Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06562


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Full Text



.
-.
ANNO xxxm v ..s
Por 3 mezes adiantados 4/jOOO.
Por 5 mezes vencidos 4$500.
DIARIO
TER{A FEIR\ 14 DE JURO DE 18:>7
Por anno udijntado 13^000.
Porte franco para o subscriptor.
KMCARREGADOS DA. SUBSCRIPCA DO NORTE.
Prahib, o Sr. Joo Itodolpho Gomes ; Natal, o Sr. Joaquim
l'Pereira Jnior ; Araeaty, o Sr. A. de Lemoi Braga ,- Ota-
ra o Sr. J. Jote da Oliveira : Maranho, o Sr. Joaquim Mar-
qnes Rodrigues; Piaubv o Sr. Jos Joaquim Avelino ; Pa-
ra, o Sr. Justino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronvmo la
CosU.
PARTIDA DOS CORREiOS.
Olindn : bulos dia, as O c mi a horas iln ,li.i.
Ikii.irassu', (hnmi l'araiiiba: na- acfaadaa atauf-feira*.
N. Aaito, laseme,Boato, Cmara', AlUol..... Geraikaaa: na leraa-Mn
?L!r?Sf?^5? ?2>?h*!!'' '"v*i'. Braja, iv..,,,,-!,.,, i;.,-,r.
Fiaras, \ill-It,-Ma, lloa-Vita, Oaricaf] e E..
Cahu, Itinjura, S-'rinlirin, llin turnias., 1
inonipira .\aial: qalataa*falMa.
Teil*is os torrrinii parteo) as IO horas Ha mjnhli.
as, (liarla s-feirai.
, Barniros, Agua-Prna,
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES.DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relacao : tercas feiraa e aabbados.
Fazenda : quartai e aabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao meio di
Juizo de orphaos : segundas e quintas as 10 horas.
Prim-ira vara do civel : segundas eseiUsao meio dia.
Segunda vara do clvel : uartas a sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES DO HEZ DE JULHO.
7 La cheia as 4 horas e 24 minutos da manhaa.
14 Quarto minguante as 10 horas e 87 minutos da manha.
21 La nova as 3 horas e 53 minutos da manha.
28 Quarto crescente ar 6 horas e 55 minuto da tarde.
i'Ki amah ni: nuil:.
Primeira as 10 horas e fi minutos da manhaa.
Segunda as 10 horas e 30 minutos da tarde.
PARTB QPFICAL
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do Ua 96 de jonho.
(JuicioAo Exm. cnramandanle das armas,A'
vista '1ds ui formaron do inspector da (hesoararia de
fazenda parecer do respectivo procurador fiscal, e
diversas deciides do governo. imperial, citadas as
sobredilas informarle* e as qna V, Exc. minislron
ob os. 158. 294, 31o, 328 e 382, entro em duvida
se os officiaes do exereo que obten, licencas desla
presidencia para trataren) de sua taode, depois de
inspecionadas pela respectiva anla, tem direilo so-
mente ao meio sol lo, ou deverao perceber os seos
vencimenlos por inleiro.
Vou poii solicitar do governo imperial os necessa-
rios esclareeimenlos acarea desle objecto.Tambera
se oflleioa ueste sentido a thesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, declarando ficar scienle de le-
rem sido alsitados como addidos ao 10'. balalhao de
infantaria os recrulas Jos Ferreira de Lima, Ma-
noel lime- do Naseiroeoto, Jos Freir de Lima
Hanoel Roque dos Sanloi.
HitoAo commandanle da eslacao naval, inteiran-
do-o de ler marcado o prazo improrogavel da 13
dias para o recrala Joaquim Gomes dos Santos pro-
var a aua isenejio legal..
DitoAo Dr. Antonio F.paminondas de Mello,
designando-o para de accordo com os Drs. Sebas-
tiAo do Reg lluros de Lacerda e Caelano Xavier
I'ereira de Brilo, orgunisar e apresentara tste fio-
verno ama tabella da distribuirlo da quantia de rs.
10:0003 com que a presidencia foi aatorisada a aug-
mentar os venciraeutos dos empregados pblicos de-
signados na lei provincial n. 429 de 13 do trrenle,
junta por copia, esperando que Sinc. desempeoha-
r essa commissao com o telo e circumspcSo que o
caracterisam.Igoaesaosdoos memhros sapradito<-
mntalis mudandis..
DitoA thesouraria provincial, dizeudo-llie que
pode acceitar a proposta que fez o proprietario do
Diario de Pernamboco, Manoel Figneiroa de Faria
para encarregar-se da injpressSo dos Irabalhos das
reparlices provinciaes no e\ercicio vindouro sob
as mesmascondicea do contrato eiislente.
PortaraO viece-presiieate da provincia (endo
em vista que Raphael I.ucri deixou de apresen
tar-se com ama companhia dramtica denlro do
prazo em que segando, a condicao primeira do con-
lralo celebrado com esle governo em 18 de setem-
bro de 185., devia elle lomar conla do Ihealro de
Sania Isabel, para nelle dar os espelaculos a qoe se
obngou, duraule oilo annos qua deviam eomec.ar a
correr do primeiro de maio uilimo : resolveu na
conformidad* dos pareceres ra directora do referido
Ihealro, e do procarador (seal da (hesoararia pro-
vincial, rescindir o ciladn conlralo, e ordena que
pelos canaes competentes se fa(a elTectuar a mulli-
do Ires conlos de reia, a que pela condicSo decima
sesla desse conlralo se sujeilou o raesmo Raphael
Lucci, dando por fiador a Francisco Antonio de F-
gueiredn.Remelleu-se copia desta a thesouraria
provincial.
OflicioAo Eim. presidcnlo do Itio-Grande do
IWle, inleiando-o de ter-se mandado enlregar ao
agente daqoella provincia, Jos Joaqoim de Lima,
alim de serem enviados a S. Exc. os objeclos men-
cionados na relacao junta sob n. 1, os quaei foram
comprados em virtule de requisiees comidas nos
ornaos daqnella presidencia, de 31) de dezembro e
-7 de marco ltimos, e rogando-lhe se sirva de pro-
videnciar para qae a Ihesoararia provincial daqui
seja Indemuisada da quanlia de (13000 ris, qae des-
pender com o pagamento das esleirs mencionadas
na retar lo, sob o n. >.Fez-se n niiis ezpadienle.
DitoAo Exm. commandaiile das armas, la-
la >o a qoe os corpas da suarda nacional destinados
a auxiliar a trop de linha, sejain de ora em dlanle
acuartelados somenle por um mez, conforme S
Bu, propoz.Olli-ion-se a respeilo aocommaudaii-
te superior do Itecife.
Dito Ao Dr. chefe de polieia, inleirando o de
qne se mandn pagar os vencimenlos abonados ao-
recrolas vindos do Bonito para o sorvico da ar-
mada.
DitoA' thesouraria de fazenda, recommendan-
do a e.pedicao de ordens para o despacho livre de
h niaia nada havendu a tratar, o Sr. presidente
encerrou a seisau.
O secretario,
Dr. Iprigio Guimares.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. S. Anarleto p. m. Si. Joel e Esdras prophetas.
14 Terca. S. Roatenlura b. card e douL
lo Odiarla. S. Camilo de Lelins, fundador.
16 y,na. N. Senhora do Carino.
17 Sexta. S. Marinha v. : s. Aleiio.
18 Sbado. S. Rufino b. e s. Fredericn.
19 Domingo 7. O Anjo Custodio do Imperio.
direilos, de 2.OQ0 barricas de cemento, vindas o
"IERRE, por conla dea quaes Jos Antonio
lirigae i
de Araujo contra!.m vender para a( obras do rae-
llinramento do porto.Cominunicou-se ao director
do arsenal de mirinha.
DitoA' mesma, aolorisando a abonar ao rhcfe
de eslado-maior da guarda nacional Sabasliao Lo-
pe* tiuimires. ob responsabilidade da presidencia
.is meamos cavalgaduras, forragens e etape, qae se
lem pago ao chefe de eslado-maior da guarda nacio-
nal de Olinda, e ao major Jlo Bernardino de
Vaseoncellos, as vanlagsns que mandou pagar ao
ma|or Ahjxandre Augusto de Frias Villar, ficaudo
esses oiciaes aujeilos ao desconlo em seus venci-
nentof da quanlia recebida, caso nSo sejam esses
abonos approvados pelo governo geral.
'!',0~Ao col,ie|l'o administrativo, para comprar
as fazendas e mais objeetos que ao precisos ao ar-
senal de guerra, e que conslam da relacSo junta.__
i.ommqnicou-se ao supr.dilo arsenal e a Ihesuoraria
ue fazenda.
. '),l0An Patrimonio dos orphaos, .levolvenlo-
Ihe.para ser deferido, o requerimento de Podro Jusc
de SanlAniia, pedindo em calamento a orphae
Francisca Mara da Conceirao.
DitoA' thesouraria provincial, dizendo qae po-
de ajenar o offereciment que fez Joao Evangelista
"iS, of*' da ,Urce,ra Pr,e mais sobre rs.
hMHloOOO porque (inlia sido arrematado o imposto
de 29500 ra por cabera de gado vacum, consumi-
do no municipio do Cabo.
DitoA' mesma, para pagar a Francisco Jos
Carral (oimaraes, a qnanlia de (19000, importe
de 241 esleirs compradas para a companhia de po-
lica do Rio-Grande do Norle, cerlo de que essa Ihe-
sourana -era inilemnisada pela riaquella provincia.
DiloA cmara do Recite, para fornecer ao l-
ente Antonio Egidio da Silva urna copia das plan-
las da ra Imperial e da freguezia da Afogados lti-
mamente appruvada.
PorlariaNomeanlo a Francisco Carneiro Ma-
chado Ros Jnior e Joao Pedr.r de Jesas da Malta,
para os dous lugares de lanradores do consulado
provincial, creados pelo g1 do arl. 32 da lei n.
i II de 22 do rorrenle, e para o de guara a Jos
Oas Alvesde ijuiiilal.Fizeram-se as nece-sarias
roinmunicacOes.
I>ila Demillindo a Antonio Francisco de Sooza
M.galhae Jnior, da lugar que ezercia interina-
muile de escriturario So arsenal de guerra.-Fin-
ram se as convenientes ootnmunicacrs.
I1TIRIQR
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS,
(Cow.lu**o ila tettfto de 19 de jtmho de 1857.)
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
I'ix.m;Vi da forra naval.
Continua a ili9Cossao do arl. 1 da propposta do
governo, que lisa a forca naval para o anno de 1858
a 1859.
O Sr. presidente :Tem a palavra o Sr. Sergio
de Macado.
TRIBUN AI. DO COMMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 13 DE JULHO DE 1857
/residencia do lixm. Sr.dcsembargador
Souza.
As II horas da manliaa, .icliando-se prsenles
ni srs. depulados llego. Basto, l.emos e supplenle
Ramos eMIva, o Sr. presidente abri a sessao ; e
Hada lid! a acia da ollimj, foi approvada.
Nao liouve cxpedienle.
DESPACHOS.
I m requmenlo de lea de Pinho llorges, cor-
relor, podiodu registrar o ronhecimculo do imposto
da sua patmle. Regislre-se.
Oulrode John Gatis, correlor, npresentando gual-
menle o conhecimenlo que Iha diz respeilo, Reala-
Ire-se. B
Oolro de Henrique (nlhcrme Sleppl, correlor
fazendo a mesma aprcsenlajao.Ilegislrese.
Oulrode Antonio laojcio do Rco Medeiros v\
MI "i->. pedindo regittrar <> seu conlralo social.
I, '.'i Ir,, se.
Oaira de Gregario Anlunes de Oliveira, apresen-
lan-lo o li-rino de llanca, para poder esercer o lucar
de aae.iie da leiloei.Passe-M raiia de asente de
ll'llops.
I oi presente a rnlarao ollirial dos prcros corren-
tes da prari, relativos I semana fin.l.i.Mandou se
archivar.
Foi lamber presente o mappa do trapicha Canlia.
Vrchive-se.
Nada mala havemlo a Irala-, o Sr. presidente le-
vintou a sessao.
SkssAo judiciaria em 13 de jh.iio de 1857
1'rcsHcnria do Bxm. Sr. dcsrmburgadnr
S'iuza.
I-.slivcram prsenles lo los os tnembroi do tri-
bunal.
/ligamento.
Foi assignalo o neearJao proferido nos embargos
entre pafles :
Embargante, Vicente Ferreira da Costa.
Embargado*, a viuva o herdei os de Jos Feriian-
df < liiras e Feroandei Silva Os Companhia.
Pauagem.
Do Sr. descmbarsaih.r Villares a0 Sr. desemljar-
gidor Gilirana a appellaeSo em ta :
Appellante, Jos Antonio Lopes ;
Appcilil i, Joaquim da Silva Lopes.
O 8r. Sergio de Maeedo : (Movimenlo de at-
iendan e coriosidade) :Sr. presidente, tomando pe-
la primeira vez a palavra perante um auditorio tao
respeiiavel como este, nao pode ser attribuida a
urna precaui;ao banal de oratoria o raceio qoe ma-
nifest, de que me lallem forras para sasletitar
a dscussSo no ponto elevado em que se (em man-
lido.
A naloreza foi raesquinha comigo, e nao tenho
habiloalgum da tribuna.
Em minha idadej nao he fcil formar urna edu-
cac,3o nova. Por isso nnguem mais do que eu pre-
cisa da indulgencia da cmara.
IN'nlrindo por pooca esperanra de caplivara sna
alinelo pelo brilho da minha palavra, (emendo
al que seja muilo incorrec(a a minha dic^ao, vislo
que lenho vivido tantos annos em paizes eslrangei-
ros, que ato seria de moitos dos preceilos da lingaa materna.
Espero, entretanto, merecer nao s indulgencia,
mas alguraa alten<;ao por causa da importancia das
materias que tenho de tratar.
A discussAo do voto de graras, em que natural-
mente tem mais lugar o ezame le todas as qaesloea
polticas, julgou-se conveniente encerrar, na. s pa-
ra nao tomar muito lampo aos ministros da cora,
mas al para que M ullimasse no lom de placidez e
espirito de eoucordia e coneiliara>> ero que lnha
sido conduzida.
Devo mesmo dizer que o ministerio manifestoa a
alsuns de seos amigos o desejo do se por termo
quelle dbale ; e foi essa a razo porque eu volei
pelo requerimenlo de encerramenlo que aqui se
apresenlou.
Esse requerimenlo, porcm, leve efleilo sobre urna
circumslancia accessona, sobre a qua I peco lcenca
para dizer duas palavras.
A rommissAo de reposla Tala do thi-ono, disse no
| S do seu projecto :
A concordia, senbor, qoe reina nos espililos,
e que atleita a oniao de lodos os Brasileiros, he a
obra fecunda da poltica moderada e conciliadora do
governo de V. M. I.
Nestas palavras estava contidd a apreciadlo da po-
lilica do ministerio que acabou, e a commissao do
vol de grabas nos prupunha fazer a S. M. J. a de-
clararlo solemne de que linha produzulo os seus re-
sultado!.
Segiie-se. porm, a esla proposirao urna oulra as-
sim concebida :
ii Ea poltica generosa qoe a cmara dos depu-
lados confia ser realisada com lino e firmeza... de-
ve concorrer eflicazmenle para o progresso e felici-
dade do paiz.
Es(as palavras nser realisada com[lino e firmeza
parecern! a algons tima phrase que godera ser in-
terpretada como uma denegarlo de que a polillca
do ministerio paasado livesse sido conduzida com li-
no e firmeza, e se houvesse realisado. O primeiro
periodo destre esla inlarpta(a(So.
Eulrelonio, parececeo que cslas palavras conli-
nham uma proBoairJio no Mlvlo daquellas que os
i'rancezes em suas i:,imaraa ilenominamcoaleur
maraille, uma dewaa praposiedea, a que a malig-
ni lade podra dar um seulidn'que nao correspon-
de nciiis inlenro s da iiluslre cnmmissa, nem
enlimenlos da cmara. Por isso alguns mem-
hros desla casa en(enderam que seria couvenienle
declarar mnliior o pensumeulo.
A rodo porque esse periodo se preslava a essa in-
lerpretasao, he que linha haviJo mudanra parcial
no gabinete quaudo perdeu o seu primeiro dislinclo
e mullo lameiilado chefe. (Apoiados.)
Algons escriplorcs linham pretendido que a polili-
ca de conciliaciJo do ministerio tmha-.e resentido
dessa falla, e que al juma modificarlo tinha havido
no syslcma proclamado de concordia.
Porlanlo, o meo nobre amigo depatado pela pro-
vincia do Rio de Janeiro, o Sr. Teiseira Jnior,
julgou conveniente apresentar uma emenda para
orar ale a ultima idea de duvida a tal respailo, e
pedio-ine que o coadjuvasse.
Como acliei justa a idea, assignej e foi acompa-
nhado com o nobre depulado presidente da provin-
cia do Rio de Janeiro.
Raslavam as noisas assignaluras para tirarem a
essa emeuda loda a idea de lioslilidadc, ou a mni-
ma inteacao de apresenlar alauma cunsa qua fosse
desagrad.ivel a ministerio. Sei que o Sr. presiden-
te do conselho assim o entendeu.
Enlrelanlo, o Sr. Tei.aira Jnior, (emendo que a
discussao se encerrassem sabbado, vio se obrigado a
oerecer a emenda anles de (er confer-neado com o
o nobre relator da commissao do
Cas.
A dscussao nao foi 'encerrada no
foi logo na sesunda-feira, anles que
calido publicamente essa idea, de
foi ezplicada somenle em
lares.
Ningaem entendeu, ao menos aqui na casa, qoe
na redacrao da illu-lre rommis de offeiider o governo passado, as.im como na emen-
da nao havia a i lea .1. trazar ambararos i discus
cnssao ; uns consjderavam a emeniia intil, e na
tardada o era, uma vez que se nao livesse em visla
aquella possivel interpretaran.
O nobre relator da commissao tssim pena-
va, e na verdade nao s o seu diacuso profe-
rido nesla casa moslra evidentemente que aquella
inlerprelacao nao poda ser a sua, mas repeli isso
mesmo as conversas que se suscitaran a respeilo
da emenda.
O Sr. Madureira :Derlarei francamente que a
commissao nao leve cm visla envolver uma censura
ao passado.
O Sr. Sergio de Maeedo :E com esle pensamen-
lo volou o nobre depulado, e com elle alSuns oulros
honrados membros.
O Sr. Paranagoe, c oalros senhore> perlencenles
pinioes polticas diflerenles, deelararam qua o
vol de grarss nao tinha interpretarlo que um
diario nesla corle llie qail dar, e porlanlo, a emen-
da nao foi o que alguna supporeram.
O Ss. Barros Pimsnlel :Mas devia ser retirada
logo que os inemhrus da commissao derlararam o seo
peo aa melo.
O Sr. Sergio de Maeedo : Tal era para o fim
minha intenrao, quaudo so requereu inesperada-
mente o encerramenlo da discossao.
> Sr. Barros Pimenlel : Devia ler retirado
logo ; islo he, que era propriode um verdadciru ca-
valleno.
O Sr. Sergio de Maeedo :Quando o nobre rela-
tor da commisssao eslava conversando sobre o modo
de se retirar a emenda, mediante a prumessa de ti-
rar na redarran loda a possibilidade da inlerprela-
pJo maligna, foi, como disse, encerrada a discossao
de lpenle.
O Sr. Madureira : ile verdade. V. Ejc. dis-
se que por si a relirara, mas quena enli'iider-se com
os oulros senhores : a esse lempo requereu-se o en-
cerramenlo.
O Sr. Sergio de Maeedo :O que desjo he esla-
helerer que a emenda nao foi presentada nem com
animo hoslil ao minislerio, nem com desejo de pro-
Mar a disrussao ou de crear-lhe embaracos. e que a
vol.irao contra a mesma emenda nao lem signilca-
i-ao que a roinmissio quiz com efieito dizer que a
pol tira de cr.ncili.irao nao linha sido pralicada pelo
Dilailteno Iraniaeta rom lino e firmeza ; antes pelo
ront.ar.o, a Hlu.Ue commissao declarou que havia
sido fecunda em resultados. O primeiro periodo
ciplirava 0 segundo por esle modo
".^"!!"^'"''*" que no vol | sah.lic
vol de gra-
sabbado, mas
a livesse dis-
maneira que
conversac,oes parlicu-
de graras nao havia censura ao passado
O Sr. Sergio da Maeedo : -Creio qlie sobre es-
te ponto lem-sedilo bastante para trauqoilhsar os
espirito*.
Um pensamento lem dominado iodos os discunos
<|ue se leen prononeiade nesla casa |,e ((d a,|p.
rio franca e leal dos>-lema de eeneiliaejio, coneor-
ili. e paz em que lunes entrado, e e-ii r|UC espero
contiaoaremoa. A conciliacao lie um bem que lo-
dos aprecalo.
Sibre a origeo do syatema de conriliarao lie que
parece, nao lem bavido explicarjo cabal.
O Sr. p*esidcii(e ,1o ronselho, rom a elnijuenria
* aoloridada de aoa palavra, derlarnu-jios, n mem
dos applansos da cmara, que o sy-lema da ronci-
li ira i j.i e-lava en eiecuflo, e que o mererimenlo
do ministerio do njirquez de Paran'foi o procla-
mi-lo como um programma de governo.
OSr. F. Oclaviano : A ultima phaie do mi-
nislerio do Sr. Torrea Ji foi de concillara,i, porque
nomeoo adversarios para lugares importantes de fa-
zenda.
O Sr. Madnreira :O Sr. Euseblo em 1851 ja
tinha pralicado a rrncili; i_ao.
(Ha oulros apartes.)
Vozes : lleivem o orador ronlinuar.
O Sr. presidente : Ailein;,io !
O Sr. Sergio de Maeedo : Permilla-ie-rae di-
zer dnas palavras sobre a origem do svslema de con-
Clliarao.
Tem-se aqui repelido rouilas vezes qoe a eoroa
do alio do Ihrono prorlamou esse svslema. Nada
mais respeitavel do que o sentimenl'o que inspira
essas declarares. Ellas partem de lodos os lados,
da leald ule a' coroa, e da persuatan de qua sem-
pre todos oj bens provm della. Enlrelanlo direi,
que nem he ezaeto avanzar que a coroa n'um dia
dado, e n'um cerlo documento, a proclamou, nem
isso he politicn.
Senhores, a coaciliac,o dos Brasileiroi, a con-
cordia de lodos os partidos n3i he pensamento que
a coroa proclamase um dia (apoiados) ; he pensa-
mento immulavel da coroa (apoiados1, he o desejo
permanente do imperador, que elle por sna parle
sempre levoo a \ecuc,i .
(.loando S. M. empunliou as redeas do governo,
pela prorlanidcao da maioridade, havia Hra-ilcirns
condemnados a diversas penas, e al a morte, por
crimes polticos ; porque para estes a nossa legisla-
co nao admtle apena de morte, eo imperador
Ibes perdono. Todas as vezes que lem havido cri-
mes polticos no imperio, o perdo nao la lem feilo
esperar. (Apoiados.)
As amnistas quasi que seguem ao nascimenlo da
bandeira revolucionaria ou da bandeira da rebel-
liao.
Seuhoref, o governo que lem a responsabilidade
da tranquillidade publica pdejolgardo seu dever
o casligo mais ou menos rigoroso, a repres>3o mais
ou menos vilenla ; a coroa quer sempre o esqaeci-
menlo, sempre proclama o perdao, sempre o de.
(Muitos apoiados.)
A proclamaran pois da concordia e da harmona
como svslema de governo, como mel de obler o bem
que o paiz dve esperar da reunan das forcas de to-
dos os seos filhos...
O S Dantas : A cora nao se descolire.
O Sr. F. Oclaviano : Nata poni o orador nao
esla descubriiio a cora.
OSr. Sergio de Maeedo : Pelo conlrariofA-
poados.)
O Sr. Piolo de Campos : Esla' referindo-se a's
eipressesda fallado Ihrono, e isso he permitlido.
( Apoiados ).
O Sr. Sergio de Maeedo : .....estoo moslraurlo
que nao he poltico dizer que a coroa proclamou este
principio cm im dia; quem diz islo he que descobre
a coroa ( apoiados ) ; porque eutao podia ser acensa-
da de o nao ler leilo ha atara lempo, durante que a
verdade he que esse principio foi sempie proclamado
por ella, he nella um senlimenlo immulavel (Mal-
las Apelado.. Cruzam-se grande numero de apar les. 1
Pero agora licenc para mostrar que o svsUma de
concordia e conciliarao nao dala sdo lexpo da pre-
sidencia do conselho do Sr. viscoude de Ilaborahv :
dala da muilo anles ( apoiados ) ; e ajontarei anda'
qae oSr. marqnez de Paran', qae depois veio a ser
presidente do conselho, dea largas provaa desse sys-
lcmaida connliajao na sua administrarlo de Per-
namboco. ( Apoiados. ) Apenas a rebelliao eslava
acabada, ou talvet nao eslivesse ainda acabada, ja o
Sr. marquez de Paran' enlregava, ua adminislrarao
laqaclla provincia, os errpregoa publicos a muitos
membros conspicuos do parlido liberal. O meu no-
bre collega o Sr. Sampaio Vianna he leslemiinha de
que aconleceu isso em relacao a' alfaudega de Per-
namboco*
OSr. Sampaio Vianna :Apoiadn.
O Sr. Sergio de Maeedo :,>,,,,. .se ntenden
| que deviam ser deirZiiidos u iquella reparlirdo alguns
homens pertencciites ao partido conservador, foram
ssra subsliludos por hnmens pcrlencenlcs ao par-
tido liberal.
O Sr. sampaio Vianna :Se tirou al dos ferros
alguns liberaes para se restabeleceiem em seus lu-
gares.
O Sr. Canta :lie bom signal sahirem dos ferros
para oc:uparem empregos pblicos importantes.
? fr" s'lve'ra Lobo :Eram ferros injuslos.
O Sr. Sampaio Vianna :Nao enlro nesse eiame.
O Sr. Sergio de Maeedo:Se eram injustos, mus-
(rou-se loso a vonlade de fazer joslira, e ajustlra
he om dos meios de obler a conciliarao dos espiri-
loae a concordia dos nimos. (Muitos apoiados.)
O qoe he a conciliarao Tem sido aqui definida
por oradores mais di,tinelos e mais habis do que
eu ; por conseqaencia nao enlrarei nesla quesiao
senao de passagem.
() nobre es. ministro da juilica demonstrou com
o bello talento que possue que os partidos sao neees-
sarios no governojrepresenlalivo: a ninformidade de
opinioes he impossivel, ha de haver sempre discor-
dancia ; e ha cerlos tpicos em que ella he continua-
da, nao he inlerrompida. Os homens estao continua-
mente em discordia, o mando esla entragoe i dis-
pula ; e es.a impo-sibilidade de obler unanimidade
nos senlimenlos dos homens he mais um defeito da
natnreza humana, ha mais uma le natural, cojo co-
nhecimenlo nos deve humilh ir na presenca de Dos,
porque nos recoma a neeetsidade que temos de sua
conslanle misericordia. (Muilos apoiados.)
O Sr. Pinto de Campos :Muito bem.
O Sr. Sergio de Maeedo :Ha pontos em que a
dscussao ha de asistir sempre aberla. O principio
de nosso governo he o equilibrio dos elemtulos sim-
plices do poder, a monarchia, a democracia, e esse
pequeno elemento facticio aristocrtico que ensle no
senado e em algumas oulras insliloi(6rs. O poni
em que as forjas dos elementos simplices se acham
perfeilamenls eqailibradts de maneira que a con.li-
oirao possa funcrionir ponderibus lbrala suis, >
he sempre objecto de diveraencias. Uns lemem
a preponderancia do elemento democralico, oolros a
do elemento monarchico.
0 nobre orador pela provincia de S. Paulo qae
ante-houlem nos deu prova de que nos i, annos que
estove afasia lo desla casa nao perdeu nada do brilho
(le sua eloquencia, exprimi esse mesmo pensamen-
to por oulros termos que tambem sao admillidos.
Ha homens que se preoccoparo mais da ordam do
qae da hberdade, ha ootros que se preocenpam mais
da Hberdade qoe d.i ordem. O poni em que a or-
den- nao he senao garanlidora da liberdade, e em
que a liberdade nao he senao gsranlidora da ordem,
tambem he objecto de elerna dscussao.
O Sr. Csrfio :Nao he possivel admitlir-se que a
liberdade seja conlraria i ordem.
O Sr. Fiusa :A liberdade ha consequtncia da
crdem.
(Cruza-se grande numero de apartes ; ha rumor,
e o Sr. presidente reclama por vezes a altanero.)
O Sr. Sergio de Maeedo :Nao ha ordem sem li-
berdade, nao ha liberdade sem ordem ; riculosam liberlalem quam quictam servilium esla
reconhecido como principio fdlso ; periculosa li-
bertas nao he liberdade.
O Sr. Carrao :Islo est dito, rdito e acredito
ha muito tempo.
O Sr. Sergio da Maeedo :Hi enlre nos oulro ele-
mento de conlinaada discossao, a cenlrah-ac.lo e a
desceii(rslisai;ao. Ninguem quer uma cenlra'lsarao
completa nem uma descenlralisarao que ponha em
perigo a eiislencia do imperio (apoiados) ; mas o
ponto em que a canlraliac3o he um bom meio de
governo e o poni em qae a descenlralisarao se lor-
na pensosa i un,io do imperio ha de ser sempre
um nbjerto de discussao.
O Sr. V Tavare:He preciso que a ccnlralisa-
ra n.lo seja exaceada.
O Sr. Sergio de Maredo :Slm, senhnr.
O Sr. Pinto de Campos :Nem que a desceir-
Usar.o tambem o seja.
O Sr. Sergio de Maeedo :\ parle que no gover-
no civil devo ler o elemento religioso he tambem
oulro poni de discussao. As quesles eslraageiraa,
as quesles financeiras. as quesles administrativas,
ludo islo sao pontos em qae os homens se dividem.
i Apoiados.)
O Sr. ex-miuislro da jusca mnslrou a convenien-
cia da ezislencia dos partidos organisadn-, discipli-
nados e arrrgiojenlados, |iorqae sii assim ha respon-
do contrario iiinsiiem he esponsavel.
EXCARREGADOS DA SCBSCRICAO NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falco ifias ; Babia, o Sr. D. Duar
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa de Faria na sua
linaria, praca da Independencia n. 6 e 8.
Islo nao quer dizer que eu adopto a donlrina do
mandato imperativo dos eleilores. Esta queslao foi
muilo debatida em Inglaterra qaandn o governo se
organisava, por assim dizer ; e Burke demonstrou
que o depulados nao eram os mandatarios das lo-
calidades para irem pedir a nerao t;,es e laas medi-
das cm favor della, mas que "cada depulado repre-
senlava a narao. O essencial he organisar o svsle-
ma eleloral de maneira que prodaza depulados
bons, dedntados independenles, os quaes junios se
decidam pelas lazes qae liram das discossots, e nao
pelo que ooviram dizer aos que os elegertm.
O Sr. Silveira Lobo :He primeiro garandado a
liberdade do vol.
O Sr. Sergio de Maeedo :Sm, senlior.
Um dos modos por que'a orgamsac,ao dos partidos
obra para o bom governo do Estado he inlcressan-
do-os em chamarem a si os homens mais conspicuos
pelos seos tlenlos, pelos seos servidas, e pela sua
independencia de caracler ; de maneira que, quan-
do om partido tem i aua frente homens dignos da
confianza da narao, teem loda a probabilidade de
que a na (So escolha seus adeptos como os mais pro-
prios para a governarem. He assim que os homens
polticos, e9 nomes proprios adquirem essa impor-
tancia, essa significaran a que rom muila razo allu-
dio o nobre ex-tBinis(ro de eslranseiros.
E tanto islo he assim, que o esfumo de todos con-
siste nao so em defender a repiilacao'dos seus, e mos-
trar a,ei:ellencia de seus aelos, mas em depreciar
os contrarios, e mostrar qoe gnveruam mal ; os par-
tidos em opposi(3o nao discuten somenle os prin-
cipios abslraclos, nu as theorias ; olliam lambem
para cada om dos homens, e cada um dos actos do
governo, a se esfor(am por mostrar qoe as difliculda-
des podiam ser melhor resolvidas, ou que boas me-
didas foram preteridas.
A esle syatema recorreram dous dos oradores que
fallaran) nesta casa, e que por suas sympalhias e
precedentes pertencem a um p.rtido dillerenle da-
quelle qoe tem governado o paiz desde 1818. Ambos
com linguagem eloquente em aleumas oceasiOes
coro mais amargor do que devia lermillir a calm.
dos espirilos, recorreram a esse meio.
Quando vi entrad} nesse svslema o nobre depu-
lado pela provincia de S. Paao, que meu ver fai-
lou coro amargor do que devia dos actos das admi-
nistrarles passadas, esforrando-se mais em censurar
do que em citar fados bons e mos, lamenlei que
elle nao livesse chegado a esle recin(o mais cedo. O
nobre depalado era esperado com anxiedade, por-
que lodos agnardavam com prazer os momentos de
oavi-lo ; mas, alem disto, eu lamenlei essa demora,
porque talvez se o nobre depulado livesse visto a
impresso que aqui produzio o nobre marquez pre-
sidente do conselho de ministros, o modo por qne
oram aceitas sua palavras, qaando repeli o que
ja (mita dito na outra cmara : a infeliz ser aquel-
0 Sr. F. Oclaviano ;A "Auroran no Ro, nO
Pharul Paulislano. eroS. Paolo, eo aUniversal
em Minas.
O S(, Sergio de Maeedo :Um dos homens mais
dislinclos do partido liberal nesla casa, e sempre
eleilo seu presdenlc, o Sr. Costa Carvalbo, boje
marquez le Monte-Alegre, fui tambem um dos pri-
meiros qoe se pronunciaran contra essa reforma in-
tempestiva. Mas depois modificou-se o ivslema, e
foi trazido a termos convenientes, e ella eiilao pas-
soo. Mas quem se encarregou desle Irabalho ? Fo-
ram os que se oppunliam a reforma, quando ella
appareceu. Esla impotencia de om parlido para
fazer passar as reformas que apregoa explicar a
iaaceaa que em tal molera observa quando governa
o paiz o partido que lomou o nome de Lozia, no-
se o governa inglez poda ler o direilo de espedir res, acnntecimentos era paizes distantes, tao mper
esse bil. A discossao seria inlerminavel. posto feilamenle eonhecdos, e a corteza de vistas qoe pro
que desde o priuapio pmnaiiciaram-ae em favor do hiba a intervengo da na(ao material, geographica o
coiupeleiites autoridades ; taes co- : politicamente ioteressada. Elles tambem nos ensinam
Brasil as mais
l
a 1. Lord Aberdeen e o duque de Wellington,
que comhaleram, e al protestaran!, depois de sua
adopcao, contra urna medida semelhante haseada
as me cas, proposta ao parlamento em 1839, contra Por-
tugal ;
2. O eminente jari chanceller do reino, lord Truro, que combaleu o bil
contra o Brasil, na cmara dos coiomuns ;
3. Finalmente, o supremo tribunal de appella-
(.ao, composlo dos 15 grandes juizes da Inglaterra,
e eniao se cahe no perigo de ver a snciedade dilace-
rada por grupos qoe nao pensam, que nao leem svs-
lema, qae nao leem ordem nciihuma as suas pre-
tendes.
Ha ainda ama raz3o para que os paridlos (nmem
uma bandeira bem definida. O svslema representa-
tivo quer o governo da narao pela im;3o, o qoe os
Inglezes chamam u selfgovernmenl ; a nacio nao
pode ser consullsda para rada iiii.a das quesloes
que se agilam ; o meio de fa/er com que seja sover-
nailn, segando sua vonlade, he est>b*leer program-
mas de covernos dos quaes n actos governstivos ve-
iitiam a ser consaqneuria necetsaria.
be
e que levantar o veo que encobre o passado para
reprodoti-lo no fuloro, > lalvez o nobre depulado
livesse modificado muilo a sua lingoagera...
Um Sr. Depatado :A historia serve de luz pa
O futuro.
O Sr. Sergio de Maeedo : Sm, senlior ; mas
quando referimos o passado s como histeria, deve-
los referi-lo com calma, com imparcialidad* ; re-
pelir o mal e o bem, e nao fazer o mal peior do qae
na reahd.ide foi.
Ora, esse svslema adoptado pelo nobre depolado
me (orea de aleum modo a entrar nelle ; eu porem
espero que sere balenla feliz para tirar do meu
discurso lodo o azedume : em meu peilo elle nao
ezule ; pelo coutrario, creo que sou lalvez om dos
homens mais imparciaea para fallar do passado, por-
que serv debaito de ludas as alministraces que
teem governado o paiz desde 18:12. A minha poai-
(ao nao exiaia qun livesse com os ministerios uni-
formidad* de partido, nao tinha nada com as ques-
loes inirnias ; enviado do imperador nos paizes
eslrangeiros s linha um parlido, era o Brasil.
(Apoiados.) Eu porlanlo fallarci do pagado sem
amargor.
lem-se ja dlo que, quando a opinilo poltica que
sa denomina liberal esleve no poder, nao reali-nu,
e direi mesmo nao procuniur causar muilos dos prin-
cipios que constiioiam o sea programma poltica.
Assun.iiaoprocuroarevogar a le da inlerprelacilo do
acto addiciunal constitui-ao ; nao procurou abolir
o conselho de estado ; nao fez a refo.ma judiciaria ;
nao fez orna reforma parlamentar lia completa como
annunriava, e al me parece que uem procorou o
Iriumpho do principio das incompatibilades ; nao
reformou o svslema da nomearaodos poslos da guar-
da nacional ; nao adianton cerlas operaees finan-
ceiras qne se deviam preparar de ame man. Nao I Ir-
levo slo em colpa ; ha reformas que nao podem
ser levadas a ell'eilo por aquella opiniao poltica qae
as aprsenla.
O meu amigo depulado pelo Rio de Janeiro foz
aqui mi-iir.io de alguns ejemplos do que nesla casa
se lem dado no paiz quo sempre se invoca quando se
trata de quesloes de oiginisa(ao do governo repre-
senlalivo ; mas omiKio um que creo bstanle no-
tavel. O nobre depalado lembrou que a emancips-
(3o dos calholicus s foi conseguida por sir Roberl
Pecl e pelo duque de Wellin^lon, que a tinliam
conslaul* e forlemenle combalido. Pcrmilla-se-me
aqui orna digresso para mo>lrar que ne.-le Baso liou-
ve um exemplo do que acahei de dizer a respeilo do
modo por que na luglaterra se enlen la o m.ndalo
dos eleilores ; all nao se admille o mndalo impe-
rativo, mas esl em uso quando um depulado aban-
dona os principios em nome dos quaes foi eleilo,
procurar sujeilar-se a ama reele>c,an.
O mandato do d-quitado nao pode ser recusado na
Inglaterra ; o eleilo he compellido al pla priaao a
apresentar-se na cmara ; m.s pode, aceitando om
emprego da cora, sojeilar-se a uma reeleic.io. Ora.
como nem sempre ha empregos serios a dar, imagi-
nou-se um emprego qne nao se sabe o que he, cuja
IradirSo se perde na noile dos seclos ; he o de in-
tendente de Chiltern-Hundrel.
O depalado que se quer sojeilnr n uma nova elei-
(ao pede esle lugar, o minislerio nao Ih'o recusa, elle
apresenla-se rilante dos eleilores. e pode ser reeleilo
ou nao. Sir Robert Peel, que ja era ministro, recor-
rea a uro desses meios ; apresenloase a seus eleilo-
res depois de ter mudado de opinilo, adoptando a
emanciparan dos calbolicos Elle era cntao repre-
sentante da universidade de Oiford ; nao foi reelei-
lo ; a universidade pelo contrario mandou em seu
luaar om dos protestantes mais intolerantes da In-
glaterra (ir Robert Inglis.
O Sr. Salles I orre--11.unen- :N,To fui en quem
citei esle Tacto.
O Sr. Sergio de Maeedo :Perdoe-me, se lli'o al-
liibuo por erro de memoria...
Um Sr._ Depolado :Foi o Sr. Vilella Tavares.
0 Sr. Sergio de Mace lo :Vallando a ohsprvarSo
d* que as reformas as maisdas|vezes nao podem "ser
reilas pelos que mais as apregoam, cilarei o exem-
plo da reforma eleloral do parlamento de IS:12. Es-
ta ref irma foi debatida mais de 50 annos ; uma vez
era combatida pelo merccimenlo da mesma reforma
em s, e oulras vezes pela sua inopporluuidaile. O
2- Pili eomeroo a sua carreira polilica propondo a
reforma ; seguio-sc a revolurao rranceza, a guerra
com a Franca, e elle mndou inleiremcnte de svs-
lema. Uma das cousas que fez mais impreaaao'no
animo do publico inglez foi uma caricatura npra-
sentando lo los os reformistas da Inglalerra a fazer
rolar um cabrestante que paseata para dentro da
Inglalerra um exerciln francez.
Este faelo fez sentir qoe o negocio era inoppnr-
tuio, e assim se adioo a reforma, al que lord
Grey a conseguio. Mas como era composlo o mi-
nislerio que coosegoio apresenlar esla reforma '.'
Lord Grey era considerado como um dos aristcra-
tas mais ciosos dos privilegios de sua classe ; a re-
dacrao do bil da reforma se allnbue a sen genro,
lord Durham ; o bil foi apresenlado no parlamento
por lord John Ruisell, filho de um dos duques mais
ricos da Inglaterra. No ministerio de lord Grey
havia verdadeiros conservadores ; lorl Derby, boje
chefe do parlido Tory, fs/ia parle desse gabinete,
assim como sir James Graban), conservador mode-
rado da esrola de sir Robert Peel c oulros. S a pre-
sentando esles nomes he que se chegou a coosegor
a pssagein dessa refoima.
1 llimaiiienle a reforma da lei
conservador desapparecen, logo que adoplou o pro-
gramma do seus adversarios, logo qae execatou as
reformas que riles tinham proclamado. Se eu qoi-
zesse empregar o aarcasmo, em lugar de dizer que
o partido liberal n.lo realisoU a sua reforma porque
nao leve lempo suilicienle, porque mo julgou oc-
casiao opporluna, porque temeu que apresentada
por elle nao fosse bem aceita, ou por outra qualquer
raigo que plenamenle o pudesse justificar ; se eu
quizessa ser sarcaslico, digo, explicara essa sua inac-
(ao pela doulrina desle parlido, ou ao menos da-
quelles membros dalle, islo he, que o parlido que
exerula uma reforma morre, e dina o parlido Ilibe-
ral nao exerulou a reforma para nao morrer. Es-
lou porm longo de assim pensar...
O Sr. V. Tavares :Sena imparcial V. Exe.se
disiesse que o partido nao realisoo a reforma por-
que nao linha por si o senado, o conselho de esta-
do, ele.
O Sr. Sergio de Maeedo :Bem, n.lo a apresen-
lou, porque vio que naopassaria, porque a occasiao
mo era opporluna, ou por oolra razao ; veja o no-
bre depulado que confirmo o que disae, que a refor-
ma apresentada por esse partido...
Im Sr. Depulado :Que n.lo pode conseguir nem
a lus.io das duas cmaras.
O Sr. Sergio de Maeedo :Perdoe-me, he a ve-
rificarao da theoria que eslabeleci ; a reforma apre-
sentada por esse parlido seria mal recebida, entre-
tranlo que qaando os conservadores euleDderam qae
era couvenienle apreseiita-la foi bem recebida...
Lin Sr. Depalado da' om aparte.
0 Sr. Sergio de Maeedo :Nao foi esle o resulta-
do que prodoziram ua casa as espressoes do nohre
depulado por S. Paulo, nem foi esle svslema segui-
do por oulro nobre depuiado repres'enlanlo dessa
opimao que se lem cha-nado luzia ou liberal. Am-
bos Iralaram de fazer a enumeraran dos aelos que
suppuzeram naos das administradles conservadoras;
das medidas que essas adminislraroes deviam ter
lomado e nao lomaian ; Iralaram de depreciar euc-
cessos que ohtiferam ns ministerios coiiseivadores,
sem ajiinlar a isio, como eu ojuntei, a imparciali-
dade de explicar os fados que se deram, e sem
ajunlar oolra prova de imparcialida le. que consisfi-
ria em enomerar lambem os bens que essas admi-
nislrarea fizaran...
O ar. Rodrigues dos Santos :Nao era esse o meu
proposito na occasiao ; nem era mister fazer elo-
gios, quando s cilava a historia.
OS'. Sergio de Maeedo :A historia devia com-
prehenner o bem e o mal de cada um dos lados.
(Apoiados.)
O plano pois de meu discurso nao consistir' em
refular esle ou aquello lopico dos discursos dos no-
bres depulados a que respondo ; mas farei orna eiiu-
merarAo imnarcial dos hons resuli.idos que o paiz
lem colindo das admiiii-tracirs denominadas con-
servadoras...
O Sr. V. lavares :De cerlo lempo para ra'.
O Sr. Pinto do Campos:E tambem de cerlo
lempo para la'. Risadas.)
O Sr. Rodrigues dos Santos :Dos queira que o
elogio nao seja mais amargo que a censura.
O Sr. Sergio de Maeedo :Promello que nao ;
quando se Irava um rmbale tenho o oireilo de in-
pregar minlias armas, mas prometi nao enven-
nalas.
Quando esse partido poltico subi ao poder em
lins de 18iS, leve logo de lular cum a rebeliao de
"a grande provincia ; leve de lular com a vio-
lencia dos cruzeiros iiiglezee, violencias que Ibe
caasavam os maiores embaracos (apoialos); leve de
lular com a febre amarella, com o cholera, com o
principio da crise do Irabalho, com o alalo que cau-
sou no mundo a guerra da Hussia, e dilliculdades fi-
nanceiras qae delta se seguiram.
O Sr. BarSo de Mana' :E a guerra do prala.
O Sr. Sergio de Maeedo :Essa hei de enome-
rar entre os ploblemas resulvdos. Os minislerios
dessa cor polilica veuceram essas dilliculdades ; as
quesloes que resolveren! umitas, e as que deixaram
anda n,1o resolvidas licaram em muilo bom pe. Eu
vou enumerar essas quesloes, e como naturalmente
se esperara' que lias de poltica estrangeira cu falle
com mais algom conhecimenlo de causa do que as
da poltica interna, darei algum desenvolvimento a
exposi(ao dos successos na polilica estrangeira.
A primeira quesl,1o qoe se achava pendente, mas
com tima Mlotjaa jh mullo adfanlada vejara os no-
ores depulados que sou jallo, dnu a cada om a sua
parle,, era uma queslao de rerlainares por parle
dos l'.slados-Uuidos ; o valor dessas reclamar.,es su-
ba creo que a perlo de .i,000:0tNtr>; ja se linha vin-
do ao accordo delixar uma quanlia para essas recla-
ma(es, em muilo poucas das quaes convinlia o go-
verno do Brasil, e mullas regeitava ; be nesse mo-
mento que o nobre marquez da Olinda, hoje pres-
deme do conselho, e qua naquelle lempo linha o
mesmo logar coro a pasla dos negocios e-lrangeiros,
he nesse ponto que o nobre marquez loma a qoes-
lo, e concilio um tratado pelo qual se deram aos
slados-Lindos uns 530.000, somma equivalente
a pouco mais de um oitavo das reclamares, para
que com ella fiessem saldadas todas as colas.
A habilidade com .,ue esle tratado foi redigido e
levado a elleilo peneuce ao nobre marquez de Olin-
da, anda qae a negociadlo ja eslivesse comecada
pelo sen antecessor.
Os resultados foram excellenles ; o governo ame-
ricano linha de dislnbuir o dinheiro que se Iho da-
vd pro rata enlre us reclamantes, de surte que se se
reconhece que haviam reclamares r.miada- em
jiislica no valor de 1,060:000, cada um vina a re-
rereber melade daquillo a que tinha direilo; era
pois mleresse americano qoe as reclamu(oes injus-
tas fossem aparladas, para que as justas nao sofres-
em diminuicao em seus direilos; nomeoo o gover-
no daquelle paiz uma commissao para examinar esle
negocio.
.V commissao foi corlando reelamaces injustas u-
mas sobre oulras, dcixou somenle as Justa*, e quan-
lia consignada para pagar as reclamares justas re-
conhecidas pela commissao americana (algumas das
quaes linham sido admit, la, pelo governo brasile-
ro essa quantia que. Como acabo de dizer, era pou-
co mais do oilavo da quanlia exigida, chegoo, e
anda sobejou, segundo me consta, de modo que o
governo americano aununcinu que se houvesse al-
guem mais que livesse reclamares ronlra o gover-
no do Brasil apparec-sse. Picoa evidente por ahi a
exorbilaucia do exigido sobre qu* era justo, e foi es-
sa ama negociarlo hbilmente levada a eOeilo, e
que eslsbelecera' om precedente salular paia com-
baler as prelenres exageradas de homens a quem
seus governos, por se consideraren fortes, apoiam
irrefieclidamenlo.
II
bre os cereaes da'
um novo exemplo de que o parlido qoe cmbale a
reforma he que depois podo mais farilmenlc execu-
ta-la, porque rila be mais bem aceila por elle do
que por aquello quo a linha apresenlado.
Islo pode elem acontecido no Brasil, e creio que
(*m acontecido por vezes. No lempo em que as
exageraras polilicas estavam por assim dizer na
onem do dia. appareceu a idea da reforma da cons-
litui(ao no sentido federal.
O partido liberal de eniao frarrionou-se ; rreou-
se um grande parlido com o mnne de moderado,
que se oppoz a reforma ; mas rase mrsmo part lo
depois da revoluto de 7 de abril ', quem se in-
combio de sustenln-la e conseguio faze-la pa-ar....
Uma voz :Depois da reforma he qu* fracrioiiou
o parlido liberal
O Sr. Sergio de Maeedo :Nao, senlior, oo lem-
po do primeiro reinado :ipparero o partido exalta-
Estes program-
que si. apresentados ais eleilores, os elei- do, qu propunha a reformada raiHii'luiro.m
mros ascolhem enlre elles ; de manaira que a maio-1 lido federal,
a narao, quando por meio de seus eldados
arlivos moslra que apprnva um sv alema de governo,
' espera que v ser goveruada *SSm.
O Sr. F. Oclaviano :Em fins de 1830.
O Sr. Strgio de Mare.lo :A Auroran que tn-
t3o se | ublic ,va toruou-se conservadora.
va uma oulra pendencia com os Estados-Uni-
dos ; era negocio de honra, relativamente a uma
quesISo que aqui e agilou por oreasiao da prisao de
alguns marinheiros. Essa queslao eslava complica-
da, e em mao estado ; mas foi revolvida com plena
salisfdrlo s' honra do Brasil, como declarou o mi-
nistro dos negocios eslrangeiros no seu rclatorio de
1850.
Vou Iralar agora do trafico d* escravos, e do Bill
Aberdeen. A queslao do trauco eslava mal parada ;
o contrabando imha torra lo prnporces ex'raor lina-
rias, proporrcs a que nunca liaba chegado anles ;
o numero de escravos iraporlados animalmente no
Brasil, que al 18.5 linha regulado por 20 Oext
subi no auno d- IHli a 50.000, em 1817 a 56 em ISiS a O.OOO, cm Isi!) desceu a 54,000 e dahi
foi a progressao rpida, redozindo-se a 3,000 a 700,
e depois a nada.
Nao Irago este fsclo pira allribuir o augmento do
trafico as adminislrares do partido liberal. Nao,
senhores ; a raza de.le augmento foi o billde lord
Aberdeen. Eu suslenlei de boa f csl.i ihesc peran-
te o governo inglez, c nao posso dallar dcsuslleni-
la lambem aqu.
Sobre es-e bil julg,, ,|ever dizer alguma coosa,
d ir algumas Informac ta a' cmara, que lalvez ella
ji lenlia lulo, mas que nao creio intil repetir.
Em resposla a discursos prononciadoa no parlamen-
lo inglez, eu rscrevi, sendo o ministro cm Londres,
orna ola a lord Claran ion a J7 de jonho de |S">.
Esses discursos linham i,| pronuncia los pelos
lords Palmerston e John Russell ,is :| horas da mi-
drogada, a, 11 ,la manhaa os li nos jornaes e as :i da
lar le eslava a minha resposla no Foreisn Ollice.
Vou ler um Iredii della em que defino o que he
o bil : Parece-na intil (leudo, tornar a' queslao
de negros.
a Deixandn pois a este bil de 1845 seo caracler de
um expediente polticoaceito por lord Aberdeen
contra seus principios e a seu grande pezar, ele. n
A cmara v que eu apunto lord Aberdeen como
a primeira pessua cujos priocapios eram oppoalus
a q.irlle aclo de violencia, e devo assegdrar qoe nao
coohe(o hornera mais justo e moderado do que lord
Aberdeen ; mas a doulrina do bil tinha sido adop-
tado pelo parlamento, lord Aberdeen, sabmclleo-
se a ella e a propoz para o Brasil como paliara nara
Portugal. O nosso governo, negociando opporla-
n nnente, podia ter impedido a sua apresentarao e
adopcao ; se eu quizesse ser injusto, liria qne era
um peccado da administrac/io de 1815 ou ISi, mas
mo o direi. O bil relativamente a Portugal tinha
sido retirado, sujeilandu-se Portugal a un traalo
no qaal se enconlram clausulas a que o governo
imperial nao julgou prudente al agora sujeilar-se,
nem eu aconselharei.
INo mioisterio inglez eslavam eniao lord Aberdeen
e o duque de Wellington, e sabia-se que a opiniao
desses lords era contraria a esse principio, e o go-
verno do Brasil podia esperar que tal medida nao
fosse proposta, nao fosse adoptada por homens qoe a
linham combatido. Porlanlo descolpo inleiiaroeote,
nao fajo disto arma de censura conlra a admiuislra-
(3o daquelle lempo ; mas o cerlo he qne o bil ps-
soo, e que conlra isso se nao lomaram precaures.
Devo derlarar lambem que quando o Sr. Limpo
de Abroa cntrou para o minislerio depois do Sr.
Ernesto Ferreira Franja, parece que presenlio e
alguma eousa lez para evitar o mal, porm ja nao
era lempo.
Voo explicar como obra este bil, como he elle
um expeliente poltico, uma machina do guerra.
Os ministros inglezes, esobre ludo o mais iulcres-
sado nesla quaesblo, sempre sustenlaram em suas
diseasses comido que o governo do Brasil sem a
pressao do inglez nao poda resistir a's influencias
do paiz iuleressadas no trafico de escravos. Ixegava
eu con (odas as minhas forras a verdade desla im-
pressao, e arrumulava fados e raciocinios : nao
convenca. Observava eniao qae a Ingla.erra por
neiilinm tratado ou principio tinha dimito de fazer
condemnar os navios brasilairos pelos seos Iribu-
naes; s o fazia como um arlo de guerra ii.voraodo
o direilo qu* llie dava a nao execuco do tratado,
pois bem ditia eo ; vos lendes a forja ; se para o
fuluro l iltarm-is a essa execojao tereis razao para
nos fazer a guerra.
A islo re-p indi iin-ine os ministros inglezes : oXo
desejamos, nem nos convem fazer guerra ao Brasil,
porque eniao seriamos obrigadus a Ihe fazer mais
mal do que desejamos. Sem deelararjao da guerra,
se ordenassemos nos nos.os cruzeiros que apritio
nasiero ou qucimassem os navios brasileoM aospei-
los de trafico, os propriaiarto* desses navios leriam-
direilo de acensar os rommandanles do* cruzeiros
inglezes como piratas, o os tribonaes inglezes seriam
abrigados a con lemua-los como tac*.
E-le lem ,r resalla claramente da decis.li: dada a
re.peilo da tripuloslo do (Felicidade. O Inhuiial
declarou que leudo sido, aquello navio aprisionado
lora de lo.las as regras, a lripoi*(Io eslava no seu
direilo de leiiiima defeza adran lo como ali-
rou pela borda fora os oueiaai que o apprchend*-
ram.
Ta alguns apartes.)
0 Sr. Presidente :Allencao.
OSr. Sergio de atacado :O bil Aberdeen ser-
ve pois para esle elleilo : um ollicial inglez apri-
siona um navio brasileiro, qoeima-o, ou o faz jol-
gar pelos Iribunaes do almiranlado inglez ; obser-
va urna lei ingleza admitidla pelos Iribunaes ingle.
zes, que decidirao conforme a lei de sea paiz. De
maneira que a derisao dada sobre a Iripolajao da
Felicidadeo nao p le mais ler lugar.
O Sr.F. Oclaviano :Da modo que o bil sane-
Cionou a piral na.
O Sr. Sergio de .Maredo : Nao me sirvirei de
termos lia furles : o lu I he uma machina da guerra
desuada contra o Brasil para prejudica-lo sem se
Ihe declarar a guerra.
Pcrgonta-seagora : qaal he o eslado da queslao '.'
Quaes tem sido as medidas enrgicas dos gabinetes
qua comecaram a sua existencia em fins de 1818 ?
Nao canseguiram do governo inglez que quebrasse es-
sa machina de guerra ; mas, leudo conseguido por
seus sabios c enrgicos esfor(os por elteclivamenle
lermo ao trafico, ella se lem tornado uma le mora;
esl depoiilnda nos arsenaes para ser aprovcitada
quando (r convenirme.
O bil pois lornou-se om negocio inleiramcnle in-
glez, e poslo que nos leulian.os allegado que a nossa
honra narionsl he ferid.i pela existencia de!sa liill,
nao a* tem querido dar ouvidos ao Brasil, nem ha
meiode Irazer o governo inglez a um accordo nesla
pari| por que, repilo, em Inglaterra todos os minis-
terios receiam qne relaxada a press.1o qua o governo
ingiez exerce sobre o Brasil por essa maneira, o tra-
fico reviva, eenllo a responsabilidade que resudar
de obrigar a Inglalerra a empregar meios mais vi-
lenlos conlra o Brasil recahira sobre qoem liver abo-
lido o bil,
Creio qoe esl bem entendido que esse bil he nma
maneira especial de fa/.er guerra, he uma ameara
constante. A Graa-Brelanha poda dizer: ir Se lize'r-
des o qae nao queremos, vos aniquilaremos con a
nossa lor(a. u Mas prefere esse oulro meio de coar-
(ao que mo a leva muilo longe.
O Sr. Dantas : Cerlamenle o nobre depulado
nao justifica o bil.
( Ha oulros aparlcs. )
0 Sr. Sergio de Maeedo : En justificar o bil !
eu que fui incumbido de obler a o.i revogacai. 1
Passo a oolra queslao da poltica estrangeira. lam-
bem de alta importancia, a queslao do Rio da Prala.
O nobre depulado pela provincia do Ro de Ja-
neiro Iratou de tirar do desenlace dessa qoe-ii < orna
gran 1e parle de seo mcrecimento. Respondeu-lhe o
nobre ex-miuistro dos negocios eslrangeiros com o t-
lenlo que o caractensa. .Nao insislirei nesse a.- limp-
io ; vou lmenle invocar um leslemunho mais im-
parcial que o teslcmuuho de nos meamos, qualquer
qne seja o lado publico a qoe pertencamos. Trago
aqui as paginas arrancadas de uma revista ingleza
arredilada, o i Brlhs Qualerly Revievv n de feve-
reiro de 1853, o artigo que, nesse volume oceupa as
paginas de 05 a 128. Traduzre dous pequeas t-
picos dease artigo.
Anles deo lazer, declaro que princpalmenle apr-
senlo um dalles, por que se aclis nesla casa o nobre
liaran ,ie Porto-Alegre. O molo por qae o eslrangeiro
considerou os servi(os que fez acivilisacao a humani-
dad* lalvez traga om balsamo de consolado as siuda-
des que devem pungir o seu corado qaando, tralan-
do-se desleassnmpto, se Ihe fazem lerobrar os cama-
radas qoe ilenou no campo da batalha :
Diz o escriplor inglez na pagina 117 : n As guer-
ras anteriores nos estados do Rio da Prala loram
afeadas por crueldades e barbaridades da mais hedi-
onda descrip(ao. Os prisioneiros eram mastacrados,
olliciaes eram torturados para divertimeulo do povo,
n.lo se dava quarttl. Nesla occasiao, a allianca do
Brasil irooxe i contando um exercito bem discipli-
nada, c bem rommandado, e na hora da darrol i foi
ni* liumanidade, ordem, disciplina c obediencia
qae recorreram as tropas de Rosas ; Ren I m-e
aos cairas azues a a infantaria braileira ), elles
nao matara n : era o crilo dos vencidos. Uma di-
viaao de pouco mais de .1.000 homens fre quasi 5,000
prisioneiros, e nenhuin foi molasladn. O roulinzen-
le oriental do exercilo da Rosas rerusava render-e
as for(as de Urqoiza, maxcom a presenra de um of-
ficial brasleiro o capilSo Pelra ) depoz'as armas.
Agora vejamos como esle escriptor inglez aprecia
os elidios da nossa polilica no Rio da Prala :
" A Independiado Uruguay, diz elle a pac. 127,
foi estabilecida, o iaolamenlo do Paragnaj abando-
nado ; as relares do Brasil Com esses eala'dos foram
collocadas em um pe coovenienle ; foi dado um et-
eniplo de can huir a guerra em inri espirita de ge-
nerosidad* queja lem produzido bons effeilos; o dea-
pollsmo egoisla el>ranina selvagem foram punidos
na queda de Rosas ; foi consagrada a publica de
abrir ao tomnierrin do monto aquelles rios ; c i ada
resla fazer que o bom sonso, a moder.i(o e BJQltica
n.lo possara rumprir lacilmenle.
" Nem deix un e.ses ,1C il.leriulenlos de ser llsliue-
liv'os para a l-.uropa. norqu elles musirn] a impol-
tica da Franca e la Inglalerra quando procuraran)
precipitar, por seus aeules diploraalicos ou ruilila-
a dignidade e presinti do imperio do Brasil no sys-
lema poltico do muo.lo, e com qaanto maior parte
se deve esperar coneorra esse imperio para a masa
da felicidade humana, prumovendo antes o sea bero-
estsr no qaa ferindo o seu orgalho, como at aqui se
lem feito.
Posso asseverar a cmara qae praticamente co-
nlieci quinto depois daqaellcs acnlecimantos aug-
mentaran) na Europa a considerara i e sympathias
dos governos e dos povos a nosso respeilo, e par*co-
me que este resultado he uma cabal -ustilicar.lo de
qaaesqaer sacrificios que nos teoha costado a solu-
rio da queslao do Rio da Prata. ( Moitos apoiados. )
Temas outra questaode polilica estrangeira, a na-
vegaran do rio Amazonas.
Emal851 comecoo a apparecer nos Estados-Uoidos
a idea de franquear-se a navegar io do Amazonas a
todo o mundo commercial. Uma proposta nos foi
feila dirigida ao ministra do Brasil nos Estados-Uni-
dos, o qual respondeu mostrando o direilo exclusivo
do Brasil para legislar nesla materia. O povo dosEs-
lados-Unidos, qoe he incansavel, procuroa por todos
os modos adiantar essa questao. O governo inglez pa-
reca querer acompauhar a polilica dos Estados-
Unidos.
Em uma nota que dirigi ao ministro do Brasil em
Londres o secretario de eslado de S. M. B., lord
Clrrndon, datada em2i* de onlubrode 1851, acham-
se as palavras qae vou Iraduzir.
Devo dizer que essa nota foi publicada ; as respos-
tas uaoo foram ; nao roe julgo auforisado a publca-
las integralmente, mas creio que posso fazer mencao
de umz parte.
Comeearei pelas palavras da ola ingleza. Sao as
segundes :
O abaixo assgnado nao pode deixar de exprimir
o seo pezar ao ver que este espirito da parte do go-
verno da railiha nao acha reciprocidade no do Brasil,
oqoal parece mais aocioso cm pdr obatacolosn a her-
an dos grandes rios da America merdional do qaa
a bem receber o eslabelecimenlo de um syilema li-
vre, que lende no mais alio grao a promover os in-
teresses a desenvolver os recursos do Brasil dos ou-
lros estados pelos quaes correra esses rios.
Agora a resposla do ministro brsileiro ;
a Segundo lord Clarendon he a (iraa-Brelanha qoe
representa a liberdade de navegaran lluvial, e he o
Brasil que representa o prioripio do monopolio. No
Prala he o Brasil que pe obstculos .i navegsrjlo,
he a Graa-Brelanha qoe veio Irazer essa libirdde.
limlim, o governo do Brasil lem ainda de aprender
que a livre navegacao dos rios laude a desenvolver
seus recursos e augmentar seus interesses.
Todo o mundo sabe que a ra-Brelanha recu-
soa sempre, anda aos ribeirinhos, a navegado
da parle dos rios de qup ella potsue os duaa margena
e que na parle m que s possue uma das margeos,
s concede a navegado ao eslado que possue a mar-
gen) opposta.
a O exemplo do S. I.ourenco, cuja navegacao he
commam Inglaterra e aos Estados-Unidos na par-
le en que rada margen) perlence a uma das daas po-
lencias, e he exclusiva bandeira ingleza na parle
em qoe ambas as margens al a' foz pertencem a"
Inglalerra, o exemplo dos arranjos feilos em 1842
com os l-'.-iad. I mos sobre a navegaran do Rio S.
Joao, e em 1846 aobre a do C>lumbia, bastan pora
provar quaes sao as iloulrinaa suslenladas pelo go-
verno bhlanmco. Poderia citnr lambem o que tile
prat ira para com a Fran;a no rio africano o Cambia.
Nonca se por. em questao ou se negou que o princi-
pio do monopolio em materia de navegado fluvial ha
a base do direilo publico inglez.
O Brasil an contrario eslabeleceu como base d*
seu direilo publico a liberdade de navegarao no rio
Cvmmnm em favor de lodos os ribeirinhos. Nonca
cessou de reclamar do governador Hosai o tratado
definitivo de paz promeiiido no tratad* preliminar
de 1828, e no qual o direilo de navegaran dos libei-
rinhos devia ser definido e estabeleridii ; nos trta-
los que roncluio em 1851 cem os oslados que se l-
giram conlra aquelle governo : e us tratados que,
em ser solicitado, propoz e negociou com as rep-
blicas ribeirinhus do Amazonas, o governo do Brasil
fez Iriumphar esse principio.
o Assim mais liberal do que a GrJa-Brelanha he
elle que vai offerecer aos ribeirrohos a naveca(ao de
um rio importante, cojas margena possoe n'fliua ex-
lensDo de mais da 1,500 milhas. lia .una orna dffe-
ren(a entre a polilica dos dous paizes. O s. Louren-
(o eslava aberlo ao Estadoi-Unidos quando eram co-
lonias inglezas : a Inglaterra o fechoo. O Amazouas
eslava fechado por amigos tratados entre as comas de
Portugal e llespanha ; o Brasil o abri.
* Quanlo ao Prala e seus sllluenles : a tiraa-Bre-
lanha concluincom o governo de Raenos-Avres em
I89 am tratado, cojo artigo 1. reconhece a' Con-
fe ler.nao Argentina o direilo exclusivo da regular a
navegacao do Paran', e o direito em commam com
a repblica Orienlal a respeilo da navegado do Uru-
guay, sem allenc-iri alguma aos direilus dos oulros
lib'irinos, de qae nenhuma men(ao se faz. Assim he
a GraaBrelaoha que foi nn Prata sanecionar, por soa
influencia, seu exemplo e ajustes solemnes, o prin-
cipio do monopolio era favor da navegaran dos ros.
Nao faligarei a cmara cora mais lougos extractos
das notas trocadas nesla polmica, que creio foi sus-
tentada com diguiJade. Eo o faria se eslivessemos
n'oma discossao especial sobre esta materia, mas a
cmara dev detejar ver-me passar a onlras. Ajun-
larei so qo* o resudado desla polmica Toi abando-
nar o governo hrilaumco o terreno em qoe se achava
0 dos Estados-Unidos, e declarar-Iris por meio de
sea ministro em Washington que nao o segua mais
na preieuc.i i de obler a navegaran do Amazonas, in-
vocando as estipuladles do coogresao do Vienna, nn
principios de direilo publico universal ; que In-
glaterra reconhece ao Brasil o direilo exclusivo de
legislar sobre essa navegacao na parle do rio que lli*
perlence ; e por tanto s acompanhara' o Eslados-
1 nidos em quanlo solicitaren) do Brasil aquella na-
vegacao o por meio de negociares mas nunca co-
mo am direito.
A questao marchan com vanlagem nossa. Os Es-
i 1.1 ---I ni loa, qae at all reclamavam a navega, ao
do S. I.ourenco na parte ingleza como um direiln,
Iralaram de obler como eoncessao por nm tratado cu-
ja luraran foi limitada a 10 annos e em qne o gover-
no brilaonico reservn a si direitos muilo impor-
tantes.
Creio pois qOe se eisa qaestao ofTerecer complica-
coes em qualquer momento, ella se acha collocada
em um poni de luz excedente. Jnlguei dever entrar
nestas minuciosidades, porqoe aqui ja se fallou em
cerlos factos pequeos que parecen indicar a preten-
r.l do cnsul inglez no Para', de ser livre a' sua ban-
deira a navetario do Amazonas.
O Sr. F. Oclaviano. Prelencao qao he tambem
paitilhada pela Fran(a.
O Sr. Sergio de Maeedo :S* pois apparecer nes-
sa queslao o direilo da for(a, nos temos razao para
ler alguma esperan(a na forra do direito. (Mudos
apoiados.)
Deixando de fallar de uma importante conven-
cao, muilo couhecida para reprimir a falsificacao da
nosso papel moeda ou papel de crdito em Porta-
gal, passo a algons problemas de polilica interna qoe
foram resolvldos ventajosamente oo tempo deisas
administrarnos.
A queai.lo do meio circulante nao tinha tido so-
lu(ao oenhuma. Nao a trarei de muito looge ; di-
rei somenle que no tempo dessas administrares sa
lomaram medidas qoe consisliram piincipalmanta
na crearao do baneo. He pois ama qaestao qne es-
t, sen3o resolv Ja, ao menos ptimamente encami-
nhada.
Foi tambem resolvida orna queslaodiflicil,a ques-
lao dos empreslimos em Londres. Tambem nao fal-
larei nella com minuciosidade, e cerlo he que, co-
merada com alguma felicidade, direi mesmo, com
muda felicidade, apparereram dilliculdades euro-
peas, que a iienhom de nos podem ser esprobradas,
a neuhura parlido, a iienhiim Brasileirn, a iicnhiim
aclo do governo do Brasil; essas dilliculdades fo-
ram vencidas de modo tao honroso e decoroso, qoe
o Brasil manleveseu credilo, o qual be boje apre-
ciado na Eurppa como o primeiro depois do credilo
inglez.
Fallou-se ua pouquidadeou insignificancia de me-
didas a espeilo da rolonisaeilo ou da introducto da
bracos para a agricultura. J nesla parte se dea
resposla rouveiiieule ; e como esla queslao tem lal-
vez de reapnarecer ainda, nao quero ntecipar nada
da que sobre elle lem de duer o nobie ex-miniitro
dos negocios do imperio. Baila que s* remunera
que passou a lei dal Ierra, e se Ui. o seu regola-
menlo ; que passaram vanas metidas elalivas m-
Irodurrao de bra(os e a coloaisaflo, c qo* se nao se
veuceram todas as dilliculdades, he porque a qoesiau
conim dilliculdades que mo he fcil vencer promp-
lomente e que lambem augmentaran com o furor
das emigrar/es europeas para os paizes onde se des-
cobriram minas de ooro, e que lem por si oulras
vanlagant, nes como a de sei colonia ingleza, que
lem a Australia.
Esses minislerios organisaram a guarda nacional.
Nao digo que seja perfeila essa organisa(5o, n.lo digo
que nao precise ainda de reformas, de novas provi-
dencial, mas emliiu algum organisacao se deu pira
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DIARIO DE PERNAMBUCO TERCA FEIRA 1 DE JUT.IIO DE 1857
a tirar do cahos em que se nrli.iv i eisa instituirlo
por cansa das legislares proviuciacs.
A reforma judicioiia.Varias medidas foram to-
madas tendentes^ a assegurnr a independencia dos
magistrados <1 primeira instancia. Ha ainda algu-
m coma a fazer ; a ullima administras lomou is-
so em.. considerara, e trabadlos existen) sobre cota
materia. A exprobraco do niihre depolado de S.
Paulo .....i.. ponto s prova que a< administraces
conservadoras queriam o progresso e as boa refor-
mas. .
O ensillo pnbllco (ambtm foi reformado, merecen
atiencoes do governo, e medidas proficoas se adop-
Uram, cujos bons resultados a cmara ja louvoo no
voto de eraras que acaba de ipprovar.
Adop(ou-se o cdigo do commercio, organia-
raiu-e 01 regulamri.los competentes e os Iribnnass
comino rciaes, e delies tos es'eguro, senliores, que
teem viudo grandes bini ai noisas pravas da eora-
tnercio
Medidas finaneeiras de grande alcance se leem lo
mado, do mudo que as finauras, se achsm n'om p
eicellenle. Adoptarain-se novas paulas das alfande-
K** qoe se esperam vantagent reaes.
Regolaram-se as promocOes no exercilo, melho-
roo-se a cendirilo de toda] as praras e rreon-se o
eooselho naval, inslituiclo que responde a urna das
neressidades em que houlem falloo o nobre ministro
actual dos negocios da insrinha.
Senhores, os r.ossos ofliciaes de mannlia, biavos
diahle do inimigu o dianle dos elemento, nao se lem
apresenlado uas lides polticas ; sua cundirn os lem
conservado fora dessas pusieses, o be com pezar que
vejo esta classe nao ser representada nata casa
(apoiados), e he por isso em grande psrte que os mi-
nistros ojo sio tirados delli, mas suas luzes tero si-
do procuradas.
Medidas muito proficuas se tem lomado em fevor
daise ssrviro nacional ; nflo i se lera augmentado
os arseoaes e a esqoadra, o augmentado mudo ei-
cieuleinenle, mas lambem se lem tratado de me-
lhorsr muito o petsual.
l'evo fuer menean de um faci que lambem mi-
nha posirao de ministro do imperador lias cuites da
Europa e nosEitados-Unidos deu-me lugar de apre-
ciar. Os nossos ofliciaes da roarinha que foram man-
dados servir as esqoadras das nares mais civili-
sadis todos se leem distinguido e teem sido aprecia-
dos. (Apoiados.)
Em um combale nos mares ds China contra ama
quiiitidad extraordinaria de piratas, combata em
que os ofliciaes inglezes mostraran) grande energa e
corngero, o segundo mencionado na competente
parte ofllcial foi um llrasileiro, que muito lamento
ter abandonado es Vo"' :~He u Sr. Carneim Lelo.
O Sr. Sergio de llacedo :O roesmo aconteced
na esqoadra franeexa a respailo de dous oulros ofli-
ciaes brasileiros (Rocha Faifa Ponte Ribeiro), que
voltaram desse servido condecorados com a l.egiao
de Honra por reilos de galhardis militar. Emlim,
senhores, lodos merecern) a estima de seos chefes,
todossahirnm coberlos de favores e de actos de be-
nevolencia.
Hilando cu reprssentava em Londres o governo
oe S. M. dous ofliciaes brasileiros me foram manda-
dos para esladarem all o syslema da conslrneclo de
machinas de vapor. Ped ao homem roais eminente
da Inglaterra neisa prolisilo (Mr. Penn), qoe os ad-
mitlisse as soas offleinas, e elle mostrou reluctan-
cia, dizendo que esees ofliciaes, a exemplo dos de
oulras narfles, iriam antes perturbar os obreiros do
qoe aproveitar. Finalmente cedeu estipulando urna
omina para admilti-los em soas ofliciuas. Pagoei-
Ihe adiantado o primeiro quartel da somma conven-
eiouads, entraram os ofliciaes para o eslabelecimen-
to, passoo.se o primeiro qoarlel, decorreram militas
semanas ; inandei avisar Mr. Penn para que! man-
dasse recebar a segunda prestado. Veio elle para
declarar-me:
Nao quero recebar mais nada, esloo muito sa-
lisfeilo eom acquisicao que fiz ; esses ofliciaes te
apresenlam as ofliciuas as 6 horas da msohaa, lo--
mam o avental e trabalham como qualqner obrei-
ro; longo de perturbaren) o servico, sio auxilia-
res exeellenles, aprovailam muito, e dio bom exem-
plo.
Voies :Ha bom que o paiz saibj o nome desses
ofliciaes.
O Sr. Sergio de Macedo :Os Srs. Mallos e Bra-
counol.
n Sr. F. ctavlano :J estn empregados, e o
fo:am pelo 8r. ex-ministro da marinha.
O Sr. Sergio de Macedo :Honra seja feita a S.
Exc. Um outro ofllcial (o Sr. Letlo da Cunta foi
esludar coiislrurro naval, e lambem se tem dtslin-
goido pelos seu9 conhacimenlos.
Codera ainda levar por dianle a enumerarlo do
actos dessas admimstraces conservadoras, qoe nos
fazem alimentar urna granja esperanca na nossa
marinha. (Apoiados.)
Enfeudo qoe o Brasil he potencia esencialmente
marilima. (Apoiados.)
0 nobre ministro da marinha mencionou hontem
a circunstancia de adiare elle testa de ama re-
partir em cujas malcras nao he prulsiiooal, e ci
ton, cun muila razao, a Inglaterra, aonde lambem
este facto se da, poisquealli o ministro da marinha,
que he o primeiro lord do almiranlsdu, em regra
nao he ofllcial da armada. Nos Estados-Unidos he
isto at prohibido por le, porqoe 09 ofliciaes de ma
e de trra nao podem ler einpregos civis ; e entao o
que acontece he que as repartieres sao competente-
mente monladar, e os trabadlos de suas difiranles
secces entregues a homens profusionaes.
En chego ao ultimo problema de que tenho de
fallar, resolvido pelas adrainislraees chamadas con-
servadoras. A quesUo foi comecada, seguida por urna
serie de actos, e amadorecida al o ponto de ser pro-
clamada a resolucfio desse problema como um meio
de governo, um programla poltico, uto he, a con-
ciliario.
Tambem quando digo qne a oulra opiniao poltica
estando no poder nao resolveu este problema, nao
enlendo lancer-lhe urna censura.
Keeooheco qne poderiam haver razGes para o nao
poder resolver, a mesmo qoe nao seria lempo de o
resolver.
O Sr. F. Oclaviano : Apoiado, esleve sempre
em pocas de lulas.
O Sr. Sergio da Maredo : Sim, senhor; mas
nao armadas ; o cirio he, porm, que um cidadao,
ou lalvez dous, 00 digambs lodo om ministerio, com-
prebndenlo nma reunan de cidadaos iiinito estima-
veis, tenlou em 1817 a resoluto desse problema ;
rellro-me ao ministerio orgsnisado em 1817 pelo Sr.
Hollanda Cavnlcanli, hoje vitconde de Albaquerqoe.
Esse programla foi aceilo pela opimlo conserva-
dora, ncm podia ella deixir de o aceitar na posicao
em que se achava. (Apoiados.) O programma porcm
nao foi levado a ofidio, e o ministerio cahio. Por
esa occasiao se poblicaram aqui dous opscu-
los escriptos com grande energa, com peixSo, ea-
junlare, com habildade, cada nm no sen ponto de
vista. O folhelo dos chamados saquaremas ou con-
servadores lamentava a queda desse ministerio, por-
que tinha esperanza que elle resolvesse o problema
da conciliario.
O partido porm qne conlinnoo a govrrnar, ou os
orgaos desse partido, ou a pessoa que se incumbi de
responder aquello escnplo. avaliou aisim este pen-
samento. Mnviiuem de al......;. o.
A cune.liaran dos partidos til qual foi entendi-
da e annunciada nao he urna invencao de hoje ; ella
podenco por urna longa filiaran histrica n grande
familia de utopias dadas ao mundo em diversos lem-
pos por espirilos lonliadores, que enllocado, na es-
phera do ideal psrdiam de visla a homanidade, a ex-
periencia, e devanearan) para as sociedades conrti-
;oes inexequiveis de vida e equilibrio. Ella ja existe
debaixo de outro nome na repblica de Plata, na
cidade do Sol de Campanella, na Oceana de Uarrig-
1 mi. na Utopia de Tilomas .\loru-, na paz perpetua
de Saint-Pierre, e as duultiuas socialistas de Saint-
Simon, Owen e Fourrier. He sempie a mesma pre-
lenelo chimenea de fazer pastar a cloga e o roman-
ce para a vida real. Fara-se o que se fizer, a exis-
tencia dos partios, e suas lulas continuas nao sao
accidentes passageiros, coja volta a sabedoria do es-
tadista possa destruir, i> (Sensajao.)
Aqoi temos, senliores, que o problema que com
taola felicidade chegaram a resolver, por urna sene
deaclos, as administraroes chamidas conservadoras,
foi tentado em vo por urna das chamadas liberaes,
ridiculansado por um dos orgaos desse partido na
nnprensa em urna discussao solemne. Repito, n3o
farai urna aecusao ; polia nSo ser possivel naqoells
poca, ser possivel depois. Eslou cerlo qoe nao ha
um Brasileiroque no momento que coosiderasse pos-
sivel a realisacao desia idea, a nao livesse abracado
de todo o cnrar.lo. (Apoiados.)
Tenho feito urna longa cnomera(ao dos bens que
as administraces chamadas conservadoras flieram
ao Brasil ; das queslAes complicadas felizmente re-
solvidas ; das quesles meliudroas felizmente en-
r imir.liadas ; e das medidas proficuas adoptadas e
realizadas. Nao fiz aecusacijo ai> oolro partido. En
ii3o sfl posso ser, mas le- lio obrigirao de ser impar-
ciel. Crrro qoe fui imparci.il apoiados), no menos
fui moderado. (Apoiados.)
O Sr. Silveira Lobo : Imparcial nao, moderado
um. (Apoiado) e nao apoiados.)
O Sr. F. Oclaviano : Foi moderado, c proco-
rou ser imparcial.
O Sr. Sergio de Macedo : Tarece-me que exe-
culei o que promelti. Tinha n dtreilo de einpregar
as minhas armas para o combate a que fui provo-
cado ; prometti nao envenena-las, creio que as nao
envenene!. Minio, apoiados.)
Lina vo : Antes as adorou de mais.
O Sr. Sergio de Maredo : Senhores, se a silua-
1in arluai se aprsenla como risoiiha debaixo de
mulos aspectos, nao ileixa o paiz de estar, se nAo
lanrdo j, ao menos ameacadn de mui serias dilli-
ruldades. Para se resolverem he conveniente qne se
renan) tudas as forras; por isso nan serei en que 88
dividirei, nto serei en que aconselhe a inulilisarao
de una parle della. (Apoiados ; muito bem.)
Temos boje diante de nos, alcm de ilgcmas difli-
roldades internarionaes, outras iuternas relalivas
principalmente condirao conunercial e indu-lrial
( do paiz. As finanras se apresciilain prosperas, por-
que a renda rresce, e excede despeza. Sei que a
rata he preriso dar-te o descont que com luda a ra-
zan deu o meo anligo amigo depolado por esla pro-
vincia, pessoa tan versada nestas materias, e i-nja
ilnitnna lodos os das lenlio occasiao de apreciar.
En farel menean da algamaa das dlfflealdades
que, ou j us balem a porta. 00 nos esperam de
reunida ilefazenda, e en nao devn anticipar inda
anles de me ler illu-lrado com as opiniSej de cu le-
gas 1,10 ronlucedores dessas materias como aqaelles
que Tormam as duas rommisses de que sou o irais
intil e menos habilitado membro.
Os Srs. Sampaio Vianna e Harn de Mau :Nao
apoiado.
Todos os das, ou quasi lodos os ilias temos lotizas
conferencias sobre estas materias, e pnsso dtzer c-
mara que os traballios marrham, e que creio pode-
remos apreseiilar-lhe diversas resoluees dignas da
sua altenc&o.
As difllcoldades a que me redro sao eslas : A
queitao dn meio circulante e do Banco aprsenla
hoje corlas complica^es ; appareceni c>rtas dou-
trinai exageradas, de um lado n do oolro ; urnas o
eer.ln com efleiln, oulras nao o -ei.m.
Em 1864 temos de pagar o que reslar dos emnres-
timns de 18-Jl. Tamos em va de execurAn, e luan-
do com difliciildadr- para leva-las a elleilu, 4 fin-
prezas de estradas de ferro, todas as quaes desejainos
faier mirchar. (Apniados.) Aproxima-se cada vez
mais a crise que deve vir da falla de bracos. (Apnia-
dos.) Esta crise vai prndiizindo oulra, a que j se
fez alloiao aqni, que lie a falla de producto dos
gneros alimenticios. Dalu vem a necessidade de
grande imporlacan do eslrangeiro de gneros dessa
ordem, a que deve tender a desiquilibrar o nosio
svslema commercial.
Eslas diflicoldades devem ser encaradas por lodos
j:om prudencia. (Apoiados.) O seu conhecimentn nos
dave fortificar no sentimento de conciliario e de mu-
deracslo que lodos parecem adoptar boje, embora ja
lenham nascido e venham ainda a naaetr di de opiniao sobra diflerentes materias que dividan o
paiz em partidos bem pronunciados, embora o seja
com noves denominacijes, ou cun novas bnndeirs,
ou com pessoal diflerente.
Digo que devemos abordar eslas quesles eom ro-
ragem e conflanca ; e ateta aceilo o coiisrlho dado
pelo nohre ministro da fazenda, nao llevemos des-
confiar das nossas torces. (Apoiados.) Creio, senho-
res, que u falurn do Brasil deve ser grande e glorio-
so, e se me engao peje que me deixvm morrer ues-
te engao. (Apoiados, muilo bem.)
Julgo que depois da inaneira porque me tenho
expressado, da beuignidade com que tenho sido oti-
vidn pela cmara, devo ler a salisfacao ou o desva-
necimenlo de acreditar que se nao dissa bem as coa-
sas que disse, fallej de objeclos inleiesaanles, fallei
em um sentido que merece o assensodeste nobre au-
ditorio. 1 Apoiados; muito bem ; muflo bem.)
(O orador he comprimentu por mullos Srs. depo-
tados.)
Vozes :Votos, votos, votos.
O Sr. Alcntara Machado : Permilla-me, Sr.
presidente, qoe lamente a infelicidade que tenho de
ser obrio ilu a fallar em nina hora lao adianlada, lio
impropna; diso, Sr. presidente, que a hora he im-
propria, nao su porque acaba de oceupar a atlenrau
da cmara om do seus mais dignos membros, o hbil
diplmala que 13o dignamente repieseutuu o Brasil
na capital da altiva Albion, o qual discutindo n.a-
gislralmenle os mais importantes pomos da nossa po-
ltica inlerua e externa, por tal forma preudeu a al-
ienlo da case, que ella se acha como que fatigada
de por tanto lempu ser obrigada a sustenlar-se as
elevadas regiOes em que foi cooduzida ; sen&o por-
que a pndula me annoncia qu punen lempu lenho
para fallar ; assim pon, sem fazer a respeilo mais
algamaa eoiisiderac,oes, peco a cmara que releve
qOe en nao ceda a palavra. e que della me sirva pa-
ra fazer breves rellexes sobre a arlualidade.
In HMdualiuade, Sr.presidente, bem insignilicanle
sem dovida do grande partido liberal de Minas, ao
qoal,desde o alvorecer de nimba vida pnlilica eslive
ve sempre ligadu, principalmente no longo nslracis-
e as duras provacOei porque elle passou nesses .ias
dolorosos que dormam a noile do paisado ; desse
passado que, segunrto a bella e eloquenle ex|iressao
do Sr. prndenle do conselho, convm nao ser re-
volvido, e a pona da eujo veo jamis deve ser le-
venlada para bem do nos todos ; eu enteodo, Sr.
presidente, que devo a casa, ao paiz, e mais ainda
aquelles que para aqoi me mandaram, urna explica
..u relativamente a conducta qoe tenho de ler nesle
parlamento e do que pauso sobre a actual silpacao
poltica.
Nao crea V. Exc, Sr. presdanle, qoe eu venha
aqu desdizer dos principios liberaes, e fazer-lhes
carga ; nao, Sr. presidente, esses principios, algn,
dos quaes ja foram adoptados (roinn minio bem dis-
se uina das glorias da depnlaqo pauli'lana) por a-
quelles mesmos que oulr'ora mais os combateram,
fazem honra a quera os segu ; eu pois continuo a
a ser-Ibes ii,.| ; mas n.iu leudo na aclulidade appli-
cac,3o alituma de suas exigencias; por issu me alis-
to na baudeira ltimamente levantada doprogres-
so moderado,e dou minha (lena adhes3o a polti-
ca de conciliar3o o de concordia ; rontinuandu po-
rm a jolgar naoassarla a recoosjdoraijlo de algumas
leis, taes como as de '.i de dezembrn, do consellin de
Estado, e oulras que nao oflererem ao cidadao hra-
sileiro es garantios promettidas na consllloi{o.
lambem, julgo necesiario, Sr. presidente* que se
completen) as conseqaencias da le de I!) de setem-
bro de ISj, que n3o podem ser oulras do qoe as e-
leicoes directas, devendo consoltar-se este nnlindro-
so negocio de lal maneira qoe nem o que se chama
o prolelarismo nem a alta aiislocracia diriheirosa
preponderem. As qualidades exigidas para jura 10
conveuientemonte indhoradas talvez fossem as que
devesse ler o volante da cleicio directa ; a occasiao
porm nao he opportnna para tratar assumpto lau
grave, e nem en julgo qoe osa reforma se deva fazer
ja ; estodemo-la, e depois da sancfao da experiencia
adoplemo-la.
Sr. prciidente, eu lambem n,1o sou daqu'lles que
pensam que os partidos se exliuguitam, se aiabaram
o que \olamos d idade do Saturno.
N3o, Sr. presidente, em paizescnnslilticicinaes nlo
se pode, nem se deve pensar de "lina lal inaneira ;
os partidos regularmente organisados s3o iweesaarios
as monarchias representativas, como vemos na In-
glaterra, na Blgica, Sardenha, ele, o que empece
o progresso e prosperidade das naces, s3o as pai-
x5es, os rancores, os odios polticos, como nesses
lempos nefastos que felizmente ja v3o longn de nos.
E que foram arredados de sobro nossas cabec.as pela
sabia politr desse estadista, euja morle anda inje
nos angustia; politiea continuada pelos Ilustres col-
legas que o sobreviveram.
Sr. presidente, en n3o me pejo de dizer que se
hoje lenho a honra de me sentar as cadeiras dos
senhores depolados, e do alio desta tribuna fallar a
oaro, o devo a lei que sob os auspicios do Sr. mar-
que, de Paran foi publicada e execotada por seus
dignos successores, que comprehenderam peifeila-
menle, embra um oo oolro de seus delegados, as
numerosas provincias du imperio, se podes-e ler des-
viado deste dever sagrado.
Tendo, Sr. presidente, por esla maneir.i me de-
clarado favnravel a poltica do gabinete que se dis-
solveu a :i de maio, aproveitu o ensejo para declarar
pela segunda vez qoe doo nimba franca o leal adbe-
sao a poltica de conciliario e de concordia enuncia-
da no programma do actual miuislriio, no qual le-
nho plena conliaiic,a, o ao qual darei meu fraco apoio
cerlo de que ellcdesempenhar o empenlio que con-
Iraho para cem a alia vonlade qoe o escollieu, e pa-
ra com o paiz cuja felicidade esperu que -lie proco.
da pe'n Sr. Ilerriilann anles de rhegar ao Ouro Pe-
lo Ueixo cmara avahar a forra desle areuinen
lo ; e su direi a rcspeito du cidadao esclhidn pe
Sr. ronselbeiro Vasconrellos para director do Jardim
Botnico, que eu o conliero, que lie um medir ta-
lentoso, estunavel a Indos os respeilos, e bem rouhe-
ndu nesla rorte, onde na fatal pucs do cholera pres-
in relevantes servicos humaiiidade.
Passemos, Sr. presidente, a nutra prova aprcenta-
da pelo illuslre depuladn para romprnvar o oepo-
lismo do presidente de Minas, e foi oler elle 110-
ineadn |iara labelnao da cidade de llabira um 10-
joilo recommenddo pelo illuslre sogro do mesmo
presidente poucos momentos anles de sen passameu-
to. Sr. presidente, esla accnsnc.lo me parece lio
pueril, que creio, n.lu vale a pena de sobre ella eu
dizer nina ni palavra ; foi lambem presentada mais
como prova de nepotismo a nnmeacao que S. Exc.
fez de um seu prente para ofllelal de seu gabinete,
arcuinulaudo esic oulries empregos ; a lal respailo
direi que u3o ha lei alguina que prohiba o que fez o
Eim. presdante de Minas, e o neto de que o aecu-o
o nobre depolado lem sido praticado por mnitos 110-
Iros presidentes, e sem ir muito longo direi que o
ofliciiil de gabinete da presidencia do Rio de Janeiro
so acha as mesmas circumslancias daquelle de
Minas.
Oolra aceusacao, Sr. presidenle, foi feila ao Sr.
coiiselheiru Penna pelo sea illottrada arcusador, e
foi que em vez de cuncnrrrr para que fosse nomeado
secrelariu da provincia o ollirialmaior da secretaria,
eoncorresse para que o fossa o Sr. Catao (boje muito
digno presidente do Espirito Santo.) Esta accuiaeu,
Sr. presidente, he de lal sorle ftil qoe eu cieio
que he abusar da paciencia da cmara fazer saa re-
futadlo ; loda*ia direi que o lugar de offjcial-maior
de secrelaria n3o da direilo a ser-se nomeado secre-
tario, cujo emprego he lodo de contiene. Visto
como fallamos no secretario nomeado em substitui-
rn an Sr. Bliering, vem a proposito responder a
oulra accusar,io feila ao Sr. couselheiro Penna pela
demisso do Sr.-Calao do lugar de secretario, logo
depois das eleirdes primarias procedidas h Jit no-
vemb o. e de sua 1 eiute^rar.ui logo depois da eleir.lo
de 2 de dezembro. Nao enlrarai, Sr. presidenle, em
discussao com o nobre depntado relativamente ao
convite qoe os ele lores de Baepeimy lizeram ao Sr.
Cabio para se apresentar como candidato por aquella
dislricto, e de ludo mais que por occasiao de fallar
nesla materia aprouve-lhe Irazerao conhecimenlo da
caea ; limilo-me smenle a dizer que, se o aclo de
pemissao e reintegrarlo do Sr. Olympio Verialo fos-
se censuravel, n3o era ao presidente de Minas que
se devia censurar, mas sim ao governo geral.
Passemos agora, Sr. presidente, a aceusacao feita
ao Sr. conselheiro Penna por ler mandado iulerrom-
per os trabadlos da estrada do [latala. A tal respei-
lo baslaria smente dizer-se qae o nobre dcpulado,
quando fez esla censura, dise logo que nao s-bia em
que fundamento se apoiou a presidencia para man-
dar sobrestar nesles trabalhns, pois, Sr. presdeme,
se o nobre depulado cunlessa que au sabe se houve
ou nao fundamentos para ser tomada orna (al reso-
lurao, como vem acensar ao presidenle por este mo-
tivo ".' Oque posso informar a casa, Sr. presidenle,
he que u Sr. conselheiro Ferreira l'enna lomna essa
reeoltir3o depois de profundo estado, bateado em
pareceres .los mais habis engenheiros da provinria.
Oulra aerasarSo, Sr. presidente, fez o illuslre de-
pntado ao Sr. ronselbeiro I erreira Penna, que se eu
a n3o ouvisse em verdade jamis acreditara que ella
podesse ser pruduzda peto dislinclo orador, e foi a
da fuga dos presos da cadea do Ouro Prelo Desde
quando sao 01 presidentes das provincias respnnsa-
ves pela fgida dos presos, urna vez que estes se
acham em nina cadea forle com todas as con lices
d segoranra, e eslflo debaixo da immedlala inipec-
r3o do chefe de polica, a quem a lei incumbe espe-
cialmente este servir ? Esla aceusacao he de tal or-
dein qoe soa inelbor refutado he sobre ella nao
dizer urna so palavra.
Sr. presidente, nada dirai a respeilo dasaccusacSes
que o nobre depulado fez presidencia de Minas re-
lativamente aos aconlecimentos que se deram em al-
gumas freguezias do dislricto eleitoral de Uba ; esla
materia foi neita rasa profundamente discutida e
rea imprensa. O paiz esta bem informado de ludo
quanlo se passou all nessa occasiao ; por lanto a la/.
que resalloa dessa discussao, e as eleirAes ltima-
mente procedidas em Minas a 17 de maio para se
preencher a vaga que no senado deixaram os Srs.
marqnezes de Paran e de Valonea, eleirOes onde no
circulo do nobre depulado b.iqueoii completamente a
inflaencia de seas amigos, sao a melhor reposta que
se Ihe pode dar.
Sr. presidenle, a hora ja vai muito adiantads, o
ransaco da enmara he manifest, como lambem o he
o desejo que ella lem de encerrar a prsenle discus-
sao ; por isso deixn de tomar em consideracao algu-
mas oulras cargas feltM ao presidente de Minas nesla
cmara, c sii digo que elie se deve encher de satis-
facen quando ler ludas as aerosaees que aqui Ihe
foram faites, pois qae Indas ellas juntas nao prnvam
que o Eim. Sr. Bereolaoo Ferrara Penna se desli-
asse da senda da moderarao, e pralieaaee aclo algum
violento ; a lal respeilo nao direi mais uma sO pala-
vra, e conclolrei o meu discurso approvando a pro-
posta em discussao. (Muiiu bem.)
Vozes :Votos, votos, votos.
Verificandn-sc nao haver casa enrerra- sao, e dada a ordem dn da levanla-se a sessao.
.lunes na Inglaterra sera > fornaeidoa pelos legistas quando viaja no mnibus para o Catinga '.' Acaso, sollar-ma como sempre, c de contar a historia desta
Ignalarioi na rulo das qoantldadei de que postam no resppjta ao menos a seu pai quo o aeompanha '.' 1 discu-.m de um lo loteirameole inexacto, oliscan m
Ora, meu senhorzinho, he preciso que o Sr. na f.i- I ale a dtzer que fui eu quem primeiro o insuliei, 1
ea das calcas de seus eompanhetros tapete para seos faz uma brilnanie prolis.ao de F persuadido talvez
ps, e veja que o seu proce liinentn vri dando lugar I que basla dizer-se algoem catholico para que o seja,
a que o .ib irrecam. embora n3o quera seguir o qne a Igreja eosina, e
Consta-nos que em uma dessas madrugadas paseando depois so exame da materia, exprime-sa nos
le relativa compra de Tazendas na Inglaterra, per-1 entrara em uma casa na ru.i di lilnria um snjeilo seguinles termos em o sen primeiro commuuicado
relien.In por isso uma enramissao que a maioria Ibes vestido em lra|ns de mulher, qual .1 lim qoe levava publicado no /.ihrral de lltl de juulio :
primeira quesiao
dispor, e pela forma que em reunan deliberaren)
8.' A eommias&o de que trata o arl. 2* ser enm-
posla de tres meinirns e tres supplenles eleilns pela
manira dos signatarios logislas, a qual fica enrarrr-
gada dn cuinprimeulo do dispusto 110 arl. na par-
arbitrar. I nlo sabemos, he de erer que procuras-e ser criada
'>. (uando porm na demarcaran da quantidadr de homens eolleirns. Dessas criadas libera nos.
paia a venda das fazendas n,1o especificadas nao ar- O vapor naciunal Paran', proredenlo dos
cordarem a commis.ao ea ca*a importadora, ser.i porlos do norte, conduzio para esla provincia os se-
decidido por uma oulra enmmissan d qoalro mera- gainles passageiros : O marechal Francisca Ser-
bros, sendo dous Horneados por uma miuniis-ao .
dous por oulra das partes lilillauailai. no cao de
empale sera' sorteado um quinto d'entre qoalro 110-
mesque n3u farain proGseo do commercio, o qual
lera' o voto de desempale.
10. As compres no imperio pn.1er.1o ser feitas por
cada um dos logislas como Ihe convier, sem que para
isso seje neressario assenlamenlo dus mais asignata-
rios, enleudcndo-se as.iin que a concurrencia de In-
dos he smenle precisa para as compras na Ingla-
terra.
11. Qualquer dos assignalarios tem direito do ob-
servar se o prsenle convenio he rumprido uao s
pelos assignalarios logislas como pelas casas importa
L'io de Oliveira e sua lidia I). Ennedinal'. .le Madei-
ros Ohveira, o capitSo Trajano Antonio Gonsjalves
de M. Oliveira o sua senhora D. Thereza da C. Oli-
veira, o capitao Antonio Clemente dos Sanios e duas
ordenanris, Lauro M. de Snuta, Germano Francis-
ca de Oliveira, D. Manoala l.ucci e 1 oscrava, Fran-
cisco C. de Souza, Feliciano de L. Pinto, Antonio
(aspar Pereira Juninr, Jos Bernardo dos Reis Al-
buquerque, Mana B. das Neves, Jos Ferreira de
Azevedo, Lu/, de Franca (ionf;slves, Jos de Aze-
vedo o Silva, Jos de Azevedo Maia e sua senhora,
Miguel Verdadeiro, Anlonio Joaquim Pereira, Jlo
Elias da Rocha. J. Piulo Ferreira, Dr. Jos C. da
Costa Ribeiro, Antonio da Cosa Ribeiro, Francisco
loras, dando logo parte a' commiesao competente (Jos da Cimba, Manuel F. da Silva. Dionizio de
pana prevenir a respeilo do que houver occorndu. 1 Souza Baudeira, Jos Joaqoim de Castro Barroca,
12. Uualquer dus es-ignatarios logislas e das casas : Manoel de M. It din el criado, Jos M. Ferreira,
impnrladoras que infringirem algum dos arligos do Zaebarias Vieira da Costa e I meoina.Amancio Eo-
presenle convenio, pagara' a multa de 1:0011.5 (um | genio da Paixao, Jos da R. Moreira e 1 criado e II
cnilu de ris) por cada infrarrao, a qual sera' appli- j escraios a eutregar.
cada a qualquer estabelecimenlo po da provincia. Seguem para o sul : A Tavares de Macedo, Joao
13. O prsenle convenio sera' registrado no tribu- Jos de Freilas Ciuimares, C. (i. S., Joaquim Vial-
2(1
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
CEAR.V
7 de judio.
Corrcpondencta commercial.
O qoa se prometle deve cuinpnr-se, paranlo von
principiar e ronlinuarei a coiiiiiiunicar-lhe por lodos
os vapores o que se oflerecer de mais imprtame, re-
lalivainenle ao neaso commercio, agrirullora, elr.
ele. Sinlo que, lendo chegado esla inaulia o vapor
uParan, hoje mosmo conlinue em sua viagem pa-
ra o sol, obrigando-me por isso a ser um poucp me-
nos circumstauciadu nesla occasiao do que pre-
tendo.
Nao sei se >hi ja estarn ao alcance da existencia
de um convenio entre os nossos lojislas para impedi-
rem que as casas importadoras de Songlehursl Cor-
len & Companhis, John W. Sluderl, J. S. Vascon-
rellos, Pacheco rX Mendos. J. da Cunha Freir &
limn, o ostras qoe apparecerem imponando mer-
caduras do eitrangeiro, vendam para tora da capi-
"' (exceptuando-se Aracaly, Ic. Cralo, Msrangua-
nal competente na forma da le, o lambem era livro
destinado para s actas das decises dos aisignalaiios
logislas, Picando depositado em mSo da coinmissao
qoe se nomear.iito he, na de seu presidente, que do-
vera' ser o mais votado.
It. finalmente o presente convenio v lera' por
lempo de dous annos, contados do 1 de judio em
diante, sem que nesse periodo seja admissivel allo-
racao alguma em seos artigo*.
Ceara' 2> de junho de 18)7.
Manoel Antonio Rosa Jnior.
Justa "v Faria.
Antonio F. C. Mouteiro PlrlO.
Salgado & frinao.
Manoel Nunes Mello.
Francisco Coelho da Fonseca.
I.uiz Ribeno da Conha.
Joaqoim Antonio Carneiro Souza Atovedo.
Antonio Coelho da l'onuu a.
A Iba 11 1 & [raigo.
Francisco Marques tiuimaraes.
Francisco l.oiz Carrdra.
Jos da Rosa Moreira.
Bernardo Pinto Coelho.
Rodrigo Teixeira Leile.
D. A. Miranda.
Joaquim Manoel Pereira.
Silva & Almeida.
Tabella a que se refera o art. 2.- dn nusso convenio
commercial, a saber :
Madapoln, de cuta qualidade, peras
Alguduzinho liso, dem, ."iii di las
Chitas, dem, 25 uilas
Algndozinho trancado, idem, 10 ditas
Cajas de quadros, dem, 10 ditas
Ditas lisas, idem, 10 ditas
Cambroias lisas ou de llores surtidas, idem,
ditas
llamburgos, idem, 10 ditas
Briin trancado de linho branco ou de cores, idem,
12 ditas
Dito riscados de algodlo, idem, 15 ditas
Elephanles de 30 a 4u jardas, dem, 10 ditas
Iviscado americano, dem, 5 ditas
Luslrim prelo, idem, 10 dilas
Algodaozinho trancado azul, idem, 10 ditas
Riscados de linho, idem, 1. dilss
Sana de 18 jardas, idem, 23 dilas
Lencos de chila, dem, 10 dozias
Linhas de novello, idem, \Q libras
Brelanhas de 5 a 6 varas, dem, 10 peess
Plalilbas de linho, 5 ditas
Cortes de chita cassa, ordinarias, O corles
Ditos de vestidos de cambraia com babados oa
barra, 25 ditos
Chaile de chita. 5 duzias
Hilos de seda, 13a, ou oulra qualquer qualidade,
Barris de plvora, 10
Chumbo, -J. quintaos
Facas de qualqner qualidade, 20 duzias
Faces, 2cndeles
Espingardas, 1 caixa
Chapeos de sol de panninho, 50
lienebra, 5 barricas
Ceneja, 5 cillas
Cidra, 5 dilas 5
Manieiga, 5 barris j
Ijos de lour;a, I gign \
l'nncezas pretas e de cores sorlidas, (i peras 6
Alpacas idem, (dilas (
Panno lino, de cada qualidade, 1 dila 1
relim d. 15 ou mais jardas, 15 dilas 15
nollanda le cures ou paiiuinhos surtidos, 1(1 dilas III
oadeiras de pallioha, 5 duzias
lirias de algodao finas, III ditas
Ditas ordinarias, 10 dilas
Folhas de llamlres, 5 caixas
Lenjos de ra<;a branrns ou pintados, 10 dalia
Carros linda brancas e de cures, 100 ditas
Bochada*, do cada qualidade, 2 barricas
lianga encarnada, 5 peras
Cavemira, 1 .lila
Papel de rada qualidade, 15 resmas
Espedios .1 qualquer qualidade, 20 duzias
Chapeos, dem, 21
ra Ferreira, Fr. Theodoro F. de Santa Mara do Pre
enio, o major Jo3o Vctor Vieira da Silva I.uiz A.
Vieira da Silva Coqueiro, Francisco Joaquim do Oli-
veira, Antonio Jos Fernandes B'aga, I). Delmira
Olympia Borges, Arceniu Mondes, Juao Thomaz,
sjoilhermino N. Cosa. Maria M. Faranha, Joao Jos
da Rocha,varios lecrulas para o exercilo e armada
e varios escravos a entregar.
Hospital do car idade !) e 10 de julho 89 doga-
les.No din ll 87.No da 12 8!).
Al amanhaa.
DESPACHARAM-SE PELA POLICA.
Dia 8 de julho.
Os escrnvoi Vicenlo e Maicos obliverum porta-
ra para o Rio de Janeiro em compauhia de seu
seuhor.
!)
A esrrava Oerlrodes rom nina cria obleve passa-
poile pira a provincia das Aligoas, em compinhia
de seu senhor.
10
As escravas Catharina, Joaquina e Sebastiana,
obliveram passaporles para a freguezia de Una, em
companhia de seu senhor.
Os escravos Amonio, Mara com tres cras, Theo-
doro, l.uiza. Silvana com uma cria, e Marimba, ob-
tiveram passaporles para a provincia de Alagoas,
em companhia de seu senhor.
111-
Os escravos Banedicta e Sevenno, ohliveram pas-
saporte para o Rio de Janeiro, em companhia de
seu seuhor.
Os escravos Jovta e Luizs, obtiveram portara pa-
ra a provincia da Baha, em companhias de seu
senhor.
O porloguez Manuel Nunes da Silva, legilimou-
se para ubler passaporte para a Earopa.
Diario e? tyzmmtbaw*
i
ni
ni
5
10
100
o
5
1
15
20
ii
FfifllOBDCO
Tendo, Sr. presidente, definido a minlia |osirao
nesla cmara, e declarado os motivos poique apoie
o actoal governo eu pretenda em seguida fazer al-
gnmas humildes relleiei em referencia js quesles
da arlualidade, ielo he, fallar a respeilo ds eolot.i-
sarln. da rrse econmica, e de negocios erclesie-li-
co> em relae.in ao hispo elelo para a Diinanlina, di-
rigir um vol de agradecimenlo aquelles que me e-
levarnm a este augusto recinto ; nas observo que a
enmaro esl fatigada, que deseja 1 encerraran de-la :
lisruss.lo : por isso nao vou por dianle, pcifindo po- I
rm, senhor presidente, a ella e a V. Eve. que me'
dispensen) ainda alguna momentos de sua benvola
allenrilo para eu dar uma ligeira resposlii ao illuslre
depulado pelo dislricto eleitoral do Ubi, que hunlcm
tilo graves accuseres fez ao presidenle de Minas, o
Exm. lenhorroniellieiro Herculauo Ferreira Penna.
Proponho-me, Sr. presidente, a impugnar as r-
cosaroes feila* ao Sr. ronselbeiro Peona, declaro que
o faja nicamente porque as julgo injustas e impro-
cedentes. Nao lenho, Sr. pre-i.lenle, com o Sr. con-
selheiro Penna sendo relaroes de simple civililade-
nunca solicitei, nem recel de S. Exc. o menor fa-
vor : ao contrario, na oleirn em vrlode da qua le-
nho assenlo nesla casa, elle me nSo foi favoravel
bem anles fez o que pode a favor do candidato que
concurra romgo. Fajo, Sr. presidente, eslas obser-
varas para que a ramara veja qoe o que eu disser a
favor do illuslre aecu-ado, me he nicamente inspi-
rado pelo sentimento da Justina e da imparcilida-
de. Sr. presidenle, nao lenho ainda sido publicado
0 discoiso do nobre depolado pelo dislricto de Ubn,
e au tendo ou tomado apoiitainenlos quando elle
fallava, minha reasposta au sera lao satisfacloiia
bomo desejava, nem talvez acompanhe rom precisa
exsclido a ordem em tiqae forsm expoaloa os fados
em que sebasoou n nobra a.cosador para randara'n-
lar las erguirles; irei pois respondendi-lhe pro-
porrau do que me for occorreudo sem guardar na mi-
nlia resposla o inelhodu seguido pelo illuslre orador
Comecou, Sr. presidenle, o nobre depulado por re-
eonherer qne a nnnicara.i dn Sr. senador Hrrrulano
Ferreira l'enna para presidenle do .Minas nao pedia
ser melhor, e que elle mesmo a applandira, porque
o illuslre nomeado, nao pela sua alia pstelo 10-
rial e allns rargosque linha oceupadn oo imperio,
senao por seu carcter moderado, era o mais propno
para desempenhar na melindrosa rpoca na eirirau
que si a proceder para eiecurao da le de 10 de sc-
'aii.br,', a polilica de moderarlo e de ronciliaclo do
gabinete que entao dirigia oa destinos do paiz'; mas
que em vez de assim prnreder, cnnlra a peral ex-
peclarao, dosagrsdoo a Cresos e Trvanos, e s rui-
d'ii de arraujar seus prenles. Em verdade foi para
miin sorprendente esta arcos.r3o, pois nunca tinha
envido fallar qne o Sr. ruu-elieiro Penna >e tivetue
distinguido pelo sentimento di nepolismo ; talvez
podisse dizer rom maior fundamento nlguma eoosa
em conlrario ; mas qnereis ouvir, enl ore-, o como
o nobre depulado proveo sua asser3ro 'f
I'ni en a Hornearlo qoe o Sr. Vasconcellos (enl.lo
presidente de Minas, ) dona 011 tres das antea de lar-
gar a presidencia, fez do Sr. Dr. Francisco de lal
Penna. pura director dn Jardiin Butaniru dn Ouro
Prelo. Sr. presidente, quando oovi o nobre orador,
que alias dispoe de profunda enp a de cunhecimen-
los c de mullos recursos oralorius, pror!u/.ir uma lal
pe, Imperalriz, Mnndahu', Acaraco' e (iranga) e
quanti idde. menores do qae marca a tabella que
formaran).
lie mullo singular e mui principalmente na nossa
Ierra ver meia duza de lojislas quererera impor con-
diees a esses mesmos de quem dependen), porm o
que llevemos de faze'se o Ceara em nada quer jlicar
atraz dus oulras. provincias do imperio, al imilan-
do-as, formando destas revolaces.
A copia que ihe remello Vmc. publicara se qui-
tar.
Ainda ha bem poucos annos, quando o rendlmen-
lo de om anuo da nossa alfandega moldava 5 oiten-
la conlosde ris. os nossos empregados jnlgavam-se
uns grandes, o que fara ln.je,quanda so no mez pas-
sado rendeu 83:311t301
I lu muilo prater em Ihe poder participar que
esperamos urna grande colheita este anuo tanto de
alaodaucnmo de assucar e cafe. De.le ultimo gene-
re se tem embarcado para o norte grande por-
eo.
Os gneros eslo aqui presenlemeute por preros
om pouro alia : algodn 7? a 7-3200. co-ros salas-
dos 109 a I0y20, caf (3200 a 69500, e assucar mas-
caxadu a llj e SfaVO por arroba, em ierra.
A barca ingleza Ariel, sabida para Liverpool no
i dia 2i .lo passado. levou entro oulra carga 1,123
i sarcas de algodao, 562 sacras da assucar, e 0,000
coures.
Esperamos de Lisboa o hrigue porluguez Res-
1 (amador, e secundo consla Iraz um graudo nume-
ro de passageiros.
Dizem por aqu que os nossos lojislas de segunda
er.lem va.) formar urna especie de caixa econmica
psra poderem socconer uns a| s oulros, qoando por
Talla de recursos nao poderem achar dinheiro para
pagaran suas ledras em da ; bem boa idea he se-
ta, e ainda muilo melhor ser quando se rcali-
sar.
1.1 -aras a Dos, j vai apparecendo mais dinheiro ;
descootos de lellras 170 l|, porcenlo, a premio 1
14 por canto ao mez.
O vapor nlguarassu'n ainda nao quiz appnrecer
de vid;,, do 11.>.ie ; por elle recebara Vmc. mais al-
gumas linhas oiiuhas.
V.
PG.NA AVULSA
ISCDa SKia.8
Pobre paula da alfandegs, que leni carregado
com tanta culpa immeracidamenle Os especulado-
res acharam na noa paula um eilnbilho bem acom-
modado as suas ambires Pois se a paula augmen-
toa os direitos he o que dizem, o no entretanto
cortos gneros conservara os mesmos direitos. e
n oulros a nova pauta diminuio-os, ao passo qae
certos mercadores elevaran, os seos gneros a um
prero exorbitante, de lal forma qoe a continuar nao
sanemos onde iremos parar.
Temos notado que lem-ie desenvolvido sorra-
leiramenlo entre nos as molestias de garganta, eque
nao puncas: victimas vao fazendo, sem qoe cada qual
ya tomando suas medidas como era de esperar.
Ima das cansas desse mal terrivel, e commummenle
incuravel he o estado pessimo dos quinlaes: pedi-
mos portento aoi donos das casas, qua ..diarera com
indiltorenca para om quintal immondo, qoe trate
dellej e ja', porque se por fatalidade essa pesie
invadir as soas casas nao salitre' sera qae Ihes d
nao pequeos desgoslos.
Pedimos encarecidamente aos encarregados de
propalaren) nolicias extravagantes, inveresimeis e
odiosas a respeilo ou em relacSo ao horrivel a.sass'i-
nelo do infeliz vice-consul inglez, que contenham-
se, o nao queiram anlecipar joizos quo so teem cabi-
mento nss cachollas de certos individuos, que pare-
cem ler inlerrsse em que a polica perca de vista
os vestigios tenebrosos desse crime atroz. Digam o
que qoizerem ; iacain embora imputables perigo-
sas. juizos temerarios, o criminoso ha demoli bre-
ve apparecer, c o publico cunveneer-ee-ha. que
rio ou pobre, pean ou nobre, ha de ser captu-
rado o mame qoe mandou 00 arrancou a um ho-
mem inerme o que s Dos poderla tirar. Nao nos
alteramos : a polica felizmenle esla' cunliada a ho-
mens que por dos lem mostrado nSo traniigirem
com o ruine.
Registramos hoje as columnas do nosso jornal, o
importante discurso do Exm. Sr. conselheiro Sergio
Teixeira de Macedo, proferido na sessao da cma-
ra dos Srs. depulados, aos 19 do mez ultimo.
Nesse documento ressombra nao s muilo gosto de
dicego, belleza de eslylo, como grande erudicrao e
profundo conhecimenlo dos negocios pblicos."
S. Exc. desenvolveu perfeitamente a historia dos
partidos polticos do Brasil, suas tendencias para
um fim commiim, e demonslrou o verdadeiro espi-
rito quo os domiuava para a justa e desejavel con-
cilacao, proclamada sob a poderosa egyde da cora,
iniciada desde 1817, e preenchida pelo finado Mar-
i/ue: de Paran, fazendo sentir qoe dest'arle as
nossas institoirAes lem-se arraigado, e triomphado
os mais sacrosantos principio! de justnja e liberda-
de, bem como manlido 01 elementos constitutivos
do syslema represenlativo que nos rege. O Sr. con-
selheiro Macedo desriihon com a possivel precisan
e lidelidade a orgaiiisac;ao dessa sublime forma de
governo nos paizes classicos delle, comu a Inglater-
ra, procurando assim addozir consequencias anlo-
gas para o nosso rgimen : em uma palavra, nao Ihe
escapou a justa apreciaba,) das queslOes momento-
sas e de magnilude do nusso paiz entre es princi-
paes estados, fazendo cunhecer quo liveram propi-
cia solurao, 00 assegoravain para u Bresil, dando as-
sim prova exuberante de inleira sciencia acerca dos
principaes pontos da poltica inlerua e interna-
cional,
Em oolras qaesles adminislralivas n.ln deixou
de locar rom ajustadas rellexes o illaslre orador,
mostrandu as vantagens resulianles das administra-
Cues Iransactas a par das d.llicul.lades cora que lu-
laram, bem como que a situarlo actual se acba sub
os mais prsperos auspicios, e prometle um lisunhu
e glorioso porvir com o desenvolvimenlo dos princi-
pios commercial e industrial do paiz, depois da p is-
sivel solurao de certas queslOes dominaules de al-
gum alcance.
Sao essas as principaes e laminosas ideas qua en-
cerram esse eloquenle discurso, que nao pode llenar
de ser devidameule apreciado por todas as pewoas
imparciaes e conscieneiosas, porque nello se reco-
nheee, e se acha vivamente estampado o elevado es-
pirito do dislinclo orador (comquanlo fosse a pri-
meira vez que flzrsse ouvir a sua poderosa voz na
tribuna Braiileira), do diplmala egregio e profundo
estadista.
A ovaran unnime e beni pronunciada que me
receu esse soblime discurso no parlamento, apenas
foi proferido, dispensa lodo comentario a respeilo,
o assegura-nos o interesse qae a sua leilara bao de
ligar os benvolos leitores.
Hontem pelas 11 horas da manha lomou conta
do commando das armas desta provincia o Exm. Sr.
marechal Francisco Sergio de Oliveira, sendu-lhe
entregue o commando pelo Illm. Sr. coronel Luiz
Jos Ferreira, qoe o fiavii recebido no dia 10 do
crrante no Exm. Sr. tenenle general Jos Joaquim
Coelho. Assistiram a entrega os senhores commsu-
deules e ofliciaes ds lodos os corpos desta cidade.
propSa o iiiiii ranenroso ioimign 'lie o meu ad-
versario quem assim falla) (2) a ptimeira qoesllo
nos segoiules termos :
.i Sera confirme com a doulrina da igreja procla-
mar-se que Dos n3o lie livre. porque n3n lem esco-
Iha ; que quer neceisanauenlo e sem saber o que
quer. visto que soa lulelligencn nao pode fnrnecer
motivos a sua vonlade ; que a liberdade seria m
lis uina laruldade ou um atlnbulu repugnante e
sem pussibilnlado de sercoucebid uma imperfeiclo,
oms fraquer.a, urna cuiicapcao repellida pela esien-
cia Divina 1 a
a O mudo de propor esta queslao ; continua o
meu a (versarte, he evidentemente capcioso ; porque
ea nao ueguei a liberdade .le Dos no dominio da
lheolugia, e disse que lomada I liberdade como a
neg.clo da coacr.lo 011 da falahdade, ella conviria a
Dios de om modo absoluto. Tomada, perianto, a li-
berdade como a soberana independencia da vonlade,
na.) a neguei em Dos, nem poda nega-la tem ani-
quilir inmediatamente a mesma vonlada etc. elc.n
Ss o ipeu adversario uegoii ou na a liberdade de
Daos, decida o publico illostrado vista do seguinte
trecho do seu discurso :
'< Na vontande de Dos 'he elle quem o diz) ha a
necessidade, o bem absoluto ; na vonlade do ho-
rnera ha a liberdale : o bem en o mal. A liberdade
por tanto he a contingencia, o limite, o relativo na
vonlade : he o carcter eseeucial da vonlade do ho-
rnera. A vonlade do Dos deve ler o carcter da ne-
cessidade. Mas Dos nlo he livre t Nao, 110 sentido
onlotogico .111 palavra. A necessidade oem he fala
li.lade nem he coaccao ; a loxnar-se a liberdade
como a nega.: ..i da fatalidade ou da coacto, convi-
ria a Ueos de um modo absoluto, mas rutan seria
dar a palavra uma significac3o que nada expiime na
nniuinJ.M. Dos au lio livre, porque a liberdade
soppe a esculla e Dees au (em a esculla, pirque a
esculls em Deossuppo entidadesonlulogicas increa-
das, externas ao ser que esclito ; porque he Dos
quem ordena a esculla.- A vonlade de De09 de qual-
qner modo que se manifest, exprimesempre o bem
absoluto ; o bem absoluto nao he uma entlale ex-
terna paia Dos, e a manifestaran da vonlade de
Dos deve ler essenclalnieule o carcter d necessi-
dade.Em que consistira a liberdade de Dos 1
a Na onlradicrao a maniles!.ie,io de saa propria
a volitado ? A liberdade 10 pode ser o apanagio da
vonlade que n ... I. absolulamenleo bem, qualqner
a que seja o modo de sua mauilestacilo ; a liberdade
.1 cousisie na possibilida 10 da queda, oa possibilida-
de da 1 iil'racco. A liberdade em Dos seria o
it principio de contradirao na vonlade divina, o que
a anniquiliria o carcter inflexivel da lei. ele.
E om uma noto exprime-se elle ainda assim :
Liberdade infinita Nao s,1o anida eslas pa-
lavra* Tastos de sentido ? Liberdade infinita seria
em lieos a faeoldade de n3o querer, e comu essa fa-
euldade de nao querer he infinita, daria a contra-
dicho Infinita da fa.cul.1ade de querer, islo he, o a-
Iheismo .tedu/idn .i 1 propria essencia de Ueos.
Oeos quer ah ivierno, e a manifestaba de sua
vonlada he n bera ansolulu ; a vonlade d Dos s
porque he vonlade, e vonlade infinita nao pode dei-
xar de querer.Logo Dos quer necessariamente,
o Dos quer absolutamente, Dos quer pela neces>i-
dade de sua nalureza. A liberdale em Dos seria
uma imperfeto,in, uma fraqueza. uina cuncepc3.i
.1 repellida pela essencia divina, a
Compare o publico a queslao por raim proposta
com o que acaba de ler, decida se houve infldeli-
dade de minha parle. Decida se o meu adversario,
proclamando qae a liberdade em Dos seria urna
i.npe i.'iciu. uma fraqueza, uma eonrepra repellida
pela essencia divina esla ou au em con(rn.1ic;3o
com a igreja quaensina que Dos he soberanamente
livre (3).
S. Exc. o Sr. arcebispo j decidi a queslao, de-
clarando que a liberdade de Dees he dogma de T
encarnado, por assim dizer, na consciencia de todos
os liis ; majo meu a iversario persiste ainda era
sustentar o que disse, confessando que a doulrina da
inreja sobre a vonlade de Dos he verdadeira, mas
que he como elle a tiilnide e nlo como geralmenle
a enl-ndein lodos os calholicus. Que quando a igreja
diz que a vonlade de Deas he soberanamente livr
quer dizer fomente que nao pule ser conslran.fi.la
em ueressila.ia, e nao que he necessaria. (11 Em-
lim pense o meu adversario como quizer a este res-
peilo, guardando paca il a sua doulrina, que nin-
guem o in.'ummii.i.ir.i, mas querer pruclam.i-la di-
zendu que he coutorine ,1 da igreja, isso he qae se
nao pie tolerar.
O Sr. conselheiro Dr. Aulran em quem a meu ad-
versario disseque tinha a honra de reronliecer as qua-
lidades de d.nitii de cbiisiao, depois de ler lido ases-
tiradas carias que por elle Ilu foram dirigidas, da
claren mui terminante que sua doctrina sobre a
vonlade de Dos era opposla a da igreja, e que se
era ratholico como dizia e elle cria, devia dar-se
ra dogmtica qoe as pessoa divinas s3o eslas tres .
' 1 1,1 la le '.' (.1.1.1 a crer que por tal,modo se tor-
ture o meu pensamentn para faze-lu contradictorio
com i doutnua da iizreja o
O que rusle a crer he que b jiquera se anime a
negar esim em publico o que em publico disse e se
acha escrito, e o mais he que insulte o adversanu
que procede com sinceridade e boa f !
O meu adversario n3o s disse que a vonlade, a
inlelligeucia c a sen-ib.lula.le de Deus sau as Iros
pessoas divinas, sendu a vonlade, o Padre ; a "miel-
li.'rnci.i, o lilbn ; e a ltisibilidade (o amor), o Es-
pirito-Sanlo, sena tambera ati prorlamou queda
na alma humana ama venia leu,. Ii 111 la le, pois ha
nella vonlade, inlelfencia e sensibilidade. O pu-
blico que leia os srguinlcs trechos do discurso .In
meu adversario e migue entre inim e elle qual de
pos falta a verdade, qual de nos procura togano-lo.
ff Liuiiuo o clirulianisnio que lieos era trino, e n
philosophu nao admillio a Irindadt ds Dos, porque
nao conceba aluda a trindade da alma.
a E as verdade do chrisluuismo erem conlrasla-
das pela razio, porque .1 notes te insum era apenas
um desidertum.lioje que o iwtct te ipsum he
algoma cuuia de real, a trindade desee das alturas
ds crenfa para abrarar-sc cun a ra/.ao ; as vsrdade
do 1 bri-11 iiii-mi, slo dogmas racionaos ; e o destino
do humera se deseuhs em relevo por entro as som-
bras do inv stcriu. Expliqoainoi comu Dos he n
Upo da alma, e cuino a alma he a imagem de Dos.
.1 Quaes sao as propriedades ou faculdades esaen-
ciaes do espirito humano '.' Para respondermos he-
nos do inisler proceder pela observaba doKu,
Ivpo para cada homem de todos os espirilos creados.
fcsa observar,! nos da:a vonlade, 1 Inlelligencia
e a sensibitidade. Assim como a materia lem suas
propriedades essencias, sem as quaes as o3o pode-
mos couceber, t-imbem o espirito tem as suas. A al-
ma quer, a alma peusa 00 condece, a alma senle.
He i,so oa nao uma perfeila trindade '.' Sim ; por-
que, se a substancia he una, a persoualidade he (ri-
a. A substancia be una porque o snjeilo que
quer he o mesmo sujeito quo peusa e lio o
mesmo sujeilo que sent ; e a personnlidade he
trina, porque a volrrlo nlo se confunde com
o pensameulo e nem com o sentimento, sendo
esda um desses setos cssenrialmenle distinclus uns
dos oulros ; e ha personaUdade, purque cada uina
dessas propriedades essenciaes da alma, em virtude
de sua disiinccan essenrial, lem sue'exialencia onlo-
logica, qoe nlo admiile Idenlidads no modo de roa-
nl.slar-se, uem pode ser abalada pola duvida. A
variedade essencial na mauifesUi;o correspondo a
vane.!.ule passoal no seio da substancia que se ma-
ommtmica&o.
Tando-mo compromellido a fazer publico as falsj-
dades o conlradicres em que cahira o meu adversa-
no em os seus ollimos commumeados, venhn cura-
to -r esta promessa, havendo-me com a maiur mode-
rando qae me fr possivel, sem lorar se quer de leve
uas injurias e insultos que urdes me foram dirigidos.
Disse o meo adversario que eu havia torturado a
na .iiuiiiiiia. loimul 11 in q.ieslfies ao meu modo e
pressa em relractai-se para reparar o escndalo que
havi.i cau-a-tu. f;.
U Sr. arcebispo da Babia, Primaz do Brasil, de-
claro* lambem moi lerminaiileinenle a me sa, e .li.uis de enumerar os advrsanos da liberda-
de de Dos, acrescenlou as segunilei bem uotave s
palavras :
1 Pern) a liberdade do Dos lera sido sempre de-
fendida victoriosamente por vaics benemritos da
su.la igrrji etc. o
O meu adversario quer anles eslar com aquelles
do quo com esles. Faca-se a sua voulide. Dia vir
em que se ha de arrepender.
Paisemos agora ao segundo e lercelro communica-
dos publicados ous Liberaes de I e 2 do crrante.
n Se o mea rencoroso inimigo(dizelle)calamnioa-
me quando formulou a pnmeira qua,!3o relativa a
liberdade de Dos e ao poder dos motivos sobre a
vonlade divina, sallnu por cima de toda a verdade,
de lodo o deeoro, de toda a honeslida.le, quando
propuz a segunda queslao : Et-la :
< (Juesllo segunda.
Ser conforme com a doulrina da igreja procla-
mir-se, que se Dos he uno e Irino, he smenle
porque he um espirito qoe tem vonlade, inlelligen-
cia e reueibilidade : qoe as pessoas divinas s3o eslas
tres faculdades, sendo a vonlade o Padre, a inlelli-
gencia o Flho, e a seusibilulade o Espirito-Santo ".' n
Qoe'.' exclama o meo adversario. Disse en no
meo discarso. qae se Ueos he uno e trino he s-
mente porque he um espirito que lem vonlade, in-
lelligencia e sensibitidade '.' Disse eu de uma manei-
propoudo-as capciosamente ao Sr. Arcebispo da Ba-
bia para eerem ron.leannadas. Esla aceusacao cahe riu. elle nao liala-me sendo pur seu rencoroso e des
'1) No principio da qneslo, o proprielario desle
Diario a pedido meu offereceu ao meu adversarlo
as paginas do mesmo para oellas publicar gratuita-
mente ludo o qoe livesse dizer, alim de que o pu-
blico podesse mais fcil e promptamenlo apreciar as
razies de uma e outra parle. E-lo offereciraento foi
regeilado. O mea adversario pablicou os seus erli-
gos no Liberal liado em que moitus dos leit ires
desse peiiodico, que he oreio deum partid, naol.'em
lambem o Diario, anima-se a inverler ludo, para
ver se ao menos a esles pode oceultar a derrota que
soflrera.
(2; Eu o lenho Iralad sempre por mea adversa-
.-------------- 1------. .. ------- .',...0,11 u. 11 .. iir iiiiiii- iroio U. oi.ii ,0- 1 1 i o / 1 1 i, ll, I 1 I
inulto prompto. Nao entraiei em certos desenvul- prnva para fundamentar o nepotismo do Sr. cmise-
vimenlus, nlo as disentir!, nem mesmo aprsenla- ; Huiro llercul ,11... eu nlo pude dcixnr de balbu'iar
rei opiniao algnma a respeilo .lo modo de as resol-
ver, nlo s.i porque me cnusideio pessoa muilo in-
competente (nao apoiados), mas poique sendo mem-
bro da commissa de cnuimercin. uma grande parle
destas difllculdades estao em esludo nessa cuiuuiiiiao,
pu
entre denles o veis de Horacio, semp'e expressivo
para cesos taes : Rlsnm lenealiata Ora, ala o Sr.
ronselbeiro Penna re-ponsavel por noineacOes feilas
pele sr. conselheiro Vasconcellos, ruja vonlade por
uma forra roasitic. ds novo calibre era a domina-
Ni'h ahaunassignados, lojislas e moradores nesla
cidade da Fortaleza, conhecenlo o crave prejuizo
que nos occasionam as casas importadoras aqu es-
lahelecidas, rom a venda de suas mercaduras e
grosso a a relalho, lemos concordado lirmar
coiidire seguintes o presente.
CONVENIO.
I. A rasas importadoras de Siiiglekursl Corletl e
Companhia, Jos Smilh de Vasroncellos, pacheco e
Mendes, Joto W. Sludarl, Joaquim da Cunha Frei-
r e trullo, e oulras que apparecerem, importando
merradorias do eslrangriro, para venderein em
grosso por vendas particulares e era leiao, s o po-
drrai.ra/.er durante u lempo estipulado nesle Con-
venio, para as pessoas lojislas desta cidade, Aracaly,
leo, Cralo, Haranguape, Imperalriz, Uondabu', A-
caraeu e liraoja, e anda para o Principe Imperial;
mas para esle ultimo punto s viuderao t o lim
do crrenle anuo.
2." As dilas casas importadoras uo poderlo ven-
der das suas mercaduras quaulidudes menures ,1-
quellas marcadas na tabella annexa a osle convenio,
e as nao especilicadr.s serie por uma cummisslo de
ncrord com as mesmas casas, marcadas as quauli-
dades que devem vender, observando-** que desle
acto por furnia nlguma resude prejuizo ou inconve-
niente .los importadoras,
.'!. as mercaduras do arligo antecedente n3o li-
cam cumpreliendidos o algodlo grussn para sarcos e
sircas, que puderau as ditas casas importadur.s ven-
der como e a quem quizcrein.
!. Na aberlura das amostras de qualquer merca-
dura, ns locistas da capital lerlo a preferencia un
esculla.
5." Os sieiialsri.il legislas na podarlo comprar
direcla oa indirectamente as moreadorias importa-
das pelas casas importadoras que nao auniiirein a
esle convenio, ou que depois de annuiram fallaren)
ao cumplimento do mesmo.
(i.1 Arnnlrrcndo p.rem que Indas as casas mpor-
ladoraa au annuam, 011 deixein ,to rumprir as rnn-
.lires desse convenio, so mandarlo vir o- snrliineii-
los de qualquer provincia do imperio, ou da Ingla-
lerr, se assim melliormenle convier.
7.- Os futidos precisos para compra das merca-
A pulida tem dado com energa sobre o roolo
dos embucados do Pombal ; sabe-se quero Hu al-
guna delles. que alem de serem ladres sao tambera
joga.lores de proliseao.
O Sr. subdelegado de Santo Antonio dea parle
de doenle. e enlrou em exercicio o primeiro sup-
plenle o Sr. Manoel Ferreira Antones Villacji.
Cmisla-n s qoe he chegado do Maraubau o in-
signe artista o Sr. dermano, vindo tambero no Pa-
ran' a Sra. D. .Manuela l.ucci.
He falsa a uoticia de ler sido asssssinado na
corle o depulado geral por Minas, u Sr. Silveira
Lobo.
Consta-nos qoe ha dous dias na estrada da
Ponte de Uchoa foi um mojo nosso patricio atropel-
lado por dous estrangairos, que de sorle alguma
I "' permilliam que o seu cavado passasse adianto, cul-
in-aii io-e-lbe lambem montado na frente, e roal-
(ratando-o coro repetidas rhicoladas. Como quer
que eslivesiem bastante ebrios, o provocado po-
de com facilidade livrarse delies, ficando ain.ia
maltratado no rusto. He misler que esses e oulros
desacatos lenham um paradeiro.
Hunlcm II do crrente laorou-se ao rio, do
caes do rollecio, um recrula viudo de Pao d'Alho,
que resolveu desl'arte desenvencilhar da patrulha
que o seguia, procurando no fundo das aguas um
refugio contra a pulida daquella villa, quejolguu
dever comignajlo as fileiras do exercilo. A cusi,
porm, foi sirvo por duus escaleres que partirn
para n snrrnrrer, sendo um delies de om d..s navios
surtos naquelle lugar, e oulro de um ratraeiro, a
quem tmenle nma ordem imperiosa do Sr. subde-
legad da Boa Vista p.iiera deraoverde su.i inercia.
O fugitivo roluctava obsliiisdaineiile cuma crreme,
e fazia iucessantes cfurros por se esrapar dus escale-
res, mergulhnndo assim que elles se aproximavaui,
tanto Le o horror que Ihe inspira a farda. Extenuado
aflnal de forjas, pode ser agarrad, e arquejanle ca-
hiu desfallecido no fondo do um dos escaleres. E-le
fado tem sua aiplieaijlo 110 medo sapersticoso que
osuossoa camponezes lem a exercilo; mas o gas
senlo |..eto explicar huiiiaiiamenle he a impts.il.ili-
d.ide e indill. lenlismu cun que os navios e calrad-
n s nb-ervavain o infeliz que se debalia ua crrenle
d'agua, nao Ihe inreceuuo a murle que da parto e
ameaeava, o iiicoromodo de largarem s seus escale-
res para o s cenrrer. llare-ba que cu.nmuvil...
dus terrores do infeliz recrula, qui/essera cunconer
ruin a sua nntuvel iuarrjao a que ello se escapasse
por si mesma, vista a prudencia e sabedoria que elle
prnprio reconhece em 13o illuslre prelado.
Oro ceito, oo S. Exc. leu o discurso do men
adversario que Ihe remelli, ou nao o leu. Se o leo,
cumo nao se pude por em duvida, purquanlu em sua
carta falla dedo, ceusurandu-o em uui sentido e elu-
giando-o em oulro, como nao vio que as proposites
por mim formuladas nao eslavam nelle conli.las 1
Cumo he que sendo 13o sabio, nan conheceu a ma fe
com qoe proced e n3 respondoume: As pro-
posices por voss denunciadas s3o realmente con-
trarias Fe Calholica. mas ellas n,1u se acham no
discurso que me remelleue qne lenho a visla'.' Cumo
lie que em vez disso, nlranlia elle o prucedimento
rio meu adversario, e louva ao inesuin tempo o meu,
fazendo-me al o honra de cunvidar-roe para escre-
ver psra o Notieiattor Catholico, perin.n. religioso
publicado na Baha debat da sua protocolo ".'
O men adversnri que exidique issoaa poder.
A segunda hypolhese n3o he admissivel, ja purque
n,1o he possivel que em negocio 13o imprtame, o
sabio e prudente prelado se tivesse deixado levar so-
monte peto que dizia uma dai parles,, j porque em
sua corla elle puquio a refuta mui terminantemen-
te, di/.end :
Sinlo em extremo qne u Sr.' Dr. Feitoza em um
discurso paramente acadmico, sem necessidade, se
envulvosse neslas.allas qaesloes e o qoe he mais, pro-
duzisse. ama nova eiegese contraria ao constante en-
sillo dos padres, e demores na exposirao dn mais au-
gusto e inelavel mvsterio dn chrisliamsmo, expou-
do-se ;i mesma sorle de outras alias mui elevadas in-
lelligencias que por temeraria r.mli mea no seo jallo
privad, ullrapasiando os Iimile6 al onda se pode
eslender o legitimo dominio da plnlosophla, na 111-
vesligara racional das verdades reveladas naofra-
_ iran naF, e, romo diz a Escriptura, querendo es
leal inimigo.Islo basla |iara mnslrar o seiilimeoloquo
o anima e pala explicar o seu proredimenlo a rneu
respeilo, injuriando-me, insullando-ino, n, 1 s em
seo proprio mme, senao lambem debaixo de nomos
fingid
(3) O sabio pregador padre Ventora diz que nao
e cunebe, que nao se pode conceber Deus sena.,
como um ente soberanamente livre. O abbadeliralhy
em sua ubra pre.nia.la pela Academia Francezs. da
mui Ijrininiinteiienle que tirar a liberdade a Dos
he arrnncar-lhe o coracan. he mala-lo Nao ha um
si, Ih'logu Calhulico, um si. philosopho de pnmeira e
mesmo de segunda ordem, exceptuando os paulheis-
las, que n3n ensillen) a mesma cousa. O meu adver-
san,) purem, que se diz culhulico, e que nao qu\?r ser
panlheista proclama o roulrario, e o .nais ha que al-
Ireve-se a cilai S. Tli.nnaz de Aquino em favor de
sua dootrina, diren.lu que o Aojo da Escola ensina
que a viiiit.de de Dos he necessaria e ola livre,
quando o sanio doulor referindo-se e S. Ambrosio
diz: o O Espirilo-Sanle disliibue os seus doma
eadu um comu quer, isto be, secundo o seu livre ar-
bitrio, sem obedecer a necessidade.
(1; O meu adversario ci se aulorisado a interpre
lar a duolriua da igreja a seu mud, regeilandu o
que ensiiiam aquelles que u Espirito Sanio (em osee-
Iludo para governa-la Encelando qualquer eslu-
danle de pbilosoplua poda victoriosamente refu-
ta-lo.
Acerca da vonlade de leos nao eepode propor ou-
lra queslao qae a do saber se he livre du neccssaiia.
Isso de vonlade c nstrancida o vontede necess lada
na pode ter applicar3o sena aos entes finitos. Com
elTeit'i, por quem seria a vonlade de Dos conslrsn-
gnla ou uecessilada, se Elle he a causa primeira, se
ludo .nan!.. eiiste, exilie pela sua vonlade ? A raes
ma v. z passiva dos verbos cunslranger e nereisilar
qoadrinhar os arcanos da Eterna Sabedoria, licaram I indica arrlu recebida por Din parle e ejercida por
oppnmidas cam o pesu da sua gloria ; assim qoe o
discurso do Sr. Dr. Feitoza, na verdade mu bello a
nutros respeilos, parece-me qoe ne'la parte n3o ob-
servan as devidas conveniencias ele. ele.
Demonstrado assim o nenhiim fundamento da ar-
eosaelo ,:o meo adversari-, loma-se patento a boa fe
com que proredi nesle negocio, assim romo a joslicoi
com qoe foi elle condemnadu ; porcm, para que o lude he ivre, lem recitado como errnea a opima
publico lique demaisinteirado do seu proce.meulo,! que inatenta sor ella iei"-a la.
pnuro su.cero, uiustrarei ainda as centradlcres em O meu adversario. I .do absorto nss discus'es po-
que cahira. negando a ps junios ler dito o que em 1 tilicas) e dn -o.n.lo l"m tempo para profundar ques-
seu discurso se le, sem lembrar-se quo se as palavras > les que nlo inlores.am seu3 aqu-llas que leiido o
eva|ioram-se apenas pronunciadas, os esrriptos per- espirito livre e desapafxoiiado, spplieam-se .10 eslu-
oulra, e quem havia de cnnsiranger ou necessilar
vonlade de Dos ? Se Elle existe si antes de ludo'.'
A vonlade finita pude pois ser rriKlrangida ou ne-
res.s.l.id, mas a vonlade infinita na pode ser senSo
livre 011 neressaria. Perianto, desde que a igreja, e
Ola roeiile a igreja, mas lambem lodos os phi'oso-
plinsde primeira oidem, lem en-inolu que esia vun-
manscem para honra ou vergoiiha de seus aulore
IJualin puntos de doulrina foram enndemnados do
discurso do meo adversario : o 1. negando a liber-
dade de Dos ; o 2. confundindo as pessoas da liin-
dado com a Ir faculdades Vcntade, Inledigencia e
Sonsilnlidade ; o il." ensinando qae a queda do pai
du geaaro humano pelo pecrado por elle romineili-
do nao fora total; o 4. assevorando que a misalodo
Salvador nao lra nutra que ensiuar a verdade. O
do 11 1 retiro .lesnas habilatjues inmonls pe p aier
desabor, c lem ler em vista nem gloria ncm huura,
cerlns do que ludo isto be vaidade.
5 O meu adversan escreveu nove Ionizas cartas
ao Sr. conselheiro Dr. Aulran para explicar a sua
doulrina subre a vonlade ne De, cnnfuiine a desen-
volver em o seu discurso; pela minha parle, nad.i
disse a respeilu, mas qual fui o resulUdu ? Foi ser a
sua duutriua coiidemuaila ctmii entrara a I'.' por
nifesla.
Dos qoe h" o Ivpo da alma e que he un espi-
rito, deve ser tambem u/10 e Irino, uno era substan-
cia e Irino om pessoas. A soa mudado deve consis-
tir as pessoas que essencialmenle conslituem o es-
pirito : o snjeilo que quer, o sujeito que pensa, o o
sujeilo qoe sent, confundidos e identificados no seio
da unidade substancial, mas dislinclos na rbita da
acc3o, da manifeslacSo, da personalidade. A imau-
feslsra oo a aejao da tontade, he orna ; a mani-
festarlo ou a aceito da inleflif/encia, he oolra. e ou-
tre he ainda a mnnifestacao ou a acc3o da enstodida-
de. A distraern essencial na acrao lem sua funis
neressaria no ageute, e essa dielinccau com reanlo
ao aeento soppoe variedade pessoal. Desl'arte Dos
he o Ivpo do homem e o hornero he a imagem de
Dos.
a E o que distingue a Trindade Divina da trin-
dade humana? He qoe aquella he increada testa
he creada. Logo aquella he neressaria, infinita, e
a>V Cr- A vonlade do Deos.ai/itoilyenciu de Dos,
a senslnliiade de Dos, como pessoas constilaiodu
a mesma substancia e o mesmo ser, parlicipam da
mesma nalureza do ser e da substancia, e portanlo
13o todas necesssrias, todas infinitas, tolas absolu-
tas. K conlade dn homem, a i/tfelUjeiicni .lo hu-
mera, e a ,ii.i/i Ixdnde do homem, como pessoas
constiluindo a mesma substancia e o roesm ser,
parlicipam da mesma nalureza do ser e da substan-
cia, e por lanto s3o todas contingentes, finitas re-
Infien.e.
E mais adianto continua ainda o meu adversa-
rio.
a Qnal deslas Ires pessoas de Deo ho a principal,
a central, aquella que exprime o ser 1 Indispula-
velmenle a tontade. Mas esss vonlade quer ab eter-
no ; logo se manifesla ah eterno ; logo se conhere
ah eterno. \ consciencia divina coenstindo ab
cierno com a vonlade divina, atlesla-lhe a activida-
de ab eterno. A fntelligencia divina he pois o ver-
bo, coexisto com a vonlade divina e he gerada
da vonlade divina. Ha geraco, porque a inlrlligen-
ca nasce do seio da vonlade, mas nlo ha crearan,
porque a crearan implica successo e limille. Dadas
as duas pessoas divinas coexistiudo ab cierno, de-
ye dar-se necessariamente uma celarn ah eter-
no, que nao pnde ser sen3o o amor divino. Esla re-
lacio exprime o mor do lidio para com o pai e o pai
para com o lidio. Ei< lomos cunstituida a trindado
christa.i, antea explicativa Ja nalureza divina ; son-
do a vonlade o Pai, a inlelligenciao PilAo. e o
Amoro Espirito Sanio. A Inlelligencia o Filho
por ser gerado da l'onlade, e o a/mor procedendo do
l'ai e do Filho, por ser a eterna reanlo entre am-
bos. Estas Ires pessoas de Dos se Iradozem na lin-
guagem plnloiopliica e se manifestara peto oem, a
verdade e u amor, n
Anda se atrever' o mea adversario a continuar
a dizer qae lorturei o seu pensameulo ? Ainda se
atrever' a continuar a dizer que nunca afllrmara
que a vonlade, a inlelligencia e a semibilidade de
Deus sao as pessoas na Trindade Divina Talvez ;
porque ludo Ihe he permettido, mas o publico nao
esquecera' o lom emphslico com que elle exclama :
Eis lomos constituida a trindade clirislla, ni-
ca explicativa da nalureza divine ; sondo a vonlade,
o Pai ; a inlelligencia, o Filho ; e o amor, o Espiri-
to Santo,
E porque nega o mea adversario ler dito o que
cima se ledo seu discurso? Porque o Sr. arcebis-
po da Bihia, exprimio-se mu Urmiuauleroeula a
este respeilo.
n Ero consequencia, diz o parecer da eoromis3o
com o qual se conformara o sabio prelado, rrriozir a
Ires pessoas Jivina a's tre faculdades, vonlade, in-
lelligencia e sensibilidade, cy he entinar o nomi-
nalismo ou modalismo dos Simonianos, Praxeislas,
Noecianos, Sabellianos e Socimanos, doutrina mil ve-
jes combatida e mil vezei condemnada pela Santa
Igreja, como errnea e hertica, visivelmcnlo oppos-
la a' Escriptura c a iradicr.io universal a constante
dos santos padres.
Se o meu adversario livesse somenle procurado
desviar de sobre sua cabera a -eileiir.i qua condem-
nou o seu diseorsosem rooleslar-uos ; ou roesmo so
so livesse limitado a injorisr-me e iniollar-me, eu
nao Ihe respondera, pois coroprehendo bem o de-
sespero em que deve achar-se, vendo-so vencido pur
aquella a qaem chamaia charlallo, pedante, soplnsla
encapotado, corara ralado de inveja, ele. etc. ; roas
como procorcu desaeredilar-mr, dizendo que lorlu-
rei o seu pensament paia poder alcancar a sua con-
nemnarao, torca he qoe odosmascare, fazendo ver
ao publico que he elle qaem procura ng.in.i-|j, ne-
gando o que dissera e se acha escripia.
He isso o que rron ler consegu o com o presente
commuuicado ; portanto nao vollaici mais a' ques-
lao, oflerecendo todava a' considerarlo do publico
as .eguinles ranas, para que flque inteirado da dif-
ferenja que ha enlre o modo porque nella me portoi,
e o proredmenln do meu adversario.
Desprezei de.-composluras, desprezei amear;as, (7)
mas estiva sempre prompto pjra ceder, quauto me
permillia a minha dignade, ao pedido das paisoas
respeilaveii que se dignaram do mlervir para que a
ques'ao u3o nllrapassasee os limites da decencia. Se
assim nlo aconteccu, n3o fui ea o culpado, pois,
lano odio e 111111,1/.de tenho ao meo adversario, que
como se vede uma das cartas abaixo transcriptas,
al concorri com o meu voto para que se nao publi-
casM nn Diario uma serie de artigas em que elle
era forillo mesmo em sua vida privada, e issu quan-
d elle em nada me poupava, quando os seos amigas
WW e Negronis ( esto ultimo desempoohoii bem
titulo quo tu. un, inoslran.l.ia Indos que era lal qual
se assignava ) por mandado seu, iujuriavam-me o
insollavam-tne 11 Liberal em uma serie de asque-
rosos arligos que inigi.arara a lodasas peisoas ho-
nesUs.
Kecife 13 de julho de 1857.
F. .\. Collara.
Illm. Sr. Manoel Figeiroa de Faria.Peen qne-
ra ler a bondaoe de responder aos segrales que-
silns :
1. Henu n.1o verdade que qoando tratei rom V.
S. a publieacilo das cartas do amigo V eoamlgu /..
Ihe ped rom instancia que n3o ennsenlisso em ne-
nhuma publicarlo qoe mesmu de leva podesse olTeii-
der ao Sr. Dr. Faltan ?
2. He oa nlo verdade que lendo sido publicad
alguns das depois no Diario um sonlo dedicad a
verdadeiro ChrisISo, no qual se podia entrever uma
allusao desfavoravel ao mesmo Sr. Dr. Feitoza, diri-
gi-me a \ S. para lembrar-lhe o que Ihe 11 nlia po-
dido, recoromeudaiido-llie o maiur cuidado a esle
respeil ?
3. He ou n3o verdade que mesmo depois que fu-
ra injuriado e insultado pe.. Sr. Dr. F'oilo/a faze.li-
do-ine V. S. a honra de consultar sobre uma serio
de arligescoinmunicadu:que eanlra 0 mesmo Sr.
se pretenda publicar fenndo-u era sua vida privad .,
fui de voto que na deviam ser admiliidos, aerescrn-
taodo qoe, posto elle uo iner. eesse neiibuuia con-
templado, porquanlu a nin_uein respeilava, todava,
por dignidada propria, au so devia consentir em
que lees cooses fotsem publicadas em um peridico
da rdem Diario de PemambuCO .'
O amor que V. S. Consagra verdade me leva a
esperar que nlo se recusara' a f.,/er a dsclaracio que
acuna Ib- pero, pennillindo-me publica-la' .r ...'
s.m me convie..
S,.u cora estima, de V. S. allenciosn venerador e
erad obligado.
S-C. 11 de julho de 1837.
,_ t. ,. .. l'dii'i n Man Cdllaco.
Illm. Sr. Dr. Fclippe Norj Cllarn,_goalllr,
meu a.lversari recl.niou contra as duas primeiras aquello mesmo que elle proprio tomara para juiz,
_ .. cuii leu,na.. 1 1-, mas nada esrrevco contra as duas ul- Confessan lo ser nina das mais bellas o feries intelli-
pela porta da denudado as unbas da patrulha? Co-I linas, parecen,lu assim confes-ar que sau jostas eque genciai que adornam a noss^ laruldade de Diieiln,
mu quer que soja, cunipre levar ao Sr. subdelega- | em elleiln ns merecer, do que resulla que pelo rae- poisuindo alem disso as qualidades de duuto e de
- a Boa v uta a energa que desenvolveu, sem o | nos eslas duas queslei n3o furain or mim formo- christlo.
que Unamos de regi.lrar mais um suicidio acense
diado por um uiulivo bim punco razuavol, como sao
sempre aquelles que cundutam a esso deploravel
crime.
Meu meuiuo, para que na 1 ;is f orla melhor
ladas de 111.1 f. Pudera' allegar o raen adversario que fura ron-
Examinemos pnrm ligeirami ule o que diso elle demnadn sem ser envido ? Podara' allegar que a
ceres das duas primeiras con lemnsces, a vejamos queslao f.'.ra por mim pruposla de modo capcioso.
as ronliadicces e.n que cabio.
Era u seu primeiru communicado, dspuis de in-' prulundo silencio
loando fura elle s qua fallare, guardaiidu eu o mais 1 ras a pe-sna d meu
b Uisss on non disas o meu adveraark. que a vnn-
tode de Dos a Inlelllgancis de Deus e a .en.il.ilnla-
do do Dos slo Pessoas? i,s atienda o publico para
o sosuinl atrecho d discurso, a vera* eonm ha elle
aun la mais expUriln. explicando a maneira pela
qual e-las pes-uas prore lem uma, das oolra.
... Houve quem ,,. ,it.SP ,,,,,. ,e co mWj
a que rae eipuoha, porquanl.. sendo o meu a iv. r-
sarm ri.ere de nm partid,., H podia Impedir aae
agora membro della ma Basase 00 m.ndaasa faier
d.1,,,a .ll,n .,. Respond qoe nie (ralava qoeetie
publica, nem r.,s,derava .. partido chamado liberal
romo e..,p.| de .,.,f,u,B, m o e, |0i)(> o
f
aso a pe-sua do meu adversario me pagana pelo
I que houve-.e dt acontecer-me.
-
.

v* *.. ---
I
-



.

DIARIO DK PERNAMBUCO TERCA FEIRA IV DE JLIO DE 1857.
prnrsfiro e egundo quesilo, ha verdade ludo quanlo
V. S. ipo>. .
OimiiIii ao lerceiro tambun he verdade qae ten
do-e-me fallada para imprimir ama serie de arti-
go, rf-innhleii.il ao Liberal, e tratando esptclal-
ruenle doa seo* eacriplorea do meimo modo que elle
Iratava o do Diario, e a .miras peato.ia, en por nao
lar lempo pedi a V. S. o favor de ler o pnmeiro e
dar-me sua opiniao, a qoal com ITeito foi contraria
inearseo, ao qpe eu aonui.
<&ent&ponbenctit.
l'odo V. S. publicar esta reuposla.
Sou com allencAo, de V. S. silencioso venerador
criado obritiado.
Manoel Kigoeira de Faria.
Illm. Sr. padre meitre Joaqun Ferreira do San-
Ios.l'rovavelmenle ha de tfr lido o commo.niea.lo
publicado hoja pelo Sr. r. h'eitoza no Liberal Per-
namliucano, as-im como a caria por rile dirigido ao
K /iu. Sr. (irovi-i.r Franciico Jos I \.ir da Gama,
na qnal accnsa-ine do ler ido ea quem primeiro o
inj ini'r.i e in-ulu'r.i sem querer diecattr, qoando
V. Htm. o nie*mo Sr. pru.or bem aabem do
Conliano.Dao leudo eu feilu oulra couna inain qae re-
I 11 os i mu I los que elle in- lera dirigido sea) toda-
va empregar nonca expres> indiguas da pecana*
hem educadas corno a de que elle lem ervido.e
bem assim oa sena dignos amigos WW e Negroni.
Tres vezes lem V. Rvm. inlerviudo neta queslAo
ein favor do meo arlvenario, achando-me sempre
prompto para etquecer olTensas, nao obstante a xra-
vidade das mearnas.
II i- i-in q que espero n3o se recusara' a declarar ao
pe desla, dignando-sa responder aoa seguinles que-
silos :
1. lie on nan verdade, que sendo en alrozmenle
injuriado a indultado em tres artigo diferentes pu-
blicados ero uin mesmo numero do Liberal Pernam-
bacana, 1*40 em novembio ou dezembro ao auno p.
I'., vtjiu V. i;vni. a esla ua casa dizer-me que leu.lo
e-lado com o Se. I)r. Feitoza, lite declarara ente que
reprovava seinellianle procedimenlo, a que laes ar-
tigo* .un era da re.lacco) linham sido publicados
un o seu conWimeulo ? Ha ou nao verdade, que
pe liiiiin-ine V. Rvin. para que nlo Ihes densa res-
posta, dis>e-lhe eu, que visto o Sr. Dr. Feitoza nao
approvar o que naviero escriplo os seus amigo a
meu respailo, eu nada respondera, se elle isso mes-
rao qutense declarar pelo Liberal 1 Se ouvindo V.
I! un- i-so, nao dirivio-se oulra vez a casa do Sr. Dr.
Feitoza para comiflonicar-lhe a minha j uia^ao, (8) a >a nAo vnltou da la para dizer-me que
fizesse o que enlemlesne, visto nao querer o roatmo
Dr. fazer a declarado por inun exigida, n3o obstan-
te ler-lhe oulra vez mesurado que reprovava o que
l.'ir.i publicado '!
2. S qoando eu comecei a publicarlo da segunda
seria de muida, carias analysandu os artigns que oSr.
Dr. Feitoza publica'ra sobre a vonlade, asiin como
a carias que escrevera ao Sr. cnnselheiro Dr. Au-
trau ubre a liberdade c'e leos, nao viera oulra vez
V, lism. a esta sua caa pedir-me para au conti-
nuar, il ni iii-me por lim a liberd.i.le de dizer o que
ju'gasie dever dizer, quandu recebesse a respusla
que esperava do Sr. arcabisbo da Babia, e se passa-
das tres semanas, pituco inais ou menos, queiziido-
me eu a V, Rvm. de continuar a ser maltratado e in-
juriado pelo Sr. l)r. Feitoza em o seu Liberal, bem
que n3o em artigo* directamente a nmn dirigidos,
mas em mili i-, uoh qoaes como peraccidens era eu
."enipre insulta do alinal que rao desobrigava du que llie bavia pro-
mellido, po.lendu eu portaito publicar o que quizas-
te, a que II! raspondi que nao o faria n.ais, visto
ja lar-te pastado rouitu lempo, porem que esperara
para quando cheganse da Babia a retpotta, do Sr.
arcebispo?
3 Se quando chegon esia resposta, nio foi oulra
vez V. Rvm. pedir-me para que a publicaste sim-
plesmenle sem fazer uenhuma observarAo a respeito,
ao qua Iha respoudi, que i o podia prestar me a is-
so, visto ler sido V. Rvm. o proprio que dissera que
eo goardasse para esta occesia* o que tinha de dizer,
quando pedio-me para que nao continuarse com a pu-
lili. ,u ;u da segunda sene de minhas cartas, mas que
prococtria ser o mait moderado possivel, nao obs-
tante a gravidade da angressAo e da oflensa '.'
i. Se (ando o Sr. Dr. Feitoza publicado a 3 do
frrenle o seu ollimo commuuicado, o mais virulen-
to de lodos, nflo veio V. Rvm. no da seguinte com
ume carta do Rvm. Sr. padre (jama, provisor desl*
bispado, pedindo-me para que ea nada responder-
se, e se me nao procurou anda seguda vez para
pedir-me a mesma cousa, respondeudo-lhe ao que,
visto o modo porque Sr. I)r. Feiloza, havia adul-
terado a verdade em os seus ultimo* commnnica.ior,
eu entenda que o meu crdito e a muida honra ezi-
Biam que inmtra.se ao poltico que era elle e nao eu
qoe com falsidadese contradique* quera eniani-lo ;
mas que compromeliia-me a nrto dar neiihuma res-
posta mais a's sua* injurias e intuitos t
O amor que V. Rvm. consagra a' verdade. assccu-
ra-me que n.lo se escusar a responder aos quesilo*
.rima I nimia tos. permettindo-ine levar ao conhe-
cimenlo do publico a esposla que julgar dever
dar-Ibes.
Sou corn lodo o respeilo e considerarlo de V.
Bvin. alenlo venerador e criado
Falippe Nery Coliseo.
Julbo 9 de 18.77.
Illm. Sr. Dr. Filippe Nery Collado. Recelo a
carta de V. S. datada de honlem, e com quanlo me
seja penoso recordar fartts de que procuro esque-
Rer-me, patao cumiado a *alisfazer ao que V. de
mim eziue.
Quanlo ao primeiro quesilo, leudo a responder
que quan-ln I. os artigos .10 Liberal Pemamburant,
a que a V. S. se refere, iinmedialainente me imgi a
rata do Sr. Dr, Feiloza, para lile ptdir que o* fizes-
se suspender. Uepoi* dirigi-me igualmcnle e V. S.
para fjjer parar a quesillo oaqu?lle ponto. O que
entre nos se passou nesse da, penniUa-me V. S.
que 1 lie diga que nao sei, nao me record, nada pos-
. as.everar : nao me be possivel po9 conlesUr o
que V. S. diz nem lio pouco confnna-lo. IN.. esta-
do de anpuslia porque entao paisei he bem natural
que sii conservasse lisa na memoria urna ltele lero-
I'. ui.;a,a .lead! ler pidijo conseguir naquella
occasiao.
Quanlo ao segundo quesilo, davo dizer que he
cerlo que pedi a V. S. qua nao cunlinuasse a tua
nova serie de carias, e fui allendido : dizento-me
\ S. nessa occasiao qua linda lido rtcenlemenle
uniros autores, e que mesmo meditando na que'to
llie linham occorri lo novas ideas e inaior numero
d razOes para corroborar 01 seus argamrnlus, eu
llie respond que nesso caso 'reiervasse estas ideas,
-' is razOes para quanlo chegasse o parecer ds Esro.
Sr. arcebitpo. S-ro n.da dizei a V. S., igoal ir-i-
goa cousciiui do lado eunlrano ; e quando depois
\ S. se queiiuu le continuar a ser aggredido pelo
LibernX. eu com razao me nidinnei, e respond que a
vittl oisso deuhrigava a V. S. da promesaa que me
havia filo, V. S. preseindio desla roncessao, e me
ili.e que se couservaria calado. I'assado* algant
das, fallando en com o Sr. I)r. Feiloza, me quei-
\-i .le ler elle fallado ao que mn prometiera. O
Sr. Dr. Feiloza licou muilo artmiradu a me letpun-
ilou que elle nada linha o^criplo, era consentido
que se e*crevesse a re-peito iie V. S. ; porem que
nos arliso que divtrsa* pntoai mandavam para o
Liberal, po.liam haver algjinas alluses ladenla a
V, S.; us que fi:as- eu eerlo de que elle ia fazer
a necessaria* recomp>eiidai;oes para qae nada mais
apparecei.e a lal re-peilo.
Relativamente ao lerceiro quosito, lie verdade la-
do quanlo V. S. nelle c\|..i- ; he caito ler eu dilo
a V. ,-. qa gaardatM pan- e*la occasiao as novas
razfte que llie oceorreram em prol dos seus aigu-J
nienios, como ja rica decala lo na resposta ao se-
gundo quesilo.
I'elo que perlence ao quarto qaesilo, he lambem
verdade quanlo V. S. nell' refere, como ja foi po-
blicado1 no Diario de Pernanbaco de i do eorrenle,
onde V. S. tronscrevendo a carta do Rvm. Sr. r.iue-
ga prn.i-ur, narra lielinenli o que eulre ns se
pa-sou.
('.reio (er salifeilo quanlo m mim cabe aoi qoc-
tlU farmulaclos p r V. g. repclinde aqai o que par
veze Ihelanhodilo.que om.llvo da minha constante
intervengo em uin conflicto qua em nada me dina
respeilo, fot o lerein sido mbas rorus lentes, e com
ain.nenlr.ler sempro *lreita. relaees de amiza le.
I'ode V. S. dir publicidada a seta carta se assun
llie convipr.
Anroveito a occasiao para reiterar 09 proles^ da
estuna e consideraran rom ue sou de V. S. amigo
e criado mailo ohngado
Padre Joaquim Feneira dos Saulos.
Recife 10 de julho .le IH.'iT.
Illm. Sr. Dr. Canudo Aullan da J|. e Albuqaer-
que.I'eco-lde pelo amor que consagra i verdade
queira responderme ao p ne-ta sos segnintes que-
til.x :
I.-Se estando V. S. com ;n no dia em que em
um mesrro numero do Liba al Pernambuco se pu-
blicaran) Ires irUlos, na, quaes era eu alrazmenle
injuriado e insnlialo. rreio jue em dezembro proii-
ino pastado, mo lestemiii.d.iu chegar a minha Casa
o Rvm. Sr. padre meslre Joaquim Ferretra dos
8 mos para pedir-me que n*da responder a laes
injurias e insultos, ralo que lendo estado com o
Sr. Dr. Feiloza, llie dissera esle que tolos haviam
sido publicados em n seu cnnheciinenlo, reprovan-
d*o elle tal procedimenlo ?
Ir Ss nio leslerruiihoii responder eu ao dilo Sr.
padre mesire Santos, que inda dina e ficaria satis-
felo se o Sr. |l)r. Feiloza quizesse declarar pelo
Liberal isso mesmo que mi. a, 1-1,1 he, que lac* rti-
co* km lido pubheadot em o seu conhecimeu-
lo, rrprovando elle MKtalhaole procedimenlo ?
1* Se o Sr. padre mesire Sanias, ouiindo a mi-
niia deleruiui.i;'!) nao sabio |> ra ir coo-ulUr o Sr.
Dr. Feitoza, licaudo V. S. .1 conversar anda conu-
go, retirando-ve todava antes do mesmo Sr. padre
SaalM vollar'.'
Son com eslima de V. S. muilo alenlo venera-
dor e criado obiicado.
FUI ipe .Nei\ Collaro.
S.C 13 do julho de ts>7.
Illa. Si. lr Fllippa erjl (".iliaco.Em respos-
ta a ni., prsenle c irla, allinno ser verdade n quanto
i.ella n-i^iim.,. pon estan.lo em sua e*a ne.se da,
quando chegou o Rvm. Sr. padre me.lre Joaqun)
Forraira ootSantoe, a-si.ii a luda a conversa enlre
\ h. e o Rvm. Sr. Santos, tendo-me retirado pou-
co depoi* que elle sabio, duendo que ia cntender-se
com o Mm. sr. Dr. Feiloza sobre a declarado, que
\ .S. pedia que e*io fi/.e**a no Liberal Pernambu-
cano.
Sou com eslima de Y. S. muilo altelo ven>ra-
dor e criado.
Candido Aulran da Malla e Albuquerque.
(8) Al aqni foi lodo presenciado pelo Sr. Dr.
Candido Aulran como se ve de sua caria abaiio
traucnpla.
NEGOCIOS DE l'ERNAMBliCO.
Senhorrs rtiaelores : Em a sua tolda de IX do
pas-a in depare com urna correspondencia do Sr.
ronselheiro Jos Uenlo da Cunda e Figaeiredo, re-
lativa a nlgumas occorrencias hnvidas na a-semblea
provincial desla provincia, que f.uam menciona tas
pelo seu correspondente desia cidade, em a qual so
li- o seiiuinle trecho que me diz respeilo.
A repartirn das obra* publicas, de qae he en-
geulieiro o Sr. Mello Reg, era a nica que gozava
do privilegio da n.1n sor censurada pelas folha* da
opposir^ao,i que me causara especie.a
1'odendo a cilarilo da meo uome nesse negocio,
quando eu naquella poca u.lo era o chefe n re-
parltc.'io da* obra* publica*, e apena* simple* euge-
nheiro. como oulros nao mencionado* pelo Sr. cun-
.eldeiro, parecer urna insinnar.V.i lliahcua que tai-
vez nao e*tivesse na* uueiic,,,. de S. Exc, sou
obriiiado a declarar que se as folhas da oppusirao
guar.lavam osse silencio, que lano reparo cau*ou,
lo era rerlanienle por deferencia a mim, porque
sebero lodo, que me eonherem, qae neuliumat li-
Ka^ies lenho com ellas. Alm de que, lendo eu mi-
nha conciencia muilo tranquilla, e nao perlencen-
do a escola do* qae se algem em etlremo com
quaesqoer reflezes sobre seus actos, nao poderla
implorar oa deiejar um favor qua repugna a digni-
dade pessoal.
Qoalquer qoe fotie a diseusiao qoe livssse lugar
acerca da repartirn a que pertenco, qoer na im-
prensa, qur na assembla provincial, ella nao de-
verla prsjudicar-rae.
As sellas que foram lanzada* no recinto daquella
coi poracilo r.inlra eisa repartirlo, nao pidiam lerir
os engenheiro* sem alravessar o corara,1 do presi-
dente. Se S. Em. declara que eoimou muilo oque
so disso, nao lenho raz8o para ficar desconleule.
Esperando, senhores redactores, qua Y roes, acei-
tera esla declararan, que, a eiemplo do Sr. eonse-
Iheiro, fajo tambera por amor da verdade histrica,
desde j llie liibulo a minha gratidlo.
F. Raphael de Mello Reg.
Recife lo" de jnnho de ia">7.
Do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro da
-> de jnnho.)
*pittcacao a pcibo.
TRIBUTO AO MRITO.
Chego nesla villa o Sr. Dr. Bernardo Jos Af-
fonsn no dia dez de telembro do anno paasado, e
ii'iu ou-.e no da quinze de maio do correla anno.
Em todo o periodo detle lempo gozo sempre o
Sr. Dr. Alloiuo pelas soas sublimes qualidades, da
tuna e \mpa(hia de qoasi todos os habitantes des-
te lugar.
Aquelles que precisavam dos soccorrot da mede-
cina, a lodos minislrava com zelo, e demasiado cui-
dado, >em que pelas sua* fadigas, pelo seu Irabalho
recebesse pagamento algam ; e aules tmpreaava gra-
Initamenla os eus medicamento.
As felizes coras que fez. perpeluaram sen nnme
no coraran dos Canindeentes.por quem eshalao con-
tinuadamente profundos suspirns de saudades.
Receba por taulo o Sr. Dr. Adunso aonde quer que
se echar, esla pequea homenagem que ao en m-
rito tributam os Caniudeeose.
A. F. S.
Caniodc 4 de jutilio de 1857.
(Conimercfal do Cear).
(iraciliano Duprajo l'iineiitel, SimiSo i'elle* de
Alcnezes Jiinior.
Navio tahldo no metmo dia.
Ceara'lliale nacional k>ovo Olimlan, mestra An-
iones Jo.c Vanos, carca fszeodas e mai* goaerot.
I'a.saceiros, Anbal Maia, Manoel Cabral de
Mello.
mittm.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de
tnxenda desla provincia, manda fazer publi-
co, quealeni dos arretiilamenlus dos predios
que v"o a praga no da 15 do correnlo inez
declarados no edilal de > do mesmo mez
lem de ir tambero no mesmo da a praga
arrendameoto de um telbeiro sito em F'ora
de l'i.rtis, contiguo ao antigo quartel dus
eogo/ados, que servio de deposito da galiota.
Secretaria da tnesotiraria de l'azeuda de
I'eruHtnbuco, em 7 de julho de 1857. -No
impedimento do ollicial-mator, Luiz Fran-
cisco S. Paio e Silva.
Domingos Allonso Nery Ferreira, commen-
dador da imperial ordem da Rosa.coronele
commanjanie do i" butalhSo de inl'antaria
o commandante superior interino da guar-
da nacional do Kecife etc. etc.
Fago saber, que na terceira dominga do
presente mez (19 do eorrenle), se reunir o
conselho de revista de guarda nacional des-
te municipio, como determina a segunda
parte do art. 25 do decreto n. 1130 de \i de
margo de 1853, na sala das sesses da cma-
ra municipal desta cidade, as lo horas da
tuanhSa. na conformidade do art. 44 das
insirucgoes n. 72-2 de 25 de outubro de 1850,
afitn do lomar coobecnnento dos recursos,
iiue versarem sobre os castsdo art. 33, e
que forem inlerpostas pela maneira deter-
minada no art. 38 das ditas inlrucgdes.
Quartel do cominando superior da guar-
da nacional do municipio jo Recite 10 de
julho de 1857.
Domingos AITonso Neny Ferreira.
iuhir.i a -cen i n drama em 5 aclos ornado
sica
SI. CESAS DE mS,I
, parte de seu carregamento promptn, o hri-,ra, 15 docorrente, as 10 horas da manhfa,
I gue nacional Mara t'reciosa, capitSo Fran-1 na sua sopradlta casa de residencia, no ca-
de cisco Alves Mcira ; para carga Je passageiros iiiinho novo da Soledade pata o UanguiollO,
eacrafos a froto, para os quaes lem excel-: u nto ao sitio do Sr. Davies.
lentes cotninndos : trata-se como seu con-
signatario Francisco de. Paula Figueira de
Saboia, em seu cscriptorio ra do Apollo
n. 5.
O paral de I). Cesar sera feiln pelo artista (er-
rrjanOi e os de man pelos principaet arlitlaa da
couipaiiiiia.
Muilo desejava a scciedade dramtica eroprezaria
e o mesmo ai u-la Germano aprosenlar ao respeita- [ ...
vel publico um drama novo, porem fallan.lo o lem-
po aeeessario para o* romueteule* eusaius, e nrc- i
londendoa raesmatocledtde satlsfazera ancieda.le Fi,IT,cnto l"-a>> resto e
ti!* Danierioi irogoa di aHIMi ticriniBp, lmja
Pa*; o Ki > de .lanero.
O veleiro e bem conhecido patacho nacio-
Valente pretende seguir com muitah'e-
'Ividade, lem protnpto melado de sen carre-
'ftv *0* 'j mt&t*.
Publcaoslo Iliteraria.
O Acadmico do .Norte
No dia 20 do eorrenle sahir luz o pri-
meiro numero de um peridico scie.ililico e
Iliterario ob o tituloO Acadmico do Nor-
le. .Subscreve-se a 2.7000 por trimestre
prsenla drama jolgando assiiu agradar a
man du
lodos.
Finalizar o espectculo com a comedia
tommatm*.
5*


CAMBIOS.
Sobre Londres, 28 d. a60d.
c Paris, 3D> rs, por fr.
Lisboa, 92 por de premio..
* Rio de Janeiro, 2 por 0|o de descont.
Aeran do danr ,",n por ceolo de dividendo por con-
la do vendedor.
a compauhia de Reberibe fO])000 por acrao
a a compauhia Pemambucana ao par.
< Ulilidade Publica, 30 por cenlo da premio.
a a Indcmiiisa.lur.'i. til ule .
a c da estrada de ferro 20 por Orn, do premio
Disconto de lettrat, de 10 a 10 por cenlo.
Acte do Banco, 40 a 45 de premio.
Duro.llura despalilllas.
Moedas de (JsiOO velhas
o (i;, i i o uuva-
o 4^000. .
Prata.Pataches brasileiros. .
Pesos coluiiiiiari s. .
> meiicanos. .
2891
9B9500
IfiJtOOll
IliBi.lOO
9XKK)
2?0O0
fflOO
1^fi0
Caixa I^ilJal a Bruteo Brasil
F.MI3 DE JULHO DEIS")-.
Directores da semana os senhores : Ma-
noel (ongalves da Silva e Joso PerciraVi-
anna,
A caisa descoma lettras a 10 por cenlo ao
anno, e tonta dinbeiro a premio de confor-
midade com os seus estatutos.
ALFANDECA.
Hendimento do da 1 a II. .
dem do dia 13......
122:7*7*370
8:9549402
1.'il:70l;Mi72
Deccarrcaam hoja l de julho.
Barca portuajaeza liralidodiversos queros.
Itnitua suecoDiodemfamilia de trigo.
llura fraucezaComle Rn^ercemento.
Rarca inslezaItichimoiidmercadorias.
Brj.....uilezyaecdslepo resto.
Briyue americanoBreezefarinba e holachinha.
CONSULADO (.ERAL.
Bendimenlo do dia 1 a 11. 36:G31s879
dem do dia 13....... 7:940991 i
11:5773700
DIVERSAS PROVINCIAS.
lio i d enlo do da 1 a 11. .
dem do dia 13......
:ST:1-777
49f,ti.)t>
3:3S4sf!33
U9IA PARA TRES.
venda no escriplorio do
O* billmies acham-se a
Ibealro.
Principiar as 8 horas.
DESPACHOS DE EXPORTACAO PELA ESA
DO CONSULADO DESIA CIDADE NO DIA
13 DE Jl 1.110 DE 1857.
LiverpoolBarra insleza Prospero, diversos car-
regadore*, 7JI sacra* alodao, 1,01X1 punas de
boi, 200 arrobas de ossos
Bensutla por LuandaBrigne porluzuez ..Joven
Amelia, Manoel Alves Cuerra, fi, pipas auar-
denle, 250 Islas as.ucar brauco.
LisboaBrmue portuguez Conlanlci>, Thomaz de
Aquino Fonsoca o Filho, 5,000 ponas de bol.
Rio da PrataBngue mglez Que hstepa, Isaac,
Borlo A C, :t0 barricas assocar brauco.
Genova Barca sarda Palo, Rjslo & l.emos.
2,'i(K) saceos asssurar hraneo.
LiverpoolVapor inglez uCell, James Ryder
L., fi() saccas algodao.
Rio Grnele do SulBngoe nacional n.Mafra, Jos
A o lomo de Carvalho, 330 barricas assocar brauco.
EXPORTACAO"
Rio Grande da Sol. palacbo nacional Espadarle,
da 121 toneladas, eaudnzio o segrale : i() cooros
do cubertura, 20 pipas e 50 barri* de 5.- agul-
dente, 470 barrica* e 100 barriquinhas com 1,190
airnbas e II libra* de assucar.
PoGca d -p.inli.il i Joven Alela, de 192 tonela-
das, conduzo o seguinle :20 aceo*. 100 harri-
quiuha* o 4,100 dan ir,i- com 9,147 arrobas Ii2 de
assucar.
Baha, sumaca nacional Ilartencia, de 91 lanc-
iadas, coniluzio o secuinte : 400 barricas familia
de iriRo, 50 meia* .Mas naoleigs, 2 eaies muro de
loslre, 234 eacco* cera de carnauba. 15 eaUes velas
de carnauba, 4 c.aia cnlelieles, 5 meias pipa* atei-
le de rarrapalo, 20 saccas algnlSo, 1 barrica asta-
car refinado, 3 carros de carraRar gneros, 500 va-
queta*.
KECEIIKDOIUA DE RENDAS IMEKNAS GE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Rendimeoto do dia I a II. 13:1861073
dem do dia 13....... 2:14fi^l9
CORRER) GERAL.
Pela ,iiIiiiuii.ii ara., .lo rnrreio te faz publico qoe
o vapor r.i-ieuu ..Persinunga recebe a mala para
Macei, amnnhaa (15) do correute as hola da
larde em ponto.
A pessoa que deixou na administrar;3o
do correio urna carta para Jos Segundino
deGomensoro, na Kahia, queira virsatisfa-
zer o respectivo porte, para' poder seguir
seu destino.
De ordem do meritissimo tribunal do
commercio desta provincia, se faz publica
a copia infra a da collecgSo dos estylos e
usos commerciaes da prat;a do Maranhao,
adoptados pelo tribunal do commercio da
mesma provincia.
>ecretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco, 13 de julho de 1857.Dr. Apri-
gio Justimano da Silva GuimarSes, official-
maior.
ColleccSo dos estylos, e usos commerciaes
da prsija do Marantiao, declarados por vr-
dadeiros, pelo respectivo tribunal do com-
mercio, emsesso de 22 de jnnho de 1857,
de conformidade como art. 26 do regula-
menlo u. 738 de 25 de nnvembro de 1850.
Commisses.
5 pot ceoto de venda de mercadorias im-
portadas do cstraogeiro, a excep;3o das de
Portugal, e porlos do imperto, que he de 3
por cen lo.
2 a 3 por cento de venda de gneros da
provincia.
3 por cento de compra e remessi do g-
neros para qttalqtier porto nacional, ou
estrangeiro.
2 a 3 ,>or canto de compra eremcssi de
eticommcudas para o interior da provincia.
1 por cento de sacar, ou tomar e remelter
letiras por cotila .ie lerceiro.
I por cento do cobrar leltrar, ordens, c
receber dinheiro, a excepcao de cobranqas
em repartieres publicas, que he de 3 a 5 por
cento.
5 por cento de cobrar lettras de importa-
qio ; 5 por cento .le agencia-lo para expjr-
uk..,"io, e 5 por cento sobre os costlos dos
eslrange!ros,coin excepgaodos pottuguezus,
para os ,juaes por tojos- esles aclos ao acha
eslabelecida a de 100/ a 3005 rs ; menos sa-
hindo em lastro, he somente da 3 por cento
sobre o casteio.
Naserabarcac/ies^de cabotagom, a com-
missSo he o? a loo? rs., e de 3 por cen-
to sobre o costlo sabindo em lastro.
Del credere.
1 por canto sobro lettras.
por cento sobre venda dos gneros do
imperio, e estrangeiros, a excepgo proce-
dentes de Inglaterra, que lie do 2 a 2 1| por
cento.
Armazenagem.
1 por cont (pago pelo vendedor), sobre
venda iln gneros guardados no arma/.em,
ou escriplorio do consignatario, com excep-
tu das suecas de algodo, que paga por ca-
da urna do 60 a 80 rs. por mez. As recollii-
das as prensas, pagam somente por onfarda-
menlo e safamento 500 rs. cada urna, sendo
prensadas, e 260 rs. sendo solas, a cusa do
navio, quo as exportar. O arroz em casca
he levado as fabricas de descascar, pelos
barcos do interior, c all medido do acto da
eutrega ; e a vista do recibo no fabricante,
recebemes mestres o respectivo frete, que
he regulado por alqeire. A venda, que lie
fei la por : I que i re, regula-so polas amostras,
segundo o rendimento que usas aprosen-
lam, isto lie, pelo maior ou menor peso, que
pro,luz cala alqeire. Nao paga arinaze-
nageai, e somente o soque, que viria de 160
a 300 rs., por arroba, p8go pelo comprador.
Os navios que oexportatn, vo busca-lo as
faln icos a sua custa.
Os couros salgados sflo depositados nos
armazens Ja cinara municipal, que, por
cada um percebe 30 rs do comprador, por
contadequem corretn tatnbetn asdespezas
de beneficiar, e pesar. A despeza do em-
barque corre por conla do navio exportador.
Fretes.
Os gneros oxiiortados para o estrangeiro,
e provincias do imperio, regulam-so por
arroba no algo iSo, arroz, e assucar, e por
volutues nos dentis gneros, sendo que,
para Inglaterra he sempre por tonelada, com
excepQij do algodo.
Gabinete ptico
ATERRO DA BOA-TOTA M.
IIOJE 14 DK JULHO DK 1857.
Grandiosa he admiravel exposiQSo de vis-
tas das principaes capitaes, portos de mar,
e outros pontos mais notaveis de todo o uni-
verso.
Nestesalflo verdaderamente recreativo, a-
cham-se representadas com a maior nalura-
lidade e perfeicao os edilicios, monumentos,
nos vulces, e tudo quanto pude chamar a
attengao de um viajante, tornando-se mais
interessanle em parlicnlar pela liel repre-
senlacSo das tremendas batalhas.grandes es-
quadtas, a prestos militares e todos os suc-
c.rssos memoraveis, e mais recentes da gi-
gantesca guerra do Orienta?, dos quaes o es-
pectador ponera formar urna idea quasi tao
exacta como se por si mesmo asvisse.
O director tem toda esperauca de que o
publico desta capital, apreciador como he
de todo o mrito artstico, o favorecer com
o mesmo acolimento que merecen ello no
Rio de Janeiro, e ouiras cidades do imperio
Vistas que serao patente a das ate o dia
19 do correte.
GL'tiRRA Di) ORIENTE.
1." As principaes personagens da guerra
do oriente:
S. M. Nicolao imperador de todas Itussias.
S. M. Adulmeiji, imperador da Turqua.
S. M. MapoleJo II, impeador dos r'ran-
cezes.
^ M. a rainha Victoria em conselho de
conferencias, acontpanhada de seus estados
maiores
2. Ataque do forte de San-\colao, a-
onde a esquadra russiaua licou completa-
mente derrotada.
3." o grendo desastro de Signope, aonde
a esquadra turca, licou derrotada.
*. Embarque dos francuzes em Tolou para
a guerra do i.fenle. ,
5.'1 Desembarque das tropas francezas, e
nglezas em Galipoli.
6. Ll Kergantin turco, chegando com a
noticia das esquadras aliadas, em frente de
Constantinopla.
7. as escuadras aliadas, alvorando o sig-
nal de guerra a liussia.
8.' as esquadras anglo-francezas, passan-
do no mar .Hegro.
9.- O grande bombardeamento do F.dessa,
os ingiezes botando logeles a congrewe.
10. Bombardeamento oe Sebastopol.
11.> O ilio de Janeiro tomado da tilia das
Cobras
12 a Vista da cidade da Babia.
13 a Vista geral de Paris, avistndo-se 25
leguas.
14." Vista do Lisboa.
1J.' O grande palacio da rainha de lles-
p inha, representando ser luminado com 500
luzes.
16... O interior do palacio do Luiz Filinpn.
em Paria.
17." A grande torre de Babel, urna das
priiueirus inaravilhas do mundo.
_ 18 a i\apoleo I. botando oculo, e o pbisi-
co chino jogando os seus bilheles em frente
da calredal de MtlSo, tocando msica.
Todas as semanas havero vistas novas.
Cuitada l?i)ntl res.
para us quaes tem excedentes enmmodos,. para csta provincia, c a 2s500 para lora del-
trata-se com o sen consignatario Antonio u, sahindo nos das 10,90 e 30 de cade mez,
Luiz deOliveira A/.evedo, ra da Cruz n. 1. R nesla typographia vende-so avulsoa2Mi
res.
A pessoa que pp.rdeu tres documentos
na praea da Independencia, acerca de na-
vios, queita drigir-se a livraria ns. (i e 8,
que se Ih'os entregara.
O geneial Jos Joaquim Coelho, tendo
nestes das do seguir pasa a Kuropa, sent
profundamente nio poder despedir-so de to-
das as pessoas de suaamizade, em conse-
cuencia de Ih'o no permitlir o sen estado
desaude: tiesta impossibilidade soccoire-
se do vehculo da imprensa para preencher
icsse dever, e ao mesmo lempo assegurar-
Ihes a roiitinuai; '.o de sita estiuia. Offerecen-
do-lhes o su preslimo onde se achar, se
dar por muito satisfeito se o oceuparem de
qualquer objecto que Ihes possa servir de
utiliaado
compauhia
de iii vegada o a vapor
Ilaiiibur^o-Brasi le ira.
Eapera-se ne-les diaa do sul, o vapor hamborguez
PETROPOI.LS, e depois da demora do costume, se-
guir para llamburcn, locando no porlus de Lisboa
o Soulhamplon : qualquer informadlo*, com os
agentes, na roa da Crut n. 1.
Laililla vell 5
era de earnaaba e sebo
euado.
Vende-so no armazem de I). R. And o C,
ra da Cruz n. 15, assim como velas de car-
nauba do Aracaty de superior qualidade, e
lo de algodSo da Baha, tudo por commoJo
prego.
- Pede-se aos commandantes de qual-
quer urna das guardas que fa^am respeitar
Espera-se nestes das do" Havre um dos u lur*ar 'lllfi occupain, porque se. tem encon-
navios desla companhia oclipper (Porto Iti- Itrado era Igumas das ditas guardas e as
eo), o qual sahir com toda a brev lade, por i 8unUs, das 9 horas em dianle, mulheros
ler a maior parte do carregamento proinpto,! proslilutas.quo causam grande escndalo ao
e para o resto recehe-se a frete : a tratar publico, c por ah se conservan! toda uoite.
paquetes a vell i entre
Havre e Pernambuco,
de l.T Barhey & C.
N O. Bieber ci C
com os consignatarios
na ra da Cruz n. 4.
Real coinpanUla de pa-
quete niilez-s a vapor.
Ale o dia 21 desle mez espera-se do sul o vapor
AVON, enmmandanle Kivolt, o qual, depois da de-
mora do coslume, teiiuir para Sonlhampton : lo-
cando no i'.'ii,i. de San-Vicenle, Tenenfl', Madei-
ra a Lisboa : para passaaen., ele, lrata-e com os
.mentes Adamson llowia ii C, ra do Trapiche-
Novo n. 12.
,U..^&
tim

^0,
Para o
Maranhao
O brique nacional M.VIU.V Ll'/IA, capilAaJnAo
da Silva Muraos, prompto a -,-,,,,,r netles 8 dia
para .. doalino indicado, por ter pi um lerco do car-
rrfzamenlo irranj.ido, recebe lauliun cara a frete
eommodo para o Pai, com a cunJn;ilo de ser Iras-
|ia--a 1 i a nutro navio no MarauliAo, para onde sahi-
r.i no prazo rn.ir.-ado, com a carga quo al enlt li-
vor a burdo: consignatario Aulonio de Almeid.i
(ornes, na ra do Trapiche n. l(i, seguudo audar.
I5:632492
CONSULADO PROVINCIAL.
Bendimenlo do dia 1 a 11.
dem do ni, 13,
14:9039739
4:58t3U9n
19:49094 '.i
(le nav '^acao a v^por
(gittOpS i YLurn'icanii.
mtatP 90 p$t$#.
Diversos,
Asdeapezasde cairelo at a balanca, pe-
sar c cout.i" qualquer genero, corrern por
sonta do vendedor.
vendas de mercadorias importadas de
par/, estrangeiro, silo ordinariamente feitas
a praio de 4 e fi mezes : as do gneros da
provincia, avista; exceptuando as do al-
godao em porijOes mais avultadas, qoe as
vezs aSo a pra/o do 1 a tres mezes.Con-
formo.Oollicial-maior, Pedro Weneseoso
Catanhedo. Conforme. O ollidal-maior,
lr Aprigio Jusliniano da Silva Cuimaraos
O cnnielho adminislralivn do patrimonio dos
rphSos, lem de levar n hasta publica em a sala de
soas aessie no dia II do eorrenle,as rondas dos sitios
e caas abaiiu declaradas, que licaram por arre-
maiar em as [.raras anteriores, cojaa reodas lem de
deeorrer do 1 do referido me de julho a 30 de ju-
nho de 1808, segando o que dispuem os arta. 28 e 29
do resulamenlo em vigor, a saber :
N. P. N. P.
Ba dos Torres.
39 18 Dous andares 22(j9O0
Bua do Amorim.
jj 21 Casa terrea IIOjllO
Bua do Vigario.
22 Tres andares 6169110
Bua da Coia.
t^.isa lerrea 1323110
Diladlla IIOS220
Pora de Porlas.
Casa larrea UI9I6O
Hila .lila 1419460
Dita .lila 1419460
Silios.
2 Estrada Panameirim 309000
.1 ila Itozarinho JilrMO
l Dita Merueira 200>OOU
ils licitan:.-. Iiajam do comparecer com ns seu
No dia 19 desle meit espera-se do sul o vapor in-
_','/ 1IV1IASPLS, e depuis da demora do BOSlaime
aoaoir para Antuerpia, locando no pprlos Oe |,i-
b ia e Mitilhaiiiplon : para passaceirn, efe. Irala-se
din ns atoles lleurv l'orster, ra do Trapiche
n. 8.
Companhia
Per na m foiic na.
n
M 25
M 37
91 IOS
92 103
93 101
fiadores em a sal.i das ses-.ie ,io uir-mn conselho a
II doras da manilla do mi.ncinnado da.
Secrelaria do cun-elho administrativo do palrimo-
aio dos orphtes 10 de julho de 1877.O secretario.
.Manoel Aulonio Yieaas.
Navios entrados no dia 12.
Para' e porlos intermedios II das, e do ultimo
12 hora., vapor nacional .Paran'., commandan-
te F. P. Bori;es.
Babia3 das, vapor inglez Cell, command'nie
h. S. Cook, carRi assno.ir e caf ; a Asllev & C.
I enanca a Sundainpton.
Anvors 60 dias, patacho hollando! ..Ville'mna
Mariiin. de 125 loneladaa, copllao P. Sonuevel.l,
eqolpagam K, cara.i rnendaa : a Lola Jos Anlo-
niode>iq,iera. Perlence ao porto de I'lissingen.
Navios sabidos no mesmo dia.
Bnenos-Ayres por UoMerairleo Patacho dinamar-
qnai Mara, eapliao II. Kroger, carga assocar e
aoardeme.
As.u'-llarca nacional Yaya., capilo Marcos Josc
da silva, cm lasiro. Pa..airos. Marcelino J..-
de Mnraes, Joaquim Damin |tarhna, Aulonio
II. Il.-zerra, Joilo V. K. lie/erra.
Phil..delpliia pela ParahihaBrigne ingles J..slio.
Hary,eapilo I. W. Iiimer, em la.iro. Passo-
peiro. Hanoel de Araojo Alcoforado, Jos \ve-
lino Moaleiro Lima.
Navios cntiaaos no dia 13.
Camaraglbo3 dias, hiale nacional sSanta Lnzia
da 21 liuieladas, mesire E'tevSo Ribeiro, en,uipa-
goro 5, Carga assocar e in.iis gneros ; a Manoel
Jos Laile. Perlen-e a h Pernambuco.
Miceio2 dias, barca ingleu aAnnaScola, de 221
toneladas, capillo Jane. Ala e tiregor, cquipasem
10, carga asiirar ; a S. Wilson & C. Passagoi-
ros, Jos* Joaquim llourad,,, .ua senhora e 2 es- I ci.co de Oliveira, vaTfaier a sua rt'eoirada
cravos, Joo Tonaira Oiorio, Agosliuly{_ Joi I Ibealro no da
-
*.<
Feidel Pinto & C, far3o leilao por
iutertenQaJO do angela Pestaa, de um com-
pleto e variado sortimento de miudezas,
perfumaras etc., ludo proprio do mercado :
(juarta feira 15 do eorrenle, as 10 horas da
manliaa, em seu armazem, na ra da Cruz.
LEILAO.
liarroca & Castro farfio leilao, por in-
ti'tveiinio do agente Pestaa, le um rom-
[ilelo e variado sortim-.into de lazt-ndas
inglesas e francezas, rnuito proprias do
mercado: tenja-feira 1 i- do eorrenle, a's
1(1 horas da manliaa, em sen armazem,
na ra da Cadeia do Recife n. i.
LEILAO
(|ne faz o agente Pestaa, por ordem Je
urna familia une se retirou para a Euro-
fja do vapor sanio, consistindo em urna
mobilia de Jacaranda', cadeiras.sola',me-
sis de diversos joslos e'redondas, ricos
cpiadroa, cadeirai de balanco de Jacaran-
da ditas americanas, ditas para sala de
jantar.cotnmodas, urna linda secretaria,
um ricoguarda-roupa, mesa elstica, ca-
ma ftanceza, dita de armacSo parh meni-
no, berros le Jacaranda', lavatorios deja-
caranda', ditos com espellio, apparelho de
porcellana para cha', dilo para mesa,
diversos vidros, garrafas, copos, clices,
compoteiras, porta-licor, lanteraas, can-
dieiro, trena decosinha, e outros objec-
tos pese acham patentes aos comprado-
fes: piinta-feira fb' do corrente, a's 11
horas da inanhaa, na Capunga-Vell a,
jitnto o porto Lasserre, defronte da casa
emque mora o Illm. Sr. cnsul de Franca.
O agente Borja f ira leiln quinta-fera,
l( do corrente, as 10 horas da manhiia, em
seu armazem, na ra do Qollegio n. Id, de
diversos escravos de ambos os sexos, entre
os quaes sohrssahem tluas ptimas pretas
niogas.com bastantes habilidades e um ho-
nito moleque le 12 anuos de idade, os quaes
serlo difinitivami'nte Tendidos naquclle da
O agente Borja fara' leilao, cm sen
armazem, na ra doCollegion. 15, le
nina juanliilade iinmetua de olijectos
de dil'erentes qualidades, pie lora im-
|iossivel mencionar : sexta-feira 18 do
corrente, as 11 horas da manhaa.
O agento Borja, por aulorisacao do
Illm. Sr. Ilr juiz de orphaos, a requisicao
de D. Mara da Conreino Perers, inventa-
riante do casal le seu fallec io filho o Dr.
Antonio Fraarisco Pereira de Carvalho, fara
dilinitivginenie lnillo de diversos objectos
perlencontes ao menor, lilho do dito Dr. Pe-
reira do Carvalho consisiinJo em urna rica
bandeja de prata, varias 88Ivas, rasuraos,
um riqu'ssmo alereco do diamantes, diver-
sos ditos de oun botes de abertura com
hrilhantos vollas, pulceras, trancelins, e
oulras muitas obras, etc.; assim como urna
porcSo de livros de dircilo e ltteratural:
quart-.-feira, 15 do crrenle, as 11 Horas da
manhiia. Vessa mesma occasiao lambem
o referido agento fara loilo, para liquida-
cao de cotilas de um negociante ingle/, que
se relira para lora grande porcSo sejam ; relogios de algibeira, patente in-
glez, novos, correntes de gosto moderno,
botfles de punho e de abertura, atlererjos
completos, pulceras, allineles, argnlas, o
outros mullos objectos que scom a vista se
THEATlO
DR
Santa Isabel
O vapor PERSIMIMIA. rnmmandante lenle
Horeira, -ahe ainanhaa, os t horas da larde, para os
porlos do sal ; o excediente fecha-se boje, a's ."> ho-
ras da larde.
- Par? Lisboa, sabe impretorivelrnente
no da de agosto prximo, o tingue por-
tuguez Constante : quem no mestmi quizer
carregar oa ir de paasagem, para o que ten
os melhores conimoios, trate com os con-
signatarios Thomaz de Aquino Fonseca di P-
lbo.ua roa do Vigario n V.), primeiro andar,
ou rom o Sr. Silverio Manoel dos liis, na
praea.
Para a cidade do Porto, com escalla
por Lisboa, a nova e muito veleira barca
portugueza Uaria Feliz, capino Zeferino
Ventura dos Santos, a qu.il he esperada oes-
te porto at o fim da presente semana, pro-
cedente do Bio do Janeiro, donde conduz 3
tercos 1I0 son c?rregamenlo. e ter apenas
6 a 8 das de demora ueste porto : quem na
mesma quizer carregar, ou ir de passagem,
para o que tem excelentes comino los, diri-
ja-secom antecedencia ao seu consignatario
Luiz Jos de Sa Araujo, ra do Brum n. 22.
liai,
(iompra-se um escravo quo seia fiel
na antiga botica de Moreira fragoso, ra
do Cabug n 11.
Cal virgen e potassa.
Cal de Lisboa chegada nestes dias, c po-
tassa superior : na ra do Trapiche ns 9 e
11, armazem.
Fjj -.
Vendom-se saceos com feijo recentemen-
techegaiio, por pr.'Qo razoavil: no arma-
zem do Sr. Luiz Atines, defronlo da alfan-
dega.
Quem for dono de 2 paos de cedro que
existen no estaleiro do Sr. Jacintho, junto
ao trapiche do algodSo, querendo vende-los,
falle na ra do Codorniz u. 5
- Precisa-se de 2 trabalhadorcs para pa-
daria : no aterro da Boa-Vista n. 41.
Precisa-se fallar com o Sr. padre Dio-
go de Jess F a respeito de um engao
que se deu honlem : na ra do Cabuga, luja
n. 11.
Dous tictes negros C, que moram no
boceo infernal da camboa do Carmo. d'onde
descendo tres gatinhospequenos que herrara
toda a noite, que i uro ni moda avizinhanca,
e alcm disso suas borracheiras e seus insul-
tos, e pelo mesmo becco tem concurrencia,
depois das 10 horas em dianle, o Sr. F. C,
ignorado pelos moradores loor ser pessoa de
tal e tal, e iirigir-se pelo portao de urna ca-
sa da ra das Trinclieiras : roga-se as auto-
ridades policiaes que botem suas vistas para
tirarem tal ruina d'entre pessoasLeva pao
e viva quem me de 1 & C.
--- Acha-so na subJele^-acia da freguezia
de Santo Antonio uns objectos que parecem
ser deouro, algutn dinheiro em prata e se-
dula, que foraai aciados por trea soldados
de polica o 1 calceta, segundo communicou
o respectivo 5r. commandante: quem for
seu dono comparecana mesma subdelegada
com as provas necessarias, para Ihe sor en-
tregue
AVISO.
D-se lOltyOon a quem pegar a mulata es-
crava, de nome Rosa, com os signaes seguin-
tes i lade 2i a 21 anuos, cor alvacenla e de
boa estatura, oorjio refereado, tom 2 cicatri-
zes bem visiveis no queixo do lado esqtter-
do, cabellos carapinhos e avermelhalos, t
testa eslroita ; fugio na noite de 2 do cor-
rente, e quem a pegar, p lo levar na ra ,10
Cabuga n. 11, loja de seraphim Irmao.que
recebera a quanlia cima.
No deposito das bichas,
ra estreita do P.osarion. II, ha muito bons
queijos do Serid, ditos londrinos, ditos do
reino muito frescos, ditos suissua tambera
muito frescos, doce de goiaba muilo fino,
latas de biscoitos linos de todas as qualida-
des, presuntos para fiambro.ditos do Laniego
para panella, paios e lingjicas, charutos de
todas as qualidades. passas, ligos, ameixas,
latas com peras, pecegos, giuja, damascos,
assim como a boa pitada do verdadeiro si-
raoute da 1 achoejra, para os velhos de bom
goslo que a sabem apreciar, tudo isto se
vende por menos do quo em outra qualquer
parle.
Perdeu-se urna flor do brilhantes, da
ra do Livranieulo at o thealro : quem a
achare quizer restituir, dinja-se a ruado
Livramemo 11. 4, que ser bem recompensa-
do Assim como se pede aos senhores ouri-
ves a quem f.ir offerecida para vender, para
lesmanchar, fazerem o favor de pa ttcipar
na mesma ra do Livramento n. 4.
Al le tu;,",,.
A abaixo ssignada rog a lodos os deve-
dores de seu fallecido uvri lo Joo Guncal-
ves evangelista, que venham pagar os seus
Jobitos at o lim do correle mez, e os que
assim Dio o fizerem serSo chamados a juizo.
Kecife (3 de julho de 1857,
Idaliua Mara dos Santos.
A pessoa que anuiinciou no diario
urna utulher da meia idade para companhia
o tres mocas solleiras, dirija-se a ra do
Uueimado n. 2S, segundo andar.
--- Continua a estar fgido o escravo, de
nome Ventura, natural do Maranhao, de 45
a 5(1 anuos do 1 la.le, rosto escaveirado, tem
as pernos alguma cousa arqueadas, he bas-
tante fallador, j deu urna fugla, acoul-.n-
do-ae na mata de Beberibe: quem o pegar
pode levar a seu senhor Munool da Silva San-
tos, na ra da Cadeia do Recife. que dar a
competente gratificac/io.
Ao bar&t i
Nos qua tro cantos da ra do Queimado n.
18 A, esquina que vnlia para o Rosario, ven-
dem-se superiores chapeos brancos de cas-
tor a frOOO, rolletes de f istao r^-itos a 1JMI00,
palitos de alpaca preta e de cores a 43, case-
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda
fazer publico, i|ue se acham a venda, no
pavimento terreo da casa da roa da Au-
rora 11. 2(5, Jas 9 horas da manhaa a's 8
da noite, bilhetes, rncios e quartoa, da
terceira parte da primeira lotera doCoJ-
legio das orpliaas, cujas rodas and.itn no
dia 18 de julho.
(1 meimo Sr. Iheaunreiro manda declarar, que
leudo do reformar o prsenle plano por ogiro, am
tudo L'u.il a quarla parle do Bio, peda aa pasaoaa
que teem encoromen.lado bilhelaa para quando enli-
i"*f em i'vrcur.iu a lei provincial n. l'J'.i. que im-
pfiem si p.ir cenlo sobre 01 bilheles do Bio, quei-
r.uii vir declarar que porreo de bilhele quarcm,
para que elle, avista das qnanlias pedidas, posa or-
uaniar o dilo plano, o qual esrlameu) olTereee
mais interesse aos jogadore.
Thesouraria daslotcrias, 11 de julho do
18,">7.Jos Januario Alves da Maia,
escrivao,
0 abai\o assignado, possuido do
maior cm|>euho de se descubrir os auto-
res e cmplices do horroroso as*assnato
perpetrado na pessoa do seu mui preza-
do amigo Thomaz (iollan, vice-rjonsul de
S. M. liritannica nesta cidaile. olleiece
dous contos de reis a quem lhe prestar
qualquer esclarecitnento exacto sobre e-
se facto, ou 111.'sino o conhecinnyito de
alguma circunstancia.011 accessorio delle,
de modo pie se possa averiguar a verda-
de, assim como assegura, sob sua palavi.i
de honra, o mais inviolnvel egiedo, a'
piein fizer <|tial|uer dessas reveladle,
pois he bem possivel chegar-se ao fim
desejado, sem declararle donde Has
procederam.
Consulado Britannlco 11 de julho de
I8.)7.II- Auguslus Cooper, cnsul.
Bichas de Haiii-
burgo.
Estn expostas ven ja aos rentos e a re-
talho, na loja de barbeiro n. 2, confronte ao
Bosario de Santo Antonio.
Precisa-se de urna ama : na ra de
Santa Thereza n. 5.
Borzeguins.
No aterro da Boa-Vista, loja n. n. 14, de-
fronte da boneca, vendo ;i-se bor/.egums
com salto, e o couro do lustre mais sol lo
dos que esto mais em uso. tanto para se-
nhora como para meninas, por prec.0 eom-
modo, a dinheiro vista e a troco de seda-
las velhas.
-- (i abaixo assignado previne ao Illm.
Sr. thesoureiro das loteras da provincia,
que se Irte desencaminhou umbilhetr intu-
ro da luleria que correu no dia 11 do corren-
te, o qutl existe firmado no verso com o
nome do abaixo assignado, tendo os tres
prmeiros nomes em iuicaes e o ultimo por
extenso; pelo que roga que no caso de he-
sor apresentado o mesmo buhle, nao o pa-
gue sea,"io ao baixn assignado.
Manoel Joaquim da -1 Iva Pobeirn.
VenJem-se guras, mocas a com algumas habilidades :
no pateo do Carmo n. 6
A 2^500 a
pe^a
o
i,-
5
':>

pti-lem apreciar, os quaes se achariio t-alen- ,nlras preas bordadas muilo linas a 69, cas-
tes ao r-xarne dos Srs pretendentes, no da 1 ?."s ^e cores a 160 o covado, riseado francoz
do leilao cima mencionado.
Leilao de cai.\,s
de cna
hjrssoii e litis com fo-
lhas de iui.iies va-
riadas.
Oproposto do agente Oliveira far leillo,
por conta e risco de quem pertenoer, des
caixasde cha hysson e 27 ditas com tullas
de llandresaveriadas, a bordo do navio Mig-
notielte, na sua recente viagem de Londres
a este porto. terca-feira, 14 do corrente.
cha as 10 horas da manliaa, no armazem do
Sr. Luiz MUonio -.unes, delronte da porta
da al 1.111,Ir.-n ; < a folha de llandres ao meio
li
fino a 200 rs., e outras mullas fazendas, por
presos commodos.
^IIIUO e:'> OIIIT.
Vende-si) fumo cm folha, as arrobas ou
fardos, hoa capa o segunda : no aterro da
Itoa-Vista n. 72.
Fi'i -e .-. iii''ia<>.
^'a ra do Coliegio, loja n. 13, vende-se
urna porcSo do melhor fio que ae fabrica na
Babia, o daiii chegado ltimamente.
Precisa-se do um leilor que culenla
de phnlacao e que seja bom para um sitio
pequeo e porto da cidade : a tratar na ra
da Sladre de Dos n. i
Venden] se na ra Direita n. 95, velas
le rariiauba de 6, IO e 13 em libra, pelo
da em ponto, no los Srs. Cardoso ta Jnior, na roa do caes de Apollo, junto baral".e'"eco de .9*000 a arroba, c
ao arco da < Arhan.ln-e n
ta cidade n artista Germano Fran- I
aaste
Va i se
bem fabricadas; 1 vi>ta faz fi
Vende-se um sobrado de um andar n.
A Sra. viuva Jane {olan, tendo de 77, na ra Vclhada Boa-Vista: a pessoa que
retirar-se para Inglaterra, fara leilao, por o'quizr comprar, dirija-se ao paleo do Car-
inlcrvenc.i do preposlo do agente Oliveira, mu, taberna da esquina do becco de Strapa-
da mobilia da rasa do sita residencia, no le, que ah adiar com quem tratar,
campo, consistindo em sof c cadeiras deja- No aterro da Boa-Vista n. 80, vendem-
caranda, cons'ilbs e banca redonda da mes- se boas cinturicas de Lisboa, ltimamente
ma madeira, com lampos de podra, cadei- ebegadaa, a 500 ra < lilira, aletria, macar- I mensaes, por urna ama boa,
de braqos, banqui- ro, pevide e estrellinha, tudo |iara sops a zmlialr bem.
seu consignatario Domingos Alves j n,las> gua'da-r >upa, commola, camas de 3'l, queijns de pra'o a 400 ra. a libra iutei- Klompra-se cfTectivamente bronze, la-
na ra do Apollo n. 23. 'erro, espiogarda, candieiros de globo, iou- roa, e em libras a 480,superior cha peto de tilo e cuino vel lio : no deposito da rundico
^ 11 rt'Olii* i-HKMro a de porcellana lloarada para cha, dilapa- ma>sinhos de 11-2 libra, de 3 em libra e de da AuVora, na ra do Brum, logo ua enlra-
v j,, ^uiiniuo. ra sobremesa, trem de cozinha.illiSo novo, 1|* a isfiOO a libra, castanlias piladas de Lis- Ida nJ 28, e na mesma fundieo, em santo
uir com muila brevidade, por terselitm o outros muitos objectos: quarta-fei-iboa a 8Urs. a libra. Amato.
'ara a ama
Segu em poneos dias o veleiro hate Cas-
tro, forrado e prgalo de coin, por ter ja
parte da carga prompta, para o resto, IraU- ''-';s do balanco, dt
se com
Mallico.-
Madapoliin lamo com nm pequeo loqne
de avaria, pelo baraloiprer-o de 25-"iO0 a pe-
re : na ra do Queimado n. I!), loja de
fe .s'aulns Coelho.
O abaixo assignado tendo comprado
aos administradores da raassa fallida do
finado Ilaphael Flix Jos (iarcia, lc>do o
activo da mesma massa, avisa aos devedo-
rs daquclle finado, |uc a paguem seus
dbitos ao abaixo assignado, ou a' (vossoa
competentemente autorisada ; roga,jx>s,
0 abaixo aos referidos devedores, que se
enli'inl imniiii oannunciante, na sua i ri-
ja da na do Oun ma do ti. 10. Kecife 15
de julho de 18."7.Manoel Jos Lcitc.
Atteneo
1
Na gra de fabrica de fa-
itiaiicoi da ru* Direita,
esquina do becco de S.
pedro 11. f(i
Ha effectivameuto um grande .sortimonlo
de taniancos para todos os lmannos, quer
a relalho, quer em grandes porcoes muilo em
conta ; c fazen-se lambem de encommenda
a moda do Porto, para homr-ns e senhoras.
pistao
Vcndo-se um pistao : na ra Direita n. 16,
loja de tamancos.em bom estado e muito em
cinta.
KSTUVn DEFERRU nr> rfxife, a s. fran-
cisco.
O Sr. James lempleton Wonct, thesoun 1-
ro e stiierintendente da companhia da estra
da de ferro, manda fazer publico para obviar
embarazos e solver duviias, que nio paga-
ra conta alguma extrahida em nome da dita
companhia, de objectos comorados por d.s-
aoaa pertencenles a mesma ; devendo laes
cuntas ser exirahidas cm nomo daquelles,
que as coutrahirem. Hece 13 de julho 1
1857.Joaquim Moreira Cavalcanli do Albu-
querque.
Britsh Clerk's ProfideiM
Associaiimi.
The II ilr yearly mectlng oflhis Association
villtake piaceat the llriitsh & Fnrign li
brary, ra do l'rapixe, on Wednesday lh
liflpcnth presente al 4 1|2ii'clnck p. m K-
cife 13 july 1857.By order. -Itoberl (ikell,
honorary secretary. a
los d9 Agona
A mesa regedora da irmandade de San-
loae da Agona, erecta no convento de .Nossa
Serihora do Carmo, convida a seus irmaos
para comparecer no dia 16 do corrente, pe-
las.lo horas, no seu consistorio, alim tieas-
siitir a resta de .Nossa Senhora do Carmo,
a larde para acompanbar a procissao, que
1 .'ni de percorrer algumss ras, para a qual
lomos convidados pelo llvd. provincial ; a
mes| espera, que. ieus irmos com^arceam
para naic brilhaotistno do acto.Antonio
Joaqjuim : Almeid Cu/, secrelario da ir-
manuade.
~- Um liomcm de maior idade, muilo so-
cegajlo, prnciM de um rommolo cm um 1
casa'particular, 11.1 qual tetilla um quarto,
ou sida indep-'ii lente, e que se encarreguem
ie llie dar almofo e jan ar : a quem lato
lhe cpnvier, delxe catla 110 escriplorio desle
Diario, com as iniciaos A. C L., ou annun-
cie por osle mesmo Itiarto para ser procu-
rado.'
[Vende-se um escravo mogo, e de boa
conditcla, que unten le muito de padeiro :
na rila de Hurtas n. 1.
1 .Na ruadoSebo n. 3i, paga-se 16/rs.
q..e seiba co-
ILEGIVEL




CONSULTORIO HOIEOP4THICO
DIARIO DE PEKNAMBUCO TERCA FEIRA 14DE JULHO DE1857
mj*!*VeachamsemPres mais acreditados medicamentos, tanto em tinturas c
em glbulos, e preparados cora o maior escrpulo e por precos bastante commodos
HREgOS F1XOS.
Botica de tubos grandes. .
Hita de 2* > o
Dita de 36 .
Dita de 48 i
Dita de 60 .
Tubos avulsos a......
Frascos de tinturrademeia onca.
Manual de medicina homeopathica de Dr. Jahr com o dic-
cionario dos termos de medicina ...
Medicina domestica do Dr. llenrv .
Tratamento do cholera morbus .
Repertorio do Dr. Mello Moraes
10/000
153000
205000
255000
308000
190u0
25000
205000
10/000
2/000
6*000
1'KnAS PRECIOSAS- '*'
2 *
3 Aderezo* de brilliantes, J
% diamanto e perolas, pal- Sj
$ seiras, alOneles, brincos
j rozetas, botSes e aunis S
i de diferentes goslos c de
* diversas pedras de valor. S
8
Comprara, vendem on n
jjS Irocam prata, ouro, hri- J
S Ihantes.diamantese pero- Sj
* las, e outras quaesquer '-
-t: jnias de valor, a difiheiro **
|j ou por obras.
lOREIRl l flflAKTE
U.i B| 9URIVH
Ra do Cabuga' n. 7.
Recebera por to-
| OURO E PBATA. |
<. Aderecoi completos di {
<-. ouro, raeio3 dilns, polsei- n
* ras, ailioeles, brincos e
.-. rozetas, cordes, trancel- J
*; lins, medalhas, correles <
* e enhiles para relogio, e *
ontros mulos objectos de j.
$j ouro.
Aparelbos completos de S
dos os van; nsdaEu-
. s; Aparemos completos
ropa asoor isdo niais p***tu***, bandej
, a salvas, easlicaes, colliei
moderno rosto, tan- 1 dpa <* mu- g
#.. .1-, W_ l0, oalro* obJeclos de i
to de Franca eomo R................................
de Lisboa, as quaes vendem por
pre^o eommodo como costumam.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier faz publi-
co, que mudou sua residencia para o seu si-
tio na Passagem da Magdalena, que lica ao
norte da estrada entre a ponte grande e a do
Chora-menino, e ahi tem preparado urna
casa de snude com todos os commodos para
o tratamento de escravos, cujos senbores
residam fra da praca, ou "que nao os pos-
Mu curar em suas proprias casas : quem
para isto quizer-se utilisar de seus servicos
mdicos, que serao desempenhados com o
maior zelo, dirija-so ao pateo do Carmo n.
9, primeiro andar, ou no referido sio da
Magdalena. Preco2/000 diariosexceptu-
ando conferencias, sanguesugas e opera-
rles.
Rio-Formoso.
5;g O Dr. Joao Honorio Bezerra de Mane- @
S? es, medico pela Facoldad da Bahia, lera j
jft litado sua residencia os cidade do Rio-For- .'-
>^ moso, e de novo efferece seos servidos a to- J?
J? das ai pessoas que o honrarem com sua con- ta3
& fianc.a.
xirxir
Prectsa-se de catxeiros, na ra da Ca-
dcia do Recife n. 50, primeiro andar,
prestando urna lianca de 200$000, veu-
cendo o ordenado d'e 200s a 600s, (|ue
he para vender billieles da lotera da
provincia.
SEGURO CONTRA FOSO.
Companhia Alliance.
Esubelacida cm Londres, em marco da 1824.
Capital cinco milhoes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C., tem a konra da in-
fernar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
a quem mais convier que eslo plenamente au-
torisados pela dita companhia para efectuar segu-
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobortos da
tlha e igualmenta sobra os objectos quecontiverem
os mesaos edificios quer consista em mobilia ou
(azandas de qualquer qualidade.
>3 Joao da Silva Hamos, medico pela uni- A
V versidade de Coimbra, mudoo sua residen- ',.'.
& ca da ra do.CabuR para a ra Nova n. W
69, segundo andar, sobrado do Sr. Dr. Nel- t'A
lo, e ah contina a receber, das H as 10 Precisa-se alugar um sitio, da Ponte
de Ucha at Apipucos, na margem do Rio
Captbaribc, perto da estrada : na ra Nova
n. 61.
Lotera
A publico.
O abaixo assignado faz sciente ao respei-
tavel publico e aos seus freguezes, que aca-
ba de montar dotis importantes estabeleci-
menlos de fazemlas, na ra do Crespo ns.
10 et do sortimento de fazendas de todas as qua-
liJades, as quaes vende por preco muito
commoJo; sendo gerente do estabeleci-
mento n. i 0 o Sr. Marceliio [Jernimo de
Azevedo. |. c. Malveira.
aviso a rapa-
zeada.
Chegaram as lojas de chapeos da praca da
Independencia n. 12 e 14, excellentes cha-
peos de marroquim, que se vendem a 23O00,
25500 c 35 para acabar logo.
Aluga-se urna casa terrea com grande
sotao, com 3 salas, 5" quartos, boa cozinha,
cacimba boa c quintal pequeo, na travessa
da ra da Concordia, quasi ao chegar na
casa da detenQao a tratar por detraz da
matriz de Santo Antonio, no primeiro an-
dar da casa n. 16.
Roga-se aos credores do casal do fal-
lecido Jo3o Concalves Evangelista, que an-
da nao apresentaram as suas contas, o quei-
ram fazer at o da 14, do contrario nao se-
r3o allendidos.

Jardim

*& huras da marina*, e das 3 rs 5 da larde, as ,
5i? peisoas que o queiram consultar. i.';
JOHN CAT1S,
corretor geral
E AGENTE DE LEILO'ES COMMERCIAES,
n. 20, ra do Torres,
PKIMEIRO ANDAR,
praga do Corpo Santo
RECIFE.
| ;DEBTISTA( FRIHCEZ. g.
^ Paulo (.aignont denlist, ra Nova n. 41 : %&
tjy na mesma casa tem aeua e pos dentrificc @
Tasso rmeos.
Avisam aos seus freguezes, que as ultimas
larinhas de trigo Richmond chegadas ao mer-
cado, s3o vendidas em seus armazens, pelos
scguinles precos :
Calega 259000 por barrica.
Ilaxall 243000 idem.
O Dance 233000 idem.
Columbia 225000 dem.
Alcm destas tem arinhas novas de Tries-
te das marcas SSSt". Fontana c primeira
qualidade ; assim como completo sortimen-
to das melhores marcas do l'hiladclphia, No-
va (irleanso Baltimore.
provincia.
O abaixo assignado ven-
de bilhetesgarantidos, pe-
los precos abaixo notados,
sendo da qaantia
mil ris pura cima, a di-
nheiro vista, em seu es-
criptorio, na ra da Ca-
deia do Hecie n. SO, pri-
meiro andar.
Bilhetes. 5x400
Meios. 2.S700
Quartos. 1^350
/*. J. L'iyme.
--- He chegado a Ioja de I.econte, aterro
da Boa-Vista n. 70, exccllento leite virginal
de rosas brancas, para refrescar a pelle, tirar
pannos, sardas, e espinhas, igualmente o a -
lamado oleo babosa para limpar e fazer
crescer os cabellos : assm como p impe-
rial de lyno de Florenca para brotoeias e
aspertdades da pelle, conserva a frescura e
o avelludado da primavera da vida.
Na fundirao da Aurora precisa-se
de serventes Jorros ou escravos, para
trrico debaixo de coherta.
T ,,'"az"^e lodo negocio com a melhor lo-
ja do I asscio Publico n. 9, com fazenda ou
sem ella.
Superiores camas de ferro para soltei-
ro e casado, vende Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo, no seu escriptorio na ra da Cruz
n. l.
Algodaozinho da Babia, o verdadeiro,
vende Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, no
seu escriptorio, ra da Cruz n. I.
- Precisa-se de una ama nara o servico
interno de urna casa de pouca familia: na
praca do Corpo Santo n. 17.
^ No anligo e bem conhecido jardim, silo ?
rj$ no correr da igre|a de Nosia Senhura da So- ^|
3 l'dadt, casa n. 7, vende-se um grande sor- n.
if lmenlo de pes das mais lindas e formosas fS
^ rostirs, qoe lia na provincia,e rooilas e di- t
fj versas qualidades, todas em veRela;3o, A
outrasmuilas flores de apurado goslo, qoe ^
T& > com a vista se podero apreciar. %J
Desnppareceu na noite de 8 do cor-
rente, um negro de nome Frcderico, de
naro Congo, idade55 anuos, pouco mais
ou menos, com os seguintes signaes:
falta de dentes na frente, beicoi demasia-
do grossos, cabeca e orelhas pequeas,
levoucamisa e calca de riscado: quemo
pegar leve-o a ra do Trapiche n. 7, no
hotel Francisco, que sera' generosamen-
te recompensado.
Em o dia 15 do corrento, em pra<;a
presidida peloillm. Sr. Dr. juiz dos feitosda
- fazenda, depois de sua audiencia, se hao de
e Cen arrematara quem mais der, os bens seguin-
tes, penborados por execucoes da mesma fa-
zenda contra seus devedores, a saber : urna
cssa terrea construida de cal e tijolo, na ra
de JoSo Fernandes Vieira n. 32, com 20 pal-
mos de frente e 70 de Tundo, cozinha fra,
quintal e cacimba por 50OS000, dos herdei-
ros de Mara do Rosario ; um sobrado com
dous andares e sotao, em frente da praca da
Itoa-Vista n. 30, reconstruido de novo, com
37 palmos de frente e 9t de fundo, cozinha
fra, quintal e cacimba por 10:000;), de D.
Alaria de Pinho borges j urna casa terrea na
ruadeS. Bento, emOlinda, n. 20, com 30
palmos de Trente e 76 do fundo, cozinha f-
ra, quintal murado na extensao de 100 pal-
mos por 6000, da irmandaile da misericordia
da mesma cidade de Uinda ; um terreno
que for desannexado do quintal do quartel
do Hospicio, com 310 palmos de frente pola
nova ra do mesmo nome para a Soledade e
10 de fundo em seguimento da ra do Pi-
res, com urna grande cacimba no centro por
2:480?, propriedade da fazenda nacioual;
um sitio no lugar do Poco da Panella, bem
frouteiro a igreja matriz, o qual tem C3sa
de morada feita deca e tijolo, com 46 pal-
mos de frente c copiar coberlo em toda sua
extensHo, 76 ditos de fundo, cozinha fra,
murado na frente, e com algumas arvores
do fructo por 2:0009, de Jos Bento da Cos-
ta ; i niarqueza, 1 commoda, 4 cadeiras, 2
mesinhas, 1 dita de meio de sala, tudo de
madeira amarello, com bastante uso por 21)
rs., inclusive 1 par de lanternas, da viuva de
francisco Joaquim Pedro da Costa : quem
pretender os objectos cima mencionados,
compareca no lugar e hora do costume. Re-
cife 9 de julho de 1857. > solicitador do
juizo, Joaqun Theoioro Alves.
PEDIDO.
I Pede-se a quem achou, desdo a ra da
I ConceicSo at ao porto das canoas, pelo caes
j novo, um pequeo livro capiado de encar-
iado, o especial obsequio de o entregar na
ra de Apollo n 1 A, que sendo pessoa pre-
cisada se gratificar.
JLoteria
DA
Provincia.
O abaixo assignado vendeu os seguintes
premios :
1 bilhete Numero 3303 1:500a
I quarlo > 1073 2005
1 dito i) 1077 100-5
1 dito 3094 50'
O mesmo tem exposto a venda os seu fe-
lizcs bilhetes, meios e quartos da terceira
parte da primeira lotera de N. S. da Saude
do Poco da Panella, os auacs nao estSo RO-
jeitos ao descont dos oito por cento da lei.
Por Saluslianode Aquno Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porto
Manoel Joaquim Sevc & Filhos decla-
ran) que o Sr. Jos Caetano Martins Marques
deixou de ser seu caixeiro desJe o dia 10 do
correte.
Ueram na ra da Santa Cruz n. 4i,
urna trouxa do roupa com um rol dentro ; o
canoero que a deu a preta nao sabe quem
he o dono : quem se adiar com direito a
dita roupa, comparega na mesma casa, que
dando os signaes certos, lhe ser entregue
LOTERA
DA
provincia,
i
O Dr. Francisco de Paula Baptista,
lera aberto escriptorio para ndvogar, no
primeiro andar da casa da ra las Trin-
ebeiras u. 19, por cima do cari irlo do es-
envao Baptista, antigamente do fallecido
K'-;;<>; eahi, das9 liorasdodiaem diaote
esl i prompto a ouvira todos, e a receber
as causas do lodos que quizorem procurar
os i tu servicoa de advogado.
Aloga-ae o sitio na estrada deSao-
Unna, junto do sitio do sr. Me. Calmonl
c com os seguimos commo los, acabado
hi POUCO lempo : 3 galas, 10 quartos, cozi-
nha lora, coclit'ira para s carros, estribara
para Scavallos, scnzala para 16 escravos
quarto para feitor, boa caemos, plantado
os aorados todos de novo, boas borUlices
e jardim : quem pretender, dirija-se a ra
veioan. 5, casa de Manoel do Nascimento
Silva Bastos.
Na roa do Fagundes, Ioja a. 27, la-
va-seeen-omma-seco.-n peilcicao, epc-
eo cominudo.
poder a escrava mulata, oe nome Rosa, de
25 annos, pouco mais ou menos, cor alv-
ecuta, de boa estatura, tem duas cicatriz-s
bem vizivets no queixo do lado esquerdo,
testa eslreita, cabellos carapinhos e meio
avcrmelhados; a qual mulata desappareceu
desta cidade na noite de 2 do correte me?
de julho.
- Precisa-so de urna ama que tiSo tcub
lilho, sabendo cozinhar, engommar, e fazer
o mais serviCO de casa de um hotnem casado
sem lilhos : no pateo do Paraizo, no segun-
do andar do sobrado que volta para a ra da
Roda.
Frcderico
LEHCH, PROFESSOR DE PIANO.
Tem a honra de participar ao rospeilavel
publico desta cidade, que se acha prompto a
ensinar profundamente de pianc e canto
com porfeicflo. Acha-so estabelecido na ra
\ova n. 27, no estahelecimcnto de pianos
do hr. Joo Pedro Vogeley, onde pode ser
procurado lodos os dias de manhSa at as
10 lloras.
--A Sra. do Sr. Thomaz Collend, subdita
britannica, retira-so para fra do imperio
O abaixo assignado declara pelo pre-
sente aorespeilavel publico, que da data
deste deixou de vender bebidas espirituosas
de producco brasileira, em sua taberna sita
ra ra de S. Miguel n. 74, isto por nao po-
der razer convencao alguma com o arrema-
tante. Afogados 13 de julho de 1857.
Urbano da Cruz e Mello.
Precisa-sc de oflieiaes de charuteiro :
na ra I nperial, taberna n 41.
--- Terca-feira, 14 do crrente, depois da
audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz do civel da
primeira vara, ira a praca por venda urna
cusa na ra Imperial, com a frente arruina-
da
Botica
...-
lotera da
provincia.
5a parte da Ia lotera do
Poco da Panella.
>abaixo assignado veit-
abaixo assignado participa ao respeita.
vel publico, que vende os seus felizes bilhe-
tes, meios, e quartos, pelos precos abaixo v auniAW nesigiiavuu vt;n-
mencionados, sendo da quantia de 1009 res (|Pi| ;iS spoilalrs Bnrtosi paraojma, adinheiroa vista; na ra da Ca- UCU H8 BCinll,,le "168,01
deta do Recie n. 45, esquina da Madre de loleria aclll
Bilhetes 55400 recebe 5:000s
Meios 2-3700 2:5003
Quartos 1^350 l:250s
Por Salustiano de Aquino Ferreira
Jos Fortunato dos Santos Porto.
--- Protesta-se contraj quem tiver em seu
ceurmii^ijicovaiicaS
EM PERNAMBICO X
# SABINO OLEGARIO L. PINHO. fft
& Uua de Santo-Amaro (Mun-
9 do-Novo) n. .
9 Nesle eslabeletimenlo existem os medica-
^ meatos mais aclequados aos climas rio oor-
..-.^ preparados coro a maior vigilaDcla pelo
ir proprielario.
:<3 E*'slemmedic,imentos preparados no Hio '*'
; :. de Janeiro, que s vendem por precos bal- J?
W os, mas uo se garante sua ellicacia. :.';
\3 A eiperieiicia tem demoustrado que os
VA me,l'camenl09 1"i preparados produzem ^S
V melhor effeilo, cu oas provincias do norte, f"5
:.j do que os que os que vem de fra.
gj precos sao lixos, sendo mais caros, por
^ serem melhores, os preparados em Pernam-
- buco..
TUESOUUO 1IOMEOPAT1IICO
ou
Vde-Mecum
DO
HOMBUPATHA
PELO DR.
SABINO OLEGARIO L. PIMO.
Esta preciosa obra contina a veuder-sa
na botica central, a 109000 mi brocliura e
v.v II9OOO eucadernada.
v*5-::;-::;--.;:::.OK.' @#&@@
BILHETES DE VISITA.
Gravam-see imprimem-se com perfeir;3o
bilhetes de visita, lettras de commercio e to-
dos os objectos da arte caligraphica, re-
gistros, vinhelas e quaesquer desenhos ;
abrem-.se firmas, sinetes, tanto a taino doce
como em relevo, ornamentos com objectos
de ouro e prata ; fazem-se riscos lindse
originaos para bordados do lahyrinlho ad-
mille-se a recusa de quaesquer destes objec-
tos, no caso de nao ficarem a contento das
pessoas que os encommendarem: quem pre-
tender, dirija-se a qualquer destes lugares :
no bairro do Recife, ra da Madre de Dos
n. 32, primeiro andar ; em Santo Antonio,
na livraria classica do pateo do Collegio n,
2 ; as Cinco Pontas, sobrado da etquina
confronte a matriz nova.

o
o
&
&
v
f
Reflnari de
e^o & Barreto, no Mon
teiro.
No deposito desta refinaria, na ra da Ca-
deia do llecife n. 30, ha semprc assucar re-
finado de superior qualidade, tanto em p
como em;torr0es e em pues, por preqo mais
coznmodo de que em oulra qualquer parle
Sellins
patente ingle/-
S.io dictados e acham-se a venda os venladeiros
a Immh conlieridos sellis 1ngle7.es patente : na ra
do Trapiche-Novo n. 42, aruiazem de fazendas de
Vil; 111-011 Huwie & C.
Grande peehin-
cha.
lteos coi les de laa com 15 covados.
Vcndeui-se corles de lAa para vestidos, os mais
modernosj pur senm cui lislras asselinadis imitan-
do a chamalote, asvim como de pinlinias, pelo riara-
lissimo pre^o de .VMKMI cada um corte : na ra do
(Jueimado n. 19, Ioja de Sanios Cotlho.
Exccllentes capas e palitos de borracha.
*eudem-se capas e palitos de borracha,
chegados ltimamente, e que se estSo ven-
dendo por melado do preQoque outro qual-
quer possa vender : na Ioja de 4 portas da
ra do Queimado n. 10.
Vende-se na ra da Concordia n. 2C,
um casal de araras, dous papagaios e duas
cabras paridas, de boa raes.
Vende-se .urna pequea casa terrea na
cidade de (Jlinda, na ra do Cabral : quem
a pretender, dirija-se ao sobrado n. 5, na
ra de S. Bento da mesma cidade, que acha-
ra com quem tratar.
salitre refinado.
No escriptorio de Jos Antonio Morcira
Dias t C na ra das Larangeiras n. 18,
vende-se salitre de superior qualidade, por
menos do que em oulra qualquer parte, e
chumbo de muuic3o de todas as grossuras.
--- .No nna/. i', da ra da Moeda n. 23, de
Jos Antonio Moreira Dias & C, vende-se sa-
Na
ra das Afilas-Verdes 1ECHAIISI0 PARA t
11. 4o, ind
vendem-se 3 cscravas com habilidades 1 bo- 110.
nito moleque de 15 annos, 1 mulatinba mui NA FUNDICAO DE FERRO DO ENT.E-
nnda dell annos, 1 negrinha de 11 annos """"" "" **......
1 mulata com habilidades, 1 negra de mei
iJade, perita quttandeira, 1 boa escrava da
Costa, ludo por presos razoaveis.
Vende-se
no armazcm de Jos Joa-
quim Dias Fernandes &
Filhos, travessa da Ma-
dre de Deosr
vinho em caixas de urna c duas duzias
engarrafado em 1834).
Dito em barris de 5.-
Dito em barris de 8.-
Licor francez em caixas de urna duzia, c
ludo por preQos razoaveis.
--- Vende-se um cavallo que anda baixo
0 meto, de cor rodada, muito novo, por ba-
rato preco: quem o quizer comprar, annun-
cie a sua morada, ou dirija-se a ra do Ouei-
mado n. 20.
Vende-se superior linhas de algodSo
"raneas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em casa de Southall Mellor C.a, ra do
1 orres n. 38.
CHAPEOS A TAMBERLIR
t)o afamado fabrican, i
Pinneati de Pars.
Acabaa de chegar pelo ul ti mo paq Ufte,
os su pa mencionados chapeos deste afa-
mado fabricante, c vende-e na Ioja Je
4 poitas, da ra da Cadeia do Recilo 1 .
48, de Narciso Mana Carneiio.
Venda de
pianos.
Vendem-se mu tos lindos e excellentes
------.-------.U .-.v....... ,...... u w-f ...
ilre rehnado de superior qualidade. ^U. t
Vendem-se muito boas espingardas de P,ano, chegados ltimamente de Ham-
Diiigo, e com lindos retratos no frontes-
picio : na ra da Cruz n. 55, casa de J.
Kcllcr & C.
52 i
505
31."8
(17!)
22-27
OV
500.S2 meios.
200$2 ditos.
100#4 quartos.
11 0bilhete.
100$2 meios.
50J2 ditos.
P. J. Layme.
No dia 14, as 11 horas, na sala das audi-
encias, depois de linda a do Sr. Dr. juiz de
ausentes, so ha de arrematar os movis per-
tencenles a heranca do linado Cosme Damiao
Ferreira, assim como o resto dos terrenos da
a ra Impeiial, do finado Antonio da Tnn-
dade.
Anda n3o appareceuo ercravo, fgi-
do do engenho Mariuna em Coianna, no dia
22 de junho, ja annunciado em urna das fo-
Ihas Diarias dessa cidade, o Dispcrtador
Commercial do Norte, e recommendado a
polica: he de nacilo africana, rindo po-
rem no tempo om que a exportagao n3o era
prohibida), do nome Luiz, com 30 anuos de
idade puuco maison menos, bem preto, al-
tura media, corpo e rosto regular, um iiou-
co curvo, maneira de olhar por baixo, falla
de denles na frente, cabellos bem carapi-
nhos, pernas e ps tambam regurar, urna
marca de fenda ja amiga em um calcanhar
e sem barba, levou um chapeo de massa
vermolba ja usado, camisa e caiga de risca-
do, jaqueta preta, mais una camisa c serou-
la ue algodaozinho uu algodo, eoutrade
madapoln ; leve-se noticia de ir sempre cm
marcha para essa ciiade do Uecife.e pergun-
taudo por onde passava.por outro de appelli-
do Andornha.que serve de crrelo particular
de (.oanna para o Hccife : de novo recom-
menda-se-o a polica, e a quem o pegar e
levar ao dito engenho Mariuna em Goianna,
lera 50,- rs. de gratificado : tem-se certeza
de mard.ir para essa cidade e seus arrabal-
des ale urna legua. Mariuna |> de juluo de
1857,-Sun^licio Tavares de Mello.
--- alugam-aeo segundo e terceiro anda-
res da casa do largo da Assembla n 12:
quem quizer ou prelea ler, dirj.i-.se 30 pri-
uitro &mlar da mesma para tratar.
Joao Lei le i-ata o.euei.-a' precisa
(brande sorti-
mento de fa/endas de to-
das rs qualidades.
'"inmlonape prctode| leda laviada, eovado. 23200
Dito dito liso inoito largo, eovado. 2?2(XJ
Dito de cores liso muito superior 2>2 Setim preto inacao, eovado...... 3SO0U
Panno fino preto e de cores, pera todos os presos.
Tupelina de seda de cores malisadas, eo-
vado.............
ChMy de cores, com quadros de seda, eo-
vado ............
Lila de quadros pequeos e graDdes, eo-
vado ............
I.ila esada de novos paJrOes, eovado. .
Mauritana de seda com claco palmos de
largura, eovado.........
Ursalina de seda com quadros, ramagtiis e
listras malisadas, eovado......IjOOO
15000
5850
CfiOO
&S0
18(100
.............. vw.., a 11 tiivu I I Ulna- ------ ------: ...... ... fcijj...:. rt 'irch :
semcoberU, por exeeocSo de Jos An- c",Prar um sobrado : quem o iivcr, dinii-
113 rua do
ionio de Aranjo cuino eeasionario de Ma-
noel Connives Casco, contra os hcrdeiros
di; JoscGoncalves Cascao.
l'recisa-se de um caixeiro pa-a Ioja de
razeodas, a outro para molhado
I 1 / n 35, primeiro andar
-- Aluga-se o armazeni a casa da rua rua doUueimadj'n. 44
eiSTnd",,!4 na rUa da (:r"Z 35' pri" I 7 ?fPPTeceu no di, 5 do correte, de
Precisa-se de um pMo para o servico wn ""* um T1-"^1" "sUoho, calcado de
nenos de cozinha, umsiUo' 1. um estrai- ?aP? C "T 'TK :""Ml" "a frente- ,cm
geiro solteiro ; .g ldo pVga"e bem I Sh'!?-,,".l??.!?-rt-'? a .*89?. 1?
nesla lypographia se dir quem precisa.
- Preciss-se de um criado forro ou cap-
tivo, para sitio de um cstrangeiro quem
pretender dirija-so a ron da Cruz n. 4.
--- Precisa-se comprar urna masseira para
padaria : na rua da Senzala Velha n. 00.
Precisa-so de dous amassadores : na
padaria do Forte do Mallos.
Tr?spassa-se o armazem da rua da mar, mas
ii 50, com armaciio: a tratar com Se- couseguio
se a rua da Cruz n. 12.
- Precisa-se de um criado
Hospicio u. 3
as pessoas qu<- liverem c-< penhado
na rua da j qualquer objecto n inSo do fallecido Anto-
1 nlo Teixeira Peixoto, queiram apparecer na
Sedas de quadros bonitos padroes, eovado.
Duqucza da seda com ramagem, eovado. .
.Mu-ulma branca e de cores, eovado. .
Cintas fr iltce/.i. lioas........
Krooiiolina di; seda liara vestido*. .
Cassas i'rauci'/.js finas de bunilos padroes,
vara...........
Argentina de cores escuras, com Mlp eos de
seda, proprio para palitos......
Ilalian.! ue sadl prela cun luslre, nara ca-
lilos.............
Corles de veslido de seda para senhura, o
mais superior que lia no mercado. .
I.uvas de seda de todas as quahdales, para
lioioens, senhoras e meninos.....
Leiifos de rambraia bordados, muilo linos.
Ditos de dito de linlio lisos para mo. .
Corles de casemira prela e de cores. .
Curtes di: cuteles desuicurSo deseda.de
varios pailres, matizado......
Corles de laa matizada para vestidos, do
novos padroes, com 1 covados cada
um..........
Chapeos de massa Graneen! furmas'uovas.
Palitos de alpaca prela, linos......
Ditos de alpaca c gangas de cores. .
Cnadolai de alpaca prela e de cores. .
Chales de merino bordado a velludo gran-
des.............
Ditos de aislo burilados a seda.....
Ditos da dilu com listra de seda. .
Uilos de dilo com barra matizados. .
Hilos de dito lisos.....
Ditos de dilo com franjas de la '. '. '.
Ditos de 1.1a adamascados de cores. .
Iiaiiga francesa superior de cores, eovado.
Roineirasde relroz muilo superiores, pa-
" M|"'wa............,......
Cm frente do becco da Cougregacao, passando
Ioja de nrrageat, a segunda de faztiid..*. n. 40.
SI.V1
750
320
L'HII
'.100
420
8O0
icono
S

1C280
Cii0
icouo
3SOO0
JCOOO
7j>500
4.^100
45O0
5cUOO
18?000
ocooo
I. -.(!(1
63OOO
55O0
.-vni
39000
000
IJOOO
*0imt i-
rapliim de Sena Jorge, na prac da indepen-
dencia n. 4.
ja-sea rua Velha 11. 119, que sera recompen-
sada.
Na rua da Concordia n. 26, deseia-se
fallar ao Sr Paulino da Silva Nindello, aflm
'elle proinove.- a coDranca de um val de
umapesso que so o mesmo Sr. Mindelo
com su influencia poii-ra cobrar, cujo val
'ja csteve em poder de tima pessoa para co-
por muito condescendente na la
; todo negocio se faz com o Sr.
Mindelo, com tanto que elle nao perca nada
com o tal velliaco.
--- Compra-se um papag^io botn, bonito,
e lallador, nflo se olha a preco ; na rua do
Uncinado n. 35.
Compra-so urna meia com pr i da de bor-
racha, nova : quem t:ver aiiiiuucic.
--- Compra-se una casa terrea nos bair-
ros da Boa-Vista, Sanio Antonio 011 S. Jos,
que na 1 exced do pceo de 1:000; ou I-.200S
rs. : quem tiver anntiiiciu para sor procu-
Compra-se elTectjvamente na rua das
rlores n. 37, primeiro ndar, apolices la di-
vida pul la e provincial, accoesdas comps-
nmas, e da-se dinheirn a juros, cm gran les
e pequeas quantias, sobre penbores.
r"^0
- .
- Vende-se urna rica mobilia do jaca-
randa com lampos de pella : na na do
Caldeireiro casa terrea n. 88.
VcnJe-se um escravo crioulo, com 22
annos de idade, excedente figura o ptimo
cozmheiro: na rua do Hospicio n 15.
-- Vende-se urna carroca muito nirncra :
na rua da Concordia n. 6.
i
dous cantos, ferro de todas as grossuras.
tanto quadrado como redondo, salitre refi-
nado oe superior qualidade, e um completo
sortimento de ferragens, miudezas e perfu-
maras : na Ioja de Jos Antonio Moreira
Dias v C., na rua .Nova n. 35. Na mesma
Ioja se bolam ouvidos em espingadas por
menos do que cui outra qualquoi parte.
Cobertores
PAIU ESCIUVOS.
Na Ioja n. 13 da rua do Crespo ha para
vender urna por^o de cobettoresescurosa
640 rs ditos de algodao hrancos a 800 rs.
Mlio em saecus.
Vendem-se saccas com superior mil to, por
menos preco do que em outra qualquer par-
te : a tratar na Ioja n. 26 da rua da Cadeia
do llecife, esquina do becco Largo
Vendcni-se coqueiros pequeos, pro-
prios para se plantar: na rua das Trinchei-
ras n. 29.
Vendem-se ps de sapotis chamados
sapotas, em caixops propros para embar-
que : na rua do Colovello, olaria do Sr. Mar-
celino Jos Lopes.
Milh .
Na rua da Cadeia do Rerifc n. 12, vendem-
se saceos com milho de superior qualidade,
por preco razn vel.
CEliA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba d rouito boa
qualidade, recentemeute chegada : na rua
da Cadeia, Ioja n. 50, defroute da rua da Ma-
dre de Heos.
Vende-se farelo He Lisboa, chegado
ltimamente pelo hriguc^onstantc : na rua
doVigarion. 19, primeiro andar.
amadas rad s#
Um lindo e variado sortimento de model-
los para varandas e gradaras, de goslo mo-
demissimo na fundirn da Aurora em San-
to Amaro.e no deposito da mesma, na ruado
Brum.
Na rua da Moeda n. 2, defronte do tra-
piche do Caoba, ha para vender pipas novas
e usadas, mcias pipas, barris novos e usados,
arcos de pao para pipas, vimes, arcos de fer
ro em reixes, ferramentas paia tanoeiros
cal em pedra de Lisboa, tudo por preQos
commodos ; assim como barris com azeite
de carrapato.
Na nova ioja da rua do Collegm n. ,,
vendem-se ricos chales de tonquim muito
finosa25S000, ditos de alfinim do ultimo
gosto a 14, ditos re merino com duas pal-
mas a',123, ditos lisos a 63, ditos de Ia e seda
a 43, ditos do tarlatana a 13, cortes de caigas
de meia casemira a 2?, ditos a 1#, ditos a
8003. gravatas do seda prctas e de cores a
1?, chapeos de sol de panno a 2S500, capas
de panno a 7J, chita Iranceza lina a 320
mussulina a 320 o eovado, c nutras inuita:
fazendas baratas.
Cal nova
Vende-se na rua de Apollo, armazem di
assucar n. 20, chegada de Lisboa no brigur.
Constante.
/^nvas de 7ouvn.
Constantemente acharan na Ioja do I.e-
conte, aterro da Roa-Vista n. 7, as verdadei-
ras luvas de Jouvin, de todas as cores,
igualmente ricos pentes de tartaruga da ul-
tima moda.
Na lja das seis ;
portad cm frente do Li-
vramento
33000 rs.
Corles de casemira com pequeo defeito
a tres mil rs., a qualidade be superior o tem
sortimento para escolber, palitos de panno
fino protos e de cores, com roqueo defeito
a 10r?000.
Pianos.
Em casa de Rabc Schmettaui& Companhias
rua da Cadeia n. 37, veudem-se elegante,
pianos do afamado fabricante Traumann de
Mam burgo.
Vinho do Porto
superior Vende-se nicamente em casa de Itarroca
f Castro, na rua da Cadeia do Recife n. *.
.Tllins e relegios.
SELLINS e RELOGIOS de patete
ini;lez : a venda no armazem de
Roslron Rooker & Companhia, es-
quina do largo do Corpo Santo nu-
mero 48.

o
rngtiica
QUE ESTA YENDENDO BA-
RATlSSiMt
Na loj do Preguic.ii, na rua do Queimado,
esquina do becco do Peixe frito n. 2, conli-
nu'a a vonder-se multase diversas fazendas,
por precos baratissimos, entre ellas cam-
braias francezss, psdrOes novos e cores fi-
xas, pelo baratissimo preqo de 480 rs. a va-
ra, dilas de cordo muito finas a 500 rs. a
vara, cassas francezas muito linas e de ra-
drOes os mais modernos que ha no mercado
a 640 a vara, chitas francezas de lindissimos
padroes a 280 c 300 rs. u eovado, mussulina
branca a mais lina que he possivel a 440 o
eovado, dita decora ;Ho, cortes de casemi-
ra de cor de lindissimos padr s e superior
qualidade a 6# cada um, enres de brim de
puro liuho de lindos padrfies a 2c400 cada
um, ditos de ditos a 29, ditos de algodao a
19360, "I nos de eniim de lindos padroes e
minio encornados a 13600 ca la um, lencos
de cambrria para maon 120, utos mais li.ios
a 220 pecas do bretanb* de rolo de 10 varas
a Socada urna, cintas escuras de diversos
padrees e cores ti xas a 140,16, 180 c 20<> rs.
o eovado, c a peca a :,-, 6>, 61500 e 73500 ca-
da urna, cobertores propros para escravos a
700 r.^. caJa um, grvales de seda de lindos
padroes a 1c, ditas prctas de setim a 1280,
ditas de corles cm outro t;oslo a 700 rs. cala
una, luvas de se la de todas as qualidades
para honiens e senhoras, lencos de seda de
bous gOSlOS, gangas mesciadas de lindos pa-
droes a 600 rs. o eovado, corles de castores
de bonitos padrr.es a 1c da um. cambraias
lisas finas a 45500, com 10 varas, ditas ditas
muito finas a W, e mitras mullas fazendas
que se deiiam de mencionar, e se venderiio
por baratissimos presos; e se darao amos-
tras com penlior.
Deposito
d<: rap princeza ta fabri-
ca de Gasse, no Rio
de Janeiro.
Vende-se a prec,o com modo rap fino,
grosso e meio grosso, da acreditada fabrica
cima, chegado pelo vapor S. Salvador ; na
rua da Cruz 11. 49.
Algodaozirth.i dn Baha
para saceos de assucar: vende-se em casa
de N. O. Biebcr & Companhia. rua da Cruz
n. 4.
N. O. Biebcr & Companhia, rua da
Cruz n. 4, vendem :
Lonas da Itussia.
dem inglezas.
RrinzSo.
Brinsda Itussia.
Vinho de Madeira.
algodo para saceos de assucar
CARVAu PATE1TE 1HGLEZ
para fogao de cozinha, e vende-se em casa
de Poirier, no aterro da Boa-Visia n. 55.
Vende-se azeite de coco a 3/200 a ra-
nada, superiores queijos os mais noos do
mercado a 1440, cha hvsson do Rio de Ja-
neiro de primeira qualidade a 13600, caixi-
nhas de urna libra : na rua Direita n. 8.
He muito ba-
rato.
Velas de espermacete a 120 rs. cada urna,
e em caixas de 25 libras a 16c, e em lotes de
5 caixas a 15.? ; deve-se preferir urna vela
de espermacete a de carnauba, visto que a
differenca de 40 rs., tendo-so boa luz c lim-
pe/a, he nada. No deposito da rua de S.
Francisco n. 6, por ter grande quantidade
deste genero, he que vende por este preco
Cobre en moeda.
Vende-se constantemente na praca da In-
dependencia n. 4, a um c meio por cento.
Vende-se a verdadeira graxa ingle-
za D. 97, dos afamados fabricantesJJay
6 Martin, em barricas de Ii duzias de
potes : em cusa de James Crabliee & C,
rua da Cruz n. 12.
SECRETARIAS.
As melhores que at hoje tem apparecido
a este mercado : vendem-sc no escriptorio
do ageste Oliveira, rua da Cadeia do lenle
n. 62, primeiro andar.
i3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, asim como potassa da Kussia verda-
deira : na praca do Corpo Santo n. 11.
COM PE(|IEM TOQUE DE AVAHA
A lll.NII i.HIO
Pecas de madapolilo lino, ditas de algo-
doziuho liso muito encorpado, ditas de di-
to trancado c largo : vende-se na rua do
Crespo, Ioja da esquina que volta para a rua
da Cadeia.
relogios de pa-
tente
ingleses de ouro, desabnete e de vidro :
vendem-se a ptero razoavel, em asa de
Augusto Cesar de Abren, na rua da Ca-
deia do Recife, armazem n. I (i.
rachas de ierro.
Na rundicaoda Aurora cm Santo Amaro-
e tamt.em no deposito na rua do Brum. logo
na entrada, o defronte do arsenal de mari-
nha, ha sempre um grande sortimento de
tachas, tanto de fabrica nacional como es-
trangeira, batidas, rundidas, grandes, pe-
queos, rasas c Tundas ; e cm ambos os lu-
gares existen! guindastes para carregar ca-
noas ou carros, livres de dospeza. Os prego
saoo s mais commodos.
Afethodo fac limo.
Na li-'rari.i da pr.ica da Independencia n.
6 e 8, vende-se o methodo tacilimo-pura
aprender ler, novamente impresso e aig-
mentadn, por mil res.
Ara tos de ferro
Na fundcao de C. Starr t Companhia, em
Santo Amaro, acham-se Dar vender arados
de Ierro de um modcllo e construcg3o mUito
superiores.
NHEIRO DAVID W.BOWMAN, nA
RUA DO BRUM, PASSANDO O cHA-
FARIZ,
lia empre um .'minie 'orimento dnet'uirile nb
jectos ile meclianumo propros piraeiuenlio;*si,
ber : moeodase meiai moenda, da man moderna'
constrorcSo ; laiasde ferro fundido e batido, d
superior qualidade e de lodoso tamanhos; rodas
dentadas para aeua ou auiraaes, de todas as propor-
es ; crivose bocas de fnrna llia e registros de bo-
iro, aguilliSes, bronies.parafusos e civilh6s,n)oi-
nnos de mandioca, ele. etc.
NA MESMA FUNDICA'O.
M eieculam todas as enrommendas eom a sunnio-
Relogios.
Os melhores relogios dn ouro, palcnt- in
glez, vendem-sc por precos razoaveis, no
escriptorio do agente Oliveira, rua da Ca-
deia do Recife u. 62, primeiro andar
, CAAS DE FERRO
Excellentes camas de ferro para soltoros
vendem-se no escriptorio do agente Olivei-
ra, rua da Cadeia do Recie n. 6i, primeiro
andar.
Agencia
da fundico Low-.tloor,
rua da Senaala jHovh
n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver
um completo sortimcuto de moendas e meias
moendas para engenho, machinas de vapor
eUraas de ferro batido e coado de lodosos
tamanhos para dito.
Momhos do vento
com bombas derepuiopara recarhor as.ba
a deeapim: na fundico de D. W. Bowruaa
na rua do Brum ns. 6 8e10. #wru..
EmcasadaSaundarsBrothan C. prset
do Corpo Santn. 11 ,aa para v.nd.r o M uiau
Fsrro inglez.
Pixe da Suecia.
JUcatrio de earvio,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodaolizo para saccas.
Bito trancado igual ao d* Baha
E um completo sortimento da fzandar pioprio
para stjmarcido : ludo por preco eommodo.
Relogios
cobertos e descobertos, pequeos e grandes,
de ouro patente inglez, para bomem e se-
nhora de um dos melhores fabricantes de
Liverpool, viudos pelo ultimo paquete in-
glez : em casa de Soutball Mellor & f..- rua
op Torres n. 38.
Vende-se um tnolequinho, cria de 5
annos de idade : a tratar na rua da doria
n. 86.
NA RUA O CRESPO N. 13,
continu'a baver um lindo sortimento de pa-
litos de panno fino, palitos de casnmiras cla-
ras com golas do velludo, capas de borracha
com mangas, sapatos de borracha para ho-
mem e senhora, saceos muito lindos de ta-
petes para viagem, por precos baratissimos.
RELOGIOS
Uua da Cadeia do Recife n. 18
Ha um sortimento de RELOCIOS de todas
as qualidades, tanto de OURO como de PRA-
TA, ditos FOLIAIlOS e UOURADOS. assim co-
mo para senhora, todos garantidos e por
precos commodos.
AVISO
aos ferreiros.
F. POIRIER.Aterro da Boa-Vistan. :>."
Tem para vender, a vontade do com-
CARVAO DE PEDRA
de primeira qualidade, por prcro eom-
modo.
Moendas siipet ioras
Na fundicSo de C. starr & Companhia, em
Santo Amaro, acham-se para vender moen-
das de canna todas de trro, de um modello e
construccSo muito superiores
Vende-se urna taberna na Soledade, rua
da Esperanca, ao pe do acougue, bem sor-
tida. e muilo bom lugar para retalho. ven-
de-se mais em conU por ser lomada por di-
vida ; a tratar na Soiedade, taberna ao lado
da igreja.
Velas de esper-
macete.
Vendem-se caixas com 25 libra* de ve-
las de (i em libra, a' prero eommodo. em
casa de Isaac Curio & C, rua da Cruz
n. 49.
XABOPE
DO
-Ve
I 01 transferido ndepositn deste larope para a bo
tica de Jos da CruiSanlos, uarua Novan Yl
garrafas 5*500, e meias3000, sendo falso ledo
aquelle que nofor vondido neste deposito,pa'o
quesefaz opresenlr aviso.
mroiTAim para o muco.
I'ira rurade pht>sicaeni todo^tseusdifleren
esgrios, quermntivada poreonsliparoes, loss*
asthma.pleoriz.escarros dcsancue, "dordecos-
tados e peito, palpilaeaono corrio.coqnelurda
bronchile, dorna iihiiU, c ledas as molestia
dosorcaotDulinouares.
Vende-se tima parrilla de burros, a
maior, mais igual, e mais mansa de carro,
que ha 11 esta cidade : na rua das Flores, ro-
chera n. 33.
*:* *>0g
2 ~ *?"? mea fnfiio do hotel

No dia Id do correnle
i da Barra um escravo de Anaola'de .'4 aonos
4} da idade, baito, pernas lorias e om osso errs-
jg ciilo no hombro direito. Aqosllc que n pren- 9
3( der e o levar ao dilo hotel sera'generosamen- <
.r te lecompeiisado.
Deaappareoea na noite de 2 do
eoirenlc mez de julho, urna mulata de
nome Bom, com <.s lignacs semiintrs .
alta, de boa estatura, corpo i-Horcado,
tem duas cicatrixo liem visivd no quei-
xo do lado esijiicnh,, ,, alvaorata :
meia desbolada, cabellos meio caraiN-
nlios e corlados, idade S> annos .n-
co maii ou minos, com urna cicnlru
de queimaduia um pouco apagada no
braco diruto; levou arfjolasde ouro ana
orelhas, um roupao de riscado de qua-
dros encarnados, um vestido de cama
amarella, um dilo de tss;. (,',r ,|(. ,.
sa, um dilo de chita azul, um chale
a/.ul, um dito de cassi l.ianco,
ar de tamaa de como bran-
ca e sapatot de como preto: pede-ae,
portanto, a todas as autoridades poU-
Ciaes e capites de campo, me a la-
<;am capturar, que so nagara'
qualquerdespeza e;;r.itili,-.V..i.., <
treguem nesta praca, na ruado Cabuga'
Ioja n. 11, de SerapliimMrmno.
de Ii
um 1
e
toda e
a en-
t'ERN. 1VI'. DE M. F. Vt. KAKU 1S57;


Full Text
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