ion io assrn rospundido aos diversos ora foros que
di-culiram o projeclo, S. Etc., davia oecupar-se
con a parle poltica dos seus discursos ; esta porem
tem sido tflo elucidada que nada acretrenlaria com
as suas palavras ao muito que ja se lem dito ; pede
pois permirso ,i cmara para declinar do debate
nesse terreno ; pin que em seguida as eloqunlcs ei-
pressOes do dislioelo presidente do eonselho alcm de
nada mais ler a dizer, lalvez discurren lo sobre o
seu Ihema as descorasse e privasse-as do seu brilhau-
Usalmo.
Pasa porem no espirilo do nobre orad.or a necessi-
dade indet.lu.avel de proferir algunas palavras cm
resposla ans discursos dos Ilustres depulados pelas
provincias de Paulo e de Minas-Geraes os Sr-.
liodrigues dos Santos e Salalhlel.i Ao honrado
membro por S. Paulo, diz que o guverno de que fai
parte est convencido e sabe que sem perseveranca
e tem energa nunca o poder be ubi (mollea anota-
dos) ; e que se, como entende o nobre depoladv por
Minas, he impossivel a folio dos parlidos, o gover-
no subii cima delles para desempenhar a miselo
que Ihe esta' conferida, e sobiepnjandu es odios e os
interesaos individua, armar te-ha com o seu pa-
triotismo e com a resicnacao possivel para cumprir
os seos encaraos e bcuebciar o paiz. (Applausos.
Muito hem. orador he comprunenlado por seus
amigos.)
O Sr. Alhayde apreciando o principio de concor-
dia e de harmona em que se firma o svslema pol-
tico do novo gabinete, lamenta a maneira porque al-
guns delegados do soverno lem Iludido a execurao
desse mesmo principio, ja annuoeiario pelo mtniste-
terin Iransacto.
I'rovaudo esta a-sfroao. S. Exc. analvsa diversos
aclos da aiimiiiistr.ioa.i do Sr. lieiculao Ferralra
rmii, actual prt-i lente de Uinas-Geraes, dos quaes
conclue que esse funeciunario zelava mais os iule-
resses estraubos ao hem estar e proiprridade des-
sa provincia, do que as suas neeessidades mais vi-
laes,
S. Exc. chama sobre esle fado a atlfDClo do Sr.
ministro da marinha que, como membro oo gabine-
te deve saber se elle permillira' a coiilinuaoio desse
deleixo eulpavel que entras faltos se demonstra no
alian.tono em que lem sido deixadas as vas de com-
ininiicaoao indispensaveis ao adianlamento da pio-
Vllicia.
A diienssan fica adiada fel hora.
O Sr. prcsideuie encerra a sajaste, e marca para a
a seguinte a mesma ordem do dia na 1.a e 2." parte,
depois da apn -eniaeao de projealos indicacfies na
hora compleme.
Levanta-se a sessao as 2,'j horas da li.rde.
mo deve ser c-quecido,
esperado com oan.
lauto mais quanto elle lie
Alt amanltaa.-
Victoria 1i de julho de 1857.
Nenhum faci se lem dado nesla
seu lermo, de que resenlir-se possa
cidade,
a pn-
e
blica Iranquillida le.' Ooiro tanto porem nao di-
remos peio respeila ao particular ; porque con
la-nos, que (ue aluuem asta em desassiice-o, moti-
vado por processos enmes, que lem appatecido.
He pois ile esperar da prudencia do juiz proces-
anle, que, com quanlu cumpra o sen dever, toda-
va deve pozar as causis na vardadeira balauoa da
razao, apartando de si as suspeilas de mesquinhas
vinaancas.fjzeniiu por lennina los: lanto ma qu. li-
to nos parece, que soineule por causas muilo gravas,
e inloiraineiile nuie-culpaveis. seria licito qualquer
procedimeiilo, que teudesse a desmorabsar o cidadao
consumido em pu*ic,o civil, ou militar, mxime
quando as de que >,io argidos coiilein ja mais mate-
ria vellia, e de poica mutila, e por outrns despreta-
da : porque de oulra sin le reinara' sempre a descuu-
fianca, o perlurbaoilo na familias; os dessostos, e
as^intrigas sern iiitermiMvea, e jamis apparece-
ra' essa paz por mis lio alinejada, e oa qual s po-
dera' partir o augmento do noso progresso moral.
Nao he pois paia isnorar-se, que, qnandu aa.....-
Inoras pessoas de um lugar, e lano mais as autori-
dades se hosliliaam, os enredadores se prevalecem
desse favoravel ensejo para fomaular o g>rmen das
intrigas, adulterando, quanto ouvcm de urna e uu
Ira parle, e aj inosmo luventando aquillo, que nao
viram, nem ouviram.
No meu fraco entender, he asssi errnea a idea,
que algoem concibe, de detrooralisar por qualquer
modo a* autoridades legilimamente constituid*', por
quo ceitainenie lio um exemplo pernicioso, e fatal B
sociedade. Devenios entes cercar a autoridade da-
quelle persligio, e foroa q .e Ihe be necessaria para
bem e livremente executai a lei.
Compre porem, que es-a. autoridades, abstrahin-
do-e da id-a de seuhores absolutos da honra, v.da,
e lazenda do cedadlo, nao abosen! rio aasrado de-
ver, que Ibes foi confiado,tornando-so assiui respeila-
vcis, o dignas da publica estima polos seus aclos uio-
del dos coru o justo, e honestos
."van vamos mullo lem de lalobridade ; porque
mullas pessoas lem soffirida febrea, e aeaoea ; mas as
tristes recurda..'s do aun > p.'sad i. r topara las rom
actualidade, nos liaz a eonsolaclo : e por isso este-
nos oonlormcs com os decretos* da Divina Provi-
dencia,
No cemilcrio do norte, onde eolio sepultados cen-
tenares de corpas das pesaoas, que sncrunibiram do
flagelo do cholera (borrajeo referen.i foram desen-
terrados alguna pelos cavadores da estrada, que pui
all passam : o que ebegaudo ao conhecinieuto du
Sr. tente e delegado de polica Joaquim l'abricio
de Viaitos, immeriistainenle diriem-se ao lugar, on-
de ja se achavam os Srs. ajudanic de engenheiros
i-'eliciano Rodrigues da Silva, e o Bvd. viajarlo desla
freuuczia Francisco Xavier dos Sanios, c louo foram
dadas as providencias para voltarem aos seus apen-
los esses restos morlaes, e alli serem redozdos ao
pn. Esle incidente foi devido ao administrador do
servico ; que, s* fuste mais prodenle, estando pre-
viamente advirlklo peloSr. ajudanle d engendeiros
deveria ler parado a excavado, louo qoe euconlrou
o primaiio cadver.
Seria pois para desejar-se, qoe a estrada livesse
oulra e nao esla direccao, embora os cofres da pro-
vincia carregas'em com algum aucmeiiln dede-pe-
zas ; visto como ja fui arrematada segundo a planta,
e orramenlo actuaes.
Os lenhurcs administradores da municipalidade,
nao esquecidos dos apuros, em que outr'ora nos a-
ehamus, deveriam cuidar, quanto anles da doigna-
cao do local apropriado para a conslruccao de um
cemilerio com as proporces conveuienles ; pois us
que cxiiteiu s,1u provisorios, lillios da urgente ne-
cessidade, ou soja em relacao ao da igreja matriz,que
sen lu no centro da cidade, ahi nao deve existir, ou
seja aos do norte, i u oo l.ivramenlo. onde jazem
os cadveres do< cholencos, parque alcm da inde-
cencia proveniente do momento, e falta de meins,
e>lflo ein posie.> contrarias a salobridade publica.
Parece-nos, que est a lindar, ou que ja se fiudou
o qnatrienio do. soppieDles du jnizo municipal ; e
por isso devemos esperar pelos novos nomeados.
Muila ebuva liveinos no sabbado, mas nlo obstoo
que a feira fosse bastantemente concorrida rie povo.
A farinba vondeo-se por coia a 2i0, o inilho a
.')20, o feijflo a 2.->. o carrapalo a (10, o arroz a 250,
a carne do Ceara' por libra a 2itl, e o bacalhao a
30\> reis.
Vieran a feira 5112 bois. que se venderam ao cal-
culo de 1 a jf.iOO por arroba de carne, c ficaram por
vender 42.
Ale onlra vez.
O l'irtoriettsr.
indigita o para prsi.l:-la, puhlicoo o priineiro
blinde.
Era ile ver o Bahlano asciSo, o decano da scien-
cia, rememorando a pbalan^e de mancebo-, que ex-
tticos o eeculavam, o episodio graudio>u da nisloria
patria, resumido no diatoos de jaldoI Dos li-
bios adulos a dar saluda s verdades das doulrinas
do eusirio, cahiam ontto, como lio de perolas desala-
do, as phrases inspiradas pela liberdade. Dtswreis
que os havia tocado a braza de fogo com qoe o anjo
purificara os do piophela, quando leve de aunon-
ciar o f-rn-iihii capliveiro ao povo privilegiado. E
os discipulus admuavam a eloquencia do meslre. E
os lilhus da pabia de Paraguassu' abeucuavam o ci-
riariflo que, lambem cuino ellas, ausente della,e
ausenle ha lonuotemp>. mostrava-lbes quanto Ihe
Vicava '.lina o amor, com que a aquinhuava, e fo-
mentava-lhes o brios cvicos, e divinisava-lhos os
seus seiilimeulos patriticos. Em terminando o
blinde pradilcclo, arrancoo para us ares vasta gi-
rndola de oguelea, e a msica misturuu aos vivs
phrenelicos aodous de julhoque rassoaram, o
bymno nacional.
Api breve pansa, una voz insinuanle se ergneo,
paia saadar o Sr. Dr. Autran, o lypo venerando do
leslim, e com o qual ronoizia plenamente ; porque
o feslim era a um lempo acadmico e patritico. O
brinde que Ihe dedie-aram foi a uina correspondido
com vital intercale,Oulros muitos surgiram a es-
pacos; cada qual mais acertado, mais anlogo, mais
meritorio.
Ivao osqueceremos o do Sr. SimpbroninO. de Bri-
lo, Bibiano dislinclo, a cujas luzes e vigilancia foi
confiada, ha annns, por um pai amoravel a o luco..i>
e pens de dous lulos, que ora oursao esla l'aculda-
de. Era elle tubulado memoria do primtiro barflo
de S.Francisco,unidos bracos mais valido e re-olutos
que acceleraram e vivificaran] a florescencia da re-
generarlo poltica da Babia, e (ronco de urna das fa-
milias nobres que boje ahi sobresaliera por seu m-
rito iueslimavel.
Mencionaremos tambero o do Sr. Franklin Doria,
acadmico do 3. auno de direilo, dirigido a lodos os
seus irmlo que se cullegsram fraleriialmautr, para
sob esle coo solemnisar a victoria de seus pas. Em
um discurso animado elle exallou-lhes as duas pai-
xoes que Ibes prodicalisam benficos estimlos, e Ibes
alrgala os horisoules ri um futuro feliz, a saber, a
sciencia e a lili, rdade.traduzdas pelo amor ao esludo
e pelo a.mor patria. Eis aqui as suas ultimas pa-
lavras :
o Que a Babia, que o Brasil, que lodo o mundo
saiha, que nos, irmloaem lottrasc unan- desangue,
nos aggiegamoi aqui, por felicila-la.como o permil-
tiam as nossai torcas, e muilo aquem do que raela-
mavam nossos deejos, pelo sea liiampho maravi-
Ihosoiuidia 2 de julho de 182). que, hoja 2 da julho
de 1857, resurge para mis com lodo o seu cortejo de
reminiscencias bellicos e tradicGes prestigiosas!
Em sccuid.i, depois de abracos c saudaees que
obre elle choveram, mimosearam-nn com esle limite
de : ir Ao desreiiuente de Pedro Jacome Doria u
Pedro Jacome he um dos martyres da indepeuden-
oia da Babia ; soldado que baqueou nos piamos de
Piraj no meio no esluzlar d'um recunlro afanlo
e loo n s' lo,a io.
Ao iiirelar-se o Despisto, o Sr. Frankliu reciloa
urna poesa anloga au mmnenlu.
Foi primorosa a allorucao do Sr. Wernerk por oc-
casiao do brinda que cunsaiirou na futura pro-per ida-
de do Brasil O moco esperancuso linean lo urna
volla de ulbos sobre a allilude maceslosa do nosio
imperio, e pondo esse iclevo sobrcludo o progresso
inlelloclual da nioci.tade, orculo da nossa pujauca
porvir. augura-nos urna era invcjavel, um evelo ci
laellavtis grandezas.
O Sr. Alvares de Azevedo, irmAo do maior genio
adolescente que sahira do meio de Branleiros, inlel-
ligencia vigorada pelo suero substancial do esludu. e
que lem pretendido as lides Iniciara- a alinelo
dosanihns enlbosiastas do talento, embellesou a lo-
dos os seus colleaas com o discurso que, logo depois
daqurlle.prouunriou.noqual recondena que na lo-
ria do dia 2 dejulbn era apanasio particular dos Ba-
luanos.ii O sen brinde foi anda urna vez fogosamente
relribuido.
O Sr. Simphion'o enuncien mais oulro brinde
a Ao magistrado inlegerriino, cidadao s direilas,
carcter i.obre e amiga ejemplar, o Sr. Dr. l'olyrar-
po i.opes de l.eAo n Todos os que ouviram-no
lendeiam rom prazer a homenagero devida a esse
vallo brasilelre, eujoa predicad sabiam qua nao
eram alli encerecido. pela loovaminha villan.
O Sr, Cardoso Golmarlas ergoeo-aa por sen turno,
para deper no aliar da liherdada patria as llores de
una poesa breve, mas volcnica.
Na segunda mesa, como na primeira, referveram
numerosos brindes. Dillicil nos he reproduz-los auo-
ra um por un. Queiram escusar-nos os que os pru-
feriram.
A's oilo doras da noile o Sr. conseldeirn Anlran
pedio conceaslo mesi para rclirar-se. Empraza-
ra-se a compaierer em um oulro jantar, dado lam-
bem por acadmicos Habanos na casa dos Srs.Gjrria
e Domneos Pires. Longo srqoilo aeompanhou-0 alo
la, pieccdendn a banda de mnsica, que atiavez d'nm
loar desauovia io despremlii ca lenria das melodas,
e que ha ponen acabava de presi r s scenas mais
frvidas do banquete. De volla, continuou a fono-
co, que enlrou pela madrugada. Ale entao lo.la a
Ironlaria da casa eileve estrellada de luminarias.
Iiancou-'i- o folL'ou-se i firla. Foi orna funreao
-empre animada, sempre risonba, sempre amena !
Talvez fallecessedsquella ordem e regularidade, que
socm dominar as que e revcslem das cortezanias e
ceremonias de tarifa. Mas enlrc mocos, e mocos pos
suidos de um enlhusiasmo bem cabido, era impossi-
vel circomscrever-lhe urna orbila calculada. Sahi-
ram-se della mil maravillas
(jue os acadmicos Bahianos iiflo arrefe^aro cele-
brar o sen dia He esle um encargo delicioso, anteo
comprimenlo do qual jamis devem trepidar. Os
seus irmflos de i Huida nao se cansaratn em festja-
lo. Vai nisso por ventura urna especie de ligado.
Celcbrem-no da qualquer modo, e nflo faltara quem
Ihes cabe o apt-go e dedicacio s reminiscencias glo-
riosas da sua Ierra natal.
A palavra he a idea que qoizeram .
M.ilar : ei-la resurge, viofita, vai
Os ncola oppreSBOS a venen.ni :
Com mais poder o imn Dio allrai !
K o Indio appellidava-se Bahlano
Entao ante o europeo, ante o Brasil.
Ei-lo batalba sera pharol, aem plano ;
Arco e tac.pe muil.une em lu/tl.
E recobi'a--e a par i !e o ostranuu clama,
K chora, coma o indiueua cliorou ;
Roubam-lhe |oia precio-a,a fama,
De qu tdinhcn por sceulos gotoo.
Nflo foi em vio que olhou a Providencia
Para o Indio algemado em seu torran:
Restituio-lhe a sua independencia ;
Vingou-lha os brios ; o arrancan do chao |
Oh ru tendo ca.iladn a liherriade
la erando Ierra que me vio nascer !
I'. inti-l.i-lin na flor da moc ijde,
E, mais, dei de cauli-la al morrar !
Franklin Ameriro de Menczes Doria.
AUREOLA AO MRITO.
O/fercce, dedica e consagra ao /Y.tm. Sr. desrm-
bargador Joo Ktns \ iera Cansansao lie Si-
numbii, dignisrmo senador do imperio.
Nao temos senao 11X1,000 f., disse a eipoia cri- um corioso artigo, cm que, para dar urna idea da
miosa. 1 nos-a forca naval nesla clri>*v poca, -o eflerece
Em vonlade f j urna abreviada relafflo das armada-, que ne.ie s>-
Jnro-o. | ru| |||BI1 |.Mlm, ;, india : mas romo ao n.esmn lempo
1 ou enlflo dai-mos. Muilo bem ; agora nao di- ; que os nossos uiaiore- liriuavam o aaaaa poder na
gaes nada a vosso marido, que copela miuha parle I India, so nlo descuidavam das ronqui-ta d'Afrira,
goardaret segredo, Quanto a vos, tnteresaanto joven, dos descobrimeolos e segavaaica da Brasil, dasdes-
dai-me as vussas uia.s. Poz-lde ons anjinbos, e'e-1 caberlas do norte, das rclar,u-s cun I.n....... m-
lo embarcar no Havre para a America, dizrudo Ihe I pilaremos aquelle artigo rom entra abreviada noii-
por dc-pedida : rudas armadas que el re D. Manoel onviou para
Ido, une vos enfurquem cm oulra parle. i vanos deaUSaOS na pi ui.ru a quaila parle do n,e.-
Entrrgoo os 100.000 f. ao negociante, fszende- mo secuio X VI, e eutao poderemos ronchiir qoe Hat-
illo crer que o sen caxeiro linha dsslpado com nina i mensos recursos pote tirar de um reiu.. pequen... e
bailarina os M que faliavam, e nao e conh-re.i mi com anida nairentas conquistas o grande genio de-
trimento mais feliz do que eslo, grabas ao Ucto do qualla monareba.
antigo rhefs da brigada de segarauca. /,,.,. >ara onde.
Profundidade dos mares.Os mars lem reguUr ; Ha.i.frica, rum abaslanca de cavallo, gente da
mente punco fundo na vi/uihalie. dos eoutiiieotes-! pe a arlilbaria.
tillo que 0 nur Ballico so Un 120 pes de profun- 1501 janlm 1."..lim soccorro dos venezi.no-.
didade entre as coalas da Allemanha o Sneci. O I.V)|.Em descoborta pata o polo du norl'.
?&mm avuui
Consla-nos, que existe om improvisado medico lio-
meopalha que sem ler grao, por nflo ler cursado as
escolas de medicina, nlo ob-laute se assigna por Dr.,
lem consultorio, e vende carleiras e medicamentos
homeopathirus. Cansa mais que um Individuo di-
rieindo-sc a rasa desse improvisado medico para
llie comprar dous lulios de medicamentos, acoule-
ceu que depois de os haver efleclivameule comprado
e pago, quando trata do retirar-te, o dilo medico,
lmenle na vonlade, Ihe percunta'ra se aqaelles me-
dicamentos que elle havia comprado eram para il-
L'iima pessoa da cidade, uu se para o malo, e leudo
em resposla que m para o rapilao .... morador nu
C..... o Esculapio inmediatamente troca'ra por ou-
O da 2 ile julho, festejado nesla cidade
entre oacademioi bahianos.
lina das paixfiss mais sublimes que ealam e pre-
domiuam no corn(lo da moridade braslleira he in-
qnestlonavrlmente o amor i liberdadr. Puderao
acoima-ta d eonverter malla voz o culto, que ella
Ihe rende, em cm fanatismo ceco, em um phrenesi
insano, em urna esall^cao vehemente ; mas, roofes-
sem, lie emineiilcmente livre. E porque nao '.' Toda
ella ahi est a recolhtr dos proprios labios paleruus,
sem precisar desbastar os livros, a historia fresca e
virosa da in'epeudencia de sua torra : Inda ella
ah leva a mular pelas cicatrizo nrieleveis de lin-
dadas de gnerreir. s ido.-os os louros que ellts nos
ceifaram a Iroco do sua ardide/a.
A poca do reinado da Ivraiuuii.i no Brasil he
rcenle. Se .i moc lade nao fin dado alislar-se n
Iros os medicamentos que Jo* havia vendido, diten- lilelras dos bravos, para combale-la face a face, bo-
lo que, como aquelle capiiao era seu Ireguez, qu
llie qoerla mandar melhores medisaiminto*. Ja' v
pois o publico que se nao se houves le precedente, o comprador levava necassariamcule
glbulos inertes, e entilo loria o Sr. capillo de ver
inallogradas suas espcriencia com senielhanles me-
.bramemos. E quanlas veies fados dessa ordem
Dio se lerdo dado ?
Ouvimoa di/.er que nos acoogiies das frecuezias
de S. Jos e Bna-vista se vender ha dios carne ha-
rata ja' se sabe, e por ootra hem cara, porque se
ochava podre. Oh deshumanidade e be desla
firma que rs marchantes querem recuperar e.se
prejoizo inraleolado rom o delrimenlo da salobrida-
de publica".' Sr. liscaes, dai o devido ceso a essa no-
ticia a lian esquejes mil si', mom-nlo de visitar es-
ses acoogoes, para de'i'orie evilardea as larriveis
eonsrqaeuciaa desse mal, que caprichosamente se la/,
a liumanidade.
Ole, Sr. Capidiubo, o continua \ me. a aborre-
cer aos moradores da ra de S. Geoealo, rom os dis-
fructas que da'de porta em porta, enhiba-se, meo
senlior, para que nos o dei sernos lambem, c su nao
.pur le o desgasto, que Iba ponda.....s a calva ..
musir.
Dizem que la' para a ruado Dealino, que Dea
que iiidubiiavciiuiiiic procurara' suba- proiima ao hospital militar, existe nina malavirgera
do norte,
ln"'r- outla aa pode occullar o vicio e o crime ; seria por- alguna convidados para um janlar que i
a. Bu. passa a responder ao discurso do nobre I tanto coovrn.enle qoe fosee aquella mala deaharala-
depulado pela provine a do Pira' o .-sr. Tilo Irn- ; da para evitar a appaiio.i-. da algom p lanlasrna, ro-
ce de Almeida, e aprrn i pr ucipalmcnle o qucibsse mo cm diversos pontos, nos coi sla Irreal appatectdo
S. Ese., em retaceo e,' suspon-ao de corte de madei- com asombro .le.....uta gente.
ras o a'falla de pharoes oa sua provincia. As calfadas das mas, vao cada vez de mala
Ib/, que o primeiro poni nao tem sido esqueridu peior, o o mais be que uculiiiiua med la se ha loma-
polo governo, o que se. nio tem piosrguido, be em do acerca della*. Acaso nlo sera'iwo ama necea-
raiao da falla de operarios que, rmpregados tirase I'idade palpitante ? e porque raza i nao so fazeni ef-
servieo.poilcsscn dc-cmpeiiba-lnde luancira a benr- b.iiva- a- pi.lui.-- municipaes 1 A proposito,jii
liciar realmente a lazenda publica. que lalUmos om calcadas, porque rallo o paleo du
Sabr o segundo ponto espondeu S. Exc. em re- Lollegio nao lem sido cal{,ido '.' Sara' por ventura
ferencia ao Rio Grande do Sul ; a verba destinada um desse logan remotos qu- possa diipensar e-s
a essa espeeialidada da sua reparti,"... he l.lo diminu-! inelboramcntu ? .romos (uo r.Ao, e cm nossu mudo
ta, que mal susleula a ma cotiscrvacao oidiuana. I ae pensar julgamus ser aquelle um des lugares que
je levanta-so confiada e fera para ciispir-lhc u ana-
them sobre as pegadas de singue, e, cm paga
do horror, que Ihe inspira, proleslar-lhe um odio
eterno.
Os aradernicos haitiano arahain de dar aqui em
l'oi u-iiiihur um le-leiiuiiiliii apiei lavcl de quanlo
o-tremecein sobre a independencia de seu berro.
Aunis deseo/idos de urna r.ldeia dourada, reui-
ram-se em aluumas da casas dos seus comprovin-
cianos, para entre o drilliai.lismo e a magmlirencia
do feslim Mudar e applaodir o dia 2 de julho do
torrente! anniversario do Irioinpho assignalado da
sua provincia sobre o jugo colonial, lillesi souberam
alliviar-ss do grvame de anas rerordacttea pon tas,
desterrar suas tristezas, adormenls. suas saudades.
enxucar suas lagrimas de asilados, para lio somenle
folgar e sorrir aos reverberos do sol desse grande
da :
Ue de urna desees reunies que vamos iracar um
lije-no c-lioeo ; Ja quu leve lugar na casa, que ha-
bilam o Sla. t'ranklm Dona, Antonio Uunize seos
compaiibfiros, a qual demora nos arreaoroi desla
liiuli-ima ridade,
A's q uatro doras da larde do dito dia _' alucen
lavam-se, Irajadoa de brinco e conuna falla de
linlepeii lenciaao ludo tsqueido, mullo Bullanos,
pela mor parle irmlusem sciencia, que esperavam
III ll.ll o
em cojo numero enlravara o digno ebefe de pulira
desta i roviucia, o Sr. Dr. Pulycarpo I. | os da I.. i,
e o illustr d.. lente catliedralico, e actual director
interino da FacoMado >ie Direilo desla capital, o
Sr. conselheira Dr. Pedro Aalran da alalia eAlbu-
qucique.l ma banda le msica nnlilar arroma-
da onlcslava cm a casa. Os convidad sluiam pou-
co i pouco.') Sr. eonselt eiru Autran foi o ultimo
a .. gar.Cerca de cincoenla pasaos 'io logsr da
reonilo 1 .r, m-no icci bar, quasi lo los q-.o -e ocha-
van preseutea..i ir.u-ici com urna pata etcolliida'
acompanliou as musirs dejobilo, que ellos nalen-
leaiam com scmelhauta raoapeo.0 Sr. Dr. Leso
nao cumpareceu, poique um incoiumodo pertinaz I
DOUS DE JL'LIIO.
Poesia recitada no dia dous de julho do crranle
anno, em um dosjanlaies dados nesla capital por
acadmicos bahianos, em commeinorscao da in-
dependencia do seu berro.
Liberte m'inspirc,
le tais chanlcr fon liymnc glorieu.r.
Brsngar.
Oh cu quero ranlar a liherdada
Da grande lerrrs que me vio nascer !
Caiila-la-hei na llor da mocidade,
E, mus, hti de canla-la ate inorrer.
Se da nm momento cmque o poeta cr-M
Mais do que homrm, fraco ler, mortal ;
Se ba om momento em qoe febril e-qoece
Qoe tanto quanlo o pobre verme val' ;
Se ha um momento cm que nao sent dores
llores, sea negro costumado pao ;
E se deixa cesar nos esplendores
U'alguina formoslssima x i n u ;
So ha um momento om que o poeta va
Alcm da Ierra, de mil loes alcm,
E sem veos jolga ver o que ibesscei
Sua virlnde, a innocencia e o hem ;
He quando a fronle Ihe requeimac afaga
Ha liberdade a srmpilerna luz ;
E essa idea mimosa que o embriaga
Em sen cauto phrenetico hariuz.
He que enlo do co mesmo vem directa
Como um rio ue vida a iuspirai;ao ;
He que entilo o Senlior faz u poeta,
l.he locando de perlo o roraoao !
Aasim eanlava o patrinreha augusto,
Livre o povo du fero Phara ;
E a propbetiso de animo robuslo
No 11 luinphu dos lilhus de Jacob.
lili ou i|nero ranlar a liberdade
Da g.ande Ierra qua me vio nascer !
Caua-ls-hei na llor da mocidade ;
E, mais, bol de canta-la ale moirer.
11.i.le longe dos ineii-', bem rumo agota,
Amargosas saudades a curtir :
lenle onde quer que desle da a aurora
Dos ha-il i.- celestes me soitir.
Miaba Ierra era perla feiliceira
tjue a cubiea furtava mitigo veo :
Veio rasga-lo mo aveulurrira ;
Ouebrou-lbe o enrantu o vido eumpeu.
Elle era hospede,Ihe osurpou direilos ;
Elle era amigo,se lornou traidor ;
Elle era naufrago,exigio-lhe preiloi :
tile era estranlio,se mon u senlior !
E Dos vio ludo l do excebo Ihrono,
\'io la do tluono o indgena a chorar :
A joia tica de qoe elle era dono,
Depois desec'los, vircm-ni roubar !
E o lauuya ora audaz : poique a' palineira
O seu arco de guerra penduruo '!
D lacape o que fez 1 poi(|oc a' estrangeira
Planta sem rosisleni ta se arurvou.
Porque i vardade vagarosa hriihi,
i. nao linha chega 'o iu la ale la ;
P.irqge o rudo du indigena asaimilba
O Ivpo do bomem ao do sen lupa'.
Oh eu quero cantar a liberdade
lia grande lena nac me vio ntscet !
C-iuia-la-hci na llor .u. inocula de,
E, mais, hci de canla-le alomerrer.
I.ingua de fago que voraz se iloii,
E logo ac lem para a sulToear ;
Assiiu robinia no Brasil a idea
De liberdade ;iiiaudamua malar.
Halar ido. lees'.' lirem primeira
A alma ao bomem ; cumprirlo seu lim :
I irein o cea ao candido luzeiro,
Tirera a' llor o ualoral jardim.
i',e o blho d'um ni, da mesma rara
Do eslrangeiro que a penda roubou,
One agora vai fazer su i desgrana
Co'uma palavra que au Brasil eullou.
Recebe cora prazer esla capella
Com ella adorna a fronte,
E da fama loquaz no excelso templo,
Aos futuros heruesd novo exemplo.
(Sald O. /'.)
Ufana-te, oh Alagoas Efana exulta !
Ao eximio cidadao, ao ser prestante,
Ao varao preclaro, honrado e [alentosa
A Sinemb saida.
N'anrea idade, e ja' iovirlo pelejav,
A monarchia, a lei e ordena defendia,
A digniiiado enihu-ia-ia sustenlava
Da patria chara ;
E quando o emne audaz a fronte alcava,
Do munslro vis manejos derrotava.
Diplmala, estadista, magistrado,
Arcanos soriaes sondava e-ludioso,
Em Alagoas e Sergipe breve oslenlou
Sua alia intebigeucia.
I.a no Prala o Alila inslenle
Sanguinoso elevou hirsuta roma,
O horisonte toldar o nunslro ousoo
De amlico imperio.
Sinimbii, do strapa o arrojo enmhalcu,
Do Brasil a digutdade, os foros defondeu.
Volve a' cmara a' pleiada ooido
Doi Honorios, Torres e Aodradas,
Diiliuclo orador, alia crudicao
Eloquencia ostenta.
Da livida .uiibioao o insano parlo,
No alagoano solo o furor pausou,
Qoal do Etna a lava devastadora
ureo porvir ceifoa.
Man grado esforcos de leaes pellos
11 iiiuipliai .nu ob horror hiuaes despellos.
Da palria a regoeira, erros pranteia,
A virlude ureos cultos tributando.
Nao assusla do crime prsalo odiosa
Ao ente virtuoso.
t uigindo de Themis a loga honrosa
Rectas declines dicla, e juiliceiro
Vil pecolalo, siihniini, erradas sugesloes.
Kepelliu altivo.
Nu gabinete lalenloso profundava
Da -ciencia, os mysterios esludava.
Depois de procelosa tempeslade
Nocturna sombra, sibilante venlo.
Traza manhaa serena aclaridade,
Esperanza de porto e salvamento.
(Camee.)
Kxulla, cb Sinimbu, afano exulta !
Altos sonrios, civismo e t.rius generosos
No Ihrono erhnaram do monareba
l)o Brasil santelmo
urea croa o Hio Grande a li olTerece,
Sabio piloto, seu leme dem regoste,
Na senda a provincia laucaste
Di ordem e progre-so
Ou* importa de Guaruim tenaz opposii;ao ".'
Cuigio a fronte la honroso ll na ..
Na ciirte, policial chefe probidoso ;
Mas a Babia nova arena learenava,
Paran leus tlenlos conheceo ;
E sua gesiaj conou-le.
Surgi da eleirao a era procelosa,
\ illezas, Iransgressoes, ludo embarraste,
Recio mili.vi. manieve a liberdade
Ni phalange contendora.
Na ollu-ao plena de estima e raiman
Brada a Haba, salve oh Cansancao.
\ agou de Sepilidt o cargo honroso,
Vai einlim coroar-se allos serviros,
Alagoas patria loa recoobecida
A leu mrito atienden.
Cerve ostracismo a cerviz ousida,
Siiiunbu o escrutinio proclama,
O mrito longo lempo eclipsado
Bompeu as Irevas.
Do Brasil o iiiii-tr.ota soberano
Sscundou o ('lineo alagoano.
O que resta 1 Junio aos I'erraz, branles,
Euzebio, Vanderley, Franco < Oiinda,
Come elles da palria defender
Vai os foros seus.
Do bernismo Irilhar a senda honrosa,
Novos fritos ostentar d'allo civismo,
Do Brasil o progresso a ntegridade
Ao apogea elevar.
E grata a palria ao lilho talentoso
Seu nome gravar no livro honroso.
Recibeste ds gralidao a prova generosa,
Juila aureola a leu ment homoso,
Sei a gloria remunera a gloria,
Tu es oin hroe !
Do bardo infeliz, a ardetfle efiusao,
De eilima a expreis.lo aceita benigun,
Nao he da lisonja oa vil inleresse
Sao bafejos d'alma.
Ou'cs diilinclo posso altivo bradar,
Ouem pode leu merilo c brilho olTuscar '.'
Por J. A. 0. Campos.
Adritico so lem HIO ps entre Vneta e Trieste. A
maior pi tundida le eolre a Frailo a a Inglaterra
nao exrede a :liKI ps, ao passa que para o sud-oesle
da Manda mede :>,00 p.
Oa mares do ul da Europa sao muilo mais pro-
fundos do que os .interiores. A parle uccidental do
Mediterrneo parere ser summainaule profunda. A
parte mais aperlada da estrello de Cibraltar taro 1900 julho 26.Contra A/.mo.. que se malogruu,
1,000 pos de prolu ndidade ; um pouco mais ao oeste com 400 cavallos e 2,00tl beileiros.
I^ll.-I'.ra a frica.
I |l'--V dticoberla do norte cm busca do urna .
1503 jor.lio lopira o Brasil, Terra de Sania Cruz.
1 .'.i.Reino .lo i. ni-e.
1507.A cruzeiro, e depois ajadar a lomada de
Stiro.
1507.Para ion lar a barra de Azamor a oulra.
lem :l,000 p. e ao sul das cosas da Hespaiiha lem
li,(K)0 p'. Tara o noroeste da Sardenha n3o se
arhou fundo a 5,000 pe.
Quanlo ao largo mar, a sua profundidad* he pou-
co condecida, 200 imillas ao sul da Naulurkel a son-
da subnurgio-se a 7,880 pe's. Aos 7li. de latitude
norte, u capitn Moss medio mais ue 0,000 ps na
baha de l'.affin. As mais admiraveis profundidades,
porem, encootram-se no mar do sul. Ao oeile do
Cabo da Boa Esperanca mediraro-se 10,000 ps ; a
ao oeste de Santa Helena n3o se aehou fundo e
27,000 ps. O doulor Yoong, fundando-se na Iheo-
ria das marea, jolga exacto calcular o Atlntico em
11,000 pos e o Pandeo em 20,000.
(Viriato).
( Peridico dos Pobres no Porto. )
PODER MARTIMO DE PORTUGAL NOSECU-
1.0 XVI.
Para fazer um.i idea da forc,a naval porlogurza,
durante a poca da nossa gloria, e aluda nos primei-
ins anuos da nossa decadencia, julnamos curioso dar
nina abreviada relacSn das armadas que mandamos
a' India por lodo esse largo periodo, adverlindo : 1."
que em quanlo empregavamos estas armadas as re-
motas cotoniaes da Asia, navecavamos e fazimios
iniiilaa veres guerra martima na Europa, guardava
mus as nossaa cosas dos conanos, e suslcnlavamos
pracas da frica ; 2." qua nao se deve entender
quo cada armada era composla de novas uaoi e no-
va gente : havendo varias embarcac,cs e pessoas
que fzeram multas vezes a carreira da India, mas
nem por isso se evitava de cada vez oulra despeza
que nao fosse o cusi de alguiras naos, e tiestas mes-
mas sempre seriam nereiianos concertos : 3.', que
nesla eonla pndera' haver algum leve engao ; roa
nlo lal que infiua no lim a qoe nos prupomos, de
dar urna idea di nossa antiaa crandeza martima.
Lpocas.Capities-mores uu chejes
de esi/uadra.
I'.'ti.Barlholomeu Das ;a elisrobrir}
1497. J illio.Vasco da Gima (i descobrir)
1500. Marco.Pedro Alvares Cabral
1501. Dilo.Joao da Nova
1502. Favweire.Vasco da Osma
Abril.Eslevan da Gama
1303. Dito.Aflonso de Albuquerque a seu ir-
rolo
0 Dilo.Antonio de Saldauba
1504. Dilo.Copo Soares
1505. Marco.I). Francisco de Almeida
1 Maio.l'edro de Auhaia
1500 Abril.Trisiao da Cunda e Aflonso de
Aibuqueraue
1507. 11.1,..jorge de Mello
1508. Dilo.Dioiio Lopes da Siqucira
Uu.Jorge de Aguiar
1509. Maree.D. Fernando Conliuho
1510. Hilo.Diogo Mendes de Vaiconcellot
Dilo.Goncalo de Siqueira
Acost.Julo Serrao
1511. Abril.I), (iarcia de Noronha
1512. Marco.Jorge de Mello e (iarcia de Souza \
I ellas.
.1
i
1.1
i
15
Nao diz.
Nao du.
Na du.
Mus de
I
-l
M
lK
_1l
t
%h\Uicaca0 aptbibo.
CMARA DOS DEPI I 4DOS.
Votac;ao da resposla a' falla do Ihrono.
Depois dos poucos discursos com que alguns se-
nhore- regresiislas calculadamente pretend i.un mo-
lestar n sabinele, alguns oulros foram pronunciados
com tanta forja em favor da razao e da juslira,
que estamos certo, o remorto lera' dilacerado* os
que anda em delirio, julgavam a poca azada para
que o paiz vollasse ao dominio dessa olygarchia iu- i
frene, que por tanto lempo dominando, levou-o ao
calado em que se acha, e qoe por meio da publi-
ca proclamada pelo gabinete de (i de selembro de
185.1, e que ha de ser realisada pelo actual gabine-
te, se ipre-enlara' no caminho do progresso, fazeu-
do a fellcidade dos seus lilhos.
Sem que porcam a lorca que se nolam nos discur-
sos de varios oradores, rumpre confessar que n do
honrado Sr. Dr. Vilella Tavares Mlssfea .-i expecla-
Jlo de lodos. A maneira porque elle, sem se alon-
gar, descreveu o nosso estado, sendo constantemente
inlerr. mpido pelos numerosos appoiados, e oulras
mais explcitas demonslracfles, provam a sublimida-
de com que se enuunciou. A tribuna, que por lan-
o lempo esleve privada de um de seus anliens or-
namentos, acaba dever a ella restituido o Sr. Dr.
Vilella Tavares ; o Sr. Dr. Vilella Tavares, ifm ;
queagma, mais que nunca, lem um dircilu incun-
le-lavcl a' gralidao dos seus patricios.
O gabinete de 4 de main, cerlo de que tundo.-
repreienlanles o mais franco e leal apoio. lem urna
nobre misdo a cumprir, o derealisar a publica da
concordiaennunciada e de ha muito repelida pela
corda, e gcralmenle abracada pelo paiz.
Embon (eulem os conservadores su-lenlar-ie no
seu posto. As derrotas scro seguidas daquella. que
leve a emenda assignada pelos Srs. Ternura Jnior,
Sergio de Macedo, e Kaibosa, que aperar Je lodos us
esforcos cabio por grande maioria.
A votarlo do dia 15 he urna li^ao para aquellos
que, emperrados, aiuda esperam pelas rehuas do
Egyplo.
{Do (rilo .\aaonal.)
i-3ftriet)tTbe&
0 AMIGO CHEiE DE POLICA ViDOCQ.
Moireu ha poueps das em Franca o celebre agen-
te de pulida Vidoeq, a respeilo da qual refere um
jornal a sesuinle auedocla, que moslra bem quaulo
elle era conbecedor do coracao humano.
Foi procura.lo um rico negociante, e partiripou-
Ihe que linha encentrado na soa caixa um desfalque
de 150,000 f. Vidoeq perguntou-lhe :
Oup idade tem o voso caixeiro '.'
\ Mito c cinco ftnnos, re-pondeu n negociante ;
porem eslou satisfeilo com a sua fidelidade, e elle he
tau inuocenle enmn eu.
Sois casado ?
Siin, senlior.
(Jue idade lem a vostsa esposa '.' lie bonita,
virtuosa '.'
Masilla mullid be a virludc em pessua, e um
modelo de amor conjugal.
Nao digo qu c nlo ; porem he bonita.
Ja que taulo empenlm mostris cm u saber,dir-
vos-hei que sim ; porem....
Hasta ; queris arhar u vosso dinbeir, alo he
assiiu '.' Pois enlo lingi que ides fa/er una Vlagem
e c.c.nik'i-me em vnsa caa.
Dito e fcilo. O marido proparoo-se e sabio
'.'Joao Chanoca 1
1513. '.'Joao de Souza Lima 3
151 '.'Cbrisiovao de Brilo 5
Junho.i.uiz Figueira 2
1iI5. Abril.LopoSoares de Alberoana 15
1516. tJoto da Silvsira K
1517. Abril.Antonio de Saldauba a D.Trielie
de .il eneres 7
lils. Hirco.Diogo Lopes de Siqueira 11
1519. Abril.Jorge de Albuquerque 18
1520. Dito.Jorge de Unlu 10
1521. Dilo.O. Duarle de Menezes 11
" '.'Sebastiao de Souza
1522. Abril, mam e juuho da 2:1.-1). Pedre de
Castello- Urano
1523. Abril e niaio.Dioso da Silveira
l-'i^. Abril.D. Vasco da Gama
1525. Dito Fibppe da Castro
1526. Dilo.Francisco de Anhaia
1527. Marco.Mauoel de Lacerda
1528. Abril.uo di Cunha
1520 ".'-*!.oigo da Silveira
1530. Marga, abril, maio e jutido. Duarle da
Fiiaseca
1531. Abril.Pero Vaz
15:12. Du...1). Balelo da Osma
l.i.l:l. .Marco.|j. JelePereira
ii Abril.D. Goncalo Coulinho
Outubro.D. Pedro de Caslello ilranco
1534. Marco.Marlim Alfonso do Souza
1535. Dito. I orna.. Pere de And.
1536. t Jorge Cabral.
1537. Marco. O. Pedro da Silva e Jorge de
Lima
Nov. a des. Diogo Lopes de Souza
1558. Abril. D. Gareia da Noronha
1539. Marco. Pero Lopes de Souza
1)40. Dilo. Francisco deSnuzs Tavares
1541. Abril. Msrlm Aflonso de Souza
1542. Dilo. (Nao levsram capiiaomur
1543. Dito. limo da Silveira
I. Dilo. Femlo Peres deAndrada
1545. Marco. D. Joao de Caslro
15tli. Abril. Lourencr) Pires da Tavora
_ Dezembro. Leonel de Souza
1549 Man,". D. Francisco da Lima
Novembro. Marlim Correa
n U Francisco Brrelo
1548. Marco. Mauoel de Mondones
I). Joao llenriques
Jo8o de Melutiiiira
15111. o ( Nao levaram capilao roi'ir
1550. Dilo. D. Alfonso de Noronha
1551. Dilo. Diogo Lopes de Souza
1552. Dilo. Fernando Soares da Albergarla
1553 Fernando Alvares Cabral
1551. Abril. I). Pedro Mascarenhas
1555. Dito. I). Leonardo de Souza
1550. Marco. D. Joo de Menezes
I.K)7. Abril. I). Luiz Fernandes de Vascon-
cellos
1558. Dilo. D. Conslaulino de llragauca
1559. Marco. Pedro Vaz de Siqueira
1560. Abril. D. Jorge de Souza
1561. Mirco. D. Francisco Coolinho
1502. Dilo. 1). Jorga Manoel
1563. Dilo. D. Jorge de Souza
1564. Dilo. D. Ani.io de Noronha.
150.5. Dilo. Francisco de Si'
1566, Dito. Kui Gomes da Cunha
1507. Dito. Joao iiiiinesd. Silva
1568. Dito. D. Lu/ de Atalude
l'jtiil Mairo. l'iulippe Carneiro
Abril. francisco Ilarrelo
1570. Marco. Jorge de Mendoora
Outubro. Manoel de Mesquita
1571. Man; i. D. Antonio de Noronha
1572. Dito. Duarle de Mello
1573. Abril. i). Francisco de Souza
Dezembro. Jlarlbobimeu de Vascon. ellos
1571. Mareo. Ambrosio de Aguiar
1575. Dito. t. .I...... de Calel llrancu
1570. Dito. Malina- ,le Albuquerque
a Dilo. Lourenco de Tavora
1577. Marco. Pantaleao de Sa'
_n Outubro. D. I.uiz de Alhayde
1578. Marco. Jorge da Silva
Novembro. |). Eslevam de Menezes e
Joao de Mello
1579. Abril. Jn3o de Saldanha
1580. Dilo. Manoel de Mellu
1581. Dilo. D. Francisco Alascarcndas
1582. Dito. Antonio de Mello ( eapiiao mor
lornou a arribar)
158:1. Maieo. Francisco de Medeiros
Abril. Antonio do Mello
1584. Dilo. I). Duarle de Meoezcs
1585. D lo. lemao de Mcndonra
1580. Dilo. I). Icrouvmo Coulinho
1587. Marco. Francisco de Mello
1588 Abril. .loaa de Toar
15811. Dito. Itcrnardim Kilo irn
1590. Maio. Malinas de Albuquerque
Dezembro. Kuv Comes da Oran
1591. Abril. Pernio de Men tunea
1592. Dilo. Francisco de Mello
1593. Dito. D. I.uiz Ciutindo
1594. "' Ajresde Miranda
1595. ? Joan de Saldanha
1596.? D. Francisco da (jaut e Joao Go-
me' da Silva
1597 '.'D. Alfonso de Noronha
1.598 t1
1599 narco.D. Jcronjmo Coulinho
11)00'.'Avros de Saldaiiha e tcinai Kodrigoea
de S
1510.Pan Bestia.
(N. II. Com esla esquadra iibiram mais Ir- par.i
a India no mesmo anno .
1512.Para Balsa coro 200 aavallea.
1512.Para Bata eoin 100 MVellee.
1513 ago>to 17.Para a turnada de Alamor, lila e
Almediro.
(N. II. Levava 18,000 homem de pe. 2,500 cjval-
loi, e foi arranjada em i mezei !
lili.Roms, porto de llercole, com a embalsada
de....
1515 juuho 13.Para o reino de Fez a lazar um.-
colunia no rio Almanza.
(N. II. Na retirada deram 'mi a cosa e se prr.ls-
ram l.Ono bomens, sen ln a maior perda que ssdlreu
o reinado de D. Manoel.
1517Koiua com oulra embaixada.
'.'.apilaos-moras ou chele. Velas
NiO diz. ^i0 diz.
Conde de farouca :tn
Gaspar Corte-Heal |
Nao diz
Misuel (..',. le-Ueal
tioncalo ta.oltio
Nao diz
Kodriuo de Mello
II. Joau de Menezes
D. Joao de Meuezes
N iiun I ornan.I. do All. \ li-
li. I.oiz de Menezes e o prior do
Grato Na* rlia.
Nuno na ('loba Nao diz.
I). Jaime de Bragaurs Mais ce
Trisito da Cunda Nlo dir.
D. Antonio d Noronha Man da
Nao diz
1517. Jdiido.Para a malograda lomada de
Targa.
1520. A dril.Tetuao.
1520. A cruzar na Estrello.
1521. AguatoV pata levira infinta D. lint.
ana e-la.le de Saholl.
(N. B.Todas da alio bordo, ende ellas i
naos grussas, 2 galees, a capitana de San-
la Catharina de mil lonei*.
1521. Cu ii ir a os pirata.
Mannlii porlugueza nos reinada, de D. Sabs-llie e
D. Ilenrique.
Na mcnori lide e rurlu remado de el-rei D. Bo-
1m-',i .o ,-r uu-se algumss providencias mais para o
eiiBrandecimeulo da marinha portucueza.
Em 1.507 mau.lou-sc por urna provialo raal, que
houveue na casa da ludia om I vro em que fosaem
regislados todos os navios da curoi e os du couunrr-
cio existentes no reino, probibn lo vemle-las aas ea-
transeiros, c eoucedendu Carlos premios aos que em
l'.iiluii.il o seus domimos man lasiem i on-lruir n,-
vio de 150 toneladas para cima.
Ordeuou-se tstubom que os navios mercantes de
-'tu ou mais toneladas mniitasaem tt pecas rie arli-
lbaria, e II os de 1.50 alo 200 toueladas ; e qe aa
suas tripulares fosuni ouiiosim rompvslas aa razan
de um homem por cada duas leneladi.
No Itraiil augmeutarsm muilo as nossas fo navaes, nao i por cauta da exlensao que lomee a
colomiarao eu commercio que rula fatiamo* pora
esla parle du mundo, mas por termos da rombalar e
expulsar os Franceses que em algumas parles for-
maran) estabeleciineiilo.
Com os soccurrui qua a rainha recente I). Cathari-
na mandoo da Lisboa ao govrrnadnr eeral do Bra.il,
Men.lo de S, pille elle sabir da 11 .la de I.......es
Soalce.
Di uto Lopes de Sequeira. 70
D. Pedro de Mascarenhas. 8
Vasco Fernandes Cesar. I
Cunde de Villa Nova de Porlimo. 18
Simio da Cunhd. Nao diz.
:i
Sumarn as sabidas.
Com as que ueste remado fimn a I o lia
821
I.OV't
com urna c-qu.i Ira de tres galees eolio naviui com
dous mil hoiuens, enlrou no Kie de Janiro,|4on-
de afiual COstMausia expulsar o' Franceses, c.inli-
nuaii lo a rerrber do ramo mais soccorras qua a rai-
nha nao se descmdav da enviar.
Nao menos augmenta leva a marinha porlucoeza
uas po'sesses da frica, chamadas Algarve d'Ab-m
mai, para onde foram exped ios variosarroaieenioi.
Gonslava de 800 velas a aren la com qoe o temera-
rio D. Sebasliao foi em 1.578 sepultar naquelles
areaas d'Alcecer-vJuivir a marinha e o llireo. pn-
lusuez.
No reinado desle malvado monarcdi sahiram do
porto de Lisboa para o Oriente 97 uos e da. ca-
ravellas, das quaes se perdern) a i la Ires nao,
sendo urna ancorada na barra de (un ; e sme na
lurna-viaaem.en lo duas em Mozambique. Ssi qua-
(ro se i er-.le ain com lodi a guarnirlo ; daa oulra.
salvou-se parle da tripolarlo. Dus's vollarara arri-
badas a Lisboa.
Conservamos ainda na India o imperio dos mares
da modo qua nenhuma embarcacAo ousava navegar
para qualquer porto senln munida da em csrlaz na
salvo-comloclo dos governadores, capilias dss for-
talezas ou eapitaes mores das no--a armadas que
cheavam al a China e ao Japlo. Em selembre de
1578 linha o governador,Francisco Brrelo rjun-
lado e aprestada a mais poderos armada qoe na In-
dia se luida visto ; pois se camponda de 25 galOes o
caravellas, 10 |Sts e mais de 70 fustas e galeota
alora erando numero de embarcarSe bgeira, com
qne ilelerminava ir dar noArdem, o qae n.lo leve
rlfeilo por chocar do reioo a barra de tina vire-
rei D. Cinsiiulino de Brauanes ; o qoal se aprevei-
loo della para ir a Damlo as oilavas do natal dr
sa .uni, levando mais da 100 velas eam perla d
(res mil hnmeni de armas. Em 1500 sabio do porl.
de Giit o mesmo vice-rei com 12 gales, 10 ealeol...
e 70 navios de remo entre catures, com deslino i
Jafanapalo.
Em lodos os mare daqnellas vastss recioes app i -
reriam armadas portuguezas pira pruleser com-
mercio, e fizir respeilar o nosso pe.idlo pelos di-
versos principes do paiz. No sano de 1567 mandae
o vice-rei I). Aiii.'m de Norunha nm i arma la para
o eslriilo de Meca, composla de 4 gale-s. urna ga-
lo e i fustas, de que foi porleapilio mor D.Joige .1
Menezes Rarorbe ; para a costa de Malabar, II.
Francisco Mascarenhas Palha eom 1:1 navios, c Jr*o
Peisolo com 12: mandn onlra para o norte rom
viule e tantas embair, rio, de que era capi'an
mor Joroo Moura ; e elle abio de Goa para Mn-
gala a 8 de dezembro, eom urna foric armada de 21
calees, B galc, 28 fu-las e saleotaa, com mona,
outras embarcarrics liseiras de Co. blm, Can mor e
varia parles, as quaes reuni em A..i- io ., -m
rnmtudodsixar Coa de-guarnecida de fur<: timas.
Nove naos a duas caravellas foram as nicas e.n-
darraeos que se destinaran) ao tinento va 157'l e
1.580 dormir o rurlo reinado do arrieal I). Il.ur.-
que e no iulerrecno que surcedeo a sua mnrte.
Cma das naos voltou arribada, as riemais rhezaram
aoseu destino com a infausta noticia da orphandide
do reino.
N./.u,'.
arm
lee
martimo
c atenannos
da
n
qu caotaram a Porlusjal eataa
BOAS ACt.O'ES.
Pergualav um meslre de meninos ao tilb.. ii
um ramhisla :
Que enlrnds por boas ae.;...- f
Boas arenes, re-pondeu e-perto rapa/elho, -a
aquellas que e r.diain a mais do qae ao per.
BAPTISMO DE Mt'KMOMTAS.
Na noile de I".I de leveicir, leve lugar em Ches-
Israel 1, a ceremonia da om liaplumu rie niorm.iu-
is. Perlo da rilade pasa um pequenu no. chama-
do Kilher, sobre n qual.ha lima ponle em Hartan.I-
wad. l.-nii e rincoenta pessoas, incluind.i minia-,
mulheres, e-peravam na heira d rio aappaiira atea
fanticos que deviam ser baplisados.
A s8 hora, um homem, vestido a lmeira asjlri a
no rio que he baisa, e se collocoo .W.iiit d.. i .
da ponle pata biplisar os adepto, e dalli gritu di*
zendo que eslava promptn. Knt.in salurim dr no,a
casa inultos hnmeiis, algn em Cmplalo asale de
nu lez, e se dirigiram au rio, asada obriaa las apos-
tar per eaire a ala del mullirle, que retavam na
ni 'i-em.
( bap(jalor mrrgnlbou naa aguas estes la i -
daos, cada um por saa veifdissade :
" Elk, por mi-o di-Je-o-Chrisln, I baplieo ros
nome do Padre, de FiMm, ede Bspirile Saal..
7| Seenaa lio imesoraes, iio iLconipriben.il. i ,.
la poca.
PORMENORES,
lia pouco andando a impero ti is dos Franrere .
I"-- 't nos jar.li; i n. le das lulhsrias, em
cu esroiuleu-e em um gil.inetc contiguo au anoseti
(o da Bcnhora.
Servio-seo almocn, a enlroa um joven, a quem
a aeahora ae dirigi dlsendo :
Kslamns perdido* i meu marido ilpsrnnlia.
(,)ue me di/.'i, replicn o mancebo : rublo l-
venlo* .. roslo, e vamos embarcar para..,
Alto la', meninos, acudi Vidoeq, sshindo do
escondrijo a mostraudo duas piallas, senio pondo-1 PODER MARTIMO PE PORTUGAL NO SC-
v.is ut milos ao sol, Respondei-me. Onde ola u di- CULO XVI.
nheiro roubado '.'
individuo que all pe le iiili..iU/u r -.iii'n t-i,
levaraIB,,' "" n*1' ["""' '''"'C "e ,i:,, f I Une,nd-se-lbe a... pos de joell.... K-.e u.l.v,',,..
levando a bordo, elm *]aJMM^ai r.cho, ; |irf,, ,. r, ,, ,', |irr/,.11 ,,,,,. -M ||j-
arma, tl u |,Ilm,,ril inlerrogatero. lie um ievs n que m
... .reacio. !
0 que be nm calculo m
minio da India durante nm erulo :1().80:iioo-'Mi(i
para a Ungida; vlagem, e celebre chefe da poli- ele. no valor de eiucoenta conloa eada embarcarlo. I if*roml'ei>e'cTe"do,Vfcr^ pTiV'jmper.'i'i',.',"
'....."",,u";- ,'"r,";!i::;:?,,? 'I,"; d mu que a' loro, d. ,,l trabalhe* con.re......
re., -em conlarnio-. as vidas do milito milbares de
' liouieu, que pereceram ue-las conquistas loiigiu-
1 quas.
Oii.il onlra naci eonlribuio assim para o engran-
dei enlo di moderna K'.ropa '!
I'd.. ; desle Ululo loi inserto uesle jornal n. 101 sombra au curpu, sempre com o mais religioso
I.
ter om bhele para entrar na c pella impcri.l nina
oo ootra vea, o qeaod) routempl iva dejoelhr o
-eu bello ideal, julgava ver un -rr <'br'riaiirl ;
queaproveilava lodoa as ore..... para ver eren-
loinpl r oobjecio di sua adoraran, e que era una
torca suprior que o imprllia.
\ rainha Mana Aaleoiella foi objecle ees Vene-
llies de urna adaratle aeaaelhaale o porte de esa
iudiviiiu i que a segua por tola a parte como urna
nt-
"

'" *
'



DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA fEIRA 16 DE JULI10 DE 1857.
?

y
peito. A importunada raiohA sabia islo, mas cnmo
sua,alliva porcia a salvava de loia a censura, dsu
ordem para i|Ue nSo maltralassem o pobre louco de
amor.
I'or ordtm do imperador, M. ilillaut inlerrocou
novamente o novo... nao sabemos que neme dar-lhe,
c pobre lio-nero dissa ao ministro :
Podem di.por da miaba vida ; podcrr. depnr-
tar-ina, podem fazer-me quanlo queiram ; porm
no farei por minha vontade a viagem que se me
propoe ao eitrangeiro,
A' >ii i" lisio pozerarn em libtcdade o pobre pla-
tnico ; he o que de melhor podiam faier.
VIAJANTES.
Urna correspondencia de Seba'lopol anuncia
que urna multidao de viajantes inglezes, francezea,
he.panhoes, italianos, algerieuees, e porluguezei,
residen) actualmente na parle meridional.
PRhMIOS.
Pelo minilerio da guerra do Piemonte, oflerece-
te um premio de 400 libras ao menlor da melhor
espingarda para a infanlaria.
NOVO INVENTO,
l.m babilante de Dresde, na Saionia, intenlou
orna peca rte artilhari.i de campanil*, qoe arroja a
hala a mil Taras de dialancia, e qoe pode ser ma-
nejada por um s humero.
NOVA MACHINA.
No arsenal dos Estado.-ljntlos concluin-.e a ma-
china, mandada fazer pelo governo, par* fabricar
armas de fogo. Cata espingarda gasla 80 minlos
para sahir prompta t acabada, lomaodn os maleriaes
nn estado primitivo, passando por 29i operaces
diniiuclas, que lodas se fazem por machina.
Onde ir parar n enizenho humano?
REVISTA ACADMICA.
A academia imperial da San-Pelershurso prope-
se a publicar este anuo urna revista samanal desti-
nada a dar a conhicar as inveliga<6ei srienli-
licas.
Emqmnto qoe esta academia assim procede, Ira-
l.im aluans memhros da academia real dassriencias
de Lisboa, de publicar ura peridico de que se ele-
gei mi redactores.
aera a primeira academia do mundo periodiquei-
ra, e, demais a mais prriodiqneira, nao para inle-
resse das sciencias ou das letras, mas dos proprios
redactares. A sede do ooro he que esmtgrece e lor-
im cadavrica a nnsia lilleraliira !....
He de esperar que a academia nao eonsinla cm
(al, para honra sna e das lelras porloguezat.
UM TALENTO PHECOCE.
Mis l-ernandez, menina de > annos, egla fazendo
a admirado do mundo philarmonico de Londres.
Cania com loda a perflelo as pecas inais difficeit
daSomnmbula, e a famosa wallz de Ventano,
le. A sua pronuncia italiana he correclistima, e a
eiocuc,Ho e facilidade da garganta he perfeita. Se
aquello que acompanha ao piano finge equivocar-se,
locando um aecorde por oulro, a caanle menina
para e Tila o pianista com ar repreheniivo, pare-
ando querer adverli-lo. Todos a-srgurain que be
um porlenio musical.
OURO DA AUSTRALIA.
Iinham chegado da Australia a Londres '88,000
libras esterlinas, e e-tavam ja de viagem da mesma
procedencia 5O0.U0O libras, que e'peravam a cada
momento.
O SOL SO OCCASO.
Rossini continua em Pars, padecemlo ama affec-
co nervosa, que llie causa inuilos soDrimenlos. e o
Oria* a vivtr retirado da socieJade. Quando i lie
fallam de msica, responde com melancola : Ho
riimeulicallo lulo
Estando passado em Wisbad, quando alli esleve a
iinprralrix viuva da Ku.ia, mmifeslou esla gran-
des d-sejosde ouvir locar Ro-sioi, no piano, alguma
phanlasia sua, simplesmenle algunt compasaos de
harmona. O Cysue do Pesare, resisti priaieiro,
mas aceitou por iin o convite da imperatriz. Sen-
tn.se ao piano, mas mal (inlia posto os dedos sobre
o teclado, levenlou-se eiclamando : Non s pni
nalla, lio diineulicalo tullo
LM GIGANTE.
Acha-se aclualineule em Berlim. o homem inais
alio que se cuahece ; he o eigarile irlandei Murphv,
que lem 100 polegadas. seu av linha IOS, *
FESTA DAS LINGUAS.
No dial I de fevereiro, leve lugar em Roma, a
festa airiii.il chamada das lingoas. Fallaran) e can-
laram i9 alumnos da propaganda, lomando para
theina a apparifo do Salvador do mundo, nos se-
pililes ulio.ms : hebreo, chaldeo, syrio, rabe, ar-
menio, chino, georgiano, persa, kurdo, indoslAo,
hcngalez, turco, as liuauas dos kopus, de Telias e
Mempliis, do Su tan, em grego anligo e moderno, em
lalim, francez, he-pauhol, porluguez, .tallan i,
Ingles, eseossez, irlander., dinamarquez, illiri,,
albanez, polaco, thungaro, valaco, e ruleniense ;
e finalmente da Occiana, nos dialectos livea e Fu-
tuna.
PEREGRINOS.
Sao em grande numero os peregrinos qan. chegam
a Jerusalero. A 0 de laueiro passavam de 5,000 os
qoe alli se achavam. As casas menos commodas, e
ato as arruinadas alug ivaru-se por precos ciorbi-
lantes,
A PANSA.
A dansa mo lie urna invenga) moderna : ja era o
recreio da hutnauidade ha mullos scalos.
Samuel dii que David dansava em frente da arca,
que Judilti litera o inesmo depoi, de Corlar a rabe-
oa de Hollnfernes.
Grucio allirma que a dansa fazia parle do culta dos
deuses.
Humero chama a dansa um dom e urna sciencia
divina.
Alheneu e Luciano dizem que Scrates golava
multo iia dama. Devia ser nina cousa curiosa ve-lo,
com aquellas pernas tallas dar piruetas e (Mel pas-
sos difticei*.
I'yrrho gustara lano da dansa, que elle mesino
i uiipoi damas chamadas pvrricaa.
Auliocho goslava muilo desie diverlimcnto, o l'in-
daro chamava a Jpiter dansarino.
A severa Sparla ordeuou eipressamenle a dansa
aos SCUS Cl.l.l !;"l l..
A India teni as suas devadasis ; a Turqua as su.t
llma ; os javaneses o lamlak, os chins o yah ; a Po-
lonia as sua ma/.urkas ; a Helvecia as rauz ; o Tvrol
os seas yoles ; a Italia os sallarcllos ; a Russia as
ufas waraoswas; a Hespanha os teus fandangos e
racbueba ; e Portugal a ciranda e a canna-verde.
(/>i e Orem.)
Marca purluguezi i rali J jo diversos gneros o
ptdra,
llrigue suecoIViodempapel ataba*.
Escuna liullande/.aYVillienninemcrcadorias.
IMPORTACAO.
Escuna bullan lez i Wilheliuine Mirlo vin.la
de Antuerpia, consignada a Luiz Antonio Siqueira.
maufestou o seguiule :
li fardos paletos, > caitas sellins, I velume camas
de ferro ; ao consignatario.
ti caitas ni.j-clos de vidro ; a J. Keller & C.
10 ditas esporas, feiies e osplugarda, 10 dita' n-
bras ile vidro e ciysial ; a Binuder Brindis cV C.
I -' 1 caias idroa para vidrai;a ; a 1!. F de Suu/.a.
80 birns pregos, 7 caias panno de linho, 5 ditas
papel para musir, e de embrulho ; a ordem.
1 cai*a carne conservada ; a Osear Deslibeau.
;)8 lilas papel, ti dilas podras ile inarmore pohdo
_' ihiai espadas e lurneiras do eslauho ; a N. O. Ilie-
hf r A; C.
2 caitas livros ; a Migael Josa Alvo.
1 emhrolho documentas ; a Mr. Siqueira, consol
da Blgica.
I eiubrulho amostras ; ignora-se.
Barca inelezauAnne ScoIIh vnda de Maeei, con-
Bendimenlo do da 1 a 14.
dem do da 15.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcodiuiento do da I a 14. .
dem do dia 1 j.......
DESPACHOS DE EXPORTAC.U PELA MES \
DO CONSULADO DESTA C1DAE NO DIA
15 DE JULHO DE 1857.
HavreItrigue francez Alma, LMMfft j; C, 800
saceos assucar inascavado.
HavreBarca frauceza Comle Rosero, Lasserre A;
C, 1,700 sarcos assucar mascavado.
LiverpoolBarca iugleza Prospeoo, Manoel J. R.
e Silva, 500 courus salgados.
I.iverpoojVapor ingiez aCell, Saanders rolhers
& C, 7.50 saceos assucar mascavado.
LisboaPolaca nacioual /.alosa, Isaac, Curio &
C, 1.000 cocos.
LisboaBrigue porluguez Conslanle, Thomaz de
Aquino Fonseca & Falito, 00 saceos assucar
nranco.
PortaBarca porlugaea N. S. da Boa Viagem,
I boina/, .le A quino Fonseca A; Filbo, 49 cooros
salgados.
Beunuela por I.oaodaBrigue porluguez Joven
Amelia, Manoel Alves Guerra, 33 pipas agur-
denle
Genova Barca sarda l'anln, divertM carregado-
res, 880 saceos asssucar branco.
DatavarrBarca ingleza Anua Scott, Roslron
Raoker & C.| 1.000 cooros
EXPORTACAO'.
untan, escuna porlugueza uKaiiiba das Acures,
de 173 toneladas, conduzo o seguiule :^-J,i!) sac-
eos com 12,470 arrobas de assucar.
Aracaly, hiate nacional Inveucivel, conduzio o
secuinte : Idl volumes gneros estraugeiros, 100
ciix.is sabao.
RECEBtDOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia I a 14. 17:07908.28
dem do dia 15....... 554/799
Victoria, fui Uatisfcrida para o iiu 10 ilo
corrcnlc.
F. para constar se mnndou allis^r o presen-
to e publicar pulo Diario.
Secretaria Pernambuco lo do jnnho ilc 1857.0 secre-
tario, A. F. d'ADnuucKac3o.
Pela procurador ia Osea I da Iheaoura-
ria provincial avisa-se aos llovedores de rf.<-
cimas dus anuos linanceiros de 1833 a 31
al 1851 a b-2, que a relapso dn bairro da
Boa-vista .se cha em juizo, e aos mesm'>s
da-ae o prezo .le 30 das, contados do lioje
para pagaren] espontneamente seus dbi-
tos com guias desta pnicnradoria, linio o
(|ual s o i o i.-fi) la.'.i'i com guias do res-
pectivo ca lorio, e n-sta conlormiiiade mi-
jeitos as despezas das mestuas. t)s interes-
sados dinjam se ao escriplorio da ra do
Crespo a. 6, das 9 1)2 da manlia as 3 da tar-
j do. Recife 20 de julho de 1857. O solici-
tador, Jo3o I'irmiuo Correii do Araujo.
O abaixo assignado, lanzador da mesa
ente aos pro-
freguezia
. que deu
48:00l>973 I Pr'nCipio a fazer o lancamenin da dcima o
7;722a790 imposto de 0(0 de diversos estabelecimen-
-------. I tos, no correle me/., o qual lem de servir
55:724s760 Para sua arrec*dago no correnle armo li-
nancciro de 1857 a 1858.F'raucisco Car-
neiro Machado Ros Jnior.
A administraC;3o do correio precisa en-
gajar homens livres que sejam robustos,
para seren etapiegados no servido da con-
ducho de malas para diirerentes pontos des-
ta provincia.
Nao se teudo elTectuado a rrcmaiar;ao
das rendas dos predios do patrimonio dos
o pililos, anuuticiadas para o dia 14, tica
transferida para o dia 17 do corrente.
Secretaria do conselbo administrativo do
patrimonio dos orptios, 15 de julho de 1857
O 8 crelatio, Manoel Antonio Viegas.
Linhi
P
H
< veIJ i enite
e Prn nilxico,
quete-s
I Vt' oe
-i
alarbe y kK: C.
signada a S;otl Wilton & C manifestoo o seguinle: i do consulado provincial, faz scienlf
J&MnJjJLTZt "T" ""a"0"' Mu' Prietarius dos predios urbanos da [
barricas e ii2 taceos dito mascavado : a ordem. i i. o ......._
CONSULADO GERAL. de S. Antonio e mais interessadus,
3:459*434
11/040
3:i/057i
I7:634t827
Rspera-ae uestes dias do Havre um dos
navios desta companhia oclipper (Porto Ri-
coi, o qual sahira com toda a brevidale, por
ter a inaior parte do carregamento prouiplo,
e para o reslo recebe-Se a freto : a tratar
catn os consignatarios N. O. I!i-;ber ; C,
na rus da Cruz n. 4,
--- Para Lisboa, sabe imprelerivelmente
no dia de agosto prximo, o brigue por-
luguez Constante : quem no niesmo quizer
carregar ou ir de passagem, para o que tem
os nieiborcs commodos, trate com os con-
signatarios Thomaz de Aquino Fonseca & Fi-
Iho.'ia ra do Vigario n. 19, primeiro andar,
ou com o Sr. Silveno Manoel dos Reis, na
pra$a.
Res.] companhia de pa-
vanor.
Furto. m Ped<|0-
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimeulu do dia 1
dem do da 15. .
11.
52:2230182
4:7959746
57:0133328
56
v-^S>5 c: si-..-'- $P ov
Navio rnir.nlii no dia 15
Colinsuiba5 dias, hiale nacional uSergipann, de
54 toneladas, meslre ll/'iirique Jos Vieira da
Silva, equipacem carga assucar ; a Basto jjj Le-
nto*. Perleuce a Pernambuco. Passagtiro, Joa-
quim Das do Nascimcnlo.
Navios solibios no me-nio dia.
Rio Crande du SulPatacho Meionsl Espadarles,
capihio Jos Antonio da Molla, cargl assucar e
aaoanliMite.
Barcelona pela ParahihaSumaca beapiabola Vio-
lante, capilflo D. Gabriel Sola, em laslro.
. Pili iv
TUEATRII
DE -
Santa Isabel
Arliandn-se nesta cidade u artista Germano Fran-
cisco de Ohveira, vai fazer a sua reentrada ueste
lliealro no da
KSavafia / ae /ee//to r/c s7,
Subir a scena o drama era 5 actos ornado de
msica
D. CESAR DE BISAN.
0 papel de D. Cesar sera feilo pelo (Titila der-
mano, e os de inais pelos priucipaei artistas da
compar ia.
Muilo desejava a sociedade dramalici emprezaria
e o rnesmo artista (ermano apieseular ao respeila-
vel publico um drama novo, porem faltando o loni-
po necesrio para os competentes amaine, e pre-
lendendo a mesma sociedade satlsfaier a anciedade
dos numerosos amiuoa do arlisla tiermano, tanja
manilo pre-eule drama julgando assim agradara
todos.
1 ni -'i-ara o especlacolo com a comedia
UMA PARA TRES.
Os tullirles acham-se a venda no escriplorio do
tbcalro.
Principiara as 8 llora*.
Gabinete ptico
ATERRO DABOA-YISTA N.4.
Al o dia 21 desle mez espera-se do sul o val'"r
\\ OH, commandante Rivell, o qual, depois da de-
mora du coslume, seguir para Soulliamplon s In-
calido nos por toa de San-Vicente, TeaerilT, Msdei-
ra e Lisboa : para passageus ele, Irala-se com os
lenles Adamson llowie A; C, ra do Trapiche-
Novo n. 't*.
Para a cidado do Porto, com escalla
por Lisboa, a nova c muilo veleira barca
poitugueza Mara Feliz, capito Zeferino
Ventura dus Santos, a t.ual be esperada ues-
te porto at o fim da presente semana, pro-
cedente do Rio de Janeiro, donde conduz
mais le nieia carga, e lera apenas 6 a 8 dias
de demora ueste porto : quem na mesma
quizer carregar, ou ir de passagem, para o
que tem encllenles commodos,dinja-se com
antecedencia ao seu consignalario Luiz Jos
de Sa Araujo, ra do Brum n. 22.
Para o !ii:> de Miieiro.
O yeleiro e bem conhecido patacho nacio-
nal Valenle pretende seguir com niuita bre-
vidade, tem prompio metade de seu carre-
gamento; para o resto e escravos a frele,
para os quaes tem encllenles commodos,
trata-s com o seu consignatario Antonio
Luiz de Oliveira Azevedo, ra da Cruz n. 1,
&JU>.,$
IIOJE 14
QUE MONSTRUOSIDADE !
Li'-se no Journal du Havre :
L'Essai, jornal de Villeneuve, publica a se-
guidle carta, em que se da cunta de um plieuomeno
por lal modo eHraonlin.no, que he mistar, como a
nanea que astigna a carta, le-lo visto com os seus
proprios olhas para o acredilar, ou nHo poder por
corlezia, duvidar da alliirmaliva de urna lesleinoiiha
.o.'mi.ir :
Sr. redactor.Dirijolbe eslas iinhas dominado
pela iui|i:c-.iii que me deixou a vista de um pbc-
noineno bem extraordinario que aaora etiste perto
de Saint Frout, na communa de Fomel. llonlein a
noitc veio procurar-me nm doi meus rendeiros, que
pareca estar tara de >\, pediiuta-me que o compa-
nbasse ao sitio chaiuado do Fataon, onde, segundo
rile disse, sua mullicr acabava de dar a lu qualro
hediondos inoiistreiigos. O pobre homem e-lava ,t-
llirlis uno ; clieguei a pertuadir-me que perder n
|u; i. (. niin p.iitm instasse muiio tumi:, remlvi
a acompanha lo, tendo-me prevenido com algumas
armas para o quo desse e vie4^e.
a I...., assim se chamava o reudeiro, c:>ndutio-me
co.ti fffeitu a casa de uns campooetes, na distancia
da .Imis kilomelrts de Saiul-Fronl, onde sua inulher
ao cabo de seta mer.es de prenhez, se vira de lpen-
le atMllada ptlas dore* do parlo.
Quaudo me aproxime! da rasa.encoulrci urna mu-
Ih-r lavada em lagrimas, a qual, raliflcando a nar-
raliva de I......me conlou como em sua casa haviam
nascido qualro eriancas. ou antes quatro demonios
c qoe nao tomara a pr os pes em cata, sem que
elles de la sainasen). Proeurei tranquilita-la, e en-
trei para verificar a ventada do que me diziam.
imagina) qual nao foi a minha torprera quando
vi, em cima de um coxiin. em frente do fogao, um
homem eforvando-te por aquietar qualro seres, que
liiiliam quasi a forma humana e a espinha ilorcal
dilatada, apresculan lo urna canda que lena 10 co-
limelrosdediamelto, coberla de uns pelo, ama-
reliados ; desto a nuca al a' cauda ; loda a colum-
na vertebral ee via coberla de pellos tambem ama-
relbs. porcm menos cspei;us qoe os d cauda.
. A eabee* era ponleaguda, e sem cabello, as orc-
Ihas compriibis e ponleagadas, o nariz peqoeno e a-
cbalado. O queito lambem era difireme do do ho-
mem, e muilo parecido com o do cao, do lobo oda
raposa. Apresenlavam quatro deules compridos e
agudas, ab-olulamenle como es daqoelles animaes.
Enaqai, teuhnret rcdnrlores, o que acabo de
ver com o< meus proprios olbos, e que > assim acre-
ditara. Mandei chamar um medico para examinar
estes monslrengos. qaeprrecem de am temperamen-
to rijo, prometiendo ser vivtaorti.
Jornal do Commereio da Lisboa.)
CAMBIOS.
Sobre Linares, 28 d. a 60 d.
c Pars, 3i rs. por fr.
i Lisboa, 92 por % de premio.
a Itio de Janeiro, 2 por (>w de descont.
Aceto do bancj 5'J por centa de dividendo por ron-
la.do vendedor.
conipanliia de Behcribe GjOOO por aejao
companhia PeQurabacana ao par.
l'lilidade Pubr.i, 30 purceiilod* premio,
n Inilciniiisailora. til ile- .
(i a ii> estrada .'. ferro 20 por 0|f|de prem o
l'i-.-i'iili) de lellra, de 10 a 10 por remo.
AffSca dn Hanco, ^iO a 45 de premio.
0 lllui. Sr. inspector da lliesouraria de
fazenda desta provincia, manda fazer publi-
co, que alem Jos arreudamentos dos predios
que vffo a praca no dia 15 do corrente mez,
declarados no edital de 2 do mesiiio mez
tem de ir tambem no mesmo da a praca
arrcndiftnento de um lelbeno siTc cm Pora
de Portes, contiguo ao amigo quartel dos
engajados, que servio de deposito .a gal iota
Secretaria da tuesouraria de l'azeuda ile
Pernambuco, em 7 de julho do 1857.No
impedimento do ollicial-maiur, Luiz Fran-
cisco S. Paio o Silva.
O Dr. Sebastiilo do liego Barros de Lacerda,
juiz deorphSus e ausentes, da cidade do
Itecife e seu teimo, porS. M. o Imperador
que Dos guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital vi-
rem, que a ex-ollicio deste juizo, tem de ser
arrematado de reu la em tres | ragas succes-
sivas, o engenbo l>ous irmfos, sito em tr-
ras de Apipucos, moente e correnle, com
casa de vivenda, sendo grande parte do ter-
reno do mesmo oceupado por plantacao de
capim ; e do qual so com-senhores os me-
nores iilhos do iinado tonente-coronel An-
tonio Loiz Cal las, por lempo de tres annos,
sendo a base para a arrematarlo a quantiade
*:8005 rs., comecando o arren jmenlo do
da em quo for o mesmo afTecttiado, a lindar
em 1860, compr.hendida no arrendamenlo
a safra actual ; obrigado o reudeiro ou ar-
rematante a entregar o engenbo, lindo o
lempo do arrendamenlo com u na safra igual
a que recebe, segundo a avaliago que a
mesma for dada, ea prestar llanca idnea.
Este se passou em virtude da minha por-
tara, quo lca em poder do oscrivao que
subscreveu.
HeciTo II de julho de 1857. F.u Jouo Fa-
cundo da Mlva Cuiniaraes, escrivfio o stibs-
crevi.
Sebastiflo do liego Barros de Lacerda.
ly '-ljitifl!" '#f$,
- Bxiste nesta delegada um cavalio e
um bahu'de lolha de (landres, que foi p-
prehctidi lo a Antonio Carlos Pessoa : quem
I'or seu legitimo dono, compareca nesla
mestna delcijacia com o competente docu-
mento, que Ihe ser enlregue. Delegada do
segundo districlo do termo do Recife 13 de
julho de 1857 O deiegadb.
Joao Francisco Xavier Paes Brrelo.
Comiianhia
Pernambueana,
DE JULHO DH 1857.
Grandiosa he admiravcl exposigo de vis-
tas das principaes capitaes, portos de mar,
e oulros poulos mais nolaveis de todo o uni-
verso.
.Ne5tesalio verdadeiramentc recreativo, a-
cham-se representadas com a ruaior natura-
lida le e peileigao os edificios, monumentos,
nos vulcoes, c tudo quanlu pode chamar a
atiencao de um viajante, loruainio-se mais
inieiessanle em particular pela lel reore-
senUco das tremendas bilalhas.grandes es-
quailras, a prestos militares e lodos os sue-
eessos momoraveis, o mais recentes da gi-
gantesca guerra do Oriento, dos quaes o es-
pectador pollera formar una idea quasi Uto
exuda como su por si mesaio asvisse.
o director tem toda esperanca de que o
publico desta capital, apreciador como he
do todo o mrito artislico, o favorecer com
o inesmo acoibimeoto que mereceu elle no
Rio do Janeiro, e uulras cidade.s do imperio
Vistas quo sero patente a das al odia
19 do corrente.
GliRP,A DO ORIENTE.
1.' As principaes personagens da guerra
do Oriente :
S. II. .Nicolao imperador de todas Bussias.
3. M. Adulmciji, imperador da Turqua.
S. M. .NapolaJo II, imperador dos Fran-
cezes. %
^. M. a rainna Victoria em conselbo de
conferencias, acompauhada ao seus estados
maiores.
a. Ataque do forte de San-\icolo, a-
oude a esquadra russiana licou completa-
mente derrotada.
3.J O grande desastre de Signope, aoude
a esquadra lurca, licou derrotada.
4,i. Embarque dos Iraucezes em Toln para
a guerra do uriotilo.
5.- Desembarque das tropas fraucezas, a
n-lezas em Gapoli.
6. El ttergantiu turco, clicgando com a
noticia dasesquadras aludas, em frente de
CooBlanlinopla.
7 As escuadras aliadas, alvorando o sig
nal de guerra a Kussia.
8.- As esquadras auglo-francezas, passan-
do no mar .Negro.
9-' O grande bombardcitnento de Edessa,
os tnglozes botando logeles a cODgrewe.
10.' Bombatdeameiito lie Sebastopol.
II." O Rio de Janeiro tomado da ilh.i das
Cobras.
t-2 Vista da cidade da Babia.
U.> Visla geral de Paris, avistando-se'25
leguas.
14. Visla de Lisboa.
15.* O grande palacio da rainba de llcs-
panha, representndose! lumtnado com 500
luzes.
16.1 O interior do palacio de Luiz Filippe,
em Pars.
17 Agrande torre de Babel, tima das
priincras maravillias do mundo.
18.a Napolefio I. botando oculo, e o pbiai-
co chino jogando os sena bilheles em frcntft'
da calredal de Mllao, tocando msica.
Todas as semanas haverfio vistas novas.
Entrada 15000 res.
LE LA O
(|iie taz o agente Pestaa, por ordem de
tuna familia que se retirou para a Eoro-
ga do vapor sardo, consistindo em una
mohilia de Jacaranda', cadeiras,sola', me-
sas de diversos gostos e redondas, ticos
(|ttudros, cadenas de halanco dejacaran-
ditas americanas, ditas para sala de
tlur-;.I incas beepaoholaf.
Meedi de 63HK) velhat
n (ijiOO nova-
c 1,- MU. .
Piala.I'alacoei brasileiro?. .
I'enut coliiinnarira. .
meticanot. .
ALFANDEGA.
liendimenlo do Mein do dil IS.....
-W9 a 9300
. 1 (,-hioii
. itjooo
. 9*000
. :^ (K)
.jinai
. U'.v."
15:4J(W.KH
:i:UK)5'il(
184:33li20
Os Srs. accionistas da Gompanliia Per-
nambucana, que subsmeveram novas ae-
cOes, e <[tie anda nao entraramcom a se-
gunda prstatelo de o por ceato, pedida
ate lins de junlio prximo passado, sao
convidados a verificar o relerido paga-
mento ate o dia 20 do corrente mez de
julho, no escriplorio de Antonio Marques
de Araorim, ra da Cruz n. 45.
A sdmioislracSa geral dosestaheleci-
mentos de caridade, manda fazer publico,
que no dia 16 do correte, pelas 10 horas da
manhaa, continua a praca das cesas abaixo
declaradas, debaixo das mesmas clausulas
ja publicadas :
Bairro do Recife,
Ba da Cadeia o. 23 ; ra da Mocda n. ?>\ ;
na da Cruz II. 15 ; ra dos l'.urgos n. II e
13 ; ra da Senzala Nova ns. 26 e 30.
Bairro de Santo Antonio.
Ra da Cadeia ns. 6, S, e 10 ; ra do Quci-
mado ns. 3i e, 3( ; ra das Cruzcs n. 4 ; roa
de S. Francisco ns. 3 e 5 ; ra Direila ns. 5,
7, c 15 ; rita Nova n. 32 ; ra do Padre Flo-
riano n. 39 ra ra de HorlSS n. 30 ; ra de Sania Hita n*.
76 e 02; ra dos Pesca lores n. 11;
Calcadas a. 30 ; ra do Coltegton. 18 ; tra-
vessa do Carcereiro o. 11 beccoda Carva-
lha n. 5
Bairro da Boa-Vista.
Ra do Arago n. 8 ; ra da Alcgria ns.
46 ; ra Velha ns. 42 e 73.
AdmnistracjSo peral dos estabelecimontns
de caridade, 9 de julho de 1857.0 escrWSe,
Antonio Jos Gomes do Correio,
0 lllm. Sr. inspector ta tbesouraria
'8-i-


de navegacjio a vapor
iHtttOpt t Vt'nttU'it'Uiitu



No dia 1! detie mez espera-se do ni o vap >r in-
Rlu IVDASI'ICS, e ilepiiis da demora do coslninc
eftoir para Antuerpia, locando noi portot ile Lia-
bas a Soiiiliami ton : pal a aassaceiro, etc.. Irala-M
rom oa agentei lienr\ I irsler, ra do Trapiche
n. X
da
jantar, commodas, urna linda secretaria,
um ricoguarda-roupa, mesa elstica, ca-
ma franceza, ditadu artnac&o para meni-
no, berros de Jacaranda', lavatorios deja-
caranda', ditos com espelho, apparelho do
porcellana para cha', dito para mesa,
diversos vidros, garrafas, copos, clices,
COmpoteiras, porta-licr, lanterna, can-
dieiro, trena decoainha, c oulros olijco
tos que se acham patentes aos comprado-
res : quinta-feira l do corrente, a's 11
horas ta manhaa, na Capimga-Yell a,
junto o porto Lasserre, detronte da casa
emque inoraolllm. Sr. cnsul de Franca.
O agente Borji fu leililo quinta-icia,
16 do corrente, as lo horas da manhaa, em
seu armazem, na ra do Collegio n. 15, de
diveisos escravos de ambos os sexos, entre
os quaes sohresahem duas ptimas prelas
mocas, com bastantes habilidades e um bo-
nito morque de 12 anuos de idade, os quaes
serao dilinilivamentc vendidos naquelle dia.
O agente Borja lara' leilao, em seu
armazem, na ra do Collegio n. 13, de
urna quanltdade immema de ohjectos
de diiierentes qualidades, (|ue fra im-
possivel mencionar : sexta-feira 18 do
crlente, a's I I horas da manliaa.
Loao de tabea-
da, ele.
Alvui Oaksmclli, sobre carga do bri-
eue americano Fann) \V. Oaksmilb, arri-
bado neste porto com agua aberta na sua
viagem de Daen para Buenos-Ayres, la-
ra leilo, por interveiicao do corretor
John (jatis, na presenca do Sr. cnsul dos
Estados-Unidos, c por conta c risco de
quem pertencer' de urna porcao da carga
do dito brigue, (auto quanto.se]a neces-
sario pata suas despezas de concert nes-
te poiio, consistindo o leilo em cerca dr
lil) mil pesstiperficiaes de taboado e praii-
clifSes de |)inlio de diversos tamanlios.
Etta uiadcira be tic urna (jualidade muilo
forte superior, propria para atsoalliar e
OUtrot intentos, e liem vale a attenr'io dos
Srs. proprietarios; esta' arrumada no ar
ma/.eindo Sr. Joaquim Lopes de Almeida,
junto a' praia, na ra da Catleia de Santo
Antonio, onde sera' vendida : na sexta-
feira 17 do corrente, ao mcio-diacm pon-
to, c pode ser examinada pelos compra-
dores, com antecedencia.
l.eilSo de lmannos.
O agent-i Pestaa fara leilao de 3 caixas
com tamancos, s quaes serio veudas pelo
maior prer0 que for offerecilo : sablia-io 18
do correle as 11 horas da manha, em seu
armaz -ni, na rua da Ca leia do Uccife n. 05.
I.eilao a tiro de martelo.
O agente Pestaa far leilao, para fechar
coalas, de varias obras de marciueiria novas
e usadas, romo sofas, cadeiras, consolos,
mesas re tondas de quatro pes, relogios, vi-
dros, porcellana, crystaes e muilos outros
objeclos, q e sera enfadonho enumera-Ios,
eque ludo se acha patente ao esame dos
compradores: sabbado 18 do crrante as 11
horas da mentida, em seu ..rmazem, na rua
da Cadeia do Hecifo n. 35
Fremon cV l.asoo farSo leilo por in-
IcrveiiQao do agente l'e.st na, dos objeclos
deseo armszem e alguns movis do sua ri-
sa: sexta-feira, 17 do corrente, as 11 horas
da manhaa, cm seu armizer. na rua da Cruz
n. 27.
PROVINCIA.
O Sr. thesourciro das loteras manda
fazer publico, <|ue se ailiam a venda, no
pavimento terYeo da casa da rua da Au-
rora n. (i, das SI horas da manhaa a's S
da noitc, bilhctrs, mrios e (piarlos, da
terceira parte da primeira lotera de N.
da Saudcdo l'oco da Panella, cujas rodas
andam no dia IS dejulbo.
O mesmo Sr. Ihesonreirn manda declarar, 'qoe
lendo de reformar o presente plano por nutro, em
Indo iaual a qnarla parle da Rio, pede as pesas
que teero encomniendado lulhelet para quando eli-
vesat em eteciirSo a lei provincial n. ;I9'.I, que iin-
pem 80 por acato ohre os billieles do Itio, qoei-
ram vir declarar que pareja de hilhetet qurrem,
para que el.e, avista das quautias pedidas, poaoa or-
ganitar o dito plano, o qual cerlaiueule ojlerere
mais inleresse aos jocadores.
Tbesouraria das loteras, 11 de julho de
187.Josc Januario Al ves da Maia,
escrivo,
I'or engao meu foi levado o annuncia
supra, declarando ser a terceira parle do
primeira lotera do collegio de orphaos,
quando a lotera que esta exposta venda
he a terceira parte da primeira de N S. da
Saude uo l'oco da f'auella, c com a presente
dcclaraQao est salva qualquer duvida que
podesse hayer.O escrivo das loteras,
J. Januario Alves da Maia.
Pttblcay&u i ifter.j'iri.
t) Acadmico do ^orte
No dia ao do correnle salina a luz o pri-
meiro numero de um peridico scienlilico e
Iliterario sob o tituloO Acadmico do .Nor-
te--. Subscreve-se a 2501)0 por trimestre
para esta provincii, e a 351)0 para fra del-
la, sahindo nos dias 10, 20 e 30 de cada mez,
e nesta typographia vende-so avuiso a 2t0
reis.
Bichas de Haih-
hurgo.
Kstau expostas ven la aos ceios ca re-
tlho, na loja de barbeiro n. 2, confronte ao
Itosario de Santo Antonio.
Piecisa-sa de utn feitor queentenda
de plautac/io e que seja bom para um sitio
pequeo e perto da cidade : a tratar na rua
da Madre de Dos n. 2.
O abaixo assignado, possuido do
mainr empenho de se descobrir os auto-
res c cmplices do horroroso assassinato
perpetrado na pessoa do seu mui presa-
do amigo Thomaz GoHan, vice-consul de
S. M. Brtannica nesta cidade, oll'erecc
dous tontos de reis a <|ucm lhe prestar
qualquer esclarecimento exacto sobre es-
se tacto, ou mesmo o conliecnnento de
alguma circuinstancia.ou acoessoro delle,
de modo que se |iossa averiguar a verda-
de, assim como assegura, sob sua palavra
de boina, o mais inviolavel segredo, a'
quem lizer qualquer dessas revelacoes,
pois be bem possivel chegar-se ao lim
desejado, sena declararle donde ellas
procederam.
Consulado Brtannico 11 de julho de
18o7.11- Augiistus Cooper, cnsul.
Ilontem furtaram do abaixo assignado, no
seu escriplorio da rua da Cadeia do Recite
u. li, primeiro andar, una csrteira conten-
do alguns papis, como alguns carines de
visita do mesmo abaixo assignado, e dous
Pedimos aos Sis. empresarios do tbea-
iro de Santa-Isabel, o grande favor de
sabbado ls do corrente, tcvareai a' scena
acomeda Por causa de um algara-
mo, e naoUrna para tres, vistn
recibos passados pelo Tinado Conloo, ura da I aquella nos ter agradado nimio mais;
quanlia de 859 rs, e oulro da quantia de I portante, fiado na bondadedos Srs. nn-
15* rs, opnmeiro equivalente ai La, 2.a, preMr0, contamos que wte nosso pedido
3.a, i.a, o j.a prestacao, e o segn lo cutres- .... .
podentea ultima pnacsn, c,responden- ".';' ,c "!" ;.' sortequeoutroa muitos leem
te a urna aceHo da Corupr.tilua l'ernambuca- '"Jo; 'Sl' '"'" atlendtdo como esperatnos,
na, pertenc- ule ao Dr. Jos Libralo tlarro-
zo. fferec. o abaixo a-signado urna gra-
Uflca;So a quem lhe restituir os referidos
recibos, a respailo do quaes ja esta preve-
nida a agencia da mesma companhia, am
de nao trocar; e faz-se essa publicacSd ptra
que mnguuTi faca negocio coa cllcs
Gemvndo Curgel do Aniaral.
Sotica
-!
desde ja' limito c muitn agiitdeccmos.
Tres Germanistas que nao lalriam.
\' i rim dan AsrUHH-V^rtU'M
11. 4fi,
; vende-se unn b mita escrava de excelleuic
i conducta, insigne engomma ora e costurci-
! ra, com urna luida lilha le idade> de 5 anuo,
. 3 moleques pajas de idade de 15 a 90 annos,
2 escravas para todo o sel vico por uo se-
ren viciosas de 21 a 24 anuos, 2 ditas boas
quilandeiras e i.ivadeiras, 1 mulatinha de II
annos e 1 negrinha da mesma idade, lodos
estes escravos se vendern por precos razoa-
veis.
J -----Precisa-se de urna ama parn todo o
altlservifO de unta casa de poui-a familia: quem
i-, pretender, driia-se a fabrica do cigarros na
' rua larga do Itosario n. 2t.

ccttitt UomtopatUica
EM i'EKFiAMIiVCO
MI DK.
'i? SAKINO OLEliAUlO L. I'I.MIO.
^2? Kua de Santo-Amaro (Mun-
*&? do-Novo) n. .
... / .,. i .i i^.i %,\j i,., ii ni i, \.
8 Ivesle ealaheleeiinent ejislem os medica- tg inenlosimai. adeqaado. ao climas rio DOC-^ ,v r qualquer servico, para
~ le, preparados com a m.nor viailancia pelo -
M
Atttnyiio.
Roga-se aosenhor que por engao ou por
propietario. i'8,1.1'0. de um eslrangeiro a quem convier,
Biiitea medicamenlos preparados no Rio 3 dtrija-se a rua da Cruz n. i, primeiro aiidm
de Janeiro, que se veudem por precos bal- ,.^
\os, mas nao se garnnle soa eflicacia. ^
A etpenencia leni demonstrado que os
SftSS TLSffSZ TSZ h Xfi"*umac"rf ,;'c""r- vln,1a
do que os que os que vern de fra. % "- Os precos sao lites, sendo mais caros, por '"! pmleiro, queira ter a bondadn ,l.i entregar
serem melbore, ns preparados ero Piriuuii- '' "o correio. ou na padaria do Manguinho,
baca.. r, \- onde era o seu destino.
TIIliSOTRO 110MLOFAT1I1CU

O
m
ou
Vade-Jiecuin
DO
HOME-

icaco
Na gra de fabrica de a-
niaiit*os da rt; Dreita,
esquina <> buceo de *.
pediti ii. ]6
lia eDectivamente um grande sortimento
de tamancos para lodos os tamaitos, quer
a retalho, t|iier em grandes pori.oes muilo em
coala ; e faioro-se tambem de cncommenda
a moda do l'orto, para homens e senhoras.
l'EI.O DK.
SABINO OLLAIUO L. PIMO.
E'la preciosa olira ronlini'ia a vender-se
na botica central, a 109000 am lirochura e
IIOOUO encaden....I.
Acha-se fgida desde domingo 5 du
corrente mez a escrava Florencia, parda, de
2j a 30 annos de i la-le, alta, reforcada do
coipo, cor nem muilo clara e nem es-
cura, bracos cabelludos, sahio de casa com
vestido de cassi velho e debotado, panno da
costa com listras azul, branco e encarnado
quem a pegar, leve-a a* rua larga do Rosa-
rio n. 44. que se gratificara ; e tem sido
vista pelo Poco, Ponte de Ucha, Capunga,
Baixa-Verde, Onda, o algumas dentro aqu
da cidade.
Const ndo que a Sra D. Ignez Mari*
Eragozo Camarao, viuva do fallecido Xico-
COXO, morador na rua Imperial, tem vendi-
do algumas das propriedades que possuia na
mesma rua, quasi ao pe da ponte dos Afoga-
dos, lado direito, avisa-se que uimguem fa-
Qa negocio com a de n 212, que se acha hy-
potheoada a Joao Machado Brando
i imn! (ia Mmtre <'e eos.
O actual escrivo da irmandado da glo-
riosa Santa Auna da Madre de Dos, convida
a lodosos irnios.alim do comparecereni no
consistorio da mestna, domingo 1! do coi-
rente, pelas 9 horas do dia, para se proce-
der a eleteSo da nova mesa, que tem de re-
ger esta irinamiadc no anuo de 1857 a i838
Joaquim Francisco da Silva .linio.
Ilenrique Gibson, aluga o seu sitio da
Torre, com oapacidade do dar capim para 20
ou mais cavados, e porto para alguns ani-
maes, e com ba casa para inorada : a tra-
tar na rua da Cadeia do Kecife n. 52.
I'erdeu-se na noite de 12 do correnle,
desde a rua da Aurora a rua Nova, um leuCu
branco, conloado alguns pannos de. breta-
nh) lian inda novos, para uso de crianqa de
peito, c mais um par de luvas pretas de re-
troz : quem tiver acha lo e queira restituir,
drija-se a rui Nova n. 50, segundo andar,
que ser gratificado.
Vende-se um sitio na encrusilhada que
vai para Bebcribo, com urna grande casa
enviilrarada, ch3os proprios, com 5 quartos,
solo, cozinha fra, no sitio lem hnxa para
capim, 2 cacimbas, tanque, estribara, co-
cheira, etc : quem pretender, diri|a-se a
rua Velha, taberna o. 67, que se dir quem
vende.
4',.(1=.N .
Precisa-se de um amassador : na rua da
Senzala Velha n. 84.
- Compra-s urna casa terrea que n'm
seja muito pequea, na Koa-Visla ; c lm-
bem seda algum dinheiro com hypothrca na
mesma casa, (cando o aluguel da casa pelo
juro da quanlia que se tomar a fallar no
sitio por detraz da fundicSo, cm Santo A-
niaro.
Vende-se um balean novo : a tratar
no armazem da rua da Mocda n. 23.
Vende-se urna negra per;a, do idale de
22 annos, crioula.com lodas as habilidades,
c outra de 30 annos tambem com todas as
habilidades, 2 moloques, sendo um de 18
annoseooutro de 13, 1 mulalinho de 12
annos proprio para pagetn, 1 mulatinha de
II anuos, linda ligura, propria para urna da-
diva, 1 negrinha de II annos, 1 negro perito
cozinheiro de todas as qualidades, al du
jrno, c faz doce tambem de todas as qn ah-
ilados ; 1 boai mulato de 25 tuno, muito
bom alfaiate e bom bolieiro : na rua do Li-
viamenlo n. 4.
GABIMTE PORTUGUEZ
DE
A directora do Gabinete Portuguez do
Lcilura convida aos sensores accionistas a
comparecerem domingo, 19 do correnle, pe-
las 10 horas da manbSa, no salan do mesmo
Cabinete, para, em assemblea geral, apre-
ciar o e&ame de conl-s e elegir os seu
fuicciouari.is de cslabelecimenlo Recile
13 de julho de 1857.t I.' secretario,
Duarie das .Noves.
#E & ^
ESTRADA DE FERRO
do Kecife S. Francisco
LIMITADO.
O Sr. James Tmplelo W'ood, thesourei-
ro e superintendente da companhia da estra-
da de ferro, manda fazer publico para obviar
embarazos e solver duvidas, que nao palia-
r conta alguma exlrahida em nomo da dita
companhia de objeclos enmurados por pes-
soas pertencentes a mesma ; devendo laes
cotilas ser ex rbidas em nomo daquelles,
que as contrshirem. Recife 13 de julho de
1857. Joaquim Marinlio Cavalcauli de Albu-
querque.
Lu Sr. reverendo que ha mais de
doiisarinos mandn encarnar urna ima-
gemdoHemnq litaos, na rua de Hortas
n. queira ir buscar nestes olio das
do contrario, se trocara par/a pagamento.
--- Uuem annnnciou querer fallar COS OS
herdeiros de Rento Amonio liomin-iies, di-
rija-se a rua do Sol, armazem do madeiras
do sr Torres.
v;;HK. 9 ..: "K-Or')/;og.o@
O

m
o
o
o
o
0
f
Para Baha,
Se;
no em poneos dias o veleiro hiale Css-
. i tro, forrado e pregado de cobre, por ter ja
s < parte da carga prompi, para o resto, trata-
se com seu consigna.ario Domingos Alves
Malheos, na rua do Apollo n. 23.
Decarream lioje 1fi ,\r julho.
fi.;ca inlcalliiluuiunlmerca Juno.
Par.
Vai
O Ro de Janeiro.



Precisa-se alufjar dous pretos capti-
vos ta tvpograpliia: quem quizer dirija-se a'
livraria ns. ti c S, da prara da lude
deucia.
?"
9
epeu-
Agradecimcnto.
A mesa regedora da irmandsdc da Senho-
i ra ci.is liontt iias.em nonie da mesma irman-
soguir com mu ta brovidade, porlerldade acceitou, e muito cordealmente agra-
parte de seu earregameiito prumplo, o bri- ideee r<> r Iigioso carmelita Fr. Candido de
gue nacional Maria Preciosa, capitflo Kran-|S' ta Isabel Cunba. o ofTerecimcnlo de 55*.
cisco Alves Mrira
esCravos a frele,
para carga e passageiros
par.i os qoaes tem excel-
88uciacao po-
pul r de 80c-1
corros mutuos |
_ De ur.lem do lllm. Sr. director, to con- \
'./ viilaiii, lo |.ii oa Srs. socios.a eomparacereni \f:
a reuniao .le domingo 1!> Jo ilu correm, T
lija ni para cumprirem na (|uali'lai ite eo- "'S
V-3 cios com a, ims obnga^Sea, een.lo t-mhein -""'.
por ter il se elegir o segundo secrelario. e !-'._
a cnmini-Au que Icin da leal.ir la reforma
doaeaiitalo*. Tem silo liaslaute .rn-iiel
a direcc.lo a coiiluiua las fallas <1o compa-
rpcimeulo los ara. tocioi as Hti6ai urdiua-
ria.
Secretaria da Assnriar.ln l'ipular de Soc
corros M i ii em IS de julho de IS "i".O i-'I
primeiro secretario inler.no, A. Jos The- *-&'
\. moteo. ;
Precisa-se de dous hons caixeiros
<|ue deem liadoi a' sua conclua, sendo
um para esta praca e oulro para nina boa
casa no malo, da'-se liom ordenado:
quem quizer dirija-se a rua da Praia n.
49.
Alogam-se doa prelos ou homens forros, quem
os liver dirija-H a loja de calcado n. 2 A no herco
do l'eite Frllo.
Pratlii se de urna lat de nieia idade para
casa de poaes familia : na rua da Knda n. 02.
Pelo prximo vapor ingles Avon, sa-
ca-se qualquer quantia, sobre as pragas do
l'orto e Lisboa, a prazo ou avista: no es-
critorio de Thomaz de Paria, rua do Tra-
pa he u 40.
Precisa-se de 2 amassadores e 1 caixei-
ro de ida le de 19 a lli aun s: na rua da Sen-
zala Nova, padaria de Domingos Jos .:a -u
nha Lages.
- Gelim Coelho de Serpa Rraudao icti-
ra-se para Euro| a.
Precisa-se de um pequeo de 14 a 16
annos, que tenba urlica de taberna c que
de tiador a sua con lucta : cm Fra de Por-
tas, taberna n ao.
Precisa-se de nm cozinheiro: no
Sera' lerjal a citacao festa por editos
'i ni lo lie sabido, e havendo correspon-
dencia, como se pode provar, entre o de-
vedgr ecredor, e existindoanntincio pre-
cedente do primeiro nos iornaes desta
praca, declarando que se acha residinda
<-m seueugenho Tal, oodistrlcto tal, etc.,
etc., o qual lufjar se acha cm salubi ida-
de c livre de peste ? Em que pena incor-
rero esse credor c testemunnaa que jos-
tiucaram o contrario disto, illudindo as-
sim a mteire/.a do juiz do eomincicio e
jurando lalso, por consequencia ?
- Quem se julgar credor da taberna da
rua do Fogo n. 20, nulr'ora pcrtcncen'e a
Domingos Jos longalves da silva, queira
apresenlar soa conta a Narciso Ferreira Vei-
ga. ou a Barros \ Silva, para serem atten-
dilos.
Aluga-se urna loja na rus do Torres,
bairro do ecifa, assim como um arni/. i i
na rua 'la l'raia : os pretendentes dirifam-se
ao irmao ministro da ordem terceira de S
Francisco, no largo do Carmo n. 16
Precisa-se lugar una casa terrea n'.s
ras que ficam entre o Mundo Novo ou ru
la Cadeia : quem tiver dirija-se ao Sr. An-
tonio (times de Figueiredo, para tratar, per
b'i so do sobrado que fui secretaria da po-
lica.
A pessoa que annuncioii querer com-
prar urna cs, n3o exee leudo o prego de
i :20r0H0, dirija-se ao carLurio do tab-lli.lo
Peto Carreiro, na rua cstreita do Itosario.
Faz-so sciente ao publico que nin-
guen rebata a Joaquim Goacalves llastos as
leltras de Joao Florentino (avalcanli de Al-
buquerque, consenhor do engcuho J.issaral,
por seteui perteucentes aos herdeiros da
fallecida Mina Franciscs dos Anjos llastos,
e se acham invenlariadas, e o dito J Goocal-
ves asios declarou ja por esle Diario have-
revi sido furtadas, e agora apparece reba-
tundo-as.
Grtetj le Ia;t para
dos.
Vendem-se cortes de lila de lindos
VCSl 1-
Grande
ment de fa/endas
SOI* ti-
lo-
de
dttfl as qualidades*
Grosdenapa pretode| teda laviada, eovado.
Dilo dito liso inuilu largo, corado. .
Dilo de corea liso inulto superior .
Selun prelo macao, co\ado. .....
Panno fino prelo e de core, para loiint os precos.
I'upclina de seda da corea loaliudas, tw-
vako.............
Chele de corea, com quadrot de seda, co-
vada............
L.m de quadros pequeos e grande*, eo-
vado ............
LI* c seda de novos padroe, eovado. .
Mauritana de seda uiu cinco palmos de
largura, eovado .........
Ursulina de seda com quadros, ramagtns e
lislras imilitadas, eovado......
Sedas de qaidra beatiloa padrSo, eovado.
Duqucza de soda eoir. ramagein, cov.do. .
Mu-iilina hrauca e de cics, rotado. .
Cimas france/at linas........
Kron loima da Mea para volidos. .
Ca... Irance/i linas de honilot padrcs,
vara........,
Argentina de core eicur*s, com ta|p c de
seda, propria para palito......
Ilaliiua no seda pela com luire. para i>a-
hloa.............
Coi les de vesiido de teda para senliora. o
iui superior que ha no mercado. .
I.uvas de seda de lodas a* qu.ili.iaae, para
liuiuens, seuhoras e meninos.....
Lencos de cainbr.ia bordados, imiilu linos.
Ililu .le du, ,i,. Inuio lisos pnra inflo. .
252.M
-.'-Jil
j- M
:i^ki
lionn
3K'jO
.-wai
.-SSI!
I9MN)
iwaw
|SSS
731
IJO
jwi
i
Un
Hi)
l0 laaTa
-i ei
sai
pa-
Cii le- ile ca-emira prela e de ten
Cortes decollles uesuigurAo de seda, da
vanos psdri'S, maliiado......
Curie de lia matizada para vestidos, de
novos pali,-, cun Ij cotados rada
um.........
Chapeos de uiatta franrezet formas novas.
I'aluus de lpaca prela, linu-......
Dilo de alpaca e (tanqas de cores. .
Gon Julos de alpaca pela e decores. .
Chales de merino bordado a velludo gran-
des........... .
Dilo de n'iio hurdadus a seda.....
Dilu de dita com li.iu de seda. .
Uilos de dilo rom barra maliudos. .
Dllos da dita Imis.........
tillo de dilo com franjaa de la* .
Dilo ,ir l.ia adarilaaradoa de cores. .
ttaatja Iraaeaa f pana* de crr, catado.
VMastraaa llror muitu superiores, lia-
ra senliora.......... lrr^ai
Em ireiile du barco da CongresacAo, paHii!o
loja de ferr .gens, a segunda de banda* n. itl.
S. Sl 11.1,11,1. i C, iiaiKiiieiroseiie
ociantes, establecidos lia nmitos anno-
etn Londres, teem a satisiacro de DU>
::>ii
:,nmi
7-"al
1-.>I
:>c iscooo
ii-Haai
icxm
saone
:.-i
a-aso
,l^l
droes, coma covados cada corte, pelo di-1 tw-p-" seus corixiapondentes e ao publi-
minuto prego de quinze patacas ; a elles, j co, que acabatn de Kindar casas liliaes
antes qoe so acaben: na rua do yueimado nos principaei portos e distritos manu-
n. 22, na luja da bou fe.
Aigoda ittonstro.
Vende-se algo 13o montro com 8 palmos
de largura, muito pro rio para toalhas e
lengcs, pelo biratissimo prer) de 600 rs. a
vara : na loja da boa le, ua
do n. 22.
A'J.y200.
Vendem-se cortes do cassa lina pntala,
enm salpicoa e palminhas miudas, o coro 7
varas rada corle a 29230 : na rua
na .'o u. j.', na loja da bo i i
i ussuiiiiaM t>v ii as c.
provincial, em cumplimento da resolucfio I lentes commodos: trata-s como seu con-
da junta da fazenda, mnda fazer publico, I signatario Francisco de Paula Figueira de
que a arrematago .la obra do rebaisamento ;ialioia, em seu escriptono rua do Apollo
da ladeira do egcnho Velho, na estrad Ua I n. 5.
lar-
qu inda que lire-devia a irmandado, do or- go do Hospicio junto ao quartel, casa do de-
decalo ds capellania que acaba de fazer sembargadur Alendes da Cunda. Paga-se
om r.ivor das obras da dita igreja ; e roga bem agradando o servico.
a sua Divina Padroeira recompense aegao | Vende-so um moleque cria, de 5 para
lao generosa o meritoriaJernimo da Mot- 6 annos de idade : a tratar na ruada Gloria
laMotiteiro, escuvao. n. 86.
ir es.
\':. 1 -se mussulna branca muito lina a
410 rs. o eovado, dita de cores de escolenles
padrOes a 320 o eovado: na luja da boa f,
na tl i do lueima lo n. 2-2.
Mai.....I Ferreira da Silva liamos o su
mulher D. Auna Zuricli llamos vSo a Euro-
pa, levando em sua compaubia um pretinho
menor, e deixa'm por seus procuradores nes-
ta ii lJe os Sra. Miguel los Barbosa Guima-
rSes,Joaqui o Henriques da Silva e tuibelino
Guedes do Mello.
tactureirosde Franca, Alemanba, Blgi-
ca e ilull .o I i, conservando .il.-m disto
suas proprias casas anteriormente estab -
lecidas ras cidadeS mais importuules, c
p irtosmaii commerciaesdaGr i-Bretarlia,
rua do Queima- e tsUio cm insi.;V, de oflerecer grand
i aspessoasquepossam necesitar,
assim cm Londres como em outrot|ual-
quer pon i ii.i Kuropa, de urna casa para
compra ou venda le artigos, bom i
o Quei- para ns negocios de traiisucrao de crcdilo
c li meo d i|u ilquer genero.
.. ,i ;i is quenioforemconli i idasdos
annunciantes tieve oacoinppiiiiarsiti
leos cora os fundos neceswirios para sua
('..nr.Mii ; licando i rilen !. las qic O -
nunciantes n 10 lem difliculdade em adi-
antar 7 di') lobre os generas vevel
- de Ma venda.
i )s preros correiitej < mais informa es
commerciaes, que ttem pedidas,
enviadas gratuitamente, salvo o porl i
correio, podendo dirigir-se aos annunci-
.antes.
do

-. r




DIARIO E l'EKNAMBUCO QUINTA FEIRA Ib DE JULMOIJE1857

C0ISLT0R10 HOMIOPiTHICO
DO
-* h.j .-^o^ r^K<~>" ^k/z^iil "*
Ondeaseacham sempre os mais acreditados medicamentos!"lano era tinturas como
em glbulos, e preparados cora o maior escrpulo e por precos bastante commodos
PREgoS FIXOS.
Botica de tubos grandes.
Dita de 24
Dita de 36 e .
Dita de 48
Dita de 60 > .
Tubos avulsos a......
Frascos de tinturrademeia onca.
Manual de medicina homebpathica de Dr. Jahr com o dic-
cionario, dos termos de medicina
Medicina domestica do Dr. Henry
Tratamento do cholera morbus .
Repertorio do D Mello Moraes
10/000
153000
209O00
259000
308000
19000
28000
205000
lOfimO
2/000
6OO0
*: PEURAS PRECIOSAS- ffl
__
$. Arierecos de liriiltantps. i
% diamantes e perolaa, pal-
$ seira", alfineles, briucos S
$ a rozlas, bolOes e aunis
de difiere Mu nostos e de S
* dueas pedras de valor. ;
"
Compram, venden) oa *
Irocam prala, ooro, bri- J-
II...-. a:__.___________ *
lRERl 0OAATE
LSJA DI eiiRITBi
Ra do Cabuga' n. 7.
tieccbeiti por to-
???'*?:?. .ai*-*. '.-. $
i OURO E PBATA.
* it>
Aderecos completo* di J
ooro, meios dilos, polsei- <"
*j ra, alfiueles, brincos e 8
i: rozlas, eordes, Irancel- J
}?* litis, medalhas, correnles m
j*j e enfeitei para relogio, e j*j
. outros muitos objeclos de ^
'. ouro.
' Aparelhos rompidos de ''y
(I os os van ivsdaEu
iSSSa^......-I modernofroato, tan- l^S.'fSf
* J j ,0* 00,r0 objeclos de *
W^wrae*^ to de ranea como $JS&mmamwJi
de Lisboa, as quaes vendem por
prego commodo como costumam.
Precisa-se alugar um sitio, da Ponte
de Ucha at Apipucos, na margem do I!io
Captbanbe, perto da estrada : na ra Nova
n. 61.
Lotera
\
O Dr. Ignacio Firmo Xavier faz publi-
co, que mudou sua residencia para o seu si-
tio na Passagem da Magdalena, que tica ao
norte da estrada entre a ponte grande e a do
Chora-menino, e ahi tem preparado urna
casa de saude com todos os commodos para
o tratamento de escravos, cujos senhores
residan lora da praca, ou "que n3o os pos-
sam curar em suas proprias casas : quem
para isto quizer-se utilisar de seus servidos
mdicos, que serao desempenhados com o
maior zelo, dirtja-se ao pateo do Carmo n.
9, primeiro andar, ou no referido sitio da
Magdalena. Preco2/000 diariosexceptu-
ando conferencias, sanguesugas e opera-
res.
"1
IRio-Formoso.
|g O Dr. Jo3o Honorio Bezerra de Mane- ^
^SP zes, medico pela Faeuldaite da Babia, lem $).
ffjj filado sua residencia na cidade do Kio-For- *:-,
^> moto, e de novo aderece eos servidos a to- *t*
-S? das ai peuoas que o bonrarem com sna con- V.-
$g fianja. ,.
Prectsa-se de caixeiro*, na ra da Ca-
deia do Recife n. 50, primeiro andar,
prestando uma llanca de 2000000, ven-
cendo o ordenado de 200,<{ a GOO.S', que
lie pata vender bilhetes da loteria da
provincia.
SEGURO CONTRA FOSO.
CompaDbia Alliance.
Estabelecida cm Londres, em marco de 1824.
Capital cinco milhoes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C, tem a honra da in-
formar aos Srs. negociantes, propriatarios de casas,
a quem mais convier que eslo plenamente au-
torisados pela dita companhia para effecluar segu-
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobertos da
tlha e igualmente sobre os objectos quecontiverem
os mesaos edificios quer coasista em motil: ou
fazendas de qualquer qualidade.
t Juila da Silva llamo", medico pela un- j
versidade de Coimbra, mudou sua residen- JS
ca da roa do (Saboga para a roa Nova n. >*
(J 69, seauuo andar, sobrado do Sr. Dr. Net- :
jf lo, e ah cuulina a receber, das 8 s l!l -,
SU! horas da manhaa, e das :t s 5 da tarde,
t pessoas que o queiram consultar.
JOHN CATIS,
corretor geral
E AGENTE DE LEII.O'ES COMMERCIAES,
n. 20, ra do Torres,
PRIMEIRO ANDAR,
praca do Corpo Santo
KECIFE.
-. Anda nilo appareccu o ercravo, fugi-,
'o do engenho Marium em Coianna, no dia '
22 de junh, ja annanciado em urna das fo-:
Ibas Diarias dessa cidade, o bispertador
Commerclal do Norte, e recommendado a I
pulira: he de nacilo africana, vindo po->
icm no lempo cm que a exportarlo uSo era
prohibid!*), de nome I.uiz, com 30 anuos de
idade puuco malsou menos, bem preto, al-
tura media, corpo e rosto regular, um pou-
co curvo, maneira de olhar por haixo, falta
do denles na Trente, cabellos bem carapi-
nhos, pernas e ps tambam regurar, urna
marca de ferida ja antiga em um calcanhar
e sem barba, levou um ch-ipeo de massa
vermelha ja usado, camisa e caiga de risca-
do, jaquela preta, mais uma camisa e serou-
la ue algodaozinhoou algodo, eoutra de
madapolAo ; teve-se noticia de ir sempre em
marcha para essa cidade do Recife,e pergun-
tando por onde passava,por outro de appelli-
do Andorinha,que serve de correio particular
de f.oianna para o Recife : de novo rocom-
menda-se-o a polica, e a quem o pegar e
levar ao dito engenho Mariuna em Goianna,
lera 50/ rs. de gratificado : tem-se certeza
de mardar para essa cidade e seus arrabal-
des at uma legua. Mariuna 1. de julho de
1857. Simplicio Tavares de Mello.
As pessoas que tiverem empenhado
qualquer objecto na tnSo do fallecido Anto-
nio Teixeita Peixoto, queiram apparecer na
ra doucitnado n. 44
PEUIDO.
Pede-se a quem adrad, desde a ra da
Concei?ao at ao porto das canoas, pelo caes
novo, um pequeo livro capiado de encar-
nado, o especial obsequio de o entregar na
ra da Apollo n. 1 A, que sendo pessoa pre-
cisada se gratilicara.
REMEDIO IMCOMPAKAVEL.
a*.:ssa
O
i DERTISTil FR1NCEZ.
** Raulo Gignoui deuliila, ra Nova n. 41 : w
6j? na mesina raa lem ajua e p dentrilice. k'-'
Tasso Ir mos.
Avisara ans seus freguezes, que as ultimas
farinhss de trigo Richmond ebegadas ao mer-
cado, sSo vendidas era seus armazens, pelos
seguintes precos :
Galega 258000 por barrica.
Ilaxall 2io000 idem.
O lance 233000 idem.
Columbia 228000 idem.
Alem destas tera farinhas novas de Tries-
te das marcas SSSF. Fontana e prlmeira
quaiidade ; assim como com-lelo sorlimen-
lo das melhores marcas de l'hiladelphia, No-
va (irleanse Baltimoro.
proTincia.
O abaixo aasjgnado ven-
de bilhetes garantidos, pe-
ios precos abaixo notados,
sendo da quautia de eein
mil res para cima, a di-
nheiro vista, em sen es-
critorio, na roa da Ca-
dea do Hecife n. SO, pri-
meiro andar.
Bilhetes. 5|400
Meios. aproo
Quartos. 1^350
P. .. L'iyme.
He chegado a loja de Leconte, aterro
da Boa-Vista n. 70, excellenle leite virginal
do rosas brancas, para refrescar a pelle, tirar
pannos, sardas, e espinhas, igualmenre o a -
famado oleo babosa para limpar e fazer
crescer os cabellos : assim como p impe-
rial de lyrio de Florenca para brotoejas e
aspendadesda pelle, conserva a frescura e
o avelludado da primavera da vida.
Na fundicao da Aurora precisu-se
de serventes forros ou escravos, para
lervico debatxo decoberta. *
Faz-se todo negocio com a melhor lo-
ja do l'asseio Publico n. 9, com fazenda ou
sem ella.
Precisa-se de uma ama para o servido
interno de urna casa de pouca familia : na
pra?a do Corpo Santo n. 17.
LOTERA
DA
provincia.
O abaixo assignado participa ao respeita.
vel publico, que vende os seus felizes bilhe-
tes, meios, e quartos, pelos precos abaixo
mencionados, sendo da quantia de 1008 reis
para cima, a dinheiro a vista ; na ra da Ca-
deia do Recife n. 45, esquina da Madre de
Dos :
Bilhetes 58400 recebe 5:0003
Meios 28700 2:5008
Quartos 18350 1:2508
Por Salustiano do Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porto.
Frederico
LEICKE. PROFESSOR DE MARO.
Tem a honra de participar ao respeilavel
publico desta cidade, que se acha prompto a
ensillar profundamente dn piano e canto
com perfeic5o. Acha-so estabelecido na ra
Nova n. 27, no estabelecimento de pianos
do Sr. JoSo Pedro Vogeley, onde pode ser
procurado todo os dias de manhaa ate as
10 horas.
O abaixo assignado declara pelo pre-
sente aorespeitavel publico, que da data
deste deixou de vender bebidas espirituosas
do producqao brasileira, em sua taberna sita
na ra do S. Miguel n. 74, isto poi nflo po-
der fazer convenci alguma com o arrem-
tame. Afogadus 13 de julho de 1857.
Urbauo da Cruz e Mello.
- Precisa-so de um caixeiro para loja de
fazendas.eoutro para molhado: na ruada
Cruz n 35, primeiro andar.
Aluga-se o armazem da casa da ra
da Guia n 64 na ra da Cruz n. 35, pri-
meiro andar.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nacOes
podem tcslemunhar as virtudes deste reme-
dio incotnparave), e provar em casu necesse-
no, que, pelo uso quedelle lizeram, tem seu
corpo e membros inteiramente sflos, depois
de haver empregado intilmente outros tra-
tamentos. Cada pessoa poder-soba con ret
cer dessas curas maravilhosas pela leitura
dos peridicos que Ih'as relatara todos os
dias ha muitos annos ; e a maior parle del-
lasilo tao sorprendentes que admiram os
mdicos mais celebres. Quantas pessoas re-
cobraram com este soberano remedio o uso
de seus bracos e pernas, depois de ter per-
manecido longo lempo nos hospitaes, onde
deviamsoffreraamputacno! Dellas ha mui-
tas, que havendo deixado esses asylos de pa-
dec ment, para se nao submetletem a essa
operario dolorosa, foram curadas completa-
mente, mediante o uso desse precioso re-
medio. Algumas das taes pessoas, na efusflo
de seu recouliecimento, declararam estes re
sultados benficos dianle do lord correge-
dor.e outros magistrados, afim de mais au-
tenticaren sua allirmativa.
Ninguem desesperara do estado de ana
saude setivesse bstanle confianza para en-
satar este remedio constantemente, segiun-
do algum tempo o tratamento que necessi-
lasse a naturezado mal, cujo resultado seria
provar inconteslavelmente: (Juetu.to cura,
O ungento he uhl, mas particularmente
nos seguintes casos.
Alporcas.
Cannbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Knferraidades da cu-
tis em geral.
Fnfermidades doanus
CrupcOes escorbticas
Fstulas no abdomen.
Frialdado ou falla de
calor as extremi-
dades.
Frieiras.
Cengivasoscaldadas.
InchacOes.
Inflammacaodoligado
da bexiea.
Vende-se este un
O Dr. Francisco de Paula Baptista,
lem aberto escriptorio para advogar, no
primeiro andar da (.asa da rua das Trin-
cheiras n. I!), por cima locari .rio do es-
envao Baptista, antigamente do fallecido
Reg; eaJri, das'.i horas do dia em diante,
esta prompto a ouvira todos,ea receber
as cautas de todos que quizerem procurar
os si ii" serviros de advogado.
- Aluga-su
o silio na estrada re S^n-
lu pouco tempo : 3 salas. 10 quartos,"cozi
ulia fra, cochera par* 3 carros, eslribaris
para 8cavados, sen/ala para it> escravos
quarto para feitor, boa cacimba, plantad.
os arroredos todos da novo, boas bortalices
c janiiiii : quem pretender, dirija-se rua
Velha n. 54, cas de Hanoel do Nascimento
Silva Bastos.
Na rua ,!o Fagundes, loja n. 7, la-
1 -secengomma-secom perfeieao, epre-
cocommodo.
A
publico.
O abaixo assignado faz sciente ao respei-
lavel publico e aos seus freguezes, que aca-
ba do montar dous importantes estabeleci-
menlos de fazendas, na rua do Crespo ns
10 e 14, oodeencontrarSo um vanado e lin-
do sortimento de fazendas de lodas as qua-
lidades, as quaes vende por preco moito
coturno lo ; sendo gerente do estabeleci-
mento n. 1 0 o Sr. Marcelino (Jernimo de
Azevedo. |. G. Malveira.
Manoel Joi-quim Seve & Filhos decla-
ram que o Sr. Jos Castao Martina Marques
deixou de ser seu caixeiro desde o dia 10 uo
correle

:
Jardui
cnnfipciilo
nll.nniii.ic.nj da ma-
triz.
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosqui-
tos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurares ^ptridas.
Tinlia, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulares.
Veias torcidas ouno-
dadas as pernas.
..Ouento noeslabelecimen-
logeral de Londres n. 244, uStrand, e na
loia de todos os boticarios, droguistas e ou-
tras pessoas encarregadas de sua venda em
toda a America do Sul, Havana e Hespanha.
Vende-se a 80o rs. cada bocetinha.contem
uma.injtrucQo em portuguez para explicar
o modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa doSr. Soum,
pharmaceutico, na rua da Cruz n. 22, em
Pernambuco.
A pessoa que perdeu tres documentos
na praca da Ituependencia, acere de na-
vios, queita dirigir-se a livraria ns. G e 8,
que se Ih'os entregar.
Quem for dono de 2 paos de cedro que
existem no estaleiro do Sr. Jacintho, juuto
ao trapiche do algodSo, querendo vende-los,
lalle na rua do Codorniz u. 5
Acha-se na subdelegada da freguezia
de Santo Antonio uns objectos que parecem
ser de ouro, algum dinheiro em prala e se-
dula, que foram achados por tres soldados
de polica e 1 calceta, segundo communicou
o respectivo Sr. commaudanle : quem for
seu ono compareca na mesma subdelegada
com as pravas necessarias, para Ihe ser en-
tregue.
No deposito du8 bii-i.as,
rua estreiu do Rosario n. II, ha muito bous
queijos do Serid, ditos londrinos, ditos do
reino muito frescos, ditos suissus lambein
muito frescos, duce de goiaba muito lino,
latas de biscoilos linos de todas as qualida-
des, presuntos para liambre.ditos de La mego
pata panella, paios e lingutcas, charutos de
todas as qualiddes, passas, figos, ameixas,
latas com peras, pecegos, giuja, damascos,
assim como a boa pitada .10 verdadeiro si-
monte da taeboara, para os velhos de bom
goslo que a sabem apreciar, ludo isto se
vende por menos do que em oulra qualquer
parte. H
-- Perdeu-se uma llor de brllhantes, da
rua do Livrametito ale o thealro : quem a
achare quizer restituir, dirija-se a ruado
Livramenlo n. 4, que ser bem recompensa-
do. Assim como se pede aos senhores ouri-
vesaquem forofferecida para vender, para
desmanchar, fazerem o favor de participar
na mesma rua do Livramento n. 4.
At te licito.
A abaixo assignada roga a todos os deve-
dores du seu fallecido mariJo Joao Gongal-
ves fcvangeiists, que venham pagar o*, seus
dbitos ale o lim do coneule mez, e os que
assim nao o izercm serao chamados a juizo.
Kecife IJdojuihode 1857.
Idaiina ."ilaria dos Santos.
O abaixo assignado tendo comprado
aos administradores da massa fallida do
finado ttaphael Flix Jos (Jarcia, todo o
activo da mesraa massa, avisa aos devedo-
" dbitos ao abaixo assignado, ou a' pessoa
competentementeautorisada roga.pois,
oabaixoaos referidos devedores, que se
cntendimcom oannunciaote, na sua o-
j 1 da rua doQueimado 11. 10. Recife ir
de julho de 1837.Manoel Jos Leite.
Atteucao
Caixas de aletria, mcarrSn c talhatim
Dissolvemos o engao com o reveren-
do padre Ihogo de Jess I"., que foi sobre a
troca de um cordSo por um Iranselim, cuja
troca era contra o uiesmo senbor cima.
Seraphim & IrmSo.
Aluga-se o primeiro an lar do sobrado |
da tiaycssa do S. I'e.tro n. 2 : quera preten-
der, dirija-so a rua do tollegio n. 23. pri-
meiro andar. Para o ver, as chaves estiio na |
loja do mesmo sobrado.
rpus ? nris
Aos acadmicos que quizerem comprar :
vendo-so esta imgortanla obra por preco
muito commodo, na rua do tjueimado, loja
do miudezas de uma porta n. 43.
Tem de ser arrematada uma parlona
quantia de 8848880 rs., do sobrado 11. 24 de
dous andares, na rua de Hurlas, avaliado em
4:0008000, pertencenlc ao finado testador;
Antonio Jos deSouza Teixeira, para paga-
mento dos legados, as tres audiencias que
seseguirem do juizo de residuos.
Perdeu-se uma lettra da quantia de
IOOOOO, aceila pelo Sr. Paulino dos Santos
de Carvalho era 18 de junho do corrente, a
favor de Jos Luizda hoa-morte, e a pagar a
12 mezes precisos, a qual foi sellada em a
mesma dala ; por isso o abaixo assignado
previne ao mesmo senhor que nSo a pode
pagar a outrera, por quanlo elle a nSo tras-
passou, e quem a achar, queira levar a rua
da Mangueira n. 30. Heeiio 14 de julho de
1857.Jos Luiz da Boa-morte.
rdein terceira do Carino
O abaixo assignado, em nome da mesa
convida a todos os seus charissiraos irmflos
a comparecerem no dia 16 do corrente, pelas
10 horas da manhaa e 3 da tarde, afim de
assistir a festa de N. S. do Carino e procissao
de tarde, e The-Deum ; assim como no dja
20 as niesmas horas, para assistir a festa do
patriar cha Santo Elias. O mesmo abaixo as-
signado pede aos irmaos lerceiros incaieci-
damente o comparecimento dos irmflos, as
horas indicadas, para satisfazer o convite do
Kvm. padre provincial. O secretario,
Manoel Joaquim Muniz Baranda.
Os administradores da massa fallida de
Deane Youcl & C, avisam aos credores de
Manoel Joaquim de Milueirs, que apresen-
tem suas contas habilitadas por exccu^Oes,
alitn de se proceder os ralcio do liquido dos
bens penhorados ao dito Milheirs, isto no
prazo de quinze dias, na casa da rua do Tra-
piche n. 12, primeiro andar, escriptorio do
Sr. Uidaulac.
Mo becco^da Pol, sobrado n. 4, pri-
meiro andar, contina-so a comprar caixi-
Mios: assim como fiteiros.
Precisa-se de uma ama de cas de pou-
ca familia : na rua do Hospicio n. 34.
BILHETES DE VISITA.
Cravam-see imprimem-se cora perfeigao
bilhetes de visita, lettras de commercio e to-
dos os objectos da arte caligraphica, re-
gistros, vinhetas e quaesquer desenhos ;
abrem-se firmas, sinetes, tanto a talho doce
como em relevo, ornamentos com objectos
de ouro e prata ; fazem-se riscos lindse
originaes para bordados de labyrintho ad-
milte-se a recusa de quaesquer destes objec-
tos, no caso de nao licareni a contento das
pessoas que os encommendarem: quem pre-
tender, dirija-se a qualquer destes lugares :
no bairro do Recife, rua da Madre de Heos
n. 32, primeiro andar ; em Santo Antonio,
na livraria classica do pateo do Collcgio 11,
2; as Cinco Pontas, sobrado da esquina
confronte a matriz nova.
C. STAKR & C."
respetosamente annunciam, que no seu ex.
tenso estabelecimento, em Santo Amaro,
conlinu'a a fabricar com a maior perfeieao
e promptidao, toda qualidade de machinis-
mo para o uso de agricultura, navegacSo e
manufactura, o que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico era
geral, tem aberto era um dos grandes arma-
zens do Sr. Mesquita, na rua do Urum, atraz
do arsenal de marraba, um
DEPOSITO DE MACHINAS,
construidas no dito seu estabelecimento.
All acharao os compradores um completo
sortimento de tnoendas de canua, com todos
os melhoramenlos (alguns delles novos e
originaos a que a experiencia de muitos an-
uos tem mostrado a necessulade. Machinas
de vapor de haixa e alta pressao lachas de
todo lamanho, tanto batidascomo fundidas,
carros de mao e ditos paraconduzir formas
de assucar, machinas para moer mandioca
prensas para dito, fornos de ferro balido
para farinba, arados de ferro da mais appro-
vada construccdo, fundos para alambiques,
envos e portas para fornalhas,e uma inlini-
dadede obras de ferro, que ser enfadonho
enumerar. Nu mesmo deposito existe uma
pessoa inlelligentce habilitada para receber
desenhos, e instrucgOes que forem lor-Ihe
uecidas.
A#500 a
pe$a
ta Anua, junto do sitio -o sr. Me Calmont
\ C com os seguintes commodos, acabado
nvi- P*ra comparecer no da 16 do corrente, pe-
Noaaligoe bem cnnlierHo jnrlim. sito .
-..; nocurrpr da icr.|a Je Nowa Saollora .la So- ';
- Irdada, tata n. 7, veinle-se inn cramlc sor- '.
- lmenlo de p. da mal* liwlas e formoiaa .-"
!.;- rmairaa, qoe ha na provincia,* lnuila^ e di- -
;. *.r>H (|ii h.la.i*-. i-I:,, rm veuelJtao, "
'..' puiraf mnilas llore* da aparado Roto, que *';
"..." m rom a vida >e |M>der apreciar. *
.- .i,"v, .'-.-. .......... -
'--......-..-,-'.,..........".
S. JoscdM^onia
A mesa regedora da irmandado de San-1 cora alguma falla, e em perfeilo establo a
!<"-* da Agona, erecta no convenio de Nossa 39000 cada uma ; no armazem do Aunes de-
amfyt&
Compra-e nma esrrava de meia iitade, que
aiha ao meiio cosinhar bem e fazer o mais erviro
Roda n. 52.
- Compra-se um bicudo, duas patativas
e um curij, bons cantadores : na rua do
Crespo n. 3, loja prxima ao arco.
Compra-se um escravo que seja fiel :
na antiga botica de Moreira & Fragoso, rua
do Cabug n. 11.
Compra-se uma casa terrea nos ha ir-
ros da Boa-Vista, Sanio Antonio ou S. Jos,
que nilo exceda do precc- de 1:000/ ou I2008
rs. : quem tiver annuncie para ser procu-
rado.
Compra-se effectivamenle na rua das
Flores n. 37, primeiro indar, apolices da di-
vida publica e provincial, accoesdas compa-
nbias, e da-se dinheiro a juros, em grandes
e pequeas nuantias, sobre penhores.
tttdtt&
Sen hora do Carino, convida a seus irmaos
,------------r-_.^^^........_ uu ..,.b..v^,v i.
las 10 horas, no sen consistorio, afim de as
sistir a fasta de Nossa Senhora do Carmo, e
a txdo para scompanhsr a procissSo, qu-
tem d percorrer slgutnss ras, para a qual
fronte da alian it-a
ACENCIA.
Claudino do liego Lima, despachante pe-
la reparticr.o d^ polica, lira passaporte para
dentroefra .lo imperio, folha corrida, e
todo e qual.1111 r negocio tendentes as reuar-
romos convidados pelo Rvd. provincial; s ti(0es publicas, com todo o cuiddo e pres-
mesi e-pera, que seus irmaos emiipaiee un teza '. na rua da Pr.ii.i, primeiro andar 11. 13.
para mais brilhantismo do acto.Antonio Joflo Alfonso Guimarfles vai a Porlu-
loaquim de Almeida Cruz, secrnlari > da ir- gal a bem de seus negocios.
--- \a fund.ic.ao de I) \V. liowman, cm F-
mandade.
- Precisa-se de 2 Iraballiadorcs para pa-
daria : no aterro da Loa-Vistan. 41.
ra de Portas, precisa-se do olliciacs raarci-
n Ciros.
Vcnde-se um escravo crioulo, com 22
annos do idade, excellenle figura e ptimo
cozinheiro : na rua do Hospicio n 15.
Vcnde-se uma escravacrioula.de ida-
de 24 annos, sabendo engommar, cozinhar e
coser bem : quem pretender, dirija-se a rua
da Cruz n 43, segundo andar, que achara
cora quera t atar
Vende-se um moleque de 9 annos, e
uma negrinha de 8 annos, mullo lindas fi-
guras : a tratar na rua dos Coelhos na lina-
Vista, sobrado de um andar, com 7 janellas
de frente, pintado de novo.
^Igodocsda JBa-
Iia verdadeiro'.
Antonia Lail de Oliveira Ar.evedo vende no sea
c-rii|iii.iii., na rua da Cmi o. 1, o ver.la.leiro ali d.lo da Baha.
Camas de ferro
par soifeims ecosario?.
Vende Anlonio Lail do Oliveira Ateve.lo, no ssa
esrnptonn da roa ila Ouz o. I.
Wnde-se
metas de laa de carneiro sem costura, pa-
ra liomens e senlioras: na rua do Quei-
niado 11- 4!).
apeos
O mais completo e variado sorlitrantoda
chceos de feltro de lodas m qualidades,
para homens e meninos, .te 3^000 a 7j*O00,
bem romo variado sortimento de chapeos
do Cluli, do raanilha, de Italia, de castor de
sed para homens, senlioras e u oninos, ven-
lendo do tudo por menos do que ern outra
qualquer parto no inliyo eslaheleciinento
de J. de O Maia. na praca da Independencia
ns. 24, 26, -'8 e 30.
Chapeos para
senlioras.
No anligo estabelecimento do chpos,
de Joaquim de Oliveira Maia, na praca &
linl inlenea, l"js ns. 21, 26,98 e 30, ha
para vender por prego assas eommo lo, avis-
ta da boa qualidade, chapeos de suda e pa-
Iha para seuhora, com riquissimos enfeites,
o superiores lilas, e o mais moderno que
lera viudo ao mercado.
Cal virgfem e potassa .
< :l de Lisboa chegada i.et'es dias, c po-
tassa superior: na rua do Trapiche ns 9e
il, armazem.
tu ja .
VenJem-se saccocom feijfo reconlemen-
lecbegado, porpre^o razoavel: no arma-
zem do Sr.'Luiz Aunes, defronte da all'an-
dega.
Ao barnt
Nos qual.ro cantos da rua do Queimado n.
18 A, esquina que volta para o Rosario, ven-
dem-se superiores chapeos brancos de cas-
tor a 99000, colletes de fuslSo foi tos a Issoo,
palitos de alpaca preta e de cores a 4?, case-
miras prelas bordadas mu I o linas a 60, cas-
sas de cores a 160 o covado, riscado franrez
fino a 200 rs., e outras militas fazendas, por
presos commodos.
Fi ,.e ilroilo.
Na rua do Collegio, loja(n. 13, vende-se
urna purcOo do nelhor tioiquejse fabrica na
Baha, edal'.i chegado ltimamente.
Vendcm-se na rua Direita n. 95, velas
de carnauba de 6, 8,10 e 13 em libra, pelo
baralo preco de 12-ouO a arroba, e muito
bem fabricadas ; a vista faz fe.
Vende-se um sobrado de um andar n.
77, na rua Velha da Boa-Vista : a pessoa que
0 quizar comprar, dirija-se ao pateo do Car-
mo, taberna da esquina do becco do Sarapa-
tcl, que ahi acnar com quem tratar.
pisto
Vcndc-se um piatSo : na rua Direita n. 16,
loja de tamancos,etn bora estado e muito era
cotila.
Borzegii i ns.
No aterro da Boa-Vista, loja n n. 14, dc-
fronte da boneca, vcndoci-se borzeguins
com salto, e o couro do lustre mais subido
dos que esto mais em uso, tanto para se-
nhora como para meninas, por preco com-
modo, a dinheiro a visla e a troco de sedu-
las velhas.
Vende-se uma carroca muito maneira :
na rua da Concordia n. 6.
No aterro da Boa-Vista n. 80, vendem-
se boas chouricas de Lisboa, ltimamente
chegadas, a 500 rs. a libra, alelria, macar-
rao, pevide e eslreliinha, tudo para sopa a
320, queijrs de pralo a 400 rs. a libra inlei-
ros, e em .ibras a 480,supenor cha preto de
massinhos.de l|2 libra, de 3 em libra e de
114 a IcGOO a libra, castlidas piladas de Lis-
boa a SOrs.a libra.

g
]j Madipohlo largo com om ppqueno loque
g^ de avaria, pelo barato preco do 29500 a pe- ^j.
5* S l rou do Queimado n. 10, loja de *g
%? .Vaiilus Coellio. @
lixcellontes capas e pililos de borracha.
Vendein-se capas e palitos de borracha,
chegados ltimamente, e que se estiio ven-
dendo por metade do preco que outro qual-
quer possa vender : na loja de 4 portas da
rua ilo Queimado n. 10.
Vende-se na rua da Concordia n. 26,
um casal de araras, dous papagaios e duas
cabras paridas, de boa raen.
SALITRE REFINADO.
No escriptorio de Jos Anlonio Moreira
Dias 6 C na rua das Larangeiras n. 18,
vende-sc salitre de superior qualidade, por
menos do que era outra qualquer parte, e
ehumtjo de muniQSo de todas as grossuras.
No p.rmaz.ni da rua da Moeda n. 23, de
Jos Antonio Moreira; Dias C, vende-se sa-
litre refinado de superior qualidade.
Vendem-se muilo boas espingardas de
dous catinos, ferro de todas as grossuras,
tanto quadrado como redondo, salitre reti-
nado ue superior qualidade, e um completo
sortimento de ferragens, miudezas e perfu-
maras : na loja de Jos Antonio Moreira
Dias A; C., na rua Nova n. 35. Na mesma
loja se bolam ouvidos em 'espingadas por
menos do cue em outra qualquer parte.
Cobertores
PARA ESmiVS.
Na loja n. 13 da rua do Crespo ha para
vender uma porcao do cobei lores escuro a
640 rs ditos de algodao brancos a 800 rs.
Vendcm-se coqueiros pequeos, pro-
prios para se plantar : na rua das Trinchei-
ras n. 29.
CERA III-: CM'.NAygA.
Vende-se cera de carnauawde muito boa
qualidade, recentcmeute chegada : na rua
da Cadeia, loja n. 50, defronto da rua da Ma-
dre de Heos.
Vende-se farelo de Lisboa, chegado
ltimamente pelo brigue constante : na rua
doVigarion. 19, primeiro andar.
Na rua da Moeda n. 2, defronlc do tra-
piche do Mmiia, ha para vender pipas novas
e usadas, meias pipas, lian is novos c usados,
reos de rao para pipas, vimes, arcos de fer-
ro em fexes, ferramenlas pata tanoeiros,
cal em pedra de Lisboa, tudo por presos
commodos ; assim como harris com azeite
do carrapato.
Na nova ioja da rua do Collegjo n. 9,
vendem-se ricos chales de tnnquim muito
finos a 25?000, ditos de allinim do ultimo
gostoaU, ditos de merino com duas pal-
mas a 125, ditos lisos a 6?, ditos de lin e seda
a I}, ditos du larlatana a 13, cortes de caigas
dn meia casomira a 2?, ditos a i#, dilos a
8005, grvalas de seda pretas e de cores a
19, chapeos de sol de panno a 25500, capas
de panno a 7j, chita Iranceza fina a 320,
1 mussulina a 320 o covado, e oulras inuitas
fazendas tralas.
Cal nova.
Vcnde-se na rua de Apollo, armazem de
assucar n. 20, chegada de Lisboa no brigue
Constante.
/>uvas de .foiivin.
Constantemente achsrSo na loja do Le-
conte, aterro da Boa-Vista n. 7, as verdadei-
res luvis de Jouvin, do todas as cores,
igualmente ricos pontos de tartaruga da ul-
tima moda.
o Preguica
QUE ESTA YENDENDO BA-
Refinaria de
Ci-0& Barreto, no Mon-
te i ro.
No deposito desta relinaria, na rua da Ca-I
dea do Recife n. 30, ha sempre assucar re-
finado de superior qualidade, tanto em p
como em.torres e em pues, por preco mais
com modo de que em outra qualquer parle
cobertos e descobertos, pequeos e grandes,
de ouro patente inglez, para bomem e se-
nhora, de. um dos melhores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo u limo paquete in-
glez : era casa de Southall Mellnr & C, rua
op Torres n. 38.
Vende-se
no armazetu tle los Joa-
quina Dris Fornaiidt s &
F.llios, travtssa ta Ma-
dre de Dos r
Vinho em caixas de uma c duas duzias
engarrafado em 1834).
Dito cm barrisde 5.*
Dito em barris de 8.-
Licor francez em caixas de uma duzia, c
tudo por pret;os razoaveis.
Vende-se um cavallo que anda baixo
e mel, de cor rodada, muito novo, por ba-
rato preco: quem o quizer comprar, annun-
cie a sua morada, ou diri;a-se a rita do Quei-
mado n. 2u.
Vende-se superior linhas de algodSo
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em casa de Southall Mellor & C.a, rua do
Torres n. 38.
CHAPEOS A TAMBERLI?
Do afatstaUo fabrican
I i linea u de aris.
Acabam de cliegar pelo ultimo paiiuctr,
os supra mencionados chapeos destr ala
mado fabricante, e vende-se na loja 1.
ipoitas, da rua da Cadeia do Kecilo i
i8, de Narciso Mana Carneiro.
Venda de
pianos.
Vendem-se muitos lindos c cxcellentes
pianos, chegados ltimamente de Ham-
bmgo, e com lindos retratos no frontes-
picio : na rua da Cruz n. 55, casa de J.
Keller i C.
8.
Cera de carnauba e sepo
cuado.
Vende-se no armazem de D. II. And & C,
rua da Cruz n. 15, assim como velas de car-
nauba do Aracaty de supeiior qualidade, a
fio de algodao da Baha, tudo por commodo
pre?o.
arand s i grad; ,
I ni lindo o variado sortimento de nio.lel-
los para varandas o gradara-.^*!.- posto nio-
dernissimo* na fundi^Soda Aurora em 1>aii-
to Amaro.e no deposito da mesraa, na tu* dn
lirum.
itelo^ios.
Os melhores relogios de ouro, patente m
glez, vendem-se por precos rszosveis, no
escriptorio do agente Oliveira, rua da Ca-
deia do Recife u. 62, primeiro andar.
CAAS DE FERRO
Excedentes camas de ferro para soltcno
vendem-se no escriptorio do agente olivei-
ra, rua da Cadeia do Kecife n. r.i, primeiro
andar.
"ECHAIISIO
1H0.
Era casadeHabcSchmcttau <\ c.ompsiihias
rua da ( adeia n. 37, veudem-se elegante,
pianos do afamado fabricante Trauraann do
Ham bureo-
Vinho do Porto
.superior cha miro.
Vende-se nicamente em casa de Barroca
jt Cast'o, na rua da Cadeia do Hecife n. 4.
ellins e rele'ios.
SELLINS e RELOGIOS de palala
iriKle?. : a yenila no armar.ni) de
H.i-ii.iii Itooker & CompaabU, es-
qoina .lo largo do Corpo Sauto nu-
rntro 48.
NA FUNDICAO DE FERRO DO KNGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN, rljk
RUA DO BRUM, PASSANDO O ollA-
FARIZ,
lia empre um grande foriimento doxeeai nlrn 4
jacios df mecliaaiimosproprios paraanitenhoiav-t
ber : moendase meias moeodis, da mais moderna'
cooslroccao ; taiasde ferro rundido e batido, de
superior qualidade e de lodosos lamanhos; roda,
dentadas para agua ou auimaes, de loda a preix-r-
Ces ; erivose boca, de ornalh. e rei.tro. de bo-
eiro, ajjuillies. bronies.parafusos e ca-.ill,6es,moi-
nnos de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDIQAO.
se exeeutam lodas as encouimendas com a suurno-
ridade ja condecida comadevida presteza com-
modidade em i.rer.o.
Agencia
da fnnriico Low-.llo r
na da -Sernala 'ova
ii. 42.
Neste estabelecimento continua a haver
um completo sortimento de moendas e Mesas
moendaspara engenho, machinas de vapor
e tanas de ferro batido e coado de lodo-os
tamanhos para dito.
Moiuhosde vento
com bombas de reputo para retar her asaba
xa decapim: na (undi^iode D. W. Bovina*
na rua do Brum ns. 6 8el0.
Encasa de Saunders Brothera C., praca
do Corpo Santn. 1 l.aa par vender m uidu
Ferro inglez.
Fixeda Suecia.
Alcatro de carvao,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drog\s.
Algodaolizopara sarna.-,
lito an trancado igual ao da Bakia
E um coaipleto sortimento de (izendaspropno
para asta mercado tudo por preco commodo.
EELOGIOS
Rua da Cadeia do Recife n. 18-
Ha um sortimento de l'.t lmckis de Inda*
as qualidades, lauto de OURO como de PRA-
I A, ditos FOLIADOS o DOI RADOS. assim co-
mo para senhora, todos garantidos e por
presos commodos.
-'*.
Deposito
BATlSSMo
Na loja do Pregulea, na rua do Queimado,
esquina do becco do feixe Frito n. 2, conli-
nu'a a vender-se muitase diversas fazendas,
por preqos baratissimus, entre ellas cam-
braias francezss, psdrOes novos e cores li-
sas, pelo baratiasimo preco de 480 rs. a va-
ra, ditas de cordao muilo finas a 501) rs. a
vara, cassas l'rancezas muilo inas e de pa-
drees os mais modernos que ha no mercado
a 640 a vara, chitas francesas de lindissimos
padrfies a 280 e 300 rs. o covado, mussiilma
branca a mais lina que he possivel a 440 o
covado, dita decora 3V0, cortes de caseini-
ra de or do lindissimos padrv.s e superior
qualidade a 6/cada um, corles de bnm de
pmo linho de lindos padrfies a 2510o cada
um, ditos de ditos a i, dilos de algodlo a
19360, ditos de cutim de lindos padrfies e
muilo cncorpados a lr60'i cala um, lencos
de eamlir- u para maoa I2I>, ditos mais linos
a 220 |iecas de breta'nba de rolo de id varas
a 2? cada uma, dulas escuras de diversos
padr.es e cores lixas a lo, ICO, 180 e 200 rs.
o covado, e a pee,a a 5?, (5, lisjOU o 79500 ca-
da uma, cobertores propnos para escravos a
700 rs. cadl um, gravatas de seda de lindos
padrfies a 1J, ditas pretas de setim a 1/280,
ditas de corles em outro gosto a 700 rs cada
Uma, tuvaa de Seda deludas as qualidades
para homens c senlioras. lencos de seda de
bons gostos, gangas mescladas de lindos pa-
drfies a con rs. o covado, corles de castores
de bonili s padrfies a 13 cida um, cambraias
lisas linas a 4?500, com 10 varas, ditas ditas
muito linas a tij, a oulras mullas fazendas
que se deiiara de mencionar, e se vendero
por baralissimos presos ; e se darao amos-
tras cora penhor.
de rap priueeza da fabri-
ca de E. Gasse, no fti\
de. Janeiro.
Veude-se a preijo commodo rap fino,
grossoe meio grosso, da acreditada fabrica
cima, chegado pelo vapor S. Salvador ; na
rua da Cruz n. 49.
CARVAO PATENTE INGLEZ
para fogilo do cozinha, e vende-se em casa
de Poirier, no aterro da Boa-Vista n. 55.
Vende-se azeite de coco a 3/200 a ca-
ada, superiores queijos os mais novos do
mercado a 15440, cha hysson do Rio de Ja-
neiro de primeira qualidade a 18600, caixi-
nhas de uma libra : na rua Direita n. 8.
He muito ba-
rato.
Velas de espermacete a 120 rs. cada urna,
e cm caixas de 25 libras a 169, e em lotes de
5 caixas a 155; deve-se preferir uma vela
de espermacete a de carnauba, visto que a
diflerenQa de 40 rs., tendo-sn boa luz c lim-
pe/a, he nada. No deposito da rua de S.
Francisco n. 6, por ter grande quantidade
deste genero, he que vendo por esto preco
Cobre en i nme-ia.
Vende-sc constantemente na pra^a da In-
dependencia n. 4, a um c meio por cenlo.
Vende-se a verdadeira graxa ingle-
sa n. !)7, los afamados lubricantesa\
i\ .Martin, em barricas de 15 duzias de
potes : em casa de James Ciablrec & C,
rua da Cruz n. 42.
SECRETARIAS.
As melhores que at hoje tem apparoeldo
a esle mercado : vendem-se no escriptorio
do agente Oliveira, rua da Cadeia do Recite
n. 62, primeiro andar.
ai$0<
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, a.-sim como potas.-a da Russia verda-
deira : na praca do Corpo Santo n. 11.
COM PEQl'EM TOQIE DE AVARIA
A DINHEIKO
Pecas de madapolSo fino, ditas de algo-
dioziuho liso muito encirpado, ditas de di-
to trancado e largo : vcnde-se na rua do
Crespo, loja da esquina que volta para a rua
da Cadeia.
relogios de pa-
tente
inglezct de ouro, de salionete t* re vidro:
vendem-se a prec/} razoavel, em casa de
Angust) Cesar de Abren, na rua da Ca-
ricia do Recife, aroiazera n. 1G.
Taclias de ierro.
Na fundicSO da Aurora em e tambera no deposito na rua do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de mari-
Dha, ha sempre um grande sortimento de
tachas, tanto de fabrica nacional enmo es-
trangeira, batidas, fundidas, grandes, pe-
queos, rasas c fundas ; e era ambos os lu-
gares existem guindastes para carregar ca-
noas ou carros, livres do despeta. Os proco
Bfioo s mais commodos.
ftlethodo fac limo.
.Na li'raria da prca da Independencia n.
6 e 8, ''ende-sc 0 mellindo facilimo- para i
aprender ler, novamenle impresso e aug-
mentado. |.or mi! res.
Arados Na fundi^So de c. Slarr& Companhia, en.
Santo Amaro, acham-se nara ve.).ler arados
de Ierro do ura modello e construcijao muito
superiores.
AVISO
aos ferreiros.
F. POIRIER.Aterro da Boa-Vista n. 55
Tem para vender, a vontade do com-
prador :
CARVAO DE PEDRA
de primeira qualidade, por preco com-
modo.
3Ioeiid.-s superiores
Na fundicSo de C. Starr & Companhia, em
Santo Amaro, acham-se para vender moen-
das de canna todas de ferro, de um modello e
ronstnicco muito superiores.
Vende-se uma taberna na Soledade, rua
da Esperanca, ao pe do acougue, bem sur-
tida, e muito bom lugar para retalho, ven-
de-se mai.s era cont por ser tomada por di-
vida ; a tratar na Soiedade, laberna ao lado
da igreja.
Velas de esper-
macete.
Vendem-se caixas com 25 libras de ve-
las de (i em libra, a' preco commodo. em
casa de Isaac Curio & C., rua da Cruz
n. i9.
XAROPE
DO
BOSQUE
Koi Iranateridoodepoaitodesle jarope pira a bo
l.ra de Jos da Gru Santos, narna Novan 53"
garrafa, 5*500, e meia?3JO00, sendo falso lodn
aquelle que oSi-for -/andido ueste deposito, r. o
quesefaz present aviso .
IMPRTAME PARA 0 PIBLICO.
Para curado phl>sieaeni lodotossaurdifleren
tesgrot, quermolivada porconslipacAes, lossa
aslhma.pleuriz.escarros dcsaDEne, d.ir.leos-
lados epeito, palpitara, no corarAo.coqnelorlie
hroocliite, dorna aariranla, e lodas aaimdastia
'I.'s-.r^ o- i. .limonares.
--- Vende-se uma parelha de burros, a
major, mais igual, emais mansa de carro,
que ha nosta cidade : na rua das Flores, co-
cheira n. 33.
AVISO.
D-se IOO5OOO a quem pegar a muala ea
crava, de nome Rosa, com ossignaes seguin-
tes : idade 23 a '28 annos, cor alvacenla ede
boa estatura, corpo reorcado, tem 2 ciCaln-
zes bem visiveis no queiso do lado esquer-
do. cabellos carapinbos e avermelhados, *
lesta eslreita ; fugio na noite de 2 do cor-
rentp. e quem a pegar, pode levar na rua do
Cabuga n. II, loja de fcrapluin lrmflo,que
recebera a quantia cima.
Continua a estar fgido o escravo, de.
nome Ventura, natural do Maranbao, de 45
a 50 annos de idade, rosto escaveirado, tem
as pernas alguma cousa arqueadas, he Ins-
tante tallador, ja deu uma fgida, acout n-
du-sc na mata de lieheribc : quem o pegar
pode levar a sen senhor Manoel da Silva San-
ios, na rua da Cadeia do Hecife. que daia a
competente gralilicacao.
se !**&: w>t'$v0t*9 se
S) No da 12 do crrenle mu fuglo do huid
t da Baria un. escravo de Ana. la H .'. ...i.n.s *''
.le idade, balso, pernas tortas e om octo er^s
y. riii.i i... hombro airea. AqaeJIe que o pren-
tt der e o levar ao dito hotel sua' geaerotaaMa- m
$ le lecompeiKado. *
j;fe';-psc-seJiiJ5!3:K
I ligio no dia 14 de julho, um escravo
de nome Sebasliio, costuma afugirparao
Cacbanga, aunde ja lem sido pegado por ve-
zes, tem os signis seguintes : levou carra-
.-.-. e calca azul, anda com ferro no pescoen,
altura regular, pouca barba, he quebrado o
usa de funda, fallo de (lentes na parle su-
perior, e escrotos grandes ; roga-se as au-
tori lades poltctaes e capitSes de campo, que
o pequem e levem-o a rua Direita n. 26, quo
se recompensara bem.
PERN. TVP, DE M. 1-. DE FARIA, 1853



ILEGIVEL
'



.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EWDTHHKRE_3XGCG9 INGEST_TIME 2013-04-24T19:10:31Z PACKAGE AA00011611_06564
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES