Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06557


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Full Text
>
-
.
' -
ANNO lilil M IS3
Por o mezes adiantados 4i'000.
Por 3 mezes vencidos 4$300.



OIVRTV FE1RV 7 DE JULIO DE 1837
Por auno adiantado 13<{000.
Porte franco para o subscriptor.
EriCABREGADOS DA 6CBSCRIPCA DO NORTE.
PiriMb. o 8r. Joio Kodolpho Gome* : Natal, o Sr. Joaquim
r Pereira Jnior ; Aracatj, o Sr. A. de Leraos Braga ; Cea-
r', o Sr, J. Joe de Oliveira ; llaranhao, o Sr. Joaquim Mar-
ae Bodrigae ; Plauhy o Sr. Jote Joaquim Avelioo ; Pa-
ra, o Sr. Juitino J. Ramo ; Amazonas, o Sr. Jeronjmo da
Costa.
PARTIDA DOS COMBOS.
Oliniln : tmlofi o* dia, aDo mua iioras lo di.i.
.giiara-tau', Guian na l'arahl*: ius MgMtiaM t WartM BWfc
s. AnCt... Beurro, llonio, C-ruam', Alttako Genahwu : m ierc-Wni
S. Lounyirn, Pao 1'Allio, Naiarrlli, l.iiiitit-iro, llr'jo. Pesque,, .ngaivitM
Florea, Villa-iVlla, lioa-Via, Orjiimry a Ra*, UtqHrtaMOTUa
Cabu, lpojnca, h*Tnhem, Rio Formo!), Ciu, Kain-iros, Aiua-Pn-la, Pi
OnlallM e Natal: qunia*-foird.
-Tedos os toreioi parlera 10 horas Ja man'i.*i.i.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docomnwrcio : segundas e quintas.
Retaceo : tercas feira? e sabbados.
Fazenda : quartas e tabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao meio da.
Juizo de orphaos :seg indas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel : segundas escitas ao meio da.
Segunda vara do civel : uartas e sabbados ao meio da.
EPHEMERIDES DO MEZ DE JULHO.
7 La ebeia as 4 horas e 24 minutos da manhaa.
14 Quarto minguante as 10 horas e 87 minutos da manhaa
21 La nova t 3 horas e 53 minutos da manhaa.
28 Quarto crcente as 6 horas e 3S minuto da tarde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda as 3 horas e 42 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
G Segunda. S. Domingas v. m. ; S. Iras proph.
7 Tersa. S. Pulcheria v. imperairz.
8 QuarU. S. Antonio b. : Ss. Precepto e Priscilla mm.
9 Uiunli. Ss. Cyrilloe Bririo mm.
10 Sena. S. Silvano m. ; S. Rianor m.
11 Sabbado. S. Sabino m. ; S. Abundio m.
12 Domingo. 6. S. S. Joao Gutlberliiab.
ENCARREGADOS DA SUBSCRICAO NO SI.L
Alagoas. o Sr. Claudinn Faleao Dias ; Baha, o Sr, D. tener
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Marns.
EM PEKNAMBIXO.
O propietario do DIARIO Manoel Figueiroa da J/0* sua
livraria, praca da independencia n. A e 8.
PARTE QPFICiAL
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do dia HdejunhodeViol.
A' Iheaooraria de Min i.Bernardo de nooza
Franco, pretidenle do Iribunal du ihesouro nacional,
reipondendo ao cilicio de 11 de fevereiro ullimo, do
Sr. inspeclor da tliesoorana de fazenda de Minas
i.eraos, em que Taz presente a duvida suscitada o-
lire o curapnmenlo da delibera;Ao que tomara de
mandar que subsistase o aliono da poreeulagem ao
ex-cullecloT alcanzado Narciso Kerreira de Oliveira,
quaudo o seu fiador requerea a quilacAo competente
por achar salisfeilo integralmente o aleance ; Ihe
decUra que, a vista dos documentos qoe acompa-
nharam o referido officio, e serviram de fundamen-
to sua deliberarlo, uo se pode considerar proce-
'leDle a sobredita duvida, embora, na conformidede
da legislarla em vigor aoles d le de 28 de oolu-
bro de de 1848, tpresia na ordem de -22 de Janeiro
de is.'i, fosee indevido semelhanle abono na poca
qne se realisou na lhe*ouraha de fazenda.
E por etta occasiflo compre que o mesmo Sr. ins-
pector informe ae no alcance de Domingo! Ferreira
Lopes se contaran) juros, dando-se nu caso negativo
a razao detse faci ; e oalro sim se se abonaran) ou
nao poreentagens ao mencionado levador.
9
.V doCeara', communicando, que foi indeferido o
requerimento dos collaboradores da metma thesou
rario contra a decisSo do respectivo inspeclor, que
Ihes mandara descontar de sua* gralificacOes os
dias que faltaran) a repac tirio pur motivo de mo-
lestia.
10
A' mesa do consulado, para qoe permita o al-
fandegaraentn, na forma do regulamento de 30 de
roaio de 1836, dos armaren deuoiDioadna do Laza
ralu da Camboa, de Joi Rodrigues Ferreira e ou-
trot, marcando aos proprietartos dos ditos armazens.
o prazo de seis mezes para fazerem nova ponte, ou
reedificaren) a que existe, sob pena de uspens3o de
alfandegamenlo.
13
A' thesouraria do M.iranhSo.Bernardo de Souza
Franco, presidente do tribunal do Ihesouro nacional,
deferindn o requ'i imeuln de Jos Goncalvaa de Je
sos, coulra a exigencia da thesouraria de fazenda da
provincia do Maraohao ao pagamento da revalidarlo
de seis letras que Ihe forain tran ventora Jos Rodrigues, declara ao Sr. inspector da
me peito tas referidas letras nao he procedente, visto
que sao todas anteriores a publicarlo da ordem de
5 de Janeiro de IHK, e por isso iaentai da revalida-
cao, como ja foi declarado ni circular n. 5 de "Jt de
fevereiro de 1857, expedida em conseqneucia da so-
brdala reclamaras.-
A' de S. Paulo.Bernardo de Sonza Franco,
presidenle do tribunal do tliesouro nacional, tfefc-
rindo ao requerimento de Peixolo e Martinho, sobre
qoe informou o Sr. inspector da thesouraria de S.
Paulo em tea oflicio de 15 dn mez Un lo dirigido a
directora geral das reas publicas, ordena no mes-
mu Sr. inspector que fara cubrir na alfandega de
Santos someote e imposto de meio por ceoto da
obras de ooro, encontrada* as ranaslras do passa-
aelro do vapor Piratininea. n Dmgenes Gomes
l'ereira da Silva, por serem manufacturadas to paiz,
e im direilns de eipedienle dos -imito- entrangeiros
a despachados para cinsamo, lambem ah encon-
tra lo*, com ezcepCrfo apenas dos de su uso, nos
termos do arl. 5 18do reulain>ulo de 28 de agos-
to de 1849.
'- A' de Goyaz.Bernardo de Soza Franco,
presidenle do iribanal do tho^ouro nacional, rea-
pondenda ao olticin do Sr. inspector da theaouraria
de Goyaz n. 7 de 22 de janirn ultimo, no qual con-
sulta se na apnsenladoriaa dos empreados de fazn-
da deve-s" levar em conta o lampo de servido prea-
lado no evrcilo na qualidade de praga de prel, do-
clara qne a pratira do Ihcsnoro, fondada em diver-
oi arestos, he contar as apo^euladorias o lempo
desees serviros, se ja ni o leem ido incluidos as re-
formas militares.
15 -
A' do Paran.Bernar lo de S^iuza Franco, pre-
sidente du tribunal do lliraotirn nacional, vendo fi-
gurar no saldo dos batanos da lliesonraria da pro-
vincia dn Paran, ama quanlia avultada qoepassara
como sapprimento do cofre geral para o provinrial,
adverle ao Sr. inspeclor da mesma Iheaooraria,
que nAu sao lcitos laes supprimenlos, e deve quanlo
' miles fazer reverter para o cofre geral a mencionada
quanlia.
1(1
A' de Serglpe.Bernardo de Sonza Franco, presi-
dente do Irilniial] lo Ihesouro nacional, declara ao Sr.
inspector da de Sercipe, em r**posia ao seu oflicio
ii. 16 de 25 de fevereiro ultimo, que bem procodeu
devolvando ao inspector da alfandega Uerrolano
Eugenio de Saropaio o oflicio em que Ihe declarava
nao ronformar-ae nom a sua deriso relalivameole
arrecadarAo feita pela colltctoria da cidade das La.
rangeras doa dlredis de 5 por cento da venda do
brigoe nacional Santa Rosa. depuis de haver ja a
rnesma thesouraria
tencin propost
da inennv
calilo de pre.lar obeliencia aos actos da Ihesoura-
ria, por^ser Ihe sub >r tina lo, e ser a ella que com-
pete resilvr as dovi lis sobre a intelligencia das
leis a regnlimenlos Iheaet, emquanlu nao alo sol-
vidas pelo tribunal do llteaouro.
E porque nSo h este o unte' tacto pralicado por
aquelle empre2a lo que revela o seo proprsilo de op-
por-se a d'liberag&es da Iheaooraria, pois consta de
ootra represeutaco dc-t.i, que nao quer elle reco-
nhecer-se subordnalo rncams thesooraria, pro-
vocando Iquesles infundadas com que da lugar a
conaumir-ae lempo sem olilidale do servido ; cum-
pre q ae o Sr. inspeclor da Iheaooraria o reprehenda
severamente pelo seu irregular procedimento, c
qnando elle por ventura ronlinue a iusislir no pro-
posito da pr embarazos etecur;!lo de suas ordens
e deliharacoes, o suspenda, sem declararlo de lem-
po, do exercicio do empreg.), dando immediatamen-
te parte circomstanciada ao lliesooro para deliberar
comu o caso pedir.
MINISTERIO DA JUSTICA.
Decreto n. 889 de 27 de maio de 1857.
Declara que a ultima parte da dispvsicao do art. 1.
da lei de 28 de selembro de 1853 compreheode as
i iuvas e filhos dos offlciaea e mais pracas do corpo
monicipal permanente da corte, fallecidos antes da
dala de soa promolgaeao.
Hei por bem eancciooar e mandar que se ejecu-
te a resnlucio seguinte da assembla geral legisla-
tiva.
Artigo onico. A ultima parte da disposir-ao do ar-
tieo pnmetro da lei de 28 de setembro de 1853 cm-
prehende as viuvas e lilltos dos offlciaes e mais pra-
s;aa do corpo municipal permanente da corte, fallec-
dos antes da dala da sua promulgarlo, achando-se
as circomstancias por Ha declaradas ; derogadas
para ease fim as dispoticijea em contraro.
Francisco Diogo Pereira de Vasconcellos, do meu
con.cilio, ministro e secretario de estado dos nego-
cios da joatic i, assim o tenha entendido e faca exe-
culer.
Palacio do Rio de Janeiro, em 27 de maio de 1857,
3fS da independencia e do imperio.Com a rubrica
de S. M. o Imperador.Francisco Diogo Pereira de
Vasconcellos.
I? numero a barca nharol que se acha na entrada
do rio S. Goncalo.
O coronel Jar.lira, que foi encarregado de apre-
seniara planta orcamento do novo pliarot que se
tenciona eatahelecer em Cano Fri, he de precer
qoe seja este enllocado na Ilhota denorciuada Foci-
liliu do Cabo, e que lenha um appaielhn de primei-
ra ordem do syslema de Fresnrll, aprt-senlando e- Pona doTaipu, e varios oulros no interior do Ama-
elipses por espado de 30".
Esta obra est orejada em 6:3903000. O gover-
no trata de a levar a elleilo o mais brevemente pos-
sivel.
O capilao do porto de Santos juica neceasaria a
MINISTERIO D.VGUERRA.
Expediente ao dia 29 de maio de 1857.
Ao Sr. ministro da lazenda, declarando, em solu-
c3o duvida de qoe trata o aviso do sea antecessor,
datado de 2 do corrente, se o banto de Suruhy,
ajitdanle-gerieral do exercito, pode accumular as
funccOes desle exercicio as do con9elho de guerra, e,
p ir consegointe, perceber lambem a L-raiil'i'- ic.ui In-
herente a este cargo ; qoe, por immediata e tmpe- |
rial resolocao de 27 do citado mez, lomada sobre
consulla da secrAo de guerra e marinha, se estabele-
ce haver incompalibilidade na accumulacAo das gra-
liliraras pelos loo- empregos cima referidos, mas
nao have-la para o exercicio de ambos, podando
portatilo o ajiidante-general apresentar-se as ses-
soes do conselho supremo militar, nao tomando po-
rom p.rte em qaalqoerassumplo, ou seja consultivo,
oa judiciario, em que antes tenha intervindo por
qoalqoer modo como ajudante-general.
Circular. Rio de Janeiro.Ministerio dos nego-
cios da guerra em 10 de junlio de 1857.
lllm. e Exm. Sr.De ordem de S. M. o Impera-
dor determine V. Exc.qoe quaeaquer nrtlgoa de ar-
mameulo e equipamento, que se fornecerem para o
servico da guarda nacional, aejam restituidos ao res-
pectivo arsenal, ou armazem de artigoa bellicos, Ingo
que nao sejam mais precisos, reaponsabilisan 1o-se os
os goardaa nacionaes por qualquer exlrvio que ap-
parec,a do meamos rticos. E outro sun determina o
mesmo aoguito senhor, que V. Exc. exija do direc-
tor do ararnal, encarregado de armazena da arti-
goa bellicos nesc provincia, e remella a esta secre-
taria de estado relarao de lodos os objerlos forneci-
dos repartidlo da |n-tiri com derlaracao dos valo-
res, afim de solicilar a devida indemnisar^ao.
Deua guarde a V. Exc.Jernimo Francisco Coe-
Iho.Sr. presidente da provincia de...
Expediente do dia 18 de junho de 1837.
Ao bario de Suruhy, Irausmittimlo, para mandar
ruinprir as semencia* proferidas pelo conselho su-
premo militar du Justina, os processos verbaes dos
reos abano declarados:
Meio batalhao da Parahiba.
Soldado Jos Hilarte de Souza.
Meio balalho do Cear.
Soldado Manoel da Rocha Souza.
Corpo de Cuarmc.ao lisa da llahia.
Soldado Antonio Lotz de Aniirade.
5- balalho de infantaria.
Soldado Sevcriano Antonio.
MINISTERIO DA MARINHA.
Expediente do din 10 dejunhi de 1857.
Ao ministerio dos nepocina da jaelica, etpondo
que pela lei n. 602 de 19 de selembro de 1850 os
individuos matriculados as capitanas dos porlos
sao dispensados da inscripcao nos co:pos da uuarda
nacional, por serem snjeitos exclusivamente ao ser-
viro naval ; nvts que os conelhns de qualilicacoo
daquella guarda nao lomam em cunsideracaoalguma
o art. 10 da referida le, asiim como o i, 65 e 68
do regulamento das capitanas, que deve produzir o
completo aniquilamenlo desse pequeo ensaio de
inacripca'o martima poalo em pretica pelo decreto
n. i 17 de 19 de maio de 1846 ; e soKcilando a ex-
pedirn de terminantes ordens para evilar esse iu-
e.inveniente, muilo grave nossa marinha de guer-
ra, afirn de qoe os cnnselhos de revisao da guarda
nacional excluam das reapectivas lisias os nomes doa |
sabsliliiiro do actual pharnl da ilha da Muela, que
he de lu fixa, por oalro de luz periodira, aprovei-
iandn.se o apparelho substitoidu para ser enllocado
na -Pona Grossa.
A vantaaem desla aoli'liluie.lo nao pode ser con-
testada, mas a soa deapeza he eunsideravel. Em
quanto nao permittirem os crditos annuaes que es-
ta medida seja levada a efleito, o pharol actual poda-
ra' servir a' navegarao daquelle porto, urna vez que
seja bem alimentado o seo apparelho de luz, visivel
a 16 milhas.
Informado, como se arluva o soteno, do emi-
nente perigo que corra o pharol da ilha de Sanl'An-
na, na provincia do Maranhao, em conseqoencia do
excavamenlo successivo, que vai operando o mar em
roda dos alicerces da soa torre, edo arraaainrnlo
completo de que he amearada a ilha onde esta' situa-
do, tem applicado a' obra de sao consolidac.ao os
crditos pedidos ejulgados sufficientes para esse
fim.
Segundo, porm, representou em dita de 18 de
dezembro prximo pastado o capilao do porto da
provincia, era anda a ultima con*ignac,ao insoffici-
enle para eala uhra, reatando della apenas naquella
dala a qaaulia de rs. 2:9553000, com que se podara
entreier a continuaran dos trahalhos al ao mez de
abril do corrente anno.
Informou-se na mesma occasiao que, tendo ja pro-
gredido o avanro do mar pelo lado do S ao poente
de achar-se na distancia de 20 brabas do i^arap que
a divide, eslava por sao aqoelle pharol aniea(ado de
ficar em breve totalmente circomdado pele mar.
O presidenle da provincia, aubmeltendo ao co-
nhecimenlo do governo esta representarlo, parlici
' ni em dala le I i de Janeiro de 1857 haver com-
mellido o seu assampto ao exaine do engenheiro ci-
vil encarregado das obras do dique, exigindo um ra-
latorio sobre a conveniencia do plano adoptado, es-
lado da obra, e orcamento da despeza amia neces-
sara para a soa ronrlasao.
Em aviso de 9 de fevereiro nllimn, ordnnoo esle
ministerio que, alcm do orramento, fizessn o mesmo
engenheiro urna descripi^ao de toda a obra, afim de
ae poder resolver sobre o accresrimo de despeza, nao
perdendo com ludo de vista o esludo da qaoalao prin-
cipal, a conveniencia da ennaervacao ou remoran da-
quelle nharol, visto que lodas as informa;es ten-
diam a fazer crer que o arrasamenlo da ilha seria
iiicvilavel.
H ni io conta desta incumbencia, n dito engenhei-
ro acabe de suhmetler a con^iderarao no goveroo
urna memoria e urna plaa actual da ilha.
Na uta memoria explica rile o araasamenlo da
ilha pela aeeao incessaala do mar correndo as praiat,
minando a carnada de araa que forma o seu cubslo
e deixando-as depois exposlas aos ventos, que as
transportan) e ammiloam em cuinbros destruidores
de toda a vegelacao.
A val ja em 21,7X03 a despeza que se lera de fazer
com a conclusao da obra que fae est e\ecolando ;
sendo, porm, imprnliciia eala deapeza no seo paro-
cer, m eonttnuar-se no meameayitem dai fachinas
e enrocamentoa, vialo que a experiencia lem demola
Irado a sua inellicacia para impedir que o mar, eal-
uan lo 08 enrocainentos que com tanta de-speza se fi-
zerin, continua a sua ace.ao destruidora alcm del-
les, aproximando-ae cada vez mais da base do pha-
rol.
Para remediar os inconvenimios qoe apona pro-
pe o srsuiule eyaltVna ue obras : primeiro, revesti-
inenlo ila praia actual para obstar a continuaran da
soa correlo ; sesundocnnalrucrao de diques, una io
longo da praia de ambos os lado, do pharol, e oulros
oblicuos aos primeiro-, n n-m normaes a direcrjlo
das vagas e distanciados de 50 hreras, para favorece-
rem a disposirao das alluvides ; lerceTO, finalmenle,
na plantara a de arvores para consolidsrem e obri-
garemconlra a aejao dos venios a carnada supeihrial
do (erreno da ilha e seu litoral.
Os diques lerHo 8 palmos de altura, 12 de largura
em cima, e um (alnado para o mar de i de base so-
bre 1 da altura. Srrao feilos com ceslftes infileiradus
cheios de ares por dentro e nos inlervallos qoe os
separam.
Tosa a despeza com eslas obras he oreada em.......
Na Parahiba : um pharolele na Ponta da Goiai do-se desde ja alzum augmento a llulo de gratili-
da barra do Cabedello. carao aquelles que mais o merecem.
No Piauhy : om pharolele na barra da Parnahiba. i t) mea antecessor or aviso de 12 de fevereiro do
Em Sergipe : um ph-irol na barra da Cotinsuiha. anno prximo passado encarregou a legarao impe-
No Paran' : um pharol no porto de Paranago, I rial em Londres da compra do material o mais aper-
sobre o morro das Conchas. feiroado para o servir de hombeiros, e aulonsou ao
No Para doos pharoleles, na ilha da Tatanca e na mesmo lempo o contrato de dous operarios habilita-
dos nessa especialidade.
zonas. I) arsenal ja est prnvidn desle necessario male-
Por aviso de 14 de abril ullimo, se secommendoo rial. que consta de qualro bombas de diversas di-
ao presidente da provincia do Espirito Santo, qoe i mensfies com lodos os accessorias correspondentes,
procedeodo s convenientes informarles, indique o | Os dous operarios que devera ter a seu cargo a con-
lagar mais aprnpnado no porto da mesma provincia, I servarao dn dito material, e dirigir o seu emprego
para a collocacao sle um fdiarol de lerceira ordem,; as occasies de incendio,foram contratados e acham-
se aqoartelados naquella eslabelecimenlo. Por falla
de pessoal nao Ma) anda orgauisada a respectiva
ou de urna luz fixa visivel a 15 milhas.
Arsenaet.
Arsenal da corte.
Anda s3o regidos este e os demais arsenaes de
marinha do imperio pelo regulamento de 1.1 da Ja-
neiro de 1831.
As observarles que no meu reltorio de 1856 Uve
a honra de sujeilar ao vosso esclarecido juizo, ten-
dentes a roo'trar a necessidade de reformar estes es-
labelecimentos, suhsislem em toda a sua forra. Se-
ria abusar de vosa paciencia o repel-las nesla
occasiao.
L:ma reforma, pois, no sentido de melhor organi-
sar o syitema dos trabalhos e da rlassilicarao, de me-
lhorar a sorte dos diversos operarios, ligando ses
permanentemente ao serviro do estado, me parece
ser urna das mais urgentes necessidades da aslminis-
traeao da marinha.
Os salarios dos operarios foram em geral aug-
mentados por aviso de 12 de novesnbro ultimo ;
mas esse augmenlo he anda inferior ao que offere-
cem os ostabelecimenlns particulares. A concurren-
cia desles continua, portanlo a ser mnilo sensivcl ao
serviro de nossas ofTicinas de rouslrurran naval.
Nao convindo, nem sendo possivel altnihir os ope-
rarios com excessivos salarios, ha de mistar dar-lhes
vanlagens equivalentes, ou de orna natureza mais
til a sua existencia.
As diversas oflicinas do arsenal da corle vio rece-
ben tu succesaivos me horamentos.
O vice-almiranle inspector deste eslabelecimenlo
propoe que se aunexerc certas uflicinas a oolras rom
as quaes tivrrem anloga ; a de handeireiros, por
exemplo, de veame, e a de tanoeiros i de cons-
Irucjo naval.
Convir tambem. como se observou nos ullimos
relatorios, eslinguir, em vez de reunir a nutras, al-
gumas dessas oflicinas. A experiencia prnpria e de
outras naroes ensina que he melhor recorrer, para
rerlos trahalhos, Indoslria particular. Neste caso
creio estar a nflicina de handeireiros. Este objer-lo
est muilo em vifla, e sajeito a cxaines para cr de-
cidido como mais convier.
Dispendeu-.o com as ferias dos operarios das di-
versas oflicinas do arsenal no annn prximo pnwdo
a quanlia de 29S:066?,i ; a saber : 80:0139024
com os operarios da vIBelm de rnn-lru e.'m naval
propriamenle dita ; 2:(i2(i~V0, corn o de calafatea :
U:1165180, rom as de obra branca: 12:l'.hr>):i0,
com a de machinas: 262I5960O, com a de lundirao
6:6K'5I60, com as de polu-iruse laiui-iro*..............
2:63853311, rom a de lanoeiros : (i(iS.->i.'<, com a de
fiiniieiros : 2 861J030, com a de apparellio.............
6:72i5S30, rom a de veame : 5:6535370, com a de
espingardeiros : 2:9(>8S0ill, com a de correeiros e
handeireiros : 2:705j0,">0, com a de pintores.
Estes operarios empregaram-se em obras novas e
rncenos dos navios da armada, arsenal, e armazens
da intendencia.
Por aviso de 2i de marco se delerminou a com-
pra de urna machina de aplamar superficies challa,*
curvas, de que rareria n arsenal.
Solicilnu-se do ministro rio imperio que mandas proceder ao encananiento d'acua do chafariz da Pra
nha para o arsenal, alim de prover d'agti doce as
caldeiras das marhinhaa de vapor das ollirinas, em
companhia de bambeiros.
Arsenal da Baha,
t'.om razao nao cessa de lamentar o chefe de di-
visan inspector <\n arsenal da Babia, que, a posic,ao
em que se acha este eslabelecimenlo nao df- lugar,
por muilo aranhada, ao desenvolvimenlo de que
precisa o segnnd dos nosaos arsenaes. F mais an-
da agarava esle estado a exiatenria denlro do araeoal
do celleiro publico, cuja remorao nao tem podido
verificar-se, apezar deja ler sido determinada desde
1825.
nanlo he possivel procura-se minorar esle incon-
veniente, ganhando-se algn) lerreno sobre o mar.
Por este meio ja possue o arsenal mais um qualro
de lerreno com 92 ps de frente, 173 do lado do Sol
e'158 do lado do norte, com daas aseadas de canta-
rla na dita frenla, que offerecem fcil desembarque
em qualquer lempo.
A furmai;ao dVle terreno artificial prosegoe, se-
gundo um plano anligo, do engenheiro JoAo Bloem.
Devora brevemente chegar de Inglaterra, onde fo-
ram enrommendadaa, dillerenles machinas destina-
das ao eslabelecimenlo de oflicinas de tundir, de
modeladores e de ferreiros n'aquelle arsenal.
O engenheiro Robert Grundy, que deixoo de ser
director das oflicinas mecnicas do arsenal da cor-
te, esl encarregado de montar aquelle machinismo.
Projectava-se a conslrucc.ao da om edificio de ferro
para as novas oflicinas. porera, segando iuormar.oe
do mesmo engenheiro Grundy, es edificios all exis-
tentes podem receber as ditas machinas.
Com este melhoramento licara aquella estarn pro-
vida dos mei ,s necessarios para os pequeos roncer-
los dos vapores de guerra e vanos oulros misteres,
que a lornavam dependente do arsenal da corle, ou
estahelecimenloa particulares.
Foi tambem dotado o referido arsenal enm daas
machinas de aplamar madeiras e por aviso de 21 de
fevereiro ullimo se mandn vir de Inglaterra com
o mesmo destino um soindaste de sospender ale 10
toneladas, e urna plata-forma para pesar igual nu-
mero de toneladas.
Sao-lhe necessarias urna barcaca de querena, e
urna furp de curvar madeiras. A primeira d'eslas
necesidades nao lem sido anda salisreila por falla
de navio aprnpnado para es** destino.
A ron'ir,i-.-i,, de um dique meranico seria de
grande ulilidade mtnfBa naval da Bahia. l'm d'es-
las eslabelecimentosesl sendo aIIi construido por
urna companhia particular, e se Tor concluido, como
he de esperar, ficar por em quanlu remediada sle
lignina sorle aquella necessidade publica.
Concluin-se n'esse arsenal o faiirico da corveta ni).
Januaria, n que I.reveniente pdela pasaar mostra
de armamenlo.
O que date fallando do arseual da corle, a respai-
lo dos rios, milita a respeilo d'esse e dos oulros ar-
senaes.
Sendo conveniente remnver-se quanlo anles o de-
posito de plvora existente no Forie dn Mar. nao su
pelo perigo a que esl exposta a ridade, como tam-
bem pela neceaai lade que ha d'aqnelle local para
qoorlel dos empregadns no registro do porto ; apro-
veilnudo-me da autoritario dada pe > artigo 17 da
lei numero ISO de 15 le selembro le 1S55, reroni-
portar o acrescimo da despeza, nem sendo auxiliado
sollicienlemente pela caridade particular, lomou a
providencia de manda-Ios como aprendizes para o
arsenal de marinha. A--im, reunirarn-se naquelle
eslabelcrimentu muitus menores, cojo numero, na
data das ultimas iufnrmac,es, era de 45, e que estao
sendo sustentados a' coala do estado, saturnio esta
despeza do crdito consignado para soccorros p-
blicos, que se achava qaasi escolado.
A presidencia de fernamhuco e o inspector do
arsenal pedero os fundos necessarios para continua-
dlo desla despeza, e proptiem ao mesmo lempo que
se constitoa com esses menores menores desvalidos,
a muros que pnderAo ler o mesmo destino,, urna
companhia de artfices.
Ter i a sido maisulil a' armada, qoe esses menores
fossem destinados para as compendias de aprendizes
marinheiros, e sendo ha pouco reeebidas as informa-
rea a que m retira, ainda n governo imperiaf nao
pode lomar urna resolurao definitiva a esse tras-
pello. '|
Arsenal do Para'.
Eale arsenal, qne devia ser om dos primeiroa em
construce/ies navaes, nao lem recebido o slesenvolvi-
mento qoe he de desejar. Oa seos trahalhos estaoTe-
duzidos, ha um annn, a simples concerlos e fabricos
dos navios da eslafao.
A falta de madeiras o de operarios he a principal
causa da sua puuca activdade.
O eatabelecimeulo de um corte de madeiras na-
quella provincia, determinado por avise e inatruesoea
de 29 de nnvembro de 185i, promallia sali-la/.r a
primeira aquellas necessidades ; mas infelizmente
a falla de bracea para esle serviro, e embarazos de
oalro genero, levaram o governo a suspender provi-
soriamente eala providencia em 9 de julho de 1835.
Espero que dentro em pouco lempo as referidas cir-
cunstancias lera o ressado, e qoe com o estabelarji-
mento do dito corle se podara' extrahir das ricas ma-
ta- em que abundan) as marceos do Amazonas e sejus
alQuenlesa madeira necessaria para dar trabalho no
arsenal da provincia.
A falla de operarios se da' all em maior grao lo
que nos oulros arsenaes. Procurou-se remedia-la
contratando alguna operarios dos mais necessarios fia
curaram 725, morreram 21 a licaram em tratamen-
lo 32.
Enfermara de Pernamboco.
isla enfermarla he, como o hoapilal da Bahia, di-
rigida por um cirurgio civil. Nella ao tratadas as
praras pertencenles aos navios da armada e ao arse-
nal ,1a marinha.
Kniraram 382 doenles, dos quaes rararan-M.152,
fallecern] 16, e ficaram em Iratamenlo 11.
Enfermara do Par.
No Para' eram as pracas tratadas no hospital re-
gimenlal, mediante ama diaria correspondente a
claase do doenle.
<> inspeclor do arsenal representen sobre a con-
veniencia da crear-se ama enfermara dentro desee
eslabelecimenlo, para o lialamrnlu dae praras da
companhia de aprendizes marinheiros da provincia,
e para as da eslas*ao naval e do arsenal.
Por aviso de 21 de abril prximo pastado aelori-
sou-se creac.lo da enfermara proposta, e deram-
se as instrueces porque deve ser regida.
I o recoromendado ao inspector que firmase as
acnmmodarOes necessarias para qna ot aprendizes
fossem tratados em separado das rutrat praras.
Enfermara de Montevideo.
Para o Iratamenlo dos doentea perienrenlea a di-
vi-n naval do Rio da Praia, acha-se ealabelerida em
Montevideo orna enfermara, corno vos foi noticia-
do pelo meu illoslre antecessor.
Contina ella a prestar bous serviros e rom eco-
noma em relarao ao que se despenda antea nos
hoapitaes civil.
Em 16 de dezembro nllimn autoriton-ae o mnv
mandanle di divisan para renovar o contrato de ar-
rendamenlo da caa em que se acha situado o dile
eslabelecimenlo.
O mappa L aprsenla a eslalitlica dos doen-
les tratados nos hoapitaes, enfermara! e a bordo
dos navios.
f'ontinnar-s-nu.)
provincia da Bahia, mas esta medida nao -urln
desejado efleilo, e nao bou ve outro recurso sen lo
mandar conlrala-los no exlerior.
A legarao imperial em Lisboa esta' aulorisada pa'i
contratar a vinda de dtz rarpioleiros de machad)
Existe em ruii-tmrr.in mu luate para viga d'a-
faudega. Esta obra esl parada espera daquelWs
operarios. Pela mesma razao nao se lem dado prin-
cipio cunstroccao de urna barraca p?ra o servir
das quereaa.
I'ez-se enrommenda para Londres de um guindad-
le de pesar e suspender para esle arsenal, em lasfo
igaal ao qoe se eneommendoa na mesma occasiiio
para o arsenal da Itahia.
Algomas providencias ao reclamadas pelo inspei-
lor, como a substituirlo das antigs carreiraa, que si
aa
de madeira, e se acham em eslado de completa rul-
llen|-
dendo medida das lorias do orcamenlo.
na, por carrciras de pedra, etc., que se iro al
.No exercicio corrente foi dislribuida a quanlia d
12:0005000, rom applirar.io obra do edificio deati-
uado para a casa da inspccs;o ; e deotro deata quan-
lia se aiitori.iiu o inspeclor a fazer os reparos nej-
ceuarlet.
No inini o de evilar que se emprehendam obns
superlluas ou improprias dos serviros em que devem
ser apruveiladas, exigi se do iuapcclor a apresenA-
larao du um plano que sirva de base a' sua consj-
truecan.
Eslabelecimenlo naval de Malo Grosso.
COMMANIX) DAS ARMAS.
Qtaartel ceaeral do command > aUa a
Peroambnco aa eldada da Radia, ana
julho de 18S7.
ORDEM DO DIA N. S07.
O general eommaoilante das armas d pnblicida-
de para que tenham devida observancia as segainte*
dispo.irea emanadas do qaarlel general do exercito
no mez de jonho prximo lindo.
Por oflicio da 19 se delerminou. qoe para obviar
os inconvenientes resallantes da serem passadasen-
globadameule at guias dos recriitas e pracas, rernet-
lidas desta provincia para a "corte, as qaaea lendu
all diversos deslios, deiiam de ser acompanhadae,
como deviam ser, das respectivas guias originaes, de
ora em diante 99 passassem semelhanlea guias sepa-
radamente.
Por oflicio de 23 se approvnn a retolarao lomada
pelo ror.tmando das armas a 5do dito mez. de man-
dar encorporar ao destacamento da comarca de Flo-
rea para lie!le fazer o -er\ieo de fileira compalivel
cora o leu estado de sande. o ir. altere* ajndanla
do mas.! batalhao de infantaria Jos Ferreira da
Azevedo Jnior.
Por officio de 25 se ordenou que a Sr. alfere dn
quinto regiment de eavatlaria ligeira, Horacio de
1 .u-in.io Coelho, que s* acha nesla proviaeia, fieaese
addido a companhia fixa de cavallaria al ulterior
deliberacao.
Por oflicio de 26 finalmente, foi retolvido por
ronveniencia do serviro, que pa-sassr m a pertenec
romo praras efleclivas do balalho dcimo de infau-
id-
iiisriipins nas capitanas dos pmlos, e execulem fiel- ^9:3525290, lia a despez aimual de 3815 com dous
Menle para o fiiluro o qus se acha disposlo nos arli-
gos rita tus.
REL\TORIO
Do ministerio da marinha apresontaelo n
assetnlila geral legislativa na primeira
se$saoda decima legislatura.
(Conlinuarao.)
Phares.
Ella necessidade da navegaran de nossos porlos e
e-ouraria reso vido a quealilo da compe- |cosU, ,., ,empre merefja0 aTnaior altencu do go-
oposlt pelo dito inspeclor, e alvertmdo-o ,tPnrsos d, s0 dls .
amencia do u pro-e lmenlo, e da obn- .|mellle m ....unicientea para eslabelecer de chofre
um rnelhoramento completo e geral n'esle importan
te ramo do servico publico. Gradualmente se vai
realisando o mais urgente, ou menos dispendioso.
Existen) actualmente nos nossos porlos e costas os
engatle! ptmoes, de luz peridica, oa fixa :
Na provincia do Rio de Janeiro :um na Ilha Rasa,
e nutra em Cabo Fro.
Na Baha : om na barra, outro no Morro de Sao
Paulo, e urna luz fixa no Forte do Mar.
Nas Alagoas : no porlo de .Macen..
Em Pernainbaco : no Recfe.
No Ceara' : no Mucuripe.
No Maranhao : um na Ilha de Sanl'Anna, oulro
em llacolomy, a tres pharoleles situados na barra,
bahia de S. Marcos e Alcntara.
No Para' : nas Calinas.
Em S. Paulo : om de loz fixa na Ilha da Moela,
em Santos.
No Rio Grande do Sul : um na barra, e seis pha-
roleles na l.igoa dos Palos, cemprehendendn-se nes-
0 RE DAS MOMAMAS-
rOR EDSlUfiDO ABOUT.
Os toldado/:.
( Continuaran. )
Eu nunca linha viilo exercito derrotado, quando
assisl volla du Rei das Monlanhat. Esse espect-
culo leve pois para mira todo o allrarlivo de orna
primeira represenlacao. O co nan a Hender aos
meus rogos. Os soldados gregoi linham-se defen-
dido com lano furor que o combale se prolongara
ala noile. Foimados em qnadrado em torno do
dous borros que ronduziam a ralna iinham a princi-
pio respondido com um fogo regular aos aliradns de
lladgi Slavrot. O Velho Pallicare desesperando de
derribar de um em om rento e vinte homens que
nao recusavam, atacara a ferro Me. Seas compa-
nheiroa atsegiiraram-nos que elle fuera maravilhaa,
e o singue de que eslava coberlo mo>|rava sufficien-
lemenle que nao se panpara. Alas a haioneta pre-
varecera. A trapa matara quulor/.e salteadores, in-
rlutivamenle um can. Lima bala poz termo ao adi-
antamenln do joven Spiro, esse ollicial de lano fotu-
to Vi rhegar una asenta honieua quebradoa de
fadiga, coberlos de poeira, eniangoen'.ados, contusos
e feridoa. Suphochs recehera orna hala na eapadoa,
e vinha carregado pelos camarades. O Corfoense e
alguna mais tuiliam ficado DO caminhn, una em rasa
dos pastures, nolros em urna aldeia, oulros sobre o
rchelo mi beira da estrada.
Tolo o bando eslava sombro e desanimado. So
plinclis grilava le dor. Ouvi algum is murmurares
contra a imprudencia dn Re que rxpunha a vida de
seos eompanheiros por ama misenvcl simma em vez
de despojar Iramiuillamenlc os viajantes ticos c bo-
naches.
O mais forte, mais contente, e mais alegre da tro-
pa era o Rei. Lia te em seu lambanle a altiva sa-
tisfcelo do d'ver cuinprido. Elle reconhereu-ine
logo no meio de meus qualro homens, e estendeu-
me cordialmenle a mao dizendo :
Meu charo priiioneiro, eis aqu um re moilo
m atril I .i. Aquellos inaldilos soldados nao quiza-
ran) largar a caita. Era dinheiro delles ; nao teriam
querido inorrer pelo bera de oulrem. Meu pasaeio
felores encarregados da plantarSo pelo lempo que
fiir necessario.
Por aviso de 7 de abril ullimo, mandou-se proce-
der ans reparos preciaos no pharol do Ilarolomy da
mesma provincia, de conformidad com o reltorio
apreseniado pelo engenheiro, a quem o presidente
da provincia incumbi de examina-lo. Esta despe-
za esta oreada em 5Q30fOOO>
Da provincia da Baha reclama-se a madanra do
actual pharol de Santo Antonio para o Morro do
Conselho, tirando naquelle lugar um pharolele, a
outro sim o eslabelecimenlo de nm pharol em iilgu-
ma das illias dos Ahrolhos.
Recommendou-se por aviso de 26 de marro ul-
timo ao pre.penle da provincia, que mandasse es-
Colher u lugar mais conveniente nas sohredilas ilhas
para a rollocsrao de um pharol de primeira ordem,
levantar a plano e fazer o o menlo da slespeza
com a torre e mais obras, afim deresolver-se defini-
tivamente a este respeito.
Os pharoleles da Lagoa doa Palos em geral care-
cen) de reparos. A despeza com o da Pona do Es-
Ireilo .sla oreada em mais de 8:000"*) rs. J foi para
esse fim aulonsadoc crdito de 1:1503 rs.
Jolga-se necessaria a reconstruccao dos dous pha-
roleles existentes nas Ponas de Chrislovao Pereira e
do li i: un, montando o orcamento da sua deapeza a
31:500} rs.
Sao reclamadas as seguinles lazes :
Na provincia do Rio de Janeiro : um pharol no
ponto da costa correspondente ans baixos de S.
Tliouii e ootro na enseada dos Huzns.
Em Pernamhuco : um pharol em (Miada e oulro
no Cabo de Sanio Agosiuho.
vez d'agna salgada, ciijo uso lie nocivo. Esla pro- niendei, por avisn de 10 de marro ullimo, ao presi-
denle da provnciji, que apressasse a reali'i'.rao d'essa
medida.
Ordeoou-se rereiitemeule a compra de nm appa-
relho de niergulhar dos mais aperfeieoaJos para os
trabadlos hvdraolicot do porlo, e par os exames dos
cascos dos navios abaixo da linha sf agua, auiorisan-
do-se l -ir.!, rri a despeza 'necessaria para habilitar
doos operarios n emprego d'esse apparelho.
Arsenal de Pernambuco.
Esle arsenal acha-se nas mesmas condirOes dos
oulroa, a esoeto do pequeo esp.iro, qoe Ihe pro-
porciona o local em qoe esl ; no enlanto alguna
melhnremenlos lem-se rflectuado no sentido de
acommodar as suas oflicinas e depsitos.
Os seus trahalhos leem adquir o grande aclivida-
de nesiea ullimos annos.
i'.oiiciiiiii-se o grande fabrico da corveta aUniSo,
que vai ser armada, e os reparos do hrigue Cea-
renses. Achate milito adanlada a conslrucco do
Inale de guerra destinado ao serviro do cruzeiro
coulra o trafico, e que deve montar sluus rodizios de
30. Segando informarao do insperlor, esle navio
podsra cahir ao mar em julho prximo.
Existe tambem em eonttroec*o oulro hiale para
o servico da iralicagem.
1. inlmiiam as obras dn melhoramentn dn local e
edificios conforme o plano mandado execular em
IKVI. Algomas deasna obras faiem parle das que
leem por liin aprofundar o porlo, e dar ao movimen-
lo de suas aguas o mais conveniente rgimen.
Concluio-se o porio principal sendo fechado por
dous muros laleraes, tendo na parle superior um
lorreao, rujo primeiro pavimento he destinado pa-
ra casa da guarda o varios sleposilos, estando lam-
bem nelle interinamente a secretaria da capitania, e
o segundo para a secretaria da inspeccao.
Esl lambn) qoasi conclu la a casa em qoe deve
ser collorada o ollicina de ferreiros.
A enl rn aria dos ofliciaes acha-se prompla, po-
den.lo receber ale oito doenles, e ja'esta' servindo
desde finarle detemhro ullimu
0 presideole da provincia foi anlnrisado a mandar
contratar na lirlgica um hbil me-tre de oflicinas
ile machinaa, para ser all empregado, nao exredeu
do o seo encmenlo animal de 9:4009 3:tilH)9.
Acha-se encommendada urna machina de vapor
para os Irabalhosdas oflicinas.
O presidente da provincia, senlindo a necessidade
de dar p ompln abrigo e proteceo a um graode nu
mero de menores, que, em eoriaeqiieucia da apie-
una, ficarm no mais completo desamparo, e nao
poden lo as rendas du patrimonio dos orphaos rom-
videncia nao pode por ora ser levada a elleilo, segun-
do informou o inspector das obras publicas.
Por aviso de 1S da jiin'io prximo pasaadn deler-
minou-se a contlracflo nesta arsenal de urna corver-
ta de balera cubera a hlice, sendo a sua machina
da furea de 200 cavallos, conforme n plano apresen-
lado pelo I., constructor Napoleao Jo3o Raplista Le-
vel. Arham-se as madeiras preparadas, e breve-
mente era' posla a quilha no eslaleiro.
A machina roifencommendada em Inglaterra aos
famicanies ,1. penn & Son.
Em ti de fevereiro ultimo doran se as providen-
cias necessarias para a canalroce/Io no mesmo arsenal
de om vapor de ferro com 130 pes de com primelo,
20 de bocea e 7 de puntal,bem como a respectiva ma-
china qoe devera' ser feita soba direrrao dos |\
lenles da armada Antonio Gomes de Mallos e Car-
los Braconnol.
Con(ratou-se com Joao e Francisco Miera a cons-
lrucco dn rasco de oulro vapor igual aquelle, pela
quanlia de 15:0005. A respectiva machina sera lam-
bem feita no arsenal.
Estes vapores silo de rodas e da forra de JO raval-
los. Demandarlo menos de i ps d'aga, e segando
o plano de sua conslrucco des eran ler urna velo-
cidade de nove a dez milhas em circunferencias or-
dinarias.
Sao ambos detlinados ao servico da provincia de
Malto-Grussn.
Os primeiros lenles Antonio Gomes da Mallos
e Carlos Braconnol, de que cima fallei, s3n boje os
engenbeiros directores das uflicinas de machinas "o
arsenal da corte, lendu sido o engenheiro Grund) .
que exercia aquelle emprego, transiendo para o ar-
senal da Uahia, pelo reslo do lempo que falla para a
conclusao do seu contrato, ou ale ulteriores deler-
miuari..'- a seu respeilo.
Estes dous joveos ofliciaes da armada iblivcram
lieenra em 1853 para esludar na ingialerra a enge-
uharia das machinas d vapor applicarias a navega-
cao. Kegressarain em fios do anno passarlo, e com
infonnarop' iao honrosas, anlm .la parle do minis-
tro de S. Mageslade em Londres, como do chefe do
estabeleciinenlo em que se appliraram aquelles estu-
dos especiaes qoe nao li.--ii.-i em confiar-Ibes a di-
reccao das dilas oflicinas.
Os empregadsis dos arsenaes esfiln em geral mal
retribuidos. Oa seus venriinenlos foram marcados em
urna poca em que as subsiaiencias nao erara Lio ca-
ras, nem o servico 13o importante e trduo. He de
juslica que na reforma, porque devem passar esies
eslabelecimenlos, sejam ellea allendidus, conceden-
(Vid. Diario a. ISO.)
a Rochai Scironias nao rendeu-ire nada, e perd
qualorze combalenles sem contar alguna fendos que
nao escaparam. Mas nao importa, combat bem.
Aquelles palifes eram mais nomerosos do qae nos, e
ir.i/iam baionelcs. Do coulrario... Oh esle dia
remorou-ine. Prove a mim raeimo qoe ainda linha
saogue nas veas.
K canloo o primeiro verso de sua can.-o predi-
lecta :
Um clephla de olhos negro:...
I'or Jpiter (como dizia lord llyron e.i nao
quera por oulros vinte mil francos" ter ficado em
casa desde sabbado. Ilo da meiler mais islo na in-
fida historia. Dirn que na id i te de sessrnla anuos
lanrei-me as rutiladas no meio das baionela, qne der-
ribe! tres ou qualro sollados com a minha prnpria
mo, e qae nn lei dez leguas a p nas monianhas,
afim de vallar para aqu e tomar minha ehavans de
caf. Cafedgi, meu filho, faze o leu devar ; ja fiz o
meu. Mas onde esl Pericles'.'
O bello capilao repousava ainda dehaixo de minha
leuda. I nuil foi buaca-lo, e Irouxe-o mesmo ador-
mecido, lando os bigodes nao frisados e a cabera cui-
dadosamente envnlla era um lenco. Nao cotillero
coosa mais ellicaz para despertar um homem do que
um copo de agua fra ou urna noticia rn. Ouando
o tenhor Pendes soube que o pequen.. Spiro e outrus
fins soldados linhain lirado morios, arrancn o len-
co >l cabera, e se nao fura o leruo respailo que linha
para com sua pesaos, leiia arrancado tambem os ca-
bellos.
Eaton perlilu exclamava. Como explicar a
preaeaea dellca entre sua gente '.' E em trage desal-
leadorea Sem duvida fnram reconhecidos : os ou-
lros etilo aenhorea ilo campo de batalha Direi qoe
liuliam deserta lo 1 Que linham ficaln prisioneiros *
rilo de parganlar-me porque eu nao faltara a esse
reapeilo. Eslava espera de Vine, para fazer mi-
nha parlicipaea .. Esrrevi honlem de noile que per-
seguia-o de perla sobre o Panteaio, e que loda a mi-
nha genle porlava-aa admlravelmenle. Santiatiraa
Virgem n lo m^ alreverei mais a anresenlar-uiedo-
mingo em l'alis-ia Qne dirn no da 1.5 no baile da
curte* Tolo o rorpu diplomtico se orcupar de
mim. Reuuir-seha o conselho. Serei ao menos con-
vidado ;
I'ara o conselho ? pergnnlou o salteador.
Nao, para o baile da corle.
IJue danzador !
Meu Dos meu Dos qoe farao '.' Se se 1ra-
(asse smente dessas Inglezas, eo nfio me alDigiri*.
Coufeasaria todo ao ministro da guerra. Inglezas!
lia inuilaa. Mas emprestar meos soldados para ata-
car a caixn do exercito Ilei de ser epontado com
o dedo : nao dancare mais !
Qoem era que esfregava as m.los dorante esse mo-
nologo '.' Era o filho de meu pai entre seus qualro
soldados...
lladgi Slavros que saboreava sea caf Iranquilla-
raeute assenlado disae .m afilhaitii:
Eals muilo afllicto aqui com nosco. Aaaega-
r.i-le um mnimum de dez mil francos por dnnu, e
recebo en) minha tropa toda a tua gente. Tomare-
mos jolitos no -a desforra.
O olTerecimento era seductor. Dous dias antes te-
ria lido muilos suffragius. E tndavia parecen sornr
raediocremenle aos soldados, de nenhum modo ao
capitau. Os soldados nao dizii.m nada ; olhavam para
seus a Higos ramara las. viaro t ferida de Sophoclit,
lembr.ivim-se dos morios da vespera, e eslendiaro o
naiiz na direcco de Alhenas como para fsrejarem
de mais perlo o rheiro surruleuto do quarlel.
ou.aiiio ao Sr. Pericles, respondeu com visivel em-
fiai -no :
Obrigado, tenho r.ecesai Jade de refleclir nisao.
Meus i.i'u-.iis est., na cidade e minha saude he deli-
cada ; os invtrnos devem ser rigorosos na montanha ;
ja eatoa eudefluxado. Minha suaencia aeria notada
em lodas as reouiOes ; l soo muilo procurado ; tem-
se projin-to moilas veies bellos casamenlos, Alm
de qua lalvez o mal nao lija lo grande como julga-
mos. (Juem sabe se os tres deagraeedoa foram reco-
nliecidus A noticia sluaconteciuienlu rhegar an-
les de mis '. Ire primeirarnenle ao minislerio ; to-
marei o ar do gabinete. Ningueiu ira r.onlradizer-
me, visto que as duas compaoheiras eoationam seu
caminho para Argos. Decididamente he preciso que
eu ealejn l. Cuide em seus feridos... Adeos !
Elle fez um signal ao seu tambor.
lladgi Slavros levanlou-;e,veio collncar-se dien-
te de mim com o afllbade, ao qual excedia cm to-
do ocoinprimrntii da cabera, e disss me :
Siiinnr, eia aqui um Grego de t.oie ; eu sou
um Grego de oulrora. E os jornaes a flirmam que
eslamoi em progresso !
\o rufo do tambor aa paredes de minha prisao
afaalaram-se como aa muralhaa de Jeric. D.us
minnlaa depois eu eslava na leuda de Mary Ann.
A mai e a filha arordaram (obreealtadM. Mislress
|Simona foi a primeira que vio-me, c grilon-me:
Entao partimos ']
Ali! senhora, ainla he cedo para so.
O capiln den-no palavra para eala manha.
Como achou V. Exc. o cnplUa '.'
Galante, elegante, ptimo lu ponco eacra-
vo da diaciplina : he esse o seu nico uefeilo.
Palife, mentiros.i e ladrar ; eis ahi seas ver-
dadeiros nomes, senhora, e hei de prova-lo.
Ora, senhor, que Ihe (izeram os anidados T
(Jar me li/eram '.' Digne-la de chegar rnen-
le comigo ao alto da encada.
Mistreaa Simons chegou justamente a poni para
ver os soldados desfilando rom o tambor frente,
os salteadores inslallados emseu lugar, o capitn e
o ilei trocando o beijo da despedida. Sua sorpreza
foi demasiadamente forte. Eu nao linha poupado
a velha, e fui ponido, poique ella cahio-me des-
maiada nos bracos. Couduza-a al a lonle ; Mary
Ann baleu-lhe nas mos, e eu lancei-lhe um poucii
da agua pelo rosto. Mas creiu que foi o furor que
a fez tornar a si.
Miseravel gritn ella.
Elle roubou-lhes os relogios e o diuheiro, nao
he verdade '.'
Nao lmenlo nimbas joi.i, podeXicar com el-
las Mas quem me dea pur dez mil francos poder
lomar novamenle os apertos de mo que Ihe del !
Sou Ingleza e nao aperlo a mo de lodos '.
Esse pezar de Misircis Simona arranrnii-me om
suspiro. Ella contiuuoo, e fez cahir sobre miin lo-
do o peso de sua coleta.
A culpa he sua, disse-me. Nao poda adver-
lir-ine? Devia dizer-me qoe os salteadores eram
sandullos em comparaco dos solJadus !
Mas, senhoia, preveni-a de que nao dev.a
confiar uelles.
Nao m'o disse bem ; disse-m'o branda,phleug-
maticameule. Por ventura podamos ci-lo .' Po-
dia eu adevinhar que aquelle horneen nao era mais
do que o carcereiro de lladgi Slavros? Il-ue nos re-
linha aqui para dar aos salteadores o lempo de vol-
tarera. Oae nos assuslava cun perigua imagnanos.
Que dizia oslar sitiado para ser admirado por n '
'.'lie fin.'.a ataques nocturnos para fingir que nos de*
tenda ? Adcviuhn lado agora ; mas confease se li-
iiha-mn dito rnuia algorua '
Meu Dos senhora, eu disse o que sabia, liz
o que poda.
0 senhor he Allemao Em seu lugar um In-
glez ler-se-lua arrisca-loa morrer por nos, e eu Ihe
lena dado a ino de iiiinha lilha.
As papoulas sao vermelhas, porem fiquei ainda
mais onvindn a exetamacflo de mlstres Simona.
Santi-ine 13o perlurbado que nao atievi-me a le-
vantar os olfios, nem a responder, peni a pergiinlar-
llie o que quena dizer com isso. Pois como era que
urna pessua filo rgida chegra a dizer tal cooaa
dianle da lilha, de mim '.' Porque pnrla entrara
em'en espirito essa idea da easamenlo T Histres
Simona era na verdade capaz de dar a lilha como re-
compensa a qualquer liberlador"? Nao o pareca, i
Nao era anles urna irona cruel dirigida aoa meus .
pensamenlos mais serrelus'.'
Quando examiiiava-me a mim mesmo reconhecia
com Irgilimo orgolho a hrandura innoceole demeut
teniiiiienlos. Fazia-me joatica de que o fogo das
paixes nao elevara um grao a temperatura de meu
corrao. A cada llUlenie do dia para soudar-me
exercilava-me em pensar em Mary-Ann. Conslruia
casicllos da vanto de que ella era a senhora. For-
Etiata na provincia de Mato Grosso um Unan naval larte a 46 do segundo da m--ma arma, qoe
correspondente s necessidades da pequea llatilha^ acham em dillerenles destinos nesla prnvincia
que al hoje lem consliluidn a forra naval lUqaellai didaa ao sobredan halalfia deciin...
provincia. o irinamo genrral determina, que o "-r. alte rea
Eslava ha muilo prevista a nrrestidad de uml Horario de Cutmao Ciedlo passe ne.ta dala a exar-
maior eslafiele imenlo naval naaaa provincia, para o I Cer aa funceftea da ajulanle de orden, rio roinman-
qual Ihe Mbram os elementos nalurae, quando che- ; das armas desla provincia, regres-addo ae aervi-
gasse a poca da tua navegarao e commercio lluvial, jro da companhia a qoe p*rlence a Sr. alfares De-
ja' sa exigiram do respectivo presideule as infvr- Imelrio de Gusmao Coeho, por assim o haver pe-
mava romances de qoe ella era a herona e eu o h-
roe. Divertia-me em suppor as rircumslancias
mais absurdas. Imaguisva iironlrrimenloa filo in-
verosimeis como a lilatoiia da priucrza \'psuff e do
lenle Reynaull. Chegava a representar a linda
Ingleza IfMOlada i minha riiieila no fundo de urna
sege de posta e passando-me o braco em lomo do
peeooco. Todas e-sas suppoaires lisongeiraa, gue
teriam agitado profundamenle una alma menos pili-
los lia do que a minha, nao pertiirhavam-rae a se-
reiiidade. Eu nao experimenlava as alternativas
de lmur e de esperanca que sao oa .ymplomas ca-
raclerislicos do amor. Nunca sentir as grandes
ronvul-ea do coracao de que trala-se nos romances.
Logo nao .mu,! .Mary Aun, era homem Irre-
prehensivel, e poda andar de cabera alta. Porem
inislre.s Simona que nao lera em mus pensamentns
bem po la enganar-ae sobre a nalure/a de minha
dedicacau. Quem sabe se nao julgava-me enamo-
rado da lilha, se nao interpretara mal minha per-
uri,.irn e minha timidez '.' se nao largara essa pa-
lavra de s-asameuto pata foicar-me a Irabir-me .'
Minha altivez revoltou-se coulra orna snspeila tao
injusta, e respnu li-lho com voz firme sem todava
-li -ara-la :
Senhora, se eu livesse a feliridade de salva-la
daqui, juro-lhe que nao seria para casar com a se-
nhora soa lilha.
Entao porque'.' loriiou, ella. Por ventura mi-
rilla lilha nlo mereceaer ana espesa 7 Na verdade,
senhor, echon engracado Nao he ella asss rica,
ou de boa familia? Eduquei-a mal ? Y, abe algo-
ma couaa coulra ella'.' Catar com unas Simona, meu
rharo, he nm bello sonho, e o homem mais dillicl
licari salisfeiio.
Ah .' seniora, respond eu, V. Exc. compre-
henden-me ma!. Confessoque a senhora sua filha
he p rleila, e se rulo fura sua presenra que trna-
me dundo eu Ihe dira que admiraran... apaiionada
'lia iuapirru-rne desde o pritreiro da. He jotla-
mente por tsaoqoe nan tenho a Insolencia sle pensar
que nenliuin aca'o pona elevar me a ella.
E-i espera)a que minha humil lado brandara es-
sa mai fulminanle ; mas sua culera n.lo deseen meio
Iiiiii.
Porque he qne o senhor nao merere minha fi-
lha '.' replicnu ella. Responda '.
Mas, senhora, nao sou rico, nem tenho po-
sir.lo.
Ora '. nilo lem poii(So Te-la-hia se rasasse
con) minha lilha. Ser meu genro nao he urna po-
sicao '.' Nao he rico Por venlura nos Ihe pedimos
jamis dinheiro '.' Nao temos euflicientemenle para
nos, para V. S.. pai.i muilos oulros '.' Alem disto o
homem que nos lirar daqui nao noa faro um prsen-
le de crin mil francos'.' Conveubo que he pouca
ruina, mas healguma cousa. Dir que cen mil frau-
maees necessarias para resolver se convenientemen-
te acerca desea medida.
Companhia de invlidos.
A companhia de invlidos existe ainda aqoarlelada
na fortaleza da ilha das Cobras, nas circunstancias
referidas nos relatorios antenote.
O m>ppaKaprsenla o numero de nas pracas.
Anda nao foi possivel dar-se comer-o a' coii'lruc-
C-lo do ed licio destinado para a; lo doa que se inva-
lidan) no arduo servico da marinha de guerra. J
existe, como sabis, desde fina de 185S, comprado o
terreno em que deve ser fundado, na extremidade
norte do litoral da cidade de Nichteroy.
//).spifae,.
Hospital da corle.
O hospital da marinha da corle enmprehende Anze
enfermaras, onde os doenles da armada recabem o
melhor tralumeuto possivel.
Algomas das enfermaras necetsilam de concedo,
qne ja' foram determinados.
n ,tra- obras reclama esse eslabelecimenlo, que
iro tsndo atlendidaa medida dos recuses annuaes.
Enlre os futuros melhoramenlos indica-se em pri-
meiro lugar a conairurcao de orna enfermara para
oa doenles em convaleacenca, e da urna casa de ba-
ldos applicaveis as diversas especies de enfer-
midades.
O hospital ja possue um apparelho de vapor com
que faz subir agua -o seu deposito, e com este re-
curso poderla ser completamente mnnlada a casa de
hanhos.
Durante n annn de 1856 Irataram se 2,875 doenles,
dos quaes fallecern) 101, desertaran) 2, sahiram cu-
rados 2621, e existen) 151.
Ilospilal da Itahia.
O edificio em que se acha eslabelecido este los-
pital he o mais improprio possivel. Alem de eslrei-
lo e mal alteado, no seu segando andar ha urna sa-
la de riaco, e no pavimento terreo o celeiro pu-
blico.
N9o lem sido possivel al agora remover o dito
hospital para lugar rnnvenienle, por falla rieacom-
mod icnes riispouiveis denlro do arsenal.
He dirigido por um rirurciao civil, lente da Fa-
coldade de Medicina da provincia.
Possue Irea enfermaras para os ofliciaes e n mes-
ino numero para aa outras praras da armada, pre-
paradas rom decencia e aoaeio.
No anno passado recebea 828 doentes, dos qoes
ios sejam urna somma desprezivel'! Enfilo porque
nao merece casar com minha filha ?
Senhora, nilo sou...
Vejamos o que nao he. N.lo he Inglez !
Oh nao.
E jolga qoe somos lo ridicalas qae Ihe impu-
temos como enme o seu nascimenlo '! Ah senhor.
nao he dado a todos serem Inglezes. O mundo intei-
ro nao pode ser Inglez... ao menos anles de alguna
annos. Mas qualquer homem pode ser honrado e
espiriluose sem ler nascido positivamente na Ingla-
terra.
nanlo a prefinale, senhora, he um bem qae
mis nos transroitlimns de pai a filho. Espirito, te-
nho justamente quanlo seja preciso para ser doolor,
Mas infelizmente nao tenho illoses sobre meus de-
felos physicus, e...
Quer dizer que he feo ? Nao, V. S. nao he
feio. Tem um semblante intelligenle. Mary Ann,
o senhor nlo tem um aemblante inlelligenle '.'
Sim, minha mai, disae a moca.
Se ella corou aponiendo, a mai o vio melhor do
que eu, porque meus olhos eslavam obstinadamente
filos no chao.
Alem dislo, 3cresceulou mislresa Simons, ainda
que o senhor fusae dez vezea mais fciu do que he,
nao o sena lauto como fui mou marido. E fodavia
crea que eu era linda romo minha filha no dia cm
que riei-lhe a mao. Qoe responder' a isso '.'
Nada, senhora,seno que V. Etc. tratarae com
somma bondade, e que nao depender' de mim, se
nao estiver amauhaa na estrada de Alhenas.
Que pretenda fazer .' Desta vez faca por a'har
um expediente menos ridiculo que n naquelle da.
Espero que fiear satisfeila sedignar-se de uu-
vir-me al u fim.
Si i), enhnr.
Sem interinmper-mc.
Nao o interromperei. V. S. lu alg'jiua vez
interrumpido ?
Sim.
rtio.
Ora !
Quando '.'
.Nunca. Senhora, lladgi Slavros lem Indo o
seu capital em casa dos Srs. Ilarley & C.
Km nossa rasa.
Cavendisli square, 31, em Londres. Qu.iala
feira elle dielou em nossa presenra orna caita de ne-
gocio dirigida ao Sr. Ilarley.
E V. S. nao m'o disse mais cedo !
V. Exc. nao ira ii. lempo.
Oh [ senhor, tua conduela he inaxplicavel !
Estacamos livrea ha seis dias '. F^u ler-me-lna di-
rigido a elle, ter-lhe-bia declarado nossas rcla-
Ces...
E e'le ler-lhe-hia pedido duztntos mil francos!
Ido.
Jote i'..'/.;/'ni Coelho.
EXTERIOR.
, se no sMonileor de la flote :
o momento em qoe esl.lo para ler lugar na Cu-
na grave aconlecimenlos, nao ser.io lulo nem me
retie os pormenores seguinles, que manlram a atti-
lude que parece querer lomar o governj de um do
maiores Estados iiidepci.dentes da Asia, rfo imperio
de Annam, vizinho do celeste imperio.
O imperio da Annam, situado, como n% leilore
sabera, na India de alm do Ganges, he limitado ao
norle pela China, ao este e sol pelo mar da China,
e e-la situar,).! pe-o em continua relarac com o Tan-
to pait com quem confine.
Alem desla cansa natural, oulros molivo* expli-
cara as numerosas relacf.es do don imperios entre
si. Annam foi povoa-lo em 1368 pela envgrarao chi-
na ; susteulou numerosas gucraa, nu lim da. quaes
se Inniou por varias vezea tributario d< China ; a
actual dvnisiia que subi ao poder era l~'.'j. apezar
de ser de origem coclnncbina, regnlon ale a mora
do ullimo imperador Tao Kouaog, a sua politice
pela d corte de Pekim. A' vista deslea fado, era
imporlanle ennhecer a intenc/i-a do governo anna-
mita. Elle acaba de mostrar por um documento ef-
ficial qoal o proceder que te propoe Hguir no roen,
fio conflicto que rebentou na China.
O mandariin gera' Keeih-fiisin, qoe faz na corle
.le II ue as vezes de primeiro ministro dn imperador,
acaba de diiigir a todos oa mandarina gnvernadoras
das pracas martimas do imperio a seguate circular
dalada de 10 do passado fevereiro :
Em nome do poderoso imperador man aanhar,
o i- da dynastia dos Tchoong, e por ene orden.
absolutas, faro vosa seguinle rommunirai.m, a que
obedeceris como samprv, debaiso das mait terrivers
penas.
ir Soobesle sem duvida qae rebentou a guerra
enlre os homens do Occidente e o sohlime impera-
dor da China, nosso adiado. Sem entrar na ruaa
deata guerra, qoe nao podem ailnbuir-te tena aoa
primeiro, a inieuco do no-so soberano he perma-
necer neutral, sem se declarar por uns nem por no-
Iros : portanlo devei conftirmar-vos com este pea-
saraento, e nao tomar partido em circunstancia al-
guma, nem a favor do Ingiere, nem dos Chin.
Creia-me, senhora, o melhor he nao dizer Ihe nada.
Pague >eu rescate, exija om recibo, e no fim de 15
dias eovie-lhe orna conla corrente com a meorio
seguinle :
tem 100.000 francos entregues pe-soalmnit
por mislress Simnns, nosaa ocia de qoe leve reci-
bo. "
Desta maneira recobrara' seu dinheiro sem o er-
corro dos soldado, nao ha claro '*
Levanlei os olhos, e vi o bello -ornar de Marv
Ann radiante de reconhecimento* A velha Siman
ergua furiosamente c hombros, e n.lo pareca com-
movida se nao de despeilo.
Na verdade.senhor, disw-me ella, V. S. lie nm
homem extraordinario veio propnr-nn urna eva-
do impnssivel, quando linhamo um meio tao im-
ple de livrar-noa E sabe isso desde qnarla feira !
Nunca Ihe perdonrei nao nolo ler dito no primeira
dia,
Mas, senhora, lembre-se de qoe en rogoei-lhe
que ecrevesse ao senhor seo irmao para pedir-lh9
115.000 franco.
Para qoe ceoto e quinze '.'
Quero riizer cem mil.
Nao ; cenlo e quinze. He muiln ju-ln. I em
certeza de que esse Slavros nao nos retera aqu de-
pois de receber o dinheiro "f
Respondo pur aso: O* salleadorea nunca fal-
lara a sua palavra. V. Exr. eomprehende que e
Ihca acontece um dia guardar o pruioneiro depoi
de ter recebido o resgale, nioguem mats se rete
laria.
le veidade. Mi qoe Allemao lugulit he V.
S. nao ler-me lallado mais cedo !
V. Etc. rorlnu-me tempre a palavra.
Devia lallar asaim mesmo !
Ma. senhora.
Cele-sM e condnia-no a esse maldiln lladgi
Si iv/roe.
1) Rei ilraocavt om Mando de reas d-haixn da ..r-
vore da ju-dra com o Ires rfliciae valido que am-
ia Ihe reslavam.
Tinha lavada o sangae d man a modadi a rnn-
pa. Procurara o meio mais expedito de encher o
varuo que a morle fizera em suas filciras. Vasilm
que era de Janina*otTer'Cia ir bacar Irinla homen
no Epiro, onde a vigilancia das aulnrilades larca
ohrigara muilo salteadores a rieixarem o ollicio.
l'm Larlo queria que e adquinsse a dinheiro a
pequeo bando do Sparlano Paulo que explorara a
provincia de Mague na vizinliaura de C.al.nu di. O
Rei pensava em urgamar o rerrulamento f)rrdo,
e tomar torios o pastore da AKica. Este sysleraa
pareca tanto mais vanl|oso, porque nlo Iraria nt-
aibum diipeodio, Banluvam-se ainda os ral.aoho.
(ContinnaT-*e*ha.,
-

DATA INCORRETA



O imperador nnso senhor, como nao tem in-
jurias a yincar, nao precita de fazer a guerra ; ce
o seu pair. foe alncado, os seos derritas innume-
raveis levantar-ie-hiam sua voi e aniquilaran!
os inimigos bstanle au-lazes para o atacaren).
a Tend.-o lisian entendido.
0 Dada em lloe Koa (Hue) so dcimo dia da se-
gunda luaV
henh-o tin. n
1 m cxeroplar impreiso desta pruclemacao em for-
ma de circular foi mandado ao agente commercial
sidente de Maeao.
Este documenta, legando a opinio geral, foi pro-
vocado pelo passo secreto dado pala corle de Pekim
para intiodozir o governo daAnnam alomar paite
na qoesian daqoella com 01 Inglezes, pateo que foi
MI mcredido. Esta circumittncii lie muilo impor-
tante sabe-la, porque moslra que o uirni china,
apcZar da hu arrogancia apparenle, proeora arren-
jar alliadoi entre ot saos vizinhoa para rcsiiltr aoi la-
ques qne te Ihe preparan).
O imperio annamila lem um exercilo de 150 mil
homent e nma frota numerosa. A tua cooperarn
seria maito importante para a Chin. Esle vasto im-
perio, que encerr paizei como Toukiro, a Lun-
chinchina propriamanle dila, o Lambodgc e o I,us
merece a seria atlenr,. da Europa. A sua poda-
larao que he hoje de viole|milliil de alma?,he acti-
va a industriosa.
A red)!!* tiopaiz he orna ceita particular do bud-
cibi.mo, que lem tuas pralicas especiaes.
Cada cidade e cada aldeia, alem doi deoses naci-
me, adora urna dieindedn parlieular, que ha ordi-
nariamente um quadruptde. Todavia os oulros ani-
inaes n.io sao eicluidoa do culto, e a ultima vez qne
nocaos vasos da gaerra esliveram na baha de Tu-
rana, o animal sagrado era urna cegonba, que habi-
lava um elegante palacio.
Os annamilas lem orna eslima particular pelos
trabalhos agricolas que elles honrara e prottgem.
No primairo dia do anno lunar celebra-se a Testa
imperador dirige-se tolemaemeute a um campo
que por esle motivo he chamado o campo agrado, e
lavra-o com urna charra coja relha he deouro.
Ai rendas do governo silo contideraveis. Com-
poeni-M da niiaca parte de todas as colheitai.de um
direilo de 10 por eeoto sobre todas as raercadorias
que entrara no imperio e do produelo das minsa que
sao multo ricas. O governo anoamita nao se musir
lioslil aoi eslraugeiroe, como a corle de Pekim.e pa-
rece conrprehender a grsndes vaulagena que para
> seo commercio pode lirar das relame cera aquel-
le.
O Aniiain nao he o nico paizda Indo-China que
se isola do Celesta Imperio, e lie um fado digno de
untar-ee, qoe em lodo o citremo Oriente s os Chins
repellen) hoje oa europeos.
( Peridico dut Pobret no Porto.)
DIARIO DE PERNAMBCO QUARTA PEIRA 8 DE JUI.HO DE 185?.
A directora, ser) o julgar iropossivel, porque, reis ; qoe linha um riso de ignal candan narro rl-
nao desei.nhece o valor que elles lem na Inralidade co o para o desvalido
de que si traa, declina cumiado de si afliniia-lo I insto. O que
perempluri. mente. A ler de -
para o penitente < para o
vez st aproxima** riesse rti.iinc-
juro desja de 7 por cento, uu quaudo manos e cao-
ervo nene estado ; porque s rulan ot rapilaaa se-
ra convidados ao emprego de edificaces por se da-
rem as me- mas circiimtlanrias de MjJ, poca em
que foi reeebido o plano da empresa sol os au'pirms
de nma igual tata de uru, que demais era anta* fa-
vorecida pela .liiiiinujcan do cuato da mSo de obra,
hoje quasi elevado ho duplo.
O reg, amento que em confurmidade com o que
foi (lelerminatfo uo arl. 8 da le da 83 de selemhro
de 1K."4, estahel-reu as regris pare ai niriemnisares
He pon uina grande prova para a nosa igreja a
perda .le ara Uo nislioelo prelado. No meioda po-
zada e esmagadura un ifferenra, que cararlerita a
ociedaile actual, a divolgaclo 'deste doloroso acnn-
leraiairnlo curreu a cidade rom a rapidez o o atsnm-
liru do raio. Desde n ultimo dos subditos ale as
passos imperias lodos os curaees se ron|ernaram
lomaram lulo ; calholicos e diw.-lenles deplorarain
com igoal consternaran a morle do padre, do dipl-
mala e rio amigo sincero. A sna alma voou de-le
mundo arompaiihada de preces, u teu curpo foi hu-
niiaret podessern ir aiuda ale 10 -Jti
mais.
Antes de trBrar o qondro ra soa ultima agona
. antes de narrar a sua viagem dirradeira desde o lei-
. Esla base, que a primera v. parecen razo.- to da morle ale a borda do tmulo, permit.a-se-
i lina i>,.-.i. ,,....-.. -..-._____ _.*. ... *
s\'tralourt.. 'rUTll'T^ V" do'KCM^ I"""00 I !I0S aue e.bocemosTlgTmBs' ltah.."l^I*tal7do
s. tralou de real,sa-la na pral.ca. 1S. maior parte hornera, que, como dis.emos, tinh. un, pa.sedo
ie, o hiilorieo, do hornera a quem sorna am futoro de
um espirito no
ma recordarau
dos predios da ra do Cano e sua<
_,..,.,, : .-----" "'=-i miren, ao numera a quem snrrn
rendimenlo liquido de cada om delles em-20 anuos grandes destinos, mas que hoie he
f:'^'od.em,,l,,^.Ve^iv"',nrl,SSo,,,,,,lcri,,io ,laD""' ea,ua ciencia u
lutrinseco da propriedade ; porque, oa sao casas ler-! saudosa, e querida e deplorada
reas e muilo arruinadas, mas de rendimento avan- I i
!rar',,0,'n0aSe'"1?-deaUbrad0J ,leP0UC0 m'"">r '"- O Sr. Vicente llateoi perlence
ue^ndade^m.?,,,,ada'', """ ""?" lia di"in='a Pelo commarcio pela, armas, e lan -
,'"""'""" *" nos aluooci. ;, bero pela, lettras. Ole sta mais lenra idade fui a-
privanra no cargo
seu secretanu particular, uccessivamtatc o Sr.
Massoni, drpoia de baver professado no seminario
IITERlOfi
210 volos.
1.S0 f
l.W ))
123
l:i
RIO DE JANEIRO.
16 de junho.
Companla reformadora.
Reonio-ie honlem no Banco Karal e llypolheca-
rio a assembla geral dos accionilas da Companlna
Keforroadora, para Ihe ser prsenle o relalorio e con-
las annoaes.
A direcloria apressou-ae a axpr a assembla o es-
tada da empreza.ea oovir toa opiniaa, antes de
cnmproroetler os capitaes da companlna,
Lido o relalorio passou-se a iiumea-;.iii da coramis-
sao de eiame de contal, qae, segundo ai disposices
do estaiuios, se aoiope de cinco merobros, sendu
(res latios pela assembla, e doai uredos a serte de
eulre os accionistas de cincuenta ou mais acfdea, de-
vendo porcia entrar cinco nomea lauto na eleicAo co-
mo na tiragem a surle para lupprir os socios que se
escusarem a servir.
A el tiran recahio nos segninles senhores:
Hermenegildo Anlonio Piulo. .
Joaqun) da Konseca Goimailei. .
J. Joaqnim de Cima e Silva Sobrinho.
Joaqnim Jos dos Santos Jnior. .
Hermenegildo buarle-Alonleiro. .
A sorte designou oa sanhores :
Jos Francisco de Oliveira e Silva.
Ihoco Law.
Barao de Periquara.
I.ccpoldu l.uiz da Cunlia.
Visconde de llomlim.
Do inleressanlee minocioso relalorio da direcloria
etlralamos o seguinte :
8 O quarlei'So da ra Sele de Silembro, qoe a lei
determinoo que fosse alargado e reedificado em pri-
meirj logar, comprehende a ezlensao que vai do lar-
fc-o do Pac,o a ra da Quilands. Os lerrenus lateraes
deste quarleirSo perteucem em parles iguaes a falca-
da nacional e a particulares ; para que a nedifica-
t3o dos predios pudesse pois ler lugar era miiler ob-
lero consenso do governo imperial pelu qoe respei-
lava aus primeiros, e eueetar as desapropriarea nos
segondos.
(i O offico de 20 de oulubro de 183(1, coja copia
encontrareis annexa a esle relalorio, diriitnto em du-
plcala aos ministerios da juslica e da fazenda, mu-
lalis iniiiafi.il-;. dar-vos-ba couhecimeuto do modo
por que se solicilou a mlerventao desset ministerios,
para que, sem ollensa dos inleresses do governo e da
compauhia, ie pudessedar inteiro cumprimenlo a ci-
tada le> de 23 de lelembro de 18l. Em rciposla
verbal foi lembrada a direcloria a ronveniencia de
levantar a planta e fazer o ornamento das obras qu
i-e devem execular du lado da (.apella Imperial, c
pelo que concerne ao lado opposlo que se articulas-
sem ai baaes de ama proposta. Esses Irabalhos se
acham concluidos de modo que o governo imperial
posia sobre elles lomar ahuma deliberado.
r>8o juliiou prudente a direcloria dirigir seos
pistos no sentido de desapropriar desde logo os edi-
licios particulares. Os fondos que tinlia a sen ahpr
naqaella oceasiao eram insnflicienles para fazer fact
a indeinnitaeOet ; carecia-se pelo menos de mais
urna chamada de 7.U 0|o do capital. A direcloria
recuou Oanle dessa eiigencia. O estado cm que en-
lao se achava a praea do Ro de Janeiro, a alc,a da
juro, que regulava de 9 a 10 OI() para a firmas de
maiur crdito, nao aconselhavaic por cerlo um se-
nitlhante alvilre. E pois enlendea que procedera
de roelhor moda aos inlerestes da aoi-iacan qae re-
preientava adiando aquella exigeucia para epoea man
lavla ve!.
Com efleilo a baixa qae se den de 1 0|0 na taia
dos descontoi do Banco Brasil em Janeiro deste anno
tez dmer na mesma proporcAo os juros para todas
as traiisaccoc- ; e com quanlo essa taza teja anda
pouco animadora para emprezas de melhoraneiiloi
inaleriaes, comlodo a directora deliberoo fazer urna
pequea chamada de 2 lj por cenlo para se poder
considerar habilitada, senao a desapropriar todo o
primeiro qoarleirao, ao meaos a caminhar com man
seguranza.
Kealiada ea chamada, se bem que nao em sua
loialidade, por haverem fallado alguui accionistas,
deu-se principio aos ajustes para ai desapropriacoe.
amigiveis ua forma do que dispSe o arl. 52 dos e*ta-
latos. p'o desde cntao que a direcloria enlroo a re-
conhecer embaracos que at cerlo ponto nao haviain
sido previstas,
o Otalordoi predios qae a companlna linha a
pesapropriar na ra Sete de Setembro e suas Irans-
vers es, legando o sea projecln, que comprehende
nma facha de 150 palmoi de fundo pira cada lado
da ra, miportava, conforme ai baes do art. 17 do
reanlamenlode 2i de ferereiro de 1855, era.....
:l,853;8bl.l-5012. Esla quaolia, repartid.) por Gj'j'
bracas, que lem ambos oj ldoi da ra, dava o quo-
eiente de (i:8lis'J"t) para o custo de cada braca de
frente cen 15 de fundo.
Ene elevado algarismo poderia lornar-se menos
sensivel ae por ventara se viesse a dispensar, como
se julgou potsivel al cerlo lempo, a acquiijao de
alguna predios das ras Iransversaes, embora as no-
vas edGcac,&e viessem a ficar com o fundo de 100
palmo em vez de 150. Se etla tedoecn se lizesse
descea o costo total da roa a 3,331:4lojjiao, ou
.>:'.l_ti5l8 por braga. Enlretanlo eil hoje a direclo-
ria cunvencida.por um eatudo qae accurailameale fez
l'-'c -em Ihiiiie reducto So he admissivel para as
ccmmudidades dai novasedilcac,es,nem conveniente
aos interesses da empreza,
No primeiro caso, o fundo da 100 palmos para
i onslxo.cc.6oi seraelhanlet/ai que le projeclam na ra
>ele de Selembro tena por demais acanliado; no ce-
goslo, -e diuiiuue algum lauto o custo do lerreno.
lambem o valor com que lica he igualmente dimi-
nuida ua mesma proporcAo, e por conseguate uen-
huraa vautagem via d'abi a companlna.
I'ranlo ha lorco.o que luhsista aquella primei-
ro calculo de 3,853:8695012, ou (i:814S97 (termo
medio em luda ra) por cada braca de frenle com 15
de fondo. Esles clculos foram" verilicados a vista
de documentos oblidos nal rcparlijea publicas,
principal base sobre que podiam auenlar.
a Como te o custo de cada braja de lerreno na ra
Sele de Setembru nao fosse ja de per si desauimador,
veio anda a nova que-lo de bemfeitorias dos inqui-
llnoe en alcuns predios aggiavar a posicHu da com-
panhia. Algumas deseas bemfcilarias esiao aneadas
na decima, uulras n.io ; entretanto seut nonos s'e re-
putara todos com isual direilo a serem indemnisa-
dns, e embora a direcloria n,1o esteja reolvida a con-
cordar com esla nova eiigeneia, sera que seja dissu
convencida em jaizo, bu todava possivel que le Ihe
imponlia qualquer onus, seno a reipeilo de lodas,
ao menos de algumas.
catoi sao em moilo pequeo uuineru em lelac.io
lodos os predios a desepropnar.
r, i ...|... t ,,a*ci iii.ii-'.i.n. no seminario
necea Jr T\H ^ fV" 1 re?ul"menl '< c,n 1ue lt>' nueado. a lingua grega e latina, a lo-
NCCa por lalla de equidade para qualquer das pir- g.ca e a melaph>(ica, foi encerregado do locar de
hrannto"'?'" *w "I".'3 mpanh.a he so-, subslilolo da cungr.ga.;;!.. do, cardeaes para a boa
bremodo prejudicial, porque se da conlra ella a inai- I direci;ao da mslroccllo publica, de aldanle do ae'
f.'_'a..l.f ""fs ,'u"',o^ "- pnmeirj. hvpolhese. E crelario das carlas'lalin.s de sua Sanlnl.de, de es-
cripior dui rno/ux proortox, e ceremoniario pontifi-
cio, fcleilo depois para ua primeiros empresos
da secretaria do Estado, ahi oceupou-se por espaco
de sele minos no salifa?torio desempenho dos mais
graves negocios eclesisticos e polticos.
tm l'uis de 1817 foi enviado a Toscana uo carcter
de eucarregado de negocios da Sania S, e naquel-
les delicihmns lempos merecen no conecilo dos Do-
mea prudentes e illusirados os maiores elogios pelo
bom desempeuho uos aisumptos cooliadus a eua di-
recco.
(.loando o srai-duqu de Toscana se vio na ne-
eessidade de sohlrahir-je revollo, ipffrendo ai
peripeciai terriveis daqoella poca, Mnmenhor Mas-
soui, que gozava da parlieular distiuecao e aprege
daquelle principe, lomoii-se seu companheiro inse'-
paravel at qoe, restablecida a paz da Italia, vol-
loa a capital da Toscana.
Dude aquella poce al o prsenle tem contri*
buido pare fazer effecliva a mais couliaes e as mais
amigaveis rclatei entre a Sania S, e o governo
luscane. Enlre outros fados citaremos a concorda-
la em materias ecclesiaslicas que acaba de concluir-
se com reaes vantagens lano para urna como para
oulra corle.
Durante a sua permanencia em Toscana, Monse-
nhor Mntsonl desempenbou lambem impurtanlet
missfles noi estados de P.irma. A sua residencia ues-
tes estados tornou-se nolnvel. porque eierceu actos
de niagoaniroa prolec(ao a favor dos compromelli-
dos polticos, fi.s.em quaesquer as tuas opinifies ; e
ludo uto com a diguiaade compativel com o seu al-
io carcter. Quando Uve de relirar-se lalli loda
a impiensa, n'uma ni voz, Ihe fez os maiores eloaios
e lodas as elasses da sotiedade lamentaran) a sua
retirada.
Sao finalmente inni significativas as eipreises
que se leem na proposla qae se fez detle prelado
n consistorio, aonde, depon de mencionar os dif-
irante* cargos que mon.cnhor Massoni linha des-
empenhado, conclue assiin : he um bomem ra-
vesddu de gravidade, prudencia, doulrina, probi-
dade de cosluines, e de experiencia dos nogocioi;
c portaulo digno de ser promovido igreja archic-
piscupal de tJess.
lal he o horneo; que a proverbial benevolencia
do summo pontfice Po IX tuviuu como sau repre-
sentante cile do Brasil em novembru de 1850.
III.
A silnagao e rne ccclestasijcoj do Brasil eram por domis, aquella
desanimadora, e esla crilica. quando aqui chegou o
illuslre internuncio. L'm ministio que pretenda se-
culansar os caones, que ebegou a legislar sobre os
direilos de um poder eslranho c superior, achava-ie
clao na gerencia da respectiva roparlicSo.
o illu-trada e firme vunlade do illuslrado e digno
moiisenhor .Marino Marinl apenas podia conler a
impeluo.idade da voulade violenta dessa ministro,
a quem um senador chamara de uuvo I.ulhcru. Pur
esle lado o Sr. arcebispo ruconlroo urna quasi insu-
peravel difliculdade, nas nao esmoreceu : euperou
com prudencia e fina circumspectao.
O corpo diplomtico no Bra-il nao era urna enr-
poracao que sempre eslivesse do mesmo accordo as
queslOes de conveniencia geral c romnium, como
costurad succeder n'uulros paizes. Fullava-lhc, por
assim o dizer, urna esdella polar, e um centro de
accao e direcs.lo. O Sr. arcebispo de Edessa, por
voto deeipeniao naanlrne, tomu-se cita eilrella
e esle centro, como era ollicialmeule leo presidente.
Ai relaeftes mais de amigo e irmao do que de colle-
ga e presidente s ai poder avallar esse mesmo res-
peilavel corpo, que leve um s coiacao para chorar
e deplorar lio lufausla morle.
O Sr. arcebispo de Edessa, em cousequencia do
seu ministerio, havia-se posto em contacto com al-
gumas ordens taigas, que boje enlre nos conservam
em grande parteo brilhantismo rio culto, e prali-
cain oulros aclus louvaveis de religio e piedade.
Especialmente as ordens lerccirai do Hospicio, do
Bom Jess. a irmaudade da Cruz aao laslemunlias e
piegoeiras da piedade e fina urbanidade do illoslre
internuncio.
As suai retacOes com o epicopado, lano brasi-
leiro, como das repblicas do Prala, se podessern
ser publicadas e sabidas, reconhecer-se-hia nessa
correspondencia um digno representante de Pi IX
que, apar de una proverbial dorara do raracler,
exprima a sanlidade da doulrina e infallibilidade
da igirja.
Com o novo pessoal nos conselhos da cora raiou
urna Tormosa esperan(a para o reslahelecimeuto das
bas relacOes entre os dous poderes. Dout dislinclut
estadistas, o Srs. marquez de Olinda e visconde de
Maranguape, que haviain profligado nos conselhos
do Estado ot atintanos projcrlos do miuislro secu-
lansador, laziain parle da nova Hluacao. Immedia-
laraeiile o presidenta do couselho de minislroi, e os
respectivos ministros da juatita e doi etlrangeiros
eiitabolaram retaques pessoaes com o veneravel e il-
luslre representante da Saula Se ; e he fra de du-
vida que, sob os auspicios do actual ministerio, e da
actual i.-pie-eni.ir.i i nacional, as quesles pendeules
he '!ahi que provea o ezcessivo algarismo a qoe so-'
be a indemniarau lolal das velhai edilicaccs da
ra do Cana.
Em vista do qoe fica diln acredilava a direclo-
ria qne ot proprielarios se eontenlariam rom a in-
demms.icao calculada por aquella base lmenle ; en-
lretanlo dee-ea o contrario.
Nem um dos proprielarios do primeiro aJMftei-
r3o, que foram convidados a entrar em ajuste ami-
givel apretcnlou proposla infer, r ao man'mo que
Ihe permille o regulamento ; e alcuns al mesmo
o eicederam. Todos, a eicepco de tres oo qualro,
ee julgam coro lal direilo cob'csle, oa aquelle pre-
texto ; argumeatando mnilai vezet at com o valor
fuluro de suas propriedades provenientes da abertu-
ra da ra ja execuiada pala compauhia.
Embaide te Ihes fez ver o calado de ruina em
qae algoni dos aeui predios te achavam, e qoe cer-
lamenle os obrigaria a cuslosos eoncerlos no deur-
10 de 20 anuos; exhihio-se al o exame e avaliacao
judicial a que ie proeedon por parte da companlna,
evaliai.-ao que ficou muilo abaixo do valor das m-
demniarOct cm qualquer dot caso do resulamento.
Nada purm se consesuio, e a manira dos proprie-
larios rclirou-te protestando pelo processo judi-
cial.
Neslea termos s resta a direcloria n meio de
recorrer ao juizo arbitral, e sujeilar-se ahi a loda
ai conseqoenciat de suas declines, que ueste, caso
tem a nica vautagem de serem summarissimas e
nao oflerecerem as delongas do foro enmmum, por-
quanto eisas'dicisOes nao podeni afaster-se do cir-
culo trocado pelo resolamentn, istn he, a contestas
de 10 por cenlo em unseasos, e 20 por cenlo cm ou-
Iroi, aegondo ai circurustaucias especiaes que se de-
rem e possam provar-se.
Para este lira ja se acham nomeados arbitros da
compauhia o Exm. Sr. con.elbeiro Pedro de Alean-
tara Bellegarde e o Sr. lente coronel Joflo Baplis-
ta de Castro Moraes Antas.
O governu imperial, a pedido da directora, rii-
ngnou tambem o seu arbitrio, quede o Eira. Sr.
coronel rrederico Caraeire de Campo.
O S 6. do arl. 38 dos estatuios determina qoe
todas as vendas de predios e terrenos que a compa-
nlna adquirir possam ser feilss em baila pqblica.
Bala disposi^ao, cnmqoanlo soja protectora dos vos-
sos interesses, nao i.'eua eomtado de Ibes cflerecer
lambem grave inconveniente, desde que, em certoi
e determinados casos, a adminislracao se Dio adiar
investida do poder de eflectuar alaunus ven las em
paniculir. De ordinario os prelendenlcs eambi-
uam-ie entre si de modo que as arretnalarnes se f,.-
Cara a presos nfimos e .Iiiiii -..-. Este fado pode
dar-seern grande escala dos leiles que a companh'a
liver de fazer, nao s porqoe os predios e lerrenus
s3o vendidos em grandes loles, de avullada im-
ponancia, como tambem pela facilidade de colliga-
rem-se os preleudenles e apparecer um f lan-
cidor.
Dala esla hypolhese. alias mui natural, a di-
recloria aehar-se-ha sera meins de combaie-la ; re-
duzida apeoas ao unicu cxlrerao de nao elfecluar a
venda, o qne por cerlo nSo he menor mal.
a A direcloria pois solicita de vos um alditaraen-
lo aos eslaluios que Ihe d a faculdade de poder rea-
lisar at vendas em particular, quando os laucos do
leilao publico Ihe nao parejam vanlajosos aos'mte-
retses sociaes.
A direcloria enlcnde tambem como proveilnia
a autorisajao para fazer operaces de credilo dadas
certas circunstancias, e dentro de determinados li-
unles.
O uso deste meio pudera' algumas vezes sopprir
urna chamada de capital, evitando aos accionistas
um sacrificio coja neces.idade, sendo transitoria.
Iicara asiim resolvida sem o menor inconve-
niente, s
Srs. accionisln, cora a exposico que arabais de
oovir, enlcnde a directora ler cumpndo um de teut
man importanlct deveres. Depositario de vussa hon-
rosa coiifianc.a, compria-lhe antes de Indo, antes de
eompromctler vossos capitn, fallar-vos a lingua-
gem da verdade, Irazendo a' votta apreciaran com
loda a Iral.la.le. at diflienldades qoe se Ihe antulbam
no protegaimenlo da sua missgo. Pleiiamcnle escla-
recidos pelos dados que >qni le vos offerecem, o,
anda mais. depois de ouvirdes a parecer da com-
roissao de eonla., a qoem desta vez rabera entender
sobre lodos os atsurnptos tratados ueste relalorio,
podereis entao resolver, leudo em vista nao sn os
vossos interesses, como lambem a suienlacao da
pnmeira empreza que representa a idea de uielho-
rar e embellecer esla grande capital.
A direcloria, dominada sempre por seas mais
ardenles desejus em favor da cunlinuacao e lutora
prosperidades da nossa era; reza, e conscia de que
aluuma cousa poderia alranrar, ou pelo menus adi-
antar, julcou nppurtuno levar aocouhecimenlo do
governo imperial as dillicnldadadci qne bavia en-
contrado. Nesle inluio farmolou e leve a subida
honra de deposilar lias augustas mitos de S. M. I.
urna exposico circumstauciada e vcr;adeira do es-
tado da coinpanhia, lembraudo algumat medulas
qoe podem concorrer para resolver os eraba
qae. rodean,, e cabe-ih. grato dcv'erT.S"li" crbi.no "ZTJZ ?"""">""' aPraI"n",- U Sr; f
Tar-vos que ...ais orna vez leve de recoubecer a be- P l""ne'n t"1""' """ "' *-
nevolencia com que > mes.no augusto senhor tem
sempre acolhido qualquer lapplica que, nu inlerei-
se da companlna, Ihe ha lido dirigida pela riire-
Como deferimenlo alludida exponcao, rece-
bcu a directora um aviso que foi expedido pela se-
cretaria de estado dos negocios do imperio em data
de b do forrate, para que se dirigissc assembla
aera! legislativa afim de obter ot favores que s Ihe
podem ser dispensados com soa nterve.ic.ao.
Alen, de lodos os esclirecimenlos que a coic-
missao lera de con.iderar em delalbe, u direcloria
prestara quaesquer outros que sua pralica Ihe posea
ler suggendo como adoplaveis, alim que aquella
mellior se habillo a propor-vos os meiea de ebegar-
iiin- os lint que lodos desejaiuos.
Kio de jaaeiro, 15 de junho de 1857.Dr. Hu-
berto Jorge lladdock Lobo. Dr. 1.. P. de L. er-
neck.B. K. de Carvalho. a
(yomul do Commercio do Itio.)
O 8R. ARCEBISPO DE EDESSA.
Pelas tres horas da madrugada do infausto dia 3
de junho fallecen o Sr. rcebispu de Edessa. \
igreja calholica do Brasil acha-e pois cubera de lu-
to, a lodos os seus fiis profunda e dolorosameule
consternados.
Proslra.no-nos. ah>smamn-nos. confondimo-nos
ron, a inesperavel promulgado deste lerrivel derre-
lo da liovidenria. Quando ludo pareca sorrir de
esperanras e bous au.picioi para a igreja no Brail
quandn ludo se achava disposio para a9 to,la9 des|e
uno prooigo, o Senhor da vida e da morle neulra-
lisa designios Ho horneas, parare apartar de nos
a sua face, quebra o instrumento com que flor i ca-
ca a tua obra, e eondemni-nes por mais lempo a
-upporlir este estado de indifferenca, de desuna e
de abandono, em que enlre nos se dbale a sUa i-
sreja -
'&S&&.-1+* -i- \^2^TmttSE?22
paulna relormailora ss, para fazer face a esle novo
encargo com que se n.'io conluu nos calclos primiti-
vos, e que deve subir punco mais oa menos a.........
WOlOfJO-, fr uflicienlc o valor dos inaleriaes anula
aproveilaveii depois da demolido dos acluaes jirc-
ilios. que entretanto se nao pode issegurar.
Oniseguiiiteineule em h\pollies.4 alguina luver.i
certcia de que o coito da la.,! de ter.cn.i na ra
jete de aelcmbn sr.,,, inferi, a quanlta .le.....
' -l;:7t._
" A (enc5o da directora I-u sempre, c he anda,
a de mo lornar-se dlihcadora a conipai.hid aeaao
(I Sr. aictbispo de Edessa he eulre mis um cada-
ver : romo a sua alma repousa nu seiu de Deus as-
sim os sen. reslrs raurtaes so urna ponen de cinta
mis enlranlias da trra. Kesta grande ralaslruphe
de ntnvaiisleneii p.eciusa a corte de Rema acaba
c perder ......los cus mais dignos representante;
-leja um prelado evemplir. n ligarlo de Carilla
deyutedo servidora
propno pa
IvacJJO, e para resolver lal conjunclura. Elle labia
barmuniar o hornera calholico cora o bomera politi-
ce, o diplmala e o padre.
Acliavain-se as cousas ueste ponto quando a Pro-
videncia apprtuve pr em novas piovas e era novas
trihntace e vuvez a igreja do Bratil.
>ndia 29 de maio, l 10 lloras da manha. o Sr.
arcebispo de Edes lypbo e com uina recrudcscenle febre amarella.
lodos os seos amigos licaram n'uma dupla encieda-
de rom esle aeoiitecimento. Quando elle se divulgoa
no publico, a cnnsiennc.i,, e o mleresse foi geral,
sem exeeinao nem de classe, nem de rrcna. A or-
dein do Hospicio e o convento de Santa iherezn fi-
zera.n piecei, e quando oulras igrejas iam igual-
meiile pedir, rogar, implorar ao Senhor da vida e
da morle que nos preseverasse, lao preciosa existen-
cia essa Providencia, porm, cujos designios s.lo
imnresrrolaveit, no atlendeu ao, nossos rogos. Seja
em ludo feila a venale do Senhor.
No dia 2 de junho a medicina declarou se impo-
tente para calvar cita vida preciota. Esta detespe-
raeje da sciencia humana s podia ser manifestada
ao illuslre moribundo por um mensageiro qae co-
ndece c reconhece os recursos da scieucia divina.
Lin reverendo frade capuchinho, o seu confessor, foi
quem Ihe levoo esladeclaracao dos horneas da sr.cu-
ca humana. Recebeu-a com a rcsignacao e a ale-
gra do chnsiao que j a havia presentido. Rerou-
ciliou-ie, toman o Sierapieniu, que veio da igreja
malriz da freguezia, espedio-se de sua familia na
pestoa de seu extremoso trinan, o rommendador
Massoni, ajudou e respoi.dru aos -iillra,.io- religio-
sot da ultima agona, e pelas tres horai da madru-
gada do dia 3 essa alma candida voou para o seio
do seu Creador. O oleiro pode quebrar o vaso que
fabrica, e o vaso lera direilo de pergonlar au oleiro
porque me quebras '.'
V.
A nolicia da morle do Sr. arcebispo de Edessa
correu a cidade com a velondade a u aaserabro do
reto : lodos a repuiaram como una calamidado para
a igreja. v
No da leve lugar o -al.menlo fnebre, que fui
um if"s nia.s concurridos, como ha muilo lempo nao
ha semelbaule. O carpo diplomtico, os ministros
do imperio, da fajeada e de eslrangeirns, c pes.oas
da mais alia riisiiuccao forraarem um arompanha-
mento de mais de denlas carroasen-, seguindo ao
rSUBiSSS^SSS^sSSSSSSi
paca a conjuntura actual, o corpo diplomtica
eorapenheiro, um amigo, um conciliador ; lodu
,.m, ,..;ir"Ks;ss:rrz;: ^sffsssssa^ss
Os restos morlees do Sr. arcebispo de Edessa a-
hani-se lepultadoa na igreja de S. Seba-niu do
ui-picio dos padres inissiouarius capucliiiihos. Do
diplmala di-nneto, do prelado eiemplar, do amigo
querido a extremuso, do devoljdo servidor da .Sania
S.ilu padre,qii9 raplivava todas as allenroes e svin-
palliias, ni resta entre mis os seus restos murtaes
era orna sepultura humilde ; mai nos nossos rora-
rei existir a perenne recordaran das suas qualida-
des pessoaes e das suas virlu.les'civis e religiosas.
A luis, que Ido honrado e peuliorado forana pela
acrisolada bonitade do illuslrado prelado, permuta-
se nos triliular-lhe esle humilde leslemiinbo da nos-
sa pungente saudade.
F. M. Ilaposo di .llmeida.
..COI.I.ECIO DO CARACA.
Por mais de una vez le.noi dito e nao nos can-
san mus de repetir, que a regenerado da cociedade
actual su pude ubler-se por nina edurecio reli-
giosa. Oqueleni preservado o Brasil de um rala-
Ctyima moral nu meio da indillereiita, e da nnpie-
iade, tem sido o espirite religioso da mxima parle
do nnsso povo, cinliura punco culliado.
He pois coinsummu pra/cr que Iramcrevemosem
nosaei eelamnea a noticia que se vai ler. (t colle-
RiO do Caraca pude dizer-se que lem sido era gran-
de parte a arca.em queie lem ialvado nao < o espi-
rito religioso em relaCao a- poltica mas lambem lem .
sido o viveiro de onde lem saludo estadistas, e ma-
sutra los, padres, e cidadaos notareis, que lem bem
servido a patria e a igreja.
O colleaio do Caraca lem a sna maior racoinmen- I
'tarjo no leu proprio nome. Fundado pelo espin- |
a e pela devutarilo religiosa, sustentado por padres I
illnslradus e tantos, como o veneravel padre I.ean- I
dio, como o Sr. Bispode Marianna e como oulros
muiloi de scieucia e virlode ; recordado e ebeiiQoa-
do por cerca de mil alomos que all te lem educa- .
do e intimido, eis aqu luda a nossa recommenda-
rao a ri.--.ifit.. desle profcuu eslaheleciraento.
Esle iiulavel intlitulo de educac.io moral e inlel-
ectual, que foi fundado em 1825 pelos padres da
Congregaco da Misslo de S. Vicente de Paulo, e
que no espaco de 15 irnos consecutivos, tem dado a
igreja sacerdotal cxemplares, ao estada prestrnosos
cidadaos e ntegros magistrados, e a sociedade is-
linclot e piedosus pas de familia, foi de novo aber-
lu em oulubro de 185, pelo impulto e sob a direc-
i.ao dos mismos padres congregados, e te acha ago-
ra regular e definitivamente organisado.
lem por lim e.le eslaheleciraento a educaQao mo-
ral e religiosa da mocidade, e preparar os alumnos
cora a convcnieule instrucejo para hons adminis-
tradores e direclures de etlabeleeimentoi induslriaes
ou commerciaes, para candidatos a- matricula das
academias de marinha, militar, de medicina e de
direilo, e para a curada nos grandes seminarios
episcopal!, ou facnldadei Ideolgicas, quando se
funden).
Acharr-ie perianto cm exirccio, e regidas por
hahe.a e afianzados pmfeisoret, as aulas de litigua e
grammalira latina, grega, franceza e ingleza ; ra-
Ibecismo e religiao, geographia, historia sagrada e
profana, pl.ilosophia, rclhorica, e trignometra-rec-
lilmea, elemenlos de sciencias naluraes. botnica
pralica, canlo gregoriano e msica, desenho linear,
de figura e de paisagem.
Estas difiranles materias cstao divididas e dis-
tribuidas n'um curso de 5 anuos. No primeiro anno
ecciona-te grammalira portnguezt, arilhmetica,
cathfcitmo e mosica ; no segundo lalim.francez, ari-
Iho-etica, religiao,mutica e desenlio linear ; no 1er-
ceiro, latim, inglez, grego, musir, e desenho de fi-
gura : oo quarto malhematiras, grego, philoiophia,
geographia e desenlio de paisagem; no quinto malhe-
matiras, cleraenlos de icienciat naloraes, rhelorica,
poedea e litleratnra combinadas e applieadas, phi-
lotuphia e historia.
O calhecismo, a explicacSo da doulrina chrisiaa,
a historia sagrada, e as provat da divindade da re-
llglio ser3o iheonca e pralicamenle ensiuadat e ap-
plicadas em lodo o lempo do curto. As lingaat fran-
ceza, ingleza e latina sarao pralicadas em dase hu-
ras marcadas no regulamento, de sorte qae o alum-
nos possam verle-las e conversa-las, especialmente
a launa, cuja proficnidade uao tem sido geralmente
rerouhccida, como deve ser.
Para receber a respectiva educacao e frequenlar
estas aulas eAo admitlidos alumnos internot c pen-
iou.siasde8ai7 aooos de idade, que, alera da
aoiorisar,Ao e responsabilidade de seus paii, ou su-
penures, sejam acompanhados de rerlidao de idade
alienado de haverem tido vaecmadoi o nao pade-
rerem molestia alguraa contagiosa.
A mesada do roliegial |,e de 240jO0O por anno,
pega por limeslre de 05 adiaulados. nao havendo
descont por ferias, doenSa oa ausencia do collegio
alo dous mezes.
No acto da matricula pagara' por urna s vez 20s,
e lodos os anuos 6# para o partido do medico,
enchoval do cnllegul, compe-te de cama, compre-
hendemlo colchao. Iravesseiro, 6 Icnce., roherV.r
vermelhodelaa, 2 rolrhas de chita, 4 loalbat de
rasos e 2 de pes, hacas de cama, da ps e de rosto,
peolet, escova. e espelho ; e o trajo collegial que
secompede samarra, batina. sobrepeliz e bar-
rete.
A administrarSo do collegio podera' fomecer lo-
dos enes objeclos pelo respeclivo cusi, o que am
pas dos alumnos sabe mais commodo. e por esta
lorma te oblera' orna conveniente uniformdade. Os
pas uu superiores dos alumnos lera* um correspon-
dente que, era lempo, salisfjSa as mezadas, e as de-
mais desperas.
No Riode Janeiro o padre superior dos congre-
gados da mlstSe, morailur na santa casa da Miseri-
cordia, se encarrega nao de ter o correspondente,
como de dar lodas as necessarias e pedidas informa-
cues. sa redaccao desta folha, ra do Rosario 138,
lambem se prestara de viva voz, ou por escriplo as
necessarias informaret.
A localidad em que se acha o eslahelecimenlo be
ventajosamente conhecida e abonada por cenlenares
de leslemunhas, que hoje oceupam as primeirae po-
sicoes elees, ta.no na gerarchia eccles.aslica, como
A ierra dn Caraca lie um dos punios mais pillo-
rescos e mais salubres de vasto imperio do Brasil,
bstando boje reconhecida a vautagem de edocarao
lano moral como inlelleclual em lugar i.olado do
bulicio das grandes povoac.es ; e aendo reconheci-
do que essa mesma criocaedose augmenta, e se for-
l.hca nn conleraplacac, osil.o rio Caraca he omais
apropnado para obler-se este fim.
A benign idade do clima, a potito dominante do
edificio, a cuidadosa regolaridade da bveienc, a pu-
reza das aguas, a alimentaran abundante e saa, e
snbreludo a dedicagao e desvelo paternal do superior
e professores, que por vocaco religiosa, ae dedican.
educado moral e inlelleclual da mocidade, s3o
garantas seguras pora ot pais dos alaranoi.
N. B.As pessoas que pretenderen! mandar al-
gons alumnos para este etlabeleclmenlo oflerece-se-
Ihes agora a melhor occasiSo, por uso mesmo que o
respeclivo superior o Rev. padre Sipnlis, que pre-
tentcmente se acha nesla corle, vellera' al o da 28
do crranle, e levara' era sua companlna os alum-
nos que Ihe sejam conliadoi. Pudera' ser procura-
do, pera inrormaccs e para Iralar-ie, oa santa casa
da Misericordia, na residencia doi padre congre-
gados da mi.sao no poriao do fim da ladeira, junto
do hospital militar.
Depois de comporto o artigo, que acaba de ler-se
vimos ii urna folha diaria as segrales liohatque ful-
ga.no, Iramcrever.
O collegiu do Caraca nao he um cslabelocimen-
to de especulado, elle foi fundado pela piedade de
um hornera eminentemente religioso, e pilos padrai
da Uugregarao da Uissao de S. Vicenta de Paulo.
Como entao, aiuda ho|e prende a este inililato o
empenho de proporcianar educscSo inlelleclual
a par e de Cumbinarao com a educarlo moral a re-
ligiuta. A vcrdideira sabedona vem de Dos ; e
esla su pode receber-ie pura e salutar a tonibra da
igreja ; he o que succede no collegio do Caraca.
O lugar era que elle se acha eslabeleciiio lie o
ina.t apropiiado para se obler uina solida educa-
cao e iiisiruccao. Alli o coriacdlo, por aisim dizer,
conversa continuamente cora Dos, e a intelligencia
acrisolc-se e furlifica-se para conlemplar e cumpai-
lilhr as maravilhas dette mesmo lieos ; e os pro-
gressot e maravilhai da humanidade.
c Chamamos para esle eslabelecimento a allenrao
dos pas de familia. Presenlemcnte onerece-lhes a
melhor occanio possivel de aproveilarem das mil
vautageiK.
O padre superior do collegio do Caraca acha-se
presentemente nesla corle, donde satura' no da 28 ;
e prestase a levar eoi soa companlna alguns edu-
candos. Elle se acha no hutpiui da santa raa da
Misericordia, na residencia dos padres da Congrega-
Cao da Missao.o
F. M. /toposo de Almeidn.
[O Bratil.)
S. PAULO.
10 de juuho de 1857.
Ha ponen mais ou menos um mez, que Ihe nao
dou nolicias riesla capital : causas que sao loriasr ar-
ticulares .leste seu Correspondente, e queme dispen-
so de referir, tem inoliiado esle longo inlerregno,
allulla a proxunidade era que nos echamos. Alm
das causas que acabo de referir, soccorro-me de
una expresta* muilo em moda boje, para de'culpar
a minlia talla : a poca be depasmaee.ra; a ac-
liialidade de pouco oa nada auxilia os correspon-
dentes de jornaes, e muilo principalmente nos lu-
gares como eiles em que us diat te luceedem lem
que ic note o menor movimento, sem qoe appareea
a mais s uiplts innovocao no curso ordinario das
colisas.
Eulietanlo entremos em materia.
Na faculdade de direilo deu-se, ha pouco, urna
loleuinulade luterana ; o bacharel Domingos de
AuJrada Iigueira leudo defendido Ihse para u
grao dedoulor foi ipprevado, e houve depoii lugar
a collarau do grao com as formulat dos estatuios,
sendo padrinlio o illuslrado le.le substituto Dr. An-
tonio loaquim Ribas, que por etta necatilo exlnbiu
mais orna prova de suas lu/ei prnferindu um di<-
curso Batatal como peca lillerari. Esle discuiso
cunsta-rae que sera impressn no Correio Paulista-
iiou ; rccommeiido-lhe sua leilura.
O professor rabequista S.i Norouha lera dado no
j misto Iheatru alguna belloi cuncertus, que Ihe teem
i calido os mais signilicalivus applausos. Os ectudan-
tes na hcuidade rn(isaram-se e ollereceram-lhe um
anuel de hnllia.ites de nao pepeno valor no dia de
seu benelicio.
Como cu nlr.buir.io a esta prova desvmpalhia o
disliocto rusta concedan um beneficio s lilha. do
bnadu lypagranho Francisco Jos da Silva Sobral
que aqu fdlleceu lia aluunt anuos, virliraa rio sua
dediea{ao ao liabalbo. (ls habitantes da capital con-
cor.eiara ao cunearlo, completando assiui o gene-
ruiu pensemenlo do artista. Ao escrever e-la- linbas
con-ta-nus qu.; o Sr. Norouha conceder um oulro
bcnel.cio a iiriid joven para complemento da qiianlia
iierissaria a soa enlrada para u recolhimei.lo de San-
la 1 fiereza.
A nossa clidade araba de tollrer urna modifi-
r.rao quanlu ao prstudl. Cuino sabera, os cerca-
dores que era Janeiro comecaraoj o sen qualnrnuio
sfio todos os da chapaliberal, mas com a iclira-
ria do Dr. Rodrigues dos Santos para a corle, e com
oulrcs impedimentos de algana proprielarios ahi fo-
ram chamados a lomar parle na cmara tconser-
vadoresI.ario de Tiel, Dr. Jo3u Serturio, e major
ii.ihnrl Cuulinho. Estes cidadaos, coulra a expecta-
tiva de alguns, comparecern! logo a pi estar jura-
mento, dando assim una prova de que uao reciura
o seu ronlingente aos nielhor.iinciiloc da capital,
embora rellocados em minora.
Dassumplu chaina-rae natural e suavemente a
tallar de pul lica, purera tallo-hia rie mudu conve-
niente noliciando apenas o apparecimenlode un, e
o desappareciinenlode oulromeleru- -no horison-
lrliberal.OacAraasayuba he o nuvo campean
que vem a lica propugnar pelos principiosgenui- '
us, que elle julga abandonados ou modificados'
pelos amigos peleadores do seu partido : nao sou eu
qoeo digo, he o propriu tampeao que aasim se ex-
prime no sen programis. Crein, purera, qoe, por
maior que seja u brilbante da phrase, e por maior
que seja o tlenlo que osleule o novo Hilador, ser
pouco feliz ; a poca he de cmplela nnlitlertnca
para u exclusivismo politiro.
O decano dos juroaei da provincia o nYpirnngae,
que por lanos anuos pelejnu pelas mesmas crencas,
consta qu fallecira, e de faci ha mais d um miz
ninguem d nolicias delle. Ou(o dizer que a eersa-
e." u desta lulna fui reolvida pelorci; mas que
pi-sienormeine ja se deiiberou a soa ressurreicu, e
que breve o taremos remorado e robusto a ptfjar
de novo. Ignuro realmente o que ha de veraade.ro
a respeito
Conlra a geral expectativa a feira de Sofocaba
no presenta anno esteve pouco animada. Os compra-
doresfizeram parede, e os vendedores tambem,
de modo que a maior parto doi animaes vollou is
invernadas a espera de melhor ocrasiAo. Segundo
escrevem dolli a melhor Iropa e mansa fui vendida
a 1003, e ashucraa 605 o 705. Ueste modo mui-
loi calculo e projcctoi de lucro foram prejudiea-
doi ; enlretanlo atsegura-nus pessoa entendida qoe
os preros bao de fogosamente mbir, e qae os com-
pradores no lei.o oulro expediente que os lire das
ditliculdades senao paga-las aos precos do anno pas
ado, islo he, de 886 a 120S?.
Com venladeiru prazer nolirin-lhe qoe o De.
Seiurado, jnil municipal detta capital, acha-se con-
tideravelmenle melhor da tarrivel enfermidade qoe
sofireu. e que ja hoje nenhuma duvida relia de que
conseguir o teu reilabelecimenlo, posto seja di (Ti -
ril por ora determinar o prazo. Sena injoslo lenao
ronsignasse aqu os elogios que merece o seu medico
.siente, pois que, encarreg-audo-te do enfermo
qnandoj havia sido abandonado por mullos facul-
tativos acreditados, o Dr. Theotioro Rcicher, ene
valentc campean da sciencia medica nao esmorecen
na carreira, e tendo felo algumas conferencias com
o illuslrado Dr. Fidcncio Prales, qae aqai te acha
residindo, ennteguio arrancar o do-nle as garras da
morle. O Dr. Segurado be enlre nos vanlajosamcole
reputado ja eomo magistrado, j como particular ;
tem ainiguse paronle tarabem na coite, e por i>io
jolgo dever com esla nolicia tranquilina-los sobre
seu estado.
O ulli.no correio da barca trooxe-nns nolicia da
nnraercao do Dr, Julo Dabney de Avellar Brotcro
para presidente de Sergipe. Prescindo de encarar
esle aclo do ministerio em retaran ao mrito rio no-
meado com reeeio deolleoder toa modestia, alem de
que he tao condecido que me ditpcnio de qualquer
" '-iiv"..i,. a seu rcspcilo.
He aqui oceasiao de consignar que o espirito pu-
blico est suspenso e anriuso quanlo a' nomeacan de
presidente para esta provincia. Falls-se nos Srs. Ser-
gio Teixeira de Macedo, Zacaras de Cues e Vas-
concellos, i. irro, e Caroeiro de Carapos. Ignoro o
fundamenta deslat noticiat qae diariamente apparc-
cem ; mas em lodo o cato crea que o3o errara affir-
mando que qualquer delles icna bem reeebido pe-
los Paulinas.
De todus os pontos da provincia levanta-se um
brario unisono : Nao tamos estradas n As pessi-
mai que possuimos jazem quaii de lodo abandona-
das ; os carregamcnlos nao escapara de avaria ros-
ta e de grendet demoras no trajelo, e os proprio
passageiroa solfrem incoramodos de loda a casia.
Conlam-.ne que o Dr. Rodrigues dos Santos, ero sua
viagem, leve de caminhar a p em alguut pontos
entre Cassapava e Taubat, consomiudo um dia in-
teiro para fazer a marcha enlre estet dout ponto,
que he de qualru leguas Para qualquer lado ita
provincia que vullemos nossas vislai enrnnlraremus
s mesmas qoeixas, u mesmu esladn. Oenrarreeado
dacslrada da capital a' Saulos aprcienla duas vezei
no mez o relalorio dos Irabalhos tallos sob soa adral-
nislraeao ; o nltimo itesles relalorio, impressionou-
nos desagradavelraenle pelo mao estado ero que diz
achar-se a estrada, e de fado os passageros o con-
firmara. Se a estrada rie Sanios que oceupa cons-
tantemente, segundo nos informara, cerca de :00
Irabalhariores, esta' em pe-- uno estado, o que se po-
dera'dizer das oulras '? !
Mato peior de ludo he que o dinheirn da pro-
vincia consome-sc lodos m aunns em ama quanlia de
300:000? no artigoestradas,viudo atsim a verifi-
car-se que he mal applicado, oo completamente dis-
Irahido deseas fins. E nem podia deiiar de te: de
ootro modo, atleudeudo-ie a que o governo nao tem
oulro meio de prover a esle importante ramo de
servico publico ; otystema ale aqui seguido resme-
se ora pooca cousa : quando as estradas se scham
inlransilaveis, o governo encarrega a qualquer rj-
dadao de sua ennfianrapara orear a despeza neces-
sana, e de proceder a obra maudan lo pagar a im-
portancia das ferias que Ihe apreienta, sem que seja
pouivel a menor fiscalincao nem as cuntas, nem
na obra... Deixo de mencionar as eomequencias de
lal eviterna, porque ja o fiz dizendo que de lodos os
pontos se levanta umbrado unisono contra o estado
das estradas.
Alguns presidentes, como os Srs. Vicente Pires,
Josino eSaraiva, que agora me lmbram, expo/.e-
ram a assembla provincial os .nales e inconvenien-
tes desle estado de cousas, e um delles, o Sr. Sa-
raiva, Iralava seriamente de acabar con. tal sysle-
ma, porcm aules de poder realisar us seus fins reli-
roa-te da presidencia. A asiembla provincial por
sua parle u. .la lem minado sobre esta quesljo mais
importante au futuro da provincia ; ao contrario pa-
rece que ero cada anno ella accumula mais difflcul-
dadet ao governo, ja decretando a abertura de novas
estradas, ja lomando delibcracOes .arrices, que s
teem por fim contrariar o peuamento de organiar o
serviro das estradas sob o peniameulo de um ceulro
director e prufesiional.
Tea mino esta carta noticiando-lhe qoe da 3 dial
casou-se o Dr. Gaviao, diputado pelo .-elimo dislric-
lo desta provincia, com a filda do capitalista Anlo-
nio Jos Ribeiro da Silva, ja parti novameule para
a corte.
20
Comecarei reproduzindo urna nolicia assaz desa-
gradece! qne ha pouco poblicoa o a Correio Paulit-
lano sobre um crime perpetrado no municipio do
l.orena cm o mez de maio ultimo, ei-la :
Crime horroroso. S agora chegou ao nosso co-
nhecimenlo o seguinte aclu, qoe leve lugar em Co-
rona, a 4 rio mez passedo, segundo dalli nos escre-
vem : No dia i era cumlu/i lo a sepullar-se am
preto de nome Flix, escravo de D. Candida Ribeiro,
lazendeira desle municipio. O myslerio com que te
procurou proceder a eise acto, e o empenho de suh-
Irahir o cadver t vistas de todoi, de-per (.u a silen-
cio da autun lado, que deliberoo-ie a fazer corpo
do delicio, impellida palo aaeja ouvia minar peta
voz poblira.
Procedido o corpo de delicio, reconliecea-se que
0 infeliz preto achava-ae lem o doui olhos e com o
corpo lodo ferido por casligos, que te prelendeu en-
cubrir cicalrizando ns fendas a fogo. Attnbuem es-
ta brbaro ataastinalo ao fetor da fazenda Manoel
Comes, acensado ha pouco de oulro igual crime com-
raaltido era escravos da mesma fazenda ; a voa pu-
blica aecutn (.inbeii) de cmplices os lilhos da prn-
prielaria, e as-im se explica a falla de denunaia ou
queixa que lem havidu por parle delta. Ignuro se as
circunstancias do fado s3o precisamente a que aca-
bo de referir, purem he real a existencia delle.
Cumpre-me agora acreicrolar que conla etlar a
autoridade proeguindo na furmaca da colpa ; en-
lretanlo aquellos que coohecem o estado de causas
de l.orena pouco confiara na punirao do criminoso.
Anda oulra nolicia por coula do n Corren;
Pauliilanu :
\ espat. Tivemos mais circumstauciada nnliria
tobre nuvem destet inieclos que appareceu uas ira-
meliares da villa da l.imeira.
Do nma caria particular exlrahimos o seguinte pe-
riodo :
n A sppari(3o das veipai, nu cassununga. leve
lugar i jli de maio prximo pasado, na eilrada qoe
vai ds Campinat a l.imeira, no lugar denominado
Quilombo-----Foi lal a quanlidade desla praga, que
invadindo a e-irada atacaran) repenlinamenle as bel-
las, eaei e at a duai pei>oat que por alli passavara,
sendo urna deltas o nrreador conbeti lo por Pimenla,
que apezar de aer hora cavalleiro e achar-se bem
montado no pode escapar A morle quati instantnea
que Ihe deram tao lerriveii inimigos Igual sorte
a desle infeliz lvenme molher. que porto etlivene
a maior distancia dos invasores, foi tssim mesmo al-
rancada por elle, e licou lao maltratada que falleceu
2i horas depois. (t cadver de Pimenla, lirado a
cuiloede noile, foi coudnzido a Campias, e sepul-
tado depois do complele corpo de delicio. At col-
pas demorando se 3 das no lugar cima referido, le-
vantara... o vo e desapparecera.n ; foram lal\ez
continuar seus estragos em outroi lugares.
Estes e oulros factos. que por urna singular casua-
l.dade coiucidem quaii sempre com a puca du ap-
pareciracnlo doi cometat, vem como que sellar rom
a autoridade da experiencia o terror que te apodera
do vulgu, a acrenc de que laes phenomenos saa an-
niiiicius de cholera celesta. Enlrelaniu compre re-
gitlrar que com grande jubilo dat beatas e nervosos
paisamos por aqui o dia 13 do coirente na mais per-
fela paz e Iranquillida le ; a popolacao enlregou-ie
aos folguedos cciiumidos no dia de .lano Anlonio,
queiinuu foguetei en. abundancia, e quando ot sinos
auuunc.arau. odia 1i, us medrosos respiraran) livre-
menle exclaraaudo : i-elizineule nao te acabuu o
mundo.
Foi ua goarda nacional, segundo nbservarara
os gaiatoa, que o aterrador annunciu do fira do mun-
do nrodniiu maior desurden), pois que a parada rie
i Corpus Chriili ricixou de comparecer lalve/. a me-
i la le da lurra que conuana concorrer uestes das.
Ouanlo ao mais, al solcrou.dadet etliverau. cnocor-
1 rutat e I rilhanles, be.n como a du Seuhor Sacra-
: mentado, a l do crrenle.
O u Curreio Paulistauo n, noticiando a parada,
tarabem opina uo mesmo sentido, e acreicenla que
a guarda nacional d capital parece caminhar para
sua completa extlnec,So.
Estn laivez agora em disanasli no icnadu ura
projeclu presentado ha alguns anuos pelo benemri-
to senador Jos Clemente Pereira, e que lem por lim
segundo consta, cenlralitar no the-ouro o pagamento
loa pensionistas do estado.
Nao lando a pretaneo de prefinir cousa alguraa
a este respeito, c muito menot marear a reputaran
glnriuia do filiado ; entretanto julgo curapnr o dever
de fiel (orre.| un in.i" registrando o reclamo geral
que elle suscita neitj proviucia, pois que, a icr ex-
acto o que rae consta, tenue nada menos do que dif-
icultar e retardar, sena.) privante lodo, do nico
me.o de subsistencia que postucm lanas familias de
servidores do estado que residen) as provincias. Cer-
lo a filia de procaradores, es embarazos e as despe-
jas que occdsiunam a paseaaem das quantiai da cor-
le para o interior, a neressidade da ccrli .es rie vi-
da e i.ntot oulros prejoiaas remtanles da Idopcao
do prnjeclo obligara .. reenhecer uelle uina nova
calainiilsde para a claase pobre, digo nova pur que a
alta dos pree,m de todoi o eneos indispen-aveis a
subsistencia afferta hoje e de am modo saltador a
classe pobre. Conliimus porem na......l,,, ,Ul tt.
nado, que cor lamenta mo concorrer' para que pete
ainda mus a m8o da advenidade lobra a pa.ie maii
Miliiin 'ii da populara i ita pail.
Eu diste, na minha ultima carta, qae posterior-
mente ao fllccimenlo do decano do jornalismu li-
i'ei.,i, o Vpiranga se liona resolvidoa sua reiur-
reicao. Nn me engauei, ahi surge agora a nolicia
de que se lenta fazer rcapparecer aquella fulha, para
eujo lim se reuniram alguns mimbras do partida.
Consta purera que se consultara' primeiro na rrte
entre o liberaes desla e de oulra provincias sobre a
marcha que cumpie seguir a imprensa liberal em lu-
du o imperio.
O motivo principal da resurreirjlo, dia a noticia,
he para que te nao pente qua rom a pulilicn ..1. do
Araisayaba o partido liberal se achaca era cou-
fusao. Conrlue daqai que esla folha nao he, oa n.io
querera que sja, o urgi dn pirHde nesla provincia.
Se Ihe disserque a reipeilo de poltica achaiiiu.
nal algara tanto aproximados a' eonfosao dat lin-
gual, creio que nao avanco nada de novo. Nesla pro-
vincia o jnrnaliimo demonlra evidentemente a minha
propenda.
Oo"> de Marco apregoando-se progretiila e con-
ciliador parece ler-se om pouco afanado do seu pro-
giaanma, por cuj motivo o Ihe dirigi algumai IntarpellacSes deiconfiando de
tuai tendencias para o saquaremitmo puro ou retro-
grado, lea obstante o i de Marco enconlroa-ie
com o o Arassayaba oes uidaram-se em amplexo
fralemo, proclamcndu bombsticamente guerra de
morle a'i oligarclnas de qualquer gra'o e especia que
sejam.
O Correio 'aolistann, porto qoe am pouco roo-
Icrao, tem seguido ama linha invanavel de conduela,
e o.trillando sempre moderarlo e lolerancla, parece
deaejar sinceramente a concordia enlre os Haulislai.
Como velha prudente, reprehende a't vezet os rapa-
zes de tua familia, e por lito nao goza la' de moas
flette* unir elles, pur cojo motivo ja foi appellida-
du de tull i palaciana.
No foro crime da capital pende ama causa in-
leie-santa segn :o ouvi ha puuco. O procesio de ret-
punsabilidade intituradu cunlra o eserivo da dele-
gacia, por qaesles de rusias foi que levantan a dis-
cordia : n delegado Dr. Fallado denuuciou-ae ao ju.z
de direilo ubslitulu Dr. Joo Mandil de Almiida
romo incorio no meirao crime, vista que o proced)-
mento do escrivao linha sido paulado pelu dojun.
O Dr. Mendes de Alenlo in petente processo que esla' proseguindo.
Sendo cerlo qoe a pronuncia do esciivao ja foi sus-
tentada pela roIscJra. he provavel qua u do delegado
d o mesmo resultado. Cumia tambera que o delega-
do etla' denunciando o juiz de direilo a' retacAo ; se
a ruosa continua, teremot cm breve de ver nadar a
provinciailola em am mar de respoutahilldades, pois
que alem deslas aiuda pendera uulras. Era geral lem
sido applaudido o prucedimento enrgico do Dr.
Alende de Almeida.
Creio, e riipciiso-me de explicar, qoe um dos mo-
tivos qne mais influem para o apparecimenlo de cer-
tas anomalas nenes processos, e em mu.lis oulras
coasas, he a quasi geral inlenni.tade em que se
acham actualmente, e dtsde lempos, os funeciona-
rios pblicos ; he islo um mal que compre au dcs-
prear. Se prelendesse aqu fazer ama retaca dos
empregos que etiao seudu occopados por funciona-
rios interinos, teria um nunca acabar.
falla-se na organnaco de uina sociedade de
auxilio mutuo entre os anistai o mchameos da capi-
tal. Estas associaedea tem medrado laivez era cida-
des mait populos do que a uossa, ondi a industria
poisoe tac propurret de importancia que pode for-
mar urna rlaaie dislincla e importante quando reuni-
da ; enlre n nao acontece zstim. Comtudn, muilo
eitimariaraos que a anoriarao em projecta elTecIiva-
menle se realisasse e prngredisse.
Ja que fallei em artistas e mchameos, levo
dizer que aqai senlc-se falla de urna olliciua de eu-
CadernacJJo montada era proporedes cora asnecenida-
des de urna cidade acadmica. O auico eucaderna-
dor que posiuimos, alem de nao ser perfeitono offl-
clo, acha-se sem ollkiaes. Se da corle quizesse vir
algum, creio que nao perdera seu lempo.
Con.la ,pie u Sr. Dr. Ilrolere, presidenta Hu-
meado da provincia de Sergipe partir dessa capital
no dia 1 rio proxt.no mez de jaldo ; a demora de sua
viagem he proveniente da neresidade da por em or-
den) o seu escriplorio de advocada, qoe consta lica
ia' entregue ao Dr. Jos Maria deSa' Benevides.
(Carta particular.)
-MINAS-CERAES.
<1uro Prelo, 11 de junho
lia dias parti desta cidade com algumas pracas o
Dr. chele de polica. S. S., segundo us informan),
lu a Punte Nova, a pouco leguas de distancia de
Marianna, por causa de duvida- que se lemia que ap-
parecessem por oressiao da tleicao qoe n3u podo |er
lugar no (lia proprio.
Continua a no.sa assembla provincial os teus
Irabalhos. At agora nada lem fe.lo essa corpurae,.
que le l.a ailrahido a alienrJo publica.
Ha poucos dias Iralou-se da qaotUlu da trantfcrcn-
ria da villa Janunria. A cmara municipal e ludas at
auloridades do lugar pediam a transferencia di villa
para o brejo do Salgado, a urna le A r.zei em que se fundavara para isso, eram pe-
remptorias. Astentada como est sobre as margen du
Rio de S. Francisco, ejanua.ia, e-la sujeita a ser
destruida peridicamente pelas ebeias deile rio. A
ultima endiento causou um immenso prejuizo des-
truindo quasi lodoi o pedidoi da villa, inclusive a
igreja.
A pnpul.ir.io cio-se obrigada a relirar-ie para um
monle tiloado a algums distancia, e a permanecer
ahi al que ai aguai ie relirastem. Poii bem, apezar
de ludo isto, apezar de ser urna ueceisidade demons-
trada por fados dessa ordem, e de ler dado lugar a
reclamaran de lodas ai autoridades, a Irsusfercucia
nao passuu, por que a cmara emenden dever sus-
tentar o parecer de sua commiisao, que detprezou,
segundo nos informara, lodos os dados ofliciaei le-
quivocos para fandar-io em cartas particulares es-
cripias algum de seus me.nbro, ha dcui e tres an-
uos, e que por lano embora fossem muilo cerdadei-
ras e precdanles para aquella poca, nada podiam
significar agora depois da ultima chei. Servo icio
para demonstrar que enlre nos era sempre he o in-
lereiie pobiieo que prevalece, iuleresie particular
con. suas exigencia, qoe legando s,ij oa nao salis-
feilas transformam-ie em Iriumpbo ou .le ruta elei-
loral, he que domina oa nossot negocios.
Depois dessa queitao appareeeram diversas propos-
tas elevando quasi todos oa nustut arraiaes e fregue-
ziai a villas e algumas villas a cidadei.
Estamos couvcucido qoe anda nlslo nu he o in-
IcreMe publico qoe osla era jugo, et.m merat conve-
niencias eleiloraes.
Esla ciato que em vesperal de eleirei os candi-
datos precisara de lisungear o amor proprio des.es lu-
garejos para lerem felizes em suas prelenr^. E'pe-
ramos, porem, que a s-emble i repula loda estas
prupustas, que nao tao reclamadas pelo srrvico pa-
hlico. He preciso que sejamus menos frivolos, o qoe
deraui rainoi impurlancia a meras diuominacije c
que alten.tainos maiidi conveniencias do servico pa-
blico.
Tees villas sAo creadas qoe nunca serio providas
de jui/.es, por que termo restrictos, e por lito muilo
pouco rendosos, n.iu podem leduzir e nenl.um ba-
charel formado.
Al eleirei primaria para senadores corrern) bel-
lamente em toda a provincia. A' excepeto da peque-
a alleracao que hnuce na Punte-Noca, ueuhuma
novidade importante occorreu,
( dem. )
( Jornal do Commercio do Rio. )
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBCO.
AI.ACOA9.
Macei, 4 dejoiho de 1857.
Charissimo icnhor.Collocado entre qualro pa-
rede, massacrado por urna lerrivel enfermidade que
ameara ceifar minha infeliz existencia, preso de
terriveis e loguhre pensamenlo, arredado dot anyt-
lerios odiosos do mondo, inlo apenas algum leniti-
vo no meut males, quando pegando na penna poi-
so assim dar expansao aos meui iuslir-clos. Sim, o
mez de junho que pia outros olfereceu ama cornu-
copia perenne de gozos e folgaret, para mira eslertl
de heos, foaneeeo-me molestias, privaces e des-
costas. Durante o trifila dias de sua satnica in-
fluencia, apenas oilodias me foi permillido lahlr a
ra, o retanle foi reservado ao marta rio
Depnit, cb*ro senhor, o abandono a que ful vo
lado Felizmente ie nflo deparei cora ot ioccorroi
daquelle rie quem tuilo itavia esperar, resta-me a
salitfacao de o haver encontrado nessa ciaste de
gente a quem o orgulbo e a insolencia ouss appel-
lidar protectora A honrada viova de uro meu en-
ligo amigo, o Dr. Antonio Comet de Aran-jo curreu
praesuroca era mea auxilio, e no seio de sua cariubo-
ss familia eucoiilrei o rarinho que me teria ofle-
reculo peta Mora dos meut dia. Idcnl.ro leelrii-
j menta rcceln do ineu infeliz amigo o Sr. Jos Fran-
cisco de Farias Ferrelra, que nao desmenlindo seus
inilincln genernio, demonslrou-se um miso de-
dicado e promplo a todo os lanificio. Ea Ihes a-
e,radero, e por isto perrailta-mc Vine, que lias pagi-
nas do seu jornal eu leslomunhe raeus votos de es-
lima C gralld.lu.
A cari lade, meltavcl emanacao du eco, ainda lem
sectario! na Ierra, anda lem pleno dcsciicolvimcn-
lo, c mesmo quem pode arrepender-se de exercer a
missio car.dosa rie soccorrer aos seut irmaos Ha
minios que pas nao preitarem-se ao sorrorro do
afllieto, islvam-se dizendo : icnho encontrado in-
gratos...
>lieraves, qoe pelo simples facto de rumprir
um dos devores da rcligito, ja pensara qae ao te-
nhor ve curvar se ainda s mal vis ordens e desmandos
deses carid. s0, do secuta Xl\ !
Amar a Deus sobre lodas as coutis. e an prximo
romo a n mestnoa, os s base, o meio, a' npula
; da religiao calbolira ; precnrhei lao tainas determi
niees e lereii ruraprido iau tmenle vosto de-
ver.
Agora, se queris porque remiste a I u.", sorrnr-
( retle a Beltrao, ter jos a ter eantado como um hroe,
i e mi-svs i'ettii) uarrados de casa era casa, nesle caso
deixais de ser o enle caridoso, e votto nome sera'
recouhecido como o de om laufarrAo, eitop.do que
e presla-se para que lodos o saibam. Bata de
parlirul.ridadrs leudeule a' minha .netsoa, c pace
a's milicias.
O mez de junho, ehiro senhor.'pnslo descnvol-
vesie durante seu dominio urna panela conlinua
de loriar, lies como iuvrrno rigoroso, fr e de sjav
gorgitar. e mais ainda o maldito defluxo, teie
coosliparnn, hydropctias qoe alguma XascsTMIae
ceifaraui ; todava foi bem foilejadu naMua tres
pocas niemoraveii, Sanio Aulouio, S. Jo.io S
Pedro.
O dia de S. Jnio foi o mais felejado, o qae he'da
praxe. Na vespsra Macelo lornou-M >ebasl..po| na
lomada .1 reduelo Malakolf, bcmbai. Ir.ques, pi>-
Iotas, ruqueirai, foguetei do ar. e o la- persegui-
dure e selvaeus buscan, cmlim ale la para Ja-
ragua constd-mc fora aitcilado um pequeo ro-
,dira que cnlrou cm pleno eserciciu aliralivn.
raMoV* Vi" oon*trsar cn,n" 'i'f'fuaei inlci-
i>u da Z). romo lanos outios, fui convidaJo pa
ra comparecer na casa do negociante Alex.nrire
Fcrrc.ra tauamaraes, onde .. mesnada monea da
polica, (..escuna medanle portla de cin-
co bagos, um divertimento cap,, de captar o in.e-
reise doi acctunislai. De feilo, meu rha.o seohur,
preenrl.en silisractoriamente nu-ias vislai, se he
que ni a exceden.
S3o dous jovem e habilidoso fiboi na evolucar
de diversas dantas, mostraran, urna habilidade es-
pntala Ainda ahi nao para, nao, oulro .oven de
idade da 10 annoi, digno Gibo do Sr. Jaca, cantan-
do algumas modinliat aoimpanhartai ao viola pelo
hbil arlisia o Sr. Joaquim Anloni, deeeuvolvea o
genio anula era seu zemtb. Sua voz vbrame f-
cil as modulaces, ieu gosto na execuclo merece-
rn) a plena aopruearau dot circumtlanlct. Ileuvr-
ram algumai qua Irilhts. deiibafo para aquelle- que
nao comprehen lendo am ceilil do bello e aga I ivel
so querun dantar Paciencia !
..^r1!' lep" d ,1" ** "l"nH lervido,
um balan soblo aos allus eiparus, e assim rouclu.o-
e a no-te de San JoSo.
F:la capital e provincia caminham nat veredas
da paz e se os arces.or.u nao desraenlem ludo, pare-
ce gola-la ao apogeo O commercio assaioe dimen-
Coes nieanleseac. o cspir.lo do asioc.acA.s toma ....-
qae ha |il. a cana econmica.
, ur^"?0!^0 or*"i,''u,-'e P" etabclecimen-
lo rie orna fabrica, qne lera' erecta nu lugar Fe,..
Velho Ja.l.as. trata de preparar o. meio, de "u,
elevado, lendoja' chegtdo des colonos que a mes-
ma asaociacao mandou vir da Europa
(Jotra ,ss-.c,acao trata da fundacao de am Irapi-
cii-, esbarrando astnn o mooopolio e faclil-iud a
"Sf* 0 P'3o do exercito Cari, Cvnllo
de Lastro comprometteo-se a illuminar a cidade .
gaz, eisa pnmeira experiencia dcmon.tron a fac.'i-
ina pomb.lida.le. lie ette tenhor ara digno cidad.io
qoenaudeagara presta releanle, tervico, a esta
provincia, a quera dedica todoi ot teot etlorro
Niiincru.os carrol e cabriolen freqaeutam as"rn
desla capital, entrando nesse numero um perlen-
cenle ao maior Miranda e oolro ao lletpanhol |>o-
ming-i. arabos de alague!, de forma qae eos dom.n-
gos aprsenla esta cidade a miniatnra de urna cida-
de de l.rceira ordem. LUimamiutc Mr. Girardol
annuocia a ereecao de um bolel coloso. Louclun
pois qu. va. lulo em progresio. Etqaecia-me ,'.
iheilro maceioeme eila' quan promplo, a coma-
me que nette elle dar*' a tua pnmeira recita.
O que falla pon que ot dignot Alagoanut fechan-
do os ouvnlus a letelas banalidades, cuidando la .
smenle no augmento da patria, cuncorrara atsim
para o etladu prospero da provincia.
A salub, idade publica nao lie benigna, e mesmo
cieiu qne lem augmentado a morlalidade. Dos se
comptdeca euvindo-noio roicio de ion bondades
Ciiegoo a esta provincia o stimo b.lalh.lo de
infanlir.d qoe veio render o legando hatalh.,,, de
igual arma. Apenas veio a ala dircilt. Ette batalhao
loa reeebido com agrado pela fama que corre de tea
hoaroto procedimeolo. Espera-, o Sau Salvador
mude seguir' o segondu batalhio para .hia
Agora mesmo coasia-uoi que esle icguira' para
tul, segurado o primeiro para a Bahia, vindo final-
menta o oitavo batalhio de caradore para aqai- esta
alleracao ha sido hem reeebido, se allender-se que
o o.tavo bdUIhio delta neila provincia urna fama
digna pelo sau honroso procediraento. Desde o ten
digno con,,,,andante Laiz J Ferreire. .t a ulti-
ma prata lodoi tahir.m obrigadm pelo cumprimen-
lu das urdeiis imperial.
Tem l.avido jamares reciprocamente dados peles
dous batalhoes, segundo o selimo, ambci liveram lu-
gar nu hule! (lirardol.
A uossa pulida caminha em ana marcha normal
o que aasat depoa a favor do povo alagoano o da'
inie.reza energa dos agentas pohciaei.
Relirou-se einli.n para a Bahia no dia V do pa-
sadu o Exm. r. Ltnsaosao. depon de haver reeebi-
do dos seu numerosos alfaicoados amiBOl, nao
equ.vocat prosas de eslima e comideracaa.
S. Exc. deixa saudotat rerntriaf Ce.
Os genero delpriraeira neret.i lade eitao por ara
preto consumo, dilTicil he p.r cerlo preeneber net-
tas alturas o papel do pobre ; nlo ha dlndeire que
cliegue para remir at neccst.Jadet.
Remello-lde a inciata pocsia que, ao Exea. Sr
Cansausao.olTereceu o no-so amigo Lampos : ca me-
recer sua aPl,rovacao publique, .eoao o dito por ntsn
^Aqni concluo etla manante mistiva, e te mais al-
guraa cou'a apparecer que iolereste oflereca. era
uolra narr.irei. ^ '
Estimo a sua sande a disponha do pequen* prac-
Cotmopolit*.
PBRIAMBBCO
PAGINA AVULSA
Consta-noi qoe chegou da corte om inagncli.a-
rior, Irazendo em tua compauhia eomo maravilb,
...?.", ..' "S" romua,,,hi ""> "mi ; dieseram-n^
que pretenda dar no Ssnla Isabel algum ecperla-
v'e-o-hero. """" l" "" *5-BBS*
Consta-nos que a roa do Deitino nio tem sido
pol.uada, ou palrolhada, sendo qae na misma per
ter demasiado erroa, alguns prelo. qe noli* per
ella patiam, vao sendo bem solTrivelroeale corrido
.r.,r, De.lino. e ellos cumpre o sea, cifolando ra.i. oa
menot os seos scraclhanlei...
Betarraino indigilado como autor do rouh.i
Vnn\ n" hi *" ." .. de D. Joaqu.nc
\ .auna na ra do Lacremente, foa condc.nn.do pe-
lo jury ha qualro annoi do prisgo cora Irabalho.
Lonst.-noi qoe o Sr. Dr. chefe de colieia.
cerrando na tegonda-feir. urna casa saipeila de la-
bolagem, no bairro de Sanio Aatonio, prendera al-
go uidmdoos que ..ella la ochavara.
H.ri.l'd-l|lt?C'5 Um I"'0 menor ao Sr- deaembarga-
dor Padilha d. enfermidade de garganta : .,..,
medicoi smenles, reconhecendo que o nico re-
curso que laivez o salvis* fosse oierario, era con-
ferenca deliberaran! emprea-l.,' h.venda .1(s
comoltado o doente, e ,ua mal qoe ann.iram ; a
operado foi fe.ia cm toda pericia pelo Sr. Dr. A-
1".....''d** 1' Sr. cirargiao Silva e Or. Ra-
mos. Durante ella, ene menino, Ijp, de .ma cora-
gem e sangue fri deiraarcados nao deu um ge-
mido, nao eilreraeceu com um s., membro. faltando
sempre, que a itSJ era prococado, mandando por
minias vezes suspender a operac*, para reunir ti...
rere**, e depois ronlinoar, e ludo islo por ter reato.
um juramento a .... ma., pelo ,mor que IJohil ,
.eu Dr. lMU pai) que sena ama eslalaa. te dorar...
o doloroso periodo ella nio abindomase. Lom ef-
fe.lo Nos estavamoi presentes, assim cerno mulla.
pesjOHda amizade da casi, acontundimo-no, .dien-
ta de tanta impcmbilidide e retie.n.r>. Tanlr. et-
tSTJSS 0la'''". |wqw o mal t.nl.a
tallo rpido, progreitoi ; e e.e menino bero. tor-
curab.n, no uto de lodat .. ,.. facoldcdes. pergun-
lando por seu p, Nao he um romance : lodo, qu.
preseairiaram esequadro ficaram wrprc.i.lidos, o
propno facultativos, que lio .ol.cito. te roo-lraram,
licaram raarav.lbadoi ddi,ntc de lano tangn* fro
e impashilidade. ascapc""
Consu-nos que um facto escandaloso e tobre-
lulo irreligioso, Uvera logar na noile de ->9 do mez
pretrito, na igreje de San-Pedro, por occ.iiao do
te-Deuraque ua mesma igreja hoove, e foi o le-
guinte :
Urna senhora tendo ido auitir aquelle aeto,
apreientuu-sc na igreja com os .iui band..., co-
mo vulga.in.nl. eliamam. lao lev.dot a mm,
que deiperloo a geral aliene..;. e de tal re qoe
alguns .gaialoi. se he qae oalro epitheta nao se
bes deve dar, se aproximavam delia al qne snrr.-
leir.mente foram-lhe puisndo pelos chello qmt
de lodo o ilesm.ncliar.in. Ktie prnced.mcnto lodo
repreli.nsi.o, quer dessa senhora, pela taima inde-
cente porque atl. se aprsenlo., e quer de*c gaia-
laca pelo tea arrojo, induz a crer u detretpealn qoe
existe para com a religiao e a sociedad.; e no en-
lretanlo h. para admirar e ata metmo para lamen-
tar, que sendo eise pmredimenlo pralicad. em pu-
blico, e no reciiilo rie urna i,reja, na* boucene nma
postea com a precita energia para rrpellir esa ca
joa fe.ta igreja e a agrada Formula, a q.em dc-
vemoi lodo o respeito e adorarao .' Estamos pero-
didusdequ- facas dessa ordem nao se daara u.
Ilotpiriu da Penda, porque ssbemot que aqoellet
retpeilaveit missionanoi rapurliinhct, nao tolerara
esse. abusos qae in do enronlro a religiao a a mo-
ral, e que ten mi a precisa energa paia expell.r
quera quer que fosie, qo. a tanto ousater. tela
que lao bellos ejemplos pudcitvra eivir i:e norma.
Somos informados d. qae lra preso um ho-
rnera, qu. haveodo raptado urna atafa de anem
idale, e vivendu a seu salvo cun ella pat epcu d*
um ou dooi annos, lesolveo abandona-la depon des-
e lempo para te dedicar a noval conqoitat, e de
facto, em bem pouco ennteguio ripiar urna oulra
tambem menor, prometiendo-Ihe aquillo qu* elle
io linlu em vila eoneeder-lh*. e sim para ta-
lifazr oteu lim libidinoso, o que com rfleilo. di-
zem, concegaira, mas qoe dela vez nao Ihe fra o
neaori i lato bem tureeilido por alsuem Ihe seguir a.
pegada!. >ao pndemoi dcixir de l.-timar et-ae en-
lodo de im.noralid.nte em qoe vivemot, ou antes co-
mo e taha conculcad, ai leis do noso pas, por to-
doi quintas a deviam re-peitar. E ser. ivel qoe
Ctse estado de rousis assim conlinac? He de crer
que n.Ti, porqoe do contrario a cada momento ta-
amos de ver se leprodutirem fados iguaes, en-





MUTILADO


.


.
Ui> nmguem poderla julgar giranda a .u honra e
, '"* '"""' E nele raso n quo cumpra (ntn .
Aquillo qnja le dalermina e deve ser reslriclamen-
!' "Wrnrl. Na ha nvjtto diss que um faci
Idntico entre no. ae dea, lem ddquelles que nos
ao ducoohecidos; e no entretanto elles continuara
a sp reprodiuiriMii com pre|uizo de moitai honras,
--.rivemoa occatijo de ir visitar a Illma. Sia. 1).
rrHiu'ma, niha do finado Joao Arsenio Brboia,
ue f --Mfiuaia da cataitrophe da ra das Cinco-
ror j, com clleito (hallante centriat;idoi Tiramos
a ver oo leito da dor narrar o seu infortunio. O
-sea atado te hem qae anda melindroso, lodavia
prometa lisonRtira esperancas, gracas aos desvelos
a cuidados do Sr. M.guel Fllela da Silva, que in-
earuavel se ha moilrado em slvala, empregando
para este lio lodos os recursos que e arle scuuielha
e*ua tnlelligencia alcn5a. Louvores damos a eise
di.imcln profesior. que iabendo comprehendcr os
deveros da humanidad, nao dovlda um momento
em os por em pratica, am prol doi aeus seme-
llunles. I'..,, mlelii senhora, haot como todas as
mal peiso.s de sua familia, el*o hospedadas em
casa do Sr. Branda, na roa do Livramenlo, que as
recebeu, em conaequencia da rapalsa que brbara-
mente suffrera do rameute foram levadas, e contra quem Ihes volam
loda a aua eecrac?o. Oevtmoi diaer que nos com-
a, que este Sr. Branda, a quem na limo a hon-
ra de conhecer, be mufa principianta no comrner-
co, e que na leudo ainda suOlcienles meaos, nao
duviduu aculher em sua casa a aquella vietima do
infortunio e a loda sua familia, ,, quem earidosa-
ment Ihes presta o necesi.irios soccorm, ae paseo
que aquella qoe Ihes negou a hotpitalidade na hora
mais amargurada, he proprielario e abastado. Que
contra* I Conlinoe.Sr. Branda, a Mr nlil a e-ea
lo desditoa familia, que algum dia receber o ga-
lardo palos servicos que acaba de prestar uos det-
v.ilido', deiie qoe aquelle desalmado Ihe ratera
as remorto. pelo mal que causou a asas que hoie
sao amparadas pela Ma caridade.
O vapor nacional olmperadora sabido para ot
porto do norte conduaio a sen bordo os sesuiules
patsageiros:
Roberto H. Uall, Maaoel Ferreira Diis, l.aiz de
Frang de Aievedo, Bento Jo Ferraira Ponleiro,
l.uigero A. C. Ferreira e um eicravo, Candido F.
no Keg Barro, sua senhora, urna mana a ama es-
erava, Dr. Dlfino A. Civaleanii, tua senhora e 4
menores, 8 eteravos e 3 criados, Maria Henriqoe-
la l.u-ria, Joaquim Ignacio Peraira, Walter ran-
ger, Lima Maasias, Francisco Tiburcio de Souia Ne-
v e nm criado, Jos Joaquina Dias Peroande J-
nior, Jlo Pereira Kabello Braga, Bernardo Noral,
u de>erlor Manoel Francisco do Sacramento.
______ -li amanha.
DIARIO DE PERNAMBUCO CUARTA FEIRA 8 DE JULITO DE 1857
."EGOCIOS DO KIO FOKMOSO.O SR.TENEN-
TE-CORONEL JOSF. ANTONIO LOPES.
III.
Se pretumitirmo. pnr instantes que as legitimas e
honestas influeoeias de algumas localidades qor
desla provincia, qor de nutras, nSo livessem desaf-
lelos necesario, pewoas que con.tsnlemeiite volas-
sem odio, eiterminio, a es ramos que a guerra desleal e mil voaes ignubit, que
liiuera no Rio-Frmnso Ui sem censar, e que de ha
milito planeja coutra o Sr. lente toronel Jos An-
tonio Lopes era justa, acertada e filha tmeme do
lelo, a do amor pela huinaoidade. Porm nao.
A eiperiencia nos apona quoti'Unamente factos,
que nos provam com exuberancia, logo que em
qualquer parla se ergue ama infidencia, am indivi-
duo prestigioso, e venerado pelo pavoipio faci-
se ergoem outras tanlai hy Ira, qua stquiosa da
mesma influencia, do mesino prestigio, a estima :
que invejosas i mesma preponderancia que aquelle
goza entre os seus concidadaos, machiam com fer-
vor mdimel sua perda, seo ou a liu merediana, ou ua tnvas horrivtis da in-
triga, das calumnias, das pelas a das denuncia.. .,
loando mi 11 nSo podem conseguir por meio de mflo
homicida...
N3o diremos lodavia quo o inimigoa do lenejile
corooel Jos Antonio Lnpe sejam da claise desees
qae maisl summriameut pretenden) ejlerminar o
ii.imom que Ihes faz barreira, nao. tatemo jnslica ao
carcter de um entre elles, que pela profiwao que a-
bracou, h de crr que repula ludo que siquificacao
tivcr com laes recur-us hediondoso a-saisinalo
por exempl. Mas contriala-uui saber, que oulros
meio, quasi em parallelo a esse, e lun poslo em
eiMtjcu para levaren, de vencida a opit.iao publica,
que ,-ijulta do lente coronel Lopes diversamente
docencello, que em couscieucia, fazem desse c-
datMo seus inlmigos poltico.
Accuiadu grosiein e iniquamenla por nm anonv-
mo di cnni d homicidio ; laucada em urna fora-
lesn f esperando decisAn do juiz, o lenenle-coro-
nel l ope. tem sabido, como ehrisiao como homem
de honra que deposita o linal dea peregoir;ao
troz na 1 mvidencia, a na recli iao de um masislia-
pranuneiam a menor queixa contra aquelle", doude
parle com certeza lio proficua qoao impotente per-
egiijcao. Anda assim ; ainda privado du seio de sua
familia, do centro dos seus interesie, do mcw dos
seus amigos, a da loclilade onde he geralmente
conceituadn... o leoente-coronal Lopes nao perder
um pice do nome, qae felizmente guta, e do con-
ceilo, que sem lisonja dille fazem seus amigos mais
propnos para o conliecerem. do que oquelle a
vira nellum duende, sim, um duende, porque
nunca mandou, a perpetrou aasassinatos, porquaseus
iiistinelos nao sao du homem que vive, e alimenta-
se da vida, e do sangue do seu s-melliaiile, porque
nunca rouboa, pnr | por molos legitimas, e prer.ar soa honra, leu nome,
a honra e o nome de la familia ; porque nunca.....
Uuaio conhecer o lente-coronel Lopes saber.i,
quo a sua educarlo a o su carcter nae aa ele-
ineBtos pira esse actos torpes, que por ahi pralicam
aquelle que vem no olh de sao vuinho umar-
ueiro, e oa senlem nt seas enorme tranca.....
NSo ; qa o homem d* mios inslinctos, o homem
que auinha em aa alma paijfte roliu, nao tem a
bondad de carcter, i.Jo tem a amenidad de trato,
nao tem a franqueza e lealdade que i visa no te-
iiente-ccronel Lopes. O su maior crim, o crime
pelo qual inimigos implacaveis e desleaes o aecusam
na ser poltico, he ler dsla remotas pochas influi-
do directamente as eUices que so bao procedido
no Rio-Formoio, Irahallian lo aellas tempre noien-
lido induro.
E por ter-se am srilami poltico, e otile nr-i
fiel, e por ella tudo saenficar.-se, dvr-ie-ha soflrer
alTrontosasimpitacOes Ueverse-ha tortorar a il-
hbada repulara do homem probo, embola aferrada
M dogmas da politice que com honra professa ?
Niuguem o dir.
E no entretanto o lenenle-cornnel Jos Antonio
Lope, que tranquillo nao poda pnver, que seui
immuos polticos coulra elle tao desleal e deicom-
munalmenle se Iravassem, ral urna viclima do seu
aferr a polilica saqaarema, he um exempto palpi-
tante de qae a ccnciacA {0 preconisada pelo go-
vemo geral nao passa di hons dtsejos.
He misler qae hajam destes e oulro exemploi
para que o publico e convena, de qae a represa-
lia iao os misaros andrajos com qoe pietendem eo-
brir as candidas vestes da conciliarioMiserias...
0 publico ja ha de estar informado pela impren-
sa publica, qua um inimigo d'enlre poucos, que o
leuenle-coronel Lopes tem no ltio-Formoso, forgi-
rou orna caria anonyma, denunciando-o a polica
como mandante em am assassinal perpelrado ha
quairo anuos, a respeito do qual a ntica publica ja
se Tez sentir. Esta cr(a fn lanzada "por baixo
da porta da casa de un ca tetes e foi ella que
strvio de base a qoe a polica pricipitdamenle ten-
an a oblivesie a prisa do (anenle-cnronel Lopes.
1 ou bein : o desejos insaciaveis de vinganc.a, que
He ha mullo oiilriam esses homrus virlaoio, sem
mancha, illibadns, prboi| honeslissimoB foram
saliifetlos e sali-reilos de urna maneira lod.i glo-
noa, honro e demasiado saliif.cloria .'Elles vi-
ran o <-nl.iil.io ertminoaa alirado a ama prs3o pu-
blica, e al da ahiuma oite negando so Ihe a defe-
a Nao importa : fol preso am s homem pnr
guerra, por desejos. por intriga e denuncias de maii
de uto, qoe julgando malar o mrito dentro dos mu-
ios de urna fortaleza, batem palmas, regozijam-se, e
desapereebidoi nao tecuim adianla de tanta proler-
vi e faroeldade.
Na i reeoam.porqo nao ha em toda essa persegui-
da o mnimo vislumbre de con.ciencia, porque se
honvese ihh homem conheceriam qa urna lia es-
Inpida fare, representada Infelizmeole adenle de
om puhlieo.qoe prez a h mra (em iido coro jostica,
escarnecida, calund seus autores uo mais misiravel
ridiculo.
Removido o lenenle-coronel Lope da Foilaleza
das l,mco Ponas para Tamandar onde tem de -
guardar a decuao de jun-magi.tradn, urna da mul-
las milicia que Ihe rteram foi.qae o seus deafrec-
los poltico se chavam em campo, aticiando e pei-
tando teslemunlias.
Com effailo, dorante o lempo que nesta capital
esleve detjdo o leiieule-coronel Lopes, o seas ini-
imgns sempre fizeram alguma coma... alguma cou-
sa li-nram !
O Sr. lente Mnezes, delegado upplente, que
iao impircial, honesto a usltceiro se tem moi-
Ira lo neste negecio. inquiri lestemnnhs, loda re-
couhicidament inmigas do lenenle-coronel Lopes,
s'gundo mesma con n aclod. inqoiricao, e quejararam aponndo-se na
voa publica, casa toz publica que quaii sempre bra-
da conforme ao oiivioo e Ihe grita.....
Qoe interesse particular tem o Sr. deltgado sup-
p|ei:te de assim desejsr o c.i ler minio do teneate-cn-
rnel Lopes, de vi1 lo arredado dos seus Interesse,
do atenu de su familia, e para cumulo de ieu sof-
lnineulos com o lano de assasnino ? Sera' o zelo, o
amor da juslic Nao parece pelo que tamos oh-
ervado ; porque S. S. e acha posmido de rancor,
p dispcslo a fazer echo com o imptaravei inimicos
polticos do tencnla-coronel Lopes, equando a pra-
dencia, a calma, e a imparcialdade nao prcidem
a lustra, desappirece a base, em que deve star for-
mados o bom senso ecireamspecc, cios de lana gravidade devem existir. Pensamos
asiiio.
Queremos conceder por mmenlo que lendo che-
gade ao conhecimenlo do Sr. ddegado supplenle__
carta aooinma, inlrodozid.i por baixo da porta
da casa dos cadetes, S. S. reclamasse mismo la
que obrara com demasiada precipitac.lo e levianda-
de) a prisao do lenenle-coronel Lopes ; mas o qoe
demaneira nenhurns podemos deitar par desaper-
cibido he que steja urna autoridad 'policial ralea-
da choro, lomeado urna parle tao activa, um iiite-
rtsae tao pturisaico ni penegoi^ao inqualificavel e
-> -lemauca, que Mil* exercendu meia dazia de ho-
mens, acostumados a essas lulas de eldeia, onde.
impera o embuste, onde vive eternamente divorcia-
das a razo e moderacao.
Um juiz assim ceg pela paixao n3o poda decidir ;
nao tem imputado sea aclos, a nao ha h\pollieie
possivel que em casos taas possa jolgar com a impar-
cialdade de um juiz alheio a esias iiitugas particu-
lare, filhai por ventura do odio e da mal consuin-
mi I..la inveja.
Nao ha quem, tendo acumpauhado ai diversas pila-
ses que tem ha inulto lomado o negocio do Rio
Formoso, que nao vial am lodo esse trama o calcu-
lo, presl ind-se a elle, como por ahi se propala, o
Sr. delegado lenle Menezei.
Acaso he esta a mis.a de urna auloridade poli-
cial, obre quem recahem loda as ennsequencias, ou
do seu deleito, e omia condescendencia para com
. criminoso, oo de sua reprovada parcialidade pa-
ra quem nao tem crime '.'
Nao somos desafleclo ao 8r. delegado supplenle,
ma conetda qoe Ibe digamos S. S. esta' servindo
lalvez irivolunlariameale de iostrumenlo a vindictas
de n.esquinhus advetaarins do lenente-curonel. Vi-
ra' lempo, que esses raesmo com quem S. S. vive
na mus bella cMcate cordial dirao escarnecendo
de sua polica :
Foi o Piptlct mais azado qne o demo noi depa-
rou para vingarmo-ne do Lope,
K antao S. S. convencer-se-ha que o criminoso e
o relapso nao he aquelle sobra quem S. S. com furor
descommunal quer iegolar eom a espada de l)a-
mncles.....
Por boje basta.
B. 8.
CIIRONICATIIEATRAL.
Dorante doze din consecutivos eitav* o Ihcalro
mudo para com o respeilavel tem que d'elle se fal-
lasse ao menoi.
Finalmente acordou qaarla-feira I do correnle.
com a repona,i do Conde de Paragar. e Caocn-
netta, Aqaa va, por teosa de om algarimo e o Cara-
dor de Lees, que nos era exlranha ; mas qae foi
complelamente assignada !.' Ora qaem he la que sa
poeajogaras elisias comnursose leOes ?
Poiem lalleroiis serio. A tal cmdia desagradou.
A composicao he pesnima, o desempenho guiloa-
a, a excepcao da Actriz Isabel que com o sn peqoe-
no papel deu villa a algumai cenasque enau Tora
uso estarla tudo perdido.Teremos moito que la-
menlr-e o artista Duarle Coimbra, deixar de de-
empeoliar, os principae papis, de qualqoer drama
ou comedia que liver de subir A scena. Sabemos qoe
e ha de fatigar cum tanta exigencias, mas si este
actor no podern satisfazer complelamenle. O desem-
penho do conde de Paragar, nada desmereceu do
que naviamos dito em um dos numero anteriores,
quando o anslysamoi.
O papel de Fernando da Silvau que foi da oatra
vez desempenhado pelo ador Ramos, eoobe agora ao
Sr. Lima, que Ihe dea bom desempenho. O Sr. Do-
arle Coimba no BarSo o ralificou a vantajoa op-
niat. queselem formado a seu respailo. A Actriz
liabol na i Adelaid o primoo de novo, alcancando
mere;ido applansos.
Os mais actores esforcaram-se e deram comedia
nm regular desempenho.
r Aqua va' n foi cantada pela Sr. t. Isabel com
lodo o esmero. No bailado dsenhou-ie com lindas
formas, que produzirara iu efleito ua platea. Pata
tsto contribue latnbem a oobreza e garbos de sua li-
gara.
a Por caoia de um algarismo u he ama excellenlc
comedia a msica dos eomplili magnifica.
Em quanlo ao seo deempenho nada deixoo a de-
sejar lodo os adore Irabalham bem epecialmenle
o Sr, Coimbra, e hbil e metmo o Sr. Santa Rosa e
Kozen.lo. Em quanlo ao actor Ramos, exagerou o
sen papel. No delindin.... deludin. .. delindoo.
Era pnuc mais ou menos um palh-co o e a ido
ne 1,s ,e chama romprehender o autor? adianle.
O papel de Derolhea d'esla mesma comidia que
o desempenhado pela Sr Jesoiu. coube a Sr. t.
i ranciiea, que o deempeuhon soffrivelmenle.
Passemos adianle."
Domingo 5, represenloo-se a atcellcnle comedia
Ultirii curia qoe fz a .-cmlinuaia dos dous mun-
do do Aogusto Cesar de Lacerda. Entra as boas
composicoea deste grand actor, distingue-ie eila,
quefni recebido pelo publico cum admiravel applau-
o. Anida n'esla comedia se no vfi a lula d'ees
dous principios que tem origem no dons muiid'.
I..m qoanlo o Sr. Lcenla tenha como fim rtlratar
a sociedade, eremos que falseou de alcuma maneira
a sua eomposisao. pas lie diiHeil de acreditar que
exista no noiao lerrjpo, urna especie de geule iao cor-
ruptaeste penimento noso. he a ratiOeacle do
que die om grande critico. 0> seus effeilos sceni-
cos porem alcancaram o mais brilhante remllad.
Nos dou mundns quiz o autor provar o seu mereci-
menio Iliterario, na Ultima carta, allendeu uni-
camenle a esencias da scena, coramove... extasa,
lem siluacSes belli.simas, cenas magnificas, e no
segunde como no lereeiro acto, momentos verdadei-
rametite palhelicoi. Os seus personagens sao < da-
goerreolypadoi permitla-se-oos a expressao ) coro
lodo o esmero. I'em algons dilogos extensos, po-
rem de lal maneira pronunciada pelo aulor, qoe
prenden) a cada momento o espectador, deperlan-
ilo-lha curiofidade, sm o cansar oo aborrecer, qne
he o maiadflicil de conseguir. A vista do 1.- acto
est-ve ni. nicaiii-iiie mohiliada.
Po temo aiseverar que e.ta eropreza tem capri-
ehado rr.uil n'e.-le ponto ; tendo presentado todos
os dramas, que lem subido a' scena, com Indo appa-
ralo da que carecem. O qoe ainda aqui nSo fizeram
eas companhias, que lem atrancado conlos e con-
t de re dos cofres nacionaes.
Nao podemos adavinhar como 003000 menaaes.
que tem este artista de sabiidio, que bem .expri-
mido! mal chegam pata o ordenados de 4 ar|i tem dado para lano. Sem duvida que o Sr. Coimbra
deve ler o Ion vadopela saa boa adroinilracao.
No desempenho da comedia, as honras couberam
as artistas de que vamos tratar.
Fernando da Silva o Sr. Daarle Caimbrt inler-
pretoa helmenle esle papal conquistando novos ap-
plausos.
^" aelo leve momentos felize. Km fim o
Sr. Coimbra creoo mais um earacler, digno de loda
alienlo. Nao he o amontoado de palavraa laudato-
rias que firinam urna reputaso, as vezes bem pou-
eas expre<6es, legitiman) o direito a' cora de um
grande artista. A pureza de conaciencia com que
agora fallamos do Sr. Coimbra. fara" com que se
lembre algom da, que temo (ido justo para com o
eu talento. A Sr. D. Isabel comprehendeu muilo
hem o papel de Mara d'Alhay.le, a daudo-lhe lodo
o relevo cmico, que abe dispor em lodos os carac-
teres que lem de aesempeohar no 2.- a ,S. acto, eoo-
be haver-se com moita oaluralidade. Temo dito
mudas vezei que he ama excelente aclriz. e he es-
cusado adiantarmo-nos mai. O Sr. Rozendo on
Seabra, nao desmere^eo do grande elogios que
recebeu no doas mundos. Diremos com franqueza,
o Sr. Rozendo no-Seabra, podera" traballiar sem re-
celo algum perenle bon artistasque sera' louvado.
A eslrea da Sr. D. Maria Soledade, na Cenuva
ro de um xito brilh.nle. Copiou fielmente o carc-
ter d essa mulher qne a ludo e sacrifica, para reee-
ber rlozenla libras. Se esla aclriz a*im cnnlinoai
lera em breve um bom partido na platea ; mas ve-
daremo epui parl.remo... O r Lima no l.oiz de
Meneaos Irabalhoa agradavelmenle. O Sr. Ramos,
no Carlos fez ubichaiocomodizem oaaprendizes de
alai,iic. As nolra personagens pouco influirn),
motivo porque deixam" de fallar n'ellas.
Segoio-se a comedia o Algarismo, e o doettu A
panella do foitiQ.>, ja analysado em um dos nmeros
passadu.
Fecharemos a chronica noticiando ao aotores qoe
nos coma ir sabbado a icena Cinismo, S-eplicis-
nio e Crenca do Sr. Lacerda e em aeguida o bello
drama O Cylorobel ou o 'oreado das gales.
Srt. redactorei.~Com salisfacaoli m oseo jornal
de boje o convite, que o Sr. arrematantes dosnb-
sidin razem, para a formacao de ama compaiiln
que tem por fim o mellioramenlo do ne-ocin do rr-
necimenlo da carne verde a este municipio : o des-
granado cl,,d em que este negocio de tanto neo e
d primeira nece.iidade, tem ealado de ha mu'lo qoe
reclamava algum mellioramenlo ; louvores peta uo.
Srs. acluaes arremalante do sob-idio, por encelaren)
este mellioramenlo publico ; faro votos para qoe e-
ja levado a elleilo tao til projeclo ; os melhoramen-
ls neste ramo, que de lodo nec.istla, dar. sem do-
vida, nao d vantasens a' companbia, como benefi-
cios a populacao. lazendo, qoe o preros sejm mais
moderados a o aervieo mai. regalar : resta que seja
aeolhido Iflo vanlajoao projeclo. nSo s pela popula-
ca, como pelai auloridade.. facilitando estas quan-
lo Ibes fi'ir possivel a realiiac3o desla idea.
Nao ha nm matadouro, nao ha um revesoem
summa nao ha nada, a respaila desla imporlante ob-
jeelo do alimento diario, apenas ie \i; e>ses econ-
gue feito pelo exlineto conlr.to, que pelas e'-ta
cOe pubhcis nada te lem|pralicado a beneficio des-
la ramo a Illm. cmara na epocha do cholera foi
obrigada a mandar azer oulro a;nugae, como o do
anligo contrato, porque linda arrematado de renda
lodos os uniros, e M amellantes acintemenle os nao
quizeram ceder a commssao da cmara, quan m es
ta para malar a fme da populacao, quiz fornecer
carne verde naquMIa epocha do cholera.
Nao ha duvida que orna companhia forle de capi-
aes. .e rr devidamenla orgaoiada e bem dirigida
rara os m.lhoramiiilo, que o actual estad do ne-
gocio reclama com o qoe tirara' lucro, para a com-
panlua e beneficiara' ti coosumidores que tem lala-
do com a avarea do uns, a Iravessia d oulros o
mniopolio de mono, sem um correctivo qoe Ihi-
j obste suas ambiroe ; a cmla do sangoe da pnpula-
| cao, qne se ha esgutado com a caresta deste genero,
| roubo de pesos, e toda a surte de latrocinios.
I'm do poco.
O MUGUE FAZ SEU DEVER I
Que se nao fora o parentesco, qaando ha pnuco
ordenado, e em que alguna recuisos liveise. Iraria
expensai miuliai, pora esla praca, o meo irma Dio-
nizioljomes do Reg Jnior entaol para o corar 'Se
nao lora o amor de fralernidade, ea me suseitaria n
lamanho .acnficio T na, cerlamenle : se nao fura a
estreilezade urna tal alleicao, ea ajada boje me r.-
cordana. com lagrima, do lallecimenlo do meu ir-
mo, IranciscoComes do Reg, na foilalerada Praia
Vermelha, no Rio de laneir, como rteruta '.' cerlo
que nao o Taria, senhores.
Estes mil.. que agora reslam, prncararam por
meios indecoroiui arredar-me do inveutario, qua por
mor de nossos pais pretendiam faier : a meo peiar,
he verdade, porque se nA ochava presente o meu ir-
maj e muilo amigo, ':Oacharel Flix Comes do
Reao.
Porlanlo, como quer que desconheceisem essa de-
licadeza, ludo eiupenharam, ludo fizeram, para que
elle lusse excluido du dilu inventario ; assim como
eu, quo naturalmente me opporia a qualquer arbi-
trio, que por ventura se desse. as njuslicas que para
comnosco se praliciram.
Elles se aproveilaram, pois do emiti, que se den
por eeeaaiaa docusligo da minha escrav. de modo
que ate certo poni concorreram para que eu me
conservaiae criminlo : nada pugnando em meu be-
neficio, e aulc conviodo na conlinnaco desse nial,
que me fizeram os da polica da Vicloiia !
Um engao, ama illu-a porm anda os cegava :
elle queriam herdar de mim, caso morresse ; ou an-
te e principalmente (como bem se espereva qa eu
me lomaste luuco ; sendo que p0t isso jamaii Ibes
couviiiha, qoe tornasie para o meu dominio esa .-
crava, qua era de minha predilecta urna rrequeza
lalvez desse lugar a perda de-a grande heranca ;
que, como irmao e julgam cora diraito: e mesino
ja c dizia de publico, que eu era incapitz de guver-
nar us meus beus oque deaoccatiao a que eu roan-
dasse prevenir l id, os meo credore que e Ihe
rose exigido o debito, cujas le liras exisliam em mea
poder, declorasiem, jA me terem pago tanto horror
me causava a cidade da Victoria !
Eis a rato de inimizade : eis a razio de quaotos
impecilioa o meu- irroans pozram em mea nego-
cios ; como por multas vezes lenho dito, tenho ex-
plicado ; ou ..ules tenho dado a entender au publi-
blico com estas ou aquellas phraae. Mas quem me-
Ihor do que elles conhecem a lem-razao, a iojusllca
e,o escndalo, que comrgo tem praticado a polica da
Victoria ? eulretaulo eia verdade, esse amor de lu-
cro ordi.to ja pasou, porque mu la las as circums-
laneia. com ellas se desammoo > eiperan;a do meu
mal. Fizeram, pois, como pretendiam o inventario
a .eu bel-prazer ; e agora ja nao aprov.ilar u em-
prego da cerlos ireios para om ootro arranjo, por
muilo iDcerlo e duvidoso I...
Quem he quo mn eicreve, noticiando o trama, que
coulra mim se prepara n Victoria '.' quem he per-
auntamos: he um desses irroaos, que oulr'ora luram
ingratos para comigo.
Senhor, v que dominis o cn e a Ierra, vos nao
consenlis, qae a innocencia seja sempre deprimida !
como se slenla o voseo Divino poder sobre lodo :
cembata-se a innocente ; mas elle satura Inamphaote
dessa cometida Quem foi. leitores, que me fez o
avuo, qae inser no Diario de Pernambuco de hon-
lem, 23 do corrente foi o meu irmao Manoel Go-
mes d Reg.
Ah que elles nao me fazem favor ; cumprem um
dever ; fazem-ine justica ; porque, emqoanlo ea res-
pirar, nao consuno que ninguem os oliendo mpu-
nemenle. Tudo peraerei ; n.as o meu irmao nao
sr rametlido ao desprezo, e coniiderado uullidade
sobre a Ierra.
Vede, apriciai hem o artigo qoe honlem publiquei,
sob o ltalo : Para qae o Brasil inleiro veja e ad-
mire I () sangoe faz seu dever !
Illm. e Eim. Sr. vice-prsiJenle desla provincia.
De V. Exc. deiende urna medida, que ponha ter-
mo a maldade l.tmanha tao descommoncl per-
seeuicgo !
Illm. Sr. Dr. chefe de polica.Aiuda agora he
lempo de V. S. dar as precisa providencia para
qua se na leve a effeilo ese trama nefando, quo me
preparara Da cidide da Victori. ,
O Sr. teuenle loaquimFabncio de Mallos, que ora
erve all de delegado, be evideule, que me aborrece
e por isso de acord com certa gente, ludo fara para
penler-me elleja' por ires veze foi ter a, minha casa
com oblados ; a publicamente blatonoo, que me ba-
ria deif.Hear ; e .linda a^ora diz, a quem o queira
oovtr, que a Victoria nao hei de ir ; sob pena de
litando sofli-imenlo I...
Temos leis no paiz, err.bora brandas : para que
pois se ha da recorrer taludada, a mentira ea im-
postura T par q3e se ha de recorrer a violencia ".'
Illm. Sr. Dr. chefe de polica.Eu em minha vi-
da nunca tOaadi s peisoa alguma : os meu inimi-
gs nao podem encoutrar o menor crime meo res-
peno, por man que eu por isso os desafie : aolea te-
nho racebul ofitusat por modo escandaloso a inau-
dito Se V. S. tulo providenciar nesta cireums-
Uqcim, o mu asas.inato eta cerlo, indo a victoria,
icoinn em breve p.-elendo) oo oulro mal que me pos-
sa m razer Engi-ndrar-se-me um processo por cri-
me de motte qut infamia para a polica !
lem-se-me Hilo : qae he de balde reclamara V.
s.a ; mas eu nisbi faco o mea dever: se V. S." nilo
provideuciar, como he de jaslca, eu ainda tenho
bem de que dispor ; i re rogar o governo geral,
para qoe nao con-iuts.que desla sorle e persiga aura
padre pacifico ; farei publicar na capital do imperio
qoanlu hei solTrido dessa gente !
Nao bs.ta, senhore, processar-se-ma em crime
malluncavel. porque casliguei a minha escrava com
urna redea ingleza .'! preder-se-me ; occaiionar-se-
tna o prejuizo de urna grande parle de minha forlu-
ua anda quere s mais, domen deapiedados J
queris lazet-me agora criminoso de morte ? !
1 acieiicia ucnhiim geilo lenho para eleictje !
lado solTrere resignado ; mas mqaaulo for vivo hei
de defender o meu direilo.
Recita >i de junbo de 1&VT.
Pi.dre JuCio llerculano do lego.
A colonia de PlmenleirmM e seu digno director o
Illm, Sr. capilo. Jui Gomen a' ilmeida.
sr. redaclore*.--Sendo pur mu presenciado o es-
tad llorescenle.em que se acha buje a colouia de
timenleiras tanto no material como no moral.julga-
IBM ente aosao rigoroso dever paleulear o aalu-
os tervicoa, que o seu actual director tem a ella
prestado com o qae lem sido ncausavel.
A colouia acha-s edificada em s>milra, leudo ja'
inuita. casas promptas, bem construidas loda envi-
dr.cadas e com mobilia leu.,- na mesma colonia,
sua capella provnon he grande e bem amajada, o
cemileriu com tua capella, famoso poriao na frente,
sendo que os mai. bem edificados ims-siios desla
cidade nao fazem desmerecer sua bemfeilorta, am
sobrado grande de um a lar para atsi.leucia do di-
rector, e quarlel dan pracas, o qual esl bailante a-
dianlado, e a matru da colonia que ja' se acha qua-
i circulada de seus alicerces a praca existe sempre
varrida, e juntamente as ras qua ai circundara,
all tudo he limpen, al mesmo us mocambos, qoe
llie estao prximos, iao rebocados e caiadns, e final-
mete as estradas a gi .nde distancia da colonia e con-
servan) sempre soccegada e tratada.
Agora, Srs. rodadores, conven) pergunlar com qoe
gente he feito lodo esle se.vSo t Apenas con. nu-
la e dous colonos, le servijo e mutla vezes nem
lodo o podem prestar, com este limitado numero
tazem-sa lijlos e lelbai. 3o bascar madeira na
malas para as obrai. e por elle meamos alguma he
errada, ervem aos pedreiros, e alein ditso tem lam-
ben) de litar algum lempo para proverem as nas
necesidades, segn lo a lei, qua os rege, a ao que
o seu digno director nada Ihes nega no que loca a
-en, bem estar.
O commercio vai tomando incremento, por quanto
as feras a concorridas.
Quanto ao qn diz reipeito a religiao e moralida-
de, o >jr. capito Gomes nada deixa a desejar, a
ponto de mandar celebrar a mssa ao meio dia para
ser concurrida pelos moradores de grande di-Uncu
o qoa ha de minia ulilidade.
Ilouve u raez Marianno, a que todo asitiram
com verdadeira devoro.
Quanlo porem a moraltdide, Srs. redactores,cas-
ia a crer, que em um lugar que lia poucos annos era
0 ruco de lana desmordlisacilo. boje se acha inleira-
meuie Iramrormad, a tamo he verdade que a mo-
ratidade reina all, qae administrando o Sr. capitao
(jomes a colonia dn Pimeoleiras ha perto da 2 anuos
anda nao Ui um processo, o qu apporeceu apenas
ha poucos lempos foi um assassinito que se comtnel-
lu porem a gramla distancia da colonia sendo a
embriaguez a nica cau.a de lal assassmalo.
O que admira he que essa moralidade longe de
ler sido plantada com o rigor e perseguicao pelo
contrario foi por rreio dos bons eonaelhoe soccor-
ros mullas vezes pri-tados pelo proprio director em
os mocambos dos moradores, aeado levado pelo erpi-
rilo de caridade, que orna o seu coracao os taz tralar
quando elles neceoilam.
O Sr. capita Joi tiomes d'Almcida nao he so-
mente am director he tamben) um pal (como lodos o
chama ni elle i lodi agrada sem que por isso deixe
de infuodir sempri aquellercspeito qae exige o lugar
que oceupa,
A caa do Sr. Cfpiao nos domingo e dias sanlifi-
cadoi enche-se di- gente, un pata o cumprimeular,
e oulros para seren soccorridos com sua asmlas do
eoslume, lal he a estima e considerarlo qae tem o
Sr. eapilao Gomes le Almcida na colonia de Pimen-
leira.
Se loda as nana colonias livessem adminislra-
dores como o Sr. Almeida moito lucrara o impe-
rio !
O admirador.
Juizas prutecloras.
A tilmas. >,,,..
1). Rila Firmina de Almeida, filha do Illm. Sr. Joa-
quim Lopes de Almeida.
D. Candida Pereira ulra, filha do Illm. Sr. Candido
IbomtX Pereira Dutra.
Joizes por devocao.
O Illm. Srs. :
Anlonio Franeiieo das Ner/M.
Jao Xavier Ribelro de Andrade.
Marcelino Jos da Silva Nev,
l.oiz Pedro dai Neves Jnior.
Jo- Conrlves Belltan.
Antonio Ignacio liran l.lo.
Jos Rodrigue Sorda.
Jos Antonio Pinto Serodio Joniui.
Miguel Estoves Alves.
Juiza por ilevnc.i.
As Illmas. e E\mas. Sra. :
D. Adelaide Isabel de Carvalho Santiago.
Dorolhca Mana Ja Paixao.
Thereza Franciaca de Olivera.
Ilerniina Maria da Concejao.
Emilia de I- ranea Mello.
.Mi re.dina Gomes de Mello.
Joanna Raptiita Mureira.
Adelaide Emilia da Silva.
Ledovina Catharina Mafra.
Carolina fraila Ribeiro dos Santas.
F.-crivos por devocao.
Os Illm. Srs. :
Dr. Joao Henriques Mafra.
Manoel Francisco Marques.
Rvm. Joao Capislrano de Mendonca.
Juviano Fernaudes da Silva.
Antonio Ignacio de Oliveira.
Francisco Jo do Pasaos (uimarSes.
(une,la Rodrigues de Almeida Lelte.
Aiituni tine,,lve liellrao.
Ubaldo Vieira de Souza.
Mnnoel Vaz de Oliveira.
Escrivaas por devoca.
A Illmas. e Exmas. Sras. :
D. Germana Maria aplisla.
Mauoela Augusta de Be* Pereira.
Lucinda Marques da Cuita Soares.
Maiia Francisca Pardelhai.
Combnela de Sa' Pereira.
Emilia Francisca Corre.
Anna Forjas de Lacerda.
Maria da Piedade Baptisla de Oliveira.
Joanna Ferreira Balthar.
Anna Jacintha de Sa' Pereira.
Mordemos e mordomas lodos o 1005 e moras
sol letras.
m
Yf/s&Wt %
Eleijao dos llevlos que hilo de feilejr o glorioso
San Goncalo, eaclo na igreja do Pilar no anuo
de I857.
Jaiz por eleicSo.
O Illm. Sr. salustiano de Aqoinu Ferreira.
Juiza por eleija.
A Illma. e Ema. Sr. D. Mana Malhilde das Ne-
ves, lilha do lllri. Sr. Anlonio Podro das Neves.
Es:riva por eleicao.
O Illm. Sr. Joaquim Pedro da Costa Morcira.
Ecriv,la por eleicAo.
A Illma. e Exma Sra. I) Mariaona Alexandrina
Teixeira de Mel, filha do Illm. Sr. Flix da Ca-
pta leixoira.
Thesooreiro.
I) Illm. Sr. Antonio Francisco Mailins.
Procurador geral.
O Illm. Sr. Jos Marques da Coat Soares.
Procuradores.
Os lllms. Sr. :
Andr Xavier Vranna.
Manoel da Silva Antones.
Francisco Pedro ds Neves.
Julio Augusto da Silva Neves.
Il.ilthazar Jos dos Res.
Hei nardo l.uiz Ferreira l.oureiro.
Jos Francisco Ribelro de Souza.
Aurelio Crvspiano la Cunha.
Manoel Dias Sanio.
Agottiaha Ferreira Fonles.
Juizes prolectores.
O lllms. Srs. :
Jos Roque Anlunoi Villara.
Jusc Ifauciico de I.iulj iiamo-.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 28 d. a 60 d.
Paria, 3il> rs. por fr.
a Lisboa, 92 por % de premio.
Rio de Janeiro, i por 0|o de descont.
Acc.au do banco 50 por canto de dividendo por con-
(a du vendedor.
companhia de Baberibe 60*000 por acc3o
a a companhia Per-iambucana ao par.
a Utilidade Publica, :J0 por cenlo de premio.
Indeinuisadora. 61 ide:-..
d estrada de ferro 20 por 0|0 de premm
Diseonlo de leltras, de 10 a 10 por cento.
Actes do Banco, 40 a i de premio.
Ouro.One,as hespanhola. 288 a 285300
Moeda de 6t00 velha.....I63OOO
6*400 nova- .... 16j000
4*000.......9000
Prala.Patace brasileiros......2?000
Pesos columnarics......2*000
> mexicann...... Ij660
ALFANDEGA.
Rendimento do da 1 a 6. .
dem du dia 7 .
49:406U9
21:6890826
71:095397.
Descarregam hoja 8 de Jutho.
Barca inglezaRichimondttilhos de ferro.
Brigue ioglezAmasoaearvao.
Rafea francezaCornle Rocer mercadorias.
Barca sardaPaulopedras para colear.
Barca purtogueza Gralidaobtalas, ceblas, fa-
milia e pipas vasias.
Brigoe porlusuezConstantediverso genros.
Brigue hamburguezJoauna kalkmanfarinha de
trigo.
Brigue tuecoDi.lemfamilia da trigo.
Hiale brasileirrjCastrorumo e eharulu*.
CONSULADO GERAL.
Bendimenlo do dia I a 6. 16:86oC63
dem do dia 7....... 3;963j732
20:8285397
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do da 1 a 6. liSMtMo
dem do dia 7....... 172/220
2:03IS206
DESPACHOS DE EXPORTAC\0 PELAMESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
( DE Jl L1IO DE 18.7.
Break-WaterBrigue inglez Joslioa Mary, Ros-
Irou Rooker (J; C. 90 saceos aisucar roscavado.
Riod Prau Patacho dinamarquez Maria, Isaac,
Curio & C, 2i0 barricas e 50 saceos assucar
bronco
Sania Fe por MontevideoPolaca hespanhola Jo-
ven Adela, Amorim Irmao, 300 barrica! e 50
barriquiuhas assucar braoco.
GeniivaPatacho sardo oKveliua- -Bailo & Lomos,
600 saceos assucar branca.
Portu-Barc portugueza N. S. da Boa Viagem,
I. do Aqu no Fooseca Filbo, 3 1|2 barricas
asssacar bronco e mascavado.
EXPORTACAO'.
Aracaty, Itiale nacional aOuvjdosao, de 43 tone-
ladas, condozio o egointe : 5(6 volumes gne-
ros eslrangeiros, iO rolos fumo, 93 canas charutos,
2 canas ella, 18 barr mal.
Caual, brigue iuglez Hradoo, de 412 tonelada
conduzio u seguiile :5,400 saceos com 27,000 ar-
robas de assucar.
RECEBDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Hendimento d dia 1 a 6. 5:4103626
ldm do dia 7....... 974*278
SM|QM
CONSULADO PROVINCIAL?
Rendlmento do dia I a 6.
dem do lia 7 ,
25:04#410
5:676/253
30:7205663
&*ww.& w *ta.
Navios sabidos no dia 7.
AncatyHiale nacional itDuvidoso, meslre Esla-
ci Mende. da Silva, carga varios gneros. Pas-
ageir, Manoel Praiirisco de Salle Jnior.
CanalBarca ingleza nllindooii, capitn Wm. Kil-
ly, carga assncar. Suspetideu do lamrirao.
Sabio para cruzarVapor inalez de guerra llar-
rler. comraaudanle Deriman. Suspenden do la-
meira.
Para" e porto intermediosVapor nacional ((Impe-
rador, eliminndome o 1. lenle Torrez8o.
#Mft*3a
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, liscal da
fregtiezia de Sanio Antonio do termo da
cidade do Recite etc. etc.
Far;o publico ang senhores que estilo edi-
ricati.lo nesta fregtiezia, em observancia das
terminantes disposicoes do art. 5 do tit. 7
das posturas tnunicipaes. que vigoran) em
toiiti este municipio, conio da recommenda-
Quo que acaba de lazer-me a Illma. cmara
municipal, oque dispe o citado artigo a-
baixo transcripto, esperando desses senho-
res a bel observancia dessa disposi^ao da lei,
sob pena decretada uo mesmo art.
TI TU LO Vil.
Artigo .
Todo aquelle que tiverj na ra materiaes
depositados para qualquer obra, ser obri-
gado : 1.- a deixar ao transito publico o es-
pago suuciente para passarem as seges e
carrocas ; 2.- a ter loi que alluipie sullicien-
temento o lugar as noites de escuro ; 3.- a
recolher dentro da obra os materiaes.tijolos,
cal, areia, barro, e o mais que no seu recinto
possa ter cabimento, sob pena de pagar a
multa de 2s rs. pela iufraegao do qualquer
condicdo do presente artigo.
E para que conste, lavrei o presente que
sera publicado pelo Diario.
Fiscalisato da freguezia de S.Antonio 2
de julho de I857.-0 liscal, Jlanoel Joaquim
da Silva Ribeiro.
&**f&MM&.
CORREIO (.El.nL,
Pela aiIministragSo do correio sa faz pu-
blico, qui; o brigue escuna (raciosa, recebe
as malas para o Maranbao e Par, hoie 8 do
corren!^, as II horas da manhSa em ponto.
Pulo consulado de Portugal em Per-
nambuco, se faz saber a todos os pendonis-
tas do estado, residentes nesta provincia,
queiram fazer constar no mesmo consula-
do a sua existencia, para os effeitos necessa-
rios.
Jos Henriques Ferreira, cnsul de Portugal
em Pernambuco, por S. M. Kidellissima.
Faco saber a todos os Portuguezes resi-
dentes nesta provincia, que neste consulado
se passam certi loes do vida e de residencia
reconhecem-se as assignaturas das autorida-
des, e mais funecionarios pblicos locacs, e
bem assim de subditos portuguezes, certifi-
cam copias e Iralucces de qualquer docu-
mento, extraetn dos archivos queesquer ins-
trumentos.rcdigcTiou legalisam procurares,
approvam testamentos, fazem inventarios, e
linalmente se pralicam todos aquellos aclos,
quegertjlmente s.1o da competencia dos ta-
bellles.
E para que chegue a noticia dn todos,
se manda publicar este pela imprensa.
Consulado de Portugal em Pernambuco,
aos 7, dejuliiode 1837.Jos llenrique Fer-
reira, cnsul de S. M. F.
- Pela inspecQao da arsenal de marinha
se faz publico, que o vapor Camaragibe, per-
tencente a companhia Vigilante, pode con-
tinuar no servido de reboque no qual em-
prega-se, visto como feitos os exames nos
tertnosdo rcgulamenlo,baixado com o decre-
to n. 132* de 5 de fevereiro del854,no casco,
machina, caldeiras, apparelno, mastreaQao,
veame, ancoras e amarras, achou-se tudo
isto em bom estado.
Inspecco do arsenal de marinha de Per-
nambuco, cm 7 de julho de 1857.O inspec-
tor, Elisiario Antonio dos Sanios
- A companhia fila de cavallaria, pre-
cisa contratar para o segundo semestre do
correnle anuo, o forneciment de capim, m-
Iho, e mel para a cavalhada da mesma :
quem pretender, dirija subs propostas em
carta fechada, as 11 horas do dia 8 do cor-
rente, na secretaria da mesma companhia
em Santo Amaro.
O Illm. e ftvm. Sr. director geral inte-
rino da instrucc^o publica manda declarar
que no dia quinta-feira, 9 do correnle, pelas
10 horas da tnanhaa, na sala da directora
geral, lera lugar o exame para o provimeti-
10 da primen cadeira do segutido grao da
freguezia da Boa-Vista desta cidade. Direc-
tora geral da instrucc^lo publica de julho
de 1857.O secretario interino,
A. A. Cabral.
De ordem do llim. Sr. inspector da
thesouraria de fazenda desla provincia so
faz publico, que no tendo tido lugar no I.
do crreme mez, a arrematado da casa de
sobrado da ra do Jardim n ^i, edoarma-
zem do Forte do Matto, pertencentes a fa-
zenda nacional, por falta de licitantes, fica
a mesma arremalar-.ao transferida para 15 du
mesmo mez ; assim lambem que vSo a pra-
C nesse da os arrcudamenlos de um arma-
zem de lijlo ecal, com quatro brabas e 2
palmos de frente e 14 e meia brabas de fun-
do, sito no bairro do Uecife, ede um silio
com casa edificada no lugar dos Coellios do
bairro da Boa-Vista.
Secretaria da thesouraria de fazenda de
Pernambuco 2 de julho de 1857.No impe-
dimento uo olliciai-maior, Luiz Francisco 6.
Paio e Silva.
A administrar,o geral dos estabeleci-
mentos de caridade, manda fazer publico,
que oo dia 9 do correnle, pelas 10 horas da
manliua, na sala das suas sessOes, continua
a prar;a das reudis abatxo declaradas, a sa-
ber :
liairroj lo Recife.
Rna da Cadeta na. 23 e 30; ra da Moeda
n. 31; ra da Cruz n. 15 ; ra do Amorim
n. 31 ; ra da Lapa n. 5 ; ra des Burgos ns.
11 e 13 ; ra do Pilar ns. 73, 74, 93, 95 e 97 ;
ra do Cordoniz n. 9 ; ru da Senzala Nova
ns. 25, 26 e 30.
Bairro de Santo Antonio.
Ra da Cadeia ns. 6, 8, 10 e 12 ; ra do
Queimado ns. 34 e 36; ra das Cruzes n. 4 ;
ra de S. Francisco ns. 3 e 5 ; raa Direita ns.
3, 5, 7,15 e 123 ; ra Nova n. 32 ; ra do
Padre Florano us. 13, 39, 43 e 47 ; ra do
Boda ns. 1, 3, 7, 22 e 29; ra de Hurtas ns.
30 e 33 ; ra de Sania Hila ns. 76 e 92 ; ra
do Fagundes n. 32 ; ra dos Pescadores n
i I ; ra das Calcadas n. 30 ; ra da Yira^ao
ns. 7e17; ra do i.alliabougo n. 18 ; ra
do Collegio 11. 18 ; ra de Santa Sicilia n.
89 ; travessa de S. Jos ns. 5 e 11 ; travessa
do Carcereiro ns. II, 13 e 17; becco da Car-
valha 11. 5.
Bairro da Boa-Vista.
Aterro 11. 68 ; ra do Arago n. 8; ra da
Alegiia n. 46; ra Velha ns. 42e 73 ; becco
do Quiabo 11. 8.
Sala das sessoes da admioislraQao geral
dos estabelecimenlos de caridade 2 de julho
de 1857.O escriv3o, Anlonio Jos Gomes do
Correio
Pela mesa do consulado provincial se fz
publico que os 30 dias uleis para pagamen-
to a boceo do cofte, da decima dos predios
urbanos das freguezias desta cidade, e da
dos Afogadoi, se finalisam no dia 8 de julho
prximo vindouro, lucorrendu na mulla de
3 por cento todos os dias aquellos quo dei-
xarem de pagar seus debilos no segundo se-
mestre de 1856 a 1857.
Mesa do consulado provincial 30 de junho
de 1857Antonio Carneiro Machado Rios,
administrador.
Olllm. Sr. inspector aa thesouraria pro-
vincal, em cumprimento da ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia, de 25 do corren-
te, manda fazer publico, que no dia 23 de
julho prximo vindouro, perante a junta da
fazenda da mesma thesouraria, se ha de ar-
rematar a quem por menos Ozer a obra do
15.- lan$o da estrada do sul, avallada cm
15'620.* rs,
A arremataQo; sera feila na forma da lei
provincial 0. 343 de 15 de maio de 1854, e
sob as condicOes especia.es abaixo copia-
das.
As pessoas que so propozerem a esta ar-
matagSo compare?am na sala das sesses
da mesma junta, no dia cima declarado,
pelo meio dia, competentemente habilita-
das.
E para conslar se mandou affixar o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de
Pernambuco 26 de junho de 1857 O secre-
tario. Antonio Ferreira da Annuncia?5o.
Clausulas especiaes para a arrematado
1.* As obras do 15.- I.nco da estrada do
sul, far-se-hSo de conformidade cun o orna-
mento e perlis, approvados pela directora
em conselho, e aprasentados a approvarjao
do Exm. Sr. (residente da provincia, ua im-
portancia de 15:620.:; rs.
8. O arrematante dar principio as o-
bras no prazo de um mez, e devera conclui-
r no de tres mezes, ambos contados na con-
formidade do art 31, da lei n. 286, dando
transito ao publico, em loda a exlensao do
lanco no lim de 6 mezes.
3. ^O pagamento da importancia da arre-
mutae/io, realisar-se-ba em quatro prestaces
iguaes, cuja uitima sera paga na occasiiit
da entrega definitiva, e as oulras correspon-
dero a cada terreo das obras.
4. O prazo da responsabilidade ser do
um anuo, duranle o qual o arremataute se-
ra obriga o a manter a estrada em perfeito
estado de conservado, reparando as ruinas
todas as vezes que exigir o engenheiro da
estrada.
. Para tudo o que n5o se acha especi-
ficado as presente clausulas, nem no orna-
mento, seguir-se-ha oque dispe a respeito
a,lei provincial 11. 286. Conforme. O se-
cretario, A. F. da AnnunciacSo.
. 1-inalisain.n epeelacnlo o lindo duelo cantado
pela lenhera II. Isabel e Sania Kosa
.0 MEUUIHO E A POBRE.
Os Inlhetes acham-s a .ii-pu-'.eo do publico na
roa do Trapiche, hotel inglez.
Principiara as 8 horas.
ftftt?
. ..- i
.;*.
Para o Rio de Janeiro.
Vai seguir com muita brevidade, por ter
parte de seu carrcgamenlo prompto, o bri-
gue nacional Maria Preciosa, oipito Fran-
cisco Alves Metra ; para carga e passageiros,
escravos afrete, para os quaes tem excel-
lentes commodos : trata-sc como seu con-
signatario Francisco de Paula Figueira de
Saboia, em seu escriptorio ra do Apollo
n. 5.
Pata o Aracatv,
segu em poucos dias o hiale nacional Be-
ja ter parte de seu carregamen-
Ama.
na ra Velha n.
IIIEATItO
DF.
Santa Isabel
I10J8 DE JLLIIO.
Beneficio rio primeiro baixo pre-
fin :ln absoluto
berihe, por
to ; para o resto e passageiros,
ra do Vigario n. 5.
trata-se na
llaranho
e Para.
O veleiro brigue nacional CLARA, de
primeva marcha, segunestes dias: para
o resto e passageiros, para oque tem as- buquerque tenia'a bondade, antes do se re-
Precisa-se do urna ama
104.
Na ra da Moeda n. 2, defrontc do tra-
piche do Cunha, ha para vender pipas nova>
e usadas, mcias pipas, birria novqj e usado-,
arcos de pao para pipas, vimes, arcos do for-
ro em [ns, ferramentas paia tanooiru-,
cal om pedra de Lisboa, tudo por raeoa
commodos ; assim como barris com a/.eilo
de carrapalo.
Vende-se e troca-se nina escrava mo-
ca, bonita figura, esla com 19 dias de parida,
tem bstanle leite. coro algumas Habilida-
des, he bem robusta, az-se negocio, tanto
por venda como por troca de nutra, que ija
moca e sem achaques : quem inleressar, di-
rija-searua Velha n. 77. primeiro anda,
que achara com quem Iratar.
Vende-se urna parelha de burros, a
maior, mais igual, e mais mansa^ade carro,
que ha nesta cidade : na na das Flores, 10-
cheira n. 33.
- .Na cocheira tima calera muitoem cmla.
Compra-se na ra da |Pol n. 4, cai-
xilhos com vidros ou sem elles, assim como
(ileiros que sejam proprio* para loja de cal-
cado.
Compra-se urna casa terrea nos bair-
ros da boa-Vista, Sanio Anlonio ou S. Jos,
que nao exceda do preco de 1:000/ ou 1:200;
rs. : quem tiver annuncie para ser procu-
rado.
O Sr. Joaquim de Sa Machado de Al-
seiados commodos, trata-se com o cornil'-itrar para mall<>. entender-sc com o abat
natai-io Joao Pinto Regis de Souza, no X" "".f"^0 ,
la Madre de Dos, ou com o capitao ra das
Fernando Josr dos Santos, ua praca do' gueiro.
Commercio.
Para
Trincheiras n. 8,
: na
loja de tarta ru-
o Aracatv
segu com brevidade o bem conhocido e ve-
leiro hiale Invencivel ; pata carga ou pas-
sageiros. Irata-se com Martins & Irmao. ra
da Madre de Dos n. 2.
Precisa-so de urna ama capar : na tra
vessa da ra da Madre de Dos n. 18, tegua
do andar, das G as 9 horas da manlia e das
6 as 5 da tarde.
POR PREVF.NCAO'.
O abaixo assignado, capitao do 8.- bata-
IhS.i de infanlaria, achando-se preso na for-
taleza do Brum para responder a conselho .lo
guerra, a pedido seu. faz publico que nada
Dantas, primeiro andar.
Lisboa.
A barca portugueza PAQUETE SAU-
DADE, pretende seguir no dia 11 do
crtente, ainda pode receber alguma car-
ga a l'rete e passageiros, para os quaes
tem excellentes commodos: a ti atar com
os consignatarios Novacs i C, ra do
Trapiche n. ."4, ou com o capitao, na
praca.
:?.S3
O gente liorja fara leilo etn seu ar-
ma'em na ra do Collegio n. 15, de urna im-
meosidade de obras du marcineiria novas o
usadas, bem como, mobilias de Jacaranda e
de auiarello, completas, camas francezas,
guar.la-loucas, aparadores, mesas de jatilar,
lavatorios, marquezas de dormir, bancas,
cadeiras de diversas qualidades etc., objec-
tos de ptnceliana e de vidro para sala e para
servico d<- ruesa, candieiros inglezes, relo-
gios de parede, quaJros com estampas, e ou-
lros muilos arligos etc., que fora enfadonho
mencionar quinta-feira 9 do correnle, as
11 horas da nianhaa.
l.eilao de farinha de trigo.
Jos Bapttsta da Fonseca Jnior, transfe-
rio o seu leilo de farinha de tiigo por causa
do na lempo, para quarta-feira 8 do corre-
te, as 10 horas di manhSa, na porta do ar-
niazem do Sr. Paula Lopes, defronte da es-
cadinba.
Preposto do agente Oliveira far lei-
lo, por conta e risco de quem pertencer, de
F. V. n. 20l|300, |00 caixas com M500 libras
de velas stearinas avaiiadas, a bordo do na-
vio Margaretha, cipito H. Bremar, na sua
ultima viagem de lUmburgo para este por-
to : quinta-feira, 9 do crrente, ts 10 horas
da manliaa, no seu escriptorio, ra da Ca-
deia do Recife n. 52, primeiro andar.
>?;)> &>*%%&**,
STEFANQ SCAPINI.
Depoi que a orchplra tiver cxerulndo uma de
suas mellinressvinpliuiiias, subir a scena a cumedia
em tres arlos
A ultima carta.
?>o fim do primeiro acto o beneficiado execular.i
a -een.1 e tria, em costme, da opera
MIRH
DA
PROVINCIA.
Sr. tliesoureiro das loterias manda
fazer publico, que se acham a venda, no
pavimento terreo da casa da ra da Au-
rora n. 20, das 9 hoi-as da manhaa a's 8
da traite, bilhetes, meios e rtuartos, da
segunda parte da oitava lotera da Matriz
da Boa-Vista, cujas rodas andam no
dia II de julho.
0 mesmo Sr. Ihesourero manda declarar, que
tendo de rerorm.ro prsenle plano por ooltn. em
ludo isoal a qourla parle do Rio, pede as pestoas
que leero encommemlsdo bilhetes para quando esli-
vese em exerucAo a lei provincial n. 399, que im-
pem SO por rento sohre os liillielc du llio, quei-
ram vir declarar que porgan de bdliete. querem,
para que ella, avista da. quanlias pedidas, poisa or-
ianmr o dito plauo, o qnat cerlamenle oflerece
mai interee aos josadnre.
Thesouraria das loterias, 4 de julho de
18-)".JoSe Januario Alves da Maia,
escrivao,
~ PREGIS-SE de um caixeiro que tetilla
pratica de loja de ferragem : quem estiver
nestas circumstancias pode apparecer no a-
terro da Boa Vista n. 6.
O Dr. Francisco de Paula Baptisla,
tem aberlo escriptorio para advogar, no
priineiroandaida casa da ra das Trin-
cheiras n. 19, por cima docarl uo do es-
crivfio Baptista, antigamenle do Tallecido
Reg; eahi, das9 horasdodiaem diante,
esta' prompto a 011 vr a todos, e a receber
as causas detodos i|ue quizercra procurar
os seus serviros de advogado.
Da-*e vinte mil iris de alugtiel, por
uma preta captiva, quesaiba cu/.iiihar e
engomar: no largo d Asscmblca 11. 12,
primeiro andar.
O abaixo assignado faz scienle ao pu-
blico, e aos senhores trepicheiros, que ven.
deu a sua taberna sita no becco Largo n-
101, e avisa aos mesmos senhores trapichei-
ros quo tiverem coulas com o abaixo assig-
nado, quando estiverem vencidas, podem ir
receber na ra da i.ruz n. 29. Recife 7 de
julho do 1857.Manoel
prestado ue :to-uuo qi
seus venciraentos do lindo mez de junho
satdou dita divida ; c como mandasse exigir
do quartel-mestrc o documento que passara
na occasiao que recebeu o abono, e entese
negara a isso, raspn Jen \. verbaltnonle ao
portador que nao o man Java por existir em
poder do commandanle ou do major, e !
o do quartel-mesire, onde dilo documento
devia parar ; por isso assim o decar, mor-
mentH porque es.es dous senhores sao hoie
seus encarnicados inimigos, e porlanlo a res-
peito do que se irata nenbuma conHaoca
tem nelles. Manoel Luciano da Cmara
Guaran.
Previne-se aos lllms. Srs. brlgadciro
Jos Ferreira de Azevedo c eapilSo Jos Mu-
/. Tavares e Luiz de Franca Leile. que es-
tejam alientos em tudo que Ihes pertencer,
por quanto estando todos ausentes, appare-
ceram tiesta cidade do Recife assignaturas
suas de mui recente dala, tiradas por outra
pessoa que se nao difTerenca das vcrdaJei-
ras. Quando fur necessario islo provar. as-
sim o fara ; e ira declarando gentilezas de
alia monta.O Espectro do Rocha
Comnrani-se moe.das de 500 e inOoo
de prala a 2 0|0 e de 25000 a t 0)0 : na loja
de Maia IrinSos, ra do Crespo.
Bichas de Haiii-
burgo.
Esto exposlas a venda aos centos ea rr.-
talho, na loja de barbeiro n. -2, confronte ao
Rosario de Sanio Antonio.
\a loja nova ao
PE- DO ARCO HE SANTO ANTONIO.
vendem-se pegas de madapoiao com peque-
o toque de varia a 2/bl!0 reis, riscadns
inonstios de dilicados padrOes a 200 rs.
covado, ricos fustoes de cor e brancos para
calcas c palitos, cambraias de delicados *
ardes, fszenda muilo fina 480 a vara, chi-
tas rrancezas a 2*0, 280, 300 e 3i rs., e ou-
lras fazendas, to las de bom gosto, tudo |>or
menos do que em outra qualquer loja.
Na nova loja da ra do Collegm n. ,
vendem-se ricos chales de tonquinf muilrt
baos a 259000, ditos de alfinim do ultimo
gosto a lio, ditos de merino com rluas pal-
mas a I2>, ditos lisos a 69, ditos de 18a seda
a 4$, ditos de tarlatana a 19, cortes de calcas
d^ meia casemira a 2j, ditos a 1#, dito a
8003, grvalas de seda prctr-s e de cores a
13, chapeos de sol de panno a 2S500, capas
de panno a 7#. chita franceza lina a 32),
mussulina a 321) o covado, e oulras multas
fazendas baratas.
-- Wm. Trery e Dr. r.ayloss, empregados
da estrada de ferro, retiram-se pan IngU-
lerra.
Vende-se uma rica mobilia de Jaca-
randa com tampos de pedra : nesta typr-
graphia se dir quem vende.
Pedimos aos senhores eraprezarios do
Ihealro de S. (sabe1, o obsequio de fazerem
com que o Sr. Joaquim Monteiro Ramos, can-
te com a Sra. I). Isabel o duco-0 Meirinho
e a Pobre c a Panella do Fcitico -a primeira
vez que for a scena, com o que nos dar mul-
to prazer.
Os dous apreciadores.
Attenyao.
Lices de navegagao, agrimensura e de-
marcaeflo de ierras, e lambem de lodos os
preparatorios de malhematicas puras indts-
pensaveis para a admissilo as academias do
imperio, dadas pelo nico professor, que bo-
je existe nesta cidade e com anprovacilo do
overno da provincia. O mesmo professnr
SBSina o i Jioma francez e a ariihmetica mer-
cantil, ludo por rclribuicao razoavel, paga
adiantada. Os senhores capilaes de navios
podem, separa4amente dar um pequeo
curso que os habitara na platica dos graod-s
clculos de astronoma naulica : a tratar na
na do Trapiche >ovo n. 30, canto oposto o
do Banco, primeiro anlar, das 10 ale 3 ho-
ras da tarde.
Precisa-se de uma ama que n3o tenha
ilho, para casa de um h irocm cosa do sem
lilhos, quesaiba cozinhar e engommar, e
f Para izo, segundo andar do sobrado que vol-
ta para a ra da Roda.
--- Aluga-seum silio ni estrada do Man-
guinho, confronte ao sitio da mai do Sr. lose
Candido de Barros : quem o prclen ler di-
nja-se a prar-a da Boa-Vista n. 5, primeiro
andar.
---Quem precisar de um perita ciicim-
madeira do qualquer roupa ; dirija se ao
pateo da Santa Cruz, taberna n. 2. na equi-
na que volta para o Rosarlo.
ATTIL
iMenlre gonliarsi 1'anima.i
Segor se-ha o secundo e t No fim dR mesma ir;i
Preluio pela orclieslra e solo de raheca, eiero-
tido pelo regente da mesma, se?uindo-se oIleci-
talivo e aria da opera
DAVID BICHO
msica do maestro eatalleiro C'pecelalro, escripia
eiireameule para o beneficiado un real c impe-
rial Ihealro da Scala em Millo, e por elle eseculada.
Ofierece-se um ripsz porlugucz para
Jos BernarJino de f^n-nf l,,,ePn" U P* qualquer esia-
Paiva belecnnento : quem pretender, dinjj-sca
Venle-se um moleque de 8annos de, ua d"I Cruz do "ecife ""
idade, bonita figura, e uma negrinha de 8 l'recisa-se d? um cralo: na ra do
annos, muita bonita, e propria para se fazer "0SP'C' n. 'J
prsenle : a tratar na ra Nova 11. |.-ugin no dia t ,Jo cnuvni^ do en
--- Unco mao a penna para pedir ao Sr. nlioTena l'rcla, na romarca d Nzarett, .1
Joaquim Monteiro llamo, qu^ cante a pri- eacravo Jos, cabra, de 18 a 20 annos. ca-
m.ira vev. que for a scena o duelo -O Meiri- belfos carapinbos, sea barba, cea marca de
nno e a 1 obre,pois que ja tivemos o gosto'listla de um dente m ldo direilo, denle
ae ver o Sr. Santa Rosa cantar, lambem que ; limad is, ps li.npos, baixo c reforc/d do
renamos ter a saiislacao dd ve-lo ; pois es- ; corpo. lerou uma pega em urna perna, uma
pero ser altendido. { argolla de ferro 110 pescoro, f, MonUdo em
A-c..... nm cavado preto com cangalha eoberta eje
--- I recisa-sc de uma ama que lenha bom panno ; esle escravo foi de um Sr. Maaoel
lette. promelleido-se bom tratamento : a Soare do serlao de Kspinheinis. da Ierra
tratar na praQa da In lepeadcncia n. 1, ou Branca, do lugar Goiabeira, e bote perten-
naruadoyueimado n. 14. Iceatom abaixo assignado: rog.-se qUe,n
Precisa-se de urna ama- na ra do do dito escravo souber, que o faca apprehen-
Qucimado n. 28. segundo andar. : der, e romelte-lo a seu senhor, que ser n-
--IVa ra do Crespo, loja n. 10, ven lem- nerosamente recompensado, elle tem m3i
Ca-
se c.g/tes de chita em relalho, do bonitos
padres e linas a l-'SOO, 29 e 2/200.
Cal nova.
Vende-se na ra de Apollo, a mazom de
assucar n. 20, chegada de Lisboa no brigue cife 7 de julho
Cpilsla"le' Santos Lobo.
vendida tu serlao dos Patos, de nome
Jjarina Alexaudrc Corris de Castre.
O abiixo assignado Taz scienle ao publi-
co.que desta dataem diantc deixou de ser sea
caixeiro Manoel de Almeida .Nogueira. Be-
de 1857.Joao Baptisla dos

.
*. ..
.


MUTILADO
.
-


DIARIO DE PERNAMBUCO QARTA FEIRA 8 DE JULHO DE 1857


COISDLfORIO HIOPITHICO
n.^hiseachamsemPreosraa,screditados medicamentos, tanto em tinturas como
em glbulos, e preparados cora o maior escrpulo e por precos bastante commodos
fREgos FIXOS.
Botica de tubos grandes. .
Dita de 2* b i>
Dita de 36
lula de 48 a
Dita de 60 .
Tubos avulsos a......
Frascos de linturrsdemeia onca.
Manual de medicina homeopathica de Dr. Jabr com o dic
conario dos termos de medicina .
Medicina domestica do Dr. Henry .
Tratamento do cholera morbus .
Repertorio do Dr. Mello Moraes .
10/000
159000
209000
259000
309000
19000
29000
203000
101000
2/000
6000
**!? ?**.<;? < > >-;
' PEORAS PRECIOSAS-

' Aderecos de brilhanl.s, 1
'' diamante* e perolas, pal-
*j seiras, alrineles, briuros *
m ro/.etas, bnlOes eanneis J'
^ de diflerentes sostos e de i
* diversas pedras de valor. *
?; I
Comprare, vendem oa f*
:. trocam prata. ooro, bri- J
_*5j Ihantes,diamantes e pero- S
* las, e outras qoaeqaer si
"." joiade valor, a dinheiro $
V ou por obras.
*
i | *v: wwwtiiURBaBaag^ftag^,
g OURO E PRATA.
WM 9| 6URITBI I Aderecw complclos de |
tk ooro, meios ditos, polsei
Ra do Cabuga' n. 7. 5 '" "heles, brinco ^
^ rozetas, eordes, Iraneel- jgj
r* i ?jj "ns, rnedalh.s, correnIps *
Mecebei?) por to- enf,i,e' para r1'. '
d* 3 oulros roailos objeclos de a
ososvap: rrsdaEu-^7- ,, %
l as Aparemos completos de
ropa asoor.isno mais I p""paraeW >>nn'i. *
I '* M,va,< casticaes, colheres
UlOOerilO "OStO, fail- 1 desupaedech, e mui- g
toA,. E?- ,(" o"1' objectos de K
de Jhranea como i prala- .
de Lisboa, as quaes vendem por
prego eoimmodo como costo mam.
Attenco
I!. C. Yates & Companhia: estabelecidos
no Kio de Janeiro, na ra do Hospicio n. 40,
vendo um annuncio publicado em urna das
lolhas dePernambuco polo Sr. Barlbolomeo
r. de Souza, prevenindo ao publico que o
verriadeiro xarope do bosque so elle he
qur-m vende,prevenimos ao mesmo publico,
que o nosso xarope he retnettido do Rio de
Jrneiro pelos cima propietarios ao Sr.
Manoel Alves Guerra, e este senhor fez o de-
posito para ser vendido na pharmacia do Sr.
Jos da Cruz Santos, na ra Nova n. 53, ni-
cos por nos aulorisados para venderem o
nosso verdadeiro, e mais prevenimos aos
senhores consumidores, que ha perto de 5
annos os rotlos collados as garrafas s5o
assignados por Honry Prins, como procura-
dores dos cima proprietarios. Rio de Janei-
ro 13 de Janeiro de 1857.
fe##fi>ss HMMWI
& O Dr. em medicina Jnse Sergio Ferreira, <
C3 de volla de sna v:agem ao Ido de Janeiro, 0$
5 *I4 residindo na praca da Koa-Visla casi n. Q
9i I", primeiro sobrado ao enlrar na ra do ea
(:t> Arabio, onde pode ser procurado a qualquer @
f f liora do da oo >Li noile.
# Recite 23 de juniio de 1857. 8
U Dr. Ignacio Firmo Xavier faz publi-
co, que mudou sua residencia para o seu si-
lio na Passagem da Magdalena, que lca ao
norte da estrada entre a ponte grande e a do
Chora-menino, e *hi tm preparado urna
casa de sauda com todos os commodos para
o tratamento de escravos, cujos senhores
residam lora da praca, ou que nilo os pos-
sam curar ero suas proprias casas : quem
para isto qnizer-so utilisar de scus servaos
mdicos, que serSo desempenhadus com o
. maior zelo, dinja-se ao pateo do Carino n.
9, primeiro andar, ou no referido sitio da
Magdalena. Prego 2/000 diarios -exceptu-
I ando conferencias, sanguesugas e opera-
ees.
~ *-'-y :-.::>:::; OGSO<20
O
9
ttio-Formoso.
m
O Dr. Jo3o Honorio liezerra de Mene- <'
je, medico pela Facultad da Babia, ten i
das a pesioas que o honraren) com sua con- $5?
fiaoca. rtij
^^- OO O:::O:;:,':O^
Na fiindicio da Aurora prec>a-se
d serviro debaixo de caberte.
Do Aracaty acaba de cliegar um sor-
timenlo de sapatos da melhor qualidade, pa-
ra homens e meninos, cera de carnauba e
mais gneros; tudo vende-se por presos
commodos : na na da Cadeia do Recife n.
60, primeiro andar, e cabezadas de trancas
Frecisa-se decaixeiios, na ra da Ca-
deia do Recite n. 50, primeiro andar,
prestando urna fianca de 20?000, ven-
cendo o ordenado de 200.*; a OOO.S, que
lie para vender bilhetes da lotera da
provincia.
##$# -@@@@
$r# O Dr. A. S. Pereira do Carmo, lendn gj
t ebegado d viagem que fez ao Rio de Janei- fgi
.,"J ro, continua na exercicio da sna prolisan, ;*?
*& podendo ser procurado na cesa de sua resi-
Q dencia, ra Nova n. 56.
A negocio de interesse.
Deseja-se Tallar com os Srs. Manoel Igna-
cio Peixoto, Francisco Joao Alves, Jos
Francisco da Silva, ou pessoas que facam
suas vezea : na ra larga do Rosario n. 33.
JGugene Cicquot
participa ao respeitavel publico, em Pernam-
Dnco, que o nico deposito nesta praca, de
seu muito conhecido vinho de champaane,
he na casa dos Srs. J. Praeger & C, ra da
Cruz n. il.
SEGURO CONTRA FOSO.
Companhia Alliance.
EittbeJecida em Londres, em marco da 1824.
Capital cinco milhes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C, tem a honra da in-
formar aos Srs. negociantes, propietarios de casas,
a a quem mais eonvier que eso plenamente u-
torisados pe)a dita companhia para effecluar segu-
ros sobre edificios de tijolo e pedra, cobertos d
llha e igualment sobre os objectos quecontiverem
os mesaos edificios quer consista em mobilia ou
ai fazends de qualquer qualidade.
*i? silva Kamo', medico pela um- f-
..;;. versidade de Coimbra, mudou sua residen- Si
*>? cia da roa do Caboga para a roa Nova n. '.-
]) tt9. seeoodo andar, sobrado do Sr. Dr. Nel- .
^ lo, e ah contina a receber, das 8 as 10 j*
jw horas da manhaa, e das 3 s da larde, as
x; peoas que o. queiram consultar. @
tQOOO^Oi:--- :;?-.;:-::;-::;
JOHM CATIS,
corretor geral
E AGENTE DE I.EILOES COMMERLIAES,
n. 20, na do Torres,
PRIMEIRO ANDAR,
i praga do Corpo Santo
RECIFE.
^00.00000 m&-
n wmm muta, m
Jf; Paulo i.,iii;iioii denlisl, ra Nova n. h\ : ''
ta na mrsma casa lem agua e nn il-ulrlire
. < -_.> -., ,.? -J.^y .,. ..'../ .^. ..,,:...
Tasso Irm.'xos.
Avisan aos seus freguezes, que as ultimas
lamillas do trigo Richinond Chegadas ao mer-
cado, s:lo vendidas em seus aruiazetis, pelos
segu rites presos :
(alega 255000 por barrica.
Ibx.ll 2i.-000 dem.
O Dance 237000 idoin.
Columbia 339000 dem.
Alcm (Instas tero farinhas novas de Tries-
te das marcas SSSr. fontana e primeira
qualidade ; assim como completo sortimen-
lo das melliorp.s marcas de Philadclphia No-
va orleanso Ualtimore.
Fiz-ae to lo negocio com a melhor Io-
ja do l'asseio Publico n. 9, co-o fazenda ou
sera ella.
fox Brothers, iieclaram pelo presente
annuncio, que o Sr. Francisco de Paula Al-
ves da Silva, deiXOU de ser caineiro desua
casa commercial desde o da 4 do corrente.
Recife de julho de 1857.
Os abaixo assignados, com loja de ourives
na ra do Cabuga n. 11, confronte ao pateo
da matriz e ra Nova, fazem publico, que
estSo recebendo continuadamente as mais
novas obras de ouro, tanto para senhora
como para homens e meninos : os precos
continuam razoaveis, e passam-se contas
com responsabilidade, especificando a qua-
lidade do ouro de 1* ou 18 quilates, ficando
assim sujeitosos mesmos por qualquer du-
vida..seraphim & Irmflo.
- N3o se duvida dar um escravo moco,
sadio, possante, mui fiel (o que se aflaoea)
ladino, mui intelligenle. sem vicio de qua-
lidade aiguma, entende de cozinha e de to-
da a sorte de servicos; para o poder de quem
emprestar a quantia de 1:40000 re. sobre hy-
potheca em diferentes escravos e escravas,
todos desembaracados, mogos, robustos, sa-
dios, e tod'os aqu nesta praca ; a quem eon-
vier este negocio annuncie por esta follia
para tratar-se uo tempo, e mais condicoes
da hypotheca.
Na ra do Collegioo Sr. CyprianoLuiz
da Paz, no aterro da Boa-Vista o Sr. Jo3o da
Luz lerreira, na padaria do Sr. Beiriz, dirao
quem da quanlias de 500 at 1:0005 e 2:000/
rs. ou mais, com hypotheca em casas terreas
Professora de meninas.
I'recisa-se de urna professora n'um enge-
nho da Escada, qu. cora os diversos traba-
Iba deagulha, possa ensinar lingua nacio-
nal, franceza, msica egeographia : pega-
se generosamente : a tratar na ra larga do
Rosario n. -20, primeiro andar, ou annuncie
quem estiver uestes condiQoes para ser pro-
curada.
a tiln publico em per-
nambuco, i ua da So\e-
da.de n, 70.
Neste grande jardim ha sempre todos os
annos muito grande variedade de llores, ro-
sas, dalias e outras muilas qualidades novas
em Pernamboco, viadas de Portugal, franca
e llamburgo, assim como tambeo algumas
arvores de fructo, e novas, e outras do paiz.
Apromplam-se encommendas para o ceutro
da provincia, e as mais do sul e norte
Conlinua-se a dar dinheiro a juros m-
dicos, sob penhores : na ra da i-raia, se-
gundo auuar, n. 43.
Precisa-se de urna ama que teoha bom
leite, para crtai um menino : na casa n. l.
delronte da igreja do Corpo Santo.
Precisa-se de urna ama forra ou capti-
va, para urna casa de familia, composla de
duas pessoss : quem quizer e estiver nesUs
circumstancias, dirija-.sea pra?ada Boa-Vis-
ta, sobrado n. 10, que achara com quem
tratar.
Na ra da Penha n. 6, precisa-se fallar
com o Sr. Manoel Jos Rodrigues Pereira a
negocio que Ihe diz respeilo, e por isso pe-
de-se-lhe o favor de se dirigir ao lugar indi-
cado, ou na falla annuncie sua morada para
ser procurado.
O abaixo assignado tendo sido nomea-
do para o lugar de faricador do consulado
provincial, sendo encarregadoda dilecta
da freguezia de S. Fr. Pedro Concalves e da
Boa-VisU, faz saber que deu principio aos
seus trabalhos no da 3 do corrente mez.
Recite 4 de julho de 1857.
Joo Pedro de Jess da Malta.
Precisa-se alugar um sitio, da Ponte
do L'cha ate Apipucos, na margen) do Rio
Capibaribe, perto da estrada : ua ra Nova
ii. 61.
Lotera
ni
provincia.
O abaixo assignado ven-
de bhetes^>ar;inticios, pe-
los precos aba i xo notados,
sendo fia quantia de cen
mil ris para cima, a di-
nheiro vista, em seu es-
criptorio, na ra da Ca-
deia do iecife n. SO, pri-
meiro andar.
Bilhetes. 5/J400
Meios. 2.S-700
Quartos. J$3.">0
/*. .. Layme.
A pessoa que tiver escravos e quizer
alugar para traball-ar na estrada de fer-
ro, pagando-se mil rs. por dia, ou mes-
mo gente orra que se queira a sujetar,
du-ija-se a ruaestreita do Rosario n. -27,,
s.-gunda andar.
.".i
y SYSTEMA NORTEAMERICANO.
Ateno da Boa-Vista n. \,
i "" ,lL.cllt'b',Uo loja de Lecmiie, aturro
da Boa-\ista n. 70, excellenle leite virginal
de rosas brancas, para refrescar a pelle, tirar
pannos, sardas, e espiabas, igualmente o a
tamado oleo babosa para limpar e fazer
crescer os cabellos : assim como p impe-
rial .fe lyno de Klorcnca para brotoejas e
aspendadesda pelle, conserva a frescura e
o avelludido da primavera da vida.
Na travessa da Madre de Dos d. 9, e
na ra do Trapiche n. 17, vende-se o supe-
rior farelo, desembarcado boje ; c por me-
nos pri-cu do que se vende em qualquer ou-
tra pa>te.
--- Precisa-se de um cozinheiro, paga-so
agradando oservico: no camiJTT do
LOTERA da
provincia.
primeira parte da primei-
ra lotera da Varzea.
Oabaixoassignado ven-
den as seg-ni otes sor tes:
793 5:U0(ijJ4 martos.
123i 1:50i)jfhilhete.
718 -20(l.s \ quartos.
872 100.*;bilhete.
A garantia dos 8 por
cento he paga na praca
da Independencia, loja n.
40.
P'. J. Layme.
Lotera
DA.
Provincia.
O abaixo assignado vetideu os seguintes
premios :
2 quartos Numero 1801 500
1 meio 1144 9009
I quarlo .. 778 200
1 bilhete 1310 ioos
1 quarlo i 1 dito 195!) 503
1 dito 1089 503
2 ditos 2109 50.3
1 meio t> 2817 505
O mesmo tem exposto venda os seu fe-
lizes bilhetes, meios e quartos da segunda
parle da oiUva lotera da matriz da Boa-Vis-
ta, os auaes nao estSo sujeitos ao descontn
dos oito por cento -la lei.
Por Saluslianode Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porto.
Muda oca de estabeleci-
meuto.
O P. P. C. de Lemos e Silva faz scientc aos
seus numciosos freguezes, que acaba de fa-
zer mudanza, tanto do seu estabeleciment
de livros, como da sua anliita e acreditada
ollicina do encadernago at agora situada
no pateo doCollegio, para um novo, mag-
nifico e espa?oso armazem na ra da Cadeia
de Santo Antonio, defronte de S. Francisco,
onde tambem tem montado a sua lypogra-
phia, por isso espera que o ^rocurein tanto
para compras, como para encadernar;es de
livros, e'jem assim para qualquer impres-
s3o, por isso que Ibes pode assegurar serem
beni. e puntualmente servidos.
Aluf,a-se ou compra-s urna escrava
que saiba lavar e engomcaar : a tratar na
ra da Gloria n. 55.
-- Precisa-se de ofJiciaes e costureiras
na loja de alfaiate, na ra Nova 11. 60, esqui-
na da ponte.
Precisa-se de urna ama para engom-
mar e cozinhar, que ten ha boa conducta,
para casa de pouca familia : na ra Formo-
sa, quart cusa unto ao lampean.
Eu abaixo asignada declaro que te-
nho em poder de meu pai Manoel Antonio
da Silva Molla, urna escrava crioula, de li-
me Loureuca, que me tocou em partilha por
fallecime .lo de miaba m5i Francisca Joa-
quina Ferreira Molla, e para evitar qualquer
duvida que possa appareccr, faz esta decla-
racSo, protestando sobre qualquer negocio
que possa auparecer.
Paulina Caetana da Silva Motta.
Precisa-se de urna ama forra ou cap-
tiva, que ^alba cozinhar o engommar, para
duas pessoas : na ra do Collegio, botica
n. 10.
--- Precisa-se de urna ama de casa de pou-
ca familia : na ra do Hospicio n. 34.
Ua-se a quantia de 2005 a 5003 rs a
premio de um e meio por cento, sob penho-
res de ouro ou prala; quem precisar diri-
ja-se aos Abgados, sitiojunto a igreja de S.
Miguel.
Precisa-se alugar una casa do um an-
dar com sotSo, ou de dous andares, as fre-
guezias de S. Jos ou S. Antonio ; quem ti-
ver, dirija-se a ra Uircita n. 14.
Perdeu-.se na noile do dia 5 do cor-
rente, da ra da Praia de Santa Rita a ra da
Praia, una cacoleta de ouro, com esmalte
verde : quem achou, querendo entregar, di-
rija-se a ra da Praia n. 49, segundo andar,
que sera generosamente recompensado.
SALA.
Aluga-se una saia com um quarto, pro-
prio para rapaz solteiro ; na ra da Cadeia
do Recife 11. 15.
O abaixo assignado faz ver ao publico
que Zeferino Domiugues Uoreira be seu cai-
xeiro ; portanto de hoje em dianle auton-
sado para rec. ber qualquer dinheiro de seus
devedores, tanto de sua serrara n 37, como
das canoas Jos Ignacio de Avila.
Quem tiver um sobrado em Santo An-
tonio ou Boa-Vita, que queira trocar por
um bom sitio com excellenle casa, perto da
praca, e mais duas casas terreas grandes
com bons quintaos murados, defronte do
mesmo sitio, dirija-se a esta typographia,
que se dir quem faz este negocio.
Prccisa-se de una ama forra ou cap-
tiva, de bons costumes, para casa de familia:
a tratar na ra dos Exposlos n. 16, segundo
andar.
Precisa-se de dous amassadores e de
um bom forneiro : no aterro da Boa-Vista
n. 50, padaria franceza. Paga-se bem.
Perdeu-se no dia 4 do corrente, da ra
da Praia at a igreja de N. S. do Terco, indo
pela rus de S. Hita, urna pulceira de ouro
com urna flor esmaltada de verde e encarna-
do : quem a vr achado, querendo restitui-
la, pode dirigir-se a ra da Praia, sobrado
n. 1, onde reside Jos de .Mello de Albuquer-
que Monte-Negro, que ser recompensado.
Jos \adelo
vende um terreno com 53 palmos de frente
e 400 de fundo, com casa e cacimba com boa
agua do beber e arvoredos de fructo, por
preco commo lo, na ra da Esperance ao sa-
hir para a estrada do Manguinho, junto a
casa que se est edificando, do Sr. Araujo.
U jULuiuU pode ser procurado na ra
da camooa do Carmo, ca^a n. 20, das 7 ho-
ras da manhaa at as 7 da tarde, pira san-
grar e tirar bem dentes, chumbar os Tura-
dos e separa |os da frente, appca ventosas
sarjadas, tem pus denlrilicios e lomeo para
litupar perfeitamenta os denles e consrva-
los, assim como gotas calmantes para apla-
car as dores de dentes a 15000 o frasquinno.
Nfto a mais dor de
tientes
Especifico contra essns dores, cuja cura
Cira lie instantnea : na ra Nova n. 11, a
S9000ofrasquinbo.
bem
Hospicio, casa do Sr. desembargado!' Mendos
da CunliB.
A taberna da travessa do Paraizo n.
16. nao vende bebidas espirituosas, de
ducc2o|brasileira.
pro
Grande sorti-
mentj de fazendas de to-
das as qualidades.
Grusdeoaple prelo de teda laviada, covado. 2b20
Hilo dito liso muilo largo, covado. ?5200
llito de cores liso moil superior jyJXl
Setim preto macao, covado...... 39OOO
Panno lino prelo e de cores, para lodo os precoi.
Pupelina de seda de cores malisadas, co-
**'............. igooo
Ln*lf .te cores, com qaadros de seda, co-
.** .......... 8850
ae quadros pequeos e grandes, co-
, _v"(l............ -uno
I..... e seda de novos padroes, covado. ^rVMI
Mauritana de se.la cora cinco palmos de
largura, covado......... IsfiOO
trsoiina de seda com qua.lros, ramagens e
l.stras malisadas, covado...... 1;O00
Sodas de quadros bonilnt padr>s, eovado. 9950
liuqueza de seda com ramaaem, rov.do. 750
HotMllaa branca e de cores, covado. 320
Chitas franceras Tinas........ yso
h ron.iolina de seda para vcslidos. .' .' KX)
Cassas francezas finas de bonitos padroes,
,v,,ra............. 420
Argeniina ce cores eiruras, com salpxos de
seda, propri.i para palils. ..... 800
Ilaliana de seda prela com lustre, para pa-
litos. ......... r-'Hin
Cortes de vestido de seda para senhora,
mais superior que ha no mercado. 9
l.ovas de seda de todas as qualidades, para
homens, senhoras e meninos..... 5
Lencos de cambraia bordados, muito finos". 19280
llilos de dito de linho lisos para mflo. a4O0
Corles de casemira prela e de core?. 4N)00
Curie* decolleles degurgorAo deseda.de
vaiios pedrSes, matizado...... 39OOO
Cortes de l.v. matizada para vestidos, de
novos padroes, com 15 covados cada
<""............. 59OOO
Chapeos de massa francezes formas novas. TjjtHl
l'alilcx de alpaca prela, fino....... 49UO
1I0 de alpaca e ganeas de cores. 49500
li.mdol.1 de alpaca preta e de c.'.res. 59 Chales de merino bordado a velludo gran-
...?" ......... I89000
unos de dilo bordados a seda..... '.IcOOO
Ditos de dilo com lislra de seda. 6S500
Ditos de dito com berra matizados. ason
Ditos de dilo lisos......... 5s500
Dilos de dilo com franjas de laa '. '. '. 49:100
Ditos de l.l.1 adamascados de cores. ;1.>MH>
tianga franceza superior de core, covado. 00
Romeirasde relroz muilo superiores, pa-
ra senhora. ........ .Ifr(ioo
fcm rrente do becco da Congregarlo, passando
loja de rerragens, a segunda de 1./.....I ,. n. 40.
Refinaria de
Heuo & Barreto, no Mon-
te i ro.
No deposito desta reGnaria, na ra da Ca-
deia do Recife n. 30. ha sempre assucar re-
hilado de superior qualidade, tanto em p
como em torroes e em pues, por preco mais
commodo de que em outra qualquer parte.
AVISO
aos ferreiros.
F.POIKIER.Aferr da Boa-Vista 11. 55
Tem para vender, a vontade do com-
mador:
CAHVAO de pedra
de primeira qualidade, por preco com-
modo.
M>KttJfWft&
.ompram-se
bilhetes premiados de loteras que jaeste-
lam recolhidas a thesouraria, com um abate
razoavel, alim dti n;lo terem os donos o tra-
balho do lungo processo daquella reparli-
C3o : na ra Nova n. 11.
*.ompra-se ell'ectivamentebronze, la-
tuo e cobre velho : no deposito da fundicSo
da Aurora, na ra do Itrum, logo na entra-
da n/28, e na mesma rundicao, em Santo
Amaro
Compra-se um sobrado de um andar
ou duas casas terreas, paga-se bem : quem
as tiv^r, enlenda-se na luja de livros da pra-
ca da Independencia os. 6 e 8, que dir o
pretendente.
Coinpra-se eiTeciivamenlo na ra das
Flores n. 37, primeiro ndar, apolices da di-
vida publica e provincial, aceces das compa-
nhias, e da-se dinheiro a juros, em grandes
e pequeas quantias, sobre penhores.
Compra-se urna casa terrea que tenha
commoJos : a Miar na ra da Praia n. II,
arroaz :m de carne secca.
Compra-se um papagaio bom, bonito e
fallador, n;1o se olha a preco : na ra do
Queimado n. 35.
Compra-se ama ovelha com sea cabrito, a qu, I
rtrv para dar leite : quem liver e quizer vender,
dirija-se ao largo da matriz de Sanio Antonio, casa
de um andar ... J.
Compra-se prata de galao a 280 rs. a
oitava : no aterro da Boa-Vista, loia de ouri-
ves n. 71.
Compra-se urna cria at 4 mezes de
idade: na ra do Collegio n. 18, segundo!
audar.
Compra-se o diccionario francez e por-
tuguez porFonseca, e dicciunario portuguez
e Irancez por Koquete, sendo grandes, a
grammatica franceza por Burgain e a Selec-
ta franceza : a tratar nos Coelhos, sobrado
de um andar com 7 janellas de frente.
Vende-se urna escrava boa costureira
e que faz labyrintho co.n perfeicao, e en-
gomma, com idade de 16 annos : os preten-
denles poJerao procurar ua ra do I.ivra-
menlo n. 26, a qualquer hora do da.
Vendem-s^ as maiores partes da fazen-
da de criar gado, denominada Boa-Vista,
cuja fazenda niJo sorfre fogo, e nem igual-
raei.te do mal triste, propria para refazer,
por ser perto desta praca : quem pretender,
oirija-se a ra Direita n. 14,
Vendern-se 8009.10 em pecas velhas,
com mdico preco annnncie ou dirija-se
a ra do Oueirado, loja n. 1, do Sr. Caspar.
/Va ra Direita n. 59,
vendem-se velas de carnauba refinada, mui-
to superiores, as quaes d3o muito boa luz,
ditas puras de todos os tamaitos, de 6,8,
loe 13 por libra, muilo superiores em a
qualidade, e pelo menos preco do que em
outra qualquer parte, assim como lem una
porcao de saceos vasios para vender, por um
diminuto preco.
Vende-se urna preta moga, boa en-
gommadeira e Cozinbefra, sem vicio algum,
esla prxima a parir, e urna negrinha de
mais de um anno, muita luzida, lllha da
mesma preta ; nao se rende por menos de
1:8009000 : quem pretender compra-las, di-
rija-se a rtia da Arora, sobrado n 58, ter-
ceiro andar.
- Na ra da Cadeia do Kecife, loja da
miudezas n. 11, ha para vender luvasue se-
da amarella para senhora, com um pequeo
toque de mofo, pelo baratissimo preco de
800 rs. o par.
Vendo-sea heranca com posse as tr-
ras de Apipucos, por datraz da caixa d'agua,
com grande casa de vivenda, e outra para
acabar, cntendo um grande sitio e rico po-
mar de larangeiras, cafezeiros e outras mui-
tas fructeiras, bastantes trras de planta-
cOes, e tem urna porcSo de moradores que
pagam renda : quem pretender, dirija-se a
ra estreita do Itnsario n. 31, armazem de
Jos Uoreira da Silva, que todo o negocio
se l'-.r.
Vende-se urna escrava moga, boa co-
zioheira e civommadeira : no pateo do Ter-
co n. 9, primeiro andar.
Vendem-se Hacas de vimes, chegadas
ltimamente em porreo c a retalho. por me-
nos que em qualquer parte : na tanoaria .la
ra aoares.
- Venie-se um terreno na Boa-Vista,
na ,lo Jasmim, com 30 palmas de frente e
90 de fundos no becco da Congregacao,
loja deenca>ternac3<>.
Na ruadas Aguas-Ver des
ii. 46,
vendem-se 2 lindas mulatas de idade de IGa
20 annos, com habilidades, 3 escravas mo-
cas com habilidades, 2 lindas molecas de 11
a 12 anuos, 1 boa negra da Costa, ptima
quil-ndeira, 1 bonito moleque de idade de
12 annos, 1 negro proprio para engenho, i
negro peca de idade 20 annos.
Vende-se urna bonita escrava moc,
robusta, engommadeira, costureira e cosi-
nbelra : na ra das Trincoeiras n. 29.
i Vendem-se saceos com-farinha da ter-
j ra muito nova e torrada : no caes da alfan-
| dega, armazem do Mello.
Vende-se couro de lustre-a 49500 e
48600, bezerro francez a 3?200, 3>400 e 3^500
a [elle na ra ilo Livramenlo n. 41-
Vende-se o pinto do pateo do Carmo
n. 18, muilo acreditado para bilhetes e Cha-
rutos : quem o pretender, dirija-se ao
mesmo.
^ Vende-se urna bonita escrava de na-
cSOj moca, com habilidades : na ra da
Praia, primeiro andar n. 43. '
--- Na ra estreita do Rosario n. 25, pri-
meiro andar, vende-se urna crioula de 20
annos, bonita figura, eugomma leira, cozi-
nheira, lava de sabSo e cose chao, e urna
dita de 35 annos com as mesmas habilida-
des.
JL o vas de J Olivia.
Constantemente acharSo na loja do Le-
conte, aterro da Boa-Vista n. 7, as verdadei-
rss luvas de Jouvin, de todas as cores,
igualmente ricos pentes de tartaruga da ul-
tima moda.
Na lja das seis
ponas em frente do Li-
vramento
3s000 rs.
Corles de casemira com pequeo defeito
a tres mil rs., a qualidade he superior e tem
sortimento para escolher, palitos de panno
fino prelos e de cores, com pequeo defeito
a 109000.
Vende-se nq largo do Carmo, esquina
da ra de llortas n. 2, cevadinha nova a 240
rs., sag' a 32u, espermarete a 680, assucar
branco em caroejo bem alvo a 180, em arro-
ba a 59200, macarelo talharim a 480, chou-
ricas a 60o rs.. nianieiga ingieza de 400 at
15120 rs., franceza a 720, vinho engarrafado,
duque do Porto a 18200, de outros autores
a 19000, oleo de ricino em meias garrafas a
500 rs gomma bem alv-< a 100 rs., em arro-
ba a 35000, peneiras de rame mais em con-
ta do que em outra parte. No armazem de
Paula Lopes tem arebotes para vender.
M> Preg-uica
QUE ESTA TEDE1D0 BA-
RATSIMO
Na loja do Preguica, na ra do Queimado,
esquina do becco do Peixe Frito n. 2, conti-
nu'a a vender-s.; muitBse diversas Tazendas,
por precos baratissimos, entre ellas cam-
braias francezas, padrOes novos e cores fi-
sas, pelo baratissimo preco de 480 rs. a va-
ra, ditas de cordiio muito finas a 500 rs. a
vara, cassas francezas muito finas e de pa-
ltes os mais modernos que ha no mercado
a 640 a vara, chitas francezas de lindissimos
padroes a 280 e 300 rs. o covado, mtissulma
branca a mais fina que he possivel a 440 o
covfdo, din decora 34o, cortes de casemi-
ra de cor de lindissimos padrOes e superior
qualidade a 6/cada um, cortes de bnm de
puro linho de lindos padroes a 29400 Dada
um, ditos de dilos a 29, dilos de algodo a
15360, ditos de cutira de lindos padroes c
muito encorpados a 19600 cada um, lencos
de cambraia para niaoa 120, ditos mais finos
a 220, pecas de bretanha de rolo a 29 cada urna, chitas escuras de diversos
padioes e cores lixasa 140,16!), 180 e 200 rs.
o covado, e a peca a 59, 69, 6500 e 79500 ca-
da utna, cobertores proprios para escravos a
700 rs. cada um, grvalas de seda de lindos
padrOes a 19, ditas pretas de setim a 1280,
ditas de cortes em outro gosto a 700 rs. cada
una, luvas de seda de todas as qualidades
para homens e senhoras, lencos de seda de
bons gostos. gangas mescladas de lindos pa-
droes a 600 rs o covado, cortes de castores
de bonitos padroes a 19 eda um. cambraias
isas fiuas a 49500, com 10 varas, ditas ditas
muilo linas a 6/, e outras multas fazendas
que se deua:n de mencionar, e se venderlo
por baratissimos presos ; e se daro amos-
tras com penhor.
Vende-se na ra Direita n. 19, carne
do sol, pelo diminuto preco de 24 rs. a li-
bra, 280 e 320, li nguicas a 320 a libra.
Vendem-se queijos do serto a 400 rs.
a libra, sendo inteiro, c a retalno a 440 : na
ra da Gloria, ultima taberna da esquina
quevolta para S. Concalo n. 95.
CAMA PAlEiSTE NGLEZ
para fogao de cozinha, e vende-se em casa
de Poiner, no aterro da Boa-Vista n. 55.
fta ra do Ara gao n. 56,
vende-se superior manteiga ingieza a 720,
800 e 900 rs. a libra, dna franceza a 640, ve-
as de espermaceto a 720 e 880 o masso de 6
velas, gomina para engommar muito fina a
120 a libra, queijos do sertSo a 480 a libra,
macarrao.alelria e talharim a 480 a libra, de
tuco se dio as amostras aos freguezes.
Vende-se azeile de coco a 3/200 a ca-
ada, superio es queijos os roais novos do
mercado u 19440, cha hvsson do Rio de Ja-
neiro de primeira qualidade a 13600, caixi-
nhas d.' urna libra : na ra Direita n. 8.
J. PRAEGER & COMPANHIA.
lia ta Cruz n. 11.
r.eceberam pelo ultimo navio do Havre
urna nova porcSo de afamado e famoso
d T1HH0 DE CHMPAME
de hugene Uiequot a iteims.
Tintas.
Vende-se urna porcSo de tintas prepara-
das, assim como algumas barricas de alvaia-
de : no armazem de J. Praeger S C, ra da
Cruz n. 11.
PRESUNTOS.
J. Praeger & (',., ra da Cruz n. 11, avisam
aos seus freguezes, que temos recebido no-
vamente pelo ultimo navio de llamburgo,
urna porcilode presuntos muito f.escos, que
se vende por preco commodo
e muito ba-
rato.
Velas Je espermacete a 120 rs. cada urna,
c rm caixas de 25 libras a 16-, e em lotes de
5caixasal55; deve-se preferir u?a vela
de esjermacete a de carnauba, visto que a
differenca de 40 rs tendo-se boa luz e lim-
peza, he nada. No deposito da ra de S.
Francisco n 6, por ter grande quantidade
deste genero, he qu* vende por est-? preco
RELOGIOS
Ra da Cadeia do Recife n. 18.
Ha um sortimento de RELOGIOS de todas
as qualidades, tanto de OURO como de PRA-
TA, dilos FOLIADOS e DOURADOS, assim co-
mo pa-a senhora, todos garantidos e por
precos commodos.
obre em moeda.
Vende-se constantemente na praca da In-
dependencia n. 4, a ume meio por cento.
Vende-se a verdadeira graxa ingie-
za ii. O", dos afamados fabricantesa\
& Martin, em barricas de 15 duzias de
pot<;s: era casa de James Grabtret; & C,
ra da Cruz n. 'i.
SECRETARIAS.
As melliores que at ho;e tem apparecido
a este mercado : vendem-se no escriptorio
lo agente Oliveira, ra da Cadeia do Recife
n. ('>, primeiro andar.
CAAS DE FERRO
Excedentes camas de ferro para soltei'os :
vendem-se no escriptorio do agenle olivei-
ra, ra da Cadeia uo Recife n 62, primeiro
an Jar.
-echincha sem
igual
Na loja d* estrella, ra do Oueimadn n.
veodem-se ricas fazendas de ISa e lila e se
para vestido de senhora. pelos haratissim
precos de 500 e 800 rs. o covado.O
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, assim como potassa da Russia verda-
deira : na praca do Corpo Santo n 11
COM PEQL'Eft TOQLE DE AVAHA
A DINHEIRO
Pecas de madapoliJo fino, ditas de al"o-
dozinho liso muito encorpado, ditas debi-
to trancado e largo : vende-se na ra do
Crespo, loja da esquina quevolta para a ra
da Cadeia.
relogios de pa-
tente
inglezes de ouro, de sabonete e de vidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Augusto Cesar de Abreu, na ra da Ca-
deia do Recife, armazem n- 16.
Taclias de ferro.
Na fundicSo da Aurora em Santo Amaro-
e tambem no deposito na ra do Rrnm, logo
na entrada, e defronte do arsenal de mari-
nha, ha sempre um grande sortimento de
tachas, tanto de fabrica nacional como es-
trangeira, batidas, fundidas, grandes, pe-
quenas, rasas o fundas ; e em ambos os lu-
gares existem guindastes para carregar ca-
noas ou carros, livres de despeza. Os preco
sSoo s mais commodos.
Metliodo facilimo.
Na li-raria da praca da Independencia n.
6 e 8, "ende-se o mnthodo facilimo-para
aprender ler, novamenle impresso e aug-
mentado, por mil res.
CHAPEOS A TAMBERLF
Do afamado fabricaii <
Pinneau de 'aris.
Acabamdecliegav pelo ultimo paquete,
OS su pa mencionados chapeos deste ala
nado fabricante, e vende-se na loja ri
4 portas, da rita da Cadeia do liedlo i
48, de Narciso Mana Carneiro.
Vende-se superior linhas de algodSo
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em casa de Southall Meilor & C., ra do
Torres n. 38.
Arados de ferro
Na fundicSo de C. Starr & Companhia, em
Santo Amaro, acham-se oara vender arados
de ferro de utn modello e construccSo muito
superiores.
Vende-se queijo do > ertao
a 480 rs. a libra, manteiga ingieza a 640,
queijo do reino a 150, 1600 c 1/900, fari-
t.ha do reino a 120, gomma a 100 rs., lingui-
Ca do reino a 400 e640, vinho do Porto en-
garrafado a 19000, dito de Lisboa a 560, ba-
nha de porco a 520 : as Cinco Ponas n. 21
Venda de
pianos.
Vendem-se inuitos lindes c excellentes
pianos, chegados ltimamente de Ham-
burgo, e com lindos retratos no frontes-
picio : na ra da Cruz n. 55, casa de J.
Keller & C.
aoos.
Velas de esper-
macete.
Vendem-se caixas com 23 libras d&* ve-
las de (i em libra, a' preco coiqjgei em
casa de Isaac Curio A C., ra rla.Ow
n. 49. ^
Avi>o aos senhores de en-
genlioedones de oflv
cias
Vendj-se bolacha americana a 100 rs a
h : n paleo do Ter< 2I- dil da Pe-
ina n. 10. Tambem se vendem cartas de
traques a 280 rs. a carta.
CHAIISBO fiIi pjgg.
NAFUNDigAO DE FERRO EMiVBVGK.
NHE1RO DAVID W.BOWMA\' VA
RA DO BRUM, PASSANDO ha-
FARIZ, A
hawnipreamgr*DdetoriiaienlodoieBBint.oh
jacto df roechaniamoproprio prienKenho atl
ber : moendaie meiai rooend... da mais moderna'
coDsIroccSo ; laixaad. ferro fondido e ^tll'T
superio. qo.lidadee de lodo.o. lamanho. ; roda-
NA MESMA FNDICA'O.
e eiecotam loda. a. eaconimenda. eom a nDeri*.
^d! conhec,dfl "" devida prealna ,
modidade em preco. p'wez ecoia-
XAROPE
DO
BOSQUB
Koi lran.feridoodepo.itode.te xaropt para a h.,
tica de Josa da Cru, Sanios. ,,. Bmi S
sarr, a. o8500, mei.s3000. ..nd. f,|.0 JI
stnassKs?ne,,e ***
IMPRTAME PARA OPlllll.
Para curade phly.icaem lodofo..eu.diflTfi.
iesgr.oSquermotivadporcoB,iip,cae.,iose
aslnma,pleuril.e.carrosdan8oe, dordec*^
adose peno, palpitara., no corarflo.coqueluche
bronchile, dorna aarianla, e loda. a.mole.lij
dos o ra o.i pulmonares.
^*:-^#i
Err, casadeRabe.Schmettau'&Companhias
ra da tadeia n. 37, veudem-se elegante,
Piano* do afamado fabricante Traumann de
llamburco.
Vinho do Porto
superior chamico.
Vende-se nicamente em casa de Rarrocn
# Castro, na ra da Cadeia do K ecife n 4
TAI XAS PARA ENGENHO.
a f undipo de ferro de D. W. Bowmana o
ra daBrum, passando o ehafariz, continuaba
dOTumcorapletosortimeptoda taixtsdeferrofun
vido e batido de 3 a 8 palmos da bocea, as qua
ackam-se a venda,por epreco commodo eoio
promptido: embarcam-s oucarrga-s mear
ro semdospeza ao comprador.
?ellins e relegios.
SELLINS e RELOGIOS de palele
Ingle* : a venda no armaum de
Roslron Konker & Companlua, e^
qoina do largo do Corpo Saulo no-
mero 48.
Deposito
de rap princeza da fabri-
ca de E. Gasse, no R>
de Janeiro.
Vende-se a preco commodo rap lino,
grosso e meio grosso, da acreditada fabrica
cima, ebegado pelo vapor S. Salvador ; na
ra da Cruz n. 49.
.roMHoKinh" da Baha
para saceos de assucar : vende-se em casa
de N. O. Bieber & Companhia, ra da Cruz
n. 4.
N. O. Bieber A Companhia, ra da
Cruz n. 4, vendem :
Lonas da Russia.
dem inglezas.
Briuz5o.
Brinsda Russia.
Vinho de Madeira.
AlgodSo para saceos de assucar
aelogios.
Os melhores relogios de ouro, patente in
glez, vendem-se por precos razosveis, nu
escriptorio do agente Oliveira, ra da Ca-
deia do Recite n. 62, primeiro andar.
Peunas de ema, cera de abelba e de
carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, de-
lronte da ra da Madre de Dos, ha para
vender os gneros cima, recentemente che-
gados, por pregos razoaveis.
Agencia
da fundicao Low-VIo r,
ra da Senzala 'yova
n. 42.
Neste estabelecimento contino'a a haver
um completo sortimento de moendas e meias
morndaspara engenho, machinas de vapor
e taixas de ferro batido e coado de lodosos
lmannos para dito..
oinhos do vento
com bombas derepaxopara reitarhor aseba
Ja eeapiin: na tandisode U. W. Bowuiiid
na ra d.. Ilrom ns. 6 8 e 10.
Encasa de Saunders Brothers C. pricl
do Corpo SaniOB.ll.ka para vsndaro se' uint
rerro mglez.
Pixeda Suecia.
Alcatrc. de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodaolizoparasaccas.
Bito ntrancado igual to da Baha
t umcoapleto sortimento d fazendas proprio
para ste mercado tudo por preco commodo.
K'eiogios
coberlos e dcscobertos, pequeos e grandes,
de ouro patento inglez, para bomem ese-
nhora de um dos melhores fabricantes de
Liverpool, viudos pelo ultimo paquete in-
glez : em casa de Southall Meilor A C", ra
do Torres n. 38.
Continua a estar fgido o esciavo cri-
oulo de nome Lourenco, de idade 25 annos
pouco mais ou menos, comprado ao Sr. Dio-
go Soares Carneiro de Albuquerque, mora-
dor no engenho Ramos, comarca do Pao d'A-
Iho, o escravo tem os signaes seguintes : r..r
preta, altura regular, rosto comprido, secco
do corpo, barba pouca, tem urna das cenias
mais linas do que a outra, e nesta mesma
perna tem urna cicatriz do ladri de tora, le-
vou vestido calca de casemira cinzenU e cla-
ra camisa dealgodozinho azul escuro, cha-
peo de palha, tudo isto ja vMho, traz no pes-
coqo dous rosarios, um do conUs brancas r
outro pretas, ambos aUcados com colchetes :
a pessoa que o pegar, dirija-se a ra Direita
n. 3, que-recebar 50/rs., de gratificado.
-- ugio do abaixo assignado no dia M
de junno. um seu escravo de nome Seralim,
cabra, baixo, cheio do corpo, tem bastantes
marcas de bexigas no rosto, com tres dedos
de rt.enos em um dos ps.levou alem da rou-
pa que tinha.um par de borzeguins ja usados
tal vez para disfarsar o defeito que tem no
pe, o qual foi escravo do sr. Francisco Rufi-
no Crrela de Castro, morador no engenho
Aguiar, da freguezia de Iguerassu-, e consta
que elle fora encontrado ero caminho para
esse lugar: d-se 503 : a quem o levar a seu
senhor, na ra Imperial n 167.
*~ ******> ** >
a ,a 'S"0"" mei fneio do holel *
5 ^8 .1* V "cr,vn at An' -Himno, i
9 de idade, bauo, p.roas lorias e om os*c ere.. 2
( cido no hombro direilo. Aqa.lle que o pten- 2
der e o levar ao rt.-o hotel r' generoMmen- 2
^ le lecompeusado.
-- Fugio da Soledade, no da 10 de iunbo
lindo, a escrava Francisca, com os signaes
seguintes : altura regular, cheia do corno,
tem urna cicatriz no rosto do lado direilo!
proveniente de um talho, e no do esquerdo
urnas borbulhas, testa c.ntiada, representa
ter 24 annos de idade, consta que dita es-
crava anda serv.ndo de ama com o nome
trocado, e diz ser forra, fof vista no Hospi-
cio.: gratifica-se a quem a pegar e leva-lata
Soledade, casa n 30.
Desappareceu na noile de 2 do
corrente mez de julho, i,ma mulata do-
nme Rosa, com os signaes serjuinle:
alta, de Loa estatura, corpo reiorrado.
tenrduas etcatnzes bem visivel noquei-
-\o do lado esquerdo, efe alvacenta c
meia desbolada, cabellos meio carani-
nhos e cortados, idade 25 annos pou-
co mais ou menos, com urna cicatriz,
de qtieimadura uro pouco apagada no
braco direito; levou argolas de ouro as
orellias, um roupSo de riscado de qua-
dros encarnados, um vestido de cassa
amarella, um dito de cassa cor de ro-
sa, um dito de chita azul, um chale
de la azul, um dito de cassa branco.
Uto par de tamancos de couro bran-
co e sapatos de couro preto: pede-ce,
portanto, a todas as autoridades poli-
ciaes <; capitaes de campo, que a fa-
cam capturar, que se pagara' toda e
qualquer despeza e gratificaba*, e a en-
treguen! nesta praca, na ra*do CabunT
loja n. U. de Seraphim & Irmao.
Fugio hontem pelas 9 horas da noitc.
da casa do abaixo assignado. Egidio escr.-
vo do sr. Claudino do Reg Birros, senhor
do engenho Res, da provincia da Parlnha
do_!\orte, o qual escravo tem os signaes se-
guintes : altura e corpo regular, cor fula,
nariz afilado, dous dentes quebrado na
trente, na parte superior do queixo. mal en-
carado,^ tem um pequeo aleijo em um dos
dedos das mSos e dos ps, cabellos carspi-
nbados e nacidos por igual por se ter na ca-
deia rapado a cabeca.foi ha pouros dias cas-
tigado com bolos, e tem na palma da ma
esquerda um calo estourado, proveniente dos
ditos bolos, ja foi surrado, e tem disto sigl
nal, a perna diroiU ao pe do tornozelo he
mais grossa que a esquerda, por ter tidn
urna renda neste lugar, foi vestido com cai-
ga nova de algodaozinho azul e camisa bran-
ca : roga-se portanto as autoridades poli-
ciaes e capitncs de campo, que o appreher.-
dam e levem a Soledade ra de JoSo Fer-
nandes Vietra, casa de austro janellss e urna
porta de frente, onde serSo generosamente
gratificados. Recife 4 de julho de 1857
Jos AntSo deSouzs MagalhSes
Fugio no rtia 2 de julho, do engenho
do abaiso assignado, um negro por nome
Josc Calabar, idade 00 anuos, alto, cabera
branca, a roda das orclhas prelos, meio cam-
bito das pomas, levou um cavalln rodado,
grande, novo, tem o beico de haixo gran.i-,
ripado ue novo Bata negro he bem iwtuu
do por ler sido carniceiro nos arrab.ldes do
Recife, assim comoj foi no Manguinho Fm
escravo do Sr. coronel Francisco Jos da
Costa : roga-so a todas as autoridades po-
liciaes e rapitSes decampo a ap.rehenso
do dito esc avo, e o levem a Albino Jos.-
Ferreira da Cunha, na ra do Queimado, ou
neste engenho das Matas.
Antonio de Paula souza LeSo.
Al(enca
100?000 rs. d.- gralificsc3o.
Continua a estar fgido desde o da 11 de
jaueiro prximo passado o escravo Jos cri-
oul.., da 18 a 2" muios de idade, altura re-
gular, com panno no rosto d< s dous lados,
e ns torno/ellos bolados para fura por causa'
de bobas, tem as costas retalhad.s de chi-
cote, lem um andar de quem anda estropia-
do : quem o pegar leve-o a rus da Cuia n.
9, que recebera a gratificscao Sama decla-
raua.
PEKiN. TYP. DE M. F. DE FAK1A 1857:
'

i
MUTILADO


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