Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06561


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Full Text

\P0 XXXIII N 157
Mfol >IM I Mili I.) UL .HUIU UL !
WM I
Por 3 mezes adiantados 4$000.
Por 3 mezes vencidos 4$500.
Por anuo adiantado loi'OUU.
Porte ira neo para o subscriptor.
DIARIO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE.
Pautaba, o Sr. Joo Rodolpho GomM ; Natal, o Sr. Joaquim
,'Pereira Jnior ; Araeaty, o Sr. A. de Lemos Braga ; Cea-
ra', o Sr. J. Jos de Oliveira ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
qnea Rodrigues; Plaubv o Sr. Jos Joaquim Avelino ; Pa-
ra, o Sr. Justino J. tUmoi ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da
C**ta.
PARTIDA DOS CORRRIOS.
Oltnile : lodosos rijas, a*0 o meia borlado da.
Uuarassn', oiannii e l'nrahiia: na* sciturola* c sextas-reirs.
S. Anlan, tk-irrros, llonio. Carava*, Afilaba '"nintiuns: na levca-Cetra.
S. Loiirpiiro, Pao d'Alho, .Naxarelh, l.imueiro, Krejo, Pesqucira, lii^iii-ira,
Flores, Villa-Helia, lloa-Yisla, Oarianr] e Bu', as iiuarlas-reirai.
Cabo, l|>njiira, Scrinhaem, Rio Konno-o, tnj, Baireiro.-t, Agua-rroU, Pi-
menl^itas .Nalal: qniniaa-feira.s.
Tp.oh os eutraiuS parlen, as 10 horas da manba.
AUDIENCIAS DOS TRIBNAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommereio : segundas e quintas.
Relacao : tercas reiras e atibados.
Faienda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do eommereio : segundas as 10 horas e quintas ao meio dia.
Jin/o de orphaos : segundas e quintas as 10 horaa.
Primeira vara do civel : segundas e sextas ao meio dia.
Segunda vara do clvel : uartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDF.S DO MEZ DE JULHO.
7 La r.beia as 4 horas e 24 minutos da manhaa.
14 (Ruarlo minguanteas 10 horas e 8" minutos da manhaa.
21 La nova as 3 horas e 53 minutos da manhaa.
28 Quarlo crescente as 6 horas e 55 minuto da larde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 0 horas e 1S minutos da manhaa.
Segunda as 0 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. 9. Adelo p. m. Ss. Joel e Esdras propbetas.
14 Terca. S. Boaventura b, rard e dout.
15 Quarta.S. Camilo de Lelins, fundador.
16 u ,mii. N. Senhora do Carmo.
17 Sexta. S. Marinha v. ; s. Alono.
18 Sbado. S. Rufino b. e s. Frederico.
19 Domingo 7.0 Alijo Custodio do Imperio.
ENCARREGADOS DA SCBSCR1CAO NO SIL
Alagoas. o Sr. Claudino Felcio Dias : Bahia, o Sr. D. Duar
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereiri .Martina.
EM PER.NAMBLCO.
O propietario do DIARIO Manoel Figueiroa de lana na su*
livraria, praca da Independencia n. 8 e 8.
PARTE OFFICIAL
MINISTERIO DA FAZENDA.
Decreto n. 1939 de 23 de junho de 1857.
Faz duas alterarles as disposices preliminares da
nova tarifa, e permille que o despacho dos vo-
luntes que conliverem Imr.i ou vidroa de diversas
qnalidades posea ser feilo pela tarifa aelual at o
lim de setembro do anno crrenle.
Usando da auloris.-ic.ao concedida pelo art. 29 da
le n. 369 de 18 de setembro de 1855 e art. 46 da
n. 514 de 28 de outubro de 1818, liei por bem or-
denar o segoinle :
Art. I. O imposto da patenta sobre o litlos dos
despachantes da alfandega, de que trata o arl. 54
das dispntices preliminares aiinexaa ao decreto n.
1,911 de 28 de marco do corren'e anno, lien reduzi-
do a 1009 re. na alfandega do Rio de Janeiro, a '.li-
nas da Baha, Pernarabuco, 'Maranho, Para' e S.
Pedro, e a 25 as outras alfandegas.
Art. 2. Continuara era vigor lodas as disposires
do decreto n. 587 de 27 de fevereiro de 1849, que
liverem rdarao com a classe dos ajudanles de des-
pachantes. Os seus Ululo* porem pagarn, alm
do failio de 4$ para o cofre da alfandega e do sello
competente, 50 por cenia dos direitos a qae s3o su-
jeilos os dos despachantes, cada nm dos quaes po-
dara' ler de nm a cinco ajudanles.
Art. 3. At o lim de selembro do corren (a anno
porierao ser despachados, de conformidade com a
tarifa actual, os voluntes da loara e vidroa que con-
liverem differentes qualidades do taes objoclos ; fi-
cta 'o tiesta parte suspensa, pelo di(o prazo somen-
U, a encoclo ras Dotas 7S e 139 da nova tarifa.
Bernardo de Souza Franco, do meo conselho, se-
nador do imperio, ministro e secretario da estado
dos negocios da fazenda presidente do tribunal do
Ihasouro nacional, assim o lenlia entendido e faca
eieeutar. Palacio dv Rio de Janeiro, em 23 de ju-
nho de 1857, 36. da independencia e do imperio,
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Bernardo
de Sonza Franco.
MINISTERIO DA JUSTICA.
Atino de 19 de j'unAo de 1857, dirigido ao tice-
prndenle da provincia de S. Pedro do llio
Grande do Hu.
Declara, em soluto a duvida proposla pelo mesmo
vice presidente, que he d responsabilidade, e
como lal deve ser processado e punido o crime
eommetlido pelo carcereiro, que por conniven-
cia ou negligencia deixar fugir algom preso con-
fiado a sna guarda.
'3. Seccao. Ministerio dos negocios dajuslica.
Rio de Janeiro, em 19 de junho de 1857.lllm. e
Exm. Sr. ConsollOD esaa presidencia ao goveroo
imperial, em officio n. II de 1- de Janeiro do an-
no prximo pretrito, se nao estando comprehenrii-
do na circular de 27 de agosto do 1855, como de
responsabilidade, o crime previsto na primeira par-
le do arl. 125 do cdigo criminal, deveria, apezar
disto, ser processado e ponido, pelo juiz de direito,
o careereiro que por connivencia ou negligeucia dei-
xaiae fugir algum preso eommetlido i,' sua guarda.
Tendo levada o citado officio ao conltecimenlo do
S. M. o Imperador, mando o mesmo augusto sa-
tinar declarar a V Exc., de conformidade com o
parecer do consalhelro prornrader da cora, que
loi ouvido sobre a malaria sojeila, que, logo que se
der ao i. da sobredila circular a inlelligencia 1l-
leral, tornndose, como he obvia, exempblicativa-
roenle, e nao tas. itivam -ule, ., caso al figurado co-
nliecer-se-lia que o crime de que se Irala, sendo
pralicado por carcereiro, esta sem duvida incluido
na classe dos de re-p ensabilidade, e como i.il deve
ser processado e punido ; por quanlu, se o faclu de
deixar fugir o preso por negligencia ou connivencia
conslituc crime aquello que o lam a' toa guarda,
seja pessoa do pavo, seja caVccn-iro publico, romo
dispe o arl. 125 d> coligo eniiiiual, he manifesio
que, todas asver.es que esse ciime for coinincltirio
pelo proprio carcereiro, a qual em rarao do seu of-
ficio ha responsavel pela guarda do preso, verifica-
se urna das especies comprehendirias na regra geral
eslabeledda aja $ i. da cila.la circular, as palavras
crimes connexos com os de resp n-aluli lade. Oque
coramuntco a V. Et. para sua iulel juevcia. lieos
guarde a V. Etc.Francisco Diogo Pereira de Vajt-
coiicallos. Sr. vice-prasidenle da provincia da S,
Pedro do Rio Grande do Sul.
regolamento de 31 de marro de 1851, nellas ple-
namente approvado, o que devera' ser averbado em
seus aisenlamenlos. Declara oolra sim, que ne-u
data contrahio novo engajamenlo por mais seis an-
nos, nos termos do ce gulamenlo de 14 de dezembro
de 1852, precedendo inspecc.3o de saude, o soldado
dn quarla companbia do 8. balalha~o de infanlaria,
Adrianof Antonio, o qual percebera' alem dos ven-
cimentns qoe por lei Ihe compelirem, o premio de
400-51)00 re.) pago segundo o arl. 3. do decreto n.
1401 da 10 de junho de 1854, e lindo o engaja-
menlo urna dala de (erras de 22.500 brabas qUa-
dradas. Se deserlar, incorrera' na parda das van-
tagens do premio, a daqoellas a qoe liver direito,
sera' (ido como recrotado, desculan i --r no lem-
po do engajamenlo o de prisAo, em v rtu.le de sen-
lenra, avcrlian lo-se e-le descont, e a perda das
vantagens no respeclivo titulo, como he por lei de-
terminado.
Lu: Jesi Ferreira.
EXTERIOR.
COMMANDO DAS ARMAS.
Cfn.irtel ceaer.il do comm.indo das armas de
Peraimbuco na cldade do Recite, ene 10 de
juicio da 1867.
ORDEM DO DIA N. 1.
II a ve mo o Exm. Sr. lenente-general Jos Joa-
quim Coellio, comraandanle das armas desla provin-
cia de embarcar hoje a' tarde para a Europa no va-
por hamburgoez a i'elropoli. procedente do Rio
de Janeiro, determina o coronel romu.andante das
armas inlerino, que urna guarda de honra forneci-
cida pelo 2. halalha de infanlaria da guarda na-
cional em aquarlelamenlo se posle a urna hura da
larde no arsenal de maiinba ; e qoe a officialidade
de todos os corpos (inclusive o da guarda nacional
citado), o dascomoanhias fizas, esteja presente no
dito arsenal indica la hora, para assislirem ao
embarque, a fazerem as suas despedidas ao mesmo
Eim. Sr. lenenlr-general. As msicas dos mesinos
corpos se deverijo uchar no lugar do embarque, e
locarem ni occ.siao etr. que S. Exc. all chegar (I).
Tendo a commisslo de hxgiene publica de visitar
os liospiles, e i risies milttaies, devem nesla con-
formidade os senhores commandantes do corpos, de
fortalezas, eitnerlor do hospital Militar, franquea-
ren! i mesma comniito os respectivos quarleis, e
eslabelecimculus sanilarios.
/.ai; Jos Ferreira.
11
OKDEM DO DA N. 2.
O coronel eomrnandanle das nrmas inlerino decla-
ra para os lio- convenientes, que o Sr. 2. cadete do
9. lnlalli.i-1 de infanlaria, Joaquim Jos Nevea Sei-
xas, a 9 do correle foi examinad i na respectiva
arma sobre as malenas classificadas no arl. 28 do
(I) Por circumslancias deixou S. Ex. de embar-
car.
ACADEMIA FRANCEZA.
llana honlem nos corredores e na eulrada do Ins-
tilulo urna mulliilao perseveranle que muilo depois
de se ter enchido a sala das sessoes, ainda esperava
poder ah penetrar. Suas esperanzas nao foram frus-
tradas. Os oflictaes da academia e o publico foram
tao complacentes que ninguem ficou no limiar. In-
vcnlou-se para os que se linhara retardado lagares
rlificiaes qoe triplicaran! o auditorio, nao Ihe dei-
tando estriclamenle se nao a liberdade de seas ouvi-
dos para otivir e de suas tn'.o para applaudir. Raras
vezes o ziraborio do palacio Mazara lem tido a feli-
cidade de abrigar um poblicolmais numeroso, mais
aperlado e mais salisfeilo. Raras vezes se tam podi-
do fazer urna idea mais alta daeloquencia e da elas-
ticidade do corpo humano. Sobre os bancos dos aca-
dmicos as classes nao eilavam menos opprimidas.
Os membros mais illuslres de todas as secjes do Ins-
tituto e de lodos os partidos parecan) ler-se dado
nrendez-vous enruina aeisao em que se acliam reo-
nidos todos os gneros da intaresses. O acadmico
cuja memoria celebrava-se era ama publicista, qoe,
as tormentosas pocas em que a razao hesita e a
vonlade vacilla, leve a prudencia de discernir a boa
causa e a coragem de ouvi-la ; um historiador, que
fra a voz da consciencia publica ; um professor por
muilo lempo popolar, que nao se tinha feilo applau-
dir senao pelos bons senlimenlos de lodos os que o
cnnhec.eram, e perfeilamente faliz sem ser um egos-
ta ; urna alma religiosa, um corarlo benvolo, qoe
amou fielmente ;i Dos, aos homei e verdade, o
laslimavel e lastimado M. de Lacralille.
O candidato era um mestre Ilustre da adeuda, cu-
ja velhice a academia francez sorprenden e honrnu
recompensando com ama cadeira litleraria urna bel-
la vida scienliGca. No comeen do seculn, uo pro-
prio lugar em que honlem M. Biol, se fizera ap-
plaodir, um novo elcilo, como elle, mas um pouco
menos joven do que elle, por que era nonagenario,
l.anjun, agra-iecendo academia ler.se dignado es-
colhe-lo, dizia com um reconhecimenlo natural : As
palmas verdes cabem bem nos cabellos lirancos. n O
publico foi do parecer de I.anjon, vendo como M.
Bii| sabe Irazer sua nova coroa. Applaudio-se en-
ihusi.islicarnrnte seu discurso, e ainda mais vivamen-
te se o h'veria applaudido, se elle houvesse podido
fazer-se ouvir melhor.
Ouvindo-5 esla voz 13o fracs que se suslenton du-
rante lodo discurso sem se enfr.iquecer mais, lanlia-
se nao pudor applicar complelamenle M. Biol a
encantadora parata dcM. Vdlemain sohrn a M, An-
drieux : File foiia-M ouvir a' forra de fazer-sees-
cular. M. Biol fazii-se escular ; mas sua palavra
nao attinsia, ainda alrdvct de um religioso silencio,
ale as ultimas carnadas do puldico, que licarain redn-
zidns a invejir as pn neiras.
O auditorio, perdeinlii a mor parle do discurso, nao
leve nem ao menos a consolaco de ignorar o precii
de que perda. Os apptausns partidos de nm centro
privilegiado vinham a tverli-lo de qoe tima bella pa-
jina picana'ra t sua adrniracao. E enlrelanto tal era
a venerara i do publico pelo orador, que Cnulinuou-
se a' escolar com respcilo o qoe se senta nao ouvir,
e que trido pareca breve.
Os leilores do jornal, mais felizes que os ouvinles
da academia, poderam gozar plenamente desla pala-
vra tocante, enrgica, elevada. M. Biot pedio com
gracaqueselhe perdoase urna felicidade deqoe por
lia ponco lempo hade gozar. O publico, lendo M.
Biol, fez melhor do que se Ihe perdoasse sua felci-
dade ; parlilha. Elle acolheu com benevolencia as
recordares a' que M. Biot se dava por feliz em a-
liainl.ui ,r-- ; admirou, nests graves pinturas do
passado, urna firmeza de aerees que fazia honra aos
habis. O publico commoveu-se pelas bellissimas nl-
limas paginas, em que M. Biot encontrn a elo-
quenria, daudo aos jovens urna liedlo de dedicarlo a'
seiencia. de ardor ao Irabalho, de desinteresse, con-
firmado pelos exemplos desua vida.
O d-scurso de M. Biot acabava de verificar a esco-
Iha da academia. A!, liuizol, encarregado da respon-
der ao recipiemliariu, desenvolveu o sentido desta
adopcao pela academia franceza de um dos homens
que illusiraram a seiencia, sem nunca ler deixado
de amar a lilteralura. A anida le inltlleclual das sci-
enrias e das ledras, a lei imposta aos sabios eaos
lellradns de recurrerein em cnmmiim em sua moci-
dade a'a mesmas fonles do verdadeiro e do bello, ei<
as grandes ideas que elevaram 1.1o olio a palavra de
M. Gaita! ueste discurso, um dos mais bellos que
M. (iuizot (em pronunciado e que a academia lem
ouvido. M. Guizot desenvolveu nelle com urna admi
ravel variedade lodos na dons do espirito : o dom
imprevisto d expor ideas cientfica em urna per-
feila linguagc.n. Mostrando em M. Biol um liomem
de latirs e um sabio, M. (iulznl deixou ver em si
mesmo nm sabio em um Immem de leltraa.
Era impossivel fazer apreciar melhor a originalida-
de scientifica doirecipiendiario a' um auditorio que
nao ora nem mathematico, oeni phssico, e qnc jukou
ser orna e oulra cnusa ouviudo M.Ouizol. M. (,uizot
dividi os sabios em Ires clases : os especuladores
sublimes que adevinham as grandes leia do universo,
os observadores que descobrem os plienominos, os
legisladores que os elassifiram e os generaluam, e
anlreos lecisladores he qoe classificoo M. Biol. I'o-
de-se ainda conceder urna quarla classe, situada so-
bre os conlins da seiencia a das lellras, a classe dos
FOLHETHL
ORIGINAL l0 DIARIO DE PERNAMBUCO-
12 DB JULHO DE 1857.
vulgarisadores, que a' forra de penetraran e de cla-
reza, comprehendem lado a fazem comprehender
todo. M. liuizol acaba de lomar neita classe um lu-
gar, e se a academia das sciencias se (oca de emu-
larlo, lem da ora em dianle o direilo de apropiar-
se il-ilr-, como a academia franceza apropriou-se de
M. Biol, para representar em sea seio a uuiao do es-
pirito Iliterario e do espirito scienlilico.
Se se qoizesse ser um historiador fiel, seria mister
louvar o discurso de M. Guizol todo iuteiro, porque
o publico applaudio-n todo ; este retrato de AI. de
Lacretelle, tao espiritual e tao verdadeiro; esla justa
re parara o offerteida ao seclo XVIII com lana pru-
dencia e auloridade ; este nobra eloeio da universi-
dade ; esla exportarao ao trabalho, coragem, a es-
peranza, dirigida de lo alto a mocidade ; esta ele-
vacao de pensamenlo, eslas bellissimas formas de
linguagem, este poder do accenlo e da accao orato-
rio. Mas perante urna eloqoencia de urna grandeza
lao sobria a l.v simples, tem-se doos deveres a cum-
pria : o primeiro. be loova-la timplesmente a so-
briamente ; o segundo he offuscar-se. Resiguo-me
a um,, apresso-rac em obedecer ao oulro.
//. ligalut.
Discurso do M. Guizol.
Ha cincoenta annos, Senhor, entraveis no Ins-
liluln, rniao o mais joven e hoje o mais anligo de
seus menihros. Vossos illuslres meslres, Laplace, l.a-
grange, Monee, Berlhnllel, deram-se pressa em a-
brir-vos as portas. Esles principes da seiencia, como
a amavam com om amor sincero e puro, amavam
tambem os jovens que um da deviam servida e hon-
ra-la. Elles os acolhiam, os animavam, os auslenla-
vam, e viam de bom grado augmentar a' sombra de
ana proprin gloria, o renomo utscente de seus disc-
pulos favoritos.
Vos experimentaste;, senhor, os ITeilos desle ge
ncroso patronato ; e cincoenta rnnos depois viesles
referir-nos, com urna gracia encantadora, os encan-
tadores cuidados de M. de Laplace para fazer valer
vossos prirneiros Irabalhos, tomando-se desl'arte
d um virtuoso prszer emlestemoohar em vossa gran-
de idade um reconhecimenlo filial para com as bon-
dades paternaes do homem eminente, que letem
sepultada em seos papis urna de suas proprias des-
coberlas para deixar a vossa mocidale a honra da
have-la fela.
o Vs livesles tambem na mesma epoea, senhor,
orna singular felicidadc, de que nao relirastes ne-
nhoma vantagem e que u3o lizesles render.
a O vencedor da Italia e do Egvpto, o conquista-
dor ja presentido da Europa, o general Bonaparle,
olao primeiro cnsul, assislia ,'i sessao d'academia
das ciencias, em que fosles chamado a expor vossas
prematuras pesqoizas.
tr M. Monge, assenladocom elle peranlc oquadro
negro em qoe vos as Inrave-, disse-lhe com tima
salisfacSo do nai : Esle Irabalho vem de nossa
a chara escola polylechnica. Reconhe(o-o bem
pelas figuraso, |respondeu-lho o primeiro con-
consal, e no fim da sesao, quandn a ncedemia qniz
lomar conta de vossa Memoria, designon por seos
eommissarios i os cidados Laplace, Bonaparle e
Lacroire. n
Nao sei se o imperador Napoleao algum dia
lembrou-se disio ; mas vos Ih'o recordastes. Ras-
pt itasies muito a seiencia para obler o favor em seu
neme.
(i Nao ser.l ama honra mediocre para o poderoso
genio qne a academia vos dava nesla dia por juiz,
ler tambem respetlado sinceramenle a seiencia e
seus meslres.
Linde nossos mais la-lima veis e mais lastima-
dos colleja-, M. Mole, dizia-me um dia que no meio
de lodas as soas grandezas e de seus prazeres, o im-
perador Napoleao smpre fora mu sensivel gran-
deza do espirilo, nica grandeza que preslava ver-
daderamente eslima sympathia quando soas pai-
>9ai se calavam. Os principa) das seiencia: matlie-
mallcaaa physcaa linliam sido para elle em sua
une idade i-s lepreseutlutes desla superloridade ori-
ginal. A profunileza e licor de anas combinaee",
-na- conquistas sobre a iiatureza pira arrancar-lite,
era seus segredos, ora seu poder, esla dominarao
do i en-anienio do horneiii no universo tinb-in lo-
cado de bem cedo a imaginarao do hroe despola e
conquistado sua admiraran.
o Alguna desles meslres a ciencia a dos mais
illuslres, Mone, Berlholle, Fourier, linham-se as-
sociado ale nos deserlos, sua follona o linliam
ajududo n sua gloria. Elle renda hnmenaeem a' -na
e eompiazia-se, quer na intimidade, quer em publi-
co de lestemunhar-llies sua ronsnlerar;o quasi af-
fecluoaa per sua pesoa e seus traballms.
o Mas aua visla nao se delinhi ainda. desde en-
Uo na esphera ja tao alta das sciencias. Advertido
poro estes sublimes instincloi qoe sSo, como dizia
M. Koyer-Collard no turnlo de M. Casimiro P-
(< ner, a porrao divina da arle de goveroar sen-
ta tambem a bedeza das latirs, e nlo esperava ser
o senhor da Franca para apreciar a grandaza de seo
papel na vida das almas e das soeiedadet humanas.
Vivamente commovido das grandiosas reenrdandea
ao aspeclo dos lugares que as rememoravam, elle
leni i- a ler um dia, no fundo do Egypto, com a au-
xilio de Fourier, em om pequeo Lacano lirado de
sua algihelra, o parallelo de Pompeo e de Cesar ; e
como a explicacao se fazia um ponco lenla e emba-
rarada : ijuanto sao felizes,exclamoo elle,
(iaial c Arnault por ler corranlemenle osles bel
ir los versos no original!Nao creais,Ihe dise
a Fourier,que esles senhores os lem mais cor-
ir reiuemenle que vos.Como !replicou Ronapar-
s le, pois nem mais o lalnn se sabe em Franja !
Oh porei m lem nislo a
prosperavam antes delle e sem ell ; a reslaurar.lo
dosesludos luteranos c rlassicn foi sua obra. Os
creadores humanos do helio, Homero e Virgilio,
Tnacydides e Cicero, readquinram, iracas a elle,
sua ordem e seu imperio no desenvulvimenlo dos
jovens espirites. Temado omnipotente, minio po-
deroso para sua gloria como para sua fortuna, elle
comprnzeu-se na conversarlo de M. de Fonlanes
como na de M. de Laplace. Elle vio dentro em
pouco apparecer, as lellras renascenlos, alguns tra-
tos desla independencia, a que o espirito humano
ainda comprimido, mesmo se.duzido, nao poderla re-
nunciar, e senlio com islo algum deaprazar. Elle
fallava mal de Tcito que havia remed do a's maos
da mocidade, e nao tarta feilo ler em sua presenca
as Tolderas as tristezas republicanas desle Lucano
que o enenntava as margena do Nilo. He algumas i da unidade de medidas que a Franja leve a honra
vezes a coudirao dos despolas, qnandu sSo grandes de inlroduzir no mundo, urna base certa immuta-
homens, crear institnicoes que Ibes escapara, e ver ve!, tomada :is leit precisas e lixas da nalureza. Fe-
entrar pouco e pouco em suas obras urna liberdade lizmenle eiecutado de Dunkerque a' Barcelona, es-
que nao enlrava em seus planos. Dominados pelo le grande linha sido ahi detido e suspenso. Me-
inslincloe pelo goslo, pelo qaa he grande, elles evo- chain tinha morrido de pena, desolado por nao ler
cam potencias, qoe nao Ihes sera' permillido, a elles! podido levar ao cabo sua obra a duvidando da uosii-
proprios, conservar por milito lempo subjugadas. O bilidade do bom exilo.
cardeal de Richelieu, fundando a academia franca-I Mesmo suppondo esle suecesso possivel, escre-
za, nao duvidava que a adiara em breve pouco do- via elle com ador de um servidor apaixonado da
cil a seu mao humor para com Cornelio e a seu mao
goslo a respeiln doCid. O imperador Napoleao
nao linha instituido a Universidade para que ella
sobministrasse aos principios e aoa sentimenlos li-
beraes lao intelligentes e 1,1o perseverantes defenso-
res. Feliz imprevidencia desles terrtveis dominado-
res do mundo, a quem a grandeza de seu genio faz
Embaraces do Folbelinislas.J. Janiu.Alph. Kar.
O seulimenlo potico do nossu lempo.Poesias
de Meneze* Duna.Scapini.Esforros da com-
panhia dramaticScenas de somnambulismo por
una dama da alia sociedade franceza.A msica
enlr eos autigos liregos.
Os surcesios de aclualidade, marcados com ama
eor local sao raros entre nos, e por isso algomas ve-
zes nos vemos embarazados, com a nossa arel i de
folhelinisla.
Nao temos eaw maravilhas que n'oolroa paizes
mim-lrain conslanteinente imagi-ns iiuiniias musa
dos poetas, e assumplos variados e recandos inspi-
r.n;.Vi do romancisia.
J. Janin^ Alp. Kar, esses dous principes magnfi-
cos do folhetim, que lao esplendidos Iriumphos bao
conseguido na meio da sociedade parisiense, aqu,
inultas vezes se achirlan em dillicul ladea, ;..,r., exe-
cutar a tarefa hebdomadaria, e a imagioac.au de azas
d'ooro dessas masas fadarlas ficaria indolente e pre-
guicosa.
Mirerour diz que J. Janin faz um follielim com
um quarlo de idea, mat o Cliarirnri he de opiniao
rjiie elle so fez um follieliin, e i|ue todos o outros
nao passain de transformarles.
Seja como for. I-lo mesmo be um grande medio.
I'or outro lado dizun que o nossa lempo ndo he o
lempo da poesa, corno se porque o vapor sopra,
ninguem rtodeata mais cantar. Ora, a industria nao
se deve importar rom a poesa.
F-l i he iminorlal como as decepres a esperanrns
da homanidade.
E por ventura ja nao e-.istir a luimanidade em
noso lempo '! E se asiste, nao devora a poesa sua-
d-o-Iba as dores, aligeirar-lhe o piesenleo duurar-
Ihe o porvir ?
O dia em que a pocsia ja n,1n livor nada qoe fazer
no inundo tero verdadpirainentp o ultimo dia, e
quando ja se nao cantar he porque o mundo se lera
(ornado surdo e mudo. Assim, pude-se dizer que te
algumas vezes os poetas fallara, a poesa nunca
falla.
E um documento que comprova ela venale sao
os seanintes versos do Sr. Menp/es Doria, intitulado
.S'ol Sfente: he uina inspirarlo, qna atiesta o t-
lenlo brilhanle do joven esludaie da Facnldada de
l),reilodo Recife :
Chaqu elre s'ecrie :
C'est lui, c'est le jour !
(,'esl lui, c'est la vie !
C'esl lui, c'est l'amoor !
{Lamartine)
O hlito de Dos o sol arende.
E o sol o rtiMiio de i iro presto eslende
Sobre o ether azul, e a le ra e o mar ;
Tudo luz, tudo brilba, ludo encanta,
Se espreguira, se agita, se alevanta
Ao seu ardenle e peuetranle olhar !
As nuvens sao corseis, qoe disparam
Da arena afogueada que formaran)
As faixas do horisoule em comhnsliio ;
Frems partidospelo ar galopara ;
Sangne vivo escamandoora se topara,
Ora em procura do infioito vAo !
A branca estrella qne o crepoado adorna,
E torrentes d'amor lnguida enloma,
Nos Iraz llores celestes se sumi :
Longa saia de mallia coruscante,
As eulranhas geladas conslringio !
O orvalbo Iransparenle o chao prateia :
Aqui sobre urna flor Iremulo ondeia,
Sobre oulra n'uma lagrima se esvai ;
Aqui parece pedra preciosa ;
Alli, bem como ebuva lominosa,
Lenlo e suave do arvoredo cahe.
Ave enormedo chao voa a neblina !
Frailo doran de lampada Ilumina
Do valle o solitario penetral, deixam,
Pagina em flores, que, a sorrir-se.
K sobre a qual dous altos cerros fechim
l'arenthesis de pedra colossal !
Alli o monte de enroa erguida,
Oue ao ero implora co'uina voz sumida
A menos nina gota de licor.
Para a ferida, q ||.0 raio abrir,
tiladio que a nuvein il. bainha lira
No campo da proMlla(odo horror !
.Matas, que enrhem snnnite a nhantatia
Do abusc-, p gemidos, de agona
Da p.illi lis lmures infernaes,
Do sol ateante aoaraioa purpurinos.
|> ranos,
Enlre a liarinnnia de sin ibis l
I'. 'no loo majestosos acordis !
Vos sois um mun lo nebuloso e vasto,
Km i|iie apenas se imprime o leve raito
Da ases-tilia, da fera ou do reptil ;
Em Ingaf de palacio altiva e nolirn,
Que o oiro. a a lama a > mesmo lempo cobre,
Simples ninho abrigis rnde envil.
Oh en irei um diaeu o primeiro
Vaguetar oamorado e avenlureiro
Por vossos lahyrinthna de sipii:
Ver a azul borhnlela, qoe esvoaca,
A socuaana, que raivada passa,
E a cobra de coral rojar no pii!
F. Milla- n com a menle incendiada !
E senlirei a vida mais ousada !
Mais rubro o eco das mullas illuses !
Colombocheio de riqueza immensa !
Homemcheio de esperanzas e de crenca !
Poetacheio de mil inspiracBrs !
He loda nm paraso agora a (erra !
Abrararn-se collina, oilcirn, e serra
Con a sua coroa cada qoal;
l'm lem denso pennacho de esmeralda
Este de malraequer aorea grinalda,
Oulro a choupana, que atalaia o val.
Tudo agora comer sen caminho :
O verme sahe do p, a ave do ninho,
Do tosco pordieiro o pescador,
A abelha infaligavel da cnlmei.i.
Da loz o brilbo, da palavra a idea,
O perfume do clice da flor.
One orcliesra sobe ao co O mar vnzeia,
Mrmara a fonle, o passaro gnrgeia,
E a briza da manhaa voa a gemer ;
Cania viola a joven camponeza,
0 desdiloso chora, o crenle reza...
D'est'arte faz a dor ocho ao prazer !
Quito bello he o sol nasrente !Olbos abertoi
Penetra os polos de cristal cubcrlos,
Devassa nunca vistos areiaei ;
Pbarol do lempoioSo de ureas crinas
Di?, lopando nos crneos das ruinas :
Aqui foram imperios colossaes !
Pndula qiese agita no infinito
Que ouve lalvez da elernidadco grilo,
Atalaia de todas as arenes
Anhelado, redoira na memoria
Era feliz, que elernisou a gloria,
Semprc amada dos grandes enraees !
Oiiao bello be o sol nascenlp Filia afugenta
Do ar a cerraran grana e cimenta,
D'alma a tristeza, e os pen-ainenlos vis :
Aos homens ao Irabalho elle convida ;
E da' lorr i. e visor, e alelo, e vida
Ao que he desgranado, e ao que be feliz !
Ao mendigo, que pede, elle consola
Com a promessa de abundante esmola ;
Oo de algom prnlerlor bem liberal ;
Ao pobre manila um rain de ventura,
Ao orpban, desvalida crealnra.
Faz sondar doce affago maternal !
File diz ao ene he forte :Hoje rlemenria 1
I Ao fraco :Mais um dia paciencia !
seiencia, o adiamenlo do termo em que elle poderia
ser eflecluado be tao grande que me acabrunha,que
me mala e que nao poseo supporlar esta idea.
Vos fustes encarreg.ido, senhor, em primeiro la-
gar com M. Arago e depois s de proseguir neste
laborioso designio da seiencia (ranre/a ; e atravoz
da desenove anuos, de 1801! a 1825, vos lomasles. a
algumas vezes esqneeer e egoismo de suas paixes, liandonasles, relocasles e complelastes finalmente
eque nos transpoiles de seu pensamenlo fazem mais vossa obra com urna perseverancia, ama coragem,
o melhor du que o linliam premedilado|! i orna saizacidade, urna fecundidade'de recursos, urna
Quando o imperador .Napoleao nao houvesse feilo
creando a oniversidade, sendo o que linha previsto e
querido reeguer a prosperidadr dai lellras e oulor-
gar-lhes, a paz das. sciencias flurescetiles, e sceplro
da in-lriirrao publica, a Frain a e a academia fran-
ceza, Ihe deveriam a esle til ubi urna brilhanle borne-
nagem. Esla intima uniao de lodas as grandes fa-
culdades e da todas as grandes carreiras da inlelli-
gencia humana, esta lei imposta aos sabios c aos le
irados de beberem era connnum ero sua mocidade
as mesmas fonles do verdadeiro e do bello, esla
elevaran obrigada de todas as prolisses liberaes ao
mesmo nivel dceultura inlellactaal, he a lradlea.0 da
civilisacao europea, he a honra da civilisac,ao fran-
ceza, he o vol e o cuidado constante da academia.
Ella sos rscnlhen, senhor, para mostrar que a esle
respeiln ella tambem ficava fiel a seus senlimenlos e
a seus usos.
Quando ella chamoil a seu seio Fonlenelle, 4*4-
lerabert, Laplace, Covicr, Foorier, e aquello de vos-
sos sabios collegas que eu n3o qoeru nomear, por-
que alli est, ella nao se propoz somenle render jus-
li{a a seu mrito como escritores ella quiz lambem
consagrar a unidade inleltectual das lellras a das
sciencias pela uniao, sobsua bandeira, da seos mais
eminentes representantes. Vos eris digno, senhor.
de lomar lugar n'esla serie de grandes espirilos, fi-
lho adoptivo da academia, e de servir por vossa voz
com provas e exemplo a urna grande idea ; vos de-
dicaste* vossa vida as sciencias, mas nunca deixasles
de amar e de cultivar as lellras ; va sabis calcular
e escrever, observar e referir, dcscohrir as leis da
luz physica e espalhar sobre vosso pensamenlo as
mais elegantes clarezas da linguagem.
A academia das sciencias apossou-se desda cedo
de voz ; a academia franceza esperou por muilo
lempo para ver reclamar, mas vos Ihe perlenceis i-
cu.lmente ; e se he urna homenagem que lemos
prestado as sciencias, he lambem um direilo que le-
mos exercido, em nome das lellras, chamaudo-vos
para lomar asseolo enlre nos.
a Vu tioheis apenas entrado na academia das s-
ciencias quando elles aprovailende-se de vossa mo-
cidade e de vosso ardor, vos enviava para fura de seu
recinto, enearregado desles Irabalhos longinqoos e
aventurosos em que tendea deseuvolvidn, como em
diversas pocas e em semelhantes aroprezas mult-
le vossos eminentes collegas, qualidades de carcter
c de espirito bem estranhos as tranquillas medilarCes
da seiencia.
Vossa primeira missao desle genero nSo foi seniio
um passeio corto e fcil : a academia vos designara
para ir verificar se com elidi, como se propalava,
linha cabido urna eliuva de parirs no departamento
exactidao em vossas observaees, ama dedicarlo e
um suecesso que bastaran) par honra de vossa vida
sabia.
l'.ii uto vivamente, senhor. nao poder lra?ar
aqui o que chamarei vossas. aventaras e vossas pro-
vacoes nesla diflicil empreta.
A benvola a-semblea que nos faz a honra de ou-
vir (eria eertamente prazer em segnirvos.cm ver-vos
ora crestado pelo sol de Hespanhanra gelado pelasne-
veasda Escocia,assenladn alternalivanieiilesobre o ci-
o dourado das montanhas do reino de Valen^aou
sobre as ruchas negras dos mares do nnrle.passaiiilo as
nuiles a espreilar, a quarenta leguas de distancia,o
ngnacs aren.li ios para prender entre si vossos de-
versos punios de observado, ou rogando rpida-
mente, sob urna aspessa cerraran, a Iravez dos innu-
raeraveis rachopos das liba- Sheltand, para ir esta-
beleeer-vos, vos e vossos instrumentos, no meio
de algumas cabanas de pescadores, e elevar um jo-
ven cnrpinleiro a ser vosso collaborador. Has he
mister que eu rae apresse em transporlar-me para
nuiles lempos e outras obras de vossa laboriosa vida ;
nao quero fazer sublrahir seniio dous pontos em vos
so coinprimento da missao qoe entao vos uceupava.
Quando eris forjado a suspender por alguna mo-
mentos vossas sabias observaees, ancanlaveis a vos-
so repouso pela leilura do Ensaio sobre o Ho-
mem de Pope, e das velhas poesas da Escocia,lor-
uando-vos d'esla arl'arte fiel, as ledras at as as-
peras solidoes a que vos havia arrojado o culto das
sciencias, e haarindo nos /prazeres do espirito vossa
nica diversao a seus irabalhos. Eu me engauo, se-
nhor, vos dallis oulra ainda mais elevada e mais
doce.
As sciencias e as lellras nao ahsorveram loda vos-
sa alma ; alia ficou sempre aberla e prompta a emo
(Oes menos solitarias, mais humanas, \s consa-
graste! sempre a sorte e a sociedade dos homens,
om vivn e alTecluoso inleresse : Francezes, llespa-
iiboes.ou Escocezes, civilisados ou quasi selvagens,sa-
bios ou simples, grande personagens on pobres in-
solares, sempre vos aprouve manlrr intima relacao
com elles, lecolher suas ideas e seus senlimenlos e
coinmuuicar-lhrs as vossas.
A curiosidade scientifica nao diminuio em vos a
sympathia moral : sempre o moralista se associou
ao gemetra. E quando, de voda para vossa acade-
mia, Ihe desles conla de vossos Irabalhos, (amhem
vos comprazestes ; em pintar-lhe as popalaces no
meio das qaaes vivesles, sea eslado social, seus eos-
lumes, o presuroso eommereio de boa vontade e de
servieos que se havia estabelecirio entre elles c vi
E se como cu espero,vossa sabia relacao penelrou al
as cabanas das ithas Sheltand ou das Baleares, eslou
do Orne, nos arrednres de l.aigle, e para estudar ao eerlo que e.ses modestos habitamos Iprao experimen-
mesmo lempo a auloridade e a natiiieza do plipnn-
meno. Pareca anda enlao lio eslrai.bo, anda no
saio da eompanhia mais familiar com as novidades
da ciencia, que mullos do seos memhros nao que-
riam que ella se oceupassp pablleamanta deste ne-
gocio, lomando nao cnmpromelter sua dignniadc.
A sabia e independenlc eurii sdade de M. de La-
place decidi a academia a sallar por cima dealaa
hesilajnes, e a relacJJe que vos Ihe Bzeileia, dous me-
zes depois, sobre vossa missao, demonslrou plena-
menlo a opportunid.ide e eflicacia de seu passo. Es-
le Irabalho lie um modelo de sagacidade engenhosa
e pru lenie Da invpsligarao de um fado e. na arte de
po-lo a luz, remitiendo todas as circumslancias e lo-
das as tcaternuulias que a elle se prendem. Nenhum
de nossos mais habis joizes de inslrocrao, desen-
volveo em lempo algum para descubrir um crime
do biimein mais penetrarao, delicadeza e paciencia
do qua vos deseuvolveslea mata occasiao para esla-
belecer urna prlurhaeao apparenle da natnreza.
rr Vris racebeslen pooro depois urna missao mais
rara e mais perigosa. Vinheis dudar pedras cabi-
das do co ; a academia vos pedio qoe observasse
as regies celestes diversos phenomein s mctertolo-
gicos, enlre outros as perlurbares que soffria, se-
gundo se dizia, a agulha emantce quando deixava de
estar em rommunicarao com a Ierra. Tinha chega-
do um hal9o da expedican do Esypto rom os sabios
que o haviam trazado ; pozeraro-no a' vosa dispo-
sirSo, e vos lizesles, com M. Gay l.u--ar, al a al-
tura dos nllimns pirrare, do Monte llranco. urna as-
censan em que reconhecesles o erro da idea propa-
gada a' respeito da agulha, assim como outros factos
importantes para a seiencia, e qoe, em urna segun-
da ascencao anda mais aneada, vosso illoslrc enmpa-
nheiro devia em breve confirmar e estender. Tendo
descido a' nosso solo ha' (rima leguas de Paria, vos
viesles durante a noila annuuciar a' M. de La-
place vossa volla e o resultado de vosas observaeoes.
Elle vos esperava com orna anciedade paternal, e
nao livera, durante vossa vugem aeria, nm instante
de somuo.
Vos estreiasles por este modo, senhor, por urna
misso mudo mais longa e muilo maior.
Desde o fim do secuto XVII, a academia das sci-
encias prroccopava-se do deejo de determinar com
precisao a figura p as dimenses de nosso globo. No
curso do scula XVTI1. ella tinlia enviado alguns de
seus mais habis membros, una ao Per, oolrosa'
I.pona, para completar, sob os fogos do eqnador e
sob os aelos do polo, as observaees e as medidai
que den mi resolver esle importante problema. Em
nossos dias e no meio de nossas frmenlas revolucio-
narias, doos sabios astrnomos, Dalambre e Mechain
haviam emprehendidn, medir o arco rio meridiano
comprehendidu enlre Dunkerque e as ilhas Baleares,
prometlendn-se dar por isso, a' ete bello ss -lema
Aquelle que lamenla-se :Esptrai !.
Aos tristes elle diz :Sedo contentes !
Ao iiieu influxo borhulhai. scmenles!
Preciosas ideas, borhulhai !
Elle diz ao poeta :Alevautai-vos !
Dos grandes pensameutos in-pirai-vns !
Ide. correi, enrrei as mullido-* !
A f levai-lhes no queimir dos bymnos,
Como ou Ir'.ira os apcslolos divinos.
I.evaram grar;a e luz a mil nares -
Aos labios lodos elle diz :Sorri-vos !
A loda flor e corado :Abri-vos !
I.ancai perfumes, transhnrdai de amor !
Para lodo o que nasre, c vive, e ente,
He bello, sempre bello o sol nascenle.
Reverberando aos ps do Creador !
E o qoe diremos mais \> Nao ha bailes, nao ha
feelas, nao ha espectculos, e al nem ha canraii' '.
Se Scapini no Santa Isabel nos deleita alguns ins-
tantes com as bellas harmonas da sna voz, com os
esforcos do sen talento, com a eiecurao pura do eu
eanlo, com a elegancia e dislinccao da sua inleres-
sante figura ; e a sociedade dramtica faz esforcos
inauditos para contentar o publico, sempre exigente
e ineinravol, embnrn nem sempre seja josto, pois
que mullas vezes he victima de grandes mwtifica-
eos, e se cala, e applaude, e glorifica renmes im-
merecirios ;coraludn eslas orcurrpiicias nao s.1o
-inicente- para enclipr as sele columnas inferiores.
Dahi resulla que somos ohrigados a ir pedir algu-
ina cosa aos eslranhos.
Em dous folhelins que ha pouco publicamos, li-
vpmos de fallar ao leilor na existencia do mgico
Hume que eslava em Pars, chegado da America,
como urna alma do niilro mundo.
Tinha volt,do para a Ierra da patria, mas ja ha-
via regresado para a Furnia. Ihealro dos tena fei-
los imsleriosos, e la' aguardavam a sua ultima pa-
lavra.
Enlralanlo, na sociedade parisianae, lem appare-
cido nesles ultimo- lempos, vanos magieoe, at en-
lre aaaxo adoravel, que espantam e peoecupam os
espirilos graves e refleelidoa,
Qaasi que se pode dizer qne estamos no seculodo
magnetismo e da elrclricidarie.
Ilacertamciiie no magnetismo trivialidades inse-
paraveis do berro da seiencia, mas se pnde su-leu-
lar que pile tem um lado serio, lerrivel c pro-
fundo.
Fallando acorra de Humo. Mery diz, que muilo
ae oceupam cora ama dama da alia sociedade, urna
feiticeira, e rom os saraos ntimos que ella da' so-
bre a sua tripera de velludo.
Arredilara, conlinua elle, as pylhonissaide DpI-
plins e de Cumas no salan do somnambalitmo. Esla
senhora da' a idea da sacerdotisa .- he a energa, e o
poder na grsc e na formosura.
ladj um viio sentimenlo de reconhecimenlo e de sa-
lisfa^ao.
Eu vos felicito, senhor, de ler assim sempre e por
toda a parte honrado e amado ao no-iiio lempo
hiimanidaile e a srienda ; nada assenla melhor is
inlelligencias superiores que nao se leo-lar por ua
superloridade e deixar nicoraeao do, homens, como
nos annars do espirito hiiinaun, um Iraco de sua pas-
wgrm obre a Ierra.
a esles rudes Irabalhos, vossos sabios collegas, na fe-
runda paz de sua vid, prosegoiam ardenlemenle os
seus, e penetravam cada dia mais nos segredos da
nalureza. A luz, seus phenomenos e soaa leis, lor-
n.iiain-se por esta pocha, um dos ob|eclos favorilos
de seu estado. Malos, por sua bella descoberta a
esle respailo, abri seiencia um novo horisonle que
elle proprio apenas leve lempo da entrever ; a mor-
le ferio o genio no momento em que elle lomava
son vo. Porem os dignos suceestores nao ladaram
a' Malus, e vos fosles. senhor, um dos mais activos
e dos mais felizes. Ha mais de urna maneira de
servir a' ciencia e de engrandece-la. Ella lem seus
especuladores sublimes e r mo-eu. pruphetas, que
apanham em um volver d'olhos as grandes leis do
Universo e as sorprenden! como Colomho deseo-
bro o novo mundo, pondo-se em sua pesqniza A f
de urna idea. Em torno delles poem-se os observa-
dores sagazes que sohrcsaliem em preserntar os
phenomenos particulares, os e-labeleccrn, n des-
crevem e os prendem successivamenle ao dominio
da seiencia. E neste dominio por tal arte enrique-
cido, entrara os espirilos legisladores, que classificam
os fados observados, assignam as suas relaroes, de-
lerminam as suas leis e as resamem neslas formulas
geraes que definen) com precisao o estado da seien-
cia, e tornam-ie o ponto de partida e o instrumento
de novas conquistas. Voa soes, senhor, om desles
meslres da legislarlo denliiea ; vris nao vos limi-
lastcs lampera a fazer no eampn da ptica phvsica,
babel observaees, enjas fecundas consequene'as se
desenvnlvem tirios ns das: vos reduzisies a lea ri-
gorosas e claras, m fados recolhidns por voseas mu-
los romo por Mis memo; e sa me he permillido
aventurar jubre tal assiimplo nimba propria aprecia-
ran, sera' na historia da seiencia o earaclar eminen-
te de vossos Irabalhos e um de vossos mais bellos
lilulos de piona.
a Vris teinlps lambem, senhor, antro caracler ma-
nos brilhanle, se bem que mais popular. Por vosso
entina publico e por vossas obras, vos tendea exer-
eide a mais ellicaz influencia na propacao das scien-
cias mathi-malicas e physicas.
Ten tes sobresabido n'arte de expor os resallados
e proressos cientficos, e de interessar vivamente
vossos povintes esclarcendo-o--. A Franca e a Eu-
ropa eslam chelas de homens que ronserva'm de vos-
sas liees, em as quaes beberam as primeira- luzes,
a mais agradavel recordarlo ; e multo- de vossos II-
vros, enlre outros vosso Tratado de physica ma-
Ihemalhica e experimental ao mesmo lempo elc-
varam o nivel do ensinu cientfico e derramaran! ao
longe seus Ihesouros.
a E o que anda he mais bello, ha qoe tao
bellos Irabalhos, senhor, o que ainda mais vos hon-
ra, ha qoe nao amastes e cullivasles a seiencia se-
no i por ella e para ella s ; ella sempre fui para
vos o fim oniro, nunca um meio. Vos assislistes a
duas gloriosas e bem riiveisaspichis na historia dos
esludos a que lendes deificado vossa vida : em vossa
eslra, vistes o reinado do espirito cientfico por ex-
cedencia, a pesquiza apaixonada da verdade pura e
da verdade mais abstracta, mais elevada, mais dilfl-
cil de allingir, sem nutro designio que a satisfcelo
desta curiosidade sublime que he um dos mais no-
bres transportes do homem para se elevar cima de
sua condigno lerreslre.
Hoje vedes prevalacer as sciencias o espirilo de
apphracao, a paiv.i i da utilidade social, o ardente
desejo de fazer chegar os Irabalhos scienlificos a' re-
sultados praticos, e de por a ciencia ao servico do
poder do homem sobre a nalureza. Nao me perten-
ece nem pretendo instituir entre estas duaa pocas
nenhoma comparara** eassignar-lhes papis diversos.
Provavelmeule, as leis ciernas do mundo, ellas
se succedem naturalmente ; depois da paixao de ad-
quirir os Ihesouros da seiencia vem a de emprega-lo.
Talvez lambem que a separaran enlre estas duas po-
cas, nao seja lao completa que se o deva dizer e qoe
nao se faga plena jusiiea a' pocha aelual quando se
a consiriera como unicamenle pratica e como urna
pocha que ni perscrula o que he ulil. Se bem
comprehendo o que a' lal respeilo 0050 dizer, ha
certas sciencias, entre outras a dos eorpos organisa-
dos e vivos, em que qaasi que penelrou a lem domi
nado o espirito puramente scienlilico. O espirito
de applicaeao tam de mais esle grande resollado,
que ella rcea instrumentos, meioa de esludo e de ac-
cao, com o auxilio dos quaes a seiencia para loma
depois mais alto seu vo, e estende mais ao Ion.-..
suas conquistas.
Qualquer que seja o mrito desla saa corporac,ao,
he a' -,leen pura, anlior, a qoe qaizestes perten-
cer e a qoe com'elloito perlenceis; vos nao leudes
procurado em voseos Irabalhos, lenao a verdade
identifica, em vos occopar com seus resultados
praliros, principalmente pelo que a vos repeila ;
ms nunca Ihe pedules nem os gozos da fortuna,
nem os prazeres da vaidade. As grandes socieda-
des sabias da F.uropa lem-s: eomprazido em apro-
priar-se de vosso nome, sem que vos olicilassei>
essis favores. Tambem os nobres cnnselhos que aca-
bis de dirigir aos jovens discipules das sciencias,
nao podpra deixar de er elficazes ; vosso exemplo
essegura a auloridade de vossa voz. Apren leudo
romvosco o desinteresse, elles se as-egurarao a in-
dependencia que he o seu jolo preco ; aquelle qae
nuda as potencias do mundo pede,nao corre risco de
calnr sb seu jugo.
Alravez de tantas cnmmoces ociaes que lem per-
turbado lanos espirilos, e abatido lanos caracteres,
vos lendes sido, senhor, uro modelo desla indepen-
dencia generosa e serena ; vs lentes conservado ao
abrigo de loda imputarao, vossa razao e vossa dig-
niriade, e os soccessos que era lomo de nos lem
abalado lodas as cousas,(nunca alteraran) nem It-
vre firmeza de vosso juizo nem o pacifico curso de
vossns Irabalhos.
Eu lenho hoje, Senhor, com a honra de rece-
ber-vo em nome da academia, urna fortuna de que
nunca seria demasiado febril ir-me ; o que acabo de
dizer-vne, pesso e devo igualmente, dize-lo do ex-
cedente rolle.a que substitus enlre mis. As lellras
deram nelle rom as delicias em vs,um bello exem-
plo de desinlpresseem seu cullo e da lirielidade in-
dependenie as ideas e nos sentimenlos que s.lo co-
mo sua religiao natural. A vida de M. de l.arretelle
tocn um puro mais que a vossa potinca ; elle
loman urna parte um ponen mais activa que va as
lulas de 1101-0 i-mpn e loeoo-se mais de nossas tem-
pestades. As ledras enlroncam-se de mais peno
que as sciencias as quesles que agilam a sociedade
e pOe mais em moviinenio loda a alma humana. Mas
aciira desles accidentes diversos de vossos destinos
eleva-se e domina, enlre M. de l.acrelelle. e vi,
uina sensivel o nohre semeluanra. Elle amou as lel-
lras, como vs amis as cienciaa, com um amor pu-
ro e constante, sera nada mais exigir-lhs queaa ale-
gras do esludo e a piusa da verdade. Elle achou em
seus Irabalhos lillerarios, como vas em vossosjraba-
Ihos scienlilicos, suas recompensas naluraes ; no in-
terior a paz d'alma e as dores do lar domestico, no
exterior a r.....lerar.io e o renome. Elle kozou de
torios estes bens riurante urna lonsa vida isenla de
macula, e deixou-04 sem nada ler delles perdido,
anida feliz no momento "em que se aparlaram de
saa feh: idade. Nesles mesraos muros que acolheram
vossa necetsidale, vos vos dais, depuis da mais de
cincoeota annos, aos metimos esludos, cercado de
collegaa que, anligos ou novos, vos .consagrara com
igual affeicao, om profundo respeilo. Ja duas acade-
mias, no instituto, erara vosia familia ; a academia
franceza felicila-se por arrolar-se neste numero e
compraz-se em reconhecer enlre vos e vosso digno
predecc-or, estas bellas analogas moraes que bou -
rain igualmente seus pezares e saa escolha.
a Somenle duas vezes, em pocas e por causas
bem diversas, M de Lacretelle inlerveio activamen-
te na polilica. Vs lendes dignamente trocado, Se-
nhor, sua vida e sua conducta durante nossa primei-
ra e lerrivel revolorao, fonle ainda ardenle de lan-
as oulra-. Vu leudes recordado alguns rasgos da
joven e confiada coragem que elle ah desenvolveu
pela defeza, ora rie seus principios, ora de seus ami-
gos, igualmente prnmploi asaignar eom o seu no-
rae os mais vehementes ataques contra os oppressores
e arriscar sua pessoa para salvar as victimas. Nao
quero depois de vi insistir sobra aa lembraneasries-
te lempo ; vs riissesles tudo quanto era devido
memoria de nosso generoso collega. Eo nao lenho
nenhum prazer em entrar, para pinla-las neslas or-
gia* do crime ainda quando ahi encoulre os protes-
tos da virlude.
a Trila e qualro annos depois, na segunda cir-
eumslancia que piovou n zelo poltico de M. de
l.acretae. os lempos estavam bem modados; a mo-
uarchia franceza eslava rettabelecida e rom a rao-
narchia linha entrado em Trunca a liberdade, po-
rem a monarrhia e a litierdarie^commelliam ambas
a falla deploravel de julgar-se eTn eminente perigo,
e de recorrer para e defender i armas extremas em
Cnnfesso humildemente, (he Mery quem falla),que
cmediante exliilnees de mvslenos me espantara
e d.ui-iiii! suores fros.
Se convel dizer ludo, recuso mui voluntaria-
mente assislir a um aran magntico dado por um
homem bello, que se prcoecupa da soa belleza, oo
por nina mulhtr devastada por infortunios de urna
antiga mocidarie ; mas aqui, nao havia qoe temer
nenhuma dessas perspectivas que incommodam os
olho*.
A sessao durou qualro horas, e se leria prolon-
gado at'pela maubaa, se todos nao (ivessemos pe-
dido gra^a para es,a joven a encantadora marlyr,
votada an dez dedo de um impassivel magnelia-
lur. Dei o slgnal da insurrecto.
Era lempo. Esta senhora se transfigurara com-
plelamenle, vendo atreves de um souho lao longo.
A dama t-nha lomado em alguraa sinistra visao a
belleza fatal da bblica somnmbula de Eudo ; o
suor da febre abrasava-lhe as faces e se di-tillava
pelas raizes dos bellos cabellos; as maos eslavam
convulsas; urna respirarlo anhelante agitav*-lhe a-
peqoenas azas das ventas de marfim ; a nev doa
-nabos ainda se eslendia sobre os ollios fixos e lar-
gamente aberlos.
Assim, lodos mis demos crdito a suas palavras,
quando ao acordar, ella nos dase :11 Eis ahi urna
uoiie muito mal que se prepara para mim.
Quasi todas as experiencias foram bem -accedi-
do- ; fura mister ura folhetim especial para nrra-
las lodas.
Tocando em carias que Ihe Tnham sido entregues,
e se pon lo em communicaeo de ideas com ns seus
proprielarios.ella adevinhou muitas cnusaseonfiden-
eiaes, entre outras um convite para jantar que eu
reeebi para amanha, em casa rie ura amigo, a ra
e o numero da casa.
Um dos meas amigos abri Om haralho dp car-
las, extrabio Ires successivamenle, deim-las n'uma
bandeja, e-r.....Ionio a lodos os olhcs o valor bie-
rarehico dellaf, e foram a levinhadas sem hesitac,ao.
Varios nomes rie molheres celebre, oa de esta-
tuas ondeas foram descriptas por loda a -tente so-
bre pedacos de papel, e a senhora, no meio d e um
profundo silencio qoe nao permida n menor tom
imlira'lor, telegraplna do ouvido, reprodozio pls-
tic luiente es'c inu-eu illoslre com um tlente de
imitaran, eom orna verdade de sitoaees e de linhas
qoe fariam honra .10 mais hbil estatuario, e ao
cmico mais cxercilario.
Aqui n somnambulismo randa de carcter : inicia
esla uiulher nos myslerios de urna arle descunheci-
da, e a faz trafica como Rachel.
Ao acordar completamente ela somnmbula nao
sena tao grande artista ; nao adiada a harmoniosa
pureza rie lavores, a nnhreza rie attitade, a exacta
sobriedade dt gesios, a eiprassjo celeste ou lerrivel
qoe ella da' o seu perfil alheniense quando repr-
senla Venas ou Judilh.
Com o privilegio qae lem o sonho de riecompor
de urna maneira horrivel o mecanismo doa olhos, e
dar ao olhar urna fixidade stnislra, se a joven e bel-
la somnmbula representaste a serna da Lady Mac
betli, a formidavel cena do somno ella se elevan;
a urna altura que nenhuma trgica lera podido al-
tingir.
Dar-nos-hia erUpaces do tmulo, mostrando-no*
ota maozinha, thit little haud, que todos os per/u-
met da Arabia nunca purificaro.
Do somnambulismo a' msica, a tran-irao nao pa-
rece muto forjada. Sao luus producios de enge-
nhos differenles, he verdade, mas ambos sao igual-
mente predestinados.
Muilo e tem faltado nesles ltimos lempos na
msica dos Greges, conlinoa o nosso eseriplor : tem-
se indagado sobre que syslema ella ora fundada e
quaes podiam ser os seus effeilos.
Ao passo que os theoricos e archeologos raziara
sobre esle assumpto disserlar&es eruditas, os pralicos
se esforcavam para reslitoir as formas da arle amiga
em eomposiees repassades de um hellenismu de
convenci.
Foi desl'arte qoe se escreveram nt Allemanha co-
ros para at tragedias de Sophocles e de Eoripides
n'om eslylo pretendidamente conforme a Iradifes
viudas de Alhenas em linha mais uu menos directa.
As partires oriundas daste dilettantismo retros-
pectivo differein pela essencia, assim como pelos pro-
menores, e com ludo cada urna deltas he apieseula-
da, como ofTerectudo um specimen fiel da msica
greua.
Collocado enlre esles syslcmas qoe o publico 11.I0
pode conciliar, elle se aclis muilo embarazado.
Como f ,li,"io pontos de comparadlo,visto qoe os lire-
gos nao deixaram teslemiinnos aulhenlieos do seu t-
lenlo musical, he-lhe impossivel deseriminar o ver-
dadeiro do falso e fadar eom conliecimenlo de
causa.
O principio que divide oa Hindeos relativamente
a' msica dos amigos he o segunde : n- Gregns conhe-
ceram ou nao cmliecerain a harmona'.' Ilippjcra-
les diz sim e Galeno diz nao.
O primeiro dos paradoxes sustentados he que os
autigos nao e entenriiam a si proprioa obre a oefi-
iiitio de monea. Nao fota mais justo dizer, que
n3o os entendemos '.'
Como quer que sja, ha quem procuro fazer sobre-
sabir a singular!dada das opinies dos philosopbns a
as suas conlradirces sobre o principio e obre os ef-
feilos d'arlc.
Dizem que seeondo Plaiai, 1 musir ronsislia na
directo dos uos e no elaheleciinnlo dos coslumes,
ao passo que, para P\thagora, o* vprdadeiros prin-
cipios del musir, quasi que nao passara de allego-
nai representando, por vi das relaees dos sous, as
de se confiar no uso regrado e pacienta da seus di-
reitos e de soas forcas muluas. l'ma lei foi apresen-
lada na- cmaras para reprimir violentamente urna
imprensa violentamente I10.nl. lis mais prudentes
amigos do rgimen couslilucional crispararn-ae : pa-
receu-lhes urgente dirigir coroa represenlsco.es af-
fec' misa* emanadas nao da arena polilica, mas do
pacifico sanctuario das ledras. M. de Lacralelle.qoe
nao se linha recusado s funcees da censor dr.ima-
lico, e queem 1827 como em ITit, quera eom o
mesma luceridade a segoraoea do Ihrono o a daa
lber.lados publicas, propoz a academia franaeza cata
marcha desacoslumada, porem lealmtnle patritica,
e a academia aeolhea saa prnposi^Ao. Hedigida por
M. M. de Chateaubriand, Villemain e Lacretelle, a
reineitosa e liberal sopplica ii.in foi receida pela
corda : M. M. de Lacretelle, Villemain e Michaud
foram desliluidos das fuoefes qoe oceupavam, po-
rem o projeclo de lei, l'eriJo riemorle, nem ao me-
nos alliugio o termo de suas priva^as as cmaras,
chegado a cmara dos pares, a cora mandou-o reti-
rar. Bello a ampio de moderacAo e da respeilo p4-
ra com o senlimento publico, dado pelo proprio po-
der ao mais forte de suas deseoufianc.as couira a li-
berdade 1 Flix o ppder e feliz |n paiz. se sempre
houvessem sabido deler-se desl'arte sobra seo pro-
prio declive a nunca levar ao cabo eus combales!
o Sempre prompto a dedicar-e por en paiz a por
sua causa quando se julcava para ilo chamado por
omdever, M. de Lacretelle, cumprido esto devar,
enlrava modestamente em ua rarreira, e dava aa
ledras sua alma e sua vida. Elle as amava com
urna recouhecida ternura, como se amam as pessoas
a quem se deva a felicidsde. E nao eia so para eom
as lellras qoe elle le-lemonhava esla disposicla a-
fecluosa e docemenle alisfeila ; ella era om i geral
e era como o fundo da sua nalureza ; ella domioa-
va em seu ensino publico e acha-se em lo los os seo*
escriptos. Professor, a historia tornava-se para elle
o texto de eloqueutes cousideraces moraes e de ge-
nerosos transportes em honra da dedicaran a patria,
das ron.lires desiuleressada', da coragem, da hn-
manulade, de ludas as virtudes que podem excitar a
admirarlo 00 a ; sympathia. Elle applicava-oo em
por em relevo o lado moral dos aconlecimenlos mais
que em indagar as causas oa os effeilns, e rompra-
zia-se em interessar seu auditorio pelo qaadro das
virtudes ou dos vicios dos personagens histricos,
antes que em penetrar os segredos de seu caracler
ou de sua influencia. Eseriplor, elle runaervnn aa
narrarlo das queixas religiosas dn seclo XVIII a
mesma riitposirao; os crimes dn homem o indignaran,
seos sofTrimenlos o desoan, eus errus o fazem pal-
mar antes do que o inquietaran), oae virlu le. o
comraovem, sus esperances o encanlam ; he o mo-
ralista que domioa no historiador, o moralista be-
nvolo e confiado, qoe eonla com o genero humano
quasi lano como o ama, e prometi qaasi para tila
lodo quanto Ihe deseja. Fiel e honrosa imagen) daa
melhores t-ndencias rio mesmo seclo a' que prin-
cipalmente pertenceM. de Lacretelle: saclo de
ympathia e de confianca joven a presompeosa, po-
rem sincera e humana, cujos sentimenlos valiam
melhor que seus principios e eos postantes, qoe
inaito -nr eu, porque muilo acrediloe em si, dovt-
dando alias de lodo, mas para qaem lie permillido
esperar que om dia, qaaurio suas faltas parecern
ullicienleraenle expiadas, perduar-se-die-lij muilo,
porque elle amou muilo.
Como historiador da revolucSo frinceta, M. da
Lacretelle, lem um caracler particular que de dia
em dia e tornar para elle urna maior honra ; em
suas a preciarnos e como euas narrarAcs, sobre aa pea-
soas como sobre os aeoulecimmenlns, ell* he o in-
terprete fiel dos aentimentoa dos homens honrado*
e como o representante da consciencia publica noa
lempos que ella descreve. Nem o espirito de partida
nem o opirito de syslema o riominam ; elle nlo ac-
ensa nern perdoa em virlu.le de nrulinina rifa geral
nem de nnhoma prevencan |,--i..| alie pansa,
sent, e falla como esle euro de humen- recio* e sen-
satos que assislio a historia, em ser nem actores nem
MtrantMM, eque approvain ou rondemnam secando
-Ao salisfritos 00 non em seu sentido ou em seu bom
santo. N3o he a imparcialidarie nidilTer'nla rio juiz
longinquo, he a impres.an espontanea rio publico
contemporneo, o mais directo e o mais sincero doa
laslemuohos que ter rie consultar a posteri lada.
Depois de Unios e lao excedentes Irabalhos, Daos
conceden a M. de l.acrelelle a mais doce recompensa
que pode receber neste mondo urna aclividad* in-
lelleclual 13o rndenle e t.io pura, foi-lhe dada des-
envolve-la em declinar al ao ultimo ierran de nma
mu longa vida, gozando das mais bellas afTerees o
doa maii temos cuidados domsticos, cercado no
paiz qae ha hit iva da ympathia an"'-e recebende
do mundo de que se havia apartado Treqoente* pro-
vas de que elle ah rulo era esqaectdo. A Academia
eomprazia-se era ouvir fallar dalle, em acolheras
cominuuicacoes litler.iriasou affectuosa qoe elle Ihe*
diriga e em responder-lhe. fiada lenho qae aeres-
cenlar, senhor, ao qaadro qoe trataste* dos nllima*
dias desta vida ISo feliz, tao honrosa r Lie honrada;
mas perlenee-me colher delf um ensino qoe vosea
modeilia os impedio rie tirar. \ ... anta, senhor, II.
de Lacretelle, nao polos nobres exemplos como lam-
bem pelos salutares espectculos que leu.lis aflerr-
cido a nosso lempo. He hoje a tendencia geral na
ver por loda parle -enau esperanzas frustradas, des-
encantes e decepres. E com efleito, ludo qoantn ta-
mos visto e IIr 1 lo he bem proprio para dar-no esta
Irile idea do destino humano e ocial. onda eonta-
vamos cora a forca, enconlrou-sa a fraqoeza ; orna
decadencia prematura ou urna queda violenta atun-
girara o que n pareca prnmeller um longo fular*
o um jure- guerreiros forero vencido*, oa mais ahina
politicoi naufragaran). n> mais nobres e-labelen-
atanla* esiaopor Ierra. Temos vivido no mei.i daa mi-
nas. S a paixao pela ciencia ha que nao foi illurii-
da ; a> conquistas do espirito somenle he qu > sao du-
ra veis, a grandeza inlelleclual ficoo < em p no re-
ir.1 de lanas grandezas decahidai. Claro indicio dos
meioi em que seraprc podemos promelter-nm na
pouco de seguranza de solido suecesso. A Tranca
j vio por mais de urna vez a fortuna fallar a tes
Iraosporles para um rgimen livre : triste el Uo, ma*
nao abatida, ella proeurou e achou, por un. lempo
em sua poderosa actmdado de espirito, ootros pra-
zeres e oulra gloria.
a Depois doa abalos polticos da Franca, lergiram
os Irabalhos (cientficos e os primores lillerarioe do
eculo dezoilo. E em n"sos dias, ao sahir da* tor-
mentas revolucionarias que nos haviam tornado ios-
distancias presumidas dos planetas, e subsequenlr-
menle os bons coslomes, cuja harmona era (igorada
pela harmona celeste.
Com efTeilo, esta matica he mnilo difireme da
qoe he empregada as operas de Un...... a na* s\m-
phonias de lieetbnven ; mas a mosica tlieeriea re
l'laiao e de l'ilhagoras por ventura se aseemelbava a
msica pratica dos compositores do seu lempo '.'
Se exprimimos urna duvida a esle respeilo, he por-
que o assomplo he tao cheio de myilerios, he por-
que existen) iaa poucas provas reaa* pro e canda,
que absler-nbs parece o partido mais pradenle.
Pergunlaremos aoment* se os philoeopho* moder-
no* silo moilo mais claros do que os da anlicnidada
quando fallan) de msica, e se, a suppor qne o* mo-
numentos acloaes da arle se penisem,>e podaramos
enriintrar-die os vestigios no* escriptos de Kaol, da
Fichle, de Schelling. He forja confessar qae a mo-
sica dos msicos he oolra que nao a do* pintos .pb ...
A ultima cuusa a qoe se deridem o* erudito*, on
antes a nica cnusa a qoe elle* se nlo dicidem. he
confessar que ignorara os fados cuja explicarlo se
e-lorram a dar.
Nnm artigo intitulado da harmona musical, o au-
tor decate qae os amigos nunca ooberam escrever
a msica.
be-pon ien lo aos que lem dilo que elle* liehiaa
por notas as ledras do alphabelo, ou alguns signaos
particulares, e que pretenderen) achar a chave .les-
tes signaes, o dito eseriplor e exprima da maneira
segoinle :
a As lellras ou os signaes podem sem duvida indi-
car pouco mais ou menos n cr.1.1 dn elevaflo do*
sons ; mas ha outra coma na msica. Ha mosl-
neiii.i lento ou vivo ; ha nota* forte* ou Iraca* ; ha
as qna s.io suslentadas longo lampo e as qne Ota
mais ou menos depressa ; ha emfim as fortes, as (aja-
no e lodas as demais grarioare>. >
Nada mais joMe do que e-la- nb admiravel que au lenham condo/iln aquella que as
fez a concluir que, nao leudo um so monumento ao-
Ibendeo da msica doaGtatei r ala saliendo ao cer-
10 quaes pram os eos alenlos conslilotivo*, nn
be abiolotamenle impos-ivel diztr o que ella poda
ser.
Aquellas que qoerem qoe aaGrattea lenham eonhe-
eidn a barinouia, argomen'ain rio que escriplore* da
anligaidade lem fallado n'um acompaiihainenlo de
veres por meio de iiis|rumentn.
Se e-le arompunhamento houvesse li lo analoga
m o que nossos compositores praliram, a existen-
cia da ba: mua na msica doa Greco* nao leria ne-
cessidade de oolras |iroves ; mas n.lo he assim.
Os instrumentos dos anligos apenas ervism para
dar u lom, para suplantar as vore- ; he .10 m*n., n
que minias aulondades eslabelecem de una menti-
ra moi verosmil.
(AbdtUh-tl-hrmtif.i


MUTILADO



____" .....
snmm l?. "?,sl"1"h"rt^s, a philosopliin rea.- nadores ? Crssa a duvida desde que uma lei regu-
eu, s v i"" '"" ,lc;iPrcodeu"! materia, e lamen!, qual o cdigo do procuo, Z25L
2i l^n.seu.ulharesparaoceo.quehavi.-in, lacio doulr.nal do artigo constitucional. P
W I om.i e/ame,lend'" "" mUDd in,(!letlu' *" s "'har1 na propria constituido arCo-
SJT ', ,pur,eu8f?ele,oupla,ver- "W''t n rater d**U Inlolflgoncia O'qne he o
t. le. ,tT^ .'. '. "tempera e acto .ddicion.l .ana., a propria constituirn '."
"o reergue. E quando a almas assim se lem relem- be- --- -
perado na pesquiza e coutemplaoao do verdadeiro e de
lo bello, ..ncontram a esperanrasc as forras de que lili
han ..\,Sj "''"""V" = 'rras uc que lutos, ao poner legislativo gera compele iulcurelar
., "'d"l P'"'en'" 0" novo o. grande, de- Poisa .embica g.ral pode interpretarn irto da
iltoio. da humanidad*. Eu roe oermitlirel nnM.. consum,,... a.,",..i- ,V.;.. _' .r._p",B. d
----------. ,.. ,w.,, D ...'Tu us granitos ae- n
igmo da homanidada. Eu roe permillirei convidar eo
para estos resn.es lerena do esludo e d.. peDi.m.nlo II
a* ameSe* que avancaim enm um paiso incerlo co
nao, Dos me hvre que ella, renonciem ao. dir.ito
tirjlinn, i'i i a i- I L I .. 1 las
___;.------.-------- --i..-. .O..UH. ..ni mi o.reno nas iiuuv* isio por inciden c. l-miim-
que de.esper.m de seu bom cuto ; roa, para que e a
ercilem ero bem conhece-la, a so preparen, par.
l.*m servi- .V. iV.Vh a PrPrm par. a consliluicao nao raceia.se abuso do poder,
EattToItiSSvSiZZlT Condl6f. de aTlOdopasdooci. qoe ella qo.'r que
imperio, ij uivino Mmlre dos bomeu. uiraia ..n u d.i.u ado un ha na ...,, .. a......... .. V.____'
imperio. O Divino Meslre dos homeu. .unga a .eus
discpulo, reunido, ero lomo dalle sobre a monta-
una palavra. que eu ou.arei repetir (irroiando,
porque valem para a ulvarao do. povo. cuno para
salvic,ao da. almas : a Procura! priroeiramenle o
reino de Deo. e erao concedida.. (1). .,
( Journal des Debis. )
UTIRIOR
1110 DE JANEIRO.
SESSAO DO SENADO CONVERTIDO EM TRI-
B1;NAL DE JUSTICA, A 16 DE JliNHO. njpolhese, ve-se o .ecuinle : Cromelle por e.eui-
Prttiencia io Sr. Manocl Ignacio Catalcanli de 'lo Dm a'Pata,s qaalquer crime .iur..i,i- a legis-
iJMerda. ll,1""^. _E. A'. 10 hora, e meia da manha., cenvertido o se-
riado em Iribuonl de jnstica, o Sr. presidente abre
a sesjao, aenondl IB pr.aenlr. :H) Sr.. senadores.
I.ida a acia da anterior, he approvada.
O Sr. Presidente declara qae contina em dis-
bmoM a qoestno de competencia do senado para
julnar o ex-deputado M. J. l'inlo Pacra.
() Sr. liscondedo Vruguay crique a primeira
parte da conclu.ao do parecer deve ter modillcada.
ijii ella que o privilegio estabelecido na 2" parle
do ij 1- do arl. 47 da conslituicao, de serem mitra-
dos pelo nado os delicio, do. depulados, ces.a, lin-
da a legi.latara, quando o individuo nao he mal.
depulado. Ora, o leado acha-se convertido em Iri-
hunal de joslira, como tribunal de jostica nao pode
estabelecer regra. gerees ; s pode proceder i inler-
prelacao doulnnal, i.lo he, a inlerpretarao da lei
rom appl.car.ao a um caso espeeul ; portanlo, deve
esta cunclosao ser redigida de maneira qne s6se re-
lira ao proces.0 do exdeputado M. J. Pinlo Pacca.
U Sr. Presidente du que o que est em di.cussao
be a eicepcao de incompeler.cia do senado para mi-
gar o proeesso do ti-depulado M. J. Pinto Pace
O Sr. Viseonde do Uruguay julgava com edeilo
um pooco extraordinario que um tribunal de jostica
eslivesse di.culiudn o parecer de uma eommissao do
senado ; mas que da maneira por que o Sr. presi-
dente acaba de duer que enlende a queslao, islo he,
qoe so se trata da excepcao de incompetencia, ficam
alstenos os desejos do orador.
O Sr. D. Manoel convencido da gravidade da
queslao de que ora se occopa o senado, sustenta o
requerimenio do nobre senador pela Baha, apezar
de nao parlilhar as sua. convierte, .obre este ss-
sumpio, por desej.r que se dsse occasiao ao mjis
rn.duro exame. Hoje aioda mais reconhece qae an-
dnu bem quando assim proceden, porque a qoestao
he tao importante, delicada e difflttl, que os nobres
membros da eommissao, apezar de seu limitado ou-
roero, naochegaram a om accordo.
J quando discutio aquella reqoerimenlo, mani-
iBton a opir.i.io em qoe esi de que o art. 47, 91'
aa eonstiluicao determina que o senado pro.isa' no
rnnhecimento do proeesso do ex-depolado M. J.
Pinto Pace. ; mas nao o pode ser 13o extenso como
hoje ser, por aehar-ie limitad., a mal.ria do re-
querimenlo.
Eslodouio parecer ; e po.lo que o wconheceu lu-
minoso e bem deduzido, uem por isso mudoa de
opiniao. Persiste antes na opiniao ne qae nao he
posstyel dar ao arl. 47, 1- da conslilniao, outra
ini.lligr.ncia senflo a que Um d o voto .epatado, em-
bora por diversos fundamentos. Procurar provar
esia asserriio com a combiuacao de varios artiaos da
constituirlo.
Nao he preciso arrancar eipressSo commelti-
dos da primeira parte do citado p.racrapho, p.ra
enxerta-l. na segunda parle, afim de chegar opi-
iiiSo qoe o orador .(.rende. No. He ama illacao
suave e natural, he uma con.tqu.ucia necessaria da
conrronujao dos doos periodos do mesmo para-
grapho. '
Prelende-se que, prevalecendo a opiniao opposla
do nobre relator da commissito, liraria de peior
partido o depulado que live.se de ser julgado por
crime anterior i sua elcirao. A nossa eonstiluicao
nesla parle nao lem onles : as constituirles anteo-
rp. ni,.-.. ... ..___. *
-------------,-----------------... p,. n..MQ UldUUI, Ull
lorocm nolavel, mas des.es que desdanlam a.amea-
jas e drsprezam ca olTerecImenlus do poder, nada
quer delle. Podia neste casu o governador jler do
presidente do senado que demoraste o julgameulo,
sob qualquer prelexlo. Enlrelanto, Gndava a legis-
latura, promovia-se a oao roolei(au do depulado, e
Ma pa.sava a ser jo.'eado por um foro que nao da-
va mesma garanta qu o depulado enroulrava no
senado. Era pois burlado o privilegio.
Disse o nobre senador que isto nao se deve sop-
por possivtl. Responder' ao nobre senador com
as propriaa palavras do seo parecer ; diz elle :
Esse privilegio he dadoao cargo, e a toa razio
runda-re na ntilidade publica que provem da inde-
pendencia das pe.soa. que .o txereem. Ilcconhe-
ceo-e que havia ulilida.te publica em que aquelles
que osercem esse cargo nao fossem suieilos aos Iri-
bunaes ordinarios. E entretanto aquelle depulado
no exercicio do seu cargo esta' sojeilo e estes Iribo-
oaes.
Mais adiante diz ;
Ma. se pre..-i.lindo das garantia qtie ollerece
o poder jodiciarin do modo pelo qual organisou a
coiiitiioijao) he tao grave esse incunvenieule, pelo
que rtspeita ao depotado nao reeleilo, finds a legis-
latura nfln sera' muilo maiur dando-se, como ae da'
pela segunda intelligencia. a respeito do depulado
que anda tem do exercer o;eu cargo durante un-
qoatriennio ? o
Ora, te o nobre senador enxerga no poder judi-
ciario, como eslava orsanitado quando se fez a cons-
liluirao, toda a garanta desejavel, enlao irroga orna
censura a consliluicau. e esta' em coolradic^o com
oulro periodo do eu narecer, que he seguinle ;
a O emprego da influencia do governo para o fa-
zer condemnar injoslamenle seria um aclo de mera
ignobil vingan.a, que excitara a indignacao do
publico e da. cameras, e que mui diflicilmenle.e
dar nos lempos ero que vivemos. Iluje prevalece
mais o senso pr.lico da utilidad.; do que a paixdo.
E quando os gnverno. procuram influir em laes ca-
so, he em razao do bem ou do mal que o individuo
pode fazer-lhe. pela posic.io ou cargo que oceupa.
Ora, na liypoihese em questao o iodividuo nao exer-
ce mais o cargo.
O nobre senador que acibava de reconhecer a ius-
lija da .li.pn.irriii eouslitucional que arred o fepu-
Udo do seu juiz natural, depois desfaz ludo dizendo
que nao se deve temer nada da influencia do co-
verno.
Ora, se nao ha receio de abuso do Enverno, para
que semelhanle disposiro da constiioirao Mal
avisados andaram es autores da consliluicao, e etta
acha-.e ero erro. Mas nao ; motivos liver.m elle.,
e de obra, para assim procederem, e a raza., do ar-
tigo constitucional subsiste em ludo o seu vigor.
Entrar agora em outra seria de cousideraroes a
respeito da questao.
Pergonto :Keuuncioo o ex-depulado Manoel
Joaquim r.nlo Pacca ao seu privilegio '. Nao, uem
poda renunciar.
Nao renunciou, porque offereceu .contrariedade
ao libello, eslava prompto re-ponder peanle o se-
nado ; nao foi por sua culpa que deixuu de ser jul-
gado.
Correu o lempo, deixou elle de ser reeleilo, e diz-
se agora que perdeu o privilegio. O individuo que
res om que O Mor con7uo'ao'eem"arKO ^eor.mUm,r.-l.e|d,d" P,la.t0!,6li1lui<3' I"" "
algom correspondenle a esle. S nossa eonstiluicao J" ,'n' Z ..!..ES", Cft* ,',, "" "***>
di i cmara vitalieu o direito de jolgar os membVos do "om nr,,Tl,..?.rtn 1 J'1! '"'~>"w"[0i -
de cmara temporaria ; e .sloprova ainrla a sahedo- ,' ,", "y '* "do' lie mu"" ,"i", "I1"10 s"-
.a d. eonstiluicao. Eutenderam os legisladores "1' cao 1 .' commn.u, porque oao ten, .0-
co,,.li,cinaes que om cargo to importante como ft. TSfZSST+S 5" ^ ""*"-
de membro da cmara dos .potados devia ser cer- a!as' q S decididos em poucos
cado de grande, privilegios, e entre esses privilegio. K .
incluiram o de o serem julgados pelo primeiro Iri- ^"'-e mais que no da em que se remellar o
bunal do eilado, qual be o senado convertido em Prolce,u a governo para ser enviado aos tribunaes
tiibunal de joslija. ordinarios, o governo mandar logo prender o ex-
depulado. E a proposito observar que tanto o go
-----------------........ .".,,,, jiii.i .-ni llililii ,io
cargo, se o depulado pudesse em qualquer lempo
llenar de ser julgado pelo senado, esse privilegio i
tornara uma completa burla.
Juer conceder que o 1- do art. 47 da conilitu
:in rinni. I >r..li._______, r-,
- ...--------T w^" MWflil.il us UHIMIIIII- .
Sao poda ter raelhor reoaejao. Qual era neste aso ,''"
o dever do enadn. ina ,i ..i.. a.____.s. > '"'ra
- -------- .wv^*.w. .^iii.i 'm lUMFlil
o dever do .enado, leodo de applicar a disposic.
desse paragrapho ? Era combina-lo com outro. a.
igos da con.lituisio, para conhecer bem a sua in-
lellicsncia.
Ora, o arl. 164 da eonsliloicao, no ij 2-, dizque
compete ao supremo tribunal de juslica conhecer
aos delietos e erro de ollicio que commelterem os
seu. ministros, o. "das relacBe, os empreg.idos no
corpo diplomalico e os presidentes das provincial,
iiiJitiiui.lj > n^^...__ _. i !^_ .. .'
nao sejan, reeleilo, aconlecer' que nm addido oe
egacao que hoover pralicado om erimo nessa qua-
idade era em lodo o lempo jolgedo pelo supremo
tribunal de juslica, leudo assim roaior privilegio do
que o depulado que nao for reeleilo, entretanto que
ambos os privilegio, tanto o de depotado como o
de empr.gado do corpo diplomalieo, t*So concedidos
----1~- t""- film iiMiiwiM.ni il.i|; I
le ero que o senado cahiria, segundo a opiniao -.
nobre relalor da eommissao, e deixando de harmo-
nis.r o arl. 47 com o arl. 164 da cei.stituicao. Nem
?o deve esquecer qoe haveria muilo mais perigo,
em que o depulado rosse julgado nos tribonses or
danos do
m ; o arl. -Jj do co iddlcionil diz que no caso
duvida sobre a inlelligcncia de ligan de seus ar-
os, ao poner legi.lalivo eral compele inle-prelar.
. stiluii.a,, nao pode interpretar a outra parle
e sublime plnkm.pl,la de direito que o orador nao
improbando.
Ma. Irouvo islo por incidente. Em uma questao
- e deve limitar
raines gerae, deve ir mai. louge
Sea coiistiluicao nSo roceia.se abuso do poder,
ju
--------,-. ..~..i><. .|-,c- ciin ijun
depulado lenha, n3o tirana o depulado do. n
iiz. n lu ,-.
A caria do 181 i, dada a Krance por Lata XVIII,
lio arl. 52 ronleulon-se em determinar que nenliuin
depulado To.se preso (.alvo em dagraule delicio de
pena capital) .em lcenc,a da respectiva cmara.
81a a nossa conslitui.ao quiz mei ; quiz Dio t
que a camera doa deputadoa nv t-e o direito de la-
zer parar o pruceiso de alguo. de seus membros,
como que, no caso de mandar proseguir o proeesso
desle s loma.se conhecimenlo como jui. o senado!
Assim, embora a cmara dos depuladu. n.lo lenha
a prerogaliva de jolgar os seus membros, lem toda-
va pela consliluicao o direilo de iazer parar o pro-
ce.io ; e se esle va, ao senado, he so depois que ella
o permitte. Ha < este modo compensadlo.
Applicando a disposicao do artigo eouslitucional
hypolhese, ve-se o seguinle : C.mmelle por exem-
tnbunal de juslica.
Mas ni,, ba necestidade de Ir procurar fonles que l1ePuli",n- E a proposito observar que lano o go-
nao exislem. Basta examinar a propria consliluicao. ""i"0 e"leil(,eD lmbem que esse ex-deputado nao
be ella nao dsse an d.pulado e.te privilegio, ineor- Vi PerdlJo P">legio, que o nao mauduu pren-
r.na em conlradiccilo enmsigo mesma, licaria no der deP01" q He nao foi reeleilo. Reconhece que
meio de sua carreira. Sendo o privilegio dado ao ar81|mento he apenas corroborante, mas sempre
cargo, se o depulado pudesse em qualquer lempo quJ,7- lrazc-10 memoria do senado.
iassa o orador anotar que o nobre senador pelo
Itio de Janeiro, ao pasto que nao qoer reconhecer
j_ precedentes, cita-o. im apoio de sua opiniao. O ora-
so ,'.,m raalerla conslitocional, qnanuo livrrporsi
a leltra o o espirito da coi.stiloic.ao, dar do m.lo a
areslos, principalmente porque entre us os ha para
ludo. r
A'opiniao cit.da do Sr. Lniz Cavalvsnli em um
vol separado oppoe-se do ars. visconde ne Sapu-
cahy e marquez de Paran, que foi formulado em
om parecer approvado, e que eslava de accordo com
o qoe o orador sustenta.
Ao faci do jolgamenlo de depolados de Pernam
ico. qoando pelo joiz de direilo presidente do jury
r.r ii.p.uiiidiiro e os presidentes das provincial, "--- -j-nsiniieiiio oe nepoiauos ne i'ernam
justamente a mesma redaerao do arl. 47 SI-, tob r,"c0,' 1u<,ndo Pe'ojaiz de direilo presidente do jurv
pena de grande absordo. Se" por ventura os depu- "prelada a excepjao da incompetencia, di
lado, nao devem responder peraiue o senado pelos quf len,P0> excepcionaes. pocas de desgrara. nai
------^... ..,,.,,,,,, |M-iniii,< fj e| mujo I1PIU5 --------r o .,>-o.- -(.: w- -i ,<_,! -. Il.tli
crime commellidos dorante o quatriennio, embora lr"em Para areslos. Nem se deve .querer que
nao M>jam reeleilo., acontecer' que um addido de CMn,ra d0 depulado. oslava ento em unanimlda-
----------- vH|r>|aw ua i ni mu |j-i* ni- i,i (Jlld
que lempos excepcionaes. pocas de desgrara. nao
se trazem para areslos. Nem se deve .squer.er qne
-O---- ~- lUl-U <-*ll Ulldlllinitlrl-
de, composta de membroi que nfto parlilhavam as
opiniue. pohlicas dos individuo, que ollerereram
aquella excepjao. O silencio dessa cmara nao prov.
poi. cousa alguma.
Dcmais, se o nobre senador nao admille areslos,
t para que o. Iraz % lle preciso roh.rcncia. E repele
ao cargo. Aqoi est pois orna conliadiccao flagran- qoe "So.,ae ccn, P'm lrazer-se aietosemum
te em que o senado cahiria, segundo a opiniao do ''"'f "de um'"bunal no mesmo da decide contra-
qoe um simple empregado do corpo ProJ"10. de "nsliloijlo apre
v h conslitoinle. nao he procedente
diplomtico.
l.embrar i anda oulro inconveniente de se nao
lirmonisarem o. divenos arligos da consliluicao.
se o depulado commellesse o crime como addido de
uma legarao, e nao fosse reeleilo. perdera o privi-
legio de depulado, mas i.ao deixaria de gozar do de
empregado do corpo diplomalieo.
Tudo islo mostra qne o privilegio he dado ao car-
go, o crime commellido quando depulado, nao po-
do deixar do ser julgado no foro privilegiado, ain-
da qae n3 se d a reeleirao do depulado.
Ma. dir-se-ha : dada esta inlelligencia, aconte-
cera qoe ira' ser julgado pelo, tribonses ordinarios
o depulado qoe liver commetlido um crime enles
de ser eleilo, mas que s depois da eleicao seja pro-
cessado. lie u uuico argumento forte do lado con-
trario ; mas vera" se pode prover que aioda nessa
liypothe.o o depulado lie julgado pelo senado.
O arl. 28 da consliluicao diz : Se algum sena-
dor, ou depotado for pronunciado, o juiz. suspen-
dendo louo o ulterior procedimenlo, dar' conta a'
respectiva cmara, a qual decidua' se o proce.o de-
ve continuar, e o membro ser ou nao suspeuso do
exercicio de suae funcces. o Aqu comeca o pri-
vilegio, e privilegio lauto para o individuo que pra-
lirou o crime ante, de ser depulado, orno depois.
Basta qoe seja depulado quando for pronunciado
para que o jui/. lenha de consultar a cmara, e esla
posa decidir que o proeesso nao continu.
Mas veja-se anda o que disp.'.e o.rt. 170 do c-
digo do proeesso criminal : Quando qualquer da.
cmara, legislativas resolver que continu o proees-
so de algum de seu re.peclivo. m.mbro., pronun-
ciado por crime de respnnsabilidade, serao os autos
e mais papis r.ineiljdo ao senado, observ.ndo-se
no proeesso aecusatorio a mesma ordem qoe lem
lugar na arcusacao dos ministros de eslado, com a
dillerenca de que, em vez de eommissao accu.ado-
a, accosara o procuiador da coroa, ele. A r.so-
lucao de H de junho de 184:1 manda applicar ao
julgameulo do. enmes individuar dos depulados a
le que regula o julgameulo dosministro.de si-
tado.
Ja se v que as leis que deram regulamento
dictoriamenle quesioes idenlieai.
Paisa a mostrar qoe o argumento do parecer quan
do se aoccorreu < onles do arl. 47 1- da ronstilu-
ao, e prelendeu enconlra-la. em vario artigo..
projecto de consliluicao apresenlado sistmbl
do
p-
n-
lor
a
fffl
-
na
rom.
il
O art. 1U7 desse projeclo limita a nlIrihuirSo d
senado duraute laosomeule a renni.lo la asamblea
entretanto que a no.ia constituitao estende o privi
egio aos enmes crcmetlidos dorante loda a legis
lalura. Ja se v que o artigo da nossa eonsliloicao h
mono mais ampio, nao pode ter origem do arlie
aquello proieelo. "
Terminando, torna a declarar qoe adopta a con
closiio do voto separado, mas afailando-se dos fun
.lamentos em que elle foi bascado, porque rao ado
la neste caso os principios de prevenr.ao ou lilispen-
Arhando-se extremamente fatigado, para aqui
acse|ando ouvir tos nobres senadores competente
nesles siumplo, que naturalmente bao de pree
Clier a I,cuna, dos argumentos .lo orador.
o Sr. Jobim sustenta que o senado deve decl
rar-se compeleule para o julgameulo.
O Sr. I'isconde de Iruguuy nao acompanhar ao
nobre senador pelo Rio Grande do Norle, que enea-
roo a qoestao de forma mui diversa du que o orad
o fez. Procurar considera-la no ponto que iu
mais coi,v. v ,i i te.
lie pouco amigo de privilegios, e talvez quea-
disposicao infl.ua na soa opiniao. A consliluicao
quer que a le seja igual para todos : ludo qoaulo
tender a diminuir essa igualdade nao pode ser a
mundo stm que esleja expresurneule declarido
mesma eonstiluicao.
0< nobre. seuadores qoe trazem a palavra.
meltidosda primeira para a segonda parle do 5 .
do arl. 47 da consliluicao sao consequentes coin o
seu flin. Mas o orador, nao iiisi-tindo na interpre-
tadlo grammalical, nao pode coroludo deii..r de
sulir na inlcrpretacao lgica.
Do inlelligeocia qoe o nohre senador pelo R
(.rancie do Norle d ao artigo constitucin; I resu
se nao gravissimos absuilos, ao menos giavlssi
inconvenientes.
Sopponha-se que om individuo eommete um
lleta um anuo ante, do legi.lalora de que elle
; ma. que depoi. de eleito depuli.do se
i in-
,lo-
lla,
mos
do-
ral
II,e
m.entre enme. cmroelttdos an.e.d. .leicao do l.lelUg.U pruTii XSX&JSZIX.
Reputado, oudepoi, dessa eleicao. Perianto, nao potado conserva ee privilegio ,J
procede a objeccao. I)55e 0 l>re exJvf ^^ res(a B;iran,
Aproveito a occa.ian para observar que o nobre
senador pelo Rio de [Janeiro equivocou-se quando
hootem negnu aos leadores o privilegio nao crlmee
de responsabilidad!!. Entenda a.sim a conslilui-
cao, haveria oulro absurdo ; ma o citado arl. 170
do cdigo do proeesso da respotla cabal a islo, poi-
que diz : Quando qualquer das cmaras Irgi.lativa*
resolver que continu o proceiso de algum de seus
respectivos membro., pronunciado por crime de
rs|>oiiabilidailc, etc., ,, logo iccoi.bece que o sena-
do deve lomar conhecimeolo do. crime. do rnpoa-
saUlidade praticado. pelo seus membros. Sena
momio grave absurdo que se,,adur livesie no se-
nado o eu juiz pnvileg.ado paia o mai. .imples de-
licio individual, c que oulro fu.ee o seu juiz no.
crimi'. de responsabilidade.
Diz o nuble senador que esse privilegio he s do
depulado, ma poiqoe .' nao ve ve .,.. |ur| j,|0
he apenas nina lalla de rtilaccao, ja remediada pela
lei regolarmaoUr, que, sem reclarnar;a.i olgoiaa, vi-
gora i.a j i un qoarto de ..culo, recooheeoado iiue
s, senado julga os cuines de respoosabilidade .li.;.c-
t.11 Evangellio egundo S^nto Matheus. capitulo
VI, veisos 33,
-------------- -*"w .-.or cota a _. 11 .i 11 *
lia do arl. 2S da constituican. lie verdade que o
depulado nao podera .er preso, se a sua cmara o
nao consentir ; mas quanto ao privilegio de julga-
meulo pelo senado, nao o lera se prevalecer a opi-
mao do nol.ro senador.
s')ra, qual ser mais conforme .i eODillloiclo '
Supponha-.pquo um depulado dur.nile ./legisla-
tura rnminelle um delicto, e nao se Ihe f, rma pro-
eesso ; mas r.irnia-se depois qoando elle li\,!r reixado
do ser reeleilo, e h. pronuncio. II joiz prononeiador
remelle o proeesso comen dos depulado.; mas es-
la diz : nada lenho que decidir sobro a eonlinlua-
rSodo proeesso; este ii.livi.looja nao he depulado,
ja nao pode ser .uspenso do exercicio de suas r.inc-
cOes. Entretanto, segundo a opiniao do nubre sena-
dor, anda a.sim o senado lera de jolgar es-e ex-de-
potodo. A cmara dos depulado o repelle, mas o se-
nado anida o julga. Ora, a opinilu ds eommissao sal-
va Indos estes absurdas 00 inconveniente..
A consliluicao diz : roubecrr dos delicio, dos
depotado* durante a legislatura. O qoe h legislatu-
ra (iu liKOitiea o mesma corpo legislativo, romo
nos EsUd..--Uiiido, ou o periodo que. decores desde
ainslallaco al a expirarlo do. poderes desse cor-
po. He eite useulido em que emprega essa palavra
lanto a coiurtilulcac como o arto aldirional. Sendo
assim, se a con!litoicln n.arei.u para o privilegio o
prau fatal da durarlo d.i legislalan de :i de ifaio i
.'I de inaio. durante qoatriennio, como se ou.r pro-
roga-lo '.' I'elu principio de prevenco, ou lili.pen-
dencia '.' Nao, por que o ine-mo nobre senador pelo
Itio-tiiande do Norte nao o admitir.
0 nobre senador luillioo-M da disposicao do arl.
K. da eonstiluicao, coiirliiindo quesera confraterno
conceder o privilegio de Idroao. empregados do cor-
po diplomalieo a um simples addido nos cr,mes de
respous.iliili.lade, e nega-lo aos senadores.
Cumpre nular que este artigo traa de delicto c pi-
ros de cilicio. Pelo que reopolU a delicio, desde que
o membro do corpo diplomalieo deixarde er empre-
gado. estar no cato do depulado que nao r.".r reelei-
lo, sera julgado no loro commum. Nao se pode le-
var o privilegio alem das raas que a consliluicao Ihe
marco u.
Quanlo ao ciro. de offlcio, o parecer diz que os
leadores nao leem privilegio nos enmes de respoo-
sabilidade, e o orador ainda esl nesla opiniao. A
constitinco a respeito de un usa das palavras .. de-
licio individuara .,, e a respeito de oulro emprega
a phrase ,. delicio ... Ora, o legislador, quando nao
empregou a. mesmas palavras alguma dillereu.a
qult estabelecer. A r ossa legislado del,no o que he
delicio individual : he o delicio pralicado por qual-
qoer pewoa como liomeiu e nao como empregado.
Enlrelanto que delicU he lodo aquelle roiuprel.eii.il
do no cdigo criminal, islo he, lano os iudividuaes
como os de reponsb.lidade.
Na opinilo do orador esta differenca resulla de
qoe a cuiisiitnicao entendeu qoe o senador devia ser
... senador. Nao o disse positiva,nenio, mas enteudeo
que nao devia favorecer ou facililar-lhes qoe fussem
ervir empregos de 2." e .'t.a ordem ; porque o sena-
dor deve ser tao iodependente, que convem que oc-
cupe muilo poucoi empregoa.lle verdnde que por ora
islo se nao lem podido realisar ; ma a constiiuic,ao
naoi r,i leita para uma poca, ro reila para sempre.
1 roeurou tambero o nobre senador o apoio do arl.
1/0 do cdigo do proeesso. Mas eile ailigo uSo esla-
belece privilegio i.nvo; por (aillo, deve-se entender
de coutormidade com o arligo da cnn.lituirfio que
creouo privilegio. Nao funda doutrina nova ; e por
is.n i.;,., altera a inlelllgencia que o orador da ao ar-
tigo constitucional. Todera o argumento deduzido
desle artigo proceder para o nobre senador segundo
suas ideas, mas para o orador n3o procede, no tem
forra algoma.
D peso ao argumento de qne o reo n.lo renuncio
ao privilegio, nem deu causa para perde-lo ; mas es-
ta razao nao he bstanle para dar-ie a om arligo
constitucional uma intelligencia que elle uao pode
ter. v
l'em-se dado ao privilegio do jolgamenlo pelo se-
nado uma importancia evlraordinaiia ; o orador nao
pensa do mesmo modo. V i.aces onde tal privile-
gio nao existe sera aue o roembres da cmara lem-
poraria deixem de gozar de plena liberdade ; cila o
exemplo da Inglaterra, dos E.ladoi-Unidos e da
1-ranea real em apoio dcsla opiniao ;eroiicloe que
esse privilegio nao lem o valor que se Ihe lem pre-
tendido dar, e que ine-mo entre nos s se traduzio
por om factu ein :l(l annus.
o Sr. Pimenta llucnn impugna o parecer, e sos-
lenla a competencia do senado.
Encemda a disensao, declara o senado, por 21
votos conta 10. que he competente para tulgar o ex-
depulado M. J. Pinto Pacca.
O Sr. 'residente declara que a ordem do dia de
ainanhaa he a 1.a diseussao da proposito do senado
anin.ando o governo para depositar no Banco do
lirasil e suas (lliaesua sald.s disponiveis existente, no
ihesouro e thesourarias.
l.evanta-se a sessao pouco antes dai doas horas da
tarde.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS,
SESSAO' EM 16 DE Jl'KHO DE 18.17.
Presidencia do Sr. visconde de Baependy.
A hora do costme, teila a cbamada, e achan-
do-se reuuido numero legal, abre-se a setsSo.
I.ida a acia da antecedente, he approvada.
O Sr. Paranagua (pela ordem; d a razoes por-
que volou contra a emenda ofl/erecida pelo Sr. Tei-
xeira Jnior e oulrus ao projectode ratposla falla
do Ihrono.
0 Sr. Trmetro Secretario d conta do seguinle
expediente :
1 ni ..llii-,o do ministerio ijo imperio, remetiendo
a. acias eleitoraes do exto dislnclo do Maranhao.
A coininissao de poderes.
Dilodosecrelano do .en.do, communicando que
0 senado adoplou, e vai d'uigir sancho imperial,
1 resolocaoaulorisando o governo a mandar passar
caria de naloralisacao a Uuslavo Carlos Antn.o
l.aiun e oolros, que S. M. conscnle na resoluco
que delermina a etape que devem perceber os nil,-
ciaes do corpo municipal permanente da corleos
cuurgies do mesmo corpo que nao tiverem oulru
emprego ou rommis.ao retribuida pelo eslado, e a
que faz reverler arma de infatuara o mejor da se-
gunda clasee Antonio Joaquin de Magalliaes Cas-
tro.l'ica a c I ra requeriii.enlo dos emprezarios da lunpeza das
cas> e esgolo da agua | luviae da cidade do Itio
de Janeiro, pedindo que sua empreza se faca ex-
tensiva a lei do dcsapropriarao concedido rompa--
nina da eslrada de ferro de I). Pedro II e a m-
preza da ra do Cano.A' eommissao de obras pu-
blicas.
Dito da mesa administrativa da veneravel archi-
confruria do Principe dos Apostlo, da cidade de
Maanita, pedindo a concessao de duas loteras em
beneficio das obras de sua igreja.A' eommissao de
fazeu >a.
Mo do fabriqoeiro da matriz de Nossa Senhora
da Cnnccicao de Prado., municipio da villa de S.
Jos do Rio das Morles, provincia de Minas-Ueraes,
pedindo a coucessao de uma loleria para com o seu
produelo proceder ao reparo de tua matriz.A'com-
missao de 'zonda.
Dito dos empregados do correio de Minas-Geraes,
pedindo augmento de seus ordenados,A' eommis-
sao de pense e ordenados.
lle lida e approvada sem dbale a red icc.i do
projeclo de resposla falla do Ihrooo.
O Sr. Presidente declara que se vai ofliciar ao
goveruo, atim de saber-se odia, hora e lugar em
que S. M. I. se digna receber a depulac.ao qoe por
parte d.ita cmara tem de apresentar ao roeaino au-
gusto senhor o vol de gracar, e iioma para a res-
pectiva depularao aos >r.:
Madurelra, Torre. Ilomem, Barres Pimenlel, (lo-
mes de Souza, (iavio Peixoto, Salle, S Miranda,
Ooncalves da Silva, D.ogo Velho, Ar.gao e Mello,
Silvino Cavalcanli, Villela lavares, Cailieiros, Bene-
vides, Fernandes da Cunlia, Peieira r'rauco, Antu-
nes de Campo, Coelh., de Castro, Paulino, Fran-
cisco t.-mpoe, l'aiva, Ferraz da l.uz, Santa Cruz e
oorget Fortes.
O Sr. Monteiro (pela ordem) pede que seja cha-
mado a lomar assemo o supplenle pela provincia de
Santa Cali,anua.
O Sr. Presidente declara que o pedido do nobre
depolodo ha de ser lomado na devid. cou.id.-
rac,3o,
ORDEM DO DIA.
Primeira porte.
Enlra em disctalo a prelerencin entre o pro-
jeclo. os. 168 de 1850 e 80 de 18">6, que er. uma
nova provincia com a deuominacao do Itio de S.
Francisco.
O Sr. Mendes da Costa, julcando ler sido niclhor
elaborado o projeclo o. 80 de 1856, vola pela prelc-
rencia delle.
JulgiDdo-.e discutida a materia, he approvada a
prcrerencia ao regulle projecto, que enlra em pri-
meira discussao :
A as.emhlea geral decrela :
a Arl. 1. lie creada uma provincia com a deuo-
minacao de Rio de S. Francisco,a qual ei com-
pela das comarcas de Paranagua da provincia do
I lauhy ; do Urub', Barra e dos termos do Pilo-
Arcado. Saulo S, Joazeiro e Pantbu', da provin-
cia da Baha, e da comarca da Boa-Vista de Per-
namhuco.
Arl. 2. A villa da lliira, da comarca do me-
mo nome, he elevada calegoria de cidade, e ser-
vira de capital da provincia.
a Arl. 3. A .ssemblea legislativa da provincia le-
ra compoiia de 20 membros.
Arl. 4. A nova provincia dar dous depulados
a assrmbla geral.
Arl. j. O governo he aulorisado a crear as re-
particoes, a expedir os regulamenlo. uecessanos e a
razer as despezas exigida por esla creacao.
Arl. 6. Ficam revogadas a disponcues em con-
Irano.
.< Sala das commissSo. 6 de agosto de lS.ju.-Ri-
beiro da l.uz.M. de Brilo.
O Sr. Franco de Jim ','i/n julga que a cmara nao
se echa bstanle esclarecida acerca desle projeclo, e
por iiso manda a' mesma o teguinte reqoeri-
menlo :
Proponho o ediamenlo da discussao desle pro-
jeclo alo que se imprima no jornal da osa tudo
quanlo se Ihe relere, e al qoe seja convidado o re.-
peclivo minislro para dar .obre ella a indispensa-
veis infoniiaoe.
lie api .ado e enlra em discos.ao.
O Sr. Ilrandao principia declarando que Como re-
presentante da provincia de P.rnarahiico, a' vista
das lepresentaoes dirigidas a' esta cmara pela di-
versas municipalidades da comaica da Boa-Vista, e
leudo procurado na pasta da eammiuku de eslali-li-
ca algunsdocnmenlosqueo pnoessein guiar d aeoMao
na de.te projecto, e na os leudo enco.,lrado,i.ao
pn-ledeuar de mandar o seguiule addilameiitu ao
requenmentu deadiameiito :
.. Itequenoque vnlte : projeclo i romissao de es-
lali'lica para ser reconsiderado.i.
lie apoiado, e enlra conjuulamenle cnt discus-
sao.
O Sr. r7csr, depon de aljama, considerares so-
bre a ereacSo de uma ., ,,a provincia deooml-
nada Minas-Novas, declara que vola pelo adia-
uieiilo.
O Sr. Mendes da Coso oppe-se ao adiamen-
lo, e Mileola a nece.sidade da ereacSo da nova pro-
vincia.
O Sr. Miirtinhi su. lenta a necessidade do adia-
iiienlo. .. vi-la da falla de inrorinai,.e..
lie lida, apuiadaaeulra em discussao a seguinle
emenda :
" A patsar adiameuto, seja sem prejoito da
primeira discussao. S. 11. Femando, da Cu-
mia.n
Jolga-se a materia discutida.
lie, approvado o reqoerimenlo de adiamenlo, dn
>r. Frimo de Alenla com a emenda do >r. |>r-
n.nde d Conha, licando prejadiedo naddilameii-
lo do sr. Breadlo,
Cooliiiua al., di-cussijo do projeclo.
lle approvado sem debate em \.< discussao pira
pa-sar u 2.
Segunda parle.
Enlra em >.* diaootlAo o seguinle projecto, que
lu a fuica naval para o anuo fiuanceiro de ISIS a
IS.V.I.
A Hiembla geral legislaliva decreta :
" Art. |. .\ farra naval para o annn financeiro
que ha de correr da |.o de julho de 1S.">8 ao ultimo
de jolho de 1830, constar :
11 Do olli.iaea da armada e das dcmais classes
que lor precito emb.ircar, conforma a Inlaijes do.
navios e e.| ido-maior das divise navac.
S Bm eiriumitancus ordinaria'., de 3,0D0
pracas de marinliag.m e de prel dos eorpof de ma-
rinha embarrada em navios armados e Irn
porte. ; e de .">,000 em circumslauciaa extraordina-
rias.
S :t. Do eorpj de iroperiaes marinheir.x, das
ciiipanliias de apreiidizeimarnlieiro creada pelas
lej ai,ler,me., do lialailiao naval e d. coinpauhia de
in.periaes marinheiro da provincia de Matta-Gros-
so ; continuando a autonsatao para el.va-Us ao seu
e.iado completo.
Arl. 2. A r,.r.;i cima mencionada sera' preen-
cliida pelos meios aolonsados no arl. i da lei u. 6l3
de 21 de agosto de 18I.
Arl. ,1. Pisara revogadas quaesqoer dispo.i-
rOes em contrario.
- tmiliem mil a a I ipc-io do se-uinle artiga addi-
livo. ruja disposicao he confonn ao pensamenlo da
lei n. 7."j:l de 15 de julho de 1854, rt. \ S 2.
n Artigo a 1,1 iv. o governo rica desde ja' au-
lorisado p.ra crear at tres companhias de aprendi-
/e. marinheiro, sen lo uma dellas establecida na
provincia de Mallo Grus se jolgar mai conveniente.
Payo do cmara dos depulados, em 6 de junho
de I8">7.J. M. da Silva Paranhos.Antonio Pei-
xoto de Azevedo.I. Vellozo Pederneiras.
(Achm-se prsenles os Srs. ministro da marinha
e lazenda.)
Orar,,,,, os Srs. J.cinlhn de Men'.oni.i, Franco de
Almeida e Virialo, Picando a discussao aijada pela
hora.
O Sr. Presidente da' para oidcm do dia a. m-
ten.a anteriormente destguadas tanto na 1." como
na 2.a parte.
l.evanta-se a sessao as 2 1|2 horas da larde.
PERiAaaco
HLCIFE II DE JL'LIIOE 1837.
AS 6 HORAS DA TARDE.
Rt'TBOSPECTO SIIAJU1
O.oeego publico da provincia, segundo as caria
qoe regularmcnle recebemos do interior, te conser-
va iuallerovel.
Embora lenha continuado a chover depois do.
principios de junho al o preseute, comtudo o in-
vern manife.tou-se moilo tarde, e d.hi reultoo
que a lavouras e oulras plantarse, da Caliugas lin-
da nao prodozira-n o resultado., que costumam dar
nesla poca do anuo, de orle que a farinha, o mi-
Iho, o laijlo ainda gozara de precos exorbilan-
les.
Como tinhamo previsto em a nossa' revista da se-
mana panada, o alio preco pelo qual foi arremata-
do o imposto de dous mil e quindenios por cabrga
do gado yaceum consumido, ja lem prnduzi.lo Inic-
ios ventajosos para o publico, e baralcoo a carne con-
tra a expectativa dos monopolisadores.
. "I'8 Ib e 20 patacas, foi vendida esta semana a 10 psla-
ca, porque o arrematante do imposto de dou. mil e
qiiinhrnliis, no municipio do Cabo, querendo aug-
mentar o consumo, fez orna compra importante de
gado, e mandou talha-lo porsua roula.
Ei. poi os habitautes da villa do Cabo gozando de
om grande beneficio, e esperamos que os arrematan,
le do mesmo imposto neste mouicipio,animados por
esle exemplo, nao hesitaran a seguir a mesma es-
lrada, no que lerao o duplo proveilo de aogmenlar
o rendimeiilo do imposto, e proporcionar por baixo
preco a' populado do Recife este genero de pri-
meira necessidade.
O' dous vapore que chegaram da capital do im-
perio nao trouxerain nada que .diere.-a grande in-
leresse aos leilores.
Os homens entnenlos de loda as opinir.es polti-
ca do paiz, parecen, se ler reunido ao redor da ban-
deira do progreso reflectido c moderado, e a nica
opposica.i que se aprsenla, parece devida unici-
menle a' queslio de amor proprio individual.
O faci mais alenle occorrido ne.les poucos da
de sessao fui a denuncia apreseutada a' cmara tem-
poraria polo depntado do Maranhao Joaqoim Co-
me de Souza, contra o ex-minislro da jutliga ac-
cusado, por ter violado a constituirlo, aposenlaudo
don dcavmbat-gadorea desta relacao.
leve lugar esta semana ,,,,, desse relos borrosos,
que apparecem de quando m quando em a moj
cidade, como um protesto da bsrbaria conlra
a noss nascenle rivili.acao. Ao .ahir .la casa do
cnsul ingiez, fui assassina.lo o vice-cousul da me-
ma nacao, Tboroaz (olan,1, com qualorze la-
cadas, '
Depois da morle do infeliz Fidi, assassinado em
om dos beccos do bairro do Kerif., I,,, algons anuos,
a nossa cidade n.1o linha sido Ibealio de crime. dee-
la ordem, ejulgava-se que a vida do cidadaoja se
nao eslava expo,la ao punhal oo assarsino.
A morle de Mr. Golland moslron que esta espe-
rai.ra ainda era prematura. Muilas versOes correm
acerca dos motivos desle seto de selvajaria.
Esprame, que a polica desenvolver a actividade
que a deve caraclensar, alim de punir o criminoso,
e d. -. ilriui, a lei ofl'endida.
A sociedade de artistas dramticos, que obteve
do governo a concessao para dar espectculos no
Hiealro de S. Isabel.medianleuma diminnla lubven
>;ao, nSo ae lem poupado para dar ao publico algon.
mntenlos de dislracr.lo. O actores que actual-
mente funecionam uo S. Isabel nao sao arlistai de
primeira calegoria, he verdade, ma. em abono da
verdade na., ao to insignificantes que nao mere-
r.am a prot.risao du amadores da scena. As pegue
que ha sido representadas sao todas pe}., nova, ca-
bera r.as suas Torgas e por isso bao siuo desempe-
nhada com salisracao. E de mais o artista, de
mereomenlo elevado enlre nos s3o muilo pouco. ;
mas nlo he esle o motivo real da falla de concurren-
cia no Ihealro. S. alguna nnmes presliRioaos guar-
necessem us camarote do S. Isabel, o Ihealro seria
rreqoenlado, embora os actores e.tive.sem abaixo
do ordinario. A moda usada por cerlos caractere.
lie contagiosa, e lodo he moda neste mundo.
iVo dia 8 liouve um espectculo agradavel. que
bem podia dislrahir n'um paizaondea vida cifra-.e
a trabalhar, comer, dormir e laier canean, indis-
cretos e tediosos, porque em geral o espirito da nos-
sa tociedadc nao comprehendeo verda.ieiro canean,
so confiere a maledicencia pura. A pega (vi deem-
penhada com salisracao, e o Sr. Scapini foi com-
pletamente applaudido. lolerpreloo com felicidade
a ana de Attila, em que lauta, palma colheu no
Ihealro real de Tumi, depoi de ler viudo coberlo
de applauso. rio. Ihealros de Londres e de Paris, a
aria de /-riiamii,esta opera que revelou o grande
tlenlo de Verdi, e mais outra creacao de maestro
nolavel. O baixo laliano, dolado de tlenlo e doro
de execocao tamhem coiiquislou muilas sjmpalluas
ra noisa scena. Estimamos somenle que elle con-
tinu a dar-nos a mesma eroocoe de prazer.
Morlalidadedodia S a lldejulliode 1837.
Lirra.
Ilomcns IImnlheres .">prvulos 17.
ICscravo*.
Ilomcns i mullir re. jprvulos 4.Total -IO.
PACIK &VLSA
Const.i-no., g.ralmente he por todos sabido,
que a mai vergonliosa Iracancia acaba de ler lugar
com a exlorsao qoe so prelendeu fazer da quanlia de
1:2005000 i, que sabir cm um qoarto de bilhrle
da loleria pajeado, peilencnle a um crioulo de no-
me l.ino de le, que (alba carne em um acougu. na
pr.ca da Boa-> isla. Eaae laclo que por sua nalureza
revela tanta iuimorali.la.le quanlo despejo da parle
de seo autor, acba-se revestido de circunstancias tao
criminosa, que au pode deixar de ser conhecido da
polica', para que iviidirando-o seja punido o exlor-
luu.rio Manoel Nuucs Correa, a quera a voz publi-
ca intigila como autor, v a lodos aquelles que direc-
lamente .-..,,.,,, ,..... para qoe esse crime losse elfec-
la.lo, para cujo lim chamamos a alien,,!,. do hl,.,.
Sr. Dr. chefe de polica, e esperamoi de'sua mlegri-
dade c zelo pela jusliga, que seja punido u crimi-
noso, para que facios deiia ordem nao tornero a ap-
paiecer.
O arco, da ribeiro da Boa-Vala parecen, un.
asylo de mendigo., ou anlcs um hospital de invlidos.
Nao fura melhor que esies iofelizes fo-etn recollii-
do ao Hospital de Caridade do que eslarem assim
experto* 1 lie de crer que a respectiva adiniuislrac..
cm quero muilo confiamos ignore qoe all existem
aquelles infelizcs, e por isso despertamos a sua alten-
cao em favor delles, e esperamos que n3o sei3o .-
quecldo,
Conlinoam os malditos atravesiadore. a ni*
consentir que o pobre compre o seo peixmho ao pes-
cador. Esse cortme lie brbaro, he muiliisimo re-
n,llanto, e muilo convem que se acabe. Multa ve-
/.es temos Iratado com elle acerca rie-se aisumplo,
mas nao po lerao* ubler o desojado eOTeilo. Continiifl-
lemns por tanto a insistir pola providencia al que
um dia a consigamos. B.m como esse oulros abuso
- id.iticam em nossa cidade, que por sua natureza
nao sao menos dignos de allenoa,, : por exemplo e..e
envaine de preln. e prelas da Co.la, que tudo atra-
vessam com prcj'iizo .1.. povo ; por ventura s. elle.
leem direilo .,- compras .' Ol is>. he bem lernvel, e
no devianins esperar acoiilocesse em nono paix. E
enl io deve ene oslado de cusas continuar con, nre
joizo da populara,, j,. |So opprimida pela diftiruldailc
de poder viver 1 Por cerlo que nlo, esperamos por
lanl i que sejamoe i.....ndl los, visto como o nono lim
he o de promover o bem geral.
O E\ro. Sr. general Jos Joeqoim Coelho pro.
teniendo retirar se para a Borona no vapor hambur-
gnez. iiltimament- cliegnilo do tul n.lo o Wi, parque
achan lo-se n vapor qu.i-i junio a illia de Nogusim, o
o mar mu,I > .avado por caoaa do. venios, preforio
ir no prosi.H.. vapor iii-l7, q.iee-t a efiegar an no
.,. p',rlu pru.-edei.le do sul.
Continua a poliria na ind.igacnn r descolmrla
dos sicarios, e seu. inaiidanle, que arrancaram a
i vida ao vice-consul ingle/, e por ora ludo jaz em se-
gredo. elemento alia muilo necesario para vndi-
Oinciai dosla ordem : o.iilinuam as vrs.'.e< cada qual
mais extravagante e odio*. O Irmpa mostrara quem
fie o ver.la.leiro criminoso.
Illi-i de Fernando.Recebemos noticias da ilha
de Femando, que amaneara a dala do 30 de jui.lio
lindo. Aquelle lugar loo p.llnresco.qo frtil, ro-
dead.! pelo nosso occano, conta hoje mil alma--. II seu
estado sanitario fi,; por .le mai satisfactorio :no
decorriinenlo de (i mezes morreram quairn pessoa,
livre do sexo masculino de muleslias p .lu..nares no
hospital : emqoantn o aervicn irilerno desta reparti-
CaO,he excellente. A traiiquillidade publica nao lem
sido alterad* ; etilo de toda eitinrlos n castigo eor-
poraes, que aquelles infelize de vez em quando .of-
rriam medindo-ltie toa cosa com varas de game-
leira Al chovas lem sido bem reguladas, rnmeca-
da no. fin. de abril. A lavoura. vao floresceud, de
sorte que se aoppn uma colheita como nunca all
app.ireceu. lle incansavel o digno conimandanle n
senhor coronel Antonio Gomes l.eal, que nao --.,
em promover o bem estar da illia. Melhoramentn
publico.O cu.manda..le da lfia, acompanhado
do experiento italiano Antonio l.atlone, explornram
o centro da ilha, e com effeito nao perderam o se*
lempo: descohrio-se um excellente barro pan falirin.
de lelliaa, sahirain para amostras (.00, que sendo
bem examinada, e conheceu ser.m uperiores as que
se lafiric un tiesta capital, quasi que n.lo approveilon
a qoe r.iram remetlida pelo patacho nSaula Cruz,,
em fins de maio ollimo. Uma grande olaria j se
aclia montada, cerlos o determinados operario vao
dar coniatjo, ficando o governo desta sorle iseulo de
semetlianle remesias de.lc artigo 13o diflicil de con-
dti.Qo, qu.lo uecesario a aquelle lugar. Trata-se de
serem todas a cuberas de palhas as casa substi-
tuidas pela lelhas. J e deu cometo eo alinhamenlo
das casas da estrada real, denominadaPoeira.To-
da as estaees publicas, igreja matriz, fortaleza,
casa, foram rep.radea, pintadas. Vito ser igualmente
edificadas oulras muilas. A bella c magesloso forta-
leza dos Remedioa foi augmentada no todo do raio
do norte, sol a direrrjau do 6eu respeclivo capilao
commandante. J deve sem duvida estar para all
removido o quarlel do destacamento que oceupara a
balera de Sant'Anna ; (ambem j se deve ter come-
;ado o accrescimo da aldea na casa dos sentenciados
que j conl 600. Emlim o coronel commandaule
ancioso pelo melboramento e bem estar daqoelles in-
felize. nao inveja nesta parte ao sen antecessor o
muilo honrado e digno major Seba.li.1o Antonio do
Reg Barra, que deixou magna los o corac" de
todo, us habitantes, que ain la hoje choram menles
doos distinctos eommnndos o passad.. e o preente,
que leem immorlalisado seu nome* naquele presi-
dio, o.iti'.ir i tao esquecido. Teve logar no dia 2i do
paasado uma oxccllenlo misa cantada ao patriarrba
S. Antonio, havendo hande.ra cnndozida por meni-
nas ao .om de uma buida d; msica, organisada ha
tres mezes, acompanhada pelo coronel coinniandan-
te, seos olliciaes e empregados ; ollieiae do bngue
de guerra Cearense; e do patacho mercantil Sania
Crol, ambos sorlos i.aquella porto ; commercianle
e maia pessoa lambem fizerara parte do cortejo :
orou n Rvd. capelln no acto da miss, que muilo
agradan aos COfacft** dos ouvinles. No a tro da igre-
j.i mais lugares tremulavam pavilhes de dilTerenles
nace ; a noile lerminou o festejo com uma pom-
posa finlanilla, que foi correspondida com a msica
de orcheslra e a mililar, e a., rebombo de fogneles
do ar, bombas e Ires ptimo baliies, que annuncia-
vam aos navegantes a fe catfiolica, que naqoelle dia
domiuava o. coracoes daquelle povo.
Al amaniaa.
COMARCA DO RIO FORMOSO
9 de julho.
Ja rhegou o Dr. Theorinro e reassnmio I vara de
juiz municipal e a delegacia, vollaudo o lenle prn-
cessaule s foncees de commandante do deslaca-
meolo. O Dr. nao he cerlaniente o homem mai.
proprio para acabar com a fobre de denuncia
e proeesso. que se apoderoo de eerla rracc.lo du. Rio
Formoienses, porque he deslelo do .npes, que
pregou-lhe uma lerrivel forquilha na occasi.r,o da
ultima. *leiooes de eleilor.s, e todo. o. processos
sao promovidos contra o Lopes c os seu. amigos pe-
los .'nticos consliluiutes ; porm he juiz, occopa
orna certa poic,Ao na sociedade, e nao pode ser dcil
instrumento do Club do Bagaceiro, nem do lirio-
Pacha' da ra Bella, que lodo, aqu consideran, co-
mo o promotor occullo de todas essas intriga, e de
todo a. ,n ninas que v3o apparecendo.
O crto he qoe desde o tenipu da celebre conili-
tuinte, nunca Rio Formoso presenciou .emelh.ule
fiaritll.ada ; esla' ludo pegando fogo, nao ha menos
de tu,,la proeesso cu denuncios dada, por crime.
phanlailico. e o Dr. Theodoro v-se acopetado.
Chegou ca' uma falla.inh publicada no Ivecife,
pelos amigos dn Lopes, e onde sao muilo maltrata-
dos o membros do Club e oulros, nleli/monte traa
do vida privada dos cojos, como i costme no ma-
lo, e ouvi contar que breve satura' uma resposla do
mesmo genero recheiada de iguaet coosas que, a bem
da moralidade publica, seria inulto melhor que nao
salns-e.
Desl'arle os nossos malulos vao-se desmoralisau-
do reciprocamente, e muilo lioro seria que o gover-
no imperial, lanzando as vistas sobre esta desgrana-
da comarca, livesse eompaixan della e dolasp-a de
autoridades que procurasem Iazer efferlivo o pro-
gramma de conrili.-.r;an, em vez de alear o fogo da
discordia. Miserere nolis, Domine.
(Carta particular.)
REI'AKTIQAO DA FQX.ICIA
Illm. Exm. Sr.Hoje rias horas da madru-
g.da, fui cordado em casa de mu.I,a residencia
pelo cnsul de S. M. Britannica llenriqoe Augusto
Cooper, para dar-me a Irialissima noticia de ler si-
do ossai-inado o vice-couaul du mesma nacao Tho-
maz Gollan, com facadas, em uma das entradas do
Manguinho para a Capunga. Eulo relatua-me o
seguinte: que houleni I,avia jiiniado cm uma reo-
iii."io, elle cnsul, com o infeliz vice-contul, deulro
do bairro do Recife, e que depoii foram juntos pa-
ra a casa do primeiro, na Passsgem da Magdalena,
onde demorou -e o segundo al as 9 hora, e meia da
noile, e que qoereudo encurlar o camiuho para
vollar a rasa de soa residencia, atravesiara o no
Capibanbe, ero om bote, coudozido por aquelle, sal-
lando no sitio em qoe mora o rulad.',., Francisco Du-
boorqc, donde saino a pe o camiuho que procuiava ;
recolhendo-te inmediatamente .na morada elle
cnsul, que a uma hora a meia da noile fura desper-
tado por um eoldedu de polica, que, da parle do
inspector de quarleirao do dislnclo da C Vellia iu dar-lite parle'de achar-,e aisossiuado o
referido vice-consul; qae elle cnsul logo montara
a cavtl.e. e lora ao lugar onde se achara o lolcl,/,
e abi o eo-.ontr.ra morlo coberlo de lacadas, cian-
do cercado pelo dito inspector de quartetro, com
uro trufo de polica e algn cid,ataos, fizera cou-
duzir o cadver pira a casa da mesma victima, sita
na ."liada nova, que vai do Manguinho para a So-
ledade, e deixando-o cnireguo a polica e a algn.
fmulo,, se dirigir a minha casa, para cummuni-
car-me o acontecido e pe.lir-n.e as providencias que
o caso requera. Annuimlo a 13o jo-la reqoisi;ao,
como me cuinpria, foi e sem demora ver o cadver,
qae enconlrei com uma lacada na 111,10 esquerda,
doze do baixo ventre al a clavicula esquerda, duas
na. costa; e as prova.qoe fose pos-Jvel colher, ou
os indicios deqncm fr* o aolor do crime, e qual
* caos mais oo menos inmediata.
Dirigi-me depoi. casa do referido inspector de
quarleirao, e faiendo-lhe a peigonlas que julguei
neces.arias, pareceu-me que a cau.a do crime linb.
ido, ou algum coulliclo ineiperodo, ou alguma lu-
tria;* descoi.hecida.
Depois pasaei acata do consol, ouvi t um Ingle/
eu companlieiro de casa, ja ten Jo em camiuho sido
informado pelo mesmo cnsul, do quanlo a respeito
da victima sabia, desde o dia em qoe a esta capital
chrgou, vindo ria Australia, e inclinei-me o crer,
que s um coulliclo inesperado, havia occasionado
a desgrasa, poi. eises dous deviam estar bem ao
faci de lodos os passos do infeliz nesla cidade, p. r
elle ha auno e meio, que aqu chegou, morando
sempre com aquelle at a quiuze oas passado, e
vivido na maior intimidade e empregado no consu-
lado. Ma, iiiiu,.as pesquiza nlo deviam parar,
emquai.tu nao descobrie o aolor e cmplices, se
houveram, no ciime, e nessa indagarlo contiuuando
pelas seis horas da mauhaa, vim a desconfiar de ler
sido o crime perpetrado por Jos Jacinto* de Souza,
o qual, durante alguns anuos, aqu viveu emprega-
do no servico de fetor successivaineule, em alguns
silio. oceupados por luglezes, oceupao/io e-la. que
deixou ha qualoize mezea, para vivar de comprar
puros e cune,ros, mata-los o vende-los. Esle
mesmo individuo foi lambem jardineiro do cemile-
rio inglez. lle verdade que o medico ingle/ o Dr.
Hay, pessoa digna de todo o crdito, me declaren
qne o julgava incapaz de ler coinmellido Ul crime,
e que asim pensava pelo conhecimenlo qoe delle
tinlia hl anuos. Porem, das ind.ga91.es a que le-
nho, al este momento (.1 hora da larde) procedi-
do, resultara pies.jmpci.es de ter sidu Josc Jacinllio
o aulor de (al delicio.
ConUnlio com lodo o cuidado ns. invesligaroes co-
mecadas. e du resultado rarei a V. Exc. icie'nte op-
porlunamenle. Apena, divulgo.. e a noticia du
crime, alguma. pessoas irrefleclida. pensaram qde o
vice-consul lora morlo por engao, em lugar do
cnsul ; ma. este, segundo me de:laruu, ainda ago-
ra mesmo nao tem tu. sospeilas,
Jos Jacinllio j foi por mim interrogado, c man-
dado por iucommunicavel na caa de detencao, lie
natural o* ilha de San-Miguel.
Dos guaide V. Exc.
[Um. e Exm. Sr. Dr. Joaqoim Tires Machado
l'urtella, vice-prcidente da provincia.O chefe
de policu, O Dr. l'olycarpo Lotie.< de lao.
(I vapor ,. Paran', u entrado do. porto do norle,
(ruuxc-iiosJornieaqoe ilcancm 01 do Para' a 1,
do Maranhao a 5. do Cetra' a 8, d* Paialuba a II
do crrante, do Piaul.y a 20 do pais.do.
Do Para' nada dizeui os jornao que recebemos,
por isso liinilamo-iios a dar a seguinle caria do nos,o
correspondente naquella provincia:
1 lnsiallou-se hoje o colle^io Sania Cruz, n sol.
direcran dn muilo digno Sr. padre u.e.lre Aulouio
Alfonso de Moraes Torres, que Infeliimenlese retira
no prximo vapor, para .. sul era seu >nno o Exm.
Sr. fiispn d.oc?.auo. o collegiu fie empresa do Dr..
Nones. A-s.z, e Freita, he um oiiliar 10 primeira
c.dlegii, que aqu foi iiistalla lo pelo Sr. conea.ii An-
tonio Feliciano do Sooza. Parece-me ver doui 1 -
les a nina porta.... e um lia de naturalmente 1 le-
judicar ao oulro.
Vamos bem de tranquillidade publica ; a saode
lie que nao vai como eo desojara rlieumalisino, ce- ,
s,.es. dores pelo ventre, grassam por aqui. Felizmen-
te nao fia Talla de vivere,.
.. A opposic8o, como que vai morrendo ; ainda es-
pe." mandar rezar-lfie i memenln pelo peona. ,1
As """ encaminliam para abi, e ja o ..Diario do
tara .. r.llando de um arlo da presidencia (que Ihe
agradou) empregoo esla. palavra. : S. Exc. o Sr
presidente! I-.dieqoe, se lodos o. actos do s!
tic. forem modelados por e-stf, ra 0, rrimeirns a
lec-r o drvidoi eueomins a' ,u.i administraran '
.1 Ja sabe, poil, S. Exc. ,,. ,le lna,,p-,
licu direll* : he hir cora ellos. >la fie preciso c n-
ciliar e au trocar.... Pe minlia parte Dio jolso a
empreza superior o linu e prudencia do Exm. Sr
Roban, e anida, porque 4 honesto do ambos OS la-
do n3o dovi larao linipar-e das foze e unir-,.
n Deo, segundo baile a sociedade do. militar, c
creio que continuar a dar-nos esla di>lr.,,,,io, 'de
qde lano precisamos.
ceio, de nivasau franreza no umso territorio : pa-
rece ja' um negocio anti-diloviano, e algn riem-
se rio modo pnico dn. tmidos.
No mez paad lez-se no lyceo a ceremonia da
dislnl.uicao do premios pelos tsludanles. com lulo
o apparalo. I ra communicanle do iao Para' disse
moilo bem dos disrursoa que nea occasiao reeila-
ram o director padre meelr* Flix Bvrelo de Va-
coneellos, e o lente de francez o Dr. Joaqoim Pe-
dro Correa de Freita*. Ainda os n.lo vi publicados,
e por io remello-me ao leitemonho do cjmmu-
nicanlc, sobre o mereeimenlo delle.
n,'ll-c^!i."'l,^,!0'|,,^'"''en,e, "I"1' fe'"J:'m oeu
DOl DE JLLliOcont um baile na CM* de campo
do Sr. Protiaea, lambem Bahiano. Convidaram a
gente boa desta cidade. e prlo preparativos espero
que sera' oplimo. Os Bahiano, oslejam onde esti-
verem, nao esquecem o dia d sua provincia. Uc*
fivmiiu cniip. -io na leltra e na msica, peln finado
pcofossor Bahiano Domingos da Rocha Mossurung.,1
para piano, foi transmutado par a banda de msica I
do !! pelo hbil prolessor Orestes, e sera'cntalo'
ao romper do baile, por uma das fillias do inspector i
do arsenal de guerra.
o l'enho lido as gazel.s do sol algnu arligos.qoe |
len.bram o Para' e o Amazonas eommissao central i
de colomni.acao.
Que far ella ?., .No Para ja se arha meio cami-
nho andado na colonia de Nnsta Senbora do O'.cu-!
jo propietario acaba de olTerecer-lhe parle do ter- i
r'no para o estaheleeimento do depos lo ; e lambem
o. seus premios, que nao sao para recusar-se, conhe-
cidfl romo he a actividade e honradez do Sr. Jos do
O'e Almeida. Parece-me que onde houver menos
p .piilaco e mais terreos desaproveilados mais se
necessila e mais vanlagon .e rollie da coloni-ar;,.
a AiiHa nao live occaaiao de fallar-!fie nn prazer
que lodo, aqoi entinto pela achada rio roubo com-
metlido a bordo do ..(uanabara. F'oi como um pe-
so que se lirou de obre todos o corarnos honestos
|a oto por vermo salva a illibada reputa;ao do com-
mandante, porqo* esl nao foi posta em duvida um
.. instante, nem o podia ser ; ma. pela reparaeao do
crdito do immedialo. qoe nao moilo conherido a-
inda, foi objerlo de so.peita desse que por ..Iu cn-
minaram o nosso chefo de polica, por nao lelo pren-
dido A provideoci. ja nao deixa oflYrr muilo
lempo a virlude, ou esse lempo foi iulga.fi> sulli. en-
te para apura-la no eadinho dos oirrimento.
ir Don me,i- emboras a um e oulro.
o Nao pode anda ler o. rendimenlo. da alfjnde-
ga e do cns.iladn no mez passado, e vai a m.nha
miiva em esle ingrediente ; mas megoro que nao
decrescer.m.
No Maranhao, 110 di* 26 do pasado, foi execolao
do ni 11 e1|2 horas da manhaa, na pra?a Ironleira a
casa de correccAo, que serve de cada publica, o re
Francolino Raymuudo Nones, sentenciario a pena
oltima, por I ver, cm 5 de junho de !8."il, na orca-
siSo da posie do la Mecido presidente O) rapio Ma-
chado, aassinado o preso Francisco da Costa, na
antiaa cida duquella cidade, onde o mesmo reo se
*chava recolhido, cumprindo senlenea. He para l,i.
timar que ainda leohamus em nossa leis aemelliaute
pena, verdadeiro insulto a moral do Uolgolha.
Alguns membros ria companhia Rain,inda linhi m
sido por divir.ss veze paleado no Ihealro, pelo que
duiae, se queri.m retirar para aqoi.
Do Cear* ei. o que diz o nosso correspondente :
o Acho-me em completa vasante em materia de
novidades ; e por io serei muilo breve.
O iRiiirasiii ainda nao he ehegado dos portas
da Granja e Acarar.1 ; por >so perdeu o Irele de
diversos pasageiro', que linham de embarcar nelle,
e que resolveram-.e a ir pelo sl'araoa.
a A aasembla Irabalha regularmente ; ma ainda
n.lo fox pasar le alguma. Tambera aind.i n.lo ba
oito das, que esla ella constituida.
O engeiiheiro da provincia presentemente acha-
se em Baloril, onde foi dirigir e rncamiuhar o
trabalhns ria estrada do mesmo nome, que he por ora
a obra mai impelanle desia provincia. Logo que
chegar dessa eommissao 1,11,,-e que ir para a Gran-
ja, alim de laucar os fun.lamentos de uma cada ua-
quella localidad*.
a Consla-me que gorou o proj.clo a re.peito do
encanamenlo das aguas do Pirapora na povoac,o do
Maranguape. O vlce-presidente aprovetlou o resul-
ladode alguut.is sui.-ciip,-,,,-, qae para aquella obra
s* liaviam lirado, a o appucou para a obra da matriz
com o ciinsenlimenlo dos divenos conlribuinles.
Para a mesma obra mandou dar pelos cofres provin-
ciaes ,t qiianlia de L.'jOOjJ.
O Dr. Canillita ja' se acha com assenlo na as-
embla contra a volitado de seus acrrimos inhl-
eos polticos, que liaviam movido contra elle uma
guerra viva e-enearnicada.
a lm peridico que aqu se publica com o pom-
poso nome de Sol, institu,, uma chronica sobre o
ira balos dos depulados. Quizara transmittir-lhe
essa puhlicacao por inleiro ; eslava inclinado a fa-
zc-lo ; mas mndei de resoluco depois que li a pri-
meira rbroinca. A lingoagem em que ella e ach
escripia, nSo p,.le (ei cabimento em uma gazela *-
rn e grave, como he o seu 13o bem couceiluado
Oton'o.
Corre aqoi qoe liouv* ltimamente na comarca
de Sobral um assassinalo brbaro e atroz na pessoa
de um importante fazendeiro, cojo nome nao leuhu
agora prsenle. Nao sei o que eila noticia lem de
exacta mas o que for ha de sahir a' luz, e Vmc.
de ludo ser' inieirario.
o Todos eslao auciosos pela chegnda do novo pre-
sdeme, de quem se taz o mais lisongeiro conceilo
por soa recoiihecida illuslracao, grande espirito
-e juslica.
Do Piauhy, Rio Grande do Norle e Parahiba na-
da ha digno de menean.
(fommuit.cado.
A cleiro senatorial de Sergipe.O Sr.
1 > 11,1., de Maroirn.
A eleicao do novo leador do imperio pela pro-
vincia de Sergipe eala'filialmente decidida, e o Sr.
bart* de Maroim he quem sera' chamado a repre-
sentar na cmara do veleranoe do p.iz, sua pro-
vincia natal.
Ccrtimenle a eleijo do nobre barita he um fado
imp.1,1.1 ule para sua provincia e para o imperio.
o me.mo din em que na provincia de Sergipe
corra plcidamente ae'eicau senatorial, a 5 de ju-
nho crrente,li. conversavamo. e diziamns, legan-
do um alenlo came da for ca e infidencia doa par-
tidos da provincia, que o nobre baio de Maroim
seria o candidato, obre quem recahiria com grande
inaiona uma brilhante v.uae.io.
Esiao, porlauto, justificada nosias pr.visries. O
paquete (bagado do tul no dia 19 do correle junho,
Irouxe nos simplesmenle a noticia do r ... 11... I o da
ele,i;a,i, oe sorle que na lisia trplice que lem de er
enviada a' S. M. o I. o Sr. fiaran de Maroim, foi
u candidato mai votado.
Com esle bnlhanle e magnnimo snccsso, os S?r-
gipano, cm sua maioria, demonslrar.mque saliera
*piociar a bella qualidades, as virtudes cvicas do
nobre l.ar.i... salisfazendo a preciosa divida que Ihe
devem. polo moilo que ha felo o Sr. bara.i de Ma-
roim a' su.i provincia, s3o fados que nao e coo-
teslam.
'O partido conservador de Sergipe, aprovcilando-
se do* recurso de sua antiga e su|,erior OTg.niuCal*,
dcil a' voz reciproca de .eu chefe e de .eus corre-
ligionario, consumado na laclica eleiloral, esti-
mulado alem .islo, pelo grande pongo da uma op-
pu.iran imprudente, nSo pelo que pretenda esla
oppu-irao, porque, como representando om partido
poltico, consagra ideas e principios qoe deve sus-
tentar e deleuder, mas im, imprudente com rela-
>;a a' eas pe-., as, em favor das quae ello fazi.
.-u pleito, o partido conservador de Sergipe, riizia-
mos nos, poz em pralira lodos us seu ii,-liuuien-
t,s rom orna grande hahilidade.Triumphnu e de-
vio Iriumphar desta vez do partido euntrerio roitt-
poslo de elementos diversos que ainda nao tem
podido, depoi de sua que la, se oruanisar, e forti-
ficar, mas que s lem ,)or si a esperones do fu-
lliro, se n3n culi,mar a ral,ir em faltas e defeilo,
e se onber aproveilar-e da. dos seo. adversarios.
O Sr. fi.11,11 de Maroim he o eleito leador de
Sergi|ie, e mullo breve sera'eicolbido : temos c,,n
vicr-o que o nosso augusto monarcha esla' bem
a par de loda a circomslancia, que nao ignora to-
do qoantn aquelle illuslre Sergipano lem felo ero
sua provincia, e por ella : temo, conviceao.iuc o Sr.
D. Pedro II Ihe tara' juslica.
Nao fie as declimace de partido ou n.-s invec-
liva de inimigus que iremos buscar os elemento
da noaaa apreciacin.
E-erevemos estas linha* com nma complela nz
dependencia ; o que us cumpre he ser verdadeiro
e imparcial.
'.111 nossa liiiguagem, respeilamn o nobre bar*,
mas nao -eia' ella eiifraquecida pelo que panantn
a .lizcr sobre es opinn,e<, ou verdades com que nos
exprimimus.
O Sr. btMo de Maroim, que pnnrn mai <>u me-
, nos r.inla -i us ',11 e lanos Janeiro*, vive lia moilo
11 ntponi v ida politiea. lez sua extrta na assem-
1 Idea proviiieial de sita mesma provincia, e cm mul-
la legislaturas : tm ocrupadu diflerentea cargo :
com a reforma da lei di goard. nacional foi II* no
inea.lo comiiiandanle sup. or de 11111 do. munici-
, pios da provincia : lomou asjeulo 11a cmara Itm-
poraria do* representantes da uaciio na legislatura
passad* ; eonio vice-presidente da provincia tem
..I.rgido a provincia araba de ser reeleilo depula-
do por dou encolo em sua provincia ; prov* sie
que sua iotioencia e importancia, a lympaiblas qu*
Ibe connerem o. aeos comprovinciano*, Diii*u*in
pollera' negar-lli--, porque seria negar a verdade.
porquaulo ludo r conspira a crerque o Sr.harn de
Maroim lem Justos ttulos dedizer, nlo como l.uiz
XIVo estado soo en, ma.sim de dizer-Eu wu
cand-rialo natural ria s-naitria pr minha provin-
cia ; e enfilo lorio, o. bous S.rg.pano.^'!
cent.ri.m-Ou.lqoM ootra candidatura que^";;
a vossa, nos repellimu. H" nao
EtTeetivameote assim he ; e quaesquer oom...
r;,r, que se .fie faca.,,, nao sa u,a rt'o que ,on.
do amantes que ,c dissipam ao di,pr,u, d, ,[,.
No concor.o ilesl., diversa, fuera. nnbr hi.
r. o de M.roim deve ler .dqu,.,,o grande exper.rn-
della ,, ...olla, nccss.d.de. elle "se fem rre*Ud.
com mu.la honra e gener.,,d..de. (.,/, *'
gr.ude reputacao, e ,eu carcter rinnl 11 .
^,.ondr,,ngue:,sp.1^^t ri!:V'V
Wenlo riese defeilo ou vicio, sal,..,,.. .
h,| de iral.r-se de negoc," """ 1U'
d- tendentes *v^JSSZ^STS^l f-*"
idol.lr.d. provine, ".,U*SZ02 '" ,""
..li.xia. n.p.r.o.ame.i^^o'r, "X "r" """
s.mj e dgame ,u. >^.,,,l,%ZnZ ^ "
>ln*o voto arrenle fie q 0 ,,.,,,
S. M I. nao negara' mSm2STS ''"""
gial.eceswria, como ale aqul u '' "'"-
aspfte, on medida, e^.rem ''^" "?m'Jr
qua. lo nao for beneficio para o '. 1V. ....
vmcia que lauto necesita d' nem, qoe como b,e bario ll ba" ?e*U,21 '
beneficio possioei. 1M"1"
y.jkm poder que oconle.le, porque enlao l.,
me.inp, romo se allirma.se que a locu.J ./
swstiS^S&siS
sob o irlpeno da bberdade T .. I ,mm"-
jct.r.j qU"", tm C0D,rar,u "- pS b-
nao^cl,".1.0"'10 H f7n'a d 0Piniao !**1 q**
^S=oV5rj3r.
mai, ,1 ,,m !'rf ''"'de nenhoro object ha
Ma* Z goVeru"e.r"r i,"e,,ti", ** -
una.! .h0"10 1 Dr,mei"> coidado de om medico.
quaudo cheg. ao le.lo de om do.n.e. be appl.r.r .
Ci. ""' cojo' se olTerecem .oa
b m o' ZT'C0 mr, ,e,,Ur0 puM"e1' -'-"-
uem o primeiro cotdado d* um mon.rcli. 1,. 1..
cham.toa.qU"le "6 S!**"^2tt no'.
de LIWn" ",,r,0,," ''" cabeoel.a
vu to ,0c,,aVeln,e0,l Sf- b"i JS5b he .
d.nSl. rt re""". ",b,d '",e ,Ch"......I
vinciaT e"eua"Uof"* r'*l'mento p,-
oo^lt.,.;rnneec-'n,,C,DOe,plno' tm raai""
uddlVoDP ? *'. """'"" !> ***-
cul oT ? VTmmUt' "om" < P'
ffuS. yte"">ia "oquieur cm
quo,f. l;al"em c,,m **'" mSSZ im-
destea",^ i r.0'VHm,' """"' I *
da m,C.i Vl,n.e0 di"<'l">'-* <> lCO. d* religiao o
reou.irai ; E *" "" ,hema "e MH.....que
Z ^'af'1'" 0a" '-'"".ne. oempre
ul tt "" V P"l""nleqoen,,
lo h?J,iS ^ ,u',Por,"r do.envolv.meo-
durame 1 "8/S,e.- Ahi ne "ae ""' m"
,^ logare. C,00S,d'n"109 r.l.tiv.rae,.,.
aos lugare., ao lempo, ao carcter epi|0 .1.
cumpre examinar de perlo, romo dui. m** ..,-
uto qu,d ferre rccu.enl, quid ,.., ,,',,.,
Kemcllemo-no por ora ao .ilencu, : leme. d.le.
('alio.
cSirieD.iDe.
FEST.V DEKOSSA SENHORA DA PAZ EM
l.l-M \.
c^.rre"^raDC" e,,rihi,n" au'' "-
Urna da. fosla mai. impcrlant. do Peni he de
Nossa M-nhora ri, l'.z. Cnnla ier t&2
de, ?", Til"/ C"Udt' """ "' '"" '"dia
do tamboril, t de jaoeiro he o di. eopecalmenle con
sagrado a fe.la da pad.oeir. da cid.d.
Muilo. diao antes, lodo o povo se n> c.m.i,..,,
labiado, om frenl. do r^.a.^I ,Hh^ralh*rir^ i
rnad rmeVec:' 2 t* L^ -o
ornados merece que m deMreva ; sobre o. panno.
vermelho, que cobren. e,te. l.bl.d*rto S
irasgen, rel,g,o.as. garfo.. colhere, prafo, Tt*.,
...enciho. case.ro. de pra... P,llr.., ZETZ
Z d,nUd' "P""' ** d"na a c
a c "la" Ln" 2 'K0di" "/"'*' : '*-"""" '"
cenUvei rbano F 1 '" CI,M' a, ""!"-
,X,Z 1 -aE"" rea"a0 d 0D<:,'M nOdl.p.-
-tado. mistorado. com per,, de o.tro. e,l.lo..,^n-
jos e santos, prodoz om elleilo .insolar.
jL'n ,'"" '""'"' ,oM coberlo
r,^.al/r0fU,aU dB ,Ud0 *atBio """'
.liebre a fceii*i.
Pela cid.de euconlram-se ampo, de Indi., vert-
raulheZ" V" ,Ua "bu ; """" Uoto ""5- "i
raulhere., trazem, moda do Peiii, coro, ri. peo-
uasd.core.brilh.nle*. pelle.de lp.,doo h-m-
bro. .0 corpo .dora.do cora cinto, do Penn.
Este, .elv.gen., arm*do. com o. seu. arco, e fle-
ch.s, percorrem toda .. ,.,, d.ocandu ao um d.,
ra,.rrg,;r"v" que nnc* d-"de **-
v.1?'!."","''"" '"" "nservado o seu cnmpr.de.
ve olido. br.nco, par. f.zer .obre.hir o pM. rt-,r,,no
com que lingera o ro.lo. Todo. Iraz.m o cinto d.
penna. muUo bem tr.b.lh.do; .Ignn, .ccreaeen-
Idin-Ih. azas leve, como de um piour.. Aman,
parledell.slra.emrr.nta.de dille.ente. d.mw.e
cujo ciTeilo comu.o.do. apezar de a loada .er me-
laucolica, he agradavel e liannoniosa.
O. adores conucos desta fest* trazem grandes cha-
peo .le papel, ornado com penna eolooM*.. e ro-
hremorotto com in.octra que fingen, rabera, de
lobo, de orso c de macaco. Oolro. vestem .'elige,
vestuar.o. de corle, o* uniformes nodos, e r.v.l-
gam em bof.lo., leopardo. drague, de p.pelAo, em
cujo. corpo. levara .. perna. occollu por orna es-
pecie rte xairel.
Duraule a noile. o. fog.etes trola a casta de
fogo arlilirial llluminam cidade, al que p (im .
povo, meio embriagado e c.n.ado d. desden, ,
balalha., (ral. de r.colh.r-.e par. dormir.
(Peridico dos Pobre' do l'ortn .
*T -q.
PKACA DO IIKCII F. II DE JIMIO AS
3 HORAS IM TARDE.
Colare. ollieiae.
Deoconto de leltra10 0|0 .0 anao.
Curos seceos tal gadoxa ,, pnr |Drl,
P. Iloiges, pre.i lente nterin.
I.. Dubourcq Jnior, secretan,, nterin...
_ CAMBIOS.
Sobre landres, 28 d. a 60 ri.
Pars, 31(1 r. pnr Ir.
I.Mboa, 9-J por % de premio.
Ido de Janeiro, por Olo de descont.
Acrao rio banco .XJ por cenlo de dividendo por ren-
ta do vendedor.
companhia de Bebe ribo 60JOOO por Mea*
* companhia Pemamburana ao p*r.
Ltihd.de Poblic, SOpurcenlod. pr.m..,.
e t 111,,einn,-a.fina. 61 id*-..
de e.lrada da torro 90 por 010 de prem n
Disconlo de leltras. de III a 10 por cen...
Aecoes rio Banco, 40 a 4., da premio.
Ouro.Oucas hespanhulis. .
Moeda de (310(1 velha.
6lOO nuva-
< < 4gOOO. .
Prata.Palace. bra.ileiros. .
Peso* ru'.umnari s. .
mexicanos. .
28 Jf^Vn
. 1(4(11*1
. IIUOHM
. 9j")
. gso.m
. 2J0O0
ICtMiO
-xl.lANDKl.A.
Rendiniento do ri-a 1 a 10, .
dem do di* II. ,
l1.i:o:._'-7 ra
XTIII-Vll
l-'JTiTc-'Tll
Desc.irrec.m hoje 1.1 de julho.
BrigM porluguezConstantepedr*
Itrigu* suecoll.ndeinfarinha de lugo,
lirigue americanollreezelannl.a d Irigo.
liare IrancrzaCumie llneer mercadori--.
lirigue inalezOueclnte|>o resto.
Barca ingle/aItirliiiumida**.<*d*Sa'
I.MI'OI'.IAt. Vi I .
Vapor nacional ol,or.ii...n,.i,. precedente de !H.-
cei, nianifeslnu o seguinte :
."i(Hl ruaros salgados : a .\. O. Bieber A. I..
KIZ sacco. assurar ; a Manoel l,onc,alv* la Sil...
Id uceo essucar ; a Stia* Joaquim M. do*
Santo..
I barrica a.sucar ; a Dr. Pereir. do (.armo.
t.o.NM I.AI.11 (.KRAL.
Itei.dimonto do da talo. :!.*,:(*--7 i
dem da dil II....... tli l;lj
:Mi:f.;il-v70
.>.

_2___
MUTILADO


Vi
jvi.iv/ ,i\- .:..ni,<
' VJ k(U'H
: -- -*.
A
>
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do da I a 10. .
dem do dit 11. ,
2:873T77
DESPACHOS DE EXPORTACAO PEI.A MESA
DO CONSULADO IIESTA C1DADE NO DA
II DE JULIIO DE 1857.
LiverpoolBarca iocleza aProipero, Antonia Mu-
ni MichaJo, l0 nscco* assucar ma*cavado.
Boi(unEscuna portugueza Kainha dos A;ora,
Johnslort Pater & C, 600 accoa *sucar malca-
rado.
EXPORTACAO'.
Lear', hiale nacmn.il .Novo Olinda, de 85 to-
nelada, conriazio o *ei; volme gene-
ro eatraugeiros q uacionaea.
RECEBtUORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendroento do da 1 a 10. 10:514;.")%
dem do da II....... 2:671^67/
CONSULADO PROVINCIAL.
13:186*07.1
Rendiraeoto do da 1 a 10.
liem do da II. .
4.1:052! .12
1:821 ;y2
41:8713-114
RENDIMENTO TOTAL DA MESA DO CONSU-
LADO PROVINCIAL NO AISNO FI^ANCEIRO
PRXIMO FINDO, A CORTAR DO 1. DE JU-
I.MOTJK 1856 AO ULTIMO DE JUNHO DE
1857.
Direito de 3 por ccnlo do asiucar
eiporlado........ 406:3179589
Dilo de 3 por cento do algodao *.-
l'urlailo......... 29:7I250G0
Dito de 5 | de diverjo genero 88:0.i33:l4
Dito de l|2 por cento do caf. 1079234
Capatazia de 160 rs. por acca de
*\V>foa......... 4:77696l
Dcima dos predios urbano* 1X1:1710316
Sello de heranca e legado. 24:6083618
Meia siza dos escravos..... 33:062S7!)i)
Duzento mil ris por escravo ei-
_ portado......... 29:1003000
Emolumento* de polica..... 111300(1
Novo e velhos direito doi empre-
ados provincia.,...... 4:0555155
Imposto de 3 e 4 por cento sobre di-
versos estahflecimenlns .... 15:0195738
Dilo de 409000 res sobre rasas de
moda*.......... 120800o
1:2009 rs. de cada casa de vender bi-
Ihelesdo Rio de Janeiro. 4:2193999
Restiluice* e reposicoes de cus-
*"........... 5:0448833
Idm de 20 por cento do consamo
'agurdente........ 2:6223680
Rendimento dos heos do evento. 50880
Maltas dos imposto por iufrac(,e. 1119984
209 r. sobre casa de joo de buhar. 60)600
Metade da divida activa anterior do
primeiro de julho de 1836 6779252
Juro da divida activa da decima 160310!
Tata das licenc* dadas pela direc-
tora da instruccau publica. 8I900O
Dita de 129800....... 129800
, PranehSes de .-imarello de 2 costados um
2:7919699! I o louro......... ,
79/078 j Costado de amarello c. e 2 ,S' a 3 de dilo usuaes.......
Cotladioho de dito........
Soalh* de dilo...........
Forro de dito...........
Coslado de louro......... n
Cosladinho de dito........
Soalho de dito...........
Forro de dilo...........
cedro......... >
Toros de talajulia.........
Varas de pereira.........
i> aguilhadas........
11 o quiris..........
Eni obras rodas de sicupira par.i c.
a o cixos i> i> ui)
Mel.................
Millm...............
I'eilra de amolar.........
u Tillrar..........
n rebolos.........
Piassava cm mollios........
Ponas de bol...........
Sabao...............
Salsa parrilba...........
Sebo em rama...........
Sola ou vaqueta..........
Tapioca..............
Unbas de boi...........
Vinagre .............
quintal
duza
par
caada
alqueire
un i l
o

. um
cento
ft
tai
meie
cento
pipa
249000
18?O0
30|000
14*000
930110
78000
19000
N>MI0
<3O0<
-SOOO
295011
:t;OlK>
19280
10t00
19920
19280
21..-1K111
IK3OOO
9200
39200
9640
69IX0
9800
OOO
43200
9120
199000
63000
:1980o
3200
too
300000
802:6419228
Mesa do consulado provincial, 10 de julho de
1857.O escripturario,
I.uiz de Azevedo Souza.
Navio entiauo no da 11.
Paraliiba11 dias, lnole nacional aO.nceiroo Flor
das Virtades, de 26 tonelada, imaire Alejan-
drino da Costa e Silva, equipasen) 4, carga turos
de mangue ; a Paulo Jos Baplisia. Perteuce a
Peruambuco.
Navios sabidos no memo da.
Rio de JaneiroVapor de rehoque nacional aPer-
severauc/, commandante Joao Tarrane Thomaz.
Rio da la Hachaarca ingleza Henrv Jones, ca-
pujo J. 1. R. Brewr, em lastro.
MAPPA demonstrando d'agua que leve o banco da
barra de*tc porto na emana ltimamente
/inda.
Nominarn
dos das.
Domingo ,
2.a feira.
3.a feira.
i.a feira. .
5.a feira.
6. feira. ,
Sabbedn ,
Preamar.
16 pos iuglezes
161|2
16
16
151|2
15 It
15
Baia-mar.
10 1^2 pe ing.
10 i)
I0I|2
I01i2
11 i)
II
1:1'
inadn ns. 34 e 36 ; ra das Cruzes 11. 4 ; ra
do S Francisco ns. 3 e 5 ; rua llireta tis. 5,
7, e15 ; rua Nova n. 32 ; rua do Padre Flo-
riano o. 39 rua >ia Roda ns. 1, 3, 22 e >'.> ;
rua de llortas n. 30 ; rua 76 n 92 ; rua dos Pescadores n. 11 ; rua das
Calcadas n. 30 ; rua do Collego n. 18 ; tra-
vessa Uo Carcereiro n. 11 ; beceo da Carva-
Iha n. 5.
Bairro da Boa-Vista.
Rua do Arago 11. 8 ; rua ua Alegra ns.
46 ; rua Velha ns. 42 e 73.
Administrarlo geral dos estahelecimentos
de caridade, 9 do julho do 1857.O cscrivao,
Antonio Jos Gomes do Gorreio,
O lllm. Sr. inspector da- thesouraria
proviucial, em cumpriruento da resolucSo
da junta da fa/.enda, manda fazer publico,
que a arrematar;jo da obrado rebaixameuto
da ladeira do engenho Velho, na estrada da
Victoria, foi transferida para o dia 16 do
corrente.
E para constar se mandou slisar o presen-
to e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de
Pernaoibucu lo de junbo de 1857.O secre-
tario, A. F. d'AniiurJciacfio.
O comelho administrativo do patrimonio dos
orpliads, lem ile levar 1 hasta publica em a sala de
MM -"--' if no da I i do correnle.as renda dos sitios
e ci-.is abaiio declaradas, que ticarain pur arre-
malar em as pravas anteriores, cujas reuda teni de
dcorrer do I do referido rae/, de jolln a 30 de ju-
nho de 1858, segundo o que dispem us arls. 28 e 29
do resulani.utu em vigor, a saber :
1N. P. N. P.
Rua do Torres.
18 Dods aunares 2269900
Rua do Aroorim.
21 Casa terrea IIO9IIO
Rua do Vigario.
22 Tres andares CI69MO
Kua da Gnia.
25 Casa terrea 1329110
27 Dita dita IIO922O
Fora de Portas.
105 Casa terrea I t1>i;u
92 103 ila dita UI96O
93 101 Dita dita MI960
Sitios.
2 Estrada Panaraeirun
3 Oila Itnzarinho
4 Dila Merueira
O licitante* liajam de comparecer crin
Observaban.
NosdilTerenlcs ancoradouro do porta oicillou o
baua-mor de,14 e 20 a 15 1|2 e 21 1|2 [es iunle-
ze, e o preamar de 22 a 29 a 23 1|2 30 1|2. Em
11 de jubo do 1857Jos Fauslmo Porto.
SC'UU 8,
PRACA DO RECIFE, 11 DE JULHO DE
1857, AS 3 HORAS DA TARDE.
ferisla temanal.
Cambios---------Os saques da semana regularom
de 28 d. por 19, o hoove urna
ir.1n~1rr.1n a 28 1|4d.; e rumo o
dinheiro eateja procurado, he pro-
vavel que nao baiie.
Algodao----------Vieram ao mercado 434 aceas na
semana qae lerminou. Os finos
obtiveram de 7J700 a 79750 por
(irroha, e os regulares de ,-iihi a
79650.
Assucar Os m -cavados, principalmente as
qualidades superiores foram inul-
to procurada, erfecluaodo-e,ven-
da de 49150 a 49250 por arroba :
o America vendeo-e de 3}900 a
49. e o Canal de 39700 a 59800.
O branca vendea-se de 49500
59400 por arroba. Entraran! 8130
saceos e o deposito he dimiuulo.
Couros- i'em havido poacas venda*, a-
quaes lem reculado de 335 a 340
rs. por libra dos seceos salgado'.
llar 1II1.10----------Como nao tiveasemos entrada, o
deposita balsn a 2,800 barrica,
lendo-se relalhado de 19o 20f.
Carne sacra- A alta do bacalbo tero dado lu-
gar a augmentar o consumo, fi-
nando boje em ser 8,000 arroba
da Rio Graode e 22,000 de Bue-
nos Ayri'4. As veuda regularam
de 59100 a 69 para aquella, e de
5| a 59200 pela segunda.
Fariulia de trigo- O carregaraeiilo de Trieste qus
na revista passada dissemo esto-
va indeciso, esta' desearregaiid.
o Ovemos oulro de 1'liiU.K'l.liia
(Mi 2.210 barricas, com a quaes
temos hojeem ser 23200 barricas,
sendo 3.600 de Ballimore, 3,400
le New Orl.ans, 3,100 de Phila-
delphia 5,100 de Richmoud, e
7,100 de Trieste. Retalhou-se de
I6| a 179 a primeir.i, de 19J a
209 a segunda e lerceira ; de 229
a 2'>9 a quarla e de 269 a 279 a
quinta. Tendo melhorado o pre-
ces nos portos do sol. algumaa
-partidas se tem embarcado para o
Rio e Baha,por coja causo o mer-
. cado eilevo. mais animado, sera
com tildo mellinrar de prec,o pela
qoalidade existente.
I>......11 lo----------A prer,a ainda ie sent de falta de
dinheiro, os rebates continuara
de 10*11 por canlo ao anno.
Freas -----------Fir.erain-se olguns frttamenln pa-
ra us Estados Unidos do norte a
50 ceol. ; e para Liverpool rom
escala pela Parahiba a 25 pelo as-
socar, e 1|2 pelo algodao.
Toearam no porto 5 vapores.
Entraran] 3 navio com seeros e fazendas 11 Eu-
ropa, 3 de cabotagem e 1 com larinna de trigo.
Salmam 3 com carreeimenlot de assocar para por-
to esl'ingeiros, i de rabolagem e 2 em lastro.
Ficaram no porlo 54 emharca^e, a eaber : 2 a-
mericanas, 22 brasileira, I dinamarquesa, 1 fran-
cesa, t hainhureoeza, 6 heapanhota, 1 hollandeza.
11 inglesa, 6 porlusuezat, 2 sarda e 1 sueca.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de
fazenda desta provincia, manda fazer publi-
co, que aleo dos arrendamentos dos predios
que vo a praca no da 15 do corrente mez,
declralos no edital de 2 do mesmo mez,
tcm de ir tamhem no mesmo da a praca o
arreudamento de um telhciro silo em Fora
de Portas, cimtiguo ao amigo quartel dos
engajados, que servio de deposito da galiota.
Secretaria da thesouraria de fazenda de
Pernambuco, em 7 do julho do 1857.No
impedimento do oflicial-maior, Luiz Fran-
cisco S. Paio e Silva.
Domingos Allonso Nery Ferreira, commen-
dador da imperial ordotn da llosa,cornele
commandante do 1 bstalhao de infamara
e commandante superior interino da guar-
da nacional do Recife etc. te.
Fago saber, que na terceira domiga do
presente mez (19 do corrente), se reunir o
conselho de revista de guarda iicional des-
te municipio, como determina a segunJa
parle do arl. 25 do decreto 11. 1130 de 12 de
margo de 1853, na sala das sesscU-s da cma-
ra municipal desla cidade, as lo horas da
uanhSa. na conformidade do art. 44 das
inslruccoes n. 722 de 25 de outubro de 1850,
alim do tomar cotihecimetilo doa recursos,
que vorsarem sobre os castado art. 33, o
que forem interpostas pola mancira deter-
minada no art. 38 das ditas iiitrucQes.
Quartel do commando superior da guar-
da nacional do municipio do Recite 10 de
julho de 1857.
Domingos Affonso Neny Ferreira.
39
71
83
84
91
pnrtugucza Mara Feliz,
Ventura dos Santos, a qua
te porto ati o lim da presente semana, pro-
cedente ilo Rio de Janeiro, donde conduz 3
tercos do sen carregamento. e ter apenas
6 a 8 dias de demora nesto porlo : qnem na
mesma quizer carregar, ou ir de passagem,
para>o que tem excellentes commo los, diri-
ja-secom antecedencia ao seu consignatario
Luiz Jos de Sa Araujo, rua do llrum n. 22.
Para > Balii/i.
capitn Zeferino, outros muitos objectos que s com a vista se,
ha esperada nes- po lem apreciar, os quaes se acharo paten-
tes ao exame dos Sra pretendeates, no da
do leilo cima mencionado.
Leil&o (ie ca\;is
liysson o ditas
lias de flu'
riadas*
de cia
com 'o-
ve.s a va-
olera
Oproposto do agento 01;veira far leililn,
^T.\l,0!..il.aSJ.VJ?f.'I ^.a.._:a=S: por cunta e risco da quem pertencer, de 8
tro, forrado e pregado de cobre, porterja
parte da carga prompla, para o resto, trata-
se com seu consignatario DomiogOS Alves
llatboos, na rua do Apollo n. 23.
Real coinpaiihia de
quetes
ingiezvis
309
216510
2009000
os seus
&ttl*T1M
fiadores em a sala das Mwfiaa do nutsno cou>elho as
II hora da manliaa do meucionado da.
Secretaria do comelho administrativo do patrimo-
nio dos orphaos 10 de julho de 1857.O secretario.
.Manuel Anlouio Yieizas.
Pela procuradoria fiscal da thesoura-
ria provincial avisa-se aos deveJores de de-
cimas dus annos nanceirus du 1833 a 34
at 1851 a 52, que a relacSo do baitro da
Boa-Vista se acha em juio, e aos mesacs
da-se o urazo de 30 dias, contados de hoje
para pagaren espontaneamenle seus dbi-
tos com guias desta procuradoria, linio o
qual so o podero fazer com guias do res-
pectivo cartorio, e 11 sla contormidado su-
jeitos as despezas das mesmas. Os interes-
sados dirijam s^ ao escriptorio da rua do
Crespo n. 6, das 9 1(2 da manha as 3 da tar-
de. Rtcife 20 de julbo de 1857. O solici-
tador, Joo Firmjoo Correa de Araujo.
O abaixo assignado, langador da mesa
do consulado provincial, faz scienle aos pro-
prietarios dos predios urbanos da freguezia
de S. Antonio e irais iuleressados, que deu
principio a fazer o lancamenlo da decima e
imposto do 4 0|0 de diversos estahelecimen-
tos, no corrente mez, o qual tem deservir
para a sua arrecadagio no corrente anno li-
nanceiro de 1857 a 1858. Francisco Car-
neiro Machado RiosJuninr,
A adniinistragao do correio precisa en-
gajar 4 homens livres que sejam robustos,
para serein empiegados no servico da con-
duc;au de malas pura itiflerentes poutos des-
ta provincia.
De ordom do llim. Sr. inspector da
thesouraria de fazenda desla provincia se
faz publico, quo nao lendo tido lugar no I.
do curenle mez, a arrematac.no dos arren-
damentos da casa de sobrado da rua do
Jardim n. 7'i desla cidade e do armazem
do Forle do Mallo, purlenceutes a fazenda
nacional, por faila de licitantes, Oca a mes-
ma arrematarlo transferida para 15 do mes-
mo mez; assim tambem que vBo a pre-
ga nesse da os aneodamenlos de um arma-
zem de lijlo ecal, com qualro bragas o 2
palmos de frente e 14 e meia bragas de fun-
do, silo 110 bairro do lleiife, cae um sitio
com casa edificada no lugar dos Coelhos do
bairro da Boa-Vista.
Secretaria da thesouraria de fazenda de
Pernambuco 2 de julho de 1857.No impe-
dimento do olllcirtl-uiaior, Luiz Francisco S.
P.io e Silva.
No da 20 desle mez aspera-se do sul o vapor
AVON, conunandanle Kivetl, o qual, depois da de-
mora do costume, ecuir para Sonlhamplon to-
cando nos portos de San-Vicenle, Teuerill", Midei-
ra Lisboa : para passagen-, etc., trata-n com os
.-cenles Adamton Ilowie & C., rua do Trapiche-
Novo n. 12.
Para o Bo de Janeiro.
Vai seguir com muita brevidade, por ter
parte de si:u carregamento prompto, o bri-
gue nacional Mara i'reciosa, capitSo Fran-
cisco Alves Meira ; para carga c passageir3 s
escra^os afrete, para os quaes tem excel-
lentes commodos: trata-se como seu con-
signatario Francisco de Paula Figucira de
Saboia, cm seu escriptorio rua do Apollo
n. 5.
P ra o A rae l v
segu com brevidade o bom conhecido e ve-
leiro hiato Invcncivel ; para carga ou pas-
sageiros, trata-se com Martina & Irniao. rua
da Madre du Dos 11. 2.
Para o Ki > de aneiro.
O velero ebem conhecido patacho nacio-
nal Valrnic pretende seguir com muita bre-
vidade, lem prompto metade de seu carre-
gamento; para o resto e escravos a fretc,
para ua quaes tem excellentes commodos,
trata-so com o seu consignatario Antonio
Luiz de (lliveira Azevedo, rua da Cruz n. 1.
companhia
de navegacAoa vapor
tlambui^o-Brasi le ira.
F'.'ppra-se nesles dio do sul, o vapor hamborcuez
PETIlOPOLIS, e depois da demora do costo*,se-
gatr para llamhurgo, tocando noi porlos de Lisboa
e Soulhampton : qualquer informarflo, com os
agentes, na rua da Cruz n. .
Companhia
IVA.
Provincia.
caixas de cha hyssun e 27 ditas com folhas
de (landres a variadas, a bordo do navio Mig-
noneltfl, na su* recente viagem do Londres
este porto: terga-feira, 14 do corrente. O
cha as 10 horas da manhaa, no armazem do
Sr. Luiz Antonio \nnes, defronte da porta
da alfandega ; e a folha de (landres ao me 10
da cm ponto, no dos Srs. Cardoso & Mesqui-
ta Jnior, na rua do caes de Apollo, junto
ao arco da Conceig3o.
A Sra. viuva Jane f.ollan, tendo de
retirar-se para Inglaterra, far leilSo, por
intrveng3o do preposto do agente Oliveira,
da mobilia da casa de sua residencia, no
campo,consisliudo em sof c cadeiras deja-
caranda, consolos e banca redonda da mes-
ma madeira, com tampos de pedra, cadei-
ras de balaugo, ditas de bragos, banqui-
nhas, guarda-roupa, commoJa, camas de
ferro, espingarda, candieiros de globo, lou-
ga du porcellana dourada para cha, dita pa-
ra sobremesa, trem de cozinba, iilhSo novo,
sellim e outros muitos objoclos : quarta-fei-
ra, 15 do corrente, as 10 horas da manhiia,
na sua sopradita casa de residencia, no ea-
minho novo da Soledade para o Manguind,
junto ao sitio do Sr. Davics.
AO publico.
O absixo assignado faz sriente ao respei-
tavcl publico e aos seus fregue/es, que aca-
ba de montar dous importantes stabeleci-
mentos de fazendas, na rua do Crespo ns.
10 i! 14, oude eucoulrsro um variado e lin-
do sorli ment de fazendas de todas as qua-
lidades, as quaes vende por prego muiln
commo lo; sendo garanta do cstabel mento 11. 10 o Sr. Marcelino Jos de Souza.
J. C. Malveira.
*tv ***d -D 0is$e&<
O abaixo assignado vendeu os seguinles
premios :
1 hilhete Numero 3303 1:500?
quarto 1073 200;
1 dito 1077 IOO5
1 dito 3094 503
O mesmo tem exposto venda os sen Ba-
lite! bilhetes, meios e quartos da terceira
parte da primeira lotera de N. S. da Saade
do Pogo da Panella, os quaes n8o estc su-
jeitos ao descont dos oilo por cento da le.! C|,P(;aram as lojas de chapeos .la praga da
Por saluslianode Aquino Ferreira, |lia(,pedencia n. 12 e 14, eicellcntes cha-
, J,nso,Frntu,1ial" ^nsS.ntosPorlo|peosdcmarroquim,quese veodem a 2JO00,
JoiloLeie Pilla Otigue.ra precisa ^5(10 0 3, pflrll ,cbar logo.
comprar um sobrado : queo o tiver, dirija- __ A|uga.se urr,a casa terrea com grande
se a rua da Cruz n. 12. u pom 3 saU 5 quaflos> boa rozmha,
Vcnde-se um escravo cnoulo, con 22'
aviso a rapa-
zcada.
'
raaiuhueaia
O vapor PERSINDNGA acha-se carga para os
porlos do sul, pora onde sahir.'i 00 da 15 do cor-
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda
fazer publico, que se acham a venda, no
pavimento terreo da casa da rua da Au-
rora n. 2(i, das '.) horas da inauliria a's 8
da noite, bilhetes, meios e quartos, da
terceira parte da primeira lotera doCol-
Icjeo das orplias, cujas rodas andam 110
dia 18 dejullio.
O mesmo Sr. thesoureiro manda dpclarar, que
tendo de reformar o presente plano por outro, em
lodo sual a qu.irla parla do Kio, pede as pesioas
que teem encomniuiilado bilhelss para quando esti-
vess* em eieru;Ao a lei provincial n. 399, que iin-
poem 80 por ceut sobro os bilheles do llio, quei-
ram vir declarar que porc.lo de bdhetei querem,
para qua elle, avista das quanlias pedidas, poa or-
E*ninr o dito plano, o qual rtamenle oflsrece
ni 11- inlere Thesouraria das loteras, II de julho de
18)7.Jos Januario Alves da Maia,
cscrivao,
Cotnpram-se tres escravos mocos e
sadios: na rua Augusta, casa deironte
dado 11. 17.
O abaixo maiiir empeofao de se descubrir os auto-
res e cmplices do horroroso assassinato
perpetrado na pessoa do seu mu preza-
doamigo Thomaz Gollan, vice-consul de
S. M. Kritannica nesta cidade, ollerece
dous coutos de res a quem llie prestar
qualquer esclarecimento exacto sobre es-
se facto, ou mesmo o conhcimento de
alguma circunutancia.ou accessorio delle,
de modo que se posta averiguar a verda-
de, assim como assegura, soD sua patarra
de honra, o mais inviolavel segredo, a'
quem Gzer qualquer dessas revelaces,
pois be bi'in possivel ebegar-se ao lim
desejado, sem dedarar-se donde ellas
proceder m.
Consulado
18.-)7._II
PAUTA
dos preros crvente* do amurar, algtdiin, mais
genero* e proiucroe* nacionue* que se de>pa-
rham na meta do consulado de Pernambuco
na semana de 13 a 18 de julho de 1857.
Assuiar branco........
mascavado.........
n refinado........
Algodao cm pluma de 1." sorte
)> B )> .n d
u 3." a
em caroco.........
Aguas ardenlesalcool, ou espirito
d'auuardente. caada
11 de cachaca.......
n de caima....... o
d iii-hl i.la do reino.
>
B

a
*

41600
399OO
5-71,11
7#700
79300
69900
15025
(icuebra

Licor .
.d.
Arroz, pilado........
em rasca.........
Azcile de mamona ......
u d mcudobtin e d* coco.
o de pei\e......
Aves araras .......
papagaios.......
Periquitos.............
Bolachas............
Biscoilos............
Cacau.............
Cachimbos......., .
tafo bom............
em irSo restolho .
w com casca.........
Carne secca ..........
Cera de carnauba em pao. ,
em velas.........
Charutos bons.........
" ordinarios ......
regaba e primor .
Cocos seceos...........
Couros de boi salgados.....
j> seceos ou espitados. ,
verdes..........
b de onc.a........
b cabra corlidos .
n b carueiro. .......
Hoce de calda.........
b o goiaba........
b secco ..........
d jalea ......
Espadadores grandes......
I pequeos.....
Ksleiras de preperi.......
Estopa nacional........
1 eslrongeira, mao d'obra
I'sriiiba de aramia.......
b ; milito.......
b b mandioca......
Fi'ijo.............
humo em rolo bo'.n .....
11 ordinario........
b em folha bom......
o ordinario.....
reslollio .....
Gengibn...........
liMMiin.i............
Ipcraruanba ..........
I.euha de achas grandes .
o pequeuas .
u u loros .....
caada
botija
ronada
garrafa
arroba
tfino
|640
-S'ill
1850
9800
.:>(l
&800
521(1
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alqueire 2(KKI
caada 19500
1;H0
1? IO9OOO
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99OOO
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4*100
59500
49000
19 0
996O
59000
KI9OOO
I23IKHI
13700
c-soo
29500
29560
933!
9340
9230
15suoo
9380
9380
ffilHI
9320
9800
1640
29000
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Alqueire 39300
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urna
um
B
8
B
))
milliciro
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cento
cento
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I
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B
B
1)
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urna
11
B 7TOUO
a 29O 1 1
alq. 29500
0 3:30U0
cento 2S0OO
a I3OOO
B lljOUO
COKREIOCEKAL.
As malas que lem de conduzr o vapor Paran
para os portos do sul, principiam-a a fechar hoju
(13) as 2 l|2 horas da larde, e depois deasa hora t
a> 3 recebem-se correspondencias cora o porte du-
plo.
Kelacao das cartas segoras viudas do sul e norte, pe-
los vapores Pelropolis, e Paran para os se-
nhores ahaito declarados :
Charles Marie, l'ilippe Honorato da Cnnha Mi-
ninea, Keluberto Joi Coelho, Fr. Joaquira do Es-
pirito Santo, Joo Lins Cavalcami de Oliveira, Jos
Calandrias de Aievedo e Msnoel Alves Guerra.
Compaiiliia
Pernambucana.
Os Srs. accionistas da Compatibia Per-
nambucana,que subs:)reveram novas ac-
coes, e que ainda nao entraramcom a se-
gunda prestacao de ."><) por cento, pedida
ate lins de junho prximo passado, sao
convidados a verificar o referido pavi-
mento ate o dia 20 do correte mez de
julho, no escriptorio de Antonio Marques
de Amorira, rua da Cruz n. V.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em cumpri-
mentodo arl. 22, do regulamenlo de 1* dn
dezembro de 1852, faz putilico quo foratn a-
ceilas as proposlas de Jos Francisco l.avra,
Manoel Francisco de Mello, Francisco Maciel
de Souza, Jos Hygino de Miranda, o Jos
lio lrigues da lloclla, para fornecerem :
O o 1,000 varas de lirim para calcas a
420 res.
0 2 652 pares de sapalos fei'os na pro-
vincia a I9SOO rs.,500 ditos de ditos leitos no
Ceara a 1?500 rs
0 3.* 700 pares de sapatos Coitos na pro-
vincia a 1 -son rs.
O *. 22 duzias do laboas de assoalho de
louro, de 12 a 14 pollegadas 00 largura a 60j,
2 ditas do ditas de forro a 3b/rs,, 6 costa-
dinhos d-' amanillo a 109 rs
0 5. 400 esleirs de palha tic carnauba a
20; rs. o cento, 96 libras de lio de algodao
a 700 rs.
E avisa aos supraditos vendedores, que
deverao tocolher os respectivos objectos, ao
arsenal de guerra no dia 13 do corrente niez
Sala das sesses do couscllio administrati-
vo para fornecimenlo do arsenal de guerra,
10 do julho de 1857Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal e secretario.
Pela inspccgo da alfandega se faz pu-
blico, que no dia 15 do corrente sera con-
tratado o forneciatento de racoes para a
equipagem da escuna Lindoya, com quem
por menos o (izer; as pessoas que se quize-
rem propr a fazer dilo fornecimento dos
manlimentos abaixo declarados, durante o
corrente anno linanceiro, comparecen! na
mesma inspeccBo al o mencionado da,
munidas dassuas propustas cm carta fecha-
da, declarando os presos de cada um de
S'usartigos. Agurdente, arroz, azeite de
oliveira, dito inferior, dito de coco, assocar
branco, bacalbo, bolacba, caf, carne ver-
de, dita secca, farinda de mandioca, fcijao,
lenlia, pao, touciuho de Lisboa, vinagre, ve-
las slearinas, ditas espermacute.
1. para que ebegue a noticia de todos, la-
vrou-se o presente, que sera publicado pela
imi rensa.
Alfandega de Pernambuco 2 de julho de
1857. O inspector,
liento Jos remandes llarros.
A admioistracBo geral dosestabeleci-
mentos de caridade, manda fazer publico,
tusooo que no dia 16 do corrente, pelas 10 horas da
7*kni manliaa, continua a praqa dus cesas abaixo
JkOiio! declaradas, debaixo das mesmas clausulas
0 ja publcalas :
P.airro do Recife,
Rua da Cadeia n. 23 ; rua da Moeda n. :il ;
rua da Cruz n. 15 ; rua dus liurgos n. 11 e
13 ; rua da Senzala Nova ns. 26 e 30.
Bairro de Santo Antonio.
Rua da Cadeia ns. 6,8, e 10; rua do Quei-
- O abaixo assignado, lancador da mesa I "ni" : a car?a ser recebida al a's 5 horas da lar-
do consulado provincial, faz scienle aos dB io da 13.
proprietarios dos predios urbanos da fre-
guezia de S. Fr. Pedro Gomatves e mais in-
leressados, que deu principio a fazer o lan-
caniintn da decima e imposto do 4 0|0 de
diversos estabclecimenlos no corrento mez,
o qual tem de servir para sua arrecadacu
no crrenle anno linanceiro de 1857 a 1858
Joao Pedro de Jess da Malla.
Gabinete ptico
ATERRO DAMA-VISTAM.
HOJE 14 DE JULIIO DE 1857
Grandiosa he admiravcl exposiclo de vis-
tas das principaes capitaes, portos de mar,
c oulros pontos mais notaveis de todo o uni-
verso.
Ncstesalo verdaderamente recreativo, a-
eliain-sc representadas com a nmior nalura-
lidadc e peifeiQo os edificios, monumentos,
rios vulces, e ludo quanto podo chamar a
altencao de um viajante, tornando-se mai?
nteressanle era pp.rticnlar pela liel repre-
sentacao das tremendas batallias.grandcs es-
quadias, a preslos militares c iodos ossuc-
cessos memoraveis, e mais recentes da gi-
gantesca guerra do Oriento, dos quaes o es-
pectador pouera formar una idea quasi 13o
exacta cuino se por si mesmo as visse.
O director lem tola esperanca de quo o
publico desta capital, apreciador como he
du todo o mrito artstico, o favorecer com
0 mesmo acolbiment que merecen elle no
Rio de Janeiro, e nutras cidades do imperio
Vistas quo seriio patente a das at odia
19 do corrente.
GUERRA DO ORIENTE.
1.a As principaes personagens da guerra
do Oriento:
S. M. Nicolao imperador do todas Itussias.
S. M. Aduluieji, imperador da Turqua.
S. M. rsapoloao II, impeador dos Fran-
eczes.
? M a rainha Victoria em conselho de
conferencias, acompanhada de seus estados
maiores.
' 2. Ataque do forte de Sao-Yicolo, a-
oude a esquadra russiana licou complela-
nicntc derrotada
3. O grendo desastre de Signooe, aoude
a esquadra lurca, licou derrotada.
4.a Embarque dos franceses em Toln para
a guerra do oriento.
5." Desembarque das trojas francezas, e
nglezas era Galipoli.
6. El Bergantn turco, cheganJo com a
noticia dasesquadras aliadas, em frente de
Constanlinopla.
7. As escuadras aliadas, alvurando o sig-
nal de guerra a llussia.
8 As esquadras ang-lo-francezas, passan-
do no mar ."icgro.
9. O grande bombardeamcnlo de Kdessa,
os ingleses botando logete* a eongrewe.
10 Bo'ibardeamento de Sebastopol.
ti O Rio de Janeiro lomado da Iba das
Cobras
12 Vista da cidade da Babia.
13 Vista geral de Pars, avislndo-se 25
leguas.
14. Vista de Lisboa.
15. 0 grande palacio da rainha de Hes-
panha, representan lo ser luminado com 500
1 U/es.
16. O interior do palacio do Luiz Filippe,
em Pars.
17." A grande torre de Babel, urna das
priuieiras maravllias do inundo.
18 a Napolefio I. botando oculo, e o phisi-
co chino jugando os seus bilhetes em frente
da catredal de Milao, tocando msica.
Todas as semanas haveriio vistas novas.
Entrada 1;00 rcis.
Liiiii do norc do Brasil,
ptquetes vella entre
Havre e Pernambuco,
(ie I.T Barhey &C.
Espera-se nesles dias do Havre um dos
navios desta companhia oclipper (Porto Ri-
co), o qual sahir com toda a brevi lade, por
ter a maior parte do carregamento prompto,
e para o resto rer,ebe-se a frete : a tratar
com os consignatarios N O. Biuber i\ C.,
na rua da Cruz n. 4.
Britanico 11 do julho de
Augustus Goopcr, cnsul.
lotera da
Fcidcl Pinto iSc ('., fatlo leilSo por
intervoticflo do angele Pestaa, de um com-
pleto e variado sortimento de mudezas,
perfumaras etc., tudo proprio do mercado :
quarta feira 15 do corrente, as 10 horas da
manhaa, em seu armazem, na rua da Cruz.
Coiitiiuiaeao do
leilao de ferr-
baos.
James lialliday di C., cm liquidacao,
continuam o seu leilao de ferragens, por
intervenr3o do agente Pestaa: hoje 13
do torrente, a's III horas da manhaa, em
sen armazem, na rua da Cruz n. 2.
&*i&*&
3.
Para a cidado do Porlo, com escalla
por Lisboa, a nova c muito veleira barca
Barroca iV Castro farao Leilao, por
tm vencic do agente Pestaa, de um com-
pleto e variado sorli ment de fazendas
inglczas e francezas, muito propriai do
mercado: terca-feir 14 do corrente, a's
10 horas da manhaa, em seu armazem,
na rua da Cadeia do Recife n- \.
O agente Rorja fira leilao quiuta-l'eira,
Ifi do corrente, as 10 horas da manhiia, em
seu armazem, na rua do t:ollegio n. 15, de
diversos escravos de ambos os sexos, entre
os quaes sobresahem duas n. linas prelas
moijas, com bastantes habilidades o um ho-
nito molquc de 12 annos da i lade, os quaes
ser5o dilinitivani'-nte veudos naquelle dia.
O agente Borja fara' leilao, em seu
armazem, na rua do Colli'jjio n. I"), de
urna quantidade immensa de objectos
de diferentes qaalidades, pie fra im-
possivel mencionar : sexta-eira 18 do
corrente, a's II horas da manhaa.
O agente Borja, por autorsaciTo do
lllm. Sr. !>r juiz de orphaos, requisito
de f). Mara da Conceic,So Pereira, inventa*
rante do casal de seu fallec lo filhooDr.
Antonio Francisco Pereira de Carvalho, fara
difinitivemente leilao de diversos objectos
penencent"s ao menor, lilllO do dito llr. Po-
reira de Carvalho consisiindo em una rica
bandeja Je prata, varias salvas, castiQaes,
um riquissimo aderezo de diamantes, diver-
sos ditos de ouro, botties de abertura com
brilbantes, vollas, pulceiras, trancelins, e
outras militas obras, ele. ; assim como urna
porco de livros de direito e lilteratura :
quart.-feira, 15 do corrente. as u horas da
manhiia. Vessi mesma occasiao lamhem
ojeferido agento fara Ioilo, para liquida-
?So de cuntas de ora negociante inglez, que
se retira para fra la provincia, de u na
grande porteo de objectos de ouro, como
sejam ; relogios de algibeira, patente in-
gle/., novos, correntes do gasto moderno,
botos de punho c de abertura, aderemos
5138
(7!t
2227
Ci
proviocia.
Sejfiindi parte da fita va
lotera da Boa-Vist.
O abaixo assignaiio ven-
deu as se>ui tes sortee, da
loteria cima :
52i ">0(ty2 meios.
566 200.S-2 ditos.
lOS' \ quartos.
Intishilhete.
100$2 meios.
").s-2 ditos.
/*. .1. Layrne.
No da 14, as 11 horas, na sala das audi-
encias, depois de linda a do Sr. Dr. juiz do
ausentes, so ha de arrematar os movis per-
tencentes a heanca do finado Cosme Damiilo
Ferreira, assim co-no o resto dos terrenos da
rua Impeiia!, do finado ntonio da Trin-
dade.
Compra-sc um papag*o bom, bonito,
e faljador, nao se olha preco ; na rua do
Queimado n. 35.
- Ainla no apparecetio ercravo, fgi-
do do engenho Mariuna em Coianna, no dia
93 de junho, ja annunciado em urna das fo-
lhas Diarias dessa cidade, o Disperlador
Co"!mercial do Norte, e recommendado a
policia : he de nacao africana, (vindo po-
rcm no lempo em que a exportaciio nao era
prohibido, de nome I.uiz, com 30 anuos de
idade pouco maisoa menos, bem preto, al-
tura meda, corpo e rosto regular, Um pou-
co curvo, maneira de odiar yor ba&o, falta
de dentes na frente, cabellos bem carapi-
nhos, pernas e ps tambam regtirar, urna
marca de ferda ja antiga em umcalcanhar
e sem barba, lovou um chapeo de massa
vermelha ja usado, camisa e caifa de risca-
do, {aqueta preta, mais urna camisa e serou-
la de algodflozinhoou algodao, e nutra de
madapolao ; levn-se noticia de ir sempre em
marcha para essa ci lade do ltecife,e pergun-
tando por onde passava.por outro de appclli-
do Andorinh,que serve do correio particular
de Coiaona para o Kecife : de novo recom-
meiida-se-o a polica, e a quem o pegar e
levar ao dito engenho Mariuna em Coianna,
lera 50/ rs. de gratificac.lo : tem-se certeza
de mardar para essa cidade e seus arrabal-
des al urna legua. Mariuna 1, de julho de
1857. -Simplicio Torres de Mello.
annos de idade, escolente figura e ptimo
cozinheiro na rua lo Hospicio n 15.
- Precisa-se de um crtaJo : na rua do
Hospicio n. 9.
as pessoas que tiverem empenhado
qualquer ohjecto do fallecido Antonic Tei-
xeira Peixuto, queiram apparecer na rua do
Uueimado u. i.
Desappareceu no dia 5 do corrente. do
Bcberihfi, um quartao castanho, calcado de
dous ps c urna miio. aberto na frente, tem
as rriSs um tanto tortas a pessoa que o
adiar, ou souber parte onde elle esteja, diri-
ja-sea ra Vejha n. 119, que ser recorr pen-
sada.'
Na rua da Concordia n. 26, deseja-se
fallar ao Sr Paulino da Silva Mindello, alim
delle promover a cooranca de utn val de
urna pessoa que s o mesmo Sr. Mindollo
com sua influencia po lera cobrar, cujo val
ja esteve em poder de urna pessoa para co-
brar, mas por muito condcscoudcntc nada
conseguio ; todo negocio se faz com o Sr.
Mindello, com tanto que elle nao perca nada
con o tal velhaco
Deseja-se fallar com o Sr. Jos Ferrei-
ra da Costa Jnior, pti de Cassiano Xavier
Monteirn da Tranca, a negocio de seu inle-
resse ; ua rua do Moudego n. 14, ou atinun-
cie a sua niorsda.
PEDIDO.
Pede-se a quem achou, desdo a rua da
Conceicflo at ao porto das canoas, pelo caes
novo, u a pequeo livro capiado de encar-
nado, o especisl obsequio de o entregar na
rua de Apollo n 1 a, que sendo pessoa pre-
cisada se gratificara.
Manoel Joaquitn Seve & Filhos decla-
ram que o Sr. Jos Cactano Martina Mt.rquea
deixmi de ser seu caixeiro desde o dia 10 do
corrente
Traspassa-se o armazem da rua da
Cruz n 50, com armario a tratar com Se-
raphim de Sena Jorge, na prara da indepen-
dencia a. 4.
Der.-im na rua da Santa Cruz n. 41,
una trouxa de roupa com um rol dentro ; o
canociro que a deu a preta na.i sabe quem
he o dono : quem se achar com direito a
dita roupa, comprela na mesma casi, que
dando os siguaes certos, Ihe sera entregue.
Ven le-se urna carrosa muito maneira :
na rua da Concordia n. 6.
Vende-se na rua da Concordia n. 26,
um casal de araras, dous papagaios e duas
cabras paridas, de boa raca.
iSas Cinco Postas n. 93, no puteo da
Penba n. 10, vendem-se bolachas e traques.
No pateo do Terco n. 21, vende-se car-
ne do sertj c traques.
--- Vende-se nina pequea casa torrea na
cidade de Olinda, na rua do t'ahral : quom
a pretender, dirija-se ao sobrado ri. 5, na
rua de S. liento da mesma n lade, q je acha-
ra com quem tratar.
SALITRE HKFINMIO.
No escriptorio de Jos Antonio Moreira
Dias v C na rua das Larangeiras n. 18,
vende-se salitre de superior qualidade, por
menos do que em outra qualquer parte, e
chumbo do ninnicSo de todas as grossoras.
--- No prmaz Jos Antonio Moreira Dias i\t C vende-se sa-
litre retinado de superior qualidade.
Vendem-se inuilo boas espingardas de
dous catinos, ferro de todas as grossuras,
tanto qnaJrado como redondo, sal re refi-
nado de superior qualidade, e um completo
sortimento de ferragens, mudezas e perfu-
maras: na loja de Jos Antonio Moreira
Dias & C, na rua Nova n. 35. Na mesma
loja .-c bolam ouvidos em cspingaJas por
menos do que em outra qualquer parte.
Cobertores
Mi ESCSIVOS.
Na loja n. 13 da rua do Crespo ha para
vender urna porcao do cobei lores oscuros a
6*0 rs ditos de algodao brancos a 800 rs.
,Iilh< em muccS.
Vendem-se saccascom superior milho, por
monos preco do que em outra qualquer par-
le : a tratar na loja n. 26 da rua da Cadeia
do Itecife, esquina do becco Largo.
A Sra. do Sr. Thomaz Collend, subdita
britannica, relira-se para fora do imperio.
O abaixo assignado declara pelo pre-
sente aorespettavel publico, que da data
doste deixou do ven 1er bebidas espirituosas
do produccao brasileira, em sua taberna sita
na rua de S. Miguel n 7*. isto por nao po-
der fazer convenco alguma com o arrema-
tante. Afogados 13 do julno de 185".
Caelano da Cruz e M;llo.
cacimba boa e quintal pcqueno^ia travessa
da rua da Concordia, quasi ao chegar ua
casa da detencSo a tratar por deira/ da
matriz de Santo Antonio, no primeiro an-
dar da casa n. 16.
Roga-se aos credorea do casal do fal-
lecido Joao Coiicaives evangelista, que an-
da nSo apresentaram as su*s contas, o quei-
ram fazer al o da U, do contrario n.lo so-
rao atlendidos.
O
o
o
-:;3
?-;: oo Q%OQ&Q0
Jardim
9.
Xo .intii;o c bem cnnhfcirto jarllm, filo *S
$ no correr da isr*| d Nusta Seoliura ita S*- fl?
<.. ledadr, caa n. 7, vcnde-M um crand* nr- .
w limenln do pe da* man Iluds e formo*as ^
'_' rostirs, que lia ua provincia,* muita e di- -'^
."/. vtrsa* qualidadts, luda em vegetarlo, ^*>
^ outra mudas flore* d* parado soto, qae ^
mi com vicia se podero apreciar.
Desappareceu na noite de S do cor-
rente, utn negro de nomo Frederico, de
nacao Congo, idade "t annos, pouco mais
ou menos, com os segaates signaaa:
falta de dentes na fenle, besos demasia-
do grossos, cabera c orelhas |Kipii'nas,
levou camisa e calca de i iscado : quem o
pegar leve-o a rua do Trapiche n. 7, no
hotel Francisco, quesera' generosamen-
te recompensado.
F.m o dia lodo corrente. cm praca
presidida pelo lllm. Sr. Dr. juiz dos fritos da
fazenda, depois de sua audiencia, so h3o da
arrematara quem mais der, os bens seguin-
tes, peu horados por execucoes da mesma fa-
zenda contra seus devedores, a saher : urna
cisa terrea construida do cal e tijolo, na rua
de JoSo remandes Vieira n. 3i, com 20 pal-
mos do frente e 70 de fun K>, cozinha fra,
quintal e cacimba por 5005000, dos herdei-
ros de Mara do Rosario ; um .sobrado com
dous andares e sotan, em frente da praca da
Boa-Vista n. 30, reconstru lo de novo, com
37 palmos do frente e 91 de fundo, cozinha
fra, quintal e cacimba por 10:000, de D.
Mara de Pinho Borges ; urna casa terrea na
rua de S. Rento, em Olinda, n. 20, com 30
palmos de frente e 76 de fundo, cozinha fo-
ra, quintal murado Da exlenso de 100 pal-
mos por 6009, da irmandade da misericordia
da mesma cidade de Olinda ; um terreno
que foi desannexado do quintal do quartel
do los.mo, com 310 palmos de frente pola
nova rua do mesmo no-ne para a Soledade e
210 de fundo em seguimento da rua do Pi-
res, com urna grande cacimhs no centro por
2:480?, propriedade da fazenda nacional;
um sitio no lugar do Poco da Panella, bem
fronte.ro igreja matriz, o qual lem e i
de morada feita deca e lijlo, c<>m 46 pal-
mos de frente e copiar coherto em toda sua
oxtensSo, 76 ditos de fundo, cozinha fra,
murado ua frente, e com algumas arvoro
de fructo por 2:0009, de Jos liento da Cos-
a ; 1 marqueza, 1 commoda, 4 cadeiras, 2
mesiubas, I dila de meio de sala, tudo de
madeira amarello, com bastante uso por 2I|
rs-, inclusive 1 par de lanlernas, da viuva de
Francisco Joaquim Pedro da Costa : quem
pretender os objectos cirna mencionados,
comprela no logare hora do costume. Re-
cife 9 de julho de 1857. O solicitador do
juizo, Joiquim Theodor Alves.
Precisa-so de urna ama que nSo lenha
filho, saliendo coztnhar, engommar, e fazer
o mais servico de casa de um homcm casado
sem lilhos: no paleo do Paraizo, no segun-
do andar do sobrado que volt* para a rua da
Roda.
Precisa-se de urna ama que esleja ao
facto do servico interno do urna ca,sa de
pouca familia : do aterro da Boa-Vista
n. 46.
Frederico
LE.ICE, PROFESSOR DE PIANO.
Tem a honra de participar ao respeilavel
publico desta cidade, que sn acha prompto a
ensinar profundamente de piane o canlo
com pprfeicao. Acha-so estabelecidu ua rua
Nova n. 27, no cstabelecimcolo de pianos
do Sr. Jo.lo Podro Vogcley, onde pode sor
procurado todos os dias de manhaa al as
10 lloras.
Graude peclifn-
cha.
jucos cotes de laa com 15 covades.
Veiidein-ie corle de Ua psra vestido, us mal
modernos] por eren) cui luir a.etinada imitan-
do a ebamalule, assim como de pinlinhat, pelo hara-
lissimo preco de 59000eada um corte : na rua do
(Jueimado n. 19, loja de Santo* Cnelho.
Vendem-sacoqueiros pequeos, pro-
prios para se plantar : na rua das Trincha-
ras n. 29
Venlcm-sp ps de sapotis chamados
sapotas, em caixoes prnprios para embar-
que : na rua do Colovello, olana do Sr. Mar-
celino Jos Lopes.
Alugam se o segundo e terceiro anda-
res da casa do largo da Assembla n 12:
quem quizer ou preten icr, dirija-se ao pri-
meiro andar da mesma para tralar.
Excellentes capas e pililos do borracha.
vendem-se capas e palitos de borracha,
chegados ltimamente, que aeestSoven-
dendo por metade do procoque oulro qual-
quer possa vender : na Joja de i portas da
^completos, pulceiras, allinetes, argolas, e ruadoQueimado n. io7
- O abaixo assgtiido faz scienle ao pu-
o, que deixou de ser caixeiro dos Srs.
Manoel Joaquim Seve & Kilbos des lo o dia 9
do corrente mez, e ao mesmo lempo agra-
decen lo o bom tratamento durr.nl..' o lempo
que esteve na dita casa.
Jos (.aciano Martins Marques.
Precisa-se de olliciaes de cheruteiro :
na rua laiperial, taberna n. 41.
ierca-feira, 14 do corrente, depois da
audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz do civelda
primeira vara, ira a prnca por venda urna
casa na rua Imjerial, com a Iroiit's arruina-
da e sem coberta. por execucSo de los An-
tonio de Araujo como cesionario de Ma-
noel Connives CascffO, contra os lierdeirus
do Jos ConQalves CascSo.
Aencao.

O abaixo assignado ollerece 1:000.S',
a queco provadametile descobrir o assaS-
sino, mandante ou cmplice do allentado
horroroso perpetrado, hontetn a' noite,
na pessoa do sen infeliz amigo vice-con-
sul de Sua Magestade Britannica o Sr.
Tliomaz Gollan. O abaixo assignado pe-
de encarecidamente aos Sis. redactores
de todos os jornaet desta provincia, que
lenliam a bondad de transcrerer este
a.nnttncio, pelo que muito e muito obrga-
rflo ao seu servo,H. Augusto Cooper,
cnsul de S. M. Britannica.
Prccsa-se de um caixeiro pat.i loja de
fazendas, e oulro para motilado: na ruada
Cruz n. 35, primeiro andar.
Bich s de Mih-
hurgo.
Estao expostas venia aos ceios ea re-
ttlho, na loja de barbeiro n. 2, conf otile ao
Rosario de Santo Antonio.
Aluga-se o armazem da casa da rtin
da Guia n. 64 na rua da Cruz n. 35, pri-
meiro andar.
Precisa-se de um pr do para o servico,
menos de cozinha, n'um Mlio le um estran-
geiro soiteiro; agradando paga-s> bem ;
nesla typograpliia se dir qiiom precisa.
--- Precisa-se ilc um criado farro ou cap-
liv i, para sitio tle um eslrangeiro quem
pretender dirija-se a rua da-Cruz n. 4.
Precisa-se comprar orna masse.ra para
paddria : ni rua d Senzala Velha n. 90.
Precisa-so do dous amassadores: na
padaria do Forle do Mattos.
A(tem;ao.
\ primeira fabrica de lamancos na rua
Direila n. 29, junto a botica, continua a ter
um completo sortimenlo de lamancos para
homens, senhoras, mciiiuos e uiouinas, c a
vista dos fregueses faz-se lodo o negocio, a
dinheiro vista.
.Na rua do Fagundcs, loja n. 27, la-
va-sceengomina-secoin perfeic&O, cpc-
eo commodo.
Precisa-se de urna ama : na rua do
Santa Tbereza n 5.
.ssenlioras (no monlaui
a cava ilo.
Na rua Nova n. 18, loja de M. A. Caj" & C,
ha ricos casavequee de cores, e pretos,
para montara ; assim como um grande sor-
timento das mais bem acabaflas obras de al-
faato, tanto superior, como mus inferior,
chapeos, ditos de sol, lencos de seda, ditos
de dita para grvala, ditos de cores, luvas,
suspensorios, meias para homcm, senhoras o
meninas; camisas, ditas de meias, fazendas
para qualquer obra que seja cncommeiida-
da : a pessoa que vier a esta loja, achara um
falo completo, e ser um so preco para to-
dos, a dinheiro.
ItOB LArTECTEOB,
O nico aulorisado por decisao do con*clho realt
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recommendatn o
arrobe de Laffecteur, como sendo o nico
autorisado pelo governo e pela real soeieda-
de de medicina. Este medicamento de um
gosto agradavel e fcil a tomar em secreto,
esta em uso na marinha real desde mais de
60 annos ; cura radicalmente em pouco lem-
po com pouca despeza, sem mercurio, as af.
fqceocs da pelle, impingens, as eonsequen-
cias das sarnas, ulceras e os accidentes dos
partos, da idade critica e da acrimonia he-
reditaria dos humores; convm aos catar-
rhos, a bexiga, as contraccOes e a fraqueza
dos orglos, procedida do abuso das injec-
c,0es ou de sondas. Como atiti-syphiliticos
ojarrobe cura em pouco lempo os Ilusos re-
centes ou rebeldes, que rolvem incessantas
em consequencia do emprego da copabibe,
da cubeba ou das injeccoes ijue rcpresenlem
o viriissem neutral isa-lo. O arrobe |l-affec-
teur lie especialmente recomincndado con-
|ra as doencas inveteradas ou rebeldes ao
mercurio eao iodoreto de polassio.Lisboa.
Vende-se na botica de r.arral e de Antonio
Feliciano Alves de Azevedo, praca de 0. Pe-
dro n. 83, onde acaba de chegar urna gran-
de porco de garrafas grandes c pequeas
viudas dilectamente de Paris, de casa do dito
Boyvcau-Lalfeclcur 12,rua nichelicu Paris.
Os formularios dSo-se gratis em casado a-
gente Silva, na praga de D.Pedro n. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Babia, Lima & Ir-
maos ; Pernambuco, Soum ; Rio de Janeiro,
Rocha & Filhos; e Moreira, loja de drogas ;
Tilla Nova, JoSo Pereira de Maga tes Le le ,
Itio Grande, Francisco de Paula Coulo &
.
-
-

,, *
i

i -------------------------------------------:-----------------------------------------------------
MUTILADO


===TISLT0R10 HOISOPATHICO
l>0
Onde seacham sempre os mais acreditados medicamentos, tanto em tinturas como
em glbulos, e preparados cora o maior escrpulo e por precos bastante commodos :
PREQOS FIXOS.
Botica de tubos grandes. .
Dita do-24 a .
Dita de 36 d
Dita de 48 ...
Dita de 60 a .
10/000
155000
208000
258000
308000
18000
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Tubos avulsos a.......
Frascos de tinturrademeia onga. .
Manual de medicina homeopathica de Dr. Jahr com o dic-
cionario dos termos de medicina ;.....
Medicina domestica do Dr. Henry.......,* ."
Tratamento do cholera morbus.......
Repertorio do Dr. Mello Moraes ....
208000
10#000
2/000
6*000
non *.**88K*** > s s
| PEORAS PRECIOSAS-
W
] Aderecos de brilhanles, jj
'?. diamante! e perol, pal- *
$ eiras, alQneles, brincos j*
$ b rozelas, MN e aoneii
.* de diOerentei godos e de !*!
* diversas pcdras de valor. 8
Compram, vendem oa *
jgj Irocam prala. ooro, bri- %
>; Ihantes.diamaoles e pero- $
9R las, e oalras qoaesquer .;>.
J joias de valor, a diuheiro
i ou por obras.
I0REIRA & DiRTE.
LIJA DI IURNII
Ra do Cabuga' n. 7.
ecebeiu por to-
dos os vapores da Eu-
ropa asobrasdo mais
moderno gosto, tan-
s^aEsstsssassss^Bsse* to de Franca como
de Lisboa, as quaes vendem por
pre^o commodo como costuniam.
0 Dr. Ignacio Firmo Xavier faz publi- Precisa-se alugar um sitio, da Ponte
jjj OURO E PRATA.
ij Aderecoi completos de g
->, ooro, meios ditos, polsei- -
*j ras, allioetei, brincoi e '
$ rozelas, cordes, (tunec- ^
lins, medalhas, correntes &
^ e enhiles para reloRio, e ^
a ontros mullos objectos de '
ooro.
|g Apirelhos rompidos de *
i* prati para eh, bandejas, j-
& salvas, caslicaes, colheres J
& de sopa e de cha, e im.-- s*i
S tos oatros objectos de j*j
cp, que mudou sua residencia para o seu si-
' lio na Passagem da Magdalena, que lica ao
norte da estrada entre a ponte grande e a do
Chora-menino, e ahi tem preparado urna
casa de saude com todos os commodos para
o tratamento de escravos, cujos senbores
residam lora da preca, ou 'que nao os pos-
sam curar em suas proprias casas : quem
para isto quizer-se utilisar de seus serveos
mdicos, que serSo desempenbados com o
maior zelo, dinja-se ao pateo do Carmo n.
9, prirneiro andar, ou no referido sitio da
Magdalena. I'reco2/000 diariosexceptu-
ando conferencias, sanguesugas e opera-
ces.
i ..
IRio-Formoso.S
W O Dr. Joo Honorio Bezerra de Mene- %&
%? es, medico pela Faculdade da Baha, lem
S* filado sua residencia oa eidade do Kio-For- ;;.
j moso, e de novo efl'erece seos servidos i to- 9
'u? das as pessoas qoe o lionrarem com sua con- w
nanSa. ^
&*&@ @@@@
Precisa-se de caixeii os, na ra da Ca-
dcia do Recife n. 50, primeiro andar,
prestando urna flanea de.200000, ven-
cendo o ordenado de 200$ a 600, <|ue
he para vender bilhetes da lotera da
provincia.
SEGURO CONTRA F0CK).
Companhia Alliance.
Esubelecida cm Londres, em margo de 1824.
Capital cinco milhes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C., tem a aonra da in-
forar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
e a jjueni mais convier que esto plenamente au-
torisados pela dita companhia para eflectuar segu-
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobertos de
tlha e igualmente sobre os objectos quecontiverem
os mesaos edificios quer consista em raobilia ou
en fazandas de qualquer qualidade.
. J@ -:
Jofio da Silva Hamos, medico pela uni- c'.'j
versulade de Coimbra, mudou sua residen- Si
sSP cia da ra do Cabana para a roa Nova n. -
$ 69, secundo andar, sobrado do Sr. Dr. Nel- @A
( >0' e ahi contina a receber, das S as 10 &
i? horas da manhaa, e das 3 rs 5 da larde, as ]J
jj pessoas que o queiram consultar. i
JOHN CATIS,
corretor geral
E AGENTE DE I.EILO'ES COMMERUAES,
n. 20, ra do Torres,
riUMEIRO ANDAR,
praga do Corpo Santo.
RECIFE.
DENTISTA FRARCEZ.
Paulo ( iignoai dentista, ra Nova n. 41 : *
*j n;wmcsma casa lem agua e pos dentriliee &
&
Tasso Irmos.
Avisam aos seus freguezes, que as ultimas
farinhas de trigo Kicbmond ebegadas ao mer-
cado, s3o vendidas em seus armazens, pelos
seguintes preQos :
Galega 258000 por barrica,
liaxall 2Wii)0 dem.
O Dance 235000 idem.
Columbia 228000 idem.
Alera destas lem farinhas novas de Tries-
te das marcas SSSF. Fontana c primeira
qualidade ; assim como completo sorlimen-
to das melhores marcas de l'hiladelphia, No-
va Orleanse Baltimore.
O Dr. Francisco de Paula Baptista,
tem abeito escriptorio para advogar, no
primeiro andar da casa da ruadas Trin-
cheiras n. 19, por cima do cari .|,) do es-
envao Baptista, antigamente do tallecido
Kejjo; iii, das9 liorasdodiaem ruante,
esta prompto a ouvir a todos, e a receber
as causas detodos quequizerem procurar
os seus serviros de adrogado.
Alug.-se o sitio na estrada de Sr.n-
ta Amia, junto do sitio do Sr. Me. Calmont
ov (. com os seguintfs commodos, acabado
ha poiico lempo : :i salas, 10 quartos, cozi-
i I a fora, -oche.ra par* S carros, estriba, iu
]Z\?CaV!'n?S' Sen,?:,la "" 16 cscr.vos,
qnarto para fetor, boa cacml.a, plantado
os arroredos todos de novo, boa, horUlices
cjard.m : quem pretender, .iirija-se a ra
junan. 54, casa de Manoel do Nascimento
Miva asios.
Na fabrica d ra do Brum n. 28, de
Francisco Antonio Corroa Carieal, precisa-
sede officiaes de serralheiro que seiam pen-
Jtitos em suus obras.
de Ucha at Apipucos, na margem do Rio
Cspibaribe, perto da estrada : na ra Nova
n. 6t.
Lotera
DA
provincia.
O abaixo assignado ven-
de bilhetes garantidos, pe-
los precos abaixo notados,
sendo da quantia de cem
mil ris para cima, a di-
nheiro vista, em sen es-
criptorio, na ra da Ca-
deia do Recife n. SO, pri-
meiro andar.
Bilhetes. 5ji00
Meios. 2$700
Quartos. 1#350
P. .1. Ltiipnc.
He cliegado a loja de Leconte, aterro
da Boa-Vista n. 70, excellente leite virginal
de rosas brancas, para refrescar a pellc, tirar
pannos, sardas, e espinhas, igualmente o a
amado oleo babosa para limpar e fazer
crescer os cabellos : assim como p impe-
rial ae lyno de Floreoca para brotoejas e
aspendadesda pelle, conserva a frescura e
o avelludado da primavera da vida.
Na fundico da Aurora precisa-se
de serventes forros ou escravos, para
trrico debaixo de coberta.
Precisa-se de urna ama forra ou cap-
tiva, que saiba cozinliar o engommar, para
duas pessoas : na ra do Collcgio, botica
n. 10.
Quem tiver um sobrado em Santo An-
tonio ou Boa-Vista, que queira trocar por
um bom sitio com excellente casa, perto da
praca, e mais duas casas terreas grandes
com bons quintaos murados, defronte do
mesmo sitio, dirija-se a esta typographia,
que se dir quem faz este negocio.
Faz-se todo negocio com a melhor lo-
ja do Passeio Publico n. 9, com fazenda ou
sem ella.
Superiores camas de ferro para soltei-
ro e casado, vende Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo, no seu escriptorio na ra da Cruz
n. i.
AlgodSozinho da Bahis, o verdadeiro,
vende Amonio Luiz de Oliveira Azevedo, no
seu escriptorio, ru da Cruz n. 1.
Precisa-se de urna ama para o servico
interno de urna casa de pouca familia : na
praca do Corpo Santo n. 17.
Precisa-se arrendar um engenho an-
da esse anno, apesar de ser larde, com-
pra-se a safra do mesmo, dando-se algum
dinbeiro a vista, alanca-se a boa conserva-
do da propriedade, e se for com alguns es-
cravos melhor ser, ou mesmo faz-se algum
negocio para tirar algurna safra esse auno,
visto estar para isso Habilitado com escra-
vos, boiada, carros e os mais pertences para
esse fin, ou mesmo com alguma estrada em
ultimo caso, por empreitada ; se alguem
quizer fazer esse negocio, pode procurar em
casa dos Srs. Lemos Jnior, Leal Reis, na
praca, ou no engenho Recreio, na freguezia
de Muriboca, a Joao de Carvalho Raposo,
para tratar.
Na ra da Cruz n. 3, ha urna carta pa-
ra a Exma. Sra. 1). Adelaide de Cerqqjira
Carvalho, viuva do fallecido Sr. Dr. Anemia
de Cerqueira Carvalho, de quem se ignora a
residencia, c se procura siber para se lhe
entregar.
Um rapaz brasileiro, offerece-se para
administrador do engenho, por ter muita
pralica, e no far ajuste algum sem n3o ser
visto seu traba lito : quem precisar annuncie
por este Diario para sor procurado.
lotera
DA
provincia.
O abaixo assignado participa ao respeita*
vel publico, que vende os seus felizes bilhe-
tes, meios, e quartos, pelos precos abaixo
mencionados, sendo da quantia de 1008 reis
para cima, a dinheiro a vista ; na ra da Ca-
deia do Recife n. 45, esquina da Madre de
Dos :
Bilhetes 58400 recebe 5:000$
Meios 2J700 o 2:500?
(Juartos 15350 1:250o
Por Salustiauo de Aquino Fereir.
Jos Fortunato dos Santos Porto-
AMA.
Precisa-sc de urna ama que saiba com-
prar e cozinliar : na ra das Trincheiras
n. 11.
--- Protesta-se contra quem tiver em seu
podr a cscrav mulata, ue nome Rosa, de
25 anuos, pouco mais ou menos, cor ade-
centa, de boa estatura, tem duas cicatrizas
bem viziveis no qaeixo do lado esquurdo,
testa estreiU, cabellos carapinhos e meio
avermelhados; a qual mulata dcsapparcreu
desta ridado na noile de 3 do concille niez
de jullio.
I'. Dubarry vai a Europa.
Attentao.
Algum senhor cstrungciro ou mesmo na-
cional, que precisar de um bom cozinbeiro,
pode dirigir-se ao beceo do Abreo n. I, no
Recife.
-- 0 proprietario da ollicina e galheria de
daguerreotypo do aterro da Boa-Vista n. 4,
terceiro andar, leudo de ira urna das pro-
vincias do norte, s lera a sua ollicina e ga-
lheria abertas al odia 20 do correle : as
pessoas que desejarem honrar o seu estabe-
ecimento e licar com um fiel e perfeilo re-
trato, aprovoilem o curto espaqo de lempo
que resta daqui at 20 do andante mez:
.Na ra do Trapichen. 17, escriptorio,
precisa-se do um criado.
n3
Compra-se urna meia comprida de bor-
racha, nova : quem tiver annuncie.
Compra-se urna casa terrea nos ba ir-
ros da Boa-Vista, Sanio Antonio ou S. Jos,
que nffo exceda do preqo de 1:000/ ou 1:2009
rs. : quem tiver annuncie para ser procu-
rado.
Compra-se effectivamenle na ra das
Flores n. 37, primeiro ndar, a plices da di-
vida publica e provincial, accoesdas compa-
nhias, e d-se dinheiro a juros, em grandes
e pequeas quantias, sobre penhores.
Jftends*.
Vende-se urna rica mobilia de jaca-
randa com tampos de pedra : na ra do
Caldeireiro casa terrea n. 88.
Na ra das Amias-Verdes
n. 46,
vendem-se 3 cscravas com habilidades, 1 bo-
nito moleque de 15 annos, 1 mulatinha mui
linda de 11 annos, 1 negrinha de 11 annos,
1 mulata com habilidades, 1 negra de meia
idade, perita quitandeira, 1 boa escrava da
Costa, tudo por pregos razoaveis.
Vende-se
no armazem de Jos .loa-
quim Das Fernaodes &
Filhos, travesea da Ma-
dre de Dos ?
Vinho em caixas de urna e duas duz as
engarrafado em 1834).
Dito em barrisde 5.-
Dito em barris de 8.-
Licor francez em caixas de urna duzia, c
tudo por pregos razoaveis.
Vende-se urna escravacr ioula, moga
engommadeira c cozinheira, e ao comprador
se dir o motivo por que se veude no pa-
teo deS. Pedro n. 30.
Vende-se um cavallo que anda baixo
e meio, de cor rodada, muito novo, por ba-
rato prego: quem o quizer comprar, annun-
cie a sua morada, ou dirija-se a ra do Quei-
mado n. 20.
Vendem-se 4 escravos mocos, de bo-
nitas figuras, de idade 20 a 22 annos, urna
negrinha muito linda de 12 annos, com prin-
cipio de costura, um mulatinho de 12 annos
proprio para pagem, por ser muito bonito,
um muleque de 10 annos muito lindo, e urna
mulatinha propria para davida,de 11 annos,
por ser muito linda figura, e urna negra de
25 annos, que cozinha muito bem, e ser
muito boa para urna casa de familia : na ra
do Livramento n. 4 ; na inesma casa tambem
se recebe para vender de comissao.
Vende-se urna mulata de idade, boa
cozinheira : na ra Direita, sobrado de um
andar n. 131, defronte da torre da igreja do
Tergo.
Milito.
Na ra da Cadeia do Recife n. 12, vendem-
se saceos com milho de superior qualidade,
por prego razoavel.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-so cera de carnauba de muito boa
qualidade, recentemente chegada : na ra
da Cadeia, loja n. 50, defronte da ra da Ma-
dre de Dos.
Venae-se farelo de Lisboa, ebegado
ltimamente pelo brigue constante : na ra
do Vigario n. 19, primeiro andar.
aramias e grades.
Um lindo e variado sortimento de model-
los para varandas e gradaras, de gosto mo-
dernissimo na fundigao da Aurora em 5au-
to Amaro.e no deposito da mesma, na ra do
Brum.
Na ra da Moeda n. 2, defrontc do tra-
piche do Cunta, ha para vender pipas novas
e usadas, meias pipas, barris novos e usados,
arcos de pao para pipas, vimes, arcos de fer-
ro em fexes, ferrameutas para tanociros,
cal em pedra de Lisboa, tudo por pregos
commodos ; assim como barris com azeile
de carrapato.
Na nova loja da ra do Collegio n. 9,
vendem-se ricos chales do tonquim muito
finos a 251000, ditos de alfinim do ultimo
gosto a 14, ditos de merino com duas pal-
mas a 129, ditos lisos a 69, dilos de 1.1a e seda
a 4, ditos de tarlatana a 1?, corles de caigas
de moia casemira a 2, ditos a 1, ditos a
8009, gravatas de seda pretas e de cores a
19, chapeos de sol de panno a 29500, capas
de panno a II, chita ranceza lina a 320,
mussulinaa 320 o covado, e outras inuilas
fazendas baratas.
-- Na ra do Crespo, loja n. 10, vendem-
se cortes de chita em retalho, do bonitos
padrOcs e finas a 19800,29 e 2/200.
Cal nova.
Vende-se na ra de Apollo, armazem de
assucar n. 20, chegada de Lisboa no brigue
Constante.
Vendem-se as maiores partes da fazen-
da de ciiar gado, denominada Boa-Vista,
cuja fazenda n3o soffre logo, e nem igual-
monte do mal triste, propria para refazer,
p or ser perto desta praga : quem pretender,
dirija-se a ra Direita n. 14,
Vende-se a heranga com posse as tr-
ras de Apipucos, por datraz da caixa d'agua,
com grande casa de vivenda, e outra para
acabar, contendo um grande silio e rico po-
mar de larangfiiras, cafezeiros e outras inul-
tas fructeiras, bastantes trras de planta-
jes, e lem urna porgSo de moradores que
pagam renda : quem pretender, dirija-se a
ra estreita do Rosario n. 31, armazem de
Jos Moreira da Silva, que todo o negocio
se far.
/>tivas de Jouvio.
Constantemente acharSo na loja do Le-
conte, aterro da Boa-Vista n. 7, as verdadei-
ras luvas de Jouvio, de todas as cores,
igualmente ricos penles du tartaruga ua ul-
tima moda.
J\a lja das seis
porta em frente do Li-
vramento
39000 rs.
Cortes de casemira com pequeo defeito
a tres mil rs., a qualidade lie superior e tem
sortimento para escolhcr, palitos de panno
lino prelos e de cores, com pequeo defeito
a 103000.
A o JPreguica
QUE ESTA YENIIENDO BA-
RATlSSiMO
Na loja do Preguica, na ra do Queimado,
esquina do becco do Peixe trito n. 2, conti-
nua a vender-se muitase diversas fazendas,
por pregos haratissimos, entre ellas cam-
braias francezas, padrdes novos e cores fi-
las, pelo baratissimo prego de 480 rs. a va-
ra, ditas de cordo muito linas a 500 rs. a
vara, cassas francezas muito linas e de pa-
dres os mais modernos que ha no mercado
a 640 a vara, cintas francezas de lindissimos
padrocs a 280 e 300 rs. o covado, mussuhna
branca a mais lina que he possivel a 440 o
covado, dita de cor a 34o, corles de casemi-
ra Ue cor de linJissimos padrocs e superior
qualidade a 6/cada um, corles de bnm Je
pino linho de luidos padres a 2v10o cada
um, ditos de ditos a 2-;, ditos de algodao a
19360, ditos de cutim de lindos padres c
muito encorpailos a 1;600 cada um, lencos
de cambr.ia para maoa 120, ditos mais linos
a 220, pegas de brelanha de rolo de 10 varas
a 2? cada urna, dulas escuras de diversos
padres e cores lixasa 140,160, 180 e 200 rs.
o covado, c a pega a 59, 69, 6J500 e 79500 ca-
da urna, cobertores proprios para escravos a
7u0 rs. cada um, grvalas de seda de lindos
padrOcs a 13, ditas pretas de setim a if280,
ditas de cortes cm oulro gosto a 700 rs. cada
urna, luvas de seda de todas as qualidades
para homens e senhoras, lengos de seda de
bous gostos, gangas mescladus de lindos pa-
dres a 600 rs o covado, cortes de castores
de bolillos padres a 13 esda um, cambraias
lisas linas a 49500, com 10 varas, ditas ditas
muito linas a 6/, e outras niuitas fazendas
que se deixam de mencionar, e se venderao
por haratissimos pregos;
tras com ppnhor.
CaimO PATERTE INGLEZ
para fogao de cozinha, e vende-se em casa
de Poirier, no aterro da Boa-Visia n. 55.
Vende-se azeite de coco a 3/200 a ca-
ada, superiores queijos os mais no*os do
mercado.a 19440, cha hysson do Bio de Ja-
neiro de primeira qualidade a 19600, caixi-
nhas de urna libra : na ra Direita n. 8.
He muito ba-
rato.
c se daro amos-, Vende-so superior linhas de algodilo
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em casa do Soulhall Mellor Ov C.a, ra do
Torres n. 38.
CHAPEOS A TAMBERlll
Do al.i;- ado fabricante
Pitineau de Pars.
Acabam de chegar pelo ultimo paquete,
os stjpra mencionados chapeos desti ala-
rnado fabricante, e vende-se na loja de
4 portas, da ra da Cadeia do Ilecio i .
48, de Narciso Mana Carneiro.
Velas de espermacete a 120 rs. cada urna,
e em caixas de 25 libras a 169, e em lotes de
> caixas a 15? ; deve-se preferir urna vela
de espermacete a de carnauba, visto que a
differenga de 40 rs., tendo-se boa luz e lim-
pe/a, he nada. No deposito da ra de S.
Francisco n. 6, por ter grande quantidade
deste genero, he que vende por este prego.
Cobre en mueda.
Vende-se constantemente na praga da In-
dependencia n. 4, a um e meio por cento.
Vende-se a verdadeira graxa ingle-
sa n. 97, dos afamados fabricantesJjay
& Martin, em barricas de 15 duzias de
potes : em casa de James Crabtree & C,
ra da Cruz n. 42. jtiji
SECREttRIAS.
As melhores que at hoje tem apparecido
a este mercado : vendem-se no escriptorio
do agente Oliveira, ra da Cadeia do Recife
n. 62, primeiro andar.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, ssim como potassa da Russia verda-
deira : na praca do Corpo Sanio n. 11.
COM PEljlEM) TOLE DE AVAHA
A IM1 EIKO
Pegas de madapoUo fino, ditas de algo-
dSozinho liso muito eucnrpado, ditas de di-
to trangado e largo : vende-se na ra do
Crespo, loja da esquina que volta para a ra
da Cadeia.
relogios de pa-
tente
inglczcs de ouro, d (abnete e de vidro:
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Augusto Cesar de Abreu, na ra da Ca-
deia do Recife, armazem n. 1C.
Tachas de ferro.
Na fundigao da Aurora em Santo Amaro-
e tambem no deposito na ra do Brum, logo
na entrada, e defrontc do arsenal de mari-
nha, ha sempre nm grande sortimento de
tachas, tanto de fabrica nacional como es-
trangeira, batidas, fundidas, grandes, pe- A lo-iuitinvii
quenas, rasas c fundas ; e em ambos os lu- a wiai
gares existem guindastes para carregar ca-
noas ou carros, livres de despoza. Os prego
saoo s mais commodos.
Metliotlo faeilimo.
Na liTaria da praga da Independencia n.
6 p. 8, vende-se o methodo faeilimo-para
aprender ler, novamente impresso e aug-
mentado, por mil reis.
Arados de ferro
Na fundigao de C. Starr& Companhia, cm
Santo Amaro, acham-se oara vender arados
de ferro do um modcllo e construcgSo muito
suoeriorcs.
Vende-se queijo do f ertao
a 480 rs. a libra, manteiga ingleza a 640,
queijo do reino a 19500, 19600 e 1/900, fari-
nlia do reino a 120. gotnma a 100 rs., lingui-
ga do reino a 400 e 640, vinho do Porto en-
garrafado a 19000, dito do Lisboa a 560, ba-
nha de porco a 520 : as Cinco Ponas n. 21
Venda de
pianos.
Vendem-se amito* lindos e excellentes
pianos, cliegados ltimamente de Ham-
burgo, e com lindos retratos no frontes-
picio : na ra da Cruz n. 55, casa de J.
Keller & C.
Pianos.
Em casa de RabcSchmettaul& Companhias
ra da Cadeia n. 37, veudem-se elegante,
pianos do afamado fabricante Traumann de
Ham hurgo.
Vinho do Porto
superior chamico.
Vende-so nicamente em casa de Barroca
$ Castro, na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Sellitis' e relegios.
SELLINS e RELOGIOS de palete
inctez : a venda no armaztm de
Koslron Rooker & Compsnhia, es-
quina do largo do Corpo Sanio Da-
mero 48.
Deposito
de rap princesa da fabri-
ca de E. Gasse, no Rio
de Janeiro.
Vende-se a prego commodo rap fino,
grosso e meio grosso, da acreditada fabrica
cima, chegado pelo vapor S. Salvador
ra da Cruz n. *9.
da Bulla
para saceos de assucar.' vende-se em casa
de N. O. Bieber & Companhia, rna da Cruz
n. 4.
& companhia, rna da
glez, vendem-se por pregos razoaveis, nti
escriptorio do agento Oliveira, ra da Ca-
deia do Recife n. 62, primeiro andar.
, CAAS DE FERRO
Excellentes camas de ferro para solteiroj
vendem-se no escriptorio do agente Olivei-
ra ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Agencia
da fundicao Low-Mo. r,
ra da Senzala ova
n. 42.
Neste estabelecimento continu'a a haver
um completo sortimento de moendasemeas
moendaspara engenho, machinas de vapor
e taixas de ferro batido e coado de lodosos
tamanhos para dito.
Momhos de vento
ombombas derepuiopara regarhor asaba
xa aecapim : na fandijode D. W. Bowiuan
na roa do Brum ns. 6 Se lo.
Encasa da Saunders Brothers C. praga
do Corpo Santn. 11,ha para vandar o m uinu
ferro inglez.
Pixe da Suecia.
Alcatro de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodolizopara saeeas.
ito trancado ignal so da Bakia
E u i com pelo sortimento da fazendas proprio
para asta mercado : tudo por prego commodo.
Relogios
cobertos e descobertos, pequeos e grandes,
de ouro patente inglez, para bomem e se-
nhora de um dos melhores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-
glez : em casa de Southall Mellor & C., ra
op Torres n. 38.
Vende-se um molequinho, cria de 5
annos de idade : a tratar na ra da Gloria
n. 86.
NA RA DO CRESPO N. 13,
continua haver um lindo sortimento de pa-
litos de panno lino, palitos de casemiras cla-
ras com golas de velludo, capas de borracha
com mangas, sapatos de borracha para ho-
mem e senhora, saceos muito lindos de ta-
petes para viagem, por pregos haratissimos
RELOGIOS
Rna da Cadeia do Recife n. 18.
Ha um sortimento de RELOGIOS de todas
as qualidades, tanto de OURO como de PRA-
TA, ditos FOLIADOS e DOURADOS, assim co-
mo para senhora, todos garantidos e por
pregos commodos.
Vende-se urna taberna na Soledade, ra
da Esperanga, ao pe do agougue, bem sor-
tida. e muito bom lugar para retalho, vtn-
de-se mai. em conta por ser tomada por di-
vida ; a tratar na Soiedade, taberna ao lado
da igreja.
Velas de esper-
macete;
Vendem-se caixas com 25 libras de ve-
las de 6 em libra, a' preco commodOj em
casa de Isaac Curio & C, ra da Cruz
n. 49.
Aviso aos senhores de en-
genhoedonos de offi-
cinas
Vende-se bolacha americana a 100 rs. a
libra : no pateo do Tergo n. 21. dito da Pe-
iha n. 10. Tambem so vendem cartas de
traques a 280 rs. a carta.

N. O. Bieber
Cruz n. 4, vendem :
Lonas da llussia.
dem inglezas.
Brindo.
Brins da Russia.
Vinho de Madeira.
tlgodSo para saceos de assucar
Relogios.
Os melhores relogios de ouro, patente in
XAROPE
DO
BOSQUE
AVISO
aos ferreiros.
F. POIRIER.Aterro da Coa-Vista n. 55
Ten? para vender, a vontade do com-
prador :
CARVA DE PEDRA
de primeira qualidade, por preco com-
modo.
Moendas superiores.
Na fundigSo de C. Starr & Companhia, em I
construec.5o muito superiores
Pal transferido o deposito dtste xaropeparaa bo
tica deJos da CruiSantos, narua Novan. 53<
garrafas 59500, meiaa3S000, sendo falso lodo
aquell > que nSofor Tendido neste deposito,pelo
qaesefaz opresenttaviso.
IMPORTANTE PARA 0 FULIGO.
Pira mra.ie phfysicaem todoFosseusdifleren
ussgros, que rmotivada porconslipages, lossa
asthma.pleuriz.escarros desangue, drdecos-
tadose peito, palpita^aono cora rao,coqueluche
bronchile, dorna garganta, e todas as molestia
dosorgao pulmouares.
--- Vende-so urna parelba de burros, a
maior, mais igual, e mais mansa de carro,
que ha nesta eidade : na ra das Flores, co-
cheira n. 33.
-?*?
SI >n da 12 (lo correte mei fogio do holel *>,
S da Barra nm escravo de Angola de 54 annos
0 de idade, baiio, pernas loriase nm osso eres- 9
y cido no hombro direiln. Aqaslle que o pren- 9
0 der e o levar ao dito hotel sera' generosamen- e>
ajh le recompensado. M
--tB*
esappareceu na noite de 2 do
corrente mez de julho, urna mulata de
nome Rosa, com os signaos seguintes:
alta, de boa estatura, corpo relbrcado,
tem duas cicatrizes bem visivel no quei-
xo do lado esquerdo, cor alvacenla e
meia desbotada, cabellos meio carapi-
nhos e cortados, idade 25 annos
co mais
pou-
ou menos, com urna cicatriz
de queimadura um pouco apagada no
braco direito ; levou argolas de ouro as
orelhas, um roupao de meado de qua-
dros encarnados, um vestido de cassa
amartilla, um dito de cassa cor de ro-
sa, um dito de chita azul, um chale
de lan azul, um dito de cassa branco,
um par de lamancos de couro bran-
co e sapatos de couro preto: pede-se,
portanto, a todas as autoridades poli-
ciaes e capitSes de campo, que a a-
oam capturar, que se paga i a', toda e
Santo Amaro, acham-se para vender moen- ; dasdecanna todas do ferro, de um modello e|lreGu,;m nesta praca, na ra do Cabuga'
'oja n. 11, de Serapbim & IrmSo.
Dos premios da segunda parte da oitava lotera a beneficio da Matriz Boa-Vista,
extrahidaa 11 de .lulhode 1857.
O Escrivao, Joz Januario Alves da Mata,
IS. I'REMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREM.S. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. TREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PRF.MS.
8 9 10 13 15 18 19 ao 21 23 25 26 34 35 36 38 41 42 43 51 59 67 69 71 73 75 76 5S 5-5 59 55 5 53 55 55 57-5 59 53 59 59 59 59 59 53 5;> 5C 5 5 5 5 59 59 5 266 68 70 71 72 73 75 80 84 85 88 93 95 98 300 3 5 7 14 16 17 18 19 25 27 29 30 53 59 53 59 103 59 5 59 53 53 53 53 59 103 59 59 59 59 59 59 90) 53 53 59 49 59 59 5I 2 9 12 ia 14 15 20 23 24 29 30 35 45 52 53 62 65 68 72 73 7* 75 77 79 83 84 ->-53 5S 53 59 59 59 53 58 5003 53 53 59 103 59 59 59 2003 58 59 59 59 53 53 59 59 787 88 90 91 99 800 2 9 12 20 27 28 35 38 39 46 49 53 54 58 60 68 69 82 84 86 87 ss! 531 5.3; 591 53' 53 53 59 59 58i 58 55 58 58 5ft 59 59 59 59 59 59 59 59 59 59 59 081 83 88 95 1103 9 11 16 17 23 24 35 36 38 42 45 49 50 53 51 .55 61 62 64 69 70 73 53 53 53 53 53 103 58 59 59 58 59 59 59 59 59 59 59 59 59 58 59 59 53 59 59 59 58 1375 76 77 78 81 83 85 86 88 89 94 99 1403 4 9 13 11 23 24 25 27 28 29 33 35 40 42 V 58 503 59 53 1(1? 5; 59 503 58 59 58 53 59 59 58 59 59 59 59 5 58 59 58 103 53 59 59 1601 5 11 15 16 20 22 23 29 38 40 42 45 49 50 51 53 56 58 59 61 67 74 75 78 79 85 58 58 58 58 59 59 59 58 58 59 59 59 58 59 59 50 59 53 59 53 59 59 58 5o 59 58 53 58 59 1880 83 8 85 87 89 95 1903 4 5 7 9 15 16 18 22 21 25 27 28 33 35 37 38 42 46 47 59 58 59 59 59 58 59 58 59 59 59 59 58 59 59 59 59 59 59 59 59 5o 58 59 53 59 59 2109 11 12 13 21 23 24 25 27 28 29 30 34 38 42 45 47 48 53 57 58 61 62 67 73 78 93 59 59 59 59 59 59 59 58 58 59 59 59 59 59 59 59 59 58 58 39 58 59 58 59 58 59 5> 2379 80 84 86 89 91 98 99 2403 5 9 14 15 29 32 39 44 60 66 70 72 73 74 76 77 79 83 58 58 59 59 59 59 59 59 59 58 58 59 59 59 59 59 59 59 59 59 59 5f 59 58 58 308 59 2651 53 60 63 61 68 71 75 76 78 85 89 90 91 2700 14 17 21 23 26 27 30 35 37 40 45 46 59 58 58 59 59 59 59 58 58 59 59 59 208 58 59 108 59 59 59 59 59 59 58 58 59 59 59 2929 32 33 37 38 40 45 48 49 50 55 59 61 65 66 73 74 75 77 79 80 81 83 84 90 98 3001 5 59 59 59 58 59 59 59 59 59 59 IO3 58 59 58 5; 59 59 59 59 59 59 59 59 5 39 59 3154 55 56 57 60 61 63 64 70 73 76 78 79 82 84 87 88 91 93 95 99 3201 4 5 i 14 16 108 58 59 59 59 59 58 59 58 59 59 59 59 59 59 59 59 59 59 59 58 59 59 59 39 59 58 59 59 208 203 58 68 58 59 59 59 59 3391 94 95 97 '. 03 1 S 7 9 10 12 14 15 16 18 19 21 25 30 31 34 35 36 37 39 43 59 59 508 59 59 58 58 58 59 59 58 59 59 58 59 59 59 59 59 59 59 208 58 59 59 59 59 59 59 59 59 108 59 59 59 59 59 59 59 59
78 59 32 59 87 59 89 59 76 58 44 59 89 49 58 97 59 87 58 48 58 3 59 19 46
82 59 33 5p 88 108 98 53 82 108 48 58 92 51 58 2201 59 88 59 49 53 4 59 20 47
89 92 104 7 8 5a 59 5 55 59 34 37 41 43 44 53 59 59 53 5:0003 601 3 4 7 8 5; 5 53 59 53 905 7 8 10 Si 58 59 58 58 83 89 96 98 1206 58 59 59 59 5 54 55 56 57 63 -: 59 58 58 59 95 99 1700 1 2 58 58 58 58 59 58 62 66 69 71 59 58 58 58 s 0 3 8 9 10 59 59 59 58 58 89 90 91 93 96 59 58 58 58 59 52 54 55 59 61 53 58 5 58 58 6 7 13 14 16 59 59 59 58 59 23 28 29 33 34 48 50 51 52 54
9 59 48 59 23 53 13 53 8 59 66 59 3 59 73 59 It 59 97 59 67 58 17 59 35 55
10 "9 50 53 28 5-3 11 208 13 59 67 58 4 59 76 59 1i 58 98 58 70 59 20 59 36 56
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13 5 56 59 32 53 17 58 33 59 77 108 11 79 59 18 59 6 58 72 58 25 59 41 66
14 59 58 5 31 53 20 58 .'16 59 78 5o 13 59 82 59 19 58 7 58 74 58 29 59 42 59 59 59 58 59 59 59 59 72
19 59 59 59 38 55 22 53 :i8 103 81 > 17 59 83 58 21 59 12 59 81 53 30 58 47 75
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i3 53 78 59 57 55 38 58 11 53 93 53 40 90 58 27 1003 22 59 91 58 49 59 68
50 53 80 53 63 53 39 58 45 a 94 58 18 203 91 59 30 o9 24 59 98 58 51 59 70 1
59 85 53 71 53 43 ;>3 53 o9 98 58 55 59 97 58 31 59 25 59 2809 59 56 59 71 59 59 59 59 58 59 59 59 58 59 59 208 1:5008 58 53 59 53 58 59 59 58 58 58 53 53 58 58 53 69 58 5i 59 53 58 58 53 58 58 53 4
5i 53 87 5| 71 53 45 509 58 103 99 5- 56 59 59 2001 58 36 59 27 59 10 59 57 59 76 6
58 "'3 88 59 75 59 52 59 68 03 1503 59 58 3 59 38 59 30 59 11 69 61 49 78 9
60 >; 89 > 78 59 53 o 72 '? 5 5? 61 59 > 53 40 5 32 59 13 69 65 53 81 13
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80 59 98 53 83 53 79 5 85 58 10 53 70 59 11 58 51 58 40 108 25 5o 75 53 88 21
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86 59 12 59 91 53 91 53 92 59 16 53 79 53 \ 59 61 58 49 53 38 53 81 58 97 28
88 53 15 59 95 53 96 58 91 55 20 59 80 59 28 5o 69 59 55 39 44 59 82 59 98 3303 31
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202 53 26 53 4 53 11 59 13 58 33 53 93 58 46 58 78 53 70 59 56 59 93 53 20 40 59
3 10; 31 59 10 59 15 '- 19 5; 35 5- 99 5- 17 59 81 5a 72 53 57 53 94 508 22 45 59
4 51 33 59 12 59 18 '3 25 os 42 59 1817 5o 19 208 90 53 74 53 59 59 87 53 2 46 59 58 59
6 5f :i 59 14 >; 19 9 30 53 11 57 18 55 51 59 91 03 75 59 60 59 3106 103 28 59
i 53 35 59 1G 59 :sn 53 31 1 1- 15 59 21 5o .)/ O 95 59 78 58 63 59 7 58 32 51
13 53 38 59 17 59 35 58 32 >- 19 28 58 62 59 98 59 81 59 69 '3 8 59 35 56 58
15 5a 15 59 IS 20; 12 '5 35 39 51 >3 29 39 63 5| 99 59 S 59 73 5-3 9 59 39 61 58
U 5a (8 59 19 53 13 i3 36 53 55 "'" 33 ''0 67 59 2306 59 85 53 7'.l ".0 10 53 46 63 >9
20 53 52 5 31 59 15 .i> 37 >? 56 58 :iii 53 68 5j 8 5.3 90 59 86 59 11 5 47 63 58
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