Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:06552


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Full Text

Wjs adiantados 4,?000.
ftjr > s vencidos 4$500.
i .
OHMA. FEIRA 2 DE Jl'LHO M mi
Por auno adiantado I5$000.
,* Porte flanco para o subscriptor.
C IHJA.O DO, NORTE.
".' ??!'.' > &r. Joaquina
Bi
.- Arict
. Jcv le ;

lusaaos
. Uii Braga; Cea-
+ Joaquim Mar-
A? .ata"' Sr. Jernimo da

PARTIDA TOS CORREIOS.
Olinlr : todo* os liras, ll'lr mi-iatio.-.is .Inilia.
I;u.ir.,-.ii l^uianna r< I'.r.ilu...i : a.is iegudai o savlas-friras.
8* Arrio., BtMffoa, ltonilj. Camin', Alliulio r < S. Loeweafo, Pao ?Alto, nasartffci 1-inn.firo, Braja, Peaaeefra, lagueire,
Floren, ViUa-llrlIa, Hoa-Yiala, Orrinrry ,. Kvu", as quarla->-r..ii a,.
Cabo, lpojiica,*'riiliem, Hio .'urruoso, L'iu, llain-iros, A-.'u.i-1'r. !a, l'i-
mcnnrus e i>al iTedos os crrelos partern as I) huras da mantina.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNA! DA CAPITAL.
Tribunal do commcrcio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda : quartas e sabbados as 10 horas.
Juno do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao meio dia
Juizo de orphaos segundas e quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel : segundas eseitasao meio dia.
Segunda vara do clvel : uartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES DO 5IEZ DE Jl LUO.
7 La cheia as 4 horas e2i minutos da manlia.
14 Quarto minguanle as 10 horas e 57 minutos da manhaa.
21 La nova aa 3 horas e 33 minutos da manhaa.
28 Quarto crescente as G horas e 33 minuto da larde.
I'UI.AM A H DE HOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da Urde.
Segunda 0 e 34 minutos da manhaa.
DAS DA se.ma.na.
29 Segunda.-:- Ss. Pedro e Paulo anfl*F Ss. Ciro e Cania MI
30 Tena. S. Marcal b. e S. LurinaT
1 Quarta. S. Aarao primeiro sacerdote da ordcm Icvitica,
2 (Jubila. S. Uthon b. Ss. Processo c Marliuiano Man.
3 Sexta. S. Eulogio m. : Ss. Analolio. e Kleodoro Mrn.
4 Sbado. S. Izabel rainha de Portugal v. f.
3 Dumingo. 3. S. Filomena v.
ENCARREGADDS DA SrBSCRICA< NO SIL
Alagoas. o Sr. (.laudino Falcao Dias: Il.ihia, u Sr. D. Duari
Rio de Janeiro, o Sr. Ju.iu Pcrcira Martina.
F.M PEltNAMBl r.o.
O proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa de Panana sua
livraria, praca da Independencia n. 6 e 8. .
**~ araci. u,

*
*
.

\
A qu
MINISTERIO DA MARlHA.
RELATORIO
Doninisterio da marirlia apresen! aj0 a
asemblea geral legitlativa na pr mera
ssaoda decima legislatura.
Agosto e dignisiimos sniores represen!? n(t| ^
na;i bratiteire. Campeado o praeeilo aa |ej
venb informir-vos do estado da repsriicAo a mari-
iiha de. caja direccao S. M. o Imperador s. diRnoo
pncreaar-me iolarinamcaie por decreto d'/Hde ou-
lubo do anao prximo paseado. I
AdtnioislMcJ central.
\ neceasidade de orna refirma na orsapisarlo do
edc,o superiar e eeulral do ministerio da iriaiinha
i ja fea por viH attendida a artigo 1*2 da lei n. 87t de
I 16 le agosto do anno provino lindo, peta qajal esta'
o aaverno aotoriaado a dar nova organirja a' le-
f creara, da talo ao quarlel general ^rejado ao
' meamo lempo ora con 1 O pensaaaento da citada le parece tenido reunir
era nina so repart;jo aseorelarta de estad) o qaar-
lel general da marmita, coisegaindo^e.poresta con-
centrafilo da parle civil emi ti ir da idministra^JIo
superior da armada, obviar o inconveaieoUi que ae
UOI.IUI ao >ysleroa icloal'am qoe, senlo o quarlel
Renatal ama depeadenrii da secretnrta de estado,
(uncciena como se lotie ama e-tic/io inleiamanle
dittiacla, com perJaiia lempo, e demtra naexeca-
$3o das ordens concetaentes ao serviro iniliu-, sobre
que elle devs informar, i qoe pelo seu iitlcmedio
to levados a efl'eii >.
Oulra idea eiprrasa n: lei, e qu selig.t a' ,-nelhor
uniac daqaalleadooi priieipaai ramoad.i adnirrielra.
;So, be a f icoldade eonodda no arti;o 7. di eom-
mellar ao conitIho nava, oo a alRonr dos seu- mem-
broa militares, a iraosinwiin e eiecccSo das irdens
'coiicerneiiles ao movineii.o, econamia e dncipli-
ua do aorvi(o militar pnpriamenle sito.
O artigo ij da mesmi lei dispA que a rcl>rma
.das sobredilas repartidaseja feilade harmoniacom
a inslituicjlo do conselh., e por nodo que se nao
ilumnente o pessosl de qla ellas aclaslmeule se com-
poem. Anim, poie, he ora de dsvirin que a oiga-
nisajao do cou-ellio uaviMeve acompanhar a rear-
ma da secretaria e qualel general, combinndose
estas tres eslacues por mido qne le consigan] os las-
t|us leve em vista a lei unidate de pensameati e
de accio. promplido noserviro.e a insior economa
possivel qtiautoao pessatl.
Urna reforma 13o imprtante, s sujeila a condic^rs
qne sh nao combinain fcilmeuit, demanda aluradi
refleiSo. O governo nepodia Jeiiar de encara-li
em summo escrpulo, Mo de que pelo sen esmera-
do empeoh em realisar voisoillostrado pcnamen-
to nao sera' com joslirja censo'ado de demorar um
melhoramenlo qoe foi ale o pimeiro a nocilar, e
coto qae segarauente ontlo canhara' a administra-
i;ao da armada.
O governo lern muib presente o cnmrjrimenlo
deste dever, e espera h p|na eieco;ao a' le logo
qae possua todos os daios nicessarios para resolver
as qoesloss prslieas qua im siencerra o systema das
organisa(des de qae se rata.
Corpo dos (lciaes da armada.
, S. M. o Imperador luuve por bem remunerar os
seriirus do corpo da araadi por urna promorSo ge-
ral, que leve logar no kuslssimo dia -2 de siem-
bro ultimo.
Igual pruva do imperal ipreco e juslija receben
esta Ilustra curporacA n> mesmo dia do anno de
185fa Os leceios que hqtia o pieenchimento do
quidro fuiam ssiiin desvanteidos, e hojeja ningocm
Uvida de que as onnr-s |mb4cSes, a'petar das res-
eques do qua.lrn acluil, lodem ser salisfeilas.
lie de suinma aslii;aqo! a inaiinha, assim enmo
g Mrcalo, Icuha urna pusjocao aiinual. ^ao pode,
orem, ser mais ospioliua a larefa de urna prumo-
y^cao na armada do qoe pde com a defectiva legisla-
rlo que anda hoja vie;i.
A aptido e o-,'serv ^ffinfcilmente sarao bem
aquiialados, se o mtnisU) nao conhecer pe^soalmen-
te a corpora^ao, e o urdadeito merecimeiilo nao
pode *er alten ido napu>porr,o que llie compete.
Sabis que essa legisltCaa, pelo qoe toca aos ofti-
ciaes, consiste no alvara' se 20 de nutuhro de 1796,
no decreto de 13 de tovembro de 1800. Estas
' antigs disposiroes, Irritadas para a poca de nossa
infancia, e qoando a miinlia de guerra o3o polla
nem se qoer sondar con o progressos do seclo ac-
tual, uto estabelecem nlras regras senAo qae
os accessas sejam gradas e successivoi. dados tres
V quarlos por sntiguiduds, e om' quarto por mereci-
1 menlo, at ao poslo de tpiao de Trgala inclusiva-
7 mente, e deste para os pstos sapenores, por esco-
Iha do governo.
Todo official qae estejina primeira ciaste do qoa-
dro, a se nao ade irado servir em virtude de
pronuncia ou senlen a, r, ic ser p'romoviio, e deve
se-lo, se nao he capi>ao le fragata, e e primeiros quartos da.eicta da sua classe. A le nao
" se importa com o lempo la a qualidade dos serviros
em cada posto, so aliado a autiguidade relativa
n.iqoellcs casos.
Certo o governo (Mide i deve attender a lodos o
elementos qoe con'lilaem o mrito absoluto e rela-
tivo da cjda official ', ma, alm de que o arbitrio
do governo nao se esleudta mais de um quarlo nos
poslos inferioras ao da apiao de mar a guerra, a
falta de prescripcoes lega* torna a escolha mano
liHtcll, e dena os ofliciaeisem o necessario estimu-
lo para habilitarem-se noidiversos graos do servco
naval militar. "
Nao tonho nolicia de mrinlia aljama em qae se
observe um scmellianle svaema de promo(Ao.
TA asstmbla geral fara" um grande beneficio a
mariuha de duerra Brasilira, sa dota-la com nma
iiova lei sobre lAo importaste assamplo.
O projeclo ja' approvadi na cmara temporaria,
parece salisfazer esta vilal Jecessidade.
O referido projeclo mare4cej)dic8es indispensaveis
para permiltir-se o accesso de um poslo a oulro, e
atiende a' autiguidate e aem^rilo soperior em urna
bem calculada propor^Ao.
He o systema da lei do atarcilo com as allerajoes
proprias das especialilades do servijo naval.
|^ A lei do eiercilo alenle mais a' anliguidtda en-
'm Ir os ofliciaes subalternas, algun dos po-los de
oltleial superior ; mas a ratio da dilTereur.a lie ob-
via, e nAo p.le ser desprezadi,
j \ prain n;,Vi de um alfirei. oa do um capiUo nu
f exerclo, Ma importa o masco que a de um segun-
de lente oa de um primeito'tenente na armada.
Aqaelle servem sb as orden- dos olliciaes supe-
riores, e so commandam algama goaids, destaca-
mento ou companhia. As esmequencias de sua in-
eapaeidade ou irregular procilim -ni i. ojo liem em
geral grande alcance, e pn.lim ser promplamenle
rooridas ou remediadas.
O segando lenle na arnala, como oflicial ds
: qnarlo, pule ser causa da parda de om navio, a de
tola as vidis que tenliam sida confiadas a sua vigi-
. Iancia_ e pericia. Por onde ve quaota ltenlo
deveran merecer os poslos superiores, a qae corres-
ponden) os commandos n.vaes.
N*o he s um rerto numen de vidas, e ama par-
f te da fazenda publica, qoe se confia ao commandan-
le de um navio de guerra; tosili.i se-lhe tambem o
decoro a a dignid.ide da banteira nacional as pro-
prias agaas do pai/, a mato mais no alio mai oo
em portos eslrangeirns.
Seria perigoso alterar o syiema artoal de promo-
ffim in armada, dando mais deseovnlvimenlo ao
principio da aotiguidade.
. O arbitrio, que lanos receios causa aos defenso-
res d.iquelle principio, n3o pode ser mais lalo do
que actualmente onde a le opermilte.
A instiioirao do conselho naval he urna segara
garanda de acert, ama ve/, q ic se estabeler,im as
necesariu coodires para os difTerenles acces*os,
conforma a natorea e importancia dos respectivos
serviros. B
O mappa A iinneio a ests felalorio aprsenla
o estado do quadm actoalmenle,
E o ilmau,i k da armada coilcm a relacAo nomi-
nal com as principis ifidiii iuaccs, ii.Pi }.. lis ,,f_
ficiaes, como das praQas que p'rtmcem as cla-ses
anneas. K'le documento aprsenla nutro- melho-
ramentos em rclacao ao do anni passado, e que pelo
eu exame apreciareis. Espero que o do anno se-
inte sera' mais digno da vossa altenc.lo.
inlo ler anda de diier-vm qne continua a nnla-
^'ndncia dos nosso oIBciaM para separarem-se
.erviro ac.lis/n da mannlia de gacira, e irem em-
;ar-se em BatnmissOea de. Ierra rom vantagens de
arcado, oa tm vapores de cornpanliias.
governo l-m reprimido quanlo he possivel se-
'anle tendencia, lAo nociva i de'ciplina e adan-
inlo deesa imprtame classe. II >s os efleilosdes-
s|i!r*Cs a empregos niiis ronnnodos nu lurra-
nina boa lei de promoc^es ple evitar all-!
lente.
nvm da um> ve* para senpr* fazer salior ao
iial da armada que elle he principalmente desti-
-fiii para o servicu a bordo des navios de guerra,
.i he ui-.si vida peuoia, mas Imita digna de seus
-es a dedics{Ao aa paiz, qoe se lli> torna mais se-
o fcil o subir ats poslos de raaior confianza e
lincjaj.
Era de mistar regularisar os un (orines dos "lciaes
do corpo da armada a das diversas classes a elle an-
ueas, (ornando os saos ornatos a distinctivos menos
dispendiosos, e mais apropriados ao carcter militar.
Este trabalho foi eocarregado por aviso de 27 de
mareo do anno protimo passad) a urna commissAo
de ofliciaes do dito corpo, a em visla do plano por
elle proposlo baixou o decreto o. 1829 de 4 de ou-
tubro ultimo, que vai annexo a este reiatorlo.
Corpo de saode.
O corpo de saude da armida continua a prestar
bons -en iros, tanto nos navios de goerra como nos
lio-pitaes e enfermaras de roarinha.
Corape-se actualmente, alem do cirorgiao em
chafe, de 13 primeiros e 27 segundos cirargioes, de
I pmeiro e l segundos pharmaceaiieos.
Exislem 2 cirorgiSes civis servindo por commiss3o
no hospital da Baha a na enfermara de Pernam-
buco, bem como 1 pharmaceulico no hospital da
corte.
O decreto n. 739 de 25 de novembro de 1830 de-
termina qua nao sejam providas as vagas de cirur-
giao excedentes aos dous tercos de cada ama das
classes, em quanlo n3o houva mais de 50 navios que
demanden! esta praja.
Acham-se completo* os don lerc.os*de cada clas-
se, que prefazem ao lodu 40 crurgioes. Uestes
esi3o empregados no. hospital da corle, 1 nos corpos
de marinha, e 2 onlros servem na academia e na
secretaria do cirurgido am chele. Kestam poi tan-
to, 33 cirurgiOes para o servio dos navios de
guerra, actualmente exislem 3.~> navios que deven)
ter facultativos, por ei cederem as suas Pila.,oes de
cincoenla pracas.
Do qna fica dilo ve-se, que o estado deste corpo ha
insuflicienle para o servido naval, mesmo sem con-
tar com a reserva necesiaria para occorrer aos impe-
dimentos por molestia ou ticen;.), a a folga qae he
jasto conceder sos que leem detempenhdilo loogas e
arduas commindes de embarque.
Mais sensivel seria a deficiencia desla parle do
pessoal dos navios de guerra, se (ossem dispensados
os 2 cirorgiSea civis que se acliam empregados oo
hospital da Baha e na enfermara de Pernambnco,
e se o3o houvessa sido deliberado que os doas cor-
pos de Marinha, por eslarein aquartelados no mesmo
local, tenham um s facultativo.
He, porlaulo, evidente a necessidade de alargar o
quadro do corpo dos olficiaes'de saude, nao s para
o cumplimento das guarniees navaes a que actual-
mente corresponde esln prora,mas 'tambem para que
nenh'im navio de mais de 40 pracas, ou que, poslo
seja de menor forra, se ache empreado em cerlas
commisses especiaas, fique privado dos auxilios m-
dicos.
As habilitarles (cientficas que se exigern do ofli-
cial de saude reclaman) em favor desta classe,
que se Ihe abra ama mais larga carreira as suas aspi-
rares.
, Atlendendo a estes motivos, que vos foran) ex-
poslos nos relalorios interiore-, julgastes conve-
niente autorisar o goveruo para reorgauisar o refe-
Mdo corpo, assimlando, do modo mais apropriado,
t sua organisalo i da mesma classe no exarcito.
A recente reforma promulgada pelo ministerio da
fierra, e que bsixoo com o decreto n. 1900 de 7 de
narco ultimo, creio que melhor corresponde ts vis-
la com que roneedesles aquella auloiisarAo.
Em ronfonnidade pois de vossas dispojoes cunt
dai na lei m'863 de 30 de junho do anno passado,
se icha elaborado um novo regularaenlo, que, me-
Iho- satisfazenilo as ne^essidades do servido pabhco,
offeiece aos ofliciaes da saude da Brmada vanlagens
equivatentes as que aclualmente gozam no exer-
cito.
O secreto logislalivo n. !>(. da 13 de agosto do
annooassado fez extensivo o monle-pio da marinha
aos ciiurgoes do corpo de ssuie enm cerlas clausu-
la. A coiita.ioria da marinha raaeiton duvida na
exeeuco do referido decreto sobre os seguiotes
ponlos:
! Se os cirurgies do corpo de sande sao un geral
ohrigadis i contribuir para o inonle-pio da mari-
nha, a, no caso allirm.ilivo, se a contribuirn deve
ser contada desde ?s dalas de saas nomeaos.
2- Quat o limite de lempo qoe deve ter a excep-
cAo do arL 3- do referirlo decreto, rolaliva aos que
nao quizerem ser comprehendidos no favor da dita
lei, pr Ihes fallar pouco lempo para o precnchi-
meulo de 21 annos de aervico.
As referidas duvidas foram resolvdas por aviso
de 7 demarro ultimo, neste sentido.
Qu os cirurgioes do corpo de saule da armada
admiltidos qoando se organisou a dito corpo pelo
decreto n. 781 de 24 de abril de 1851, a os nomea-
dos anles desta organisacAo a nAo comprehendidos
as excepc/Jes do art. 3> da lei de 13 de agoslo, s3o
ohriados a contribuir para u monte-pio, contada a
contribuido, jara onse oulros, desde as pocas de
anas nomeacSct.
Qae aqoellttque ja' tiverem preenchido 25 annos
de servico nAo leem direito ao monte-pio, e bem
assim n3o deven ser contemplados os que. contan-
do ja' 20 annos le servico, optera pelas vanlagens
do art. 7 da lei i. 86 de 26 da novembro de 1839,
que se refere a' te 6 de novembro de 1827.
Oliciaes de fazeuda.
A orgaiiisa(Ao lerenlemenlc dada s reparlices
fiscaes da marinha tirara incompleta, sa de perto
Ihe nAo seauisse a lo corpo de fazenda de embarque,
com qual tem elhs intima ligacao.
Assim como ein Ierra est a cargo da intendencia
a muta loria da marinha todo o material desliuado
aos usos navaes, sua riistribaicAo, acondicionainento
e escripiurar.io, asarn tambem compele a bordo
idntica incumbencia aos ofliciaes de fazenda.
lie pois claro que om legislaran diversa n3o po-
deriam marchar em liarmnuia esses dnus ramos da
administrarlo fiscal sa armada, de rujo bom exar-
cicio depende a econimia de urna grande parte da
consignaban do minisierio da marinha.
As disposires qae leizem o corpo de fazenda de
emharquo datam de sua primitiva insliluicAo, ha
mais de meio seclo, econstam de poucos arligos do
regiment provisional le 1796. e doalvar de 7 de
Janeiro de 1797. que marca o numero do i ofliciaes
de fazenda, suflicicnte apenas para 12 navios ar-
mados.
Previo he verdade, eila l'i e allendeu a defirUn-
cia de soa fixacAo, uoloriaaudo as n.uuear.'ies de of-
ficiaes extranumerarios, cujo numero foi por aviso
de 9 de dezembro de 184 elevado a20 commissarios,
60 e navios peqoeuos.
Mas de laes empregades m aos de numero foram
dados vencimentos, quamo desembarcados ; de sorle
que os extranumerarios, que consliluem a aiaior par-
te desta classe, teudo de desembarcar para prestar
cuntas peranle a rcparlirAi central, ficam durante
minio- me7.es privados de eualquer vencimento, e os
do numero re luzidos ao sinples sold de Ierra.
N3o podem de certo elfirecer segura garanta aos
nteresses da fazenda nacional empregados 13o par-
camente retribuidos. O* rt.i-iros das liquidares de
coulas feilas pela cuntadorit da marinha attestam a
incapacidade da maior parte dos individuoiqueexer-
cem taes empregos, e os piejnizos de dezeoas decen-
ios de reis que elles aiinuilmenle raasam ao Es-
tado.
A posicao Inferior, e mal lefinida que occapam ns
ofliciaes He fazenda, as limitaVjistimai vanlagens, que
at boje Ibes teera sido concedidas, nAo eram incen-
tivo suflicienle para allrabir urna profi-sAo, quasi
lAo Irabalhosa como a dos himens do mar, pesaoas
cora os conhecimenlos e qualilades necessarias para
conlrahirem urna responsabiidade que importa em
s minas avalladas.
Fazer de urna vez pan sempre cessar esles incon-
venienles, garantindo ao fisco a boa exacrao das in>-
porlanles quanlas enlregoes at corpo de*fazenda de
embarque, he urna das pritreiras necessidades da
armada.
No senlido das observa^es qie levo feilas. tenrio-
na o gavernn usar da laloriacSo emitida no artigo
i ra lei ii. 821) de I i dejullio di 18'i.. e j'i tem fnr-
mulado um projeclo, cuja adop;Ao depende do ul-
teriores examesi
Julgo de juslir.1 que ns ven-i n,'ni,n de'la classs
sejam equiparados aos dos officaes da armida de
iguae graduajoes, c que se Ihe conceda as vanla-
gena de reforma e montepo.
Com esta condires he de espetar que, assim como
o corpo de saute, para o qual se equer muilo maior
somma de habtlitaces, foi com frilidade preenchi-
do, e nao sufre falla de Candidato, para as vagas que
occorrem, isslrp tambem aconteca com o corpo de
fazenda de embarque.
O eslado actual .leste corpo consta de seis com-
missarios dn numero de nao a 6 de fragata, ."i escri-
vaes do numero de rio r ti de fragata, ->C> commis-
sarios extranumerarios, li". aacrivaei da m-mia classe I incumbido, sobre proposla* sita, da conti
e .,8 despen-eiros ; o que prefaz 172 olliciaes de | v.ncia de Santa Cailurina o ,1 stamento da menores
razenda. : i'iir.i a armsda, deu a seguinle informaran sobre a
Dos referidos ofliciaes 9.1 se acham embarcados, 13 j conveniencia que havia em crear it'auuclla provln-
empregados em diversas repiriir;es le marinha, a o -
reliante sujeilo i preslacao de contal, enm a excep-
;Ao apenas de um que se acha licenciado.
Ofliciies dn rollo.
Exislem actualmente dous uniros capellaes do nu-
mero e seis exlraitu neranos. los primeiros um per-
tence a cla-se dos reformados, a o oolro serve no
corpo de imperiae. marinheiroi e no balalliio naval.
Dos extranumerarios se acham embarcados >, a em- i
pregado no arsenal de marinha da corle 1.
lie pouco lisongeiro o estufo em qae se enconlra |
esla classa tAo til, em nossa marinha de guerra.
O art. i da lei n. "53 dt 16 de julho de 1854 au-
lorisou o governo para reorgauisar o cerpo ecclesi-
astico da armada, mas esla autorisa^Ao expirou sem
que o governo pode*se exacula-la, pelos motivos
exarados no relalorio de 1858-
Creio que nao recusareis renovar aquella aulori-
sac,So, que nAo foi em lempo levada a efleilo pelo
escrpulo com que o governo quz attender a acqui-
-irao de sacerdotes capazes da missAo que sAo des-
tinados. A moralidede e disciplina de nossas guarni-
i;i)ei reclamam que o culto religioso nao seja consi-
derado desnecessario a bordo dos navios, ou confia-
do a ecclesiasticos pouco instruidos a escrupulosos
no cumprimeolo de seos sagrados deveres.
Ofliciaes de n.mlica.
Esta classe de ofliciaes, salva urna ou ootra excep-
rio, pouco prometa ao servicu da marinha de guer-
ra. He, | oreni, um elemento qae nAo deve ser ilu-
minado das guarnieses uavaes, e sim merece ser or-
jaKanisado e favorecido, por modo que se torne um
^iveiro til de ofliciaes auxiliares para os navios de
cuerra, e de bons capilts para os mercante-. O era-
prego de piluln na marinha de guerra permita ap-
proveilar muilas vocales eaplidOespralicas isqoaes
a carreira militar Picara fecha la, se os estodos aca-
dmicos fossem a nica porta de entrada para o
corpo da armada.
Em am aos relalorios anleriires vos foram pon-
deradas as causas que manten) a classe dos pilotos
no tsiado pouco satisfactorio em que ella se.acha.
Estas causas sAo a falta de urna organisaeAo "apro-
priada, e de vanlagens correspondentes as arduas ta-
refas da profissAo martima.
A aulorisacjlo dada para reformar a academia de
marinha, e o projeclo de lei de |>romoc,3es j appro-
vado na cmara temporaria, creio qoe habilitan) o
enverno sufficienlemeote para rnelhorar a sorte dos
olliciaes de nutica, e assegorar a marinha nacional
0 vaheso auxilio qoe oesta classe pode ella en-
contrar.
Devo aqu notar-vos que, aperar da condic3o des-
Tavoravel em que se acha a referida classe, pouco
considerada no servico militar, e lutando com a con-
currencia dos estrangeiros na marinha mercante, le-
mas actualmente empregados 39 pillos, e minios of-
liciaes coala a armada procedentes desla origem.
Cornos de marinha e comuanhia de apreniizes
marinheiroi.
Corpo de imperiaes tnarinheiros.
He este corpo o principal el.ment da nossa Carga
naval : apezar de iucomplelo pela escassez do recru-
1 miento, he elle que fornece a maior parte de nossas
equipagens, e que Ihes da' o carcter de urna forja
nacional. Nao he possivel fallar desla creacAo sem
render ama homenngem de loivor a' memoria do
sea autor, admirando sua looga previs3o, e recouhe-
cendo ii aieignaladu servida que com ella preslou
marinha de guerra nacional. Assim os que podem
e devem concorrer para alimentar esae viveiro de
nossas equipagens compre,hendessem quanlo he ur-
gente e sagrado este dever.
l>as 21 companhias que deve ter o dito corpo, se-
gundo o plano de sua organis.acAo, s 12 existem
creadas, curo effeclivo he actualmente de 1086 pra-
cas, fallando-llie 186 para o seu estado completo,
como demonstra o mappaE.
Esta mappa comparado com o do relalorio anterior
aprsenla una diflerenria de 38 pravas para meaos.
No anno lindo desertaran) dete corpo 123 pracas
na corte e as difTerenles eslaeoes, e (orara captura-
das .54. Em 185.5 as desertes subiram a 163, e JO
foi o numero das capturadas. Ha pois una difle-
reneja em favor da disciplina deste Corpo, e das di-
ligencia) emprecadas Mnira o prnure-so desse grave
mal, com que lula a administrarse para mantera for-
ra tieressana ao servico da armada.
'ode-se allribuir em parte este resultado as medi-
das lomadas para cnmpriru precetto legal, e as con-
dtroes dos alislaraenlos voluntarios, dando baixa aos
quo cnmplelam o seu lempo da piara, e fazendu ef-
feclTa a vaitlagem da relorma aos quo a ella leem
direito, como veris do mappa F.
O regnlameuio n. 111 a de S de junho de 1845
prescreve a creacAo de 3 companh'asde aprcndizes,
arldidas ao corpo de imperiaes marinheiroi, e desti-
nadas a fornecer-lhe pracas educadas desde lenra
idade no servico naval.
A lei n. 753 da 15 de julho de 1854. no {j 3." do
seu art. 4., aulonsoa a creac.So de mais Ires'compa-
nhias as provincias onde se julgasse conveniente.
Das Irescompanhias de menores que da' o regula-
metilo de 5 de junho de 1815 s urna existe criada.
Consta ella actualmente de 119 pravas, sendo o sau
eslado completo da 213, inclusivamente os dous of-
ficias de patenta que enlram na soa organissrao.
Exislia asta companhia aqnartelada na lha de
Villegaignon, onde lera tambem o seu quarlel o cor-
po de que he filial.
O contacta dos menores com os adultos era preju-
dicial a sua edocacAo. Por este motivo, e porque o
navio he o verdadeiro quarlel dos que se preparan)
para a vida martima, foi, sobre prepoeta do com-
ma n. I i ule do mesmo corpo, determinado por aviso de
21 de mar^o ultimo a (ransferencia daquella compa-
nhia para bordo de am brigue de goerra, destinado
a servir-lhe d escola,e para osexereciios praticosdos
aspirantes a guardas marinhas.
Em virtude da autonsacAn da dita lei de 1854 cra-
ram-se mais duas companhias de apreudtzes, urna
na provincia da Babia e outra no Para, que vAo dan-
do os mais lisongeiros resoltados, a uespeito da re-
pugnancia que ha para o servico militar, e do pouco
zelo com que algumaa autoridades Inoaes olham para
estas insliloirjes que (3o uleis podem ser a' r-
mala.
tal forma, qua s pude obler o alistaraeulo de
qaalro.
ii Tenho para mim qoe se obteria grande vanla-
gem da creaJAo de nma companhia de aprendizes
tnarinheiros n'aquella provincia, enm urna anecio na
cidade da Lagaa. Para reconhecer-se esla conve-
niencia, basta attender aqoe nao pequeo numero
de menores percorrem diariamente em ligeiras ca-
noas o canal qae separa a ilha da trra firme, lugar
ordinariamente castigado por brizas frescas, empre-
gando-se urnas vezes na pesca, e outras vezes leva-
dos por mero diverlimeuto. Ah dAo alies provas
de verdadeira coragem e revelam indobilave! voca-
e,Ao para a vida do mar.
a Eslas meninos Ao filhos de pas pobres, que
mal Ihes podem ministrar o sustento quolidiano,
mas que nAo obstante negam-se a entrega-Ios para
o servco do estado pela pena da scparacAoimmedia-
ta, a pela pouca confianrja que tecm no 'seo desuno
futuro.
e Creada a companhia, os pais veri.mi pratice-
menlea boa educaran promellida a seus filhos, e
desda que se resolvessem a altsla-los para o servicu
da armada, a separacAo que s tem locar, confor-
me o regulamento, depois da idada de 16 annos e
de tres anuos de instruccAo na provincia, lites seria
sopporlavet, ja ent.lo coi los da garanta de um fu-
turo honroso para os alistados.
A companhia de imperiaes marinheiros de Mallo
laudo a expedir in de suas ordens para que a guarda julgar as cnusas de cima : assim ver-se-ha melhor do
fornecida pelo V balalliAo de arlilliaria a pe para a ; qne debaixo. O gabinete de iviarvaez.he pre-
cadeia de Olinda seja .elevada ao numero de seis ciso reconhece-l,nao Abusndemasiadaiiienle das
pracas.Communicou-se ao chafe de polica. I vanlagens da auturidada do que eslava armado, na
DitoAo chele de pulira, declarando eslarem i lula eleiloral, de que sen poder era o aliono. Elle
dadas as ordens para o pagamento das despezas com : levaotou o estado de careo, e aulorisou os progres-
ustenlo dos presos pobres das cadeas de Brejo e aisla* a rsitnirem-se e a defenderem suas candida-
Barreiros, com o fnrnrcimento de luzes para o quar-
lel do segundo daquelles termos, e com a compra
de duus livros grandes para a casa de det'ncAn.
DitoAo commandanle superior do Recite, in-
leirando-o de que se raanduu pagar os vencimentos
dos ofliriaes de primeiralinha empregados na gaarda
nacional, e bem assim dos cornetas, clarins e tam-
bores.
DitoA Ihesonraiia de fazenda, declarando ler
deferido o requerimeulo em que o Dr. Filippe Lo-
pes Neto pedia permisso para transferir a Rostron
Kooker & C pela quanlia de .5:0009 o dominio
til do terreno de marinha n. 299 a margem do
rio Capibarthe, na fre^uezia de S. Jos.
DitoAo director merino da instruccAo publi-
ca, Ciimmunicandu-lhe ler designado aos profeso-
res do iljiniisio Jos Soares de Azevedo e Anto-
nio Egtdio da Silva para servir no exame dos con-
currentes a cadena de inslriirro primaria do bair-
ro da Boa-Visla, devendo este aclo ler lugar em
um dos das desla semana.
OiloAo conego Dr. Joaquim Francisco de Fa-
(irosso, al i dala do mappa annexo a esle relato- I ra, communirando ter sido indeferidn pelo govfer-
rio, compunha-se de 85 pravas, fallando 21 para o no imperial o requerimeulo em que Sitie, pedia a
seu estado completo.
A forra naval desla provincia merece hoja mais
atlencAo em consequencia da abertura do rio Para-
guay. A' medida qne o commercio fluvial se fr
alli deseuvolveiido, he de esperar qoe desappareca
a dilliculdade com quo at hoje se tem lutado para
preeurlier aquella ouica companhia.
Balalhao naval.
As causas que teem impedido o preenchimcnlo do
corpo de imperiaes maiinheiros, sao as mesmas qoe
militan) a respeito do balalhAo naval.
Segundo o regulamento n. 1,067 A de 21 de no-
vembro de 1852,deveesle corpo ler oilo companhias,
mas efleclivamente scenla tres, edmpostas de 276
p'ijrs. Para o estado completo destas tres compa-
nhias faliam 17.5 pracas, e para o de lodo o corpo
911.
Em relari i a forja do anuo passado da-se urna di-
minoJejAo de 31 praras.
As desarenes nesle corpo, depois da aprcsenlarAo
do ultimo mappa, montaran) ao numero de 49 pra-
cas, e foram capturadas 11.
No periodo correspondente do relalorio anterior
houveram 32 desercoes e 6 capturas.
Sendo os imperiaes marnheirce mnilo mais neces-
s.iini! do que as (raras deste balalhao, qae he urna
parle auxiliar das guarnieses navaes, destinada es-
pecialmente para o servico militar de praca de guer-
ra, os fracos conlinceutes que fornece o recrutamen-
lo actual sAo de ptefereucia aproveilados para aquel-
la corpo ; accrcsce ainda que aquellas prarjas gozam
hoje de mais vanlagens do que estas. Daqui resolta
a maior deficiencia que se nota no balalhAo naval, ser
o seo pessoal menos tdonen tiara o servico martimo,
maior demora as escusas dos quo leem completado
o seo lempo de praca, e coniequenlemenle maior
tendencia para as deserres.
A instruccAo, que deve ter esle corpo segundo as
suas ordenanzas, nao ha preenchida conveniente-
mente, bem como a do oulro, pelas razei qne sAo
communs a' ambos, e que proven) do seu eslado in-
completo, e da falta de um navio disponvel e apro-
priado para os seus exercicios, fondeado e atvela.
Todava as poitcas prarjas que temos dessa infamara
naval sao aprovettadas nos principad navios, e ah
prestan) bons serviros
A importancia deste batalhAo nSo pode ser riesro-
nhecida, e, romo:bcm diz um Ilustrado escriplcr,
rallando da marinha norte americana, sao us desta-
camentos de infanlaria qup dao aos navios o verda-
deiro carcter de urna praca da suerra.
(Contumar-ie-ka.)
pro-
Ambas estas companhias acham-se organisadas, e
sAo instroidas e disciplinadas conforme regula-
menlo n. 1.517 de i de Janeiro de 1855.
A da Baha tem seu quarlel a' bordo da crvela
Berlinga, e faz as suas viagens de insfrocijao, na
falla de um navio especial, i bordo dos navios per-
tanoanlaa i farra naval activa all existente.
Cania ji lOO piaras, incluidas aa do estado maior
a menor, como se v do mappa (i.
Aquelle numero de pravas conslitue o letal de ama
das doas divisOes qne formm cada companhia, e a-
presenta o augmenlo de 23 pracas em relajo ao ma-
pa do anno passado.
A companhia do Para' existe aqarlelada no res-
pectivo arsenal de marinha, e tem frito as sua via-
gens de insIrnccAo a' bordo de om brsue escuna.
qae para esse liio Ihe foi destinado, a onle seria ella
estabelerida se este navio tive-se a eapaeidade oeces-
saria. Conla 63 prarjas, lando atqumdo mais 37 de-
pois da apresentarjao do ultimo mappa.
He lamentare! que, como informa n intendente
de marinha da Babia e o impector do Para, alsuus
pais e lulores preliram anles ver seus filhos e pa-
pilla! na miseria do que olTerece-los ao,servico na-
cional, alistan !n-os n'aquellas companhias onda rs-
ceheriam urna educarAo moral e profissional,
pria a torna-Ios uteis a si e ao estado.
Alguna juizes de orphos e outras au'oridades lo-
caes nao moslram mais empanho do qua os particu-
lares em auxiliar o governo na creado de elemen-
tos lao necessahos ao futuro de nossa marinha
muilos orphaos e desvalidos se perdem na ociosidade
ou sAo entregues ao servico de particulares, em vez
de serem aproveilados para o larrico do paiz.
O inspector do Para, chamando a allnelo do 20-
verno para as causas qoe mpe iem o preeuchimen-
lo da companhia que esl confiada ao seu zelo. em
ama provincia, cuja populacjo he om geral lAo apta
para a vida marilima, suggerio a conveniencia de
empregar-se o recrulamenlo entre os mennres que
abundam no litoral da capital a riman na iirphan-
dad e miseria, re-ervando-se o alislametilo volun-
tario para as povoarjes do Amazonas.
Esla medida esl autoriada pelo regulamenlo das
capitanas dos portos de 19 de maio de 18(, que
nAo excepta do recrulamenlo os menores que se
possam considerar como pertenceutea ns classes de
profissao martima.
0 governo nao (em cessado de animar o zelo enm
que os dnus fuccionorios, a cojas informaros me
lenho referido, procuram corresponder ao* penaa-
menlo de lia odl crearjAo. E be de esperar que seos
esforr.os continen) a ser bem succedidoa, desvane-
cendo-se pbuco a pouco cssa repugnancia contra a
qual lutam da parte dos pais dos menore, a medida
qoe estes sejam persuadidos pelo bom exemplo de
que seus filhus nao sao maltratado! sb a tuiella e
edu-acAn do e-lado, nem arredados inmediatamente
de suas vislas.
O commandanle Jn estacjodaKiode Janeirn,seudo
cia urna eorapanhia de aprendizes, cotnn as que exis-
lem no Para e na Bahia.
a Fiz publicar 110 peridica)Mens.igeiroos ar-
ticeft 13,19e20dasinelraeajOes de li d abril de
1853 conceruenles ao aliilmenlo de volunlaaios.
Depois desla poblcarj3o apre menores pe 11 n lo ser contratados, porem a idea da
aeparacao immediata de seus pais litsauimou-oi por
OOVERNO DA f .SOVHCZA.
Expediente do dia 8 de junho de 1857.
OfliciuAo commanlaule das armas, enviando,
para que baja de providenciar a respeito, o ollicio
era que o adminisirador do eorreio desla cidade so-
licita a eipedirjao das convenientes ordens, para
que a gaarda dn lltesouio se preste As suas requisi-
rjoes com o fim de evitar que pessoal eslranhas a'
reparlirjAo perlnrbem alli a ordem e o expediente,
como ja tem acontecido.
DitoAo mesmo, cotumunicandn qoe o director
ila colonia de Pinienteiras, partiripou ler partido
para aqu o primeiro sargento Joaquina Evaristo dos
Santos, visto havar sido otonerado dn exercicio de
escrivao da mesma colonia.
DitoAo ctete de polica, inteirando de que, es-
lAo dadas as convenientes oideits, para o pagamento
da de-peza fet( com o fornecimento de luz para o
quarlel de Iguarassu', nos mezes de janeiru a maio
deste anno.
DiloAo mesmo. pira que haja de ministrar is
infurmaeOes exigidas em aviso dajU'lic.a, constante
da copia junta, relativamente aos passageirna que
condozin para asta provincia o vapor a D. Pe-
dro V.
DiloA' tliesouraria de fazenda, acensando rece-
bdo o oflieioaccmpanhado de oulro, em que o ins-
pector da ilfainl-i'a representa ler o ajudanle do
guarda-mor, l.uiz Ooincs Ferreira, excedido por
trinta e nove das, as licencasque obtivera desta pre-
sidencia e do governo imperial, sem qne juslificasse
parante elle o motivo de .umelhante excesso de It-
riuira, e declarando em tasposla que nesla data se
oflicia ao promotor desla comarca, afim de qoe
proceda a responsabtlidade do relerido ajudanle,
na forma da lei.Ufliciuu-se ao promotor pu-
blico.
DitoA' mesma, dizendo que para poder esla
presidencia satisfazer a exigencia do aviso do impa
rio, junto por copia, faz-se preciso que S. S. propn-
nha os prazos am que sedeverAo entrenar ao direc-
tor da colonia da Pimenteirns as ominas necesaaiias
para as despezas daquetle eslahelecimeoto, afim de
erem expedidas as convenientes ordens ao mesmo
direclor.
DitoA' mesma, communicandn-lhe ter sido ap-
provada a despeza de 20>>3 rs., que esta presidencia
mandn entregar soh sua re mssario vaccinador provincial.Catnmnuicou lam-
bam ler sido approvada a coiitinoarao de despezas
com a colonia imitar de Ptmenleiras.
Dilo A' mesma, enviando copia do aviso da
juslirja de 19 de maio passado, em additamenlo ao
de 9 de marco prximo lindo, relativamente aos A-
(ricanos existentes no arsenal de mantilla, a titulo
de depositados, os quaes licam perlencendo ao mi-
nisterio de marinha, por 011 le devem coirer todas
as despezas qoe d'ura em dianle elles fizerem, e pa-
gas as que ja lem feilo.
Dilo A' mesma, Iransmittindo copia do aviso
de 27 de maio ullituo em qae u Exm. Si. ministro
da guerra ordena que ao procurador do capello al-
feres do corpo da guarnirjAo do Amazonas, padre
Amonio lavares Dornellas, se pague a quanlia de
3to rs. do respectivo sold, a contar do 1. de abril
ultimo em diante.
Dito Ao direclor geral inleiino da insIracrjAo
publica, devolvendo n rcquerimenln documentado
de Jorge Dornellas Ribeiro Pessoa. e dizendo que
em vsla de taes documentos, pode S. S. conceder-
Ihe auiorisarao para aaaflinar particularmente os pre-
paratorios exigidos na Faculdade de Direito do Ke-
ctfe.
Dito Ao direclor das obras publicas, appro-
vandn o ronlralo celebrad com Manuel l.uiz Co-
llio de Alraeda para, mediante a quantia de
1:7803 r. eucarregar-se de fazer os reparos precitos
no quintal da Solcdade.Cuinmunicou-se a' (he-
souraria de fazenda.
Dilo Ao arsenal de guerra, Irausmillindo co-
pia do aviso em que o Exm. ministro da cuerra or-
dena o promplo cumplimento do de 27 de selem-
bro do anuo passado, que mandn remelter srma-
menln e equipamenlo para o meio batalhJo da Pa-
rahiba.
Dilo Ao commandanle de polica, auloriaan-
do-o a dar baixa do servico ao cabo de esquadra da
ruelle corpo. Antonio Jos Gonc-lves PP-.-s.
Dito Ao bacbarel SebasliAe do Reg Barros da
Lacerda, dizendo estar iuteirado de ter Smc. assu-
: mi lo o exercicio de juiz de orphaos deste termo.
j Fizeram-se as convenientes cotnmuiiicares.
Porlaria Exonerando a Thomaz Airea Maciel
do cargo de delecado de Harrpirns, e Horneando
em aen lagar ao barharel I0A0 Francisco da Silva
Braga.Communicou-sc ao dieta de polica.
(JuicioAn Exm. vice-presidente da Parahiba.
Na coufermidade do que declare a V. Exc. em
meo oflicio de 14 de mam ultimo, tenho a honra de
remelter a inclusa relaijo dos presos recollndos a
casa de delencAo desla cidade, pertencenles a etsi
provincia, a das despezas com files feilas do pri-
meiro an ullimo daquelle tnez ; rugan !n a V. Exc.
se digne de expedir as convenientes ordens, pare
que n cofre desla provincia seja tndemnisado de
l,ea despezas na importancia de SlJfXOO.
DiloAo Exm. commandaule das armas, solici-
sua jubilarlo na cadeira de Ideologa dogmtica do
seminario episcopal.
PortarlaAo agente dos vapores brasileiros, para
dar passagem de e'tado para a corte a Alvaro An-
guslo Ferreira de Aguiar.Isual para a Parahiba a
Francisco Jos da Muraos e Silva.
DitaAo mesmo, para mandar transportar para
a corle, por con(a do governo ao segundo cirur-
giio do corpo de saude do exercito Dr. Jos Anto-
nio de Andrade, sua senhora e tres lilhos menores.
Cominunicou-se ao general commandanle das
armas.
10
OllicioAn Exm. general commandanle das ar-
mas, dizendo Bear inteiradu de haver S. Exc. man-
dado rerolher an hospital para ser observado o pai-
sano Maicolino Fraucisco das Chucas.
Dito Ao mesmo, dizendo Bear certo de se ler
mandado abrir astenlaraento d# praija, como addido
ao dcimo balalhao, ao recruta Cor Jolino Baplista de
Ara ujo. t
Di(o.V (hesouraria de fazpnda, commonicando-
Ibe que foram conceoidos pelo governo imperial 2
mezes de Hcen^a com vencimentos ao Io leneule Ri-
cardo da silva Neves.
Di'0A' mesma, para pagar an ensenheiro con-
tratado para o arsenal de marinha. Charles Marie
Celsoul os ordenados vencidos, e os que fr elle ven-
cen.lo.Commuuicuu-se ao arsenal de marinha.
DiloA' mesma, para mandar satisfazer a irnpnr
tancia da obra de um cano do sgalo que o director
das obras militares mandara fazer por ordem desta
presidencia, no pateo interno do edificio, em qoe es-
la a lacoldade de Direito.Communicou-se ao su-
pradilo director.
Dilo-Ao arsenal de marinha, dizendo qde visto
poderem ser compradas na fabrica da sociedade de
S. Leonard, na Blgica, melhores c mais baratas d
que em oulro paiz, as machinas e instrumentos pre-
cisos-para as ollicinas de ferro daquelle arsenal, o
rfiitrrri-a a encotnmendar esses olijeclos, mediante
cautelas no sentidn de obviar o preiuizo que possa re-
sultar a* fazenda de qualquer emergencia ou siuistro
que possa dar-seemquautj nao foretn os mesmos ob-
jectos entregues naquella arsenal.Communicou se
a thesourarja de fazenda.
DiloAo .iireclor do arsenal de guerra, para lor-
necer an destacamento de Barreiros, devendo entre-
ga-las a Manuel Pereira de Fieuelredo Poudella,
.nas guarilas para abrigar as senliiiella's da guarda
da cadeia daquelle termo.Communicou-sc ao.cum-
thandante das armas.
t)tloA'junta qoalificadora rio Itamnrac, devol-
vendo a lista dos volantes qualilicados naquella fre-
guezia 0111 o correnlc auno, ilim da seren as folhas
rubricadas por aqoella junta, romo determina o art.
21 da lei reglamentar de 19 de auosto de 1816.
1 orlaraConcedendo ao capilAo do primeiro ba-
lalhAo de infamara Antonio Jos Rodrigues de Son-
ta, de rouformi lade coto a informar,o do comman-
danle soperior do Itecife, Ircs mezes de licenca para
tralar de sua saude.
DitaAo agenle dos vapores brasileiros, para man-
dar transportar para a corle, por conla do governo,
cinco pracas de pret que serAo enviadas para bordo
pelo commandanle das armas.Ollicion-se a esle.
DitaMandando .1 dimitir ao servico do exercito,
como voluntario pelo lempo de seis annos, Francisco
Marliuiano da Costa I.una, percebendo o piemio de
3003000 rs. Fizeram-sa as communcaees do as-
ol. *
'" Peceo.Palacio do governo de Pernambnco 1
de julho de 1857.
Arcus.in.ln recebida a representando qne Vmr. di-
nem a esle coverno acerca do fado altribuido a Jo3o
I ereira de Carvalho, de tentar reduzir a escravidAo,
a parda viuva Uippolvta e seus lilhos.amearando com
o emprego de meios violentos a ditersas pe'ssoas des-
a fre ue/ia que conservara sob sua proleccAoa re-
ferida parda : lenho a declarar-lhe queja me dirig
as autoridades competentes para darem as providen-
cias que coaberem de soa parle, c ao mesmo lempo
recoinmendei ao joiz municipal e de orphaos do
lermo de Ooncury.que depois das necessarias averi-
guarles, proceda como for de lei, loman 10 aa con
venientes me..i tas em beneficio dos orphaos de que
Irala. *
Daos gaarde a VmcJoaquim Pires Machado
t jrlella,Sr. viaario da freguezia do Exa'.
COMMAPDO DAS ARMAS.
Cuartel arenurjl do cemmando daa arana* de
Pernambnco na cl.'ado do Beclfe, era l~ do
julho de 1857.
OBDEM DO DIA N. 501.
O eeneral commandanle das armas declara, para
os fins ci.nvenienlea, que em allenrjAo a falla de
olliciaes subalternos necessarios ao serico do a- |)a.
talbao do arlilharia a p, man Ion nesta data que
nalle fnss ampragado como addido n Sr. lente do
10. de infamara Jlo Antonio Lailn.
Recommenda aos Srs. romtnandanle de corpos,
sobre ndicacAo do Sr. delegado do cirnrgiAo-mr do
axerrilo, qua as praras que secando n regulamen-
to do corpo de saude tiverem de ler baixa para o
hospital, quando nAo sejam das que pela nalureza
e gravidade da molestia dovam entrar immediata-
menle. tenham ingresso at as 4 horas da larde m-
prelerivelmenle, para que possam a lempo a a hora
ser snecorridas, lano na parte llierapeutica, como
diettica.
Jos Joayuim Coelho.
IXTEHIQ.
O AI1INFTE NARVAEZ E AS CORTES.
A Ilespanha acaba de ler, como a Iuglalerra,
suas rlcitjas.
As novas corles devem reunir-se no t.o de maio.
islo he, viole e qualro hm as depois que o novo par-
lamento se liver reunido cm Londres.
De ambas as parles, os gabineles Iriumpharam,
e acham-se lao ameacados por sea Irumpho como
por sua derrua ; mas ell-s o sao em senlido in-
verso.
Sea liberdadc aahio do escrutinio na Iuglalerra,
na Ilespanha, he o absolutismo.
A' semelhanca dos evocadores das hlalas alla-
mias, |r,i Palmerston e o marachal N'srvaez viram
saus vulus excelilos pelas potencias occullas que te-
nham invocado e esle leme quasi tanto seus auxilia-
res modelados como aquelles seas auxiliares libe-
rnas.
Estes .dous resultados, idnticos em sua propria
diversidade, sao ronsequencias normaes da siloarao
social e poltica dos dous paizes. Em um a opioMo
publica sobe urna rerrente que desee Jin oulro.
Lord Palmeralou chama-se com razAo ou tem ella,
Prcgresao. e a marerhal Narvacz. KeaccAo.
As rleiijes lizeram-se sob estas banderat dilleren-
les, e foram o sen reliexn.
Livres at a licenca Rzeram com que, na Insla-
(cira, o parlamento dsse (irradiante.
Regulada! al ao arbitrario, cilas fizeram com
que as cotes, na ||e.-i..inha, retro;radassem um
pao.
Aeca.10n.ee n governo de Narvaez, por ter feilo
excluir um gran.le numero de progresaistas das lis-
tas cleitotaes, e a| n rilaran) nomosasss notavris
em npoio desla acrusacAo.
Nao eremos entretanto que a desapparirao quasi
lulal do parlido progrestista na represenlacio legis-
lativa deve ser attribnjda exclu'ivainaule a este
fraudulento e prameditidu os(racismo. San os espi-
rilos inrsqninhos que procuran) pacar-se de peque-
as razes, e que se prazem ein abalerseus adver-
saiios para conle-los mais facilmenle.
lie misler saber fazer juslica a lodo o muudo, e
tura. A imprensa foi bem franca na discussAo, ein
urna medida suflicienle.
Um governo de provincia que levara o zelo em
favor d'um dos ministros, M. Nocedar, at fazer
prender em derrota seu competidor e os partidistas
deste ultimo, foi destituido a exigencia oe proprio
ministro, que, levando a reparacAo al ao cavallei-
rismn, envin sua ralee, i sed concurrente, e ce-
deu-lhe o lugar. Verdade seja que elle bem certo
eslava de que era eleito em oulro coliegio ; mas o
processo desle 11A0 he menos galante.
Os ravezes dos progressistas sAo devidos i cau-
sas geraes, a Trella das quaes he misler collocar as
decepees produr.idns pela adminisIracAo dos mare-
chaes Espanero e O'Donnell, e por sua queda suc-
cessva, consequencia natural de suas divises e de
suas mutuas fraquezas.
Depois de ler fe.lo nina revolur.lo contra a corle,
O'Donnell realisou outra em favor da corte, e ac.'iou-
se confuudid eutre os dous principio- contrarios
quequiz servir succcssivamenle. Elle fez muilo
contra es progressistas para men-cer-lhcs o perdi e
nAo fez bstanle ein favor dos absolutistas, para me-
recer que elles o adoptan Espirlero, ten.lo eom-
metlido a mesma falla, experimeuloo a mesma sor-
te. Elle nAo soube fazer-se nem de auxiliar, nem de
contendor manifest do golpe d'estado de sea col-
lega.
Esla derrota sem coragem foi urna nb iicaco sem
merilo aos olhos dos progressistas. O duque da Vic-
toria procuroa vallar sobre o suicidio poltico, pe-
dindo um novo baptismo para a elero popular.
Elle deu sua demissAn de senador e apresenlou-se
aos soffragios dos habilanles de Saragossa, acompa-
nhando sua candidatura com urna memoria em que
prucurou justificar sua retirada e sua inercia. Po-
rm os eleilores de Saragossa 11A0 comprehenderam
esla variedade de homem d'estado-mergolhador que
desappareceda scena poltica em horas de crise, pa-
ra reapparecer em horas de repouso, e deixaram
que o duque da Victoria repousasse i sombra de
-ou- lauros. Esta repodiac.au de Eapartero pela ci-
dade que al alii truha sido enfeudada A sua pessoa
as irlas progressistas le om fado que eorpren-
deu lodos os partidas. Elle testemunha n desauimo
das massas. A f am certos nomea eem certos prin-
cipios be urna religiio. (Juando ella sta decahida ;
suscita duvidas que vein dar na ndiflercncji ou no
alheismo. Vendo-se abandonados e Irahidos por
seus chefes, os povos abaiidonani-se e por vezes la-a-
neanaa 1 si proprios.
Demais, se os proressislas viram ser mal succe-
didos seus mais eminentes chefes, laes como Espar-
tero, Olozaga e Madoz, e se nao elceram senao de
suas illu-lraces de secunda ordem. taes como o ge-
neral Prim e MM. Brecil e Sania Cruz, ex-minis-
Iros das tinanrjas, us aiMOloUataa quasi que nAo fo-
ram mais felizr>s. Elles fi>uraram em muilo peque-
o numero as corles, onde dominara quasi exclu
sivameute um elemento meio realista constitucio-
nal, e meio clerical, que se intitula moderado e po-
derla sc-lo, com efleilo, fe fosse comido pela pre-
senca d una opposirAo liberal. Parean a ausencia
desla, deixandu esle partido sem contrapeso, aban-
donou-o aos pericos de suas proprias paixes e de
suas dissemjoes intestinas.
A defez commum he s qae faz a prudencia com-
mum cm pnlitira.
Faltando ala silva-gusrda da moderaran nos mo-
derados das corles despalilllas, a se assigoala, na
imprensa, profun las divi-es entre os vencedores.
Isonnou-se, entre os candidatos que o gabinete Nar-
vaez cribriu cini soa (ir .leern, dous partirlos que
ambicionan) sua successao. Para elles, a carreira do
marecbal tenninou noanoanaatto ein que coiu.'^riu a
sua. Elles j n acham relbo, julgara que sua for;a
naarat enfraqoocaa enm mm forra phyeica, que sua
esjiad.! embotnn-sa no exilio e que nAo eortuQ bem
no vivo us principio! revrrlucionaros. Urna destas
fac^oes,^! que por recuar inais longe, aapira i re-
eonsltoir nra gabinete com MM. Llrente oa Sar-
lorios, que cada um dispire de trinta vnzes. O nu-
tro conlenlar-se-lua de remontar a M. Bravo Ma-
rino, que j succedeu ao marechal Narraos, em
IS il. como chefe do gabinete e miuistro das ftiian-
?as. Nesta oltima eapaeidade, M. Bravo Morillo dei-
xou algumas boas recorJacOes. Elle foi a fuudador
da corte das contas, qual a lie-nanita devota a ve-
rificaran das despezas do Eslado e a descoberla das
fraudes commetlidas ein detrimento do Iheicuro.
He por isto pruvdveltnente qua e-la iustiliiirjAo foi
suppriini.ta.
Porem a extensAo crescente do budeet, remerno-
randn delapirlacoes mili celebres, poz era eradeteta
o reformador (inanceiro, que (am para com elle a re-
puiar 01 de um homem integro e o apoio do tico.
Desgracadanienle M. BravoJMurillo lambem he om
reformador poltico, e suas vistas, am materia de
cousliloiijo, sao muilo menos loliz.es que em mate-
ria de budsel. Elle quera reduzir o rgimen cons-
titucional ,1 nma especie de abaolutismo clerical, e
diminuir os privilegios das asscmbleas deliberantes,
ao mesmo lempo que augmenlava os privilegios dos
convenios.
A cadeira aprnz-lhe melhor do que a tribuna, e a
aacriatoa Ihe parece a rompeusarAo indispensavel do
parlamento. Tomuu de novo cm consideraco os pla-
nos de reforma que nulr'ora houvera combinarlo nea-
le sentido, a que nAo cahiam no agradn das corles
eniau desvr-ira las pelo aspir.lo de irreligiao e de re-
volucao.
A primeira applicaco dcsles planos seria feita no
senado, que se trata de recouslituirAo, snb pretexto
re que elle per'en essenla de sus amigos titula-
res desde 1851. Porem resta-lhe ainda perto de du-
ztnlos e leleola, e feila toda retleifli, Narvaez
acha que he bstanle.
Mas elle corre o riico de serarrebalado pelas fac-
eea absolutistas p clericacs. A linguasem ros jarnaes
que o def-ndem. prov que esle tem cunacieiicia des-
le perigo.
Em rasposla ,i nm aitioo da a Crnica, a que an-
nuncia a formadlo ,ie um 11 grande centro conserva-
dor e independeme, sob a diiecrao de MM. Bravo
Morillo e Sarter es. o Phenix "faz appelln reo-
iii.io dos homens libernas para conler a reacc,Ao que
hoje se aprsenla ameajaiora. 11 El Diario Espa-
ol, 11 org3o maja arredilado dn partido mo icrado
parlamentar, defi .in'aberlainente a guerra aos pre-
tendidos reforimsias.
Elle exclama que a cansa cnnsliluciiial be sub-
mettida i urna dolorosa provacJo, e que he a cha-
e dos temores que cerc.nn todo os espritus a-
proiimarAo da sessAo que vai-sc abrir no !. de
maio. 11
O primeiro ensata aoe as fares farSa cnin todas as
suas forras ser i proposito da cleirao dos vice-pre-
-i le tes, parecr-ndo a presidencia deatinada, de com-
mum acenrdo, ,1 M. Martnez de la llosa. Vira, depois
a discussAo do budcel de 1S57, 1858 e dus planos
econmicos de M. Ji.irzanillau:i, u minislru das fi-
nanfja*.
O partido ministerial propriameule dilo ronta em
as fileiras poneos oradores conhecidos, a exceprAo
de.MM. Nocedal, Pidal e Seiios Lorano. Os dnus
primeirus fazem parle do g-binc(e e serao provarel-
menle fortificados por |f. Mon, que valla de Rama,
e aera, ale certo ponto agradavel 10 clero ea corle"
Mas esle refrinjo salvara'Narvaez".' Isto heduvi-
doso.
Os principios sAo mais futes que os homens.
'Piando a.crrente das cousas leva os povos para a
liberdade, nem aempra elles sabcni evitar o etcollio
da arenla. Quindo a reacijAu os faz rollar para a
auturidada, raras vezes elles detem-se anles de locar
no despolistmu._ Espartero foi o primeiro que solfreu
a lei desla reaerjo, proluzida por urna siluarju que
ponco e pouco o dominou no moinenlo em qoe elle
ja nao a animara. O'Donnell, que o lerou ao abvsmo
seguio-a al alia, e .Narvaez ter muilo trabalho am
nAo descer esle declive fatal.
Elle poderia alai deler-se, procurando um firme e
sincero apoio no partido constitucional, o nica que
seria apio para protgelo contra as intrigas da corle.
Anda lalvez que Ihe fosse possivel consegu-toa, se
elle comprehendesse e pndesse faztr comprehciider a'
rainha Isabel o ensillo que para ella resulla como
para elle da couspiracjAo tramada por ageules eleito-
raP1-, conspirarn que deveria nrrebentar no me?mo
dia ilu acto de amnista ootorgtdo por Isabel II aos
soldados de Carlos VI. E-la dupla lir.io Valeria seu
prero de ooro para eapiriloa um pooco previdentea.
Porem o tnico raanltado qoa ella provarelmenlc
produz.ra', sera'decidir curo grande iraballio o rei
Francisco de A4i! a* ieparar-M dn seu aindaola
favorito, o general L'rbil/.tr'iiiln, un ilus promnlurcs
mais ar.entes rlcs impulsos, a' que 01 carlista! d.ram
urna rcsposla lio singular.
II verdade que mui dnersos comanlarios rorrem
eni Madrid acerca desta cinspiracAa. Fns negam-
nn completamente e 11A0 veeui aillo senao urna cotn-
binarjAo do marechal .Nanaez para por cm relevo sua
repularjAo olTasr.ida de hnmem enrgico e de salva- ra' que he
dor do throno. a
Os incrdulos ftzm um argumeolo
duas os coronis Jaurecn> e S.intoeidas, tinham orna
certa importancia ; mas turara quasi imruedialamen-
le poslos em liberdade.
Huiros veem que a conspirat.lo foi realmente ur-
dida pela farrao clerical que cerca o Ihrunu, rnm o
fim de levar ao poder os homens de sua predilecrAo,
e de ubrijar, por meio delles, a rainha Isabel a' at-e-
dirar cm favor da princera daa Asturias, soa til lia.
O bolsinho particular da pequea priuceza deap-
pareceria iminedialamcnle ; mas n.io he lalvez sen 10
um excesso de providencia e de zelo.
Oualquar que seja a origem de todas estas intrigas,
a moral qua deltas decorre ha a in.--ma. Ella de-
monstra quauto Isabel II sa illudio riendo que era
possivel urna conriliarao sincera entre ella e os par-
tidarios de Dom Carlos. Aos olhos de-tes, ella nAo
li e nunca sera' senAo urna usurpadora. Seus uuicns
alliados naturaes erara os homens do partido consti-
tucional, que foram os primnos defensores de sao
Himno.
Para qu a rainha se ronvenrja disto, lance e,
olhos para Portugal, este reino vizinho dn sao. Alai,
como em Ilespanha. a le salira fui postergada, a a
coma transmitida a' urna tiln de re, a' despezas do
irmAo desle rei. AM, como em lle-panha. esla vio-
laran de um usn anligo sublevou una guerra civil,
longo o sanguinolenta, de que o partirlo liberal saino
vencedor.
O Ihrono de D. Marta fui salvo por Saldanha co-
mo o de I). Isabel por Espartero. Ao seu serviejo
succedeu cm breve a tnaaa ingralido, a o minis-
terio Cabial servio ao mini-lrrio Sartorios. A re-
aleza portugueza carainhava para ns abvsmos ; roas
ella foi salva nina secunda vez daten to-s* bem a
lempo e vallando a'seu punto da partida. Ella el 1'
segura hoje qoe reapeita as cundicea da -oa eleva-
c,3o. Ella comprahende que sua soberana imt.a sua
consagrado na soberana popular, de qua alia ema-
na, e que urna dependa da r.ulra. Os edificios ll-
manos nao cnuservam sua solidez senao era quanlo
eslAo aprumados em sua base.
( l.a Preae. .
HTEHiaa
RIO DE JANEIRO.
mm.
SESSAO DE :i DE JIMIO DE 1857.
Presidencia do Sr. Manoel Ignario Cacaleanti de
Ijieerda.
As 10 horas a ;t quarlos da roanhaa o Sr. pres-
danle abre 1 sess.u, estando prsenles 30 Srs. se-
nadores.
I.idas a acta da anterior, he approvada.
EXPEDIENTE.
L-se, a fica sobre a masa, o segointa parecer :
A cummisaAo de constituicao a quern jor ordem
do senado foi remanido o rcquerinientn dn< le-en.-
barcadores Severo Amonan da Valle e Bernardo Ra-
bello da Silva Pereira, que reclamam contra o de-
creto do poder eitcartara de -29 de novembro ultuno
pelo qual foram aposentados san pedido sen, he da
parecer, que se reserve o contiecimento desle objec1
lo para quando fr presente a ela aocusta cmara n
referido decreto, ou quando so discutir n orcaiuento,
ondeo seuadu podei resolver, como fr de jnaiica.
Sala da commissAo, 19 de main de 1S57. X iscon-
de de Sapocahy. Viscuude de Uruguay. Vis-
conde de Abaet.
ORDEM DO DIA.
Entra era primeira oscussAn e passa sem debata *
segunda, sendo neaia tambem sm debate approvada
para pjssar 1 (erceira propeaicle di eamaradoe.de-
puladiif, concedendo Interina a unian.lade da Santas-
simo Sacramento de Nossa Senh.ra da diaria desla
corle, a diversas tnataizea, e 1 Aataciafie Tvpogra-
(rhica Fluinmcnse.
Segue-se a primeira iiisrusAo da rr'pnajcao da c-
mara dos depulados, aul irisando o garecM a conce-
rier carta de naluralisar;ii a (uslavo Carlas Antonio
Laio. a JoAu Gonrjilve e a Joaquim Manoel Rodri-
gues de Almeida.
O Sr. Sou;a .%tello : A nos-a Icsislarjao da
grande faciiidale aoa istraiineiroi qoe sa queram
naturalisar ; nesla parle acredito que be urna das
mais liberaes.
A le de ->:\ d oalubro de 182:1, em da ciirums-
lancia que serve de Indicia da rapan lae e morali-
dade do individuo, exuc a derlararAo leita na cma-
ra municipal de que o prelan ente desaja estabele-
cer-se 110 Brasil o ser cilidA hrasleiro, e de rna*,
a residencia consacoliva a esa declararjAo pnr parjo
de i annos. Estas circunstancias sao niod.firadaaara-
lo artigo 2 da mesroa le : para os casados com bra-
sileras, para os inventores e introductores da qual-
quer genero de industria, para os reputarlos bene-
meritus pelo corpo legislativo, para aqnellts qne li-
verem failo campanhas, hasta que faram urna sim-
ples derlararJo na cmara municipal, e qua extraan!
desla ileilarar.io cerlidAo.a presenten! ao goveroo,
para obler carta de nalurahsacAn.
A lei de 1813 reslrincio atona ea ajamara annos
consecutivos a declararan. Veio depois a lei da 18 de
selembro de 18.50 que auba inleirameule com a de-
claracAo, bastando simplesmenle a residencia de doas
unios, para qae aquellas que vierem a sua costa
comprar larras no Brasil.
O Sr. Ferra- : Esla' encanado, exige .1 decla-
raran.
O Sr. Souza Mello : NAo senlior, aquellas que
vierem a' sua cusa comprar Ierras no Brasil ou e>-
labeleccr qualquer industria, basta a residencia da
dous anuos para oblaren) carta de naluralrsarAu.
O Si: Ferra: i* om aparte.
O .Sr. Soura e Mella : Aos aventrenos, a a-
quelles qu vierem pedir esrnola, nao devemo- segu-
ramente dar carta de Mlnraliraaclo. A lodo o eslran-
ceiro honesto ( e nAo se pode reputar harnala quera
naa lera um ramo de industria, quetn nao vivo do
seu trab.-lho,} a esse nAo he preciso declirarjAo.
O Sr. Ferra: da' oolro anarla.
O Sr. Soer-I e .I/ello : A le he 1.1o clara qua
0A0 sei como sa nAo pu-sa entender ilo.
O Sr. Ferraz pede a declarado, a de 1830.
O Sr Sou;a e .I/ello : A declaracAu esta' acaba-
da pela le de 1850. O art. 170 l o artigo 1.
Por censeguinte bastara us dous annos de residen-
cia sem rleciararjo alguma na respectiva anuoicipa-
lidade.
Para aquelles que vierem como colonos a lei he a
mais liberal possivel, no mr.ni 1 da am que chegarcan
pode o goveruo torna-Ios cida iAos brasileiros.
Ora, avista de lauta facilidad?, como he que o cor-
po legislativo >a v lodos os das iucommodado com
pedidos para naturalisarjAo !
A respeito dos tres peticionar tas sobra que versa a
resolocAo quose discnle, vejo eu, que para lodos, o
coverno se acha aulorisado para expedir-lhe carta
de nalnralisac/io. I m delles, o Villa-nova da Raioha
da Baha, be casado com luasileira, tem filhos brast-
leirua, a lei primitiva de 1832 dispensa ludas as mais
crrcumslanria, basta que rile fara na cmara muni-
cipal a derlaracAu, para obler carta da iialuralivacio.
Para que fazer urna le para dispensar esta fnrmali-
dade, 13o clara e lao fcil de ir a cmara mouicipal
fjzr-r urna declaracta'.'
Os outros 1 tem 7 anuos de residencia 110 paiz, ex-
ercern urna industria, o governo esla' autorizado pa-
ra conceder a esles bom ns a carta de ualuralKacie.
Enlao. para qae o cjrpo legislativo uccupar-e desla
materia '.' IvtarA 1 revocadas essas leis "f Nao encoa-
Iro oeiihum na collecrjaa que as altere.
Assim, me parece legular que V. Exc, Sr. presi-
dente, enve a' rniiimi-au complenle todos os rrque-
nraentos de prelenrOes desle genero, para ver ie a
autunaarAo pedida ja se acha concedida, c eaum nAo
sermoa importunados inulilmenle concedendo iiio-
rsaces que o governo ja lem.
O Sr. Prcsidcnfe : Bem, como isto importa cm
adiaineulo, sera' bom mandar a' .nasa....
O Sr. Sourn e .I/ello: ^A.., aeafaK ; eu nao
desajo requerer o a l:menlo.
(I >r. Feria: :Creio, Sr. presidente, que o 110-
lire senador labora era um equivoco. U nubra sena-
dor-considera somante o eslrangeirii viudo para o pan
ou como colono 011 fundando urna in lu-lna. O art. 17
(lendo o aniso conclue assim: oou xiereata a soa cus-
la exerrer qualquer induslna.n Creio que onobre se-
nador que he amigo do seu |kiir, quedesejaqae co-
lonisarao v em augmeulo, por certa nAo repellara
aquellas que em menor idade vai.ham para a pai/
adquirir nma industria, lirmr-se ; cu enlao. -e
rmprecarcm romo operario e an depon) a tarna-
icm infairamenta industriosos. E-tcs que vem am
m. or Ida la, que aeeaapanh ni a us (mis, ou vem
por si sns p r qualquer motare, uo viudo fundar
iiiiii industria, niu sendo colonM..,
() Sr. Sonm e Mello di um apar le.
" Sr. Ferra: :Diz a lei ipuito rliramenle,
vierem ..' -ta custa exfreer urna industria.
OSr. Sou.ae Mello:Kxercr nia he fundar.
O Sr. Ferraz :I ra pessoa de menor idada na.i
pude vir fundar Dem tercer in lusltia : esta he a
primeira questao.
A nutra, eu creio que o nrhre sanador in.melia-
(amenle abandona a sua opiniao, porque rarouhece-
1111 Tro ; os colonos m-sinn* buje nAo po-
dem ser recuAlieci.los como entallaos brasileiros, ui-
da iosignili- I luralisados, .em fazerem a declararan, lia a lei da
-----. ----------._--------------_------ >*-.<,, .mi <'-.icill el ,lC, cancia das pessoas Jresas, d entre as quaes smenle Si d junho de, 1855 que o diz. (Ul le.;
MUTILADO

ILEGIVEL


' '-i

Em lodo o caso, a declhrarSo ha estabelecla como
""gra geral no arl. 1* desla lei.
(Ha uid aparle.)
Seja oaioe for, o que he verdade, he que aqoelle,
qoe vieren) como colonoa estao obrigados a fazer a
declarado ; que aquelles que nao vicrem como
colonos oo nao vieren) exercer a saa industria
ho pan, nao podem eslar aojeitos a ella dipo-
sirao.
Aeora vamos pralica. A pralica do rorpo legis-
latino lie em contrario no pensamenlo do nohre se-
nador.#0 corpo legislativo exige declaradlo unte
a '-amara monicipal, para mesmo fizer a dispensa
consiaole de difleri-nles acloa qoe lam passario pe-
rente a representado ; qoando porem o corpo legis-
lalivo quer fuer algum favor, alenla a qaali.tade
da pesso, crdito, industria, etc., dispensa issa
niesina declararan ; e a diipensa muilas vezes he ex-
prrsssmenle do acto.
Hoje, pareco-me que o nohre senador esla' multo
m relajo com 1 secretaria do Imperio, ha orna
riiflkaloa Je iramenia em te nbter urna caria turali.ir.i,i : o syslema K municipocolonial lauca
anda maiures pa9 a esse favor, de sorle que 09 es-
trangeirosqu.se querem naluralisar para evilarem
esi.s duvidas e demoras da secretaria e mil oolrns
embarazos que se levantam, (e he preciso que se
nole qoe em nenhum paiz as demoras sao lanas,
lanos os embanco* como no Brasil... (apoitdos),
elles recorren) ao poder legislativo, que solve laes
embauceos, em menus lempo do qoe as respectivas
B secretarias.
Vindo ao objeelo da presente resolocSo. en direi
que este eslrangeiro da Villa-Nova da Kainha da
minha provincia, he om individuo que merece toda
a consideracao ; nao fez declarado, mss provo que
lera aqoelles quesitos necessarios para ser reennhe-
eido ; e o corpo legislativo nao tem negado carta de
naturalisarao em taes termos. O anno pastado anda
passaram diflerente* rticos neste senlido. Como
pois agora nos negarmn-lo, poique razao 1 He elle
colooii qoe esteja comprehendido na disposicjlo do
rl. 17? vem elle exercer livremenle a soa indus-
tria "
O Sr. Sou;a e Mello :E*t do arl. 2* da lei de
183*2, qoe he muilo clara.
O Sr. Ferraz :A lei da 1832 apenas dispenson
O lapso de lempo, isto he, diminuio o lempo neces-
sario para a declarar/to : e se a lei de 32 prevenio
iso, eniao o art. 17 da le das trras era desnecessa-
rio ; entilo a resolucao que passou o anno paitado
era superabundante e intil.
Senhores, o faci he que na pralica islo se lem
consignado ; e notarei que essa pralica parece-me
fondada na propria lei que o nobre senador citoo,
art. 17 ; e de cerlo o individuo qoe nao vler sua
cusa exercer urna industria, nao pode ser naii-ri-
lisado, nos termos des ran, a le de joohode 1853 he clara, exige-a perante
* cmara municipal oo o juiz de paz. Parece-me
pois qoe esla' no caso de ser approvada a reso-
luto.
O nobre senador fallando do individuo da Villa-
Nova da Kainlia, dissebe rasado, tem flhos...
O Sr. Souza e Mello :Diz elle no seu requeri-
menio.
O Sr. Ferrar,:Logo pode-se dar caria de nato-
raliaacao.
Senhores, islo esla' admittii'o em pralica, c nao
costa. Anda ha pouco lempo loi deferida uina pre-
tendo ueste sentido.
Em resumo, eu direi ao senado, qoe todas as ve-
zes qne se derem duvidas sobre om objeelo desles,
eu creio qoe nos devemos dar toda a laigueza, afiro
de que se possa obter taes natoralieacOes. O eslran-
geiro que no Brasil fica por longos aunos sem ler a
qualidade de cidad.m brasileiro naturalisado. goza
ne mais vantageos, esta' livre de todos os onos ; co-
mo eslrangeiro, vive urna vida rnait commoda de
que o proprio natural do paiz (apoiados) se puis da-
se esla hypothese, eo creio qoe nSo devemos emba-
lar por modo algaraba entrada, no gremio da nagao
brasileir, daqoellesqae o requerem ; excepto quan-
do forem homeos como aquelles de qoem o nobre
senador falloo, mendigos, vadlos, qoe nao dao ga-
ranta algoma a' sociedade, e ao contrario Ihe ser-
ven! de peso.
Esla he a miaba opiniao, e por esla razao, vol
pelo parecer.
' O Sr. Son :a e Mello :Creio, Sr. presidente,
qoo a divergeucia que existe entre Diim e o nobre
senador qoe acaba de sentarse, consiste apenas na
uguineacao que elle da' a' palavra exercer. O
nobre depulado juica que I exercer urna industria
he crear urna Industria nova ; mas parece-me que
isso significa enlrecar-se a qualquer trabalho.
O Sr. Ferraz da' um aparle.
O Sr. Souza e Mello :Justamente ; o homem
qoe se entrega a qualquer trabalho til exerce uina
Diiostria. '
O Sr. Ferraz :Neg.
O Sr. Souza e Mello :He como enlendo. E
entao nao sel como o nobre senador querera' qoe
je cslenda anda a facilidade de se conceder mu-
osle cidadao brasileiro, a qoem nao exerce Iraba-
Iho -alcum.
OSr. Ferraz : He conforme a definirlo ; eco-
noniiumentc fallando, isso d3o e chama indoslria.
O A*. .Souza e Mello: Creio mesmo que pela
definirlo econmica...
O Sr, Ferraz : Nao, senhor.
t Sr, Souza e Mello : Ora a lei de 16 de ou-
tobro de 1850, concedendo ao governo a faculdade
de dar rula de naturalisarao a lodos os eslrangeiro-
que veem para o Brasil exercer urna industria, sem
nrrlai ira 1. i-oin.i, e s com a clauaula de residir 110
paiz por es|aio de dous annos, parece qae lem con-
cedido o nnis que se deve conceder.
Qoanlo ao individuo de qoe falla o nobre senador
pela Babia, oresideule na villa nova da Kainha.
este entn he e-ais do qoe evidente qoe nao carece
de .iiiiiTisar.il> ilgoma.
(O orador 16 ,lei de 1832 sobre cartas de natura-
lisarao, e prosegie):
As-im, a lei primitiva de naluralis8C.ne qoe acabo
de ler da ao governo a eulorisacao necesiana pura
asmar cidadAo brnileiro o individuo de qoe fallou o
nobre senador, cora tanto que elle satisfar ai for-
ni|Udadet exigidas. Quanto aos outros, a lei de 1850
lambern aulonsa o giverno a d.r-lhes caria de na-
turalLar-ao, se elles o> requererem.
Mas diz o nobre de-ulado que, havendo orna de-
mora extraordinaria nasecrelaria do imperio em ex-
pedir carta de naluralisran...
A-2-Sv.\F"raz -~Na' dis,e '"0- disse Qne) havia
dilliciilda-les, o que a le nao era entendida assim.
tSr. Souza Mello : Se a le he mal enten-
dida, se nao seexecula, deve-se fazer oulr., para >er
lambern mal enleudida e nal executada ?
t Sr. Ferraz : Nao, esta qoe se discate nao
pode se-lo.
t) Sr. Souza e Mello : Tnfelixmente he o nosso
costme : faz-se urna lei; he mal entendida e mal
secutada ; faz-se logo ouln que val produzir o
m.'-nw elTeilo, em vez de remtdia-lo.
E, pcrgunlo ao nohre senador, quem expede as
ranas de naluralisacao ? A secretaria. Ora, a lei he
orna .niln.,;;>.) que 0 goveroo tem, e este deve
apreciar as circumstancias do in.i.vuluo ; entao o se-
rretario pora os mesmos emli irarm....
t .Sr. Ferraz : Ahi i nao m
fazer.
t Sr. Soura Mello : Por cooseguinie, acho
11111(11 a resolucao, e como tal, nego-tie o ineu voto.
O Sr. Pimenla Bueno : Sr. presidente, se a-
preciei hem a dtacoaalo qoe lem havkio, direi que
me parece que ella separou-se de scu asiomptn prin-
cipal. Oque o noble senador pido R% de Janeiro
pronunciou, foi que tendo nos leis reg-jlamentares
que estabelecem o processo pralico e martam os ter-
mos pelus qoaes as carias de naluralisacao devem ser
passadas, nao pareca eonsequenle qoe se deixasse
de observar 01 preceilos deisas leis, para eraitlir om
acto legidalivo...
O Sr. Souza e .1/ello: Nao foi isso oqoe eo
disse ; roas sim que era intil conceder todat as au-
tnritacses pedidas, pois qoe o governo \k n acha
aunicieoleinente auloriiad.
t Sr. Pimenla Bueno : Sem o nobre setador
lirar a conclusAo do seu argumento, eu a lirei, por-
que nao poiso enteuder de oulr modo a soa aigo-
menlacao. Disse o nobre sonador : observa-si os
termos das nossas leis, e nao venham ao torpo le-
gislativo pedir om acto...
O Sr. Sotca e Mello: Inalil.
O Sr. Pimenla Bueno : Intil, nao ; mai
ocioso.
Eo direi ao nobre senador que concordara com
elle em grande parte, e que em alguna Estados asea
difttrenca he qoe conslitue a naturalisarao ordinaria
e a iislur.ilis.ir.il> especial qoe os francezes chamam
a grande naluralisacao. A grande naluralisirAo i
lea logar quaodo o governo a recommenda, qoan-
do ha urna cndilo especial para a nacionalidad* ;
e entilo compele aos poderes polticos o coocede-la,
eucorporando-se aasia orna ncelo um membro ds-
linelo. Por esle lado concordo com o nobre sensdor.
Mas compre tamben) observar que o qoe ponde-
rou o nobre senador pela B'hia he sem duvida om
helo que se da na nnssa adminislrarao : oo porque
1 mimsleriu do imperio esteja sumiinienle pensiu-
nado, 011 pela falla de activdade que ha em qus
inda a nossa adminislrarao, a verdade he qoe com
om requerimento para uina naturalisarao, leva-se
aln me/ .. i.;, houve duas, pelas quaes eu me
nlcressava, e por isso fallo cum cunliecimcnlo. Cm
reqiieriuiento que nao va com urna forma que agra-
de, leva ja romsigo um motivo de demora. Exge-
se imilla, vezes oulro requerimento, he elle remel-
tido ao procurador da cora, qoe lem de inlerpor o
seu parecer a respeito. E'ta primeira dilacao he ja
indefinida. Volta emfim a secretaria do iinperio ; I
poe-se-lhe urna pedra em cima.
O Sr. Perraz : As vezes urna podrera. 'Ri-
sadas.) '
O Sr. Pimenla Bueno : Ora, realmente he n3o
ha\er vida, mnviinenlo algom O requereule deses-
pera, e quando nao lem quem por elle se inleresse,
heobrigado anda a pagar emolumentos...
O .Sr. Souza e Mello a' um aparte.
Sr. Pwtexta Bueno :Pas enla., ha de o nn-
l>re senador concordar de alcuina manera rom a
opiniao do nobre membro que combaleo, lia pois
romo dina, s emojumi-iilos rhamados I? titulo, 00-
; tros tambem na caara moDciFal, nlo sel qoaes ;
; ecrescen anda a4,despezas de n-qiiercnles, proco-
ladare, Ir. dahl resulla o virem as cmaras um
ario que corta lodo este preces merose.
l-.'i, einquaiito aSo vir reformado lato, ou or
Wi, ou por nossos costanas, hei as reaelafnea deste ceuero.
" Sr. Souza c Mello :Mas nao rorlarr css3s
clilliruldades.
o Sr. Pimenla Bueno :Corlav .oilo. Urna
le como esla lia de ler eiecii(ao por furca, como
lem todo o acto legislativo ; e lodo one lo'ngo pro-
* r
apreciaban qoe
cesso de liojlo. el?., fica corlado, gracas ao corpo
legislativo. Voto pnrlanto pela raaoloflo.
O Sr. Presidente :Na > havendo mais qoem pe-
ca a palavra sobre a resolur;ai>, vou pola a votos.
OSr. O. ManW :Pero a> palavra.
O Sr. Presidente V-Tem a palavra o Sr. I>. Ma
noel.
t Sr. D. Manotl:Sr. presidente, n senadn lem
observado a facilid ule com ^"e en dou o meu voto
qoando se trata de iiaturaliaarftes : e este meu pro-
; redirnentn he pautado pelo rtesejo ardtnle qoe nu-
tro de chamar, quanto aer po-sa, hfacos livres para
: o Brasil.
Felizmente as minhas ideas se acham de acrordo
! com as da grande maioria do parlamento, porque
salic-se lambern a facilidado com que a assembiea
eral dispensa as leis vigentes a respeilo de nalu-
raltaagias,
A' primeira vista parece qne urna falla de allen-
elto para com as leis 1o paiz ; parece que a assem-
biea da un.a prova de mslabillidsde ; mas ngo he
assim : a assembiea lem tiesta parte procedido co-
mo no meu modo de pensar devora proceder ; por-
que se ella na tivesse essa facllnlade que lem lido
em conceder dispensa da lei de naluralisaraa, en
me persuado, 10 menos recelo qoe o seu procedi-
mento pndese ser parle, para que o numero de
brat-os livres losse anda mais diminuto do que he
na verd .de.
Ora, havendo esta facilidad, como se lem obser-
vado, e sendo de mais a mais a resoluclo que se
discute uma proposito vinda da cmara dos Srs.
depulados, que motivos ponderosos po lem obrgar o
senado a negar-lhe o sen assentimento?
Eo nao ouvi,-apenas me parecco que se allecava
rurperlluidade da resolucao, islo he, qoe a resulo-
ca.- nao he necessaria, e que por conseqnencia se
devia votar contra ella ; que se he com o lim ni-
camente de dispensar o comparecimento dos eslran-
geiros que se prelendem naluralisar, pranle a c-
mara municipal, para fazerem as declarares da
le, he iss,, cousa tao peqoena qoe nao vale a pena
estarmos occopando com isso o nosso lempo.
.Mas os nohres senadores que me precedrram so-
bre este ponto, discorreram com tanto acert e mos-
traran) tao bem o que na pralica se observa, que
nao cansarei o senado reprnduziido as meimas
ideas. Eu nao sei se essa formalidade he tao pe-
quea que para dispensa-la nao se torne necessa-
ria uma lei; o qoe sei I e que esla formalidade he
daqoellasqoea lei exige'e assim entend) qoe nao
pode ser dispensada senao tambem por urna lei.
E, o nobre senador qoe primeiro falloo a espeilo
desla resoluco, nao sabe ras difliroldsdes qoe
mailas vezes ha para se preencher asna formalida-
des e qoerera' que por falla .lellas um eslrangei-
ro que ha annns habite no nosso paiz, que he nella
estubeleeido, he casado com brasileira, e tem fillios;
qoerera' que esse eslrangeiro, que mostra 13o r-
deme desejo de perlencer a communhao brasileira,
seja obrigado a satisfazer ama formalidade que
muilas vezes he diflieil ".'
Seuhores, baslava urna consideradlo, que he para
mim de moito peso, islo he, ler vindo a proposicao
da cmara dos Srs. depulados, para nao volar con-
tra ell ; en nao me opponlio a resoluees vindas
daquella cmara senao quando lenha motivos moi
pi'Oderosos para nao coocordar com ellas ; mss nes-
te caso havemos de negar Ihe o nosso asstntimento
somenle porque algoem diz qoo ho desnecesaria e
sorperllua I O de mais, quantas surpeifluidades
eremos approvado no-la casa, e sem itlsruseBu J
Mas nao he esta a raiao principal pela qual pedi
a palavra ; enlendo, e parece que comigo enten-
demosnobres senadores qne pri-ueiro fallaiam,
que quaesquer duvidas qoe p-)arer,am na assem-
l'lca geral a respeilo de nattiralisares, podem acar-
retar censeqoencias poaco agradaveis, cm relarao
a emigraran. Eis-aqui a razio porqoe tambem uno
minhas vozes as desses oobres senadores, esperan-
do que o senado approve esta e ootras proposirfxs
qoe se acharem naa mesmas circumslaneas, embo-
ra a om, 011 oulro posiam paiecer superfluas.
Senhores, parlamos dtste principio : a colonisa-
tao do Brasil dilTicolta-se, e dinicolla-se por mui-
las raii.a- que em outras occasioes lenho tido a hon-
ra de expor ao parlamento, e que lalvez em occa-
si8o opportooa tirne a repetir, servindo-me dosfac-
tos que lem occorrldo na Eoropa desde o anno pas-
sado al agora, para mostrar que he necessario con-
siderar seriamente este negocio, envidar todas as
nos-as faculdades para remover os emharacos que se
oppoem a torrente da emigrado para o Brasil,e pro-
curar lodos os meios de a lomar mais ahondante e
frequenle.
Nesle propnsilo em qoe esloa de dar lodo o met
apmo, a quaesquer medidas que -ulgue tendentes a
cliarnar bracos para o paiz, n.lo possn deixar de
conformar-me com a proposito da cmara dos Srs.
depulados, porque, posto que pequeo, he sempre
um incentivo para que venham estrangeiros indus-
triosos, otis e morigerados fijar soa residencia no
paiz e ate fazer parte da grande commnnhao bra-
sileira. Edas sao as vistas do governo, e lodos os
gov-rnos transados lem com ellas oceupado a al-
lenrAo do parlameolo, he ama ilaqnellas qoeslOes,
que nos devem merecer a maior consideracao e he
sobre ellas quo devemos fazer estodos diarios, por-
que sao das que mais podem afluir na nossa pros-
peridade futura ou as nossas deseracas.
Vol pela resoloea.
Nao havendo mais qoem falle sobre a materia, he
posta a volos e approvada ; e entrando logo cm se-
gunda discn-sAo, he sem debate approvada, para
passar a lerceira.
Esgotada a materia da ordem do dia, o Sr. presi-
dente declara que nos das 4 e j se occopara' o se-
nado com trabalhos de commissoes : e leudo mar-
cado a ordem do dia da sesso de (i, levanta a ses-
sao ao meio dia.
DIARTO DE PERNAMBCO QUINTA FEIRA 2 DE JULHO.DE 1857.
CASARA DOS SRS. DEPliTADOSa
SESSAO' EM 3 HE JCNIIO DE 18..7.
Presidencia do br. vitconde de Baepend'/.
A hora do costume, feita a chamada, e clian-
do-se reunido numero legal, abre-se a sessao.
^Comparecern) depois da chamada os Srs. l.ima e
Silva, iogo Velho,Tos-ano Brrelo, Coelho da Cas-
tro, hernandes Vieira e ISrandao.
Compareceram depois oe .iberia a sess.lo os Srs.
baraodes. Benlo, Paranhos, Carrao, Teixeira J-
nior, Harhosa, Cruz Machado, Candido Alendes,
lienriqaes, Torres lloniem, Faosto, Salles, Tohias,
remandes da Cunha, Viriato, Dantas, Bello, Barbo-
sa da Cunha, Peierneira, Pedreira, Paranagu,
Sampaio Vianna, Bezerra Cavalcaoli. Monleiro de
Barros, Belisario, Gomes de Sooza, Conha Figuei-
redo. Filippe de Areojo, Pacheco, l.oiz Carlos e
Paulino.
I.ida a acia da anterior, he approvada.
O .S'r. Primeiro Secretario da cotila do segonte
expediente:
Um oftlrio do ministerio da fazenda, remetiendo a
consulta do conselho de estado sobre a preienco da
companlua da estrada de ferro de D. Pedro II, para
o augmento de seo fondo.A' commissgo de fa-
zenda.
Dito do ministerio do imperio, commnnicando
eslar S. M. I. inleirado da apnrovai.ao dada pela c-
mara dos Srs. depotados a* eleii;Ses"prmarias do (i.
dulricto eleiloral da provincia do Itio Grande do Sol
e 2. da provincia da Parahiba.l-'ica a cmara in-
teiada.
Dito do mesmo ministerio, coinmnnirand consen-
tir S. M. 1. na resolano que concede duas loteras a
Santa Casa da Misericordia, ao eslabelecimentrr dos
eipesUs e ao hospital dos Lauros da cidade de
Cuv.lia.A archivar-se.
Dito do mesmo ministerio, devolvendo-se o re-
qoerinienlo e documentos do padre Goilheiroe Pau-
lo Tilbury.A' quem fez a rrqui-i .1 .
Lm requerimento dos herdeiros de Miguel la-
vares, penndo solucao da prelenrao que se acha
pendente nesta cmara acerca de presas.A' com-
ini--;.'> respectiva.
ila da mesa a.lminislraliva do collego das or-
phAas do SS. Corarao rtc Jess da cidade da Ba-
bia, pcdiDdo qoe se perde e re .. ao mesmo ovl-
legn. a sisa de l:2DO.*jO0O rs. qoe pagara a mesa pela
compra da casa em que se acham recolliidaa qua-
renla e oito orphaas desvalidas.A commi fazenda.
Dito da mesma, pedindo dispensa das leis deamor-
lisajao, para poder possoir em bens deraiz al o va-
lor de *200:OO*), nao inrloindo nesle valor o da c<-
sa em que esla o mesmo collegio.A' comroissao de
fazenda.
Dilo de Elias Jos Pedrosa, lenta da academia de
anatoma geral e pathologia da facnldado da Baliia,
pedindo um anno .fe liceni-a com lodos os ieu ven-
rnnentos, para na Europa, onde se acha com licen
5 do gocenio, trilar dos meios de recobrar a sua
villa.A' commissande iiislrucrlo poltica.
Dilo de Manuel Porfirio Aranha, pedindo qoe se
maade vir a qualiticarao de uma das freguezias do
1." aislriclo da Parahiba, afim de soa vista roohp-
cer-seqoem he o verdadeiro depolado por aquelTe
dislncto. l-'ica sobre a mesa.
Val a imprimir o parecer da commissao de pde-
les sohre a elei-*8o do -2." districlo da provincia de
Sercipe. qUp manila dar as>eulo como depala lo pe-
Ir. peen circulo ao Dr. Antonio Freir de Mallos
Brrelo.
O Sr. S< e fenecides, oblendo a palavra para
um. rerl,,cao, diz, que nao tendo l!| ,ilscPur.
so proferido na sessao de 23 do passado pelo nVbu
depulado pelo f. dislriclo de Serg.pe, o Sr. C!
i'a i.i' imY Por"'nl**"a."olando "o-
ra tambem e um aparle d.do nessa occasiao pelo
honrado membro por Mii.as-Geraes. o Sr. Silvel a
Lobo, publicad, com o diicurso no Jornal do C >m-
mercio. de 20, ,pres.a-se em seguida leitora Z-
se aparle em retlamar contra a maneira porque ,e
exprimi o mesm., honrado membro, reforendo as
invecl.vas que ne-sa occasiao eram laucada"* a ,x-
presidenea de Ser.ipe. com estas p ilavras : Apola-
de. A provincia de Serg.pe carece mallo de um
presidente eapaz.B
O orador, apezar de recouhecer que esse aparta se
refere aus cel a,.| iniei|ecloaes, qu-e elles alo
igoalam aqu.-lles cero que a natureza dotoo o nohre
depolado, v que se ple ver Delle ama insinuaran
dilecta contra a sua honradez e nesse sentido repel-
le-a rom to la a energa do que lie rapa/, porque ze-
la cima dt> ludo a sua reputarAo e ahmieslidade de
-io- arl )S poblicos. Mnitosapoiados.;
Terminando, o orador estranlia ter sido aggredi-
do vinil-iit rn'Mite pela sepuinte trecho do discurso
do Sr. Bapliala Monleiro, sem que i> mesmo Sr. de-
piil.ido roste chamado ord-m, vi.lo alo poder ser-
vir-so daexprestoes desse gcuero, dirigindo-M a uid
ootro iiir-tntiri) da casa.
Eis o trerhn :
O nobre barao de Colingoiba enlende, e emen-
de muito mal, que laes excessos 'eem sua orlg-m no
escndalo com qoe a presidencia durante o proceiso
das i
O
que
isso
diri
O
empr
O
leve
cens
qu
respn
rfti's
Ac
Mf
p
ras
ilo
No
pro
un
um
f
goii
egi
da eleirao para depulados, persegoio a provincia lo
da, eesperiiiliur-nie q leruio. de Villa .Nova, on-ie
rommelteu toda -fsorlA.de lororza*, ameacas, forras
! sobornos, pdra impedir a liberaade da'express'an
iiruas. ,
Sr. PrtAient declara ao honrado membro,
nao ouvioas expressoes'qoe apona, eque por
nao as fez retira/ como inconvenientes, sendo
idas a um ni.-inliro da casa, capolados.)
Sr. Mlvcira /.-jfto declara, que no seu aparte
regando a palavra capaz referio-se a capa-
cidade administraliva que desconhece no honrado
da potado.
Sr. faplls/a Monleiro esplira lambern que nao
em vi.la invectivar o membro da cmara, mas
isurar com foica o administrador da prnvinria,
lem a honra de representar, lomando sobre si a
. onsab'lidade de provar a verocidade das aecusa-
que Ihe lem dirigido.
idmira-se l.mbemda lardanra qoe observa na
Umacao de S. Ese., lando sido o seo discurso
blicado no da 2(1 do pastado.
O Sr. Cruz Machado (pela ordem) participa que
t commissao .le poderes, de que he membro. ape-
"-i se acham aujeilus os papis relativo* as eleicdes
-. di.lnclo de S. Paulo e 3. do Kio Grande do
re, e que sendo necessario examinar eles e so-
aquellei lendo-se pedido informecoes ao gover-
pienne acamara que a sua decsao lalvez seja
pouco mais demora la.
O Sr. Brandan justifica e manda a' mesa o se-
llte requerimento qoe he applaudido por loda a
cmara. '
Keqoairo que se peca ao governo as infori.aces
quintes :
Se he exacto terem apparecido na foz do rio
Aragoary duas embarcajes de guerra francezas, e
all deseinbarcaram as respectivas tripulares.
:. Se.he igualmente exacto ter o cnsul inglez da
provincia do Para' so dirigido a d Amazonas e al-
l tirado d, ptisan pal)|l(:a em que ge ,c|lavam dous
indivi.luos para bordo do navio em qne viajava.
.(. a estes individuos se achavam ou nAo pro-
cessados, e qual a sua nacionalidade.F. C. Bran-
dAo.
O Sr. Franco de Almexda desejanilo sereoar o es-
pirito .la cmara, explica a" vista de milicias que
receben da sua provincia (Para'), que a viagem a
que se refere o requerinienlo do honrado membro
nao linha por fim mais do que uma exploradlo sci-
entilice ; Taz jostica ao meriio e honradez do cn-
sul rraoeei all residente, marquez de Froidfont
para poder assegurar qoe nao favorecera a menor
aggreisao contra os direilos e bros da nacao brasi-
leira.
(tBlra na sala o Sr. ministro da fazenda.)
tjuanto ao laclo da enlrada do consol inglez na
catlea publica da provincia do Amazonas, lambern
sabe que he nma exagerajao do fado real que foi
a inquirido a qne procurou proceder aquelle agen-
te, afim de esclarecer a morte de um iudividuo de
soa liaran.
O Sr. Souza Franco (mioistro da fazenda) decla-
ra que ao governo nao consta qoe te dessein os fac-
m revoltosos a que se refere o nohre depolado por
1 ernamboco, que sendo essa noticia mais om desses
poalos tantas vazes letanlados sobre objeclus idn-
ticos como tal pensa que deve ser encarada pela c-
mara, cn)o sobresaltu pensa que deve deapparecr
com ai declaradlo que acaba de fazer-lhe.
O Sr. Brandao estn lo satisfeilo com as informa-
coes dadas pelo nohre depolado pela provincia do
Para e pelo Exm. ministro da fazenda de cuja pala-
vra nao p.ie duvidar, pede para retirar o seu re-
querimento cojo fim esla' preeuchido.
Consultada a cmara accede a este pedido, sendo
retirado o reqnerimenin.
ORDEM DO DIA.
Eleirau da mesa.
Procedeu-s* a' volado, oblem maioria os Sri.:
Visconde de Baependy, presidente, por 71 votos.
Das Vieira, vire-presidente, por 49 volos.
I'aes Brrelo, 1. secretario por 72 volos.
Jeiuinu Marcondes, 2. secretario por 57 votos.
Pereira Pinlo, 3. secretario por 54 votos.
Salathiel, 4. secretario por 55 votos.
SuppUntes : Barbosa da Cunha e Athayde.
Segue-se a coolinuacao da discussao adiada so-
bre o parecer da commissao de podeies que reco-
nhece o Sr. Francisco Domingues da Silva como
depulado pelo 2. dislriclo eleiloral da provincia do
Ceara .
t .Sr. Cruz Machado sustenta o parecer e a va-
lidado da eleirao do Sr. Domingoes da Silva.
A discussAo fica adiada pela hora, e o Sr. presi-
dente eucerra a seailo, dando a soa conlinuaran
para ordem do dia seguinte, alm das materias an-
teriormente designadas.
Levanta-ee i sessAo as 3 1|2 horas da tarde.
Acham-se com a palavra os Srs. Brandao e Silvei-
ra Lobo,
. Pela siilidelcgacia da freisuezia de S. Antonio,, mos uagranle ; no primeiro raso he manfesla a im-
i SiUloo Jeroiiymo da Silva e Manuel Jos do Sacra-1 possitnlidadn de preencher elle as fnnrroes relativas
. ine.it,,. para averiguar.ies polleiass, muelle e,n cri- ao lunar cm (o.ta sua plenitude ; e no secando da-
me ne lorio, Manotl Martina Pereira da Silva Cha- se a vacatura, que, em abono da verdade, he pi,,r
. ls.,i, por insultos, e u prelo JoJo Francisco dos do que o primeiro estado ; em que ainda han re-
, sanios, lalbador de carne verde, p,ra correera .. j curso do enfermo, que esliver cmnecessi.lade ali-
PSRIAKBSCO.
AVULSA,
Podemos asseverar ser falso o boato qne por ahi
se ha propalado de que o Sr. vice-pieiidente preten-
de msndar demolir a casa da Pracinha do Livramen-
lo ; S. Bxc. o qoe fez loi mandar, que se Ihe anle-
pozessealgdmaa barreiras para que f.sse impedido o
transito dos carros e cavallos pur all, sfim de que
o abalo nao apretsasse o desmoronamento. Consta-
nos, qoe, final, a cmara municipal lera' de a man-
dar demolir, por que o perigo que erna casa real-
mente olTercce he eminente. A propnsilo. Ouvimos
dizer, que as ruinas dessa casa v8o apparecendo
suas almas do oulro mundo, qoando a visinhanra
se acha em repouso. As almas, e os duendes sempre
goslaram das ruina.
Consta-nos que no bairro do Recife ( n3o sabe-
mos onde ), ha dous depsitos de plvora e salitres.
He misler qoe a polica nao desprer.e quaes quer avi-
sos que por ventura dermos nesse sentido. O qoe
podemos asseverar he que nao inventamos. Aprovti-
lamos a occasiao para pedirmos, que qoem soober
oude ha depsitos de plvora, oo onde se a venda
qoer em groso, quer a relalho, nlo tendo a devida
e olficial permissAo, nos noticie, por que seremos
inexorave9.
Dizem-nos qoa excede de tres conlos de ris a
subsenprao abena pela AstociarAo Commercial A-
Bricola, a favor as vctimas do incendio das Cinco-
Ponlas.
Informam-nos qae anda pedindo soccorro pelas
casas, om capadocio qoe se diz victima do referido
incendio, sendo alias om refinado tratante.
Cousla-not qoe ha na roa Direita um senhor
funileiro, que levando o seu amor ao trabalho a um
aporo immenso, Irabalha al duas, tres ho.as
da madrugada. Bem sabemos qoauto he louvavel esse
ldar constante .lo hourado funileirp, mais ha ahi
urna coosa, e vam a ser. que as balidellas a essas
horas incommoda extraordinariamente os vizinhos.
pelo que lem havido quem pera a Dos que d ao
senhor funileiro mais somuo nessas horas de qae de-
sejin de ir.ilMlli.ir...
A roa do ArteSo esta' de fazer a Hngua bran-
ca, lana he a lama !
Nao sabemos se he cerlo, mais consla-nos, que
um dos senhores fiscaes mora fora do bairro de sua
jscalitarAo, e em nm oulro, que nem ao meos con-
fina coro aquelle onde deve, segundo diz a le, mo-
rar, o que acontece he andar-se procurando peto
senhor fiscal pelas ras do seu bairro sem se o en-
conlrar.
Sendo bojeo anniversajio do primeiro dia na-
cional da Babia, alguns senhores acadmicos naluraes
daquella cidade prelendem fesleja-lo : logo qoe li-
vermos noticia do resultado desses patriticos feste-
jos, qoer poblicos. qoer particolares, eoromunicare-
mos aos nossos leilores. O dia 2 de julho lembra aos
Baunos, o qoe faz lerabrar em loto imperio o 7 de
selembro.
Por mais de orna vez lemos reclamado acerca
rfo mao syslema de se fazerem despejos de Jia, e at
mesmo j aponamos os meios de remediar esse mal,
mas esse mo coilume conlinoa, e nos continuare-
mos tambera em reclamar as necessarias providen-
cias, porque o estado de cvilisarao em qoe se acha
o nosso paiz. nao admille iemelli.,iite abuso qoe con-
ven) seja removido.
Felizmente os Srs. fiscaes adeuden! aoi nossos
avisos ; pelo qoe se lornain dignos dos nossos enco-
mios Cnnsta-noi que era uma demias lardes, oda
boa-Y i.ia, era conseqoencia do aviso que lizemos a-
cerra das carnes baratas, chamara o Sr. |)r. Rozando
para examinar o estado em qoe sa achavam as car-
iw i,"??' d0 bairro *0,"1e l,B *"e fiscal.
lo resultado desse exame nenhoma scienca temos,
mas he d-erer que o mesmo Sr. Dr. Rozendo nao
raltaaae a jastiea. Conlinue Sr. fiscal a as.im proce-
der qoe nao perder o seu lempo, e merecer sem-
pre os nossos elogios.
A proposito rogamos ao mesmo Sr. fiscal, nara
que lenha muilo em vista essas tabernas, aonde nos
consta que as escondidas se vao vendendo por mais
baralo pre5o, e conlraos precailos da hvgiene, certos
gneros qae se acham em estado do pu'lrefacrAo.
lloniem sahio do aquarlelamento em que es-
lava o |- hilalhAo de fuzlciros da guanta nacional
desle municipio, sendo reudido pelo 2* de infamara
da mesma goarda e municipio.
Pedimos a certas senhoras moradoras no pa-
teo do C.arm i em nm sobrado, que alo queiram
ser o cabelleira dessa ra, pois que ai suas ameacas
da mandar espancar com chicote de nada valem, fla-
to seus vizinhos nao le.Tierem e nem julzarem estar
no serlo. nem 18o pouco morrrm com caretas. Seria
mrlhor que deixs'sem-se viverem sania paz, e irem
cuidando em suas lepras e seos alraza los, pois nin-
guem ha qu nAo as cotillera e sailia de suas manilas
e mos eo.turnes. I.emlne.n-se que neste paleo exis-
lem lamillas honestas, qoe nao podem iturar as suas
ms pslavras, su proprias de alum alcoice.
Hospital deCaridade28dejunho, 8| doenles.
9981.
30I.
Ali amanhaa.
HEPAHTiqAO DA PCMCIA.
Occurrencias dos das *i7, 28, 29 e 30 de jiinho.
Forain,presos: pela delegada do segundo dis-
lncto dcie termo. Cordolmo Josa, por briga, Justi-
no Jase de Lira, Francisco da. Cha-as, para averi.
guaraes p.diciaes. e Gregorio Pereira de Carvalho,
por desobediencia.
Pela subdelegarla da iregoezia do Itecfe. Johse
llays, a rcqosirAo do respeclivo cnsul, W'illiam
Layd, o prelo escravo AlirahAn, sem parliciparao,
e o pardo eicravo Jos, a requerimenlo do resperli-
vo senhor, Miguel Ramos, por desobediencia,* Tho-
maz Delxou, sem parliciparao.
S?
:"'
-----. r~... ...4 .. .-rso do eiiermo, que
l.da sulideegacia da fregoezia deS. Jos,-, I solutade receber Kialico ou nutro sacramento a
, Jos Riheiro da Silva, l.erlrudes Mara dos p,e_ noile, esperar que arnaiihera, e que o Sr. coadjutor
res, sem parliripar.l,.. Jlo-l-errei.a. por de.o.dem, aeabe os ollici,.. diviaoad* eua c7br -ara,, no Gvm-
em escravo Gregorio, para aveniguares poli-, nasio, para ser sacramentado! Por hoja ficinos
ciaesem crime de furto, e Marcolino
Lima, por suspeiln.
Francisco de aqu na expectativa de providencias a sanar asas n-
Inirao anormal, que prejodica Insai.avelmeule a
ii .----.--. "i'. anormal, que prejodica Insanavelmenle
Hela subdelegada da fregoezia da Boa-Vista, o salvado dos rreguezs da parochia da Boa-Vista.
rioulo Benedicto Josn de Sant'Anna, eos prelosi______________________
isiir II :;._. n---m .* .^^ ~^^^^----------.-^
escravosMaximiano, Bonifacio, Joaquim e Domii
gos. por serem encontrados alta noile no Chora-
menino.
O d.liva lo do segundo dislrirln itesle (erran, re-
ere em offieid de 25 do corrente, que no da 23 fra
es'asiinadoo pardo Francisco Ignacio, por Jos Do-
mi"?"V ,1." S-lva_. oqisi.1 j se acha preso e junia-
Senhores redactores.(.loando orna aefflo recom-
mendavel he pralicada, curre a obrigaro aqoelle
qoe della lem nolicia de leva-la ao conhcimenio do
pohlico, nAo s para qoe a eituna poltica rrcompen-
rnenle Joso l-auslino Das, Norberto Jos de l.jra, se ao homem viiluoso qoe a pralic.u, como para
liaHino Josoe Ancehra Mara da ConceirAo, mu-. que a suciedad* encontr um exemplo que convide
Iher do fallecido, por se acharem cmplices no as- seus membros a imitaran. O farlo qoe acaba de ser
sa.siiialo ... praticado pelo llim. Sr. Francisco Joaqun) Anlu-
I," Seccao.Secretaria da polica de Pernambnco ""
30 de junho de 1857.
Illm. e Exm. Sr.-Cumpre-me levar ao rnnheci-
menlo de \. Exc. que declarando o Diario de
nes, por occasiao do incendia da barca hollasldeza
Cornelia, be um desses que na verdade reclamam
as homeiiagens do homem sensivel, e mais que nao
. podem deixar de ser registrados na memoria e dos
\ernamtmeo n. 14.> de 27 do corrente, no artigo l fastos da liuinanidade. Cluio de admiraran e res-
I ania AmiIui, que um principio de incendio levelpeito por acto He Habr, eu rogn-lhes que publi-
lugarnndia anterior na ra da Cruz da fregoezia qoem em seu bem conceiluado joroal as peras jn-
elo Recife, provenienle de uma quanlidade de pali-1 *, com o qoe muilo agradcelo ao de Vmcs. vne-
tos de fogo acendidos por orna ruanca, qoe se j rador e criado,
jul^ava que um s recemnaaeido qoe hava na casa Ignacio Jos da Silva,
seria a nica victima desla calaslrophe ; exigi a res-: Illm. Sr. consol da Hollanda Tenho a salsfa-
peito informarles do Subdelegado da dita frecuezia,' r.lode commumear-me com esse consulado, sendo
esle em ofiicio de 28 declarno-me, qoe era verda- i esla a primeira vez que assim o faro ser logo part-
de ler estado uma crianra de dous annos em casa "i>" uma terrivel calatlrophe. como passo a eipr
de Manoel d Matos Machado, morador na ra da ( da 29 do passado, pelas 2 horas d. tsrde, apor-
Cru/. n. 49, brincando com uns palitos de fiigo ao loa nel* Poilo ama lancha e om escaler tripulado
pe do be.co em qoe eslava om filho recemnascido [ com equipagem da infeliz barca hollandeza Cor-
ito oilo Machado.e que inflammando-se os ditos ps- "elia. procedente de AmsteVdam para Balavia. Lo-
lilos pegoo fugo o cortinado do berjo, porem sem 8 1ae apoilou a lancha e o escaler em Ierra, d
haver neahum sinislro por ter immedialamentesoc-
corrido e lano ;i lempo que alguns fragmentos do
corlinado qoeimado, he qae levemenle offenderam
ao recemnascido, sendo que este fado nao foi por
aquella anloridade logo Iratdo ao meo conheci-
mento por ser de minio pouca consideracao.
Dos guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. Dr.
Joaqnim Pires Machado Porlella, vico presidente
da provinciaO chefe de polica Dr. Polvcarpo
Lopes de Leao.
Manoel Nunes da Silva, Porloeoez, vai a Por-
lagal.
Despanharam-se pela secretaria de polica, du-
rante o mez de junho prximo findo, os segoinntes
escravos, sendo para o Rio de Janeiro 23, pira a
Baha 3, para o Cear para o Aracaty 1, para a
i arahiba 4 e para differeotes logares da provincia 3,
lodos em companhia de seos senhores.
Dorante o mez de julho prximo findo, entra-
ran) de fra do imperio em o porlo desla cidade, e
apresenlaram-se na secretaria de polica 28 estran-
geiros. sendo um Napolitano, 23 Portoguezes, 2 11a-
noveiinos e 2 Soissns ; e sahiram tambera para
lora do imperio "i, senJo 3 Portuguezes, I Hambor-
guez e i Inglez.
,tEL,^:YL,l)AS PESSOAS FALLECIDAS NA
ainii A-DE SANTO ANTONIO, EMJL-
gi-me ao capilAo Joannes Adnanus N. Srhager von
Levremer, inlerroguei-o, e pele semblante nao
delle como da equipagem, e de Ires senhoras que
vieram. cerlifiquei-me de ser verdade a calaslrophe,
inmediatamente os conduzi para minha casa, e olTe-
reci a roupa e o mais necessario, o qoe elles de boa-
mente aceilaram, em razao de virem sem ella, e os
tratei como irrnSos, conforme o estado do logar.
Sent no logar haver falla de meios para melhor-
menle os tratar, ja por conhecer os trajes peregri-
nos com que se apresentaram. e a por pertenrerem
a uma nacSoqae para o Brasil lem toda a conside-
racao.
Apodada que fosse a lancha c o escaler, requisi
le uma forra, para garantir nAo s as pessoas que
compunham loda a liipolarao da infeliz barca Cor-
nelia, como lambern a pequea bagagem que poda-
rao -alvar.a qual consista em um chronomelro, sex-
tante, bossola, livros do navio, doas salva-vidas, om
peqoeno barril com agoa e uma provisno secca, co-
mo ludo consta do interrogatorio feito ao mesmo ca-
pitAo e equipacem. Como alguns objectos que sup-
pri a' Iripolacao, ao capilAo e a toa familia, fosse
necessario comprar, por isso o capitao a-signoo-me
nm docomenlo de 8SR0O, qoe em lempo sera' apre-
sentarto a V. S. por Thomaz de Almeida Antuncs, a
qoem V. S. entregara' a mencionada quaulia, cujo
dinheiro ariiantei aqu para as sobredilas desperas.
!>H0 DE 1837. O arolhimento amavel e fraternal que o capitao,
Francisco, frica, escravo de Theofilo Roberto *. 30 "?.* f-"'1'li8\e l'ipolajao receberam em mir.ha casa,
anuos.
Angela, cronla, escrava de Antonio Pereira Poo-
. lual; 1 anno.
Goilhermina "Mara de Jess, parda, solleira ; 12
annos.
Amonio Pereira Jnior, |branco, solleiro ; 25 an-
nos.
Emiliana Joaquina da Silva Torres, parda, casada ;
24 annos.
Jacinlho. crioulo, escravo do Dr.Joao Los Caval-
canli; 14 auno...
Mara do Carmo, eroola. solleira ; 2ri annos.
Joao Gonralves Evangelista, pardo, casado ; 38 an-
Pedro, pardo, filho de Anna Severina de Barros;
annos.
Emilia, crioola, forra, lilha de Mara escrava de Jo-
so Antonio de Sooza Queiroz ; 8 das.
Felicia, parda, filha de Florinda Joaquina da Con-
ceir.ij; 3 annos. (Pobre.)
Andela Maria do Espirito Sanio, parda, catada;
40 anuos.
Jos Marinho Wanderley, branca, soileiro, 33 an-
DNi
Adelino, pardo, filho de Alexandre Jos da Silva ;
J mezes.
Joan, pardo, filho de Francisco Manoel de Sonza ;
4 annos.
Mara, branca, filha de Jos Ribeiroda Costa.
Mana Joaquina da Conceica, parda, solleira : 25
annos.
Cosme Damiao Ferreira, crioulo, viuvo ; (il an-
uos.
Pedro, branco, filho de Mara Eufemia ; 1 mez.
Camarina de Sena das Virgens, branca, solteira ; 80
annos.
Siiiii',, Barbosa da Silva, branca, casada ; 45 an-
uos.
Joanna Maria dos Prazeres, branca, viava : 49 an-
uos.
Forlunalo, pardo, filho de Joaqnim de Souza
Coulo.
Manoel, branco, filho de Alexandrina Eduviges de
Souza Rangel.
Manoel da Silva Torres, branco, solleiro : 14 an-
nos.
Joaquim Ignacio de Azevcdo Carvalho, branco, sol-
leiro ; I i anuos.
Bernardo, branco, filho de Carlos Jo3o de Sonza
Correa ; 3 mezes.
Justina Maria do Rosario, parda, solleira ; 38 an-
nos.
Joaquim Bernardo Marlins Costa, branco, solleiro
11 annus.
Custodio, crioolo, escravo de Anlonio Ferreira Lus-
losa ; 18 anuos.
Lniza, frica, escrava de Anlonio Ferreira Pinto;
2jannos.
Theodora de tal. crioola, forra. (Pobre.)
Anna gueda dos Santos, branca, casada ; 40 an-
nos.
Maria, erioula, filha de Calharina Maria da Concei-
rao ; 8 dias.
Pedro,.pardo, escravo de Antonio Manoel Pereira
V launa Jnior ; 1| mezes.
----------- ......i ., mece,.
Emilia, parda, filha de Firmina Hercolana Jacqoes
i i i. .- i.-i ; 13 mezes.
Pedro, branco, filho de Pedro Ferreira dos Santos ;
.1 das.
Helena Maria da Concaicao, crioola, casada ; 40
aiiuoi.
Jos ManrlcioJ '-Pes, pardo, casado ; 50 annos.
(Pobre.)
Joao. branco, filho de Henriquele Simoa Teixeira ;
o mezes. '
Jos, branco, filho de Anlonio Casimiro onva : 3
mezes.
Anna, crioola, escrava de loi dos Saolos Neves :
00 annos.
Joaquim, lilho de Jos Ferreira do Reg ; t an-
nos.
Joao, pardo, filho de Manoel Francisco ; 4 dias.
I ossidonio, pardo, escravo de Manoel Ferreira An,
luues Villar, ; 13 mezas.
Luz. crioolo, escravo de Anna Mara Theodora de
Mein-nira ; l .lias.
j0?Pobre*'""""* X-,Vier' P"'aa' Ti,"r*, >"''
Ileiiriqoeta, parda, filha de Theolonio Jos Francis-
co ; li mezes. (Pobre.)
l'adre Leonardo Joao Grego, prioste.
MAPPA demonstratico dos doenles tratados no
'.""J T'Jnental de Pernambuco no mez de
junho d18.7.
Hospital regimenlal de - S
1 ernamboco 1" de iulhn = es f- -,
de la>7. M 4 X o s B9
Homero de doenles. I t>2 70 US :i 65
elles pessoalmenle communicarao a V. S.
Apodando hoje aqu o vapor Persinunga. diri-
gi-me com o capitn Shagervoo a bordo, e Tallei com
o commandanle do mencionado vapor para dar pas-
agem nao s ao capitao e sua familia, cmo a toda
equipagem, elle se presin de boamente.
ASo apparecendo a aotoridada policial deste la-
gar, eo, na qualidade de luiz de paz, maudei tomar
por termo o interrogatorio qae fu ao capitao e a to-
da a Iripiilarlo, da qual elle leva copia para Ihe ser-
vir de ama das pecas do protesto que lem de fazer,
pelo qual o meu escrivao nada quiz receber, como
tambem eu.
Faltara a um dever sagrado, senao fizesse ientr a
V. S., que qaasi todos os meas conterrneos dsqui
prestaran) a toda equipagem da infiliz barca Cor-
nelia, inclosive o capitao e sua familia, os deveres
fraternaes, ja em os ir visitar todos es dias, e ja em
ofTertar-lhee com algoma coosa, e muilo principal-
mente os Srs. Jos Lniz Beltrao Mavignier, Dr. An-
tonio Joaqoim Buarque deNazarelh, Antonio So-
nes de Atevedo Campos, Manoel Victorino ele Lima,
capitao Theodorn de Barros Lima, capitao Jato Bap-
lista Accioli, Manoel Ilenriques Calado, Jos Ro-
drigues Gomes e Jos Felicio Buarque e outros mui-
los ri.tad.il>' e senhoras.
Esla peqoena declarado que acabo de fazer ao
Illm. Sr. consol de Hollanda em Pernambuco, nao
he mais do que mostrar ao mesmo Sr. consol, que
nos mais pequeos lugares do Brasil, seas habitan-
tes sabem respailar os eslrangeiros, qae nelles apor-
tan), e muilo principalmente aos nufragos, que lo-
dos sao recehidos como im,.'>. e amigos.
Tenho moiln jubilo em offerecer-me aos serviros
pblicos e particulares de V. S. a quem Dos
guarde.
Gamella de Barra Grande, 1. de jonho de 1857.
Illm. Sr. consol de Hollanda em Pernambuco.
Francisco Joaqoim Antones, juiz de paz do dislnc-
to de S. Benfo, e capataz da primeira, segunda e
lerceira oslarlo da capitana da provincia das Ala-
deas.
Consolado dos Paizes-Baixos em Pernambuco 9 de
junho de 1857.
Illm. Sr.Pelo vapor Persinunga. chegado a 3
do corrente mez, recebi o ollicio do I* do corrente
em que V. S. me commonica o acontecido com a
Iripolaro da barca hollandeza Cornelia, incen-
diada ao alio mar, acompanhando o dito oficio copia
do interrogatorio feito aos naufragados por V. S.
Deixava de cumprir om dever sagrado se nao pa-
lenteasse a V. S., ja' como roosul de S. M. o rei de
Hollanda, e ja' oomo compatriota dos infelizes nu-
fragos, a sincera gratidao de que eu e elles not acha
mos postoidot, e que nos inspira a conduela ben-
vola e canlaliva que V. S. leve para com esset infe-
lizes, qae para suavisar o elleito do doro Iranse por
qoe acabaran) de passar, liveram a fortuna de en-
contrar, logo qne aporlaram a esta hotpilaleira Ierra,
tralameolo o mais chrisiao e phitsntropico que pode
haver. r
Digne-se pois V. S. aceitar esle simples, mas sin-
cero teslemunho de nosso reconhecimtnto, e servir
de ioterprete deste sentimento para com lodos aque'-
es, qae souberam acompanhar a V. S. em suas be-
nvolas disposiroes, o que Ihe da' forlissimos direilos
a nossa gratidao, com esperialidade Aquelles que V.
S. menciona em seo offlcio, a saber : os Illms. Srs.
escrivao Campos. Dr. Boarqae, Mavigaier, Lima,
Calado, Gomes e capitao Barios Lima, ele.
.Os pobres nufragos nao cewam de Tallar das al-
tencoes de que foram alvo por parte dos habtame!,
desse porlo, e creio qae V. S. lera' satisfacen em sa-
ber que aqu chegaram bous, qae alguns se acham
ja embarcados para voltarem a' Earopa, e qee o ca-
pitao, soa senhora e cunhadas breve segoirao aquelle
deslino.
Aconta das desperas feitas nessa pelos naorraga-
dos, a importancia de 835800 rs. ja' foi paga ao Sr.
Thomaz de Almeida Anluiies, que a apresenlou nes-
le consulado.
Agradecendn e relribuindo os particulares oflere-
ciroenlos qoe V. S. tem a bonriarte de fazer-me. res-
la-me apenas mais pedir a V. S. se digne aceitar a
expressao de minha estima e consideracao.
Dos guarde a V. SIllm. Sr. Francisco Joaqoim
Anlunes. juiz de paz do dislriclo de S. Benlo, o ca-
pataz da primeira, aegonda e lerceira estaco da ca-
pitana das Alagoas.P. Coon Solulen, consol.
PnJtcacfo apefcfiw.
Observarnos.
Os que fallecern), loi mu de escrfulas, um de
(uberculos pulmonares, e um de cnngesiao cerebral.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pilonga,
1 medico.
____(gommtttttcqfto
Aperar de lodos quanlns estucos havemos en-
vidado, afim de que os abusos se nao dern, pelo
UMA LAGRIMA DE SAUDADE SOBRE O T-
MULO DO TENENTE-CORONEL FRANCISCO
FERREIRA DE PAULA. DELEGADO DA VIL-
LA DA 1-vDEPENDEMCIA.
Quando perrte a Ierra mais om joslo
Gaoha o co mais om triompho.
a>
Ahriram-se as porl" da eternidade para o preitan-
te, prudente, e virtuoso rilada, assaz ronrerido
Francisco Ferreira de Paula, cavalleiro de habito de
Chrislo, le nenie-coronel chefe de estado malnr da
2oarda nacional, e delegado da villa da Indepen-
dencia !
Morreo no vigor da vida, rnhosto, e rheio de es-
perances este importante membro da sociedade, esle
proprielario abastado e honesto, que sempre fura ere-
dor da consideraeea e eslima de lodu, pela pruden-
cia cora que obrava nos negocios mais serios e com-
plicados, pela presteza e imparcialidade na adminis-
lrarao da jo.lira, pela aHabilidade com qoe tralava i
todos, pela piedade de sea corario, pelo amor e ra-
ridade, pela obediencia e respeilo a sen veneravel
pai, e finalmente, pelo zelo e esrinho com que hon-
ravn a sua virtuosa esposa !
Terrainou-se esla vida tao preciosa no dia 30 de
maio.
cornnieiila
liar, enlate'
Jamis ho,
esda prete-l,
que M. d !j
depois de RM'i
licias ;radl um ah vende claramente saa sima ao, Elle P
diab.i. Mas vivam Pars, o diabo e o inferno Em-1 Jacel'*'
lira na ha um p,.vo, uma profiasao, nao ha uma
crenra -|ue nao me lenha atrevidamente dito rumo
resposla invariavel : Paria he a obra do demonio.
Sois cois vos, senhor, que, por coiisrnluueiilo uni-
versal dis liarnos, inspirar, ludo 0 qae Paris cohec-
he e prt luz ue roaravilhoto e de insensato, de ler-
rivel e di bello. Nao vos admiris enta.i se he a vos
que eo ririjo a minha pm.....n carta sobre Pars.
Eu vos riivia essa prova de estima eessa deflerenri,
Pars lu pois vo.sacil.de; eu vos felicito ; s le
altivo de vos' palerni tade, porque ludo jasllBca
vos,o orguhu. Quem pode em Peni deetiar snicera-
ineut* vez Berlun, Mxico, l.iiboa ou Calculla f E
que cidada um ponen dislinclo da Lisboa de Cal-
cilla nu deBerlim nao deseja vir Pars?
lio lempr. de lar conscieicla de seu valor de
abandonar ama modestia era que iiingoem mait er.
Nao ha senAi um Pars no inund,, a este Pars lis
vosea obra, ido lie, a ubra eicoltuda, delicada or
excellencia !> T*nla(io. r
Sim, foslesvos que fundssles esse cafs de
more e ooro inda vem gastar soa existencia
niilhics de ociosos, de preguirosos, de sAharilase
de jugadores ; e-.i Ihralros chelo* todas as nuiles
de risa* e escrdalos ; esses boiequins, enes b.iles.
esses cunearlos inde se perde saud* ealma, mas onde
tambem parece -ue se as perde l.lo deliciosamente.
Anda uma vez, nao vosarimireis si, por torios os hln-
f


cimente sul,'
eintlmenle -
o prcr da I
eri lodo cot
Ell sera' o 1
Depois de
lar nos banqt
dts anibaixad\
de Loi I"'"!',.', ., ,,. c. .. M_
.1 o.uito racil,l,oe torio, asd.iis., a* grande. Z
mailaas fesl! iqo* a. cel.hram esa Vers||e. 2'
iiiaogons-l" f museo. Esle bella i. ja' ses.mj
na -ergliao d* p..,.do; milr ,. ^'"
existen. AtoHi-se, pois, cava respailo 4~,"
mar-|Lrnraasluihasqoe s-vi ler. Ellas.3o diagM "
.'* por M. de Sal'anriy ao .scriplor ignoto que r.es.'o
" escoiliau nlr milbares e milbares de e-ert,i..
mais dignos da qae elle, para refenrua /eista V
Par< incldeiilet deil bello mi de Verai'le.
Devar-s^ha nniir, ao prcorier c| Mr Kl j'
aos uMimoilimpejoida fesla, o eslrameonu.. hi
lerari *-------
i
fos.es escullido par me., corresponden.. I o^ZtZZtXZ'. Sa^sSfit
correspondente qoe se d.gn.i algumas vezes, como | ca w,.lmoi 0, |h.....m eo.eroeciVe.o ^'"
espero spod,--me. Go-laes mudo da escola de i q ^patrias. Ba^ea^TSg1*! *-
Voltaire.senhor, tara eu nao estar .eguro que o fa- M. rf.g ,,,.. Vei-se-ha quanTies. T? "'
re., con, loria a .iriginalld.de lorio espirito de i,oubl, h.'.r.r a ,.,.,?. ',, "'**
no-so glorioso mes-re. AT__... nu,,rn.___l._.
vidailo, nlim de que os aliusos se nao riOem, pelo i. -.. j.,,.
menos em lao grande escala, ora fulminando-os, (en*-i',a a"-"--'^ '-' mens.geira da croel en-
cxi.e es-a arma ; eom ludo ha ta.nanha pr,,cn"o H..l." MPeT"n,I"*r """' "Uel ef"""
H ir, o exorhilsr, que lem embargo de vez em quan- i Jlf "'"Z^r% *'" "*,""""* l""""!S C5""
do somos rorcadoi a consignar algum abuso mais oo va? 'rne*"-V >.*<" P""'" .
m-nos hediondo. Porem nao desanimaremos I J^^SS?"**' "" "! "-
proflicarlo desses actos reprovado., pela certeza de ," "" ,peJ *
qae ao>/H* abyssum inrocot ; faremus sempre por Jl dev)f,,Hm0' "r conrur",,l,io -m no.sos
coarcta-lo, cora"', nossa. justa, censura-, como ora "1, La-.r, Q S*? mhor*, >"h'--
vamos fazer ao faci que se d na freguezia da Boa- Ttoria an"8"' c,,an*""(-0-0 a su> 'nl
\ isla. Por protisao de : de fevereiro prximo pas- l 8 p' '
Para provur-vos urna vez mais a vossa influencia
soberana sobre Para, convem qoe vos falle, senhor,
de nma crearlo inliiratnenle no*, a, de alguns me-
zes. He a formarao exponlanea de orna cidade que
se lancou sobre a face de Paris como uma verruga,
e de que os Parisienses nSo lerSo conheciraenlo sen3o
qoan.lu for misler einliin extirpa-la, operarlo ..illi il,
riolorosa.talvezimpossivelentao. Mas que eu vos fti>
conhecer de presaa eisa cidade, uma de vossas mais
bellas in-piranles, e que crescera' sob voisa imme-
dia la protecrao ; da qual vos merecis ser o primei-
ro prefi-itu se se torna-se algum da um deparla-
iiiento, e da qoal seris rerlaraeole o maire em
umad'essas quatro mauliaas.
Tereis oovido citar muilas vezes no mondo em
qoe rein.es. esse proveibio tao piloresco, mas tao
impertinente para vossa illuslre pessoa. I Puchar o
diabo pela cauda. Pois bem depois de alguna an-
uo, encntrou-se uma tal quanlidade de pessoas con-
demnadaa a' essa gymnaslica lio fatigante para ellat
e para vos, que juigaram bastante numerosas para
povoar uma cidade : rr A cidade das pessoas qoe pu-
chan) o diabo pela cauda. San orna cidade edifi-
cada com madeiras de Spa, e formada de dez ou doze
rabanas soissas, como esse folgaedo de meninos que
se v na barreira dos Martyns ;vamos Mas
uma ciriarie completa, com muros exteriores, ras,
casas, prat-a-, jar.lin e sobre todo habitantes, com
moilos habitantes. Esses habitantes ou esses primei-
ros fundadores, sao simple-mente e sera excepto, en
o repilo, aquelle' que de p.-u. a' filhos vos puchan)
cruelmente por essa parle complementar do corpo
que ja nomeei, e que nSo renuncio nomear anda.
Sim, senhor, mu tu, pintores, moilos msicos, moi-
los poetas e mesmo prosadores, moilos sabios, mui-
lo- inventores de toda especie, moilos alfaiates, cha-
pelheiros, cosloreirai, modistas, emfim torios aquelles
e todas aquellas que, de luvas brancas deshotadas, de
talhesdes figorados, d. bolas envernisadas acalcauha-
das de gasemiras descoradas, de roopas velhas, vos
pucham lodo o longo anno pela cauda, riisseram om
da :
a Ja que a vida de hora em hora tornase um pro-
blema monicipal cada vez mais Indisioluvel, ja que
os alugu.is sa., agora moilo mais caros qoe as casa-,
nao habitemos mais ca-a, nao p'aguemus mais sin-
guis, varaos viver em ootra parle fra de Paris, f
ra do alcance moral dos proprielarioa n
Heroica re-nlurlo 1 Entretanto, para que esse vo--
lo lotee serio, realisavel, era misler encontrar um
homem que tivesse um terreno e que o offerecesse a
esses exilados voluntarios que lam fundar longo dos
suburbios ama nova Cadhago. Esse hom.m exis-
ta.
Sim elle pos-oia ama Cadhago incala, que
hava vendido, pode-se chamar vender, a quatro sol-
dos por melro. Digo qoalro sidos! Esse homerr.
g-neroso, c nservai bem sea nome, cham-se M. ds
Ninl. Vede, diz elle a torios esses desherdarios, ej
vos vendo durante nove annos a qualro soldoi o mi-
tro,'qualro sidos !lano terreno qoanlo quizei-
des, e depois constru fumas ou Garlhenon, choupa-
nas ou Alhambra, cabanas ou Lourre ; he como q*i-
zerdes. Qoalro sidos o metro.
Vo-se eniao militares de Sparcialas, quebra ido
subi carieas rie inquiloo correrem de lodos os rnn-
los de Paris e ganhar a longa avenida dos campos
Elystos. Elles foram eeb.iforidvs al a barreira da
Estrella, que nao Imnspozeram.
Alii lom.ir.im para a esquerdaa seguiram esse der-
rota, lao poema no esto, e 13o lamacenta no inver-
n, que loma na carta lopographira de Pars o nome
deChemin de ronde des Ilassins.Chegando a om
ter.eiio va^o espai*uso e inleirameute mi, semelhanle
ao que se exleu ie ao p das Selle-Collinas a siargem
do libre, seu chefe exclamou : Alio! he aqu.
Depois senh ir, rada exilado assenlando mi p no
chao disse, otilando an redor de si, islo pertcnce-ine,
en aqu onde sera minha casa e onde sei raen cam-
po. So da seguinle, lodos os l.rar.,. estav.m em
obra ; Ires dias depois, a cidade des locatarios sem
proprielanos oo dos proprielarios sem locatarios, co-
mo se qoizer, a cidade vingadora, emlim l.vava-se.
hila eleva-s* linoa, si a palavra nao he nimiamen-
te ambiciosa falltindo-se de uma ri-unifm de casas da
altura de doos a seis ps. Eu vi es-as casas. Etla's
sao a imagem, senhor, do goslo dominante e dat de-
cepres amargas daquellrs que a ediliearam, porque
cada nm em Clos-Nitat, he sen proptie pintor, tea
proprio architecto, sen proprio lapeeoiro. Eo vos
assigoalo, senhor a casa de om mitigo mercador de
vinhns de Berryoo da llapee, que oaa foi bem sae-
cedido nos Chypre e Bord.au que fabricava. Essa
casa foi construida com pipas unidas entre si por ar-
cos. Enlra-se nella como o vinho emra no tonel,
por um baloqoe. Seu palacio conterocem dekalilros.
A-signalo-vos ainda a casa de om [inlor que foi in-
feliz nos assumplos gregus. As paieries sao iusU-ii-
lad.s por c.v.Heles cullocados uutapt ootios, e es-
sas paredes sao simplesmenle vasits quadros de his-
toria refogados, cujus reversos ficau para o exterior,
cojas pinturas fazem face ao oterur. A mobilia do
nosso e .cellenl. artista compnha-se de refugos. Si
soas pinturas nao o poderam laze* viver, ao menos o
meril.s de o alojar, e de o alojar melado em om pa-
lacio, melade n'om templo. Ells tem por collocala-
rio Agamemnon e por visnha Iphigeuia. Qoe de
sonhos risonhos nao Ihe liara a noile qoando a cho-
va Ihe cabe sobre o nariz N8o qoero esqoecer um
msico, sem um dos prmeirosde Roma. Elle cons-
troio engenhosamente toa cae? de taboas de pianos
ja fra de serviro. Todos essas maquinas "-armonio-
sas que locaran) dorante sua vda lanas encantadoras
Tullas, tantos embriagadores isdoevas e-t.i > reduzi-
das a soalho, e a taboas. Doas oo tres Pleyel mi-
mara os qualro lados exterioiei da casa do nosso ar-
tista ; mullos Herz f'orueceran o d.gros da escada,
tres Esard complelam a cornija do ledo.
A pozar seo murmuran) ante essas (ransfo'ma-
cee-, estas pslavras gravee Pianos, lomai o
exemplo pianos, sede modestos, ".vos sois madei-
ros, e como esses pianos, ooe ja o n3o sao, viris
anda a ser madeiros. O inlfrior dessa casa he inlel-
ramenle tapetado de compoiirae- auanicemenle re-
coladas em lodos os cuncur-os, n-pellidns* de |lodos
os Ihealros. O aolar dessas peras desdenhada-, que
sao lalvez obras-primas, di lires de piano a qua-
tro toldos no Clos-Nilol. Pagam-no em terreno.
Com esses qualro sidos elle pode obter algamas
doruras. O Clos-Nitot lemcafs, nao com dooradot
e e-pelhos, mas sem viriraas ; lem casas de pasto
que respiran) a hospilalidide amiga ; ellas nao tem
portas, llavera ahi thealn ? Dovido. Bailes '. ftada
sei delles, mss sei que ona.
Me perguntareis, senhsr, se lodas essas casas fei-
tas de parlaros de piano, te fondos de garraf- e pa-
pis rie msica, sao bastante solidas ; nao o creio. E
a prova he que, tendo-me encostado om pooco
grosseiramenle, ao que parece, contra ama della-,
ouvi um eslalo que m. fe empalledeeer. Dei um
grilo. Immedialamenli o proprielario apparcceu
na janella e me di-s. cito poliriez :Nada temis,
s-nhor ; ella algamas ezes inclina-se, porem raras
vezes cahe.
Eis o que prodazirar) a ferocidade, dos alugado-
res e a anthropophagia dos proprielarios :-,-A cida-
de das pessoas qne curiam a viver.Porem, eu vo-
l repilo, senhor, deveis por vos mesmo velar
com solicitada sobre o> inleresses d'uma cidade ex-
clu-ivameme creada for vossa causa, e que por
vos-a causa centuplcara em pooco lempo sua
popularan j crescua em mil e quiiihenlos pa-
ra dous mil habitailes. Fazei algoma cousa em
Tavor della. Eia, cizei por exemplu a lodas es-
s raparigas qoe passam todos os'das, todas
lest.
id*
'
um de/Hal ais obsciros repreaeiUntes P*'M **
a l^ra- a vos. se,r, ac.bo i combar .
vo na tcrf.ta de Pois, no... iag.c. ,i_*,.
domn,,, pastado alr do, eoeJntw de Vw,m.
I ambfjji <>., eeohor. mbem v aa* pialar -W,J
besteiiyepruduzr sobn vo-sa lel( brilhanle to'as .s
marav ,:>ftl que bavenus visto, o que he mai, qoe
ludo pszesleii em rele/o com ima rara felicla le.
a man ue lodas, o peisamenlo*. re e rio aaaaaat,
que eriata,, aesim pao fator. qoando e Brenle
trema a nossos pe. S ha om ponto em qae amas-
teis, se>hor. EU* pensamenlo Mal fez lado esaVer-
sailles. -Croduzo tamban a (irstenr. dea humis de f
lellras. fajalia qu, pti nma iaspir.ca* pesaoa.ao-
pois de hr convidado o Instlalo intei'io, inq*ioo-
se por oto ler em sua fasta da todas ... gloria de
I ranra a que ind. espera e In-hiuio : er
misler o futuro nesle ren.ias.ves) de testar1
seclos de uussa hi.luiii. Fui apenas mmialr.-esT
ponsavel ; eis-aqui a exacta verdad. Permitles-taa
ornen/, (johor, cr.' qae sseilei eda re-ponuiili-*
dad* cani-iegria e ergiiho. J ea me orgalhsvi na
inlrodotir cm Versailies osr.preteulairt** he-
ralnra. Orgaihei-ne inda aiait rie qae vos ii.
> Receba a asguranca de meas mais disliactas
seutiinesloi.
. 5*r Agora, anda algamas aalavras sobe, a ra.lemia
france:.. Qiem ir ella tolloeis sohre a cadena de
M. de Salvaidv, este proidor tao colorido e Uo eio-
queuli ? Sesi um prrgadiroa am medico I Os m-
dicos igradall-llie mullo, aa.s os prea.dores sabem
tao iiim o la un : E ama academia fraarete qaasn
que iao se pode dispersar... Voda da arademia;
Mal espiri os boas desearan) q ella eaeolhewei
um (oei.i. nlre mis, ato odein os poeta, .bte-
iii.lo piando elles se rliaaam Theop >ile Gaalier.
mas parecr-rae que a icademia ja pos-u. ali.n
nolav.is: MalVictor llosi, M. Lamaniae, M. e
Mu>l, tao, as o creio. nailo buns poeta..
v Em rigor, erVp.refiro umpest. a om grande senhor ;
mai riesej.ra igaaltnenle rae a e-colh. e.knar. ama
vei por acaso, sabr um roaanci-la. S me nao en-
gato, os bous romanciitai tambem lem sea valor, e
unto o vejo no Iuttilon ; elles tambem contri-
biem, ousar i acresceDha para propasar a gio-
ru Trncela alm das frottVas e dos marea. O ea-
ciulo aoiverul de sua cunposicoe- coavida es-
tiangeiros esloiar nnss. Iiagua, encreve-la i
dita-la. O fio I 'raa-se invasivelmente am tafo, de-
pois uma cadeia. Juico qo> Canudo popolaiiwa a
sngoa Iranceza lulo comoa Herniada ; qae a pro-
a de M. deCh.leaubriaarinto allrahio menos a al-
.enrao sobre Frene* do que as tragedia, de *. Beoor
l.uruiiaii oa ileM. Ravnomrd ; qoe os sahumes ro-
mances de Balzae tao" Uo Mohecido em Madrid e
em S. Peler.buigo como yerto, de M. Dop.lv.
Talvez qoe me engae; asi ledos oa casos, mea erro
he desspaixonado. Astim.ote vos direi, para apoiar
minn. opiniao, qae a poe-ia em Franca he eajecio
que anda em moda e do mmenlo com os m'/m e cvs-
raco ^ qoe a nielhot poesa inda no doroa por cin-
cuenta aunos, parlilk.mu desl'arl. a Irisle aserie da
msica, em punto qoe nissa admiravel proaa, lio
clara qoe se lornoo o e-p.-to de pensamenlo hamarn,
he eterna ; n.lo vos direi nlo, nao. porque *M ras-
pondus em altas vozes: Vid. Racine m vede
Racine I ha mais de nm seclo qoe te t ; perqo"
enlSo, por iini.li i vez, ea vos replicarla, iate na .
acabara : A prova de -ue Hacine na nena rom
foros de poeta, porem sim ceaotor dramalie., he jos
elle escreveu volme- salomes decanlic.M, rtep--l-
mos. rie odas, de qoe na* ebreveie a flor da agoa
um so verso. Comlaao, a minha mo qoe escreveu
a orie a As Nymphts do Sena i> conhereis van
ode As Nymphas rio Sena a he qoe e*er*t "
o Audrumaque.a Recie he om grande poeta nao/
garlo que fiurlaa sobre oleeido de soa* peca. Te
pois razio ; a acaderaie francesa obrara moilo b
e eleger om romancista e eis-aqui porqoe ella ni
mear... tenue rriifi.nra M. Emilio Aoeier,
a quem felicitar.! rnrr4alaIua.lrnenle academia ; a
esla em respeilo a uai riesVies.li aqoelle per Macar-
ra a Imir -ro por eu ti i'nni-.'a'el tlenlo.
Ma porqne me hei de ea necopar de poetas e de
poe.ia ? Emprego bem o meu lempo, qoando oase-
nhore. Barleit f Simpsoo r.i, prestm a desembar-
car no Havre, d'onde partir mvrtermamcnie psra
lrif. K quem he, me pergeniareis vos, qoem sao
M. Barlali e M. Simpson 1 K por qoetod. .-ie m>--
teno' Porque!... E.les dous cri.da. american.M.
incliuai-voa sAo Irinia oo qnar.nla vezes millona-
rios. Peas, qae lano bata e qoe me diapoMarei.
de dar-vo' A conhecer qoaes foram seu pan e qoae
foram suas indis.
Elle ganharam 13o bello dinheiro em osaa indus-
tria qoe vem continuar em Parts para deisar om pe-
daco de pao seu- filhos. F.is-aq..i qoal be osla in-
duslri*. Com e-le ld eiroinio de observacio
que he peculiar ao olho anu icono, estes meas te-
nliore--. hs.Tv.iram am dia qit o meio mais f.cil e
mais seguro de ganhar milh.s era possoir ao menos
om ; qoe lodos qoantos oustvam descer a mina de
ooro coro cero oo riozeuits mil fraacos tornele em
saa Isnlerns, deviam moner ab.fados ante* d. ch-
gar a vea de ouro. |d. pois, cam efTeilo. inspirar
confianca s turbas sem orna cas* no b.ll. qaarleiro;
sem cavallos rie preSo. s.ni muilo- carros doas w
nao bastam, sem criados ,g,|0..rios, sem dar jan-
".*!; "" eC,(nC0 """,M *im Por aaaaa...
cari, i ni0'",? T"*P' m" "" ""-
r*do nao obtereis se qier o erapretumo de Mona-
?^,nVJnC", de*'-- ""'rao. M. Bailen e M.
Simpso, disseram aos cdariaos ain.r.canos. tob.ea-
quae. fizer.m os seo, rsimeiros en.aios, qoe qoa-i
sempre l.oov.ram bom-ed.. : Di?p,>aie de d./
milhoes, de quinze milk..,., d. viole milh... qoe
discretara.nle pomo, a vo,o di.por ; de>lumbra,,
molV "II,""*'"" Pm "* magoifica-
meiile. Mas vejamos quanto lendes vos n. .la,i,.i-
ra umu he que vos qsereis assim arriscar *! Coo-
eem mil francos por sen meses. He o menor que
Obrem"" Par> ,P",&- E"4 I |ll
Enlrai n*s(* hotel, elle vospcrlence: passeisi aira-
vez desles movis, que elle, vos pertencem ; ponde
as ras como voato (rea, esta cavallos, que ellas vo,
pertencem ; ordenai como n.bab iodo. este. c.-
dos, lodo he vosso, por ie.s me,.,. Ss dorante e.lc.
S rec-
etplen-
mos,
qoe as le-
-ilhoes que elles vo. lerlo va-
lido S-, pelo contrario, nao chegais a' engaar os
simples e ... innocenl... 0, eem mil franco, derrama-
dos era nossas mao, serio ineviuvelmem. perdido,
para vos o tenis p-rdidn cedo oo larde, perdido
sem encanto e tem magnificencia.
a.Eu!",,a iu*,nl,d*"?e desenfieiados e',pecoladores.
tiiT f mC"n,*u'*,ar--n "un, mes, com au-
America'. pruCeM0' ror,on lost.e. oa. doa,
toiASStfd0 v,p,r *>"-" -'" fi"i,mfn-
aU:'^!" '"""""'.""-eular qae M. M. B.rlell e
Smpson nunca deixaam a chave do colre forte.
E es co locam-se co ,i)iM,ole, ......U M pe
do* facliciui propnaar.o., qotr

9.
seis mezes ler,,,., fatal,v, m).lificai. e dirn
lamente lulos cuja cofiaaca susctala o vo-o et,
dor e as fanfanronk. Jo |u,0 qu. vos prestan
valer.,' em verdad.. cm mil franco. 0
^
res dado em visl dos i
4
i
Por cerln qoe sim.
sado, Tui encarregado nnvamenie o padre Jos Gr*-', ,-, ,q 5."";
goiio da Silva Carvalho da coadjuloria daquella **^Ua rita'.
fregnezia. e coma lal ha fanecionado, havendo sem : q"y, '^Lmh' 17.
duviria recebido seus venc.menlos pela fazenda oro- ,, 3 DC
amos de sentir a ma falta, em-
pela lazenria pro-
vincial ; mas, por porlaria rt > de mino rio corrente I
anno, lu o mesmo padre Jo- Gregorio nomeado
pura esmoler do Gymnasin.rnjo lugar, na ronfurmi-
darie do art. Mli da le n. :lrj'J, obliga residir o
funccioiiario dentro do edificio. He visto por conso- i
g.iinle que nao he possivel o exercicio simultaneo
dos dous lugares por nm mesmo individuo ; visto
qne tendo o csnioler do Gimnasio deveres esp.ciaes
a cumprir no respectivo eslahrlecimenlo. donde Ihe
he vedada a ausencia, nao pode eiercer o minute-
rio de coadjutor, que deve eslar promptn a qu.l-
uossas saudades n3o lenham (ar-
mo ; Dos o quizcumprio-se !
Recebei amigo, la' do alcacar ria gloria, elas e-.-
presiOes arrancarias do intimo d'alma de um dos vaf-
eo* mais deriieados amigo-,
Kecife -20 de junho de 18"<7.
Anlonio da Conha Xavier Andrade.
quer como in.enriem., ^ ^~Z+
Lscondem o, falso, n,l|,0nio,; e. m o, oilo.
pregado, n.s agolha, |, penall|, d.d, at.
voram cncoem. ml| fr,|;ros ,' Cfm J f
l-s.^odeslinario..^.,^^,,,, no ^^ ns_
,"?,!! *""" ae 9,,"r a* '"baria ; ex-
' cctihha, sopram as velas, sca-
lonam da garrafa rio mullo rie
re raudo de-
nariz ar-
sem ilesrer de suas -quipageos rieixemcahir'de suas iuctos. *7ttLVlll* *euJ m,,h<"t "" *'*""
graciu-as mao, alg.ns puiihad.s, nao direi d'uuro i m,. rie cincoi,u m V n.i'", r*"" '""""-
nem de prala, roasde snlrio', inda qae Ibes rorres- i Til he a rara t> ""-co* ''*" <'PrarJ :
se o risco rie arran lar suas lavas. Seu passem ser |e|i ,. ue m Srt- B*'-
ma-s rsonho e ma doce. Oraminho por onde a i em Parta Par. .!! *m ft"** V"" f",,,r"
cndale pas-oii- dtaaa o grande prieta persa Saa.li, i 0, andrajos, os t,orqn0 ",d" "'"T "'""
-serepro he verdee balsmico.Fallemossenamtn- i (, earv res J,U?' "' """-' I"; P'**
te e ouvi ; ja nao rio. Ah Ma uma cidade inleira I ,|us, ,i ii, ..."f"*"" P'a<" "" h ''
que poderla dizer-vos na pa-'agem :A bolsa ou occa-iao Paris i" p* >nl,eM> marquezes de
a vida !Quanto a mim, dig->os por ella, com o e de lubaio n. V"1"'* eom om' ""-?"* ""
chapeo na mao:A candade se vo-lo apraz! | ricana Quem '"""''""s sobrea ioveoco a-
as hora-, quasi a lo.l-s os momentos perante o cerco i lalaa rrC-.r,. ,
N.tot para irem ao p.rque do Boln,... em V.l.e I Ungoem o o d' %,? "'"' d*
d Awrav, em Anleoil; .lizei todas es.as elegantes; lani-se meu I,? ''""" "'"'
parisienses que estaoenc.rregari.s e sobrecarregadas Champagne a rie'rra.nVT. *"
dos adorno, que Ihesd.is ;-o, adornos do demonio pe, p|,,amcte ,T'[' '0.c(.,' \e""
-que paren, ma,, rm. vez perante K.lol ; e que. I aioada rios loc.Hano h" K "
on> i eaeie .4.^...-.^*______ -______a I" IP ImiiI mi linis (Iiiat
itiicttDC*
CORUEIO DE PARS.
Senhor.Inlcrr.iguei os sabios e elles me re-pon-
ainor hora rio riiaou da noe.i prestar,,,, fie, os +r^iw**l\7^^^*
entre Pimo un'. rD T'.T' la" ,"c*"n,'e'n- N **'" m*l. e .11. existe, 'poda produzir
onlrel.il.lo. o que he cedo he, que a popola.-ao da- Pars. ., Consulte! os bonicos piedosos, e sua res-
2!J!.il!?^ V*.' ,0*Ir".,dol-,"'9''-velmeule pesia foi : Parto be nma aidad* perverlda. abo-
na d.si.bo.r-So de pa.lo espiritual, vi-lo que. o o min.vel, condemnada ; o Tentador a e-clhe para
ilJlf illt PrROnol.c1n,I1*" coarijuloria, oo saa perpetua morada. Drig-m. depoi, aos loucoi, I
d.uou-.i pela i acompalibilidad* qae cima torn*- | e elles me disseram ; a Paria lie um inferno de de-1
ueste momento em torno rio assenlo vago de M. de
baltandy.
Arabo le eaCTCATCf o nome desle homem ronside-
ravel.
Permilli ao reronherimento -aoria-lo com respei-
lo e se no. impacientan) meas elooms. irle oa-tir-me
em casa de M. Philarell Charlen, alojado, coran sa-
bem lodos, no primeiro andar d'academia, que leaa i n
muilo ment, ,eu o temo., par, que nunca seja magnelisadore,; "i' "I" '""Crio Ja. a*
convidado a descer para o andar lerreo. res de caria. v<, *'0J' ,b,e',,0 ** '""
Elle vo, resistir', que acaba de adiar o mai, bel- Femm. ao YeT V"80 D0V* "" '"J"*
lo rasco da espirito que couheto ; ha quaii nm ra- i p,ud-ga.,ha uu!'"'L Y0"<" : VT ."T.-' V
go de genio. 'm, ,\r 'nome i.sudito ; na***h fi
1 m*" M,,ao "Mimm, M Cr.paod.-J vi*u
presenra ue.ie cts,m, ,,,. ,rr,b
espirito, o coraclo, ,' ^ flor, o be'.
ramo..."yur. Chegon o*w rein.d..
Hi.alm.nte, ..r-m.,,,,,0 ,,, .id. ha r
I Pr"""' .'"lo, brl(. lt;fra, o. *
que. pur r,ra,Wlrt ,u,1^ M ". etov
i ?'"""""-''. tnh.r ; la, ",o, lo -reao
!Cr.,en.,in.. -,2*2 .. n
'""finia. _.

MUTILADO
ILEGIVEL





-=t =
DIARIO DK PERNAMBUCO QUINTA FEIRA S rE JULHO DE 1857

l1
'.rapiod '.'
tll.r, eoiP-M
Crapau.
; Corr-*e a
,'i*me auCra-
r, que o Os-
le gnl| nn-
ie de voi fer
gnoraih* a
, Crapaud.
mo, pela i-
.depoia > eos
i moHo ; em
.IB no larri -
., BtlIB'" > '
dsnma Imples
-M. <
i*
.:.
i
i
nffrta alijam
lie* qae snffrla alcuma afflictjlo, .
conttarreda le, rim deixava lo:o cuididuioOliendo
r Ka von ver Bahhazr. n
Elle iiim volmi m.ii raimo. Que Ihe diia o
magna Ballhatw ? Que dizii elle a BHh*"f Te-
nebrosa riiysleti 1 Detgraridimenlt ora *'" ^Map-
pirerea o sraale Balllia/ar.
Sohio elle ajo eeu ? De-c-c provavilmeote os in-
ferno, f Perdep-ie o lal Rallhazar un labyrinlho da
polica correccional, poii ol> goita doa fulieeiroi
He anda islo n que eu eno'o. porein Blac im-
K rou por mullir mi./.. Eale lulo *' lr om ter-
mo. Uro 'lia, nVs--e-lIie cora pande aleara da
ana parle,qnando havia, na ra de lEpee-de-Boia.
qaarleirao Moiiffelard. ama "titele de cattea d'um
anuo ineotnmensuravel, qe eapaiilav em feticaria
Ella tinha por anonado, por cwopaiihelro de magia,
ira norma apo, d'aro aspecto hediondo, lerrivel a
quem ella roniultava qnaido a< artw lornavam-ae
loaofnrienlH. l'.lnm n i-' a lio G'ande Jogo.
O Grande-Jogo pagava-ie eom 'iota aoldoi de
maia. >
Bale lapo era exigente. A imsginiy* 13o' iflam-
mml do Balr.tr eacaldoo-ae. NI houve paz nem
auerta em que elle n5o aibmellta a arova de peri-
piracia da molh-r e da upo.
Anda palpitante porcia deaeoberla, elle carrea
raaa d'uma mulher celebre de saai arele'!, em gran-
de eapirito que tambem tinha ioi iodieioe* e anas
encintadnraa fraquezaa, ecomaiftoa loa era hueca da
feilteeira ili ra de i1 Ene de Buil. Ei-loi pois a'
ambo" panudos no quarteirflo MootTetart, neste- de-
dalo lamncenlo, hntrndo t porta de lodos na vitos,
padindo a todaa as caas aojas a mal amanhadas, com
o cyaismo da curiosidad!, a tifeniroe do Crapaud.
A Temle da Crapando outro noroe nao bata.
Tanto Ihe baitava.
K ninguem a conhecia, ninauem as anas queitSe
reipondia. Urna mulhel qoe alira ai arta*,..
Onhecemos... -mu mulher que lera por a-
rauo de tc> um sapo...
Corrheeemoi.
LiverpoolBarca ingleza crBontlai), James Ryder
\ C, 11!' *acca algodao.
LisboaBarca porlut-uea Paquete Saudade, No-
vaea A; Companhia, 300 saceos assaear branrft.
Benguelia por LuandaBriaue portuqtiei Joven
Amelia, Maimel Alves C-uerra, 25 pipas e 25
barril agurdenle.
LisboaPolaca a/.elosa, Isaac, Curio & C, .">0 ar-
robas de ossos.
PortoBarca porlugaeza N. 9. da Boa Viajen,
Thomaz de Aqoioo Fonseca & Filho, 200 saceos
asmear hranco.
EXPORTADO'.
Liverpool por Macei, barca ingiera Sarah, de
'il. im-l.i l.ii, ron luzio o seguate: 600 saceos
com 2.962 arrohas e meia de aaaucar.
RECEBfcUORIA l)E REXAS INTERNAS liE-
KAES UE PERNAMBUCO.
Renlimento.il dial..... 11190*180
CONSULADO PROVINCIAL.
Randimenlododia 1 .... 5:183fl85
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
PROVINCIAL NO MEZ DE JUNHO DE
1857.
Direilos de 3 por eenln do assucar
exportado.......,
Dito de 3 por cent do algodgo. .
Dilo de 5 de diversos gneros .
Dito de 112 por cauto do caf. 7S'J3i
Capalaria de 160 rs. por acca de
lRodo......... .->3.>5800
Dcima urbana....... 36:3003073
Meia siza dos escravos..... 2:26l93Mi
Sello de heranca e legado..... S-i'JsObj
Novos e vellios direilos..... 2849315
Imposto de V por cento. 3809840
dem de 3 por cento di divida ac-
tiva ........... 1023900
dem de 20 por cento do consamo
d'agniirdenle....... 1205600
Taxa daa licencia dadas pela direc-
tora da insirufi-,1,1 publica. 6&00
Passaporles......... W200
Mullas de imposlos..... 6890I
Juros........... 183076
Cusas........... 3003030
Imposto de jogn de bilhar 209000
Fiz escrovr rt assipnRi. Em fiV d verdade,
Manool Juaquim BaptisU.
--- O lllm. Sr. inspector da ihesuuraria
provincial, manda fazer pulilico, que do da
2docorrentn -rmiliante, paism-se os ordo-
nados a mais despezaa provinciaes, vencidas
t o ultimo d jutibo po\imo lindo.
Secretaria da lh>-sotiraria provincial de
Pernambuco, I de julhnde 1857. O secre-
tario. A. F. da AnnunciacSo.
,V i t&&4&<
Coi'reio fjeral.
Pela adminislracito do crralo se faz pnhliro, que
o htate FLOR d'o BRASIL, recebe a mala para a
ciddile da Pnrohiha, hoje 2 do correte, as 11 horas
da maohAa.
CONSELHO ADMliSISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar
o seguinte :
Para o 2.* batalhilo de infantaria de linha.
Brim branco liso para calcas, varas 1,000, ^em 66:0053720 rs.
3:2K7629 a.lgodaozinho para camisas, varas 1,000, pan-
6:93leO90 no preto para polainas, covados 100, hollan-
3(:%(^l(i"
L8I0>1
to ; para o resto e passageiros, trrila-se na
rui dt> Vigario n. 5.
Para
seguir? em poucos dias i nova o muilo su-
perior escuna llainha dos Azores, recebo
carga a frote barato e QBSSageiros, para os
qoasa totn escellentes commodos : a tratar
com Bar oca v Castro, na rita da Cadeiadn
Recife n. 4, ou com o capitSo na pra<;a.
lei. Mesa do consulado de Pernambuco 23 berilio, po- ja ter parte de sen carregaroen-
dojuuhodc 1857.-O administrador,
Joio Xavier Carneiru da Cuaba.
O lllm. Sr. iosuectur da tbesourana
provincial, em cumprimenlo da rosoluc.3o
da junta da fazenda, manda fazer pul ico,
que a oBra dn empedramenlo do aterro dos
Afogados, va i nova monte a praca no da 2
de jiilho prximo vi ndonro, no valor de. .
36:9603000 res.
E para constar se mandn allixar o presen-
te, e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de
Pernambuco, 25 do junho de 1857. O secre-
tario, a. F. da AnnunciacSo.
O lllm. Sr. inspector Ja tliesourario
provincial, em cumprimento da rosolucSa
da junta ila fazemla, manda fazer publica,
que no dia 16 do jullio prximo vindoum,
vai novamenle a pra?a para ser arrematado
a quem por menos lizer a obra da coucl ,sfio I
do raio do sul da casa e detencao, avalia it;> ;moj>c:io. RELOGIOS
*fi
wt*.
Jos Kantista da Fonseca Jnior far
leilSo por intervenefio do agente I'est8na, un
1150 barricas com excellente farinba Ameri-
i cana para Tediar cuntas : quinta l'eira 2 de
julho do carrete auno, na porta do arma-
zem do armazem do Sr Paula Lope-, de-
fronteda cscadinha, as 10 horas da manha.i.
Na ra da Sniala-Velhl n. 112, primeiro an-
dar, ven l-e una avallo mellado, proprio para
carro, e "rna varea muilo lina de leile con dous
bezerros : por preo muilo conimodo.
Continuacao de
banh^s.
88:72*8960
Esperai 1 Disse-lhesuma vilha lavadeire, jolgo
egocin...
er que m occolta '.'
saber do J/mp negocio
Urna .nulhe
Mesa do consulado provincial, 30 de junho de
1857.O 2 escriptorario,
Luiz de Azneio Souza.
mimmw w 9012$*
Sim !
Urna mulher ha, peroro 01 homms vem ver ai
eseondida ?....
He iilo !
Que nao sahe sen loa noile'.'
Ah que he isto nesmo jailaaenle Nao lem
ella um sapo .'
Nao vo-lo direi..., mai he verdde qoe ella tem
um sapo.
Oode mora esta nolher ?
Ella ja nao mor aqu.
Onde he pois que ella esta' ?
(ioacdaii-roe legredo?
Juramo-lo sobre a cabera rlosapo.
Pois bem, eu vo-|o digo, ella biblia Boogival,
a oitava nu nona casa depois da iireja.
Obrigado, lomai la dez frintos.
E nos para Bjugiral, vamos a Bougival.
Biliar, Inamplame, ja julg.ni tir o seo lapo.
Era muito larde pira Correr no meamo dia ale
Bougival ; adiou-se a viagein pan a nanhla segoin-
le ; mu nao se perdi o lempo, empregaram-no em
ir procurar tres oulroa amigos pin a viagem.
Qoe de precaures que de prudencia nao qui-
zara ter Balzae m soaspriroeirit relsce* com a lom-
brialireoie de cartel, evidentemente lio feroz
quanto eram ai fritirelraa de Macbelh, poia que com
lanto cuidado evllava dare a cenherer, e ISo dilll-
cilmente escancarava aos profanos a porta de seo do-
micilio, que muitas veces mua'ava de poaicao jul-
g"r por eila prodigiosa vigem de Paria A Bougival.
l'alvez qoe tambem a saode to upo e^igisse o ar do
campo.
Balzae mandn parar o carro abaizo da cosa, ah
deivou os aeus Irea anigos e sen companheiro de
quarleirao Mouffetard, #encaminhou-se para a oi-
lava casa depms da irreja. Bale porla, nao Ih'a
ahrem ; bate com mil foroa e repetidas veze, e fi-
nalmente por urna frea informou-se urna criada do
motivo de sua visita.
Venho para o qna sabis... alia esta' ahi'.'
V se elle eil s, diz a voz d'uma se-
gunda pessoa oeculla pila que fallara.
Sim, ettoo s, reilic lislzae que ouvira a per-
gonta.
Tem pressa '.' pentonta a mesma voz.
Eicetiiva pressa lenho, senhora, n&u pode lia-
ver presia maior.
Pnii bem, entao mbi. E a porla se abre. Bil-
xae da ngnal ao carro ; a qualro amigos correm, e
dous minutos depois rsian os cinco visitantes na c-
mara maravilhnsa tiretse de arles.
Sao cora^flo lu*, ella vai apparecer Qne des-
treza murmurava Baliae ; vede 1 dir-se-hia que
estavamos em caa de nn.i boa rendeira. Corluias de
ludio, gruiseiras cadeiras, uBIcis'pelho de Irinta si-
dos orna jarra quebraila,.
Balzae 1 nao loqueia nesta jarra esclama ma-
dama de (i.... Pode .er que ah se lenha escondido
o sapo.
Finalmente apparece abrease de caries E
da' um grito de terror 1
Eu voi julgava s, aeohor, diise ella perceben-
do as pessoas que haviam entrado com BaUac. \ in-
dis prender-me ? l-'ui diounciada Estou per-
dida 1
Vi nao estis perdida, n3o vos vimos prender.
Onde eita' mipof
Que lapo '?
O grande lapo, o iliabo '.'
En njo leodo sapo.
Cu mu I uao leinlei sapo !
nao...
Vos nao ios tireuse da eartei"?
Eo !
Mai no, ienhnr, qaem pode dizer-vo-lo '.'
Quem ioi vi, pon ".' perguntoa Balzae ero-
baibacado; qoe fizeii vi pois ?
Ja' qoe ioi uns humen valenles, vo-lo posio
dizer.
Diiei !
Vento contrabatid de tabaco e de cerveja..:
E aiaim esloo a' visso ier-.iro !
Nao era eita aFenme ao Crapkud Era urna
pobre mulher qoe vendi-se perseguida p*la venda
fraudulenta de tabaco, lnzira a ra de MoulTelard
e se viera a' refogiar n Boogival. A imaginacao
lizera o relio em Balzae, que ni muilo ilepoii he que
dtscohrio aFemme au Crapaud, qoe muito pro-
vavelmeul* he a rn.li di que hoje reapparece com
um sapo, filho do primeiro sipo : ambos sipos.
-Vede pois, senhor, qia hoja se ere em vos, mas
que nonca em v".
Tenho-voe dado porarov |a cidade dos qoe vos
poxam pela cauda, a raiva qua todos leio de ga-
libar milhots a todo pre(o, a volla para a crela das
carita e doi lapos ; fuialnente, Parii inteiro,*jntre-
goe a' vossas ledoc^Oei.
Sun, senhor, vosso muito humilde e mult*dedi-
cado lervo.
Len Gozlan.
Journal da Debat).
Navios cutianos nn dia Mejullm.
Terra Nova 24 diaa, barca ingleza Prospeco,
de 307 lonelad.is, eapilao Thomaz Taveroer, eqai-
pgm 16, carga 3010 barricas com hacalho ; a
johmton Pater C. l'erlence a Liverpool.
Genova 41 dias, barca sarda Paulo, de 19i tone-
ladas, capitao Manuel Bazano, equipagem 13,
carga rrum mais gneros ; a Bastos ^ Lemos.
Perlence a Genova.
Navio sabido no meimo dia.
Colingoibi Brigoe inglez aSyrene, capililo Ri-
chard Brillar, em lastro.
^trtisa.
Dr. Anselmo Francisco Pcretti, comrren-
dador da imperial ordem da Rosa e juiz
de direito especial do commercio, porS
M. I. e C. etc.
Faco saber aos que o presente edital vi-
ren, que no dia 2 de julho se ha de arrema-
tar por venda a quem mals der, depois da
audiencia deste juizo, os escravos seguintes :
SerapiSo, pardo, idade de 20 annos, por. .
1:2009 rs> ; Manuel, pardo, idade 16 annos,
por 1:1009 rs.; Eleuterio pardo, idade 10 an-
nos, por 900S rs. ; Valentn, pardo, idade
8 annos por 800/ rs. : Manoela, parda, idade
50 annos, por 300/ rs. ; Demetildes, parda,
idade 24 anuos, por 1:100$ rs. ; Renovata,
parda, Idade 24 annos, por 1:1809 rs. ; Lui-
za, idade 50 annos, por 400/; Ambro/ia, par-
da, idade 10 annos, por 900J rs : cujos es-
cravos vilo a Braca por cxpcuqo do coronel
Joaquim Cavalcauti de Albuquerque, contra
os berdeiros deManoei Joaq cellos, e nao havendo iancador que cubra o
praijo da ;ii.ii :.'i- ni, sera a arremaiar;5o feita
pelo valor da adjudica^o com o abaiimenlo
da lei.
E para que cheguo ao conhecimento ne
todos, mandei pasar editaes que scriio mi-
blicados eela impreusa, e allixados nos lu-
gares designados no cdigo eommercial.
Dada e passada nesta cidade do Ilectfe de
Pernambuco aos 8 de maioxie 1857.
Eu Maxiiniano Francisco Duarle, escrivao
do juizo especial do commtircio, o subs-
crevi.
Anselmo Francisco Peretli.
&.rmm$'i*
CAMtUOS.
Sobre Londres, 28 d. atiOd.
a Pars, 346 rs. por fr,
Lisboa, 92 por % de premio.
Rio de Jaueiio, 2 ptrOio d descont.
Aecao do banco 50 por ctuo de dividendo por coa-
la do vendedor.
eompanliia de ttberihe 609000 por acrSo
n companhia Penurobucana ao par.
Ulilidade Poblica, :)0 pur cento da pramio.
Indemoisadora. -61 i.le: ..
i da eslrada da fr^ o por Om d premio
Disconlo de ledras, de 10 10 por cento.
Acc,oes do Banco, 40 a 45 le premio.
28 a 289500
. 16BO00
. 16.3OOO
. 99O00
. 29OOO
. 29000
19860
6:2939816
a estrada
duro.tincas hespanholat,
Moedas de 6.3Ou %|has
6*400 luva- .
4J1000......
Prata.Patacei brasileiru.....
Psol eolumnariei. m .
> mejicanos. [ ,
ALFANfcGA.
Rendimeolo do 01a 1 j .
Descarreaam h2 4e julho.
Barca inglezaRichimooj-wbjetos para
de ferro.
Brigoa ioglezAinasnnnjrcidoriai. .
Brigue ingle/.Querktep- -j|em_
Brigue ingl-?Margarel R^|vbaealhao.
fcseona hra-ileirtSollana-*(uol0 e aban.
Briaue brosdeiro\la-i.i Nfeosafomo.
Escuna porlocuezaRaini, rj0s Azores pedras
para moinlin.
CONSULADO CERAL.
Itendimento do da l..... 3:2949583
DIVERSAS PBjVlr.CIAS.
Kendimenlo do da I 1 # 5839102
Confronlacao do rendimenh, d, mea do roii'iilado
de pernambuco nos anua financeitos abaixo de-
clarados.
18*11856 1856 a 1857
25,mo 1^)21:4329357
atXi.~S50 1:25 W5BP290 1.020:17.-'i-s
(eral......
KealiloicOe-
Liquido. ''.'
l)lTereiic.a a favor des-
te anuo.
Divcna provincias .
Pifferenca a favor des-
te annn
40127,
#(m;i
39l':l)38sfi58
77:367,}08l
36:5409020
M-a do conaolado de Pnimboro 30 de junho
de 1857. a lininilradorjoSo X,,vier Carueiro
da Conha.I'il" escrivao, o (eimeiro iscripturario,
Francisco de Piola Lopes K*,.
DESPACHOS DE EXPOttAI.-.\() PELA MESA,
DO CONSULADO DESl\ CIDADE NO DIA qual me reporto
1.- DE Jl'LIIO DE 1857.
CanalBarca ingleza oHio)0i Antonio Monix
Machado, 1,200 taceos asiut,r maicavado.
O Dr. Joao Diniz itibeiro da Cunta, juiz mu-
nicipal suppleole da segunda vara, nesta
cidade do Hecile de Pernambuco, por S.
M. Imperial e Constitucional o Sr. I). Pe-
dro II, que Dos guarde etc.
Fago saber aos que a presente carta de
edilos virem e della noticia tiver^m, que o
coronel Estevao Cavalcanli de Albuquerque,
mo dirigi por escripio a petic.au e replica
do theor seguinte :
Diz o coronel EstevSo Cavalcanli de Albu-
querque por seu bastante procurador, cons-
tando-lne que Manoel Cometi Araripe Be-
zerra de Menezes se diz ere lor pula quantia
de sete cotilos e tanto, capital e juros de urna
lellra mota promissoria), e ten jo de mostrar
a Calsidade desse titulo, por quanto tem cer-
teza de a nao haver assignado, e nunca se
debitou para com o supplicado, quer (aze-lo
citar, para na primeira audiencia deste juizo
exhibir a refer la lettra sob pena de haver-
se a mesma por falsa, e elle supplicante in-
que teiramente desobrigado.ou para com ou-
tro quizer promover a sua cobranza.
Requer a V. S digne-se de o mandar citar
com a referida comminarjSo.
Pede a V. S.lllm. Sr. Dr juiz municipal
da segunda vara, assim o delira. Espera.
E R. M.Fonseca.
Distribuida.Cite-se. Recite 27 de feve-
reiro de 1857. Oliveira alacie!.
Certifico que indo a casa do supplicante
Manoel Cometi Araripe Uezerra d<* Menezes,
para dar comprimento ao requerimento e
despacho retro por varias vezfs n3o o pude
encontrar, a familia da mesma casa disse-
me que o supplicado tinha ido a urna viagein,
n3o dizendo-me para onde e o lugar. Recife
laido marco de 1857- Em fde verdade, of-
cial do juizo,l.uiz Jacintho Raposo.A. Bap-
lista.Oiiveira.
O supplicante, coronel Estevio Cavalcanli
de Albuquerque, nao se tendo encontrado o
supplicado Manoel Coradlo Araripe Bezerra,
de Menezes, para se Ihe fazer a aolilicaQo
requerida, como se ve da cortidSo do oflicial
de Justina, sen io que elle, apenas foi chama-
do a concillando s ausenlou desta cidade
para lugar incerto, alim de sublrahir-so a
acQ3o ; requer a V. S. digne-se de mandar,
que a mesma nolilieac.no seja por editos, jus-
tificada previamente a ausencia e incerle/a
do lugar.
Pede I V. S.lllm. Sr Dr. juiz municipal
da segunda vara, assim difira. Espera.-E
R. MFonseca.
Justifique na forma requerida. Recife 1.
de abril de 1857.Bernardo de Carvalho.
Nada mais se continba em dita petiQao.re-
plica certidao e despachos ; e tendo o sup-
plicante produzido suas lestemunhas pro-
vando a ausencia do supplicado, subindo os
autos a minha cnnclus3o nelles dei a senten-
ca do theor seguinte :
Avista dosdepoimentos de fls. 7 a 9, julgo
provada a aus meia de Mnnoel Cornelio A-
raripe Bezerra de Menezes, em lugar incerto,
pelo que manduque so passe carta de edi-
los com o termo de 20 dias, alim de ser por
ella citado, para o fim requerido na petieo
de folh'S. Recife 13dejunnnde 1857 -Juo
Diniz Bibeiro da Cunha.
Em cumprimenlo desta minha sen tenca, o
escrivao que esta snbsxreveu fez passai- a
preseale carta de editos com o prazo de 20
dias, pelo Iheor por citado o supplicado Manoel Cornelio A-
rafipo Bezerra de Menees, por todo o con
teuo na petiQo er-pLca supra transcrip-
tas, para quecomparega neste juizo alim de
alegar a defeza que tiver, sob pena do cor-
rer os termos da causa a sua revolia.
Pelo que toda o qualquer pessoa, parentes,
amigos OU conhucidos do supplicado Mano 1
Cornelio Araripe llizerra de Menezes, Ihe
poderSo fazer sciente do que cima lica es
posto, e o porteiro do juizo publicara e af-
fixir a presante, no lugar do costumi', mais
publico.
Dada e passada nesta cidade do Recife de
Pernambuco aos 18 de junho de 1857.
Eu Manoel Joaquim Baptista, ecriv3o o
subscrevi.^-Joao Diniz Kibeiro da Cunha.
Nada mais secontinha em dita cariado
editos aqu fielmente copiada do original, a
este vai sem cousa que
liuvidafaga,conferida e concertado,e por nii'ii
subscripto e assignado nesta cidade do Re-
cife de Pernambuco.aos 20 de junbo de 1857.
da para farro, covados 50, botOes brancos
grandes de osito, duzias 267, ditos ditos pe-
queos, duzias 134. ditos prelos, duzias 334,
sapatos, pares 800, esleirs 400.
9.- Intalho de infantaria.
Gravatas 35, compendios de arithmelica
por Collaco, esemplares 6, sapatos, pares
396, bollan la. covados 50.
Hospital regimental.
Conchas de cobre 2, esiuife coberto 1,
Botica do mesmo hospital.
Seringas de metal de capacidade de on-
cas, para injecces 6.
Ofilcinas da 4." classe do arsenal de guerra.
Cadinhos do norte de n. 10, 10.
5.a classe.
Linhas brancas cruas, libras 10, ditas pre-
tas ditas, libras 10.
Fornecimento de luzes as estacos
militares.
Fio de algodSo, libras 96.
Ob^as militares.
Taboas de huiro de forro, duzias 2, ditas
de dito de assoalho, duzias 2, pregos france-
zes, libras 10, lijlos de alvenaria, milhei-
ros 2.
Presidio de Fernando.
Camisas de flanelia 20, escarradeiras de
metal 50.
Laboratorio pyrotechnico
Papel carl3o, resmas 8, rezina decaiueiro,
arroba 1.
Officiuas de 1. e 2 classe.
Costar!i 1111 os dd amarello 6, taboas de lou-
ro de assjalho, de 12 a 14 pollegadas de lar-
gura, duzias 20.
3. classe.
lilackverniz, barril 1,
4.- batalhao de artilharia.
Cssemira carmezim para vistas, covados 7,
hollanda para furro, covados 25, sapatos fei-
tos na provincia, pares 300.
I." batalh5o de infantaria.
Hollanda para forro, covados 24, sapalos,
pares 192, cartas de A, B, C, exemplares 20,
tiboadas, exemplares 20, exemplares da
grammatica portugueza por Monte 6, com-
pendios de arithmelica por Collago 6, pau-
tas 6, traslados 20.
Companhia fixa de cavallaria.
Sapatos, pares 60.
Companhia do artfices.
Hollanda para forro, covados 16, sapatos,
pares 104.
Quem quizer vender, aprsente as suas
projostas em carta fechada na secretaria do
conselho, as 10 horas do dia 8 do torrente
mez.
Sala das sessfies do conselho administra-
tivo para fornecimenlo do arsenal de guerra
la" de julho de 1857.Jos Antonio Pinto,
presidente interino. Bernardo Pereira do
Carino Jnior, vogal e secretario.
O roiiflelho adminislralivo do patrimonio dos
orphflos, lem de levar a hasla publica em a sala de
suas sessea no dia :! de julho do crrenle, as rendas
das caaaa abaio declaradas, que ficaram por arre-
malar em as pravas anteriores, cujai rendas lera de
decorrer do 1 do referido mez de jolho a 30 de ju-
nho de 1858, segando o que dispem os arta. 28 e 99
do regnlamenlo em vigor, a saber :
N. V. N. P.
Ra dos Torres.
39 18 Dous andaros 2269700
Ra do Amorim.
55 2i Casa terrea IIO9IIO
lina dos Burgoa.
69 Casa terrea 76? 120
Ra do Vigario-.
71 22 Tre andares tilfollO
Ra da Guia.
8:t 25 Casa terrea 132--il10
84 27 Dita dita 1IOc20
Ra da Cruz.
87 II Dous andares 7719650
Fora de Porlis.
91 105 Casa terrea Hl-llifl
92 103 Dila dita l'il-iliil
03 101 Dita dita I.H9IUO
99 106 Dila dila I4I40
100 104 Dila dita 1419*00
101 102 Dita dila 1119160
102 100 Dila dila 1419460
103 98 Dita dila 14I960
104 96 Dita dila 1419)60
105 94 Dita dita 1419460
Os licitantes hajam de romparerer com os seus
fiadores em a sala das sesses do mesmo conselho as
11 horas da manhaa do mencionado da.
akcrelaria do con nio doa oriliao- 30 de junho de 1857.O secrelario,
Manoel Antonio Viecai.
OBRAS PARA O MF.LHORAMENTO DO
POR 10.
Tendo esta repartigao de contratar no dia
3 de julho prximo, o fornecioertto de ti-
iolo e cal, da melhor qualidade, para as 0-
bras do melhoramento do porto, por lempo
a decorrer al o fim de setembro prximo;
manda o lllm. Sr. inspector convidar aos
prelendentes a apresenlarem as suas propos-
las nesse mesmo dia, al una hora da tarde,
em que effictuar-se-h o dito contrato com
quem mais vantagens offerecer a favor da
tazenda.
InspecgSo do arsenal de mirinha de Per-
nambuco em 30 de junho de 1857. O secre-
tario, Alexandre Rodriguusdos Mi os.
CAPITANA do porto.
Tendo a boia que marca o cabego do sul,
na entrada da barra deste porto, arreb -ota-
do a amarragao pelas 3 horas da tarde do
dia 27 do corrente mez, manda o lllm. Sr.
capitao do porto fazer constar para conhe-
cimento dos interessaJos, que outra a subs-
lituio provisoriamente,pureiu mais pequea.
Capitana do porto de Pernambuco 30 de
junho de 1857. O secrelario, Alexandre Ro-
drigues dos Anios.
CONSELHO DE ADMIN1STRACCAO NAVAL.
Nao tendo-se effecluado na sessao de hoje
do conseibo do admintslragao naval, o con-
trato para u fornecimento de modicanientos
a enfermara de maiinba, e navios da arma-
da, pelas propostas apres. ntadas, nao decla-
raren quanto acerca do (irego lixo ioi con-
signado 110 anterior annuncio, manda o mes
mo conselho fazer publico, que pois lica
transferido paraodia.3de julho prximo,
en que as (impostas sero recebidas at as
II horas da manhaa.
Sala do conselho de adininistragao naval,
27 de junho do 1857. O secretario, Alexan-
dre Rodrigues dos Anjos,
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico que us 30 dias uteis para pagamen-
to a bocea do cufio, da decima dos predios
urbanos das freguezias desta cidade, e da
dos Afogados, se linalisam no dia 8 di; julho
prximo vindouro, incorrenuo na multa de
3 por cento todos os dias aquelles que dei-
xarem do pagar seus dbitos no segundo se-
mestre de 1856 a 1857.
Mesa do consulado provincial 30 de junho
de 1857Antonio Carneiro Machado Kios,
administrador.
E para constar se maudou aflixar o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de
Pernambuco 25 de junho de 1857. O secre-
tario, Amonio Ferreira da AnnunciagSo.
Ollliu. Sr. inspector oa thesouraria pro-
vincal, em cumprimenlo da ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia, de 25 do corren-
te, manda fazer publico, que no dia 23 de
julho prximo vindouro, perante a junta da
fazenda da mesma thesouraria, se ha de ar-
rematar a quem por menos lizer a obra do
15.- lango da estrada do sul, avaliada em
15-620#rs.
A arrematago ser feila na forma da lei
provincial n. 343 de 15 de maio de 1854, e
sob as condiges especiaos abaixo copia-
das.
/s pessoas que se propozerem a esta ar-
matago comparegam na sala das sessoes
da mesma junta, no dia cima declarado,
pelo meiu din, competentemente habilita-
das.
E para constar se mandou alxar o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de
Pernambuco 26 de junho de 1857. O secre-
tario. Antonio Ferreira da Annuiiciag3o.
Clausulas especiaes para a arrematagSo.
1." as.obras do 15.' lingo da estrada do
sul, far-se-h3o de conformidade com o (liga-
mento e perfis, approvados pola directora
em conselho, e aprasentados a approvago
do Exm. Sr. presidente da provincia, na im-
portancia de 15:6209 rs.
2 O arrematante dar principio as o-
bras no prazo de um mez, e devera conclui-
r no de tres mezes, ambos contados na con-
formidade doart 31, da lei n. 286, dando
transo ao publico, em toda a exlensSo do
lango no im de 6 mezes.
3.' O pagamento da importancia da arre-
matago, realisar se-ha em quatro prestagOes
iguaes, cuja ultima ser paga na occasiac
da entrega definitiva, e as nutras correspon-
dern a cada lergo das obras.
4 O prazo da responsabilidade ser de
um anno, durante o qual o arrematante se-
ra obriga lo a mantee a estrada em perfeito
estado de conservagiio, reparando as ruinas
todas as vezes que exigir o engenheiro da
estrada.
5 a para tudo o que nSo se acha especi-
ficado nas presente clausulas, nem no orga-
mento, seguir-se-ha o que dispe a respeito
a let provincial n. 286. Conforme. O se-
cretario, A. F. da AnnunciagSo.
O lllm Sr. inspector da thesouraria de
fazenda desta provincia manda fazer publico
que 00 da 1. de julho prximo seguinte,
1 rao praga perante a mesma thesouraria,
para seren aneuialados a quem por uiaiur
prego otl'erecer, os anen Jamentus annuaes
da casa de sobrado da ra do Jardim n. 71
desta cidade, e do armazem do Forte do Ma-
tos, perlencentes a fazenda nacional. Se-
cretaria de fa/.enda de Pernambuco 26 de
junho de 1857.No impedimento do ollicial
maior, Luiz Francisco S. Paio e Silva.
Leilao de velas
stearinas
Manoel Joaquina Hamos e Silva fra'
leilao, po- conta de quem pertencer e
por intervencao do agente Pe lana, de
ca.\as com velas stearinas: lioje 2 do
crrente, a's 11 horas da manhaa, na
porla do armazem do. Sr. Annos, de-
t'ronte da all'andefja, assim como conti-
nua o leilao de masas, a's mesmas .horas,
no mesmo armazem cima.
Ra da Cadeia do Recife n. (8.
Ha um sortimento de RELOGIOS de todas
I as Dualidades, tanto de O11R0 como de PRA-
TA, ditos FOI. I Altos e HOIRADOS, assim ro-
mo para senhora, todos garantidos e por
pregos coinmndos.
Precisa-se de una ama forra ouesrra-
va, pa-a o servigo de urna pequea lamilla,
agradando iiHga-sn bem: na ra da Matriz.
Onlinuam oa hanhoa e o jogn da hola, no recrein, da Boa-Vista 11 20.
na. (i hora. ,la m lahi a', 9 da noli. : no Imrro .1. __ j nlh pwj0 dpr,ara h
S. Jo-c.rna da l-otte n. I : lia meainn easa nnr a-. 1 ..
d. m rme.ro, pretr-rindo-H porl.aoez. I "e* ri1"'1" proo"r.d,.r dn Manool da i.os-
Vendes-una escravn mulata de ida-I1, lvese sua mulher Mananta Joaquina,
de 30 anuos. COZinha, lava, engomma, cose o 'I" lr dos Guie-es da liba de S MigO.I, e
vende na ra: quema pretender, dlrij-ae ?oe n Proeu'atao por que mm constitum-
a ra larga do Rosario n. 52. que ah achara le* cnnstitniram .rocirador. declararan!
con quem tralar. expressament^ que licav. revoga la a ,.ro.ii-
A taberna da rita dos Martyrios n. 36,1 "S*0 1ue nv,am d-"10 a0
acha-se com novo s.rtimento de velas de
espermacete. que vende pelo diminuto prego
de 640 rs. a libra, carne do sertiio muito su-
perior a 280, linguigas tambem do se.ttiio a
320, bolachinha ingleza a 320,
coentro nova a 240 a garrafa.
Na ra do Pilar n. 72, segundo andar.
reir Raposo, e par que esto, queja ha das
t^m sciencia do exposto, nao cnnlinuc a
excrcer as funeges de procurador, e entre-
gue ao annunciante os*p|ieis que em sen
ented'e P0^er lem> se f*z P'fiscnle annnnrlo.
, Quem for dono de urna-caixinh com
escovas, proprias para calgado, dirija-se a
vtv.:,;s5 W^^s'iJ.
HOTEISO DO THELEGRAPHO
Na livrana ns. 6 e 8 da praga .ia Indepen-
dencia ha para vender o roteiro do thelegra-
pho, novamenle reformado, com o nome dos
vapores e oulras embarcaces que deman-
dan! este porto, a 240 rs. cada um.
DA
PROVINCIA.
a0.i>t) ..-', -.,'V0.
Para o Aracaty segu em paucos dias
o hiale Capibaribe, por j ler parte de seu
carregamento promplo : para o resto e pas-
sageiios, tratase na ra do Vigario n 5.
P ra o Aracaty
m
seguo com brevidade o cter Tubar3o; re-
cebe carga a frete : a tratar com Caetano
Cyriaco da Costa Moreira, na ra da Cadeia
do Recife n. 2.
FaiM oB>o Vai seguir com muita brevidade, por ter
parte de seu carregamento prompto, o bri-
gue nacional Mara Preciosa, capitilo Fran-
cisco Alves Meira ; para carga o passageiros,
escravos u frete, para os quaes tem excel-
lentes commodos : trata-se como seu con-
signatario Francisco de Paula Figueira de
Saboia, em seu escriptorio ma do A; olio
n. 5.
O Sr. tliesoitreiro das loteras manda
fazer publico, que se acham a venda, no
pavimento terreo da casa da ra da Au-
rora n. 2, das 9 horas da manlia a's 8
da noite, biltietes, meios e quartos, da
primeira parte da primeira [otara da Ma-
triz da Var/.ea, cujas rodas andnm 110
dia \ de ittllio.
O Sr. Iheioureiro manda declarar, que por en-
cano foram impreaoa oa hilhelea rom a declararn
da primeira 1 .1 'r da i-rnn- ira lotera concedida por
lei provincial n. 393, para o l.ivramenln da Varica,
mas ni" he essa a lotera qoe te deve entender, e
sim a primeira parle da primeira lotera da matriz
<1a Yarzea, cooredida pela lei provincial 11. 402 rlc
6 de ahnl de 1K57, vi>lo ter ido eaia que o l'.vin.
Sr. preaidenle delerminou que le e\lrahisse ; e co-
mo nao houve'ie lempo para desfazer n ensao ha-
vido na impresaao, por isao o Sr. Ihenonreiro man-
da faier essa declararao pata qoe no ae oacile en-
sanu na ealragl do produelo da lolerie, a qual aera
enlreaoe aos concesiionarioi da matriz e nao do l.i-
vramcnlo.
O mesmo Sr. the.onreiro pede ia pessoas que tem
encoinmendado bilhrtes para qoando e.tives*e pin
exerucAo a le provincial n. 399, qe impOem 80
por cenlo subre os hilhelea do Rn, qneiram vir de-
clarar qua porrao de hilheles quereni, para qoe el-
le, avista das qnaiilias pedidas, possa oreanisar nm
plano qua iir- mais inte,es*e aoi jneadores.
Thesouraria das loteras 27 de junho de
187.Jos Januario Alves da Bfaia,
escrivao,
Lotera
DA
compra-se um pretinho de idade de 6 a 9
anuos.
Na ra do AragSo, loja do sobrado que
lica defronte da botica, da-se dinh--iroa ju-
ros a>t a quantia de 50#000, com penhores
de ouro e prata : quem precisar, dirija-se
ao lugar indicado, que achara com quem
tralar.
A mesa regedora da irmandade das
almas, erecta na freguezia de Santo Anl3o,
avisa a todos os senhores 1 roaos anligos pa-
ra comparecerem no dia 27 de setembro pr-
ximo futuro, no consistorio da referida ir-
mandade, para o lim de fazerem parte da
mesa geral que lem de eleger os novos em-
preados, e nesta occasiao satisfazerem o
que se acham a dever, sob pena de serem
eliminados eno serem considerados irmaos
na forma do S 9.-art S.'rip. 1." dos nossos
compromissos, com referencia ao S 4 art.
1." do cap. ." 10 mesmo. Consistorio da
irmandade das almas 14 de junho de 1857.
O secretario,
Joio Cavalcanli de Albuquerque.
Quem tiver contat particulares com
C. J. Astley, (jueira apresenta-las ate o
dia G do corrente.
.5 Ie onlem do Sr. director, flo convida- ft*^
?* dos todoi 01 iocoi rta Auciar,ito Popular .
V* de Soccorro Moluoa.a compaiecerem ama- *
3 nha.i, pelas 7 horas da noile, na sala de
auaa sess-s, para a reuuiao etlraordinaria, y.
";" que deve ter lujar nessa orcasiSo. "'
A Secretaria da AssociacSo Popular de Soc- :*
J*J corro Moluos, I de jolho de 1857.A. Car- ***
W vaiho. -;..-
@soo L3 @-o ;-;;^v^-^?v3
Perdeu-se urna sedula de 1003 rs. ama-
relia, desde a ra do Rosario, at a do Jar-
dim : quem a achou e quizer restituir, dtri-
ja-so a loja de ourives n. 10, casa do urna sil
porla.
A pessoa qoe perdeu urna cachorrajde
qualidade, no dia 30 do mez passado.queira
procurar em Fora de Portas n. 121, que dan-
o os signaes dola Ihe sera entregue, p gan-
do as despezas.
Offerece-se urna ama para casa do ho-
mem solteiro, para engommar c cozinbar :
na ra do Hospicio, defronte do sobrado
i. 19.
loja do Arantes, na praga da Independencia
ns. 13 e 15.
\luga-se o terceiro andar do sobrado
n. 19 da ra do Vigario : trala-se no segun-
do an lar da mesma casa.
Precisa-se alugar um sitio perto da
praga, que tenha commodos para urna fami-
lia eslrangeira 1 a fallar na ra de Apollo
n 13.
Precisa-se de um caixeiro : na padaria
da ra Direita n 24.
- O abaixo assignado roga a pessoa que
na noile da catastropbo da ra das Cisco
Ponas conduzio botica do Sr. Torres um
seu filho que se achava tambem ferido, o
favor de entregar na mesma botica, ou na
ra Imperial n. 85, o cordfio e a moedad^-
outo que tirou do pescogo do inesoio sen
filho, dizendo que assim o fizia para livrar
de extravio, porm quo no dia seguinte tu-
do entregara, e como al agora o nao tenha
feito. roga-se-lhe o faga quanlo antes, nao
s para cumpnr um dever, como porque o
autiunciante he pobrissimo. S. S. pelos sig-
naes he condecido, por Isso bom sera cum-
prir com o seu dever.
Jos Angelo do Sacramento.
A negocio de interesse.
Deseja-se fallar com os Srs. Manoel Igna-
cio Peixoto, Francisco Joao Alves, Jos
Francisco da Silva, 011 pessoas que fagem
suas vezes : na ra larga do l'.o ario n 33.
Foram vendidos na loja do abaixo assigna-
do no aterro da Boa-Vista 11 56, os seguinles
premios da lotera da Conceig3o de tilinda
Rilhete numero 1219 1:5005000
1 quarto n 1917 5005000
1 dito i) 277* 1003000
1 dito 2738 200^000
1 bilhete 2991 1003000
1 meio 583 5O3000
O vapor hlice CEI.T, eipera-se da Babia ale
o da 2 de jolho, e seguir' para L'verpoul depois
de 2 das de demora : para Trefes ou passagem, di-
ri]am->e a C. J. Attley & C.
Tara h Baha-.
A veleira e bem conhecida sumaca nacio-
nal llortencia, pretende seguir uestes oito
dias, tem prompto metade de seu c-rrega-
mento : para o resto, trata-se com o seu
consignatario Antonio Luiz de Oliveira Az-'-
vedo, ra da Cruz n. 1.
l O
n a
**i
de
meiro
O veleiro patacho nacional Valente pre-
tende seguir para o Rio de Janeiro com mili-
ta brevidade; tem proi.pto melade de seu
carreg.mento : para o resto e escravos a
frete. para os quaes tem excellenles com-
modos, trala-se con o seu consignatario
Antonio Luiz do Oliveira Azcvedo, ra da
Cruz n. 1.
Maranhao
e Para.
Jos Joaquim da Silva Gutmarfes.
O Sr. Justino Manoel Correia Vianna,
filho do fallecido Jo3o Manoel Correia Vian-
na, apparega em casa de Jos Joaquim Jorge,
na ra do Queimado n. 13, que muito se Ihe
ueseja fallar.
;.";: 5 T't'P: ir-. .'..,_>; r: r>/*i;:>-.'?.."%^
.-..- -.- ,-....,::r ... ... .,-,.."-., ...;s\S
1 Fiecisa-se de urna ama, qua aaiba cozi- .
TW nhar bem : na ra do Stbo n. 34.
Compra-se orna ovelha romseu cabrito, a qual
lirva para der leilr : quem tiver e quizer ven lar,
dirija-se ao larijo da matriz da Sanio Antonio, casa
de um andar n. 2.
- Fugio do jhaixo assignado no dia 26
de junho. um seu escravo de nome Seralim,
cabra, baixo, cheio do corpo, tem bastantes
marcas de bexigas no rosto, com tres dedos
de ajenos em um dos ps.levo'i alem da rou-
paquetlnha.um par de borzeguins ja usados,
Ulvez para di.I'arsar o defeito qua tem no
p, o qual foi escravo do Sr. Francisco Rufi-
no Correia de Castro, morador no eiigenho
Aguiar, da freguezia de Iguarassu', e consta
que. elle fora encontrado era camnho para
esse lugar: da-se 50 : a quem o levar a seu
senhor, na rita Imperial n 167.
Vende-se urna taberna muito bem a-
freguezala, com fundos a vonlade do com-
prador : na ra da Cadeia de S. Antonio,
esquina da travessa do Ouvidor o dono
deste estabelecimento, vende pot ter de se
retirar para fora desta capital.
Compra-se urna casa terrea que tenha
commodos : a fallar na ra da Praia 11. 11,
armazem de carne secca.
Compra-se um papagaio bom, bonito e
tallador, n3o se olha a prego : na ra do
Queimado n. 35.
Compra-se urna ovelha com cria, e
que d leile: no largo da matriz de Santo
Antonio 11.^
Alujase una negra que lava e servo
para todo servigo ; quem precisar annuncte
para ser procurado.
Fugio no dia 29 do passado mez a ne-
gra Lucinda, natural de Pajeu', levoa vesti-
do de chita franceza de quadros miudjs e
panno da Costa, representa ter 25 aanos,
bem prela, alta e grossa, lem um pequeo
signal dentro do olho direito que parece be-
bde, e lalta-lhc alguns dentes : quem a pe-
gar leve a rita do Collegio n. 9, que ser
com generosidade recompensado.
KSTARF.I.F.CIMENTOS DR CaP.TDAOC.
A administrago' dos cslabelecimetitos de
caridade manda fazer publico, que, por in-
conveniente deixa de haver no da 2 do cor-
rete o anniversario da casa dos exposto.,
o que ter lugar a 15 de agosto prximo fu-
turo. Administragao de caridade 30 de ju
nho de 1857. O escrivao,
Antonio Jos Comes do Correio.
Pela administragao da mesa do con-
sulado do Pernambuco se faz publico, que
do 1. de julho prximo vindouro em diantc,
a exrepgao dosdonos, s ser,1o admittidos a
despachar navios e gneros de cxportagSo,
que corram por esta mesa, aquelles despa-
chantes que se mostraren competentemente
habilitada, nos termos dos arls. *9 e 52 rio
decreto n. 1914 de 28 de margo do correle
auno, combinarlo com os arts. 151 e 152 do
renulamento do 30 de maio de 1836, o aviso
Segu para o .Maranhao c Para' nestflt
dias, por ter parte de sita carpa prompta,
o brigue nacional CLAKA, de primeira
marcha: para o resto c passageiros, pa-
ra oque tem asseiados commodos, trata-
se con o consignatario Joo Pinto Kcrjis
de Souza, na travessa da .Madre le Dos,
armazem de Martin* <& Pinto.
Companlda
Pertiambucna
A
O vapor PERSINNGA, comandante Mire'
arlia-se a* carca para Taniandar, Rarra-datirte?.
.Macei, para onde partir a .*> do crreme, ai :
horas da mantilla, firando ultimado o eipediMile no
ia 3, ai 5 horas da tarde : a tratar no annazein doa
n. 89 de 16 de agosto de 1845 O que previ- i herdeiros do fallecido Beln, no I-orlo do Malos
lioallm de que, sem embarago ao commer-
cio, se possa, de harmona com a alfandega,
n. 1.
Para o Aracatv,
dar devida execugSo aos citados arls. da 1 segu em poucos dias o hiate nacional Be-
C!>
re (tu iiiueua,
Os abaixo assignados, com loja de ourives
na ra do Cabuga n. 11, confronte ao pateo
da matriz c ra .N'ova, fazem publico, que
estSo recebendo continuadamente as mais
novas obras de (uro, tanto para senhora
como para hornens e meninos : os pregos
continuam razoaveis, e passain-se contas
com responsabilidade, especificando a qua-
lidade do ouro de 1* 011 18 quilates, icando
assim sujeitosos mesmos por qualquer du-
vida.Serapbim & Irmilo.
Joaquim Antonio da Silva por encon-
trar outro de igual nome, desta data em
diante se assignara Joaquim Antonio da Sil-
va Barros.
Quem precisar de una ama para algu-
mas compras na ra, e todo o servigo do
casa, dirija-se a ra do Fagundes n. 25, que
achara com quem tratar.
- Os abaixo assignados previnem ao
respeitavel publico, que nSofacam negocio
denatureza alguma com os bens que her-
daram da Tallecida I). Jer^nyma, em que
primeiro estejam indemnisados todos os
seus credores, sendo de nenhum effeito
qnalquer m-gocio que por ventura fagam
sem que ptimeiro tcnliam annunciado por
esta rolha que ja estilo desembargados com
os ditos seus credores, exceptan lo nest'
anuuncio os dous escraros de nome Mara
da Conceigao e Jos Antonio, que foram ti-
rados por este juizo para pagamento das cus
tas do inventario e tacha de heranga. Igua-
rassu' 23 de junho de 1857 Francisco The-
odoro de Macedo, Secunlina Francisca de CORRE S\BB\ti 4 DE Jl'LIIO.
Macedo. O ablixo assignado inda tem ura resto de
Aluga-se o primeiro andar da ra das seus fpl'zes bilhetes, 1. e.\os e quartos da
Trincheirasn. 19, com salas e 2 alcovag, presente lotera, nas lujas do costume, os
proprio para algum Sr. advogado : a tratar quaes nao cstao sujeitos ao descont dos oi-
na ra do Queimado n. 18 A. te Por cento da lei.
Quem precisar de urna ama para o Por Saluslianode .quino Ferreira.
servigo de urna casa, dirija-se a na da Ca- Jos Fortunato dos Santos Porto,
deia.Nova. em Sanio Antonio, em urna casa ^"ecisa-se de urna ama para casa de
110 meio da ra, defronte de urna casa prin- 1 pnuca familia, paga-se bem : na ra Vcllia
cipiada, com arvoredo, c ah achara com n- '*
Vende-se constantemente ra praga da In-
dependencia n. a um por cento.
He muito ba-
rato.
Velas de espermacete a 120 rs. cada urna,
e em caixis de 25 libras a 16-3, c em lotes de
5 caixasa 169; deve-se preferir urna vela
i'.e espermacete a de carnauba, visto que a
differenga de 40 rs tendo-se boa luz e lim-
pe/a, he nada. No deposito da rui de S
Francisco n 6, por ter grande quantidade
duj>gen'jro, he quo vende por este prego.
Lotera
DA
Provincia.
quem tralar.
THEATIO DE POLLO
A comuiissao administrativa da compa-
nhia de accionistas do llieatro de Apollo,
convida ao membrosda mesma companhia a
reunirem-se domingo, 5 do corrente, pelas
10 horas da manhaa, no salao do referido
theatro, para proceder ao exame de contas e
6leger a nova direcgo.
AtteiifLo.
Os her,Ieiros do fallecido padre Bento Ma-
Grande sorti-
mento de fa/eiias de (o-
ds sis qaalid.tdes.
Crosnenaple preto d* seda laviada, ovado.
Oito dito liso moito largo, covad......
Dito de corea liso muilo lupericr .
Selim preto macan, cavado......
Panno lino prelo e de corea, i-ta lodoi oa precos.
Pupclina de seda de eores maliadaa, ro-
vado.............
Chalj de cote, com qnadroi de eda, co-
vado............
Laa de qnadroa peqoaooa a gruido, co-
vado............
Lila e sada de novoi padrn, covadn. .
Mauritana de seda com cinco palmo* de
largura, eovado.........
I rsolma de aeda com qnadroi, r.ni.i.'n- e
Imlraa mali-.i ;a-, cov.do.......
Sodaa de quadroa honitoa padroaa, eovado.
Duque de ie Musiulina hranra e de cures, eovado. .
Chitas franceza* fine*........
Froudolina de seda nara vestido*. .
Cassas ftaneczas fina* de boniloi padrr-*,
vara...........
Argentina de corea airaras, com aalp-coi de
aeda, proprio para palila......
Italiana ilo aeda preta com lastra, para pa-
litos.............
Corles de vestido de eda para se' ara, n
mais superior une ha no mercado. .
Lavas de seda de todas al 11u.1l1.1a le*, para
homena, senhoras e menimis.....
Lencoi de camlir.ia bordados, moito lino-.
Olios de dito de lindo liaos para mo. .
Corle de casamira preta e de core*. .
Corles de colletea de gorgorito d reda, de
varioi padroes, matizado......
Cutes da laa matizada para velid.n, de
novos padrois, com i5 covados rada
um.............
Chapeos de masa francezei formal novas.
Palili de alpaca prela, lino*......
Olios de alpaca e gangaa de cores. .
(iiiudolas de alpaca prela e de cures. .
Chales de merino bordado a velludo gran-
de!.......... .
Oilos de dilo bordados a seda.....
Ditos de dito com listra de da. .
Ditos de dilo com turra malitados. .
Oilos de dilo lisos..... .
Olios de dilo com franjas de la .
Oilos de laa adamascados de core*. .
(inga franceza superior de cns, eovado.
Komeirasde relroz muilo superiores, pi-
ra senhora..........
Em frente do becco da Coiigres.co. pagando
loja de I -rr igens, a segunda de I "./.mi.. n. 40.
IlOIt I.AI IKCIEI.R.
O nico autoriadn por Uecisao do contelho real,
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilacs recommendam o
arrobe de Lafl'ecteur, como sendo o nico
aulorisado pelo governo e pela real socieda-
de de medicina. Este medicamento de um
goslo agradavel e fcil a lomar em secreto,
esta em uso na marinha real desde mais dn
60 anuos ; cura radicalmente em pouco lem-
po com pouca despeza, sem mercurio, as af.
fecgoes da pelle, impingens, as consequv.n-
cias das sarnas, ulceras e os accidentes dos
partos, da idade critica c da acrimonia he-
reditaria dos bnmores; cor.vm aos catai-
rhos, a bexiga, as contraeges e a fraqueza
dos orgos, procedida do abuso das injec-
gOes ou de sondas. Como anli-syphliti<-os
o arrobe cura em pouco lempo os luxos re-
centes ou rebeldes, que volvem incessantas
em consequencia do emprego da cnpahibe,
da cubeba ou das injeeges que representem
o virus sem neutraliza-lo. O arrobe Leflac-
teur he especialmente recommendado c.in-
|ra as doengas invetciadas ou rebeldes ao
mercurio eao iodoreto de potassio.Lisboa.
Vende-se na botica de Banal c de AnloiiH
Feliciano Alves de Azcvedo, praga de O. Pe-
dro n. HS, onde acaba de chegar una gran-
de porgito de garrafas grandes e pequeas
viudas di<-eclamcnto de Paris, de casa do dilo
Boyveau-Latfecteur 12,rua htchelteu a Pars.
Os formularios dao-se gratis em rasa do a-
gente Silva, na praga de O. Pedro 11. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Rahia, Lima rv Ir-
mSos ; Pernambuco, Soum ; Rio de Janeiro,
Rocha & Fillios ; e Moreira, loja de ttrogat j
Villa N'ova, Joao Pereira d Hgales l-eilc ,
Rio Grande, Francisco de Paula Oiuto c
-S521KI
2-rJIl
IIMKXI
3K50
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9800
lano
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1890OO
95000
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59300
19.500
.19000
i;it
M
Faz-fe todo negocio com a melhor lo-
ja do l'asseio Publico n. 9, com fazenda ou
sem ella.
Precia-se alugar um moleque peque-
no para andar com um meninj : quem tiver
annuncie.
Oesapparec^u no dia 30 de junho, do
sitio de Santo Amaro das Salinas, junto a
igreja do mesmo nome, 2 vaccas de cor pre-
ta, com 2 crias, gordas : quem as levar ao
mesmo sitio, 011 deltas der noticia, sera ge-
nerosamente reco apensado.
Na 11 eite de 29 de junho prximo pas-
noel de Souza Castro previnem em lempo isado, fugio do engenho Varzea de Una, sito p
quo a rasa terrea n. 58 na ra de Santa The- i na freguezia de N. S da Luz, um cabra por
reza, o a tambem terrea n. 92 na ra das | nome Arclunjo. cun os signaos seguintes:
de primeira qualidade,
valho, dexada aos fillios ue Manoel Antonio (nas.'som unhas nos dejos Jor. n's/levou mdo.
Marques, hoje perUncente aos herdeiros do I um cavallo sellado, chapeo de palna, Sel-
dito padre Rento, por escnplura passada no misas de marlapolao, 2 de atgodao azul, 1
caitorio do labelliao Cuilherme Patricio em calca de riscaJinho de quadros, e outra
1814, de cujas casas he usu-fructuraria An- branca: roga-se as autnYi Jades policiees e
na Maria l.'cnoa de Carvalho : previne-se que capiUes de campo a sua ciptura, e leva-lo
tolo e qualquer negocio que porventura la- ao dito engenbo a sen senhor Manoel Caval-
zer posam com a usu-fruclurana Auna Ma- canli de Albuquurque, que recompensara ',
ra, he millo, o quo os herdeiros esto dis- generosamente.
postos a fazer sustentar o seu direito. Re- Jos Joaquim Moreira manda para Lis- '
cife 30 de junho Je 1857. boa seu sobrinho Joaquim Jos Moreira, de ,
i.*.*, .- a laiuucm renta ii. ji na tua aas noirn; arciinijo. cun os signacs seguinles :
Cinco Ponas, perlencentes a quarta parte da (alto e secco do corpo, barbado, cara desear-1
fazenda do tinado Vicenta Ferreira de Car-' nada, olhos fundos, denles limados, pernasi
RulinoJosl'eruandes de Figueiredo.' menor ilade
AVISO
aos ferreros.
F. POIIIER.Aferr da Boa-Vit.i n. ->.">
Ten' pal a vender, a vontade do 1:0111-
i-adnr:
CiRViO DE PEDRA
tira qualidade, por pretjQ com-
Sellins
patente inglez.
S.lo ebegaNd e acharo-e a venda o verdadeirtai
e liem runlieridui sellins inlerca ptenle : na tai
i do Trapiclie-.Nnvu n. 12, irioizeni de faiendis da
I A IjinsoD Uov.ie c< Ca
MUTILADO
* -
. .
* '.'
\i
ILEGIVEL


DIARIO DE PERNAMBUO QUINTA FEIRA 2 DE JL'LHO DE 1857

. >
I
--

C0ISULT0R10 HM&OPATHICO
DO
ntwa
Dr. Ribeiro, pliysiciau muy he
|j cnsulted
Cradeseacham sempre os mais acreditados medicamentos, tanto em tinturas
em glbulos, e preparados cora o maior escrpulo e por precos bastante commodos
PREgoS FIXOS.
Botica de tubos grandes. .
Dita de 2* i)
Dita de 36 b s
Dita de 48 u ,
Dita de 60 a
Tubos avulsos a.....
Frascos de tinturrademcia onca!
Manual de medicina homeopalhica de Dr. Jahr com o dic-
cionario dos termos de medicina.....
Medicina domestica do Dr. 'Henry......... lo/oo
Tratamento do cholera morbus o/dOo
Repertorio do Dr. Mello Moraes ...".***' |00
10/000
155000
20OO0
259000
305000
10000
28000
208000
| PEORAS PRECIOSAS. S
--
j Ariereoas de brilhcates,
i-; diamantea e perolaa, pol- ;->
| eir, alfineles, brincos *'
i i rozetas, bolees e annei*
8 de diucreiitei eoslos e de >
* diversas podra* de valor. **
B
S Compram, vendem
^ Iroeam ptala, ouro, un- ;.
n lhanles,diamantes e pero* SS
* las, e outras qoaesqaer "o
J joiasde valor, a dlnbeiro '
a ou por obras.
I
MOREIKA 4 MARTE.
LJ* B 6URITE8
Ra do Cabnga' n. 7.
Rece I
se*:* *.fc> $ -s s o. ..
* OURO E PRATA.
'-' _
& Aderemos completo' da
9 ooro, roeios di'os, putsci-
JJ ras, allinele-, brincos e
y rozetas, cordes, Irancel-
gj lins, roedalhas, corrernos
* e enfeiles para relogio, e
oalrot mallos objeclos de
>era por to-
br.!f o os os va p iv s da En- I oa.">- -
- S Aparelhos complelos de
ropa asobrasdo mais *; **, bandejas,
; salvas, c.i-lirai'=. colheres S
moderno osto, tan- ; desi,a e dechii- >-'-1
. j -., e 3 los oulros objeclos de ?
to de ranea como Sb.mi^^J
de Lisboa, as quaes vendem por
j>re$o commodo como costumam.
NOVO ESCR1PTORIO DE PROCURADORIA
CERAL.
Estabelccido Jna ra da Cadeia do Recife n.
50, primeiro andar, defronle da ra da
Madre de Dos.
Oabaixo assignado faz sciente ao publi-
co, que do dial, de julho do correnteem di-
ante, se achara aberto na casa cima decla-
rada, um escriptorio de procuradoria geral,
deba'xo da direcqSo do annunciante, no
qual estar sempre prompto nos dias uteis,
das 9 horas da manhaa, as 3 da tarde, para
cuidar de executar qualquer servico que lhe
,.1'or compativel, e que convenba a sua inter-
*veneno, para quem se dignar occupa-lo.
Para inais facilidade.
Organisar urna lista especial dos caixei-
ros que precisarem ser arrumados, e dos
que quizerem mudar ou melhorar de arru-
maco, ass'm como tambem dos patrOes que
precisarem de caixeiros, declarando cada
um as habilitacoes que liver para o que pre-
tender.
dem dos locadores,e locatarios de casas,
sitios, e terrenos, seja para que uso for.
dem dos vendedores, e compradores das
propriedades cima declaradas, seja para
que uso for.
dem dos vendedores e compradores de
eslabelecimentos coramerciaes, fabricas, ar-
maces para estibelecimentos, carros e ca-
vallos de passeio, carros e animaes de carga,
escravos, piano, joias etc.
Guiara aos senhores estrangeiros ou na-
cionaes, que ignorarem as localidades, uso,
e costumes desia praca, munindo-se de um
interpretre se preciso for, e ensinando-lhes
as moradas das pessoas a quem procurarem.
Procurar para todos, tudo o mais que em
urna procuradoria geral se poder fazer em
sentido licito, para commodo dos concurren-
tes.
A vastidSo queja tem osla praca em to-
dos (is seus ramos, com o visivel crescimen-
to das fortunas, e da populacho, vao exigin-
do recursos mais abreviados para os interes-
ses de cada um.
A compensacao que se fizor ao annuncian-
te, sera urna razoavel gratilicac.no pecunia-
ria, que se ajustara em relacao a qualidade
de servico, e urna vez fcito, sera immedi&U-
monte Inemnisado de seu importe.
Prometiendo o annunciante empregar to-
dos os esforcos para bein servir agradar aos
concorrentos ; pois que a sua pralica, expe-
rieucia e actividade, o ajudario a tiem des-
cinpenhar um tal lugar, mediante a pro-
teccao do publico em geral, cdos seus ami-
gos em particular
Recil'e 26 dojunho de 1857.
Gregorio Antuues do Oliveira.
Attencao
aA. C Yates & Companhia: estabelecidos
~y>o Rio de Janeiro, na ra do Hospicio n. *0,
vendo um annuncio publicado em urna das
folhas de Pernambuco polo Sr. Bartholomco
F. de Souza, prevenindo ao publico que o
verdadeiro xarone do bosque s elle he
quem vende,prevenirnos ao mesmo publico,
que o nosso xarope he remellido do Rio de
rneiro pelos cima proprietarios ao Sr.
Manocl Alvos Guerra, e este senhor fez o de-
posito para ser vendido na pharmacia do Sr.
Jos da Cruz Santos, na ra .Nova n. 53, ni-
cos por nos autorisados para venderom o
nosso verdadeiro, e mais prevenimos aos
senhores consumidores, que ha perlo de 5
annos os rotlos collados as garrafas s3o
assignados por Henry Prins, como procura-
- dores dos cima proprietarios. Rio de Janei-
ro 13 de Janeiro de 1857.
g JoAo da Silva Ramos, medico pela un-
/j versidade de Coimbra, mudoa sua residen- ^
i* ca da roa do Caboga para a roa Nova n. W
6'J, segundo andar, sobrado do Sr. Dr. el- $3
o, e alii contina a receber, das 8 as 10 #X
8
'A
S horas da manhaa, e das 3 s 5 da larde,
"? peisoas que o queiram consultar.
GUARDA NACIONAL.
Continua a estar a venda o manual da
guarda nacional, ou colle^ao de todas as
leis, rcgulamentos, ordens e avisos conecr-
nentes a mesma guarda, relativos, nao s ao
processo de qualificaco, recurso de revista
etc. etc. etc., senao a economa dos corpos,
JoganisaQSo por municipios, balalhoes, com-
panhias com mappas, modelos etc. etc.: na
ra de ,S. Francisco, deposito n. 6, onde en-
contrar ja encadernados.
5^ U Ur. Das teraaortes, medico, deve ser c"<
i procurado de hoje em diaiilc, no primeiro .
01 andar do sobrado d ra dos Quarleis, I'
liavessa d - era frente da botica do Sr. Pinto. '.":
JOHN GATIS,
corretor geral
E AGENTE DE LEILOES COMMERUAES,
n. 20, ra do Torres,
PRIMEIRO ANDAR,
V praca do Corpo Santo
KECIFE.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier Taz publi-
co, que mudou sua residencia para o seu si-
tio na Passagem da Magdalena, que lica ao
norte da estrada entre a ponte grande e a do
Chora-menino, e ah tem preparado urna
casa de saude com todos os commodos para
o tratamento de escravos, cujos senhores
residam fura da praga, ou "que nao os pos-
sam curar era suas proprias casas : quem
para isto quizer-se utilisar de seus servicos
mdicos, que ser3o dusempenhados com o
maior zelo, dinja-se ao paleo do Carmo n.
9, primeiro andar, ou no referido sitio da
Magdalena. Prego2/000 diarios- exceptu-
ando conferencias, sanguesugas e opera-
Qes.
Lotera
DA
proTincia.
O ahaixo assignado ven-
de bUftetsgarantidos, pe-
ios precos afoaixo notados,
sendo da quantia de cena
mil res para cima, a -
iiheiro vista, em seu es-
criptorio, na ra da Ca-
deia do Kecife n. SO, pri-
meiro andar.
lillietes. osiOO
Weios. 2.S700
Quartos. 1JJ350
P. J. L-.yme.
Mara Martiniana de Campos e Oliveira,
ex-professora do collegio das orphaas, oh-
teve hcencadoKxm. presidente da provin-
cia, para abrir aula particular para o sexo
femuiino da inslrucc5o elementar, que se
da as escolas publicas do primeiro grao, e
na qual se propoo ensinar as materias desig-
nadas na le; e por isso faz publico aos pas
de familias, e a quem mais convier, queja
deu principio ao ensino desde o mez de mato
prximo passado, no sobrado no pateo do
Carmo n. 9, casa do sua residencia, onde tra-
tar das condices relativas a admiss3o das
alumnas: tambem recebe pensionistas e
meio-pencionistas.
oooqqqo o Qo^<-mo^o
O Dr. Ribeiro, medico, de vol-
tade sua viarjem a' Europa, con-
3 tiuua a residir na mesma casa da
m ra da Cruz n. 13, onde pode ser
$ procurado a qualciuer hora.
y- Antonio da Silva GuimarSes, avisa a
todas as pessoas que possuem cautelas frac-
cionadas pelo annunciante, e que estejam
premiadas, que opresentem para sor pagas
no prazo de 30 dias, contados desta data :
lindo o qual prazo, roquerer desoneraco
na thesouraria. Recite de junho de 1857.
Antonio da Silva CtiimarSes.
0 Dr. em medicina Ignacio Nery da
Fon*eca Iransferio sua residencia do sobra-
do da ra Direita n. 31, para o pateo do Li-
vramento n. 25.
consultad at ang liow n his -esi-
dence, ruada Cruan. l.
Na iiuidicao da Aurora
de serventes torres
O
Q
io-Formoso.

i:\ litado s
9
O Dr. Jo3o Honorio Bezerra de Menf- '-
es. medico pela Facilidad* da Babia, lem &
ua residencia na cidade do Rio-For- J
1
rA i
%omm
MNT3TA FRSCEZ. i
I aillo (jdii;iiUux deoliala, ra Nova n. 41 : '<'
SEGURO bNTRA FOSO.
Companhia Alliance.
luubeleciila era Londres, em marco da 1824.
Capital cinco milhoes de libras esterlinas,
baunrlars Brothers & C, lea a honra da in-
ternar aos Sn. negociante, proprieiario* do rasjs,
a quem mais convier que estao plenamente *u-
lonsados pela dita coipanlia para efectuar segu-
ros sobre edificios de lijlo e p*ira, cobertos d.
lell'.a e igualmente sobre os objecics lueconiiveroro
os mesaios edificios quer consisia em mobilia ou
x fav'ndds ce qualquer qualidade.
Ama deleite
l'irc.sa-s^deumiasia de leite que seis
SMetenna Ibom e bastante leite, ainlamcs-
mo UaiondoalguniCio de 4 ...us para
pima.nSo r^z diirerrnca ; assevera-ae fw
lera nma boa paga e bom trata ment :oa
ra Direita n. 66.
H.I ,- S mr'"D' S"*<> .^>C.o l-V'rre.ra, :.:
f? l.u J'". m ,,a^ma '"S Janeiro,
C5 I, priinr.ro sobrado ao mirar na roa ,l S
fi h2rf'!?**i,ut procurado a qualquer
^5 hora JK-eifs 'Id* junho de!8.-.7.
8c,^a-S5'-lBS3;5sS
... moso, e de novo elTerece seus servidos a to- '?'
\J das ai pessoas que o honrarem com sua con- &
5 "anca. r.
Tasso Irmaos.
Avisara aos seus freguezes, que as ultimas
rannhas de trigo Rtchtnond chegadas ao mer-
cado, sSo vendidas em seus armazeua, velos
seguintes pregos :
Galega 25SOO0 por barrica.
Ilaxall 2O0O0 idem.
O Dance 233000 idem.
Columbia 22s0o0 idem.
AIem destas tem farinhas novas de Tries-
te das marcas SSSF. Fontana e primeira
qualidade ; assim como completo sortimen-
to das meltiores marcas de l'hiladelphia, No-
va Orleanse Baltimore.
Urna familia que vive em Lisboa.re-
cebe em sua casa at 2ou 3 meninos, que
seus pais queiram mandar estudar, dan-
do-lhescaina, mesa, roupa lavada, medi-
anfe a paga de 000 rs. diarios, pagos tres
mezes adiantadoi : a senhora tambem se
encarrega de educar urna ate duas meni-
nas, ensinando-llie as primeiras letras,
Historia, Geograpliia, msica, piano ou
harpa, bordar de toda a qualidade, toda
a sorte de costuras, dando-lhe cama,
mesue roupa lavada, mediante a quantia
de IsOOO diarios, pagos tres mezes adian-
tadoi (enteudem-se estas quantias em
moeca forte): a quem convier podera"
clr!'ir-se a' typographia deste Diario.
podando ficar certososseohores <|uecon-
arem seus lillios, queacharao zelo,can-
nho e vigilancia para seus lillios.
.Madama /'osa Hardy, ra
Nov
ii. 7%\,
tem recebido de Franca um grande sorti-
meito dechapens de seda para senhora, de
todf.s as cores. cha cozinhos d-; pallia aber-
tos, ditos de palh de arroz, ditos de seda
para meninas de 3a 7 anoos, crics de seda
para noiva, luvas, canellas, mallas, meias,
ricos pentes de larUruga do ultimo goslo,
enfeiles de cabecaijjtara senhora, enchoval
completo para baplisar crianzas, e militas
outras fazendas, que se vendem em conta.
Precisa-sede urna criada forra ou cap-
tiva, somente para cuzinhar cm urna casa
le pcquen-i familia, paga-se bein : a tratar
no segundo andar do .sobrado n.C7, defron-
le do viveiro doMuniz.
precisa-se
ou escravos, para
servico debaixo decoberia.
Precisarse de caixeiros, na ra da Ca-
deia do Kecife n. 50, primeiro andar,
prestando urna Banca de 00,9000, ven-
cendo o ordenado d*e 200.S a bOO.s, que
he para vender bilhetes da lotera da
provincia.
LOTERA
DA
provincia.
Oabaixo assignado participa aorespeila.
vel publico, que vende os seus felizes bilhe-
tes, meios, e quartos, pelos preQOs abaixo
mencionados, sendo da quantia de 1009 res
para cima, a dinheiro a vista ; na ra da Ca-
dea do Recife n. 45, esquina da Madre de
Dos :
Bilhetes 59400 recebe 5:0009
Meios 23700 2:5003
Quartos 1>350 o 1:2503
Por Salustiano de Aquino Ferreira,
Jos F'ortunato dos Santos I'orto.
2?.iijretie Clicquot
participa ao respeitavel publico, em Pernam-
bnco, que o nico deposito nesta praca, de
seu muito conhecido vinho de champagne,
he na casa dos Srs. J. Praeger & C, ra da
Cruz n. if,
TACHAS PARA ENGENHO.
Avisa-se aos senhores de engenho e seus
correspondentes, que no deposito da ra da
Uoeda [Forte do Matos) junto ao trapiche do
f'uniia n. 3 A, ha sempre um completo sor-
tunento de lachas de ferro fundido e batido,
de muita solidez, superior qualidade, e de
todos os lmannos, fabricante Elwin Maw
bem conhecido nesta praca : a tratar no
mesmo, ou na ra do Trapiche n. 44.
bilhetes; de visita.
Cravam-seeimprimem-se com perfeico
bilhetes de visita, leurasde commercio e to-
dos os objeclos da arte caligraphica, re-
gistros, vinheus e quaesquer desenhos ;
abrem-se firmas, sinetes. tanto a talho doce
como em relevo, ornamentos com objectos
de ouro c prala ; fazem-se riscos lindse
originaes para bordados de labyriritho ; ad-
muie-se a recusa de quaesquer destes objec-
tos, no caso de nao licarem a contento das
pessoas que os encommendarem: quem pre-
tender, dinja-se a qualquer destes lugares :
no ba.irro do Recie, ra da Madre de Dos
n. 33, primeiro andar ; em Santo Antonio,
na livrana classica do pateo do Collegio n,
; as Cinco Ponas, sobrado da esquina
conlronte a matriz nova.
---Offeiece-se para caixeiro ou paraoutro
qoaiquer emprego, um moco que est arru-
mado, porcm deseja melhorar, falla e traduz
alguma cousa o francez : quem de seu pres-
limo se qu.zer utilisar, dinja-se a ra da
Cruz no Recife n. 31, que se dir quem he.
- Um portuguez do muito boa bonduc-
ia, cuegado ha poucos dias da Europa, se
ouerece para caixeiro de algum eslabeleci-
mento, principalmente de ioja, porj ter
pratica aella era sua trra, aonde servio por
annos : a tratar na ra do Collegio n. 9, no
segundo andar.
Precisa-sede uro forneiro e um amas-
ador : em Santo Ainaiiuho, padaria. Paga-
Ama.
Su ra das l.arangiras n. 14 primeiro an-
dar, precisa-so de urna ama que eiuromir.e e
cozinhe para una pessoa.
Aos religiosos -
Fazem-se capas, batinase samarras, rapas
vialorias do uso da Babia : na ra da Sen-
zala n 36.
/Va ra das Aguus-Verdes
n. 4<>,
vendem-se 3 escravas, 3 negrinhas de 11 a
12 annos, 1 moleque de 13 aun s, 1 mulata
de 35-annos, 1 negro peca de 32 anuos.
Precisa-se de urna ama forra ou capti-
va, que se encarregue do cusaboar 6 engorri-
mar, para urna casa de pouca familia :
quem se adiar uestas circutustancUs, diri-
ja-se a casa n. 38, segundo andar, na ra
larga do Rosario, onde se dir quem precisa.
Um rapaz portuguez, de idade de 18
annos, se otterece para caixeiro de loja de
fazendas, porj ter pratica deste estabcleci-
mento: quem de seu presumo se quizer uti-
lisar, dirija-se a loja de ferragens do Sr.
Francisco Custodio de Sampaio (Recife) que
l achara com quem tratar.
Vende-se um preto de pacio Angola,
de idade de 30 a 36 anuos, pouca mais ou
menos, e o motivo por que se vende se dir
vista do comprador : na ra de Santo
Amaro n 8.
Vende-sn arroz Carolina a 3,*300 a ar- ,
roba e 100 rs. a libra : no Palco do Paraizo, l Veilde-SC OU!(> do SerAn
taberna do (nado Nicolao n. 16. ..__ ... '.''.
Vendem-se saceos com farinha muito
boa e saceos de lqueire, por prcci commo-
na ra da Madre de Dos n. 2.
Arados de ferro
Na fundc3o de C. Starr & Companhia, em
Santo Amaro, acham-se Dar vender arados
do ferro de um modello e construccao muito
superiores.
do :
V eiuiem-se
EIE PORTUGUEZ
DE
_ So*
O Ihesoureiro abaixo assignado faz sciente
que nftnliuma divida tem contrabido por
conta do mencionado estabelecimento : mas
se por acaso alguem Se juigar com direilo a
"guia conta, queira apresenta-Ia no prazo
ga. Pernambuco 27 de junho do 1857.
Joao Jos Rodrigues Mendes.
Precisa-so de urna ama que saina co-
zinuer e fazer todo o mais servido de casa :
na ra do Caldcireiro, tiberna n. 60.
Precisa-se de aprendizt-s de alfaiate
para ajudar um ollicial eslrangeiro, prefere-
se o queja tenha priucipio; tambem se pre-
cisa de costureiras para calcas de brim : na
ra Nova n 52.
Manoel Alves Ferreira mudou o seu es-
criptorio .1o largo da Assembla n. 12 para
a ra da Moeda n. 3, segundo andar, ao pe
do Trapiche do Gunha.
, AMA DE LEITE.
i recisa-se de urna a ma que tentia bom lei-
te e com abundancia, e que uao tenha lilhos,
paga-se bem : na ra do Catovello n 95.
ftt clifRaJodavuRinquefezaoRiode Janei-
ro, cuutmoa no exercicio da sua profisao, *T
podeudo ser procora deocu, ra Nova n. 56.
m
frecisa-se de um feitor para um sitio
pequeo muito perto da praca ; os prelen-
deules duijain-se para mais informacOes, no
Trapiche .\ovo u. 16, primeiro andar, das 10
horas ate as 3.
Quem perduu umcaozinbo da raca
a que cliamam i atoes, o <|ual acomp-
Obou a urna familia ao sabir da fesla da
igrejadeS. Pedro, no dia ) de junlio,
dinja-se ao largo do Terco, sobrado n.
O, que, dando os siynaes certos, Ibe se-
ra' entregue.
Palmeira & BeltlSo teein para ven-
der saccas com feijao branco, de alijuei-
re medida vellia, e sabe boje da altn-
dola : quem quizer, procure no largo do
Gorpo-Sanlo n. 0.
--- No dia 28 do corrate um sertanejo
perdeu desde o Forte do Mato al o arraa-
zem do Ituliuo, um erabrulho contendo duas
dispensas de casamento, uns bilhetes de
peso de urnas saccas de laa, a 45j em dinhei-
ro, sendo o sedulas de 5J, e urna de 2O3 : ro-
ga-se pois a pessoa que achou, querendo
restitut-lo, poje dirigir-se a ra do Crespo
n. 16, que alem de se lhe agradecer, se gra-
tificara.
Do Aracaty acaba de ctegar um sor-
limento do sapaios da melhor qualidade, pa-
ra homens e meninos, cera de carnauba e
mais gneros; tudo vende-se por presos
commodos na rna da Cadeia do Recife u.
60, primeiro andar, e cabegjdas de trancas
Gralifica-se bem
a qu m liver adiado, ou der noticia de urna
saiazinba de menina, de cambraia com bicos
na beira recortados, que estando a enxugar
na varand do sobrado da ra do Brum n.
28, na tarde do dia 29 do corrente, suppe-
se ter cabido na ra, e ser apanha la por al-
gum menino ou preiu que oem devena sa-
ber a quem pertencia.
Os .enhures asignantes do Jornal do
Commercio, moradores eui olinda, e cujos
nomes especilicamos n'um annuncio publi-
cado pelo Diario de Pernambuco, em Janeiro
deste anuo, avisando-os da remessa pelo cor-
rsio publi -u, dsexeaiplares do mesn;o jor-
nal, queiram mandar pagar o semestre ven-
cido no lira de junho prximo passado, e pa-
ra evitar accumulacOes, lica de ora em dian-
te suspensa a remessa do referido jornal, al
que Ss. Ss. deterniin m o contarlo.
--- Sexta-fei a 3 do crrenle mez, linda
audiencia do;r. Dr. juiz dos orphaos, ira a
praga por renda aimual, o sitio grande no
lugar do Salgadiuho, com casa de pedra e
cal para lamilla, casa para escravos, mullos
aivoiedos de fructo, pasto para gado, Ierra
paia plaalagao e ba cacimba dagua de be-
ber, avahado por 3OO0 rs. annual, a reque-
runouto da totora dos consenbores Miguel
Ferreira de Mello e Jesuina, he a uluma
praca.
Urna senhora portugueza, honesta
u: bous costumes, deseja acompanliar
guia familia para l'ortu
ro: quem quizer procura-la, dirija-se a
liorna do becco do Campello n. 4
indicara a sua morada.
o Cpmpra-se urna casa no batrro de San-
p Antonio 011 S. Jos, que nao exceda do
reco de 1:000o e 1:200 / : quem a tiveran-
tiuncie por este Diario.
Compram-se travs de 25 a 35 palmos
de comprimenlo, c palmo de grossura : na
livraria da praca da Independencia n-6e8
Compra-se effectivamente na ra das
Flores n. 37, primeiro miar, apolices da di-
vida publica e provincial, aecesdas compa-
nhias, e da-se diiiheiro a juros, em grandes
e pequeas quantias, sobre penhores.
Compra-se um sitio ou casa com bom
quintal, em chos proprios ou foreiros, e
que nao diste desta praca mais que urna le-
gua, e ncm exceda a OOfOOO: a tralar na
ra Bella n. 29.
Vendem-se ps de coqueiros, proprios
para se plantar : na ra das Trincheiras
11. s9.
Vende-se na ra Direita n. 19, carne
do sol. pelo diminuto proco de 240 rs. a li-
bra, 380 c 320, linguicas a 320 a libra.
--- Vendem-se saceos de farinha, grandes,
muito boa e preco em conta: no armazem
de Luiz Antonio Annes Jacome, defronle da
porta da alfandega.
Vende-se urna canoa de carreira com
pouco uso na ra da LingoeU n. 10.
Vendem-se duas lindas escravas pti-
mas para so fazer um presente, porque he
custoso encontrar-se peQas t5o perfeitas,
urna tem 10 annos, e a outra 18; esta cose,
engomma e cozinha, e s se vende para fra
de provincia ou para o interior da mesma :
na ra Direita n. 66
Vende-se um escravo crioulo de 22 an-
nos de idade, excellente figura, e ptimo co-
zinheiro : na ra do Hospicio n. 15.
- Vende-se urna bonita escrava crioula,
moca, com habilidades de engommar, coli-
ndar o costurar : na ra das Trincheiras
n. 29.
Superior farinha da trra
par;; mesa.
Vcndem-so saccas desta superior farinha,
assim como arroz pilado de superior quali-
dade : na travessa do arsenal de guerra, ar-
mazem n. 5.
> Vende-se azeite de coco a 3/300 a ca-
ada, suuerio'cs queijos os mais novos Jo
mercado a 13U0, cha hvsson do Rio de Ja-
neiro de primeira qualidade a 1600, caixi-
nhas de urna libra : na ra Direita n. 8.
-se
no armazem
saccas grandes com farellos
do caes da alfandega n. 5.
Na ra Augusta, taberna de 5 portas
11. 1, vende-s carne do sertao muito supe-
rior, pelo diminuto preco de 300 rs. a libra.
Vinho do Porto
superior chamico.
Vende-so nicamente em casa de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia do Becife n. 4.
Lugedoepedras
de tri,
chegadas pa escuna Rainha dos Acores :
vendem-so n ra da Cadeia do Becifo n. 4.
4 a ni sertao.
Vendo-se suparior carne do sertao, pelo
barato preco de 320 rs a libra, e vinho do
Porto eugarrafado a 1S000 a garrafa : na es-
quina do aroal do Forte, na ra das Cinco
Pontas 11. 93.
CARVA PATE8TE 1NGLEZ
para fogo uo cozinha, e vende-se em casa
de Poirier, no aterro da Boa-Vista n. 55.
Vende-se a casa lerrea n. 32 da ra
das Larangeiras, com 3 quartos, cozinha f-
ra, em chao proprio, ou permuta-se por ou-
tra que tenha mais commodos, sendo na fro-
guezia de Santo Antonio : a fallar com o
dono na mesma casa, que faz todo negocio.
No aterro da Boa-Vista, segundo andar
do sobrado n. 6, vende-se um escravo de 35
anuos de idade, sadio, boa figura e sera vi-
cios, entende de padaria e est affeito s todo
o qualquer servico de campo; troca-se tam-
bem por urna escrava que saiba engommar
e cozinhar.
Vende-se um cabriolet de duas rolas,
coberto, em bom estado : quem o preten-
der, dirija-se a ra larga do Rosario n. 48.
Vendem-se saceos com farinha da tr-
ra muito nova o torrada : no caes da alfan-
dega, armazem do Mello.
Vende-se sal do Assu': a tratar com
Francisco Xavier da Fonseca Coutiiiho, no
becco do Azeite de Peixe.
5apatos de borracha.
No escriptorio de Gurgel IrmSos, primeiro
andar n 11, da ra da Cadeia do Recife, ven-
dem-se bous sapatos de borracha a 25800 rs.
cada par.
KsteiraH e chapeos de
pal h a.
No escriptorio de Gurgel Irmaos, primeiro
andar n. 11, da ra da Cadeia do Becife,
vsndem-se boasesteiras e chapeos do palha
de carnauba.
Vende-se um ptimo escravo mor;o,
bom cozinheiro, copeiro, bolieiro, c enten-
de alguma cousa do trabalho de pharmacia :
a tralar cora Manocl Concalves da Silva, ra
da Cadeia do Becife.
(>rtes de collete
de velludo a 2#000
Vendem-se na ra do Queimado n. 31 A,
chitas escur.-s largas a 210 o covado.
J. PRAEGER & COMPANHIA.
na d; Cruz n. II.
Receberam pelo ulmo navio do Havre
ua.a nova porcSo de afamado e famoso
, V1NH DE CH1IPAIHE
de Fugene Cliequot a Rea.
Vende-se urna porcao de tintas prepara-
das, assim comoalguiiins barricas de alvaia-
de : no ermazem de J. Praeger & C, ra da
Cruz 11. 11.
PRESUNTOS.
J. Praeger - j aos seus fregnez^s, que temos recebido 110-
1 vamento pelo ultimo navio de Ilamburgo,
que ah se urna porcao de presuntos muito frescos, que
se vende por preco commodo.
e
al-

MUTILADO
saceos cora arroz pilado do Rio d S. Fran-
cisco a 1/800 a arroba : no armazem do caes
do Ramos, de Jos Mara Fernandes Thomaz.
Vende-se a verdadeira graxa ingle-
za n. 97, dos afamados fabricantesDay
& Martn, en barritas de 15 duzias de
potes: emeasa de James Crabtree & C,
ra da Cruz n. 42.
A SECRETARIAS.
As memores que ate lioje tem apparecido
a este mercado : vendem-se no escriptorio
do agente Oliveira, ra da Cadeia do Becife
n. *i primeiro andar.
Multo barato
Vende-s na ra da Cruz n. 63. caixinhas
cora superiores massas finas para sopa com
8 libras cada urna ; tambera se retalha em
lloras, macarrSo, lalharlm, aletria a 340 rs.
a ibra, caixinha.c com ameixas de Lisboa,
latas cora bnlachinhas inglezas muito finas,
ditas de soda, selames o melhor que tem
viudo ao mercado, presuntos e toucinho in-
giez latas de salrno de urna c duas libras,
erv.lhas muito frescas, e outros muitos g-
neros do melhor que se pode
muito baratos.
encontrar, e
res.
No. aterro da Boa-Vista taberna n. 42, da
esquina do becco dos Forreiros, defronte do
sobrado queima !o, vende-se superior man-
teiga inglezaaOiO rs. a libra, velas de es-
permacete a 720, o outros muitos gneros
baratsimos, a vista de sua qualidade
GAMAS DE FERRO
Escellenles camas de ferro para solteims :
vendem-se no escriptorio do agente Olivei-
ra, ra da Cadeia do Becie n. 62, primeiro
andar.
Pechincha sem
igual
Ni loja da estrella, rna do Oueimado n.
vendem-se ricas fazendas de la e laa e se
para vest lo de senhora. pelos baratissim
precos de 500 e 80o rs. o covado.
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, assim como potassa da Russia verda-
deira : na praca Jo Corpo Santo n. 11
COM PE0LEM TOME DE AVAHA
A DIM1EIUO
Pecas de madapolSo fino, ditas de algo-
dSozuiho liso muito encorpdo. ditas de di-
to (raneado e largo : vende-se na ra do
Crespo, loja da esquina que volta para a ra
aa Cadeia.
Fare lo
Vende-se superior farello vindo de Lisboa
ltimamente, em saceos e por burato preco :
na ra do Trapiche, armazem n. 7.
Ioja
das seis portas
, F.M FRENTE DO LIVRAMEftTU.-
Cortes de casemira com algum mofo a
qualro mil rs., lencos de seda proprios para
pescoco de senboraa a de/. lustOes. lencos de
relroz malisados de cores a dez tustOes, lu-
vas de seda pretas e de cores a cinco tustes
o par, cambraia lisa a dous mil rs. a peca, e
era varas a pataca, cambrams com llores sol-
tas e muito finas a duas patacas a vara, cas-
sas com IIurdes i>ara cortinados a tres mil
rs. a peca, e a sello a vara. A loja est aber-
ta das 6 horas da manh3a as 9 da noite.
Ha loja
das seis porlas
Em frente do Livrameiito
Cassas pintadas a meia pataca o rovajlo,
riscados estreitos a quatro vinlens, riscados
francez.es escuros a meia pataca, cortes de
vestido de cassa com dous e tres babados a
cinco patacas, saias brancas bordadas a dous
rail rs., chales de cassa brancos com flores a
sello, proprios para trazer por casa, c outras
mullas fazendas que vende por todo o preco
para acabar. De tudo se d amostra, levan-
do penhor que valha o que se quer ver.
relogios de pa-
tente
inglezes de ouro, de (anete e de vidro:
vendem-se a preco razoavel, em ana de
Augusto Cesar de Abreu, na ra da Ca-
deia do Recife, armazem n. 16.
Novo
rape.
Previno-se aos amantes da boa pitada, que
chogou no vapor S. Salvador o rap novo
pnuceza do Rio do Janeiro, que pelo seu
excellente aroma se confunde com o prince-
za de Lisboa: na ra do Crespo, loja de
miudezas ao pedo arco de Santo Antonio e
praca >a Independencia n. 4, aonde se ven-
de a 15000 a libra.
Tachas de ferro.
Na fundicaoda Aurora em Sanio Amaro-
e tambem 110 deposito na ra do Brum, logo
na entrada, e defronle do arsenal de mari-
nha, ha sempre um grande sortimento de
tachas, tanto de fabrica nacional como es-
trangeira, batidas, fundidas, grandes, pe-
quenas, rasas c fundas ; e em ambos os lu-
gares existem guindastes para carregar ca-
noas ou carros, livrcs de despeza. Os preco
s3oo s mais commodos.
Cascos vasi"*.
Vendem-se barra do 4.- vasios noves, che-
gados de Lisboa na barca Mor deS. Mmao :
110 armazem ie Carvalho A Irmao, na ra do
Brum, ou na ra da Cadeia de Santo Antonio
11 36, primeiro sudar.
letlioo fac limo.
Na l-raria da praca da Independencia 11.
6e8, "endo-se o metbodo facilimo-para
aprender ler, novamente impresso e aug-
mentado, por Ciil rcis.
(]assas france-
zasaSOO rs,
Vendem-se cassas (rancezaa linas a soo rs
o envado : na ra do Queimado n. 7, loia da
estrella. J
CHAPEOS A TAMBERL1F
Do afamado fabricante
inneau de Pars.
Acabamdechegarpelo ultimo paquete,
es supra mencionados cliapeos dcste ala
matlo fabricante, c vende-se 11a loiad
4 portas, da ra da Cadeia do Recife r .
'iS, de Narciso Mana Carneiro.
Vende-se superior linhas de algodao
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, om casa de Soulhall Mellor ti C.a, ra do
Torres n. 38.
a 480 rs. a libra, manteiga ingleza a 640,
queijo do reino a 15500, I56OO e 1/900, fari-
nha do remo a 130, gomma a 100 rs., lineui-
Ca do reino a 400 e 640, vinho do Porto en-
garrafado a 1S0OO, dito de Lisboa a 560, ba-
Dha de porco a 530 : as Cinco Pontas n. 21.
Venda de
pianos.
Vendem-se muitos lindos e excellentes
pianos, cliegados ultimamente de Ham-
burgo, ecom lindos retratos no frontes-
picio : na ra da Citan. 55, casa de J.
Keller & C.
Panos.
Ero casado KabcSchineltau &Companhias
ra da Cadeia n. 37, veudem-se elegante,
pianos do afamado fabricante Traumann de
Hamburgo.
A \OSOOO
Vende-se excellente cera de carnauba do
Aracaty, e Assu', de urna sacca para cima,
escoihendo o comprador a sua vontade, pe-
lo indicado preco de 10/a arroba: no ar-
mazem de D. R. Andrade o C, ra da Cruz
n. 15.
TAIXAS PARA ENGENHO.
5 f undipo de ferro da D. W. Bowmana aa
ra dD Brum, passando o chafariz, contina ha
der umcompleto sortimeoioda laixas de ferro f un
ndo e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as aaaa.
icbaiQ-seavenda.porepreco commodo a com
promptidao: embarcam-soucarraga-sa amcar
ro semnospeza ao comprador.
' ^elns e releffios.
SEI.LLNS e RELOIOS de patente
ingle : a venda no armaz.m de
Kostron Rooker & Compjnlii, -
qoina do largo do Corno Saolo no-
mero .48.
Deposito
de rap princeza da fabri-
ca de EGitsse, no ftio
de Janeiro.
Vende-se a prego commodo rap fino,
grosso e meto grosso, da acreditada fabrica
cima, ebegado pelo vapor S. Salvador : na
ra da Cruz n. 49.
Planta da cidade do Re-
cife
Vende-so a planta da cidade do Recie e
seus arrabaldes, fita pelo Sr. Dr. Jos Ma-
mede Alves Ferreira, por seis mil reis: na
livraria n. 6 e8 da praca da Independencia.
Mappa das distancias da
provincia.
Na livraria n. 6e 8 da praca da Indepen-
dencia, vende-so ol mappa das distancias
das differentes villas da cidade entre si, e
relacao capital da mesma, a mil reis.
AJgod&oxin riu da Baha
para saceos de assuear! vende-se em casa
de N. O. Bieber & Companhia, ra da Cruz
n. 4.
N. O. Riebcr & Companhia, ra da
Cruz n. 4, vendem :
Lonas da llussia.
dem inglezas.
Briazo.
Brins da Russia.
Vinho do Madeira.
Algodao para saceos, de assucar
nelogios.
Os melhores relogios de ouro, patente in
glez, vendem-se prir precos razoaveis, nu
escriptorio do agent^ Oliveira, ra da Ca-
deia do Recife n. 63,| primeiro andar.
Pcunas de ema, cera de abclha e de
carnauba.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, de-
Ironte da ra da Madre de l)eos, ha para
vender os gneros cima, recentemente che-
gados, por precos razoaveis.
Agencia
da fundicab Low-VIo- r,
ra da taala Nova
n. 42.
Neate estabelecimpnto conlinu'a a haver
Ai
; fae fifi
geois.
r
1
i
um completo sorttme
nto de moendas emeias
morradas para engenlio, machinas de vapor
e taixas de ierro batilo e coado de lodosos
tamanhos para dito.
Momhosde vento
combombas derepmopara regarlior ataba
xa aecapim na fundicao de U. W. BowmaD
ia roa dn Brum ns. 6 N e 1(1.
Encasa de Saunders Brothers C. praca
do Corpo Sanioo. 11 ,ki para vandar o u uinti
Farro inglez.
Pixeda Suecia.
Alcatro de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodolizopara saceak.
Hito antranjado igual ao da Baha
K ua conplelo sortimenio da fazendas proprio
para iste mercado : ludo por proco commodo.
Relogios
cobertos e descobertqs, pequeos e*grandes,
de ouro patente inglez, para bomem e se-
nhora de um dos m albores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-
glez : em casa de Southall Mellor & C", ra
do Torres n. 38.
Charutos de Ha va-
na : vendem -se em casa
de G. .1. Astley & C.
Cemento novo
Na ra da Cadeia do Santo Antonio, arma-
zem de materiaes, po- preco commodo.
Velas de esper-
matete.
Vendem-se caixas
las de em lihra, a'
Isaac Cur ; C., ra da Cruz
Vendem-se arreos para carros, ditos oara
cabriolet, vaque-as para coberU, diaab.
guarda-lama gafo, pinno |lnUrn
|as< na ra Nova o. 61. '
i arrodas e o-radts
Um lindo e variado sortimento de model-
los para varandase gradaras, de gosio mo-
dernsimo na fJDdicSo da Aurora em au-
to Amaro.e nodefositoda mesma, na ra do
Brum.
Novo estabeleci-
mento.
Vendem-so-querjos d0 reino vinos
no vapor a
Superior vinho do Porto engarrafado
Cerveja ingleza superior (a duzlaj
Frascos decouserva ingleza
Garrafas de azeite francez
Caixas com 8 libras de estreliriha
para sopa por
Biscoitinbos de todas as qualidtdes
a libra '
Camellos novos, a libra
Aroendoas francezas cuberas 1 libra
Espermacete de 6 em ;ibra, a libra
Dito de 8 em libra, proprio para car-
ro, a libra
Manteiga ingleza superior, a libra
Dita franceza superior, a libra
Talhanm macarr3o e aletria fina, a libra 500
Hito hysson, a libra aanaai
Dito do Rio, a libra .,1
Os melhores charutos do aereado
vindos da Baha, a orna 3/. 4 e Cniui
i\alja das seis
portas en frente h Li-
v ran i.-iit o
1ECH1IISI0 FAfc Uto
IHO.
NA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
JSf0 DAVID W.BOWMAN. rtA
FARI? BRUM'PASSANOjQoHA-
!i.nipre B,,?8r"'de wriimeiilodoi.egaiole, nb
.iroera ? n*"" *?'""' *' S modernV
consiroccio ; lauaade ferro fundido e baiid. a.
de,Puarda: T'^' de ,0,0>0> KiSftfi
: P"" *.ga' *<""*, de todas aa Dcooor-
SSLfSR* b0 deroraalh. anJaOTTC
t* 10
W80
960
*oa
49000
360
15200
15380
800
800
800
730
NA MESM FUNDICAO.
^a,IieCnlam ',oda8 as eucommeoda
modidade em preco.
rom a iaperio-
ptettaa acn-
XAROPE
DO
UF|
K
Foitrarneridoodepoitole.leiaropeparaarx.
lica deJo.c da CrUI Santos, naru, Novan. 5
garra a. 550O n.el..:000...od. r.i..i2.
aquelle que nflnfor ?endilo oetle deposilo.pWo
que-ief! opreieDUTieo.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
fara curade phfydcreai lodoioueoididcren
lenitriot, qiicrmolivadaporeonslipacaea.lo?*
stlima.pleuriz.escarrofdeiaogoe, ddrdeeoa-
adosepeito, palpilarjoao corarse .coqueluche
broncliile, dorna Barganta, e toda* atenoleilu
dos o rga o f pulmonares.
REMEDIO 1MCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLL WAY.
Milhares de individuos de todas as nacfles
podera tcstemunhar as virtudes deste reme-
dio incoraparavel, c provar em caso necessa-
cnr^l6' pel. US09uedelle fizer.m, tem seu
corpo e membros inteiramente sSos, depo.
de haver empregado intilmente outros ira-
lamentos. Cada pessoa poder-se-ha conven
cer dessas curas maravilhosas pela leiluia
dos peridicos que Ib'as re.tam todos os
das ha muitos annos ; e a maior parle del-
lasso tao sorprendentes que admiran o
mdicos mais celebres. Quantas pessoas re-
cobraran! com este soaerano remedio o uso
de seus bracos o peinas, depois de ter per-
manecido longo tempe nos liospilaea, onde
deviamsoffreraampuiacao! Dolas ha mul-
las, que bavendo deixado essesasvlos de pa-
decitnento, para se neo submctle'rem a essa
operacao dolorosa, foram curadas completa-
mente, mediante o uto desse precioso re-
medio. Algumas das Ues pessoas, na erw>3o
de seu reconhecimenU, declararam estes re-
sultados benficos diante do lord correae-
dor, e outros magistrados, afim de mais au-
teulicareni sua aflirmiliva.
Niogaem desesperara do estado de aua
saude se t.vesse bastante conlianca para en-
saiar este remedio constantemente, segiun-
do algum lempo o tratamento que neceaai-
tasse a natureza do mal, Cujo resultado seria
provar incontestavolnenle Que tudo cura.
O ungento he utU.matparlin.larmen. '
nos seguate, caiOf.
I nal,i ni na co da ma-
casa de
n. 9.
com 25 libras de ve-
preco com modo.. em
Aviso sos senhores de en-
genhoedonos tle oli*
cias
Vende-se bolacha americana a 100 rs. a
bra : no pateo do ToVqo ii. 21.' dito da Pe-
iha ii. 10. Tambem se vendem cartas de
traques a 280 rs. a carta.
Vende-se
em casa de 8. P. Johnslon A C, ra da Sen-
zala Nova n. 42, o siguile : arrcios para
carro, sellins para ho
dieiros e casticaes bn
ra carro, chicotes de barro e de mntaria".
ILEGIVEL

Alporcas.
Caiinbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de ca beca.
das cosas.
dos membros.
Enfermidades da cu-
lis em geral.
Enfermidades do ans
ErupcOesescorbuticis
Fstulas no abdomei.
Krialdado ou falta (e
calor as extremi-
dades.
Frieiras.
Gengvasescaldadas.
Incha^es.
Inflammaco doligar
da bexiea.
triz.
Lepra.
Males daspernas..
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosqui-
tos.
PolmOes.
Queimadelas.
Sarna.
SupuracOes ptridas.
Tinha, em qualquer
parte que seja.
Tremor de ervos.
I leers na bocea.
do ligado.
das arliculac&cs.
Veas torcidas ou no
dadas as pernas.
Vende-se este ungento noeslabelecimen-
o geral deLondre n. 24*. .Slrand, e na
toja de todos os boticarios, droguistas e ou-
ras pessoas encanegadas de sua venda em
toda a America do lu, llavana e llespanha.
Vende-se a 800 r& Cada bocclinha.conlcBi
urna instruccao en; portuguez pa.a explicar
o modo de azer us, deste ungento.
O deposito geral he em casa doSr. Soum,
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22, ero
Pcniaiiibuco.
Ni;)|$0l
Fugto no da n do corrente o esciavo
do nome \ entura, ,atura, do ij,ranhao. d
idade de 4^ a oo annos a|tura repular, secm
do corpo, rosto a.aveirado. barba rapada,
pernas arqueadas, he bastante prosista e ja
deu urna fgida, acoutando-se na mala de
Bcberibe: gralilic.^ a quCm o pegar e en-
tregar a seu senho/Manoel da Silva Santos,
na ra da Cadeia co Recife *
2 da SS H "cr" de Angela le H anno, ,
,1'"1",e. bai.o, p,rnlo.i,.on>oSH.cr.. Q
W "*" n" hombro t,tit_ A ,a prfn. J
f d" K levar < olo holel -gnfro.ameri- m
f le loruir [.pii-;i In.
PBHN. TVP. DU M. ,.-. ufakia Mi


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